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Recurso provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de re curso interposto pela FAZENDA NACIONAL: , ACORDAM os membros da Câmara Superior de Recursos Fis- cais, por maioria de votos, d ¡provimento ao recurso. Vencida a Cons. Enila Leite de Freitas Chaga ,, ./) Sala das 'fe-,Ss.;!e /1)F), em 19 de março de 1984. / =k-,,10114(; !,:-. tf. Y1' r- 1'mAMADOR Oij--- FE.r--DEZ - PRESIDENTE HINDEMB4RGO • .-6BAL TEIXEIRA - RELATOR --)----- A OSTINHO FLORES ''"--------" - - PROCURADOR DA FAZEN- DA NACIONAL Participaram, ainda, do presente julgamento os seguintes Conselheiros HAMILTON DE SÃ DANTAS, JOSn FAÇANHA MAMEDE, EDWALDO REIS DA SILVA, NEW- . TON PARANHOS e SEBASTIÃO RODRIGUES CABRAL. = , ~. MWW tkiK0 SERVIÇO PUBLICO FEDERAL PROCESSO N.9 0140/051.078/79 RECURSO N.° : -RP/303-0.824 ACÓRDÃO N.° : —CSRF/O 3-1.166 RECORRENTE: FAZENDA NACIONAL RECORRIDA: TERCEIRA CASARA DO TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SUJEITO PASSIVO: JOSn SILVEIRA BARBOSA RELATÓRIO O Procurador da Fazenda Nacional junto à 3a. Câmara do 39 Conselho de Contribuintes pleiteá a reforma do acórdão n9 23. 354 na parte em que excluiu a multa prevista no art. 169, II, do D.L. n9 37/66. Essa multa foi imposta em decisão de primeira ins- tância, por superfaturamento do frete, sob a consideração de que "o preço referente ao frete pago na transação originária deste pro cesso excede à normalmente cobrada em maior percurso e idênticas condiçOes..." Alega-se no recurso, em resumo, que o frete interno foi irregularmente majorado em comparação com o frete externo, tam_ bem fluvial e de percurso maior, conforme demonstrado no voto da Conselheira Judite de Carvalho Guerra. O voto vencedor, no acórdão sub judice, declara ose_ guinte: "Quanto a esse aspecto acreditamos que a/fiscaliza- ção não produziu prova que comprovasse suas afirmações ( / --(.,. /72 D M F - RJ/1.° C - C - Secgraf - 1600/75 SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 0140/051.078/79 2. Acórdão n9-CSRF/03-1.166- O documento apresentado ã fls. 25, não comprova que o percurso realizado foi o mesmo e, nem que o preço cobrado também o fosse.0 (1) n o relatório. .72 SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 0140/051.078/79 3. Acórdão n9-CSRF/03-1.166 VOTO Conselheiro HINDEMBURGO DOBAL TEIXEIRA; Relator O voto da Conselheira Judite de Carvalho Guerra, na 3a. Câmara do 39 Conselho de Contribuintes, esclarece realmente a ma- teria, como acentua o Sr. Procurador da Fazenda Nacional: "O frete até a "entrega no porto ou lugar de entrada da mercadoria no país" integra o preço notmal da mercadoria. Sua in- devida majoração representa swerfaturamento. Foi o que aconteceu no caso concreto, comprovado perfeitamente nos autos através da compara ção do frete relativo ao transporte dos bois no presente caso, com o que foi contratado segundo o Conhecimento de fls. 25, em tudo seme- lhantes(Data, carga, transporte fluvial da Bacia do Prata, Porto Mur tinho como entrada dos bois, percurso até maior para o parâmetro)." Julgo que a falta apontada está comprovada pelos ele- mentos do processo e, em Oisequência, de acordo com o exposto acima, dou provimento ao recurs Brasília, DF / em 19 de março de 1984. /10-4ritewl HINDEMBURGO DOBAL TEIXEIRA - RELATOR Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1
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Numero do processo: 00008.450501/79-79
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CLASSIFICAÇÃO TARIFÁRIA. Fichas Razão de formato retangular, medindo 14"x14", em papel sulphite, 36 libras, gramatura 135 GR/m2 , com faixa magnetizável em uma das margens, para uso máquina eletrônica de contabilidade, classe 399, marca NCR. Por • conservar sua característica essencial tem classificação no CeSdigo TAB 48.15.99. 00. Recurso Especial não provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de re curso interposto pela FAZENDA NACIONAL: ACORDAM os Membros da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por maioria de votos, negar provimento ao recurso. Vencidos os Cons. Edwaldo Reis da Silva, José Façanha Mamede e Amador Outerelo Fe nán -F. Designado Relator para o acOrd:o o Cons. Sebastião Rodrigues/f.:iravy Sala das 1.-JsZes1 (DF) em 31 de maio de 1981ii ft/ - , Ielib , /, - AMADOR 041 0A' ' O ERNÂNDEZ - PRESIDENTE / d/ SEBASTIi oi ;Ac ,,wipa r ES i :RAL - RELATOR DESIGNADO ii LUIZ ERN • DO VEIRA DE MORAES - PROCURADOR DA FAZENDA /tT NACIONAL i ( v.v Participaram, ainda, do presente julgamento os seguintes Conselheiros: ENII LEITE DE FREITAS CHAGAS, HINDEMBURGO DOBAL TEIXEIRA, HAMILTON DE SÃ DANTAS NEWTON PARANHOS. Fez sustentação oral pelo sujeito passivo o Dr. ALMIR ME] RELLES ROSA, com instrumento de mandato nos autos, e, pela Fazenda Naciona] o Dr. Luiz Fernando Oliveira de Moraes. NNO~Ar SERVIÇO PUBLICO FEDERAL PROCESSO N.2 0845/050.179/79 RECURSO N.°: RP/301-0.086 ACÓRDÃO N.° : -CSRF/03-01.185 RECORRENTE: FAZENDA NACIONAL RECORRIDA: PRIMEIRA CÂMARA DO TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SUJEITO PASSIVO: NCR DO BRASIL S/A RELATÕRIO Por seu Procurador junto ã la. Câmara do Egrégio Terceiro Conselho de Contribuintes, recorre a Fazenda Nacional aes_ te Colegiado, visando ã reforma de decisão não unânime da mesmaCâ- mara, que, em litígio instaurado quanto ã classificação tarifária de material importado, deu provimento ao recurso interposto pela importadora, decisão essa consubstanciada no Acórdão n9 23.806/83 (fls. 67/71), assim ementado: "Classificação. Fichas do Razão, no formato retangu lar de 14" x lç no papel sulphite, 36 libras, gra matura 135 GR/M': virgem, com uma faixa magnetizá- vel em uma das faces, para uso em computador ele- trônico, classe 399, marca NCR, classifica-se noCO digo TAB 48.15.99.00. Recurso a que se dá provimen. to, por maioria de votos." A espécie vem resumida com objetividade no r. Acór- dão recorrido, cujo relatório adoto e a seguir transcrevo: "NCR do Brasil S/A recorre da decisão n9 3.979/ 80 do Delegado da Receita Federal em Santos (SP) que julgou procedente o auto de infração de f ., layFa 4? /("19)il do com vista a reolassificacão da mercado * aprie- 7. D M F - RJ/1.° C - C - SecgrEg)- 160L-0/75 SERVIÇO PUBLICO FEDERAL PROCESSO N9 0845/050.179/79 2. Acórdão n9-CSRF/03-01.185 sentada a despacho pela D.I. n9 87.105/78 sob deno- minação "Fichas do Razão no formato retangular de 14" x 14" em papel de tipo sulphite, de 36 libras, gramatura 135GR/M2 , virgem, com uma faixa magnetizá vel em uma das faces, para uso em Computador Eletr'S nico, marca NRC", cujos impostos (II eIPI) foramde---- terminados com base nos níveis de alíquotas de 85% e 15% do código TAB 48.15.99.00, com o qual não con cordou o conferente aduaneiro, por entender que 5 posicionamento correto do produto, consideradas as suas características, seria no código 48.21.99.00. Esse entendimento foi posteriormente confirmado em laudo do LABANA segundo oqual "a tarja magnéticapin tada à margem da ficha é um trabalho complementar, não comparável com um simples corte de papel, que empresta ao produto função mais importante dogue a matéria de que é constituída", sendo identificado "como ficha magnética para computador de registros contábeis". Suas razOes de recurso são para dizer, inicial mente, que a decisão recorrida não contraditou qual quer dos argumentos de defesa, solicitando, entãO7 que sejam agora examinados. Naquela oportunidade firmou-se a autuada na de cisão n9 2.922/62-DRA que, como aduz, aprovou pare- cer da antiga Comissão Especial de Classificação= dando classificar as "Fichas retangulares, com fai l- xa magnética para máquinas de contabilidade" na po- sição 48.14.999 da Tarifa aprovada pela Leira 1244/ 57, rubrica essa que corresponde, na Tarifa vigente, à" que adotou quando da apresentação a despacho da mercadoria em questão(48.15.99.00); que a confirmar esse código tem a Resolução CPA n9 1007/71, revigo- radas pelas de n9s. 1356/72 e 1937/73, em cujos atos se encontra expressamente citada "Fichas de papel de 160 gr/mm2 , virgem, com targa magnética especial para máquina de processamento de dados (computado- res)"; que o fato de as fichas servirem para máqui- na de contabilidade e não para computadores não al- tera aquela classificação, vez que ambos (máquina de contabilidade e computadores) tem função idêntica, ou seja a de permitir leitura automática dos respec tivos dados nelas impressos, sem interferência e a gravação(por impulsos) de novos lançamentos feitos; que só para argumentar, lembra a imensa quantidade de bancos e firmas comerciais que passaram a conta- bilizar seus movimentos através de computãdores;que convém ressaltar ainda que a NENAB, referindo-se a tais fichas, diz que as mesmas podem trazer dizeres 5v1 impressos, de caráter a - - Or'o, sem retirar, contu do, da posição 48.15. - , , SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 0845/050.179/79 3. Acórdão n9-CSRF/03-01.185 Este relato é uma sintese das razões de defesa, reproduzidas na peça recursal. Em aditamento diz que, acerca do enquadramento das mencionadas fichas, com tarja magnética, cabe salientar que os pronuncia mentos da antiga Comissão Especial de Classificação e do Conselho de Política Aduaneira, através das su- pracitadas Resoluções, guardam inteira conformidade com as NENAB quando comenta o alcance da posição 48.15; que diante de tão eloquentes pronunciamentos evidencia-se o descabimento da adoção da rubrica pre tendida pelo autuante(48.21) especifica de "outras obras de pasta de papel, cartolina cartão ou pasta de celulose"; que a simples referência, nessa posi- ção, a "outras obras" leva à conclusão de que se tra ta de outras obras que não as abrangidas pelas posT çOes anteriores, entre as quais a 48.15." O recurso especial, que é lido na Integra emsessão, ,(1e)reporta-se ao laudo técnico de fls . 48 , em que se apoia o procedi- mento fiscal, e, ainda, à Nota n9 1, "B" das Considerações Gerais ao Capitulo 48, das Notas Explicativas da Nomenclatura do Conselho de Cooperação Aduaneira, para pleitear areforma da mesma decisão e consequentemente restabelecimento do julgado do primeiro grau. Em contra-razões tempestivas (f is. 78/80), tambémli das na integra em sessão(le), pede a importadora a manutenção doV. Acórdão recorrido, reiterando argumentos oferecidos nas fases pre- cedentes, a saber: "3. Assim, o ponto nodal do recurso restringe- -se ao argumento de que os Egrégios membros da la. Cãmara do 39 Conselho de Contribuintes não aprecia- ram "uma das disposições mais importantes" do proces so que é o laudo técnico. 4. Data venia, o laudo técnico além de não con duzir às conclusões da tese expressada pelo voto (vencido) do Conselheiro Relator, não contraria de modo algum os pronunciamentos da antiga Comissão Es pecial de Classificação e da Comissão Executiva d3 Conselho de Política Aduaneira, conforme amplamente demonstrada pela então Recorrente em seu recurso e pelo voto(vencedor) do Relator designado. 5. Além disso, de acordo com o art. 30, § do Decreto n9 70.235/72, que regula o proc--so Mmi (2) SERVIÇOPÚBLICOFEDERAL PROCESSO N9 0845/050.179/79 4. Acórdão n9-CSRF/03-01.185 nistrativo fiscal, a autoridade julgadora, no caso de classificação de produtos na TIPI ou TAB, não es -Lá obrigada a seguir os termos do laudo técnico.Re salta-se, conforme exemplar acostado ao presentep65- cesso, os Egrêgios membros da la. Câmara do 39 Con- selho de Contribuintes, puderam verificar "in loco" o produto cuja classificação buscavam obter neste processo. 6. Na realidade, em síntese, a inteligência do r. Acórdão recorrido repousa no reconhecimento de que a classificação das "Fichas de Razão" na posi- ção 48.15.99.00 já foi objeto de profundo exame em, pelo menos, 4(quatro) oportunidades, não havendo, a partir das Resoluçaes 1007, 1356 e 1937 da Comissão Executiva do CPA e o pronunciamento da Comissão Es- pecial de Classi 4caç.o mais dúvidas quanto a sua classificação." dp 2 o relatório. , SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 0845/050.179/79 5. AcOrdão n9-CSRF/03-01.185 VOTO VENCEDOR DO CONSELHEIRO SEBASTIÃO RODRIGUS CABRAL: Como se infere do relato, o deslinde da controvérsia esta em se definir qual _a função atribuída ao produto pela tarja mag nética colada à margem da ficha, e se esta função pode ser considera _ da mais importante do que matéria de que é constituída. Quanto à função da tarja magnetizada temos a seguinte explicação elaborada pela Comissão de Classificação (fls. 28): "Trata-se de papel especial (ficha) para uso em máquina eletrônica de contabilidade, em cujo verso se : . encontram três faixas magnéticas obtida por tinta sin 1 tetica à base de Oxido de ferro. Tais faixas permitem a leitura automática do número da conta, diversos sal dos e outras operações, sem interferência dboperador7 permitem também a gravação (por impulsos) de novo lan çamento feito; a inserção automáticadafichanámáquina de contabilidade finalmente, possibilitam ficar oope rador alertado sobre eventuais anormalidades existen — : tes na conta da referida ficha." Como se percebe, a tarja magnética não confere à fi- cha papel mais importante que a matéria da qual foi constituída, ser .._ , vindo tão somente para proporcionar a execução de funções auxilia- res no sentido de facilitar e/ou acelerar o processo de contabiliza- ção e conferência dos registros. Deve ser ressaltado que a ficha em questão, embora . contenha a tarja magnetizada continua sendo de papel, cortado para \ _ uso determinado. Sua função básica é servir de ficha razão, onde se- rão efetuados os lançamentos contábeis, contando, suplementarmente , com dispositivo quelhe é afixado e que permite a leitura de certos registros. Vale dizer, a característica específica de papel não foi alterada em razão da colocação de uma tarja magnetizada em uma de _ suas margens. Aplica-se ao caso sob exame contido nas Notas Explica i tivas da Nomenclatura do Conselho de Cooperação Aduaneira rl ativ. /í I / t , SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 0845/050.179/79 6. AcOrdão n9-CSRF/03-01.185 mente ao alcance da posição 48.15, conforme salientado no voto vence dor. Diante do exposto, entendo que a decisão recorrida não merece reforma. Nego proviménto ao recurs.# Brasília - DF, em 31 de ,.io de 1984. (//1SEBASTIÃOWL'UES CABRAL - RELATOR DESIGNADO- t SERVIÇOPÚBLICOFEDERAL PROCESSO N9 0845/050.179/79 7. Acórdão n9-CSRF/03-01.185 VOTO VOTO VENCIDO DO CONSELHEIRO EDWALDO REIS DA SILVA. De acordo com a Regra la. das Regras Gerais para a interpretação da Nomenclatura Brasileira de Mercadorias (NBM), a classificação de uma mercadoria é determinada legalmente pelo tex- to das "nosiçOes" e das "notas" de cada uma das SecçOes ou Capítu los, e pelas demais Regras Gerais, e Regras Gerais Complementares. Assim, para determinar a correta classificação tari fária do material em litígio - ficha de papel tipo sulfite, embran_ co, com faixa magnetizável numa das faces, para uso em computador eletrónico(v. especime às fls. 15/16) - examinemos, desde logo, o teor de cada uma das PosiçOes em questão, a saber: Posição 48.15 - "Outros papéis, cartolinas e car- tOes, cortados para uso determinado"; Posição 48.21 - "Outras obras de pasta de papel, pa , pel, cartolina, cartão ou pasta de celulose". No tocante ao conteúdo da posição 48.15, as Notas Explicativas da Nomenclatura do Conselho de Cooperação Aduaneira (NENCCA), elemento subsidiário à interpretação da NBM/TAB,esclare- cem o seguinte: "Deve notar-se que, para serem abrangidos por esta posição, têm estes artigos, mesmo que o seu des_ tino se manifeste claramente, de conservar essen- cialmente a sua característica de papel, cartolina e cartão, cortados, em rolos, em folhas deforma qua ' drada ou retangular ou em outra qualquer rma, lia /..:11.7 :; »94v7 J- ' SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 0845/050.179/79 8. Acórdão n9-CSRF/03-01.185 to que a natureza da matéria que os constitui tem, em relação a sua utilização, uma função mais impor- tante do que a forma como se apresentam" (grifei). E continuam as mesmas Notas Explicativas: "Desde que obedeçam às referidas condiçOes, es tes artigos podem apresentar-se presos por tiras, -e- tiquetados, embrulhados, com dizeres impressos ou ilustraçOes de caráter acessório, ou ainda ornamen- tados, gofrados e etc.". Observam, todavia, logo a seguir, as aludidas N.E.: "Pelo contrário, os artefatos seguintes, mes- mo obtidos por simples corte, incluem-se no n9 48. 21: cartões para máquinas estatísticas, papéis dia- gramas para aparelhos registradores; papel, cartoli na e cartão perfurados para maquinetas Jacquard"7 alem de diversos outros. Relativamente à posição 48.21, e sabendo-se, de an- temão, que a mesma abrange "todas as obras que não se encontrem nem englobadas nas rubricas precedentes, nem excluídas deste Capítulo", vejamos a orientação constante das citadas Notas Explicativas: "Compreende (a posição 48.21) não só os artefa tos que sofreram obra mais completa do que osimple—s recorte, mas tamb-gril—Ciertos artigos que, embora sim- plesmente recortados, se apresentem com forma espe- cifica, a qual, sob o ponto de vista do seu emprego, desempenhe função mais importante do que a matéria de que são constiC135s. Da mesma forma, em relação a certos artigos recortados, qualquer obra comple- mentar, como impressão ou gofragem, pode determinar a sua classificação por esta posição, depreferericia à do n9 48.15". Ora, segundo o Laudo Pericial de fls. 48, o produto em discussão está assim identificado: "A mercadoria examinada, representada por folha de papel de cor amarela, tinto na massa, de formato quadrado, medindo 355,6 mm (14") x 355,6 mm (14"), trazendo á. margem, numa das faces, faixa magnética, foi identificada como ficha mag; ica para computa- dor de registros contábe' . '(,7 SERVIÇOPÚBLICOFEDERAL PROCESSO N9 0845/050.179/79 9. Acórdão n9-CSRF/03-01.185 "A tarja magnética pintada à margem da ficha é um trabalho complementar, não comparável com umsim- ples corte de papel, que empresta ao produto função mais importante do que a matéria de que constituí do". Nessas condições, afigura-se-nos evidente o enqua- dramento legaldetanchaSnocOdigo T.A.B. 48.21.99.00, desnecessário o apelo a qualquer das demais regras de interpretação da NBM. Quanto à alegada decisão n9 2.922/62, da extinta Co missão Especial de Classificação (fls. 28), cabe assinalar que, além do tempo decorrido,e detratar-se de decisão isolada, a mesma se refere a consulta de outra empresa, que não a ora recorrida.Ade mais, vale esclarecer, ainda, que, pela Instrução Normativa n9 9, de 6.10.69, doSecretário da Receita Federal, foram revogadas todas as decisões de consultas sobre aplicação da legislação tribu tária federal, proferidas por autoridades fazendárias em geral,ten do sido então concedido prazo para que os contribuintes amparados por decisões em consulta pudessem reformulá-las, e suspendendo-se, durante aquele prazo, a instauração de procedimento fiscal que en- volvesse a matéria consultada. Relativamente ás invocadas Resoluções da Comissão Executiva do antigo C.P.A. (fls. 29/32), importa acentuar que a in dicação, no texto de tais Resoluções, do posicionamento tarifário do produto beneficiado com redução de allquota, não cria preceden te em matéria de classificação fiscal, a qual não se situa na com- petência legal do referido órgão. Isto posto, dou provimento ao recurso especia Bras'lia,DF em 31 de maio de 1984., , % - • WALDO REI DA SILVA - RELATOR VENCIDO Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1 _0000600.PDF Page 1 _0000700.PDF Page 1 _0000800.PDF Page 1 _0000900.PDF Page 1 _0001000.PDF Page 1 _0001100.PDF Page 1
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CLASSIFICAÇÃO. 1 - Correta a aplicação da penalidade descrita no art. 364, II, do RIPI.Art. 55, incisosI e II, alínea "a", do mes- mo RIPI. 2 - A errónea classificação do produto não enseja a aplicação do disposto no art. 526, II, do RA, quando presente a Guia de Importação. 3 - Recurso parcialmente provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de . recurso interposto pela FAZENDA NACIONAL. ACORDAM os Membros da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por maioria de votos, dar provimento parcial ao recurso, para restabelecer a exigência da multa prevista no art. 364, II,do Regulamento Aduaneiro, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado, vencidos OS Cons. a) Ubaldo Campeio Neto, que negava provimento ao recurso; e b) Itamar Vieira da Cos- ta, José Alves da Fonseca e Mariam Seif, que votavam pelo provimen to do recurso. :ala das Ses, Oes(DF), em 26 de setembro de 1991. ,MAI1V - PRESIDENTE r.) ae~r~‘ 4u. •e— - • FAUSTO FREITAS DE CASTRO NETO RELATOR v. v . DAMEFP/DF- SECOB Ne 064/90 , IRAN DE LIMA - PROCURADOR DA FAZENDA NACIONAL Participaram, ainda, do presente julgamento os seguintes Conselheiros: JOÃO HOLANDA DA COSTA e PAULO AFFONSECA DE BARROS FARIA JUNIOR. Ausen-H te justificadámente o Cdns. SEBASTIÃO RODRIGUES CABRAL.- 4 IN. , ,; f • r í ( r n r -11 ICC) r FI)VI/f,1_ PROCESSO N g 10845-002330/89-48 RECURSO Ng 301-0.150 ACÓRDÃO CSRF/03-01.809 RECORRENTE : FAZENDA NACIONAL RECORRIDA : l g CÂMARA DO TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SUJEITO PASSIVO: IONQU1MICA INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA RELATÓRIO Por ocasião do julgamento do recurso voluntário, acordaran os membros da Cãmara prolatora em prover parcialmente o apelo, par, considerar inaplicáveis as penalidades prescritas nos termos dos art gos 526, II, do Regulamento Aduaneiro, e 364, II, do Regulamento do; IPI, em decisão assim ementada: "Classificação. 1. Poliálcool Álcool ceto estearilico em esca- mas (mistura de álcool cetílico - 30% e álcool estearílico - 70%) classifica-se no código TAB 34.04.01.99 - Ex. 2. Incabíveis as penalidades dos arts. 526, II, do Regulamento Aduaneira e 364, II, do RIPI. 3. Recurso parcialmente provido." Com vistas à reformulação desta decisão, a Procuradoria d Fazenda Nacional vem, nos autos do processo em referência, da mesmé recorrer à CSRF para ver restabelecida a exigência das multas dispensa- das. Para tanto, argumenta que a Guia de Importação constant, dos autos não sustenta a importação realizada, considerando-se a nítidi diferença entre o produto descrito e caracterizado neste documento e a- quele efetivamente importado. Relativamente a multa prevista no artigo 364, II, do RIPI, amparando-se em seu .5 4 2 , afirma que, embora não se insira este nos ca sos de emissão de nota-fiscal, ocorrem a falta de lançamento na DI, e conseguentemente a falta de recolhimento do tributo no prazo legal. Manifesta-se a recorrente irresignada com o entendimento de que, mesmo identificada a infração tipicada no mencionado dispositi- vo legal - falta de lançamento e/ou recolhimento do IPI, permaneçam es tas inalcançáveis pela penalidade a elas aplicável, apenas por não se sujeitarem as operações de importação à emissão do documento fiscal tí- pico do IPI, no caso a nota-fiscal. Em suas contrallo2s, o sujeito passivo sustenta que a, rununo FFDEPAL PROCESSO N9 10845/002.330/89-48 3. descrição da mercadoria, tal qual se encontra na GI, não enseja a aplicação do disposto no art. 526, inciso II, alegando que tal des crição é coincidente com a conclusão do laudo LABANA, e que o fato de a mercadoria possuir "características de ceras artificiais" não invalida, não afeta, não abala, o conceito inserido na GI/DI, in terferindo, apenas no critério de classificação. Menciona, a seu favor, outras decisões do Conselho que excluem, em caso semelhante, a aplicação desta penalidade. Relativamente à questão da cominação da penalidade pre vista no art. 364, II, do RIPI, argumenta o contribuinte que "não se cuida de "falta de lançamento do imposto na Nota-Fiscal" ou "fal ta de recolhimento do imposto lançado na Nota-Fiscal", e ausente o tipo eleito pela norma penal, não há que se cogitar de eventual in- fração." Acrescenta, ainda, que descabe invocar-se o amparo do § 4 2 do citado art. 364, porquanto inexiste a reclamada equiparação. É o relatório. 2-11 ‘klk ,4á 4.SERVIÇO Pueuco FEDERAL PROCESSO N 2 10845/002330/89-48 RECURSO N 2 RP/301-0.150 RECORRENTE: FAZENDA NACIONAL SUJEITO PASSIVO: IONQUIMICA INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA. VOTO Revendo o entendimento anteriormente manifestado por mim, relativamente à imputação da penalidade prevista no art. 364, II, do RIPI, considero tipificada a infração descrita neste dispositivo regulamentar, haja vista o disposto no art. 55, incisos I e II, alí- neas "a", do mesmo RIPI. Assim, voto no sentido de dar provimento parcial ao recurso interposto, excluindo do crédito tributário a multa referente ao artigo 526, II, do RA, por ocorrente apenas a errônea classifica- ção do produto, sem que se fizesse presente a importação destituída de Guia de Importação. Mantenho, no entanto, a penalidade prevista no artigo 364, II, do RIPI. Sala das Sessões, 26 de setembro de 1191. r-- n•••n FAUSTO FREITAS DE CASTRO NETO Relator Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1
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Recurso da Pro- curadoria da Fazenda Nacional contra decisão da Segunda Câmara do Tercei- ro Conselho de Contribuintes que aco- lheu a denúncia apresentada Delo su- jeito passivo. Confirmada a deCisão da Câmara recorrida. II- Recurso negado. 111-Recurso do sujeito oassivo. Taxa Cam bial. Para efeito de cálculo dos trf butos deve ser adotada a taxa de câni bio vigente na data do lançamento d& crédito tributãrio (art. 107 e para- grafo único do Regulamento Aduaneiro Dec. n9 91.030/85). IV- Recurso negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto pela FAZENDA NACIONAL e AGÊNCIA MARÍTIMA LNURITS LACHMANN S/A. ACORDAM os Membros da Câmara Superior de Recursos Fis cais, por maioria de votos, negar provimento ao RP/302-0.125, ven- cido o Cons. Itamar Vieira da Costa (Relator), que lhe dava provi- mento paracial, para admitir a exclusão da multa apenas em relação aos acrescimos e, por maioria de votos, negar provimento ao RD/ /302-0.135, nos termos do relatOrio e voto que passam a integrar o presente julgado, vencidos os Cons.: a) Ubaldo Campelo Neto, que v.v. DAMEFP/Dr- SECO8 N° 064/90 J provia parcialmente o recurso, para reconhecer a adoção da taxa cambial vigente na data da entrada da mercadoria e, b) Sebastião Rodrigues Ca- bral, que reconhecia asua adocãona datada denúncia espontânea. Designado pa- ra redigir o voto vencedor o Cons. Paulo Affonseca de Barros Faria Jú- nior. ._ a das Sessões (DF) , em 14 de junho de 1991.(a- MA ,i2 Á P1' 4( .' s - PRESIDENTA PAULO AFFONSECA DE Ale FARIA JÚNIOR - RELATOR DESIGNADO ( ,...-----1,— IcNrac àkRIA SA----NT' DE SÃ ARAÚJO - PROCURADORA DA FA ZENDA NACIONAL DE SIGNADA __ Participaram, ainda, do presente julgamento os seguintes Conselheiros: FAUSTO FREITAS DE CASTRO NETO e JOÃO HOLANDA COSTA. Ausente justificada mente o Cons. DURVAL BESSONE DE MELLO. Defendeu a recorrente, seu advo- gado, Dr. Paulo Roberto Cuco Antunes - OAB/RJ n9 44.697. Defendeu a Fa- zenda Nacional, sua Procuradora-Representante, Dra. Inez Maria Santos de Sá Arailjo. PP4 VI k 41 § 1 — sum~mcciFEDERAL PROC. N2 10711-003552/87-13 RECURSO N2 RP/302-0.125 e RD/302-0.135 ACORDÃO N2 CSRF/03-01.707 RECORRENTES: FAZENDA NACIONAL E AGÊNCIA MARÍTIMA LAURITS LACHMANN S/A. RECORRIDA : SEGUNDA CÂMARA DO TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES INTERESSADAS: AGÊNCIA MARÍTIMA LAURITS LACHMANN S/A E FAZENDA NA- CIONAL. RELATÓRIO A egrégia Segunda Câmara do Terceiro Conselho de Con tribuintes prolatou decisão consubstanciada no ac6rdão n2 302-31.501, de 25/04/89, com a seguinte ementa: "Conferência final de manifesto, falta e acréscimo de mercadoria. Rejeitada, por unanimidade, a preli- minar de ilegitimidade da parte passiva, nos termos dos artigos 39 e 95, inciso II, do Decreto-lei n2 37/66. Não será aproveitada ao transportador a isenção ou redução de impostos que beneficia a mercadoria. Aplica-se a taxa de câmbio, vigente na datado lança - mento, ante os inequívocos termos do parágrafo úni- co, artigo 23, do Decreto-lei n 2 37/66, regulamenta do pelo artigo 87, inciso II, letra "c", e 107,"caput" e parágrafo único, do Regulamento Aduaneiro, aprova do pelo Decreto n 2 91.030/85. Mas se caracteriza a responsabilidade fiscal imputada à empresa transpor tadora por falta de mercadoria transportada em co- fre de carga descarregado no porto de destino sem apresentar sinais de avaria ou de violação dos dis- positivos de segurança quando no Conhecimento de Carga consta a clalásula "House/Pier" e a expressão "estufado pelo carregador". A denúncia da falta e do acréscimo feita pelo sujei to passivo antes do inicio da conferência final de manifesto exime o responsável da multa prevista pa- ra a falta e acréscimo", artigo 138 do CTN." Irresignada, a Procuradoria da Fazenda Nacional, tem pestivamente, apresentou recurso de divergencia a esta Câmara,f1s. 161/163, instruído com c6pia do acórdão n 2 301-25.926, de 18/04/89, PROC. N2 10711-003552/87-13 3. SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL assim ementado: "Conferencia final de manifesto. Falta de mercadoria. 1 - Responsabilidade fiscal do agente marítimo con- figurada.Art. 95, II, do Decreto-lei n 2 37/66, e artigo 500, II, do Regulamento Aduaneiro. Pre liminar de ilegitimidade de parte passiva "ad causam" rejeitada. 2 - Não se considera a isenção ou redução de impos- to que beneficie mercadoria quando apurada sua falta. Artigo 481, § 3 2 , do Regulamento Aduanei ro. 3 - Denúncia espontânasda infração.Não foram atendi dos todos os pressupostos previstos no artigo 138 do Ccidigo Tributário Nacional., 4 - Cálculo do imposto. Aplica-se a taxa de câmbio vigente na data do lançamento. Art. 107 do Regu lamento Aduaneiro. 5 - Negado provimento ao recurso." O recurso interposto pela Procuradoria versa sobre a espontaneidade da denúncia apresentada pelo Contribuinte, e obje- tiva a reforma do acOrdão recorrido para que seja restabelecida a exigência da multa excluída pelo reconhecimento da referida denún cia, cuja aceitação fica comprometida pelo fato de que o depOsito efetuado pelo denunciante o foi apenas como garantia de inst.ância e somente deverá ocorrer diante da prova de liquidação do crédito tributário. Sua argumentação ampara-se no voto proferido pelo ilustre Conselheiro Dr. José Holanda Costa, no recurso 110.200, acOrdão n 2 301-25.898, que expresa o seguinte entendimento: a) não se configura a denúncia espontânea, uma vez que não foi cumprida a condição prevista no pará- grafo único do artigo 138 do CTN: "Não se conside ra espontânea a denúncia apresentada apciso de qualquer procedimento administrativo ou medida de fiscalização, relacionado com a infração"; h) o procedimento administrativo que inicia os con- troles fiscais sobre a carga transportada é a vi- sita aduaneira. É o momento para que o comandant- PROC. N 2 10711-003552/87-13 4. SERVIÇO PUBLICO FEDERAL do veiculo transportador preste declaraçOes, tam- bém, sobre o carregamento do navio. A apuração de faltas e acréscimos pelo confronto das folhas de descarga com o manifesto é procedimento que se in sere no conjunto de atos administrativo que desen volve a administração aduaneira no seu controle sobre a importação e a exportação de mercadorias do ponto de vista dos interesses da Fazenda Nacio nal; c) sobreleva notar que a norma do CTN que admite a denúncia espontânea disp3e, para que tenha os efei tos pretendidos, que esta seja acompanhada do re- colhimento dos tributos, salvo se este valor de- pender de arbitramento, hipótese que não se apli- ca ao caso vertente pois, uma vez conhecida a falta, não há elemento cuja imprecisão ou inexis- tência impeça o cálculo dos tributos devidos. O fato de o transportador não ter à mão a fatura nem a declaração de importação não configura, do ponto de vista legal, hipótese para que se faça o pretendido arbitramento do valor a pagar. Pelas ra- zOes expostas, tem-se que inexistiu a denúncia espontânea. Notificado, o sujeito passivo protocolizou, em tempo hábil, contrarazOes ao recurso da Procuradoria e, também,recurso especial de divergência dirigido à CSRF. Contestando o recurso interposto pela Fazenda Nacio- nal, após tecer um histórico sobre os sucessivos tratamentos dis- pensados por diversas autoridades julgadoras ao procedimento, do transportador, de confessar as faltas e acréscimos registradas nas descargas de navios, o contribuinte alega que: a) o transportador marítimo, por não ser o importa- dor, não pode fazer acompanhar sua denúncia do pa gamento dos tributos devidos, pois não disp5e dos elementos indispensáveis para sua apuração. Esses elementos são extraídos dos documentos fis- cais que amparam a importação, de propriedade ex- clusiva dos importadores, de quem somente o fisco pode exigir. O transportador s6 pode efetuar o AW (11À PROC. Ne 10711-003552/87-13 5. SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL depósito ap6s o arbitramento ou lançamento do tri buto pela autoridade aduaneira. Não existe amparo legal para o entendimento de que o transportador deve efetuar o pagamento do tributo lançado (não reconhecidamente devido) ou abdicar de seu direi- to de defesa contra uma possível cobrança indevi- da, como condicionante para a aceitação de sua de núncia espontânea; h) a visita aduaneira não tem por finalidade especí- fica a apuração de faltas, acrescimos,avarias, etc, de mercadorias. No está, assim, diretamente rela- cionada com a infração. Tal procedimento tem solu ção de continuidade com a lavratura do competente termo de visita.Se estivesse relacionado com a in fração, o fisco disporia apenas de 60 dias para constituir o crédito tributário, o que nunca acon teceu. A espontaneidade deixa de caracterizar-se somente apOs cientificado o transportador da con- ferência final de manifesto. No que concerne ao recurso especial de divergência de fls. 191/198, a recorrente discute a taxa de câmbio aplicável na conversão da moeda negociada, e aponta como paradigmas caracte rizadores do dissídio jurisprudencial, os seguintes acórdãos e respectivas ementas: 303-24.399 (fls. 215): "CONFERÊNCIA FINAL DE MANIFESTO - Acolhida a de- núncia apresentada - Taxa de câmbio vigente na data da entrada do navio no territOrio nacional." CSRF/03.410 (fls. 242): "FALTA DE MERCADORIA IMPORTADA. Divergência susci tada quanto à data base para o cálculo da exigên cia tributária. Denúncia espontânea. Ante essa confissão, há que se considerar como correta e legal (parágrafo ú- nico, artigo 23, do Decreto-lei n 2 37/66) aquela - em que se materializou a espontaneidade.' PROC. N2 10711-003552/87-13 6. SERVIÇO PUBLICO FEDERAL CSRF/03-150 (fls. 246): "RECURSO ESPECIAL DE DIVERGÊNCIA interposto pelo sujeito passivo (art. 3 2 , inciso II, do Decreto n2 83.304/79). Rejeitada preliminar de perempção le- vantada nas contra-razões, dá-se por configurada a divergência. FALTA DE MERCADORIA ESTRANGEIRA (volumes), apurada em conferência final de manifesto: toma-se como data de referência para cálculo do tributo devido a da "denúncia espontâneeda infração." Seus argumentos encontram-se às fls. 193/198 e consis tem,basicamente, no que se segue: a) As sentenças ora anexadas por cópia, como paradig- mas da divergência apontada, demonstram entendimen to diverso daquele contido na decisão recorrida. Uma delas, inclusive,expressa a principal tese sus tentada pela recorrente, ou seja, de que a taxa de câmbio aplicável deve ser a vigente na data da en- trada do navio no território nacional; h) Essa tese está amparada nas disposições constantes dos artigos 19, 143 e 144 do CTN, de acordo com os quais s6 pode ser admitida como referência para o cálculo dos tributos a data da entrada do navio. O fato gerador desses tributos não se desloca para qualquer outra data diferente desta. c) Por outro lado, o acórdão originário desta Câmara Superior, também anexado a este recurso, integra co- piosa jurisprudência no sentido de que seja aplica da a taxa de câmbio vigente na data da confissão espontânea feita pelo sujeito passivo, pois que re presenta o momento em que a autoridade aduaneira tomou conhecimento da falta; d) Esse entendimento guarda perfeita consonância com as disposições contidas no artigo 23, único, do Decreto-lei n 2 37/66, o qual admite duas hipóteses - como data de referência: a apuração ou o conheci- mento da falta pela autoridade aduaneira. Quando PROC. N2 10711-003552/87-13 7. SERVIÇO PUBLICO FEDERAL configura-se a "denúncia espontânea", também ca- racteriza-se, através desse procedimento, o conhe- cimento da falta pela autoridade. Uma vez confessa da a falta pelo próprio infrator, não há mais por- que falar-se em sua apuração; e) O Regulamento Aduaneiro, em seu artigo 87 e inci- sos, é que extrapolou de seu campo de abrangencia. Se o Decreto-lei n 2 37/66, que não pode ser altera do por Decreto, determina que, no caso de falta, a mercadoria ficará sujeita aos, tributos vigorantes na data da apuração ou do conhecimento da falta pe la autoridade aduaneira, o Regulamento não poderia determinar em sentido diverso, sujeitando a merca- doria aos tributos vigorantes na data de seu lança mento, fixada pelo referido Regulamento como sendo a da ocorrencia do fato gerador; f) A aplicabilidade do artigo 103 do Regulamento Adua neiro limita-se às disposiçaes do referido artigo 19 do CTN ou, no máximo, às definidas no parágrafo único do artigo 23 do Decreto-lei n 2 37/66,que,não se coadunam com as do artigo 87 do Regulamento. As regras do artigo 107, desse mesmo Regulamento, tam bém não podem ser levadas em consideração, a não ser no caso em que a repartição toma conhecimento da infração por sua própria iniciativa, no momento da apuração da falta. A ilustre Procuradora da Fazenda Nacional apresentou contra-razaes, dizendo o seguinte: a) "Descabe o provimento do presente recurso por con- trariar o douto entendimento da Câmara Superior, que condiz com o Acórdão recorrido,admitindo como taxa de câmbio aplicável para o cálculo do tribu- to a vigente à data do lançamento, conforme a nor ma ditada pelo Decreto-lei n 2 37/66, artigo 23, § único, c/c os artigos 87, II, "c" e 107, do Decre to n 2 91.030/85. - h) Espera, portanto, a Fazenda Nacional a improceden cia do recurso e a confirmação do acórdão recor- rido. É o relatório. SEVtCC ====,.2._ Processo n910711/003.552/87-13 8. RD/303-0.135 RP1302-0.125 AC.CSRF/03-01.707 PAULO AFFONSECA DE BARROS FARIAS JÚNIOR - RELATOR DESIGNADO VOTO VENC EDO R Não aceito a arguição da douta Procuradoria de não se aco lher o Recurso por ter sido unânime a decisão "a quo" quanto à taxa de câmbio, pois só cabe ao Contribuinte apelo a esta Egrégia Câmara Superior quando ocorrer divergencia jurisprudencial, a qual foi ates- tada pelo ilustre Sr. Presidente da l g Câmara. Entendo que a visita aduaneira não se constitui em início de procedimento fiscal. O art. 7 . 9- do Decreto 70.235/72 determina que a ação fiscal tem início com ato de ofício, escrito, ciente o sujeito passivo da obrigação tributária. Nem a posse das folhas de descarga nem a lavratura do ter . mo de visita preenchem esses retromencionados requisitos, pois a lei diz que a apuração das faltas ou extravios se processa pelo confronto entre as folhas de descarga e o manifesto do veículo transportador. Aqueles atos, anteriores a esse confronto, não podem apurar faltas ou extravios. Como essa averiguação só se concretiza com a Conferencia Final de Manifesto, julgo ser cabível a exclusão da multa por denún- cia espontânea, conforme o art. 138 do CTN. Quanto ao RD é de meu entendimento que a taxa de conver- são da moeda estrangeira a ser aplicada no cálculo de tributos, quan- do se tratar de falta de mercadorias importadas, é a vigora_nte na data do lançamento do crédito tributário, conforme dispOem o art. 23, único, do DL 37/66 e os arts. 87, II, C, e 103 e 107, único, do RA, quando se perfaz a apuração. - Face ao exposto, dou provimento parcial ao recurso para excluir as multas capituladas nos arts. 521, II, D (106, II, do DL 37/66) e 522, III, ambos do RA, e mantenho a taxa de câmbio aplicada no cálculo do tributo. BrasilifpF, em )4 de junho de 1991. s' )Á PAULO AFFONSECA DE BARROS ARIA JÚNIOR - Relator. 9. sEvIco Putzte.,c^ FE,-^ERA._ Processo n9 10711/003.552/87-13 RD/302-0.135 RP/302-0.125 AC. CSRF/03-01.707 ITAMAR VIEIRA DA COSTA - RELATOR VOTO VENCIDO O processo está consubstanciado em duas partes: 1. Recurso da Procuradoria da Fazenda Nacional. 1.1. A matéria discutida é a denúncia espontânea apresenta da pela empresa e acatada pela Câmara recorrida. 1.2. Contra-alegações da empresa ao RP. 2. Recurso de divergência interposto pelo sujeito passivo. 2.1. Neste RD a interessada se insurge contra a aplicação da taxa de câmbio vigente por ocasião do lançamento do crédito tribu- tário. Pretende ela a aplicação da taxa vigente na data da entrada do navio no respectivo porto ou, alternativamente, na data em que a auto ridade tomou conhecimento da falta, isto é, da denúncia espontânea. 2.2. Contra-razões da procuradoria da Fazenda Nacional. Análise do recurso da Procuradoria da Fazenda Nacional O assunto tem merecido acurado estudo tanto nas Câmaras que compõe o Terceiro Conselho de Contribuintes quanto nesta Câmara Supe rior de Recursos Fiscais. Entendo que qualquer análise a respeito deve levar em conside ração cada disposição do artigo 138 do Código Tributário Nacional que diz: "Art. 138 - A responsabilidade é excluída pela denúncia espOn tânea da infração, acompanhada, se for o caso, do pagamento do tributo devido e dos juros de mora, ou do depósito da im- portância arbitrada pela autoridade administrativa, quando o montante do tributo dependa de apuração. Parágrafo único - Não se considera espontânea a denúncia apre sentada após o início de qualquer procedimento administrativo ou medida de fiscalização, relacionados com a infração." Como se ve, há vários pressupostos, cumulativos, para que se- ja aceita a confissão do contribuinte ou do responsável pela infração. - deve haver uma comunicação, por escrito, à autoridade fiscal, da exis tencia da infração, acompanhada da prova do imposto ou do depósito d importância arbitrada pelo Fisco. Além disto deve ser feita a confis 'n C1-2 - - r X ' ) - sERvicc p ueL.cc FEwERAL. Processo n9 10711/003.552/87-13 10. são antes de qualquer procedimento fiscal relacionado com a infração. Sobre o assunto preleciona o tributarista Bernardo Ribeiro de Moraes: "Para caracterizar a denúncia espontânea, por tanto mister se faz a presença, em conjunto, dos seguintes elementos: a) o interessado deve comunicar à autoridade administrativa a existência da infração. A denúncia espontânea se refere à in- fração; b) essa comunicação deve ser espontânea, isto é, deve ser apresentada antes de_qualquer-procedimento administrativo ou medida de fiscalizaçao relacionada com a respectiva infração. Eis o conceito de espontaneidade, ligado não a vontade do con tribuinte mas à ação (procedimento) da autoridade administra- tiva,relativamente à determinada infração. É o que dispõe o parágrafo único do art. 138 do Código Tributário Nacional. O inicio de uma fiscalização geral nao impede a espontaneidade da denúncia; c) essa comunicação deve ser acompanhada, se for o caso, do pagamento do tributo devido e demais ônus decorrentes do tem- po (juros de mora e correção monetária); ou de depósito da im portancia pela autoriade administrativa, quando o montante do trributo dependa de apuração. A exclusão da responsabilidade, pela denúncia espontânea, se prende à infração. (Compendio de Direito Tributario, Rio de Janeiro, Forense, 1987, Pág. 727)". Sobre a matéria, diz Aliomar Baleeiro: "EXCLUSÃO DA RESPONSABILIDADE PELA CONFISSÃO - Libera-se o contribuinte ou responsável de qualquer deles, pela denúncia espontânea da infraçao acompanhada, se couber no caso, do pa- gamento do tributo e juros morat6rios, devendo segurar o Fis- co com depósito arbitrado pela autoridade se o ‘ quantum da obrigação fiscal ainda depender de apuração. Ha nessa hipóte- se, confissão e, ao mesmo tempo, disistencia do proveito da infração. (Direito Tributário Brasileiro, Rio de Janeiro, Fo- rense, 6 g Edição, 1974, pág. 438)". Ainda, a lição do saudoso Fábio Fanucchi: "Em qualquer circunstância, é possível excluir-se a responsa- bilidade por infrações, embora seja impossível, quando a lei a fixar, excluir a responsabildiade pelo crédito tributário. Basta, para tanto, que o responsável denuncie espontaneamente a infraçao, pagando, se for o caso, o tributo devido, os ju- ros de mora, ou efetuando depósito da importância que for ar- bitrada pela autoridade administrativa, quando o montante do tributo dependa de apuração (art. 138 do CTN). Todavia, para que seja valida a denúncia, capaz de elidir punições, portan- to, é necessário que se antecipe a qualquer procedimento ad- ministrativo ou a medida de fiscalizaçao, relacionados com a infração (parágrafo do artigo 138 do CTN). Há legislações es- pecíficas (IPI) que detalham quais os atos fiscais capazes de excluir a espontaneidade da denúncia. É verdade que esse deta, lhamento é capaz, por vezes, de se transformar em uma desvan,-C SERVIÇO COPLEIL. REIÇERAI Processo n9 10711/003.552/87-13 11 tagem, desde que não se estabeleçam limites para a autuação fiscal. Por exemplo: a legislaçao citada impede que o sujeito passivo, depois de iniciada a fiscalização geral, se auto-de- nuncie por práticas incorretas. Sempre que a fiscalização se estende por longo período de tempo (e isso ocorre com frequen cia), o impedimento permanece e cria situação intolerável e injusta para o fiscalizado. Por isso que o justo está expres- so no Codigo Tributário Nacional, sendo a espontaneidade ex- cluída tão só quando o procedimento administrativo ou a medi- da de fiscalização estejam especificamente relacionados com a infração. É o que significa a ordem do parágrafo do artigo 138 do CTN. (Curso de Direito Tributário Brasileiro, Ed. Re- senha Tributária. 13 . Edição. 1975, Pág. 261/62)". No caso em análise, vê-se que há duas situações: uma relacio- nada com a denúncia espontânea da infração capitulada no Art. 522,111, do Regulamento Aduaneiro, pela constatação de haver acréscimo de mer- cadoria, a outra, pela constatação de falta de mercadoria. Já tenho me posicionado favoravelmente quando a denúncia se enquadra em todos os requisitos estabelecidos pelo Art. 138 do Código Tributário Nacional. No que se relaciona com a denúncia em razão da ocorrência de acréscimo isto tem acontecido e no caso sob análise nes te processo isto ocorreu. Mantenho minha posição, acatando-a, na mesma linha do Acórdão 1-1 2 301-25.898, em que fiu relator. Em relação, a falta, entretanto, faltou um dos pressupostos indicados no referido art. 138 do CTN, qual seja, o pagamento do im- posto devido. Com a mesma fundamentação deixo de acatar a denúncia espontâ- nea em razão da ocorrência de falta de mercadoria. Por todo o exposto voto no sentido de: a) acatar a denúncia espontânea apresentada em relação ao acréscimo de mercadoria pelo atendimento de todos os pressupostos do art. 1118 do CTN; h) não acatar a denúncia espontânea apresentada em relação à falta de mercadoria, uma vez que não foi atendido um dos pressupostos do art. 138 do CTN, ou seja, o pagamento do imposto devido. Por oportuno, devo consignar a existência de controvérsia em tomo desta matéria, transcrevendo o texto do art. 31 do _gegulamento -7 Aduaneiro e do ADN/CST n g 04/86: \, k ‘ " sER viço p uBL,co FEmEAL Processo n9 10711/003.552/87-13 12. "Art. 31 - As operações de carga, descarga ou transbordo de veículo procedente do exterior só poderao ser executados de- pois de formalizada a sua entrada no porto, aeroporto ou na repartição que jurisprudenciar o ponto de fronteira alfandega do. § 1 2 - Para efeitos fiscais, considera-se formalizada a entra da do veículo quando encerrada a visita e lavrado o respecti- vo termo de entrada." n ADN/CST n 2 04/86 - O COORDENADOR DO SISTEMA DE TRIBUTAÇÃO,no uso de suas atribuições, tendo em vista o disposto no art.138, parágrafo único, da Lei n 2 5.172, de 25 de outubro de 1966 (CTN), e Considerando que, nos termos do artigo 31 do Regulamento Adua neiro, aprovado pelo Decreto n 2 91.030, de 05 de março de 1985, a formalização da entrada de veículo procedente do ex- terior é procedimento administrativo que da início aos contro les fiscais em relação à carga transportada, DECLARA, em cara terr normativo, às unidades descentralizadas e aos demais in- terressados, que, depois de formalizada a entrada de veículo procedente do exterior, não mais se tem por espontânea a de- núncia de infração imputável ao transportador ou ao responsá- vel pelo veículo, relativa à carga neste transportada." Já o art. 36 do mesmo Regulamento diz: "Art. 36 - A visita será encerrada com a lavratura do termo de entrada do veículo, de acordo com o modelo aprovado pela SRF." É de se concluir, portanto, que a recorrente se reportou ao termo de visita aduaneira, quando se refere à formalização da entrada do veículo como procedimento administrativo que dá início aos procedi mentos fiscais em relação à carga transportada. Transcrevo e a este incorporp, parte do voto proferido pelo ilustre Conselheiro relator, Dr. José Façanha Mamede, que resultou o Acórdão n 2 CSRF/03-01.473/87, verbis: "Enganam-se, assim, "data venia", os que entendem que, após a visita aduaneira, não há mais possibilidade de denún- cia espontânea de faltas ou acréscimos na descarga, pelo su- jeito passivo. primeiramente, porqqe a visita aduaneira não e procedimento fiscal relacionado com a infração a que se re- porta o prágrafo único do art. 138 do CTN. Em segundo lugar, porque o termo de visita não preenche os requisitos de um ter mo de início de procedimento fiscal previstos no art. 7 2 do Decreto 70.235/72. Explico. O Regulamento Aduaneiro, por seu artigo 476, define o procedimento para constatar falta ou acréscimo de vo - lume ou mercadoria entrada no território aduaneiro como "con- fronto do manifesto com os registros de descarga". Este é o "procedimento fiscal relacionado com a infração". Ora, se a visita aduaneira é anterior à descarga, como pode proceder ao confronto do manifesto com os registros de descarga? É impos- sível . Mais. A Conferência Final de Manifesto dá-se, comumen, 11\ SERVIÇO p uBL,cc FEERA Processo n9 10711/003.552/87-13 13. te, mais de sessenta dias após a descarga do veiculo transpor tador. Na maioria dos casos, pois, o termo de visita, mesmo se considerado Termo de Início de Fiscalização, estaria inó- cuo, face ao disposto no § 2 2 do art. 7 2 do Decreto n 2 70235/ 72, que fixa para o Termo de Início o prazo de sessenta dias. Da mesma forma, se a repartição processante dispõe das folhas de descarga e não efetua o seu confronto com o manifes to nem dá ciência ao sujeito passivo da constatação da irregu laridade - falta ou acrescimo de mercadoria - nao se configu- ra o início do procedimento fiscal previsto no art. 7 2 do De- creto n 2 70.235/72. Assim, uma anterior comunicação feita pe- lo sujeito passivo caracteriza a denúncia espontanea." No que se s,refere ao item N, vejo que não foi cumprido o manda mento do artigo 138 do CTN. Na petição em que faz sua confissão, a empresa pede,à repartição que "se digne de arbitrar o valor do impos- to correspondente, face depender de apuração por essa repartição, no- tificando em seguida a requerente para, no prazo de trinta dias efe- tuar o pagamento e/ou depósito nos termos da mencionada lei (Processo n 2 0711.006.522/86-88,- Fls. 01). Ora, depois de feito o que a empre- sa entende por arbitramento (fls. 22), já conhecido o valor fixado pe la repartição como ela pedira, só restava um caminho: pagar. Se não concordou com a apuração feita pelo Fisco é porque haveria outra cor- reta. Então deveria pagar segundo a forma que entendeu correta para cumprir a determinação do art. 138 do CTN. Análise do recurso especial de divergência "A matéria ensejou o recurso especial de divergência interpos to pela empresa, assim como as contra-razões apresentadas pela procu- radoria da Fazenda Nacional, se refere à aplicação da taxa de câmbio na conversão de moeda estrangeira, em moeda nacional, para efeito de cálculo do Imposto de Importação devido pelo transportador, , _quando apurada falta na descarga do navio. A recorrente alegou que a data correta para se fixar o momen- to da conversão deve ser, alternativamente: 1) a data da entrada da mercadoria no território nacional e esta se configura quando da chegada ao porto de destino da carga, ou 2) a data em que a autoridade aduaniera tomou conhecimento da falta, com o oferecimento, pela recorrente, da denúncia espontânea. Trata-se, aqui, da fixação do aspecto temporal do fato gera- dor do Imposto de Importação: se o fixado pelo art. 19 do CTN, ou pe- lo art. 12, parágrafo único do Decreto-lei n 2 37/66. O tribu arista Bernardo Ribeiro de Moraes assim se posiciona A genericamente: SERVIÇO PUBLICO Processo n9 10711/003.552/87-13 14. A obrigação tributária tem sua base no respectivo fato gera- dor, isto é, na situação definida em lei necessária e sufi ciente para lhe dar nascimento. Concretizada a hipótese legal de incidencia tributária, tem-se a consequência jurídica dese jada (nasce a obrigação tributária). Assim, uma vez recebida a competência tributária, a entidade tributante tem necessidade de editar lei ordinária para insti tuir o tributo desejado, definindo o fato gerador da respecti va obrigação, que terá como objeto o tributo. A atribuição constitucional de competência tributária compreende a compe- tência legislativa plena, cabendo à entidade pública tributan te definir, em lei, o fato gerador da obrigaçao, instrumento legitimo para criar a respectiva obrigação tributária. A lei a que nos referimos é a lei tributária substantiva, formal, ato emanado do Poder Legislativo. O fato gerador da obrigação tributária deve ser definido por lei, 'conforme determina o princípio da legalidade tributária. Sem previsão legal não se configura o fato gerador da obriga- ção tributária. Para definir o fato gerador da obrigação tributária, o legis- lador ordinário é livre, devendo respeitar, naturalmente, em razão da hierarquia das leis, as limitações contidas na cons- tituição e na lei complementar. O legislador, assim, escolhe livremente os fatos que julgue idôneos para dar origem à obri gação tributária, respeitados apenas os limites de ordenamen- to positivo. A ação do legislador, na escolha, é comandada pe la racionalidade e discricionaridade, como querem FERNANDO SAINZ DE BUJANDA, ACHILLE DONATO GIANNINI, VICENTE ARCHE, etc. Obedecendo, assim, ao objeto da espécie tributária, contido na discriminação constitucional de rendas, o legislador ordi- nário define o fato gerador da obrigação tributaria. Tal definição é simples. A norma jurídica tributária, como qualquer norma jurídica, eminentemente normativa, oferece uma hipotese de incidência que liga certas circunstâncias de fato a determinados efeitos jurídicos (comando da norma). No caso, o legislador ordinário tributário define a hipótese de inci- dência (fato gerador), atribuindo a esse pressuposto de fato o efeito jurídico de dar nascimento à obrigação tributária. Assim, vemos que a figura do fato gerador da obrigação tribu- tária se prende, inicialmente, ao mundo dos fatos e não ao mundo jurídico, referindo-se a algo (fato) que poderá ou não se concretizar. Neste último caso, teremos o nascimento da obrigação tributária. (fls. 144). "Quais seriam esses elementos constitutivos do fato gerador da obrigação tributária, sem os quais não haverá a produção do efeito jurídico desejado? A doutrina costuma classificá-los em dois grupos, por nós tam bém admitidos, a saber: a) elemento OBJETIVO, representado pela situação de fato, com seus elementos material, espacial, temporal e quantitativo; b) elemento SUBJETIVO, representado pelos sujeitos da relação jurídica, o sujeito ativo e o sujeito passivo. Nesse enfoque, todos os elementos (subjetivos e objetivos) da obrigação tributária estão reunidos no conceito do fato gera dor da respectiva obrigação. x SERVICC RUHL.CC REWRA,. Processo n9 10711/003.552/87-13 15. Não podemos negar que esse elemento objetivo do fato gerador da obrigação tributária contém diferentes elementos constitu- tivos: um elemento material, propriamente dito; um elemento espacial; um elemento temporal; e um elemento quantitativo. Vejamos, então, como se apresentam esses elementos que compõe o elemento OBJETIVO do fato gerador da obrigação tributária: a) O elemento material propriamente dito é representado pela descrição da situação de fato que pode ser constituída livre- mente pelo legislador. h) O elemento espacial é que permite determinar, em função do território, o local da ocorrencia do fato gerador, e, em con- sequência, o local da incidência da lei tributária. c) O temporal, representado pelo espaço de tempo ou momneto que se deve levar em conta para a concretizaçao do fato gera- dor da respectiva obrigação. Esse elemento indica o momento em que se deve considerar concretizado o fato gerador da res- pectiva obrigação. Se a lei tributária não explicitar esse elemento temporal, entende-se que o momento a ser considerado é o da concretização do pressuposto de fato (o elemento tempo ral acha-se aqui, implícito). O pressuposto de fato da obriga ção tributária pode abrigar diversos fatos que, em relaao ao tempo, podem ser contemporâneos ou de sucessividade imediata. Comepte, então, ao legislador, quando julgar convenientemente, determinar o espaço de tempo do necessario para a concretiza- ção do respectivo fato gerador. d) Quantitativo, representado por uma expressão econOmica,por algo que permita medir os bens materiais ou imateriais que fa zem parte ou estão relacionados com o fato gerador da obriga- ção tributária em questão. este fato gerador passa, com tal elemento, a ser mensurável." (Compendio de Direito Tributário, Forense, 1987, Fls. 550/551). A constituição brasileira outorgou, à União, a pompetência privativa para instituir o Imposto sobre Importação de Produtos es- trangeiro (art. 21, I, CF de 1967 e art. 153, I da CF de 1988). O Código Tributário Nacional, lei complementar à Constituição assim dispõe em seu art. 19, verbis: "Art. 19 - O imposto, de competência da União, sobre a impor- tação de produtos estrangeiros tem como fato gerador a entra- da destes no território nacional." Este dispositivo complementou o que determina a Lei Maior, es tabelecendo o que se configura como fato gerador do referido imposto, de forma abrangente. O Decreto-lei n g 37/66, que instituiu o Imposto de Importação dispõe, verbis: "Art. 1 0 - O imposto de importação incide sobre a mercadoria estrangeira e tem como fato gerador sua entrada no Território Nacional. Parágrafo único - Considerar-se-á entrada no Território Na-' A tri4 SERVICO 01.Jet_,'"OFEEAL Processo n9 10711/003.552/87-13 16. cional, para efeito de ocorrência do fato gerador, a mercado- ria que constar como tendo sido importada e cuja falta venha a ser apurada pela autoridade aduaneira." "Art. Z3 - Qaundo se tratar de mercadoria despachada para con sumo, considera-se ocorrido o fato gerador na data do regis- tro, na repartição aduaneira, da declaração a que se refere o art. 44. Parágrafo único - No caso do parágrafo único do artigo 1 Q , a mercadoria ficará sujeita aos tributos vigorantes na data em que a autoridade aduaneira apurar a falta ou dela tiver conhe cimento." Aliás, para maior clareza, transcrevo ementa e parte do voto proferido pelo eminente Ministro-Presidente do Supremo Tribunal Fede- ral, rafael Mayer no Agravo Regimental n g 110677-8/86, verbis: "EMENTA: - Imposto de Importação. Mercadoria em falta.Art. 23, Parágrafo único do Decreto-lei n g 37/66. Art. 19 do CTN. Inexiste contradição ou antinomia entre a norma genérica do art. 19 do CTN e a norma específica do parágrafo único do art. 23 do DL 37/66." "VOTO - O SENHOR MINISTRO RAFAEL MAYER (RELATOR): Dedu-se da análise do parágrafo único do art. 23 do Decreto - lei n g. 37/66, em combinação com o parágrafo único do art. lg do mesmo diploma legal, considera-se fato gerador do imposto de importaçao, tendo-se como ingressada no território nacio nal, a mercadoria que conste como importada e no entanto se apure como faltante. A constatação da falta, mediante o proce dimento de sua apuração ou pelo conhecimento imediato é que fixam o momento de configuração do fato gerador e, de conse- guinte, da incidência dos tributos vigorantes à época. Ora, o parágrafo segue a sorte da cabeça do dispositivo, e não há diferenciá-lo para recursar a abrangência do entendi- mento pacífico nesta Corte no sentido de que inexista "contra dição ou antinomia entre a norma genérica do art. 19 do CTN e a norma específica do art. 23 do DI 37/66, posto que a neces- sária caracterização de um necessário momento naquele não pre visto, e o condicionamento de indeclináveis providencias de ordem fiscal, não a desfiguram nem a contraditam, porém, a complementam para tornar precisa, no espaço, no tempo e na circunstância, a ocorrência do fator gerador" (RE _91.I.37-RTJ 96/1336)." Trago à colação parte do voto proferido pelo ilustre Conse- lheiro desta CSRF Hélio Loyolla de Alencastro, sobre a matéria,verbis: "Por outras palavras, o art. 19 do CTN e, igualmente x o art. l g do DL 37/66 definem o núcleo da hipótese de incidencia do I.I., enquanto o "caput" e o p.15., do art. 23 deste último di ploma legal estatuem as coordenadas de tempo para que se de tal ocorrencia, respectivamente nos casos de mercadoria despa chadas para consumo ou cuja falta for apurada pela autoridade aduaneira, ante o cotejo entre o manifesto e os registros d descarga. Otx‘, - SE RVICO PUBL,CC FECEAL Processo n9 10711/003/003.552/87-13 17. Sobre a matéria, há pouco tive a oportunidade de pronunciar - me, pelo que, com a devida vênia, transcrevo voto proferido no julgamento do recurso n 2 RP/303-0.923 ("verbis"): "No magistério de Alfredo Augusto Becker, a regra jurídica de tributação que tenha escolhido o fato material da introdução de uma coisa, dentro de uma zona geográfica ou política, terá criado tributo com o gênero jurídico de imposto de importação. Tanto o CTN quanto o Decreto-lei n 2 N7/66 dispõem que o I.I. incide sobre a mercadoria ou produto de origem estrangeira e tem como fato gerador sua entrada no territorio nacional. Tal núcleo, no entanto, é subordinado à ocorrência de coorde- nadas de tempo e de lugar para que se realize, em concreto, a hipótese de incidência do tributo. No caso do fato gerador presumido do I.I. art. 1 2 do DL n 2 17/66), a coordenada de tempo, para gue se dê a incidên cia da norma de tributação respectiva, esta fixada na data em que a autoridade aduaneira apurara a falta de mercadoria ou dela tiver conhecimento; fica, assim o produto sujeito aos en cargos tributários vigorantes nessa data e, por via de conse- quencia, a taxa de cambio aplicável é a vigente nesse dia. Referido momento dá-se no entanto, quando houver conhecimento pleno da falta e isso só ocorre quando a autoridade está em condições de formalizar o lançamento. Somente aí e portanto, após todo um procedimento de apuração e dispondo dos elemen tos de convicção sobre a ocorrencia do evento, pode compelir o responsável a satisfazer o crédito; a simples representação do funcionário da mesa ou banca do manifesto, ainda não forne ce base legal a autoridade para formalizar a exigência; tal peça processual, é apenas uma constatação preliminar, sujeita a marchas e a contra-marchas tendo o condão, unicamente, de iniciar o procedimento de apuração do evento. Por seu turno, o Decreto n 2 91.030/80 (RA) dispõe, em seus arts. 87, II, "c", 107, "caput" e que, para efeito de cálculo do imposto, considera-se ocorrido o fato gerador do I.I. no dia do lançamento correspondente, quando se tratar de falta apurada pela autoridade aduaneira, e que se considera apurado o fato na data do lançamento do c.t. respectivo." 0 assunto também já foi abordado pelo ilustre Conselheiro des ta CSRF, Dr. Edwaldo Reis da Silva, relator do Acórdão n 2 CSRF/ 01.553/88, quando assim pronunciou: "Em reiterados julgados de casos da mesma espécie, este Cole- giado já firmou o entedimento de que, relativamente às faltas ocorridas já na vigência do decreto n 2 91.030/85, que aprovou o Regulamento Aduaneiro, devera ser utilizada, no cálculo do I.I. devido, a taxa de cambio vigorante à data da •apuração, considerada como tal a do lançamento respectivo, deacordo com o disposto nos arts. 87, II, c e 107, parágrafo único, do citado Regulamento ... Assim, e de acordo com o entendimento - já firmado por esta Instância Especie, tenho por aplicáveis a espécie as normas dos arts. 87 e 107 do regulamento Aduanei ro." O entedimento do eminente Conselheiro desta CSRF, Dr.Hamilton de Sá Dantas relator do Acórdão n 2 CSRF/03-01.471/88, também foi n , SERVIÇO RUBL n CC FE=ERA... Processo n9 10711/003.552/87-13 18. mesmo sentido, verbis: "Quanto à taxa de câmbio a incidir, igualmente, inclino-me, por mais consetânea e lógica, de acordo com o que vem enten- dendo a maioria do Colegiado, ou seja, com a data em que a au toridade fazendária toma conhecimento da falta ocorrida, is- to é, na sua apuração temporal, conforme sustentado pelo Pro- curador da Fazenda Nacional." Vê-se que a matéria é pacífica no âmbito desta Câmara Supe- rior de Recursos Fiscais, conforme diversos Acórdãos, dentre os quais, os seguintes: Acórdão n 2 CSRF/03-01.471, 01.481, 01.491, 01.504, 01.510, 01.553 e 01.600." Por tudo que do processo consta, voto no sentido de: a) dar provimento parcial ao recurso interposto pela Procura- doria da Fazenda Nacional, para não acolher a Denúncia espontânea apresentada pelo sujeito passivo, no que respeita às faltas apuradas, acolhendo-a, no entanto, no que respeita aos acréscimos apurados. h) negar provimento ao recurso especial de divergência inter- posto pelo sujeito passivo. Sala das Ses Oes, 14 de junho de 1991. , (" à fk1 ITAMAR -I-EIR DA COSTA - Relator. n,', i P4 14 i 1 ' Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1 _0000600.PDF Page 1 _0000700.PDF Page 1 _0000800.PDF Page 1 _0000900.PDF Page 1 _0001000.PDF Page 1 _0001100.PDF Page 1 _0001200.PDF Page 1 _0001300.PDF Page 1 _0001400.PDF Page 1 _0001500.PDF Page 1 _0001600.PDF Page 1 _0001700.PDF Page 1 _0001800.PDF Page 1 _0001900.PDF Page 1
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Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto pela FAZENDA NACIONAL. ACORDAM os Membros da Câmara Superior de Recursos Fis cais, por unanimidade de votos, negar provimento ao ,recurso, foste nos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. ala •as Sessões (DF), em 28 de junho de 1991. MA-A A 4 - PRESIDENTA WALDEVAN AL . 4, OLIVEIRA - RELATOR . X o- Jo4n2 CÉSAR Gewral, VES CORREA - PROCURADOR DA FAZENDA NACIONAL Participaram, ainda, do presente julgamento os seguintes Conselhei- ros: JOSÉ EDUARDO RANGEL DE ALCKMIN, JOÃO DIAS NETO, MÃRCIO MACHA- DO CALDEIRA, BENEDICTO ONOFRE EVANGELISTA, LOURIERDES FIUZA DOS SAN TOS, CARLOS WALBERTO CHAVES ROSAS, MANOEL ANTONIO GADELHA DIAS e SE BASTIÃO RODRIGUES CABRAL. Ausente justificadamente os Cons. AQUILES RODRIGUES DE OLIVEIRA e LUIZ ALBERTO CAVA MACEIRA 014 aio na a lan _I 14 teW,, SERVIÇO PUBLICO FEDERAL PROCESSO N° 13736100.0..G67J88-24 RECURSO N9: RIV1(160.082 ACORDÃO N9: CSRF/01-01,13G RECORRENTE: FAZENDA NACIONAL RECORRIEDA: ,SEXTA CÂMARA DO PlamErRo coNsErao DE CONTRIBUINTES. SWErrOPASSIVO:WALTER AZEVEDO RELATÓRIO O Sr. Procurador da Fazenda Nacional junto ã Sexta Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes interpõe recurso espe cial a esta Câmara Superior, do Acórdão n9 106-2.048, que, por maio ria de votos, determinou a correção de instância, mediante a vesti tuição dos autos ã Repartição Fiscal de origem, para que esta apre cie, como impugnação, o apelo dirigido à Sexta Câmara. Entendeu o ilustre relator do voto integrante do Acórdão n9 106-2.048, Dr. Benedito Onofre Evangelista que ^ faltou • ao documento, pelo qual se informou o lançamento ao interessado,su ficiente descrição dos fatos motivadores da exigência fiscal, falha que veio a ser suprida com a decisão singular. Em conseqüência, o relator, admitindo que a referida decisão singular se subsume no papel de notificação de lançamento, votou pela correçãO de instân- cia, em homenagem ao principio do duplo grau de jurisdição. No recurso especial, o ilustre signatário, Dr. Pro curador da Fazenda Nacional alega que o lançamento, tal como forma lizado e notificado ao sujeito passivo, é ato jurídico perfeito e acabado, produzindo os efeitos que lhe atribui o Código Tributário Nacional. A circunstância de a notificação ter- sido redigida em lin guagem ackquadaaosistema de processamento de dados não lhe retira in , kl) Át -tdnek. DAMEFP/OF - SECOS N2 065/90 SERVIÇO PCIBLICO FEDERAL Processo n9 1.3736J0(10,067/88,24 2. Acórdão n9 -CSRF/01-0.1,130, teligibilidade. A se argüir a deficiência formal do documento, mais consistente seria a decretação de sua nulidade e não o reco nhecimento parcial de sua existência jurídica. Entende o ilustre Procurador que o agente do Po- der Público que executa o lançamento e diferente daquele que o julga, segundo interpretação que se coaduna com o espírito e ale, tra de diversos dispositivos legais sobre a matéria. Ao final, requer o nobre Procuradorqueesta Cãmara 'Superior reforme o acórdão recorrido, determinando que a Sexta Cãma ra julgue a questão no mérito. O sujeito passivo não apresentou contra-razões. 411 É o relatório. P _ sumo púsucomERm Processo n9 1373V0.00., a67/88-24 3. Acórdão n9-CSRF/01---(11.13G 'V' O' T' O- Conselheiro WALDEVAN ALVES DE OLIVEIRA, Relator: O recurso esta revestido das formalidades legais. O documento de fls. foi considerado, pela Egregia Sexta Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, insuficien- te para ser considerado como notificação de lançamento, por lhe faltar a descrição dos fundamentos de fato de direito, que moti varam a exigência fiscal. Entendeu a Sexta Câmara que esses fun damentos sO foram enunciados na decisão "a quo" e, assim, con- cluiu que o lançamento foi aperfeiçoado com os termos dessa de- cisão, decidindo, em consequência, pela correção de instância, para que o apelo dirigido ao Conselho de Contribuintes ' fosse julgado como impugnação, com reabertura do prazo, inclusive, pa ra o aditamento de novas razOes de impugnar. Penso que a Egregia Sexta Câmara procedeu correta- mente. Pelo exame do documento de fls. 02, constata-seque, nele, não se mencionam os fatos pelos quais foram feitas as al- teraçOes na declaração prestada pelo contribuinte. Menciona-se, apenas, que foram feitas alterações, mas sem dizer porque foram feitas. Nem, tampouco, se consegue deduzir, das informações ci- fradas contidos no verso do documento, relativas ao enquadramen to legal, quais teriam sido os fatos motivadores do lançamento. Obviamente que se admite a utilização, nas notifica ções de lançamento, da linguagem cifrada, adequada a sistemas de processamento eletrônico de dados. Essa faculdade, todavia, não pode chegar ao limite de comprometer a clareza do documento emi tido, nem sacrificar a indispensavel comunicação ao sujeito pas sivo dos fatos determinantes do procedimento fiscal 1- 11) SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL Processo n9 13736/000.067/88-24 4. Acórdão n9-CSRF/01-01.130 No caso dos autos, penso que, de fato, houve la- cunas na emissão de documento de fls. , que somente foram su- pridas com a manifestação da autoridade julgadora de primeira instância, através da decisão de fls. . Parece-me apropriado, por tanto, em prol da economia processual, que tal decisão se subsuma no prOprio documento formalizador da exigência- fiscal. Dois são os instrumentos previstos para a formali zação de exigência fiscal: a notificação de lançamento e o auto de infração. A notificação de lançamento e o instrumento mais apropriado para formalizar a exigência que decorre de procedi- mentos internos da repartição fiscal. O auto de infração é uti- lizado quando se formaliza exigência decorrente de fiscalização externa. Veja-se que, enquanto o art. 10 do Decreto n9 70.235/72. especifica que "o auto de infração serã lavrado por servidor competente, no local de verificação da falta", o art. 11 do mesmo Decreto estabelece que "a notificação de lançamento serâ expedida pelo órgão que administra o tributo...". • Salienta-se no art. 10, além da orientação de que o auto seja lavrado no local da verificação da falta, a orienta ção de que seja lavrado por servidor competente. Jã, no art.11, salienta-se apenas que a notificação seja expedida pelo 'órgão que administra o tributo. Assim, na hinótese do art. 11, perde evidência a pessoa do servidor competente, que eventualmente te nha identificado os fatos motivadores da exigência; é o órgão que expede a notificação; impessoaliza-se o agente do Poder Pú- blico. É por essa razão que se compreende porque a notificação, quando emitida por processo eletrônico, pode ate prescindir de assinatura. Ainda assim, nos casos em que anotificação de lan- çamento é assinada, é, regra geral, assinada pelo chefe do ór- gão, ou por outro servidor autorizado, como se depreende do ar- tigo 11 do Decreto 70.235/72, independentemente de o signatário N 1" ( , SERn0 PÚBLICO FEDERAL Processo n9 13736/000.067/88-22 5. Acórdão n9-CSRF/0 1-01.130 ser a prOpria autoridade julgadora de primeira instãncia, Pare- ce-me que a interpretação teleológica do referido Decreto não leva, necessariamente, o exegeta a outra conclusão. Nessas condições, e possível, alem de plausível, admitir que a chamada decisão de fls. 2021 se converta mesmo na própria notificação de lançamento. Ademais, no Direito Processual Brasileiro, adota- -se o principio do aproveitamento dos atos processuais, desde que não haja prejuízo ã defesa, conforme se ve, por exemplo, nos ar- tigos 249 e 250 do Código de Processo Civil. Pelo exposto, nego provimento ao recurso da Pro- curadoria da Fazenda Nacional. Erasilia (DF), em 28 de junho de 1991. \ WALDEVAN ALV\ --_ OLIVEIRA RELATOR.à )( ) r/4 , 1 • Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1 _0000600.PDF Page 1
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I ( —1 'V.1 j;,):2 : . • • 15,11 2.' 1• , - ,...d,it.'':,,, st.::' r-i. '• ' ....„!..4.;C,_2..!_.....,5.,., -.--". • MINISTÉRIO DA FAZENDA : • : - • : . . . . •. , . ' . . . . . • . . : . . . • . • . - . . . .. . .- Sessãode03 c'e setembro de .1983 ACORDÃO N0-CSRF/03-01.233 Recurso n° RP/301-0.093 ::.,' • . . . - Recorrente FAZENDA NACIONAL _. . . . • Recorrido " PRIMEIRA CÂMARA DO TERCEIRC. CONSELHO DE CONTRIBUINTES . . _ SUJEITO PASSIVO: MEDTRONIC DO BRASIL LTDA. 1 . . • ' -Partes , peças e componentes para monta- gem, no pais, de Mar .capassos cardíacos ti- . • .1,- . po "pacemaker", caracterizando-se como uma . - • importação do aparelho completo, desmontado,. .. . . • . - gozam de isenção apenas do Imposto 'Sobre - _ • s ; . - Produtos Industrializados, nos termos do • . • - • Art. 19 do DL 1.622/78. Recurso especial . • . provido. . _ .. . . • . . . . . . .. - Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de 're Curso interposto pela FAZENDA NACIONAL: -. . . .----.. . •. . __ . . . ACORDAM os Membros da Câmara Superior de Recursos Tis- . i- cais, por maioria de votos, dar provimento ao recurso, excluindo-se,en ) .tretanto, a multa do'ar :t. 19 do Decreto-lei n9 1.736/79 (fls. 100), nos I termos do relatório e voto que passam á integrar o presente julgado. • Vencidos os Cons. Enila Leite de Freitas Chagas (Relatora), Hindembur- " -go Dobal Teixeira e Hamilton de Sá Dantas que negavam provimento ao - I recurso. Designado Relator para o Acórdão o Cons. José Façanha Mame.2 . / . . , . . -,/Sala das 1...o4.. (DF), em 03 de setembro de 198 , • r , . MI g ,47 y //' . . . MA OR C0ánktO ERNANDEZ - PRESIDENTE or . / r?((/ ? e: ' ' A AMEDE - RELATOR DESIGNADO .. . . ' • 4,. . . LUIZ FERNANDO O RA D MORAES - PROCURADOR DA FA- ZENDA NACIONAL •V• V• . . . • •_ . . • Participaram, ainda, do presente julgamento os seguintes Conselheiros: EDWALDO REIS DA SILVA, NEWTON PARANHOS e SEBASTIÃO RODRIGUES CABRAL. • • • • • • • • • • • • • ' • • • • • • . • • •. .- ' •. . • • •• . • • • • • • • - • ••• • . ' • • . - •. . . • • • . , • . - . . • . • . . - _ - _ • • •. • . • • • • • • . , • • • • - . • • •- . • • •. /45;1-E4 • dVs. 1; • • o 1C.w. d ecol',U" • SIERVIÇO PI-101-1C° FEWIIRAL • • PROCESSO N.P. 0831/000.813/83-81 .RECURSO N.°:RP/301-0.093 • • ACÓRDÃO N.°: —CSRF/03-01. 233 RECORRENTE: FAZENDA NACIONAL RECORRIDA: PRIMEIRA CÂMARA DO TERCEIRO CONSELHO D___; CON2RIBUINTES •SUJEITO PASSIVO: MEDTRONIC DO BRASIL LT)A. • • • • RELATÓRIO • • . Recorre o ilustre Procurador da Fazenda Nacional jun • • to à la. Câmara do 39 Conselho de Contribuintes contra decisão da- quele colegiado consubstanciada no AcOrdão 301-24.303, assim ementado: • .• "Isenção. Decreto n9 1.62-2178. Partes e peças pa ra fabricação de marcapassos cardíacos, sem simi - 'lar nacional. Gozam da isenção prevista no art.:- • . 29 do referido decreto, ainda que configurem • o - aparelho completo, mas desmontado. Recurso provi do." Diz o recorrente que a decisão conflita com o dispos • to no art. 19 do Jr., 1.622/78, o qual prevê isençSo apenas do impos- to sobre prodiftos .industrializados para os marcapassos completos im • •portados,nãO importando sejam eles montados•ou desmontados. • • Contra-arrazoando, diz o sujeito passivo que:• a) importou partes, peças e componentes para fabrica • ção de marcapassos cardíacos que não configurado mar • • capasso completo desmontado, visto que =todas • •. _• • •• - • DM F - RJ/1. 8 C-C . Socgrof - 16 Y5• \ MV0,01 . álil 1:0 I t 1,1" NAI przocEsso N9 0831/000. 813/83-81 • Acó):(1ão nY-CSRF/03-01. 233 \'% )•°• • , • peças ou componentes foram objeto desta importação; • • b). que, pela aplicação estrita do texto legal conces v ivo da isenção, preenche o sujeito passivo os requi sitos previstos nessa lei para o gozo do favor, a sa • )31.: 1) importação de partes, peças e componentes de marcapassos cardíacos implantáveis no corpo humano me diante prOtese; 2) inexistência de similar nacional .-desses produtos; • c) que não prospera a argumentação constant- ,. do voto . vencido na Cãmara recorrida, uma vez que não se cogi • ta de proteção ã indústria nacional de _ componentes • - para marcapasso, industria essa inexistente; • d) que, mesmo se tratando de marcapassos completos, hipótese admitida apenas "ad argumentandum",estariam os mesmos isentos, por força do disposto no DL 1119/ 70; • • e) que decisão contraria a esse ponto de vista eaui- . • . valeria a revogar julgamento da 8a. Região Fiscal, transitado em julgado, que reconheceu a importadora, - . em outro processo, o direito ã isenção; • f - „. _ f) enfim, que a tributação do material equivaleria a , um incentivo ã importação do produto completo, em de trimento das montadoras nacionais do produto e do pró prio usuário do aparelho que pass ia l a desembolsar maior quantia para sua aquisição / . • • • É o relatório. • . • • _ . • _ • . • . • • • • . .. • . • . . • , .1);ç4' Mf4; Li7";' eft5 .., RUMO rehll ICO I C DCP AI -PROCESSO N9 0831/000.813/83-81 .) lel?) W" . . . . 4c iSrao n9-CS1F/03-0l. 233 5,1a e‘pli'' ff' . • ---- • o .. gk... • . . X"'. eccutv . ---- ' •• . • . VO TO. ... - . . • ,.::. •: , . ' . • . . . Conselheiro JOSn,FAÇANHA MAMEDE, Relator . . • . . . . - - .... • - - A informação da recorrente de que nao importou marca. passo.S_C-Ompletos desmontados .e : desmentida pelo documento, de sua pra .pria . laVra, constante ãs fls- 41, onde a mesma declara peremptoria • - I mente que a D.I. dos autos "compreende conjuntos completos de par- tes, peças e componentes desmontados de marcapassos cardíacos im- plantáveis". No aludido documento, diz _linda a importadora que "le- vando-se em conta a Regra 2a. de interpretação de NBM, os componen- • tes deveriam ser classificados na posição do produto comPleto e-não 1 • na posição especifica", uma vez que os mesmos "apresentam as carac- i . -: ,terísticas essenciais do artigo completo ou acabado". Informa, ou- ,•trossim, que somente "a partir de janeiro de 1984" estará viabili-. • zando a."nacionalização de partes desses componentes". . . . - . - • . . •.. .. .. . • . Ora, o D.L. 1.622/78 determi-expressamente, no seu. - -• 'artigo 19, que os aparelhos eletranicos tipo "Pacemaker", implantá- veis no corpo humano, isto e,os aparelhos completos dessa especié, são isentos apenas do . Imposto sobre Produtos industrializados. Omed _ . mo Decreto-lei, no seu artigo 29, declara isentos de I.I. e I.P.I.1 • somente as partes,.peças.e componentes para a fabricação desses apa • _ . :relhos. - . .. - ..- • . . _ . . . - . • - • .... _.-_ . .. . No -meu voto vencido, 'na Cãmara:recorrida, , ..pronun- . ciei-me pelo não provimento do recurso do sujeito passivo, por -en- -tender que a isenção total para a importação do marcapasso cardíaco , desmontado equivaleria a uma burlafã norma de isenção contida nos. artigos 19 e,29 do Decreto-lei acima citado.. Mantenho esse entendi- . mento, pois, se prevalecesse o pensamento contrário, não teria.qual , - quer Sentido a distinqV est lccida- nos dois artinos mencionados . . • daquele diploma legal‘tç i _ • - . - • . . • . • -,--,. . 7 • . . . . .. . H.'"--- LA'Ág _ I • .5) ; . í , j igx. ez u~nm.mprkm PROCESSO N9 0831/000.813/83-81 là Cê 41 4• Acórdão n9-CSRF/03~01.233 . o • '' Ccate'r • .f: evidente que a criação de uma isenção Para - as par- I •. tes, peças .ecomponentes do marcapasso cardíaco, englobando o Impos .-,.. , I .: ...to de Importação e O Imposto sobre Produtos Industrializados refle- • • te a intenção do legislador de propiciar o surgimento ,de indústria . I. nacional dessas :partes ou componentes, desse aspecto se descortinan ( do a 'função social da lei que visou assim incrementar ,o crescimento ' • económico do país .. A importação do aparelho completo Montado ou dos__. . 'montado não ateride'os interesses-maiores da nação, dai porque. sua 1 '- isençáo se refere apenas ao Imposto sobre Produtos Industrializados, I • pelo'qué..dou provimento ao recurso especial, excluindo, porêm, da i .tributação,•a multa do art. 19, § único do DL 1.736/79,:incabivelna esp6cie, conforme jurisprudência desta Câmara Superio- / • . - . ,. 1. - 4-, ,.. • ",. Br i-is la-DF, em 03 de setembro de 198 -/////' .. . ' • : ..t>.' ";---/ . . . • . • • :. ' / ////' • . . . . • ', Od, AÇANHA MAMEDE - RELATOR DE IGN.ADO. • ''...,.: • . ., . - • • . . ' . . . " *. . • * -. . _ • .. . . _ • • ' - . - - •. _ • . . . . _ . .. . • • • - .. .. . • - .. . . - • . • .. . .... . .. .____ •• . .. . - . . . . . • . •.. . - - . - . ._ . . • -•• ___- .. . . . ' ~ -.• . .--- _ ._ . .• _ -. . - -, . . -. . . .. . . . . _. • • -. - • - • - • .. . -.. .. . . - ._ . . • . _ • . - •• • . . . • . . - - . . . . .. • . - - . - •. . -. - • .. . . . . . ._- . •. , '- • ... . . . : .. - • . . . • ._ .. . • . . .. • • ... . n J ' . • * • - • . ):. . . . • . __ . . • . •• ' , . . . " . . . . - . • ' . .. . ' . • • f . _ _ :.- . .. '.'• ' • • _ . . • . - .: ... - . . . .• ' . .. . . . . . (P"12.4 1240 I f#PT":":•••\ Sr p{/10 P‘'• 111( 0 t UM. PÁOCESSO N9 0831/000.813/83-815• . Acórdão n9-CSRF/03-01.233 erols\\»el' • ecomv' • VOTO VENCIDO DA CONSELHEIRA ENILA LEITE DE FREITAS CHAGAS - Está em litígio a isenção de imposto de importaçao que incidiria sobre marcapassos cardíacos implantáveis no corpo-hu- mano, importados desmontados, quase comi3letos. • Ao apreciar a materia, invoco, preliminarmente, odis .posto no art. 111 do C.T.N., que trata ca interpretação da lei tri- - •butária. Reza o dispositivo: ••"Art. 111. Interpreta-se literalmente a legislação tributária que disponha sobre:- I - (omissis) ;II- outorga de isenção: - III- (omissis)" •• • • Verifica-se que o mandamento legal e taxativo: a isen • . - ção sO abrange os casos especificados; sem ampliaçOes, e, por outro -_ • lado, não concede ao interprete a faculdade de e y igir outras condi- •_ çoes que não aquelas impostas na lei para a concessão do benefício. "In casu", a isenção repousa no permissivo contido no D.L. n9 1.622/78, mantida pela D.L. n9 1.726/79. O primeiro con- , cede a isenção a ."partes, peças e componentes importados, sem simi- • lar nacional, destinados ã fabricação dos aparelhos de que trata o • artigo anterior;".• • •O art. 29 do D.L. n9 1.726/79 é ainda mais claro, pe • -. wie o reproduzo: . .•• • . . Decreto - Lei n9 1.726 de 07.12.1979 • . • I H VlÇO II.I(OII1PAI. ' PROCESSO N9 0831/000.813/83-81 * 1°0 "6. AcOrdão n9-CSRF/03-01.233 • 40 Fe' Peat-, • "Art. 29 As iscnc3es ou reduçêcs do Imposto de impor taçHo e do Imposto sobro Produtos Industrializados/a • que se refere o artigo 19 ficam limitadas exclusiva- mente, de conformidade com a legisiaçao respectiva: • 1. omissis II. omissis • omissis IV. aos seguintes *casos:. • • • • 5. aparei'-os eletrênicos tipo "pacemaker" e "neuro estimulador", implantáveis no corpo humano, me- diante prétese, para respectivamente, comando de freqUencia cardíaca, inclusive os eletrodos, • • e esLimulaçEo do cérebro e outras estruturas do sistema nervoso, bem como suas partes, peças e componentes para fabricação destas;" • Do exame da legislação de regência resulta, como mui to bem assinala o ilustre•relator da decisão recorrida, Cons. PAULO DE ALMEIDA, que são -duas. as condiOes 'para o gozo da isenção: (1) que as partes e poças se destinem ã•fabricação de marcapassos cardí - acos;•.(2) que não tenham similar nacional. .. • •. . A interessada demonstrou claramente que ha um proces . so de fabricação no país, de certa complexidade, exibindo inclUsive fluxograma que demonstra a inclusão de pequena quantidade de compo- / nentes nacionais. Este aspecto, alias, não entra na discussão, pois se trata de projeto aprovado pelo que é o õrgão competente - para estabelecer o índice de nacionalização exigível para a conces- • são de deLerrainados benefícios. A isenção em questão não se prende .a eSte índice. • • •• Também a segunda condição expressa na lei - não ha- ver, similar nacional - esta comprovada, já que a CACEX . atesta o fa-. to'na guia de importação. • • Cumpridos os dois requisito, não há de se questionar a isenção do ~ost e importação para partes e peças de marcapas-. sos card1acosp _•. _ --„N ., 00 m~,..~oirwm. PROCESSO N9 0831/000.813/83-81--nz- b ., / . Acórdão n9-CSRF/03-01.233 . 4 -- ./P4Ras: Deixo de discutir welassificação tarif5ria, por en-. •0" ' " • tender, "data venia" das competentes opiniaes em contrãrio, que não é essa materia pertinente aos autos. . • - Finalmente, invoco o princípio geral de.direito de que a lei deve atender ao bem comum, nele se incluindo a sailde e a vida dos cidadãos. Onerar a entrada no país de márcapassos cardiacos,a. traves de tributação que eleva seu preço de mercado, significa frus tar a, função social da lei. 2, dificultar seu uso pela Previdencia Social e instituiçaes hospitalares beneficientes, prejudicando as . - cnSses menos favorecidas. Foi sábio o legislador ao atentar para I - estes aspecto atraves de isenção tributária dos marcapassos, enquan • . to não e possível fabricã-los no Brasil. Cabe ao julgador inclinar- -se diante desta sabedoria, e não procurar. sutilezasparageelaiose — concretize. . • ,. . , . -,. . . .. . - . ' . . . Nego provimento ao recurso especial • • -• . . - • .• . : - . ., • . _ , • Br a s I. 1 ia --- DF, em 03 de setembro ' de / 984. • • , / . • _ . • _ ••• • .. • ENILA LEITE D- FREITAS CHAGAS - RELATORA VENCIDA • .•. . . - .• _ - •_ _ . . . • , . . _. I . _ . . . _ . . . ' . . . _ . • - . . _ - - . . • . . . . . . . • . • • • . . . . • " . ... . .. . . • . . — e • • - . . . • . . . . . . . ' • . . . . . . . . , . • . . . • .
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Numero do processo: 11030.000131/88-71
Data da sessão: Wed Jun 26 00:00:00 UTC 1991
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DECISMO POR MAIORIA DE VOTOS - RECURSO QUE PRETENDE O EXAME DE MATERIA DIVERSA DA QUE FOI OBJETO DE DIVERGENCIA., INVIABILIDADE. Vistos, relatadas e discutidos os presentes autos de recurso interposto pela FAZENDA NACIONAL ACORDAM os Membros da Câmara Superior de Recursos Fis- cais, por unanimidade de votos, em NO conhecer do recurso, por ausên- cia dos pressupostos legais, nos termos da relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. a-a ci , .s Sessbes, em 26 de junho de 1991 MAR:4r r ny - PRESIDENTE ...1. roo ,,,_-...:. . e". _ ,,..., .C.. E 4 .A--,: O R , 4 727 ii(.- ;•• E ,LCKMIN . -,:ATOR 60.0, VISTO EM LUIZ FERNANDO !_INEI A DE MORAES --PROCURADOR DA FR SESSMO DE: • ZENDA NACIONAL Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselhei- ros: JOMO DIAS NETO, WALDEVAN ALVES DE OLIVEIRA, MARCIO MACHADO CAL- DEIRA, LOURIERDES FIUZA DOS SANTOS, CARLOS WALBERTO CHAVES ROSAS, MA- NOEL ANTONIO GADELHA DIAS, SEBASTIMO RODRIGUES CABRAL e BENEDICTO °NO- FRE EVANGELISTA. Ausente justificadamente os Cons , heiras AQUILES RG4'- DRIGUES DE OLIVEIRA e LUIZ ALBERTO CAVA MACEIRA. 11)\ À „ , , MINISTERIO DA FAZENDA CAMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS PROCESSO NR.11030/000.131/88-71 RECURSO NR.: RP/106-0.144 ACORDO NR.: CSRF/01-01.108 RECORRENTE : FAZENDA NACIONAL SUJEITO PASSIVO: JOAO STEFANI RELATOR IO A Fazenda Nacional recorre de parte da decisão consubs- tanciada no Acórdão nr. 106-2.372, consistente na conclusão de que houve erra na identificação do sujeito passivo, em imputação de dis- tribuição automatica de receita omitida. A maioria entendeu que have- ria de se aplicar o disposto no art. 80. do Decreto-lei nr. 2.065/83, inclusive quanto ao exercício de 1984, vencidos os eminentes Conse- lheiros AQUILES RODRIGUES DE OLIVEIRA E MARIO ALBERTINO NUNES, que neste particular a rechaçavam. O recurso argumenta que no caso a tributação na pessoa física tinha como pressuposto, lucro omitido por pessoa jurídica sujei- ta à tributação com base no lucro presumido, enquanto o art. 80. do DL. 2.065/83 pressupunha empresa sujeito ao regime do lucro real. Em contra-razbes, pede o sujeito passivo o improvimento do recurso. E o relatório. , 14 ,_ MINISTERIO DA FAZENDA CAMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS PROCESSO NR. 11030/000.131/8S-71 ACORDO NR. CSRF/01-01.108 VOTO Conselheiro JOSE EDUARDO RANGEL DE ALCKMIN, Relator Preliminarmente, voto pelo não conhecimento do recurso, por entender ausentes os seus pressupostos legais. Com efeito, nos termos da lei o recurso tem lugar quando a decisão não foi unânime, vale dizer, tem a instância superior a missão de resolver as dimen soes sobre matéria de fato ou de direito estabelecida entre Conse- lheiros - e decididos contrariamente à Fazenda - no julgamento do re- curso voluntário. Ora, na caso a recorrente não pretende que prevaleça a tese defendida pela corrente minoritária, mas sim que venha a ser ado- tada uma terceira posição a qual sequer chegou a ser controver- tida na instância a QUO. Não vejo, nesses termos, condiçOes para que possa o recurso prosperar, com o que dele não conheço. Brasília-DF., 26 de junho de 1991 „ice n igh 111 • JO-E EDU^-60 RANO DE ALCK' N RELATOR 'yÁik Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1
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Numero do processo: 10640.000044/2002-28
Data da sessão: Tue Apr 24 00:00:00 UTC 2012
Ementa: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTARIA
Ano-calendário: 1997
COMPENSAÇÃO. DESISTÊNCIA DE EXECUÇÃO JUDICIAL.
No caso de titulo judicial em fase de execução, a compensação somente poderá ser efetuada se o sujeito passivo comprovar, junto à unidade da Secretaria da Receita Federal, a sua desistência perante o Poder Judiciário.
Numero da decisão: 3201-000.961
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado.
Vencidos os Conselheiros Marcelo Ribeiro Nogueira e Luciano Lopes de Almeida Moraes.
Nome do relator: DANIEL MARIZ GUDINO
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DESISTÊNCIA DE EXECUÇÃO JUDICIAL. No caso de titulo judicial em fase de execução, a compensação somente poderá ser efetuada se o sujeito passivo comprovar, junto à unidade da Secretaria da Receita Federal, a sua desistência perante o Poder Judiciário. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. Vencidos os Conselheiros Marcelo Ribeiro Nogueira e Luciano Lopes de Almeida Moraes. Marcos Aurelio Pereira Valadão Presidente. Daniel Mariz Gudiño Relator. EDITADO EM: 15/05/2012 Participaram também da sessão de julgamento os conselheiros: Judith do Amaral Marcondes Armando, Luciano Lopes de Almeida Moraes, Mara Cristina Sifuentes. Ausente justificadamente a conselheira Mércia Helena Trajano D'Amorim. Relatório Por bem descrever os fatos ocorridos até a data da prolação do acórdão recorrido, transcrevo abaixo o relatório do órgão julgador de 1ª instância, incluindo, em seguida, as razões de recurso voluntário apresentado pela Recorrente: Em decorrência de auditoria interna procedida junto à contribuinte, foi lavrado Auto de Infração de fl. 14, Fl. 70DF CARF MF Impresso em 21/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/05/2012 por DANIEL MARIZ GUDINO, Assinado digitalmente em 15/05/2012 por DANIEL MARIZ GUDINO, Assinado digitalmente em 20/06/2012 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO 2 relativamente a fatos geradores ocorridos no anocalendário 1997, exigindolhe o recolhimento de um crédito tributário no montante de R$ 5.320,43, sendo R$ 1.971,45 a título de Cofins. De acordo com a Descrição dos Fatos e Enquadramento Legal, parte integrante da peça fiscal, o lançamento, relativo ao(s) 1º trimestre(s) do anocalendário 1997, decorreu da falta de pagamento da contribuição, motivada por informação em DCTF de compensação com crédito de processo judicial que não foi comprovado. Inconformada com a imposição, a contribuinte ingressou com impugnação, alegando, em síntese, que os pagamentos foram efetuados por compensação, ação ordinária nº 94.01020132, conforme Certidão da Justiça Federal de 1ª instância anexada. Na decisão de primeira instância, proferida na Sessão de Julgamento de 08/12/2010, a 2ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Juiz de Fora (MG) julgou improcedente a impugnação da Recorrente, conforme Acórdão n° 0932.805 de fls. 2426: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL – COFINS Anocalendário: 1997 FALTA DE RECOLHIMENTO Caracterizada a falta de recolhimento, deve persistir o lançamento. ASSUNTO: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTARIA Anocalendário: 1997 PENALIDADE. RETROATIVIDADE BENIGNA. Por força do disposto no art. 18 da Lei nº 10.833/2003, com as alterações posteriores, e da retroatividade benigna estabelecida no art. 106 do CTN, é incabível a aplicação da multa de ofício em conjunto com tributo ou contribuição espontaneamente declarados em DCTF. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido em Parte A Recorrente foi cientificada do teor do acórdão por intimação postal, em 03/02/2011 (f1. 29), tendo protocolado seu recurso voluntário em 03/03/2011 (fls. 30/43), o qual, em síntese, reitera os argumentos de sua impugnação (fls. 01/02). Na forma regimental, o processo digitalizado foi distribuído e, posteriormente, encaminhado a este Conselheiro Relator em 01/03/2011. É o relatório. Fl. 71DF CARF MF Impresso em 21/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/05/2012 por DANIEL MARIZ GUDINO, Assinado digitalmente em 15/05/2012 por DANIEL MARIZ GUDINO, Assinado digitalmente em 20/06/2012 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO Processo nº 10640.000044/200228 Acórdão n.º 3201000.961 S3C2T1 Fl. 2 3 Voto Conselheiro Daniel Mariz Gudiño Por estarem presentes os pressupostos de admissibilidade previstos no Decreto nº 70.235 de 1972, conheço o recurso voluntário e passo a analisálo. O cerne da disputa consiste em saber se a Recorrente atendeu aos requisitos legais quando efetuou a compensação. Isso porque, de acordo com o art. 14, § 6º e 17, caput e § 1º, da Instrução Normativa SRF nº 21 de 1997, a Recorrente deveria ter formulado pedido de compensação no qual anexaria cópia do inteiro teor do processo judicial que reconheceu o crédito e da respectiva sentença. E mais, deveria ter comprovado junto à unidade da SRF a desistência, perante o Poder Judiciário, da execução do título judicial, assumindo todas as custas do processo, inclusive os honorários advocatícios. Considerando que a fiscalização apurou a falta de recolhimento da COFINS com base na Declaração de Contribuições e Tributos Federais – DCTF da Recorrente, verifica se que não foi formulado pedido de compensação, pois, segundo o art. 66 da Lei nº 8.383 de 1991 e o próprio art. 14 da Instrução Normativa SRF nº 21 de 1997, compensação de créditos e débitos relativos a tributos de mesma espécie independe de requerimento. De fato, noticia a Recorrente que, durante fiscalização realizada no âmbito do Processo Administrativo nº 10640.004938/9949, apresentou certidão de inteiro teor da ação de execução diversa por título judicial nº 94.01026408, emitida pela Secretaria da 1ª Vara da Seção Judiciária de Juiz de Fora em 11/10/2001 (fls. 04/05). Contudo, a certidão supramencionada ainda não mencionava o seu pedido de desistência formulado em 15/06/2001 e tampouco a decisão que homologou o seu pedido em 20/11/2001. Tais fatos constaram apenas da nova certidão emitida em 11/12/2001, a qual somente foi juntada no recurso voluntário (fls. 48/49). Da mesma forma, a decisão que comprova a homologação da desistência da ação executiva somente foi juntada aos autos do presente processo administrativo quando da interposição do recurso voluntário (46/47). Segundo a petição de desistência que também foi acostada naquela oportunidade (fls. 44/45), a justificativa foi justamente a compensação realizada em 1997, nos termos da Lei nº 8.383 de 1991. Resta claro, portanto, que a Recorrente tinha direito legítimo de compensar o saldo credor de FINSOCIAL com débitos de COFINS, porém, ao arrepio do art. 14, § 6º e do art. 17, caput e § 1º, da Instrução Normativa SRF nº 21 de 1997, exerceu tal direito sem antes cumprir os requisitos infralegais. Ora, se é verdade que o art. 66 da Lei nº 8.383 de 1991 permitia à Recorrente compensar créditos e débitos de mesma espécie e destinação legal sem prévio requerimento às autoridades competentes, não é menos verdade que esse mesmo dispositivo lhe submetia às instruções normativas que vigorariam quando da compensação. Confirase: Art. 66. (omissis) Fl. 72DF CARF MF Impresso em 21/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/05/2012 por DANIEL MARIZ GUDINO, Assinado digitalmente em 15/05/2012 por DANIEL MARIZ GUDINO, Assinado digitalmente em 20/06/2012 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO 4 § 4º As Secretarias da Receita Federal e do Patrimônio da União e o Instituto Nacional do Seguro Social INSS expedirão as instruções necessárias ao cumprimento do disposto neste artigo. No âmbito do Superior Tribunal de Justiça, há vários julgados que respaldam o entendimento supra, porém, um em particular merece destaque em função da similitude com o caso em pauta. Tratase do Recurso Especial nº 1.031.396/MG cuja ementa transcrevo abaixo: TRIBUTÁRIO. RECURSO ESPECIAL. PIS. COMPENSAÇÃO REALIZADA POR MEIO DE DCTF. CASO CONCRETO QUE APRESENTA IRREGULARIDADE. INSCRIÇÃO EM DÍVIDA ATIVA EM RAZÃO DOS DÉBITOS NÃOPAGOS. POSSIBILIDADE. RECURSO ESPECIAL CONHECIDO E NÃOPROVIDO. 1. Tratase de recurso especial fundado nas alíneas "a" e "c" do permissivo constitucional, interposto por Lojas Volpi Ltda., em sede de mandado de segurança, contra acórdão que reconheceu legal a inscrição da sociedade contribuinte em dívida ativa em razão de débitos informados em DCTF, mesmo não tendo havido manifestação sobre a homologação da compensação efetivada por meio desse mesmo documento (DCTF). Informam os autos que a recorrente, favorecendose de decisão judicial transitada em julgado no ano de 2003, procedeu, mediante DCTF, à compensação de todo o valor do crédito oriundo da repetição dos valores recolhidos por força dos DL 2.445 e 2.449 de 1998. No entanto, a Fazenda Pública realizou a inscrição da sociedade em dívida ativa em razão do nãopagamento da importância objeto de compensação, por reconhecer existente o débito e ter considerado irregular o procedimento utilizado pela contribuinte. 2. A irresignação não merece amparo, por se tratar de caso que possui contornos particulares, porquanto a conduta exercida pela Receita Federal encontrase revestida de inteira legalidade. Revelam os autos que em 11/08/1999 foi apresentada DCTF em a qual a contribuinte informou a compensação de débitos de PIS referentes aos meses de maio e de junho de 1999, direito que se alega oriundo de decisão judicial com trânsito em julgado. Entretanto, à época, a compensação era regulada pela INSRF 21/97, que tornava necessária a apresentação da sentença com trânsito em julgado à autoridade fazendária, como forma regular de exercício do direito já obtido judicialmente. Esse cuidado não foi observado. 3. Ademais, apenas em 13/02/2003 ocorreu trânsito em julgado da sentença na qual, em 1999, a recorrente amparou a compensação fiscal que realizou a seu próprio talante. Os autos expressam com clareza essa circunstância particular: A impetrante apresentou sua DCTF em 11/08/99, conforme o recibo de fls 25. Naquela época a compensação era regulada pela Instrução Normativa SRF Nº 21/97. O artigo 12 desta Instrução Normativa admitia a compensação de créditos decorrentes de sentença judicial transitada em Fl. 73DF CARF MF Impresso em 21/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/05/2012 por DANIEL MARIZ GUDINO, Assinado digitalmente em 15/05/2012 por DANIEL MARIZ GUDINO, Assinado digitalmente em 20/06/2012 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO Processo nº 10640.000044/200228 Acórdão n.º 3201000.961 S3C2T1 Fl. 3 5 julgado, atendido o disposto no artigo 17, e formalizada mediante Pedido de compensação. O artigo 17, com a redação da IN SRF 73/97, dizia para anexar ao Pedido de Compensação uma cópia do inteiro teor do processo judicial e da respectiva sentença transitada em julgado, juntamente com a desistência de sua execução. A impetrante não cumpriu nenhuma destas formalidades. A decisão de sua ação só transitou em julgado em 13/02/2003 e ela não apresentou Pedido de Compensação. Portanto, embora tenha declarado que compensou e que não tinha saldo devedor quanto àquelas competências, esta declaração não extinguiu o crédito da Fazenda. A Declaração de Compensação do artigo 74 da Lei 9.430, com a redação da Lei 10.833/03, é uma maneira inteiramente nova de fazer a compensação, que não pode ser aplicada, por expressa vedação, a crédito que tenha sido objeto de compensação não homologada pela Receita Federal (artigo 74, parágrafo 3º, inciso V). A "compensação" declarada pela impetrante não foi homologada, pois não foi objeto de Pedido de Compensação. Como ela declarou, na DCTF, que devia a quantia que veio a ser inscrita, embora tenha declarado também que ela foi objeto de compensação irregular, a inscrição foi correta. 4. Temse por legal o débito que, à época reconhecido na DCTF, foi considerado não pago e por conseguinte inscrito em dívida ativa. 5. Recurso especial conhecido e não provido. (REsp 1031396/MG, Rel. Ministro JOSÉ DELGADO, PRIMEIRA TURMA, julgado em 27/05/2008, DJe 23/06/2008) Também no âmbito deste E. Conselho Administrativo de Recursos Fiscais a discussão é antiga, havendo inclusive acórdão da Câmara Superior de Recursos Fiscais a confirmar o entendimento do Superior Tribunal de Justiça. É o que se depreende da ementa abaixo transcrita: COFINS — COMPENSAÇÃO COM FINSOCIAL — No caso de titulo judicial em fase de execução, a compensação somente poderá ser efetuada se o sujeito passivo comprovar, junto à unidade da Secretaria da Receita Federal, a desistência, perante o Poder Judiciário, da execução do título judicial. (Acórdão CSRF/0202.004, RD Conselheiro Henrique Pinheiro Torres, Sessão de 05/07/2005) Diante de todo o exposto, nego provimento ao recurso voluntário, mantendo o crédito tributário na íntegra. Fl. 74DF CARF MF Impresso em 21/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/05/2012 por DANIEL MARIZ GUDINO, Assinado digitalmente em 15/05/2012 por DANIEL MARIZ GUDINO, Assinado digitalmente em 20/06/2012 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO 6 É como voto. Fl. 75DF CARF MF Impresso em 21/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/05/2012 por DANIEL MARIZ GUDINO, Assinado digitalmente em 15/05/2012 por DANIEL MARIZ GUDINO, Assinado digitalmente em 20/06/2012 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO
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Numero do processo: 00805.051203/81-00
Data da publicação: Tue Dec 29 00:00:00 UTC 2009
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Numero do processo: 13973.000324/2008-58
Data da sessão: Tue Jan 22 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Mon Jun 10 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/11/1999 a 30/09/2007
MULTA. NÃO APRESENTAÇÃO DE DOCUMENTOS À FISCALIZAÇÃO. INFRAÇÃO CARACTERIZADA.
Considerando que a multa prevista no art. 283, II, j, do Regulamento da Previdência Social (aprovado pelo Decreto n. 3.048/1999) é fixa, independentemente da quantidade de documentos que se deixou de apresentar, o afastamento da exigência de apresentação de alguns dos documentos listados no Relatório Fiscal não tem o condão de elidir a infração cometida.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2403-001.815
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso.
Carlos Alberto Mees Stringari- Presidente
Carolina Wanderley Landim Relatora
Participaram do presente julgamento os conselheiros: Carlos Alberto Mees Stringari, Marcelo Magalhães Peixoto, Ivacir Júlio de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Carolina Wanderley Landim e Maria Anselma Coscrato dos Santos.
Matéria: Outras penalidades (ex.MULTAS DOI, etc)
Nome do relator: CAROLINA WANDERLEY LANDIM
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ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/11/1999 a 30/09/2007 MULTA. NÃO APRESENTAÇÃO DE DOCUMENTOS À FISCALIZAÇÃO. INFRAÇÃO CARACTERIZADA. Considerando que a multa prevista no art. 283, II, j, do Regulamento da Previdência Social (aprovado pelo Decreto n. 3.048/1999) é fixa, independentemente da quantidade de documentos que se deixou de apresentar, o afastamento da exigência de apresentação de alguns dos documentos listados no Relatório Fiscal não tem o condão de elidir a infração cometida. Recurso Voluntário Negado.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. Carlos Alberto Mees Stringari- Presidente Carolina Wanderley Landim Relatora Participaram do presente julgamento os conselheiros: Carlos Alberto Mees Stringari, Marcelo Magalhães Peixoto, Ivacir Júlio de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Carolina Wanderley Landim e Maria Anselma Coscrato dos Santos.
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NÃO APRESENTAÇÃO DE DOCUMENTOS À FISCALIZAÇÃO. INFRAÇÃO CARACTERIZADA. Considerando que a multa prevista no art. 283, II, ‘j’, do Regulamento da Previdência Social (aprovado pelo Decreto n. 3.048/1999) é fixa, independentemente da quantidade de documentos que se deixou de apresentar, o afastamento da exigência de apresentação de alguns dos documentos listados no Relatório Fiscal não tem o condão de elidir a infração cometida. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. Carlos Alberto Mees Stringari Presidente Carolina Wanderley Landim – Relatora AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 97 3. 00 03 24 /2 00 8- 58 Fl. 87DF CARF MF Impresso em 10/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/06/2013 por CAROLINA WANDERLEY LANDIM, Assinado digitalmente em 04/06 /2013 por CAROLINA WANDERLEY LANDIM, Assinado digitalmente em 06/06/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 2 Participaram do presente julgamento os conselheiros: Carlos Alberto Mees Stringari, Marcelo Magalhães Peixoto, Ivacir Júlio de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Carolina Wanderley Landim e Maria Anselma Coscrato dos Santos. Fl. 88DF CARF MF Impresso em 10/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/06/2013 por CAROLINA WANDERLEY LANDIM, Assinado digitalmente em 04/06 /2013 por CAROLINA WANDERLEY LANDIM, Assinado digitalmente em 06/06/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 13973.000324/200858 Acórdão n.º 2403001.815 S2C4T3 Fl. 88 3 Relatório Tratase de Auto de Infração lavrado contra a empresa em epígrafe, com amparo no artigo 33, §§ 2° e 3°, da Lei 8.212/1991, c/c artigos 232 e 233, parágrafo único, do Regulamento da Previdência Social — RPS (aprovado pelo Decreto n° 3.048/1999), em razão de não ter esta apresentado, no curso da Fiscalização, os seguintes documentos relativos ao período de 01/11/1999 a 30/09/2007: Livro Diário ou comprovação de sua dispensa; Livro Razão ou comprovação de sua dispensa; Livro Caixa, incluindo toda a movimentação financeira, no caso da dispensa de apresentação dos Livros Diário e Razão; Livro de Registro de Inventário; e Folhas de pagamentos das remunerações pagas a todos os segurados a seu Serviço. Tais documentos foram solicitados em Termo de Intimação Fiscal – TIAF, datado de 15.01.2008, conforme se verifica do Relatório Fiscal da Infração (fl. 9 dos autos). Em face do descumprimento de tal obrigação, foi aplicada à ora Recorrente multa no valor de R$ 11.951,21 (onze mil, novecentos e cinqüenta e um reais e vinte e um centavos), com base nos artigos 92 e 102, da Lei 8.212/91; artigo 283, II, "j", e artigo 373, do RPS; e artigo 9°, V, da Portaria n° 142 do Ministério da Previdência Social, de 11 de abril de 2007. O contribuinte impugnou o auto de infração, sob os seguintes fundamentos: Foram disponibilizados à Fiscalização todos os documentos relacionados no Termo de Inicio da Ação Fiscal (TIAF). Contudo, a fim de facilitar seu trabalho, o Auditor requereu, de forma verbal, que esses arquivos fossem apresentados em meio digital. As solicitações fiscais devem ser feitas formalmente, conforme dispõe o artigo 196 e 197 do CTN, o que não ocorreu em relação aos arquivos magnéticos, que foram requeridos de forma verbal. Justifica que não forneceu os arquivos em forma digital em razão da empresa de contabilidade responsável não ter conseguido preparar em tempo hábil, face à impossibilidade de compactálos em arquivos digitais, como também por a empresa responsável ainda não dispor de recurso eletrônico próprio para compactar os dados em um só sistema. Não houve recusa na entrega dos documentos, mas problemas em fornecê las na forma pretendida, ou seja, em arquivos digitais. Fl. 89DF CARF MF Impresso em 10/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/06/2013 por CAROLINA WANDERLEY LANDIM, Assinado digitalmente em 04/06 /2013 por CAROLINA WANDERLEY LANDIM, Assinado digitalmente em 06/06/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 4 Requer a nulidade do auto de infração por entender que as solicitações verbais, não previstas em TIAF, implicam em cerceamento do seu direito de defesa. Em seguida, aduz que estaria obrigada a manter a guarda apenas dos livros obrigatórios, constantes das leis e regulamentos, e dos documentos que lastrearam os respectivos lançamentos. Alega que é empresa de pequeno porte, estando, portanto, dispensada de algumas obrigações acessórias, como escrituração contábil, sendo indevida qualquer outra exigência que não esteja prevista na legislação. A Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Florianópolis proferiu acórdão de nº 0714.058(fls.27/29), em 19/09/2008, com as seguintes conclusões: Em razão da edição da Súmula 8, pelo Supremo Tribunal Federal – reconhecendo que as contribuições previdenciárias estão sujeitas ao prazo decadencial de cinco anos, deve ser reconhecida a decadência do direito do Fisco de solicitar documentos relativos às competências anteriores a janeiro/2003; A Impugnante, ora Recorrente, se confunde quanto ao objeto da Autuação, que não se fundamenta na não apresentação de documentos digitais solicitados verbalmente, mas sim no não atendimento de TIAF; A Impugnante se contradiz, pois ora aduz que entregou parte da documentação, ora afirma que toda a documentação sempre esteve disponível; O descumprimento da obrigação de exibir o Livro de Registro de Inventário não se abriga na hipótese legal que fundamentou o auto de infração;vale dizer, o artigo, 33, §2°, que obriga a empresa a exibir os livros relacionados com as contribuições previdenciárias, pois o citado Livro não é utilizado na fiscalização de tais contribuições. A não apresentação deste Livro, portanto, não pode motivar o lançamento. Cabe a cominação de multa ao contribuinte apenas pela nãoexibição dos livros Diário e Razão (que são dispensados na hipótese de empresas enquadradas no SIMPLES Nacional), ou do Livro Caixa e das folhas de pagamento, todos referentes ao período de 01/2003 a 09/2007. Como a multa lançada é fixa, a não apresentação de quaisquer dos documentos comentados motivaria o seu lançamento. O lançamento foi mantido. Inconformada com a aludida decisão, a Recorrente interpôs Recurso Voluntário repetindo os argumentos da impugnação. É o relatório. Fl. 90DF CARF MF Impresso em 10/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/06/2013 por CAROLINA WANDERLEY LANDIM, Assinado digitalmente em 04/06 /2013 por CAROLINA WANDERLEY LANDIM, Assinado digitalmente em 06/06/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 13973.000324/200858 Acórdão n.º 2403001.815 S2C4T3 Fl. 89 5 Voto Conselheira Carolina Wanderley Landim Relatora O recurso voluntário preenche os requisitos formais de admissibilidade e é tempestivo, devendo ser conhecido. Preliminares Da nulidade Deve ser afastada a alegação de nulidade, amparada em suposto cerceamento do direito de defesa. Tal alegação tem como fundamento o fato de a fiscalização ter solicitado verbalmente arquivos digitais, tendo a sua não entrega motivado a aplicação da penalidade. Contudo, a autuação não está fundada na falta de apresentação de arquivos digitais, e sim na falta de entrega dos documentos listados às fls. 9, objeto de TIAF entregue à empresa, datado de 15.01.2008. Mérito A Recorrente alega que entregou à Fiscalização “boa parte” dos documentos solicitados durante a Fiscalização. Aduz, ademais, que solicitou à Fiscalização, verbalmente, que lhe informasse se havia algum documento pendente, concedendo prazo para entrega. Tendo em vista que a solicitação dos documentos cuja não apresentação motivou o lançamento da multa foi formalizada em TIAF, não caberia à Fiscalização informar à Recorrente se tais documentos estavam ou não pendentes de apresentação, cabendolhe fazer o controle do que havia sido apresentado e do que estava pendente de apresentação, formalizando eventuais pedidos de prorrogação de prazo, se necessário. A Recorrente não faz prova da apresentação dos documentos solicitados no TIAF de 15 de janeiro de 2008, tampouco apresenta qualquer pedido formal de prorrogação desse prazo. Alega a Recorrente, ademais, que é empresa de pequeno porte desobrigada à escrituração contábil, e, portanto, só estaria obrigada a dispor dos livros previstos em legislação federal. De fato, como bem pontuou a decisão recorrida, sendo a Recorrente empresa de pequeno porte optante do SIMPLES, estaria ela desobrigada da apresentação dos Livros Diário e Razão. Em contrapartida, estaria obrigada à apresentação do Livro Diário e Livro Registro de Inventário. Mesmo afastando a exigência do Livro Registro de Inventário, conforme decidido pela Delegacia de Julgamento na decisão recorrida, remanescia para a Recorrente a obrigação de apresentar o Livro Caixa e folhas de pagamento relativos ao período não atingido pela decadência. Neste contexto, considerando que a multa prevista no art. 283, II, ‘j’, do Regulamento da Previdência Social (aprovado pelo Decreto n. 3.048/1999) é fixa, Fl. 91DF CARF MF Impresso em 10/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/06/2013 por CAROLINA WANDERLEY LANDIM, Assinado digitalmente em 04/06 /2013 por CAROLINA WANDERLEY LANDIM, Assinado digitalmente em 06/06/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 6 independentemente da quantidade de documentos que se deixou de apresentar, o afastamento da exigência de apresentação de alguns dos documentos listados no Relatório Fiscal não tem o condão de elidir a infração cometida. Levando em conta que a multa foi aplicada no valor mínimo, sem qualquer majoração, entendo que a penalidade deve ser mantida, por não ter a Recorrente provado o cumprimento do TIAF, quanto aos documentos a que realmente estava obrigada. Face ao exposto, mantenho o lançamento. É como voto. Carolina Wanderley Landim Fl. 92DF CARF MF Impresso em 10/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/06/2013 por CAROLINA WANDERLEY LANDIM, Assinado digitalmente em 04/06 /2013 por CAROLINA WANDERLEY LANDIM, Assinado digitalmente em 06/06/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI
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