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Numero do processo: 11011.001269/2008-66
Turma: 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 3ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Thu Aug 26 00:00:00 UTC 2010
Ementa: REGIMES ADUANEIROS
Data do fato gerador: 08/08/2003
REGIME DE ADMISSÃO TEMPORARIA , DESCUMPRIMENTO DO PRAZO DE REEXPORTAÇÃO. MULTA APLICÁVEL. BASE DE CALCULO. NORMAS APLICÁVEIS VIGENTES NA DATA DA PRÁTICA DA INFRAÇÃO.
A data de concessão do regime aduaneiro especial de admissão temporária é o marco temporal que define a data do fato gerador e, por conseguinte, as normas aplicáveis em relação aos tributos incidentes na operação de importação, incluindo, base de cálculo e aliquota. Por sua vez, as normas aplicáveis as penalidades pecuniárias de natureza aduaneira, decorrentes do descumprimento do regime de aduaneiro especial de admissão temporária, são aquelas vigentes na data da ocorrência do ilícito, incluindo a conversão do valor aduaneiro para a moeda nacional, base de calculo da multa aplicada, que deve ser determinada com base na taxa de câmbio vigente da data da ocorrência do ilícito.
REGIME DE ADMISSÃO TEMPORÁRIA. DESCUMPRIMENTO DO REGIME. MULTA APLICÁVEL A PARTIR DE 31/10/2003.
A infração tipificada no inciso I do art. 72 da Lei n° 10.833, de 29 de dezembro 2003, introduzida originariamente no ordenamento jurídico brasileiro em 31/10/2003, data da publicação da Medida Provisória n° 135, de 30 de outubro de 2003, por definir inteiramente todas as infrações e penalidades, por descumprimento dos requisitos, condições e prazos do regime do regime de admissão temporária, revogou tacitamente a infração e penalidade estabelecidas na alínea "h" do inciso II do art. 106 do Decreto-lei no 37, de 1966.
BENEFÍCIO DA DENUNCIA ESPONTÂNEA. INFRAÇÃO DE NATUREZA ADUANEIRA. INAPLICÁVEL.
O beneficio da denúncia espontânea aplica-se somente as penalidades dede natureza tributária. Estão expressamente excluídas da aplicação do referido instituto, ex vi do § 2° do art. 102 do Decreto-lei n° 37, de 1966, as multas do controle aduaneiro ou administrativo das importaçbes, tal como a multa por descumprimento do prazo do regime de admissão temporária.
Recurso Voluntário Provido em Parte.
Numero da decisão: 3102-00.732
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao Recurso, para determinar o cálculo do valor aduaneiro, base cálculo da multa, com base na taxa de câmbio vigente na data seguinte ao término do prazo par a promover a reexportação do bem admitido no regime. Vencidos os Conselheiros Luciano Pontes de Maya Gomes e Beatriz Veríssimo de Sena, que davam provimento integral. A Conselheira Beatriz Veríssimo de Sena fará declaração devoto. A Conselheira Nanci Gama declarou-se impedida.
Nome do relator: José Fernandes do Nascimento
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ementa_s : REGIMES ADUANEIROS Data do fato gerador: 08/08/2003 REGIME DE ADMISSÃO TEMPORARIA , DESCUMPRIMENTO DO PRAZO DE REEXPORTAÇÃO. MULTA APLICÁVEL. BASE DE CALCULO. NORMAS APLICÁVEIS VIGENTES NA DATA DA PRÁTICA DA INFRAÇÃO. A data de concessão do regime aduaneiro especial de admissão temporária é o marco temporal que define a data do fato gerador e, por conseguinte, as normas aplicáveis em relação aos tributos incidentes na operação de importação, incluindo, base de cálculo e aliquota. Por sua vez, as normas aplicáveis as penalidades pecuniárias de natureza aduaneira, decorrentes do descumprimento do regime de aduaneiro especial de admissão temporária, são aquelas vigentes na data da ocorrência do ilícito, incluindo a conversão do valor aduaneiro para a moeda nacional, base de calculo da multa aplicada, que deve ser determinada com base na taxa de câmbio vigente da data da ocorrência do ilícito. REGIME DE ADMISSÃO TEMPORÁRIA. DESCUMPRIMENTO DO REGIME. MULTA APLICÁVEL A PARTIR DE 31/10/2003. A infração tipificada no inciso I do art. 72 da Lei n° 10.833, de 29 de dezembro 2003, introduzida originariamente no ordenamento jurídico brasileiro em 31/10/2003, data da publicação da Medida Provisória n° 135, de 30 de outubro de 2003, por definir inteiramente todas as infrações e penalidades, por descumprimento dos requisitos, condições e prazos do regime do regime de admissão temporária, revogou tacitamente a infração e penalidade estabelecidas na alínea "h" do inciso II do art. 106 do Decreto-lei no 37, de 1966. BENEFÍCIO DA DENUNCIA ESPONTÂNEA. INFRAÇÃO DE NATUREZA ADUANEIRA. INAPLICÁVEL. O beneficio da denúncia espontânea aplica-se somente as penalidades dede natureza tributária. Estão expressamente excluídas da aplicação do referido instituto, ex vi do § 2° do art. 102 do Decreto-lei n° 37, de 1966, as multas do controle aduaneiro ou administrativo das importaçbes, tal como a multa por descumprimento do prazo do regime de admissão temporária. Recurso Voluntário Provido em Parte.
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CA R I' N.1F F I.. I S3-CIT2 Fl 181 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n° Recurso Acórdão n° Sessão de Matéria Recorrente Recorrida 11011.001269/2008-66 416.491 Voluntário 3102-00.732 — 1° Câmara / 2 0 Turma Ordinária 26 de agosto de 2010 MULTA ADUANEIRA VRG LINHAS AÉREAS S/A. FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: REGIMES ADUANEIROS Data do fato gerador: 08/08/2003 REGIME DE ADMISSÃO TEMPORARIA , DESCUMPRIMENTO DO PRAZO DE REEXPORTAÇÃO. MULTA APLICÁVEL. BASE DE CALCULO. NORMAS APLICÁVEIS VIGENTES NA DATA DA PRÁTICA DA INFRAÇÃO. A data de concessão do regime aduaneiro especial de admissão temporária é o marco temporal que define a data do fato gerador e, por conseguinte, as normas aplicáveis em relação aos tributos incidentes na operação de importação, incluindo, base de cálculo e aliquota. Por sua vez, as normas aplicáveis as penalidades pecuniárias de natureza aduaneira, decorrentes do descumprimento do regime de aduaneiro especial de admissão temporária, são aquelas vigentes na data da ocorrência do ilícito, incluindo a conversão do valor aduaneiro para a moeda nacional, base de calculo da multa aplicada, que deve ser determinada com base na taxa de câmbio vigente da data da ocorrência do ilícito. REGIME DE ADMISSÃO TEMPORÁRIA. DESCUMPRIMENTO DO REGIME. MULTA APLICÁVEL A PARTIR DE 31/10/2003. A infração tipificada no inciso I do art. 72 da Lei n° 10.833, de 29 de dezembro 2003, introduzida originariamente no ordenamento jurídico brasileiro em 31/10/2003, data da publicação da Medida Provisória n° 135, de 30 de outubro de 2003, por definir inteiramente todas as infrações e penalidades, por descumprimento dos requisitos, condições e prazos do regime do regime de admissão temporária, revogou tacitamente a infração e penalidade estabelecidas na alínea "h" do inciso II do art. 106 do Decreto-lei no 37, de 1966. BENEFÍCIO DA DENUNCIA ESPONTÂNEA. NATUREZA ADUANEIRA. INAPLICÁVEL. dvjulmente rn 1 0l10/2010 per .10SE FERNANDES 00 NASCIMENTO. 0 0 12/2010 por LUIS MARCELO GU ERRA DE CASTRO Ai p... 11 ;1 ;,• 3 ‘:1 0 (*limliperite em 16i10i2010 por . JOSE FERNANDES 00 NASCIMENTO Urilid•Ii ell., 30;12;2010 peio cio Fazer/da INFRAÇÃO DE DI' CARE' MF ITI, 2 O beneficio da denúncia espontânea aplica-se somente as penalidades dede natureza tributária. Estão expressamente excluídas da aplicação do referido instituto, ex vi do § 2° do art. 102 do Decreto-lei n° 37, de 1966, as multas do controle aduaneiro ou administrativo das importaçbes, tal como a multa por descumprimento do prazo do regime de admissão temporária. Recurso Voluntário Provido em Parte Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao Recurso, para determinar o cálculo do valor aduaneiro, base cálculo da multa, corn base na taxa de câmbio vigente na data seguinte ao término do prazo par a promover a reexportação do bem admitido no regime. Vencidos os Conselheiros Luciano Pontes de Maya Gomes e Beatriz Veríssimo de Sena, que davam provimento integral. A Conselheira Beatriz Verissimo de Sena fará declaração devoto.. A Conselheira Nanci Gama declarou-se impedida. (assinado digitalmente) Luis Marcelo Guerra de Castro - Presidente, (assinado digitalmente) Jose Fernandes do Nascimento - Relator. EDITADO EM: 16/10/2010 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Luis Marcelo Guerra de Castro, Ricardo Paulo Rosa, Beatriz Verissimo de Sena, José Fernandes do Nascimento, Luciano Pontes de Maya Gomes e Nanci Gama, Relatório Trata-se de Recurso Voluntário interposto pela interessada, visando a reforma do Acórdão n° 07-15.626 (fls. 128/133), proferido pela 1' Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento de Florianópolis/SC (DRJ Florianópolis/SC), cuja ementa restou assim redigida: ASSUNTO; REGIMES ADUANEIROS Data do fato gerador; 30/04/2008 ADMISSÁO TEMPORÁRIA NiO EXTINÇÃO. MULTA A não adoção de • medida de extinção do regime especial de admissão temporária, denim do prazo legal, enseja a aplicação da multa legalmente prevista ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO AE1inado divitaImente em 10/10/2010 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO C17112/2010 por LUIS MARCELO GU ERRA DE CASTRO Anticado cligitafinente em 16(10/2010 par JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO Emitido em 30/12/2010 pele Ministerio da Fazenda 2 DI CARP MI; Fl 3 Processo n 11011.001269/2008-66 Acórdao n" 3102-00.732 S3-C1T2 11 182 Data do faro gerador: 30/04/2008 DENÚNCIA ESPONTÂNEA. 1NAPLICABILIDADE Inaplicável o instituto da denúncia espontânea no cimbito de regimes aduaneiros especiais, pelo fato de a mercadoria, nesses casos, estar sob controle aduaneiro desde a concessão até a extinção da aplicação dos mesmos Lançamento Procedente Informa a Descrição dos Fatos (f1s. 01/03), integrante do presente Auto de Infração, que a pessoa jurídica Varig S/A., sucedida pela interessada, em 07/08/2003, por meio da Declaração de Importação (DI) n° 03/0665316-2 (fis. 06/08), registrada em 07/08/2003, submeteu a despacho aduaneiro a aeronave Boeing 767-300, prefixo PP-VTC, número de série 25.411, desembaraçada soh regime aduaneiro especial de admissão temporária, inicialmente concedido ate 31/12/2003, que fora sucessivamente prorrogado até 30/04/2008. Em 06/06/2008, a interessada foi intimada a comprovar o cumprimento dos termos e condições assumidos no âmbito do regime. Em 23/06/2008, informou que estava solicitando, intempestivamente, a devolução do bem para o exterior. Vencido o prazo de permanência da aeronave no Pais, sem que a beneficiária, ora recorrente, tivesse adotado uma das providências previstas no art. 319 do Decreto n° 4.543, de 26 de dezembro de 2002, que dispõe sobre o Regulamento Aduaneiro de 2002 (RA12002), para fins de extinção do regime de admissão temporária, entendeu a autoridade fiscal que houve descumprimento do prazo de aplicação do regime, em consequência, lavrou o questionado Auto de Infração, com aplicação da multa de 10% (dez por cento) do valor aduaneiro da mercadoria, prevista no inciso I do artigo 72 da Lei n° 10.833, de 2003. Em 21/11/2008, a autuada foi cientificada, via postal (fl. 57), do pressente Autos de Infração. Inconformada, em 16/12/2008, apresentou a impugnação de fls. 59168, cujas razões defesa foram assim resumidas no relatório integrante do Acórdão recorrido, in verbis: impugnante relata que realmente teve prorrogado o prazo de permanência do hem no regime de admissão temporctria até 30/0412008, todavia foi omitido pela fiscali:ação o fato de que, em 15/05/2008, ingressou com pedido de exportação definitiva, registrando a operação no Siscomex em 21/05/2008 Considerando que somente em 14/11/2008 foi lavrado o auto de infração e cientificado em 21/11/2008, defende que nil° pode ser punido em ra:do da denúncia espontânea da infração, nos termos do artigo 138 do Código Tributário Nacional. Alega que o auto de infração também deve ser cancelado parque houve "erro no enquadramento legal da autuação, pots se aplica ao caso a multa prevista no art 106, II, b, do Decreto-lei n° 37/1966 e no art 628, III, b, do Regulamento Aduaneiro, e não aquela apontada na autuação fiscal". Embasa sua tese na descrição dos fatos do auto de infração, frente a tipificação da infração. Defende que a infração prevista no Regulamento Aduaneiro é mais especifica do que aquela prevista na Lei 1'0.1dri:Kt di9ialrrierila em 1 1:v10/2010 por .JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO. 071121 2010 por LUIS MARCELO OU ERRA OS CASTRO Aoloodcado dicjilolirowo rn 10/1012010 por .JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO 3 Emudd em 20112/2010 polo Mistério do Fazatcla DI: CARE ME FL 4 n° 10.833/2003 e, portanto, aquele deve ser a aplicada ao caso em tact, Com base nesses argumentos, defende ainda que não houve revoga cão kicito do dispositivo anterior pela Lei n °10.833/2003. Requer seja cancelado o auto de infração Com vista à liberação da aeronave, a interessada impetrou Mandado de Segurança, no qual lhe foi concedida liminar par a realizar a reexportação, independentemente do pagamento de refer ida multa. Em cumprimento a dita determinação judicial, foi autorizada a reexportação do bem, por meio da Declaração de Despacho de Exportação (DDE) no 2081351807/5, que teve por base o Registro de Exportação (RE) n° 08/1793026-001 (fls. 103/106), registrado em 06/1112008. Após a referida impugnação, sobreveio o Acórdão recorrido, em que os membros da Turma julgadora, por unanimidade de votos, consideraram procedente o lançamento, mantendo o crédito tributário exigido. Em 08/05/2009, por via postal (fl. 136), a autuada foi cientificada do citado Acórdão. Inconformada, em 03/0612009, apresentou o Recurso Voluntário de fls. 138/153, em que reafirmou as razi5es de defesa aduzidas na peça impugnatória, acrescentando que, em caráter eventual, caso não acatados os argumentos relativos a denúncia espontânea e ao erro de enquadramento legal, sejam os presentes autos encaminhados ao Secretário da Receita Federal do Brasil, para fins de apreciação do pedido de relevação da penalidade aplicada, conforme previsto no art. 4° do Decreto-lei n° 1,042, de 1969. No final, requer que seja dado provimento ao presente Recurso Voluntário, para cancelar integralmente a multa aplicada, Caso não seja esse o entendimento deste Colegiado, requer o encaminhamento do presente processo ao Secretario da Receita Federal do Brasil, para exame do pedido de relevação da multa, nos termos do artigo 4° do Decreto-lei n° 1.042, de 1969. Em cumprimento ao despacho de 11, 180 (Ultima numerada), os presentes autos foram enviados a este e. Conselho. Na Sessão de 04/02/2010, em cumprimento ao disposto no art 49 do Anexo II do Regimento Interno do Cad, aprovado pela Portaria MI: n° 256, de 22 de junho de 2009, os presente autos foram distribuídos, mediante sorteio, para este Conselheiro. Él o relatório. Voto Conselheiro Jose Fernandes do Nascimento, Relator O presente Recurso é tempestivo, preenche os demais requisites de admissibilidade e trata de matéria da competência deste Colegiado, portanto, dele tomo conhecimento. Previamente, esclareço que o pedido de relevação da penalidade aplicada, previsto no art. 4° do Decreto-lei 1.042, de 1969, por não ser matéria da alçada deste Assinado digitalmente ern 15/10120 10 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO 07/1212310001 LUIS MARCELO GU ERRA DE CASTRO Awantkoado digitalmente em 16/10 , 2010 por JOSE FERNANDES 00 NASCIMENTO 4 [mild° an 30/121201 0 pelo rvlInist.6flo da Fazerlda CARI: 1:1. 5 Processo n° 11011.001269/2008.-66 S3-C1T2 Acórdao n ° 310240,732 Fl 183 Conselho, nem tampouco objeto da presente controvérsia, não será conhecido por este Colegiado. Com efeito, a competência para apreciação do referido pedido 6 do Sr. Ministro da Fazenda, nos termos do art. 736 do Decreto n° 6.759, de 2009 (Regulamento Aduaneiro de 2009). Assim, o pleito em tela deverá ser submetido a apreciação do titular da Unidade da RFB de origem, detentor da competência para decidir sobre o encaminhamento dos autos ao Gabinete do Ministro ou a quem foi delegada a dita competência. Nos presentes autos, como não foi suscitada nenhuma questão preliminar, passo diretamente 6. análise do mérito da presente controvérsia. I- DO MÉRITO O presente lançamento trata da aplicação da multa por infração concernente ao descumprimento do prazo fixado para a permanência no Pais da aeronave descrita na DI n° 03/0665316-2 (fls. 06/08), registrada ern 07/08/2003, que fora admitida no regime aduaneiro especial de admissão temporária desde a data do desembaraço aduaneiro até 30/04/2008, termo final do regime. Em outras palavras, durante a vigência do regime, a interessada não adotou as providências fixadas na legislação (art. 319 do RA12002), com vistas à extinção normal do regime. Da motivação e do enquadramento legal da presente autuação. O motivo indicado pela autoridade fiscal, para a aplicação da presente penalidade e respectivo enquadramento legal, encontra-se relatado na Descrição dos Fatos que integra o presente Auto de Infração, com os seguintes termos, in verbis: Vencido o praso para a permanência dos bens no regime de admisscio temporária, sem que o Beneficiário tenha providenciado uma das hipóteses do art 319 do RA para extinguir o compromisso assumido, e já demonstrado seu interesse de exportar o bem, implica lançamento de multa nos termos do art, 321, 1, do Regulamento Aduaneiro. A multa aplicável pelo descumprimento do prazo estabelecido para aplica çao do regime de admissão é a estipulada no inciso I do art. 72 da Lei n°10.833/2003, que revogou tacitamente a multa prevista no Decreto-lei n° 37/1966, art. 106, inciso II, allnea regulamentada na alínea "b" do inciso 111 do art 628 do RA (10% do valor aduaneiro) As providências, a que se refere a autoridade fiscal, estão elencadas nos incisos 1 a V I do art. 319 do RA/2002. A infração e a respectiva multa imposta na presente I "Art. 319. Na vigência do regime, devera ser adotada, com relacao aos bens, uma das seguintes providencias, para liberaçao da garantia e baixa do termo de responsabilidade: - reexportagao; II - entrega à Fazenda Nacional, livres de quaisquer despesas, desde que a autoridade aduaneira concorde cm recebi-los; 111 - destruicao, às expensas do interessado; IV - transferência para outro regime especial; ou V - despacho para consumo, se nacionalizados. i;itri'lf 10/2010 poi. JOSE FERN/ds1DES DO NASCIMENTO ifi'/12/2010 poi LUIS MARCELO GU ERRA DE CASTRO Autentindo digitalinente ern 16t 10/2010 poi- JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO 5 Erioticio cria 7,0/12i2010 pale t•ilinimL=rie da Fazeticla OF CARF v1F FL 6 autuação encontram-se descritas no inciso I do art, 72 da Lei n° 10.833, de 2003, que tem o seguinte teor, ipsis litteris: Art 72 Aplica-se a multa de • I — 10% (dez por cento) do valor aduaneiro da mercadoria submetida ao regime aduaneiro especial de admissão temporária, au de admissão temporária para aperfeiçoamento ativo, pelo descumprimento de condiçães, requisitos ou prazos estabelecidos para aplicação do regime, e (. ) (grifo no original) Por sua vez, a multa revogada tacitamente sancionava a infração descrita na alínea "b" do inciso II do art. 1062 do Decreto-lei n° 37, de 1966, que tinha a seguinte redação: Art 106 - Aplicam-se as seguintes multas, proporcionais ao valor do imposto incidente sobre a importação da mercadoria ou o que incidiria se não houvesse isenção ou redução: ( ) 11 - de 50% (cinqüenta por cento): ) b) pelo não retorno ao exterior, no prazo fixado, dos bens importados sob regime de admissão temporária; (...) (grifos no originals). Compulsando os transcritos preceitos legais, verifica-se que a infração definida no novel comando legal, apenada com a multa de 10% (dez por cento) do valor aduaneiro da mercadoria, além do descumprimento das condições e requisitos estabelecidos para aplicação do regime (matéria no disciplinada no preceito legal anterior), abrange também o descumprimento dos prazos fixados para fruição do regime. Dessa forma, assim como os membros da Turma julgadora a quo, ern consonância com o disposto na segunda parte do § 1° do art, 2° do Decreto-lei n°4.657, de 4 de setembro de 1942 (Lei de Introdução ao Código Civil Brasileiro), também entendo que houve revogação tácita da infração definida na alínea "b" do inciso H do art 106 do Decreto-lei n°37, de 1966, haja vista que a matéria nela abordada foi inteiramente disciplinada no inciso I do art '72 da Lei n° 10.833, de 2003, resultado da conversão da Medida Provisória n° 135, de 30 de outubro de 2003, que a partir 31/10/2003, data da publicação da referida Medida Provisória e vigência do novel comando normativo, introduziu originariamente no ordenamento juridico (inciso I do art. 563 ) as referidas infração e penalidade. 2 As referidas multa e infragao encontravam-se regulamentadas na altnea "b" do inciso III do art. 628 do RA/2002, vigente na 6poca dos fatos objeto da presente autuag80. 3 "Art 56. Aplica-se a multa de: I - dez por cento do valor aduaneiro da mercadoria submetida ao regime aduaneiro especial de admissdo temporária, ou de admissfto temporária para aperfeiçoamento ativo, pelo descumprimento de condiçbes, requisitos ou prazos estabelecidos para aplicaç4o do regime; e An:Anado d6to.lmente eril 1 0 10/2010 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO 071212010 por LUIS MARCELO GU ERRA DE CASTRO AutentIcado digitalmente ern 16110)2010 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO 6 Emilido err 30/1212010 polo MrnisI6, io rio Filzencla DF CAM. NH' Fl. 7 Processo n° 11011 001269/20013.66 SICIT2 Acórd5o ou 3102-00332 Fl 184 No mesmo diapasão, o entendimento exarado no art. 2°4 do Ato Declaratorio Interpretativo (ADI) SRF no 4, de 4 de março de 2004. Noutro giro, alegou a Recorrente que, por ser especifica, no presente caso a penalidade que deveria ter sido aplicada era a que sancionava a infração prevista na alinea "h" do inciso II do art. 106 do Decreto-lei n°37, de 1966, que ainda se encontra vigente, posto que não fora expressamente revogada, conforme determinação veiculada no art. 9°' da Lei Complementar n° 95, de 26 de fevereiro de 1998. Com a devida vênia, entendo que não assiste razão a Recorrente. 0 novel comando legal não introduziu norma de caráter geral ou especial a par das já. existentes, conforme definido no § 2° do art. 2' da Lei de introdução ao Código Civil Brasileiro, segundo entendimento esposado pela Recorrente. Na verdade, analisando o inteiro teor do inciso I do art. 72 da Lei n° 10.833, de 2003, anteriormente transcrito, verifica -se que o referido comando legal regulou inteiramente a matéria concernente ao descumprimento do prazo estabelecido para aplicação do regime de admissão temporária, o que indubitavelmente inclui o prazo fixado para o retorno do bem ao exterior, anteriormente estabelecido na revogada alínea "b" do inciso H do art. 106 do Decreto -lei no 37, de 1966. Assim, diversamente do entendimento da Recorrente, tenho que o preceito legal que se aplica ao caso em tela é o § 1° e não o § 2 ° do art. 2° da Lei de Introdução ao Código Civil Brasileiro (LICC), que seguem transcritos: Ari. le MID se destinando à vigência temporária, a lei tad vigor até que outra a modifiqzie ou revogue § 1° A lei posterior revoga a anterior quando expressamente o declare, quando seja com eta incompatível ou quando regule inteiramente a matéria de que tratava a lei anterior ,f 2Q A lei nova, que estabeleça disposiOes gerais ou especiais par das já existentes, mio revoga nem modifica a lei anterior ( ) (grifos não originais). Além disso, cabe esclarecer que a Lei Complementar n° 95, de 1998, não revogou o disposto no art. 2 ° da LICC, portanto, ele encontra-se vigente e plenamente eficaz. Dessa forma, entendo que o novo comando normativo passou a disciplinar integral e exclusivamente todas as infraçOes do controle aduaneiro decorrentes do descumprimento do regime de admissão temporária, incluindo o não cumprimento do prazo de retorno do bem ao exterior fixado no ato de concessão do regime, infração que era tipificada no preceito legal revogado tacitamente, conforme anteriormente demonstrado. Das normas que regem o regime de admissão temporária. 4 "Art. 2° A alínea "b° do inciso II do art, 106 do Decreto-lei a° 37, de 1966, ficou tacitamente revogada a partir de 31 de outubro dc 2003, data da vigencia da Medida Provisória n° 135, de 30 de outubro de 2003, convertida na no 10.833, de 2003". "Art.?' A clausula de Aoalado 6odine:rue oze4 revogaeao courlar (rpressamente leis disposigOes legais revogadas". oaaa peia Let Lompiementar n u7, ae uly ERRA DE CASTRO At lIdrIloado dloilalowsnte; on 10i10;2010 por . JOSE FERNANDES 1)0 NASCIMENTO 7 Erriltido on 30)1212010 pelo tvinitario rIaFro_encla r.g. CAR S O regime aduaneiro especial de admissão temporária é o que se aplica a importação de bens que devem permanecer temporariamente no Pais, normalmente, durante o prazo fixado para aplicação regime, que se caracteriza pela suspensão total do pagamento dos tributos devidos no regime de importação geral. 0 prazo de vigência do regime compreende o período entre a data do desembaraço aduaneiro (seu termo inicial) e o termo final fixado pela autoridade aduaneira para permanência dos bens no Pais, considerado, inclusive, o prazo de prorrogação, quando for o caso. No presente caso, o regime de admissão temporária fora concedido em 08/08/2003, conforme cópia do requerimento de fl. 13. Esta data é de primordial importância, para fins de definição do marco temporal de aplicação das normas atinentes aos impostos incidentes na operação de importação do bem, inclusive a taxa de câmbio e aliquotas aplicáveis, conforme estabelecido no § 1° do att. 20 da Instrução Normativa SRF n°285, de 14 de janeiro de 2003, vigente na época dos fatos objeto da presente autuação, a seguir transcrito: Art 20 A declaração a que se refere o inciso lido art 19 semi registrada informando -se na ficha Básicas, no campo Processo Vinculado, que se Para de Declaração Preliminar e indicando o ntimero do processo administrativo correspondente § 1 A taxa de câmbio e a aliquota dos impostos incidentes serão as vigentes na data de admissão das mercadorias no regime, que constituirá o teimo inicial para o cálculo dos jut os de mora ) (grifos não originais) Em relação as penalidades aplicadas por infração decorrentes do descumprimento dos requisitas, condições e prazos do regime, a norma a ser aplicada é aquela vigente na data da ocorrência da infração, inclusive a taxa de câmbio, conforme dispõe o art. 139 do Decreto-lei n° 37, de 1966, a seguir transcrito: Art 139 - No mesmo prazo do artigo anterior se extingue o direito de impor penalidade, a cantor da data da infração (grifos não originais) No presente caso, em 30/04/2008 ocorreu o vencimento do prazo do regime de admissão temporária da referida aeronave, sem que a beneficiária do regime tenha requerido a sua prorrogação ou adotado, tempestivamente, quaisquer das providências elencadas nos Incisos I a V do art. 319 do RA12002. Logo, materializado o não retorno do born ao exterior dentro do prazo fixado para fruição do regime, tem-se que, em 01/05/2008, foi concretizada a conduta tipi ficada na infração por descumprimento do prazo do regime, estabelecido no inciso I do art. 72 da Lei n° 10.833, de 2003. Do beneficio da denúncia espontânea. Na peça impugnatória, informou a recorrente que somente em 15105/2008, ingressou com pedido de reexportação da referida aeronave, registrando a operação no Siscomex em 21/05/2008, conforme requerimento e RE de fls. 96/101. Embora já configurada o descumprimento do prazo de reexportação do bem, cabe esclarecer que o referido requerimento fora protocolado perante a Comissão de Coordenação de 'Transporte Aéreo Civil (Contac) do Rio de Janeiro, quando o correto teria sido Ariiado diolInuente OM 10/1012010 por JOSE FbRNANUES NASCIMENt 001:2,/(111.1 po: cUIS MARCELO CID ERRA DE CASTRO Autentiaclo cligitalmente em 1011012010 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO a Sortido our 3011212010 pub Mrnistéua da Fazencla Dr CAM .; Ml 1 9 Processo n° 1101L001269/2008.66 S3 -C1T2 AcórcItio n ° 3102 -00.732 Fl 155 junto à Unidade da RFB competente para apreciar o pedido em tela, . Ademais, o referido RE fora cancelado pelo Sistema, pois expirara o prazo de validade sem que a ele fosse alocada a necessária Declaração de Despacho de Exportação (DDE). De fato, compulsando os autos, verifica-se quo a providencia que fora efetivamente adotada pela Autuada, com vista a reexportação da referida aeronave, somente ocorreu em 06/11/2008, quando foi formalizado o registro do RE de fls. 103/107. Portanto, em data posterior, ao inicio do presente procedimento fiscal, que se dera em 23/06/2008, com a ciência da Intimação de fl. 27. Como o presente Auto de Infração fora lavrado em 14/11/2008, dele sendo cientificado a interessada somente em 21/11/2008, entendeu a Recorrente que era inaplicável a presente penalidade, em razão do beneficio da denúncia espontânea da infração, previsto no artigo 138 do CTN e reproduzido no artigo 612 do RA12002. Não assiste razão a Recorrente, com devido respeito. Nos termos da alínea "b" do § 1° do art. 1026 do Decreto-lei n° 37, de 1966, combinado corn o disposto no inciso I do art 7° do Decreto n°70235, de 6 de março de 1972, que instituiu o Processo Administrativo Fiscal (PAF) federal, o procedimento fiscal tem inicio com o primeiro ato de oficio, praticado por servidor competente, quando dele cientificado o sujeito passivo. Na presente autuação, com a ciência da Intimação de fl. 27, ern 23/06/2008, nos termos do parágrafo unico do art. 138 do CTN, a interessada perdeu o beneficio da denúncia espontânea. Entretanto, no caso em tela, mesmo que não estivesse configurada a iniciativa de oficio da autoridade fiscal, melhor sorte não lhe caberia, haja vista que o bene ficio da denúncia espontânea exclui apenas as penalidades de natureza tributaria, segundo disposição expressa no § 2° do art. 102 do Decreto-lei n°37, de 1966, a seguir transcrito: Art. 102 - A demincia espontânea da infração, acompanhada, se for o caso, do pagamento do imposto e dos acréscimos, excluirá a imposição da correspondente penalidade. [Redação dada pelo Pecreto-Lei 0 0 2.472, de 01/09/1988) § 2°- A denúncia espontanea exclui somente as penalidades de natureza tributária (Inclaido pelo Decreto-Lei n° 2.472, de 01/09/1988) (grifos não originais). 6 "Art. 102 - A denúncia espontfinea da infração, acompanhada, se for o caso, do pagamento do imposto e dos acrtscimos, excluirá a imposição da correspondente penalidade. (Redação dada pelo Decreto -Lei n° 2.472, dc 01/09/1988) tI 1° - Não se considera espontânea a denúncia apresentada: (Inclufdo pelo Decreto-Lei n°2.472, de 01109/1988) (—) b) após o inicio de qualquer outro procedimento fiscal, mediante ato de oficio, escrito, praticado por servidor competente, tendente a apurar a infração. (Incluido pelo Decreto-Lei n° 2 472, de 01/09/1988) (..)" As:macc dit:11 1.1trento eni 15/10/2010 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO 07/12/2010 por LUIS MARCELO GU ERRA DE CASTRO Atituni;cndo ctirjtizttyne.:Itc: rir 5i ta!2010 por JOSE FERNANDES DO I IASCIMENTO 9 30/1212010 no I (.4) l'i,zencla 1.)1; f. tvlF 11. 1(1 Por conseguinte, como a penalidade aplicada por meio do presente Auto de Infração tem natureza aduaneira, por força do preceito legal em destaque, o instituto da denúncia espontânea a eta não se aplicaria ern hipótese alguma. oportuno esclarecer que a penalidade de natureza tributária a que alude o preceito legal em referência é aquela instituida no art. 44 da Lei n° 9,430, de 27 de dezembro de 1996, com as alteraçb'es posteriores. Com tais consideraç'des, fica demonstrada a inaplicabilidade, ao caso vertente, do instituto da denúncia espontânea, previsto no caput do art, 138 do CTN. Da base de cálculo da multa aplicada: taxa de câmbio utilizada no cálculo do valor aduaneiro. De acordo com a Descrição dos Fatos que integra o presente Auto de Infração, para determinação do valor aduaneiro da mercadoria, utilizado como base de cálculo da presente penalidade, foi utilizada a taxa de câmbio vigente em 07/08/2003, data do registro da Declaração de Importação (DI) de admissão da aeronave no regime aduaneiro especial em referência, conforme excerto a seguir transcrito: Conforme § l° do art 20 da IN/SRF n° 285/2003, a law de câmbio e a aliquota dos impostos incidentes set do as vigentes na data de admissão das mercadorias no regime, que constituirá o termo inicial para o cálculo dos juros de mora A base de cálculo para o langamento de tributos e multas é a mesma para o cálculo dos tributos suspensos, que se utiliza da taxa de câmbio vigente cl data do registro da Declaração de Importa cão de Admissão Temporária, razão por que é a taw aplicável para o cálculo de nudta isolada Discordo. A taxa de câmbio vigente na data do registro da DI, nos termos do § 1° do art 20 da Instrução Normativa SRF n° 285, de 2003 (anteriormente transcrito), aplica- se apenas para fins de apuração da base de cálculo dos impostos incidentes na operação de importação. A taxa câmbio determinada para fins de cálculo do valor aduaneiro, a ser utilizada corno base de cálculo da penalidade em apreço, é aquela vigente na data da ocorrência do ilícito aduaneiro, isto 6, na data em que materializada a infração de natureza aduaneira. No presente caso, o prazo de permanência da aeronave no Pais venceu-se em 30/0412008. Em decorrência desse fato, aliado a circunstância do não retorno do bem ao exterior dentro do prazo fixado para fruição do regime, tem-se que, em 01/05/2008, foi concretizada a conduta tipificada na infração por descumprimento do prazo do regime, estabelecido no incise I do art. 72 da Lei n° 10.833, de 2003. Assim, a taxa de câmbio a ser utilizada para determinação do valor aduaneiro da citada aeronave, base cálculo da referida multa, é aquela vigente na data da materialização da infração, ou seja, a que fora fixada para o dia 01/05/2008 . Dessa forma, ao utilizar a mesmo taxa de câmbio, vigente da data do fato gerador dos impostos, para determinação do valor da base de cálculo da multa aplicada, com devida vênia, incorreu ern equivoco a autoridade fiscal. Por conseguinte, deverá ser revisto o valor aduaneiro, que serviu de base para determinação da presente multa, tendo como parâmetro a taxa de câmbio vigente na data da ocorrência do ilícito aduaneiro, ou sela, em Psseinacio kibiky57200g . 16 1 10 120 lO por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO 01112 1 2010 par LUIS MARCELO GU ERRA DE CASTRO Autentir:ado cl ilanerLe wn 16110;2010 por JOSE PERNANDES DO NASCIMENTO 10 Enrtido eni 30112/2010 pelo Minietério cia Fazenda Dr. CA RF 1\1 l I. I I Processo rI0 11011.001269/2008-66 S3-C1 1'2 Ac6rddo n ° 3102-00.732 Fl 186 H- DA CONCLUSÃO Diante do exposto, voto no sentido de DAR PROVIMENTO PARCIAL ao presente Recurso e declarar procedente, em parte, o Auto de Infracao de fls. 01103, para que seja determinado o valor aduaneiro, base de cálculo da multa aplicada, com base na taxa de cambio vigente em 01/05/2008, data em que foi materializada a infracao sancionada com a referida penalidade. Sala das Sessões, em 26 de agosto de 20111 (assinado digitalmente) José Fernandes do Nascimento Asoirodo dioitolmente ern 10/1012010 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO 07/1212010 por LUIS MARCELO GU ER RA LIE CASTRO Aotentioado Ototmenfe ern 16710 12010 or JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO Emir& ern 30112 12010 pit) Masl6rio do Fazacla II MINISTÉRIO DA FAZENDA Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Terceira Seção la Camara Processo n°: 11011,001269/2008-66 Interessado(a) : VRG LINHAS AÉREAS S/ A TERMO DE INTIMAÇÃO Em cumprimento ao disposto no § 30 do art. 81 anexo II do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria Ministerial n° 256, de 22 de junho de 2009, intime-se o(a) Senhor(a) Procurador(a) Representante da Fazenda Nacional, credenciado junto ao CARF, a tomar ciência do Despacho. Brasilia, 18 de janeiro de 2011. Chefe da Prirbeira Câmara da Terceira Seção Ciente, corn a observação abaixo: ) Apenas coin Ciência ( ) Com Recurso Especial ) Com Embargos de Declaração Data da ciência: Procurador(a) da Fazenda Nacional
score : 1.0
Numero do processo: 11052.000024/2010-50
Turma: Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Primeira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Mar 07 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Fri May 22 00:00:00 UTC 2015
Numero da decisão: 1202-000.171
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em determinar o sobrestamento, nos termos do voto do Relator.
(documento assinado digitalmente)
Nelson Lósso Filho - Presidente
(documento assinado digitalmente)
Geraldo Valentim Neto - Relator
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Nelson Losso Filho, Carlos Alberto Donassolo, Viviane Vidal Wagner, Geraldo Valentim Neto e Orlando Jose Gonçalves Bueno.
Nome do relator: Não se aplica
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em determinar o sobrestamento, nos termos do voto do Relator. (documento assinado digitalmente) Nelson Lósso Filho - Presidente (documento assinado digitalmente) Geraldo Valentim Neto - Relator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Nelson Losso Filho, Carlos Alberto Donassolo, Viviane Vidal Wagner, Geraldo Valentim Neto e Orlando Jose Gonçalves Bueno.
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Recorrida FAZENDA NACIONL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em determinar o sobrestamento, nos termos do voto do Relator. (documento assinado digitalmente) Nelson Lósso Filho Presidente (documento assinado digitalmente) Geraldo Valentim Neto Relator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Nelson Losso Filho, Carlos Alberto Donassolo, Viviane Vidal Wagner, Geraldo Valentim Neto e Orlando Jose Gonçalves Bueno. Relatório Adoto, inicialmente, parte do Relatório da decisão de 1ª instância (fl. 224) por entender que o mesmo narra de forma precisa os fatos dos autos ocorridos até aquele momento processual: RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 10 52 .0 00 02 4/ 20 10 -5 0 Fl. 328DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/03/2013 por GILDA ALEIXO DOS SANTOS, Assinado digitalmente em 27/03/2 013 por NELSON LOSSO FILHO, Assinado digitalmente em 01/04/2013 por GERALDO VALENTIM NETO Processo nº 11052.000024/201050 Resolução nº 1202000.171 S1C2T2 Fl. 6 2 Trata o presente processo do auto de infração lavrado pela DRF/RJ1 referente ao fato gerador apurado em 30/11/2005, por meio do qual é exigido do interessado imposto sobre a renda da pessoa jurídica – IRPJ, no valor de R$24.874.429,70 (fls. 142/146 e termo de verificação fiscal às fls. 138/141), acrescido de multa de 75% e dos encargos moratórios. Fundamentou a exação: glosa de compensação de prejuízos fiscais sem observância do limite de 30% do lucro real, pela empresa Pegasus Telecom S/A (CNPJ 00.136.111/000120) incorporada pelo interessado em 30/11/2005. Intimado a esclarecer o motivo da prática, o interessado informou que a compensação sem respeitar o limite de 30% da base de cálculo decorre do ato de incorporação (fl. 130). Diante do fato apurouse o seguinte excedente na compensação de prejuízos fiscais: R$ Lucro real apurado em 30/11/2005 156.361.895,24 Prejuízo fiscal compensado em 30/11/2005 146.406.287,53 Limite compensável (30%) 46.908.568,57 Prejuízo fiscal compensado em excesso 99.497.718,86 Impugnado o auto de infração (fls. 155/174), os autos foram encaminhados à Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento no Rio de Janeiro I, a qual houve por bem julgar improcedente a defesa ofertada, nos termos da ementa descrita (fls. 184): Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica – IRPJ Ano Calendário: 2005 COMPENSAÇÃO DE PREJUÍZOS FISCAIS. LIMITE DE 30% DO LUCRO REAL. EMPRESA INCORPORADA. Para determinação da base de cálculo do imposto sobre a renda da pessoa jurídica, a partir do anocalendário de 1995, o lucro real poderá ser reduzido em, no máximo, trinta por cento. Ainda que a empresa tenha sido incorporada, inexiste amparo legal para utilização plena de prejuízos fiscais acumulados, sem observância do limite de trinta por cento. MULTA NO LANÇAMENTO DE OFÍCIO. EMPRESA INCORPORADA. CONTROLE DO CAPITAL POR SÓCIO EM COMUM. Nas infrações apuradas na empresa incorporada que possua sócio em comum com a empresa incorporadora, após o ato de incorporação, aplicase a multa de ofício, pois inocorre o desconhecimento, pelo sucessor, dos atos praticados pelo sucedido. Impugnação Improcedente. Crédito Tributário Mantido. Irresignada com a decisão da DRJ, a Recorrente interpôs o presente Recurso Voluntário (fls. 194/220), reiterando os argumentos aduzidos na Impugnação, a seguir sintetizados: Se a lei (arts. 15 e 16 da Lei nº 9.065/95) não impede a compensação integral, mas apenas a posterga, sendo vedada, paralelamente, a utilização do prejuízo fiscal e da base Fl. 329DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/03/2013 por GILDA ALEIXO DOS SANTOS, Assinado digitalmente em 27/03/2 013 por NELSON LOSSO FILHO, Assinado digitalmente em 01/04/2013 por GERALDO VALENTIM NETO Processo nº 11052.000024/201050 Resolução nº 1202000.171 S1C2T2 Fl. 7 3 negativa de CSL pela sucessora (art. 33 do Decretolei nº 2341/87), caberia à sucedida, no momento da sua extinção, compensálo sem a limitação de 30%, sob pena de se tornar impossível a integral utilização do prejuízo fiscal e da base negativa de CSL, o que seria contrário ao objetivo da norma; Mesmo sendo a compensação um benefício fiscal, não haveria óbice a que o limite de 30% a ela imposto fosse interpretado teologicamente, ou seja, com a busca da sua finalidade, como forma de definirlhe seu alcance e sentido (sic), que, como visto, não foi o de suprimir o direito do contribuinte à compensação integral dos prejuízos fiscais e das bases negativas de CSL, mas apenas o de diferir a compensação no tempo; O art. 132 (do CTN) não faz qualquer menção a penalidades, limitandose a estabelecer a sucessão dos tributos devidos até a data da incorporação, fusão ou cisão, [...] excluindose, por decorrência, as multas relativas ao não cumprimento de obrigações tributárias; A jurisprudência administrativa é pacífica quanto à responsabilidade da sucessora por multas aplicadas à sucedida: se a multa for lançada em data anterior à da incorporação, ela será transferida à sucessora, por ter se integrado ao passivo da sucedida; contudo, se o lançamento é posterior à data em que ocorre a operação societária, em hipótese alguma ela poderá ser transferida à empresa resultante, limitandose a responsabilidade da sucessora exclusivamente aos tributos devidos pela sucedida; O procedimento adotado pela PEGASUS (sucedida) estava em total consonância com a jurisprudência administrativa definitivamente prevalecente em 2005 (no sentido da não observância da trava de 30% no caso de extinção por incorporação, entre outros), motivo pelo qual seria descabida a própria cobrança de multa, por aplicação do art. 100, inciso III, combinado com seu parágrafo único (CTN), segundo o qual a observância das práticas reiteradamente observadas pelas autoridades administrativas exclui a imposição de penalidades. Apresentadas as Contrarrazões ao Recurso Voluntário pela Procuradoria da Fazenda Nacional às fls. 225/260. Oportunamente, os autos foram enviados a este Colegiado. Tendo sido designado relator do caso, requisitei a inclusão para julgamento do recurso. É o relatório. Voto Conforme demonstrado no relatório acima, o Recurso Voluntário insurgese contra a glosa de compensação de prejuízos fiscais efetuada pela D. Autoridade Fiscal, tendo em vista a inobservância, pela sucedida, do limite de 30% imposto pela legislação, o que acarretou na lavratura do Auto de Infração de IRPJ, multa de ofício e juros contra a sucessora. A discussão sobre a inconstitucionalidade da limitação à dedução dos prejuízos fiscais do IRPJ e da base de cálculo negativa da CSLL no patamar de 30% encontrase Fl. 330DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/03/2013 por GILDA ALEIXO DOS SANTOS, Assinado digitalmente em 27/03/2 013 por NELSON LOSSO FILHO, Assinado digitalmente em 01/04/2013 por GERALDO VALENTIM NETO Processo nº 11052.000024/201050 Resolução nº 1202000.171 S1C2T2 Fl. 8 4 pendente de julgamento pelo Supremo Tribunal Federal, ainda sem decisão definitiva (RE 591340). Assim, considerando que a questão ainda não foi resolvida pela Suprema Corte, é dever deste E. Conselho sobrestar o julgamento dos processos que tratam sobre a matéria, conforme dispõe o artigo 62A, § 1º e 2º, do Regimento Interno do CARF, transcrito abaixo: “Art. 62 [...] § 1º Ficarão sobrestados os julgamentos dos recursos sempre que o STF também sobrestar o julgamento dos recursos extraordinários da mesma matéria, até que seja proferida decisão nos termos do art. 543B, do CPC. § 2º O sobrestamento de que trata o § 1º será feito de ofício pelo relator ou por provocação das partes.” O sobrestamento dos processos pendentes de julgamento nos tribunais estaduais ou regionais, nos casos de julgamentos no STF, decorre do disposto no art. 543B, do CPC: “Art. 543B. Quando houver multiplicidade de recursos com fundamento em idêntica controvérsia, a análise da repercussão geral será processada nos termos do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, observado o disposto neste artigo. (acrescentado pela Lei 11.418, de 2006). § 1º Caberá ao Tribunal de origem selecionar um ou mais recursos representativos da controvérsia e encaminhálos ao Supremo Tribunal Federal, sobrestando os demais até o pronunciamento definitivo da Corte. (grifei). § 2º Negada a existência de repercussão geral, os recursos sobrestados considerarseão automaticamente não admitidos. § 3º Julgado o mérito do recurso extraordinário, os recursos sobrestados serão apreciados pelos Tribunais, Turmas de Uniformização ou Turmas Recursais, que poderão declarálos prejudicados ou retratarse. § 4º Mantida a decisão e admitido o recurso, poderá o Supremo Tribunal Federal, nos termos do Regimento Interno, cassar ou reformar, liminarmente, o acórdão contrário à orientação firmada. § 5º O Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal disporá sobre as atribuições dos Ministros, das Turmas e de outros órgãos, na análise da repercussão geral. Cabe, assim, aos tribunais de origem, suspenderem o processamento dos recursos extraordinários quando versarem sobre matéria de múltiplos recursos, com repercussão geral reconhecida. Da mesma forma, devem os recursos encaminhados ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais – que tratam de matéria com repercussão geral reconhecida e que ainda não foi objeto de decisão definitiva – serem sobrestados até decisão final do Supremo Tribunal Federal, exatamente o caso dos autos. Fl. 331DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/03/2013 por GILDA ALEIXO DOS SANTOS, Assinado digitalmente em 27/03/2 013 por NELSON LOSSO FILHO, Assinado digitalmente em 01/04/2013 por GERALDO VALENTIM NETO Processo nº 11052.000024/201050 Resolução nº 1202000.171 S1C2T2 Fl. 9 5 Nesse sentido, já se pronunciou esta E. 2ª Turma Ordinária/ 2ª Turma/1ª Seção nos autos do processo administrativo nº 16327.001526/201044, em sessão realizada em 05/12/2012, no qual se decidiu pelo sobrestamento, inclusive nas hipóteses de compensação de prejuízos fiscais decorrentes da extinção da pessoa jurídica, cujo acórdão encontrase pendente de formalização e publicação. Diante de todo o exposto, manifestome pelo sobrestamento do julgamento do presente recurso, à luz do RICARF e nos termos do art. 2º, §1º, da Portaria CARF nº 2, de 2012. É como voto. (documento assinado digitalmente) Geraldo Valentim Neto. Fl. 332DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/03/2013 por GILDA ALEIXO DOS SANTOS, Assinado digitalmente em 27/03/2 013 por NELSON LOSSO FILHO, Assinado digitalmente em 01/04/2013 por GERALDO VALENTIM NETO
score : 1.0
Numero do processo: 10283.901880/2008-23
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Dec 09 00:00:00 UTC 2010
Numero da decisão: 3302-000.092
Decisão: Resolvem os membros do Colegiado, por maioria de votos, em converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto do Relator. Vencido o Conselheiro Alan Fialho Gandra.
Matéria: Cofins- proc. que não versem s/exigências de cred.tributario
Nome do relator: ALEXANDRE GOMES
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Resolvem os membros do Colegiado, por maioria de votos, em converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto do Relator. Vencido o Conselheiro Alan Fialho Gandra. (assinado digitalmente) Walber José da Silva Presidente (assinado digitalmente) Alexandre Gomes Relator EDITADO EM: 26/01/2011 Participaram do presente julgamento os Conselheiros Walber José da Silva (Presidente), José Antonio Francisco, Fabiola Cassiano Keramidas, Alan Fialho Gandra, Alexandre Gomes (Relator) e Gileno Gurjão Barreto. Relatório Por bem retratar a matéria tratada, transcrevese o relatório produzido pela Delegacia de Julgamento: Tratase de declaração de compensação transmitida em 14/09/2004 pela contribuinte acima identificada, na qual indicou crédito resultante Fl. 373DF CARF MF Emitido em 03/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 19/02/2011 por ALEXANDRE GOMES Assinado digitalmente em 19/02/2011 por WALBER JOSE DA SILVA, 19/02/2011 por ALEXANDRE GOMES Processo nº 10283.901880/200823 Resolução n.º 330200.092 S3C3T2 Fl. 369 2 de pagamento indevido ou a maior originário de DARF relativo à receita de código 5856, do período de apuração de 30/04/2004, com arrecadação em 14/05/2004, no valor originário de R$ 75.492,10. A Delegacia de origem, em análise datada de 18.07.2008 (fl. 06), constatou que "a partir das características do DARF discriminado no PER/DCOMP (...) foram localizados um ou mais pagamentos (...), mas integralmente utilizados para a quitação de débitos do contribuinte, não restando crédito disponível para compensação dos débitos informados no PER/DCOMP". Assim, não homologou a compensação declarada. Cientificada, a interessada apresentou, em 07.08.2008, manifestação de inconformidade na qual alega (fls. 10/11): "A requerente declarou na DCTF 2° TRIMESTRE/2004 ter apagar (e pagouse) de COFINS no mês de abril o valor de R$ 75.492,10, conforme DARF em anexo. Posteriormente, constatouse que o valor real a ser pago era de R$ 32.462,92, ou seja, inferior ao valor informado na referida DCTP, gerando, portanto, um crédito de R$ 43.029,18. Entretanto, de forma equivocada não foi retificado a DCTF de origem dos créditos, o que gerou a vinculação de um débito com valor equivalente ao DARF pago, a inconformidade dos créditos a serem utilizados para compensação e conseqüentemente a reprovação do PER/DCOMP." Juntando aos autos cópia de DCTF retificadora, entende a contribuinte que "se torna equivalente o débito compensado com o valor pago". Após análise dos argumentos apresentados pela Recorrente, a DRJ de Belém, entendeu por julgar improcedente a manifestação de inconformidade apresentada, em decisão que assim ficou ementada: ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Ano calendário: 2004 DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. PAGAMENTO INDEVIDO OU A MAIOR. ÔNUS DA PROVA. Considerase não homologada a declaração de compensação apresentada pelo sujeito passivo quando não reste comprovada a existência do crédito apontado como compensável. Nas declarações de compensação referentes a pagamentos indevidos ou a maior o contribuinte possui o ônus de prova do seu direito. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Contra esta decisão foi interposto Recurso Voluntário onde se alega que: a) formalizou pedido de compensação por meio de PERD/COMP apontando pagamento indevido ou a maior de Cofins relativo ao período de apuração 31/03/2004; Fl. 374DF CARF MF Emitido em 03/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 19/02/2011 por ALEXANDRE GOMES Assinado digitalmente em 19/02/2011 por WALBER JOSE DA SILVA, 19/02/2011 por ALEXANDRE GOMES Processo nº 10283.901880/200823 Resolução n.º 330200.092 S3C3T2 Fl. 370 3 b) o credito relativo ao pagamento a maior não foi reconhecido, por ausência de comprovação de sua existência, uma vez que não foram apresentados documentos fiscais hábeis a comprovar o direito creditório; c) nos termos do art. 16, § 4º, alínea “c”, do Decreto nº 70.235/72, quando houver necessidade de contrapor fatos ou razões posteriormente trazidos aos autos poderá ser aceita a juntada de documentos juntamente com o Recurso Voluntário, motivo pelo qual promove a juntada de documentos fiscais que comprovam a existência do crédito; É o relatório. Voto Conselheiro Alexandre Gomes, Relator O presente Recurso Voluntário é tempestivo, preenche os demais requisitos e dele tomo conhecimento. O direito ao crédito utilizado pela Recorrente na compensação informada por meio de PERD/COMP foi indeferido, pois o alegado pagamento a maior estaria atrelado a valor declarado em DCTF como devido. A Recorrente por sua vez, informou que em sua DCTF teria sido informado valor que não correspondia ao valor efetivamente devido a título de COFINS e que por descuido não teria sido efetuada a retificação desta DCTF. A DRJ de Belém, em suas razões de decidir assim consignou: Assim, para ilidir a presunção de legitimidade do crédito tributário nascido com o pagamento, não se mostra suficiente que o contribuinte promova a redução do débito, confessado em DCTF, fazendose necessário, ainda e notadamente, que demonstre, por intermédio de documentação hábil e idônea, que a obrigação tributária principal fora diversa e o pagamento respectivo de fato indevido. Junto com o Recurso Voluntário foram juntados ao presente processo copia do DARF, do PERD/COMP, da DCTF retificadora e dos livros fiscais que segundo a Recorrente comprovariam a ocorrência do pagamento a maior informado. Assim, tendo por norte o principio da verdade material e verificando a necessidade de análise dos documentos por parte da autoridade preparadora, entendo por bem converter o presente processo em diligência para que: a) sejam analisados os documentos juntados ao presente processo junto com o Recurso Voluntário, em complemento aos já apresentados anteriormente, informando se de fato existe pagamentos a maior ou indevidos; Fl. 375DF CARF MF Emitido em 03/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 19/02/2011 por ALEXANDRE GOMES Assinado digitalmente em 19/02/2011 por WALBER JOSE DA SILVA, 19/02/2011 por ALEXANDRE GOMES Processo nº 10283.901880/200823 Resolução n.º 330200.092 S3C3T2 Fl. 371 4 b) seja intimada a Recorrente para que informe o motivo da modificação dos valores devidos da contribuição, bem como lhe seja dada ciência do resultado da presente diligencia. (assinado digitalmente) Alexandre Gomes Fl. 376DF CARF MF Emitido em 03/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 19/02/2011 por ALEXANDRE GOMES Assinado digitalmente em 19/02/2011 por WALBER JOSE DA SILVA, 19/02/2011 por ALEXANDRE GOMES
score : 1.0
Numero do processo: 10711.722136/2011-72
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Mar 18 00:00:00 UTC 2015
Data da publicação: Wed Sep 02 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Obrigações Acessórias
Data do fato gerador: 20/11/2008
PRELIMINAR DE NULIDADE FORMAL DO AUTO DE INFRAÇÃO. SUSPOSTA AUSÊNCIA DE DESCRIÇÃO CLARA DOS FATOS E DE ENQUADRAMENTO LEGAL. ALEGAÇÃO DE CERCEAMENTO DE DEFESA.
O auto de infração atende suficientemente aos requisitos previstos nos incisos III e IV do artigo 10 do Decreto 70.235/1972. Infere-se ampla descrição dos fatos apontados pela fiscalização, bem como a minuciosa indicação dos dispositivos legais e normativos inerentes ao caso, inclusive, com específica menção do fundamento legal para a aplicação da multa ante o descumprimento de obrigação acessória. Cerceamento de defesa inexistente.
COMÉRCIO INTERNACIONAL MARÍTIMO. REGRAS DE CONTROLE ADUANEIRO. OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA - PRESTAÇÃO DE INFORMAÇÃO SOBRE VEÍCULO OU CARGA TRANSPORTADA, OU SOBRE OPERAÇÃO QUE EXECUTAR.
Obrigatoriedade de prestação de informações à Receita Federal do Brasil tanto pelo transportador quanto pelo agente de cargas em decorrência do caput e § 1º do artigo 37 do Decreto-lei 37/1966, com redação dada pelo artigo 77 da Lei 10.833/2003.
Advento do Controle Aduaneiro Informatizado, que moderniza os procedimentos fiscalizatórios, mediante lei específica - Art. 64 da Lei 10.833/2003. Norma cogente.
Definição das formas de prestar as informações disciplinadas pela IN RFB 800 de 27 de dezembro de 2007, com efeitos a partir de 31 de março de 2008 (art. 52).
Prazos para a prestação de informações, na forma do artigo 22 da IN RFB 800/2007 somente entrariam em vigor em 1º de janeiro de 2009, na forma do caput do art. 50 IN RFB 800/2007, posteriormente alterado pela IN RFB 899/2009, que prorrogou os prazos para 1º de abril de 2009.
Expressa previsão de regra provisória, na forma do § único do art. 50 da IN RFB 800/2007), a ser observado durante o tempo de vacância do art. 22 da mesma Instrução Normativa.
Incidência de multa pelo descumprimento de obrigação acessória, na forma do art. 37 c/c o art. 107, ambos do Decreto-lei 37/1966, com redação dada pela Lei 10.833/2003.
Numero da decisão: 3803-006.941
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso. Vencidos os Conselheiros Hélcio Lafetá Reis e João Alfredo Eduão Ferreira, que davam provimento.
(assinado digitalmente)
Rodrigo da Costa Pôssas - Presidente da 3ª Câmara
(assinado digitalmente)
Hélcio Lafetá Reis - Relator ad hoc
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Corintho Oliveira Machado (Presidente), Belchior Melo de Sousa, Hélcio Lafetá Reis (Relator ad hoc), João Alfredo Eduão Ferreira, Demes Brito e Paulo Renato Mothes (Relator).
Nome do relator: PAULO RENATO MOTHES DE MORAES
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ementa_s : Assunto: Obrigações Acessórias Data do fato gerador: 20/11/2008 PRELIMINAR DE NULIDADE FORMAL DO AUTO DE INFRAÇÃO. SUSPOSTA AUSÊNCIA DE DESCRIÇÃO CLARA DOS FATOS E DE ENQUADRAMENTO LEGAL. ALEGAÇÃO DE CERCEAMENTO DE DEFESA. O auto de infração atende suficientemente aos requisitos previstos nos incisos III e IV do artigo 10 do Decreto 70.235/1972. Infere-se ampla descrição dos fatos apontados pela fiscalização, bem como a minuciosa indicação dos dispositivos legais e normativos inerentes ao caso, inclusive, com específica menção do fundamento legal para a aplicação da multa ante o descumprimento de obrigação acessória. Cerceamento de defesa inexistente. COMÉRCIO INTERNACIONAL MARÍTIMO. REGRAS DE CONTROLE ADUANEIRO. OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA - PRESTAÇÃO DE INFORMAÇÃO SOBRE VEÍCULO OU CARGA TRANSPORTADA, OU SOBRE OPERAÇÃO QUE EXECUTAR. Obrigatoriedade de prestação de informações à Receita Federal do Brasil tanto pelo transportador quanto pelo agente de cargas em decorrência do caput e § 1º do artigo 37 do Decreto-lei 37/1966, com redação dada pelo artigo 77 da Lei 10.833/2003. Advento do Controle Aduaneiro Informatizado, que moderniza os procedimentos fiscalizatórios, mediante lei específica - Art. 64 da Lei 10.833/2003. Norma cogente. Definição das formas de prestar as informações disciplinadas pela IN RFB 800 de 27 de dezembro de 2007, com efeitos a partir de 31 de março de 2008 (art. 52). Prazos para a prestação de informações, na forma do artigo 22 da IN RFB 800/2007 somente entrariam em vigor em 1º de janeiro de 2009, na forma do caput do art. 50 IN RFB 800/2007, posteriormente alterado pela IN RFB 899/2009, que prorrogou os prazos para 1º de abril de 2009. Expressa previsão de regra provisória, na forma do § único do art. 50 da IN RFB 800/2007), a ser observado durante o tempo de vacância do art. 22 da mesma Instrução Normativa. Incidência de multa pelo descumprimento de obrigação acessória, na forma do art. 37 c/c o art. 107, ambos do Decreto-lei 37/1966, com redação dada pela Lei 10.833/2003.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso. Vencidos os Conselheiros Hélcio Lafetá Reis e João Alfredo Eduão Ferreira, que davam provimento. (assinado digitalmente) Rodrigo da Costa Pôssas - Presidente da 3ª Câmara (assinado digitalmente) Hélcio Lafetá Reis - Relator ad hoc Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Corintho Oliveira Machado (Presidente), Belchior Melo de Sousa, Hélcio Lafetá Reis (Relator ad hoc), João Alfredo Eduão Ferreira, Demes Brito e Paulo Renato Mothes (Relator).
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Data do fato gerador: 20/11/2008 PRELIMINAR DE NULIDADE FORMAL DO AUTO DE INFRAÇÃO. SUSPOSTA AUSÊNCIA DE DESCRIÇÃO CLARA DOS FATOS E DE ENQUADRAMENTO LEGAL. ALEGAÇÃO DE CERCEAMENTO DE DEFESA. O auto de infração atende suficientemente aos requisitos previstos nos incisos III e IV do artigo 10 do Decreto 70.235/1972. Inferese ampla descrição dos fatos apontados pela fiscalização, bem como a minuciosa indicação dos dispositivos legais e normativos inerentes ao caso, inclusive, com específica menção do fundamento legal para a aplicação da multa ante o descumprimento de obrigação acessória. Cerceamento de defesa inexistente. COMÉRCIO INTERNACIONAL MARÍTIMO. REGRAS DE CONTROLE ADUANEIRO. OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA PRESTAÇÃO DE INFORMAÇÃO SOBRE VEÍCULO OU CARGA TRANSPORTADA, OU SOBRE OPERAÇÃO QUE EXECUTAR. Obrigatoriedade de prestação de informações à Receita Federal do Brasil tanto pelo transportador quanto pelo agente de cargas em decorrência do caput e § 1º do artigo 37 do Decretolei 37/1966, com redação dada pelo artigo 77 da Lei 10.833/2003. Advento do Controle Aduaneiro Informatizado, que moderniza os procedimentos fiscalizatórios, mediante lei específica Art. 64 da Lei 10.833/2003. Norma cogente. Definição das formas de prestar as informações disciplinadas pela IN RFB 800 de 27 de dezembro de 2007, com efeitos a partir de 31 de março de 2008 (art. 52). AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 71 1. 72 21 36 /2 01 1- 72 Fl. 171DF CARF MF Impresso em 02/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/08/2015 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 07/08/2015 p or HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 31/08/2015 por RODRIGO DA COSTA POSSAS Processo nº 10711.722136/201172 Acórdão n.º 3803006.941 S3TE03 Fl. 172 2 Prazos para a prestação de informações, na forma do artigo 22 da IN RFB 800/2007 somente entrariam em vigor em 1º de janeiro de 2009, na forma do caput do art. 50 IN RFB 800/2007, posteriormente alterado pela IN RFB 899/2009, que prorrogou os prazos para 1º de abril de 2009. Expressa previsão de regra provisória, na forma do § único do art. 50 da IN RFB 800/2007), a ser observado durante o tempo de vacância do art. 22 da mesma Instrução Normativa. Incidência de multa pelo descumprimento de obrigação acessória, na forma do art. 37 c/c o art. 107, ambos do Decretolei 37/1966, com redação dada pela Lei 10.833/2003. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso. Vencidos os Conselheiros Hélcio Lafetá Reis e João Alfredo Eduão Ferreira, que davam provimento. (assinado digitalmente) Rodrigo da Costa Pôssas Presidente da 3ª Câmara (assinado digitalmente) Hélcio Lafetá Reis Relator ad hoc Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Corintho Oliveira Machado (Presidente), Belchior Melo de Sousa, Hélcio Lafetá Reis (Relator ad hoc), João Alfredo Eduão Ferreira, Demes Brito e Paulo Renato Mothes (Relator). Relatório Tendo sido designado como relator ad hoc neste processo, reproduzo o relatório elaborado pelo relator original e adoto o voto por ele redigido, bem como a ementa, em conformidade com os termos constantes da ata de julgamento. Tratase de auto de infração em que a fiscalização impõe multa à ora Recorrente por ter deixado de observar os prazos para a “prestação de informações sobre veículo ou carga transportada, ou a operação que seria executada”. Segundo a Fiscalização, o transportador ou o agente de cargas estão obrigados a prestar à Receita Federal do Brasil informações sobre a chegada das cargas transportadas, na forma e nos prazos definidos pela legislação. No caso, a embarcação atracou no Porto do Rio de Janeiro/RJ em 20/11/2008, sendo que a Recorrente procedeu a desconsolidação somente no dia 04/12/2008. Fl. 172DF CARF MF Impresso em 02/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/08/2015 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 07/08/2015 p or HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 31/08/2015 por RODRIGO DA COSTA POSSAS Processo nº 10711.722136/201172 Acórdão n.º 3803006.941 S3TE03 Fl. 173 3 Por tal motivo, a Recorrente foi autuada pelo descumprimento de obrigação acessória, qual seja, a inobservância de prazo para a prestação de informação perante a RFB. Inconformada, a Recorrente apresentou impugnação, sustentando, preliminarmente, a nulidade do auto de infração pela ausência de descrição clara dos fatos e do próprio enquadramento legal, e no mérito, o não descumprimento do prazo, eis que a prestação de informações estaria disciplinada no artigo 22 da IN RFB 800/2007, cujos efeitos somente entraram em vigor em 1º de abril de 2009, por força da IN 899/2008. A Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Florianópolis SC julgou improcedente a impugnação, mantendo a autuação. Segundo a DRJ/FNS, revelouse insubsistente a alegação de nulidade formal, pelo que rejeitou a preliminar. E no mérito, concluiu que embora o artigo 22 da IN RFB 800/2007 não estivesse em vigor ao tempo dos fatos, a solução do caso estava no parágrafo único do artigo 50 da IN RFB 800/2007, que impunha prazos de antecedência para a prestação de informações inerentes ao Controle Aduaneiro. Inconformada, a Recorrente apresenta Recurso Voluntário, repisando os mesmos argumentos. Em síntese, este é o relatório. Voto Conselheiro Hélcio Lafetá Reis Relator ad hoc Conforme apontado no Relatório supra, tendo sido designado como relator ad hoc neste processo, adoto o voto redigido pelo relator original, em conformidade com os termos constantes da ata de julgamento. Preenchidos os requisitos formais de admissibilidade e conhecimento do Recurso Voluntário procedese ao julgamento. Preliminarmente, alega o recorrente que o auto de infração não observou as formalidades previstas nos incisos III e IV do artigo 10 do Decreto 70.235/1972. Pela leitura do auto de infração, constatase que o douto auditorfiscal não só descreveu de forma suficientemente objetiva e cristalina os fatos e fundamentos legais e normativos, como teceu importantes lições sobre o próprio controle aduaneiro e ainda sobre o comércio internacional marítimo e as partes eventualmente envolvidas, o que contribuiu, decisivamente, para a exata compreensão da autuação. Ou seja, não verifico uma dúvida sequer relativa aos fatos narrados pela fiscalização, e tampouco sobre o enquadramento legal e/ou normativo adotado. Deste modo, não merece guarida a alegação de violação aos incisos III e IV do artigo 10 do Decreto 70.235/1972, pelo que rejeito a preliminar. Passo a analisar o mérito do recurso. Fl. 173DF CARF MF Impresso em 02/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/08/2015 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 07/08/2015 p or HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 31/08/2015 por RODRIGO DA COSTA POSSAS Processo nº 10711.722136/201172 Acórdão n.º 3803006.941 S3TE03 Fl. 174 4 A questão me parece bastante simples. A Recorrente está certa ao defender que as disposições do artigo 22 da IN RFB 800/2007 não são aplicáveis ao caso em exame, visto que os fatos datam de novembro de 2008 e os efeitos do artigo supramencionado fluiriam somente após 1º de abril de 2009, na forma do caput do artigo 50 da IN RFB 800/2007, com redação dada pela IN 899/2008. Entretanto, a fiscalização foi bastante clara e correta ao exigir a observância dos prazos de antecedência de prestação de informações, na forma do parágrafo único do artigo 50 da IN RFB 800/2007, cuja redação segue abaixo: Art. 50. Os prazos de antecedência previstos no art. 22 desta Instrução Normativa somente serão obrigatórios a partir de 1º de janeiro de 2009. Art. 50. Os prazos de antecedência previstos no art. 22 desta Instrução Normativa somente serão obrigatórios a partir de 1º de abril de 2009.( Redação dada pela IN RFB nº 899, de 29 de dezembro de 2008 ) Parágrafo único. O disposto no caput não exime o transportador da obrigação de prestar informações sobre: I a escala, com antecedência mínima de cinco horas, ressalvados prazos menores estabelecidos em rotas de exceção; e II as cargas transportadas, antes da atracação ou da desatracação da embarcação em porto no País. (destaquei) Vejase que tanto o transportador quanto o próprio agente de cargas, qualidade que se insere a ora Recorrente, por força do caput e § 1º do artigo 37 do Decretolei 37/1966, com redação dada pelo artigo 77 da Lei 10.833/2003, têm o dever de prestar informações à Receita Federal do Brasil, na forma e prazos estabelecidos pela própria Administração. Art. 37. O transportador deve prestar à Secretaria da Receita Federal, na forma e no prazo por ela estabelecidos, as informações sobre as cargas transportadas, bem como sobre a chegada de veículo procedente do exterior ou a ele destinado. (Redação dada pela Lei nº 10.833, de 29.12.2003) § 1o O agente de carga, assim considerada qualquer pessoa que, em nome do importador ou do exportador, contrate o transporte de mercadoria, consolide ou desconsolide cargas e preste serviços conexos, e o operador portuário, também devem prestar as informações sobre as operações que executem e respectivas cargas. Ora, impossível se cogitar que mesmo não estando em vigor o artigo 22 da IN RFB 800/2007, deixarseia de aplicar a regra prevista no caput do artigo 50 da mesma Instrução Normativa. Tal dispositivo diz textualmente que o tempo de vacância do artigo 22 da IN RFB 800/2007 “não exime o transportador da obrigação de prestar informações”. Fl. 174DF CARF MF Impresso em 02/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/08/2015 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 07/08/2015 p or HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 31/08/2015 por RODRIGO DA COSTA POSSAS Processo nº 10711.722136/201172 Acórdão n.º 3803006.941 S3TE03 Fl. 175 5 Tendo em vista que a embarcação atracou em 20/11/2008 e a Recorrente somente procedeu a desconsolidação da carga em 04/12/2008, não houve respeito aos prazos de antecedência previstos na legislação normativa em questão. Então, uma vez descumprida a obrigação acessória, cuja finalidade me parece bastante razoável para fins de efetivo controle aduaneiro, impõese sim a aplicação da correspondente multa. E em relação à multa, não há como eximir a Recorrente, pois esta decorre de lei específica, na forma do artigo 107 do Decretolei 37/1966, com redação dada pelo artigo 77 da Lei 10.833/2003, in verbis: Art. 107. Aplicamse ainda as seguintes multas: (...) IV de R$ 5.000,00 (cinco mil reais): (...) e) por deixar de prestar informação sobre veículo ou carga nele transportada, ou sobre as operações que execute, na forma e no prazo estabelecidos pela Secretaria da Receita Federal, aplicada à empresa de transporte internacional, inclusive a prestadora de serviços de transporte internacional expresso porta a porta, ou ao agente de carga; (...) Assim, penso que a exigência fiscal está correta, de modo que não vislumbro argumentos capazes de infirmar a presente autuação. Em tempo, registramos que a tese levantada pela empresa recorrente, acerca da denúncia espontânea prevista na atual redação do artigo 102 e parágrafos do DecretoLei 37/66, não se aplica ao caso dos autos. Explico a partir da transcrição do dispositivo legal: Art.102 A denúncia espontânea da infração, acompanhada, se for o caso, do pagamento do imposto e dos acréscimos, excluirá a imposição da correspondente penalidade. (Redação dada pelo DecretoLei nº 2.472, de 01/09/1988) § 1º Não se considera espontânea a denúncia apresentada: (Incluído pelo DecretoLei nº 2.472, de 01/09/1988) a) no curso do despacho aduaneiro, até o desembaraço da mercadoria; (Incluído pelo DecretoLei nº 2.472, de 01/09/1988) b) após o início de qualquer outro procedimento fiscal, mediante ato de ofício, escrito, praticado por servidor competente, tendente a apurar a infração. (Incluído pelo DecretoLei nº 2.472, de 01/09/1988) § 2o A denúncia espontânea exclui a aplicação de penalidades de natureza tributária ou administrativa, com exceção das penalidades aplicáveis na hipótese de mercadoria sujeita a pena de perdimento. (Redação dada pela Lei nº 12.350, de 2010) Fl. 175DF CARF MF Impresso em 02/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/08/2015 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 07/08/2015 p or HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 31/08/2015 por RODRIGO DA COSTA POSSAS Processo nº 10711.722136/201172 Acórdão n.º 3803006.941 S3TE03 Fl. 176 6 Como se vê, o parágrafo 1º do artigo 102 do Decretolei 37/66 não considera espontânea a denúncia apresentada no curso do despacho aduaneiro, até o desembaraço da mercadoria. O ato que determina o início do despacho aduaneiro de importação é o registro da DI no Siscomex. No caso dos autos há uma particularidade que envolve as novas ferramentas à disposição do controle aduaneiro, sobretudo a implantação do SISCOMEX Cargas, cujos prazos de transmissão de informação de conteúdo de carga estão disciplinados pela IN 800/2007. Isto é, pela observância obrigatória do SISCOMEC Cargas, o despacho aduaneiro terá início no momento da inclusão das informações no referido sistema, cujo prazo limite será o da atracação. Vejamos as razões extraídas do próprio auto de infração: A Receita Federal do Brasil, no âmbito da competência conferida pelo Art. 37 do DecretoLei n.° 37, de 18 de novembro de 1966, com redação dada pelo Art. 77 da Lei n.° 10.833, de 29 de dezembro de 2003 e na maneira prevista no Art. 64 da Lei n.° 10.833, de 29 de dezembro de 2003 estabeleceu que o controle aduaneiro informatizado da movimentação de embarcações, cargas e unidades de carga nos portos alfandegados deverá ser procedido de acordo com a Instrução Normativa RFB n° 800, de 27 de dezembro de 2007, que em seus Artigos 10 e 52 dispõe: "Art. 1º 0 controle de entrada e saída de embarcações e de movimentação de cargas e unidades de carga em portos alfandegados obedecerá ao disposto nesta Instrução Normativa e será processado mediante o módulo de controle de carga aquaviária do Sistema Integrado de Comércio Exterior (Siscomex), denominado Siscomex Carga. Parágrafo único. As informações necessárias aos controles referidos no caput serão prestadas à Secretaria da Receita Federal do Brasil (RW) pelos intervenientes, conforme estabelecido nesta Instrução Normativa, mediante o uso de certificação digital: (grifo nosso) I no Sistema de Controle da Arrecadação do Adicional ao Frete para Renovação da Marinha Mercante (Mercante), gerenciado pelo departamento do Fundo da Marinha Mercante (DEFI0), pelos transportadores, agentes marítimos e agentes de Carga; e II diretamente no Siscomex Carga, pelos demais intervenientes". Conforme explicitado, nos termos da Instrução Normativa RFB n° 800, de 27 de dezembro de 2007, desde 31 de março de 2008, a forma estabelecida pela Receita Federal do Brasil para apresentação de documentos e prestação de informações se dá por meio de transmissão e recepção eletrônicas, autenticadas por via de certificação digital. As informações relativas às operações executadas pelos Transportadores ou Agentes de Carga, submetidas ao controle aduaneiro, tais como às relativas às escalas, aos dados constantes nos Manifestos Marítimos e nos Conhecimentos de Carga, devem ser prestadas no Sistema de Controle da Arrecadação do Adicional ao Frete para Renovação da Marinha Mercante (Mercante), sendo gerenciadas pela Receita Federal através do Sistema Integrado de Comércio Exterior (Siscomex), denominado Siscomex Carga. Mais especificamente, a prestação das informações referentes à carga dar seá pela elaboração no Sistema Mercante do Conhecimento Eletrônico (C.E.Mercante) que, por sua vez, tem como base os dados constantes no B/L. Fl. 176DF CARF MF Impresso em 02/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/08/2015 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 07/08/2015 p or HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 31/08/2015 por RODRIGO DA COSTA POSSAS Processo nº 10711.722136/201172 Acórdão n.º 3803006.941 S3TE03 Fl. 177 7 (...) 0 planejamento das ações de Fiscalização, a partir da implementação do Siscomex Carga, está fundamentado em critérios de análise de risco. 0 gerenciamento de risco constitui a ferramenta que tem permitido a transformação das administrações aduaneiras, possibilitando conjugar, por um lado, maior celeridade no processo de despacho de mercadorias e consequentemente redução dos custos incidentes sobre o comércio internacional acarretando maior competitividade dos produtos fabricados no País, no exterior, e por outro lado, mais rigor no controle da aplicação da legislação pertinente. Esta análise deve ocorrer previamente às operações de comércio exterior, com o conhecimento dos dados informados nos sistemas Mercante e Siscomex Carga que nortearão os atos da Receita Federal do Brasil, providenciando os devidos controles fiscais ou administrativos e prevenindo a ocorrência de possíveis ilícitos aduaneiros. Conseqüentemente, a falta da prestação de informação ou sua ocorrência fora dos prazos estabelecidos inviabiliza a análise e o planejamento prévio, causando sério entrave ao exercício do Controle Aduaneiro, facilitando a ocorrência de contrabando e descaminho, tráfico de drogas e armas, além de prejudicar o combate A pirataria. Portanto, a atracação se deu no dia 20/11/2008 e o conhecimento de embarque ocorreu apenas no dia 04/12/2008, ou seja, já no curso do despacho aduaneiro, o que atrai a hipótese de não aplicação da denúncia espontânea prevista no artigo 102 do DecretoLei 37/66. Derradeiramente, ainda existe outra regra que afasta a denúncia espontânea no caso dos autos. Tratase do parágrafo 3º do artigo 612 do Regulamento Aduaneiro, aprovado pelo Decreto 4543, de 26 de dezembro de 2002, vigente à época dos fatos. In verbis: Art. 612, § 3º Depois de formalizada a entrada do veículo procedente do exterior não mais se tem por espontânea a denúncia de infração imputável ao transportador. Diante do exposto, rejeito a preliminar de nulidade formal do auto de infração, e no mérito, voto por negar provimento ao Recurso Voluntário, mantendose a exigência fiscal. É como penso. É como voto. (assinado digitalmente) Hélcio Lafetá Reis Relator ad hoc Fl. 177DF CARF MF Impresso em 02/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/08/2015 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 07/08/2015 p or HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 31/08/2015 por RODRIGO DA COSTA POSSAS Processo nº 10711.722136/201172 Acórdão n.º 3803006.941 S3TE03 Fl. 178 8 Fl. 178DF CARF MF Impresso em 02/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/08/2015 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 07/08/2015 p or HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 31/08/2015 por RODRIGO DA COSTA POSSAS
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Numero do processo: 13888.902842/2013-34
Turma: Primeira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Feb 26 00:00:00 UTC 2015
Data da publicação: Tue May 12 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Ano-calendário: 2006
Ementa:
PEDIDO DE RESTITUIÇÃO DE CRÉDITO OBJETO DE DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. HOMOLOGAÇÃO DA COMPENSAÇÃO.
A homologação da compensação enseja o reconhecimento do crédito do contribuinte, objeto do Pedido de Restituição. Desta forma, não há que se falar no acatamento do Pedido de Restituição, sob pena de o contribuinte beneficiar-se duas vezes com o mesmo crédito.
Numero da decisão: 3801-005.217
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos por negar provimento ao recurso.
(assinado digitalmente)
Flávio de Castro Pontes - Presidente.
(assinado digitalmente)
Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Paulo Sérgio Celani, Cassio Schappo, Marcos Antônio Borges, Maria Inês Pereira da Silva Murgel, Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira e Flávio de Castro Pontes.
Nome do relator: MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL
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ementa_s : Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins Ano-calendário: 2006 Ementa: PEDIDO DE RESTITUIÇÃO DE CRÉDITO OBJETO DE DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. HOMOLOGAÇÃO DA COMPENSAÇÃO. A homologação da compensação enseja o reconhecimento do crédito do contribuinte, objeto do Pedido de Restituição. Desta forma, não há que se falar no acatamento do Pedido de Restituição, sob pena de o contribuinte beneficiar-se duas vezes com o mesmo crédito.
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1569; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3TE01 Fl. 11 1 10 S3TE01 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13888.902842/201334 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3801005.217 – 1ª Turma Especial Sessão de 26 de fevereiro de 2015 Matéria Pedido de Restituição Recorrente GERALDO J. COAN & CIA. LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Anocalendário: 2006 Ementa: PEDIDO DE RESTITUIÇÃO DE CRÉDITO OBJETO DE DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. HOMOLOGAÇÃO DA COMPENSAÇÃO. A homologação da compensação enseja o reconhecimento do crédito do contribuinte, objeto do Pedido de Restituição. Desta forma, não há que se falar no acatamento do Pedido de Restituição, sob pena de o contribuinte beneficiarse duas vezes com o mesmo crédito. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos por negar provimento ao recurso. (assinado digitalmente) Flávio de Castro Pontes Presidente. (assinado digitalmente) Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel Relator. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 88 8. 90 28 42 /2 01 3- 34 Fl. 139DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/05/2015 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado dig italmente em 08/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 07/05/2015 por MARIA I NES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Paulo Sérgio Celani, Cassio Schappo, Marcos Antônio Borges, Maria Inês Pereira da Silva Murgel, Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira e Flávio de Castro Pontes. Relatório O presente processo trata de PerDcomp transmitido com o objetivo de pedir a restituição de crédito de PIS/PASEP, decorrente de recolhimento indevido a maior. De acordo com o Despacho Decisório, a partir das características do DARF descrito no PerDcomp, foram localizados um ou mais pagamentos, mas integralmente utilizados para quitação de débitos do contribuinte, não restando crédito disponível para restituição. Assim, diante da inexistência de crédito, a restituição foi indeferida. O contribuinte apresentou sua manifestação de inconformidade, ocasião em que demonstrou no PER/DCOMP que realizou o recolhimento a maior da contribuição em tela, tendo inclusive apresentado o Comprovante de Arrecadação. Acostou aos autos a Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais – DCTF e o Demonstrativo de Apuração das Contribuições Sociais – DACON que atestam o valor correto da contribuição, de forma a comprovar o recolhimento indevido e a maior e, por conseguinte, a existência do crédito e a legitimidade do seu pedido de restituição formulado através do PER/DCOMP, nos termos da legislação de regência. A Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Belo Horizonte (MG) não acolheu a Manifestação de Inconformidade apresentada pela Recorrente, ao argumento de que: As razões de defesa ficam prejudicadas, porque o despacho contestado já reconhece o valor alegado para o pagamento indevido ou a maior efetuado por meio do DARF identificado no PER/DCOMP em questão. A razão da não homologação contestada é outra: consta do despacho em litígio que a restituição foi indeferida, porque o crédito já foi todo utilizado em compensações. Inconformado, o contribuinte apresentou o seu Recurso Voluntário, reforçando as razões já apresentadas em sede de sua Manifestação de Inconformidade. É o relatório. Voto Conselheira Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel O Recurso foi apresentado tempestivamente e preenche os demais requisitos para sua admissão. Portanto, dele conheço. Fl. 140DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/05/2015 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado dig italmente em 08/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 07/05/2015 por MARIA I NES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL Processo nº 13888.902842/201334 Acórdão n.º 3801005.217 S3TE01 Fl. 12 3 Verificase que o Pedido de Restituição foi negado pelo fato de a Recorrente ter utilizado o crédito em compensação. Ocorre que, consoante demonstrado pela Recorrente, o crédito oriundo do recolhimento indevido e a maior informado no PER e nas respectivas DCTF e DACON, entregues à Secretaria da Receita Federal do Brasil, foi, realmente, utilizado na compensação com débito da Recorrente informado em PER/DCOMP. Vejase, pois, que tratamse de dois pedidos: o primeiro deles relativo ao crédito oriundo do pagamento indevido ou a maior (Pedido de Restituição, apenas) e o segundo, atrelado ao primeiro, atinente à compensação do referido crédito com débito da Recorrente (Declaração de Compensação). E o que se está a se analisar aqui é o Pedido de Restituição. A princípio, caso se indeferisse o presente Pedido de Restituição, onde a Recorrente informou o crédito oriundo do recolhimento indevido ou a maior, conseqüentemente a declaração de compensação a ele atrelada seria não homologada. E, se assim procedêssemos, estaríamos também negando o direito do contribuinte à compensação. E o contribuinte, por sua vez, muito embora pudesse fazer jus ao direito creditório, teria esse direito tolhido sem sequer vêlo apreciado. É claro, contudo, que essa lógica só se mantém para o caso de a compensação não ter sido ainda homologada. De se salientar, porém, que a decisão da DRJ destaca expressamente que a compensação listada foi totalmente homologada. A homologação da compensação ensejou, via de consequência, o reconhecimento do crédito do contribuinte, objeto do Pedido de Restituição ora analisado. Tendo a autoridade fiscal homologado a compensação declarada na DCOMP, de fato, não há mais que se falar no acatamento do Pedido de Restituição, sob pena de o contribuinte beneficiarse duas vezes com o mesmo crédito. Isto posto, nego provimento ao Recurso Voluntário. (assinado digitalmente) Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel Relator Fl. 141DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/05/2015 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado dig italmente em 08/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 07/05/2015 por MARIA I NES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL
score : 1.0
Numero do processo: 10830.009050/97-30
Turma: 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 3ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Thu Feb 05 00:00:00 UTC 2015
Data da publicação: Tue Aug 25 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Exercício: 1997
LANÇAMENTO DE OFÍCIO. MULTA DE MORA
Inexiste previsão legal de aplicação da multa de mora, em se tratando de lançamento de ofício.
Recurso Negado
Numero da decisão: 9303-003.279
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros da 3ª Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais , por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
Carlos Alberto Freitas Barreto - Presidente
Maria Teresa Martínez López - Relatora
Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres, Nanci Gama, Júlio César Alves Ramos (Substituto convocado), Rodrigo Cardozo Miranda, Rodrigo da Costa Pôssas, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva, Joel Miyazaki, Fabiola Cassiano Keramidas (Substituta convocada), e Carlos Alberto Freitas Barreto (Presidente)
Nome do relator: MARIA TERESA MARTINEZ LOPEZ
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 3ª Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais , por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. Carlos Alberto Freitas Barreto - Presidente Maria Teresa Martínez López - Relatora Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres, Nanci Gama, Júlio César Alves Ramos (Substituto convocado), Rodrigo Cardozo Miranda, Rodrigo da Costa Pôssas, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva, Joel Miyazaki, Fabiola Cassiano Keramidas (Substituta convocada), e Carlos Alberto Freitas Barreto (Presidente)
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MULTA DE MORA Inexiste previsão legal de aplicação da multa de mora, em se tratando de lançamento de ofício. Recurso Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 3ª Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. Carlos Alberto Freitas Barreto Presidente Maria Teresa Martínez López Relatora Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres, Nanci Gama, Júlio César Alves Ramos (Substituto convocado), Rodrigo Cardozo Miranda, Rodrigo da Costa Pôssas, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva, Joel Miyazaki, Fabiola Cassiano Keramidas (Substituta convocada), e Carlos Alberto Freitas Barreto (Presidente) Relatório AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 83 0. 00 90 50 /9 7- 30 Fl. 968DF CARF MF Impresso em 25/08/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/08/2015 por MARIA TERESA MARTINEZ LOPEZ, Assinado digitalmente em 03/ 08/2015 por MARIA TERESA MARTINEZ LOPEZ, Assinado digitalmente em 03/08/2015 por CARLOS ALBERTO FREI TAS BARRETO 2 Trata o presente processo de exigência fiscal decorrente de conferência aduaneira, a que alude o artigo 444 do Regulamento Aduaneiro (RA), aprovado pelo Decreto n° 91030, de 05/03/85, relativa à Adição 01 da Declaração de Importação (DI) 97/10056212, registrada em 30/10/1997, na qual teria sido apurada infração a dispositivos desse regulamento. A fazenda Nacional interpôs recurso especial de divergência tempestivo, ao amparo da legislação à época vigente (Portaria M.F n° 55/98) em face do Acórdão nº 03 29.409 complementada pelo Acórdão nº 0331.386, por meio do qual deuse provimento parcial ao recurso voluntário. A ementa dessa decisão, está assim redigida: II. E IPI VINCULADO. CLASSIFICAÇÃO. Embarque parcelado de partes componentes de uma unidade fabril, com classificação tarifária única para o conjunto todo só é possível se devidamente autorizado pela autoridade aduaneira e sob os controles específicos. Descabimento da multa de mora. RECURSO VOLUNTÁRIO PARCIALMENTE PROVIDO. Dessa decisão houve embargos de declaração, provocados pela Fazenda Nacional, sob o entendimento de ausência de motivação legal. A ementa dessa decisão está assim redigida: Acórdão nº 0331.386 LANÇAMENTO DE OFÍCIO. MULTA DE MORA. Descabida a aplicação da multa de mora, de caráter punitivo, eis que não ocorreu o vencimento do débito e que a exigibilidade do crédito tributário ficou suspensa até depois do trânsito em julgado administrativo. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NEGADOS. Defende a D. Procuradora da Fazenda Nacional, SIC: “O certo é que inexiste previsão legal para que seja afastada a multa de mora, nos casos em que o contribuinte resolve discutir a dívida na esfera administrativa.” Alega ter ocorrido ofensa aos dispositivos constitucionais, tais como o princípio da legalidade (art. 5°, inciso II, da CF/88), princípio da isonomia (artigo 150, inciso II da CF/88) e art. 152, II, do CTN. Alega também a inexistência de permissivo legal para fundamentar a tese “da suspensão da exigibilidade do crédito tributário com base no artigo 151, inciso III, do CTN” o qual acarretaria na automática prorrogação da data de vencimento da obrigação tributária estabelecida na notificação de lançamento da exigência fiscal. Pede a reforma da decisão. Por meio do Despacho n° 119/2005, de fls. 696, e sob o entendimento de estarem presentes os requisitos de admissibilidade deuse seguimento ao recurso. O contribuinte também apresentou recurso especial, não sendo admitido por ausência de paradigma. Desse ato houve a interposição de agravo. Rejeitados o agravo interposto em reexame de Admissibilidade de Recurso Especial (fls. 934). Fl. 969DF CARF MF Impresso em 25/08/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/08/2015 por MARIA TERESA MARTINEZ LOPEZ, Assinado digitalmente em 03/ 08/2015 por MARIA TERESA MARTINEZ LOPEZ, Assinado digitalmente em 03/08/2015 por CARLOS ALBERTO FREI TAS BARRETO Processo nº 10830.009050/9730 Acórdão n.º 9303003.279 CSRFT3 Fl. 7 3 A interessada apresentou contrarrazões ao recurso manejado pela Fazenda Nacional onde em apertada síntese pede a manutenção da decisão recorrida. Quanto aos embargos de declaração, alega a sua intempestividade e omissão de assinatura da D. Procuradora, na peça recursal (fls. 679). Quanto ao recurso especial, a ausência de prequestionamento aos dispositivos Constitucionais. No mais, alega que à época do respectivo fato gerador, eventual erro de classificação não era objeto de aplicação de qualquer penalidade de multa, em especial, a penalidade de multa de mora (Ato Declaratório Normativo nº 29/80). Que, a multa por erro de classificação tarifária passou a vigorar somente à partir de agosto de 2.001, quando da edição da Medida Provisória n°2.158/2.001. É o relatório. Voto Conselheira MARIA TERESA MARTÍNEZ LÓPEZ, Relatora ADMISSIBILIDADE Este exame preliminar sobre o cabimento do recurso denominase juízo de admissibilidade, transposto o qual, em sentido favorável ao recorrente, passará o órgão recursal ao juízo de mérito do recurso. O recurso especial foi interposto pela Fazenda Nacional, por suposta por contrariedade à lei, recurso este possível à época. Alega a interessada ausência de prequestionamento aos dispositivos Constitucionais invocados pela recorrente. Nesse sentido, pede pelo não conhecimento do recurso. Ouso divergir da interessada, eis que o prequestionamento diz respeito à matéria, e não à norma legal. No mais, reportandose à uma etapa anterior, quando da apresentação dos embargos de declaração, alega a contribuinte, em suas contrarrazões, a sua intempestividade e omissão de assinatura da D. Procuradora, na peça recursal (fls. 679). Penso estar prejudicada essas discussões, em face da preclusão. Os embargos foram acolhidos e processados, não podendo ser reexaminados, quanto à sua admissibilidade. Há de se observar que os embargos são apenas um meio formal de integração do ato decisório, pelo qual se exige do seu prolator uma sentença ou acórdão complementar que opere a dita integração. O recurso especial interposto por suposta contrariedade à lei, preenche os requisitos legais e dele tomo conhecimento. EXCLUSÃO DA MULTA DE MORA Fl. 970DF CARF MF Impresso em 25/08/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/08/2015 por MARIA TERESA MARTINEZ LOPEZ, Assinado digitalmente em 03/ 08/2015 por MARIA TERESA MARTINEZ LOPEZ, Assinado digitalmente em 03/08/2015 por CARLOS ALBERTO FREI TAS BARRETO 4 0 auto de infração foi lavrado com a finalidade de atribuir às mercadorias de cada despacho a classificação das partes e peças apresentadas à fiscalização, e não considerando todo o material em conjunto como pretendia a empresa. Em apertada síntese, pela maioria de votos, entendeuse, no mérito, relativamente aos embarques parcelados, que não assistia razão à interessada por ausência de amparo na legislação de regência, eis que havia promovido a importação de parte e peças destinadas à montagem de uma unidade funcional para a fabricação de fios sintéticos (nylon ). A decisão do então Conselho de Contribuintes exclui a multa de mora, sob dois fundamentos: I o entendimento de que em se tratando de lançamento de ofício (v. embargos de declaração) a mesma não se aplica; e: II a de que com a apresentação de impugnação pelo interessado, “o vencimento do debito foi transportado para o término do prazo para cumprimento da decisão administrativa”. Para melhor análise, transcrevo a decisão dos embargos, da I. Conselheira ANELISE DAUDT PRIETO, em complemento da decisão recorrida: Do lançamento constou a imputação de multa de mora, em face do disposto no artigo 61 da Lei n° 9.430/96, conforme consta do auto de infração. Entretanto, entendoa descabida. Tratase de lançamento de oficio, previsto no artigo 149 do Código Tributário Nacional. Como bem esclarece Luciano Amaro l , referindose a tal dispositivo, "o item VI manda lançar de oficio a penalidade pecuniária cominada para infrações comissivas ou omissivas da legislação tributária. Como se recorda, o artigo 142 do Código Tributário Nacional, com evidente impropriedade, elastece o conceito de lançamento para envolver as penalidades. De modo que, diante de uma infração sujeita a penalidade pecuniária, esta deve ser lançada de oficio, segundo quer o Código." Por sua vez, as multas de oficio estão previstas nos artigos 44 a 46 da Lei n° 9.430/1996, que encontramse sob o titulo multas de lançamento de oficio, pertencente à Seção V Normas sobre o lançamento de tributos e contribuições. Em caso de lançamento de oficio do imposto de importação como o de que se trata aplicase, então, o seguinte: "Art. 44. Nos casos de lançamento de oficio, serão aplicadas as seguintes multas, calculadas sobre a totalidade ou diferença de tributo ou contribuição: I de setenta e cinco por cento, nos casos de falta de pagamento ou recolhimento, pagamento ou recolhimento após o vencimento do prazo, sem o acréscimo de multa moratória, de falta de declaração e nos de declaração inexata, excetuada a hipótese do inciso seguinte; (...) Como se percebe, o artigo é exaustivo. E a multa de oficio nele prevista não foi a imputada no presente caso. Fl. 971DF CARF MF Impresso em 25/08/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/08/2015 por MARIA TERESA MARTINEZ LOPEZ, Assinado digitalmente em 03/ 08/2015 por MARIA TERESA MARTINEZ LOPEZ, Assinado digitalmente em 03/08/2015 por CARLOS ALBERTO FREI TAS BARRETO Processo nº 10830.009050/9730 Acórdão n.º 9303003.279 CSRFT3 Fl. 8 5 Por outro lado, a multa de mora aplicada não está incluída entre as possibilidades apontadas nos artigos relativos às multas de oficio supra citados. E não se diga que as multas de mora não têm caráter punitivo. Ao contrário, elas têm por objetivo punir pelo atraso no pagamento do tributo. Nesse sentido que se posiciona o Professor Sacha Calmon Navarro Coelho (In Comentários ao Código Tributário Nacional, Rio de Janeiro: Forense, 1998. Coordenação de Carlos Valder do Nascimento. p. 35), in verbis: (...) Ensina ainda o autor que "a multa tem como pressuposto a prática de um ilícito (descumprimento de dever legal, estatutário ou contratual). A indenização possui como pressuposto um dano causado ao patrimônio alheio, com ou sem culpa.A função da multa é sancionar o descumprimento de obrigações, deveres jurídicos. A função da indenização é recompor o patrimônio danificado. Em direito tributário, é o juro que recompõe o patrimônio estatal não recebido a tempo." Ora, no caso, o credito tributário somente foi constituído a partir do lançamento, de oficio. E o vencimento do debito, conforme consta do Item 7 Intimação do Auto de Infração se daria no prazo de 30 dias contados da ciência da intimação. Como houve impugnação e ela suspende a exigibilidade do credito tributário, o vencimento do debito foi transportado para o término do prazo para cumprimento da decisão administrativa definitiva e somente após esse lapso de tempo é que se pode falar em mora. Não havendo mora a ser penalizada, no cabe multa de mora, que somente poderá ser exigida se o credito não for pago nos trinta dias seguintes à intimação da decisão administrativa que terá transitado em julgado. Entendo, então, que não existe fundamento para impor a multa de mora. Portanto, não deve ser reformado o acórdão recorrido. Aliás, como bem observado pela interessada em suas contrarrazões, à época do respectivo fato gerador, eventual erro na classificação fiscal, não era objeto de aplicação de qualquer penalidade de multa. Confirase: 3.5. Convém ressaltar, ainda, que na questão ventilada nos autos, a exigência do recolhimento da multa de mora, estaria relacionada com o suposto erro de classificação tarifária da mercadoria importada. 3.6. Á época do respectivo fato gerador, eventual erro de classificação não era objeto de aplicação de qualquer penalidade de multa, em especial, a penalidade de multa de mora (a multa por erro de classificação tarifária passou a Fl. 972DF CARF MF Impresso em 25/08/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/08/2015 por MARIA TERESA MARTINEZ LOPEZ, Assinado digitalmente em 03/ 08/2015 por MARIA TERESA MARTINEZ LOPEZ, Assinado digitalmente em 03/08/2015 por CARLOS ALBERTO FREI TAS BARRETO 6 vigorar somente à partir de agosto de 2.001, quando da edição da Medida Provisória n° 2.158/2.001). 3.7. Confirase, nesse sentido, o Ato Declaratório Normativo n° 29/80, da Coordenação do Sistema de Tributação/Secretaria da Receita Federal (vigente à época), abaixo reproduzido: DECLARA que a indicação incorreta do código tarifário pelo importador, na Guia de Importação e Declaração de Importação, não enseja a aplicação das penalidades previstas no Decretolei n° 37/66, artigos 108 e 169, este último com a redação do artigo 2° da Lei n° 6.562/78, se verificada a exatidão da especificação da mercadoria. Destarte, na hipótese, exigirseà, somente, a diferença de tributos acaso verificada, ou no caso do regime suspensivo de tributação, a complementação da garantia instrumentada. (...) CONCLUSÃO: Por todo o acima exposto, voto no sentido de negar provimento ao recurso especial da Fazenda Nacional MARIA TERESA MARTÍNEZ LÓPEZ Fl. 973DF CARF MF Impresso em 25/08/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/08/2015 por MARIA TERESA MARTINEZ LOPEZ, Assinado digitalmente em 03/ 08/2015 por MARIA TERESA MARTINEZ LOPEZ, Assinado digitalmente em 03/08/2015 por CARLOS ALBERTO FREI TAS BARRETO
score : 1.0
Numero do processo: 10768.720138/2007-95
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Feb 25 00:00:00 UTC 2015
Data da publicação: Thu Apr 30 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep
Período de apuração: 01/04/2003 a 30/04/2003
INDÉBITO. COMPENSAÇÃO. CERTEZA,. LIQUIDEZ.
Apurado em diligência fiscal débito a maior do que o declarado, e, inexistência por parte da interessada de demonstração concreta dos pontos de discordância em relação às contas contábeis, cujos valores foram incluídos à base de cálculo. Impõe indeferir, pois o direito do indébito só é autorizado quando a administração fiscal certifique da certeza e liquidez do mesmo.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 3403-003.605
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso.
Antonio Carlos Atulim - Presidente.
Domingos de Sá Filho - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Antonio Carlos Atulim, Alexandre Kern, Domingos de Sá Filho, Rosaldo Trevisan, Luiz Rogério Sawaya Batista e Ivan Allegretti.
Nome do relator: DOMINGOS DE SA FILHO
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COMPENSAÇÃO. CERTEZA,. LIQUIDEZ. Apurado em diligência fiscal débito a maior do que o declarado, e, inexistência por parte da interessada de demonstração concreta dos pontos de discordância em relação às contas contábeis, cujos valores foram incluídos à base de cálculo. Impõe indeferir, pois o direito do indébito só é autorizado quando a administração fiscal certifique da certeza e liquidez do mesmo. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso. Antonio Carlos Atulim Presidente. Domingos de Sá Filho Relator. Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Antonio Carlos Atulim, Alexandre Kern, Domingos de Sá Filho, Rosaldo Trevisan, Luiz Rogério Sawaya Batista e Ivan Allegretti. Relatório AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 76 8. 72 01 38 /2 00 7- 95 Fl. 339DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/04/2015 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 20/04/2015 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 13/04/2015 por DOMINGOS DE SA FILHO 2 Cuidase de Recurso Voluntário que visa modificar o julgamento de piso que manteve o indeferimento de reconhecimento de crédito tributário proveniente de pagamento a maior relativamente ao PIS/PASEP, código 8109, solicitado por meio de declaração de compensação (Dcomp) a ser compensado com débitos da contribuição para o PIS, códigos 69122 do período de apuração 04/2003. Com vista uma apresentação sistemática e abrangente deste feita, aproveita se do relatório da decisão recorrida a adiante transcrito: “Tratase no presente processo de declaração de compensação (Dcomp) de débitos da contribuição para o PIS, códigos 69122 do período de apuração 04/2003, mediante o aproveitamento de crédito proveniente de pagamento a maior a título de PIS, código 8109, relativo ao mesmo período de apuração. No processo em apenso n° 10768.720146/200731 consta Dcomp envolvendo crédito do mesmo período de apuração (04/2003) com débito de PIS, códigos 69122 e 68242 do período de apuração 07/2003. A autoridade fiscal, com base no Parecer Conclusivo n° 204/2009 (FLS. 54 a 59), exarou o despacho decisório de fl. 60, no sentido de reconhecer parcialmente o direito creditório pleiteado, no valor de R$ 1.310.015,53 e homologar a compensação até o limite do crédito reconhecido. No Parecer Conclusivo consta consignado, resumidamente, que: a) O contribuinte retificou a DCTF alterando o valor devido de PIS sob código 8109 de R$ 3.090.472,28 para R$ 3.066.502,90; b) A soma dos créditos declarados nas duas Dcomp totalizava R$ 3.090.472,28 equivalente ao valor do DARF registrado sob o código 8109; c) O valor declarado na DCTF não coincidia com o declarado em DIPJ, nem em valor nem em código (6912 e 6824). Consta recolhimento no valor de R$ 3.090.472,28; d) Em face das divergências, o processo foi encaminhado à DEFIC para realização de diligência, tendo sido concluído que o valor devido para abril de 2003 é de R$ 2.693.795,43 referente à alíquota geral para o PIS nãocumulativo, código 6912 e de R$ 746.218,38 referente à alíquota diferenciada, código 6824, totalizando R$ 3.440.013,81; e) Embora no pedido de diligência constasse a solicitação para que o contribuinte fosse orientado a proceder às retificações nas informações prestadas à RFB, na DCTF retificadora apresentada não houve qualquer alteração em relação ao código e valor do PIS declarado; f) Considerando os valores apurados pela fiscalização e o recolhimento efetuado, embora todo sob o código 8109, conclui se que há a descoberto o valor de R$ 349.541,53; g) O contribuinte adotou procedimento semelhante para todo o período entre 12/2002 e 02/2004. “No presente caso, o débito cuja compensação foi declarada no processo apenso é do período de 07/2000”. A razão de recorrer sustentada, matéria Fl. 340DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/04/2015 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 20/04/2015 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 13/04/2015 por DOMINGOS DE SA FILHO Processo nº 10768.720138/200795 Acórdão n.º 3403003.605 S3C4T3 Fl. 7 3 abordada em Manifestação de Inconformidade, resumese a confirmar o débito declarado de R$ 3.066.502,90 e o pagamento por meio de DARF no valor de R$ 3.090.472,28, que teria sido efetivado em código de receita equivocado, isto é, 8109, quando o certo era ter o recolhimento dado no código 69122 e 6824.” Objetivando acertar o erro em relação ao código 6912 apresentou DCOMP no valor de R$ 1.160.636,88, informou que a diferença de R$ 2.042.613,79 se refere aos valores de: R$ 136.747,77 + 39.047,88 + 1.120.599,76 e R$ 746.218,38 lançado nos código 6912 e 6824, respectivamente, diretamente na DCOMP. O demonstrativo de fl.29 elaborado e apresentado pela Recorrente informam que o valor devido para o PIS de abril de 2003 é de R$ 1.160.636,88, que teria recolhido por meio de DARF o montante de R$ 3.090.472,28, razão pela qual sustenta possuir o crédito de R$ 1.929.835,40. Afirma também que o valor recolhido não se alterou em momento algum, apenas houve imputação de pagamento por meio da PER/DCOMP s/compras a menor, que foi posteriormente ajustado conforme demonstração no quadro sumariado. Deixa claro que esse seria o motivo pelo qual apresentou as DCOMP’s. A discussão inicialmente encontrava assentada no fato da contribuinte ter declarado em DCTF débito de PIS período de apuração abril de 2003 a o recolhimento ter ocorrido sob o código 8109. Em DACON, bem como, DIPJ declarou débitos de PIS para o mesmo período tãosó para os códigos de receita 6912 e 6824, o que restou constatado pela diligência fiscal fls. (18 e 33/37). Orientado a proceder à retificação à declaração apresentada (DCTF) o fez quanto ao valor, o qual foi ajustado para o montante de R$ 3.066.502,90 – DCTF fl. 13, deixando de modificar o código de receita. Em diligência a fiscalização diverge da base de cálculo e demonstra com amparo na documentação fornecida pela Interessada que os valores a integrar à base de cálculo é superior ao demonstrado, consequentemente, o valor devido da contribuição é maior do que aquele reconhecido e declarado (DCTF – Fls. 43/44). Em síntese a situação restou assim definida pelo Despacho Decisório: “A compensação dos débitos relacionados nas Dcomp eletrônicas 01249.98953.200704.1.3.04 9024 e 24363.19012.210704.1.3.044078 anexa ao apenso 10768.720146/200731 após a desalocação do valor de R$ 3.090.472,28 que se encontrava alocado ao PIS PA 04/2003, código 8109 o qual contem o valor de R$1.310.015,53 deferido pelo citado despacho em virtude de não ter sido apurado débito para o referido código pela diligência fiscal, tendo como resultado a NÃO HOMOLOGAÇÃO da DCOMP 4078 anexa ao apenso e na HOMOLOGAÇÃO PARCIAL da DCOMP vinculada ao presente processo (9024)”. Do mesmo despacho verificase que o débito do código 6912 referente ao período de apuração 04/2003 no valor de R$ 1.160.636,88 foi compensado R$ 1.123.017,27, em sendo assim, a Autoridade Administrativa informa existência de débito de R$ 37.619,61 para o PIS código de receita 6912. É o relatório. Fl. 341DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/04/2015 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 20/04/2015 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 13/04/2015 por DOMINGOS DE SA FILHO 4 Voto Conselheiro Domingos de Sá Filho, relator. Cuida de recurso tempestivo e atende os demais pressupostos de admissibilidade, impondo o conhecimento. A matéria trazida ao conhecimento desse Colegiado inicialmente parece singela, no entanto, em razão da divergência apontada entre o demonstrativo da contribuinte e o apurado pela fiscalização quanto à base de cálculo, assim como, o resultado contido no Despacho Decisório, em que pese à diligência informar crédito de R$ 1.310.015,53, aponta aproveitamento a titulo de compensação relativo R$ 1.160.636,88, mas reconhece R$ 1.123.017,27, afirmando existência de débito de R$ R$ 37.619,61 para o PIS código de receita 6912. Ao compulsar esse caderno processual administrativo constata a prestação de informações a fiscalização em atendimento ao Mandado de Procedimento Fiscal, podendo verificar entre os documentos apresentados a base de cálculo e o valor apurado a título de débito para o PIS/PASEP período de apuração de abril de 2003 a ser confrontado com elaborado pelo fisco. Os autos foram baixados em diligência para que fosse apurada a certeza e liquidez do crédito que se pretende utilizar em compensação de débito do mesmo período em decorrência de erro em relação ao código de receita consignado em único documento de arrecadação, desse exame a fiscalização aponta base de cálculo superior aquela demonstrada em informação prestada ao Fisco e aquela consignada no DACON não impugnada pela Contribuinte. A Interessada aponta em sua apuração, como sendo, à base de cálculo de R$ 674.902.721,90, sob a incidência de 1.65%%, o valor apurado para o PIS antes das deduções da ordem de R$ 11.135.894,91. O valor da base de cálculo encontrada pela fiscalização foi no montante de R$ 689.252.003,13, sendo assim, o débito é de R$ 11.372.658,03. Verifico que as deduções de ambas as partes são as mesmas, portanto, não há discussão em relação a esse ponto. Em razões recursais permanecem a tese de que o valor recolhido não se alterou, o que se pretende é apenas imputação de pagamento por meio da PER/DCOMP pelo valor pago maior de R$ 1.929.835,40 (um milhão, novecentos e vinte e nove mil, oitocentos e trinta e cinco reais e quarenta centavos). Às fls. 103 do recurso demonstram que o valor devido, agora declarado em Dcomp é de R$ 3.203.250,67, diferente do declarado em DCTF Retificadora no montante de R$ 3.066.502,90, o qual deveria ser extinto por meio do crédito proveniente do pagamento por meio de DARF de R$ 3.090.472,28. O débito apurado pela fiscalização é da ordem de R$ 3.440.013,81 (R$ 2.693.795,43 + 746.218,38) e a contribuinte reconhece dívida de R$ 3.203.250,67, (código 6912 – R$ 2.457.032,29 e no código 6824 R$ 746.218,38), cujo interesse era ver extinto por meio de compensação decorrente do recolhimento de R$ 3.090.472,28 no código 8109 confirmado pelo sistema “Sinal”. Se considerar o cálculo do contribuinte como correto, vez que confessou em Dcomp, o recolhimento R$ 3.090.472,28, esse se revela inferior ao valor declarado como Fl. 342DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/04/2015 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 20/04/2015 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 13/04/2015 por DOMINGOS DE SA FILHO Processo nº 10768.720138/200795 Acórdão n.º 3403003.605 S3C4T3 Fl. 8 5 devido (R$ 3.203.250,67), para o mesmo período, isto é, 04/2003, sem considerar outros créditos que possa ter utilizado, de modo que, deve ao fisco o valor de R$ 112.778,39 (cento e doze mil, setecentos e setenta e oito reais e trinta e nove centavos); Se considerar o débito o montante apontado pela fiscalização, isto é, R$ 3.440.013,81 a diferença aumenta para o valor de R$ 349.541,53 (trezentos e quarenta e nove mil, quinhentos e quarenta um reais e cinqüenta e três centavos). A razão é o fato de a fiscalização ter encontrado base de cálculo distinta daquela apurada pela contribuinte, o que provocou aumento do valor devido da contribuição, pela qual processou a utilização do saldo credor com o objetivo de extinguir o crédito tributário. Dessa modificação discorda a recorrente, sustentando que deixou de impugnar a base de cálculo apurada em diligência por não ter tido acesso ao relatório elaborado pela fiscalização. Embora se tenha rotulado de pedido de compensação, o caso aqui se referia tão somente aos códigos de receitas, o que se buscou a fazer via DCTF. Inicialmente buscavamse alocar os pagamentos as receitas especificas, no entanto, a diligência realizada mostrou base de cálculo superior aquela encontrada pelo contribuinte, o que provocou aumento do valor da contribuição devida. Acontece que o apurado em diligência fiscal ultrapassa o valor apontado como devido, bem como, o valor do DARF recolhido a título de pagamento do débito referente abril de 2003. Com razão o julgador de piso quando afirma que a Recorrente não aponta concretamente quais os pontos de discordância em relação às contas contábeis ou valores considerados pela fiscalização na composição da base de cálculo. Certo mesmo que a Recorrente pagou o tributo apurado em abril/2003, código de receita 8109, o montante de R$ 3.090.472,28, e nesse mesmo período o resultado da diligência aponta como devido o valor de R$ 2.693.795,43 (dois milhões, seiscentos e noventa e três mil, setecentos e noventa e cinco reais e quarenta e três centavos), código de receita 8109. Também restou apurado no mesmo período o débito de R$ 746.218,38 para o código de receita 6824. Considerando que o débito total apurado é de R$ 3.440.013,80 (três milhões, quatrocentos e quarenta mil, treze reais e oitenta centavos), e o valor pago em DARF apontado como sendo a fonte da compensação desejada ser da ordem de R$ 3.090.472,28, se revela inferior em R$ 349.541,53. Importa em afirmar que só pode alocar a receita código 6824 o valor de R$ 396.676,85. As colocações do contribuinte são bastante confusas, inicialmente diz que faz jus crédito a ser compensado da ordem de R$ R$ 1.929.835,40 (um milhão, novecentos e vinte e nove mil, oitocentos e trinta e cinco reais e quarenta centavos), informa que efetuou pagamento a título de PIS – código 8109, anexa DARF no valor de R$ 3.090.472,28, inferior ao valor por ele mesmo declarado de R$ 3.203.250,67. Portanto, sem outros elementos de convencimento, não vislumbro como acudir o apelo. Diante do exposto, voto no sentido de conhecer do recurso e negar provimento. Fl. 343DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/04/2015 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 20/04/2015 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 13/04/2015 por DOMINGOS DE SA FILHO 6 É como voto. Domingos de Sá Filho Fl. 344DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/04/2015 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 20/04/2015 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 13/04/2015 por DOMINGOS DE SA FILHO
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Numero do processo: 10410.001011/2009-85
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Fri Dec 12 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Thu May 21 00:00:00 UTC 2015
Numero da decisão: 3401-000.875
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, em converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto do relator
Julio Cesar Alves Ramos - Presidente
Bernardo Leite de Queiroz Lima - Relator
Participaram do julgamento os Conselheiros Julio Cesar Alves Ramos (Presidente), Robson Jose Bayerl, Angela Sartori, Jean Cleuter Simoes Mendonca, Eloy Eros Da Silva Nogueira e Bernardo Leite De Queiroz Lima.
Nome do relator: BERNARDO LEITE DE QUEIROZ LIMA
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Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, em converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto do relator Julio Cesar Alves Ramos Presidente Bernardo Leite de Queiroz Lima Relator Participaram do julgamento os Conselheiros Julio Cesar Alves Ramos (Presidente), Robson Jose Bayerl, Angela Sartori, Jean Cleuter Simoes Mendonca, Eloy Eros Da Silva Nogueira e Bernardo Leite De Queiroz Lima. RELATÓRIO Tratamse de autos de infração de PIS e COFINS referentes aos meses de fevereiro e março de 2004. A Recorrente estava obrigada a recolher o PIS e a COFINS em regime híbrido, apurando tais tributos no regime nãocumulativo sobre certas receitas e o regime cumulativo sobre outras receitas. Durante a fiscalização, foi verificado que, apesar de estar sujeita ao regime híbrido, a Recorrente contabilizou tais tributos nas contas 2.1.3.04.00003 Cofins a Recolher e 2.1.3.04.00005 PIS a Recolher, sem discriminar os valores apurados no regime não cumulativo e no cumulativo. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 04 10 .0 01 01 1/ 20 09 -8 5 Fl. 289DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/05/2015 por BERNARDO LEITE DE QUEIROZ LIMA, Assinado digitalmente em 07/05/2015 por BERNARDO LEITE DE QUEIROZ LIMA, Assinado digitalmente em 20/05/2015 por JULIO CESAR A LVES RAMOS Processo nº 10410.001011/200985 Resolução nº 3401000.875 S3C4T1 Fl. 285 2 A autoridade fiscal procedeu à apuração das contribuições, sob a ótica dos dois regimes de apuração, conforme escrituração apresentada pela Recorrente, elaborando demonstrativo discriminado por período e regime de apuração. Verificou que os valores conferem com o informado em DIPJ. Diante da impossibilidade de precisar como se deu a compensação das contas PIS a Recuperar e Cofins a Recuperar, sem haver a distinção do regime de apuração em cada conta contábil, as compensações foram desconsideradas pela autoridade fiscal, constatando divergência entre os valores apurados na fiscalização e aqueles declarados e recolhidos pela Recorrente. A autoridade fiscal, em razão destas divergências, procedeu ao lançamento do PIS e da COFINS. A Recorrente apresentou impugnação aos autos de infração, a qual foi julgada parcialmente procedente pela Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento no Recife (PE), em acórdão cuja ementa se transcreve: ASSUNTO:Contribuição para o PIS/Pasep EMENTA:RETENÇÃO NA FONTE. APROVEITAMENTO.Osvalores retidos na fonte a títuloda Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins serão considerados como antecipação do que for devido pelo contribuinte que so freua retenção,em relaçãoàsrespectivas contribuições e poderão ser deduzidos das contribuições devidasdemesma espécie, relativamenteafatos geradores ocorridosapartir do mês daretenção. CONTABILIDADE. PROVA. REQUISITOS O registro contábil para fazer prova em favor do contribuinte dos fatos nele escriturados deverá não apenas estar mantido com observância das disposições legais, mas também ser comprovado por documentos hábeis. Períododeapuração: :01/02/2004a31/03/2004 ASSUNTO:Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social Cofins EMENTA:RETENÇÃO NA FONTE. APROVEITAMENTO.Osvalores retidos na fonte a títuloda Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins serão considerados como antecipação do que for devido pelo contribuinte que so freua retenção,em relaçãoàsrespectivas contribuições e poderão ser deduzidos das contribuições devidasdemesma espécie, relativamenteafatos geradores ocorridosapartir do mês daretenção.CONTABILIDADE. PROVA. REQUISITOS O registro contábil para fazer prova em favor do contribuinte dos fatos nele escriturados deverá não apenas estar mantido com observância das disposições legais, mas também ser comprovado por documentos hábeis. Períododeapuração: :01/02/2004a31/03/2004 Irresignada, a Recorrente interpôs o competente Recurso Voluntário, alegando, em síntese: a) que no acórdão DRJ foram considerados no cálculo do PIS e COFINS a pagar os valores da retenção na fonte constantes no SIEFWEB limitados aos valores declarados na DIPJ, mas que, nos períodos de apuração de janeiro e março de 2004, as retenções na fonte foram superiores ao declarado. Fl. 290DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/05/2015 por BERNARDO LEITE DE QUEIROZ LIMA, Assinado digitalmente em 07/05/2015 por BERNARDO LEITE DE QUEIROZ LIMA, Assinado digitalmente em 20/05/2015 por JULIO CESAR A LVES RAMOS Processo nº 10410.001011/200985 Resolução nº 3401000.875 S3C4T1 Fl. 286 3 b) junta no Recurso Voluntário cópias de Comprovantes Anuais de Retenção de IRPJ, CSLL, COFINS e PIS, afirmando que a juntada de tais documentos é permitida nos termos do art. 16, § 4º, "c", do Decreto nº 70.235/72; c) requer sejam no cálculo do PIS e da COFINS a pagar a totalidade das retenções na fonte demonstradas em seu recurso; d) que procedeu ao recolhimento dos tributos sob os códigos 6912 e 5856, ambos referentes ao regime da nãocumulatividade, mas em valores superiores àqueles devidos sob este regime, motivo pelo qual requer a vinculação destes pagamentos ao PIS e à COFINS no regime cumulativo, ou, ao menos, que seja reconhecido o crédito dos tributos recolhidos a maior para que possa proceder à sua utilização em compensações É o relatório. VOTO Conselheiro Bernardo Leite de Queiroz Lima A Recorrente pleiteia a juntadas aos autos dos comprovantes anuais de retenção que demonstram que sofreu a retenção na fonte do PIS e da COFINS sobre valores que lhes foram pagos por outras pessoa jurídicas de direito privado e por órgãos públicos. Defende a possibilidade de juntada de tais documentos, nesta etapa do processo administrativo, com base no art. 16, § 4º, alínea 'c' do Decreto nº 70.235/77: § 4º A prova documental será apresentada na impugnação, precluindo o direito de o impugnante fazêlo em outro momento processual, a menos que: c) destinese a contrapor fatos ou razões posteriormente trazidas aos autos. De fato, a questão da comprovação das retenções na fonte foi suscitada no acórdão da DRJ, no qual foi afirmado que "os documentos citados pela defendente, vale dizer, Listagens de Lançamentos e o Razão Analíticos, fls. 97179, bem como os documentos de fls. 230240, que são referente à Nota Fiscal nº 2626, não se prestam a comprovar os valores retidos na fonte, porquanto são documentos da contabilidade e demais registros auxiliares utilizados pela autuada e que, para terem validade, devem vir acompanhadas das formalidades (autenticação, termos de abertura e encerramento etc.) previstas na norma, além de ser necessária a apresentação dos documentos que justificam tais registros contábeis". Os documentos colacionados ao Recurso Voluntário, portanto, foram juntados para contrapor o não reconhecimento dos documentos trazidos inicialmente pela Recorrente como hábeis a demonstrar a retenção na fonte sofrida. Por este motivo, aceito os documentos e passo a analisálos. A Recorrente juntou aos autos os Comprovantes Anuais de Retenção de IRPj, CSLL, PIS E COFINS das fontes pagadoras Braskem S/A, Alclor Química de Alagoas Ltda e Petróleo Brasileiro S/A. Fl. 291DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/05/2015 por BERNARDO LEITE DE QUEIROZ LIMA, Assinado digitalmente em 07/05/2015 por BERNARDO LEITE DE QUEIROZ LIMA, Assinado digitalmente em 20/05/2015 por JULIO CESAR A LVES RAMOS Processo nº 10410.001011/200985 Resolução nº 3401000.875 S3C4T1 Fl. 287 4 No Comprovante Anual de Retenção da Braskem S/A (fls. 274), foram retidos os seguintes valores nos meses de janeiro, fevereiro e março de 2004: Fevereiro de 2004: R$ 55.473,34 Código de Receita: 5952 RETENÇÃO CONTRIBUIÇÕES PAGT DE PJ A PJ DIR PRIV CSLL/COFINS/PIS Março de 2004: R$ 90.769,72 Código de Receita: 5952 RETENÇÃO CONTRIBUIÇÕES PAGT DE PJ A PJ DIR PRIV CSLL/COFINS/PIS Janeiro de 2004: R$ 1.386,00 Código de Receita: 5960 COFINS RETENÇÃO NOS PAGAMENTOS DE PJ A PJ DIREITO PRIVADO Fevereiro de 2004: R$ 32.277,36 Código de Receita: 5960 COFINS RETENÇÃO PAGAMENTOS DE PJ A PJ DIREITO PRIVADO Janeiro de 2004: R$ 300,30 Código de Receita: 5979 PIS RETENÇÃO PAGAMENTOS DE PJ A PJ DIREITO PRIVADO Fevereiro de 2004: R$ 6.993,43 Código de Receita: 5979 PIS RETENÇÃO PAGAMENTOS DE PJ A PJ DIREITO PRIVADO Por sua vez, no Comprovante Anual de Retenção da Alclor Química de Alagoas Ltda (fls. 275), foram retidos os seguintes valores: Março de 2004: R$ 51.106,80 Código de Receita: 5952 RETENÇÃO CONTRIBUIÇÕES PAGT DE PJ A PJ DIR PRIV CSLL/COFINS/PIS Fevereiro de 2004: R$ 581,10 Código de Receita: 5960 COFINS RETENÇÃO NOS PAGAMENTOS DE PJ A PJ DIREITO PRIVADO Fevereiro de 2004: R$ 125,91 Código de Receita: 5979 PIS RETENÇÃO PAGAMENTOS DE PJ A PJ DIREITO PRIVADO Em relação ao Comprovante Anual de Retenção da Petróleo Brasileiro S/A (fls. 276), constam os seguintes valores: Fevereiro de 2004: R$ 43.840,73 Código de Receita: 6147 PRODUTOS RETENÇÃO EM PAGAMENTO POR ÓRGÃO PÚBLICOS Março de 2004: R$ 84.235,29 Código de Receita: 6147 PRODUTOS RETENÇÃO EM PAGAMENTO POR ÓRGÃO PÚBLICOS Vale ressaltar que, no caso das retenções realizadas nos Códigos de Receita 5952 e 6147, o total do valor retido inclui outros tributos, devendo ser considerado apenas o montante correspondente ao PIS (0,65%)e à COFINS (3%). Destarte, diante da necessidade de se verificar e discriminar quais os tributos que foram efetivamente retidos na fonte, converto em diligência, devendo os autos serem baixados para a delegacia de origem tomar as seguintes providências: 1) confirmar se constam nos sistemas da RFB as retenções na fonte informadas nos Comprovantes Anuais de Retenção de IRPJ, CSLL, PIS e COFINS das fontes pagadoras Fl. 292DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/05/2015 por BERNARDO LEITE DE QUEIROZ LIMA, Assinado digitalmente em 07/05/2015 por BERNARDO LEITE DE QUEIROZ LIMA, Assinado digitalmente em 20/05/2015 por JULIO CESAR A LVES RAMOS Processo nº 10410.001011/200985 Resolução nº 3401000.875 S3C4T1 Fl. 288 5 Braskem S/A, Alclor Química de Alagoas Ltda e Petróleo Brasileiro S/A, foram efetivamente realizadas; 2)Vincular as retenções informadas nos Comprovantes Anuais de Retenção de IRPJ, CSLL, PIS E COFINS a notas fiscais emitidas pela Montec; 3) Verificar a qual regime de tributação do PIS e da COFINS estão sujeitas as receitas que sofreram a retenção na fonte e fazer a alocação correspondente ao crédito tributário objeto do presente auto de infração. Após cumprida a diligência acima, seja intimada a Recorrente para se manifestar no prazo de 30 (trinta) dias. Findo este prazo, subam os autos a esta turma para julgamento. Conselheiro Bernardo Leite de Queiroz Lima Fl. 293DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/05/2015 por BERNARDO LEITE DE QUEIROZ LIMA, Assinado digitalmente em 07/05/2015 por BERNARDO LEITE DE QUEIROZ LIMA, Assinado digitalmente em 20/05/2015 por JULIO CESAR A LVES RAMOS
score : 1.0
Numero do processo: 11968.000777/2009-17
Turma: Primeira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Jan 27 00:00:00 UTC 2015
Data da publicação: Tue May 26 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Obrigações Acessórias
Data do fato gerador: 08/09/2008, 30/09/2008, 01/10/2008, 07/10/2008, 10/10/2008, 16/10/2008, 29/10/2008, 12/11/2008
MULTA REGULAMENTAR. DIREITO ADUANEIRO. PRESTAÇÃO DE INFORMAÇÕES FORA DO PRAZO.
A multa por prestação de informações fora do prazo encontra-se prevista na alínea "e", do inciso IV, do artigo 107 do Decreto Lei n 37/1966 prescindindo, para a sua aplicação, de que haja prejuízo ao Erário, sobretudo por se tratar de obrigação acessória em que as informações devem ser prestadas na forma e prazo estabelecidos pela Receita Federal.
MULTA REGULAMENTAR. DESCUMPRIMENTO DE DEVER INSTRUMENTAL. DENÚNCIA ESPONTÂNEA. NÃO CARACTERIZAÇÃO.
A denúncia espontânea não alcança as penalidades exigidas pelo descumprimento de deveres instrumentais caracterizados pelo atraso na prestação de informação à administração aduaneira, mesmo após o advento da nova redação do art. 102 do Decreto-Lei nº 37/1966, decorrente do art. 40 da Lei nº 12.350/2010. A aplicação deste dispositivo deve-se considerar o conteúdo da obrigação acessória violada. Isso porque nem todas as infrações pelo descumprimento de deveres instrumentais são compatíveis com a denúncia espontânea, como é o caso das infrações caracterizadas pelo fazer ou não fazer extemporâneo do sujeito passivo. Nestas a aplicação da denúncia espontânea implicaria o esvaziamento do dever instrumental, que poderia ser cumprido há qualquer tempo, ao alvedrio do sujeito passivo.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 3801-004.839
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, pelo voto de qualidade, em negar provimento ao recurso. Vencidos os Conselheiros Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel, Cássio Schappo e Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira que davam provimento integral ao recurso. Designado para elaborar o voto vencedor o Conselheiro Marcos Antônio Borges.
(assinado digitalmente)
Flávio De Castro Pontes - Presidente.
(assinado digitalmente)
Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira - Relator.
(assinado digitalmente)
Marcos Antonio Borges - Redator designado.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Paulo Sérgio Celani, Marcos Antonio Borges, Cassio Schappo, Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel e Flávio De Castro Pontes (Presidente).
Nome do relator: PAULO ANTONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA
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DIREITO ADUANEIRO. PRESTAÇÃO DE INFORMAÇÕES FORA DO PRAZO. A multa por prestação de informações fora do prazo encontrase prevista na alínea "e", do inciso IV, do artigo 107 do Decreto Lei n 37/1966 prescindindo, para a sua aplicação, de que haja prejuízo ao Erário, sobretudo por se tratar de obrigação acessória em que as informações devem ser prestadas na forma e prazo estabelecidos pela Receita Federal. MULTA REGULAMENTAR. DESCUMPRIMENTO DE DEVER INSTRUMENTAL. DENÚNCIA ESPONTÂNEA. NÃO CARACTERIZAÇÃO. A denúncia espontânea não alcança as penalidades exigidas pelo descumprimento de deveres instrumentais caracterizados pelo atraso na prestação de informação à administração aduaneira, mesmo após o advento da nova redação do art. 102 do DecretoLei nº 37/1966, decorrente do art. 40 da Lei nº 12.350/2010. A aplicação deste dispositivo devese considerar o conteúdo da “obrigação acessória” violada. Isso porque nem todas as infrações pelo descumprimento de deveres instrumentais são compatíveis com a denúncia espontânea, como é o caso das infrações caracterizadas pelo fazer ou não fazer extemporâneo do sujeito passivo. Nestas a aplicação da denúncia espontânea implicaria o esvaziamento do dever instrumental, que poderia ser cumprido há qualquer tempo, ao alvedrio do sujeito passivo. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 96 8. 00 07 77 /2 00 9- 17 Fl. 384DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/05/2015 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 20/05/201 5 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 21/05/2015 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA, Assinado digitalmente em 22/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 11968.000777/200917 Acórdão n.º 3801004.839 S3TE01 Fl. 3 2 Acordam os membros do colegiado, pelo voto de qualidade, em negar provimento ao recurso. Vencidos os Conselheiros Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel, Cássio Schappo e Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira que davam provimento integral ao recurso. Designado para elaborar o voto vencedor o Conselheiro Marcos Antônio Borges. (assinado digitalmente) Flávio De Castro Pontes Presidente. (assinado digitalmente) Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira Relator. (assinado digitalmente) Marcos Antonio Borges Redator designado. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Paulo Sérgio Celani, Marcos Antonio Borges, Cassio Schappo, Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel e Flávio De Castro Pontes (Presidente). Fl. 385DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/05/2015 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 20/05/201 5 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 21/05/2015 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA, Assinado digitalmente em 22/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 11968.000777/200917 Acórdão n.º 3801004.839 S3TE01 Fl. 4 3 Relatório Tratase de o presente processo de Auto de Infração lavrado face ao descumprimento da obrigação acessória de prestar informação sobre veículo ou carga transportada ou sobre operações que executar, no prazo estabelecido pela Secretaria da Receita Federal do Brasil, de acordo com o que dispõe o art. 107, inciso IV, alínea “e”, do Decreto lei37, de 1966, com a redação dada pelo art. 77 da Lei 10.833, de 2003. Regularmente cientificada, a interessada apresentou a impugnação na qual alega, em breve síntese, que não é parte legitima para figurar no pólo passivo, tendo em vista que atuou na qualidade de mera agência de navegação marítima da empresa transportadora e que não responde por eventuais tributos e/ou obrigações acessórias devidos por esta. Afirma que o agente marítimo age em nome do Armador e com este não se confunde, razão pela qual não pode ser pessoalmente responsabilizada pela autuação em tela, até porque a própria Lei (art. 107, IV "e" do Decreto Lei 37/66) assim não prevê. Alega ausência de tipicidade, porque não deixou de prestar informação no prazo previsto em Regulamento. Apenas retificou posteriormente a sua informação, o que é uma hipótese diferenciada da penalidade estipulada e não se encontra tipificada na alínea 'e' do inciso IV, do art. 107 do Decreto Lei 37/66, com a redação dada pela Lei 10.833/03. Aduz que a autuação carece de elemento essencial de validade, pois, conforme o art. 113, § 2º do CTN, não há um fim específico e próprio que justificasse a penalidade, ou seja, o eventual descumprimento de prestar informações no prazo estipulado não gera qualquer prejuízo ao Fisco. Afirma que o lançamento fere o princípio da Reserva Legal, porque fundamentado em dispositivo constante em Instrução Normativa. Argui que não existe amparo legal para aplicação de penalidade para a ação de alteração/correção de dados no Sistema Sicarga. Alega que o procedimento fiscalizatório somente foi iniciado após ter formalizado a denúncia espontânea, o que a exime de qualquer penalidade, conforme o disposto no parágrafo 2 do art. 102, do Decreto Lei n 37, de 18 de novembro de 1966, cuja redação foi alterada pela Medida Provisória n 497, de 27 de julho de 2010, bem como o art. 138, caput, do Código Tributário Nacional. Requer seja anulado ou cancelado o auto de infração. A DRJ no Recife (PE) decidiu pela improcedência da impugnação, mantendo o crédito. Colaciono a ementa: ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Data do fato gerador: 08/09/2008, 30/09/2008, 01/10/2008, 07/10/2008, 10/10/2008, 16/10/2008, 29/10/2008, 12/11/2008 RETIFICAÇÃO EXTEMPORÂNEA DE CONHECIMENTO ELETRÔNICO. Aplicase a multa prevista no artigo 107, inciso IV, alínea ‘e’, do DecretoLei nº 37, de 1966, com a redação dada pela Lei nº 10.833, de 2003, para cada deferimento, automático ou não, de retificação extemporânea do manifesto eletrônico, conhecimento eletrônico ou item de carga, mesmo que as cargas tenham sido transportadas em uma mesma embarcação. Fl. 386DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/05/2015 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 20/05/201 5 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 21/05/2015 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA, Assinado digitalmente em 22/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 11968.000777/200917 Acórdão n.º 3801004.839 S3TE01 Fl. 5 4 Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido Inconformada com improcedência de sua impugnação, a contribuinte interpôs Recurso Voluntário, expondo que: Por ser uma agência de navegação da transportadora não poderia ser considerado representante do transportador para fins de responsabilidade tributária não lhe correndo os efeitos do Decreto Lei 37/66; Alega que a sua declaração extemporânea teria os mesmos efeitos que a denúncia espontânea e esta seria aplicável às obrigações acessórias; Entende que a Instrução Normativa nº 800/07, infringe o princípio da reserva legal, conforme art. 97, V do CTN; Entende que sua conduta, retificação, seria atípica com relação à sanção prevista no art. 107 do Decreto Lei nº 37/66; Alega que a multa regulamentar, enquanto obrigação acessória, carece de validade essencial, por não estar demonstrado o interesse da arrecadação ou fiscalização de tributos, não sendo assim justificada aplicação da mesma; Entende que não deixou de apresentar informações dentro do prazo referido pela IN nº800/07, mas promoveu a retificação destas. É o sucinto relatório. Fl. 387DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/05/2015 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 20/05/201 5 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 21/05/2015 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA, Assinado digitalmente em 22/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 11968.000777/200917 Acórdão n.º 3801004.839 S3TE01 Fl. 6 5 Voto Vencido Conselheiro Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira Relator. O recurso voluntário foi apresentado dentro do prazo legal, reunindo os demais requisitos de admissibilidade, dele conheço, portanto. Ilegitimidade Passiva Muito embora compartilhe do entendimento que as agências marítimas não possam ser sujeitas da multa prevista pelo art. 107, IV, alínea “e” do DecretoLei nº 37/66, devendo ser estas serem impostas somente ao transportador, tenho que no presente caso tal argumentação não se aplica. A recorrente é empresa transportadora, conforme demonstra o seu CNPJ e objeto social, que assim determina a Cláusula Segunda que: A sociedade tem por objeto a navegação marítima de longo curso marítima (...) o exercício das atividades de agente de transporte multimodal, assessoria ao transporte marítimo e terrestre de cargas em todo o território nacional (...) Face a isto, afasto o argumento da Recorrente de que, por ser a empresa uma agência marítima, e não uma transportadora, não está configurada sua responsabilidade quanto à prática da infração objeto dos autos. Diversos são os julgados deste Conselho onde foi compreendido que a obrigação do transportador, de prestar as informações à RFB, encontrase estabelecida no art. 37 do DecretoLei nº 37/66, com a redação dada pelo art. 77 da Lei nº 10.833, de 2003, in verbis: Art. 37. O transportador deve prestar à Secretaria da Receita Federal, na forma e no prazo por ela estabelecidos, as informações sobre as cargas transportadas, bem como sobre a chegada de veículo procedente do exterior ou a ele destinado. § 1º O agente de carga, assim considerada qualquer pessoa que, em nome do importador ou do exportador, contrate o transporte de mercadoria, consolide ou desconsolide cargas e preste serviços conexos, e o operador portuário, também devem prestar as informações sobre as operações que executem e respectivas cargas. Ultrapassados tais argumentos, entendo que a penalidade não deve ser aplicada no presente caso por motivos diversos. Denúncia Espontânea Inicio a análise do argumento da denúncia espontânea, pois uma vez julgado o seu provimento, todas as demais matérias se tornarão prejudicadas. Fl. 388DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/05/2015 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 20/05/201 5 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 21/05/2015 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA, Assinado digitalmente em 22/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 11968.000777/200917 Acórdão n.º 3801004.839 S3TE01 Fl. 7 6 O Recorrente alega que as informações foram prestadas antes da lavratura do auto de infração. Portanto, nos termos do art. 138, caput, do Código Tributário Nacional (CTN), a multa deveria ter sido excluída em razão da caracterização da denúncia espontânea: “Art. 138. A responsabilidade é excluída pela denúncia espontânea da infração, acompanhada, se for o caso, do pagamento do tributo devido e dos juros de mora,ou do depósito da importância arbitrada pela autoridade administrativa, quando o montante do tributo dependa de apuração. Parágrafo único. Não se considera espontânea a denúncia apresentado após o início de qualquer procedimento administrativo ou medida de fiscalização, relacionados com a infração.” Ocorre que, muito embora típica e perfeitamente subsumido o fato à norma, no caso em tela se está diante de uma excludente da punibilidade, haja vista a Recorrente estar amparada pela hipótese legal da chamada denúncia espontânea. Esse instituto jurídico tem lugar quando o contribuinte informa à administração as infrações por ele praticadas, antes de iniciado qualquer procedimento fiscalizatório. A vantagem dessa confissão prévia e espontânea para o contribuinte está na consequência legal que o instituto lhe garante. No presente caso temse que o pedido de retificação prestado pela recorrente foi anterior lavratura do Auto de Infração, bem como de qualquer outra intimação da RFB. Deste modo, aplicase ao presente caso o instituto da denúncia espontânea. O Código Tributário Nacional disciplina no art. 138 a exclusão da responsabilidade quando a denúncia espontânea for acompanhada do pagamento do tributo e dos juros de mora, restringindo tal hipótese quando caracterizado o início do procedimento administrativo ou qualquer medida de fiscalização, nos termos do parágrafo único. Destacase também que até a edição da Medida Provisória nº 497, de 27 de julho de 2010, convertida na Lei nº 12.350, de 20 de dezembro de 2010, a caracterização da denúncia espontânea não contemplava as obrigações acessórias autônomas, sem qualquer vínculo direto com o fato gerador do tributo. Porém, com a vigência da norma acima, foi modificado o § 2º, do art. 102 do DecretoLei nº 37/66, incluindo as penalidades administrativas dentre aquelas possíveis de aplicação da denúncia espontânea, in verbis: Art. 102. A denúncia espontânea da infração, acompanhada, se for o caso, do pagamento do imposto e dos acréscimos, excluirá a imposição da correspondente penalidade. § 1º Não se considera espontânea a denúncia apresentada: a) no curso do despacho aduaneiro, até o desembaraço da mercadoria; b) após o início de qualquer outro procedimento fiscal, mediante ato de ofício, escrito, praticado por servidor competente, tendente a apurar a infração. Fl. 389DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/05/2015 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 20/05/201 5 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 21/05/2015 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA, Assinado digitalmente em 22/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 11968.000777/200917 Acórdão n.º 3801004.839 S3TE01 Fl. 8 7 § 2º A denúncia espontânea exclui a aplicação de penalidades de natureza tributária ou administrativa, com exceção das penalidades aplicáveis na hipótese de mercadoria sujeita a pena de perdimento. (grifouse) No presente caso, temos, portanto que a retificação foi apresentada antes de qualquer procedimento de fiscalização, caracterizando a denúncia espontânea, devendo ser excluída a penalidade ora discutida, de natureza administrativa, conforme previsão do § 2º do artigo 102 do DecretoLei nº 37/66. Ainda, cabe observar que, sendo o fato gerador anterior a Medida Provisória nº 497, de 27 de julho de 2010, necessário aplicar in casu a retroatividade benigna da alteração legislativa processada pela referida Medida Provisória, conforme determina o artigo 106 do CTN. Logo, aplicável à referida legislação ao presente caso. Acrescentase ainda que este Egrégio Conselho tem compartilhado deste entendimento, consoante se verifica pelos arestos abaixo: DENÚNCIA ESPONTÂNEA CONFIGURAÇÃO A retificação de informação prestada em registro de conhecimento de carga antes de qualquer procedimento da fiscalização aduaneira, está amparada pela denúncia espontânea prevista no art. 102, do mesmo diploma legal (Acórdão 3101001.138, 1ª Câmara / 1ª Turma Ordinária, sessão de 22/05/2012, Relator Conselheiro Luiz Roberto Domingo) DENÚNCIA ESPONTÂNEA. APLICAÇÃO AS PENALIDADES DE NATUREZA ADMINISTRATIVA. RETROATIVIDADE BENIGNA. A alteração do art. 102 do DecretoLei nº 37/66 promovida pela Medida Provisória nº 497/2010, posteriormente convertida na Lei nº 12.350/2010, que incluiu as penalidades de natureza administrativa, dentre aquelas alcançadas pela denúncia espontânea é aplicada aos casos ainda pendentes de julgamento, em razão da retroatividade benigna, nos termos do art. 106, inciso II, alínea “c” do CTN. (Acórdão 3102001.663, 1ª Câmara / 2ª Turma Ordinária, sessão de 25/10/2012, Relator Conselheiro Álvaro Arthur L. de Almeida Filho) Cabe analisar a restrição imposta pelo art. 683, §3º do Decreto nº 6.759, de 05 de fevereiro de 2009, que regulamenta a administração das atividades aduaneiras, e a fiscalização, o controle e a tributação das operações de comércio exterior. Este determina que: Art. 683. A denúncia espontânea da infração, acompanhada, se for o caso, do pagamento dos tributos dos acréscimos legais, excluirá a imposição da correspondente penalidade (DecretoLei nº 37, de 1966, art. 102, caput, com a redação dada pelo DecretoLei no 2.472, de 1988, art. 1o; e Lei nº 5.172, de 1966, art. 138, caput). (…) Fl. 390DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/05/2015 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 20/05/201 5 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 21/05/2015 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA, Assinado digitalmente em 22/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 11968.000777/200917 Acórdão n.º 3801004.839 S3TE01 Fl. 9 8 §3o Depois de formalizada a entrada do veículo procedente do exterior não mais se tem por espontânea a denúncia de infração imputável ao transportador. O texto original do Decreto nº 6.759/2009 previa em seu §3oque a espontaneidade era afastada depois de formalizada a entrada do veículo procedente do exterior e por conseqüência igualmente afastada seria a denúncia espontânea. Notese que esta redação deve ser lida em consonância com o disposto na Lei nº 12.350, de 20 de dezembro de 2010 que passou a ter a seguinte redação: Art. 102. A denúncia espontânea da infração, acompanhada, se for o caso, do pagamento do imposto e dos acréscimos, excluirá a imposição da correspondente penalidade. § 1º Não se considera espontânea a denúncia apresentada: a) no curso do despacho aduaneiro, até o desembaraço da mercadoria; b) após o início de qualquer outro procedimento fiscal, mediante ato de ofício, escrito, praticado por servidor competente, tendente a apurar a infração. § 2º A denúncia espontânea exclui a aplicação de penalidades de natureza tributária ou administrativa, com exceção das penalidades aplicáveis na hipótese de mercadoria sujeita a pena de perdimento. (grifouse) Notese que o Decreto nº 6.759/2009 deve ser lido em conformidade com a Lei nº 12.350/2010. Tratase de norma superior e posterior. Assim, tanto pelo critério da hierarquia, quanto pelo critério cronológico deve prevalecer a norma posterior. Da leitura da lei posterior se nota que não há a restrição prevista no §3o, do art. 683 do Decreto nº 6.759/2009, de tal modo que onde não houve restrição legal não poderá a norma regulamentadora restringir, sob pena de ofensa ao princípio da estrita legalidade. Diante da aplicação do instituto da denúncia espontânea, entendo pelo provimento do recurso e passo a analisar as demais matérias, não obstante prejudicadas, para fins de privilégio do devido processo legal. Reserva Legal A infração em tese cometida pela recorrente se encontra caracterizada pela apresentação de declaração de informações sobre o veículo e carga transportada fora do prazo estabelecido, por força do art. 107 do DecretoLei 37/66, com redação dada pela Lei nº 10.833/03, c/c art. 44 da Instrução Normativa 28/94, com redação dada pela Instrução Normativa 510/05 e art. 22 da Instrução Normativa 800/07. No que tange a tipificação da conduta do recorrente, a sua descrição consta igualmente e inicialmente tipificada no art. 107 do DecretoLei 31/66, que estabelece a aplicação de multa para quem deixar de prestar a declaração sobre veículo e carga transportada, bem como quem de forma omissiva ou comissiva embaraçar ação de fiscalização. Fl. 391DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/05/2015 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 20/05/201 5 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 21/05/2015 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA, Assinado digitalmente em 22/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 11968.000777/200917 Acórdão n.º 3801004.839 S3TE01 Fl. 10 9 Ademais, as instruções normativas tem como finalidade de preencher lacunas que por vezes se encontram dentro dos procedimentos fiscais, no caso específico de normas que estabelecem prazo para a apresentação ou recolhimento de obrigações acessórias, não estão sujeitas a reserva legal do art. 97 do CTN, por não compreenderem o rol de matérias lá estabelecido, cabendo, portanto, o estabelecimento dos prazos por norma de hierarquia inferior, como as Portarias e Instruções Normativas, conforme tem se posicionado o CARF. ASSUNTO: OBRIGAÇÕESACESSÓRIAS Datadofatogerador:31/12/1998 OBRIGAÇÃO ACESSORIA. PRAZO. INSERÇÃO SISCOMEX DE DECLARAÇÃO DE EMBARQUE DE MERCADORIAS. O prazo de inserção das informações do embarque de mercadoria no SISCOMEX é de sete dias, contados do dia do efetivo embarque. Não se aplica a norma processual do artigo 210 do Código Tributário Nacional, neste caso prevalece o prazo fixado em Portarias e Instruções Normativas em razão de que não contemplam aspectos da hipótese de incidência, estão fora da reserva legal prevista no artigo 97 do CTN. Constado inserção além do prazo fixado, impõe negar provimento ao recurso. RecursoNegado. Ressalto que o entendimento seria pela carência de razão do contribuinte caso não estivesse prejudicada a análise desta matéria. Obrigação Acessória Carece de razão a alegação da recorrente quanto à carência de elemento essencial na autuação por descumprimento de obrigação acessória. Isto porque as obrigações acessórias não possuem uma relação de dependência de uma obrigação principal. Como o próprio artigo citado pela recorrente são prestações positivas ou negativas, fazer ou não fazer algo em benefício do interesse arrecadatório ou fiscalizatório. No caso dos autos, a declaração que gerou a autuação da recorrente era uma obrigação acessória, positiva e com finalidade fiscalizatória, pois se caracteriza em um dever de declarar o bem carregado e cujas informações contidas auxiliam o fisco a verificar a adequada descrição de bem importado pelo importador, se houve emissão de notas fiscais, se a importadora estaria correta em sua escrituração fiscal. Logo, a responsabilidade de declarar a mercadoria transportada pela empresa, conforme art. 107 do Decreto lei 37/66, é uma obrigação acessória de declaração ao fisco e cujo descumprimento implica na aplicação de multa por embaraço à fiscalização. Nestes termos, não sendo prestada a obrigação de declaração de mercadorias dentro do prazo legal, houve prejuízo na fiscalização aduaneira, devida, portanto, a multa pelo descumprimento. Fl. 392DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/05/2015 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 20/05/201 5 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 21/05/2015 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA, Assinado digitalmente em 22/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 11968.000777/200917 Acórdão n.º 3801004.839 S3TE01 Fl. 11 10 Ressalto que este seria o entendimento caso não estivesse prejudicada a análise. Tipificação A recorrente alega que não incorreu no tipo específico de descumprimento de declaração de mercadoria, conforme art.37 e 107, IV, “e” do DecretoLei 37/66, posto que não deixou de prestar informações sobre o veículo ou sobre a carga transportada entendendo que retificação, conduta que afirma ter praticado seria diferente de deixar de informar. Entendo que não assiste razão a recorrente, tendo em vista que no auto de infração é possível verificar que o recorrente apresentou Conhecimento de Embarque, promovendo a alteração de NCM fora dos prazos de atracação do navio e conforme art.37 do Decretolei 37/66 “o transportador deve prestar à Secretaria da Receita Federal, na forma e no prazo por ela estabelecido, as informações sobre as cargas transportadas, bem como sobre a chegada de veículo procedente do exterior ou a ele destinado”. O entendimento deste Conselho, inclusive para esta empresa em autuação pretérita foi o seguinte: ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 05/04/2006 a 15/01/2009 MULTA REGULAMENTAR. DIREITO ADUANEIRO. AGENTE MARÍTIMO E TRANSPORTADOR. LEGITIMIDADE PASSIVA A legislação prevê que o agente marítimo, assim como o transportador internacional, respondem solidariamente por quaisquer infrações que tenham concorrido para a prática, solidariamente, sendo, pois, o agente parte legítima a figurar no polo passivo de auto de infração. MULTA REGULAMENTAR. DIREITO ADUANEIRO. PRESTAÇÃO DE INFORMAÇÕES FORA DO PRAZO. A multa por prestação de informações fora do prazo encontrase prevista na alínea "e", do inciso IV, do artigo 107 do Decreto Lei n 37/1966 prescindindo, para a sua aplicação, de que haja prejuízo ao Erário, sobretudo por se tratar de obrigação acessória em que as informações devem ser prestadas na forma e prazo estabelecidos pela Receita Federal. PRESTAÇÃO DE INFORMAÇÕES FORA DO PRAZO. DENÚNCIA ESPONTÂNEA. Não há que se falar em denúncia espontânea de obrigação acessória se a norma em comento tem como finalidade a prestação de informações na forma e, sobretudo, no prazo fixado pela legislação, prazo esse que não seria observado se se considerar que a prestação de informações fora do prazo configuraria denúncia espontânea. Fl. 393DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/05/2015 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 20/05/201 5 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 21/05/2015 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA, Assinado digitalmente em 22/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 11968.000777/200917 Acórdão n.º 3801004.839 S3TE01 Fl. 12 11 Recurso Voluntário Negado. Nesta senda, uma vez não cumprindo o prazo de apresentação das declarações o transportador já incorre no fato gerador da multa regulamentar, resta devidamente enquadrada a conduta da recorrente à infração referida, não havendo qualquer traço de atipicidade. Ressalto que este seria o entendimento caso não estivesse prejudicada a análise. Art. 50 da Instrução Normativa 800/2007 Entendo que não assiste razão ao recorrente. Conforme a redação do artigo 50 da IN 800/07, informa que os prazos de antecipação de informação previstos no art. 22º da mesma instrução somente serão obrigatórios a partir de 1 de janeiro de 2009. Vejamos: Art. 50. Os prazos de antecedência previstos no art. 22 desta Instrução Normativa somente serão obrigatórios a partir de 1ºde janeiro de 2009. Parágrafoúnico. O disposto no caput não exime o transportador da obrigação de prestar informações sobre: I a escala, com antecedência mínima de cinco horas, ressalvados prazos menores estabelecidos em rotas de exceção; e II as cargas transportadas, antes da atracação ou da desatracação da embarcação em porto no País.(grifonosso) Este dispositivo, ao mesmo tempo em que prevê que os prazos mínimos para a prestação de informações à RFB previstos no artigo 22 da IN RFB nº 800/2007 somente são obrigatórios a partir de 1ºde janeiro de 2009, dispõe que o transportador tem a obrigação de prestar informações sobre as cargas transportadas antes da atracação ou da desatracação da embarcação em porto no País. Resta claro, portanto, que já a partir do momento em que se inicia a produção de efeitos da IN RFB nº 800/2007, qual seja 31 de março de 2008, as informações sobre as cargas transportadas devem ser prestadas pelas transportadoras antes da atracação ou da desatracação da embarcação em porto no País, conforme art. 52 da Instrução Normativa, prazo também descumprido pelo contribuinte. Em adição, havendo prazo que estabeleça o início da vigência das antecipações, nos caso dos fatos geradores que antecedem a vigência da Instrução Normativa 800/07, o contribuinte deveria ter cumprido o prazo de sete dias descritos art. 37 da Instrução Normativa SRF n° 28, de 1994, com a redação dada pela IN SRF n° 510, de 2005, para a apresentação da declaração, no que ultrapassou demasiado. Ressalto que este seria o entendimento caso não estivesse prejudicada a análise. Penalidade Aplicada Por Viagem Fl. 394DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/05/2015 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 20/05/201 5 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 21/05/2015 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA, Assinado digitalmente em 22/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 11968.000777/200917 Acórdão n.º 3801004.839 S3TE01 Fl. 13 12 A recorrente se insurge contra a aplicação da multa regulamentar contra cada uma das declarações de forma extemporânea, tendo em vista que o entendimento da Receita Federal sobre o assunto em Consulta Interna teria determinado que o transportador fosse multado uma única vez pela prestação de informações fora do prazo, referindo a COSIT SCI nº 8 de 14 de fevereiro de 2008. Não obstante os auditores fiscais tenham interpretado, em sua maioria, a legislação como que a multa deveria ser aplicada por cada declaração fora do prazo, o dispositivo legal deixa brecha para tanto interpretar que a penalidade deve ser aplicada por viagem quanto por declaração, visto que o dispositivo aborda apenas o aspecto quantitativo da multa, a tipificação da conduta, no caso, deixar de apresentar informações nos prazo estabelecidos à Receita Federal e identificação do infrator, qual seja a empresa de transporte internacional, inclusive a prestadora de transporte internacional expresso ou agente de carga. Neste sentido, entendo que se deve interpretar a norma de forma mais favorável ao contribuinte quando esta determina penalidade ao tipo de conduta, conforme resta estabelecido no art. 112, do Código Tributário Nacional – CTN, segundo o qual “a lei tributária que define infrações, ou lhe comina penalidades, interpretase da maneira mais favorável ao acusado, em caso de dúvida quanto”: à capitulação legal do fato; à natureza ou às circunstâncias materiais do fato, ou natureza ou extensão de seus efeitos; à autoria, imputabilidade ou punibilidade; e à natureza da penalidade, aplicação, ou à sua gradação. Sobre o tema em comento, temse decidido nas sessões deste Conselho a interpretação da norma em favor do infrator. Vejamos: Assunto: Obrigações Acessórias Anocalendário: 2006 ILEGIMITIDADE PASSIVA. MULTA. REGISTRO DE DADOS DE EMBARQUE MARÍTIMO EM ATRASO. EXPORTAÇÃO. RESPONSABILIDADE DO TRANSPORTADOR. É legitimo para figurar no polo passivo da autuação, o transportador que registou os dados de embarque fora do prazo estabelecido no art. 37, §2º, da Instrução Normativa SRF nº 28/94. Inteligência dos arts. 107, inciso IV, alínea “e” e 37 do DecretoLei nº 37/66 c/c arts. 37, §2º, 44 e 46 da Instrução Normativa SRF nº 28/94. REGISTRO DE DADOS DE EMBARQUE MARÍTIMO EM ATRASO. PENALIDADE APLICADA POR VIAGEM EM VEÍCULO TRANSPORTADOR.Ocorrendo dúvida quanto à natureza ou às circunstâncias materiais do fato, ou à natureza ou extensão de seus efeitos; à autoria, imputabilidade, ou punibilidade; e à natureza da penalidade aplicação, ou à sua gradação, deve ser aplicada a interpretação mais favorável ao acusado (art. 112, CTN).A multa prescrita no art. 107, inciso IV, alínea “e”, do DecretoLei nº 37/66 referente ao atraso no registro dados de embarque de mercadorias destinadas à exportação no Siscomex é aplicada por viagem do veículo transportador e não por carga (Declaração para Despacho de Exportação). DUPLICIDADE DA COBRANÇA. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO. Não comprovada documentalmente o alegado bis in idem, improcedente a alegação de duplicidade da cobrança e a consequente identidade de objetos entre dois processos administrativos fiscais. DENÚNCIA ESPONTÂNEA. ART. 138, CTN. MULTA. DESCUMPRIMENTO DE OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. INAPLICABILIDADE. Não alegado Fl. 395DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/05/2015 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 20/05/201 5 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 21/05/2015 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA, Assinado digitalmente em 22/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 11968.000777/200917 Acórdão n.º 3801004.839 S3TE01 Fl. 14 13 em momento oportuno, o argumento está precluso, pelo que não merece ser conhecido, ex vi dos arts. 16, inciso III e 17, do Decreto nº 70.235/72. (Recurso Voluntário nº 11968.001039/200717, Relator Bruno Mauricio Macedo Curi, da 2ª Câmara da 3ª Sessão de Julgamento do Carf, Publicada em 11/09/2013) Nestes termos, entendo que a penalidade do art. 107, IV, alínea “e” do Decreto Lei nº 37/66, deve ser aplicada por viagem e não por declaração de carga, devendo as penalidades aplicadas por declaração excluídas para que fiquem apenas a multa aplicada por viagem apurada no auto de infração. Ressalto que este seria o entendimento caso não estivesse prejudicada a análise. Em face do exposto, encaminho o voto para DAR PROVIMENTO ao recurso voluntário. É assim que voto. (assinatura digital) Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira – Relator Fl. 396DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/05/2015 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 20/05/201 5 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 21/05/2015 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA, Assinado digitalmente em 22/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 11968.000777/200917 Acórdão n.º 3801004.839 S3TE01 Fl. 15 14 Voto Vencedor Conselheiro Marcos Antonio Borges, Em que pese o entendimento do relator, ouso dele discordar em relação à aplicação do instituto da denúncia espontânea. Da aplicação do instituto da denúncia espontânea No entendimento do STJ, conforme comprovam diversos julgados, a entrega extemporânea de qualquer tipo de obrigação acessória (DCTF, por exemplo) configura infração formal, não podendo ser considerada como infração de natureza tributária apta a atrair o instituto da denúncia espontânea prevista no art. 138 do CTN. A prestação de informações no Siscomex, como é o caso, é uma obrigação acessória e, aplicandose essa linha de raciocínio, deveria se observar a aplicação da Súmula CARF n° 49, que adota a mesma interpretação: Súmula CARF nº 49: A denúncia espontânea (art. 138 do CTN) não alcança a penalidade decorrente do atraso na entrega de declaração. No entanto, essa discussão foi reaberta em face da nova redação do art. 102 do DecretoLei nº 37/1966, decorrente do art. 40 da Lei nº 12.350/2010: Art.102 A denúncia espontânea da infração, acompanhada, se for o caso, do pagamento do imposto e dos acréscimos, excluirá a imposição da correspondente penalidade. (Redação dada pelo DecretoLei nº 2.472, de 01/09/1988) § 1º Não se considera espontânea a denúncia apresentada: (Incluído pelo DecretoLei nº 2.472, de 01/09/1988) a) no curso do despacho aduaneiro, até o desembaraço da mercadoria; (Incluído pelo DecretoLei nº 2.472, de 01/09/1988) b) após o início de qualquer outro procedimento fiscal, mediante ato de ofício, escrito, praticado por servidor competente, tendente a apurar a infração. (Incluído pelo DecretoLei nº 2.472, de 01/09/1988) § 2o A denúncia espontânea exclui a aplicação de penalidades de natureza tributária ou administrativa, com exceção das penalidades aplicáveis na hipótese de mercadoria sujeita a pena de perdimento. (Redação dada pela Lei nº 12.350, de 2010) Apesar de alguns julgados recentes do CARF estarem admitindo a caracterização da denúncia espontânea com fundamento da nova redação do dispositivo, entendo que na aplicação do art. 102 do DecretoLei nº 37/1966, devese analisar o conteúdo da “obrigação acessória” violada. Isso porque nem todas as infrações pelo descumprimento de deveres instrumentais são compatíveis com a denúncia espontânea, como é o caso das infrações caracterizadas pelo fazer ou não fazer extemporâneo do sujeito passivo. Fl. 397DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/05/2015 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 20/05/201 5 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 21/05/2015 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA, Assinado digitalmente em 22/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 11968.000777/200917 Acórdão n.º 3801004.839 S3TE01 Fl. 16 15 Esse entendimento, do qual eu compartilho, foi evidenciado em voto do eminente Conselheiro José Fernandes do Nascimento, no Acórdão 310200.988. 3a S/1a C/2a TO. S. de 22/08/2013: O objetivo da norma em destaque, evidentemente, é estimular que o infrator informe espontaneamente à Administração aduaneira a prática das infrações de natureza tributária e administrativa instituídas na legislação aduaneira. Nesta última, incluída todas as obrigações acessórias ou deveres instrumentais (segundo alguns) que tenham por objeto as prestações positivas (fazer ou tolerar) ou negativas (não fazer) instituídas no interesse fiscalização das operações de comércio exterior, incluindo os aspectos de natureza tributária, administrativo, comercial, cambial etc. Não se pode olvidar que, para aplicação do instituto da denúncia espontânea, é condição necessária que a infração de natureza tributária ou administrativa seja passível de denunciação à fiscalização pelo infrator. Em outras palavras, é requisito essencial da excludente de responsabilidade em apreço que a infração seja denunciável. No âmbito da legislação aduaneira, em consonância com o disposto no retrotranscrito preceito legal, as impossibilidades de aplicação dos efeitos da denúncia espontânea podem decorrer de circunstância de ordem lógica (ou racional) ou legal (ou jurídica). No caso de impedimento legal, é o próprio ordenamento jurídico que veda a incidência da norma em apreço, ao excluir determinado tipo de infração do alcance do efeito excludente da responsabilidade por denunciação espontânea da infração cometida. A título de exemplo, podem ser citadas as infrações por dano erário, sancionadas com a pena de perdimento, conforme expressamente determinado no § 2°, in fine, do citado art. 102. A impossibilidade de natureza lógica ou racional ocorre quando fatores de ordem material tornam impossível a denunciação espontânea da infração. São dessa modalidade as infrações que têm por objeto as condutas extemporâneas do sujeito passivo, caracterizadas pelo cumprimento da obrigação após o prazo estabelecido na legislação. Para tais tipos de infração, a denúncia espontânea não tem o condão de desfazer ou paralisar o fluxo inevitável do tempo. Compõem essa última modalidade toda infração que tem o atraso no cumprimento da obrigação acessória (administrativa) como elementar do tipo da conduta infratora. Em outras palavras, toda infração que tem o fluxo ou transcurso do tempo como elemento essencial da tipificação da infração. São dessa última modalidade todas as infrações que têm no núcleo do tipo da infração o atraso no cumprimento da obrigação legalmente estabelecida. A título de exemplo, pode ser Fl. 398DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/05/2015 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 20/05/201 5 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 21/05/2015 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA, Assinado digitalmente em 22/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 11968.000777/200917 Acórdão n.º 3801004.839 S3TE01 Fl. 17 16 citada a conduta do transportador de registrar extemporaneamente no Siscomex os dados das cargas embarcadas, infração objeto da presente autuação. Veja que, na hipótese da infração em apreço, o núcleo do tipo é deixar de prestar informação sobre a carga no prazo estabelecido, que é diferente da conduta de, simplesmente, deixar de prestar a informação sobre a carga. Na primeira hipótese, a prestação intempestiva da informação é fato infringente que materializa a infração, ao passo que na segunda hipótese, a mera prestação de informação, independentemente de ser ou não a destempo, resulta no cumprimento da correspondente obrigação acessória. Nesta última hipótese, se a informação for prestada antes do início do procedimento fiscal, a denúncia espontânea da infração configurase e a respectiva penalidade é excluída. De fato, se registro extemporâneo da informação da carga materializasse a conduta típica da infração em apreço, seria de todo ilógico, por contradição insuperável, que o mesmo fato configurasse a denúncia espontânea da correspondente infração. De modo geral, se admitida a denúncia espontânea para infração por atraso na prestação de informação, o que se admite apenas para argumentar, o cometimento da infração, em hipótese alguma, resultaria na cobrança da multa sancionadora, uma vez que a própria conduta tipificada como infração seria, ao mesmo tempo, a conduta configuradora da denúncia espontânea da respectiva infração. Em consequência, ainda que comprovada a infração, a multa aplicada seria sempre inexigível, em face da exclusão da responsabilidade do infrator pela denúncia espontânea da infração. Esse sentido e alcance atribuído a norma, com devida vênia, constitui um contrassenso jurídico, uma espécie de revogação da penalidade pelo intérprete e aplicador da norma, pois, na prática, a sanção estabelecida para a penalidade não poderá ser aplicada em hipótese alguma, excluindo do ordenamento jurídico qualquer possibilidade punitiva para a prática de infração desse jaez. Assim, a aplicação da denúncia espontânea às infrações caracterizadas pelo fazer ou nãofazer extemporâneo do sujeito passivo, no caso a prestação de informação no Siscomex na forma e no prazo estabelecidos pela Secretaria da Receita Federal, implicaria no esvaziamento do dever instrumental, comprometendo o controle aduaneiro efetuado pela autoridade administrativa no exercício do seu Poder de Polícia. Entendese, portanto, que a denúncia espontânea (art. 138 do CTN e art. 102 do DecretoLei n° 37/1966) não alcança as penalidades exigidas pelo descumprimento de obrigações acessórias caracterizadas pelo atraso na prestação de informação à administração aduaneira. Desta forma, em virtude de todos os motivos apresentados e dos fatos presentes no caso concreto, voto no sentido de negar provimento ao recurso voluntário. Fl. 399DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/05/2015 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 20/05/201 5 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 21/05/2015 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA, Assinado digitalmente em 22/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 11968.000777/200917 Acórdão n.º 3801004.839 S3TE01 Fl. 18 17 (assinado digitalmente) Marcos Antonio Borges Fl. 400DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/05/2015 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 20/05/201 5 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 21/05/2015 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA, Assinado digitalmente em 22/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES
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Numero do processo: 10930.003402/97-42
Turma: Segunda Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Apr 27 00:00:00 UTC 2010
Data da publicação: Thu Jun 11 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI
Período de apuração: 01/07/1997 a 30/09/1997
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. CRÉDITO PRESUMIDO DO IPI. PRODUTOS NÃO CLASSIFICADOS COMO INSUMOS. ENERGIA ELÉTRICA E COMBUSTÍVEIS. EXCLUSÃO NO CÁLCULO DO INCENTIVO. SÚMULA Nº 12/2007.
Nos termos da Súmula nº 19/2009 do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais - CARF, não integram a base de cálculo do Crédito Presumido instituído pela da Lei nº 9.363, de 1996, as aquisições de combustíveis e energia elétrica, vez que não são consumidos em contato direto com o produto, não se enquadrando nos conceitos de matéria-prima ou produto intermediário.
Embargos acolhidos.
Numero da decisão: 9303-000.901
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer e acolher os embargos de declaração para sanar a omissão no Acórdão CSRF nº 02/01.170 e rerratificar a decisão anterior, que não conheceu do recurso especial quanto à energia elétrica, em face da Súmula nº 19, do CARF.
Carlos Alberto Freitas Barreto - Presidente
Gilson Macedo Rosenburg Filho - Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres, Nanci Gama, Judith do Amaral Marcondes Armando, Susy Gomes Hoffmann, Gilson Macedo Rosenburg Filho, Rodrigo Cardozo Miranda, José Adão Vitorino de Morais, Maria Teresa Martínez López, Leonardo Siade Manzan e Carlos Alberto Freitas Barreto.
Nome do relator: Relator
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CRÉDITO PRESUMIDO DO IPI. PRODUTOS NÃO CLASSIFICADOS COMO INSUMOS. ENERGIA ELÉTRICA E COMBUSTÍVEIS. EXCLUSÃO NO CÁLCULO DO INCENTIVO. SÚMULA Nº 12/2007. Nos termos da Súmula nº 19/2009 do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais CARF, não integram a base de cálculo do Crédito Presumido instituído pela da Lei nº 9.363, de 1996, as aquisições de combustíveis e energia elétrica, vez que não são consumidos em contato direto com o produto, não se enquadrando nos conceitos de matériaprima ou produto intermediário. Embargos acolhidos. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer e acolher os embargos de declaração para sanar a omissão no Acórdão CSRF nº 02/01.170 e rerratificar a decisão anterior, que não conheceu do recurso especial quanto à energia elétrica, em face da Súmula nº 19, do CARF. Carlos Alberto Freitas Barreto Presidente Gilson Macedo Rosenburg Filho Relator AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 93 0. 00 34 02 /9 7- 42 Fl. 413DF CARF MF Impresso em 11/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/11/2013 por CLEIDE LEITE, Assinado digitalmente em 18/02/2015 por CAR LOS ALBERTO FREITAS BARRETO, Assinado digitalmente em 13/02/2015 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO 2 Participaram do presente julgamento os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres, Nanci Gama, Judith do Amaral Marcondes Armando, Susy Gomes Hoffmann, Gilson Macedo Rosenburg Filho, Rodrigo Cardozo Miranda, José Adão Vitorino de Morais, Maria Teresa Martínez López, Leonardo Siade Manzan e Carlos Alberto Freitas Barreto. Relatório Tratase de embargos declaratórios apresentados, em 25 de maio de 2005, pelo, então, Presidente da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por constatar omissão no julgado proferido por meio do Acórdão CSRF/0201.170, de fls. 293 a 298. O pedido foi amparado no art. 27, § 2º do Regimento Interno da Câmara Superior de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria nº 55/98, à época em vigor. Constatou o embargante que no exame de admissibilidade do recurso especial foi dado seguimento ao benefício do crédito presumido na exportação relativo a insumos não incorporados fisicamente ao produto final: combustíveis, óleo diesel e energia elétrica. No entanto, a matéria deixou de ser apreciada na decisão da Câmara Superior. É o relatório. Voto Conselheiro Gilson Macedo Rosenburg Filho, Relator Assiste razão ao recorrente. De fato, a matéria embargada não foi julgada pela CSRF, embora, quanto lhe tenha sido dado seguimento, conforme se pode comprovar pela leitura da informação de fls. 277/279, aprovada por meio do Despacho nº 2020041, à fl. 280. Na decisão embargada decidiuse, apenas, quanto a uma parte do pleito. Tratouse, tão somente, das aquisições de pessoas físicas e cooperativas, matéria para a qual foi dado provimento, por considerar que fazem parte da base de cálculo do benefício. Olvidouse, no entanto, da matéria ora em apreço. Embora, à época do exame de admissibilidade, tenha sido comprovada a divergência entre decisões dos Conselhos, hoje há que se considerar a edição da Súmula nº 19 do CARF, que veio a pacificar a questão. Vejase: Súmula CARF nº 19 Não integram a base de cálculo do crédito presumido da Lei nº 9.363, de 1996, as aquisições de combustíveis e energia elétrica uma vez que não são consumidos em contato direto com o produto, não se enquadrando nos conceitos de matériaprima ou produto intermediário. Como se pode verificar pelo exame dos autos, as aquisições de combustíveis e energia elétrica em análise são destinadas a impulsionar o parque industrial, sendo esses Fl. 414DF CARF MF Impresso em 11/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/11/2013 por CLEIDE LEITE, Assinado digitalmente em 18/02/2015 por CAR LOS ALBERTO FREITAS BARRETO, Assinado digitalmente em 13/02/2015 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO Processo nº 10930.003402/9742 Acórdão n.º 9303000.901 CSRFT3 Fl. 361 3 insumos consumidos no processo produtivo, mas não apresentando ação direta sobre o produto em fabricação. Não se enquadram, portanto, nos conceitos de matériaprima ou de produto intermediário. Dessa forma, verifico que a divergência está superada, não havendo mais o que discutir, vez que as súmulas aprovadas pelo CARF são de adoção obrigatória pelos seus membros. Por todo o exposto, voto no sentido de acolher os presentes embargos declaratórios para retificar a decisão e negar o crédito presumido do IPI quanto às aquisições de energia elétrica e combustíveis, mantendo o julgado na parte em que considerou inclusos na base de cálculo do benefício os insumos adquiridos de pessoas físicas e cooperativas. É como voto. Gilson Macedo Rosenburg Filho Fl. 415DF CARF MF Impresso em 11/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/11/2013 por CLEIDE LEITE, Assinado digitalmente em 18/02/2015 por CAR LOS ALBERTO FREITAS BARRETO, Assinado digitalmente em 13/02/2015 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO
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