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Numero do processo: 10831.001454/97-93
Turma: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Feb 13 00:00:00 UTC 2001
Data da publicação: Tue Feb 13 00:00:00 UTC 2001
Ementa: CLASSIFICAÇÃO FISCAL.
Não há divergência entre a mercadoria declarada e a efetivamente
importada, constatada por meio de laudo técnico, restando divergência apenas quanto à interpretação da NBM/SH.
Devida diferença de II referente à mudança de classificação e respectiva alíquota, excluindo-se a multa, com base no AD(N) COSIT nº 10/97.
RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO PARCIALMENTE
Numero da decisão: 303-29.608
Decisão: ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso para o fim de excluir a penalidade, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: ZENALDO LOIBMAN
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III Não há divergência entre a mercadoria declarada e a efetivamente importada, constatada por meio de laudo técnico, restando divergência apenas quanto à interpretação da NBM/SH. Devida diferença de II referente à mudança de classificação e respectiva aliquota, excluindo-se a multa, com base no AD(N) COSIT n"10/97. RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO PARCIALMENTE. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso para o fim de excluir a penalidade, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Brasilia-DF, em 13 de fevereiro de 2001 o JO -0414//H ANDA COSTAP7 'dente . O 7 0UT2002 ZEN D() LOIBMAN !teiú'? Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselheiros: ANELISE DAUDT PRIETO, MANOEL D'ASSUNÇÃO FERREIRA GOMES, 1RINEU BIANCHI, PAULO DE ASSIS, CARLOS FERNANDO FIGUEIREDO DE BARROS e NILTON LUIZ BARTOLI. tmc MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° : 120.238 ACÓRDÃO N° : 303-29.608 RECORRENTE : INTERCHANGE COMÉRCIO EXTERIOR E REPRESENTAÇÃO LTDA RECORRIDA : DRJ/CAMP INAS/SP RELATOR(A) ZENALDO LOIBMAN RELATÓRIO E VOTO • O presente processo retoma de diligência à Repartição de Origem que esclareceu às fls. 109 a dúvida antes existente sobre a data de recepção do recurso voluntário, estando, então, atestada a sua tempestividade. Tratando-se de matéria da competência do Terceiro Conselho, tomo conhecimento do mérito. O relatório está detalhado às fls. 103/105, e, por economia processual, solicito que se considere como se aqui estivesse transcrito. De início, parecia haver controvérsia quanto à correta identificação e classificação tarifária do produto importado. Conforme ficou explicitado nas Dls es: 21.261 (31/05/96), 28.651 (17/07/96), 35.914 (28/08/96), 40.303 (23/09/96), 45.894 (15/10/96) e 50.553 (20/11/96), o importador enquadrou o produto como sendo outros sais e derivados da lincomicina, classificando-o no código NCM 2941.90.29 (NBM/SH 2941.90.0799), com aliquota de 2% para o 11. Entretanto, o próprio importador informa nas Dls supracitadas, certa vez, que o composto químico importado consiste em lincomicina HC I, em outra oportunidade, que trata-se de lincomicina pura. Após realização de Laudo de Análise pelo Laboratório Nacional de Análises- LABANA (fl. 68) em resposta a pedido formulado pela fiscalização da SRF corroborado pelo Certificado de Análise apresentado pelo próprio importador (fls. 67/71), ficou estabelecido tratar-se de cloridrato de lincomicina. A recorrente reconhece que a sigla HC I é indicativa de um cloridrato. Portanto, na realidade não há divergência quanto à correta identificação do produto. Houve sim, de início, um certo inconformismo por parte da recorrente por não haver maior detalhamento nas especificações da NCM, já que, segundo entende, a qualidade desta lincomicina importada é somente para uso oral veterinário, sendo um produto com características químicas diferentes do padrão internacional para uso farmacêutico, cuja classificação é NCM 2941.90.21 com aliquota de 18%. Diante do fato de que no cloridrato de lincomicina o grau farmacêutico é bem diferente do grau veterinário, ocorrendo também uma enorme diferença nos custos, porém não havendo maior detalhamento na Nomenclatura, decidiu-se por classificar de forma mais genérica. 2 .. MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° : 120.238 ACÓRDÃO N° : 303-29.608 Fica claro não ter havido por parte da recorrente qualquer intenção de descaracterizar o produto ou despistar a administração tributária, pelo contrário, em todo o decorrer do processo chamado a colaborar na correta identificação do produto prestou todos os esclarecimentos solicitados Assim, com base no AD(N) n° 10/97 da COSIT é de se excluir a multa. No entanto, é de se confirmar que o julgador monocrático decidiu corretamente ao considerar que para a classificação fiscal no caso, é de se aplicar a Regra Geral 3 do SH que prevê que "a posição mais especifica prevalece sobre a mais genérica". E. consultando-se a NCM, contata-se que há classificação específica para • cloridrato de lincomicina na posição 2941.90.21, exatamente a adotada pelo fiscal autuante. Quanto a isso, a própria recorrente manifestou-se resignada segundo os termos do seu recurso à fl. 88. Preocupou-se então em demostrar não ter se locupletado na forma de lucro extra ou excuso e que não houve dolo no fato em análise. Acrescentou que de toda forma o Regulamento Aduaneiro no art. 186, do cap. VII, prevê a possibilidade de redução do II. Que o caráter protecionista revelado na magnitude da aliquota sobre o produto em questão não se justifica pois não há produção nacional conforme julga ter comprovado pelo documento anexado às fls. 91/92. De fato, o RA prevê no art. 187 que quando não houver produção nacional ou a produção nacional for insuficiente para atender ao consumo interno, poderá ser concedida isenção ou redução do imposto para a importação total ou III complementar conforme o caso, as características de produção e de comercialização. Esta análise competia à Comissão de Política Aduaneira (hoje compete à SECEX) que após certificar-se de inexistência ou insuficiência de produção nacional poderá conceder o beneficio por meio de estabelecimento de quotas tarifárias globais e/ou por período determinado ou quotas percentuais em relação ao consumo nacional. Em suma há a possibilidade teórica para a almejada redução, no entanto a interessada não agiu de forma a cumprir as normas previstas no RA para pleitear junto à SECEX (antes era à CPA) a isenção ou redução do tributo. Pelo exposto, voto por dar provimento parcial ao recurso para excluir a aplicação da multa. ki Sala das Se- § es, em 13 de fevereiro de 2001 - SM1, . ,) ZEN.• L a Il OIBMAN - Relator 3 • •-34. MINISTÉRIO DA FAZENDA - ;9:."-„Y1 TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES • :Vil,' TERCEIRA CÂMARA Processo n.° : 10831.001454/97-93 Recurso n.° : 120.238 TERMO DE INTIMAÇÃO Em cumprimento ao disposto no parágrafo 2° do artigo 44 do • Regimento Interno dos Conselhos de Contribuintes, fica o Sr. Procurador, Representante da Fazenda Nacional junto à Terceira Câmara, intimado a tomar ciência do Acórdão n° 303-29.608 Brasília-DF, 23 de março de 2001 Atenciosamente a• cc .a CÂMARA (E3 ... .......... Jo. PsÊrna • •-sidente da Terceira Câmara )O . Z ° ° ?- Ciente em: / • • ier f t rc LIPC 9 1=Tki lbr Page 1 _0010100.PDF Page 1 _0010200.PDF Page 1 _0010300.PDF Page 1
score : 1.0
Numero do processo: 10925.000420/95-06
Turma: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Fri Aug 21 00:00:00 UTC 1998
Data da publicação: Fri Aug 21 00:00:00 UTC 1998
Ementa: DRAWBACK-SUSPENSÃO. Comprovada a exportação compromissada.
RECURSO A QUE SE DÁ PROVIMENTO
Numero da decisão: 303-28.977
Decisão: ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso voluntário, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: ANELISE DAUDT PRIETO
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ementa_s : DRAWBACK-SUSPENSÃO. Comprovada a exportação compromissada. RECURSO A QUE SE DÁ PROVIMENTO
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Comprovada a exportação compromissada. RECURSO A QUE SE DÁ PROVIMENTO. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. _...a ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso voluntário, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Brasília-DF, em 21 de agosto de 1998 .1 O OLANDA COSTA ,yfesidente PUKUILWORIA GERAI, rft, FAZENDA MACIO At OtErdemeçee-GEral , i Feonsomaçõo PyroNdlelal ?StfitdeFicsiffLaí LUCIANA COR1EZ ROR1Z PONTEScl_ j2,, 1 ProCuradom da Fazendo Nacional ANELISE DAUDT PRIETO Relatora 15 0111 1998 Participaram ainda do presente julgamento, os seguintes Conselheiros: GUINÊS ALVAREZ FERNANDES, MANOEL D'ASSUNÇÃO FERREIRA GOMES, NILTON LUIZ BARTOLI e TEREZA CRISTINA GUIMARÃES FERREIRA (Suplente). Ausentes os Conselheiros SÉRGIO SILVEIRA MELO e ISALBERTO ZAVÃO LIMA. troo MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° : 118.247 ACÓRDÃO N° : 303-28.977 RECORRENTE : RENAR MÓVEIS S/A RECORRIDA : DRJ/FLORIANÓPOLIS/SC RELATOR(A) : ANELISE DAUDT PRIETO RELATÓRIO E VOTO Em 26 de fevereiro de 1997, esta Câmara resolveu, por unanimidade de votos, converter novamente o julgamento em diligência à SECEX do Ministério da Indústria e Comércio, por meio da Repartição de Origem, de acordo com relatório e voto que passo a ler em sessão. A Delegacia da Receita Federal em Joaçaba emitiu, em 29 de abril de 1998, o seguinte Relatório de Diligência: "Em atendimento ao despacho de folha 388, realizamos a diligência proposta no despacho de folhas 382 e 383. Através do oficio n° 058/98 «olha 389), foram encaminhados para o Banco de Brasil S/A-CACEX, os documentos constantes das folhas 38 a 253 do presente processo, os quais foram apresentados pelo contribuinte em sua impugnação ao auto de infração referenciado neste processo, para que fossem analisados mesmo que extemporaneamente com o objetivo de comprovar o DRAWBACK.. Em resposta através do documento anexo ao presente processo à folha 390 o Banco do Brasil S/A-CACEX, informou que a importação e a exportação foram realizadas integralmente, considerou cumprido o compromisso inicial de exportação e opinou favoravelmente pela baixa do referido Ato Concessório. Diante do exposto, somos pelo encaminhamento do presente processo para a Seção de Tributação de DRF/Joaçaba/SC, para prosseguimento." Verifica-se, então, que, à afirmação da própria autoridade julgadora de primeira instância de que os documentos mostravam que haviam sido efetuadas as exportações compromissadas, foi acrescido o parecer do SECEX favorável à baixa do referido Ato Concessório. Não há, portanto, como manter o lançamento efetuado, englobando impostos suspensos, juros de mora e multas de oficio, incabíveis no presente caso. 2 A w" MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° : 118...247 ACÓRDÃO N° : 303-28.977 A comprovação fora do prazo, embora em descumprimento do disposto na legislação pertinente, não enseja a aplicação daquelas penalidades, já que a empresa fizera jus à suspensão de impostos concedida no regime aduaneiro especial, exportando dentro do prazo concedido. Isto posto, voto por dar provimento ao recurso. Sala das Sessões, em 21 de agosto de 1998 ANELISE DAUDT PRIETO - Relatora 3 Page 1 _0018100.PDF Page 1 _0018200.PDF Page 1
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Numero do processo: 16682.721803/2015-02
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Sep 27 00:00:00 UTC 2022
Data da publicação: Thu Oct 20 00:00:00 UTC 2022
Ementa: ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO
Data do fato gerador:24/10/2011
MULTA ISOLADA. COMPENSAÇÃO NÃO HOMOLOGADA. NULIDADE DO DESPACHO DECISÓRIO. CANCELAMENTO.
Uma vez declarada a nulidade do despacho decisório em que não se homologou a compensação declarada, tem-se por afastado o fundamento jurídico da multa isolada prevista no § 17 do art. 74 da Lei nº 9.430/1996.
Numero da decisão: 3201-009.793
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao Recurso Voluntário. Este julgamento seguiu a sistemática dos recursos repetitivos, sendo-lhes aplicado o decidido no Acórdão nº 3201-009.748, de 27 de setembro de 2022, prolatado no julgamento do processo 16682.721714/2015-58, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado.
(documento assinado digitalmente)
Hélcio Lafetá Reis Presidente Redator
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Arnaldo Diefenthaeler Dornelles, Pedro Rinaldi de Oliveira Lima, Lara Moura Franco Eduardo (suplente convocada), Leonardo Vinicius Toledo de Andrade, Carlos Delson Santiago (Suplente convocado), Laércio Cruz Uliana Júnior, Márcio Robson Costa e Hélcio Lafetá Reis (Presidente e Relator).
Nome do relator: Hélcio Lafetá Reis
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ementa_s : ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Data do fato gerador:24/10/2011 MULTA ISOLADA. COMPENSAÇÃO NÃO HOMOLOGADA. NULIDADE DO DESPACHO DECISÓRIO. CANCELAMENTO. Uma vez declarada a nulidade do despacho decisório em que não se homologou a compensação declarada, tem-se por afastado o fundamento jurídico da multa isolada prevista no § 17 do art. 74 da Lei nº 9.430/1996.
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decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao Recurso Voluntário. Este julgamento seguiu a sistemática dos recursos repetitivos, sendo-lhes aplicado o decidido no Acórdão nº 3201-009.748, de 27 de setembro de 2022, prolatado no julgamento do processo 16682.721714/2015-58, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado. (documento assinado digitalmente) Hélcio Lafetá Reis Presidente Redator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Arnaldo Diefenthaeler Dornelles, Pedro Rinaldi de Oliveira Lima, Lara Moura Franco Eduardo (suplente convocada), Leonardo Vinicius Toledo de Andrade, Carlos Delson Santiago (Suplente convocado), Laércio Cruz Uliana Júnior, Márcio Robson Costa e Hélcio Lafetá Reis (Presidente e Relator).
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COMPENSAÇÃO NÃO HOMOLOGADA. NULIDADE DO DESPACHO DECISÓRIO. CANCELAMENTO. Uma vez declarada a nulidade do despacho decisório em que não se homologou a compensação declarada, tem-se por afastado o fundamento jurídico da multa isolada prevista no § 17 do art. 74 da Lei nº 9.430/1996. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao Recurso Voluntário. Este julgamento seguiu a sistemática dos recursos repetitivos, sendo-lhes aplicado o decidido no Acórdão nº 3201-009.748, de 27 de setembro de 2022, prolatado no julgamento do processo 16682.721714/2015-58, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado. (documento assinado digitalmente) Hélcio Lafetá Reis – Presidente Redator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Arnaldo Diefenthaeler Dornelles, Pedro Rinaldi de Oliveira Lima, Lara Moura Franco Eduardo (suplente convocada), Leonardo Vinicius Toledo de Andrade, Carlos Delson Santiago (Suplente convocado), Laércio Cruz Uliana Júnior, Márcio Robson Costa e Hélcio Lafetá Reis (Presidente e Relator). Relatório O presente julgamento submete-se à sistemática dos recursos repetitivos prevista no art. 47, §§ 1º e 2º, Anexo II, do Regulamento Interno do CARF (RICARF), aprovado pela Portaria MF nº 343, de 9 de junho de 2015. Dessa forma, adota-se neste relatório substancialmente o relatado no acórdão paradigma. Trata-se de Recurso Voluntário interposto em contraposição ao acórdão da Delegacia de Julgamento (DRJ) que julgou procedente em parte a Impugnação manejada pelo contribuinte acima identificado em decorrência do lançamento de multa isolada, exigida em AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 16 68 2. 72 18 03 /2 01 5- 02 Fl. 332DF CARF MF Original Fl. 2 do Acórdão n.º 3201-009.793 - 3ª Sejul/2ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 16682.721803/2015-02 razão da não homologação da compensação declarada no processo administrativo nº 16682.720030/2015-39, com base no § 17 do art. 74 da Lei nº 9.430/1996. Na Impugnação, o contribuinte requereu (i) o reconhecimento da nulidade do auto de infração, aduzindo a falta de motivação válida, dada a inocorrência de conduta ilícita ou abusiva, (ii) a suspensão do processo até a prolação de decisão definitiva no julgamento do Recurso Extraordinário 796.939/RS, com repercussão geral reconhecida pelo STF, (iii) a suspensão do processo até a prolação de decisão definitiva no processo em que se discute a compensação não homologada e (iv) o reconhecimento da ocorrência de bis in idem em razão da exigência da multa de mora sobre o débito não compensado cumulativamente com a multa destes autos. A DRJ manteve a exigência da multa, afastando-se todos os argumentos de defesa do contribuinte. Cientificado da decisão de primeira instância, o contribuinte interpôs Recurso Voluntário e reiterou seus pedidos, repisando os argumentos de defesa, sendo ainda requerida a apensação destes autos ao processo da compensação. Por meio da Resolução, esta turma ordinária converteu o julgamento do recurso em diligência, para que estes autos fossem apensados ao processo nº 16682.720030/2015-39, em razão de conexão. O contribuinte peticionou junto à repartição de origem aduzindo que o presente processo devia ser imediatamente extinto por perda de objeto, ante o seu caráter acessório ao processo de crédito, dada a prolação, pela 2ª Turma Ordinária da 3ª Câmara da 3ª Seção de Julgamento do CARF, declarando a nulidade do despacho decisório que dera origem aos presentes autos. O Presidente da 3ª Seção do CARF exarou despacho informando que, no julgamento do processo nº 16682.720030/2015-39, já havia sido prolatada decisão administrativa definitiva no sentido de se reconhecer a nulidade do despacho decisório, razão pela qual a resolução destes autos havia perdido o seu objeto. É o relatório. Voto Tratando-se de julgamento submetido à sistemática de recursos repetitivos na forma do Regimento Interno deste Conselho, reproduz-se o voto consignado no acórdão paradigma como razões de decidir: Conforme acima relatado, trata-se do lançamento de multa isolada, exigida em razão da não homologação da compensação declarada no processo administrativo nº 16682.720030/2015-39, com base no § 17 do art. 74 da Lei nº 9.430/1996. Fl. 333DF CARF MF Original Fl. 3 do Acórdão n.º 3201-009.793 - 3ª Sejul/2ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 16682.721803/2015-02 Após a conversão do julgamento do Recurso Voluntário em diligência à repartição de origem para que estes autos fossem apensados ao processo da compensação, em razão de conexão, o Presidente da 3ª Seção do CARF exarou despacho, no qual se destacam os seguintes trechos: O colegiado resolveu remeter os autos para a Unidade de Origem para que fosse realizada a apensação ao processo principal acima referido, a requerimento da parte, com posterior retorno para continuidade do julgamento. Ao que parece, o colegiado pretendeu que os autos fossem remetidos para julgamento em conjunto com o processo nº 16682.720030/2015-39, o que ocorreu na 2ª Turma Ordinária da 3ª Câmara da 3ª Seção de Julgamento. Ocorre que o julgamento do processo principal ocorreu em 13/12/2018, antes do julgamento em que se prolatou a resolução, em 31/01/2019. No caso, a distribuição por decorrência poderia ocorrer antes do julgamento do processo principal, a teor do §2º do artigo 6º do Anexo II do RICARF, abaixo transcrito: (...) Destaca-se ainda que o processo principal já possui decisão definitiva no âmbito administrativo e não mais retornará para pauta. Ao contrário, deverá retornar à Unidade de Origem para dar seguimento na apuração do direito creditório. Em consulta aos seus autos, verifico que o Acórdão de Embargos nº 3302-006.418 teve a seguinte decisão: “Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em acolher os embargos de declaração, com efeitos infringentes, para dar provimento parcial ao recurso voluntário e declarar a nulidade do despacho decisório ora atacado; efetivar a apuração das contribuições e do direito creditório através dos arquivos digitais no leiaute do ADE nº 15/2001, independentemente da apresentação do ADE nº 25/2010; e para que DCOMP sejam separadas por processo.” Tomando ciência da decisão, a PGFN interpôs recurso especial, o qual, entretanto, não foi admitido, conforme despacho, cujo dispositivo transcrevo abaixo: “3 Conclusão Em cumprimento ao disposto no art. 18, inc. III, do Anexo II do RI-CARF, NEGO SEGUIMENTO ao recurso especial interposto pela Fazenda Nacional. Contra este despacho cabe o recurso previsto no art. 71, do Anexo II, do RI-CARF. Encaminhe-se à PGFN, para ciência do presente despacho. Após, caso haja interposição do recurso previsto no art. 71 do RI-CARF, encaminhe- se ao CARF para apreciação. Caso não haja, encaminhe-se à Unidade Local da RFB, para cientificar o sujeito passivo do Acórdão nº 3302- 006.418, bem como para a adoção das demais providências de sua alçada.” Desse despacho a PGFN não interpôs agravo, tornando a decisão proferida no acórdão de embargos definitiva. Portanto, a resolução perdeu seu objeto. Fl. 334DF CARF MF Original Fl. 4 do Acórdão n.º 3201-009.793 - 3ª Sejul/2ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 16682.721803/2015-02 Destarte, devem os autos retornar para nova distribuição/sorteio no âmbito da 1ª Turma Ordinária da 2ª Câmara da 3ª Seção de Julgamento, uma vez que o relator original não mais pertence aos quadros de conselheiro do CARF. Salienta-se que o processo deve ser desapensado do processo principal nº 16682.720030/2015-39, que deve ser encaminhado à Unidade Preparadora para dar continuidade à apuração do direito creditório, não havendo mais litígio quanto ao despacho decisório que deu origem à não homologação das compensações. (g.n.) Considerando-se o acima exposto, conclui-se que, diante da declaração de nulidade do despacho decisório em que não se homologou a compensação declarada, tem-se por afastado o fundamento de exigência da multa destes autos, razão pela qual deve ela ser cancelada. Diante do exposto, vota-se por dar provimento ao Recurso Voluntário. Conclusão Importa registrar que, nos autos em exame, a situação fática e jurídica encontra correspondência com a verificada na decisão paradigma, de sorte que as razões de decidir nela consignadas são aqui adotadas, não obstante os dados específicos do processo paradigma eventualmente citados neste voto. Dessa forma, em razão da sistemática prevista nos §§ 1º e 2º do art. 47 do anexo II do RICARF, reproduz-se o decidido no acórdão paradigma, no sentido de dar provimento ao Recurso Voluntário. (documento assinado digitalmente) Hélcio Lafetá Reis – Presidente Redator Fl. 335DF CARF MF Original
score : 1.0
Numero do processo: 10940.900476/2006-80
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Mon Feb 28 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Mon Feb 28 00:00:00 UTC 2011
Ementa: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO
Data do fato gerador: 15/12/1999
COMPENSAÇÃO. REQUISITOS.
É vedada a compensação de débitos com créditos desvestidos dos atributos de liquidez e certeza.
Numero da decisão: 3803-001.243
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar
provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
Nome do relator: ALEXANDRE KERN
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ementa_s : NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Data do fato gerador: 15/12/1999 COMPENSAÇÃO. REQUISITOS. É vedada a compensação de débitos com créditos desvestidos dos atributos de liquidez e certeza.
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Data do fato gerador: 15/12/1999 COMPENSAÇÃO. REQUISITOS. É vedada a compensação de débitos com créditos desvestidos dos atributos de liquidez e certeza. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. (assinado digitalmente) Alexandre Kern Presidente e Relator Participaram ainda do presente julgamento os Conselheiros Belchior Melo de Sousa, Hélcio Lafetá Reis, Daniel Maurício Fedato, Carlos Henrique Martins de Lima e Rangel Perrucci Fiorin. Relatório Staroi Distribuidora de Alimentos Ltda. transmitiu, em 6/27/2003, o Pedido Eletrônico de Ressarcimento/Declaração de Compensação PER/DCOMP nº 11336.99197.270603.1.3.040270, visando à compensação do débito próprio com direito creditório oriundo do pagamento a maior efetuado em 15/12/1999. A DRF/Ponta Grossa, por meio do Despacho Decisório 76394654, de 16/06/2008 (fl. 19), indeferiu o pleito de restituição porque o DARF aventado não foi localizado nos sistemas da Administração Tributária. Via de consequência, não homologou a compensação declarada. Sobreveio Manifestação de Inconformidade , fls. 1 a 11, por meio da qual alega: Fl. 1DF CARF MF Emitido em 31/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 06/03/2011 por ALEXANDRE KERN Assinado digitalmente em 06/03/2011 por ALEXANDRE KERN 2 a) que os débitos opostos na compensação declarada já estão sendo analisados na representação nº 74/2003, consubstanciada no procedimento administrativo fiscal nº 16408.000831/200632, e que a lavratura deste novo procedimento implicará um segundo lançamento dos mesmos valores, razão pela qual caberá tãosomente a esta autoridade declarar a sua nulidade; b) a inconstitucionalidade, ilegalidade e invalidade da legislação vigente, ao instituir a incidência das contribuições PIS e Cofins sobre os valores recebidos e repassados ao Governo Estadual a título de ICMS, extrapolando a competência constitucional outorgada, tanto nos limites do conceito de aquisição de receita, como no de faturamento, e; c) seu direito à restituição dos valores de PIS e Cofins que recolheu, mensalmente, desde o início de suas operações mercantis; relativamente à incidência dessas contribuições sobre o ICMS devido, e ao seu aproveitamento em compensação de débitos próprios; A DRJ/CTA1ª Turma julgou a reclamação improcedente. O Acórdão nº 06 26.304, de 22 de abril de 2010, fls. 34 a 37, teve ementa vazada nos seguintes termos: Assunto: Processo Administrativo Fiscal Anocalendário: 1999 NULIDADE. Além de não se enquadrar nas causas enumeradas no art. 59 do Decreto nº 70.235, de 1972, é incabível falar em nulidade do lançamento quando não houve transgressão alguma ao devido processo legal. Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep Anocalendário: 1999 DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. EXTINÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO SOB CONDIÇÃO RESOLUTÓRIA DE SUA ULTERIOR HOMOLOGAÇÃO. A compensação declarada pelo sujeito passivo, na qual constam informações relativas aos créditos utilizados e aos débitos a serem compensados, extingue o crédito tributário sob condição resolutória de sua ulterior homologação. PIS. BASE DE CÁLCULO. EXCLUSÃO DO ICM. IMPOSSIBILIDADE. Inexiste previsão legal para excluir da base de cálculo do PIS o valor do ICMS, o qual está incluso no preço da mercadoria, que, por sua vez, compõe a receita bruta de vendas. INCONSTITUCIONALIDADE. Falece competência legal à autoridade julgadora de instância administrativa para se manifestar acerca da constitucionalidade ou legalidade de normas legais regularmente editadas segundo o Fl. 2DF CARF MF Emitido em 31/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 06/03/2011 por ALEXANDRE KERN Assinado digitalmente em 06/03/2011 por ALEXANDRE KERN Processo nº 10940.900476/200680 Acórdão n.º 380301.243 S3TE03 Fl. 57 3 processo legislativo estabelecido, tarefa essa reservada constitucionalmente ao Poder Judiciário. DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. INEXISTÊNCIA DO DIREITO CREDITÓRIO INFORMADO NO PER/DCOMP. Inexistindo o direito creditório informado no PER/DCOMP, é de se considerar nãohomologada a compensação declarada. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Cuidase agora de recurso voluntário contra a decisão da 1ª Turma da DRJ/CTA. O arrazoado de fls. 41 a 47, depois de dispensarse do depósito prévio ou do arrolamento de bens e de protestar pela sua tempestividade, argui, em sede de preliminar, a nulidade formal do procedimento, porque os valores discutidos no presente processo já são objeto de cobrança em outro, o que redundará em cobrança dúplice. Esclarece, na continuação a gênese do indébito que busca repetir e aproveitar: o pagamento a maior a título de contribuição, na parcela da base de cálculo relativa aos valores recebidos e repassados ao erário estadual a título de ICMS. Discorre sobre a inconstitucionalidade da incidência do PIS e da Cofins sobre essa parcela. Cita e transcreve doutrina e jurisprudência. Conclui, requerendo o provimento de seu recurso, reformando a decisão recorrida, para o efeito de se acolher a compensação declarada com os créditos decorrentes da exclusão do ICMS da base de cálculo das contribuições sociais. É o relatório. Voto Presentes os pressupostos recursais, a petição de fls. 41 a 47 merece ser conhecida como recurso voluntário contra o Acórdão DRJCTA1ª Turma nº 0626.304, de 22 de abril de 2010. Preliminar de nulidade Rejeito a preliminar. Não há o menor risco de que se efetue cobrança em dobro do(s) débito(s) confessado(s) na DCOMP ora sub judice, visto que de cobrança não se trata no presente procedimento. Ademais, como exaustivamente demonstrado na decisão recorrida, não houve qualquer infração ao art. 59 do Decreto nº 70.235, de 6 de março 1972 – PAF: o Despacho Decisório nº 76394654 foi lavrado por AuditorFiscal da Receita Federal do Brasil em pleno exercício de suas atribuições, razão pela qual não há se falar em incompetência da autoridade fiscal. Tampouco ocorreu cerceamento do direito de defesa: o requerente (fl. 19) foi intimado a retificar os dados informados na Ficha DARF do PER/DCOMP e lhe facultada a apresentação de reclamação e de recurso voluntário, respectivamente, contra a nãohomologação da Fl. 3DF CARF MF Emitido em 31/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 06/03/2011 por ALEXANDRE KERN Assinado digitalmente em 06/03/2011 por ALEXANDRE KERN 4 compensação declarada e contra a decisão que julgou improcedente a sua Manifestação de Inconformidade . Mérito – reconhecimento de indébito decorrente da inconstitucionalidade da inclusão do ICMS na base de cálculo das contribuições sociais O recorrente pede que sejam considerados os créditos apurados com base no recolhimento indevido, efetuado seja com base no regime da Lei nº 9.718, de 27 de novembro de 1998, seja no regime da nãocumulatividade. Pergunto: que créditos? Que apuração? Penso ser até intuitivo, não basta a existência "em tese" de uma declaração de inconstitucionalidade de lei instituidora de um tributo para que surja um direito de crédito. Há de se verificar, primeiramente, se o pagamento reputado posteriormente como indevido em razão da declaração de inconstitucionalidade da lei realmente existiu. O Despacho Decisório nº 76394654 dá conta de que o pagamento referido no PERDcomp não foi localizado. Contra essa constatação, o recorrente nada – absolutamente nada – opõe. Silencia solenemente. Ainda que existisse o referido DARF, haveria de comprovar o pagamento a maior, demonstrando cabalmente a base de cálculo correta, em síntese, quanto foi pago a maior. Ora, se o próprio fisco precisa instaurar um procedimento administrativo para que se reconheça a existência do fato gerador, por que poderia o particular ter um "crédito" em face do fisco apenas em razão de hipotéticos pagamentos? Essa é a pretensão do recorrente: restituirse de um indébito apenas em face de uma tese, sem ao menos comprovar que recolheu algo ao fisco. Nada a reparar na decisão recorrida, cujos fundamentos, forte no § 1º do art. 50 da Lei no 9.784, de 29 de janeiro de 1999, passam a fazer parte integrante desse voto. Conclusão Com essas considerações, voto por negar provimento ao recurso. Sala das Sessões, em 28 de fevereiro de 2011 Alexandre Kern Fl. 4DF CARF MF Emitido em 31/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 06/03/2011 por ALEXANDRE KERN Assinado digitalmente em 06/03/2011 por ALEXANDRE KERN Processo nº 10940.900476/200680 Acórdão n.º 380301.243 S3TE03 Fl. 58 5 Ministério da Fazenda Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Terceira Seção Terceira Câmara TERMO DE ENCAMINHAMENTO Processo nº: 10940900476200680 Interessada: STAROI DISTRIBUIDORA DE ALIMENTOS LTDA. Encaminhemse os presentes autos à unidade de origem, para ciência à interessada do teor do Acórdão no 380301.243, de 28 de fevereiro de 2011, da 3a. Turma Especial da 3a. Seção e demais providências. Brasília DF, em 28 de fevereiro de 2011. [assinado digitalmente] _____________________________ Alexandre Kern Presidente da 3a Turma Especial da 3a Seção Fl. 5DF CARF MF Emitido em 31/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 06/03/2011 por ALEXANDRE KERN Assinado digitalmente em 06/03/2011 por ALEXANDRE KERN
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Numero do processo: 10711.008302/91-10
Turma: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Mon Dec 06 00:00:00 UTC 1999
Data da publicação: Mon Dec 06 00:00:00 UTC 1999
Numero da decisão: 303-00.757
Decisão: RESOLVEM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em
diligência à Repartição de Origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: SÉRGIO SILVEIRA MELLO
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" PROCESSO~ SESSÃO DE, RECURSO N° RECORRENTE RECORRIDA MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA 10711.008302/91-10 06 de dezembro de 1999 119.763 CORY IRMÃos COMÉRCIO E REPRESENTAÇÕES LTDA DRJIRIO DE JANEIRO/RJ R E S O L U ç Ã O N° 303.757 • RESOLVEM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência à Repartição de Origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Brasília-DF, em 06 de dezembro de 1999 JOÃ~COSTA Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselheiros: NIL TON LUIZ BARTOLI, MANOEL D' ASSUNÇÃO FERREIRA GOMES, ZENALDO LOIBMAN e IRINEU BIANCID. Ausente a Conselheira ANELISE DAUDT PRIETO. tmc MINIsTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA cÂMARA RECURSON' RESOLUÇÃO N° RECORRENTE RECORRIDA RELATOR(A) 119.763 303-757 CORY IRMÃos COMÉRCIO E REPRESENTAÇÕES LTDA.. DRJ/RIODE JANEIROIRJ SÉRGIO SILVEIRAMELO RELATÓRIO O contribuinte em epígrafe teve lavrado contra si o Auto de Infração de número de identificação 158/92, cuja descrição dos fatos que o fundamentam aduzidos pelo d. AFTN podem assim ser resumidos: • Que após proceder à Conferência Final do Manifesto apurou falta de 164 sacos de carne bovina congelada, com osso, quartos compensados, conforme indicado no Demonstrativo de Classificação e Avaliação de Mercadorias em Falta ou com acréscimo e Termo de Conferência Final de Manifesto, estando, portanto, incurso o portador da mercadoria nos preceitos dos artigos 478, ~ 10, inciso VI e ~ 2°, e 481 e seus parágrafos, todos do Regulamento Aduaneiro. Intimada da autuação, a empresa contribuinte, irresignada, apresentou IMPUGNAÇÃO e documentos, que repousam às fls.28/63, aduzindo, em suma, que: 1. agente marítimo é parte ilegítima para figurar no pólo passivo deste feito, por não poder ser equiparado ao Transportador. 2. A mercadoria importada goza de isenção tributária, consoante estipulado pelo inciso I, do artigo 175, do CTN. 3. A mercadoria faltante foi furtada quando da sua descarga, fato este que exclui a responsabilidade do transportador marítimo, uma vez que o Comandante do navio emitiu Cartas de Protesto aos consignatários comunicando o furto, como também o informou à Receita Federal e ao Chefe da Fiscalização do Tráfego Internacional da Polícia Federal. 4. A responsabilidade da autuada já havia cessado, por já ter entregue toda a mercadoria sem quaisquer avarias. 2 I " MINIsTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA cÂMARA ~ i . ! RECURSON' RESOLUÇÃO N' 119.763 303-757 5. O ~ 7° do artigo 169 do Decreto-lei nO37 preceitua que não caracteriza infração a falta de carga, desde que este percentual situe-se no limite adotado pela legislação, o que se configura no presente caso. 6. Discorda da taxa de câmbio adotada, pois não foi utilizada a da data do fato gerador que se deu com a efetiva entrada da mercadoria no território nacional (23/1 0/90). 7. Finaliza, sua impugnação argumentado ser incabível a aplicação da multa prevista no artigo 521, inciso m, letra "d", do R.A., visto que denunciou espontaneamente a divergência registrada por ocasião da descarga. Instado a manifestar-se sobre a impugnação apresentada pelo contribuinte, o d. Fiscal apresentou parecer refutando, "de per si", todas as alegações trazidas à baila pela empresa/defendente propondo a manutenção integral do Auto de Infração de nO 158/92, bem como do Termo de Conferência Final de Manifesto e Demonstrativo de nO056/92. Remetido o processo à Delegacia da Receita Federal de Julgamento do Rio de Janeiro/RJ, o julgador de primeira instância, após a análise do auto de Infração e da impugnação, como também de toda a documentação anexa ao processo, decidiu pela procedência da ação administrativa, ementando da seguinte forma, "in verbis" : EMENTA: CONFERÊNCIA FINAL do Manifesto n° 1588/90. Apurada falta de 164 volumes na descarga. Responsabilizado o agente consignatário como representante do transportador estrangeiro. LANÇAMENTO PROCEDENTE. A manifestação do d. julgador de primeira instância pode ser assim resumida: 1. Restou responsabilizada a Cory Irmãos Comércio e Representações Ltda., por ser esta a representante legal no país do transportador estrangeiro, responsável legalmente pela falta de mercadorias descarregadas. 3 .. MINIsTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA cÂMARA RECURSOW RESOLUÇÃO N° 119.763 303-757 2. Que é incabível a alegação da isenção em favor da mercadoria, com fito de impedir a cobrança da multa em apreço, porque mesmo com o reconhecimento da isenção ou redução de tributo, deve ser efetivado o desembaraço aduaneiro, por este pressupor tão somente a existência fisica da mercadoria, não importando ser mercadoria isenta ou não. 3. No tocante ao furto cogitado pela defendente, o julgador singular entende que este não caracteriza caso fortuito ou força maior, visto que uma vigilância efetiva, certamente, evita-lo-ia. 4. Em relação a invocação do ~7°do artigo 169, do Decreto- lei 37/66, foi mencionado que não se aplica ao caso em tela, ''por dizer respeito às infrações administrativas ao controle das importações, de responsabilidade, pois, apenas dos importadores". 5. O questionamento de que foi utilizada uma errônea taxa de câmbio também não pode perdurar, visto que para efeito de cálculo do imposto, considera-se ocorrido o fato gerador no dia do seu lançamento, o qual no caso de apuração de falta de mercadoria considera-se a data em que a autoridade aduaneira constatar o fato. 6. Por fim, esclarece que a responsabilidade somente é excluída no caso de denunciação espontânea se esta for acompanhada do pagamento do tributo e ocorrer anterior ao início de qualquer procedimento administrativo, requisitos estes não observados pelo autuado. 7. Pelo todo o exposto foi julgado procedente o lançamento efetuado, sendo declarado devida a importância de 1.940,06UFIR, bem como a multa prevista no artigo 521, lI, "d", do RA., tudo acrescido dos demais encargos legais. Inconformada com a decisão supra delineada, no prazo legal, a recorrente, comprovando o depósito recursal, interpôs RECURSO VOLUNTÁRIO ao E. Terceiro Conselho de Contribuintes, postulando pela improcedência da imputação fiscal, aduzindo em seu prol os mesmos argumentos apresentados em sede de impugnação. 4 , I .. MINIsTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA cÂMARA RECURSON' RESOLUÇÃO N' 119.763 303-757 Sendo o crédito tributário apurado após a decisão Monocrática inferior ao limite de que dispõe o 9 1° da Portaria MF260/95, com a nova redação dada pela MF189/97, não foram apresentadas Contra-razões pela Procuradoria da Fazenda Nacional. É o relatório. 5 l. I J .~ '. MINIsTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA cÂMARA RECURSO N° RESOLUÇÃON 119.763 303-757 VOTO Argumenta a recorrente, em preliminar, que atuou como agente marítimo, sendo a sua relação jurídica com o Armador de um simples mandatário comercial, vinculada por contrato de representação mercantil. A responsabilidade da recorrente decorre, primeiramente, de Termo de Responsabilidade que assina, perante a repartição aduaneira, para liberação da embarcação antes da conferência final de manifesto, pelo qual se compromete, pessoalmente, ao pagamento de todos os débitos. fiscais que vierem a incidir sobre a mesma embarcação e que forem apurados posteriormente. Isto posto, o Decreto-lei nO37/66 estabelece em seu art. 39, ~ 3°, o seguinte: "Art.39 - . ~ 3° - O veículo poderá ser liberado, antes da conferência final do manifesto mediante termo de responsabilidade firmado pelo representante do transportador, no País, quanto aos tributos, multas e demais obrigações que venham a ser apuradas ..(redação dada pelo Decreto-lei n° 2.472/88)" Vê-se, portanto, que neste caso a atuação do agente marítimo vai bem mais além do que a de um simples mandatário comercial. Tal representação, portanto, enquadra-se, perfeitamente, nas disposições do art. 32, parágrafo único, alínea "b", do mesmo Decreto - Lei nO37/66, que determina: "Art.32 - a •••••••••••••••••••••••••••••••••••••••• Parágrafo único - É responsável solidário: a) . b) o representante, no País, do transportador estrangeiro. " E o mesmo Decreto-Iei n° 37/66 estabelece, ainda: "Art. 95 - Respondem pela infração: I- . 6 J .. , . MINIsTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA cÂMARA RECURSO N° RESOLUÇÃON 119.763 303-757 11 - Conjunta ou isoladamente, o proprietário e o consignatário do veículo, quanto à que decorrer do exercício de atividades própria do veículo, ou da ação ou omissão de seus tripulantes." Por tais fatos, não vejo como acolher a preliminar de ilegitimidade passiva levantada pela Recorrente. Quanto a outra preliminar de nulidade do lançamento por isenção da mercadoria, equivoca-se a recorrente ao mencionar tal instituto para eximir-se da responsabilidade tributária que lhe está sendo atribuída no presente caso. Com efeito, examinando-se a Declaração de Importação acostada aos autos por cópia, especificamente o seu campo 24 - "Observações sobre o Despacho" - constante das fls. 03V, verifica-se que a importação foi efetuada sob o regime de "DRAWBACK", na modalidade de "SUSPENSÃO". Não se trata, portanto, de isenção. É evidente que, em tal regime, a modalidade de "suspensão" termina transformando-se em "isenção", quando cumpridos os compromissos estabelecidos no respectivo Ato Concessório. Todavia, tendo ocorrido o extravio da mercadoria (parte dela), antes mesmo de chegar ao importador, é certo que não se cumpriu, quanto à parte extraviada, o principal compromisso estabelecido no DRAWBACK. Assim acontecendo, não há que se falar em isenção e, como tal, configurou-se o prejuízo sofrido pela Fazenda Nacional, passível de indenização, em conformidade com as disposições do art. 60, parágrafo único, do Decreto-lei nO37/88. Quanto ao mérito, argumenta inicialmente, que a mercadoria foi furtada (ou roubada) durante a descarga, sendo que tal operação foi realizada sob total responsabilidade dos importadores, que contrataram a estiva. Apresenta documentos atestando que o Comando da embarcação comunicou o fato às autoridades competentes, sendo estas as providências que lhe cabiam adotar, não sendo, portanto, responsável pelas faltas apuradas. Acontece que a responsabilidade do navio cessa com a entrega da mercadoria no porto do destino, ao costado do navio, momento em que inicia a responsabilidade do depositário. 7 •• ~ .. '. "~ MINIslÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA cÂMARA RECURSO NO RESOLUÇÃO N° 119.763 303-757 O depositário, por sua vez, deve emitir recibo ou ressalva sobre a carga recebida. A falta do recibo ou da devida ressalva, pressupõe o recebimento da mercadoria pelas condições indicadas no Conhecimento de Transporte. Estas são as determinações expressas no Decreto-lei nO116/67, que regula as responsabilidades entre o transportador e o depositário, tratando das faltas e avarIas. Resta-nos, então, verificar em qual momento ocorreu o furto da carga, ou seja, se antes ou depois da descarga; se sob a responsabilidade do veículo transportador'ou do depositário. "e A documentação acostada aos autos, lamentavelmente, não nos oferece qualquer subsídio para o deslinde dessa questão. Não foi anexado ao processo qualqu~r recibo, ressalva ou registro de descarga, que teria sido emitido pela Depositária, contemporâneo à data da mesma descarga da mercadoria envolvida. Diante do exposto, proponho a conversão do julgamento em diligência à repartição aduaneira de origem para que seja sanada a deficiência acima apontada, ficando os demais argumentos da Recorrente a serem apreciados em sessão futura. Cumprida a diligência, seja aberta vista dos autos à interessada para que possa se pronunciar a respeito dos seus resultados, assim o querendo. Sa ,:das Sessões, em 06 de dezembro de 1999. 8 00000001 00000002 00000003 00000004 00000005 00000006 00000007 00000008
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Numero do processo: 10930.003974/2005-11
Turma: Segunda Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Jul 27 00:00:00 UTC 2010
Data da publicação: Tue Jul 27 00:00:00 UTC 2010
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF
Exercício: 2001
NORMAS PROCESSUAIS, NULIDADE DO AUTO DE INFRAÇÃO. CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA.
O auto de infração deve conter a descrição completa dos fatos oponíveis ao contribuinte, bem como trazer clara demonstração da metodologia de cálculo adotada pela Fiscalização na apuração do imposto de renda suplementar, sob pena de ocorrência de cerceamento de direito de defesa e conseqüente nulidade do auto de infração.
Recurso provido.
Numero da decisão: 2802-000.398
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, dar provimento ao recurso interposto, tendo em vista a existência de vicio insanável no Auto de Infração litigado, conforme o voto do Relator. Vencida a Conselheira Dayse Fernandes Leite (Suplente convocado).
Nome do relator: CARLOS NOGUEIRA NICACIO
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF Exercício: 2001 NORMAS PROCESSUAIS, NULIDADE DO AUTO DE INFRAÇÃO. CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. O auto de infração deve conter a descrição completa dos fatos oponíveis ao contribuinte, bem como trazer clara demonstração da metodologia de cálculo adotada pela Fiscalização na apuração do imposto de renda suplementar, sob pena de ocorrência de cerceamento de direito de defesa e conseqüente nulidade do auto de infração. Recurso provido.
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decisao_txt : Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, dar provimento ao recurso interposto, tendo em vista a existência de vicio insanável no Auto de Infração litigado, conforme o voto do Relator. Vencida a Conselheira Dayse Fernandes Leite (Suplente convocado).
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CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA, O auto de infração deve conter a descrição completa dos fatos oponíveis ao contribuinte, bem corno trazer clara demonstração da metodologia de cálculo adotada pela Fiscalização na apuração do imposto de renda suplementar, sob pena de ocorrência de cerceamento de direito de defesa e conseqüente nulidade do auto de infração. Recurso provido, Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiada, por maioria de votos, dar provimento ao recurso interposto, tendo em vista a existência de vicio insanável no Auto de Infração litigado, conforme o voto do Relator. Vencida a Conselheira Dayse Fernandes Leite (Suplente convocado). Valéria Pestana Ma—qr ues - Presidente -o 5 c) Carlos Nogueira Nicácio Relator EDITADO EM: 2 7 SET 2010 Participaram do presente julgamento, os Conselheiros: Dayse Fernandes Leite (Suplente convocada), Guilherme Barranco de Souza (Suplente convocado), José Evande Carvalho Araújo (Suplente convocado), Sidney Feno Barros, Carlos Nogueira Nicácio e Valéria Pestana Marques (Presidente). Ausentes, justificadamente, os Conselheiros Jorge Cláudio Duarte Cardoso, Ana Paula Locoselli Erichsen e Lúcia Reiko Sakae, 2 Kocesso IV 10930 003974/2005-11 S2-1-E02 Acórdão o" 2502-00398 Fl 3 Relatório Trata-se de Recurso Voluntário interposto contra acórdão proferido pela 4" Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Curitiba - PR, Em procedimento de revisão da Declaração de Ajuste Anual ano-calendário 2000, foi lavrado auto de infração em face do Recorrente em razão da omissão de rendimentos recebidos de pessoa jurídica decorrentes de ação trabalhista movida em face do HSBC Bank SA. Em decorrência da lavratura do auto de infração, os valores recebidos de pessoas jurídicas no curso do ano-calendário 2000 foram alterados para R$496,051,18, o que resultou na apuração de imposto de renda suplementar de R$32356,65. Em sede de impugnação, o Recorrente alegou, em síntese: 1) Que deve ser declarada a nulidade do procedimento fiscal, na medida em que não foi lavrado Mandado de Procedimento Fiscal em face do Recorrente anteriormente à lavratura do auto de infração, o que implicou em cerceamento de direito de ampla defesa e entrave ao exercício do contraditório. 2) Que o auto de infração não traz identificação clara acerca da infração cometida, uma vez que não foi esclarecida ao Recorrente a base de cálculo utilizada para fins de apuração do imposto complementar, bem como não foram apresentados os motivos que levaram a Fiscalização a considerar como tributáveis os valores recebidos a título de participação em programa de incentivo à aposentadoria, 3) Que as verbas trabalhistas recebidas pelo Recorrente deveriam ter sido tributadas em conformidade com o acordo judicial firmado entre as partes. 4) Que a fonte pagadora efetuou a retenção do imposto de renda devido pelo Recorrente em conformidade com o acordo judicial firmado entre as partes, bem como emitiu informe de rendimentos, o qual foi utilizado pelo Recorrente no preparo de sua Declaração de Ajuste Anual. 5) Que a responsabilidade pela retenção e correta classificação dos rendimentos recebidos pelo Recorrente é da fonte pagadora, haja vista sua condição de responsável tributário. 6) Que na hipótese de terem sido verificadas irregularidades na classificação dos rendimentos, bem como ocorrência de retenção incorreta do imposto de renda, deveria a fonte pagadora ter sido objeto de autuação fiscal, e não o Recorrente, 7) Que os honorários advocatícios deveriam ser integralmente deduzidos da base de cálculo do imposto de renda, não sendo correta a sua dedução proporcional, na medida em que os valores recebidos pelo Recorrente são indivisíveis:. 3 8) Que a aplicação da multa de ofício de 75% seria indevida, haja vista a inexistência de dolo ou má-fé do Recorrente, na medida em que foi apresentada Declaração de Ajuste Anual de acordo com o informe de rendimentos e comprovante de retenção de imposto de renda retido na fonte emitido pela fonte pagadora. 9) Que seria inconstitucional a aplicação da taxa SELIC como índice de correção dos créditos tributários,. Conforme acórdão proferido pela Delegacia da Receita Federal de Julgamento, o lançamento foi declarado parcialmente procedente, uma vez que: i) a ausência de Mandado de Procedimento Fiscal não implica em cerceamento de direito de defesa. ii) o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais não tem competência para decidir acerca de inconstitucionalidade de lei. iii) a natureza tributável das verbas recebidas não pode ser decidida pelas partes mediante acordo judicial. iv) a aplicação da multa de oficio e dos juros SELIC possui amparo legal. Adicionalmente, afirmou a Delegacia que os honorários advocaticios somente poderiam ser deduzidos da base de cálculo do imposto de renda de forma proporcional aos rendimentos tributáveis. Ainda, que a responsabilidade pela tributação incorreta dos valores recebidos não seria exclusiva da fonte pagadora, na medida em que o Recorrente é o efetivo contribuinte do imposto de renda. Por fim, o valor do imposto de renda suplementar apurado em sede de auto de infração foi reduzido de R$31756,65 para R$29.556,17 em razão dos ajustes de cálculo efetuados, conforme demonstrativo de ff 136. Dada a decisão proferida, houve a interposição de Recurso Voluntário reiterando-se os argumentos trazidos quando da apresentação da peça impugnatória. É o relatório. f 4 Processo n' 10930.003974/2005-11 Acórdão n " 2802-00398 S2-1E02 F1 4 Voto Conselheiro Carlos Nogueira Nicacio, Relator, O recurso é tempestivo e preenche as formalidades legais, por isso dele conheço. Trata-se de Recurso Voluntário interposto em razão da lavratura de auto de infração em face do Recorrente devido à omissão de rendimentos recebidos de pessoa jurídica decorrentes de ação trabalhista movida em face do HSBC Bank S.A. Preliminarmente, o Recorrente alega ter ocorrido cerceamento de seu direito de defesa, tendo em vista que no momento da lavratura do lançamento não foi identificada de forma precisa a infração supostamente cometida, bem corno não restou demonstrada a metodologia de cálculo adotada para determinação do imposto de renda suplementar apurado. Os requisitos de validade do auto de infração estão descritos no artigo 10, do Decreto IV 70.2.35/1972: _Art 10. O auto de 4-ação será lavrado por servidor competente, no local da verificação da falta, e conterá obrigatoriamente. 1 - a qualificação do autuado, - o local, a data e a hora da lavratura; III - a descrição dcrfato, IV - a disposição legal infringida e a penalidade aplicável,' - a determinação da exigência e a intimação para cumpri-la ou impugná-la no prazo de trinta dias, VI - a assinatura do autuante e a indicação de seu cargo ou [Unção e o número de matrícula (Ondssis) Conforme análise dos autos, verifica-se que o auto de infração não traz de forma pormenorizada os critérios utilizados pela Fiscalização para apuração do imposto de renda suplementar. Desta feita, o Recorrente não teria subsídios para refutar o cálculo do imposto realizado pelo Auditor Fiscal pela mera análise do lançamento. De fato, verifica-se que o demonstrativo de cálculo do imposto de renda suplementar apenas foi anexado aos autos às fls. 103 e 104, posteriormente, portanto, ao momento em que foi dada ciência ao Recorrente do auto de infração. Desta feita, forçoso concluir que o Recorrente não teve acesso a tal demonstrativo quando da abertura do prazo para apresentação da peça impugnatória Nesse sentido, tendo em vista que o auto de infração padece de defeito técnico, na medida em que não seria possível ao Recorrente compreender a metodologia de cálculo utilizada pela Fiscalização para determinar o montante de imposto de renda suplementar apurado, sem a análise de planilha demonstrativa a qual somente foi anexada aos autos após o encerramento do prazo para apresentação da peça impugnatória, deve ser declarada a ocorrência de cerceamento de direito de defesa e a conseqüente nulidade do auto de infração. Diante do exposto, conheço do Recurso Voluntário interposto na forma da lei e voto no sentido de dar-lhe provimento para declarar nulo o lançamento fiscal, ante a ocorrência de cerceamento de direito de defesa. COr PC) á C- Carlos Nogueira Nicacio 6 Data da ciência: MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS 2" CAMARA/2" SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n": 10930003974/2005-11 Recurso n": 159.795 TERMO DE INTIMAÇÃO Em cumprimento ao disposto no § 3" do art. 81 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria Ministerial n" 256, de .22 de junho de 2009, intime-se o (a) Senhor (a) Procurador . (a) Representante da Fazenda Nacional, credenciado junto à Segunda Câmara da Segunda Seção, a tomar ciência do Acórdão n" Brasília/DF, 27 SET EVELINE COELHO DE. IELO HOMAR Chefe da Secretaria Segunda Câmara da Segunda Seção Ciente, com a observação abaixo: ( ) Apenas com Ciência ( ) Com Recurso Especial ( ) Com Embargos de Declaração Procurador(a) da Fazenda Nacional
score : 1.0
Numero do processo: 13683.000023/2001-13
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Apr 06 00:00:00 UTC 2011
Ementa: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI
Período de apuração: 01/04/2000 a 30/06/2000
IPI. CRÉDITO PRESUMIDO. AQUISIÇÕES DE NÃO CONTRIBUINTES.
REPRODUÇÃO DAS DECISÕES DEFINITIVAS DO STJ.
No julgamento dos recursos no âmbito do CARF devem ser
reproduzidas pelos Conselheiros as decisões definitivas de mérito
proferidas pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543B
e 543C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, em conformidade com o que estabelece o Regimento Interno.
Numero da decisão: 3803-001.434
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar
provimento parcial ao recurso, nos termos do voto do relator.
Nome do relator: BELCHIOR MELO DE SOUZA
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DE FIAÇÃO E TECIDOS SANTO ANTÔNIO Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: Imposto sobre Produtos Industrializados IPI Período de apuração: 01/04/2000 a 30/06/2000 IPI. CRÉDITO PRESUMIDO. AQUISIÇÕES DE NÃO CONTRIBUINTES. REPRODUÇÃO DAS DECISÕES DEFINITIVAS DO STJ. No julgamento dos recursos no âmbito do CARF devem ser reproduzidas pelos Conselheiros as decisões definitivas de mérito proferidas pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543B e 543C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, em conformidade com o que estabelece o Regimento Interno. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Alexandre Kern Presidente. (assinado digitalmente) Belchior Melo de Sousa Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Alexandre Kern (Presidente), Belchior Melo de Sousa (Relator), Hélcio Lafetá Reis, e a suplente Andréa Medrado Darzé. Relatório Fl. 351DF CARF MF Emitido em 26/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 23/04/2011 por BELCHIOR MELO DE SOUSA Assinado digitalmente em 24/04/2011 por ALEXANDRE KERN, 23/04/2011 por BELCHIOR MELO DE SOUSA 2 Trata o presente de recurso voluntário contra o Acórdão de nº 0916.835, de 08 de agosto de 2007, da DRJJuiz de Fora/MG, fls. 288 a 924, que deferiu em parte a solicitação reconhecendo parcela do direito creditório reivindicado, já aplicado na compensação efetuada pela contribuinte. Em julgamento o pedido de ressarcimento de crédito presumido de IPI para ressarcimento da contribuição para o PIS e da COFINS, fl. 01, relativo ao 2° trimestre de 2000, no valor de R$ 31.739,83, fundado nos termos da Lei n° 9.363/96 e da Portaria MF n° 38/97. Pedido de compensação vinculado ao pleito de ressarcimento à fl. 36. Os resultados da verificação da legitimidade do crédito, apurados a partir dos livros, documentos fiscais e informações obtidas junto à empresa, estão consolidados na Informação Fiscal de fls. 181 a 187 e no demonstrativo de fl. 198. A DRF/Curvelo deferiu em parte a solicitação, tendo excluído uma parcela do custo da produção por ela apresentado correspondente a: a) insumos importados (algodão importado); b) insumos adquiridos, no mercado nacional, de não contribuintes do PIS e da Cofins (algodão em pluma); c) divergência entre a relação de aquisições e a relação de estoques e movimentações de insumos. Em sua manifestação de inconformidade, fls. 203 a 206, a interessada informou que utilizara insumos que se encontravam na relação de estoques, alegando que houve falha na geração dos arquivos do demonstrativo 4, que não registrou as aquisições dos insumos que foram levados diretamente para a produção, cujo controle é feito através de BPC — Boletim de Produção e Consumo. O julgamento de primeira instância foi convertido em diligência para que se comprovasse a alegação. O relatório da Fiscalização apresentou acréscimo ao crédito presumido no valor de R$ 533,02, face à inclusão dos custos dos insumos indicados pela empresa nos demonstrativos de fls. 232/234 apresentados com a manifestação de inconformidade. Cientificada das alterações promovidas em virtude da diligência solicitada, em suas razões adicionais alegou que as aquisições de algodão importado e de algodão em pluma efetuadas de não contribuintes do PIS e da COFINS devem ser incluídas na base de cálculo do crédito presumido, segundo entendimento pacificado do Conselho de Contribuintes, independentemente de ter havido incidência das contribuições na etapa anterior. Do valor requerido, o litígio restringiuse ao montante de R$ 5.475,61. A DRJ/Juiz de Fora, assim decidiu: a) quanto à exclusão da base de cálculo do crédito presumido do consumo do algodão importado na produção, considerou correto o procedimento da fiscalização, em vista do que expressamente prevê o art. 1° da Lei 9.363/96; b) quanto à exclusão das aquisições efetuadas de não contribuintes do PIS e da COFINS, esta resulta da determinação expressa contida no artigo 2°, § 2°, da IN SRF 23/97, Fl. 352DF CARF MF Emitido em 26/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 23/04/2011 por BELCHIOR MELO DE SOUSA Assinado digitalmente em 24/04/2011 por ALEXANDRE KERN, 23/04/2011 por BELCHIOR MELO DE SOUSA Processo nº 13683.000023/200113 Acórdão n.º 3803001.434 S3TE03 Fl. 327 3 e do art. 2° da IN SRF 103/97. Consignou que as Delegacias da Receita Federal de Julgamento, conforme preceitua o art. 7° da Portaria MF 58/2006, devem observar “o disposto no art. 116, III, da Lei n° 8.112, de 1990, bem assim o entendimento da SRF expresso em atos normativos”, dentre os quais incluemse as instruções normativas. Cientificada da decisão em 22 de dezembro de 2009, irresignada, a interessada apresentou o recurso voluntário de fls. 305 a 307, em 12 de janeiro de 2009, no qual alegou apenas que “diferentemente do que restou destacado no acórdão combatido, encontrase pacificado no âmbito deste Colendo Conselho de Contribuintes, inclusive na Câmara Superior de Recursos Fiscais, que as aquisições de não contribuintes devem ser incluídas na base de cálculo do crédito presumido, sendo irrelevante ter havido incidência das contribuições na etapa anterior, uma vez que não há qualquer determinação neste sentido na Lei 9.363/96”: É o relatório. Voto Conselheiro Relator Belchior Melo de Sousa O recurso é tempestivo e atende os demais requisitos para sua admissibilidade, portanto dele conheço. A controvérsia remanescente foi dividida em dois quesitos pela decisão recorrida – algodão importado e algodão pluma adquirido de não contribuintes. No presente recurso eles são unificados pela recorrente, ao qual contrapõe um só e genérico argumento: o de ser irrelevante ter havido ou não incidência das contribuições na etapa anterior para a inclusão dos valores dessas aquisições de insumos na base de cálculo do crédito presumido de IPI. Sustentao afirmando que não há qualquer determinação na Lei 9.363/96 de excluir tais aquisições. Com respeito às aquisições de insumos importados, há equívoco na afirmação da recorrente, sendo incontornável o entendimento da decisão de piso, que se pautou na disposição expressa da norma do art. 1º, que reza: Art. 1. 0 A empresa produtora e exportadora de mercadorias nacionais fará jus a crédito presumido do Imposto sobre Produtos Industrializados, como ressarcimento das contribuições de que tratam as Leis Complementares nºs 7, de 7 de setembro de 1970, 8, de 3 de dezembro de 1970, e 70, de 30 de dezembro de 1991, incidentes sobre as respectivas aquisições, no mercado interno, de matériasprimas, produtos intermediários e material de embalagem, para utilização no processo produtivo. (grifos não originais) Assim, não merece reparo a decisão recorrida, nesta questão. Quanto às aquisições de não contribuintes das contribuições em tela, esta matéria possui decisão definitiva de mérito, com acórdão publicado no Diário de Justiça Eletrônico em 17 de dezembro de 2010, cuja ementa reproduzo em parte: Fl. 353DF CARF MF Emitido em 26/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 23/04/2011 por BELCHIOR MELO DE SOUSA Assinado digitalmente em 24/04/2011 por ALEXANDRE KERN, 23/04/2011 por BELCHIOR MELO DE SOUSA 4 “O crédito presumido de IPI, instituído pela Lei 9.363/96, não poderia ter sua aplicação restringida por força da Instrução Normativa SRF 23/97, ato normativo secundário, que não pode inovar no ordenamento jurídico, subordinandose aos limites do texto legal. [...] Conseqüentemente, sobressai a "ilegalidade" da instrução normativa que extrapolou os limites impostos pela Lei 9.363/96, ao excluir, da base de cálculo do benefício do crédito presumido do IPI, as aquisições (relativamente aos produtos oriundos de atividade rural) de matériaprima e de insumos de fornecedores não sujeito à tributação pelo PIS/PASEP e pela COFINS. (RESP 993164, Min. Luiz Fux) A ementa fez destaque de inúmeros precedentes aos quais a decisão se alinha. O resultado de julgamento final teve a seguinte dicção: “a seção, por unanimidade, deu provimento ao recurso especial da empresa e negou provimento ao recurso especial da fazenda nacional, nos termos do voto do Sr.Ministro relator.” Ao caso, devese aplicar o art. 62A do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos FiscaisCARF, que determina a reprodução, pelos Conselheiros, das decisões definitivas de mérito proferida pelo Superior Tribunal de Justiça, consoante seus termos expressos a seguir: Art. 62A. As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543B e 543C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF Pelo exposto, voto por dar provimento parcial ao recurso para que os valores correspondentes às aquisições no mercado interno de fornecedores não contribuintes das contribuições e que foram objeto das glosas mantidas pela decisão de primeira instância componham a base de cálculo do crédito presumido pleiteado. Sala das sessões, 06 de abril de 2011 (assinado digitalmente) Belchior Melo de Sousa Fl. 354DF CARF MF Emitido em 26/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 23/04/2011 por BELCHIOR MELO DE SOUSA Assinado digitalmente em 24/04/2011 por ALEXANDRE KERN, 23/04/2011 por BELCHIOR MELO DE SOUSA Processo nº 13683.000023/200113 Acórdão n.º 3803001.434 S3TE03 Fl. 328 5 Ministério da Fazenda Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Terceira Seção Terceira Câmara Processo nº: 13683.000023/200113 Interessada: CIA. DE FIAÇÃO E TECIDOS SANTO ANTÔNIO TERMO DE INTIMAÇÃO Em cumprimento ao disposto no § 4º do art. 63 e no § 3º do art. 81 do Anexo II, c/c inciso VII do art. 11 do Anexo I, todos do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria MF nº 256, de 22 de junho de 2009, fica um dos Procuradores da Fazenda Nacional, credenciado junto a este Conselho, intimado a tomar ciência do Acórdão no 3803001.434, de 06 de abril de 2011, da 3a Turma Especial da 3a Seção. Brasília DF, em 06 de abril de 2011. [Assinado digitalmente] Alexandre Kern 3a Turma Especial da 3a Seção Presidente Ciente, com a observação abaixo: ( ) Apenas com ciência ( ) Com embargos de declaração ( ) Com recurso especial Em ____/____/______ Fl. 355DF CARF MF Emitido em 26/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 23/04/2011 por BELCHIOR MELO DE SOUSA Assinado digitalmente em 24/04/2011 por ALEXANDRE KERN, 23/04/2011 por BELCHIOR MELO DE SOUSA 6 Fl. 356DF CARF MF Emitido em 26/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 23/04/2011 por BELCHIOR MELO DE SOUSA Assinado digitalmente em 24/04/2011 por ALEXANDRE KERN, 23/04/2011 por BELCHIOR MELO DE SOUSA
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Numero do processo: 10280.005721/2001-50
Turma: Sétima Câmara
Seção: Primeiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Jul 26 00:00:00 UTC 2006
Data da publicação: Wed Jul 26 00:00:00 UTC 2006
Numero da decisão: 107-00.606
Decisão: ACORDAM os Membros da Sétima Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, CONVERTER o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto da relatora
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Nome do relator: ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA
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Numero do processo: 10845.002069/93-26
Turma: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Mar 22 00:00:00 UTC 2000
Data da publicação: Wed Mar 22 00:00:00 UTC 2000
Ementa: ADUANEIRO. CLASSIFICAÇÃO
Produto B9E-4 (2-2 Bis - Metacriloxidietoxi difenila) identificado pelo Labana/Santos, como sendo crilodi - (etoxi-finil) mistura de 2,2 - bis [metacrixoli-(etoxi)n-fenil] propano em que se verifica no parâmetro "n+m", significando a sua composição por várias substâncias, o que leva a classificação fiscal para o código 3823.90.9999 da TAB/SH.
A alteração do pronunciamento técnico do Labana justificada pelos novos estudos em Referências Bibliograficas e pela utilização de desenvolvidas técnicas analíticas, antes não disponíveis quando da expedição do Laudo de Análise 3232/95.
Multa de ofício excluída em vista do ADN-10/97.
RECURSO VOLUNTÁRIO PARCIALMENTE PROVIDO.
Numero da decisão: 303-29.274
Decisão: ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de
Contribuintes, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, apenas para excluir a multa, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: IRINEU BIANCHI
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ementa_s : ADUANEIRO. CLASSIFICAÇÃO Produto B9E-4 (2-2 Bis - Metacriloxidietoxi difenila) identificado pelo Labana/Santos, como sendo crilodi - (etoxi-finil) mistura de 2,2 - bis [metacrixoli-(etoxi)n-fenil] propano em que se verifica no parâmetro "n+m", significando a sua composição por várias substâncias, o que leva a classificação fiscal para o código 3823.90.9999 da TAB/SH. A alteração do pronunciamento técnico do Labana justificada pelos novos estudos em Referências Bibliograficas e pela utilização de desenvolvidas técnicas analíticas, antes não disponíveis quando da expedição do Laudo de Análise 3232/95. Multa de ofício excluída em vista do ADN-10/97. RECURSO VOLUNTÁRIO PARCIALMENTE PROVIDO.
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CLASSIFICAÇÃO. Produto B9E-4 (2-2 Bis — Metacriloxichetoxi difenila) identificado pelo Labana/Santos, como sendo crilodi — (etoxi-fmil) mistura de 2,2 — bis GB imetacriloicketoxi)n -fenill propano em que se verifica a variação no parâmetro "rt+m", significando a sua composição por várias substâncias o que leva a classificação fiscal para o código 3823.90.9999 da TAB/SH. A alteração do pronunciamento técnico do [abana justificada pelos novos estudos em Referências Bibliográficas e pela utilfração de desenvolvidas técnicas analíticas, antes não disponíveis quando da expedição do Laudo de Análise 3232/95. Multa de oficio excluída em vista do ADN-10/97. RECURSO VOLUNTÁRIO PARCIALMENTE PROVIDO. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, apenas para excluir a multa, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Brasília-DF, em 22 de março de 2000 • JO 7 O O ANDA COSTA Pies • nte 4» IRINEU BIANCHI Relator ° Ati A I 2000 Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselheiros: ANELESE DAUDT PRIETO, NILTON LUIZ BARTOLI, ZENALDO LOIBMAN, MANOEL D'ASSUNÇÃO FERREIRA GOMES, JOSÉ FERNANDO DO NASCIMENTO e SÉRGIO SILVEIRA MELO. tmc MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° : 117.378 ACÓRDÃO Na : 303-29.274 RECORRENTE : TURFE BOM) DO BRASIL INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA RECORRIDA : ALF/PORTO DE SANTOS/SP RELATOR(A) : IRINEU BIANCHI RELATÓRIO Leio, para conhecimento deste Colegiado, o relatório da Conselheira Dione Maria Andrade da Fonseca (fls. 55 e segs.), da Sessão de 22 de novembro de 1995, oportunidade em que, por unanimidade de votos, esta Câmara converteu o julgamento do presente processo em diligências. Remetidos os autos ao LAB ANA o mesmo respondeu aos quesitos formulados na diligência solicitada (fls. 61/64), através da Informação Técnica n° 070/97, acompanhada do Laudo de Análise n° 3232 citado pela recorrente. Cientificada a recorrente do resultado da diligência, ofertando-se-lhe o prazo de quinze (15) dias para manifestar-se a respeito, a mesma compareceu aos autos para requerer a devolução do prazo para impugnação, entendendo que à luz do laudo complementar houve inovação/alteração da fundamentação da exigência, caso em que o prazo é de trinta (30) dias e não quinze (15) como ocorreu. Outrossim, refutou as respostas ao laudo complementar, entendendo que as mesmas são insuficientes ou impróprias para serem contrapostas aos fundamentos da produção do prod o em exame, consoante a documentação apresentada com a impugnação, alé • de guir a falta de independência técnica e • imparcialidade por parte do LABAN • vi to tratar-se de órgão vinculado à Receita Federal. o relatório. 2 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° : 117.378 ACÓRDÃO isr : 303-29.274 VOTO Preliminarmente consigno que não assiste razão à recorrente quando pretende a devolução do prazo para impugnação, visto que a mesma exerceu o direito de defesa, sem quaisquer obstáculos. O prazo de quinze (15) dias que lhe foi ofertado destinou-se exclusivamente a dar-lhe vistas da diligência realizada, dando-lhe assim, a oportunidade de se manifestar sobre aquela etapa processual. a Os fundamentos do AI e mesmo da decisão recorrida restaram incólumes, de sorte que não houve a alegada inovação quanto aos fundamentos da exigência. De outra parte, sem consistência alguma os comentários quanto à falta de independência e de imparcialidade do LABANA, eis que lançados a descoberto de qualquer fundamento razoável. Quanto ao mérito, a controvérsia que se estabelece versa em tomo do produto BPE-4, classificado pela empresa na posição 2917.39.9900, como sendo um produto de constituição química definida quando isolado, enquanto que o fisco entende tratar-se de um composto de constituição química indefinida, classificando-o na posição 3823.90.9999 da TAB/SH. À vista do processo de fabricação do BPE-4 apresentado pela • Empresa, a autoridade julgadora constatou que na formulação molecular do mesmo existe a variação no parâmetro "n + m", constatação esta que é a razão pela qual o LABANA concluiu tratar-se de um composto de constituição química indefinida, classificando-o na forma exposta no AI. Insistiu a recorrente em apresentar as especificações do Certificado do Produto exarado pelo Departamento de Controle e Qualidade da Câmara de Indústria e Comércio de Wakayama — Japão, que qualifica o produto NK ESTER BPE-4, como um produto sintetizado (produto sintético) e não um produto formulado, compreendido como tal no código 2916.14.99.00, exatamente em sentido oposto à proposição fiscal e divergente também do constante do despacho, código 2917.39.9900. tiFirmados assim os entendi I 1 s antagônicos, os autos retomaram ao LABANA, o qual, em resposta ao , iro quesito, respondeu que "as denominações n + m indicam o número grupamentos etoxi na molécula, a.... . 3 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° : 117.378 ACÓRDÃO N° : 303-29.274 significando que a mercadoria é composta por várias substâncias, cujas estruturas contém o número de grupamentos etoxi diferentes entre si". Com referência ao Laudo de Análise n° 3232, de 23.7.85, trazido pela recorrente como prova de suas alegações, o LABANA justificou a mudança nas suas conclusões em relação ao mesmo, desta maneira: Esclarecemos que a nova conclusão em relação à composição da mercadoria é função de novos estudos em Referências Bibliográficas e de desenvolvimento e utilização de um conjunto de técnicas analíticas como Cromotografia em Camada Espessa, Cromotografia Líquida de Alta Eficiência, Espectrometria de Massas, Ressonância Magnética Nuclear Protônica e de Carbono 13, não utilizadas na época da emissão do Laudo de Análise n° 3232/85 do Pedido de Exame n° 976/039 (grifei). Destaca-se, ainda, a informação prestada pelo LABANA de que o teor médio de 2,2 Bis (4-Metacriloxidietoxidifenil) Propano encontrado é de 32%, e não de 99% como declarado, o que corrobora o entendimento de que o produto efetivamente é uma mistura. Frente aos esclarecimentos prestados pelo LABANA, considerando o produto como sendo de constituição química não definida, entendo que é inafastável a classificação fiscal atribuida pelo AFTN, procedendo assim a exigência fiscal, à exceção das multas, posto que houve correta descrição do produto na DI. Diante do exposto, voto no sentido de conhecer do recurso para dar- lhe provimento parcial excluindo a exigência relativa à multa, em vista do AD (n)- 11) 10/97. Sa . das .essões, em 22 de março de 2000 le", • ce3 L. IRINE BIANCHI - Relator 4 Page 1 _0026300.PDF Page 1 _0026400.PDF Page 1 _0026500.PDF Page 1
score : 1.0
Numero do processo: 10907.000155/88-38
Turma: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Jan 26 00:00:00 UTC 1995
Data da publicação: Thu Jan 26 00:00:00 UTC 1995
Ementa: Sendo imprescindível nova análise do produto e inexistindo
contra-prova para sua realização, é de se dar provimento ao recurso.
Numero da decisão: 303-28.102
Decisão: ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: SANDRA MARIA FARONI
1.0 = *:*
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ementa_s : Sendo imprescindível nova análise do produto e inexistindo contra-prova para sua realização, é de se dar provimento ao recurso.
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score : 1.0
