Busca Facetada
Turma- Terceira Câmara (29,282)
- Segunda Câmara (27,810)
- Primeira Câmara (25,086)
- Segunda Turma Ordinária d (17,885)
- Primeira Turma Ordinária (16,419)
- Primeira Turma Ordinária (16,225)
- 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR (16,216)
- Primeira Turma Ordinária (16,172)
- Segunda Turma Ordinária d (15,905)
- Segunda Turma Ordinária d (14,489)
- Primeira Turma Ordinária (13,087)
- Primeira Turma Ordinária (12,513)
- Segunda Turma Ordinária d (12,438)
- Quarta Câmara (11,514)
- Primeira Turma Ordinária (11,488)
- Quarta Câmara (85,202)
- Terceira Câmara (67,872)
- Segunda Câmara (56,642)
- Primeira Câmara (20,751)
- 3ª SEÇÃO (16,216)
- 2ª SEÇÃO (11,306)
- 1ª SEÇÃO (6,854)
- Pleno (788)
- Sexta Câmara (302)
- Sétima Câmara (172)
- Quinta Câmara (133)
- Oitava Câmara (123)
- Terceira Seção De Julgame (126,714)
- Segunda Seção de Julgamen (115,210)
- Primeira Seção de Julgame (77,082)
- Primeiro Conselho de Cont (49,053)
- Segundo Conselho de Contr (48,968)
- Câmara Superior de Recurs (37,972)
- Terceiro Conselho de Cont (25,979)
- IPI- processos NT - ressa (5,020)
- Outros imposto e contrib (4,458)
- PIS - ação fiscal (todas) (4,062)
- IRPF- auto de infração el (3,972)
- PIS - proc. que não vers (3,963)
- IRPJ - AF - lucro real (e (3,943)
- Cofins - ação fiscal (tod (3,868)
- Simples- proc. que não ve (3,681)
- IRPF- ação fiscal - Dep.B (3,045)
- IPI- processos NT- créd.p (2,251)
- IRPF- ação fiscal - omis. (2,215)
- Cofins- proc. que não ver (2,102)
- IRPJ - restituição e comp (2,088)
- Finsocial -proc. que não (1,996)
- IRPF- restituição - rendi (1,991)
- Não Informado (56,551)
- GILSON MACEDO ROSENBURG F (5,508)
- RODRIGO DA COSTA POSSAS (4,442)
- WINDERLEY MORAIS PEREIRA (4,270)
- CLAUDIA CRISTINA NOIRA PA (4,256)
- PEDRO SOUSA BISPO (3,905)
- HELCIO LAFETA REIS (3,868)
- ROSALDO TREVISAN (3,233)
- CHARLES MAYER DE CASTRO S (3,219)
- MARCOS ROBERTO DA SILVA (3,150)
- Não se aplica (2,930)
- PAULO GUILHERME DEROULEDE (2,801)
- WILDERSON BOTTO (2,650)
- LIZIANE ANGELOTTI MEIRA (2,636)
- RODRIGO LORENZON YUNAN GA (2,589)
- 2020 (41,088)
- 2021 (35,842)
- 2019 (30,960)
- 2018 (26,046)
- 2024 (25,923)
- 2012 (23,622)
- 2023 (22,472)
- 2014 (22,376)
- 2013 (21,088)
- 2011 (20,979)
- 2025 (19,615)
- 2010 (18,059)
- 2008 (17,137)
- 2017 (16,841)
- 2009 (15,846)
- 2009 (69,612)
- 2020 (39,854)
- 2021 (34,153)
- 2019 (30,463)
- 2023 (25,918)
- 2024 (23,872)
- 2014 (23,412)
- 2018 (23,139)
- 2025 (19,745)
- 2026 (16,690)
- 2013 (16,584)
- 2017 (16,398)
- 2008 (15,520)
- 2006 (14,857)
- 2022 (13,225)
Numero do processo: 13606.000099/00-91
Turma: Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Apr 25 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Wed Apr 25 00:00:00 UTC 2012
Ementa: RESTITUIÇÃO. FINSOCIAL
Período de apuração: 01/09/1989 a 30/11/1991
RESTITUIÇÃO DE FINSOCIAL. EXECUÇÃO ADMINISTRATIVA DA DECISÃO JUDICIAL TRANSITADA EM JULGADO.
A decisão judicial transitada em julgado com comando específico sobre a correção monetária de créditos do contribuinte (IPC) e juros deve prevalecer em vista da definitividade da coisa julgada.
Recurso voluntário negado.
Numero da decisão: 3202-000.485
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, negar provimento ao recurso voluntário, vencido o Conselheiro Rodrigo Cardozo Miranda.
Matéria: Finsocial -proc. que não versem s/exigências cred.tributario
Nome do relator: GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : Finsocial -proc. que não versem s/exigências cred.tributario
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201204
camara_s : Segunda Câmara
ementa_s : RESTITUIÇÃO. FINSOCIAL Período de apuração: 01/09/1989 a 30/11/1991 RESTITUIÇÃO DE FINSOCIAL. EXECUÇÃO ADMINISTRATIVA DA DECISÃO JUDICIAL TRANSITADA EM JULGADO. A decisão judicial transitada em julgado com comando específico sobre a correção monetária de créditos do contribuinte (IPC) e juros deve prevalecer em vista da definitividade da coisa julgada. Recurso voluntário negado.
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Wed Apr 25 00:00:00 UTC 2012
numero_processo_s : 13606.000099/00-91
anomes_publicacao_s : 201204
conteudo_id_s : 5159781
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Apr 14 00:00:00 UTC 2020
numero_decisao_s : 3202-000.485
nome_arquivo_s : 3202000485_136060000990091_201204.pdf
ano_publicacao_s : 2012
nome_relator_s : GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR
nome_arquivo_pdf_s : 136060000990091_5159781.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, negar provimento ao recurso voluntário, vencido o Conselheiro Rodrigo Cardozo Miranda.
dt_sessao_tdt : Wed Apr 25 00:00:00 UTC 2012
id : 4751100
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 09:46:00 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713044359510753280
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1678; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C2T2 Fl. 925 1 924 S3C2T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13606.000099/0091 Recurso nº 331.872 Voluntário Acórdão nº 3202000.485 – 2ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 25 de abril de 2012 Matéria FINSOCIAL RESTITUIÇÃO Recorrente VICENTE PEDROSA & IRMÃOS LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: RESTITUIÇÃO. FINSOCIAL Período de apuração: 01/09/1989 a 30/11/1991 RESTITUIÇÃO DE FINSOCIAL. EXECUÇÃO ADMINISTRATIVA DA DECISÃO JUDICIAL TRANSITADA EM JULGADO. A decisão judicial transitada em julgado com comando específico sobre a correção monetária de créditos do contribuinte (IPC) e juros deve prevalecer em vista da definitividade da coisa julgada. Recurso voluntário negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, negar provimento ao recurso voluntário, vencido o Conselheiro Rodrigo Cardozo Miranda. José Luiz Novo Rossari Presidente Gilberto de Castro Moreira Junior Relator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Jose Luiz Novo Rossari, Irene Souza da Trindade Torres, Luis Eduardo Garrossino Barbieri, Gilberto de Castro Moreira Junior, Rodrigo Cardozo Miranda e Octávio Carneiro Silva Corrêa. Relatório Fl. 1DF CARF MF Impresso em 15/05/2012 por NALI DA COSTA RODRIGUES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/05/2012 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIO, Assinado digitalmente e m 08/05/2012 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIO, Assinado digitalmente em 10/05/2012 por JOSE LUIZ NOVO ROSSARI Processo nº 13606.000099/0091 Acórdão n.º 3202000.485 S3C2T2 Fl. 926 2 Tratase de Recurso Voluntário interposto em face da decisão (fls. 909/911) da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Belo Horizonte (DRJ/BHE), que julgou improcedente a Manifestação de Inconformidade apresentada (fls. 887/892) pela Recorrente. Referida Manifestação de Inconformidade foi apresentada em virtude do deferimento apenas parcial do pedido de restituição de Finsocial formulado pela Recorrente, em razão de suposta insuficiência de créditos, pois o valor, corrigido monetariamente pelo índice constante da NE Cosit nº 08/97, seria insuficiente para quitar todos os débitos apontados nas declarações de compensação. No entendimento da Recorrente, ao invés da NE Cosit nº 08/97, desfavorável ao contribuinte, deveriam ser aplicados os índices de correção monetária oficiais adotados no período, conforme arrolado nas decisões judiciais por ela citadas. Em sua decisão, a DRJ/BHE houve por bem indeferir a manifestação de inconformidade apresentada, conforme ementa do Acórdão n° 0221.349, transcrita abaixo: “ASSUNTO: OUTROS TRIBUTOS OU CONTRIBUIÇÕES Período de apuração: 01/09/1989 a 30/11/1991 RESTITUIÇÃO/COMPENSAÇÃO. CORREÇÃO MONETÁRIA. EXPURGOS INFLACIONÁRIOS. Expurgos inflacionários somente podem ser aplicados no âmbito administrativo quando determinados judicialmente. A administração tributária está limitada aos termos da Norma de Execução Conjunta SRF/COSIT/COSAR N° 08/97, carecendo de autorização legal restituição além desse limite. Solicitação Indeferida.” Inconformada com a decisão, a Recorrente apresentou o presente Recurso Voluntário, reiterando os argumentos já apresentados na manifestação de inconformidade. É o relatório. Voto Conselheiro Gilberto de Castro Moreira Junior, Relator O Recurso Voluntário é tempestivo e preenche os pressupostos de admissibilidade motivo pelo qual dele tomo conhecimento passando, a seguir, à análise de mérito. Fl. 2DF CARF MF Impresso em 15/05/2012 por NALI DA COSTA RODRIGUES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/05/2012 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIO, Assinado digitalmente e m 08/05/2012 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIO, Assinado digitalmente em 10/05/2012 por JOSE LUIZ NOVO ROSSARI Processo nº 13606.000099/0091 Acórdão n.º 3202000.485 S3C2T2 Fl. 927 3 Primeiramente, tendo em vista que os créditos discutidos no presente processo foram reconhecidos em âmbito judicial, fazse necessário analisar a sentença que os concedeu para verificar qual o índice correto a ser aplicado. A ora Recorrente propôs a ação ordinária nº 94.00166974 perante a 3ª Vara Federal da Subseção Judiciária de Belo Horizonte, visando obter a declaração de inconstitucionalidade da cobrança do FINSOCIAL, apurada com alíquotas superiores a 0,5%. O juízo entendeu por bem julgar parcialmente procedente a ação, condenando a Ré a promover a compensação dos créditos com parcelas vincendas da COFINS, mediante aplicação de correção monetária pelo IPC (fl. 206/207), a contar da data do recolhimento indevido, e juros de mora de 1% ao mês, a partir do trânsito em julgado. Após o transcurso do prazo recursal, os autos foram remetidos ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região, em face do duplo grau de jurisdição obrigatório. Em segunda instância, foi negado provimento ao recurso, mantendose a sentença em sua forma original. O trânsito em julgado deste acórdão foi certificado em 17/03/1999. Embora tivesse a opção de prosseguir com o processo e executar os valores ainda em âmbito judicial, a ora Recorrente preferiu renunciar a este meio, para obter sua compensação administrativamente. Quanto ao valor principal do crédito calculado pela DRF, não houve impugnação por parte da Recorrente. Contudo, com relação à correção monetária, enquanto a autoridade administrativa entende que ela deve ser feita com base NE Cosit nº 08/97, a Recorrente defende a aplicação dos índices oficiais adotados na época. Entretanto, em que pesem os argumentos levantados por ambas as partes, essa questão não deveria estar nem sendo discutida em sede administrativa. Conforme mencionado acima, a sentença que condenou a ora Recorrida a promover a compensação dos créditos de FINSOCIAL também tomou a cautela de determinar o índice de correção monetária a ser utilizado. Ou seja, tanto a autoridade administrativa quanto o contribuinte não possuem a liberdade de aplicar outro índice senão o IPC. Isto porque, como tal decisão já transitou em julgado, sobre ela recai a proteção da coisa julgada. A forma de correção monetária nela estabelecida já é direito adquirido da Recorrente. Tais institutos são tão relevantes em nosso ordenamento jurídico, que o legislador constituinte os tornou imutáveis por força do quanto dispõe o art. 5º, XXXVI da Constituição Federal. Sobre o tema, LIEBMAN teceu os seguintes comentários: Fl. 3DF CARF MF Impresso em 15/05/2012 por NALI DA COSTA RODRIGUES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/05/2012 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIO, Assinado digitalmente e m 08/05/2012 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIO, Assinado digitalmente em 10/05/2012 por JOSE LUIZ NOVO ROSSARI Processo nº 13606.000099/0091 Acórdão n.º 3202000.485 S3C2T2 Fl. 928 4 “A coisa julgada formal e a coisa julgada material são degraus do mesmo fenômeno. Proferida a sentença e preclusos os prazos para recursos, a sentença se torna imutável (primeiro degrau coisa julgada formal); e, em consequência, se tornam imutáveis os seus efeitos (segundo degrau coisa julgada material)”. (LIEBMAN. Sentença e Coisa Julgada, in Revista da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, vol. XL, págs. 107 e segs.) Nesse sentido, encontramse julgados deste Conselho: “Assunto: Processo Administrativo Fiscal. FINSOCIAL. RESTITUIÇÃO/COMPENSAÇÃO COM DÉBITOS DO COFINS E IPI. EXECUÇÃO ADMINISTRATIVA DA DECISÃO JUDICIAL TRANSITADA EM JULGADO. A decisão judicial transitada em julgado com comando específico sobre a forma de compensação deve prevalecer sobre a evolução normativa, em vista da definitividade da coisa julgada. Recurso especial provido.” Processo n°. 11065.000111/200177, CSRF Terceira Turma, Dj. 12.11.2007. Desta forma, devese manter a correção monetária e juros exatamente do modo como foi estabelecido na sentença. Sendo assim, aplicase a correção monetária pelo IPC, a contar da data dos recolhimentos indevidos, e juros de mora de 1% ao mês, a partir do trânsito em julgado. Ante o exposto, NEGO PROVIMENTO ao Recurso Voluntário interposto pela Recorrente, determinando que os créditos sejam corrigidos monetariamente pelo IPC, a contar da data dos recolhimentos indevidos, e juros de mora de 1% ao mês, a partir do trânsito em julgado da ação ordinária nº 94.00166974. Gilberto de Castro Moreira Junior Fl. 4DF CARF MF Impresso em 15/05/2012 por NALI DA COSTA RODRIGUES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/05/2012 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIO, Assinado digitalmente e m 08/05/2012 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIO, Assinado digitalmente em 10/05/2012 por JOSE LUIZ NOVO ROSSARI
score : 1.0
Numero do processo: 14485.000011/2007-83
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Feb 24 00:00:00 UTC 2010
Data da publicação: Wed Feb 24 00:00:00 UTC 2010
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/05/1995 a 31/12/1996
CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. DECADÊNCIA. PRAZO QUINQUENAL.
O prazo decadencial para a constituição dos créditos previdenciários é de 05 (cinco) anos, nos termos dos dispositivos legais constantes do Código Tributário Nacional, tendo em vista a declaração da inconstitucionalidade do artigo 45 da Lei n° 8.212/91, pelo Supremo Tribunal Federal, nos autos dos RE's nºs 556664, 559882 e 560626, oportunidade em que fora aprovada
Súmula Vinculante n` 08, disciplinando a matéria. In casu, constatou-se a decadência sob qualquer fundamento legal que se pretenda aplicar (artigo 150, § 4º ou 173, do CTN).
PROCESSUAL. RECURSO REPETITIVO.
Decidido o Recurso-Padrão, aos demais recursos repetitivos que tratam da mesma matéria devem ser aplicados o mesmo resultado do Recurso-Padrão, conforme disciplina o artigo 47 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais.
RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO.
Numero da decisão: 2401-001.110
Decisão: ACORDAM os membros da 4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Segunda
Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em reconhecer a decadência da totalidade das contribuições apuradas.
Matéria: Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal
Nome do relator: ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201002
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/05/1995 a 31/12/1996 CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. DECADÊNCIA. PRAZO QUINQUENAL. O prazo decadencial para a constituição dos créditos previdenciários é de 05 (cinco) anos, nos termos dos dispositivos legais constantes do Código Tributário Nacional, tendo em vista a declaração da inconstitucionalidade do artigo 45 da Lei n° 8.212/91, pelo Supremo Tribunal Federal, nos autos dos RE's nºs 556664, 559882 e 560626, oportunidade em que fora aprovada Súmula Vinculante n` 08, disciplinando a matéria. In casu, constatou-se a decadência sob qualquer fundamento legal que se pretenda aplicar (artigo 150, § 4º ou 173, do CTN). PROCESSUAL. RECURSO REPETITIVO. Decidido o Recurso-Padrão, aos demais recursos repetitivos que tratam da mesma matéria devem ser aplicados o mesmo resultado do Recurso-Padrão, conforme disciplina o artigo 47 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais. RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO.
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Wed Feb 24 00:00:00 UTC 2010
numero_processo_s : 14485.000011/2007-83
anomes_publicacao_s : 201002
conteudo_id_s : 5070572
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Apr 28 00:00:00 UTC 2021
numero_decisao_s : 2401-001.110
nome_arquivo_s : 240101110_166121_14485000011200783_005.PDF
ano_publicacao_s : 2010
nome_relator_s : ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA
nome_arquivo_pdf_s : 14485000011200783_5070572.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os membros da 4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Segunda Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em reconhecer a decadência da totalidade das contribuições apuradas.
dt_sessao_tdt : Wed Feb 24 00:00:00 UTC 2010
id : 4753730
ano_sessao_s : 2010
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 09:46:35 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713044359513899008
conteudo_txt : Metadados => date: 2010-03-30T23:57:08Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2010-03-30T23:57:08Z; Last-Modified: 2010-03-30T23:57:08Z; dcterms:modified: 2010-03-30T23:57:08Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2010-03-30T23:57:08Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2010-03-30T23:57:08Z; meta:save-date: 2010-03-30T23:57:08Z; pdf:encrypted: false; modified: 2010-03-30T23:57:08Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2010-03-30T23:57:08Z; created: 2010-03-30T23:57:08Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; Creation-Date: 2010-03-30T23:57:08Z; pdf:charsPerPage: 1569; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2010-03-30T23:57:08Z | Conteúdo => S2-C4T1 Fl. 250 MINISTÉRIO DA FAZENDA • CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n° 14485.000011/2007-83 Recurso n° 166.121 Voluntário Acórdão n° 2401-01.110 — 4° Câmara / 1' Turma Ordinária Sessão de 24 de fevereiro de 2010 Matéria CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁR1A Recorrente BUNGE FERTILIZANTES S/A E OUTROS Recorrida DRJ-SÃO PAULO I/SP ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/05/1995 a 31/12/1996 CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. DECADÊNCIA. PRAZO QUINQUENAL. O prazo decadencial para a constituição dos créditos previdenciários é de 05 (cinco) anos, nos termos dos dispositivos legais constantes do Código Tributário Nacional, tendo em vista a declaração da inconstitucionalidade do artigo 45 da Lei n° 8.212/91, pelo Supremo Tribunal Federal, nos autos dos RE's nos 556664, 559882 e 560626, oportunidade em que fora aprovada Súmula Vinculante n` 08, disciplinando a matéria. In casu, constatou-se a decadência sob qualquer fundamento legal que se pretenda aplicar (artigo 150, § 40 ou 173, do CTN). PROCESSUAL. RECURSO REPETITIVO. Decidido o Recurso-Padrão, aos demais recursos repetitivos que tratam da mesma matéria devem ser aplicados o mesmo resultado do Recurso-Padrão, conforme disciplina o artigo 47 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais. RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 4 Câmara / V' Turma Ordinária da Segunda Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em reconhecer a decadência da totalidade das contribuições apuradas. ELIAS SAM AI ir• IRE - Presidente ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA — Relatora Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros Lhas Sampaio Freire, Kleber Ferreira de Araújo, Cleusa Vieira de Souza, Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Marcelo Freitas de Souza Costa e Ryeardo Henrique Magalhães de Oliveira. 2 Processo n 4485.000011/2007-83 S2-C4T1 Acórdão a.° 2401-01.110 Fl. 251 Relatório Trata-se de recurso repetitivo a ser julgado com a adoção do procedimento previsto no artigo 47 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, nos moldes em que disciplina a Portaria CARF n" 83, de 24/09/2009. No julgamento do Recurso-Padrão, o Recurso: n° 267248 (167248), Processo: n° 36802.000296/2005-93, Recorrente: COMÉRCIO MATERIAIS CONSTRUÇÃO LORENZETTI, a Turma decidiu, por unanimidade de votos, reconhecer a decadência da totalidade das contribuições apuradas, através do Acórdão n° 2401-01.096, assim ementado: Ementa.. CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS DECADÊNCIA. PRAZO QUINQUENAL, O prazo decadencial para a constituição dos créditos previdenciários é de 05 (cinco) anos, nos termos dos dispositivos legais constantes do Código Tributário Nacional, tendo em vista a declaração da inconstitucionalidade do artigo 45 da Lei n" 8.212/91, pelo Supremo Tribunal Federal, nos autos dos RE 's n's 556664, 559882 e 560626, oportunidade em que fora aprovada Súmula Vinculante n°08, disciplinando a matéria. In casu, constatou-se a decadência sob qualquer fundamento legal que se pretenda aplicar (artigo 150, § 4" ou 173, do CTN). É o relatório. 3 Voto Conselheira Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Relatora Inicialmente há de se esclarecer que o presente acórdão supre o despacho previsto no art. 2°, § 2° Portaria CARF n°83, de 24/09/2009. No Recurso-Padrão, o Recurso: n° 267248 (167248), Processo: n° 36802.000296/2005-93, Recorrente: COMÉRCIO MATERIAIS CONSTRUÇÃO LORENZETTI a Turma decidiu, por unanimidade de votos, reconhecer a decadência da totalidade das contribuições apuradas, através do Acórdão n° 2401-01.096. Portanto, decidido o Recurso-Padrão, aos demais recursos repetitivos que tratam da mesma matéria devem ser aplicados o mesmo resultado do Recurso-Padrão. Pelo exposto, voto por reconhecer a decadência da totalidade das contribuições apuradas Sala das Sessões, em 24 de fevereiro de 2010 ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA — Relatora 4 MINISTÉRIO DA FAZENDA ft] CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS s'Yl;l:" QUARTA CÂMARA - SEGUNDA SEÇÃO Processo n°: 14485.000011/2007-83 Recurso n°: 166.121 TERMO DE INTIMAÇÃO Em cumprimento ao disposto no parágrafo 3° do artigo 81 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria Ministerial n° 256, de 22 de junho de 2009, intime-se o(a) Senhor(a) Procurador(a) III Representante da Fazenda Nacional, credenciado junto à Quarta Câmara da Segunda Seção, a tomar ciência do Acórdão n° 2401-01.110 Brasilia, de arço de 2010 ior ELIAS SAMP • 10 FREIRE Presidente da Quarta Câmara Ciente, com a observação abaixo: [ Apenas com Ciência [ ] Com Recurso Especial [ ] Com Embargos de Declaração ', Data da ciência: / / 'Procurador (a) da Fazenda Nacional
score : 1.0
Numero do processo: 15374.904204/2008-14
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Mon Feb 13 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Wed Feb 15 00:00:00 UTC 2012
Ementa: ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Data do fato gerador: 14/09/2001
COFINS. SOCIEDADES CIVIS. ISENÇÃO. REVOGAÇÃO.
REPERCUSSÃO GERAL E SOBRESTAMENTO DO RECURSO.
Somente é cabível o sobrestamento do julgamento dos recursos em processos
referentes a matérias de sua competência em que o Supremo Tribunal Federal
tenha determinado o sobrestamento de Recursos Extraordinários, até que
tenha transitado em julgado a respectiva decisão.
MATÉRIA CONSTITUCIONAL. NORMA. AFASTAMENTO.
IMPOSSIBILIDADE.
É vedado, no âmbito do Carf, afastar a aplicação ou deixar de observar
tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de
inconstitucionalidade.
ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE
SOCIAL COFINS
Data do fato gerador: 14/09/2001
SOCIEDADES CIVIS. ISENÇÃO. REVOGAÇÃO.
Conforme entendimento do Supremo Tribunal Federal, a isenção da Cofins
relativa às sociedades civis de prestação de serviços de profissões
regulamentas foi revogada pela Lei nº 9.430, de 1996.
Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 3302-001.454
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar
provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do relator.
Nome do relator: JOSE ANTONIO FRANCISCO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201202
camara_s : Terceira Câmara
ementa_s : ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Data do fato gerador: 14/09/2001 COFINS. SOCIEDADES CIVIS. ISENÇÃO. REVOGAÇÃO. REPERCUSSÃO GERAL E SOBRESTAMENTO DO RECURSO. Somente é cabível o sobrestamento do julgamento dos recursos em processos referentes a matérias de sua competência em que o Supremo Tribunal Federal tenha determinado o sobrestamento de Recursos Extraordinários, até que tenha transitado em julgado a respectiva decisão. MATÉRIA CONSTITUCIONAL. NORMA. AFASTAMENTO. IMPOSSIBILIDADE. É vedado, no âmbito do Carf, afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Data do fato gerador: 14/09/2001 SOCIEDADES CIVIS. ISENÇÃO. REVOGAÇÃO. Conforme entendimento do Supremo Tribunal Federal, a isenção da Cofins relativa às sociedades civis de prestação de serviços de profissões regulamentas foi revogada pela Lei nº 9.430, de 1996. Recurso Voluntário Negado
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Wed Feb 15 00:00:00 UTC 2012
numero_processo_s : 15374.904204/2008-14
anomes_publicacao_s : 201202
conteudo_id_s : 4830893
dt_registro_atualizacao_tdt : Sun May 05 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 3302-001.454
nome_arquivo_s : 330201454_15374904204200814_201202.pdf
ano_publicacao_s : 2012
nome_relator_s : JOSE ANTONIO FRANCISCO
nome_arquivo_pdf_s : 15374904204200814_4830893.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do relator.
dt_sessao_tdt : Mon Feb 13 00:00:00 UTC 2012
id : 4749681
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 09:45:20 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713044359520190464
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 8; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1972; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C3T2 Fl. 91 1 90 S3C3T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 15374.904204/200814 Recurso nº 909.687 Voluntário Acórdão nº 330201.454 – 3ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 15 de fevereiro de 2012 Matéria Cofins Declaração de Compensação Recorrente JOÃO MAURÍCIO DE ARAÚJO PINHO CONS. E ADVOGADOS S/C Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Data do fato gerador: 14/09/2001 COFINS. SOCIEDADES CIVIS. ISENÇÃO. REVOGAÇÃO. REPERCUSSÃO GERAL E SOBRESTAMENTO DO RECURSO. Somente é cabível o sobrestamento do julgamento dos recursos em processos referentes a matérias de sua competência em que o Supremo Tribunal Federal tenha determinado o sobrestamento de Recursos Extraordinários, até que tenha transitado em julgado a respectiva decisão. MATÉRIA CONSTITUCIONAL. NORMA. AFASTAMENTO. IMPOSSIBILIDADE. É vedado, no âmbito do Carf, afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Data do fato gerador: 14/09/2001 SOCIEDADES CIVIS. ISENÇÃO. REVOGAÇÃO. Conforme entendimento do Supremo Tribunal Federal, a isenção da Cofins relativa às sociedades civis de prestação de serviços de profissões regulamentas foi revogada pela Lei nº 9.430, de 1996. Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do relator. Fl. 91DF CARF MF Impresso em 28/02/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/02/2012 por JOSE ANTONIO FRANCISCO, Assinado digitalmente em 27/02/20 12 por JOSE ANTONIO FRANCISCO, Assinado digitalmente em 28/02/2012 por WALBER JOSE DA SILVA 2 (Assinado digitalmente) Walber José da Silva Presidente (Assinado digitalmente) José Antonio Francisco Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Walber José da Silva, José Antonio Francisco, Fabiola Cassiano Keramidas, Francisco de Sales Ribeiro de Queiroz, Alexandre Gomes e Gileno Gurjão Barreto. Relatório Tratase de recurso recurso voluntário (fls. 47 a 54) apresentado em 15 de abril de 2009 contra o Acórdão no 1333.438, de 16 de fevereiro de 2011, da 4ª Turma da DRJ/RJ2 (fls. 40 a 43), cientificado em 07 de abril de 2011, que, relativamente a declaração de compensação de Cofins dos períodos de 14 de setembro de 2001, considerou improcedente a manifestação de inconformidade da Interessada, nos termos de sua ementa, a seguir reproduzida: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social Cofins Período de apuração: 01/08/2001 a 31/08/2001 SOCIEDADE CIVIL DE PROFISSÃO REGULAMENTADA. ISENÇÃO. REVOGAÇÃO. A isenção da Cofins, prevista no inciso II do art. 6º da LC 70/1991, foi revogada pelo art. 56 da Lei 9.430/1996. RECOLHIMENTO DEVIDO. INEXISTÊNCIA DO CRÉDITO. DIREITO CREDITÓRIO NÃO RECONHECIDO. Tendo sido constatadas a correção do recolhimento efetuado e a inexistência de crédito em relação a esse pagamento, não há que se reconhecer o direito da interessada ao pretenso crédito. INCONSTITUCIONALIDADE DE NORMA LEGAL. As argüições de inconstitucionalidade não são oponíveis na esfera administrativa, incumbindo ao Poder Judiciário apreciá las. Manifestação de Inconformidade Improcedente A declaração de compensação foi transmitida em 03 de fevereiro de 2004. A Primeira Instância assim resumiu o litígio: Fl. 92DF CARF MF Impresso em 28/02/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/02/2012 por JOSE ANTONIO FRANCISCO, Assinado digitalmente em 27/02/20 12 por JOSE ANTONIO FRANCISCO, Assinado digitalmente em 28/02/2012 por WALBER JOSE DA SILVA Processo nº 15374.904204/200814 Acórdão n.º 330201.454 S3C3T2 Fl. 92 3 Trata o presente processo de apreciação de compensação declarada no PER/DCOMP nº 20088.12776.030204.1.7.04 5806, em 03/02/2004, de crédito referente a valor que teria sido recolhido a maior, em 14/9/2001, a título de Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social Cofins (cód. 2172), atinente ao período de apuração 8/2001 no valor original de R$ 61.233,02, com débito de Contribuição para o PIS (cód. 81092) referente ao período de 12/2003, no valor original de R$ 3762,27. 2. Por meio do Despacho Decisório nº 759956395, emitido eletronicamente (fl. 07), o Delegado da Derat/Rio de Janeiro, não homologou a compensação declarada, alegando a inexistência do crédito informado, em virtude de o pagamento do qual seria oriundo já ter sido integralmente utilizado para quitar outros débitos da Contribuinte. 3 Cientificada, em 20/05/2008 (fl.07), a Interessada, inconformada, ingressou, em 17/06/2008, com a manifestação de inconformidade de fls. 08 a 09, na qual alega, em síntese, que: 3.1 O presente processo objetiva compelir o suplicante ao pagamento de crédito fiscal já compensado; 3.2 O despacho decisório considera que o pedido deve ser indeferindo diante da existência de crédito; 3.3 O pagamento referente a este processo já foi realizado em DARF anexo; 3.4 Qualquer impugnação ao crédito conforme art. 150, § 4º do CTN só poderia ser realizada até 2006. Por conseguinte, o pagamento se tornou definitivo em razão da decadência; 3.5 Como este foi o único fundamento para o indeferimento do pedido de compensação e a suplicante junta em anexo o comprovante do DARF respectivo, a decisão recorrida tem de ser revista para que se dê o pagamento como realizado, até porque é impossível contestálo, quer materialmente em função da comprovação do recolhimento, quer juridicamente em função da decadência; 3.6 O pagamento se refere à Cofins. Segundo o enunciado da Súmula 276 do STJ, em 14.05.2003: “As sociedades civis de prestação de serviços profissionais são isentas da cobrança para o financiamento da seguridade social (Cofins), independente do regime tributário adotado. Com base na súmula todas as sociedades civis de profissões regulamentadas poderão buscar direito de não pagar a Cofins e pedir restituição ou compensação dos valores pagos indevidamente a partir de 1996”; 3.7 Como a suplicante se enquadra exatamente nas condições referidas na aludida decisão, o pagamento reputase indevido e Fl. 93DF CARF MF Impresso em 28/02/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/02/2012 por JOSE ANTONIO FRANCISCO, Assinado digitalmente em 27/02/20 12 por JOSE ANTONIO FRANCISCO, Assinado digitalmente em 28/02/2012 por WALBER JOSE DA SILVA 4 o crédito apurado pode ser usado para quitação de tributos por compensação, como ocorreu; 3.8 Ressalta, porém, que este ponto não foi levantado para fundamentar o indeferimento do pedido de compensação, que é discutido e aponta apenas a inexistência do pagamento feito; 4. Por estas razões, a suplicante está certa de que a questão será melhor examinada e a decisão recorrida reformada. 5. O processo foi encaminhado a esta Delegacia para julgamento. No recurso, inicialmente a Interessada alegou haver ocorrido homologação tácita. Acrescentou que, quando houve o pagamento, vigorava a Súmula STJ n. 276, segundo a qual “As sociedades civis de prestação de serviços profissionais são isentas da COFINS irrelevante o regime tributário adotado”. Citou, ainda, os arts. 100 e 144 do Código Tributário Nacional. É o relatório. Voto Conselheiro José Antonio Francisco, Relator O recurso é tempestivo e satisfaz os demais requisitos de admissibilidade, dele devendose tomar conhecimento. Inicialmente, esclareçase que não se trata de auto de infração, mas de não homologação de compensação. Ainda assim, segundo dispõe o art. 74, § 5º, da Lei n. 9.430, de 1996, o prazo de homologação tácita é de cinco anos, contados da transmissão da declaração: § 5º O prazo para homologação da compensação declarada pelo sujeito passivo será de 5 (cinco) anos, contado da data da entrega da declaração de compensação. No caso, conforme esclarecido no relatório, a declaração de compensação foi transmitida em 03 de fevereiro de 2004 e o despacho decisório foi exarado em 09 de maio de 2008, dentro do prazo legal. O equívoco da Interessada foi considerar como termo de início do prazo a data de recolhimento da contribuição, o que não se coaduna com a lei. Quanto ao mérito, sua pretensão esbarra em outra questão, que se inicia pela não aplicação ao presente caso da disposição do art. 62A, § 1º, do Regimento Interno do Carf Ricarf (Anexo II à Portaria MF n. 256, de 2009, alterada pela Portaria MF n. 586, de 2010): Art. 62A. As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos Fl. 94DF CARF MF Impresso em 28/02/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/02/2012 por JOSE ANTONIO FRANCISCO, Assinado digitalmente em 27/02/20 12 por JOSE ANTONIO FRANCISCO, Assinado digitalmente em 28/02/2012 por WALBER JOSE DA SILVA Processo nº 15374.904204/200814 Acórdão n.º 330201.454 S3C3T2 Fl. 93 5 artigos 543B e 543C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF. § 1º Ficarão sobrestados os julgamentos dos recursos sempre que o STF também sobrestar o julgamento dos recursos extraordinários da mesma matéria, até que seja proferida decisão nos termos do art. 543B. § 2º O sobrestamento de que trata o § 1º será feito de ofício pelo relator ou por provocação das partes. Em relação a tal matéria, a Portaria Carf n. 1, de 2012, esclareceu que somente caberia o sobrestamento de processos administrativos, nos casos de o STF houver determinado o sobrestamento dos recursos extraordinários: Art. 1°. Determinar a observação dos procedimentos dispostos nesta portaria, para realização do sobrestamento do julgamento de recursos em tramitação no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais CARF, em processos referentes a matérias de sua competência em que o Supremo Tribunal Federal STF tenha determinado o sobrestamento de Recursos Extraordinários RE, até que tenha transitado em julgado a respectiva decisão, nos termos do art. 543B da Lei n. 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil. Parágrafo único. O procedimento de sobrestamento de que trata o caput somente será aplicado a casos em que tiver comprovadamente sido determinado pelo Supremo Tribunal Federal STF o sobrestamento de processos relativos à matéria recorrida, independentemente da existência de repercussão geral reconhecida para o caso. No caso dos autos, voltando à análise da isenção, a repercussão geral da matéria foi decidida no RE n. 575.093 (STF, < http://www.stf.jus.br/ portal/ diarioJustica/ verDiarioProcesso.asp? numDj =92&dataPublicacaoDj =23/05/2008 &incidente =3747060 &codCapitulo =2&numMateria =12&codMateria =7>, acesso em 03 fev 2012): COFINS SOCIEDADES CIVIS DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS LEI Nº 9.430/96 PROCESSO LEGISLATIVO ISENÇÃO DISCIPLINA MEDIANTE LEI ORDINÁRIA RESERVA DE PLENÁRIO. Possui repercussão geral controvérsia sobre a observância do processo legislativo e do princípio da reserva de Plenário, considerada revogação de isenção por meio de lei ordinária. Entretanto, no referido RE, não foi determinado o sobrestamento dos demais RE que trataram da matéria, de forma que descabe o sobrestamento dos processos administrativos que versem sobre a matéria. Nesse contexto, aplicase, no entanto, o art. 62 do Ricarf e a Súmula Carf n. 2: Art. 62. Fica vedado aos membros das turmas de julgamento do CARF afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo Fl. 95DF CARF MF Impresso em 28/02/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/02/2012 por JOSE ANTONIO FRANCISCO, Assinado digitalmente em 27/02/20 12 por JOSE ANTONIO FRANCISCO, Assinado digitalmente em 28/02/2012 por WALBER JOSE DA SILVA 6 internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade. Parágrafo único. O disposto no caput não se aplica aos casos de tratado, acordo internacional, lei ou ato normativo: I que já tenha sido declarado inconstitucional por decisão plenária definitiva do Supremo Tribunal Federal; ou II que fundamente crédito tributário objeto de: a) dispensa legal de constituição ou de ato declaratório do ProcuradorGeral da Fazenda Nacional, na forma dos arts. 18 e 19 da Lei n° 10.522, de 19 de julho de 2002; b) súmula da AdvocaciaGeral da União, na forma do art. 43 da Lei Complementar n° 73, de 1993; ou c) parecer do AdvogadoGeral da União aprovado pelo Presidente da República, na forma do art. 40 da Lei Complementar n° 73, de 1993. [...] Súmula CARF n. 2: O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. É certo que a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça firmouse na conclusão de que o regime de apuração do imposto de renda não condicionaria a isenção da Cofins prevista no art. 6º, II, da Lei Complementar n. 70, de 1991, que não fez ressalvas s relativas à isenção. A principal premissa desse entendimento é o fato de que a opção pela forma de tributação não pode alterar a natureza da sociedade civil, à vista do estritamente disposto no art. 1º do Decreto nº 2.397, de 1987. Entretanto, a Lei nº 9.430, de 1996, revogou expressamente a referida isenção. O Superior Tribunal de Justiça posicionou pela impossibilidade de uma lei ordinária revogar disposição instituída por lei complementar, pela suposta existência de hierarquia entre lei complementar e ordinária. No entanto, tratase de questão de natureza constitucional, matéria cuja competência para apreciação é do Supremo Tribunal Federal. De fato, desde a Ação Declaratória de Constitucionalidade nº 1, de 1993, o STF já havia se posicionado pela inexistência de hierarquia entre lei complementar e ordinária e, mais ainda, pelo entendimento de que a LC nº 70, de 1991, teria natureza material de lei ordinária, podendo, portanto, ser revogada por uma lei formalmente ordinária. No âmbito dos recursos extraordinários 377.457 e 381.964, o Tribunal posicionouse pela constitucionalidade da revogação (DJe241, DIVULG 18122008, PUBLIC 19122008, EMENT VOL0234608, PP01774): Fl. 96DF CARF MF Impresso em 28/02/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/02/2012 por JOSE ANTONIO FRANCISCO, Assinado digitalmente em 27/02/20 12 por JOSE ANTONIO FRANCISCO, Assinado digitalmente em 28/02/2012 por WALBER JOSE DA SILVA Processo nº 15374.904204/200814 Acórdão n.º 330201.454 S3C3T2 Fl. 94 7 EMENTA: Contribuição social sobre o faturamento COFINS (CF, art. 195, I). 2. Revogação pelo art. 56 da Lei 9.430/96 da isenção concedida às sociedades civis de profissão regulamentada pelo art. 6º, II, da Lei Complementar 70/91. Legitimidade. 3. Inexistência de relação hierárquica entre lei ordinária e lei complementar. Questão exclusivamente constitucional, relacionada à distribuição material entre as espécies legais. Precedentes. 4. A LC 70/91 é apenas formalmente complementar, mas materialmente ordinária, com relação aos dispositivos concernentes à contribuição social por ela instituída. ADC 1, Rel. Moreira Alves, RTJ 156/721. 5. Recurso extraordinário conhecido mas negado provimento. Portanto, o entendimento do STF temse firmado em sentido contrário ao do STJ e deve, assim, não há como, administrativamente, considerar que a referida isenção não tenha sido revogada. Nesse contexto, o STJ reviu seu posicionamento anterior, alinhandose ao entendimento do STF, conforme demonstra a ementa a seguir reproduzida (AgRg no Ag 1248980 / DF 2009/02187450, Relator(a): Ministro BENEDITO GONÇALVES, PRIMEIRA TURMA, Data do Julgamento: 16/08/2011, Data da Publicação/Fonte: DJe 19/08/2011): TRIBUTÁRIO E PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. COFINS. DECADÊNCIA E PRESCRIÇÃO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULA 282/STF. SOCIEDADES CIVIS PRESTADORAS DE SERVIÇOS PROFISSIONAIS. ISENÇÃO. LC N. 70/91. REVOGAÇÃO. ART. 56 DA LEI N. 9.430/96. ACÓRDÃO RECORRIDO QUE SE ORIENTA NO SENTIDO DA JURISPRUDÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO N. 377.457/PR. DECLARAÇÃO DE CONSTITUCIONALIDADE DA REVOGAÇÃO DA ISENÇÃO. 1. No tocante à decadência/prescrição do crédito tributário, essa matéria sequer foi objeto de conhecimento pelo Tribunal de origem, o que acarreta a ausência de prequestionamento, conforme o teor do entendimento consubstanciado na Súmula 282/STF. 2. O Pleno do Supremo Tribunal Federal, em 17/9/2008, ao concluir o julgamento do RE 377.4573/PR, decidiu que não existe relação hierárquica entre lei complementar e lei ordinária e que a possibilidade de revogação da isenção concedida pela LC 70/91, por meio da Lei 9.430/96, encerra questão exclusivamente constitucional concernente à distribuição material entre as espécies legais. Na mesma oportunidade, o Pretório Excelso, ponderando preceitos constitucionais relativos Fl. 97DF CARF MF Impresso em 28/02/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/02/2012 por JOSE ANTONIO FRANCISCO, Assinado digitalmente em 27/02/20 12 por JOSE ANTONIO FRANCISCO, Assinado digitalmente em 28/02/2012 por WALBER JOSE DA SILVA 8 à matéria tributária (arts. 195, I, e 239), afirmou que a LC 70/91 é materialmente ordinária. 3. Considerando que as leis confrontadas (art. 6º, II, da LC 70/91 e art. 56 da Lei 9.430/96) são materialmente ordinárias e ostentam normatização incompatível em si, é de se concluir pela prevalência do diploma mais moderno e, por conseguinte, pela legitimidade da revogação da isenção da Cofins (art. 2º, § 1º, da LICC lex posterior derrogat priori). 4. Agravo regimental não provido. À vista do exposto, voto por negar provimento ao recurso. (Assinado digitalmente) José Antonio Francisco Fl. 98DF CARF MF Impresso em 28/02/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/02/2012 por JOSE ANTONIO FRANCISCO, Assinado digitalmente em 27/02/20 12 por JOSE ANTONIO FRANCISCO, Assinado digitalmente em 28/02/2012 por WALBER JOSE DA SILVA
score : 1.0
Numero do processo: 10835.720020/2005-54
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Mar 22 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Wed Mar 21 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Processo Administrativo Tributário
Período de apuração: 01/10/1995 a 25/11/1998
REPRODUÇÃO DAS DECISÕES DEFINITIVAS DO STF, NA SISTEMÁTICA DO ART. 543-B, DO CPC.
No julgamento dos recursos no âmbito do CARF devem ser reproduzidas pelos Conselheiros as decisões definitivas de mérito proferidas pelo Supremo Tribunal Federal, na sistemática prevista pelo artigo 543-B da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, em conformidade com o que estabelece o art. 62-A do Regimento Interno.
Normas Gerais de Direito Tributário
Período de apuração: 01/10/1995 a 25/11/1998
PRAZO DE DECADÊNCIA PARA REPETIÇÃO DO INDÉBITO TRIBUTÁRIO. RE 566.621 Segundo entendimento do Supremo Tribunal Federal, a aplicação plena do novo prazo de decadência para a repetição do indébito tributário, relativo aos tributos sujeitos ao lançamento por homologação, se aplica apenas aos casos em que o pedido de restituição ou compensação foi apresentado após
09.06.2005.
Nas hipóteses em que o protocolo do pedido foi anterior a esta
data, permanece o entendimento anterior, ou seja, cinco anos contados da homologação do pagamento indevido.
Processo Administrativo Tributário
Período de apuração: 01/10/1995 a 25/11/1998
REPRODUÇÃO DAS DECISÕES DEFINITIVAS DO STJ, NA SISTEMÁTICA DO ART. 543-C, DO CPC.
No julgamento dos recursos no âmbito do CARF devem ser reproduzidas pelos Conselheiros as decisões definitivas de mérito proferidas pelo Superior Tribunal de Justiça, em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista
pelo artigo 543-C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, em conformidade com o que estabelece o art. 62-A do
Regimento Interno.
Contribuição para o PIS/PASEP
EXIGIBILIDADE DA CONTRIBUIÇÃO NO PERÍODO DE OUTUBRO DE 1995 A OUTUBRO DE 1998.
A Contribuição ao PIS permaneceu exigível no período compreendido entre outubro de 1995 a fevereiro de 1996, por força da Lei Complementar nº 7/70, e entre março de 1996 a outubro de 1998, por força da Medida Provisória 1.212/95 e suas reedições.
Numero da decisão: 3301-001.385
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto da Relatora.
Matéria: PIS - proc. que não versem s/exigências de cred. Tributario
Nome do relator: ANDREA MEDRADO DARZE
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : PIS - proc. que não versem s/exigências de cred. Tributario
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201203
camara_s : Terceira Câmara
ementa_s : Processo Administrativo Tributário Período de apuração: 01/10/1995 a 25/11/1998 REPRODUÇÃO DAS DECISÕES DEFINITIVAS DO STF, NA SISTEMÁTICA DO ART. 543-B, DO CPC. No julgamento dos recursos no âmbito do CARF devem ser reproduzidas pelos Conselheiros as decisões definitivas de mérito proferidas pelo Supremo Tribunal Federal, na sistemática prevista pelo artigo 543-B da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, em conformidade com o que estabelece o art. 62-A do Regimento Interno. Normas Gerais de Direito Tributário Período de apuração: 01/10/1995 a 25/11/1998 PRAZO DE DECADÊNCIA PARA REPETIÇÃO DO INDÉBITO TRIBUTÁRIO. RE 566.621 Segundo entendimento do Supremo Tribunal Federal, a aplicação plena do novo prazo de decadência para a repetição do indébito tributário, relativo aos tributos sujeitos ao lançamento por homologação, se aplica apenas aos casos em que o pedido de restituição ou compensação foi apresentado após 09.06.2005. Nas hipóteses em que o protocolo do pedido foi anterior a esta data, permanece o entendimento anterior, ou seja, cinco anos contados da homologação do pagamento indevido. Processo Administrativo Tributário Período de apuração: 01/10/1995 a 25/11/1998 REPRODUÇÃO DAS DECISÕES DEFINITIVAS DO STJ, NA SISTEMÁTICA DO ART. 543-C, DO CPC. No julgamento dos recursos no âmbito do CARF devem ser reproduzidas pelos Conselheiros as decisões definitivas de mérito proferidas pelo Superior Tribunal de Justiça, em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelo artigo 543-C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, em conformidade com o que estabelece o art. 62-A do Regimento Interno. Contribuição para o PIS/PASEP EXIGIBILIDADE DA CONTRIBUIÇÃO NO PERÍODO DE OUTUBRO DE 1995 A OUTUBRO DE 1998. A Contribuição ao PIS permaneceu exigível no período compreendido entre outubro de 1995 a fevereiro de 1996, por força da Lei Complementar nº 7/70, e entre março de 1996 a outubro de 1998, por força da Medida Provisória 1.212/95 e suas reedições.
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Wed Mar 21 00:00:00 UTC 2012
numero_processo_s : 10835.720020/2005-54
anomes_publicacao_s : 201203
conteudo_id_s : 5168404
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue May 05 00:00:00 UTC 2020
numero_decisao_s : 3301-001.385
nome_arquivo_s : 3301001385_10835720020200554_201203.pdf
ano_publicacao_s : 2012
nome_relator_s : ANDREA MEDRADO DARZE
nome_arquivo_pdf_s : 10835720020200554_5168404.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto da Relatora.
dt_sessao_tdt : Thu Mar 22 00:00:00 UTC 2012
id : 4750757
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 09:45:52 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713044359525433344
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 8; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2252; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C3T1 Fl. 92 1 91 S3C3T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10835.720020/200554 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3301001.385 – 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 21 de março de 2012 Matéria COMPENSAÇÃO. PIS Recorrente RETÍFICA PRUDENTE LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL Assunto: Processo Administrativo Tributário Período de apuração: 01/10/1995 a 25/11/1998 REPRODUÇÃO DAS DECISÕES DEFINITIVAS DO STF, NA SISTEMÁTICA DO ART. 543B, DO CPC. No julgamento dos recursos no âmbito do CARF devem ser reproduzidas pelos Conselheiros as decisões definitivas de mérito proferidas pelo Supremo Tribunal Federal, na sistemática prevista pelo artigo 543B da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, em conformidade com o que estabelece o art. 62A do Regimento Interno. Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Período de apuração: 01/10/1995 a 25/11/1998 PRAZO DE DECADÊNCIA PARA REPETIÇÃO DO INDÉBITO TRIBUTÁRIO. RE 566.621 Segundo entendimento do Supremo Tribunal Federal, a aplicação plena do novo prazo de decadência para a repetição do indébito tributário, relativo aos tributos sujeitos ao lançamento por homologação, se aplica apenas aos casos em que o pedido de restituição ou compensação foi apresentado após 09.06.2005. Nas hipóteses em que o protocolo do pedido foi anterior a esta data, permanece o entendimento anterior, ou seja, cinco anos contados da homologação do pagamento indevido. Assunto: Processo Administrativo Tributário Período de apuração: 01/10/1995 a 25/11/1998 REPRODUÇÃO DAS DECISÕES DEFINITIVAS DO STJ, NA SISTEMÁTICA DO ART. 543C, DO CPC. No julgamento dos recursos no âmbito do CARF devem ser reproduzidas pelos Conselheiros as decisões definitivas de mérito proferidas pelo Superior Tribunal de Justiça, em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista Fl. 161DF CARF MF Impresso em 13/07/2012 por ELAINE ALICE ANDRADE LIMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/04/2012 por ANDREA MEDRADO DARZE, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por ANDREA MEDRADO DARZE, Assinado digitalmente em 23/05/2012 por RODRIGO DA COSTA POSSAS 2 pelo artigo 543C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, em conformidade com o que estabelece o art. 62A do Regimento Interno. Assunto: Contribuição para o PIS/PASEP EXIGIBILIDADE DA CONTRIBUIÇÃO NO PERÍODO DE OUTUBRO DE 1995 A OUTUBRO DE 1998. A Contribuição ao PIS permaneceu exigível no período compreendido entre outubro de 1995 a fevereiro de 1996, por força da Lei Complementar nº 7/70, e entre março de 1996 a outubro de 1998, por força da Medida Provisória 1.212/95 e suas reedições. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto da Relatora. [assinado digitalmente] Rodrigo da Costa Pôssas Presidente. [assinado digitalmente] Andréa Medrado Darzé Relatora. Participaram ainda da sessão de julgamento os conselheiros Rodrigo da Costa Pôssas (presidente), José Adão Vitorino de Morais, Maria Teresa Martinez Lopez, Antônio Lisboa Cardoso e Alan Fialho Gandra. Relatório Tratase de Recurso Voluntário interposto em face de decisão da DRJ de Porto Alegre que julgou improcedente a Manifestação de Inconformidade, não reconhecendo o direito creditório e não homologando a compensação declarada, por entender que (i) relativamente ao período de apuração entre 1° de outubro de 1995 a 29 de fevereiro de 1996 e recolhidas até 15/12/1998, teria ocorrido a decadência do direito à repetição; (ii) em relação aos período a partir de 1° de março de 1996, por não estar caracterizado, em face da legislação aplicável, o pagamento indevido ou maior. A ora Recorrente transmitiu as Declarações de Compensação n° 21579.47306.151203.1.3.578153 (PER/Dcomp), 33754.54452.231203.1.3.570440 (Dcomp), 39063.48799.150104.1.3.578220 (Dcomp), 21674.01493.290104.1.3.578530 (Dcomp), 07195.44634.130204.1.3.574743 (Dcomp), 34324.06230.270204.1.3.577320 (Dcomp) e 07628.47244.150304.1.3.573382 (Dcomp), fls. 02/29, transmitidas em 15/12/2003, 23/12/2003, 15/01/2004, 29/01/2004, 13/02/2004, 27/02/2004 e 15/03/2004, respectivamente, nas quais pretendeu compensar débitos de sua responsabilidade com créditos da contribuição para o PIS, relativos à ADIN n° 1.4170, que teria transitado em julgado, em 04/04/2001, perante o Supremo Tribunal Federal. A DRF em Presidente Prudente proferiu Despacho Decisório de fls. 33/35, não reconhecendo o direito creditório e não homologando as compensações declaradas, sob o fundamento de que a inconstitucionalidade reconhecida pelo Supremo Tribunal Federal em relação à MP n° 1.212/95, se restringiu à irretroatividade determinada para os fatos Fl. 162DF CARF MF Impresso em 13/07/2012 por ELAINE ALICE ANDRADE LIMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/04/2012 por ANDREA MEDRADO DARZE, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por ANDREA MEDRADO DARZE, Assinado digitalmente em 23/05/2012 por RODRIGO DA COSTA POSSAS Processo nº 10835.720020/200554 Acórdão n.º 3301001.385 S3C3T1 Fl. 93 3 geradores ocorridos a partir de 1° de outubro daquele ano, julgando válida sua vigência depois de cumprida a carência nonagesimal, ou seja, para os fatos geradores ocorridos a partir de 1° de março de 1996, consoante, inclusive, a IN SRF n° 6, de 19/01/00. Ademais, entendeu que eventuais valores que a contribuinte pretendia ver restituído, relativamente ao período de 01/10/1995 a 29/02/1996, foram alcançados pela decadência, uma vez que transcorrido mais de cinco anos da transmissão da presente PER/DComp. Cientificada do Despacho Decisório em 21/03/2005 (fl. 37), apresentou Manifestação de Inconformidade de fls. 38/73, na qual alega, em síntese, que: (i) a decisão em ADI tem efeito retroativo "ex tunc" e "erga omnes"; (ii) a nova redação dada ao texto da Lei n° 9.715/98 jamais poderia ser estendida a épocas pretéritas como quer a autoridade administrativa; (iii) a retroatividade do PIS/PASEP à 01/10/1995, prevista no artigo 18 da Lei n° 9.715/98, foi considerada inconstitucional na ação direta de inconstitucionalidade — ADIN 1.4170; (iv) inexistente o fato gerador no período considerado inconstitucional de 01/10/1995 até a publicação da Lei n° 9.715, em 25/11/1998; (v) a IN SRF n° 06/00 veda a constituição de crédito do PIS/PASEP no período compreendido entre 01/10/1995 a 29/02/1996, devendo os contribuintes serem restituídos dos valores pagos indevidamente nesse período, conforme disposto no inciso I do artigo 2° da IN/SRF n° 210/2002; (vi) houve ineficácia das reedições das medidas provisórias que trataram da cobrança do PIS, a partir da MP n° 1.212/95 até a edição da Lei n° 9.715/98, de modo que no período de outubro de 1995 a outubro de 1998 são indevidos os valores recolhidos a título de PIS por total ausência de lei; (vii) a LC n° 7/70 foi revogada pela MP n° 1.212/95; (viii) relativamente à contagem do prazo qüinqüenal de decadência, em se tratando de repetição de indébitos de tributos declarados inconstitucionais, contase o prazo decadencial a partir do trânsito em julgado da sentença, e no caso sob exame, da IN SRF n° 06, de 19/01/2000; (ix) nos termos da jurisprudência do STJ, em se tratando de recolhimentos antecipados, devem eles ter como marco inicial a homologação do lançamento por parte do sujeito ativo ou, se esta não ocorrer, da homologação tácita, neste caso fixado pelo CTN no quinto ano posterior ao fato gerador do tributo (CTN, art. 150, § 4°); (x) a LC n° 118/2005 é inconstitucional e, ainda se não bastasse, a declaração de compensação foi transmitida antes de sua entrada em vigor. A DRJ de Porto Alegre julgou improcedente a Manifestação de Inconformidade, nos seguintes termos: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/10/1995 a 25/11/1998 PIS. MEDIDA PROVISÓRIA N° 1.212, DE 1995 E LEI N° 9.715, DE 1998. ADIN N° 1.4170. EFEITOS DA DECISÃO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. Em face da inconstitucionalidade declarada pelo Supremo Tribunal Federal quando do julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade n° 1.4170, as disposições da Medida Provisória n° 1.212, de 1995, e suas reedições, convalidadas pela Lei n° 9.715, de 1998, aplicamse aos fatos geradores ocorridos a partir de 1° de março de 1996. ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Fl. 163DF CARF MF Impresso em 13/07/2012 por ELAINE ALICE ANDRADE LIMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/04/2012 por ANDREA MEDRADO DARZE, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por ANDREA MEDRADO DARZE, Assinado digitalmente em 23/05/2012 por RODRIGO DA COSTA POSSAS 4 Período de apuração: 01/10/1995 a 15/12/1998, 15/12/2003 a 15/03/2004 RESTITUIÇÃO. DECADÊNCIA. O direito de o contribuinte pleitear a restituição de tributo ou contribuição pago indevidamente, ou em valor maior que o devido, extinguese após o transcurso do prazo de 5 (cinco) anos, contados a partir da data de efetivação do suposto indébito. DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. HOMOLOGAÇÃO. A homologação de compensação de débito fiscal, efetuada pelo próprio sujeito passivo, mediante entrega de declaração de compensação (Dcomp), está condicionada à comprovação de certeza e liquidez dos alegados indébitos. Irresignado, o contribuinte recorreu a este Conselho repetindo as razões da Manifestação de Inconformidade. É o relatório. Voto Conselheira Andréa Medrado Darzé. O recurso é tempestivo, atende as demais condições de admissibilidade e dele tomo conhecimento. Conforme é possível perceber do relato acima, o indeferimento do crédito pleiteado pelo ora Recorrente se deu por duas razões fundamentais: (i) decadência do direito à repetição, relativamente ao período de apuração entre 1° de outubro de 1995 a 29 de fevereiro de 1996 e recolhidas até 15/12/1998; (ii) ausência de pagamento indevido ou maior em relação ao período a partir de 1° de março de 1996, por ser plenamente aplicável a MP 1.212 e no período de 1º outubro de 1995 a 29 de fevereiro de 1996, em face da LC 07/70. Passemos á análise de cada um deles. Prazo de decadência para repetição do indébito O Supremo Tribunal Federal, valendose da sistemática prevista no art. 543 B, do CPC, pacificou, no RE 566.621, o entendimento de que inconstitucional a atribuição de feitos retroativos ao art. 3º da Lei Complementar nº 118/05, devendo sua aplicação plena se restringir às ações ajuizadas a partir de 09.06.05: DIREITO TRIBUTÁRIO. LEI INTERPRETATIVA. APLICAÇÃO RETROATIVA DA LEI COMPLEMENTAR Nº 118/05. DESCABIMENTO. VIOLAÇÃO À SEGURANÇA JURÍDICA. NECESSIDADE DE OBSERVÂNCIA DA VACACIO LEGIS. APLICAÇÃO DO PRAZO REDUZIDO PARA REPETIÇÃO OU COMPENSAÇÃO DE INDÉBITOS AOS PROCESSOS AJUIZADOS A PARTIR DE 9 DE JUNHO DE 2005. Quando do advento da LC 118/05, estava consolidada a orientação da Primeira Seção do STJ no sentido de que, para os tributos sujeitos a lançamento por homologação, o prazo para repetição ou compensação de indébito era de 10 anos contados do seu fato gerador, tendo em conta a aplicação combinada dos arts. 150, § Fl. 164DF CARF MF Impresso em 13/07/2012 por ELAINE ALICE ANDRADE LIMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/04/2012 por ANDREA MEDRADO DARZE, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por ANDREA MEDRADO DARZE, Assinado digitalmente em 23/05/2012 por RODRIGO DA COSTA POSSAS Processo nº 10835.720020/200554 Acórdão n.º 3301001.385 S3C3T1 Fl. 94 5 4º, 156, VII, e 168, I, do CTN. A LC 118/05, embora tenha se autoproclamado interpretativa, implicou inovação normativa, tendo reduzido o prazo de 10 anos contados do fato gerador para 5 anos contados do pagamento indevido. Lei supostamente interpretativa que, em verdade, inova no mundo jurídico deve ser considerada como lei nova. Inocorrência de violação à autonomia e independência dos Poderes, porquanto a lei expressamente interpretativa também se submete, como qualquer outra, ao controle judicial quanto à sua natureza, validade e aplicação. A aplicação retroativa de novo e reduzido prazo para a repetição ou compensação de indébito tributário estipulado por lei nova, fulminando, de imediato, pretensões deduzidas tempestivamente à luz do prazo então aplicável, bem como a aplicação imediata às pretensões pendentes de ajuizamento quando da publicação da lei, sem resguardo de nenhuma regra de transição, implicam ofensa ao princípio da segurança jurídica em seus conteúdos de proteção da confiança e de garantia do acesso à Justiça. Afastandose as aplicações inconstitucionais e resguardandose, no mais, a eficácia da norma, permitese a aplicação do prazo reduzido relativamente às ações ajuizadas após a vacatio legis, conforme entendimento consolidado por esta Corte no enunciado 445 da Súmula do Tribunal. O prazo de vacatio legis de 120 dias permitiu aos contribuintes não apenas que tomassem ciência do novo prazo, mas também que ajuizassem as ações necessárias à tutela dos seus direitos. Inaplicabilidade do art. 2.028 do Código Civil, pois, não havendo lacuna na LC 118/08, que pretendeu a aplicação do novo prazo na maior extensão possível, descabida sua aplicação por analogia. Além disso, não se trata de lei geral, tampouco impede iniciativa legislativa em contrário. Reconhecida a inconstitucionalidade art. 4º, segunda parte, da LC 118/05, considerandose válida a aplicação do novo prazo de 5 anos tãosomente às ações ajuizadas após o decurso da vacatio legis de 120 dias, ou seja, a partir de 9 de junho de 2005. Aplicação do art. 543B, § 3º, do CPC aos recursos sobrestados. Recurso extraordinário desprovido. (RE 566621, Relator(a): Min. ELLEN GRACIE, Tribunal Pleno, julgado em 04/08/2011, DJe195 DIVULG 10102011 PUBLIC 11102011 EMENT VOL0260502 PP00273) Por conta disso, devese aplicar ao presente caso o art. 62A do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, o qual prescreve a necessidade de reprodução, pelos Conselheiros, das decisões definitivas de mérito proferidas pelo Superior Tribunal de Justiça, na sistemática dos recursos repetitivos: Art. 62A. As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543B e 543C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF. Devese esclarecer que o caso concreto submetido à análise enquadrase perfeitamente ao precedente acima transcrito. Afinal, tratase de compensação de indébito Fl. 165DF CARF MF Impresso em 13/07/2012 por ELAINE ALICE ANDRADE LIMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/04/2012 por ANDREA MEDRADO DARZE, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por ANDREA MEDRADO DARZE, Assinado digitalmente em 23/05/2012 por RODRIGO DA COSTA POSSAS 6 tributário, relativo a tributo sujeito ao lançamento por homologação, cujos Pedidos de Restituição e Declaração de Compensação foram transmitidos em 15/12/2003, 23/12/2003, 15/01/2004, 29/01/2004, 13/02/2004, 27/02/2004 e 15/03/2004, ou seja, todos antes de 09/06/2005. Neste contexto, não resta dúvida de que no caso sob análise permanece prevalecendo o prazo de 10 (dez) anos contados da data dos respectivos fatos geradores para a repetição. Isso porque o acórdão foi bastante claro ao prescrever aplicação plena do novo prazo de 5 (cinco) se restringe às medidas ajuizadas a partir de 09.06.05, o que não é caso. Ademais, os fatos geradores ocorreram entre outubro de 1995 e novembro de 1995, ou seja, menos de 10 anos dos protocolos das medidas administrativas. Pelo exposto, entendo que o recurso voluntário deve ser provido neste ponto para reconhecer o direito de pleitear a restituição de eventuais indébitos tributários no período de dez anos contados a partir dos fatos geradores indicados nos pedidos de restituição/compensação (01.10.95 a 25.11.98). Exigibilidade da contribuição no período de outubro de 1995 a outubro de 1998 A ora Recorrente entende que seu indébito tributário decorreria do pagamento indevido da Contribuição ao PIS entre outubro de 1995 a outubro de 1998. No seu entender, existiu um vácuo legislativo entre as datas da publicação da MP n° 1.212, de 28.11.95, e da Lei n° 9.715, de 26.11.98, uma vez que o STF teria declarado a inconstitucionalidade daquela medida na ADI n° 1.4170, não podendo se admitir a repristinação da lei anterior (Lei Complementar n° 07, de 1970) para fins de cobrança da Contribuição ao PIS. Pois bem. A Medida Provisória nº 1.212, foi publicada no dia 29 de novembro de 1995 no Diário Oficial da União. A despeito disso, estabeleceu o seguinte: Art. 15. Esta Medida Provisória entra em vigor na data de sua publicação, aplicandose aos fatos geradores ocorridos a partir de 1° de outubro de 1995. Como é possível perceber, a parte final deste dispositivo feria o princípio da irretroatividade tributária, prescrito expressamente no art. 150, III, b, da Constituição da República, na medida em que pretendeu alcançar fatos ocorridos anteriormente à sua publicação. Essa Medida Provisória sofreu inúmeras reedições, vindo a ser convertida na Lei nº 9.715, de 25 de novembro de 1998, a qual reproduziu, em seu art. 18, o enunciado que tratava da eficácia retroativa. Contra estas normas, foi proposta a ADI nº 1.4170, a qual foi julgada parcialmente procedente para declarar a inconstitucionalidade apenas do efeito retroativo imprimido à vigência da contribuição pela parte final do art. 18 da Lei nº 9.715/98, ou seja, quanto à aplicação das suas disposições no período entre 1º de outubro de 1995 e o 90º dia que seguiu à publicação da MP 2.121/95. Fl. 166DF CARF MF Impresso em 13/07/2012 por ELAINE ALICE ANDRADE LIMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/04/2012 por ANDREA MEDRADO DARZE, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por ANDREA MEDRADO DARZE, Assinado digitalmente em 23/05/2012 por RODRIGO DA COSTA POSSAS Processo nº 10835.720020/200554 Acórdão n.º 3301001.385 S3C3T1 Fl. 95 7 Neste contexto, verificase que a alegação da Recorrente, no sentido de que a referida ADI seria o fundamento jurídico para o seu indébito, por ter sido supostamente declarada a inconstitucionalidade da totalidade das disposições da MP 1.212/95, é falaciosa, não guardando qualquer correspondência com a realidade. Essa matéria ainda foi apreciada pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal no julgamento do RE nº 232.896, que assim decidiu: Provimento, em parte, a fim de que seja observado o princípio da anterioridade nonagesimal, contados noventa dias a partir da veiculação da Medida Provisória nº 1.212, de 28/11/1995, declarada a inconstitucionalidade da disposição inscrita no seu art. 15. – ‘aplicandose aos fatos geradores ocorridos a partir de 01/10/1995’(...) Ou seja, decidiu o STF pela irretroatividade, mas pela possibilidade de cobrança no período nos moldes determinados pela LC 07/70. A questão propriamente da exigibilidade da Contribuição ao PIS no período de outubro de 1995 a outubro de 1998 foi enfrentada apenas pelo Superior Tribunal de Justiça, no REsp nº 1136210/PR, que assim decidiu: PROCESSO CIVIL. RECURSO ESPECIAL REPRESENTATIVO DE CONTROVÉRSIA. ARTIGO 543C, DO CPC. TRIBUTÁRIO. PIS. EXIGIBILIDADE DA CONTRIBUIÇÃO NO PERÍODO DE OUTUBRO DE 1995 A OUTUBRO DE 1998. DECLARAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE DOS DECRETOSLEIS 2.445/88 e 2.449/88 (RE 148.754). RESTAURAÇÃO DOS EFEITOS DA LEI COMPLEMENTAR 7/70. DECLARAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE DO ARTIGO 18, DA LEI 9.715/98 (ADI 1.417). PRAZO NONAGESIMAL DA LEI 9.715/98 CONTADO DA VEICULAÇÃO DA PRIMEIRA EDIÇÃO DA MEDIDA PROVISÓRIA 1.212/95. 1. A contribuição social destinada ao PIS permaneceu exigível no período compreendido entre outubro de 1995 a fevereiro de 1996, por força da Lei Complementar 7/70, e entre março de 1996 a outubro de 1998, por força da Medida Provisória 1.212/95 e suas reedições. (...) 3. O reconhecimento, pelo STF, da inconstitucionalidade formal dos DecretosLeis 2.445/88 e 2.449/88 (RE 148.754, Rel. Ministro Carlos Velloso, Rel. p/ Acórdão Ministro Francisco Rezek, Tribunal Pleno, julgado em 24.06.1993, DJ 04.03.94) teve o condão de restaurar a sistemática de cobrança do PIS disciplinada na Lei Complementar 7/70, no período de outubro de 1995 a fevereiro de 1996 (...). 4. É que a norma declarada inconstitucional é nula ab origine, não se revelando apta à produção de qualquer efeito, inclusive o de revogação da norma anterior, que volta a viger plenamente, não se caracterizando hipótese de repristinação vedada no § 3º, do artigo 2º, da Lei de Introdução ao Código Civil. 5. Outrossim, é pacífica a jurisprudência da Excelsa Corte, anterior à Emenda Constitucional 32/2001, no sentido de que as medidas provisórias não apreciadas pelo Congresso Nacional, não perdiam a eficácia, quando reeditadas dentro do prazo de validade de 30 (trinta) dias, contandose a Fl. 167DF CARF MF Impresso em 13/07/2012 por ELAINE ALICE ANDRADE LIMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/04/2012 por ANDREA MEDRADO DARZE, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por ANDREA MEDRADO DARZE, Assinado digitalmente em 23/05/2012 por RODRIGO DA COSTA POSSAS 8 anterioridade nonagesimal, prevista no artigo 195, § 6º, da CRFB/88, da edição da primeira medida provisória (ADI 1417, Rel. Ministro Octávio Gallotti, Tribunal Pleno, julgado em 02.08.1999, DJ 23.03.2001). 6. Destarte, até 28 de fevereiro de 1996 (início da vigência das alterações introduzidas pela Medida Provisória 1.212, de 28 de novembro de 1995), a cobrança das contribuições destinadas ao PIS era regida pelo disposto na Lei Complementar 7/70. A partir de março de 1996 e até a publicação da Lei 9.715, de 25 de novembro de 1998, a contribuição destinada ao PIS restou disciplinada pela Medida Provisória 1.212/95 e suas reedições, inexistindo, portanto, solução de continuidade da exigibilidade da exação em tela. 7. Recurso especial desprovido. Acórdão submetido ao regime do artigo 543C, do CPC, e da Resolução STJ 08/2008. (REsp 1136210/PR, Rel. Ministro LUIZ FUX, PRIMEIRA SEÇÃO, julgado em 09/12/2009, DJe 01/02/10) Tendo em vista que o citado precedente também foi julgado sob da sistemática prevista no art. 543C, do CPC, deve o seu resultado ser igualmente reproduzido no presente caso, por força do que prescreve o caput do art. 62A do RICARF, já mencionado. Tecidos esses comentários, verificase que a Recorrente teria direito de pleitear a restituição de eventuais indébitos tributários no período de dez anos. Ocorre que, como já esclarecido, a presente discussão está prejudicada uma vez que não lhe assiste direito no mérito, uma vez que é legitima cobrança do PIS no período entre de outubro de 1995 a fevereiro de 1996, nos termos da LC 07/70, e entre março de 1996 a outubro de 1998 por força da MP 1212/95. Em face do exposto, a despeito de dar provimento à preliminar de decadência, a presente decisão é ineficaz em seus efeitos quanto ao crédito, já que não há nada a repetir. [assinado digitalmente] Andréa Medrado Darzé Fl. 168DF CARF MF Impresso em 13/07/2012 por ELAINE ALICE ANDRADE LIMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/04/2012 por ANDREA MEDRADO DARZE, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por ANDREA MEDRADO DARZE, Assinado digitalmente em 23/05/2012 por RODRIGO DA COSTA POSSAS
score : 1.0
Numero do processo: 15868.000212/2010-44
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Feb 07 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Tue Feb 07 00:00:00 UTC 2012
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/06/2005 a 31/12/2009
PREVIDENCIÁRIO. SERVIÇO PRESTADO POR COOPERADOS ATRAVÉS DE COOPERATIVA DE TRABALHO. NOTA FISCAL EMITIDA EM NOME DA TOMADORA. RESPONSABILIDADE PELO PAGAMENTO DA CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. BASE DE CÁLCULO.
É de responsabilidade da tomadora dos serviços de cooperados intermediados por cooperativa de trabalho o recolhimento da contribuição patronal incidente sobre as faturas emitidas em seu nome.
ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Período de apuração: 01/06/2005 a 31/12/2009
INCONSTITUCIONALIDADE DE LEI OU ATO NORMATIVO. IMPOSSIBILIDADE DE CONHECIMENTO NA SEARA ADMINISTRATIVA.
À autoridade administrativa, via de regra, é vedado o exame da
constitucionalidade ou legalidade de lei ou ato normativo vigente.
DECISÃO DO STF. SOBRESTAMENTO DOS PROCESSOS EM TRAMITAÇÃO NO CARF..
Somente devem ser sobrestados, nos termos do art. 62A,
§ 1.º, do RI CARF, os processos cuja matéria tenha sido decidida no Supremo Tribunal Federal sob o rito do art. 543B do Código de Processo Civil.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2401-002.264
Decisão: ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar
provimento ao recurso.
Nome do relator: KLEBER FERREIRA DE ARAUJO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201202
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/06/2005 a 31/12/2009 PREVIDENCIÁRIO. SERVIÇO PRESTADO POR COOPERADOS ATRAVÉS DE COOPERATIVA DE TRABALHO. NOTA FISCAL EMITIDA EM NOME DA TOMADORA. RESPONSABILIDADE PELO PAGAMENTO DA CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. BASE DE CÁLCULO. É de responsabilidade da tomadora dos serviços de cooperados intermediados por cooperativa de trabalho o recolhimento da contribuição patronal incidente sobre as faturas emitidas em seu nome. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/06/2005 a 31/12/2009 INCONSTITUCIONALIDADE DE LEI OU ATO NORMATIVO. IMPOSSIBILIDADE DE CONHECIMENTO NA SEARA ADMINISTRATIVA. À autoridade administrativa, via de regra, é vedado o exame da constitucionalidade ou legalidade de lei ou ato normativo vigente. DECISÃO DO STF. SOBRESTAMENTO DOS PROCESSOS EM TRAMITAÇÃO NO CARF.. Somente devem ser sobrestados, nos termos do art. 62A, § 1.º, do RI CARF, os processos cuja matéria tenha sido decidida no Supremo Tribunal Federal sob o rito do art. 543B do Código de Processo Civil. Recurso Voluntário Negado.
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Tue Feb 07 00:00:00 UTC 2012
numero_processo_s : 15868.000212/2010-44
anomes_publicacao_s : 201202
conteudo_id_s : 4883672
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Aug 03 00:00:00 UTC 2021
numero_decisao_s : 2401-002.264
nome_arquivo_s : 2401002264_15868000212201044_201202.pdf
ano_publicacao_s : 2012
nome_relator_s : KLEBER FERREIRA DE ARAUJO
nome_arquivo_pdf_s : 15868000212201044_4883672.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso.
dt_sessao_tdt : Tue Feb 07 00:00:00 UTC 2012
id : 4749474
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 09:45:12 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713044359531724800
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1922; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C4T1 Fl. 288 1 287 S2C4T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 15868.000212/201044 Recurso nº 000.000 Voluntário Acórdão nº 240102.264 – 4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 7 de fevereiro de 2012 Matéria CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS Recorrente PROMILEITE INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE LEITE LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/06/2005 a 31/12/2009 PREVIDENCIÁRIO. SERVIÇO PRESTADO POR COOPERADOS ATRAVÉS DE COOPERATIVA DE TRABALHO. NOTA FISCAL EMITIDA EM NOME DA TOMADORA. RESPONSABILIDADE PELO PAGAMENTO DA CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. BASE DE CÁLCULO. É de responsabilidade da tomadora dos serviços de cooperados intermediados por cooperativa de trabalho o recolhimento da contribuição patronal incidente sobre as faturas emitidas em seu nome. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/06/2005 a 31/12/2009 INCONSTITUCIONALIDADE DE LEI OU ATO NORMATIVO. IMPOSSIBILIDADE DE CONHECIMENTO NA SEARA ADMINISTRATIVA. À autoridade administrativa, via de regra, é vedado o exame da constitucionalidade ou legalidade de lei ou ato normativo vigente. DECISÃO DO STF. SOBRESTAMENTO DOS PROCESSOS EM TRAMITAÇÃO NO CARF.. Somente devem ser sobrestados, nos termos do art. 62A, § 1.º, do RI CARF, os processos cuja matéria tenha sido decidida no Supremo Tribunal Federal sob o rito do art. 543B do Código de Processo Civil. Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Fl. 288DF CARF MF Impresso em 14/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/02/2012 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 10/02 /2012 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 07/03/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE 2 ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso Elias Sampaio Freire Presidente Kleber Ferreira de Araújo Relator Participaram do presente julgamento o(a)s Conselheiro(a)s Elias Sampaio Freire, Kleber Ferreira de Araújo, Cleusa Vieira de Souza, Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Marcelo Freitas de Souza Costa e Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira. Fl. 289DF CARF MF Impresso em 14/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/02/2012 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 10/02 /2012 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 07/03/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE Processo nº 15868.000212/201044 Acórdão n.º 240102.264 S2C4T1 Fl. 289 3 Relatório Cuidase do Auto de Infração AI n.º 37.278.6812, consolidado em 16/06/2010 no valor de R$ 42.983,94 (quarenta e dois mil, novecentos e oitenta e três reais e noventa e quatro centavos). No crédito em questão é exigida a contribuição patronal para a Seguridade Social incidente sobre os valores das faturas de prestação de serviço executados por cooperados intermédios de cooperativas de trabalho. Nos termos do Relatório Fiscal, fls. 189 e segs., os fatos geradores contemplados no lançamento foram as prestações de serviço médico efetuadas por cooperados, os quais foram intermediados pelas Unimed de Lins Cooperativa de Trabalho Médico e Uniodonto de Lins Cooperativa Odontológica. Esclarece o fisco que a alíquota aplicada foi de 15% sobre a base de cálculo, esta correspondente a de 30% sobre o valor bruto da nota fiscal de serviços. Asseverase ainda que o crédito reclamado neste Auto de Infração não foi declarado em GFIP(Guia de Recolhimento de FGTS e Informações à Previdência Social). Quanto à aplicação da multa, informase que a mesma foi fixada levandose em consideração as alterações trazidas pela Lei 11.941/2009, de modo que prevalecesse o valor menos gravoso ao sujeito passivo. A autuada apresentou defesa, fl. 204 e segs, na qual alegou em síntese que a fonte de custeio representada pela contribuição ora lançada não tem previsão constitucional, por esse motivo, inexistindo o fato gerador, o AI é improcedente. Alega também que não há de se confundir a contratação dos cooperados com os serviços efetuados em nome das cooperativas, cita exemplo em que, no seu entender, fica nítida a distinção entre essas duas formas de contratação. Aduz que não há como defender que a hipótese de incidência seja a remuneração do cooperado, quando a base de cálculo recai sobre o valor da nota fiscal ou da fatura de prestação de serviços e não sobre o RPA do cooperado. Cita decisões judiciais e parecer do Procurador Geral da República, este exarado no bojo da ADI n.º 25945, proposta pela Confederação Nacional da Indústria, onde, entende que fica claro o choque entre a Lei instituidora da referida contribuição e a Constituição da República. Ao criar a contribuição de 15% sobre as faturas emitidas pelas cooperativas de trabalho, a Lei n.º 9.876/1999 acabou, afirma, por desestimular o cooperativismo, sendo, também por isso, inconstitucional. Alega que a multa aplicada no patamar de 75% não se justifica, posto que o sujeito passivo não atou com dolo ou intenção de fraudar o fisco. A multa nesse patamar é inconstitucional por apresentar caráter confiscatório. Fl. 290DF CARF MF Impresso em 14/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/02/2012 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 10/02 /2012 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 07/03/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE 4 A Delegacia de Julgamento – DRJ em Ribeirão Preto (SP) declarou improcedente a impugnação, fls. 238 e segs., mantendo o crédito na sua totalidade. Eis a ementa do acórdão: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/06/2005 a 31/12/2009 CONTRIBUIÇÃO DA EMPRESA. COOPERATIVA DE TRABALHO. A empresa é obrigada a recolher contribuições previdenciárias relativamente a serviços que lhe são prestados por cooperados por intermédio das cooperativas de trabalho. LEGALIDADE E CONSTITUCIONALIDADE. E vedado à Administração Pública o exame da legalidade e constitucionalidade das Leis. MULTA. LEGALIDADE. CARÁTER CONFISCATÓRIO NÃO VERIFICADO. A multa é devida em decorrência de determinação legal, de caráter irrelevável. A vedação ao confisco pela Constituição Federal é dirigida ao legislador, cabendo à autoridade administrativa apenas aplicar a multa, nos moldes da legislação que a instituiu. Cientificado da decisão em 06/04/2011, o sujeito passivo interpôs, em 04/05/2011, recurso voluntário, fls. 561 e segs., no qual, em apertada síntese, alegou que, conforme a doutrina, a jurisprudência dos tribunais pátrios e a jurisprudência do próprio Conselho de Contribuintes, os órgãos de julgamento administrativo tem obrigação de afastar a aplicação de normas inconstitucionais para os casos que lhes sejam postos a apreciação; Na sequência repete os argumentos de inconstitucionalidade do inciso IV do art. 22 da Lei n.º 8.212/1991, apresentados na defesa, e requer o cancelamento do AI. É o relatório. Fl. 291DF CARF MF Impresso em 14/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/02/2012 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 10/02 /2012 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 07/03/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE Processo nº 15868.000212/201044 Acórdão n.º 240102.264 S2C4T1 Fl. 290 5 Voto Conselheiro Kleber Ferreira de Araújo, Relator Admissibilidade O recurso merece conhecimento, posto que preenche os requisitos de tempestividade e legitimidade. A impossibilidade, na seara administrativa, do reconhecimento da inconstitucionalidade do inciso IV do art. 22 da Lei n.º 8.212/1991 Para enfrentar a alegada inconstitucionalidade do inciso IV do art. 22 da Lei n.º 8.212/1991, introduzido pela Lei n.º 9.876/1999, é necessário uma análise da conformação de dispositivos legais aplicados pelo Fisco com a Lei Maior, daí, é curial que, a priori, façamos uma abordagem acerca da possibilidade de afastamento por órgão de julgamento administrativo de ato normativo por inconstitucionalidade. Sobre esse tema, notese que o escopo do processo administrativo fiscal é verificar a regularidade/legalidade do lançamento à vista da legislação de regência, e não das normas vigentes frente à Constituição Federal. Essa tarefa é de competência privativa do Poder Judiciário. A própria Portaria MF nº 256, de 22/06/2009, que aprovou o Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, é por demais enfática neste sentido, impossibilitando, regra geral, o afastamento de tratado, acordo internacional, lei ou decreto, a pretexto de inconstitucionalidade, nos seguintes termos: Art. 62. Fica vedado aos membros das turmas de julgamento do CARF afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade. Parágrafo único. O disposto no caput não se aplica aos casos de tratado, acordo internacional, lei ou ato normativo: I que já tenha sido declarado inconstitucional por decisão plenária definitiva do Supremo Tribunal Federal; ou II que fundamente crédito tributário objeto de: a) dispensa legal de constituição ou de ato declaratório do ProcuradorGeral da Fazenda Nacional, na forma dos arts. 18 e 19 da Lei nº 10.522, de 19 de julho de 2002; b) súmula da AdvocaciaGeral da União, na forma do art. 43 da Lei Complementar nº 73, de 1993; ou Fl. 292DF CARF MF Impresso em 14/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/02/2012 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 10/02 /2012 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 07/03/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE 6 c) parecer do AdvogadoGeral da União aprovado pelo Presidente da República, na forma do art. 40 da Lei Complementar nº 73, de 1993. Observese que, somente nas hipóteses ressalvadas no parágrafo único e incisos do dispositivo legal encimado poderá ser afastada a aplicação da legislação de regência. Nessa linha de entendimento, dispõe o enunciado de súmula, abaixo reproduzido, o qual foi divulgado pela Portaria CARF n.º 106, de 21/12/2009 (DOU 22/12/2009): Súmula CARF Nº 2 O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Essa súmula é de observância obrigatória, nos termos do “caput” do art. 72 do Regimento Interno do CARF1. Como se vê, este Colegiado falece de competência para se pronunciar sobre as alegações de inconstitucionalidade de lei trazida pela recorrente, como é o caso da incidência de contribuição sobre as faturas de serviço prestados por cooperados por intermédio de cooperativa de trabalho. Portanto, a jurisprudência administrativa colacionada pelo sujeito passivo, encontrase em total dissonância com o que hoje se tem decidido nesse Tribunal Administrativo. Da impossibilidade de sobrestamento do feito Também não é de se aplicar o § 1.º do art. 62A do Regimento Interno do CARF, aprovado pela Portaria MF n.º 256/2009, com redação dada pela Portaria MF n.º 586/2010, que assim dispõe: Art. 62A. As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543B e 543C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF. § 1º Ficarão sobrestados os julgamentos dos recursos sempre que o STF também sobrestar o julgamento dos recursos extraordinários da mesma matéria, até que seja proferida decisão nos termos do art. 543B. (...) É verdade que a matéria principal do recurso, contribuição da empresa sobre faturas emitidas por cooperativas de trabalho, encontrase sob o crivo do Supremo Tribunal Federal, nos autos do Recurso Extraordinário RE n.º 595.838/SP, com reconhecimento de repercussão geral na questão constitucional suscitada naqueles autos, mais precisamente o inciso IV do art. 22 da Lei n° 8.212/91. 1 Art. 72. As decisões reiteradas e uniformes do CARF serão consubstanciadas em súmula de observância obrigatória pelos membros do CARF. (...) Fl. 293DF CARF MF Impresso em 14/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/02/2012 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 10/02 /2012 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 07/03/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE Processo nº 15868.000212/201044 Acórdão n.º 240102.264 S2C4T1 Fl. 291 7 Entrementes, em 03 de Janeiro de 2012, o ilustre Presidente do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais editou Portaria CARF n° 001, determinando o sobrestamento de processos administrativo somente quando a matéria em litígio tenha sido sobrestada nos autos do processo em trâmite no Supremo Tribunal Federal, com base no artigo 543B da Lei n° 5.869/1973 – CPC, independentemente do reconhecimento de repercussão geral. Neste sentido, em que pese o tema sob análise se encontrar sob o manto da repercussão geral, nos termos do artigo 543A, § 1o, do CPC, c/c artigo 323/§ 1°, do Regimento Interno do STF, não fora sobrestado pelo Supremo Tribunal Federal com esteio no artigo 543 B, daquele Código, devendo, portanto, ser restabelecido seu andamento processual de maneira a ser incluído em pauta para julgamento, na forma que prescreve o artigo 4° da Portaria CARF n° 01/2012. Conclusão Diante do exposto, voto por negar provimento ao recurso. Kleber Ferreira de Araújo Fl. 294DF CARF MF Impresso em 14/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/02/2012 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 10/02 /2012 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 07/03/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE
score : 1.0
Numero do processo: 11516.000926/2007-96
Turma: Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Mon Mar 12 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Mon Mar 12 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2005
A Lei n° 8.852, de 1994, não outorga isenção nem enumera hipóteses de não incidência de Imposto sobre a Renda da Pessoa Física.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2102-001.855
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em NEGAR
provimento ao recurso.
Matéria: IRPF- ação fiscal - omis. de rendimentos - PF/PJ e Exterior
Nome do relator: RUBENS MAURICIO CARVALHO
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : IRPF- ação fiscal - omis. de rendimentos - PF/PJ e Exterior
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201203
camara_s : Primeira Câmara
ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2005 A Lei n° 8.852, de 1994, não outorga isenção nem enumera hipóteses de não incidência de Imposto sobre a Renda da Pessoa Física. Recurso Voluntário Negado.
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Mon Mar 12 00:00:00 UTC 2012
numero_processo_s : 11516.000926/2007-96
anomes_publicacao_s : 201203
conteudo_id_s : 5031848
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Sep 26 00:00:00 UTC 2019
numero_decisao_s : 2102-001.855
nome_arquivo_s : 210201855_11516000926200796_201203.pdf
ano_publicacao_s : 2012
nome_relator_s : RUBENS MAURICIO CARVALHO
nome_arquivo_pdf_s : 11516000926200796_5031848.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em NEGAR provimento ao recurso.
dt_sessao_tdt : Mon Mar 12 00:00:00 UTC 2012
id : 4750409
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 09:45:45 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713044359543259136
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1514; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C1T2 Fl. 39 1 38 S2C1T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 11516.000926/200796 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 210201.855 – 1ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 12 de março de 2012 Matéria Imposto sobre a Renda de Pessoa Física IRPF Recorrente LUCINDA ALVES MARTINS Recorrida Fazenda Nacional ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2005 A Lei n° 8.852, de 1994, não outorga isenção nem enumera hipóteses de não incidência de Imposto sobre a Renda da Pessoa Física. Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em NEGAR provimento ao recurso. Assinado digitalmente. Giovanni Christian Nunes Campos Presidente. Assinado digitalmente. Rubens Maurício Carvalho Relator. EDITADO EM: 11/05/2012 Participaram do presente julgamento os Conselheiros Atilio Pitarelli, Carlos André Rodrigues Pereira Lima, Giovanni Christian Nunes Campos, Núbia Matos Moura, Roberta de Azeredo Ferreira Pagetti e Rubens Maurício Carvalho. Relatório Fl. 49DF CARF MF Impresso em 11/05/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/05/2012 por RUBENS MAURICIO CARVALHO, Assinado digitalmente em 11/05/ 2012 por RUBENS MAURICIO CARVALHO, Assinado digitalmente em 11/05/2012 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS Processo nº 11516.000926/200796 Acórdão n.º 210201.855 S2C1T2 Fl. 40 2 Para descrever a sucessão dos fatos deste processo até o julgamento na Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento (DRJ), adoto de forma livre o relatório do acórdão da instância anterior de fls. 20/21: Tratase de Notificação de Lançamento, conforme revisão de ofício da declaração de ajuste anual do exercício de 2005 – anocalendário de 2004 – da contribuinte acima identificada, da qual resultou em “Imposto a Restituir” no valor de R$2.884,47, o qual consta como já restituído. Segundo a Descrição dos Fatos e Enquadramento Legal, ocorreu omissão de rendimentos no valor de R$6.142,00, recebidos da fonte pagadora Comando da Aeronáutica. Em sua defesa, a contribuinte inicialmente coloca conceitos sobre rendimentos do trabalho assalariado e vantagens. Após, remete à Lei nº. 8.852 de 04 de fevereiro de 1994, em seu art. 1º., III, alínea “n”, para alegar que o adicional por tempo de serviço está excluído da remuneração. Em relação ao o art. 43 do Decreto nº. 3.000 de 26 de março de 1999 – RIR/99, o impugnante argumenta que o mesmo, em momento algum, se reporta à tributação do adicional por tempo de serviço; que este estabelece a tributação sobre a remuneração do trabalho prestado no exercício de empregos, cargos e funções, sendo que a Lei nº. 8.852/94 enfatiza a exclusão do adicional por tempo de serviço da remuneração. Ainda em relação a este artigo, argumenta ser ele a transcrição da Lei nº 4.506/64, (no caso o art. 16) do qual foram excluídos os incisos II e III, que tratam de rendimentos sob os títulos de adicionais, extraordinários, suplementação, abonos, gratificações, dentre outros, tendo sido aproveitado o restante do dispositivo. Alega, ainda, que a Lei nº. 8.852/94 sobrepõe a Lei nº. 7.713/88 quando exclui da base de remuneração o Adicional por Tempo de Serviço, dentre outras verbas. Cita alguns dispositivos da Lei nº. 8.134/90, a Lei nº. 9.250/95, a Lei nº. 9.532/97, a Lei nº. 9.887/99 e a Lei nº. 9.532/97, para concluir que os fundamentos esposados pelo Ministério da Fazenda são inconsistentes por não tratarem do fundamento da discussão, ou seja, a nãotributação sobre os adicionais. Por fim o impugnante esclarece que não se refere à isenção do adicional em questão pois a lei nº 8.852/94 em momento algum menciona tal vocábulo mas defende a exclusão deste, sendo que a própria lei e o decreto são mais que suficientes para justificar tal exclusão. Pede deferimento. É o relatório. Diante desses fatos, as alegações da impugnação e demais documentos que compõem estes autos, o órgão julgador de primeiro grau, ao apreciar o litígio, em votação unânime, julgou procedente o lançamento, mantendo o crédito consignado no auto de infração, considerando que os argumentos da recorrente não foram acompanhadas de fundamentos legais, para desconstituir os fatos postos nos autos que embasaram o lançamento, resumindo o seu entendimento no aspecto que a natureza da Lei nº 8.852/92 não é tributária. Fl. 50DF CARF MF Impresso em 11/05/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/05/2012 por RUBENS MAURICIO CARVALHO, Assinado digitalmente em 11/05/ 2012 por RUBENS MAURICIO CARVALHO, Assinado digitalmente em 11/05/2012 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS Processo nº 11516.000926/200796 Acórdão n.º 210201.855 S2C1T2 Fl. 41 3 Inconformado, o contribuinte apresentou Recurso Voluntário, de fls. 24 a 35, ratificando os argumentos de fato e de direito expendidos em sua impugnação e requerendo pelo provimento ao recurso e cancelamento da exigência, uma vez que a Lei 8 .852194 excluiria o adicional por tempo de serviço da remuneração sendo incompatível recair a tributação sobre essa parcela. Dando prosseguimento ao processo este foi encaminhado para o julgamento de segunda instância administrativa. É O RELATÓRIO. Voto Conselheiro Rubens Maurício Carvalho. ADMISSIBILIDADE O recurso apresentado atende aos requisitos de admissibilidade previstos no Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972. Assim sendo, dele conheço. Em sede de recurso, não foram apresentados novos argumentos ou elementos de prova para contestar as razões utilizadas pelo relator do voto do acórdão da DRJ, apenas foi solicitada novamente que fosse aceita a tese de isenção sobre parcelas referentes a Adicional de Tempo de Serviço e Compensação Orgânica, conforme a Lei 8.852, de 1994. Ocorre que essa matéria não mais suscita dissídio jurisprudencial, pois, foi tratada em súmula deste Conselho: SÚMULA CARF Nº 68 A Lei n° 8.852, de 1994, não outorga isenção nem enumera hipóteses de não incidência de Imposto sobre a Renda da Pessoa Física. Desta forma, estando correto o lançamento e, por conseguinte, não merecendo reparos a decisão de primeira instância, NEGO PROVIMENTO AO RECURSO. Assinado digitalmente. Rubens Maurício Carvalho Relator. Fl. 51DF CARF MF Impresso em 11/05/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/05/2012 por RUBENS MAURICIO CARVALHO, Assinado digitalmente em 11/05/ 2012 por RUBENS MAURICIO CARVALHO, Assinado digitalmente em 11/05/2012 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS Processo nº 11516.000926/200796 Acórdão n.º 210201.855 S2C1T2 Fl. 42 4 Fl. 52DF CARF MF Impresso em 11/05/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/05/2012 por RUBENS MAURICIO CARVALHO, Assinado digitalmente em 11/05/ 2012 por RUBENS MAURICIO CARVALHO, Assinado digitalmente em 11/05/2012 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS
score : 1.0
Numero do processo: 19515.006588/2008-07
Turma: Terceira Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Jun 12 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Tue Jun 12 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA - IRPJ
Exercício: 2005
APURAÇÃO DIRETA DE OMISSÃO DE RECEITAS. CARTÕES DE CRÉDITO E DE DÉBITO. PROCEDÊNCIA.
Procede a apuração direta de omissão de receitas consistente na comparação dos extratos de recebimentos de vendas realizadas por meio de cartões de crédito e de débito com a respectiva receita bruta declarada e a correspondente escrituração contábil e fiscal.
OMISSÃO DE RECEITA. COTEJO COM DESPESAS E CRÉDITOS. IMPROCEDÊNCIA.
Não procede o pretendido cotejo de omissão de receita apurada pelo Fisco com as despesas (no caso do IRPJ e da CSLL) ou com os créditos (no caso do Pis e da Cofins), o que pressupõe naturalmente - salvo prova em contrário a cargo do sujeito passivo - já terem sido aqueles (despesas e créditos),
confrontados, respectivamente, com as receitas e os débitos já declarados.
ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO
Exercício: 2005
INFRAÇÃO REITERADA. MULTA QUALIFICADA.
O sujeito passivo que, sistematicamente, insere elementos inexatos em sua declaração, afasta a possibilidade de desatenção eventual, justificando a aplicação da multa qualificada.
ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Exercício: 2005
CSLL. PIS. COFINS. DECORRÊNCIA.
Ressalvados os casos especiais, igual sorte colhem os lançamentos que tenham sido formalizados por mera decorrência, na medida que inexistem fatos ou argumentos novos a ensejar conclusões diversas.
Numero da decisão: 1803-001.343
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar
provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. Ausente, justificadamente, a Conselheira Meigan Sack Rodrigues.
Nome do relator: Sérgio Rodrigues Mendes
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201206
ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA - IRPJ Exercício: 2005 APURAÇÃO DIRETA DE OMISSÃO DE RECEITAS. CARTÕES DE CRÉDITO E DE DÉBITO. PROCEDÊNCIA. Procede a apuração direta de omissão de receitas consistente na comparação dos extratos de recebimentos de vendas realizadas por meio de cartões de crédito e de débito com a respectiva receita bruta declarada e a correspondente escrituração contábil e fiscal. OMISSÃO DE RECEITA. COTEJO COM DESPESAS E CRÉDITOS. IMPROCEDÊNCIA. Não procede o pretendido cotejo de omissão de receita apurada pelo Fisco com as despesas (no caso do IRPJ e da CSLL) ou com os créditos (no caso do Pis e da Cofins), o que pressupõe naturalmente - salvo prova em contrário a cargo do sujeito passivo - já terem sido aqueles (despesas e créditos), confrontados, respectivamente, com as receitas e os débitos já declarados. ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Exercício: 2005 INFRAÇÃO REITERADA. MULTA QUALIFICADA. O sujeito passivo que, sistematicamente, insere elementos inexatos em sua declaração, afasta a possibilidade de desatenção eventual, justificando a aplicação da multa qualificada. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Exercício: 2005 CSLL. PIS. COFINS. DECORRÊNCIA. Ressalvados os casos especiais, igual sorte colhem os lançamentos que tenham sido formalizados por mera decorrência, na medida que inexistem fatos ou argumentos novos a ensejar conclusões diversas.
turma_s : Terceira Turma Especial da Primeira Seção
dt_publicacao_tdt : Tue Jun 12 00:00:00 UTC 2012
numero_processo_s : 19515.006588/2008-07
anomes_publicacao_s : 201206
conteudo_id_s : 5090060
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue May 09 00:00:00 UTC 2017
numero_decisao_s : 1803-001.343
nome_arquivo_s : 180301343_19515006588200807_201206.pdf
ano_publicacao_s : 2012
nome_relator_s : Sérgio Rodrigues Mendes
nome_arquivo_pdf_s : 19515006588200807_5090060.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. Ausente, justificadamente, a Conselheira Meigan Sack Rodrigues.
dt_sessao_tdt : Tue Jun 12 00:00:00 UTC 2012
id : 4753167
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 09:46:27 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713044359588347904
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 10; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1974; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1TE03 Fl. 370 1 369 S1TE03 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 19515.006588/200807 Recurso nº 515.136 Voluntário Acórdão nº 180301.343 – 3ª Turma Especial Sessão de 12 de junho de 2012 Matéria IRPJ E OUTROS AUTO DE INFRAÇÃO Recorrente MERCADINHO CENTRAL DE SÃO MATEUS LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Exercício: 2005 APURAÇÃO DIRETA DE OMISSÃO DE RECEITAS. CARTÕES DE CRÉDITO E DE DÉBITO. PROCEDÊNCIA. Procede a apuração direta de omissão de receitas consistente na comparação dos extratos de recebimentos de vendas realizadas por meio de cartões de crédito e de débito com a respectiva receita bruta declarada e a correspondente escrituração contábil e fiscal. OMISSÃO DE RECEITA. COTEJO COM DESPESAS E CRÉDITOS. IMPROCEDÊNCIA. Não procede o pretendido cotejo de omissão de receita apurada pelo Fisco com as despesas (no caso do IRPJ e da CSLL) ou com os créditos (no caso do Pis e da Cofins), o que pressupõe naturalmente salvo prova em contrário a cargo do sujeito passivo já terem sido aqueles (despesas e créditos), confrontados, respectivamente, com as receitas e os débitos já declarados. ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Exercício: 2005 INFRAÇÃO REITERADA. MULTA QUALIFICADA. O sujeito passivo que, sistematicamente, insere elementos inexatos em sua declaração, afasta a possibilidade de desatenção eventual, justificando a aplicação da multa qualificada. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Exercício: 2005 CSLL. PIS. COFINS. DECORRÊNCIA. Fl. 383DF CARF MF Impresso em 29/06/2012 por SELENE FERREIRA DE MORAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/06/2012 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 25/06/2 012 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 29/06/2012 por SELENE FERREIRA DE MORAES Processo nº 19515.006588/200807 Acórdão n.º 180301.343 S1TE03 Fl. 371 2 Ressalvados os casos especiais, igual sorte colhem os lançamentos que tenham sido formalizados por mera decorrência, na medida que inexistem fatos ou argumentos novos a ensejar conclusões diversas. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. Ausente, justificadamente, a Conselheira Meigan Sack Rodrigues. (assinado digitalmente) Selene Ferreira de Moraes Presidente (assinado digitalmente) Sérgio Rodrigues Mendes Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Selene Ferreira de Moraes, Sérgio Luiz Bezerra Presta, Walter Adolfo Maresch, Victor Humberto da Silva Maizman, Sérgio Rodrigues Mendes e Viviani Aparecida Bacchmi. Fl. 384DF CARF MF Impresso em 29/06/2012 por SELENE FERREIRA DE MORAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/06/2012 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 25/06/2 012 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 29/06/2012 por SELENE FERREIRA DE MORAES Processo nº 19515.006588/200807 Acórdão n.º 180301.343 S1TE03 Fl. 372 3 Relatório Por bem retratar os acontecimentos do presente processo, adoto o Relatório do acórdão recorrido (fls. 332 a 335): A contribuinte acima identificada foi autuada e notificada a recolher o crédito tributário, no valor de R$ 755.646,67, referente ao Imposto de Renda Pessoa Jurídica – IRPJ, Programa de Integração Social – PIS, Contribuição Social sobre o Lucro Líquido – CSLL, Contribuição para Financiamento da Seguridade Social – Cofins, multas (inclusive multas isoladas) e acréscimos legais. 2. Termo de Verificação (fls. 210 a 215) relata, em síntese, o seguinte: 2.1 O contribuinte foi intimado, mediante Termo de Início de Ação Fiscal lavrado em 27/12/2007, para apresentar o Livro Diário e Razão, Livro de Registro de Entradas e de Saídas, Livro de Registro de Inventário, Contrato Social da empresa e alterações, e os comprovantes dos repasses recebidos das administradoras de cartão de crédito (Companhia Brasileira de Meios de Pagamento, Redecard S/A, Cetelem Brasil S.A. Crédito Financiamento e Investimento, Cred System Administradora de Cartões de Crédito Ltda. e Sorocred Administradora de Cartões de Crédito Ltda.) relativos às receitas de venda de mercadorias ou serviços no ano calendário de 2004. 2.2 O contribuinte apresentou a DIPJ 2005 (Declaração de Informações EconômicoFiscais da Pessoa Jurídica AnoCalendário 2004) no regime de apuração Anual e forma de tributação do Lucro Real. Foi declarado como Receita da Revenda de Mercadorias relativo ao Faturamento da empresa referentes a vendas à vista (cartão de débito), vendas a prazo (cartão de crédito) e vendas à vista (cheque e dinheiro), o valor de R$ 2.813.312,37; comprovados através da escrituração contábil apresentada Livros Diário, Razão e de Registro de Saídas. 2.3 Os valores mensais repassados pelas administradoras de cartões de crédito resultaram no montante de R$ 3.337.262,72, valor este superior à receita declarada de R$ 2.813.312,37. 2.4 Caracterizada a Omissão de Receitas, foi calculada a diferença de IRPJ lançada com base no lucro real apurado em 31 de dezembro, com os devidos reflexos na CSLL, PIS e COFINS, acréscimos legais, multa agravada de 150% (art. 44, inciso II e §§, da Lei nº 9.430/1996, definida com base no art. 71, inciso I, da Lei nº 4.502/1964) e juros de mora. 2.5 Verificada, também, a falta de recolhimento das estimativas mensais, foi exigida a multa de oficio isolada de 50%, prevista no art. 44, II, da Lei nº 9.430/1996, com a redação dada pelo art. 14 da Lei nº 11.488/2007. 3. Em razão do disposto no artigo 2º, inciso II, da Lei nº 8.137 de 27/12/1990, que define crimes contra a ordem tributária, foi elaborada Representação Fiscal para Fins Penais (Processo nº 19515.006645/200840). 4. Foram lavrados, em 21 e 22 de outubro de 2008, com ciência em 24/10/2008, os seguintes autos de infração: Fl. 385DF CARF MF Impresso em 29/06/2012 por SELENE FERREIRA DE MORAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/06/2012 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 25/06/2 012 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 29/06/2012 por SELENE FERREIRA DE MORAES Processo nº 19515.006588/200807 Acórdão n.º 180301.343 S1TE03 Fl. 373 4 4.1 do Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica (fls. 216 a 220), com o fundamento legal nos artigo 24 da Lei nº 9.249/1995 e nos artigos 249, inciso II, 251 e parágrafo único, 278, 279, 280 e 288 do RIR/1999 e para a multa isolada, os artigos 222 e 843 do RIR/1999 c/c artigo 44, § 1º, inciso IV da Lei nº 9.430/1996 alterado pelo artigo 14 da Medida Provisória nº 351/2007 c/c artigo 106, inciso II, alínea “c” da Lei nº 5.172/1966; 4.2 do PIS (fls. 224 a 227) com fundamento nos artigos 1º, 3º e 4º da Lei nº 10.637/2002; 4.3 da Cofins (fls. 232 a 235) com fundamento nos artigos 1º, 3º e 5º da Lei nº 10.833/2003; 4.4 da CSLL (fls. 240 a 243) com fundamento no artigo 2º e parágrafos da Lei nº 7.689/1988; artigo 24 da Lei nº 9.249/1995; artigo 1º da Lei nº 9.316/1996; artigo nº 28 da Lei nº 9.430/1996 e artigo 37 da Lei nº 10.637/2002; 4.5 da multa isolada pela falta de recolhimento da contribuição social sobre a base estimada (fls. 248 a 250) com fundamento nos artigos 222 e 843 do RIR/1999 c/c artigo 44, § 1º, inciso IV da Lei nº 9.430/1996 alterado pelo artigo 14 da Medida Provisória nº 351/2007 c/c artigo 106, inciso II, alínea “c” da Lei nº 5.172/1966. 5. Em 25/11/2008 a empresa apresentou, por seu procurador, impugnação (fls. 255 a 267), alegando, em síntese: 5.1 que, de acordo com o artigo 148 do CTN, a regra para o lançamento tributário que dependa de “valor ou o preço de bens, direitos, serviços ou atos jurídicos” é que seja dada fidedignidade aos documentos fornecidos pelo contribuinte, para se apurar e se acertar o valor devido; 5.2 que a exceção, por sua vez, ocorrerá no momento em que, após a obediência do processo regular de contraditório, a autoridade administrativa concluir que os referidos documentos não tenham sido apresentados, mesmo depois de instaurado o referido processo ou, ainda, que apresentados “não mereçam fé as declarações ou os esclarecimentos prestados, ou os documentos expedidos pelo sujeito passivo ou pelo terceiro legalmente obrigado”; nada exime, porém, o nascimento do devido processo regular, para, no caso, se afastar a idoneidade dos documentos prestados, ou para suprir a omissão da apresentação; 5.3 que se evita, com isso, o estabelecimento das “pautas fiscais”, sendo certo que tal dispositivo (art. 148 do CTN) e tal procedimento “somente pode ser invocado para estabelecimento de bases de cálculo, que levam ao cálculo do tributo devido, quando a ocorrência dos fatos geradores é comprovada, mas o valor ou preço de bens, direitos, serviços ou atos jurídicos registrados pelo contribuinte não mereçam fé, ficando a Fazenda Pública autorizada a arbitrar o preço, dentro de processo regular”; 5.4 que o auto de infração que ora se impugna se baseou em uma espécie de pauta fiscal; 5.5 que, ao fazer mero confronto entre valores declarados pela administradora de cartão de crédito e aqueles declarados na movimentação bancária do contribuinte, a autoridade fazendária desconsiderou a fidedignidade de quaisquer outros documentos, fezse uma presunção de renda; 5.6 que tal fato não se pode coadunar com a forma de apuração da base de cálculo do imposto de renda escolhida pelo contribuinte, que é o lucro real; Fl. 386DF CARF MF Impresso em 29/06/2012 por SELENE FERREIRA DE MORAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/06/2012 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 25/06/2 012 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 29/06/2012 por SELENE FERREIRA DE MORAES Processo nº 19515.006588/200807 Acórdão n.º 180301.343 S1TE03 Fl. 374 5 5.7 que o optante do lucro real deve fazer o controle de suas despesas, sejam elas dedutíveis ou não, para o fim de saber apurar o lucro contábil, que, ajustado, apurará o lucro fiscal, e é desse lucro fiscal que se apurará a existência, ou não, de base imponível para o imposto de renda e contribuição social sobre o lucro; não basta mero faturamento, para se aferir a existência de lucro real, é necessário um cotejo de despesas, receitas, devidamente ajustadas, para se aferir se houve lucro ou prejuízo fiscal, para o imposto de renda, ou se houve base positiva, ou negativa, para a contribuição social sobre o lucro; 5.8 que, de qualquer forma, tal presunção não pode ser sustentada com mero movimento de cartão de crédito, sob pena de estabelecimento de pauta fiscal, o que é vedado pela legislação; 5.9 que, no tocante ao PIS e COFINS, tal fato ganha maior relevo, haja vista a necessidade de se fazer cotejo com os créditos apurados e controlados na DACON, pois, ainda que se considere a base imponível o faturamento, o optante do lucro real, em fase antecedente, tem o direito legal (arts. 3º das Leis 10.637, de 2002 e 10.833, de 2003) de abater do valor das receitas auferidas o montante de créditos que lhe possibilitem reduzir a base de cálculo; 5.10 que a mera apuração de valores tirados do movimento de cartão de crédito não são propriamente passíveis de serem lançados como receita tributável, para o optante por lucro real, pois existe necessidade de cotejo com as despesas (lucro fiscal) ou com os créditos, para as contribuições incidentes sobre a receita bruta; 5.11 que o arbitramento é forma excepcional para se acertar a relação jurídicotributária; a regra é que se apurem os valores pelos documentos, necessariamente ofertados pelo contribuinte e, na impossibilidade, após instaurado o devido processo legal administrativo, é que se poderá dar tal desiderato; 5.12 que não se permite determinarse, previamente, o arbitramento, dando se a incumbência ao contribuinte do “ônus da prova em contrário”; tal inobservância macula o auto de nulidade, haja vista estabelecer uma pauta fiscal; 5.13 que, quanto à multa agravada (sic), a autoridade fazendária deu margem maior de interpretação ao artigo que trata da fraude artigo 72 da Lei 4.502, de 1964 para, desta forma, entender aplicável o artigo 44, inciso II, da Lei 9.430, de 1996; 5.14 que o artigo 72 da Lei 4.502, de 1964, ao caracterizar o conceito de fraude, dispõe que assim o será todo o ato que tendente a evitar “a ocorrência do fato gerador da obrigação tributária principal, ou a excluir ou modificar as suas características essenciais”; 5.15 que os débitos lançados pelo uso do cartão de crédito são confessados e que os débitos tributários, portanto, já estão devidamente constituídos. A relação obrigacional EstadoContribuinte se põe como pacífica e acabada; 5.16 que o contribuinte deve; o Estado é o credor e, portanto, já ficou para trás a ocorrência do fato gerador, eis que a obrigação principal já está consolidada; 5.17 que o crédito tributário já existe, sendo insusceptível de se alterar a obrigação tributária, ou mesmo de serem modificadaS as características essenciais desta mesma obrigação tributária, salvo, é óbvio, por meio de decisão judicial que desconstitua os efeitos dessa relação; Fl. 387DF CARF MF Impresso em 29/06/2012 por SELENE FERREIRA DE MORAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/06/2012 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 25/06/2 012 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 29/06/2012 por SELENE FERREIRA DE MORAES Processo nº 19515.006588/200807 Acórdão n.º 180301.343 S1TE03 Fl. 375 6 5.18 que o artigo 72 da Lei 4.502, de 1964, entende ser fraude todo ato tendente a modificar a relação obrigacional tributária, na ocorrência do fato gerador, num momento anterior à constituição do crédito tributário; 5.19 que, uma vez constituído o crédito tributário, restando essa relação assentada, encerrase a aplicação do conceito de fraude do referido artigo 72, uma vez que não mais se discutirão os elementos constitutivos do fato gerador, onde poderseia verificar qualquer possibilidade de conduta dolosa do contribuinte tendente a evitar, alterar ou reduzir o tributo a ser pago; 5.20 que o crédito já se encontra, pois, constituído e que, levado à declaração por parte da Empresa de Cartão de Crédito, os valores gastos devem ser tidos como receitas, logo nada mais há para se discutir em relação à obrigação tributária que lhe deu origem, pois, insistase, que a própria declaração da empresa de cartão de crédito importa confissão da renda do contribuinte; 5.21 que não pode ser aplicado o artigo 72 da Lei 4.502, de 1964, para se buscar o conceito de fraude, com o fim de se agravar a multa isolada da peticionária, pois que tal artigo não tem a descrição exata dos fatos ocorridos, pois o referido artigo trata de atos do contribuinte ocorridos no surgimento da obrigação tributária, ou seja, na ocorrência do fato gerador e, no caso dos autos, a ocorrência do fato gerador já se deu desde há muito, sendose apenas discutido o crédito tributário, já devidamente constituído, pois já foi declarado pela empresa de cartão de crédito, sem que o contribuinte tenha agido, de qualquer forma, para evitar o advento do fato imponível, ou lhe modificar quaisquer de seus aspectos (pessoal. temporal, espacial. quantitativo ou material); 5.22 que a administração pública está jungida à aplicação de princípios basilares, no tocante à cominação de penas e, dentre eles, há de se ter em mente o da tipicidade cerrada para matérias de cominações de penas; 5.23 que a autoridade fazendária não pode substituir a definição do legislador, criando, por analogia, uma hipótese de incidência de agravamento da pena para alcançar as receitas que já são objeto de informação por parte da empresa de cartão de crédito; 5.24 que, no caso presente, a autoridade fazendária usou a analogia para considerar que a divergência entre os valores declarados e os valores arrolados no levantamento de cartão de crédito do contribuinte se adequaria ao conceito de fraude, estabelecido pelo artigo 72 da Lei 4.502, de 1964, o que afronta o princípio da legalidade e da tipicidade cerrada. 2. A decisão da instância a quo foi assim ementada (fls. 331): ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 2004 OMISSÃO DE RECEITA. VALORES RECEBIDOS DE OPERADORAS DE CARTÃO DE CRÉDITO. Provada a entrada de recursos recebidos de operadoras de cartão de crédito, não oferecidos à tributação, é procedente o lançamento, mormente quando a contribuinte não consegue refutar a acusação com a apresentação de provas hábeis. MULTA DE OFÍCIO QUALIFICADA. Fl. 388DF CARF MF Impresso em 29/06/2012 por SELENE FERREIRA DE MORAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/06/2012 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 25/06/2 012 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 29/06/2012 por SELENE FERREIRA DE MORAES Processo nº 19515.006588/200807 Acórdão n.º 180301.343 S1TE03 Fl. 376 7 Correta a exigência da multa de ofício qualificada, em razão do procedimento adotado pelo contribuinte, que consistiu em omitir, ao fisco, parte de suas receitas efetivamente auferidas. Lançamento Procedente. 3. Cientificada da referida decisão em 06/08/2009 (fls. 339verso), a tempo, em 02/09/2009, apresenta a interessada Recurso de fls. 349 a 364, instruído com os documentos de fls. 365 a 367, nele reiterando os argumentos anteriormente expendidos e aduzindo mais os seguintes: a) que indício não é prova; para se tornar prova, precisase instaurar um processo administrativo próprio, de que trata o artigo 148 do C.T.N.; b) que não é possível o lançamento tributário com base na aferição indireta de elementos secundários à obrigação jurídicotributária; e c) que é impossível a aferição da relação tributária por meio indireto, por meio de indícios, pois isso fere o devido processo regular de lançamento tributário. 4. É o que importa relatar. Em mesa para julgamento. Fl. 389DF CARF MF Impresso em 29/06/2012 por SELENE FERREIRA DE MORAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/06/2012 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 25/06/2 012 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 29/06/2012 por SELENE FERREIRA DE MORAES Processo nº 19515.006588/200807 Acórdão n.º 180301.343 S1TE03 Fl. 377 8 Voto Conselheiro Sérgio Rodrigues Mendes, Relator Atendidos os pressupostos formais e materiais, tomo conhecimento do Recurso. Art. 148 do CTN 5. Não é admissível a referência feita pela Recorrente ao disposto no art. 148 do Código Tributário Nacional – CTN (Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966), de seguinte teor: Art. 148. Quando o cálculo do tributo tenha por base, ou tome em consideração, o valor ou o preço de bens, direitos, serviços ou atos jurídicos, a autoridade lançadora, mediante processo regular, arbitrará aquele valor ou preço, sempre que sejam omissos ou não mereçam fé as declarações ou os esclarecimentos prestados, ou os documentos expedidos pelo sujeito passivo ou pelo terceiro legalmente obrigado, ressalvada, em caso de contestação, avaliação contraditória, administrativa ou judicial. 6. É que não houve, no presente caso, qualquer tipo de “arbitramento” (fls. 356) ou “presunção” (fls. 355) ou, ainda, “prova mediante aferição indireta” (fls. 349), mas apuração direta de omissão de receitas, consistente na comparação dos extratos de recebimentos de vendas realizadas por meio de cartões de crédito e de débito com a respectiva receita bruta declarada e a correspondente escrituração contábil e fiscal. 7. Não se trata, por outro lado, de “mero movimento de cartão de crédito” (fls. 356), mas de receitas comprovadamente ingressadas nas contascorrentes da autuada, relativas às vendas cujos pagamentos foram efetuados com cartões de crédito e de débito e que não foram regularmente escrituradas nem declaradas ao Fisco. Descabe, assim, se falar em “estabelecimento de pauta fiscal” (fls. 356). 8. Com relação ao alegado cotejo com as despesas (no caso do IRPJ e da CSLL) ou com os créditos (no caso do Pis e da Cofins), não procede, em vista de que se está diante de omissão de receitas, o que pressupõe naturalmente – salvo prova em contrário a cargo da Recorrente – já terem sido aqueles (despesas e créditos), confrontados, respectivamente, com as receitas e os débitos já declarados. 9. No tocante à multa qualificada, estandose diante de apuração direta de omissão de receitas, como já se disse, e mais, reiterada no decorrer de todos os meses do ano calendário de 2005, é esta plenamente cabível. 10. Temse que a hipótese de erro escusável fica prejudicada quando há habitualidade na prática da infração. Dessa forma, os chamados erros escusáveis se distinguem daqueles cometidos intencionalmente. Fl. 390DF CARF MF Impresso em 29/06/2012 por SELENE FERREIRA DE MORAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/06/2012 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 25/06/2 012 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 29/06/2012 por SELENE FERREIRA DE MORAES Processo nº 19515.006588/200807 Acórdão n.º 180301.343 S1TE03 Fl. 378 9 11. O sujeito passivo que, sistematicamente, insere elementos inexatos em sua declaração, afasta a possibilidade de desatenção eventual, justificando a aplicação da multa qualificada. 12. Mencionase, a respeito, o seguinte precedente administrativo, unânime: Acórdão nº 10709.043 Sessão de 24 de Maio de 2007 IRPJ — MULTA DE OFÍCIO QUALIFICADA — APLICAÇÃO. A conduta reiterada do autor na prática de omissão de receitas originadas de vendas cujos pagamentos eram efetuados através de cartões de crédito e de débito, cujos valores eram diretamente creditados nas suas contascorrentes bancárias, denota a ocorrência de comportamento deliberado, justificando a exasperação da multa de oficio. 13. Descabe, afirmar, por fim, que “a própria declaração da empresa de cartão de crédito importa confissão da renda do contribuinte!” (fls. 360). 14. Na realidade, os valores lançados pelo uso dos cartões de crédito e de débito deixaram de compor a escrituração e a declaração de rendimentos da Recorrente, vindo a ser constituídos, apenas, por força do procedimento fiscal ora em exame. Demais exigências 15. Ressalvados os casos especiais, igual sorte colhem os lançamentos que tenham sido formalizados por mera decorrência daquele, na medida que inexistem fatos ou argumentos novos a ensejar conclusões diversas. Conclusão Em face do exposto, e considerando tudo o mais que dos autos consta, voto no sentido de NEGAR PROVIMENTO AO RECURSO. É como voto. (assinado digitalmente) Sérgio Rodrigues Mendes Fl. 391DF CARF MF Impresso em 29/06/2012 por SELENE FERREIRA DE MORAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/06/2012 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 25/06/2 012 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 29/06/2012 por SELENE FERREIRA DE MORAES Processo nº 19515.006588/200807 Acórdão n.º 180301.343 S1TE03 Fl. 379 10 Fl. 392DF CARF MF Impresso em 29/06/2012 por SELENE FERREIRA DE MORAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/06/2012 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 25/06/2 012 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 29/06/2012 por SELENE FERREIRA DE MORAES
score : 1.0
Numero do processo: 11020.001952/2006-22
Turma: Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Jan 26 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Wed Jan 25 00:00:00 UTC 2012
Ementa: CONTRIBUIÇÃO AO PIS
Período de apuração: 01/04/2005 a 30/06/2005
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OBSCURIDADE OU CONTRADIÇÃO. INEXISTÊNCIA. REEXAME DE MATÉRIA JÁ DECIDIDA. IMPOSSIBILIDADE DE IMPRIMIR EFEITOS INFRINGENTES.
Os embargos declaratórios somente são cabíveis para modificar o julgado que se apresentar contraditório ou obscuro, bem como para sanar possível erro material existente no acórdão.
Não há contradição e obscuridade a ser sanado no acórdão embargado, o qual se encontra suficientemente fundamentado.
Embargos de declaração conhecidos e rejeitados.
Numero da decisão: 3202-000.423
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade, rejeitar os embargos de declaração.
Nome do relator: GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201201
camara_s : Segunda Câmara
ementa_s : CONTRIBUIÇÃO AO PIS Período de apuração: 01/04/2005 a 30/06/2005 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OBSCURIDADE OU CONTRADIÇÃO. INEXISTÊNCIA. REEXAME DE MATÉRIA JÁ DECIDIDA. IMPOSSIBILIDADE DE IMPRIMIR EFEITOS INFRINGENTES. Os embargos declaratórios somente são cabíveis para modificar o julgado que se apresentar contraditório ou obscuro, bem como para sanar possível erro material existente no acórdão. Não há contradição e obscuridade a ser sanado no acórdão embargado, o qual se encontra suficientemente fundamentado. Embargos de declaração conhecidos e rejeitados.
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Wed Jan 25 00:00:00 UTC 2012
numero_processo_s : 11020.001952/2006-22
anomes_publicacao_s : 201201
conteudo_id_s : 4944407
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Apr 13 00:00:00 UTC 2020
numero_decisao_s : 3202-000.423
nome_arquivo_s : 3202000423_11020001952200622_201201.pdf
ano_publicacao_s : 2012
nome_relator_s : GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR
nome_arquivo_pdf_s : 11020001952200622_4944407.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade, rejeitar os embargos de declaração.
dt_sessao_tdt : Thu Jan 26 00:00:00 UTC 2012
id : 4749132
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 09:45:00 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713044359634485248
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1556; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C2T2 Fl. 188 187 S3C2T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 11020.001952/200622 Recurso nº 369.519 Embargos Acórdão nº 3202000.423 – 2ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 25 de janeiro de 2012 Matéria PIS CRÉDITOS NA SISTEMÁTICA NÃO CUMULATIVA Embargante FAZENDA NACIONAL Interessado MÓVEIS PONZONI LTDA. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO AO PIS Período de apuração: 01/04/2005 a 30/06/2005 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OBSCURIDADE OU CONTRADIÇÃO. INEXISTÊNCIA. REEXAME DE MATÉRIA JÁ DECIDIDA. IMPOSSIBILIDADE DE IMPRIMIR EFEITOS INFRINGENTES. Os embargos declaratórios somente são cabíveis para modificar o julgado que se apresentar contraditório ou obscuro, bem como para sanar possível erro material existente no acórdão. Não há contradição e obscuridade a ser sanado no acórdão embargado, o qual se encontra suficientemente fundamentado. Embargos de declaração conhecidos e rejeitados. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade, rejeitar os embargos de declaração. José Luiz Novo Rossari Presidente Gilberto de Castro Moreira Junior – Relator Fl. 188DF CARF MF Impresso em 08/03/2012 por NALI DA COSTA RODRIGUES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/03/2012 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUN, Assinado digitalmente em 05/03/2012 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUN, Assinado digitalmente em 07/03/2012 por JOSE LUIZ NOV O ROSSARI Processo nº 11020.001952/200622 Acórdão n.º 3202000.423 S3C2T2 Fl. 189 Participaram do presente julgamento os Conselheiros Jose Luiz Novo Rossari, Irene Souza da Trindade Torres, Luis Eduardo Garrossino Barbieri, Gilberto de Castro Moreira Junior, Rodrigo Cardozo Miranda e Octávio Carneiro Silva Corrêa. Relatório Tratase de Embargos de Declaração interpostos contra o Acórdão n.º 3202 00.226, que por unanimidade de votos deu provimento parcial ao recurso, nos termos do voto do relator, em face de contradições e obscuridades a seguir apontadas: a) a doutrina de Marco Aurélio Greco seria contraditória à decisão, na medida em que afirma não existir dispositivo que, categoricamente, determine que insumo deva ser entendido como algo assim regulado pela legislação do IPI, enquanto que, por outro lado, nenhum dispositivo legal determina a equiparação de insumo à legislação do IRPJ; b) afirmase, no acórdão embargado, que não se pode equiparar conceitos e situações relacionados a tributos de materialidade distintas, como receita e industrialização, quando, posteriormente, equipara tais conceitos e situações em relação a dois tributos de materialidade igualmente distintas (receita e lucro líquido); c) a legislação do IRPJ insere entre os custos e despesas operacionais da pessoa jurídica os gastos com pessoal, enquanto a legislação do PIS e da COFINS veda expressamente o aproveitamento de créditos relativos à mão deobra paga a pessoas físicas (art. 3º, § 2º, das Leis 10.637/02 e 10.833/03); e d) o acórdão se vale de outras decisões do CARF, especialmente aquele emanada da CSRF, cujo entendimento não assumiria a amplitude conceitual que se pretende imprimir, já que admite o conceito de insumo como sendo os gastos gerais que a pessoa jurídica precisa incorrer na produção de bens ou serviços por ela realizada, ou seja, tais gastos precisariam estar intrinsecamente ligados à produção ou à prestação de serviços. Transcrevo, a seguir, o trecho da ementa do Acórdão nº 320200.226 objeto dos presentes embargos: “REGIME NÃO CUMULATIVO. INSUMOS. MATERIAIS PARA MANUTENÇÃO DE MÁQUINAS. O conceito de insumo dentro da sistemática de apuração de créditos pela não cumulatividade de PIS e Cofins deve ser entendido como todo e qualquer custo ou despesa necessária à atividade da empresa, nos termos da legislação do IRPJ, não devendo ser utilizado o conceito trazido pela legislação do IPI, uma vez que a materialidade de tal tributo é distinta da materialidade das contribuições em apreço...” Fl. 189DF CARF MF Impresso em 08/03/2012 por NALI DA COSTA RODRIGUES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/03/2012 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUN, Assinado digitalmente em 05/03/2012 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUN, Assinado digitalmente em 07/03/2012 por JOSE LUIZ NOV O ROSSARI Processo nº 11020.001952/200622 Acórdão n.º 3202000.423 S3C2T2 Fl. 190 É o relatório. Voto Conselheiro Gilberto de Castro Moreira Junior, Relator Os Embargos foram apresentados tempestivamente, motivo pelo qual dele tomo conhecimento e passo a analisar as questões apontadas pela Embargante. Por primeiro, cabe destacar que os insumos que foram glosados pela fiscalização são materiais utilizados para manutenção de máquinas e equipamentos, sendo que, atualmente já existem diversas soluções de consulta que permitem o aproveitamento desse tipo de dispêndio, inclusive os serviços de manutenção de máquinas e equipamentos. Cito apenas algumas mais recentes para confirmar o entendimento da RFB: n°s 96/2011 e 13/2011 da SRRF da 8ª Região Fiscal; n°s 4/11 e 147/10 da SRRF da 10ª Região Fiscal; e 36/11 da SRRF da 9ª Região Fiscal. Por fim cito também a Solução de Divergência nº 14/2007. Passo, a seguir, a analisar as questões apresentadas pela Embargante. Supostas Contradições A primeira contradição apontada pela Embargante é no que diz respeito ao fato de que a doutrina do Marco Aurélio Grego, citada no acórdão embargado, seria contraditória à decisão ora analisada, na medida em que dita doutrina afirma não existir dispositivo que, categoricamente, determine que insumo deva ser entendido como algo assim regulado pela legislação do IPI, enquanto que, por outro lado, nenhum dispositivo legal determina a equiparação de insumo à legislação do IRPJ. Ora, não há qualquer contradição entre a doutrina de Marco Aurélio Greco e a decisão embargada, muito pelo contrário, este serve apenas como suporte à impossibilidade de utilização dos conceitos trazidos na legislação do IPI para a sistemática não cumulativa do PIS e da COFINS. Portanto, não existe qualquer contradição no acórdão guerreado, na medida em que a doutrina ora analisada serviu para suportar o afastamento da aplicação do conceito de IPI para o caso concreto, de sorte a abrir espaço para se demonstrar a aplicabilidade do conceito de insumo existente na legislação de IRPJ. Superada a primeira contradição apontada pela Embargante, cumpre agora enfrentar a segunda, qual seja, a afirmação, no acórdão embargado, que não se pode equiparar conceitos e situações relacionados a tributos de materialidade distintas, como receita e Fl. 190DF CARF MF Impresso em 08/03/2012 por NALI DA COSTA RODRIGUES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/03/2012 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUN, Assinado digitalmente em 05/03/2012 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUN, Assinado digitalmente em 07/03/2012 por JOSE LUIZ NOV O ROSSARI Processo nº 11020.001952/200622 Acórdão n.º 3202000.423 S3C2T2 Fl. 191 industrialização, quando, posteriormente, equipara tais conceitos e situações em relação a dois tributos de materialidade igualmente distintas (receita e lucro líquido). Em nosso sistema jurídico, vêse que não se pode equiparar conceitos e situações relacionados a tributos de materialidade absolutamente distinta, no caso, receita (PIS/COFINS) e industrialização de produto (IPI). A Embargante não se ateve que, embora a materialidade de receita e lucro sejam distintas, apresentam maiores similitudes do que a materialidade de receita e industrialização. Na verdade, a discussão em tela deveria ter sido objeto de recurso voluntário, já que a Embargante busca, na realidade, reformar a decisão através de embargos de declaração. Supostas Obscuridades Em relação à vedação ao aproveitamento de créditos relativos à mãodeobra paga a pessoas físicas, prevista no artigo 3º, § 2º, das Leis 10.637/02 e 10.833/03, entendo inexistir qualquer obscuridade, pois se analisarmos as técnicas legislativas constantes da Lei Complementar nº 95/98, que dispõe sobre a elaboração, a redação, a alteração e a consolidação das leis, conforme determina o parágrafo único, do artigo 59 da Constituição Federal, veremos que a função dos parágrafos é justamente expressar os aspectos complementares à norma enunciada no caput do artigo e as exceções à regra por este estabelecida, verbis: “ Art. 11. As disposições normativas serão redigidas com clareza, precisão e ordem lógica, observadas, para esse propósito, as seguintes normas: ... III para a obtenção de ordem lógica: ... c) expressar por meio dos parágrafos os aspectos complementares à norma enunciada no caput do artigo e as exceções à regra por este estabelecida...” (grifamos). Cabe aqui, inclusive, trazer a lição do Ministro Gilmar Ferreira Mendes e de Nestor José Foster Junior a respeito das questões fundamentais de técnica legislativa: “Os parágrafos constituem, na técnica legislativa, a imediata divisão de um artigo, ou, como anotado por Arthur Marinho, ‘(...) parágrafo sempre foi, numa lei, disposição secundária de um artigo em que se explica ou modifica a disposição principal.’” (Manual de redação da Presidência da Fl. 191DF CARF MF Impresso em 08/03/2012 por NALI DA COSTA RODRIGUES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/03/2012 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUN, Assinado digitalmente em 05/03/2012 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUN, Assinado digitalmente em 07/03/2012 por JOSE LUIZ NOV O ROSSARI Processo nº 11020.001952/200622 Acórdão n.º 3202000.423 S3C2T2 Fl. 192 República, 2. ed. rev. e atual. – Brasília : Presidência da República, 2002, p. 81 grifamos). Vêse, portanto, que o § 2º, do artigo 3º, das Leis 10.637/02 e 10.833/03, ao dizer que “não dará direito a crédito o valor da mãodeobra paga a pessoa física”, excetuou o caput do referido artigo, cuja redação é a que segue: “Do valor apurado na forma do art. 2º a pessoa jurídica poderá descontar créditos calculados em relação a...”. Não há qualquer obscuridade a ser sanada, pois se forem obedecidas as disposições contidas na Lei Complementar nº 95/98, veremos que não existe a necessidade de se reafirmar aquilo que é inerente à técnica legislativa, ou seja, de que o referido § 2º, do artigo 3º, das Leis 10.637/02 e 10.833/03 excepcionou o direito de crédito dos contribuintes em relação ao valor da mãodeobra paga a pessoa física. O mesmo ocorre em relação ao § 3º, do artigo 3º, das Leis 10.637/02 e 10.833/03, que também limita o direito de crédito dos contribuintes, senão vejamos: “§ 3º O direito ao crédito aplicase, exclusivamente, em relação: I aos bens e serviços adquiridos de pessoa jurídica domiciliada no País; II aos custos e despesas incorridos, pagos ou creditados a pessoa jurídica domiciliada no País; III aos bens e serviços adquiridos e aos custos e despesas incorridos a partir do mês em que se iniciar a aplicação do disposto nesta Lei.” Ora, tais limitações também devem ser respeitadas no momento do aproveitamento dos créditos para o cálculo do PIS e COFINS não cumulativos. Se houve, por exemplo, pagamento de custos e despesas a pessoa jurídica domiciliada no exterior, não haveria a possibilidade de creditamento desses montantes, ainda que para fins de IRPJ, possam ser considerados dedutíveis. No que diz respeito à decisão da CSRF citada no acórdão ora embargado que admite o conceito de insumo como sendo os gastos gerais que a pessoa jurídica precisa incorrer na produção de bens ou serviços por ela realizada, é de se destacar que os insumos acatados como passíveis de creditamento foram os dispêndios com combustíveis e lubrificantes utilizados pela frota de veículos para transporte de insumos entre estabelecimentos do contribuinte e com a remoção de resíduos industriais de empresa produtora de peles e artefatos de couro, o que reforça o entendimento no sentido de que os insumos a serem considerados na sistemática não cumulativa do PIS e COFINS não são somente aqueles ligados à produção ou à prestação de serviços. Fl. 192DF CARF MF Impresso em 08/03/2012 por NALI DA COSTA RODRIGUES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/03/2012 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUN, Assinado digitalmente em 05/03/2012 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUN, Assinado digitalmente em 07/03/2012 por JOSE LUIZ NOV O ROSSARI Processo nº 11020.001952/200622 Acórdão n.º 3202000.423 S3C2T2 Fl. 193 Efeitos Infringentes Por fim, cabe frisar que as matérias expostas nas razões recursais como supostas contradições e/ou obscuridades encontramse devidamente enfrentadas no acórdão embargado, demonstrando que o fato o qual se busca é a reforma da decisão ora analisada, ou seja, a Embargante, ao trazer à baila assuntos devidamente abordados no acórdão embargado, tentar imprimir efeitos infringentes ao seu recurso, o que é amplamente rechaçado pelos tribunais pátrios quando não existe omissão, contradição ou obscuridade nas decisões, podendo se apontar diversas decisões do STF e STJ acerca do tema, destacandose as seguintes: PROCESSUAL CIVIL. TRIBUTÁRIO. COMPETÊNCIA. ISENÇÃO DE ICMS NA IMPORTAÇÃO DE PRODUTOS ADVINDOS DE PAÍSES SIGNATÁRIOS DO GATT. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PRETENSÃO DE REFORMA DO JULGADO: IMPOSSIBILIDADE. 1. Os embargos de declaração não constituem meio processual cabível para reforma do julgado, não sendo possível atribuirlhes efeitos infringentes, salvo em situações excepcionais. 2. Inexistência de omissão, contradição ou obscuridade a sanar. A parte embargante repisa argumentos já devidamente apreciados por esta Turma. 3. Os dispositivos constitucionais tidos como violados não foram abordados pelo acórdão recorrido, nem foram opostos embargos de declaração para satisfazer o requisito do prequestionamento. Incidência das Súmulas STF 282 e 356. 4. Embargos de declaração rejeitados. (EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 603012, STF, rel. Min. Ellen Gracie, Segunda Turma, Julgamento: 07/06/2011). EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL. AUSÊNCIA DE OMISSÃO, CONTRADIÇÃO OU OBSCURIDADE. EMBARGOS REJEITADOS. I Os Embargos de Declaração são recurso de natureza particular, cujo objetivo é esclarecer o real sentido de decisão eivada de obscuridade, contradição ou omissão. II A alteração do resultado do julgamento em razão do acolhimento dos Embargos de Declaração é situação excepcional, que se dá quando o efeito infringente decorre necessariamente do suprimento do vício, mas não quando se entende que a solução proposta nos Embargos é mais justa do que aquela constante da decisão embargada. III Embargos de Declaração rejeitados.(EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL – 897271, STJ, rel. Min. Sidnei Beneti, Terceira Turma, Julgamento: 24/02/2011). Fl. 193DF CARF MF Impresso em 08/03/2012 por NALI DA COSTA RODRIGUES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/03/2012 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUN, Assinado digitalmente em 05/03/2012 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUN, Assinado digitalmente em 07/03/2012 por JOSE LUIZ NOV O ROSSARI Processo nº 11020.001952/200622 Acórdão n.º 3202000.423 S3C2T2 Fl. 194 Em face do exposto, conheço dos embargos e os rejeito pelas razões acima aduzidas. Gilberto de Castro Moreira Junior Fl. 194DF CARF MF Impresso em 08/03/2012 por NALI DA COSTA RODRIGUES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/03/2012 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUN, Assinado digitalmente em 05/03/2012 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUN, Assinado digitalmente em 07/03/2012 por JOSE LUIZ NOV O ROSSARI
score : 1.0
Numero do processo: 10660.003239/2008-87
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Primeira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Mar 15 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Thu Mar 15 00:00:00 UTC 2012
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Ano-calendário: 2003
ÔNUS DA PROVA.
Questionada pela fiscalização a dedutibilidade, para fins tributários, de despesas incluídas na apuração do lucro líquido, cabe ao sujeito passivo comprová-la, sob pena de serem glosadas na apuração do lucro real.
Numero da decisão: 1201-000.668
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, NEGAR
provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
Nome do relator: Marcelo Cuba Netto
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201203
camara_s : Segunda Câmara
ementa_s : PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Ano-calendário: 2003 ÔNUS DA PROVA. Questionada pela fiscalização a dedutibilidade, para fins tributários, de despesas incluídas na apuração do lucro líquido, cabe ao sujeito passivo comprová-la, sob pena de serem glosadas na apuração do lucro real.
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Primeira Seção
dt_publicacao_tdt : Thu Mar 15 00:00:00 UTC 2012
numero_processo_s : 10660.003239/2008-87
anomes_publicacao_s : 201203
conteudo_id_s : 5141916
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Dec 06 00:00:00 UTC 2018
numero_decisao_s : 1201-000.668
nome_arquivo_s : 1201000668_10660003239200887_201203.pdf
ano_publicacao_s : 2012
nome_relator_s : Marcelo Cuba Netto
nome_arquivo_pdf_s : 10660003239200887_5141916.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
dt_sessao_tdt : Thu Mar 15 00:00:00 UTC 2012
id : 4750300
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 09:45:41 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713044359643922432
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 9; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1702; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1C2T1 Fl. 218 1 217 S1C2T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10660.003239/200887 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 120100.668 – 2ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 15 de março de 2012 Matéria IRPJ E CSLL GLOSA DE DESPESAS Recorrente EXPRINSUL COMÉRCIO EXTERIOR LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Anocalendário: 2003 ÔNUS DA PROVA. Questionada pela fiscalização a dedutibilidade, para fins tributários, de despesas incluídas na apuração do lucro líquido, cabe ao sujeito passivo comprovála, sob pena de serem glosadas na apuração do lucro real. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. (documento assinado digitalmente) Claudemir Rodrigues Malaquias Presidente (documento assinado digitalmente) Marcelo Cuba Netto Relator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Claudemir Rodrigues Malaquias (Presidente), André Almeida Blanco, Rafael Correia Fuso, João Carlos de Lima Junior, Marcelo Cuba Netto e Luiz Tadeu Matosinho Machado. Relatório Tratase de recurso voluntário interposto nos termos do art. 33 do Decreto nº 70.235/72. Fl. 218DF CARF MF Impresso em 11/06/2012 por ANDREA FERNANDES GARCIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/06/2012 por MARCELO CUBA NETTO, Assinado digitalmente em 10/06/2012 p or CLAUDEMIR RODRIGUES MALAQUIAS, Assinado digitalmente em 06/06/2012 por MARCELO CUBA NETTO Processo nº 10660.003239/200887 Acórdão n.º 120100.668 S1C2T1 Fl. 219 2 Por bem descrever os fatos litigiosos de que cuida o presente processo, adoto aqui o relatório contido na decisão de primeira instância: Foram lavrados em 14/10/2008, pela fiscalização da Delegacia da Receita Federal do Brasil em Varginha/MG, os autos de infração para exigir da empresa supra qualificada, o Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas — IRPJ no valor de R$ 29.173,90 e a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido — CSLL, no valor de R$ 10.502,60, aos quais foram acrescidas a multa de ofício e juros moratórios, totalizando o crédito tributário o montante de R$ 93.346,58 (fls. 03/16). A Fiscalização glosou custos/despesas operacionais, tais como, combustíveis de avião e marítimo, de serviços de terceiros, de despesas viagens ao exterior, cartão de crédito, etc. por falta de comprovação da necessidade de tais dispêndios no processo produtivo da empresa. Em 18/11/2008, a fiscalizada apresentou impugnação alegando em síntese, na preliminar, a decadência parcial. Entende o lançamento se dá por homologação independntemente de haver ou não pagamento de tributo e que o contribuinte teria adotado o "período mensal para apuração do Lucro Real do IRPJ", assim entende ter ocorrido a decadência para os fatos geradores ocorridos nos meses de fevereiro a setembro de 2003, uma vez que a ciência do auto de infração se deu em 17/10/2008. No mérito alega que "os documentos comprobatórios das despesas são mais que suficientes para comprovar a efetividade dos pagamentos efetuados" Afirma que os gastos são normais e necessários à representatividade da empresa, que como um dos maiores exportadores de café "de forma habitual e costumeira recebe a visita de clientes, empresários, gerentes de banco, inclusive importadores estrangeiros bem como faz visitas usuais aos mesmos, o que contribui sobremaneira para a geração dos resultados, tendo sempre como escopo alcançar o objetivo comercial para o qual foi instituída". "Os eventos consistem na maioria dos casos, em promover almoços e jantares pára clientes e fornecedores quando estes visitam a sede da empresa ou viceversa". Cita alguns acórdãos do Conselho de Contribuintes, Pareceres Normativos sobre a dedutibilidade das despesas e por fim pede: a) A decadência dos períodos anteriores a outubro de 2003; b) Restabelecimento integral de todas as despesas; c) Seja afastada a aplicação da multa e juros. Apreciadas as razões de defesa, a DRJ de origem decidiu pela procedência do lançamento (fls. 183/189). Fl. 219DF CARF MF Impresso em 11/06/2012 por ANDREA FERNANDES GARCIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/06/2012 por MARCELO CUBA NETTO, Assinado digitalmente em 10/06/2012 p or CLAUDEMIR RODRIGUES MALAQUIAS, Assinado digitalmente em 06/06/2012 por MARCELO CUBA NETTO Processo nº 10660.003239/200887 Acórdão n.º 120100.668 S1C2T1 Fl. 220 3 Irresignada, a contribuinte interpôs recurso voluntário (fls. 195/213) pedindo, ao final, a reforma da decisão de primeira instância, repisando os mesmo argumentos declinados na impugnação. Voto Conselheiro Marcelo Cuba Netto, Relator. 1) Da Admissibilidade do Recurso O recurso atende aos pressupostos processuais de admissibilidade estabelecidos no Decreto nº 70.235/72 e, portanto, dele devese tomar conhecimento. 2) Da Alegação de Decadência Os créditos tributários ora exigidos referemse a fatos geradores de IRPJ e CSLL ocorridos no anocalendário de 2003. No referido período a ora recorrente exerceu a opção de que cuida o art. 2º da Lei nº 9.430/96, daí porque os respectivos fatos geradores do imposto de renda e da contribuição social ora exigidos ocorreram em 31/12/2003. Uma vez que a contribuinte foi cientificada da lavratura do auto de infração em 17/10/2008, não há como reconhecer que os créditos tributários sob exame tenham sido alcançados pelo prazo decadencial de cinco anos, ainda que se tome como termo inicial para sua contagem a data da ocorrência do fato gerador, conforme estabelecido no art. 150, § 4º, do CTN. Por fim, não há como se acolher a alegação da defesa segundo a qual, em caso de exercício da opção prevista no art. 2º da Lei nº 9.430/96, os fatos geradores do IRPJ e da CSLL ocorrem mês a mês, e não ao final do anocalendário. É que, como o próprio nome sugere, as estimativas mensais a que a contribuinte estava obrigada a recolher no ano de 2003 são meras “antecipações” do imposto e da contribuição cujos fatos geradores, presumese, ocorrerão ao final do ano. 3) Da Glosa de Despesas Conforme relatado no auto de infração (fls 5/6), foram glosadas pela fiscalização despesas nas seguintes contas: (i) 420174.2.1.17 Combustíveis e Lubrificantes; (ii) 420144.2.1.14 Serviços de Terceiros; (iii) 420194.2.1.19 Utilidades para Empregados, e; (iv) 420244.2.1.24 Viagens e Estadias. No curso da ação fiscal a contribuinte foi intimada a apresentar documentação hábil e idônea para comprovar os diversos registros de despesa feitos nas contas acima referidas, e também em outras contas, conforme termo de intimação nº 11 e respectivos anexos (fls. 18/25). Fl. 220DF CARF MF Impresso em 11/06/2012 por ANDREA FERNANDES GARCIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/06/2012 por MARCELO CUBA NETTO, Assinado digitalmente em 10/06/2012 p or CLAUDEMIR RODRIGUES MALAQUIAS, Assinado digitalmente em 06/06/2012 por MARCELO CUBA NETTO Processo nº 10660.003239/200887 Acórdão n.º 120100.668 S1C2T1 Fl. 221 4 A contribuinte conseguiu comprovar a regularidade da dedução de boa parte das despesas objeto daquela intimação, mas não logrou êxito em relação ao restante. A seguir trataremos individualizadamente das glosas realizadas. 3.1) Das Glosas na Conta Combustíveis e Lubrificantes Foram glosadas pela fiscalização despesas com a aquisição de combustíveis e lubrificantes levadas ao resultado no ano de 2003, sob o argumento de que os documentos apresentados pela contribuinte revelam a sua utilização no abastecimento de aeronaves e embarcações que não fazem parte do ativo da empresa. Diz ainda a autoridade que não foram apresentados contratos de prestação de serviços e tampouco foi comprovada a necessidade da despesa. Em sua defesa alega a recorrente que as despesas com combustíveis e lubrificantes utilizados no abastecimento de aeronaves de terceiros revelamse necessárias, na medida em que tiveram como objetivo a consecução de seus objetivos sociais, quais sejam, o comércio e a exportação de café cru em grãos. Afirma também que a utilização das aeronaves pela impugnante se deu através de comodato, sob a forma verbal, como admitido pelo o nosso Código Civil. Pois bem, o pagamento, pela contribuinte, de combustíveis e lubrificantes empregados em aeronaves e embarcações de propriedade de terceiros somente pode ser considerada como despesa da contribuinte, e não mera liberalidade, acaso a utilização das ditas aeronaves e embarcações tenha sido necessária à atividade da empresa. A necessidade da utilização dos mencionados veículos, entretanto, depende de prova a ser produzida pela contribuinte, algo que não foi feito no caso sob exame. Ainda que o alegado o contrato de comodato pudesse validamente ser celebrado sob a forma verbal, isso de modo algum desobriga a recorrente de comprovar sua existência. É justamente pela obrigatoriedade da prova que os contratos, cada vez mais, têm sido celebrados de forma escrita, haja vista a maior dificuldade de comprovação quando adotada a forma verbal. Somese a isso o fato de várias das notas fiscais glosadas terem sido emitidas por estabelecimentos situados em destinos turísticos, como Angra dos Reis – RJ e Cabo Frio – RJ (fls 38/71). 3.2) Da Glosa na Conta Serviços de Terceiros Foi glosada pela autoridade fiscal a despesa com serviço prestado pela empresa LAGM Com. e Rep de Móveis para Escritório Ltda., relativamente à montagem de um móvel de escritório, conforme nota fiscal nº 15 (fl. 72), ao argumento de que tal dispêndio deveria ter sido ativado. Em sua defesa a interessada alega que tratouse, no caso, de serviço de reparo que não aumentou a vida útil do bem. Diz ainda que promoveuse a montagem de um bem já existente, tornandoo apto ao normal desenvolvimento das atividades da empresa, e que por isso a despesas é dedutível, conforme autorizado pelo art. 346 do RIR/99, que assim dispõe: Art.346. Serão admitidas, como custo ou despesa operacional, as despesas com reparos e conservação de bens e instalações Fl. 221DF CARF MF Impresso em 11/06/2012 por ANDREA FERNANDES GARCIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/06/2012 por MARCELO CUBA NETTO, Assinado digitalmente em 10/06/2012 p or CLAUDEMIR RODRIGUES MALAQUIAS, Assinado digitalmente em 06/06/2012 por MARCELO CUBA NETTO Processo nº 10660.003239/200887 Acórdão n.º 120100.668 S1C2T1 Fl. 222 5 destinadas a mantêlos em condições eficientes de operação (Lei nº 4.506, de 1964, art. 48). §1º Se dos reparos, da conservação ou da substituição de partes e peças resultar aumento da vida útil prevista no ato de aquisição do respectivo bem, as despesas correspondentes, quando aquele aumento for superior a um ano, deverão ser capitalizadas, a fim de servirem de base a depreciações futuras (Lei nº 4.506, de 1964, art. 48, parágrafo único). (...) Pois bem, na nota fiscal em comento consta a seguinte descrição para a prestação do serviço: “Serviço Montagem Mobiliário”. Não há naquele documento registro de que tenha sido realizado reparo no bem, como alegado pela recorrente. Ademais, ainda que de reparo se tratasse, deveria a interessada provar, e não somente alegar, que não houve aumento no prazo de vida útil do bem superior a um ano. Por outro lado, acaso tenha se tratado de montagem do bem, como também admite a recorrente, o valor deveria ter sido ativado, como afirma a fiscalização. Por fim, o conceito de bem de pequeno valor, ao menos para fins tributários, não pode ser extraído pela simples relação entre o custo do bem e o faturamento da contribuinte, como advogado pela defesa. Tal conceito encontrase estabelecido no a seguir transcrito art. 301 do RIR/99: Art.301. O custo de aquisição de bens do ativo permanente não poderá ser deduzido como despesa operacional, salvo se o bem adquirido tiver valor unitário não superior a trezentos e vinte e seis reais e sessenta e um centavos, ou prazo de vida útil que não ultrapasse um ano (DecretoLei nº 1.598, de 1977, art. 15, Lei nº 8.218, de 1991, art. 20, Lei nº 8.383, de 1991, art. 3º, inciso II, e Lei nº 9.249, de 1995, art. 30). §1º Nas aquisições de bens, cujo valor unitário esteja dentro do limite a que se refere este artigo, a exceção contida no mesmo não contempla a hipótese onde a atividade exercida exija utilização de um conjunto desses bens. §2º Salvo disposições especiais, o custo dos bens adquiridos ou das melhorias realizadas, cuja vida útil ultrapasse o período de um ano, deverá ser ativado para ser depreciado ou amortizado (Lei nº 4.506, de 1964, art. 45, §1º). Não comprovou a contribuinte tratarse de bem de pequeno valor, nos termos da norma acima transcrita. Até porque o serviço executado sobre esse bem custou R$ 7.261,27. 3.3) Das Glosas na Conta Utilidades para Empregados Foram glosadas pelo auditor as seguintes despesas registradas na conta Utilidades para Empregados, ao argumento de serem desnecessárias ao processo produtivo, e também sob as seguintes razões: Fl. 222DF CARF MF Impresso em 11/06/2012 por ANDREA FERNANDES GARCIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/06/2012 por MARCELO CUBA NETTO, Assinado digitalmente em 10/06/2012 p or CLAUDEMIR RODRIGUES MALAQUIAS, Assinado digitalmente em 06/06/2012 por MARCELO CUBA NETTO Processo nº 10660.003239/200887 Acórdão n.º 120100.668 S1C2T1 Fl. 223 6 Nota fiscal n° 003716, Cantina do Ênio Ltda. emitida em 16/07/2003, no valor de R$ 1.881,02, referente a despesas com refeições, sem identificação dos consumidores. Nota fiscal n° 00183, Confeitaria e Lanchonete La Comparsita Ltda. emitida em 22/07/2003, no valor de R$ 14.000,00, referente a despesa com jantar, sem identificação dos Consumidores. Nota fiscal n° 011549, Martini Casa do Vinho Ltda. emitida em 26/07/20003, no valor de R$ 6.648,00, referente a aquisição de uísques e vinhos. Nota fiscal n° 005888, Cantina do Ênio Ltda. emitida em 26/11/2003, no valor de R$ 1.152,16, referente a despesa não especificada. Nota fiscal n° 014833, Expand Group Brasil S/A, emitida em 13/12/2003, no valor de R$ 1.590,00, referente a aquisição de cestas de Natal. Nota fiscal 002983, João dos Reis Oliveira, emitida em 16/12/2003, no valor de R$ 3.000,00, referente a despesas com refeições. Em sua defesa alega a recorrente que tais despesas não se enquadram na vedação prevista no art. 13, IV, da Lei nº 9.249/95, estando sua dedução autorizada pelo disposto no Parecer Normativo nº 322/1971. No que toca aos almoços e jantares, afirma a interessada trataremse de eventos esporádicos, não rotineiros, oferecidos aos clientes, fornecedores e gerentes de bancos, em visitas à sede da empresa, estando afetas ao incremento das atividades por ela desenvolvidas e sendo necessárias à intermediação dos negócios próprios ao seu objetivo social. Quanto à aquisição de bebidas, diz a recorrente terem sido elas oferecidas nos diversos eventos promovidos pela empresa, bem como nos stands das feiras que promove ou participa. Por fim, no que concerne às cestas de natal, alega a defesa que sua dedução, além de amparada pelo já citado Parecer Normativo nº 322/1971, é reconhecido pelo extinto Conselho de Contribuintes (Acórdão nº 10707.610, de 2004, e Acórdão n.° 10194.936, de 2005). O mencionado Parecer Normativo nº 322/1971 resume, em sua ementa, a posição do Fisco, verbis: Despesas com relações públicas em geral, tais como, almoço, recepções, festas de congraçamento, etc., efetuadas por empresas, como necessárias à intermediação de negócios próprios de seu objeto social, para serem dedutíveis da receita bruta operacional, deverão guardar estrita correlação com a realização das transações ou operações exigidas pela atividade da empresa, além de rigorosamente escudadas em todos os Fl. 223DF CARF MF Impresso em 11/06/2012 por ANDREA FERNANDES GARCIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/06/2012 por MARCELO CUBA NETTO, Assinado digitalmente em 10/06/2012 p or CLAUDEMIR RODRIGUES MALAQUIAS, Assinado digitalmente em 06/06/2012 por MARCELO CUBA NETTO Processo nº 10660.003239/200887 Acórdão n.º 120100.668 S1C2T1 Fl. 224 7 elementos comprobatórios que permitem sua aceitabilidade pela Fiscalização, limitandose tais despesas a razoável montante, sob pena de sua inaceitação e tributandose as quantias glosadas de acordo com os artigos 243, letra I; 251, letra e e 252, letra d, do RIR. Pois bem, pelo exame das notas fiscais apresentadas pela contribuinte referentes a despesas com alimentação (fls. 73, 74, 76 e 78), verificase que não há ali informações sobre a quem foram oferecidas as refeições, e a que título. As breves descrições são do tipo “desp. c/ refeições”, “jantar fornecido em”, ou simplesmente “despesas”. Não foram apresentados, também, documentos que pudessem complementar as sucintas informações presentes nas notas fiscais, indicativos dos destinatários dos gastos com refeições. Isso posto, a alegação da recorrente segundo a qual as refeições teriam sido oferecidas a título de relações públicas não foi comprovada, como exigido pelo Parecer. Em outras palavras, se por um lado é possível que as refeições realmente tenham sido oferecidas a clientes, fornecedores e gerentes de bancos, em visitas à sede da empresa, por outro é também perfeitamente plausível que tenham sido fruto de mera liberalidade à diretores e outros funcionários do alto escalão da empresa. Na mesma linha segue a despesa com aquisição de bebidas em estabelecimento especializado na venda desses produtos (fl. 75). Como não há prova de que as bebidas tenham sido realmente oferecidas em eventos promovidos pela empresa, não há como descartar seu emprego em outros usos cuja dedutibilidade não é admitida para fins tributários. Por fim, quanto à despesa com as dez cestas de natal (fl. 77), é de se dizer que, pelo exame do inteiro teor dos acórdãos mencionados constatase que os fatos ali examinados ocorreram em anoscalendários anteriores a 1994. Nesse sentido, ainda não estavam submetidos às restrições introduzidas pelo art. 13 da Lei nº 9.249/95, que assim estabelece: Art. 13. Para efeito de apuração do lucro real e da base de cálculo da contribuição social sobre o lucro líquido, são vedadas as seguintes deduções, independentemente do disposto no art. 47 da Lei nº 4.506, de 30 de novembro de 1964: (...) IV das despesas com alimentação de sócios, acionistas e administradores; (...) VII das despesas com brindes. § 1º Admitirseão como dedutíveis as despesas com alimentação fornecida pela pessoa jurídica, indistintamente, a todos os seus empregados. (...) É de se ressaltar que a interessada sequer indicou a destinação das cestas de natal. Acaso tenham sdo oferecidas a título de brindes, ou a administradores como despesa de alimentação, sua dedutibilidade é expressamente vedada. O mesmo se diga se foram oferecidas Fl. 224DF CARF MF Impresso em 11/06/2012 por ANDREA FERNANDES GARCIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/06/2012 por MARCELO CUBA NETTO, Assinado digitalmente em 10/06/2012 p or CLAUDEMIR RODRIGUES MALAQUIAS, Assinado digitalmente em 06/06/2012 por MARCELO CUBA NETTO Processo nº 10660.003239/200887 Acórdão n.º 120100.668 S1C2T1 Fl. 225 8 a funcionários, já que são em número bem superior as dez cestas adquiridas, e portanto não contemplou a todos eles. 3.4) Das Glosas na Conta Viagens e Estadias Foram glosadas pela fiscalização as seguintes despesas com viagens e estadias, sob o argumento de serem desnecessárias ao processo produtivo, e também sob as seguintes razões: Nota fiscal/fatura n° 0004003, emitida em 15/04/2003 por Gazola Pinto Ag. Viag. e Tur. Ltda, no valor de R$ 12.345,58, referente a despesas com viagens de pessoas sem vínculo empregatício com a empresa autuada. Nota fiscal/fatura n° 0004004, emitida em 15/04/2003 por Gazola Pinto Ag. Viag. e Tur. Ltda, no valor de R$ 405,48 referente a despesas com viagens de pessoas sem vínculo empregatício com a empresa autuada. Fatura de cartão de crédito American Express Corporate, referente a despesas no exterior no valor de R$ 2.284,90. Em sua defesa alega a recorrente que a maioria das referidas despesas refere se a viagens da Sra. Verônica de La Cruz Iturbe Poblete, representante legal da empresa Brazilian Cofee Link Export and Import Corp., que por sua vez é sócia da recorrente. Outra parte das despesas também referese a viagens, agora de Vanusia Nogueira e Luciano Gonzales, prepostos da interessada, e Cleber Marques Paiva, sócio. Afirma que a dedutibilidade dessas despesas foi reconhecida pelo extinto Conselho de Contribuintes, no âmbito do acórdão nº 10192981, de 2000, cuja ementa segue abaixo: IRPJ DESPESAS OPERACIONAIS VIAGENS E ESTADIAS CARTÃO DE CRÉDITO Os gastos efetuados pelo diretor e pagos com cartão de crédito, assim como dispêndios em viagens e estadias de dirigentes e seus convidados e/ou empregados só podem ser apropriados como despesas operacionais quando demonstradas e comprovadas que foram necessárias, normais e usuais para o tipo de atividade desenvolvida pela pessoa jurídica. Pois bem, conforme visto na ementa acima, a dedutibilidade das despesas sob exame é admitida quando demonstrada a sua necessidade, algo que a recorrente afirma mas não comprova. Ademais, quanto à Sra. Vanusia Nogueira e ao Sr. Luciano Gonzales, não encontrei qualquer elemento nos autos que comprove serem eles prepostos da recorrente, como por esta afirmado. Por fim, relativamente à Sra. Verônica de La Cruz Iturbe Poblete, ainda que comprovada a necessidade das despesas, não poderiam ser elas deduzidas pela contribuinte, com que não foi comprovado vínculo profissional, mas sim pela empresa Brazilian Cofee Link Export and Import Corp., da qual é representante legal. Fl. 225DF CARF MF Impresso em 11/06/2012 por ANDREA FERNANDES GARCIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/06/2012 por MARCELO CUBA NETTO, Assinado digitalmente em 10/06/2012 p or CLAUDEMIR RODRIGUES MALAQUIAS, Assinado digitalmente em 06/06/2012 por MARCELO CUBA NETTO Processo nº 10660.003239/200887 Acórdão n.º 120100.668 S1C2T1 Fl. 226 9 4) Conclusão Tendo em vista todo o exposto, voto por negar provimento ao recurso voluntário. (documento assinado digitalmente) Marcelo Cuba Netto Fl. 226DF CARF MF Impresso em 11/06/2012 por ANDREA FERNANDES GARCIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/06/2012 por MARCELO CUBA NETTO, Assinado digitalmente em 10/06/2012 p or CLAUDEMIR RODRIGUES MALAQUIAS, Assinado digitalmente em 06/06/2012 por MARCELO CUBA NETTO
score : 1.0
Numero do processo: 10865.001248/2004-11
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Mar 20 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Tue Mar 20 00:00:00 UTC 2012
Ementa: CLASSIFICAÇÃO DE MERCADORIAS
Data do fato gerador: 29/09/1999
CLASSIFICAÇÃO FISCAL. PREPARAÇÃO CONSTITUÍDA DE ANTRAQUINONA.
Não havendo provas suficientes a corroborar o entendimento fiscal que pretende desqualificar a classificação fiscal adotada pelo contribuinte e sendo certo que o ônus da prova, neste caso, era da autoridade autuante, não é possível manter a autuação fiscal.
Numero da decisão: 3201-000.930
Decisão: ACORDAM os membros da 2ªCâmara/1ªTurma Ordinária da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso voluntário.
Matéria: II/IE/IPIV - ação fiscal - classificação de mercadorias
Nome do relator: MARCELO RIBEIRO NOGUEIRA
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : II/IE/IPIV - ação fiscal - classificação de mercadorias
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201203
camara_s : Segunda Câmara
ementa_s : CLASSIFICAÇÃO DE MERCADORIAS Data do fato gerador: 29/09/1999 CLASSIFICAÇÃO FISCAL. PREPARAÇÃO CONSTITUÍDA DE ANTRAQUINONA. Não havendo provas suficientes a corroborar o entendimento fiscal que pretende desqualificar a classificação fiscal adotada pelo contribuinte e sendo certo que o ônus da prova, neste caso, era da autoridade autuante, não é possível manter a autuação fiscal.
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Tue Mar 20 00:00:00 UTC 2012
numero_processo_s : 10865.001248/2004-11
anomes_publicacao_s : 201203
conteudo_id_s : 5137212
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Jan 29 00:00:00 UTC 2020
numero_decisao_s : 3201-000.930
nome_arquivo_s : 3201000930_10865001248200411_201203.pdf
ano_publicacao_s : 2012
nome_relator_s : MARCELO RIBEIRO NOGUEIRA
nome_arquivo_pdf_s : 10865001248200411_5137212.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os membros da 2ªCâmara/1ªTurma Ordinária da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso voluntário.
dt_sessao_tdt : Tue Mar 20 00:00:00 UTC 2012
id : 4750549
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 09:45:48 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713044359668039680
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1709; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C2T1 Fl. 2.048 1 2.047 S3C2T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10865.001248/200411 Recurso nº 000000 Voluntário Acórdão nº 3201000.930 – 2ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 20 de março de 2012 Matéria CLASSIFICAÇÃO FISCAL Recorrente RIPASA SA CELULOSE E PAPEL Recorrida Fazenda Nacional ASSUNTO: CLASSIFICAÇÃO DE MERCADORIAS Data do fato gerador: 29/09/1999 CLASSIFICAÇÃO FISCAL. PREPARAÇÃO CONSTITUÍDA DE ANTRAQUINONA. Não havendo provas suficientes a corroborar o entendimento fiscal que pretende desqualificar a classificação fiscal adotada pelo contribuinte e sendo certo que o ônus da prova, neste caso, era da autoridade autuante, não é possível manter a autuação fiscal. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 2ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso voluntário. MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO Presidente. MARCELO RIBEIRO NOGUEIRA Relator. EDITADO EM: 26/04/2012 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Judith do Amaral Marcondes Armando, Mercia Helena Trajano D’Amorim, Adriana Oliveira e Ribeiro (Suplente) e Luciano Lopes de Almeida Moraes. Ausente justificadamente o Conselheiro Daniel Mariz Gudiño Fl. 37DF CARF MF Impresso em 04/06/2012 por NALI DA COSTA RODRIGUES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/04/2012 por MARCELO RIBEIRO NOGUEIRA, Assinado digitalmente em 26/04/ 2012 por MARCELO RIBEIRO NOGUEIRA, Assinado digitalmente em 02/05/2012 por MARCOS AURELIO PEREIRA VA LADAO 2 Relatório Adoto o relatório da decisão de primeira instância por entender que o mesmo resume bem os fatos dos autos até aquele momento processual: 0 importador, por meio da DI de n° 99/08232855, registrada em 29/09/1999, submeteu a despacho 24.000 quilos do produto denominado Antraquinona DAQN, conforme descrição contida na fatura comercial n° JNZ 0752 SY, classificando na Tarifa Externa Comum no código 2914.61.00 —ANTRAQUINONA, tendo recolhido o Imposto de Importação (II) à alíquota de 5 % e para o IPI 0%. Consta na DI e fatura comercial que as mercadorias foram exportados para ao Brasil pela empresa japonesa NISSHO IWAI CORPORATION. Tendo em vista a especificação técnica do produto, fornecido pelo contribuinte, em resposta ao Termo de Intimação n° 081/04, de 17/09/2004 e com base na solução de consulta SRRF/8° RF/DIANA n° 15, de 08/03/2002, cujo consulente é a NISSHO IWAI S/A, entendeu a fiscalização que o produto importado deveria ser classificado no código TEC 3809.92.90preparação contendo Antraquinona, com alíquotas Ad Valorem para o Imposto de Importação de 17% e para o Imposto sobre Produtos Industrializados de 0%, vigentes na data do registro da DI. Destacou a fiscalização que conforme consta na especificação técnica do produto, a quantidade percentual de Antraquinona no produto importado não é variável entre um valor mínimo e um valor máximo. A Antraquinona é encontrada em um percentual fixo de 80%, é apresentada no estado sólido com a aparência de um pó fino de cor amarelo claro e sem cheiro. Assim, foi lavrado o Auto de Infração ora discutido, para cobrança da diferença do Imposto de Importação, juros de mora, multa de oficio (75%) e multa por falta de licenciamento, perfazendo um total de R$ 71.070,91. • Ciente da autuação, a interessada apresentou sua impugnação, onde em síntese, reclamou: a importação acima descrita lastreouse na legislação vigente à época e foi procedida de forma conivente com todos os procedimentos aduaneiros respectivos, inclusive correta classificação tarifária; é cediço que o produto importado através da D.I mencionada foi efetiva e inteiramente consumido no processo produtivo da Impugnante, razão pela qual não está disponível para análise da Secretaria da Receita Federal neste momento, o que fatalmente redunda na não robustez da autuação ora impugnada, vez que a análise do produto em si, nesta oportunidade, se torna prejudicada; Fl. 38DF CARF MF Impresso em 04/06/2012 por NALI DA COSTA RODRIGUES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/04/2012 por MARCELO RIBEIRO NOGUEIRA, Assinado digitalmente em 26/04/ 2012 por MARCELO RIBEIRO NOGUEIRA, Assinado digitalmente em 02/05/2012 por MARCOS AURELIO PEREIRA VA LADAO Processo nº 10865.001248/200411 Acórdão n.º 3201000.930 S3C2T1 Fl. 2.049 3 porém colocase à disposição para providenciar amostra do produto e providenciar tal análise, fato que não é realizado nesta oportunidade, pois sua execução não seria tempestiva perante o prazo da impugnação; a presente autuação deve ser considerada nula, pois a Impugnante encontrase tolhida em seu pleno direito de defesa, pois não poderá apresentar laudo especifico sobre o produto importado através da D.I. n° 99/08232851, registrada em 29/09/1999; é importante salientar a existência de laudo elaborado pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas — IPT (doc. Anexo), relativo ao produto importado através da DI n° 01/0203841/001, cujo fabricante do produto sob análise também se trata da Nihon Jyoryu Kogyo Co., Ltd., pois ali é possível constatarse que a substância ora analisada, amparada sob o código 2914.61.00 da T.E.C., tratouse necessariamente de ANTRAQUINONA; referido laudo também foi elaborado a pedido da Secretaria da Receita Federal, para atendimento do Agente Fiscal de Rendas Federais — AFRF, quando da análise da DI 01/02038141; na ocasião, ao analisar o produto importado pela NISSHO IWAI DO BRASIL S/A, sob o enquadramento 2914.61.00, foi concluida a exatidão do mesmo. A perícia foi realizada pela Engenheira Química, que se valeu de laudo do Instituto de Pesquisas Tecnológicas — IPT, que, ao analisar a amostra do produto enviada, constatou ser a mesma Antraquinona; a própria Secretaria da Receita Federal não tem uma posição definida acerca da posição tarifária para o produto objeto da autuação. Assim é que em 22/03/2002, a Impugnante foi autuada pela mesma razão (docs. 25 e 41). Todavia, naquela oportunidade o Agente Autuante, no caso Alfândega do Porto de Santos indicou como correta classificação para o produto importado o Código 3824.90.90, entendendo tratarse a mercadoria de uma Preparação Constituída de Antraquinona e Composto com Caráter Aniônico (Dispersanate); a Receita Federal precisa ter o mínimo de respeito pelo principio da segurança Jurídica; outro ponto que deve ser levado em consideração, diz respeito imprestabilidade da Solução de Consulta mencionada no auto de infração ora Impugnado, eis que a mesma não poderia balizar a presente autuação. Assim é que, soluções de consulta devem produzir efeitos tãosomente com relação ao consulente. A Impugnante não foi a consulente na Solução acima mencionada, jamais podendo arcar com os efeitos da mesma; a multa por infração administrativa ao controle das importações também deverá ser prontamente cancelada. Cita Acórdãos do Conselho de Contribuintes; Fl. 39DF CARF MF Impresso em 04/06/2012 por NALI DA COSTA RODRIGUES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/04/2012 por MARCELO RIBEIRO NOGUEIRA, Assinado digitalmente em 26/04/ 2012 por MARCELO RIBEIRO NOGUEIRA, Assinado digitalmente em 02/05/2012 por MARCOS AURELIO PEREIRA VA LADAO 4 em hipótese alguma poderia o tributo exigido vir acrescido de multa de juros; tal conferência aduaneira das informações acerca do produto importado representa uma prática reiterada pelas autoridades alfandegárias, assegurando à Impugnante, ao seguila, ao menos a exclusão de penalidades, juros moratórios, sujeitandose, neste caso, tãosomente ao pagamento do valor principal, conforme razão contida no parágrafo único do artigo 100 do CTN; requer a total improcedência do Auto de Infração. A decisão recorrida recebeu de seus julgadores a seguinte ementa: ASSUNTO: CLASSIFICAÇÃO DE MERCADORIAS Data do fato gerador: 29/09/1999 CLASSIFICAÇÃO FISCAL. PREPARAÇÃO CONSTITUÍDA DE ANTRAQUINONA. Preparação constituída de Antraquinona (80%), especialmente formulada para ser empregada na indústria do papel, classifica se no código NCM 3809.92.90. Lançamento Procedente O contribuinte, restando inconformado com a decisão de primeira instância, apresentou recurso voluntário no qual ratifica e reforça os argumentos trazidos em sua peça de impugnação. Os autos foram enviados a este Conselho e fui designado como relator do presente recurso voluntário, na forma regimental, tendo requisitado a sua inclusão em pauta para julgamento. É o Relatório. Voto Conselheiro Marcelo Ribeiro Nogueira Entendo que o recurso voluntário é tempestivo e atende aos requisitos legais, portanto, dele tomo conhecimento. O produto importado, por intermédio da DI nº 99/08232851, foi inteiramente consumido no processo industrial da Recorrente, razão pela qual não estava disponível para Fl. 40DF CARF MF Impresso em 04/06/2012 por NALI DA COSTA RODRIGUES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/04/2012 por MARCELO RIBEIRO NOGUEIRA, Assinado digitalmente em 26/04/ 2012 por MARCELO RIBEIRO NOGUEIRA, Assinado digitalmente em 02/05/2012 por MARCOS AURELIO PEREIRA VA LADAO Processo nº 10865.001248/200411 Acórdão n.º 3201000.930 S3C2T1 Fl. 2.050 5 análise da Fiscalização, quando da lavratura do auto de infração, o que é confirmado pela decisão recorrida, quando esta afirma que “cumpre destacar que o fato de não ter havido análise da mercadoria objeto de reclassificação fiscal não motiva a nulidade do lançamento, com quer a impugnante”. Ou seja, se havia dúvidas quanto à correta classificação fiscal do produto em tela, até porque se trata de produto específico, sobre o qual um auditor fiscal não tem conhecimento, deveria a Fiscalização ter providenciado à análise laboratorial do mesmo durante o processo de importação, pois esse era o momento ideal para se dirimir qualquer dúvida existente. Com efeito, somente a análise do produto teria o condão de desconstituir as informações prestadas pela contribuinte e confirmar a natureza do produto importado e a sua respectiva classificação tarifária. Ressaltese, outrossim, que a ora recorrente trouxe aos autos laudo elaborado pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), relativo a produto importado por intermédio de outra DI, cujo fabricante também era a Nihon Jyoryu Kogyoco Ltda. Ali é possível constatar que a substância analisada, amparada na TEC pelo código 2914.61.00 (mesmo código informado pela Recorrente no presente caso), era a antraquinona. Esse fato, apenas reforça que havia necessidade de prova pericial por parte do Fisco, tendo em vista as evidências que contrariam o seu entendimento, pois muito próxima da regra do parágrafo 3º do artigo 30 do Decreto nº 70.235/72. A Fiscalização, por seu turno, baseouse na solução de consulta SRRF/8ª RF/DIANA nº 15, de 08/03/2002, a qual não poderia ter corroborado a presente autuação. Com efeito, as soluções de consulta produzem efeitos somente em relação ao próprio consulente. Assim, não tendo a Recorrente sido a consulente do pleito de consulta em referência, jamais poderia arcar com os efeitos da mesma (não se conhece os pormenores e os detalhes daquela consulta), sendo correto afirmarse que se trata de tema estranho à relação jurídicotributária ora em análise. Ademais, este CARF já teve oportunidade de se manifestar em caso absolutamente idêntico ao presente, no qual a mesma contribuinte importou o mesmo produto, tendo o Fisco procedido a uma classificação fiscal diferente daquela que havia sido informada originalmente, com base nos mesmos indícios do presente caso. Acertadamente, houve a conclusão pelo cancelamento da autuação fiscal, face a insuficiência de provas para suportar a posição do Fisco, conforme se verifica da ementa do precedente: “ASSUNTO: CLASSIFICAÇÃO DE MERCADORIAS (...) CLASSIFICAÇÃO FISCAL. FALTA DE LAUDO TÉCNICO ESPECIFICO DA AMOSTRA DO PRODUTO IMPORTADO. CARÊNCIA DE PROVA. O produto da indústria química, denominado como Antraquinona, necessita ser objeto de laudo pericial, mediante o recolhimento de amostra, para ser reclassificado pela auditoria fiscal, sob pena de ser declarada a insubsistência do auto de infração, por insuficiência de prova da imputação. Fl. 41DF CARF MF Impresso em 04/06/2012 por NALI DA COSTA RODRIGUES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/04/2012 por MARCELO RIBEIRO NOGUEIRA, Assinado digitalmente em 26/04/ 2012 por MARCELO RIBEIRO NOGUEIRA, Assinado digitalmente em 02/05/2012 por MARCOS AURELIO PEREIRA VA LADAO 6 Recurso Voluntário Provido” (Ac. nº 310100.233, sessão de 18.09.2009, Conselheiro Relator Corintho Oliveira Machado destacamos). Para bem entender a questão, bem como a absoluta semelhança com o caso concreto, necessário se faz transcrever trechos do voto do Conselheiro Relator: “Em primeiro plano, cumpre observar que a Decisão de consulta de classificação de mercadorias exarada pela SRRF/8ª RF/DIANA nº 15, de 08/03/2002, utilizada pela i. auditoriafiscal autuante para lastrear a peça fiscal, tratase de orientação da Administração Tributária que não serve para todos os contribuintes, e sim restritamente para o consulente, o qual não foi referido pela auditoriafiscal, e assim não tem qualquer efeito para a recorrente. Por não haver conexão dessa norma concreta a individual com a recorrente, devese buscar em outros elementos do conjunto probatório algo que, efetivamente, trate da mercadoria importada pela recorrente. (...) Nada há nos documentos que prove ser a mercadoria importada pela recorrente, de fato, a mercadoria estampada no documento de fl. 151, que foi comparada com a solução de consulta anteriormente declinada. A solução de consulta poderia, eventualmente, servir como paradigma para a autoridade fiscal, entretanto, nesse caso o documento de fl. 151 teria de forçosamente espelhar a importação levada a efeito pela recorrente. Isso não aconteceu nestes autos. (...) Ainda nesta senda da prova, a recorrente menciona dois casos, e traz documentos, em que o produto denominado como Antraquinona foi importado e foi objeto de laudos, num deles foi confirmada a classificação fiscal, e noutro foi reclassificado, porém, em outro código, diverso do pretendido pela i. autoridadefiscal neste caso em tela. Mostra com isso que o produto, longe de ser de classificação tranquila, necessita, efetivamente, de ser recolhida a amostra. Posto isso, e ainda com alicerce no art. 112, II, do Código Tributário Nacional (A lei tributária que define infrações, ou lhe comina penalidades, interpretase da maneira mais favorável ao acusado, em caso de dúvida quanto: ... II – à natureza ou às Fl. 42DF CARF MF Impresso em 04/06/2012 por NALI DA COSTA RODRIGUES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/04/2012 por MARCELO RIBEIRO NOGUEIRA, Assinado digitalmente em 26/04/ 2012 por MARCELO RIBEIRO NOGUEIRA, Assinado digitalmente em 02/05/2012 por MARCOS AURELIO PEREIRA VA LADAO Processo nº 10865.001248/200411 Acórdão n.º 3201000.930 S3C2T1 Fl. 2.051 7 circunstâncias materiais do fato, ...;), voto pelo PROVIMENTO ao apelo voluntário, para declarar a insubsistência do auto de infração, por insuficiência de prova da imputação” (destaques do original). Assim sendo, entendo que não há provas suficientes a corroborar o entendimento fiscal, sendo certo que o ônus da prova, neste caso, era da autoridade autuante que não foi capaz de satisfazer este requisito para a lavratura da autuação. Por estas razões, VOTO por conhecer o recurso voluntário para darlhe provimento, julgando nulo o auto de infração. MARCELO RIBEIRO NOGUEIRA relator Fl. 43DF CARF MF Impresso em 04/06/2012 por NALI DA COSTA RODRIGUES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/04/2012 por MARCELO RIBEIRO NOGUEIRA, Assinado digitalmente em 26/04/ 2012 por MARCELO RIBEIRO NOGUEIRA, Assinado digitalmente em 02/05/2012 por MARCOS AURELIO PEREIRA VA LADAO
score : 1.0
