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Numero do processo: 10830.912675/2009-21
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Jun 25 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Tue Oct 08 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Período de apuração: 01/11/2002 a 30/11/2002
MATÉRIA TRIBUTÁRIA. ÔNUS DA PROVA.
Cabe ao transmitente do Per/DComp o ônus probante da liquidez e certeza do crédito tributário alegado. À autoridade administrativa cabe a verificação da existência e regularidade desse direito, mediante o exame de provas hábeis, idôneas e suficientes a essa comprovação.
PROVA. MOMENTO DE APRESENTAÇÃO.
Os motivos de fato, de direito e a prova documental deverão ser apresentadas com a impugnação/manifestação de inconformidade, precluindo o direito de fazê-lo em outro momento processual, ressalvadas as situações previstas nas hipóteses previstas no § 4o do artigo 16 do Decreto nº 70.235/72.
CRÉDITO TRIBUTÁRIO. COMPENSAÇÃO. HOMOLOGAÇÃO.
Cabe à autoridade administrativa autorizar a compensação de créditos tributários com créditos líquidos e certos, vencidos ou vincendos, do sujeito passivo contra a Fazenda Pública. A ausência de elementos imprescindíveis à comprovação desses atributos impossibilita à homologação.
Numero da decisão: 3803-004.243
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso.
(Assinado digitalmente)
CORINTHO OLIVEIRA MACHADO - Presidente.
(Assinado digitalmente)
JORGE VICTOR RODRIGUES - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Belchior Melo de Sousa, Juliano Eduardo Lirani, Hélcio Lafetá Reis, Jorge Victor Rodrigues, João Alfredo Eduão Ferreira e Corintho Oliveira Machado (Presidente).
Nome do relator: JORGE VICTOR RODRIGUES
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ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Período de apuração: 01/11/2002 a 30/11/2002 MATÉRIA TRIBUTÁRIA. ÔNUS DA PROVA. Cabe ao transmitente do Per/DComp o ônus probante da liquidez e certeza do crédito tributário alegado. À autoridade administrativa cabe a verificação da existência e regularidade desse direito, mediante o exame de provas hábeis, idôneas e suficientes a essa comprovação. PROVA. MOMENTO DE APRESENTAÇÃO. Os motivos de fato, de direito e a prova documental deverão ser apresentadas com a impugnação/manifestação de inconformidade, precluindo o direito de fazê-lo em outro momento processual, ressalvadas as situações previstas nas hipóteses previstas no § 4o do artigo 16 do Decreto nº 70.235/72. CRÉDITO TRIBUTÁRIO. COMPENSAÇÃO. HOMOLOGAÇÃO. Cabe à autoridade administrativa autorizar a compensação de créditos tributários com créditos líquidos e certos, vencidos ou vincendos, do sujeito passivo contra a Fazenda Pública. A ausência de elementos imprescindíveis à comprovação desses atributos impossibilita à homologação.
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ÔNUS DA PROVA. Cabe ao transmitente do Per/DComp o ônus probante da liquidez e certeza do crédito tributário alegado. À autoridade administrativa cabe a verificação da existência e regularidade desse direito, mediante o exame de provas hábeis, idôneas e suficientes a essa comprovação. PROVA. MOMENTO DE APRESENTAÇÃO. Os motivos de fato, de direito e a prova documental deverão ser apresentadas com a impugnação/manifestação de inconformidade, precluindo o direito de fazêlo em outro momento processual, ressalvadas as situações previstas nas hipóteses previstas no § 4o do artigo 16 do Decreto nº 70.235/72. CRÉDITO TRIBUTÁRIO. COMPENSAÇÃO. HOMOLOGAÇÃO. Cabe à autoridade administrativa autorizar a compensação de créditos tributários com créditos líquidos e certos, vencidos ou vincendos, do sujeito passivo contra a Fazenda Pública. A ausência de elementos imprescindíveis à comprovação desses atributos impossibilita à homologação. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. (Assinado digitalmente) AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 83 0. 91 26 75 /2 00 9- 21Fl. 71DF CARF MF Impresso em 08/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/10/2013 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 02/10/20 13 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 03/10/2013 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO 2 CORINTHO OLIVEIRA MACHADO Presidente. (Assinado digitalmente) JORGE VICTOR RODRIGUES Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Belchior Melo de Sousa, Juliano Eduardo Lirani, Hélcio Lafetá Reis, Jorge Victor Rodrigues, João Alfredo Eduão Ferreira e Corintho Oliveira Machado (Presidente). Relatório Versa o imbróglio sobre repetição de indébito tributário decorrente de pagamento indevido ou a maior a título de Cofins efetuado pela contribuinte, posteriormente objeto de Per/DComp transmitida em 31/05/06, que resultou não homologada, por meio de despacho decisório eletrônico nº 844667228, por insuficiência de saldo credor para a realização da compensação declarada. A contribuinte conhecendo o teor do referido despacho apresentou a sua irresignação ao feito, aduzindo em síntese: – que cometeu erro de forma ao não retificar a DCTF correspondente ao período em que realizou o pagamento indevido, quando da ocasião da compensação declarada, a fim de informar que o valor recolhido fora efetivamente maior que o devido naquele período de apuração; (ii) – que a ausência de retificação da DCTF não invalida ou inutiliza o crédito de PIS da empresa, eis que o crédito tributário já se encontra extinto, ex vi do art. 156, II, do CTN; (iii) – requer a juntada posterior de documentos aos autos, por absoluta impossibilidade de fazêlo oportunamente (cópias da DIPJ original dos períodos referentes ao crédito utilizado na DComp, bem como as memórias de apuração dos tributos ali destacados, relativos ao crédito utilizado pela empresa.) Tudo isto em razão do recolhimento efetuado por meio de DARF no valor de R$ 53.695,45 para pagamento de PIS, na competência de 11/2001, quando o valor devido desse tributo seria inferior. Conclusos foram os autos submetidos a apreciação pela 9a Turma de julgamento da DRJ/CPS, que em sessão realizada em 15/03/2012, proferiu decisão por meio do Acórdão nº 0537.279, sintetizada através da ementa adiante transcrita: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 01/11/2001 a 30/11/2001 Fl. 72DF CARF MF Impresso em 08/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/10/2013 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 02/10/20 13 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 03/10/2013 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO Processo nº 10830.912675/200921 Acórdão n.º 3803004.243 S3TE03 Fl. 7 3 DCOMP. CRÉDITO INTEGRALMENTE ALOCADO. PROVA. Correto o despacho decisório que não homologou a compensação declarada pelo contribuinte por inexistência de direito creditório, quando o recolhimento alegado como origem do crédito estiver integralmente alocado na quitação de débitos confessados. O reconhecimento do direito creditório aproveitado em DCOMP não homologada requer a prova de sua existência e montante. Faltando ao conjunto probatório carreado aos autos elementos que permitam a verificação da existência de pagamento indevido ou a maior frente à legislação tributária, o direito creditório não pode ser admitido. PEDIDO DE DILAÇÃO DE PRAZO PARA APRESENTAÇÃO DE DOCUMENTOS. INDEFERIMENTO. A prova documental deve ser apresentada na impugnação, precluindo o direito de o impugnante fazêlo em outro momento processual. O pedido de juntada de documentos após a impugnação deve ser indeferido quando não demonstrada a impossibilidade de sua apresentação oportuna, por motivo de força maior. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido. A decisão hostilizada ao analisar os fatos que provocaram a sua intervenção nos autos manifestouse no sentido de que o sucesso da contribuinte, em ver homologada a compensação declarada condicionase à comprovação da liquidez e certeza do direito de crédito. Isto porque o lançamento é efetuado com base na declaração do próprio sujeito passivo, que presta a autoridade administrativa as informações sobre matéria de fato, indispensáveis à sua efetivação (CTN, art. 147). Portanto, a admissão da DCTF retificadora está condicionada à apresentação do erro de fato presente em declaração anterior e, no caso em concreto a contribuinte não apresentou qualquer razão ou documento que comprove o seu direito. Nos autos não há nenhuma apuração, documentação ou outro indício que indicasse o pagamento indevido ou a maior que esse suporte ao crédito tributário aproveitado. A responsabilidade de comprovação do alegado é da contribuinte e deve fazê lo no momento da impugnação ao feito, em conformidade ao disposto no art. 16, § 4o, do Dec. nº 70.235/72, não se tratando de privilegiar o aspecto formal em detrimento da verdade material. No caso a contribuinte não demonstra, com fundamentos, qualquer ocorrência que justifique a sua impossibilidade de apresentação de provas, o pretendido motivo de força maior. Cientificada do teor contido na decisão de piso em 11/05/12, conforme AR colacionado aos autos, irresignada a contribuinte protocolou o seu apelo em 11/06/12, de acordo com o registro efetuado na folha de face do recurso voluntário, para reiterar minudentemente os argumentos expendidos na exordial. Fl. 73DF CARF MF Impresso em 08/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/10/2013 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 02/10/20 13 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 03/10/2013 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO 4 É o que importa relatar. Voto Conselheiro Relator Conselheiro Jorge Victor Rodrigues O recurso voluntário interposto é tempestivo e preenche os demais requisitos necessários à sua admissibilidade, dele tomo conhecimento. Como dito, o contribuinte pretendeu compensar crédito indevido ou a maior, com débitos próprios, não logrando êxito nesse desiderato perante o juízo a quo, que concluiu a partir de análise efetuada nos autos pela insuficiência de crédito, considerando, inclusive que o sujeito passivo não acostou aos autos documentos que demonstrassem inequivocamente a comprovação de sua existência e regularidade. A decisão de primeira instância encontra respaldo no Despacho Decisório Eletrônico, que atesta a inexistência de saldo credor remanescente para a realização da compensação declarada. A referida decisão pronunciouse quanto ao limite do valor do crédito original utilizado integralmente na extinção de outros débitos próprios regularmente informados pela contribuinte, não restando saldo credor suficiente para à satisfação da compensação informada em Per/DComp já descrita nos autos. O deslinde da querela circunscrevese, então, à matéria probatória acerca do reconhecimento da existência de direito creditório alegado pelo contribuinte, matéria que foi devolvida para esta Corte, em razão de não restar pacificada em sede de primeira instância. Assiste razão ao juízo de primeira instância quando formulou assertivas de que a DCOMP tem a finalidade de informar acerca do encontro de contas entre o contribuinte e a Fazenda Pública, bem assim que a responsabilidade da emissão desse documento é de exclusividade da contribuinte, de igual modo o sendo em relação à liquidez e certeza dos créditos e créditos informados por meio de Per/DComp. De igual modo mantevese escorreita a decisão recorrida, quando assinalou que a não homologação confirmando a extinção da obrigação tributária, não ocorreu in casu, por falta da apresentação de documentação hábil e idônea que demonstrasse a existência e a regularidade do crédito alegado na DComp, uma vez que a planilha tão somente não tem o condão de imprimir certeza e liquidez ao direito creditório informado no Per/DComp, nos moldes preconizados no art. 170 do CTN, para o fim do disposto no art. 156, II, do mesmo diploma legal. A questão da prova na atividade administrativotributária resolvese ante o discernimento acerca da responsabilidade de quem deve provar o alegado. Para esclarecer esta Fl. 74DF CARF MF Impresso em 08/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/10/2013 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 02/10/20 13 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 03/10/2013 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO Processo nº 10830.912675/200921 Acórdão n.º 3803004.243 S3TE03 Fl. 8 5 questão buscase a orientação no Código de Processo Civil, subsidiariamente utilizado nos julgamentos dos processos administrativos fiscais pelo CARF, em seu art. 333, assim alude: Art. 333. O ônus da prova incumbe: I – ao autor, quanto ao fato constitutivo do seu direito; II – ao réu, quanto à existência de fato impeditivo, modificativo, ou extintivo do direito do autor. Finalmente é certo ser de iniciativa exclusiva da contribuinte demandar a compensação pela via de Per/Dcomp e, por tal razão, também é sua a responsabilidade de demonstração cabal da existência e regularidade do direito creditório nela informado, o que se dá por meio da apresentação de documentação hábil e idônea, por ocasião da protocolização da manifestação de inconformidade, de acordo com o previsto no artigo 16 do Decreto nº 70.235/72, para verificação pelo julgador tributário. A recorrente não laborou em demonstrar de forma inconteste a existência do crédito alegado, nem tampouco infirmar as razões de decidir do despacho decisório e da decisão de primeira instância, mesmo tendo a oportunidade de juntar os documentos que julgasse relevantes e não o fez, oportunamente. Ante o exposto nego provimento ao recurso voluntário. É como voto. Sala de Sessões em 25 de junho de 2013. (Assinado digitalmente) Jorge Victor Rodrigues Relator Relator Fl. 75DF CARF MF Impresso em 08/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/10/2013 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 02/10/20 13 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 03/10/2013 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO
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Numero do processo: 10860.900280/2008-47
Turma: Primeira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Mar 21 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Wed Oct 16 00:00:00 UTC 2013
Numero da decisão: 3801-000.472
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto do relator.
Nome do relator: PAULO ANTONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA
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Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Flávio de Castro Pontes Presidente. (assinado digitalmente) Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira Relator. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Flávio de Castro Pontes, Sidney Eduardo Stahl, José Luiz Bordignon, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel, Marcos Antônio Borges e Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira. 1 RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 08 60 .9 00 28 0/ 20 08 -4 7 Fl. 128DF CARF MF Impresso em 16/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/10/2013 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA, Assinado digi talmente em 15/10/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 11/10/2013 por PAULO AN TONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA Erro: Origem da referência não encontrada Fl. 2 Relatório Por bem descrever os fatos, adoto o relatório da decisão recorrida, proferida pela DRJ Campinas (SP), fl. 28, que transcrevo a seguir: “Tratase de Declaração de Compensação (DCOMP) com aproveitamento de suposto pagamento a maior. A Delegacia da Receita Federal de origem emitiu Despacho Decisório Eletrônico de não homologação da compensação (fl. 8), tendo em vista que o pagamento apontado como origem do direito creditório estaria integralmente utilizado na quitação de débito do contribuinte. Cientificada do despacho decisório em 05/05/2008 (fl. 9), a contribuinte apresentou manifestação de inconformidade em 03/06/2008 (fl. 7/15), na qual alegou que o despacho decisório decorre do fato de não terem sido retificadas as DCTFs que identificam os pagamentos realizados durante o ano de 2003 e em janeiro de 2004 em relação aos débitos de PIS, e informa que estava apresentando as correspondentes declarações retificadoras, conforme cópia que anexava aos autos. A interessada alegou, ainda, que, em conformidade ao disposto no § 10 do art. 11 da Instrução Normativa RFB no 786, de 2007, a declaração retificadora substitui integralmente a original, sendo que os valores corretos devidos a titulo de PIS são aqueles declarados na DIPJ 2004. Assim, conclui que os créditos decorrentes de pagamento indevido ou a maior de PIS foram devidamente demonstrados por meio das DCTF retificadoras, restando comprovado que o crédito que possui é suficiente para compensar os débitos da DCOMP. Ao final, entendendo que o procedimento adotado estava em consonância com a legislação vigente ã época, a contribuinte requer a nulidade do despacho decisório.” A Delegacia de Julgamento em Campinas (SP) proferiu a seguinte decisão, nos termos da ementa abaixo transcrita: “ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/02/2003 a 28/02/2003 DCOMP. CRÉDITO INTEGRALMENTE ALOCADO. PROVA. Correto o despacho decisório que não homologou a compensação declarada pelo contribuinte por inexistência de direito creditório, quando o recolhimento alegado como origem do crédito estiver integralmente alocado na quitação de débitos confessados. O reconhecimento do direito creditório aproveitado em DCOMP não homologada requer a prova de sua existência e montante. Faltando ao conjunto probatório carreado aos autos elementos que permitam a 2 Fl. 129DF CARF MF Impresso em 16/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/10/2013 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA, Assinado digi talmente em 15/10/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 11/10/2013 por PAULO AN TONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA Erro: Origem da referência não encontrada Fl. 2 verificação da existência de pagamento indevido ou a maior frente à legislação tributária, o direito creditório não pode ser admitido. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido”. Inconformada, a contribuinte recorre a este Conselho, conforme recurso de fls. 3543, onde reprisa as razões apresentadas na manifestação de inconformidade de fls. 1116. Aduz ainda que a autoridade competente não observou o procedimento previsto no art. 65 da Instrução Normativa nº 900, de 2008, devendo ser aplicado ao caso o princípio da verdade material, uma vez que ocorreu erro material na apuração do crédito, por parte da recorrente, o que foi levado a conhecimento da DRF posteriormente através da apresentação regular da PER/DCOMP, requerendo seja conhecido e provido o recurso para seja reconhecido o direito creditório relativo aos pagamentos efetuados a maior ou indevidos de IPI, acrescidos de juros equivalentes a taxa SELIC para títulos federais, acumulada mensalmente, calculados a partir do mês subseqüente ao do pagamento indevido ou a maior que o devido até o mês anterior ao da compensação ou restituição e de 1% relativamente ao mês em que estiver sendo efetuada, podendo ainda estes valores serem compensados com quaisquer tributos ou contribuições sob a administração da SRF, ainda que não sejam da mesma espécie nem tenham a mesma destinação constitucional. 3 Fl. 130DF CARF MF Impresso em 16/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/10/2013 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA, Assinado digi talmente em 15/10/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 11/10/2013 por PAULO AN TONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA Erro: Origem da referência não encontrada Fl. 2 Voto Conselheiro Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira. O recurso voluntário foi apresentado dentro do prazo legal, reunindo, ainda, os demais requisitos de admissibilidade. Portanto, dele conheço. Em apertada síntese, requer a contribuinte que seja homologada a Declaração de Compensação (DCOMP)de fls. 02/06, alegando que houve equívoco no preenchimento da DCTF remetida à Receita Federal, o que foi posteriormente corrigido através da entrega da DCTF retificadora, corroborada pelas informações constantes na DIPJ apresentada. Ocorre que a Delegacia da Receita Federal entendeu por não homologar a compensação, referindo que o pagamento apontado como origem do direito creditório estaria integralmente utilizado na quitação de débitos da contribuinte. Ciente do Despacho Decisório, a contribuinte apresentou manifestação de inconformidade, contudo, sem apresentar parte da documentação informada, necessária para a análise do pedido, motivo pelo qual foi julgada improcedente a manifestação, restando não homologada a compensação pela DRJ de origem. Não obstante a ausência de parte da documentação comprobatória necessária na origem, motivo do indeferimento do pedido de homologação, a contribuinte recorre a este Conselho de Contribuintes anexando às suas razões a integralidade da documentação comprobatória necessária, o que justifica uma nova análise do seu pedido de homologação da compensação. Desta forma, verificada a documentação apresentada juntamente com o presente recurso, fazse necessária a análise do seu conteúdo probatório. Primeiramente, é necessário observar que a recorrente anexou a mencionada DCTF retificadora, estando esta em consonância com as suas razões recursais, tendo em vista que nela se pode verificar com clareza a informação referente ao crédito existente no período no qual, através da informação da DCTF apresentada anteriormente, haveria débito. Quanto à apresentação da DCTF e da DCTF retificadora, dispõe a Instrução Normativa RFB nº 1.110, de 24 de dezembro de 2010, que: Art. 8º Os valores informados na DCTF serão objeto de procedimento de auditoria interna. Art. 9º A alteração das informações prestadas em DCTF, nas hipóteses em que admitida, será efetuada mediante apresentação de DCTF retificadora, elaborada com observância das mesmas normas estabelecidas para a declaração retificada. § 1º A DCTF retificadora terá a mesma natureza da declaração originariamente apresentada e servirá para declarar novos débitos, 4 Fl. 131DF CARF MF Impresso em 16/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/10/2013 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA, Assinado digi talmente em 15/10/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 11/10/2013 por PAULO AN TONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA Erro: Origem da referência não encontrada Fl. 2 aumentar ou reduzir os valores de débitos já informados ou efetivar qualquer alteração nos créditos vinculados. § 2º A retificação não produzirá efeitos quando tiver por objeto: I reduzir os débitos relativos a impostos e contribuições: a) cujos saldos a pagar já tenham sido enviados à ProcuradoriaGeral da Fazenda Nacional (PGFN) para inscrição em DAU, nos casos em que importe alteração desses saldos; b) cujos valores apurados em procedimentos de auditoria interna, relativos às informações indevidas ou não comprovadas prestadas na DCTF, sobre pagamento, parcelamento, compensação ou suspensão de exigibilidade, já tenham sido enviados à PGFN para inscrição em DAU; ou c) que tenham sido objeto de exame em procedimento de fiscalização. II alterar os débitos de impostos e contribuições em relação aos quais a pessoa jurídica tenha sido intimada de início de procedimento fiscal. § 3º A retificação de valores informados na DCTF, que resulte em alteração do montante do débito já enviado à PGFN para inscrição em DAU ou de débito que tenha sido objeto de exame em procedimento de fiscalização, somente poderá ser efetuada pela RFB nos casos em que houver prova inequívoca da ocorrência de erro de fato no preenchimento da declaração e enquanto não extinto o crédito tributário. (Redação dada pela Instrução Normativa RFB nº 1.177, de 25 de julho de 2011) § 4º Na hipótese do inciso II do § 2º, havendo recolhimento anterior ao início do procedimento fiscal, em valor superior ao declarado, a pessoa jurídica poderá apresentar declaração retificadora, em atendimento a intimação fiscal e nos termos desta, para sanar erro de fato, sem prejuízo das penalidades calculadas na forma do art. 7º. § 5º O direito de o contribuinte pleitear a retificação da DCTF extinguese em 5 (cinco) anos contados a partir do 1 º (primeiro) dia do exercício seguinte ao qual se refere a declaração. § 6º A pessoa jurídica que apresentar DCTF retificadora, alterando valores que tenham sido informados: I na Declaração de Informações EconômicoFiscais da Pessoa Jurídica (DIPJ), deverá apresentar, também, DIPJ retificadora; e II no Demonstrativo de Apuração de Contribuições Sociais (Dacon), deverá apresentar, também, Dacon retificador. Art. 9ºA As DCTF retificadoras poderão ser retidas para análise com base na aplicação de parâmetros internos estabelecidos pela RFB. § 1º A pessoa jurídica ou o responsável pelo envio da DCTF retida para análise será intimado a prestar esclarecimentos ou apresentar documentos sobre as possíveis inconsistências ou indícios de 5 Fl. 132DF CARF MF Impresso em 16/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/10/2013 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA, Assinado digi talmente em 15/10/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 11/10/2013 por PAULO AN TONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA Erro: Origem da referência não encontrada Fl. 2 irregularidade detectados na análise de que trata o art. 7º. § 2º A intimação para o sujeito passivo prestar esclarecimentos ou apresentar documentação comprobatória poderá ser efetuada de forma eletrônica, observada a legislação específica, prescindindo, neste caso, de assinatura. § 3º O não atendimento à intimação no prazo determinado ensejará a não homologação da retificação. (Incluído pela Instrução Normativa RFB nº 1.258, de 13 de março de 2012). Da análise da Instrução Normativa da Receita Federal do Brasil acima transcrita, concluise que a DCTF retificadora substitui integralmente à original. Este é o entendimento do Tribunal Regional Federal da 4ª Região: APELAÇÃO CÍVEL Nº 2006.72.06.0006180/SC RELATOR: Des. Federal JOEL ILAN PACIORNIK EMBARGOS À EXECUÇÃO FISCAL. CDA. PRESUNÇÃO DE CERTEZA E LIQUIDEZ. DCTF RETIFICADORA. PEDIDO DE REVISÃO DE DÉBITOS INSCRITOS EM DÍVIDA ATIVA DA UNIÃO. ENCARGO LEGAL. 1. Consoante disposição do art.204doCTNe do art.3ºda Lei nº6.830/80, a dívida regularmente inscrita goza da presunção de certeza e liquidez, a qual só pode ser ilidida por prova inequívoca em sentido contrário. 2. A DCTF retificadora substitui a DCTF anteriormente apresentada. 3. O Pedido de Revisão de Débitos Inscritos em Dívida Ativa da União não tem o condão de suspender a exigibilidade do crédito tributário, uma vez que não integra o rol das hipóteses legalmente previstas e aptas para tanto (art.151,III, doCTN). 4. Considerando que se encontra presente o encargo legal do Decreto Lei n1.025/69, não há falar em condenação da embargante ao pagamento dos honorários advocatícios. 5. Apelação improvida. (grifei) Havendo divergência encontrada na DCTF retificadora, esta deve ser objeto de auditoria interna da Receita Federal. Todavia, no caso em tela, a contribuinte apresentou também a DIPJ onde consta o crédito apontado, o que comprova a veracidade das suas informações, uma vez que é realizada a análise dos valores informados a título de créditos e débitos quando da apresentação desta, através do cruzamento das informações da Receita Federal com aquelas apresentadas na DIPJ pelo contribuinte. Desta forma, verificando a DIPJ apresentada, constatase que não existe débito no período informado. 6 Fl. 133DF CARF MF Impresso em 16/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/10/2013 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA, Assinado digi talmente em 15/10/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 11/10/2013 por PAULO AN TONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA Erro: Origem da referência não encontrada Fl. 2 Acerca da análise, neste momento, da documentação comprobatória trazida aos autos somente quando da interposição do presente recurso, cumpre ressaltar que o processo administrativo fiscal tem por finalidade a apuração de fatos que podem ou não ensejar o direito de crédito para a Administração ou para o contribuinte. O processo administrativo tributário nada mais é do que uma revisão dos atos administrativos que culminam com o lançamento final do crédito tributário, de modo que o sujeito passivo possa discutir dentro do Executivo a existência de algum equívoco quanto ao lançamento do crédito tributário. É um instrumento de controle da qualidade que a administração dispõe para aperfeiçoar seus atos administrativos. Esta finalidade do processo administrativo enseja a aplicação, em seu âmbito, do princípio da verdade material. No caso dos autos, ainda que juntada posteriormente ao despacho decisório, bem como à decisão da DRJ de origem, a prova trazida aos autos deve ser apreciada para a melhor solução da controvérsia, uma vez que, de fato, comprova o alegado. Se o contribuinte alega ter o direto ao crédito,o qual requer a compensação, e traz aos autos, ainda que somente nesta fase processual, a prova deste direito, não há razão para negarlhe a homologação da compensação. Ante ao exposto, voto no sentido de converter o presente julgamento em diligência para que a Delegacia de origem: a) aprecie e informe a existência de créditos e débitos, especialemnte pela análise da DIPJ onde consta o crédito apontado e a alegada a veracidade das suas informações; b) cientifique a interessada quanto ao teor da diligência para, desejando, manifestarse no prazo de dez dias.julgamento. É assim que voto. (assinado digitalmente) Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira – Relator. 7 Fl. 134DF CARF MF Impresso em 16/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/10/2013 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA, Assinado digi talmente em 15/10/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 11/10/2013 por PAULO AN TONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA
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Numero do processo: 10467.720022/2007-41
Turma: Segunda Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Sep 19 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Tue Sep 24 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural - ITR
Exercício: 2004
Ementa:
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. ACOLHIMENTO.
Constatada a existência de obscuridade, omissão ou contradição no Acórdão exarado pelo Conselho correto o acolhimento dos embargos de declaração visando sanar o vicio apontado.
ÁREAS DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE - ATO DECLARATÓRIO AMBIENTAL ADA. EXIGIBILIDADE.
Para fins de exclusão da base de calculo do ITR, após a vigência da Lei n° 10.165, de 27/12/2000, se tornou imprescindível a informação em ato declaratório ambiental protocolizado no prazo legal.
A razão de dar tratamento distinto à reserva legal deve-se ao fato deste colegiado entender que a norma que torna obrigatória a apresentação do ADA aplicar-se tão somente aos casos de isenção com base nesse Ato.
Embargos Acolhidos.
Numero da decisão: 2802-002.527
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos acolher os embargos de declaração e retificar o voto vencedor do Acórdão 2802-001.605, de 16 de maio de 2012, sem efeito modificativo na parte dispositiva, nos termos do voto da relatora.
(assinado digitalmente)
Jorge Cláudio Duarte Cardoso - Presidente.
(assinado digitalmente)
Dayse Fernandes Leite - Relatora.
EDITADO EM: 19/09/2013
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Jorge Claudio Duarte Cardoso (Presidente), Carlos Andre Ribas de Mello, Jaci de Assis Junior, Dayse Fernandes Leite, Julianna Bandeira Toscano. Ausente justificadamente o Conselheiro German Alejandro San Martín Fernández.
Nome do relator: DAYSE FERNANDES LEITE
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural - ITR Exercício: 2004 Ementa: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. ACOLHIMENTO. Constatada a existência de obscuridade, omissão ou contradição no Acórdão exarado pelo Conselho correto o acolhimento dos embargos de declaração visando sanar o vicio apontado. ÁREAS DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE - ATO DECLARATÓRIO AMBIENTAL ADA. EXIGIBILIDADE. Para fins de exclusão da base de calculo do ITR, após a vigência da Lei n° 10.165, de 27/12/2000, se tornou imprescindível a informação em ato declaratório ambiental protocolizado no prazo legal. A razão de dar tratamento distinto à reserva legal deve-se ao fato deste colegiado entender que a norma que torna obrigatória a apresentação do ADA aplicar-se tão somente aos casos de isenção com base nesse Ato. Embargos Acolhidos.
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ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL ITR Exercício: 2004 Ementa: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. ACOLHIMENTO. Constatada a existência de obscuridade, omissão ou contradição no Acórdão exarado pelo Conselho correto o acolhimento dos embargos de declaração visando sanar o vicio apontado. ÁREAS DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE ATO DECLARATÓRIO AMBIENTAL ADA. EXIGIBILIDADE. Para fins de exclusão da base de calculo do ITR, após a vigência da Lei n° 10.165, de 27/12/2000, se tornou imprescindível a informação em ato declaratório ambiental protocolizado no prazo legal. A razão de dar tratamento distinto à reserva legal devese ao fato deste colegiado entender que a norma que torna obrigatória a apresentação do ADA aplicarse tão somente aos casos de isenção com base nesse Ato. Embargos Acolhidos. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos acolher os embargos de declaração e retificar o voto vencedor do Acórdão 2802001.605, de 16 de maio de 2012, sem efeito modificativo na parte dispositiva, nos termos do voto da relatora. (assinado digitalmente) Jorge Cláudio Duarte Cardoso Presidente. (assinado digitalmente) AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 46 7. 72 00 22 /2 00 7- 41 Fl. 190DF CARF MF Impresso em 24/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/09/2013 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 19/09/201 3 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 19/09/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 2 Dayse Fernandes Leite Relatora. EDITADO EM: 19/09/2013 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Jorge Claudio Duarte Cardoso (Presidente), Carlos Andre Ribas de Mello, Jaci de Assis Junior, Dayse Fernandes Leite, Julianna Bandeira Toscano. Ausente justificadamente o Conselheiro German Alejandro San Martín Fernández. Relatório Tratam os autos de embargos de declaração interpostos pela Fazenda Nacional (fls. 130/132), em face do Acórdão 2802001.605, de 16 de maio de 2012, fls. 183/184, voto vencedor de lavra desta relatora. No arrazoado, a embargante denuncia contradição/obscuridade no acórdão. Os fundamentos da denunciada contradição/obscuridade estão consubstanciados nos parágrafos, a saber: A partir da leitura do inteiro teor do acórdão, concluise que o Colegiado considerou ser desnecessária a apresentação do ADA para fins de reconhecimento da área de reserva legal e, conseqüentemente, da redução do valor a pagar a título de ITR. Ocorre que restou obscura a razão pela qual a Turma considerou necessária a apresentação do ADA para gozo do benefício fiscal em relação à área de preservação permanente e, por outro lado, entendeu ser desnecessária sua apresentação no que toca à área de reserva legal. Tal indagação ganha relevância quando se observa que a base legal para a exigência do ADA é a mesma para ambos os casos, a saber: o art. 17O, § 1º da Lei nº. 6.938/81, com a redação dada pela Lei nº. 10.165/2000, o qual preceitua que “a utilização do ADA para efeito de redução do valor a pagar do ITR é obrigatória”. Nesse contexto, fazse mister que o Colegiado esclareça o critério adotado para realizar a distinção apontada e que culminou na exclusão da tributação sobre a área de reserva legal e na sua manutenção em relação à área de preservação permanente. Noutro giro, cumpre apontar contradição observada no acórdão, eis que, apesar de se extrair do inteiro teor do acórdão que o Colegiado considerou desnecessária a apresentação do ADA para gozo do benefício fiscal no que toca à área de reserva legal, lêse, textualmente, no voto vencedor proferido pela Conselheira Dayse Fernandes Leite, ser necessária a apresentação do ADA para redução do ITR a pagar também no que se refere à área de reserva legal.Verbis (fl. 9): Portanto, para que o sujeito passivo possa se beneficiar da isenção do ITR relativa às áreas de preservação permanente, reserva legal/utilização limitada, interesse ecológico e etc., a partir do exercício de 2001, deve apresentar o Ato Declaratório Ambiental ADA (ou, pelo menos, comprovar a protocolização Fl. 191DF CARF MF Impresso em 24/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/09/2013 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 19/09/201 3 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 19/09/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 10467.720022/200741 Acórdão n.º 2802002.527 S2TE02 Fl. 277 3 do requerimento do mesmo no órgão competente na data legalmente estabelecida). Nesse contexto, a fim de que não pairem dúvidas acerca do resultado do julgamento, bem como das razões adotadas como fundamento, fazse mister que o Colegiado esclareça o que foi efetivamente decidido no que toca à área de reserva legal, explicitando se entende necessária ou não a apresentação do ADA para fins de redução do ITR a pagar. E, caso entenda ser desnecessária sua apresentação para reconhecer a área de reserva legal, excluindoa da tributação, esclareça qual foi o critério utilizado para diferenciála da área de preservação permanente, tendo em conta que a base legal para exigência do ADA é a mesma:art. 17O, § 1º da Lei nº 6.938/81. É o Relatório. Voto Conselheira Dayse Fernandes Leite, Relatora A despeito da tempestividade, os embargos de declaração carecem de seus pressupostos de admissibilidade. O embargante denuncia contradição/obscuridade no acórdão embargado que considerou necessária a apresentação do ADA para gozo do benefício fiscal em relação à área de preservação permanente e, por outro lado, entendeu ser desnecessária sua apresentação no que toca à área de reserva legal. De fato houve obscuridade no voto vencedor do Acórdão 2802001.605, de 16 de maio de 2012, fls. 183/184, razão pela qual entende este colegiado que os Embargos de Declaração devem ser acolhidos, para sanar tal obscuridade. Quanto ao fato de ter constado no parágrafo citado pelo embargante como sendo necessária a apresentação do ADA para redução do ITR a pagar também no que se refere à área de reserva legal, cumpre esclarecer que o voto vencedor divergiu do ilustre Conselheiro Relator, exclusivamente, quanto à exclusão da base de cálculo da área de preservação permanente (195,59 ha.). Assim , o texto correto, do parágrafo em epígrafe é o seguinte: Portanto, para que o sujeito passivo possa se beneficiar da isenção do ITR relativa às áreas de preservação permanente, a partir do exercício de 2001, deve apresentar o Ato Declaratório Ambiental ADA (ou, pelo menos, comprovar a protocolização do requerimento do mesmo no órgão competente na data legalmente estabelecida). É de se ressaltar que a razão de dar tratamento distinto à reserva legal devese ao fato deste colegiado entender que a norma que torna obrigatória a apresentação do ADA aplicarse tão somente aos casos de isenção com base nesse Ato. Essa exegese aponta que o §1º, do art. 17 O da Lei nº 6.938, de 31 de agosto de 1981 (com a redação dada pela Lei nº 10.165, de 27 de dezembro de 2000) teve por finalidade esclarecer que o documento não pode Fl. 192DF CARF MF Impresso em 24/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/09/2013 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 19/09/201 3 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 19/09/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 4 ser substituído por outro, ainda que tenha o mesmo conteúdo e seja registrado em órgão de proteção ambiental. Mas essa exigência taxativa se refere ao caput ( benefício de isenção que tenham por base o ADA), como é o caso das áreas de preservação permanente, mas não é no caso de reserva legal. Importa observar que no que toca à área de reserva legal, permanece o decidido no voto vencido pelo ilustre Conselheiro German Alejandro San Martín Fernández. Destarte, registrese aqui o entendimento que esta Segunda Turma Especial da Segunda Seção do CARF decidiu por diversas vezes no sentido de que, constatado que área de reserva legal já está averbada antes do fato gerador do tributo, fica suplantada a necessidade da entrega do ADA, para fins tributários. Esse entendimento foi firmado tendo em vista o alcance do objetivo preconizado pela norma definida no § 8º do art. 16 da Lei nº 4.771, de 1965. Assim sendo, dou provimento, aos embargos, para retificar o voto vencedor do Acórdão 2802001.605, de 16 de maio de 2012, sem efeito modificativo em sua parte dispositiva. (assinado digitalmente) Dayse Fernandes Leite Fl. 193DF CARF MF Impresso em 24/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/09/2013 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 19/09/201 3 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 19/09/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO
score : 1.0
Numero do processo: 10680.000535/2011-93
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Aug 13 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Wed Oct 30 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2007
IMPUGNAÇÃO INTEMPESTIVA. PRECLUSÃO PROCESSUAL. ANÁLISE DO RECURSO VOLUNTÁRIO.
Comprovado nos autos que a impugnação foi apresentada após trinta dias, contados da data em que foi feita a intimação da exigência, conforme previsto no artigo 15 do Decreto nº. 70.235, de 1972, correta a decisão do Colegiado de primeiro grau que reconhece a intempestividade
Súmula CARF n° 9: É válida a ciência da notificação por via postal realizada no domicílio fiscal eleito pelo contribuinte, confirmada com a assinatura do recebedor da correspondência, ainda que este não seja o representante legal do destinatário.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2801-003.145
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
Assinado digitalmente
Tânia Mara Paschoalin Presidente em exercício.
Assinado digitalmente
Carlos César Quadros Pierre - Relator.
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Tânia Mara Paschoalin, Marcelo Vasconcelos de Almeida, José Valdemir da Silva, Carlos César Quadros Pierre, Márcio Henrique Sales Parada e Ewan Teles Aguiar.
Nome do relator: CARLOS CESAR QUADROS PIERRE
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PRECLUSÃO PROCESSUAL. ANÁLISE DO RECURSO VOLUNTÁRIO. Comprovado nos autos que a impugnação foi apresentada após trinta dias, contados da data em que foi feita a intimação da exigência, conforme previsto no artigo 15 do Decreto nº. 70.235, de 1972, correta a decisão do Colegiado de primeiro grau que reconhece a intempestividade Súmula CARF n° 9: É válida a ciência da notificação por via postal realizada no domicílio fiscal eleito pelo contribuinte, confirmada com a assinatura do recebedor da correspondência, ainda que este não seja o representante legal do destinatário. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin – Presidente em exercício. Assinado digitalmente Carlos César Quadros Pierre Relator. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 68 0. 00 05 35 /2 01 1- 93 Fl. 50DF CARF MF Impresso em 31/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/10/2013 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 10/ 10/2013 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 10/10/2013 por TANIA MARA PASCHOAL IN Processo nº 10680.000535/201193 Acórdão n.º 2801003.145 S2TE01 Fl. 51 2 Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Tânia Mara Paschoalin, Marcelo Vasconcelos de Almeida, José Valdemir da Silva, Carlos César Quadros Pierre, Márcio Henrique Sales Parada e Ewan Teles Aguiar. Relatório Adoto como relatório aquele utilizado pela Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento, 4ª Turma da DRJ/CTA (Fls. 219), na decisão recorrida, que transcrevo abaixo: Contra a contribuinte acima identificada foi lavrada a Notificação de Lançamento acostada As fls. 27/32, relativa ao Imposto de Renda Pessoa Física, exercício 2008, anocalendário 2007, formalizando a exigência de crédito tributário assim discriminado: Imposto Suplementar (2904) R$12.210,59 Multa de Oficio R$ 9.157,94 Juros de Mora (calculados até 30/12/2010) R$ 3.332,27 Total R$24.700,80 O lançamento reportase aos dados informados na declaração de ajuste anual da interessada, entre os quais foram alterados os valores deduzidos de contribuição previdência privada de R$3.789,93 para R$0,00, de despesas com instrução de R$2.480,66 para R$0,00 e de despesas médicas de R$38.131,56 para R$0,00. Informou a autoridade lançadora que a contribuinte foi regularmente intimada a comprovar as despesas deduzidas e não atendeu à intimação. Inconformada com o lançamento, cuja ciência deuse por via postal em 23/12/2010 (Aviso de Recebimento de fl. 18), a contribuinte apresentou, em 14/02/2011, a impugnação de fls. 01/02. Alega que "...vem apresentar a presente impugnação nos termos dos artigos 14 a 17 e 23 do Decreto 70.235/72,... Salienta que o valor declarado de , contribuições A previdência privada, na verdade, referese à previdência oficial e que o valor correto a ser deduzido a esse titulo é o de R$1.629,49, importância esta que não ultrapassa os 120/a (doze por cento) dos rendimentos tributáveis. . Aduz que a despesa com instrução foi realizada com o dependente (neto) Diego Weinberg e junta aos autos recibo emitido pela instituição que prestou os serviços. Fl. 51DF CARF MF Impresso em 31/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/10/2013 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 10/ 10/2013 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 10/10/2013 por TANIA MARA PASCHOAL IN Processo nº 10680.000535/201193 Acórdão n.º 2801003.145 S2TE01 Fl. 52 3 Quanto As despesas médicas, contesta a glosa do valor de R$15.225,36. Diz que desse montante, o valor de R$12.533,36 é referente ao plano de saúde Unimed, descontado em folha de pagamento, e o valor de R$2.692,00 corresponde a outros gastos, cujos recibos acompanham a peça defensiva. Reportase ao artigo 71 da Lei n° 10.471, de 2003, e solicita prioridade na análise da impugnação. Passo adiante, a 4ª Turma da DRJ/CTA entendeu por bem julgar a Impugnação Improcedente, em decisão que restou assim ementada: IMPUGNAÇÃO INTEMPESTIVA. PRAZO. A impugnação deverá ser apresentada dentro do prazo continuo de trinta dias, que somente se inicia ou vence em dia de expediente normal, excluindose na sua contagem o dia de inicio e incluindose o do vencimento. A impugnação intempestiva não instaura a fase litigiosa do procedimento administrativo fiscal, o que obsta o exame das razões de defesa aduzidas pelo sujeito passivo, exceto quanto à preliminar de tempestividade. Cientificada em 18/04/2011 (Fls. 43), a Recorrente interpôs Recurso Voluntário em 18/05/2011 (fls. 45 e 46), argumentando em síntese: Considerandose que a contribuinte é professora universitária da PUC Minas, mantida pela Sociedade Mineira de Cultura, que estava de férias coletivas no período de 22/12/2010 a 01/0212011, e que gozou férias fora de Belo Horizonte neste período, recebeu do Sr. Carlindo de Assis, porteiro de seu prédio a notificaçao de lançamento 2008/010698706916000 no dia 26/01/2011 quando retornou a sua residência. O porteiro não soube informar a data de recebimento da correspondência pois não foi feito nenhum tipo de registro da mesma. A contribuinte diante do exposto considerou para efeitos de prazo a data em que recebeu efetivamente a correspondencia já que o porteiro não poderia ser considerado o recebedor de Notificaçao de Lançamento. No dia 14/02/2011 a contribuinte apresentou impugnaçao ao delegado da Receita Federal de Julgamento Belo Horizonte mas a mesma foi considerada intempestiva.Como a impugnaçao extemporânea não instaura a fase litigiosa do procedimento administrativo fiscal, as razoes da defesa da contribuinte não foram examinadas ficando a mesma prejudicada e impossibilitada de ter suas deduções fiscais legais consideradas. Diante do acima exposto a contribuinte vem requerer a revisão da impugnação apresentada considerando a documentação ali apresentada. Requer ainda que na impossibilidade do julgamento do mérito da Notificação de lançamento seja analisada a possibilidade de Fl. 52DF CARF MF Impresso em 31/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/10/2013 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 10/ 10/2013 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 10/10/2013 por TANIA MARA PASCHOAL IN Processo nº 10680.000535/201193 Acórdão n.º 2801003.145 S2TE01 Fl. 53 4 pagamento do débito com redução da multa de oficio pois ao tentar efetuar o parcelamento do débito foi informada que mesmo estando dentro do prazo de trinta dias para recolhimento estabelecido na intimação não faria jus a tal beneficio pelo fato de ter apresentado impugnação. Tratase de direito a defesa da contribuinte que não pode ser duplamente penalizada não teve sua impugnação analisada e ainda perdeu o direito a ter redu9ao da multa de oficio. Sendo o que se apresenta no momento declaro que não figuro como parte ou como representado processual em a9ao judicial que discuta matéria tratada na Notificação de Lançamento em referência. É o Relatório. Voto Conselheiro Carlos César Quadros Pierre, Relator. Conheço do recurso, posto que tempestivo e com condições de admissibilidade. Considerando que a ciência do auto de infração pela recorrente deuse em 23/12/2010 e que a sua impugnação foi protocolada em 14/02/2011, é notório que a peça da defesa foi interposta intempestivamente. No entanto a recorrente apresentou recurso voluntário, onde reitera as alegações da impugnação, a qual sequer foi apreciada no julgamento de primeira instância, dada a sua reconhecida intempestividade, e afirma que a impugnação é tempestiva. Com efeito, convém reproduzir a norma que aborda a matéria questionada pela recorrente, o art. 14 e 15 do Decreto nº. 70.235, de 1972, in verbis: “Art. 14. A impugnação da exigência instaura a fase litigiosa do procedimento. Art. 15. A impugnação, formalizada por escrito e instruída com os documentos em que se fundamentar, será apresentada ao órgão preparador no prazo de trinta dias, contados da data em que for feita a intimação da exigência.” Vêse que os dispositivos citados deixam claro que somente a impugnação, interposta dentro do prazo recursal, é instrumento jurídico hábil a instaurar o processo administrativo, sendo a tempestividade dessa, pressuposto intransponível para a prática do ato processual. Insta mencionar ainda, que este Conselho já decidiu diversas vezes, que o fato da impugnação ser intempestiva, não instaura o processo administrativo fiscal e só cabe ao colegiado se pronunciar sobre matéria que venha a se insurgir contra a declaração de Fl. 53DF CARF MF Impresso em 31/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/10/2013 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 10/ 10/2013 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 10/10/2013 por TANIA MARA PASCHOAL IN Processo nº 10680.000535/201193 Acórdão n.º 2801003.145 S2TE01 Fl. 54 5 intempestividade propriamente dita, ou seja, caso o recorrente alegue que não houve intempestividade. Da mesma forma entendeu o Superior Tribunal de Justiça – STJ ao julgar, em 05 de abril de 2011, o Resp 1240018 – SC, de relatoria do Ministro Humberto Martins no tocante a questão de nuance idêntica. “TRIBUTÁRIO. PROCESSO ADMINISTRATIVO. IMPUGNAÇÃO INTEMPESTIVA.A RTS. 14 E 15 DO DECRETO N. 70.235/72. APLICABILIDADE AOS RECURSOS VOLUNTÁRIOS PEREMPTOS E NÃO ÀS IMPUGNAÇÕES 1. Discutese nos autos a possibilidade de interposição de recurso voluntário em processo administrativo contra decisão que não conhece da impugnação à notificação de infração, por intempestividade. 2. O tribunal de origem, soberano das circunstâncias fáticas e probatórias da causa, confirmou a intempestividade da impugnação à notificação da infração, bem como corroborou o entendimento de que a não apresentação da impugnação no prazo legal configura revelia e impede a instauração da fase litigiosa do processo administrativo, o que justifica o não cabimento do recurso voluntário ao Conselho de Contribuintes. 3. Depreendese da interpretação dos art. 14 e 15 do Decreto n. 70.235/72 que a falta da impugnação da exigência, no prazo preconizado de trinta dias, obsta a instauração da fase litigiosa do procedimento administrativo, de maneira a autorizar a constituição definitiva do crédito tributário. 4. Aplicase o art. 35 do Decreto n. 70.235/72 aos casos em que o próprio caso próprio recurso voluntário é considerado perempto, e não quando a impugnação da exigência não é conhecida em face da intempestividade. Recurso Especial Improvido.” A recorrente afirma que a impugnação deve ser reconhecida como tempestiva haja vista que a notificação do lançamento foi entregue ao porteiro do seu prédio, e que, como a mesma estava de férias, só recebeu a notificação no dia 26/01/2011. Ocorre que a Súmula CARF n 9, de aplicação obrigatória pelos Conselheiros, já pacificou o entendimento que é valida a ciência da notificação realizada nestes moldes; in verbis: Súmula CARF n° 9: É válida a ciência da notificação por via postal realizada no domicílio fiscal eleito pelo contribuinte, confirmada com a assinatura do recebedor da correspondência, ainda que este não seja o representante legal do destinatário. Dessa forma, dada a jurisprudência pacífica, tanto no conselho quanto no STJ, entendo ter sido correta a decisão recorrida, que não conheceu a impugnação, posto que, de fato, o litígio administrativo só se instaura com a impugnação apresentada tempestivamente. Fl. 54DF CARF MF Impresso em 31/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/10/2013 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 10/ 10/2013 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 10/10/2013 por TANIA MARA PASCHOAL IN Processo nº 10680.000535/201193 Acórdão n.º 2801003.145 S2TE01 Fl. 55 6 Ante tudo acima exposto e o que mais contam nos autos, voto por negar provimento ao recurso. Assinado digitalmente Carlos César Quadros Pierre Fl. 55DF CARF MF Impresso em 31/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/10/2013 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 10/ 10/2013 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 10/10/2013 por TANIA MARA PASCHOAL IN
score : 1.0
Numero do processo: 10855.911834/2009-91
Turma: Segunda Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Sep 11 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Thu Sep 19 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ
Ano-calendário: 2005
DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. DIREITO CREDITÓRIO. PRINCÍPIO DA VERDADE MATERIAL.
O crédito pleiteado deve ser analisado à luz de elementos que possam comprovar o direito creditório alegado. A documentação juntada ao Recurso Voluntário deve ser analisada pela origem a fim de determinar a disponibilidade ou não do direito creditório, permitindo a homologação até o limite de crédito que estiver disponível.
Numero da decisão: 1802-001.841
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, DAR PARCIAL provimento ao Recurso, para devolver os autos à DRF de origem.
(ASSINADO DIGITALMENTE)
Ester Marques Lins de Sousa - Presidente.
(ASSINADO DIGITALMENTE)
Marciel Eder Costa - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa (presidente), José de Oliveira Ferraz Corrêa, Marciel Eder Costa, Nelso Kichel, Marco Antonio Nunes Castilho e Gustavo Junqueira Carneiro Leão.
Nome do relator: MARCIEL EDER COSTA
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Ano-calendário: 2005 DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. DIREITO CREDITÓRIO. PRINCÍPIO DA VERDADE MATERIAL. O crédito pleiteado deve ser analisado à luz de elementos que possam comprovar o direito creditório alegado. A documentação juntada ao Recurso Voluntário deve ser analisada pela origem a fim de determinar a disponibilidade ou não do direito creditório, permitindo a homologação até o limite de crédito que estiver disponível.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, DAR PARCIAL provimento ao Recurso, para devolver os autos à DRF de origem. (ASSINADO DIGITALMENTE) Ester Marques Lins de Sousa - Presidente. (ASSINADO DIGITALMENTE) Marciel Eder Costa - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa (presidente), José de Oliveira Ferraz Corrêa, Marciel Eder Costa, Nelso Kichel, Marco Antonio Nunes Castilho e Gustavo Junqueira Carneiro Leão.
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 9; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1556; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1TE02 Fl. 237 1 236 S1TE02 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10855.911834/200991 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 1802001.841 – 2ª Turma Especial Sessão de 11 de setembro de 2013 Matéria NÃO HOMOLOGAÇÃO DE COMPENSAÇÃO Recorrente ZF DO BRASIL LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 2005 DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. DIREITO CREDITÓRIO. PRINCÍPIO DA VERDADE MATERIAL. O crédito pleiteado deve ser analisado à luz de elementos que possam comprovar o direito creditório alegado. A documentação juntada ao Recurso Voluntário deve ser analisada pela origem a fim de determinar a disponibilidade ou não do direito creditório, permitindo a homologação até o limite de crédito que estiver disponível. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, DAR PARCIAL provimento ao Recurso, para devolver os autos à DRF de origem. (ASSINADO DIGITALMENTE) Ester Marques Lins de Sousa Presidente. (ASSINADO DIGITALMENTE) Marciel Eder Costa Relator. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 85 5. 91 18 34 /2 00 9- 91 Fl. 239DF CARF MF Impresso em 19/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/09/2013 por MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 18/09/2013 p or MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 19/09/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa (presidente), José de Oliveira Ferraz Corrêa, Marciel Eder Costa, Nelso Kichel, Marco Antonio Nunes Castilho e Gustavo Junqueira Carneiro Leão. Fl. 240DF CARF MF Impresso em 19/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/09/2013 por MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 18/09/2013 p or MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 19/09/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10855.911834/200991 Acórdão n.º 1802001.841 S1TE02 Fl. 238 3 Relatório Tratam os presentes autos de não homologação de compensação, cujo crédito está em suposto recolhimento a maior de IRPJ Estimativa do período de apuração relativo a 08/2005 de empresa incorporada e cujo débito é de CSLL Estimativa relativo ao período de apuração de 03/2007. Por bem descrever os fatos que antecedem à análise do presente recurso voluntário, adoto o relatório proferido pela 5a Turma da DRJ/RPO, através do Acórdão n° 14 35.856, constante às efls. 96/97: Tratase de Manifestação de Inconformidade interposta em face do Despacho Decisório em que foi apreciada Declaração de Compensação (PER/DCOMP), por intermédio da qual a contribuinte pretende compensar débitos de sua responsabilidade com crédito do tipo “pagamento indevido ou a maior” de IRPJestimativa mensal (código de arrecadação 2362), concernente ao período de apuração 08/2005. Por despacho decisório, não foi reconhecido direito creditório a favor da contribuinte e, por conseguinte, nãohomologada a compensação declarada no presente processo, ao fundamento de que não foi confirmada a existência do crédito informado “por tratarse de pagamento a título de estimativa mensal de pessoa jurídica tributada pelo lucro real, caso em que o recolhimento somente pode ser utilizado na dedução do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) ou da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) devida ao final do período de apuração ou para compor o saldo negativo de IRPJ ou CSLL do período”. Cientificada, a contribuinte apresentou manifestação de inconformidade contendo alegações nos termos seguintes: que “no ano base de 2005, a empresa incorporada (CNPJ N° 03.334.055/000126) recolheu a importância deR$ 1.386.499,77 (Hum milhão, trezentos e oitenta e seis mil, quatrocentos e noventa e nove reais e setenta e sete centavos) como estimativa mensal da IRPJ, conforme cópias dos DARF's PER/DCOMP's e IR retido na fonte, que ora se junta e demonstra abaixo. Ocorre que ao apurar o valor final devido nesse período constatou que seu saldo credor era de R$ 1.346.330,35 (Hum milhão, trezentos e quarenta e seis mil, trezentos e trinta reais e trinta e cinco centavos ) resultando o recolhimento a maior de R$ 40.169,39 (Quarenta mil, cento e sessenta e nove reais e trinta e nove centavos).”; que “julgando estar correta, a Incorporada declarou na DIPJ e na DCTF somente os valores que deveriam ser os recolhimentos devidos, NÃO COMPUTANDO OS VALORES INDEVIDAMENTE RECOLHIDOS A MAIOR E NÃO RETIFICANDO A DCTF.”; Fl. 241DF CARF MF Impresso em 19/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/09/2013 por MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 18/09/2013 p or MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 19/09/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA 4 que “ao amparo da DIPJ e dos DARFs de recolhimento se conclui que realmente houve o pagamento a maior, ainda que a DCTF não tenha sido retificada.”; que “os Sistemas da Receita Federal do Brasil NÃO PERMITEM, por falta de ferramentas, que a RECORRENTE Incorporadora, ZF DO BRASIL LTDA CNPJ 59.280.685/000110, efetue a retificação da DCTF da empresa incorporada, razão pela qual anexa segue SIMULAÇÃO do que seria a DCTF retificada com a apuração do tributo Código da Receita 2362”; que “a partir da simulação da DCTF retificada, da DIPJ e dos DARFs fica claro que de fato a RECORRENTE Incorporadora é detentora de saldo credor no valor de R$40.169,39 (diferença entre o valor recolhido R$1.386.499,77 e o valor correto de R$1.346.330,35) restando incorreta a conclusão do Despacho Decisorio (n° de rastreamento 849906415) de que o crédito é inexistente, sendo considerada, por conseguinte, improcedente a compensação efetuada no PER/DCOMP 28127.75341.300407.1.3.047096 valor do crédito original informado: 16.837,46”. Ao final requer reforma do despacho decisório que não homologou o pedido de compensação. Naquela oportunidade, a nobre turma julgadora entendeu pela improcedência da peça impugnatória, conforme sintetiza a seguinte ementa (efls. 95): ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 2005 RECOLHIMENTO POR ESTIMATIVA. ANTECIPAÇÃO. Os recolhimentos de IRPJ por estimativa são meras antecipações, não sendo passíveis de restituição, a não ser após a apuração de saldo negativo ao final do anocalendário. DCOMP. CRÉDITO. INDEFERIMENTO. Pendente, nos autos, a comprovação do crédito indicado na declaração de compensação formalizada, impõese o seu indeferimento. DIREITO CREDITÓRIO. ÔNUS DA PROVA. Incumbe ao sujeito passivo a demonstração, acompanhada das provas hábeis, da composição e a existência do crédito que alega possuir junto à Fazenda Nacional para que sejam aferidas sua liquidez e certeza pela autoridade administrativa. COMPENSAÇÃO TRIBUTÁRIA. Apenas os créditos líquidos e certos são passíveis de compensação tributária, conforme artigo 170 do Código Tributário Nacional. Fl. 242DF CARF MF Impresso em 19/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/09/2013 por MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 18/09/2013 p or MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 19/09/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10855.911834/200991 Acórdão n.º 1802001.841 S1TE02 Fl. 239 5 Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Intimada do Acórdão em 11/01/2012 (efls 111) mostrouse irresignada, pelo que apresentou recurso voluntário em 09/02/2012, suscitando em apertada síntese que: a) a colação de provas no momento recursal é valida à luz do princípio da verdade material, sobretudo quando atrelada a uma decisão que vincula essa necessidade e; b) o crédito pleiteado, seja considerado como pagamento a maior ou saldo negativo está devidamente comprovado pela documentação acostada. É o relato do essencial. Fl. 243DF CARF MF Impresso em 19/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/09/2013 por MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 18/09/2013 p or MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 19/09/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA 6 Voto Conselheiro Marciel Eder Costa, Relator O recurso voluntário interposto é tempestivo e preenche aos requisitos de admissibilidade, pelo que dele, tomo conhecimento. Como se extrai do relatório, discutese nos presentes autos sobre a existência de um crédito tributário passível de compensação, na condição de pagamento a maior/saldo negativo, de empresa incorporada à recorrente (ZF LEMFORDER DO BRASIL LTDA.). Preliminarmente, a recorrente pede que sejam analisadas as provas acostadas à peça recursal, em apreço à verdade material. Ora, em que pese o art. 16 do Decreto n° 70.235/72 determinar a apresentação da prova no momento da impugnação (correspondente momento da Manifestação de Inconformidade), está claro na exposição do Acórdão atacado que tais documentos são necessários neste momento para a comprovação do crédito, motivo pelo qual devem ser aceitos e analisados. Já no que tange à compensação (mérito), o Código Tributário Nacional – Lei n° 5.172, de 25 de outubro de 1966 – condiciona a hipótese de compensação, à existência de créditos líquidos e certos, senão vejamos: Art. 170. A lei pode, nas condições e sob as garantias que estipular, ou cuja estipulação em cada caso atribuir à autoridade administrativa, autorizar a compensação de créditos tributários com créditos líquidos e certos, vencidos ou vincendos, do sujeito passivo contra a Fazenda pública. [...] À luz desse dispositivo, fica evidente que o contribuinte que apresenta um pedido de compensação deve demonstrar de plano a existência desse crédito. Neste sentido, as obrigações acessórias devem refletir seu pedido, de forma a consolidar sua existência e permitir a homologação da compensação. O presente caso remete ao suposto recolhimento a maior da estimativa de IRPJ do período de 08/2005 da Incorporada, pela apresentação da Declaração de Compensação de n° 28127.75341.300407.1.3.047096. A turma julgadora a quo selou entendimento no sentido de que as estimativas recolhidas têm cunho antecipatório, o que caracterizaria uma “flagrante impropriedade”, e portanto, “não se concebe extinção de obrigação tributária que ainda não existe, vez que o átimo do fato imponível do imposto de renda dáse em 31 de dezembro do anobase” e por isso, julgou incabível seu pleito na modalidade de pagamento a maior. Ora, em que pese a natureza antecipatória do recolhimento da estimativa, não há óbice ao pleito na modalidade de pagamento indevido ou a maior quando resta demonstrada por meio de documentação idônea sua existência, não podendo seu direito ao crédito ser negado por este motivo. Fl. 244DF CARF MF Impresso em 19/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/09/2013 por MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 18/09/2013 p or MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 19/09/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10855.911834/200991 Acórdão n.º 1802001.841 S1TE02 Fl. 240 7 Neste sentido, este Conselho já pacificou o entendimento através de Súmula: Súmula CARF n° 84: Pagamento indevido ou a maior a título de estimativa caracteriza indébito na data de seu recolhimento, sendo passível de restituição ou compensação. Sob a ótica da recorrente, denotase imprecisão no seu recurso voluntário, quando em relação à origem do crédito, colocase o seguinte: 20. Para aqueles que entendem que se trata de pagamento indevido ou a maior, seguem os fundamentos que garantem o direito à restituição: [...] 21. Para aqueles que entendem que se trata de saldo negativo, o artigo 2° da Lei n° 9.430/96, complementado pelo artigo 230 do Regulamento do IR/99, garante a compensação do saldo negativo, seja em virtude da natureza da sistemática de recolhimento, seja em relação ao disposto no artigo 11 da IN n° 900/2008. Vejamos os textos legais abaixo transcritos: [...] (Grifouse) Como se observa, não há determinação se o crédito supostamente existente é decorrente de pagamento a maior da estimativa, ou se ele é decorrente de um saldo negativo do período. Dos documentos juntados que guardam relação ao pleito, consta às efls 21/25 páginas da DIPJ que demonstram a existência de um saldo negativo no anocalendário de 2005 no montante de R$ 1.326.188,92 para a Incorporada. Tal constatação é um indício da existência de saldo negativo, hipótese que daria direito à recorrente ao indébito nesse montante. A DCTF relativa ao período consta nos autos às efls 53/69, contudo, sem a comprovação através do Recibo de entrega. Assim, ainda que hajam indícios de que o saldo negativo é existente, carecem questões de direito a serem analisadas, como o ato de incorporação com a determinação da transferência dos saldos existentes à empresa incorporadora e a legitimidade do crédito à luz os elementos colacionados aos autos pelo Recurso Voluntário. Cabe registrar que o fato de a recorrente ter indicado na Declaração de Compensação o recolhimento de estimativa como origem do crédito, e não o saldo negativo do período, não prejudica o seu pleito, porque o art. 165 do Código Tributário Nacional CTN não condiciona o direito à restituição de indébito, fundado em pagamento indevido ou a maior, a requisitos meramente formais. Fl. 245DF CARF MF Impresso em 19/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/09/2013 por MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 18/09/2013 p or MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 19/09/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA 8 O que realmente interessa é verificar se houve ou não pagamento indevido ou a maior de um determinado tributo e em um determinado período de apuração. Nesse sentido, vale lembrar que tanto as retenções na fonte quanto as estimativas representam meras antecipações do devido ao final do período, que guardam uma implicação direta com a figura jurídica do saldo negativo, já que correspondem ao mesmo período anual e ao mesmo tributo que aquele. Na sistemática da apuração anual, caso haja tributo devido no encerramento do ano, as antecipações se convertem em pagamento definitivo. Por outro lado, se houver prejuízo fiscal, ou ainda se as antecipações superarem o valor do tributo devido ao final do período, fica configurado o indébito, a ser restituído ou compensado a partir do ajuste, na forma de saldo negativo. Deste modo, evidenciase que a recorrente efetuou antecipações, na forma de recolhimento de estimativas, em montante superior ao valor do tributo devido ao final do período e esse excedente deve configurar indébito a ser restituído ou compensado, na forma de saldo negativo. Este colegiado normalmente desconsidera o erro formal no caso do contribuinte indicar nos PER/DCOMP recolhimentos individuais de estimativa em vez de indicar o saldo negativo formado pelo conjunto destas mesmas estimativas. No que tange à comprovação de um indébito, é importante lembrar que o processo administrativo fiscal não contém uma fase probatória específica, como ocorre, por exemplo, com o processo civil. Especialmente nos processos iniciados pela recorrente, como o aqui analisado, há toda uma dinâmica na apresentação de elementos de prova, uma vez que a Administração Tributária se manifesta sobre esses elementos quando profere os despachos e decisões com caráter terminativo, e não em decisões interlocutórias, de modo que não é incomum a carência de prova ser suprida nas instâncias seguintes. É por isso também que antes de proferir o despacho decisório, ainda na fase de auditoria fiscal, pode e deve a Delegacia de origem inquirir o contribuinte, solicitar os meios de prova que entende necessários, diligenciar diretamente em seu estabelecimento (se for o caso), enfim, buscar todos os elementos fáticos considerados relevantes para que na seqüência, na fase litigiosa do procedimento administrativo (fase processual), as questões envolvam mais a aplicação das normas tributárias e não propriamente a prova de fatos. Tudo isso porque não há uma regra a respeito dos elementos de prova que devem instruir um pedido de restituição ou uma declaração de compensação. Pelas normas atuais aplicáveis ao caso, nem mesmo há como anexar cópias de livros, de DARF, de Declarações, etc., porque os procedimentos são realizados por meio de declaração eletrônica PER/DCOMP. Este contexto permite notar que a instrução prévia, ainda na fase de Auditoria Fiscal, evita uma seqüência de negativas por falta de apresentação de documentos em relação aos quais a recorrente, em alguns casos, nem mesmo foi intimada a apresentar, o que poderia implicar em cerceamento de defesa. É este o caso. Contudo, devido a não determinação pela origem da validade das provas juntadas neste recurso, bem como, da possível necessidade de outros elementos para sua configuração, é de se encaminhar os autos à Delegacia da Receita Federal do Brasil de Fl. 246DF CARF MF Impresso em 19/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/09/2013 por MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 18/09/2013 p or MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 19/09/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10855.911834/200991 Acórdão n.º 1802001.841 S1TE02 Fl. 241 9 Sorocaba/SP, para que aquela unidade, à luz dos documentos contábeis e fiscais apresentados pela recorrente e de outros que se entenda necessários apure, seu direito ao crédito e homologue a compensação até o limite da disponibilidade do crédito. Portanto, voto no sentido de DAR PARCIAL provimento ao Recurso interposto, determinando a remessa dos autos à origem (DRF de Sorocaba/SP). É como voto. (ASSINADO DIGITALMENTE) Marciel Eder Costa Relator Fl. 247DF CARF MF Impresso em 19/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/09/2013 por MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 18/09/2013 p or MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 19/09/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA
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Numero do processo: 13652.000046/2009-42
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Apr 23 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Tue Oct 08 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep
Exercício: 2005
PIS. RETENÇÃO EM FONTE EM VALOR SUPERIOR ÀS CONTRIBUIÇÕES DEVIDAS. PAGAMENTO A MAIOR. DIREITO AO CRÉDITO. O Código Tributário Nacional garante ao contribuinte o direito à restituição de tributo pago a maior ou indevidamente. As retenções em fonte promovidas com base em norma que expressamente assim determina, são consideradas antecipação do tributo devido. Se na apuração final do mês o contribuinte está obrigado ao recolhimento de valor inferior ao que foi retido, tem direito à restituição. A garantia advém não apenas do CTN, mas também das normas infra-legais que garantem o direito à restituição.
Recurso voluntário parcialmente provido.
Numero da decisão: 3302-002.043
Decisão:
Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros da 3ª câmara / 2ª turma ordinária da terceira seção de julgamento, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso voluntário, nos termos do voto da Relatora. Vencidos os conselheiros Walber José da Silva e Maria da Conceição Arnaldo Jacó, que davam provimento. A conselheira Maria da Conceição Arnaldo Jacó fez declaração de voto.
(assinado digitalmente)
WALBER JOSÉ DA SILVA
Presidente
(assinado digitalmente)
FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS
Relatora
Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Walber José da Silva, José Antonio Francisco, Fabiola Cassiano Keramidas, Maria da Conceição Arnaldo Jacó, Alexandre Gomes e Gileno Gurjão Barreto.
Nome do relator: FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS
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ementa_s : Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep Exercício: 2005 PIS. RETENÇÃO EM FONTE EM VALOR SUPERIOR ÀS CONTRIBUIÇÕES DEVIDAS. PAGAMENTO A MAIOR. DIREITO AO CRÉDITO. O Código Tributário Nacional garante ao contribuinte o direito à restituição de tributo pago a maior ou indevidamente. As retenções em fonte promovidas com base em norma que expressamente assim determina, são consideradas antecipação do tributo devido. Se na apuração final do mês o contribuinte está obrigado ao recolhimento de valor inferior ao que foi retido, tem direito à restituição. A garantia advém não apenas do CTN, mas também das normas infra-legais que garantem o direito à restituição. Recurso voluntário parcialmente provido.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 3ª câmara / 2ª turma ordinária da terceira seção de julgamento, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso voluntário, nos termos do voto da Relatora. Vencidos os conselheiros Walber José da Silva e Maria da Conceição Arnaldo Jacó, que davam provimento. A conselheira Maria da Conceição Arnaldo Jacó fez declaração de voto. (assinado digitalmente) WALBER JOSÉ DA SILVA Presidente (assinado digitalmente) FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS Relatora Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Walber José da Silva, José Antonio Francisco, Fabiola Cassiano Keramidas, Maria da Conceição Arnaldo Jacó, Alexandre Gomes e Gileno Gurjão Barreto.
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COOXUPÉ Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Exercício: 2005 COFINS. RETENÇÃO EM FONTE EM VALOR SUPERIOR ÀS CONTRIBUIÇÕES DEVIDAS. PAGAMENTO A MAIOR. DIREITO AO CRÉDITO. O Código Tributário Nacional garante ao contribuinte o direito à restituição de tributo pago a maior ou indevidamente. As retenções em fonte promovidas com base em norma que expressamente assim determina, são consideradas antecipação do tributo devido. Se na apuração final do mês o contribuinte está obrigado ao recolhimento de valor inferior ao que foi retido, tem direito à restituição. A garantia advém não apenas do CTN, mas também das normas infralegais que garantem o direito à restituição. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Exercício: 2005 PIS. RETENÇÃO EM FONTE EM VALOR SUPERIOR ÀS CONTRIBUIÇÕES DEVIDAS. PAGAMENTO A MAIOR. DIREITO AO CRÉDITO. O Código Tributário Nacional garante ao contribuinte o direito à restituição de tributo pago a maior ou indevidamente. As retenções em fonte promovidas com base em norma que expressamente assim determina, são consideradas antecipação do tributo devido. Se na apuração final do mês o contribuinte está obrigado ao recolhimento de valor inferior ao que foi retido, tem direito à restituição. A garantia advém não apenas do CTN, mas também das normas infralegais que garantem o direito à restituição. Recurso voluntário parcialmente provido. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 65 2. 00 00 46 /2 00 9- 42 Fl. 147DF CARF MF Impresso em 08/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/09/2013 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS, Assinado digitalmente em 06/1 0/2013 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 04/10/2013 por MARIA DA CONCEICAO ARNALDO JACO, Assinado digitalmente em 10/09/2013 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS Processo nº 13652.000046/200942 Acórdão n.º 3302002.043 S3C3T2 Fl. 11 2 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 3ª câmara / 2ª turma ordinária da terceira SSEEÇÇÃÃOO DDEE JJUULLGGAAMMEENNTTOO, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso voluntário, nos termos do voto da Relatora. Vencidos os conselheiros Walber José da Silva e Maria da Conceição Arnaldo Jacó, que davam provimento. A conselheira Maria da Conceição Arnaldo Jacó fez declaração de voto. (assinado digitalmente) WALBER JOSÉ DA SILVA Presidente (assinado digitalmente) FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS Relatora Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Walber José da Silva, José Antonio Francisco, Fabiola Cassiano Keramidas, Maria da Conceição Arnaldo Jacó, Alexandre Gomes e Gileno Gurjão Barreto. Relatório Tratase de Pedido de Restituição de PIS e COFINS (fls. 01/02verso), relativo a valores que foram retidos por fontes pagadoras (Órgãos Públicos), no curso do anocalendário de 2005. Segundo esclarecimentos apresentados pela Recorrente, embora esteja obrigada à apuração não cumulativa das contribuições, a partir de maio de 2004, em razão de diversos fatores (comercialização de produtos submetidos à alíquota zero, exportações não sujeitas à tributação, exclusões e deduções da base de cálculo das contribuições, dentre outros), não atinge base de incidência de PIS e COFINS suficiente para aproveitar as retenções em fonte que foram realizadas pelos adquirentes de seus produtos, quando legalmente responsáveis pela retenção e recolhimento das contribuições. Segundo informa, a Recorrente promove praticamente de modo integral a quitação das contribuições devidas com créditos derivados de aquisições efetuadas, bem como com crédito presumido autorizado pelo artigo 8° da Lei n° 10.925/04, de modo que os valores retidos em fonte não são por ela aproveitados, razão pela qual entende que o Pedido de Restituição é a única forma de reaver os valores que são retidos por seus clientes. Fl. 148DF CARF MF Impresso em 08/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/09/2013 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS, Assinado digitalmente em 06/1 0/2013 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 04/10/2013 por MARIA DA CONCEICAO ARNALDO JACO, Assinado digitalmente em 10/09/2013 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS Processo nº 13652.000046/200942 Acórdão n.º 3302002.043 S3C3T2 Fl. 12 3 O Despacho Decisório (fls. 70/71) indeferiu o Pedido de Restituição, por entender que não há autorização legislativa permitindo a restituição de tais valores, nem nas Instruções Normativas que tratam da retenção em fonte (306/03 e 459/04), nem nas nos artigos 5° e 6° das Leis n° 10.637/02 e 10.833/03, respectivamente, além de não ser prevista na Instrução Normativa n° 900/08 – que cuida dos procedimentos para restituição. No entendimento da autoridade fiscal os valores retidos deveriam ter sido utilizados para redução do PIS e da COFINS devidos no mês em que retidos, bem como nos períodos subsequentes, nos termos do artigo 8° da Instrução Normativa n° 475/04. Em sua Manifestação de Inconformidade (fls. 73/78) a Recorrente alega que o artigo 12 da Instrução Normativa n° 900/08 autoriza o procedimento por ela pretendido, assim como o artigo 5° da Lei n° 11.727/08, pois ambos tratam especificamente da possibilidade de compensação ou restituição de valores retidos em fonte a título de PIS e de COFINS, que não possam ser aproveitados em razão de o valor devido ao final da competência, a título de tais contribuições, exceder o montante retido. Ademais, o Decreto n° 6.662/08 – que regulamentou mencionada Lei – autorizou expressamente a recuperação, via compensação ou restituição, dos valores de retenção relativos a períodos anteriores. Alega, ainda, que a fundamentação do despacho decisório não se aplica ao caso em tela, pois a Instrução Normativa n° 306/03 encontrase revogada desde 2004, e a Instrução Normativa n° 459/04 trata de retenção em fonte efetuada por pessoa jurídica de direito privado, enquanto as retenções efetuadas sobre vendas da Recorrente foram efetuadas por pessoas jurídicas de direito público. Informa, ainda, que as normas que regem os fatos sob análise são: artigo 64 da Lei n° 9.430/96 – que instituiu a responsabilidade por retenção das pessoas jurídicas de direito público; o artigo 23 da Instrução Normativa n° 480/04 que disciplina a retenção; além do artigo 5° da Lei n° 11.727/08, seu Decreto regulamentador (acima mencionado) e o artigo 12 da Instrução Normativa n° 900/08. A DRJ julgou improcedente a Manifestação de Inconformidade da Recorrente e manteve o indeferimento do pedido de restituição (fls. 110/115), por entender que a Instrução Normativa n° 475/04 classifica as retenções como antecipação do PIS e da COFINS devidos, e não autoriza sua restituição; que a Instrução Normativa n° 900/08 ao tratar do tema da Restituição não se refere expressamente à possibilidade de restituição dos valores pretendidos e que as disposições do Decreto n° 6.662/08 carecem de regulamentação da Receita Federal para que possam ser aplicadas. A Recorrente apresentou seu Recurso Voluntário (fls. 136/144), no qual reitera seus argumentos apresentados em Manifestação de Inconformidade, e alega que o argumento utilizado pela DRJ para negar seu pleito, no sentido de que o Decreto n° 6.662/08 não estaria regulamentado por normas da Receita Federal, bem como que a Instrução Normativa n° 900/08 não regula a restituição sob análise não prosperam, pois o artigo 12 da referida Instrução Normativa regulamentam justamente as disposições contidas no artigo 5° da Lei n° 11.727/08 (art. 12 da IN), que também é o objeto do Decreto n° 6.662/08. Entende que, portanto, não poderia ser por falta de regulamentação ou previsão legal que o Pedido de Restituição sob análise poderia ser indeferido. Vieramme então, os autos para decisão. É o relatório. Fl. 149DF CARF MF Impresso em 08/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/09/2013 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS, Assinado digitalmente em 06/1 0/2013 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 04/10/2013 por MARIA DA CONCEICAO ARNALDO JACO, Assinado digitalmente em 10/09/2013 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS Processo nº 13652.000046/200942 Acórdão n.º 3302002.043 S3C3T2 Fl. 13 4 Voto Conselheira Fabiola Cassiano Keramidas, Relatora O recurso é tempestivo, atende aos requisitos de admissibilidade previstos em lei, razão pela qual dele o conheço. Conforme se verifica dos autos, divergem autoridade fiscal e contribuinte acerca da possibilidade deste recuperar – via pedido de restituição – valores de PIS e COFINS que foram retidos em fonte por órgãos do Poder Público, e que não puderam ser integralmente aproveitados pelo contribuinte. Esta impossibilidade de aproveitamento ocorre em razão de a Recorrente (i) possuir base de tributação reduzida (em virtude da venda de produtos sujeitos à alíquota zero e de exportação) e (ii) apurar créditos normais de não cumulatividade e presumidos, conferidos por legislação especial. Assim, alega a Recorrente que tem direito à restituição dos valores, enquanto o fisco entende não haver previsão legal para tal. De início importa notar que os valores que a Recorrente pretende recuperar referemse a tributos retidos em fonte. Portanto, não há dúvidas que se referem a valores de tributos pagos, e não meros créditos de não cumulatividade de PIS e COFINS. Aliás, o próprio Despacho Decisório reconhece que os valores sob análise configuramse como tributos cujo pagamento foi antecipado em razão da retenção em fonte (em conformidade com os artigos 30, 31 e 33 da Lei n° 10.833/03 e com o artigo 8° da Instrução Normativa n° 475/04 – citados e transcritos no mencionado Despacho). Em síntese temse que, ao final de cada competência, ao apurar o valor devido de PIS e COFINS a Recorrente constatou que havia sofrido retenção em fonte de valor superior àquele que deveria pagar a título das contribuições naquele período. Tal fato ocorreu porque, como bem esclareceu a Recorrente em sua defesa, grande parte de suas receitas é incentivada, seja através de não incidência das contribuições, seja por meio da concessão de créditos presumidos. Assim, na apuração das contribuições, além destas não serem devidas sobre uma série de receitas auferidas, a contribuinte possui muitos créditos. Logo, em razão de o volume de créditos ser maior do que o valor a pagar a título de contribuições, os valores retidos antecipadamente pelos órgãos públicos sobejou o valor devido no mês, inexistindo débito para se compensar com o crédito antecipado. Neste sentido, a própria legislação que trata da retenção em fonte do PIS e da COFINS sob análise – mais especificamente a Instrução Normativa n° 457/04 reconhece que os valores retidos em fonte são considerados antecipação da contribuição devida pelo contribuinte. É de sumária nitidez, portanto, que o valor retido em fonte é verdadeiro pagamento de tributo. Em razão deste fato, in casu, não resta dúvidas que estamos diante de caso de restituição de tributo pago a maior, o qual, por sua vez, está regulamentado pelos artigos 165, inciso I do Código Tributário Nacional. Vale dizer, a Recorrente teve tributo pago (em seu nome, pelos responsáveis tributários – fontes pagadoras), superior ao devido nas competências sob análise. Requer, assim, sua restituição. Fl. 150DF CARF MF Impresso em 08/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/09/2013 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS, Assinado digitalmente em 06/1 0/2013 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 04/10/2013 por MARIA DA CONCEICAO ARNALDO JACO, Assinado digitalmente em 10/09/2013 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS Processo nº 13652.000046/200942 Acórdão n.º 3302002.043 S3C3T2 Fl. 14 5 A autoridade fiscal indeferiu o pedido por entender que não havia previsão normativa que autorizasse especificamente a restituição do tributo em questão. Discordo do entendimento fiscal. É que pareceme lógico que a previsão de restituição de tributo pago a maior, constante do Código Tributário Nacional e das Instruções Normativas vigentes (na época da geração dos pagamentos indevidos, como também no momento da apresentação do Pedido de Restituição – quais sejam, as IN’s n° 210/02, 460/04 e 900/08) são mais do que suficientes para autorizar a restituição em tela. Afinal, ao fim e ao cabo, tratase apenas de pagamento a maior de tributo. De toda forma, avançando na análise, constato que a legislação que trata especificamente de restituição de tributo pago indevidamente ou a maior, vigente no momento em que a Recorrente apresentou o Pedido de Restituição (em 14/01/09), também garante o direito da Recorrente à restituição pleiteada, não só sob a regra geral da restituição, mas também expressa e especificamente no caso da retenção em fonte ora sob análise. Vejamos. O artigo 12 da Instrução Normativa n° 900/08, assim dispõe: “Art. 12 . Os valores retidos na fonte a título da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins, quando não for possível sua dedução dos valores a pagar das respectivas contribuições no mês de apuração, poderão ser restituídos ou compensados com débitos relativos a outros tributos e contribuições administrados pela RFB. § 1º Fica configurada a impossibilidade da dedução de que trata o caput quando o montante retido no mês exceder o valor da respectiva contribuição a pagar no mesmo mês. § 2º Para efeito da determinação do excesso de que trata o § 1º, considerase contribuição a pagar no mês da retenção o valor da contribuição devida descontada dos créditos apurados naquele mês. § 3º A restituição poderá ser requerida à RFB a partir do mês subseqüente àquele em que ficar caracterizada a impossibilidade de dedução de que trata o caput. § 4º A restituição de que trata o caput será requerida à RFB mediante o formulário Pedido de Restituição ou Ressarcimento, constante do Anexo I.” destaquei Ainda, tal previsão segue o disposto no artigo 5° da Lei n° 11.727/08. Para que não restem dúvidas quanto ao direito da Recorrente, de se notar que referida norma permitiu, expressamente, a recuperação (por meio de Pedido de Restituição, inclusive), dos valores de PIS e COFINS retidos, e não aproveitados (pagos a maior, portanto), em competências anteriores à sua entrada em vigor, verbis: “Art. 5o Os valores retidos na fonte a título da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins, quando não for possível sua dedução dos valores a pagar das respectivas contribuições no mês de apuração, poderão ser restituídos ou compensados com débitos relativos a outros tributos e contribuições administrados Fl. 151DF CARF MF Impresso em 08/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/09/2013 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS, Assinado digitalmente em 06/1 0/2013 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 04/10/2013 por MARIA DA CONCEICAO ARNALDO JACO, Assinado digitalmente em 10/09/2013 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS Processo nº 13652.000046/200942 Acórdão n.º 3302002.043 S3C3T2 Fl. 15 6 pela Secretaria da Receita Federal do Brasil, observada a legislação específica aplicável à matéria. § 1o Fica configurada a impossibilidade da dedução de que trata o caput deste artigo quando o montante retido no mês exceder o valor da respectiva contribuição a pagar no mesmo mês. § 2o Para efeito da determinação do excesso de que trata o § 1o deste artigo, considerase contribuição a pagar no mês da retenção o valor da contribuição devida descontada dos créditos apurados naquele mês. § 3o A partir da publicação da Medida Provisória no 413, de 3 de janeiro de 2008, o saldo dos valores retidos na fonte a título da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins apurados em períodos anteriores poderá também ser restituído ou compensado com débitos relativos a outros tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil, na forma a ser regulamentada pelo Poder Executivo.” (destaquei) Portanto, pareceme incontestável o direito da Recorrente em restituir os valores pleiteados, na medida em que, pela inexistência de débito a compensar, transformaram se em pagamento indevido a maior. Ante o exposto, conheço do presente recurso voluntário para o fim de DAR LHE PARCIAL PROVIMENTO, deferindo o pedido de restituição objeto dos autos, ressalvado à fiscalização a apuração dos valores indicados pelo contribuinte. É como voto. Sala das Sessões, em 23 de abril de 2013. (assinado digitalmente) Fabiola Cassiano Keramidas Fl. 152DF CARF MF Impresso em 08/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/09/2013 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS, Assinado digitalmente em 06/1 0/2013 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 04/10/2013 por MARIA DA CONCEICAO ARNALDO JACO, Assinado digitalmente em 10/09/2013 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS Processo nº 13652.000046/200942 Acórdão n.º 3302002.043 S3C3T2 Fl. 16 7 Declaração de Voto CONSELHEIRA MARIA DA CONCEIÇÃO ARNALDO JACÓ Da análise que se faz dos autos vê se que o litígio diz respeito exclusivamente à questão de haver, ou não, previsão legal que garanta ao contribuinte o direito de pedir restituição de PIS COFINS retido na fonte por órgãos públicos. Neste aspecto, com razão a contribuinte. A obrigatoriedade da retenção na fonte pelos órgãos públicos deuse por meio da regra contida no art.64 da LEI 9430, DE 27 DE DEZEMBRO DE 1996: “Seção V Arrecadação de Tributos e Contribuições Retenção de Tributos e Contribuições “Art.64. Os pagamentos efetuados por órgãos, autarquias e fundações da administração pública federal a pessoas jurídicas, pelo fornecimento de bens ou prestação de serviços, estão sujeitos à incidência, na fonte, do imposto sobre a renda, da contribuição social sobre o lucro líquido, da contribuição para seguridade social COFINS e da contribuição para o PIS/PASEP. §1º A obrigação pela retenção é do órgão ou entidade que efetuar o pagamento. §2º O valor retido, correspondente a cada tributo ou contribuição, será levado a crédito da respectiva conta de receita da União. §3º O valor do imposto e das contribuições sociais retido será considerado como antecipação do que for devido pelo contribuinte em relação ao mesmo imposto e às mesmas contribuições. §4º O valor retido correspondente ao imposto de renda e a cada contribuição social somente poderá ser compensado com o que for devido em relação à mesma espécie de imposto ou contribuição. §5º O imposto de renda a ser retido será determinado mediante a aplicação da alíquota de quinze por cento sobre o resultado da multiplicação do valor a ser pago pelo percentual de que trata o art. 15 da Lei nº 9.249, de 26 de dezembro de 1995, aplicável à espécie de receita correspondente ao tipo de bem fornecido ou de serviço prestado. Fl. 153DF CARF MF Impresso em 08/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/09/2013 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS, Assinado digitalmente em 06/1 0/2013 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 04/10/2013 por MARIA DA CONCEICAO ARNALDO JACO, Assinado digitalmente em 10/09/2013 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS Processo nº 13652.000046/200942 Acórdão n.º 3302002.043 S3C3T2 Fl. 17 8 §6º O valor da contribuição social sobre o lucro líquido, a ser retido, será determinado mediante a aplicação da alíquota de um por cento, sobre o montante a ser pago. §7º O valor da contribuição para a seguridade socialCOFINS, a ser retido, será determinado mediante a aplicação da alíquota respectiva sobre o montante a ser pago. §8º O valor da contribuição para o PIS/PASEP, a ser retido, será determinado mediante a aplicação da alíquota respectiva sobre o montante a ser pago.” Até a edição da MP 413, DE 03/01/2008 PUBLICADA EM 04/01/2008, de fato, inexistia qualquer regra legal que garantisse ao contribuinte o direito de pleitear a restituição do valor retido na fonte por órgãos públicos relativo à contribuições de PIS e Cofins não cumulativos, nos casos de a contribuinte não ter tido condições de deduzir dos valores apurados pela contribuinte. Contudo, com a edição da referida medida provisória, o seu art. 5º, assim dispôs: “Art.5ºOs valores retidos na fonte a título da Contribuição para o PIS/PASEP e da COFINS, quando não for possível sua dedução dos valores a pagar das respectivas contribuições no mês de apuração, poderão ser restituídos ou compensados com débitos relativos a outros tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil, observada a legislação específica aplicável à matéria. § 1º Fica configurada a impossibilidade da dedução de que trata o caput quando o montante retido no mês exceder o valor da respectiva contribuição a pagar no mesmo mês. § 2º Para efeito da determinação do excesso de que trata o § 1 o , considerase contribuição a pagar no mês da retenção o valor da contribuição devida descontada dos créditos apurados naquele mês. § 3º A partir da publicação desta Medida Provisória, o saldo dos valores retidos na fonte a título da Contribuição para o PIS/PASEP e da COFINS, apurados em períodos anteriores, poderá também ser restituído ou compensado com débitos relativos a outros tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal Brasil, na forma a ser regulamentada pelo Poder Executivo.” A LEI 11.727, DE 23 DE JUNHO DE 2008, conversão da referida medida provisória, repete a regra acerca da possibilidade de pedir a restituição dos valores retidos na fonte a título da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins, quando não for possível sua dedução dos valores a pagar das respectivas contribuições no mês de apuração, desde a publicação da medida provisória: Fl. 154DF CARF MF Impresso em 08/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/09/2013 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS, Assinado digitalmente em 06/1 0/2013 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 04/10/2013 por MARIA DA CONCEICAO ARNALDO JACO, Assinado digitalmente em 10/09/2013 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS Processo nº 13652.000046/200942 Acórdão n.º 3302002.043 S3C3T2 Fl. 18 9 “Art. 5º Os valores retidos na fonte a título da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins, quando não for possível sua dedução dos valores a pagar das respectivas contribuições no mês de apuração, poderão ser restituídos ou compensados com débitos relativos a outros tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil, observada a legislação específica aplicável à matéria. § 1º Fica configurada a impossibilidade da dedução de que trata o caput deste artigo quando o montante retido no mês exceder o valor da respectiva contribuição a pagar no mesmo mês. § 2º Para efeito da determinação do excesso de que trata o § 1º deste artigo, considerase contribuição a pagar no mês da retenção o valor da contribuição devida descontada dos créditos apurados naquele mês. § 3º A partir da publicação da Medida Provisória nº 413, de 3 de janeiro de 2008 , o saldo dos valores retidos na fonte a título da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins apurados em períodos anteriores poderá também ser restituído ou compensado com débitos relativos a outros tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil, na forma a ser regulamentada pelo Poder Executivo.” A regulamentação pelo o Poder Executivo se deu por meio do DECRETO 6662, DE 2008: DECRETO 6662, DE 2008 Regulamenta o art. 5º da Lei nº 11.727, de 23 de junho de 2008, que permite a restituição ou a compensação de valores retidos na fonte a título da Contribuição para o PIS/PASEP e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social – COFINS, assim dispôs: “Art.1º Os valores retidos na fonte a título da Contribuição para o PIS/PASEP e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social COFINS, quando não for possível sua dedução dos valores a pagar das respectivas contribuições no mês de apuração, poderão ser restituídos ou compensados com débitos relativos a outros tributos administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil, observada a legislação específica aplicável à matéria. §1º Fica configurada a impossibilidade da dedução de que trata o caput quando o montante retido no mês exceder o valor da respectiva contribuição a pagar no mesmo mês. §2º Para efeito da determinação do excesso de que trata o § 1º, considerase contribuição a pagar no mês da retenção o valor da contribuição devida descontada dos créditos apurados naquele mês. §3º A restituição poderá ser requerida à Secretaria da Receita Federal do Brasil a partir do mês subseqüente àquele em que Fl. 155DF CARF MF Impresso em 08/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/09/2013 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS, Assinado digitalmente em 06/1 0/2013 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 04/10/2013 por MARIA DA CONCEICAO ARNALDO JACO, Assinado digitalmente em 10/09/2013 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS Processo nº 13652.000046/200942 Acórdão n.º 3302002.043 S3C3T2 Fl. 19 10 ficar caracterizada a impossibilidade de dedução de que trata o caput. Art.2º A partir de 4 de janeiro de 2008, o saldo dos valores retidos na fonte a título da Contribuição para o PIS/PASEP e da COFINS apurados em períodos anteriores poderá também ser restituído ou compensado com débitos relativos a outros tributos administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil. Art.3º Os valores a serem restituídos ou compensados, de que trata o art. 1º, serão acrescidos de juros equivalentes à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia SELIC para títulos federais, acumulada mensalmente, calculados a partir do mês subseqüente ao da retenção e de juros de um por cento no mês em que houver: I o pagamento da restituição; ou II a entrega da Declaração de Compensação. Art.4ºA autoridade da Secretaria da Receita Federal do Brasil competente para decidir sobre a restituição ou compensação de que trata este Decreto poderá condicionar o reconhecimento do direito creditório à apresentação de documentos comprobatórios do referido direito, inclusive arquivos magnéticos, bem como determinar a realização de diligência fiscal nos estabelecimentos do sujeito passivo, a fim de que seja verificada, mediante exame de sua escrituração contábil e fiscal, a exatidão das informações prestadas.” A RFB emitiu a IN 900/2008, trazendo as instruções sobre a operacionalização e em seu art. 12, repetiu a regra legal permissiva do pedido de restituição para o caso sob análise, orientando que o pedido deveria se dar mediante o formulário Pedido de Restituição, constante do anexo I da mencionada instrução. Portanto, consoante as regras mencionadas, a partir de 04 de janeiro de 2008, foi concedido ao contribuinte o direito de pedir restituição referente ao saldo dos valores retidos na fonte a título da Contribuição para o PIS/PASEP e da COFINS apurados em períodos anteriores. No presente caso, a contribuinte efetuou o seu pedido de restituição dos valores retidos na fonte pelos órgãos públicos no curso do anocalendário de 2004, em 14/01/09. Portanto, depois da data prevista na regra legal, posta na Lei 11.727, DE 23 DE JUNHO DE 2008. Assim, assistelhe razão quando argumenta existir previsão legal para requerer a restituição dos valores retidos na fonte a título da Contribuição para o PIS/PASEP e da COFINS apurados em períodos anteriores. Com a ressalva de que essa possibilidade só dá a partir de 04/janeiro de 2008, data de publicação da MP MP 413, DE 03/01/2008. Contudo, reconhecer o direito da contribuinte de pleitear a restituição, não significa reconhecer o direito à restituição do valor pleiteado. É que, a matéria fática sequer foi analisada pela autoridade competente da unidade de origem. Fl. 156DF CARF MF Impresso em 08/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/09/2013 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS, Assinado digitalmente em 06/1 0/2013 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 04/10/2013 por MARIA DA CONCEICAO ARNALDO JACO, Assinado digitalmente em 10/09/2013 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS Processo nº 13652.000046/200942 Acórdão n.º 3302002.043 S3C3T2 Fl. 20 11 Segundo Portaria MF n° 95, de 30 de abril de 2007, alterada pela Portaria MF n° 323, de 19 de dezembro de 2007, em seu artigo 243, inciso II Aprova o Regimento interno da RFB: “Art. 243. Aos Delegados da Receita Federal do Brasil das DRF e Deinf , no âmbito da respectiva jurisdição, incumbe ainda: (Redação dada a partir de 2 de janeiro de 2008 pela Portaria MF n° 323, de 19 de dezembro de 2007) I decidir sobre a revisão de ofício, seja a pedido do contribuinte ou no interesse da administração, inclusive quanto aos créditos tributários lançados, inscritos ou não em Dívida Ativa da União; II decidir sobre a concessão de pedidos de parcelamento, sobre restituição, compensação, ressarcimento, reembolso, suspensão e redução de tributos, excetuandose os relativos ao comércio exterior;” Desta forma, conduzo o meu voto no sentido de reconhecer que à data do pedido formulado, 14/01/2009, havia amparo legal reconhecendo o direito de a contribuinte requerer a restituição do valores retidos na fonte a título da Contribuição para o PIS/PASEP e da COFINS apurados em períodos anteriores, quando não lhe foi possível abater do valor devido, nos termos disposto no art. 5º da Lei nº 11.727, de 23 de junho de 2008 e, em conseqüência, determinar o retorno dos autos para análise do mérito, quanto aos fatos, à autoridade competente da unidade de origem, ressalvando o direito de a contribuinte iniciar, se for o caso, novo litígio acerca da decisão a ser prolatada, consoante previsão contida no decreto nº 70.235/72. (assinado digitalmente) MARIA DA CONCEIÇÃO ARNALDO JACÓ Fl. 157DF CARF MF Impresso em 08/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/09/2013 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS, Assinado digitalmente em 06/1 0/2013 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 04/10/2013 por MARIA DA CONCEICAO ARNALDO JACO, Assinado digitalmente em 10/09/2013 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS
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Numero do processo: 10680.903959/2010-21
Turma: Primeira Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Oct 08 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Fri Nov 08 00:00:00 UTC 2013
Numero da decisão: 1801-000.302
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do Colegiado, por maioria de votos, converter o julgamento na realização de diligências. Vencida a Conselheira (Relatora) que negava provimento ao recurso voluntário. Designada a Conselheira Ana de Barros Fernandes para redigir o Voto Vencedor.
(assinado digitalmente)
Ana de Barros Fernandes Presidente e Redatora Designada
(assinado digitalmente)
Carmen Ferreira Saraiva Relatora
Composição do colegiado. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Roberto Massao Chinen, Marcos Vinícius Barros Ottoni, Carmen Ferreira Saraiva, Leonardo Mendonça Marques, Henrique Heiji Erbano e Ana de Barros Fernandes.
Nome do relator: CARMEN FERREIRA SARAIVA
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Resolvem os membros do Colegiado, por maioria de votos, converter o julgamento na realização de diligências. Vencida a Conselheira (Relatora) que negava provimento ao recurso voluntário. Designada a Conselheira Ana de Barros Fernandes para redigir o Voto Vencedor. (assinado digitalmente) Ana de Barros Fernandes – Presidente e Redatora Designada (assinado digitalmente) Carmen Ferreira Saraiva – Relatora Composição do colegiado. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Roberto Massao Chinen, Marcos Vinícius Barros Ottoni, Carmen Ferreira Saraiva, Leonardo Mendonça Marques, Henrique Heiji Erbano e Ana de Barros Fernandes. RELATÓRIO A Recorrente formalizou os Pedidos de Ressarcimento ou Restituição/Declarações de Compensação (Per/DComp) nº 04709.55834.120307.1.3.021611, fls. 2740 e nº 37933.75066.111105.1.3.024410, fls. 4146 em 12.03.2007 e 11.11.2005, respectivamente, utilizandose do saldo negativo de Imposto Sobre a Renda da Pessoa Jurídica RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 06 80 .9 03 95 9/ 20 10 -2 1 Fl. 205DF CARF MF Impresso em 08/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/11/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 07/11/2 013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 07/11/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Processo nº 10680.903959/201021 Resolução nº 1801000.302 S1TE01 Fl. 206 2 (IRPJ) no valor original de R$16.662,62 do anocalendário de 2004 apurado pelo regime do lucro real anual. Em conformidade com o Despacho Decisório Eletrônico, fls. 1316, as informações relativas ao reconhecimento do direito creditório foram analisadas das quais se concluiu pelo indeferimento do pedido. Restou esclarecido que Analisadas as informações prestadas no documento acima identificado e considerando que a soma das parcelas de composição do crédito informadas no PER/DCOMP deve ser suficiente para comprovar a quitação do imposto devido e a apuração do saldo negativo, verificouse [...] Parc. Crédito Retenções Fonte Soma Parc. Crédito Per/DComp 25.231,91 25.231,91 Confirmadas 19.776,74 19.776,74 Valor original do saldo negativo informado no PER/DCOMP com demonstrativo de crédito: R$16.662,62 Valor na DIPJ: R$16.662,62 Somatório das parcelas de composição do crédito na DIPJ: R$25.231,91 IRPJ devido: R$8.569,29 Valor do saldo negativo disponível = (Parcelas confirmadas limitado ao somatório das parcelas na DIPJ) (IRPJ devido) observado que quando este cálculo resultar negativo o valor será zero Valor do saldo negativo disponível: R$11.207,45 O crédito reconhecido foi insuficiente para compensar integralmente os débitos informados pelo sujeito passivo, razão pela qual HOMOLOGO PARCIALMENTE a compensação declarada no PER/DCOMP: 37933.75066.111105.1.3.024410. NÃO HOMOLOGO a compensação declarada no(s) seguinte(s) PER/DCOMP: 04709.55834.120307.1.3.021611. Para tanto, cabe indicar o seguinte enquadramento legal: art. 165, art. 168 e 170, da Lei nº 5.172 de 25 de outubro de 1966 (Código Tributário Nacional CTN), art. 3º da Lei Complementar nº 118, de 19 de fevereiro de 2005 e art. 74 da Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996. Cientificada em 14.06.2010, fl. 147, a Recorrente apresentou a manifestação de inconformidade em 14.07.2010, fls. 0210, com os argumentos a seguir transcritos. Discorda do indeferimento do seu pedido de reconhecimento do direito creditório. Suscita Conforme detalhamento do crédito anexo restou como "valor não confirmado" o montante de R$5.455,17 de 1RRF sobre notas fiscais de serviços emitidas pela TECTRAN no ano de 2004. (Anexo I) Em planilha anexa a TECTRAN demonstra, analiticamente, cliente por cliente, nota fiscal por nota fiscal, o seu valor bruto, as retenções indicadas e os valores líquidos recebidos. (Anexo II) Fl. 206DF CARF MF Impresso em 08/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/11/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 07/11/2 013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 07/11/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Processo nº 10680.903959/201021 Resolução nº 1801000.302 S1TE01 Fl. 207 3 Anexase também, cópia Xerox de todas as notas fiscais indicadas na planilha e razão da conta corrente de cada cliente relacionado demonstrando que o valor recebido teve o efetivo desconto do imposto de renda. (Anexo II) Conforme demonstrado na referida planilha, os clientes efetuaram a retenção do imposto de renda e era obrigação deles o recolhimento do valor retido, informandoo à SRF através de DIRF e declaração de retenção do imposto à ser entregue à TECTRAN. A TECTRAN não recebeu tal declaração que, apesar de obrigatória, usualmente só é enviada pelos bancos relativamente ao IRRF sobre receitas financeiras e, ao que tudo indica, ou informaram erroneamente os valores na DIRF ou não recolheram o valor retido à SRF. O que é fato é que a TECTRAN compensou apenas o valor do imposto de renda indicado nas notas fiscais e tributou, nos meses de janeiro a dezembro de 2004, com base no resultado mensal apurado em balanço ou balancete de suspensão e redução. Anexa cópia da DIPJ, folhas 1 a 11 e do recibo de entrega n° 14.03.46.09.4742 de 30/06/05. Considerando que a TECTRAN tributou seus resultados mensais com base em balanço ou balancete de suspensão ou redução, apurados com base no regime contábil de competência, e que a obrigatoriedade de retenção e recolhimento do imposto é do cliente da TECTRAN contra quem foram emitidas as notas fiscais, conforme legislação em vigor, é direito dela compensar o imposto retido no mesmo período em que a receita é submetida à tributação. Caberá à Secretaria da Receita Federal cobrar de cada contribuinte, o imposto retido e eventualmente não recolhido. Conclui Considerando os fatos relatados e os documentos anexados, e por ser de direito e de justiça, requer a revisão do despacho decisório em referência e que sejam consideradas integralmente quitadas as parcelas do IRPJ (R$ 860,08), CSLL (R$ 1.684,12), PIS (R$ 631,54) e COFINS (R$ 2.907,91) de competência outubro de 2005, constantes do Per/Dcomp 37933.75066.111105.1.3.024410 e a parcela da CSRF (R$ 743,51) da segunda quinzena de julho de 2006, constante do Per/Dcomp 04709.55834.120307.1.3.021611, e cancelada a cobrança mencionada no despacho decisório. Anexamse (112) cópias de documentos mencionados neste requerimento. N. Termos, Pede Deferimento Está registrado como resultado do Acórdão da 2ª TURMA/DRJ/BHE/MG nº 02 37.096, de 24.01.2012, fls. 149155: “Manifestação de Inconformidade Improcedente. Restou ementado ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Exercício: 2005 SALDO NEGATIVO. RETENÇÕES NA FONTE. COMPROVAÇÃO. Compõe o saldo negativo ao final do período de apuração correspondente ao ajuste anual a dedução a título de imposto de renda retido na fonte, desde que devidamente comprovada pelo contribuinte. SALDO NEGATIVO. RETENÇÕES NA FONTE. ANTECIPAÇÃO. Fl. 207DF CARF MF Impresso em 08/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/11/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 07/11/2 013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 07/11/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Processo nº 10680.903959/201021 Resolução nº 1801000.302 S1TE01 Fl. 208 4 Na composição do saldo negativo, devem ser consideradas somente as retenções havidas no próprio período de apuração do crédito, uma vez que o imposto retido constitui antecipação do devido ao final desse período. Notificada em 08.02.2012, fl. 169, a Recorrente apresentou o recurso voluntário em 07.03.2012, fls. 171174, esclarecendo a peça atende aos pressupostos de admissibilidade. Discorre sobre o procedimento fiscal contra o qual se insurge e reitera alguns argumentos apresentados na manifestação de inconformidade. Acrescenta 1) Para o recebimento do crédito a retenção na fonte deve ser devidamente comprovada pelo contribuinte A planilha (anexa) Demonstrativo do IRRF Ano Base 2004 (3 folhas) relaciona as notas fiscais emitidas pela Requerente contra seus clientes, na qual fica evidenciado o valor do imposto retido e o valor liquido recebido dos clientes. Ficou evidenciado que a Requerente ofereceu a tributação as receitas baseada no regime de competência, ou seja, pela data de emissão de suas notas fiscais, e que pretende deduzir, do imposto apurado na DIPJ, a parcela de imposto retido nas notas fiscais oferecidas à tributação. Não tem fundamento o comentário à folha 152 do acórdão que seja entendimento da Requerente que lhe esteja sendo exigido o recolhimento de imposto que deveria ser retido e recolhido pela fonte pagadora. Não é este o caso. A Requerente pretende tãosomente ver reconhecido seu direito de compensar o imposto retido nas notas fiscais de sua emissão, no mesmo período em que as ofereceu à tributação. Se assim não fosse, a receita estaria sendo tributada no mês de emissão da nota fiscal e a recuperação do imposto retido, em mês futuro. Ressaltase que, se o tomador do serviço ;recolher o tributo retido com atraso, ele terá que pagálo com multa e encargo monetário e que o prazo para recolhimento do tributo é fixado pela Receita Federal e não pelo prestador do serviço. [...]Caso a Receita Federal tivesse dúvidas quanto à existência e possibilidade de aproveitamento do crédito após as provas indicadas no parágrafo anterior, seriam razoáveis as seguintes providências: a) notificação aos tomadores de serviço para comprovarem o efetivo recolhimento do imposto retido; b) revisão da escrita contábil e fiscal do contribuinte; Não é razoável solicitar do contribuinte que ele exija de seu cliente cópia de sua DIRF ou comprovante de retenção do tributo, o que não significaria que o tributo teria sido recolhido e a pendência continuaria existindo. O crédito do valor líquido comprova plenamente a retenção do tributo, cabendo à Receita Federal notificar o tomador do serviço para apresentar o comprovante do recolhimento do tributo ou outro procedimento que julgasse apropriado. Nem há que se alegar que o Requerente aproveitou o crédito antes de o tributo ter sido recolhido, o que poderia ocorrer sobre as notas fiscais emitidas no final do ano e pagas no inicio do ano seguinte. A Requerente aproveitou "saldo negativo de IRPJ" indicado na DIPJ do exercício de 2004, compensando tributos relativos ao mês de competência de agosto de 2005, Fl. 208DF CARF MF Impresso em 08/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/11/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 07/11/2 013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 07/11/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Processo nº 10680.903959/201021 Resolução nº 1801000.302 S1TE01 Fl. 209 5 mesmo para o valor retido sobre a nota fiscal 1939, liquidada em setembro de 2005 comentado às folhas 154 do acórdão. 2) Na composição do saldo negativo, devem ser consideradas somente as retenções havidas no próprio período de apuração do crédito vez que o imposto retido constitui antecipação do devido no final deste período. Este é o texto "ipsis literis" do acórdão que suscita duas questões, cujas respostas comprovam o direito da Requerente à compensação do IRRF: As retenções que originaram o saldo negativo de IRRF aproveitado no Per/DComp decorrem de notas ficais emitidas no ano base de 2004?R Estas notas fiscais foram computadas no lucro líquido do ano de 2004 e tributado naquele ano? Ambas as respostas são afirmativas. Compensouse o saldo negativo de IRRF, apurado no final do ano base de 2004, do qual fizeram parte o IRRF indicado nas notas fiscais|w tributadas naquele ano. Compensouse, pelo Per/DComp, somente as retenções havidas no próprio período de apuração do crédito, constituindo o imposto retido indicado nas notas ficais, antecipação do devido ao final daquele período. Conclui Nestas condições, tratandose de retenção devidamente comprovadas, efetuadas no período de apuração do saldo negativo do IRPJ, ou seja ano calendário de 2004, é direito da Requerente compensar este saldo negativo de IRPJ como indicado no Per/DComp 22793.83225.270307.1.7.02.8145 [...] Considerando os fatos relatados, as comprovações efetuadas e suas razões, requer, portanto, a revisão do despacho decisório n° 863951931, e da decisão do acórdão. Toda numeração de folhas indicada nessa decisão se refere à paginação eletrônica dos autos em sua forma digital ou digitalizada. É o Relatório. VOTO VENCEDOR Divergiu a maioria do colegiado do votocondutor e resolveuse converter o julgamento do litígio na realização de diligências, por força do princípio da verdade material dos fatos. A recorrente faz, sem dúvida, início de prova de que sofreu as retenções de tributos alegada, em relação ao crédito indeferido que remanesceu. Todavia, a apresentação de Notas Fiscais e parte da contabilidade não faz prova suficiente para comprovar as efetivas retenções. Assim, decidiuse que os autos devem retornar à unidade de jurisdição da recorrente para que esta seja intimada a: a) apresentar prova mediante os extratos bancários que recebeu efetivamente os valores líquidos, relacionando com as Notas Fiscais apresentadas, em relação ao crédito não Fl. 209DF CARF MF Impresso em 08/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/11/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 07/11/2 013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 07/11/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Processo nº 10680.903959/201021 Resolução nº 1801000.302 S1TE01 Fl. 210 6 deferido porque as fontes pagadoras discriminadas a seguir não entregaram a DIRF correspondente; b) apresentar planilha decompondo o valor informado a título de receitas auferidas com a prestação de serviços na DIPJ/05 e os registros contábeis pertinentes, evidenciando os registros das referidas Notas Fiscais. Fontes Pagadoras CNPJ (B) Código Receita (C) Valor do IRRF Não Confirmados na DIRF R$ (D) 01.928.075/002062 1708 215,10 02.632.185/000182 1708 117,00 02.653.273/000160 1708 216,00 02.756.435/000196 1708 1.678,82 03.549.012/000168 1708 2.105,72 17.262.213/000437 1708 118,52 17.262.213/001409 1708 187,50 24.315.012/000840 1708 120,00 24.444.127/000249 1708 30,00 24.444.127/001300 1708 30,00 24.444.127/002020 1708 15,00 24.444.127/003000 1708 30,00 24.444.127/003183 1708 30,00 24.444.127/003507 1708 30,00 24.444.127/006107 1708 30,00 25.909.094/000147 1708 108,92 47.508.411/009960 1708 195,00 A autoridade fiscal designada ao cumprimento das diligências deverá contrapor os documentos e informações prestadas à contabilidade da recorrente e elaborar Relatório Fiscal com as conclusões sobre as efetivas retenções de IR, se houveram ou não. Ao final dos procedimentos, a autoridade fiscal deverá dar ciência à recorrente do Relatório elaborado e facultarlhe, no prazo regulamentar, o direito de se manifestar a respeito, se assim o desejar. Após os autos deverão retornar a esta 1ª Turma Especial. (assinado digitalmente) Ana de Barros Fernandes Fl. 210DF CARF MF Impresso em 08/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/11/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 07/11/2 013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 07/11/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA
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Numero do processo: 10880.979240/2009-71
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Jul 23 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Thu Oct 03 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Data do fato gerador: 15/02/2002
Ementa:
MATÉRIA TRIBUTÁRIA. ÔNUS DA PROVA. Cabe ao transmitente do Per/DComp o ônus probante da liquidez e certeza do crédito tributário alegado. À autoridade administrativa cabe a verificação da existência e regularidade desse direito, mediante o exame de provas hábeis, idôneas e suficientes a essa comprovação.
CRÉDITO TRIBUTÁRIO. COMPENSAÇÃO. HOMOLOGAÇÃO.
Cabe à autoridade administrativa autorizar a compensação de créditos tributários com créditos líquidos e certos, vencidos ou vincendos, do sujeito passivo contra a Fazenda Pública. A ausência de elementos imprescindíveis à comprovação desses atributos impossibilita à homologação.
PROVA. MOMENTO DE APRESENTAÇÃO. Os motivos de fato, de direito e a prova documental deverão ser apresentadas com a impugnação/manifestação de inconformidade, precluindo o direito de fazê-lo em outro momento processual, ressalvadas as situações previstas nas hipóteses previstas no § 4o do artigo 16 do Decreto nº 70.235/72.
Numero da decisão: 3803-004.338
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado.
(Assinado digitalmente)
CORINTHO OLIVEIRA MACHADO - Presidente.
RELATOR - Relator.
(Assinado digitalmente)
JORGE VICTOR RODRIGUES - Redator designado.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: : BELCHIOR MELO DE SOUSA, JULIANO EDUARDO LIRANI; HÉLCIO LAFETÁ REIS, JORGE VICTOR RODRIGUES., JOÃO ALFREDO EDUÃO FERREIRA, e CORINTHO OLIVEIRA MACHADO (Presidente).
Nome do relator: JORGE VICTOR RODRIGUES
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ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Data do fato gerador: 15/02/2002 Ementa: MATÉRIA TRIBUTÁRIA. ÔNUS DA PROVA. Cabe ao transmitente do Per/DComp o ônus probante da liquidez e certeza do crédito tributário alegado. À autoridade administrativa cabe a verificação da existência e regularidade desse direito, mediante o exame de provas hábeis, idôneas e suficientes a essa comprovação. CRÉDITO TRIBUTÁRIO. COMPENSAÇÃO. HOMOLOGAÇÃO. Cabe à autoridade administrativa autorizar a compensação de créditos tributários com créditos líquidos e certos, vencidos ou vincendos, do sujeito passivo contra a Fazenda Pública. A ausência de elementos imprescindíveis à comprovação desses atributos impossibilita à homologação. PROVA. MOMENTO DE APRESENTAÇÃO. Os motivos de fato, de direito e a prova documental deverão ser apresentadas com a impugnação/manifestação de inconformidade, precluindo o direito de fazê-lo em outro momento processual, ressalvadas as situações previstas nas hipóteses previstas no § 4o do artigo 16 do Decreto nº 70.235/72.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. (Assinado digitalmente) CORINTHO OLIVEIRA MACHADO - Presidente. RELATOR - Relator. (Assinado digitalmente) JORGE VICTOR RODRIGUES - Redator designado. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: : BELCHIOR MELO DE SOUSA, JULIANO EDUARDO LIRANI; HÉLCIO LAFETÁ REIS, JORGE VICTOR RODRIGUES., JOÃO ALFREDO EDUÃO FERREIRA, e CORINTHO OLIVEIRA MACHADO (Presidente).
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ÔNUS DA PROVA. Cabe ao transmitente do Per/DComp o ônus probante da liquidez e certeza do crédito tributário alegado. À autoridade administrativa cabe a verificação da existência e regularidade desse direito, mediante o exame de provas hábeis, idôneas e suficientes a essa comprovação. CRÉDITO TRIBUTÁRIO. COMPENSAÇÃO. HOMOLOGAÇÃO. Cabe à autoridade administrativa autorizar a compensação de créditos tributários com créditos líquidos e certos, vencidos ou vincendos, do sujeito passivo contra a Fazenda Pública. A ausência de elementos imprescindíveis à comprovação desses atributos impossibilita à homologação. PROVA. MOMENTO DE APRESENTAÇÃO. Os motivos de fato, de direito e a prova documental deverão ser apresentadas com a impugnação/manifestação de inconformidade, precluindo o direito de fazêlo em outro momento processual, ressalvadas as situações previstas nas hipóteses previstas no § 4o do artigo 16 do Decreto nº 70.235/72. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. (Assinado digitalmente) CORINTHO OLIVEIRA MACHADO Presidente. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 88 0. 97 92 40 /2 00 9- 71Fl. 57DF CARF MF Impresso em 03/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/08/2013 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 09/08/20 13 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 03/10/2013 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO 2 RELATOR Relator. (Assinado digitalmente) JORGE VICTOR RODRIGUES Redator designado. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: : BELCHIOR MELO DE SOUSA, JULIANO EDUARDO LIRANI; HÉLCIO LAFETÁ REIS, JORGE VICTOR RODRIGUES., JOÃO ALFREDO EDUÃO FERREIRA, e CORINTHO OLIVEIRA MACHADO (Presidente). Relatório DO PAGAMENTO A MAIOR OU INDEVIDO. A lide versa sobre a não homologação de compensação transmitida por meio de Per/Dcomp em 18/11/2005, pela via de despacho decisório eletrônico nº 845361479, exarado em 24/08/2009, cuja autoridade administrativa emitente analisando o limite de crédito originalmente informado, constatou não restar saldo credor disponível à satisfação da compensação intentada, posto que utilizado integralmente para a quitação de outros débitos do próprio contribuinte. Manifestando a sua inconformidade em face do referido despacho a contribuinte argüiu sucintamente que, na qualidade de prestadora de serviços de transportes rodoviários está sujeita ao pagamento de pedágio nas diversas estradas brasileiras; que recebe dos contratantes valores para pagamento desse pedágio, os quais são obrigatoriamente destacados em campo específico do conhecimento de transporte rodoviário; que tais valores não integram a base de cálculo, para fins de incidência tributária do IRPJ, CSLL, PIS e Cofins, por força do contido no parágrafo único do art. 2o da Lei nº 10.209/01, eis que tais valores recolhidos indevidamente não constituem receitas operacionais da empresa contribuinte ou mesmo rendimento tributável; que tais valores foram levantados no período de apuração de julho 2001 e excluídos da respectiva base de cálculo de Cofins, tornandose tais valores objeto de pedido de restituição/compensação com débitos da mesma rubrica. Anexou aos autos planilha correspondente aos valores pagos referentes ao pedágio. Conclusos foram os autos para apreciação pela 5a Turma de Julgamento da DRJ/SP1, que em sessão realizada em 03/11/2010, por meio do Acórdão nº 1627.571, proferiu decisão cuja síntese do entendimento vazado na ementa, adiante transcrevese: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA 0 FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Data do fato gerador: 15/08/2001 DCOMP PAGAMENTO INDEVIDO OU A MAIOR. A mera alegação da existência do crédito, desacompanhada de elementos de prova não é suficiente para afastar a exigência do débito decorrente de compensação não homologada. Fl. 58DF CARF MF Impresso em 03/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/08/2013 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 09/08/20 13 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 03/10/2013 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO Processo nº 10880.979240/200971 Acórdão n.º 3803004.338 S3TE03 Fl. 5 3 Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido. Resumiu a decisão acima ementada que a simples relação do conhecimento de transporte não é suficiente para comprovar o valor em questão integrou a base de cálculo da Cofins no período de apuração de julho/2001, pois desprovida de cópia da escrituração contábil a respaldar às assertivas formuladas na Declaração de Compensação. Cientificada da decisão de primeira instância por meio de AR em 15/12/2010, em face da mesma interpôs recurso voluntário em 14/01/2011, conforme registro em protocolo do órgão preparador estampado nos autos, para reiterar minudentemente os argumentos expendidos na exordial, bem assim para postular pela realização da conversão do julgamento em diligência no sentido de possibilitar a comprovação das alegações formuladas pela recorrente. É o relatório. Voto Conselheiro Relator Conselheiro Jorge Victor Rodrigues. O recurso interposto preenche os requisitos necessários à sua admissibilidade, dele conheço. O apelo apresentado perante esta Corte busca reformar a decisão que indeferiu a manifestação de inconformidade, que não reconheceu o direito creditório alegado pela contribuinte e não homologou a compensação por ela declarada, ante a constatação de inexistência de saldo credor à satisfação dos débitos nela informados. O debate enfrentado nos autos não comporta discussão sobre matéria de direito, resumindose o deslinde da querela à demonstração pela contribuinte de que faz jus à homologação da compensação intentada. Compulsando os autos verificouse que a recorrente apenas fez colação de relação dos valores pagos a título de pedágio, entretanto, sem disponibilizar outro documento para exame pela fiscalização, por meio do qual fosse possível atestar que tais valores efetivamente constituíam o crédito informado e mais, que estes créditos corresponderiam ao mesmo montante de débitos tributários previamente informados aos sistemas de dados da Receita Federal do Brasil, na data de transmissão do Per/Dcomp, por meio das DCTF e/ou demais declarações que servem para aferir a regularidade fiscal da contribuinte. Com isso a recorrente nem logrou apontar em que irregularidade incorreu o despacho decisório eletrônico, portanto presumese, desde logo que o mesmo não merece reparo, nem mesmo conseguiu demonstrar a liquidez, a certeza e a disponibilidade de saldo credor o Fl. 59DF CARF MF Impresso em 03/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/08/2013 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 09/08/20 13 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 03/10/2013 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO 4 bastante para ensejar a homologação da compensação declarada, cuja forma poderia ser em consonância com o disposto no artigo 333 do CPC. Finalmente no que atine ao pedido de diligência, entendo não haver razoabilidade no mesmo, uma vez que cabe à contribuinte no momento de apresentação de sua impugnação aduzindo os motivos de fato e de direito, também fazêlo em relação às provas documentais que possam a vir demonstrar o alegado, nos termos do artigo 16 do Decreto nº 70.235/72, precluindo o direito subjetivo de apresentação em outro momento processual, ressalvadas as situações previstas nas hipóteses previstas no § 4o do artigo 16 do Decreto nº 70.235/72. Ademais, o instituto da diligência é uma faculdade de que dispõe o julgador, discricionária, a ser utilizada para sanar dúvidas acerca de determinada prova/documentos, que deveriam fazer parte dos autos e lá não se encontram, impedindo que o juiz firme a sua convicção em relação ao direito sobre o qual deve se pronunciar com vista ao deslinde da querela, não sendo este o caso encontrado nos autos sob exame. As assertivas ora formuladas por este julgador encontram ressonância nos diversos precedentes, à unanimidade, onde partes e objeto foram coincidentes. Ante todo o exposto nego provimento ao recurso interposto. É como voto. Sala de sessões, em 23 de julho de 2013. (Assinado digitalmente) Jorge Victor Rodrigues Relator Fl. 60DF CARF MF Impresso em 03/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/08/2013 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 09/08/20 13 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 03/10/2013 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO
score : 1.0
Numero do processo: 10875.902967/2008-58
Turma: Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Aug 21 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Mon Oct 21 00:00:00 UTC 2013
Numero da decisão: 3202-000.141
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência. Acompanhou o julgamento, pela recorrente, a advogada Liliane Patrícia Lima, OAB/DF nº. 31.749.
Irene Souza da Trindade Torres - Presidente
Gilberto de Castro Moreira Junior - Relator
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Irene Souza da Trindade Torres, Luis Eduardo Garrossino Barbieri, Gilberto de Castro Moreira Junior, Charles Mayer de Castro Souza, Thiago Moura de Albuquerque Alves e Octávio Carneiro Silva Corrêa.
Nome do relator: Não se aplica
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência. Acompanhou o julgamento, pela recorrente, a advogada Liliane Patrícia Lima, OAB/DF nº. 31.749. Irene Souza da Trindade Torres - Presidente Gilberto de Castro Moreira Junior - Relator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Irene Souza da Trindade Torres, Luis Eduardo Garrossino Barbieri, Gilberto de Castro Moreira Junior, Charles Mayer de Castro Souza, Thiago Moura de Albuquerque Alves e Octávio Carneiro Silva Corrêa.
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Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência. Acompanhou o julgamento, pela recorrente, a advogada Liliane Patrícia Lima, OAB/DF nº. 31.749. Irene Souza da Trindade Torres Presidente Gilberto de Castro Moreira Junior Relator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Irene Souza da Trindade Torres, Luis Eduardo Garrossino Barbieri, Gilberto de Castro Moreira Junior, Charles Mayer de Castro Souza, Thiago Moura de Albuquerque Alves e Octávio Carneiro Silva Corrêa. Relatório Cuidase de recurso voluntário interposto pela Recorrente contra decisão proferida pela Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Campinas que, por unanimidade de votos, não homologou o crédito tributário. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 08 75 .9 02 96 7/ 20 08 -5 8 Fl. 209DF CARF MF Impresso em 21/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/09/2013 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 24/09/2013 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 21/10/2013 por IRENE S OUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 10875.902967/200858 Resolução nº 3202000.141 S3C2T2 Fl. 210 2 Para melhor elucidação dos fatos, transcrevo o relatório do acórdão proferido pela DRJ/Campinas: Tratase de Manifestação de Inconformidade, proposta em razão da expedição de Despacho Decisório que não homologou Declaração de Compensação Eletrônica ("PER/DCOMP"), cujos dados são os seguintes: ... O Despacho Decisório assim fundamentou a não homologação da compensação pretendida pelo Contribuinte: A partir das características do DARF discriminado no PER/DCOMP acima identificado, foram localizados um ou mais pagamentos, ..., mas integralmente utilizados para quitação de débitos do contribuinte, não restando crédito disponível para compensação dos débitos informados no PER/DCOMP. Cientificado o Despacho Decisório, o Contribuinte apresentou Manifestação de inconformidade, afirmando que seria detentor do crédito declarado, já que teria realizado recolhimento a maior e que teria, inclusive, retificado a respectiva DCTF, da qual apresenta cópia. Requer o acolhimento da Manifestação de Inconformidade, porque estaria "... demonstrada a insubsistência e improcedência do indeferimento de seu pleito". Este é o Relatório. A ementa do acórdão da DRJ/Campinas é a seguinte: COMPENSAÇÃO. CRÉDITO. FALTA DE COMPROVAÇÃO. COMPROVAÇÃO DA EXISTÊNCIA DO CRÉDITO COMPENSADO Declaração de compensação, sem que o respectivo crédito esteja prévia e devidamente formalizado pelo Contribuinte, segundo os mecanismos institucionais e informatizados de controle da competente Autoridade Administrativa. No âmbito do processo administrativo fiscal, é pressuposto indispensável a efetivação da compensação a comprovação da existência e da demonstração do respectivo crédito. A mera alegação da sua existência, desacompanhada de provas, não basta para sua comprovação, por desatender As disposições do artigo 16 do Decreto 70.235/1972. Inconformada com tal decisão, a Recorrente apresentou recurso voluntário, onde repisa os argumentos anteriormente apresentados. É o Relatório. Fl. 210DF CARF MF Impresso em 21/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/09/2013 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 24/09/2013 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 21/10/2013 por IRENE S OUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 10875.902967/200858 Resolução nº 3202000.141 S3C2T2 Fl. 211 3 Voto Conselheiro Gilberto de Castro Moreira Junior, Relator O recurso voluntário é tempestivo e preenche os pressupostos de admissibilidade, razão pela qual dele tomo conhecimento. A questão central é fato de a Recorrente ter retificado DCTF após a prolação de despacho decisório, sendo que, com isso, teria realizado recolhimento a maior de tributo. O artigo 9º da IN RFB 1.110/2010 permite a retificação de DCTF a qualquer momento antes da remessa do débito para a PGFN, senão vejamos: Art. 9º A alteração das informações prestadas em DCTF, nas hipóteses em que admitida, será efetuada mediante apresentação de DCTF retificadora, elaborada com observância das mesmas normas estabelecidas para a declaração retificada. § 1º A DCTF retificadora terá a mesma natureza da declaração originariamente apresentada e servirá para declarar novos débitos, aumentar ou reduzir os valores de débitos já informados ou efetivar qualquer alteração nos créditos vinculados. § 2º A retificação não produzirá efeitos quando tiver por objeto: I reduzir os débitos relativos a impostos e contribuições: a) cujos saldos a pagar já tenham sido enviados à ProcuradoriaGeral da Fazenda Nacional (PGFN) para inscrição em DAU, nos casos em que importe alteração desses saldos; b) cujos valores apurados em procedimentos de auditoria interna, relativos às informações indevidas ou não comprovadas prestadas na DCTF, sobre pagamento, parcelamento, compensação ou suspensão de exigibilidade, já tenham sido enviados à PGFN para inscrição em DAU; ou c) que tenham sido objeto de exame em procedimento de fiscalização. Fl. 211DF CARF MF Impresso em 21/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/09/2013 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 24/09/2013 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 21/10/2013 por IRENE S OUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 10875.902967/200858 Resolução nº 3202000.141 S3C2T2 Fl. 212 4 II alterar os débitos de impostos e contribuições em relação aos quais a pessoa jurídica tenha sido intimada de início de procedimento fiscal Ora, a forma não pode prevalecer sobre a essência. Pelo que consta dos autos, pareceme que o ponto central do litígio decorre da existência ou não do crédito alegado pela Recorrente. Desse modo, converto o julgamento em diligência para que a DRF competente verifique e confirme, à luz da DCTF retificadora apresentada, a existência ou não do crédito alegado pela Recorrente nestes autos. Após a realização da(s) diligência(s), é mister que seja dado o prazo de trinta dias para que a Recorrente e a fiscalização se manifestem acerca do tema. É como voto. Gilberto de Castro Moreira Junior Fl. 212DF CARF MF Impresso em 21/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/09/2013 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 24/09/2013 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 21/10/2013 por IRENE S OUZA DA TRINDADE TORRES
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Numero do processo: 11020.912246/2009-51
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Jul 25 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Thu Aug 22 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Período de apuração: 01/07/2003 a 31/07/2003
COFINS. COMPENSAÇÃO. REQUISITO. COMPROVAÇÃO DA CERTEZA E DA LIQUIDEZ DO CRÉDITO.
A comprovação da certeza e da liquidez do crédito constitui requisito essencial à acolhida de pedidos de compensação.
Numero da decisão: 3403-002.376
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso.
Antonio Carlos Atulim - Presidente.
Rosaldo Trevisan - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Antonio Carlos Atulim (presidente da turma), Rosaldo Trevisan (relator), Alexandre Kern, Marcos Tranchesi Ortiz, Ivan Allegretti e Domingos de Sá Filho.
Nome do relator: ROSALDO TREVISAN
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ementa_s : Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins Período de apuração: 01/07/2003 a 31/07/2003 COFINS. COMPENSAÇÃO. REQUISITO. COMPROVAÇÃO DA CERTEZA E DA LIQUIDEZ DO CRÉDITO. A comprovação da certeza e da liquidez do crédito constitui requisito essencial à acolhida de pedidos de compensação.
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COMPENSAÇÃO. REQUISITO. COMPROVAÇÃO DA CERTEZA E DA LIQUIDEZ DO CRÉDITO. A comprovação da certeza e da liquidez do crédito constitui requisito essencial à acolhida de pedidos de compensação. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. Antonio Carlos Atulim Presidente. Rosaldo Trevisan Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Antonio Carlos Atulim (presidente da turma), Rosaldo Trevisan (relator), Alexandre Kern, Marcos Tranchesi Ortiz, Ivan Allegretti e Domingos de Sá Filho. Relatório AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 02 0. 91 22 46 /2 00 9- 51 Fl. 60DF CARF MF Impresso em 22/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/08/2013 por ROSALDO TREVISAN, Assinado digitalmente em 12/08/2013 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 09/08/2013 por ROSALDO TREVISAN 2 Versa o presente sobre a DCOMP de fls. 2 a 61, transmitida em 15/08/2006, na qual se busca compensar valor recolhido a maior ou indevidamente (DARF no valor total de R$ 3.586,06, pago em 15/08/2003) a título de Cofins (valor original do crédito a ser utilizado de R$ 2.101,97) com débito de R$ 692,46 relativo a Cofins nãocumulativa (período de apuração julho/2006) e com débito de R$ 3.551,00 a título de IPI (ref. julho/2006). No Despacho Decisório eletrônico de fl. 7 (emitido em 24/08/2009, com ciência em 15/09/2009, conforme documento de fls. 9), acusase que o pagamento (DARF de R$ 3.586,06) foi localizado, tendo sido integralmente utilizado para quitar débitos do contribuinte, não restando crédito disponível para a compensação. Em sua manifestação de inconformidade (fls. 12 a 21), alega a empresa que: (a) não implementou a exclusão prevista no inciso III do § 2o do art. 3o da Lei no 9.718/1998 (referente a valores transferidos a para outra pessoa jurídica, observadas as normas regulamentadoras editadas pelo Poder Executivo), tendo recolhido tributos a maior em função disso; (b) a referida norma é autoaplicável; e (c) aplicase ao caso o disposto no art. 66 da Lei no 8.383/1991, “visto que a empresa pretende compensar os valores vencidos com as próprias contribuições objeto do litígio”. Em 09/03/2012 ocorre o julgamento de primeira instância (fls. 36 a 39), no qual se acorda unanimemente pela improcedência da manifestação de inconformidade, por não haver qualquer documento comprobatório do direito creditório. O julgador afirma ainda que o inciso III do § 2o do art. 3o da Lei no 9.718/1998 não possuía força executória, por depender de norma regulamentadora, não editada até sua revogação pela MP no 1.991/00 (como endossa o Ato Declaratório SRF no 56/2000), e que o crédito pleiteado no presente processo se refere a período posterior inclusive a tal revogação. Cientificada da decisão de piso em 19/03/2012 (AR à fl. 42), a empresa apresenta recurso voluntário em 18/04/2012 (fls. 43 a 54), tratando de temas que sequer são objeto de questionamento no processo (como arrolamento de bens, habilitação para compensação, inconstitucionalidade dos Decretosleis no 2.445/1988 e no 2.449/1998, semestralidade da base de cálculo e exclusão da multa aplicada). No mérito, não discute a fundamentação adotada pela DRJ para o indeferimento, nem apresenta qualquer documento comprobatório do crédito que indica possuir. É o relatório. 1 Todos os números de folhas indicados nesta decisão são baseados na numeração eletrônica da versão digital do processo (eprocessos). Voto Conselheiro Rosaldo Trevisan, relator O recurso preenche os requisitos formais de admissibilidade e, portanto, dele se toma conhecimento. Fl. 61DF CARF MF Impresso em 22/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/08/2013 por ROSALDO TREVISAN, Assinado digitalmente em 12/08/2013 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 09/08/2013 por ROSALDO TREVISAN Processo nº 11020.912246/200951 Acórdão n.º 3403002.376 S3C4T3 Fl. 60 3 O contencioso em sede de recurso voluntário restringese à comprovação (ou sua falta) da existência e da liquidez do crédito utilizado na compensação pleiteada. A recorrente alegava originalmente que o crédito decorria da não utilização da faculdade prevista no inciso III do § 2o do art. 3o da Lei no 9.718/1998, dispositivo por ela entendido como auto aplicável. Contudo, em sede de recurso voluntário parece tratar de tema diverso, afirmando, por exemplo, que (fl. 53): “Conforme restou amplamente demonstrado, a Impugnante (sic) tem direito líquido e certo de compensar o montante indevidamente recolhido a título de PIS (sic) decorrentes (sic) dos Decretos inconstitucional (sic) 2445 e 2449, com parcelas vincendas das mesmas contribuições”. Há pouca coisa a se analisar, visto que a argumentação expressa no recurso voluntário não guarda pertinência com o analisado pelo órgão julgador de primeira instância. Resta assim repisar a questão referente à ausência de comprovação do direito creditório expressa em primeira instância. Tendo em vista ter sido o despacho denegatório inicial exarado de forma eletrônica, teve o julgador de primeira instância a cautela de buscar, fundado na verdade material, o alcance da argumentação da então impugnante sobre a discussão jurídica em torno do comando do inciso III do § 2o do art. 3o da Lei no 9.718/1998, concluindo que ainda que houvesse documentação comprobatória do direito, não seria procedente o argumento da autoaplicabilidade do referido dispositivo legal. E ainda que fosse procedente tal argumento, os créditos em discussão no presente processo são referentes a período posterior à revogação do citado comando legal. Não tendo sido agregado pela recorrente elemento destinado a refutar o expresso pelo julgador a quo, nem qualquer prova ou mero indício do direito creditório, não há como acolher o pleito de compensação. É de se endossar que a comprovação da certeza e da liquidez do crédito constitui requisito essencial à acolhida de pedidos de compensação. É o que reza o caput do art. 170 do CTN: “Art. 170. A lei pode, nas condições e sob as garantias que estipular, ou cuja estipulação em cada caso atribuir à autoridade administrativa, autorizar a compensação de créditos tributários com créditos líquidos e certos, vencidos ou vincendos, do sujeito passivo contra a Fazenda pública”. (grifo nosso) Assim, em face da ausência de comprovação da certeza e da liquidez do crédito informado na DCOMP, não há como prosperar o pleito de compensação da recorrente. É de se destacar adicionalmente que esta Terceira Turma, em casos semelhantes, da mesma recorrente, decidiu recentemente de forma unânime pela não acolhida das compensações, em face da ausência de comprovação do direito creditório2. 2 Acórdãos n. 3403002.237, 3403002.238, 3403002.239, 3403002.240 e 3403002.241. Relator: Antonio Carlos Atulim. Unânimes. Sessão de 23/05/2003. Fl. 62DF CARF MF Impresso em 22/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/08/2013 por ROSALDO TREVISAN, Assinado digitalmente em 12/08/2013 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 09/08/2013 por ROSALDO TREVISAN 4 Diante do exposto, voto no sentido de negar provimento ao recurso voluntário apresentado, mantendo a decisão de primeira instância. Rosaldo Trevisan Fl. 63DF CARF MF Impresso em 22/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/08/2013 por ROSALDO TREVISAN, Assinado digitalmente em 12/08/2013 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 09/08/2013 por ROSALDO TREVISAN
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