Busca Facetada
Turma- Terceira Câmara (29,283)
- Segunda Câmara (27,810)
- Primeira Câmara (25,087)
- Segunda Turma Ordinária d (18,050)
- Primeira Turma Ordinária (16,516)
- Primeira Turma Ordinária (16,445)
- Primeira Turma Ordinária (16,325)
- 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR (16,296)
- Segunda Turma Ordinária d (16,024)
- Segunda Turma Ordinária d (14,547)
- Primeira Turma Ordinária (13,115)
- Primeira Turma Ordinária (12,572)
- Segunda Turma Ordinária d (12,545)
- Quarta Câmara (11,514)
- Primeira Turma Ordinária (11,508)
- Quarta Câmara (85,851)
- Terceira Câmara (68,403)
- Segunda Câmara (57,284)
- Primeira Câmara (21,503)
- 3ª SEÇÃO (16,296)
- 2ª SEÇÃO (11,359)
- 1ª SEÇÃO (6,891)
- Pleno (788)
- Sexta Câmara (302)
- Sétima Câmara (172)
- Quinta Câmara (133)
- Oitava Câmara (123)
- Terceira Seção De Julgame (128,425)
- Segunda Seção de Julgamen (115,920)
- Primeira Seção de Julgame (77,827)
- Primeiro Conselho de Cont (49,053)
- Segundo Conselho de Contr (48,969)
- Câmara Superior de Recurs (38,142)
- Terceiro Conselho de Cont (25,980)
- IPI- processos NT - ressa (5,020)
- Outros imposto e contrib (4,458)
- PIS - ação fiscal (todas) (4,062)
- IRPF- auto de infração el (3,972)
- PIS - proc. que não vers (3,963)
- IRPJ - AF - lucro real (e (3,943)
- Cofins - ação fiscal (tod (3,868)
- Simples- proc. que não ve (3,681)
- IRPF- ação fiscal - Dep.B (3,045)
- IPI- processos NT- créd.p (2,251)
- IRPF- ação fiscal - omis. (2,215)
- Cofins- proc. que não ver (2,102)
- IRPJ - restituição e comp (2,088)
- Finsocial -proc. que não (1,996)
- IRPF- restituição - rendi (1,991)
- Não Informado (56,440)
- GILSON MACEDO ROSENBURG F (5,597)
- RODRIGO DA COSTA POSSAS (4,442)
- WINDERLEY MORAIS PEREIRA (4,272)
- CLAUDIA CRISTINA NOIRA PA (4,256)
- PEDRO SOUSA BISPO (4,147)
- HELCIO LAFETA REIS (3,911)
- ROSALDO TREVISAN (3,243)
- CHARLES MAYER DE CASTRO S (3,219)
- MARCOS ROBERTO DA SILVA (3,150)
- Não se aplica (2,936)
- PAULO GUILHERME DEROULEDE (2,856)
- RODRIGO LORENZON YUNAN GA (2,753)
- WILDERSON BOTTO (2,679)
- LIZIANE ANGELOTTI MEIRA (2,636)
- 2020 (41,088)
- 2021 (35,847)
- 2019 (30,960)
- 2018 (26,046)
- 2024 (25,923)
- 2012 (23,622)
- 2023 (22,474)
- 2014 (22,376)
- 2013 (21,088)
- 2011 (20,979)
- 2025 (19,671)
- 2010 (18,059)
- 2008 (17,137)
- 2017 (16,841)
- 2009 (15,846)
- 2009 (69,612)
- 2020 (39,854)
- 2021 (34,153)
- 2019 (30,463)
- 2023 (25,918)
- 2024 (23,872)
- 2014 (23,412)
- 2018 (23,139)
- 2026 (20,021)
- 2025 (19,745)
- 2013 (16,584)
- 2017 (16,398)
- 2008 (15,520)
- 2006 (14,857)
- 2022 (13,225)
Numero do processo: 16327.911445/2009-11
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Primeira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Apr 11 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Mon Jun 18 00:00:00 UTC 2018
Numero da decisão: 1402-000.621
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência .
(assinado digitalmente)
Paulo Mateus Ciccone - Presidente e Relator
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marco Rogério Borges, Caio Cesar Nader Quintella, Edgar Bragança Bazhuni , Leonardo Luis Pagano Gonçalves, Evandro Correa Dias, Lucas Bevilacqua Cabianca Vieira, Demetrius Nichele Macei e Paulo Mateus Ciccone.
Nome do relator: PAULO MATEUS CICCONE
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Mon Oct 25 15:42:02 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201804
camara_s : Quarta Câmara
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Primeira Seção
dt_publicacao_tdt : Mon Jun 18 00:00:00 UTC 2018
numero_processo_s : 16327.911445/2009-11
anomes_publicacao_s : 201806
conteudo_id_s : 5869687
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Jun 18 00:00:00 UTC 2018
numero_decisao_s : 1402-000.621
nome_arquivo_s : Decisao_16327911445200911.PDF
ano_publicacao_s : 2018
nome_relator_s : PAULO MATEUS CICCONE
nome_arquivo_pdf_s : 16327911445200911_5869687.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência . (assinado digitalmente) Paulo Mateus Ciccone - Presidente e Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marco Rogério Borges, Caio Cesar Nader Quintella, Edgar Bragança Bazhuni , Leonardo Luis Pagano Gonçalves, Evandro Correa Dias, Lucas Bevilacqua Cabianca Vieira, Demetrius Nichele Macei e Paulo Mateus Ciccone.
dt_sessao_tdt : Wed Apr 11 00:00:00 UTC 2018
id : 7324366
ano_sessao_s : 2018
atualizado_anexos_dt : Mon Oct 25 16:38:27 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714610563824222208
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1671; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1C4T2 Fl. 2 1 1 S1C4T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 16327.911445/200911 Recurso nº Voluntário Resolução nº 1402000.621 – 4ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Data 11 de abril de 2018 Assunto PER/DCOMP OUTROS Recorrente HP FINANCIAL SERVICES ARRENDAMENTO MERCANTIL S.A. Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência . (assinado digitalmente) Paulo Mateus Ciccone Presidente e Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marco Rogério Borges, Caio Cesar Nader Quintella, Edgar Bragança Bazhuni , Leonardo Luis Pagano Gonçalves, Evandro Correa Dias, Lucas Bevilacqua Cabianca Vieira, Demetrius Nichele Macei e Paulo Mateus Ciccone. Relatório Trata o presente de Recurso Voluntário interposto em face de decisão proferida pela 8ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em São Paulo I SP, em primeira instância administrativa, que julgou IMPROCEDENTE, a manifestação de inconformidade do contribuinte em epígrafe. Do Despacho Decisório: Trata o presente processo da Declaração de Compensação, na qual a recorrente alega possuir crédito contra a Fazenda Pública, decorrente de pagamento a maior ou indevido, buscando extinguir por compensação de débito próprio. A Delegacia Especial da Receita Federal do Brasil de Instituições Financeiras em SP Deinf proferiu o Despacho Decisório, o qual não homologou a compensação declarada, RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 63 27 .9 11 44 5/ 20 09 -1 1 Fl. 156DF CARF MF Processo nº 16327.911445/200911 Resolução nº 1402000.621 S1C4T2 Fl. 3 2 sob o fundamento de que foi constatada improcedência do crédito informado no PER/DCOMP por tratarse de pagamento a título de estimativa mensal de pessoa jurídica tributada pelo lucro real, caso em que o recolhimento somente pode ser utilizado na redução do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) ou da Contribuição Social sobre o Lucro Liquido (CSLL) devida ao final do período de apuração ou para compro saldo negativo de IRPJ ou CSLL do período. Da Manifestação de Inconformidade: Inconformada com o despacho decisório, a recorrente interpôs a manifestação de inconformidade, na qual alega, em síntese, que os valores excedentes dos pagamentos das suas estimativas mensais, superiores ao apurado de IRPJ/CSLL a pagar no período de apuração, e que tal diferença deva ser necessariamente reconhecida como saldo negativo. Neste sentido, o artigo 74 da Lei 9. 430/96 dispõe que aquele que apurar crédito em decorrência de pagamento indevido ou a maior de tributos federais, poderá, mediante à entrega de declaração de compensação/restituição à RFB pleitear a compensação e/ou restituição de seus créditos com débitos vencidos ou vincendos dos tributos também administrados pela RFB. Logo, valendose desta previsão legal o ora requerente procedeu à entrega da presente declaração de compensação. O aludido pedido de compensação só foi entregue após o encerramento do período de apuração, e portanto, após a efetiva constatação de que não havia montante a pagar de IRPJ/CSLL na apuração, tendo sido apurado saldo negativo do referido tributo. Pela leitura do despacho decisório depreendese que a compensação não foi homologada por supostamente não existirem créditos suficientes para tanto, uma vez que, segundo a Fiscalização, não seria possível a utilização de montante recolhido a título de estimativa mensal da IRPJ/CSLL que evidentemente compõe o saldo negativo do imposto ou contribuição apurado ao final do anocalendário em questão para a compensação de seus débitos, mas somente para a eventual composição de saldo negativo ou mesmo para a compensação com o próprio IRPJ e a CSLL devidos. Não assiste razão ao Fisco devendo ser reconhecido o seu direito à compensação do débito de IRPJ ou CSLL em foco no presente processo, com créditos líquidos e certos advindos de parte do seu saldo negativo de IRPJ ou CSLL apurados no período. Apesar do crédito de IRPJ ou CSLL oferecido à compensação ter sido apurado em momento anterior ao encerramento do exercício, a entrega da declaração de compensação somente ocorreu quando já havia se encerrado o anocalendário, quando já se havia constatado a existência de saldo negativo. Portanto, não assiste razão à fiscalização quanto à alegação de que o pagamento informado pelo requerente teria origem no recolhimento a maior de estimativa mensal, mas sim, efetivamente, do saldo negativo apurado ao final do ano. Isto porque uma vez constatado que os valores pagos por estimativa mensal superam o montante efetivamente devido da exação no encerramento do exercício a diferença deve ser reconhecida como saldo negativo do período em questão. Tanto que o Conselho de Contribuintes já manifestou o entendimento de que os recolhimentos efetuados a título de estimativas mensais deve compor o saldo negativo e consequentemente integram o montante de créditos a ser objeto de compensação. O que se verifica no presente caso é o mero cometimento de um simples erro formal no preenchimento do PER/DCOMP pois, ao invés de a Requerente informar que a Fl. 157DF CARF MF Processo nº 16327.911445/200911 Resolução nº 1402000.621 S1C4T2 Fl. 4 3 origem do seu crédito decorre da apuração de saldo negativo de IRPJ ou CSLL, acabou informando que seu crédito decorreria de pagamento indevido ou a maior. O cometimento de mero erro formal não pode, em hipótese alguma, prejudicar a utilização de seu saldo negativo para a quitação, via compensação, de seus débitos, isto porque o preenchimento de declarações, como a declaração de compensação, encontrase no rol das obrigações acessórias, que tem como razão de ser a garantia do cumprimento da obrigação tributária principal, ou seja, visa possibilitar o controle, por parte do Fisco, das atividades exercidas pelo contribuinte, com o objetivo de verificar a adequação dos montantes levados por este a título de tributos aos cofres públicos. Se por qualquer outro meio, a autoridade administrativa puder verificar a adequação dos recolhimentos efetuados pelo contribuinte, bem como proceder ao devido controle de suas atividades, temse que reconhecer que o eventual descumprimento dos deveres instrumentais não poderá prejudicar o direito do contribuinte, no presente caso o direito do requerente à compensação de seus débitos com saldo negativo de IRPJ ou CSLL devidamente comprovado, sendo certo que a fiscalização possuía todas as informações necessárias à verificação deste direito. Assim, segundo o § 2° do artigo 147 do CTN deve ser efetuada a retificação de ofício da PER/DCOMP ora analisada, a fim de que passe a constar a informação de que a compensação declarada utilizase de crédito advindo de saldo negativo de IRPJ ou CSLL, comprovadamente existente, em valor suficiente para a quitação do débito informado. Por fim, solicita que seja a presente manifestação de inconformidade julgada integralmente procedente, reconhecendose o direito à compensação declarada com a conseqüente extinção do débito vinculado, bem como seja determinada a retificação de ofício do referido pedido de compensação para que passe a constar a informação de que a origem do crédito em questão é o saldo negativo de IRPJ ou CSLL do exercício em foco no presente processo, nos termos em que autorizados pelo artigo 147 § 2° do CTN ou, sucessivamente, que seja aplicada a mesma interpretação dada na Solução de Consulta n° 90/2009. Requer ainda, enquanto perdurar o julgamento, que o crédito tributário advindo da não homologação da compensação tenha a sua exigibilidade suspensa, nos termos do artigo 151, inciso III, do CTN e conforme a previsão constante do artigo 66, § 5° da IN SRF n° 900, de 30.12.2008. Da decisão da DRJ: A DRJ, em seu julgamento, considerou improcedente a manifestação de inconformidade, e não reconheceu o direito creditório pleiteado, e consequente não homologação da compensação da PER/DCOMP objeto do presente processo. No seu fundamento, estabelece os seguintes pontos: o alegado erro de preenchimento do PER/DCOMP apresentado envolveria num efetivo erro de critério jurídico por parte da recorrente, uma vez que a alteração do tipo de crédito interfere na natureza do próprio direito que se pretende demonstrar, alterando sua essência. Haveria a necessidade da reanálise de todos os elementos, agora com a sua perspectiva de ser um saldo negativo. Além do mais, da leitura do artigo 78 da IN 900/2008 (que repete o artigo 58 da IN SRF 600/2005), combinado com o artigo 32 do Decreto n° 70.235/72, haveria a impossibilidade de retificação do PER/DCOMP, tanto do contribuinte quanto de ofício. No caso em tela, deveria ter sido cancelada a DCOMP e apresentada outro PER/DCOMP; Fl. 158DF CARF MF Processo nº 16327.911445/200911 Resolução nº 1402000.621 S1C4T2 Fl. 5 4 mesmo que se adentrasse no mérito, a eventual análise do crédito de saldo negativo alegado, envolveria a geração de novo Despacho Decisório, já que a autoridade administrativa competente não fez a análise devida com base no informado no PER/DCOMP entregue. Isso confirma que um novo pedido de compensação deveria ter sido formalizado em instrumento próprio, para ser possível esta análise; o Despacho Decisório que denegou o pedido formulado no PER/DCOMP encontrase perfeito, pois à luz do artigo 10 da IN SRF n° 600/2005, havia mesmo o impedimento ali apontado, sendo que o suposto indébito só poderia ser utilizado para reduzir o tributo apurado ao final do período de apuração ou na composição do saldo negativo; apesar da publicação da IN RFB nº 900/2008, que revogou a IN SRF nº 600/2005, que retirou a restrição do art. 10 desta, numa eventual análise do mérito, a manifestação de inconformidade não apresentou provas de que à época o pagamento tenha sido efetuado de forma maior que o efetivamente devido, isto porque a primeira DCTF entregue, com o débito de onde o crédito supostamente se originaria, mostrava que o pagamento era totalmente alocado ao valor declarado, não restando assim qualquer diferença a ser aproveitada pelo contribuinte. A DCTF retificadora não veio acompanhada de documentação hábil e idônea que demonstrasse que a retificada estava equivocada. Entendeu a recorrente bastar alegar que seu crédito seria na realidade saldo negativo e não de pagamento indevido ou a maior, o que também não comprovou originalmente. Do Recurso Voluntário: Irresignada com o a decisão, apresentou recurso voluntário em que expõe os seguintes elementos e argumentos: a DRJ optou se apegar ao rigor formal, em detrimento ao direito da recorrente, pois bastaria ter baixado os autos para reanálise dos créditos pleiteados. Ou melhor, ter acatado sua confissão acerca do erro cometido; a posição do CARF é de constatado o erro de fato no preenchimento da DCOMP, e a existência do crédito em favor do contribuinte, a compensação deve ser homologada. Cita ementas de acórdãos do CARF para tanto; a recorrida, no caso, RFB, teria a obrigação de retificar de ofício o erro cometido na DCOMP apresentada pela recorrente, nos termos do art. 147 § 2º do CTN; a solução de consulta interna Cosit nº 19/2001 orientou que deixou de existir a vedação no que concerne à compensação de parcelas pagas a maior a título de estimativa, devendo ser aplicado ao caso concreto o princípio da retroatividade benigna; desnecessário à recorrente apresentar elementos comprobatórios que viessem a retratar a apuração do tributo a menor, pois a retificação das declarações do contribuinte, ao serem admitidas, consubstanciam confissões de dívida e substituem integralmente as originalmente apresentadas. Colocase a disposição para eventuais esclarecimentos adicionais. É o relatório. Fl. 159DF CARF MF Processo nº 16327.911445/200911 Resolução nº 1402000.621 S1C4T2 Fl. 6 5 Voto Conselheiro Paulo Mateus Ciccone Relator O julgamento deste processo segue a sistemática dos recursos repetitivos, regulamentada pelo art. 47, §§ 1º, 2º e 3º, do Anexo II, do RICARF, aprovado pela Portaria MF 343, de 09 de junho de 2015. Portanto, ao presente litígio aplicase o decidido na Resolução nº 1402000.606, de 11.04.2018, proferida no julgamento do Processo nº 16327.911446/200965, paradigma ao qual o presente processo fica vinculado. Transcrevese, como solução deste litígio, nos termos regimentais, o entendimento que prevaleceu naquela decisão (Resolução nº 1402000.606): "O recurso voluntário é tempestivo e preenche os demais requisitos de admissibilidade. Portanto, podese dele conhecer. Antes de adentrar no mérito, cabe informar que o julgamento deste processo segue a sistemática dos recursos repetitivos, regulamentada pelo art. 47, §§ 1º e 2º, do RICARF, aprovado pela Portaria MF 343, de 09 de junho de 2015. A discussão aqui cingese ao fato de que a recorrente tenta compensar, nas suas palavras, valores recolhidos a maior de estimativa de IRPJ/CSLL, com débitos do mesmo período de apuração, ou seja, antes do encerramento do exercício respectivo. Para tanto, aduz no seu PER/DCOMP que houve o pagamento indevido de estimativas, como fundamento do seu direito creditório. O Despacho Decisório denegou tal pleito, pois, no seu entender, o pagamento de estimativa mensal só poderia utilizado na dedução do IRPJ e CSLL devido ao final do período de apuração ou compor saldo negativo de IRPJ ou CSLL, com base no artigo 10 da IN SRF nº 600/2005, que criava, então, tal impedimento. Contudo, com a edição da IN RFB nº 900/2008, não subsiste mais tal impedimento motivador do despacho decisório. A decisão a quo analisou tal circunstância, e entendeu que mesmo entendendo não mais aplicável tal regramento do art. 10 da IN SRF nº 600/2005, não há provas acostadas nos autos de que à época do pagamento, tenha sido efetuado de forma maior que o efetivamente devido. Compulsando os autos, notase nitidamente que os únicos elementos trazidos para comprovar a situação pela recorrente, na esfera a quo foram partes da DIPJ e DCTF, ambos retificadoras, sem condições de se precisar exatamente se se referem após o primeiro Despacho Decisório emanado. Cabe lembrar que o tema aqui envolve direitos creditórios referentes a períodos dos anos de 2004 e 2005, todos sob a mesma alegação da recorrente, e todos com decisão a quo negando com praticamente os mesmos fundamentos. Já na sua peça impugnatória, a recorrente alega que no preenchimento da sua PER/DCOMP, houve um erro formal, pois acabou preenchendo tal documento fazendo constar como tipo de crédito o "pagamento indevido ou a maior" em lugar do "saldo negativo de IRPJ" e que o Fl. 160DF CARF MF Processo nº 16327.911445/200911 Resolução nº 1402000.621 S1C4T2 Fl. 7 6 mero erro apontado não pode ilidir o seu real direito à compensação supostamente comprovado por meio dos elementos trazidos. Aqui, cabe destacar a importância da distinção entre o direito creditório se baseie em pagamento indevido de estimativa ou saldo negativo. Aquele, sendo um indébito, geraria o direito a atualização monetária a partir do mês seguinte da sua ocorrência. Este, só haveria sua apuração do encerramento do exercício, e sua atualização monetária no mês seguinte. No caso da recorrente, ao ser optante do lucro real anual, e há valores de vários meses ao longo de ano, poderia haver alguma repercussão financeira, em seu favor (e por consequência em prejuízo ao erário) se seguisse com a visão de eventuais estimativas recolhidas a maior seriam indébitos. Não seria admissível que o contribuinte, após apurar e recolher estimativa com base em balancete de suspensão/redução, sem o prévio confronto com o valor devido com base na receita bruta e acréscimos, pretenda como indébito o excedente que se verificaria caso tivesse adotado esta segunda sistemática para cálculo da estimativa. Da mesma forma, não lhe cabe, após efetuar recolhimentos com base na receita bruta e acréscimos, apurar estimativas menores com base em balancetes de suspensão/redução, para pleitear a diferença como se indébitos fossem. Não se quer aqui negar o direito da recorrente de tratar como indébito eventual estimativa recolhida a maior ou erroneamente, devidos a erro na sua apuração da base de cálculo, pois nestes casos tratável como repetição de indébito, conforme já sumulado nesta Corte (súmula nº 841). Contudo, não resta comprovado em nenhum momento que houve um erro no pagamento da estimativa da sua parte. Há poucos elementos disponíveis nos autos para se verificar tal situação, partes da DCTF e DIPJ, em parte retificados pela recorrente já transcorrido um lapso grande temporal, e quando possível verificar, após o Despacho Decisório de algum período do anocalendário constante em outro processo. Nestes elementos verificase que apurou a estimativa, simplesmente, pagou e depois de algum tempo, entendeu que formaria saldo negativo, ou seja, estaria recolhendo acima do necessário, e passou a solicitar a compensação como se indébito fosse. Não agiu de forma a requerer um balanço de redução ou suspensão, como seria esperado. Não há elementos para se apurar o porque disso. Um indébito, válido para qualquer tributo, e igualmente para uma estimativa recolhida a maior ou totalmente indevida, é com base em erro de apuração da sua base de cálculo. Na prática, no transcorrer do ano, quando optante do lucro real anual, a estimativa convertese numa situação similar ao lucro presumido, em que sua base de cálculo são as receitas brutas e acréscimos mensais do contribuinte. Eventualmente, neste cálculo, pode adicionar valores indevidos, e notar somente depois, mas ainda dentro do exercício em foco. Há nitidamente um erro de apuração, e o contribuinte acabou recolhendo a maior que deveria. Nestes casos, cabível o pedido de repetição, e a 1 Súmula CARF nº 84: Pagamento indevido ou a maior a título de estimativa caracteriza indébito na data de seu recolhimento, sendo passível de restituição ou compensação. Fl. 161DF CARF MF Processo nº 16327.911445/200911 Resolução nº 1402000.621 S1C4T2 Fl. 8 7 atualização monetária ocorrer a partir do mês seguinte do recolhimento. Contudo, não está demonstrado nos autos tal situação de indébito. Alias, na sua argumentação, resta bem nítido que quer se valer do direito de tratar o saldo negativo como indébito, provavelmente procurando a atualização monetária mais próxima possível do recolhimento da estimativa. Para tanto, aparente que desde que reconheça sua PER/DCOMP nos moldes que foi transmitida, não se importa com o critério jurídico a ser aplicado ao seu direito creditório. Contudo, conforme já explicitado, envolveria em atualização monetária dos valores bem antes do devido, em prejuízo ao Erário. Tal situação fica mais manifesta quando rejeitado seu PER/DCOMP no Despacho Decisório, aceita ser alterado o crédito como saldo negativo. O quer que seja feito de ofício, e provavelmente alterando só esta referência, certamente, sem prejudicar as demais variáveis envolvidas. Necessário, portanto, para homologação da compensação, a confirmação da existência, suficiência e disponibilidade do indébito alegado, o que não foi realizado até o momento em nenhuma instância a quo A autoridade administrativa centrou sua decisão, exclusivamente, na possibilidade do pedido, e assim não analisou a efetiva existência do crédito. Superada esta questão, necessário se faz a apreciação do mérito pela autoridade administrativa competente, quanto aos demais requisitos para homologação da compensação. Ou seja, a homologação expressa exige que a contribuinte comprove, perante a autoridade administrativa que a jurisdiciona, o erro cometido no balancete de suspensão/redução do período do crédito pleiteado, e a sua adequação para a formação do indébito, e a correspondente disponibilidade, mediante prova de que não se valeu desta antecipação para liquidação do IRPJ ou CSLL devido no ajuste anual, ou para formação do correspondente saldo negativo. Por todo o exposto, voto no sentido de CONVERTER EM DILIGÊNCIA ao recurso voluntário, para reconhecer a possibilidade de formação de indébitos em recolhimentos por estimativa, com o conseqüente retorno dos autos à jurisdição da contribuinte, para verificação da existência, suficiência e disponibilidade do crédito pretendido em compensação. É como voto." Aplicandose a decisão do paradigma ao presente processo, em razão da sistemática prevista nos §§ 1º, 2º e 3º do art. 47, do Anexo II, do RICARF, voto por converter o julgamento em diligência, nos termos do voto acima transcrito. (assinado digitalmente) Paulo Mateus Ciccone Fl. 162DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 10925.002581/2005-69
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Primeira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jan 27 00:00:00 UTC 2016
Data da publicação: Thu Mar 08 00:00:00 UTC 2018
Numero da decisão: 3402-000.746
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Por unanimidade de votos, o colegiado decidiu suscitar o conflito de competência entre a Primeira e a Terceira Seções do CARF nos termos do art. 6º, §7º do Regimento interno. Ausente a Conselheira Valdete Aparecida Marinheiro. Esteve presente ao julgamento o Dr. Jefferson Eugênio Dossa Borges, OAB/SC 11.155.
Antonio Carlos Atulim - Presidente
Thais de Laurentiis Galkowicz - Relatora.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Antonio Carlos Atulim (Presidente da Turma), Carlos Augusto Daniel Neto (Vice-presidente), Jorge Olmiro Lock Freire, Valdete Aparecida Marinheiro, Waldir Navarro Bezerra, Maria Aparecida Martins de Paula e Diego Diniz Ribeiro
Nome do relator: THAIS DE LAURENTIIS GALKOWICZ
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Mon Oct 25 15:42:02 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201601
camara_s : Segunda Câmara
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Primeira Seção
dt_publicacao_tdt : Thu Mar 08 00:00:00 UTC 2018
numero_processo_s : 10925.002581/2005-69
anomes_publicacao_s : 201803
conteudo_id_s : 5838873
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Mar 08 00:00:00 UTC 2018
numero_decisao_s : 3402-000.746
nome_arquivo_s : Decisao_10925002581200569.PDF
ano_publicacao_s : 2018
nome_relator_s : THAIS DE LAURENTIIS GALKOWICZ
nome_arquivo_pdf_s : 10925002581200569_5838873.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Por unanimidade de votos, o colegiado decidiu suscitar o conflito de competência entre a Primeira e a Terceira Seções do CARF nos termos do art. 6º, §7º do Regimento interno. Ausente a Conselheira Valdete Aparecida Marinheiro. Esteve presente ao julgamento o Dr. Jefferson Eugênio Dossa Borges, OAB/SC 11.155. Antonio Carlos Atulim - Presidente Thais de Laurentiis Galkowicz - Relatora. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Antonio Carlos Atulim (Presidente da Turma), Carlos Augusto Daniel Neto (Vice-presidente), Jorge Olmiro Lock Freire, Valdete Aparecida Marinheiro, Waldir Navarro Bezerra, Maria Aparecida Martins de Paula e Diego Diniz Ribeiro
dt_sessao_tdt : Wed Jan 27 00:00:00 UTC 2016
id : 7153227
ano_sessao_s : 2016
atualizado_anexos_dt : Mon Oct 25 16:38:14 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714610563828416512
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 9; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1807; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C4T2 Fl. 4.875 1 4.874 S3C4T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10925.002581/200569 Recurso nº Voluntário Resolução nº 3402000.746 – 4ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Data 27 de janeiro de 2016 Assunto Multa diversa Recorrente Reunidas S.A. Transportes Coletivos Recorrida Fazenda Nacional Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Por unanimidade de votos, o colegiado decidiu suscitar o conflito de competência entre a Primeira e a Terceira Seções do CARF nos termos do art. 6º, §7º do Regimento interno. Ausente a Conselheira Valdete Aparecida Marinheiro. Esteve presente ao julgamento o Dr. Jefferson Eugênio Dossa Borges, OAB/SC 11.155. Antonio Carlos Atulim Presidente Thais de Laurentiis Galkowicz Relatora. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Antonio Carlos Atulim (Presidente da Turma), Carlos Augusto Daniel Neto (Vicepresidente), Jorge Olmiro Lock Freire, Valdete Aparecida Marinheiro, Waldir Navarro Bezerra, Maria Aparecida Martins de Paula e Diego Diniz Ribeiro Relatório Tratase de recurso voluntário interposto em face da decisão proferida pela Delegacia da Receita Federal de Julgamento (“DRJ”) de Florianópolis/SC, que julgou improcedente a impugnação apresentada pelo contribuinte, mantendo integralmente e o auto de infração de fls 60 a 138, cujo objeto é a aplicação de multa isolada em razão de compensações (PERD/COMPS) de COFINS. O processo é longo, pois além de ter sido nestes autos juntado o Processo Administrativo (“PA”) n. 10925.002585/200547 (representação para fins penais), também os Processo n. 10925.002582/200511 (multa isolada por compensação indevida de PIS) e n. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 09 25 .0 02 58 1/ 20 05 -6 9 Fl. 4875DF CARF MF Processo nº 10925.002581/200569 Resolução nº 3402000.746 S3C4T2 Fl. 4.876 2 10925.002583/200558 (multa isolada por compensação indevida de IRRF) foram anexados, nos termos da Portaria SRF n. 6129 de 02/12/2005, haja vista serem exigências de crédito tributário do mesmo sujeito passivo, formalizadas com base nos mesmos elementos de prova, referentes às multas isoladas aplicadas em decorrência de compensação considerada não declarada (fls. 1403 e 1405). Ainda, o processo foi indevidamente distribuído ao Segundo Conselho de Contribuintes, que em 19/09/2007 declinou da competência, tendo sido redirecionados os autos ao Terceiro Conselho de Contribuintes. Já perante a autoridade julgadora supostamente competente, o processo foi baixado em diligência duas vezes, para dirimir que questões referentes aos atos praticados pelo Contribuinte, inclusive pela juntada de documentos. Diante desse cenário, bem como dos numerosos fatos e provas trazidos aos autos, todos importantes para o deslinde do julgamento, proponho a seguinte resumo do caso, de acordo com os principais atos praticados no decorrer do processo: Auto de infração O auto de infração em apreço diz respeito a cobrança de multa exigida isoladamente, no valor de R$ 19.946.449, 62, cuja lavratura ocorreu em 30/11/2005 e a ciência do contribuinte em 12/12/2005. A multa isolada foi cobrada em razão de compensações indevidas efetuadas pelo sujeito passivo, com datas de 30/06/2004, 28/02/2005, 31/07/2005, 31/08/2005 e 31/10/2005, com base no artigo 18 da Lei 10/833, e sua redação dada pelo artigo 25 da Lei n. 11.051/2004. Tal multa foi aplicado com a alíquota qualificada de 150%, haja vista que a autoridade fiscal entendeu que as condutas praticadas pelo contribuinte eram fraudulentas. No Relatório de atividade fiscal (fls 78), já transcrito diversas vezes neste processo, podese encontrar com riqueza de detalhes o histórico dos atos praticados pelo contribuinte, relativamente a tentativas de compensação de tributos federais. Contatase que, num primeiro momento, foram feitas PERD/COMPs pelo Contribuinte, ora Recorrente, pelo site da Receita Federal. Tais compensações foram analisadas nos processos 10925.000973/200593, 10925.000974/200538, 10925.000976/200527 e 10925.000978/200516. Porém, antes do início da revisão das declarações de compensação, o contribuinte apresentou declarações retificadoras, para incluir multa e juros nos débitos compensados (fls 88). Os créditos utilizados encontramse descritos nas tabelas de fls 94. Então a fiscalização passa a apontar os elementos que caracterizariam a fraude praticada pelo Contribuinte (fls 98) nesta primeira tentativa de compensação via “ativação de créditos pagos”. Valhome das palavras da Delegacia da Receita Federal, em resposta à diligência solicitada por este Conselho de fls 4733 a 4736, sobre esse ponto: Fl. 4876DF CARF MF Processo nº 10925.002581/200569 Resolução nº 3402000.746 S3C4T2 Fl. 4.877 3 Destes fatos, os quais, realço desde já, nunca foram atacados pelo Contribuinte, a fiscalização conclui no relatório de atividade fiscal, que (fls 116): Muito embora o Contribuinte não tenha em nenhum momento desmentido tais fatos, desde o início da fiscalização afirmou que efetuara pedidos de cancelamento/desistência destas compensações no dia 09/03/2005, os quais teriam sido recepcionados em papel por servidora da Agência da Receita Federal de Caçador/SC. Tal pedido de desistência tornouse o ponto nevrálgico do deslinde de presente controvérsia, como se demonstrará mais a frente. Na visão da autoridade fiscal, a afirmação da desistência das compensações em 09/03/2005 – nunca recepcionado pelos órgãos internos competentes da DRF constitui tentativa do contribuinte se eximir da responsabilidade (fls 121). Afirma então que o contribuinte foi intimado do início da Revisão de Declaração e Compensação em 31/03/2005, tendo enviado seu pedido de cancelamento de declaração de Compensação PERD/COMP somente em 06/04/2005 (fls 121). Assim não estava mais aberta a possibilidade de denúncia espontânea nos termos do artigo 138 do Código Tributário Nacional (“CTN”), e mesmo que estivesse, não houve recolhimento do tributo devido e dos juros de mora. Pois bem. Posteriormente foi feita pelo Contribuinte a apresentação de novos pedidos eletrônicos de compensação, através de PERD/COMP, datados a partir de 25/07/2005, em relação aos débitos das declarações anteriormente “canceladas” (na visão do contribuinte) ou “consideradas não declaradas” (na visão da Receita Federal), dentre outros Fl. 4877DF CARF MF Processo nº 10925.002581/200569 Resolução nº 3402000.746 S3C4T2 Fl. 4.878 4 créditos e débitos. Ademais, a Fiscalização aponta que nessas novas compensações buscavase utilizar: i) débitos que já haviam sido enviado para Procuradoria da Fazenda Nacional (”PFN”) inscritos em dívida ativa, ii) débitos parcelados no PAES iii) débitos não homologados nas compensações anteriores. iv) créditos de terceiros, que não se referem a tributos ou contribuições administrados pela Receita Federal.; Estas compensações também foram consideradas não declaradas pela Receita Federal em suas decisões, com base no artigo 74, §3º, incisos III, IV, V e VI; §12, “a” e “c” da Lei 9430/96. Com relação ao item iv a autoridade fiscal aponta fraude (artigo 72 da Lei n. 4.502/64) do contribuinte (fls 129). Isto porque, muito embora tenha havido informação nas declarações do contribuinte que os créditos que possuía eram decorrentes de pagamento a maior ou indevido em processo administrativo n. 13.8070006.828/200470, ele não consta como parte desse processo. Ao não colocar na declaração de compensação que o crédito era oriundo de decisão judicial, porque assim o sistema não rejeitaria automaticamente seu pedido (ele pede a data do transito em julgado da decisão), teria incidido em fraude. Outrossim, o contribuinte não está no polo ativo da citada ação judicial. Tudo de forma contrária ao que determinava a IN/SRF 517/2005 em seu artigo 3º. Conclui a autoridade fiscal então que o contribuinte apresentou informações falsas ao fisco, à medida que a divergência entre o conteúdo declarado e a situação fática efetivamente ocorrida configura fraude (quando a divergência for proposital, e acarreta a evasão de tributo (fls 159). Assim, aplica a multa agravada do artigo 44, inciso II da Lei n. 9430/96, vale dizer, de 150% por haver evidente intuito de fraude. Razões da Impugnação (fls 1372) Basta que reste brevemente consignadas as alegações do Contribuinte em suas Impugnações, uma vez que todas foram novamente trazidas em sede de Recurso Voluntário, com alguns ajustes, e serão, portanto, devidamente analisadas mais a frente. Pois bem, com relação às primeiras declarações de compensação, o então impugnante afirmou que foram canceladas em 03/09/2005, portanto antes do início do procedimento de fiscalização. Assim, teria havido denúncia espontânea da infração, a qual não pode ser desconfigurada pelo fato de não ter havido concomitante pagamento da dívida, pois não há comando normativo nesse sentido. Já no que tange às segundas compensações, alega que i) os débitos que se pretendia compensar não estavam inscritos em dívida ativa, uma vez que tais inscrições tinham sido canceladas; ii) os débitos que encontravamse no bojo do PAES só lá estavam por erro da Receita Federal; iii) não se pode falar em débitos oriundo de compensações não homologadas, pois as compensações anteriores foram canceladas; iv) o crédito em questão não é de terceiro, Fl. 4878DF CARF MF Processo nº 10925.002581/200569 Resolução nº 3402000.746 S3C4T2 Fl. 4.879 5 mas sim próprio, uma vez que o contribuinte configura, ao lado da empresa P&P Porciúncula Participações Ltda como parte do processo administrativo indicado na declaração de compensação; v) os créditos utilizados na compensação (sobretaxa do Fundo Nacional de Telecomunicação) são “receitas da União” e há legislação que permite concluir pela sua restituição no âmbito da Receita Federal. Alega ainda a incompetência da autoridade que imputou a multa isolada (DRF São Paulo), que não é a mesma daquela que proferiu os despachos decisórios e competente parara a apreciação das manifestações de inconformidade (DRF Joaçaba). Acórdão da DRJ n. 078.562 Em 8 de setembro de 2006, a DRJ julgou a impugnação, refutando todos os argumentos apresentados pelo contribuinte. A decisão encontrase estampada na seguinte ementa: Razões do Recurso voluntário Tendo sido integralmente mantida a multa isolada pela DRJ, o contribuinte apresentou recurso voluntário a este Egrégio Conselho, sob os argumentos “preliminares” de: i) Incompetência da autoridade que proferiu os despachos decisórios referentes às compensações em questão (DRF de Joaçaba/SC) e lavrou o presente auto de infração para cominação de multa isolada. Isto porque, muito embora a empresa esteja sob a jurisdição da Agência de Caçador, o Processo principal, que é o de restituição, é de São Paulo e encontrase ativo, jurisdição essa competente para todas as questões atreladas às compensações. ii) Impossibilidade de aplicação da multa isolada frente aos princípios constitucionais irretroatividade de norma tributária e da anterioridade nonagesimal (artigo 150, inciso I e III, alíneas “a” e “b” e §6º e artigo 195 da Constituição); iii) Necessidade de aplicação de retroatividade benigna, constante do artigo 106, inciso II, alínea “c” do CTN, ao caso; iv) Da validade dos pedidos de compensação por força da aplicação do disposto no §7º, do artigo 1º, da Medida Provisória n. 303/2006 v) Da confusão processual, que levou a afronta ao direito à ampla defesa e ao contraditório; Fl. 4879DF CARF MF Processo nº 10925.002581/200569 Resolução nº 3402000.746 S3C4T2 Fl. 4.880 6 Com relação ao mérito, a Recorrente aduz que: vi) Relativamente às primeiras compensações, o pedido de desistência em papel de 03/09/2005 é válido, já que não é necessário o acompanhamento de pagamento para que se aperfeiçoe a denúncia espontânea nesse caso, e foi feito antes do início do procedimento de fiscalização, que tornaria nulo todo este processo administrativo; vii) Não há que se falar que as segundas compensações foram feitas com débitos inscritos em dívida ativa, pois, na realidade, tais inscrições haviam sido anuladas. Cita documentos de fls 946 e 846 que comprovariam suas alegações. viii) Tampouco é verdade que a segundas compensações dizem respeito à anteriores pedidos não homologados pela Receita Federal, haja vista que as primeiras compensações foram cancelas por desistência tempestiva; ix) Com relação às compensações serem consideradas não declaradas porque os débitos constavam do PAES, a Recorrente simplesmente afiança que a Empresa aderiu ao parcelamento, como lhe era de direito, não sendo possível aferir qualquer indício de fraude desse ato; x) No que diz respeito aos créditos das compensações serem de terceiros, afirma ser detentora dos créditos, o que se verifica por ser ela parte integrante do PA de restituição n. 13807006828/200470, declarado na compensação como originário dos créditos próprios. Traz aos autos atestado do DERAT nesse sentido. Ainda, garante que não houve declaração no sentido dos créditos serem oriundo de ação judicial, mas sim do citado Pedido de Restituição Administrativa. xi) Sobre terem sido efetuadas compensações com crédito não oriundo de tributos administrados pela Receita Federal, repete os argumentos da impugnação; xii) Informa que aderiu ao PAEX para pagamento dos débitos que pretendia quitar com as compensações, por isso entende que há cumulação indevida de multa isolada e multa de ofício in casu; Finalmente, ressalto que a Recorrente trouxe aos autos, em 25/04/2007, parecer jurídico encomendado aos ilustres juristas Hugo de Brito Machado e Hugo de Brito Machado Segundo sobre algumas das questões atinentes ao processo, juntado aos autos em fls 4653 a 4673. É o relatório. Voto Conselheira Relatora Thais de Laurentiis Galkowicz Tendo em vista o entendimento que foi adotado por esta Turma de Julgamento a respeito da competência que nos foi atribuída pelo Novo Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (RICARF), registro o juízo de que o julgamento do Fl. 4880DF CARF MF Processo nº 10925.002581/200569 Resolução nº 3402000.746 S3C4T2 Fl. 4.881 7 presente caso não é de competência desta 3ª Seção, haja vista os fundamentos a seguir expostos. Conforme se observa dos autos, tratase de exigência referente a multa isolada e agravada pelo fato da compensação realizada pelo Recorrente ter sido considerada como não declarada. Como pontuado no relatório acima, os débitos das compensações consideradas como não declaradas são de PIS, COFINS e IRRF, enquanto que os créditos são diversos, incluindo de tributos não administrados pela Receita Federal. Acontece que, em casos de multa isolada o novo Regimento Interno do RICARF (Portaria MF n. 343/2015) é omisso em precisar qual seria a Seção competente para o seu julgamento. Não há, pois, uma única disposição regimental a tratar do tema. Dessa feita, ante a lacuna regimental, compete aqui realizar uma interpretação sistemática do RICARF e, por conseguinte, conformar uma norma que discipline essa questão. Tendo em vista o sobredito escopo, insta desde já destacar que no presente caso não há espaço para a incidência do art. 4o., inciso XXI do RICARF1. Segundo o referido dispositivo regimental, seria de competência desta 3ª Seção os julgamentos referentes às penalidades por descumprimento de obrigações acessórias decorrentes de tributos exclusivamente de competência dessa Seção de julgamento. Ocorre que, como visto no relatório aqui apresentado, a multa isolada2 imposta ao contribuinte decorre de um pedido de restituição indeferido e uma compensação não declarada que tem origem não só em um crédito de PIS e COFINS (exações de competência de julgamento desta 3a. Seção), mas também de IRPJ e CSLL (cuja competência para julgamento pertence a 1a. Seção). Logo, referido dispositivo legal não é suficiente para abarcar a situação fática aqui narrada. Também não parece haver perfeita subsunção entre o caso decidendo e o disposto no art. 8o., inciso I, c.c. com o art. 7o., § 1º, ambos do RICARF3. Segundo tais dispositivos, na hipótese de (i) recurso interposto em processos de compensação e/ou restituição (ii) cujo crédito englobe tributos da 1a. Seção de julgamento e das demais, a competência para julgamento seria da 1a. Seção. Isto porque, como visto no presente caso, não se está diante de recurso interposto no processo de restituição ou mesmo no processo de compensação. Pelo contrário, em tais processos não houve qualquer manifestação do contribuinte após os indeferimentos fiscais. 1 "Art. 4º À 3ª (terceira) Seção cabe processar e julgar recursos de ofício e voluntário de decisão de 1ª (primeira) instância que versem sobre aplicação da legislação referente a: (...). XXI penalidades pelo descumprimento de obrigações acessórias pelas pessoas físicas e jurídicas, relativamente aos tributos de que trata este artigo." 2 Multa esta que parece se enquadrar no conceito de "penalidades por decumprimento de obrigações acessórias". 3 "Art. 7º Incluemse na competência das Seções os recursos interpostos em processos administrativos de compensação, ressarcimento, restituição e reembolso, bem como de reconhecimento de isenção ou de imunidade tributária. § 1º A competência para o julgamento de recurso em processo administrativo de compensação é definida pelo crédito alegado, inclusive quando houver lançamento de crédito tributário de matéria que se inclua na especialização de outra Câmara ou Seção. Art. 8º Na hipótese prevista no § 1º do art. 7º, quando o crédito alegado envolver mais de um tributo com competência de diferentes Seções, a competência para julgamento será: I da 1ª (primeira) Seção de Julgamento, se envolver crédito alegado de competência dessa Seção e das demais; e (...)." Fl. 4881DF CARF MF Processo nº 10925.002581/200569 Resolução nº 3402000.746 S3C4T2 Fl. 4.882 8 Em verdade, dos indeferimentos dos pedidos de (i) restituição e de (ii) compensação sobreveio um terceiro processo, o qual se refere repitase à exclusiva incidência de multa isolada e agravada, sendo este o processo administrativo objeto de impugnação e interposição de recurso voluntário por parte do contribuinte e que se encontra em julgamento. Embora o art. 8o., inciso I, c.c. com o art. 7o., § 1º, ambos do RICARF, não solucionem, de pronto, a questão a respeito da competência para julgamento do presente caso, quer parecer que, por intermédio deles, é possível chegar a solução mais adequada para a questão da competência. Para tanto, mister se faz reiterar que na hipótese de recursos interpostos em sede de processos de restituição e/ou compensação que digam respeito a créditos tributários variados e de diferentes Seções de julgamento, o RICARF entendeu por bem estabelecer as seguintes regras de competência: (i) sendo os créditos decorrentes de tributos de competência das 2a. e 3a. Seções de julgamento, a competência restaria com a 2a. Seção; e, sendo os créditos oriundos de exações de competência de todas as Seções ou, ainda, da 1a. e da 2a Seções, bem como da 1a. e da 3a. Seções, a competência para julgamento seria necessariamente da 1a. Seção. Não obstante, de tais normas é possível desdobrar outra regra, qual seja, sempre que houver esse tipo de conflito a competência será, necessariamente, da 1a. ou da 2a. Seção de julgamento, mas jamais da 3a. Seção, o que, eventualmente, pode decorrer da preocupação do RICARF em não atribuir para esta presente Seção de julgamento mais uma matéria no seu já extenso rol de competência. Voltando ao caso em concreto, o presente processo administrativo (autuação para cobrança de multa isolada e agravada) é fruto de uma compensação considerada como não declarada. Tratase, portanto, de uma lide que provêm, ainda que de forma reflexa, de um processo de compensação. Logo, ante a lacuna regimental, parece fazer sentido apurar a natureza dos créditos que foram objeto da compensação considerada como não declarada e que resultou na presente atuação para, ato contínuo, fazer incidir a disposição de um dos incisos do art. 8o do RICARF. Assim, não é demais repisar que no presente caso as compensações consideradas como não declaradas são pautadas em débitos de PIS, COFINS e IRRF, enquanto que os créditos são diversos, incluindo de tributos não administrados pela Receita Federal. Logo, diante da ausência de previsão regimental no RICARF e da interpretação acima desenvolvida, a competência para o julgamento do presente caso seria da 1ª Seção de julgamento, nos termos do art. 8o, inciso I do RICARF. Nesse sentido, cumpre salientar que existe precedente da 1ª Turma Ordinária, da 3ª Câmara da 1ª Seção de Julgamento deste Conselho, exatamente sobre multa isolada decorrente e compensação indevida efetuada pelo mesmo contribuinte ora Recorrente (REUNIDAS S/A. TRANSPORTES COLETIVOS), cujo crédito apontado para a DCOMP foi o mesmíssimo PA n. 13.807006.828/200470, amplamente discutido nestes autos como fonte do crédito tributário perquirido pela Recorrente. Ex positis, reconheço a incompetência desta 3ª Seção para o julgamento do presente recurso voluntário e, por conseguinte, proponho que o presente caso seja remetido à 1ª Seção para nova distribuição e ulterior julgamento. Fl. 4882DF CARF MF Processo nº 10925.002581/200569 Resolução nº 3402000.746 S3C4T2 Fl. 4.883 9 É como voto. Relatora Thais de Laurentiis Galkowicz Fl. 4883DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 15922.000372/2009-58
Turma: Segunda Turma Extraordinária da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jul 28 00:00:00 UTC 2021
Data da publicação: Tue Aug 24 00:00:00 UTC 2021
Ementa: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA (IRPF)
Ano-calendário: 2004
DEDUÇÃO. DESPESAS MÉDICAS. INDICAÇÃO DO BENEFICÍARIO.
Na hipótese de o comprovante de pagamento do serviço médico prestado ter sido emitido em nome do contribuinte sem a especificação do beneficiário do serviço, pode-se presumir que esse foi o próprio contribuinte, exceto quando a juízo da autoridade fiscal, forem constatados razoáveis indícios de irregularidades. SCI nº 23 da COSIT, a respeito do tema.
Recibos e declaração do profissional prestador dos serviços, não existindo nada nos autos que desabone, tais documentos, a dedução de despesas médicas deve ser restabelecida.
Numero da decisão: 2002-006.467
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao Recurso Voluntário.
(documento assinado digitalmente)
Mônica Renata Mello Ferreira Stoll - Presidente
(documento assinado digitalmente)
Virgílio Cansino Gil - Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Mônica Renata Mello Ferreira Stoll (Presidente), Virgílio Cansino Gil, Thiago Duca Amoni e Diogo Cristian Denny.
Nome do relator: VIRGILIO CANSINO GIL
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Mon Oct 25 15:42:02 UTC 2021
anomes_sessao_s : 202107
ementa_s : ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA (IRPF) Ano-calendário: 2004 DEDUÇÃO. DESPESAS MÉDICAS. INDICAÇÃO DO BENEFICÍARIO. Na hipótese de o comprovante de pagamento do serviço médico prestado ter sido emitido em nome do contribuinte sem a especificação do beneficiário do serviço, pode-se presumir que esse foi o próprio contribuinte, exceto quando a juízo da autoridade fiscal, forem constatados razoáveis indícios de irregularidades. SCI nº 23 da COSIT, a respeito do tema. Recibos e declaração do profissional prestador dos serviços, não existindo nada nos autos que desabone, tais documentos, a dedução de despesas médicas deve ser restabelecida.
turma_s : Segunda Turma Extraordinária da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Tue Aug 24 00:00:00 UTC 2021
numero_processo_s : 15922.000372/2009-58
anomes_publicacao_s : 202108
conteudo_id_s : 6457654
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Aug 25 00:00:00 UTC 2021
numero_decisao_s : 2002-006.467
nome_arquivo_s : Decisao_15922000372200958.PDF
ano_publicacao_s : 2021
nome_relator_s : VIRGILIO CANSINO GIL
nome_arquivo_pdf_s : 15922000372200958_6457654.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao Recurso Voluntário. (documento assinado digitalmente) Mônica Renata Mello Ferreira Stoll - Presidente (documento assinado digitalmente) Virgílio Cansino Gil - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Mônica Renata Mello Ferreira Stoll (Presidente), Virgílio Cansino Gil, Thiago Duca Amoni e Diogo Cristian Denny.
dt_sessao_tdt : Wed Jul 28 00:00:00 UTC 2021
id : 8938428
ano_sessao_s : 2021
atualizado_anexos_dt : Mon Oct 25 16:39:18 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714610563839950848
conteudo_txt : Metadados => date: 2021-08-16T16:14:32Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.5; xmp:CreatorTool: Microsoft® Word 2010; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; language: pt-BR; dcterms:created: 2021-08-16T16:14:32Z; Last-Modified: 2021-08-16T16:14:32Z; dcterms:modified: 2021-08-16T16:14:32Z; dc:format: application/pdf; version=1.5; Last-Save-Date: 2021-08-16T16:14:32Z; pdf:docinfo:creator_tool: Microsoft® Word 2010; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2021-08-16T16:14:32Z; meta:save-date: 2021-08-16T16:14:32Z; pdf:encrypted: true; modified: 2021-08-16T16:14:32Z; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; dc:language: pt-BR; meta:creation-date: 2021-08-16T16:14:32Z; created: 2021-08-16T16:14:32Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; Creation-Date: 2021-08-16T16:14:32Z; pdf:charsPerPage: 1692; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; pdf:docinfo:created: 2021-08-16T16:14:32Z | Conteúdo => S2-TE02 Ministério da Economia Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Processo nº 15922.000372/2009-58 Recurso Voluntário Acórdão nº 2002-006.467 – 2ª Seção de Julgamento / 2ª Turma Extraordinária Sessão de 28 de julho de 2021 Recorrente JOSE LUIZ DENARDI Interessado FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA (IRPF) Ano-calendário: 2004 DEDUÇÃO. DESPESAS MÉDICAS. INDICAÇÃO DO BENEFICÍARIO. “Na hipótese de o comprovante de pagamento do serviço médico prestado ter sido emitido em nome do contribuinte sem a especificação do beneficiário do serviço, pode-se presumir que esse foi o próprio contribuinte, exceto quando a juízo da autoridade fiscal, forem constatados razoáveis indícios de irregularidades”. SCI nº 23 da COSIT, a respeito do tema. Recibos e declaração do profissional prestador dos serviços, não existindo nada nos autos que desabone, tais documentos, a dedução de despesas médicas deve ser restabelecida. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao Recurso Voluntário. (documento assinado digitalmente) Mônica Renata Mello Ferreira Stoll - Presidente (documento assinado digitalmente) Virgílio Cansino Gil - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Mônica Renata Mello Ferreira Stoll (Presidente), Virgílio Cansino Gil, Thiago Duca Amoni e Diogo Cristian Denny. Relatório Trata-se de Recurso Voluntário (e-fls. 34/37) contra decisão de primeira instância (e-fls. 25/29), que julgou improcedente a impugnação do sujeito passivo. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 15 92 2. 00 03 72 /2 00 9- 58 Fl. 62DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 2 do Acórdão n.º 2002-006.467 - 2ª Sejul/2ª Turma Extraordinária Processo nº 15922.000372/2009-58 Contra o contribuinte foi lavrada a presente de Notificação de Lançamento decorrente de revisão da Declaração de Ajuste Anual correspondente ao exercício 2005, ano-calendário 2004, no valor total de R$ 2.444,05, sendo R$ 991,76 de Imposto de Renda Pessoa Física Suplementar, R$ 743,82 de multa de oficio e R$ 508,47 de juros de mora, calculados até 27/02/2009. A Notificação, lavrada em 02/03/2009, decorre de glosa de dedução com despesas médicas no valor de R$ 6.378,00 consoante a "Descrição dos Fatos e Enquadramento Legal": Dedução Indevida de Despesas Médicas Glosa do valor de R$ 6.378,00, indevidamente deduzido a título de Despesas Médicas, por falta de comprovação, ou por falta de previsão legal para sua dedução. (...) COMPLEMENTAÇÃO DA DESCRIÇÃO DOS FATOS Glosa de despesas médicas no valor de R$ 6.378,00 , conforme abaixo discriminadas: Pedro Roberto de Paula, CPF: 212.143.016-49, R$ 6.300,00, visto que os recibos apresentados relacionados ao profissional acima, não atendem ao disposto no Art. 80,§1°, III do decreto n ° 3.000/1999 (Regulamento do Imposto de Renda); Fleury S.A, CNPJ: 60.840.055/0012-94, R$ 78,00, cuja despesa está relacionada Maria Inês B. Denardi, CPF: 061.904.298-23, quem não é dependente na presente declaração e apresentou declaração em separado (modelo simplificado). Cientificado em 11/03/2003, o contribuinte ingressou com impugnação tempestiva 03/04/2009, alegando que apresentou todos os recibos emitidos por Dr. Pedro Roberto de Paula e juntou DARF de recolhimento referente ao LAB Fleury. A 11ª Turma da DRJ/SP2 julgou improcedente a impugnação entendendo que o contribuinte não logrou comprovar o beneficiário dos serviços prestados, bem como o efetivo pagamento. O resumo da decisão revisanda está condensado na seguinte ementa do julgamento: DEDUÇÃO DE DESPESAS MÉDICAS. RECIBOS. REQUISITOS LEGAIS. PAGAMENTOS Para fazer prova das despesas médicas pleiteadas como dedução na declaração de ajuste anual, os recibos emitidos devem atender aos requisitos exigidos pela legislação do imposto de renda pessoa física. Não comprovados os pagamentos efetuados a título de despesas médicas é de manter-se a glosa para essas deduções pleiteadas na declaração de ajuste anual Inconformado, o contribuinte apresentou Recurso Voluntário, alegando que: - todos os recibos apresentados estão em consonância com as disposições legais; - junta declaração com firma reconhecida do prestador de serviços atestando a veracidade das informações. Fl. 63DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 3 do Acórdão n.º 2002-006.467 - 2ª Sejul/2ª Turma Extraordinária Processo nº 15922.000372/2009-58 Requer o cancelamento do débito fiscal reclamado. É o relatório. Passo ao voto. Voto Conselheiro Virgílio Cansino Gil, Relator. Recurso Voluntário aviado a modo e tempo, portanto dele conheço. O contribuinte foi cientificado em 24/01/2012 (e-fl. 33); Recurso Voluntário protocolado em 15/02/2012 (e-fl. 34), assinado pelo próprio contribuinte. Irresignado com a r. decisão revisanda que manteve a glosa de despesas médicas do profissional Pedro Roberto de Paula, por não informar o destinatário do tratamento, o contribuinte maneja recurso próprio, juntando documentos. Tendo sido considerado pela r. decisão primeira a impugnação parcial, a dedução glosada de R$ 78,00 relativo ao laboratório Fleury, restou para julgamento a dedução referente ao profissional Pedro Roberto de Paula no valor de R$ 6.300,00. Fundamenta a r. decisão que os recibos foram glosados por dois motivos, primeiro por não identificar o paciente, segundo pela não comprovação do efetivo pagamento. O primeiro motivo não se sustenta tendo em vista a Solução abaixo. Com a aprovação da Solução de Consulta Interna n° 23-COSIT, esta questão foi superada, senão vejamos: “Na hipótese de o comprovante de pagamento do serviço médico prestado ter sido emitido em nome do contribuinte sem a especificação do beneficiário do serviço, pode- se presumir que esse foi o próprio contribuinte, exceto quando, a juízo da autoridade fiscal, forem constatados razoáveis indícios de irregularidades”. O segundo fundamento, entende este relator que tem a mesma sorte do primeiro, senão vejamos: O recorrente carreou aos autos, a “Declaração” do profissional que lhe prestou o serviço (e-fl. 57), com os recibos (e-fls. 5/11 – 54/56) e a declaração apresentada é de ser restabelecida a referida dedução, não existindo nada nos autos que desabone tais documentos. Assim nesta quadra de entendimento, razão assiste ao recorrente. Isto posto e pelo que mais consta dos autos, conheço do recurso voluntário e, no mérito, dá-se provimento. É como voto. (documento assinado digitalmente) Virgílio Cansino Gil Fl. 64DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 4 do Acórdão n.º 2002-006.467 - 2ª Sejul/2ª Turma Extraordinária Processo nº 15922.000372/2009-58 Fl. 65DF CARF MF Documento nato-digital
score : 1.0
Numero do processo: 10880.900991/2010-06
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Primeira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Sep 16 00:00:00 UTC 2021
Data da publicação: Thu Sep 30 00:00:00 UTC 2021
Numero da decisão: 1401-000.877
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do Relator.
(documento assinado digitalmente)
Luiz Augusto de Souza Gonçalves - Presidente
(documento assinado digitalmente)
André Severo Chaves - Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Cláudio de Andrade Camerano, Daniel Ribeiro Silva, Carlos André Soares Nogueira, André Severo Chaves, Itamar Artur Magalhães Alves Ruga, André Luis Ulrich Pinto, Bárbara Santos Guedes (suplente convocada) e Luiz Augusto de Souza Gonçalves (Presidente).
Nome do relator: ANDRE SEVERO CHAVES
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Mon Oct 25 15:42:02 UTC 2021
anomes_sessao_s : 202109
camara_s : Quarta Câmara
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Primeira Seção
dt_publicacao_tdt : Thu Sep 30 00:00:00 UTC 2021
numero_processo_s : 10880.900991/2010-06
anomes_publicacao_s : 202109
conteudo_id_s : 6487232
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Oct 01 00:00:00 UTC 2021
numero_decisao_s : 1401-000.877
nome_arquivo_s : Decisao_10880900991201006.PDF
ano_publicacao_s : 2021
nome_relator_s : ANDRE SEVERO CHAVES
nome_arquivo_pdf_s : 10880900991201006_6487232.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do Relator. (documento assinado digitalmente) Luiz Augusto de Souza Gonçalves - Presidente (documento assinado digitalmente) André Severo Chaves - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Cláudio de Andrade Camerano, Daniel Ribeiro Silva, Carlos André Soares Nogueira, André Severo Chaves, Itamar Artur Magalhães Alves Ruga, André Luis Ulrich Pinto, Bárbara Santos Guedes (suplente convocada) e Luiz Augusto de Souza Gonçalves (Presidente).
dt_sessao_tdt : Thu Sep 16 00:00:00 UTC 2021
id : 8997989
ano_sessao_s : 2021
atualizado_anexos_dt : Mon Oct 25 16:40:41 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714610563843096576
conteudo_txt : Metadados => date: 2021-09-27T18:17:18Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.5; xmp:CreatorTool: Microsoft® Word 2010; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; language: pt-BR; dcterms:created: 2021-09-27T18:17:18Z; Last-Modified: 2021-09-27T18:17:18Z; dcterms:modified: 2021-09-27T18:17:18Z; dc:format: application/pdf; version=1.5; Last-Save-Date: 2021-09-27T18:17:18Z; pdf:docinfo:creator_tool: Microsoft® Word 2010; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2021-09-27T18:17:18Z; meta:save-date: 2021-09-27T18:17:18Z; pdf:encrypted: true; modified: 2021-09-27T18:17:18Z; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; dc:language: pt-BR; meta:creation-date: 2021-09-27T18:17:18Z; created: 2021-09-27T18:17:18Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; Creation-Date: 2021-09-27T18:17:18Z; pdf:charsPerPage: 1942; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; pdf:docinfo:created: 2021-09-27T18:17:18Z | Conteúdo => 0 S1-C 4T1 MINISTÉRIO DA ECONOMIA Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Processo nº 10880.900991/2010-06 Recurso Voluntário Resolução nº 1401-000.877 – 1ª Seção de Julgamento / 4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 16 de setembro de 2021 Assunto PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Recorrente ARCADIS TETRAPLAN SA. Interessado FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do Relator. (documento assinado digitalmente) Luiz Augusto de Souza Gonçalves - Presidente (documento assinado digitalmente) André Severo Chaves - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Cláudio de Andrade Camerano, Daniel Ribeiro Silva, Carlos André Soares Nogueira, André Severo Chaves, Itamar Artur Magalhães Alves Ruga, André Luis Ulrich Pinto, Bárbara Santos Guedes (suplente convocada) e Luiz Augusto de Souza Gonçalves (Presidente). Relatório Trata-se de Recurso Voluntário interposto contra o Acórdão de nº 02-086.786, da 10ª Turma da DRJ/BHE, que julgou improcedente a Manifestação de Inconformidade apresentada pela ora Recorrente. Transcreve-se, portanto, o relatório da supracitada DRJ, que resume o presente litígio: “O presente processo trata de Manifestação de Inconformidade contra Despacho Decisório nº rastreamento 855361034 emitido em 22/01/2010 (fl.13) referente ao PER/DCOMP abaixo referenciado: A declaração de compensação foi gerada com o objetivo de ter reconhecido o direito creditório correspondente a saldo negativo de IRPJ apurado no ano calendário 2007, no valor de R$ 41.302,77, e compensar os débitos discriminados no referido PER/DCOMP. De acordo com o Despacho Decisório, apenas parte do valor do crédito utilizado nas compensações foi reconhecido, conforme abaixo: RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 08 80 .9 00 99 1/ 20 10 -0 6 Fl. 700DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 2 da Resolução n.º 1401-000.877 - 1ª Sejul/4ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10880.900991/2010-06 Todo o valor de retenção do IR que o contribuinte relacionou em sua DCOMP e que compôs a antecipação do IRPJ devido ao final do exercício foi confirmado (R$ 86.034,46). Entretanto, havendo IRPJ devido no exercício de R$ 77.415,12, o saldo negativo reconhecido foi de apenas R$ 8.619,34, valor menor do que aquele pleiteado na PERDCOMP (R$ 41.302,77). Parcialmente reconhecido o Saldo negativo de IRPJ do exercício, este não foi suficiente para extinguir por compensação todo o débito declarado à compensação: DA MANIFESTAÇÃO DE INCONFORMIDADE Cientificado do Despacho Decisório em 02/02/2010, conforme documentos de fls. 14/15, o sujeito passivo protocolou, em 26/02/2010, a Manifestação de Inconformidade de fls. 16/18, onde resumidamente alega: 1. A requerente sofreu retenções de IRRF da ordem de R$ 118.717,89, conforme planilha detalhada que efetivamente evidencia a exatidão daquela importância; 2. Aquele valor retido é forma de extinção do crédito tributário devendo ser considerado na apuração do IRPJ do exercício. É o relatório. No acórdão proferido pela DRJ, esta destacou as seguintes razões: “(...) Da análise do crédito De pronto observa-se que todo o valor informado como antecipação pelo contribuinte em sua DCOMP foi confirmado, entretanto em valor diverso (a menor) do que aquele informado em sua DIPJ (R$ 86.034,46 na primeira; R$ 118.717,89 na segunda). Alega o contribuinte que o valor retido está conforme as Retenções informadas em DIPJ e em planilha que anexa à Inconformidade. A legislação tributária exige a comprovação da retenção na fonte por documento emitido pela fonte pagadora dos rendimentos, a saber: Art. 942. As pessoas jurídicas de direito público ou privado que efetuarem pagamento ou crédito de rendimentos relativos a serviços prestados por outras pessoas jurídicas e sujeitos à retenção do imposto na fonte deverão fornecer, em duas vias, à pessoa jurídica beneficiária Comprovante Anual de Rendimentos Pagos ou Creditados e de Retenção de Imposto de Renda na Fonte, em modelo aprovado pela Secretaria da Receita Federal. Parágrafo único. O comprovante de que trata este artigo deverá ser fornecido ao beneficiário até o dia 31 de janeiro do ano-calendário subseqüente ao do pagamento. Art. 943. A Secretaria da Receita Federal poderá instituir formulário próprio para prestação das informações de que tratam os arts. 941 e 942. [.....] Fl. 701DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 3 da Resolução n.º 1401-000.877 - 1ª Sejul/4ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10880.900991/2010-06 § 2º O imposto retido na fonte sobre quaisquer rendimentos ou ganhos de capital somente poderá ser compensado na declaração de pessoa física ou jurídica, quando for o caso, se o contribuinte possuir comprovante da retenção emitido em seu nome pela fonte pagadora, ressalvado o disposto nos §§ 1º e 2º do art. 7º, e no § 1º do art. 8º. Portanto, de acordo com o § 2º do art. 943 do RIR/1999, transcrito acima, o Comprovante Anual de Retenção de Imposto de Renda na Fonte fornecido pela fonte pagadora é o documento hábil para comprovar a correta dedução do imposto retido durante o ano-calendário. O contribuinte não apresenta qualquer documento comprobatório das Retenções na Fonte não confirmadas por ocasião do Despacho Decisório, restringindo-se a afirmar que todas as fontes pagadoras e respectivas retenções estavam informadas na DIPJ 2008, o que nada comprova. Além disso apresenta Planilha com relação de rendimentos e de retenções às folhas 23/24. Registre-se, por oportuno, que a ausência dos comprovantes de rendimentos e retenção na fonte pode ser suprida, quando possível, pelos registros constantes nos bancos de dados da Receita Federal em relação às retenções informadas pelas fontes pagadoras na DIRF. Consultando o sistema que controla as DIRF’s apresentadas pelas fontes pagadoras, identificamos os rendimentos e os valores de IRRF retidos por aquelas. No caso concreto, efetuamos o cruzamento destas informações prestadas pelas fontes pagadoras com os valores informados em DIPJ e na própria PERDCOMP como valores de antecipação do IRPJ: O contribuinte no ajuste anual, na ficha 12-A de Apuração do IRPJ, indica como antecipação de IRRF o valor de R$ 118.717,89, no valor que também apresenta em sua planilha que fundamenta sua inconformidade. Foi confirmado no PERDCOMP, porém, exatamente o mesmo valor relacionado pelo contribuinte em sua DIPJ (ficha 54) , igualmente compatível com as declarações prestadas em DIRF pelas fontes pagadoras. Portanto, o exame das informações prestadas em DIRF/DIPJ e PERDCOMP nos revela que o contribuinte não demonstra em sua DIPJ (ficha 54), tampouco em sua PERDCOMP os demais rendimentos e retenções de IRRF respectivos não relacionados na apuração acima obtida nos sistemas de controle da RFB, mas pleiteada mediante mera apresentação de planilha indicativa de rendimentos e retenções (fls. 23/24). Ademais, estes outros rendimentos e fonte relacionados pelo contribuinte não foram objeto de Declaração pelas fontes pagadoras em DIRF, tampouco são objeto de comprovação pelo contribuinte pela apresentação do competente Comprovante de Rendimentos e Retenção na fonte anual, de fornecimento obrigatório ao beneficiário das retenções pelas respectivas fontes. Desta feita, não há de ser reformado o Despacho Decisório atacado, considerando que todos os valores de antecipação do IRPJ informados no PERDCOMP foram Fl. 702DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 4 da Resolução n.º 1401-000.877 - 1ª Sejul/4ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10880.900991/2010-06 confirmados, não havendo comprovação de qualquer outro valor passível de composição do IR devido no exercício. Conclusão Ante o exposto e o contido nos autos do presente processo administrativo, reconheço por tempestiva a manifestação de inconformidade e concluo pela sua IMPROCEDÊNCIA TOTAL, para manter a homologação parcial da DCOMP em referência, nos exatos termos do Despacho Decisório contestado.” Cientificada da decisão de primeira instância em 04/09/2018 (Termo de Ciência por Abertura de Mensagem à e-Fl. 96), inconformada, a contribuinte apresentou Recurso Voluntário (e-Fls. 102 a 120), em 04/10/2018. Em sede de recurso, a contribuinte alega: i. Preliminarmente, alega a nulidade da decisão recorrida por cerceamento ao direito de defesa, por entender que a autoridade julgadora não adotou qualquer providência no sentido de aferir a existência do crédito pleiteado, limitando-se a analisar as informações transmitidas eletronicamente por terceiros, abstendo-se, ainda, da realização de diligências; ii. Argumenta, ainda, a nulidade da cobrança, por entender que o crédito tributário somente poderia ser exigido por meio de auto de infração; iii. No mérito, alega que na DIPJ original informou retenções de IR no valor total de R$ 86.034,46, entretanto, transmitiu DIPJ retificadora, alterando o valor para R$ 118.717,89; iv. Aponta que para comprovar a efetividade das retenções sofridas no ano- calendário 2007, acosta aos autos as notas fiscais, relatórios de recebimentos, razões contábeis e extratos bancários; v. Defende que por meio da análise dos documentos, em confronto com a planilha acostada à manifestação de inconformidade, é possível aferir todas as retenções que compuseram a formação do saldo negativo de IRPJ do ano-calendário de 2007 e, por conseguinte, confirmar a integralidade do direito creditório pleiteado, arguindo o Princípio da Verdade Material; vi. Informa que as notas fiscais apresentadas no recurso voluntário, correspondem à prestação de serviços técnicos em favor das tomadoras, e estão devidamente segregadas por fonte pagadora, com as informações referentes ao valor recebido e à retenção de IR sofrida, com a indicação dos serviços e respectivas retenções, do número do contrato de prestação de serviços do qual decorreu sua emissão; e que todas as notas fiscais estão devidamente conciliadas com os relatórios de recebimento, do ano-calendário de 2007, comprovando as retenções de IR registradas pela Recorrente com a indicação do respectivo documento a que se refere (número da nota fiscal); vii. Argumenta que, caso os documentos apresentados não sejam suficientes, seja determinada a realização de diligência, nos termos do Art. 16, IV, do Decreto nº 70.235/72; Fl. 703DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 5 da Resolução n.º 1401-000.877 - 1ª Sejul/4ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10880.900991/2010-06 viii. Por fim, requer preliminarmente a nulidade da decisão recorrida, e no mérito o reconhecimento integral do crédito pleiteado.” É o relatório. Voto Conselheiro André Severo Chaves, Relator. Ao compulsar os autos, verifico que o presente Recurso Voluntário é tempestivo, e atende aos requisitos de admissibilidade do Processo Administrativo Fiscal, previstos no Decreto nº 70.235/72. Razão, pela qual, dele conheço. Da Necessidade da Realização de Diligência Concerne, o presente litígio, a verificar o direito creditório informado na DCOMP nº 01606.83802.130809.1.7.02-8808, decorrente de Saldo Negativo (SN) de IRPJ do ano- calendário 2007, no valor original de R$ 41.302,77. Como relatado, o Despacho Decisório reconheceu a integralidade da retenções na fonte informadas na DCOMP, no valor de R$ 86.034,46, entretanto, tal valor diverge da informação constante na DIPJ, em que a contribuinte declarou a totalidade de R$ 118.717,89, razão pela qual o crédito fora parcialmente homologado. Na decisão de 1ª instância, a DRJ entendeu por manter o Despacho Decisório, por verificar que o valor confirmado corresponde exatamente ao que consta em DIRF, e por constatar que a contribuinte não apresentou documentos hábeis a comprovar as retenções, apenas a DIPJ e uma planilha com a relação de rendimentos e retenções. Cumpre ressaltar que, quanto a matéria de retenções na fonte, o Carf já cristalizou entendimento, por meio da Súmula nº 143, de que a prova das retenções não se faz exclusivamente por meio dos informes de rendimentos. Nesse sentido, a decisão de 1ª instância até que se mostrou receptível a aceitar outros meios de provas das retenções, entretanto, entendeu que a documentação apresentada pela recorrente não era suficiente. Contudo, constata-se no Recurso Voluntário, que em resposta a decisão “a quo”, a interessada apresentou farta documentação probatória (e-Fls. 169 a 689) com o intuito de comprovar efetivamente que sofreu retenções na fonte de IR na quantia de R$ 118.717,89. Dentre tais documentos, constam: i) planilhas com a composição das notas fiscais do ano-calendário 2007; ii) cópias das notas fiscais; iii) cópias dos extratos bancários; iv) cópias dos livros Razão Analítico. Dessa forma, entendo que a documentação apresentada é hábil a comprovar as retenções, e representam fortes indícios do crédito pleiteado. Fl. 704DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 6 da Resolução n.º 1401-000.877 - 1ª Sejul/4ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10880.900991/2010-06 Todavia, torna-se necessário a conversão do julgamento em diligência para que a unidade de origem realize uma conferência minuciosa da vasta documentação apresentada, bem como ateste a sua validade e autenticidade, a fim de confirmar as retenções alegadas pela contribuinte. Quanto à apresentação de novos documentos em sede recursal, entendo que estes foram apresentados em consonância com o diálogo do processo. Nesse mesmo sentido, já decidiu a 1ª Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais, conforme verifica-se no seguinte julgado: PROVAS. RECURSO VOLUNTÁRIO. APRESENTAÇÃO. POSSIBILIDADE. SEM INOVAÇÃO E DENTRO DO PRAZO LEGAL. Da interpretação sistêmica da legislação relativa ao contencioso administrativo tributário, art. 5º, inciso LV da Lei Maior, art. 2º da Lei nº 9.784, de 1999, que regula o processo administrativo federal, e arts. 15 e 16 do PAF, evidencia-se que não há óbice para apresentação de provas em sede de recurso voluntário, desde que sejam documentos probatórios que estejam no contexto da discussão de matéria em litígio, sem trazer inovação, e dentro do prazo temporal de trinta dias a contar da data da ciência da decisão recorrida. (Processo: 10880.004637/9929. Rel. ANDRE MENDES DE MOURA. Data da Sessão: 14/09/2017) Conclusão Assim, voto por converter o julgamento em diligência à unidade de origem para que esta: i. Analise a validade e autenticidade da documentação apresentada em sede recursal; ii. Confirme a existência de retenções na fonte no valor pleiteado pela contribuinte de R$ 118.717,89, relativas ao ano-calendário 2007, averiguando os valores destacados nas notas fiscais, a escrituração contábil, e o recebimento líquido nos extratos bancários, bem como confronte com as informações constantes na DIPJ retificadora, a fim de confirmar o oferecimento das receitas à tributação; podendo, ainda, intimar a contribuinte a apresentar documentação complementar que entender necessária. A unidade de origem deverá elaborar relatório fiscal conclusivo sobre as apurações e cientificar o sujeito passivo do resultado da diligência realizada para, querendo, manifestar-se no prazo de 30 dias, conforme parágrafo único do art. 35 do Decreto nº 7.574, de 2011. É como voto. (documento assinado digitalmente) André Severo Chaves Fl. 705DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 7 da Resolução n.º 1401-000.877 - 1ª Sejul/4ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10880.900991/2010-06 Fl. 706DF CARF MF Documento nato-digital
score : 1.0
Numero do processo: 16020.000208/2007-13
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Dec 04 00:00:00 UTC 2019
Data da publicação: Wed Sep 30 00:00:00 UTC 2020
Ementa: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Data do fato gerador: 31/01/2006
EMBARGOS INOMINADOS. ACÓRDÃO E CONTRADIÇÃO. PROVIMENTO.
Nos termos do art. 66, do RICARF, as alegações de inexatidões materiais devidas a lapso manifesto e os erros de escrita ou de cálculo existentes na decisão, provocados pelos legitimados para opor embargos, deverão ser recebidos como embargos inominados para correção, mediante a prolação de um novo acórdão. A fim de sanar erro material do auto de infração e deficiência na interpretação do dispositivo do Acórdão, os embargos inominados devem ser Acolhidos, para adequar ao novo dispositivo proferido pela Turma julgadora.
Numero da decisão: 2301-006.736
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, acolher os embargos para, sanando a inexatidão material, alterar o trecho "período de apuração: 01/01/1996 a 31/07/1997" para "data do fato gerador: 31/01/2006". O julgamento deste processo seguiu a sistemática dos recursos repetitivos, aplicando-se o decidido no julgamento do processo 14191.000039/2007-16, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado.
(documento assinado digitalmente)
João Mauricio Vital Presidente e Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Antonio Savio Nastureles, Wesley Rocha, Cleber Ferreira Nunes Leite, Marcelo Freitas de Souza Costa, Sheila Aires Cartaxo Gomes, Virgílio Cansino Gil (Suplente Convocado), Fernanda Melo Leal e João Mauricio Vital (Presidente). Ausente a Conselheira Juliana Marteli Fais Feriato.
Nome do relator: JOAO MAURICIO VITAL
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Mon Oct 25 15:42:02 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201912
camara_s : Terceira Câmara
ementa_s : ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Data do fato gerador: 31/01/2006 EMBARGOS INOMINADOS. ACÓRDÃO E CONTRADIÇÃO. PROVIMENTO. Nos termos do art. 66, do RICARF, as alegações de inexatidões materiais devidas a lapso manifesto e os erros de escrita ou de cálculo existentes na decisão, provocados pelos legitimados para opor embargos, deverão ser recebidos como embargos inominados para correção, mediante a prolação de um novo acórdão. A fim de sanar erro material do auto de infração e deficiência na interpretação do dispositivo do Acórdão, os embargos inominados devem ser Acolhidos, para adequar ao novo dispositivo proferido pela Turma julgadora.
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Wed Sep 30 00:00:00 UTC 2020
numero_processo_s : 16020.000208/2007-13
anomes_publicacao_s : 202009
conteudo_id_s : 6274963
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Sep 30 00:00:00 UTC 2020
numero_decisao_s : 2301-006.736
nome_arquivo_s : Decisao_16020000208200713.PDF
ano_publicacao_s : 2020
nome_relator_s : JOAO MAURICIO VITAL
nome_arquivo_pdf_s : 16020000208200713_6274963.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, acolher os embargos para, sanando a inexatidão material, alterar o trecho "período de apuração: 01/01/1996 a 31/07/1997" para "data do fato gerador: 31/01/2006". O julgamento deste processo seguiu a sistemática dos recursos repetitivos, aplicando-se o decidido no julgamento do processo 14191.000039/2007-16, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado. (documento assinado digitalmente) João Mauricio Vital Presidente e Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Antonio Savio Nastureles, Wesley Rocha, Cleber Ferreira Nunes Leite, Marcelo Freitas de Souza Costa, Sheila Aires Cartaxo Gomes, Virgílio Cansino Gil (Suplente Convocado), Fernanda Melo Leal e João Mauricio Vital (Presidente). Ausente a Conselheira Juliana Marteli Fais Feriato.
dt_sessao_tdt : Wed Dec 04 00:00:00 UTC 2019
id : 8478384
ano_sessao_s : 2019
atualizado_anexos_dt : Mon Oct 25 16:39:06 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714610563866165248
conteudo_txt : Metadados => date: 2020-04-28T12:43:14Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.5; xmp:CreatorTool: Microsoft® Word 2010; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; language: pt-BR; dcterms:created: 2020-04-28T12:43:14Z; Last-Modified: 2020-04-28T12:43:14Z; dcterms:modified: 2020-04-28T12:43:14Z; dc:format: application/pdf; version=1.5; Last-Save-Date: 2020-04-28T12:43:14Z; pdf:docinfo:creator_tool: Microsoft® Word 2010; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2020-04-28T12:43:14Z; meta:save-date: 2020-04-28T12:43:14Z; pdf:encrypted: true; modified: 2020-04-28T12:43:14Z; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; dc:language: pt-BR; meta:creation-date: 2020-04-28T12:43:14Z; created: 2020-04-28T12:43:14Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; Creation-Date: 2020-04-28T12:43:14Z; pdf:charsPerPage: 1903; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; pdf:docinfo:created: 2020-04-28T12:43:14Z | Conteúdo => S2-C 3T1 Ministério da Economia Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Processo nº 16020.000208/2007-13 Recurso Embargos Acórdão nº 2301-006.736 – 2ª Seção de Julgamento / 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 4 de dezembro de 2019 Embargante CONSELHEIRO Interessado ELLENCO CONSTRUCOES LTDA ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Data do fato gerador: 31/01/2006 EMBARGOS INOMINADOS. ACÓRDÃO E CONTRADIÇÃO. PROVIMENTO. Nos termos do art. 66, do RICARF, as alegações de inexatidões materiais devidas a lapso manifesto e os erros de escrita ou de cálculo existentes na decisão, provocados pelos legitimados para opor embargos, deverão ser recebidos como embargos inominados para correção, mediante a prolação de um novo acórdão. A fim de sanar erro material do auto de infração e deficiência na interpretação do dispositivo do Acórdão, os embargos inominados devem ser Acolhidos, para adequar ao novo dispositivo proferido pela Turma julgadora. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, acolher os embargos para, sanando a inexatidão material, alterar o trecho "período de apuração: 01/01/1996 a 31/07/1997" para "data do fato gerador: 31/01/2006". O julgamento deste processo seguiu a sistemática dos recursos repetitivos, aplicando-se o decidido no julgamento do processo 14191.000039/2007-16, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado. (documento assinado digitalmente) João Mauricio Vital – Presidente e Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Antonio Savio Nastureles, Wesley Rocha, Cleber Ferreira Nunes Leite, Marcelo Freitas de Souza Costa, Sheila Aires Cartaxo Gomes, Virgílio Cansino Gil (Suplente Convocado), Fernanda Melo Leal e João Mauricio Vital (Presidente). Ausente a Conselheira Juliana Marteli Fais Feriato. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 16 02 0. 00 02 08 /2 00 7- 13 Fl. 262DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 2 do Acórdão n.º 2301-006.736 - 2ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 16020.000208/2007-13 Relatório O presente julgamento submete-se à sistemática dos recursos repetitivos, prevista no art. 47, §§ 1º e 2º, Anexo II, do Regulamento Interno do CARF (RICARF), aprovado pela Portaria MF nº 343, de 9 de junho de 2019, e, dessa forma, adoto neste relatório excertos do relatado no Acórdão nº 2301-006.723, de 4 de dezembro de 2019, que lhe serve de paradigma. Trata-se de embargos inominados opostos por Conselheiro do CARF, contra Acórdão de Recurso Voluntário proferido por este colegiado, contendo a seguinte ementa: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/1997 a 31/07/1998 NULIDADE DO LANÇAMENTO FISCAL. IMPROCEDÊNCIA. Não se configurando nenhuma das hipóteses arroladas no art. 59 do Decreto 70.235, de 1972 que rege o processo administrativo fiscal, e estando o auto de infração formalmente perfeito, com a discriminação precisa do fundamento legal sobre que determina a obrigação tributária, os juros de mora, a multa e a correção monetária, revela-se inviável falar em nulidade, não se configurando qualquer óbice ao desfecho da demanda administrativa, uma vez que não houve elementos que possam dar causa ao instituto alegado. CONSTRUÇÃO CIVIL. SOLIDARIEDADE. EMPREITADA TOTAL. O contratante de serviços de construção civil responde solidariamente com o construtor, independentemente da forma de contratação, pelo pagamento das contribuições previdenciárias decorrentes do contrato. (Art. 30, VI da Lei 8.212, de 1991.). LANÇAMENTO. AFERIÇÃO INDIRETA. Ocorrendo recusa ou sonegação de qualquer documento ou informação, ou sua apresentação deficiente, a Secretaria da Receita Federal do Brasil pode, sem prejuízo da penalidade cabível, lançar de ofício a importância devida, cabendo à empresa ou ao segurado o ônus da prova em contrário. Recurso Voluntário Negado. A decisão foi registrada nos seguintes termos: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, rejeitar as preliminares, e, no mérito, negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do relator. Após a oposição de embargos de declaração pelo contribuinte, os quais não foram acolhidos, foram opostos embargos inominados pelo Conselheiro Presidente da Turma, com a seguinte informação: (...) Foi consignado o período de apuração de 01/1997 a 07/1998, entretanto, compulsando os autos, verifica-se que o período de apuração que ainda permanece em litígio restringe-se à competência 01/1996 (as competências 10/1995 a 12/1995 e 03/1996 foram consideradas decadentes pela decisão de 1ª instância). Fl. 263DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 3 do Acórdão n.º 2301-006.736 - 2ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 16020.000208/2007-13 Verificada a existência de erros de fato devidos a lapso manifesto em decisão proferida por este Conselho, os mesmos podem ser corrigidos por meio de Embargos Inominados, conforme o art. 66, do mesmo RICARF: Art. 66. As alegações de inexatidões materiais devidas a lapso manifesto e os erros de escrita ou de cálculo existentes na decisão, provocados pelos legitimados para opor embargos, deverão ser recebidos como embargos inominados para correção, mediante a prolação de um novo acórdão. (grifei) Conclusão Pelo exposto, PROPONHO os presentes embargos inominados para a prolação de novo acórdão, para a correção do período de apuração constante da ementa, nos termos do art. 66 do Anexo II do RICARF Portanto, os embargos inominados foram propostos tendo em vista que constou na ementa do acórdão do recurso voluntário, período de apuração que inclui competências não incluídas no lançamento. É o relatório Voto Conselheiro João Mauricio Vital, Relator. Das razões recursais Como já destacado, o presente julgamento segue a sistemática dos recursos repetitivos, nos termos do art. 47, §§ 1º e 2º, Anexo II, do RICARF, desta forma reproduzo o voto consignado no Acórdão nº 2301-006.723, de 4 de dezembro de 2019, paradigma desta decisão. Os embargos são tempestivos. Portanto, recebo o recurso para julgamento. Da analise do pedido verifica-se que assiste razão ao embargante, por restar comprovado o vicio apontado, constar na ementa do acórdão, período de apuração de competências que não pertencem mais ao lançamento , pela seguinte razão: Da análise do lançamento, verifica-se que o mesmo contém as competências de 10/1995 a 12/1995, 01/1996 e 03/1996. Consta na conclusão do voto no acordão da impugnação, que deve ser cancelado o crédito previdenciário relativos as competências 10/1995 a 12/1995 e 03/1996. No documento DADR - DISCRIMINATIVO ANALÍTICO DO DEBITO RETIFICADO, consta a exclusão das competências acima citadas. Fl. 264DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 4 do Acórdão n.º 2301-006.736 - 2ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 16020.000208/2007-13 Portanto, entendo que, constatada nos autos a ocorrência de erro manifesto, no texto do período de apuração constante da ementa, o mesmo deverá ser alterado de: Período de apuração: 01/01/1996 a 31/07/1997, para: Data do fato gerador: 31/01/2006. Diante do exposto, voto em acolher os embargos inominados para, sanando a inexatidão material verificada, alterar o trecho "período de apuração: 01/01/1996 a 31/07/1997" para "data do fato gerador: 31/01/2006” Conclusão Importa registrar que nos autos em exame a situação fática e jurídica encontra correspondência com a verificada na decisão paradigma, de tal sorte que, as razões de decidir nela consignadas, são aqui adotadas. Dessa forma, em razão da sistemática prevista nos §§ 1º e 2º do art. 47 do anexo II do RICARF, reproduzo o decidido no acórdão paradigma, no sentido de acolher os embargos para, sanando a inexatidão material, alterar o trecho "período de apuração: 01/01/1996 a 31/07/1997" para "data do fato gerador: 31/01/2006". (assinado digitalmente) João Mauricio Vital Fl. 265DF CARF MF Documento nato-digital
score : 1.0
Numero do processo: 10120.905564/2011-99
Turma: Segunda Turma Extraordinária da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Aug 18 00:00:00 UTC 2021
Data da publicação: Mon Sep 27 00:00:00 UTC 2021
Numero da decisão: 3002-000.240
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, para que a unidade fiscal de origem: i) analise os documentos notas fiscais, juntadas em sede de Recurso Voluntário; ii) discrimine a parcela relativa às operações sujeitas à alíquota zero quanto às mercadorias, e quais as mercadorias, especialmente porque inconclusivo o relatório de auditoria quanto ao Livro de Registro de ICMS juntado pelo contribuinte; iii) discrimine a parcela relativa ao frete utilizado para as mercadorias sujeitas à alíquota zero, com o respectivo cotejo de períodos, considerando que é o cerne da discussão;iv) oportunize ao contribuinte Recorrente a apresentação de esclarecimentos e documentos adicionais sobre ambas as parcelas supracitadas as mercadorias sujeitas à alíquota zero e os fretes utilizados para transporte de tais mercadorias; v) seja confeccionado relatório fiscal conclusivo sobre as análises acima mencionadas.
Paulo Regis Venter - Presidente
(documento assinado digitalmente)
Mariel Orsi Gameiro - Relatora
(documento assinado digitalmente)
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Paulo Regis Venter (Presidente), Mariel Orsi Gameiro, Carlos Delson Santiago e Anna Dolores Barros de Oliveira Sá Malta.
Nome do relator: MARIEL ORSI GAMEIRO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Mon Oct 25 15:42:02 UTC 2021
anomes_sessao_s : 202108
turma_s : Segunda Turma Extraordinária da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Mon Sep 27 00:00:00 UTC 2021
numero_processo_s : 10120.905564/2011-99
anomes_publicacao_s : 202109
conteudo_id_s : 6482774
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Sep 27 00:00:00 UTC 2021
numero_decisao_s : 3002-000.240
nome_arquivo_s : Decisao_10120905564201199.PDF
ano_publicacao_s : 2021
nome_relator_s : MARIEL ORSI GAMEIRO
nome_arquivo_pdf_s : 10120905564201199_6482774.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, para que a unidade fiscal de origem: i) analise os documentos notas fiscais, juntadas em sede de Recurso Voluntário; ii) discrimine a parcela relativa às operações sujeitas à alíquota zero quanto às mercadorias, e quais as mercadorias, especialmente porque inconclusivo o relatório de auditoria quanto ao Livro de Registro de ICMS juntado pelo contribuinte; iii) discrimine a parcela relativa ao frete utilizado para as mercadorias sujeitas à alíquota zero, com o respectivo cotejo de períodos, considerando que é o cerne da discussão;iv) oportunize ao contribuinte Recorrente a apresentação de esclarecimentos e documentos adicionais sobre ambas as parcelas supracitadas as mercadorias sujeitas à alíquota zero e os fretes utilizados para transporte de tais mercadorias; v) seja confeccionado relatório fiscal conclusivo sobre as análises acima mencionadas. Paulo Regis Venter - Presidente (documento assinado digitalmente) Mariel Orsi Gameiro - Relatora (documento assinado digitalmente) Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Paulo Regis Venter (Presidente), Mariel Orsi Gameiro, Carlos Delson Santiago e Anna Dolores Barros de Oliveira Sá Malta.
dt_sessao_tdt : Wed Aug 18 00:00:00 UTC 2021
id : 8988804
ano_sessao_s : 2021
atualizado_anexos_dt : Mon Oct 25 16:40:30 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714610563872456704
conteudo_txt : Metadados => date: 2021-09-23T17:21:35Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.5; xmp:CreatorTool: Microsoft® Word 2010; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; language: pt-BR; dcterms:created: 2021-09-23T17:21:35Z; Last-Modified: 2021-09-23T17:21:35Z; dcterms:modified: 2021-09-23T17:21:35Z; dc:format: application/pdf; version=1.5; Last-Save-Date: 2021-09-23T17:21:35Z; pdf:docinfo:creator_tool: Microsoft® Word 2010; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2021-09-23T17:21:35Z; meta:save-date: 2021-09-23T17:21:35Z; pdf:encrypted: true; modified: 2021-09-23T17:21:35Z; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; dc:language: pt-BR; meta:creation-date: 2021-09-23T17:21:35Z; created: 2021-09-23T17:21:35Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; Creation-Date: 2021-09-23T17:21:35Z; pdf:charsPerPage: 2331; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; pdf:docinfo:created: 2021-09-23T17:21:35Z | Conteúdo => 00 SS33--TTEE0022 MMiinniissttéérriioo ddaa EEccoonnoommiiaa CCoonnsseellhhoo AAddmmiinniissttrraattiivvoo ddee RReeccuurrssooss FFiissccaaiiss PPrroocceessssoo nnºº 10120.905564/2011-99 RReeccuurrssoo Voluntário RReessoolluuççããoo nnºº 3002-000.240 – 3ª Seção de Julgamento / 2ª Turma Extraordinária SSeessssããoo ddee 18 de agosto de 2021 AAssssuunnttoo PEDIDO DE COMPENSAÇÃO DE PIS/COFINS RReeccoorrrreennttee CRISTAL ALIMENTOS LTDA IInntteerreessssaaddoo FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, para que a unidade fiscal de origem: i) analise os documentos – notas fiscais, juntadas em sede de Recurso Voluntário; ii) discrimine a parcela relativa às operações sujeitas à alíquota zero quanto às mercadorias, e quais as mercadorias, especialmente porque inconclusivo o relatório de auditoria quanto ao Livro de Registro de ICMS juntado pelo contribuinte; iii) discrimine a parcela relativa ao frete utilizado para as mercadorias sujeitas à alíquota zero, com o respectivo cotejo de períodos, considerando que é o cerne da discussão;iv) oportunize ao contribuinte Recorrente a apresentação de esclarecimentos e documentos adicionais sobre ambas as parcelas supracitadas – as mercadorias sujeitas à alíquota zero e os fretes utilizados para transporte de tais mercadorias; v) seja confeccionado relatório fiscal conclusivo sobre as análises acima mencionadas. Paulo Regis Venter - Presidente (documento assinado digitalmente) Mariel Orsi Gameiro - Relatora (documento assinado digitalmente) Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Paulo Regis Venter (Presidente), Mariel Orsi Gameiro, Carlos Delson Santiago e Anna Dolores Barros de Oliveira Sá Malta. Relatório Por bem descrever os fatos, adoto relatório oriundo da decisão de primeira instância: Cuida o presente da Declaração de Compensação (DCOMP) nº 21974.60050.180609.1.7.11-1071 (fls. 56 a 59), através da qual a pessoa jurídica acima identificada (doravante apenas manifestante) requer a compensação, com débitos próprios, do crédito de Cofins Não-Cumulativa - Mercado Interno, do 2º trimestre de RE SO LU Çà O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 01 20 .9 05 56 4/ 20 11 -9 9 Fl. 3484DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 2 da Resolução n.º 3002-000.240 - 3ª Sejul/2ª Turma Extraordinária Processo nº 10120.905564/2011-99 2007, no valor de R$ 529.113,79, conforme demonstrado no Pedido de Ressarcimento (PER) nº 02695.89986.180111.1.5.11-5022 (fls. 52 a 55). O processamento desse pedido resultou na emissão do Despacho Decisório, nº 031009818 (fls. 60), emitido em 04/09/2012, que não homologou integralmente a compensação declarada e identificou não haver valor a ser ressarcido para o período de apuração, porquanto o crédito reconhecido fora insuficiente em face aos débitos informados pelo sujeito passivo. Por causa disto, o ato decisório formalizou a exigência de R$ 5.864,44, incidente sobre os débitos indevidamente compensados, com multa e juros de mora calculados para pagamento em 28/09/2012. A motivação para o ato decisório está presente no Relatório de Auditoria de Crédito (fls. 66 a 74), anexo ao Despacho Decisório, em que a autoridade tributária relata a instauração de diligência fiscal, posteriormente convertida em ação fiscal, com o objetivo de apurar o direito creditório arguido. No curso da fiscalização, a autoridade administrativa requereu os arquivos digitais contábeis e fiscais gerados conforme o leiaute do ADE Cofis nº 25/2010 (aprovado pela Instrução Normativa SRF nº 86/2001) e comparou seu conteúdo com o Dacon do período correspondente, detectando divergências, as quais a manifestante foi intimada a justificar. Depois da entrega da documentação livre de inconsistências, a autoridade administrativa cuidou de analisar as operações com direito a crédito e classificá-las conforme o Dacon; este procedimento foi repetido com a conferência dos débitos apurados da contribuição social. Ao término, houve o encontro entre débitos e créditos, considerando o rateio da venda tributada no mercado interno dos produtos sujeitos à alíquota zero, e chegou-se ao crédito de R$ 515.598,89. O Despacho Decisório foi notificado, por via postal, em 25/09/2012 (fls. 77) e a manifestação de inconformidade protocolizada em 25/10/2012 (fls. 2 a 5). A defesa batalha contra a improcedência da glosa efetuada pela autoridade administrativa, tomando por base a memória de cálculo constante no Anexo I – Demonstrativo de Apuração dos Créditos Cofins (fls. 15 a 21) e a existência de inconsistências no arquivo fiscal apontadas pelo próprio Relatório de Auditoria de Crédito. Outrossim, a base de cálculo está em conformidade com os Anexos II - Balancete Contábil de Abril a Junho/2007 (fls. 22 a 37) e III - Livros Registros de Apuração do ICMS de Abril a Junho/2007 (fls. 38 a 50). A manifestante ainda pontua que a Instrução Normativa SRF nº 404/2004 conceituou insumos para fins de apuração de créditos no regime da não-cumulatividade das contribuições sociais, aproximando-se do IPI. Entretanto, a autoridade administrativa adotou o conceito do IR, apenas para cercear o direito em se creditar do imposto pago por ocasião da aquisição de serviços de frete, mesmo na aquisição de produtos sujeitos à alíquota zero. É o relatório. A 3ª Turma da DRJ/FOR, através do Acórdão 08-43.157 (e-fls. 144) decidiu pela improcedência da manifestação de inconformidade tendo em vista que o custo do frete na aquisição de insumos deve ser analisado à luz do creditamento do próprio insumo, e como está sujeito à alíquota zero, correta a glosa. Ainda, afirma que a escrituração relativa à glosa de bens utilizados como insumos, serviços utilizados como insumos e despesas de armazenagem e frete na operação de venda não é suficiente, e que deve ser embasada por documentos hábeis – notas fiscais, conhecimentos de transporte, etc. O recorrente apresentou Recurso Voluntário (e-fls 165) em 10 de agosto de 2018, no qual alega, em síntese: i) o direito ao creditamento em relação ao frete pago de mercadorias tributadas pelo PIS com alíquota zero; ii) a juntada de todas as notas fiscais que comprovam os Fl. 3485DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 3 da Resolução n.º 3002-000.240 - 3ª Sejul/2ª Turma Extraordinária Processo nº 10120.905564/2011-99 registros no Livro Registro de Apuração do ICMS, conforme alegação da decisão de primeira instância. Junta as autos, em sede de Recurso Voluntário, notas fiscais (fls. 180 Voto Conselheira Mariel Orsi Gameiro, Relatora. O recurso é tempestivo e preenche os requisitos de admissibilidade, portanto, o conheço. A controvérsia reside em dois pilares argumentativos: i) direito creditório pleiteado; ii) aceite das provas em sede de Recurso Voluntário. Pois bem. Acredito que o direito creditório aqui pleiteado, conforme destacado em decisão de primeira instância, reside na questão probatória, além do direito em si. Para tanto, e para dirimir a controvérsia relativa à exigência – da DRJ, de provas além da farta escrituração fiscal apresentada pelo contribuinte, tal como notas fiscais para demonstrar as operações sob a guarida do ICMS, conhecimentos de transportes, o contribuinte junta aos autos respectivos documentos, constantes das fls. 180 a 3.479. E, expressamente, aceito as provas no Recurso apresentado à presente segunda instância, com base nas seguintes considerações, que inicio no artigo 16, do Decreto 70.235/1972. Afirma tal dispositivo: Art. 16. A impugnação mencionará: (...) § 4º A prova documental será apresentada na impugnação, precluindo o direito de o impugnante fazê-lo em outro momento processual, a menos que: a) fique demonstrada a impossibilidade de sua apresentação oportuna, por motivo de força maior; b) refira-se a fato ou a direito superveniente; c) destine-se a contrapor fatos ou razões posteriormente trazidas aos autos. § 5º A juntada de documentos após a impugnação deverá ser requerida à autoridade julgadora, mediante petição em que se demonstre, com fundamentos, a ocorrência de uma das condições previstas nas alíneas do parágrafo anterior. § 6º Caso já tenha sido proferida a decisão, os documentos apresentados permanecerão nos autos para, se for interposto recurso, serem apreciados pela autoridade julgadora de segunda instância. O parágrafo 4º, do dispositivo acima, estabelece que as provas devem ser apresentadas juntamente com a impugnação, precluindo o direito de fazê-lo em outro momento processual, exceto se a situação enquadrar-se em uma das exceções ali descritas. A norma expressa carrega espaço para entendermos que, dentro das excepcionalidades, podemos aceitar as provas apresentadas pelo contribuinte em outro momento processual, pontualmente posterior, que não a manifestação de inconformidade, e acredito fazê- lo em atendimento ao princípio da verdade material. Fl. 3486DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 4 da Resolução n.º 3002-000.240 - 3ª Sejul/2ª Turma Extraordinária Processo nº 10120.905564/2011-99 E justamente nesse sentido entende a Câmara Superior de Recursos Fiscais, através de vários acórdãos, dos quais me limito a citar e transcrever as argumentações em um deles - Acórdão nº 9303-005.084: Como já vimos, o acórdão recorrido considerou preclusa a apresentação destes novos documentos e negou provimento ao recurso. O transcrito § 4º do art. 16 do Decreto nº 70.235/72, estabelece que as provas devem ser apresentadas juntamente com a impugnação, precluindo o direito de fazê-lo em outro momento processual. A regra é clara e bastante justificável à medida em que atende à necessidade de que o processo administrativo tenha sua marcha uniforme para frente e exigindo aos administrados o cumprimento de prazos, permitindo a solução de conflitos em consonância com a desejada celeridade processual. De fato, não é razoável que se permita a apresentação de elementos de prova em qualquer fase recursal a critério do administrado. Mas comungo da ideia de que este critério não seja absoluto a ponto de colidir com outros princípios caros ao processo administrativo, a exemplo dos princípios da formalidade moderada, da ampla defesa e da verdade material. No presente caso, além de estar cerceando o direito de defesa do contribuinte, à medida em que a descrição dos fatos no despacho decisório não é clara o suficiente, poderá estar havendo restrição à aplicação da verdade material à medida em que aqueles documentos apresentados poderem revestir-se de elementos suficientes para a confirmação da existência do direito de compensação do contribuinte. Semelhante raciocínio foi apresentado em voto do ex-conselheiro Belchior Melo de Sousa no acórdão nº 3803-004.325, de 27/06/2013, o qual transcrevo parcialmente, por concordar inteiramente com suas conclusões (grifos meus). O litígio decorrente da apreciação das compensações declaradas passou a ser submetido ao rito do Processo Administrativo Fiscal, regido pelo Decreto nº 70.235/72, a partir da data publicação da Medida Provisória nº 135, de 30 de outubro de 2003 (convertida na Lei nº 10.833/2003). Assim, a princípio deve o litigante submeter-se à observância do art. 16, § 4º, que trata do momento processual de apresentação das provas como sendo o da manifestação de inconformidade, ou, ainda, até a decisão de primeira instância, autorizado pelo órgão julgador. É consabido que a norma legal do art.16, § 4º, citado, tem sua aplicação originária ao processo de determinação e exigência de crédito tributário, cujos fatos imputados ao fiscalizado devem ser respaldados pela provas levantadas e apresentadas pelo fisco no procedimento inquisitório do lançamento. É exigência, ainda, desse feito que os fatos de que é acusado o autuado estejam pontual e claramente descritos. Este modelo de ação tem por fim permitir o exercício da ampla defesa do contribuinte, sob amparo de garantia constitucional. Vê-se que tal entendimento prima pelo princípio da verdade material, bem como ampla defesa e contraditório, de modo a proteger o aceite de conjunto probatório em outro momento processual, que não o da manifestação de inconformidade. Entendo que o sentido esposado pela Câmara Alta do Tribunal, bem como pela norma expressa, deve ser aplicado com parcimônia a cada caso concreto, especialmente quanto à análise do conjunto probatório que foi juntado pelo contribuinte, bem como pela natureza das provas que compõem o respectivo conjunto. E, no caso em comento, entendo plausível respectivo aceite, especialmente porque as provas que foram juntadas são documentos hábeis a elidir a argumentação trazida em decisão de primeira instância, e especialmente, comprovar a afirmação posta pelo contribuinte. Fl. 3487DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 5 da Resolução n.º 3002-000.240 - 3ª Sejul/2ª Turma Extraordinária Processo nº 10120.905564/2011-99 Superado o aceite da prova em sede de Recurso Voluntário – e o faço aqui, de forma expressa, em primazia ao princípio da verdade material e ao entendimento já esposado na CSRF, os documentos devem ser analisados. E, para tanto, e já por considerar que tais documentos tem o potencial de embasar o argumento trazido pelo recorrente, voto pela conversão do julgamento em diligência para respectiva análise dos documentos colacionados em sede de recurso voluntário. (documento assinado digitalmente) Mariel Orsi Gameiro Fl. 3488DF CARF MF Documento nato-digital
score : 1.0
Numero do processo: 15586.720601/2012-18
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Apr 03 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Tue Jul 10 00:00:00 UTC 2018
Numero da decisão: 2301-000.687
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto da relator.
(assinado digitalmente)
João Bellini Júnior- Presidente.
(assinado digitalmente)
Wesley - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: João Bellini Junior, Andréa Brose Adolfo, João Maurício Vital, Alexandre Evaristo Pinto, Marcelo Freitas de Souza Costa, Antônio Savio Nastureles, Juliana Marteli Fais Feriato e Wesley Rocha.
Nome do relator: WESLEY ROCHA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Mon Oct 25 15:42:02 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201804
camara_s : Terceira Câmara
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Tue Jul 10 00:00:00 UTC 2018
numero_processo_s : 15586.720601/2012-18
anomes_publicacao_s : 201807
conteudo_id_s : 5874967
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Jul 10 00:00:00 UTC 2018
numero_decisao_s : 2301-000.687
nome_arquivo_s : Decisao_15586720601201218.PDF
ano_publicacao_s : 2018
nome_relator_s : WESLEY ROCHA
nome_arquivo_pdf_s : 15586720601201218_5874967.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto da relator. (assinado digitalmente) João Bellini Júnior- Presidente. (assinado digitalmente) Wesley - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: João Bellini Junior, Andréa Brose Adolfo, João Maurício Vital, Alexandre Evaristo Pinto, Marcelo Freitas de Souza Costa, Antônio Savio Nastureles, Juliana Marteli Fais Feriato e Wesley Rocha.
dt_sessao_tdt : Tue Apr 03 00:00:00 UTC 2018
id : 7352722
ano_sessao_s : 2018
atualizado_anexos_dt : Mon Oct 25 16:38:28 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714610563875602432
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1559; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C3T1 Fl. 470 1 469 S2C3T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 15586.720601/201218 Recurso nº Voluntário Resolução nº 2301000.687 – 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Data 3 de abril de 2018 Assunto Solicitação de diligência Recorrente MUNICÍPIO DE RIO BANANAL Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto da relator. (assinado digitalmente) João Bellini Júnior Presidente. (assinado digitalmente) Wesley Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: João Bellini Junior, Andréa Brose Adolfo, João Maurício Vital, Alexandre Evaristo Pinto, Marcelo Freitas de Souza Costa, Antônio Savio Nastureles, Juliana Marteli Fais Feriato e Wesley Rocha. Relatório Tratase de Recurso Voluntário apresentado pela contribuinte que foi convertido em diligência, tendo em vista que esse colegiado verificou a necessidade de obter informações necessárias ao desfecho da demanda. Por bem descrever os fatos, reproduzo as informações lançadas na Resolução n.º 2301000.566, que teve como Relatora a Conselheira Luciana de Souza Espíndola Reis: Tratase de recurso voluntário interposto em face do Acórdão n.º 1255.367 da 12ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento (DRJ) Rio de Janeiro 1, f. 233243, que julgou procedente RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 55 86 .7 20 60 1/ 20 12 -1 8 Fl. 470DF CARF MF Processo nº 15586.720601/201218 Resolução nº 2301000.687 S2C3T1 Fl. 471 2 em parte a impugnação apresentada contra os Autos de Infração de Obrigação Principal (AIOP) abaixo identificados: 1) AIOP Debcad Nº 37.380.5756, relativo à exigência de valores devidos à Seguridade Social, decorrentes de glosa de compensação efetuada indevidamente em GFIP, no período de 01/2008 a 12/2008. 2) AIOP Debcad Nº 37.380.5764, relativo à exigência de multa isolada aplicada em razão de compensações tributárias efetuadas com falsidade, na competência 12/2008. De acordo com o relatório fiscal de fls. 1524, o Município realizou, no período de 01/2008 a 05/2010, a compensação de valores supostamente pagos no período de 01/1998 a 09/2004, a título de contribuições previdenciárias incidentes sobre as remunerações dos exercentes de mandato eletivo (prefeito, viceprefeito e vereadores), com base na alínea "h", do inciso I, do art. 12, da Lei nº 8.212/91, declarada inconstitucional pelo STF, cuja execução foi suspensa através da Resolução do Senado Federal nº 26/2005, sendo que os valores compensados foram glosados porque, segundo a fiscalização: a) ocorreu a prescrição; b) os valores compensados não haviam sido recolhidos, e, c) a Prefeitura deixou de providenciar a retificação das Guias de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social (GFIP) previamente à compensação, em afronta ao art. 4º, inciso I, da Portaria MPS nº 133/206, e no art. 6º, inciso I e § 4º da IN MPS/SRP nº 15/2006. Foi aplicada multa de mora, com base no disposto no § 9º do art. 89, da Lei nº 8.212/91, por se tratar de compensação indevida, além da multa isolada no montante de 150% dos valores indevidamente compensados, com base no art. 89, § 10, da Lei 8.212/1991, acrescentado pela MP 449/2008, convertida na Lei 11.941/2009, pelo fato de a compensação ter se originado em crédito inexistente. A autuada apresentou impugnação, fls. 106126, contendo os seguintes pontos controvertidos: a) as contribuições compensadas foram devidamente recolhidas por meio de retenção do FPM e de parcelamento; b) não ocorreu a prescrição, pois este prazo iniciouse na data da publicação da Resolução nº 26, de 22/05/2005, terminando, portanto, em 22/06/2010; c) existe decisão judicial no processo nº 2006.50.04.0004890 autorizando o Município a proceder à compensação independente do cumprimento de quaisquer restrições administrativas; d) a falta de retificação da GFIP é mero descumprimento de obrigação acessória; e) não ficou provada a ocorrência de sonegação, fraude ou conluio. A DRJ converteu o julgamento em diligência, fls. 174178, solicitando, à autoridade lançadora, a elaboração de planilha discriminando os valores compensados sem a prova do efetivo recolhimento, o que foi atendido às fls. 180. Após regular intimação do sujeito passivo acerca do resultado da diligência, a DRJ proferiu decisão, julgando procedente em parte a impugnação, reduzindo a multa isolada (AI 37.380.5764), Fl. 471DF CARF MF Processo nº 15586.720601/201218 Resolução nº 2301000.687 S2C3T1 Fl. 472 3 apresentando os seguintes fundamentos: a) houve renúncia ao contencioso administrativo em relação à matéria prescrição, a qual está sendo discutida na ação judicial, processo nº 2006.50.04.0004890, da Justiça Federal do Espírito Santo; b) a recorrente não comprovou a alegação de pagamento das contribuições; c) é indevida a multa isolada aplicada sobre os valores comprovadamente recolhidos indevidamente, com base no argumento de que havia ocorrido a prescrição; d) é falsa a declaração de compensação de valores não recolhidos. O Município foi cientificado dos autos de infração em 06/07/2012, fls. 10314, e tomou ciência do acórdão da DRJ em 06/05/2013, fls. 245. Em 05/06/2013, o Município autuado interpôs recurso voluntário, f. 246255, no qual solicita o cancelamento do crédito tributário, com base nos seguintes argumentos: Alega que efetuou o recolhimento das contribuições compensadas, cujos comprovantes constam do banco de dados da Secretaria da Receita Federal do Brasil. Explica que as contribuições incidentes sobre o subsidio dos agentes políticos, declaradas inconstitucionais, foram incluídas em parcelamento consolidado em março de 2010, e não foi retificado, embora o art. 2º da Portaria MPS 133/2006 determinasse que cabia, ao Órgão Fazendário, proceder, de ofício, à exclusão dessas contribuições dos lançamentos existentes. Informa a existência de sentença judicial proferida em seu favor, reconhecendo seu direito à compensação dos valores das contribuições em questão, recolhidos indevidamente, no período de novembro de 2001 a junho de 2004, e desobrigandoa de retificar a GFIP, nos moldes da Portaria MPS 133/2006, cuja obrigação é meramente instrumental, de modo que não pode condicionar o exercício do direito material do contribuinte à compensação. Argumenta que a declaração não é falsa, uma vez que os valores compensados foram parcelados e as parcelas estão sendo pagas. Sem contrarrazões. É o relatório". Em seu voto, a Relatora expôs e concluiu pelo seguinte: Conheço do recurso por estarem presentes os requisitos de admissibilidade. Ação Judicial Nos termos da Resolução do Senado Federal nº 26, de 2005, que suspendeu a execução da alínea "h" do inciso I do art. 12 da Lei 8.212/91, acrescentado pelo § 1º do art. 13 da Lei nº 9.506/97, foi afastada a exigência das contribuições devidas à Seguridade Social, incidentes sobre a remuneração dos agentes políticos, relativas ao período de 1º de fevereiro de 1998 a 18 de setembro de 2004. Fl. 472DF CARF MF Processo nº 15586.720601/201218 Resolução nº 2301000.687 S2C3T1 Fl. 473 4 Ficou demonstrado nos autos que o Município efetuou a compensação dos valores supostamente pagos a este título, no período de 01/1998 a 09/2004, com seus débitos do período de janeiro de 2008 a maio de 2010 (Anexo V, fls. 78), não existindo controvérsia em relação a este fato. Todavia, o Ente Federado menciona a existência de ação judicial, processo nº 2006.50.04.0004890, da Vara Federal do Espírito Santo, na qual pleiteia a compensação das mesmas contribuições, deixando, entretanto, de apresentar cópia da petição inicial, contrariando o inciso V do art. 16 do Decreto 70.235/721. Tratase de ação ajuizada no ano de 2006, antes do procedimento de compensação, e na vigência do art. 170A do CTN2, que veda a compensação de tributo objeto de contestação judicial pelo sujeito passivo antes do trânsito em julgado da respectiva decisão judicial. Além disso, segundo o órgão julgador de primeira instância, discute se, no âmbito dessa ação judicial, a prescrição, o que pode ensejar o não conhecimento dessa matéria, no âmbito do PAF, em razão da renúncia ao contencioso administrativo. O Município também alega que a sentença judicial o eximiu de providenciar as retificações das GFIPs, para fins de compensação dessas contribuições. Com base nessas ponderações, verifico que o julgamento do recurso do Município fica prejudicado pela ausência de informações acerca da ação judicial, demandando a instrução desses autos com as cópias essenciais da ação judicial. Pagamento das Contribuições Compensadas Ficou demonstrado, na planilha de fls. 180, elaborada pela autoridade lançadora, que o Município recolheu valores a título de contribuições incidentes sobre o subsidio dos vereadores, vinculados à Câmara Municipal, no período de 08/2002 a 09/2004, e de contribuições incidentes sobre o subsidio do prefeito e viceprefeito, vinculados à Prefeitura Municipal, no período de 11/2002 a 04/2004 e 08/2004 a 09/2004, cujos dados foram extraídas dos bancos de dados da Receita Federal (DCBC, GFIP WEB e GPS). De acordo com o relatório fiscal, item 3.3, fls. 1819, o crédito tributário relativo a essas mesmas contribuições, do período de 12/1998 a 10/2002, foi constituído por meio de Lançamento de Débito Confessado (LDC), tendo sido concedido parcelamento dessa dívida, entretanto, não há prova do pagamento das parcelas. A partir dessas informações é possível concluir que não está abrangido por recolhimento ou por parcelamento, o período discriminado abaixo, na coluna C: Órgão LDC (A) Recolhimentos Planilha fls. 180 (B) Sem LDC ou Recolhimento (C) Prefeitura 12/1998 a 10/2002 11/2002 a 04/2004 e 08/2004 a 09/2004 01/1998 a 11/1998 e 05/2004 a 07/2004 Câmara 11/2000 a 07/2002 Fl. 473DF CARF MF Processo nº 15586.720601/201218 Resolução nº 2301000.687 S2C3T1 Fl. 474 5 08/2002 a 09/2004 01/1998 a 10/2000 O Município afirma que vem pagando as parcelas do parcelamento e que, para as demais competências, a quitação se deu por meio de retenção do repasse do Fundo de Participação do Município (FPM). Solicitação de Diligência. O órgão lançador deixou de demonstrar, de forma conclusiva, que não ocorreu a extinção das contribuições compensadas pelo parcelamento ou por meio de retenção do FPM, cabendolhe sanar tal obscuridade, conforme arts. 36 e 37 da Lei 9.784/993, considerando que as informações sobre recolhimentos de contribuições estão disponíveis nos bancos de dados da Secretaria da Receita Federal do Brasil. Ademais, diante da possível concomitância deste processo com a instância judicial, e, em especial, as implicações daí decorrentes para os casos de compensação, à luz da regra do art. 170A do CTN, cabível manifestação do órgão lançador quanto à aplicação, na espécie, deste dispositivo, permitindo o contraditório. Portanto, o processo não está em condições de ser apreciado, carecendo, antes, de manifestação motivada e conclusiva da autoridade lançadora quanto ao aqui exposto, mediante providências e esclarecimento dos seguintes pontos: a) juntar aos autos a cópia da petição inicial e de eventuais decisões proferidas na ação judicial, processo nº 2006.50.04.0004890, da Vara Federal do Espírito Santo, ou de qualquer outra ação judicial relativa à matéria aqui tratada, que o Município seja parte. b) informar se a compensação aqui tratada ocorreu antes do trânsito em julgado da decisão judicial proferida no processo relativo ao direito creditório que é tema do presente lançamento, e se é cabível, na espécie, a aplicação da regra do art. 170A do CTN. c) informar se há contribuições incidentes sobre a remuneração dos agentes políticos, no período de 02/1998 a 10/2004, que foram extintas mediante retenção dos valores repassados para o FPM e/ou se os parcelamentos dos LDC mencionados no relatório fiscal foram quitados. d) esclarecer se em algum momento houve revisão dos valores inicialmente confessados nos LDC informados no relatório fiscal, mediante exclusão, do montante lançado, das contribuições incidentes sobre a remuneração dos agentes políticos. e) se constatada a quitação das contribuições declaradas inconstitucionais, por meio de LDC ou de retenção do FPM, elaborar planilha de valores. Em suma, a autoridade fiscal deverá examinar os documentos apresentados, elaborar relatório de diligência detalhado e conclusivo, inclusive prestando informações adicionais e juntando documentos que entender necessários, intimar a interessada do relatório da diligência e conceder prazo de trinta dias para apresentação de contrarrazões". Fl. 474DF CARF MF Processo nº 15586.720601/201218 Resolução nº 2301000.687 S2C3T1 Fl. 475 6 Ocorre que, apesar das informações juntadas ao feito, ficou faltando a cópia da decisão judicial que trata sobre as contribuições previdenciárias e compensações realizadas. É o relatório. Voto Conselheiro Wesley Rocha Relator. Apesar das diversas informações trazidas ao processo administrativo pela Delegacia da Receita Federal do Brasil em VitóriaEs, existe a necessidade de obter cópia da petição inicial da ação ajuizada, bem como das decisões lançadas no processo judicial nº 2006.50.04.0004890, que tramitou perante a Vara Federal do Espírito Santo, onde se pleiteia a compensação das mesmas contribuições, e que a recorrente deixou de apresentar cópia da petição inicial, contrariando o inciso V do art. 16 do Decreto 70.235/721. Após a intimação feita à recorrente para que sanasse o equivoco, essa informou a este Conselho que não possui a solicitação pleiteada (fl. 446). Importante mencionar que a ação foi ajuizada antes do procedimento de compensação, na vigência do art. 170A do CTN2, que veda a compensação de tributo objeto de contestação judicial pelo sujeito passivo antes do trânsito em julgado da respectiva decisão judicial. Assim, existe diante da necessidade de se obter informações quanto à ação mencionada, voto pelo envio do processo para a Unidade Preparadora para que esta providencie junto à Justiça Federal a cópia da inicial do processo judicial n.º 2006.50.04.0004890, bem como das decisões proferidas no litígio, e se for o caso, seja a Procuradoria da Fazenda Nacional intimada para que providencie o respectivo procedimento. Outrossim, seja verificado pela unidade preparadora se existe algum outro processo em nome da parte recorrente que possa envolver os fato geradores da presente demanda administrativa. CONCLUSÃO Com base no exposto, voto pela conversão do julgamento em diligência. Wesley Rocha Relator 1 Art. 16. A impugnação mencionará: ... V se a matéria impugnada foi submetida à apreciação judicial, devendo ser juntada cópia da petição. (Incluído pela Lei nº 11.196, de 2005) 2 Art. 170A. É vedada a compensação mediante o aproveitamento de tributo, objeto de contestação judicial pelo sujeito passivo, antes do trânsito em julgado da respectiva decisão judicial. (Incluído pela Lcp nº 104, de 2001) Fl. 475DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 11020.900844/2013-63
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Jul 29 00:00:00 UTC 2021
Data da publicação: Fri Sep 10 00:00:00 UTC 2021
Ementa: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP
Ano-calendário: 2009
COOPERATIVA AGROPECUÁRIA. LUCRO PRESUMIDO. EXCLUSÃO SISTEMÁTICA NÃO CUMULATIVA.
As sociedades cooperativas de produção agropecuária que forem tributadas pelo imposto de renda com base no lucro presumido ou arbitrado estão excluídas do regime de apuração não cumulativa. (art. 10, II e VI da Lei n.º 10.833/2003).
Numero da decisão: 3402-008.806
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário. Este julgamento seguiu a sistemática dos recursos repetitivos, sendo-lhes aplicado o decidido no Acórdão nº 3402-008.801, de 29 de julho de 2021, prolatado no julgamento do processo 11020.900839/2013-51, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado.
(documento assinado digitalmente)
Pedro Sousa Bispo Presidente Redator
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Pedro Sousa Bispo, Silvio Rennan do Nascimento Almeida, Maysa de Sá Pittondo Deligne, Lázaro Antonio Souza Soares, Cynthia Elena de Campos, Marcos Antônio Borges (suplente convocado) Renata da Silveira Bilhim e Thaís de Laurentiis Galkowicz. Ausente o Conselheiro Jorge Luis Cabral, substituído pelo Conselheiro Marcos Antônio Borges (suplente convocado).
Nome do relator: PEDRO SOUSA BISPO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Mon Oct 25 15:42:02 UTC 2021
anomes_sessao_s : 202107
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Ano-calendário: 2009 COOPERATIVA AGROPECUÁRIA. LUCRO PRESUMIDO. EXCLUSÃO SISTEMÁTICA NÃO CUMULATIVA. As sociedades cooperativas de produção agropecuária que forem tributadas pelo imposto de renda com base no lucro presumido ou arbitrado estão excluídas do regime de apuração não cumulativa. (art. 10, II e VI da Lei n.º 10.833/2003).
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Fri Sep 10 00:00:00 UTC 2021
numero_processo_s : 11020.900844/2013-63
anomes_publicacao_s : 202109
conteudo_id_s : 6468788
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Sep 10 00:00:00 UTC 2021
numero_decisao_s : 3402-008.806
nome_arquivo_s : Decisao_11020900844201363.PDF
ano_publicacao_s : 2021
nome_relator_s : PEDRO SOUSA BISPO
nome_arquivo_pdf_s : 11020900844201363_6468788.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário. Este julgamento seguiu a sistemática dos recursos repetitivos, sendo-lhes aplicado o decidido no Acórdão nº 3402-008.801, de 29 de julho de 2021, prolatado no julgamento do processo 11020.900839/2013-51, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado. (documento assinado digitalmente) Pedro Sousa Bispo Presidente Redator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Pedro Sousa Bispo, Silvio Rennan do Nascimento Almeida, Maysa de Sá Pittondo Deligne, Lázaro Antonio Souza Soares, Cynthia Elena de Campos, Marcos Antônio Borges (suplente convocado) Renata da Silveira Bilhim e Thaís de Laurentiis Galkowicz. Ausente o Conselheiro Jorge Luis Cabral, substituído pelo Conselheiro Marcos Antônio Borges (suplente convocado).
dt_sessao_tdt : Thu Jul 29 00:00:00 UTC 2021
id : 8967751
ano_sessao_s : 2021
atualizado_anexos_dt : Mon Oct 25 16:39:52 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714610563880845312
conteudo_txt : Metadados => date: 2021-09-09T18:20:09Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.5; xmp:CreatorTool: Microsoft® Word 2010; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; language: pt-BR; dcterms:created: 2021-09-09T18:20:09Z; Last-Modified: 2021-09-09T18:20:09Z; dcterms:modified: 2021-09-09T18:20:09Z; dc:format: application/pdf; version=1.5; Last-Save-Date: 2021-09-09T18:20:09Z; pdf:docinfo:creator_tool: Microsoft® Word 2010; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2021-09-09T18:20:09Z; meta:save-date: 2021-09-09T18:20:09Z; pdf:encrypted: true; modified: 2021-09-09T18:20:09Z; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; dc:language: pt-BR; meta:creation-date: 2021-09-09T18:20:09Z; created: 2021-09-09T18:20:09Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; Creation-Date: 2021-09-09T18:20:09Z; pdf:charsPerPage: 1942; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; pdf:docinfo:created: 2021-09-09T18:20:09Z | Conteúdo => S3-C 4T2 Ministério da Economia Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Processo nº 11020.900844/2013-63 Recurso Voluntário Acórdão nº 3402-008.806 – 3ª Seção de Julgamento / 4ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 29 de julho de 2021 Recorrente COOPERMACA INDUSTRIA E COMERCIO DE MACAS LTDA Interessado FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Ano-calendário: 2009 COOPERATIVA AGROPECUÁRIA. LUCRO PRESUMIDO. EXCLUSÃO SISTEMÁTICA NÃO CUMULATIVA. As sociedades cooperativas de produção agropecuária que forem tributadas pelo imposto de renda com base no lucro presumido ou arbitrado estão excluídas do regime de apuração não cumulativa. (art. 10, II e VI da Lei n.º 10.833/2003). Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário. Este julgamento seguiu a sistemática dos recursos repetitivos, sendo-lhes aplicado o decidido no Acórdão nº 3402-008.801, de 29 de julho de 2021, prolatado no julgamento do processo 11020.900839/2013-51, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado. (documento assinado digitalmente) Pedro Sousa Bispo – Presidente Redator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Pedro Sousa Bispo, Silvio Rennan do Nascimento Almeida, Maysa de Sá Pittondo Deligne, Lázaro Antonio Souza Soares, Cynthia Elena de Campos, Marcos Antônio Borges (suplente convocado) Renata da Silveira Bilhim e Thaís de Laurentiis Galkowicz. Ausente o Conselheiro Jorge Luis Cabral, substituído pelo Conselheiro Marcos Antônio Borges (suplente convocado). Relatório O presente julgamento submete-se à sistemática dos recursos repetitivos prevista no art. 47, §§ 1º e 2º, Anexo II, do Regulamento Interno do CARF (RICARF), aprovado pela Portaria MF nº 343, de 9 de junho de 2015. Dessa forma, adoto neste relatório o relatado no acórdão paradigma. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 02 0. 90 08 44 /2 01 3- 63 Fl. 69DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 2 do Acórdão n.º 3402-008.806 - 3ª Sejul/4ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 11020.900844/2013-63 Trata-se de Pedido de ressarcimento de COFINS apresentado pela cooperativa em epígrafe referente às operações realizadas no mercado interno. Segundo informação constante do Pedido de ressarcimento apresentado, a forma de tributação no período seria o lucro real. Em análise deste Pedido, foi emitido Despacho decisório eletrônico indicando que "não há direito ao crédito pleiteado, pois o mesmo não é tributado pelo imposto de renda com base no Lucro Real no período de apuração do crédito e, por isso, não se enquadra no regime de incidência não-cumulativa" da contribuição. Inconformada, a cooperativa apresentou Manifestação de Inconformidade, sustentando se tratar de cooperativa agropecuária, não excluída do regime não cumulativo de apuração do PIS e da COFINS na forma do art. 10, VI, da Lei n.º 10.833/2003, independente da tributação pelo lucro real ou presumido. Esta defesa foi julgada improcedente pelo Acórdão da DRJ, entendendo estar correto o Despacho Decisório, vez que (i) a cooperativa é apenas agrícola e não agropecuária, conforme seu Estatuto Social; (ii) ainda que fosse considerada como agropecuária, igualmente não estaria correto o entendimento da cooperativa, vez que a "lei veda esse enquadramento da cooperativa agropecuária quando a tributação do imposto de renda é com base no lucro presumido ou arbitrado". Intimada desta decisão, a cooperativa apresentou Recurso Voluntário reiterando suas razões trazidas na Manifestação de Inconformidade, sustentando a aplicação do art. 10, VI da Lei n.º 10.833/2003 por se tratar de cooperativa agropecuária e não apenas agrícola. É o relatório. Voto Tratando-se de julgamento submetido à sistemática de recursos repetitivos na forma do Regimento Interno deste Conselho, reproduz-se o voto consignado no acórdão paradigma como razões de decidir: O Recurso Voluntário é tempestivo e cabe ser conhecido. De pronto, observa-se que a Recorrente é, sim, uma cooperativa agropecuária, por se dedicar à atividade de produção e venda de maças. Ao contrário do que indicado na r. decisão recorrida, a atividade agrícola é considerada agropecuária em conformidade com o art. 2º, da Lei n.º 8.023/1990, segundo a qual: Art. 2º Considera-se atividade rural: I - a agricultura; II - a pecuária; III - a extração e a exploração vegetal e animal; IV - a exploração da apicultura, avicultura, cunicultura, suinocultura, sericicultura, piscicultura e outras culturas animais; Fl. 70DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 3 do Acórdão n.º 3402-008.806 - 3ª Sejul/4ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 11020.900844/2013-63 V - a transformação de produtos decorrentes da atividade rural, sem que sejam alteradas a composição e as características do produto in natura, feita pelo próprio agricultor ou criador, com equipamentos e utensílios usualmente empregados nas atividades rurais, utilizando exclusivamente matéria-prima produzida na área rural explorada, tais como a pasteurização e o acondicionamento do leite, assim como o mel e o suco de laranja, acondicionados em embalagem de apresentação. (Redação dada pela Lei nº 9.250, de 1995) Parágrafo único. O disposto neste artigo não se aplica à mera intermediação de animais e de produtos agrícolas. (Incluído pela Lei nº 9.250, de 1995) (grifei) A Recorrente não se apresenta como mera intermediária, realizando também as atividades de beneficiamento, classificação e frigorificação de produtos agrícolas, como indicado no objetivo social do Estatuto da cooperativo, transcrito no r. acórdão recorrido: A Cooperativa tem por objetivo a defesa sócio-econômica dos seus associados, tratando de seus interesses junto a terceiros, sem objetivo de lucro, nas atividades de compra, venda, beneficiamento, classificação e frigorificação de produtos agrícolas, especialmente frutas, venda de mudas, venda de defensivos e fertilizantes a seus associados. (grifei) Trata-se, portanto, de uma cooperativa agropecuária, excepcionada da exclusão das cooperativas na possibilidade da adoção da sistemática não cumulativa na apuração do PIS e da COFINS, como bem aponta a Recorrente em suas defesas, à luz da expressão do art. 10, VI, da Lei n.º 10.833/2003, igualmente aplicável ao PIS por força do art. 15, V, da mesma lei: Art. 10. Permanecem sujeitas às normas da legislação da COFINS, vigentes anteriormente a esta Lei, não se lhes aplicando as disposições dos arts. 1 o a 8 o : VI - sociedades cooperativas, exceto as de produção agropecuária, sem prejuízo das deduções de que trata o art. 15 da Medida Provisória n o 2.158-35, de 24 de agosto de 2001, e o art. 17 da Lei n o 10.684, de 30 de maio de 2003, não lhes aplicando as disposições do § 7 o do art. 3 o das Leis n o s 10.637, de 30 de dezembro de 2002, e 10.833, de 29 de dezembro de 2003, e as de consumo; (...) Art. 15. Aplica-se à contribuição para o PIS/PASEP não-cumulativa de que trata a Lei n o 10.637, de 30 de dezembro de 2002, o disposto: V - nos incisos VI, IX a XXVII do caput e nos §§ 1 o e 2 o do art. 10 desta Lei; (Redação dada pela Lei nº 11.196, de 2005) Entretanto, ao contrário do que aduz a Recorrente, esse dispositivo não pode ser aplicado de forma isolada, devendo ser lido em conjunto com os demais incisos do art. 10, da Lei n.º 10.833/2003, sendo de especial relevância no presente caso o inciso II deste dispositivo que mantém na sistemática cumulativa “as pessoas jurídicas tributadas pelo imposto de renda com base no lucro presumido ou arbitrado”. Com isso, ainda que se trate de uma cooperativa agropecuária, uma vez optante pelo regime de tributação do lucro presumido, a Recorrente se mantém submetida ao regime cumulativo do PIS e da COFINS. É o que bem aponta Fábio Pallaretti Calcini: Fl. 71DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 4 do Acórdão n.º 3402-008.806 - 3ª Sejul/4ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 11020.900844/2013-63 Quando se trata de PIS e Cofins, atualmente, a regra é a adoção do regime não cumulativo, salvo exceções legais (artigo 8º, da Lei 10.637/2002 e 10, da Lei 10.833/2003). Não é por outra razão que muitas agropecuárias, por optarem pelo regime de tributação do lucro presumido para o IRPJ e CSLL, ficam submetidas à cumulatividade para o PIS e Cofins. (grifei) 1 Esse raciocínio foi igualmente delineado na Solução de Consulta COSIT n.º 266/2018, nos seguintes termos: 8 Nos termos do retrotranscrito inciso VI do art. 10 da Lei nº 10.833, de 2003, combinado com o art. 15, inciso VI, da mesma lei, as sociedades cooperativas, exceto as de produção agropecuária e as de consumo, estão sujeitas ao regime de apuração cumulativa da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins. 9 Além disso, o inciso II do art. 8º da Lei nº 10.637, de 2002, e o inciso II do art. 10 da Lei nº 10.833, de 2003, também determinam a sujeição ao regime de apuração cumulativa às pessoas jurídicas tributadas pelo imposto de renda com base no lucro presumido ou arbitrado. 10 Daí se inferir que as sociedades cooperativas de produção agropecuária que forem tributadas pelo imposto de renda com base no lucro presumido ou arbitrado estarem excluídas do regime de apuração não cumulativa. 11 Assim, as sociedades cooperativas de produção agropecuária e as de consumo que forem tributadas pelo imposto de renda com base no lucro real deverão adotar o regime de apuração não cumulativa da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins. (grifei) Nesse sentido, as cooperativas de produção agropecuária tributadas pelo imposto de renda com base no lucro presumido ou arbitrado foram excluídas do regime de apuração não cumulativa do PIS e da COFINS. Com isso, descabida a pretensão da Recorrente de ressarcimento de crédito das contribuições, por se tratar de cooperativa agropecuária não optante pelo lucro real, estando correto o despacho decisório emitido no presente caso. Ante o exposto, voto no sentido de negar provimento ao Recurso Voluntário. Conclusão Importa registrar que nos autos em exame a situação fática e jurídica encontra correspondência com a verificada na decisão paradigma, de tal sorte que, as razões de decidir nela consignadas, são aqui adotadas não obstante os dados específicos do processo paradigma citados neste voto. Dessa forma, em razão da sistemática prevista nos §§ 1º e 2º do art. 47 do anexo II do RICARF, reproduzo o decidido no acórdão paradigma, no sentido de negar provimento ao Recurso Voluntário. (documento assinado digitalmente) Pedro Sousa Bispo – Presidente Redator 1 A tributação de PIS e Cofins às pessoas jurídicas agropecuárias. Disponível em https://www.conjur.com.br/2018- mai-04/tributacao-pis-cofinsas-pessoas-juridicas-agropecuarias. Acesso em 06/07/2021 Fl. 72DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 5 do Acórdão n.º 3402-008.806 - 3ª Sejul/4ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 11020.900844/2013-63 Fl. 73DF CARF MF Documento nato-digital
score : 1.0
Numero do processo: 10880.941559/2012-29
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Jul 23 00:00:00 UTC 2019
Data da publicação: Mon Jul 05 00:00:00 UTC 2021
Numero da decisão: 3301-001.225
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do colegiado, por maioria de votos, converter o julgamento em diligência para determinar a distribuição dos processos 10880.941558/2012-84; 10880.941562/2012-42, 10880.941563/2012-97 e 10880.941564/2012-31 para o Relator, em razão da conexão processual. Vencidos os Conselheiros Liziane Angelotti Meira e Winderley Morais Pereira que votaram pelo prosseguimento do julgamento
assinado digitalmente
Winderley Morais Pereira Presidente
assinado digitalmente
Ari Vendramini - Relator
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Winderley Morais Pereira (Presidente), Liziane Angelotti Meira, Marcelo da Costa Marques D'Oliveira, Salvador Cândido Brandão Junior, Semíramis de Oliveira Duro, Valcir Gassen, Marco Antonio Nunes Marinho e Ari Vendramini (Relator)
Nome do relator: ARI VENDRAMINI
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Mon Oct 25 15:42:02 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201907
camara_s : Terceira Câmara
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Mon Jul 05 00:00:00 UTC 2021
numero_processo_s : 10880.941559/2012-29
anomes_publicacao_s : 202107
conteudo_id_s : 6419197
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Jul 05 00:00:00 UTC 2021
numero_decisao_s : 3301-001.225
nome_arquivo_s : Decisao_10880941559201229.PDF
ano_publicacao_s : 2021
nome_relator_s : ARI VENDRAMINI
nome_arquivo_pdf_s : 10880941559201229_6419197.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiado, por maioria de votos, converter o julgamento em diligência para determinar a distribuição dos processos 10880.941558/2012-84; 10880.941562/2012-42, 10880.941563/2012-97 e 10880.941564/2012-31 para o Relator, em razão da conexão processual. Vencidos os Conselheiros Liziane Angelotti Meira e Winderley Morais Pereira que votaram pelo prosseguimento do julgamento assinado digitalmente Winderley Morais Pereira Presidente assinado digitalmente Ari Vendramini - Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Winderley Morais Pereira (Presidente), Liziane Angelotti Meira, Marcelo da Costa Marques D'Oliveira, Salvador Cândido Brandão Junior, Semíramis de Oliveira Duro, Valcir Gassen, Marco Antonio Nunes Marinho e Ari Vendramini (Relator)
dt_sessao_tdt : Tue Jul 23 00:00:00 UTC 2019
id : 8872399
ano_sessao_s : 2019
atualizado_anexos_dt : Mon Oct 25 16:39:09 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714610563901816832
conteudo_txt : Metadados => date: 2019-08-29T18:07:01Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; dcterms:created: 2019-08-29T18:07:01Z; Last-Modified: 2019-08-29T18:07:01Z; dcterms:modified: 2019-08-29T18:07:01Z; dc:format: application/pdf; version=1.4; xmpMM:DocumentID: uuid:b4b5f4d3-97db-41ba-843a-0a7301e1601e; Last-Save-Date: 2019-08-29T18:07:01Z; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2019-08-29T18:07:01Z; meta:save-date: 2019-08-29T18:07:01Z; pdf:encrypted: true; modified: 2019-08-29T18:07:01Z; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; meta:creation-date: 2019-08-29T18:07:01Z; created: 2019-08-29T18:07:01Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 14; Creation-Date: 2019-08-29T18:07:01Z; pdf:charsPerPage: 1611; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; pdf:docinfo:created: 2019-08-29T18:07:01Z | Conteúdo => S3C3T1 Fl. 2.403 1 2.402 S3C3T1 MINISTÉRIO DA ECONOMIA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10880.941559/201229 Recurso nº Voluntário Resolução nº 3301001.225 – 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Data 23 de julho de 2019 Assunto Créditos de PIS/ PASEP Não Cumulatividade Recorrente MFB MARFRIG FRIGORÍFICOS BRASIL S/A Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiado, por maioria de votos, converter o julgamento em diligência para determinar a distribuição dos processos 10880.941558/2012 84; 10880.941562/201242, 10880.941563/201297 e 10880.941564/201231 para o Relator, em razão da conexão processual. Vencidos os Conselheiros Liziane Angelotti Meira e Winderley Morais Pereira que votaram pelo prosseguimento do julgamento assinado digitalmente Winderley Morais Pereira – Presidente assinado digitalmente Ari Vendramini Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Winderley Morais Pereira (Presidente), Liziane Angelotti Meira, Marcelo da Costa Marques D'Oliveira, Salvador Cândido Brandão Junior, Semíramis de Oliveira Duro, Valcir Gassen, Marco Antonio Nunes Marinho e Ari Vendramini (Relator) Relatório 1. Trata o presente processo de análise do PER – Pedido de Ressarcimento Eletrônico nº 42538.31710.311011.1.1.119917, que trata de pedido de ressarcimento de créditos de COFINS NÃO CUMULATIVA – MERCADO INTERNO, referente ao 1º trimestre de 2011. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 08 80 .9 41 55 9/ 20 12 -2 9 Fl. 2403DF CARF MF Documento nato-digital Processo nº 10880.941559/201229 Resolução nº 3301001.225 S3C3T1 Fl. 2.404 2 2. Verificase, pelo despacho de fls. 936 dos autos digitais, que foi formalizado o processo administrativo nº 12585.000001/201332 (vinculado ao processo nº 10880.941550/2901218), com a finalidade de anexar documentos utilizados para subsidiar a análise dos eprocessos listados com seus respectivos PER : Nº EPROCESSO TIPO DE CRÉDITO PERÍODO PER Nº 10880.941550/201218 COFINS MI 1ºT 2010 00130.29842.311011.1.1.110241 10880.941552/201215 COFINS MI 2ºT 2010 28790.73274.311011.1.1.113544 10880.941554/201204 COFINS MI 3ºT 2010 25898.10520.311011.1.1.110381 10880.941556/201295 COFINS MI 4ºT 2010 29163.66435.311011.1.1.111786 10880.941549/201293 PIS MI 1ºT 2010 36100.82773.311011.1.1.106031 10880.941551/201262 PIS MI 2ºT 2010 11902.22739.311011.1.1.105089 10880.941553/201251 PIS MI 3ºT 2010 34128.62094.311011.1.1.104186 10880.941555/201241 PIS MI 4ºT 2010 21685.26599.311011.1.1.102508 10880.941542/201271 COFINS ME 1ºT 2010 32963.00412.311011.1.5.096613 10880.941544/201261 COFINS ME 2ºT 2010 25413.85546.311011.1.5.096613 10880.941546/201250 COFINS ME 3ºT 2010 05930.22819.311011.1.5.093915 10880.941548/201249 COFINS ME 4ºT 2010 01385.63014.311011.1.5.093216 10880.941541/201227 PIS ME 1ºT 2010 09299.81907.311011.1.5.087010 10880.941543/201216 PIS ME 2ºT 2010 00619.74575.311011.1.5.080469 10880.941545/201213 PIS ME 3ºT 2010 08987.93514.311011.1.5.084469 10880.941547/201202 PIS ME 4ºT 2010 38654.24821.311011.1.5.087011 10880.941559/201229 COFINS MI 1ºT 2011 42538.31710.311011.1.1.119917 10880.941561/201206 COFINS MI 2ºT 2011 38591.60797.311011.1.1.115383 10880.941557/201230 PIS MI 1ºT 2011 30710.59922.311011.1.1.103558 10880.941562/201242 PIS MI 2ºT 2011 20262.36163.311011.1.1.109098 10880.941560/201253 COFINS ME 1ºT 2011 05958.87659.311011.1.1.099289 10880.941563/201297 COFINS ME 2ºT 2011 25074.45813.311011.1.1.093316 10880.941558/201284 PIS ME 1ºT 2011 26077.36199.311011.1.1.086004 10880.941564/201231 PIS ME 2ºT 2011 19798.67067.311011.1.11.080758 3. Ás fls. 1887 / 1992, encontramse planilhas de cálculo dos créditos presumidos das atividades agroindustriais ressarcíveis e nãoressarcíveis, referentes aos meses de JANEIRO/2010 a JUNHO/2011, onde temos as informações referentes a DACON apresentada pela requerente e a DACON refeito pela Fiscalização. 4. Foi juntada aos autos a Informação Fiscal de fls. 1993/ 2030, que traz as seguintes informações : INFORMAÇÃO FISCAL Fl. 2404DF CARF MF Documento nato-digital Processo nº 10880.941559/201229 Resolução nº 3301001.225 S3C3T1 Fl. 2.405 3 1. A presente Informação Fiscal tem por objeto a análise dos pedidos eletrônicos de ressarcimento (PER) de PIS e de Cofins não cumulativos mercado interno e exportação compreendido entre o 1º trimestre de 2010 e 2º trimestre de 2011. Os PER analisados estão discriminados na tabela abaixo ( REPRODUZ A TABELA ANTERIOR) 2. Em 02/05/2012 demos início á diligência fiscal determinada pelo Mandado de procedimento Fiscal de Diligência (MPFD) nº 08.1.80.00.2012000488 e intimamos o contribuinte a apresentar os seguintes documentos (fls. 472 a 476). (…) 1 DO DIREITO AO CRÉDITO 27. As regras que cuidam da não cumulatividade do PIS e da Cofins foram instituídas pelas Leis nº 10.637/2002 e 10.833/2003. Os artigos 1º e 2º tratam, respectivamente, da base de cálculo e das alíquotas aplicáveis. 28. O artigo 3º das citadas Leis trata do desconto de créditos : (…) 29. Não obstante, a Lei nº 10.637/2002 em seu art. 5º, § 1º e a Lei nº 10.833/203 em seu art. 6º, § 1º, também permitiram que fossem apurados créditos relativos á aquisição de mercadorias, produtos e insumos utilizados para o auferimento da receita de exportação, sob as mesmas regras, condições e limites aplicáveis aos créditos vinculados ás receitas auferidas no mercado interno, podendo aproveitálos da seguinte forma: (…) 31. Além disso, o artigo 17 da lei nº 11.033/2004, garantiu a manutenção do crédito vinculado ás receitas de vendas com suspensão, isenção, alíquota zero ou não incidência da contribuição: (…) 32. Tendo em vista o supracitado art. 17 da lei nº 11.033, o art. 16 da lei nº 11.116, de 18 de maio de 2005, disciplinou a forma de aproveitamento dos créditos, inclusive retroagindo seus efeitos a 09 de agosto de 2004. 33. Diante do exposto, concluise que as únicas hipóteses legais de utilização do saldo credor da contribuição para o PIS/PASEP e da Cofins na compensação com débitos relativos a outros tributos e contribuições administrados pela RFB ou no ressarcimento desses créditos relacionamse ás seguintes situações : 33.1. Créditos vinculados a receitas decorrentes de operações de exportação de mercadorias para o exterior, nos termos do art. 6º, §§ 1º e 2º, da Lei nº 10.833/2003, desde que não seja uma operação realizada como comercial exportadora Fl. 2405DF CARF MF Documento nato-digital Processo nº 10880.941559/201229 Resolução nº 3301001.225 S3C3T1 Fl. 2.406 4 33.2. Saldo credor acumulado ao final de cada trimestre do anocalendário nos termos do art. 16, inciso II, da lei nº 11.116, de 18 de maio de 2005, em razão do disposto no art. 17 da lei nº 11.033, de 21 de dezembro de 2004, que assegura a manutenção de créditos vinculados a operações de vendas efetuadas com suspensão, isenção, alíquota zero ou não incidência da Contribuição para a Cofins e o PIS/PASEP. 34. No caso, consoante Demonstrativos de Apuração das Contribuições Sociais (DACON) do período analisado (fls. 02 a 469), o interessado possui receitas tributadas e não tributadas no mercado interno e receitas da exportação de mercadorias. 35. Com relação aos créditos, conforme se observa nos DACON apresentados, no período em tela, o contribuinte apurou créditos com a seguintes origens: 35.1. Compra de bens para revenda 35.2. Compra de bens utilizados como insumos 35.3. Serviços utilizados como insumos 35.4. Despesas de energia elétrica 35.5. Despesas de aluguéis de prédios locados de pessoa jurídicas 35.6. Despesas de aluguéis de máquinas e equipamentos locados de pessoa jurídicas 35.7. Despesa de armazenagem e fretes na operação de venda 35.8. Despesas de contraprestações de arrendamento mercantil 35.9. Crédito sobre bens do ativo imobilizado com base nos encargos de depreciação 35.10. Devoluções de vendas sujeitas ás contribuições 35.11. Crédito presumido calculado sobre os insumos de origem animal 36. Dentre esses créditos, selecionamos os mais relevantes para uma análise mais pormenorizada, conforme segue : (…) 5. Em seguida, descreve a análise dos créditos nos seguintes tópicos : 2 – Da análise do crédito – serviços utilizados como insumos, bens utilizados como insumos, créditos presumidos da s atividades agroindustriais, bens para revenda, aluguel de máquinas e equipamentos, aluguel de imóveis, arrendamento mercantil, energia elétrica, devoluções de vendas, despesas de armazenagem e fretes na operação de venda, crédito com base no valor da depreciação dos bens do ativo imobilizado, rateio; 3 – Da apuração do crédito : 130. Com base nos ajustes acima relatados, refizemos o cálculo do crédito da contribuição para o Pis e a Cofins no regime não cumulativo (fls. 1887 a 1992), do período em tela, e constatamos que o interessado tem os seguintes saldos de crédito a serem ressarcidos : Fl. 2406DF CARF MF Documento nato-digital Processo nº 10880.941559/201229 Resolução nº 3301001.225 S3C3T1 Fl. 2.407 5 CRÉDITO DE PIS VINCULADO ÁS RECEITAS AUFERIDAS NO MERCADO INTERNO Nº DE PROCESSO Nº PER/DCOMP PERÍODO VALOR RECONHECIDO 10880.841549/201293 36100.82773.311011.1.1.106031 1ºT 2010 104.965,06 10880.941551/201262 11902.22739.311011.1.1.105089 2ºT 2010 350.523,43 10880.941553/201251 31428.62094.311011.1.1.104186 3ºT 2010 389.873.59 10880.941555/201241 21685.26599.311011.1.1.102508 4ºT 2010 49.676,56 10880.941557/201230 30710.59922.311011.1.1.103558 1ºT 2011 11.533,55 10880.941562/201242 20262.36163.311011.1.1.109098 2ºT 2011 CRÉDITO DE PIS VINCULADO ÁS RECEITAS DE EXPORTAÇÃO Nº DE PROCESSO Nº PER/DCOMP PERÍODO VALOR RECONHECIDO 10880.941541/201227 09299.81907.311011.1.5.087010 1ºT 2010 13.404,99 10880.941543/201216 00619.74575.311011.1.5.080469 2ºT 2010 39.098,53 10880.941545/201213 08987.93514.311011.1.5.084469 3ºT 2010 39.908,67 10880.941547/201202 38654.24821.311011.1.5.087011 4ºT 2010 26.105,94 10880.941558/201284 26077.36199.311011.1.5.086004 1ºT 2011 13.542,28 10880.941564/201231 19798.67067.311011.1.5.080758 2ºT 2011 CRÉDITO DE COFINS VINCULADO ÁS RECEITAS AUFERIDAS NO MERCADO INTERNO Nº DE PROCESSO Nº PER/DCOMP PERÍODO VALOR RECONHECIDO 10880.941550/201218 00130.29842.311011.1.1.110241 1ºT 2010 483.475,42 10880.941552/201215 28790.73724.311011.1.1.113544 2ºT 2010 1.614.532,18 10880.941554/201204 25898.10520.311011.1.1.110381 3ºT 2010 1.795.781,35 10880.941556/201295 29163.66435.311011.1.1.111786 4ºT 2010 214.995,06 10880.941559/201229 42538.31710.311011.1.1.119917 1ºT 2011 53.124,18 10880.941561/201206 38591.60797.311011.1.1.115383 2ºT 2011 CRÉDITO DE COFINS VINCULADO ÁS RECEITAS DE EXPORTAÇÃO Nº DE PROCESSO Nº PER/DCOMP PERÍODO VALOR RECONHECIDO 10880.941542/201271 32963.00412.311011.1.5.097375 1ºT 2010 61.744,21 10880.941544/201261 25413.85546.311011.1.5.096613 2ºT 2010 180.090,20 10880.941546/201250 05930.22819.311011.1.5.093915 3ºT 2010 183.821,79 10880.941548/201249 01385.63014.311011.1.5.093216 4ºT 2010 120.245,58 10880.941560/201253 05958.87659.311011.1.5.099289 1ºT 2011 62.376,57 10880.941563/201297 25074.45813.311011.1.5.093316 2ºT 2011 6. Com base nesta Informação Fiscal, foi emitido, para os presentes autos, o Despacho Decisório Eletrônico nº Rastreamento 119028706 (fls. 2031 / 2097) destes autos Fl. 2407DF CARF MF Documento nato-digital Processo nº 10880.941559/201229 Resolução nº 3301001.225 S3C3T1 Fl. 2.408 6 digitais), deferindo parcialmente o pedido de ressarcimento, sendo que, do valor pleiteado, de créditos de COFINS não cumulativa – mercado interno, referente ao 1º trimestre de 2011, de R$ 29.901.872,05, foi deferido o valor de R$ 53.124,18. 7. Contra este Despacho Decisório Eletrônico a requerente apresentou Manifestação de Inconformidade (fls. 2034/ 2097), acompanhada dos documentos de fls. 2098/2226. 8. A DRJ/PORTO ALEGRE apreciou as razões de defesa, no Acórdão nº 10 061.183, do qual adoto e reproduzo o relatório : O contribuinte em epígrafe foi alvo de fiscalização que teve seu início com o Termo de Início de Procedimento Fiscal (MPFD nº 08.1.80.002012 000488) das fls. 472 a 476 1. Os períodos de apuração compreendidos nesse MPFD eram do 1º trimestre de 2010 ao 2º trimestre de 2011. O objetivo do procedimento era analisar pedidos de ressarcimento de créditos formalizados pelo contribuinte, sendo que esses autos se referem à Cofins nãocumulativa, Mercado Interno, do 1º trimestre de 2011. O crédito alegado como passível de ressarcimento é de R$ 29.901.872,05, de acordo com o PER/DCOMP nº 42538.31710.311011.1.1.119917 das fls. 2.227 a 2.232. De ressaltar que o sistema alertou a possibilidade da existência de operações não especificadas na Escrituração Fiscal Digital (SPED), o que já resultaria no indeferimento do pedido. Durante a fiscalização foi solicitado ao contribuinte documentação fiscal e contábil, além de esclarecimentos, a seguir destacados: registros contábeis; arquivo de fornecedores/clientes; notas fiscais de saída e de entrada; plano de contas; registro de saídas não sujeitas ao ICMS; saídas de documentos fiscais emitidos por ECF; planilha com relação de notas fiscais de compras de bens para revenda que compuseram o DACON; planilha com relação de notas fiscais de aquisição de insumos que compuseram o DACON; planilha discriminando as despesas de energia elétrica, de aluguéis de máquinas e de equipamentos, de despesas de armazenagem e frete; de arrendamento mercantil e de bens do ativo imobilizado; relação de compras que compuseram a base de cálculo do crédito presumido; relação das notas fiscais de devoluções de venda; listagem de todos os insumos utilizados na industrialização; discriminação das receitas que estavam sujeitas à alíquota zero do PIS e da Cofins; ações judiciais e processos de consulta envolvendo essas contribuições; contrato social e alterações; entre outros. Encontramse juntados a esses autos: DACONs (fls. 2 a 469); planilha com os serviços utilizados como insumos (fls. 1687 a 1.695); planilha com os créditos presumidos (fls.1.696 a 1.700); planilha com bens para revenda (fls. 1.701 a 1.704); relação de aquisições com fornecedores (fls. 1.705 a 1.721); planilha com locações (fls. 1.722 a 1.724); relação de clientes com notas fiscais (fls. 1.725 a 1.741); demonstrativos de comparação entre os dados do DACON declarados pelo contribuinte e os refeitos pela fiscalização (fls. 1.887 a 1.992); entre outros. Foram fornecidos ao contribuinte demonstrativos gerados em planilhas excel, gravados em um CD e autenticados pelo sistema SVA, entregues em 05/03/2013, conforme fls. 1.675 a 1.676 dos autos (as mesmas informações que constariam no processo nº 12585.000001/201332). Fl. 2408DF CARF MF Documento nato-digital Processo nº 10880.941559/201229 Resolução nº 3301001.225 S3C3T1 Fl. 2.409 7 A Informação Fiscal das fls. 1.993 a 2.030 fez um resumo de todo o procedimento fiscalizatório, onde identifica uma série de inconsistências no crédito total requerido o que levaria a algumas glosas devido aos seguintes motivos: a) cálculo indevido de crédito integral para aquisições de mercadorias classificadas nas NCM 01.02 e 01.04, de acordo com o estabelecido nas Leis nº 10.925/04 e 12.058/09; b) créditos de mercadorias vendidas com suspensão das contribuições; c) compras de lenha/bagaço em operações que não sofreram incidência das contribuições; d) alegados créditos tendo pessoas físicas incorretamente informadas como se fossem pessoas jurídicas; e) créditos de aquisições de peças em valores superiores a R$ 326,61; f) cálculo em duplicidade de créditos (integral e presumido) para as compras de NCM 01.02 e 01.04; g) rubricas que não se tratavam de aluguel de máquinas e de equipamentos; h) aluguéis de imóveis de pessoas físicas e de contratos não apresentados; i) créditos de contratos de arrendamento mercantil em que eram outras pessoas jurídicas arrendatárias; j) créditos de devoluções de vendas de operações que não tiveram tributação; l) créditos de despesas de armazenagem e de frete que não se tratavam de operações de vendas; m) créditos de depreciação de itens que não eram utilizados na produção de bens; n) créditos de despesas ou custos sem previsão legal para creditamento ou sem a apresentação dos respectivos comprovantes; entre outros. Com base nas inconsistências apuradas e nas análises realizadas na documentação do contribuinte foi constatada a existência de um direito creditório parcial daquele requerido no montante de R$ 53.124,18. Dessa forma, o Despacho Decisório da fl. 2.031 confirmou esse valor de crédito. A ciência do Despacho Decisório se deu em 04/02/2017 (fls. 2.234 e 2.235). A manifestação de inconformidade foi apresentada em 10/02/2017 (data do termo de solicitação de juntada da fl. 2.032), às fls. 2.034 a 2.097, onde em síntese o contribuinte faz as seguintes alegações: QUE como serviços utilizados como insumos teria incluído as operações classificadas no CFOP 1125 com a rubrica “bens utilizados como insumos”. No entanto, a fiscalização descaracterizou isso afirmando que tais operações deveriam ser consideradas como serviços utilizados como insumos, não tendo, porém, acrescentado esses créditos quando de sua análise específica desse item. Por fim, protesta pela posterior juntada de notas fiscais e planilhas comprobatórias. QUE relativamente às glosas de bens utilizados como insumos, as aquisições das mercadorias classificadas nas NCM 01.02 e 01.04 foram excluídas pela fiscalização, pois os créditos deveriam ser calculados de acordo com as Leis nº 10.925/04 e 12.058/09. Outras glosas corresponderam a códigos de NCMs de mercadorias vendidas com Fl. 2409DF CARF MF Documento nato-digital Processo nº 10880.941559/201229 Resolução nº 3301001.225 S3C3T1 Fl. 2.410 8 suspensões das contribuições de PIS e de Cofins. A fiscalização destacou que essas mercadorias poderiam no máximo gerar direito a crédito presumido, sendo que em algumas operações nem isso. QUE ainda sobre bens utilizados como insumos diz que todas as suas compras geraram direito ao crédito presumido, conforme o art. 34, da Lei nº 12.058/09, visto que a redação do inciso II, do art. 32 dessa mesma lei vigente na época lhe proporcionava tal direito. Diz que para as mercadorias adquiridas com os NCMs em questão eram de produtos apenas para revendas, não sendo realizado nenhum tipo de industrialização, e, dessa forma não havendo vedação legal para aproveitamento de crédito presumido em 40% das alíquotas previstas na legislação. QUE sobre as compras glosadas de lenha e bagaço utilizadas como combustível para aquecimento das caldeiras por não sofrerem incidência das contribuições, tal glosa seria arbitrária, ilegal e inadmissível. Cita decisões administrativas. Afirma que o combustível consumido nas máquinas industriais e caldeiras, deveriam gerar crédito. QUE a respeito das aquisições de peças de reposição e de equipamentos glosadas por terem valor superior a R$ 326,61 nos termos do art. 301, do Decreto nº 3.000/09, e que de acordo com a fiscalização só poderiam ser creditadas com base nas respectivas depreciações, diz não ter sido considerado o aproveitamento dessa forma. QUE sobre a glosa de diversas outras operações com base nas colunas descrição detalhada, família e item, defende que o termo insumo representa elementos diretos e indiretos necessários à produção. Nesse ponto passa a tecer comentários do conceito de insumos para aproveitamento de créditos. QUE a natureza jurídica desses créditos de PIS e de Cofins não guarda correlação com o ICMS e o IPI, mencionando o chamado método indireto subtrativo, defendendo, em síntese, que devem ser consideradas todas as suas despesas necessárias à produção do resultado econômico. Comenta sobre a interpretação do conceito de insumo e produção, sob o aspecto da acepção e terminologia desses termos, posicionando insumos como cada um dos elementos, diretos e indiretos, necessários à elaboração de produtos e realização de serviços. Aponta que, ao contrário do entendimento fiscal, todos os produtos que adquiriu dão direito ao creditamento. Protesta pela juntada posterior de dossiê para comprovar a utilização direta de suas aquisições no processo produtivo. QUE do crédito presumido da agroindústria a fiscalização disse que as compras de bovinos e ovinos tinham sido utilizadas para apurar créditos de bens utilizados como insumos e ao mesmo tempo crédito presumido, ou seja, em duplicidade (apareciam nas duas listas de créditos), o que gerou glosa. Na sequência reproduz as constatações feitas pelo AuditorFiscal no relatório de análise dos créditos. QUE sobre a aquisição de carne ovina – NCM 0104 – deveria ser aplicada sobre a base de cálculo apurada dos créditos o percentual de 60% das alíquotas originais das contribuições (a fiscalização teria aplicado o percentual de 35 %). Diz que as aquisições de carne ovina são utilizadas para a fabricação de mercadorias de origem animal, destinadas à preparação de carnes para a alimentação humana e animal. Portanto, o Fl. 2410DF CARF MF Documento nato-digital Processo nº 10880.941559/201229 Resolução nº 3301001.225 S3C3T1 Fl. 2.411 9 produto final comercializado seria de origem animal correspondendo a alíquota de 60 %. Em seguida, discorre sobre a motivação do legislador na concessão de créditos presumidos. Defende que o percentual deveria ser determinado de acordo com as saídas e não com fulcro nas entradas. QUE no tocante as aquisições de carne ovina NCM 0204 a fiscalização apurou que foram adquiridas com suspensão das contribuições, aplicandose a alíquota de 60 % para as compras efetuadas de pessoas jurídicas que exerçam a atividade agropecuária e cooperativa de produção agropecuária. As aquisições foram feitas junto à empresa Marfrig Alimentos S/A, afirmando que esse não exerce atividade de agropecuária, mas sim de agroindústria, não se enquadrando nas disposições dos arts. 8º e 9º da Lei nº 10.925/09. Ou seja, a empresa defende ter direito ao crédito integral e não ao percentual definido para o crédito presumido. Aponta, ainda, que tais operações não estariam assim amparadas pela suspensão da exigibilidade das contribuições. Diz ter agido com total boafé quando se creditou desses valores na sua integralidade. QUE a respeito do crédito presumido decorrente da compra de bois para abate – NCM 01.02 – a fiscalização constatou que o crédito deveria ser calculado mediante a aplicação do percentual correspondente a 50% das alíquotas das contribuições, tendo também sido verificadas quais receitas tributadas e não tributadas no mercado interno (a legislação somente permitiria créditos de aquisições de bois quando os produtos decorrentes forem destinados à exportação). Argumenta, no entanto, que as vendas no mercado interno gerariam direito a crédito presumido no percentual de 60% das alíquotas das contribuições, entendendo que o NCM em questão seria diverso dos relacionados no art. 37, da Lei nº 12.058/09. Diz que pouco importa se o insumo adquirido para o processo produtivo é animal ou vegetal. Protesta aqui também pela juntada posterior de documentos para demonstrar suas alegações. QUE dos bens para revenda o Agente Fiscal fez uma comparação entre o código fiscal CFOP e descrição da NCM com a base de cálculo informada no DACON. Dessa comparação foram encontradas diferenças. Questiona dizendo que os valores apresentados no DACON estariam corretos e que a fiscalização teria desconsiderado suas planilhas sob a alegação de que não teriam sido juntadas ao processo. QUE relativamente ao aluguel de máquinas e de equipamentos, ocorreram glosas de operações, tendo em vista a empresa ter se creditado de aluguéis de pessoas físicas (CPF) como se fossem jurídicas (CNPJ), entre outros. A legislação somente permitiria o crédito de aluguéis de pessoas jurídicas. Foram também glosadas operações que não se tratavam de aluguéis de máquinas. O contribuinte discordou das glosas, protestando pela posterior juntada de documentos comprobatórios. QUE sobre os aluguéis de imóveis ocorreram glosas de contratos de locação feitos com pessoas físicas, outros contratos que já haviam sido rescindidos, e alguns contratos que não tiveram a apresentação dos documentos comprobatórios e que não se tratavam de aluguel, mas sim de condomínio. Não concorda o contribuinte com as glosas. Cita divergência ocorrida no mês de julho/2010. Diz ter juntado planilha dos aluguéis no dia 30/10/2014. QUE a respeito de arrendamento mercantil a fiscalização, com base na documentação apresentada, identificou contratos de arrendamento com 4 Fl. 2411DF CARF MF Documento nato-digital Processo nº 10880.941559/201229 Resolução nº 3301001.225 S3C3T1 Fl. 2.412 10 empresas. A fiscalização afirmou que o contrato com a empresa Bravo Beef S/A a arrendatária seria a MFG Agropecuária. Nos contratos com a Frigorífico Mercosul, Frigorífico 4 Rios e com a Frigorífico Boivi Ltda. a arrendatária seria a Marfrig Alimentos S/A, ou seja, o manifestante aqui não seria arrendatário em nenhum dos contratos. O contribuinte argumenta que esses imóveis lhes foram sublocados. QUE a respeito das devoluções de vendas, a fiscalização afirmou que parte das receitas advinham de operações com suspensão das contribuições, e com base nas notas fiscais entregues, considerou as devoluções apenas aquelas em que não se encontravam no regime de suspensão. Discorda o contribuinte dizendo que tais devoluções seriam de vendas sujeitas à tributação, pois teriam sido incluídas outras mercadorias com classificação NCM diferentes daquelas sujeitas à suspensão. QUE relativamente às despesas de armazenagem e de frete a fiscalização alertou que só gerariam crédito quando vinculadas às operações de venda, tendo essas sido mantidas com direito creditório. Já outros tipos de fretes foram glosados a saber: a) fretes de transferência de produtos acabados entre estabelecimentos – ataca dizendo que se trata de etapa essência a sua atividade econômica, e que tais transferências tem o propósito de aproximar as mercadorias dos consumidores finais; b) fretes de transferência de matériaprima entre estabelecimentos – contesta no sentido de entender que tais despesas integrariam o conceito de insumo utilizado na produção de bens destinados à venda; c) fretes nas aquisições compras de mercadorias – entende que no caso de fretes sobre compras, tais valores fazem parte do custo de aquisição da mercadoria, devendo serem aceitos os créditos correspondentes. Em relação a esse último item protesta pela apresentação posterior dos documentos que comprovem o seu direito creditório. QUE no tocante aos créditos com base no valor da depreciação dos bens do ativo imobilizado o AuditorFiscal glosou valores dos bens não adquiridos para utilização na produção de itens destinados à venda, pois nem todos bens registrados são necessários para o desenvolvimento da atividade. É dito pelo contribuinte que haviam bens que pertenciam a Marfrig Alimentos S/A e que foram entregues ao manifestante por meio de contrato de dação em pagamento. O contribuinte não apresentou memorial de cálculo a fiscalização demonstrando quais créditos seriam da produção ou que teriam sido dados em dação, e quais teriam sido considerados no DACON. Não foram considerados passíveis de crédito aquisições de peças de reposição com valor superior a R$ 326,61, pois tais aquisições deveriam ser consideradas como ativo permanente somente podendo ser creditada a depreciação incorrida no mês. O contribuinte protesta pela posterior juntada de memorial de cálculo contendo essas informações, as quais não haviam sido apresentadas quando da fiscalização. POR FIM, requer que seja recebida e processada sua manifestação de inconformidade, acatandose os argumentos consignados, dando provimento para: a) suspender a exigibilidade do crédito tributário, nos termos do art. 151, III, do CTN; b) reformar parcialmente o Despacho Decisório a fim de que seja reconhecido integralmente o direito creditório postulado. Fl. 2412DF CARF MF Documento nato-digital Processo nº 10880.941559/201229 Resolução nº 3301001.225 S3C3T1 Fl. 2.413 11 Protesta também pela juntada de documentos a fim de corroborar todas as argumentações expostas. É o relatório. 9. A DRJ/PORTO ALEGRE ementou desta forma o Acórdão : Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social Cofins Período de apuração: 01/01/2011 a 31/03/2011 DESPESAS FORA DO CONCEITO DE INSUMOS. Existe vedação legal para o creditamento de despesas que não podem ser caracterizadas como insumos dentro da sistemática de apuração de créditos pela nãocumulatividade. BASE DE CÁLCULO. RECEITA. A base de cálculo do PIS e da Cofins determinada constitucionalmente é a receita obtida pela pessoa jurídica, e não o lucro. CERTEZA E LIQUIDEZ. A mera alegação da existência de crédito, desacompanhada de elementos de prova certeza e liquidez, não é suficiente para reformar a decisão da glosa de créditos. PROTESTO PELA JUNTADA POSTERIOR DE DOCUMENTOS. A prova documental deve ser apresentada junto da peça de contestação, precluindo o direito de fazêlo em outro momento processual, a menos que fique demonstrada a impossibilidade de sua apresentação oportuna por motivo de força maior, refirase a fato ou a direito superveniente ou se destine a contrapor fatos ou razões posteriormente trazidas aos autos. REGIME NÃOCUMULATIVO. DESPESAS COM FRETES. CONDIÇÕES DE CREDITAMENTO. Observada a legislação de regência, a regra geral é que em se tratando de despesas com serviços de frete, somente dará direito à apuração de crédito o frete contratado relacionado a operações de venda, onde ocorra a entrega de bens/mercadorias vendidas diretamente aos clientes adquirentes, desde que o ônus tenha sido suportado pela pessoa jurídica vendedora. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido 10. Irresignado, a então impugnante, apresentou recurso voluntário, onde, repisando os argumentos trazidos em sede de manifestação de inconformidade, em síntese, alega: I – DOS FATOS relata os fatos referentes aos presentes autos II – PRELIMINARMENTE DA VERDADE MATERIAL NO PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL FEDERAL – DA POSSIBILIDADE DA JUNTADA DE DOCUMENTOS A QUALQUER TEMPO Fl. 2413DF CARF MF Documento nato-digital Processo nº 10880.941559/201229 Resolução nº 3301001.225 S3C3T1 Fl. 2.414 12 Notase que, in casu, as autoridades fiscais abandonaram a busca pela verdade real dos fatos, apegandose a circunstâncias alheias ao caso e adotando um caminho menos trabalhoso ao desconsiderar os créditos oriundos do 1º trimestre de 2010, em total desrespeito ao devido processo legal administrativo, previsto no artigo 5º, incisos LIV e LV da Constituição Federal de 1988 e ao princípio da verdade material. (…) Resta demonstrado, data venia, o equívoco da alegação proferida pela 2ª Turma da DRJ/POA, pois é inconteste que o processo administrativo tributário é regido pelo princípio da verdade material. Desse modo, a ora Recorrente pugna pela posterior juntada dos documentos que comprovam que os procedimentos realizados estão amplamente corretos, devendo ser reconhecido em sua integralidade os créditos pleiteados. III DO DIREITO DOS BENS E SERVIÇOS UTILIZADOS COMO INSUMOS SERVIÇOS UTILIZADOS COMO INSUMOS BENS UTILIZADOS COMO INSUMOS NATUREZA JURÍDICA DOS CRÉDITOS DE PIS/COFINS INSUMO : ACEPÇÃO E TERMINOLOGIA CRÉDITO PRESUMIDO DA AGROINDÚSTRIA CRÉDITO NAS AQUISIÇÕES DE BENS PARA PRODUÇÃO DE CARNE E SEUS DERIVADOS (OVINOS – NCM 01.04) AQUISIÇÃO DE CARNE OVINA – NCM 0204.22, 0204.23, 0204.42 E 0204.43 DO CRÉDITO PRESUMIDO DECORRENTE DA COMPRA DE BOIS PARA ABATE (NCM 01.02) BENS PARA REVENDA ALUGUEL DE MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS ALUGUEL DE IMÓVEIS ARRENDAMENTO MERCANTIL DEVOLUÇÕES DE VENDAS DESPESAS DE ARMAZENAGEM E FRETE4 NA OPERAÇÃO DE VENDA FRETE NA TRANSFERÊNCIA DE PRODUTOS ACABADOS ENTRE ESTABELECIMENTOS FRETE DE TRANSFERÊNCIA DE MATÉRIAPRIMA ENTRE ESTABELECIMENTOS FRETE NAS AQUISIÇÕES / COMPRAS DE MERCADORIAS CRÉDITO COM BASE NO VALOR DA DEPRECIAÇÃO DOS BENS DO ATIVO IMOBILIZADO DE PEDIDO Face ao exposto, requer seja recebido e processado o presente Recurso Voluntário, acatandose os argumentos consignados e, consequentemente, DANDO PROVIMENTO para: (i) suspender a exigibilidade do crédito tributário, consoante disposição do artigo 151, inciso III, do Código Tributário Nacional; (ii) reformar o v. acórdão recorrido, a fim de que seja reconhecido o direito creditório postulado e, efetuandose, por conseguinte o ressarcimento dos créditos remanescentes em da empresa, ora Recorrente. Por fim, protestase pela intimação do signatário da presente, para realização da sustentação oral das razões deste Recurso Voluntário, conforme previsto no artigo 58, inciso II, do Regimento Interno do CARF. Fl. 2414DF CARF MF Documento nato-digital Processo nº 10880.941559/201229 Resolução nº 3301001.225 S3C3T1 Fl. 2.415 13 11. Os autos foram então a mim distribuídos. É o relatório. Voto 12. O recurso voluntário reúne os pressupostos legais de interposição, sendo tempestivo dele, portanto, tomo conhecimento. 13. Na origem, a controvérsia originouse da análise dos créditos de COFINS nãocumulativa, referentes ao 1º trimestre de 2011. 14. Verificamos que, com fundamento na mesma Informação Fiscal, com referência ao 1º e 2º trimestres de 2011, além do presente processo, outros encontramse em fase de apreciação do recurso voluntário apresentado, e estão para ser distribuídos para julgamento nesta 3ª Seção, quais sejam : 10880.941558/201284 – PIS/PASEP NÃO CUMULATIVO EXPORTAÇÃO – 1º T 2011 10880.941562/201242 – PIS/PASEP NÃO CUMULATIVO MERCADO INT 2º T 2011 10880.941563/201297 – COFINS NÃO CUMULATIVA EXPORTAÇÃO 2º T 2011 10880.941564/201231 – COFISN NÃO CUMULATIVA MERCADO INT 2º T 2011 15. O Regimento Interno do CARF RICARF, assim determina no seu ANEXO II (Da Competência, Estrutura e Funcionamento dos Colegiados do CARF), TÍTULO I (dos Órgãos Julgadores), CAPÍTULO I (da Competência para Julgamento dos Recursos), SEÇÃO I (das Seções de Julgamento) : Art. 6º Os processos vinculados poderão ser distribuídos e julgados observandose a seguinte disciplina: §1º Os processos podem ser vinculados por: I conexão, constatada entre processos que tratam de exigência de crédito tributário ou pedido do contribuinte fundamentados em fato idêntico, incluindo aqueles formalizados em face de diferentes sujeitos passivos; II decorrência, constatada a partir de processos formalizados em razão de procedimento fiscal anterior ou de atos do sujeito passivo acerca de direito creditório ou de benefício fiscal, ainda que veiculem outras matérias autônomas; e III reflexo, constatado entre processos formalizados em um mesmo procedimento fiscal, com base nos mesmos elementos de prova, mas referentes a tributos distintos § 2º Observada a competência da Seção, os processos poderão ser distribuídos ao conselheiro que primeiro recebeu o processo conexo, ou o principal, salvo se para esses já houver sido prolatada decisão. § 3º A distribuição poderá ser requerida pelas partes ou pelo conselheiro que entender estar prevento, e a decisão será proferida por despacho do Presidente da Câmara ou da Seção de Julgamento, conforme a localização do processo. § 4º Nas hipóteses previstas nos incisos II e III do § 1º, se o processo principal não estiver localizado no CARF, o colegiado deverá converter Fl. 2415DF CARF MF Documento nato-digital Processo nº 10880.941559/201229 Resolução nº 3301001.225 S3C3T1 Fl. 2.416 14 o julgamento em diligência para a unidade preparadora, para determinar a vinculação dos autos ao processo principal. § 5º Se o processo principal e os decorrentes e os reflexos estiverem localizados em Seções diversas do CARF, o colegiado deverá converter o julgamento em diligência para determinar a vinculação dos autos e o sobrestamento do julgamento do processo na Câmara, de forma a aguardar a decisão de mesma instância relativa ao processo principal. § 6º Na hipótese prevista no § 4º se não houver recurso a ser apreciado pelo CARF relativo ao processo principal, a unidade preparadora deverá devolver ao colegiado o processo convertido em diligência, juntamente com as informações constantes do processo principal necessárias para a continuidade do julgamento do processo sobrestado. § 7º No caso de conflito de competência entre Seções, caberá ao Presidente do CARF decidir, provocado por resolução ou despacho do Presidente da Turma que ensejou o conflito. § 8º Incluemse na hipótese prevista no inciso III do § 1º os lançamentos de contribuições previdenciárias realizados em um mesmo procedimento fiscal, com incidências tributárias de diferentes espécies. 16. Assim, diante da clara conexão entre os presentes autos e os de nº – 10880.941558/201284; 10880.941562/201242; 10880.941563/201297; 10880.941564/201231, devem estes serem distribuídos para este relator, para julgamento em conjunto com os presentes autos. 17. Devem, portanto, os presentes autos serem sobrestados até que os processos citados sejam distribuídos a este relator. É como voto Assinado digitalmente Ari Vendramini Relator Fl. 2416DF CARF MF Documento nato-digital
score : 1.0
Numero do processo: 15504.723876/2011-95
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Primeira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Jul 26 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Wed Sep 05 00:00:00 UTC 2018
Numero da decisão: 1201-000.524
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade, converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto do relator.
(assinado digitalmente)
Eva Maria Los - Presidente em Exercício
(assinado digitalmente)
José Carlos de Assis Guimarães - Relator
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Jose Carlos de Assis Guimarães, Leonam Rocha de Medeiros (suplente convocado em substituição ao conselheiro Luis Fabiano Alves Penteado), Paulo Cezar Fernandes de Aguiar, Rafael Gasparello Lima, Gisele Barra Bossa, Luis Henrique Marotti Toselli, Lizandro Rodrigues de Sousa (suplente convocado em substituição à conselheira Ester Marques Lins de Sousa ) e Eva Maria Los (Presidente em Exercício). Ausentes, justificadamente, os conselheiros Ester Marques Lins de Sousa e Luis Fabiano Alves Penteado.
Nome do relator: JOSE CARLOS DE ASSIS GUIMARAES
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Mon Oct 25 15:42:02 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201807
camara_s : Segunda Câmara
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Primeira Seção
dt_publicacao_tdt : Wed Sep 05 00:00:00 UTC 2018
numero_processo_s : 15504.723876/2011-95
anomes_publicacao_s : 201809
conteudo_id_s : 5899713
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Sep 05 00:00:00 UTC 2018
numero_decisao_s : 1201-000.524
nome_arquivo_s : Decisao_15504723876201195.PDF
ano_publicacao_s : 2018
nome_relator_s : JOSE CARLOS DE ASSIS GUIMARAES
nome_arquivo_pdf_s : 15504723876201195_5899713.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade, converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Eva Maria Los - Presidente em Exercício (assinado digitalmente) José Carlos de Assis Guimarães - Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Jose Carlos de Assis Guimarães, Leonam Rocha de Medeiros (suplente convocado em substituição ao conselheiro Luis Fabiano Alves Penteado), Paulo Cezar Fernandes de Aguiar, Rafael Gasparello Lima, Gisele Barra Bossa, Luis Henrique Marotti Toselli, Lizandro Rodrigues de Sousa (suplente convocado em substituição à conselheira Ester Marques Lins de Sousa ) e Eva Maria Los (Presidente em Exercício). Ausentes, justificadamente, os conselheiros Ester Marques Lins de Sousa e Luis Fabiano Alves Penteado.
dt_sessao_tdt : Thu Jul 26 00:00:00 UTC 2018
id : 7414006
ano_sessao_s : 2018
atualizado_anexos_dt : Mon Oct 25 16:38:35 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714610563908108288
conteudo_txt : Metadados => date: 2018-08-28T01:42:01Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; Last-Modified: 2018-08-28T01:42:01Z; dcterms:modified: 2018-08-28T01:42:01Z; dc:format: application/pdf; version=1.4; Last-Save-Date: 2018-08-28T01:42:01Z; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2018-08-28T01:42:01Z; meta:save-date: 2018-08-28T01:42:01Z; pdf:encrypted: true; modified: 2018-08-28T01:42:01Z; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 13; pdf:charsPerPage: 1860; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf | Conteúdo => S1C2T1 Fl. 4.620 1 4.619 S1C2T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 15504.723876/201195 Recurso nº Voluntário Resolução nº 1201000.524 – 2ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Data 26 de julho de 2018 Assunto Solicitação de diligência Recorrente SIMINSTITUTO DE GESTÃO FISCAL Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade, converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Eva Maria Los Presidente em Exercício (assinado digitalmente) José Carlos de Assis Guimarães Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Jose Carlos de Assis Guimarães, Leonam Rocha de Medeiros (suplente convocado em substituição ao conselheiro Luis Fabiano Alves Penteado), Paulo Cezar Fernandes de Aguiar, Rafael Gasparello Lima, Gisele Barra Bossa, Luis Henrique Marotti Toselli, Lizandro Rodrigues de Sousa (suplente convocado em substituição à conselheira Ester Marques Lins de Sousa ) e Eva Maria Los (Presidente em Exercício). Ausentes, justificadamente, os conselheiros Ester Marques Lins de Sousa e Luis Fabiano Alves Penteado. RELATÓRIO SIMINSTITUTO DE GESTÃO FISCAL recorre a este Conselho com fulcro no art. 33 do Decreto nº 70.235, de 1972, objetivando a reforma do acórdão nº 0237.231, de 30/01/2012, da 2ª Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Belo Horizonte (MG), que julgou improcedente a impugnação para: (i), em preliminar, rejeitar as nulidades invocadas pela defesa e confirmar como responsáveis, solidariamente e pessoalmente, pelo crédito tributário lançado todas as pessoas arroladas nos Termos de Sujeição Passiva solidária; RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 55 04 .7 23 87 6/ 20 11 -9 5 Fl. 4620DF CARF MF Processo nº 15504.723876/201195 Resolução nº 1201000.524 S1C2T1 Fl. 4.621 2 e (ii), no mérito, indeferir o pedido de perícia e manter integralmente o crédito tributário exigido, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Por bem refletir o litígio até aquela fase, adoto o relatório do Acórdão ao norte mencionado, completandoo ao final: Tratase do lançamento das contribuições para o PIS/Pasep e a Cofins, da pessoa jurídica, já devidamente qualificada. I – DO LANÇAMENTO Foram lavrados os Autos de Infração, a saber: I1 – CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS PASEP (FLS. 03/07). I2 – CONTRIBUIÇÃO PARA FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL (FLS. 15/19). Fl. 4621DF CARF MF Processo nº 15504.723876/201195 Resolução nº 1201000.524 S1C2T1 Fl. 4.622 3 I.3 – DO TERMO DE VERIFICAÇÃO E CONSTATAÇÃO FISCAL – TVCF (FLS. 27/62). O TVCF contém relato minucioso das infrações apuradas, tendo sido dividido em itens pela Fiscalização. No tocante aos seguintes itens do TVCF: “HISTÓRICO – SIMINSTITUTO DE GESTÃO FISCAL”, “1 DESPESA NÃO COMPROVADA E PAGAMENTO NA IDENTIFICADO” e “2 GLOSA DE DESPAS/CUSTOS LANÇADAS NA CONTABILIDADE E RESPALDADAS POR NOTAS FISCAIS DE FAVOR”; remetase o leitor aos autos do processo nº 15504.723875/201141, que cuida do ato declaratório executivo de suspensão da isenção do SIM INSTITUTO DE GESTÃO FISCAL e dos lançamentos do IRPJ, da CSLL e do IRRF, cuja lide restou apreciada pelo Acórdão DRJ/BHE nº 02037.230, de 30 de janeiro de 2012. No que interessa aos lançamentos do PIS/Pasep e da Cofins, o TVCF contém os seguintes pontos: “PIS E COFINS NÃO CUMULATIVOS, MULTA QUALIFICADA, DECADÊNCIA E TERMO DE SUJEIÇÃO PASSIVA” II – DA IMPUGNAÇÃO II.1 – CIÊNCIA DOS AUTOS DE INFRAÇÃO Fl. 4622DF CARF MF Processo nº 15504.723876/201195 Resolução nº 1201000.524 S1C2T1 Fl. 4.623 4 Às fls. 63/64, consta o “Termo de Recusa de Ciência dos Autos de Infração” lavrado pela Fiscalização, em 30/09/2011, onde relata a recusa do sócio do SIM, o Sr. Sinval Drummond Andrade, CPF nº 216.239.88691, de tomar ciência pessoal do lançamento. Foram, então, enviados, pelo correio, via “AR”, no endereço constante nos cadastros da RFB, cópias dos Autos de Infração, do TVF e correspondentes demonstrativos. E, conforme cópia do “AR”, documento de fls. 2567, o SIM – INSTITUTO DE GESTÃO FISCAL foi cientificado, em 06 de outubro de 2011. Foram feitos também os correspondentes Termo de Sujeição Passiva Solidária, das pessoas arroladas como responsáveis pelo crédito tributário lançado, consoante o TVCF (vide documentos de fls. 2515/2564). Ocorrida a cientificão do lançamento, em 06/10/2011, tanto o Interessado, SIM – INSTITUTO DE GESTÃO FISCAL, como os sujeitos passivos solidários entregaram as respectivas impugnações, em 07 de novembro de 2011. As defesas dos responsáveis foram postadas e a do sujeito passivo entregue diretamente na repartição. II.2 – DEFESA DO SIM – INSTITUTO DE GESTÃO FISCAL (FLS. 2579/2643) (...) Fl. 4623DF CARF MF Processo nº 15504.723876/201195 Resolução nº 1201000.524 S1C2T1 Fl. 4.624 5 Fl. 4624DF CARF MF Processo nº 15504.723876/201195 Resolução nº 1201000.524 S1C2T1 Fl. 4.625 6 Fl. 4625DF CARF MF Processo nº 15504.723876/201195 Resolução nº 1201000.524 S1C2T1 Fl. 4.626 7 (...) Fl. 4626DF CARF MF Processo nº 15504.723876/201195 Resolução nº 1201000.524 S1C2T1 Fl. 4.627 8 (....) (...) Fl. 4627DF CARF MF Processo nº 15504.723876/201195 Resolução nº 1201000.524 S1C2T1 Fl. 4.628 9 (...) (...) (...) (...) (...) Fl. 4628DF CARF MF Processo nº 15504.723876/201195 Resolução nº 1201000.524 S1C2T1 Fl. 4.629 10 II.3 – PRINCIPAIS PONTOS DAS DEFESAS APRESENTADAS PELAS PESSOA ARROLADAS COMO RESPONSÁVEIS PELO CRÉDITO LANÇADO (FLS. 4158/4346) (...) (...) Fl. 4629DF CARF MF Processo nº 15504.723876/201195 Resolução nº 1201000.524 S1C2T1 Fl. 4.630 11 (...) Fl. 4630DF CARF MF Processo nº 15504.723876/201195 Resolução nº 1201000.524 S1C2T1 Fl. 4.631 12 É o relatório. Diante da decisão de primeira instância, foi oposto o Recurso Voluntário (fls. 4.472/4.541), ora sob apreço, trazendo as mesmas alegações de seu primeiro apelo, fazendo alusão específica aos argumentos do Acórdão recorrido, com o fito de demonstrar sua necessidade de reforma. Em 23/04/2012, a recorrente solicita a juntada dos documentos de fls. 4.545/4.563, nos seguintes termos: A 2ª Turma Ordinária da 4ª Câmara da 3ª Seção de Julgamento, por meio do Acórdão nº 3402001.842, de 18 de julho de 2012 (fls. 4.567/4.595), não conheceu do recurso voluntário para declinar a competência para a 1ª Seção de Julgamento, cuja ementa trago a colação: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Fl. 4631DF CARF MF Processo nº 15504.723876/201195 Resolução nº 1201000.524 S1C2T1 Fl. 4.632 13 Período de apuração: 31/01/2006 a 31/12/2006 Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL PAF NORMAS PROCESSUAIS COMPETÊNCIA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS CARF FATOS CUJA APURAÇÃO SERVIU PARA APURAR INFRAÇÕES DE IRPJ COMPETÊNCIA DA 1ª SEÇÃO DO CARF. A competência para julgamento de recurso relativo a exigências que estejam lastreadas em fatos cuja apuração serviu para configurar a prática de infração à legislação pertinente à tributação do IRPJ é da 1ª Seção do CARF. Remetidos os autos à extinta 2ª Turma Ordinária da 1ª Câmara da 1ª Seção de Julgamento, foi prolatada, por aquele colegiado, a Resolução nº 1102000.315, na sessão de 25 de março de 2015 (fls. 4.609/4.615), onde os seus membros determinaram o encaminhamento deste processo ao relator do processo nº 15504.723875/201141, que se encontra na 1ª Turma da 4ª Câmara da 1ª Seção do CARF, em razão da conexão entre os feitos, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. Em virtude da devolução do processo nº 15504.723875/201141 pelo relator, em face da renúncia do mandato, os autos foram sorteados no âmbito desta Turma e encaminhados para este Conselheiro relatar e votar. É o relatório. VOTO Conselheiro José Carlos de Assis Guimarães, Relator. O recurso apresentado pelo SIM INSTITUTO DE GESTÃO FISCAL é tempestivo e pode ser conhecido. Porém, da análise das peças que compõem os autos, verificase que os responsáveis solidários constantes dos Termos de Sujeição Passiva Solidária de fls. 2.515 e seguintes, não foram intimados da decisão de primeira instância para a apresentação do recurso voluntário ou, se foram, não consta o Termo de Intimação e o AR correspondente no processo. A ausência de intimação dos responsáveis solidários da decisão de primeira instância é vício que precisa ser saneado para garantir a esses o direito à ampla defesa e ao contraditório. Isso posto, voto pela remessa dos autos à unidade de origem para que seja dada ciência da decisão de primeira instância aos responsáveis solidários, com oferecimento de prazo de defesa para que apresentem recurso voluntário se assim o desejar. É como voto. (assinado digitalmente) José Carlos de Assis Guimarães Fl. 4632DF CARF MF
score : 1.0
