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Numero do processo: 10845.002935/2004-84
Turma: Terceira Turma Especial
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Mon May 18 00:00:00 UTC 2009
Ementa: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E
CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE -
SIMPLES
Ano-calendário: 2002
PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. PRAZOS. INTEMPESTIVIDADE.
É definitiva a decisão de primeira instância quando não interposto recurso voluntário no prazo de 30 (trinta) dias seguintes à ciência da decisão.
RECURSO VOLUNTÁRIO NÃO CONHECIDO
Numero da decisão: 3803-000.078
Decisão: ACORDAM os membros da 3ª Turma Especial da Terceira Seção de
Julgamento, por unanimidade de votos, não se tomar conhecimento do recurso voluntário, nos termos do voto do Relator.
Matéria: Simples- proc. que não versem s/exigências cred.tributario
Nome do relator: REGIS XAVIER HOLANDA
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ementa_s : SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE - SIMPLES Ano-calendário: 2002 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. PRAZOS. INTEMPESTIVIDADE. É definitiva a decisão de primeira instância quando não interposto recurso voluntário no prazo de 30 (trinta) dias seguintes à ciência da decisão. RECURSO VOLUNTÁRIO NÃO CONHECIDO
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Recorrida DRJ-SÃO PAULO/SP ASSUNTO: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEM PRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE - SIMPLES Ano-calendário: 2002 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. PRAZOS. INTEMPESTIVIDADE. É definitiva a decisão de primeira instância quando não interposto recurso voluntário no prazo de 30 (trinta) dias seguintes à ciência da decisão. RECURSO VOLUNTÁRIO NÃO CONHECIDO " Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 3' Turma Especial da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, não se tomar conhecimento do recurso voluntário, nos termos do voto do Relator. ;E • . _ ERRA DE CASTRO - Presidente r ! RE 0'. ' : -_,! • NDA - Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros André Luiz Bonat Cordeiro e Jorge Higashino. : Processo 0 0 10845.002935/2004-84 S3-TE03 Acórdão n.° 3803-00.078 Fl. 84 Relatório Trata-se de recurso voluntário interposto por Genival Luiz dos Santos ME contra Acórdão ir 16-15.386, de 12 de novembro de 2007 (fls. 72 a 74), proferido pela V' Turma da DRJ/São Paulo I-SP, que indeferiu solicitação da empresa que impugnava sua exclusão do Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte — SIMPLES . Por bem descrever os fatos, adoto o relatório integrante da decisão recorrida que transcrevo a seguir: "Trata o presente processo, formalizado em 13/10/2004 pela Delegacia da Receita Federal em Santos, de exclusão da contribuinte do Simples. 2. Observa-se que o feito teve origem na análise do processo 13862.000108/2004-36, no qual o pleito da contribuinte para reinclusão no regime simplificado foi deferido em 04/08/2004, com efeitos a partir de 01/01/2002 (fls. 2, 3). 3. Entretanto, verificou-se que a existência de três inscrições ein divida ativa em nome da interessada na Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (PGFN), identificadas pelos processos de 10845.206228/2002-01, 10845.206229/2002-48 e 10845.203975/2004-41, com registro em 28/06/2002, o que implicaria na exclusão da contribuinte com efeitos a partir de 01/07/2002, mês seguinte ao da ocorrência da situação excludente (fl. 2). 4. Registrou-se, entretanto, que com o advento da Lei n" 10.925, de 23/07/2004, foi facultado às empresas com débitos do Simples junto à PGFN/Santos o parcelamento dos mesmos, com a condicilo que o procedimento fosse efetuado até 30/09/2004. 5. Acrescentou-se que até 30/09/2004 a existência de tais débitos não poderia ser considerada como elemento excludente da sistemática simplificada, e intimou-se a requerente a regularizar sua situação na PGFN/Santos, com a quitação ou o parcelamento das retrocitadas inscrições até a supracitada data. 6. Cientificada do despacho em 25108/2004 (fl. 5), e tendo eliminado apenas a pendência referente à inscrição vinculada ao processo n" 10845.203975/2004-41 (fls. 31 a 36), emitiu-se o Ato Declaratório Executivo DRF/STS n" 66, em 19/10/2004, para excluir a contribuinte do regime simplificado com efeitos retroativos a partir de 01/07/2002 (fl. 9). 7. A exclusão foi .fimdamentada nos artigos 9 0, inciso XV, 12, 14, inciso I, e 15, da Lei n" 9.317, de 05/12/1996; artigo 24, glp inciso II, da Instrução Normativa SRF n°355, de 29/08/2003. Processo n° 10845.002935/2004-84 S3-TE03 Acórdão n." 3803-00.078 Fl. 85 8. Cientificada do ADE em 04/11/2004 (fl. 14), a interessada apresentou impugnação em 26/11/2004 (razões à11. 16 e anexos às .fis. 17 a 19), alegando que os débitos relacionados à inscrição identificada pelo processo n" 10845.203975/2004-41 firam parcelados e o pagamento da primeira parcela foi efetuado em 30/09/2004.'' A DRJ não acolheu as alegações do contribuinte e manteve a sua exclusão do Simples em acórdão com a seguinte ementa: EXCLUSÃO. DÉBITOS INSCRITOS EM DÍVIDA ATIVA. As pessoas jurídicas com débitos inscritos em Dívida Ativa da União, em nome próprio ou de seus sócios, cuja exigibilidade não esteja suspensa, estão impedidas de permanecer no Simples. Cientificado do referido acórdão em 10 de dezembro de 2007 (ti. 75-v), o interessado apresentou em 11 de janeiro de 2008, recurso voluntário (fls. 76 a 80) pleiteando a reforma do decisuln. Anota que os processos 10845.206628/2002-01 (a indicação correta seria 10845.206228/2002-01) e 10845.206229/2002-48) foram objeto de parcelamento junto à Procuradoria da Fazenda Nacional. É o relatório. t7713 Processo n" 10845.002935/2004-84 S3-T E03 Acórdão n." 3803-00.078 Fl. 86 Voto Conselheiro REGIS XAVIER HOLANDA, Relator O Recurso, ora em exame, é intempestivo e, portanto, dele não conheço. O art. 33 do Decreto 70.235, de 06 de março de 1972, dispõe que o prazo para interposição do Recurso Voluntário para o Conselho de Contribuintes é de 30 (trinta) dias, corridos e ininterruptos, contados da data de ciência da r. decisão recorrida. Frise-se que, ainda conforme o art. 50 da aludida norma, na contagem do prazo recursal exclui-se o dia do inicio e inclui-se o do final. No caso em análise, o interessado foi cientificado do referido acórdão em 10 de dezembro de 2007 — segunda-feira - (fl. 75-v) e a peça recursal foi recepcionada pela Receita Federal em 11 de janeiro de 2008 (fl. 76). Dessa forma, há que se tê-la por intempestiva uma vez que o prazo para sua interposição findara-se em 09 de janeiro de 2008 1 (quarta-feira). Ante o exposto, voto por NÃO CONIIECER o presente recurso voluntário, sendo portanto definitiva a decisão de primeira instância que indeferiu a solicitação do contribuinte. Sala das Sessões m 18 dei lio de 2009. _ REGIS AVI : idt- DA - Relator ,;4 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO Processo n°: 10945.000022/2004-03 Recurso n.°: 142.037 TERMO DE INTIMAÇÃO Em cumprimento ao disposto no § 3° do art. 81 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria Ministerial n°. 256, de 22 de junho de 2009, intime-se o(a) Senhor(a) Procurador(a) Representante da Fazenda Nacional, credenciado junto à Terceira Turma Especial do CARF, a tomar ciência do Acórdão n.° 3803-00.084. Brasília, 15 de setembro d- 2009. LUIZ HUMI? ' g r R "P'E n ANDES Chefe da , Câ W • ir Terce' a Seção Ciente, com a observação abaixo: [ ] Apenas com Ciência [ ] Com Recurso Especial [ ] Com Embargos de Declaração Data da ciência: / / Procurador (a) da Fazenda Nacional
score : 1.0
Numero do processo: 10283.000600/2008-68
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Sep 29 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Thu Sep 29 00:00:00 UTC 2011
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Ano-calendário: 2004
OMISSÃO DE RENDIMENTOS. LANÇAMENTO DE OFICIO.
Será efetuado lançamento de oficio, no caso de omissão de rendimentos tributáveis, percebidos pelo contribuinte e omitidos na declaração de ajuste
IMPOSTO DE RENDA RETIDO NA FONTE.
A glosa do IRRF é mantida quando o contribuinte não comprova ter sofrido o ônus da retenção na medida em que declarou.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2801-001.898
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar
provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
Nome do relator: SANDRO MACHADO DOS REIS
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Ano-calendário: 2004 OMISSÃO DE RENDIMENTOS. LANÇAMENTO DE OFICIO. Será efetuado lançamento de oficio, no caso de omissão de rendimentos tributáveis, percebidos pelo contribuinte e omitidos na declaração de ajuste IMPOSTO DE RENDA RETIDO NA FONTE. A glosa do IRRF é mantida quando o contribuinte não comprova ter sofrido o ônus da retenção na medida em que declarou. Recurso Voluntário Negado.
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LANÇAMENTO DE OFICIO. Será efetuado lançamento de oficio, no caso de omissão de rendimentos tributáveis, percebidos pelo contribuinte e omitidos na declaração de ajuste IMPOSTO DE RENDA RETIDO NA FONTE. A glosa do IRRF é mantida quando o contribuinte não comprova ter sofrido o ônus da retenção na medida em que declarou. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães Presidente Assinado digitalmente Sandro Machado dos Reis Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Sandro Machado dos Reis, Amarylles Reinaldi e Henriques Resende, Tânia Mara Paschoalin, Carlos César Quadros Pierre e Eivanice Canário da Silva. Fl. 128DF CARF MF Impresso em 16/03/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/11/2011 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 08/11/2 011 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 09/11/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MA GAL Processo nº 10283.000600/200868 Acórdão n.º 280101.898 S2TE01 Fl. 117 2 Relatório Adoto como relatório aquele utilizado pela Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento na decisão recorrida, que transcrevo abaixo: “1. Contra o contribuinte em epígrafe foi emitida Notificação de Lançamento do Imposto de Renda da Pessoa Física — IRPF, referente ao exercício 2005, ano calendário de 2004, por AFRF da DRF/Manaus/AM. A ciência do lançamento ocorreu em 15/01/2008, conforme Ciência de f1.5 2. O valor do crédito tributário apurado está assim constituído: (em Reais) Imposto Suplementar 2.713,57 Juros de Mora (cálculo até 28/12/2007) 1.019,21 Multa Proporcional (passível de redução) 2.035,18 Imposto Renda sujeito it multa de mora 7.042,91 Multa de Mora ( Não passível de redução) 1.408,58 Juros de Mora (calculados até 28/12/2007) 2.645,31 Total do Crédito Tributário 16.864,76 De acordo com a Notificação de Lançamento, fls.05/11, o motivo da autuação foi: Compensação indevida de Imposto de Renda Retido na Fonte, da seguinte forma: Fonte IRRF IRRF Declarado Glosa FUNDAÇÃO DE APOIOINSTJTUCIONAL MURAKI 3378,02 6480,00 3101,94 FUCAPI FUND. CENTRO DE ANALISE PESQ E:INOV TECNOLOGICA 159,04 2514,15 2355,10 RECYCLE ADA AMAZONIA LTDA 0,00 3600,00 3600,00 SOC. UNIFICADA PAPLISTA DE ENSINO RENOVADO OBJETIVO 0,00 1000,00 1000,00 3. Inconformado com a autuação o 'contribuinte apresentou sua impugnação em 3./01/2008. fls. 01/02, alegando o seguinte : 4. Fez lançamento a maior, arbitrando um imposto que achou fossem devidos; errou por excesso de zelo; 5. Houve erro de lançamento por parte da Fundação Muraki; 6. As fontes declararam valores menores dos que informou na Declaração de Ajuste Anual; assim não reconhece a multa em decorrência deste fato, e acredita não ter dolo de Fl. 129DF CARF MF Impresso em 16/03/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/11/2011 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 08/11/2 011 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 09/11/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MA GAL Processo nº 10283.000600/200868 Acórdão n.º 280101.898 S2TE01 Fl. 118 3 sua parte, já que não foi efetivada nenhuma ação que causasse dano ao erário; 7. Reconhece o rendimento auferido pela empresa KHS; 8. Apresenta documento como prova de que os impostos deveriam ter sido recolhidos pelas fontes pagadoras devidas. 9. Pede pela improcedência total ou parcial do lançamento.” Passo adiante, a DRJ entendeu por bem julgar procedente o lançamento, em decisão que restou assim ementada: “Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física IRPF Exercício: 2005 Ementa: OMISSÃO DE RENDIMENTOS. LANÇAMENTO DE OFICIO. Será efetuado lançamento de oficio, no caso de omissão de rendimentos tributáveis percebidos Pelo contribuinte e omitidos na declaração de ajuste anual IMPOSTO DE RENDA RETIDO NA FONTE A glosa do IRRF é mantida quando o contribuinte não comprova ter sofrido ônus da retenção na medida em que declarou. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido”. Irresignado, o Recorrente interpôs Recurso Voluntário, reiterando os argumentos expostos quando da apresentação da impugnação. É o relatório. Voto Conselheiro Sandro Machado dos Reis, Relator Tratase de Auto de Infração lavrado em decorrência de suposta omissão de rendimentos por parte do Recorrente, em especial no que tange aos valores percebidos por serviços prestados à sociedade KHS Indústria de Máquinas Ltda. Ademais, foi promovida a glosa parcial de crédito de IRRF aproveitado a maior pelo Recorrente, aplicandose a respectiva multa. No que tange à omissão de rendimentos, o próprio Recorrente a reconhece, de modo que, neste particular, deve ser mantida a autuação. Com relação à glosa dos valores aproveitados a título de IRRF pelo contribuinte, o mesmo não logrou êxito em comprovar, com a documentação juntada ao Fl. 130DF CARF MF Impresso em 16/03/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/11/2011 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 08/11/2 011 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 09/11/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MA GAL Processo nº 10283.000600/200868 Acórdão n.º 280101.898 S2TE01 Fl. 119 4 processo, que o valor declarado pelas fontes pagadoras – e utilizados pela fiscalização – não corresponderiam ao efetivo montante retido na fonte. Logo, também neste ponto deve ser mantida a autuação fiscal. Por fim, com relação ao pedido de exclusão da multa, por não ter agido o Recorrente com dolo ao aproveitarse de crédito de IRRF diverso do declarado pelas fontes pagadoras, também não deve o mesmo prosperar, na medida em que a aplicação da multa de ofício de 75% tem previsão legal, de modo que seu questionamento, se viável, só seria possível em âmbito judicial. Diante do exposto, nego provimento ao Recurso Voluntário. Assinado digitalmente Sandro Machado dos Reis Fl. 131DF CARF MF Impresso em 16/03/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/11/2011 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 08/11/2 011 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 09/11/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MA GAL
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Numero do processo: 13808.000312/2001-69
Turma: Primeira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Mon Mar 16 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Mon Mar 16 00:00:00 UTC 2009
Ementa: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL - ITR
Exercício: 1995, 1996
ERRO NA IDENTIFICAÇÃO DO SUJEITO PASSIVO. NULIDADE.
Configurado o erro na identificação do sujeito passivo da obrigação tributária principal, deve-se declarar a nulidade do lançamento.
Processo Anulado.
Numero da decisão: 3801-000.022
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos em negar
provimento ao recurso.
Matéria: ITR - notific./auto de infração eletrônico - outros assuntos
Nome do relator: HÉLCIO LAFETA REIS
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CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS 0.1 TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n° 13808.000312/2001-69 Recurso n° 132.909 Voluntário Acórdão n° 3801-00.022 — P Turma Especial Sessão de 16 de março de 2009 Matéria Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural - ITR Recorrente LUIZ CARLOS FERREIRA Recorrida DRJ-CAMPO GRANDE/MS ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL - ITR Exercício: 1995, 1996 ERRO NA IDENTIFICAÇÃO DO SUJEITO PASSIVO. NULIDADE. Configurado o erro na identificação do sujeito passivo da obrigação tributária principal, deve-se declarar a nulidade do lançamento. Processo Anulado. , Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos em negar provimento ao recurso. 4.46e. I ,Pif 7‘77. HENRIQUE PINHEIRO TORRES - Presidente - HÉLCIO LAFETA RE S - Relator EDITADO EM: 13/09/2009 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres, Alex Oliveira Rodrigues de Lima e Hélcio Lafetá Reis. 1 Processo n° 13808.000312/2001-69 S3-TE01 Acórdão n.° 3801-00.022 Fl. 170 Relatório Contra o interessado supra-identificado foram emitidas Notificações de Lançamento relativas ao Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural — ITR e às contribuições sindical e do SENAR dos exercícios 1995 e 1996 (fls. 6 e 7), referentes ao imóvel rural denominado "Fazenda Rio dos Bagres", localizado no município de São Roque/SP, cadastrado na Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB) sob o número 2.387.803-7. O contribuinte, após ciência do lançamento, apresentou impugnação (fls. 1 a 5), alegando em síntese: a) a Delegacia da Receita Federal em São Paulo/Oeste, em 26/06/1996, deferiu a isenção do ITR relativo ao imóvel rural em questão (fls. 4 e 5); b) de acordo com o Atestado Agronômico apresentado (fl. 2), o imóvel rural foi incorporado ao Parque Estadual do Jurupará, criado por meio do Decreto Estadual n° 35.704 de 22/09/1992, encontrando-se impossibilitado de utilização por qualquer tipo de exploração. Ao final da peça impugnatória, requer o cancelamento do débito fiscal. A DRJ-Campo Grande/MS julgou o lançamento procedente (fls. 18 a 22), tendo por base o fato de que os lançamentos foram efetuados de acordo com os dados constantes da Declaração do ITR (DIAC/DIAT) do exercício de 1994, apresentada pelo interessado (fl. 19). A DRJ considerou que faltaram instrumentos idôneos para justificar tal alteração pretendida pelo contribuinte (fl. 20), pois o Atestado Agronômico apresentado não se presta à finalidade de comprovar que parte do imóvel seja de interesse ecológico, por não ser expedido por órgão competente, federal ou estadual, e não se referir a áreas específicas do imóvel. Tampouco é adequado para comprovar as áreas de preservação permanente, por não ser Laudo Técnico acompanhado da devida Anotação de Responsabilidade Técnica — ART (fl. 21). Inconformado, em 10/05/2005, o contribuinte apresentou Recurso Voluntário (tis. 32 a 66), repisando os mesmos argumentos e aduzindo que a partir da incorporação de 177,8ha como parte do Parque Estadual do Jurupará (...) ocorrida em 22/09/1992, através dos Decretos Estaduais n° 35.703 e 35.704 (...) o Requerente deixou de explorar o imóvel, pois o Governo Estadual se apossou administrativamente da área, não permitindo nenhuma atividade no local. Em vista disso, o Requerente entrou com uma Ação de Desapropriação Indireta (...) contra a Fazenda do Estado de São Paulo (fl. 34). Em face do alegado erro de fato, o contribuinte requereu o cancelamento das Notificações de Lançamento do ITR dos exercícios 1995 a 1996. A Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por meio da Resolução n° 301-1.780 de 25 de janeiro de 2007 (fls. 72 a 77), converteu o julgamento em âdiligência à Repartição de Origem com vistas à obtenção de atestado do Instituto F resta!, da ./, 2 Processo n° 13808.000312/2001-69 S3-TE01 Acórdão n.° 3801-00.022 Fl. 171 Coordenadoria de Informações Técnicas, Documentação e Pesquisa Ambiental — CINP, da Secretaria do Meio Ambiente, que administra e guarda a Gleba C, de que a área do imóvel estava ou foi inserida ao parque florestal do Jurupará (fl. 77). Em 11 de julho de 2007, o contribuinte encaminhou ao Terceiro Conselho de Contribuintes correspondência informando que, com a Ação Ordinária de Indenização e Apossamento Administrativo — Desapropriação Indireta, conseguiu-se o reconhecimento da Justiça de que houve realmente Desapropriação Indireta das terras, de acordo com acórdão por ele apresentado naquele momento (fls. 83 a 105). De acordo com o voto do relator no referido acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (fls. 90 a 99), constatou-se que o contribuinte detinha apenas a posse de parte do imóvel rural, tendo o tribunal decidido pelo direito de indenização pela desapropriação indireta somente em relação às glebas de que o contribuinte era, comprovadamente, proprietário. Na mesma peça processual, há a afirmativa por parte da Fazenda do Estado de São Paulo de que os autores já adquiriram a propriedade objeto, com todas as restrições preexistentes, inclusive as limitações administrativas decorrentes da existência do Parque Estadual do Jurupará (fl. 93). Em 26 de junho de 2008, a Procuradoria Geral do Estado de São Paulo encaminhou o oficio GPPI n° 103/2008 ao Chefe da Divisão de Controle e Acompanhamento Tributário (DICAT) da DRF São Paulo/SP, acompanhado de seus anexos (fls. 140 a 167), em resposta à diligência levada a efeito a partir da resolução do Terceiro Conselho de Contribuintes, informando que o imóvel denominado FAZENDA RIO DOS BAGRES está inserido integralmente no Parque Estadual do Jurupará (fl. 140). Informa, ainda, que se trata de área pública e que o título jurídico da Fazenda Estadual é anterior à transcrição n° 12.425, que é de 7/10/1954 (fl. 140). Verifica-se da cópia de documento presente à fl. 162, emitido pela Fundação para a Conservação e a Produção Florestal do Estado de São Paulo, a constatação de que o conflito da área denominada "Fazenda Rio dos Bagres" com a propriedade do Estado destinada ao Parque Estadual do Jurupará é semelhante a outros conflitos de documentação imobiliária. É o relatório. Voto Conselheiro HÉLCIO LAFETÁ REIS, Relator Com base nas informações e documentos presentes nos autos e referenciados no relatório supra, constata-se que o imóvel Rural "Fazenda Rio dos Bagres" encontra-se inserido no Parque Estadual do Jurupará desde 22/09/2002 com a edição dos Decretos Estaduais n° 35.703 e 35.704. Nos autos, há informações de que pendem sobre imóveis rurais da região conflitos de propriedade relativamente às glebas que compõem o referido parque estadual. 3 Processo n° 13808.000312/2001-69 S3-TE01 Acórdão n.° 3801-00.022 Fl. 172 De acordo com a Procuradoria Geral do Estado de São Paulo (fl. 140), o Parque Estadual do Jurupará, no qual se insere a "Fazenda Rio dos Bagres", é área pública, sendo o título jurídico da Fazenda Estadual anterior à transcrição que deu origem ao imóvel rural sob análise. Portanto, nos exercícios de 1995 e 1996, o Recorrente já não mais detinha a propriedade do imóvel, restando apenas aferir se naqueles exercícios ele detinha ao menos a posse, pois, de acordo com o art. 40 da Lei n° 9.393/1996, contribuinte do ITR é o proprietário de imóvel rural, o titular de seu domínio útil ou o seu possuidor a qualquer título. Em sua peça recursal, o contribuinte informa que depois da edição dos Decretos Estaduais que incorporaram a "Fazenda Rio dos Bagres" ao Parque Estadual do Jurupará em 22/09/1992, não mais se explorou o imóvel rural pois o Governo Estadual se apossou administrativamente da área, não permitindo nenhuma atividade no local (fl. 34), informação essa que se repete no Atestado Agronômico presente à fl. 2. Em 28 de fevereiro de 2003, o Recorrente quitou a taxa de serviços cadastrais do mera dos anos 2000, 2001 e 2002 referente à Fazenda Rio dos Bagres no valor de R$ 63,69 (fl. 55). Em 5 de maio de 2008, o lbama recepcionou o Ato Declaratório Ambiental — ADA (fl. 56), em que consta o Requerente como declarante e se informa acerca da área total do imóvel como sendo de Preservação Permanente. Na correspondência enviada pelo Recorrente ao Terceiro Conselho de Contribuintes em 11 de julho de 2007 (fls. 83 a 84), consta que a Fazenda Rio dos Bagres que motivou esse ITR deixou de existir um pouco antes desse imposto: 22-09-92, quando nasceu o Parque Estadual do Jurupará (fl. 84), informação essa que se repete na resposta do Recorrente (fls. 112 a 113) ao Termo de Intimação n° 4875/2007 da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Administração Tributária em São Paulo (fl. 111). Há, portanto, divergências nas informações acima referenciadas. Num momento, se informa acerca da extinção da propriedade a partir de 1992 e, noutro, se exterioriza, mediante documentos públicos, a condição de contribuinte do ITR. Se desde 1992 o contribuinte já não mais detinha a propriedade ou a posse do imóvel rural sob análise, por que razão se protocolizou o ADA no lbama no ano de 2008? E por que se quitou a taxa do Incra relativa à Fazenda Rio dos Bagres em 2003? Essas dúvidas vêm se emaranhar no imbróglio de conflitos fundiários presentes na região. De acordo com o voto do relator no acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo na Ação de Desapropriação Indireta ajuizada pelo Recorrente (fls. 90 a 99), ao decidir pela indenização por parte da Fazenda Estadual pela desapropriação das áreas em relação às quais o contribuinte era proprietário, o Poder Judiciário considerou a perda da propriedade do contribuinte a partir dos Decretos Estaduais n° 35.703 e 35.704 de 22/09/1992. A Procuradoria Geral do Estado de São Paulo, amparada na certidão do Oficial de Registro de Imóveis da Comarca de São Roque/SP, informa que a Fazenda Rio dos Bagres, inserida no Parque Estadual do Jurupará, é área pública, registrada sob n° 17.754, em 7/4/1960, no Cartório de Registro de Imóveis de São Roque, consoante sentença proferida em Ação Discriminatória movida pela Fazenda do Estado de São Paulo, julgada por sentença de ã 4 Processo n° 13808.000312/2001-69 S3-TE01 Acórdão n.° 3801-00.022 Fl. 173 5110/1943 (fl. 140). Ainda segundo a Procuradoria, o título jurídico da Fazenda Estadual é anterior à transcrição n° 12.425, que é de 7/10/1954 (fl. 140). Nesse contexto, em face do princípio da verdade material que orienta o Processo Administrativo Fiscal (PAF), pelo qual a Administração Tributária deve decidir com base nos fatos tais como se apresentam na realidade, independentemente das versões oferecidas pelos sujeitos processuais, deve prevalecer a prova contida em documento oficial e em decisões judiciais que, no presente caso, atestam que o imóvel em questão é da propriedade do Estado de São Paulo, não obstante a posse mantida pelo Recorrente até 22/09/2002. Dessa forma, nos exercícios de 1995 e 1996 era proprietário e detinha a posse do imóvel rural "Fazenda Rio dos Bagres" o Estado de São Paulo que, de acordo com o art. 150, VI, "a", da Constituição Federal, e o art. 90, IV, "a", do Código Tributário Nacional (CTN), é imune relativamente ao seu patrimônio, in verbis: Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 Art. 150. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios: (.) VI - instituir impostos sobre: patrimônio, renda ou serviços, uns dos outros; Lei n° 5.172, de 25 de outubro de 1966 (Código Tributário Nacional) (.) Art. 9 0 É vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios: IV- cobrar imposto sobre: a) o patrimônio, a renda ou os serviços uns dos outros; Diante do exposto, em razão do erro na identificação do sujeito passivo, voto pela NULIDADE das Notificações de Lançamento do ITR dos exercícios 1995 e 1996, com base no art. 11, I, do Decreto n° 70.235/72 (PAF), bem como no art. 53 da Lei n°. 9.784/99, que determina que a Administração deve anular seus próprios atos quando estes forem eivados de vício de legalidade. É como voto. HÉLCIO LAFETÁ REIS Processo n° 13808.000312/2001-69 S3-TE01 Acórdão n.° 3801-00.022 Fl. 174 6
score : 1.0
Numero do processo: 13643.000183/2004-81
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Mon Mar 16 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Mon Mar 16 00:00:00 UTC 2009
Ementa: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E
CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO
PORTE- SIMPLES
Ano-calendário: 2002
SIMPLES. EXCLUSÃO. PRESTAÇÃO DE TRANSPORTE DE CARGAS EM GERAL.
A atividade de transporte de cargas em geral não consta do rol de atividades impeditivas. Não há, na espécie, fundamento para a exclusão da sistemática do Simples.
Recurso Voluntário Provido
Numero da decisão: 3803-000.018
Decisão: ACORDAM os membros da 3ª Turma Especial da Terceira Seção de
Julgamento, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do relator.
Matéria: Simples- proc. que não versem s/exigências cred.tributario
Nome do relator: ANDRÉ LUIZ BONAT CORDEIRO
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ementa_s : SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE- SIMPLES Ano-calendário: 2002 SIMPLES. EXCLUSÃO. PRESTAÇÃO DE TRANSPORTE DE CARGAS EM GERAL. A atividade de transporte de cargas em geral não consta do rol de atividades impeditivas. Não há, na espécie, fundamento para a exclusão da sistemática do Simples. Recurso Voluntário Provido
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EXCLUSÃO. PRESTAÇÃO DE TRANSPORTE DE CARGAS EM GERAL. A atividade de transporte de cargas em geral não consta do rol de atividades impeditivas. Não há, na espécie, fundamento para a exclusão da sistemática do Simples. Recurso Voluntário Provido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 3 0 Turma Especial da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do relator. darele L "'CE •GUERRA DE CASTRO President ANDR j r • BONAT CO' PEIRO - Relator Particip. um, ainda, do presente julgamento os Conselheiros Regis Xavier Holanda e Jorge Higashino. . - Processo n° 13643.00W83/2004-81 S3-TE03 Acórdão n.° 3803-00.018 Fl. 109 Relatório Adoto o relatório de primeira instância, por bem traduzir os fatos da lide até aquela decisão (fls. 76): "A exclusão da interessada da sistemática de pagamentos de tributos e contribuições de que trata o art. 3° da Lei 9.317/96, denominada Simples, foi efetuada por se enquadrar na condição impeditiva prevista no inciso XIII do art. 9° da referida Lei. A manifestante contesta, em síntese, sua exclusão do Simples sob os seguintes argumentos: A atividade de Táxi não é vedada. Há ofensa a princípios constitucionais. Os efeitos da exclusão devem ser a partir do ato excludente. Assim, requer que seja considerada a decisão que determinou sua exclusão e que determine sua permanência no Simples." A DRJ- Brasília/DF manteve o lançamento, proferindo acórdão assim ementado (fls. 76/78): Assunto: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE — SIMPLES Ano-Calendário: 2002 Ementa. Opção pelo Simples — Condição Vedada — Impossibilidade. Não pode optar pelo Simples a pessoa jurídica que incorre em uma ou mais das vedações à opção estabelecidas em lei. Solicitação Indeferida. Ciente da decisão (AR— fls. 81), o contribuinte interpôs Recurso Voluntário, onde são repetidas as alegações apr - sentadas em sua impugnação de fls.. o relatório. kt. 2 Processo n° 13643 000183/2004-81 S3-TE03 Acórdão n.° 3803-00.018 Fl. 110 Voto Conselheiro ANDRÉ LUIZ BONAT CORDEIRO, Relator O Recurso é tempestivo e dele tomo conhecimento. A exclusão da recorrente ao Simples ocorreu sob a alegação de que sua atividade assemelha-se ao de representação comercial, conforme ADE 431694, de 07/08/2003. O fundamento legal é o art. 90, XIII, da Lei n°9.317/96, in verbis: Art. 9° Não poderá optar pelo SIMPLES, a pessoa jurídica: XIII - que preste serviços profissionais de corretor, representante comercial, despachante, ator, empresário, diretor ou produtor de espetáculos, cantor, músico, dançarino, médico, dentista, enfermeiro, veterinário, engenheiro, arquiteto, fisico, químico, economista, contador, auditor, consultor, estatístico, administrador, programador, analista de sistema, advogado, psicólogo, professor, jornalista, publicitário, fisicultor, ou assemelhados, e de qualquer outra profissão cujo exercício dependa de habilitação profissional legalmente exigida; (.0) Contudo, não vislumbro a semelhança entre a atividade desenvolvida pela empresa e as mencionadas no dispositivo retro-transcrito. Na terceira alteração contratual (de 07/05/2003), consta o seguinte objeto social: "serviços de motorista particular, ambulância, reboque e remoções gerais". Ademais, as Notas Fiscais de fls. 11/60 comprovam que os serviços são de transporte de passageiros, nada se assemelhando às atividades de corretor ou representante comercial, que é típica, tem regulamentação e legislação própria e altamente detalhada e específica. Ante o exposto, dou provimento ao recurso, para tomar sem efeitos o ADE 431694, de 07/08/2003. Sal. \e as ,,sões, em 16 de março de 2009 frst* A 'ir IZ BONAT CO • DEIRO - Relator Page 1 _0009000.PDF Page 1 _0009100.PDF Page 1
score : 1.0
Numero do processo: 13876.000292/2004-65
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Aug 23 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Tue Aug 23 00:00:00 UTC 2011
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2001
RECURSO VOLUNTÁRIO. INEXISTÊNCIA.
Não se conhece como recurso voluntário peça que pede a simples revisão do valor de multa, seguida de pagamento integral do impugnado.
Recurso Voluntário Não Conhecido.
Numero da decisão: 2801-001.770
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em não
conhecer do recurso, por ausência de litígio, nos termos do voto do Relator.
Matéria: IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
Nome do relator: CARLOS CESAR QUADROS PIERRE
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INEXISTÊNCIA. Não se conhece como recurso voluntário peça que pede a simples revisão do valor de multa, seguida de pagamento integral do impugnado. Recurso Voluntário Não Conhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, por ausência de litígio, nos termos do voto do Relator. Assinado digitalmente Antônio de Pádua Athayde Magalhães Presidente Assinado digitalmente Carlos César Quadros Pierre Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Amarylles Reinaldi e Henriques Resende, Eivanice Canário da Silva, Luiz Cláudio Farina Ventrilho, Carlos César Quadros Pierre, Antônio de Pádua Athayde Magalhães e Walter Reinaldo Falcão Lima. Relatório Fl. 86DF CARF MF Emitido em 20/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 06/09/2011 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 06/ 09/2011 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 06/09/2011 por ANTONIO DE PADUA AT HAYDE MAGAL Processo nº 13876.000292/200465 Acórdão n.º 280101.770 S2TE01 Fl. 84 2 Adoto como relatório aquele utilizado pela 4ª Turma da DRJ/SPOII Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento na decisão recorrida, que transcrevo abaixo: “Contra o contribuinte acima identificado foi lavrado o auto de infração de fls. 03 a 06, relativo ao imposto sobre a renda das pessoas fisicas do anocalendário 2000, por meio do qual foi apurado crédito tributário no montante de R$ 13.543,19, dos quais, R$ 751,04 são exigidos a título de imposto, R$ 6.126,51 são exigidos a título de imposto suplementar, R$ 4.594,88 correspondem a multa de oficio passível de redução e R$ 2.070,76 correspondem a juros de mora calculados até 03/2003. Consta do demonstrativo das infrações de fl. 06, que foi constatada: omissão de rendimentos recebidos de pessoa jurídica, decorrentes de trabalho sem vínculo empregatício, recebidos da Cooperativa de Eletrificação Rural ItuMairinque, CNPJ n.° 50.235.449/000107, no valor de R$ 50.416,56, conforme consta dos arquivos da Receita Federal — DIRF (Declaração do Imposto de Renda na Fonte) apresentada pela fonte pagadora. O enquadramento legal encontrase a mesma fl. 06. Cientificado pessoalmente do lançamento em 31/05/2004 (vide Termo de Ciência Pessoal a fl. 25), o contribuinte apresentou, na mesma data, a impugnação de fls.01/02, acompanhada dos documentos de fls. 11/24, alegando que: com relação à declaração do anocalendário 2000, após verificação de seus documentos para a confecção do imposto de renda e revisão feita junto a CERIM — Cooperativa de Eletrificação Rural ItuMairinque, na qual prestou serviço naquele ano calendário, foi verificado que realmente recebeu o valor que consta no sistema da Receita Federal, R$ 50.416,46, sobre o qual foi retida a importância de R$ 7.738,04; ocorre que na data de 30/04/2001, enviou a declaração no horário de 01:06:12 hs, que recebeu o número 266745744 e logo após reenviou uma retificadora às 01:07:38 hs que recebeu novo número 2684300523, cujos comprovantes estão anexos; acredita que pode ter havido um erro neste momento, não havendo má fé de sua parte, pois encaminhou a declaração com valores incorretos (sic) e no momento seguinte por confusão de sua parte pensou que tinha encaminhado a declaração errada. Afirma que assim sendo, mandou a retificadora, pensando que seria a certa, quando na realidade era a errada. Resumindo, a primeira declaração encaminhada está certa, não havendo necessidade de enviar a retificadora como feito; por fim, solicita a impugnação do auto de infração, bem como as multas relativas ao 2000/2001.” Passo adiante, a 4ª turma da DRJ/SPOII entendeu por bem julgar procedente o lançamento, em decisão que restou assim ementada: “ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Fl. 87DF CARF MF Emitido em 20/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 06/09/2011 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 06/ 09/2011 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 06/09/2011 por ANTONIO DE PADUA AT HAYDE MAGAL Processo nº 13876.000292/200465 Acórdão n.º 280101.770 S2TE01 Fl. 85 3 Anocalendário: 2000 MULTA DE OFÍCIO. A aplicação da multa de oficio de 75% decorre de expressas disposições legais, não podendo as autoridades administrativas de lançamento e de julgamento afastar sua aplicação.” Cientificado em 19/12/08 (Fls.77), o Recorrente interpôs Recurso Voluntário em 22/12/08 (fls.72), requerendo revisão do valor multa, tendo em vista que uma parte dela foi parcelada. Em fls.77 posterior, consta cópia do DARF referente a recolhimento feito no dia 19/01/09, mas, como não houve desistência do recurso interposto, o processo foi encaminhado para este Conselho. É o relatório. Voto Conselheiro Carlos César Quadros Pierre, Relator. Em primeiro plano, cabe salientar, que o presente processo foi colocado novamente em pauta para que a decisão do colegiado fosse formalizada em forma de acórdão. Conforme se observa nos autos, o contribuinte foi cientificado em 19/12/08 (Fls.77), e interpôs Recurso Voluntário em 22/12/08 (fls.72), requerendo revisão do valor multa, tendo em vista que uma parte dela foi parcelada. Ocorre que, em 20 de janeiro de 2009, o contribuinte juntou DARF referente ao recolhimento integral do único objeto da impugnação, e do recurso; qual seja a multa aplicada no auto de infração. Considerando que não resta crédito tributário a ser exigido no presente caso, pois já foi totalmente extinto por pagamento, entendo que não há litígio a ser apreciado em sede de recurso. Ante o acima exposto, voto por não conhecer do recurso. Assinado digitalmente Carlos César Quadros Pierre Relator Fl. 88DF CARF MF Emitido em 20/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 06/09/2011 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 06/ 09/2011 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 06/09/2011 por ANTONIO DE PADUA AT HAYDE MAGAL
score : 1.0
Numero do processo: 10980.011616/2007-58
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Mon Oct 24 00:00:00 UTC 2011
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2003
ACORDO TRABALHISTA. VERBAS RECEBIDAS. EXCLUSÃO DA TRIBUTAÇÃO. REQUISITOS.
A exclusão da tributação de parcela recebida em acordo trabalhista está condicionada à comprovação de sua natureza isenta ou não tributável, mediante a juntada de documentos hábeis e idôneos, aptos a comprovarem tal natureza, sendo insuficiente para tanto apenas a denominação dada pelas partes aos subtotais pagos, desacompanhados dos cálculos que os justifiquem.
RENDIMENTOS RECEBIDOS JUDICIALMENTE. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. DEDUÇÃO.
Podem ser deduzidos no ajuste anual os honorários advocatícios arcados pelo contribuinte, devidamente comprovados.
MULTA DE OFÍCIO.
Constatada a omissão de rendimentos tributáveis, não restando comprovado dolo, fraude ou simulação, cabível a exigência da multa de ofício de 75%.
Recurso Voluntário Provido em Parte.
Crédito Tributário Mantido em Parte.
Numero da decisão: 2801-001.951
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, dar provimento parcial ao recurso para restabelecer o valor de honorários advocatícios pleiteado pelo recorrente. Vencidos, em primeira votação, os Conselheiros Antonio de Pádua Athayde
Magalhães e Amarylles Reinaldi e Henriques Resende que negavam provimento ao recurso. Vencidos, em segunda votação, os Conselheiros Luiz Cláudio Farina Ventrilho (Relator) e Carlos César Quadros Pierre que davam provimento parcial em maior extensão. Designada redatora do voto vencedor a Conselheira Amarylles Reinaldi e Henriques Resende.
Nome do relator: LUIZ CLÁUDIO FARINA VENTRILHO
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VERBAS RECEBIDAS. EXCLUSÃO DA TRIBUTAÇÃO. REQUISITOS. A exclusão da tributação de parcela recebida em acordo trabalhista está condicionada à comprovação de sua natureza isenta ou não tributável, mediante a juntada de documentos hábeis e idôneos, aptos a comprovarem tal natureza, sendo insuficiente para tanto apenas a denominação dada pelas partes aos subtotais pagos, desacompanhados dos cálculos que os justifiquem. RENDIMENTOS RECEBIDOS JUDICIALMENTE. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. DEDUÇÃO. Podem ser deduzidos no ajuste anual os honorários advocatícios arcados pelo contribuinte, devidamente comprovados. MULTA DE OFÍCIO. Constatada a omissão de rendimentos tributáveis, não restando comprovado dolo, fraude ou simulação, cabível a exigência da multa de ofício de 75%. Recurso Voluntário Provido em Parte. Crédito Tributário Mantido em Parte Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, dar provimento parcial ao recurso para restabelecer o valor de honorários advocatícios pleiteado pelo recorrente. Vencidos, em primeira votação, os Conselheiros Antonio de Pádua Athayde Magalhães e Amarylles Reinaldi e Henriques Resende que negavam provimento ao recurso. Vencidos, em segunda votação, os Conselheiros Luiz Cláudio Farina Ventrilho (Relator) e Fl. 89DF CARF MF Impresso em 21/10/2012 por MARIA APARECIDA PEREIRA DOS SANTOS CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/03/2012 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES RESENDE, Assinado digitalm ente em 07/03/2012 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES RESENDE, Assinado digitalmente em 12/03/2012 p or LUIZ CLAUDIO FARINA VENTRILHO, Assinado digitalmente em 15/03/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE M AGALHAES Processo nº 10980.011616/200758 Acórdão n.º 2801001.951 S2TE01 Fl. 2 2 Carlos César Quadros Pierre que davam provimento parcial em maior extensão. Designada redatora do voto vencedor a Conselheira Amarylles Reinaldi e Henriques Resende. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães Presidente Assinado digitalmente Amarylles Reinaldi e Henriques Resende – Redatora Designada Assinado digitalmente Luiz Cláudio Farina Ventrilho Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Amarylles Reinaldi e Henriques Resende, Sandro Machado dos Reis, Tânia Mara Paschoalin, Luiz Cláudio Farina Ventrilho e Carlos César Quadros Pierre. Relatório Adoto como relatório aquele utilizado pela Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Curitiba (DRJCTA) na decisão recorrida, que transcrevo abaixo: “Relatório Trata o presente processo de Auto de Infração de Imposto sobre a Renda de Pessoa Física — IRPF, fls. 42 a 47, referente ao anocalendário de 2002, que exige R$ 6.672,45 de imposto suplementar, com multa de oficio e juros de mora, em razão da apuração da omissão de rendimentos recebidos em reclamatória trabalhista, no valor de R$ 128.176,60, com R$ 20.281,12 de IRRF. 0 lançamento considerou que, dos R$ 170.000,00 recebidos do HSBC, 11,30%, ou R$ 19.204,00, eram rendimentos isentos e R$ 150.796,00 eram tributáveis. Essa mesma proporção foi efetuada em relação aos honorários advocaticios de R$ 25.000,00 e resultou na dedução de R$ 22.619,40. Cientificado do lançamento por via postal, em 24/08/2007 — fl. 55, o contribuinte apresentou, por intermédio de procurador — fl. 12, em 24/09/2007, a impugnação de fls. 01 a 11, acompanhada dos documentos de fls. 12 a 48, acatada como tempestiva pelo órgão de origem — fl. 56. Alega que, em decorrência de reclamatória trabalhista movida contra o Banco Bamerindus, sucedido pelo HSBC, celebrou acordo homologado judicialmente, onde teria recebido R$ 148.718,88, já descontado o IRRF de R$ 20.281,12, e que, após o pagamento de R$ 5.500,00 de honorários advocaticios, lhe restou o valor de R$ 123.218,88. Fl. 90DF CARF MF Impresso em 21/10/2012 por MARIA APARECIDA PEREIRA DOS SANTOS CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/03/2012 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES RESENDE, Assinado digitalm ente em 07/03/2012 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES RESENDE, Assinado digitalmente em 12/03/2012 p or LUIZ CLAUDIO FARINA VENTRILHO, Assinado digitalmente em 15/03/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE M AGALHAES Processo nº 10980.011616/200758 Acórdão n.º 2801001.951 S2TE01 Fl. 3 3 Insurgese contra a tributação das verbas discriminadas como "PRÊMIO INCENTIVO DESLIGAMENTO" (R$ 35.396,00) e "AUXILIO CESTA ALIMENTAÇÃO" (R$ 14.400,00), afirmando que o lançamento teria ignorado a discriminação efetuada no acordo homologado judicialmente com "estrita consonância com as verbas objeto da condenação imposta pela Justiça do Trabalho". Aduz que a sentença judicial havia reconhecido tanto a existência de plano de desligamento no âmbito do exempregador quanto a natureza indenizatória da verba denominada "AUXÍLIO CESTA ALIMENTAÇÃO". Protesta também contra a dedução proporcional dos honorários advocaticios, sustentando que a legislação não faz qualquer ressalva nesse sentido. Afirma que: não houve omissão de rendimentos, porque teria declarado todos os valores consignados no comprovante de rendimentos; declarou as verbas recebidas de acordo com os dados informados pela fonte pagadora; as verbas consideradas tributáveis pelo lançamento não estão sujeitas incidência de IR, por expressa previsão legal, segundo jurisprudência que trouxe aos autos; a fonte pagadora, por ocasião do pagamento do acordado judicialmente, teria retido e recolhido todo o IR devido; deduziu os honorários advocaticios em consonância com o previsto no art. 56 do RIR/1999; qualquer irregularidade por ventura existente seria de responsabilidade da fonte pagadora, por expressa previsão legal existente no parágrafo único do art. 45 e no art. 128d o Código Tributário Nacional — CTN, no art. 46 da Lei n° 8.541 de 1992 e nos arts. 717, 718 e 722 do Decreto n° 3.000, de 1999, Regulamento do Imposto de Renda de 1999 — RIR/1999. Transcreve farta jurisprudência administrativa acerca de diversos tópicos suscitados na impugnação. Salienta que "estando a discriminação das verbas em conformidade com a sua natureza jurídica reconhecida pelo Poder Judiciário em sentença, inviável a reclassificação de tais verbas pela autoridade tributária, sem prova robusta a amparar tal procedimento". Enfatiza que não omitiu, em sua declaração, qualquer valor recebido, apenas o classificou como rendimento isento e nãotributável, obedecendo à discriminação efetuada pela fonte pagadora e "reconhecidas até mesmo pela Justiça". Assim, se mantida a exação, pleiteia a exclusão da multa e dos juros de mora, por não haver sido configurada infração à legislação tributária. Finaliza solicitando a improcedência do lançamento.” Passo adiante, em 13 de abril de 2010, através do Acórdão 0626.133 a 4a Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Curitiba (PR) entendeu Fl. 91DF CARF MF Impresso em 21/10/2012 por MARIA APARECIDA PEREIRA DOS SANTOS CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/03/2012 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES RESENDE, Assinado digitalm ente em 07/03/2012 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES RESENDE, Assinado digitalmente em 12/03/2012 p or LUIZ CLAUDIO FARINA VENTRILHO, Assinado digitalmente em 15/03/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE M AGALHAES Processo nº 10980.011616/200758 Acórdão n.º 2801001.951 S2TE01 Fl. 4 4 por bem julgar improcedente a impugnação, mantendo o crédito tributário, em decisão que restou assim ementada: “ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2003 JURISPRUDÊNCIA. EFEITOS. As decisões administrativas e as judiciais, não proferidas pelo STF sobre a inconstitucionalidade das normas legais, não se constituem em normas gerais, razão pela qual seus julgados não se aproveitam em relação a qualquer outra ocorrência, senão àquela objeto da decisão. RECLAMATÓRIA TRABALHISTA. ACORDO. TRIBUTAÇÃO. NECESSIDADE DE DISCRIMINAÇÃO DAS PARCELAS PAGAS. Os valores recebidos em reclamatória trabalhista, segundo disposição expressa na legislação vigente, são tributáveis de acordo com a sua natureza, desde que a justiça trabalhista tenha examinado o mérito da discriminação das verbas pagas, assim, é tributável o montante recebido em decorrência de acordo firmado em reclamatória trabalhista, ante a ausência de discriminação das verbas pagas. PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. PROVA. MOMENTO DE APRESENTAÇÃO. Nos termos do artigo 16 do Decreto n° 70.235, de 1972, cumpre ao contribuinte instruir a peça impugnatória com todos os documentos em que se fundamentar e que comprovem as alegações de defesa. RENDIMENTOS RECEBIDOS JUDICIALMENTE. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. DEDUÇÃO. REQUISITOS. Somente podem ser deduzidos no ajuste anual os honorários advocatícios arcados pelo contribuinte e proporcionais aos rendimentos tributados. MULTA DE OFÍCIO E JUROS DE MORA. PREVISÃO LEGAL. APLICAÇÃO. OBRIGATORIEDADE. Segundo expressa previsão legal, com força vinculante sobre a autoridade lançadora, quando verificada a falta de recolhimento de imposto de renda, em razão do descumprimento da legislação tributária, o tributo deve ser exigido com multa de oficio e juros de mora. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido” Fl. 92DF CARF MF Impresso em 21/10/2012 por MARIA APARECIDA PEREIRA DOS SANTOS CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/03/2012 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES RESENDE, Assinado digitalm ente em 07/03/2012 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES RESENDE, Assinado digitalmente em 12/03/2012 p or LUIZ CLAUDIO FARINA VENTRILHO, Assinado digitalmente em 15/03/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE M AGALHAES Processo nº 10980.011616/200758 Acórdão n.º 2801001.951 S2TE01 Fl. 5 5 Cientificado em 30/04/2010 (fls. 66), o Recorrente, interpôs Recurso Voluntário em 24/05/2010 (fls. 67 a 78), reiterando os argumentos expostos quando da apresentação da impugnação. É o relatório. Voto Vencido Conselheiro Luiz Cláudio Farina Ventrilho, Relator: Conheço do recurso, posto que tempestivo e com condições de admissibilidade. DA RESPONSABILIDADE PELO RECOLHIMENTO DO TRIBUTO Preliminarmente o recorrente argui a “insubsistência do auto de infração”, pois em seu entender, seria um excludente de responsabilidade, que militaria em seu favor, o fato da fonte pagadora não haver retido o IR quanto aos valores efetivamente pagos a si (recorrente), citando para tanto diversos precedentes inclusive do CARF que entende, socorrem seu pleito. Referidos precedentes, apesar de mencionarem a responsabilidade da retenção pela fonte pagadora, em momento nenhum mencionam a dispensa do contribuinte de ofertálos a tributação em caso de não ter havido a retenção na fonte. Apenas no caso de retenção pela fonte pagadora, que seria o procedimento legalmente correto, caberia ao recorrente no máximo, o abatimento do valor retido pela fonte pagadora no saldo de seu IR a pagar. Neste sentido Súmula CARF 12. Diante do exposto, rejeito a preliminar suscitada. DA DEDUÇÃO DAS DESPESAS COM CUSTAS PROCESSUAIS E HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. DA NÃOINCIDÊNCIA PARCELAS INDENIZATÓRIAS Quanto ao mérito, no tocante a dedução das despesas com honorários advocatícios, restando comprovado o pagamento dos referidos valores à este título, reconhecidos pelos próprios advogados e homologados pelo Juízo (item 5, fls. 27), devem ser excluídos da incidência do imposto de renda em sua totalidade (R$ 25.500,00), eis que inexiste norma tributária em sentido contrário. Quanto a não incidência do IR sobre as verbas denominadas “Cesta Alimentação” e “Prêmio Incentivo Desligamento”, conforme se denota da petição de fls. 26/29, o acordo proposto, bem como os cálculos, as verbas pagas foram homologados integralmente pelo Juízo, conforme decisão de fls. 32 datada de 29/07/2002, havendo sido o valor pago ao reclamante e discriminado nos seguintes termos: Fl. 93DF CARF MF Impresso em 21/10/2012 por MARIA APARECIDA PEREIRA DOS SANTOS CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/03/2012 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES RESENDE, Assinado digitalm ente em 07/03/2012 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES RESENDE, Assinado digitalmente em 12/03/2012 p or LUIZ CLAUDIO FARINA VENTRILHO, Assinado digitalmente em 15/03/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE M AGALHAES Processo nº 10980.011616/200758 Acórdão n.º 2801001.951 S2TE01 Fl. 6 6 “ R$7.780,00 referese a reflexos em aviso prévio indenizado; R$11.424,00 a diferenças de FGTS + 40%; R$35.396,00 a Prêmio Incentivo Desligamento; R$14.400,00 ao pagamento de Cesta Alimentação R$34.000,00 a diferenças de Gratificação Semestral (verba com incidência de IRF) num total de R$103.000,00 relativos a verbas de natureza indenizatória; R$67.000,00 a titulo de diferenças de horas extras e seus reflexos em DSR e 13°; Num total de R$67.000,00 relativos as verbas de natureza salarial.” Intimado para prestar esclarecimentos em 04/06/2007, no mesmo dia, o ora recorrente juntou ao processo (fls. 40/41) cópia do Programa de Desligamento do então Banco Bamerindus. No presente caso, reiterese que, após prolação de sentença condenatória trabalhista, na qual o Juízo estipulou a condenação das reclamadas em diversos títulos, dentre eles “PRÊMIO INCENTIVO DESLIGAMENTO” e “AUXÍLIO CESTA ALIMENTAÇÃO” (fls. 13 à 25), sem contudo a estas atribuir qualquer valor discriminado (sentença ilíquida), as partes formalizaram transação terminativa de litígio (acordo judicial) (fls. 26 a 29), atribuindo a cada um daqueles títulos os valores aplicáveis e o Juízo, posteriormente em 29/07/2002 homologou referido acordo nos termos delineados pelas partes, mandando inclusive que se processasse a oitiva do INSS, não havendo notícia desta manifestação nos presentes autos. (fls. 32). Por ocasião da sentença judicial, se observa que o próprio Juízo trabalhista reconheceu o caráter indenizatório das referidas verbas "PRÊMIO INCENTIVO DESLIGAMENTO" e "AUXÍLIO CESTA ALIMENTAÇÃO". Ora existe farta jurisprudência no sentido de não incidência do IR sobre referidas verbas, que culminou, inclusive com a edição da IN/SRF n.º 165 de 06 de janeiro de 1999,, que assim dispõe, in verbis: “O SECRETÁRIO DA RECEITA FEDERAL, no uso das suas atribuições e tendo em vista que, em decorrência de decisões definitivas das egrégias Primeira e Segunda Turmas do Superior Tribunal de Justiça, o ProcuradorGeral da Fazenda Nacional, por meio do despacho de 17 de setembro de 1998, publicado no Diário Oficial da União de 22 de setembro de 1998, baseado no Parecer PGFN/CRJ/Nº 1278/98, devidamente aprovado pelo Ministro de Estado da Fazenda, dispensou "a interposição de recursos e a desistência dos já interpostos nas ações que cuidam, no mérito, exclusivamente, da não incidência do Imposto de Renda na fonte sobre verbas indenizatórias referentes" a programas de demissão voluntária, resolve: Fl. 94DF CARF MF Impresso em 21/10/2012 por MARIA APARECIDA PEREIRA DOS SANTOS CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/03/2012 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES RESENDE, Assinado digitalm ente em 07/03/2012 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES RESENDE, Assinado digitalmente em 12/03/2012 p or LUIZ CLAUDIO FARINA VENTRILHO, Assinado digitalmente em 15/03/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE M AGALHAES Processo nº 10980.011616/200758 Acórdão n.º 2801001.951 S2TE01 Fl. 7 7 Art. 1º Fica dispensada a constituição de créditos da Fazenda Nacional relativamente à incidência do Imposto de Renda na fonte sobre as verbas indenizatórias pagas em decorrência de incentivo à demissão voluntária. Art. 2º Ficam os Delegados e Inspetores da Receita Federal autorizados a rever de ofício os lançamentos referentes à matéria de que trata o artigo anterior, para fins de alterar total ou parcialmente os respectivos créditos da Fazenda Nacional. § 1º Na hipótese de créditos constituídos, pendentes de julgamento, os Delegados de Julgamento da Receita Federal subtrairão a matéria de que trata o artigo anterior. § 2º As autoridades referidas no caput deste artigo deverão encaminhar para a CoordenaçãoGeral do Sistema de Arrecadação COSAR, por intermédio das Superintendências Regionais da Receita Federal de sua jurisdição, no prazo de 60 dias, contado da publicação desta Instrução Normativa, relação pormenorizada dos lançamentos revistos, contendo as seguintes informações: I nome do contribuinte e respectivo número de inscrição no Cadastro Nacional das Pessoas Jurídicas CNPJ ou Cadastro da Pessoa Física CPF, conforme o caso; II valor atualizado do crédito revisto e data do lançamento; III fundamento da revisão mediante referência à norma contida no artigo anterior. Art. 3º Esta Instrução Normativa entra em vigor na data de sua publicação. EVERARDO MACIEL” Portanto, há norma da própria Secretaria da Receita Federal determinando que fica dispensada a constituição de créditos da Fazenda Nacional relativamente à incidência do Imposto de Renda sobre as verbas indenizatórias pagas em decorrência de incentivo à demissão voluntária. Desta forma, quanto ao questionamento acerca da incidência tributária nas verbas denominadas "PRÊMIO INCENTIVO DESLIGAMENTO" (R$ 35.396,00) e "AUXÍLIO CESTA ALIMENTAÇÃO" (R$ 14.400,00), entendo por bem reconhecer o caráter indenizatório das mesmas, afastando, portanto a incidência tributária apenas sobre estas referidas parcelas, mantendose a tributação quanto às demais. Quanto a incidência de multa de ofício, por se tratar de erro escusável, entendo por bem afastála, uma vez que o contribuinte ofertou os valores à tributação, classificandoas de acordo com o especificado pela fonte pagadora, sendo escusável, portanto o eventual erro por si cometido. Neste sentido vêm decidindo este Conselho, consoante se denota do aresto exemplificadamente transcrito abaixo, in verbis: Fl. 95DF CARF MF Impresso em 21/10/2012 por MARIA APARECIDA PEREIRA DOS SANTOS CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/03/2012 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES RESENDE, Assinado digitalm ente em 07/03/2012 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES RESENDE, Assinado digitalmente em 12/03/2012 p or LUIZ CLAUDIO FARINA VENTRILHO, Assinado digitalmente em 15/03/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE M AGALHAES Processo nº 10980.011616/200758 Acórdão n.º 2801001.951 S2TE01 Fl. 8 8 Autoridade: Primeiro Conselho de Contribuintes. 4ª Câmara. Turma Ordinária Título: Acórdão nº 10417417 do Processo 109450042909968 Data: 15/03/2000 Ementa: IRPF HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS DEDUÇÃO É lícita a dedução, da base de cálculo do imposto de renda, dos valores despendidos a título de honorários de advogados que comprovadamente representaram a reclamante em ação trabalhista que deu origem à receita tributável. Recurso provido. CONCLUSÃO Por todo o exposto, voto por DAR PROVIMENTO PARCIAL AO RECURSO para reconhecer o direito a dedução dos valores despendidos a título de honorários de advogados no importe de R$ 25.500,00, bem como afastar a incidência tributária do IR sobre as verbas denominadas de "PRÊMIO INCENTIVO DESLIGAMENTO" (R$ 35.396,00) e "AUXÍLIO CESTA ALIMENTAÇÃO" (R$ 14.400,00) e afastar a aplicação da multa de ofício. Assinado digitalmente Luiz Cláudio Farina Ventrilho Voto Vencedor Conselheira Amarylles Reinaldi e Henriques Resende, Redatora Designada. Com a devida vênia do nobre Relator, Conselheiro Luiz Cláudio Farina Ventrilho, tenho entendimento diverso quanto à possibilidade, no caso, de exclusão das verbas denominadas de "PRÊMIO INCENTIVO DESLIGAMENTO" (R$ 35.396,00) e "AUXÍLIO CESTA ALIMENTAÇÃO" (R$ 14.400,00), bem como da multa de ofício. Cumpre destacar que não é a denominação da verba que determina sua natureza, por força do disposto na Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966, Código Tributário Nacional, CTN, art. 43, §1º. Assim, embora as partes do processo trabalhista possam acordar acerca dos montantes que efetivamente venham a ser pagos, os contribuintes, beneficiários dos rendimentos, não se desobrigam de apresentarem documentos hábeis e idôneos, aptos a demonstrarem que a isenção do IRPF invocada decorre, como estabelece a legislação tributária, da natureza das verbas recebidas. Desse modo, os documentos trazidos aos autos são insuficientes para que se promovam as exclusões pretendidas, pois, em relação à parcela que seria referente à participação em Plano de Desligamento Voluntário (PDV), no caso denominada de “Prêmio Incentivo Desligamento”, destaquese que o interessado foi intimado a apresentar cópia do plano que teria sido instituído por qualquer uma das reclamadas, vigente na data da rescisão contratual, 28/02/1997 (Pedido de Esclarecimento às fls. 38), mas não logrou fazêlo, seja antes da autuação (informação da autoridade lançadora às fls. 43), ou em momento posterior. Fl. 96DF CARF MF Impresso em 21/10/2012 por MARIA APARECIDA PEREIRA DOS SANTOS CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/03/2012 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES RESENDE, Assinado digitalm ente em 07/03/2012 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES RESENDE, Assinado digitalmente em 12/03/2012 p or LUIZ CLAUDIO FARINA VENTRILHO, Assinado digitalmente em 15/03/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE M AGALHAES Processo nº 10980.011616/200758 Acórdão n.º 2801001.951 S2TE01 Fl. 9 9 Quanto ao “Auxílio Cesta Alimentação”, seria indispensável a apresentação dos cálculos dos valores considerados devidos, cálculos esses que possibilitassem aferir se o subtotal assim denominado no acordo guardaria consonância e proporcionalidade com a parcela a esse título inicialmente devida. Insta frisar que no julgamento de primeira instância já havia sido destacada a importância da apresentação de tais cálculos para o fim pretendido pelo contribuinte, no entanto, tal falta não foi suprida mesmo em sede de recurso voluntário. Ora, a ausência deste elemento de prova, ônus do contribuinte, impede o reconhecimento do direito alegado. Quanto à aplicação da multa de ofício, entendo que não há como exonerála, eis que foi aplicada nos estritos termos da legislação de regência. Confirase o disposto no o art. 44 da Lei 9.430, de 27 de dezembro de 1996, com redação dada pelo art. 14 da Lei nº 11.488, de 15 de junho de 2007, reproduzido a seguir: Art. 44. Nos casos de lançamento de ofício, serão aplicadas as seguintes multas: I – de 75% (setenta e cinco por cento), sobre a totalidade ou diferença de tributo ou contribuição nos casos de falta de pagamento ou recolhimento, de falta de declaração e nos de declaração inexata; II – de 50% (cinqüenta por cento), exigida isoladamente, sobre o valor do pagamento mensal: a) na forma do art. 8º da Lei nº 7.713, de 22 de dezembro de 1988, que deixar de ser efetuado, ainda que não tenha sido apurado imposto a pagar na declaração de ajuste, no caso de pessoa física; b) na forma do art. 2º desta lei, que deixar de ser efetuado, ainda que tenha sido apurado prejuízo fiscal ou base de cálculo negativa para a contribuição social sobre o lucro líquido, no anocalendário correspondente, no caso de pessoa jurídica; Parágrafo 1º O percentual da multa de que trata o inciso I, do caput deste artigo, será duplicado nos casos previstos nos arts. 71, 72 e 73 da Lei nº 4.502, de 30 de novembro de 1964, independentemente de outras penalidades administrativas ou criminais cabíveis.” (Grifos acrescidos) Observese que a penalidade descrita no inciso "I" aplicase sempre que houver falta de recolhimento de imposto. No caso, houve falta de recolhimento do imposto exigido. Esta é exatamente a hipótese do inciso I retro, sendo legítima a multa de 75%. Por fim, no tocante aos honorários advocatícios, deixo de manifestar, eis que a posição vencedora foi a defendida pelo Conselheiro Relator, devendo ser restabelecida a diferença pleiteada pelo contribuinte, a saber, R$2.880,60 (= R$25.500,00 – R$22.619,40, ou seja, valor pago menos valor aceito pela autoridade lançadora). Fl. 97DF CARF MF Impresso em 21/10/2012 por MARIA APARECIDA PEREIRA DOS SANTOS CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/03/2012 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES RESENDE, Assinado digitalm ente em 07/03/2012 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES RESENDE, Assinado digitalmente em 12/03/2012 p or LUIZ CLAUDIO FARINA VENTRILHO, Assinado digitalmente em 15/03/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE M AGALHAES Processo nº 10980.011616/200758 Acórdão n.º 2801001.951 S2TE01 Fl. 10 10 Diante do exposto, voto por considerar tributáveis as verbas aqui discutidas ("PRÊMIO INCENTIVO DESLIGAMENTO" e "AUXÍLIO CESTA ALIMENTAÇÃO"), bem com pela manutenção da multa de ofício. Assinado digitalmente Amarylles Reinaldi e Henriques Resende Fl. 98DF CARF MF Impresso em 21/10/2012 por MARIA APARECIDA PEREIRA DOS SANTOS CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/03/2012 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES RESENDE, Assinado digitalm ente em 07/03/2012 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES RESENDE, Assinado digitalmente em 12/03/2012 p or LUIZ CLAUDIO FARINA VENTRILHO, Assinado digitalmente em 15/03/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE M AGALHAES
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Numero do processo: 00845.060034/83-95
Data da sessão: Wed Oct 24 00:00:00 UTC 1990
Ementa: Declaração indevida e Infração Administrativa ao Controle das Importações.
A multa prevista no art. 108 do DL 37/66 somente é aplicável quando houver diferença de imposto apurada.
Constitui superfaturamento das importações o desembarque de mercadoria em quantidade inferior aquela constante nos documentos comerciais e aduaneiros.
Recurso provido em parte.
Numero da decisão: 303-25.971
Decisão: ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, para excluir a multa do art. 108 do Decreto 37/66, na forma do relatório e voto, que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: JOSE ALVES DA FONSECA
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Declaração indevida e Infração Administrativa ao Con le das Importações. A multa prevista no art. 108 do DL 37/66 somente é . aplicável quando houver diferença de imposto apurada. Constitui supiefaturamento das importações o desembar que de mercadoria em quantidade inferior aquela cons tante nos documentos comerciais e aduaneiros. Recur so provido em parte. V ISTOS, relatados,ediscutidos os presentes au tos, ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Ter ceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, para excluir a multa do art. 108 do Decreto 37/66, na forma do relatório e voto, que passam a integrar o presente julgado. Brasília - ife F, em 24 de outubro de 1990 JOÃO HP DA COSTA - Presidente e >14'2 s&rrl- JO L AL qA FONSECA - Relator ROSA MARIA SALVI DA CARVALHEIRA-Pr -à.da Fazenda Nacio VISTO EM SESSÃO DE:' DE2.1990 nal4 Participaram,ainda,do Presente julgamento ,os seguintes Conselheiros: MILTON DE SOUZA COELHO, PAULO AFFONSECA DE BARROS FARIA JUNIOR,ROSA MARTA MAGALHÃES DE OLIVEIRA, RONALDO LINDIMAR JOSÉ MARTON (suplente), PAULO CÉSAR BASTOS CHAUVET (suplente),HuMBERTO ESMERALDO BARRETO FI- LHO. V.V.... Ausente, justificadamente, a Conselheira MALVINA CORUJO DE AZEVEDO LOPES SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL MEFP - TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES - TERCEIRA CÂMARA RECURSO 108.642 ACÓRDÃO 303 - 25.970 RECORRENTE: RHODIA NORDESTE S/A •RECORRIDA : DRF - SANTOS - SP RELATOR : JOSÉ ALVES DA FONSECA RELATÓRIO qabitilgo sobre o qual versa o presente processo ja foi julgado por este Colegiado na sessão de 10 de janeiro de 1989,quan doj por maioria de votos,foi dado provimento ao recurso. Leio re latório e voto que embasaram aquela decisão. (fls. 122/124). Discordando da decisão proferida, o Procurador Repre- sentante da Fazenda Nacional recorreu à Câmara Superior de Recur- sos Fiscais. O recurso interposto pela Fazenda fundamenta-se no fato de o mérito da autuação não ter sido examinado. A decisão fa vorável ao contribuinte ocorreu pelo fato de ter entendido a maio ria do Colegiado que o instituto destinado a apuração da falta de mercadoria é a Vistoria Aduaneira. Entende o procurador que a falta da mercadoria constante da adição 001 - um conjunto de fios com conexão para aparelho elétrico da adição 002, pesando 100 kg I restou provada, como a própria empresa admite. Assim sen- do,, o mérito da autuação deveria ser examinado. O recurso do procurador foi julgado na sessão de 29 de novembro de 1989 na CSRF, quando por maioria de votos, foi pro- vido o recurso do Procurador. O voto de folhas 136/138, que leio na íntegra, determinou que o processo retornasse a este Colegiado para que fosse julgado o mérito da autuação. É o Relatóriod. Returso'108L642 SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL Ac. 303 -25.97$ VOTO Entendo que não cabe ao presente relator trazer ne- nhum comentário sobre a preliminar de saber qual o instrumento a dequado para a apuração de falta de mercadoria. O que existe ago- ra é uma determinação de Câmara Superior para que se examine o meís ito do processo, isto é, se houve ou não a falta da mercadori- ria. O laudo de fls. 16 respondendo o quesitos de fls. 15 deixa claro que; Não foram encontrados por ocasião da vistoria física os fios com conexões pesando 100 kg. referente à adição 001; Os aparelhos constantes das adições 004 a 006 esta - vam adaptados em um painel ou Caixa que tinha um peso líquido de 48,50 kg.,mas os aparelhos estavam coerentes com peso minimo,va - lor especificado na GI 7-81/1555; Os demais materiais declarados nas adições 002 e 003 estavam de acordo com o faturado e licenciado. Pode-se concluir, então, que houve uma falta de 100 kg., referente aos fios com conexões, e um excesso de 48,50 kg., referente a um painel ou caixa, onde foram montados os aparelhos especificados nas adições 004 a 006. Dizer que os 100 quilos de fios com conex -aó.--: estão acoplados aos aparelhos montados rap faz sentido, porque está pro- vado que as adicOes 002 e 003 estão exatamente de acordo com a quilo que foi faturado e declarado. O que apareceu como excesso de peso no conjunto das adições 004 a 006 é o peso de 48,50 kg re ferente ao painel ou caixa, peça esta que s pelas suas próprias ca- racteristicas,não dá para ser confundida com fios e conexões. Quanto a multa aplicada por declaração indevida OU atribuição de valor diferente do real (art. 108, do DL 37/66) entendo-a pertinente, poremA a inexistência de diferença de impos- to apurado inviabiliza a sua cobrança. Ela é aplicada como uma percentuagem da diferença de imposto ãpurado. Se a diferença de imposto apurado foi zero, a multa automaticamente será zero. Com relação a multa de superfaturamento (artigo 2Q inciso II, da Lei 6.562/78) 'ela procede. Entendendo superfatura- mento como"faturamento por preço superior ao normal ou ao do mer- cado", ãê ó PféÇO das mercadorias constantes dos documentos comer- ciais e aduaneiros estão acima do Preço normal ou de mercador _/ P SERMO PúBLICO FEDERAL Recurso 108.642 Ac. 303-25'371 das mercadorias importadas,então,houve a caracterização de infra- ção.° preço faturado seria o preço normal para as seis adições e não para as cinco que foram desembaraçadas. Face ao exposto,dou provimento parcial ao recurso pa- ra excluir a multa prevista no artigo 108 do DL 37/66. Na execução do acórdão deverá ser excluída a atualiza ção da base de cálculo da multa prevista no art. 2 2 ,inciso II, da Lei 6562/780(atual inciso III do artigo 526 do RA) Sala das Sessões, em 24 de outubro de 1990 4 J0;r7LV S DA FONSECA - Relator OLS/CF
score : 1.0
Numero do processo: 13805.000423/97-11
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Mon Jul 06 00:00:00 UTC 2009
Ementa: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social -COFINS
Data do fato gerador: 30/11/1993, 31/12/1993, 31/01/1994
COMPENSAÇÃO. O contribuinte tem o direito de efetuar a compensação do Finsocial recolhido à alíquota superior a 0,5% com a COFINS. Créditos de FINSOCIAL atualizados monetariamente na forma da Norma de Execução Conjunta SRF/Cosit/Cosar n° 8, de 27 de junho de 1997 foram suficientes para compensação dos débitos deste processo.
Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 3803-000.002
Decisão: ACORDAM os membros da 1ª TURMA ESPECIAL da TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso.
Nome do relator: BELCHIOR MELO DE SOUZA
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ementa_s : Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social -COFINS Data do fato gerador: 30/11/1993, 31/12/1993, 31/01/1994 COMPENSAÇÃO. O contribuinte tem o direito de efetuar a compensação do Finsocial recolhido à alíquota superior a 0,5% com a COFINS. Créditos de FINSOCIAL atualizados monetariamente na forma da Norma de Execução Conjunta SRF/Cosit/Cosar n° 8, de 27 de junho de 1997 foram suficientes para compensação dos débitos deste processo. Recurso Voluntário Provido.
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Numero do processo: 11041.000071/2007-27
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Mon Oct 24 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Mon Oct 24 00:00:00 UTC 2011
Ementa: Obrigações Acessórias
Exercício: 2006
RECURSO VOLUNTÁRIO. PRAZO.
O prazo para interposição do recurso voluntário é de trinta dias, contados da ciência da decisão de primeira instância, não devendo ser conhecido o recurso apresentado intempestivamente.
Recurso não conhecido.
Numero da decisão: 2801-001.941
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso, por intempestivo. Ausente, momentaneamente, o Conselheiro Luiz Cláudio Farina Ventrilho.
Matéria: IRPF- auto infração - multa por atraso na entrega da DIRPF
Nome do relator: WALTER REINALDO FALCÃO LIMA
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PRAZO. O prazo para interposição do recurso voluntário é de trinta dias, contados da ciência da decisão de primeira instância, não devendo ser conhecido o recurso apresentado intempestivamente. Recurso não conhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso, por intempestivo. Ausente, momentaneamente, o Conselheiro Luiz Cláudio Farina Ventrilho. Assinado digitalmente Antônio de Pádua Athayde Magalhães Presidente. Assinado digitalmente Walter Reinaldo Falcão Lima Relator. Participaram do presente julgamento os conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Carlos César Quadros Pierre, Walter Reinaldo Falcão Lima, Amarylles Reinaldi e Henriques Resende e Sandro Machado dos Reis. Ausente, momentaneamente, o Conselheiro Luiz Cláudio Farina Ventrilho. Relatório AUTUAÇÃO Fl. 40DF CARF MF Emitido em 10/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 27/10/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 27/ 10/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 08/11/2011 por ANTONIO DE PADUA AT HAYDE MAGAL Processo nº 11041.000071/200727 Acórdão n.º 280101.941 S2TE01 Fl. 36 2 Contra o contribuinte acima identificado foi lavrada a Notificação de Lançamento de fls. 04, relativa à multa por atraso na entrega da Declaração de Ajuste Anual DAA do Imposto de Renda Pessoa Física do exercício 2006, anocalendário 2005, no valor de R$ 165,74. IMPUGNAÇÃO Cientificado do lançamento, o interessado apresentou a impugnação de fls. 01/03, juntamente com os documentos de fls. 05/08, alegando, em síntese, conforme relatório do acórdão de primeira instância (fls. 26) que: “ Faltoulhe recursos para dar baixa na empresa em seu nome. Para regularizar seu CPF, precisou apresentar a Declaração de Ajuste Anual. A sua capacidade econômica e financeira não lhe permite efetuar o pagamento da multa.” ACÓRDÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA A DRJ/Santa MariaRS julgou o lançamento procedente (fls. 25/26), nos termos do voto do relator do respectivo aresto, reproduzido a seguir: “A pessoa física que participou de quadro societário de empresa como titular ou sócio, no anocalendário em questão, estava obrigada a apresentar declaração de ajuste anual. Logo, o contribuinte como titular da empresa Carlos Mario Barcellos ME – CNPJ 91.910.349/000116 estava obrigado à apresentação da declaração. Observese que a obrigatoriedade de apresentação é determinada pela participação do quadro societário, não interferindo o fato de a empresa estar ou não em atividade. A multa por atraso na declaração deve ser paga sempre que o contribuinte entregar a declaração fora do prazo. O fato gerador da multa está no atraso do cumprimento da obrigação, não na entrega da declaração. Apresentar a declaração de rendimentos é uma obrigação para todos aqueles que se enquadram nos parâmetros fixados pela lei. Como se trata de uma obrigação de fazer, possui prazo certo para seu adimplemento, logo, seu descumprimento impõe uma sanção. Por fim, ressaltese que a responsabilidade pela apresentação das declarações é do contribuinte, sendo que a sua boa fé e suas condições pessoais, ainda que impressionem, não podem ser opostos ao fisco, pois a responsabilidade por infração fiscal independe da intenção do agente ou do responsável e da efetividade, natureza e extensão dos efeitos do ato, conforme o disposto no artigo 136 da Lei n° 5.172, de 25 de outubro de 1966 (Código Tributário Nacional CTN). Fl. 41DF CARF MF Emitido em 10/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 27/10/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 27/ 10/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 08/11/2011 por ANTONIO DE PADUA AT HAYDE MAGAL Processo nº 11041.000071/200727 Acórdão n.º 280101.941 S2TE01 Fl. 37 3 Diante do exposto, voto por considerar procedente o lançamento.” RECURSO AO CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS (CARF) Cientificado da decisão de primeira instância em 18/12/07, conforme carimbo aposto pela unidade de destino dos Correios no Aviso de Recepção juntado às fls. 29, haja vista que a data da ciência preenchida pelo recebedor da correspondência se encontra ilegível, o contribuinte apresentou, em 21/01/08, o Recurso de fls. 30/32, com as seguintes alegações: “II.1 PRELIMINAR Com respeito à dignidade dos senhores membros julgadores, ainda que, plasmados na legislação fiscal, não foram sensíveis à situação de fato do recorrente; Inclitos Conselheiros. Fez o recorrente, no processo administrativo, prova de sua efêmera vida como microempresário(apenas 20 dias); Entretanto, Vossas Senhorias haverão de se convencerem, em seu voto, da incapacidade contributiva do recorrente, além da inexperiência do operário, ao investir sua escassa economia (tanto é, literalmente, teve quebra do empreendimento, no curto espaço de 20 dias); Diante de sua inexperiência, voltou à sua condição de operário; Assim sendo, até o leigo em direito fiscal, se apercebe que aquele operário não tinha condições de saber quais os deveres ficais a que estaria sujeito; além do que, deve ser reconhecida sua incapacidade contributiva; Ademais, as DIRPF,s foram apresentadas espontaneamente, configurando que não houve procedimento administrativo; Nesse sentido, se ajusta como uma luva, decisão do STJ, "verbis", que poderá ser apreciada nessa instancia, evitando que o recorrente venha dela valerse em juízo; "Sem antecedente procedimento administrativo descabe a imposição de multa. Exigila, seria desconsiderar o voluntário saneamento da falta, malferindo o fim inspirador da denúncia espontânea e animando o contribuinte a permanecer na indesejada via da impontualidade, comportamento prejudicial à arrecadação da receita tributária, principal objetivo da atividade fiscal (STJ, 1a Turma, Resp. N° 147.221/RS, Rel. Min. Milton Luiz Pereira, j. 20.02.2001, v.u., DJU 11.06.2001)". II. 2 MÉRITO As questões preliminares, são prejudiciais ao mérito, logo, deverão ser adotas como se do mérito fossem;” Diante do exposto acima requer o cancelamento do débito fiscal. É o Relatório. Fl. 42DF CARF MF Emitido em 10/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 27/10/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 27/ 10/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 08/11/2011 por ANTONIO DE PADUA AT HAYDE MAGAL Processo nº 11041.000071/200727 Acórdão n.º 280101.941 S2TE01 Fl. 38 4 Voto Conselheiro Walter Reinaldo Falcão Lima O recurso não deve ser conhecido, por ter sido apresentado intempestivamente, como será demonstrado a seguir. De acordo com o art. 33 do Decreto nº 70.235/72, o prazo para interposição do recurso voluntário é de trinta dias, contados da ciência da decisão de primeira instância. Como a data da ciência preenchida no Aviso de Recepção AR de fls. 29, pelo recebedor da correspondência contendo o acórdão de primeira instância se encontra ilegível, considero que o contribuinte foi cientificado na data aposta naquele documento pela unidade de destino dos Correios, 18/12/07, que, na pior das hipóteses, é benéfica ao recorrente, pois somente após a entrega do documento ao seu destinatário é que ocorre a devolução do AR àquela unidade dos Correios. Logo o prazo para interposição do recurso teve início em 19/12/07, haja vista que na contagem do prazo se exclui o dia da ciência, nos termos do art. 5o do citado Decreto, e encerrouse em 17/01/08, antes, portanto da data em que o recurso foi protocolado, 21/01/08, como pode ser observado às fls. 31. Cumpre informar que o interessado não se pronunciou sobre a intempestividade do recurso. Diante do exposto acima voto por NÃO CONHECER do recurso. Assinado digitalmente Walter Reinaldo Falcão Lima – Relator Fl. 43DF CARF MF Emitido em 10/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 27/10/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 27/ 10/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 08/11/2011 por ANTONIO DE PADUA AT HAYDE MAGAL
score : 1.0
Numero do processo: 13603.900671/2006-29
Data da sessão: Tue Oct 20 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Tue Oct 20 00:00:00 UTC 2009
Ementa: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS - IPI
Período de apuração: 01/07/1999 a 30/09/1999
PEDIDO DE RESSARCIMENTO. SALDO CREDOR ACUMULADO TRIMESTRALMENTE.
A aquisição de matérias-primas, produtos intermediários e material de embalagem tributados à alíquota zero não gera crédito de IPI. (Súmula 2º CC nº 10)
Não há direito aos créditos de IPI em relação ás aquisições de insumos aplicados na fabricação de produtos classificados na TIPI como NT. (Súmula 2º CC nº 12).
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 3803-000.187
Decisão: ACORDAM os membros da 3ª Turma Especial da TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
Matéria: IPI- ação fsical - auditoria de produção
Nome do relator: ALEXANDRE KERN
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS - IPI Período de apuração: 01/07/1999 a 30/09/1999 PEDIDO DE RESSARCIMENTO. SALDO CREDOR ACUMULADO TRIMESTRALMENTE. A aquisição de matérias-primas, produtos intermediários e material de embalagem tributados à alíquota zero não gera crédito de IPI. (Súmula 2º CC nº 10) Não há direito aos créditos de IPI em relação ás aquisições de insumos aplicados na fabricação de produtos classificados na TIPI como NT. (Súmula 2º CC nº 12). Recurso Voluntário Negado.
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