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Numero do processo: 10872.000643/2010-28
Turma: 1ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 1ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Wed Apr 06 00:00:00 UTC 2022
Data da publicação: Mon May 02 00:00:00 UTC 2022
Ementa: ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Ano-calendário: 2007
RECURSO ESPECIAL. AUSÊNCIA DE SIMILITUDE FÁTICA ENTRE RECORRIDO E PARADIGMA. NÃO CONHECIMENTO.
Não se conhece do recurso especial na hipótese em que deixa de se comprovar o requisito da similitude fática ao comparar o acórdão recorrido e o paradigma indicado.
Numero da decisão: 9101-006.060
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do Recurso Especial.
(documento assinado digitalmente)
Andréa Duek Simantob Presidente em exercício e Relatora
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Edeli Pereira Bessa, Livia de Carli Germano, Fernando Brasil de Oliveira Pinto, Luis Henrique Marotti Toselli, Luiz Tadeu Matosinho Machado, Alexandre Evaristo Pinto, Gustavo Guimaraes da Fonseca (suplente convocado(a)), Andrea Duek Simantob (Presidente).
Nome do relator: Marcelo Cuba Netto
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ementa_s : ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Ano-calendário: 2007 RECURSO ESPECIAL. AUSÊNCIA DE SIMILITUDE FÁTICA ENTRE RECORRIDO E PARADIGMA. NÃO CONHECIMENTO. Não se conhece do recurso especial na hipótese em que deixa de se comprovar o requisito da similitude fática ao comparar o acórdão recorrido e o paradigma indicado.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do Recurso Especial. (documento assinado digitalmente) Andréa Duek Simantob Presidente em exercício e Relatora Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Edeli Pereira Bessa, Livia de Carli Germano, Fernando Brasil de Oliveira Pinto, Luis Henrique Marotti Toselli, Luiz Tadeu Matosinho Machado, Alexandre Evaristo Pinto, Gustavo Guimaraes da Fonseca (suplente convocado(a)), Andrea Duek Simantob (Presidente).
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IInntteerreessssaaddoo FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Ano-calendário: 2007 RECURSO ESPECIAL. AUSÊNCIA DE SIMILITUDE FÁTICA ENTRE RECORRIDO E PARADIGMA. NÃO CONHECIMENTO. Não se conhece do recurso especial na hipótese em que deixa de se comprovar o requisito da similitude fática ao comparar o acórdão recorrido e o paradigma indicado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do Recurso Especial. (documento assinado digitalmente) Andréa Duek Simantob – Presidente em exercício e Relatora Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Edeli Pereira Bessa, Livia de Carli Germano, Fernando Brasil de Oliveira Pinto, Luis Henrique Marotti Toselli, Luiz Tadeu Matosinho Machado, Alexandre Evaristo Pinto, Gustavo Guimaraes da Fonseca (suplente convocado(a)), Andrea Duek Simantob (Presidente). Relatório Trata-se de recurso especial interposto pelo sujeito passivo em epígrafe, por meio do qual pede seja resolvida divergência interpretativa acerca da seguinte matéria: - Vendas canceladas - Interpretação do art. 923 do RIR/99. A ementa e a parte decisória do acórdão recorrido, nº 1402-001.912, encontram-se assim redigidas: AC ÓR Dà O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 87 2. 00 06 43 /2 01 0- 28 Fl. 2233DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 2 do Acórdão n.º 9101-006.060 - CSRF/1ª Turma Processo nº 10872.000643/2010-28 ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA - IRPJ Ano-calendário: 2007 VENDAS CANCELADAS. EXCLUSÃO. DOCUMENTAÇÃO COMPROBATÓRIA. Os registros da escrituração da pessoa jurídica fazem prova a seu favor desde que embasados em documentação hábil e idônea. O valor lançado a título de vendas canceladas só pode ser acatado se devidamente corroborado pelos elementos de prova apresentados pelo sujeito passivo, o que inclui a demonstração de que foi apropriada a integralidade da receita auferida, inclusive a parcela correspondente à venda posteriormente cancelada., Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso de ofício e, por voto de qualidade, negar provimento ao recurso voluntário. Vencidos os Conselheiros Paulo Roberto Cortez, Cristiane Silva Costa e Carlos Pelá que votaram por dar provimento parcial ao recurso para restabelecer as vendas canceladas no montante de 19.379.936,00 (...) Diante da decisão supra, foi apresentado recurso especial, em que a recorrente alega a existência de divergência entre o acórdão recorrido e o acórdão indicado como paradigma de nº 3402-002.356, no que diz respeito à interpretação do art. 923 do RIR/99, conforme trechos de seu recurso a seguir reproduzidos: 2. CABIMENTO DO RESP: DIVERGÊNCIA QUANTO À INTERPRETAÇÃO DO ART. 923 DO RIR/1999 2.1. Trata o presente processo de Autos de Infração de IRPJ, CSLL, PIS e COFINS lavrados pela fiscalização da RFB a partir da glosa do registro contábil e fiscal de vendas canceladas pela RECORRENTE, referentes ao ano-calendário de 2007, no valor total de R$ 41.516.851,72. 2.2. A autuação teve origem no Termo de Intimação Fiscal n° 6, de fls. 37/38, por meio co qual a fiscalização da RFB intimou a empresa RECORRENTE a "Apresentar documentos comprobatórios dos lançamentos contábeis identificados no Quadro Demonstrativo n° I", quais sejam, os lançamentos referentes às vendas canceladas. 2.3. A fim de dar suporte aos registros das vendas canceladas, a RECORRENTE juntou aos autos vastíssima documentação, merecendo destaque os documentos de fls. 71/200 ("Redução Z", documento oficial de controle do fisco estadual, que contém o resumo diário de todas as operações, isto é, tanto as vendas efetivas quanto as canceladas) e 374/385 (cópia do Livro Razão Analítico, contendo o registro individualizado de todas as vendas canceladas do período), ou seja, mais de 140 laudas de documentos contábeis e fiscais. 2.4. Destaca-se especialmente os documentos de fls. 389, 469 e 753 ("Redução Z"), que dão suporte inequívoco a R$ 19.379.936,23 das vendas canceladas, o que representa cerca de 45% do total glosado pela fiscalização (RS 41.516.851,72). 2.5. Pois bem. O ponto controvertido/divergente a ensejar a reapreciação do caso pela CSRF pela via do Recurso Especial se refere à interpretação do art. 923 do RIR/1999: "Art. 923. A escrituração mantida com observância das disposições legais faz prova a favor do contribuinte dos fatos nela registrados e comprovados por documentos hábeis, segundo sua natureza, ou assim definidos em preceitos legais." (grifos da recorrente) 2.6. Percebe-se que houve divergência interpretativa quanto a este dispositivo dentro da própria turma julgadora, visto que, para metade dos Conselheiros, a documentação acostada aos autos (Redução Z e Livro Razão) seria suficiente para Fl. 2234DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 3 do Acórdão n.º 9101-006.060 - CSRF/1ª Turma Processo nº 10872.000643/2010-28 afastar a glosa de R$ 19.379.936,23, o que ensejou seus votos no sentido de dar provimento parcial ao Recurso Voluntário. (g.n.) 2.7. Prevaleceu, no entanto, o entendimento do Conselheiro Relator, ratificado pelo voto de qualidade, segundo o qual, para afastar a glosa, não bastaria somente a comprovação das vendas canceladas, mas também se deveria ir além e comprovar a correta tributação da totalidade das vendas efetivas. Vejamos passagens neste sentido (fls. 1981/1982): "Admite o Fisco que teriam sido demonstradas vendas canceladas no montante de R$ 19.379.936,23. Entretanto, ressalva que não há como saber se a receita correspondente foi contabilizada em sua integralidade - justificando a exclusão do valor das operações canceladas - ou se pelo valor líquido já deduzidas essas vendas. A interessada, por sua vez, sustenta que não caberia questionamentos em relação à contabilização da receita, por se tratar de matéria estranha à autuação. Em principio, assistiria razão à demandante. De fato, o procedimento fiscal direcionou-se à ausência de comprovação do valor correspondente às vendas canceladas. Sob essa ótica, caberia simplesmente o acatamento do valor tido como demonstrado {R$ 19.379.936,23). Por outro lado, quando das discussões que implicaram na conversão do julgamento em diligência, a constatação de que o valor das vendas canceladas era proporcionalmente muito significativo em relação à receita declarada implicou para o Colegiado na necessidade de se confirmar que toda a receita auferida foi oferecida à tributação." 2.8. Data máxima venia, o entendimento esposado no voto vencedor estendeu o próprio escopo original da autuação, que se limitou à comprovação das vendas canceladas. Ademais, divergiu não apenas do entendimento manifestado pelos Conselheiros vencidos, como também do entendimento demonstrado no ACÓRDÃO PARADIGMA n° 3402.002.356, de 26.03.2014 (integra em anexo). (g.n.) 2.9. Naquela oportunidade, a 2ª Turma Ordinária da 4ª Câmara da 3ª Seção de Julgamento do CARF entendeu que o Livro Razão, tão somente, seria prova hábil e suficiente para justificar a exclusão, da base de receitas tributáveis, do valor das vendas canceladas. Destaque-se: I.b. Cancelamento de vendas: No que tange aos valores referentes à cancelamento e devoluções de vendas de aparelhos, acessórios e habilitação constantes na cópia do Livro Razão apresentada junto à impugnação de fls. 386/391 - numeração eletrônica, tenho que novamente acertou a DRJ/RJOII em excluir da base cálculo da Cofins os valores registrados como devolução de vendas nas contas "Habilitação" (41121611), "Acessórios" (41211) e "Aparelho móvel celular" (41212), assim como o IPI destacado separadamente nas respectivas notas fiscais. (...) Desta forma, embora num primeiro momento a fiscalização não tenha identificado, por equívocos nos lançamentos do próprio sujeito passivo, que haviam tais exclusões de sua receita bruta, que posteriormente vieram a ser devidamente comprovados com a juntada das cópias do Livro Razão, inclusive mediante realização de diligência, resta acertada a decisão que permite que referida exclusão de receita seja efetivada pelo sujeito passivo, pois que igualmente é um direito emanado da Lei." (grifos da recorrente) 2.10. Verifica-se, portanto, que a decisão tomada no acórdão paradigma deu interpretação diametralmente oposta ao art. 923 do RIR/1999: lá, o Livro Razão foi prova suficiente a suportar as vendas canceladas, eis que os registros contábeis não foram devidamente contraditados pelo Fisco, como determina o art. 924 do Fl. 2235DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 4 do Acórdão n.º 9101-006.060 - CSRF/1ª Turma Processo nº 10872.000643/2010-28 RIR/1999; aqui, porém, o Livro Razão (fls. 374/375), nem mesmo corroborado por mais de 100 laudas de "Redução Z" (fls. 71/200), foi suficiente. (g.n.) (...) O recurso especial foi admitido por meio de despacho decisório exarado pela Presidência da 4ª Câmara da 1ª Seção do CARF. A Fazenda Nacional apresentou contrarrazões pedindo, no mérito, que seja mantida a decisão recorrida. É o relatório. Voto Conselheira Andréa Duek Simantob, Relatora. Conhecimento Em suas contrarrazões a Fazenda Nacional não questiona a admissão do recurso, ou o seu conhecimento. No entanto, entendo que o recurso especial não deveria ter sido admitido e, portanto, não deve ser conhecido. O referido art. 923 do RIR/99 (e seguintes) trata da prova no âmbito do procedimento de fiscalização, e possui a seguinte redação: Seção VIII Da Prova Art. 923. A escrituração mantida com observância das disposições legais faz prova a favor do contribuinte dos fatos nela registrados e comprovados por documentos hábeis, segundo sua natureza, ou assim definidos em preceitos legais (Decreto-Lei nº 1.598, de 1977, art. 9º, §1º). (...) Veja que não há no acórdão recorrido qualquer afirmação no sentido de negar a força probante dos fatos registrados na escrituração do sujeito passivo, desde que amparados em documentos hábeis à sua comprovação, nos exatos termos do art. 923 do RIR/99. Em verdade, a divergência entre o recorrido e o paradigma não advém de distintas interpretações adotadas por cada um dos Colegiados acerca da norma em comento, mas sim da livre apreciação que cada Colegiado fez sobre o conjunto probatório existente nos respectivos autos. Se estes autos fossem apreciados pelo Colegiado paradigma, poderíamos, inclusive, ter uma convergência de entendimentos e não divergência. Ora, (i) enquanto a Turma recorrida, apreciando os elementos presentes nos nestes autos, entendeu que a recorrente não comprovou serem verídicos os fatos contábeis registrados em sua escrituração a título de vendas canceladas, no montante de R$ 41.516.851,72, bem como adotou como fundamento a ressalva do fisco de que não há como saber se a receita correspondente foi contabilizada em sua integralidade - justificando a exclusão do valor das operações canceladas – ou se pelo valor líquido já deduzidas essas vendas (ii) o Colegiado que julgou o paradigma, apreciando os elementos presentes naqueles autos, entendeu que o sujeito passivo comprovou serem verídicos os fatos contábeis registrados em sua escrituração a título de vendas canceladas. Fl. 2236DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 5 do Acórdão n.º 9101-006.060 - CSRF/1ª Turma Processo nº 10872.000643/2010-28 Em conclusão, por não enxergar qualquer dissenso jurisprudencial levando em conta os casos comparados, voto por não conhecer do especial. (documento assinado digitalmente) Andréa Duek Simantob Fl. 2237DF CARF MF Documento nato-digital
score : 1.0
Numero do processo: 10830.004630/88-21
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Jul 08 00:00:00 UTC 1993
Data da publicação: Thu Jul 08 00:00:00 UTC 1993
Ementa: I.I. e I.P.I - CLASSIFICAÇÃO TARIFÁRIA. O capítulo 29 da TAB
compreende, unicamente, os compostos orgânicos de constituição química definida.
Os produtos tensoativos, nos termos das Notas Explicativas da
Nomenclatura do Conselho de Cooperação Aduaneira (NENCCA),
classificam-se na posição 34.02.
A mercadoria denominada, comercialmente, de IGEPON T-77, por ser um
produdo de constituição química não definida, com características
tensoativas, do tipo Aniômico classifica-se no Código TAB 34.02.01.00.
Numero da decisão: 301-27.454
Decisão: ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso, vencidos os Conselheiros Fausto de Freitas e Castro Neto, Miguel Calmom Villas Boas e José Theodoro Mascarenhas Menck, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: MARIA DE FÁTIMA PESSOA DE MELLO CARTAXO
1.0 = *:*
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ementa_s : I.I. e I.P.I - CLASSIFICAÇÃO TARIFÁRIA. O capítulo 29 da TAB compreende, unicamente, os compostos orgânicos de constituição química definida. Os produtos tensoativos, nos termos das Notas Explicativas da Nomenclatura do Conselho de Cooperação Aduaneira (NENCCA), classificam-se na posição 34.02. A mercadoria denominada, comercialmente, de IGEPON T-77, por ser um produdo de constituição química não definida, com características tensoativas, do tipo Aniômico classifica-se no Código TAB 34.02.01.00.
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; pdf:docinfo:title: 30127454_108300046308821_199307; xmp:CreatorTool: Smart Touch 1.7; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dcterms:created: 2017-11-27T11:03:17Z; dc:format: application/pdf; version=1.4; title: 30127454_108300046308821_199307; pdf:docinfo:creator_tool: Smart Touch 1.7; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:encrypted: false; dc:title: 30127454_108300046308821_199307; Build: FyTek's PDF Meld Commercial Version 7.2.1 as of August 6, 2006 20:23:50; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: ; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; dc:subject: ; meta:creation-date: 2017-11-27T11:03:17Z; created: 2017-11-27T11:03:17Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 9; Creation-Date: 2017-11-27T11:03:17Z; pdf:charsPerPage: 1234; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; pdf:docinfo:custom:Build: FyTek's PDF Meld Commercial Version 7.2.1 as of August 6, 2006 20:23:50; meta:keyword: ; producer: Eastman Kodak Company; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Eastman Kodak Company; pdf:docinfo:created: 2017-11-27T11:03:17Z | Conteúdo => MINIsTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CÂMARA • PROCESSO N° SESSÃO DE ACÓRDÃO N° RECURSO N° RECORRENTE RECORRIDA 10830-004630/88-21 08 de julho de 1993 301-27.454 111.260 ICI BRASIL S.A DRF - CAMPINAS - SP LI. e LP.I - CLASSIFICAÇÃO TARIFÁRIA. O capítulo 29 da TAB compreende, unicamente, os compostos orgânicos de ,constituiçãoquímica definida. Os produtos tensoativos, nos termos das Notas Explicativas da Nomenclatura do Conselho de Cooperação Aduaneira (NENCCA), classificam-se na posição 34.02. A mercadoria denominada, comercialmente, de IGEPON T-77, por ser um produto de constituição química não definida, com características tensoativas, do tipo Aniômico, classifica-se no código, TAB 34.02.01.00. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. • ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso, vencidos os Conselheiros Fausto de Freitas e Castro Neto, Miguel Calmom Villas Boas e José Theodoro Mascarenhas Menck, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Brasília-D . , em 8,de julho de 1993 I ff,~O;':~QJj.aA ~~,"E FATIMA)t7S0A DEMElLO CARTAXO { ~UY RODRIGU'~E SOUZA I~ROCURADOR ~ 1\ A ENDA NACIONAL VISTA EM 05 8ET 1996 Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselheiros JOÃO BAPTISTA MOREIRA, RONALDO LINDIMAR JOSÉ MARTON. Ausente o Conselheiro LUIZ ANTONIO JACQUES. RC • .' , . •SERViÇO PUBLICO FEDERAL PROCESSO N~ 10830.004.630/88-21 • RECURSO N9: 111.260 ACOROÃO N9: 3 O1 - 2 7454 . RECORRENTE: IOI BRASI[,S/A R E ~ A T O R I O IOI BRASI~ 'S/A submeteu a despacho aduaneiro, através da Declarac~o d.e Importaç~o DI nQ 509212/86 o produto classificado na pdsiç~o TAB 29.25.99.00, com alíquotas de 30% para o I~ e 0% p~ra o IPI, e assim descrito (fls 09): ~"sal sódico de derivado suLfonado de composto aminado (Amida :Primária) doác ido monocarboxilico (N-O~EOY~), isolado com 30% de impurezas provenientes do processo de obtenç~o, solúvel na água com propriedades tensoativas (do tipo Anionico) . NOME GUrMIOO: SODIUM .METHY~-N-O~EOY~ TAURATE OONOENTRAOAO MrNIMA/GRAU DE PUREZA: Mínimo de 70% ESTADO FrSIOO: SO~IDO - GUA~IDADE: Industrial." • O ~ABANA-santos, procedendomaterial assim se pronunciou (fls. 16): à análise do,"Trata-se de N-METI~-N-O~EI~-:TAURATO de SODIO, um. produto de constituiç~o qUlmlca definida, com características tensoativas do tipo aniOnico." Baseando-se no referido laudo, quando da fiscalizaç~o da 2ª fase do Despacho Aduaneiro Simplificado - DAS, a autoridade fiscal lavrou o Auto de Infraç~o de fls. 01 , classificando o produto na posiç~o TAB 34.02.01.00, com alíquotas de 50% para o II e 15% para o IPI. Foi exigida a diferença dos dois tributos e multa do artigo 364, lI, do RIPI, por falta de recolhimento do IPI devido. Em sua impugnaç~o de fls. argumentou que: 17, a autuada a) promoveu a importaç~o e desembaraço do produto objeto do AI, classificando-o na posiç~o 29.25.99.00 da TAB ent~o vigente, amparada no Parecer OST nQ 338, de 23.02.81, publicado no D.O.U, de 13.03.81, editado em raz~o do processo nQ 0810-38.645/79, de \interesse da empresa Hokko' do sil Indústria Guímica e Agro Pecuária ~tda; OAMEFP/OF- SECOS Ni Ô65/90 3...........FLS.SERViÇO PÚBLICO FEDERAL Recurso nº 111.260 Acordão nº 301-27.454 b) o produto importado é exatamente o mesmo do constante do referido Parecer CST nQ 338/81, e as empresas envolvidas o uti1izam para a mesma funç~o: matéria prima na fabricaç~o de produtos agropecuários, defensivos agrícolas; • c) pelo princípio da isonomia (igualdade de todos perante a ~ei), o mesmo tratamento tributário (classificaç~o fiscal) deve ser aplicado às partes que se encontrem na mesma situaç~o legal, o que equivale dizer que a classificaç~o fiscal adotada pela autuada, no presente caso, está absolutamente correta, de acordo com o decidido no Parecer CST 338/81. Em primeira Instáncia, a aç~o fiscal foi julgada procedente (fls. 41 ), conforme as seguintes considerações:• Na Informaç~o.Fiscal de fls. 22/24 autuante propÔs a manutenç~o do lançamento. o fiscal que n~o existe igualdade entre os dois produtos, visto que o Parecer invocado pela impugnante se refere ao produto denominado comercialmente "FENOPON-77" - PÓ de cor creme, ao passo que o produto importado se chama "IGEPON-77" - sólido em escamas amarelas; - que o produto objeto do referido Parecer é um produto orgánico de constituiç~o química definida, conforme consta do Parecer Normativo CST nQ 82/86, item 4, enquanto que o produto despachado n~o possui constituiç~o química definida; - que o capítulo 29 daTAS compreende unicamente os compostos orgánicos de constituiç~o química definida "ex-vi" da NOTA (29-I) letra "a"; • se alicerçasegundo os exclus~o do - que a classificaç~o adotada nos Pareceres Normat ivos CST nQ quais os produtos orgánicos sab~o) se classificam na posiç~o pela fiscalizaç~o 124/75 e 116/86, tensoativos (com 34.2 da TAS/TIPI; - que o laudo de fls. 16 produtotensoativo. constatou ser um Inconformada, a empresa voluntário (fls. 45/46), solicitando decis~o recorrida, alegando que: apresentou recurso a reformulaç~o da - o seu produto é o mesmo constante do Parecer CST 338/81, sendo que a diferença entre eles refere-se, apenas, quanto ao nome comercial e à forma de apresentaç~o: um sob a forma de pó de cor creme e outro sólido, em escamas amarelas (creme e amarela s~o cores similares), e que o nome científico do produto importado é o mesmo identificado pelo ~ASANA; IMPRESSO GRAFI:;:A DMF~E . FLS. ..~ ..••••• 82186, evocado inteiramente a SERViÇO PÚBLICO FEDERAL Recurso nO 111.260 Acordão nO 301-27.454 - que o Parecer Normativo CST nQ pelo julgador de primeira instAncia, confirma posiç~o correta adotada pela recorrente. • (fls. 47/52 ). Anexa, ainda, uma cópia do Parecer 82186 • Em 01/08/89, a recorrente requereu a juntada ao referido Processo da cópia da Decis~o (fls. 54/55), proferida pela autoridade competente da DRF-santos, em processo onde se discutiu a classificaç~o fiscal do produto em quest~o. tendo a classificaç~o fiscal adotada pela empresa signatária sido reconhecida como correta naquela julgamento. Os membros da Primeira CAmara do Terceiro Conselho de Contribuintes resolveram, por unanimidade de votos, através da Resoluç~o de 301- 692 (fls. 74/76 ), converter o julgamento em diligência à CST (Coordenaç~o do Sistema de Tributaç~o), para informar se o produto se enquadra na classificaç~o do PN 82/86. A informaç~o Técnica nQ 071/91 de fls. 79/81 foi elaborada em atendimento à Resoluç~o nQ 301~692. • A COSIT (DINOM) em informaç~o de nQ 492 (fls. 91/92) repetiu os esclarecimentos já prestados ao Egrégio Conselho pela Informaç~o CST (DCM) nQ 472/92, com referência ao Processo n~ 10830-004.628/88-80, da mesma interessada, e propôs ao final o retorno do referido Processo ao 3Q Conselho de Contribuintes (Primeira CAmara). g o relatório. ~ IMPRESSO GRÃFI:A DMF-pe . : SERViÇO PÚBLICO FEDERAL Processo n9 10.830.004.630/88-21 Acórdão n9 301-27454 Recurso n9 111.260 v O T O FLS. 5•••••• ~ ó ••• '. Conselheira:MARIA DE FATIMA PESSOA DE MELLO CARTAXO,relatora. O recurso e tempestivo, pelo que deve ser conhecido. O nucleo da materia litigiosa que se discute nestes autos se prende ã classificação tarifária do produto denomina do comercialmente de IGEPON T-77. A esse respeito, convem ressaltar os seguintes as- pectos: 1 - Laudo de Análise n9 7280 (doc.de fls.16), espe- df.ico para .amercadoria objeto do presente 1itl- gio, importada atraves da D.I.n9 509212/86, co~ clui que: "Trata-se de N-Metil-N-Oleil-' Taurato de Sódio, um produto de constituição gUlmica nao definida, com caracterlsticas tensoativas do ti po Aniônico. (grifos nossos). 2 - O Parecer C.S.T. n9 338, de 23.02.81 (fls.19) , invocado pela empresa para respaldar a classifi cação fiscal por ela adotada, diz respeito a um produto de denominação comercial diversa, a sa- ber, TENEPON T-77, assim como de diferente cons tituição qUlmica, já que classificado no códjgo TAS 29.25.99.00, apl icâvel unicamente aos <'com- postos orgânicos de constituição qUlmica defini- da. 3 - Conforme se observ'a, o referido Parecer nao se aplica ã mercadoria de que trata este processo, visto que, nos termos do laudo tecnico espedfj co, consiste a mesma em produto de constituição qUlmica não definida, alem do qus, denomina,se comercialmente de IGEPON T-77 e não, FENEPON T-77. 4 - Alem do mais, o produto de nome comercial "FENE PON T-77", a que se refere o Parecer CST n9 ... 6...........FLS.SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL Processo n9 10.830.004.630/88-21 Acórdão n9 301-27454 Recurso n9 111.260 338/81 apresenta-se sob a forma deumpo creme acondicionado em tambores ou g~lões, enquanto que o IGEPON T-77 ~ um sólido, em escamas (grã- nulos) amarelas, o que reforça o entendimento' de que se trata de produtos distintos. 5 - O Parecer Normativo CST n9 82/86, ao consol idar a classificação. fiscal dos produtos. que especi- fica, esclarece que a atribuição do código TIPI 1 TAB 29.25.99.00 para o produto denominado de FENEPON T-77, decorreu da aplicação da nota ... (29-1); letra "a", que dispõe: "Salvo as exceções resultantes do texto de alg~ mas de suas posições, estão compreendidos no presen- te Cápitulo, unicamente: a) os compostos orgânicos de constituição qui- mica definida, apresentadosisoladamente,me~ mo contendo impure2as;" (grifos nossos). 6 - Destaca, ainda, o citado Parecer Normativo CST n9 82/86 a Nota Complementar NC (29.2) do Capi- tulo 29 da TABque det~r~ina: "O importador do produto deste Capitulo ~ obri- gado a declarar-lhe o nome cientifico e, quando hou ver, o nome comercial". (grifos nossos). 7 - Do exame das peças. dos autos verifica-se Que o importador omitiu da Declaração de Importação o nome comercial do produto importado, ou seja, IGEPON T-77, em desobediência ao disp~sto na ci tada Nota Complementar NC(29-2) da TAB, que co~ robora o entendimento de que o questionado pro- duto não se enquadra no Capitulo 29. 8 - Observa-se, ainda, por outro lado, SERViÇO PÚBLICO FEDERAL Processo nQ 10.830.004.630/88-21 Acórdão nQ 301-27454 Recurso n9 111.260 FLS. •••7 . • sa njo logrou demonstrar, em quaisquer das fa- ses do procedimento fiscal, a incorreção ou im- procedência do Laudo de Anâ1ise nQ 7280(f1s.16), cuja conclusão ê no sentido de tratar-se a mer- cadoria objeto do 1itfgio de "produto de consti- tuição qufmica não definida", o que afasta, de- finitivamente, a,pos.sibi1idade de o mencionado produto IGEPON T-77, vir a ser classificado no Capltu10 29 . 9 - Cone1 ui, a inda, o ci tado Laudo de Anâ1 ise que o referido produto IGEPON T-77 possui caracterls- ticas tensoativas,do tipo Aniônico, especifi- cando-o como N-Meti1-N-01ei1-Taurato de Sódio. 10 - De acordo com os Pareceres Normativos CST nQs 124/75 e 116/86 "os produtos orgânicos tensoatJ. 'vos (com exc1usão~0 sabão) de constituição guf- mica não definida" (grifosnossos) classifican- do-se na posição TAS 34.02. 11- A tensão superficial da solução aquosa a 0,5% ' do produto, a 20QC, sendo de 37,43dines/cm,co~ forme consta do Laudo de Anâ1ise, confirmam tri tar-seo questionado produto de um agente de s~ perffcie do tipo aniônico (tensoativo),eviden- ciando-se, dessa forma, a correção da classifi- cação tarifâria adotada pela autoridade fiscal: 34.02.01.00 - "Produtos Orgânicos Tensoativos (com exclusão do sabão) Aniônicos". 12 - Reforça esse entendimento o contido nas Notas Explicativas da Nomenclatura do Conselho de Coo peração Aduaneira (NENCCA), ao referir-se aos' produtos orgânicos tensoativos (agentes de su~~ p"fl"'1 d, p"iç" 34.02, "" t"P"~ IMPRESSOGRAFICA OMF.f'E . exclusão SERViÇO PÚBLICO FEDERAL Processo n9 10.830.004.630/88-21 Acórdão n9 301-27454 Recurso nQ 111.260 "I - Produtos Orginicos Tensoativos (com do sabão). FLS. 8........... • Os produtos orginicos tensoativos desta posi- çao sao composto s d.e constitu ição qu,m icanã o defini da que po~ suem um ou mais grupos funcionais hidrófilos e nidrófobos, em proporção tal que, misturados com igua, na concentração de 0,5 por cento ã temperatura de 209C e depois deixados em repouso durante uma horaã mesma temperatura ,produzem um 1,qui do tran~ parente ou transl~cido ou uma emulsão estivel, sem separaçao de substincias insol~veis. São .suscept,veis de formar uma cama da de absorção numa interface e, nesse estado, mani.festam um conjunto de propriedadesf,sico-qu,micas, designadamente uma atividade superficial (por exemplo: diminuição da tensão supe~ ficial, formação de espuma, emulsificação e acçãomolhante) e da, o seu nome de agente de superf,cie por que, a'maior parte das vezes, sao conhecidos". No presente caso, conforme Laudo de Anilise de fls. 16, a tensão superficial do produto encontra-se reduzida em apenas 37,43 dines/cm, abaixo, portanto, do limite de 45 di- nes/em estabelecido, na referida Nota Explicativa. conforme se gue: "Todavia, os produtos que nao são suscept,veis de diminuir a tensão superficial at~ 45 dines/cm oU.menos,com uma concentração de 0,5 por cento ã temperatura de 209C, não se co.!:. sideram como agentes de superflcie e excluem-se desta posição (por exemplo: 38.19)" 13 - A Informação T~cnica n9 071)91 do LABAN) Santos (doc. de fls.79a 82), elaborada em atendimento ã Resolução n9 301.692, destaca o seguinte: ~IMPRESSO GRAFtcA F.f'E a- que a mercadoria de nome comercial IGEPON- T-77 "trata-se de mistura de N-Metil-N-Acoil- Tauratos de Sódio, com predominincia de N-Me til-N-Oleil-Taurato de Sódio, de constitui- ção qu,mica não definida, um produto Processo nQ 10.830.004.630}88-21 Acórdão nQ 301-27454~Re~~rs619'n9 111.260 co tenso-ativo, decarãter aniônico" :C!ifrifos nossos). ........... r .' SERViÇO PUBLICO FEDERAL 9FLS. • b- que as'mercadorias de nomes comerClalS IGE- PON T-77 e FENEPON T-77 têm composições qui micas similares; c- que, segundo informação da ,interessada,são utilizados em diferentes campos de aplicação, isto e, o FENEPON T-77 e usado no campo ali- mentlcioe oIGEPON T-77, no campo gulmico. 14 - Finalmente, a InformaçãoCOSIT (DINON) nQ 492, de 13.10.1992, citando a 'Informação CST (DCM)nQ 259/90; que versa sobre materia idêntica a que se discute nestes autos, afirma que o IGEPON T- 77 e o FENEPON T-77 são produtos qulmicos dis- tintos, neste caso, o IGEPON T-77 não estaria abrangido pelo mesmo código dado ao FENEPON T- 77, atraves do Parecer Normativo CST 82/86, a nao ser que se comprovasse a incorreção de um dos laudos, o que não ocorreu no presente caso. Conclui a referida Informação COSIT(DINON) que a classificação correta para os questionados pr~ dutos, at e 31. 12 .88 seria o código TAB 34. 02 .O1. 00, que foi o adotado pela autoridade fiscal e mantido pelo julgador de primeira instância ad- ministrativa. ~ vista do exposto e do mais que do processo consta, nego provimento ao recurso. ~ k~D~)..r~.dl ~l h~J de/Í993! ( MARIA DE F~A PESSOA~~o-relatora. IMPRESSO GRJ.FICA DMf'.PE . 00000001 00000002 00000003 00000004 00000005 00000006 00000007 00000008 00000009
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Numero do processo: 10711.000284/89-21
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Jul 05 00:00:00 UTC 1990
Numero da decisão: 301-00.545
Decisão: RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência ao INT, através da Repartição de origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: FAUSTO DE FREITAS E CASTRO NETO
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MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CÂMARA • Sessão de OSde)lJ}.~o.de 19~º ACORDÃO N ' . R E S O L U C Ã O• Recurso n.O Recorrente Recorrid 111.405 JOORY S/A - IRF - PORTO Processo nº 10711-000284/89-21. Importação e Exportação. DO RIO DE JANEIRO - RJ. 301-545 • •• • • Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conse- lho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamen- to em diligência ao INT, através da Repartição de origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Brasília-DF, 05 d julho de 1990 . L.J.~~~~{J~ FAUSTO FREITAS DE CASTRO NETO - Relator. E S L A - Proc. da Fazenda Nacional . VISTO EM SESSÃO DE: 1 7 AGO 1990 Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselheiros: JOÃO HOLANDA COSTA, JOSt MARIA DE MELO, WLADEMIR CLOVIS MOREIRA, MARIA LUCIA SILVA CASTELO BRANCO, JOSt THEODORO MASCARENHAS MENCK eFLÚVIO CASSIO DE MELLO E SOUZA . ~.. . . • • • SERViÇO PÚBLICO fEDERAL MEFP - TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES - 1~ CÂMARA. RECURSO Ng 111.405 RESOLUÇÃO Ng 301-545 RECORRENTE: JOORY S/A IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO RECORRIDA IRF - PORTO - RJ. RELATOR FAUSTO FREITAS DE CASTRO NETO. R E L A T Ó R I O No julgamento deste processo, em 6.12.89, a que não e~ tive presente, por maioria,' vencido o relator Conselheiro José M-ª- ria de Melo, que negava provimento ao recurso, foi declinada a com petência para a 3ª Câmara, na forma da Resolução 301-480 (fls.225) . Pela sessao plen~ria de 24.05.90, no entanto, foi fix-ª- da a competência desta Câmara para julgar este processo. • • • • Assim sendo, adoto o relat6rio elaborado pelo relator anterior de fls. 226/229 que passo a ler. ~ o relat6rio . ilustre preliminar .) . '. • • • • • Rec. 111.405 Res. 301-545 SERViÇO PÚBLICO FEDERAL v O T O Quanto a preliminar arguida pela Recorrente, de que a revisão fiscal procedida é ilegal, porquanto o Inspetor já haviahQ mologado a classificação por ela adotada 39.01.08.99 da TAB, com base em parecer do GREDIM, por ele aprovado, constante do processo de interesse da Recorrente versando sobre a mesma mercadoria do dQ te, de nº 10711002553/86-60, não procede. O direito da Fazenda rever o lançamento por homologação do sujeito passivo é taxativamente assegurado pelo artigo 150,~ 4º do CTN, se feito dentro de cinco anos contados da ocorrência do f~ to gerador. o próprio processo 10711002553/86-60 invocado pela R~ corrente teve seu lançamento revisto, tendo o produto objeto, tam bém, do presente processo o SILICONE Y 10.000 E sido desclassific~ do para0 código TAB 34.02.03.00 razão pela qual lhe foi lavrado o auto de infração 303/89. Assim, infundada é a preliminar em causa. Quanto a questão de mérito, a classificação do produto poslçao TAB 39.01.08.99 proposta pela Recorrente ou 34.02.03.00 d~ finida pela decisão recorrida, passemos a examiná-la . Para isto necessário se torna levantar uma que e a seguinte: Nas D.ls~ em apreço a mercadoria foi assim descrita: "23.460 libras (10.641,640 quilos) de SILICQ NE Y 10.000 E. Estado físico: Líquido; Qualiadde: Industrl aI; Viscosidade (CENTITORES) 225; Densid~ de: 1,00 Pureza: 99,0%; Norma química: DIMI TILPOLISILOXANO CONDENSADO; Uso especÍfico/ propriedades: Agente de nucleação para espQ ma de poliuretano; Embalagem: Em tambores. Fabricante: Union Carbide Comp. U.S.A .. Exportadot: Union Carbide Inter-America Inc. U.S.A." 12-0 J • • • • • • • Rec.111.405 Res. 301-545 SERVICO PÚBLICO FEDERAL Tanto a Informação Técnica do LABANA (fls. 28), como o Parecer do INT por ele junto a fls. 29 e seguintes, dizem que o prQ duto descrito na 0.1. como DIMETILPOLISILOXANO é, na palavra do primeitto, um poli (éter dimetilsiloxano), ou, na do segundo, tem as características químicas de um copolímero em bloco do tipo PQ lissiloxano-poliester. Nenhuma dessas peças técnicas, no t:!l1tant,o."nada fala se o nome químico dado pela Recorrente nas D.ls. "DIMETILPOLISILOXANO CONDENSADO" é correto, ou não, para descrever cienti ficamente o prQ duto e isto é importante para a Recorrente, pois a decisão recorri da lhe nega o tratamento previsto no Parecer CST 54/77, declarando inexata a sua descrição nas D.ls. para aplicar-lhe a multa do art . 524 do R.A. Assim, para dirimir esta dúvida voto para que se trans forme o julgamento em diligincia, por intermédio da repartição de origem para que tanto o LABANA ~ vista da sua análise de fls.~28 como o INT, ~ vista do seu parecer de fls. 29 e seguintes (ProtocQ lo 26030001072/86 esclareçam se o nome químico dado pela Recorren te ao produto DIMETIL POLISILOXANO CONDENSADO, identifica o prodQ to que analisaram. Suplementarmente, queiram os dois citados orgaos técni cos responder mais aos sequintes quesitos: 1 - O produto de nome comercial SILICONE Y 10.000 E quan • '" -.. o •do mIsturado com agua a uma concentraçao de 0,5% a 20-C e deIxado em repouso durante uma hora ~ mesma temperatura origina um líquido transparente ou uma emulsão estável, sem separaçã6Aa matéria insQ lúvel? 2 - O mesmo produto e nas mesmas condições acima descri tas reduz a tensão superficial da água a 4,5 X 10-2 .N/M (45 dines/ cm), ou menos? 3 - Em relação ao produto B-155, qual é: a) A sua magnitude molecular média? b) A viscosidade, Cts 20QC? c) O coeficiente viscosidade/temperatura? d) O ponto de inflamação? • • • • '.• • -:J- Rec. 111.405 Res. 301-545 SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL e) O ponto de combustão? f) A densidade? g) A atividade sobre-tensão superficial de outros líqui dos? h) A característica polar? i) A solubilidàde? j) O índice de compressão? 1 - Trata-se o material importado de produto de poliadi çao ou policondensação? 2 - Podemos afirmar que o produto importado caracteriza- se como sendo um óleo de silicone, modificado quimicamente, com ~ mulgador aniônico? 3 - Trata-se o produito analisado de "substituto artifi cial dos produtos de saboaria", a que alude a posição 34.02 da an tiga NBM/TAB? 4 - £ possível determinar a característica essencial do produto? Em qualquer hipótese? Justificar. 5 - £1:possfvel obetr "produtos celulares", ou, em lin guagem comum, espumas pl~sticas, sem o emprego de !'estabiliiado~ resll? 6 - Qual a função do emulgador aniônico? Exerceria ele as funções de agente estabilizador? 7 - Tratando-se o produito importado de matéria prima us£ da na fabricação do produto TEGOSTAB (Teodor Goldschimidt Stabili- zadores), ou seja, "siloxanos modificados com poliéter, como est£ bilizadores de espumas" (vide p~g. 42, da literatura técnica an~ xada e folheto TEGOSTAB B 8404), podemos, ainda assim, afirmar que a propriedade'tensoativa é a que representa a caracterstica essen cial, utiliz~vel, primordial, do produto submetido à an~lise? Ou seria a característica de "agente estabiliiador na fabricação de espumas de poliuretano", a que distinguiria a característica essen cial, uti Iiz~vel, primordial, do produto importado? Desta diligência deve ser intimada a Recorrente para, por sua vez, formular seus quesitos. S~ daX".:.:.s~ em••.•o~~ j'll~ ~e 1990. FAUSTO FREITAS~STRO~-~lator. 00000001 00000002 00000003 00000004 00000005
score : 1.0
Numero do processo: 11051.000017/90-26
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Mon Apr 22 00:00:00 UTC 1996
Ementa: Aduaneiro. Multa de mora indevida na revisão de despacho de importação, urna vez que o Imposto de Importação é de lançamento por homologação.
RECURSO ESPECIAL DA FAZENDA NACIONAL - desprovido.
Numero da decisão: CSRF/03-02.374
Decisão: ACORDAM os Membros da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por maioria de votos, NEGAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Vencida a Conselheira Elizabeth Emílio Moraes Chieregatto.
Nome do relator: ROMEU BUENO DE CAMARGO
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FAZENDA NACIONAL RECORRIDA : P CÂMARA DO 3° CC SUJEITO PASSIVO: SÃO PAULO ALPARGATAS S/A. Aduaneiro. Multa de mora indevida na revisão de despacho de importação, urna vez que o Imposto de Importação é de lançamento por homologação. RECURSO ESPECIAL DA FAZENDA NACIONAL - desprovido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto pela FAZENDA NACIONAL. ACORDAM os Membros da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por maioria de votos, NEGAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Vencida a Conselheira Elizabeth Emílio Moraes Chieregatto. ' 1 i • 'à. IGi SP b i SIDENTE .,(./t2AA-<7 ROMEU BUENO DE CAI AI' GO - RELATOR FORMALIZADO EM: 2 8 A GO 1996 MINISTÉRIO DA FAZENDA CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS PROCESSO N° : 11051/000.017/90-26 ACÓRDÃO /4' : CSRF/03-2.374 Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselheiros: CARLOS ALBERTO GONÇALVES NUNES, MOACYR ELOY DE MEDEIROS, FAUSTO DE FREITAS E CASTRO NETO, UBALDO CAMPELO NETO e JOÃO HOLANDA COSTA. .z,N) .1t '• P ' MLNISTÉRIO DA FAZENDA • CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS PROCESSO N° : 11051/000.017/90-26 ACÓRDÃO N° : CSRF/03-2.374 RECURSO N° : RP/301 -0. 483 RECORRENTE : FAZENDA NACIONAL SUJEITO PASSIVO : SÃO PAULO ALPARGATAS S/A RELATÓRIO Recorre a Fazenda Nacional, por seu Procurador, a Câmara Superior de Recursos Fiscais, da decisão da 1' Câmara do 3° Conselho de Contribuintes, no Acórdão tf 301-27.257, de 1' de dezembro de 1992, na parte em que, por maioria de votos excluiu a multa de mora do Imposto de Importação. O Recurso Especial do douto Procurador da Fazenda Nacional está assim fündamentado: "4. A obrigação tributária surge com a ocorrência do fato gerador e o lançamento se reporta à data desse fato, impondo-se a cobrança da multa moratória quando o contribuinte, na época do cumprimento das obrigações tributárias, acessória de prestar a declaração e principal de antecipar o recolhimento do tributo, sabia ou devia saber o correto enquadramento tarifário. 5. Verificada a infração, não há porque se excluir qualquer imposição de penalidade, mesmo porque o art. 501, do Regulamento Aduaneiro, autoriza a aplicação cumulativamente, quando cabível, como é o caso." Instada a se manifestar em contra-razões, a empresa deixou de fazê-la. É o relatório. 3 • • MINISTÉRIO DA FAZENDA • CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS PROCESSO N° : 110511000.017190-26 ACÓRDÃO N° : CSRF/03 -2.374 VOTO CONSELHEIRO ROMEU BUENO DE CAMARGO, RELATOR O processo trata exclusivamente da multa de mora exigida em Auto de Infração relativo ao Imposto de Importação e que fora excluída pela Câmara do 3° Conselho de Contribuintes e agora objeto de Recurso Especial da Fazenda Nacional com o intuito de vê-Ia restabelecida Em que pese às razões do douto Procurador, entendo haver bem decidido a Câmara ora recorrida Com efeito, o Imposto de Importação é de lançamento POR HOMOLOGAÇÃO, no sentido do art. 150 do Código Tributário Nacional. O sujeito passivo antecipa o pagamento, sem prévio exame da autoridade administrativa, a qual, posteriormente, exerce seu controle, para homologação, dispondo para exercê-lo, do prazo de cindo anos. Pode a autoridade administrativa proceder, dentro desse prazo, a lançamento suplementar com relação a alguma diferença apurada em favor da Fazenda Nacional. Na conformidade do § 1', o pagamento extingue o crédito tributário, sob condição resolutória da ulterior homologação do lançamento. À\f Desta forma, o pagamento "antecipado" o é, com relação a uma data de vencimento, que se configura como sendo aquela em que se dará a homologação, quer seja essa última tácita, pelo decurso do prazo de cinco anos, quer seja explícita mediante o lançamento suplementar, na data em que este lançamento se completar com a ciência do autuado, se for o caso. Em sendo instaurado o litígio fiscal com a impugnação da ação fiscal, dado o seu efeito suspensivo, inexistirá a obrigação da - 4 • MINISTÉRIO DA FAZENDA . CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS PROCESSO 1\l' : 11051/000.017/90-26 ACÓRDÃO N° : CSRF/03 -2. 374 multa de mora até o encerramento do procedimento fiscal com o es gotamento dos prazos para recurso do sujeito passivo ou não possa este mais recorrer. Por tais razões, entendo que, para o presente processo, não se pode, por enquanto, falar em multa de mora, que é ainda indevida Voto para negar provimento ao Recurso Especial do douto Procurador da Fazenda Nacional. Sala das Sessões - DF, em 22 de abril de 1996 ROMEU ISITENO DE6 ARGO Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1
score : 1.0
Numero do processo: 10630.001543/2010-61
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed May 16 00:00:00 UTC 2012
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/01/2005 a 31/12/2008
PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO INOBSERVÂNCIA DE PRECEITO FUNDAMENTAL À VALIDADE DA AUTUAÇÃO DE OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA INOCORRÊNCIA.
Tendo o fiscal autuante demonstrado de forma clara e precisa a infração e as circunstâncias em que foi praticada, contendo o dispositivo legal infringido, a penalidade aplicada e os critérios de gradação, e indicando local, data de sua
lavratura, não há que se falar em nulidade da autuação fiscal posto ter sido elaborada nos termos do artigo 293, Decreto 3.048/1999.
PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO ALEGAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE DA LEGISLAÇÃO ORDINÁRIA NÃO APRECIAÇÃO NO ÂMBITO ADMINISTRATIVO.
A legislação ordinária de custeio previdenciário não pode ser afastada em âmbito administrativo por alegações de inconstitucionalidade, já que tais questões são reservadas à competência, constitucional e legal, do Poder Judiciário.
Neste sentido, o art. 26-A, caput do Decreto 70.235/1972 e a Súmula nº 2 do CARF, publicada no D.O.U. em 22/12/2009, que expressamente veda ao CARF se pronunciar acerca da inconstitucionalidade de lei tributária.
PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO AIOP SÚMULA VINCULANTE STF Nº. 8 PERÍODO
ATINGIDO PELA DECADÊNCIA QÜINQÜENAL APLICAÇÃO DO ART. 150, § 4º, CTN.
O STF em julgamento proferido em 12 de junho de 2008, declarou a
inconstitucionalidade do art. 45 da Lei n º 8.212/1991. Após, editou a Súmula Vinculante nº 8, publicada em 20.06.2008, nos seguintes termos: “São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5º do Decreto-lei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário”.
Nos termos do art. 103-A da Constituição Federal, as Súmulas Vinculantes aprovadas pelo Supremo Tribunal Federal, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terão efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal Na hipótese dos autos, aplica-se o entendimento do STJ no REsp 973.733/SC nos termos do art. 62-A, Anexo II, Regimento Interno do CARF RICARF, com a regra de decadência insculpida no art. 150, § 4º, CTN posto que houve recolhimentos antecipados a homologar feitos pelo contribuinte no processo conexo referente à obrigação principal.
No presente caso, o fato gerador ocorreu entre as competências 01/2005 a 123/2008, a ciência do AIOA ocorreu em 15.07.2010, dessa forma, já se operara a decadência do direito de constituição dos créditos ora lançados até a competência 06/2005, inclusive, nos termos do art. 150, § 4º, CTN.
PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO AUTO DE INFRAÇÃO GFIP APRESENTAÇÃO
DE GFIP COM DADOS NÃO CORRESPONDENTES AOS FATOS GERADORES DE TODAS AS CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS
Constitui infração, punível na forma da Lei, apresentar a empresa a Guia de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social GFIP, com dados não correspondentes aos fatos geradores de todas as contribuições previdenciárias.
A inobservância da obrigação tributária acessória é fato gerador do auto-de-infração, o qual se constitui, principalmente, em forma de exigir que a obrigação seja cumprida; obrigação que tem por finalidade auxiliar o INSS na administração previdenciária.
Recurso Voluntário Provido em Parte.
Numero da decisão: 2403-001.318
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar
provimento parcial ao recurso para reconhecer a decadência do direito de constituição dos créditos ora lançados até a competência 06/2005, inclusive, nos termos do art. 150, § 4º, CTN. Votou pelas conclusões o conselheiro Carlos Alberto Mees Stringari.
Nome do relator: PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO
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ementa_s : CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2005 a 31/12/2008 PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO INOBSERVÂNCIA DE PRECEITO FUNDAMENTAL À VALIDADE DA AUTUAÇÃO DE OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA INOCORRÊNCIA. Tendo o fiscal autuante demonstrado de forma clara e precisa a infração e as circunstâncias em que foi praticada, contendo o dispositivo legal infringido, a penalidade aplicada e os critérios de gradação, e indicando local, data de sua lavratura, não há que se falar em nulidade da autuação fiscal posto ter sido elaborada nos termos do artigo 293, Decreto 3.048/1999. PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO ALEGAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE DA LEGISLAÇÃO ORDINÁRIA NÃO APRECIAÇÃO NO ÂMBITO ADMINISTRATIVO. A legislação ordinária de custeio previdenciário não pode ser afastada em âmbito administrativo por alegações de inconstitucionalidade, já que tais questões são reservadas à competência, constitucional e legal, do Poder Judiciário. Neste sentido, o art. 26-A, caput do Decreto 70.235/1972 e a Súmula nº 2 do CARF, publicada no D.O.U. em 22/12/2009, que expressamente veda ao CARF se pronunciar acerca da inconstitucionalidade de lei tributária. PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO AIOP SÚMULA VINCULANTE STF Nº. 8 PERÍODO ATINGIDO PELA DECADÊNCIA QÜINQÜENAL APLICAÇÃO DO ART. 150, § 4º, CTN. O STF em julgamento proferido em 12 de junho de 2008, declarou a inconstitucionalidade do art. 45 da Lei n º 8.212/1991. Após, editou a Súmula Vinculante nº 8, publicada em 20.06.2008, nos seguintes termos: “São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5º do Decreto-lei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário”. Nos termos do art. 103-A da Constituição Federal, as Súmulas Vinculantes aprovadas pelo Supremo Tribunal Federal, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terão efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal Na hipótese dos autos, aplica-se o entendimento do STJ no REsp 973.733/SC nos termos do art. 62-A, Anexo II, Regimento Interno do CARF RICARF, com a regra de decadência insculpida no art. 150, § 4º, CTN posto que houve recolhimentos antecipados a homologar feitos pelo contribuinte no processo conexo referente à obrigação principal. No presente caso, o fato gerador ocorreu entre as competências 01/2005 a 123/2008, a ciência do AIOA ocorreu em 15.07.2010, dessa forma, já se operara a decadência do direito de constituição dos créditos ora lançados até a competência 06/2005, inclusive, nos termos do art. 150, § 4º, CTN. PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO AUTO DE INFRAÇÃO GFIP APRESENTAÇÃO DE GFIP COM DADOS NÃO CORRESPONDENTES AOS FATOS GERADORES DE TODAS AS CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS Constitui infração, punível na forma da Lei, apresentar a empresa a Guia de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social GFIP, com dados não correspondentes aos fatos geradores de todas as contribuições previdenciárias. A inobservância da obrigação tributária acessória é fato gerador do auto-de-infração, o qual se constitui, principalmente, em forma de exigir que a obrigação seja cumprida; obrigação que tem por finalidade auxiliar o INSS na administração previdenciária. Recurso Voluntário Provido em Parte.
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 19; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2364; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C4T3 Fl. 164 1 163 S2C4T3 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10630.001543/201061 Recurso nº 999.999 Voluntário Acórdão nº 240301.318 – 4ª Câmara / 3ª Turma Ordinária Sessão de 16 de maio de 2012 Matéria CONTRIBUIÇÃO SOCIAL PREVIDENCIÁRIA Recorrente CONSELHEIRO PENA PREFEITURA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2005 a 31/12/2008 PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO INOBSERVÂNCIA DE PRECEITO FUNDAMENTAL À VALIDADE DA AUTUAÇÃO DE OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA INOCORRÊNCIA. Tendo o fiscal autuante demonstrado de forma clara e precisa a infração e as circunstâncias em que foi praticada, contendo o dispositivo legal infringido, a penalidade aplicada e os critérios de gradação, e indicando local, data de sua lavratura, não há que se falar em nulidade da autuação fiscal posto ter sido elaborada nos termos do artigo 293, Decreto 3.048/1999. PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO ALEGAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE DA LEGISLAÇÃO ORDINÁRIA NÃO APRECIAÇÃO NO ÂMBITO ADMINISTRATIVO. A legislação ordinária de custeio previdenciário não pode ser afastada em âmbito administrativo por alegações de inconstitucionalidade, já que tais questões são reservadas à competência, constitucional e legal, do Poder Judiciário. Neste sentido, o art. 26A, caput do Decreto 70.235/1972 e a Súmula nº 2 do CARF, publicada no D.O.U. em 22/12/2009, que expressamente veda ao CARF se pronunciar acerca da inconstitucionalidade de lei tributária. PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO AIOP SÚMULA VINCULANTE STF Nº. 8 PERÍODO ATINGIDO PELA DECADÊNCIA QÜINQÜENAL APLICAÇÃO DO ART. 150, § 4º, CTN. O STF em julgamento proferido em 12 de junho de 2008, declarou a inconstitucionalidade do art. 45 da Lei n º 8.212/1991. Após, editou a Súmula Vinculante n º 8, publicada em 20.06.2008, nos seguintes termos:“São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5º do Decretolei 1569/77 e os Fl. 262DF CARF MF Impresso em 24/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 2 artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário”. Nos termos do art. 103A da Constituição Federal, as Súmulas Vinculantes aprovadas pelo Supremo Tribunal Federal, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terão efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal Na hipótese dos autos, aplicase o entendimento do STJ no REsp 973.733/SC nos termos do art. 62A, Anexo II, Regimento Interno do CARF RICARF, com a regra de decadência insculpida no art. 150, § 4º, CTN posto que houve recolhimentos antecipados a homologar feitos pelo contribuinte no processo conexo referente à obrigação principal. No presente caso, o fato gerador ocorreu entre as competências 01/2005 a 123/2008, a ciência do AIOA ocorreu em 15.07.2010, dessa forma, já se operara a decadência do direito de constituição dos créditos ora lançados até a competência 06/2005, inclusive, nos termos do art. 150, § 4º, CTN. PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO AUTO DE INFRAÇÃO GFIP APRESENTAÇÃO DE GFIP COM DADOS NÃO CORRESPONDENTES AOS FATOS GERADORES DE TODAS AS CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS Constitui infração, punível na forma da Lei, apresentar a empresa a Guia de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social GFIP, com dados não correspondentes aos fatos geradores de todas as contribuições previdenciárias. A inobservância da obrigação tributária acessória é fato gerador do autode infração, o qual se constitui, principalmente, em forma de exigir que a obrigação seja cumprida; obrigação que tem por finalidade auxiliar o INSS na administração previdenciária. Recurso Voluntário Provido em Parte Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso para reconhecer a decadência do direito de constituição dos créditos ora lançados até a competência 06/2005, inclusive, nos termos do art. 150, § 4º, CTN. Votou pelas conclusões o conselheiro Carlos Alberto Mees Stringari. Carlos Alberto Mees Stringari Presidente Paulo Maurício Pinheiro Monteiro Relator Fl. 263DF CARF MF Impresso em 24/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 10630.001543/201061 Acórdão n.º 240301.318 S2C4T3 Fl. 165 3 Participaram do presente julgamento os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Ivacir Júlio de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Jhonatas Ribeiro da Silva, Marcelo Magalhães Peixoto e Maria Anselma Coscrato dos Santos. Ausente o Conselheiro Cid Marconi Gurgel de Souza. Fl. 264DF CARF MF Impresso em 24/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 4 Relatório Tratase de Recurso Voluntário, fls. 159 a 161, interposto pela Recorrente – CONSELHEIRO PENA PREFEITURA contra Acórdão nº 0230.955 6ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento Em Belo Horizonte MG, fls. 152 a 156, que julgou procedente a autuação por descumprimento de obrigação acessória, Auto de Infração de Obrigação Acessória – AIOA nº. 37.271.6318, às fls. 01, com valor consolidado de R$ 28.215,80. A Recorrente está sendo autuada por descumprimento de obrigação acessória CFL 68 – por deixar de informar valores das remunerações pagas ao segurados obrigatórios da Previdência Social na qualidade de segurados empregados, contribuintes individuais e transportadores rodoviários autônomos, bem como informou base de cálculo e desconto de contribuição previdenciária do segurado a menor e deixou de informar nas Guias de Recolhimento do Fundo de Garantia e Informações h Previdência Social GFIP, contribuições previdenciárias descontadas, e outras não descontadas, dos segurados constantes na folha de pagamento, notas de empenhos, DIRF e RAIS, no período de janeiro de 2005 a dezembro de 2008, conforme demonstrado nas planilhas anexas; igualmente, no mesmo período, deixou de recolher as respectivas contribuições previdenciárias relativa a esses segurados. As informações incorretas/omissas da GFIP ocorreram no período de janeiro de 2005 a dezembro de 2008, em relação aos segurados obrigatórios da Previdência Social, na qualidade de segurados empregados e Contribuintes Individuais, conforme demonstrado nas planilhas anexas do Relatório Fiscal da Infração. Conforme o Relatório Fiscal da Infração, as planilhas, em anexo, mostram os valores das remunerações pagas aos segurados e não declaradas na GFIP; as diferenças de base de cálculo e descontos de contribuições previdenciárias declaradas a menor na GFIP, as contribuições descontadas dos segurados na folha de pagamento, e as não descontadas, todas discriminadas por competência e por segurados, bem como a fonte da Informação de tais valores. Não ficaram configuradas as circunstâncias agravantes previstas no artigo 290 do Regulamento da Previdência Social RPS aprovado pelo Decreto no 3.048/99 e nem a redução prevista na Lei 8.212/91, no art. 32A, § 20, I e II, acrescentado pela MP 449/08. Conforme o Relatório Fiscal da Aplicação da Multa, às fls. 06, a multa aplicada pela infração corresponde a 100% do valor da contribuição devida e não declarada, limitada, por competência, em função do número de segurados da empresa, observado o limite mensal previsto no § 4 0 do art. 32 da Lei n° 8.212/91, calculada conforme quadro anexo. O valor da multa foi reajustado pela Portaria MPS/MF no 333, de 29/06/2010. Informa o Relatório Fiscal da Aplicação da Multa, às fls. 06, que para as infrações com fato gerador anterior a 04/12/2008, data da entrada em vigor da MP no 449/2008, a multa aplicada deve observar o principio da retroatividade benigna (CTN, art. 106, inc. II, c), para tanto está sendo efetuada a comparação pelo Sistema, por competência, da multa aplicada acima (revogada) e da multa atualmente em vigor (Multa de oficio de 75%, no mínimo, conforme art. 44 da Lei 9.430/96), conforme anexos. Fl. 265DF CARF MF Impresso em 24/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 10630.001543/201061 Acórdão n.º 240301.318 S2C4T3 Fl. 166 5 O Relatório Fiscal do processo referente à obrigação principal AIOP nº 37.271.6334 informa que em relação às compensações efetuadas pela Recorrente com fulcro em Mandado de Segurança Individual no processo 2007.38.13.0035190 – 1ª Vara Federal de Governador Valadares, a Fiscalização não efetuou qualquer glosa, permanecendo portanto tais compensações válidas: O Relatório Fiscal do processo referente à obrigação principal AIOP nº 37.271.6334l também informe ter sido feita a Representação Fiscal para Fins Penais – RFFP: Fl. 266DF CARF MF Impresso em 24/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 6 A Recorrente teve ciência do TIPF – Termo de Início do Procedimento Fiscal, às fls. 07 a 08, na qual consta o Mandado de Procedimento Fiscal – MPF nº 0610300.2010.00067. O período objeto do auto de infração, conforme o Relatório Fiscal da Infração, às fls. 05, é de 01/2005 a 12/2008. A Recorrente teve ciência do AIOP em 15.07.2010, conforme Aviso de recebimento – AR nº RJ174861186BR, às fls. 128. A Recorrente apresentou Impugnação tempestiva, às fls. 131 a 133. A Recorrida analisou a autuação e a impugnação, julgando procedente a autuação, nos termos do Acórdão nº 0230.955 6ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento Em Belo Horizonte MG, fls. 152 a 156, conforme Ementa a seguir: ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Período de apuração: 01/01/2005 a 31/12/2008 INFRAÇÃO À LEGISLAÇÃO PREVIDENCIÁRIA. GFIP. DADOS NÃO CORRESPONDENTES AOS FATOS GERADORES DE TODAS AS CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. Constitui infração à legislação previdenciária, a apresentação de Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações Previdência Social GFIP com dados não correspondentes aos fatos geradores de todas as contribuições previdenciárias. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido Inconformada com a decisão de 1ª instância, a Recorrente apresentou Recurso Voluntário, fls. 159 a 161, reiterando os argumentos utilizados em sede de Impugnação, em apertada síntese: Em sede Preliminar. (i) Do cerceamento de defesa da renúncia do contribuinte ao direito de impugnar administrativamente A auditora dispôs no próprio Relatório Fiscal do Auto de Infração de Obrigação Principal a sua ciência acerca da sentença do Mandado de Segurança, processo n° 2007.38.13.0035190 que teve curso na l a Vara Federal de Governador Valadares. Fl. 267DF CARF MF Impresso em 24/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 10630.001543/201061 Acórdão n.º 240301.318 S2C4T3 Fl. 167 7 No Mérito. (ii) Da não declaração em GFIP de remunerações pagas a segurados A recorrente na tentativa de cumprir o determinado nos incisos I a VII da IN 15/2006, efetuou em 2008 a correção das GFIPs das competências 01/2005, 10/2005, 11/2005, 13/2006, 08/2007, 10/2007, 11/2007, 12/2007, 13/2007, 01/2008, 02/2008,03/2008, 04/2008. Posteriormente, os autos foram enviados ao Conselho, para análise e decisão. É o Relatório. Fl. 268DF CARF MF Impresso em 24/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 8 Voto Conselheiro Paulo Maurício Pinheiro Monteiro , Relator PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE O recurso foi interposto tempestivamente. Avaliados os pressupostos, passo para as Questões Preliminares e ao Mérito. DAS QUESTÕES PRELIMINARES (A) Da regularidade do lançamento. Analisemos. Da regularidade da lavratura do Auto de Infração Não obstante a argumentação do Recorrente, não confiro razão ao mesmo pois, de plano, notase que o procedimento fiscal atendeu a todas as determinações legais, não havendo, pois, nulidade por vício insanável e tampouco cerceamento de defesa. Foi realizada auditoriafiscal que resultou no lançamento do Auto de Infração de Obrigação Principal – AIOA, de contribuições destinadas à Seguridade Social correspondente a parte patronal e a de segurados. Desta forma, conforme o artigo 37 da Lei n° 8.212/91, foi lavrado AIOA nº 37.271.6318 que, conforme definido nos artigos 460, 467 e 468 da IN RFB n° 971/2009, é o documento constitutivo de crédito relativo às contribuições devidas à Previdência Social e a outras importâncias arrecadadas pela RFB, apuradas mediante procedimento fiscal: Lei n° 8.212/91 Art. 37. Constatado o nãorecolhimento total ou parcial das contribuições tratadas nesta Lei, não declaradas na forma do art. 32 desta Lei, a falta de pagamento de benefício reembolsado ou o descumprimento de obrigação acessória, será lavrado auto Fl. 269DF CARF MF Impresso em 24/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 10630.001543/201061 Acórdão n.º 240301.318 S2C4T3 Fl. 168 9 de infração ou notificação de lançamento. (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009). IN RFB n° 971/20095 Art. 460. São documentos de constituição do crédito tributário relativo às contribuições de que trata esta Instrução Normativa: I Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social (GFIP), é o documento declaratório da obrigação, caracterizado como instrumento hábil e suficiente para a exigência do crédito tributário; II Lançamento do Débito Confessado (LDC), é o documento por meio do qual o sujeito passivo confessa os débitos que verifica; III Auto de Infração (AI), é o documento constitutivo de crédito, inclusive relativo à multa aplicada em decorrência do descumprimento de obrigação acessória, lavrado por AFRFB e apurado mediante procedimento de fiscalização; IV – Notificação de Lançamento (NL), é o documento constitutivo de crédito expedido pelo órgão da Administração Tributária; V Débito Confessado em GFIP (DCG), é o documento que registra o débito decorrente de divergência entre os valores recolhidos em documento de arrecadação previdenciária e os declarados em GFIP; e Art. 467. Será lavrado Auto de Infração ou Notificação de Lançamento para constituir o crédito relativo às contribuições de que tratam os arts. 2º e 3º da Lei nº 11.457, de 2007. Art. 468. A autoridade administrativa competente para a lavratura do Auto de Infração pelo descumprimento de obrigação principal ou acessória, nos termos dos arts. 142 e 196 da Lei nº 5.172, de 1966 (CTN), e art. 6º da Lei nº 10.593, de 6 de dezembro de 2002, é o AFRFB que presidir e executar o procedimento fiscal. Parágrafo único. Considerase procedimento fiscal quaisquer das espécies elencadas no art. 7º e seguintes do Decreto nº 70.235, de 1972, observadas as normas específicas da RFB. (grifo nosso) Cumprenos esclarecer ainda, que o lançamento fiscal foi elaborado nos termos do artigo 33, §§ 2º, 3º da Lei 8.212/1991, os artigos 232 e 233 do decreto 3.048/1991, bem como dos artigos 113, 115 e 122 do Código Tributário Nacional. O artigo 33, §§ 2º, 3º da Lei 8.212/1991: Fl. 270DF CARF MF Impresso em 24/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 10 Art. 33. À Secretaria da Receita Federal do Brasil compete planejar, executar, acompanhar e avaliar as atividades relativas à tributação, à fiscalização, à arrecadação, à cobrança e ao recolhimento das contribuições sociais previstas no parágrafo único do art. 11 desta Lei, das contribuições incidentes a título de substituição e das devidas a outras entidades e fundos.(Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009). (...) § 2o A empresa, o segurado da Previdência Social, o serventuário da Justiça, o síndico ou seu representante, o comissário e o liquidante de empresa em liquidação judicial ou extrajudicial são obrigados a exibir todos os documentos e livros relacionados com as contribuições previstas nesta Lei.(Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009). § 3o Ocorrendo recusa ou sonegação de qualquer documento ou informação, ou sua apresentação deficiente, a Secretaria da Receita Federal do Brasil pode, sem prejuízo da penalidade cabível, lançar de ofício a importância devida.(Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009). Os arts. 232 e 233, Decreto 3.048/1999: Art. 232. A empresa, o servidor de órgão público da administração direta e indireta, o segurado da previdência social, o serventuário da Justiça, o síndico ou seu representante legal, o comissário e o liquidante de empresa em liquidação judicial ou extrajudicial são obrigados a exibir todos os documentos e livros relacionados com as contribuições previstas neste Regulamento. Art. 233. Ocorrendo recusa ou sonegação de qualquer documento ou informação, ou sua apresentação deficiente, o Instituto Nacional do Seguro Social e a Secretaria da Receita Federal podem, sem prejuízo da penalidade cabível nas esferas de sua competência, lançar de ofício importância que reputarem devida, cabendo à empresa, ao empregador doméstico ou ao segurado o ônus da prova em contrário. Parágrafo único. Considerase deficiente o documento ou informação apresentada que não preencha as formalidades legais, bem como aquele que contenha informação diversa da realidade, ou, ainda, que omita informação verdadeira. O art. 113, CTN, estabelece que: Art. 113. A obrigação tributária é principal ou acessória. § 1º A obrigação principal surge com a ocorrência do fato gerador, tem por objeto o pagamento de tributo ou penalidade pecuniária e extinguese juntamente com o crédito dela decorrente. Fl. 271DF CARF MF Impresso em 24/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 10630.001543/201061 Acórdão n.º 240301.318 S2C4T3 Fl. 169 11 § 2º A obrigação acessória decorre da legislação tributária e tem por objeto as prestações, positivas ou negativas, nela previstas no interesse da arrecadação ou da fiscalização dos tributos. § 3º A obrigação acessória, pelo simples fato da sua inobservância, convertese em obrigação principal relativamente à penalidade pecuniária. O art. 115, CTN, estabelece que: Art. 115. Fato gerador da obrigação acessória é qualquer situação que, na forma da legislação aplicável, impõe a prática ou a abstenção de ato que não configure obrigação principal. O art. 122, CTN, estabelece que: Art. 122. Sujeito passivo da obrigação acessória é a pessoa obrigada às prestações que constituam o seu objeto. Podese elencar as etapas necessárias à realização do procedimento: A autorização por meio da emissão de TIPF – Termo de Início do Procedimento Fiscal, o qual contém o Mandado de Procedimento Fiscal – MPF F, com a competente designação do AuditorFiscal responsável pelo cumprimento do procedimento, bem como a intimação para que o contribuinte para que apresentasse todos os documentos capazes de comprovar o cumprimento da legislação previdenciária; A autuação dentro do prazo autorizado pelo referido Mandado, com a apresentação ao contribuinte dos fatos geradores e fundamentação legal que constituíram a lavratura do auto de infração ora contestado, com as informações necessárias para que o autuado pudesse efetuar as impugnações que considerasse pertinentes: a. IPC Instruções para o Contribuinte (que tem a finalidade de comunicar ao contribuinte como regularizar seu débito, como apresentar defesa e outras informações); b VÍNCULOS Relatório de Vínculos (que lista todas as pessoas físicas ou jurídicas em razão de seu vínculo com o sujeito passivo, indicando o tipo de vínculo existente e o período); c. REFISC – Relatório Fiscal da Infração e da Aplicação da Multa. Fl. 272DF CARF MF Impresso em 24/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 12 Ademais, não compete ao AuditorFiscal agir de forma discricionária no exercício de suas atribuições. Desta forma, em constatando a falta de recolhimento, face a ocorrência do fato gerador, cumprilhe lavrar de imediato a notificação fiscal de lançamento de débito de forma vinculada, constituindo o crédito previdenciário. O art. 243 do Decreto 3.048/99, assim dispõe neste sentido: Art.243. Constatada a falta de recolhimento de qualquer contribuição ou outra importância devida nos termos deste Regulamento, a fiscalização lavrará, de imediato, notificação fiscal de lançamento com discriminação clara e precisa dos fatos geradores, das contribuições devidas e dos períodos a que se referem, de acordo com as normas estabelecidas pelos órgãos competentes. Desta forma, o procedimento fiscal atendeu todas as determinações legais, não havendo, pois, nulidade por cerceamento por preterição aos direitos de defesa, pela imprecisão e erros de capitulação da infração e da multa. (B) Alegações diversas de inconstitucionalidade. Analisemos. Não assiste razão à Recorrente pois o previsto no ordenamento legal não pode ser anulado na instância administrativa por alegações de inconstitucionalidade, já que tais questões são reservadas à competência, constitucional e legal, do Poder Judiciário. Neste sentido, o art. 26A, caput do Decreto 70.235/1972, que dispõe sobre o processo administrativo fiscal, e dá outras providências: “Art. 26A. No âmbito do processo administrativo fiscal, fica vedado aos órgãos de julgamento afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade. (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009) § 1o (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009) § 2o (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009) § 3o (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009) § 4o (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009) § 5o (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009) § 6o O disposto no caput deste artigo não se aplica aos casos de tratado, acordo internacional, lei ou ato normativo: (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009) Fl. 273DF CARF MF Impresso em 24/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 10630.001543/201061 Acórdão n.º 240301.318 S2C4T3 Fl. 170 13 I – que já tenha sido declarado inconstitucional por decisão definitiva plenária do Supremo Tribunal Federal; (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009) II – que fundamente crédito tributário objeto de: (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009) a) dispensa legal de constituição ou de ato declaratório do ProcuradorGeral da Fazenda Nacional, na forma dos arts. 18 e 19 da Lei no 10.522, de 19 de julho de 2002; (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009) b) súmula da AdvocaciaGeral da União, na forma do art. 43 da Lei Complementar no 73, de 10 de fevereiro de 1993; ou (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009) c) pareceres do AdvogadoGeral da União aprovados pelo Presidente da República, na forma do art. 40 da Lei Complementar no 73, de 10 de fevereiro de 1993. (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009)”(gn). Ademais, há a Súmula nº 2 do CARF, publicada no D.O.U. em 22/12/2009, que expressamente veda ao CARF se pronunciar acerca da inconstitucionalidade de lei tributária. Súmula CARFnº 2: O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. (C) Da Decadência. Analisemos. Devese verificar a ocorrência, ou não, da decadência. O Supremo Tribunal Federal STF, conforme o Informativo STF nº 510 de 19 de junho de 2008, por entender que apenas lei complementar pode dispor sobre prescrição e decadência em matéria tributária, nos termos do artigo 146, III, b, da Constituição Federal, negou provimento por unanimidade aos Recursos Extraordinários nºs 556664/RS, 559882/RS, 559.943 e 560626/RS, em decisão plenária que declarou a inconstitucionalidade dos artigos 45 e 46, da Lei nº 8.212/91, atribuindose, à decisão, eficácia ex nunc apenas em relação aos recolhimentos efetuados antes de 11.6.2008 e não impugnados até a mesma data, seja pela via judicial, seja pela administrativa. Após, o STF aprovou o Enunciado da Súmula Vinculante nº 8, publicada em 20.06.2008, nestes termos: Súmula Vinculante nº 8 São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5º do Decretolei 1.569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de Fl. 274DF CARF MF Impresso em 24/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 14 crédito tributário. Publicada no DOU de 20/6/2008, Seção 1, p.1. É necessário observar ainda que as súmulas aprovadas pelo STF possuem efeitos vinculantes, conforme se depreende do art. 103A e parágrafos da Constituição Federal, que foram inseridos pela Emenda Constitucional nº 45/2004. in verbis: “Art. 103A. O Supremo Tribunal Federal poderá, de ofício ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei. § 1º A súmula terá por objetivo a validade, a interpretação e a eficácia de normas determinadas, acerca das quais haja controvérsia atual entre órgãos judiciários ou entre esses e a administração pública que acarrete grave insegurança jurídica e relevante multiplicação de processos sobre questão idêntica. § 2º Sem prejuízo do que vier a ser estabelecido em lei, a aprovação, revisão ou cancelamento de súmula poderá ser provocada por aqueles que podem propor a ação direta de inconstitucionalidade. § 3º Do ato administrativo ou decisão judicial que contrariar a súmula aplicável ou que indevidamente a aplicar, caberá reclamação ao Supremo Tribunal Federal que, julgandoa procedente, anulará o ato administrativo ou cassará a decisão judicial reclamada, e determinará que outra seja proferida com ou sem a aplicação da súmula, conforme o caso (g.n.)." Portanto, da leitura do dispositivo constitucional acima, concluise que a vinculação à súmula alcança a administração pública e, por conseqüência, os julgadores no âmbito do contencioso administrativo fiscal. Ademais, no termos do artigo 64B da Lei 9.784/99, com a redação dada pela Lei 11.417/06, a administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, deve adequar a decisão administrativa ao entendimento do STF, sob pena de responsabilização pessoal nas esferas cível, administrativa e penal. “Art. 64B. Acolhida pelo Supremo Tribunal Federal a reclamação fundada em violação de enunciado da súmula vinculante, darseá ciência à autoridade prolatora e ao órgão competente para o julgamento do recurso, que deverão adequar as futuras decisões administrativas em casos semelhantes, sob pena de responsabilização pessoal nas esferas cível, administrativa e penal” Cumpre ressaltar que o art. 62, caput do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais CARF do Ministério da Fazenda, Portaria MF nº 256 de 22.06.2009, veda o afastamento de aplicação ou inobservância de legislação sob fundamento de inconstitucionalidade. Fl. 275DF CARF MF Impresso em 24/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 10630.001543/201061 Acórdão n.º 240301.318 S2C4T3 Fl. 171 15 Porém, o art. 62, parágrafo único, inciso I, do Regimento Interno do CARF, ressalva que o disposto no caput não se aplica a dispositivo que tenha sido declarado inconstitucional por decisão plenária definitiva do Supremo Tribunal Federal: “Art. 62. Fica vedado aos membros das turmas de julgamento do CARF afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade. Parágrafo único. O disposto no caput não se aplica aos casos de tratado, acordo internacional, lei ou ato normativo: I que já tenha sido declarado inconstitucional por decisão plenária definitiva do Supremo Tribunal Federal; ou II que fundamente crédito tributário objeto de: a) dispensa legal de constituição ou de ato declaratório do ProcuradorGeral da Fazenda Nacional, na forma dos arts. 18 e 19 da Lei n° 10.522, de 19 de julho de 2002; b) súmula da AdvocaciaGeral da União, na forma do art. 43 da Lei Complementar n° 73, de 1993; ou c) parecer do AdvogadoGeral da União aprovado pelo Presidente da República, na forma do art. 40 da Lei Complementar n° 73, de 1993. (g.n.)” Portanto, em razão da declaração de inconstitucionalidade dos arts 45 e 46 da Lei nº 8.212/1991 pelo STF, há que serem observadas as regras previstas no Código Tributário Nacional CTN. Dessa forma, constatase que já se operara a decadência do direito de constituição dos créditos ora lançados, nos termos dos artigos 150, § 4o, e 173 do Código Tributário Nacional. O Código Tributário Nacional, ao dispor sobre a decadência, causa extintiva do crédito tributário, assim estabelece em seu artigo 173: “Art. 173. O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extinguese após 5 (cinco) anos, contados: I do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado; II da data em que se tornar definitiva a decisão que houver anulado, por vício formal, o lançamento anteriormente efetuado. Parágrafo único. O direito a que se refere este artigo extinguese definitivamente com o decurso do prazo nele previsto, contado da data em que tenha sido iniciada a constituição do crédito tributário pela notificação, ao sujeito passivo, de qualquer medida preparatória indispensável ao lançamento. (g.n.)” Fl. 276DF CARF MF Impresso em 24/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 16 Já em se tratando de tributo sujeito a lançamento por homologação, quando ocorre pagamento antecipado inferior ao efetivamente devido, sem que o contribuinte tenha incorrido em fraude, dolo ou simulação, aplicase o disposto no § 4º, do artigo 150, do CTN, segundo o qual, se a lei não fixar prazo à homologação, será ele de cinco anos, a contar da ocorrência do fato gerador: “Art.150. O lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, operase pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa. § 1º O pagamento antecipado pelo obrigado nos termos deste artigo extingue o crédito, sob condição resolutória da ulterior homologação do lançamento. § 2º Não influem sobre a obrigação tributária quaisquer atos anteriores à homologação, praticados pelo sujeito passivo ou por terceiro, visando à extinção total ou parcial do crédito. § 3º Os atos a que se refere o parágrafo anterior serão, porém considerados na apuração do saldo porventura devido e, sendo o caso, na imposição de penalidade, ou sua graduação. § 4º Se a lei não fixar prazo a homologação, será ele de cinco anos a contar da ocorrência do fato gerador; expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, considerase homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação. (g.n.)” Essas interpretações estão em sintonia com decisões do Poder Judiciário. “Ementa: ....1. O entendimento jurisprudencial consagrado no Superior Tribunal de Justiça é no sentido de que, em se tratando de tributos sujeitos a lançamento por homologação cujo pagamento ocorreu antecipadamente, o prazo decadencial de que dispõe o Fisco para constituir o crédito tributário é de cinco anos, contados a partir do fato gerador.Todavia, se não houver pagamento antecipado, incide a regra do art. 173, I, do Código Tributário Nacional.” (STJ.1ª Turma, AgRg no Ag 972.949/RS, Rel.: Min.Denise Arruda.,ago/08.) (g.n.) “Ementa: ....4. Nas exações cujo lançamento se faz por homologação, havendo pagamento antecipado, contase o prazo decadencial a partir da ocorrência do fato gerador (art. 150, § 4º, do CTN). Somente quand onão há pagamento antecipado, ou há prova de fraude, dolo ou simulação é que se aplica o disposto no art. 173, I, do CTN. Em normais circunstâncias, não se conjugam os dispositivos legais. Precedentes das Turmas de Direito Público e da Primeira Seção. 5.Hipótyese dos autos em que não houve pagamento antecipado, aplicandose a regra do art. 173, I, do CTN.” (STJ. 2ª Turma, AgRg no Ag 939.714/RS, Rel.: Min. Eliana Calmon., fev/08.) . (g.n.) “Ementa: .... Em se tratando de tributo sujeito a lançamento por homologação, a fixação do termo a quo do prazo decadencial Fl. 277DF CARF MF Impresso em 24/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 10630.001543/201061 Acórdão n.º 240301.318 S2C4T3 Fl. 172 17 para a constituição do crédito deve considerar, em conjunto, os arts. 150, § 4º, e 173, I, do Código Tributário Nacional. Na hipótese em exame, que cuida de lançamento por homologação (contribuição previdenciária) com pagamento antecipado, o prazo decadencial será de cinco anos a contar da ocorrência do fato gerador. (...) Somente quando não há pagamento antecipado, ou há prova de fraude, dolo ou simulação é que se aplica o disposto no art. 173, I, do CTN..” (STJ. EREsp 278727/DF. Rel.: Min. Franciulli Netto. 1ª Seção. Decisão: 27/08/03. DJ de 28/10/03, p. 184.) . (g.n.) Uma corrente doutrinária também aponta que no caso de tributo lançado por homologação, desde que haja a antecipação de pagamento, se aplica uma regra especial disposta no art. 150, § 4º, CTN em detrimento da aplicação da regra geral do art. 173, I, CTN. No entanto, nos casos de dolo, fraude ou simulação, de modo a que se configure a comprovada máfé do sujeito passivo, não corre o prazo do art. 150, § 4º, CTN mas sim a decadência tributária se rege pela disposição genérica do art. 173, I, CTN. Nesta corrente doutrinária podese citar, dentre outros, Ricardo Lobo Torres1, Eduardo Sabbag2, Mauro Luís Rocha Lopes3 e Leandro Paulsen4. Há vozes discordantes na doutrina que defendem que a decadência opera com base na regra geral de decadência exposta no art. 173 do CTN, haja ou não pagamento antecipado no caso de lançamento por homologação, de forma a não se aplicar o art. 150, § 4º, CTN. O meu posicionamento se identifica com o direcionamento do Superior Tribunal de Justiça – STJ e com a primeira corrente doutrinária exposta no sentido de no caso de tributo lançado por homologação, desde que haja a antecipação de pagamento e não se configure os casos de dolo, fraude ou simulação, se aplica a regra especial disposta no art. 150, § 4º, CTN, conforme se depreende do REsp 973.733/SC nos termos do art. 62A, Anexo II, Regimento Interno do CARF – RICARF. Na hipótese presente, no processo referente à obrigação principal AIOP nº 37.271.6334, verificase que o Relatório de Documentos Apresentados – RDA, disposto às fls. 54 a 56, apresenta nas competências 01/2005 a 12/2008, objeto do presente AIOP, pagamentos realizados pela Recorrente a homologar pela AuditoriaFiscal. Observase que o Relatório Fiscal do processo referente à obrigação principal AIOP nº 37.271.6334 aponta a formalização de Representação Fiscal para Fins Penais – RFFP. Não obstante a formalização da RFFP, entendo que nessa etapa do processo administrativofiscal em que ocorre a formalização da RFFP apenas, em tese, se aponta a configuração de dolo, fraude ou simulação. 1 TORRES, Ricardo Lobo. Curso de direito financeiro e tributário. 16. ed. Rio de Janeiro: Renovar, 2009. p. 283. 2 SABBAG, Eduardo. Manual de direito tributário. São Paulo: Saraiva, 2009. p. 723. 3 LOPES, Mauro Luís Rocha. Direito tributário brasileiro. Rio de Janeiro: Impetus, 2009. p. 248. 4 PAULSEN, Leandro. Direito tributário: constituição e código tributário à luz da doutrina e da jurisprudência. 11. ed. Porto Alegre: Livraria do Advogado Editora; ESMAFE, 2009. p. 1036. Fl. 278DF CARF MF Impresso em 24/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 18 Desta forma, por óbvio, enquanto não houver um pronunciamento judicial acerca da conduta da Recorrente em relação à hipótese dos autos, nesta etapa do processo administrativofiscal não resta materialmente configurada as hipóteses de dolo, fraude ou simulação, o que implica o não afastamento da hipótese de aplicação da regra decadencial insculpida no art. 150, § 4º, CTN. Então, aplicandose o entendimento do STJ no REsp 973.733/SC nos termos do art. 62A, Anexo II, Regimento Interno do CARF – RICARF, exsurge a regra de decadência insculpida no art. 150, § 4º, CTN posto que houve recolhimentos antecipados a homologar pelo contribuinte, além de não se materializar as hipóteses de dolo, fraude ou simulação. Verificase, da análise dos autos, que a cientificação do AIOA pela Recorrente, às fls. 31, se deu em 15.07.2010 e o período objeto do AIOA: 01/2005 a 12/2008. Dessa forma, nos termos do artigo 150, § 4o, CTN, constatase que já se operara a decadência do direito de constituição dos créditos lançados até a competência 06/2005, inclusive. (i) Do cerceamento de defesa da renúncia do contribuinte ao direito de impugnar administrativamente Analisemos. No processo referente à obrigação principal AIOP nº 37.271.6334, o Relatório Fiscal informa que em relação às compensações efetuadas pela Recorrente com fulcro em Mandado de Segurança Individual no processo 2007.38.13.0035190 – 1ª Vara Federal de Governador Valadares, a Fiscalização não efetuou qualquer glosa, permanecendo portanto tais compensações válidas. Desta forma, conforme o informado pela Fiscalização de que não houve a glosa de compensação, não prospera a argumentação da Recorrente no sentido de ter havido violação a princípios constitucionais do contraditório e da ampla defesa pela não apreciação da Impugnação do contribuinte. Diante do exposto, não prospera a alegação da Recorrente. DO MÉRITO (ii) Da não declaração em GFIP de remunerações pagas a segurados Analisemos. Fl. 279DF CARF MF Impresso em 24/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 10630.001543/201061 Acórdão n.º 240301.318 S2C4T3 Fl. 173 19 Conforme já esclarecido no processo referente à obrigação principal AIOP nº 37.271.6334 em sede de decisão de primeira instância, no Relatório de Documentos Apresentados – RDA, às fls. 54 a 56, estão listadas por competência todas as GPS apresentadas e constantes como recolhidas pela Recorrente e devidamente apropriadas nos sistemas da RFB e também no Relatório de Apropriação de Documentos Apresentados – RADA mostrase como tais recolhimentos foram apropriados no crédito lançado pela AuditoriaFiscal. Desta forma, todos os recolhimentos tempestivamente efetuados pela Recorrente foram considerados pela Fiscalização no presente AIOP. Em relação aos recolhimentos que porventura tenham sido recolhidos posteriormente, os mesmos serão apropriados e considerados pela Unidade de Jurisdição da RFB quando da execução do presente processo. Diante do exposto, não prospera a argumentação da Recorrente. CONCLUSÃO Voto no sentido de CONHECER do recurso, em dar provimento parcial ao recurso para, EM PRELIMINAR, reconhecer a decadência do direito de constituição dos créditos ora lançados até a competência 06/2005, inclusive, nos termos do art. 150, § 4º, CTN. É como voto. Paulo Maurício Pinheiro Monteiro Fl. 280DF CARF MF Impresso em 24/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI
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Numero do processo: 10845.000384/89-04
Data da sessão: Mon Oct 18 00:00:00 UTC 1993
Data da publicação: Tue Dec 29 00:00:00 UTC 2009
Ementa: "INFRACÃO ADMINISTRATIVA AO CONTROLE DAS IMPORTAÇÕES. Aplica-se a multa do art. 526, inciso II, do RA, quando a Guia de Importação for emitida para mercadoria diversa da efetivamente importada. Recurso provido.
Numero da decisão: CSRF/03-02.206
Decisão: ACORDAM os Membros da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por maioria de votos, DAR provimento ao recurso nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Vencido o Cons. Fausto de Freitas e Castro Neto, que lhe dava provimento parcial, para restabelecer a exigência exclulda da multa do art. 526, II, do R.A.
Nome do relator: HUMBERTO ESMERALDO BARRETO FILHO
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Aplica-se a multa do art. 526, inciso II, do RA, quando a Guia de Importação for emitida para mercadoria diversa da efetivamente importata. Recur so provido." Vistos relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto pela FAZENDA NACIONAL: ACORDAM os Membros da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por maioria de votos, DAR provimento ao recurso nos ter- mos do relatOrio e voto que passam a integrar o presente julgado. Vencido o Cons. Fausto de Freitas e Castro Neto, que lhe dava pro vimento parcial, para restabelecer a exigência exclulda da multa 1 do art. 526, II, do R.A. S, a d. Sess3es-DF, em 18 de outubro de 1993 MAR rál SF ..:.PRESIDENTE dr „, ,--/37 HUMBERTO ESMERALDO B —"O F LHO -RELATORi LUIZ FERNANDO OLI RA D MORAES -PROCURADOR DA FA ZENDA NACIONAL - r i , DAMEFP/DF- SECOS N q 064/90 Jm Participaram, ainda, do presente julgamento os seguintes Conselhei ros: ITAMAR VIEIRA DA COSTA, SÉRGIO CASTRO NEVES, UBALDO CAMPELO T NETO, JOÃO HOLANDA COSTA E SEBASTIÃO RODRIGUES CABRAL /' - •N 4f : . 4," 4;:" • „ 7 SERVIÇO PUBLICO FEDERAL PROCESSO N? 10845/000.384/89-04 RECURSO N9 : RP/301-0.154 Acôna:Ão N2: CSRF/03-02.206 RECORRENTE - FAZENDA NACIONAL RECORRIDA : PRIMEIRA CÂMARA DO TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SUJEITO PASSIVO:PLMTICOS BRANCO INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA RELATC)RI 0 A Col. Cámara julgadora do recurso voluntário recon heceu como efetivamente diverso daquele referido nos documentos de importação o produto ingressado no pais. Excluiu, todavia, da au- tuação, as multas previstas no art. 364, II, do RIPI e 526, II, do RA, com espeque na seguinte fundamentação, verbis: "A primeira multa se refere expressamente a au sência de nota fiscal na transação comercial no ca- so de importação não existe notas fiscais não há de se falar em infligir tal pena ao contribuinte. Quanto á segunda multa (526, II do Regulamento Aduaneiro) a aplicação em simultaniedade (sic) com a 524 do mesmo diploma legal é o contra-senso lOgi- co. Ora aplica-se a multa do artigo 524 em razão da declaração indevida de mercadoria, já a multa do ar tigo 526, II se refere a importaçao de mercadoria T sem guia de importação. Ou seja, ou a mercadoria foi importada sem uma guia de importação - caso pre visto no artigo 526, II -, ou foi importado com uma guia mal redigida - caso previsto no artigo 524 -, mas simultaneamente ser importado sem via e com guia mal feita ê, data máxima venia, uma contradi- ção. No caso em exame existe uma guia de importação acompanhando a mercadoria, de forma que não julgo cablvel amulta do artigo 526, do Regulamento Adua- ! neiro." ? Ali 1 1 S. SERVIÇO PUBLICO FEDERAL PROCESSO N9 10845/000.384/89-04 3 AcOrdgo n9 CSRF/03-02.206 Irresignada, interpae a Fazenda Nacional recurso especial, propugnando pela manutençao das penas antes menciona- das, vez que os arts. 256-259 do RIPI prevêem a emissão de notas fiscais quando do ingresso de bens importados no estabelecimento emitente, e que e plausível a aplicação concomitente das multas dos arts. 524 e 526, II, do RA, destinadas cada qual a uma infra ção distinta. A interessada, em contra-razSes, reporta-se ao vo to condutor do aresto recorrido, clamando por sua preservação. É o relatório. ô//' SERVIÇO PUBLICO FEDERAL PROCESSO N9 10845/000.384/89-04 4. Acórdão n9 CSRF/03-02.206 VOTO_ Conselheiro HUMBERTO ESMERALDO BARRETO FILHO - Relator No vejo como, data venha, sustentar a exclusao de terminada pela v. decisão recorrida. Com efeito, mostra-se cabível a multa proposta por falta de lançamento do IPI (art 364, RIP1), uma vez reconhecida pela Câmara julgadora a diferença a menor nos tributos incidentes. Também aplica-se in casu, de igual sorte, uma vez pacificada a questão da divergência entre o que guiado e o que efetivamente importado, a penalidade prescrita no art. 526,11, do RA, não repelida pela existencia do documento emitido para aquela outra mercadoria. Provejo o recurso. Sala das Sessões-DF, em 18 de outubro de 1993 HUMBERTO ESMERALDO BARRETO FILHO - RELATOR Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1
score : 1.0
Numero do processo: 10865.001105/88-93
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Mar 25 00:00:00 UTC 1998
Data da publicação: Wed Mar 25 00:00:00 UTC 1998
Ementa: CLASSIFICAÇÃO - PLURONIC F 68
Nos Termos das regras gerais e notas da NBM, classifica-se na
posição 34.04.01.99 da TAB aprovada pela Resolução CPA
00.0753.
RECURSO PROVIDO
Numero da decisão: 301-28.688
Decisão: ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: MARIO RODRIGUES MORENO
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score : 1.0
Numero do processo: 10711.005719/89-70
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Mon Oct 18 00:00:00 UTC 1993
Ementa: TRIBUTÁRIO. ADUANEIRO.
Classificação de Mercadorias.
Mistura de Amimas terciárias (ácido estearílico, ácido palmítico e Ácido mirístico) com prevalência do componente ácido estearílico que possui cadeia de 18 átomos de carbono.
Não caracterizada como composto de constituição quimica definida, quando isolado.
Mercadoria descrita na guia de Importação descabimento das multas de inciso II do art. 526 e 524 do R.A. Código 3823.90.9999 da TAB.
Recurso Provido parcialmente apenas para excluir as multas do inciso II do art. 526 e 524,do R.A.
Numero da decisão: CSRF/03-02.202
Decisão: ACORDAM os Membros da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por maioria de votos, DAR provimento parcial ao recurso, para restabelecer a exigência, excluídas as multas aplicadas (arts. 524 e II. 526, II, do R.A.), nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Vencidos os Cons. Fausto de Freitas e Castro, Ubaldo Campelo Neto, Sebastião Rodrigues Cabral, que negavam provimento ao recurso.
Nome do relator: JOÃO HOLANDA COSTA
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TRIBUTARTO. ADUANEIRO. Classificaçâo de Mercadorias. Mistura de Amimas tercOrias (ãcido estear! lico, cido palmltico e Scido mirlstico) co, prevalóncia do componente ácido estearilico que possui cadeia de 18 átomos de carbono. Na° caracterizada como composto de constitui ção quTmica definida, quando isolado. "LMercadoria descrita na guia de . Importáção; descabiMento das multas de inciso II do art. 526 e 524 do R.A. C6digo 3823.90.9999 da TAB. Recurso Provido parcialmente apenas para ex- cluir as multas do inciso TI do art. 526 e 524,do R.A. ' Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto pela FAZENDA NACIONAL , ACORDAM os Membros da Câmara Superior de Recursos Fis - cais, por rialOria de votos, DAR provimento parcial ao recurso, para restabelecer a exigencia s excluTdas as multas aplicadas (arts. 524 e HL. 526, II, do R.A.), nos termos do relatõrio e voto que passam a inte =grar o presente julgado. Vencidos os Cons. Fausto de Freitas e Cas- tro, Ubaldo Campeio Neto,e /phasto Rodrigues Cabral, que negavam provimento ao recurso. , : : . - ala . s Sessões (DF), em 18 de gutubro de 1993 - MAR"' = ."I, - PRESIDENTE v . V DAMEFP/DF- SECOS N • 064/90 3 . ir J ()... HO' . NDA COSTA - RELATOR ' #1 á lif (L/UIZ FE l'11115 OLIVEIRA DE MORAES - PROCURADOR DA , FAZENDA NACIONAL Participaram, ainda, do presente julgamento os seguintes Conselhei- ros: 1TA1AR VIEIRA DA COSTA, SÉRGIO CASTRO NEVES e HUMBERTO ESMERAL DO BARRETO FILHO. Defendeu o sujeito passivo, seu advogado, Dr. Liii neu de Albuquerque Mello - OAB/RJ 68.191/91. Defendeu a Fazenda Na- cional, .eu Procurador-Representante, Dr. Luiz Fernando Oliveira de Moraes. kt) • , , . .. .. PROCESSO N. g 10711.005719/89-70 RECURSO N. g RP/301 -0.392 AcOrdão n9 -CSRF/03 -02.202 RECORRENTE g FAZEMDA NACIONAL. RECORRIDA N la. CAMARA DO TERCEIRO CONSELMO DE: CONTREOUIN- IES INIERESSADO g HERO() INDUSIRIAS QUIMICAS LTDA. O TOR ..f. Q A Fazenda Nacional interpC5e Recurso Especial junto â Cámara Superior de Recursos Fiscais, de decisão con- figurada no Acórdão n. 301,-27.170 (Processo n. 10711.005719/ 09-70) em que, no mérito, foi, por maioria de votos, provido o recurso voluntário do sujeito pasSivo. Assim se pronunciou o Doutor Procurador da . Fazenda Nacional g . , , "Insurge-se a FAZENDA NACIONAL. contra a r. decisão proferida pela Primeira Càmara do Terceiro Conselho de Contribuintes por en- tender . que a mesma, "data venia está em dissonãncia com as provas produzidas nos autos e sem sintonia com o Direito. As razCes do presente recurso estão sinteti- zadas na v. decisão monocrálica às fl.s. do ., processo em referOncia, que a recorrente . adota . como se aqui. transcritas .estivessem e L sob "venia" a elas remete 05 Inclitos :Jun:ia- . dores. Ante o exposto e invocando os sábios suple- mentos de Vossas ExcelOncias, a Fazenda Ma-. cional espera e confia no provimento do ore.- sente Recurso para serem restaurados a deci- são da Autoridade j ulgadora de Primeira Ins- UWicia, o Direito e a Justiça". Osfi.u .ld,mm,.....ntos da decisâb singular são os se - quintesg CONSIDERANDO que a mercadoria despachada, de conformidade com os documentos de importação, foi "SDAD -ES - wir.~.... DIMETIL. AMINA DEST., classe:: AMINA TERCIAR1A, IFOR DE PUREZA g MIN. 97%, classificada no código TAB 2921.19.9999g '-'.-- CONSIDERANDO que, de acordo com o Laudo núme- ro 986/09 (fls. 10) e Inf. Técnicas números 189/09 e 04/90 H (fls. 12 e 33/34), a amostra submetida a exame . consiste em amina graxa sem constituição quimica definida, apresentando caracterlsticas de uma mistura cuja fórmula geral R.,..14-.-B con- tém inÚmeras substánciasu CH3 CONSIDERANDO que, segundo a Informação Técni- ca n. 06/90 (fls. 35), o produto examinado pelo LADANA nã.c se trata de ESTEAF11.... DIMETIL.. Ali INA DEST., apres: ..éwd -ose.,...,.0.--.. sob a forma de diversas aminas graxas, de variados 7 ri.)'. )( •, :',.: ' .. 't- r 1 •, . i'-- ) Processo n9 10711/005.719/89-70 AcOrdÃo n9 -CSRF/0J-02.202 ., 2 leculares, e, portanto. não possuindo teor de pureza, cml- forme declarado pela autuadau ' CONSIDERANDO que a classifi.ca0o da mercado- ria, para lançamento de Imposto de Importação, consiste no seu enquadramento na TAB, mediante observãncia das Regras Gerais e complementares para Interpretação da Nomenclatura Brasileira de Mercadorias, combinadas com as notas tarifá- rias e demais dispositivos aplicáveis da legislação tribulá-..• ria (DL n. 1753/79 e art. 100 do Regulamento Aduaneiro, aprovado pelo Decreto n. 91.030/85)u . CONSIDERANDO que o Capítulo 29 compreende, !ffliCAfllente !, salvo as exceçCes resultantes de texto de alou- mas de suas poslOes, os compostos de constituição química definida, apresentados isIbl,m1,mwilte, Mesmo contendo impure- zas (Nota (29-4) "a" do (apítulo 29 da TAB)u CONSIDERANDO que a posição 3023 da T•B com- preende produtos químicos e preparaçffes das indústrias qui- micas ou das industrias conexas (incluídos os constituídos Ir. misturas de produtos naturais), nãO especificados nem . compreendidos em outras posiçMes (NESH - observaçffés relati- . VAS à posição 3823)g CONSIDERANDO, assim, que o produto importado se classifica no código 1AB $823.90.9999, com aliquotas de . 60% para o T.I. e 10% para o I.P.I.g . CONSIDERANDO que o prazo de 05 (cinco) dias, referido no. ar t. 50 do DL n. 37/66 e ar 1:. 44/ do Decreto n. ?:l para a formalizaçãO de eventual exigencia após o término da conferencia aduaneira, mas antes do desem- baraço aduaneiro (entrega da morcadoria)u CONSIDERANDO que a redação do artigo supraci- tado foi modificada pelo Decreto-lei n, 2472/88, que não . menciona qualquer prazog CONSIDERANDO que, a pedido do próprio impor- tador, mediante assinatura de formo de Responsabilidade, no quadro 24 da D.I. em exame (fls. 04 v.), a mercadoria foi . liberada sob condição de posterior recolhimento de possíveis diferenças de tributos, multas e demais encargos fiscais que viessem a ser . apurados em decorrencia de exame laboratorial, caso o resultado da análise não confirmasse a exatidão do que fora declarado na 1>. 1'.. CONSIDERANDO que a revisão do despacho adua- neiro encontra amparo legal no art. 149 - item VIII do Códi- go Tributário Nacional, o qual autoriza revisão de ofício do lançamento "quando deva ser apreciado fato não conhecido ou não provado por ocasião do lançamento anterior"u CONSIDERANDO que o ato de revisão aduaneira -definido no art. 455 d go Reulamento Ad u ianero é aquele pel r... . .,.qal a autora fisc:al, .i f?All..._p_!Jg:E,2..0.2..Ars-,p A ,.A.......ffigx,..g.p.r. A. 1 l u i dde 1 , , ••• • , :. .. .. .. ,. .. , Processo n9 10711/005.719/89-70 ,- Ac6rdão n9-CSRF/03-02.202 , 3 ree)ffimina . o despacho aduaneiro, com a finalidade de verifi- car a regularidade da importação quanto aos aspectos fis- cais, e outrosu CONSIDERANDO que, de acordo com o ar t. 456 do . Regulamento Aduaneiro !, o prazo decadencial para a revisão do despacho aduaneiro è de 05 (cinco) anos e não de 05 (cinco) dias como alega a impugnanteg CONSIDERANDO que a omissão na DI e na OI de qualquer elemento indispensável à idemtificação e classifi- cação tarifária da mercadoria, ou a menção de elemento in- correto ou impreciso, caracteriza declaração indevida e im- portação ao desamparo de guia, ensejando a aplicação das multas previstas nos artigos 524 e 526, II, do R.A. (item 9 e 10 do PARECER (ST n. 477/98)u CONSIDERANDO que o I.P.I. que deixou de ser , lançado ou que, devidamente lançado, não foi recolhido den- tro de 90 dias do termino do prazo regulament,ar, sujeita o , contribuinte à multa de 100% do valor do imposto (art. 80 da Lei n. 4502/64, com a redação modificada pelo Decreto-lei. n. 34/66, art. 2 , 22a. alteração - PARECER (.ST n. 770/84). Nas suas contra -razaes, assim se pronunciou o sujeito passivou 1. Vem, há tempos ., importando o produto deno- minado SDAD - Estearil Dimetil Amina (DEST), classe amina terciária, teor . de pureza:: 97%, qualidade industrial, estado físico:: ;Cri :1 posicionando-o no Cap. 29 da TAB. O Labana, em reiteradas ocasiffes, tem confirmado a natureza do produto e sua classificação fiscalu 2. De um momento para outro, o LABANA/RJ alterou suas conclusaes passando a decla- rar tratar-se o produto de um composto de constituição quí- mica não definida e por isso com classificação fiscal fora do Cap. 29g $. O deslinde da questão está a depender da res- posta a L. questaes prévias, referentes â modivação do LA - BANA para alterar o seu parecer, a respeito do conceito do que seja composto de constituiçãO química definida e. por fim, identificar qual a classificação correta do material. Acrescenta, em resposta Mi. suas indagaçaes que, primeiro, o LADANA passou a considerar de constituição química definida o material que tem conhecidas a sua estrutura e a quantifi- cação dos componentes. Já a l'AD dá como de constituiçãO qui- mica definida o composto químico, apresentado isol,mia~te, de estrutura conhecida que não contenha outras substâncias deliberadamente adicionadas durante o processo de fabricação (incluindo a purificaç(o), podendo porém conter impurezas. Por outro lado, o Cap. 29, em princípio, inclui apenas os compostos de constituição química definida, apresentados isoladamente ressalvadas as disposiçOes da Nota 1 do Capítu- ., lo. Acrescenta ainda, quanto á classificação do produto, ter sido ouvido o Instiflito Nacional de Tecnologia, havendo este órgão bécnico respondido As indagaçaés da Colenda Primeira Câmara, da seguinte formau "O produto SDAD -- Estearil Dimetil Amina Dest 'SI-- é um composto de origem natural con, st--,-;..uído ,.....1 /./..- .,, - • .. ... . .. , , Processo n9 10711/005.719/89-70 Acôrdão n9-CSRF/03-02.202 de uma mistura de aminas graxas obtidas pelo processo de hidrogenaçÃo catafflica da ni- trila do sebo natural, que é produto orgáni- co de origem animal". Considerando se a definiço da NEHAD para fins de classificaço alfandegâria, mesmo com a presença de diversas aminas graxas, trata . s • de um composto de constitui0o qui . mica defda". O sujeito passivo conclui pleiteando o impro- vimento do Recurso Especial. o lel,x1olio. I: 7 PROCESSO H. 10711.005719/89-20 ACORDA() CRE0' . ../ 03-02.202 V_O_J_O Conselheiro jOAO HOLANDA COSTA, Relatore 5. . O processo está instruido com os pronuncia- mentos técnicos do LaboraUwio de Análises do Ministério da Fazenda e do Instituto Nacional de Tecnologia, que examina- ram amostras do produto a classificar . na HBM/TAB, tendo ve- rificado a estrutura e qualificação, mas chegado a conclu- sffes divergentes quanto a se tratar de produto isolado de constituição química definida. A Informação Técnica n. 189/09, do LABAHA (fl. 12) está assim redigida:: .. "Em atendimento as solicitaçCWs de fls. 9, . temos a itlformar que pelos ensaios realizados no produto ob- leto do PA-986/89 DI -3648/89, verifica-se tratar o mesmo de uma amina graxa terciária. Tais produtos de uma maneira em geral são obtidos através da reaçãO da amónia com ácidos graxas. Seguida de uma hidrogenação e/ou alquilaçWb origi- nando aminas graxas primárias, secundárias e •~c.iárias. No . caso de aminas terciarias teríamos uma estrutura reprcxwita.-• .. da por RN(CH3 ) 2 onde R apresentaria uma cadeia variando de 8 . a 20 átomos de carbono. Quando o importador refere-se ao produto como uma estearil dimetil amina destilada, na verda- . de ele está tratando com uma mistura de aminas teri.•,:iár:ias. onde aquela que se apresenta em maior proporção possui uma cadeia de 18 átomos de carbono, ou seja uma cadeia esteári- lica. • Por não ser de nosso conhecimento o nome co- mercial desta amina terciária não podemos precisar . qual a , provável composição das alquilas. PodeMos sim, avaliar pelo ensaio de CO (cromalografia em fase gasosa) que estão na proporção aproximada de 5,50:1 10,25p 15,94 e 49,96, e pela literatura disponível que tais cadeias (as alquilas) variam de 8 a 20 átomos de carbono. E de nosso parecer portanto, que a amostra em • questão não deva ser tratada como um produto isolado de constituição química definida. Nestes lermos, ratificamos a conclusão do laudo supra ci..tado." Por sua vez, o INT, ao quesito formulado pela L douta la. Wt2itmara, na diligOncia, deu seu pronunciamento nos seguintes termose "2. Tem, ou não, constituiçãO quimica e peso - molecular definidos? Repp .5:1a . e De acordo com a NENAD (1) . posição 29 e TAD --- NBM (2), transcrevemos:: "Os produtos de constituiçãO química defini- . . da sWo aqueles compostos quimicos cuja es ,t trutura se conhece, que não c 2.fit.,, ...:, Processo n9 10711/005.719/89-70 . Acôrdão n9 -CSRF/03-02.202 ., 6. substància deliberadamente adicionada, du- rante ou após o fabrico. Estes compostos podem conter impurezas... C.) termo impurezas aplica-se exclusivamente às substàncias cuia assóciaçãO com o com- posto químico distinto resulta, exclusiva e diretamente do processo de fabrico." . No caso do "SDAD - Estearil Dimetil Amina Dest.", estas ¡minas graxas são provenien- les ( ..K .A hidrogenação catalítica da nitrila do sebo, que por sua vez, é constituido de uma mistura de ácidos palmítico e 4% de ácido mirístico). Considerando-se a defini- ção da NENAB, para fins de classificação alfandegária, mesmo com a presença de di- • versas aminas graxas, trata-se de um com."'- posto de constituição química definida." Como se vO, os dois pronunciamentos divergem na sua conclusão, certamente por entenderem de modo diverso a mesma linguagem da NBM. Mão é de agora esta divergéncia de , pontos de vista sobre o que seja composto de constituição química definida quando isolado, entre os dois órgãos gover- namentais, a respeito de outros produtos. A questão, porém, deve ser . enfrentada e solu- cionada, no àmbito desta CMmara Superlor de Recursos Els- cais, buscando apoio nas Notas Explicativas da. Nomenclatura feita a análise de cada parte do processo fiscal- A guia de importação autoriza a importação de . SDAD .- Estrear ri. Dimetil Amina DES... Classe amina terciária. Teor de Pureza:: 97%, qualidade industrial, estado físico só- "lido/pastoSo. Embalagemu tambores. Aplicação específica g Ma- téria-prima para a fabricação de quartenários de ameJnio. A pesquisa do LABANA detectou tratar-se de amina com a presença do diversos componentes:: amina graxa terciária. Acrescenta que este tiIND de produto é obtido através da reação da amÕnia com ácidos graxos, seguido de hidrogenação e/ou alquilação originando aminas graxas primá- . rias, secundárias e b .,--yrciárias. Esclarece ainda que, no caso examinado, quando o importador se referiu ao produto como uma estearil cri imetil amina destilada, na verdade o qué se detectou foi uma MISTURA DE AMIMAS TERCIARIAS, com prevalOn-- cia do correspondente da maior proporção que possui uma ca- deia de 18 átomos de carbono, ou seja a cadeia estearílica. O pronunciamento do INT também diz tratar-se de uma mistura de ácidos graxos (66% de ácido estearílico, 30% de ácido palmítico e 4% de ácido mirístico>. i Desta maneira, em se tratando de MISTURA DE AMINAS TERCIARIAS, propositadamente feita, isto é, já que os ., componentes foram adicionados ao ácido estearílico, ou dei- --', xados de propósito, então, não há outra maneira de descrever , a mercadoria, A luz da NBM/TAB, do que declarar que não se trata de produÁo isolado de constituição química definida, mas sim de mistura de ácidos graxos, com classificação no • código TAB 2823.90.9999. Não hâ como acolher, "data venia", a conclu- L. são do IN T, a qual enten m(estar» em consonMncia com a " \ -definição da NBM/SH. ) • \H•'...... ' Processo n9 10711/005.719/89-70 Acórdão n9-CW/03-02.202 7. Estando o processo plenamente instruido, não acolho o pedido de nova diligência feita pela interessada nas suas contra-razões. Com relação às multas dos arts. 524 e 526, inciso II, do RA implicitamente incluida no Recurso ora exa- minado, entendo-as descabidas já que a mercadoria está des- crita na Guia de Importação, salvo quanto à classificação fiscal. Voto para dar provimento parcial ao recurso do Doutor Procurador da Fazenda Nacional, para fim de exl- cuir a multa do art. 524 e a do inciso II do art. 526, do RA. Sala das Sessões, 18 de outubro de 1993. ,/,/ 0 0 HOLANDA COSTA lk Relator Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1 _0000600.PDF Page 1 _0000700.PDF Page 1 _0000800.PDF Page 1 _0000900.PDF Page 1
score : 1.0
Numero do processo: 10711.005722/89-84
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Mar 14 00:00:00 UTC 1991
Numero da decisão: 301-00.638
Decisão: RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligencia ao INT, através da Repartição de origem (IRF-Porto/RJ), na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: LUIZ ANTONIO JACQUES
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score : 1.0
Numero do processo: 12963.000856/2010-66
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed May 16 00:00:00 UTC 2012
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/09/2006 a 31/12/2009
PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO IRREGULARIDADE NA LAVRATURA DO AIOP INOCORRÊNCIA.
Tendo o fiscal autuante demonstrado de forma clara e precisa os fatos que suportaram o lançamento, oportunizando ao contribuinte o direito de defesa e do contraditório, bem como em observância aos pressupostos formais e materiais do ato administrativo, nos termos da legislação de regência, especialmente artigo 142 do CTN, não há que se falar em nulidade do lançamento.
Neste sentido, o art. 26-A, caput do Decreto 70.235/1972 e a Súmula nº 2 do CARF, publicada no D.O.U. em 22/12/2009, que expressamente veda ao CARF se pronunciar acerca da inconstitucionalidade de lei tributária.
PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO SALÁRIO UTILIDADE ALUGUEL RESIDENCIAL CONFIGURAÇÃO DE SALÁRIO DE CONTRIBUIÇÃO.
Os valores habitualmente pagos pelo empregador por imóveis locados em grande centro urbano em benefício de empregados, integra o salário de contribuição nos termos do art. 28, I, da Lei 8.212/1991.
PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO PAGAMENTO DE BONIFICAÇÃO INCIDÊNCIA
Integram o salário de contribuição os valores pagos, de forma habitual, pelo empregador a título de ganhos eventuais.
PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO CANCELAMENTO DE PARCELAMENTO ESPECIAL INSTITUÍDO PELA LEI 11.941/2009.
O presente Recurso Voluntário, considerando-se o conteúdo da matéria discutida nos autos, não é a via adequada para discussão acerca de cancelamento de parcelamento especial instituído peal Lei 11.941/2009.
Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 2403-001.334
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso.
Nome do relator: PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO
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ementa_s : CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/09/2006 a 31/12/2009 PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO IRREGULARIDADE NA LAVRATURA DO AIOP INOCORRÊNCIA. Tendo o fiscal autuante demonstrado de forma clara e precisa os fatos que suportaram o lançamento, oportunizando ao contribuinte o direito de defesa e do contraditório, bem como em observância aos pressupostos formais e materiais do ato administrativo, nos termos da legislação de regência, especialmente artigo 142 do CTN, não há que se falar em nulidade do lançamento. Neste sentido, o art. 26-A, caput do Decreto 70.235/1972 e a Súmula nº 2 do CARF, publicada no D.O.U. em 22/12/2009, que expressamente veda ao CARF se pronunciar acerca da inconstitucionalidade de lei tributária. PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO SALÁRIO UTILIDADE ALUGUEL RESIDENCIAL CONFIGURAÇÃO DE SALÁRIO DE CONTRIBUIÇÃO. Os valores habitualmente pagos pelo empregador por imóveis locados em grande centro urbano em benefício de empregados, integra o salário de contribuição nos termos do art. 28, I, da Lei 8.212/1991. PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO PAGAMENTO DE BONIFICAÇÃO INCIDÊNCIA Integram o salário de contribuição os valores pagos, de forma habitual, pelo empregador a título de ganhos eventuais. PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO CANCELAMENTO DE PARCELAMENTO ESPECIAL INSTITUÍDO PELA LEI 11.941/2009. O presente Recurso Voluntário, considerando-se o conteúdo da matéria discutida nos autos, não é a via adequada para discussão acerca de cancelamento de parcelamento especial instituído peal Lei 11.941/2009. Recurso Voluntário Negado
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 23; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2337; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C4T3 Fl. 180 1 179 S2C4T3 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 12963.000856/201066 Recurso nº 999.999 Voluntário Acórdão nº 240301.334 – 4ª Câmara / 3ª Turma Ordinária Sessão de 16 de maio de 2012 Matéria CONTRIBUIÇÃO SOCIAL PREVIDENCIÁRIA Recorrente CONDOMINIO OPERACIONAL DO MINAS SUL SHOPPING Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/09/2006 a 31/12/2009 PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO IRREGULARIDADE NA LAVRATURA DO AIOP INOCORRÊNCIA. Tendo o fiscal autuante demonstrado de forma clara e precisa os fatos que suportaram o lançamento, oportunizando ao contribuinte o direito de defesa e do contraditório, bem como em observância aos pressupostos formais e materiais do ato administrativo, nos termos da legislação de regência, especialmente artigo 142 do CTN, não há que se falar em nulidade do lançamento. Neste sentido, o art. 26A, caput do Decreto 70.235/1972 e a Súmula nº 2 do CARF, publicada no D.O.U. em 22/12/2009, que expressamente veda ao CARF se pronunciar acerca da inconstitucionalidade de lei tributária. PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO SALÁRIOUTILIDADE ALUGUEL RESIDENCIAL CONFIGURAÇÃO DE SALÁRIO DE CONTRIBUIÇÃO. Os valores habitualmente pagos pelo empregador por imóveis locados em grande centro urbano em benefício de empregados, integra o salário de contribuição nos termos do art. 28, I, da Lei 8.212/1991. PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO PAGAMENTO DE BONIFICAÇÃO INCIDÊNCIA Integram o saláriodecontribuição os valores pagos, de forma habitual, pelo empregador a título de ganhos eventuais. PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO CANCELAMENTO DE PARCELAMENTO ESPECIAL INSTITUÍDO PELA LEI 11.941/2009. O presente Recurso Voluntário, considerandose o conteúdo da matéria discutida nos autos, não é a via adequada para discussão acerca de cancelamento de parcelamento especial instituído peal Lei 11.941/2009. Fl. 164DF CARF MF Impresso em 29/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 2 Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. Carlos Alberto Mees Stringari Presidente Paulo Maurício Pinheiro Monteiro Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Ivacir Júlio de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Jhonatas Ribeiro da Silva, Marcelo Magalhães Peixoto e Maria Anselma Coscrato dos Santos. Ausente o Conselheiro Cid Marconi Gurgel de Souza. Fl. 165DF CARF MF Impresso em 29/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 12963.000856/201066 Acórdão n.º 240301.334 S2C4T3 Fl. 181 3 Relatório Tratase de Recurso Voluntário interposto pela Recorrente – CONDOMÍNIO OPERACIONAL DO MINAS SUL SHOPPING contra Acórdão nº 0937.579 5ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento Em Juiz de Fora MG que julgou procedente a autuação por descumprimento de obrigação principal, Auto de Infração de Obrigação Principal – AIOP nº. 37.312.0486, às fls. 01, com valor consolidado de R$ 29.021,30. O crédito previdenciário se refere às contribuições previdenciárias destinadas à Seguridade Social devidas a Terceiros outras entidades e fundos (SalárioEducação, INCRA, SESC, SEBRAE), incidentes sobre a remuneração dos segurados empregados, no período de 09/2006 a 12/2009. O Relatório Fiscal, às fls. 39 a 43, informa que os valores consolidados neste AIOP encontramse relacionados no anexo Discriminativo do Débito DD, e referemse aos Levantamentos: AL e ALI; BO, BOI e BO2; FP e FP2; FF e FF2, CI, CIIe CI2; SAI e SA2: 1) AL e AL1PAGAMENTO DE ALUGUEL DE EMPREGADOS: Despesas custeadas pela empresa com o aluguel residencial de seu empregado HAMILTON ÁLVARES DA SILVA (locatário), sem inclusão destes valores na Folha de Pagamento (FP) e na Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social (GFIP). Os pagamentos foram constatados nas contas contábeis 3301020006 – OUTROS SERVIÇOS CONTRATADOS (Livros Diário e Razão de 2006) e 316.01.0008 – ALUGUEL DE ASSESSORES (Livros Diário e Razão posteriores a 2006) e no Contrato de Aluguel anexado (Anexo I – A a E), realizados em nome do locador e da Livraria Castro Alves, de propriedade do mesmo; 2) BO, BO1 e BO2 – PAGAMENTO DE BONIFICAÇÃO: Pagamentos efetuados aos empregados de forma habitual, em todos os meses, apurados na Folha de Pagamento, rubricas 260 e 1482 (Anexo III – A e B), em razão da boa conduta dos colaboradores, assiduidade e pontualidade, conforme declaração da empresa (Anexo II); 3) FP e FP2 – FOLHA DE PAGAMENTO: Diferenças entre as contribuições apuradas na Folha de Pagamento apresentada pela empresa e as contribuições Fl. 166DF CARF MF Impresso em 29/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 4 declaradas em GFIP, excluídos os pagamentos efetuados a título de bonificação; 4) FF e FF2 – PAGAMENTOS NÃO INCLUÍDOS NA BASE DE CÁLCULO DA FOLHA DE PAGAMENTO (EMPREGADOS) Pagamentos efetuados a empregados sem a devida inclusão na Folha de Pagamento, a título de horas extras, bonificações, serviços extras, etc, apurados na contabilidade e discriminados no Relatório de Lançamentos, bem como a rubricas de complementos do 13º salário que constam da FP de 01/2007, não incluídas na base de cálculo da previdência social (rubricas 231, 236 e 242), conforme Anexo VI; Informa ainda o Relatório Fiscal que foram examinados os seguintes elementos: 7. Os elementos analisados no Procedimento Fiscal foram, entre outros, os Livros Diários LD com respectivos Livros Razão LR dos anos de 2006 (analizado a partir da competência setembro, sendo o LD n° 02 protocolizado, registrado, microfilmado e digitalizado sob o n° 248757 e LR n° 2 sob on° 248758); 2007 (LD n° 03 registrado sob o n° 81010 e LRs n° 03 e 04); 2008 (LDs n° 05 registrado sob o n° 247965 e n° 06 – registrado sob o n° 247966 e LR n° 05 registrado sob o n° 247967) e 2009 (LD registrado sob o n° 248847 e LR sem número, de janeiro a junho registrado sob o n° 248880 e LR sem número, de julho a dezembro registrado sob o n° 248881), além de Folhas de Pagamento, GFIPs (últimas GFIPs transmitidas pela empresa até a data de início do Procedimento Fiscal, de cada competência conforme Anexo IV coluna 8), documentos que fundamentaram os lançamentos contábeis, etc. Outrossim, informa o Anexo do Relatório Fiscal – SAFIS: Comparação de Multas às fls. 36 a 38, que para as infrações com fato gerador anterior a 04/12/2008, data da entrada em vigor da MP no 449/2008, a multa aplicada deve observar o principio da retroatividade benigna (CTN, art. 106, inc. II, c), para tanto está sendo efetuada a comparação pelo Sistema, por competência, da multa aplicada acima (revogada) e da multa atualmente em vigor (Multa de oficio de 75%, no mínimo, conforme art. 44 da Lei 9.430/96): 2. PLANILHA COMPARATIVA DE CÁLCULO Ao se examinar a coluna "MULTA MENOS SEVERA", poderemos encontrar quatro diferentes situações, que são: a) "ANTERIOR" o débito da competência foi lavrado considerandose a multa de mora de 24% ou 12% calculada sobre o montante da contribuição previdenciária devida, inclusive compensação indevida, somada com os Autos de Infração com códigos de fundamentação legal 67, 68 e 69, quando existentes; b) "ATUAL" o débito da competência foi lavrado considerandose a multa de ofício de 75% e ou a multa de mora Fl. 167DF CARF MF Impresso em 29/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 12963.000856/201066 Acórdão n.º 240301.334 S2C4T3 Fl. 182 5 por compensação indevida, calculada com a alíquota de 0,33% ao dia, limitada a 20%, somada com os Autos de Infração com códigos de fundamentação legal 77 e 78, quando existentes; c) "Al 78 E MULTA ANTERIOR" houve entrega de GFIP após 03/12/2008 e o débito da competência foi lavrado, considerando se a multa de mora de 2 4% ou 12% e mais o Al 78, porém desprezandose os valores dos Al 68 ou 69, mesmo que listados; d) "Al 78 E MULTA ATUAL" houve entrega de GFIP após 03/12/2008 e o débito da competência foi lavrado, considerando se a multa de ofício de 75% e ou a multa de mora por compensação indevida, calculada com a alíquota de 0,33% ao dia, limitada a 20%, e mais o Al 78. A Recorrente teve ciência do TIPF – Termo de Início do Procedimento Fiscal, na qual consta o Mandado de Procedimento Fiscal – MPF nº 0611200.2010.00161. A Recorrente teve ciência deste AIOP em 27.11.2010, conforme Aviso de recebimento – AR nº SR392390492BR. O período objeto do auto de infração, conforme o Relatório Discriminativo do Débito DD, é de 09/2006 a 12/2009. A Recorrente apresentou Impugnação tempestiva. Houve solicitação de Diligência Fiscal no processo principal AIOP nº 37.273.2500, através do Despacho nº 102 da Turma de Julgamento da DRJ Juiz de Fora, às fls. 160 a161, para que a autoridade fiscal esclarecesse se os valores apurados na presente autuação, até a competência 11/2008, foram incluídos no parcelamento da Lei nº 11.941, de 2009. Ainda, em razão da contestação do valor de R$ 940,00 lançado como bonificação na competência 03/2009, solicitouse a explicitação do documento utilizado na apuração da contribuição e sua juntada aos autos. A Informação Fiscal, no processo principal AIOP nº 37.273.2500 às fls. 162 a 163, conforme o Relatório da decisão de primeira instância, informa que os valores apurados no procedimento fiscal não foram declarados em GFIP até o início da ação fiscal e não foram incluídos na base de cálculo apurada nas Folhas de Pagamento, não sendo assim reconhecidos pela empresa. Informa ainda que, não obstante o exposto, conforme cronograma estabelecido pela Portaria Conjunta PGFN/RFB nº 02, de 03/02/2011, caberá às pessoas jurídicas optantes pelas modalidades de parcelamento previstas nos artigos 1º ou 3º da Lei nº 11.941, de 2009, ou pelos artigos 1º e 3º da MP Nº 449, de 2008, prestar informações necessárias à consolidação, tais como selecionar os débitos parceláveis e indicar o número de prestações no período compreendido entre os dias 06 a 29 de julho de 2011, conforme consta nas Orientações sobre as regras para consolidação dos débitos, disponíveis no site da RFB na internet (fls. 164/166). Relativamente ao valor de R$ 940,00 lançado na competência 03/2009, esclarece que, conforme descrito no Relatório Fiscal, tal valor foi verificado na Folha de Pagamento, como pagamento de “bonificação” nos códigos indicados. Anexa a Folha de Pagamento da referida competência (fl. 167). O contribuinte foi cientificado da Informação Fiscal e se manifestou reiterando a argumentação em sede de Impugnação. Fl. 168DF CARF MF Impresso em 29/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 6 Houve, no processo principal AIOP nº 37.273.2500, uma nova solicitação de Diligência Fiscal para o Serviço de Controle e Acompanhamento Tributário SACAT, conforme Despacho nº 144, às fls. 178 a182, para que a autoridade competente se manifestasse acerca ses valores apurados na presente autuação, até a competência 11/2008, foram ou não incluídos no Parcelamento Especial da Lei nº 11.941, de 2009. A Informação Fiscal, no processo principal AIOP nº 37.273.2500 às fls. 184 a 189, conforme o Relatório da decisão de primeira instância, citando a Lei nº 11.941, de 2009, artigos 5º e 12; a Portaria Conjunta PGFN/RFB nº 6, de 22 de julho de 2009, art. 15, § 3º; a Portaria Conjunta PGFN/RFB nº 2, de 3 de fevereiro de 2011, art. 1º, V, c/c art. 9º, informa que, por meio do envio de mensagem eletrônica, em 06/07/2011, o contribuinte foi cientificado de que deveria apresentar as informações necessárias à consolidação do parcelamento, até 29/07/2011, conforme tela anexa às fls. 190. O despacho assim destaca: Por meio de consulta ao site da Receita Federal do Brasil, verificamos que o prazo em questão transcorreu sem que contribuinte em referência apresentasse as informações necessárias à consolidação do parcelamento (não indicou nenhum débito para ser incluído no parcelamento declarado por meio de GFIP ou lançado pela fiscalização nem prestou as demais informações) razão pela qual, em consonância com o § 3o do art. 15 da Portaria Conjunta PGFN/RFB n° 6/2009, seu pedido de parcelamento pela Lei n° 11.941/2009 encontrase cancelado. POR TODO EXPOSTO... ESCLARECEMOS QUE O CONTRIBUINTE NÃO ESTÁ ENQUADRADO NO PARCELAMENTO DE QUE TRATA A LEI N° 11.941/2009. O contribuinte foi cientificado desta Informação Fiscal se manifestou reiterando a argumentação em sede de Impugnação, no sentido de que cumpriu todas as etapas previstas para a efetivação do parcelamento especial, tendo acessado o site da Receita Federal do Brasil para cumprir o disposto na Portaria Conjunta PGFN/RFB nº 02/2011, a qual fixou o período de 06/07 a 29/07/2011, a fim de consolidar seus débitos, mas “perante o sistema da RFB o mesmo acusou que não haviam débitos a consolidar, situação em que o contribuinte nada pode fazer. A Recorrida analisou a autuação e a impugnação, julgando procedente a autuação, nos termos do Acórdão nº 0937.579 5ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento Em Juiz de Fora MG, conforme Ementa a seguir: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/09/2006 a 31/12/2009 DEBCAD 37.312.0486 CONTRIBUIÇÕES A OUTRAS ENTIDADES E FUNDOS. A empresa é obrigada a recolher as contribuições sociais devidas a outras entidades e fundos, nos termos da legislação tributária. Fl. 169DF CARF MF Impresso em 29/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 12963.000856/201066 Acórdão n.º 240301.334 S2C4T3 Fl. 183 7 PARCELAMENTO CANCELADO. DISCUSSÃO. A discussão acerca do cancelamento de parcelamento não cabe a esta instância administrativa de julgamento. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido Inconformada com a decisão de 1ª instância, a Recorrente apresentou Recurso Voluntário,, reiterando os argumentos utilizados em sede de Impugnação, em apertada síntese: (i) Do cancelamento do parcelamento. Os lançamentos referentes às competências até 11/2008, inclusive, são indevidos, em razão de a empresa ter aderido ao Parcelamento Especial instituído pela Lei nº 11.941, de 2009, e indicado definitivamente, para pagamento ou parcelamento, a totalidade dos débitos existentes até 30/11/2008, em observância às Portarias Conjuntas PGFN/RFB nº 03, de 03/05/2010, e nº 11, de 24/06/2010, os quais abarcam, inevitavelmente, a obrigação ora questionada. Afirma que, até a presente data, não foi concluída a consolidação do parcelamento, razão pela qual a empresa não pode ser autuada, visto que a morosidade é da Administração Tributária. (ii) Dos valores pagos a título de aluguel. Alega ser indevida a inclusão, na base de cálculo da contribuição previdenciária, dos valores pagos a título de aluguel em favor de funcionário da empresa. Isto porque o art. 457, § 2º da CLT estabelece que as ajudas de custo não se incluem no salário. Alega ainda o caráter não salarial e indenizatório da referida parcela, na medida em que foi concedida provisoriamente, para auxiliar o trabalhador com o custo da mudança de domicílio necessária quando de sua contratação. (iii) Dos valores pagos a título de bonificação. Em relação aos valores pagos a título de bonificação, afirma que os mesmos têm natureza indenizatória, não tendo sido pagos com habitualidade, o que se verifica da análise da folha individual dos funcionários. Fl. 170DF CARF MF Impresso em 29/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 8 Confirma que os referidos valores foram pagos como benefícios aos empregados, atrelados à sua produção e bom desempenho, por liberalidade da empresa, não possuindo caráter salarial. Cita decisão judicial. (iv) Divergências entre valor lançado em GFIP e os apurados. Em relação às divergência apontadas entre o valor declarado em GFIP e aqueles apurados pelo impugnante, diz que as mesmas estão sendo regularizadas através do parcelamento da Lei nº 11.941, de 2009, ao qual o impugnante aderiu, não podendo sobre elas, por conseguinte, incidir os acréscimos de juros e multa. (v) Pagamentos a autônomos. Argui serem indevidas as contribuições apuradas sobre os pagamentos de autônomos, por não estarem os serviços por eles prestados relacionados no rol exaustivo da Instrução Normativa SRP nº 3, de 2005. Citando os artigos 144, 145 e 147 da referida IN, afirma que os serviços contratados são considerados de empreitada, o que afasta a necessidade de retenção da contribuição e caracteriza ausência de fato gerador do lançamento. (vi) Impossibilidade de multa e juros após a adesão ao REFIS. Reitera a inviabilidade da cobrança e da inclusão de multa e juros sobre valores já incluídos no parcelamento ao qual a impugnante aderiu, pelo que deve ser declarada a insubsistência da autuação e decotadas as referidas penalidades do débito consolidado. Posteriormente, os autos foram enviados ao Conselho, para análise e decisão. É o Relatório. Fl. 171DF CARF MF Impresso em 29/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 12963.000856/201066 Acórdão n.º 240301.334 S2C4T3 Fl. 184 9 Voto Conselheiro Paulo Maurício Pinheiro Monteiro , Relator PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE O recurso foi interposto tempestivamente, conforme informação da RFB. Avaliados os pressupostos, passo para as Questões Preliminares e ao Mérito. DAS QUESTÕES PRELIMINARES (A) Da regularidade do lançamento. Analisemos. Não obstante a argumentação do Recorrente, não confiro razão ao mesmo pois, de plano, notase que o procedimento fiscal atendeu a todas as determinações legais, não havendo, pois, nulidade por vício insanável e tampouco cerceamento de defesa. Foi realizada auditoriafiscal que resultou no lançamento do Auto de Infração de Obrigação Principal – AIOP, de contribuições destinadas à Seguridade Social correspondente a parte patronal e a de segurados. Desta forma, conforme o artigo 37 da Lei n° 8.212/91, foi lavrado AIOP nº 37.312.0486 que, conforme definido no inciso IV do artigo 633 da IN MPS/SRP n° 03/2005, é o documento constitutivo de crédito relativo às contribuições devidas à Previdência Social e a outras importâncias arrecadadas pela SRP, apuradas mediante procedimento fiscal: (redação à época da lavratura do AIOP nº 37.312.0486) Lei n° 8.212/91 Art. 37. Constatado o atraso total ou parcial no recolhimento de contribuições tratadas nesta Lei, ou em caso de falta de pagamento de beneficio reembolsado, a fiscalização lavrará Fl. 172DF CARF MF Impresso em 29/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 10 notificação de débito, com discriminação clara e precisa dos fatos geradores, das contribuições devidas e dos períodos a que se referem, conforme dispuser o regulamento. IN MPS/SRP n° 03/2005 Art. 633. São documentos de constituição do crédito tributário, no âmbito da SRP: IV Notificação Fiscal de Lançamento de Débito NFLD, que é o documento constitutivo de crédito relativo às contribuições devidas à Previdência Social e a outras importâncias arrecadadas pela SRP, apuradas mediante procedimento fiscal; Podese elencar as etapas necessárias à realização do procedimento: • A autorização por meio da emissão de TIAF – Termo de Início da Ação Fiscal, o qual contém o Mandado de Procedimento Fiscal – MPF F, com a competente designação do AuditorFiscal responsável pelo cumprimento do procedimento; • A intimação para a apresentação dos documentos conforme Termo de Intimação para Apresentação de Documentos – TIAD, intimando o contribuinte para que apresentasse todos os documentos capazes de comprovar o cumprimento da legislação previdenciária; • A autuação dentro do prazo autorizado pelo referido Mandado, com a apresentação ao contribuinte dos fatos geradores e fundamentação legal que constituíram a lavratura do auto de infração ora contestado, com as informações necessárias para que o autuado pudesse efetuar as impugnações que considerasse pertinentes: a. IPC Instruções para o Contribuinte (que tem a finalidade de comunicar ao contribuinte como regularizar seu débito, como apresentar defesa e outras informações); b. DAD Discriminativo Analítico do Débito (que discrimina os valores originários das contribuições devidas pelo contribuinte, abatidos os valores já recolhidos e as deduções legais); c. DSD Discriminativo Sintético do Débito (que apresenta os valores devidos em cada competência, referentes aos levantamentos indicados agrupados por estabelecimento); d. RL Relatório de Lançamentos (que relaciona os lançamentos efetuados nos sistemas específicos para apuração dos valores devidos pelo sujeito passivo); e. RDA – Relatório de Documentos Apresentados. f. FLD Fundamentos Legais do Débito (que indica os dispositivos legais que autorizam o lançamento e a cobrança das Fl. 173DF CARF MF Impresso em 29/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 12963.000856/201066 Acórdão n.º 240301.334 S2C4T3 Fl. 185 11 contribuições exigidas, de acordo com a legislação vigente à época do respectivo fato gerador); g. REPLEG Relatório de Representantes Legais (Este relatório lista todas as pessoas físicas e jurídicas representantes legais do sujeito passivo, indicando sua qualificação e período de atuação.); h. VÍNCULOS Relatório de Vínculos (que lista todas as pessoas físicas ou jurídicas em razão de seu vínculo com o sujeito passivo, indicando o tipo de vínculo existente e o período); i. TIPF – Termo de Início do Procedimento Fiscal; j. TIAD – Termo de Intimação para Apresentação de Documentos;. k. TEPF Termo de Encerramento do Procedimento Fiscal;. lk. REFISC – Relatório Fiscal. Cumprenos esclarecer ainda, que o lançamento fiscal foi elaborado nos termos do artigo 142 do Código Tributário Nacional, especialmente a verificação da efetiva ocorrência do fato gerador tributário, a matéria sujeita ao tributo, bem como o montante individualizado do tributo devido. De plano, o art. 142, CTN, estabelece que: “Art. 142. Compete privativamente à autoridade administrativa constituir o crédito tributário pelo lançamento, assim entendido o procedimento administrativo tendente a verificar a ocorrência do fato gerador da obrigação correspondente, determinar a matéria tributável, calcular o montante do tributo devido, identificar o sujeito passivo e, sendo caso, propor a aplicação da penalidade cabível. Parágrafo único. A atividade administrativa de lançamento é vinculada e obrigatória, sob pena de responsabilidade funcional.” Analisandose o AIOP nº 37.312.0486, temse que foi cumprido integralmente os limites legais dispostos no art. 142, CTN. Ademais, não compete ao AuditorFiscal agir de forma discricionária no exercício de suas atribuições. Desta forma, em constatando a falta de recolhimento, face a ocorrência do fato gerador, cumprilhe lavrar de imediato a notificação fiscal de lançamento de débito de forma vinculada, constituindo o crédito previdenciário. O art. 243 do Decreto 3.048/99, assim dispõe neste sentido: Art.243. Constatada a falta de recolhimento de qualquer contribuição ou outra importância devida nos termos deste Regulamento, a fiscalização lavrará, de imediato, notificação Fl. 174DF CARF MF Impresso em 29/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 12 fiscal de lançamento com discriminação clara e precisa dos fatos geradores, das contribuições devidas e dos períodos a que se referem, de acordo com as normas estabelecidas pelos órgãos competentes. DO MÉRITO (i) Do cancelamento do parcelamento. Os lançamentos referentes às competências até 11/2008, inclusive, são indevidos, em razão de a empresa ter aderido ao Parcelamento Especial instituído pela Lei nº 11.941, de 2009, e indicado definitivamente, para pagamento ou parcelamento, a totalidade dos débitos existentes até 30/11/2008, em observância às Portarias Conjuntas PGFN/RFB nº 03, de 03/05/2010, e nº 11, de 24/06/2010, os quais abarcam, inevitavelmente, a obrigação ora questionada. Afirma que, até a presente data, não foi concluída a consolidação do parcelamento, razão pela qual a empresa não pode ser autuada, visto que a morosidade é da Administração Tributária. Analisemos. A Recorrente alega que em razão de ter optado pelo parcelamento Especial instituído pela Lei 11.941/2009 não poderia ter ocorrido o lançamento dos valores no presente AIOP. Outrossim, a Informação Fiscal, às fls. 184 a 189, conforme o Relatório da decisão de primeira instância, citando a Lei nº 11.941, de 2009, artigos 5º e 12; a Portaria Conjunta PGFN/RFB nº 6, de 22 de julho de 2009, art. 15, § 3º; a Portaria Conjunta PGFN/RFB nº 2, de 3 de fevereiro de 2011, art. 1º, V, c/c art. 9º, informa que, por meio do envio de mensagem eletrônica, em 06/07/2011, o contribuinte foi cientificado de que deveria apresentar as informações necessárias à consolidação do parcelamento, até 29/07/2011, conforme tela anexa às fls. 190. O despacho assim destaca: Por meio de consulta ao site da Receita Federal do Brasil, verificamos que o prazo em questão transcorreu sem que contribuinte em referência apresentasse as informações necessárias à consolidação do parcelamento (não indicou nenhum débito para ser incluído no parcelamento declarado por meio de GFIP ou lançado pela fiscalização nem prestou as demais informações) razão pela qual, em consonância com o § 3o do art. 15 da Portaria Conjunta PGFN / RFB n° 6/2009, seu pedido de parcelamento pela Lei n° 11.941/2009 encontrase cancelado. Fl. 175DF CARF MF Impresso em 29/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 12963.000856/201066 Acórdão n.º 240301.334 S2C4T3 Fl. 186 13 POR TODO EXPOSTO... ESCLARECEMOS QUE O CONTRIBUINTE NÃO ESTÁ ENQUADRADO NO PARCELAMENTO DE QUE TRATA A LEI N° 11.941/2009. Portanto, conforme a Informação Fiscal do Serviço de Controle e Acompanhamento Tributário – SACAT, o pedido de parcelamento da Recorrente foi cancelado, de modo que os lançamentos até 11/2008 não se encontram incluídos em tal parcelamento Especial. Diante do exposto, não prospera a argumentação da Recorrente. (ii) Dos valores pagos a título de aluguel. Alega ser indevida a inclusão, na base de cálculo da contribuição previdenciária, dos valores pagos a título de aluguel em favor de funcionário da empresa. Isto porque o art. 457, § 2º da CLT estabelece que as ajudas de custo não se incluem no salário. Alega ainda o caráter não salarial e indenizatório da referida parcela, na medida em que foi concedida provisoriamente, para auxiliar o trabalhador com o custo da mudança de domicílio necessária quando de sua contratação. Analisemos. Em que pese a argumentação da Recorrente em relação aos pagamentos de aluguéis, não assiste razão à Recorrente, senão vejamos. Conforme discutido nos autos, o ponto chave é a identificação do campo de incidência das contribuições previdenciárias. Para isso façamos uso da legislação previdenciária, atrelada a conceitos trazidos da legislação trabalhista. De acordo com o previsto no art. 28 da Lei n ° 8.212/1991, para o segurado empregado entendese por saláriodecontribuição a totalidade dos rendimentos destinados a retribuir o trabalho, incluindo nesse conceito os ganhos habituais sob a forma de utilidades, nestas palavras: Art.28. Entendese por saláriodecontribuição: I para o empregado e trabalhador avulso: a remuneração auferida em uma ou mais empresas, assim entendida a totalidade dos rendimentos pagos, devidos ou creditados a qualquer título, durante o mês, destinados a retribuir o trabalho, qualquer que seja a sua forma, inclusive as gorjetas, os ganhos habituais sob a forma de utilidades e os adiantamentos decorrentes de reajuste salarial, quer pelos serviços efetivamente prestados, quer pelo Fl. 176DF CARF MF Impresso em 29/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 14 tempo à disposição do empregador ou tomador de serviços nos termos da lei ou do contrato ou, ainda, de convenção ou acordo coletivo de trabalho ou sentença normativa; (Redação dada pela Lei nº 9.528, de 10/12/97) O conceito de remuneração, descrito no art. 457 da CLT, deve ser analisado em sua acepção mais ampla, ou seja, correspondendo ao gênero, do qual são espécies principais os termos salários, ordenados, vencimentos etc. Art. 457. Compreendemse na remuneração do empregado, para todos os efeitos legais, além do salário devido e pago diretamente pelo empregador, como contraprestação do serviço, as gorjetas que receber. § 1º Integram o salário não só a importância fixa estipulada, como também as comissões, percentagens, gratificações ajustadas, diárias para viagens e abonos pagos pelo empregador. § 2º Não se incluem nos salários as ajudas de custo, assim como as diárias para viagem que não excedam de cinqüenta por cento do salário percebido pelo empregado. § 3º Considerase gorjeta não só a importância espontaneamente dada pelo cliente ao empregado, como também aquela que for cobrada pela empresa ao cliente, como adicional nas contas, a qualquer título, e destinada a distribuição aos empregados. Art. 458. Além do pagamento em dinheiro, compreendese no salário, para todos os efeitos legais, a alimentação, habitação, vestuário ou outras prestações in natura que a empresa, por força do contrato ou do costume, fornecer habitualmente ao empregado. Em caso algum será permitido o pagamento com bebidas alcoólicas ou drogas nocivas. § 1º Os valores atribuídos às prestações "in natura" deverão ser justos e razoáveis, não podendo exceder, em cada caso, os dos percentuais das parcelas componentes do saláriomínimo (arts. 81 e 82). (Incluído pelo Decretolei nº 229, de 28.2.1967) § 2o Para os efeitos previstos neste artigo, não serão consideradas como salário as seguintes utilidades concedidas pelo empregador: (Redação dada pela Lei nº 10.243, de 19.6.2001) I – vestuários, equipamentos e outros acessórios fornecidos aos empregados e utilizados no local de trabalho, para a prestação do serviço; (Incluído pela Lei nº 10.243, de 19.6.2001) II – educação, em estabelecimento de ensino próprio ou de terceiros, compreendendo os valores relativos a matrícula, mensalidade, anuidade, livros e material didático; (Incluído pela Lei nº 10.243, de 19.6.2001) III – transporte destinado ao deslocamento para o trabalho e retorno, em percurso servido ou não por transporte público; (Incluído pela Lei nº 10.243, de 19.6.2001) Fl. 177DF CARF MF Impresso em 29/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 12963.000856/201066 Acórdão n.º 240301.334 S2C4T3 Fl. 187 15 IV – assistência médica, hospitalar e odontológica, prestada diretamente ou mediante segurosaúde; (Incluído pela Lei nº 10.243, de 19.6.2001) V – seguros de vida e de acidentes pessoais; (Incluído pela Lei nº 10.243, de 19.6.2001) VI – previdência privada; (Incluído pela Lei nº 10.243, de 19.6.2001) VII – (VETADO) (Incluído pela Lei nº 10.243, de 19.6.2001) § 3º A habitação e a alimentação fornecidas como salário utilidade deverão atender aos fins a que se destinam e não poderão exceder, respectivamente, a 25% (vinte e cinco por cento) e 20% (vinte por cento) do saláriocontratual. (Incluído pela Lei nº 8.860, de 24.3.1994) § 4º Tratandose de habitação coletiva, o valor do salário utilidade a ela correspondente será obtido mediante a divisão do justo valor da habitação pelo número de cohabitantes, vedada, em qualquer hipótese, a utilização da mesma unidade residencial por mais de uma família. (Incluído pela Lei nº 8.860, de 24.3.1994) Não procede o argumento do recorrente, uma vez que já está pacificado na doutrina e jurisprudência que os saláriosutilidade na forma de habitação fornecidos pelo empregador ao empregado, quando dispensáveis para a realização do trabalho, têm natureza salarial, a contrário senso da Súmula 367, I, do TST: SUM367 UTILIDADES "IN NATURA". HABITAÇÃO. ENERGIA ELÉTRICA. VEÍCULO. CIGARRO. NÃO INTEGRAÇÃO AO SALÁRIO (conversão das Orientações Jurisprudenciais nºs 24, 131 e 246 da SBDI1) Res. 129/2005, DJ 20, 22 e 25.04.2005 I A habitação, a energia elétrica e veículo fornecidos pelo empregador ao empregado, quando indispensáveis para a realização do trabalho, não têm natureza salarial, ainda que, no caso de veículo, seja ele utilizado pelo empregado também em atividades particulares. (exOjs da SBDI1 nºs 131 inserida em 20.04.1998 e ratificada pelo Tribunal Pleno em 07.12.2000 e 246 inserida em 20.06.2001) II O cigarro não se considera salário utilidade em face de sua nocividade à saúde. (exOJ nº 24 da SBDI1 inserida em 29.03.1996) Fl. 178DF CARF MF Impresso em 29/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 16 A professora Alice Monteiro de Barros1, assim se posiciona: “(...) A habitação e a energia elétrica fornecidas pelo empregador ao empregado, quando indispensáveis para a realização do trabalho, não têm natureza salarial (Súmula 367, I, TST). As utilidades concedidas equiparamse a instrumento de trabalho. Inclui se aqui a habitação concedida em local desprovido de imóveis residenciais (local de construção de usina hidrelétrica, por exemplo. (...) A jurisprudência do TST exclui a feição salarial da moradia fornecida sob a forma de comodato quando necessário para viabilizar a realização do trabalho, tendo em vista a falta de infraestrutura no local: EMBARGOS DA RECLAMADA EMBARGOS. CABIMENTO. Improsperável o recurso de embargos quando não configurada a hipótese prevista no art. 894, b, da CLT. Recurso de embargos não conhecido. EMBARGOS DO RECLAMANTE SALÁRIO IN NATURA HABITAÇÃO FORNECIDA EM FUNÇÃO DO TRABALHO ITAIPU. Na esteira da jurisprudência dominante desta Corte (Orientação Jurisprudencial nº 131 da SDI1), a habitação fornecida pelo empregador para os empregados que trabalharam na construção da hidrelétrica de Itaipu não pode ser considerada salário in natura, porque, além de estar prevista em cláusula de contrato binacional sob a forma de comodato, faziase imperiosa a fixação do trabalhador nas chamadas "vilas" para viabilizarse a realização do trabalho, tendo em vista a falta de infra estrutura no local. Recurso de embargos não conhecido.(TST – ERR 436.356/98.5 – Ac. SDI1 – Red. Designado: Min. Milton de Moura França – DJ 31.10.2003) (...) Se todavia, a utilidade for fornecida habitualmente pelo empregador ao empregado, em um grande centro, apesar da existência do contrato de comodato, esse fornecimento terá feição retributiva, por constituir um plus para o empregado e não uma condição sine que nom da prestação de serviços. SALÁRIOUTILIDADE. HABITAÇÃO. A moradia fornecida pelo empregador ao empregado, em um grande centro, apesar da existência de “contrato de comodato’, caracterizase como salário in natura. Embora este fornecimento não seja condição sine qua non da prestação laboral, é um plus salarial. Recurso de Embrargos conhecido e desprovido.(TST – Ac. 2376 ERR 16796/1990 – Ac. SDI1 – Rel: Min. Armando de Brito – DJ 17.09.1993) O ilustre professor Maurício Godinho Delgado2, assim referese ao assunto: 1 BARROS, Alice Monteiro de. Curso de Direito do trabalho. 6. ed. São Paulo: Ltr, 2010. p. 756761. 2 DELGADO, Maurício Godinho. Curso de direito do trabalho. 9. ed. São Paulo: Ltr. 2010. p. 676677. Fl. 179DF CARF MF Impresso em 29/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 12963.000856/201066 Acórdão n.º 240301.334 S2C4T3 Fl. 188 17 “(...) não considera, porém, a ordem jurídica que todo fornecimento de bens ou serviços (utilidades) pelo empregador ao empregado ao longo do contato do trabalho configurese como salário in natura; nem todo fornecimento de utilidades assume, portanto, natureza salarial. Há requisitos à configuração do salárioutilidade, sem cuja presença a parcela fornecida não se considera como parte integrante do salário contratual obreiro. Os requisitos centrais do salárioutilidade, capturados pela doutrina e jurisprudência do conjunto da ordem justrabalhista, são, essencialmente, dois: o primeiro diz respeito à habitualidade (ou não) do fornecimento do bem ou serviço; o segundo relacionase à causa e objetivos contraprestativos desse fornecimento. (...) No tocante ao primeiro requisito (habitualidade do fornecimento), a jurisprudência já pacificou que o fornecimento do bem ou serviço tem de se reiterar ao longo do contrato ... (...) no tocante ao segundo requisito (caráter contraprestativo do fornecimento), a jurisprudência também já pacificou ser necessário que a causa e objetivos envolventes ao fornecimento da utilidade sejam essencialmente contraprestativos, em vez de servirem a outros objetivos e causas normativamente fixados. (...) Nesse quadro, não terá caráter retributivo o fornecimento de bens ou serviços feito como instrumento para viabilização ou aperfeiçoamento da prestação laboral. (...) A esse respeito já existe clássica fórmula esposta pelo doutrina, com suporte no texto do velho art. 458, § 2º, CLT (hoje, art. 458, § 2º ,I, CLT): somente terá natureza salarial a utilidade fornecida pelo trabalho e não para o trabalho.” Os aluguéis residenciais são considerados saláriosutilidade, quando fornecidos habitualmente pelo empregador ao empregado, em um grande centro, tendo esse fornecimento feição retributiva, por constituir um plus para o empregado e não uma condição sine que nom da prestação de serviços Pelo exposto o campo de incidência é delimitado pelo conceito remuneração. Remunerar significa retribuir o trabalho realizado. Desse modo, qualquer valor em pecúnia ou em utilidade que seja pago a uma pessoa natural em decorrência de um trabalho executado ou de um serviço prestado, ou até mesmo por ter ficado à disposição do empregador, está sujeito à incidência de contribuição previdenciária. Cabe destacar nesse ponto, que os conceitos de salário e de remuneração não se confundem. Enquanto o primeiro é restrito à contraprestação do serviço devida e paga diretamente pelo empregador ao empregado, em virtude da relação de emprego; a remuneração Fl. 180DF CARF MF Impresso em 29/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 18 é mais ampla, abrangendo o salário, com todos os componentes, e as gorjetas, pagas por terceiros. Nesse sentido é a lição de Alice Monteiro de Barros3. A legislação previdenciária é clara quando destaca, em seu art. 28, §9º, Lei 8.212/1991, quais as verbas que não integram o salário de contribuição. Tais parcelas não sofrem incidência de contribuições previdenciárias, seja por sua natureza indenizatória ou assistencial, nestas palavras: Art. 28 (...) § 9º Não integram o saláriodecontribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: (Redação dada pela Lei nº 9.528, de 10/12/97) m) os valores correspondentes a transporte, alimentação e habitação fornecidos pela empresa ao empregado contratado para trabalhar em localidade distante da de sua residência, em canteiro de obras ou local que, por força da atividade, exija deslocamento e estada, observadas as normas de proteção estabelecidas pelo Ministério do Trabalho; (Alínea acrescentada pela Lei nº 9.528, de 10/12/97) Diante do exposto, não prospera a argumentação da Recorrente. (iii) Dos valores pagos a título de bonificação. Em relação aos valores pagos a título de bonificação, afirma que os mesmos têm natureza indenizatória, não tendo sido pagos com habitualidade, o que se verifica da análise da folha individual dos funcionários. Confirma que os referidos valores foram pagos como benefícios aos empregados, atrelados à sua produção e bom desempenho, por liberalidade da empresa, não possuindo caráter salarial. Cita decisão judicial. Analisemos. A Recorrente argumenta pela descaracterização da natureza salarial das bonificações alegando que são pagos por mera liberalidade da empresa e sem habitualidade. De início, devese destacar o disposto nos artigos 111, inciso II e 176, do CTN: “Art. 111. Interpretase literalmente a legislação tributária que disponha sobre: I – suspensão ou exclusão do crédito tributário; 3 BARROS, Alice Monteiro de. Op. cit., p. 748. Fl. 181DF CARF MF Impresso em 29/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 12963.000856/201066 Acórdão n.º 240301.334 S2C4T3 Fl. 189 19 II – outorga de isenção; III – dispensa do cumprimento de obrigações acessórias Art. 176. A isenção, ainda quando prevista em contrato, é sempre decorrente de lei que especifique as condições e requisitos exigidos para a sua concessão, os tributos a que se aplica e, sendo o caso, o prazo de sua duração.” Conforme se extrai dos dispositivos legais supracitados, qualquer espécie de isenção e/ou hipótese de não incidência que o Poder Público pretenda conceder ao contribuinte deve decorrer de lei disciplinadora, sendo sua interpretação literal e não extensiva. Ocorre que, as importâncias que não integram o salário de contribuição estão expressamente listadas no artigo 28, § 9º, e, 7 da Lei nº 8.212/91, constando do referido dispositivo legal as verbas pagas a segurados empregados sob a rubrica de ganhos eventuais: Art. 28. Entendese por saláriodecontribuição: § 9° Não integram o saláriodecontribuição, exclusivamente: (...) e) as importâncias: (Alínea alterada e itens de 1 a 5 acrescentados pela Lei nº 9.528, de 10.12.97 (...) 7.recebidas a título de ganhos eventuais e os abonos expressamente desvinculados do salário; (Redação dada pela Lei nº 9.711, de 1998) A AuditoriaFiscal assim apresentou o Relatório Fiscal acerca do Levantamento referente ao pagamento de Bônus: 2.2 LEVANTAMENTOS B0. B0I e B02 PAGAMENTO DE BONIFICAÇÃO A autuada remunerou empregados habitualmente (todos os meses), a título de "Bonificação" sem incluir estes pagamentos na base de cálculo (salário de contribuição) da previdência social, conforme apurado na análise das folhas de pagamento. Questionada sobre a natureza destes pagamentos, a empresa apresentou Declaração por escrito, informando que os pagamentos efetuados a este título "...referemse à boa conduta dos colaboradores, pontualidade e assiduidade" (Anexo 11) Da mesma forma que o pagamento de aluguel, objeto dos lançamentos a que se referem o item 2.1, os pagamentos Fl. 182DF CARF MF Impresso em 29/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 20 efetuados a título de BONIFICAÇÃO, constituem o salário de contribuição, base de cálculo da Previdência Social, conforme conceito descrito no dispositivo legal reproduzido no item 2.1 Estes pagamentos foram levantados através das Folhas de Pagamento, rubrica 260 (até a competência janeiro/2007) e 1482 a partir da competência fevereiro/2007, conforme cópia dos resumos das folhas de pagamento de setembro/2006 e janeiro/2009, selecionadas por amostragem e que constituem o Anexo III A e D deste Relatório Fiscal. Observase que o Levantamento B0 ocorre de 09/2006 a 12/2006; o Levantamento B01 ocorre de 01/2007 a 11/2008; e o Levantamento B02 ocorre de 12/2008 a 12/2009. Neste ponto, restou caracterizada a habitualidade do pagamento das bonificações. Não obstante, a Informação Fiscal, relativa à primeira solicitação de Diligência Fiscal, se manifesta no sentido de se manter a incidência na rubrica bonificação: 3) Relativamente ao valor de R$ 940,00 pagos pela empresa a segurados que lhe prestaram serviços especialmente na competência 03/2009, alega o autuado que o lançamento não é corroborado pela documentação da empresa. Quanto a isto, temos a esclarecer que o Relatório Fiscal cita especificamente a Folha de Pagamento ( I o parágrafo do item 2.2 fl 68) como elemento onde se verificou o pagamento da rubrica "bonificação" sem a sua inclusão na base de cálculo da Previdência Social, sendo ainda ratificado no Io parágrafo da folha 69 informando inclusive os códigos utilizados para a identificação da rubrica. 4) Foram ainda anexados ao Relatório Fiscal, por amostragem, (Anexos IIIA e B fls. 79 e 80) cópias dos resumos das Folhas de pagamento das competências setembro/2006 e janeiro/2009 com destaque em vermelho dos pagamentos efetuados na rubrica citada. Entendemos assim, que é totalmente improcedente a alegação do autuado de que este lançamento não é corroborado pela documentação da empresa. 5) Ainda assim, estamos anexando a esta "Informação Fiscal" cópia da Folha de pagamento da competência março/2009 utilizada como exemplo pela autuada, constando o pagamento de R$ 940,00 reais a título de "Bonificações" sem a respectiva inclusão na base de cálculo da Previdência Social, onde ficará mais uma vez demonstrada a improcedência das alegações do autuado; Ao admitir a não incidência de contribuições previdenciárias sobre as verbas pagas aos segurados empregados na forma de bonificação habitual, ou seja não eventual, teríamos que interpretar o artigo 28, § 9º, e, 7 da Lei nº 8.212/91 de forma extensiva, o que vai de encontro com a legislação tributária, como acima demonstrado. Fl. 183DF CARF MF Impresso em 29/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 12963.000856/201066 Acórdão n.º 240301.334 S2C4T3 Fl. 190 21 Com efeito, nos termos do artigo 28, § 9º, e, Lei 8.212/1991 não integram o salário de contribuição as importâncias recebidas pelo empregado ali elencadas, sendo defeso a interpretação de referida previsão legal extensivamente, de forma a incluir outras verbas, a título de ganhos habituais, senão aquela (s) constante (s) da norma disciplinadora do “benefício” em comento, em observância ao disposto nos artigos 111, inciso II e 176, do CTN. Portanto, entendo que a bonificação paga aos empregados se revestiu de caráter habitual, o que, nos termos do art. 28, § 9º, e, 7 da Lei nº 8.212/91, implica em ser mantida a incidência de contribuição social previdenciária sobre os Levantamentos B0, B01 e B02. Diante do exposto, não prospera a argumentação da Recorrente. (iv) Divergências entre valor lançado em GFIP e os apurados. Em relação às divergência apontadas entre o valor declarado em GFIP e aqueles apurados pelo impugnante, diz que as mesmas estão sendo regularizadas através do parcelamento da Lei nº 11.941, de 2009, ao qual o impugnante aderiu, não podendo sobre elas, por conseguinte, incidir os acréscimos de juros e multa. Analisemos. Conforme já visto no tópico (i), conforme a Informação Fiscal do Serviço de Controle e Acompanhamento Tributário – SACAT, o pedido de parcelamento da Recorrente foi cancelado, de modo que os lançamentos até 11/2008 não se encontram incluídos em tal parcelamento Especial. Diante do exposto, não prospera a argumentação da Recorrente. (v) Pagamentos a autônomos. Argui serem indevidas as contribuições apuradas sobre os pagamentos de autônomos, por não estarem os serviços por eles prestados relacionados no rol exaustivo da Instrução Normativa SRP nº 3, de 2005. Citando os artigos 144, 145 e 147 da referida IN, afirma que os serviços contratados são considerados de empreitada, o que afasta a necessidade de retenção da contribuição e caracteriza ausência de fato gerador do lançamento. Fl. 184DF CARF MF Impresso em 29/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 22 Analisemos. Conforme o já ressaltado pela decisão de primeira instância, às fls. 215, não se trata o presente AIOP de lançamento de crédito previdenciário relativo a serviços prestados sujeitos à retenção nos termos dos art. 144 e 145 da IN SRP nº 3, de 2005. O crédito previdenciário se refere às contribuições previdenciárias destinadas à Seguridade Social referente às contribuições parte da empresa, devidas e não recolhidas à Seguridade Social incidentes sobre valores pagos/creditados a segurados empregados e contribuintes individuais, além das destinadas ao financiamento dos benefícios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrente dos riscos ambientais do trabalho GILRAT, incidentes sobre as remunerações pagas aos segurados empregados. Desta forma, o AIOP lavrado se refere a contribuição social previdenciária prevista no art. 22, III, Lei 8.212/1991, segundo o qual a contribuição a cargo da empresa é de vinte por cento sobre o total das remunerações pagas ou creditadas a qualquer título, no decorrer do mês, aos segurados contribuintes individuais que lhe prestem serviços. Art. 22. A contribuição a cargo da empresa, destinada à Seguridade Social, além do disposto no art. 23, é de: (...) III vinte por cento sobre o total das remunerações pagas ou creditadas a qualquer título, no decorrer do mês, aos segurados contribuintes individuais que lhe prestem serviços; (Incluído pela Lei nº 9.876, de 1999). Diante do exposto, não prospera a argumentação da Recorrente. (vi) Impossibilidade de multa e juros após a adesão ao REFIS. Reitera a inviabilidade da cobrança e da inclusão de multa e juros sobre valores já incluídos no parcelamento ao qual a impugnante aderiu, pelo que deve ser declarada a insubsistência da autuação e decotadas as referidas penalidades do débito consolidado. Analisemos. Conforme já visto no tópico (i), conforme a Informação Fiscal do Serviço de Controle e Acompanhamento Tributário – SACAT, o pedido de parcelamento da Recorrente foi cancelado, de modo que os lançamentos até 11/2008 não se encontram incluídos em tal parcelamento Especial. Diante do exposto, não prospera a argumentação da Recorrente. Fl. 185DF CARF MF Impresso em 29/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 12963.000856/201066 Acórdão n.º 240301.334 S2C4T3 Fl. 191 23 CONCLUSÃO Voto no sentido de CONHECER do recurso e NO MÉRITO NEGAR LHE PROVIMENTO. É como voto. Paulo Maurício Pinheiro Monteiro Fl. 186DF CARF MF Impresso em 29/05/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARA, Assinado digitalmente e m 17/05/2012 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 17/05/2012 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI
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