Busca Facetada
Turma- Terceira Câmara (29,283)
- Segunda Câmara (27,810)
- Primeira Câmara (25,087)
- Segunda Turma Ordinária d (18,060)
- Primeira Turma Ordinária (16,521)
- Primeira Turma Ordinária (16,450)
- Primeira Turma Ordinária (16,356)
- 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR (16,296)
- Segunda Turma Ordinária d (16,086)
- Segunda Turma Ordinária d (14,557)
- Primeira Turma Ordinária (13,115)
- Primeira Turma Ordinária (12,614)
- Segunda Turma Ordinária d (12,545)
- Primeira Turma Ordinária (11,521)
- Quarta Câmara (11,514)
- Quarta Câmara (85,953)
- Terceira Câmara (68,506)
- Segunda Câmara (57,351)
- Primeira Câmara (21,646)
- 3ª SEÇÃO (16,296)
- 2ª SEÇÃO (11,359)
- 1ª SEÇÃO (6,889)
- Pleno (788)
- Sexta Câmara (302)
- Sétima Câmara (172)
- Quinta Câmara (133)
- Oitava Câmara (123)
- Terceira Seção De Julgame (128,647)
- Segunda Seção de Julgamen (116,088)
- Primeira Seção de Julgame (77,943)
- Primeiro Conselho de Cont (49,053)
- Segundo Conselho de Contr (48,969)
- Câmara Superior de Recurs (38,140)
- Terceiro Conselho de Cont (25,980)
- IPI- processos NT - ressa (5,020)
- Outros imposto e contrib (4,458)
- PIS - ação fiscal (todas) (4,062)
- IRPF- auto de infração el (3,972)
- PIS - proc. que não vers (3,963)
- IRPJ - AF - lucro real (e (3,943)
- Cofins - ação fiscal (tod (3,868)
- Simples- proc. que não ve (3,681)
- IRPF- ação fiscal - Dep.B (3,045)
- IPI- processos NT- créd.p (2,251)
- IRPF- ação fiscal - omis. (2,215)
- Cofins- proc. que não ver (2,102)
- IRPJ - restituição e comp (2,088)
- Finsocial -proc. que não (1,996)
- IRPF- restituição - rendi (1,991)
- Não Informado (56,432)
- GILSON MACEDO ROSENBURG F (5,612)
- RODRIGO DA COSTA POSSAS (4,442)
- WINDERLEY MORAIS PEREIRA (4,273)
- CLAUDIA CRISTINA NOIRA PA (4,256)
- PEDRO SOUSA BISPO (4,201)
- HELCIO LAFETA REIS (3,911)
- ROSALDO TREVISAN (3,243)
- CHARLES MAYER DE CASTRO S (3,219)
- MARCOS ROBERTO DA SILVA (3,150)
- Não se aplica (2,937)
- PAULO GUILHERME DEROULEDE (2,875)
- RODRIGO LORENZON YUNAN GA (2,769)
- WILDERSON BOTTO (2,683)
- LIZIANE ANGELOTTI MEIRA (2,636)
- 2020 (41,088)
- 2021 (35,847)
- 2019 (30,961)
- 2018 (26,046)
- 2024 (25,923)
- 2012 (23,622)
- 2023 (22,477)
- 2014 (22,376)
- 2013 (21,088)
- 2011 (20,979)
- 2025 (19,673)
- 2010 (18,059)
- 2008 (17,137)
- 2017 (16,841)
- 2026 (16,299)
- 2009 (69,612)
- 2020 (39,854)
- 2021 (34,153)
- 2019 (30,463)
- 2023 (25,918)
- 2024 (23,872)
- 2014 (23,412)
- 2018 (23,139)
- 2026 (20,523)
- 2025 (19,745)
- 2013 (16,584)
- 2017 (16,398)
- 2008 (15,520)
- 2006 (14,857)
- 2022 (13,225)
Numero do processo: 19740.000492/2008-63
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Fri Aug 12 00:00:00 UTC 2011
Numero da decisão: 3302-000.162
Decisão: Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do relator.
Nome do relator: JOSE ANTONIO FRANCISCO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201108
camara_s : Terceira Câmara
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
numero_processo_s : 19740.000492/2008-63
conteudo_id_s : 6469060
dt_registro_atualizacao_tdt : Sat Sep 11 00:00:00 UTC 2021
numero_decisao_s : 3302-000.162
nome_arquivo_s : 330200162_19740000492200863_201108.pdf
nome_relator_s : JOSE ANTONIO FRANCISCO
nome_arquivo_pdf_s : 19740000492200863_6469060.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do relator.
dt_sessao_tdt : Fri Aug 12 00:00:00 UTC 2011
id : 5951812
ano_sessao_s : 2011
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:40:10 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713047889448534016
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 12; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1112; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C3T2 Fl. 1 1 S3C3T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 19740.000492/200863 Recurso nº 884.748 Resolução nº 330200.162 – 3ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Data 12 de agosto de 2011 Assunto Solicitação de Diligência Recorrente IRB BRASIL RESSEGUROS S/A Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do relator. (Assinado digitalmente) Walber José da Silva Presidente (Assinado digitalmente) José Antonio Francisco Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Walber José da Silva, José Antonio Francisco, Fabiola Cassiano Keramidas, Alan Fialho Gandra, Alexandre Gomes e Gileno Gurjão Barreto. Fl. 385DF CARF MF Emitido em 14/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 23/08/2011 por JOSE ANTONIO FRANCISCO, Assinado digitalmente em 24/08/20 11 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 23/08/2011 por JOSE ANTONIO FRANCISCO Processo nº 19740.000492/200863 Resolução n.º 330200.162 S3C3T2 Fl. 2 2 RELATÓRIO Tratase de recurso voluntário (fls. 247 a 311) apresentado em 13 de maio de 2010 contra o Acórdão no 1326.184, da 4ª Turma da DRJ / Rio de Janeiro 2 (fls. 233 a 239), cientificado em 13 de abril de 2010, que, relativamente a auto de infração de Cofins e de PIS dos períodos de janeiro a dezembro de 2004 e de janeiro de 2006 a junho de 2006, considerou improcedente a impugnação da Interessada, nos termos de sua ementa, a seguir reproduzida: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social Cofins Período de apuração: 01/01/2004 a 31/12/2004, 01/01/2006 a 30/06/2007 VARIAÇÕES MONETÁRIAS PASSIVAS. IMPOSSIBILIDADE DE EXCLUSÃO. As variações monetárias ativas são receitas financeiras e integram a base de cálculo da contribuição no período objeto do lançamento. O contribuinte ao optar pela tributação das variações monetárias pelo regime de competência, deverá reconhecêlas mensalmente, independentemente da efetiva liquidação das operações que a geraram, não se admitindo a compensação dos ganhos financeiros com as perdas a que estão sujeitos os investimentos da autuada. BASE DE CÁLCULO. EXCLUSÕES As exclusões da base de cálculo da contribuição são aquelas previstas na legislação de regência. O tratamento tributário a elas dispensado não pode ser aplicado às demais despesas com o intuito de diminuir a receita tributável. Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep Período de apuração: 01/01/2004 a 31/12/2004, 01/01/2006 a 30/06/2007 VARIAÇÕES MONETÁRIAS PASSIVAS. IMPOSSIBILIDADE DE EXCLUSÃO. As variações monetárias ativas são receitas financeiras e integram a base de cálculo da contribuição no período objeto do lançamento. O contribuinte ao optar pela tributação das variações monetárias pelo regime de competência, deverá reconhecêlas mensalmente, independentemente da efetiva liquidação das operações que a geraram, não se admitindo a compensação dos ganhos financeiros com as perdas a que estão sujeitos os investimentos da autuada. BASE DE CÁLCULO. EXCLUSÕES As exclusões da base de cálculo da contribuição são aquelas previstas na legislação de regência. O tratamento tributário a elas dispensado não pode ser aplicado às demais despesas com o intuito de diminuir a receita tributável. Impugnação Improcedente Fl. 386DF CARF MF Emitido em 14/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 23/08/2011 por JOSE ANTONIO FRANCISCO, Assinado digitalmente em 24/08/20 11 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 23/08/2011 por JOSE ANTONIO FRANCISCO Processo nº 19740.000492/200863 Resolução n.º 330200.162 S3C3T2 Fl. 3 3 A Primeira Instância assim resumiu o litígio: 1.Versa o presente processo sobre autos de infração de fls. 111 a 136, lavrados em nome do contribuinte em epígrafe, decorrentes da falta e/ou insuficiência de recolhimento das Contribuições para o Programa de Integração Social (PIS) e para o Financiamento da Seguridade Social (COFINS). O presente processo consubstancia exigência de crédito tributário no valor total de R$ 30.844.299,73, autuado da seguinte forma: 1.Às fls. 111 a 123: auto de infração correspondente à Contribuição para o PIS, referente aos fatos geradores de janeiro/2004 a dezembro/2004 e de janeiro/2006 a junho/2007, incluindo principal e juros de mora calculados até 29/08/2008. 1.2 Às fls. 124 a 136: auto de infração correspondente à Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social, referente aos fatos geradores de janeiro/2004 a dezembro/2004 e de janeiro/2006 a junho/2007, incluindo principal e juros de mora calculados até 29/08/2008. 1.No campo Descrição dos Fatos dos autos de infração acima discriminados (fls. 113 e 126), a autoridade fiscal que procedeu aos trabalhos de apuração do lançamento esclarece que o valor foi apurado a partir de glosa de exclusões indevidas na apuração da base de cálculo das contribuições, não previstas na legislação, de acordo com o descrito no Termo de Verificação Fiscal, de fls. 100 a 109. Neste consta, em resumo, que: 2.1 O IRB BRASIL RESSEGUROS S/A é uma sociedade anônima de economia mista, cujo objetivo é efetuar operação de resseguro, regular o cosseguro, o resseguro e a retrocessão e promover o desenvolvimento das operações de seguros no País. 1.Durante o período fiscalizado o contribuinte excluiu da base de cálculo algumas despesas não previstas na legislação. 2.Foram glosados os valores deduzidos indevidamente em relação aos grupos de contas 5.3.5.59 (Contribuição s/ Excesso do Lucro Máximo FESR), 5.5.6.61 (Despesas com Retenções Diversas) e 5.5.8.81 (Ajustes Cambiais e Monetários de Saldos Operacionais). 3.Essas despesas em nada se assemelham com aquelas elencadas na IN SRF 247/2002. 4.Especificamente em relação à conta 5.5.8.81, a legislação tributária define que a partir de 1º de fevereiro de 1999, na condição de receitas financeiras, as variações monetárias ativas, calculadas em função da taxa de câmbio, integram a base de cálculo do PIS e da COFINS, ocorrendo o fato gerador, mensalmente, segundo o regime de competência, sendo incabível a compensação das variações monetárias passivas. A partir de 1º de janeiro de 2000, as variações monetárias, em função da taxa de câmbio, serão consideradas, na determinação da base de cálculo do PIS e da COFINS, quando da liquidação da correspondente operação (regime de caixa). E, por opção do Fl. 387DF CARF MF Emitido em 14/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 23/08/2011 por JOSE ANTONIO FRANCISCO, Assinado digitalmente em 24/08/20 11 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 23/08/2011 por JOSE ANTONIO FRANCISCO Processo nº 19740.000492/200863 Resolução n.º 330200.162 S3C3T2 Fl. 4 4 contribuinte, tais variações podem ser consideradas segundo o regime de competência. 5.No período fiscalizado, as variações monetárias foram calculadas pelo contribuinte segundo o regime de competência. 6.Baseandose nas planilhas mensais da base de cálculo do PIS e da COFINS e no razão contábil (fls. 63 a 99), encaminhado pelo contribuinte à fiscalização, referente aos anoscalendário de 2004 e 2006 e 1º semestre de 2007, efetuouse o lançamento de ofício com a finalidade de glosar os valores relativos à variação monetária passiva, de acordo com o art. 13 da IN SRF 247/2002, excluídos indevidamente da apuração da base de cálculo do PIS e da COFINS, que estão demonstrados na planilha de fls. 110. Na mesma planilha constam valores registrados nas contas 5.3.5.59 e 5.5.6.61, excluídos indevidamente da base de cálculo das contribuições, em desacordo com o art. 28 e anexo II da mesma Instrução Normativa. 3. O enquadramento legal das presentes autuações encontrase às fls. 115 e 128. 4. Irresignado com o lançamento consubstanciado nos Autos de Infração em comento, o interessado apresentou a peça impugnatória de fls. 167 a 213. Alegou, em síntese, que: 1.As variações cambiais passivas não ultrapassaram, no período autuado, o montante das variações monetárias ativas oferecidas à tributação, indevidamente. Não incidir as contribuições para o PIS e a COFINS sobre as variações cambiais ativas, pois não representam receita auferida, e sim, mera expectativa de ganhos futuros que podem ou não ocorrer. 2. Tal procedimento apenas refletiu a apuração e a sujeição à tributação de receitas que realmente deveriam ter sido submetidas à tributação, evitando que mera projeções e expectativas tivessem impacto tributário. 3.Há jurisprudência consolidada no STF quanto à impossibilidade de tributação pelo PIS e pela COFINS nas receitas decorrentes de variação cambial. Verificase que o STF pacificou o entendimento de que é inconstitucional o §1º, do artigo 3º, da Lei nº 9.718/98, o que significa dizer que as contribuições para o PIS e a COFINS devem incidir apenas sobre as receitas decorrentes da venda de mercadorias e de serviços, e não sobre receitas financeiras, tais como as decorrentes de variação cambial. 4.Os julgadores administrativos tem o dever de apreciar essa questão já pacificada, em função do princípio da supremacia das normas. 5. O próprio Conselho de Contribuintes vem decidindo na esteira das decisões do STF sobre o tema. 6.Relativamente às quantias repassadas ao Fundo de Estabilidade Rural (FESR), o mesmo foi instituído pelo art. 16 do DL nº 73/66, tendo como finalidade manter e garantir o equilíbrio das operações de seguro rural no País, bem como atender à cobertura suplementar dos Fl. 388DF CARF MF Emitido em 14/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 23/08/2011 por JOSE ANTONIO FRANCISCO, Assinado digitalmente em 24/08/20 11 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 23/08/2011 por JOSE ANTONIO FRANCISCO Processo nº 19740.000492/200863 Resolução n.º 330200.162 S3C3T2 Fl. 5 5 riscos de catástrofe, inerentes á atividade rural. De acordo com o parágrafo único do citado artigo 16, o FESR é administrado pela Impugnante e é constituído, nos termos do art. 17, do mesmo diploma legal e do art. 10, da Resolução CNSP nº 46/01, pela conjunção das receitas provenientes de excedentes no máximo admissível tecnicamente como lucro nas operações de seguros de crédito rural, seus resseguros e suas retrocessões. E, também, pelo crédito especial da União Federal, quando necessário, para cobertura de deficiência operacional do exercício anterior. 7.De acordo com o art. 3º da Resolução CNSP nº 50/01, o Impugnante, além de administrar o FESR, está obrigado a efetuar contribuições sobre o excesso de lucro máximo admitido nas operações que envolvam as atividades cobertas pelo fundo. 8.Em dezembro/2004, em estrito cumprimento às determinações legais acima mencionadas, acabou por repassar ao FESR, a título de contribuição sobre o excesso do lucro máximo admitido, o montante equivalente a R$ 9.124.860,09. E, como vinha recolhendo a contribuição para o PIS e à COFINS sobre a totalidade das receitas auferidas a título de prêmios recebidos em tais modalidades de resseguro, ao repassar a quantia especificada ao FESR, valeuse da prerrogativa que lhe é outorgada pela legislação de regência; excluiu tais valores das bases tributáveis das contribuições. 9. Tal exclusão tem amparo legal na alínea c, inc. IV do art. 1º da Lei nº 9.701/98 e no §5º do art. 3º da Lei nº 9.718/98, no inc. III do art. 27 do Decreto 4.524/02 e no inc. III do art. 28 da IN SRF nº 247/02. 10. A constituição de provisões ou reservas técnicas é de suma importância para conferir segurança ao mercado de seguros e garantir o direito dos consumidores ao recebimento das quantias relativas às indenizações devidas em caso de sinistros. 11. O FESR tem por finalidade a cobertura de riscos inerentes às operações de seguro rural e a garantia, em caso de catástrofes, do pagamento das indenizações aos segurados, evitando um colapso no mercado nacional de seguros, o que explica a necessidade de constituição de provisão ou reserva técnica. 12. O simples fato de o FESR ser constituído pelos excedentes do máximo admissível tecnicamente como lucro nas operações de seguros de crédito rural, seus resseguros e suas retrocessões, vertidos pelas seguradoras e pelo Impugnante, não é capaz de desconfigurar sua natureza de reserva técnica. 13. As contribuições destinadas ao FESR são apuradas considerando um percentual das receitas decorrentes dos prêmios recebidos nas operações de seguros de crédito rural, seus resseguros e suas retrocessões. 14. A fim de garantir a adequada remuneração das verbas empregadas no FESR, o Conselho Nacional de Seguros Privados fez constar da Resolução nº 46/01, disposição específica (art. 17), segundo a qual ‘o saldo do FESR será aplicado em títulos públicos, cujos rendimentos serão incorporados ao próprio Fundo”. Tal disposição está em Fl. 389DF CARF MF Emitido em 14/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 23/08/2011 por JOSE ANTONIO FRANCISCO, Assinado digitalmente em 24/08/20 11 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 23/08/2011 por JOSE ANTONIO FRANCISCO Processo nº 19740.000492/200863 Resolução n.º 330200.162 S3C3T2 Fl. 6 6 consonância com a disposição genérica aplicável a todos os saldos de provisões ou reservas técnicas (Resolução CMN nº 3034/02). Assim, entende estar comprovado que as contribuições ao FESR incluemse no conceito de ‘parcela dos prêmios destinada à constituição de provisões ou reservas técnicas”, com todos os efeitos fiscais decorrentes. 15.Ainda que assim não se entenda, é legítima a exclusão por ela efetuada por força do contido no Anexo II, da IN SRF nº 247/02, a título de “Prêmio Cedido a Consórcios e Fundos (conta 3119)”. 16. Relativamente à conta 5.5.6.61 “Despesas com Retenções Diversas” informa que a mesma tem a função de registrar as despesas realizadas com a atribuição de rendimentos a fundos, consórcios, reservas de sinistros e ao saldo das retenções de importâncias devidas pelo Impugnante a seguradoras nacionais. 17. Especificamente quanto ao Consórcio Brasileiro de Riscos Nucleares (CBRN) o mesmo era, à época do período autuado, regido pela Resolução SUSEP nº 32/00. É gerido pela Impugnante e conta com a sua própria participação, tendo como base um percentual fixo sobre os negócios ressegurados, e ainda com a participação de todas as seguradoras que operam em ramos elementares no País. 18. Na qualidade de gestor do CBRN está obrigado nos termos do art. 16 da resolução em questão, a aplicar os recursos do Consórcio no mercado financeiro, sendo que o resultado positivo de tais investimentos (lucro) é distribuído a todas as sociedades seguradoras que operam em ramos elementares no País, na proporção de seus patrimônios líquidos. 19.Oferece à tributação as receitas que posteriormente são destinadas ao referido fundo. Tais receitas são contabilizadas por meio de lançamentos a crédito no resultado, em conta de receita de natureza financeira (6.6.6.61). 20. Na medida em que as receitas geradas pelo referido fundo de investimento foram repassadas às seguradoras consorciadas, o Impugnante promoveu a exclusão, competência por competência, dos respectivos valores das bases tributáveis do PIS e da COFINS. 21.Tais exclusões enquadramse no conceito de quantias repassadas a congêneres contas 3114Prêmio de coseguro cedido a congênere, 3115Prêmio de Resseguro Cedido, 3119Prêmio cedido a consórcios e fundos, de acordo com o Anexo II da IN SRF 247/02. 22. Se for entendido que as exclusões por ele efetuadas a título de contribuições sobre o excesso de lucro máximo e as da conta 5.5.6.61 despesas com retenções diversas, não se valem de autorização legal, há que se admitir que tais exclusões são receitas pertencentes a terceiros. 23. Por expressa determinação legal, a parcela dos recursos que transitam pela contabilidade da Impugnante a título de prêmio no resseguro de riscos inerentes às atividades cobertas pelo FESR é destinada ao referido fundo, não integrando o patrimônio do Impugnante. São receitas de titularidade do fundo e não do Impugnante. Fl. 390DF CARF MF Emitido em 14/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 23/08/2011 por JOSE ANTONIO FRANCISCO, Assinado digitalmente em 24/08/20 11 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 23/08/2011 por JOSE ANTONIO FRANCISCO Processo nº 19740.000492/200863 Resolução n.º 330200.162 S3C3T2 Fl. 7 7 24.Da mesma forma, o Impugnante é apenas gestor do CBRN (Consórcio Brasileiro de Riscos Nucleares) e que por expressa determinação da SUSEP, tem a obrigação de aplicar os recursos do Consórcio no mercado financeiro, estando obrigado a distribuir o resultado positivo dos investimentos (lucro) a todas as sociedades seguradoras que operam em ramos elementares no País, na proporção dos seus patrimônios líquidos. Tais receitas pertencem às seguradoras consorciadas e não ao Impugnante. 25.Este também é o caso das despesas contabilizadas na conta 5.5.5.61.02.099 (DESP RET DIV/PSLRETR P/REND ATRIB), eis que decorrentes da atribuição de rendimentos às seguradoras sobre parcela das reservas de sinistros a liquidar por essas constituídos, retidos pelo Impugnante e por ele aplicados. 26.Tais quantias não integram o patrimônio do Impugnante sendo, por lei, de exclusiva propriedade dos terceiros acima especificados, apenas transitando temporariamente em suas contas para o atendimento legal. 27.A receita deve integrar o patrimônio da pessoa jurídica em caráter definitivo e, não, provisoriamente. Não se pode confundir ingresso com receita. 28. Tributar as contribuições sobre receita alheia configura usurpação da competência tributária outorgada pela CF/88. 29. O lançamento é improcedente sendo certo que é credor da União Federal, devendo ser reconhecido o seu direito à compensação ou restituição do montante correspondente aos juros de mora devidos no período compreendido entre a data do pagamento indevido das contribuições calculadas sobre o ingresso de receitas de terceiros e a efetiva exclusão de tais quantias, quando do seu repasse aos correspondentes titulares. 30.Ao final requer sejam julgados improcedentes os lançamentos correspondentes ao PIS e à COFINS. No recurso, após tratar dos fatos e do acórdão de primeira instância, apresentou a alegação de que a decisão seria nula, por “flagrante cerceamento do direito de defesa”. Segundo a Recorrente, a alegação de que as contribuições não incidiriam sobre receitas de terceiros teria deixado de ser analisada. A seguir, já tratando do mérito da matéria, alegou que as contribuições não incidiriam sobre as variações monetárias e cambiais ativas, acrescentando o seguinte: Notese que os lançamentos contábeis efetuados mês a mês, a crédito (variações ativas) e a débito (variações passivas) no resultado, em realidade, exprimem apenas uma expectativa de receita ou de despesa que pode vir a ser realizada ou não, quando da liquidação do respectivo contrato. Tais resultados somente serão efetivamente conhecidos e materializados no momento da liquidação das respectivas obrigações ou da realização dos respectivos direitos, o que evidencia que existe uma simples expectativa de receita, que poderá — ou não — concretizarse no futuro. Fl. 391DF CARF MF Emitido em 14/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 23/08/2011 por JOSE ANTONIO FRANCISCO, Assinado digitalmente em 24/08/20 11 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 23/08/2011 por JOSE ANTONIO FRANCISCO Processo nº 19740.000492/200863 Resolução n.º 330200.162 S3C3T2 Fl. 8 8 A seguir, tratou da inconstitucionalidade do art. 3º, § 1º, da Lei no 9.718, de 1998, alegando que, pela natureza financeira, as variações cambiais não poderiam ser tributadas por Cofins e PIS. Citou entendimento do Superior Tribunal de Justiça e do Supremo Tribunal Federal sobre o tema. Passou a tratar das “quantias repassadas ao Fundo de Estabilidade do Seguro Rural (FESR)”, alegando, criada nos termos do DecretoLei no 73, de 1966, o seguinte: Nos termos do parágrafo único, do artigo 163 , do DecretoLei n° 73/66, o Fundo de Estabilidade do Seguro Rural (FESR) administrado pelo Recorrente e é constituído, nos termos do artigo 17, do mesmo diploma legal e do artigo 10, da Resolução CNSP n° 46/01, pela conjunção das seguintes receitas: (i) excedentes no máximo admissível tecnicamente como lucro nas operações de seguros de crédito rural, seus resseguros e suas retrocessões; e (ii) crédito especial da União Federal, quando necessário, para cobertura de deficiência operacional do exercício anterior. Mencionou, ainda, a disposição do art. 1º, IV, da Lei no 9.704, de 1998, aplicável à Cofins pelo disposto no art. 3º, § 5º, da Lei no 9.718, de 1998. A seguir, contestou a conclusão da Primeira Instância de que “a apuração destas contribuições não mantêm qualquer correlação com o risco da operação, ao contrário do que acontece com as reservas técnicas, não possuindo, portanto, a mesma natureza destas últimas”, afirmando “que o Fundo de Estabilidade do Seguro Rural (FESR) tem a ‘finalidade de garantir a estabilidade das operações de Seguro Rural e atender à cobertura suplementar dos riscos de catástrofe’”. Ademais, “o simples fato de o FESR ser constituído pelos excedentes do máximo admissível tecnicamente como lucro nas operações de seguros de crédito rural, seus resseguros e suas retrocessões, vertidos pelas seguradoras e pelo Recorrente, não é capaz, por si só, de desconfigurar sua natureza de reserva técnica.” Além disso, a dedução efetuada pela Interessada enquadrarseia no anexo II da Instrução Normativa SRF no 247, de 2002, no item “prêmios cedidos a consórcios e fundos” (conta 3119). Na sequência, tratou dos valores contabilizados na conta contábil 5.5.6.61, nos termos já expostos anteriormente. Ademais, em relação ao anexo citado no parágrafo anterior, tais valores enquadrarseia nas contas 3114 e 3115 (prêmio de resseguro cedido e de coseguro cedido a congênere). Passou a tratarse de receitas de terceiros, contabilizadas na conta contábil 5.5.6.61 “despesas com retenções diversas”, esclarecendo que, “por expressa determinação legal, parcela dos recursos que transitam pela contabilidade do Recorrente a titulo de prêmio no resseguro de riscos inerentes às atividades cobertas pelo Fundo de Estabilidade do Seguro Rural — FESR é destinada ao referido fundo, não integrando, em momento algum, o patrimônio do Recorrente”. Acrescentou que, “Da mesma forma, conforme ficou demonstrado no item IV.3.B acima, o Recorrente é apenas o gestor do Consórcio Brasileiro de Riscos Nucleares CBRN”, esclarecendo que “Recorrente retém os respectivos valores pertencentes às Fl. 392DF CARF MF Emitido em 14/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 23/08/2011 por JOSE ANTONIO FRANCISCO, Assinado digitalmente em 24/08/20 11 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 23/08/2011 por JOSE ANTONIO FRANCISCO Processo nº 19740.000492/200863 Resolução n.º 330200.162 S3C3T2 Fl. 9 9 seguradoras e os aplica, contabilizando, em decorrência, receitas financeiras em conta de resultado, as quais, nesse momento, são tributadas pelo PIS e pela COFINS. Em um segundo momento, quando tais rendimentos são atribuídos às seguradoras, o Recorrente promove sua exclusão das bases de incidência de tais contribuições.” Argumentou que não haveria auferimento definitivo de receita e que se trataria de questão similar à dos honorários e serviços de agências de propaganda e publicidade, uma vez que os valores ingressariam transitoriamente pelo seu patrimônio, por determinação legal expressa e confirmada pela Resolução Susep no 32, de 2000. Mencionou, ainda, o entendimento da Câmara Superior de Recursos Fiscais a respeito das receitas de “roaming” (telefonia móvel). É o relatório. Fl. 393DF CARF MF Emitido em 14/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 23/08/2011 por JOSE ANTONIO FRANCISCO, Assinado digitalmente em 24/08/20 11 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 23/08/2011 por JOSE ANTONIO FRANCISCO Processo nº 19740.000492/200863 Resolução n.º 330200.162 S3C3T2 Fl. 10 10 VOTO Conselheiro José Antonio Francisco, Relator O recurso é tempestivo e satisfaz os demais requisitos de admissibilidade, dele devendose tomar conhecimento. No processo n. 19740.000260/200724, foi aprovada pela antiga 2ª Turma Ordinária da 3ª Câmara do Carf, Resolução, de lavra do Conselheiro Walber José da Silva, no para realizar diligência, relativamente a matéria semelhante à constante dos presentes autos. Dessa forma, adoto o respectivo voto, abaixo reproduzido: Tive vista dos autos e para formar minha convicção entendo que o mesmo deve retornar em diligências à repartição de origem para colher as informações que passo a discorrer. 1 Grupos de contas 5.3.5.59 (Contribuição s/ Excesso do Lucro Máximo O Ilustre Conselheiro Relator entende que os repasses ao FESR “pode sim enquadrarse nas receitas ou rendas não realizadas, posto que obviamente repassadas, até Processo nº 19740.000260/2007 24 Resolução n.º 202 o seu retorno ao Instituto, quando não ocorrer a materialização do risco do fundo. Nesse momento, tributada seria”. Pelo entendimento do Ilustre Conselheiro Relator, no que, em princípio, estou acompanhando, o valor a excluir da base de cálculo mensal seria a diferença positiva entre o valores repassados ao FESR e os valores retornados do FESR. Em sendo vencedor esse entendimento não se pode simplesmente excluir da tributação todo o valor glosado (rapassado), sob pena de estarse, possivelmente, diminuindo indevidamente a base de cálculo das contribuições. Há, portanto, que se verificar previamente se o IRB excluiu corretamente o valor líquido repassado mensalmente ao FESR (repasses menos retornos). Como a decisão deste Colegiado não pode ser condicional, para apurar o repasse líquido ao FESR há necessidade de retornar os autos à repartição de origem para intimar a recorrente a comprovar o valor líquido mensal repassado ao FESR, passível de exclusão/ inclusão na base de cálculo das exações. 2 Grupos de contas 5.5.6.61 (Despesas com Retenções Diversas), Quanto ao grupo de despesas 5.5.6.61 (Despesas com Retenções Diversas), entendo que as explicações da recorrente, além de desacompanhada de prova, não são convincente. Cabe à recorrente provar que nesta conta foram lançados exclusivamente valores dedutíveis da base de cálculo do PIS/Cofins, a exemplo de despesas com “coseguro e resseguros cedidos”. A solicitação de explicação foi pedida pela Fiscalização. A resposta da fiscalizada é que não convenceu. Nisso concordo com a Fiscalização especialmente porque parece estranho, na minha opinião, que no plano de contas da recorrente não tenha conta específica para estes tipos Fl. 394DF CARF MF Emitido em 14/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 23/08/2011 por JOSE ANTONIO FRANCISCO, Assinado digitalmente em 24/08/20 11 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 23/08/2011 por JOSE ANTONIO FRANCISCO Processo nº 19740.000492/200863 Resolução n.º 330200.162 S3C3T2 Fl. 11 11 importantes de despesas. Não é adequado tratálas, como alega a recorrente, como “despesas diversas”. Claro que tem conta específica para efetuar o lançamento de despesas com “coseguro e resseguros cedidos”. A despeito desses fatos, sempre primei pela busca da verdade material, em qualquer fase do lançamento. Por isto, nas despesas lançadas no grupo de contas 5.5.6.61 é possível que exista despesas dedutíveis e despesas não dedutíveis da base de cálculo do PIS/ Cofins. Em conseqüência, a solução sugerida pelo Ilustre Conselheiro Relator de considerar todas as despesas lançadas neste grupo de contas como despesas de “coseguro e resseguros cedidos” me parece precipitada e contrária ao princípio da verdade material. É dever da recorrente, que efetuou os lançamentos e fez as exclusões da base de cálculo do PIS/Cofins, provar, com documentação hábil e idônea, a natureza econômica de cada valor lançado no grupo de contas 5.5.6.61 e justificar porque as despesas de “coseguro e resseguros cedidos” foram lançadas nesse grupo de contas. Esclareçase que o razão de fl. 105 não diz muita coisa sobre os lançamentos em tela. Ao Fisco cabe atestar ou não a legitimidade dos lançamentos. Não cabe ao Fisco, como entende o Ilustre Conselheiro Relator, apurar, sem a colaboração da fiscalizada, a natureza econômica dos lançamentos contábeis efetuados pela recorrente. Em face do exposto, entendo que o processo deve retornar à repartição de origem para intimar a recorrente a provar a natureza econômica de cada lançamento efetuado no grupo de contas 5.5.6.61 e manifestarse sobre a resposta da recorrente identificando, especialmente, que valores são dedutíveis da base de cálculo do PIS/Cofins por serem despesas de “coseguro e resseguros cedidos”. 3 Grupos de contas 5.5.8.81 (Ajustes Cambiais e Monetários de Saldos) Quanto aos lançamentos do grupo de contas 5.5.8.81 cabe esclarecer que a Fiscalização não incluiu na base de cálculo do PIS/Cofins as receitas de variação cambial ativa e, portanto, não há que se falar em aplicação, ao lançamento, de decisão do STF que considerou inconstitucional dispositivos da Lei nº 9.718/99. O lançamento decorreu de glosa de despesas de variação cambial passiva da base de cálculo do PIS/Cofins. Considero relevante o argumento da recorrente de que o valor da receita de variação cambial ativa incluída na base de cálculo do PIS/Cofins foi maior do que o valor da despesa de variação cambial passiva excluída da base de cálculos das exações em todos os meses objeto do lançamento. Infelizmente, o argumento da recorrente não veio acompanhado de prova. O demonstrativo de fls. 29/30 não traz esta informação. Não há identificação do valor mensal da receita de variação cambial ativa incluída na base de cálculo das exações. Aqui, também, em homenagem ao princípio da verdade material é necessário identificar se o valor mensal da receita de variação cambial ativa foi incluído pela fiscalizada na base de cálculo do PIS/Cofins do Fl. 395DF CARF MF Emitido em 14/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 23/08/2011 por JOSE ANTONIO FRANCISCO, Assinado digitalmente em 24/08/20 11 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 23/08/2011 por JOSE ANTONIO FRANCISCO Processo nº 19740.000492/200863 Resolução n.º 330200.162 S3C3T2 Fl. 12 12 período autuado. Tal inclusão, pela decisão do STF a que alude o Ilustre Conselheiro Relator, é improcedente. Deve, portanto, o processo retornar à repartição de origem para intimar a recorrente a identificar cada receita integrante da base de cálculo do PIS/Cofins apurada no ano de 2005. A repartição da RFB deve identificar a base de cálculo sem as alterações promovidas pela Lei nº 9.718/98, na parte declarada inconstitucional pelo STF e que eventualmente se aplica à recorrente. Deve, ainda, a repartição da RFB informar se a recorrente teve receitas acrescidas à base de cálculo das exações pela Lei nº 9.718/99 e consideradas inconstitucional pelo STF. Em caso positivo, demonstrar o valor indevidamente incluído pela recorrente na base de cálculo das exações declaradas em DCTF e/ou pagas. Isto posto, voto no sentido de converter o julgamento em diligência para a repartição da RFB de origem adotar as seguintes providências: 1 intimar a recorrente a comprovar o valor líquido mensal repassado ao FESR, passível de exclusão/inclusão na base de cálculo das exações; 2 intimar a recorrente a provar a natureza econômica de cada lançamento efetuado no grupo de contas 5.5.6.61 e manifestarse sobre a resposta da recorrente identificando, especialmente, que valores são dedutíveis da base de cálculo do PIS/Cofins, a exemplo das despesas de “coseguro e resseguros cedidos”; 3 intimar a recorrente a identificar/detalhar cada receita integrante da base de cálculo do PIS/Cofins por ela apurada no ano de 2004, 2006 e 2007, bem como as exclusões efetuadas; 4 informar se a recorrente incluiu na base de cálculo das exações receitas acrescidas pela Lei nº 9.718/99 e consideradas inconstitucional pelo STF. Em caso positivo, demonstrar o valor indevidamente incluído pela recorrente na base de cálculo das exações declaradas em DCTF e/ou pagas e o valor efetivamente devido sem as alterações da Lei nº9.718/99, no ano de 2005. Por fim, deve a repartição lançadora prestar as informações e os esclarecimentos que julgar pertinente. Desta Resolução e do relatório de encerramento da diligência dar ciência à recorrente, abrindolhe prazo para, querendo, manifestarse. Na transcrição acima, devese considerar que os períodos em questão no presente processo são dos anos de 2004 e 2006. (Assinado digitalmente) José Antonio Francisco Fl. 396DF CARF MF Emitido em 14/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 23/08/2011 por JOSE ANTONIO FRANCISCO, Assinado digitalmente em 24/08/20 11 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 23/08/2011 por JOSE ANTONIO FRANCISCO
score : 1.0
Numero do processo: 13706.001336/2007-79
Turma: Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Mar 19 00:00:00 UTC 2015
Data da publicação: Tue Jun 30 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Período de apuração: 01/01/2002 a 31/12/2002
CRÉDITO TRIBUTÁRIO - EXTINÇÃO - AÇÃO JUDICIAL.
A decisão judicial passada em julgado, favorável ao contribuinte, extingue o crédito tributário, devendo a autoridade administrativa obedecer a seus termos.
Recurso de ofício negado.
Numero da decisão: 3202-001.619
Decisão:
Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de ofício.
Irene Souza da Trindade Torres Oliveira Presidente
Charles Mayer de Castro Souza - Relator ad hoc
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Irene Souza da Trindade Torres Oliveira, Gilberto de Castro Moreira Junior, Charles Mayer de Castro Souza, Luis Eduardo Garrossino Barbieri, Tatiana Midori Migiyama e Thiago Moura de Albuquerque Alves.
Nome do relator: THIAGO MOURA DE ALBUQUERQUE ALVES
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201503
camara_s : Segunda Câmara
ementa_s : Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Período de apuração: 01/01/2002 a 31/12/2002 CRÉDITO TRIBUTÁRIO - EXTINÇÃO - AÇÃO JUDICIAL. A decisão judicial passada em julgado, favorável ao contribuinte, extingue o crédito tributário, devendo a autoridade administrativa obedecer a seus termos. Recurso de ofício negado.
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Tue Jun 30 00:00:00 UTC 2015
numero_processo_s : 13706.001336/2007-79
anomes_publicacao_s : 201506
conteudo_id_s : 5478554
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Jun 30 00:00:00 UTC 2015
numero_decisao_s : 3202-001.619
nome_arquivo_s : Decisao_13706001336200779.PDF
ano_publicacao_s : 2015
nome_relator_s : THIAGO MOURA DE ALBUQUERQUE ALVES
nome_arquivo_pdf_s : 13706001336200779_5478554.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de ofício. Irene Souza da Trindade Torres Oliveira Presidente Charles Mayer de Castro Souza - Relator ad hoc Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Irene Souza da Trindade Torres Oliveira, Gilberto de Castro Moreira Junior, Charles Mayer de Castro Souza, Luis Eduardo Garrossino Barbieri, Tatiana Midori Migiyama e Thiago Moura de Albuquerque Alves.
dt_sessao_tdt : Thu Mar 19 00:00:00 UTC 2015
id : 6004184
ano_sessao_s : 2015
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:41:47 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713047889463214080
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1723; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C2T2 Fl. 215 1 214 S3C2T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13706.001336/200779 Recurso nº De Ofício Acórdão nº 3202001.619 – 2ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 19 de março de 2014 Matéria OBEDIÊNCIA À ORDEM JUDICIAL Recorrente LANXESS ELASTRÔMEROS DO BRASIL (ATUAL DENOMINAÇÃO DE PETROFLEX INDUSTRIA E COMÉRCIO S.A) Interessado FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/01/2002 a 31/12/2002 CRÉDITO TRIBUTÁRIO EXTINÇÃO AÇÃO JUDICIAL. A decisão judicial passada em julgado, favorável ao contribuinte, extingue o crédito tributário, devendo a autoridade administrativa obedecer a seus termos. Recurso de ofício negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de ofício. Irene Souza da Trindade Torres Oliveira – Presidente Charles Mayer de Castro Souza Relator ad hoc Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Irene Souza da Trindade Torres Oliveira, Gilberto de Castro Moreira Junior, Charles Mayer de Castro Souza, Luis Eduardo Garrossino Barbieri, Tatiana Midori Migiyama e Thiago Moura de Albuquerque Alves. Relatório AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 70 6. 00 13 36 /2 00 7- 79 Fl. 215DF CARF MF Impresso em 30/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/06/2015 por CHARLES MAYER DE CASTRO SOUZA, Assinado digitalmente em 2 8/06/2015 por CHARLES MAYER DE CASTRO SOUZA, Assinado digitalmente em 28/06/2015 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES OLIVEIRA 2 Por bem narrar o histórico do caso dos autos até o acórdão recorrido, transcrevo o relatório da DRJ: Contra a empresa qualificada em epígrafe foi lavrado auto de infração de fls. 27/42, com fundamento em falta ou insuficiência de pagamento da multa de mora, decorrente de recolhimentos da COFINS em atraso, referente aos períodos de apuração de 01/2002 a 12/2002 constatado em procedimento de auditoria nas declarações do contribuinte (DCTF do 1 0 ao 4° trimestre de 2002), constituindose, então, diferença de multa de mora no valor de R$ 4.112.609,95. 0 enquadramento legal encontrase à fl. 28. Uma vez cientificada em 04/04/07 (fls. 55/56), a interessada apresentou, em 04/05/07, a impugnação de fls. 01/07, alegando, em síntese, que: a) Ajuizou a Ação Ordinária n° 99.00176111, 30a VF/RJ, onde requereu direito a crédito escritural de IPI, nas aquisições de insumos à aliquota zero, imunes, isentos ou nãotributados, para compensação com o próprio IPI ou com outros tributos; b) Obteve decisão liminar favorável quanto ao pedido de antecipação de tutela, depois, confirmada por sentença, mas, na seqüência, cassada pelo acórdão proferido em recurso de apelação, publicado em 18/10/05; c) Embora tenha se insurgido contra o v. acórdão, através de Embargos de Declaração, resolveu pagar de uma só vez todos os tributos anteriormente compensados acrescidos da taxa Selic, em 17/11/05, dentro do prazo de 30 dias concedido pelo § 2° do art. 63, da Lei n° 9.430/96; d) Nesta situação, inexiste multa de mora a ser cobrada, restando clara a improcedência do auto de infração; Com base nestas razões, o impugnante pede o cancelamento do Auto de Infração. Em 14/07/2001, através do Memorando n° 90/2011 (fls. 106), a DRF/NIU/EQMACO encaminhou a Informação n° 122/2011, anexada ao processo em fls.107/109, com a finalidade de dar cumprimento à decisão judicial transitada em julgado nos autos da ação judicial n° 2006.51.01.0241176 que determinou o cancelamento de todos os débitos a titulo de multa constantes dos termos de Intimação n° 0021214, 0021215, 0021216,0021217, 0021218, 00109744, 00109745, 0004781 e 004782. Ao apreciar a defesa da empresa, a DRJ decidiu não conhecer a impugnação, mas, em respeito à ordem judicial, exonerou o crédito tributário, conforme resume a ementa: ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/01/2002 a 31/12/2002 CRÉDITO TRIBUTÁRIO EXTINÇÃO AÇÃO JUDICIAL. Fl. 216DF CARF MF Impresso em 30/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/06/2015 por CHARLES MAYER DE CASTRO SOUZA, Assinado digitalmente em 2 8/06/2015 por CHARLES MAYER DE CASTRO SOUZA, Assinado digitalmente em 28/06/2015 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES OLIVEIRA Processo nº 13706.001336/200779 Acórdão n.º 3202001.619 S3C2T2 Fl. 216 3 A decisão judicial passada em julgado, favorável ao contribuinte, extingue o crédito tributário, devendo a autoridade administrativa obedecer a seus termos. Impugnação Não Conhecida Crédito Tributário Exonerado Diante da exoneração do crédito tributário acima do valor de alçada, recorre se de ofício da decisão acima transcrita. O processo digitalizado foi distribuído e, posteriormente, encaminhado a este Conselheiro Relator na forma regimental. É o relatório. Voto Conselheiro Charles Mayer de Castro Souza, Relator ad hoc. Com fundamento no art. 17, III, do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais – RICARF1, aprovado pela Portaria MF 343, de 9 de junho de 2015, incumbiume a Presidente da Turma a formalizar o presente acórdão, cujo relator original, Conselheiro Thiago Moura de Albuquerque Alves, não integra mais nenhum dos colegiados do CARF. Desta forma, a elaboração deste voto deve refletir a posição adotada pelo relator original, que, embora não mais integre os colegiados do CARF, apresentou a minuta do voto na sessão de julgamento, que será adotada na presente formalização. Assim, passase a transcrever, a seguir, o voto que consta da minuta apresentada: O recurso de ofício é dirigido contra acórdão que não conheceu a impugnação da empresa, por esta ter optado pela via judicial, mas exonerou o crédito tributário em obediência à ordem judicial: Eis os seus termos: Assim, tendo em vista a opção do contribuinte pela via judicial, deixo de tomar conhecimento das questões levantadas na impugnação apresentada, nos termos do Ato Declaratório Normativo COSIT n° 3, de 14 de fevereiro de 1996, aplicando se, contudo, ao presente processo os termos da decisão judicial transitada em julgado, no sentido de extinguir o crédito 1 Art. 17. Aos presidentes de turmas julgadoras do CARF incumbe dirigir, supervisionar, coordenar e orientar as atividades do respectivo órgão e ainda: (...) III designar redator ad hoc para formalizar decisões já proferidas, nas hipóteses em que o relator original esteja impossibilitado de fazêlo ou não mais componha o colegiado; Fl. 217DF CARF MF Impresso em 30/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/06/2015 por CHARLES MAYER DE CASTRO SOUZA, Assinado digitalmente em 2 8/06/2015 por CHARLES MAYER DE CASTRO SOUZA, Assinado digitalmente em 28/06/2015 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES OLIVEIRA 4 tributário exigido de oficio referente à multa moratória, nos termos do artigo 156X do CTN. Pelo exposto, voto por não conhecer da impugnação apresentada, declarandose, todavia, a extinção do crédito tributário constituído de oficio, em decorrência da decisão judicial transitada em julgado. Efetivamente, “de acordo com a Informação DRF/NIU/EQMACO n° 122/2011 (fls.107/109) e pesquisa anexada As fls. 115/123, verificase que a empresa ajuizou a ação anulatória de débito fiscal, sob o n° 2006.51.01.0241176, requerendo a anulação de lançamentos fiscais a titulo de multa de mora incidente sobre os tributos pagos em 17/11/2005, dentro do prazo de trinta dias de que trata o artigo 63, § 2°, da lei 9.430/96, contados da data da decisão judicial que revogou a tutela antecipada que havia sido concedida nos autos da Ação ordinária n° 99.00176111 autorizando a compensação de créditos escriturais de IPI com tributos e contribuições administrados pela SRF”. Segundo a informação da Procuradoria da Fazenda Nacional (fl. 110), a referida decisão judicial transitou em julgado, determinando o “cancelamento de todos os débitos fiscais a titulo de multa constantes dos termos de Intimação n° 0021214, 0021215, 0021216,0021217, 0021218, 00109744, 00109745, 0004781 e 004782”, entre os quais se inclui os valores lançados no presente processo. Ante o exposto, NEGO PROVIMENTO ao recurso de ofício. É como voto. Charles Mayer de Castro Souza Fl. 218DF CARF MF Impresso em 30/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/06/2015 por CHARLES MAYER DE CASTRO SOUZA, Assinado digitalmente em 2 8/06/2015 por CHARLES MAYER DE CASTRO SOUZA, Assinado digitalmente em 28/06/2015 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES OLIVEIRA
score : 1.0
Numero do processo: 11060.000476/2010-32
Turma: Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Primeira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Mar 25 00:00:00 UTC 2015
Data da publicação: Fri May 22 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ
Ano-calendário: 2005, 2006, 2007
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. AUSÊNCIA DE OMISSÃO, CONTRADIÇÃO OU OBSCURIDADE.
Embargos interpostos em descompasso com a natureza processual que lhes é própria não devem ser conhecidos.
Numero da decisão: 1202-001.261
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer dos embargos.
(documento assinado digitalmente)
PLÍNIO RODRIGUES LIMA - Presidente.
(documento assinado digitalmente)
VALMAR FONSÊCA DE MENEZES - Relator.
EDITADO EM: 21/05/2015
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Plínio Rodrigues Lima (Presidente), Guilherme Adolfo dos Santos Mendes, Valmar Fonsêca de Menezes, Geraldo Valentim Neto, Marcelo Baeta Ippólito (Suplente convocado), Orlando José Gonçalves Bueno
Nome do relator: VALMAR FONSECA DE MENEZES
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201503
camara_s : Segunda Câmara
ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Ano-calendário: 2005, 2006, 2007 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. AUSÊNCIA DE OMISSÃO, CONTRADIÇÃO OU OBSCURIDADE. Embargos interpostos em descompasso com a natureza processual que lhes é própria não devem ser conhecidos.
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Primeira Seção
dt_publicacao_tdt : Fri May 22 00:00:00 UTC 2015
numero_processo_s : 11060.000476/2010-32
anomes_publicacao_s : 201505
conteudo_id_s : 5473856
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Jun 08 00:00:00 UTC 2015
numero_decisao_s : 1202-001.261
nome_arquivo_s : Decisao_11060000476201032.PDF
ano_publicacao_s : 2015
nome_relator_s : VALMAR FONSECA DE MENEZES
nome_arquivo_pdf_s : 11060000476201032_5473856.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer dos embargos. (documento assinado digitalmente) PLÍNIO RODRIGUES LIMA - Presidente. (documento assinado digitalmente) VALMAR FONSÊCA DE MENEZES - Relator. EDITADO EM: 21/05/2015 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Plínio Rodrigues Lima (Presidente), Guilherme Adolfo dos Santos Mendes, Valmar Fonsêca de Menezes, Geraldo Valentim Neto, Marcelo Baeta Ippólito (Suplente convocado), Orlando José Gonçalves Bueno
dt_sessao_tdt : Wed Mar 25 00:00:00 UTC 2015
id : 5959890
ano_sessao_s : 2015
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:41:02 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713047889475796992
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1340; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1C2T2 Fl. 2 1 1 S1C2T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 11060.000476/201032 Recurso nº Embargos Acórdão nº 1202001.261 – 2ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 25 de março de 2015 Matéria Auto de infração Imposto Simples Embargante ITACIR Interessado FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 2005, 2006, 2007 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. AUSÊNCIA DE OMISSÃO, CONTRADIÇÃO OU OBSCURIDADE. Embargos interpostos em descompasso com a natureza processual que lhes é própria não devem ser conhecidos. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer dos embargos. (documento assinado digitalmente) PLÍNIO RODRIGUES LIMA Presidente. (documento assinado digitalmente) VALMAR FONSÊCA DE MENEZES Relator. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 06 0. 00 04 76 /2 01 0- 32 Fl. 1869DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/05/2015 por POLIANNA DA SILVA RIBEIRO, Assinado digitalmente em 21/05 /2015 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 21/05/2015 por VALMAR FONSECA DE MENEZES 2 EDITADO EM: 21/05/2015 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Plínio Rodrigues Lima (Presidente), Guilherme Adolfo dos Santos Mendes, Valmar Fonsêca de Menezes, Geraldo Valentim Neto, Marcelo Baeta Ippólito (Suplente convocado), Orlando José Gonçalves Bueno Relatório Tratase de embargos de declaração interpostos pela contribuinte, sob alegação de que teria havido omissão no acórdão embargado, nos seguintes termos: a) a decisão afirmou que não teria havido comprovação dos recursos de sua movimentação financeira, e, neste ponto, foi omissa pelo fato de que houve, sim, a referida comprovação; b) Aduz, ainda, in verbis: “(...) (...)”. É o relatório Voto Conselheiro Valmar Fonsêca de Menezes O presente caso se reveste de extrema simplicidade, visto que se percebe a simploriedade dos embargos interpostos, Fl. 1870DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/05/2015 por POLIANNA DA SILVA RIBEIRO, Assinado digitalmente em 21/05 /2015 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 21/05/2015 por VALMAR FONSECA DE MENEZES Processo nº 11060.000476/201032 Acórdão n.º 1202001.261 S1C2T2 Fl. 3 3 O contribuinte confunde o que se considera omissão, nos termos do Regimento Interno deste colegiado. A omissão ensejadora de embargos de declaração é aquela omissão que diz respeito a pontos do processo que deveriam ter sido objeto de menção pela decisão embargada. Os embargos de declaração não podem ser entendidos como forma de se contestar, por exemplo, uma decisão que simplesmente apreciou provas e as considerou como insuficientes para alteração do lançamento guerreado. Também não podem, os embargos, serem utilizados para questionar supostas omissões da autoridade lançadora, no que diz respeito a providências que, na suposição da recorrente, deveriam ter sido tomadas. Desta forma, sem delongas, e por reconhecer que os embargos interpostos assim o foram em completo descompasso com a sua natureza processual, voto no sentido do seu não conhecimento. Valmar Fonsêca de Menezes Relator Fl. 1871DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/05/2015 por POLIANNA DA SILVA RIBEIRO, Assinado digitalmente em 21/05 /2015 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 21/05/2015 por VALMAR FONSECA DE MENEZES
score : 1.0
Numero do processo: 13808.000393/2002-88
Turma: Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Apr 06 00:00:00 UTC 2011
Ementa: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP
Período de apuração: 01/01/1996 a 31/12/2000
VÍCIO NO MANDADO DE PROCEDIMENTO FISCAL. PRECLUSÃO. Considerar-se-á não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pelo impugnante.
PRESCRIÇÃO INTERCORRENTE. Súmula n º 11 do CARF: “Não se aplica a prescrição intercorrente no processo administrativo fiscal.”.
ALEGAÇÃO DE INEXISTÊNCIA DE VÍNCULO ENTRE CULTOS RELIGIOSOS E SEUS PASTORES. O contribuinte deverá externar em sua impugnação “os motivos de fato e de direito em que se fundamenta, os pontos de discordância e as razões e provas que possui;” (art. 16, III, Decreto n.º 70.235/72). Manutenção do lançamento que constatou diferenças positivas entre as informações declaradas em DIPJ e as observadas nos livros de saída.
Recurso Voluntário Negado.
Crédito Tributário Mantido.
Numero da decisão: 3102-000.957
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negou provimento ao recurso voluntário.
Matéria: PIS - ação fiscal (todas)
Nome do relator: Luciano Pontes de Maya Gomes
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : PIS - ação fiscal (todas)
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201104
camara_s : Primeira Câmara
ementa_s : CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/01/1996 a 31/12/2000 VÍCIO NO MANDADO DE PROCEDIMENTO FISCAL. PRECLUSÃO. Considerar-se-á não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pelo impugnante. PRESCRIÇÃO INTERCORRENTE. Súmula n º 11 do CARF: “Não se aplica a prescrição intercorrente no processo administrativo fiscal.”. ALEGAÇÃO DE INEXISTÊNCIA DE VÍNCULO ENTRE CULTOS RELIGIOSOS E SEUS PASTORES. O contribuinte deverá externar em sua impugnação “os motivos de fato e de direito em que se fundamenta, os pontos de discordância e as razões e provas que possui;” (art. 16, III, Decreto n.º 70.235/72). Manutenção do lançamento que constatou diferenças positivas entre as informações declaradas em DIPJ e as observadas nos livros de saída. Recurso Voluntário Negado. Crédito Tributário Mantido.
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Terceira Seção
numero_processo_s : 13808.000393/2002-88
conteudo_id_s : 5512356
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Apr 23 00:00:00 UTC 2020
numero_decisao_s : 3102-000.957
nome_arquivo_s : Decisao_13808000393200288.pdf
nome_relator_s : Luciano Pontes de Maya Gomes
nome_arquivo_pdf_s : 13808000393200288_5512356.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negou provimento ao recurso voluntário.
dt_sessao_tdt : Wed Apr 06 00:00:00 UTC 2011
id : 6104558
ano_sessao_s : 2011
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:42:29 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713047889505157120
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1838; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C1T2 Fl. 155 1 154 S3C1T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13808.000393/200288 Recurso nº 258.291 Voluntário Acórdão nº 310200.957 – 1ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 06 de abril de 2011 Matéria PIS Recorrente Igreja Adventista da Promessa Recorrida Fazenda Nacional ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/01/1996 a 31/12/2000 VÍCIO NO MANDADO DE PROCEDIMENTO FISCAL. PRECLUSÃO. Considerarseá não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pelo impugnante. PRESCRIÇÃO INTERCORRENTE. Súmula n º 11 do CARF: “Não se aplica a prescrição intercorrente no processo administrativo fiscal.”. ALEGAÇÃO DE INEXISTÊNCIA DE VÍNCULO ENTRE CULTOS RELIGIOSOS E SEUS PASTORES. O contribuinte deverá externar em sua impugnação “os motivos de fato e de direito em que se fundamenta, os pontos de discordância e as razões e provas que possui;” (art. 16, III, Decreto n.º 70.235/72). Manutenção do lançamento que constatou diferenças positivas entre as informações declaradas em DIPJ e as observadas nos livros de saída. Recurso Voluntário Negado. Crédito Tributário Mantido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negou provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO Presidente. (assinado digitalmente) LUCIANO PONTES DE MAYA GOMES Relator. Fl. 174DF CARF MF Impresso em 13/04/2013 por CLEUZA TAKAFUJI EX CL UÍ DO Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/01/2012 por LUCIANO PONTES DE MAYA GOMES, Assinado digitalmente em 06 /03/2012 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 24/01/2012 por LUCIANO PONTES D E MAYA GOMES 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Luis Marcelo Guerra de Castro (Presidente), Ricardo Rosa, Beatriz Veríssimo de Sena, José Fernandes do Nascimento, Luciano Pontes de Maya Gomes (Relator) e Nanci Gama. Relatório Tratase de recurso voluntário que se insurge contra o Acórdão n º 7.747, de 08/11/2004, da 3a. Turma da Delegacia Regional de Julgamento de Campinas, São Paulo, que concluiu pela manutenção do lançamento do crédito tributário tal qual originariamente posto. Em momento prévio à análise das razões do recurso, é conveniente que se empreenda um breve resumo dos atos e fases processuais já vencidas (os). Pois bem. O auto de infração que teve como escopo a constituição da contribuição ao PIS – Programa de Integração Social relacionado ao período de 01/01/1996 a 31/12/200 foi lavrado a partir da apresentação, pelo sujeito passivo, sob intimação, das suas folhas salariais. Regularmente intimado, o contribuinte ofertou impugnação à peça de lançamento, oportunidade em que, após suscitar sua qualidade de ente religioso, defende que a exigência fiscal fora firmada sobre verbas destinadas aos seus pastores (equivalente a padres e freis da Igreja Católica), que, segundo o próprio, não poderiam ser qualificadas como salariais em função da inexistência de vínculo empregatício na proclamada relação. Conforme já afirmado outrora, ao ter sido o feito submetido à análise e julgamento da DRJ de Campinas/SP, esta, pela sua 3a. Turma, rechaçou a tese do sujeito passivo pelos motivos bem resumidos na ementa do julgado que segue reproduzida: Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep Período de apuração: 01/01/1996 a 31/1212000 Ementa: INSTITUIÇÃO SEM FIM LUCRATIVO. CONTRIBUIÇÃO SOBRE A FOLHA DE SALÁRIOS. MINISTROS RELIGIOSOS. Mio CARACTERIZAÇÃO. INCIDÊNCIA. As instituições sem fins lucrativos calculam a contribuição ao Pis sobre sua folha de salários. A alegação de que os valores consignados nas folhas de pagamento da instituição foram destinados a ministros religiosos sem vinculo empregatício demanda a apresentação de provas que evidenciem que os beneficiários atendiam àquela condição. Ausentes os documentos capazes de definir a natureza das atividades exercidas pelos beneficiários, remanesce incólume a imputação fiscal, aurida da documentação apresentada na fase de investigação, de que se trata de remuneração a trabalho assalariado. Lançamento Procedente Fl. 175DF CARF MF Impresso em 13/04/2013 por CLEUZA TAKAFUJI EX CL UÍ DO Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/01/2012 por LUCIANO PONTES DE MAYA GOMES, Assinado digitalmente em 06 /03/2012 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 24/01/2012 por LUCIANO PONTES D E MAYA GOMES Processo nº 13808.000393/200288 Acórdão n.º 310200.957 S3C1T2 Fl. 156 3 Ciente do julgamento supra, e irresignado, o contribuinte maneja o recurso voluntário que ora é objeto de exame, pelo qual, além de insistir na tese já manifestada perante a instância de origem, suscita duas preliminares, a saber: (i) a extinção do Mandado de Procedimento Fiscal em virtude da fiscalização haver extrapolado o seu prazo de vigência; e, (ii) a prescrição intercorrente do crédito tributário. É o que interessa ao julgamento. Voto Conselheiro Luciano Pontes de Maya Gomes: Atendendo a boa processualística, conveniente que se empreenda que nos debrucemos sobre as argüições suscitadas pelo recorrente como preliminares. Da suscitada extinção do MPF – Mandado de Procedimento Fiscal. A existência do prazo para o cumprimento do Mandado de Procedimento Fiscal – MPF, mais dirigida ao auditor fiscal, que deverá observálo sob pena de responsabilidade funcional, pouco influenciando na esfera de direitos do contribuinte que se encontra sob fiscalização. Ao sujeito passivo, expirado o MPF, significa que deixou de estar sob fiscalização, recuperando a espontaneidade, mas não evita a lavratura de auto de infração com base nas informações colhidas enquanto esteve sob fiscalização, desde que notificado dentro do prazo decadencial. De mais a mais, o tema em mesa se encontra precluso por força da norma constante do art. 17 do Decreto n º 70.235/72, in verbis: Art. 17. Considerarseá não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pelo impugnante. Neste sentido estão diversos precedentes deste Conselho Administrativo de Recursos Fiscais – CARF. Da Prescrição Intercorrente. Aqui, mais uma vez incide a supra reproduzida norma do art. 17 do PAF, impedindo o conhecimento do tema não suscitado oportunamente, logo, atingido pela preclusão. No entanto, o acatamento da tese suscitada encontra óbice na Súmula n º 11 do CARF. Confirase seu texto: “Não se aplica a prescrição intercorrente no processo administrativo fiscal.”. Fl. 176DF CARF MF Impresso em 13/04/2013 por CLEUZA TAKAFUJI EX CL UÍ DO Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/01/2012 por LUCIANO PONTES DE MAYA GOMES, Assinado digitalmente em 06 /03/2012 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 24/01/2012 por LUCIANO PONTES D E MAYA GOMES 4 Assim, a rejeito, então. Do Mérito. Neste particular, a recorrente defende a improcedência da autuação ao argumento de que as diferenças encontradas e lançadas teriam tomado como base de cálculo valores repassados a pastores e/ou ministros religiosos, que não possuem vínculo empregatício consigo. Aqui, e sem que o argumento seguinte consista em aceitação abstrata à tese de defesa (embora admitamos sua razoabilidade pela existência de julgados neste sentido), adoto a linha já capitaneada pela instância a quo. No caso, que manteve o lançamento pela ausência da mais singela prova de que os destinatários dos valores arrolados nas planilhas entregues pelo próprio contribuinte seriam, de fato, todos eles pastores/ministros religiosos. Enfim, se deu uma lado se constata o cuidado da fiscalização em instruir o lançamento com provas da materialidade consignada no auto de infração (no caso, mediante planilhas fornecidas pelo contribuinte com o título de folha salarial), do outro, e como já afirmado, temos o contribuinte que não tratou de trazer fatos que desconstituíssem ou modificassem a situação contra si apontada, em manifesta desatenção a regra do art. 16, inciso III, do PAF: Art. 16. A impugnação mencionará: (...) III os motivos de fato e de direito em que se fundamenta, os pontos de discordância e as razões e provas que possuir; (Redação dada pela Lei nº 8.748, de 1993) Isto posto, na parte em que pertinente, tomo conhecimento do recurso voluntário para NEGARLHE PROVIMENTO. Quanto à matéria que constitui inovação as argüições empreendias perante a instância de origem, deixo de tomar conhecimento da manifestação recursal. Sala de Sessões, em 06 de abril de 2011. LUCIANO PONTES DE MAYA GOMES Relator Fl. 177DF CARF MF Impresso em 13/04/2013 por CLEUZA TAKAFUJI EX CL UÍ DO Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/01/2012 por LUCIANO PONTES DE MAYA GOMES, Assinado digitalmente em 06 /03/2012 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 24/01/2012 por LUCIANO PONTES D E MAYA GOMES
score : 1.0
Numero do processo: 18088.000058/2009-42
Turma: Terceira Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Sep 11 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Tue Aug 25 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Exercício: 2005, 2006
DEPÓSITO BANCÁRIO. FALTA DE COMPROVAÇÃO DA ORIGEM. ÔNUS DA PROVA.
Por presunção legal contida no artigo 42 da Lei n° 9.430, de 27/12/1996, os depósitos efetuados em conta bancária cuja origem dos recursos depositados não tenha sido comprovada pela contribuinte mediante apresentação de documentação hábil e idônea, caracterizam omissão de receita.
Numero da decisão: 1803-001.817
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso para excluir as exações relativas ao PIS e COFINS sobre as receitas, nos termos do relatório de voto que integram o presente julgado.
(assinado digitalmente)
André Mendes de Moura - Presidente e Redator para Formalização do Acórdão
Considerando que o Presidente à época do Julgamento não compõe o quadro de Conselheiros do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF) na data da formalização da decisão, que a 3ª Turma Especial da 1ª Seção foi extinta pela Portaria MF nº 343, de 9 de junho de 2015 (que aprova o Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais - RICARF), e as atribuições dos Presidentes de Câmara previstas no Anexo II do RICARF, a presente decisão é assinada pelo Presidente da 4ª Câmara/1ª Seção André Mendes de Moura, para fins de formalização. Da mesma maneira, tendo em vista que, na data da formalização da decisão, o relator VICTOR HUMBERTO DA SILVA MAIZMAN não integra o quadro de Conselheiros do CARF, o Presidente André Mendes de Moura será o responsável pela formalização do voto.
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Walter Adolfo Maresch (Presidente à Época do Julgamento), Meigan Sack Rodrigues, Sergio Luiz Bezerra Presta, Victor Humberto da Silva Maizman, Sergio Rodrigues Mendes e Marcos Antonio Pires.
Nome do relator: VICTOR HUMBERTO DA SILVA MAIZMAN
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201309
ementa_s : Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Exercício: 2005, 2006 DEPÓSITO BANCÁRIO. FALTA DE COMPROVAÇÃO DA ORIGEM. ÔNUS DA PROVA. Por presunção legal contida no artigo 42 da Lei n° 9.430, de 27/12/1996, os depósitos efetuados em conta bancária cuja origem dos recursos depositados não tenha sido comprovada pela contribuinte mediante apresentação de documentação hábil e idônea, caracterizam omissão de receita.
turma_s : Terceira Turma Especial da Primeira Seção
dt_publicacao_tdt : Tue Aug 25 00:00:00 UTC 2015
numero_processo_s : 18088.000058/2009-42
anomes_publicacao_s : 201508
conteudo_id_s : 5511239
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Aug 25 00:00:00 UTC 2015
numero_decisao_s : 1803-001.817
nome_arquivo_s : Decisao_18088000058200942.PDF
ano_publicacao_s : 2015
nome_relator_s : VICTOR HUMBERTO DA SILVA MAIZMAN
nome_arquivo_pdf_s : 18088000058200942_5511239.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso para excluir as exações relativas ao PIS e COFINS sobre as receitas, nos termos do relatório de voto que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) André Mendes de Moura - Presidente e Redator para Formalização do Acórdão Considerando que o Presidente à época do Julgamento não compõe o quadro de Conselheiros do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF) na data da formalização da decisão, que a 3ª Turma Especial da 1ª Seção foi extinta pela Portaria MF nº 343, de 9 de junho de 2015 (que aprova o Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais - RICARF), e as atribuições dos Presidentes de Câmara previstas no Anexo II do RICARF, a presente decisão é assinada pelo Presidente da 4ª Câmara/1ª Seção André Mendes de Moura, para fins de formalização. Da mesma maneira, tendo em vista que, na data da formalização da decisão, o relator VICTOR HUMBERTO DA SILVA MAIZMAN não integra o quadro de Conselheiros do CARF, o Presidente André Mendes de Moura será o responsável pela formalização do voto. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Walter Adolfo Maresch (Presidente à Época do Julgamento), Meigan Sack Rodrigues, Sergio Luiz Bezerra Presta, Victor Humberto da Silva Maizman, Sergio Rodrigues Mendes e Marcos Antonio Pires.
dt_sessao_tdt : Wed Sep 11 00:00:00 UTC 2013
id : 6099932
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:42:26 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713047889513545728
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 9; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2311; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1TE03 Fl. 2 1 1 S1TE03 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 18088.000058/200942 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 1803001.817 – 3ª Turma Especial Sessão de 11 de setembro de 2013 Matéria NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Recorrente LILIAN RODRIGUES PIAI Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Exercício: 2005, 2006 DEPÓSITO BANCÁRIO. FALTA DE COMPROVAÇÃO DA ORIGEM. ÔNUS DA PROVA. Por presunção legal contida no artigo 42 da Lei n° 9.430, de 27/12/1996, os depósitos efetuados em conta bancária cuja origem dos recursos depositados não tenha sido comprovada pela contribuinte mediante apresentação de documentação hábil e idônea, caracterizam omissão de receita. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso para excluir as exações relativas ao PIS e COFINS sobre as receitas, nos termos do relatório de voto que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) André Mendes de Moura Presidente e Redator para Formalização do Acórdão Considerando que o Presidente à época do Julgamento não compõe o quadro de Conselheiros do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF) na data da formalização da decisão, que a 3ª Turma Especial da 1ª Seção foi extinta pela Portaria MF nº 343, de 9 de junho de 2015 (que aprova o Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais RICARF), e as atribuições dos Presidentes de Câmara previstas no Anexo II do RICARF, a presente decisão é assinada pelo Presidente da 4ª Câmara/1ª Seção André Mendes de Moura, para fins de formalização. Da mesma maneira, tendo em vista que, na data da formalização da decisão, o relator VICTOR HUMBERTO DA SILVA MAIZMAN não integra o quadro de Conselheiros do CARF, o Presidente André Mendes de Moura será o responsável pela formalização do voto. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 18 08 8. 00 00 58 /2 00 9- 42 Fl. 698DF CARF MF Impresso em 25/08/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/08/2015 por ANDRE MENDES DE MOURA, Assinado digitalmente em 21/08/201 5 por ANDRE MENDES DE MOURA Processo nº 18088.000058/200942 Acórdão n.º 1803001.817 S1TE03 Fl. 3 2 Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Walter Adolfo Maresch (Presidente à Época do Julgamento), Meigan Sack Rodrigues, Sergio Luiz Bezerra Presta, Victor Humberto da Silva Maizman, Sergio Rodrigues Mendes e Marcos Antonio Pires. Relatório Tratase da exigência de Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica (IRPJ) na quantia de R$ 10.316,51; Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) no importe de R$ 43.693,47; Contribuição para o Programa de Integração Social (PIS) na ordem de R$ 23.983,26 e ainda Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (COFINS) na importância de R$ 110.692,30, concernentes ao período de 01/01/2004 a 31/12/2005. Exigese, ainda, multas de oficio de 150% nos valores de R$ 15.474,74, R$ 65.540,18, R$ 35.974,83 e R$ 166.038,40, respectivamente, e ainda juros moratórios na quantia de R$ 92.642,13. As imputações fiscais são as seguintes extraídas do Termo de Conclusão Fiscal: "2 Através do Termo de Início de Fiscalização de 05/03/2007 solicitamos relação de instituições financeiras, extratos bancários de todas as instituições onde se movimentou recursos e Livro Caixa ou livros Diário e Razão do período de 01/2004 a 12/2005. 4 Em 21/09/2007 apresentou extratos da Caixa Econômica Federal, mas tendo sido constatada movimentação financeira no Banco Bradesco S/A, intimamos a empresa a apresentar extratos desse banco. 5 Da análise dos extratos da Caixas Econômica Federal elaboramos demonstrativos dos depósitos que foram enviados ao contribuinte para comprovação da origem dos recursos depositados e apresentação dos extratos do Banco Bradesco S/A; 7 Como a contribuinte não apresentou os extratos do Banco Bradesco, em 12/03/2008 foi emitida RMF e em correspondência datada de 02/04/2008 o Banco encaminhou os extratos em meio magnético; 8 Da análise dos extratos Bradesco elaboramos Demonstrativo dos Depósitos que foram encaminhados a empresa para comprovação da origem dos recursos depositados nas contas correntes dos bancos Bradesco e Caixa Econômica Federal, conforme Termo de Constatação e Intimação Fiscal de 28/05/2008. 13 Em 10/09/2008 solicitou 60 dias de prazo, tendo o mesmo sido concedido (fls. 529/530) e em correspondência datada de 09/01/2009 e entregue na ARF/SCarlos em 16/01/2009 apresentou cópia do Boletim de Ocorrência de 22/12/2005 e informou que os documentos solicitados sumiram juntamente com os equipamentos fiscais, apesar dessa informação não constar no BO. 14 Como não foi apresentado documentos para comprovação dos empréstimos nem da origem dos recursos depositados nas contas correntes dos Fl. 699DF CARF MF Impresso em 25/08/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/08/2015 por ANDRE MENDES DE MOURA, Assinado digitalmente em 21/08/201 5 por ANDRE MENDES DE MOURA Processo nº 18088.000058/200942 Acórdão n.º 1803001.817 S1TE03 Fl. 4 3 bancos Bradesco e Caixa Econômica Federal, apuraremos o imposto devido através de Auto de Infração do ‘ qual o presente Termo é parte integrante. 15 Esclarecemos que nos demonstrativos não foram incluídos os créditos referentes a transferências entre contas (cuja identificação foi possível verificar) ... 16 Os valores que serão tributados são os constantes do Resumo Mensal (com as devidas exclusões) de fls. 550. Tributaremos ainda os valores referente (sic) à Venda de Mercadorias à Vista, informados no Livro Caixa do ano calendário de 2005, e esclarecemos que tais valores não foram excluídos do montante dos depósitos em razão da empresa ter alegado mas não comprovado que os valores dessas vendas estão incluídos nos depósitos; 17 A apuração do imposto do anocalendário de 2004 será pelo lucro arbitrado pois neste ano a empresa estava omissa e entregou a declaração em 18/04/2007, após o início da ação fiscal e a do anocalendário de 2005, será apurada pelo lucro presumido seguindo opção do contribuinte. 18 Efetuaremos o lançamento do imposto com multa qualificada pelos motivos e abaixo relacionados: c2) o contribuinte não comprovou, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos ingressados nas contas bancárias de sua titularidade, relativos aos anoscalendário de 2004 e 2005, nos bancos Bradesco e Caixa Econômica Federal, cujos créditos foram descritos nos Demonstrativos de Depósitos, totalizando R$ 1.693.772,06 ( ) no ano calendário de 2004 e R$ 2.685.177,80 ( ) no anocalendário de 2005. Ressaltamos que a receita bruta declarada nesses anos foi de R$ 0,00. c3) analisando suas condutas, não se pode admitir que o contribuinte tenha agido, por assim dizer, por esquecimento ou descuido, deixando de registrar em cada período de apuração a movimentação de suas contas bancárias. c4) a inserção de elementos inexatos em sua Declarações de Informações IRPJ encerra uma natureza comissiva; a outra conduta contém natureza omissiva, consistindo em não fazer contar determinada operação, efetivamente realizada, com o intuito de suprimir ou reduzir o tributo devido." Foram tributadas como omissões de receitas as quantias de R$ 1.264.383,39 e R$ 2.425.363,11 correlatas, respectivamente, aos anoscalendário de 2004 e 2005, as quais resultam da diferença entre os depósitos bancários (R$ 1.693.772,06 e R$ 2.685.177,80) e as exclusões de direito (R$ 429.388,67 e R$ 259.814,69). No que toca ao IRPJ e à CSLL tributou se, ainda, a importância de R$ 355.948,89 relativa a receita de revenda de combustível escriturada e não declarada, afeta aos dois últimos trimestres civis do ano de 2005. Devidamente notificada, a empresa apresenta impugnação sustentando em síntese a impossibilidade de utilização das informações bancárias, a despeito da Fazenda Nacional ter acesso aos extratos quando houver processo administrativo instaurado, nos termos da Lei Complementar n° 105/2001, que se revela inconstitucional, consoante tem decidido o Poder Judiciário. Quanto ao mérito, que há cerceamento do direito de defesa na medida em que entre o Termo de Constatação e Intimação Fiscal de 28/05/2008 e o auto de infração houve acréscimos inexplicáveis dos valores de R$ 58.127,97 e R$ 73.124,66, correspondentes aos anoscalendário de 2004 e 2005, respectivamente, quando a própria peça fiscal consignou em Fl. 700DF CARF MF Impresso em 25/08/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/08/2015 por ANDRE MENDES DE MOURA, Assinado digitalmente em 21/08/201 5 por ANDRE MENDES DE MOURA Processo nº 18088.000058/200942 Acórdão n.º 1803001.817 S1TE03 Fl. 5 4 sentido contrário, isto é, que seriam deduzidos dos depósitos bancários as quantias de depósitos e transferências autoatendimento, devolução de cheque depositado, débito desconto de cliente, pendência em mora e estorno cheque descontado, cuja somatória importa em R$ 692.212,56. Argumenta, também, que não foram consideradas as transferências de valores da Caixa Econômica Federal para o Banco Bradesco, no período de 27/02/2004 a 30/12/2005, no valor de R$ 115.155,82, em desobediência ao artigo 42, § 3 0, inciso I, da Lei n° 9.430/96. Pugna pela dedução das cifras de R$ 40.000,00, R$ 24.750,00 e R$ 80.000,00. Aquela porque fruto de empréstimo feito junto a pessoa fisica de Gilmar Roberto Piai, pois, além de corretamente escriturada também consta na declarações do imposto de renda da pessoa física ora anexadas; essas porque resultantes de alteração contratual (ingresso de recursos) do Auto Posto Serra Estrela, regularmente aceita e arquivada na Junta Comercial do Estado, fora da competência da Receita Federal, sendo aplicada em investimentos, razão pela qual não foram contabilizadas como receitas. Aduz que houve pedido de parcelamento de IRPJ e CSLL no anocalendário de 2005, nos valores de R$ 455,62, R$ 398,66, R$ 2.050,30 e R$ 1.793,94, os quais deveriam ser deduzidos da exigência. Assevera que por se tratar de posto de combustíveis as contribuições ao PIS e à COFINS são acrescidas no valor das mercadorias e pagas pelo destinatário quando da aquisição dos produtos junto às distribuidoras de petróleo, sendo que o trabalho fiscal não fez as exclusões necessárias, o que caracteriza bitributação. Pugnou pela insubsistência do agravamento da multa visto que não houve comprovação de que a contribuinte agiu com evidente intuito de fraude, a qual deve ser comprovada, sendo certo que a jurisprudência impõe à autoridade fiscalizadora a demonstração, de forma cabal, robusta, cristalina, sem meias palavras, qual foi a conduta dolosa praticada. Em sede de cognição ampla, a DRJ manteve o crédito tributário sob o fundamento de que o artigo 42 da Lei n° 9.430, de 27 de dezembro de 1996, respalda a aplicação da presunção relativa quando a pessoa jurídica que não logra comprovar a origem dos recursos utilizados nas operações de depósitos ou de investimentos em conta mantida junto a instituição financeira. Inconformada com a r. decisão a Recorrente interpõe Recurso Voluntário sustentando os mesmos argumentos defendidos na oportunidade da impugnação. Cabe formalizar a presente decisão conforme apresentada em plenário, dado que o relator original não mais compõe o colegiado, nos termos do art. 17 e do art. 18 ambos do Anexo II do Regimento Interno aprovado pela Portaria MF nº 343, 09 de junho de 2015, que em seu art. 6º extinguiu as turmas especiais. Está registrada na Ata da Reunião de Julgamento formalizada no processo nº 15169.000109/201162: Aos onze dias do mês de setembro do ano de dois mil e treze, às nove horas, reuniramse os membros da Fl. 701DF CARF MF Impresso em 25/08/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/08/2015 por ANDRE MENDES DE MOURA, Assinado digitalmente em 21/08/201 5 por ANDRE MENDES DE MOURA Processo nº 18088.000058/200942 Acórdão n.º 1803001.817 S1TE03 Fl. 6 5 3ªTE/4ªCÂMARA/1ªSEJUL/CARF/MF/DF, estando presentes WALTER ADOLFO MARESCH (Presidente), MEIGAN SACK RODRIGUES, VICTOR HUMBERTO DA SILVA MAIZMAN, SERGIO RODRIGUES MENDES, MARCOS ANTONIO PIRES e eu, MARISTELA DE SOUSA RODRIGUES, Chefe da Secretaria, a fim de ser realizada a presente Sessão Ordinária. [...] Relator(a): VICTOR HUMBERTO DA SILVA MAIZMAN Processo: 18088.000058/200942 Recorrente: LILIAN RODRIGUES PIAI e Recorrida: FAZENDA NACIONAL Acórdão 1803001.817 Decisão: Por unanimidade de votos dar provimento parcial ao recurso para excluir as exações relativas ao PIS e COFINS sobre as receitas omitidas. Votação: Por Unanimidade Questionamento: RECURSO VOLUNTARIO Resultado: Recurso Voluntário Provido em Parte Crédito Tributário Mantido em Parte É o Relatório. Voto Conselheiro André Mendes de Moura Redator para Formalização do Voto. Em face da necessidade de formalização da decisão proferida nos presentes autos, e tendo em vista que o relator originário do processo não mais integra o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, encontrome na posição de Redator, nos termos dos arts. 17 e 18, do Anexo II, do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria MF nº 343, de 09 de junho de 2015 (RICARF). Informo que, na condição de Redator, transcrevo literalmente a minuta que foi apresentada pelo Conselheiro durante a sessão de julgamento. Portanto, a análise do caso concreto reflete a convicção do relator do voto na valoração dos fatos. Ou seja, não me encontro vinculado: (1) ao relato dos fatos apresentado; (2) a nenhum dos fundamentos adotados para a apreciação das matérias em discussão; e (3) a nenhuma das conclusões da decisão incluindose a parte dispositiva e a ementa. A seguir, a transcrição do voto. O recurso voluntário apresentado pela Recorrente atende aos requisitos de admissibilidade previstos nas normas de regência, em especial no Decreto nº 70.235, de 06 de março de 1972. Assim, dele tomo conhecimento, inclusive para os efeitos do inciso III do art. 151 do Código Tributário Nacional. A Recorrente sustenta que é inconstitucional a regra normativa que segundo ela, tem o condão de quebrar o sigilo bancário por violar o artigo 5o, incisos X e XIII da CF. Fl. 702DF CARF MF Impresso em 25/08/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/08/2015 por ANDRE MENDES DE MOURA, Assinado digitalmente em 21/08/201 5 por ANDRE MENDES DE MOURA Processo nº 18088.000058/200942 Acórdão n.º 1803001.817 S1TE03 Fl. 7 6 Entrementes, é cediço que esse Colegiado vem sobrestando os julgamentos que tenham com critério de lançamento a regra de arbitramento com respaldo nas informações de movimentação financeira, posto que tal questão encontrase sob julgamento perante o STF com repercussão geral reconhecida. Contudo, no caso em apreço, a própria Recorrente quando intimada a fornecer os extratos de movimentação financeira assim o fez, deixando de entregar apenas parte dos aludidos registros bancários. Nesse sentido, essa E. Turma vem entendendo que houve renúncia por parte da empresa quanto ao argumento de quebra do sigilo bancário, razão pela qual, rejeito a referida preliminar. Demais a mais, a Recorrente sustenta que houve cerceamento de defesa, uma vez que há divergência entre o valor exigido através do Auto de Infração com aquele consignado no Termo de Constatação e Intimação Fiscal. Todavia, conforme consta da decisão recorrida, o Auto de Infração trouxe informações referentes a demais instituição bancária que não constou do Termo de Constatação e Intimação Fiscal, de modo que não vislumbro que tal divergência possa de alguma forma acarretar no cerceamento de defesa, posto que notificada do lançamento, a empresa tem o amplo direito de se opor ao mesmo, não havendo, por corolário, qualquer regra normativa que imponha o lançamento fiscal deva corresponder exatamente ao que disposto no Termo de Constatação e Intimação Fiscal. Portanto, afasto nesse particular a alegação de cerceamento de defesa. No tocante ao mérito, depreendese importante salientar que o lançamento hostilizado teve como respaldo o artigo 42 da Lei n° 9.430, de 27 de dezembro de 1996, que trata de presunção relativa quando a pessoa jurídica não logra comprovar a origem dos recursos utilizados nas operações de depósitos ou de investimentos em conta mantida junto a instituição financeira. Destarte, quanto os argumentos referentes os aspectos quantitativos impugnados pelo Recorrente, peço vênia para transcrever os fundamentos da r. decisão recorrida, verbis: “Quanto à reclamada dedução de R$ 692.212,56, já invocada desde a resposta à intimação fiscal para esclarecimentos dos depósitos feitos no Banco Bradesco, prestada em 11/08/2008, fls. 513/516, acerca das rubricas "DEPOS TRANS AUTOAT', \"DEVOL. CHEQUE DEPOSITADO", "DÉBITO DESCONTO DE CHEQUES", "PENDÊNCIA EM MORA" e "ESTORNO CH DESCONTADO", tenho que já levada em conta no trabalho fiscal, embora com diferença de R$ 3.009,20, aquém do valor peticionado por incomprovadas. Com efeito, verificando o demonstrativo de fl. 550 concluise que foram deduzidas, do montante dos depósitos, as quantias de R$ 429.388,67 no ano de 2004 e R$ 259.814,69 no ano de 2005, totalizando, a título dessas exclusões, a importância de R$ 689.203,36. Relativamente ao pedido de exclusão no valor de R$ 115.155,82, ao pressuposto de transferências de valores da Caixa Econômica Federal para o Banco Bradesco, verifico que a Recorrente não aponta como chegou a esta importância. Há, Fl. 703DF CARF MF Impresso em 25/08/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/08/2015 por ANDRE MENDES DE MOURA, Assinado digitalmente em 21/08/201 5 por ANDRE MENDES DE MOURA Processo nº 18088.000058/200942 Acórdão n.º 1803001.817 S1TE03 Fl. 8 7 isso sim, na cópia dos extratos bancários da Caixa Econômica trazidas na peça impugnatória e encartadas às fls. 571/583 certas indicações manuscritas e/ou marcadas com caneta de realce, apostas sobre alguns lançamentos de saída de numerário mas que, somadas, resultam no valor de R$ 37.983,88, inferior, portanto, à quantia postulada. Ainda assim, confrontei ditas cifras (lançamentos a débito sob o título de cheq comp) com o extrato do Banco Bradesco presente às fls. 343/457, e também com o demonstrativo fiscal de depósitos efetuados nesse Banco às fls. 460/507, não se defrontando a alegada transferência, é dizer, não há qualquer identidade de valores nas datas indicadas, ou até mesmo em dias anteriores ou subseqüentemente próximos. Dessa forma, o trabalho fiscal não merece qualquer reparo, no particular. No que diz respeito às deduções das cifras de R$ 40.000,00, R$ 24.750,00 e R$ 80.000,00, uma vez mais sem razão a Recorrente. Com efeito, não se sustenta a alegação de que o empréstimo de R$ 40.000,00 contraído junto a Gilmar Roberto Piai encontrase corretamente escriturado, pois, como visto, a contribuinte sequer apresentou seus livros contábeis do ano de 2004, além de não ter escriturado a movimentação financeira no Livro Caixa do ano de 2005 e omissa na entrega de declarações, tanto que o lucro daquele ano, base de cálculo do IRPJ e da CSLL, foi apurado por arbitramento. Além disso, a Recorrente sequer indica a efetiva entrada desse numerário nas contascorrentes, é dizer, em que data e de que forma dito valor fora depositado numa ou noutra das contas bancárias objeto da ação fiscal. A declaração anual de ajuste da pessoa física de Gilmar indicar, no quadro dos bens e direitos, o valor pretensamente emprestado, não consubstancia lastro suficiente à pretensão, eis que se encontra provada a declaração, não o fato. Já os valores de R$ 24.750,00 e R$ 40.000,00 dizem respeito a cessão de cotas da empresa Auto Posto Serra da Estrela Ltda. havidas em 29/09/2003, fls. 517/519, e 03/10/2003, fls. 606/608, cujos instrumentos contém cláusulas expressas enunciando o efetivo pagamento ainda naquele ano de 2003, anteriormente, portanto, aos anos de 2004 e 2005. Ainda que se trabalhe com a hipótese desses pagamentos terem ocorrido nos anos fiscalizados cumpria à Recorrente demonstrar, tal qual no item anterior, a datas e formas em que depositados nas contas correntesbancárias alvo da ação fiscal. A hipótese de que ditos recursos foram utilizados em "investimentos", ao invés de receita, e como tal não tributável, se interpretada como ocorrente no ano de 2004 encontra óbice no artigo 418 do RIR/99, sem contar que sequer foram apresentados registros contábeis acerca desses alegados ingressos; se havidos em 2005 carente do devido lançamento no Livro Caixa, cuja escrituração de toda movimentação financeira, inclusive bancária, é de cunho obrigatório (RIR199, artigo 527, parágrafo único). Por fim, não há confundir a exigência legal de escrituração contábil dos atos praticados pela empresa ou de escrituração do Livro Caixa, ou então o requisito de cabal demonstração da origem dos recursos depositados, ou ainda a prova do efetivo ingresso desses valores nas contascorrentes, com o arquivamento do ato societário na Junta Comercial, em nenhum momento impugnado ou desconsiderado pelo Fisco. Fl. 704DF CARF MF Impresso em 25/08/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/08/2015 por ANDRE MENDES DE MOURA, Assinado digitalmente em 21/08/201 5 por ANDRE MENDES DE MOURA Processo nº 18088.000058/200942 Acórdão n.º 1803001.817 S1TE03 Fl. 9 8 Em suma, tivesse a autuada escriturado a movimentação bancária ou incluído a na declaração de rendimentos ou, ao menos, demonstrado serem os depósitos provenientes de outras fontes que não receitas tributáveis não teria o Fisco, por certo, considerado serem os depósitos representativos de receita omitida. No que toca aos pedidos de parcelamento de fls. 601/602 e 612/613, bem assim o eventual pagamento de parcelas, não interferem no julgamento dos lançamentos já que formulados em 31/03/2008 quando já em curso a ação fiscal, o que exclui espontaneidade do sujeito passivo, na forma do artigo 7 0, § 1°, do Decreto n° 70.235, de 6 de março de 1972, a ver ... Dessa forma, não há decotar do lançamento eventuais pagamentos realizados durante a ação fiscal, que devem ser deduzidos da exigência pela autoridade preparadora. No que concerne às exigências por conta da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), Contribuição para o Programa de Integração Social (PIS) e Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (COFINS), seguem a sorte ofertada na análise do Imposto sobre Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ), dada a relação de causa e efeito que os vincula, assim compreendida a existência de fatos do mundo real, e jurídico, que são, ao mesmo tempo, fato gerador de vários tributos, independentes entre si. Noutras palavras: a exigibilidade de um tributo não é decorrência da exigibilidade de outro tributo, mas da ocorrência de eventos que representam, ao mesmo tempo, fato gerador de ambos. Uma mesma causa (os eventos) gera vários efeitos (os fatos geradores dos tributos). Há, contudo, um tópico da defesa voltado exclusivamente para a exclusão da exigência das contribuições ao PIS e à COFINS em face do regime da substituição tributária. Certo que na sistemática de tributação monofásica ditas contribuições são recolhidas pela refinaria tomandose em conta o que seria devido por toda a cadeia sucessiva, operações a serem praticadas pela distribuidora e pelo varejista, de forma que a alíquota desses produtos quando da entrega deles ao consumidor final pelos comerciantes varejistas de combustíveis é de 0% (zero por cento). Ocorre, em primeiro lugar, que referida alíquota é aplicável tão somente no caso de vendas de gasolinas (exceto de aviação), óleo diesel, gás liquefeito de petróleo (GLP), derivado de petróleo e de gás natural, e álcool carburante, não, porém, no caso de óleos lubrificantes, graxas, aditivos, material de limpeza, serviços automotivos e aquelas ligadas a lanchonetes, restaurantes e lojas de conveniência integrantes dos "postos de serviços e combustíveis", bem assim, a qualquer outra atividade paralela à revenda de combustíveis. Em segundo, e notadamente, porque em nenhum momento desincumbiuse a contribuinte do ônus de demonstrar a origem (a fonte) dos recursos depositados, de tal sorte que sucumbe sua pretensão de tomálos, pura e simplesmente, como oriundos de vendas de combustíveis para, dessa premissa, extrair tratamento diferenciado, mesmo porque, o que não possui origem não tem licitude.” Por corolário, a Recorrente se insurge contra a aplicação da multa qualificada. Todavia, fulcrada no comando do artigo 44, II, da Lei n° 9.430/96, qual seja, ao embasamento da apuração do evidente intuito de fraude, assim definido nos artigos 71, 72 e 73 da Lei n°4.502, de 30 de novembro de 1964, assim demonstrada pela falta de escrituração Fl. 705DF CARF MF Impresso em 25/08/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/08/2015 por ANDRE MENDES DE MOURA, Assinado digitalmente em 21/08/201 5 por ANDRE MENDES DE MOURA Processo nº 18088.000058/200942 Acórdão n.º 1803001.817 S1TE03 Fl. 10 9 das movimentações financeiras, temse como demonstrada a pretensão de fraudar a legislação tributária. Mantenho a imposição da multa em questão. Por fim, no tocante a exigência das contribuições ao PIS e à COFINS, entendo que assiste razão a Recorrente, uma vez que resta defeso lançar mão do critério presuntivo previsto no artigo 44 da Lei n° 9.430/96, posto que à luz da legislação em vigor à época do fato gerador, a alíquota para tais operações é zero, razão pela qual, dou provimento ao inconformismo da Recorrente para afastar tal exigência. Em assim sucedendo, voto por dar provimento em parte ao recurso voluntário para excluir as exações relativas ao PIS e COFINS sobre as receitas omitidas. (assinado digitalmente) André Mendes de Moura Redator para Formalização do Voto Fl. 706DF CARF MF Impresso em 25/08/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/08/2015 por ANDRE MENDES DE MOURA, Assinado digitalmente em 21/08/201 5 por ANDRE MENDES DE MOURA
score : 1.0
Numero do processo: 13804.006487/2004-62
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Primeira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Aug 28 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Wed Sep 09 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Ano-calendário: 2007
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. REJEIÇÃO.
Rejeitam-se embargos declaratórios manejados com a única finalidade de insurgir contra o fato de o Acórdão embargado haver adotado entendimento diverso daquele que a contribuinte entende seja o correto. Os embargos declaratórios não se prestam a rediscutir matérias já decididas.
Numero da decisão: 1401-001.270
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, CONHECER e REJEITAR os embargos, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
(assinado digitalmente)
André Mendes de Moura - Presidente para Formalização do Acórdão
(assinado digitalmente)
Fernando Luiz Gomes de Mattos - Relator
Considerando que o Presidente à época do Julgamento não compõe o quadro de Conselheiros do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF) na data da formalização da decisão, e as atribuições dos Presidentes de Câmara previstas no Anexo II do RICARF (Regimento Interno do CARF), a presente decisão é assinada pelo Presidente da 4ª Câmara/1ª Seção André Mendes de Moura em 04/09/2015.
Participaram do presente julgamento os conselheiros: Jorge Celso Freire da Silva (Presidente), Mauricio Pereira Faro, Alexandre Antonio Alkmim Teixeira, Sergio Luiz Bezerra Presta, Antonio Bezerra Neto, Fernando Luiz Gomes de Mattos.
Nome do relator: FERNANDO LUIZ GOMES DE MATTOS
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201408
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Ano-calendário: 2007 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. REJEIÇÃO. Rejeitam-se embargos declaratórios manejados com a única finalidade de insurgir contra o fato de o Acórdão embargado haver adotado entendimento diverso daquele que a contribuinte entende seja o correto. Os embargos declaratórios não se prestam a rediscutir matérias já decididas.
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Primeira Seção
dt_publicacao_tdt : Wed Sep 09 00:00:00 UTC 2015
numero_processo_s : 13804.006487/2004-62
anomes_publicacao_s : 201509
conteudo_id_s : 5518379
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Sep 09 00:00:00 UTC 2015
numero_decisao_s : 1401-001.270
nome_arquivo_s : Decisao_13804006487200462.PDF
ano_publicacao_s : 2015
nome_relator_s : FERNANDO LUIZ GOMES DE MATTOS
nome_arquivo_pdf_s : 13804006487200462_5518379.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, CONHECER e REJEITAR os embargos, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) André Mendes de Moura - Presidente para Formalização do Acórdão (assinado digitalmente) Fernando Luiz Gomes de Mattos - Relator Considerando que o Presidente à época do Julgamento não compõe o quadro de Conselheiros do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF) na data da formalização da decisão, e as atribuições dos Presidentes de Câmara previstas no Anexo II do RICARF (Regimento Interno do CARF), a presente decisão é assinada pelo Presidente da 4ª Câmara/1ª Seção André Mendes de Moura em 04/09/2015. Participaram do presente julgamento os conselheiros: Jorge Celso Freire da Silva (Presidente), Mauricio Pereira Faro, Alexandre Antonio Alkmim Teixeira, Sergio Luiz Bezerra Presta, Antonio Bezerra Neto, Fernando Luiz Gomes de Mattos.
dt_sessao_tdt : Thu Aug 28 00:00:00 UTC 2014
id : 6120195
ano_sessao_s : 2014
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:42:47 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713047889536614400
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 8; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2153; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1C4T1 Fl. 2 1 1 S1C4T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13804.006487/200462 Recurso nº Embargos Acórdão nº 1401001.270 – 4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 28 de agosto de 2014 Matéria IRPJ Embargante SANTANDER CENTRAL HISPANO INVESTMENT. S.A. Interessado FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Anocalendário: 2007 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. REJEIÇÃO. Rejeitamse embargos declaratórios manejados com a única finalidade de insurgir contra o fato de o Acórdão embargado haver adotado entendimento diverso daquele que a contribuinte entende seja o correto. Os embargos declaratórios não se prestam a rediscutir matérias já decididas. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, CONHECER e REJEITAR os embargos, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) André Mendes de Moura Presidente para Formalização do Acórdão (assinado digitalmente) Fernando Luiz Gomes de Mattos Relator Considerando que o Presidente à época do Julgamento não compõe o quadro de Conselheiros do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF) na data da formalização da decisão, e as atribuições dos Presidentes de Câmara previstas no Anexo II do RICARF (Regimento Interno do CARF), a presente decisão é assinada pelo Presidente da 4ª Câmara/1ª Seção André Mendes de Moura em 04/09/2015. Participaram do presente julgamento os conselheiros: Jorge Celso Freire da Silva (Presidente), Mauricio Pereira Faro, Alexandre Antonio Alkmim Teixeira, Sergio Luiz Bezerra Presta, Antonio Bezerra Neto, Fernando Luiz Gomes de Mattos. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 80 4. 00 64 87 /2 00 4- 62 Fl. 573DF CARF MF Impresso em 09/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/09/2015 por FERNANDO LUIZ GOMES DE MATTOS, Assinado digitalmente em 0 4/09/2015 por ANDRE MENDES DE MOURA, Assinado digitalmente em 02/09/2015 por FERNANDO LUIZ GOMES DE MATTOS Processo nº 13804.006487/200462 Acórdão n.º 1401001.270 S1C4T1 Fl. 3 2 Relatório Por bem descrever os fatos, transcrevo um pequeno trecho relevante do Acórdão embargado (fls. 847848): De plano, convém registrar quer o minucioso relato acima apresentado permite constatar a existência de 4 contratos relevantes para o deslinde da presente questão. São eles, em ordem cronológica: 1º) Contrato firmado entre BANESPA e SP TRANS, versando sobre confissão de débito da SP TRANS em favor do BANESPA; 2º) Contrato firmado entre BANESPA e PMSP, versando sobre a cessão parcial de créditos confessados pela SP TRANS em favor do BANESPA, referidos no 1º contrato; 3º) Contrato firmado entre BANESPA e SECURITIZADORA (contribuinte), versando sobre parte dos direitos decorrentes do 2º contrato. A execução do presente contrato dependia do adimplemento da PMSP em relação ao 2º contrato, fato que não se verificou na prática; 4º) Contrato firmado entre SANTANDER e PMSP, por meio do qual a PMSP decidiu adimplir os créditos objeto do 1º contrato. A perda glosada no presente processo referese ao 3º contrato, firmado entre BANESPA e SECURITIZADORA (contribuinte). A solução do presente litígio resumese a identificar se a aludida perda, deduzida pela contribuinte ocorreu em face da PMSP (conforme alegado pela recorrente) ou em face do Banespa, pessoa jurídica pertencente ao mesmo grupo econômico da contribuinte (conforme alegado pelo Fisco). Para tanto, convém analisar o inteiro teor da cláusula 4 do Instrumento Particular de Cessão Parcial de Direitos firmado entre o BANESPA (cedente) e a SANTANDER COMPANHIA SEGURITIZADORA DE CRÉDITOS FINANCEIROS (cessionária, que figura como contribuinte no presente processo): 4. O CEDENTE promete ceder nas datas aprazadas para a realização das cessões dos direitos de crédito mencionados no item 2, e seus respectivos subitens, acima, parte dos créditos que detém junto à São Paulo Transportes, para que a CESSIONÁRIA possa cumprir perante a Prefeitura do Município de São Paulo as obrigações assumidas pelo CEDENTE, através da Cláusula “Quarta – Da Formalização da Cessão”, alíneas “b” e “c”, do “Contrato de Promessa de Cessão de Direitos de Crédito”, aditado através da cláusula primeira do “Instrumento de Aditamento e Ratificação” retro mencionados, cedendo os créditos nos termos da promessa existente. Fl. 574DF CARF MF Impresso em 09/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/09/2015 por FERNANDO LUIZ GOMES DE MATTOS, Assinado digitalmente em 0 4/09/2015 por ANDRE MENDES DE MOURA, Assinado digitalmente em 02/09/2015 por FERNANDO LUIZ GOMES DE MATTOS Processo nº 13804.006487/200462 Acórdão n.º 1401001.270 S1C4T1 Fl. 4 3 4.1. Uma vez firmados entre o Banespa e a Securitizadora os contratos de Cessão dos Créditos referentes às parcelas prometidas em cessão à Prefeitura do Município de São Paulo, conforme acima previstos, a CESSIONÁRIA se compromete em caráter irrevogável e irretratável, a cedê los nos termos e condições estabelecidas no “Contrato de Promessa de Cessão de Direitos de Crédito” e seu respectivo “Instrumento de Aditamento e Ratificação” desde que a municipalidade pague, na forma e condições convencionadas, o preço prometido devidamente acrescido dos acessórios (juros e correção), bem como atenda todas as demais obrigações previstas naqueles instrumentos. (grifei) 4.2. Para a efetivação das Cessões à Prefeitura do Município de São Paulo o CEDENTE informará aquela municipalidade a realização deste negócio jurídico. 4.3. O preço pago pela Prefeitura do Município de São Paulo pela aquisição dos créditos caberá integralmente à Cessionária. 4.4. Na hipótese de a Prefeitura do Município de São Paulo, por qualquer motivo, recusarse a adquirir os créditos, fica desde já ajustado que o CEDENTE, com a expressa anuência da CESSIONÁRIA, cederá a esta outros créditos de sua propriedade, em valor equivalente ao que seria pago pela Prefeitura do Município de São Paulo. Para o pleno esclarecimento da lide, transcrevo a seguir alguns trechos relevantes extraídos do relatório o Acórdão agravado (fls. 845846): A 10ª Turma da DRJ São Paulo I, por unanimidade, julgou improcedente a impugnação, por meio de Acórdão assim ementado (fls. 710): ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 2007 IRPJ. DEDUÇÃO DE PERDAS NO RECEBIMENTO DE CRÉDITOS. A perda no recebimento de créditos detidos contra empresa controladora/controlada/coligada/interligada não é dedutível na apuração do lucro real, conforme a legislação de regência. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO CSLL Anocalendário: 2007 DEMAIS TRIBUTOS. MESMOS EVENTOS. DECORRÊNCIA. A ocorrência de eventos que representam, ao mesmo tempo, fato gerador de vários tributos impõe a constituição dos respectivos créditos tributários, e a decisão quanto à real ocorrência desses eventos repercute na decisão de todos os tributos a eles vinculados. Assim, o decidido quanto ao IRPJ aplicase à CSLL dele decorrente. Fl. 575DF CARF MF Impresso em 09/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/09/2015 por FERNANDO LUIZ GOMES DE MATTOS, Assinado digitalmente em 0 4/09/2015 por ANDRE MENDES DE MOURA, Assinado digitalmente em 02/09/2015 por FERNANDO LUIZ GOMES DE MATTOS Processo nº 13804.006487/200462 Acórdão n.º 1401001.270 S1C4T1 Fl. 5 4 ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Anocalendário: 2007 PROVA DOCUMENTAL. MOMENTO DE APRESENTAÇÃO. A prova documental será apresentada na impugnação, precluindo o direito de fazêlo em outro momento processual, exceto se a impugnante demonstrar, via requerimento à autoridade julgadora, a ocorrência das condições previstas na legislação para apresentação de provas em momento posterior. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido Cientificada do Acórdão em 11/04/2012 (sic, fls. 735), a contribuinte interpôs em 03/04/2012 o recurso voluntário de fls. 737758, reiterando os argumentos apresentados na fase impugnatória. Acrescentou que, conforme precedente do antigo Primeiro Conselho de Contribuintes (fls. 750), “são dedutíveis as perdas provenientes de renegociação de dívida, quando ficar caracterizado que o ato não se deu por mera liberalidade do credor, mas no seu interesse”. Com base em outro precedente do extinto Primeiro Conselho de Contribuintes, defendeu que “é legítima a dedução na determinação do lucro real, das perdas no recebimento de créditos, quando demonstrada a absoluta relação de pertinência entre as perdas sofridas e a atividade desenvolvida pelo sujeito passivo, o que torna as despesas necessárias e dedutíveis nos termos do art. 299 do RIR/99”. Por sua vez, a Procuradoria da Fazenda Nacional apresentou as contrarrazões de fls. 764776, em que sustenta, basicamente, que perda deduzida pela Securitizadora não ocorreu em face da PMSP, mas, sim, decorreu da relação jurídica firmada com o Banespa, empresa pertencente ao mesmo grupo (atualmente, Grupo Santander). Em sede de embargos declaratórios, a contribuinte afirmou que o Acórdão embargado foi omisso ao não se pronunciar sobre relevantes pontos de defesa, abaixo indicados: (i) Ocorrência de mora no cumprimento da obrigação assumida pela PMSP, em detrimento à recusa no adimplemento da mesma; (ii) Explicitação das circunstâncias em que o crédito junto à PMSP fora adquirido pela Embargante (cessão de crédito e não empréstimos com garantia), assim como o seu objeto social e os prejuízos amargados por toda a cadeira de empresas que se relacionou com a PMSP; (iii) Valoração do pagamento de R$ 90.000.000,00, por meio de cheque emitido pela PMSP para quitação da dívida e da correta contabilização da perda glosada pela fiscalização e ora impugnada versus o argumento de autoridade constante do v. acórdãao de que houve recusa no inadimplemento da obrigação. É o relatório. Fl. 576DF CARF MF Impresso em 09/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/09/2015 por FERNANDO LUIZ GOMES DE MATTOS, Assinado digitalmente em 0 4/09/2015 por ANDRE MENDES DE MOURA, Assinado digitalmente em 02/09/2015 por FERNANDO LUIZ GOMES DE MATTOS Processo nº 13804.006487/200462 Acórdão n.º 1401001.270 S1C4T1 Fl. 6 5 Voto Conselheiro Fernando Luiz Gomes de Mattos Relator Atendidos os requisitos de admissibilidade, tomo conhecimento dos presentes embargos de declaração. Não devem prosperar as alegadas omissões no julgado. Como facilmente se pode concluir, tratamse de embargos declaratórios manejados com a única finalidade de insurgir contra o fato de o Acórdão embargado haver adotado entendimento diverso daquele que a contribuinte entende seja o correto. Os inconformismos expostos pela embargante estão bastante claros. No entanto, tal circunstância não se afigura como motivo suficiente a viabilizar os embargos de declaração. Isso porque eventual inconformismo do embargante deve ser objeto de discussão nos meios processuais cabíveis. Os embargos declaratórios não se prestam a modificar o julgado ou a responder questionamentos das partes. Uma simples análise dos termos dos embargos evidencia a clara intenção da embargante de rediscutir matérias já decididas, conforme se verifica por meio da transcrição de alguns trechos relevantes da peça do recurso. I – Da inexistência de recusa em quitar a dívida pela PMSP Em relação a este primeiro item, transcrevo o seguinte trecho dos embargos, fls. 858 (grifado): Às fls. 847/848 consta que: 4.4. Na hipótese de a Prefeitura do Município de São Paulo, por qualquer motivo, recusarse a adquirir os créditos, fica desde já ajustado que o CEDENTE, com a expressa anuência da CESSIONÁRIA, cederá a esta outros créditos de sua propriedade, em valor equivalente ao que seria pago pela Prefeitura do Município de São Paulo. Eis a primeira omissão. Não consta do v. acórdão qualquer informação relacionada à mora por parte da PMSP, mas sim a assertiva de que houve recusa na aquisição dos títulos por parte da PMSP. Não assiste razão à embargante. O acórdão embargado fez, sim, clara referência à mora por parte da PMSP. Tal referência, grifada no original, consta da mesma folha referida pela embargante (fls. 847), situandose apenas três parágrafos antes do trecho transcrito pela própria contribuinte: Fl. 577DF CARF MF Impresso em 09/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/09/2015 por FERNANDO LUIZ GOMES DE MATTOS, Assinado digitalmente em 0 4/09/2015 por ANDRE MENDES DE MOURA, Assinado digitalmente em 02/09/2015 por FERNANDO LUIZ GOMES DE MATTOS Processo nº 13804.006487/200462 Acórdão n.º 1401001.270 S1C4T1 Fl. 7 6 4.1. Uma vez firmados entre o Banespa e a Securitizadora os contratos de Cessão dos Créditos referentes às parcelas prometidas em cessão à Prefeitura do Município de São Paulo, conforme acima previstos, a CESSIONÁRIA se compromete em caráter irrevogável e irretratável, a cedêlos nos termos e condições estabelecidas no “Contrato de Promessa de Cessão de Direitos de Crédito” e seu respectivo “Instrumento de Aditamento e Ratificação” desde que a municipalidade pague, na forma e condições convencionadas, o preço prometido devidamente acrescido dos acessórios (juros e correção), bem como atenda todas as demais obrigações previstas naqueles instrumentos. (grifei) Como facilmente se percebe, a municipalidade deveria pagar, na forma e condições convencionadas, o preço prometido, com os acréscimos legais e contratuais. A genérica expressão “na forma e condições convencionadas” claramente abrange o prazo de vencimento daquela obrigação. Tal fato é tão flagrante que a própria embargante admite que, se olharmos apenas para a data em que a PMSP entrou em mora, revelase correto o entendimento adotado pelo acórdão embargado. Para maior clareza, transcrevo um trecho relevante, extraído da própria peça recursal (fls. 859): Com efeito, se considerarmos apenas a foto dos fatos no dia 3/2/05 (data em que a PMSP estava em mora, por não ter pago o avençado contratualmente), até poderseia aceitar o entendimento no acórdão embargado. Porém é necessário observar o filme, que somente terminou em 13/9/07, após a aquisição definitiva, por parte da PMSP, dos direitos creditórios transferidos pelo SANTANDER à Embargante. [...] Este trecho demonstra, com clareza, que a embargante está se insurgindo única e exclusivamente, contra o critério de interpretação adotado por este colegiado. Não há, de fato, nenhuma omissão no acórdão embargado. Assim sendo, em relação a este tema, os embargos claramente merecem ser rejeitados. II Da atividade da Embargante e do objeto do contrato celebrado entre as partes Em relação a este item, assim se pronunciou a embargante, fls. 860: O r. acórdão também não leva em consideração que a Embargante tinha por objeto a SECURITIZAÇÃO DE CRÉDITO, aceitando a afirmação pura e simples de que a Embargante “não comprovou qualquer esforço concreto no sentido de exigir do Banespa a substituição dos direitos creditórios pelos quais havia pago”, estaremos de forma Fl. 578DF CARF MF Impresso em 09/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/09/2015 por FERNANDO LUIZ GOMES DE MATTOS, Assinado digitalmente em 0 4/09/2015 por ANDRE MENDES DE MOURA, Assinado digitalmente em 02/09/2015 por FERNANDO LUIZ GOMES DE MATTOS Processo nº 13804.006487/200462 Acórdão n.º 1401001.270 S1C4T1 Fl. 8 7 desautorizada e arbitrária, transformando o negócio jurídico de “cessão de direito de crédito” para “empréstimo com garantia”. Não assiste razão à embargante. Para maior clareza, transcrevo o seguinte trecho do Acórdão embargado, fls, 847 (grifado): A perda glosada no presente processo referese ao 3º contrato, firmado entre BANESPA e SECURITIZADORA (contribuinte). A solução do presente litígio resumese a identificar se a aludida perda, deduzida pela contribuinte ocorreu em face da PMSP (conforme alegado pela recorrente) ou em face do Banespa, pessoa jurídica pertencente ao mesmo grupo econômico da contribuinte (conforme alegado pelo Fisco). Para tanto, convém analisar o inteiro teor da cláusula 4 do Instrumento Particular de Cessão Parcial de Direitos firmado entre o BANESPA (cedente) e a SANTANDER COMPANHIA SEGURITIZADORA DE CRÉDITOS FINANCEIROS (cessionária, que figura como contribuinte no presente processo): Como facilmente se percebe, o Acórdão embargado considerou sim, claramente, a atividade da contribuinte (securitizadora de créditos), bem como o inteiro teor do contrato por ela celebrado em face do BANESPA. Novamente se evidencia, com clareza, que a embargante está se insurgindo única e exclusivamente, contra o critério de interpretação adotado por este colegiado. Não há, concretamente, nenhuma omissão no acórdão embargado. Assim sendo, em relação a este tema, os embargos claramente merecem ser rejeitados. III – Da correta contabilização identificada pela fiscalização e do beneficiário do pagamento realizado pela PMSP Em relação a este item, assim se manifestou a embargante, fls. 861: Em momento algum o acórdão embargado analisa ou leva em consideração que o cheque de R$ 90.000.000,00 emitido pela PMSP para quitação da dívida tratada nestes autos foi depositado em 13/9/2007 na conta corrente nº 000130013855, de propriedade de SANTANDER CIA SECURITIZADORA DE CRÉDITOS FINANCEIROS (posteriormente denominada SIP – ora Embargante), tal como demonstra o documento de fls. 628 dos autos. Em outras palavras: aquilo que fora tratado no acórdão como RECUSADO, foi efetivamente adimplido/quitado? A resposta é simples: extemporaneamente, mas SIM. Na verdade, ao apresentar esta objeção em face do Acórdão embargado, a contribuinte está, tão somente, reiterando a sua inconformidade em relação ao critério de critério de interpretação adotado por este colegiado. Fl. 579DF CARF MF Impresso em 09/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/09/2015 por FERNANDO LUIZ GOMES DE MATTOS, Assinado digitalmente em 0 4/09/2015 por ANDRE MENDES DE MOURA, Assinado digitalmente em 02/09/2015 por FERNANDO LUIZ GOMES DE MATTOS Processo nº 13804.006487/200462 Acórdão n.º 1401001.270 S1C4T1 Fl. 9 8 Tratase da mesma irresignação apresentada no item 1 do presente voto. Conforme mencionado anteriormente, a própria embargante admite que, se olharmos apenas para a data em que a PMSP entrou em mora, revelase correto o entendimento adotado pelo acórdão embargado. Para maior clareza, repito a transcrição de um trecho relevante, extraído da própria peça recursal (fls. 859, grifado): Com efeito, se considerarmos apenas a foto dos fatos no dia 3/2/05 (data em que a PMSP estava em mora, por não ter pago o avençado contratualmente), até poderseia aceitar o entendimento no acórdão embargado. Porém é necessário observar o filme, que somente terminou em 13/9/07, após a aquisição definitiva, por parte da PMSP, dos direitos creditórios transferidos pelo SANTANDER à Embargante. [...] Como se percebe, a embargante simplesmente se insurge contra o fato de o Acórdão embargado haver adotado entendimento diverso daquele que a contribuinte entende seja o correto. Por esta razão, também em relação a este tema, os embargos merecem ser rejeitados. Conclusão Por todo o exposto, conheço e rejeito os embargos da contribuinte. (assinado digitalmente) Fernando Luiz Gomes de Mattos Fl. 580DF CARF MF Impresso em 09/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/09/2015 por FERNANDO LUIZ GOMES DE MATTOS, Assinado digitalmente em 0 4/09/2015 por ANDRE MENDES DE MOURA, Assinado digitalmente em 02/09/2015 por FERNANDO LUIZ GOMES DE MATTOS
score : 1.0
Numero do processo: 15374.917145/2008-36
Turma: Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Mar 02 00:00:00 UTC 2011
Ementa: Normas Gerais de Direito Tributário
Período de apuração/fato gerador: 01/10/2002 a 30/10/2002
EMENTA: COMPENSAÇÃO
O Contribuinte não desconstituiu a afirmativa da Administração de que os créditos solicitados já teriam sido compensados com outros débitos fiscais, ônus que lhe cabia na medida em que o pedido de compensação foi por ele realizado.
Recurso voluntário desprovido.
Direito creditório não reconhecido
Numero da decisão: 3102-000.942
Decisão: ACORDAM os membros da 1ª câmara / 2ª turma ordinária da terceira
SEÇÃO DE JULGAMENTO, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto da Relatora.
Nome do relator: BEATRIZ VERISSIMO DE SENA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201103
camara_s : Primeira Câmara
ementa_s : Normas Gerais de Direito Tributário Período de apuração/fato gerador: 01/10/2002 a 30/10/2002 EMENTA: COMPENSAÇÃO O Contribuinte não desconstituiu a afirmativa da Administração de que os créditos solicitados já teriam sido compensados com outros débitos fiscais, ônus que lhe cabia na medida em que o pedido de compensação foi por ele realizado. Recurso voluntário desprovido. Direito creditório não reconhecido
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Terceira Seção
numero_processo_s : 15374.917145/2008-36
conteudo_id_s : 5512020
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Aug 05 00:00:00 UTC 2021
numero_decisao_s : 3102-000.942
nome_arquivo_s : Decisao_15374917145200836.pdf
nome_relator_s : BEATRIZ VERISSIMO DE SENA
nome_arquivo_pdf_s : 15374917145200836_5512020.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os membros da 1ª câmara / 2ª turma ordinária da terceira SEÇÃO DE JULGAMENTO, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto da Relatora.
dt_sessao_tdt : Wed Mar 02 00:00:00 UTC 2011
id : 6100019
ano_sessao_s : 2011
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:42:28 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713047889540808704
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1315; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3‐C1T2 Fl. 1 1 S3C1T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 15374.917145/200836 Recurso nº 862.270 Voluntário Acórdão nº 310200.942 – 1ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 2 de março de 2011 Matéria PIS/COFINS Recorrente Powerpack Representações e Comércio Ltda. Recorrida Fazenda Nacional Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Período de apuração/fato gerador: 01/10/2002 a 30/10/2002 EMENTA: COMPENSAÇÃO O Contribuinte não desconstituiu a afirmativa da Administração de que os créditos solicitados já teriam sido compensados com outros débitos fiscais, ônus que lhe cabia na medida em que o pedido de compensação foi por ele realizado. Recurso voluntário desprovido. Direito creditório não reconhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 1ª câmara / 2ª turma ordinária da terceira SSEEÇÇÃÃOO DDEE JJUULLGGAAMMEENNTTOO, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto da Relatora. Fl. 1DF CARF MF Emitido em 14/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 06/05/2011 por BEATRIZ VERISSIMO DE SENA Assinado digitalmente em 09/06/2011 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, 06/05/2011 por BEATRIZ VERISS IMO DE SENA Processo nº 15374.917145/200836 Acórdão n.º 310200.942 S3‐C1T2 Fl. 2 2 LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO Presidente BEATRIZ VERÍSSIMO DE SENA Relatora Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros José Fernandes do Nascimento, Ricardo Paulo Rosa, Luciano Pontes Maya Gomes e Nanci Gama. Relatório O presente processo cuida de Declaração de Compensação – DCOMP de recolhimentos a maior com créditos relativos ao PIS e CSLL, nos períodos de 10/2002 e 10/2004. Por bem resumir a controvérsia, tratando do direito e dos fatos que envolvem a lide, adoto parte do relatório do r. acórdão proferido pela DRJ de origem (fls. 37 verso e 38). 2. Por meio do Despacho Decisório n° 781168688, (emitido eletronicamente (fl. 09), o Delegado da DERAT/Rio de Janeiro, não reconheceu o crédito informado no PER/DCOMP apreciado, e, conseqüentemente, não homologou a compensação declarada, alegando a inexistência do crédito, em virtude de o pagamento do qual seria oriundo já ter sido integralmente utilizado para quitar outros débitos da Contribuinte. 3. Cientificada, em 22/08/2008 (11.08), a Interessada, inconformada, ingressou, em 18/09/2008, com a manifestação de inconformidade de fls. 11 a 19, na qual alega, em síntese, que: 3.1 A Interessada representa no Brasil empresas estrangeiras que comercializam simuladores de vôo, motores aeronáuticos, helicópteros, turbinas, entre outros equipamentos, recebendo comissões por essa representação comercial; 3.2 As comissões são percebidas em moeda estrangeira (dólares norteamericanos), sendo o contrato de câmbio fechado regularmente; 3.3 Conforme dispõe a MP n° 1.8586, de 29/06/1999 (atual MP n° 2.15835, de 24/08/2001), em seu art. 14, III, § 1°, com efeitos Fl. 2DF CARF MF Emitido em 14/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 06/05/2011 por BEATRIZ VERISSIMO DE SENA Assinado digitalmente em 09/06/2011 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, 06/05/2011 por BEATRIZ VERISS IMO DE SENA Processo nº 15374.917145/200836 Acórdão n.º 310200.942 S3‐C1T2 Fl. 3 3 retroativos a 01/02/1999, e a Lei n° 10.637, de 30/12/2002, em seu art. 5º, II (com a redação dada pelo art. 37 da Lei n° 10.865, de 30/04/2004), tais receitas são isentas da Cofins e da Contribuição para o PIS, já que decorrem de prestação de serviços para pessoa jurídica domiciliaria no exterior (no caso, serviço de representação comercial) e há ingresso de divisas no Pais; 3.4 Não obstante tal isenção, por equivoco, a Interessada continuou a realizar os pagamentos da Cofins (código 2172) e da Contribuição para o PIS (código 8109 e 6912), até o período de apuração de 31/12/2003; 3.5 Verificados tais pagamentos indevidos, a Interessada protocolizou "Declarações de Compensação" nas quais utilizou os referidos créditos da Cofins e da Contribuição para o PIS para quitar, por compensação, seus débitos junto à RFB; 3.6 O Delegado da DERAT/Rio de Janeiro, não homologou a compensação declarada, alegando a inexistência do crédito informado, em virtude de o pagamento do qual seria oriundo já ter sido integralmente utilizado para quitar outros débitos da Contribuinte; 3.7 Os valores da Cofins e da Contribuição para o PIS informados nas DCTF estão incorretos; 3.8 Ainda que a entrega da DCTF assuma caráter de confissão de dívida, a obrigação tributária decorre exclusivamente da lei, conforme dispõem os artigos 113 e 114 do CTN; 3.9 Havendo erro quanto ao fato confessado, e comprovado inequivocamente que o fato confessado não corresponde ao efetivamente ocorrido, temse de admitir a prevalência do verdadeiro sobre o confessado; 3.10 Desde que comprovado a nãoocorrência do fato gerador, o contribuinte tem direito à restituição do tributo que pagou indevidamente; e 3.11. Pelas razões acima expostas, deve ser dado provimento à manifestação de inconformidade apresentada e reformado o despacho decisório recorrido. 4. O processo foi encaminhado a esta Delegacia para julgamento. 5. Foram por mim anexados às fls. 32 a 36, os extratos de pesquisas efetuadas no sistema de informação da RFB GERENCIAL DA DCTF (fls. 32 a 35), e cópia da DIPJ (fl. 36). A DRJ julgou improcedente o pedido, conforme acórdão assim ementado (fl.37): Fl. 3DF CARF MF Emitido em 14/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 06/05/2011 por BEATRIZ VERISSIMO DE SENA Assinado digitalmente em 09/06/2011 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, 06/05/2011 por BEATRIZ VERISS IMO DE SENA Processo nº 15374.917145/200836 Acórdão n.º 310200.942 S3‐C1T2 Fl. 4 4 ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/10/2002 a 31/10/2002 CRÉDITO NÃO COMPROVADO. COMPENSAÇÃO. NÃO HOMOLOGAR. Não é de se homologar a compensação declarada em DCOMP, cujo crédito utilizado não tenha sido devidamente comprovado. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/10/2002 a 31/10/2002 ÔNUS DA PROVA. ALEGAÇÃO DESACOMPANHADA DE PROVA. Cabe ao impugnante trazer juntamente com suas alegações impugnatórias todos os documentos que dêem a elas força probante. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Em face do acórdão proferido pela DRJ, o Contribuinte apresentou recurso voluntário, no qual, em síntese, reitera as razões já expostas na impugnação. É o relatório. Voto Conselheira Relatora Beatriz Veríssimo de Sena, Relatora Conforme relatado, a compensação de créditos foi indeferida porque a Administração Pública teria identificado a utilização dos créditos tributários em outra compensação, já processada, in verbis: 9.3 Após ter tomado ciência do Despacho Decisório recorrido, a Interessada apresentou DCTF retificadora(s) (fls.34/35), informando que o valor apurado da Contribuição para o PIS referente ao mês 11/2002seria R$ 285,84 e R$ 248,66. Fl. 4DF CARF MF Emitido em 14/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 06/05/2011 por BEATRIZ VERISSIMO DE SENA Assinado digitalmente em 09/06/2011 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, 06/05/2011 por BEATRIZ VERISS IMO DE SENA Processo nº 15374.917145/200836 Acórdão n.º 310200.942 S3‐C1T2 Fl. 5 5 10. Como pode ser observado, de acordo com as informações fornecidas pela Contribuinte à RFB, de fato, na data na qual foi concluído o Despacho Decisório impugnado, não existiria saldo credor referente ao pagamento efetuado por meio do DARF informado no PER/DCOMP, no valor de R$ 2.555,60, já que esse teria sido integralmente utilizado para quitar o débito informado na DCTF ativa a época em que foi proferido o Despacho Decisório impugnado. Contra a fundamentação acima, adotada no despacho decisório e no acórdão da DRJ, a Recorrente argumenta que a apresentação de DCTF não teria o efeito de produzir confissão de dívida tributária. Assim argumenta o Recorrente: 3.1. Como visto, apesar de a DECISÃO reconhecer que as comissões recebidas, pela RECORRENTE, de empresas estrangeiras a titulo de representação comercial são isentas do PIS e da COFIES, ela (DECISÃO) não homologou a compensação por entender que a ora RECORRIDA não teria comprovado a existência do crédito pleiteado. 3.2. Primeiramente, antes de demonstrar o crédito pleiteado, a RECORRETE reitera que a entrega de DCTE, ainda que assuma caráter de confissão de divida, não é fato gerador da obrigação tributária, a qual decorre exclusivamente da lei, conforme se verifica dos arts. 113 e 114 do Código Tributário Nacional (CTN): (...) 3.3. Em reforço a essa premissa, o art. 150, I, da CF/88 determina que é vedado "exigir ou aumentar tributo sem lei que o estabeleça." 3.4. Assim, a manifestação do contribuinte não tem o condão de tornar devido tributo não previsto em lei. 3.5. Por esse motivo, em matéria tributária, toda a confissão de divida é retratável desde que comprovada a nãoocorrência do fato gerador. Em que pese a argumentação do Contribuinte, observou que ele não logrou desconstituir o cerne da fundamentação da Autoridade Fiscal, ônus que lhe cabia na medida em que o pedido de compensação foi por ele realizado. De fato, o Contribuinte não provou que os créditos tributários não teriam sido utilizados na compensação administrativa indicada pela Autoridade Fiscal. Por outro lado, o indeferimento da compensação foi motivado pela Autoridade Fiscal, que inclusive indicou o documento ou pagamento que já teria sido realizado Fl. 5DF CARF MF Emitido em 14/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 06/05/2011 por BEATRIZ VERISSIMO DE SENA Assinado digitalmente em 09/06/2011 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, 06/05/2011 por BEATRIZ VERISS IMO DE SENA Processo nº 15374.917145/200836 Acórdão n.º 310200.942 S3‐C1T2 Fl. 6 6 com os supostos créditos indicados na PER/DCOMP ora em exame. Não houve, portanto, cerceamento de defesa. Por fim, cumpre registrar que a DCTF tem caráter de confissão de dívida. Pelo exposto, nego provimento ao recurso voluntário. Sala das Sessões, em 2 de março de 2011. Relatora Beatriz Veríssimo de Sena Fl. 6DF CARF MF Emitido em 14/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 06/05/2011 por BEATRIZ VERISSIMO DE SENA Assinado digitalmente em 09/06/2011 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, 06/05/2011 por BEATRIZ VERISS IMO DE SENA
score : 1.0
Numero do processo: 15586.001141/2007-68
Turma: 2ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 2ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Tue Mar 03 00:00:00 UTC 2015
Data da publicação: Fri May 08 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/02/2000 a 31/01/2005
CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. ART. 45 DA LEI Nº 8.212/91. SÚMULA VINCULANTE Nº 8 DO STF. DECADÊNCIA.
O Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária do dia 11/06/2008, declarou a inconstitucionalidade do art. 45 da Lei nº 8.212/91, publicando, posteriormente, a Súmula Vinculante nº 8, a qual vincula a aplicação da referida decisão a todos os órgãos da administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, nos termos do art. 103-A da CF/88, motivo pelo qual não pode ser aplicado o prazo decadencial decenal, devendo ser observadas as regras do Código Tributário Nacional CTN.
No voto lavrado no referido REsp 973.733/SC, foi transcrito entendimento firmado em outros julgamento (REsp 766.050/PR, Rel. Ministro Luiz Fux, DJ 25.02.2008), que limitam a aplicação do art. 150, §4º do CTN às hipóteses que tratam de tributo sujeito a lançamento por homologação, quando ocorrer pagamento antecipado inferior ao efetivamente devido, sem que o contribuinte tenha incorrido em fraude, dolo ou simulação, nem sido notificado pelo Fisco de quaisquer medidas preparatórias.
No caso, a ciência do contribuinte ocorreu em 05/12/2007 e tendo ocorrido recolhimento, o art. 150, §4º, do CTN, declarando, por conseguinte, fulminadas pela decadência as contribuições até 10/2002.
Recurso especial negado.
Numero da decisão: 9202-003.589
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso.
(Assinado digitalmente)
Carlos Alberto Freitas Barreto Presidente
(Assinado digitalmente)
Manoel Coelho Arruda Junior Relator
EDITADO EM: 11/03/2015
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Carlos Alberto Freitas Barreto (Presidente), Maria Tereza Martinez Lopez (Vice-Presidente), Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Alexandre Naoki Nishioka, Marcelo Oliveira, Manoel Coelho Arruda Junior, Gustavo Lian Haddad, Maria Helena Cotta Cardozo, Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira, Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira (suplente convocada).
Nome do relator: MANOEL COELHO ARRUDA JUNIOR
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201503
camara_s : 2ª SEÇÃO
ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/02/2000 a 31/01/2005 CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. ART. 45 DA LEI Nº 8.212/91. SÚMULA VINCULANTE Nº 8 DO STF. DECADÊNCIA. O Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária do dia 11/06/2008, declarou a inconstitucionalidade do art. 45 da Lei nº 8.212/91, publicando, posteriormente, a Súmula Vinculante nº 8, a qual vincula a aplicação da referida decisão a todos os órgãos da administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, nos termos do art. 103-A da CF/88, motivo pelo qual não pode ser aplicado o prazo decadencial decenal, devendo ser observadas as regras do Código Tributário Nacional CTN. No voto lavrado no referido REsp 973.733/SC, foi transcrito entendimento firmado em outros julgamento (REsp 766.050/PR, Rel. Ministro Luiz Fux, DJ 25.02.2008), que limitam a aplicação do art. 150, §4º do CTN às hipóteses que tratam de tributo sujeito a lançamento por homologação, quando ocorrer pagamento antecipado inferior ao efetivamente devido, sem que o contribuinte tenha incorrido em fraude, dolo ou simulação, nem sido notificado pelo Fisco de quaisquer medidas preparatórias. No caso, a ciência do contribuinte ocorreu em 05/12/2007 e tendo ocorrido recolhimento, o art. 150, §4º, do CTN, declarando, por conseguinte, fulminadas pela decadência as contribuições até 10/2002. Recurso especial negado.
turma_s : 2ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
dt_publicacao_tdt : Fri May 08 00:00:00 UTC 2015
numero_processo_s : 15586.001141/2007-68
anomes_publicacao_s : 201505
conteudo_id_s : 5473185
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Jun 08 00:00:00 UTC 2015
numero_decisao_s : 9202-003.589
nome_arquivo_s : Decisao_15586001141200768.PDF
ano_publicacao_s : 2015
nome_relator_s : MANOEL COELHO ARRUDA JUNIOR
nome_arquivo_pdf_s : 15586001141200768_5473185.pdf
secao_s : Câmara Superior de Recursos Fiscais
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. (Assinado digitalmente) Carlos Alberto Freitas Barreto Presidente (Assinado digitalmente) Manoel Coelho Arruda Junior Relator EDITADO EM: 11/03/2015 Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Carlos Alberto Freitas Barreto (Presidente), Maria Tereza Martinez Lopez (Vice-Presidente), Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Alexandre Naoki Nishioka, Marcelo Oliveira, Manoel Coelho Arruda Junior, Gustavo Lian Haddad, Maria Helena Cotta Cardozo, Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira, Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira (suplente convocada).
dt_sessao_tdt : Tue Mar 03 00:00:00 UTC 2015
id : 5959219
ano_sessao_s : 2015
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:40:34 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713047889556537344
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 9; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2337; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => CSRFT2 Fl. 9 1 8 CSRFT2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS Processo nº 15586.001141/200768 Recurso nº Especial do Procurador Acórdão nº 9202003.589 – 2ª Turma Sessão de 03 de março de 2015 Matéria DECADÊNCIA Recorrente FAZENDA NACIONAL Interessado ACTA ENGENHARIA LTDA ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/02/2000 a 31/01/2005 CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. ART. 45 DA LEI Nº 8.212/91. SÚMULA VINCULANTE Nº 8 DO STF. DECADÊNCIA. O Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária do dia 11/06/2008, declarou a inconstitucionalidade do art. 45 da Lei nº 8.212/91, publicando, posteriormente, a Súmula Vinculante nº 8, a qual vincula a aplicação da referida decisão a todos os órgãos da administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, nos termos do art. 103A da CF/88, motivo pelo qual não pode ser aplicado o prazo decadencial decenal, devendo ser observadas as regras do Código Tributário Nacional CTN. No voto lavrado no referido REsp 973.733/SC, foi transcrito entendimento firmado em outros julgamento (REsp 766.050∕PR, Rel. Ministro Luiz Fux, DJ 25.02.2008), que limitam a aplicação do art. 150, §4º do CTN às hipóteses que tratam de tributo sujeito a lançamento por homologação, “quando ocorrer pagamento antecipado inferior ao efetivamente devido, sem que o contribuinte tenha incorrido em fraude, dolo ou simulação, nem sido notificado pelo Fisco de quaisquer medidas preparatórias”. No caso, a ciência do contribuinte ocorreu em 05/12/2007 e tendo ocorrido recolhimento, o art. 150, §4º, do CTN, declarando, por conseguinte, fulminadas pela decadência as contribuições até 10/2002. Recurso especial negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 15 58 6. 00 11 41 /2 00 7- 68 Fl. 970DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/03/2015 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 07/05/2 015 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO, Assinado digitalmente em 26/03/2015 por MANOEL COELHO ARRUDA JUNIOR 2 (Assinado digitalmente) Carlos Alberto Freitas Barreto – Presidente (Assinado digitalmente) Manoel Coelho Arruda Junior – Relator EDITADO EM: 11/03/2015 Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Carlos Alberto Freitas Barreto (Presidente), Maria Tereza Martinez Lopez (VicePresidente), Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Alexandre Naoki Nishioka, Marcelo Oliveira, Manoel Coelho Arruda Junior, Gustavo Lian Haddad, Maria Helena Cotta Cardozo, Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira, Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira (suplente convocada). Relatório Tratase de crédito previdenciário lançado pela fiscalização, tendo em vista que as contribuições previdenciárias foram pagas em atraso, ensejando juros de mora e multa. O período de apuração foi de 01/02/2000 a 31/01/2005. Impugnado o lançamento pela contribuinte, este foi mantido pela 15ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento do Rio de Janeiro I (RJ), acórdão 12 19.915, proferido no dia 9 de julho de 2008. Inconformada a contribuinte interpôs Recurso Voluntário, que foi provido em parte pela decisão da 2ª Turma Ordinária da 3ª Câmara da 2ª Seção de Julgamento do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, por meio do acórdão 230201.062, proferido no dia 12 de maio de 2011: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/02/2000 a 31/01/2005 DECADÊNCIA. O Supremo Tribunal Federal, através da Súmula Vinculante n° 08, declarou inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212, de 24/07/91. Tratandose de tributo sujeito ao lançamento por homologação, que é o caso das contribuições previdenciárias, devem ser observadas as regras do Código Tributário Nacional CTN. INCONSTITUCIONALIDADE A atividade vinculada na esfera administrativa impossibilita a apreciação de inconstitucionalidade da lei. O assunto está sumulado por este colegiado: O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. JUROS DE MORA. TAXA SELIC. APLICAÇÃO À COBRANÇA DE TRIBUTOS. Fl. 971DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/03/2015 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 07/05/2 015 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO, Assinado digitalmente em 26/03/2015 por MANOEL COELHO ARRUDA JUNIOR Processo nº 15586.001141/200768 Acórdão n.º 9202003.589 CSRFT2 Fl. 10 3 É cabível a cobrança de juros de mora sobre os débitos para com a União decorrentes de tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil com base na taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais. MULTA MORATÓRIA Em conformidade com o artigo 35, da Lei 8.212/91, a contribuição social previdenciária está sujeita à multa de mora, na hipótese de recolhimento em atraso. JUNTADA DE DOCUMENTOS. PRECLUSÃO TEMPORAL. A prova documental deve ser apresentada na impugnação, precluindo o direito de o impugnante fazêlo em outro momento processual. Recurso Voluntário Provido em Parte Foi dado provimento parcial quanto à preliminar de extinção do crédito por homologação tácita prevista no art. 150, parágrafo 4 do CTN, para excluir do levantamento as competências até 10/2002. A Fazenda Nacional, inconformada com a r. decisão do Acórdão 2302 01.062, interpôs Recursos Especial à Câmara Superior de Recursos Fiscais. A recorrente afirma que no presente caso há nítida divergência entre a decisão recorrida e o paradigma que apresenta, conforme ementa reproduzida abaixo: 10423.377 ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA RETIDO NA FONTE — IRRF Anocalendário: 1998 DECADÊNCIA RECOLHIMENTO EM ATRASO DE IRRF MULTA MORATÓRIA PAGA A MENOR A contagem do prazo decadencial de cinco anos, na hipótese de lançamento para cobrança de multa moratória paga a menor, tem início no primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado, em consonância com o inciso I do artigo 173 do Código Tributário Nacional CTN. TRIBUTO SUJEITO A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO RECOLHIDO COM ATRASO DENÚNCIA ESPONTÂNEA NÃOCARACTERIZAÇÃO INCIDÊNCIA DA MULTA MORATÓRIA Em se tratando de tributo sujeito a lançamento por homologação, declarado pelo contribuinte e recolhido com atraso, descabe o beneficio da denúncia espontânea. Desta forma, o contribuinte que liquidar com atraso valores informados em sua Declaração de Contribuições e Tributos Federais DCTF, recolhendo somente o tributo devido, sem o acréscimo dos juros de mora e a respectiva multa de mora, não Fl. 972DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/03/2015 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 07/05/2 015 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO, Assinado digitalmente em 26/03/2015 por MANOEL COELHO ARRUDA JUNIOR 4 encontra amparo no instituto da denúncia espontânea, prevista no art. 138 do Código Tributário Nacional CTN. TRIBUTO RECOLHIDO FORA DO PRAZO SEM ACRÉSCIMO DE JUROS DE MORA EXIGÊNCIA DE JUROS DE MORA DE FORMA ISOLADA É cabível, a partir de 1° de janeiro de 1997, a exigência isolada de juros de mora, incidentes sobre os tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal, não pagos nos prazos previstos na legislação (art. 61 § 3°, da Lei n° 9.430, de 1996). Arguição de decadência rejeitada. Recurso negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por BANCO BANESTADO S.A. ACORDAM os Membros da Quarta Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, REJEITAR a arguição de decadência e, no mérito, NEGAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. A Conselheira Heloisa Guarita Souza declarouse impedida. A Fazenda Nacional afirma que, enquanto o acórdão recorrido, no caso do lançamento de juros de mora pagos a menor, considera que o prazo decadencial é regido pelo art. 150, § 4º do CTN, o paradigma firmou o entendimento no sentido de que o prazo decadencial para tal lançamento seria regido pelo art. 173, I, CTN. Quanto ao pedido, requer que seja conhecido o provido o Recurso Especial para reforma o r. acórdão recorrido no ponto impugnado, aplicandose o art. 173, do CTN. Instado a se manifestar, o i. Presidente da 3ª Câmara da Segunda Seção deu seguimento ao Especial interposto. Intimado do decisum, o Sujeito Passivo mantevese silente. É o relatório. Fl. 973DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/03/2015 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 07/05/2 015 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO, Assinado digitalmente em 26/03/2015 por MANOEL COELHO ARRUDA JUNIOR Processo nº 15586.001141/200768 Acórdão n.º 9202003.589 CSRFT2 Fl. 11 5 Voto Conselheiro Manoel Coelho Arruda Júnior, Relator Sendo tempestivo o Recurso Especial e demonstrada a divergência, conheço do recurso e passo ao exame do mérito. DECADÊNCIA Nas sessões plenárias dos dias 11 e 12/06/2008, respectivamente, o Supremo Tribunal Federal STF, por unanimidade, declarou inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei n°8.212, de 24/07/91 e editou a Súmula Vinculante n° 08. in verbis: Parte final do voto proferido pelo Exmo Senhor Ministro Gilmar Mendes, Relator: Resultam inconstitucionais, portanto, os artigos 45 e 46 da Lei nº 8.212/91 e o parágrafo único do art.5º do Decreto lei n° 1.569/77, que versando sobre normas gerais de Direito Tributário, invadiram conteúdo material sob a reserva constitucional de lei complementar. Sendo inconstitucionais os dispositivos, mantémse hígida a legislação anterior, com seus prazos quinquenais de prescrição e decadência e regras de fluência, que não acolhem a hipótese de suspensão da prescrição durante o arquivamento administrativo das execuções de pequeno valor, o que equivale a assentar que, como os demais tributos, as contribuições de Seguridade Social sujeitamse, entre outros, aos artigos 150, § 4º, 173 e 174 do CTN. Diante do exposto, conheço dos Recursos Extraordinários e lhes nego provimento, para confirmar a proclamada inconstitucionalidade dos arts. 45 e 46 da Lei 8.212/91, por violação do art. 146, III, b, da Constituição, e do parágrafo único do art. 5º do Decreto lei n° 1.569/77, frente ao § 1º do art. 18 da Constituição de 1967, com a redação dada pela Emenda Constitucional 01/69. É como voto. Súmula Vinculante n° 08: “São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5º do Decreto lei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário”. Os efeitos da Súmula Vinculante são previstos no artigo 103A da Constituição Federal, regulamentado pela Lei n° 11.417, de 19/12/2006, in verbis: Fl. 974DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/03/2015 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 07/05/2 015 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO, Assinado digitalmente em 26/03/2015 por MANOEL COELHO ARRUDA JUNIOR 6 Art. 103A. O Supremo Tribunal Federal poderá, de ofício ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004). Lei n° 11.417, de 19/12/2006: Regulamenta o art. 103A da Constituição Federal e altera a Lei nº 9.784, de 29 de janeiro de 1999, disciplinando a edição, a revisão e o cancelamento de enunciado de súmula vinculante pelo Supremo Tribunal Federal, e dá outras providências. ... Art. 2º O Supremo Tribunal Federal poderá, de ofício ou por provocação, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, editar enunciado de súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma prevista nesta Lei. §1º O enunciado da súmula terá por objeto a validade, a interpretação e a eficácia de normas determinadas, acerca das quais haja, entre órgãos judiciários ou entre esses e a administração pública, controvérsia atual que acarrete grave insegurança jurídica e relevante multiplicação de processos sobre idêntica questão. Assim, a partir da publicação, que se deu em 20/06/2008, todos os órgãos judiciais e administrativos ficam obrigados a acatarem a Súmula Vinculante. Assim, afastado por inconstitucionalidade o artigo 45 da Lei n° 8.212/91, resta verificar qual regra de decadência prevista no Código Tributário Nacional CTN se aplica ao caso concreto. Ocorre que este Código prevê a aplicação de duas regras, aparentemente conflitantes, tomando a primeira como termo inicial o pagamento indevido (art. 150, §4º), e a segunda o primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido realizado (art. 173, I). Cumpre transcrever os referidos dispositivos legais: Art. 150. O lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, operase pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa. (...). Fl. 975DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/03/2015 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 07/05/2 015 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO, Assinado digitalmente em 26/03/2015 por MANOEL COELHO ARRUDA JUNIOR Processo nº 15586.001141/200768 Acórdão n.º 9202003.589 CSRFT2 Fl. 12 7 § 4º Se a lei não fixar prazo a homologação, será ele de cinco anos, a contar da ocorrência do fato gerador; expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, considerase homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação. Art. 173. O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extinguese após 5 (cinco) anos, contados: I do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado; II da data em que se tornar definitiva a decisão que houver anulado, por vício formal, o lançamento anteriormente efetuado. Harmonizando as normas acima transcritas, o Superior Tribunal de Justiça esclareceu a aplicação do art. 173 para os casos em que o tributo sujeitarse a lançamento por homologação: 1) Quando não tiver havido pagamento antecipado; 2) Quando tiver ocorrido dolo, fraude ou simulação; 3) Quando não tiver havido declaração prévia do débito. Cumpre transcrever o acórdão prolatado em sede de Recurso Especial representativo da controvérsia: PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL REPRESENTATIVO DE CONTROVÉRSIA. ARTIGO 543C, DO CPC. TRIBUTÁRIO. TRIBUTO SUJEITO A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. INEXISTÊNCIA DE PAGAMENTO ANTECIPADO. DECADÊNCIA DO DIREITO DE O FISCO CONSTITUIR O CRÉDITO TRIBUTÁRIO. TERMO INICIAL. ARTIGO 173, I, DO CTN. APLICAÇÃO CUMULATIVA DOS PRAZOS PREVISTOS NOS ARTIGOS 150, § 4º, e 173, do CTN. IMPOSSIBILIDADE. 1. O prazo decadencial quinquenal para o Fisco constituir o crédito tributário (lançamento de ofício) contase do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado, nos casos em que a lei não prevê o pagamento antecipado da exação ou quando, a despeito da previsão legal, o mesmo inocorre, sem a constatação de dolo, fraude ou simulação do contribuinte, inexistindo declaração prévia do débito (Precedentes da Primeira Seção: REsp 766.050/PR, Rel. Ministro Luiz Fux, julgado em 28.11.2007, DJ 25.02.2008; AgRg nos EREsp 216.758/SP, Rel. Ministro Teori Albino Zavascki, julgado em 22.03.2006, DJ 10.04.2006; e EREsp 276.142/SP, Rel. Ministro Luiz Fux, julgado em 13.12.2004, DJ 28.02.2005). 2. É que a decadência ou caducidade, no âmbito do Direito Tributário, importa no perecimento do direito potestativo de o Fisco constituir o crédito tributário pelo lançamento, e, Fl. 976DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/03/2015 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 07/05/2 015 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO, Assinado digitalmente em 26/03/2015 por MANOEL COELHO ARRUDA JUNIOR 8 consoante doutrina abalizada, encontrase regulada por cinco regras jurídicas gerais e abstratas, entre as quais figura a regra da decadência do direito de lançar nos casos de tributos sujeitos ao lançamento de ofício, ou nos casos dos tributos sujeitos ao lançamento por homologação em que o contribuinte não efetua o pagamento antecipado (Eurico Marcos Diniz de Santi,"Decadência e Prescrição no Direito Tributário", 3ª ed., Max Limonad, São Paulo, 2004, págs. 163/210). 3. O dies a quo do prazo quinquenal da aludida regra decadencial regese pelo disposto no artigo 173, I, do CTN, sendo certo que o "primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado" corresponde, iniludivelmente, ao primeiro dia do exercício seguinte à ocorrência do fato imponível, ainda que se trate de tributos sujeitos a lançamento por homologação, revelandose inadmissível a aplicação cumulativa/concorrente dos prazos previstos nos artigos 150, § 4º, e 173, do Codex Tributário, ante a configuração de desarrazoado prazo decadencial decenal (Alberto Xavier, "Do Lançamento no Direito Tributário Brasileiro", 3ª ed., Ed. Forense, Rio de Janeiro, 2005, págs.91/104; Luciano Amaro, "Direito Tributário Brasileiro", 10ª ed., Ed. Saraiva, 2004, págs. 396/400; e Eurico Marcos Diniz de Santi, "Decadência e Prescrição no Direito Tributário", 3ª ed., Max Limonad, São Paulo, 2004, págs. 183/199). 5. In casu, consoante assente na origem: (i) cuidase de tributo sujeito a lançamento por homologação; (ii) a obrigação ex lege de pagamento antecipado das contribuições previdenciárias não restou adimplida pelo contribuinte, no que concerne aos fatos imponíveis ocorridos no período de janeiro de 1991 a dezembro de 1994; e (iii) a constituição dos créditos tributários respectivos deuse em 26.03.2001. 6. Destarte, revelamse caducos os créditos tributários executados, tendo em vista o decurso do prazo decadencial quinquenal para que o Fisco efetuasse o lançamento de ofício substitutivo. 7. Recurso especial desprovido. Acórdão submetido ao regime do artigo 543C, do CPC, e da Resolução STJ 08/2008. (REsp 973733/SC, Rel. Ministro LUIZ FUX, PRIMEIRA SEÇÃO, julgado em 12/08/2009, DJe 18/09/2009). No voto lavrado no referido REsp 973.733/SC, foi transcrito entendimento firmado em outros julgamento (REsp 766.050∕PR, Rel. Ministro Luiz Fux, DJ 25.02.2008), que limitam a aplicação do art. 150, §4º do CTN às hipóteses que tratam de tributo sujeito a lançamento por homologação, “quando ocorrer pagamento antecipado inferior ao efetivamente devido, sem que o contribuinte tenha incorrido em fraude, dolo ou simulação, nem sido notificado pelo Fisco de quaisquer medidas preparatórias” . Ademais, o enunciado da Súmula CARF n. 99 assevera que para as contribuições previdenciárias considerarseá pagamento o recolhimento, ainda que parcial, do valor considerado como devido pelo contribuinte na competência do fato gerador a que se referir a autuação, mesmo que não tenha sido incluída, na base de cálculo deste recolhimento, parcela relativa a rubrica especificamente exigida no auto de infração: Fl. 977DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/03/2015 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 07/05/2 015 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO, Assinado digitalmente em 26/03/2015 por MANOEL COELHO ARRUDA JUNIOR Processo nº 15586.001141/200768 Acórdão n.º 9202003.589 CSRFT2 Fl. 13 9 Súmula CARF nº 99: Para fins de aplicação da regra decadencial prevista no art. 150, § 4°, do CTN, para as contribuições previdenciárias, caracteriza pagamento antecipado o recolhimento, ainda que parcial, do valor considerado como devido pelo contribuinte na competência do fato gerador a que se referir a autuação, mesmo que não tenha sido incluída, na base de cálculo deste recolhimento, parcela relativa a rubrica especificamente exigida no auto de infração. No caso, a ciência do contribuinte ocorreu em 05/12/2007 e tendo ocorrido recolhimento [fl. 31], o art. 150, §4º, do CTN, declarando, por conseguinte, fulminadas pela decadência as contribuições até 10/2002. DISPOSITIVO Portanto, VOTO PELO CONHECIMENTO DO RECURSO ESPECIAL DA FAZENDA NACIONAL, para, no mérito, NEGARLHE PROVIMENTO. É como voto. (Assinado digitalmente) Manoel Coelho Arruda Júnior Fl. 978DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/03/2015 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 07/05/2 015 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO, Assinado digitalmente em 26/03/2015 por MANOEL COELHO ARRUDA JUNIOR
score : 1.0
Numero do processo: 19515.001133/2008-97
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Primeira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Mar 05 00:00:00 UTC 2015
Data da publicação: Tue Apr 28 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Ano-calendário: 2003
RECURSO VOLUNTÁRIO. INTEMPESTIVIDADE. NÃO CONHECIMENTO.
Interposto recurso voluntário após o prazo de dias contados da ciência da decisão de primeira instância, resta caracterizada sua intempestividade, implicando o seu não conhecimento.
Recurso Voluntário Não conhecido.
Numero da decisão: 1402-001.941
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso voluntário por intempestivo, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Ausentes momentaneamente os Conselheiros Frederico Augusto Gomes de Alencar e Carlos Pelá. Participou do julgamento a Conselheira Maria Elisa Bruzzi Boechat.
(assinado digitalmente)
LEONARDO DE ANDRADE COUTO - Presidente
(assinado digitalmente)
FERNANDO BRASIL DE OLIVEIRA PINTO Relator
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carlos Pelá, Frederico Augusto Gomes de Alencar, Fernando Brasil de Oliveira Pinto, Moisés Giacomelli Nunes da Silva, Leonardo de Andrade Couto e Paulo Roberto Cortez.
Nome do relator: FERNANDO BRASIL DE OLIVEIRA PINTO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201503
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Ano-calendário: 2003 RECURSO VOLUNTÁRIO. INTEMPESTIVIDADE. NÃO CONHECIMENTO. Interposto recurso voluntário após o prazo de dias contados da ciência da decisão de primeira instância, resta caracterizada sua intempestividade, implicando o seu não conhecimento. Recurso Voluntário Não conhecido.
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Primeira Seção
dt_publicacao_tdt : Tue Apr 28 00:00:00 UTC 2015
numero_processo_s : 19515.001133/2008-97
anomes_publicacao_s : 201504
conteudo_id_s : 5472938
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Jun 08 00:00:00 UTC 2015
numero_decisao_s : 1402-001.941
nome_arquivo_s : Decisao_19515001133200897.PDF
ano_publicacao_s : 2015
nome_relator_s : FERNANDO BRASIL DE OLIVEIRA PINTO
nome_arquivo_pdf_s : 19515001133200897_5472938.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso voluntário por intempestivo, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Ausentes momentaneamente os Conselheiros Frederico Augusto Gomes de Alencar e Carlos Pelá. Participou do julgamento a Conselheira Maria Elisa Bruzzi Boechat. (assinado digitalmente) LEONARDO DE ANDRADE COUTO - Presidente (assinado digitalmente) FERNANDO BRASIL DE OLIVEIRA PINTO Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carlos Pelá, Frederico Augusto Gomes de Alencar, Fernando Brasil de Oliveira Pinto, Moisés Giacomelli Nunes da Silva, Leonardo de Andrade Couto e Paulo Roberto Cortez.
dt_sessao_tdt : Thu Mar 05 00:00:00 UTC 2015
id : 5958972
ano_sessao_s : 2015
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:40:20 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713047889561780224
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1924; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1C4T2 Fl. 1.037 1 1.036 S1C4T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 19515.001133/200897 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 1402001.941 – 4ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 05 de março de 2015 Matéria PROCESSSO ADMINISTRATIVO TEMPESTIVIDADE Recorrente COM DE CEREAIS SAMPAIO LTDA EPP Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Anocalendário: 2003 RECURSO VOLUNTÁRIO. INTEMPESTIVIDADE. NÃO CONHECIMENTO. Interposto recurso voluntário após o prazo de dias contados da ciência da decisão de primeira instância, resta caracterizada sua intempestividade, implicando o seu não conhecimento. Recurso Voluntário Não conhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso voluntário por intempestivo, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Ausentes momentaneamente os Conselheiros Frederico Augusto Gomes de Alencar e Carlos Pelá. Participou do julgamento a Conselheira Maria Elisa Bruzzi Boechat. (assinado digitalmente) LEONARDO DE ANDRADE COUTO Presidente (assinado digitalmente) FERNANDO BRASIL DE OLIVEIRA PINTO – Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carlos Pelá, Frederico Augusto Gomes de Alencar, Fernando Brasil de Oliveira Pinto, Moisés Giacomelli Nunes da Silva, Leonardo de Andrade Couto e Paulo Roberto Cortez. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 19 51 5. 00 11 33 /2 00 8- 97 Fl. 1037DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/04/2015 por FERNANDO BRASIL DE OLIVEIRA PINTO, Assinado digitalmente em 01/04/2015 por FERNANDO BRASIL DE OLIVEIRA PINTO, Assinado digitalmente em 02/04/2015 por LEONARD O DE ANDRADE COUTO Processo nº 19515.001133/200897 Acórdão n.º 1402001.941 S1C4T2 Fl. 1.038 2 Relatório COM DE CEREAIS SAMPAIO LTDA EPP recorre a este Conselho, com fulcro no art. 33 do Decreto nº 70.235, de 1972, objetivando a reforma do acórdão nº 1619.077 da 7ª Turma da Delegacia de Julgamento em São Paulo – DRJ/SPOI, que julgou parcialmente procedente a impugnação apresentada. Por bem refletir o litígio até aquela fase, adoto excertos do relatório da decisão recorrida, complementandoo ao final: Contra a pessoa jurídica acima identificada, inscrita no Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte – Simples, foi lavrado em 28/03/2008, relativamente ao anocalendário de 2003, Auto de Infração para constituição do crédito tributário do Imposto de Renda Pessoa Jurídica SIMPLES (fls.214/217), no montante de R$ 240.060,16, incluídos juros de mora calculados até 29/02/2008 e multa de ofício de 75% e 150%. Decorrentes de tributação reflexa, foram lavrados ainda os seguintes Autos de Infração, com os respectivos créditos tributários: Contribuição para o Programa de Integração SocialPISSIMPLES (fls.224/227), R$ 240.060,16, Contribuição Social sobre o Lucro Líquido – CSLLSIMPLES (fls.234/237), R$ 369.323,40, Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social COFINSSIMPLES (fls.244/247), R$ 738.646,95 e Contribuição para a Seguridade Social – INSSSIMPLES (fls.254/257), R$ 1.558.747,59, perfazendo o crédito tributário total de R$ 3.146.838,25. Tendo em vista que os lançamentos acima decorrem dos mesmos fatos geradores e elementos de prova, o relatório e o voto deste acórdão contemplarão todos os lançamentos, sendo o IRPJ o lançamento principal e os demais por tributação reflexa. O autor do procedimento fiscal diz, em síntese, no Termo de Verificação e Constatação (fls. 185/191), que a empresa, regularmente intimada, não logrou comprovar a origem dos valores creditados, no ano calendário de 2003, em conta de depósitos junto ao Banco Bradesco (agência nº 31496, c/c nº 3883). O resumo dos créditos/depósitos não comprovados, por mês do anocalendário de 2003, já deduzidos os valores informados pela contribuinte na Declaração Anual Simplificada – PJSI relativa ao ano calendário em questão, são mostrados na tabela abaixo separados em: 1) créditos da atividade mercantil conforme extratos e 2) outros créditos. mês/2003 Créditos bancáriosOperações Mercantis (R$) Outros Créditos bancários (R$) Fl. 1038DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/04/2015 por FERNANDO BRASIL DE OLIVEIRA PINTO, Assinado digitalmente em 01/04/2015 por FERNANDO BRASIL DE OLIVEIRA PINTO, Assinado digitalmente em 02/04/2015 por LEONARD O DE ANDRADE COUTO Processo nº 19515.001133/200897 Acórdão n.º 1402001.941 S1C4T2 Fl. 1.039 3 janeiro 583.363,79 203.296,86 fevereiro 391.989,51 96.607,76 março 610.853,01 136.677,29 abril 578.482,94 138.413,51 maio 759.810,69 231.761,21 junho 904.236,99 147.680,44 julho 979.730,53 293.215,24 agosto 719.807,82 280.877,07 setembro 995.221,72 162.481,51 outubro 885.665,10 198.908,71 novembro 755.031,43 135.280,94 dezembro 0,00 0,00 Totais 8.164.193,53 2.025.200,54 Os valores acima não comprovados foram considerados omissão de receita pelo Auditorfiscal, sob o fundamento legal, para o IRPJ SIMPLES, no art. 42 da Lei nº 9.430, de 1996, constituindo o crédito tributário mediante os Autos de Infração referidos no intróito. Incluiu ainda o agente fiscal no crédito tributário diferenças em razão de recolhimentos a menor dos débitos do SIMPLES. Aos valores omitidos considerados de origem em operações mercantis, o Auditorfiscal aplicou a multa de ofício de 150%, em virtude da falta de registro das operações nos livros fiscais/contábeis e sua omissão na declaração de rendimentos. Por considerar ainda que ocorreu, em tese, crime contra a ordem tributária formalizou representação fiscal para fins penais através do processo administrativo nº 19515.001281/200810, apenso ao presente. Para os outros depósitos não comprovados, aplicou a multa de 75%. Finalmente, em razão do excesso da receita bruta para efeitos de opção pelo SimplesEPP, providenciou representação administrativa para exclusão do referido sistema (fls.191). A fundamentação legal completa do lançamento e os demonstrativos do cálculo do principal/acréscimos legais do IRPJSIMPLES, bem como dos reflexos encontramse indicados nos respectivos Autos de Infração. Fl. 1039DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/04/2015 por FERNANDO BRASIL DE OLIVEIRA PINTO, Assinado digitalmente em 01/04/2015 por FERNANDO BRASIL DE OLIVEIRA PINTO, Assinado digitalmente em 02/04/2015 por LEONARD O DE ANDRADE COUTO Processo nº 19515.001133/200897 Acórdão n.º 1402001.941 S1C4T2 Fl. 1.040 4 Cientificada dos lançamentos em 04/04/2008 (fls.259), a contribuinte apresentou impugnação em 30/04/2008 (fls.263/308), onde requer a nulidade ou o cancelamento dos Autos de Infração, alegando, em resumo e substância, as seguintes razões: · teria ocorrido a decadência do Fisco proceder aos lançamentos relativos aos fatos geradores anteriores ao primeiro trimestre de 2003, em face do disposto no art. 150, § 4º, do CTN; · houve cerceamento de defesa, posto que não teriam sido obedecidos os preceitos legais e princípios constitucionais que asseguram à contribuinte a apreciação de todos os meios de prova em direito admitidos, como busca da verdade material; assim, não teria sido provada pela fiscalização a certeza da ocorrência dos fatos geradores; · houve a inclusão indevida de valores na base de cálculo para apuração do crédito tributário, pois grande parte dos créditos lançados nos extratos bancários tratavamse de transferências inter bancárias, valores de terceiros de outro Estado, recebidos para liquidação de suas contas para com seus fornecedores (Comercia Corbelha Ltda.), além de outras operações atípicas que não traduzem operações de vendas e não podem ser caracterizadas como receita bruta; · o Auditorfiscal ignorou, na imputação da infração, pelos documentos fornecidos, quais as receitas, os custos, os valores de terceiros, as transferências inter bancárias, valores de terceiros recebidos para liquidação de suas contas para com seus fornecedores, entre outros; ou seja, não teria sido buscada a verdade material para a apuração do efetivo lucro passível de tributação; · a movimentação bancária, por si só, não corporificaria fato gerador do imposto de renda, pois depósito bancário é fluxo, que não tipifica renda; juridicamente, só o estoque tem a conotação de acréscimo patrimonial; · que, por princípios constitucionais, não estaria obrigada a fornecer extratos bancários, pois ninguém está obrigado a produzir provas contra si mesmo, e que tendo sido invertida a prova da origem dos depósitos bancários, viuse obrigada a prestar informações sigilosas e descabidas,prejudicando a si Fl. 1040DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/04/2015 por FERNANDO BRASIL DE OLIVEIRA PINTO, Assinado digitalmente em 01/04/2015 por FERNANDO BRASIL DE OLIVEIRA PINTO, Assinado digitalmente em 02/04/2015 por LEONARD O DE ANDRADE COUTO Processo nº 19515.001133/200897 Acórdão n.º 1402001.941 S1C4T2 Fl. 1.041 5 mesma; desta forma, não seria permitido lançamento do imposto de renda com base apenas em depósitos bancários; · seria indevida a aplicação da multa do § 1º, inciso II, do art.44 da Lei nº 9.430/96, por não caracterizada as hipóteses previstas nos art. 71, 72 e 73 da Lei nº 4.502/64. Ao final, protesta a impugnante provar o alegado por todos meios de prova em direito admitidos, inclusive perícias, diligências e outros meios. Em análise da impugnação apresentada, a 7ª Turma da DRJ/SPOI julgoua parcialmente procedente, exonerando parcela do crédito tributário em razão da decadência. O contribuinte foi cientificado da decisão em 11 de março de 2009 conforme aviso de recebimento de fl. 883 – apresentando recurso voluntário de fls. 904996 em 20 de abril de 2009. Em síntese, reafirma os termos de sua impugnação. É o relatório. Fl. 1041DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/04/2015 por FERNANDO BRASIL DE OLIVEIRA PINTO, Assinado digitalmente em 01/04/2015 por FERNANDO BRASIL DE OLIVEIRA PINTO, Assinado digitalmente em 02/04/2015 por LEONARD O DE ANDRADE COUTO Processo nº 19515.001133/200897 Acórdão n.º 1402001.941 S1C4T2 Fl. 1.042 6 Voto Conselheiro FERNANDO BRASIL DE OLIVEIRA PINTO, Relator. O contribuinte foi cientificado do lançamento em 11 de março de 2009. Dispõe o art. 33 do Decreto nº 70.235, de 1972, que o prazo para interposição de recurso voluntário é de 30 dias após ciência da decisão de primeira instância. Considerandose que o recurso voluntário foi apresentado em 20 de abril de 2009 sem qualquer menção à questão da tempestividade que pudesse alterar o entendimento sobre a matéria, concluise que o mesmo é manifestamente intempestivo. Isso posto, voto por não conhecer do recurso voluntário por intempestivo. (assinado digitalmente) FERNANDO BRASIL DE OLIVEIRA PINTO Relator Fl. 1042DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/04/2015 por FERNANDO BRASIL DE OLIVEIRA PINTO, Assinado digitalmente em 01/04/2015 por FERNANDO BRASIL DE OLIVEIRA PINTO, Assinado digitalmente em 02/04/2015 por LEONARD O DE ANDRADE COUTO
score : 1.0
Numero do processo: 13629.003963/2008-95
Turma: Terceira Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Aug 31 00:00:00 UTC 2010
Ementa: SIMPLES NACIONAL
Ano-calendário: 2009
Ementa: SIMPLES NACIONAL. ATO DECLARATÓRIO DE EXCLUSÃO.
DÉBITOS FISCAIS INSOLVIDOS, SEM EXIGIBILIDADE SUSPENSA.
NULIDADE, E nulo o Ato Declaratdrio de exclusão do Simples que se limita
a consignar a existência de pendências, sem suspensão de exigibilidade,
perante o INSS, de um lado, ou as Fazendas Públicas Federal, Estadual ou
Municipal, de outro.
Numero da decisão: 1803-000.639
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar
provimento ao recurso, nos termos do voto do relator.
Matéria: Simples- proc. que não versem s/exigências cred.tributario
Nome do relator: Benedicto Celso Júnior
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : Simples- proc. que não versem s/exigências cred.tributario
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201008
ementa_s : SIMPLES NACIONAL Ano-calendário: 2009 Ementa: SIMPLES NACIONAL. ATO DECLARATÓRIO DE EXCLUSÃO. DÉBITOS FISCAIS INSOLVIDOS, SEM EXIGIBILIDADE SUSPENSA. NULIDADE, E nulo o Ato Declaratdrio de exclusão do Simples que se limita a consignar a existência de pendências, sem suspensão de exigibilidade, perante o INSS, de um lado, ou as Fazendas Públicas Federal, Estadual ou Municipal, de outro.
turma_s : Terceira Turma Especial da Primeira Seção
numero_processo_s : 13629.003963/2008-95
conteudo_id_s : 5464112
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Mar 20 00:00:00 UTC 2017
numero_decisao_s : 1803-000.639
nome_arquivo_s : Decisao_13629003963200895.pdf
nome_relator_s : Benedicto Celso Júnior
nome_arquivo_pdf_s : 13629003963200895_5464112.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator.
dt_sessao_tdt : Tue Aug 31 00:00:00 UTC 2010
id : 5901837
ano_sessao_s : 2010
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:40:07 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713047889596383232
conteudo_txt : Metadados => date: 2011-09-28T13:41:44Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 7; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2011-09-28T13:41:44Z; Last-Modified: 2011-09-28T13:41:44Z; dcterms:modified: 2011-09-28T13:41:44Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:c0e42341-47ab-4bd5-983b-1180f540fbc4; Last-Save-Date: 2011-09-28T13:41:44Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2011-09-28T13:41:44Z; meta:save-date: 2011-09-28T13:41:44Z; pdf:encrypted: false; modified: 2011-09-28T13:41:44Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2011-09-28T13:41:44Z; created: 2011-09-28T13:41:44Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; Creation-Date: 2011-09-28T13:41:44Z; pdf:charsPerPage: 1008; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2011-09-28T13:41:44Z | Conteúdo => S1 -TE03 Fl. I MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n° 13629.00396312008-95 Recurso n° 512.836 Voluntário Acórdão le 1803-00.639 — 3" Turma Especial Sessão de 31 de agosto de 2010 Matéria SIMPLES - EXCLUSÃO Recorrente BIG MODAS LTDA. ME Recorrida FAZENDA NACIONAL Assunto: SIMPLES NACIONAL Ano-calendário: 2009 Ementa: SIMPLES NACIONAL. ATO DECLARATÓRIO DE EXCLUSÃO. DÉBITOS FISCAIS INSOLVIDOS, SEM EXIGIBILIDADE SUSPENSA. NULIDADE, E nulo o Ato Declaratdrio de exclusão do Simples que se limita a consignar a existência de pendências, sem suspensão de exigibilidade, perante o INSS, de um lado, ou as Fazendas Públicas Federal, Estadual ou Municipal, de outro. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator. erre,46--TAQ.Me es Presidente Benedict° Celso BeIií io Júnior - Relator EDITADO EM: ti 1\101/ 2010 Processo n° 13629.00396312008-95 SI- rE03 I 2 AcOrdAo n.° 1803-00.639 Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Selene Ferreira de Moraes, Walter Adolfo Maresch, Luciano Inocêncio dos Santos, Marcelo Fonseca Vicentini, Sérgio Rodrigues Mendes e Benedicto Celso Benicio Junior. Relatório Trata o presente processo de exclusão do regime do Simples Nacional, por meio do Ato Declaratório Executivo DRF/CFN no 048559, de 22 de agosto de 2008 (fl. 2), em virtude de a interessada possuir débitos com a Fazenda Pública Federal, com a exigibilidade suspensa. Inconformada, a interessada apresentou manifestação de inconformidade (fl. 01), requerendo a procedência, com a sua consequente manutenção no sistema do Simples Nacional, alegando, em síntese, que a declaração do imposto de renda elaborada na época foi feita de forma equivocada. Consta a entrega de Declaração Simplificada da Pessoa Juridica (DSPJ) Retificadora do ano-calendário de 2004, entregue em 01/01/2008 (fl. 22). A 1n TURMA — DR1 EM JUIZ DE FORA — MG, ao analisar a manifestação de inconformidade formulada, manteve o desenquadranaento da pleiteante, na forma da ementa adiante transcrita: "ASSUNTO: SIMPLES NACIONAL Ano-calendário: 2009 SIMPLES NACIONAL. EXCLUSÃO. DÉBITOS. Deve ser excluída do Simples Nacional a pessoa jurídica que possui debitos junto a Fazenda Páblica Federal, cuja exigibilidade não esteja suspensa. Solicitação Indeferida." Cientificado da decisão em 19/05/2009, interpôs o contribuinte, em 15/06/2009, recurso a este conselho, alegando não haver nenhum passivo ern aberto junto A. Receita Federal, uma vez terem, todos, sido retificados (ano-base 2004) ou quitados (ano- calendário 2005), conforme cópias das DSPJ/Retificadoras e das DARF's juntadas aos autos. o relatório do essencial. Processo n° 13629 00346312008-95 S1-TE03 Acórdão n ° 1803-00.639 Fl 3 Voto Conselheiro Benedicto Celso Benicio Júnior Relator O recurso é tempestivo e atende aos pressupostos legais para seu seguimento. Dele conheço. A despeito dos argumentos de mérito elencados pela recorrente, entendo que o objeto recursal ern estudo possa ser percorrido, completamente, já na esfera preliminar. Assim 6, com efeito, porquanto o Ato Declaratório Executivo DRF/CFN n° 048559 (fl. 02), responsável pela determinação do desenquadramento da interessada junto ao Simples, apontou, apenas genericamente, a existência de débitos insolvidos junto a Fazenda Pública Federal, sem discriminar a natureza e os períodos de competência de cada um desses passivos. É entendimento cediço deste Conselho aquele que antevê cerceamento de defesa nas situações em que haja exclusão do regime simplificado sem, simultaneamente, a escorreita e precisa demonstração da causa extrusora. Tendo sido verificada a existência de dividas em aberto, seria fundamental que a autoridade competente indicasse ao contribuinte os pormenores destes débitos, no corpo do ADE emitido. Perscrutando-se os autos, é fácil perceber que a única relação debitória existente fora trazida aos autos, em fls. 17/18, em momento posterior ao da apresentação da manifestação inconformista - quando, então, suspendeu-se a exclusão, junto ao srvEx, em virtude da temporãnea oposição do contribuinte. O caso em estudo se identifica, plenamente, ao enunciado da Súmula CARF n° 22, adiante "Súmula CARF V 22: É nulo o ato declaratório de exclusão do Simples que se limite a consignar a existência de pendências perante a Divida Ativa da Unido ou do INSS, sem a indicação dos débitos inscritos cuja exigibilidade não esteja suspensa." Isto posto, DOU PROVIMENTO ao recurso, cancelar o Ato Declarat6rio de Exclusão lavrado. Benedict° Celso Be Idio Júnior Processo n° 13629,003963/2008-95 SI-TE03 Acórdão n? 1803-00.639 Fl 4 TERMO DE INTIMAÇÃO Intime-se um dos Procuradores da Fazenda Nacional, credenciado junto a este Conselho, da decisão consubstanciada no acórdão supra, nos termos do art. 81, § 3°, do anexo II, do Regimento Interno do CARP, aprovado pela Portaria Ministerial n° 256, de 22 de junho de 2009. Brasilia, 1 2 NOV 2010 gSgsAai\gitski- Itária da Camara Ciência Data: Nome: Procurador(a) da Fazenda Nacional Encaminhamento da PFN: [ 1 apenas com ciência ; [ ] com Recurso Especial ; []corn Embargos de Declaração. 4
score : 1.0
