Busca Facetada
Turma- Terceira Câmara (29,282)
- Segunda Câmara (27,805)
- Primeira Câmara (25,086)
- Segunda Turma Ordinária d (17,801)
- Primeira Turma Ordinária (16,326)
- 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR (16,216)
- Primeira Turma Ordinária (16,173)
- Primeira Turma Ordinária (16,159)
- Segunda Turma Ordinária d (15,885)
- Segunda Turma Ordinária d (14,478)
- Primeira Turma Ordinária (13,059)
- Primeira Turma Ordinária (12,482)
- Segunda Turma Ordinária d (12,422)
- Quarta Câmara (11,514)
- Primeira Turma Ordinária (11,434)
- Quarta Câmara (85,076)
- Terceira Câmara (67,622)
- Segunda Câmara (56,324)
- Primeira Câmara (20,556)
- 3ª SEÇÃO (16,216)
- 2ª SEÇÃO (11,303)
- 1ª SEÇÃO (6,854)
- Pleno (788)
- Sexta Câmara (302)
- Sétima Câmara (172)
- Quinta Câmara (133)
- Oitava Câmara (123)
- Terceira Seção De Julgame (126,160)
- Segunda Seção de Julgamen (114,852)
- Primeira Seção de Julgame (76,802)
- Primeiro Conselho de Cont (49,052)
- Segundo Conselho de Contr (48,964)
- Câmara Superior de Recurs (37,969)
- Terceiro Conselho de Cont (25,978)
- IPI- processos NT - ressa (5,020)
- Outros imposto e contrib (4,458)
- PIS - ação fiscal (todas) (4,061)
- IRPF- auto de infração el (3,972)
- PIS - proc. que não vers (3,961)
- IRPJ - AF - lucro real (e (3,943)
- Cofins - ação fiscal (tod (3,868)
- Simples- proc. que não ve (3,681)
- IRPF- ação fiscal - Dep.B (3,045)
- IPI- processos NT- créd.p (2,251)
- IRPF- ação fiscal - omis. (2,215)
- Cofins- proc. que não ver (2,102)
- IRPJ - restituição e comp (2,088)
- Finsocial -proc. que não (1,996)
- IRPF- restituição - rendi (1,991)
- Não Informado (56,614)
- GILSON MACEDO ROSENBURG F (5,489)
- RODRIGO DA COSTA POSSAS (4,442)
- WINDERLEY MORAIS PEREIRA (4,269)
- CLAUDIA CRISTINA NOIRA PA (4,256)
- PEDRO SOUSA BISPO (3,885)
- HELCIO LAFETA REIS (3,799)
- ROSALDO TREVISAN (3,233)
- CHARLES MAYER DE CASTRO S (3,219)
- MARCOS ROBERTO DA SILVA (3,150)
- Não se aplica (2,929)
- PAULO GUILHERME DEROULEDE (2,763)
- WILDERSON BOTTO (2,640)
- LIZIANE ANGELOTTI MEIRA (2,630)
- RODRIGO LORENZON YUNAN GA (2,493)
- 2020 (41,088)
- 2021 (35,841)
- 2019 (30,960)
- 2018 (26,046)
- 2024 (25,923)
- 2012 (23,622)
- 2023 (22,472)
- 2014 (22,376)
- 2013 (21,087)
- 2011 (20,979)
- 2025 (19,592)
- 2010 (18,059)
- 2008 (17,135)
- 2017 (16,840)
- 2009 (15,846)
- 2009 (69,612)
- 2020 (39,854)
- 2021 (34,153)
- 2019 (30,463)
- 2023 (25,918)
- 2024 (23,872)
- 2014 (23,412)
- 2018 (23,139)
- 2025 (19,745)
- 2013 (16,584)
- 2017 (16,398)
- 2026 (15,531)
- 2008 (15,520)
- 2006 (14,857)
- 2022 (13,225)
Numero do processo: 10835.720074/2010-87
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Oct 09 00:00:00 UTC 2019
Data da publicação: Mon Nov 04 00:00:00 UTC 2019
Ementa: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL (ITR)
Exercício: 2006
NULIDADE. INOCORRÊNCIA.
Não há que se falar em nulidade ou vício material quando estão explicitados todos os elementos concernentes ao lançamento e claramente descritos os motivos da autuação. Além disso, no presente caso, o ato administrativo de lançamento foi motivado pelo conjunto das razões de fato e de direito que carrearam à conclusão contida na acusação fiscal à luz da legislação tributária compatível com as razões apresentadas no lançamento.
INCONSTITUCIONALIDADE. NÃO OPONÍVEL.
Questões atinentes à inconstitucionalidade de lei tributária, razoabilidade do arbitramento, não são oponíveis na esfera do contencioso administrativo, conforme Súmula CARF nº 2: O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária.
ARBITRAMENTO. LÍCITO.
O contribuinte, devidamente intimado, não apresentou documentos capazes de comprovar os valores apontados em sua declaração de ITR, razão pela qual é lícito o arbitramento realizado pelo auditor fiscal.
VALOR DA TERRA NUA. LAUDO TÉCNICO
O contribuinte não apresentou elementos de convicção, embasados em Laudo Técnico, elaborado em consonância com as normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT, que apresente valor de mercado diferente ao do lançamento, relativo ao mesmo município do imóvel e ao ano base questionado.
Numero da decisão: 2401-007.034
Decisão:
Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, rejeitar a preliminar e, no mérito, negar provimento ao recurso voluntário.
(documento assinado digitalmente)
Miriam Denise Xavier Presidente
(documento assinado digitalmente)
Andréa Viana Arrais Egypto - Relatora
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Cleberson Alex Friess, Rayd Santana Ferreira, Jose Luís Hentsch Benjamin Pinheiro, Matheus Soares Leite, Marialva de Castro Calabrich Schlucking, Andréa Viana Arrais Egypto, Thiago Duca Amoni (Suplente Convocado) e Miriam Denise Xavier (Presidente).
Nome do relator: ANDREA VIANA ARRAIS EGYPTO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201910
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL (ITR) Exercício: 2006 NULIDADE. INOCORRÊNCIA. Não há que se falar em nulidade ou vício material quando estão explicitados todos os elementos concernentes ao lançamento e claramente descritos os motivos da autuação. Além disso, no presente caso, o ato administrativo de lançamento foi motivado pelo conjunto das razões de fato e de direito que carrearam à conclusão contida na acusação fiscal à luz da legislação tributária compatível com as razões apresentadas no lançamento. INCONSTITUCIONALIDADE. NÃO OPONÍVEL. Questões atinentes à inconstitucionalidade de lei tributária, razoabilidade do arbitramento, não são oponíveis na esfera do contencioso administrativo, conforme Súmula CARF nº 2: O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. ARBITRAMENTO. LÍCITO. O contribuinte, devidamente intimado, não apresentou documentos capazes de comprovar os valores apontados em sua declaração de ITR, razão pela qual é lícito o arbitramento realizado pelo auditor fiscal. VALOR DA TERRA NUA. LAUDO TÉCNICO O contribuinte não apresentou elementos de convicção, embasados em Laudo Técnico, elaborado em consonância com as normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT, que apresente valor de mercado diferente ao do lançamento, relativo ao mesmo município do imóvel e ao ano base questionado.
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Mon Nov 04 00:00:00 UTC 2019
numero_processo_s : 10835.720074/2010-87
anomes_publicacao_s : 201911
conteudo_id_s : 6085872
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Nov 05 00:00:00 UTC 2019
numero_decisao_s : 2401-007.034
nome_arquivo_s : Decisao_10835720074201087.PDF
ano_publicacao_s : 2019
nome_relator_s : ANDREA VIANA ARRAIS EGYPTO
nome_arquivo_pdf_s : 10835720074201087_6085872.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, rejeitar a preliminar e, no mérito, negar provimento ao recurso voluntário. (documento assinado digitalmente) Miriam Denise Xavier Presidente (documento assinado digitalmente) Andréa Viana Arrais Egypto - Relatora Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Cleberson Alex Friess, Rayd Santana Ferreira, Jose Luís Hentsch Benjamin Pinheiro, Matheus Soares Leite, Marialva de Castro Calabrich Schlucking, Andréa Viana Arrais Egypto, Thiago Duca Amoni (Suplente Convocado) e Miriam Denise Xavier (Presidente).
dt_sessao_tdt : Wed Oct 09 00:00:00 UTC 2019
id : 7970259
ano_sessao_s : 2019
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:54:58 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713052472162910208
conteudo_txt : Metadados => date: 2019-11-02T23:35:52Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.5; xmp:CreatorTool: Microsoft® Word 2010; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; language: pt-BR; dcterms:created: 2019-11-02T23:35:52Z; Last-Modified: 2019-11-02T23:35:52Z; dcterms:modified: 2019-11-02T23:35:52Z; dc:format: application/pdf; version=1.5; Last-Save-Date: 2019-11-02T23:35:52Z; pdf:docinfo:creator_tool: Microsoft® Word 2010; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2019-11-02T23:35:52Z; meta:save-date: 2019-11-02T23:35:52Z; pdf:encrypted: true; modified: 2019-11-02T23:35:52Z; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; dc:language: pt-BR; meta:creation-date: 2019-11-02T23:35:52Z; created: 2019-11-02T23:35:52Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; Creation-Date: 2019-11-02T23:35:52Z; pdf:charsPerPage: 1984; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; pdf:docinfo:created: 2019-11-02T23:35:52Z | Conteúdo => S2-C 4T1 MINISTÉRIO DA ECONOMIA Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Processo nº 10835.720074/2010-87 Recurso Voluntário Acórdão nº 2401-007.034 – 2ª Seção de Julgamento / 4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 9 de outubro de 2019 Recorrente PONTE BRANCA AGROPECUARIA S/A. Interessado FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL (ITR) Exercício: 2006 NULIDADE. INOCORRÊNCIA. Não há que se falar em nulidade ou vício material quando estão explicitados todos os elementos concernentes ao lançamento e claramente descritos os motivos da autuação. Além disso, no presente caso, o ato administrativo de lançamento foi motivado pelo conjunto das razões de fato e de direito que carrearam à conclusão contida na acusação fiscal à luz da legislação tributária compatível com as razões apresentadas no lançamento. INCONSTITUCIONALIDADE. NÃO OPONÍVEL. Questões atinentes à inconstitucionalidade de lei tributária, razoabilidade do arbitramento, não são oponíveis na esfera do contencioso administrativo, conforme Súmula CARF nº 2: O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. ARBITRAMENTO. LÍCITO. O contribuinte, devidamente intimado, não apresentou documentos capazes de comprovar os valores apontados em sua declaração de ITR, razão pela qual é lícito o arbitramento realizado pelo auditor fiscal. VALOR DA TERRA NUA. LAUDO TÉCNICO O contribuinte não apresentou elementos de convicção, embasados em Laudo Técnico, elaborado em consonância com as normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT, que apresente valor de mercado diferente ao do lançamento, relativo ao mesmo município do imóvel e ao ano base questionado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, rejeitar a preliminar e, no mérito, negar provimento ao recurso voluntário. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 83 5. 72 00 74 /2 01 0- 87 Fl. 134DF CARF MF Fl. 2 do Acórdão n.º 2401-007.034 - 2ª Sejul/4ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10835.720074/2010-87 (documento assinado digitalmente) Miriam Denise Xavier – Presidente (documento assinado digitalmente) Andréa Viana Arrais Egypto - Relatora Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Cleberson Alex Friess, Rayd Santana Ferreira, Jose Luís Hentsch Benjamin Pinheiro, Matheus Soares Leite, Marialva de Castro Calabrich Schlucking, Andréa Viana Arrais Egypto, Thiago Duca Amoni (Suplente Convocado) e Miriam Denise Xavier (Presidente). Relatório Trata-se de Recurso Voluntário (fls.109/129) interposto em face da decisão da 1ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Campo Grande - MS (DRJ/CGE) que julgou parcialmente procedente o lançamento, conforme ementa do Acórdão nº 04-31.000 (fls. 93/101): ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL - ITR Exercício: 2006 VALOR DA TERRA NUA - VTN - LAUDO TÉCNICO O lançamento que tenha alterado o VTN declarado, utilizando valores de terras constantes do Sistema de Preços de Terras da Secretaria da Receita Federal - SIPT, nos termos da legislação, é passível de modificação somente se, na contestação, forem oferecidos elementos de convicção, embasados em Laudo Técnico, elaborado em consonância com as normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT, que apresente valor de mercado diferente ao do lançamento, relativo ao mesmo município do imóvel e ao ano base questionado. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido O presente processo trata de Notificação de Lançamento emitida contra o contribuinte (fls. 03/04), para cobrança de Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural - ITR, no valor de R$ 31.315,50, relativo ao exercício de 2006, bem como de juros moratórios, no valor de R$ 12.557,51, e multa proporcional no valor de R$ 23.486,62. De acordo com a descrição da notificação, o contribuinte, após regularmente intimado, não comprovou o Valor da Terra Nua, senão vejamos o que relatou a Fiscalização (fl.04): Valor da Terra Nua declarado não comprovado Fl. 135DF CARF MF Fl. 3 do Acórdão n.º 2401-007.034 - 2ª Sejul/4ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10835.720074/2010-87 Descrição dos Fatos: Após regularmente intimado, o sujeito passivo não comprovou por meio de Laudo de Avaliação do imóvel, conforme estabelecido na NBR 14.653-3 da ABNT, o valor da terra nua declarado. No Documento de Informação e Apuração do ITR [DIAT], o valor da terra nua foi arbitrado, tendo como base as informações do Sistema de Preços de Terra - SIPT da RFB. Os valores do DIAT encontram-se no Demonstrativo de Apuração do Imposto Devido, em folha anexa. Conforme o cálculo existente na notificação, o valor da terra nua utilizado pelo contribuinte foi de R$ 1.769.121,85, quando o arbitramento do fiscal apresentou um montante de R$ 9.000.004,20. A Contribuinte apresentou sua Impugnação de fls. 22/46, instruída com os documentos diversos documentos que comprovariam o direito alegado. Os argumentos apresentados na impugnação podem ser assim sumarizados: 1. A falta de motivação da autuação, pois supostamente não teria sido indicado o motivo de fato ou de direito que levou o Fisco a autuar; 2. Que cumpriu todas as obrigações contábeis e fiscais pertinentes; 3. Que o princípio da razoabilidade deve ser aplicado; 4. Que a autoridade autuante não se desincumbiu da obrigação de provas os fatos sobre os quais se fundamenta a autuação; Diante da impugnação tempestiva, o processo foi encaminhado à DRJ/CGE para julgamento, que, através do Acórdão nº 04-31.000 (fls. 93/101), julgou PARCIALMENTE PROCEDENTE o lançamento para manter parcialmente a exigência fiscal, por entender que o contribuinte comprovou parte dos fatos alegados na impugnação. Em 12/03/2013 o Contribuinte tomou ciência do Acórdão (fl. 78) e, em 11/04/2013, interpôs seu RECURSO VOLUNTÁRIO, aduzindo, em suma: 1. Nulidade por falta de motivação: limita-se a autoridade fiscal a arbitrar o Valor da Terra Nua; 2. Violação ao princípio da ampla defesa e contraditório, razoabilidade; 3. É indevido e impróprio o valor arbitrado da Terra Nua, porquanto não demonstrado o critério de determinação adotado, sendo o ônus da prova da fiscalização; 4. O estabelecimento é voltado para a pecuária, tem escrituração regular, registro contábil e cumpre suas obrigações principais e acessórias. Finaliza seu Recurso requerendo sejam acolhidas as preliminares e seja julgado totalmente improcedente o lançamento. É o relatório. Fl. 136DF CARF MF Fl. 4 do Acórdão n.º 2401-007.034 - 2ª Sejul/4ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10835.720074/2010-87 Voto Conselheira Andréa Viana Arrais Egypto, Relatora. Juízo de admissibilidade O Recurso Voluntário foi apresentado dentro do prazo legal e atende aos requisitos de admissibilidade, portanto, dele tomo conhecimento. Preliminares A Recorrente alega nulidade do lançamento por falta de motivação e cerceamento do direito de defesa. Inicialmente, cabe ressaltar que a contribuinte foi devidamente intimada a apresentar vários documentos comprobatórios do Valor da Terra Nua - VTN e, de acordo com a intimação, foi informada que a não apresentação do laudo de avaliação do imóvel propiciaria a modificação de ofício do VTN, com arbitramento pelo Sistema de Preços de Terras da Secretaria da Receita Federal - SIPT. Em face da não apresentação da documentação foi efetuado o lançamento com clara identificação da infração cometida. Verifica-se ainda, que no curso do processo administrativo o contraditório e o direito de defesa foi devidamente exercido, em todas as instâncias de julgamento, não tendo sido identificado qualquer embaraço ao conhecimento das questões de fato e de direito constantes no lançamento, sendo oportunizado o mais amplo direito de defesa da Recorrente. Não há que se falar em nulidade ou vício material quando estão explicitados todos os elementos concernentes ao lançamento e claramente descritos os motivos da autuação. Além disso, no presente caso, o ato administrativo de lançamento foi motivado pelo conjunto das razões de fato e de direito que carrearam à conclusão contida na acusação fiscal à luz da legislação tributária compatível com as razões apresentadas no lançamento. Cabe ainda destacar que as questões atinentes à inconstitucionalidade de lei tributária, razoabilidade do arbitramento, não são oponíveis na esfera do contencioso administrativo, conforme se destaca do enunciado da Súmula nº 2, assim redigida: Súmula CARF nº 2: O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Dessa forma, não cabe ao órgão julgador administrativo o pronunciamento acerca da adequação da lei ao ordenamento jurídico em vista da Constituição, por ultrapassar a sua competência funcional. Portanto, rejeito as preliminares suscitadas. Fl. 137DF CARF MF Fl. 5 do Acórdão n.º 2401-007.034 - 2ª Sejul/4ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10835.720074/2010-87 Do mérito O imposto sobre a propriedade territorial rural - ITR, de competência da União, na forma do art. 153, VI, da Constituição Federal de 1988, incide nas hipóteses previstas no art. 29 do Código Tributário Nacional, e no art. 1º da Lei nº 9.393/96, a saber: Art. 29. O imposto, de competência da União, sobre a propriedade territorial rural tem como fato gerador a propriedade, o domínio útil ou a posse de imóvel por natureza, como definido na lei civil, localizado fora da zona urbana do Município. Art. 1º O Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural - ITR, de apuração anual, tem como fato gerador a propriedade, o domínio útil ou a posse de imóvel por natureza, localizado fora da zona urbana do município, em 1º de janeiro de cada ano. Desse modo, se o sujeito passivo incorrer em quaisquer das hipóteses previstas na legislação como fato gerador do imposto, quais sejam a propriedade, o domínio útil ou a posse de imóvel por natureza, não há dúvidas de que deve recolher o ITR na forma determinada pela norma. Com efeito, a Lei nº 9.393/96 estabelece que, para efeito de definição da base de cálculo do imposto, algumas áreas deverão ser excluídas da área tributável do imóvel, senão vejamos: Art. 10. A apuração e o pagamento do ITR serão efetuados pelo contribuinte, independentemente de prévio procedimento da administração tributária, nos prazos e condições estabelecidos pela Secretaria da Receita Federal, sujeitando-se a homologação posterior. § 1º Para os efeitos de apuração do ITR, considerar-se-á: I - VTN, o valor do imóvel, excluídos os valores relativos a: a) construções, instalações e benfeitorias; b) culturas permanentes e temporárias; c) pastagens cultivadas e melhoradas; d) florestas plantadas; II - área tributável, a área total do imóvel, menos as áreas: a) de preservação permanente e de reserva legal, previstas na Lei no 12.651, de 25 de maio de 2012; (Redação dada pela Lei nº 12.844, de 2013) (Vide art. 25 da Lei nº 12.844, de 2013) b) de interesse ecológico para a proteção dos ecossistemas, assim declaradas mediante ato do órgão competente, federal ou estadual, e que ampliem as restrições de uso previstas na alínea anterior; c) comprovadamente imprestáveis para qualquer exploração agrícola, pecuária, granjeira, aqüícola ou florestal, declaradas de interesse ecológico mediante ato do órgão competente, federal ou estadual; d) sob regime de servidão ambiental; (Redação dada pela Lei nº 12.651, de 2012). e) cobertas por florestas nativas, primárias ou secundárias em estágio médio ou avançado de regeneração; (Incluído pela Lei nº 11.428, de 2006) f) alagadas para fins de constituição de reservatório de usinas hidrelétricas autorizada pelo poder público. (Incluído pela Lei nº 11.727, de 2008) Art. 11. O valor do imposto será apurado aplicando-se sobre o Valor da Terra Nua Tributável - VTNt a alíquota correspondente, prevista no Anexo desta Lei, considerados a área total do imóvel e o Grau de Utilização - GU. Fl. 138DF CARF MF Fl. 6 do Acórdão n.º 2401-007.034 - 2ª Sejul/4ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10835.720074/2010-87 § 1º Na hipótese de inexistir área aproveitável após efetuadas as exclusões previstas no art. 10, § 1º, inciso IV, serão aplicadas as alíquotas, correspondentes aos imóveis com grau de utilização superior a 80% (oitenta por cento), observada a área total do imóvel. § 2º Em nenhuma hipótese o valor do imposto devido será inferior a R$ 10,00 (dez reais). O ITR considera, também, o Grau de Utilização do imóvel, o que interfere diretamente nas alíquotas aplicáveis. Nesse contexto, o contribuinte foi regularmente intimado a apresentar os documentos que fundamentaram sua declaração do ITR, em especial em relação ao Valor da Terra Nua, mas não respondeu a intimação de forma tempestiva. Desse modo, a fiscalização procedeu ao arbitramento e a consequente notificação do lançamento tributário. A decisão da DRJ/CGE, à fl. 99, resumiu de forma extremamente clara tal circunstância: Da NL está claramente identificada a infração cometida, como está claro que o Fisco cumpriu com sua obrigação funcional de fiscalizar, como observado pela impugnante, mas, esta, por sua vez, não apresentou os documentos indispensáveis à realização dos trabalhos de fiscalização. E pior, pretendeu inverter o ônus da prova ao Fisco. Ou seja, apresentou sua DITR, foi intimada a comprovar essa declaração, pois, o ônus é de quem declara, e não o fazendo o Fisco procedeu, corretamente, ao lançamento, registrando, claramente, as razões da fundamentação e da origem dos valores utilizados como determina a lei – SIPT, e a impugnante em sua discordância exige que o Fisco comprove e/ou leve em consideração as peculiaridades da propriedade, informações estas que cabia à proprietária apresentar através do laudo. 19. Em resumo, a desconsideração das declarações ocorreu, exatamente, por não haverem sido apresentados os documentos solicitados, sendo sem nexo a afirmação de desrespeito ao direito de defesa, que, aliás, está sendo exercido a partir da apresentação da impugnação, momento em que se instaura o contraditório, inaugurando o contencioso fiscal autuado em processo administrativo ora em análise. Desse modo, não vislumbro as inconsistências levantadas pelo contribuinte em seu Recurso Voluntário, pois se insurge apenas de maneira geral ao lançamento, sem, no entanto, colacionar aos autos provas para corroborar suas alegações. Ademais, o contribuinte não apresentou Laudos Técnicos que justificassem o Valor da Terra Nua informado na declaração, razão pela qual o fiscal fez a avaliação conforme o art. 14 da Lei nº 9.393/96: Art. 14. No caso de falta de entrega do DIAC ou do DIAT, bem como de subavaliação ou prestação de informações inexatas, incorretas ou fraudulentas, a Secretaria da Receita Federal procederá à determinação e ao lançamento de ofício do imposto, considerando informações sobre preços de terras, constantes de sistema a ser por ela instituído, e os dados de área total, área tributável e grau de utilização do imóvel, apurados em procedimentos de fiscalização. § 1º As informações sobre preços de terra observarão os critérios estabelecidos no art. 12, § 1º, inciso II da Lei nº 8.629, de 25 de fevereiro de 1993, e considerarão levantamentos realizados pelas Secretarias de Agricultura das Unidades Federadas ou dos Municípios. § 2º As multas cobradas em virtude do disposto neste artigo serão aquelas aplicáveis aos demais tributos federais. Desta feita, resta incólume a decisão de proferida em primeira instância que implicou na Procedência do lançamento originalmente realizado. Fl. 139DF CARF MF Fl. 7 do Acórdão n.º 2401-007.034 - 2ª Sejul/4ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10835.720074/2010-87 Conclusão Ante o exposto, CONHEÇO do Recurso Voluntário, rejeito as preliminares alegadas e, no mérito, NEGO-LHE PROVIMENTO. (documento assinado digitalmente) Andréa Viana Arrais Egypto Fl. 140DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 14485.003256/2007-62
Turma: 2ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 2ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Tue Sep 24 00:00:00 UTC 2019
Data da publicação: Tue Oct 08 00:00:00 UTC 2019
Ementa: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/01/1997 a 31/12/2006
PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. RECURSO ESPECIAL. PRESSUPOSTOS. CONHECIMENTO.
Não há que se falar em demonstração de divergência jurisprudencial, quando no Recurso Especial adota-se premissa equivocada acerca do fundamento que orientou o acórdão recorrido, indicando-se paradigma que, embora compatível com a premissa, não caracteriza divergência e sim encontra-se em perfeita sintonia com o acórdão recorrido.
Numero da decisão: 9202-008.181
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do Recurso Especial.
(assinado digitalmente)
Maria Helena Cotta Cardozo - Presidente em Exercício e Relatora
Participaram do presente julgamento os Conselheiros Mário Pereira de Pinho Filho, Ana Paula Fernandes, Pedro Paulo Pereira Barbosa, Ana Cecília Lustosa da Cruz, Mauricio Nogueira Righetti, João Victor Ribeiro Aldinucci, Rita Eliza Reis da Costa Bacchieri e Maria Helena Cotta Cardozo (Presidente em Exercício).
Nome do relator: MARIA HELENA COTTA CARDOZO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201909
camara_s : 2ª SEÇÃO
ementa_s : ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/1997 a 31/12/2006 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. RECURSO ESPECIAL. PRESSUPOSTOS. CONHECIMENTO. Não há que se falar em demonstração de divergência jurisprudencial, quando no Recurso Especial adota-se premissa equivocada acerca do fundamento que orientou o acórdão recorrido, indicando-se paradigma que, embora compatível com a premissa, não caracteriza divergência e sim encontra-se em perfeita sintonia com o acórdão recorrido.
turma_s : 2ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
dt_publicacao_tdt : Tue Oct 08 00:00:00 UTC 2019
numero_processo_s : 14485.003256/2007-62
anomes_publicacao_s : 201910
conteudo_id_s : 6069595
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Oct 08 00:00:00 UTC 2019
numero_decisao_s : 9202-008.181
nome_arquivo_s : Decisao_14485003256200762.PDF
ano_publicacao_s : 2019
nome_relator_s : MARIA HELENA COTTA CARDOZO
nome_arquivo_pdf_s : 14485003256200762_6069595.pdf
secao_s : Câmara Superior de Recursos Fiscais
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do Recurso Especial. (assinado digitalmente) Maria Helena Cotta Cardozo - Presidente em Exercício e Relatora Participaram do presente julgamento os Conselheiros Mário Pereira de Pinho Filho, Ana Paula Fernandes, Pedro Paulo Pereira Barbosa, Ana Cecília Lustosa da Cruz, Mauricio Nogueira Righetti, João Victor Ribeiro Aldinucci, Rita Eliza Reis da Costa Bacchieri e Maria Helena Cotta Cardozo (Presidente em Exercício).
dt_sessao_tdt : Tue Sep 24 00:00:00 UTC 2019
id : 7932886
ano_sessao_s : 2019
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:53:33 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713052472264622080
conteudo_txt : Metadados => date: 2019-10-06T19:39:41Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.5; xmp:CreatorTool: Microsoft® Word 2010; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; language: pt-BR; dcterms:created: 2019-10-06T19:39:41Z; Last-Modified: 2019-10-06T19:39:41Z; dcterms:modified: 2019-10-06T19:39:41Z; dc:format: application/pdf; version=1.5; Last-Save-Date: 2019-10-06T19:39:41Z; pdf:docinfo:creator_tool: Microsoft® Word 2010; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2019-10-06T19:39:41Z; meta:save-date: 2019-10-06T19:39:41Z; pdf:encrypted: true; modified: 2019-10-06T19:39:41Z; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; dc:language: pt-BR; meta:creation-date: 2019-10-06T19:39:41Z; created: 2019-10-06T19:39:41Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 8; Creation-Date: 2019-10-06T19:39:41Z; pdf:charsPerPage: 2005; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; pdf:docinfo:created: 2019-10-06T19:39:41Z | Conteúdo => CSRF-T2 Ministério da Economia Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Processo nº 14485.003256/2007-62 Recurso Especial do Procurador Acórdão nº 9202-008.181 – CSRF / 2ª Turma Sessão de 24 de setembro de 2019 Recorrente FAZENDA NACIONAL Interessado ITAÚ SEGUROS S/A ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/1997 a 31/12/2006 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. RECURSO ESPECIAL. PRESSUPOSTOS. CONHECIMENTO. Não há que se falar em demonstração de divergência jurisprudencial, quando no Recurso Especial adota-se premissa equivocada acerca do fundamento que orientou o acórdão recorrido, indicando-se paradigma que, embora compatível com a premissa, não caracteriza divergência e sim encontra-se em perfeita sintonia com o acórdão recorrido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do Recurso Especial. (assinado digitalmente) Maria Helena Cotta Cardozo - Presidente em Exercício e Relatora Participaram do presente julgamento os Conselheiros Mário Pereira de Pinho Filho, Ana Paula Fernandes, Pedro Paulo Pereira Barbosa, Ana Cecília Lustosa da Cruz, Mauricio Nogueira Righetti, João Victor Ribeiro Aldinucci, Rita Eliza Reis da Costa Bacchieri e Maria Helena Cotta Cardozo (Presidente em Exercício). Relatório Trata o presente processo do Debcad 37.120.840-8, referente às Contribuições Previdenciárias, parte patronal, incidentes sobre as comissões pagas a corretores autônomos de seguros e não recolhidas na época própria, no período de 01/1997 a 12/2006, conforme Relatório Fiscal de fls. 43 a 45. A ciência do lançamento ocorreu em 27/12/2007 (fl. 01). Segundo o Relatório Fiscal, o Contribuinte está discutindo em juízo a legalidade das referidas Contribuições Previdenciárias, nos autos da Ação Declaratória nº 2000.61.00.010580-7, em trâmite no Tribunal Regional Federal da 3ª Região. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 14 48 5. 00 32 56 /2 00 7- 62 Fl. 838DF CARF MF Fl. 2 do Acórdão n.º 9202-008.181 - CSRF/2ª Turma Processo nº 14485.003256/2007-62 Em 05/02/2009, a Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em São Paulo I (SP) proferiu o Acórdão nº 16-20.320 (fls. 116 a 130), assim ementado: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/1997 a 31/12/1998, 01/06/2005 a 31/12/2006 AÇÃO JUDICIAL. LANÇAMENTO PARA PREVENIR A DECADÊNCIA. RENÚNCIA AO CONTENCIOSO ADMINISTRATIVO. MATÉRIA DIFERENCIADA. JULGAMENTO. É obrigação da autoridade fiscalizadora efetuar o lançamento das contribuições devidas, nos termos do artigo 142, parágrafo único do Código Tributário Nacional, caso inexista decisão judicial que proíba tal procedimento, sendo o lançamento ato vinculado e obrigatório, que visa afastar a decadência. A propositura de ação judicial antes do lançamento implica renúncia ao contencioso administrativo no tocante à matéria em que os pedidos administrativo e judicial são idênticos, devendo o julgamento ater-se matéria diferenciada. DECADÊNCIA PARCIAL. SÚMULA VINCULANTE DO STF. A Súmula. Vinculante n° 8 do Supremo Tribunal Federal (STF) declarou inconstitucionais os artigos 45 e 46, da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência, razão pela qual o lapso de tempo para a constituição dos créditos previdenciários será regido pelo Código Tributário Nacional - CTN (Lei 5.172/1966). LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. INEXISTÊNCIA DE ANTECIPAÇÃO DE PAGAMENTO. No caso dos tributos sujeitos a lançamento por homologação, se não houve antecipação de pagamento pelo Contribuinte, deve-se aplicar o prazo decadencial de cinco anos, contados do primeiro dia do exercício seguinte àquele que o lançamento poderia ter sido efetuado, conforme artigo 173, inciso I, do CTN. ACRÉSCIMOS LEGAIS. Sobre as contribuições sociais pagas com atraso incidem juros equivalentes à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia - SELIC - e multa de mora. PRODUÇÃO DE PROVAS. APRESENTAÇÃO DE DOCUMENTOS A apresentação de provas, inclusive provas documentais, no contencioso administrativo, deve ser feita juntamente com a impugnação, precluindo o direito de fazê-lo em outro momento, salvo se fundamentado nas hipóteses expressamente previstas. PEDIDO DE JUNTADA DE DOCUMENTOS. PRECLUSÃO TEMPORAL. A prova documental deve ser apresentada na impugnação, precluindo o direito de o impugnante fazê-lo em outro momento processual exceto se atender e demonstrar as hipóteses do art. 16, §§ 4º e 5°, do Decreto n° 70.235/72. Lançamento Procedente em Parte A motivação do Recurso de Ofício foi a exoneração do crédito tributário atingido pela decadência, nos seguintes termos: Vistos, relatados e discutidos os autos do processo em epígrafe, acordam os membros da 11ª Turma de Julgamento, por unanimidade de votos, considerar, nos termos do Fl. 839DF CARF MF Fl. 3 do Acórdão n.º 9202-008.181 - CSRF/2ª Turma Processo nº 14485.003256/2007-62 relatório e voto que passam a integrar o presente julgado, o LANÇAMENTO PROCEDENTE EM PARTE, excluindo uma parte do crédito tributário exigido, e alterando o valor do lançamento, consolidado em 26/12/2007, de R$ 7.224.966,78 (sete milhões, duzentos e vinte e quatro mil e novecentos e sessenta e seis reais e setenta e oito centavos) para R$ 4.258.338,42 (quatro milhões, duzentos e cinqüenta e oito mil e trezentos e trinta e oito reais e quarenta e dois centavos), conforme Discriminativo Analítico de Débito Retificado (DADR) de fls. 110 a 115. [...] Submeto este ato ao órgão de segunda instância competente, nos termos do artigo 25 do Decreto n.° 70.235/72, na redação dada pela MP n.° 449, de 03/12/2008, em razão do valor exonerado ultrapassar o limite de alçada, de acordo com o artigo 366 do Regulamento da Previdência Social (RPS), aprovado pelo Decreto n.° 3.048, de 06/05/1999, na redação dada pelo Decreto n.° 6.224, de 04/10/2007, combinado com o artigo 1° da Portaria do Ministério da Fazenda (MF) nº 03, de 03/01/2008, por força de RECURSO DE OFÍCIO. Contra a decisão de Primeira Instância foram interpostos Recursos de Ofício e Voluntário, julgados em sessão plenária de 18/09/2013, prolatando-se o Acórdão nº 2401- 003.206 (e-fls. 738 a 752), assim ementado: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/1997 a 31/12/2006 PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO NOTIFICAÇÃO FISCAL DE LANÇAMENTO COMISSÕES DISCUSSÃO JUDICIAL. RENÚNCIA A INSTÂNCIA ADMINISTRATIVA NÃO CONHECIMENTO DO MÉRITO Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo. PERÍODO ATINGINDO PELA DECADÊNCIA QUINQUENAL. SÚMULA VINCULANTE STF. O STF em julgamento proferido em 12 de junho de 2008, declarou a inconstitucionalidade do art. 45 da Lei n º 8.212/1991, tendo inclusive no intuito de eximir qualquer questionamento quanto ao alcance da referida decisão, editado a Súmula Vinculante de n º 8, senão vejamos: “Súmula Vinculante nº 8“São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5º do Decreto-lei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário”. Restando comprovada a efetiva declaração em GFIP, da contribuição devida, corroborado com o depósito em juízo do montante integral do tributo, a decadência deve ser operada pelo art. 150, § 4º do CTN. APLICAÇÃO DE JUROS SELIC E MULTA COMPROVAÇÃO DO DEPÓSITO DO MONTANTE INTEGRAL Restando comprovado em diligência a existência de deposito integral da contribuição objeto de discussão judicial deve ser afastada a aplicação de juros e multa. Recursos de Ofício Negado e Voluntário Provido em Parte. A decisão foi assim registrada: Fl. 840DF CARF MF Fl. 4 do Acórdão n.º 9202-008.181 - CSRF/2ª Turma Processo nº 14485.003256/2007-62 ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos: I) Negar provimento ao recurso de ofício; e II) conhecer parcialmente do recurso voluntário e na parte conhecida: a) declarar a decadência até a competência 11/2002; e b) excluir juros e multa. O processo foi encaminhado à PGFN em 06/02/2014 (Despacho de Encaminhamento de e-fls. 753) e, em 26/02/2014, foi interposto o Recurso Especial de e-fls. 754 a 766 (Despacho de Encaminhamento de e-fls. 767), com fundamento no art. 67, do Anexo II, do Regimento Interno do CARF, aprovado pela Portaria MF nº 256, de 2009, visando rediscutir a decadência. Ao Recurso Especial foi dado seguimento, conforme despacho de 21/06/2016 (e- fls. 769 a 773). Em seu apelo, a Fazenda Nacional apresenta as seguintes alegações: - no caso em tela, está claro que o art. 150 do CTN foi contrariado, já que não houve recolhimento do tributo devido; - o Superior Tribunal de Justiça, ao interpretar a combinação entre os dispositivos do art. 150, §4º e 173, I, do CTN, pacificou o entendimento, no julgamento de matéria objeto de recursos repetitivos, entendendo que, não se verificando recolhimento de exação e montante a homologar, o prazo decadencial para o lançamento dos tributos sujeitos a lançamento por homologação segue a disciplina normativa do art. 173 do CTN; - ademais, o entendimento do Superior Tribunal de Justiça ratifica o posicionamento segundo o qual depósitos judiciais não caracterizam pagamento antecipado, razão pela qual pertinente é a aplicação do art. 173, inc. I, do CTN; - há também posicionamento pacificado pela Primeira Seção do STJ, segundo o qual, diante da existência de depósitos judiciais integrais realizados pelo contribuinte, prescinde- se do ato formal de lançamento pelo Fisco, podendo haver a conversão em renda sem autorização do contribuinte (pagamento definitivo, art. 1°, §3° da Lei nº 9.703, de 1998), o que afasta a fulminação do crédito tributário pela decadência. Ao final, a Fazenda Nacional requer seja admitido e dado provimento ao Recurso Especial, reformando-se a decisão recorrida. Cientificado do acórdão, do Recurso Especial da Procuradoria e do despacho que lhe deu seguimento em 13/01/2017 (Termo de Ciência por Abertura de Mensagem de e-fls. 780), o Contribuinte ofereceu, em 26/01/2017 (Termo de Solicitação de Juntada de e-fls. 781), as Contrarrazões de e-fls. 782 a 788, contendo os seguintes argumentos: - com efeito, a tese ventilada no Recurso Especial, sobre a dispensa de lançamento nos casos em que há depósito judicial integral do débito, diverge do entendimento consolidado em todas as Seções do CARF acerca da possibilidade/necessidade de lançamento, mesmo com a existência de depósito judicial integral; - o depósito judicial no valor integral do débito não constitui lançamento e somente suspende a sua exigência, porém, não impede a Autoridade Fiscal de efetuar o Fl. 841DF CARF MF Fl. 5 do Acórdão n.º 9202-008.181 - CSRF/2ª Turma Processo nº 14485.003256/2007-62 lançamento para prevenção da decadência, sem o acréscimo de juros e multa (Súmula nº 5 do CARF); - em todos os julgados, as decisões foram no sentido de que o depósito judicial equivale ao pagamento antecipado, para fins de aplicação do prazo decadencial do art. 150, § 4º, do CTN, sendo essa a regra a ser aplicada aos autos, em observância ao entendimento do STJ, proferido, reitere-se, em sede de recurso repetitivo; - nesse sentido, cumpre salientar que a 2 a Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais do CARF já analisou a divergência de jurisprudência atrelada ao acórdão paradigma citado pela Procuradoria da Fazenda Nacional (Acórdão nº 201-80.517), prevalecendo o entendimento de que o depósito judicial tem os mesmos efeitos do pagamento, uma vez que cientifica a Administração Tributária da atividade do contribuinte concernente ao auto lançamento. Ao final, o Contribuinte pede que seja negado provimento ao recurso. Voto Conselheira Maria Helena Cotta Cardozo - Relatora O Recurso Especial interposto pela Fazenda Nacional é tempestivo, restando perquirir se atende aos demais pressupostos de admissibilidade. Trata-se do Debcad 37.120.840-8, referente às Contribuições Previdenciárias, parte patronal, incidentes sobre as comissões pagas a corretores autônomos de seguros e não recolhidas na época própria, no período de 01/1997 a 12/2006, conforme Relatório Fiscal de fls. 43 a 45. A ciência do lançamento ocorreu em 27/12/2007 (fl. 01). No acórdão recorrido, foi reconhecida a decadência até a competência 11/2002, mediante a aplicação do art. 150, § 4º, do CTN. A Fazenda Nacional, por sua vez, pleiteia a aplicação do art. 173, I, do mesmo Código, defendendo a inaplicabilidade daquele artigo, já que depósitos judiciais não equivaleriam a pagamento antecipado. No caso do acórdão recorrido, em relação à matéria suscitada, a ementa e o voto assim registram: Ementa PERÍODO ATINGINDO PELA DECADÊNCIA QUINQUENAL. SÚMULA VINCULANTE STF. O STF em julgamento proferido em 12 de junho de 2008, declarou a inconstitucionalidade do art. 45 da Lei n º 8.212/1991, tendo inclusive no intuito de eximir qualquer questionamento quanto ao alcance da referida decisão, editado a Súmula Vinculante de n º 8, senão vejamos: “Súmula Vinculante nº 8 “São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5º do Decreto-lei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário”. Fl. 842DF CARF MF Fl. 6 do Acórdão n.º 9202-008.181 - CSRF/2ª Turma Processo nº 14485.003256/2007-62 Restando comprovada a efetiva declaração em GFIP, da contribuição devida, corroborado com o depósito em juízo do montante integral do tributo, a decadência deve ser operada pelo art. 150, § 4º do CTN. (grifei) Voto No caso, a aplicação do art. 150, § 4º é possível. Identifica-se o depósito do montante integral, corroborado com o reconhecimento do débito pela informação em GFIP. Assim, para a aplicação do referido dispositivo deve ser possível ao fisco, efetuar de forma, simples ou mesmo eletrônica a conferência do valor que se pretendia recolher e o efetivamente recolhido, o que entendo ser possível no presente caso. Neste caso, a inércia do fisco em buscar valores já declarados, ou mesmo continuamente pagos pelo contribuinte é que lhe tira o direito de lançar créditos pela aplicação do prazo decadencial consubstanciado no art. 150, § 4º. No presente lançamento, identificamos a declaração em GFIP de pagamento de “comissões”, tendo o recorrente optado pela discussão judicial da exigência das contribuições previdenciárias sobre dito fato gerador já declarados. Assim, procedeu ao depósito do montante integral, conforme demonstrado por meio das guias de recolhimento e corrobora pela informação fiscal, fls. 554. Dessa forma, embora não entenda que o depósito em juízo constitua pagamento antecipado do tributo, o reconhecimento da contribuição devida (pela informação em GFIP) já seria suficiente para determinar a aplicação da decadência a luz do art. 150, §4 do CTN. (grifei) Assim, no acórdão recorrido, não obstante o entendimento expresso de que depósito em juízo não constitui pagamento antecipado do tributo, concluiu-se que no presente caso o reconhecimento da Contribuição Previdenciária devida em GFIP era suficiente para atrair a aplicação do art. 150, § 4º, do CTN, de sorte que a decadência parcial do crédito foi declarada com espeque no mencionado artigo. De plano, percebe-se que a Fazenda Nacional, em seu Recurso Especial, partiu de uma premissa equivocada, qual seja, a de que o Colegiado recorrido teria reconhecido que depósitos judiciais equivaleriam a pagamento antecipado das Contribuições. Confira-se o que consta de seu Recurso Especial: Com a devida vênia, ao decidir que os depósitos judiciais, recolhidos com a finalidade de suspender a exigibilidade do crédito tributário, equivalem a pagamento antecipado, de modo a ensejar a contagem do prazo decadencial nos termos do art. 150, §4° do CTN, o v. acórdão recorrido adotou entendimento divergente daquele que predominou na antiga Primeira Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, merecendo, por isso, reforma, conforme será demonstrado a seguir. [...] Para satisfazer esta exigência de comprovação de dissídio jurisprudencial, invocamos precedente segundo o qual, para fins de contagem do prazo decadencial, os depósitos judiciais não equivalem a pagamento, devendo-se aplicar à hipótese o art. 173, I, do CTN, e não o art. 150, § 4º, do mesmo Diploma. Eis o Acórdão nº 201-80517, indicado como paradigma (cópia anexa). (grifei) Por outro lado, analisando-se o inteiro teor do paradigma - Acórdão nº 201-80.517 - verifica-se que, longe de demonstrar a alegada divergência jurisprudencial, este encontra-se em Fl. 843DF CARF MF Fl. 7 do Acórdão n.º 9202-008.181 - CSRF/2ª Turma Processo nº 14485.003256/2007-62 perfeita harmonia com o acórdão recorrido, já que ambos os julgados aplicam a mesma lógica. Confira-se: Paradigma - Acórdão 201-80.517 Ementa Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Data do fato gerador: 31/03/1999, 30/04/1999, 30/06/1999 Ementa: PIS. DECADÊNCIA. O depósito judicial não se equipara ao pagamento antecipado, em cuja ausência a regra para determinação do termo inicial para contagem do prazo decadencial, relativamente aos tributos sujeitos ao lançamento por homologação, desloca-se para o previsto no art. 173, I, do CTN. DEPÓSITOS JUDICIAIS. INTEGRALIDADE. SUSPENSÃO DE EXIGIBILIDADE. MULTA DE OFÍCIO. INAPLICABILIDADE. A realização de depósitos judiciais no montante integral do lançamento implica a suspensão da exigibilidade do crédito tributário e impede a aplicação de multa de ofício. Recurso provido em parte. (grifei) Voto Quanto à decadência, tratando-se de PIS lançado em 21 de julho de 2004, relativamente a valores não recolhidos de abril a junho de 1999, a regra a ser aplicada, à vista da ausência de pagamentos antecipados (que não se confundem com depósitos judiciais), seria a do art. 173, I, do CIN. [...] No caso dos autos não houve pagamentos antecipados, uma vez que os depósitos judiciais não se equiparam ao pagamento, razão pela qual se aplica o disposto no art. 173, I, do CTN. O termo inicial, portanto, somente ocorreria em 1º de janeiro de 2000. (grifei) A leitura dos excertos colacionados permite concluir pela inexistência de qualquer dissídio interpretativo, uma vez que as diferentes soluções a que chegaram os acórdãos recorrido e paradigma não decorreram de divergência jurisprudencial mas sim da diversidade de situações fáticas. No paradigma, tratando-se de lançamento de PIS, concluiu-se que depósitos judiciais não se equiparam a pagamento antecipado, para fins de aplicação da regra decadencial prevista no art. 150, § 4º, do CTN. Por outro lado, no recorrido, concluiu-se que o reconhecimento da Contribuição Previdenciária devida em GFIP era suficiente para atrair a aplicação do mencionado artigo. Destarte, o cotejo dos acórdãos recorrido e paradigma leva à conclusão da inexistência da alegada divergência jurisprudencial, já que em ambos os julgados adotou-se a premissa de que depósitos judiciais não constituem pagamento antecipado do tributo. Fl. 844DF CARF MF Fl. 8 do Acórdão n.º 9202-008.181 - CSRF/2ª Turma Processo nº 14485.003256/2007-62 Assim, tendo a Fazenda Nacional adotado premissa equivocada e, com base nela, indicado paradigma que, longe de demonstrar divergência, harmoniza-se com a decisão recorrida, não restou demonstrado o alegado dissídio interpretativo. Diante do exposto, não conheço do Recurso Especial interposto pela Fazenda Nacional. (assinado digitalmente) Maria Helena Cotta Cardozo Fl. 845DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 10580.728732/2009-84
Turma: 2ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 2ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Tue Sep 24 00:00:00 UTC 2019
Data da publicação: Tue Nov 05 00:00:00 UTC 2019
Ementa: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/01/2005 a 31/12/2006
RECURSO ESPECIAL. CONTEXTOS FÁTICOS DIFERENTES. COMPROVAÇÃO DE DIVERGÊNCIA. IMPOSSIBILIDADE.
O Recurso Especial da Divergência somente deve ser conhecido se restar comprovado que, em face de situações equivalentes, a legislação de regência tenha sido aplicada de forma divergente, por diferentes colegiados.
Numero da decisão: 9202-008.169
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do Recurso Especial.
(assinado digitalmente)
Maria Helena Cotta Cardozo - Presidente em exercício
(assinado digitalmente)
Rita Eliza Reis da Costa Bacchieri Relatora
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Mário Pereira de Pinho Filho, Ana Paula Fernandes, Pedro Paulo Pereira Barbosa, Ana Cecília Lustosa da Cruz, Maurício Nogueira Righetti, João Victor Ribeiro Aldinucci, Rita Eliza Reis da Costa Bacchieri, Maria Helena Cotta Cardozo (Presidente em Exercício).
Nome do relator: RITA ELIZA REIS DA COSTA BACCHIERI
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201909
camara_s : 2ª SEÇÃO
ementa_s : ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2005 a 31/12/2006 RECURSO ESPECIAL. CONTEXTOS FÁTICOS DIFERENTES. COMPROVAÇÃO DE DIVERGÊNCIA. IMPOSSIBILIDADE. O Recurso Especial da Divergência somente deve ser conhecido se restar comprovado que, em face de situações equivalentes, a legislação de regência tenha sido aplicada de forma divergente, por diferentes colegiados.
turma_s : 2ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
dt_publicacao_tdt : Tue Nov 05 00:00:00 UTC 2019
numero_processo_s : 10580.728732/2009-84
anomes_publicacao_s : 201911
conteudo_id_s : 6086545
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Nov 05 00:00:00 UTC 2019
numero_decisao_s : 9202-008.169
nome_arquivo_s : Decisao_10580728732200984.PDF
ano_publicacao_s : 2019
nome_relator_s : RITA ELIZA REIS DA COSTA BACCHIERI
nome_arquivo_pdf_s : 10580728732200984_6086545.pdf
secao_s : Câmara Superior de Recursos Fiscais
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do Recurso Especial. (assinado digitalmente) Maria Helena Cotta Cardozo - Presidente em exercício (assinado digitalmente) Rita Eliza Reis da Costa Bacchieri Relatora Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Mário Pereira de Pinho Filho, Ana Paula Fernandes, Pedro Paulo Pereira Barbosa, Ana Cecília Lustosa da Cruz, Maurício Nogueira Righetti, João Victor Ribeiro Aldinucci, Rita Eliza Reis da Costa Bacchieri, Maria Helena Cotta Cardozo (Presidente em Exercício).
dt_sessao_tdt : Tue Sep 24 00:00:00 UTC 2019
id : 7970407
ano_sessao_s : 2019
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:55:02 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713052472427151360
conteudo_txt : Metadados => date: 2019-10-28T12:18:34Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.5; xmp:CreatorTool: Microsoft® Word 2010; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; language: pt-BR; dcterms:created: 2019-10-28T12:18:34Z; Last-Modified: 2019-10-28T12:18:34Z; dcterms:modified: 2019-10-28T12:18:34Z; dc:format: application/pdf; version=1.5; Last-Save-Date: 2019-10-28T12:18:34Z; pdf:docinfo:creator_tool: Microsoft® Word 2010; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2019-10-28T12:18:34Z; meta:save-date: 2019-10-28T12:18:34Z; pdf:encrypted: true; modified: 2019-10-28T12:18:34Z; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; dc:language: pt-BR; meta:creation-date: 2019-10-28T12:18:34Z; created: 2019-10-28T12:18:34Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; Creation-Date: 2019-10-28T12:18:34Z; pdf:charsPerPage: 1651; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; pdf:docinfo:created: 2019-10-28T12:18:34Z | Conteúdo => CSRF-T2 Ministério da Economia CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS Processo nº 10580.728732/2009-84 Recurso nº Especial do Contribuinte Acórdão nº 9202-008.169 – CSRF / 2ª Turma Sessão de 24 de setembro de 2019 Recorrente PJTA EDUCACIONAL LTDA Interessado FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2005 a 31/12/2006 RECURSO ESPECIAL. CONTEXTOS FÁTICOS DIFERENTES. COMPROVAÇÃO DE DIVERGÊNCIA. IMPOSSIBILIDADE. O Recurso Especial da Divergência somente deve ser conhecido se restar comprovado que, em face de situações equivalentes, a legislação de regência tenha sido aplicada de forma divergente, por diferentes colegiados. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do Recurso Especial. (assinado digitalmente) Maria Helena Cotta Cardozo - Presidente em exercício (assinado digitalmente) Rita Eliza Reis da Costa Bacchieri – Relatora Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Mário Pereira de Pinho Filho, Ana Paula Fernandes, Pedro Paulo Pereira Barbosa, Ana Cecília Lustosa da Cruz, Maurício Nogueira Righetti, João Victor Ribeiro Aldinucci, Rita Eliza Reis da Costa Bacchieri, Maria Helena Cotta Cardozo (Presidente em Exercício). Relatório Trata-se de auto de infração (Debcad nº 37.256.970-6 – Fundamentação Legal 38) para cobrança de multa pelo descumprimento de obrigação acessória, por ter a empresa deixado de exibir qualquer documento ou livro relacionados com as contribuições previstas na Lei n° AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 58 0. 72 87 32 /2 00 9- 84 Fl. 281DF CARF MF Fl. 2 do Acórdão n.º 9202-008.169 - CSRF/2ª Turma Processo nº 10580.728732/2009-84 8.212, de 24/07/1991, ou apresentar documento ou livro que não atenda às formalidades legais exigidas, que contenha informação diversa da realidade ou que omita a informação verdadeira. O relatório fiscal, na parte que nos interessa, assim resumiu a infração: 5.1 Foi solicitado através do Termo de Informação Fiscal - TIF 01 informação sobre a contabilização dos descontos concedidos em bolsa de estudo para empregados, uma vez que não foram encontrados lançamentos na conta específica e em resposta a empresa expôs, conforme Anexo IV – datado de 10/12/2009, que não registra em sua contabilidade os descontos que são concedidos nas mensalidades escolares dos filhos e/ou dependentes de seus empregados e que contabiliza como receitas apenas os valores que são efetivamente pagos pelos seus empregados pelo estudo de seus filhos/dependentes. Desta forma, concluímos, que ela deixa omisso em sua contabilidade valores de incidência de contribuições previdenciárias e não demonstrando de forma clara estas operações, ou seja: mensalidades, descontos e valores pagos. 5.2 Constam nas Guias de Recolhimentos de FGTS e Informações a Previdência Social - GFIP, campo ocorrência, diversos empregados com código 05 – Múltiplos Vínculos, conforme relacionadas na Planilha de Remuneração e Cálculo de Descontos de Segurados - ANEXO V, e não foram apresentadas a esta fiscalização todas declarações de acordo com a solicitação contida no Termo de Início de Procedimento Fiscal – TIPF, assim transcrito: ”-Para os empregados que tenha o benefício de bolsa para os filhos e com informação de múltiplos vínculos, código (05), no campo ocorrência da GFIP, apresentar comprovantes de pagamentos ou declaração do empregado referente a outras empresas, conforme art. 78 da IN SRP nr. 03/2005”. Assim sendo, a empresa não apresentou documentos solicitados relacionados com as contribuições previstas na Lei n° 8.212, de 24/07/1991. Vale destacar a mesma auditoria fiscal deu origem aos seguintes autos de infração: AI n° 37.256.966-8 (Processo 10580.728727/2009-71) – relativo a contribuições previdenciárias cota patronal e SAT incidentes sobre remunerações pagas a título de bolsas de estudo AI n° 37.256.967-6 (Processo 10580.728729/2009-61) - relativo a contribuições previdenciárias dos segurados que prestaram serviços à empresa incidentes sobre remunerações pagas a título de bolsas de estudo; AI n° 37.256.968-4 (Processo 10580.728730/2009-95) - relativo a contribuições sociais destinadas a outras entidades ou fundos incidentes sobre remunerações pagas a titulo de bolsas de estudo. AI n° 37.256.970-6 (CFL 38) (Processo 10580.728732/2009-84) pelos motivos: 1- não registrar em sua contabilidade os descontos que são concedidos nas mensalidades escolares dos filhos e/ou dependentes de seus empregados; 2 - por contabilizar como receitas apenas os valores efetivamente pagos pelos seus empregados pelo estudo de seus filhos/dependentes, desta forma, deixando omisso em sua contabilidade valores de incidência de contribuições previdenciárias, e; 3 - não apresentar declaração relativa a outros vínculos para os empregados que recebem bolsa de estudo e que constam na GFIP com ocorrência 05 – Múltiplos Vínculos. Fl. 282DF CARF MF Fl. 3 do Acórdão n.º 9202-008.169 - CSRF/2ª Turma Processo nº 10580.728732/2009-84 AI n° 37.256.969-2 (CFL 30) (Processo nº 10580.728731/2009-30): por ter deixado de incluir nas folhas de pagamento remunerações pagas a titulo de bolsa de estudo; AI n° 37.256.971-4 (CFL 59) (Processo nº 10580.728734/2009-73): por ter deixado de arrecadar, mediante desconto das remunerações, as contribuições dos empregadas relativas às bolsas de estudo. Após o trâmite processual, a 4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária, considerando o resultado do julgamento proferido no processo nº 10580.728731/2009-71 que concluiu pela manutenção da obrigação principal, negou provimento ao Recurso Voluntário para considerar devida a multa aplicada. O acórdão recebeu a seguinte ementa: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2005 a 31/12/2006 PREVIDENCIÁRIO OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS. BOLSA DE ESTUDO DE DEPENDENTE INCIDÊNCIA DE CONTRIBUIÇÃO – Não incidem contribuições previdenciárias nas verbas pagas à título de bolsas de estudo, somente quando estas são destinadas aos empregados e dirigentes, não sendo extensivo tal benefícios aos dependentes destes. Recurso Voluntário Negado Intimado do acórdão e, posteriormente, do despacho que não conheceu dos Embargos de Declarações opostos, o Contribuinte apesentou recurso especial. Citando com paradigmas os acórdãos 2402-003.897 e 2403-002.505, defende o Recorrente que o legislador ordinário, quando editou a norma isentiva, visou atender o direito social à educação, e por isso, sobre as bolsas de estudos concedidas aos dependentes dos empregados também não incidiriam contribuições previdenciárias. Destaca que referidos valores não representam ganho econômico aos empregados e também não cumprem o requisito da habitualidade exigido pela norma. Contrarrazões da Fazenda Nacional pugnando pela manutenção do acórdão. É o relatório. Voto Conselheira Rita Eliza Reis da Costa Bacchieri – Relatora Do Conhecimento: Antes de apreciar o mérito do recurso, julgo pertinente tecer comentários acerca do seu conhecimento. Conforme consta do relatório, no presente caso, temos lançamento para exigência da multa prevista nos artigos 33, §§ 2º e 3º da Lei nº 8.212/91. Referida penalidade é exigida em razão da empresa autuada ter deixado de registrar em sua contabilidade os descontos que são Fl. 283DF CARF MF Fl. 4 do Acórdão n.º 9202-008.169 - CSRF/2ª Turma Processo nº 10580.728732/2009-84 concedidos nas mensalidades escolares dos filhos e/ou dependentes de seus empregados e ainda ter deixado de apresentar declarações que comprovassem os múltiplos vínculos dos segurados. Em sede de recurso especial defende o Contribuinte ser indevida a multa aplicada, afinal não incide contribuições previdenciárias sobre referidas bolsas haja vista a inexistência de ganho econômico para os empregados e ainda pela ausência da caracterização do critério da habitualidade. Embora em um primeiro momento seja possível vislumbrar uma divergência entre os acórdãos recorrido e aqueles citados pelo Contribuinte, situação que levaria ao conhecimento do recurso, ao analisar mais detidamente o argumento do Colegiado recorrido entendo que as decisões eleitas como paradigmas não trazem entendimentos divergentes acerca da multa aplicada. Segundo consta do acórdão recorrido o principal argumento para manutenção da multa foi o fato do Colegiado tem concluído pela manutenção da obrigação principal, obrigação essa julgada na mesma sessão do dia 21.06.2012 e referente ao processo nº 10580.728727/2009- 71. Pela relevância, transcreve-se parte do acórdão recorrido: O recurso é tempestivo e estão presentes os pressupostos de admissibilidade. A presente autuação teve como motivação a entrega de folhas de pagamento sem constar à remuneração indireta concedida na forma de bolsas de estudo (ajuda escolar) a filhos de empregados. Em seu recurso a empresa insurge-se contra a autuação alegando a não incidência de contribuição previdenciária sobre os valores despendidos com bolsas de estudos fornecidas aos dependentes dos empregados. Tal tese foi objeto de análise no levantamento da obrigação principal nos autos do processo 10580.728727/2009-71, julgado nesta assentada onde fora mantido o levantamento nos seguintes termos: (...) E, após transcrever parte do voto proferido no processo nº 10580.728727/2009-71, concluiu o ilustre Relator: Logo, como a obrigação principal foi mantida, resta como procedente a autuação em apreço, em face do contido no art. 32, I da Lei 8.212/91 que assim dispõe: Lei 8.212/91 Art. 32. A empresa é também obrigada a: I – preparar folhas de pagamento das remunerações pagas ou creditadas a todos os segurados a seu serviço, de acordo com os padrões e normas estabelecidas pelo órgão competente da Seguridade Social; Ante ao exposto voto no sentido de Conhecer do Recurso e no mérito negar-lhe provimento. Observamos, portanto, que a razão de decidir do acórdão recorrido, embora faça menção acerca da interpretação da abrangência do art. 28, §9º, alínea ‘t’ da Lei nº 8.212/91, tem Fl. 284DF CARF MF Fl. 5 do Acórdão n.º 9202-008.169 - CSRF/2ª Turma Processo nº 10580.728732/2009-84 como fundamento a premissa de que uma vez mantido o lançamento da obrigação principal também deve ser mantido o lançamento da obrigação acessória correlata. A discussão sobre a tese da incidência ou não de contribuições previdenciárias sobre as valores correspondes às bolsas de estudos ofertadas pela empresa é discussão afeta apenas aos processos onde se exige a obrigação principal. Neste cenário, entendo que o paradigma apto a comprovar a divergência no presente caso seria acórdão onde se concluísse pelo cancelamento da obrigação acessória independentemente do resultado da obrigação principal, fato não ocorrido nos dois acórdãos trazidos como paradigmas – esses não tratam de obrigações acessórias, tendo a discussão se limitado a enfrentar a tese relativa a exigência da obrigação principal. Considerando que não há como afirmar que os colegiados paradigmáticos ao analisarem uma mesma situação fática – exigência de multa por descumprimento de dever instrumental haja vista manutenção da respectiva obrigação principal – poderiam concluir pela improcedência do lançamento da obrigação acessória, entendo que não foram cumpridos os requisitos formais exigidos pelo RICARF. Diante do exposto, deixo de conhecer do recurso. (assinado digitalmente) Rita Eliza Reis da Costa Bacchieri Fl. 285DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 10925.901154/2012-94
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Sep 25 00:00:00 UTC 2019
Data da publicação: Thu Oct 17 00:00:00 UTC 2019
Numero da decisão: 3201-002.315
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, para a unidade de origem: 1º) solicite ao Recorrente a apresentação de memória de cálculo, acompanhada da documentação contábil-fiscal comprobatória, inclusive da escrita fiscal, se for o caso, demonstrando a apuração do crédito presumido da agroindústria em relação às aquisições junto a pessoas físicas e cooperativas, incluindo as aquisições de ovos e cebola in natura sujeitas a alíquota zero, dados esses que deverão ser objeto de auditoria com vistas a se comprovar a efetiva existência do direito creditório pleiteado em relação a esses itens; 2º) audite planilhas apresentadas pelo Recorrente relativas às aquisições ocorridas no mês de abril de 2006, tendo em vista sua alegação de que teria havido equívoco na informação anteriormente fornecida à Fiscalização relativamente aos valores devidos no mês, inclusive, se for o caso, com novas intimações para o contribuinte prestar esclarecimentos e/ou fornecer provas do direito alegado (OBS: consta de nota do processo que o processo nº 13983.720376/2012-10 possui documento em CD/DVD e a Fiscalização informa no despacho decisório que se organizou o dossiê físico nº 10925.000186/2012-71 para a guarda das mídias digitais que contêm a documentação apresentada pelo contribuinte; contudo, não se consegue acessar nenhum desses processos no E-processo para as verificações devidas); 3º) solicite ao Recorrente a apresentação de memória de cálculo, acompanhada da documentação contábil-fiscal comprobatória, inclusive da escrita fiscal, se for o caso, demonstrando a apuração dos encargos de depreciação decorrentes da ativação de aquisições de bens e serviços utilizados na construção ou reforma de bens do ativo imobilizado, dados esses que deverão ser objeto de auditoria com vistas a se comprovar a efetiva existência do direito creditório pleiteado em relação a esses itens; 4º) solicite ao Recorrente a comprovação de que os bens identificados como "óleo, graxa e gasolina" (e outros similares) foram aplicados em máquinas e equipamentos utilizados no seu processo produtivo; 5º) audite planilha apresentada pelo Recorrente relativa aos insumos importados que, segundo ele, foram considerados como "inflados" na ação fiscal, tendo-se em conta a afirmação de que tais insumos haviam sido devidamente calculados, em valores superiores aos informados, cujo excesso de créditos deveria ser aproveitado nos meses subsequentes; 6º) na oportunidade, tendo-se em conta o Parecer Normativo Cosit nº 5/2018, que evidencia o atual entendimento da Receita Federal quanto ao conceito de insumos na não cumulatividade das contribuições, proceda à reanálise do enquadramento como insumos dos bens e serviços adquiridos que haviam sido glosados, precipuamente quanto à sua essencialidade e relevância no processo produtivo, considerando o Parecer técnico do Instituto Nacional de Tecnologia (INT) e o Laudo acerca do processo produtivo apresentados.
(documento assinado digitalmente)
Charles Mayer de Castro Souza - Presidente
(documento assinado digitalmente)
Hélcio Lafetá Reis - Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Charles Mayer de Castro Souza (Presidente), Hélcio Lafetá Reis, Tatiana Josefovicz Belisário, Leonardo Correia Lima Macedo, Pedro Rinaldi de Oliveira Lima, Luís Felipe de Barros Reche (suplente convocado), Leonardo Vinicius Toledo de Andrade e Laércio Cruz Uliana Junior. Ausente, justificadamente, o conselheiro Paulo Roberto Duarte Moreira, substituído pelo conselheiro Luís Felipe de Barros Reche.
Nome do relator: HELCIO LAFETA REIS
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201909
camara_s : Segunda Câmara
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Thu Oct 17 00:00:00 UTC 2019
numero_processo_s : 10925.901154/2012-94
anomes_publicacao_s : 201910
conteudo_id_s : 6075298
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Oct 17 00:00:00 UTC 2019
numero_decisao_s : 3201-002.315
nome_arquivo_s : Decisao_10925901154201294.PDF
ano_publicacao_s : 2019
nome_relator_s : HELCIO LAFETA REIS
nome_arquivo_pdf_s : 10925901154201294_6075298.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, para a unidade de origem: 1º) solicite ao Recorrente a apresentação de memória de cálculo, acompanhada da documentação contábil-fiscal comprobatória, inclusive da escrita fiscal, se for o caso, demonstrando a apuração do crédito presumido da agroindústria em relação às aquisições junto a pessoas físicas e cooperativas, incluindo as aquisições de ovos e cebola in natura sujeitas a alíquota zero, dados esses que deverão ser objeto de auditoria com vistas a se comprovar a efetiva existência do direito creditório pleiteado em relação a esses itens; 2º) audite planilhas apresentadas pelo Recorrente relativas às aquisições ocorridas no mês de abril de 2006, tendo em vista sua alegação de que teria havido equívoco na informação anteriormente fornecida à Fiscalização relativamente aos valores devidos no mês, inclusive, se for o caso, com novas intimações para o contribuinte prestar esclarecimentos e/ou fornecer provas do direito alegado (OBS: consta de nota do processo que o processo nº 13983.720376/2012-10 possui documento em CD/DVD e a Fiscalização informa no despacho decisório que se organizou o dossiê físico nº 10925.000186/2012-71 para a guarda das mídias digitais que contêm a documentação apresentada pelo contribuinte; contudo, não se consegue acessar nenhum desses processos no E-processo para as verificações devidas); 3º) solicite ao Recorrente a apresentação de memória de cálculo, acompanhada da documentação contábil-fiscal comprobatória, inclusive da escrita fiscal, se for o caso, demonstrando a apuração dos encargos de depreciação decorrentes da ativação de aquisições de bens e serviços utilizados na construção ou reforma de bens do ativo imobilizado, dados esses que deverão ser objeto de auditoria com vistas a se comprovar a efetiva existência do direito creditório pleiteado em relação a esses itens; 4º) solicite ao Recorrente a comprovação de que os bens identificados como "óleo, graxa e gasolina" (e outros similares) foram aplicados em máquinas e equipamentos utilizados no seu processo produtivo; 5º) audite planilha apresentada pelo Recorrente relativa aos insumos importados que, segundo ele, foram considerados como "inflados" na ação fiscal, tendo-se em conta a afirmação de que tais insumos haviam sido devidamente calculados, em valores superiores aos informados, cujo excesso de créditos deveria ser aproveitado nos meses subsequentes; 6º) na oportunidade, tendo-se em conta o Parecer Normativo Cosit nº 5/2018, que evidencia o atual entendimento da Receita Federal quanto ao conceito de insumos na não cumulatividade das contribuições, proceda à reanálise do enquadramento como insumos dos bens e serviços adquiridos que haviam sido glosados, precipuamente quanto à sua essencialidade e relevância no processo produtivo, considerando o Parecer técnico do Instituto Nacional de Tecnologia (INT) e o Laudo acerca do processo produtivo apresentados. (documento assinado digitalmente) Charles Mayer de Castro Souza - Presidente (documento assinado digitalmente) Hélcio Lafetá Reis - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Charles Mayer de Castro Souza (Presidente), Hélcio Lafetá Reis, Tatiana Josefovicz Belisário, Leonardo Correia Lima Macedo, Pedro Rinaldi de Oliveira Lima, Luís Felipe de Barros Reche (suplente convocado), Leonardo Vinicius Toledo de Andrade e Laércio Cruz Uliana Junior. Ausente, justificadamente, o conselheiro Paulo Roberto Duarte Moreira, substituído pelo conselheiro Luís Felipe de Barros Reche.
dt_sessao_tdt : Wed Sep 25 00:00:00 UTC 2019
id : 7942511
ano_sessao_s : 2019
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:53:53 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713052472432394240
conteudo_txt : Metadados => date: 2019-10-16T10:05:44Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.5; xmp:CreatorTool: Microsoft® Word 2010; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; language: pt-BR; dcterms:created: 2019-10-16T10:05:44Z; Last-Modified: 2019-10-16T10:05:44Z; dcterms:modified: 2019-10-16T10:05:44Z; dc:format: application/pdf; version=1.5; Last-Save-Date: 2019-10-16T10:05:44Z; pdf:docinfo:creator_tool: Microsoft® Word 2010; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2019-10-16T10:05:44Z; meta:save-date: 2019-10-16T10:05:44Z; pdf:encrypted: true; modified: 2019-10-16T10:05:44Z; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; dc:language: pt-BR; meta:creation-date: 2019-10-16T10:05:44Z; created: 2019-10-16T10:05:44Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 10; Creation-Date: 2019-10-16T10:05:44Z; pdf:charsPerPage: 3286; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; pdf:docinfo:created: 2019-10-16T10:05:44Z | Conteúdo => S3-C 2T1 MINISTÉRIO DA ECONOMIA Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Processo nº 10925.901154/2012-94 Recurso Voluntário Resolução nº 3201-002.315 – 3ª Seção de Julgamento / 2ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 24 de setembro de 2019 Assunto DILIGÊNCIA Recorrente SADIA S.A. Interessado FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, para a unidade de origem: 1º) solicite ao Recorrente a apresentação de memória de cálculo, acompanhada da documentação contábil-fiscal comprobatória, inclusive da escrita fiscal, se for o caso, demonstrando a apuração do crédito presumido da agroindústria em relação às aquisições junto a pessoas físicas e cooperativas, incluindo as aquisições de ovos e cebola in natura sujeitas a alíquota zero, dados esses que deverão ser objeto de auditoria com vistas a se comprovar a efetiva existência do direito creditório pleiteado em relação a esses itens; 2º) audite planilhas apresentadas pelo Recorrente relativas às aquisições ocorridas no mês de abril de 2006, tendo em vista sua alegação de que teria havido equívoco na informação anteriormente fornecida à Fiscalização relativamente aos valores devidos no mês, inclusive, se for o caso, com novas intimações para o contribuinte prestar esclarecimentos e/ou fornecer provas do direito alegado (OBS: consta de nota do processo que o processo nº 13983.720376/2012-10 possui documento em CD/DVD e a Fiscalização informa no despacho decisório que se organizou o dossiê físico nº 10925.000186/2012-71 para a guarda das mídias digitais que contêm a documentação apresentada pelo contribuinte; contudo, não se consegue acessar nenhum desses processos no E-processo para as verificações devidas); 3º) solicite ao Recorrente a apresentação de memória de cálculo, acompanhada da documentação contábil- fiscal comprobatória, inclusive da escrita fiscal, se for o caso, demonstrando a apuração dos encargos de depreciação decorrentes da ativação de aquisições de bens e serviços utilizados na construção ou reforma de bens do ativo imobilizado, dados esses que deverão ser objeto de auditoria com vistas a se comprovar a efetiva existência do direito creditório pleiteado em relação a esses itens; 4º) solicite ao Recorrente a comprovação de que os bens identificados como "óleo, graxa e gasolina" (e outros similares) foram aplicados em máquinas e equipamentos utilizados no seu processo produtivo; 5º) audite planilha apresentada pelo Recorrente relativa aos insumos importados que, segundo ele, foram considerados como "inflados" na ação fiscal, tendo- se em conta a afirmação de que tais insumos haviam sido devidamente calculados, em valores superiores aos informados, cujo excesso de créditos deveria ser aproveitado nos meses subsequentes; 6º) na oportunidade, tendo-se em conta o Parecer Normativo Cosit nº 5/2018, que evidencia o atual entendimento da Receita Federal quanto ao conceito de insumos na não cumulatividade das contribuições, proceda à reanálise do enquadramento como insumos dos bens e serviços adquiridos que haviam sido glosados, precipuamente quanto à sua essencialidade RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 09 25 .9 01 15 4/ 20 12 -9 4 Fl. 412DF CARF MF Fl. 2 da Resolução n.º 3201-002.315 - 3ª Sejul/2ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10925.901154/2012-94 e relevância no processo produtivo, considerando o Parecer técnico do Instituto Nacional de Tecnologia (INT) e o Laudo acerca do processo produtivo apresentados. (documento assinado digitalmente) Charles Mayer de Castro Souza - Presidente (documento assinado digitalmente) Hélcio Lafetá Reis - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Charles Mayer de Castro Souza (Presidente), Hélcio Lafetá Reis, Tatiana Josefovicz Belisário, Leonardo Correia Lima Macedo, Pedro Rinaldi de Oliveira Lima, Luís Felipe de Barros Reche (suplente convocado), Leonardo Vinicius Toledo de Andrade e Laércio Cruz Uliana Junior. Ausente, justificadamente, o conselheiro Paulo Roberto Duarte Moreira, substituído pelo conselheiro Luís Felipe de Barros Reche. Relatório Trata-se de Pedidos de Ressarcimento, cumulados com declaração de compensação, de créditos da Cofins não cumulativa relativos a custos, despesas e encargos vinculados às receitas decorrentes das operações de exportação de mercadorias para o exterior que não puderam ser deduzidos na forma do inciso I do § 1° do art. 6° da Lei n° 10.833, de 2003. Para a guarda de mídias digitais (CDs) contendo a documentação apresentada pelo contribuinte, além das planilhas em que se encontram registradas as glosas efetuadas pela Fiscalização, a repartição de origem organizou o dossiê físico nº 10925.000186/2012-71, que passou a ser vinculado a este processo. A repartição de origem, após realizar verificações fiscais por amostragem (conferências físicas de notas fiscais, valores, fornecedores, descrição do produto, classificação CFOP e sua relação com o processo produtivo, livros fiscais e Dacon), bem como consultas aos seus sistemas informatizados, decidiu, por meio do Despacho Decisório nº 822, de 01/10/2012, não reconhecer o direito creditório pleiteado e não homologar a compensação declarada, com fundamento na Lei nº 10.833/2003, bem como na IN SRF nº 404/2004, em razão das seguintes constatações: a) créditos apropriados indevidamente relativos a bens e serviços que não se enquadram no art. 3º, inciso II, da Lei nº 10.833/2003, tratando-se, em verdade, de despesas gerais necessárias às operações industriais e comerciais normais de qualquer estabelecimento industrial/comercial, sem direito a crédito das contribuições relativas ao PIS e à Cofins, não se enquadrando, portanto, ao conceito de insumos (inerência direta); b) créditos apropriados indevidamente relativos a insumos adquiridos com suspensão das contribuições sociais (soja em grãos, milho em grãos, boi castrado e boi castrado rastreado, frango vivo para corte, novilha, novilha rastreada, vaca, vaca rastreada, leitão para recria multiplicador, leitão recria, suíno vivo geral para abate, suíno vivo parceria); Fl. 413DF CARF MF Fl. 3 da Resolução n.º 3201-002.315 - 3ª Sejul/2ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10925.901154/2012-94 c) créditos apropriados indevidamente relativos a aquisições de insumos sujeitos à alíquota zero, isentos ou não alcançados pela tributação (cebola “in natura” da posição NBM 7, produtos químicos orgânicos intermediários de síntese classificados no capitulo 29 da NBM e relacionados no Anexo II do Decreto nº 6.426/2008 e nas posições 30.03, 30.02, 30.04, 38.08, leite em pó, integral e desnatado da posição NBM 4, queijo mozarela, queijo processado tipo gorgonzola, queijo processado tipo pizza, queijo “cream cheese”, queijo cremoso, queijo prato processado, requeijão e ricota fresca do capítulo 4 da NBM, além de ovos fértil, também do capítulo 4 da NBM); d) créditos apropriados indevidamente relativos a materiais que não se enquadram no conceito de insumos por falta de inerência direta (botas, avental, bateria, blusa, calças, camisas, graxa, óleo, lubrificantes, luvas, “pallets”, protetor, sapatos, detergente, toalha de banho, tinta, pincel, etc.); e) créditos apropriados indevidamente relativos a frete entre estabelecimentos da mesma empresa, de produto acabado ou de produto em elaboração, bem como entre parceiros agrícolas no transporte de ovos, ração e frango vivo (produção intermediária); f) falta de comprovação das aquisições de insumos no mês de abril de 2006; g) créditos apropriados indevidamente relativos a bens e serviços que não se enquadram no conceito de insumos (Madeirit, agregado para piso de alta resistência P600-A, água, aparelho GPS, areia fina, areia média, argamassa, aspirador de pó, arroz pilão, assento para vaso sanitário branco, azulejo branco, balas, bateria, biscoito doce, biscoito salgado, bisteca bovina, bombom, boné com logomarca Sadia, bota descartável de plástico, botina, café, caixa d’água, caixa descarga, cal hidratado, cal virgem, calças, calcinha em malha grande, calcinha em malha média, calcinha em malha tamanho pequeno, calculadora de bolso, câmara de ar, camisa, camiseta, capacete fibra, carrinho de mão, cebola, célula carga, cerâmica, chapa de aço, chocolate, chuveiro elétrico, cimento comum e portland, conjunto de uniforme em TNT tamanho único, concreto, cortina cronômetro, detergente, enxada, espelho, escada, espelho, esponjas brite tradicional, espumadeira, faca, farinha, farinha de trigo, feijão carioca, ferro chato, ferro construção, fórmica, forro, gasolina, graxa, japona, kit dupont, lajota, lanterna, leite desnatado, lençol, lenços de papel, lona plástica, luminária, luva cirúrgica, madeira, chapa, madeira escora, madeira forma, madeira pinho, madeira tábua, mamadeira, medidor de ângulo, meia algodão creme longa, meia algodão curta, memoraria, micro concreto rápido, motor, óleo 10w30, organizador de documento, organizador plástico grande, ovo de galinha, ovos vermelhos, pallet em polietileno, pedra brita, pincel chato, placa de acrílico, pneu, prego, programador, projetor, pulverizador, queijo mozarela, relógio, relógio de parede, rolo de pintura, sagu, sal para churrasco, sal refinado, sandália, sapato, software, solvente tinner, sutiã, telefone sem fio, telha de barro, tesoura poda, tijolo furado, tinta óleo e acrílica, toalha, torneira, touca tecido, vergalhão, verniz, vidro, viga e pagamentos a empresas de engenharia, associação de criadores, exploração floresta, informática, sem a descrição dos serviços correspondentes, serviços ambientais, associação de criadores, contribuições à Apae, Associação de Suinocultores, serviços de engenharia (necessitam ser ativados), pagamentos a empresas de informática, desenvolvimento de pesquisa, limpeza e serviços gerais, etc.; h) glosa de créditos relativos a bens e serviços utilizados em reformas, ampliações ou modernização de instalações que exigem sua incorporação ao ativo fixo, excluídos do conceito de insumo direto (areia fina e média; argamassa, assento para vaso sanitário, azulejo Fl. 414DF CARF MF Fl. 4 da Resolução n.º 3201-002.315 - 3ª Sejul/2ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10925.901154/2012-94 branco, bacia sanitária, caixa de descarga, cal hidratado, cerâmica, chapa de alumínio e de ferro, cimento comum, concreto refratário, ferro chato, madeiras, tijolos e tinta, pedra brita, etc.); i) glosa de encargos de depreciação relativos a bens do ativo imobilizado adquiridos antes de 01/05/2004; j) glosas relativas a valores identificados como insumos importados mas que não guardavam correspondência com essa rubrica (óleo de palmiste, acidificante ração, metionina, metilato de sódio etc.); k) reclassificação da apropriação genérica do percentual de 60% para apuração do crédito presumido da agroindústria, independentemente de se tratar de carnes frescas e congelados (percentual definido em lei de 60%) ou demais insumos (50% para soja e derivados e 30% para demais insumos), e glosa do creditamento integral como insumo, uma vez que tais créditos somente podem ser deduzidos, e não ressarcidos, na apuração da contribuição devida. Cientificado da decisão de origem, o contribuinte apresentou Manifestação de Inconformidade e requereu a reforma do despacho decisório, arguindo o seguinte: 1) inaplicabilidade à não cumulatividade das contribuições do conceito de insumos da legislação do IPI, pois, nos casos da espécie, tem-se direito a crédito relativamente a bens, serviços e encargos que se transformam em custos de produção ou em despesas operacionais, mormente quando tais dispêndios encontram-se intrinsecamente vinculados à obtenção das receitas tributáveis, nos termos dos §§ 7º e 8º do art. 3º das Leis nº 10.637/2002 e 10.833/2003 – acepção ampla do conceito de insumos. 2) direito a crédito nas aquisições com suspensão, pois somente com o advento da IN RFB nº 977/2009 que a suspensão passou a ser obrigatória, ou que tais aquisições sejam incluídas no crédito presumido; 3) direito ao crédito presumido da agroindústria em relação a aquisições de insumos junto a pessoas físicas e cooperativas, tendo sido corretamente aplicados os percentuais de 60%, 50% e 35%, pois eles se referem aos insumos adquiridos e não ao produto final, havendo, ainda, direito ao ressarcimento, conforme previsto no art. 36 da Lei nº 12.058/2009; 4) direito a crédito em relação à aquisição de uniformes, vestuários, equipamentos de proteção, uso pessoal, materiais de limpeza, desinfecção e higienização, produtos esses de uso obrigatório por determinação da Vigilância Sanitária do Ministério da Saúde; 5) direito à apropriação das aquisições de ovos e cebola in natura sujeitas a alíquota zero como crédito presumido da agroindústria e das demais aquisições por respeito ao princípio da não cumulatividade; 6) direito a crédito de produtos utilizados na movimentação de cargas e de embalagens para transporte (pallets); 7) direito a crédito em relação às despesas com frete na aquisição e na venda de mercadorias, inclusive nas transferências entre estabelecimentos; Fl. 415DF CARF MF Fl. 5 da Resolução n.º 3201-002.315 - 3ª Sejul/2ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10925.901154/2012-94 8) direito a crédito em relação aos bens adquiridos no mês de abril de 2006, pois ocorrera equívoco na identificação dos valores devidos no mês (apresenta planilha correta); 9) direito a crédito em relação aos demais insumos utilizados em construção e reformas com base nos encargos de depreciação; 10) direito a crédito em relação a óleo, graxa e gasolina aplicados em máquinas e equipamentos utilizados na produção; 11) direito a crédito com base nos encargos de depreciação dos bens do ativo imobilizado independentemente das datas de aquisição, pois a limitação temporal imposta pelo art. 31, § 1º, da Lei nº 10.865/2004 foi considerada inconstitucional pelo TRF4, tendo o STF já reconhecido a repercussão geral da matéria; 12) em relação aos insumos importados, considerados como “inflados” pela Fiscalização, eles foram devidamente calculados, mas em valores superiores aos informados, cujo excesso de créditos deverá ser aproveitado nos meses subsequentes, não tendo havido a identificação de que itens foram glosados, configurando-se cerceamento do direito de defesa (nova planilha foi apresentada); 13) necessidade de realização de perícia diante da natureza do seu objeto social. A Delegacia de Julgamento (DRJ) julgou improcedente a Manifestação de Inconformidade, tendo o acórdão sido ementado nos seguintes termos: ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/04/2006 a 30/06/2006 DIREITO DE CRÉDITO. COMPROVAÇÃO. ÔNUS DO CONTRIBUINTE É do contribuinte o ônus de demonstrar e comprovar ao Fisco a existência do crédito utilizado por meio de desconto, restituição ou ressarcimento e compensação. DILIGÊNCIA. PERÍCIA. Em estando presentes nos autos do processo os elementos necessários e suficientes ao julgamento da lide estabelecida, prescindíveis são as diligências e perícias requeridas pelo contribuinte, cabendo a autoridade julgadora indeferi-las. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL - COFINS Período de apuração: 01/04/2006 a 30/06/2006 COFINS. REGIME DA NÃO CUMULATIVIDADE. HIPÓTESES DE CREDITAMENTO. As hipóteses de crédito no âmbito do regime não cumulativo de apuração da Cofins são somente as previstas na legislação de regência, dado que esta é exaustiva ao enumerar os custos e encargos passíveis de creditamento, não estando suas apropriações vinculadas à caracterização de sua essencialidade na atividade da empresa ou à sua escrituração na contabilidade como custo operacional. Fl. 416DF CARF MF Fl. 6 da Resolução n.º 3201-002.315 - 3ª Sejul/2ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10925.901154/2012-94 COFINS. REGIME DA NÃO CUMULATIVIDADE. CRÉDITO. CONCEITO DE INSUMO. No regime não cumulativo da Cofins, somente são considerados como insumos, para fins de creditamento de valores: os combustíveis e lubrificantes, as matérias primas, os produtos intermediários, o material de embalagem e quaisquer outros bens que sofram alterações, tais como o desgaste, o dano ou a perda de propriedades físicas ou químicas, em função de sua aplicação direta na prestação de serviços ou no processo produtivo de bens destinados à venda; e os serviços prestados por pessoa jurídica, aplicados ou consumidos na prestação de serviços ou na produção ou fabricação de bens destinados à venda. COFINS. NÃO CUMULATIVIDADE. CRÉDITO PRESUMIDO. ATIVIDADE AGROINDUSTRIAL. No âmbito do regime não cumulativo da Cofins, a natureza do bem produzido pela empresa que desenvolva atividade agroindustrial é considerada para fins de aferir seu direito ao aproveitamento do crédito presumido, já no cálculo do crédito deve ser observada a alíquota conforme a natureza do insumo adquirido. COFINS. NÃO CUMULATIVIDADE. SUSPENSÃO DA INCIDÊNCIA DA CONTRIBUIÇÃO. REQUISITOS ESTABELECIDOS NA LEGISLAÇÃO. OBRIGATORIEDADE. É obrigatória a suspensão estabelecida pelo art. 9º da Lei nº 10.925/2004 na operação de venda dos produtos a que este se refere, quando o adquirente seja pessoa jurídica tributada pela com base no lucro real, exerça atividade agroindustrial e utilize o produto adquirido com suspensão como insumo na fabricação de produtos de que tratam os incisos I e II do art. 5º da IN SRF nº 660/2006. COFINS. NÃO CUMULATIVIDADE. CRÉDITO. AQUISIÇÕES TRIBUTADAS. Somente geram créditos da Cofins passíveis de desconto da contribuição devida os valores das aquisições de bens ou serviços sujeitos ao pagamento da contribuição. COFINS. NÃO CUMULATIVIDADE. CRÉDITO. SERVIÇOS DE FRETE ENTRE ESTABELECIMENTOS DA EMPRESA. IMPOSSIBILIDADE. Inexiste permissivo legal para tomada de créditos da Cofins a partir de dispêndios com serviços de frete de mercadorias ou produtos entre estabelecimentos da empresa. COFINS. NÃO CUMULATIVIDADE. CRÉDITO. DEPRECIAÇÃO OU AMORTIZAÇÃO DE BENS DO ATIVO IMOBILIZADO. VEDAÇÃO. É vedada, por expressa determinação legal, a apropriação, a partir de 01/08/2004, de créditos da Cofins calculados sobre os encargos de depreciação de bens e direitos do ativo imobilizado adquiridos até 30/04/2004. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido A DRJ declarou a definitividade das seguintes matérias não contestadas pelo contribuinte: a) linha 02 – a recorrente não contesta a glosa: das aquisição de bens tidos pela fiscalização como aquisições de bens que deveriam ser ativados (item 3.1.3.2 deste voto); Fl. 417DF CARF MF Fl. 7 da Resolução n.º 3201-002.315 - 3ª Sejul/2ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10925.901154/2012-94 b) das aquisições de insumos do mês de abril que foram glosadas por falta de comprovação (ver item 3.1.5 deste voto); c) linha 03 (Serviços utilizados como insumos) da ficha 16A do Dacon. Cientificado da decisão da DRJ em 09/06/2014 (e-fl. 253), o contribuinte interpôs Recurso Voluntário em 03/07/2014 (e-fl. 255) e requereu o reconhecimento do direito a créditos a que faz jus e o deferimento de perícia técnica, repisando os mesmos argumentos de defesa, sendo destacados os apontamentos da DRJ relativos a erros de preenchimento do Dacon que, segundo o Recorrente, não poderiam contrariar os princípios da legalidade e da busca da verdade material. Contestou também o contribuinte a afirmativa da DRJ acerca da definitividade de algumas matérias consideradas não contestadas que, segundo ele, foram devidamente enfrentadas em sua Manifestação de Inconformidade. Junto ao recurso, o contribuinte trouxe aos autos Parecer técnico do Instituto Nacional de Tecnologia (INT) acerca da essencialidade de “serviços de frete e carreto, de abate e processamento, de inspeção sanitária, de carga e descarga (transbordo), de lavagem de uniformes, de transporte interno e de reforma de paletes e, ainda, dos insumos copolímero etileno octano (polietileno), SP Griller, diversos paletes e SP Big Bag” (e-fl. 302 e seguintes). Em julho de 2017, o contribuinte trouxe aos autos laudo técnico acerca do seu processo produtivo. É o relatório. Voto Conselheiro Hélcio Lafetá Reis, Relator. O recurso é tempestivo, atende as demais condições de admissibilidade e dele tomo conhecimento. Conforme acima relatado, trata-se de Pedido de Restituição da Cofins apurada na sistemática não cumulativa, acompanhado de Declaração de Compensação, formulados com base na Lei nº 10.833, de 2003, em relação aos quais permanecem controvertidas as glosas relativas a determinados bens e serviços que, segundo o Recorrente, se aplicam no processo produtivo e se subsumem no conceito de insumo. Segundo o relatório supra, as glosas de créditos efetuadas pela Fiscalização não decorreram da falta de comprovação das aquisições efetuadas, mas do conceito de insumos por ela adotado ou da falta de previsão legal autorizativa do crédito, tendo sido realizadas conferências físicas de notas fiscais, averiguados valores, fornecedores, descrição do produto, classificação CFOP e sua relação com o processo produtivo, livros fiscais e o Dacon. Em relação à alegação da DRJ de que algumas matérias não haviam sido impugnadas expressamente pelo contribuinte, identificadas no relatório supra, há que se registrar, de pronto, que assiste razão ao Recorrente pois elas haviam sido sim contestadas pelo então Manifestante, ainda que parte delas genericamente. Fl. 418DF CARF MF Fl. 8 da Resolução n.º 3201-002.315 - 3ª Sejul/2ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10925.901154/2012-94 Feitas essas considerações, registre-se que encontram-se controvertidas neste processo as matérias a seguir identificadas: a) conceito de insumos na não cumulatividade das contribuições; b) direito a crédito nas aquisições com suspensão; c) direito ao crédito presumido da agroindústria em relação a aquisições de insumos junto a pessoas físicas e cooperativas e percentuais aplicáveis; d) direito a crédito em relação à aquisição de uniformes, vestuários, equipamentos de proteção, uso pessoal, materiais de limpeza, desinfecção e higienização, produtos esses de uso obrigatório por determinação da Vigilância Sanitária do Ministério da Saúde; e) direito à apropriação das aquisições de ovos e cebola in natura sujeitas a alíquota zero como crédito presumido da agroindústria e das demais aquisições por respeito ao princípio da não cumulatividade; f) direito a crédito de produtos utilizados na movimentação de cargas e de embalagens para transporte (pallets); g) direito a crédito em relação às despesas com frete na aquisição e na venda de mercadorias, inclusive nas transferências entre estabelecimentos; h) direito a crédito em relação aos bens adquiridos no mês de abril de 2006, pois, segundo o Recorrente, ocorrera equívoco na identificação dos valores devidos no mês (apresenta planilha); i) direito a crédito em relação aos demais insumos utilizados em construção e reformas com base nos encargos de depreciação; j) direito a crédito em relação a óleo, graxa e gasolina aplicados em máquinas e equipamentos utilizados na produção; k) direito a crédito com base nos encargos de depreciação dos bens do ativo imobilizado independentemente das datas de aquisição, pois a limitação temporal imposta pelo art. 31, § 1º, da Lei nº 10.865/2004 foi considerada inconstitucional pelo TRF4, tendo o STF já reconhecido a repercussão geral da matéria; l) em relação aos insumos importados, considerados como “inflados” pela Fiscalização, o Recorrente alega que eles foram devidamente calculados, mas em valores superiores aos informados, cujo excesso de créditos deveria ser aproveitado nos meses subsequentes, não tendo havido a identificação de que itens foram glosados, configurando-se cerceamento do direito de defesa (nova planilha foi apresentada); m) necessidade de realização de perícia diante da natureza do seu objeto social. Considerando o rol dos itens acima identificados, é possível concluir que, em relação a parte deles, as matérias já se encontram aptas para o julgamento, havendo, contudo, algumas em relação as quais não há nos autos elementos suficientes à sua apreciação (itens c, e, Fl. 419DF CARF MF Fl. 9 da Resolução n.º 3201-002.315 - 3ª Sejul/2ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10925.901154/2012-94 h, i, j e l), situação a demandar a conversão do julgamento em diligência à repartição de origem para se apurar, esclarecer e tomar as seguintes providências: 1º) solicitar ao Recorrente a apresentação de memória de cálculo, acompanhada da documentação contábil-fiscal comprobatória, inclusive da escrita fiscal, se for o caso, demonstrando a apuração do crédito presumido da agroindústria em relação às aquisições junto a pessoas físicas e cooperativas, incluindo as aquisições de ovos e cebola in natura sujeitas a alíquota zero, dados esses que deverão ser objeto de auditoria com vistas a se comprovar a efetiva existência do direito creditório pleiteado em relação a esses itens; 2º) auditar planilhas apresentadas pelo Recorrente relativas às aquisições ocorridas no mês de abril de 2006, tendo em vista sua alegação de que teria havido equívoco na informação anteriormente fornecida à Fiscalização relativamente aos valores devidos no mês, inclusive, se for o caso, com novas intimações para o contribuinte prestar esclarecimentos e/ou fornecer provas do direito alegado (OBS: consta de nota do processo que o processo nº 13983.720376/2012-10 possui documento em CD/DVD e a Fiscalização informa no despacho decisório que se organizou o dossiê físico nº 10925.000186/2012-71 para a guarda das mídias digitais que contêm a documentação apresentada pelo contribuinte; contudo, não se consegue acessar nenhum desses processos no E-processo para as verificações devidas); 3º) solicitar ao Recorrente a apresentação de memória de cálculo, acompanhada da documentação contábil-fiscal comprobatória, inclusive da escrita fiscal, se for o caso, demonstrando a apuração dos encargos de depreciação decorrentes da ativação de aquisições de bens e serviços utilizados na construção ou reforma de bens do ativo imobilizado, dados esses que deverão ser objeto de auditoria com vistas a se comprovar a efetiva existência do direito creditório pleiteado em relação a esses itens; 4º) solicitar ao Recorrente a comprovação de que os bens identificados como “óleo, graxa e gasolina” (e outros similares) foram aplicados em máquinas e equipamentos utilizados no seu processo produtivo; 5º) auditar planilha apresentada pelo Recorrente relativa aos insumos importados que, segundo ele, foram considerados como “inflados” na ação fiscal, tendo-se em conta a afirmação de que tais insumos haviam sido devidamente calculados, em valores superiores aos informados, cujo excesso de créditos deveria ser aproveitado nos meses subsequentes; 6º) na oportunidade, tendo-se em conta o Parecer Normativo Cosit nº 5/2018, que evidencia o atual entendimento da Receita Federal quanto ao conceito de insumos na não cumulatividade das contribuições, proceder à reanálise do enquadramento como insumos dos bens e serviços adquiridos que haviam sido glosados, precipuamente quanto à sua essencialidade e relevância no processo produtivo, considerando o Parecer técnico do Instituto Nacional de Tecnologia (INT) e o Laudo acerca do processo produtivo apresentados. Ao final, deverá ser elaborado relatório fiscal conclusivo quanto à extensão do direito creditório reconhecido, ou não, cientificando-se o Recorrente quanto aos resultados apurados, sendo-lhe oportunizado o prazo de 30 dias para se pronunciar, após o quê os presentes autos deverão retornar a este colegiado para prosseguimento. É como voto. Fl. 420DF CARF MF Fl. 10 da Resolução n.º 3201-002.315 - 3ª Sejul/2ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10925.901154/2012-94 (documento assinado digitalmente) Hélcio Lafetá Reis Fl. 421DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 12448.721504/2017-43
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Sep 10 00:00:00 UTC 2019
Data da publicação: Mon Oct 07 00:00:00 UTC 2019
Ementa: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA (IRPF)
Ano-calendário: 2014
DEDUÇÃO. PENSÃO ALIMENTÍCIA JUDICIAL. COMPROVAÇÃO PARCIAL.
O pagamento de pensão alimentícia judicial é dedutível na apuração do imposto de renda devido, quando restar comprovado seu efetivo pagamento, como também o atendimento das normas do Direito de Família, em virtude do cumprimento de decisão judicial, acordo homologado judicialmente ou, a partir de 28 de março de 2008, da escritura pública a que se refere a Lei nº 5.869, de 1973, art. 1.124-A.
REVISÃO DE DECLARAÇÃO. IMPOSTO RETIDO NA FONTE. COMPENSAÇÃO INDEVIDA.
Afasta-se a glosa de compensação do imposto de renda retido na fonte quando o contribuinte comprova que apresentou declaração retificadora corrigindo o valor declarado antes do início da ação fiscal.
Numero da decisão: 2301-006.409
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar parcial provimento ao recurso para cancelar a glosa de dedução de pensão alimentícia no valor de R$ 24.665,42 e a glosa da compensação indevida de imposto de renda retido na fonte de R$ 4.874,11.
(documento assinado digitalmente)
João Maurício Vital - Presidente
(documento assinado digitalmente)
Sheila Aires Cartaxo Gomes - Relatora
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Antônio Savio Nastureles, Wesley Rocha, Cleber Ferreira Nunes Leite, Marcelo Freitas de Souza Costa, Sheila Aires Cartaxo Gomes, Virgílio Cansino Gil (suplente convocado), Wilderson Botto (suplente convocado) e João Maurício Vital (Presidente). A Conselheira Juliana Marteli Fais Feriato, em razão da ausência, foi substituída pelo Conselheiro Virgílio Cansino Gil, suplente convocado.
Nome do relator: SHEILA AIRES CARTAXO GOMES
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201909
camara_s : Terceira Câmara
ementa_s : ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA (IRPF) Ano-calendário: 2014 DEDUÇÃO. PENSÃO ALIMENTÍCIA JUDICIAL. COMPROVAÇÃO PARCIAL. O pagamento de pensão alimentícia judicial é dedutível na apuração do imposto de renda devido, quando restar comprovado seu efetivo pagamento, como também o atendimento das normas do Direito de Família, em virtude do cumprimento de decisão judicial, acordo homologado judicialmente ou, a partir de 28 de março de 2008, da escritura pública a que se refere a Lei nº 5.869, de 1973, art. 1.124-A. REVISÃO DE DECLARAÇÃO. IMPOSTO RETIDO NA FONTE. COMPENSAÇÃO INDEVIDA. Afasta-se a glosa de compensação do imposto de renda retido na fonte quando o contribuinte comprova que apresentou declaração retificadora corrigindo o valor declarado antes do início da ação fiscal.
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Mon Oct 07 00:00:00 UTC 2019
numero_processo_s : 12448.721504/2017-43
anomes_publicacao_s : 201910
conteudo_id_s : 6069502
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Oct 08 00:00:00 UTC 2019
numero_decisao_s : 2301-006.409
nome_arquivo_s : Decisao_12448721504201743.PDF
ano_publicacao_s : 2019
nome_relator_s : SHEILA AIRES CARTAXO GOMES
nome_arquivo_pdf_s : 12448721504201743_6069502.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar parcial provimento ao recurso para cancelar a glosa de dedução de pensão alimentícia no valor de R$ 24.665,42 e a glosa da compensação indevida de imposto de renda retido na fonte de R$ 4.874,11. (documento assinado digitalmente) João Maurício Vital - Presidente (documento assinado digitalmente) Sheila Aires Cartaxo Gomes - Relatora Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Antônio Savio Nastureles, Wesley Rocha, Cleber Ferreira Nunes Leite, Marcelo Freitas de Souza Costa, Sheila Aires Cartaxo Gomes, Virgílio Cansino Gil (suplente convocado), Wilderson Botto (suplente convocado) e João Maurício Vital (Presidente). A Conselheira Juliana Marteli Fais Feriato, em razão da ausência, foi substituída pelo Conselheiro Virgílio Cansino Gil, suplente convocado.
dt_sessao_tdt : Tue Sep 10 00:00:00 UTC 2019
id : 7929729
ano_sessao_s : 2019
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:53:32 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713052472525717504
conteudo_txt : Metadados => date: 2019-09-20T14:51:17Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.5; xmp:CreatorTool: Microsoft® Word 2010; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; language: pt-BR; dcterms:created: 2019-09-20T14:51:17Z; Last-Modified: 2019-09-20T14:51:17Z; dcterms:modified: 2019-09-20T14:51:17Z; dc:format: application/pdf; version=1.5; Last-Save-Date: 2019-09-20T14:51:17Z; pdf:docinfo:creator_tool: Microsoft® Word 2010; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2019-09-20T14:51:17Z; meta:save-date: 2019-09-20T14:51:17Z; pdf:encrypted: true; modified: 2019-09-20T14:51:17Z; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; dc:language: pt-BR; meta:creation-date: 2019-09-20T14:51:17Z; created: 2019-09-20T14:51:17Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; Creation-Date: 2019-09-20T14:51:17Z; pdf:charsPerPage: 1910; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; pdf:docinfo:created: 2019-09-20T14:51:17Z | Conteúdo => S2-C 3T1 Ministério da Economia Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Processo nº 12448.721504/2017-43 Recurso Voluntário Acórdão nº 2301-006.409 – 2ª Seção de Julgamento / 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 10 de setembro de 2019 Recorrente ALFREDO ALBINO ITTURRIET FERREIRA Interessado FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA (IRPF) Ano-calendário: 2014 DEDUÇÃO. PENSÃO ALIMENTÍCIA JUDICIAL. COMPROVAÇÃO PARCIAL. O pagamento de pensão alimentícia judicial é dedutível na apuração do imposto de renda devido, quando restar comprovado seu efetivo pagamento, como também o atendimento das normas do Direito de Família, em virtude do cumprimento de decisão judicial, acordo homologado judicialmente ou, a partir de 28 de março de 2008, da escritura pública a que se refere a Lei nº 5.869, de 1973, art. 1.124-A. REVISÃO DE DECLARAÇÃO. IMPOSTO RETIDO NA FONTE. COMPENSAÇÃO INDEVIDA. Afasta-se a glosa de compensação do imposto de renda retido na fonte quando o contribuinte comprova que apresentou declaração retificadora corrigindo o valor declarado antes do início da ação fiscal. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar parcial provimento ao recurso para cancelar a glosa de dedução de pensão alimentícia no valor de R$ 24.665,42 e a glosa da compensação indevida de imposto de renda retido na fonte de R$ 4.874,11. (documento assinado digitalmente) João Maurício Vital - Presidente (documento assinado digitalmente) Sheila Aires Cartaxo Gomes - Relatora Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Antônio Savio Nastureles, Wesley Rocha, Cleber Ferreira Nunes Leite, Marcelo Freitas de Souza Costa, Sheila Aires Cartaxo Gomes, Virgílio Cansino Gil (suplente convocado), Wilderson Botto (suplente AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 12 44 8. 72 15 04 /2 01 7- 43 Fl. 138DF CARF MF Fl. 2 do Acórdão n.º 2301-006.409 - 2ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 12448.721504/2017-43 convocado) e João Maurício Vital (Presidente). A Conselheira Juliana Marteli Fais Feriato, em razão da ausência, foi substituída pelo Conselheiro Virgílio Cansino Gil, suplente convocado. Relatório Autuação Trata o presente processo, de exigência de Imposto de Renda Pessoa Física (notificação de lançamento e-fls. 11 a 18), referente ao ano-calendário 2016. Em revisão da declaração de Ajuste Anual do contribuinte identificado em epígrafe foi procedida a glosa de dedução de pensão alimentícia no valor de R$ 49.025,62, de despesas médicas R$ 1.995,62 e compensação indevida de imposto de renda retido na fonte no valor R$ 4.874,11. Impugnação Por bem descreverem as alegações da impugnação, adoto o relatório da decisão de primeira instância, o qual transcrevo a seguir: Da Impugnação A Notificação de Lançamento foi lavrada em 30/01/2017 e a ciência em 13/02/2017. A contribuinte ingressou com impugnação em 06/03/2017, alegando em síntese: DEDUÇÃO INDEVIDA DE PENSÃO ALIMENTÍCIA JUDICIAL E/OU POR ESCRITURA PÚBLICA O valor de Infração é de R$ 49.025,62 e o contribuinte não concorda com este valor. O valor contestado refere-se a pagamentos efetuados a título de pensão alimentícia, inclusive a prestação de alimentos provisionais, conforme normas do Direito de Família, em decorrência de decisão judicial, de acordo homologado judicialmente ou de escritura pública, no caso de divórcio consensual. DEDUÇÃO INDEVIDA DE DESPESAS MÉDICAS O valor da infração é de R$ 1.995,62 e o contribuinte não concorda com essa glosa. O valor refere-se as despesas medicas pagas em benefício de alimentando, glosadas (não aceitas) por falta de apresentação de sentença Judicial, de acordo homologado Judicialmente ou de escritura pública com previsão para pagamento de tais despesas. Apresenta tal documento para fins de comprovação. COMPENSAÇÃO INDEVIDA DE IMPOSTO DE RENDA RETIDO NA FONTE Valor da infração é de R$ 4874,11. O contribuinte não concorda com essa infração. Refere-se ao imposto de renda retido na fonte informado no comprovante de rendimentos fornecido pela fonte pagadora e os rendimentos correspondentes foram devidamente oferecido a tributação na declaração de ajuste anual. Fl. 139DF CARF MF Fl. 3 do Acórdão n.º 2301-006.409 - 2ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 12448.721504/2017-43 Acórdão de Primeira Instância Os membros da 11 a Turma da DRJ-SPO, por unanimidade de votos, julgaram a impugnação parcialmente procedente, na forma do relatório e voto (e-fls. 93 a 101) conforme transcrição de ementa seguir: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF Ano-calendário: 2014 PENSÃO ALIMENTÍCIA. Deve-se comprovar às importâncias pagas a título de pensão alimentícia em face das normas do Direito de Família, quando em cumprimento de decisão judicial ou acordo homologado judicialmente, inclusive a prestação de alimentos provisionais. COMPENSAÇÃO INDEVIDA. DE IMPOSTO DE RENDA RETIDO NA FONTE. Não havendo nos autos elemento de prova demonstrando que de fato ocorreu a retenção do imposto de renda na fonte para o ano-calendário correspondente, não há como ser considerado o imposto de renda na fonte pleiteado na declaração de ajuste anual. Impugnação Procedente em Parte Crédito Tributário Mantido em Parte A decisão de primeira instância restabeleceu a dedução de despesas médicas no valor de R$ 1.995,62 e de pensão alimentícia no montante de R$ 3.032,69. Recurso Voluntário Cientificado dessa decisão em 24/09/2018 (e-fl. 106), o contribuinte interpôs em 09/10/2018 recurso voluntário (e-fls.125 a 131), no qual alega: - que anexa ao recurso as três decisões judiciais existentes (e-fls 23 a 28 e 113 a 116) para provimento de pensões alimentícias; - que desde dezembro de 2013 recolhe pensão alimentícia para a filha menor, Giulia Linhares ltturriet Ferreira, conforme decisão judicial (e-fl. 113 e 114); - que a decisão judicial (e-fl. 116) fixou pensão alimentícia a Raquel Moreira Linhares, sua ex-esposa, a partir de julho de 2014; - que pela decisão de 09/01/2014(e-fl. 113 e 114) já recolhia 20% dos seus rendimentos para a filha Giulia Linhares Itturriet Ferreira; - que os valores destinados à Giulia eram creditados em nome da responsável - Raquel Moreira Linhares, não sendo cabível o argumento de que poderia deduzir somente 10% de sua renda líquida em favor de Raquel; - que de janeiro a dezembro de 2014 foram retirados 20% dos seus proventos líquidos, e, que, a partir de julho de 2014 a retenção na fonte pagadora alcançou o percentual de 30%; Fl. 140DF CARF MF Fl. 4 do Acórdão n.º 2301-006.409 - 2ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 12448.721504/2017-43 - que enquanto aguardava a sentença de janeiro de 2014 produzir seus efeitos sobre os contra-cheques, fez créditos bancários na conta da representante legal da alimentanda Giulia no montante de R$ 13.553,92, anexa comprovantes bancários (e-fls. 49 a 51) e recibo (e- fls. 122 a 124) ; - que anexa recibo de pagamento da pensão de Raquel de Carvalho Ferreira no valor de R$ 40.800,00 (e-fl. 117 e declaração de imposto de renda (e-fl. 42 a 48); - que no tocante à compensação indevida do IRRF a inconsistência foi corrigida tempestivamente pela declaração retificadora enviada em 17/05/2015 (e-fls. 29 a 41). É o relatório. Voto Conselheira Sheila Aires Cartaxo Gomes, Relatora. Conhecimento O recurso é tempestivo e atende aos requisitos de admissibilidade, assim, dele tomo conhecimento. Preliminares Não foram alegadas questões preliminares no recurso voluntário. Mérito O litígio recai sobre a glosa de dedução de pensão alimentícia e compensação indevida de Imposto de Renda Retido na Fonte. Dedução de Pensão Alimentícia A dedução da pensão alimentícia da base de cálculo do Imposto de Renda está prevista no artigo 78 do Regulamento do Imposto de Renda (RIR – Decreto 3.000/99) e no artigo 4º da Lei nº 9.250/1995: Art. 78. Na determinação da base de cálculo sujeita à incidência mensal do imposto, poderá ser deduzida a importância paga a título de pensão alimentícia em face das normas do Direito de Família, quando em cumprimento de decisão judicial ou acordo homologado judicialmente, inclusive a prestação de alimentos provisionais (Lei nº 9.250, de 1995, art. 4º, inciso II). (...) Art. 4º. Na determinação da base de cálculo sujeita à incidência mensal do imposto de renda poderão ser deduzidas: (...) Fl. 141DF CARF MF Fl. 5 do Acórdão n.º 2301-006.409 - 2ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 12448.721504/2017-43 II – as importâncias pagas a título de pensão alimentícia em face das normas do Direito de Família, quando em cumprimento de decisão judicial, inclusive a prestação de alimentos provisionais, de acordo homologado judicialmente, ou de escritura pública a que se refere o art. 1.124ª da Lei n o 5.869, de 11 de janeiro de 1973 Código de Processo Civil; Nos termos do art. 78 do Regulamento do Imposto de Renda – RIR/1999, a dedutibilidade do valor pago a título de pensão alimentícia está subordinada à comprovação: 1) da obrigação decorrente de decisão judicial, acordo homologado judicialmente, ou mesmo de escritura pública (art. 1.124ª da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973 Código de Processo Civil) 2) dos pagamentos efetuados. Quanto à primeira comprovação, traz o contribuinte três decisões judiciais para provimento de pensões alimentícias à Raquel Carvalho Ferreira, Raquel Moreira Linhares e Giulia Linhares ltturriet Ferreira (e-fls 23 a 28 e 113 a 116). No tocante à comprovação do pagamento, apresenta o recorrente: - comprovantes de rendimentos onde constam os descontos efetuados a título de pensão alimentícia (e-fls. 118 a 121); - declaração de Imposto de Renda (e-fl. 42 a 48) e recibo de pagamento em nome de Raquel de Carvalho Ferreira no valor de R$ 40.800,00 (e-fl. 117); - comprovantes bancários (e-fls. 49 a 51) e recibos de pagamento de pensão à Giulia Linhares ltturriet Ferreira (e-fls. 122 a 124) nos meses de janeiro a março de 2014. A decisão de primeira instância restabeleceu a dedução de pensão alimentícia no valor de R$ 3.032,69, e manteve a glosa de 45.995,93. Pela análise da documentação apresentada, restaram comprovados os seguintes pagamentos de pensão alimentícia, conforme planilha a seguir: PAGAMENTOS DE PENSÃO ALIMENTÍCIA COMPROVADOS VALOR DOCUMENTO COMPROBATÓRIO DO PAGAMENTO 39.713,54 TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO E-FL. 118 10.556,77 MINISTÉRIO DA SAÚDE E- FL. 119 7.113,30 EMPRESA DE TRANSPORTES FLORES LTDA E-FL. 121 40.800,00 DECLARACAO E-FL. 117 E IRPF E-FLS. 42-48 98.183,61 TOTAL DE PAGAMENTOS COMPROVADOS Cabe destacar que os comprovantes bancários (e-fls. 49 a 51) não encontram-se legíveis, e, conforme anotações feitas a mão, alguns pagamentos se referem a conserto de carro, flores e ajuda para festa, despesas que não possuem natureza alimentícia e não foram estipulados na decisão judicial. Ademais, no cálculo apresentado na planilha do recurso voluntário (e-fl. 131), foram acrescidos aos valores de pensão retidos nos contracheques as despesas com saúde das alimentandas. Contudo essas despesas já foram declaradas no imposto de renda como pagamentos a planos de saúde, portanto, se somadas, haveria dupla dedução. Fl. 142DF CARF MF Fl. 6 do Acórdão n.º 2301-006.409 - 2ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 12448.721504/2017-43 Ante ao exposto, voto por restabelecer a dedução de pensão alimentícia no valor de R$ 24.665,42 e manter a glosa de 21.327,51. 119.511,12 VALOR DECLARADO DEDUÇÃO PENSÃO IRPF 98.183,61 TOTAL DE PAGAMENTOS COMPROVADOS 21.327,51 VALOR MANTIDO APÓS RECURSO VOLUNTÁRIO 49.025,62 VALOR GLOSADO NA NOTIFICAÇÃO DE LANÇAMENTO 3.032,69 VALOR RECONHECIDO PELA DECISÃO DE PISO 24.665,42 VALOR RESTABELECIDO APÓS RECURSO VOLUNTÁRIO Compensação Indevida de Imposto de Renda Retido na Fonte A autoridade fiscal apurou divergência de imposto de renda retido na fonte no valor de R$ 4.874,11, ao realizar o cotejo entre a DIRF e a declaração de imposto de renda do recorrente. Conforme descrição dos fatos, consta da DIRF do Tribunal de Justica do Estado do Rio De Janeiro CNPJ/CPF: 28.538.734/0001-48 um IRRF de R$ 60.213,28 e foi declarado o valor de R$ 65.087,39 na DIRPF. O recorrente alega que entregou, tempestivamente, declaração retificadora em 17/05/2015, recibo nº 00.17.21.20.07-11, alterando o imposto retido para o valor de R$ 60.213,28, e, que, portanto, não seria pertinente o lançamento. Compulsando os autos, verifico que assiste razão ao recorrente, pois, consta às e- fls. 29 a 41, declaração retificadora transmitida em 17/05/2015, recibo nº 00.17.21.20.07-11, onde consta o imposto retido pela fonte pagadora Tribunal de Justica do Estado do Rio De Janeiro CNPJ/CPF: 28.538.734/0001-48 o valor de R$ 60.213,28. Voto por cancelar a glosa de R$ 4.874,11. Fl. 143DF CARF MF Fl. 7 do Acórdão n.º 2301-006.409 - 2ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 12448.721504/2017-43 Conclusão Diante do exposto, voto por conhecer do recurso, e, no mérito dar-lhe provimento parcial para cancelar a glosa de dedução de pensão alimentícia no valor de R$ 24.665,42 e a glosa da compensação indevida de imposto de renda retido na fonte de R$ 4.874,11. É como voto. (documento assinado digitalmente) Sheila Aires Cartaxo Gomes Fl. 144DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 13907.000277/2004-11
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Aug 22 00:00:00 UTC 2019
Data da publicação: Mon Oct 21 00:00:00 UTC 2019
Ementa: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Período de apuração: 01/06/2000 a 31/10/2002
VEÍCULOS. SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA PROGRESSIVA OU POR ANTECIPAÇÃO.
A substituição tributária progressiva, também conhecida por substituição tributária "por antecipação", ou, em linguagem mais coloquial, substituição tributária "para frente", consiste no regime de tributação caracterizado pela eleição, por lei, de um substituto tributário, o qual será responsável pelo pagamento, além do imposto pelo qual se reveste na condição de contribuinte de jure original, também pelo imposto dos contribuintes ("substituídos") que se encontram na continuação da cadeia econômica, isto é, em relação aos fatos geradores que, no dizer da CF/88, art. 150, § 7º, devam ocorrer posteriormente.
A base de cálculo da Cofins, para efeito do regime de fabricante ou importador, considerado este o prego do produto acrescido do valor do Imposto sobre Produtos Industrializados incidente na operação.
INSTRUÇÃO NORMATIVA SRF Nº 54, DE 19/05/2000. LEGALIDADE.
A IN SRF nº 54/2000 apenas esclareceu situação fática já existente no mundo jurídico, não criando inovação nem mesmo sendo maculada de ilegalidade, a teor do REsp nº 661.526/SC
Numero da decisão: 3301-006.834
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, , por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário.
Assinado digitalmente
Winderley Morais Pereira - Presidente.
Assinado digitalmente
Ari Vendramini- Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Winderley Morais Pereira (Presidente), Liziane Angelotti Meira, Marcelo Costa Marques D'Oliveira, Salvador Cândido Brandão Junior, Marco Antonio Marinho Nunes, Semíramis de Oliveira Duro, Valcir Gassen e Ari Vendramini (Relator)
Nome do relator: ARI VENDRAMINI
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201908
camara_s : Terceira Câmara
ementa_s : Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins Período de apuração: 01/06/2000 a 31/10/2002 VEÍCULOS. SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA PROGRESSIVA OU POR ANTECIPAÇÃO. A substituição tributária progressiva, também conhecida por substituição tributária "por antecipação", ou, em linguagem mais coloquial, substituição tributária "para frente", consiste no regime de tributação caracterizado pela eleição, por lei, de um substituto tributário, o qual será responsável pelo pagamento, além do imposto pelo qual se reveste na condição de contribuinte de jure original, também pelo imposto dos contribuintes ("substituídos") que se encontram na continuação da cadeia econômica, isto é, em relação aos fatos geradores que, no dizer da CF/88, art. 150, § 7º, devam ocorrer posteriormente. A base de cálculo da Cofins, para efeito do regime de fabricante ou importador, considerado este o prego do produto acrescido do valor do Imposto sobre Produtos Industrializados incidente na operação. INSTRUÇÃO NORMATIVA SRF Nº 54, DE 19/05/2000. LEGALIDADE. A IN SRF nº 54/2000 apenas esclareceu situação fática já existente no mundo jurídico, não criando inovação nem mesmo sendo maculada de ilegalidade, a teor do REsp nº 661.526/SC
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Mon Oct 21 00:00:00 UTC 2019
numero_processo_s : 13907.000277/2004-11
anomes_publicacao_s : 201910
conteudo_id_s : 6076788
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Oct 22 00:00:00 UTC 2019
numero_decisao_s : 3301-006.834
nome_arquivo_s : Decisao_13907000277200411.PDF
ano_publicacao_s : 2019
nome_relator_s : ARI VENDRAMINI
nome_arquivo_pdf_s : 13907000277200411_6076788.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, , por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário. Assinado digitalmente Winderley Morais Pereira - Presidente. Assinado digitalmente Ari Vendramini- Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Winderley Morais Pereira (Presidente), Liziane Angelotti Meira, Marcelo Costa Marques D'Oliveira, Salvador Cândido Brandão Junior, Marco Antonio Marinho Nunes, Semíramis de Oliveira Duro, Valcir Gassen e Ari Vendramini (Relator)
dt_sessao_tdt : Thu Aug 22 00:00:00 UTC 2019
id : 7946470
ano_sessao_s : 2019
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:54:02 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713052472594923520
conteudo_txt : Metadados => date: 2019-10-04T14:48:05Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; dcterms:created: 2019-10-04T14:48:05Z; Last-Modified: 2019-10-04T14:48:05Z; dcterms:modified: 2019-10-04T14:48:05Z; dc:format: application/pdf; version=1.4; xmpMM:DocumentID: uuid:fa82ee60-4f7b-4cf7-ad55-b3fd88db194c; Last-Save-Date: 2019-10-04T14:48:05Z; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2019-10-04T14:48:05Z; meta:save-date: 2019-10-04T14:48:05Z; pdf:encrypted: true; modified: 2019-10-04T14:48:05Z; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; meta:creation-date: 2019-10-04T14:48:05Z; created: 2019-10-04T14:48:05Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 11; Creation-Date: 2019-10-04T14:48:05Z; pdf:charsPerPage: 1921; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; pdf:docinfo:created: 2019-10-04T14:48:05Z | Conteúdo => S3C3T1 Fl. 58 1 57 S3C3T1 MINISTÉRIO DA ECONOMIA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13907.000277/200411 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3301006.834 – 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 22 de agosto de 2019 Matéria Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social COFINS Recorrente AUTO ARAPONGAS COMÉRCIO DE VEÍCULOS LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 01/06/2000 a 31/10/2002 VEÍCULOS. SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA PROGRESSIVA OU POR ANTECIPAÇÃO. A substituição tributária progressiva, também conhecida por substituição tributária "por antecipação", ou, em linguagem mais coloquial, substituição tributária "para frente", consiste no regime de tributação caracterizado pela eleição, por lei, de um substituto tributário, o qual será responsável pelo pagamento, além do imposto pelo qual se reveste na condição de contribuinte de jure original, também pelo imposto dos contribuintes ("substituídos") que se encontram na continuação da cadeia econômica, isto é, em relação aos fatos geradores que, no dizer da CF/88, art. 150, § 7º, devam ocorrer posteriormente. A base de cálculo da Cofins, para efeito do regime de fabricante ou importador, considerado este o prego do produto acrescido do valor do Imposto sobre Produtos Industrializados incidente na operação. INSTRUÇÃO NORMATIVA SRF Nº 54, DE 19/05/2000. LEGALIDADE. A IN SRF nº 54/2000 apenas esclareceu situação fática já existente no mundo jurídico, não criando inovação nem mesmo sendo maculada de ilegalidade, a teor do REsp nº 661.526/SC Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, , por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário. Assinado digitalmente AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 90 7. 00 02 77 /2 00 4- 11 Fl. 58DF CARF MF 2 Winderley Morais Pereira Presidente. Assinado digitalmente Ari Vendramini Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Winderley Morais Pereira (Presidente), Liziane Angelotti Meira, Marcelo Costa Marques D'Oliveira, Salvador Cândido Brandão Junior, Marco Antonio Marinho Nunes, Semíramis de Oliveira Duro, Valcir Gassen e Ari Vendramini (Relator) Relatório 1. Tratam estes autos de pedido de restituição de valores considerados pagos a maior, a título de Contribuição ao PIS/PASEP e á COFINS, sob a alegação de que a Instrução Normativa SRF nº 54, de 19/05/2000, incluiu indevidamente na base de cálculo destas contribuições o valor do IPI, por força do instituído pela Medida Provisória nº 2.15835, de 2000. 2. A DRF/LONDRINA, fundamentada em Parecer emitido pela sua Seção de orientação e Análise Tributária – SEORT, exarou Despacho Decisório indeferindo o pedido. 3. A requerente, cientificada do Despacho Decisório, apresentou manifestação de inconformidade, que foi encaminhada a DRJ/CURITIBA para análise. 4. Adoto e reproduzo o relatório que compõe o Acórdão nº 0618.459 – 3ª Turma da DRJ/CTA, por bem descrever os fatos : Trata o processo de Pedido de Restituição de PIS e Cofins (fl. 01), nos valores respectivos de R$ 12.252,43 e R$ 56.547,34 (fls. 02/11), protocolizado em 19/11/2004, relativamente à inclusão do IPI na base de cálculo das respectivas contribuições, nos períodos de 06/2000 a 10/2002, nos termos do § 1° art. 3° da Instrução Normativa SRF n° 54, de 19/05/2000. Em 07/03/2008, após análise, o pedido foi indeferido pela Delegacia da Receita Federal em Londrina/PR, conforme Despacho Decisório n° 156/2008 (fls. 28/31), nos termos da IN SRF n° 54/2000, com as alterações da IN SRF no 247/2002. Inconformada com a decisão proferida, a interessada, por intermédio de seu representante legal, interpôs, em 02/04/2008, a tempestiva manifestação de inconformidade, fls. 33/37, alegando que a autoridade recorrida não justificou de forma clara e inequívoca as razões de seu indeferimento. Argumenta que, desde a sua criação, com o advento da Lei Complementar n° 70/91, não se admite a inclusão do IPI em sua base de cálculo, conduzindo a premissa fática da existência de créditos por conta de valores recolhidos a maior, em decorrência da inadequada e Fl. 59DF CARF MF Processo nº 13907.000277/200411 Acórdão n.º 3301006.834 S3C3T1 Fl. 59 3 impertinente inclusão do IPI na base de cálculo das contribuições. Ressalta que as contribuições do PIS e Cofins tinham sua normatização nas Leis nº 9.715 e 9.718, de 1998, passando a base de cálculo das contribuições ser considerada como a totalidade das efetivas receitas brutas auferidas, excluindo o IPI. Com o advento da Medida Provisória n° 199118, de 2000, reeditada sob n° 2.15835, de 2000, salienta que restou modificada a forma de exigência das contribuições, incumbindo o fabricante/montadora, na condição de fornecedor, cobrar do contribuinte, que no caso é sua rede autorizada, para posterior recolhimentos aos cofres da Unido, calculados sobre o prego de compra dos concessionários. Contudo, a Receita Federal com a edição da IN SRF no 54/2000 onerou de forma ilegal e abusiva a cobrança dessa contribuição, ao incluir na base de cálculo do PIS e da Cofins o valor do IPI, ferindo flagrantemente o principio da legalidade. Por fim, aduz ser genuína e legitima a pretensão de ver restituído esses valores recolhidos a maior, pois o contribuinte, como concessionário que é, quando adquire veículos da montadora/fabricante, o faz mediante seu faturamento e como o ciclo de tal tributo se encerra nesta operação, o concessionário acaba sendo o efetivo contribuinte do IPI (sic), até porque já vem embutido no prego da mercadoria, muito embora não seja ele o consumidor final. É o relatório. 10. A DRJ/CURITIBA que assim ementou o Acórdão : ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA 0 FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL – COFINS Período de apuração: 01/06/2000 a 31/10/2002 VEÍCULOS. SUBSTITUIÇÃO. BASE DE CALCULO. A base de cálculo da Cofins, para efeito do regime de substituição tributária, é o prego de venda do fabricante ou importador, considerado este o prego do produto acrescido do valor do Imposto sobre Produtos Industrializados incidente na operação. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA 0 PIS/PASEP Período de apuração: 01/06/2000 a 31/10/2002 VEÍCULOS. SUBSTITUIÇÃO. BASE DE CALCULO. A base de cálculo do PIS, para efeito do regime de substituição tributária, é o prego de venda do fabricante ou importador, considerado este o prego do produto acrescido do valor do Fl. 60DF CARF MF 4 Imposto sobre Produtos Industrializados incidente na operação. Solicitação Indeferida 11. Irresignado, o requerente apresentou recurso voluntário, dirigido a este CARF, onde alega : I – OS FATOS 1. Pela via administrativa, o Recorrente requereu junto a CAC da SRF na cidade de Londrina, PR, "Pedido de Restituição" de valores atinentes as contribuições do PIS e da COFINS, pagos a maior, em decorrência da ilegal e indevida inclusão do I.P.I. na base de cálculo de tais contribuições, inclusão esta instituída indevidamente através do parágrafo 10 , do artigo 3' da Instrução Normativa de n° 54 de 19/05/2000. 3. Não obstante a patente legalidade do requerimento interposto pelo Recorrente, tudo com pleno respaldo nas legislações acima, sua pretensão restou vencida nos termos do Relatório constante do já citado Acórdão da Terceira Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento de CuritibaPR, sob o fundamento de que, no regime de substituição tributaria, os contribuintes substituidos não podem excluir da base de calculo a parcela do IPI que foi retida e recolhida pelo substituto. Ademais, não há na legislação para o caso em tela, a hipótese de exclusão do IPI da base de cálculo do PIS e da COFINS. E mais, a INSRF n° 54 de 2000, lido alterou a legislação, mas simplesmente deixou expresso algo que já estava subentendido no texto da medida provisória, não havendo que se falar em ofensa ao principio da legalidade. Decisão essa, sobre a qual se insurge através do presente Recurso Voluntário. II – DO DIREITO 1. Preliminarmente, cumpre registrar que o Recorrente em momento algum pleiteou ao longo desse árduo caminho retratado no seu Pedido de Restituição, a inconstitucionalidade de qualquer diploma advindo de lei. 2. AO contrario, o que se pretende efetivamente, é exatamente o cumprimento de toda sorte de legislação sobre o tema, conforme já consignado no item 1.2. acima. 3. É certo que o parágrafo l', do artigo 3° da Instrução Normativa de n' 54 de 19/05/2000, encontrase eivado de inconstitucionalidade, porem, igualmente é sabido que essa norma jurídica não atinge os particulares, a exemplo do Recorrente, razão pela qual, o que se pretende, é exatamente o cumprimento da legislação a que o contribuinte se sujeita. Nesse particular, a devolução dos valores atinentes as contribuições do PIS e da COFINS, pagos a maior, em decorrência da ilegal e indevida inclusão do I.P.I. na base de cálculo de tais contribuigeies, é medida que se impõe, uma vez que, os efeitos de mera Instrução Normativa não atinge particulares. II.2 – MÉRITO 1. De rigor o cerne da questão, está na adequada e acurada interpretação do amplo espectro de normas e dispositivos legais reguladores do PIS e da COFINS, fartamente citado pelo Recorrente, os quais, desde sua criação, ou seja, cam o advento da Lei Complementar 70/91, não admitem a inclusão do IPI em sua base de cálculo, conduzindo indubitavelmente a premissa tática irretorquivel de existir em favor da manifestante, crédito por conta Fl. 61DF CARF MF Processo nº 13907.000277/200411 Acórdão n.º 3301006.834 S3C3T1 Fl. 60 5 de valores recolhidos á maior, em decorrência da inadequada e impertinente inclusão do na base de cálculo de tais contribviçOes no período compreendido entre 11 de junho de 90,N, a 31 de outubro de 20, (32, conform ventilado por ocasião do Demonstrativo de COloula, acostado ao "Pedido de Restituição", e isto porque: Consoante já consignado, as contribuições do PIS e da COFINS, tinham sua normatização nas Leis 9.715/98 e 9.178/98, diplomas legais estes os quais introduziram alterações quanto a suas respectivas bases de calculo e aliquotas, passando desde então, a base de cálculo, a ser considerada pare a incidência de tais tributos, como a totalidade das efetivas receitas brutas auferidas, excluindo por evidente, o que não representa receita a exemplo do I.P.I.. É. o que se depreende dos enunciados constantes do parágrafo único do artigo 3° da Lei n°9.715, bem como do parágrafo segundo do artigo 3' da Lei 9.718/98. 3. Com o advento da Medida Provisória de n° 199118 de 09/06/2000, posteriormente reeditada sob o n° 215835 de 24/08/2000, restou modificada a forma de exigência do PIS e da COFINS, através do enunciado constante do parágrafo único de seu artigo 43, de onde se extrai a premissa de incumbir ao Fabricante/Montadora na condição de fornecedor do produto, cobrar do contribuinte, que no caso sua rede autorizada, para posterior recolhimento aos cofres da Receita Federal, em procedimento conhecido como "Substituto Tributário". Assim, tanto o PIS como a COFINS, passaram a ser previamente calculados sobre o prego de compra dos concessionários, conforme determinação expressa aludida ein shteditf3 arti(3 de lei. Contudo, o recolhimento das contribuições em comento, sofreu significativa mudança, com graves prejuízos ao bolso do Recorrente, quando a Receita Federal editou a Instrução normativa de n' 54/2000, em especial no seu artigo 3 0 , parágrafo 1 0 , onerando de forma ilegal e abusiva, a cobrança dessa contribuição pois incluiu na base de cálculo do PIS e da COFINS, o valor do I.P.I., distorcendo assim o conceito contábil e legal do prego de venda de um veiculo componente do faturamento, posto que, tal imposto já se mostra agregado ao custo do veiculo adquirido pela manifestante para futura comercialização. (…) 6. Uma Instrução Normativa da Secretaria da Receita Federal tem seu campo de ietr Ar3s limifes da admiaLF,tr_Ar não podendo atingir as contribuintes que, coma particulares que são, só fazem, ou deixam de fazer em virtude de lei. E nessa questão, é bom frisar que o próprio Governo Federal, por ocasio da edipão da Medida Provisória 215835, não akItizvo, a II ,aa base de cAlcuIc para efeito de recolhimento das contribuições em tela, não podendo assim, mera Instrução Normativa criar essa obrigação junto ao contribuinte vez que, não está legalmente vinculado a esta. 7. Mais não é só isso, para espancar de vez com qualquer dúvida que ainda exista a cerca da legitimidade/legalidade do pleito visando a restituição desse valor recolhido a maior, cumpre registrar que, com a edição da Lei n' 10.485/02, também conhecida como PIS e COFINS não cumulativa, em vigor desde 01 de novembro de 2002, o legislador, em seu artigo l' reconheceu o abuso daquela Instrução Normativa, voltando a excluir o IPI para efeito do recolhimento da base de calculo do PIS e da COFINS. II.3 – A LEGITIMIDADE DO CONTRIBUINTE Fl. 62DF CARF MF 6 1. Ademais a pretensão da Recorrente em ver restituído esses valores pecuniários recolhidos a maior por conta desta esdrúxula e ilegal inclusão do I.P.I., mostrase ainda mais genuína e legitima, dada a pacifica natureza indireta do tributo I.P.I., pois o contribuinte, como concessionário que 6, quando adquire veículos da Montadora/Fabricante, o faz mediante seu faturamento, o que equivale a dizer, haver uma nítida operação de compra e venda entre as partes. 2. Como o ciclo de tal tributo se encerra nesta operação, é evidente que o concessionário acaba sendo o efetivo contribuinte de fato do I.P.I., ate porque é ele quem acaba arcando com o valor de tal tributo, que já vem embutido no prego da mercadoria, muito embora não seja ele o consumidor final. IV – CONCLUSÃO IV — A CONCLUSÃO Á vista de todo o exposto, demonstrada a insubsistência e improcedência do r. Acórdão 0618.459 da E. Terceira Turma da Delegacia Da Receita de Julgamento de CuritibaPR, espera e requer a recorrente seja acolhido o presente recurso para o fim de ver autorizado seu Pedido de Restituição de valores a titulo de Pis e Cofins em face da indevida inclusão do IPI na base do calculo. 12. Os autos foram então a mim distribuídos. É o relatório. Voto Conselheiro Ari Vendramini 13. A questão central do recurso é a discussão da legitimidade da Instrução Normativa nº 54, de 19/05/2000, a qual a recorrente pretende seja declarada inválida. 14. Com o presente pedido de restituição a contribuinte buscou a recuperação de valores supostamente pagos a maior a título de PIS e de Cofins, sob o argumento de que a IN SRF n" 54/2000 alterou a base de cálculo dos tributos, o que fere o principio da legalidade e a hierarquia das leis. Muito embora a contribuinte tenha tentado dar outra denominação à sua pretensão, o fato é que tenciona que a administração ignore legislação vigente, à qual está vinculada. 14. O Ilustre Julgador da DRJ/CTA sintetizou muito bem a questão, ao comentar a substituição tributária em exame ; Cabe inicialmente destacar que não há nada contestável na decisão da DRF que indeferiu o seu pleito, uma vez que a justificativa do indeferimento, ao contrário do que afirma a interessada, é clara e inequívoca. Conforme citado pela autoridade administrativa de origem, tanto a IN SRF n° 54/2000, quanto a IN SRF n° 247/2002, é de total clareza acerca da composição do prego de venda, para o fabricante ou importador dos produtos relacionados no art. 44 da MP no 199116, de 2000, relativamente às vendas desses produtos, realizadas a partir de 11 de junho de 2000, que ficam obrigados a cobrar e recolher, na condição de contribuintes substitutos, Fl. 63DF CARF MF Processo nº 13907.000277/200411 Acórdão n.º 3301006.834 S3C3T1 Fl. 61 7 considerando o prego do produto acrescido do valor do Imposto sobre Produtos Industrializados — IPI incidente na operação. Resta mencionar que essa sistemática de recolhimento vigorou até 31/10/2002, quando entrou em vigor a Lei n° 10.485, de 2002, que manteve a substituição tributária tão somente em relação aos veículos autopropulsados descritos nos códigos 8432.30 e 87.11 da TIPI. Ao analisar historicamente a legislação dessas contribuições, é preciso ter em mente que se está diante de duas situações distintas. A primeira diz respeito A contribuição devida na qualidade de contribuinte, situação em que a legislação sempre permitiu a exclusão do IPI na apuração da base de cálculo tanto do PIS quanto da Cofins. A segunda se refere contribuição devida pelo substituto, que comporia a base de cálculo não dele próprio, mas sim do substituído, e é exatamente o caso aqui tratado, que deve ser considerado o prego do produto acrescido do valor do IPI. Essa situação fica bastante clara ao verificar a legislação instituidora da substituição tributária, no caso de veículos, ou seja a Medida Provisória no 1.99115, de 2000: "Art. 44. As pessoas jurídicas fabricantes e os importadores dos veículos classificados nas posições 8432, 8433, 8701, 8702, 8703, e 8711, e nas subposições 8704.2 e 8704.3, da TIPI, relativamente às vendas que fizerem, ficam obrigadas a cobrar e a recolher, na condição de contribuintes substitutos, a contribuição para o PIS/Pasep e a Cofins, devidas pelos comerciantes varejistas. Parágrafo único. Na hipótese de que trata este artigo, as contribuições serão calculadas sobre o prep de venda da pessoa jurídica fabricante." (destaques acrescidos). Pela leitura desse dispositivo, resta evidente que a base de cálculo do PIS e da Cofins devida pelas pessoas jurídicas fabricantes e importadores de veículos na condição de contribuintes substitutos é o prego de venda As concessionárias ou, como queira, o prego de compra das concessionárias, sendo certo que o IPI devido pelo fabricante ou importador compõe esse preço. 15. A substituição tributária progressiva, também conhecida por substituição tributária "por antecipação", ou, em linguagem mais coloquial, substituição tributária "para frente", consiste no regime de tributação caracterizado pela eleição, por lei, de um substituto tributário, o qual será responsável pelo pagamento, além do imposto pelo qual se reveste na condição de contribuinte de jure original, também pelo imposto dos contribuintes ("substituídos") que se encontram na continuação da cadeia econômica, isto é, em relação aos fatos geradores que, no dizer da CF/88, art. 150, § 7º, devam ocorrer posteriormente. 16. A Instrução Normativa SRF nº 54, de 19/05/2000, estava assim redigida : "Art. 1° A substituição tributária da contribuição para o PIS/PASEP e da COFINS de que trata o art. 44 da Medida Provisória n° 1.99116, Fl. 64DF CARF MF 8 de 11 de abril de 2000, obedecerá ao disposto na presente Instrução Normativa. Art. 20 Os fabricantes e os importadores dos produtos relacionados no art. 44 da Medida Provisória n° 199116, de 2000, relativamente as vendas desses produtos realizadas a partir de 11 de junho de 2000, ficam obrigados a cobrar e a recolher, na condição de contribuintes substitutos, a contribuição para os Programas de Integração Social e de Formação do Patrimônio do Servidor Ptiblico PIS/PASEP e a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social COFINS, devidas pelos comerciantes varejistas desses produtos. Art. 3 0 Para efeito do disposto no artigo anterior, as contribuições serão calculadas com base no prego de venda do fabricante ou importador. § 1° Considerase preço de venda do fabricante ou importador o preço do produto acrescido do valor do Imposto sobre Produtos Industrializados IPI incidente na operação." 17. Como se vê, o ato normativo não incluiu o IPI na base de cálculo das contribuições, apenas esclareceu que, as contribuições serão calculadas sobre o preço de venda e que considerase o preço de venda o preço do fabricante ou importador o preço do produto acrescido do valor do IPI. 18. O Superior Tribunal de Justiça analisou e pacificou tal questão, no REsp nº 665.126/SC, cuja relatoria coube ao Min. Luiz Fux, assim redigido : "TRIBUTÁRIO. PIS. COFINS. REGIME DE SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA. FABRICANTES E IMPORTADORES DE VEÍCULOS (SUBSTITUTOS) E COMERCIANTES VAREJISTAS (SUBSTITUÍDOS). BASE DE CÁLCULO. VALORES DEVIDOS A TÍTULO DE IPI DESTACADOS NA NOTA FISCAL. INCLUSÃO NO CONCEITO DE "PREÇO DE VENDA" EX VI DA INSTRUÇÃO NORMATIVA SRF 54/2000. LEGALIDADE. LEI 9.718/98 (ARTIGO 3", § 2", I. DEDUÇÕES DA BASE DE CÁLCULO. INAPLICABILIDADE AO CASO CONCRETO. I. A Instrução Normativa SRF n" 54/2000, revogado pela IN SRF n" 247, de 21.11.2002, dispunha sobre o recolhimento do contribuição para o PIS/PASEP e da COFINS, devidas pelos fabricantes (limitadoras) e importadores de veículos, na condição de substitutos dos comerciantes varejistas (regime de substituição tributária instituído pela Medida Provisória n" 1.99115/2000, atual MP n" 2.15835/2001, editada antes da Emenda Constitucional n"32,). 2. A base de cálculo das aludidas contribuições, cujos contribuintes de fato são os comerciantes varejistas, é o preço de venda da pessoa jurídica fabricante ou do importador (artigo 44, parágrafo único, da MP 1.99115/2000, e artigo 3", capta, da IN S'RF 54/2000), sendo certo que o ato normativo impugnado Processo n" 10805.002008/200431 S2CITI Acórdão n.° 210100.011 Fl. 100 § 2" Para fins de determinação da base de cálculo das contribuições a que se refere o art. 2 0, excluemse da receita bruta; 1 as vendas canceladas, os descontos incondicionais concedidos, o Imposto sobre Produtos Industrializados IPI e o Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Fl. 65DF CARF MF Processo nº 13907.000277/200411 Acórdão n.º 3301006.834 S3C3T1 Fl. 62 9 Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e hztennunicipal e de Comunicação ICMS, quando cobrado pelo vendedor dos bens ou prestador dos serviços na condição de substituto tributário;" 4.A base de cálculo da COFINS e do PIS restou analisada pelo Eg. STF que, na sessão plenária ocorrida em 09 de novembro de 2005, no julgamento dos Recursos Extraordinários n.`5. 357.950/RS, 358.273/RS, 390840/MG, todos da relatoria do Ministro Marco Aurélio, e n." 346.0846/PR, do Ministro limar Ga/vão, consolidou o entendimento da inconstitucionalidade da ampliação da base de cálculo das contribuições destinadas ao PIS e à COFINS, promovida pelo § I", cio artigo 30, da Lei n." 9.718/98, o que implicou na concepção da receita bruta ou 'aturamento como o que decorra quer da venda de mercadorias, quer da venda de niercadorias e serviços, quer da venda de serviços, não se considerando receita bruta de natureza diversa. 5. Na mesnza assentada, afastouse a argüição de inconstitucionalidade do artigo 80, da Lei n." 9.718/98, mantendose a 'rigidez das deduções da base de cálculo das contribuições em tela, delicadas em seu § 20, 6. Deveras, à luz do supracitado dispositivo legal, as "vendas canceladas", Os "descontos incondicionais", o "IPI" e o "ICMS" cobrado pelo vendedor do bem ou pelo prestador do serviço, na condição de substituto tributário, não integram a base de cálculo da COFINS e cia contribuição destinada ao PIS. 7.Entrementes, as informações prestadas pelo órgão local da Secretaria da Receita Federal, coerenteniente, elucidam z a quaestio iuris: "... o regime de substituição tributária envolve uma presunção cie fato gerador. O . fato gerador presumido diz respeito às contribuições devidas pela concessionária, não se confundindo, pois, com as contribuições do próprio fabricante, a que alude o art. 30, § 2", I, da Lei n°9.718/98, especialmente no que diz respeito à exclusão do IPL Este dispositivo trata da base de cálculo usual do PIS e da COFINS vinculada a fato gerador praticado pelo fabricante ou importador, na condição de contribuinte do IN. Exemplificando: o fabricante, contribuinte do IPI, tem de apurar o que ele . fabricante deve a titulo de PIS e COFINS. Para isso, ele fabricante deve determinar o valor do seu faturamento, que é a base de cálculo dessas contribuições. Ora, por certo que o IPI devido pelo . fabricante não poderia ser considerado para fins de determinação do .faturamento dele (o valor destacado em nota fiscal é repassado aos cofres públicos), donde a exclusão ).‘)7 Processo n° 10805.002008/200431 S2Cut Acórdão n.° 210100.011 Fl. 101 prevista pelo tal dispositivo da Lei 9.718/98 que, repito, é comando dirigido ao fabricante (contribuinte do (..) tanto é verdade que o IPI está incluído no preço de venda do fabricante que o legislador teve de expressamente excluílo, para fins de determinar o .fituraniento do fabricante, pois, de outra forma, estarseia a considerar o IPI destacado na nota fiscal pelo .fabricante como se fosse receita dele. Situação totalmente diversa Ó a apuração do "'aturamento do revendedor, que não é contribuinte do IPI (não há destaque na nota fiscal). Assim, esqueçamos, por ora, o regime de substituição tributária. Na Fl. 66DF CARF MF 10 situação acima proposta (sem substituição), o revendedor de automóveis não tem nem de pensar no IPI, que está embutido no custo da mercadoria e, ademais, será integralmente repassado ao consumidor final, Logo, quando se pergunta qual o .faturamento do revendedor (base de cálculo do que ele revendedor deve a título de PIS e COFINS), é obvio que a resposta somente poderá ser o preço de venda do veículo ao consumidor . final. Dizer, ou reclamar, que nesse preço está incluído o IPI é algo de tão esclarecedor quanto dizer que nele está incluído o custo do motor do carro e de todas as demais peças que o compõe. Ou seja, não é preciso dizer, É óbvio que todo o custo do produto, somado à margem de lucro do revendedor, integra o seu preço final, pago pelo consumidor. O que parece ocorrer é que existe uma enorme dificuldade, por parte das impetrantes, em perceber a diferença entre as situações, deveras díspares, do fabricante (contribuinte do IPI) e do revendedor (não contribuinte do IPI), para fins de determinar o fituramento (base de cálculo) de cada 11171 deles. Nesse sentido, considerando o disposto no art. 3", § I", I, da Lei 9.718/98, é importante, no caso em tela, ter em mente dois pontos básicos, a saber: 1. Os revendedores varejistas de veículos não são contribuintes de IPI, quer dizer, não destacam o valor do mesmo nas notas fiscais de venda; e 2. A exclusão do valor do IPI prevista no art. 3", § I", I, referese apenas a pessoas jurídicas que são contribuintes do IPI, posto que apenas pode ser excluído o valor do IPI quando destacado em separado 110 documento . fiscal." (fls. 71/73). 8. Destarte, a exclusão do IPI da base de cálculo do PIS e da COFIN,S. somente aproveita o contribuinte do aludido imposto (o .fabricante), quando da apuração de seu próprio .faturamento, a fim de efetuar o recolhimento das contribuições devidas pelo mesmo. 9.Consectariamente, a referida dedução, prevista no artigo 3"„' 2", I, da Lei 9.718/98, não se aplica aos comerciantes varejistas, ( 8 Processo rf 10805.002008/200431 S2C1T1 Acórdão n.° 210100.011 Fl. 102 não contribuintes rlo IPI, donde se dessume a legalidade da IN SRF 54/2000. (negrito não do original) 10. Recurso especial a que se nega provimento." 17. Portanto, com relação á discussão da constitucionalidade, aplicase a Súmula CARF nº 2 O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. 18. Quanto á ilegalidade do dispositivo inserido na IN SRF nº 54, de 19/05/2000, adoto como razões de decidir o magistério exposto no REsp nº 665.126/SC. Conclusão 19. Por todo o exposto, NEGO PROVIMENTO ao recurso. Fl. 67DF CARF MF Processo nº 13907.000277/200411 Acórdão n.º 3301006.834 S3C3T1 Fl. 63 11 É como voto Assinado digitalmente Ari Vendramini Relator Fl. 68DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 10882.001228/2006-96
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Sep 11 00:00:00 UTC 2019
Data da publicação: Fri Oct 25 00:00:00 UTC 2019
Ementa: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA (IRPF)
Exercício: 2002
DEDUÇÕES DA BASE DE CÁLCULO DO IMPOSTO.
Todas as deduções permitidas para apuração do imposto de renda esta sujeitas à comprovação ou justificação a juízo da autoridade administrativa.
DESPESAS MÉDICAS. COMPROVAÇÃO.
A simples apresentação de recibos por si só não autoriza a dedução de despesas médicas, mormente quando, intimado, o contribuinte não faz prova do efetivo pagamento e da prestação dos serviços
Numero da decisão: 2301-006.449
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso.
(documento assinado digitalmente)
João Maurício Vital - Presidente
(documento assinado digitalmente)
Antonio Sávio Nastureles - Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Antonio Sávio Nastureles, Wesley Rocha, Cleber Ferreira Nunes Leite, Marcelo Freitas de Souza Costa, Sheila Aires Cartaxo Gomes, Virgílio Cansino Gil (suplente convocado em substituição à conselheira Juliana Marteli Fais Feriato), Wilderson Botto (suplente convocado) e João Maurício Vital (Presidente).
Nome do relator: ANTONIO SAVIO NASTURELES
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201909
camara_s : Terceira Câmara
ementa_s : ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA (IRPF) Exercício: 2002 DEDUÇÕES DA BASE DE CÁLCULO DO IMPOSTO. Todas as deduções permitidas para apuração do imposto de renda esta sujeitas à comprovação ou justificação a juízo da autoridade administrativa. DESPESAS MÉDICAS. COMPROVAÇÃO. A simples apresentação de recibos por si só não autoriza a dedução de despesas médicas, mormente quando, intimado, o contribuinte não faz prova do efetivo pagamento e da prestação dos serviços
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Fri Oct 25 00:00:00 UTC 2019
numero_processo_s : 10882.001228/2006-96
anomes_publicacao_s : 201910
conteudo_id_s : 6082263
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Oct 25 00:00:00 UTC 2019
numero_decisao_s : 2301-006.449
nome_arquivo_s : Decisao_10882001228200696.PDF
ano_publicacao_s : 2019
nome_relator_s : ANTONIO SAVIO NASTURELES
nome_arquivo_pdf_s : 10882001228200696_6082263.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. (documento assinado digitalmente) João Maurício Vital - Presidente (documento assinado digitalmente) Antonio Sávio Nastureles - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Antonio Sávio Nastureles, Wesley Rocha, Cleber Ferreira Nunes Leite, Marcelo Freitas de Souza Costa, Sheila Aires Cartaxo Gomes, Virgílio Cansino Gil (suplente convocado em substituição à conselheira Juliana Marteli Fais Feriato), Wilderson Botto (suplente convocado) e João Maurício Vital (Presidente).
dt_sessao_tdt : Wed Sep 11 00:00:00 UTC 2019
id : 7955732
ano_sessao_s : 2019
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:54:36 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713052472645255168
conteudo_txt : Metadados => date: 2019-10-19T20:43:07Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.5; xmp:CreatorTool: Microsoft® Word 2010; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; language: pt-BR; dcterms:created: 2019-10-19T20:43:07Z; Last-Modified: 2019-10-19T20:43:07Z; dcterms:modified: 2019-10-19T20:43:07Z; dc:format: application/pdf; version=1.5; Last-Save-Date: 2019-10-19T20:43:07Z; pdf:docinfo:creator_tool: Microsoft® Word 2010; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2019-10-19T20:43:07Z; meta:save-date: 2019-10-19T20:43:07Z; pdf:encrypted: true; modified: 2019-10-19T20:43:07Z; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; dc:language: pt-BR; meta:creation-date: 2019-10-19T20:43:07Z; created: 2019-10-19T20:43:07Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; Creation-Date: 2019-10-19T20:43:07Z; pdf:charsPerPage: 1779; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; pdf:docinfo:created: 2019-10-19T20:43:07Z | Conteúdo => S2-C 3T1 MINISTÉRIO DA ECONOMIA Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Processo nº 10882.001228/2006-96 Recurso Voluntário Acórdão nº 2301-006.449 – 2ª Seção de Julgamento / 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 12 de setembro de 2019 Recorrente TULIO CESAR POMPEU Interessado FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA (IRPF) Exercício: 2002 DEDUÇÕES DA BASE DE CÁLCULO DO IMPOSTO. Todas as deduções permitidas para apuração do imposto de renda esta sujeitas à comprovação ou justificação a juízo da autoridade administrativa. DESPESAS MÉDICAS. COMPROVAÇÃO. A simples apresentação de recibos por si só não autoriza a dedução de despesas médicas, mormente quando, intimado, o contribuinte não faz prova do efetivo pagamento e da prestação dos serviços Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. (documento assinado digitalmente) João Maurício Vital - Presidente (documento assinado digitalmente) Antonio Sávio Nastureles - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Antonio Sávio Nastureles, Wesley Rocha, Cleber Ferreira Nunes Leite, Marcelo Freitas de Souza Costa, Sheila Aires Cartaxo Gomes, Virgílio Cansino Gil (suplente convocado em substituição à conselheira Juliana Marteli Fais Feriato), Wilderson Botto (suplente convocado) e João Maurício Vital (Presidente). Relatório 1. Trata-se de julgar recurso voluntário (e-fls 86/88) interposto em face do Acórdão nº 03-28.399 (e-fls 76/81) prolatado pela DRJ/BSA em sessão de julgamento realizada em 5 de dezembro de 2008. 2. Faz-se a transcrição do relatório inserto na decisão recorrida: AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 88 2. 00 12 28 /2 00 6- 96 Fl. 111DF CARF MF Fl. 2 do Acórdão n.º 2301-006.449 - 2ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10882.001228/2006-96 início da transcrição do relatório contido no Acórdão nº 03-28.399 Contra o contribuinte em epígrafe foi lavrado Auto de Infração referente ao Imposto de Renda da Pessoa Física – IRPF, exercício 2002, ano-calendário 2001, que lhe exige o recolhimento do crédito tributário conforme demonstrativo abaixo: Demonstrativo do IRPF - Exercício 2002 (em R$) Imposto 1.375,00 Multa de Ofício (75%) 1.031,25 Juros de Mora (calculados até o lançamento) 1.009,66 Total do crédito tributário apurado 3.415,91 A autuação decorreu da constatação De dedução indevida de despesas médicas, no valor de R$ 5.000,00. No termo de verificação fiscal 1 integrante do lançamento a autoridade fiscal informa que solicitou ao contribuinte a apresentação de documentação hábil e idônea comprobatória dos recibos emitidos por Adriana Paula Sartori Fusano e Paulo Eduardo Sartori, tais como comprovantes da efetiva prestação do serviço e/ou comprovantes do efetivo pagamento da despesa. Cientificado do termo, o contribuinte informou à fiscalização que não possuía qualquer documentação que comprovasse o efetivo pagamento. Como não apresentou nenhum outro documento, a autoridade fiscal procedeu ao lançamento em questão. Os enquadramentos legais encontram-se às fls. 37 e 38 dos autos. O contribuinte foi cientificado do Auto de Infração em 19/07/2006, conforme documento de fls. 40. Em 04/08/2006, o contribuinte protocolou a impugnação de fls. 45/47 2 , insurgindo-se contra o lançamento sob os argumentos a seguir resumidos. Alega que de fato realizou tratamento dentário e fonoaudiológico, conforme recibos apresentados. Que os pagamentos das despesas foram realizados em dinheiro, tenho em vista que residia em Londrina, mas sua conta bancária era de São Paulo e os doutores solicitaram o pagamento em dinheiro em virtude da demora na compensação dos cheques. Afirma também que a autoridade fiscal informou que os emitentes dos recibos declararam não terem prestado o serviço e estavam sendo investigados pelo Ministério Público. Quanto a essas informações, o contribuinte alega que não teve acesso a nenhum documento comprobatório. Alega que o auto de infração prejudica sua pessoa e beneficia o profissional emitente do recibo. Argumenta ainda que os recibos apresentados são idôneos. Por fim, requer o deferimento da impugnação. final da transcrição do relatório contido no Acórdão nº 03-28.399 1 Termo de Verificação Fiscal: e-fls. 33/36. 2 Impugnação: e-fls. 47/49. Fl. 112DF CARF MF Fl. 3 do Acórdão n.º 2301-006.449 - 2ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10882.001228/2006-96 2.1. Ao julgar o lançamento procedente, o acórdão recorrido tem a ementa que se segue: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF Exercício: 2002 DEDUÇÕES DA BASE DE CÁLCULO DO IMPOSTO. Todas as deduções permitidas para apuração do imposto de renda esta sujeitas à comprovação ou justificação a juízo da autoridade administrativa. DESPESAS MÉDICAS. COMPROVAÇÃO. A simples apresentação de recibos por si só não autoriza a dedução de despesas médicas, mormente quando, intimado, o contribuinte não faz prova do efetivo pagamento e da prestação dos serviços. 3. Ao interpor o recurso voluntário (e-fls 86/88), o Recorrente deduz, inconformismo pelo fato da decisão de primeira instância ter se fundamentado na falta de documentação comprobatória, e afirma que a documentação apresentada atende a enunciado extraído da página eletrônica da Receita Federal (e-fls. 86/87). Sustenta que os recibos apresentados estão de acordo com os requisitos legais, referindo-se ao § 2º do artigo 8º da Lei nº 9.250/1995, e que as despesas médicas apresentadas são compatíveis com a renda. Pede que seja cancelado o débito fiscal (e-fls. 88). 3.1. O conjunto documental apresentado (e/fls89/111) constitui réplica de peças e documentos já anexados aos autos, de que se destacam: impugnação (e-fls 89/91); cópia da DIRPF Ex 2002 (e-fls 96/100); recibos (e-fls 101/111) É o relatório. Voto Conselheiro Antonio Sávio Nastureles, Relator. 4. O recurso é tempestivo e atende aos requisitos de admissibilidade. 5. Não obstante o recurso tenha suscitado questões em sede preliminar (e-fls 86/87), relacionada à fundamentação da decisão de primeira instância, entendo que o questionamento se refere à questão de mérito, não se constituindo em causa determinante para a decretação de nulidade, uma vez que não se verifica nos autos nenhuma das circunstâncias estabelecidas nos incisos do artigo 59 do Decreto nº 70.235/1972. 6. O litígio devolvido a este Colegiado diz respeito à pretensão de dedutibilidade de despesas médicas informadas na Declaração de Ajuste do Exercício 2002 3 , glosadas pela fiscalização por falta da comprovação do pagamento e da efetividade da prestação de serviços. 7. Ao examinar os elementos dos autos, formo convicção no mesmo sentido daquela a que chegou a Relatora da decisão de primeira instância, acerca da manutenção das glosas. Adoto, pois, como razões de decidir, a mesma fundamentação apresentada no voto da decisão recorrida, que se passa a transcrever: 3 Declaração de Ajuste Anual - 2002: e-fls. 27/30. Fl. 113DF CARF MF Fl. 4 do Acórdão n.º 2301-006.449 - 2ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10882.001228/2006-96 início da transcrição do voto contido no Acórdão nº 03-28.399 Conforme consignado no relatório, trata-se o presente processo de glosa de despesas médicas por falta de comprovação da efetividade da prestação dos serviços ou do seu efetivo pagamento, impugnado pelo interessado, sob as razões já resumidas. Antes de se passar à análise dos argumentos de defesa, veja-se o disposto na Lei nº 9.250, de 1995, verbis: Art. 8º A base de cálculo do imposto devido no ano-calendário será a diferença entre as somas: (...). II - das deduções relativas: a) aos pagamentos efetuados, no ano calendário, a médicos, dentistas, psicólogos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e hospitais, bem como as despesas com exames laboratoriais, serviços radiológicos, aparelhos ortopédicos e próteses ortopédicas e dentárias; (...). § 2º O disposto na alínea “a” do inciso II: (...). II - restringe-se aos pagamentos efetuados pelo contribuinte, relativos ao próprio tratamento e ao de seus dependentes; III - limita-se a pagamentos especificados e comprovados, com indicação do nome, endereço e número de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas -CPF ou no Cadastro Geral de Contribuintes - CGC de quem os recebeu, podendo, na falta de documentação, ser feita indicação do cheque nominativo pelo qual foi efetuado o pagamento; Por outro lado, o artigo 73 e § 1º do Regulamento do Imposto de Renda – RIR/1999, aprovado pelo Decreto n.º 3.000, de 26 de março de 1999, estabelece, verbis: Art. 73. Todas as deduções estão sujeitas a comprovação ou justificação, a juízo da autoridade lançadora (Decreto-Lei nº 5.844, de 1943, art. 11, § 3º). § 1º Se forem pleiteadas deduções exageradas em relação aos rendimentos declarados, ou se tais deduções não forem cabíveis, poderão ser glosadas sem a audiência do contribuinte (Decreto-Lei nº 5.844, de 1943, art. 11, § 4º). Como se depreende da legislação transcrita acima, a comprovação das despesas médicas na Declaração de Imposto de Renda está sujeita à comprovação a critério da Autoridade Lançadora e compreende basicamente: Comprovação da prestação dos serviços; Comprovação de que os beneficiários dos serviços foram o contribuinte ou seus dependentes; Comprovação do pagamento dos serviços médicos prestados, a ser feito pelas formas indicadas no inciso III do § 1º do art. 80 do RIR/1999. Comumente é aceito, para comprovar o pagamento das despesas médicas, o recibo firmado pelo profissional da área médica, quando o serviço for prestado por pessoa física, ou a Nota Fiscal, se por pessoa jurídica. O sujeito passivo em sua impugnação alega que o fisco não poderia deixar de considerar os recibos como documentação hábil e idônea. Fl. 114DF CARF MF Fl. 5 do Acórdão n.º 2301-006.449 - 2ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10882.001228/2006-96 No entanto, a autoridade fiscal, em caso de dúvidas ou suspeição quanto à idoneidade da documentação apresentada, pode e deve perquirir se os serviços efetivamente foram prestados ao declarante ou a seus dependentes, e se foram efetivamente pagos, rejeitando de pronto àqueles que não identificam o pagador, os serviços prestados ou não identificam na forma da lei os prestadores de serviços ou quando esses não são considerados como dedução pela legislação. Neste sentido o decidido pela 4ª Câmara do Conselho de Contribuintes, Acórdão 104-22781, proferido em 18/10/2007: DEDUÇÃO DE DESPESAS MÉDICAS - COMPROVAÇÃO - A validade da dedução de despesas médicas, quando impugnadas pelo Fisco, depende da comprovação do efetivo pagamento e/ou da prestação dos serviços. No presente caso, a Autoridade solicitou também ao contribuinte a comprovação do efetivo pagamento ou da efetividade da prestação dos serviços (fl. 22). O contribuinte não apresentou qualquer documento adicional durante a ação fiscal, nem tampouco na fase impugnatória. Assim, mantêm-se as glosas das despesas médicas, por falta de comprovação do efetivo pagamento e prestação dos serviços. As demais alegações do contribuinte, de que a autuação favorece os prestadores de serviço, de que a declaração deles não torna inidôneos seus recibos também não podem prosperar pelo fato de que é lícito à autoridade fiscal exigir outros documentos que atestem a despesa médica. Ademais, o contribuinte poderia ter trazido aos autos comprovação dos saques ou transferências bancárias efetuadas em datas e valores coincidentes com os recibos apresentados. Há também na impugnação alegações que o contribuinte não comprova, tais como a que residia em Londrina e que suas contas bancárias eram de São Paulo. Essas alegações são rechaçadas por falta de comprovação. Assim, diante da falta de comprovação das despesas médicas de forma satisfatória, fica claro que a glosa foi correta e atendeu à legislação de regência. final da transcrição do voto contido no Acórdão nº 03-28.399 CONCLUSÃO 8. Em vista do exposto, VOTO por negar provimento ao recurso. (documento assinado digitalmente) Antonio Sávio Nastureles Fl. 115DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 10923.720007/2015-88
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Sep 26 00:00:00 UTC 2019
Data da publicação: Tue Oct 15 00:00:00 UTC 2019
Ementa: ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Período de apuração: 25/10/2010 a 25/04/2011
LANÇAMENTO. REALIZAÇÃO EM DUPLICIDADE. CANCELAMENTO.
Cancela-se o lançamento de multa isolada realizado em duplicidade, para a mesma penalidade, por intermédio de outro anteriormente formalizado.
Numero da decisão: 3201-005.790
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso de Ofício.
(assinado digitalmente)
Charles Mayer de Castro Souza - Presidente
(assinado digitalmente)
Paulo Roberto Duarte Moreira - Relator
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Charles Mayer de Castro Souza, Paulo Roberto Duarte Moreira, Tatiana Josefovicz Belisario, Leonardo Correia Lima Macedo, Pedro Rinaldi de Oliveira Lima, Hélcio Lafetá Reis, Leonardo Vinicius Toledo de Andrade e Laercio Cruz Uliana Junior.
Nome do relator: PAULO ROBERTO DUARTE MOREIRA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201909
camara_s : Segunda Câmara
ementa_s : ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 25/10/2010 a 25/04/2011 LANÇAMENTO. REALIZAÇÃO EM DUPLICIDADE. CANCELAMENTO. Cancela-se o lançamento de multa isolada realizado em duplicidade, para a mesma penalidade, por intermédio de outro anteriormente formalizado.
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Tue Oct 15 00:00:00 UTC 2019
numero_processo_s : 10923.720007/2015-88
anomes_publicacao_s : 201910
conteudo_id_s : 6073786
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Oct 15 00:00:00 UTC 2019
numero_decisao_s : 3201-005.790
nome_arquivo_s : Decisao_10923720007201588.PDF
ano_publicacao_s : 2019
nome_relator_s : PAULO ROBERTO DUARTE MOREIRA
nome_arquivo_pdf_s : 10923720007201588_6073786.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso de Ofício. (assinado digitalmente) Charles Mayer de Castro Souza - Presidente (assinado digitalmente) Paulo Roberto Duarte Moreira - Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Charles Mayer de Castro Souza, Paulo Roberto Duarte Moreira, Tatiana Josefovicz Belisario, Leonardo Correia Lima Macedo, Pedro Rinaldi de Oliveira Lima, Hélcio Lafetá Reis, Leonardo Vinicius Toledo de Andrade e Laercio Cruz Uliana Junior.
dt_sessao_tdt : Thu Sep 26 00:00:00 UTC 2019
id : 7939768
ano_sessao_s : 2019
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:53:47 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713052472690343936
conteudo_txt : Metadados => date: 2019-10-12T14:33:42Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.5; xmp:CreatorTool: Microsoft® Word 2010; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; language: pt-BR; dcterms:created: 2019-10-12T14:33:42Z; Last-Modified: 2019-10-12T14:33:42Z; dcterms:modified: 2019-10-12T14:33:42Z; dc:format: application/pdf; version=1.5; Last-Save-Date: 2019-10-12T14:33:42Z; pdf:docinfo:creator_tool: Microsoft® Word 2010; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2019-10-12T14:33:42Z; meta:save-date: 2019-10-12T14:33:42Z; pdf:encrypted: true; modified: 2019-10-12T14:33:42Z; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; dc:language: pt-BR; meta:creation-date: 2019-10-12T14:33:42Z; created: 2019-10-12T14:33:42Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; Creation-Date: 2019-10-12T14:33:42Z; pdf:charsPerPage: 1824; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; pdf:docinfo:created: 2019-10-12T14:33:42Z | Conteúdo => S3-C 2T1 MINISTÉRIO DA ECONOMIA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS Processo nº 10923.720007/2015-88 Recurso nº De Ofício Acórdão nº 3201-005.790 – 3ª Seção de Julgamento / 2ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 26 de setembro de 2019 Recorrente FAZENDA NACIONAL Interessado FORD MOTOR COMPANY BRASIL LTDA ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 25/10/2010 a 25/04/2011 LANÇAMENTO. REALIZAÇÃO EM DUPLICIDADE. CANCELAMENTO. Cancela-se o lançamento de multa isolada realizado em duplicidade, para a mesma penalidade, por intermédio de outro anteriormente formalizado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso de Ofício. (assinado digitalmente) Charles Mayer de Castro Souza - Presidente (assinado digitalmente) Paulo Roberto Duarte Moreira - Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Charles Mayer de Castro Souza, Paulo Roberto Duarte Moreira, Tatiana Josefovicz Belisario, Leonardo Correia Lima Macedo, Pedro Rinaldi de Oliveira Lima, Hélcio Lafetá Reis, Leonardo Vinicius Toledo de Andrade e Laercio Cruz Uliana Junior. Relatório Para bem relatar os fatos, transcreve-se o relatório da decisão proferida pela autoridade a quo no Acórdão nº 11-51.269: Trata-se de Impugnações, fls. 68/81 e 112/125 (protocolizadas aos 14/05/2015 e 15/05/2015, respectivamente), de idênticos teores e interpostas contra o Auto de Infração de fls. 54/61, do qual a contribuinte tomou conhecimento aos 17/04/2015 (fls. 63/64), por intermédio qual é exigida multa em razão de “COMPENSAÇÃO INDEVIDA EFETUADA EM DECLARAÇÃO PRESTADA PELO SUJEITO PASSIVO”, no valor total de R$ 19.516.165,66. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 92 3. 72 00 07 /2 01 5- 88 Fl. 228DF CARF MF Fl. 2 do Acórdão n.º 3201-005.790 - 3ª Sejul/2ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10923.720007/2015-88 2. Expõe o Termo de Verificação Fiscal – TVF de fls. 51/53 que “O presente procedimento fiscal teve origem nos Pedidos de ressarcimento de IPI, nº 13819- 904.873/2012-62, 13819.904.874/2012-15 e 13819.904.875/2012-51, referentes ao primeiro, segundo e terceiro trimestres de 2010, e pleitearam créditos no montante de R$ 82.857.584,47; R$ 49.310.650,56 e R$ 39.032.331,32 respectivamente. Nos referidos processos foram proferidos os Despachos Decisórios DRF/Camacari n°076091956 de 07/02/2014, nº 074916134 de 13/01/2014 e nº 074916148 de 13/01/2014 respectivamente, os quais não homologaram totalmente as compensações transmitidas à RFB pela não comprovação do crédito pleiteado” e que “A não homologação das compensações acima (Dcomps) enseja o lançamento de multa isolada”. 3. O mencionado TVF, após transcrever o art. 74, §17, da Lei nº 9.430/96, pondera que “A base de cálculo para a aplicação da multa também resta clara na dicção do § 17 do Art. 74 da Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996, acima transcrito, qual seja o ‘o valor do débito objeto de declaração de compensação não homologada’. Quanto ao percentual de multa a ser aplicado, será de 50% conforme dispõe o mesmo dispositivo legal”. 4. Comenta que as declarações de compensação transmitidas a partir de 14/06/2010 (data da publicação da Lei 12.249 de 2010) que restarem não homologadas estarão sujeitas ao lançamento de multa isolada. 5. A tabela contida na terceira lauda, do TVF, evidencia que, no presente processo administrativo, a multa isolada se relaciona à não homologação da compensação tratada no processo administrativo nº 13819.904875/2012-5 e que o valor total aqui exigido é de R$ 19.516.165,66. 6. No documento de fl. 62 há o detalhamento, por período autuado (25/10/2010 e 25/04/2011) de quais compensações não homologadas ensejaram a autuação. 7. Nos recursos interpostos, a contribuinte alega, inicialmente, duplicidade da autuação em relação àquela objeto do processo administrativo n° 10580.722358/2015-04. 8. Na sequencia, articula que, como os débitos cujas compensações foram não homologadas estão sendo exigidos com multa de mora ao percentual de 20%, a multa cobrada nos presentes autos estaria sendo cobrada de modo cumulativo sobre a mesma infração, o que não admite o ordenamento jurídico brasileiro. 9. Pondera que, apesar de a multa punitiva, relacionada a certas condutas dolosas do agente, distinguir-se da mora, vinculada à coação por inadimplência, aqui ambas teriam caráter punitivo, pois quando compensado débito no seu prazo recolhimento, há adimplemento a termo e inexiste mora, mas, não homologada a compensação, passar a ser exigida a multa de mora, que deixa de ter caráter de adimplemento e passa ao de penalidade (sanção). 10. Conjectura que, neste contexto, a aplicação da multa de mora decorre da não- homologação da compensação, assim como ocorre em relação à multa isolada, pelo que seria patente a ocorrência de “bis in idem”, o que conduziria à improcedência da autuação. 11. Reproduz ementas de decisões do CARF para amparar suas alegações. 12. Após, articula que a Lei nº 12.249, de 11/06/2010, previu originariamente, ao incluir os §§15 a 17 ao art. 74, da Lei nº 9.430/96, que “Será aplicada multa isolada de 50% (cinquenta por cento) sobre o valor do crédito objeto de pedido de ressarcimento indeferido ou indevido” e que “Aplica-se a multa prevista no § 15, também, sobre o valor do crédito objeto de declaração de compensação não homologada, salvo no caso de falsidade da declaração apresentada pelo sujeito passivo” – e, na compreensão da Fl. 229DF CARF MF Fl. 3 do Acórdão n.º 3201-005.790 - 3ª Sejul/2ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10923.720007/2015-88 recorrente, a intenção do legislador foi a de apenar, especificamente, o pedido de restituição em si, caso ele fosse considerado indevido, e de estender a sanção para as hipóteses de compensação não homologada. 13. Advoga que, como só há compensação se houver reconhecimento de direito a crédito, a legislação ampliou, subsidiariamente, a aplicação da multa para alcançar as DCOMP. 14. Sustenta, assim, que a conduta típica inicialmente prevista como passível de apenação é o pedido de restituição de crédito indevido ou indeferido, sendo que, desde a edição da Medida Provisória nº 656, de 07/10/2014, foi revogado, ao que alega a impugnante em razão de inconstitucionalidade, o §15, do art. 74, da Lei nº 9.430/96, pelo que a multa deixou de ser aplicada aos pedidos de restituição. Critica que, apesar do §17 decorrer, única e expressamente, da previsão do §15 (dada a expressão “também”), aquele parágrafo não fora revogado, mas teve sua redação alterada para retirar a locução. 15. Aduz que da revogação do §15, do art. 74, da Lei nº 9.430/96, decorreria a revogação de todas as penalidades dali decorrentes, não sendo razoável a revogação da penalidade apenas para o pedido de ressarcimento e sua manutenção no tangente ao ‘pedido de compensação” (sic), eis que a intenção do legislador fora, sempre, punir “o pedido indevido”. E adita: o fato típico da conduta punível era o de requerer crédito ao qual não se detinha direito. 16. Diz que, ao ser retirada a expressão “também” do §17, teria sido alterado o tipo penal, que deixou de ser o pedido de reconhecimento de direito creditório e passou a ser a realização, em si, da compensação, desvirtuando-se a intenção do legislador. 17. Reflete que “manter a multa apenas para os casos de Pedidos de Compensação não homologados, nada mais é do que manter a tipicidade, manter o enquadramento legal de um e excluir-lhe para outro, mesmo em se tratando de casos idênticos”. 18. Fala que a compensação é consequencia do pedido de restituição e, se o pedido de reconhecimento a crédito deixou de ser considerado conduta típica, não se pode desvirtuar a tipicidade da multa sem lei específica que considere a compensação conduta punível. 19. Assim, por mais esta razão, reputa improcedente a autuação. 20. Avante, alega que a questionada multa desrespeitaria os princípios da razoabilidade e da proporcionalidade, pois a aplicação indiscriminada de multa de 50% a todo e qualquer compensação não homologada enseja enorme insegurança jurídica aos contribuintes de boa-fé, submetidos à penalidade sempre que a compensação não for acatada, o que, por vias transversas, conduziria à extinção das compensações, pois o contribuinte, receoso da absurda e desproporcional multa, passaria a somente solicitar restituição e, apenas depois de reconhecido seu direito creditório, poderiam efetuar compensação, situação que a impugnante reputa ofensiva aos art. 74, da Lei nº 9.430/96, e ao art. 170, do CTN, 21. Outrossim, ventila violação aos constitucionais direitos de petição, do devido processo legal e do contraditório e da ampla defesa e sustenta que a multa em altercação apenas poderia ser exigida quando comprovada má-fé do sujeito passivo. 22. Ampara suas alegações em precedente do TRF da 4ª Região. 23. Finalizando, a contribuinte requereu, mesmo que mantida a glosa após o julgamento do processo administrativo nº 13819.904875/2012-51, que o lançamento em testilha fosse julgado improcedente. Fl. 230DF CARF MF Fl. 4 do Acórdão n.º 3201-005.790 - 3ª Sejul/2ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10923.720007/2015-88 A Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento no Recife/PE, por intermédio da 2ª Turma, no Acórdão nº 11-51.269, sessão de 21/10/2015, por unanimidade de votos, julgou procedente a impugnação do contribuinte, com a ementa: ASSUNTO: OUTROS TRIBUTOS OU CONTRIBUIÇÕES Período de apuração: 25/10/2010 a 25/04/2011 LANÇAMENTO. REALIZAÇÃO EM DUPLICIDADE. CANCELAMENTO. Cancela-se o lançamento de multa isolada realizado em duplicidade, para a mesma penalidade, por intermédio de outro anteriormente formalizado. Impugnação Procedente Crédito Tributário Exonerado É o relatório. Voto Conselheiro Paulo Roberto Duarte Moreira, Relator O recurso de ofício atende ao requisito de admissibilidade previsto no art. 1º da Portaria MF nº 63, de 10/02/2017 1 , pois exonerou crédito tributário no montante de R$ 19.516.165,66. Tratam os autos do exigência de multa isolada prevista no § 17 do art. 74, da Lei nº 9.430/1996 em decorrência da não homologação de compensação versada no processo nº 13819.904875/2012-51. Sem reparos na decisão de 1ª Instância. Corretamente, os julgadores a quo acolheram o argumento da contribuinte no tocante à duplicidade de autuação fiscal em relação a um mesmo objeto: o lançamento da multa isolada em decorrência da não homologação de compensação de que trata o processo nº 13819.904875/2012-51, no valor de R$ 19.516.165,66 tanto neste processo nº 10923.720007/2015-88, bem como no de nº 10580.722359/2015-04. E a razão do cancelamento do auto de infração formalizado neste processo nº 10923.720007/2015-88 (e a consequente manutenção do auto de infração no PAF nº 10580.722359/2015-04, lavrado em 31/03/2015) é a sua data de sua lavratura - 14/04/2015, às 12:00 (fl. 54) quando já anteriormente formalizado auto de infração de igual teor. Ou seja, acertadamente, diante de dois autos de infração, de mesmo objeto, cancelou-se o lavrado em data posterior ao do primeiro. 1 Art. 1º O Presidente de Turma de Julgamento da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento (DRJ) recorrerá de ofício sempre que a decisão exonerar sujeito passivo do pagamento de tributo e encargos de multa, em valor total superior a R$ 2.500.000,00 (dois milhões e quinhentos mil reais). Fl. 231DF CARF MF Fl. 5 do Acórdão n.º 3201-005.790 - 3ª Sejul/2ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10923.720007/2015-88 Dispositivo Diante do exposto, voto para negar provimento ao Recurso de Ofício que cancelou o lançamento fiscal. (assinado digitalmente) Paulo Roberto Duarte Moreira Fl. 232DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 10120.007664/2010-77
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Primeira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Sep 19 00:00:00 UTC 2019
Data da publicação: Tue Oct 22 00:00:00 UTC 2019
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ
Ano-calendário: 2006
NULIDADE. AUSÊNCIA DE LIQUIDEZ E CERTEZA. IMPROCEDÊNCIA
O Auto de Infração contém todos os elementos e requisitos necessários de formação válida, tendo sido lavrado de acordo com os dispositivos legais e normativos que disciplinam o assunto, art. 10 do Decreto nº 70.235/72, observado o art. 142 e seu parágrafo único, da Lei nº 5.172, de 26 de outubro de 1966 (Código Tributário Nacional - CTN), não havendo, portanto, que se falar de nulidade do lançamento.
JUROS DE MORA. MULTA DE OFÍCIO.
Incidem juros moratórios, calculados à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia - SELIC, sobre o valor correspondente à multa de ofício. (Súmula CARF nº 108)
ARGUIÇÕES DE INCONSTITUCIONALIDADE.
O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária (Súmula CARF nº 2).
Numero da decisão: 1402-004.072
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário.
(Assinado digitalmente)
Paulo Mateus Ciccone - Presidente.
(Assinado digitalmente)
Junia Roberta Gouveia Sampaio- Relatora.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marco Rogério Borges, Caio Cesar Nader Quintella, Evandro Correa Dias, Leonardo Luis Pagano Gonçalves, Sérgio Abelson (Suplente Convocado), Junia Roberta Gouveia Sampaio, Paula Santos de Abreu e Paulo Mateus Ciccone (Presidente). Ausente o conselheiro Murillo Lo Visco.
Nome do relator: JUNIA ROBERTA GOUVEIA SAMPAIO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201909
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Ano-calendário: 2006 NULIDADE. AUSÊNCIA DE LIQUIDEZ E CERTEZA. IMPROCEDÊNCIA O Auto de Infração contém todos os elementos e requisitos necessários de formação válida, tendo sido lavrado de acordo com os dispositivos legais e normativos que disciplinam o assunto, art. 10 do Decreto nº 70.235/72, observado o art. 142 e seu parágrafo único, da Lei nº 5.172, de 26 de outubro de 1966 (Código Tributário Nacional - CTN), não havendo, portanto, que se falar de nulidade do lançamento. JUROS DE MORA. MULTA DE OFÍCIO. Incidem juros moratórios, calculados à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia - SELIC, sobre o valor correspondente à multa de ofício. (Súmula CARF nº 108) ARGUIÇÕES DE INCONSTITUCIONALIDADE. O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária (Súmula CARF nº 2).
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Primeira Seção
dt_publicacao_tdt : Tue Oct 22 00:00:00 UTC 2019
numero_processo_s : 10120.007664/2010-77
anomes_publicacao_s : 201910
conteudo_id_s : 6077951
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Oct 22 00:00:00 UTC 2019
numero_decisao_s : 1402-004.072
nome_arquivo_s : Decisao_10120007664201077.PDF
ano_publicacao_s : 2019
nome_relator_s : JUNIA ROBERTA GOUVEIA SAMPAIO
nome_arquivo_pdf_s : 10120007664201077_6077951.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário. (Assinado digitalmente) Paulo Mateus Ciccone - Presidente. (Assinado digitalmente) Junia Roberta Gouveia Sampaio- Relatora. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marco Rogério Borges, Caio Cesar Nader Quintella, Evandro Correa Dias, Leonardo Luis Pagano Gonçalves, Sérgio Abelson (Suplente Convocado), Junia Roberta Gouveia Sampaio, Paula Santos de Abreu e Paulo Mateus Ciccone (Presidente). Ausente o conselheiro Murillo Lo Visco.
dt_sessao_tdt : Thu Sep 19 00:00:00 UTC 2019
id : 7948059
ano_sessao_s : 2019
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:54:13 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713052472735432704
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1611; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1C4T2 Fl. 223 1 222 S1C4T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10120.007664/201077 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 1402004.072 – 4ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 19 de setembro de 2019 Matéria Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica IRPJ Recorrente VRJ EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 2006 NULIDADE. AUSÊNCIA DE LIQUIDEZ E CERTEZA. IMPROCEDÊNCIA O Auto de Infração contém todos os elementos e requisitos necessários de formação válida, tendo sido lavrado de acordo com os dispositivos legais e normativos que disciplinam o assunto, art. 10 do Decreto nº 70.235/72, observado o art. 142 e seu parágrafo único, da Lei nº 5.172, de 26 de outubro de 1966 (Código Tributário Nacional CTN), não havendo, portanto, que se falar de nulidade do lançamento. JUROS DE MORA. MULTA DE OFÍCIO. Incidem juros moratórios, calculados à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC, sobre o valor correspondente à multa de ofício. (Súmula CARF nº 108) ARGUIÇÕES DE INCONSTITUCIONALIDADE. O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária (Súmula CARF nº 2). Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário. (Assinado digitalmente) Paulo Mateus Ciccone Presidente. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 12 0. 00 76 64 /2 01 0- 77 Fl. 223DF CARF MF 2 (Assinado digitalmente) Junia Roberta Gouveia Sampaio Relatora. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marco Rogério Borges, Caio Cesar Nader Quintella, Evandro Correa Dias, Leonardo Luis Pagano Gonçalves, Sérgio Abelson (Suplente Convocado), Junia Roberta Gouveia Sampaio, Paula Santos de Abreu e Paulo Mateus Ciccone (Presidente). Ausente o conselheiro Murillo Lo Visco. Relatório Por bem descrever os fatos, adoto o relatório elaborado Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Brasília (fls. 62): Contra a contribuinte identificada no preâmbulo foram lavrados os autos de infração às fls. 27/39, formalizando lançamento de ofício do crédito tributário abaixo discriminado, relativo ao anocalendário de 2006, inclusive juros de mora e multa de ofício totalizando R$ 296.780,83; (...) De acordo com a descrição dos fatos, a fiscalização constatou divergências entre os valores do DIPJ e da CSLL apurados na DIPJ e os informados em DCTF, conforme demonstrativos anexados às fls. 25/26, integrantes dos autos, o que motivou o lançamento de ofício das diferenças apuradas, com juros de mora e multa de ofício de 75%. Cientificada pessoalmente das exigências em 08/09/2010 (fls. 28 e 34), a autuada apresentou em 06/10/2010 a petição impugnativa acostada às fls. 43/49, pugnando pela nulidade ex tunc do procedimento, sob a alegação de que a liquidez e a certeza do crédito exigido estariam comprometidas, primeiro pelo fato de que a multa aplicada é nitidamente inconstitucional, por ferir os princípios da razoabilidade, proporcionalidade, propriedade e vedação do confisco e, segundo, por não caber sua aplicação cumulativa com a taxa de juros Selic, que também reputa inconstitucional. Levado a julgamento a 2a Turma da DRJ em Brasília considerou procedente o lançamento em decisão que recebeu a seguinte ementa (fls. 61): JUROS DE MORA. MULTA DE OFÍCIO. A incidência dos juros de mora não prejudica a aplicação da multa de ofício, nos termos do art. 161, caput, do CTN. ARGUIÇÕES DE INCONSTITUCIONALIDADE. É defeso aos órgãos julgadores administrativos apreciar arguição de inconstitucionalidade. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL. Ao lançamento da CSLL estendese o decidido em relação ao IRPJ exigido com base na mesma matéria fática, uma vez impugnada com argumentos idênticos. Fl. 224DF CARF MF Processo nº 10120.007664/201077 Acórdão n.º 1402004.072 S1C4T2 Fl. 224 3 Cientificada (AR fls. 72), em 03/12/2010, a contribuinte apresenta o Recurso Voluntário de fls. 73/79 no qual reproduz, ipsis litteris, as alegações já suscitadas quando da impugnação. É o relatório Voto Conselheira Junia Roberta Gouveia Sampaio Relatora O recurso preenche os pressupostos legais de admissibilidade, motivo pelo qual, dele conheço. 1) DA NULIDADE DO LANÇAMENTO Em relação ao mérito da incidência a Recorrente se limita a afirmar que "o suposto crédito tributário lançado no presente Auto de Infração não condiz com a realidade da empresa recorrente, carecendo de liquidez e certeza", não tecendo uma linha sequer sobre o que seria a mencionada "realidade da empresa", tampouco apontando em que ponto o lançamento careceria de liquidez e certeza. O Auto de Infração contém todos os elementos e requisitos necessários de formação válida, tendo sido lavrado de acordo com os dispositivos legais e normativos que disciplinam o assunto, art. 10 do Decreto nº 70.235/72, observado o art. 142 e seu parágrafo único, da Lei nº 5.172, de 26 de outubro de 1966 (Código Tributário Nacional CTN), não havendo, portanto, que se falar de nulidade do lançamento. 2) DO CARÁTER CONFISCATÓRIO DA MULTA DE OFÍCIO DE 75% Alega a Recorrente que mesmo que se conclua pela procedência do lançamento a multa de 75% possui caráter confiscatório o que seria vedado pelo artigo 150, IV, da CF/88. Referida alegação não deve ser conhecida, uma vez que, conforme exposto na súmula nº 2 deste conselho "o CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária ". 3) DA ILEGALIDADE A INCIDÊNCIA JUROS SOBRE MULTA E DA INAPLICABILIDADE DA TAXA SELIC Quanto às alegações de ilegalidade da incidência de juros sobre multa e da aplicação da taxa SELIC, ambas as questões já se encontram definidas no âmbito do CARF conforme se verifica pelas Súmulas nº 4 e 108 abaixo transcritas: Súmula CARF nº 4: A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de Fl. 225DF CARF MF 4 inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais Súmula CARF nº 108 Incidem juros moratórios, calculados à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC, sobre o valor correspondente à multa de ofício. 4) CONCLUSÃO Em face do exposto, nego provimento ao Recurso Voluntário (Assinado digitalmente). Júnia Roberta Gouveia Sampaio. Fl. 226DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 10840.902117/2017-48
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Sep 26 00:00:00 UTC 2019
Data da publicação: Mon Nov 04 00:00:00 UTC 2019
Ementa: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP
Data do fato gerador: 01/01/1980
IMUNIDADE. ENTIDADE BENEFICENTE. LIVROS. PROVA
Nos termos do artigo 14 inciso III do Código Tributário Nacional para o reconhecimento da imunidade de entidade beneficente necessária a apresentação de escrituração fiscal.
IMUNIDADE. ENTIDADE BENEFICENTE. APLICAÇÕES FINANCEIRAS. IMPOSSIBILIDADE.
Nos termos do artigo 14 inciso II do Código Tributário Nacional para o reconhecimento de imunidade beneficente é necessário que todos os recursos sejam aplicados nos objetivos institucionais.
Numero da decisão: 3401-006.984
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso.
(documento assinado digitalmente)
Rosaldo Trevisan Presidente e Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Rosaldo Trevisan (presidente), Mara Cristina Sifuentes, Oswaldo Gonçalves de Castro Neto, Lázaro Antonio Souza Soares, Fernanda Vieira Kotzias, Carlos Henrique Seixas Pantarolli, João Paulo Mendes Neto e Leonardo Ogassawara de Araújo Branco (vice-presidente).
Nome do relator: ROSALDO TREVISAN
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201909
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Data do fato gerador: 01/01/1980 IMUNIDADE. ENTIDADE BENEFICENTE. LIVROS. PROVA Nos termos do artigo 14 inciso III do Código Tributário Nacional para o reconhecimento da imunidade de entidade beneficente necessária a apresentação de escrituração fiscal. IMUNIDADE. ENTIDADE BENEFICENTE. APLICAÇÕES FINANCEIRAS. IMPOSSIBILIDADE. Nos termos do artigo 14 inciso II do Código Tributário Nacional para o reconhecimento de imunidade beneficente é necessário que todos os recursos sejam aplicados nos objetivos institucionais.
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Mon Nov 04 00:00:00 UTC 2019
numero_processo_s : 10840.902117/2017-48
anomes_publicacao_s : 201911
conteudo_id_s : 6085926
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Nov 05 00:00:00 UTC 2019
numero_decisao_s : 3401-006.984
nome_arquivo_s : Decisao_10840902117201748.PDF
ano_publicacao_s : 2019
nome_relator_s : ROSALDO TREVISAN
nome_arquivo_pdf_s : 10840902117201748_6085926.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso. (documento assinado digitalmente) Rosaldo Trevisan Presidente e Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Rosaldo Trevisan (presidente), Mara Cristina Sifuentes, Oswaldo Gonçalves de Castro Neto, Lázaro Antonio Souza Soares, Fernanda Vieira Kotzias, Carlos Henrique Seixas Pantarolli, João Paulo Mendes Neto e Leonardo Ogassawara de Araújo Branco (vice-presidente).
dt_sessao_tdt : Thu Sep 26 00:00:00 UTC 2019
id : 7970313
ano_sessao_s : 2019
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:54:59 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713052472780521472
conteudo_txt : Metadados => date: 2019-10-31T19:48:58Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.5; xmp:CreatorTool: Microsoft® Word 2010; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; language: pt-BR; dcterms:created: 2019-10-31T19:48:58Z; Last-Modified: 2019-10-31T19:48:58Z; dcterms:modified: 2019-10-31T19:48:58Z; dc:format: application/pdf; version=1.5; Last-Save-Date: 2019-10-31T19:48:58Z; pdf:docinfo:creator_tool: Microsoft® Word 2010; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2019-10-31T19:48:58Z; meta:save-date: 2019-10-31T19:48:58Z; pdf:encrypted: true; modified: 2019-10-31T19:48:58Z; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; dc:language: pt-BR; meta:creation-date: 2019-10-31T19:48:58Z; created: 2019-10-31T19:48:58Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; Creation-Date: 2019-10-31T19:48:58Z; pdf:charsPerPage: 1443; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; pdf:docinfo:created: 2019-10-31T19:48:58Z | Conteúdo => S3-C 4T1 MINISTÉRIO DA ECONOMIA Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Processo nº 10840.902117/2017-48 Recurso Voluntário Acórdão nº 3401-006.984 – 3ª Seção de Julgamento / 4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 26 de setembro de 2019 Recorrente IRMANDADE DA SANTA CASA DE MACATUBA Interessado FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Data do fato gerador: 01/01/1980 IMUNIDADE. ENTIDADE BENEFICENTE. LIVROS. PROVA Nos termos do artigo 14 inciso III do Código Tributário Nacional para o reconhecimento da imunidade de entidade beneficente necessária a apresentação de escrituração fiscal. IMUNIDADE. ENTIDADE BENEFICENTE. APLICAÇÕES FINANCEIRAS. IMPOSSIBILIDADE. Nos termos do artigo 14 inciso II do Código Tributário Nacional para o reconhecimento de imunidade beneficente é necessário que todos os recursos sejam aplicados nos objetivos institucionais. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso. (documento assinado digitalmente) Rosaldo Trevisan – Presidente e Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Rosaldo Trevisan (presidente), Mara Cristina Sifuentes, Oswaldo Gonçalves de Castro Neto, Lázaro Antonio Souza Soares, Fernanda Vieira Kotzias, Carlos Henrique Seixas Pantarolli, João Paulo Mendes Neto e Leonardo Ogassawara de Araújo Branco (vice-presidente). AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 84 0. 90 21 17 /2 01 7- 48 Fl. 216DF CARF MF Fl. 2 do Acórdão n.º 3401-006.984 - 3ª Sejul/4ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10840.902117/2017-48 Relatório Trata-se de indeferimento de pedido de restituição de PIS/PASEP com fundamento no RE 636.941/RS que reconheceu a imunidade da exação em questão para as entidades beneficentes de assistência social. A DRJ de Curitiba manteve o indeferimento do pedido eis que inexistem provas do cumprimento dos requisitos legais descritos “nos artigos 9º e 14 do CTN, bem como no art. 55 da Lei nº 8.212,de 1991 (atualmente, art. 29 da Lei nº 12.101, de 2009)”. Intimada, a Recorrente busca guarida neste Conselho trazendo aos autos documentos que, em seu entender, comprovam o cumprimento dos requisitos legais. Fl. 217DF CARF MF Fl. 3 do Acórdão n.º 3401-006.984 - 3ª Sejul/4ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10840.902117/2017-48 Voto Conselheiro Rosaldo Trevisan, Relator O julgamento deste processo segue a sistemática dos recursos repetitivos, regulamentada pelo art. 47, §§ 1º e 2º, do RICARF, aprovado pela Portaria MF 343, de 09 de junho de 2015. Portanto, ao presente litígio aplica-se o decidido no Acórdão nº 3401-006.952, de 26 de setembro de 2019, proferido no julgamento do Processo nº 10840.902084/2017-36. Transcreve-se, como solução deste litígio, nos termos regimentais, o entendimento que prevaleceu naquela decisão (Acórdão nº 3401-006.952): “2.1. A controvérsia a decidir pertine aos REQUISITOS PARA RECONHECIMENTO DE IMUNIDADE PARA ENTIDADES BENEFICENTES DE ASSISTÊNCIA SOCIAL. Fisco e Recorrente concordam que os requisitos a serem cumpridos para exercício do favor Constitucional são os descritos no Código Tributário Nacional e na Lei Ordinária 12.101/09 (que sucedeu em vigência a Lei 8.212/91). 2.1.1. Todavia a Corte Constitucional em sede de Repercussão Geral (RE 566.622/RS) vinculou o exercício da imunidade em voga ao cumprimento dos requisitos descritos apenas em Lei Complementar (leia-se CTN e outra LC que vier a sucedê-lo): “Os requisitos para o gozo de imunidade hão de estar previstos em lei complementar” 2.1.2. Nos termos do voto condutor do Ministro Marco Aurélio, em sede de imunidade para entidades beneficentes de assistência social, a Lei Ordinária tem lugar apenas e tão somente para regulamentar o descrito nos artigos 9° e 14 do CTN bem como para estabelecer condições para que uma pessoa jurídica possa ser considerada como entidade beneficente de assistência social: Cabe à lei ordinária apenas prever requisitos que não extrapolem os estabelecidos no Código Tributário Nacional ou em lei complementar superveniente, sendo-lhe vedado criar obstáculos novos, adicionais aos já previstos em ato complementar. Caso isso ocorra, incumbe proclamar a inconstitucionalidade formal. 2.1.3. O artigo 14 do Código Tributário Nacional elenca três condições para o exercício da imunidade em questão: I) não distribuição do patrimônio, II) aplicar integralmente os recursos na manutenção dos objetivos patrimoniais e, III) manterem a escrituração fiscal e contábil regular. 2.1.4. Os incisos II, IV e V do artigo 29 da Lei 12.101/09 regulamentam, especificamente, os incisos I, III e II do artigo 14 do CTN: Art. 29. A entidade beneficente certificada na forma do Capítulo II fará jus à isenção do pagamento das contribuições de que tratam os arts. 22 e 23 da Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991, desde que atenda, cumulativamente, aos seguintes requisitos; (...) II - aplique suas rendas, seus recursos e eventual superávit integralmente no território nacional, na manutenção e desenvolvimento de seus objetivos institucionais; (...) Fl. 218DF CARF MF Fl. 4 do Acórdão n.º 3401-006.984 - 3ª Sejul/4ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10840.902117/2017-48 IV - mantenha escrituração contábil regular que registre as receitas e despesas, bem como a aplicação em gratuidade de forma segregada, em consonância com as normas emanadas do Conselho Federal de Contabilidade; V - não distribua resultados, dividendos, bonificações, participações ou parcelas do seu patrimônio, sob qualquer forma ou pretexto; 2.1.5. Pois bem. Embora afirme ter toda a escrituração contábil e fiscal em boa ordem, a Recorrente não traz aos autos qualquer dos livros obrigatórios. Em verdade, a Recorrente colige apenas balanços analíticos dos anos de 2013 e 2014 e Parecer de Auditoria Contábil – documentos insuficientes para aferir a não distribuição do patrimônio e a aplicação dos recursos nos objetivos patrimoniais. Aliás, o Relatório da Auditoria trazido aos autos pela Recorrente dá conta de que parte de seu patrimônio está em aplicações financeiras, fora objetivos patrimoniais, portanto: 2.1.6. Descumpridos os requisitos legais, de rigor o indeferimento do pedido. 3. Ante o exposto, conheço do recurso voluntário e a ele nego provimento.” Importa registrar que nos autos ora em apreço, a situação fática e jurídica encontra correspondência com a verificada no paradigma, de tal sorte que o entendimento lá esposado pode ser perfeitamente aqui aplicado. Aplicando-se a decisão do paradigma ao presente processo, em razão da sistemática prevista nos §§ 1º e 2º do art. 47 do RICARF, o colegiado decidiu por conhecer do recurso voluntário e a ele negar provimento. (assinado digitalmente) Rosaldo Trevisan Fl. 219DF CARF MF
score : 1.0
