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Numero do processo: 10120.001039/2008-05
Turma: Segunda Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Jul 10 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2004
IMPOSTO DE RENDA PESSOA FÍSICA. OMISSÃO DE RENDIMENTOS DE ATIVIDADE RURAL. DECLARAÇÃO RETIFICADORA ENTREGUE APÓS A CIÊNCIA DO TERMO DE INÍCIO DE AÇÃO FISCAL. REAQUISIÇÃO DA ESPONTANEIDADE. LANÇAMENTO DESCONSTITUÍDO EM RELAÇÃO AOS VALORES ESPONTANEAMENTE DECLARADOS.
Não impugnada a omissão de rendimentos que deu fundamento ao
lançamento, limita-se o contribuinte recorrer, alegando a entrega de declaração retificadora após a ciência do termo de início de ação fiscal. Após a entrega da retificadora, inoperante a fiscalização por mais de 60 dias, readquiriu o contribuinte a espontaneidade nos termos do Decreto 70235/72, art.7o, §2o. Lançamento desconstituído em relação aos rendimentos declarados e mantido quanto ao que os excede.
Recurso parcialmente provido.
Numero da decisão: 2802-001.714
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos DAR
PROVIMENTO PARCIAL ao recurso para excluir do lançamento os valores declarados na declaração retificadora de fls. 141, nos termos do voto do relator.
Nome do relator: CARLOS ANDRÉ RIBAS DE MELLO
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OMISSÃO DE RENDIMENTOS DE ATIVIDADE RURAL. DECLARAÇÃO RETIFICADORA ENTREGUE APÓS A CIÊNCIA DO TERMO DE INÍCIO DE AÇÃO FISCAL. REAQUISIÇÃO DA ESPONTANEIDADE. LANÇAMENTO DESCONSTITUÍDO EM RELAÇÃO AOS VALORES ESPONTANEAMENTE DECLARADOS. Não impugnada a omissão de rendimentos que deu fundamento ao lançamento, limitase o contribuinte recorrer, alegando a entrega de declaração retificadora após a ciência do termo de início de ação fiscal. Após a entrega da retificadora, inoperante a fiscalização por mais de 60 dias, readquiriu o contribuinte a espontaneidade nos termos do Decreto 70235/72, art.7o, §2o. Lançamento desconstituído em relação aos rendimentos declarados e mantido quanto ao que os excede. Recurso parcialmente provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos DAR PROVIMENTO PARCIAL ao recurso para excluir do lançamento os valores declarados na declaração retificadora de fls. 141, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Jorge Cláudio Duarte Cardoso Presidente. (assinado digitalmente) Fl. 177DF CARF MF Impresso em 28/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/09/2012 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 12/ 09/2012 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 26/09/2012 por JORGE CLAUDIO DUART E CARDOSO 2 Carlos André Ribas de Mello Relator. EDITADO EM: 12/09/2012 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carlos André Ribas de Mello (Relator), Jorge Claudio Duarte Cardoso (Presidente), German Alejandro San Martin Fernandez, Jaci de Assis Junior, Dayse Fernandes Leite, Sidney Ferro Barros. Relatório Em decorrência da ação fiscal levada a efeito contra o contribuinte, foi lavrado auto de infração (fls. 121/126), relativo ao Imposto de Renda Pessoa Física, do exercício 2004, anocalendário 2003. O lançamento originouse na suposta constatação de omissão de rendimentos provenientes de atividade rural. A omissão de rendimentos provenientes da atividade rural foi apurada através da comparação entre os valores de receita bruta da atividade rural escriturados no livro caixa, confirmados através de documentação apresentada e do extrato emitido pela Secretaria do Estado da Fazenda de Goiás e o valor declarado em DIRF (demonstrativos às folhas 114/115). Foi levado em conta a opção do contribuinte pelo arbitramento sobre a receita bruta. Cientificado do lançamento, o contribuinte o impugna, alegando, resumidamente, o que se segue: Afirma que apresentou declaração retificadora em 01/03/2007 e que a fiscalização deixou de observar que a declaração já tinha sido processada e homologada, sendo inclusive que o imposto foi cobrado e realizado seu parcelamento. Dessa forma deve ser descontado o imposto apurado na declaração retificadora, considerando como devido apenas o valor de R$ 28.986,34. Em julgamento, a 3ª Turma da DRJ/BSB, em sessão realizada no dia 14/10/2009, por unanimidade, julgou procedente o lançamento, aos seguintes fundamentos: que o contribuinte não impugna a omissão de rendimentos que deu causa ao lançamento, limitandose a invocar a validade de declaração retificadora pelo mesmo formalizada; referida retificadora foi entregue em 01/03/2007; todavia, sabese que a espontaneidade para a apresentação de declaração retificadora somente pode ser exercida antes da ciência do termo de início de fiscalização, nos termos do art.7o do Decreto n.70235/72, sendo que o contribuinte tomou ciência do termo de início de fiscalização em 28/02/2007, antes, portanto, da data de entrega de sua declaração retificadora, a qual não pode ser havida por legítima, por tais razões. Cientificado da supramencionada decisão, conforme fl.168, o contribuinte, tempestivamente, interpôs Recurso Voluntário a fl. 169, atacando em parte a decisão exarada pela DRJ, apenas no que tange à multa de ofício, reiterando a validade da retificadora apresentada, nos termos do art.47 da Lei n.9430/96. É o relatório. Voto Fl. 178DF CARF MF Impresso em 28/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/09/2012 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 12/ 09/2012 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 26/09/2012 por JORGE CLAUDIO DUART E CARDOSO Processo nº 10120.001039/200805 Acórdão n.º 2802001.714 S2TE02 Fl. 178 3 Conselheiro Carlos André Ribas de Mello, Relator. Em sede preliminar, o recurso deve ser conhecido, no particular em que impugna a aplicação de multa de ofício. No mérito, a alegação do contribuinte de que o art.47 da Lei n.9430/96 faculta ao contribuinte o prazo de 20 dias após a ciência do início da ação fiscal para formalização de declaração retificadora não pode prosperar, em razão de o referido dispositivo fazer alusão tão somente ao prazo de 20 dias para pagamento de tributos e contribuições já declarados. Ora, se o contribuinte apresentou declaração retificadora o fez em razão de não haver declarado na integralidade o tributo que era devido, razão pela qual apurouse em ação fiscal imposto suplementar, por sua própria natureza, imposto não declarado. Sendo assim, restaria correta a decisão da DRJ, quando aplica o art.7o do Decreto n.70235/72 para desconhecer de declaração retificadora apresentada após a ciência do termo de início da ação fiscal. Contudo, há que se observar se ocorre a reaquisição da espontaneidade, nos termos do §2º do art.7º, do Decreto n.70235/72, isto é, reaquisição da espontaneidade por inoperância da fiscalização por prazo superior a 60 dias. A fl.05, observase que a primeira intimação do contribuinte, na ação fiscal, ocorreu em 28/02/2007. Em seguida, fl.10, consta nova intimação ao contribuinte em 20/04/2007, em prazo inferior a 60 dias, portanto. Porém, a fl.102, consta nova intimação apenas recebida pelo contribuinte em 05/07/2007, passados, pois, mais de 60 dias da última intimação antes recebida, de 20/04/2007. Ora, a declaração retificadora de fls.141 e ss. foi entregue em 01/03/2007, no curso da ação fiscal, mas a reaquisição da espontaneidade nos termos do §2º do art.7º, do Decreto n.70235/72, operouse em 20/06/2007, passados sessenta em um dias da intimação de 20/04/2007. Operada a reaquisição da espontaneidade em 20/06/2007, a mesma retroage aos atos praticados pelo contribuinte desde o início da fiscalização, como já apontado na Solução de Consulta Interna n.15, de 20 de maio de 2005, citada no acórdão n. 0106.056, proferido pela Primeira Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais, em sessão de 10 de novembro de 2008, processo n.10875.002121/200140, verbis: "EMENTA: A recuperação da espontaneidade do sujeito passivo em razão da inoperância da autoridade fiscal por prazo superior a sessenta dias aplicase retroativamente, alcançando os atos por ele praticados no decurso desse prazo. O pagamento do tributo deve ser acrescido de juros e multa de mora. Fl. 179DF CARF MF Impresso em 28/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/09/2012 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 12/ 09/2012 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 26/09/2012 por JORGE CLAUDIO DUART E CARDOSO 4 DISPOSITIVOS LEGAIS: Art. 138 da Lei n°5.172, de 25 de outubro de 1966 — Código Tributário Nacional, e art. 7° do Decreto n° 70.235, de 6 de março de 1972." Assim sendo, tida como espontânea a DIRPF retificadora de fls.141 e ss., não subsiste qualquer motivo para a manutenção do lançamento em relação aos valores declarados, de vez que a apresentação espontânea de DIRPF é fundamento suficiente para a constituição do crédito tributário. Isto posto, dou parcial provimento ao recurso, para acolher como espontânea a DIRPF de fls.141 e ss., cancelando o lançamento quanto aos valores ali declarados, mantido, porém, o lançamento quanto à diferença entre a base de cálculo da autuação (R$ 165.262,34) e os rendimentos efetivamente declarados a maior na retificadora (R$ 59.857,48), o que corresponde à manutenção de omissão de rendimentos da atividade rural no valor de R$ 105.404, 86, sendo de se observar que não há fundamento para a exclusão de juros ou de multa de ofício do IRPF apurado sobre esta base de cálculo remanescente e não impugnada. É como voto. (assinado digitalmente) Carlos André Ribas de Mello Fl. 180DF CARF MF Impresso em 28/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/09/2012 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 12/ 09/2012 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 26/09/2012 por JORGE CLAUDIO DUART E CARDOSO Processo nº 10120.001039/200805 Acórdão n.º 2802001.714 S2TE02 Fl. 179 5 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA CÂMARA DA SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO TERMO DE INTIMAÇÃO Em cumprimento ao disposto no § 3º do art. 81 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria Ministerial nº 256, de 22 de junho de 2009, intimese o (a) Senhor (a) Procurador (a) Representante da Fazenda Nacional, credenciado junto à Segunda Câmara da Segunda Seção, a tomar ciência do Acórdão referente ao processo em epígrafe. Brasília/DF, 12 de setembro de 2012. (assinado digitalmente) JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Presidente Segunda Turma Especial da Segunda Câmara/Segunda Seção Ciente, com a observação abaixo: (......) Apenas com ciência (......) Com Recurso Especial (......) Com Embargos de Declaração Data da ciência: _______/_______/_________ Procurador(a) da Fazenda Nacional Fl. 181DF CARF MF Impresso em 28/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/09/2012 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 12/ 09/2012 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 26/09/2012 por JORGE CLAUDIO DUART E CARDOSO
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Numero do processo: 10140.003852/2002-88
Turma: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Sep 20 00:00:00 UTC 2006
Data da publicação: Wed Sep 20 00:00:00 UTC 2006
Numero da decisão: 303-01.205
Decisão: RESOLVEM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto do relator.
Matéria: ITR - ação fiscal - outros (inclusive penalidades)
Nome do relator: NILTON LUIZ BARTOLI
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Numero do processo: 11634.001180/2007-91
Turma: Terceira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jul 27 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Thu Jul 28 00:00:00 UTC 2011
Ementa: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/09/2005 a 30/06/2007
CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. PARTE DO SEGURADO. NÃO RECOLHIMENTO. RESPONSABILIDADE
Compete ao empregador arrecadar as contribuições dos segurados
empregados seu serviço, descontando-as da respectiva remuneração,
consoante art. 30,I “a” da lei 8.212/91.
JUROS CALCULADOS À TAXA SELIC. APLICABILIDADE.
A cobrança de juros está prevista na legislação tributária federal, desse modo foi correta a aplicação do índice pela fiscalização previdenciária.
Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 2803-000.896
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar
provimento ao recurso, nos termos do voto do(a) Relator(a).
Nome do relator: OSÉAS COIMBRA
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ementa_s : Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/09/2005 a 30/06/2007 CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. PARTE DO SEGURADO. NÃO RECOLHIMENTO. RESPONSABILIDADE Compete ao empregador arrecadar as contribuições dos segurados empregados seu serviço, descontando-as da respectiva remuneração, consoante art. 30,I “a” da lei 8.212/91. JUROS CALCULADOS À TAXA SELIC. APLICABILIDADE. A cobrança de juros está prevista na legislação tributária federal, desse modo foi correta a aplicação do índice pela fiscalização previdenciária. Recurso Voluntário Negado
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PARTE DO SEGURADO.NÃO RECOLHIMENTO.RESPONSABILIDADE Compete ao empregador arrecadar as contribuições dos segurados empregados seu serviço, descontandoas da respectiva remuneração, consoante art. 30,I “a” da lei 8.212/91. JUROS CALCULADOS À TAXA SELIC. APLICABILIDADE. A cobrança de juros está prevista na legislação tributária federal, desse modo foi correta a aplicação do índice pela fiscalização previdenciária. Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do(a) Relator(a). assinado digitalmente Helton Carlos Praia de Lima Presidente. assinado digitalmente Fl. 100DF CARF MF Impresso em 13/09/2011 por PATRICIA ALMEIDA PROENCA CÓ PI A Autenticado digitalmente em 28/07/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 22/08/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 28/07/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Processo nº 11634.001180/200791 Acórdão n.º 2803000.896 S2TE03 Fl. 98 2 Oséas Coimbra Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Helton Carlos Praia de Lima, Eduardo de Oliveira, Carolina Siqueira Monteiro de Andrade, Oséas Coimbra Júnior, Eduardo Augusto Marcondes de Freitas, Amílcar Barca Teixeira Júnior. Fl. 101DF CARF MF Impresso em 13/09/2011 por PATRICIA ALMEIDA PROENCA CÓ PI A Autenticado digitalmente em 28/07/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 22/08/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 28/07/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Processo nº 11634.001180/200791 Acórdão n.º 2803000.896 S2TE03 Fl. 99 3 Relatório Tratase de recurso voluntário interposto contra decisão da Delegacia da Secretaria da Receita Federal do Brasil de Julgamento que manteve a notificação fiscal lavrada, referente a contribuições devidas em razão de pagamentos a segurados empregados apurados em folhas de pagamento e recibos – parte do segurado. A DecisãoNotificação – fls 67 e ss, conclui pela improcedência da impugnação apresentada, mantendo a Notificação lavrada. Inconformada com a decisão, apresenta recurso voluntário tempestivo, alegando, em síntese, o seguinte : • Não é possível saber em quais "remunerações" o Agente Fiscal se baseou para efetuar o lançamento, uma vez não há discriminação de quais foram as remunerações pagas que sofreram retenção pela recorrente e não houve repasse para o INSS. • O caso em questão cuida de responsabilidade tributária por substituição, uma vez que o contribuinte (originário) da relação tributária é o empregado, e não o empregador. Este (empregador) apenas tem a obrigação de efetuar a retenção de valores, como "arrecadador" do tributo, e não como contribuinte. Auditor Fiscal imputa, equivocadamente, à recorrente o dever de realizar o pagamento de valores a título de Contribuição Previdenciária do empregado como se ele (empregador) fosse o contribuinte, enquanto, na verdade, a recorrente apenas tem obrigação acessória de reter e repassar ao INSS. • É nulo o lançamento tributário, uma vez que a recorrente não é contribuinte da contribuição a cargo dos trabalhadores. Quanto muito, caberia imposição de multa pelo descumprimento de obrigação tributária acessória, mas jamais a responsabilização pela contribuição, sob pena de configurar exigência de tributo como forma de sanção de ato ilícito. • Inconstitucionalidade do art. 30, da Lei n° 8.212/91: necessidade de lei complementar para dispor sobre responsabilidade tributária. • Caso se considere como válidas as disposições acerca da retenção, pela pessoa jurídica, das contribuições a cargo dos empregados, o que se faz somente a título de argumentação, temse que a recorrente é legalmente desonerada do dever de reter as contribuições dos contribuintes individuais, consoante art. 30, da Lei n° 8.212/91. • A taxa SELIC revelase ilegal e inconstitucional. Fl. 102DF CARF MF Impresso em 13/09/2011 por PATRICIA ALMEIDA PROENCA CÓ PI A Autenticado digitalmente em 28/07/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 22/08/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 28/07/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Processo nº 11634.001180/200791 Acórdão n.º 2803000.896 S2TE03 Fl. 100 4 • Requer seja conhecido e provido o presente recurso voluntário, reformadose o Acórdão n° 0619628 no sentido de se anular o lançamento tributário, nos termos desta defesa. É o relatório. Fl. 103DF CARF MF Impresso em 13/09/2011 por PATRICIA ALMEIDA PROENCA CÓ PI A Autenticado digitalmente em 28/07/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 22/08/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 28/07/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Processo nº 11634.001180/200791 Acórdão n.º 2803000.896 S2TE03 Fl. 101 5 Voto Conselheiro Oséas Coimbra Inicialmente impende esclarecer que a presente notificação não se refere a contribuições de segurados contribuintes individuais, somente segurados empregados, razão pela qual não serão analisadas as alegações referentes àquela categoria de segurado. DA BASE DE CÁLCULO O contribuinte alega que o relatório fiscal não elencou as remunerações pertinentes, o que ensejaria a nulidade da notificação lavrada Tenho que não assiste razão a recorrente. Em razão de diligência fiscal determinada pela DRJPR, a autoridade autuante confeccionou planilha de fls 58/59, detalhando as bases de cálculo apuradas, cujos valores não foram expressamente contestados pelo contribuinte. DA RETENÇÃO E RECOLHIMENTO – CONTRIBUIÇÕES DOS SEGURADOS EMPREGADOS A lei 8.212/91 determina a obrigatoriedade de o empregador efetuar a retenção e respectivo recolhimento das contribuições devidas pelos segurados empregados a seu serviço, nesses termos. Art. 30. A arrecadação e o recolhimento das contribuições ou de outras importâncias devidas à Seguridade Social obedecem às seguintes normas: (Redação dada pela Lei n° 8.620, de 5.1.93) I a empresa é obrigada a: a) arrecadar as contribuições dos segurados empregados e trabalhadores avulsos a seu serviço, descontandoas da respectiva remuneração; (...) O Código Tributário Nacional também regula a matéria em seu artigo 128. Art. 128. Sem prejuízo do disposto neste capítulo, a lei pode atribuir de modo expresso a responsabilidade pelo crédito tributário a terceira pessoa, vinculada ao fato gerador da Fl. 104DF CARF MF Impresso em 13/09/2011 por PATRICIA ALMEIDA PROENCA CÓ PI A Autenticado digitalmente em 28/07/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 22/08/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 28/07/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Processo nº 11634.001180/200791 Acórdão n.º 2803000.896 S2TE03 Fl. 102 6 respectiva obrigação, excluindo a responsabilidade do contribuinte ou atribuindoa a este em caráter supletivo do cumprimento total ou parcial da referida obrigação. Os textos legais não deixam margem de dúvida acerca da responsabilidade da empresa, uma vez não efetuados os repasses devidos, referentes às contribuições devidas pelos segurados empregados, cabível a respectiva notificação fiscal. DA INCONSTITUCIONALIDADE DA RESPONSABILIDADE TRIBUTÁRIA Sobre a matéria, o regimento do CARF, aprovado pela portaria GMF nº 256, de 22 de junho de 2009 veda aos membros a possibilidade de apreciação de constitucionalidade de decreto ou lei, senão vejamos. Art. 62. Fica vedado aos membros das turmas de julgamento do CARF afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade. Parágrafo único. O disposto no caput não se aplica aos casos de tratado, acordo internacional, lei ou ato normativo: I que já tenha sido declarado inconstitucional por decisão plenária definitiva do Supremo Tribunal Federal; ou II que fundamente crédito tributário objeto de: a) dispensa legal de constituição ou de ato declaratório do ProcuradorGeral da Fazenda Nacional, na forma dos arts. 18 e 19 da Lei n° 10.522, de 19 de julho de 2002; b) súmula da AdvocaciaGeral da União, na forma do art. 43 da Lei Complementar n° 73, de 1993; ou c) parecer do AdvogadoGeral da União aprovado pelo Presidente da República, na forma do art. 40 da Lei Complementar n° 73, de 1993. Do que exposto, a matéria sob exame não se encontra nas exceções elencadas, afastando assim sua análise sob o prisma da constitucionalidade. DA TAXA SELIC A cobrança de juros está prevista em lei específica da previdência social, art. 34 da Lei n ° 8.212/1991, abaixo transcrito. Art.34. As contribuições sociais e outras importâncias arrecadadas pelo INSS, incluídas ou não em notificação fiscal de lançamento, pagas com atraso, objeto ou não de parcelamento, ficam sujeitas aos juros equivalentes à taxa referencial do Fl. 105DF CARF MF Impresso em 13/09/2011 por PATRICIA ALMEIDA PROENCA CÓ PI A Autenticado digitalmente em 28/07/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 22/08/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 28/07/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Processo nº 11634.001180/200791 Acórdão n.º 2803000.896 S2TE03 Fl. 103 7 Sistema Especial de Liquidação e de CustódiaSELIC, a que se refere o art. 13 da Lei nº 9.065, de 20 de junho de 1995, incidentes sobre o valor atualizado, e multa de mora, todos de caráter irrelevável. (Artigo restabelecido, com nova redação dada e parágrafo único acrescentado pela Lei nº 9.528, de 10/12/97) Parágrafo único. O percentual dos juros moratórios relativos aos meses de vencimentos ou pagamentos das contribuições corresponderá a um por cento. Nesse sentido já se posicionou o STJ no Recurso Especial n ° 475904, publicado no DJ em 12/05/2003, cujo relator foi o Min. José Delgado: PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃO FISCAL. CDA. VALIDADE. MATÉRIA FÁTICA. SÚMULA 07/STJ. COBRANÇA DE JUROS. TAXA SELIC. INCIDÊNCIA. A averiguação do cumprimento dos requisitos essenciais de validade da CDA importa o revolvimento de matéria probatória, situação inadmissível em sede de recurso especial, nos termos da Súmula 07/STJ. No caso de execução de dívida fiscal, os juros possuem a função de compensar o Estado pelo tributo não recebido tempestivamente. Os juros incidentes pela Taxa SELIC estão previstos em lei. São aplicáveis legalmente, portanto. Não há confronto com o art. 161, § 1º, do CTN. A aplicação de tal Taxa já está consagrada por esta Corte, e é devida a partir da sua instituição, isto é, 1º/01/1996. (REsp 439256/MG). Recurso especial parcialmente conhecido, e na parte conhecida, desprovido. Quanto à inconstitucionalidade apontada pela recorrente, não cabe tal análise na esfera administrativa. Não é de competência da autoridade julgadora a recusa ao cumprimento de norma supostamente inconstitucional – ex vi art. 62 do regimento interno do CARF, aprovado pela portaria GMF no 256, de 22 de junho de 2009. Toda lei presumese constitucional e, até que seja declarada sua inconstitucionalidade pelo órgão competente do Poder Judiciário para tal declaração ou exame da matéria, deve o agente público, como executor da lei, respeitála. A alegação de inconstitucionalidade formal de lei não pode ser objeto de conhecimento por parte do administrador público. Enquanto não for declarada inconstitucional pelo STF, ou examinado seu mérito no controle difuso (efeito entre as partes) ou revogada por outra lei federal, a referida lei estará em vigor e cabe à Administração Pública acatar suas disposições. Pondo fim a essa discussão, o STF, em sede de repercussão geral, no julgamento do RE 582461/SP, rel. Min. Gilmar Mendes, em 18.5.2011, decidiu ser legítima a incidência da Selic como índice de atualização dos débitos tributários pagos em atraso. Dessa feita, foi correta a aplicação do índice pela fiscalização federal. Fl. 106DF CARF MF Impresso em 13/09/2011 por PATRICIA ALMEIDA PROENCA CÓ PI A Autenticado digitalmente em 28/07/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 22/08/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 28/07/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Processo nº 11634.001180/200791 Acórdão n.º 2803000.896 S2TE03 Fl. 104 8 CONCLUSÃO Pelo exposto, voto por conhecer do recurso e, no mérito, negolhe provimento. assinado digitalmente Oséas Coimbra Relator. Fl. 107DF CARF MF Impresso em 13/09/2011 por PATRICIA ALMEIDA PROENCA CÓ PI A Autenticado digitalmente em 28/07/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 22/08/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 28/07/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR
score : 1.0
Numero do processo: 14033.000275/2007-55
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Feb 16 00:00:00 UTC 2012
Ementa: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA
Ano-calendário: 2003
COMPENSAÇÃO. HOMOLOGAÇÃO ATÉ O LIMITE DO CRÉDITO.
Comprovada nos autos a existência de crédito do sujeito passivo aptos a absorver o débito, homologa-se a compensação até o limite do crédito tributário verificado quando do encontro de contas.
EXIGÊNCIA DE MULTA E JUROS DE MORA
Serão acrescidos de juros de mora os débitos do sujeito passivo para com a Fazenda Nacional, quando a Declaração de Compensação é transmitida após o vencimento do tributo.
Recurso Voluntário Negado.
Direito Creditório Não Reconhecido.
Numero da decisão: 3803-002.543
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e voto que integram o presente julgado.
Nome do relator: JORGE VICTOR RODRIGUES
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ementa_s : NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA Ano-calendário: 2003 COMPENSAÇÃO. HOMOLOGAÇÃO ATÉ O LIMITE DO CRÉDITO. Comprovada nos autos a existência de crédito do sujeito passivo aptos a absorver o débito, homologa-se a compensação até o limite do crédito tributário verificado quando do encontro de contas. EXIGÊNCIA DE MULTA E JUROS DE MORA Serão acrescidos de juros de mora os débitos do sujeito passivo para com a Fazenda Nacional, quando a Declaração de Compensação é transmitida após o vencimento do tributo. Recurso Voluntário Negado. Direito Creditório Não Reconhecido.
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HOMOLOGAÇÃO ATÉ O LIMITE DO CRÉDITO. Comprovada nos autos a existência de crédito do sujeito passivo aptos a absorver o débito, homologase a compensação até o limite do crédito tributário verificado quando do encontro de contas. EXIGÊNCIA DE MULTA E JUROS DE MORA Serão acrescidos de juros de mora os débitos do sujeito passivo para com a Fazenda Nacional, quando a Declaração de Compensação é transmitida após o vencimento do tributo. Recurso Voluntário Negado. Direito Creditório Não Reconhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e voto que integram o presente julgado. [assinado digitalmente] ALEXANDRE KERN Presidente. [assinado digitalmente] JORGE VICTOR RODRIGUES Relator. Fl. 151DF CARF MF Impresso em 13/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/04/2012 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 29/04/20 12 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 02/05/2012 por ALEXANDRE KERN 2 EDITADO EM: 29/04/2012 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Alexandre Kern, Belchior Melo de Sousa, Hélcio Lafetá Reis, João Alfredo Eduão Ferreira, Jorge Victor Rodrigues e Juliano Eduardo Lirani Relatório Cuidam os autos de PER/DCOMP por meio do qual busca o contribuinte compensar débito de COFINS do período de julho/2003, no valor inicial de R$ 641.019,50, com crédito de mesma natureza, referente a pagamento a maior ou indevido do período de apuração junho/2003. A contribuinte vincula ao presente Pedido de Compensação pagamento, com vencimento em 15/07/2003, no valor de R$ 3.800.000,00 . A DRF em Brasília homologou parcialmente a compensação sob o fundamento de que o crédito não foi suficiente para compensar integralmente o débito solicitado. Irresignada, a interessada oferece Manifestação de Inconformidade, alegando que: a) a Infraero ao efetuar o pagamento de seus tributos, atendeu à legislação da ocasião do pagamento, agindo de boafé, e acreditando na boafé do Fisco. Abrigada na segurança jurídica e na legalidade administrativa, agiu segundo a lei, segura de que não se poderá repugnar o ato efetivado em conformidade com as normas regedoras da situação; b) nesse sentido, declarou na DCTF a compensação, meio hábil para efetivar essa declaração, segundo a legislação, da época, e no prazo de entrega desse documento. Portanto, espera seja reconhecida esta compensação, desde o momento real de sua ocorrência, qual seja, quando do vencimento do prazo para adimplemento da obrigação; c) também enviou PER/Dcomp retificadora, em 07/03/2008, incluindo o crédito de Cofins de maio de 2003 com correção de 1%, referente à atualização do crédito não pleiteada na original. Conclui que a multa e os juros não podem subsistir, pois as instruções normativas não especificaram qual o momento de entrega da PER/DCOMP, se na data de vencimento do tributo ou no momento de entrega da DCTF. Em face da manifestação de inconformidade, adveio o Acórdão proferido pela 4ª Turma da DRJ/BSA, que indeferiu por unanimidade, o intento da contribuinte, nos seguintes termos: ASSUNTO: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA Anocalendário: 2003 Compensação Possibilidade até no Limite do Crédito do Sujeito Passivo. Fl. 152DF CARF MF Impresso em 13/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/04/2012 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 29/04/20 12 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 02/05/2012 por ALEXANDRE KERN Processo nº 14033.000275/200755 Acórdão n.º 380302.543 S3TE03 Fl. 134 3 Comprovada nos autos a existência de crédito do sujeito passivo contra a Fazenda Nacional, para absorver o débito tributário, efetuase a compensação do débito tributário até no limite daquele crédito, dado que esta pressupõe existência de créditos para o encontro de contas débitos "versus" créditos. (sic) Compensação em Atraso — Exigência de Multa e Juros de Mora. Os débitos para com a União, decorrentes de tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal, não compensados nos prazos previstos na legislação especifica, serão acrescidos de multa e juros de mora. Declaração de Compensação Retificadora Admissibilidade Competência para Apreciar. Compete A DRF apreciar a admissibilidade ou não de Declaração de Compensação Retificadora. Solicitação Indeferida. Cientificada em 15/04/2009, a contribuinte interpôs Recurso Voluntário em 15/05/2009, guerreando o Acórdão proferido nos seguintes argumentos: a) ao proceder à verificação do crédito que poderia ser utilizado para compensação de débitos para com a Receita, agiu dentro das normas vigentes à época, da solicitação de compensação. A forma de compensação era via DCTF, e aguardavase a homologação do Fisco b) alega também, que “a própria Instrução Normativa n° 210, de 2002 não esclareceu qual o momento de entrega da Declaração de Compensação, se na data de pagamento do tributo, ou no momento de entrega da DCTF, dúvida que a época, nem mesmo os técnicos do plantão fiscal da Receita Federal souberam esclarecer.” Complementa que somente após a criação da PER/DCOMP é que essa confusão foi sanada. c) presumiu que o prazo para a entrega da declaração de compensação, via DCTF, seria o prazo previsto no art. 5° da IN n° 255/2002, que foi modificado várias vezes. d) aduz também que não se podem igualar os institutos da Declaração de Compensação, via PER/COMP, com a Solicitação de Compensação, ambas previstas no art. 74 da Lei 9.430/96. e) foram usadas, no julgamento da manifestação, Instruções Normativas que não estavam vigentes na época em que ocorreram os fatos. f) por fim, requer a reforma da Decisão guerreada, “para além de reconhecer os valores compensáveis, considerar a compensação do débito ocorrida quando do vencimento da obrigação, do que resultará a exatidão dos valores pagos pela INFRAERO naquela data, não restando, outrossim, valores a serem cobrados da Empresa.” É o relatório. Fl. 153DF CARF MF Impresso em 13/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/04/2012 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 29/04/20 12 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 02/05/2012 por ALEXANDRE KERN 4 Voto Conselheiro Jorge Victor Rodrigues O recurso é tempestivo e preenche os demais requisitos para sua admissibilidade pelo que dele tomo conhecimento. Insurge a contribuinte contra o Despacho Decisório que homologou parcialmente a compensação levada a efeito pela contribuinte haja vista que o crédito não foi suficiente para quitar o débito declarado. No seu sentir, a compensação deve ser homologada na sua integralidade posto que o débito foi compensado no vencimento, via informação na DCTF, sendo assim indevida a exigência de multa e juros de mora. Preliminarmente, cumpre esclarecer que a apresentação da Declaração de Compensação é direito subjetivo do contribuinte de uso facultativo. O direito à compensação encontrase previsto nos arts. 165 e 170, ambos do Código Tributário Nacional, senão vejamos: Art. 165. O sujeito passivo tem direito, independentemente de prévio protesto, à restituição total ou parcial do tributo, seja qual for a modalidade do seu pagamento, ressalvado o disposto no § 4º do artigo 162, nos seguintes casos: I cobrança ou pagamento espontâneo de tributo indevido ou maior que o devido em face da legislação tributária aplicável, ou da natureza ou circunstâncias materiais do fato gerador efetivamente ocorrido; Art. 170. A lei pode, nas condições e sob as garantias que estipular, ou cuja estipulação em cada caso atribuir à autoridade administrativa, autorizar a compensação de créditos tributários com créditos líquidos e certos, vencidos ou vincendos, do sujeito passivo contra a Fazenda pública. Como de sabença, o sujeito passivo que apurar crédito, inclusive os judiciais com trânsito em julgado, relativo a tributo ou contribuição administrado pela Secretaria da Receita Federal, passível de restituição ou de ressarcimento, poderá utilizálo na compensação de débitos próprios relativos a quaisquer tributos e contribuições administrados por aquele Órgão mediante a entrega, de declaração na qual constarão informações relativas aos créditos utilizados e aos respectivos débitos compensados. O artigo 74 da Lei n° 9.430/96, deu executoriedade no âmbito dos tributos federais, ao disposto no art. 170 do Código Tributário Nacional, e que consoante a doutrina dominante, não gera por si só, direito subjetivo à compensação. Assim, a compensação no âmbito de tributos federais, somente se materializa com a apresentação da competente Declaração de Compensação — DCOMP, ocasião em que ocorre a extinção do crédito tributário, sendo valorados os créditos e débitos recíprocos dos sujeitos ativo e passivo da relação jurídico tributária. Ocorre que apesar de não existir um prazo para a entrega da Dcomp na legislação tributária, justamente por tratase de um direito de uso facultativo, deverá o contribuinte transmitir a compensação, após o nascimento do indébito, em um prazo de 5 anos Fl. 154DF CARF MF Impresso em 13/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/04/2012 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 29/04/20 12 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 02/05/2012 por ALEXANDRE KERN Processo nº 14033.000275/200755 Acórdão n.º 380302.543 S3TE03 Fl. 135 5 a contar da data do fato gerador efetivamente ocorrido, sob pena de se operar a prescrição consumativa. Quando da verificação do encontro de contas, ou seja, da apuração do valor correspondente ao crédito e do valor do débito, a autoridade fiscal constatou que o crédito declarado não foi suficiente para quitar o débito em sua integralidade, por isso a homologação parcial. O DARF no valor de R$ 3.800.000,00 foi confirmado no sistema da RFB conforme se verifica em fls. 09. Destes, R$ 3.158.980,50 foram alocados ao débito da COFINS do período julho/2003. Já no PER/COMP n° 27475.08902.140803.1.3.044581, foi compensado somente o valor de R$ 519.551,09, conforme se observa em fls. 11, e não o valor total de R$ 524.746,60 confessado em DCTF. Daí a diferença de R$ 5.195,51 cobrada pelo sistema SIEF e a disponibilidade do saldo de R$ 635.823,99, ao invés dos R$ 641.019,51 solicitados. Tecidas estas considerações, observase que a contribuinte apenas apresentou a retificadora após ciência da cobrança da exação, o que se deu tãosomente em março de 2008 e sem reconhecer quaisquer acréscimos a este título. Sobre estes valores, incidem juros de mora e multa de mora, tal qual previsto no art. 61 da Lei 9.430/1996 que trazemos à colação a seguir: Art. 61. Os débitos para com a Unido, decorrentes de tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal, cujos fatos geradores ocorrerem a partir de PI de janeiro de 1997, não pagos nos prazos previstos na legislação especifica, serão acrescidos de multa de mora, calculada a taxa de trinta e três centésimos por cento, por dia de atraso. § 1° A multa de que trata este artigo será calculada a partir do primeiro dia subseqüente ao do vencimento cio prazo previsto para o pagamento do tributo ou da contribuição até o dia em que ocorrer o seu pagamento. § 2° 0 percentual de multa a ser aplicado fica limitado a vinte por cento. § 3º Sobre os débitos a que se refere este artigo incidirão juros de mora calculados taxa a que se refere o § 3° do art. 5', a partir do primeiro dia do mês subseqüente ao vencimento do prazo até o Ines anterior ao do pagamento e de um por cento no mês de pagamento. Portanto, não assiste razão à contribuinte tendo em vista que a apresentação da retificadora, embora dentro do quinquênio legal, somente ocorreu após o início do procedimento fiscal de apuração do crédito e débito, quando restou demonstrado a insuficiência de saldo credor para absorver a dívida com juros de mora e multa de mora consequentes do atraso. Ante o exposto, voto por NEGAR PROVIMENTO ao presente Recurso Voluntário e manter a decisão vergastada. [assinado digitalmente] Fl. 155DF CARF MF Impresso em 13/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/04/2012 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 29/04/20 12 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 02/05/2012 por ALEXANDRE KERN 6 Jorge Victor Rodrigues Relator Fl. 156DF CARF MF Impresso em 13/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/04/2012 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 29/04/20 12 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 02/05/2012 por ALEXANDRE KERN
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Numero do processo: 10680.723673/2009-20
Data da sessão: Wed Jul 11 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Ano-calendário: 2004, 2005, 2006, 2007
DESPESAS MÉDICAS. INDEDUTIBILIDADE.
Somente são dedutíveis as despesas com profissionais de saúde efetivamente comprovadas. A dedução de despesas médicas fica condicionada à comprovação da efetividade dos serviços ou dos correspondentes pagamentos, de modo a formar o convencimento de sua efetividade.
MULTA QUALIFICADA. CONFIGURAÇÃO. EVIDENTE INTUITO DE FRAUDE. INOCORRÊNCIA.
Incabível a aplicação de multa de oficio qualificada se não restar devidamente provado o evidente intuito de fraude, definido nos artigos 71, 72 e 73 da Lei n°4.502 de 30 de novembro de 1964.
Recurso Provido em Parte
Numero da decisão: 2802-001.740
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos DAR
PROVIMENTO PARCIAL ao recurso para excluir a qualificação da multa de ofício, nos termos do voto do relator.
Nome do relator: GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERNANDEZ
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Ano-calendário: 2004, 2005, 2006, 2007 DESPESAS MÉDICAS. INDEDUTIBILIDADE. Somente são dedutíveis as despesas com profissionais de saúde efetivamente comprovadas. A dedução de despesas médicas fica condicionada à comprovação da efetividade dos serviços ou dos correspondentes pagamentos, de modo a formar o convencimento de sua efetividade. MULTA QUALIFICADA. CONFIGURAÇÃO. EVIDENTE INTUITO DE FRAUDE. INOCORRÊNCIA. Incabível a aplicação de multa de oficio qualificada se não restar devidamente provado o evidente intuito de fraude, definido nos artigos 71, 72 e 73 da Lei n°4.502 de 30 de novembro de 1964. Recurso Provido em Parte
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INDEDUTIBILIDADE. Somente são dedutíveis as despesas com profissionais de saúde efetivamente comprovadas. A dedução de despesas médicas fica condicionada à comprovação da efetividade dos serviços ou dos correspondentes pagamentos, de modo a formar o convencimento de sua efetividade. MULTA QUALIFICADA. CONFIGURAÇÃO. EVIDENTE INTUITO DE FRAUDE. INOCORRÊNCIA. Incabível a aplicação de multa de oficio qualificada se não restar devidamente provado o evidente intuito de fraude, definido nos artigos 71, 72 e 73 da Lei n°4.502 de 30 de novembro de 1964. Recurso Provido em Parte Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos DAR PROVIMENTO PARCIAL ao recurso para excluir a qualificação da multa de ofício, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Jorge Cláudio Duarte Cardoso Presidente. (assinado digitalmente) German Alejandro San Martín Fernández Relator. EDITADO EM: 20/07/2012 Fl. 271DF CARF MF Impresso em 27/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/07/2012 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERN, Assinado digitalmente e m 20/07/2012 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERN, Assinado digitalmente em 16/08/2012 por JORGE CLA UDIO DUARTE CARDOSO 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Jorge Claudio Duarte Cardoso (Presidente), German Alejandro San Martín Fernández, Jaci de Assis Junior, Carlos André Ribas de Mello, Dayse Fernandes Leite e Sidney Ferro Barros. Relatório Versam os presentes autos sobre Recurso Voluntário no qual se discute apenas a glosa de despesas médicas com os profissionais Luiz Henrique Moreira Marinho, Maria Clara Lopes Rodrigues e Marismar Cristina Medeiros (fls. 5/7). Apreciada a Impugnação parcial do lançamento (fls. 169/171), o crédito tributário foi mantido por ocasião da decisão da 1ª instância (fls. 245/251), sob fundamento de que embora o contribuinte afirme que os serviços em questão foram prestados, para comprová los, juntou somente o que seriam as cópias dos Livros Caixa do profissional Luiz Henrique Moreira Marinho dos anoscalendário 2004 (fls. 185/200), 2005 (fls. 201/ 215) e 2006 (fls.216/240) e fichas clínicas do tratamento que haveria efetuado; não apresentou nenhum documento relativo à profissional Maria Clara. Ausente, portanto, elementos de prova apto a demonstrar, inequivocamente, que os serviços profissionais foram prestados e que os correspondentes pagamentos foram efetuados, o que levou a DRJ a ratificar o entendimento de que os documentos apresentados eram inidôneos. Foi mantida a aplicação da multa qualificada de 150%. Nas razões de Voluntário, o Recorrente reiterou pedido para aceitação das provas apresentadas, posto que idôneos para fins de reconhecimento da dedutibilidade das despesas médicas apresentadas (fls. 257/260). Era o de essencial a ser relatado. Passo a decidir. Voto Conselheiro German Alejandro San Martín Fernández, Relator Por tempestivo e presentes os demais pressupostos de admissibilidade, conheço do recurso. De acordo com o recurso interposto o objeto do litígio se resume à dedutibilidade das despesas médicas efetuadas com os profissionais Luiz Henrique Moreira Marinho, Maria Clara Lopes Rodrigues e Marismar Cristina Medeiros. Intimado a comprovar o efetivo pagamento das despesas médicas relativas aos profissionais indicados, o Recorrente apresentou à fiscalização somente recibos e supostas cópias de folhas dos livros caixas dos profissionais Marismar e Luiz Henrique. Não foram apresentados, em momento algum, elementos de prova aptos a demonstrar, inequivocamente, que os serviços profissionais foram prestados, de sorte a permitir a sua dedutibilidade. Fl. 272DF CARF MF Impresso em 27/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/07/2012 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERN, Assinado digitalmente e m 20/07/2012 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERN, Assinado digitalmente em 16/08/2012 por JORGE CLA UDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 10680.723673/200920 Acórdão n.º 2802001.740 S2TE02 Fl. 272 3 Por decorrer a presente ação fiscal de comprovada dedução de despesas médicas mediante recibos reconhecidamente falsos, fornecidos pela psicóloga Ana Maria Guimarães Martins, foi aplicada a multa qualificada de 150%. Ainda que a prova do efetivo pagamento não seja exigência legal para fins de dedutibilidade de despesas médicas, a exigência da microfilmagem dos cheques, exigida pela autoridade autuante, poderia ser suprida por declaração dos profissionais atestando a prestação dos serviços e o efetivo pagamento destes. Entretanto, o Recorrente se limitou a juntar cópias dos Livros Caixa do profissional Luiz Henrique Moreira Marinho dos anoscalendário 2004 (fls. 185/200), 2005 (fls. 201/ 215) e 2006 (fls.216/240) e fichas clínicas do tratamentos supostamente realizados. Não foram trazidos aos autos documentos relativos à profissional Maria Clara. Diante do contexto probatório apresentado, é de se concluir a indedutibilidade das despesas médicas glosadas e ora recorridas, por ausência de comprovação, mediante documentação hábil, da efetiva prestação de serviços. Por não se tratar a glosa de despesas objeto do presente recurso de recibos falsos fornecidos pela profissional Ana Maria Guimarães Martins, mas apenas de ausência de comprovação da efetiva prestação de serviços, excluo a multa de 150%, por não restar provado o intuito fraudulento, pressuposto legal da qualificação da multa. Nesse sentido, Conselho Administrativo de Recursos Fiscais CARF 2a. Seção 1a. Turma Especial, acórdão 280100.296: MULTA DE OFÍCIO QUALIFICADA CONFIGURAÇÃO EVIDENTE INTUITO DE FRAUDE INOCORRÊNCIA Incabível a aplicação de multa de oficio qualificada não estando devidamente configurado o evidente intuito de fraude, definido nos artigos 71, 72 e 73 da Lei n°4,502 de 30 de novembro de 1964. Ex positis, conheço do recurso e no mérito lhe dou parcial provimento, apenas para excluir a qualificação da multa. É como voto. (assinado digitalmente) German Alejandro San Martín Fernández Fl. 273DF CARF MF Impresso em 27/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/07/2012 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERN, Assinado digitalmente e m 20/07/2012 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERN, Assinado digitalmente em 16/08/2012 por JORGE CLA UDIO DUARTE CARDOSO 4 Fl. 274DF CARF MF Impresso em 27/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/07/2012 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERN, Assinado digitalmente e m 20/07/2012 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERN, Assinado digitalmente em 16/08/2012 por JORGE CLA UDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 10680.723673/200920 Acórdão n.º 2802001.740 S2TE02 Fl. 273 5 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA CÂMARA DA SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO TERMO DE INTIMAÇÃO Em cumprimento ao disposto no § 3º do art. 81 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria Ministerial nº 256, de 22 de junho de 2009, intimese o (a) Senhor (a) Procurador (a) Representante da Fazenda Nacional, credenciado junto à Segunda Câmara da Segunda Seção, a tomar ciência do Acórdão em epígrafe. Brasília/DF, 20 de julho de 2012 (assinado digitalmente) JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Presidente Segunda Turma Especial da Segunda Câmara/Segunda Seção Ciente, com a observação abaixo: (......) Apenas com ciência (......) Com Recurso Especial (......) Com Embargos de Declaração Data da ciência: _______/_______/_______ Procurador(a) da Fazenda Nacional Fl. 275DF CARF MF Impresso em 27/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/07/2012 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERN, Assinado digitalmente e m 20/07/2012 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERN, Assinado digitalmente em 16/08/2012 por JORGE CLA UDIO DUARTE CARDOSO
score : 1.0
Numero do processo: 10620.001322/2002-01
Turma: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Aug 10 00:00:00 UTC 2005
Data da publicação: Wed Aug 10 00:00:00 UTC 2005
Numero da decisão: 303-01.056
Decisão: RESOLVEM os membros da terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuinte, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência nos termos do voto do relator.
Matéria: ITR - ação fiscal - outros (inclusive penalidades)
Nome do relator: ZENALDO LOIBMAN
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Numero do processo: 10640.909382/2009-01
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Jun 26 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS - IPI
Período de apuração: 01/04/2008 a 30/06/2008
Ementa: IPI. RESSARCIMENTO. INSUMOS APLICADOS EM
PRODUTOS SITUADOS FORA DO CAMPO DE INCIDÊNCIA.
O direito ao aproveitamento, nas condições estabelecidas no art. 11 da Lei nº° 9.779, de 1999, do saldo credor do IPI decorrente da aquisição de matérias-primas, produtos intermediários e material de embalagens aplicados na industrialização de produtos, inclusive imunes, isentos ou tributados à alíquota zero, não alcança os insumos empregados em mercadorias não tributadas (N/T) pelo imposto. (Súmula CARF nº 20)
Recurso Voluntário Negado
Direito Creditório Não Reconhecido
Numero da decisão: 3803-003.082
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em
rejeitar a preliminar de nulidade arguida e, no mérito, negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado.
Nome do relator: ALEXANDRE KERN
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS - IPI Período de apuração: 01/04/2008 a 30/06/2008 Ementa: IPI. RESSARCIMENTO. INSUMOS APLICADOS EM PRODUTOS SITUADOS FORA DO CAMPO DE INCIDÊNCIA. O direito ao aproveitamento, nas condições estabelecidas no art. 11 da Lei nº° 9.779, de 1999, do saldo credor do IPI decorrente da aquisição de matérias-primas, produtos intermediários e material de embalagens aplicados na industrialização de produtos, inclusive imunes, isentos ou tributados à alíquota zero, não alcança os insumos empregados em mercadorias não tributadas (N/T) pelo imposto. (Súmula CARF nº 20) Recurso Voluntário Negado Direito Creditório Não Reconhecido
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RESSARCIMENTO. INSUMOS APLICADOS EM PRODUTOS SITUADOS FORA DO CAMPO DE INCIDÊNCIA. O direito ao aproveitamento, nas condições estabelecidas no art. 11 da Lei nº° 9.779, de 1999, do saldo credor do IPI decorrente da aquisição de matérias primas, produtos intermediários e material de embalagens aplicados na industrialização de produtos, inclusive imunes, isentos ou tributados à alíquota zero, não alcança os insumos empregados em mercadorias não tributadas (N/T) pelo imposto. (Súmula CARF nº 20) Recurso Voluntário Negado Direito Creditório Não Reconhecido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em rejeitar a preliminar de nulidade arguida e, no mérito, negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Alexandre Kern Presidente e Relator Participaram ainda do presente julgamento os conselheiros Belchior Melo de Sousa, Hélcio Lafetá Reis, João Alfredo Eduão Ferreira, Juliano Eduardo Lirani e Jorge Victor Rodrigues. Fl. 226DF CARF MF Impresso em 18/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/06/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 26/06/2012 por A LEXANDRE KERN 2 Relatório O estabelecimento industrial de Esdeva Indústria Gráfica S/A formulou Pedido de Restituição/ Declaração de Compensação PER/DCOMP, visando ao reconhecimento de direito creditório referente ao saldo credor do Imposto sobre Produtos Industrializados IPI, no período compreendido entre 01/10/2002 a 30/09/2005 e entre 01/10/2005 e 30/09/2008. Em decorrência do pleito, a DRFJuiz de Fora/MG emitiu o Mandado de Procedimento Fiscal – Fiscalização nº 06.1.04.002009000978, com fito de verificar a legitimidade dos saldos credores de IPI apurados nos trimestres referidos. O Relatório Fiscal acostado aos autos deu conta das seguintes irregularidades nos trimestres de interesse: Créditos por entrada de insumos aplicados em produtos NT A Fiscalização constatou que o contribuinte, estabelecimento que industrializa, simultaneamente, produtos tributados e não tributados (NT), não manteve controle de estoque da quantidade de insumos aplicados em produtos tributados e não tributados. Em razão disso e em face de resposta a Intimação no sentido de que o contribuinte tinhase como desobrigado de manter tal controle, procedeuse ao devido estorno, no Sistema de Controle de Créditos e Compensações (SCC), dos créditos originários da aquisição de insumos destinados à fabricação de produtos NT. Tendo em vista que o estabelecimento utilizou insumos comuns na fabricação de produtos tributados e produtos não tributados (com direito e sem direito a manutenção de créditos), o estorno seguiu o procedimento previsto no art. 3° da Instrução Normativa SRF nº 033 de 04 de março 19991. Para tanto, 1) apurouse o valor das saídas de produtos tributados e não tributados, nos três meses imediatamente anteriores ao período de apuração a considerar, considerando a planilha fornecida pelo contribuinte contendo as receitas consolidadas de vendas, por período de apuração, de cada produto industrializado pelo estabelecimento, 2) calculouse a relação percentual entre as saídas de produtos não tributados e as saídas totais de produtos industrializados, e; 3) aplicouse esse percentual sobre o valor total dos créditos do período de apuração a considerar, relativos às aquisições de insumos com destinação comum, com vistas a apurar o valor de créditos decorrentes dos insumos aplicados em produtos NT a ser estornado no SCC. As glosas estão relacionadas na planilha "Demonstrativo de Glosas". Créditos extemporâneos Créditos extemporâneos relativos ao 3° trimestre de 2003 Em PER/Dcomp retificador, o contribuinte declarou R$ 663.953,59 de créditos extemporâneos referentes ao período de janeiro de 1999 a dezembro de 2002. Instado a apresentar os documentos fiscais comprobatórios do crédito, o contribuinte deixou de fazêlo quanto aos períodos de apuração do anocalendário de 1999. Por essa razão, a Fiscalização declarou ilegítimos os créditos do IPI desamparados de documentação competente, no 1 "Dos créditos inerentes aos insumos (MP, PI, ME) com destinação comum Art. 3° Poderão ser calculados proporcionalmente, corn base no valor das s aídas dos produtos fabricados pelo estabelecimento industrial nos três meses imediatamente anteriores ao período de apuração a considerar, os créditos decorrentes de entradas de MP, PI e ME, empregados indistintamente na industrialização de produtos que gozem ou não do direito à manutenção e utilização do crédito." Fl. 227DF CARF MF Impresso em 18/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/06/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 26/06/2012 por A LEXANDRE KERN Processo nº 10640.909382/200901 Acórdão n.º 380303.082 S3TE03 Fl. 12 3 montante de R$ 226.398,02, conforme planilha intitulada "CRED. EXTEMP. (NF não apresent)". Além desses, no período em questão, a Fiscalização também glosou créditos decorrentes: a) de aquisição de insumos junto a estabelecimentos varejistas, não contribuintes do imposto, como se atacadistas fossem, no montante de R$ 29.204,95; b) de diferenças apuradas entre os reais valores de créditos destacados nos document6s fiscais e os lançados no livro Registro de Apuração do IPI, no montante de R$ 7.907,23; c) de aquisição de insumos de alíquota igual a zero, no montante de R$ 2.725,00; d) de aquisição de insumos adquiridos de fornecedores optantes pelo Simples, no montante de R$ 253,68; Assim, do total de R$ 663.953,59 de créditos extemporâneos relativos ao 3° trimestre de 2003, reconheceuse como legitimo o montante de R$ 397.464,71. Desse total foram estornados os créditos originários da aquisição de insumos destinados fabricação de produtos NT, em procedimento idêntico ao descrito no item anterior. Os ajustes estão demonstrados na planilha intitulada "Demonstrativo de Glosas. Créditos extemporâneos relativos ao 2° trimestre de 2004 Em PER/Dcomp retificador, o contribuinte declarou R$ 117.111,15 de créditos extemporâneos referentes ao período de janeiro de 2003 a março de 2004. Após análise da documentação que amparava o creditamento, apresentada em resposta a intimação, foram objeto de glosa os créditos decorrentes: a) de aquisição de insumos junto a estabelecimentos varejistas, não contribuintes do imposto, como se atacadistas fossem, no montante de R$ 10.867,44; b) de aquisição de insumos adquiridos de fornecedores optantes pelo Simples, no montante de R$ 122,28; c) de documentos fiscais de aquisição cujos créditos do IPI já foram aproveitados pelo contribuinte à época própria, no montante de R$ 21.649,13; d) de aquisição de insumos de alíquota igual a zero, no montante de R$ 10.654,63; e) de aquisição de insumos isentos, no montante de R$ 2.028,68; Fl. 228DF CARF MF Impresso em 18/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/06/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 26/06/2012 por A LEXANDRE KERN 4 f) de aquisição de produtos que não são considerados insumos por não se enquadrarem no conceito de matériaprima, produto intermediário e material de embalagem estabelecido nas normas que regem o IPI, no montante de R$ 2.745,44; g) de não apresentação de documentação fiscal, no montante de R$ 2.550,51 Assim, do total de R$ 117.111,15 de créditos extemporâneos relativos ao 2° trimestre de 2004, reconheceuse como legitimo o montante de R$66.493,04, do qual, da mesma forma, foram estornados os créditos originários da aquisição de insumos destinados fabricação de produtos não tributados (NT), em procedimento idêntico ao já descrito. O demonstrativo da glosa de créditos efetuada na 2ª quinzena de junho de 2004, encontrase na planilha intitulada "Demonstrativo de Glosas”. Irregularidades constatadas nos créditos escriturados nos demais períodos de apuração Além da falta de estorno dos créditos aplicados na fabricação de produtos NT, nos períodos de apuração compreendidos entre 01/10/2005 a 30/09/2008, a Fiscalização procedeu a glosas nos créditos referentes a: a) Créditos do IPI aproveitados pelo contribuinte relativos à aquisição de insumos a fornecedores optantes pelo Simples; b) Créditos do IPI aproveitados pelo contribuinte relativos a aquisição de insumos de alíquota zero; c) Diferença de crédito do IPI apurada entre o real valor destacado no documento fiscal abaixo discriminado e o lançado no livro Registro de Apuração do IPI; d) Créditos do IPI aproveitados pelo contribuinte relativos à aquisição de insumos imunes, pelos quais nada foi pago de imposto. Procedida à glosa, a Fiscalização aplicou o percentual apurado nos moldes do art. 3º da INSRF nº 33, de 1999, a fim de segregar os insumos aplicados em produtos tributados dos aplicados em produtos NT e recalcular os saldos credores trimestrais passíveis de ressarcimento: Fl. 229DF CARF MF Impresso em 18/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/06/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 26/06/2012 por A LEXANDRE KERN Processo nº 10640.909382/200901 Acórdão n.º 380303.082 S3TE03 Fl. 13 5 Em razão dessas irregularidades, emergiu saldo credor de IPI em montante insuficiente para a pretensão do contribuinte, motivo pelo qual, em Despacho Decisório eletrônico, deferiuse parcialmente o ressarcimento pleiteado e homologouse as compensações somente até o limite do valor do direito creditório reconhecido. Sobreveio reclamação, por meio da qual o contribuinte A 3ª Turma da DRJ/JFA julgou a Manifestação de Inconformidade improcedente. O Acórdão nº 09036.626, de 26 de agosto de 2011, teve ementa vazada nos seguintes termos: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS — IPI Período de apuração: 01/04/2008 a 30/06/2008 IPI. RESSARCIMENTO DE CRÉDITOS. PRODUTOS NT O direito ao crédito do IPI condicionase a que os produtos estejam dentro do campo de incidência do imposto, o que não ocorre quando os mesmos são nãotributados (NT), na forma do parágrafo único, do artigo 2° do RIPI/98 (Decreto n° 2.637, de 1998) ou do RIPI/2002 (Decreto n° 4.544, de 2002). IN SRF nº 33, de 1999. IMUNIDADE. ALCANCE A imunidade prevista no art. 40 da Instrução Normativa nº 33, de 1999 regula apenas as saídas de produtos insertos no campo de incidência do IPI que, por estarem destinados ã exportação, se submetem à imunidade tributária indicada no inciso VI, alínea "d", do art.150 da Constituição Federal. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Cuidase agora de recurso voluntário contra a decisão da 3ª Turma da DRJ/JFA. O arrazoado de fls. s/nº, após protesto de tempestividade e síntese dos fatos relacionados com a lide, Pede provimento de modo que seja reconhecido o crédito referente a insumos aplicados em produtos NT, devidamente atualizado, e, por conseguinte, o seu direito de se ressarcir destes valores. É o Relatório. Voto Conselheiro Alexandre Kern, Relator Presentes os pressupostos recursais, a petição de fls. s/nº merece ser conhecida como recurso voluntário contra o Acórdão DRJJFA3ª Turma nº 09036.626, de 26 de agosto de 2011. Fl. 230DF CARF MF Impresso em 18/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/06/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 26/06/2012 por A LEXANDRE KERN 6 Matéria controvertida A matéria devolvida a esta Turma recursal cingese à possibilidade de creditamento por entrada de insumos aplicados em produtos situados fora do campo de incidência do IPI (notação “NT” na Tabela de Incidência do Imposto sobre Produtos Industrializados – TIPI. Crédito por entradas de insumos aplicados em produtos NT A propósito, a matéria já tem tratamento pacificado na instância recursal administrativa, desde o tempo do extinto Conselho de Contribuintes. Atualmente, a Súmula CARF nº 20 (DOU nº 244, de 22 de dezembro de 2009) veda expressamente o creditamento do IPI nas aquisições de insumos aplicados em produtos NT: Súmula CARF Nº 20 Não há direito aos créditos de IPI em relação às aquisições de insumos aplicados na fabricação de produtos classificados na TIPI como NT Conclusão Em face do exposto, nego provimento ao recurso. Sala das Sessões, em 26 de junho de 2012 Alexandre Kern Fl. 231DF CARF MF Impresso em 18/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/06/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 26/06/2012 por A LEXANDRE KERN Processo nº 10640.909382/200901 Acórdão n.º 380303.082 S3TE03 Fl. 14 7 Ministério da Fazenda Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Terceira Seção Terceira Câmara TERMO DE ENCAMINHAMENTO Processo nº: 10640.909382/200901 Interessada: ESDEVA INDÚSTRIA GRÁFICA S/A Encaminhemse os presentes autos à unidade de origem, para ciência à interessada do teor do Acórdão no 380303.082, de 26 de junho de 2012, da 3a. Turma Especial da 3a. Seção e demais providências. Brasília DF, em 26 de junho de 2012. [Assinado digitalmente] Alexandre Kern 3a Turma Especial da 3a Seção Presidente Fl. 232DF CARF MF Impresso em 18/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/06/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 26/06/2012 por A LEXANDRE KERN
score : 1.0
Numero do processo: 10980.914113/2009-06
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Jul 18 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Processo Administrativo Fiscal
Período de apuração: 01/05/2005 a 31/05/2005
DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. CRÉDITO. PROVA. ÔNUS DO
DECLARANTE.
É ônus do sujeito passivo comprovar as alegações contidas em sua defesa, sobretudo tratando-se de utilização, em declaração de compensação, de crédito de pagamento que considera indevido.
Assunto: Normas de Direito Tributário
Período de apuração: 01/05/2005 a 31/05/2005
DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. CRÉDITO. FALTA DE
COMPROVAÇÃO DO CRÉDITO. NÃO HOMOLOGAÇÃO.
Inexistindo comprovação do direito creditório informado na Declaração de Compensação deve ser não homologada a compensação declarada.
Numero da decisão: 3803-003.249
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar
provimento ao recurso, nos termos do voto do relator.
Nome do relator: BELCHIOR MELO DE SOUSA
1.0 = *:*
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ementa_s : Processo Administrativo Fiscal Período de apuração: 01/05/2005 a 31/05/2005 DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. CRÉDITO. PROVA. ÔNUS DO DECLARANTE. É ônus do sujeito passivo comprovar as alegações contidas em sua defesa, sobretudo tratando-se de utilização, em declaração de compensação, de crédito de pagamento que considera indevido. Assunto: Normas de Direito Tributário Período de apuração: 01/05/2005 a 31/05/2005 DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. CRÉDITO. FALTA DE COMPROVAÇÃO DO CRÉDITO. NÃO HOMOLOGAÇÃO. Inexistindo comprovação do direito creditório informado na Declaração de Compensação deve ser não homologada a compensação declarada.
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Recorrida FAZENDA NACIONAL Assunto: Processo Administrativo Fiscal Período de apuração: 01/05/2005 a 31/05/2005 DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. CRÉDITO. PROVA. ÔNUS DO DECLARANTE. É ônus do sujeito passivo comprovar as alegações contidas em sua defesa, sobretudo tratandose de utilização, em declaração de compensação, de crédito de pagamento que considera indevido. Assunto: Normas de Direito Tributário Período de apuração: 01/05/2005 a 31/05/2005 DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. CRÉDITO. FALTA DE COMPROVAÇÃO DO CRÉDITO. NÃO HOMOLOGAÇÃO. Inexistindo comprovação do direito creditório informado na Declaração de Compensação deve ser não homologada a compensação declarada. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Alexandre Kern Presidente (assinado digitalmente) Belchior Melo de Sousa Relator Participaram, ainda, da sessão de julgamento os conselheiros Hélcio Lafetá Reis, João Alfredo Eduão Ferreira, Juliano Eduardo Lirani e Jorge Victor Rodrigues. Fl. 240DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/08/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 01/08/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 05/08/2012 por ALEXANDRE KERN 2 Relatório Trata o presente de recurso voluntário contra o Acórdão de nº 0633.738, de 14 de setembro de 2011, da DRJCuritiba/PR, fls. s/nº, que considerou improcedente a manifestação de inconformidade. A Contribuinte transmitiu a Declaração de Compensação nº 23966.06043.280406.1.3.047142, fl. 05 a 10, em 28/04/2006, por meio da qual compensou débitos de CSLL do 1º Trim/2006. Na DComp foi utilizado o crédito de pagamento indevido no valor de R$ 8.117,93, relativo à Cofins do mês de maio/2005, do total recolhido de R$ 9.550,30 A DRFCuritiba, não homologou a compensação, por meio do despacho decisório de 11/05/2009, fl. 01, fundada no fato de que o DARF discriminado na DComp fora integralmente utilizado para quitação do débito de Cofins do período de apuração de maio de 2005, não restando saldo de crédito disponível para a compensação do débito indicado. A interessada apresentou manifestação de inconformidade, fls. 11 a 16, em que alegou que: a) dentre as atividades desenvolvidas, realiza a prestação de serviços para armadores estrangeiros e, até pouco tempo, desconhecia a lei que traz o benefício da não incidência da contribuição para o Pis/Pasep e da Cofins sobre receitas decorrentes das operações de prestação de serviços para pessoa física ou jurídica residente ou domiciliada no exterior, cujo pagamento represente ingresso de divisas; b) os armadores estrangeiros são representados no território nacional por empresas brasileiras. Os pagamentos efetuados a estes representantes são suportados pelo primeiro, conforme a legislação brasileira, que remete previamente ao país divisas suficientes para fazer frente às despesas assumidas com a passagem de seus navios por águas e portos nacionais; c) as Leis nº 10.637/2002 e nº 10.833/2003 exigem somente duas condições para a não incidência das contribuições: que o tomador, pessoa física ou jurídica, esteja domiciliado no exterior, e que o pagamento seja realizado em moeda conversível; d) os serviços prestados para armadores estrangeiros atendem a estas duas condições, embora o serviço seja executado totalmente em território brasileiro e aqui seja verificado o seu resultado, uma vez que o tomador está domiciliado no exterior e sua contraprestação acarreta a entrada de divisas; e) os representantes são meros repassadores de recursos do exterior, atuando em nome dos armadores, por imposição das leis brasileiras, e que esta intermediação não é suficiente para descaracterizar a não incidência das contribuições, uma vez que toda atividade exercida pela empresa é desenvolvida exclusivamente para uma empresa estrangeira; f) existe um nexo causal entre o pagamento que representa a entrada de divisas e a prestação de serviços à pessoa estrangeira, e que este nexo é evidenciado pela legislação do Bacen, a qual autoriza esse tipo de transação; Fl. 241DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/08/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 01/08/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 05/08/2012 por ALEXANDRE KERN Processo nº 10980.914113/200906 Acórdão n.º 3803003.249 S3TE03 Fl. 2 3 g) preenche todos os requisitos para fazer jus ao benefício e relatou que ingressara com o pedido de restituição e compensação dos valores não prescritos. Indicou o valor do faturamento com a prestação de serviços ao armador estrangeiro, o valor da contribuição que entende ter pago indevidamente e a correção do indébito até a data da apresentação da DComp. h) ressaltou que as notas fiscais de prestação de serviços permitem correlacionar a atividade que desenvolve à desenvolvida pelos armadores estrangeiros em águas nacionais e que as disponibilizará para conferência no momento em que forem requisitadas. Com esses argumentos a interessada requereu o acolhimento da manifestação de inconformidade, o cancelamento do procedimento administrativo adotado pela DRF/Curitiba e a homologação da compensação declarada. Em julgamento da lide, a DRJCuritiba destacou que a compensação tributária pressupõe que o sujeito passivo tenha um crédito líquido e certo contra a Fazenda Pública, conforme dispõe o art. 170 do Código Tributário Nacional (CTN). Sob essa premissa legal, sustentou que a Contribuinte não trouxe ao processo qualquer prova material ou documental para amparar sua principal alegação de direito ao crédito decorrente da não incidência da contribuição sobre as receitas de prestação de serviços a pessoa jurídica domiciliada no exterior, conforme exigida pelo art. 16, III, do Decreto n° 70.235/72 e do artigo 333, do Código de Processo Civil. Aduziu que a manifestante fez juntar ao processo um simples demonstrativo de apuração do crédito, o qual traz a indicação das notas fiscais relativas aos serviços prestados, tendose colocado à disposição para a sua apresentação posterior. Cientificada da decisão em 17 de outubro de 2011, irresignada, a interessada apresentou recurso voluntário em 09 de novembro de 2012, em que repisa os mesmos termos da manifestação de inconformidade e anexa cópias dos contratos anuais de prestação de serviço de agenciamento marítimo, firmados com o armador estrangeiro, P&O Nedlloyd. É o relatório. Voto Conselheiro Relator Belchior Melo de Sousa O recurso é tempestivo, e atende a todos os requisitos para sua admissibilidade, portanto dele conheço. A suma dos argumentos da Recorrente é que o pagamento da COFINS utilizado como crédito na DComp sob análise foi calculado sobre receitas de prestação de serviços para pessoa jurídica localizada no exterior, representativa ingresso de divisas, não sujeitas à incidência das contribuições, a teor do do art. 6º, inciso II, da Lei nº 10.833/2003, verbis: Fl. 242DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/08/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 01/08/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 05/08/2012 por ALEXANDRE KERN 4 Art. 6º A COFINS não incidirá sobre as receitas decorrentes das operações de: [...] II prestação de serviços para pessoa física ou jurídica residente ou domiciliada no exterior, cujo pagamento represente ingresso de divisas; (Redação dada pela Lei nº 10.865, de 2004) A razão de decidir da DRJ/Curitiba resumese na falta de comprovação do alegado pela manifestante. Com efeito, a Interessada não respaldou a defesa com documentação contábil e fiscal, únicos elementos autorizados legalmente para aferição de bases de cálculo, para identificação das receitas, de sorte a, no caso, viabilizar a verificação de não incidência da contribuição sobre a exclusiva receita de prestação de serviços ao armador estrangeiro que a Interessada representa no Brasil. A decisão recorrida observou: “a contribuinte [...] juntou ao processo, desacompanhado de documentação contábil e fiscal comprobatória, um simples demonstrativo de apuração do crédito”. No recurso voluntário, reitero, a declarante replica o mesmo argumento trazido na manifestação de inconformidade, e nele agrega o mesmo demonstrativo do crédito utilizado na DComp, em que apresenta a receita auferida do armador estrangeiro e o valor do pagamento indevido da contribuição. Informou a Defendente, em ambas as instâncias, que “dentre as atividades desenvolvidas realiza a prestação de serviços para armadores estrangeiros”. Suas atividades estão descritas no objeto social, constante da cláusula terceira do contrato social consolidado, fl. 24, anexo ao recurso voluntário, ipsis litteris: Agência Marítima, Entidade Estivadora, Operadora Portuária, Agenciamento de navios, Representações Comerciais, Comissária de Despachos Aduaneiros, Prestação de Serviços e Assessoria Técnica em cargas e encomendas e Participações Societárias em outras empresas. Como representante do armador, esta pessoa jurídica, além de angariar cargas para a sua Contratante, executa todos os procedimentos que têm pertinência com o movimento dessas cargas, inclusive quanto à contratação de transporte rodoviário e serviços de armazéns, segundo os termos do contrato de prestação de serviços firmado com a P&O Nedlloyd. Para fazer frente ao cumprimento do contrato, a Agência Marítima Transatlântica movimenta duas contas bancárias. A primeira, para controle do custeio da atividade da Contratante, P&O Nedlloyd, intermediada pela Contratada. A segunda, para as remessas de receitas da Contratante. Os registros contábeis, notadamente contas a pagar, contas a receber e caixa, são feitos separadamente dos da Contratada, de modo que a posição financeira líquida da Contratante possa ser estabelecida a qualquer tempo, consoante cláusula do contrato. Dos termos avençados no contrato deflui a preponderante característica da Agência Marítima Transatlântica como repassadora de recursos financeiros da P&O Nedlloyd para cobertura dos custos e despesas desta nas operações relativas aos fretamentos, serviços de intermediação pelos quais, podese ter como certo, aufere suas próprias receitas representantes de ingressos de divisas. Fl. 243DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/08/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 01/08/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 05/08/2012 por ALEXANDRE KERN Processo nº 10980.914113/200906 Acórdão n.º 3803003.249 S3TE03 Fl. 3 5 Contudo, não se perca de vista o leque de atividades previsto no objeto social da Agência Marítima Transatlântica Ltda., a indicar a possibilidade da existência de outras relações de negócios, além da que estabelece com a P&O Nedlloyd, sujeitas à incidência da contribuição, como o prova o débito que a Interessada reconhece como efetivo em cada período de apuração. Dessas observações acima registradas, ressalta a insuficiência do único elemento que a Defendente trouxe na manifestação de inconformidade, vale dizer, o demonstrativo espelhado acima, para demonstrar a propriedade e a medida das receitas de prestação de serviços desta Contratada exclusivamente decorrente do contrato em foco. Mesmo indicado na decisão recorrida que os elementos de prova consubstanciavamse na escrita ou documentação contábil e fiscal, a Recorrente não suprimiu esta lacuna no recurso voluntário, limitandose a anexar cópias dos contratos de prestação de serviços à P&O Nedlloyd, ineptos para aferição dos valores controversos e, portanto, para ateste da verossimilhança das alegações. Assim, nada a reparar na decisão recorrida, que a mantenho por seus próprios fundamentos, o art. 16 do Decreto nº 70.235/72 e a art. 333 do CPC1, segundo os quais é ônus da Defendente carrear aos autos a prova de sua alegação de ser detentora de crédito perante a RFB, não cabendo a este Órgão provêla em substituição àquela, mediante diligência, coligindo os elementos de sua escrita contábil e fiscal, que são de privativo conhecimento da Interessada e se encontram sob seu estrito controle. Em vista do exposto, voto por negar provimento ao recurso. Sala das sessões, 18 de julho 2012 (assinado digitalmente) Belchior Melo de Sousa 1 Art. 16. A impugnação mencionará: (...) III os motivos de fato e de direito em que se fundamenta, os pontos de discordância e as razões e provas que possuir. (...) Art. 333. O ônus da prova incumbe: I – ao autor, quanto ao fato constitutivo do seu direito; II – ao réu, quanto à existência de fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor. Fl. 244DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/08/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 01/08/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 05/08/2012 por ALEXANDRE KERN 6 Ministério da Fazenda Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Terceira Seção Terceira Câmara TERMO DE ENCAMINHAMENTO Processo nº: 10980.914113/200906 Interessada: AGENCIA MARÍTIMA TRANSATLÂNTICA LTDA. Encaminhemse os presentes autos à unidade de origem, para ciência à interessada do teor do Acórdão no 3803003.249, de 18 de julho de 2012, da 3a. Turma Especial da 3a. Seção e demais providências. Brasília DF, em 18 de julho de 2012. [Assinado digitalmente] Alexandre Kern 3a Turma Especial da 3a Seção Presidente Fl. 245DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/08/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 01/08/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 05/08/2012 por ALEXANDRE KERN
score : 1.0
Numero do processo: 13562.000100/2005-35
Turma: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Jun 12 00:00:00 UTC 2007
Data da publicação: Tue Jun 12 00:00:00 UTC 2007
Numero da decisão: 303-01.317
Decisão: RESOLVEM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto do relator. Vencidos os Conselheiros Tarásio Campelo Borges, Silvio Marcos Barcelos Fiúza e Marciel Eder Costa.
Matéria: DCTF - Multa por atraso na entrega da DCTF
Nome do relator: LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO
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Numero do processo: 10680.019767/2007-39
Turma: Primeira Turma Extraordinária da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Aug 25 00:00:00 UTC 2020
Data da publicação: Tue Oct 13 00:00:00 UTC 2020
Ementa: ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Ano-calendário: 2003
EFEITOS DA IMPUGNAÇÃO INTEMPESTIVA.
A impugnação intempestiva não instaura a fase litigiosa do procedimento administrativo, sendo inadmissível o recurso voluntário interposto contra acórdão proferido pela DRJ, que nega conhecimento das razões de fato e de direito expostas em impugnação intempestiva.
Numero da decisão: 2001-003.628
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do Recurso Voluntário.
(documento assinado digitalmente)
Honório Albuquerque de Brito - Presidente
(documento assinado digitalmente)
André Luis Ulrich Pinto - Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: André Luís Ulrich Pinto, Honório Albuquerque de Brito e Marcelo Rocha Paura.
Nome do relator: ANDRE LUIS ULRICH PINTO
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ementa_s : ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Ano-calendário: 2003 EFEITOS DA IMPUGNAÇÃO INTEMPESTIVA. A impugnação intempestiva não instaura a fase litigiosa do procedimento administrativo, sendo inadmissível o recurso voluntário interposto contra acórdão proferido pela DRJ, que nega conhecimento das razões de fato e de direito expostas em impugnação intempestiva.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do Recurso Voluntário. (documento assinado digitalmente) Honório Albuquerque de Brito - Presidente (documento assinado digitalmente) André Luis Ulrich Pinto - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: André Luís Ulrich Pinto, Honório Albuquerque de Brito e Marcelo Rocha Paura.
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A impugnação intempestiva não instaura a fase litigiosa do procedimento administrativo, sendo inadmissível o recurso voluntário interposto contra acórdão proferido pela DRJ, que nega conhecimento das razões de fato e de direito expostas em impugnação intempestiva. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do Recurso Voluntário. (documento assinado digitalmente) Honório Albuquerque de Brito - Presidente (documento assinado digitalmente) André Luis Ulrich Pinto - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: André Luís Ulrich Pinto, Honório Albuquerque de Brito e Marcelo Rocha Paura. Relatório Trata-se de notificação de lançamento, lavrada em 29 de outubro de 2007, ano- calendário 2003, exercício 2004, por meio da qual exige-se da Recorrente o valor de R$ 5.046,93, acrescido de multa de ofício e demais consectários legais, a título de IRPF, diante de dedução de dependente, glosado em R$ 3.816,00, dedução indevida de despesas médicas, no valor de R$ 21.144,16, dedução indevida de previdência privada e Fapi, totalizando R$ 7.375,38 e dedução indevida de despesas com instrução, no montante de R$ 3.996,00. Devidamente notificada, a ora Recorrente apresentou impugnação alegando, em síntese, que os cálculos das glosas sejam revistos ou anulados com base nos documentos anexados pela contribuinte. A Recorrente instruiu a sua impugnação com os seguintes documentos: (i) certidão de nascimento de suas duas filhas (fls. 14 e 15); (ii) documentos de identificação (fls. 16 AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 68 0. 01 97 67 /2 00 7- 39 Fl. 53DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 2 do Acórdão n.º 2001-003.628 - 2ª Sejul/1ª Turma Extraordinária Processo nº 10680.019767/2007-39 a 19); (iii) comprovante de rendimentos da empresa CEMIG (fls. 22); (iv) declaração de ajuste anual (fls. 27 a 29). Na ocasião do julgamento da impugnação apresentada pela Recorrente, a 6ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Belo Horizonte, proferiu o acórdão 02-25.216 – 6ª Turma da DRJ/BHE, entendendo por não conhecer a petição, nos termos do relatório, uma vez que a impugnação foi apresentada intempestivamente. Irresignada com o v. acórdão a quo, a Recorrente interpôs recurso voluntário, limitando-se a reiterar as alegações de mérito já apresentadas em sua impugnação e a juntar a declaração de pagamento ao Colégio Regina Pacis. Voto Conselheiro André Luis Ulrich Pinto, Relator. Como se verifica dos autos do presente processo administrativo, a impugnação da Recorrente não foi conhecida por ter sido apresentada intempestivamente. Entendeu a DRJ/BHE ao proferir o acórdão a quo que a impugnação foi apresentada intempestivamente, tendo ocorrido assim a preclusão temporal, que impossibilitaria a análise do mérito, por não ter sido instaurada a fase litigiosa. De fato, conforme ao que se verifica do aviso de recebimento (fls. 30), a Recorrente foi intimada do auto de infração no dia 07/11/2007 (quarta feira). Como é cediço, por força do art. 5º, do Decreto nº 70.235/72, na contagem dos prazos no processo administrativo tributário, exclui-se o dia de início e inclui-se o de vencimento. Assim, o prazo de 30 dias previsto no art. 15, do mesmo Decreto nº 70.235/72, teve início no dia 08/12/2007 (quinta feira), encerrando-se no dia 07/12/2007 (sexta feira). Ocorre que a impugnação foi apresentada, apenas, no dia 10/12/2007, assistindo razão à Turma Julgadora a quo ao considerar-lhe intempestiva. Dessa forma, sendo intempestiva a impugnação, é evidente que operou-se a preclusão temporal no caso em questão, não havendo se instaurada a fase litigiosa do procedimento, nos termos do art. 14, do Decreto nº 70.235/72, sendo imperioso, portanto, o não conhecimento do presente recurso voluntário. Conclusão Diante do exposto, voto por não conhecer do recurso voluntário. (documento assinado digitalmente) André Luis Ulrich Pinto Fl. 54DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 3 do Acórdão n.º 2001-003.628 - 2ª Sejul/1ª Turma Extraordinária Processo nº 10680.019767/2007-39 Fl. 55DF CARF MF Documento nato-digital
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