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Numero do processo: 10630.001024/2004-55
Turma: Primeira Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Mon Aug 02 00:00:00 UTC 2010
Numero da decisão: 1801-000.030
Decisão: Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto da relatora.
Matéria: Simples- proc. que não versem s/exigências cred.tributario
Nome do relator: MARIA DE LOURDES RAMIREZ
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Recorrida DRJ-JUIZ DE FORA/MG Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto da relatara. ANA DE BARROS FERNANDES - Presidente {A. MARIA DE URDES 1~IREZ - Relatora EDITADO EM: 12 NON/ 2010 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carmen Ferreira Saraiva, Guilherme Pollastri Gomes da Silva, Maria de Lourdes Ramirez, Antônio Carlos Guidoni Filho, Valmir Saridri e Ana de Barros Fernandes, Ausente, momentaneamente o Conselheiro Rogério Garcia Peres, Processo n°10630.001024/2004-55 SI-TE01 Resolução n" 180L00.030 Fl. 44 Relatório Trata-se de Recurso Voluntário interposto contra a decisão da 4'1 Turma da Delegacia de Julgamento em Juiz de Fora/MG que, por unanimidade de votos, indeferiu a manifestação de inconformidade apresentada pela interessada contra o Ato Declaratório Executivo de Exclusão do Simples DRF/GVS n° 504A07, de 02 de agosto de 2004 (fl. 02) do Delegado da DRF em Governador Valadares/MG. O Acórdão possui a seguinte ementa: ASSUNTO SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE - SIMPLES Ano-calendário: 2003 Ementa: Opção pelo Simples - Condição Vedada - Impossibilidade, Não pode optar pelo Simples a pessoa jurídica que incorre em uma ou mais das vedações à opção estabelecidas em lei. Solicitação Indeferida A DRF em Governador Valadares/MG emitiu o ADE IV 504.107/2004 sob o fundamento de que a sócia ou titular da empresa excluída teria participação em outra empresa, em percentual acima de 10% (dez por cento), e a receita bruta global em ambas, no ano- calendário 2002, teria ultrapassado o limite legal permitido para permanência na sistemática simplificada. Na impugnação contra o ADE de Exclusão do Simples (fi, 01) a interessada alega que a sócia Josélia Aparecida Lopes participa de outra empresa, a Organizações Lorena Ltda. com 99,99%, mas que o seu capital, na empresa ora analisada, a Lanchonete Lorena, representa apenas 0,1% das quotas sociais o que justificaria sua permanência no sistema simplificado. Na decisão proferida' a 4a Turma da DRJ em Juiz de Fora/MG observou que a contribuinte estaria equivocada em sua defesa, pis a sócia participaria com 99,99% do capital de outra empresa, encontrando-se, assim, em condição não permitida para permanecer na sistemática do Simples e que, além disso, o Simples é sistema diferenciado e simplificado de tributação que, segundo o CTN, é legislação que se interpreta literalmente, Pelo Oficio 0740/2007/DRF/GVS/Sacat (fl, á) a interessada foi cientificada, em 06/11/2007 — conforme AR à fl. 21, do indeferimento da solicitação. Contra o Acórdão da DRJ em Campinas/SP a contribuinte apresenta Recurso Voluntário junto a este Colegiado, protocolizado em 05/12/2007 (fls. 22 a 23). Reproduz as mesmas razões de defesa apresentadas na impugnação, ressaltando, em suas palavras: "Assim, verificando as alterações contratuais citadas nos itens 4 e 5 acima, bem como no QSA (quadro de sócios e administradores), pode se ver com clareza que a sócia Sra Josélia Aparecida Lopes possui apenas 0,1% de quotas de capital de outra empresa, no caso HOTEL E LANCHONETE LORENA LTDA, pois antes dessa empresa já era sócia da empresa ORGANIZAÇÕES LORENA LTDA, devendo assim, 2 Processo na 0630001024/2004-55 81 -TE01 Resolução n.° 1801.00,030 Fl. 45 ser considerado HOTEL E LANCHONETE LORENA LTDA como a outra empresa com até 10% de participação de capital e não ORGANIZAÇÕES LORENA LTDA como a outra empresa, urna vez que a sócia Sra Josélia Aparecida Lopes foi admitida na empresa ORGANIZAÇÕES LORENA LTDA em 20010 HOTEL E LANCHONETE LORENA em 2002", É o relatório, 3 Z Relatora 101r Processo n°10630.001024/2004-55 1- 1E01 Resolução o 1801,00.030 Fl, 46 Voto Conselheira MARIA DE LOURDES RAMIREZ O Recurso é tempestivo e dotado dos pressupostos para sua admissibilidade, pelo que dele tomo conhecimento. Compulsando os autos verifico que o processo não se encontra em condições de ser julgado, pelas razões que passo a expor. De acordo com as disposições do inciso IX do artigo 9'. da Lei no, 9.317, de 1996, base legal para a manutenção da exclusão da empresa interessada do Simples, não poderá optar pelo Simples a pessoa jurídica cujo titular ou sócio participe com mais de 10% do capital de outra empresa, desde que a receita bruta global ultrapasse o limite de que trata o inciso II do art. 2°., ou seja, na condição de empresa de pequeno porte tenha auferido, no ano-calendário, receita bruta superior a R$1.200,000,00. Observe-se que as condições são cumulativas. O sócio deve participar de outra empresa com mais de 10% e ambas as empresas devem ter ultrapassado, juntas, o faturarnento anual de R$ 1.200,000,00 no ano calendário. Não consta dos autos nenhuma informação a respeito do faturamento de ambas as empresas no ano-calendário 2002, o que prejudica a análise do cumprimento das condições impostas pela legislação para exclusão da empresa do Simples. Em face das incertezas expostas voto por remeter os autos à unidade de origem para que sejam trazidos aos autos, cópias das Declarações IRRI das empresas Lanchonete Lorena, CNPJ 86. 86,497.377/0001-13 e Organizações Lorena, CNRI 18,871.640/0001-32. Ao final dos trabalhos deverá ser elaborado relatório circunstanciado e conclusivo das verificações efetuadas, com demonstração do faturamento global de ambas as empresas no ano-calendário 2002, do qual deverá ser cientificada a interessada, com prova de seu recebimento nos autos para, no prazo de trinta dias, a contar da ciência, manifestar-se sobre as conclusões da diligência, se assim o desejar, retomando-se, posteriormente, os presentes autos a este Colegiado para prosseguimento. eMARIA DE LO +ES 4
score : 1.0
Numero do processo: 15983.000048/2008-34
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Apr 14 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Thu Apr 14 00:00:00 UTC 2011
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/06/2003 a 30/06/2007
PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO EMBARGOS CONTRADIÇÃO FUNDAMENTAÇÃO
E CONCLUSÃO
Demonstrada a existência de contradição no Acórdão embargado, devem ser acolhidos os embargos a fim de correção da contradição.
EMBARGOS ACOLHIDOS
Numero da decisão: 2403-000.522
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, Por unanimidade de votos, em
acolher os embargos de declaração.
Matéria: Outras penalidades (ex.MULTAS DOI, etc)
Nome do relator: CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI
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ementa_s : CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/06/2003 a 30/06/2007 PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO EMBARGOS CONTRADIÇÃO FUNDAMENTAÇÃO E CONCLUSÃO Demonstrada a existência de contradição no Acórdão embargado, devem ser acolhidos os embargos a fim de correção da contradição. EMBARGOS ACOLHIDOS
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EMBARGOS ACOLHIDOS Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, Por unanimidade de votos, em acolher os embargos de declaração. CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Presidente/Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Ivacir Julio de Souza, Marcelo Magalhães Peixoto e Renato Coelho Borelli Fl. 64DF CARF MF Emitido em 13/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 12/05/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Assinado digitalmente em 12/05/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 2 (suplente). Ausentes os conselheiros Cid Marconi Gurgel de Souza e Marthius Sávio Cavalcante Lobato. Fl. 65DF CARF MF Emitido em 13/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 12/05/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Assinado digitalmente em 12/05/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 15983.000048/200834 Acórdão n.º 240300.522 S2C4T3 Fl. 65 3 Relatório Com fulcro no art. 64, I do Regimento Interno dos Conselhos Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria MF nº 256 de 22 de junho de 2009, o Delegado da Receita Federal do Brasil em Santos, opõe, tempestivamente, Embargos de Declaração, às fls. 58 a 60, contra o Acórdão nº 240300.011 de 28 de abril de 2010 de lavra da Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção de Julgamento do CARF. No acórdão embargado decidiuse, por unanimidade, em dar provimento parcial ao recurso para determinar o recálculo da multa de mora, se mais benéfica ao contribuinte, de acordo com o determinado no artigo 35, caput, da Lei 8.212/91, na redação dada pela Lei 11.941/2009. Analisando o processo, e conforme Embargos de Declaração apresentado, verificase que o lançamento decorre de entrega de GFIP com dados não correspondentes aos fatos geradores de todas as contribuições previdenciárias e que não contém multa de mora. É o relatório. Fl. 66DF CARF MF Emitido em 13/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 12/05/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Assinado digitalmente em 12/05/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 4 Voto Conselheiro Carlos Alberto Mees Stringari, Relator De acordo com o informado no Relatório, no Acórdão embargado decidiuse, por unanimidade, em dar provimento parcial ao recurso para determinar o recálculo da multa de mora e que o lançamento não contém multa de mora. O equívoco limitase à multa e ocorreu em razão de a Lei 11.941/2009 ter alterado a regra tanto da multa de mora quanto a multa pelo descumprimento da obrigação acessória de deixar de apresentar a GFIP no prazo fixado ou apresentála com incorreções ou omissões. No voto, o texto correto referente à multa deve ser o abaixo apresentado: “CÁLCULO DA MULTA No que tange ao cálculo da multa, é necessário tecer algumas considerações, face à edição da recente Medida Provisória nº 449/2008, convertida na Lei 11.941/2009. A citada Lei 11.941/2009 alterou a sistemática de cálculo de multa por infrações relacionadas à GFIP. Para tanto, a Lei 11.941/2009, inseriu o art. 32A, o qual dispõe o seguinte: “Art.32A.O contribuinte que deixar de apresentar a declaração de que trata o inciso IV do art. 32 no prazo fixado ou que a apresentar com incorreções ou omissões será intimado a apresentála ou a prestar esclarecimentos e sujeitarseá às seguintes multas: I de dois por cento ao mêscalendário ou fração, incidente sobre o montante das contribuições informadas, ainda que integralmente pagas, no caso de falta de entrega da declaração ou entrega após o prazo, limitada a vinte por cento, observado o disposto no §3o; e II de R$ 20,00 (vinte reais)para cada grupo de dez informações incorretas ou omitidas §1º Para efeito de aplicação da multa prevista no inciso I do caput, será considerado como termo inicial o dia seguinte ao término do prazo fixado para entrega da declaração e como termo final a data da efetiva entrega ou, no caso de não apresentação, a data da lavratura do auto de infração ou da notificação de lançamento §2o Observado o disposto no § 3o, as multas serão reduzidas: I à metade, quando a declaração for apresentada após o prazo, mas antes de qualquer procedimento de ofício; ou II a setenta e cinco por cento, se houver apresentação da declaração no prazo fixado em intimação Fl. 67DF CARF MF Emitido em 13/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 12/05/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Assinado digitalmente em 12/05/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 15983.000048/200834 Acórdão n.º 240300.522 S2C4T3 Fl. 66 5 §3o A multa mínima a ser aplicada será de: I R$ 200,00 (duzentos reais), tratandose de omissão de declaração sem ocorrência de fatos geradores de contribuição previdenciária; II R$ 500,00 ( quinhentos reais), nos demais casos”. Considerando o princípio da retroatividade benigna previsto no art. 106. inciso II, alínea “c”, do Código Tributário Nacional, há que se verificar a situação mais favorável ao sujeito passivo, face às alterações trazidas. Art.106 A lei aplicase a ato ou fato pretérito: (...) II tratandose de ato não definitivamente julgado: (...) c) quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática. No caso da presente autuação, a multa aplicada ocorreu nos termos do art. 32, inciso IV, Lei nº 8.212/1991 e do art. 32, § 5º, da Lei nº 8.212/1991, o qual previa que pena administrativa correspondente à multa de cem por cento do valor devido relativo à contribuição não declarada, limitada aos valores previstos no art. 32, § 4º, da Lei nº 8.212/1991. Para efeitos da apuração da situação mais favorável, há que se observar qual das seguintes situações resulta mais favorável ao contribuinte, conforme o art. 106, II, c, CTN: (a) a norma anterior, com a multa prevista no art. 32, inciso IV, Lei nº 8.212/1991 c/c o art. 32, § 5º, Lei nº 8.212/1991 ou (b) a norma atual, nos termos do art. 32, inciso IV, Lei nº 8.212/1991 c/c o art. 32A, Lei nº 8.212/1991, na redação dada pela Lei 11.941/2009. Nesse sentido, entendo que na execução do julgado, a autoridade fiscal deverá verificar, com base nas alterações trazidas, a situação mais benéfica ao contribuinte.” A conclusão também deve ser alterada passando ao seguinte texto: CONCLUSÃO: “Voto pelo provimento parcial ao recurso, para determinar o recálculo da multa de acordo com o determinado no artigo 32A, da Lei 8.212/91, na redação dada pela Lei 11.941/2009 e prevalência da mais benéfica ao contribuinte”. Nesse sentido, procedem os Embargos de Declaração opostos pelo douto Delegado da Receita federal do Brasil em Santos, impondo seja acolhida sua pretensão para que aludida incorreção seja devidamente saneada. É como voto. Carlos Alberto Mees Stringari Fl. 68DF CARF MF Emitido em 13/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 12/05/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Assinado digitalmente em 12/05/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 6 Fl. 69DF CARF MF Emitido em 13/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 12/05/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Assinado digitalmente em 12/05/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI
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Numero do processo: 11817.000007/2003-02
Data da sessão: Thu Sep 17 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Thu Sep 17 00:00:00 UTC 2009
Ementa: IMPOSTO SOBRE A IMPORTAÇÃO - II
Data do fato gerador: 10/0812004
DANO AO ERÁRIO. PENA DE PERDIMENTO.
Nos termos da legislação de regência, considera-se dano ao Erário a importação de mercadorias ao desamparo de guia de importação ou
documento equivalente, quando a sua emissão estiver vedada ou suspensa na forma da legislação especifica em vigor. Infração punível com a pena de perdimento das mercadorias.
MULTA PECUNIÁRIA DECORRENTE DA APLICAÇÃO DA PENA DE PERDIMENTO. IMPORTAÇÃO PROIBIDA.
Consoante o disposto no §4° do artigo 23 do Deereto-lei n° 1 455/76, nos casos de importação de mercadoria ao desamparo de guia de importação ou documento equivalente, quando a sua emissão estiver vedada ou suspensa, bem como, quando for proibida a sua importação, consumo ou circulação no território nacional, a conversão da pena de perdimento em multa equivalente ao valor aduaneiro da mercadoria, não impede a apreensão da mercadoria,
objeto da importação.( redação dada pela Lei n° 10.637/02).
Aos veículos automotores usados, de importação proibida, aplica-se a pena de perdimento, sendo correta a aplicação da multa no valor aduaneiro da mercadoria, haja vista que o fundamento para aplicação de tal penalidade é a irregularidade no procedimento da importação.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 3101-000.228
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em Negar
provimento ao recurso.
Matéria: II/IE/IPIV - ação fiscal - insufiência apuração/recolhimento
Nome do relator: VANESSA ALBUQUERQUE VALENTE
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TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n° 11817.000007/2003-02 Recurso n° 340.561 Voluntário Acórdão n° 3101-00.228 — P Câmara / P Turma Ordinária Sessão de 17 de setembro de 2009 Matéria MULTA DECORRENTE DE PENA DE PERDIMENTO Recorrente SÉRGIO KOFFES Recorrida DRJ-FORTALEZA/CE ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A IMPORTAÇÃO - II Data do fato gerador: 10/0812004 DANO AO ERÁRIO. PENA DE PERD EMENTO. Nos termos da legislação de regência, considera-se dano ao Erário a importação de mercadorias ao desamparo de guia de importação ou documento equivalente, quando a sua emissão estiver vedada ou suspensa na forma da legislação especifica em vigor. Infração punível com a pena de perdimento das mercadorias. MULTA PECUNIÁRIA DECORRENTE DA APLICAÇÃO DA PENA DE PERDIMENTO. IMPORTAÇÃO PROIBIDA. Consoante o disposto no §4° do artigo 23 do Deeretolei n° 1 455/76, nos casos de importação de mercadoria ao desamparo de guia de importação ou documento equivalente, quando a sua emissão estiver vedada ou suspensa, bem como, quando for proibida a sua importação, consumo ou circulação no território nacional, a conversão da pena de perdimento em multa equivalente ao valor aduaneiro da mercadoria, não impede a apreensão da mercadoria, objeto da importação.( redação dada pela Lei n° 10.637/02). Aos veículos automotores usados, de importação proibida, aplica-se a pena de perdimento, sendo correta a aplicação da multa no valor aduaneiro da mercadoria, haja vista que o fundamento para aplicação de tal penalidade é a irregularidade no procedimento da importação. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em Negar provimento ao recurso. 6/ \frpn , /1'7 ,. - - ,4"--, - 5,-2-2, ff e-rin-riue Pinheiro Tares - Prêsfidente 1..<7-7.: ..)7,r2r7 4. Va essa Albuquerque —a ente - Relatora EDITADO EM 28/12/2009 Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres, Tarásio Campeio Borges, Corintho Oliveira Machado, Luiz Roberto Domingo, Vanessa Albuquerque Valente e Valdete Aparecida Marinheiro. Relatório Por bem descrever os fatos, adoto o relatório proferido pela autoridade julgadora de primeira instancia, o qual passo a transcrevê-lo: "Contra o sujeito passivo de que trata o presente processo foi lavrado auto de infração da Multa Proporcional ao Valor Aduaneiro, no total R$ 25.792,40, incluindo encargos legais. De acordo com a Descrição dos Fatos e Enquadramento Legal, fls. 128/134, foi apurada a seguinte infração. 1 - Conversão do Perdimento em Multa - Impossibilidade de Apreensão da Mercadoria - Expositivo: O nominado adquiriu um veículo de passeio, importado, acobertado por Guia de Importação concedida em liminar pela Justiça Federal. A lide transitou em julgado com a decisão contida no Acórdão prolatado pela 4" Turma do Tribunal Regional Federal da l a Região, na AMS n°950124512-8, dando provimento à apelação da União, em processo originário da Vara da Seção Judiciária da Justiça Federal em Uberlézndia, na Ação de Mandado de Segurança n° 94.0300985-3/MG, impetrada por sua pessoa, com pedido de liminar, pleiteando a concessão de guia de importação para a aquisição de veículos usados - Objetivamente, o acórdão cassou a liminar que permitiu a emissão das referidas guias. Em virtude de tais decisões, ficou o mencionado objeto sujeito à penalidade fiscal, por encontrar-se internado no País sem documentação legal autorizativa de sua importação regular - no caso a guia de importação - infringindo assim, o constante no inciso I do art. 23 do Decreto-Lei n° 1.455/76, e, em conseqüência, subsumindo-se as normas do art. 23, inciso IV, e parágrafo primeiro, do Decreto-Lei n° 1.455/76, culminando com a pena de perdimento do veículo. Assim, no mister de fazer cumprir a lei, esta Seção de Fiscalização Aduaneira vem tentando por vários meios arrecadar o veiculo para a imposição da pena de perdimento, conforme os cânones estabelecidos pela lei ao caso. Apesar dos 2 MCP Processo n0 11817.000007/2003-02 83-C1T1 Acórdão n." 3101-00.228 Fl. 175 esforços empreendidos por esta Seção no intuito de fazer o responsável cumprir à obrigação, inclusive tendo o nominado tomado conhecimento da primeira intimação, pessoalmente, e de outras diversas oportunidades, tanto pessoal, como por telefone, o intimado - a despeito de suas promessas - não atendeu até o momento à ordem estabelecida em ambas intimações. Por meio da Intimação/Safia n` 056/03 de 12/02/03, foi o Sr. Sérgio Koffes intimado pessoalmente (folhas n's 70 à 72) a devolver o veiculo objeto material do presente processo. Como resposta (folhas n°84) apresentou simplesmente o argumento de que não mais se encontra na posse do referido bem. Já se encontram relatadas em 'Olhas anteriores todas as vicissitudes ocorridas neste processo, a partir dos esforços despendidos pelo fisco no mister de apreender o veículo. Assim, esta Seção resolveu socorre-se do processo judicial para fazer cumprir a lei, restando acrescentar sobre a última inadimplência do nominado, nessa intimação, quando após haver solicitado verbalmente a dilação do prazo, em mais vinte dias, para o cumprimento da obrigação, não a satisfez e permaneceu silente. Diante do impasse criado pelo intimado - não cumprindo a obrigação e não fornecendo o paradeiro do veículo-, achou por bem, esta Seção remeter o presente processo à PFN para sua apreciação e as pertinentes providências. Nos primeiros dias de março do corrente ano, o Sr. Sérgio Koffes aqui compareceu voluntariamente, ocasião em que manifestou extra-oficialmente a intenção de entregar o veiculo. Na oportunidade declarou que o referido bem se encontrava com o motor enguiçado (fundido) e que os custos de recuperação seria maior que o valor de mercado do veículo, e assim, não tinha a intenção de consertá-lo para a entrega à Receita Federal. O nominado foi informado de que o recebimento do objeto naquelas condições provocaria por parte da Receita a cobrança do valor do veiculo, uma vez, a obrigação da entrega do bem em conformidade aos desgastes normais de uso. Em atenção à orientação recebida o intimado comprometeu-se a fazer os reparos devidos no veículo, ficando a sua entrega postergada para uma data compatível à frente. Constam das intimações a observação de que as avarias nos veículos não causam óbices para o seu recebimento, apenas que os reparos necessários à colocação do bem em condições normais, será indenizada pelo responsável. Assim, em 17/03/04, o inspetor substituto da Alfândega, em atenção à Solicitação desta Seção, obteve de volta o processo, que se encontrava aguardando providências na PFN/DF, local para aonde havia sido enviado. Por conseguinte, foi o Sr. Sérgio Koffes mais uma vez intimado oficialmente a entregar o veiculo, o que foi materializado na Intimação/Safia n° 039/04, de I° de abril de 2004 (folhas n's 101 a 103). Em 18/05/04, o nominado apresentou requerimento a esta Seção, na qual solicitava a dilação cio prazo em 60 (sessenta) dias para a entrega do 3 veiculo, diante da necessidade da importação das peças do motor (folha n°105). Em 6 de julho do corrente, em visita ao local onde se encontra o • veiculo, foi constatado que o referido bem se encontra sem o motor, e outras peças e acessórios. Segundo informações do proprietário da oficina o no minado não tem entrado em contato com aquela empresa para tratar do conserto do referido objeto. O prazo de 60 (sessenta) dias já prescreveu em 19/07/04, e até o presente momento não houve nenhuma manifestação do interessado, motivo pelo qual lhe foi manifestada a proposição de Multa por Embaraço à Fiscalização, em conformidade com à lei. DA IMPUTAÇÃO: . Concluindo! Diante da inadimplência voluntária criada pelo nominado, considerando que o referido bem se encontra em nome de terceiros, e sem valor monetário, devido ao estado mecânico atual, e considerando, ainda, que a apreensão do referido veiculo é condição necessária - primeira - ao cumprimento da obrigação, a esta Seção de Fiscalização Aduaneira só restou a aplicação da alternativa dada pela lei: a de converter a obrigação de entregar o objeto, pela obrigação de indenizar esse objeto, aplicando o contido na norma inscrita no § 1' do art. 618 do £4102 (Decreto 4.543/02), a qual determina a conversão da aplicação da pena de perdimento, em situações que exemplifica, pela aplicação da pena de multa, esta equivalente ao valor aduaneiro da mercadoria. Para tanto, está sendo emitido o presente Lançamento de multa. A presente decisão encontra amparo no art. 23, "caput "e §§ 1 0 e 3' do Decreto-lei n° 1.455, de 1976, com a redação dada pelo art. 59 da Lei n°10.637/02 (transcrito pelo parágrafo primeiro do art. 618 do RA/02). Atualização Monetária do Valor do Veiculo para Fins de Indenização: O valor aduaneiro de mercadorias importadas, normalmente, é determinado pelos valores representados nos documentos comerciais/fiscais apresentados pelos importadores quando da oportunidade de registro da Declaração de Importação, visando à liberação de tais mercadorias. Esse é o entendimento a abstraído do art. 1" do "Acordo de Valoração Aduaneira do Gatt", onde consta que a principio deverá ser aceito como valor aduaneiro da mercadoria o preço de transação constante dos documentos hábeis apresentados pelo importador para servir de base à cobrança dos impostos devido na importação. A recusa desse valor só será oposta em caso de comprovação de subfaturamento ou de outros expedientes ou acontecimentos que venham a influir substancialmente nos preços praticados em uma venda de livre comércio. Nesse diapasão, o valor aduaneiro original da mercadoria foi buscada na quantia representada, como valor CIF, constante da Declaração de Importação n° 009281, de 25/01/95, emitida pela Alfândega do Porto de Santos/SP (folha no 21). 4 Processo n° 11817.00000712003-02 S3-CIT1 Acórdão n.° 3101-00.228 Fl, 176 Demonstrativo da Atualização Monetária: A atualização monetária dos débitos para com a Fazenda Nacional, segundo orientação da Portaria/SI?? n' 1.095, de 06/02/2000, deverá ser feita com a utilização dos índices inseridos na "Tabela de Atualização do Custo de Bens e Direitos", para débitos a partir de 1938 até 31 de dezembro de 1995: O valor atualizado até 31/12/1995 é encontrado dividindo-se o montante original pelo índice constante da tabela correspondente ao mês/ano da composição da obrigação, direito constituído ou negócio realizado. Assim tem-se para o interregno entre 26/10/94 (data do registro da Declaração de Importação) e 31/12/95 o seguinte cálculo: Valor CIF do veículo constante da DI em 26/10/94 CR$ 14.671,84, dividido pelo índice constante da tabela para o mês de outubro/1994 = 07612, obtendo como resultado a quantia de R$ 19.274,62 (dezenove mil, duzentos e setenta e quatro reais e sessenta e dois centavos). Valor aduaneiro do veiculo atualizado até 31/12/95 R$ 19.274,62 A partir da data de 0/01/1996, os valores originais em reais deverão ser atualizados dividindo-se estes pelo valor da UFIR da data da obrigação, e multiplicando-se o resultado obtido, pelo valor da UFIR da data do cumprimento da obrigação. Se a obrigação tiver sua data de vencimento após o dia 31/12/2000, esta data deverá ser utilizada para a devida atualização, uma vez que a UFIR foi extinta em decorrência do art. 29 da Medida Provisória n°2.095-76. Em conseqüência tem-se para o interregno entre 0/01/1996 até 12/08/20040 seguinte cálculo: Valor do bem atualizado até 31/12/1995 R$ 19.274,62 Valor da UFIR em 31/12/1995 0,7952 Resultado da divisão do primeiro termo pelo segundo 24.238,70 UFIR Resultado da multiplicação da quantidade de UEIR em 31/12/1995 pelo valor desta em 31/12/2000 (1,0641) R$ 25.792,40 Valor atualizado do Lançamento de Multa R$ 25.792,40 Observação: 1° A sanção aplicada por meio do presente lançamento de multa está sendo imposta em caráter conversivo: multa pecuniária por desobediência da responsável em apresentar o bem para a submissão à pena de perdimenta Assim, a natureza desta obrigação não permite redução de seu valor monetário, quando da quitação do débito referente. fj 2°. A aplicação do Lançamento de Multa, embora pareça uma forma "substitutiva" de obrigação, na realidade não substitui o valor de mercado do bem, pois, como os veículos, no mais das vezes, como é o caso, foram subfaturados quando de sua aquisição, o valor obtido pelo Fisco Nacional é, pouco mais do que simbólico. O que se busca com tal norma é a coerção dos responsáveis para o cumprimento das obrigações - estas originadas voluntariamente por eles ao se aventurarem em empreitada temerária, visualisando possibilidade de ganho fácil ao arrepio da lei. Descrição do Veiculo: Veículo de passeio, importado, marca: JEEP, tipo/mod.: GRAN CHEROKEE, ano/mod.: 93/94, placa.. ICBV-1216, chassi: 1J4GZ78Y2RC186976, cor: AZUL e comb.: GASOLINA Esclarecimentos Relevantes: 1. O nominado foi Alertado da precariedade da posse do veiculo em poder de sua pessoa, em conseqüência da condição em que se deu essa posse: forma "liminar" vale dizer: exigência da manutenção do "status quo", após a satisfação do pleito liminar, qual fosse: a compra dos veículos. Assim posto, a alienação promovida pelo intimado, com decisão final (trânsito em julgado) em favor da União, está acoimada de ilegalidade - a despeito da não imposição do "Termo de Fiel Depositário". O veiculo se encontra em nome de seu filho, Sr. Sergio Koffes Junior, pessoa que segundo seu pai, Sr. Sérgio Koffes, estaria morando nos Estados Unidos da América, a despeito de declarar perante o Fisco Nacional o mesmo domicilio declarado pelo pai galhas n's 118 a 120). 2. O nominaclo é contumaz em falta dessa natureza, pois já fora intimado em outra oportunidade (documentos acostados nestes autos) pela Receita Federal com a mesma exigência para a entrega do bem. Em ambas oportunidades, não atendeu ao pleito, assim como, nenhuma sanção ainda lhe fora imposta. O nominado responde a vários processos, tanto na esfera administrativa, quanto na judiciária (extrato com a indicação de referidos processos acostados a estes autos às folhas n's 84 a 96). 3. O nominado, sem embargo de residir em Brasília/DF, promoveu o licenciamento do veiculo na cidade de Goiânia. O motivo da escolha da citada localidade, pela grande maioria dos residentes na Capital Federal, que importaram veículos por essa modalidade, seria a facilidade ali encontrada para a retirada da restrição judicial imposta pelo juizo concedente da liminar - proibindo a alienação do bem até o trânsito em julgado do Mandado de Segurança que possibilitou a importação do bem por determinação judicial. Essa assertiva foi declarada por várias pessoas, entre elas, alguns despachantes (infonnalmente, pois ninguém quer se comprometer), inclusive, acrescentando que tal ilícito cometido pelos agentes do DetranIGO tinham um preço fixado em R$ 50,00 para cada licenciamento fraudulento. O dano ao erário em conseqüência desses atos ilegais remontam a quantias expressivas, levando-se em conta que muitos veículos Processo if 11817.000007/2003-02 S3-CIT1 Acórdão e.° 3101-00.228 Fl. 177 foram importados com a utilização de "laranjas", situação que impossibilita ao Fisco Federal imputar ao responsável as sanções legais. 4. Consta da intimação o alerta sobre a sanção a que o nominado estaria exposto caso não cumprisse a determinação legal contida no referido documento, ou caso estivesse impossibilitado do cumprimento ou, ainda, tivesse algum direito que o beneficiasse, deveria manifestar-se dentro do interregno legal, para tal, estabelecido na intimação. Enquadramento Legal: Ares: 602, 604, inciso IV, 618 e § 1` do Decreto n°4.543/02, art. 73, § § I° e 2° da Lei n°10.833/03, art. 23, "eaput", §§ 1' e 3°, do Decreto-lei n° 1.455/76, com a redação dada pelo art. 59 da Lei n°10637/02, Inconformado com a exigência, da qual tomou ciência em 31/08/2004, fls. 138, apresentou o contribuinte impugnação em 29/09/2004, fls. 140/146, contrapondo-se ao lançamento com base nos argumentos a seguir sintetizados. Inicialmente a defesa transcreve toda a descrição dos fatos constante no auto de infração para, ao final, expor que: 1. Jamais impus quaisquer embaraço a fiscalização, ocorreu na realidade que o veiculo em tela, fundiu o motor e que as peças de reparação são importadas e até a presente data ainda não recebemos estas peças, mas comprometo que no prazo de 60 dias entregarei o veiculo em perfeito estado de funcionamento conforme previsão da oficina onde o mesmo se encontra para conserto. Desta forma, requer que seja concedido o prazo solicitado para a entrega do veiculo e que seja cancelado o presente auto de infração tendo em vista o termo de compromisso acima." A 3 a Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Fortaleza — CE, em 28 de setembro de 2007, por meio do Acórdão n° 08-11.753, julgou o lançamento procedente, nos temos da ementa a seguir transcrita: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE ,4 IMPORTAÇÃO —II Data do fato gerador: 10/08/2004 DANO AO ERÁRIO. PENA DE PERDIMENTO. CONVERSÃO EM MULTA Cabível a conversão em multa equivalente ao valor aduaneiro da mercadoria que não seja localizada ou que tenha sido consumida. Lançamento Procedente Ciente da decisão de primeira instância, em 09/10/2007, o Interessado, em 01/11/2007, interpôs Recurso Voluntário, no qual alegou que: al-fji 7 J4-O - Tentou entregar o apenado bem, sempre encontrando empecilhos impostos pela Receita Federal, até que no dia 16 de setembro de 2005 foi lavrado termo de recebimento, restando o veículo entregue ao auditor da Receita Federal André Luiz da T. Marçal, Matricula 091.815-6; - Cumpriu com o disposto na sentença judicial e com o procedimento fiscal de entrega da mercadoria, não havendo motivo para a conversão da pena de perdimento em multa; - O veículo em questão foi entregue na Alfândega da Receita Federal do Aeroporto Internacional de Brasília (SRRF Região), passando em definitivo para a posse da União; - Com a transferência da posse do bem para a União em 16 de setembro de 2005, o requerente ficou desincumbido dos encargos do referido bem; - Trata-se de um absurdo a conversão do perdimento em multa como pretende a Delegacia Regional da Receita Federal de Fortaleza, uma vez que o bem encontra-se na posse da União. Requer, ao final, a reforma da decisão da 3° Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento de Fortaleza, a fim de que seja indeferida a conversão do perdimento em pena de multa. Instrui o recurso voluntário, dentre outros documentos, "TERMO DE RECEBIMENTO" da SRRF da P Região Fiscal — Alfândega da Receita Federal no Aeroporto Internacional de Brasília — Seção de Fiscalização Aduaneira — SAFIA (fls. 170/171). Os autos foram encaminhados a este Conselho para julgamento. É o relatório. Voto Conselheira Vanessa Albuquerque Valente, Relatora O Recurso é tempestivo e atende aos requisitos de admissibilidade, razão porque dele tomo conhecimento. Conforme relatado, a matéria é concernente à aplicação da multa prevista no § 1° do art. 618 do Regulamento Aduaneiro/02 (Decreto n° 4.543/02), em face da importação com amparo em medida judicial que permitiu ao recorrente o desembaraço de veículo estrangeiro usado. Referida medida judicial garantiu ao importador a emissão de Guia( licença) de Importação, antes negada pela autoridade administrativa competente. O entendimento motivador da autuação foi o de que a mercadoria se encontrava em situação irregular no país devido à perda da eficácia da medida liminar que amparou a emissão de sua respectiva Guia de Importação. Uma vez denegada a segurança pleiteada pelo Interessado, a Guia de Importação que amparou o despacho da mercadoria perdeu sua eficácia. 8 Processo n° 11817.000007/2003-02 S3-CIT1 Acórdão n.°3101-00.228 Fl. 178 A Colenda 3' Turma de Julgamento da DRS de Fortaleza/Ce, considerando que o Autuado foi devidamente intimado a entregar o referido bem ao fisco federal e assim não o fez, encontrando-se o veiculo em nome de terceiros e sem valor monetário, julgou procedente o lançamento, entendendo correta a conversão da obrigação de entregar o objeto, pelo encargo de indenizá-lo. Em sede de Recurso Voluntário, o sujeito passivo, aduz que cumpriu com o procedimento fiscal de entrega da mercadoria, pois entregou o apenado bem, no dia 16 de setembro de 2006, ao auditor da Receita federal, sendo, portanto, lavrado "Termo de Recebimento", o qual fez anexar aos autos. Na presente questão, cotejando as razões aduzidas pelo Recorrente e o acórdão objeto do presente recurso, não vejo como acolher os argumentos trazidos pelo Recorrente. Na espécie, cumpre observar que a multa substitutiva da pena de perdimento, aplicada pela Fiscalização, decorre do cometimento de infração qualificada como dano ao Erário. Dispõe o art. 23, "caput" , §§ 1° e 3° , do Decreto-lei n° 1.455/76, in verbis: Art. 23. Consideram-se dano ao Erário as infrações relativas às mercadorias: I — importadas, ao desamparo de guia de importação ou documento de efeito equivalente, quando a sua emissão estiver vedada ou suspensa na forma da legislação especyica em vigor; II — importadas e que forem consideradas abandonadas pelo decurso do prazo de permanência em recintos alfandegados na seguintes condições: — trazidas do exterior como bagagem, acompanhada ou desacompanhada e que permanecerem nos recintos alfandegados por prazo superior a 45(quarenta e cinco) dias, sem que o passageiro inicie a promoção, do seu desembaraço,' IV - enquadradas nas hipóteses previstas nas alíneas "a" e do parágrafo único do artigo 104 e nos incisos Ia XIX do artigo 105, do Decreto-lei número 37, de 18 de novembro de 1996. V — estrangeiras ou nacionais, na importação ou na exportação, na hipótese de ocultação do sujeito passivo, do real vendedor, comprador ou de responsável pela operação, mediante fraude ou simulação, inclusive a intelposição fraudulenta de terceiros. (incluído pela Lei n° 10.637, de 30.12.2002) § O dano ao erário decorrente das infrações previstas no caput deste artigo será punido com a pena de perdimento das mercadorias. § 2 0 Presume-se interposição fraudulenta na operação de comércio exterior a não comprovação da origem, disponibilidade e transferência dos recursos empregados. (incluído pela Lei n°10.637, de 30.12.2002) 9 § 3"A pena prevista no §1° converte-se em multa equivalente ao valor aduaneiro da mercadoria que não seja localizada ou que tenha sido consumida. (incluído pela Lei n° 10.637, de 30.12.2002) A matéria em questão também é tratada no Regulamento Aduaneiro/02 (Decreto n° 4.543, de 26/12/2002), em seu Capítulo II — Do Perdimento da Mercadoria - art.618, § 1°, cujo texto é o seguinte: Art. 618. Aplica-se a pena de perdimento da mercadoria nas seguintes hipóteses, por configurarem dano ao Erário (decreto- lei n°37, de 1966, art. 105, e Decreto-lei n°1.455, de 1976, art. 23 e § 1°, com a redação dada pelo art. 59 da Lei n°10.637/02): — ICC — importada ao desamparo de licença de importação ou documento de efeito equivalente, quando a sua emissão estiver vedada ou suspensa, na forma da legislação específica; § 1 0 Á pena de que trata este artigo converte-se em multa equivalente ao valor aduaneiro da mercadoria que não seja localizada ou que tenha sido transferida a terceiro ou consumida (Decreto-lei n°1.455, de 1976, art. 23 e § 3", com a redação dada pelo art. 59 da Lei n°10.637/02). No caso em tela, penso ser irrelevante para o julgamento do feito a entrega do bem, objeto da lide, à Fazenda Nacional, no dia 16 de setembro de 2006. Conforme se verifica, tal fato foi bem posterior à lavratura do Auto de Infração, em 17/08/2004. Por outro lado, no que concerne a apreensão de mercadoria em situação irregular, dispõe o § 4° do artigo 23 do Decreto-lei n°1.455/76, in verbis: § 4' O disposto no § 3° não impede a apreensão da mercadoria nos casos previstos no inciso 1 ou quando for proibida sua importação, consumo circulação no território nacional. (incluído pela Lei n°10.637, de 30.12.2002) Como se vê, consoante o disposto no §4° do artigo 23 do Decreto-lei n° 1.455/76, supra, nos casos dc importação de mercadoria ao desamparo de guia de importação ou documento equivalente, quando a sua emissão estiver vedada ou suspensa, bem como, quando for proibida a sua importação, consumo ou circulação no território nacional, a conversão da pena de perdimento em multa equivalente ao valor aduaneiro da mercadoria, não impede a apreensão da mercadoria, objeto da importação. Neste diapasão, ao bem em questão, qual seja, veículos automotores usados, de importação proibida, aplica-se a pena de perdimento, sendo correta a aplicação da multa no valor aduaneiro da mercadoria, independente de sua apreensão, haja vista que o fundamento para aplicação de tal penalidade é a irregularidade no procedimento da importação. A ia Processo n° 11817.00000712003-02 83-CIT1 Acórdão n.° 3101-00.228 Fl. 179 Com essas considerações, VOTO para conhecer do Recurso Voluntário interposto, e, negar-lhe provimento. VanagrAtbu egne llralente 11
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Numero do processo: 11030.002268/2004-87
Turma: Primeira Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue May 18 00:00:00 UTC 2010
Numero da decisão: 1801-000.025
Decisão: Resolvem os membros 1ª Turma Especial da Terceira Câmara da Primeira Seção de Julgamento do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos, converter julgamento em diligência.
Matéria: Simples- proc. que não versem s/exigências cred.tributario
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Resolvem os membros 1ª Turma Especial da Terceira Câmara da Primeira Seção de Julgamento do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos, converter julgamento em diligência. (assinado digitalmente) Ana de Barros Fernandes - Presidente. (assinado digitalmente) Carmen Ferreira Saraiva - Relatora. EDITADO EM: Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carmen Ferreira Saraiva, Guilherme Pollastri Gomes da Silva (suplente convocado), Maria de Lourdes Ramirez, André Almeida Blanco (suplente convocado), Rogério Garcia Peres (suplente convocado) e Ana de Barros Fernandes (Presidente). RELATÓRIO A Recorrente optante pelo Sistema Integrado de Pagamentos de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte – Simples foi excluída de ofício pelo Ato Declaratório Executivo DRF/PFO/RS nº 545.703, de 02 de agosto de 2004, fl. 03, com efeitos a partir de 01/03/2004, com base nos fundamentos de fato e de direito indicados: Data da opção pelo Simples: 20/05/1998 Fl. 1DF CARF MF Emitido em 02/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 27/09/2010 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Assinado digitalmente em 27/09/2010 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, 27/09/2010 por ANA DE BARROS FERNAN DES Processo nº 11030.002268/2004-87 Despacho n.º 1801-00.025 S1-TE01 Fl. 68 2 Situação excludente: (evento 306): Descrição: atividade econômica vedada: 7416-0/02 Atividades de assessoria em gestão empresarial Data da ocorrência: 26/02/2004 Fundamentação legal: Lei nº 9.317, de 05/12/1996: art. 9º, XIII; art. 12; art. 14, I; art. 15, II. Medida Provisória nº 2.158-34, de 27/07/2001: art. 73. Instrução Normativa SRF nº 355, de 29/08/2003: art. 20, XII; art. 21; art. 23, I; art. 24, II, c/c parágrafo único. A empresa manifestou-se contrariamente ao procedimento, apresentando a Solicitação de Revisão da Exclusão do Simples – SRS, fls. 01/02, com pedido de revisão do ato em rito sumário argumentado, em síntese, que presta serviços em processamento de dados (digitação). Em conformidade com o Despacho Decisório, fls. 33/34, as informações relativas à opção pelo Simples foram analisadas das quais se pelo indeferimento do pedido. Restou esclarecido que [...] Atendida a intimação, mediante análise das informações, documentos e notas fiscais juntadas, conclui-se que a pessoa jurídica prestou serviço de pesquisa de mercado e opinião pública, atividade assemelhada a de Consultor e Estatístico, o que, por força do art. 9º, XIII, da Lei nº 9.317, de 5 de dezembro de 1996, constitui causa de exclusão do Simples. Cientificada em 09/01/2007, fl. 34, ela apresentou a manifestação de inconformidade em 31/01/2007, fls. 42/43. Defende que [...] A nossa empresa é constituída por um comerciante e um estudante, não tendo nenhum dos sócios qualificação técnica para exercer sua função, conforme citado por este artigo Isso só provaria que não exercemos a função de Assemelhado a Consultor e Estatístico, conforme decisão do julgador na validade ou não do Ato Declaratório. O que realmente aconteceu foi que fizemos o processamento dos dados estatísticos, e a emissão de tal nota fiscal se deu de forma equivocada, pois deveria ter sido feita só do processamento, que foi o que realmente fizemos Está registrado como resultado do Acórdão da 2ª TURMA/DRJ/SANTA MARIA/RS nº 18-07.721, de 14/09/2007, fls. 50/55: “Solicitação Indeferida”. Restou esclarecido que É vedado o exercício da opção pelo Simples às pessoas jurídicas que prestam serviços de assessoria mercadológica pois tais atividades são semelhantes às de consultoria. [...] Fl. 2DF CARF MF Emitido em 02/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 27/09/2010 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Assinado digitalmente em 27/09/2010 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, 27/09/2010 por ANA DE BARROS FERNAN DES Processo nº 11030.002268/2004-87 Despacho n.º 1801-00.025 S1-TE01 Fl. 69 3 Os elementos que constam nos autos do presente processo levam ao convencimento de que a atividade exercida pela empresa está de acordo com o objeto social previsto na Alteração de Contrato Social, registrada em 23/02/2000, ou seja, a "prestação de serviços em planejamento, coleta, análise e processamento de dados de mercado" (Artigo 6° - fl. 12). Cabe observar que a empresa foi intimada a apresentar cópias de notas fiscais dos meses de janeiro de fevereiro de 2004 e 2005 (Intimação à folha 23) solicitadas com o fim específico de "instruir o processo de revisão da exclusão do Simples". Em sua manifestação de inconformidade a interessada tinha pleno conhecimento de que a sua exclusão do Simples era motivada pelos serviços realizados conforme descrição constante na sua nota fiscal n° 66, ou seja, "Primeira parcela do primeiro Levantamento de estudo de opinião pública, conforme o orçamento aprovado em 19 de fevereiro de 2004" (fl. 30). Tanto é assim que na sua manifestação expôs: "E na de n° 066, consta levantamento de estudo de opinião pública, onde o responsável pelo julgamento ateve-se para a confirmação... " Notificada em 11/10/2007, fl. 57, a Recorrente apresentou o recurso voluntário, fls. 62/63 em 08/11/2007, esclarecendo a peça atende aos pressupostos de admissibilidade. Discorre sobre o procedimento fiscal contra o qual se insurge. Reitera os argumentos apresentados junto à primeira instância de julgamento ressaltando que [...] A nossa empresa por erro de cadastro perante o CNPJ enquadrou a mesma num CNAE que não condiz com a atividade de sua empresa, tanto que provamos a Receita Federal a mudança deste CNAE, para o correto, o que espelha a efetiva atividade da empresa, que é somente processamento de dados. Defende que esta atividade não é impeditiva da opção pelo Simples (Lei nº 9.317, de 1996 e Lei Complementar nº 123, de 14 de dezembro de 2006). Afirma que não presta serviço profissional de assessoria. Com o objetivo de fundamentar seus argumentos, interpreta a legislação que rege a questão litigiosa e cita entendimentos da jurisprudência administrativa. Em face do exposto requer o deferimento de sua solicitação. É o Relatório. VOTO Conselheira Carmen Ferreira Saraiva - Relatora O recurso voluntário apresentado pela Recorrente atende aos requisitos de admissibilidade previstos nas normas de regência. Assim, dele tomo conhecimento. Compulsando os presentes autos, constato que não se encontram em condições de julgamento, pelas razões que passo a expor. Fl. 3DF CARF MF Emitido em 02/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 27/09/2010 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Assinado digitalmente em 27/09/2010 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, 27/09/2010 por ANA DE BARROS FERNAN DES Processo nº 11030.002268/2004-87 Despacho n.º 1801-00.025 S1-TE01 Fl. 70 4 A Recorrente discorda do procedimento de ofício. O tratamento diferenciado, simplificado e favorecido aplicável às microempresas e às empresas de pequeno porte relativo aos impostos e às contribuições estabelecido em cumprimento ao que determina o disposto no art. 179 da Constituição Federal de 1988 pode ser usufruído desde que as condições legais sejam preenchidas. A Lei nº 9.317, de 1996, fixa: Art. 9º Não poderá optar pelo SIMPLES, a pessoa jurídica: [...] XIII - que preste serviços profissionais de corretor, representante comercial, despachante, ator, empresário, diretor ou produtor de espetáculos, cantor, músico, dançarino, médico, dentista, enfermeiro, veterinário, engenheiro, arquiteto, físico, químico, economista, contador, auditor, consultor, estatístico, administrador, programador, analista de sistema, advogado, psicólogo, professor, jornalista, publicitário, fisicultor, ou assemelhados, e de qualquer outra profissão cujo exercício dependa de habilitação profissional legalmente exigida; O referido diploma legal impede a opção pelo Simples por parte das pessoas jurídicas: - que prestem os serviços profissionais expressamente listados; - que prestem os serviços profissionais assemelhados àqueles expressamente listados; - que prestem serviços profissionais não expressamente listados, cujo exercício dependa de habilitação legalmente exigida. A norma de regência adota a interpretação analógica que abrange casos semelhantes por ela regulados e não a analogia, que é uma forma de integração de normas para suprir lacunas. A respeito da matéria, o Ato Declaratório Interpretativo SRF nº 35, de 29 de dezembro de 2004, prevê: Artigo único. Pode optar pelo Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte (Simples) a pessoa jurídica que exerce atividade de instalação de programas de computador desenvolvidos por terceiros, desde que não demande conhecimentos de analista de sistemas ou programador e observados os demais requisitos legais. A hipótese de indeferimento da opção da requerente pelo Simples com efeito desde 01/03/2004 fundamentada na atividade de assessoria em gestão empresarial é assemelhada à prestação de serviço profissional de consultor e pressupõe a obtenção de receita proveniente da atividade vedada, qualquer que seja a sua proporção em relação à totalidade auferida pela pessoa jurídica. Em conformidade com o Contrato Social, fls. 11/12, o objeto é: Fl. 4DF CARF MF Emitido em 02/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 27/09/2010 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Assinado digitalmente em 27/09/2010 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, 27/09/2010 por ANA DE BARROS FERNAN DES Processo nº 11030.002268/2004-87 Despacho n.º 1801-00.025 S1-TE01 Fl. 71 5 Prestação de serviços em planejamento, coleta, análise e processamentos de dados de mercado. Nas Notas Fiscais de Prestação de Serviços consta, fls. 29/32 e 64: [...] serviços de processamento de dados [...] levantamento de estudo de opinião pública [...] identificação de demandas populares [...] Por sua vez a Recorrente afirma: [...] A nossa empresa por erro de cadastro perante o CNPJ enquadrou a mesma num CNAE que não condiz com a atividade de sua empresa, tanto que provamos a Receita Federal a mudança deste CNAE, para o correto, o que espelha a efetiva atividade da empresa, que é somente processamento de dados. Tendo em vista a controvérsia entre a alegação do Erário e o argumento da Recorrente, a realização da diligência se torna imprescindível para esclarecer a situação fática com o escopo de privilegiar o princípio da verdade material. Em face da questão sobre a qual divergem as partes e com a observância do disposto no art. 18 do Decreto nº 70.235, de 1972, voto pela conversão do julgamento em diligência para que, mediante parecer conclusivo, a Unidade da Receita Federal do Brasil que jurisdicione a Recorrente: - caracterize a prestação do serviço profissional que a pessoa jurídica exerce mediante a qual a receita bruta é auferida a partir de 01/01/2002, - anexe Notas Fiscais que comprovem a eventual prestação de serviço profissional impeditivo; - verifique se para o exercício da atividade é exigido o Atestado Técnico e o Termo de Responsabilidade; - verifique se no quadro de pessoal há consultores ou técnicos com conhecimento, especialização e experiência profissional que os assemelhem a consultores. A Recorrente deve ser cientificada dos procedimentos referentes à diligência efetuada e que se abra prazo para que se manifeste sobre seu conteúdo e sua conclusão, com o objetivo de lhe assegurar o contraditório e a ampla defesa com os meios e recursos a ela inerentes (inciso LV do art. 5º da Constituição da República). (assinado digitalmente) Conselheira Carmen Ferreira Saraiva - Relatora Fl. 5DF CARF MF Emitido em 02/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 27/09/2010 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Assinado digitalmente em 27/09/2010 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, 27/09/2010 por ANA DE BARROS FERNAN DES
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Numero do processo: 11065.901115/2006-89
Turma: Primeira Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Sep 12 00:00:00 UTC 2012
Numero da decisão: 1801-000.151
Decisão: Resolvem, os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto da Relatora.
Nome do relator: MARIA DE LOURDES RAMIREZ
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Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem, os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto da Relatora. (assinado digitalmente) ______________________________________ Ana de Barros Fernandes – Presidente (assinado digitalmente) ______________________________________ Maria de Lourdes Ramirez – Relatora Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Carmen Ferreira Saraiva, Ana Clarissa Masuko dos Santos Araújo, Maria de Lourdes Ramirez, Luiz Guilherme de Medeiros Ferreira e Ana de Barros Fernandes. Relatório. Recorre a empresa contribuinte a este Conselho Administrativo de Recursos Fiscais – CARF de acórdão da 5a. Turma da DRJ em Porto Alegre/RS que, por unanimidade de votos, julgou improcedente a manifestação de inconformidade apresentada contra despacho decisório que reconheceu parte de direito creditório e homologou, também em parte, as compensações declaradas em PERDCOMP. Fl. 70DF CARF MF Impresso em 26/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/09/2012 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 12/09/ 2012 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 13/09/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 11065.901115/200689 Resolução n.º 1801000.151 S1TE01 Fl. 67 2 Tratase de PERDCOMP que tem como direito creditório saldo negativo de IRPJ do anocalendário 2002, no valor R$ 82.963,98 formado por antecipações a título de IRRF incidente sobre remuneração de serviços prestados por pessoas jurídicas – código 1708. O despacho decisório consignou que não haveria crédito suficiente de retenção confirmada em DIRF em favor da beneficiária no período de apuração do saldo negativo informado no PER/DCOMP confirmando o montante de R$ 81.699,87 nesse período ocasionando a homologação parcial da compensação declarada no PER/DCOMP 04693.68825 e a não homologação das compensações declaradas nos PER/DCOMP 39778.90277 e 18016.58252. Na manifestação de inconformidade apresentada alegou a interessada que o fato da fonte pagadora não ter informado em DIRF a respectiva retenção não poderia criar uma obrigação exigível da contribuinte, ou seja, a utilização do crédito não poderia depender do envio da DIRF pela fonte pagadora. Apresentou notas fiscais cujas retenções destacadas comporiam a diferença não reconhecida de IRRF, assim como demonstrativos e cópias de livros de escrituração contábil/fiscal para comprovar a efetividade das retenções sofridas. A 5a. Turma da DRJ em Porto Alegre/RS ao apreciar o pleito assinalou que os informes de rendimentos exigidos pela legislação em vigor não teriam sido apresentados pela defesa. Constatou que algumas das notas fiscais apresentadas discriminariam valores de IRRF já considerados pela autoridade administrativa na composição do saldo negativo e considerou que os elementos apresentados seriam insuficientes a fazer a pretendida prova da retenção, indeferindo o pleito. Notificada da decisão, em 24/11/2011 (AR fl. 57), apresentou a interessada em 21/03/2011 o recurso voluntário de fls. 58/62. Aduz, em sua defesa, que o direito ao aproveitamento de IRRF sofrido não poderia estar condicionado à entrega de DIRF pela fonte pagadora pois isto seria uma inversão de direitos, colocandose a fonte pagadora como titular do direito subjetivo da requerente. Afirma haver juntado aos autos todos os documentos comprobatórios das retenções sofridas e que uma das fontes pagadoras de rendimentos já teria encerrado suas atividades, razão pela qual haveria óbice à tentativa de compelila a apresentar a DIRF competente. Ao final pugna pelo acolhimento do recurso. É o relatório. Voto Conselheira Maria de Lourdes Ramirez, Relatora. O recurso é tempestivo. Dele tomo conhecimento. Fl. 71DF CARF MF Impresso em 26/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/09/2012 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 12/09/ 2012 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 13/09/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 11065.901115/200689 Resolução n.º 1801000.151 S1TE01 Fl. 68 3 Como se depreende dos autos a recorrente indicou para compensação como direito creditório, o valor de R$ 82.963,98, a título de saldo negativo de IRPJ do ano calendário 2002, composto por antecipações de IRRF sobre remunerações de serviços prestados por pessoas jurídicas. Do valor total indicado foi reconhecido o valor de R$ 81.699,87 e não reconhecida, consequentemente, a parcela de R$ 1.264,11. Como consta à fl. 15, a parcela não reconhecida é assim composta: CNPJ Fonte Pagadora Código Valor Informado PERDCOMP Valor Reconhecido Diferença não Confirmada 89.312.367/000154 1708 126,00 84,00 42,00 91.519.306/000104 1708 6.577,18 5.842,18 735,00 93.101.632/000122 1708 19.284,18 18.813,57 470,61 __._24.340/000111 1708 2.017,90 2.001,40 16,50 Totais 28.005,26 26.741,15 1.264,11 Concordo com a defesa quando afirma que não se pode condicionar a restituição de IRRF à entrega, pela fonte pagadora, da DIRF. Mas também não se pode deixar de negar aplicação ao que dispõe a legislação tributária ao determinar que o aproveitamento em compensações do IRRF condicionase a apresentação do comprovante de rendimentos fornecido pela fonte pagadora dos rendimentos. Em que pese tais considerações a requerente demonstra sua determinação em comprovar que os valores de IRRF não deferidos foram de fato retidos e apresenta cópias de notas fiscais e de livros de sua escrituração contábil e fiscal que, contudo, mostraramse insuficientes a fazer a desejada prova. Pelo exposto voto no sentido de encaminhar o presente processo ao órgão de origem para que, em procedimento de diligência fiscal: 1) intimemse as fontes pagadoras cujos CNPJ encontramse relacionados à fl. 15 a esclarecer e comprovar os valores dos rendimentos pagos e do IRRF efetivamente retidos da empresa recorrente; 2) relativamente às mesmas fontes pagadoras verifique, junto à recorrente, todas as notas fiscais de prestação de serviços em seu poder com os valores dos rendimentos pagos e do IRRF retido; 3) verifique junto à contabilidade da recorrente o correto registro dos valores das receitas pagas e do imposto retido pelas mencionadas fontes pagadoras. Fl. 72DF CARF MF Impresso em 26/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/09/2012 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 12/09/ 2012 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 13/09/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 11065.901115/200689 Resolução n.º 1801000.151 S1TE01 Fl. 69 4 Ao final deverá ser elaborado relatório circunstanciado e conclusivo dos trabalhos efetuados a fim de que seja evidenciada a efetividade da retenção do valor em litígio de R$ 1.264,11, dandose ciência à recorrente do resultado para que no prazo de 30 dias apresente suas considerações, se assim o desejar, retornandose posteriormente os autos a esta Conselheira para prosseguimento na análise da lide. (assinado digitalmente) ______________________________________ Maria de Lourdes Ramirez – Relatora Fl. 73DF CARF MF Impresso em 26/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/09/2012 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 12/09/ 2012 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 13/09/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES
score : 1.0
Numero do processo: 35415.000920/2007-15
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed May 11 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Thu May 12 00:00:00 UTC 2011
Ementa: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS
Data do fato gerador: 24/07/2007
PREVIDENCIÁRIO.ESCLARECIMENTOS NECESSÁRIOS À FISCALIZAÇÃO.
Deixar a empresa de prestar ao fisco todas as informações cadastrais, financeiras e contábeis de interesse do mesmo, na forma por ele estabelecida, bem como os esclarecimentos necessários à fiscalização, constitui infração à legislação previdenciária.
DOMICÍLIO TRIBUTÁRIO. LANÇAMENTO
Os procedimentos de Auto de Infração e Notificação Fiscal de Lançamento de Débito são válidos mesmo que formalizados por servidor competente de jurisdição diversa da do domicílio tributário do sujeito passivo.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2403-000.537
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar
provimento ao recurso.
Matéria: Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal
Nome do relator: IVANCIR JÚLIO DE SOUZA
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ementa_s : OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Data do fato gerador: 24/07/2007 PREVIDENCIÁRIO.ESCLARECIMENTOS NECESSÁRIOS À FISCALIZAÇÃO. Deixar a empresa de prestar ao fisco todas as informações cadastrais, financeiras e contábeis de interesse do mesmo, na forma por ele estabelecida, bem como os esclarecimentos necessários à fiscalização, constitui infração à legislação previdenciária. DOMICÍLIO TRIBUTÁRIO. LANÇAMENTO Os procedimentos de Auto de Infração e Notificação Fiscal de Lançamento de Débito são válidos mesmo que formalizados por servidor competente de jurisdição diversa da do domicílio tributário do sujeito passivo. Recurso Voluntário Negado.
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Deixar a empresa de prestar ao fisco todas as informações cadastrais, financeiras e contábeis de interesse do mesmo, na forma por ele estabelecida, bem como os esclarecimentos necessários à fiscalização, constitui infração à legislação previdenciária. DOMICÍLIO TRIBUTÁRIO. LANÇAMENTO Os procedimentos de Auto de Infração e Notificação Fiscal de Lançamento de Débito são válidos mesmo que formalizados por servidor competente de jurisdição diversa da do domicílio tributário do sujeito passivo. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. Carlos Alberto Mees Stringari Presidente Ivacir Júlio de Souza Relator Fl. 827DF CARF MF Emitido em 09/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 08/06/2011 por IVACIR JULIO DE SOUZA Assinado digitalmente em 08/06/2011 por IVACIR JULIO DE SOUZA, 09/06/2011 por CARLOS ALBERTO MEES ST RINGARI 2 Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Ivacir Júlio de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Marcelo Magalhães Peixoto, Marthius Sávio Cavalcante Lobato e Cid Marconi Gurgel de Souza. Fl. 828DF CARF MF Emitido em 09/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 08/06/2011 por IVACIR JULIO DE SOUZA Assinado digitalmente em 08/06/2011 por IVACIR JULIO DE SOUZA, 09/06/2011 por CARLOS ALBERTO MEES ST RINGARI Processo nº 35415.000920/200715 Acórdão n.º 240300.537 S2C4T3 Fl. 10.15 3 Relatório Transcrevo abaixo o relato que fora produzido em sede de impugnação o qual compulsei com os autos e corroboro: “Tratase de Auto de Infração (AI) lavrado pela fiscalização, contra a empresa em epígrafe, por infração ao disposto no artigo 32, inciso III da Lei n.° 8.212, de 24/07/1991, no artigo 8° da Lei n.° 10.666, de 08/05/20003, e no artigo 225, inciso III, parágrafo 22 do Regulamento da Previdência Social (RPS), aprovado pelo Decreto n.° 3.048, de 06/05/1999, tendo em vista que, de acordo com o Relatório Fiscal da Infração, a mesma, apesar devidamente intimada através de TIAD — Termo de Intimação para Apresentação de Documentos, deixou de apresentar relação discriminando os valores pagos, por segurado competência, relativos às Notas Fiscais/Faturas emitidas pelas empresas fornecedoras do cartão de premiação, sendo aplicada multa no valor de R$ 11.951,21 (onze mil e novecentos e cinqüenta e um reais e vinte e um centavos). O Relatório Fiscal da Infração informa, ainda: que a empresa paga parte da remuneração devida a seus empregados, através de cartões de premiação, com a utilização de valores adquiridos junto às empresas Sim Incentive Marketing e Expertise Comunicação Total, valores esses que são creditados aos empregados e podem ser sacados em caixas eletrônicos e agências bancárias, através de cartões. No Relatório Fiscal da Aplicação da Multa, por sua vez, se informa que: a multa foi aplicada com base no artigo 283, inciso II, alínea "h" Regulamento da Previdência Social RPS, aprovado pelo Decreto n.° 3.048, de 06/05/1999, constando o valor atualizado da multa aplicada da Portaria MPS n.° 142, de 11/04/2007; e, não houve circunstâncias atenuantes e agravantes. DA IMPUGNAÇÃO Inconformada com a autuação, a empresa apresentou, em 23/08/2007, a impugnação de fls. 33 a 62, com documentos anexos às fls. 65 a 768, na qual produz a alegações a seguir sintetizadas. DA NULIDADE DO LANÇAMENTO: Segundo a empresa, houve, no caso, violação aos artigos 3°, 7°, inciso I, 10, 11, 12, 23, inciso II, § 4°, inciso I, todos do Decreto n.° 70.235/72, que, a partir da vigência da Lei n.° 11.457/07, teria passado, através da redação do artigo 25 dessa lei, a ser Fl. 829DF CARF MF Emitido em 09/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 08/06/2011 por IVACIR JULIO DE SOUZA Assinado digitalmente em 08/06/2011 por IVACIR JULIO DE SOUZA, 09/06/2011 por CARLOS ALBERTO MEES ST RINGARI 4 aplicável aos processos e procedimentos administrativos fiscais de determinação e exigência de créditos tributários referentes às contribuições mencionadas no texto legal. Alega ser flagrante a nulidade do lançamento, tendo em vista que todos os procedimentos fiscais adotados no curso da fiscalização foram realizados por Agente Fiscal incompetente em razão do seu endereço fiscal. Informa que a Agente Fiscal incumbida da tarefa de lhe fiscalizar, para averiguação de suposta infração a lei tributária, é lotada na Delegacia da Receita Federal em Osasco, sendo que possui sua sede na Rua Marques de Lages, n.° 1027, Vila das Mercês, São Paulo, Capital, como comprova a situação cadastral de 03/11/2005 constante em seu Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica. Relata que, em nenhum momento, a Agente Fiscal levou em consideração os seus avisos de que o seu endereço fiscal havia sido alterado, permanecendo a exigir a apresentação de documentos fiscais, ainda que as apresentações restassem por vezes dificultadas em razão de tal falha de procedimento fiscal. Destaca, ainda, que sequer tomou ciência da intimação do lançamento através da via regular determinada pela legislação vigente, qual seja, a postalização ao endereço fiscal escolhido pelo contribuinte, tendo sido a intimação enviada ao seu antigo endereço, e afirma que, graças ao telefonema da própria agente fiscal, que avisou sobre o envio via correio da intimação, pode solicitar à empresa que hoje se localiza em seu antigo endereço o envio dos autos de infração e da notificação fiscal de lançamento de débito. Para ela, tais procedimentos não só poderiam gerar o cerceamento absoluto de defesa, como a prejudicaram, tendo em vista o conhecimento dos lançamentos transcorridos cerca de 15 (quinze) dias da data em que houve o recebimento das intimações. Pleiteia, então, pela nulidade do lançamento fiscal, por restar viciado pela incompetência jurisdicional da Agente Fiscal, tendo em vista os reais riscos de cerceamento de defesa a ela impingidos durante todo o transcorrer da fiscalização. Relata a impugnante que, no exercício regular de suas atividades sociais, firmou contratos de serviços de publicidade, propaganda e marketing ajustados com as empresas denominadas EXPERTISE COMUNICAÇÃO TOTAL S/C LTDA. e SIM INCENTIVE MARKETING S/C LTDA, visando o fomento de atividades voltadas ao incentivo da marca entre os seus fornecedores, clientes associados e empregados, mediante a realização de várias atividades, dentre elas, a confecção de cartões magnéticos de fidelidade para despesas de obras em trânsito no desenvolvimento e prestação de serviços em todo o território nacional, ressaltando que os saques dos valores eram realizados durante a execução dos trabalhos em diversos Estados do país. Fl. 830DF CARF MF Emitido em 09/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 08/06/2011 por IVACIR JULIO DE SOUZA Assinado digitalmente em 08/06/2011 por IVACIR JULIO DE SOUZA, 09/06/2011 por CARLOS ALBERTO MEES ST RINGARI Processo nº 35415.000920/200715 Acórdão n.º 240300.537 S2C4T3 Fl. 11.15 5 Informa que os contratos englobam também o pagamento pelos serviços referentes às campanhas de marketing, mediante a aferição dos gastos e cumprimento das cláusulas contratuais de honorários referentes aos serviços prestados pelas próprias empresas EXPERTISE e SIM, sendo que estas emitem notas fiscais, em seu nome, onde descrevem que os valores nelas constantes se referem às campanhas de incentivos e comissão contratual sobre os serviços prestados. Afirma que, de posse das notas fiscais emitidas pelas empresas contratadas, lançou em sua contabilidade os valores nelas constantes como despesas com serviços de marketing e comissão contratual pelos serviços prestados pelas empresas descritas de forma que todas as obrigações principais e acessórias fossem cumpridas. Discorda da Agente Fiscal que mediante a análise de todos os documentos que lhe foram apresentados durante toda a fiscalização, presumiu, sem qualquer fundamento fático ou legal, que todos os valores descritos nas notas fiscais emitidas pelas empresas EXPERTISE COMUNICAÇÃO TOTAL S/C LTDA. e SIM INCENTIVE MARKETING S/C LTDA. se referiam a valores pagos diretamente aos seus empregados, tomando a totalidade dos valores expressos nas notas fiscais apreendidas para lavrar a Notificação Fiscal de Lançamento de Débito (NFLD) 37.094.8505 e o presente Auto de Infração (AI), e fez sua descrição, no relatório, como algo que "em tese" poderia configurar sonegação fiscal, o que demonstraria a precária fundamentação do lançamento. Destaca que, ao se colocar em confronto os valores constantes nas notas fiscais com os valores pagos aos seus empregados conforme folha de pagamento, notase a grande disparidade de valores, bem como a ausência de periodicidade mensal e regular dos pagamentos. Menciona que a fiscalização se baseou apenas em notas fiscais das competências fiscalizadas, contra um universo de documentos por ela apresentados, como livros fiscais e documentos relativos a ações publicitárias realizadas, para efetuar o lançamento e que as alíquotas das supostas contribuições previdenciárias não recolhidas foram aleatoriamente fixadas. Informa a ausência de fundamento legal para o lançamento de crédito fiscal arbitrado pela fiscalização, e entende que supostamente, no caso, houve a aferição indireta da remuneração dos seus empregados, prevista no artigo 33, parágrafo 6° da Lei n.° 8.212/91, sendo que ela deve ser realizada somente quando a situação ensejadora deste procedimento estiver bem caracterizada, o que não ocorreu no caso em tela. Ressalta que sua contabilidade preencheu todos os requisitos formais e materiais determinados na legislação específica e não sofreu descaracterização, sendo apresentada à fiscalização e Fl. 831DF CARF MF Emitido em 09/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 08/06/2011 por IVACIR JULIO DE SOUZA Assinado digitalmente em 08/06/2011 por IVACIR JULIO DE SOUZA, 09/06/2011 por CARLOS ALBERTO MEES ST RINGARI 6 levada em consideração pela fiscalização, que em nenhum momento a afastou ou a considerou inábil. De acordo com ela, analisando os lançamentos contábeis do período fiscalizado, se pode verificar que os valores relativos às empresas EXPERTISE e SIM se referem única e exclusivamente às suas despesas com incentivos de marketing, que se referem, dentre outras atividades publicitárias, à emissão e carga de cartões magnéticos, nos quais são computados valores em reais para saques visando o pagamento de despesas de obras de trânsito no desenvolvimento e prestação de serviços em todo o território nacional. Destaca que, uma vez não tendo sido mencionada no Relatório Fiscal a inidoneidade da contabilidade, o procedimento de lançamento do crédito por arbitramento foi ilegal tendo em vista que a situação ensejadora deste procedimento não está bem caracterizada. Para ela, além de arbitrário, o ato de lançamento com base nas notas fiscais apreendidas, e o de considerar não atendidas as obrigações acessórias, sem levar em conta todos os documentos fiscais apresentados durante a fiscalização, violou também princípios fundamentais que regem os procedimentos administrativos, quais sejam a razoabilidade, a proporcionalidade e a imparcialidade. Relata a empresa que a autuação possui como base suposta falta de declaração dos fatos geradores de contribuição previdenciária na GFIP. Informa, no entanto, que não infringiu quaisquer dos artigos legais descritos no auto de infração, haja vista que declarou precisamente todos os fatos geradores das contribuições previdenciárias na GFIP, como determina a lei, conforme se pode observar das guias anexas contrapostas às folhas de pagamento juntadas por amostragem. Sustenta que não houve qualquer infração de sua parte à lei previdenciária no que se refere aos lançamentos e envio de declarações ao ente fiscal, tendo ocorrido, no caso, a aferição presumida e subjetiva de que os valores constantes nas notas fiscais apresentadas seriam na verdade valores pagos aos seus trabalhadores. E requereu, por fim, o apensamento dos presentes autos à NFLD 37.094.8505. Diante de todo o exposto, afirmou que a autuação é ilegítima, devendo ser anulado o lançamento do crédito tributário representado por este auto de infração, que é reflexo da NFLD 37.094.8505, pois: (i) foram devidamente lançados nas escritas fiscais as suas obrigações principais em conformidade com os ditames legais, tanto que não desconsideradas pela fiscalização que com base nelas lavrou a NFLD supra descrita; Fl. 832DF CARF MF Emitido em 09/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 08/06/2011 por IVACIR JULIO DE SOUZA Assinado digitalmente em 08/06/2011 por IVACIR JULIO DE SOUZA, 09/06/2011 por CARLOS ALBERTO MEES ST RINGARI Processo nº 35415.000920/200715 Acórdão n.º 240300.537 S2C4T3 Fl. 12.15 7 (ii) foram declarados os fatos geradores de contribuição previdenciária nas guias de recolhimento de FGTS e nas Informações à Previdência Social — INSS, nos moldes determinados pela lei, posto que; (iii) as notas fiscais se referem de forma única e exclusiva aos créditos lançados nos cartões magnéticos para fins de incentivo de marketing e pagamento de despesas de obras em trânsito no desenvolvimento e prestação de serviços em todo o território nacional; e, (iv) não deixou de contribuir ao Instituto Nacional do Seguro Social — INSS, fato que se prova mediante a simples conferência de sua escrita contábil, bem como das guias de recolhimento de FGTS e GFIP's anexas. Reitera que firmou contratos com as empresas EXPERTISE e SIM visando o fomento de atividades voltadas ao marketing de incentivo, bem como a utilização de cartões magnéticos para pagamento de custos e despesas de obras em trânsito para a implantação de projetos em demais Estados, bem como em cidades distantes do próprio Estado da sua sede. Segundo ela, o entendimento da fiscalização de que os valores creditados nos cartões magnéticos aos empregados devem integrar o salário, para fins de incidência das contribuições previdenciárias, não deve prevalecer em face da legislação em vigor, citando o artigo 457, parágrafos 1° e 2° da Consolidação das Leis do Trabalho, que dispõem que não se incluem nos salários as gratificações que não tenham sido ajustadas, as diárias para viagem e as ajudas de custo. Para ela, não possui fundamento a autuação pelo descumprimento de obrigação acessória para fins de lançamentos que não são previstos em lei como fatos geradores de contribuições previdenciárias. DOS PEDIDOS: Requer a impugnante a declaração de anulação do débito fiscal representado pelo Auto de Infração 37.094.8521, tendo em vista: (i) a incompetência jurisdicional da Agente Fiscal lotada na Delegacia da Receita Federal em Osasco, tendo em vista que o endereço fiscal escolhido e informado por ela se encontra na Capital do Estado de São Paulo; ou, caso tal preliminar não seja acolhida; em razão (ii) do cumprimento regular de envio de declarações dos fatos geradores das contribuições previdenciárias através das GFIP's, ou seja, ausência de infração às normas tributárias que regem os procedimentos fiscais voltados às obrigações acessórias, posto que, uma vez que os valores constantes nas notas fiscais emitidas pelas empresas mencionadas não se referem a pagamentos efetuados aos seus trabalhadores, temse que restam ausentes os Fl. 833DF CARF MF Emitido em 09/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 08/06/2011 por IVACIR JULIO DE SOUZA Assinado digitalmente em 08/06/2011 por IVACIR JULIO DE SOUZA, 09/06/2011 por CARLOS ALBERTO MEES ST RINGARI 8 fatos geradores das contribuições previdenciárias consideradas devidas pela Agente Fiscal e, por conseqüência ausente sua obrigação em lançar em sua escrita fiscal e declarar tais valores como devidos ao Instituto Nacional do Seguro Social INSS. ” DA DECISÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA Após analisar aos argumentos da impugnante, a 11ª Turma da Delegacia de Julgamento da Receita Federal do Brasil de São Paulo – SP I – DRJ/ SPOI, às fls 772, emitiu o Acórdão n ° 1617.414, em 10 de junho de 2008, mantendo procedente o lançamento. DO RECURSO Irresignada, a Recorrente interpôs Recurso Voluntário de fls. 815 onde reiterou as alegações que fizera em instancia “ad quod ”. É o Relatório. Fl. 834DF CARF MF Emitido em 09/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 08/06/2011 por IVACIR JULIO DE SOUZA Assinado digitalmente em 08/06/2011 por IVACIR JULIO DE SOUZA, 09/06/2011 por CARLOS ALBERTO MEES ST RINGARI Processo nº 35415.000920/200715 Acórdão n.º 240300.537 S2C4T3 Fl. 13.15 9 Voto Conselheiro Ivacir Júlio de Souza, Relator DA TEMPESTIVIDADE Conforme registro de fls. 855, o recurso é tempestivo e reúne os pressuposto de admissibilidade. Portanto, dele tomo conhecimento. DA PRELIMINAR DE NULIDADE DO LANÇAMENTO Dos Dados Cadastrais E Da Notificação Entre outras, a Recorrente alega que : “ a Agente Fiscal incumbida da tarefa de lhe fiscalizar, para averiguação de suposta infração a lei tributária, é lotada na Delegacia da Receita Federal em Osasco, sendo que possui sua sede na Rua Marques de Lages, n.° 1027, Vila das Mercês, São Paulo, Capital, como comprova a situação cadastral de 03/11/2005 constante em seu Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica. em nenhum momento, a Agente Fiscal levou em consideração os seus avisos de que o seu endereço fiscal havia sido alterado, permanecendo a exigir a apresentação de documentos fiscais, ainda que as apresentações restassem por vezes dificultadas em razão de tal falha de procedimento fiscal. sequer tomou ciência da intimação do lançamento fiscal através da via regular determinada pela legislação vigente, qual seja, a postalização ao endereço fiscal escolhido pelo contribuinte, tendo sido a intimação enviada ao seu antigo endereço, e afirma que, graças ao telefonema da própria agente fiscal, que avisou sobre o envio via correio da intimação, pode solicitar à empresa que hoje se localiza em seu antigo endereço o envio dos autos de infração e da notificação fiscal de lançamento de débito.” O procedimento fiscal em questão teve início, pela extinta Secretaria Receita Previdenciária (SRP) do Ministério da Previdência Social (MPS), sendo que, o Relator do voto de primeira instância registra que no sistema informatizado denominado AGUIA, constava como endereço do estabelecimento centralizador da notificada Av. João Paulo Ablas, n.° 477, Jardim da Glória, Cotia/SP, pertencente à jurisdição da Delegacia de Osasco. Fl. 835DF CARF MF Emitido em 09/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 08/06/2011 por IVACIR JULIO DE SOUZA Assinado digitalmente em 08/06/2011 por IVACIR JULIO DE SOUZA, 09/06/2011 por CARLOS ALBERTO MEES ST RINGARI 10 Apenas no transcorrer da fiscalização, entrou em atividade a Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB), subordinada ao Ministro de Estado da Fazenda. Não procede a alegação da empresa de que os procedimentos fiscais adotados no curso da fiscalização teriam sido realizados por Agente Fiscal incompetente, em razão de seu endereço fiscal, constante em seu Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica, qual seja: Rua Marques de Lages, n.° 1.027, Vila das Mercês, São Paulo/SP. Cabe observar, aqui, o disposto no artigo 9°, parágrafo 2° do Decreto n.° 70.235/72, na redação dada pela Lei n.° 8.748/93, a seguir transcrito. Art. 9°A exigência de crédito tributário, a retificação de prejuízo fiscal e a aplicação de penalidade isolada serão formalizadas em autos deinfração ou notificação de lançamento, distintos para cada imposto,contribuição ou penalidade, os quais deverão estar instruídos com todos os termos, depoimentos, laudos e demais elementos de prova indispensáveis à comprovação do ilícito. (Redação dada pela Lei n°8.748, de 1993) §2° Os procedimentos de que tratam este artigo e o art. 7°, serão válidos, mesmo que formalizados por servidor competente de jurisdição diversa da do domicílio tributário do sujeito passivo. (Redação dada pela Lei n° 8.748, de 1993)( grifei) Não há que se falar, portanto, em violação ao Decreto n.° 70.235/72 ou em nulidade do lançamento por incompetência jurisdicional da Agente Fiscal. Com relação às intimações, cabe destacar que mesmo quando feitas sem observância das prescrições legais, elas têm sua irregularidade suprida com o comparecimento do sujeito passivo, a teor do disposto no artigo 214, parágrafo 1° do Código de Processo Civil (CPC — Lei n.° 5.869, de 11/01/1973), aplicável subsidiariamente ao processo administrativo fiscal, a seguir transcrito. Art. 214. (..) §1° O comparecimento espontâneo do réu supre, entretanto, a falta de citação. (Redação dada pela Lei n°5.925, de 1°.10.1973) No presente caso, não se vislumbra qualquer cerceamento de defesa, uma vez que a empresa teve ciência do lançamento, que este foi efetuado de modo que a notificada tivesse pleno conhecimento de seu conteúdo, e que ela se manifestou a respeito com a apresentação de impugnação. DA CONEXÃO A Lei n° 5.869, de 11 de janeiro de 1973 contem previsão em seus artigos 103, 104 e 105 , as hipótese de decidir simultaneamente processos conexos: “Lei n° 5.869, de 11 de janeiro de 1973 (...) Art. 103. Reputamse conexas duas ou mais ações, quando Ihes for comum o objeto ou a causa de pedir. Fl. 836DF CARF MF Emitido em 09/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 08/06/2011 por IVACIR JULIO DE SOUZA Assinado digitalmente em 08/06/2011 por IVACIR JULIO DE SOUZA, 09/06/2011 por CARLOS ALBERTO MEES ST RINGARI Processo nº 35415.000920/200715 Acórdão n.º 240300.537 S2C4T3 Fl. 14.15 11 Art. 104. Dáse a continência entre duas ou mais ações sempre que há identidade quanto às partes e à causa de pedir, mas o objeto de uma, por ser mais amplo, abrange o das outras. Art. 105. Havendo conexão ou continência, o juiz, de ofício ou a requerimento de qualquer das partes, pode ordenar a reunião de ações propostas em separado, a fim de que sejam decididas simultaneamente” Com base no acima e é que procedi a análise conjunta de todos os processos da mesma ação fiscal que resultaram em autuações diversa. No Relatório fiscal de folhas 08 consta que a empresa fora autuada por não apresentar a Autoridade fiscal uma relação discriminado valores na forma como se segue : “ Não apresentação da relação discriminando os valores pagos, por segurado e competência, relativos às Notas Fiscais/Faturas emitidas pelas empresas fornecedoras do cartão de premiação.” Na impugnação a empresa não contesta que tenham sido creditados valores mas afirma que os tais valores creditados nos cartões magnéticos dos empregados não são de sofrer incidência tributária em face da legislação. Dessa forma a afirmação da recorrente de que houvera sido creditado valores nos cartões magnéticos dos empregados faz prova, ainda que involuntária, contra si própria. Cabe observar que, apesar da confissão e de formalmente intimada, a empresa não disponibilizou à fiscalização a relação contendo a discriminação dos valores pagos, por segurado e competência, relativos às notas fiscais/faturas emitidas pelas empresas fornecedoras do cartão de premiação, tendo sido, por este motivo, inclusive, autuada, nesta ação fiscal Auto de Infração (AI) 37.094.8521. E, em decorrência deste fato, os beneficiários foram assumidos pela fiscalização como segurados empregados da empresa, e as contribuições previdenciárias devidas por eles foram aferidas, na NFLD retro mencionada, pela alíquota mínima, com base no artigo 33, parágrafo 3° da Lei n.° 8.212/91, uma vez que a não apresentação do documento acima referido impossibilitou a apuração baseada na remuneração total de cada segurado. Ressaltese, ainda, que o AI foi lavrado por descumprimento de obrigação acessória, e não por falta de recolhimento de contribuições, e que esta autuação não diz respeito à falta de declaração em GFIP ou de escrituração contábil de fatos geradores de contribuições previdenciárias. Aduz que apesar de confessar que houvera creditado valores nos cartões magnéticos dos empregados , a Recorrente não juntou nos autos a relação solicitada motivo pelo qual fora autuada. CONCLUSÃO Assim, por tudo que foi exposto, confirmo a decisão de primeira instância e mantenho procedente o lançamento. Ivacir Júlio de Souza Fl. 837DF CARF MF Emitido em 09/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 08/06/2011 por IVACIR JULIO DE SOUZA Assinado digitalmente em 08/06/2011 por IVACIR JULIO DE SOUZA, 09/06/2011 por CARLOS ALBERTO MEES ST RINGARI 12 Fl. 838DF CARF MF Emitido em 09/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 08/06/2011 por IVACIR JULIO DE SOUZA Assinado digitalmente em 08/06/2011 por IVACIR JULIO DE SOUZA, 09/06/2011 por CARLOS ALBERTO MEES ST RINGARI
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Numero do processo: 10830.723701/2011-62
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Sep 20 00:00:00 UTC 2018
Numero da decisão: 1301-000.626
Decisão: Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, sobrestar o julgamento do recurso até que seja proferida decisão administrativa definitiva no processo nº 10830.001530/200901,
nos termos do voto do relator.
Nome do relator: FERNANDO BRASIL DE OLIVEIRA PINTO
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Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, sobrestar o julgamento do recurso até que seja proferida decisão administrativa definitiva no processo nº 10830.001530/200901, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Fernando Brasil de Oliveira Pinto – Presidente e Relator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Roberto Silva Júnior, José Eduardo Dornelas Souza, Nelso Kichel, Carlos Augusto Daniel Neto, Amélia Wakako Morishita Yamamoto e Fernando Brasil de Oliveira Pinto. Ausente justificadamente a Conselheira Bianca Felícia Rothschild. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 08 30 .7 23 70 1/ 20 11 -6 2 Fl. 593DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 9 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP22.0322.11258.KZDF. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10830.723701/201162 Resolução nº 1301000.626 S1C3T1 Fl. 594 2 Relatório Na sessão de 09 de dezembro de 2015, ainda por ocasião de quando eu compunha outro colegiado, exarouse a Resolução nº 1402000.315, sobrestandose o julgamento dos recursos até que fosse apreciado no CARF o recurso voluntário objeto do processo 10830.001530/200901. Reproduzo a seguir o relatório dessa resolução, complementandoo ao final. CPFL GERAÇÃO DE ENERGIA S.A. recorre a este Conselho, com fulcro no art. 33 do Decreto nº 70.235, de 1972, objetivando a reforma do acórdão nº 0949.806 da 1ª Turma da Delegacia de Julgamento em Juiz de Fora, que julgou improcedente a manifestação de inconformidade apresentada. Por bem refletir o litígio, adoto o relatório da decisão recorrida até aquela fase processual, complementandoo ao final: Trata o presente processo de Declaração de Compensação, fls. 0209, n.º 35695.11304.250407.1.3.024190, na qual a contribuinte utilizou, em sua compensação, suposto crédito oriundo de saldo negativo de IRPJ referente ao anocalendário de 2005, exercício 2006, no valor de R$ 4.794.191,77, composto de Imposto de Renda retido na fonte (R$ 4.972.252,79) e de estimativas compensadas (R$ 4.170.294,87), antecipações de IR no valor total de R$ 9.142.547,66. Assim consta relatado no Despacho Decisório SEORT DRF/CPS/825/2011: Conforme acima mencionado, existe Auto de Infração lavrado, fls. 50 a 85, pela autoridade tributária em nome da empresa CPFL GERAÇÃO DE ENERGIA, CNPJ nº 03.953.509/000147, ciência em 27/02/2009, iniciado pelo Mandado de Procedimento Fiscal – MPF, nº 0810400.200700580, referente ao mesmo tributo e período de apuração. Registrase, inclusive, que na conferência da referida DCOMP no sistema SIEF, este informa a existência de Auto de Infração em nome da interessada, referente ao ano calendário 2005. Ao analisar o Termo de Constatação Fiscal do respectivo Auto de Infração, verificouse que a autoridade tributária apurou, em relação ao IRPJ devido, ano calendário 2005, um valor de R$ 7.754.257,78, divergente do apurado pelo contribuinte, no valor de R$ 4.350.468,49, conforme fl 78. Portanto, uma diferença de R$ 3.403.789,29. Observase que a alteração no valor do IRPJ devido decorre do fato da fiscalização incluir na base de cálculo do tributo o valor de R$ 7.499.088,83, excluído pelo contribuinte à título de compensação de prejuízos fiscais de períodos de apuração anteriores. Verificouse, ainda, que o contribuinte informou na ficha 12A da DIPJ antecipações de IR no valor de R$ 9.142.547,66, sendo R$ 4.794.252,79 de retenção em fonte e R$ 4.348.355,89 de estimativas compensadas. Notase divergência quanto aos valores declarados na DCOMP. Fl. 594DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 9 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP22.0322.11258.KZDF. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10830.723701/201162 Resolução nº 1301000.626 S1C3T1 Fl. 595 3 Considerando que a fiscalização apurou, conforme MPF, nº 0810400.200700580, um IRPJ devido no valor de R$ 7.754.257,78, temse um saldo negativo, em tese, se confirmadas todas as antecipações supra citadas, no valor de R$ 1.388.290,88. Todavia, em análise das informações prestadas na DCOMP, constatouse, na DIRF, fl. 101, existência de retenção inferior à informada na declaração. Em 12 de maio de 2011, emitiuse Intimação Seort/DRFCPS/541/2011, fl. 24 a 26, para o interessado informar a origem do crédito não encontrado nos sistemas da Receita Federal do Brasil – RFB, ciência da intimação em 17/05/2011. Em resposta, encaminhada em 06/06/2011, fl. 27 a 29, o interessado apresentou cópia de comprovante anual de rendimentos pagos ou creditados e de retenção de imposto de renda na fonte pessoa jurídica, referente ao CNPJ nº 03.435.172/000186 e ao CNPJ nº 04.354.636/000192. Entretanto, não conseguiu comprovar a totalidade da retenção informada na DCOMP. Assim, em consulta à Declaração de Informações Econômicofiscais da Pessoa Jurídica DIRF, fl 101, apresentada pelo contribuinte, ano calendário 2005, constatouse um montante de retenção no valor de R$ 3.394.860,10, diferentemente da retenção em fonte informada pelo contribuinte na DCOMP, no valor de R$ 4.972.252,79. Demonstrase, abaixo, a retenção em fonte encontrada em DIRF: ... Em relação às estimativas, constatouse que as DCOMPs informadas na declaração em análise encontramse homologadas, conforme telas SIEF, fls. 33 a 49, à exceção da DCOMP nº 26182.48890.300106.1.3.029049, que, apesar de crédito totalmente reconhecido, o mesmo foi insuficiente para quitar plenamente o débito declarado. Todavia, foi emitido despacho decisório, nº de rastreamento 854519970, para cobrança do saldo remanescente, através do processo de cobrança 10830.923970/200911. Portanto, passível de aplicação da Solução de Consulta Cosit nº 18, de 2006. Assim, todas as estimativas podem ser consideradas, perfazendo um total de R$ 4.170.294,87. Desta forma, considerando que as antecipações remontam, na verdade, R$ 7.565.154,97, resultante da soma da retenção em fonte (respaldada pelo total da DIRF) no valor de R$ 3.394.860,10 e das estimativas compensadas, no valor de R$ 4.170.294,87 e que o IRPJ devido, apurado pela fiscalização, é de R$ 7.754.257,78, constatouse inexistência de saldo negativo no período, conforme tabela abaixo: ... Logo, não reconheço o direito creditório em função da inexistência de saldo negativo na DCOMP nº 35695.11304.250407.1.3.024190. Inconformada, a contribuinte apresentou manifestação de inconformidade na qual alega, em síntese: Fl. 595DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 9 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP22.0322.11258.KZDF. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10830.723701/201162 Resolução nº 1301000.626 S1C3T1 Fl. 596 4 em sede de preliminar, a tempestividade da defesa apresentada e a consequente suspensão da exigibilidade do crédito tributário; que a suposta inconsistência relativa à ausência de comprovações de IRRF fica afastada diante dos Informes de Rendimentos anexados (docs. IX a XV); adicionalmente a isso, alega que o total retido no anocalendário 2005 é de R$ 4.972.252,79, sendo que o valor de R$ 178.061,02 não consta da Ficha 12A devido ao fato de sua utilização ter ocorrido quando da antecipação mensal do IRPJ da competência de dez/05, portanto, devidamente demonstrado na Ficha 11 da DIPJ/2006. Reitera ainda as informações prestadas na Ficha 12A da DIPJ/2006 relativas ao Incentivo Fiscal de origem do Programa de Alimentação do Trabalhador, no valor de R$ 2.112,59. que a divergência de IRPJ devido apurado pela D. Autoridade é objeto de discussão no processo n.º 10830.001530/200901, o qual encontrase pendente de julgamento em sede de Recurso Voluntário no CARF, razão pela qual está suspensa a exigibilidade do referido crédito, objeto desta manifestação de inconformidade; Por fim, requer a nulidade da decisão por violação do art. 151 do CTN; que o processo n.º 10830.723701/2011 62 seja apensado aos autos do processo n.º 10830.001530/200901; o reconhecimento integral de seu direito creditório; a improcedência da exigência fiscal, e, por conseguinte, a extinção do crédito tributário, excluídas as penalidades, a cobrança de juros de mora e atualização monetária. A decisão recorrida julgou improcedente a manifestação de inconformidade, tendo sua ementa recebido a seguinte redação: ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Anocalendário: 2005 COMPENSAÇÃO. DIREITO CREDITÓRIO. SALDO NEGATIVO. INEXISTÊNCIA. Caracterizada nos autos a inexistência de saldo negativo no período, o direito creditório informado na Dcomp não pode ser reconhecido à solicitante e a compensação declarada deve ser não homologada. EXIGIBILIDADE. SUSPENSÃO. COMPENSAÇÃO NÃO HOMOLOGADA. PRINCÍPIO DA AUTONOMIA PROCESSUAL. As manifestações de inconformidade e os recursos apresentados em razão da não homologação da compensação suspendem a exigibilidade do crédito tributário, contudo, o processo administrativo fiscal é regido por princípios próprios, como o da Fl. 596DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 9 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP22.0322.11258.KZDF. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10830.723701/201162 Resolução nº 1301000.626 S1C3T1 Fl. 597 5 oficialidade, que obriga a administração a impulsionálo até sua decisão final. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Anocalendário: 2005 NULIDADE. INOCORRÊNCIA. Como a decisão proferida foi efetuada com observância dos pressupostos legais e não havendo prova de violação das disposições contidas na legislação, não se cogita a ocorrência de nulidade, mormente ter sido a contribuinte regularmente cientificada do Despacho Decisório e demais intimações, sendo lhe concedida o prazo legal para apresentação de manifestação de inconformidade, direito que exerceu plenamente mediante apresentação de suas razões de defesa, o que demonstra total conhecimento da motivação e dos fatos que suscitaram a decisão. O contribuinte foi intimado da decisão em 17 de abril de 2014 (fl. 305, alertando que foi feriado nacional no dia 18 de abril, sextafeira, e dia 21 de abril, segundafeira, ou seja, o início da contagem do prazo se deu em 22 de abril de 2014), apresentando recurso voluntário tempestivamente em 21 de maio de 2014 (fls. 410431), reafirmando, em resumo, os termos de sua manifestação de inconformidade. Pois bem, por meio da Resolução 1402000.315, assim decidiu a 2ª Turma Ordinária da 4ª Câmara desta 1ª Seção de Julgamento: O recurso voluntário é tempestivo e preenche os demais pressupostos de admissibilidade, dele, portanto, tomo conhecimento. Tratase de pedido de compensação utilizandose como crédito saldo negativo de IRPJ do anocalendário de 2005, no valor original de R$ 4.794.191,77. Tal crédito é composto de pagamento de estimativas mensais (R$ 4.170.294,87) e retenções de IRRF (R$ 4.972.252,79). Desse modo, temse que foi antecipado o total de R$ 9.142.547,66. A recorrente apurou em sua DIPJ imposto de renda (IRPJ) devido de R$ 4.350.468,49. Apurou ainda dedução referente ao PAT no total de R$ 2.112,60. A composição de tais débitos e créditos redundou, no entender da recorrente, em um saldo negativo de R$ 4.794.191,77. Ocorre que, no ano de 2009, foi lavrado auto de infração de IRPJ relativamente ao mesmo anocalendário (2005), revertendo o saldo negativo apurado pela recorrente, redundado em IRPJ devido de R$ 7.565.154,78 (processo nº 10830.001530/200901). Os valores de estimativas pagas foram totalmente confirmados pela unidade local da RFB. Em relação ao IRRF, concluiuse que o valor confirmado era de R$ 3.394.860,10 (e não de R$ 4.972.252,79, conforme requerido pela requerente). Ao final, a DRF de origem entendeu haver, na realidade, um saldo de IRPJ a pagar de R$ 189.102,81, ou seja, não haveria qualquer saldo negativo a reconhecer. A delegacia de julgamento julgou improcedente a manifestação de inconformidade apresentada. Fl. 597DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 9 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP22.0322.11258.KZDF. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10830.723701/201162 Resolução nº 1301000.626 S1C3T1 Fl. 598 6 Em seu recurso voluntário, a recorrente requer que os presentes autos sejam decididos em seu mérito, independentemente do resultado do julgamento do processo nº 10830.001530/200901 (auto de infração de IRPJ), uma vez que não haveria qualquer reflexo no presente processo, haja vista que "havendo decisão favorável naquele processo, o valor exigido no auto de infração será automaticamente cancelado, e (ii) havendo decisão desfavorável, a Recorrente será obrigada a realizar o pagamento do montante exigido, com o que continuaria a existir lastro para o seu direito creditório". Discordo do entendimento da recorrente. Entendo que o julgamento do auto de infração em questão é prejudicial à análise dos presentes autos. Sem dúvida, caso o lançamento seja cancelado, não haverá óbices para a continuidade do saldo negativo constante dos presentes autos. Por outro lado, caso o lançamento seja mantido, somente com o pagamento do débito constante daquele processo é que restará configurado o saldo negativo ora pleiteado. Vejase a tabela constante no relatório fiscal que embasa o auto de infração (fl. 78 dos presentes autos): Há de se ressaltar que o valor de IRPJ devido de R$ 4.350.468,49 informado pela recorrente nos presentes autos foi deduzida pela Fiscalização na apuração do IRPJ lançado de ofício. Ou seja, não há como se reconhecer novamente tal valor nos presentes autos, sob pena de reconhecimento duplicado de tal valor. Caso o contribuinte, por hipótese, já houvesse restituído tal valor, o IRPJ lançado seria de R$ 7.754.357,78 e não de R$ 3.403.789,29, ou seja, sem deduzirse o IRPJ retido/recolhido a que a se refere o presente processo. No presente processo, para que se possa decidir o mérito do crédito pleiteado, fazse necessária a solução, em primeiro lugar, desse processo prejudicial. O processo nº 10830.001530/200901 encontrase, nesta data (sessão de 9 de dezembro de 2015), aguardando distribuição para relato nesta Primeira Seção (2ªTO/3ªCÂMARA/1ªSEJUL/CARF/MF) Fl. 598DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 9 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP22.0322.11258.KZDF. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10830.723701/201162 Resolução nº 1301000.626 S1C3T1 Fl. 599 7 Ressaltase que tal processo já fora anteriormente distribuído à 1ª Turma Ordinária da 3ª Câmara da Primeira Seção de Julgamento, tendo sido prolatada a Resolução nº 1301000.219 (sessão de 23 de setembro de 2014), no seguinte sentido: "RESOLVEM os membros da 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Primeira Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, convertido o julgamento em diligência para ser juntado a este os processos por conexão os de nºs 10830.010761/200816, 10930.001153/200901 e 10830.010855/200212". Contudo, o relator original dos autos não mais compõe este Tribunal Administrativo, razão pela qual os autos serão alvo de novo sorteio. Assim, sendo, por ora não é possível julgar o mérito deste processo. CONCLUSÃO Em face do exposto, voto no seguinte sentido de sobrestar os presentes autos até que seja julgado o mérito do recurso voluntário do processo nº 10830.001530/200901, ao qual o presente processo deve ser vinculado. Este processo deverá ser encaminhado à unidade de origem para cientificar a recorrente da presente decisão, devendo lá permanecer até que o processo nº 10830.001530/200901 seja apreciado no CARF (recurso voluntário). Após tal julgamento, deverá ser anexado ao presente processo cópia do acórdão lá proferido, retornandose então estes autos ao CARF para continuidade do julgamento. Após o julgamento do recurso voluntário em questão, os autos retornaram ao CARF para prosseguimento do julgamento. É o relatório. Fl. 599DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 9 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP22.0322.11258.KZDF. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10830.723701/201162 Resolução nº 1301000.626 S1C3T1 Fl. 600 8 Voto Conselheiro Fernando Brasil de Oliveira Pinto, Relator. O recurso foi conhecido na Resolução 1402000.315. Analisando melhor o caso concreto, entendo que o recurso ainda não se encontra em condição de ser julgado. Na sessão de julgamento em que foi proferida a Resolução 1402000.315, o colegiado entendeu por bem sobrestar o presente julgamento até que, em relação ao processo prejudicial 10830.001530/200901, houvesse decisão no julgamento do recurso voluntário, e não até que fosse exarada decisão administrativa definitiva. Pois bem, compulsando o andamento do processo prejudicial, constatei que na sessão de 15 de agosto de 2017 foi proferido o acórdão 1302002.335 dando provimento parcial ao recurso voluntário tão somente para cancelar as multas isoladas por falta de recolhimento de estimativas relativa aos anoscalendário de 2003 a 2006, ou seja, foram mantidos integralmente os créditos tributários atinentes ao IRPJ e à CSLL. Cientificado do acórdão, o contribuinte apresentou recurso especial de divergência ainda pendente de exame de admissibilidade. Com efeito, embora já tenha sido julgado o recurso voluntário do processo 10830.001530/200901, tal decisão ainda não é definitiva. Pois bem, seguindo o decidido na Resolução 1402000.315, o presente processo poderia ter seu julgamento reiniciado. Contudo, conforme vem decidindo este colegiado, seria mais adequado aguardarse decisão administrativa definitiva no processo prejudicial, uma vez que eventual reforma ao acórdão 1402000.315 pela Câmara Superior de Recursos Fiscais poderia alterar o resultado do julgamento deste processo. Nesse cenário, julgar, neste momento, o presente recurso em desfavor do contribuinte poderia ensejar a impossibilidade deste ter seu eventual recurso especial conhecido, implicando a definitividade da decisão e impondolhe ônus que, ao final, possa não ser confirmado em razão de eventual reforma do acórdão 1302002.335 decorrente do julgamento do recurso especial interposto naqueles autos. Por essas razões, voto no sentido de sobrestar o julgamento do recurso destes autos até que seja proferida decisão administrativa definitiva no processo nº 10830.001530/200901. Fl. 600DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 9 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP22.0322.11258.KZDF. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10830.723701/201162 Resolução nº 1301000.626 S1C3T1 Fl. 601 9 CONCLUSÃO Em face do exposto, voto por sobrestar o julgamento do recurso até que seja proferida decisão administrativa definitiva no processo nº 10830.001530/200901. (assinado digitalmente) Fernando Brasil de Oliveira Pinto Fl. 601DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 9 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP22.0322.11258.KZDF. Consulte a página de autenticação no final deste documento. PÁGINA DE AUTENTICAÇÃO O Ministério da Fazenda garante a integridade e a autenticidade deste documento nos termos do Art. 10, § 1º, da Medida Provisória nº 2.200-2, de 24 de agosto de 2001 e da Lei nº 12.682, de 09 de julho de 2012. Documento produzido eletronicamente com garantia da origem e de seu(s) signatário(s), considerado original para todos efeitos legais. Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001. Histórico de ações sobre o documento: Documento juntado por FERNANDO BRASIL DE OLIVEIRA PINTO em 29/10/2018 21:06:00. Documento autenticado digitalmente por FERNANDO BRASIL DE OLIVEIRA PINTO em 05/11/2018. Documento assinado digitalmente por: FERNANDO BRASIL DE OLIVEIRA PINTO em 05/11/2018. Esta cópia / impressão foi realizada por MARIA MADALENA SILVA em 22/03/2022. Instrução para localizar e conferir eletronicamente este documento na Internet: EP22.0322.11258.KZDF Código hash do documento, recebido pelo sistema e-Processo, obtido através do algoritmo sha2: CCCA8586C601619CECB06CC3F23D0FF36BFE996176F00334E679D84E1463BA11 Ministério da Fazenda 1) Acesse o endereço: https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx 2) Entre no menu "Legislação e Processo". 3) Selecione a opção "e-AssinaRFB - Validar e Assinar Documentos Digitais". 4) Digite o código abaixo: 5) O sistema apresentará a cópia do documento eletrônico armazenado nos servidores da Receita Federal do Brasil. página 1 de 1 Página inserida pelo Sistema e-Processo apenas para controle de validação e autenticação do documento do processo nº 10830.723701/2011-62. Por ser página de controle, possui uma numeração independente da numeração constante no processo.
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Numero do processo: 10166.902493/2008-41
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Primeira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Feb 02 00:00:00 UTC 2012
Numero da decisão: 1801-000.083
Decisão: Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento na realização de diligências, nos termos do voto do Relator.
Nome do relator: LUIZ GUILHERME DE MEDEIROS FERREIRA
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Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento na realização de diligências, nos termos do voto do Relator. (documento assinado digitalmente) Ana de Barros Fernandes – Presidente (documento assinado digitalmente) Luiz Guilherme de Medeiros Ferreira – Relator Participaram da sessão de julgamento, os Conselheiros: Carmen Ferreira Saraiva, Magda Azario Kanaan Polanczyk, Maria de Lourdes Ramirez, Edgar Silva Vidal, Luiz Guilherme de Medeiros Ferreira e Ana de Barros Fernandes. Relatório Tratase de Recurso Voluntário interposto contra decisão que manteve despacho decisório, que não homologou a PERDCOMP transmitida em 19/11/2004, para compensar débitos no valor de R$ 5035,87 (fl.83), referente a COFINS (PA 03/2000), com créditos de IRPJ, no valor original de R$ 4846,84 (fl.81) recolhidos sob a rubrica de estimativa mensal, referente ao período de 31/12/1999. O despacho decisório, em síntese, não homologou a compensação sob o argumento de que os alegados créditos foram utilizados para quitação de débitos do contribuinte, referentes ao PA de 31/12/99. Fl. 106DF CARF MF Impresso em 17/04/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/04/2012 por LUIZ GUILHERME DE MEDEIROS FERRE, Assinado digitalmente e m 17/04/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 12/04/2012 por LUIZ GUILHERME DE MEDEIROS FERRE Processo nº 10166.902493/200841 Resolução n.º 1801000.083 S1TE01 Fl. 2 2 Inconformado o contribuinte interpôs Manifestação de Inconformidade alegando em síntese: Que o total declarado como imposto devido nos 2º e 4º Trimestres de 1999 foram respectivamente de R$ 1649,81 e R$ 1111,91. Que no referido período foram recolhidos R$ 60.693,36, sendo 58.170,64, recolhimento a maior. Que dessa forma, o DARF no valor de R$ 4846,84 representaria crédito líquido e certo do contribuinte. A decisão da DRJ de Brasília manteve o despacho decisório, sob o argumento de que créditos decorrentes do pagamento por estimativa só podem ser compensados ao final do exercício. Neste sentido, não admitiu que o pagamento feito pelo contribuinte seja considerado como pagamento de IRPJ pelo Lucro Real Trimestral, em conformidade com o que foi declarado em sua DIPJ. Intimada em 05/07/2011, a Recorrente interpôs Recurso Voluntário tempestivo na data de 03/08/2011, argumentando em síntese, que a 2º Turma da DRJ de Brasília é incoerente pois em outros dois pedidos de compensação da recorrente reconheceram o erro de fato no recolhimento do IRPJ por estimativa para considerar o regime de apuração do lucro real trimestral. E que desta forma, seu crédito é líquido e certo, devendo ser homologado. E o relatório Voto No mérito, a decisão recorrida merece reparos, não estando a lide devidamente saneada para julgamento. Primeiramente, há de ser reconhecido o erro de fato do contribuinte ao recolher o IRPJ sob o código de “pagamento de IRPJ por estimativa”. Neste sentido, a mesma relatora da decisão ora recorrida, em caso análogo do mesmo contribuinte, reconheceu o erro de fato e a possibilidade de se considerar os pagamentos feitos por estimativa, como se fossem pela sistemática do Lucro Real Trimestral, conforme abaixo: “Acórdão 0343.429; 2ª Turma da DRJ/BSB; Sessão de 06 de junho de 2011; Processo 10166.902267/200860. (...)Reconhecendo que a recorrente incorreu em erro de fato ao recolher o IRPJ sob o código de “estimativas”, vez que tanto sua DIPJ quanto sua DCTF declararam o imposto sob a sistemática do Lucro Real Trimestral.” Fl. 107DF CARF MF Impresso em 17/04/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/04/2012 por LUIZ GUILHERME DE MEDEIROS FERRE, Assinado digitalmente e m 17/04/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 12/04/2012 por LUIZ GUILHERME DE MEDEIROS FERRE Processo nº 10166.902493/200841 Resolução n.º 1801000.083 S1TE01 Fl. 3 3 Na mesma decisão admitiuse que o pagamento feito pelo contribuinte pudesse ser considerado como pagamento de IRPJ pelo Lucro Real Trimestral, e não como pagamento de IPRJ por estimativa: “Comprovado erro de fato no pagamento do IRPJ por estimativa. Contribuinte declarou em DCTF e DIPJ pagamento trimestral do tributo. Alocação automática do pagamento com o código de recolhimento por estimativa ao débito confessado em DCTF e declarado em DIPJ como pagamento trimestral do IRPJ.” Neste esteira o direito creditório do contribuinte deve ser analisado pelo cotejo entre o valor declarado como devido no trimestre e o montante efetivamente pago na respectiva competência sendo imprescindível a conversão do julgamento em diligência para verificação dos valores efetivamente pagos pelo contribuinte. Havendo saldo credor, ou seja, admitindose que tenha recolhido valor acima do declarado, a título de Lucro Real Trimestral para a competência informada, haveria de ser reconhecido o direito creditório do contribuinte. Essa é a regra geral disposta no artigo 165, inciso I do CTN: “Art. 165. O sujeito passivo tem direito, independentemente de prévio protesto, à restituição total ou parcial do tributo, seja qual for a modalidade do seu pagamento, ressalvado o disposto no § 4º do artigo 162, nos seguintes casos: I cobrança ou pagamento espontâneo de tributo indevido ou maior que o devido em face da legislação tributária aplicável, ou da natureza ou circunstâncias materiais do fato gerador efetivamente ocorrido” Em decisão proferida em caso análogo, decidiu a 1ª Turma da 1ª Seção do CARF, que os valores recolhidos indevidamente a título de antecipação mensal, no lucro real, podem ser compensados desde o momento do recolhimento, de acordo com a regra geral estabelecida no CTN. ACÓRDÃO 110100.303 Conselho Administrativo de Recursos Fiscais – CARF 1a. Seção 1a. Turma da 1a. Câmara (Data da Decisão: 20/05/2010 Data de Publicação: 17/09/2010) CARF 1º Seção / 1a. Turma da 1 a. Câmara / ACÓRDÃO 110100.303 em 20/05/2010 DCOMP PGIM IRPJ ASSUNTO: imposto sobre a renda de pessoa jurídica irpj período de apuração: 01/04/2003 a 30/04/2003 nulidade da decisão RECORRIDA. Argumento de defesa não apreciado, cerceamento ao direito de defesa não caracterizado. Não há prejuízo à validade da decisão que deixa de se manifestar sobre item da defesa, se este não foi exposto de forma a se caracterizar como questão controvertida, e assim exigir a atenção da autoridade julgadora. Pagamento indevido ou a maior estimativas. Erro na base de calculo. Os rendimentos de aplicações financeiras não integram a base de cálculo para fins de apuração das estimativas apuração do indébito, compensação admissibilidade somente são dedutiveis do irpj apurado no ajuste anual as estimativas pagas em conformidade com a LEI. O pagamento a maior de estimativa caracteriza indébito na data Fl. 108DF CARF MF Impresso em 17/04/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/04/2012 por LUIZ GUILHERME DE MEDEIROS FERRE, Assinado digitalmente e m 17/04/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 12/04/2012 por LUIZ GUILHERME DE MEDEIROS FERRE Processo nº 10166.902493/200841 Resolução n.º 1801000.083 S1TE01 Fl. 4 4 de seu recolhimento e, com o acréscimo de juros à taxa SELIC, acumulados a partir do mês subseqüente ao do recolhimento indevido, pode ser compensado, mediante apresentação de ocom.p, inclusive com o próprio irpj apurado no ajuste anual, mas sem a dedução daquele excedente, e considerando, também, os acréscimos moratórios incorridos desde 1º de fevereiro do ano subseqiiente, na forma da LEI. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em rejeitar a preliminar de nulidade da decisão RECORRIDA e dar provimento parcial ao recurso para reconhecimento o direito creditório pleiteado e homologar a compensação do debito com os acréscimos moratórios pertinentes, ate o limite do valor atualizado do credito na data da entrega da dcomp, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. Votou pelas conclusões o conselheiro carlos eduardo de almeida guerreiro, por se tratar de pagamento indevido e dcomp verificados antes de 29/10/2004 Publicado no DOU em: 17.09.2010 Recorrente: (...)Recorrida: DRJ/ri ibeirão preto/sp No entanto, a verificação do valor efetivamente recolhido pelo contribuinte para cada período de apuração trimestral, assim como a vinculação de cada pagamento não foi procedida pela autoridade julgadora de primeira instância, sendo esta análise fundamental para o deslinde da questão. Com base no exposto e em face das provas carreadas aos autos pela |Recorrente, voto pela conversão do julgamento em diligência, com retorno dos autos à unidade de jurisdição da recorrente para que seja analisado o mérito do pedido, ou seja, a origem e a procedência do crédito pleiteado, em face da sua contabilidade, registros no Sapli, outros pedidos de restituição/compensação com origem no mesmo crédito, vinculação a outros processos administrativos fiscais, formação do saldo negativo no final do ano calendário etc. A autoridade designada para realização da diligência deverá elaborar um relatório fiscal sobre os fatos apurados. Da realização da diligência deverá ser dada ciência ao contribuinte para que, querendo, manifestese sobre seu resultado. Observo que a empresa tem outros processos que versam sobre Per/Dcomp cujos créditos tributários são estimativas recolhidas durante o mesmo anocalendário, devendo ser analisados conjuntamente pela autoridade a quo Cumpridas as formalidades de praxe, os autos deverão retornar a este conselheirorelator. (documento assinado digitalmente) Luiz Guilherme de Medeiros Ferreira – Relator Fl. 109DF CARF MF Impresso em 17/04/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/04/2012 por LUIZ GUILHERME DE MEDEIROS FERRE, Assinado digitalmente e m 17/04/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 12/04/2012 por LUIZ GUILHERME DE MEDEIROS FERRE
score : 1.0
Numero do processo: 10283.006582/2006-66
Data da sessão: Fri Sep 18 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Fri Sep 18 00:00:00 UTC 2009
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Período de apuração: 23/03/2006 a 01/08/2006
Saída de mercadorias da Zona Franca de Manaus para a Amazônia Ocidental. Irregularidade apurada em auditoria nos livros e documentos fiscais do estabelecimento comercial. Perdimento. Consumo presumido. Penalidade pecuniária.
Bem jurídico tutelado pelo fato típico previsto no inciso I do artigo 618 do Regulamento Aduaneiro de 2002 é a subordinação das operações de carga, descarga ou transbordo de veículo procedente do exterior ao formal ingresso dele no território nacional, ordinariamente em porto, aeroporto ou ponto de fronteira alfandegado. A saída irregular de mercadorias da Zona Franca de Manaus para a Amazônia Ocidental, apurada em auditoria nos livros e documentos fiscais de estabelecimento comercial do remetente, não é infração punível com a pena cominada no artigo 618, inciso I e § 1º, do Regulamento Aduaneiro de 2002.
Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 3101-000.234
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, em dar provimento ao recurso. Vencidos os conselheiros Corintho Oliveira Machado e Henrique Pinheiro Torres.
Nome do relator: TARASIO CAMPELO BORGES
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Numero do processo: 10675.902594/2009-52
Turma: Primeira Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu May 10 00:00:00 UTC 2012
Numero da decisão: 1801-000.110
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, em converter o julgamento na realização de diligência, nos termos do voto da Relatora. Vencidos os Conselheiros Maria de Lourdes Ramirez e Luiz Guilherme de Medeiros Ferreira que negam provimento ao recurso voluntário.
Nome do relator: CARMEN FERREIRA SARAIVA
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Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, em converter o julgamento na realização de diligência, nos termos do voto da Relatora. Vencidos os Conselheiros Maria de Lourdes Ramirez e Luiz Guilherme de Medeiros Ferreira que negam provimento ao recurso voluntário. (documento assinado digitalmente) Carmen Ferreira Saraiva – Relatora e Presidente em Exercício Composição do Colegiado: Participaram do presente julgamento os Conselheiros Maria de Lourdes Ramirez, Marcos Vinicius Barros Ottoni, Paulo Jakson da Silva Lucas, Edgar Silva Vidal, Luiz Guilherme de Medeiros Ferreira e Carmen Ferreira Saraiva. RELATÓRIO A Recorrente formalizou o Pedido de Ressarcimento ou Restituição/Declaração de Compensação (Per/DComp) em 23.06.2006, fls. 0103, utilizandose do crédito relativo ao pagamento a maior no valor total de R$3.249,53 de Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) determinada sobre a base de cálculo estimada, código nº 2484, efetuado em 28.10.2005. Em conformidade com o Despacho Decisório Eletrônico, fl. 04, as informações relativas ao reconhecimento do direito creditório foram analisadas das quais se concluiu pelo Processo nº 10675.902594/200952 Resolução n.º 180100.110 S1C1T1 Fl. 66 2 indeferimento do pedido. Restou esclarecido que o pagamento foi integralmente utilizado para quitação de débitos, não restando crédito disponível para compensação. Cientificada em 02.04.2009, fl. 05, a Recorrente apresentou a manifestação de inconformidade em 04.05.2009, fls. 0614, argumentando em síntese que discorda da conclusão da análise do pedido. Suscita que a apresentação da peça de defesa tem o efeito de suspender a exigibilidade dos débitos confessados (inciso III do art. 151 do Código Tributário Nacional). Defende que o somatório dos recolhimentos efetuados a título de CSLL determinada a partir da base de cálculo estimada no anocalendário ultrapassa o valor devido de CSLL no seu encerramento. Argui que houve erro de fato no preenchimento da Per/DComp uma vez que informou que se tratava de pagamento indevido ao invés de saldo negativo de CSLL. Indica valores de saldos negativos de CSLL e de IRPJ dos anoscalendário de 2005 e 2006. Com o objetivo de fundamentar as razões apresentadas na peça de defesa, interpreta a legislação pertinente, indica princípios constitucionais que supostamente foram violados e faz referências a entendimentos doutrinários e jurisprudenciais em seu favor. Conclui Diante do exposto, requer acolhida a presente manifestação de inconformidade com efeito suspensivo, determinando a revisão do procedimento administrativo em função das compensações efetuadas e tendo reconhecido a subsistência e procedência do direito de crédito, requer homologada as declarações de compensação, bem como os pedidos de restituição, extinguindo as cobranças que foram objeto de compensação. Nos moldes da Lei nº 9.532, artigo 67, protesta a juntada de novas provas a serem obtidas no curso deste processo administrativo. Está registrado como resultado do Acórdão da 1ª TURMA/DRJ/JFA/MG nº 09 36.328, de 11.08.2011, fls. 5053:“Manifestação de Inconformidade Improcedente”. Restou ementado ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Anocalendário: 2005 ESTIMATIVA MENSAL. PAGAMENTO A MAIOR. A pessoa jurídica tributada pelo lucro real anual que efetuar pagamento indevido ou a maior de IRPJ ou de CSLL a titulo de estimativa mensal, somente poderá utilizar o valor pago na dedução do IRPJ ou CSLL ao final do período de apuração em que houve o pagamento indevido ou para compor o saldo negativo de IRPJ ou CSLL do período. Processo nº 10675.902594/200952 Resolução n.º 180100.110 S1C1T1 Fl. 67 3 Notificada em 21.09.2011, fl. 55, a Recorrente apresentou o recurso voluntário em 21.10.2011, fls. 5662, esclarecendo a peça atende aos pressupostos de admissibilidade. Discorre sobre o procedimento fiscal contra o qual se insurge e reitera os argumentos apresentados na impugnação. Conclui Diante do exposto, requer acolhida o presente Recurso Voluntário com efeito suspensivo determinando a revisão do procedimento administrativo em função das compensações efetuadas e tendo reconhecido a subsistência e procedência do direito de crédito, requer homologada as declarações de compensação, bem como os pedidos de restituição, extinguindo as cobranças que foram objeto de compensação. É o Relatório. VOTO Carmen Ferreira Saraiva – Relatora O recurso voluntário apresentado pela Recorrente atende aos requisitos de admissibilidade previstos nas normas de regência. Assim, dele tomo conhecimento. Compulsando os presentes autos, constato que não se encontram em condições de julgamento, pelas razões que passo a expor. O pedido inicial da Recorrente referese ao reconhecimento do direito creditório pleiteado do valor da CSLL determinada sobre a base de cálculo estimada, que deve compor o saldo negativo de CSLL no encerramento do anocalendário. E isto porque, em verdade, há possibilidade de aproveitamento de valores decorrentes de recolhimentos estimados na formação do saldo negativo anual da CSLL. Necessária se faz a apreciação pela autoridade administrativa da efetiva existência do crédito decorrente do saldo negativo anual da CSLL para fins de homologação da compensação1. Em face desta questão e com a observância do disposto no art. 18 do Decreto nº 70.235, de 1972, voto pela conversão do julgamento na realização de diligência para a Unidade da Secretaria Receita Federal do Brasil (RFB) que jurisdiciona a Recorrente analisar a origem e a procedência saldo negativo anual de CSLL, em conformidade com a escrituração mantida com observância das disposições legais, desde que comprovada por documentos hábeis, segundo sua natureza, ou assim definidos em preceitos legais, bem como com os registros internos da RFB. Também devem ser examinados conjuntamente os Per/DComp que tenham por base o mesmo crédito, ainda que apresentados em datas distintas, se for o caso2. 1 Fundamentação legal: art. 74 da Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996 e Instrução Normativa RFB nº 900, de 30 de dezembro de 2008 e Instrução Normativa RFB 973, de 27 de novembro de 2009. 2 Fundamentação legal: art. 9º do Decretolei nº 1.598, de 26 de dezembro de 1977 e Portaria RFB nº 666, de 24 de abril de 2008. Processo nº 10675.902594/200952 Resolução n.º 180100.110 S1C1T1 Fl. 68 4 A autoridade fiscal designada ao cumprimento da diligência solicitada deverá elaborar o Relatório Fiscal sobre os fatos apurados. A Recorrente deve ser cientificada dos procedimentos referentes às diligências efetuadas e do Relatório Fiscal para que, desejando, se manifeste a respeito, com o objetivo de lhe assegurar o contraditório e a ampla defesa com os meios e recursos a ela inerentes3 . (documento assinado digitalmente) Carmen Ferreira Saraiva 3 Fundamentação legal: inciso LV do art. 5º da Constituição da República.
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