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DE 1961 Recorrente BRASTEMP S.A. SUC. DE MULTIBRAB INDÚSTRIA DE APARELHOS DO MÉSTICOS LTDA. Recorrido DELEGACIA DA RECEITA FEDERAL EM SANTO ANDRÉ (SP) DECADÊNCIA - Tendo sido declarado nulo um Auto de Infração por Acórdão do 19 Con- selho, esta decisão não pode ser tida co- mo início do prazo decadencial, pois não se trata de anulação, tipificada pelo in- ciso II do art. 173 do C. T. N.,no caso. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por BRASTEMP S.A. SUC. DE MULTIBRAS INDÚSTRIA DE APARELHOS DOMÉSTICOS LTDA. ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, dar prov ento ao recurso. Vencido o Conselheiro Amador Outerelo Fernánde . ~ ; Sala das Sess6es 4 ), em 26 de agosto (V1981 / 7 - --' - 00, AMADOR OU " '••NANDEZ PRESIDENTE "sã. A? / 7---j' i , 0 , , - ,__--(_.. (.40 or kir/ , Art-111: ' 04 49 S .1' 'INn FIL doK, / RELATOR 'fII 1 I Ji e i I 7 L/40 f /. / VISTO EM A rn iMEEMILSON /:A TOS D r 7 A"- ALHO PROCURADOR DA SESSÃO DE: 2 7 ADU Mit 1 FAZENDA NACIO / NAL . .._ RECURSO DA FAZENDA NACIONAL N9 : N40 ,,LJJ 6, , Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselhei- ros: SYLVIO RODRIGUES, FRANCISCO DE ASSIS MIRANDA, CARLOS ALBERTO GONÇALVES NUNES, RAUL PIMENTEL, LUIZ ANDRÉ NETO (suplente) e OLAVO JOÃO GALVÃO (suplente). ' j SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N. 0805/065.986/70 RECURSO te: 83.434 ACÓRDÃO N.": 101-72.571 RECORRENTE: BRASTEMP S.A. SUC. DE MULTIBRÃS INDÚSTRIA DE APARELHOS DOMÉSTICOS LTDA. RELATÓRIO - BRASTEMP S.A., com sede à rua Marechal Deodoro n9 2785, São Bernardo do Campo, Estado de São Paulo, recorre tempes- tivamente a este Conselho de Contribuintes contra decisão singu- lar, de fls. 741 a 746, que deferiu em parte o Auto de Infração , determinando o prosseguimento na cobrança do crédito remanescente, no valor de Cr$ 29.705,00 de imposto de renda, acrescido da multa de 50%. A origem do presente processo foi o Lançamento ex- officio, notificado em 15 de março de 1966, conforme fls. 491,pos teriormente anulado pelo Acórdão n9 66.474, de 2 de julho de1974. No dia 25 de junho de 1979 foi lavrado Auto de Infração, de fls. 665, com os seguintes dizeres: "As infraç6es aqui consignadas foram objeto do Au- to de Infração de 13/07/64 (f is. 87) e de lançamento suplementar ex-officio, anulado por vicio formal pelo Egrégio 19 Conselho de Contribuintes; sendo o presente lavrado face do disposto no inci- so II do artigo 173 do Código Tributário Nacional". - Em sua impugnação tempestiva, alega o seguinte: -- Foi surpreendida com uma nova autuação fiscal, no ;/; À dia 25 de junho de 1979, por supostas infraçOes à legislação do ‘ DMF - RJ/1.° C - C - Secgraf - 1600/7 - SERVIÇO PUBLICO FEDERAL PROCESSO N9 0805/065,986/70 3. Acórdão n9 101-72.571 Imposto de Renda no exercício de 1961. É de se notar claramente que a autuada não tem nem mais os valores originais para poder se defender. Preliminarmente, o lançamento é nulo, porque a fisca lização quer fazer ressurgir um lançamento que já nasceu morto , pois o Sr. Delegado não o autorizou, quando naquele tempo era exi- gido tal procedimento. Por essa razão, já, em 26 de junho de 1970, a empresa pediu o arquivamento do processo, o que foi deferido pe- lo então Inspetor da Receita Federal do Ipiranga. A decisão foi re formada pelo Sr. Delegado da Receita Federal de São Paulo, mas res tabelecida pelo Conselho de Contribuintes, cujo acórdão se encon- tra às fls. 658 e 659 do processo: "NULIDADE DE LANÇAMENTO. Legíti mo o ato da autoridade singular de primeira instância que torna nu lo lançamento efetuado sem a assinatura do despacho da autoridade competente autorizando-o". Entretanto, é imperdoável a decisão da Divisão de Tributação, dando um despacho e afirmando que o Conselho houvera anulado o Auto de Infração e, baseado no art. 173 do C. T. N., la- vrou-se outro Auto de Infração. Passa, então, a autuada, a dissertar sobre ato nulo, de fls. 724 a 727, diferenciando-o do ato anulável. A Fazenda está decadente do direito de constituir o credito tributário. "Tratando-se de tributo relativo ao exercício de 1961, é óbvio que, nessa hipótese, já caducara, como efetivamen te já caducou em 31 de dezembro de 1966, o direito de a Fazenda Fe deral constituir, por via de lançamento regular o suposto crédito tributário reclamado por via de processo iniciado em 1964, cujo lançamento foi declarado NULO pela instância singular, e cuja deci são foi confirmada pelo Egrégio Primeiro Conselho de Contribuintes em 1974, e, por absurdo, reativado agora através de um malsinado e nulo Auto de Infração". No mérito, a autuada refere-se às alegaçOes já prola tadas no primeiro processo, cujo Auto foi declarado nulo. — As xerox juntadas foram alteradas. Alguns valores f4 SERVIÇO PUBLICO FEDERAL PROCESSO N9 0805/065.986/70 4. AcCirdão n9 101-72.571 ram, inclusive, eliminados. Sobre os pagamentos ã Companhia Comercial Brasmotor, comprova como as despesas operacionais foram necessárias, assim co mo são operacionais as despesas adquiridas como ferramentas. As reservas dizem respeito às garantias para funcio- namento das máquinas e são necessárias. Os honorários pagos são justos, bem como são necessários os pagamentos com assistência téc nica. Em seu recurso, de fls. 750 a 757, repet com outras palavras as mesmas alegaçOes, anteriormente relatada f), É o relatOrio. 2/3 !,,. ,_... SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 0805/065.986/70 5. Acórdão n9 101-72.571 VOTO Conselheiro AGOSTINHO SERRANO FILHO, Relator: A autoridade fiscal pretende aplicar, ao caso sub-ju- dice, o disposto no item II do artigo 173 do C. T. N., que fixa, co _ _ mo inicio do prazo decadencial, a data em que se tornar definitiva a decisão que houver anulado, por vicio formal, o lançamento ante _ riormente verificado. Acontece, porém, que esta Câmara, através do acorda() n9 66.474, por unanimidade de votos, deu provimento ao recurso de contribuinte, para considerar nulo o lançamento, como foi lido no relatório. Desta maneira, estamos diante de um ato nulo, inexis- tente no mundo jurídico, que, de forma alguma, não se poderá confun — dir com ato anulado, que teve existência momentânea no mundo jurídi _ co. Sendo nulo, ao contrário, jamais existiu. Por isso, nunca pode- rá ser sanado, por carecer de qualquer valia jurídica. Portanto, não se aplica, ao caso em foco, o disposto no artigo 173, item II do Código Tributário Nacional. Se as infraçOes, apontadas no Auto, foram praticadas no ano-base de 1960, exercício de 1961, o direito de se proceder no lançamento do imposto extinguiu-se em 1966. Tendo sido lavrado este Auto de Infração, que agora está em julgamento, no dia 25 de junho de 1979, obviamente os atos praticados no ano-base de 1960 não podem mais ser alcançados por este Auto de Infração. É precisamente isto o que está previsto no artigo 517, item I do RIR/75, bem como no item 1 do artigo 711 do RIR/80. ) A ação fiscal anterior, à qual se pretende dar conti- i- nuidade, teve seu termo final ao transitar em julgado o Acórdão n9 , 66.474, de 02/07/74, não se vislumbrando, pois, qualquer possibili- dade de se considerar, como ponto de partida inicial para efeito de -- contagem do prazo decadencial, a data em que o aludido acórdão tra 2 SERVIÇOPUBLICOFEDERAL PROCESSO N9 0805/065.986/70 6. Acórdão n9 101-72.571 sitou em julgado. Por essas razões, acolho a preliminar argrlida, para considerar decadente o direito de a Fazenda Nacional constituir o credito tr'eutãrio, ficando prejudicado o julgamento das quest6es de mérito 5 . ) , ,- If # é."--2‹,tÉD (26/720.-Cee 2";:aD ireS I Ho SERRANO FILHO /P RELATOR Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1 _0000600.PDF Page 1 _0000700.PDF Page 1
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Numero do processo: 00810.053065/82-70
Data da publicação: Mon Dec 21 00:00:00 UTC 2009
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Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recutso interposto por HELIUS BOER: ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso, no termos do relatório e voto que passam a integrar o presen citte julgad 411) , Sala das S-sscesA DF) 24 de maio de 1984 / / /r, ,,i' AMADOR 0 k-f 2d ,, F r— NÁNDEZ - PRESIDENTE E MAIOR -- VISTO EM Akf2n.74.----INHOrd- S - PROCURADOR DA FAZEN SESSÃO DE: DA NACIONAL .... Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselheiros: RAUL PIMENTEL, FERNANDO CICERO VELLOSO, SYLVIO RODRIGUES, CARLOS ALBER TO GONÇALVES NUNES, FRANCISCO DE ASSIS MIRANDA, AGOSTINHO SERRANO Ff: LHO e BRAZ JANUÁRIO PINTO SERVIÇO PUBLICO FEDERAL PROCESSO N.2 0810/053.065/82-70 RECURSO N.° : 42.649 ACÓRDÃO N.° : 101-75.240 RECORRENTE: HELIUS BOER RELATÓRIO Segundo a pela bésica de fls. 8 e seus anexos, exi ge-se do recorrente o tributo e demais encargos incidentes sobre o lucro arbitrado na pessoa jurídica Importadora Buda Ltda.,daqUal o contribuinte acima descrito 5 sóao com 50% da totalidade do capi- tal social, sendo os restantes 50% pertencem "à. sua esposa, de con- formidade com o disposto no art. 3.4, inciso "I" do Decreto n9 85.450 de 4.12.80. Embora tenha impugnado tempestivamente a exigência fiscal (f is. 11/13) e a autoridade julgadora singular tenha tornado insubsistente a exigência no processo matriz, conforme se observa do documento de fls. 16/18, o lançamento foi mantido no primeiro grau de jurisdição, lendo-se na ementa do decisório recorrido. "Aplica-se, no processo da pessoa fí- sica, o decidido no da pessoajm~ do qual decorrência. Lançamento• procedente? Cientificado da decisão em, 13/12/83 (ARs:de fls. 2-6/30), em 22/12/83, o autuado fez protocolizar o recurso de fls. 32/35, onde, em síntese, alega que, tendo a defesa da firma IMPORTA DORA BUDA LTDA., sido acolhida e anulado o auto de infração, em • decorrência, também a presente exigência deveria ter sido , julgada insubsistente; tal, todavia, não ocorreu, d7 sua pretensão de ver anulado o lançamento por este Conselh o F - RJ/1.° C - C - Secgraf - 1600/75 • PROCESSO N9 0810/053.065/82-70 03. SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL Acórdão n9 101-75.240 Em razão de diligência determinada pela Secreta- ria deste Conselho, esclareceu a Fiscalização: "O Processo retornou do Primeiro Con selho de Contribuintes para esclare- cero destino do processo prinCipal de n9 0810-053.066/82-32 da IMPORTA- ! DORA BUDA LTDA. Compulsando os elementos constan- tes daquele processo, verifica-seque já na Decisão de ia. instância, a exigencia fiscal foi totalmente exo- nerada (cópia às fls. 16/18), tendo o Sr. Delegado recorrido de ofício ao Sr. Superintendente da 8a. Região Eis-cal em face do limite de alçada esta . ! belecido pela IN-SRF 085/82. A despeito da exoneração do crédi to tributário no processo principal, a decisão de fls- 19/20, proferida prematuramente visto que época o recurso de ofrcio no fora apreciado, manteve a exigelncia decorrente cons- tante destes autos. Por conseguinte, e tendo em vista 1! que a Decisão proferida no proces- so matriz se tornou definitiva por- quanto o valor do credito tributário ;1 exonerado foi inferior ao novo limi- te de alçada fixado na IN-SRF 093/83 conforme despacho cuja cOpia se .en,-) H contra às fls. 45, deveria, a exigen cia destes autos, ser cancelada de oficio, portiálccorrencia do fato gera '!-dor. Entretanto, como o presente pro- cesso se encontra em julgamento na 2a instância, proponho o retorno ao Pri- meiro Conselho de Contribuintes." 11! ;1!)É o relatório I PROCESSO N9 0810/053.065/82-70 04. SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL AcOrdão n9 101-75.240 VOTO Conselheiro AMADOR OUTERELO FERNÂNDEZ, Relator: Estã patente nos presentes autos o manifesto equí voco em que incorreu a autoridade julgadora singular ao manter a presente exigência, apôs haver declarado insubsistente o fato que lhe deu causa, nos autos do processo instaurado contra a pessoa ju rldica (matriz). Acolhendo, assim, razOes da Fiscalização, dou provimento ao recurso. ) / AMADOR OU FEFEN ANDEZ - PRESIDENTE e RELATOR Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1
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Numero do processo: 10380.002788/87-40
Data da publicação: Mon Dec 21 00:00:00 UTC 2009
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Recorrida DELEGACIA DARECEITA FEDERAL EM FORTALEZA (CE). IRPJ - OMISSÃO DE RECEITA - PASSIVO FICTI- CIO - A manutenção, no passivo, de obriga- ções já pagas, caracteriza omissão de re- ceita, ressalvada ao contribuinte a prova da improcedência da_presunção, que no caso dos autos não logrou produzi-1a. Negado provimento ao recurso. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por AGUANBAMBI TINTAS LTDA.: ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, negar provimen- to ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar' o presente julgado. Sala das Sessões (DF), em 17 de outubro de 1989. / URGELL: '_ LOP:S - PRESIDENTE 4A S " •'' ReDR f , -MBER — RELATOR Ar AFONSO ELS' FERREIRA - e CAMPOS - PROCURADOR DA FA47- VISTO EM ZENDA NACIONAL SESSÃO DE: 1 8 jk,, Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselhei- ros: CARLOS ALBERTO GONÇALVES NUNES, FRANCISCO DE ASSIS MIRANDA, CRIS TõVÃO ANC RIETA DE. PAIVA, CELSO ALVES FEITOSA, RAUL PIMENTEL : e JOSr EDUARDO RANGEL DE ALCKMIN. 2 SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 10380-002.788/87-40 RECURSON9: 94.639 ACÓRDÃON9: 101-79.265 RECORRENTE : AGUANHAMBI TINTAS LTDA. R E_LATÕRIO Recorre a epigrafada, já qualificadanos- autos, da decisão de primeiro grau que indeferiu parcialmente a impugnação ao auto de infração de fls. 03. A exigência é de imposto de renda pessoa jurídica' no valor equivalente a 3.388,69 OTN's, que mais os acréscimos le- gais elevou-se a 5.716,38 OTN's, até 31-03-87, em razão de irregu- laridades apuradas através de ação fiscal externa desenvolvida na empresa, a saber: "Omissão de receita caracterizada por falta de comprovação de contas do passivo, configurando passivo fictício: Exercício de 1985, período-base de 1984: Valor tributável Cr$ 180.327.340 Exercício de 1986, período-base de 1985: Valor tributável . •. . . Cr$ 224.998.270 Cientificada em 31-03-87, fls. 03, em 29-04-87, a contribuinte impugnou a exigência, fls. 41 a 53, mais os anexos de fls. 54 a1'19, através de procurador habilitado, conforme instru- mento de fls. 55, alegando, em s.intese: /17, DRAF DF/19 C-C - Secyraf - 1600175 SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 10380-002.788/87-40 3 Acórdão n9101-79.265 "- que não existe passivo não comprovado ou_ a descoberto e que a exigência tributária vai além da capacidade econômica da empresa; - que as duplicatas arroladas no processo não foram pagas, por impossibilidade financeira e pela não exigibilidade por parte dos credores sabedoras da difícil situação que atravessava a defendente e junta ao processo, as certidões de fls. 58 a 70, passada pelos cartórios ,de protesto, onde consta diversos títulos protes tados e ditos como não pagos, os quais rela-Z, ciona; - que outros títulos ainda não pagos, constam do passivo da empresa, sendo, todavia, impos- sível sua apresentação, por terem sido atingi dos pela prescrição quinquenal, haja vista T sua emissão, que data dos anos de 80 a 83; - que na parte relativa ao mérito, a suplican te, mediante a farta documentação anexada _ --e- probante, demonstra a improcedência, da presun ção de omissão de receita tipificada no arti- go 180 do RIR/80, incorrendo, portanto, o fa- to gerador e a relação obrigacional; - que r pelo que expõe, o auto de infração de que se defende resulta nulo, requerendo pela improcedência do procedimento fiscal, bem as- sim, das exigências reflexas decorrentes." Na fase de informação fiscal o autuante intimou a impugnante a apresentar as notas fiscais de compras relativas às duplicatas relacionadas na impugnação, juntando aos autos, fls. 123.a 157, as que lhe foram apresentadas. Realizadas diligências junto aos fornecedores, pa_ ra comprovação das datas dos efetivos pagamentos das citadas du- plicatas, o autuante, na informação fiscal, fls. 244/245 e 300, assim se manifestou, em resumo: II - que a farta documentação anexada aos autos' pela empresa, não comprova a não existência de passivo, ou seja, o não pagamento de suas dívidas com seus fornecedores; - que em resposta ã sua intimação, a defenden te apresentou 33 notas fiscais correspondente a 90 duplicatas, quando constam 135 duplica= tas na relação de fls. 45 a 50 apresentadas pela impugnante; A(1)' SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 10380-002.788/87-40 4 Acórdão n9 101-79.265 - que das 90 duplicatas correspondentes às_ 33 notas fiscais apresentadas, apenas 40 cons tam da relação preparada pela empresa mesmo assim, algumas com números ou valores erra-- dos; - que constatou no livro Diário da firma CON DUGEL S/A., que as duplicatas 0516/02 e 0517/ 03, foram pagas em 02-04-84 e 24-08-84, res- pectivamente; - que verificou junto ã empresa BORGES S/A„ que a mesma recebewaduplicata 122397 emiti r. da por SIKA S/A. em 19-09-85, por débito em sua conta-corrente; - que a duplicata 57705-02 foi debitada na conta corrente do vendedor autônomo EDSON RO SENDO DE SOUZA; - que, em decorrência das provas juntadas ao processo, a base de cálculo e o valor do im- posto em OTN passam aos seguintes valores: Período-Base _‘ Base de Cálculo Imposto em OTN: 1984 176.795.756 2.532,68 1985 217.656.392 951,68" Decisão de primeiro grau, fls. 302 a 306, julgan- do a ação fiscal parcialmente procedente que, em razão da informa ção fiscal reduziu as bases tributáveis para Cr$ 176.795.756 _ e Cr$ 217.656.392, nos exercícios financeiros de 1985 e de 1986, res pectivamente. Ciência da decisão em 11-05-89, fls. 309. Irresignada, a recorrente interpôs o apelo de fls. 310 a 317, em 09-06-89, no qual reafirma, em parte, suas ra- zões de impugnação; cita doutrina; e ao final requer a reforma da decisão recorrida ou, caso entenda diferente este Conselho, a re- dução da base de cálculo do imposto em 80%, para coadunar a pena imposta com as possibilidades econômicas do contribuinte. Anexou aos autos com o recurso os documentos (cópias de certidões),_ de fls. 318 a 330. É o relatório. SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 10380-002.788/87-40 5 Acórdão n9 101-79.265 VOTO_ _ Conselheiro CÂNDIDO RODRIGUES NEUBER, Relator: O recurso é tempestivo. Os autos nos dão notícia da constatação de omis- são de receita, caracterizada pela não comprovação de parte das obrigações constantes do passivo, contas Fornecedores , e Financia mentos. Como reforço de suas razões de defesa a recorren te relacionou várias duplicatas e cópias de certidões de cartó- rios de protestos de títulos na tentativa de comprovar a efetivi dade de parte das obrigações para com fornecedores. Tais razões se resumiram a meras alegações, pois vieram desacompanhadas de qualquer elemento probante, uma vez que as referidas certidões comprovam tão somente o. protesto dos títulos não pagos logo após os seus vencimentos, nada comprovando sobre a existência das obrigações, ainda_assim, a fiscalização,' cautelosamente, através de custosas diligências, em várias par- tes do país e no interesse da autuada, trouxe aos autos provas colhidas junto aos fornecedores da inexistência da maior parte das obrigações, que realmente foram quitadas e figuravam indevi-_ damente no balanço da autuada. Como resultado das diligências realizadas dos to tais de Cr$ 180.327.340, tributado no período-base de 1984, e de Cr$ 224.998.270.+ Cr$ 2.117.099, tributados no período-base de 1985, as parcelas de Cr$ 3.531.584 (0,02%) e de Cr$ 9.458.977 (0,04%), respectivamente, foram excluídas da tributação, por não ter sido identificadas as datas de seus pagamentos, ou seja, fo- ram consideradas como passivo real. Com base nesses insignificantes percentuais a re corrente deseja, simplesmente, que se considere como reais, _di- versas outras obrigações, que ela mesma sequer sabe identificar' <2A SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 10380-002.788/87-40 6 Acórdão n9 101-79.265 quais são, quando o contrário é que autorizaria tal entendimento vale dizer, provado serem reais a maior parte das obrigações po- der-se-ia admitir como reais percentuais ínfimos não comprovados. Registre-se que do total do passivo não comprova do, apurado no período-base de 1985, a fiscalização excluiu o va lor tributado, ao mesmo titulo, apurado no período-base anterior, entendimento do qual não compartilha este Conselho (Acórdão n9 CSRF/01-390/84). O artigo 180,_do RIR/80, dispõe que a manutenção no passivo, de obrigações já pagas autoriza a presunção de mis.- são de receita, ressalvada ao contribuinte a prova da improcedên cia da presunção, prova esta que, no caso dos autos, a recorren- te não logrou efetuar, Com efeito, a contribuinte escuda,se tão somente, numa alegada incapacidade financeira em saldar o crédito tributá rio, não trazendo aos autos nenhum elemento que pudesse ensejar revisão da criteriosa decisão singular- Da mesma forma, Co pleito da suplicante de ver re duzido em 80% o crédito tributário, sob o argumento de se adequar_ a exigência ã sua-capacidade econômico/financeira, caso não _se, jam acolhidas suas razões, carece de amparo legal. Pelas razões expostas oriento o meu voto no sen- tido de negar provimento ao recurso. Á,1111/111/tig."-- l' A n 5 DO /RODR GU 1EUBER - RELATOR Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1 _0000600.PDF Page 1
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()6() • O () ,:e) „ 2 9 7/ ''..? '2. - 76 !:f-.4P.S d e 29 de a b r' :i. 1. d e :1 99 ,4 if:1:01:;!.1)Pir..3 II „ 1 ()1. . 86 „ 51 O Re(:-..0 r'ss(:) n r ,„ :: .17 .7 „ 841 - 1 R1:: '1 :: - E.::<5.....; 1 '9 f:::: '....) c., 'I 988 Re co r . i-e....n t. e.-:, e ...C( 13 E 1T 1P:1 11.1 I 1.21 (....:11. ',..)111 S R I. 'f.41. 1' RO Re cf.:)r r :i. (j a 1: DR!" E. 1I 'y'ff1:',.'.(.:1 I 1 ,11 Iff:.; •• 1113 PET.:E.:L11::'Çfi() 1)C) 1.;:.E(:::111.4:S(:) . 1:),.i! ,....ic.?,..::i .s.a.e) J.::,.:k I.)E=r .::•:J. r JE, cttr -is J....., v (...) 1 J. ti .4 1: -ÉJ. ;'' :i. C) „ t O t'..-:!? :., CM). !Da 1' C: :i t 1. „ C: Ofn e l' e :i 1. c) .:Jst t -is pe.:1 'I 5 :i - '-‘)(:) ,, Ci et) 1.' i' C) 1:1(.::, 1' r :i I""i I: .i .P. (:i :i :'ii.15 5 (.7..? f.3. t I. :i. 11 "t' f....)5 :"ft 1::. i. Oil C: ..i. ::-.4. ci. de C: ri :5"::::(0 „ t )5 I:) !' .: :it Z. C)5 5 C..) l'" .2"..C:i C: (.:)1 :t !.. . 1. i 't t.t C)5 11 1::) X C: 1. t.t :i. t!Ci C) "' 5 !:'..!' 1 ! .:A *5 !. !..i .:!. CX:)1! ta C.! fã fll O C! :i..:A C! 1:3 :I n1 e: :i J:::/ e incitti nelJ::) se J.:) f...1 e) ,../J:::J J 1 c:si f113::)! 1 1.C) i :;!. C) et !. I' 1SC) p I' C) C) !::: (:):! Á Z. 't C! C) .:'á 1:)(5:5 z!!)15C4, C) tiit d c.., c.) pr 1- r 1) 1...â.I. Cl ..i.,:':‘*:5 f, i 'I 'ã.C.:" é e/ e' '::: e r C:01 -1 he c: :i. (:1 c) .., r.)e..Jr per em p te) V :i. o 1 . i.:-.Js ., r• Jy.,! ti .:A 1... ci C)15 e d :1 5 Cu 't :i. ci eis c3is r) I' ci.' 5 C.)11 I.' 05 c'f!. I ! 1; co de 5 o ri. rl 1 i:-.;., r pe.) '::5 I: J:::, por J:J)SE: MARI A ini I.. V E. E; R .1 BE: 1: F.: c) :: A C.j.:JR D AI/ 1:: ..;I:5 Mel:11bl' i'.:)5 Cl .:R. F:' i' ri foly...i. r.,:). í:::'á fika I' .:':t 3:.:1 O 1 :: ' !' .:i fi :I ff:) ...i r J:::J í :::::3 i 1 • s. (:,.., ..1 1 .JJ:::, eliD 1 :: o J 's "I r':i 1 ..)t t :i J": "t e's „ lie) r (11 !1'! ri 2! ::. 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C (:.)11 ..::: u.= 1 1 r • ert 5 :! JE.:2:E.:R. DE: (31_ ,:r VE: I F!.A C AND 1: DO „ Ilin1110E; 1 .. (211 %1 1 (3N :I C..) (3A r.:1 E.1.. HÁ I) 1: Ét 5.3 „ :::E:1 .30 Al...k..)ES 1:. •.:*1 1. ( :33A „ RA1.11 . PIPIE:NI E:1 ... „ R OB E.R. I C) kl I 1.1 :IAM (.3(3N Ç:Al...',...) E: s e SE: E-4; S I : T.Pitt R ODR I (.131..11:::...3 C:(:1}-31RAI .... ,.:,ej F - .2 _. SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL MINISTERIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES • PROCESSO Ni. 10660-000.297/92-76 RECURSO NR.: 22.541 . ACORDg0 MR.: 101-86.510 RECORRENTE u JOSE MARIA ALVES RIBEIRO R. E . L . A O . R . I. Q. A exigÊ,ncia tritmtária formulada no presente processo está relacionada. com O fato de haver a aut,c)rif.1,-ix.de fiscal apurado que ora Recorrw)te obteve ell4m-éstilmo junto à empresa C..(wistruktora Rio Pardo j LAda., da qual é sÓcio cotista, quando • empresa possuia lucro ac.ufnu.-- lado e reserva de lucro na data do emprestiolo. O empr g st..-11mo ocorreu. nos pericmk-.1 ,.s-1-.)ase de 1986 e 1982, nos valores respectivos de Cz$ 200.000,00 e Cz$ 1600.000,00 sendo re- 1. feridos valores, classificados na cédula "H" do sócio é ai tributados. nos exerci.i.j..o financeiros de 1987 e 1988, na forma prevista no art. 39, inciso VIII, c/ com o art.- 362, inc.i.so V do RIR/20, conforme ci....ins- ta do Auto de 1:11 4: raç".ãO de fls- 01/02. -Impugnando a exiTência alega o interessado que pab omi- tiu receit&A nos periodos indicados, uma vez que indicou os valores. ¡ dos empréstimos no quadro de "DIvidas e Õnus Reais", das reslum:t.i.vas declara0. :5"es de rendimentos. e que esses empréstimos foram objeto de au- tuaçao no processo de exigOncia do IRPJ, em nome da Constrtaora Rio Pardo Ltda. e se destinaram a qui.-t.,.açn de cotas de constru0b de uni- i dades condominiaís compradas pelo Impugnante. Assevera que os recursos.. i• aplicados nessas colas de constru0o reteW~. .f:k.ffl à empresa por ocasiab 1 das vendas, em valores corrigidos, os quais foram tributados, quando t.ri.tmidos. i... . _ '.... .1! . -_ SERVIÇO PUBLICO FEDERAL PROCESSO NR. 10660-000.297/92-75 Acórdão nr. 101-86.510 Pela decisão de fls. 29/31, a autoridade monocrática julgou a ação fiscal procedente, tendo em vista que, para infirmar a autuação o Impugnante teria que provar que não ocorreu o empréstimo ou que a empresa não possuia lucros acumulados ou reservas de lucros na data do empréstimo. Como nada foi provado, os valores emprestados pela empresa deveriam constar nas declarações de rendimentos do autuado, como renda, não como dívida. O art. 60 do Dec.-lei nr. 1.598/77, que é matriz legal do art. 367, inciso V do RIR/80, dispõe que se presume ter havido distribuição difarçada de Lucro no negócio pelo qual a pes- soa jurídica empresta dinheiro à pessoa ligada se, na data do emprés- timo possui lucros acumulados ou reservas de lucros_ Intimado dessa decisão em 10/03/93, (AR fls. 33) o in- teressadoprotocolizou em 12/04/93, suas razões de recurso de fls. 34, lida em plenário. E o relatório. 1,4)1 44p) SERVIÇO PUBLICO FEDERAL l'''ROCESSO „ 0 6(f.:, 0 () O f..) „ 7/ 92 • ?,: f.:= ICORDNO NR. )01 S6.510 YOXQ Conselheiro :FRANCISCO DE ASSIS MIRANDA, Relator: Dispe o art. 33 do P1-3-,c-u-...“.) Ádministrativo Iriffittáver.) baixado com o Decreto nr. "Aut. 33 Do decisão caberá recurso voluntário, total ou parcial, com efeito suspensivo, ,-.1,m)t; o de trinto dias seguintes a ciOncia da do cisão". Por seu turno o parãgrafo Onico do art. 50., estobele - CO2 "Parágrafo Unicm: - OS prazos serão (:...cmllnuos, excluin - se na sua contagem o dia do ini- cio e incluindo se o do vencimen' lo". O dia 09/03/93, caiu numa terço' -fi2iro, portanto a con- tagem do prazo iniciou co no dia st .....,gttinte (10/03/93), quarla -feira, e no dia 08/04/93 ilttinto -feira, prazo fatal para a prolocoli- zação da Ympugna0o. Entretanto esta somente foi protocolizado no dia 12/04/93 (segunda-feira), quando esgotado o prazo prevista no art- 33 do Decreto nr. /0.235/72. Nessas condiçffes o meu voto é pelo não o ....mhecimento do recurso, pov ocorrida a perempção. T..lrasIlia (DF), em 29 de abril de i994 , DF :: AS C.). .1. T. Fe. (.4 ". f:‘.1 OR Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1
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Numero do processo: 10540.000055/89-43
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CARDOSO & CIA. LTDA. Recorrid DELEGACIA DA RECEITA FEDERAL EM VITÓRIA DA CONQUISTA (BA) IRF-Anulada, por cerceamento do direito de defesa, a decisão de 19 grau prolatada no feito matriz, impõe-se também anular a de cisão de mesma instância no feito reflexo, em face da relação de causa e efeito exis- tente entre elas. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recur- - so interposto por ANTÔNIO G. CARDOSO & CIA. LTDA. ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Primeiro Conselho' de Contribuintes, por unanimidade de votos, determinar a remessa dos - autos ã D.R.F. em Vitória da Conquista-BA, a fim de que seja prolata - da nova decisão de primeiro grau, ã vista do que for decidido no pra cesso matriz, por força do Acórdão n9 101-79.384, de 20.11.89, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Sala das Sessões (DF), em 22 de novembro de 1989 / URGEP R Ir á LO ES - PRESIDENTE CRISTÓVÃO ANCHIETA DE PAIVA - RELATOR VISTO EM AFO FERREI - n DE CAMPOS - PROCURADOR DA FAZENDA NA- SESSÃO DE 8 CIONAL Participaram,ainda, do presente julgamento,os seguintes Conselheiros: CARLOS ALBERTO GONÇALVES NUNES, FRANCISCO DE ASSIS MIRANDA, RAUL_ PI- PIMENTELCÃNDIDO RODRIGUESNEUBERe JOSÉ EDUARDO RANGEL DE ALCKMIN.Auswte por motivo justificado o Conselheiro CELSO ALVES FEITOSA. 2 SERVIÇO PUBLICO FEDERAL PROCESSO N9 10540-000.055/89-43 REcURSON9: 54.312 ACORDAON9: 101-79.450 RECORRENTE : ANTÔNIO G.CARDOSO & CIA. LTDA. RELATÓR.I 0 Pelo Processo n9 10540-000.056/89-14, que transitou por - este Conselho e Cãmara sob o recurso n9 94.467, a Administração Tri - - butária promoveu contra Antônio G. Cardoso & Cia. LTDA., cobrança' de oficio de imposto de renda relativo aos exercícios de 1984 e 1985, incidente sobre receitas omitidas. Como decorrência daquele procedimento, emitiu-se a notifi- cação de lançamento de ofício de fls. 8, pela qual se exige,com fui - _ cro no artigo 89 do Decreto-lei n9 2.065/83, o imposto de renda na fonte resultante da distribuição dos lucros correspondentes as re- ceitas omitidas. O auto reflexo foi impugnado com o mesmo arrozoado da im- pugnação principal (fls. 1/7). Julgando, a autoridade monocrãtica prolata a decisão de fls. 12/14, que mantém a exigência reflexa, em sintonia com o julga - mento do feito matriz. Ciente da decisão em 18 de abril de 1989(fis. 16),a parte recorre em 17 de maio (fls. 18), juntando o mesmo recurso do princi pal, e no qual alega cerceamento do direito de defesa. - É o relatório °7 MÁ' swiçoNemonDERAL PROCESSO N9 10540-000.055/89-43 3 Acórdão n9 101-79.450 VOTO Conselheiro Cristóvão Anchieta de Paiva, Relator: A presente exigência é decorrência da cobrança principal' processada sob o n9 10540-000.056/89-14. A decisão recorrida neste . reflexo teve como pressuposto necessário o julgado em 1.. instância' naquele feito matriz. Ocorre, porém, que a referida decisão foi anulada pelo acórdão 101-79.384, desta Câmara, que viu ali cerceamento do direi- to de defesa. Ante isso, e tendo em vista a relação de causa e efeito existente entre ambos os processos, impOemse anular também a deci- são de fls. 12/14, determinando que outra seja proferida em face da - nova decisão a ser prolatada no feito matriz. Devolva-se o processo â repartição de origem. É o meu voto. t717 ,.., ----1, i i ,cc: --tr - CRISTÓVÃO ANCHIETA DE PAIVA - RELATOR. , , Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1
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Numero do processo: 12466.001513/96-10
Data da sessão: Mon Sep 27 00:00:00 UTC 2010
Data da publicação: Mon Sep 27 00:00:00 UTC 2010
Ementa: IMPOSTO SOBRE A IMPORTAÇÃO II
EXERCÍCIO: 1995
VALOR ADUANEIRO. AJUSTE.
O pagamento, pelo importador, de parcela proporcional ao valor de revenda do bem importado, destinada a custear despesas que, indiretamente, beneficiam .o exportador impõe, em cumprimento ao artigo 8, 1, “c” do AVAGATT, a realização de ajuste ao preço pago, para fins de cálculo do Imposto de Importação e do Imposto sobre Produtos Industrializados vinculado à importação.
Recurso Especial do Procurador Provido.
Numero da decisão: 9303-001.119
Decisão: Acordam os membros do colegiado, pelo voto de qualidade, em dar
provimento ao recurso especial. Vencidos os Conselheiros Nanci Gama (Relatora), Luciano Lopes de Almeida Moraes, Leonardo Siade Manzan, Maria Teresa Martínez López e Susy Gomes Hoffmann, que negavam provimento. Designado para redigir o voto vencedor o Conselheiro Luis Marcelo Guerra de Castro. Fez sustentação oral o Procurador da Fazenda Nacional, Moisés de Sousa Carvalho Pereira.
Matéria: Finsocial -proc. que não versem s/exigências cred.tributario
Nome do relator: NANCI GAMA
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ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A IMPORTAÇÃO II EXERCÍCIO: 1995 VALOR ADUANEIRO. AJUSTE. O pagamento, pelo importador, de parcela proporcional ao valor de revenda do bem importado, destinada a custear despesas que, indiretamente, beneficiam .o exportador impõe, em cumprimento ao artigo 8, 1, “c” do AVAGATT, a realização de ajuste ao preço pago, para fins de cálculo do Imposto de Importação e do Imposto sobre Produtos Industrializados vinculado à importação. Recurso Especial do Procurador Provido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, pelo voto de qualidade, em dar provimento ao recurso especial. Vencidos os Conselheiros Nanci Gama (Relatora), Luciano Lopes de Almeida Moraes, Leonardo Siade Manzan, Maria Teresa Martínez López e Susy Gomes Hoffmann, que negavam provimento. Designado para redigir o voto vencedor o Conselheiro Luis Marcelo Guerra de Castro. Fez sustentação oral o Procurador da Fazenda Nacional, Moisés de Sousa Carvalho Pereira. (assinado digitalmente) Henrique Pinheiro Torres Presidente. (assinado digitalmente) Nanci Gama Relatora (assinado digitalmente) Fl. 1DF CARF MF Emitido em 16/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 11/04/2011 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO Assinado digitalmente em 09/05/2011 por NANCI GAMA, 12/05/2011 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, 11/04/2 011 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO Processo nº 12466.001513/9610 Acórdão n.º 930301.119 CSRFT3 Fl. 2 2 Luis Marcelo Guerra de Castro Redator Designado. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Luis Marcelo Guerra de Castro, Judith do Amaral Marcondes Armando, Luciano Lopes de Almeida Moraes, Gilson Macedo Rosenburg Filho, Leonardo Siade Manzan, José Adão Vitorino de Morais, Maria Teresa Martínez López, Susy Gomes Hoffmann e Henrique Pinheiro Torres. Relatório Tratase de Recurso Especial interposto pela Fazenda Nacional com fulcro no artigo 5º, inciso I, do Regimento Interno da Câmara Superior de Recursos Fiscais, em face ao acórdão de n.º 30334.146, proferido pela Terceira Câmara do extinto Terceiro Conselho de Contribuintes, que, por maioria de votos, deu provimento ao Recurso Voluntário do contribuinte, para afastar a incidência do II e do IPI em operações de importação de veículos em que as concessionárias pagam à detentora do uso da marca no país, valor relativo à prestação de serviços e assistência técnica, conforme ementa a seguir: “Ementa: VALOR ADUANEIRO. Incabível o ajuste preconizado no art. 8º do Acordo de Valoração Aduaneira para agregar ao valor de transação valores pagos por concessionários de revenda de veículos automotores ao detentor da marca no Brasil, se ditos montantes não revertem, direta ou indiretamente, ao exportador.” Inconformada com a decisão de aludido acórdão, a Fazenda Nacional interpôs Recurso Especial por contrariedade à evidência das provas. A primeira alegação de contrariedade à evidência das provas foi referente à consideração de que as decisões exaradas nos processos de consulta de n.os 10168.003850/97 16 e 10168.003949/9737, nas quais o acórdão recorrido teria se baseado para afastar a incidência dos II e IPI nas operações semelhantes as do presente caso, teriam sido publicadas posteriormente ao presente lançamento, não podendo, segundo os artigos 48 e 51 do Decreto n.º 70.235/72, serem aplicadas in casu. Uma segunda alegação para afastar a aplicação de referidas decisões de consulta seria no que se refere ao mérito destas, o qual, segundo a Fazenda Nacional, versaria sobre matéria distinta da tratada nos presentes autos, eis que os embasamentos legais destas decisões foram diferentes dos utilizados no presente lançamento. A Fazenda Nacional, dando continuidade a suas argumentações, alega que o acórdão recorrido teria se equivocado, ainda, ao entrar no mérito de discutir se o preço dos veículos importados pela SETCO correspondem ou não ao valor de transação dos mesmos, cobrado das concessionárias. Considera, para tanto, que o cerne da discussão seria a necessidade ou não de se adicionar, ao valor aduaneiro, os valores que as concessionárias brasileiras, ao adquirirem veículos “ASIA” importados pela SETCO, são obrigadas a pagar para a ASIA MOTORS DO Fl. 2DF CARF MF Emitido em 16/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 11/04/2011 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO Assinado digitalmente em 09/05/2011 por NANCI GAMA, 12/05/2011 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, 11/04/2 011 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO Processo nº 12466.001513/9610 Acórdão n.º 930301.119 CSRFT3 Fl. 3 3 BRASIL, à título de “serviços” de manutenção que esta exerce para manter a qualidade da marca no Brasil. Com efeito, segundo a Fazenda Nacional, o critério para solucionar aludida discussão seria aquele previsto no artigo 8º do Acordo de Valoração Aduaneira, cabendo observar se a exportadora ASIA CO. INC. foi beneficiada direta ou indiretamente por referidos valores recebidos pela ASIA MOTORS DO BRASIL. Dando prosseguimento a suas alegações, a Fazenda Nacional argumenta ser evidente que a exportadora ASIA CO. INC. seria beneficiada indiretamente nessa operação, eis que os “serviços” prestados pela ASIA MOTORS DO BRASIL teriam nitidamente o objetivo de fortalecer a marca “ASIA” no Brasil, o que reverteria favoravelmente à exportadora. Alega, ainda, que não há o que se afastar a solidariedade entre a autuada e a ASIA MOTORS DO BRASIL, eis que, segundo o artigo 124, inciso I do CTN, “são solidariamente obrigadas as pessoas que tenham interesse comum na situação que constitua o fato gerador da obrigação principal”. Finalmente, restando superada a questão da incidência do II e do IPI, considera que devem ser aplicadas as multas, cujos vencimentos serão dados, respectivamente, na data do registro das DI’s e na data do desembaraço aduaneiro, devendo restarse mantido integralmente o auto de infração. O contribuinte foi intimado do despacho exarado pela ilustre presidente da Terceira Câmara do extinto Terceiro Conselho de Contribuintes, às fls. 1000/1001, a qual admitiu o Recurso Especial interposto pela Fazenda Nacional, por meio de intimação por edital Edital n.º 005/2008 nos termos do artigo 23 do Decreto n.º 70.235/72, com alterações introduzidas pelo artigo 67 da Lei n. º 9.532/97. Não foram apresentadas ContraRazões. É o relatório. Voto Vencido Conselheira Nanci Gama, Relatora Conheço do Recurso Especial interposto pela Fazenda Nacional, eis que tempestivo e, ao meu ver, encontramse reunidas todas as condições de admissibilidade previstas no artigo 5º, inciso I, do Regimento Interno desta Câmara Superior de Recursos Fiscais. Conforme se infere do relatório, as divergências trazidas aos presentes autos referemse a amplitude dos efeitos das soluções de consulta exaradas posteriormente a lavratura do presente auto de infração, bem como se o mérito dessas decisões abrangem o objeto discutido nos presentes autos e, também, se os valores pagos pelas concessionárias à detentora do uso da marca no país – ASIA MOTORS DO BRASIL, à título de “serviços”, devem ser adicionados ao valor aduaneiro por conta do disposto no artigo 8º do Acordo de Valoração Aduaneira. Fl. 3DF CARF MF Emitido em 16/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 11/04/2011 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO Assinado digitalmente em 09/05/2011 por NANCI GAMA, 12/05/2011 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, 11/04/2 011 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO Processo nº 12466.001513/9610 Acórdão n.º 930301.119 CSRFT3 Fl. 4 4 No que se refere ao alcance das decisões de n.os 14 e 15, ambas de 1997, exaradas pela própria Coordenação do Sistema de Tributação COSIT, nos processos de n.os 10168.003850/9716 e 10168.003949/9737, entendo que, realmente, os seus efeitos devam ser produzidos a partir das datas de suas publicações, conforme determinado pelos artigos 481 e 502 do Decreto n.º 70.235/72. Ocorre que, independentemente da data da lavratura do auto de infração ser anterior à data da publicação de aludidas decisões de consulta, o presente processo administrativo ainda encontrase em curso e, portanto, cabe a aplicação de referidas decisões, eis que anteriores ao presente julgamento. No que tange ao mérito de referidas decisões de consulta, entendo que suas aplicações sejam perfeitamente coerentes de serem realizadas no presente processo, eis que, a partir do momento que os processos de consulta tratam sobre a análise acerca da incidência ou não dos II e IPI em operações de importação de veículos, nas quais as concessionárias pagam às detentoras do uso da marca no país, valor relativo à prestação de serviços mercadológicos, assistência técnica e outros, restase evidente a similitude entre os seus objetos e o presente caso. Dessa forma, referidas decisões são aplicáveis à presente lide e, por suas vezes, afastam a incidência dos II e IPI em situações semelhantes à ocorrida nos presentes autos. Analisando o mérito da questão, em que a Fazenda Nacional alega que cabe a aplicação do item 1, alínea c, do artigo 8º, do Acordo de Valoração Aduaneira, sob o entendimento de que a exportadora ASIA CO. INC. seria beneficiada indiretamente com os serviços prestados pela detentora da marca no Brasil – ASIA MOTORS DO BRASIL – às concessionárias, e que, por esse motivo, deveria os II e IPI incidirem no presente caso, não procede, eis que apenas devem ser acrescentados, ao valor aduaneiro, aqueles valores que causem impacto no custo de importação e não os valores que são operados posteriormente a esta e que não guardam qualquer vínculo com esta. Inclusive, conforme já mencionado no acórdão recorrido, se manifestou nesse sentido o ilustre Conselheiro Sérgio de Castro Neves que, no voto exarado no acórdão de n.º 30331578, sumariza o entendimento desta Relatora: “No exame da matéria, em vários processos e em várias instâncias alguma discussão foi inutilmente despendida com relação à existência ou não de vinculação entre importador e exportador, bem como se essa eventual vinculação poderia haver afetado o preço de venda dos veículos. Tal discussão, repito, pareceme inútil, tendo em vista que o fundamento da autuação formalizada na peça vestibular não é a desqualificação do 1“Art. 48. Salvo o disposto no artigo seguinte, nenhum procedimento fiscal será instaurado contra o sujeito passivo relativamente à espécie consultada, a partir da apresentação da consulta até o trigésimo dia subseqüente à data da ciência: I de decisão de primeira instância da qual não haja sido interposto recurso; II de decisão de segunda instância.” 2“Art. 51. No caso de consulta formulada por entidade representativa de categoria econômica ou profissional, os efeitos referidos no artigo 48 só alcançam seus associados ou filiados depois de cientificado o consulente da decisão.” Fl. 4DF CARF MF Emitido em 16/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 11/04/2011 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO Assinado digitalmente em 09/05/2011 por NANCI GAMA, 12/05/2011 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, 11/04/2 011 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO Processo nº 12466.001513/9610 Acórdão n.º 930301.119 CSRFT3 Fl. 5 5 primeiro método de avaliação preconizado no Art. VII do GATT, mas sim a exigência do Fisco de que ajustes fossem aportados ao valor de transação, na forma do art. 8º do Acordo de Valoração Aduaneira. Tais ajustes seriam tendentes a incluir no valor de transação parcelas cobradas aos adquirentesrevendedores (ou seja, as denominadas “concessionárias) dos veículos pela recorrente, com o fito específico de remunerar a (...) detentora da marca. Dita parcela de preço é cobrada por uma empresa instalada no Brasil a outra empresa instalada no Brasil, em moeda corrente no País, e dela nenhuma fração é remetida ao exportador no exterior, nem posta à sua disposição aqui. Ela reverterá à [detentora da marca] que, embora evidentemente associada à fabricante e exportadora dos veículos, está constituída em território brasileiro, onde gera emprego e riqueza com a sua atividade, que compreende publicidade, assistência técnica e a administração da marca (...) Em que possível sentido pode ser dito que a prefalada parcela reverta “direta ou indiretamente ao vendedor”, como exigido pelo texto do art. 8º do Acordo de Valoração Aduaneira? (...) Ora, o que se poderia esperar de um contrato em que a empresa detentora de uma marca mundialmente prestigiosa nomeia outra empresa para representar e explorar a marca em certo território, senão a exigência de que a representante zele pela manutenção do prestígio e pela divulgação da marca da representada? Este, na verdade, é o negócio da representante. Ela vive disso, e a representante se beneficia de sua boa atuação na medida em que vende mais produtos naquele mercado consumidor específico. As relações comerciais envolvidas no caso sob análise não são essencialmente diferentes das que pautam a importação e distribuição em território brasileiro de marcar prestigiosas de relógios, ou de uísque, ou de roupas e acessórios. No entanto, a ninguém ocorre pretender ajustar o valor aduaneiro destas importações agregandolhe a parcela de remuneração dos detentores e representantes das marcas, paga pelos varejistas. Por razões que têm um componente psicológico possivelmente mais forte do que econômico, a comercialização de veículos importados no Brasil sempre mereceu tratamento diferenciado, quase preconceituoso, quando comparado àquele dado a outros tipos de produtos. Entendo, em suma, que as relações comerciais reveladas no processo em causa não evidenciam a ocorrência de valores ocultos revertendo direta ou indiretamente ao exportador, que justificassem os ajustes no valor de transação preconizados pelo art. 8º do Acordo de Valoração Aduaneira para a apuração da base de cálculo do Imposto de Importação.” Fl. 5DF CARF MF Emitido em 16/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 11/04/2011 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO Assinado digitalmente em 09/05/2011 por NANCI GAMA, 12/05/2011 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, 11/04/2 011 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO Processo nº 12466.001513/9610 Acórdão n.º 930301.119 CSRFT3 Fl. 6 6 Para consagrar este entendimento, e restarse extinguida a discussão sobre o tema, é de se mencionar o artigo 18, inciso I, do Decreto n.º 2.498/983 , o qual dispõe que não serão considerados, na apuração do valor aduaneiro, “os encargos relativos à construção, instalação, manutenção ou assistência técnica, executados após a importação, relacionados com a mercadoria importada”, não havendo o que se falar na inclusão destes ao valor aduaneiro, como pretende a Fazenda Nacional. Ora, é evidente que os serviços realizados posteriormente à importação não guardam qualquer vínculo com esta e, por esse motivo, não devem ser incluídos no valor aduaneiro, cabendo a outros institutos e a outra competência a tributação dessas atividades. Eis, inclusive, o motivo pelo qual bastaria, como o fez, que a SETCO colacionasse aos autos os documentos que comprovassem que o preço de exportação dos veículos correspondem ao valor de transação dos mesmos. Face ao exposto, conheço do Recurso Especial interposto pela Fazenda Nacional e, no mérito, negolhe provimento para afastar a inclusão, ao valor aduaneiro, de valores pagos pelas concessionárias à detentora da marca no país, à título de serviços e, portanto, restar totalmente improcedente a autuação. É como voto. Sala das Sessões, em 27 de setembro de 2010. (assinado digitalmente) Nanci Gama Relatora 3 “Art. 18. Na apuração do valor aduaneiro segundo o método do valor de transação não serão considerados os seguintes encargos ou custos, desde que estejam destacados do preço efetivamente pago ou a pagar pela mercadoria importada, na respectiva documentação comprobatória: I encargos relativos à construção, instalação, montagem, manutenção ou assistência técnica, executados após a importação, relacionados com a mercadoria importada; e II o custo de transporte após a importação.” (Grifouse) Fl. 6DF CARF MF Emitido em 16/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 11/04/2011 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO Assinado digitalmente em 09/05/2011 por NANCI GAMA, 12/05/2011 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, 11/04/2 011 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO Processo nº 12466.001513/9610 Acórdão n.º 930301.119 CSRFT3 Fl. 7 7 Voto Vencedor Conselheiro Luis Marcelo Guerra de Castro Redator Designado. Peço vênia para discordar da i. Conselheira Relatora, que demonstrou, com a habitual proficiência, os fundamentos que, segundo o seu ponto de vista, afastavam o ajuste ao valor aduaneiro promovido pelo Fisco. Antes de adentrar no mérito, fazse mister consignar preliminarmente que, a meu ver, não restou caracterizado o descumprimento dos comandos consignados nas soluções de consulta nos 14 e 15 por parte das autoridades autuantes ou julgadoras, eis que os fatos litigiosos não se encontram abrigados sob o pálio daquelas decisões. Em primeiro lugar, as mesmas foram editadas em data posterior à lavratura do auto de infração litigioso. Em segundo, e mais importante, em observância ao disposto no art. 46 do Decreto nº 70.235, de 19724 e ao § 1º, IV, do art. 3º da Instrução Normativa SRF nº 2, de 19975, vigente à época dos fatos, o caráter vinculativo da solução de consulta se circunscreve aos dispositivos para os quais se buscou obter a interpretação oficial do Fisco. Consequentemente, a vinculação à consulta limitase à interpretação dos dispositivos consultados que, conforme destacado nas ementas, são, além dos regulamentos Aduaneiro e do Imposto sobre Produtos Industrializados, os arts. 8, parágrafo 1, “a” 6, e 15 do Acordo sobre a Implementação do Artigo VII do Acordo Geral sobre Tarifas Aduaneiras e Comércio GATT 1994, ou simplesmente Acordo de Valoração Aduaneira (AVAGATT). Assim, segundo as soluções de consulta, os valores pagos “em retribuição aos serviços de pesquisa mercadológica, treinamento de pessoal, divulgação, sustentação e representação da marca no País”, .. “ainda que as Detentoras do Uso da Marca no Pais tenham atuado como Agente de Compras das Importadoras”.não se confundem com as rubricas indicadas no art. 8, 1, “a” do AVAGATT. Ou seja, que tais valores não se confundem com comissões de compra, hipótese do inciso “i”, nem, evidentemente, com quaisquer dos custos atrelados à embalagem, hipóteses dos incisos “ii” e “iii”. 4 Art. 46. O sujeito passivo poderá formular consulta sobre dispositivos da legislação tributária aplicáveis a fato determinado. 5 § 1º A consulta será feita mediante petição e deverá atender os seguintes requisitos: (...) IV indicação dos dispositivos que ensejaram a apresentação da consulta, bem assim dos fatos a que será aplicada a interpretação solicitada. 6 Artigo 8 1. Na determinação do valor aduaneiro, segundo as disposições do Artigo 1, deverão ser acrescentados ao preço efetivamente pago ou a pagar pelas mercadorias importadas: (a) os seguintes elementos, na medida em que sejam suportados pelo comprador mas não estejam incluídos no preço efetivamente pago ou a pagar pelas mercadorias: (i) comissões e corretagens, excetuadas as comissões de compra; (ii) o custo de embalagens e recipientes considerados, para fins aduaneiros, como formando um todo com as mercadorias em questão; (iii) o custo de embalar, compreendendo os gastos com mãodeobra e com materiais; Fl. 7DF CARF MF Emitido em 16/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 11/04/2011 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO Assinado digitalmente em 09/05/2011 por NANCI GAMA, 12/05/2011 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, 11/04/2 011 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO Processo nº 12466.001513/9610 Acórdão n.º 930301.119 CSRFT3 Fl. 8 8 Também não se pode olvidar, da ressalva contida na segunda parte da ementa da Decisão nº 15 (original não destacado): Os valores pagos pelas Importadoras às Detentoras do Uso da Marca no País integrarão a base de cálculo do IPI incidente na importação, sempre que esses valores forem acrescidos ao valor de transação da mercadoria, para fins de cálculo do Imposto de Importação. Ocorre que, analisando a Descrição dos Fatos que dá suporte à exigência litigiosa, verificase que a expressão “comissões”, utilizada para identificar os pagamentos realizados à pessoa jurídica Asia Motors, é sempre empregada entre aspas, deixandose claro que não pende acusação de que realizouse o pagamento a tal título. Aliás, para deixar clara a atipicidade dos pagamentos que, segundo as autoridades autuantes, deveriam ser acrescidos ao valor de transação, registram as autoridades fiscais, literalmente (trecho à fl. 07): As citadas “comissões” por outro lado não se confundem com quaisquer outros casos que sejam suportados pelos compradores, muitos deles passíveis de serem ajustados também. Por outro lado, após a competente diligência determinada pela Delegacia da Receita Federal de Julgamento restou efetivamente esclarecido que os pagamentos em questão, vinculados à revenda de veículos importados, se destinariam a remunerar os seguintes serviços, visando à promoção de vendas e incremento de negócios7: a) gerenciamento dos pedidos de fornecimento de produtos; b) suporte de publicidade institucional aos produtos; c) licenciamento do uso diversificado da Marca, expressões e sinais de propaganda; d) fornecimento de knowhow destinado a: d.1) avaliações situacionais mercadológicas, aos níveis local e nacional; d.2) estabelecimento de planos e metas; e) suporte para a realização de cursos e seminários, internos ou externos, objetivando: e.2) o desenvolvimento/aprimoramento/reciclagem em vendas; e.3) a reciclagem nos serviços de atendimento a clientes e pósvendas; f) interação com os serviços de assessoria e suporte em importação. Nessa linha, não se verifica qualquer vício na ação fiscal em razão de suposto descumprimento dos comandos emanados das decisões exaradas em sede de solução de consulta eis que, por um lado, os fatos geradores litigiosos não se encontrariam, ainda que 7 Conforme contrato juntado às fls. 205 e ss Fl. 8DF CARF MF Emitido em 16/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 11/04/2011 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO Assinado digitalmente em 09/05/2011 por NANCI GAMA, 12/05/2011 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, 11/04/2 011 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO Processo nº 12466.001513/9610 Acórdão n.º 930301.119 CSRFT3 Fl. 9 9 exclusivamente sob o ponto de vista formal, amparados pelo pálio do processo de consulta e, por outro, o dispositivo em que se fundamentou a exigência fiscal não foi alvo de decisão. Evidentemente, isso não tolhe a liberdade do julgador para, no mérito, filiar se às conclusões assentadas em tais decisões, como se observa na leitura do acórdão recorrido, o que igualmente afasta qualquer vício extrínseco do julgado. Decidir se a exegese correta é aquela adotada pelo Fisco ou pelos i. julgadores recorridos é justamente o ponto fulcral a ser enfrentado quando do julgamento do mérito presente Recurso Especial. Feito tal registro, passo a análise do mérito do recurso. O ponto principal da minha discordância do posicionamento da i. Conselheira Relatora reside na percepção de que, à luz do AVAGATT é perfeitamente legal e, consequentemente, obrigatória, em face do caráter vinculado do lançamento, a obtenção do “valor de transação ajustado”, como, aliás, consigna Acordo em sua introdução (original não destacado): 1. A base primeira para a valoração aduaneira, em conformidade com este Acordo, é o "valor de transação", tal como definido no Artigo 1. O Artigo 1 deve ser considerado em conjunto com o Artigo 8. que estabelece, inter alia, ajustes ao preço efetivamente pago ou a pagar nos casos em que determinados elementos, considerados como fazendo parte do valor para fins aduaneiros, corram a cargo do comprador, mas não estejam incluídos no preço efetivamente pago ou a pagar pelas mercadorias importadas. O Artigo 8 prevê também a inclusão, no valor de transação de certas prestações do comprador a favor do vendedor, sob a forma de bens ou serviços e não sob a forma de dinheiro. Os Artigos 2 a 7 estabelecem métodos para determinar Com relação a tal metodologia, anota Roosevelt Baldomir Sosa8 (original destacado): O valor de transação, portanto, pode ser encarado como uma resultante do preço da mercadoria em si considerada, mais as necessárias despesas de embarque, de colocação e entrega, além de outras rubricas, taxativamente enumeradas no artigo 8º do Acordo, que em conjunto, formam o preço efetivamente pago ou a pagar pelas mercadorias adquiridas. Notese, ademais, que necessidade do ajuste não está relacionada ao momento da prestação do serviço, mas à sua vinculação ao preço global da operação que fez vir a mercadoria do exterior. Levando em consideração tal ponto de partida, passo à análise fatos demonstrados a partir do contrato colacionado ao processo9:. 8 Valor Aduaneiro: Comentárpos às novas normas de valoração aduaneira no âmbito do Mercosul. São Paulo. Aduaneiras, 1996 9 Instrumento às fls. 205 a 209 Fl. 9DF CARF MF Emitido em 16/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 11/04/2011 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO Assinado digitalmente em 09/05/2011 por NANCI GAMA, 12/05/2011 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, 11/04/2 011 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO Processo nº 12466.001513/9610 Acórdão n.º 930301.119 CSRFT3 Fl. 10 10 Em primeiro lugar, a leitura de tal avença permite concluir que a Asia Motors do Brasil (contratada) é a detentora dos direitos exclusivos de importação, comercialização e distribuição dos veículos, de modo que depende desta a autorização para a realização da importação CONSIDERANDOSE que a CONTRATADA é a detentora dos direitos exclusivos de importação, comercialização e distribuição, no Brasil, de todos os produtos, assim como de ferramentas especiais, fabricados e/ou fornecidos pela Asia Motors Co., Inc., empresa existente segundo as leis da República da Coréia, os quais poderão ser importados diretamente pela CONTRATADA ou por terceiros pela mesma indicados, seja por razões de economia, redução de custos operacionais ou ainda simplificação de procedimentos administrativos, a critério da CONTRATADA; Mais adiante, resta consignada a vinculação entre os contratos de serviços e os de distribuição, este último que viabiliza a aquisição dos veículos importados: 3 0 presente contrato, firmado com as cláusulas de irretratabilidade e irrevogabilidade e sob condição suspensiva, vigorará pelo mesmo prazo de duração do Contrato de Distribuição de Veículos Automotores celebrado entre as partes contratantes e anteriormente mencionado, iniciandose sua vigência, no entanto, a partir do momento em que a CONTRATANTE esteja em condições técnicas para recepcionar as informações objeto deste contrato. Parágrafo 1º Caso, por qualquer motivo, o aludido Contrato de Distribuição de Veículos Automotores firmado pelas contratantes seja rescindido, tal ato acarretará na imediata e automática rescisão deste instrumento, sem prejuízo do pagamento das multas contratuais aqui estabelecidas. Parágrafo 2º Se o presente contrato for rescindido por justa causa imputável à CONTRATANTE, o Contrato de Distribuição de Veículos Automotores firmado entre as partes poderá, a critério da CONTRATADA, ser automática e imediatamente rescindido, sem prejuízo das sanções impostas por lei ou estabelecidas naquele instrumento contratual. A partir dessa leitura é possível concluir que o contrato que viabiliza a importação de veículos está atrelado ao que rege a prestação de serviços pelo detentor exclusivo do direito de importar os bens: um simplesmente não sobrevive sem o outro. Tratase, portanto, da figura que a doutrina classifica Contratos Coligados, no caso, unidos por dependência. Fl. 10DF CARF MF Emitido em 16/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 11/04/2011 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO Assinado digitalmente em 09/05/2011 por NANCI GAMA, 12/05/2011 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, 11/04/2 011 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO Processo nº 12466.001513/9610 Acórdão n.º 930301.119 CSRFT3 Fl. 11 11 Neste ponto, peço emprestada a lição de Orlando Gomes10, que, recorrendo a Enneccerus, define: A união de contrato apresentase, na classificação de Enneccerus, sob três formas: a) união meramente externa; união com dependência; c) união alternativa. (...) A união com dependência é a figura que mais se aproxima do contrato misto. Os contratos coligados são queridos pelas partes contratantes como um todo. Um depende do outro de tal modelo que sirvam a individualidade própria, por isso se distinguindo dos contratos mistos. A dependência pode ser recíproca ou não. Na primeira forma, dois contratos completos, embora autônomos, condicionamse reciprocamente, em sua existência e validade. Cada qual eu a causa do outro. Formando uma unidade econômica. Consequentemente, a análise fática da transação será realizada em razão da “unidade econômica” decorrente da soma desses dois instrumentos Outro ponto que chama atenção quando da leitura do referido instrumento é a metodologia empregada para o cálculo dos pagamentos a serem efetuados pelo distribuidor. Confirase (original não destacado) 2. A CONTRATANTE pagará à CONTRATADA, um percentual sobre o valor do faturamento de produtos efetuado pela importadora à CONTRATANTE, por ordem e conta da CONTRATADA, percentual esse a ser fixado pelas partes, caso a caso. Parágrafo 1º A CONTRATADA, ao seu exclusivo critério, poderá, mediante simples troca de correspondência, excluir, suspender ou isentar determinados produtos do montante total do faturamento efetuado por sua ordem, para a apuração do valor a ele devido, nos termos do caput desta cláusula. Como é possível observar, valor da prestação de serviços não é calculado em razão do serviço efetivamente prestado, mas em razão de um percentual sobre o valor de revenda dos bens importados. Relembrese, ademais, que, conforme já destacado anteriormente, dentre as parcelas custeadas com o referido percentual, calculado sobre o valor de revenda, está o “licenciamento do uso diversificado da Marca, expressões e sinais de propaganda” 11 Por outro lado, resta ainda registrar que parte significativa das despesas alegadamente custeadas com os valores pagos pelos distribuidores, revertem indiretamente em 10 Contratos. Rio de Janeiro. Forense, 1994, 14ª ed., atualizada por Humberto Theodoro Júnior, p. 104. 11 Parágrafo 1º, alínea "c", da Cláusula 1 Fl. 11DF CARF MF Emitido em 16/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 11/04/2011 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO Assinado digitalmente em 09/05/2011 por NANCI GAMA, 12/05/2011 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, 11/04/2 011 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO Processo nº 12466.001513/9610 Acórdão n.º 930301.119 CSRFT3 Fl. 12 12 favor do exportador, que, ao final, será o beneficiado com as ações voltadas à publicidade institucional dos produtos, licenciamento do uso da marca, expressões e sinais de propaganda, avaliações situacionais mercadológicas, aos níveis local e nacional, estabelecimento de planos e metas, dentre outras. Outrossim, não há qualquer prova nos autos de que os serviços que reverteriam em favor do contratante, como os ligados à área de capacitação, tenham sido efetivamente prestados. Somandose tais fatores, entendo configuradas as hipóteses em que o valor pago ou a pagar pela mercadoria deve ser ajustado, ex vi dos artigos 1, “c” e 8, caput e parágrafo 1, “c” e “d”, do AVAGATT. (originais não destacados) Artigo 1 1. O valor aduaneiro de mercadorias importadas será o valor de transação, isto é, o preço efetivamente pago ou a pagar pelas mercadorias, em uma venda para exportação para o país de importação, ajustado de acordo com as disposições do Artigo 8, desde que: (...) (c) nenhuma parcela do resultado de qualquer revenda, cessão ou utilização subseqüente das mercadorias pelo comprador beneficie direta ou indiretamente o vendedor, a menos que um ajuste adequado possa ser feito, de conformidade com as disposições do Artigo 8 Artigo 8 1. Na determinação do valor aduaneiro, segundo as disposições do Artigo 1, deverão ser acrescentados ao preço efetivamente pago ou a pagar pelas mercadorias importadas: (...) (c) royalties e direitos de licença relacionados com as mercadorias objeto de valoração, que o comprador deva pagar, direta ou indiretamente, como condição de venda dessas mercadorias, na medida em que tais royalties e direitos de licença não estejam incluídos no preço efetivamente pago ou a pagar; (d) o valor de qualquer parcela do resultado de qualquer revenda, cessão ou utilização subseqüente das mercadorias importadas, que reverta direta ou indiretamente ao vendedor. Como é possível verificar, diferentemente do que se poderia indagar, o AVA GATT não condiciona o acréscimo do valor dos Royalties ou Direitos de Licença ao fato deles terem sido pagos diretamente ao exportador, basta que eles estejam atrelados ao valor da mercadoria. Da mesma forma, não há que se falar na necessidade de reversão direta quando se discute o ajuste consignado na alínea “d”: Se algum percentual da revenda beneficia o exportador, ainda que indiretamente, esse benefício deve ser considerado para efeito de cálculo do valor de transação. Fl. 12DF CARF MF Emitido em 16/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 11/04/2011 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO Assinado digitalmente em 09/05/2011 por NANCI GAMA, 12/05/2011 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, 11/04/2 011 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO Processo nº 12466.001513/9610 Acórdão n.º 930301.119 CSRFT3 Fl. 13 13 Importa registrar, nessa senda, que tal interpretação nada tem de inovadora, como se verifica na análise do Estudo de Caso 3.1, elaborado pelo Comitê Técnico de Valoração Aduaneira, da Organização Mundial de Aduanas (OMA), divulgado por meio da Instrução Normativa SRF nº 318, de 4 de abril de 2003 Estudo de Caso 3.1 RESTRIÇÕES E CONDIÇÕES NO CONTEXTO DO ARTIGO 1 Fatos da transação 1. M, um fabricante estrangeiro de veículos automotores, concluiu um contrato com o atacadista D no país de importação I, onde D atuará como distribuidor exclusivo. 2. As disposições específicas do acordo de distribuição exclusiva entre o fabricante M e o atacadista D são as seguintes: (...) f) D deve se encarregar da propaganda dos veículos dentro do território; (...) Determinação do Valor Aduaneiro Importação pelo distribuidor exclusivo 6. Um exame do acordo de distribuição exclusiva enseja as seguintes conclusões: (...) f) D deve se encarregar da propaganda dos veículos dentro do território. Esta disposição corresponde a uma prática usual de negócio que deveria ser tratada como uma condição ou contraprestação relativa à comercialização das mercadorias importadas. (original não destacado) Ainda com relação à necessidade dos ajustes promovidos, tomo emprestadas as considerações do i. Conselheiro José Luiz Novo Rossari, assentadas no voto condutor do Acórdão 320200.113, de 25 de maio de 2010 (os nomes dos recorrentes e da marca foram omitidos propositadamente). O Acordo é claro no sentido de determinar a aplicação dos ajustes ali referidos, não estabelecendo ressalvas no tocante aos aspectos comerciais ou operacionais nas importações. No caso em exame, a marca é um bem em relação ao qual há uma preocupação permanente no sentido de manter e aumentar a sua valorização, o que implica inequivocamente benefício direto para o seu proprietário, em termos de acréscimos de vendas em função da valorização do produto. Fl. 13DF CARF MF Emitido em 16/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 11/04/2011 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO Assinado digitalmente em 09/05/2011 por NANCI GAMA, 12/05/2011 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, 11/04/2 011 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO Processo nº 12466.001513/9610 Acórdão n.º 930301.119 CSRFT3 Fl. 14 14 (...) A condição de venda traduzse pela obrigação de que, em cada revenda, se fizesse o pagamento de parcela à distribuidora, o que torna inequívoca a existência de reversão de valores à empresa que autorizou a importação, participante de contrato de distribuição com a (omiti), e que constou como interveniente nos contratos de compra e venda, hipótese prevista no art. 8o, 1, "d", do Acordo. De destacarse que o Acordo não estabelece que o pagamento deva ser feito ao exportador, e sim, como pagamento direto ou indireto. No caso, mesmo que não tenha promovido a revenda, a (omiti), como empresa pactuada com a exportadora, recebeu parcelas compulsórias a título de direitos de licença. Com essas considerações, dou provimento ao recurso especial do Procurador para restabelecer a exigência fiscal em sua totalidade. Sala das Sessões em 27 de setembro de 2010. (assinado digitalmente) Luis Marcelo Guerra de Castro Redator Designado Fl. 14DF CARF MF Emitido em 16/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 11/04/2011 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO Assinado digitalmente em 09/05/2011 por NANCI GAMA, 12/05/2011 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, 11/04/2 011 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO
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Numero do processo: 35405.005765/2006-61
Data da sessão: Sat Apr 28 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Wed Apr 18 00:00:00 UTC 2012
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/01/1996 a 31/03/2006
PREVIDENCIÁRIO - CUSTEIO - NOTIFICAÇÃO FISCAL DE LANÇAMENTO - DIFERENÇAS DE CONTRIBUIÇÕES - DEFESA INTEMPESTIVA -RECURSO IMPROVIDO.
Dispõe o art. 293, § 1° do Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo Decreto n ° 3.048/1999: "§ 1° Recebido o auto-de-infração, o autuado terá o prazo de quinze dias, a contar da ciência, para efetuar o pagamento da multa com redução de cinqüenta por cento ou impugnar a autuação."
Conforme descrito no art. 35, §2° da Portaria 540/2004: "os prazos só se iniciam ou vencem em dia de expediente normal no órgão em que tramita o processo ou deva ser praticado o ato."
Não tendo havida defesa tempestiva, não se instaurou o contencioso. Não conseguiu o recorrente demonstrar a tempestividade da defesa.
RECURSO VOLUNTÁRIO NEGADO.
Numero da decisão: 2401-001.195
Decisão: ACORDAM os membros da 4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Segunda
Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso.
Nome do relator: ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA
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Dispõe o art. 293, § 1° do Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo Decreto n ° 3.048/1999: "§ 1° Recebido o auto-de-infração, o autuado terá o prazo de quinze dias, a contar da ciência, para efetuar o pagamento da multa com redução de cinqüenta por cento ou impugnar a autuação." Conforme descrito no art. 35, §2° da Portaria 540/2004: "os prazos só se iniciam ou vencem em dia de expediente normal no órgão em que tramita o processo ou deva ser praticado o ato." Não tendo havida defesa tempestiva, não se instaurou o contencioso. Não conseguiu o recorrente demonstrar a tempestividade da defesa. . RECURSO VOLUNTÁRIO NEGADO. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. i(MACORD' —\\o s membros da 4a Câmara / i a Turma Ordinária da Segunda Seção de Julgamento, poi i unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. t I !k, }-------„,..,-----,, ELIAS SAMPAIO FREIRE — Presidente il *o 1 ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA - Relatora Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros Elias Sampaio Freire, Kleber Ferreira de Araújo, Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Marcelo Freitas de Souza Costa, Ewan Teles Aguiar (Convocado) e Maria da Glória Faria (Suplente). Ausente o Conselheiro Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira. 2 Processo n° 35405.005765/2006-61 S2-C4T1 Acórdão n.° 2401-01.195 Fl. 127 Relatório A presente NFLD tem por objeto as contribuições sociais destinadas ao custeio da Seguridade Social, parcela a cargo da empresa, incluindo as destinadas ao financiamento dos beneficios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrentes dos riscos ambientais do trabalho e a destinada aos Terceiros, levantadas sobre os valores pagos a pessoas físicas, seja como segurado empregado, contribuinte individual, bem como em função de pagamentos realizados em reclamatórias trabalhistas. O lançamento compreende competências entre o período de 01/1996 a 03/2006, sendo que os fatos geradores incluídos nesta NFLD foram apurados por meio de folhas de pagamentos, de segurados empregados e contribuintes individuais, bem como em reclamatórias trabalhistas. Importante, destacar que a lavratura da NFLD deu-se em 20/07/2006, tendo a cientificação ao sujeito passivo ocorrido no dia 26/07/2006. Não conformada com a notificação, foi apresentada defesa pela notificada, fls. 90 a 93. A Decisão-Notificação confirmou a procedência, total do lançamento, fls. 107 a 109. Não concordando com a decisão do órgão previdenciário, foi interposto recurso pela notificada, conforme fls. 117 a 121, argumentando em síntese a tempestividade do recurso e a decadência parcial do crédito. A Delegacia da Receita Federal do Brasil, encaminhou o processo a este Conselho, ratificando os termos da DN que determinou a revelia face a intempestividade do recurso. É o relatório. k .11 3 Voto Conselheira Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Relatora DAS QUESTÕES PRELIMINARES A defesa conforme descrito na Decisão Notificação foi interposta intempestivamente. De acordo com o aviso de recebimento à fl. 86, a recorrente foi cientificada da NFLD no dia 26 de julho de 2006, à época, o prazo para interposição do recurso era de 15 dias, considerando-se que na contagem é excluído o dia de início, o prazo venceria em 10/08/2006. A notificada interpôs a defesa no dia 11/08/2006, fl. 90, portanto fora do prazo normativo. Assim, entendo que razão não assiste ao recorrente quanto a tempestividade da impugnação, baseado no fato de que no dia do recebimento da autuação seria feriado no município, considerando assim, que o recebimento dever-se-ia considerar apenas no dia imediatamente seguinte. Conforme descrito pela autoridade julgadora o art. 35, §2° da Portaria 540/2004 destaca: "os prazos só se iniciam ou vencem em dia de expediente normal no órgão em que tramita o processo ou deva ser praticado o ato." Corroboro com o entendimento que o fato de ser feriado na cidade onde a empresa possui sede, não interfere na contagem do prazo da defesa, tendo em vista que o próprio 1PC, destaca que a defesa deveria ser apresentada na Unidade da Receita em JaúJSP, não tendo sido comprovado qualquer feriado neste município. Nos termos do art. 240 do CPC: Salvo disposição em contrário os prazos para as partes, para a fazenda Pública e para o Ministério Público contar-se-ão da intimação. - "Parágrafo Único. As intimações consideram-se realizadas no primeiro dia útil seguinte, se tiverem ocorrido em dia que não tenha havido expediente forense." Apenas para efeitos de esclarecimento destaco a competência deste órgão julgador para apreciação do recurso, principalmente no que diz respeito a tempestividade. O art. 21, II do antigo Regimento Interno do Conselho de Contribuintes, dispõe acerca da competência do Conselho de Contribuintes para julgar os processos de competência do CRPS Art. 21. Compete ao Segundo Conselho de Contribuintes julgar recursos de oficio e voluntário de decisão de primeira instância sobre a aplicação da legislação, inclusive penalidade isolada, observada a seguinte distribuição: II às Quinta e Sexta Câmaras, os relativos às contribuições sociais previstas nas alíneas "a", "h" e "c" do parágrafo único do art. 11 da Lei n o 8.212, de 24 de julho de 1991, das contribuições instituídas a título de substituição -e contribuições devidas a terceiros. NO mesmo sentido a Portaria MF n° 147/2007, dispõe acerca da transferência dos processos pendentes de julgamento do CRPS para o Conselho de Contribuintes: 4 Processo n° 35405.005765/2006-61 S2-C4T1 Acórdão n.° 2401-01.195 Fl. 128 O MINISTRO DE ESTADO DA FAZENDA, no uso no uso das atribuições previstas no art. 87, parágrafo único, incisos H e IV, da Constituição Federal, no art. 40 do Decreto n.° 4.395, de 27 de setembro de 2002, e tendo em vista o disposto nos arts. 25, 27, 29, 30 e 31 da Lei n.° 11.457, de 16 de março de 2007 e no art. 4° do Decreto n.°5.136, de 7 de julho de 2004, resolve: Art. 5° Ficam instaladas a Quinta e Sexta Câmaras do Segundo Conselho de Contribuintes. §1 0 No prazo de 30 (trinta) dias da data da publicação desta Portaria, os processos administrativo-fiscais referentes às contribuições de que tratam os arts. 2° e 3° da Lei n.° 11.457/2007 que se encontrarem no Conselho de Recursos da Previdência Social serão encaminhados ao Segundo Conselho de Contribuintes e distribuídos por sorteio para a Quinta e Sexta Câmaras do Segundo Conselho de Contribuintes, ou, se cabível, à Segunda Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais. §2° Aplica-se o Regimento Interno do Conselho de Recursos da Previdência Social (RICRPS), aprovado pela Portaria do Ministro da Previdência Social n. o 88, de 22 de janeiro de 2004 aos recursos interpostos até o termo final do prazo fixado no §10, nos processos administrativo-fiscais em trâmite no Conselho de Recursos da Previdência Social. §3° Os julgamentos e atos processuais pendentes nos processos referidos no §1° serão regulados pelo Regimento Interno dos Conselhos de Contribuintes e da Câmara Superior de Recursos Fiscais. Em sendo intempestiva a impugnação, não se instaurou o contraditório, não cabendo a análise das razões meritórias apresentadas pelo recorrente, mas tão somente a análise em sede de preliminar de sua tempestividade, o que conforme descrito acima não restou comprovado. CONCLUSÃO Face o exposto, voto por CONHECER DO RECURSO, para no mérito NEGAR-LHE PROVIMENTO. É como voto. Sala das Sessões, em 28 de abril de 2010 E a E CRISTINA-MONTEIRO E SILVA VIEIRA - Relatora 5
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Numero do processo: 13672.000012/87-25
Data da publicação: Mon Dec 21 00:00:00 UTC 2009
Numero da decisão: 101-77642
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ACÓRDÃO N 2 101-77.642 Recurso n 2 49.775 - IRF - ANO DE 1984 Recorrente DISA - DISTRIBUIDORA SUDOESTE DE AUTOS LTDA. Recorrida: DELEGACIA DA RECEITA FEDERAL EM DIVINÓPOLIS (MG) . Tributação Reflexa - É devido o imposto de renda na fonte, exigido por tributa- ção reflexa, com fundamento no art. 89 , do Decreto-lei n9 2.065/83, uma vez man tida a tributação no processo principal, em razão da relação de causa e efeito. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por DISA DISTRIBUIDORA SUDOESTE DE AUTOS LTDA.: ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Primeiro Can selho de Contribuintes, por unanimidade de votos, negar provimento ao) recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o pre- sente julgado. Sala das Sessóes (DF em 17 de março de 1988. / URGEL //pRESIDENTE CELSOTJVA"FE TiF i - RELATOR í AGmW'IN FLORES - PROCURADOR DA FAZENDA NACIONAL VISTO EM SESSÃO DE: 1 7 MAR 1988 Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselhei- ros:CARLOS ALBERTO GONÇALVES NUNES, FRANCISCO DE ASSIS MIRANDA, CRIS TóVÃO ANCHIETA DE PAIVA, RAUL PIMENTEL, ARY TORIBIO e JOSÉ EDUARDORÃ-N- GEL DE ALCKMIN. • SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N19 13672-000.012/87-25 RECURSO N9: 49.775 ACÓRDÃO N9: 101-77,642 RECORRENTEN9: DISA DISTRIBUIDORA SUDOESTE DE AUTOS LTDA. RELATÓRIO A fl. 26 apresenta a empresa DISA DISTRIBUIDORNSU_ ammE DE AUTOS LTDA., recurso voluntário contra a decisão de fls. 22/23, que houve , por bem julgar procedente o lançamento de fonte, resultado de lucro considerado como distribuído aos só- cios, decorrentede apuração de omissão de receitas, caracteriza- da pela falta de comprovação da origem e efetiva entrega de re cursos utilizados para integralização de aumento de capital so- cial, objeto do processo 13672-000.013/87-98. A legislação de suporte indicada foi: D.L. núme- ro 2065/83 e o ano do fatõ 1984. A pedido do contribuinte, foi o seu prazo para im pugnação prorrogado por 15 dias (f is. 10). A impugnação de fls. 10/14, resume-se na apresen tada no processo-causa, em que o contribuinte diz ser impossível a tributação por presunção fiscal quanto ã ocorrência do fato ge- rador, sendo que c § 29 do artigo 678 do RIR/80, estabelecia que os esclarecimentos do contribuinte só poderiam ser impugnados com elementos seguros de provas ou indícios- Em razão desses fatos diz não concordar com a redução do prejuízo e tributação do ex- cesso. - Afirma ainda a então Impugnante, que a efetiva en DMF - DF/19 C-C - Secgraf - 1600/75 SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 13672-000.012/87-25 3. Acórdão n9 101-77.642 trega do numerário para integralização do capital, estava comprova- da por depósitos bancários individualizados, ratificados pelo ar quivamento da alteração contratual na Junta Comercial do Estado de Minas Gerais, nos termos do Parecer Normativo CST n9 242/71, pelo que devia o lançamento ser cancelado. A manifestação fiscal de fls. 18, junta o que dissera no processo - causa, rechaçando a impugnação, anexando à fo lha 19, retificação do auto de infração, sem alteração a não ser na descrição dos fatos. As fls. 22/23 se encontra a decisão recorrida.Es sa¡ em face do julgamento da. procedência da exigência fiscal no pro cesso n9 13672.000/13/87-98 e em atendimento do princípio da decor- rência, houve por bem manter a tributação exclusiva de fonte, com base no artigo 89 do D.L. n9 2065/83, uma vez que qualquer redução do lucro líquido do exercício, por omissão de receitas, devia ser considerada como automaticamente distribuída. As fls. 26/29, por petição de juntada de cópia dorecurso voluntário apresentado no processo - matriz, justifica a Recorrente o seu inconformismo com a decisão, repetindo as suas ra zões de impugnação. É o relatório. s SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 13672-000.012/87-25 4 Acórdão n9 101-77.642 VOTO Conselheiro CELSO ALVES FEITOSA, Relator: O recurso é tempestivo. A ele nego provimento. O ca- so em julgamento refere-se tributação reflexa, imposto de renda na fonte em razão da falta de comprovação da origem e efetiva entrega de valores, pelos sócios para integralização de aumento de capitalso Cial. No processo principal de n9 13672-000.003/87-98 correspondente ao período base de 1984, foi mantida a exigência, assim constando da ementa: "Integralização de Capital - É legítima a pre- sunção de omissão de receita se não comprovada a origem e efetiva entrega dós valores utiliza dos para integralização de aumento do capital. Redução de Prejuízo - É correto reduzir-se o prejuízo apresentado no período-base da ocor- rência de omissão de receita apurada, proceden do-se os ajustes no ano posterior, para recla- mar dedução em excesso." Por uma relação de causa e efeito, não pode ter tra- tamento diferenciado este processo, incidindo a tributação do artigo 89 do Decreto-lei n9 2.065/83, com a redução do prejuízo e tributa-- ção do excesso. /1/2 o - • v7 o . 4101.°- CEL57-ALV ErOSA - RELATOR. Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1
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Numero do processo: 16327.003784/2002-55
Data da sessão: Wed Oct 21 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Thu Oct 22 00:00:00 UTC 2009
Ementa: CONTRIBUIÇÃO PARA 0 PIS/PASEP
Período de apuração: 31/07/1997 a 28/02/1998
PIS. DECADÊNCIA.
0 prazo decadencial para a Fazenda Nacional constituir o crédito pertinente a contribuição para o Programa de Integração Social - PIS é de 05 anos como definido no CTN, não se aplicando ao caso a norma do artigo 45 da Lei 8.212/1991.
Recurso Especial do Contribuinte Provido
Numero da decisão: 9303-000.314
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar
provimento ao recurso especial.
Matéria: PIS - ação fiscal (todas)
Nome do relator: Henrique Pinheiro Torres
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conteudo_txt : Metadados => date: 2011-11-03T11:31:21Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 8; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2011-11-03T11:31:20Z; Last-Modified: 2011-11-03T11:31:21Z; dcterms:modified: 2011-11-03T11:31:21Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:c9c8285d-a197-477c-bb5f-84b32db1b237; Last-Save-Date: 2011-11-03T11:31:21Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2011-11-03T11:31:21Z; meta:save-date: 2011-11-03T11:31:21Z; pdf:encrypted: false; modified: 2011-11-03T11:31:21Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2011-11-03T11:31:20Z; created: 2011-11-03T11:31:20Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; Creation-Date: 2011-11-03T11:31:20Z; pdf:charsPerPage: 1357; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2011-11-03T11:31:20Z | Conteúdo => Acordam os membros do Colegi do, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso especial. Leona o Siade Mn (Vice Presidente substituto no exercício da CSRF-T3 FL 504 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS Processo n° 16327.003784/2002-55 Recurso n° 231.108 Especial do Contribuinte Acórdão n° 9303 -00.314 — 3' Turma Sessão de 23 de outubro de 2009 Matéria PIS Recorrente BANCO ABN AMR() REAL S/A Interessado FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA 0 PIS/PASEP Período de apuração: 31/07/1997 a 28/02/1998 PIS. DECADÊNCIA. 0 prazo decadencial para a Fazenda Nacional constituir o crédito pertinente a contribuição para o Programa de Integração Social - PIS é de 05 anos como definido no CTN, não se aplicando ao caso a norma do artigo 45 da Lei 8.212/1991. Recurso Especial do Contribuinte Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Presidência) tHenrique Pinheiro Torres - Relator EDITADO EM: 29/06/2011. Participaram do presente julgamento os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres, Nanci Gama, Judith do Amaral Marcondes Armando, Susy Gomes Hoffinann, Gilson Macedo Rosenburg Filho, Marcos Tranchesi Ortiz, José Adão Vitorino de Morais, Maria Teresa Martinez López, Leonardo Siade Manzan, Luis Marcelo Guerra de Castro e Carlos Alberto Freitas Barreto. Relatório Por bem descrever os fatos, adoto o Relatório do acórdão recorrido. Auto de infração (fls. 06/07) lavrado em 29/10/2002, imputou débito de Pis a Recorrente, que acrescido dc juros e multa alcançou a cifra de R$ 8.388.100,33. 0 débito encamparia pendências condizentes as competências de 07/97 a 02/98(/I. 07). A dívida decorreria de inadimplência constatada a partir de divergências entre os débitos declarados para o Fisco e escriturados na empresa Cia. Real de Crédito incorporada pelo Banco Real S/A, de sua vez incorporado pelo Banco ABN AMRO Real S/A, que se tornou responsável pela pendência, conforme relatado no termo de fiscalização acostado às fls. 10/14. Mandado de segurança impetrado pela empresa (14(t Vara Federal de Sao Paulo — Proc. 97.00621113-8 — fl. 11) abriu discussão acerca do Pis e visou assegurar que a contribuinte efetuasse recolhimentos da referida contribuição, referentes ao período de 07/97 até 90 dias depois da publicação da emenda constitucional 17/97, com observância da Lei Complementar 7/70, bem como no período posterior (03/98 a 12/99) desconsiderando as diretivas da Medida Provisória 1.617-46/97 e outras que lhe substituissem. Houve desistência (/1. 58), por parte da empresa, do último dos pleitos referidos, que em seguida promoveu os pagamentos dos débitos condizentes ao period° de 03/98 a 12/99 (fl. 11). Sentença (fls. 63/85 — reparos f7s. 101/104) agasalhou o pedido remanescente no mandado de segurança, razão pela qual o auto de infração foi expedido coin a suspensão da exigibilidade do crê dito tributário nele considerado (/l. 13). 0 lançamento reportou-se, com efeito, ao período de 07/97 a 02/98, abordado na referida decisão judicial. As fis. 25/54 acostou-se cópia da inicial do mandado de segurança aforado pela empresa, e às/Is. 56/57 copia da decisão liminar que amparou a pretensão da contribuinte. Impugnação (fls. 166/185) suscitou a decadência parcial do crédito tributário apurado (competencias 07/97 a 09/97 — fr. 168), salientando, em seguida, que descabia a inclusão de juros moratórios na pendência fiscal, uma vez que despontava vigente medida judicial suspensiva da exigibilidade do tributo correspondente, sobretudo se dimensionado pela selic. A instância de piso confirmou (fls. 310/322) integralmente a cobrança fiscal Recurso (fls. 329/346) reinvestiu nas ma férias de defesa argüidas nos autos. 2 Processo n° 16327.003784/2002-55 Acórciao n.° 9303-00.314 CSRF-T3 FL 505 ii A Camara a quo negou provimento ao recurso voluntário. O acórdão foi assim ementado: PIS. DECADÊNCIA. DEZ ANOS A CONTAR DO FATO GERADOR. O prazo para a Fazenda proceder ao lançamento do PIS é de dez anos a contar da ocorrência do fato gerador, consoante o art. 45 da Lei n" 8.212/91, combinado coin o art. 150, § 4", do Código Tributário Nacional. PIS. AUTO DE INFRAÇÃO LAVRADO PARA PREVENIR A DECADÊNCIA. DECISÃO JUDICIAL. JUROS MORATÓRIOS. A/a esteira de iterativa jurisprudência do Conselho de Contribuintes, é cabível o cômputo de juros morató rios, a taxa selic, no lançamento expedido para prevenir a decadência, relacionado coin contribuinte resguardado por decisão Recurso negado. 0 sujeito passivo dissentiu da decisão que lhe foi desfavorável e apresentou recurso especial, fls. 432/448, por meio do qual requereu a reforma do acórdão ora fustigado. O recurso foi admitido pelo Presidente da 3 a Camara do Segundo Conselho de Contribuintes, por meio do despacho de fls. 488/489, por trazer decisões divergentes quanto ao prazo para a constituição do PIS. 'A Procuradoria da Fazenda Nacional apresentou contra razões as tls. 492/500. o Relatório. Vo to Conselheiro Henrique Pinheiro Torres, Relator O recurso apresentado pelo sujeito passivo merece ser conhecido por ser tempestivo e atender aos pressupostos de admissibilidade previstos no Regimento Interno da Camara Superior de Recursos Fiscais. A teor do relatado, o apelo ora em análise cinge-se à questão do prazo deeadencial para constituição do credito tributário do PIS. No tocante A. decadência, o meu posicionamento é no sentido de que essa espécie tributária sujeita-se ao prazo decadencial estabelecido no artigo 45 da Lei 8.212/1991, como assim vote i . até a sessão de julgamento de maio de 2004. Todavia, ern respeito a assentada jurisprudência deste Colegiado, e agora, corn mais razão, em virtude da Súmula Vinculante n° 08 do STF, adoto o prazo limite de cinco anos para a Fazenda Nacional constituir o credito tributário pertinente a contribuição para o PIS, nos termos do Código Tributário Nacional. 3 O CTN da duas formas para se contar o prazo decadencial, na primeira delas o termo de inicio deve coincidir com a data de ocorrência do fato gerador, quando o sujeito passivo tenha antecipado o pagamento, e, na segunda, o termo a quo é o 1 0 dia do exercício seguinte aquele em que o lançamento já poderia ter sido efetuado, quando não tiver havido antecipação de pagamento ou ainda houver sido verificada a existência de dolo, fraude ou simulação, por parte do sujeito passivo. Nesse caso, independe de ter havido ou não pagamento. Analisando os autos, verifica-se que a contribuinte chegou a recolher parcialmente a contribuição devida. Dai, o termo inicial ser o previsto no § 4° do artigo 150 do Código Tributário Nacional. De outro lado, o credito tributário em discussão, cuja ciência do lançamento fora dada em 29 de outubro de 2002, refere-se a fatos geradores ocorridos entre julho de 1997 e fevereiro de 1998. Aplicando-se a regra da decadência estabelecida no parágrafo suso mencionado, vê-se que o direito de Fazenda Nacional constituir o crédito tributário pertinente a contribuição devida até o mês de competência de setembro de 1997, inclusive, encontrava-se, á. época da ciência do auto de infração, extinto pelo decurso do qüinqüênio legal. Com essas considerações, voto no sentido de dar provimento ao recurso apresentado pelo sujeito passivo. /4%1. Aulque Pinheiro Torres
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Numero do processo: 10650.000399/88-61
Data da publicação: Mon Dec 21 00:00:00 UTC 2009
Numero da decisão: 101-79629
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MINISTÉRIO DA FAZENDA JAN Sessãu de 14 de dezembfflp19 89ACÓRDÃON2 101-79.629 Recurso n2 54.843 - IRF ANOS DE 1984 E 1985 Recorrente PRADO & CARNEIRO LTDA. Recorrida DELEGACIA DA RECEITA FEDERAL EM UBERABA (MG). IRRF - TRIBUTAÇÃO REFLEXA - Ã dife - rença apurada na determinação do lu- cro real, por omissão de receita ou qualquer outro procedimento que im- plique na redução do lucro líquido do exercício, estará sujeita ã tribu tação do Imposto de Renda na Fonte à alíquota de 25%, por força do dis- posto no artigo 89 do Decreto-lei n9 2.065183. Tratando -se de tributação' reflexa, o julgamento do processo ma triz faz coisa julgada; no mesma grau de jurisdição, no processo de-- corrente ante a íntima relação de causa e efeito existente entre ambos. Vistos, relatados e discutidos os presente autos de re- curso interposto por PRADO & CARNEIRO LTDA. ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Primeiro Conse- lho de Contribuintes, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do relatOrio e voto que passam a integrar o pre-!-- sente julgado. Sala das Sessaes (DF), em 14 de dezembro de 1989 / 'URG L• PE' " á LOrES - PRESIDENTE'-- rn--- , !..`.- C------- '-- LtLÚ P IM WEL - "------ - RELATOR OP VTSTO EM- I -AFON • ; o FERREI"' DE CAMPOS - PROCURADOR DA SESSÃO DE: FAZENDA NACIONAL 1- ,'' Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conseli- ros: CARLOS ALBERTO GONÇALVES NUNES, FRANCISCO DE ASSIS MIRANDA CRISTÓVÃO ANCHIETA DE PAIVA, CELSO ALVES FEITOSA, CÂNDIDO RODRIGI NEUBER E JOSÉ EDUARDO RANGEL DE ALCKMIN. SERVIÇO PUBLICO FEDERAL PROCESSO N9 10 6 50-0 0 . 39 9/8 8- 61 RECURSO N9 54.843 ACÓRDÃO N9 101-79.629 RECORRENTE: PRADO & CARNEIRO LTDA. RELATÓRIO_ PRADO & CARNEIRO LTDA., com sede em Araxá-MG, recor re de Decisão prolatada pelo Delegado da Receita Federal em Ubera ba-MG, através da qual foi confirmado o lançamento do imposto de renda retido na fonte com base no artigo 89 do Dec.Lei n9 2065j83 nos anos de 1983 e 1985, acrescido de encargos legais, efetuado em decorrência de lançamento ex officio instaurado contra a referida pessoa jurídica nos autos do processo n9 10650-000400188-48 do qual este decorre. 2. O lançamento foi impugnado ás fls. 06107, tendo a interessada se reportado ás razOes apresentadas na defesa do processo principal. 3. A efeito do que ocorrera com o processo principal , a exigência foi parcialmente mantida através da Decisão de fls. 20/22 fundamentando-se a autoridade a quo no principio da decor- rência, no qual o julgamento do processo matriz faz coisa julgada, no mesmo grau de jurisdição, no processo reflexo. 4. segue-se ãs fls. 28/32 o tempestivo Recurso para este Colegiado, cujas razOes são lidas em Plenário. 2 o relatório. SERVIÇO MIM FEDERAL PROCESSO N9 10650-000.399/88-61 Acórdão n9 101-79.629 VOTO Conselheiro RAUL PIMENTEL, Relator: Examinando o Recurso n9 94.720, interposto pela in- terassada nos autos do Processo n9 10650-000.400/88-48, do qual este decorre, esta Câmara, através do Acórdão n9 101-79.433 , de 22.11.89 , por unanimidade de votos, negou-lhe provimento. No caso trata-se de lucro considerado automaticamen te distribuído aos sOcios da interessada tributada exclusivamente na fonte ã ali:quota de 25%, com base no artigo 89 do Dec.Lei n9 2.065/83. A jurisprudência do Colegiado cristalizou-se no sen tido de que o julgamento do processo matriz faz coisa julgada no processo decorrente, no mesmo grau de jurisdição, por ter-se con- firmado naquele o fato econômico causador da tributação reflexa. Ante o exposto, nego provimento ao recurso4 ) - RAUL P MEN - RELATe Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1
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