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Numero do processo: 17546.000652/2007-64
Data da sessão: Wed Feb 24 00:00:00 UTC 2010
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Data do fato gerador: 01/12/1996
Ementa: DECADÊNCIA.
O Supremo Tribunal Federal, através da Súmula Vinculante n° 08, declarou inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212, de 24/07/91. Tratando-se de tributo sujeito ao lançamento por homologação, que é o caso das contribuições previdenciárias, devem ser observadas as regas do Código Tributário Nacional - CTN.
Recurso Voluntário Provido.
Crédito Tributário Exonerado.
Numero da decisão: 2301-001.241
Decisão: ACORDAM os membros da 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Segunda Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator.
No presente julgamento foi adotado o procedimento previsto no artigo 47 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, regulamentado pela Portaria CARF n° 83, de 24/09/2009 publicada no DOU de 29/09/2009 página 50, que trata dos recursos repetitivos. Ressalta-se que no campo "Data do fato gerador:" foi apresentada a competência de ocorrência do fato gerador mais recente do lançamento. A data de 20/12 correspondente ao décimo terceiro salário.
Matéria: Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal
Nome do relator: JULIO CESAR VIEIRA GOMES
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ementa_s : CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Data do fato gerador: 01/12/1996 Ementa: DECADÊNCIA. O Supremo Tribunal Federal, através da Súmula Vinculante n° 08, declarou inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212, de 24/07/91. Tratando-se de tributo sujeito ao lançamento por homologação, que é o caso das contribuições previdenciárias, devem ser observadas as regas do Código Tributário Nacional - CTN. Recurso Voluntário Provido. Crédito Tributário Exonerado.
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score : 1.0
Numero do processo: 10855.723476/2015-18
Data da sessão: Mon Jul 19 00:00:00 UTC 2021
Data da publicação: Tue Aug 24 00:00:00 UTC 2021
Ementa: ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO
Ano-calendário: 2010
FALTA DE RESPOSTA A PEDIDO DE ESCLARECIMENTOS. FALTA DE APRESENTAÇÃO DE DOCUMENTOS E LIVROS. CABIMENTO DO AGRAVAMENTO DA MULTA DE OFÍCIO. NÃO APLICAÇÃO DA SÚMULA CARF nº 96.
A falta de apresentação de livros e documentos da escrituração, aliada à falta de resposta à intimação para prestação de esclarecimentos, afasta a aplicação da Súmula CARF nº 96.
Numero da decisão: 9303-011.570
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer do Recurso Especial, e no mérito, em negar-lhe provimento.
(documento assinado digitalmente)
Rodrigo da Costa Pôssas - Presidente em exercício e relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Tatiana Midori Migiyama, Rodrigo Mineiro Fernandes, Valcir Gassen, Jorge Olmiro Lock Freire, Erika Costa Camargos Autran, Vanessa Marini Cecconello, Rodrigo da Costa Pôssas.
Nome do relator: Não informado
1.0 = *:*
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ementa_s : ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Ano-calendário: 2010 FALTA DE RESPOSTA A PEDIDO DE ESCLARECIMENTOS. FALTA DE APRESENTAÇÃO DE DOCUMENTOS E LIVROS. CABIMENTO DO AGRAVAMENTO DA MULTA DE OFÍCIO. NÃO APLICAÇÃO DA SÚMULA CARF nº 96. A falta de apresentação de livros e documentos da escrituração, aliada à falta de resposta à intimação para prestação de esclarecimentos, afasta a aplicação da Súmula CARF nº 96.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer do Recurso Especial, e no mérito, em negar-lhe provimento. (documento assinado digitalmente) Rodrigo da Costa Pôssas - Presidente em exercício e relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Tatiana Midori Migiyama, Rodrigo Mineiro Fernandes, Valcir Gassen, Jorge Olmiro Lock Freire, Erika Costa Camargos Autran, Vanessa Marini Cecconello, Rodrigo da Costa Pôssas.
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FALTA DE APRESENTAÇÃO DE DOCUMENTOS E LIVROS. CABIMENTO DO AGRAVAMENTO DA MULTA DE OFÍCIO. NÃO APLICAÇÃO DA SÚMULA CARF nº 96. A falta de apresentação de livros e documentos da escrituração, aliada à falta de resposta à intimação para prestação de esclarecimentos, afasta a aplicação da Súmula CARF nº 96. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer do Recurso Especial, e no mérito, em negar-lhe provimento. (documento assinado digitalmente) Rodrigo da Costa Pôssas - Presidente em exercício e relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Tatiana Midori Migiyama, Rodrigo Mineiro Fernandes, Valcir Gassen, Jorge Olmiro Lock Freire, Erika Costa Camargos Autran, Vanessa Marini Cecconello, Rodrigo da Costa Pôssas. Relatório Trata-se de recurso especial interposto pela Fazenda Nacional, em face do acórdão nº 1402-003.361, de 16/08/2018, proferido pela 2ª Turma Ordinária da 4ª Câmara da 1ª Seção de Julgamento desse Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF). O acórdão recorrido foi assim ementado e decidido: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Ano-calendário: 2010 AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 85 5. 72 34 76 /2 01 5- 18 Fl. 1636DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 2 do Acórdão n.º 9303-011.570 - CSRF/3ª Turma Processo nº 10855.723476/2015-18 MULTA QUALIFICADA Cabível a aplicação de multa qualificada quando se constatar que o sujeito passivo praticou ato doloso tendente a impedir ou retardar, total ou parcialmente, o conhecimento, por parte da autoridade fazendária, da ocorrência do fato gerador da obrigação tributária principal, sua natureza ou circunstâncias materiais. RESPONSABILIDADE PESSOAL E SOLIDÁRIA São solidariamente obrigadas as pessoas que tenham interesse comum na situação que constitua o fato gerador da obrigação principal e pessoalmente responsáveis os diretores, gerentes ou representantes de pessoas jurídicas de direito privado, pelos atos praticados com infração de lei. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso de ofício, mantendo o afastamento da multa agravada (Súmula CARF nº 96); por maioria de votos, negar provimento ao recurso voluntário para afastar a qualificação da multa de ofício, mantendo-a no patamar de 150%, vencido o Relator que dava provimento para reduzi-la; por voto de qualidade, manter a imputação de sujeição passiva solidária de Evandro Franco de Almeida e Marcela Franco de Almeida com fundamento nos artigos 124, I e 135, III, do CTN, vencidos o Relator e os Conselheiros Caio Cesar Nader Quintella, Leonardo Luis Pagano Gonçalves e Bárbara Santos Guedes que afastavam a responsabilização. Designado para redigir o voto em relação à qualificação da multa de oficio e à responsabilização solidária o Conselheiro Marco Rogério Borges. Em seu recurso especial, a Fazenda Nacional alega divergência jurisprudencial quanto à aplicação do artigo 44, §2º da Lei nº 9.430/96, defendendo o agravamento da multa de ofício, nos casos em que o contribuinte deixa de prestar esclarecimentos e documentos, de forma reiterada. Para comprovar a divergência, indicou os paradigmas nº 9101-001.487 e 1101- 001.226. O despacho de admissibilidade deu seguimento ao recurso especial interposto. Intimados do acórdão e do despacho de admissibilidade, o contribuinte e responsáveis solidários não apresentaram contrarrazões. É o relatório. Voto Conselheiro Rodrigo da Costa Pôssas, Relator. Da admissibilidade do recurso especial A contagem dos prazos recursais para a Procuradoria da Fazenda Nacional é dada pela regra do artigo 79 do Anexo II do RICARF (com redação dada pela Portaria MF nº 39/2016), isto é, o Procurador da Fazenda Nacional considera-se pessoalmente intimado com o Fl. 1637DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 3 do Acórdão n.º 9303-011.570 - CSRF/3ª Turma Processo nº 10855.723476/2015-18 término do prazo de 30 (trinta) dias contados da data em que os respectivos autos forem entregues à PGFN, salvo se antes desta data se der por intimado por ciência nos autos. Os autos foram encaminhados em 17/10/2018 para a PGFN (despacho de e-fl. 1.567). A ciência ficta ocorreu em 16/11/2018, tendo os autos retornado em 30/11/2018 (despacho de e-fl. 1.583), portanto, antes do termo final do prazo de quinze dias, previsto no artigo 68 do Anexo II do RICARF. O recurso fazendário é, portanto, tempestivo. No que tange à comprovação da divergência, o recurso indicou os paradigmas nº 9101-001.487 e 1101-001.226. Destaca-se, de plano, que a decisão recorrida afastou o agravamento, mantendo a decisão de primeira instância, por aplicação da Súmula CARF nº 96, nos seguintes termos: “Já no que tange o agravamento, aplicável ao caso o disposto na Súmula CARF nº 96 – A falta de apresentação de livros e documentos da escrituração não justifica, por si só, o agravamento da multa de oficio, quando essa omissão motivou o arbitramento dos lucros.” Neste aspecto, o Regimento Interno veda a interposição de recurso especial em face de acórdão que adote entendimento de súmula, ainda que a súmula tenha sido aprovada posteriormente à interposição de recurso, conforme §3º do artigo 67 do Anexo II, abaixo transcrito: “Art. 67. Compete à CSRF, por suas turmas, julgar recurso especial interposto contra decisão que der à legislação tributária interpretação divergente da que lhe tenha dado outra câmara, turma de câmara, turma especial ou a própria CSRF. [...] § 3º Não cabe recurso especial de decisão de qualquer das turmas que adote entendimento de súmula de jurisprudência dos Conselhos de Contribuintes, da CSRF ou do CARF, ainda que a súmula tenha sido aprovada posteriormente à data da interposição do recurso.” Neste sentido, entendo que a interposição de recurso, necessariamente, deve demonstrar a inaplicabilidade da Súmula CARF nº 96, o que arguiu a PGFN, em seu recurso especial, nos termos abaixo: “Essa semelhança entre os acórdãos contrastados serve para demonstrar que a presente insurgência não contraria o enunciado nº 96 da Súmula do CARF (“A falta de apresentação de livros e documentos da escrituração não justifica, por si só, o agravamento da multa de oficio, quando essa omissão motivou o arbitramento dos lucros.”). Isso porque os casos confrontados não tratam pura e simplesmente da falta de apresentação de documentos requisitados por intimação do Fisco, o que redundou no arbitramento de lucros que é a situação tratada no verbete sumular. Trata-se por outro lado do agravamento da multa de ofício motivada pela conduta do contribuinte de deixar de prestar esclarecimentos e apresentar documentos reiteradamente solicitados pela Fiscalização e que poderiam alicerçar o lançamento. E essa é a hipótese versada neste feito, assim como veiculada no paradigma. Nesse contexto, é cristalina a demonstração de divergência acerca do disposto no art. 44, § 2º da Lei nº 9.430/96.” Fl. 1638DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 4 do Acórdão n.º 9303-011.570 - CSRF/3ª Turma Processo nº 10855.723476/2015-18 Esclarecida a premissa de análise, passo a verificar os paradigmas apresentados. O primeiro paradigma possuiu a seguinte ementa, na parte que interessa ao litígio: MULTA DE OFÍCIO. NÃO ATENDIMENTO À FISCALIZAÇÃO. MAJORAÇÃO. CABIMENTO. O não atendimento a reiteradas intimações fiscais, mesmo diante do alerta de que a sua desatenção poderia ter como conseqüência a majoração da multa de ofício, por embaraço à fiscalização, evidenciando absoluto descaso quanto aos trabalhos a serem desenvolvidos pela autoridade fiscal, enseja a majoração da multa de ofício. O voto vencido (vencedor quanto à manutenção do agravamento da multa de ofício) apreciou a matéria nos seguintes termos: “Feita essa descrição dos fatos, passo à sua apreciação, iniciando pela análise do agravamento da multa de ofício, de 75% para 112,5%, lançada em relação a todos os períodos fiscalizados, em razão do não atendimento às intimações fiscais com vistas à apresentação dos livros da sua escrituração e de outros elementos necessários à realização da auditoria fiscal. Neste ponto, entendo que a decisão recorrida merece ser reformada, porquanto não se trata de mera falta de apresentação dos livros contábeis e fiscais, mas de não atendimento a reiteradas intimações e até mesmo de descaso às investidas da autoridade fiscal na penosa busca empreendida para a localização dos seus responsáveis, consoante se pode extrair da descrição contida no Termo de Constatação Fiscal de fls. 14 a 35. Importante ressaltar que nas repetidas intimações a fiscalização fez ver que o não cumprimento ao que se estava solicitando poderia ter como conseqüência a majoração da multa de ofício, por embaraço à fiscalização, alerta que de nada serviu para que fosse dispensada a atenção que, por lei, é obrigatória para o desenvolvimento da ação fiscal.” Observa-se que o paradigma foi proferido em 25/10/2012, antes da vigência da Súmula CARF nº 96, em 09/12/2013 (informação dada pelo sítio do CARF: http://idg.carf.fazenda.gov.br/jurisprudencia/sumulas-carf). Assim, o paradigma é anacrônico, ou seja, foi proferido antes da vigência da súmula em questão, o que o torna imprestável a comprovar a divergência na aplicação da súmula, embora as situações fáticas sejam semelhantes. Em relação ao segundo paradigma, a recorrente utilizou a ementa e o seguinte excerto para demonstrar a divergência: MULTA AGRAVADA. FALTA DE ATENDIMENTO À INTIMAÇÃO. DESÍDIA. MÁ-FÉ. Mantém-se o agravamento da penalidade quando configurada a desídia ou o descaso com a investigação levada a efeito pelos agentes fiscais, tendo em conta que as reiteradas intimações da Secretaria da Receita Federal do Brasil - RFB foram completamente ignoradas pelos envolvidos no esquema fraudulento, não tendo nenhum deles se dado ao trabalho, sequer de justificar as supostas dificuldades encontradas na apresentação da documentação solicitada. ARBITRAMENTO. COMPATIBILIDADE. Se as intimações exigem outros esclarecimentos para além dos livros e documentos cuja falta enseja o arbitramento dos lucros, o agravamento subsiste. Excerto: "Relatório Desde o início do procedimento fiscal, em 27/08/2007, os estabelecimentos matriz e filial da contribuinte encontravam-se fechados, e tentativa de ciência postal do termo de início de ação fiscal dirigido ao estabelecimento matriz retornou com a indicação Fl. 1639DF CARF MF Documento nato-digital http://idg.carf.fazenda.gov.br/jurisprudencia/sumulas-carf Fl. 5 do Acórdão n.º 9303-011.570 - CSRF/3ª Turma Processo nº 10855.723476/2015-18 “Mudou-se”. As intimações fiscais publicadas por meio de edital não foram atendidas, ensejando a obtenção dos extratos bancários por meio de Requisições de Movimentação Financeira, seguida de novas intimações para comprovação da origem dos depósitos bancários verificados de 01/2005 a 06/2007, e apresentação dos livros contábeis e fiscais do mesmo período. A autoridade fiscal também exigiu esclarecimentos acerca da falta de apresentação de DIPJ no ano-calendário 2006 e obteve, junto à Delegacia Regional Tributária de Osasco, as receitas informadas pela contribuinte nas Guias de Informações GIA entregues ao Fisco Estadual. Além disso, a contribuinte apresentara à Justiça Federal “Parecer Técnico Contábil – Aferição da Capacidade Financeiro Operacional” elaborado por Pegasus Consultoria Econômica Ltda, demonstrando as vendas efetuadas de 12/2005 a 05/2007. Comparando os montantes mensais apurados em GIA, em DIPJ, em depósitos bancários e no “Parecer Pegasus”, a autoridade fiscal atribuiu como receita mensal o maior valor dentre os indicados, apurando montantes de R$ 1.980.126,20 em dezembro/2005, R$ 123.195.819,70 em 2006 e R$ 64.265.100,04 em 2007 (até junho). Destacou a possibilidade de a contribuinte ter utilizado contas bancárias de terceiros para realizar operações que superaram os valores movimentados nas contas bancárias alcançadas durante o procedimento fiscal e arbitrou o lucro trimestralmente em razão da falta de apresentação dos livros contábeis e fiscais exigidos durante o procedimento fiscal.” Voto (...) Os argumentos assim reproduzidos também demonstram que em nada aproveitam ao recorrente as alegações de extravio da documentação apreendida, e conseqüentes referências a motivo de força maior e responsabilidade do Estado, ou a indicação da petição apresentada em 13/02/2009 na DRF/Barueri, devendo ser mantido o agravamento da penalidade pelas razões antes expostas, até porque não se verificou apenas a circunstância cogitada na Súmula CARF nº 96 (A falta de apresentação de livros e documentos da escrituração não justifica, por si só, o agravamento da multa de oficio, quando essa omissão motivou o arbitramento dos lucros), mas também a falta de atendimento a intimações que exigiram a comprovação do ingresso de recursos dos sócios para constituição do capital da empresa, a apresentação de extratos bancários, a comprovação da origem dos valores depositados em suas contas correntes, e justificativas para a falta de entrega de DIPJ. Aliás, este rol de exigências demonstra que, caso se cogite de a alegada garantia constitucional acerca do sigilo bancário justificar a falta de atendimento às intimações, por parte da pessoa jurídica, para apresentação dos extratos bancários, contrariamente a todos os dispositivos legais que determinam a guarda dos documentos de suporte da escrituração comercial, ainda assim subsistiriam solicitações fiscais não atendidas, acerca de outros elementos comprobatórios, a justificar o agravamento da penalidade.” Constata-se que o paradigma afastou a aplicação da Súmula CARF nº 96, em razão da existência de outras situações que implicavam o agravamento da multa como a falta de atendimento a pedidos de esclarecimentos. Por outro lado, verifica-se que a autuação ocorreu pela falta de resposta reiterada à diversas intimações fiscais, conforme Relatório Fiscal de e-fl. 1.101, abaixo transcrito: “XV –DO AGRAVAMENTO E QUALIFICAÇÃO DA MULTA DE OFÍCIO E REPRESENTAÇÃO FISCAL PARA FINS PENAIS O contribuinte foi intimado a apresentar vários elementos, livros, arquivos, planilhas, etc durante o procedimento fiscal. Foram lavrados os seguintes termos e o contribuinte, devidamente, intimado, não respondeu a nenhum deles: Fl. 1640DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 6 do Acórdão n.º 9303-011.570 - CSRF/3ª Turma Processo nº 10855.723476/2015-18 TERMO DE INICIO DO PROCEDIMENTO FISCAL, lavrado em 22/12/2014; TERMO DE INTIMAÇÃO FISCAL Nº 001, lavrado em 27/01/2015; TERMO DE INTIMAÇÃO FISCAL Nº 002, lavrado em 13/02/2015; TERMO DE INTIMAÇÃO FISCAL Nº 003, lavrado em 01/04/2015; TERMO DE INTIMAÇÃO FISCAL Nº 004, lavrado em11/05/2015; TERMO DE INTIMAÇÃO FISCAL Nº 005, lavrado em 03/07/2015, e TERMO DE INTIMAÇÃO FISCAL Nº 006, lavrado em 02/09/2015. Diante disso, agravamos a multa de ofício em 50%, nos termos do artigo 44, § 2º da Lei nº 9.430/96, com a redação dada pelo artigo 14 da Lei nº 11.488/07.” Observa-se, ainda, que o Termo de Intimação nº 003, 004, 005 e 006 continham solicitações de apresentação de pedidos de esclarecimentos e arquivos magnéticos de notas fiscais de entrada e saída (Relatório Fiscal na e-fls. 1.082 a 1.085). Verifica-se, também, que o arbitramento ocorreu pela falta de apresentação dos Livros Diário, Razão, Lucro Real, Registro de Entradas, Controle e Produção de Estoques e Inventário, não se referindo, portanto, aos pedidos de esclarecimentos e arquivos magnéticos de notas fiscais. Assim, sendo as situações fáticas semelhantes e tendo o paradigma afastado a aplicação da Súmula CARF nº 96, considero comprovada a divergência quanto à interpretação do artigo 44, §2º da Lei nº 9.430/96 e quanto à aplicação da Súmula CARF nº 96. Do mérito A interpretação do artigo 44, §2º da Lei nº 9.430/96 foi realizada de forma pormenorizada no processo nº 10410.000541/2010-40, em voto proferido pelo Conselheiro Andrada Márcio Canuto Natal no Acórdão 9303-xxx-yyyy, cujas razões adoto e transcrevo na parte pertinente ao litígio: “ A lide refere-se à interpretação do inciso I do §2º do artigo 44 da Lei nº 9.430/96, matriz legal do inciso I do artigo 959 do RIR/99, fundamento da autuação, abaixo transcritos: Art. 44. Nos casos de lançamento de ofício, serão aplicadas as seguintes multas: I - de 75% (setenta e cinco por cento) sobre a totalidade ou diferença de imposto ou contribuição nos casos de falta de pagamento ou recolhimento, de falta de declaração e nos de declaração inexata; [...] § 2 o Os percentuais de multa a que se referem o inciso I do caput e o § 1 o deste artigo serão aumentados de metade, nos casos de não atendimento pela sujeito passivo, no prazo marcado, de intimação para: (Redação dada pela Lei nº 11.488, de 2007) I - prestar esclarecimentos; (Redação dada pela Lei nº 11.488, de 2007) II - apresentar os arquivos ou sistemas de que tratam os arts. 11 a 13 da Lei no 8.218, de 29 de agosto de 1991; (Redação dada pela Lei nº 11.488, de 2007) Fl. 1641DF CARF MF Documento nato-digital http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2007/Lei/L11488.htm#art14 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2007/Lei/L11488.htm#art14 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8218.htm#art11 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8218.htm#art11 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2007/Lei/L11488.htm#art14 Fl. 7 do Acórdão n.º 9303-011.570 - CSRF/3ª Turma Processo nº 10855.723476/2015-18 III - apresentar a documentação técnica de que trata o art. 38 desta Lei. (Redação dada pela Lei nº 11.488, de 2007) § 3º Aplicam-se às multas de que trata este artigo as reduções previstas no art. 6º da Lei nº 8.218, de 29 de agosto de 1991, e no art. 60 da Lei nº 8.383, de 30 de dezembro de 1991. (Vide Decreto nº 7.212, de 2010) Decreto nº 3.000/99: Art. 959. As multas a que se referem os incisos I e II do art. 957 passarão a ser de cento e doze e meio por cento e de duzentos e vinte e cinco por cento, respectivamente, nos casos de não atendimento pelo sujeito passivo, no prazo marcado, de intimação para (Lei nº 9.430, de 1996, art. 44, § 2º, e Lei nº 9.532, de 1997, art. 70, I): I - prestar esclarecimentos; O tipo legal possui como núcleos o não atendimento no prazo marcado e a intimação para prestar esclarecimentos. Já no CARF, temos duas Súmulas que tratam do agravamento da multa: Súmula CARF nº 96 e Súmula CARF nº 133, abaixo transcritas: Súmula CARF nº 96 A falta de apresentação de livros e documentos da escrituração não justifica, por si só, o agravamento da multa de oficio, quando essa omissão motivou o arbitramento dos lucros. Súmula CARF nº 133 A falta de atendimento a intimação para prestar esclarecimentos não justifica, por si só, o agravamento da multa de ofício, quando essa conduta motivou presunção de omissão de receitas ou de rendimentos. Pesquisando os acórdãos que serviram como precedentes da Súmula CARF nº 96, tomamos o Acórdão nº 9101001.468, cuja ementa foi a seguinte: MULTA DE OFÍCIO AGRAVADA. APRESENTAÇÃO PARCIAL DA DOCUMENTAÇÃO SOLICITADA. FALTA DE APRESENTAÇÃO DE LIVRO DIÁRIO E RAZÃO. ARBITRAMENTO DO LUCRO. FALTA DE ATENDIMENTO DE INTIMAÇÃO. HIPÓTESE DE INAPLICABILIDADE. Inaplicável o agravamento da multa de ofício em face do não atendimento à intimação fiscal para apresentação dos livros contábeis e documentação fiscal, já que estas omissões têm conseqüências específicas previstas na legislação de regência, que no caso foi o arbitramento do lucro em razão da falta da apresentação dos livros e documentos da escrituração comercial e fiscal. O exceto do voto trouxe a seguinte conclusão: “Assim, inaplicável o agravamento da multa de ofício em face do não atendimento à intimação fiscal para apresentação dos livros contábeis e documentação fiscal, já que estas omissões tem conseqüências específicas previstas na legislação de regência, que no caso foi o arbitramento do lucro em razão da falta da apresentação dos livros e documentos da escrituração comercial e fiscal. Correta a decisão recorrida, não merecendo nenhum reparo nesta Câmara Superior de Recursos Fiscais.” Outro precedente desta súmula foi o de nº 9101-000.766, cujo excerto dispôs: “O não atendimento a intimação para apresentação de livros e documentos constitui hipótese legal de arbitramento dos lucros, não ensejando, por si só, o agravamento da penalidade. Eventualmente, se além de não apresentar livros e documentos, o Fl. 1642DF CARF MF Documento nato-digital http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2007/Lei/L11488.htm#art14 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2007/Lei/L11488.htm#art14 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8218.htm#art6 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8218.htm#art6 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8383.htm#art60 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8383.htm#art60 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2010/Decreto/D7212.htm#art601 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/d3000.htm#art957i http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/d3000.htm#art957ii http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9430.htm#art44%C2%A72 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9532.htm#art70i Fl. 8 do Acórdão n.º 9303-011.570 - CSRF/3ª Turma Processo nº 10855.723476/2015-18 contribuinte também deixar de atender intimação para prestar esclarecimentos, pode ser cabível o agravamento da multa. São hipóteses distintas, acarretando conseqüências jurídicas distintas, e que podem vir cumuladas.” Para a Súmula CARF nº 133, ao analisar os precedentes, verifica-se que os mesmos caminham no mesmo sentido da Súmula CARF nº 96, como se observa pelos Acórdãos nº 9101-002.992, 9101-003.147 e 9202-007.445, cujos excertos transcrevo abaixo: Ac. 9101-002.992: “Trata-se de situação em que entendo não ser aplicado o agravamento. A apuração do fato indiciado da presunção legal deu ensejo à infração tributária, e não pode ser considerado um plus na conduta da contribuinte apto a fundamentar o agravamento da multa. A fiscalização está obrigada a dar oportunidade ao contribuinte a esclarecer a origem do depósito bancário apontado. Por outro lado, o contribuinte só pode dar esse esclarecimento quando ele existir. Se não atender a intimação, consumar-se a hipótese de incidência da presunção legal. Entender ao contrário implica em aplicar sempre a multa agravada quando for tipificada a presunção de omissão de receitas decorrente da não comprovação mediante documentação hábil e idônea dos depósitos bancários. Com certeza, esse não é o espírito do art. 42 da Lei nº 9.430, de 1996. O caso guarda analogia com aquele tratado pela Súmula CARF nº 96. Apesar de discorrer sobre o arbitramento, concretiza o mesmo raciocínio, ao predicar que a falta de apresentação de livros e documentos da escrituração não justifica, por si só, o agravamento da multa de oficio, quando essa omissão motivou o arbitramento dos lucros.” Ac. 9101-003.147: “O CARF já uniformizou entendimento para algumas situações em que o arbitramento dos lucros e o agravamento da multa estão embasados nos mesmos fatos. Se aqui tivesse havido arbitramento dos lucros pela não apresentação de livros e documentos da escrituração, concomitantemente com o agravamento da multa por esse mesmo motivo, a solução do caso se daria pela aplicação direta da Súmula CARF nº 96: [...] Mas mesmo não tendo havido arbitramento dos lucros nestes autos, a lógica da referida súmula deve ser aplicada à presente situação. Tem razão a decisão de primeira instância administrativa (acima transcrita) quando diz que o não atendimento a intimações fiscais e outras formas de esquiva utilizadas pelo sujeito passivo podem ensejar o agravamento da multa, mas que, entretanto, "há que se averiguar se as condutas consideradas pela autoridade fiscal para o cotejado agravamento não correspondem a elementos constitutivos das hipóteses legais que determinaram os critérios de apuração da base de cálculo do lançamento".” Ac. 9202-007.445: “Apesar da controvérsia mencionada, tendo em vista a discussão sobre o agravamento se deu no contexto da presunção legal de omissão de rendimentos caracterizada por depósitos de origem não comprovada, conforme se extrai das fls. 782 do Relatório Fiscal (art. 42 da Lei 9.430/1996), aplico o meu entendimento a respeito do tema já exarado em sede de repetitivo do CARF (Acórdão n.º 9202006.997) abaixo transcrito: [...] Fl. 1643DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 9 do Acórdão n.º 9303-011.570 - CSRF/3ª Turma Processo nº 10855.723476/2015-18 Portanto, diante de uma única conduta, ausência de atendimento à intimação fiscal para comprovação da origem dos depósitos, estariam sendo aplicadas duas penalidades: inversão do ônus da prova com a presunção legal de omissão de rendimentos e o agravamento da multa, o que seria, de fato, desarrazoado. Ao meu ver, tendo em vista que não há hierarquia entre princípios, o princípio da legalidade deve ser ponderado com o princípio da razoabilidade, da proporcionalidade e, também, do interesse público, pois a União não tem interesse em invadir a esfera patrimonial do sujeito passivo, de forma desarrazoada, mas sim de arrecadar os tributos devidos e desestimular condutas contrárias ao serviço de arrecadação. Ora, se a simples presunção legal atende ao interesse da Fazenda, não há razão jurídica para a aplicação do agravamento da multa, inclusive, por inexistir prejuízo algum à fiscalização, nesse caso, já que resta afastado o ônus de demonstrar a constituição do crédito.” Assim, mantenho a decisão recorrida no que se refere ao agravamento da multa sobre a autuação relativa à presunção legal de omissão de rendimentos caracterizada por depósitos de origem não comprovada.” Destas decisões, o não atendimento às intimações, por si só, não caracteriza o agravamento, se o próprio descumprimento já implica em materialidade do lançamento seja por arbitramento, seja por caracterização de presunção legal, seja por outra situação, como, por exemplo, a glosa de créditos ou de despesas. Assim, se a intimação não for cumprida e seu descumprimento não acarreta nenhuma outra consequência que não a configuração do próprio lançamento, o que, de certo modo, torna conclusiva a ação fiscal, então não há motivo para o agravamento da multa, conforme a inteligência dos precedentes que fundamentaram as Súmulas 96 e 133. Outra condição que deve ser avaliada também é a concessão de prorrogações. A Solução de Consulta Interna nº 20/2012, ao analisar a incidência da multa por atraso na entrega de arquivos digitais de que tratam os artigos 11 e 12 da Lei nº 8.218/91, analisou várias situações hipotéticas, conforme abaixo: “[...] 4. O sujeito passivo que recebe intimação para apresentar os arquivos digitais pode proceder de cinco maneiras: (i) entregar os arquivos no prazo originário da intimação; (ii) solicitar dilação de prazo e entrega-los no prazo dilatado; (iii) entrega-los após nova intimação (ou reintimação), sendo que o prazo originário tenha expirado sem manifestação; (iv) entregar os arquivos intempestivamente, sem reintimação e (v) não cumprir a intimação, independentemente de ter havido ou não nova intimação ou de ter havido dilação de prazo. 4.1. Nos casos contidos nos itens (i) e (v) supra, não há maiores dificuldades. No primeiro, não há o que se falar em multa, e no segundo, ela obviamente incide, havendo dúvida apenas para o prazo inicial para o seu cálculo no caso de nova intimação ou de deferimento da dilação de prazo, o que será tratado mais a frente. 4.2. A situação descrita no item (ii) tampouco gera perplexidade. Caso tenha havido a solicitação de dilação de prazo, se o AFRFB a defere, e há a entrega da documentação por parte do sujeito passivo ou seu representante, a multa não incide. Caso o AFRFB não concorde com a solicitação de dilação do prazo, como, por exemplo, nos casos em que entenda ser ela meramente protelatória, deve expressamente indeferir o pedido, intimando o sujeito passivo do indeferimento, com a determinação para apresentação imediata da documentação, sem prejuízo da aplicação da multa. Todavia, caso acolha o pedido de dilação de prazo, e ainda assim não haja a apresentação da documentação, a multa torna-se cabível, sendo este segundo momento caracterizador da mora, e o cálculo deve ser feito a partir do descumprimento desse segundo prazo (ou seja, apenas Fl. 1644DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 10 do Acórdão n.º 9303-011.570 - CSRF/3ª Turma Processo nº 10855.723476/2015-18 com o descumprimento do prazo dilatado é que ocorre a mora), na linha do descrito para o item (iii), abaixo. 4.3. A situação do item (iii) é a mais polêmica, geradora da principal dúvida objeto desta solução. O primeiro entendimento é que a multa incide com a ocorrência do atraso na entrega dos arquivos magnéticos, mesmo que tenha havido nova intimação e que eles então sejam entregues. O segundo é que a nova intimação faz com que a multa não mais incida, já que os arquivos que sejam entregues já não mais estariam atrasados. 4.3.1. Em prol da incidência da multa nesta situação, o principal argumento é que o seu “fato gerador” já ocorre quando há o atraso da entrega dos arquivos. É o mesmo caso das normas penais de mera conduta. Não há necessidade de perquirir o resultado ou qualquer outro dado posterior. O ato já estaria configurado com o descumprimento da intimação. 4.3.2. Em defesa da inexistência da multa nestes casos, diz-se que a eventual mora deixaria de existir com a nova intimação. A entrega dos arquivos dentro deste prazo, mesmo que tenha sido desrespeitado o anterior, não configura mora do sujeito passivo, não havendo ato contrário ao direito que gere multa pelo atraso na entrega dos arquivos. 4.3.3. Essa última posição, que é a defendida pela consulente, é a que melhor se coaduna com o ordenamento jurídico, considerando princípios como o da vedação à atuação contraditória da Administração Pública, da segurança jurídica, bem como o da eficiência administrativa. Ainda, a análise do sentido teleológico da existência da multa é importante para o deslinde do caso. Isso porque ela é uma sanção existente pelo descumprimento por parte do sujeito passivo de uma conduta obrigatória a ele. A realização dessa conduta é o seu fim último. 4.3.3.1 Nesse sentido, a atuação da Administração Tributária deve respeitar à teoria dos atos próprios, pela qual se impede uma conduta que contrarie outra anterior em prejuízo do administrado (venire contra factum proprium), quando este esteja de boa- fé. Decorre também do princípio da moralidade administrativa, mediante a verificação da finalidade dos atos administrativos, como bem aduz o inciso III ao Anexo do Decreto nº 1.171, de 1994, que aprova o Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal: III A moralidade da Administração Pública não se limita à distinção entre o bem e o mal, devendo ser acrescida da ideia de que o fim é sempre o bem comum. O equilíbrio entre a legalidade e a finalidade, na conduta do servidor público, é que poderá consolidar a moralidade do ato administrativo. 4.3.4. No caso concreto, caso o AFRFB intime um sujeito passivo a apresentar arquivos magnéticos no prazo de 20 (vinte) dias e esse fique inerte, não os apresentando nem justificando o fato, tampouco requerendo dilação de prazo, aquele pode de imediato lavrar auto de infração para a aplicação da multa em tela. A aplicação da sanção e a forma da sua contagem têm como objetivo imediato coagir o sujeito a demonstrar os arquivos. 4.3.5. Contudo, caso o AFRFB faça nova intimação para a apresentação dos arquivos, ele expressamente preferiu tal caminho à sanção. Note-se que, a depender do caso concreto, esta escolha é plenamente justificável e até mesmo preferível. Não se está aqui dizendo que a atuação da autoridade fiscal não é vinculada, mas sim que há margem na sua atuação para se chegar à norma concreta, qual seja, o lançamento tributário, que então é um ato vinculado. Fl. 1645DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 11 do Acórdão n.º 9303-011.570 - CSRF/3ª Turma Processo nº 10855.723476/2015-18 4.3.6. Neste último caso, se o sujeito passivo entrega os arquivos, seria uma atuação contraditória da Administração Pública proceder dessa maneira e também aplicar a multa pela falta de entrega dos arquivos. Até porque a conduta requerida pela Administração Pública foi feita por parte do sujeito passivo, no prazo por ela determinado, por mais que não tenha feito isso anteriormente. Caso o objetivo da Administração Pública fosse sancionar o sujeito passivo por não ter cumprido a primeira intimação, ela deveria ter procedido de acordo com o disposto no tópico 4.3.4. 4.3.7. Em situação semelhante à presente, o Decreto nº 3.000, de 1999 Regulamento do Imposto de Renda (RIR), com espeque no Decreto-Lei nº 5.844, de 1943, também obriga a apresentação de documentação por parte do sujeito passivo ao Fisco, nos termos de seus artigos 927 e seguintes, sob pena de aplicação da multa constante do art. 968 (entidades, pessoas e empresas mencionadas nos arts. 928 e 939, que deixarem de fornecer, nos prazos marcados, as informações ou esclarecimentos solicitados pelos órgãos da Secretaria da Receita Federal, será aplicada a multa de quinhentos e trinta e oito reais e noventa e três centavos a dois mil, seiscentos e noventa e quatro reais e setenta e nove centavos, sem prejuízo de outras sanções legais que couberem). O § 2º do art. 928 é claro ao dizer que “se as exigências não forem atendidas, a autoridade fiscal competente cientificará desde logo o infrator da multa que lhe foi imposta (art. 968), fixando novo prazo para o cumprimento da exigência”. Essa legislação (RIR) foi expressa na obrigatoriedade de tal procedimento por parte do AFRFB. É exatamente o contrário do presente caso, em que a legislação ficou silente nesse sentido. E essa omissão não pode ser aplicada mediante analogia (in malam partem), a qual é imprestável para a aplicação de sanção ao contribuinte. Deve ser interpretada como um “silêncio eloqüente” (beredtes Schweigen), na expressão do Tribunal Constitucional alemão atualmente aplicada pelo STF (vide exemplo no RE nº 131.134). 4.3.8. Portanto, mesmo que descumprida a intimação originária, se há nova intimação para apresentação dos arquivos, e dentro deste novo prazo o sujeito passivo cumpre com a obrigação, não resta configurado o atraso, motivo pelo qual não incide a multa em tela. 4.4. Quanto à situação do item (iv) (apresentação intempestiva sem nova intimação), a mora restou configurada, não havendo nova intimação que a tenha “convertido” em tempestiva. Não houve ato do AFRFB (como uma nova intimação) que demonstre a sua “opção” a uma nova possibilidade de o sujeito passivo ainda apresentar os arquivos requisitados. A regra geral sancionadora prevalece. Logo, incide a multa.” Em resumo, a solução concluiu que se o contribuinte solicitar dilação de prazo e este for concedido, então não caberia a multa por atraso. Se houver re-intimação e cumprimento por parte do contribuinte, ainda que a primeira intimação tenha sido descumprida, também não caberia a multa. Obviamente, não cumprindo a intimação, com ou sem prorrogação de prazo, incidiria a multa. Além desta solução, a Receita Federal do Brasil emitiu outra específica para a mula agravada, na qual delineou as diversas hipóteses de descumprimento, bem como analisou a questão do dever de colaboração do contribuinte. Transcrevo abaixo, parcialmente, os fundamentos e as conclusões da Solução de Consulta Interna Cosit nº 7/2019: “Ementa: ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO MULTA AGRAVADA. ART. 44, § 2º, DA LEI Nº 9.430, DE 1996. PRINCÍPIO DA COLABORAÇÃO COM A ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA. VINCULAÇÃO COM O ASPECTO MATERIAL. APLICAÇÃO. Fl. 1646DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 12 do Acórdão n.º 9303-011.570 - CSRF/3ª Turma Processo nº 10855.723476/2015-18 O aspecto material da multa tributária vincula-se à conduta esperada do sujeito passivo quanto ao dever de colaboração com a administração tributária. Apenas ao final do procedimento fiscal que resultou em lançamento de ofício é que se tem por configurados todos os elementos que regem a regra-matriz da multa agravada. A intimação para prestar esclarecimentos a ensejar o agravamento a que se refere o inciso I do §2º do art. 44 da Lei nº 9.430, de 1996, não é aquela com objetivo de apresentar um documento, mas sim para prestar esclarecimentos. Prestá-los não significa comprovar alguma informação já em poder do Fisco, mas sim justificar de forma convincente determinada situação de fato ou de direito; a intimação para tanto deve delimitar de forma precisa a(s) informação(ões) requerida(s). Fundamentos: Colaboração com a administração tributária. 6. A aplicação de sanção tributária (norma primária sancionatória) decorre, em regra, do descumprimento de uma norma primária prescritiva (conduta), a qual contém o dever instrumental, formal ou material do sujeito passivo, e que referenciará a análise das multas em tela. Segundo Eurico de Santi: [...] 7. Desse modo, não tem como descontextualizar o aspecto material da multa tributária da conduta esperada do sujeito passivo, mormente quando se refere a descumprimento de obrigação acessória que se vincula ao dever de colaboração do sujeito passivo. Explica Leandro Paulsen: “Estas obrigações, fundadas no dever de colaboração, aparecem, normalmente, como prestações de fazer, suportar ou tolerar normalmente classificadas como obrigações formais ou instrumentais e, no direito positivo brasileiro, impropriamente como obrigações acessórias. Por vezes, aparecem em normas expressas, noutras de modo implícito ou a contrario sensu. Mas dependem sempre de intermediação legislativa. Não apenas a obrigação de pagar tributos, mas também toda a ampla variedade de outras obrigações e deveres estabelecidos em favor da Administração Tributária para viabilizar e otimizar o exercício da tributação, encontram base e legitimação constitucional.” (Revista Tributária das Américas | vol. 5 | p. 31 | Jan / 2012DTR\2012\450272) 7.1. O dever de colaboração dos administrados vem também estampado no art. 4º, IV, da Lei nº 9.784, de 1996: [...] 7.2. Não se pode olvidar, entretanto, que o art. 136 do CTN é explícito ao afirmar que “a responsabilidade por infrações da legislação tributária independe da intenção do agente ou do responsável e da efetividade, natureza e extensão dos efeitos do ato”, apesar de ser razoável a existência de algum temperamento a depender da multa a ser aplicada em determinado caso concreto. 7.3. O Superior Tribunal de Justiça já se manifestou no sentido de que “apesar da norma tributária expressamente revelar ser objetiva a responsabilidade do contribuinte ao cometer um ilícito fiscal (art. 136 do CTN), sua hermenêutica admite temperamentos, tendo em vista que os arts. 108, IV e 112 do CTN permitem a aplicação da eqüidade e a interpretação da lei tributária segundo o princípio in dubio pro contribuinte” (REsp 494.080-RJ, Rel. Min. Teori Albino Zavascki, DJ 16.11.2004). 7.4. Ressalte-se não ser o objetivo desta Solução de Consulta Interna, de forma alguma, afastar o caráter objetivo da multa agravada ou anuir com a tese de que para a sua Fl. 1647DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 13 do Acórdão n.º 9303-011.570 - CSRF/3ª Turma Processo nº 10855.723476/2015-18 configuração tem-se de demonstrar prejuízo ao Fisco. O que se quer dizer é que há presunção de descumprimento do dever de colaboração ao não responder a intimação a que se refere o § 2º do art. 44 da Lei nº 9.430, de 1996, em procedimento fiscal. O eventual temperamento poderia ocorrer em um caso concreto em que o sujeito passivo demonstrasse que ele colaborou com a administração tributária, mesmo que não da forma ideal, ou mesmo que por força maior não pôde proceder à devida resposta, ilidindo a presunção em epígrafe. 7.5. Esse é o norte teórico que será seguido. Regra-matriz da multa agravada 8. Analisam-se conjuntamente os critérios que compõem a regra-matriz de incidência da multa agravada para se chegar à solução dos questionamentos formulados. 8.1. O aspecto material refere-se ao não atendimento de intimação para prestar esclarecimentos ou para apresentar os arquivos e sistemas. Há relação direta com o dever de colaboração do sujeito passivo com a administração tributária, 8.2. Já o aspecto temporal traz algum complicador ao intérprete. Analisando-se esse critério isoladamente e de forma apressada, seria provável dispor que bastaria o não atendimento de uma intimação pelo sujeito passivo para que se configure o fato gerador da multa. Não é o caso, pois esse critério deve ser analisado em conjunto com o quantitativo e o pessoal para se ter uma conclusão mais acurada. 8.3. No aspecto quantitativo, a base de cálculo é a multa de ofício de que trata o inciso I do mesmo art. 44, qual seja, "75% sobre a totalidade ou diferença de imposto ou contribuição nos casos de falta de pagamento ou recolhimento, de falta de declaração e nos de declaração inexata" (podendo incidir inclusive quando da qualificação pelo § 1º do mesmo dispositivo). A sua configuração demanda a existência de lançamento de ofício de um crédito tributário, por auto de infração ou notificação de lançamento, com o valor do tributo não pago e a respectiva multa de ofício. [...] 9. Conclui-se que apenas ao final do procedimento fiscal é que se tem por configurados todos os elementos que regem a regra-matriz da multa agravada, a qual não pode estar dissociada do descumprimento do dever de colaboração desse sujeito passivo com a administração tributária. Estabeleceu-se, por natural decorrência lógica, a necessária coerência e correlação da sanção com o que se pretende alcançar, que é a arrecadação do tributo em si, sem descurar do “destaque ao caráter pedagógico da sanção – seja para impedir o cometimento de futuras infrações, seja para coibir o locupletamento indevido” (STF, RE nº 783.599 AgR/RS, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe-064 06/04/2015). Do não atendimento para prestar esclarecimentos (inciso I) [...] 10.1. A intimação a ensejar a multa a que se refere o inciso I não é aquela com objetivo de apresentar um documento, por si só. Do mesmo modo, prestar esclarecimentos não significa comprovar alguma informação já em poder do Fisco. Prestar esclarecimentos significa justificar de forma convincente determinada situação de fato ou de direito. A intimação para tanto deve delimitar de forma precisa a(s) informação(ões) requerida(s). A intimação para prestar esclarecimentos gerais, de forma ampla, não pode ensejar a presente multa. 10.2. Destaque-se: uma coisa é simplesmente intimar o sujeito passivo a apresentar algum documento ou comprovar alguma informação já em poder do Fisco, condutas que não se amoldam ao disposto no inciso I do § 2º. Outra coisa é que os Fl. 1648DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 14 do Acórdão n.º 9303-011.570 - CSRF/3ª Turma Processo nº 10855.723476/2015-18 esclarecimentos prestados sejam factíveis e que sejam comprovados. Nessa segunda hipótese a apresentação dos documentos não foi objeto da intimação, mas é parte integrante dos esclarecimentos prestados. É uma situação específica em que a falta de apresentação de documentos denota que os esclarecimentos não foram prestados de forma satisfatória, incidindo, observadas as hipóteses do caso concreto, a multa de que trata o inciso I do § 2º do art. 44 da Lei nº 9.430, de 1996. 11. Considerando o dito anteriormente, há a necessária vinculação dos esclarecimentos solicitados com a infração objeto do lançamento, em respeito ao aspecto material e quantitativo da multa agravada. Logo, concorda-se com a consulente no sentido de que "o fiscalizado pode atender à intimação relacionada à primeira infração e ser completamente omisso em relação à segunda, justificando-se o agravamento exclusivamente em relação ao crédito tributário correspondente à segunda infração". 12. Passa-se, assim, a analisar as demais situações que poderiam ensejar a incidência da multa agravada pelo não atendimento à intimação para prestar esclarecimentos. 12.1. Quando o comportamento do sujeito passivo durante o procedimento fiscal for totalmente omissivo, não resta dúvida da incidência da multa agravada. 12.2. Pode ocorrer de o sujeito passivo, no curso do procedimento fiscal, ter respondido algumas intimações para prestar esclarecimentos, mas não outras. Quando do término do procedimento fiscal algumas questões devem ser analisadas pela autoridade fiscal antes da aplicação ou não da multa. 12.2.1. Se o sujeito passivo deixou de responder determinada intimação no prazo, houve nova intimação para prestar esses esclarecimentos, e então o sujeito passivo os presta, descabe aplicar a multa agravada. Afinal, a autoridade fiscal concedeu novo prazo, que foi respondido. Sobre a reintimação, ratifica-se a Solução de Consulta Interna (SCI) Cosit nº 20, de 2012, que tratou do tema, destacando-se o seguinte trecho: [...] 12.2.2. Para tanto, convém à autoridade fiscal: (i) quando verificar o não atendimento de sua intimação e resolver intimar novamente o sujeito passivo, que inclua expressamente no termo de intimação fiscal a possibilidade da aplicação da multa em tela; e (ii) quando do lançamento, especifique o esclarecimento que não tenha sido prestado. Ademais, caso seja verificado que o sujeito passivo dificultou a fiscalização, isso também deve ser ressaltado no lançamento. Citam-se trechos do Acórdão nº 3302- 005.451 do CARF, em linha com o aqui exposto: [...] 12.3. Se o sujeito passivo deixou de responder algumas intimações, mas outras respondeu, ou as respondeu de forma intempestiva, há que se verificar se as informações requisitadas pela autoridade fiscal nas intimações foram esclarecidas naquele procedimento fiscal. Caso não tenham sido, cabe a aplicação da multa agravada. Caso tenham, a multa não deve ser aplicada. 12.4. Se o sujeito passivo responder intimação para esclarecer determinada situação de forma evasiva, ou com pedidos de prorrogação claramente protelatórios cujo intuito é não colaborar com a fiscalização, deve ser aplicada a multa agravada. Para tanto, recomenda-se que a autoridade lançadora individualize o esclarecimento não prestado. Nesse diapasão, vide julgado do CARF: [...] Fl. 1649DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 15 do Acórdão n.º 9303-011.570 - CSRF/3ª Turma Processo nº 10855.723476/2015-18 12.5. Há também a particular hipótese de o sujeito passivo responder a intimação prestando esclarecimentos parciais. Nesse ponto, o hermeneuta deve ter todo o cuidado ao analisar a matéria de forma abstrata, pois pode significar inúmeras variáveis. 12.5.1. É possível afirmar: se o atendimento parcial da intimação significar o esclarecimento de apenas um dos diversos pontos objeto de intimação, não há que se falar em atendimento parcial. Há o atendimento a um dos esclarecimentos solicitados, nas não dos outros. É como se a intimação, apesar de única, fosse múltipla no seu conteúdo. Logo, não houve esclarecimento de uma ou mais questões solicitadas pela autoridade fiscal (não obstante outra, isoladamente, tenha sido), o que enseja a aplicação da multa agravada. Cabe à autoridade lançadora delimitar no auto de infração o esclarecimento não prestado. 12.5.2. Ainda, se os esclarecimentos prestados não se coadunarem com o que foi solicitado, sendo que o sujeito passivo tinha os elementos de fato e de direito para assim proceder, tampouco configura-se o atendimento da intimação, conforme Acórdão nº 201- 78.413 do CARF: "O atendimento insuficiente da intimação, com prestação de informações que não se prestam às verificações pretendidas, representa não atendimento da intimação para efeito da majoração da multa de oficio prevista na lei". 12.6. Se o sujeito passivo fiscalizado, entretanto, apresentar petição justificando o fato de não prestar os esclarecimentos, como nas hipóteses de caso fortuito ou de força maior, com a devida comprovação, não há como restar configurado o aspecto material da multa agravada. [...] Conclusão 16. Diante do exposto, conclui-se: a) o aspecto material da multa tributária vincula-se à conduta esperada do sujeito passivo quanto ao descumprimento de obrigação acessória vinculada ao dever de colaboração com a administração tributária; apenas ao final do procedimento fiscal é que se tem por configurados todos os elementos que regem a regra-matriz da multa agravada; b) a intimação para prestar esclarecimentos a ensejar a multa a que se refere o inciso I do §2º do art. 44 da Lei nº 9.430, de 1996, não é aquela com objetivo de apresentar um documento, mas sim para prestar esclarecimentos; prestá-los não significa comprovar alguma informação já em poder do Fisco, mas sim justificar de forma convincente determinada situação de fato ou de direito; a intimação para tanto deve delimitar de forma precisa a(s) informação(ões) requerida(s); c) deve haver vinculação dos esclarecimentos solicitados com a infração objeto do lançamento, motivo pelo qual concorda-se com a consulente no sentido de que "o fiscalizado pode atender à intimação relacionada à primeira infração e ser completamente omisso em relação à segunda, justificando-se o agravamento exclusivamente em relação ao crédito tributário correspondente à segunda infração"; d) quando o comportamento do sujeito passivo durante o procedimento fiscal for totalmente omissivo, incide a multa agravada e). se o sujeito passivo deixou de responder determinada intimação no prazo, houve nova intimação para prestar esses esclarecimentos, e então o sujeito passivo os presta, descabe aplicar a multa agravada; f) se o sujeito passivo deixou de responder algumas intimações, mas outras respondeu, ou as respondeu de forma intempestiva, há que se verificar se as informações requisitadas pela autoridade fiscal nas intimações foram esclarecidas naquele Fl. 1650DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 16 do Acórdão n.º 9303-011.570 - CSRF/3ª Turma Processo nº 10855.723476/2015-18 procedimento fiscal; caso não tenham sido, cabe a aplicação da multa agravada; caso tenham, a multa não deve ser aplicada; g) se o sujeito passivo responder intimação para esclarecer determinada situação de forma evasiva, ou com pedidos de prorrogação claramente protelatórios cujo intuito é não colaborar com a fiscalização, deve ser aplicada a multa agravada; h) se o atendimento parcial da intimação significar o esclarecimento de apenas um dos diversos pontos objeto de intimação, não há que se falar em atendimento parcial; há o atendimento a um dos esclarecimentos solicitados, nas não dos outros, o que enseja a aplicação da multa agravada; i) se os esclarecimentos prestados não se coadunarem com o que foi solicitado, sendo que o sujeito passivo tinha todos os elementos de fato e de direito para assim proceder, tampouco configura-se o atendimento da intimação, devendo ser aplicada a multa agravada; j) se o sujeito passivo fiscalizado apresentar petição justificando o fato de não prestar os esclarecimentos de forma comprovada, como nas hipóteses de caso fortuito ou de força maior, não há como restar configurado o aspecto material da multa agravada; contudo; caso a autoridade fiscal verifique que a justificativa não era verdadeira e que o sujeito passivo tinha elementos para apresentar os esclarecimentos, a multa agravada deve ser aplicada;” Considero que a referida solução tratou a questão de forma correta, levando-se em conta o dever de colaboração do contribuinte e os objetivos da intimação para prestação de esclarecimentos. A meu ver, deve-se levar em conta que o Auditor ao intimar não “torce” para que não haja resposta, mas sim espera que o contribuinte forneça as informações necessárias para se entender determinada operação, lançamento contábil, planejamento etc, de modo que se possa ter uma compreensão mais próxima da realidade possível dos fatos em análise e da subsunção dos mesmos às normas tributárias. Neste sentido e com apoio nas conclusões acima, resumo os aspectos que devem ser observados para a aplicação do inciso I do §2º do artigo 44 da Lei nº 9.430/96, ou seja, o agravamento da multa de ofício no caso de não atendimento à intimação para prestação de esclarecimentos: 1. A prestação de esclarecimentos não se confunde com a intimação apenas para apresentação de documentos fiscais e/ou contábeis, embora a apresentação destes frequentemente está inserida no contexto de uma prestação de esclarecimentos. Deve haver alguma dúvida a ser esclarecida; 2. A prestação de esclarecimentos não se destina a comprovar informação já em poder do Fisco; 3. A prestação de esclarecimento não pode ser genérica, ampla, mas sim delimitar a informação que se pretende ser esclarecida; 4. O esclarecimento que não foi prestado deve estar vinculado ao objeto do lançamento, uma vez que a multa agravada é a multa de ofício vinculada ao fato gerador do tributo lançado; 5. A concessão de novo prazo, seja por prorrogação, seja por re-intimação afasta a aplicação da multa, em razão da intimação anterior não cumprida; 6. A prorrogação de prazo afasta a aplicação da multa quanto ao prazo anteriores descumpridos, se, obviamente, a informação for prestada. Nestas situações, resta evidente que o Auditor intenta obter a informação e seria contraditório e ineficiente Fl. 1651DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 17 do Acórdão n.º 9303-011.570 - CSRF/3ª Turma Processo nº 10855.723476/2015-18 punir o contribuinte que presta o esclarecimento, sob nova intimação ou prorrogação de prazo. Se o não atendimento da primeira intimação fosse suficiente à aplicação da multa, não haveria qualquer sentido ou estímulo para o contribuinte em cumprir a re-intimação ou prorrogação de prazo; 7. A resposta evasiva à intimação ou sem utilidade ou desvinculada do que se pretende esclarecer infringe o dever de colaboração, devendo incidir a multa agravada; 8. Não existe atendimento parcial aos esclarecimentos. Se a intimação possui vários esclarecimentos, cada um deve tratado de forma isolada. O não atendimento a qualquer um implica a aplicação da multa agravada. O objetivo da norma é que os esclarecimentos sejam prestados, tantos quantos forem. Obviamente, o esclarecimento não prestado deve estar vinculado ao fato gerador do lançamento de ofício; 9. O caso fortuito e a força maior apresentados pelo contribuinte como justificativa para a não prestação do esclarecimento afastam a aplicação da multa agravada; 10. A informação intempestiva, mas considerada pela fiscalização no lançamento de ofício, afasta a aplicação da multa agravada, pois atende ao objetivo da intimação. Contudo, se a informação intempestiva não tiver utilidade para o lançamento, como, por exemplo, na situação de o Auditor obter as informações por outro modo, a multa deve ser aplicada; 11. A multa não deve ser aplicada nos casos das Súmulas CARF nº 96 e 133, bem como em casos similares, em que o próprio não atendimento configura o fundamento necessário para o lançamento, como no caso de glosa de despesas ou créditos.” Retornando ao caso concreto, o agravamento da multa foi efetuado por ter o contribuinte sido intimado a apresentar vários elementos, livros, arquivos, planilhas, etc durante o procedimento fiscal, sem contudo ter respondido a qualquer um deles. Tais intimações consistiram em apresentar livros contábeis e fiscais, documentos relativos às contas bancárias, relação de produtos fabricados, arquivos magnéticos das notas fiscais de entrada e saída, planilhas das bases de cálculo de PIS e Cofins. Diante da falta de atendimento, a fiscalização elaborou RMF – Requisições de Movimentação Financeira às instituições financeiras para obtenção das contas bancárias, cujas análises resultaram em intimações para prestação de esclarecimentos quanto à natureza de transferências bancárias às empresas SAFER INDÚSTRIA E COMÉRCIO, REAL PLASTIC LTDA –CNPJ 00.398.268/0001-23, PLASNOX IND E COM DE PLASTICOS LTDA–CNPJ 79.925.442/0001-07 e GABIPLAST DISTRIBUIDORA DE PLASTICOS, EXPORTAÇÃO E IMPORTAÇÃO LTDA-CNPJ 07.061.885/0001-88, TRITEC RESINAS LTDA, CNPJ 81.632.648/00001-82. Além disso, a fiscalização procedeu a diligências na BRASCHON INDUSTRIA DE AROMAS E ESSENCIAS E EMBALAGENS PLÁSTICAS e no contador da referida, na CONPAC LTDA, nas empresas REAL, GABIPLAST, PLASNOX e TRITEC que emitiram notas de vendas à BRASCHON e à CONPAC. As diligências demonstraram que a BRASCHON era empresa de fachada e foi criada pela SAFERPACK para sonegar ICMS, tendo sido substituída, posteriormente, pela Fl. 1652DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 18 do Acórdão n.º 9303-011.570 - CSRF/3ª Turma Processo nº 10855.723476/2015-18 CONPAC. O sócio de fato da BRASCHON era o sócio da fiscalizada, aqui também autuado como responsável tributário. Por fim, o lançamento consistiu em arbitramento do lucro por falta de apresentação dos livros, cuja receita tributável foi apurada pelas notas fiscais eletrônicas contidas extraídas do ReceitanetBx, que é um sistema capaz de transmitir arquivos da base da Secretaria da Receita Federal do Brasil para contribuintes, representantes legais de empresas, procuradores autorizados por procuração eletrônica, servidores da Receita Federal ou entidades conveniadas. Salienta-se que não houve autuação por presunção de omissão de rendimentos, sendo inaplicável a Súmula CARF nº 133. Assim, verifica-se que os pedidos de esclarecimentos não se referiram às notas fiscais objeto do lançamento, mas sim para compreender o esquema fraudulento, principalmente em relação ao ICMS. Destarte, não influenciaram na obtenção das notas fiscais, que foram a base do lançamento. Por outro lado, referidas notas foram obtidas pelo ReceitanetBx, que é um sistema de acesso direto pela Receita Federal do Brasil, sem anuência ou interferência do contribuinte. Assim, a intimação para apresentação de arquivos digitais, relativa a dados que já estão em poder da Administração, não pode ser fundamento para o agravamento da multa, de acordo com as premissas definidas no voto, a saber: 2. “A prestação de esclarecimentos não se destina a comprovar informação já em poder do Fisco; 3. [...] 4. O esclarecimento que não foi prestado deve estar vinculado ao objeto do lançamento, uma vez que a multa agravada é a multa de ofício vinculada ao fato gerador do tributo lançado;” Concernente à aplicação da Súmula CARF nº 96, embora tenha havido a falta de atendimento a solicitação de esclarecimentos, tais esclarecimentos não se referiram à base do lançamento (notas fiscais extraídas do ReceitanetBx) e, portanto, não afastam a aplicação da referida súmula. Resumindo, tem-se que a falta de atendimento às diversas intimações acarretou o arbitramento (Súmula CARF nº 96), os pedidos de esclarecimentos não se referiram à base de cálculo do lançamento e a falta de atendimento à intimação para apresentação de arquivos digitais foi suprida pela obtenção das notas fiscais diretamente pela fiscalização no ReceitanetBx (o que pode ser realizado, independentemente de autorização do contribuinte), não havendo, assim, subsunção a nenhuma hipótese de agravamento da multa de ofício. Diante do exposto, voto para negar provimento ao recurso especial interposto pela Fazenda Nacional. (documento assinado digitalmente) Rodrigo da Costa Pôssas Fl. 1653DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 19 do Acórdão n.º 9303-011.570 - CSRF/3ª Turma Processo nº 10855.723476/2015-18 Fl. 1654DF CARF MF Documento nato-digital
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Numero do processo: 11020.002343/00-89
Data da sessão: Tue Apr 12 00:00:00 UTC 2005
Numero da decisão: 202-00.801
Decisão: RESOLVEM os Membros da Segunda Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto da Relatora.
Matéria: PIS - ação fiscal (todas)
Nome do relator: Maria Cristina Roza da Costa
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; pdf:docinfo:title: 20200801_110200023430089_200504; xmp:CreatorTool: Smart Touch 1.7; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dcterms:created: 2017-06-20T17:02:37Z; dc:format: application/pdf; version=1.4; title: 20200801_110200023430089_200504; pdf:docinfo:creator_tool: Smart Touch 1.7; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:encrypted: false; dc:title: 20200801_110200023430089_200504; Build: FyTek's PDF Meld Commercial Version 7.2.1 as of August 6, 2006 20:23:50; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: ; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; dc:subject: ; meta:creation-date: 2017-06-20T17:02:37Z; created: 2017-06-20T17:02:37Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; Creation-Date: 2017-06-20T17:02:37Z; pdf:charsPerPage: 863; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; pdf:docinfo:custom:Build: FyTek's PDF Meld Commercial Version 7.2.1 as of August 6, 2006 20:23:50; meta:keyword: ; producer: Eastman Kodak Company; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Eastman Kodak Company; pdf:docinfo:created: 2017-06-20T17:02:37Z | Conteúdo => 1 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por DAMBROZ S/A INDÚSTRIA MECÂNICA E METALÚRGICA. ~bJ CONFERE COM O ORJGINAL _ Brasília - DF, em '5 1 6 12CfJ'::> MI~~ Secretária da Segunda Câmara Segundo Conselho de Co~tribuintesIMF RESOLUÇÃO NQ 202-00.801 11020.002343/00-89 124.520 DAMBROZ S/A INDÚSTRIA MECÂNICA E METALÚRGICA DRJ em Porto Alegre - RS Sála das ~SÕ~2 de abri~ de 2005. lil{&Iu~tJ ~~o Carlos Atulim Presidente Ministério da Fazenda Segundo Conselho de Contribuintes k.~.-Q,~ <x LUaria Cristina Roza(fa Costa, elatora Processo nQ Recurso nQ Recorrente Recorrida RESOLVEM 'os Membros da Segunda Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto da Relatora. Participaram, ainda, da presente resolução os Conselheiros Antônio Carlos Bueno Ribeiro, Gustavo Kelly Alencar, Marcelo Marcondes Meyer-Kozlowski, Raimar da Silva Aguiar, Antonio Zomer e Dalton Cesar Cordeiro de Miranda .. recorrida: Trata-se de recurso voluntário apresentado contra decisão proferida pela 2a Turma de Julgamento da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Porto Alegre, RS, referente à constituição de crédito tributário relativa à Contribuição para o Programa de Integração Social - PIS, por falta/insuficiência de recolhimento, no período de abril e junho a dezembro de 1997, no valor total de R$421.62l,66, cuja ciência se deu em 20106/2003. Por bem descrever os fatos, reproduz-se, abaixo, parte do relatório da decisão I "CC-MF IFI. CONFERE COM O 0F}GIN~- Brasília - DF, em !> 1 / eN:~ SecretAria da segunda Câmara Segundo Conselho de COl~rribuintes!MF RELATÓRIO 11020.002343/00-89 124.520 DAMBROZ SIA INDÚSTRIA MECÂNICA E METALÚRGICA Ministério da Fazenda Segundo' Conselho de Contribuintes Processo nQ Recurso n!! Recorrente 2. O lançamento foi devido à falta de pagamento da contribuição, já que a contribuinte declarou nas DCTF's relativas aos períodos estar compensando com valores da mesma contribuição dos períodos de janeiro de 1989 a maio de 1990, pagos a maior que o devido, cujo direito de fazê-lo foi considerado decaído pela fiscalização, a qual também se opôs ao critério de apuração dos pretensos créditos, ao utilizar-se de uma dilação do aspecto material do fato gerador em seis meses. 3. A contribuinte insurgiu-se contra o lançamento (fls. 190/212), afirmando a extinção dos créditos lançados pela compensação, sem posicionar-se em relação à decadência, porém defendendo ter havido pagamento a maior que o devido, ante a vigência da Lei Complementar n° 07, de 1970 durante o período no qual alega a existência de crédito, face à Resolução n° 49, de 1995, do Senado Federal, que suspendeu a execução dos Decretos-lei nOs2.445 e 2.449, ambos de 1988. Também alega a correção do cálculo dos pretensos créditos, sob ajustificativa de que o artigo 6° da Lei Complementar n° 07, de 1970, determinaria que o recolhimento deveria ter como base de cálculo o faturamento do sexto mês anterior ao do pagamento. (...) 4. Considerando legítimo seu direito à compensação, assegura que para realizá-la somente precisaria enquadrar-se no disposto no artigo 170, do Código Tributário Nacional, preenchendo os seguintes parâmetros: existência da reciprocidade das obrigações, existência de dívidas pecuniárias líquidas e certas, e que sejam exigíveis, mesmo que ainda não vencidas. 5. Quantó' à multa de oficiá, alega que seu percentual fere os limites constitucionais de preservação do patrimônio privado, além de constituir-se em confisco, vedado pelo Código Tributário Nacional. 6. Considera ilegais os juros de mora aplicados, já que a taxa Selic não serve para medir remuneração de mora, visto tratar-se de taxas remuneratórias do capital aplicado no mercado especulativo. Apreciando as razões postas na impugnação, o Colegiado de primeira instância proferiu decisão resumida na seguinte ementa: Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep Período de apuração: 01/02/1997 a 31/05/2000 Ementa: COMPENSAÇÃO - Hipótese expressa na legislação de extinção do crédito tributário (art. 156 do CTN), a compensação só poderá ser efetivada se os créditos do W.'~ 2C V ~f,~.".•...'"'- ,,, Processo nQ Recurso nQ Ministério da Fazenda Segundo Conselho de' Contribuintes 11020.002343/00-89 124.520 CONFERE COM 0gORIrINAT )' Brasília - DF, em / / ZdJ clJJJ~ Secretária da Segunda Cámara Segundo Conselho de Col~JibuintesMF 2ºCC-MF FI. contribuinte em relação à Fazenda Pública estiverem revestidos dos atributos de liquidez e certeza, devendo obedecer aos ritos próprios para seu pleito. BASE DE CALCULO - No cômputo dos valores devidos a título de PIS com base na Lei Complementar 07/1970, deve-se levar em conta, obrigatoriamente, as alterações dos prazos de recolhimentos estabelecidas pelas Leis nOs 7.691/1988, 7.799/1989, 8.019/1990, 8.218/1991, 8.383/1991, 8.850/1994, 9.069/1995 e 8.981/1995. O parágrafo único do artigo 6°.da Lei Complementar 07/70 constitui-se na determinação do prazo de vencimento do crédito tributário. FALTA DE COMPROVAÇÃO -Somente poderá ser operacionalizada a quantificação da restituição para fins de compensação mediante a comprovação, por parte da contribuinte, da liquidez e certeza dos seus créditos em relação à Fazenda Pública, em consonância com a legislação (art. 165 do CTN). Inexeqüível a operação pretendida quando não apresentados os elementos que demonstrariam o valor a ser restituído/compensado. JUROS DE MORA - MULTA DE OFÍCIO- CONSTITUCIONALIDADE E LEGALIDADE - Não cabe a apreciação de inconstitucionalidade ou ilegalidade por órgão administrativo. Juros de mora e multa conforme previstos em legislação pertinente. Lançamento Procedente. Intimada a conhecer dadecisão em 20/06/2003, a Interessada insurreta contra seus termos, apresentou, em 21/0612003, recurso v9luntário a este E. Conselho de Contribuintes, com as mesmas seguintes razões de dissentir: a) efetuou compensação dos débitos de PIS apurados entre março de 1997 e maio de 2000 com os indébitos apurados no período de janeiro de 1989 a maio de 1991 da mesma exação, em consonância com a Lei Complementar n° 7/70; b) rebate o argumento da incompetência do julgador administrativo em apreciar alegação de inconstitucionalidade de normas tributárias. Reporta-se a doutrinadores para arrimar sua tese; c) como preliminar de mérito, aduz que o prazo para a recuperação de indébitos relativos a tributos lançados por homologação é decenal. Elabora extensa análise de legislação e das decisões administrativas e judiciais que corroboram .seu entendimento e cita doutrinadores que defendem a mesma compreensão da norma; d) no mérito, rebate o afastamento da semestralidade da base de cálculo efetuada pelo Fisco e defende a correção do procedimento que adotou para compensar os indébitos ocorridos no período citado; e) defende seu direito à correção dos indébitos pelos mesmos Índices adotados pelo judiciário, nos quais se incluem os expurgos inflacionários; . f) como defendido na impugnação, a multa aplicada tem caráter confiscatório e fere diversos princípios constitucionais, dentre eles o do não-confisco, da moralidade, da proibição do enriquecimento ilícito do Estado às custas do nparticular, tomando-a inconstitucional; \ ~J 3 2ºCC-MF FI. CONFERECOMO O~GINtJ5" Brasilia • DF, em g / / tJi:~ Secretâria da Segunda Câmara Segundo Conselho de Co;tribuintesIMF11020.002343/00-89 124.520 Ministério da Fazenda '- Segundo Conselho de Contribuintes Processo n!! Recurso nQ'. Alfim requer seja dado provimento integral ao recurso voluntário, com reconhecimento do direito da recorrente ao crédito corrigido monetariamente, advindo de indevidos pagamentos de PIS, compensados com débitos do próprio PIS. A autoridade preparadora informa a efetivação do arrolamento de bens para fins de garantir a instância recursal, conforme fi. 452 . ..É o relatório ... 4 • Processo n~ Recurso n~ Ministério da Fazenda Segundo Conselho de Contribuintes 11020.002343/00-89 124.520 CONFERE COM 011ORlfIN~)- Brasilia - DF, em C> 1 / ~~ Secretária da Segmlda C&m1ll8 Segundo Conselho de eontribuintesIMF 2Q CC-MF FI. ti,'J VOTO DA CONSELHEIRA-RELATORA MARIA CRISTINA ROZA DA COSTA O recurso voluntário atende aos requisitos legais para sua admissão e conhecimento. Conforme relatado, a Recorrente opõe ao presente lançamento a compensação que realizou, consoante consignado na sua contabilidade, utilizando alegados indébitos concernentes a recolhimentos do PIS realizados nos moldes dos Decretos-Leis nOs2.445/88 e 2.449/88, declarados inconstitucionais. Tendo em vista que a decisão recorrida afastou a possibilidade da aludida compensação ao fundamento de razões de direito atinente ao critério da semestralidade previsto no art. 3°, "b", da Lei Complementar nO07/70, toma-se necessário, para prevenir a prolação de urna decisão condicionada por este Colegiado, caso prevaleça o entendimento da Recorrente nesta matéria, apurar a certeza, liquidez, e suficiência dos créditos alegados, razão pela qual voto no sentido de converter este julgamento em diligência à repartição de origem para que: 1. identifique, na escrita fiscal da Recorrente, o período a partir do qual iniciou o procedimento de compensação dos recolhimentos que alega terem sido efetuados em valor maior que o devido; 2. apure o valor nominal da contribuição em tela considerando como base de cálculo o faturamento do sexto mês que antecedeu à ocorrência do fato gerador, sem atualização, com relação àqueles correspondentes aos recolhimentos alegados pela Recorrente; 3. quanto a esses fatos geradores, na eventualidade de diferenças a maior entre o que for confirmado como recolhido pela Recorrente e o que seria devido com adoção do critério acima, manifeste sobre a suficiência do saldo acumulado desses pagamentos a maior, abatido de eventuais pagamentos a menor, atualizado monetariamente com base nos critérios da Norma de Execução Conjunta SRF/COSIT/COSAR N° 08, de 27.06.97, para dar cobertura aos valores utilizados pela Recorrente para abater, por compensação, os débitos do PIS lançados neste processo nas respectivas datas de vencimento, promovendo o bloqueio dos créditos confirmados e ainda não aproveitados até o montante necessário para a aludida cobertura, total ou parcialmente. Findas essas apurações, apresentadas em demonstrativos ou planilhas apropriadas e acompanhadas ou com indicação da documentação de suporte, sem prejuízo de outros esclarecimentos que a autoridade preparadora entender útil ao deslinde da presente contenda, seja oferecido o prazo de 30 (trinta) dias para a Recorrente, querendo, falar sobre os resultados da diligência, antes do retomo dos autos a esta Câmara. Sala das Sessões, em 12 de abril de 2005. Jl (JW1- f---J- L ) 01 /~Rià ~RíSTINA i>ZA DA COSTA 5 00000001 00000002 00000003 00000004 00000005
score : 1.0
Numero do processo: 11020.720155/2008-18
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Mar 25 00:00:00 UTC 2014
Ementa: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL - COFINS Exercício: 2007
FRETES E EXTRAÇÃO DE MADEIRA . ONUS DA PROVA.
No caso de pedido de restituição ou ressarcimento, cabe a parte interessada, que pleiteia o crédito, provar que possui o direito invocado. Assim, ao efetuar o pedido, deve dispor a empresa dos elementos de prova que sustentarão seu pleito.
DOS CRÉDITOS DE ICMS DE EXPORTAÇÃO
O STF já decidiu no RE nº 606.107, com repercussão geral reconhecida, pela não incidência da cobrança da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e do Programa de Integração Social (PIS) sobre créditos de ICMS transferidos a terceiros, oriundos de operações de exportação
Numero da decisão: 3401-002.523
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, dar provimento parcial ao recurso voluntário nos termos do voto da Relatora.
Nome do relator: ANGELA SARTORI
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ONUS DA PROVA. No caso de pedido de restituição ou ressarcimento, cabe a parte interessada, que pleiteia o crédito, provar que possui o direito invocado. Assim, ao efetuar o pedido, deve dispor a empresa dos elementos de prova que sustentarão seu pleito. DOS CRÉDITOS DE ICMS DE EXPORTAÇÃO O STF já decidiu no RE nº 606.107, com repercussão geral reconhecida, pela não incidência da cobrança da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e do Programa de Integração Social (PIS) sobre créditos de ICMS transferidos a terceiros, oriundos de operações de exportação Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, dar provimento parcial ao recurso voluntário nos termos do voto da Relatora. Julio César /Alves Ramos Presidente. Ângela Sartori Relator. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 02 0. 72 01 55 /2 00 8- 18 Fl. 236DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 11 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP14.1021.11079.KNA4. Consulte a página de autenticação no final deste documento. 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Julio Cesar Alves Ramos, Fenelon Moscoso de Almeida, Robson José Bayerl, Fernando Marques Cleto Duarte, Ângela Sartori e Jean Cleuter Simões Mendonça. Relatório Tratase de pedido de ressarcimento de crédito de Confis nãocumulativa onde foi glosado: I) Parte das despesas com os serviços com extração de toras de madeira. II) Totalidade das despesas com serviços de transporte de toras realizados pela empresa Avrella, em vista de supostas irregularidades, abaixo resumidas: Emissão globalizada de conhecimento de transporte (um conhecimento para vários fretes); Falta de identificação de veiculo nos conhecimentos individuais; Considerando os registros de conhecimentos individuais e globalizados, a empresa teria feito, comente para o Madarco, aproximadamente cinco operações de frete por dia, incompatível com a produção de toras e/ou madeira serrada; Nas notas fiscais emitidas pela empresa contratada para serragem das toras não há qualquer menção à empresa Avrella; Os dados da Avrella extraídos dos sistemas da Receita Federal indicam a inexistência de outra atividade que não a prestação de serviços de mãodeobra, inexistindo ainda qualquer registro de propriedade de veiculo no sistema Renavan. III) Pagamentos à empresa Posto Cedro, de Piratini/RS, uma vez que a atividade de manutenção de florestas não é geradora de crédito e as referidas notas contém grande número de itens que não se enquadram no conceito de insumo. Além disso, tendo sido as operações neste município terceirizadas para as empresas Avrella e Serramar, suas despesas já compõe o custo de produção e bases de cálculo no Dacon.. IV) Aquisições de gás para uso geral, óleo e filtro destinados à manutenção geral. Fl. 237DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 11 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP14.1021.11079.KNA4. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 11020.720155/200818 Acórdão n.º 3401002.523 S3C4T1 Fl. 6 3 No que diz respeito à identificação das receitas e débitos, a fiscalização verificou que a empresa efetuou operações de transferências de créditos de ICMS a terceiros, sem reconhecer as receitas decorrentes dessas alienações. Tal receita somente teria sido excluída da base de cálculo do PIS/Pasep e da Confins nãocumulativos com a Medida Provisória nº 451 de 2008, que alterou as Leis nº 10.637, de 2002 e nº 10.833, de 2003. Cientificada a Recorrente apresentou tempestivamente, manifestação de inconformidade na qual, em síntese aduz: A Recorrente contesta a glosa referente aos custos de extração e transporte de madeiras, argumentando: “No que respeita à aquisição de serviços de extração e transporte junto à empresa Adelino Avrella (Avrella Serviços Florestais), considerando as razões postas nos itens 3.1.2 e 3.1.4, ressaltase que o fato da fiscalização tributária não ter encontrado uma matemática relação entre os números, isto é, dados decorrentes dos livros fiscais para definição dos níveis de exaustão da floresta e a contrapartida da quantidade de serviços tomados junto a prestadora não descaracteriza a operação prestada à recorrente, bem como uma suposta violação de regra formais na prestação dos serviços de transporte ou inexistência de escrituração contábil regular podem motivar a glosa dos créditos posto que a recorrente não deveria ser responsabilizada pelo descumprimento de dever instrumental de responsabilidade de terceiro”. Com relação à falta de conhecimentos de transporte, lembra que “o Decreto Estadual nº 37.699/97, que regulamenta o Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e sobre Prestação de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação – ICMS, em seu artigo 26, inciso III, Livro 2, possibilita aos tomadores de serviço de transporte a escrituração global dos documentos relativos à sua utilização, facultando inclusive, a emissão da respectiva nota fiscal com a reunião de todas as operações do período (mêsbase).” Acrescenta: “no que concerne aos documentos fiscais considerados inidôneos pela fiscalização fazendária, é importante ressaltar que somente os Fiscais de Tributos Estaduais têm competência para averiguar a idoneidade dos documentos fiscais por si exigidos, no caso, da nota fiscal de transporte e do respectivo CTRC, nos termos do artigo 30 e 90 da Lei Estadual nº 8118/85.” Fl. 238DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 11 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP14.1021.11079.KNA4. Consulte a página de autenticação no final deste documento. 4 Prossegue no seguinte sentido: “Por outro lado, no que respeita a relação entre a exaustão da floresta e os serviços tomados, e suposto descompasso entre estas situações (que são diretamente proporcionais) é necessário uma reflexão mais apurada Em primeiro plano, vista sob um aspecto de tempo especifico (trimestralmente) poderseia vislumbrar diferenças, contudo tal relação vista sob um aspecto de tempo global (anualmente) tal relação se encontra perfeita para o ano de 2007. Os motivos deste descompasso momentâneo é por exemplo a influência do condições do tempo, que, por exemplo, permitem a extração da madeira, contudo não o seu transporte, em outras ocasiões é possível tãosomente o carregamento das toras ou parte do transporte. Nestas condições, não há como terse um ajuste perfeito entre os números relativos à exaustão da floresta e os valores pagos a titulo de prestação de sérvios de extração e transporte de madeiras”. Afirma que as notas emitidas pela Avrella englobam todos os serviços prestados pela empresa: derrubada de madeira, retirada da madeira de floresta através da tração animal, carregamento e transporte da floresta até serraria. “Assim, a nota de serviços emitida pela referida empresa abarca todas estas atividades, de modo que valores cobrados através do respectivo documento fiscal referemse a todas as atividades, ainda que custo seja segmentado na Cláusula Primeira do Contrato de Prestação de Serviços de Extração, Carregamento e Transporte de Toras de Pinnus e não, tão somente à extração de toras propriamente dita, cujo o valor é de R$ 4,40 (quatro reais e quarenta centavos) por metro estéril.” Relativamente aos insumos, entende serem indevidas as glosas efetuadas relativas às aquisições realizadas pela recorrente sob o CFOP 1.556 e demais custos enfrentados com a atividade de extração, serragem e transportes de toras de madeira no município de PiratiniRS. Ressalta que, nesta hipótese, “ as assertivas constantes do item 3.1.5 do Despacho Decisório S/N são absolutamente despropositais e não guardam qualquer relação com a situação fática, bem como são desprovidas de quaisquer indícios, sequer de provas. Os custos com combustíveis e lubrificantes efetivamente ocorreram e o fato da atividade de extração, serragem e transporte de toras ser realizado por outras empresas, não implica que a própria impugnante realize operações de mesma natureza como de fato ocorreu e ocorre”. Com referencia as receitas decorrentes da transferência de créditos do ICMS, aduz que “de acordo com o mais recente entendimento jurisprudencial o destino econômico dos créditos de ICMS decorrentes da exploração, ainda que a transferidos a fornecedores para fins de pagamento de insumos e/ou destinados a compensação de tributos não alteram a situação patrimonial da empresa, portanto não se justifica a incidência de PIS e CONFIS sobre esses valores”. Transcreve decisões judiciais nesse sentido. A DRJ decidiu em síntese: “INSUMO. Além das matérias primas, produtos intermediários e materiais de embalagem que componham visualmente o produto final, Fl. 239DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 11 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP14.1021.11079.KNA4. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 11020.720155/200818 Acórdão n.º 3401002.523 S3C4T1 Fl. 7 5 poderão ser descontados créditos em relação a produtos que sejam aplicados ou consumidos em ação direta sobre o produto em fabricação, e os serviços utilizados na produção. TRANSFERÊNCIA DE CRÉDITOS DO ICMS. RECEITA. Somente a partir de 1º de janeiro de 2009 é que as receitas decorrentes de transferência onerosa do ICMS, originado das operações de exportação, passaram a ser excluídas das bases de cálculo das contribuições sujeitas ao regime da não cumulatividade. ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Exercício: 2007 ÔNUS DA PROVA. Diferentemente da hipótese de lançamento de oficio, em que o Fisco deve comprovar a infração cometida, no caso de pedido de restituição ou ressarcimento, cabe a parte interessada, que pleiteia o crédito, provar que possui o direito invocado. Assim, ao efetuar o pedido, deve dispor a empresa dos elementos de prova que sustentarão seu pleito. Manifestação de inconformidade Improcedente Direito Creditório não Reconhecido.” A Recorrente apresentou Recurso Voluntário reiterando os argumentos da manifestação de inconformidade e requerendo a reforma da decisão e o reconhecimento da totalidade do seu crédito. A 1 Turma, da 4 Câmara da 3 Seção decidiu por sobrestar referido processo, através da Resolução 3401.000.5010 tendo em vista que o tema está sob análise do Supremo Tribunal Federal, que decidiu pela repercussão geral do Recurso Extraordinário nº 606.107. Este Recurso é o leading case do tema da Repercussão Geral, descrito no site (24/05/2012): “DECISÃO : O Plenário do Supremo Tribunal Federal, apreciando o RE 540.410QO, rel. min. Cezar Peluso, acolheu questão de ordem no sentido de “determinar a devolução dos autos, e de todos os recursos extraordinários que versem a mesma matéria, ao Tribunal de origem, para os fins do art. 543 B do CPC” (Informativo 516, de 27.08.2008). Decidiuse, então, que o disposto no art. 543B do Código de Processo Civil também se aplica aos recursos interpostos de acórdãos publicados antes de 03 de maio de 2007 cujo conteúdo verse sobre tema em que a repercussão geral tenha sidoreconhecida. No presente feito, o recurso extraordinário versa sobre tema (Tema 283) em que a repercussão geral já foi reconhecida pelo Fl. 240DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 11 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP14.1021.11079.KNA4. Consulte a página de autenticação no final deste documento. 6 Supremo Tribunal Federal, no julgamento do RE 606.107RG (rel. min. Ellen Gracie, DJe de 20.08.2010), assim ementado: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO. VALORES DA TRANSFERÊNCIA DE CRÉDITOS DE ICMS NA BASE DE CÁLCULO DO PIS E DA COFINS. REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA. 1. A questão de os valores correspondentes à transferência de créditos de ICMS integrarem ou não a base de cálculo das contribuições PIS e COFINS nãocumulativas apresenta relevância tanto jurídica como econômica. 2. A matéria envolve a análise do conceito de receita, base econômica das contribuições, dizendo respeito, pois, à competência tributária. 3. As contribuições em questão são das que apresentam mais expressiva arrecadação e há milhares de ações em tramitação a exigir uma definição quanto ao ponto. 4. Repercussão geral reconhecida.” Do exposto, nos termos do art. 328 do RISTF (na redação dada pela Emenda Regimental 21/2007), determino a devolução dos presentes autos ao Tribunal de origem, para que seja observado o disposto no art. 543B e parágrafos do Código de Processo Civil.” No Regimento Interno do CARF, havia a determinação de sobrestamento para a hipótese em tela consta do § 2º do art. 62A do Anexo II, acrescentado pela Portaria MF nº 586, de 21/12/2010, que dispõe o seguinte: “Art. 62A. As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543B e 543C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF. § 1º Ficarão sobrestados os julgamentos dos recursos sempre que o STF também sobrestar o julgamento dos recursos extraordinários da mesma matéria, até que seja proferida decisão nos termos do art. 543B. § 2º O sobrestamento de que trata o § 1º será feito de ofício pelo relator ou por provocação das partes. “ No entanto, tal sobrestamento foi alterado pela Portaria 545/2013. Após a nova Portaria, não há óbice ao julgamento da matéria pelo CARF. É o relatório. Fl. 241DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 11 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP14.1021.11079.KNA4. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 11020.720155/200818 Acórdão n.º 3401002.523 S3C4T1 Fl. 8 7 Voto Conselheiro Relator O Recurso é tempestivo por isto dele tomo conhecimento. INSUMOS DA EXTRAÇÃO E DO TRANSPORTE DE MADEIRA Referido desconto de créditos possui respaldo legal nos artigos 3ºs das Leis nºs 10.637/02 e 10.833/03, os quais especificam em seus incisos e parágrafos, quais créditos são admitidos, bem como a forma de serem calculados. Apenas para comentar, o artigo 3º da Lei nº 10.833/03 é aplicado, também, à legislação do PIS (Lei nº 10.637/02) no que esta não dispor. Os créditos ora em análise, nos remetem ao estudo dos incisos I, II e IX do artigo 3º da Lei nº 10.833/03, a saber: Art. 3º Do valor apurado na forma do art. 2o a pessoa jurídica poderá descontar créditos calculados em relação a: I bens adquiridos para revenda, exceto em relação às mercadorias e aos produtos referidos: a) nos incisos III e IV do § 3o do art. 1o desta Lei; e b) nos §§ 1o e 1oA do art. 2o desta Lei; II bens e serviços, utilizados como insumo na prestação de serviços e na produção ou fabricação de bens ou produtos destinados à venda, inclusive combustíveis e lubrificantes, exceto em relação ao pagamento de que trata o art. 2o da Lei no 10.485, de 3 de julho de 2002, devido pelo fabricante ou importador, ao concessionário, pela intermediação ou entrega dos veículos classificados nas posições 87.03 e 87.04 da Tipi; (Redação dada pela Lei nº 10.865, de 2004) (...) IX armazenagem de mercadoria e frete na operação de venda, nos casos dos incisos I e II, quando o ônus for suportado pelo vendedor. A leitura do inciso IX do artigo 3º da Lei nº 10.833/03 nos leva ao entendimento de que o frete sobre as vendas cujo ônus seja do vendedor admite apropriação de créditos de PIS e de COFINS, ou seja, não há dúvida quanto ao direito creditório sobre o frete utilizado para transporte do bem vendido para o adquirente em tese. O inciso IX do artigo 3º da Lei nº 10.833/03, ao destacar a observância dos incisos I e II deste artigo para sua aplicação que se referem, respectivamente, aos bens adquiridos para revenda e insumos utilizados no processo produtivo e prestação de serviços objetiva, a nosso ver, atribuir à natureza jurídica do crédito sobre fretes a natureza do crédito de insumo. Fl. 242DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 11 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP14.1021.11079.KNA4. Consulte a página de autenticação no final deste documento. 8 Dessa forma, é possível sustentar que o frete de insumos (matériaprima, produto intermediário, material de embalagem e etc...) entre estabelecimentos, que estejam em fase de industrialização, compõe o custo de produção para fins de apuração do crédito do PIS e da COFINS. Ocorre que, no presente caso a glosa ocorreu em razão de inconsistências entre o documentário fiscal e o levantamento realizado pela auditoria da empresa, indicando a fiscalização uma série de indícios que apontariam a incorreção dos valores apropriados como crédito. O Recorrente não apresentou a documentação necessária a suportar suas alegações ou a procedência, dos créditos correspondentes. Como se vê, a denegação não foi ocasionada pelo exame de mérito da questão – direito ou não crédito –, mas sim pela sua demonstração deficiente. Em recurso voluntário o Recorrente nada acrescenta, limitandose a repetir as alegações da manifestação de inconformidade. Como dito, a questão a ser enfrentada é de prova, não de direito e o Recorrente não fez prova adequada ao direito vindicado. Em relação a Glosas de valores lançados sob o CFOP 1.556 (Compras de material de uso ou consumo) – a fiscalização constatou que se trata, em parte, de aquisições de gás para uso geral, cujos centros de custos estão distribuídos em “materiais diversos”, “combustíveis e lubrificantes”, “conservação e manutenção de imobilizado” e “materiais diversos fábrica”; além de óleo e filtro utilizados na manutenção geral. O Recorrente sustenta ainda genericamente que tais insumos foram utilizados no processo produtivo, todavia, não indica a forma de utilização, o local exato de sua utilização e outros dados, o que, pela minha ótica, impede a conclusão que estes materiais tenham sido efetivamente consumidos no processo produtivo. Demais disso, há dúvida acerca da real assunção do ônus financeiro destas despesas pelo Recorrente uma vez que, segundo os contratos firmados, estes gastos seriam suportados pelos terceirizados. Mais uma vez, a sustentação do Recorrente é muito vaga e defende um conceito de insumo que é mais amplo do que aquele que se tem admitido no CARF razão porque acho que a glosa deve ser mantida, pois faltam elementos para acolher a argumentação do Recorrente, elementos estes que lhe cabiam carrear aos autos Portanto, nesta parte mantenho a decisão da DRJ. DOS CRÉDITOS DE ICMS DE EXPORTAÇÃO No tocante à incidência de contribuições sociais sobre créditos de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) obtidos por empresas exportadoras, o Egrégio Supremo Tribunal Federal, ao analisar o RE nº 606.107, já resolveu a controvérsia, posicionandose pela não incidência da cobrança da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e do Programa de Integração Social (PIS) sobre créditos de ICMS transferidos a terceiros, oriundos de operações de exportação. Ressalto que aludido recurso extraordinário teve repercussão geral reconhecida pelo Plenário Virtual do STF, e restou assentado que o valor que decorre de Fl. 243DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 11 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP14.1021.11079.KNA4. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 11020.720155/200818 Acórdão n.º 3401002.523 S3C4T1 Fl. 9 9 operações visando à exportação, constituindose apenas em uma das modalidades de aproveitamento dos créditos de ICMS, utilizada por aquelas empresas que não possuem operações domésticas em volume suficiente para o uso de tais créditos, sendo que as demais não são sujeitas à tributação. EMENTA RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. IMUNIDADE. HERMENÊUTICA. CONTRIBUIÇÃO AO PIS E COFINS. NÃO INCIDÊNCIA. TELEOLOGIA DA NORMA. EMPRESA EXPORTADORA. CRÉDITOS DE ICMS TRANSFERIDOS A TERCEIROS. I Esta Suprema Corte, nas inúmeras oportunidades em que debatida a questão da hermenêutica constitucional aplicada ao tema das imunidades, adotou a interpretação teleológica do instituto, a emprestarlhe abrangência maior, com escopo de assegurar à norma supralegal máxima efetividade. II A interpretação dos conceitos utilizados pela Carta da República para outorgar competências impositivas (entre os quais se insere o conceito de “receita” constante do seu art. 195, I, “b”) não está sujeita, por óbvio, à prévia edição de lei. Tampouco está condicionada à lei a exegese dos dispositivos que estabelecem imunidades tributárias, como aqueles que fundamentaram o acórdão de origem (arts. 149, § 2º, I, e 155, § 2º, X, “a”, da CF). Em ambos os casos, tratase de interpretação da Lei Maior voltada a desvelar o alcance de regras tipicamente constitucionais, com absoluta independência da atuação do legislador tributário. III – A apropriação de créditos de ICMS na aquisição de mercadorias tem suporte na técnica da não cumulatividade, imposta para tal tributo pelo art. 155, § 2º, I, da Lei Maior, a fim de evitar que a sua incidência em cascata onere demasiadamente a atividade econômica e gere distorções concorrenciais. IV O art. 155, § 2º, X, “a”, da CF – cuja finalidade é o incentivo às exportações, desonerando as mercadorias nacionais do seu ônus econômico, de modo a permitir que as empresas brasileiras exportem produtos, e não tributos , imuniza as operações de exportação e assegura “a manutenção e o aproveitamento do montante do imposto cobrado nas operações e prestações anteriores”. Não incidem, pois, a COFINS e a contribuição ao PIS sobre os créditos de ICMS cedidos a terceiros, sob pena de frontal violação do preceito constitucional. V – O conceito de receita, acolhido pelo art. 195, I, “b”, da Constituição Federal, não se confunde com o conceito contábil. Entendimento, aliás, expresso nas Leis 10.637/02 (art. 1º) e Lei 10.833/03 (art. 1º), que determinam a incidência da contribuição ao PIS/PASEP e da COFINS não cumulativas sobre o total das receitas, “independentemente de sua denominação ou classificação contábil”. Ainda que a contabilidade elaborada para fins de informação ao mercado, gestão e planejamento das empresas possa ser tomada pela lei como ponto de partida para a determinação das bases de cálculo de diversos tributos, de modo algum subordina a tributação. A contabilidade constitui ferramenta utilizada também para fins tributários, mas moldada nesta seara pelos princípios e Fl. 244DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 11 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP14.1021.11079.KNA4. Consulte a página de autenticação no final deste documento. 10 regras próprios do Direito Tributário. Sob o específico prisma constitucional, receita bruta pode ser definida como o ingresso financeiro que se integra no patrimônio na condição de elemento novo e positivo, sem reservas ou condições. VI O aproveitamento dos créditos de ICMS por ocasião da saída imune para o exterior não gera receita tributável. Cuidase de mera recuperação do ônus econômico advindo do ICMS, assegurada expressamente pelo art. 155, § 2º, X, “a”, da Constituição Federal. VII Adquirida a mercadoria, a empresa exportadora pode creditarse do ICMS anteriormente pago, mas somente poderá transferir a terceiros o saldo credor acumulado após a saída da mercadoria com destino ao exterior (art. 25, § 1º, da LC 87/1996). Porquanto só se viabiliza a cessão do crédito em função da exportação, além de vocacionada a desonerar as empresas exportadoras do ônus econômico do ICMS, as verbas respectivas qualificamse como decorrentes da exportação para efeito da imunidade do art. 149, § 2º, I, da Constituição Federal. VIII Assenta esta Suprema Corte a tese da inconstitucionalidade da incidência da contribuição ao PIS e da COFINS não cumulativas sobre os valores auferidos por empresa exportadora em razão da transferência a terceiros de créditos de ICMS. IX Ausência de afronta aos arts. 155, § 2º, X, 149, § 2º, I, 150, § 6º, e 195, caput e inciso I, “b”, da Constituição Federal. Recurso extraordinário conhecido e não provido, aplicandose aos recursos sobrestados, que versem sobre o tema decidido, o art. 543 B, § 3º, do CPC. Portanto depreendese do Acórdão que a finalidade da desoneração é o incentivo às exportações, desonerando as mercadorias nacionais do seu ônus econômico, de modo a permitir que as empresas brasileiras exportem produtos, e não tributos , imuniza as operações de exportação e assegura “a manutenção e o aproveitamento do montante do imposto cobrado nas operações e prestações anteriores”. Assim, razão assiste à recorrente, merecendo reparo o acórdão proferido pela DRJ neste ponto. CONCLUSÃO Pelo exposto, dou provimento parcial ao Recurso Voluntário. Relator – Angela Sartori Fl. 245DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 11 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP14.1021.11079.KNA4. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 11020.720155/200818 Acórdão n.º 3401002.523 S3C4T1 Fl. 10 11 Fl. 246DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 11 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP14.1021.11079.KNA4. Consulte a página de autenticação no final deste documento. PÁGINA DE AUTENTICAÇÃO O Ministério da Fazenda garante a integridade e a autenticidade deste documento nos termos do Art. 10, § 1º, da Medida Provisória nº 2.200-2, de 24 de agosto de 2001 e da Lei nº 12.682, de 09 de julho de 2012. Documento produzido eletronicamente com garantia da origem e de seu(s) signatário(s), considerado original para todos efeitos legais. Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001. Histórico de ações sobre o documento: Documento juntado por ANGELA SARTORI em 01/04/2014 10:11:00. Documento autenticado digitalmente por ANGELA SARTORI em 01/04/2014. Documento assinado digitalmente por: JULIO CESAR ALVES RAMOS em 04/04/2014 e ANGELA SARTORI em 01/04/2014. Esta cópia / impressão foi realizada por MARIA MADALENA SILVA em 14/10/2021. Instrução para localizar e conferir eletronicamente este documento na Internet: EP14.1021.11079.KNA4 Código hash do documento, recebido pelo sistema e-Processo, obtido através do algoritmo sha1: FF0066CB5C5DCFC4FD81F2C01CFB85D91D3CA465 Ministério da Fazenda 1) Acesse o endereço: https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx 2) Entre no menu "Legislação e Processo". 3) Selecione a opção "e-AssinaRFB - Validar e Assinar Documentos Digitais". 4) Digite o código abaixo: 5) O sistema apresentará a cópia do documento eletrônico armazenado nos servidores da Receita Federal do Brasil. página 1 de 1 Página inserida pelo Sistema e-Processo apenas para controle de validação e autenticação do documento do processo nº 11020.720155/2008-18. Por ser página de controle, possui uma numeração independente da numeração constante no processo.
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Numero do processo: 13558.002241/2007-13
Data da sessão: Thu Aug 19 00:00:00 UTC 2010
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/01/1999 a 31/03/1999, 01/12/1999 a 31/12/1999, 01/12/2000 a 31/12/2000
PREVIDENCIÁRIO - CUSTEIO - NOTIFICAÇÃO FISCAL DE LANÇAMENTO DE DÉBITO - FOLHA DE PAGAMENTO - SEGURADOS EMPREGADOS - DIRETORES EMPREGADOS - SALÁRIO INDIRETO - PERÍODO ATINGINDO PELA DECADÊNCIA
QUINQUENAL - SÚMULA VINCULANTE STF.
O STF em julgamento proferido em 12 de junho de 2008, declarou a
inconstitucionalidade do art, 45 da Lei n° 8,212/1991, tendo inclusive no intuito de eximir qualquer questionamento quanto ao alcance da referida decisão, editado a "Súmula Vinculante n° 8 "São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5º do Decreto-lei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário'.
O lançamento foi efetuado em 27/11/2007, tendo a eientificação ao sujeito passivo ocorrido no dia 05/12/2007. Os fatos geradores ocorreram entre as competências 01/1999 a 12/2000, o que fulmina em sua totalidade o direito do fisco de constituir o lançamento, independente de se tratar de lançamento por homologação ou de oficio.
RECURSO DE OFÍCIO NEGADO.
Numero da decisão: 2401-001.352
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar
provimento ao recurso de oficio,
Matéria: Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal
Nome do relator: ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA
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ementa_s : CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/1999 a 31/03/1999, 01/12/1999 a 31/12/1999, 01/12/2000 a 31/12/2000 PREVIDENCIÁRIO - CUSTEIO - NOTIFICAÇÃO FISCAL DE LANÇAMENTO DE DÉBITO - FOLHA DE PAGAMENTO - SEGURADOS EMPREGADOS - DIRETORES EMPREGADOS - SALÁRIO INDIRETO - PERÍODO ATINGINDO PELA DECADÊNCIA QUINQUENAL - SÚMULA VINCULANTE STF. O STF em julgamento proferido em 12 de junho de 2008, declarou a inconstitucionalidade do art, 45 da Lei n° 8,212/1991, tendo inclusive no intuito de eximir qualquer questionamento quanto ao alcance da referida decisão, editado a "Súmula Vinculante n° 8 "São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5º do Decreto-lei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário'. O lançamento foi efetuado em 27/11/2007, tendo a eientificação ao sujeito passivo ocorrido no dia 05/12/2007. Os fatos geradores ocorreram entre as competências 01/1999 a 12/2000, o que fulmina em sua totalidade o direito do fisco de constituir o lançamento, independente de se tratar de lançamento por homologação ou de oficio. RECURSO DE OFÍCIO NEGADO.
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O STF em julgamento proferido em 12 de junho de 2008, declarou a inconstitucionalidade do art, 45 da Lei n ° 8,212/1991, tendo inclusive no intuito de eximir qualquer questionamento quanto ao alcance da referida decisão, editado a "Súmula Vinculante n° 8"São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5' do Decreto-lei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário'. O lançamento foi efetuado em 27/11/2007, tendo a eientificação ao sujeito passivo ocorrido no dia 05/12/2007.. Os fatos geradores ocorreram entre as competências 01/1999 a 12/2000, o que fulmina em sua totalidade o direito do fisco de constituir o lançamento, independente de se tratar de lançamento por homologação ou de oficio. RECURSO DE OFÍCIO NEGADO. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de oficio, ELAINE-CU-ST 0-E-StluVA VIEIRA - Relatora ELIAS SAMPAIO FREIRE - Presidente Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros Rijas Sampaio Freire, Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Kleber Ferreira de Araújo, Cleusa Vieira de Souza, Marcelo Freitas de Souza Costa e Rycardo Heruique Magalhães de Oliveira. 2 Processo Tf 13558 002241/2007-13 S2 -C4t1 Acórdão n " 2401 -01352 Fl. 268 Relatório O presente NFLD tem por objeto as contribuições sociais destinadas ao custeio da Seguridade Social, parcela a cargo da empresa, incluindo as destinadas ao financiamento dos beneficios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrentes dos riscos ambientais do trabalho e a destinada aos Terceiros, levantadas sobre indenização paga aos segurados empregados, bem corno participação nos lucros paga aos diretores empregados no período de 01/1999 a 12/2000. Importante, destacar que a lavratura da NFLD deu-se em 27/11/2007, tendo a cientificação ao sujeito passivo ocorrido no dia 05/12/2007 Não conformada com a NFLD a recorrente apresentou impugnação, fis. 203 a 218, Foi exarada a Decisão-Notificação DN que determinou a improcedência da notificação, conforme fis.262 a 264, tendo em vista o alcance da decadência quinquenal. A DRFB encaminhou o processo a este Conselho, sem o oferecimento de contra-razões. É o relatório. Voto Conselheira Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Relatora PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE: Trata-se de recurso de oficio, com base no art. 34, I do Decreto 70235/72, c/c art. 366, I do RPS, aprovado pelo Decreto n° 3048/99, e c/c art. 1 0 da portaria IV 3 de 3/1/2008 do Ministro da Fazenda. _DAS QUESTÕES PRELIMINARES: Com fundamento na Súmula n° 08 do STF, prolatou a autoridade julgadora decisão, no sentido de determinar a improcedência do lançamento, tendo em vista que a totalidade do mesmo encontra-se alcançado pela decadência qüinqüenal. Neste sentido, entendo que razão assiste ao julgador nos termos abaixo propostos. Quanto a preliminar referente ao prazo de decadência para o fisco constituir os créditos objeto desta NFLD, subsumo todo o meu entendimento quanto a legalidade do art 45 da Lei 8212/91(10 anos), outrora defendido, à decisão do STF. Dessa forma, quanto a decadência de 5 anos, razão assiste ao contribuinte nos termos abaixo expostos. O STF em julgamento proferido em 12 de junho de 2008, declarou a inconstitucionalidade do art. 45 da Lei n 8,212/1991, tendo inclusive no intuito de eximir qualquer questionarnento quanto ao alcance da referida decisão, editado a Súmula Vinculante de n 8, senão vejamos: Súmula Vinculante n" 8"São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5" do Decreto-lei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8,212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário", O texto constitucional em seu art. 103-A deixa claro a extensão dos efeitos da aprovação da súmula vinculando, obrigando toda a administração pública ao cumprimento de seus preceitos. Dessa forma, entendo que este colegiado deverá aplicá-la de pronto, mesmo nos casos em que não argüida a decadência qüinqüenal por parte dos recorrentes, Assim, prescreve o artigo em questão: Art. 103-A, O Supremo Tribunal Federal poderá, de oficio ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculou te em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como procedei' à sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei.. Ao declarar a inconstitucionalidade do art. 45 da Lei n ° 8.212, prevalecem as disposições contidas no Código Tributário Nacional — CTN, quanto ao prazo para a autoridade .previdenciária constituir os créditos resultantes do inadimplemento de obrigações previdenciárias. Cite-se o posicionamento do STJ quando do julgamento proferido pela la Seção no Recurso Especial de n 766.050, cuja ementa foi publicada no Diário da Justiça em 25 de fevereiro de 2008, nestas palavras: PROCESSUAL CIVIL TRIBUTÁRIO. 155 ALEGADA NULIDADE DO AUTO DE INFRAÇÃO. VALIDADE DA CDA 4 Processo na 13558.002241/2007-13 S2-C4T1 Acórdão n 2401-01.352 Fi 269 IMPOSTO SOBRE SERVIÇOS DE QUALQUER NATUREZA - ISS. INSTITUIÇÃO FINANCEIRA. ENQUADRAMENTO DE ATIVIDADE NA LISTA DE SERVIÇOS ANEXA AO DECRETO- LEI N" 406/68, ANALOGIA.. IMPOSSIBILIDADE. INTERPRETAÇÃO EXTENSIVA. POSSIBILIDADE. HONORÁRIOS ADVOCAT1CIOS. FAZENDA PÚBLICA VENCIDA.. FIXAÇÃO, OBSERVAÇÃO AOS LIMITES DO § 3.." DO ART 20 DO CPC IMPOSSIBILIDADE DE REVISÃO EM SEDE DE RECURSO ESPECIAL. REDISCUSSÃO DE MATÉRIA FÁTICO-PROBATÓRIA. SÚMULA 07 DO STJ DECADÊNCIA DO DIREITO DE O FISCO CONSTITUIR O CRÉDITO TRIBUTÁRIO INOCORRÊNCIA, ARTIGO 173, PARÁGRAFO ÚNICO, DO CTN.. L O Imposto sobre Serviços é regido pelo DL 406/68, cuja fato gerador é a prestação de serviço constante na lista anexa ao referido diploma legal, por empresa ou prnfissional autônomo, com ou sem estabelecimento .fixo, 2, A lista de serviços anexa ao Decreto-lei n." 406/68, para fins de incidência do ISS sobre serviços bancários, é taxativa, admitindo-se, contudo, uma leitura extensiva de cada item, no afã de se enquadrar serviços idênticos aos expressamente previstos (Precedente do STF: RE 361829/RJ; publicado 110 DJ de 24.02..2006; Precedentes do STI: AgRg no Ag 770170/SC, publicado no DJ de 2610,2006; e AgRg no Ag 577068/GO, publicado no DJ de 28.08.2006), 3. Entrementes, o exame do enquadramento das atividades desempenhadas pela instituição bancária na Lista de Serviços anexa ao Decreto-Lei 406/68 demanda o reexame do conteúdo .fático probatório das autos, insindicável ante a incidência da Súmula 7/STJ (Precedentes do STJ: AgRg no Ag 770170/SC, publicado no DJ de 26.10.2006; e REsp 445137/MG, publicado no DJ de 01,09.2006). 4, Deveras, a verificação do preenchimento dos requisitos em Certidão de Dívida Ativa demanda exame de matéria ,fático-probatória, providência inviável em sede de Recurso Especial (Súmula 07/STJ), 5. Assentando a Corte Estadual que "na Certidão de Dívida Ativa consta o nome do devedor, seu endereço, o débito com seu valor originário, termo inicial, maneira de calcular juros de mora, com seu fundamento legal (Código Tributário Municipal, Lei n," 2141/94; 2517/97, 2628/98 e 2807/00) e a descrição de todos os acréscimos" e que "os demais requisitos podem ser observados nas autos de processo administrativo acostados aos autos de execução em apenso, onde se verificam: a procedência do débito (ISSQN), o exercício correspondente (01/12/1993 a 31/10/1998), data e número do Termo de Início de Ação Fiscal, bem como do Auto de Infração que originou o débito", não cabe ao Superior Tribunal de Justiça o reexame dessa inferência, 6. Vencida a Fazenda Pública, dfixação dos honorários advocaticiós não está adstrita aos limites percentuais de 10% e 20%, podendo ser adotado como base de cálculo o valor dado à causa ou à condenação, nos termos do artigo 20, § 40, do CPC (Precedentes: AgRg no AG 623.659/RJ, publicado no DJ de 06.06.2005; e AgRg no Resp 592,430/MG, publicado no DJ de 29,11.2004). 7. A revisão do critério adotado pela Corte de origem, por eqüidade, para a .fixação dos honorários, encontra óbice na Súmula 07, do Si'], e no entendimento sumulado do Pretório Excelso.' "Salvo limite legal, a .fixação de honorários de advogado, em complemento da condenação, depende das circunstâncias da causa, não dando lugar a recurso extraordinário" (Súmula 389/STF),8. O Código Tributário Nacional, ao dispor sobre a decadência, causa extintiva do crédito tributário, assim estabelece em seu artigo 173: "Art. 173, O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extingue-se após 5 (cinco) anos, contados, - do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado; 11 - da data em que se tornar definitiva a decisão que houver anulado, por vício formal, o lançamento anteriormente efetuado. Parágralb único. O direito a que se refere este artigo extingue-se definitivamente com o decurso do prazo nele previsto, contado da data em que tenha sido iniciada a constituição do crédito tributário pela notificação, ao sujeito passivo, de qualquer medida preparatória indispensável ao lançamento." 9. A decadência ou caducidade, no âmbito do Direito Tributário, importa no perecimento do direito potestativo de o Fisco constituir o credito tributário pelo lançamento, e, consoante doutrina abalizada, encontra-se regulada por cinco regras .jurídicas gerais e abstratas, quais sejam: (1) regra da decadência do direito de lançar nos casos de tributos sujeitos ao lançamento de oficio, ou nos casos dos tributos sujeitos ao lançamento por homologação em que o contribuinte não efetua o pagamento antecipado,. (h) regra da decadência do direito de lançar nos casos em que notificado o contribuinte de medida preparatória do lançamento, em se tratando de tributos sujeitos a lançamento de oficio ou de tributos sujeitos a lançamento por homologação em que inocorre o pagamento antecipado; (iii) regra da decadência do direito de lançar nos casos dos tributos sujeitos a lançamento por homologação em que há parcial pagamento da exação devida; (h) regra da decadência do direito de lançar em que o pagamento antecipado se dá com fraude, dolo ou simulação, ocorrendo notificação do contribuinte acerca de medida preparatória; e (v) regra da decadência do direito de lançar perante anulação do lançamento anterior (In: Decadência e Prescrição no Direito Tributário, Eurico Marcos DiniZ de Santi, 3" Ed., Max Linionad, págs. 163/210), 10. Nada obstante, as aludidas regras decadenciais apresentam prazo qüinqüenal com dies a quo diversos. 11. Assim, conta-se do "do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado" (artigo 173, 1, do CTN), o prazo qüinqüenal para o Fisco constituir o crédito tributário (lançamento de oficio), quando não prevê a lei o pagamento antecipado da exação ou quando, a despeito da previsão legal, o mesmo inocorre, sem a constatação de dolo, fraude ou simulação do contribuinte, bem como ir:existindo notificação de qualquer medida preparatória por parte do Fisco. No particular', cumpre enfatizar que "o primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado" corresponde, iniludiiielmente, ao primeiro dia do exercício seguinte à ocorrência do , fato imponível, sendo inadmissível a aplicação cumulativa dos prazos previstos nos artigos 150, 4", e 173, do CTN, em se tratando de tributos sujeitos a lançamento por homologação, a . fim de configurar desarrazoado prazo decadencial decenal 12. Por seu turno, nos Processo n° 13558.002241/2007-13 S2-C4T1 Acórdão n." 2401-01352 Fi 270 casos em que inexiste dever de pagamento antecipado (tributos sujeitos a lançamento de oficio) ou quando, existindo a aludida obrigação (tributos sujeitos a lançamento por homologação), há omissão do contribuinte na antecipação do pagamento, desde que inocorrentes quaisquer ilícitos (fraude, dolo ou simulação), tendo sido, contudo, notificado de medida preparatória indispensável ao lançamento, fluindo o termo inicial do prazo decadencial da aludida notificação (artigo 173, parágrafo único, do CTN), independentemente de ter sido a mesma realizada antes ou depois de iniciado o prazo do inciso 1, do artigo 173, do CTN. 13. Por outro lado, a decadência do direito de lançar do Fisco, em se tratando de tributo sujeito a lançamento por homologação, quando ocorre pagamento antecipado inferior ao efetivamente devido, sem que o contribuinte tenha incorrido em fraude, dolo ou simulação, nem sido notificado pelo Fisco de quaisquer medidas preparatórias, obedece a regra prevista na primeira parte do § tl y, do artigo 150, do Codex Tributário, segundo o qual, se a lei não fixar prazo a homologação, será ele de cinco anos, a contar da ocorrência do fato gerador: "Neste caso, concorre a contagem do prazo para o Fisco homologar expressamente o pagamento antecipado, concomitantemente, com o prazo para o Fisco, no caso de não homologação, empreender o correspondente lançamento tributário. Sendo assim, no termo .final desse período, consolidam-se simultaneamente a homologação tácita, a perda do direito de homologar expressamente e, conseqüentemente, a impossibilidade jurídica de lançar de oficio" (In Decadência e Prescrição no Direito Tributário, Eurico Marcos Diniz de Santi, 3" Ed., Max Limonad , pág. 170). 14. A notificação do ilícito tributário, medida indispensável para justificar a realização do ulterior lançamento, afigura-se como dies a quo do prazo decadencial qüinqüenal, em havendo pagamento antecipado efetuado com .fraude, dolo ou simulação, regra que configura ampliação do lapso decadencial, in casa, reiniciado,. Entrementes, "transcorridos cinco anos sem que a autoridade administrativa se pronuncie, produzindo a indigitada notificação .fonnalizadora do ilícito, operar-se-á ao mesmo tempo a decadência do direito de lançar de ofício, a decadência do direito de constituir juridicamente o dolo, fraude ou simulação para os efeitos do art. 173, parágrafo único, do CTN e a extinção do crédito tributário em razão da homologação tácita do pagamento antecipado" (Eurico Marcos Diniz de Santi, in obra citada, pág. 1 71). 1,5.. Por .fim, o artigo 173, II, do CTN, cuida da regra de decadência do direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário quando sobrevém decisão definitiva, judicial ou administrativa, que anula o lançamento anteriormente efetuado, em virtude da verificação de vício formal. Neste caso, o marco decadencial inicia-se da data em que se tornar definitiva a aludida decisão anulatória. 16. In casa: (a) cuida-se de tributo .sujeito a lançamento por homologação; (b) a obrigação ex lege de pagamento antecipado do ISSQN pelo contribuinte não restou adimphda, no que concerne aos fatos geradores ocorridos no período de dezembro de 1993 a outubro de 1998, consoante apurado pela Fazenda Pública Municipal em sede de procedimento administrativo fiscal; (c) a notificação do sujeito passivo da lavratura do Termo de Início da Ação Fiscal, medida preparatória indispensável ao lançamento direto substitutivo, deu-se em 27.11.1998; (d) a instituição financeira não efetuou o recolhimento por considerar intribut áveis, pelo ISSON, as atividades apontadas pelo Fisco, e (e) a constituição do crédito tributário pertinente ocorreu em 01.09_1999. 17. Desta sorte, a regra decadencial aplicável ao caso concreto é a prevista no artigo 173, parágrafo único, do Codex Tributário, contando-se o prazo da data da notificação de medida preparatória indispensável ao lançamento, o que sucedeu em 27.11.1998 (antes do transcurso de cinco anos da ocorrência dos fatos imponíveis apurados), donde se dessume a higidez dos créditos tributários constituídos em 01.09.1999. 18, Recurso especial parcialmente conhecido e desprovido, ('GRIFOS NOSSOS) Podemos extrair da referida decisão as seguintes orientações, com o intuito de balizar a aplicação do instituto da decadência qüinqüenal no âmbito das contribuições previdenciárias após a publicação da Súmula vinculante n o 8 do STF: Conforme descrito no recurso acima: "A decadência ou caducidade, no âmbito do Direito Tributário, importa no perecimento do direito potestativo de o Fisco constituir o crédito tributário pelo lançamento, e, consoante doutrina abalizada, encontra-se regulada por cinco regras jurídicas gerais e abstratas, quais sejam: (i) regra da decadência do direito de lançar nos casos de tributos sujeitos ao lançamento de oficio, ou nos casos dos tributos sujeitos ao lançamento por homologação em que o contribuinte não efetua o pagamento antecipado; (ii) regra da decadência do direito de lançar nos casos em que notificado o contribuinte de medida preparatória do lançamento, em se tratando de tributos sujeitos a lançamento de oficio ou de tributos sujeitos a lançamento por homologação em que inocorre o pagamento antecipado; (iii) regra da decadência do direito de lançar nos casos dos tributos sujeitos a lançamento por homologação em que há parcial pagamento da exação devida; (iv) regra da decadência do direito de lançar em que o pagamento antecipado se dá com fraude, dolo ou simulação, ocorrendo notificação do contribuinte acerca de medida preparatória; e (v) regra da decadência do direito de lançar perante anulação do lançamento anterior (In; Decadência e Prescrição no Direito Tributário, Eurico Marcos Diniz de Santi, Y Ed., Max Limonad, págs. 163/210) O Código Tributário Nacional, ao dispor sobre a decadência, causa extintiva do crédito tributário, nos casos de lançamentos em que não houve antecipação do pagamento assim estabelece em seu artigo 173: "Art. 173: O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extingue-se após 5 (cinco) anos, contados.: I - do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado; II - da data em que se tornar definitiva a decisão que houver anulado, por vício formal, o lançamento anteriormente efetuado. Parágrafo único. O direito a que se refere este artigo extingue-se definitivamente com o decurso do prazo nele previsto, contado da data em que tenha sido iniciada a constituição do crédito tributário pela notificação, ao sujeito passivo, de qualquer medida preparatória indispensável ao lançamento." 8 Processo n 13558 002241/2007-13 S2-C4TI Acórdão n." 2401-01,352 Fl 271 Já em se tratando de tributo sujeito a lançamento por homologação, quando ocorre pagamento antecipado inferior ao efetivamente devido, sem que o contribuinte tenha incorrido em fraude, dolo ou simulação, aplica-se o disposto no § 40, do artigo 150, do CTN, segundo o qual, se a lei não fixar prazo à homologação, será ele de cinco anos, a contar da ocorrência do fato gerador, Senão vejamos o dispositivo legal que descreve essa assertiva: Art150 - O lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, opera-se pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa. § 1" - O pagamento antecipado pelo obrigado nos termos deste artigo extingue o crédito, sob condição resolutdria da ulterior homologação do lançamento. § 2" - Não influem sobre a obrigação tributária quaisquer atos anteriores à homologação, praticados pelo sujeito passivo ou por terceiro, visando à extinção total ou parcial do crédito. § 3" - Os atos a que se refere o parágrafo anterior serão, porém considerados na apuração do saldo porventura devido e, sendo o caso, na imposição de penalidade, ou sua graduação, § 4" - Se a lei não .fixar prazo a homologação, será ele de cinco anos a contar da ocorrência do ,fato gerador; expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, considera-se homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, .fraude ou simulação. (grifo nosso) Contudo, para que possamos identificar o dispositivo legal a ser aplicado, seja o art. 173 ou art. 150 do CTN, devemos identificar a natureza das contribuições omitidas para que, só assim, possamos declarar da maneira devida a decadência de contribuições previdenciárias. Ocorre que no caso em questão, o lançamento foi efetuado em 27/11/2007, tendo a cientificação ao sujeito passivo ocorrido no dia 05/12/2007. Os fatos geradores ocorreram entre as competências 01/1999 a 12/2000, sendo assim, irrelevante a apreciação de qual dispositivo legal deve ser aplicado, haja vista que a decadência há de ser declarada por qualquer das teorias existentes. CONCLUSÃO: Voto pelo CONHECIMENTO do RECURSO DE OFÍCIO para no mérito NEGAR-LHE PROVIMENTO. É como voto. Sala das Sessões, em 19 de agosto de 2010 ErATNE-C •NTEIRO E SILVA VIEIRA - Relatara 9 Brasília, 2 setembro de 2010 • MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS cnt,,,, QUARTA CÂMARA - SEGUNDA SEÇÃO Processo 13558.002241/2007-13 Recurso n°: 160.685 TERMO DE INTIMAÇÃO Em cumprimento ao disposto no parágrafo 3° do artigo 81 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria Ministerial n° 256, de 22 de junho de 2009, intime-se o(a) Senhor(a) Procurador(a) Representante da Fazenda Nacional, credenciado junto à Quarta Câmara da Segunda Seção, a tomar ciência do Acórdão n° 2401-01,352 ELIAS SAMPAIO FREIRE Presidente da Quarta Câmara Ciente, com a observação abaixo: [ Apenas com Ciência [J Com Recurso Especial [ ] Com Embargos de Declaração Data da ciência: / / Procurador (a) da Fazenda Nacional
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Numero do processo: 15940.720161/2012-12
Data da sessão: Wed May 28 00:00:00 UTC 2014
Ementa: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS - IPI
Ano-calendário: 2007
AUTO DE INFRAÇÃO. PROCEDIMENTO DECORRENTE DE AUTO IRPJ. COMPETÊNCIA. PRIMEIRA SEÇÃO.
Compete à Primeira Seção do CARF o julgamento de recurso voluntário relativo a procedimento decorrente de fatos cuja apuração tenha servido para configuração da prática de infração à legislação do IRPJ (art. 2º, IV do Anexo II do RICARF).
Numero da decisão: 3403-003.024
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não tomar conhecimento do recurso, declinando-se da competência de julgamento à Primeira Seção do CARF.
Nome do relator: Rosaldo Trevisan
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1680; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C4T3 Fl. 5.358 1 5.357 S3C4T3 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 15940.720161/201212 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3403003.024 – 4ª Câmara / 3ª Turma Ordinária Sessão de 28 de maio de 2014 Matéria AIIPI Recorrente INCORVILDISTRIBUIDORA, COMÉRCIO, IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO DE LONAS PARA COMUNICAÇÃO VISUAL LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Anocalendário: 2007 AUTO DE INFRAÇÃO. PROCEDIMENTO DECORRENTE DE AUTO IRPJ. COMPETÊNCIA. PRIMEIRA SEÇÃO. Compete à Primeira Seção do CARF o julgamento de recurso voluntário relativo a procedimento decorrente de fatos cuja apuração tenha servido para configuração da prática de infração à legislação do IRPJ (art. 2o, IV do Anexo II do RICARF). Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não tomar conhecimento do recurso, declinandose da competência de julgamento à Primeira Seção do CARF. ANTONIO CARLOS ATULIM Presidente. ROSALDO TREVISAN Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Antonio Carlos Atulim (presidente da turma), Rosaldo Trevisan (relator), Alexandre Kern, Ivan Allegretti, Domingos de Sá Filho e Luiz Rogério Sawaya Batista. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 15 94 0. 72 01 61 /2 01 2- 12 Fl. 5358DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 5 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP25.0520.20483.Y9WU. Consulte a página de autenticação no final deste documento. 2 Relatório Versa o presente sobre Auto de Infração (fls. 5117 a 5126)1 lavrado em 13/11/2002, para exigência de Imposto sobre Produtos Industrializados IPI no valor de R$ 659.536,34 (resultando, após a aplicação de juros de mora e multa de ofício de 150%, em exigência de R$ 1.977.961,27), por insuficiência de recolhimento/declaração ou ausência de declaração do IPI, no anocalendário de 2007, conforme apurado em Termo de Verificação FiscalTVF). Às fls. 5072/5073 consta ainda Termo de Sujeição Passiva Solidária neste processo e em outro (no 15940.720162/201267) relacionando a empresa “VULCAN MATERIAL PLÁSTICO LTDA”, CNPJ no 33.066.952/000167 em relação a autos de infração lavrados relativamente a IRPJ, CSLL, PIS, COFINS e IPI em 13/11/2012. No TVF (fls. 5074 a 5116), afirmase que: (a) após atender apenas parcialmente as reiteradas intimações para apresentar escrituração fiscal, arquivos digitais, relação de produtos comercializados, e contratos de locação, a empresa “INCORVIL” foi intimada a esclarecer as contas denominadas “mútuos diversos” do ativo circulante, e apresentar documentos que comprovasse os registros ali efetuados, não o fazendo, o que se repetiu em relação às contas “mútuo Alujet”, “mútuo Tabacow” e “mútuo MTP”; (b) as respostas apresentadas (também após reiteradas intimações) pela “INCORVIL” foram insuficientes ainda à comprovação dos registros nas contas “Orcadas participações LTDA”, “Participações e Empreendimentos Imobiliários”, “Vulcan”/”mutuo Vulcan”, “G Brasil Participações LTDA”, “Recuperação de despesas”, “Perdas”, e “Banco SAFRA”; (c) efetuadas circularizações a pessoas jurídicas fornecedoras ou clientes da “INCORVIL”, apurouse que várias das negociações eram de fato efetuada por funcionários da “VULCAN” (e não pela “INCORVIL”, que era uma espécie de administrada da “VULCAN, ou pela “VINITEX” – denominação anterior da “INCORVIL”), cf. email, depoimentos e registros empregatícios de fls. 5084 a 5090; (d) efetuada diligência à empresa “EDSR20”, sócia da “INCORVIL” (99% do capital social) apurouse que não funciona nem nunca funcionou no endereço informado à RFB, sendo que no endereço informado à Junta Comercial (na qual os registros são substancialmente divergentes dos fornecidos à RFB) constatouse que o proprietário (Sr. João Sidnei Gesse) alugou o prédio anteriormente à “INCORVIL”, que era uma subsidiária da “VULCAN”, sendo as negociações diretamente efetuadas com a “VULCAN”; (e) efetuada diligência na “INCORVIL”, encontrouse um pequeno depósito com poucos rolos de lona, estantes com documentos, telefone e mesa, havendo no local um funcionário (Sr. Kleber Marcelino Salerno), que relatou que os assuntos da “INCORVIL” são todos repassados à fábrica de São Roque, e que atende praticamente a oficiais de justiça que aparecem para fazer penhora e às vezes pedido de clientes (seguindo para São Roque, a fiscalização foi recebida pelo gerente da fábrica, Sr Daniel Schmidt, que relatou que a “VULCAN” adquiriu a “INCORVIL” entre os anos de 2002 e 2003); (f) efetuada diligência na “VULCAN”, os auditores foram recebidos pelo Sr. Sr Daniel Schmidt Silva, gerente, que informou que entre os anos de 2002 e 2003 a “VULCAN” adquiriu a “VINITEX” (hoje “INCORVIL”); (g) em diligência ao sócioadministrador da “INCORVIL”, Sr. José Carlos Minutti, foi encontrada sua esposa, que informou não saber das atividades da empresa, mas contactou o marido por celular, sendo agendada reunião no escritório de advogado (que representa também a “VULCAN”) tendo sido a reunião inicialmente adiada, depois cancelada pelo advogado; (h) o sócioadministrador da “EDSR20”, sócia majoritária da “INCORVIL”, Sr. Cristiano Cid Carneiro (funcionário da Prefeitura de Passa Quatro/MG desde 25/03/2003, conforme sistema 1 Todos os números de folhas indicados nesta decisão são baseados na numeração eletrônica da versão digital do processo (eprocessos). Fl. 5359DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 5 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP25.0520.20483.Y9WU. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 15940.720161/201212 Acórdão n.º 3403003.024 S3C4T3 Fl. 5.359 3 CNSS) foi intimado (e reintimado) a esclarecer se era realmente sócio da empresa, qual o endereço atual e com que frequência lá se encontrava, não respondendo ao fisco; (i) há ainda elementos adicionais que vinculam a “INCORVIL” à “VULCAN”, como diárias de hotel de funcionários da “VULCAN” pagas pela “INCORVIL”, várias notas fiscais de aquisições da “INCORVIL” com endereço de cobrança da “VULCAN”, notas fiscais de serviços efetuados e de abastecimentos em veículos da “VULCAN” em nome da “INCORVIL”, entre outros (fls. 5094 a 5101); (j) houve pela “INCORVIL” descumprimento de obrigações contábeis / e de apresentação em relação aos seguintes livros: livros de registro de entradas e de saídas, livro de registro de inventários e LALUR, e livros Diário e Razão (fls. 5102 a 5105); (k) diante dos vícios/erros na escrituração, foi arbitrado o lucro na forma do art. 530 do RIR/99 (Decreto no 3.000/1999), conforme detalhado às fls. 5105 a 5110; (l) a apuração do IPI foi feita por meio dos arquivos do SINTEGRA e dos arquivos digitais enviados pela “INCORVIL”, comparando os dados com o Livro de Registro de Apuração do IPI, chegandose às tabelas de fls. 5112 a 5114; (m) o agravamento da multa (e a lavratura de representação fiscal para fins penais) se devem ao fato de que a “VULCAN” apoiouse em esquema fraudulento, utilizandose da “INCORVIL”, cujos sócios são uma empresa de fachada (“EDSR20”) e uma interposta pessoa (“Sr. José Carlos Minutti”), objetivando a sonegação fiscal. Em sua impugnação (fls. 5134 a 5163), a empresa “INCORVIL” alega que: (a) há vício formal insanável na autuação, pois a fiscalização não procurou demonstrar a subsunção do fato à hipótese da norma, em descumprimento ao art. 142 do CTN; (b) a multa aplicada é confiscatória e inconstitucional; (c) não houve fraude, mas mera omissão de recitas, o que impossibilita a aplicação da multa agravada, conforme já sumulou o CARF (Súmula no 14); (d) há ofensa ao princípio da moralidade, por submeter a empresa a multa de 150% por fraude que não ocorreu; e (e) a Taxa SELIC é inconstitucional. A empresa “VULCAN”, por sua vez, apresenta impugnação (fls. 5174 a 5192) argumentando que: (a) não houve caracterização de responsabilidade solidária, pois a expressão “interesse comum” do art. 124 do CTN na exige somente interesse econômico, mas a existência de sujeitos que “pratiquem conjuntamente a conduta descrita na hipótese de incidência da norma tributária” e deveria a fiscalização “para a cobrança dos tributos lançados, comprovar que a empresa Impugnante, em conjunto com a empresa Incorvil, industrializou os mesmos produtos”. No mais, harmoniza sua impugnação com a da “INCORVIL”, dispondo que a multa aplicada é confiscatória e inconstitucional; que não houve fraude, mas mera omissão de recitas, o que impossibilita a aplicação da multa agravada, conforme já sumulou o CARF (Súmula no 14); e que a Taxa SELIC é inconstitucional. Em 27/06/2013 ocorre o julgamento de primeira instância (fls. 5230 a 5251), mantendose unanimemente o lançamento fiscal, sob os seguintes fundamentos: (a) a impugnante não contestou a apuração dos valores de IPI lançados, pelo que a matéria passa a ser definitiva; (b) não se apontou nenhuma causa de nulidade referida no art. 59 do Decreto no 70.235/1972; (c) os tribunais administrativos não possuem competência para apreciação de constitucionalidade; (d) a multa de ofício foi corretamente aplicada no patamar de 150%, pois restou demonstrado o esquema fraudulento com o objetivo de sonegar; (e) conforme entendimento já assentado, e por expressa determinação legal, os juros de mora são devidos à Taxa SELIC; e (f) estão exaustivamente demonstradas nos autos as inúmeras operações mercantis feitas em nome da “INCORVIL” que tiveram, na realidade, como destinatária, a “VULCAN” (item “E” do TVF), ficando evidente o interesse da “VULCAN” em participar do esquema, configurandose a responsabilidade solidária. Fl. 5360DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 5 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP25.0520.20483.Y9WU. Consulte a página de autenticação no final deste documento. 4 Cientificada da decisão da DRJ em 27/08/2013 (ciência eletrônica fl. 5257), não consta interposição de recurso voluntário pela empresa “INCORVIL”. Por seu turno, cientificada da decisão da DRJ (AR sem data de ciência, e com carimbo da unidade de destino datado de 19/08/2013 fl. 5258, e solicitação de cópia em 30/08/2013 fl. 5267), a empresa “VULCAN” apresenta Recurso Voluntário em 18/09/2013 (fls. 5293 a 5310), basicamente reiterando as considerações expostas em sua impugnação, em relação à não existência de caracterização de responsabilidade solidária, de que há ausência de dolo para caracterização da multa agravada, que é confiscatória. É o relatório. Voto Conselheiro Rosaldo Trevisan, relator O recurso versa sobre autuação referente a IPI, mas efetuada diante de procedimento fiscal no qual foram ainda lançados IRPJ, CSLL, Contribuição para o PIS/PASEP e COFINS, conforme explicita o Termo de Verificação Fiscal anexo à autuação (fl. 5116): “Este Termo faz parte integrante dos Autos de Infração relativo (sic) ao IRPJ, CSLL, PIS, COFINS e IPI lavrados nesta data”. Assim, o Termo de Verificação Fiscal é comum, e serve de base para todas as autuações. Ainda que o referido Termo tenha tópico específico relativo à apuração do IPI, matéria que já não é contenciosa, por carência de impugnação (como reconheceu a DRJ), os demais fundamentos fáticos/normativos, inclusive para atribuição de responsabilidade solidária, são comuns. E, pela identidade de fundamentos e premissas para a autuação, resta claro que todos os lançamentos são nascidos de uma mesma base fática: o indicado esquema fraudulento para sonegação de tributos do qual a empresa “INCORVIL” e a empresa “VULCAN” são personagens principais. Verificada a identidade de base fática, com a correspondente conexão dos processos, impõese a competência estabelecida no art. 2o, IV do Anexo II do Regimento Interno deste CARF, aprovado pela Portaria MF no 256/2009, atribuída à Primeira Seção deste CARF. Assim, voto pelo não conhecimento do recurso, declinandose da competência de julgamento à Primeira Seção do CARF. Rosaldo Trevisan Fl. 5361DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 5 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP25.0520.20483.Y9WU. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 15940.720161/201212 Acórdão n.º 3403003.024 S3C4T3 Fl. 5.360 5 Fl. 5362DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 5 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP25.0520.20483.Y9WU. Consulte a página de autenticação no final deste documento. PÁGINA DE AUTENTICAÇÃO O Ministério da Fazenda garante a integridade e a autenticidade deste documento nos termos do Art. 10, § 1º, da Medida Provisória nº 2.200-2, de 24 de agosto de 2001 e da Lei nº 12.682, de 09 de julho de 2012. Documento produzido eletronicamente com garantia da origem e de seu(s) signatário(s), considerado original para todos efeitos legais. Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001. Histórico de ações sobre o documento: Documento juntado por ROSALDO TREVISAN em 03/06/2014 16:17:00. Documento autenticado digitalmente por ROSALDO TREVISAN em 03/06/2014. Documento assinado digitalmente por: ANTONIO CARLOS ATULIM em 04/07/2014 e ROSALDO TREVISAN em 03/06/2014. Esta cópia / impressão foi realizada por MARIA MADALENA SILVA em 25/05/2020. Instrução para localizar e conferir eletronicamente este documento na Internet: EP25.0520.20483.Y9WU Código hash do documento, recebido pelo sistema e-Processo, obtido através do algoritmo sha1: D76EA6C9808E9C4312607E49E003A0747DA45559 Ministério da Fazenda 1) Acesse o endereço: https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx 2) Entre no menu "Legislação e Processo". 3) Selecione a opção "e-AssinaRFB - Validar e Assinar Documentos Digitais". 4) Digite o código abaixo: 5) O sistema apresentará a cópia do documento eletrônico armazenado nos servidores da Receita Federal do Brasil. página 1 de 1 Página inserida pelo Sistema e-Processo apenas para controle de validação e autenticação do documento do processo nº 15940.720161/2012-12. 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Numero do processo: 10830.720413/2010-75
Data da sessão: Tue Jun 26 00:00:00 UTC 2012
Numero da decisão: 3401-000.490
Decisão: RESOLVEM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em
converter o julgamento do Recurso em diligência, nos termos do voto do Relator.
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Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. RESOLVEM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento do Recurso em diligência, nos termos do voto do Relator. Júlio César Alves Ramos Presidente Odassi Guerzoni Filho Relator Participaram do julgamento os Conselheiros Emanuel Carlos Dantas de Assis, Fernando Marques Cleto Duarte, Odassi Guerzoni Filho, Ângela Sartori e Jean Cleuter Simões Mendonça. Fl. 556DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 6 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP11.0121.12025.BTIK. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10830.720413/201075 Resolução n.º 3401000.490 S3C4T1 Fl. 756 2 Relatório Trata o presente processo de pedido de ressarcimento de crédito de IPI (saldo credor apurado conforme o artigo 11 da Lei nº 9.779, de 19 de janeiro de 1999 e IN SRF nº 33 de 1999), relativo ao 4º trimestre de 2008, no valor de R$ 27.628.151,44, o qual foi formulado mediante a entrega de PER/Dcomp em 27/01/2009, ao qual foram vinculadas declarações de compensação de débitos mediante a entrega de Dcomp em datas posteriores e em montante equivalente ao crédito postulado. A DRF em CampinasSP, todavia, acolhendo parecer emitido pelo seu Serviço de Fiscalização, reconheceu apenas de forma parcial o montante do crédito pleiteado, de sorte que não homologou todas as compensações declaradas. Na Informação Fiscal em que baseado o Despacho Decisório da DRF, observa se que a glosa parcial decorreu da constatação de “falta de lançamento do IPI”, o que, por sua vez, teria se originado no “uso indevido de benefício fiscal previsto na Lei nº 8.248/91 e suas alterações, uma vez que não foram encontradas portarias conjuntas MCT/MF, em nome do contribuinte, identificando esses produtos/modelos”.(sic) Esclarece ainda a autoridade fiscal na sua informação que esse IPI recolhido a menor fora objeto de lançamento de oficio por meio de auto de infração autuado em outro processo administrativo, qual seja, o de nº 10830.014190/201011, cuja apuração se dera mediante a reconstituição da escrita fiscal, a qual resultou em saldo credor a menor do aquele originalmente constante do Livro Registro de Apuração do IPI. Assim, o crédito reconhecido montou a R$ 15.530.882,72 e foi esse o limite utilizado para a homologação das compensações declaradas, de sorte que os débitos exsurgidos foram objeto de cartas de cobrança. Na Manifestação de Inconformidade a interessada, preliminarmente, pediu a unificação do presente processo àquele em que autuado o mencionado lançamento de ofício do IPI, sob o argumento de que, ocorrendo o cancelamento do auto de infração, a reconstituição de seu saldo credor e que implicou na glosa ora em discussão também deixaria de existir. Para tanto, invocou a aplicação da regra contida no § 2º do art. 29 da Lei nº 9.784, de 29 de janeiro de 1999, e no inciso II do art. 1o da Portaria Receita Federal do Brasil nº 666, de 2008. Ad argumentandum, pediu, alternativamente, que se sobrestasse o julgamento do presente feito até que se tenha uma decisão quanto aos rumos do referido processo nº 10830.014190/201011. Quanto ao mérito, a interessada reproduziu os seus argumentos de defesa lançados na impugnação ao referido lançamento de oficio, os quais, em apertadíssima síntese, clamam pela nulidade da autuação por falha na busca da verdade dos fatos [ a fiscalização não teria demonstrado interesse em apurar a inexistência de produtos comercializados sem o benefício da isenção fiscal de que trata a Lei 8.248/91], e, quanto ao mérito, que nenhum dos produtos/modelos escolhidos pelo Fisco para motivar a imputação [não inclusão na portaria ministerial para a fruição do benefício] deixou de constar do referido ato infralegal, de sorte que a reconstituição de sua escrita fiscal não poderia ser dada como certa. A 8a Turma da DRJ em Ribeirão PretoSP, todavia, considerou improcedentes os termos da Manifestação de Inconformidade. Fl. 557DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 6 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP11.0121.12025.BTIK. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10830.720413/201075 Resolução n.º 3401000.490 S3C4T1 Fl. 757 3 Para afastar a regra constante do inciso II, do art. 1o da Portaria Receita Federal do Brasil nº 666, de 2008, de que “Serão objeto de um único processo administrativo: [...] II – ...a não homologação de compensação e o lançamento de ofício de crédito tributário delas decorrentes;”, esclareceu a instância de piso que o referido processo nº 10830.014190/201011, que trata do auto de infração de IPI, “não decorreu da não homologação das compensações, como é o caso da multa isolada ou de glosas de créditos, ao contrário, a não homologação das compensação é que é decorrente do lançamento efetivado e da consequente diminuição do saldo credor de IPI, [...]”. Quanto ao pedido da interessada para a juntada ou anexação dos processos, alegou a DRJ não existir qualquer dispositivo legal a prever tais hipóteses, e, quanto ao pedido de sobrestamento, esclareceu não existir essa figura jurídica no processo administrativo tributário. No mérito, a instância de piso assim se manifestou, verbis: “[...] Com relação às questões de mérito levantadas pela contribuinte, estas serão julgadas no processo referente ao lançamento, não podendo ser analisadas neste, já que o presente se refere à compensação de créditos e débitos do sujeito passivo e não à infração verificada pelo Fisco. [...]” E foi justamente invocando os termos da decisão que essa mesma 8ª Turma da DRJ em Ribeirão PretoSP proferira no Acórdão nº 14032.958, de 22/03/2011, no bojo do referido processo administrativo nº 10830.014190/201011, ou seja, mantendo na íntegra no auto de infração, que a DRJ manteve as glosas e a não homologação das compensações tratadas no presente processo. No Recurso Voluntário a interessada, preliminarmente, suscitou a nulidade do “Despacho Decisório” (sic) [na verdade, pretendeu referirse ao Acórdão da DRJ, ora vergastado] sob o argumento de que não fora cientificada em tempo hábil [o fora em 06/05/2011] dos termos daquele Acórdão nº 14032.958, de sorte que sua defesa teria sido cerceada na medida em que não teve acesso aos fundamentos que, na verdade, foram utilizados para manter o indeferimento de seu pleito contido na Manifestação de Inconformidade. Esclareço eu que, na verdade, a Recorrente pediu um novo prazo para a apresentação de suas considerações, desta feita, levando em conta os termos do Acórdão da DRJ proferido no processo que versa sobre o auto de infração. A Recorrente insistiu na juntada dos processos [este e o do auto de infração], ou, alternativamente, no sobrestamento do presente julgamento até que se decida sobre os rumos da lide envolvendo o auto de infração, de modo a se evitar prejuízo de sua parte. Explica que esse prejuízo ocorreria no caso de obter uma decisão desfavorável neste processo, situação que o obrigaria ao recolhimento imediato dos débitos cuja compensação não fora homologada, e, de outra parte, caso futuramente venha obter uma decisão favorável no processo que trata do lançamento dos débitos do IPI, o que evidenciaria a improcedência das glosas dos créditos; assim, teria havido um locupletamento ilegal por parte do Fisco. Fl. 558DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 6 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP11.0121.12025.BTIK. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10830.720413/201075 Resolução n.º 3401000.490 S3C4T1 Fl. 758 4 Quanto ao mérito, reproduziu os termos de sua impugnação. No essencial, é o Relatório. Fl. 559DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 6 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP11.0121.12025.BTIK. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10830.720413/201075 Resolução n.º 3401000.490 S3C4T1 Fl. 759 5 Voto A tempestividade se faz presente pois, cientificada da decisão da DRJ em 28/04/2011, a interessada apresentou o Recurso Voluntário em 27/05/2011. Preenchendo os demais requisitos de admissibilidade, deve ser conhecido. A Recorrente tem razão quanto à necessidade de se aguardar o desfecho na esfera administrativa da lide por ela instaurada em face do auto de infração contido no processo nº 10830.014190/201011. É que, embora não se tenha carreado para este processo os termos lavrados pela fiscalização naqueloutro, que trata da autuação de débitos do IPI, é certo que lá é que estão detalhados todos os procedimentos adotados pelo Fisco e que culminaram na reconstituição da escrita fiscal da autuada e que resultou, de um lado, na apuração de saldo credor diferente [a menor] daquele constante do Livro Reg. Apuração do IPI, e, de outro, na necessidade de constituição de ofício de valores de IPI supostamente tidos como recolhidos a menor, em face da alegada utilização indevida de alíquota reduzida, por sua vez, resultante de uma alegada fruição também indevida dos benefícios da Lei nº 8.248, de 1991, para alguns produtos e modelos fabricados e comercializados. Então, não obstante a Recorrente aqui apresente contestação às glosas efetuadas em seu pedido de ressarcimento de IPI, o fato é que o fez reproduzindo as suas alegações lançadas na Impugnação apresentada naquele processo, que trata do auto de infração de IPI. Como relatei acima, a própria DRJ considerou que, verbis, “Com relação às questões de mérito levantadas pela contribuinte, estas serão julgadas no processo referente ao lançamento, não podendo ser analisadas neste, já que o presente se refere à compensação de créditos e débitos do sujeito passivo e não à infração verificada pelo Fisco”. Além disso, uma outra questão prejudicial suscitada pela Recorrente é, referindose aos procedimentos adotados pelo Fisco na auditoria fiscal que resultou no auto de infração, de que a autoridade fiscal teria incorrido em “patente falha na busca da verdade dos fatos”, e contra ou a favor desse argumento não é possível a este Relator apresentar considerações, haja vista a inexistência, neste processo, dos elementos e documentos necessários para tanto. Vêse, portanto, que a presente lide está na inteira dependência do que restar definitivamente decidido no processo que trata do auto de infração, pois, repitase, é lá que estão todos os fundamentos lançados pela fiscalização para vislumbrar uma fruição indevida de benefício fiscal e que resultou na reconstituição de ofício dos saldos credores apurados pela interessada. Assim, se, de um lado, não se faz necessária a juntada dos dois processos, conforme aliás, preconiza a instância ora recorrida, porquanto, acresço eu, nada de irregular existe na forma com que autuados os processos, de outro, é imperioso que o julgamento deste processo seja sobrestado até que haja o deslinde da discussão travada no processo que trata do lançamento de débitos de IPI. Por óbvio que, caso se julgue indevida a reconstituição do saldo credor efetuada pelo Fisco no outro processo, também restarão indevidas as glosas dos créditos aqui efetuadas. Fl. 560DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 6 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP11.0121.12025.BTIK. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10830.720413/201075 Resolução n.º 3401000.490 S3C4T1 Fl. 760 6 Em face de todo o exposto, encaminho meu voto pela conversão do presente julgamento em diligência para que a Unidade de origem aguarde a decisão definitiva na esfera administrativa, assim entendida aquela contra a qual não caiba mais nenhum tipo de recurso, do processo nº 10830.014190/201011, de modo que, somente após, com a sua juntada, o presente processo retorne a julgamento neste Colegiado. A Recorrente deverá cientificada dos termos desta Resolução, para, caso deseje, sobre ela se manifeste no prazo de trinta dias. É como voto. Odassi Guerzoni Filho Relator Fl. 561DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 6 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP11.0121.12025.BTIK. Consulte a página de autenticação no final deste documento. PÁGINA DE AUTENTICAÇÃO O Ministério da Fazenda garante a integridade e a autenticidade deste documento nos termos do Art. 10, § 1º, da Medida Provisória nº 2.200-2, de 24 de agosto de 2001 e da Lei nº 12.682, de 09 de julho de 2012. Documento produzido eletronicamente com garantia da origem e de seu(s) signatário(s), considerado original para todos efeitos legais. Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001. Histórico de ações sobre o documento: Documento juntado por ODASSI GUERZONI FILHO em 26/07/2012 16:29:05. Documento autenticado digitalmente por ODASSI GUERZONI FILHO em 26/07/2012. Documento assinado digitalmente por: JULIO CESAR ALVES RAMOS em 02/08/2012 e ODASSI GUERZONI FILHO em 26/07/2012. Esta cópia / impressão foi realizada por MARIA MADALENA SILVA em 11/01/2021. Instrução para localizar e conferir eletronicamente este documento na Internet: EP11.0121.12025.BTIK Código hash do documento, recebido pelo sistema e-Processo, obtido através do algoritmo sha1: B62DF695B6A14016CA5BBF9062D7C43E66D8BA15 Ministério da Fazenda 1) Acesse o endereço: https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx 2) Entre no menu "Legislação e Processo". 3) Selecione a opção "e-AssinaRFB - Validar e Assinar Documentos Digitais". 4) Digite o código abaixo: 5) O sistema apresentará a cópia do documento eletrônico armazenado nos servidores da Receita Federal do Brasil. página 1 de 1 Página inserida pelo Sistema e-Processo apenas para controle de validação e autenticação do documento do processo nº 10830.720413/2010-75. Por ser página de controle, possui uma numeração independente da numeração constante no processo.
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Numero do processo: 10183.002308/97-49
Data da sessão: Tue Sep 21 00:00:00 UTC 2010
Ementa: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL - ITR
Exercício: 1994, 1995, 1996
IMPOSTO TERRITORIAL RURAL - ITR, NORMAS PROCEDIMENTAIS. NOTIFICAÇÃO DE LANÇAMENTO, AUSÊNCIA IDENTIFICAÇÃO DA AUTORIDADE ADMINISTRATIVA. NULIDADE. SÚMULA.
De conformidade com a jurisprudência consolidada neste Colegiado,
inclusive objeto da Súmula CARF n° 21, a qual é de observância obrigatória pelos julgadores administrativos, é nula, por vicio formal, a Notificação de Lançamento desprovida da identificação da autoridade fazendária que a expediu.
Recurso especial negado.
Numero da decisão: 9202-001.070
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em conhecer do recurso. Vencidos os Conselheiros Damião Cordeiro de Moraes, Gustavo Lian Haddad e Susy Gomes Hoffmann que dele não conheciam. No mérito, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso.
Matéria: IRPJ - tributação de lucro inflacionário diferido(LI)
Nome do relator: Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira
1.0 = *:*
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NOTIFICAÇÃO DE LANÇAMENTO, AUSÊNCIA IDENTIFICAÇÃO DA AUTORIDADE ADMINISTRATIVA. NULIDADE. SÚMULA. De conformidade com a jurisprudência consolidada neste Colegiado, inclusive objeto da Súmula CARF n° 21, a qual é de observância obrigatória pelos julgadores administrativos, é nula, por vicio formal, a Notificação de Lançamento desprovida da identificação da autoridade fazendária que a expediu. Recurso especial negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em conhecer do recurso. Vencidos os Conselheiros Damião Cordeiro de Moraes, Gustavo Lian Haddad e Susy Gomes Hoffmann que dele não conheciam. No mérito, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. Rycardol,I~e Magalhães de Oliveira - Relator sidente em exercício \UUT 2010 Parti ipar m, do presente julgamento, os Conselheiros Caio Marcos Candido (Presidente em exercíci , Susy Gomes Hoffmann (Vice-Presidente), Giovanni Christian Nunes Campos, Gonçalo Bonet Allage, Julio César Vieira Gomes, Damião Cordeiro de Moraes, Gustavo Lian Haddad, Francisco de Assis Oliveira Junior, Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira e Elias Sampaio Freire. Relatório ITAMARATI NORTE S/A AGRO PECUÁRIA, contribuinte, pessoa jurídica de direito privado, já devidamente qualificada nos autos do processo administrativo em epígrafe, teve contra si lavrada Notificação de Lançamento, exigindo-lhe crédito tributário concernente ao Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural - 1TR, em relação aos exercícios 1994 a 1996, incidente sobre o imóvel rural denominado "Fazenda da Santa Clara", localizado no município de Barra do Bugres/MT, cadastrado na RFB sob o n° 4245643-6, conforme peça inaugural do feito, às fls. 03/05, e demais documentos que instruem o processo, Após regular processamento, interposto recurso voluntário ao então Terceiro Conselho de Contribuintes contra Decisão dá i a Turma da DRJ em Campo Grande/MS, ri' 02.222/2003, às fls. 88/93, que julgou procedente o lançamento fiscal em referência, a Egrégia 3" Câmara, em 26/01/2006, por maioria de votos, achou por bem ANULAR O LANÇAMENTO FISCAL, por vício formal, o fazendo sob a égide dos fundamentos inseridos no Acórdão n° 303-32354, sintetizados na seguinte ementa: " PROCESSUAL - AUSÊNCIA DE IDENTIFICAÇÃO NA NOTIFICAÇÃO - NULIDADE Verificado a ausência de idenfificação do chefe do órgão expedidor ou de outro servidor autorizado, bem como a indicação de seu cargo e número de matrícula. Vício formal que suscita a nulidade da Notificação de Lançamento, conforme art. 11, inciso IV do Decreto n° 70.235/72 Acolhida a preliminar de nulidade," Irresignada, a Procuradoria da Fazenda Nacional interpôs Recurso Especial, às fls. 200/206, com animo no artigo 5', inciso II, do então Regimento Interno da Câmara Superior de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria MF n° 55/1998, procurando demonstrar a insubsistência do Acórdão recorrido, desenvolvendo em síntese as seguintes razões: Após breve relato das fases ocorridas no decorrer do processo administrativo fiscal, insurge-se contra o Acórdão atacado, por entender ter contrariado entendimento levado a efeito por outras Câmaras dos Conselhos a respeito da mesma matéria, conforme se extrai do EDITADO EM:EDITADO EM: 2 8 2 Processo n°10183.002308/97-49 Acórdão n° 9202-01.070 CSRF-T2 11 2 Acórdão n" 302-34,831, impondo seja conhecido o recurso especial da recorrente, urna vez comprovada à divergência argüida. Sustenta que o Acórdão encimado, ora adotado como paradigma, diverge do decisum guerreado, eis que não acolhe a nulidade do lançamento em razão da ausência de identificação da autoridade fiscal lançadora, entendimento de deverá prevalecer, igualmente, na hipótese dos autos, mormente quando não se constata qualquer prejuízo à defesa da notificada. Contrapõe-se ao Acórdão atacado, aduzindo para tanto que anular o lançamento, pela simples circunstância de inexistir a identificação da autoridade que a expediu, se traduzirá inequivocamente como um prestigio inadequado da forma documental em detrimento a verdade real dos fatos, impondo seja observado, por analogia, o principio da instrumentalidade das formas, desapegando-se do formalismo em homenagem do atingimento da finalidade do processo. Assevera que as Notificações de Lançamento formalizadas até 31 de dezembro de 1996 foram atípicas, não se referindo a um único imposto (1TR e Contribuições Sindicais), ao contrário dos preceitos inscritos no artigo 9' do Decreto n° 70.235/72, não se caracterizando, portanto, como urna das formas de exigência de crédito tributário, inobservando, inclusive, os ditames do CTN e do processo administrativo fiscal. Por fim, requer o conhecimento e provimento do Recurso Especial, impondo a reforma do deciswn ora atacado, nos termos encimados. Submetido a exame de admissibilidade, a ilustre Presidente da então 3' Câmara do 3° Conselho, entendeu por bem admitir o Recurso Especial da Fazenda Nacional, sob o argumento de que a recorrente logrou comprovar que o Acórdão recorrido divergiu do entendimento consubstanciado no paradigma, Acórdão n° 302-34,831, relativamente à nulidade do lançamento por ausência de identificação da autoridade lançadora, conforme Despacho n" 143/2006, às fis. 216/218. Instada a se manifestar a propósito do Recurso Especial da Fazenda Nacional, a contribuinte apresentou intempestivamente suas contrarrazões, às fls. 226/232, corroborando as razões de decidir do Acórdão recorrido, em defesa de sua manutenção. É o Relatório, 3 Voto Conselheiro Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira, Relator Presentes os pressupostos de admissibilidade, sendo tempestivo e acatada pela ilustre Presidente da 3° Câmara do 3° Conselho a divergência suscitada pela Fazenda Nacional, conheço do Recurso Especial e passo à análise das razões recursais. Conforme se depreende do Recurso Especial, pretende a recorrente a reforma do Acórdão em vergasta, alegando, em síntese, que as razões de decidir ali esposadas contrariaram outras decisões das demais Câmaras do Terceiro Conselho a respeito da mesma matéria. A fazer prevalecer sua pretensão, infere que o entendimento consubstanciado no Acórdão if 302-34.831, ora adotado como paradigma, deixou de acolher a nulidade do lançamento em razão da ausência de identificação da autoridade fiscal lançadora, mormente quando não se constatou qualquer prejuízo à defesa da notificada, ao contrário do que restou decidido pela Câmara recorrida. Sustenta que anular o lançamento, pela simples circunstância de inexistir a identificação da autoridade que a expediu, se traduzirá inequivocamente como um prestígio inadequado da forma documental em detrimento a verdade real dos fatos, impondo seja observado, por analogia, o princípio da instnrmentalidade das formas, desapegando-se do formalismo em homenagem do atingimento da finalidade do processo. Assevera que as Notificações de Lançamento formalizadas até 31 de dezembro de 1996 foram atípicas, não se referindo a um único imposto (1TR e Contribuições Sindicais), ao contrário dos preceitos inscritos no artigo 90 do Decreto ri° 70235/72, não se caracterizando, portanto, como uma das formas de exigência de crédito tributário, inobservando, inclusive, os ditames do CTN e do processo administrativo fiscal. Como se observa, resumidamente, o cerne da questão posta nos autos é a discussão a respeito da nulidade da Notificação de Lançamento em epígrafe, em razão da ausência da identificação da autoridade lançadora, malferindo a legislação de regência, especialmente o disposto no artigo 11 do Decreto n° 70235/72, que assim prescreve: "Art.. I I . A notificação de lançamento será expedida pelo órgão que administra o tributo e conterá obrigatoriamente.. 1- a qualificação do notificado; - o valor do crédito tributário e o prazo para recolhimento ou impugnação,' III - a disposição legal infringida, se for o caso, IV - a assinatura do chefe do órgão expedidor ou de outro servidor autorizado e a indicação de seu cargo ou .função e o número de matrícula: Parágrafo único. Prescinde de assinatura a notificação de lançamento emitida por processo eletrônico." 4 Processo n° 10183.002308/97-49 Acórdão n° 9202-01.070 CSRF-T2 Fl. 3 Afora a vasta controvérsia a propósito da matéria, o certo é que o Pleno do CARF aprovou a Súmula n° 21, afastando definitivamente qualquer dúvida quanto ao assunto, conforme se extrai do seguinte Enunciado: "É nula, por vício formal, a notificação de lançamento que não contenha a identificação da autoridade que a expediu." Assim, despiciendas maiores elucubrações quanto ao tema, tendo em vista que a jurisprudência consolidada neste Egrégio Conselho oferece guarida ao pleito da contribuinte, consoante Súmula CARF n° 21 encimada, a qual, segundo o artigo 72, § 4° do Regimento Interno do CARF, é resultado de decisões unânimes, reiteradas e uniformes, e de aplicação obrigatória por este Conselho, inexistindo razão para maiores discussões nos presentes autos. Dessa forma, escorreito o Acórdão recorrido devendo, nesse sentido, ser mantida nulidade ao lançamento, na forma decidida pela 3 0 Câmara do 3° Conselho de Contribuintes, uma vez que a recorrente não logrou infirmar os elementos que serviram de base ao decisório atacado. Por todo o exposto, estando o Acórdão guerreado em consonância com os dispositivos legais que regulam a matéria, VOTO NO SENTIDO DE NEGAR PROVIMENTO AO RECURSO ESPECIAL DA PROCURADORIA, pelas razões de fato e de direito acima esposadas. Rycar ãgalhães de Oliveira 5
score : 1.0
Numero do processo: 13830.002044/2005-66
Data da sessão: Wed Mar 17 00:00:00 UTC 2010
Ementa: CONTRIBUIÇÃO PROVISÓRIA SOBRE MOVIMENTAÇÃO OU TRANSMISSÃO DE VALORES E DE CRÉDITOS E DIREITOS DE NATUREZA FINANCEIRA - CPMF
Período de apuração: 28/07/1999 A 06/03/2002
PEREMPÇÃO.
O recurso apresentado a destempo, consoante o art, 33 do Decreto 70.135/72 e alterações, não deve ser conhecido, por perempto.
Recurso Voluntário Não Conhecido, por Intempestivo.
Numero da decisão: 3301-000.474
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar conhecimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
Nome do relator: Maurício Taveira e Silva
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ementa_s : CONTRIBUIÇÃO PROVISÓRIA SOBRE MOVIMENTAÇÃO OU TRANSMISSÃO DE VALORES E DE CRÉDITOS E DIREITOS DE NATUREZA FINANCEIRA - CPMF Período de apuração: 28/07/1999 A 06/03/2002 PEREMPÇÃO. O recurso apresentado a destempo, consoante o art, 33 do Decreto 70.135/72 e alterações, não deve ser conhecido, por perempto. Recurso Voluntário Não Conhecido, por Intempestivo.
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conteudo_txt : Metadados => date: 2010-09-01T16:40:23Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2010-09-01T16:40:22Z; Last-Modified: 2010-09-01T16:40:23Z; dcterms:modified: 2010-09-01T16:40:23Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:74d9fc82-30fb-46fa-80e7-cd1f4b92cec4; Last-Save-Date: 2010-09-01T16:40:23Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2010-09-01T16:40:23Z; meta:save-date: 2010-09-01T16:40:23Z; pdf:encrypted: false; modified: 2010-09-01T16:40:23Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2010-09-01T16:40:22Z; created: 2010-09-01T16:40:22Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; Creation-Date: 2010-09-01T16:40:22Z; pdf:charsPerPage: 1143; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2010-09-01T16:40:22Z | Conteúdo => S3-C3Ti F1 106 MINISTÉRIO DA FAZENDA ír" CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n" 13830.002044/2005-66 Recurso n" 256.727 Voluntário Acórdão n* 3301-00474 — 3" Câmara / 1n Turma Ordinária Sessão de 17 de março de 2010 Matéria CPMF Recorrente ASSOCIAÇÃO DOS CABOS E SOLDADOS DA POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DE SÃO PAULO Recorrida DRI em CAMPINAS - SP ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PROVISÓRIA SOBRE MOVIMENTAÇÃO OU TRANSMISSÃO DE VALORES E DE CRÉDITOS E DIREITOS DE NATUREZA FINANCEIRA - CPMF Período de apuração: 28/07/1999 A 06/03/2002 PEREMPÇÃO. O recurso apresentado a destempo, consoante o art, 33 do Decreto 70135/72 e alterações, não deve ser conhecido, por perempto, Recurso Voluntário Não Conhecido, por Intempestivo. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar conhecimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. •23,RodiiW) aC sa P -_1:ossas -- residente Mauricio Taveira e Silv - elator Participaram, ainda, d presente julgamento, os Conselheiros Maria Teresa Martinez López, José Adão Vitorino de Morais, Gustavo Kelly Alencar e Antônio Lisboa Cardoso. , Relatório ASSOCIAÇÃO DOS CABOS E SOLDADOS DA POLICIA MILITAR DO ESTADO DE SÃO PAULO, devidamente qualificada nos autos, recorre a este Colegiado, através do recurso de fls. 91/93, contra o Acórdão n° 05-21.345, de 03/03/2008, prolatado pela DRI em Campinas - SP, fls. 81/83V, que julgou procedente o auto de infração de fls. 03/11, pela falta de recolhimento da CPMF, referente a fatos geradores ocorridos entre 28/07/1999 a 06/03/2002, cuja ciência deu-se em 09/11/2005 (fl. 46). Conforme Descrição dos Fatos às fls. 04/05, o lançamento se originou de CPMF não recolhida à época dos fatos geradores por força de medida judicial, posteriormente revogada. Os débitos foram apurados com base nas informações fornecidas pelas instituições financeiras, junto as quais a fiscalizada mantinha conta corrente, em atendimento ao disposto no art. 45, da Medida Provisória n° 2A58-35/2001. Irresignada, em 05/12/2005, a contribuinte apresentou impugnação de fls. 48/53, acrescida dos documentos de fis. 54/60, mencionando que impetrou Mandado de Segurança n° 1999.61,00,031955-4, visando a não retenção de CPMF sobre suas movimentações financeiras, A liminar foi concedida em 14/07/1999 e cassada em 08/10/1999. Assim, a instituição financeira responsável pela retenção e recolhimento da contribuição deveria ter procedido à retenção dos valores não retidos quando da vigência da liminar, no dia 29/09/2000, nos termos dos art, 45 e 46, II, inciso "a", da MP n° 2.037/00, ratificada pela MP n° 2,113/01.. Tendo em vista a inoperância, os valores restaram decaídos. Por fim, requer o cancelamento da exigência. A MU julgou procedente o lançamento cujo acórdão restou assim ementado: Assunto,' Contribuição Provisória sobre Movimentação ou Tian.smissão de Valores e de Créditos e Direitos de Natureza Financeira - CPMF Período de apuração: 28/07/1999 a 06/03/2002 Decadência, CPMF, Prazo. O prazo decadencial da CPMF é de dez anos a partir do primeiro dia do exercício seguinte em que o crédito poderia ter sido constituído. Lançamento de Ofício. Informações Fornecidas por In - ão. .' z1,11n-rç, Bancária Falta de Recolhimento. Informada à Acimiz .straça. Tributária a falta de retenção/recolhimento da contribuição . correta formalização da exigência, com os acréscimos le‘ga.'s;-- '- contra o sujeito passivo na sua qualidade de respons; vl, --.-.à supletivo pela obrigação Lançamento Procedente Inconformada, a contribuinte apresentou, em 28/04/2008, recurso voluntário de fls. 91/93, no qual argumenta que o período lançado refere-se a 28/07/1999 a 06/03/2002. Uma vez que foi intimada tomando ciência do resultado da impugnação em 26/03/2008, operou-se a prescrição quinquenal, consoante art. 156, c/c art. 174 do CTN.. No mérito, afirma não dever a quantia reclamada. L. 2 . Processo e 13830002044/2005-66 S3-C3T1 Acárd5o n 3301-00A74 Fl 107 Alfim, requer seja decretada a prescrição do débito, por estar prescrita a pretensão de cobrar do Estado. Registre-se que, cientificada da decisão de primeira instância em 26/03/2008, conforme aviso de recebimento, AR (fl. 90), a contribuinte apresentou recurso voluntário em 28/04/2008 (ff 91), ou seja, no trigésimo terceiro dia após a referida ciência. É o Relatório. Voto Conselheiro Mauricio Taveira e Silva, Relator Compulsado os autos, à fl. 105, encontra-se despacho indicativo de apresentação do recurso depois de esgotado o prazo regulamentar. De fato, verifica-se à folha 90, o aviso de recebimento, AR, no qual consigna a data da ciência da decisão de primeira instância em 26/03/2008, sendo que o recurso voluntário a este Conselho somente foi apresentado em 28/04/2008 (fl. 91). O Decreto if 70.235/72, assim dispõe acerca do tema: "Art. 5" Os prazos serão contínuos, excluindo-se na sua contagem o dia do início e incluindo-se o do vencimento. Parágrafo único, a prazos só se iniciam ou vencem no dia de expediente normal no órgão em que corra o processo ou deva ser praticado o ato, (-) Art. 33. Da decisão caberá recurso voluntário, total ou parcial, com efeito suspensivo, dentro dos trinta dias seguintes à ciência da decisão. (-) Art. 3.5 O recurso, mesmo perempto, será encaminhad órgão de segunda instância, que julgará a perempção." Verifica-se, portanto, que a competência para o julgamento da perempção é deste Conselho e, neste caso, repita-se, a ciência da decisão de primeira instância ocorreu no dia 26/03/2008, uma quarta-feira e o trigésimo dia foi 25/04/2008, sexta-feira, data limite para protocolização. Porém, somente no dia 28/04/2008, segunda-feira, o recurso voluntário foi protocolizado (fl. 91), ou seja, no trigésimo terceiro dia, sem que fosse apresentada qualquer evidência de funcionamento irregular, de modo a justificar o atraso ocorrido. - 3 r"-\ Portanto, configurada está a ocorrência de perempção, tendo em vista apresentação do recurso voluntário a destempo. Isto posto, voto no sentido de não conhecer do recurso voluntário. //277 Maudío Taveita e uiva 4
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Numero do processo: 19991.000152/2009-61
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Jul 17 00:00:00 UTC 2012
Numero da decisão: 3401-000.533
Decisão: RESOLVEM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento do Recurso em diligência, nos termos do voto do Relator.
Nome do relator: ODASSIR GUERZONI FILHO
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Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. RESOLVEM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento do Recurso em diligência, nos termos do voto do Relator. Júlio César Alves Ramos Presidente Odassi Guerzoni Filho Relator Participaram do julgamento os Conselheiros Emanuel Carlos Dantas de Assis, Fernando Marques Cleto Duarte, Odassi Guerzoni Filho, Ângela Sartori e Jean Cleuter Simões Mendonça. Fl. 1657DF CARF MF Impresso em 21/08/2012 por ELAINE ALICE ANDRADE LIMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/08/2012 por ODASSI GUERZONI FILHO, Assinado digitalmente em 02/08/201 2 por ODASSI GUERZONI FILHO, Assinado digitalmente em 03/08/2012 por JULIO CESAR ALVES RAMOS Processo nº 19991.000152/200961 Resolução n.º 3401000.533 S3C4T1 Fl. 2 2 Relatório Trata o presente processo e o que está a ele apensado, de nº 19991.000141/2009 81, de Pedidos Eletrônicos de Ressarcimento de créditos da Cofins e do PIS/Pasep vinculados às receitas de exportação, formulados, respectivamente, nos termos do § 1º do art. 6º da Lei nº 10.833, de 29/12/2003, e do § 1º do art. 5º da Lei nº 10.637, de 30/12/2002, e entregues em 31/10/2008, relativamente aos períodos de apuração de outubro a dezembro de 2007, no valor de R$ 268.944,06 e de R$ 58.389,17. Não constam dos autos quaisquer pedidos de compensação de débitos. Fiandose em dois termos de constatação elaborados pelas suas seções de fiscalização e de arrecadação a DRF em Poços de Caldas/MG elaborou Despacho Decisório indeferindo totalmente ambos os pleitos. De acordo com as autoridades fiscais, as operações de compra de café e que ensejaram a apuração de parte dos crédito postulados deramse junto a empresas consideradas inidôneas, porquanto em trinta e uma delas foram encontrados fortíssimos indícios de sua inexistência de fato, bem como de que se mostraram contumazes no não recolhimento de tributos e no descumprimento de suas obrigações acessórias. A conclusão da fiscalização é de que, na verdade, o café era adquirido junto a produtores rurais, pessoas físicas, os quais se valeriam de notas fiscais “de favor”, emitidas pelas referidas pessoas jurídicas tidas como inidôneas. Além disso, também não poderiam ser reconhecidos os créditos originados das compras junto a empresas cooperativas e a pessoas físicas, as quais, fosse o caso, ensejariam o direito na modalidade do “crédito presumido – atividades agroindustriais”, o qual, por sua vez, somente poderia ser utilizado para reduzir o montante das contribuições devidas, ou seja, não poderiam ser ressarcidos. Mas, mesmo assim, a interessada não preencheria os requisitos para tanto, especialmente pelo fato de não poder ser considerada como uma empresa agroindustrial. Na Manifestação de Inconformidade a interessada, preambularmente, suscitou a nulidade do referido Despacho Decisório sob o argumento de que a questão da inidoneidade das empresas fornecedoras estaria pendente de julgamento no processo administrativo nº 13656.000021/200666. Para tanto, invocou a regra contida na alínea "a" do inciso VI, do art. 265, do Código de Processo Civil, segundo o qual, na ocorrência de pendência processual que prejudique o julgamento de determinado processo em virtude de seu objeto estar condicionado ao julgamento de outra causa, haveria que se suspender o curso do processo pendente para aguardar o julgamento do outro. Além disso, clamou pelo prestígio aos princípios da economia, celeridade processual e no interesse das partes, para postular a suspensão do julgamento do processo. Lançou mão de argumentos nesse mesmo sentido em face de “compensações” que estariam na dependência do que restar resolvido no processo de reconhecimento do crédito. Defendeu a lisura de seus procedimentos relacionados às suas obrigações tributárias e argumentou não ser sua atribuição a verificação da idoneidade ou inidoneidade de seus fornecedores, tampouco acerca do cumprimento por parte destas quanto à entrega de suas declarações de imposto de renda, dos pagamentos de tributos etc.; antes da própria Receita Federal do Brasil. Fl. 1658DF CARF MF Impresso em 21/08/2012 por ELAINE ALICE ANDRADE LIMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/08/2012 por ODASSI GUERZONI FILHO, Assinado digitalmente em 02/08/201 2 por ODASSI GUERZONI FILHO, Assinado digitalmente em 03/08/2012 por JULIO CESAR ALVES RAMOS Processo nº 19991.000152/200961 Resolução n.º 3401000.533 S3C4T1 Fl. 3 3 Ainda invocando a nulidade do despacho decisório, argumentou ser inaplicável ao caso a restrição imposta pelo § 3º do art. 74 da Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996 (sic1). Apresentou também argumentos no sentido de defender o aproveitamento dos benefícios relacionados às aquisições de cooperativas e de pessoas físicas. A 2ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Juiz de ForaMG indeferiu os pedidos contidos na Manifestação de Inconformidade em decisão assim ementada: “SOBRESTAMENTO. IMPOSSIBILIDADE Não há previsão legal para o sobrestamento do julgamento de processo administrativo, dentro das normas reguladoras do Processo Administrativo Fiscal, tendo a administração pública o dever de impulsionar o processo até sua decisão final. CRÉDITO BÁSICO Comprovado que a empresa adquiriu a mercadoria de produtores rurais (pessoas físicas), ela não faz jus ao crédito básico da contribuição. CRÉDITO PRESUMIDO AGROINDÚSTRIA Para fazer jus ao crédito presumido agroindústria, a empresa precisa produzir ela própria o café que revende, considerando como tal o exercício cumulativo das atividades previstas na legislação de regência. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido” No Recurso Voluntário, a interessada praticamente repetiu a argumentação lançada em sua Manifestação de Inconformidade. No essencial, é o Relatório. 1 Nao há, no despacho decisório, qualquer menção a esse dispositivo, até porque o processo versa apenas sobre pedido de ressarcimento. Fl. 1659DF CARF MF Impresso em 21/08/2012 por ELAINE ALICE ANDRADE LIMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/08/2012 por ODASSI GUERZONI FILHO, Assinado digitalmente em 02/08/201 2 por ODASSI GUERZONI FILHO, Assinado digitalmente em 03/08/2012 por JULIO CESAR ALVES RAMOS Processo nº 19991.000152/200961 Resolução n.º 3401000.533 S3C4T1 Fl. 4 4 Voto Conselheiro Odassi Guerzoni Filho Cientificada da decisão da DRJ em 31/05/2011, a interessada apresentou o Recurso Voluntário em 28/06/2011, portanto, de forma tempestiva. Preenchendo os demais requisitos de admissibilidade, deve ser conhecido. As arguições de nulidade trazidas pela Recorrente, na verdade, e com a devida vênia, se confundem com as questões de mérito e como tal serão tratadas. Pedido de sobrestamento deste julgamento A Recorrente clama pelo sobrestamento do presente julgamento sob o argumento de que o mesmo possuiria dependência do que restar definitivamente decidido noutro processo, o de nº 13656.000021/200666, que, segundo ela, trataria da questão envolvendo a inidoneidade das empresas fornecedoras de café. Alega também que a instância de piso praticamente reconhecera essa dependência ao fundamentar o voto ora recorrido no que restara decidido pela DRJ naqueloutro processo. Outro argumento lançado pela Recorrente para postular o sobrestamento do presente julgamento é o de que em tendo sido apresentado recurso no processo que trata do pedido de restituição (sic), este manteria imediatamente a suspensão da exigibilidade do débito em razão de manter suspenso o julgamento do pedido de compensação (sic). Pois bem. Primeiramente, de se esclarecer , aliás, conforme já dito acima, que estes dois processos tratam tão somente de pedidos de ressarcimento de Cofins e de PIS/Pasep sob o regime da nãocumulatividade, não estando a eles atrelado qualquer pedido ou declaração de compensação, até porque referidos créditos [relacionados às operações com o mercado externo] só podem ser utilizados para deduzir o valor devido no mês a título das referidas contribuições e/ou serem ressarcidos. Assim, nenhuma dependência haveria entre estes dois processos e o invocado processo de nº 13656.000021/200666. Aliás, de pesquisa que efetuei junto ao sistema eletrônico de controle de processos do CARF, o eprocesso, verifiquei tratarse o de nº 13656.000021/200666 também de pedido de ressarcimento de créditos do PIS/Pasep e da Cofins, porém, relativos aos períodos de janeiro de 2003 a dezembro de 2005, de sorte que, repito, relação alguma possui com os dois processos objeto deste julgamento. Tampouco o julgamento em definitivo da matéria lá tratada no referido processo nº 13656.000021/200666 versando sobre as alegadas inidoneidades dos fornecedores de café à interessada poderia trazer qualquer contribuição ao presente caso ora em discussão, haja vista que os períodos e as circunstâncias são completamente distintos, não podendo ser aceito o argumento do Fisco de que os mesmos eventos ocorridos no passado tenham se repetido no presente caso; ao menos, sem a demonstração cabal de que isso realmente tenha ocorrido. Pelo exposto, ou seja, pela inexistência de qualquer relação entre os presentes processos e o de nº 13656.000021/200666, afasto o pedido de sobrestamento do presente julgamento. Fl. 1660DF CARF MF Impresso em 21/08/2012 por ELAINE ALICE ANDRADE LIMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/08/2012 por ODASSI GUERZONI FILHO, Assinado digitalmente em 02/08/201 2 por ODASSI GUERZONI FILHO, Assinado digitalmente em 03/08/2012 por JULIO CESAR ALVES RAMOS Processo nº 19991.000152/200961 Resolução n.º 3401000.533 S3C4T1 Fl. 5 5 Glosas efetuadas pela fiscalização A motivação das glosas dos créditos da Cofins e do PIS/Pasep foram as mesmas, estando elas identificadas, ao menos as relativas à Cofins, no demonstrativo elaborado pela fiscalização à fl. 1.524. Nele podemos verificar que foram três os motivos das glosas realizadas, verbis: “(1) relatório fiscal da Seção de Fiscalização de fls. 1.512 a 1.516; (2) – compra de cooperativa não faz jus ao crédito ordinário, conforme relatório fiscal SARAC de fls. 1.517 a 1.523; e (3) relatório fiscal da Seção de Arrecadação e Cobrança (Sarac) de fls. 1.517 a 1.523” à Glosas do “tipo (1)” Comecemos pelas glosas fundadas no “relatório fiscal da Seção de Fiscalização de fls. 1.512 a 1.516”. Isto é, consoante se observa no referido quadro de fl. 926, na coluna ao lado das glosas realizadas, a glosa do tipo “(1)” referese às aquisições de café cru em grão junto às empresas Valle Verde Comércio de Café Ltda. e Cafeeira São Sebastião Ltda. havidas no mês de novembro de 2007. De se esclarecer, inicialmente, que o tal “relatório fiscal da Seção de Fiscalização de fls. 1.512 a 1.516”, que é para onde a autoridade remeteu o leitor para fins de encontrarse a justificativa das glosas, é o “Termo de Constatação Fiscal” lavrado em 22/10/2008, que trata das conclusões tiradas pela fiscalização quando da análise de pedidos de ressarcimento de PIS/Pasep e de Cofins constante de outro processo administrativo, mais especificamente falando, aquele acima referenciado, de nº 13656.000021/200666. Lá a fiscalização apontou uma série de irregularidades envolvendo as compras de café em grão por parte da interessada junto a diversos fornecedores, dentre os quais, porém, não estão listadas as empresas Valle Verde Comércio de Café Ltda. e Cafeeira São Sebastião Ltda. Vamos encontrar menção às referidas empresas no “Termo de Constatação Fiscal Sarac” (sic), lavrado em 08/10/2009, e que se encontra às fls. 1.517 a 1.523, o que me leva a concluir que, na verdade, a glosa dos créditos relacionados a essas duas empresas é a do “tipo (3)” e não do “tipo (1)”, conforme, equivocadamente, o Fisco fez constar no quadro resumo de fl. 1.524. Então, repetindo, não existem glosas do “tipo (1)”, devendo estas serem tratadas, como o serão logo mais abaixo, como sendo glosas do “tipo (3)”. à Glosas do “tipo (2) Tratemos agora das glosas do “tipo (2)”, que constam do referido quadro de fl. 1.524, e foram identificadas como sendo “compra de cooperativa não faz jus ao crédito ordinário, conforme relatório fiscal SARAC de fls. 1.512 a 1.523”. Fl. 1661DF CARF MF Impresso em 21/08/2012 por ELAINE ALICE ANDRADE LIMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/08/2012 por ODASSI GUERZONI FILHO, Assinado digitalmente em 02/08/201 2 por ODASSI GUERZONI FILHO, Assinado digitalmente em 03/08/2012 por JULIO CESAR ALVES RAMOS Processo nº 19991.000152/200961 Resolução n.º 3401000.533 S3C4T1 Fl. 6 6 Nele, verificamos que as glosas se referem às notas fiscais de compra efetuadas junto às empresas que tinham a expressão “Cooperativa” à frente de suas respectivas denominações sociais. Pois bem. Referido “relatório fiscal Sarac de fls. 1.512 a 1.523”, é, na verdade, o Termo de Constatação Fiscal Sarac, lavrado em 08/10/2009, no bojo destes dois processos, em que a fiscalização, descartando a possibilidade de que o contribuinte pudesse aproveitar créditos originados das aquisições junto a empresas cooperativas, teceu, ad argumentandum, comentários sobre quais requisitos deveriam ser obedecidos para que as aquisições junto às cooperativas pudessem ensejar o aproveitamento de créditos da nãocumulatividade, ou seja, somente na modalidade do “crédito presumido – atividades agroindustriais”. Mas, aduziu ela, nem mesmo nessa circunstância, isso seria possível à ora interessada, porquanto a fiscalização considerou ser ela uma agroindústria. Abstermeei, por ora, de emitir o meu entendimento sobre essa glosa, assim o procedendo em face da necessidade de se aguardar novas informações da Unidade de origem em relação às outras glosas efetuadas, consoante deliberação nos tópicos seguintes. à Glosas do “tipo (3)” Tratemos doravante das glosas do tipo “(3)”, denominada de “(3) relatório fiscal da Seção de Arrecadação e Cobrança (Sarac) de fls. 1.517 a 1.523,”, aqui lembrando, conforme explicitado acima, que devem consideradas também como deste “tipo (3)” as glosas do “tipo (1)”. Temos então que a autoridade fiscal indicou no seu quadro resumo de fls. 1.524 terem sido glosados os créditos originários das notas fiscais de aquisição de café cru em grão efetuadas junto às empresas: Cafeeira São Sebastião Ltda., F.J. Baroni, F.A. Jacoob e Valleverde Comércio de Café Ltda. Reproduzo abaixo excertos do referido relatório de fls. 1.517 a 1.523, que, como já dito acima, tratase do “Termo de Constatação Fiscal Sarac” lavrado no bojo destes dois processos, e que contem a motivação dada pela fiscalização para a não aceitação das notas adquiridas de referidas empresas. à Cafeeira São Sebastião Ltda. “9. Empresa Cafeeira São Sebastião Ltda, CNPJ 00.837.387/000135: A empresa Cafeeira São Sebastião Ltda., CNPJ 00.837.387/000135 forneceu produtos (café) a empresa Itaporanga Comércio e Exportação Ltda, CNPJ 26.379.511/000150, nos anos de 2006, 2007 e 2008, gerando supostamente créditos de PIS e Cofins para a empresa Itaporanga. Com o intuito de verificar a existência de tais operações a referida empresa ( Cafeeira São Sebastião Ltda.) foi intimada a confirmar a real ocorrência das citadas operações e o efetivo recebimento dos correspondentes valores, tendo sido a intimação recebida pela empresa que, posteriormente, requereu dilação de prazo para apresentar os documentos requeridos em razão da dificuldade de localização destes e das informações das instituições bancarias envolvidas, todavia não foi apresentado qualquer documento, a esta DRF, até 01.09.2009. Fl. 1662DF CARF MF Impresso em 21/08/2012 por ELAINE ALICE ANDRADE LIMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/08/2012 por ODASSI GUERZONI FILHO, Assinado digitalmente em 02/08/201 2 por ODASSI GUERZONI FILHO, Assinado digitalmente em 03/08/2012 por JULIO CESAR ALVES RAMOS Processo nº 19991.000152/200961 Resolução n.º 3401000.533 S3C4T1 Fl. 7 7 Tal empresa entregou Dacon e DCTF. para os períodos de apuração do 1O e 2O sem/2006 e 1º sem/2007, sem informação de qualquer débito e/ou valores. Já as DCTF do 2° sem/2007 e 2008 foram entregues com saldo a pagar, todavia conforme tela da pesquisa de situação fiscal da empresa não quitou qualquer destes débitos declarados, salvo tributos retidos na fonte, segundo tela do sistema sinal 06, tudo conforme consta do processo administrativo de representação para inaptidão do CNPJ e para autuação da omissão de receita supra citada de n° 19.991.000.510/2009 36. Ou seja, a citada empresa não recolheu, em 2006 a 2008. qualquer valor, a título de PIS/Pasep, COFINS, IRPJ. CSLL. gerando, desta forma, créditos de PIS e COFINS sem a devida contrapartida em respeito ao princípio da não cumulatividade, para a empresa Itaporanga. Ou seja, tratase de empresa omissa contumaz, razão pela qual foi aberto o processo de representação para inaptidão do CNPJ, supracitado, de sorte que sejam considerados inidôneos, nos termos do art. 48 da IN RFB n° 748/2007 e não produzam efeitos tributários em favor de terceiros interessados, os documentos por ela emitidos, para gerar créditos das Contribuições para o PIS/Pasep e para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) não cumulativos, desde 01.07.2004.” à F. J. Baroni “22. Empresa F.J. Baroni, CNPJ 07.155.547/000105: A empresa F.J. Baroni, CNPJ 07.155.547/000105 forneceu produtos (café) a empresa Itaporanga Comércio e Exportação Ltda, CNPJ 26.379.511/0001 50, no ano de 2007, gerando supostamente créditos de PIS e COFINS para a empresa Itaporanga. Com o intuito de verificar a existência de tais operações a referida empresa (F. J. B. Baroni) foi intimada, a confirmar a real ocorrência das citadas operações e o efetivo recebimento dos correspondentes valores, tendo sido a intimação recebida pela empresa, todavia não foi apresentado qualquer documento, a esta DRF, até 01.09.2009. A citada empresa não entregou DACON e DCTF. para os períodos de apuração de 2004 a 2008. exceto DCTF sem débitos para o ano 2007 e não entregou DIPJ para os anos calendários 2007 e 2008. tudo conforme consta do processo administrativo de representação para inaptidão do CNPJ. n° 19.991.000.520/200971. Ademais, tela do sistema de controle de pagamentos SINAL 06, do processo administrativo de representação para inaptidão do CNPJ, n° 19.991.000.520/2009 71, demonstra que a citada empresa não recolheu qualquer valor, a título PIS, COFINS. CSLL e IRPJ. desde 16.12.2004 (data de abertura da empresa). Ou seja, empresa nunca recolheu qualquer valor a título de PIS, COFINS, todavia emite notas fiscais de vendas de produtos gerando desta forma, créditos de PIS e COFINS sem a devida contrapartida em respeito ao princípio da não cumulatividade, para a empresa Itaporanga. Logo, concluise que, tratase de empresa omissa contumaz, razão pela qual foi aberto o processo de representação para inaptidão do CNPJ, supraciatado, de sorte que sejam considerados Inidôneos, nos termos do art. 48 da IN RFB n° 748/2007 e não produzam efeitos tributários em favor de terceiros interessados, os documentos por ela emitidos, para gerar créditos das Contribuições para o PIS/Pasep e para o Fl. 1663DF CARF MF Impresso em 21/08/2012 por ELAINE ALICE ANDRADE LIMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/08/2012 por ODASSI GUERZONI FILHO, Assinado digitalmente em 02/08/201 2 por ODASSI GUERZONI FILHO, Assinado digitalmente em 03/08/2012 por JULIO CESAR ALVES RAMOS Processo nº 19991.000152/200961 Resolução n.º 3401000.533 S3C4T1 Fl. 8 8 Financiamento da Seguridade Social (Cofins) não cumulativos, desde 16.12.2004 (data de abertura da empresa)”. à F.A. Jacoob “24. Empresa F. A. Jacob, CNPJ 06.178.436/000151: A empresa F. A. Jacob, CNPJ 06.178.436/000151 forneceu produtos (café) a empresa Itaporanga Comércio e Exportação Ltda, CNPJ 26.379.511/000150, no ano de 2007, gerando supostamente créditos de PIS e COFINS para a empresa Itaporanga. Com o intuito de verificar a existência de tais operações a referida empresa (F. A. Jacob) foi intimada, a confirmar a real ocorrência das citadas operações e o efetivo recebimento dos correspondentes valores, tendo sido a intimação recebida pela empresa, todavia não foi apresentado qualquer documento, a esta DRF, até 01.09.2009. A citada empresa não entregou DIPJ para os períodos de apuração de 2005 a 2008, e não entregou DCTF e DACON para os períodos de apuração de 2004 a 2008, tudo conforme consta do processo administrativo de representação para inaptidão do CNPJ, n° 19.991.000.524/200950. Ademais, tela do sistema de controle de pagamentos SINAL 06, do processo administrativo de representação para inaptidão do CNPJ, n° 19.991.000.524/2009 50, demonstra que a citada empresa não recolheu qualquer valor a título PIS/Pasep, COFINS, CSLL e IRPJ, desde 22.03.2004 (data de abertura da empresa). Ou seja, empresa nunca recolheu qualquer valor a título de PIS, COFINS, todavia emite notas fiscais de vendas de produtos gerando desta forma, créditos de PIS e COFINS sem a devida contrapartida em respeito ao princípio da não cumulatividade, para a empresa Itaporanga. Logo, concluise que, tratase de empresa omissa contumaz, razão pela qual foi aberto o processo de representação para inaptidão do CNPJ, supraciatado, de sorte que sejam considerados Inidôneos, nos termos do art. 48 da IN RFB n° 748/2007 e não produzam efeitos tributários em favor de terceiros interessados, os documentos por ela emitidos, para gerar créditos das Contribuições para o PIS/Pasep e para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) não cumulativos, desde 22.03.2004 (data de abertura da empresa).” à Valle Verde Comércio de Café Ltda. “29. Empresa Valle Verde Com. de Café Ltda, CNPJ 09.175.177/000101: A empresa Valle Verde Com. de Café Ltda, CNPJ 09.175.177/000101 forneceu produtos (café) a empresa Itaporanga Comércio e Exportação Ltda, CNPJ 26.379.511/000150, no ano de 2008, gerando supostamente créditos de PIS e COFINS para a empresa Itaporanga. Com o intuito de verificar a existência de tais operações a referida empresa (Valle Verde Com. de Café Ltda) foi intimada, a confirmar a real ocorrência das citadas operações e o efetivo recebimento dos correspondentes valores, todavia, não foi localizada no endereço informado no CNPJ (inexistência de fato), tudo conforme consta do processo administrativo de representação para inaptidão do CNPJ. n° 19.991.000.582/200983. que foi aberto em virtude das inúmeras irregularidades constatadas com a citada empresa, conforme segue. Fl. 1664DF CARF MF Impresso em 21/08/2012 por ELAINE ALICE ANDRADE LIMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/08/2012 por ODASSI GUERZONI FILHO, Assinado digitalmente em 02/08/201 2 por ODASSI GUERZONI FILHO, Assinado digitalmente em 03/08/2012 por JULIO CESAR ALVES RAMOS Processo nº 19991.000152/200961 Resolução n.º 3401000.533 S3C4T1 Fl. 9 9 A citada empresa, conforme processo de representação acima citado, entregou DIPJ como lucro presumido, para o ano calendário de 2007 com débitos a pagar, todavia não pagos. A DIPJ do ano calendário 2008 foi entregue, mas o sistema ainda não disponibiliza sua visão. No que diz respeito a DCTF, conforme telas do sistema de Apoio para Emissão de Certidão e do sistema SIEF Fiscalização Eletrônica, do processo de representação supracitado, a empresa declara débitos, todavia, todos com saldo a pagar, não pagos, para o período de apuração de 10/2007 a 12/2008. Em relação ao DACON, conforme processo n° 19.991.000.582/200983, a referida empresa declara débitos, todavia todos não pagos para os meses de 11/2007 a 06/2008 e no mês 10/2007 a empresa entregou declaração com valores zerados (somente dados cadastrais). Por outro lado tela do sistema sinal 06, do processo n° 19.991.000.582/2009 83, informa que a referida empresa não recolheu qualquer valor, a título de PIS, COFINS, IRPJ e CSLL, desde 15/10/2007 (data de abertura) a 2008, tendo feito neste período, somente alguns recolhimentos de IRRF, código de receita 0561. Ou seja, empresa nunca recolheu qualquer valor a título de PIS, COFINS, todavia emite notas fiscais de vendas de produtos gerando desta forma, créditos de PIS e COFINS sem a devida contrapartida em respeito ao princípio da não cumulatividade, para a empresa Itaporanga. Logo, concluise que, tratase de empresa omissa contumaz e inexistente de fato, razão pela qual foi aberto o processo de representação para inaptidão do CNPJ, supraciatado, de sorte que sejam considerados Inidôneos, nos termos do art. 48 da IN RFB n° 748/2007 e não produzam efeitos tributários em favor de terceiros interessados, os documentos por ela emitidos, para gerar créditos das Contribuições para o PIS/Pasep e para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) não cumulativos, desde 15/10/2007.” Observo ainda que a fiscalização deixou consignado no referido Termo de Constatação o seu entendimento de que no mercado envolvendo as transações com café as pessoas físicas passaram a valerse de artifícios fraudulentos, como o de forjar a existência de pessoas jurídicas, para que seus clientes pudessem se aproveitar dos créditos da não cumulatividade pelos percentuais máximos permitidos, e não apenas na forma do “crédito presumido das atividades agroindustriais”. Levou em conta também para a realização das glosas, a ausência da contrapartida dos recolhimentos das duas contribuições da parte dos fornecedores, o que restaria comprovado nas informações que colheu. De sua parte, e contra essas graves imputações, a Recorrente, em apertada síntese, alegou ser compradora de boafé e que não seria tarefa sua, e sim da Receita Federal, atestar a idoneidade dessas empresas, não podendo ela, a Recorrente, ser responsabilizada ou penalizada pelo alegado descumprimento das obrigações principais e acessórias junto ao Fisco dos seus fornecedores. Pois bem. Para a fiscalização a interessada adquiriria o café em grão junto pequenos produtores rurais, pessoas físicas, os quais, com o intuito de propiciar o aproveitamento de um valor maior a título de crédito do PIS/Pasep e da Cofins, emitiriam documentos fiscais de favor como se pessoas jurídicas legalmente estabelecida fossem. Fl. 1665DF CARF MF Impresso em 21/08/2012 por ELAINE ALICE ANDRADE LIMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/08/2012 por ODASSI GUERZONI FILHO, Assinado digitalmente em 02/08/201 2 por ODASSI GUERZONI FILHO, Assinado digitalmente em 03/08/2012 por JULIO CESAR ALVES RAMOS Processo nº 19991.000152/200961 Resolução n.º 3401000.533 S3C4T1 Fl. 10 10 Tanto assim, que elaborou representações fiscais tendentes ao reconhecimento oficial e formal da inidoneidade de todos os documentos fiscais emitidos por essas empresas, nas quais apontava as mazelas perpetradas pelas mesmas. Essas representações fiscais foram autuadas em processos administrativos, os quais, consoante consulta que realizei no sistema Comprot do Ministério da Fazenda2, apontam: Processo Empresa Andamento 19991.000510/200936 Cafeeira São Sebastião Ltda. Em andamento 19991.000520/200971 F. J. Baroni Em andamento 19991.000524/200950 F. A. Jacoob Em andamento 19991.000582/200983 Valle Verde Com Café Ltda. Arquivado Mesmo para o processo de representação instaurado para a declaração da inaptidão dessas empresas e já “arquivado”, não se tem notícia nos presentes autos, porém, acerca do seu desfecho, isto é, não se sabe se foram expedidos, ou não, os atos declaratórios declarando a inidoneidade das notas fiscais de venda emitidas pelas respectivas empresas. Desta feita, temse, inegavelmente, que as glosas do “tipo (3)” foram efetuadas na presunção de que as empresas envolvidas eram inidôneas e que, portanto, seus documentos fiscais também o seriam, o que implicaria na impossibilidade de seu aproveitamento para gerar créditos para a interessada. Também me intriga o fato de que a fiscalização não teceu qualquer comentário acerca da comprovação, ou não, por parte da interessada, dos pagamentos das notas fiscais objeto das glosas, não obstante o documento de fl. 1.528 estivesse indicando que os mesmos, ainda que na forma de “cópia contábeis dos cheques” teriam sido apresentados ao Fisco. Em face do exposto, quanto a este item, voto pela conversão do presente julgamento em diligência para que a Unidade de origem: a) colacione aos autos o resultado definitivo na esfera administrativa de cada uma das representações fiscais listadas na tabela acima; e b) manifestese sobre a confirmação, ou não, quanto à existência de comprovantes dos pagamentos das compras de café representadas pelas glosas em discussão do tipo (3), que consta do quadro de fls. 1.524. Conclusão Em face de todo o exposto, voto por converter o julgamento em diligência para que sejam trazidos ao processo os resultados das representações fiscais voltadas para a decretação da inidoneidade dos documentos fiscais emitidos pelas empresas neles listadas e relacionados às glosas do “tipo (3)”, bem como para que sejamos informados acerca da comprovação dos pagamentos das aquisições de café por parte da interessada. 2 http://comprot.fazenda.gov.br/egov/Cons_Generica_Processos.asp, em 11/07/2012. Fl. 1666DF CARF MF Impresso em 21/08/2012 por ELAINE ALICE ANDRADE LIMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/08/2012 por ODASSI GUERZONI FILHO, Assinado digitalmente em 02/08/201 2 por ODASSI GUERZONI FILHO, Assinado digitalmente em 03/08/2012 por JULIO CESAR ALVES RAMOS Processo nº 19991.000152/200961 Resolução n.º 3401000.533 S3C4T1 Fl. 11 11 A interessada deverá ser cientificada quanto ao resultado da presente diligência para que sobre os seus termos se manifeste, caso deseje, no prazo de trinta dias, ao final do qual o presente processo deverá retornar a este colegiado. Odassi Guerzoni Filho Relator Fl. 1667DF CARF MF Impresso em 21/08/2012 por ELAINE ALICE ANDRADE LIMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/08/2012 por ODASSI GUERZONI FILHO, Assinado digitalmente em 02/08/201 2 por ODASSI GUERZONI FILHO, Assinado digitalmente em 03/08/2012 por JULIO CESAR ALVES RAMOS
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