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Numero do processo: 10715.000450/91-56
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Feb 26 00:00:00 UTC 1992
Numero da decisão: 301-00.784
Decisão: RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência à Repartição de origem (IRF-Aeroporto-RJ), na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: SANDRA MIRIAM DE AZEVEDO MELLO
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( ,j • MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CÂMARA. rffs • Sessão de ....2.6Ife.Y.er.e.ir.o....de 19.92 ... ACORDÃO N.' . • • • Recurson.o 114.345 Processo nQ 10715-000450/91-56. Recorrente AS BER IT LT DA. Recorrid a IRF - A ERO PO RTO DO R IO DE JA NE IRO - RJ . R E S O L U ç Ã O NQ 301-784 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, RESOLVEM os Membros da Primeira Camara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em converter o julgamento' em diligência à Repartição de origem (IRF-Aeroporto-RJ), na forma do relatórió e voto que passam a integrar o presente julgado. ITA~AR VIEI A DA COSTA - Presidente. r/awiw l?tú:u~cIeOke&o . SANDRA MiRIAM DE AZEVEDO MELLO - Relatora. • Brasília-DF de fevereiro de 1992 . S - Proc. da Fazenda Nacional. • VISTO EM SESÃO DE: 27 Participaram, ainda do presente julgamento os .seguintes Conselheiros: FLÁVIO ANTONIO QUEIROGA MENDLOVITZ, FAUSTO DE FREITAS E CASTRO NETO, JOÃO BAPTISTA MOREIRA, S~RGIO DE CASTRO NEVES.PA~sé~t~s;osCo~seqheiros: LU1Z, ANJON10.JACQUES' e JOS~ THEODORO MASCARENHAS MENGK . • -2- SERViÇO POBLlCO FEDERAL -I ! MEFP - TERCEIRO CONSELHO DE RECURSO Nº 114.345 RECORRENTE: ASBERIT LTDA. RECORRIDA IRF - AEROPORTO RELATORA SANDRA MfRIAM DE CONTRIBUINTES - 1º CÂMARA. RESOLUÇÃO Nº 301-784 RIO DE JANEIRO - RJ. AZEVEDO MELLO. •I I I• [ • R E L A T Ó R I O Importou a empresa acima citada o produto "fibras têxteis sintiticas e artificiais descontínuas, nio cardadas, nio penteadas, nQ me comercial T~ARON (R) 1095, polpa descontínua de poliamida aromitica (ARAMIDA), 1º qualidade, para fabricaçio de papelões de vedaçio, clas- sificando-o no Código TAB 56.01.01.04. Em ato de revisio aduaneira, foi o produto encamirlhado ao Laboratório de Anilises do RJ, o qual concluiu que trata-se de flocos de matiria têxtil sintitica - poliamida, com comprimento midio das fi bras 1-5mm. -Foi, entio lavrado o auto de infraçio de fi. 01, para de~ classificar o produto para o Código TAB 59.01.02.99, exigindo'~lhe o P-ª. gamento da diferença do imposto de importaçio, bem como as multas I do art. 524 e 526, lI, do Regulamento Aduaneiro. ,.[ Inconformada, a ASBERIT ofereceu Impugnaçao, alegando, em resumo, as seguintes razões: .1 I \~ \ , a) esclarece, inicialmente, que um dos prIncipais produtos para a f-ª. bricaçio de seus produtos (fio, tecidos, fitas, gaxetas e papelio l'1i driülico) i o Amianto e que tendo em vista o possível rIsco ~ sa~de que pode provocar o amianto, o insumo alternativo usado pela. empresa e o TWARON (fibra cortada); b) a fabricaçio desse insumo i decorrente do corte de fibras têxteis contínuas sintiticas (filamento contínuo), cujo processo industrial pode apresentar, como subprodutos, flocos, pastas, poeiras ou borbQ tos; -t c) anexa carta da DUPONT DO BRASIL (fabricante de produto idêntico, s~ gündo a empresa, ao TWARON) na qual afirma que esta fibra cortada produzida a partir do filamento continuo por um processo especial~io pode ser classificado como flocos, pastas, poeiras ou borbotos de fi bras te-xteis; Imprensa Nacional SERVIÇO PUBLICO FEDERAL Rec. 114.345 Res. 301-784 -3- l I d) anexa parecer do lPT, em raz~o da consulta feita pela DUPONT acerca do produto KEVLAR, servindo o mesmo parecer para o TWARON; e) pelo exame do IPT verificá-se que o produto nao pode ser conceitu~ do como po ou floco, em razao dó seu aspecto altamente fibrilhado e do processo de moagem a que e submetido. f) caso seja necessirio perícia a impugnante re~uer seja respondido ao quesito que ji indica. Tendo em vista os argumentos da autuada, foi processo eQ caminhado ao LABANA, o qual emitiu o seguinte parecer técnico (fI. 51/ 52) • • I •A decis~o de fI. 54/56 julga a açao procedente em parte, I ~ em síntese, pelos seguintes motivos: a) de acordo com a Informaç~6 Técnica do LABANA de fI. 51,"0 produto declarado pelo interessado identifica-se perfeitamente com o encon trado na conclus~o do laudo". Dessa forma, verifica-se incabível as multas do art. 524 e 526. lI, do Regulamento Aduaneiro; I.' • • b) ji a classificaç~o adotada pela importadora é inadequada, conclus~o que decorre dos dados técnicos fornecidos pelo LA BANA - como o com primento das fibras variando entre 1 e 5mm - pois segundo as notas ' da NENAB, relativas ~ posiç~o 59.01, letra B, "as poeiras (tontisses) s~o fibras tixteis extremamente curtas (de li,algod~O, seda, tixteis artificiais, etc) provenientes, em geral, das operações de acabamen- to dos tecidos e, especialmente, da tosadura dos veludos. Também se fabricam a partir de cabos ou de fibras tixteis, que se cortam em pequeníssimos fragmentos, em geral de comprimento que nio ultrapassa 2mm". A empresa interpõe recurso a f!. 59, o qual leio em se.i sao. É o relatório . Imprensa Nacional I I• r. • -4- Rec. 114.345 Res. 301-784 SERVICO PÜSLlCO FEDERAl. v O T O Preliminarmente, observa-se que a empresa foi intimada a apresentar recurso em 11/10/91, sexta-feira. O prazo finda-se, então, em 12/11/91. A empresa apresentou o recurso em 13/11/91. Como a IRF encaminhou o recurso ao Egrégio 3º Conselho, In formando ser o mesmo tempestivo, voto no sentido de ser convertido o julgamento em diligência para que a repartição de origem informe se no dia 12/11/91 houve expediente normal e em se for o caso~ lavre o termo de p,erempçao. Sala das Sessões, em 26 de fevereiro de 1992. k~!VtJ.Aj/ah1 d~al1t~ SANDRA MfRIAM DE AZEVEDO MELLO - Relatora . Imprensa Nacional 00000001 00000002 00000003 00000004
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Numero do processo: 10711.001344/89-97
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Fri Feb 28 00:00:00 UTC 1992
Numero da decisão: 301-00.793
Decisão: RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, em converter o julgamento em diligência à Universidade Federal de São Carlos, através da Repartição de origem (IRF-Porto-RJ), para complementar a diligência da Resolução nº 303-0.319, vencido o Cons. Sérgio de Castro Neves, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: JOÃO BAPTISTA MOREIRA
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Recorrente HERGA -INDÚSTRIAS QUíMICAS LTDA. Recorrid a IRF--- PORTO - RJ • • R E S O L U ç à O NQ 301-793 Vistos, relatad,os e discutidos os presentes autos, RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por maioria de votos~ em converter o julgamento em diligência à Universidade Federal de Sao Carlos, através da Reparti ção de origem (IRF-Porto-RJ), para complementar a diligência da ResQ lução nQ 303-0.319, vencido o Cons. Sérgio de Castro Neves, na forma do relat6rio e voto que passam a integrar o presente julgado. Presidente. de fevereiro de 1992 . - Proc. da Faz. Nacional, Brasília-DF, IT AMAR• ti VISTO EM SESSÃO DE: 2 7 MAR 1992 Participaram,ainda do presente julgamento os seguintes Conselheiros: FLÁVIO ,~NTONIO QUEIROGA MENDLOVITZ, FAUSTO DE FREITAS'E CASTRO NETO, SANDRA'MíRIAM DE AZEVEDO MELLO (Suplente). Ausentes, os Cons. JOS£ THEQ DORO MASCARENHAS MENCK e LUIZ ANTONIO JACQUES . • -2- SERViÇO PUBLICO FEDERAL MEFP - TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES - 1. CÂMARA. RECURSO ND 111.117 RESOLUÇÃO ND 301-793 RECORRENTE: HERGA INDÚSTRIAS QUíMICAS LTDA. RECORRIDA IRF - PORTO - RJ. RELATOR JOÃO BAPTISTA MOREIRA. , I•I I ; R E L A T 6 R I O v O T O • l I ! l II. I !•, i i•I I Adoto o relatório de fls. 111 et seqs, do ilustre Consg lheiro José Alves da:Fonseca, ut infra: "A firma HERGA INDÚSTRIAS QUíMICAS LTDA., através da Dg claração de Importação (D.I.) nº 16635/87 (fls. 03/07), submeteu a despacho 16.330 quilos de "estearil dimetil amina dest., SDAD-Adogen 343, classe: Amina terciária, teor de pureza: mín. 97%", ao amparo da Guia de Importação (B.I) nº 01-87/002327-4 (fls.ll), classifican- do o produto no ~ódigo TAB 29.22.31.99, com alíquotas de 30% para o Imposto de Importação (1.1). e zero para o Imposto sobre Produtos In dustrializados (I.P.'I.), assumindo, no quadro 24 da DI citada, o com promlsso previsto na Instrução Normativa nº 14/85. Encaminhada a amostra do produto ao Laboratório de AnÁ lises este emitiu o Laudo nº 19/88 (fls. 16), declarando tratar-sede uma amIna graxa de origem animal (sebo), sem constituição química definida. Em ato de revisão, o produto foi desclassificado para o código TAB 38.19.99,00, com alíquotas de 30% para o 11 e 10% para o IPI, exigindo-se da autuada (fls. 18) o recolhimento do crédito tri butário apurado. Não 'concordando com a exigência fiscal, a importadora SQ licitou (fls.20) o "reexame da análise", anexando cópia do Laudo nº 1487/86 (fls. 21), do mesmo Laboratório ~e Análises, referehte a uma importação anterior do produto ADOGEN 343, com o fim de justificar e comprovar o acerto da classificação adotada. Por solicitação do GREDA, o referido Laboratório de AnÁ lises, através da Informação Técnica nº 225/88 (fls.22), ratifican do, na íntegra, os termos do Laudo nº 19/88 ; anexou cópia do catálQ go do fabricante (fls. 23), que confirma ser o produto AOOGEN 343 uma Imprensa Nacional ~.. ;~. SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL amina de sebo. Rec.111.117 Res: 301-793 -3- ~~-te a açao • • •i I I• • Por nio ter sido cumprida a exigincia fiscal e em face do mencionado pronunciamento t~cnico, foi lavrado o Auto de Irlfraçio nº 147/89 (fls.01), para eXIgIr-se da autuada o recolhimento do I.P.I. apurado, das multas previstas nos artigos 526,11, do RA e ar tigo 80, II, da Lei 4502/64, com a redaçio dada pelo Decreto-Lei nº °34/66, art. 2º alteraçio, al~m dos encargos legais cabíveis . Devidamente intimada (fls. 29) a autuada, tempestivamente, apresentou impugnação (fls. 30), discordando do resultado do laudo e alegando que, há anos, importa o produto em questio, sempre com a mesma classi fi cação TAB ~29.22.31.99. Na r~plica (fls.41), a Autuante não acolheu as razões de defesa, opinando pela manutenção do feito, em face dos esclarecimen- tos do LABANA . Em novo pr.onunciamento desta, feita por solicitação do ór gio preparador, o Laboratório de Análises, através da Informação Té£ nica (INF) nº 127/89 (fls.43/45), complementou os dados fornecidosan ter.iormente em relação ao ADOGEN 343, anexando bOletim informativodo fabricante (fls.46). A autoridade fiscal de primeira instância, julgou proceden fiscal e, assim ementou sua decisão: "Revisão: Desclassificação do produto SDAD-ADOGEN 343, em face do resultado laboratorial. AÇÃO FISCAL~CI DENTE". Tempestivamente, a empresa autuada interpõe recurso a esta Egrégia Câmara, aduzindo as mesmas ponderações da impugnação. Conforme se verifica, a recorrente protesta por novo ex~ me do produto pelo I.N.T. Para tanto, apresenta quesitos todo), constantes do Doc. nº 8, de fls. 95, e mais dois pela petiçià de fls. 105. (quatro, ao acrescidos '. Em caráter excepcional,entendo deva ser ouvida outra instl tuiçãotécnica a respeito da identificação do produto efetivamente im portado, à vista da contraprova existente no LABANA, para excluir-se eventual arg~ição de cerceamento do direito de defesa." Convertido o julgamento em diligincia, o processo foi r~ Imprensa Nacional I'. j- I•, _.~.~. SERViÇO PÚBLICO FEDERAL -4- Rec.111.117 Res. 301-793 i•I ••I J I • I•I, i 1•! ; metido da repartição de orIgem, à Universidade Federal de são Carlos, para responder aos quesitos de fls. 95, 105 e 112/113. , , Cumprida a diligência, A Parte, pela solicitação de fls .•• 132, queixa-se de cerceamento de defesa, tendo em vista que àquele presti~i6so: órgãb~ de pesquisa teria apenas, em parte, respondido às indagaç6es necess~rias ao deslinde da matkria. A Primeira Instincia nos submeteu, então, a aquisciência do pedido • .Concordando com o protesto da Requerente, nao 50 porque h£ ver~ dificuldade no ~xame da mat~ria e importa, d~veras~, o cerce£ mento apontado, como tamb~m por albergar dúvidas a respeito, voto no sentido de transformar, de novo, 6 julgamento em diligência, junto ao Centro de Ciências e Tecnologia da Universidade de são Carlos, nos termos da petição de fls. 132, reiterada às fls. intimando as Partes a apresentarem os quesitos que julgarem necess~rios à resolução da 4uestão. Sala das Sess6e .,...-em 28 de fevereiro de 1992. tor. Imprensa Nacional 00000001 00000002 00000003 00000004
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Numero do processo: 10711.005977/90-07
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Sep 25 00:00:00 UTC 1996
Data da publicação: Wed Sep 25 00:00:00 UTC 1996
Ementa: II - REVISÃO ADUANEIRA.
Classificação Tarifária - produto diatomita, nome comercial "Dicalite 341" - por ser um produto ativado classifica-se no código TAB 38.02.90.0104.
Numero da decisão: 301-28.179
Decisão: ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos em rejeitar a preliminar de irrevisibilidade do lançamento, no mérito em negar provimento ao recurso, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: ISALBERTO ZAVÃO LIMA
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DE ADITIVOS DO BRASIL LTDA RECORRIDA : IRF-PORTO/R.T II- REVISÃO ADUANEIRA Classificação Tarifária - produto diatomita, nome comercial "Dicalite 341" - por ser um produto ativado classifica-se no código TAB 38.02.90.0104 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos em rejeitar a preliminar de irrevisibilidade do lançamento, no mérito em negar provimento ao recurso, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Brasília-DF, em 25 de setembro de 1996 MOA _,..dNollreWrin DEIROS Presidente ISALBERTO ZAVÃO LIMA Relator Participaram, ainda, do presente , julgamento, os seguintes Conselheiros: MÁRCIA REGINA MACHADO MELARE, JOAO BAPTISTA MOREIRA, FAUSTO DE FREITAS E CASTRO NETO, LEDA RUIZ DAMASCENO, LUIZ FELIPE GALVÃO CALHEIROS e SÉRGIO DE CASTRO NEVES. - - — tine MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CAMARA RECURSO N° : 114.450 ACÓRDÃO N° : 301-28.179 RECORRENTE : LUBRIZOL DO BRASIL ADITIVOS LTDA-SUCESSORA DA AIB-IND. DE ADITIVOS DO BRASIL LTDA RECORRIDA : IRF-PORTO/RJ RELATOR(A) : ISALBERTO ZAVÃO LIMA RELATÓRIO Retorna o presente processo em diligência ao Instituto Nacional de Tecnologia (INT), determinada pela Resolução 301-807 (fls. 122), e complementa-se o Relatório das Fl. 123. A diligência teve por objetivo esclarecer em definitivo aspectos físico- químicos do produto Diatomita, nome comercial "Dicalite 341", indispensáveis à correta classificação tarifária, ou a posição adotada pelo importador, código TAB 2512.00.0100, ou a propugnado pelo Autuante, 3802.90.0104. A questão principal para deslinde da matéria é o esclarecimento se o produto é ativado ou não. O Laudo do INT, às fls. 149 a 154, conclui que o produto é ativado (f1.152). Em resposta do quesito 10, fls. 151/2, afirma o INT.: "Os resultados constantes dos anexos, parte integrante deste parecer, indicam tratar-se de um produto que sofreu um tratamento térmico e químico, ou seja, calcinação e adição de um sal de sódio, os quais transformaram a diatomita natural em um produto com estrutura cristalográfica e composição química diferente, provavelmente fluxocalcinado. Assim sendo, de acordo com as NESH posição 38.02, o produto é ativado." É o relatório. 2 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CÂMARA RECURSO N° : 114.450 ACÓRDÃO N° : 301-28.179 VOTO • É de bom alvitre que se esclareça da improcedência da preliminar de nulidade argüida pela Recorrente, vez que o lançamento do II não pertence à modalidade "por declaração", como afirmado em sua defesa, mas sim "por homologação". Ademais, a reclassificação não está respaldada em erro de direito e sim questão de fato, isto é, aspectos técnicos que, em se tratando de produtos químicos, só podem ser esclarecidos através de exames laboratoriais. Como vimos do relatório, a matéria em julgamento há de ser deslindada em função das provas produzidas, principalmente da diligência ordenada com o fim de esclarecê-la cabalmente. E este esclarecimento foi feito de forma indiscutível pelo INT. Determina o Decreto n° 70.235/72 que dispõe sobre o Processo Administrativo Fiscal, no seu artigo 30, que os laudos ou pareceres do LABANA, do INT e de outros órgãos federais congêneres serão adotados nos aspectos técnicos de sua competência, salvo se comprovada a improcedência desses laudos e pareceres. Em assim sendo, tendo em vista a coincidência das conclusões dos Laudos LABANA e INT, de que se trata de um produto ativado, a classificação correta é no código TAB 38.02.90.0104. Destarte, voto no sentido de negar provimento ao Recurso. Sala das Sessões, em 25 de setembro de 1996 1( Zk/"-) ISALBERTO ZAVÃO LIMA - RELATOR 3 Page 1 _0013000.PDF Page 1 _0013100.PDF Page 1
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Numero do processo: 10860.000529/90-78
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Feb 25 00:00:00 UTC 1992
Numero da decisão: 301-00.783
Decisão: RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência à Repartição de origem (DRF-Taubaté-SP), na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: SERGIO DE CASTRO NEVES
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Numero do processo: 10945.000922/91-21
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Mon Mar 23 00:00:00 UTC 1992
Numero da decisão: 301-00.802
Decisão: RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência à Repartição de Origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: LUIZ ANTONIO JACQUES
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Numero do processo: 10611.000420/90-81
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Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Dec 04 00:00:00 UTC 1991
Numero da decisão: 301-00.768
Decisão: RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em converter o julgamento do processo em diligência à Repartição de Origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: FLAVIO ANTONIO QUEIROGA MENDLOVITZ
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ACOR DÃO N.' . • Recurso n.O Recorrente Recorrid 113.999 - Processo nQ 10611.000420/90-81 LíDER TÁXI AtREO S.A. IRF - AEROPORTO INTERNACIONAL TANCREDO NEVES - MG '. R E S O L U C Ã O Ng 301-768 •I I I I ~ I ,•, • VISTOS, relatados e discutidos os presentes autos, RESOLVEM os Membros da Pmimeira Cimara do Terceiro Con- selho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em converter o jul- gamento do processo em diligência à Repartição de Origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Brasília-DF, em O de dezembro de 1991 . ITAMAR FLÁVIO VISTO EM SESSÃO DE: 2 8 F E V '1 92 Participaram, ainda, do resente julgamento os seguintes Conselheiros: WLADEMIR CLOVIS MOREIRA, JOÃO BAPTISTA MOREIRA, LUIZ ANTÔNIO JACQUES, FAUSTO FREITAS DE CASTRO NETO e SANDRA MIRIAM DE AZEVEDO MELLO. Ausen tes os Cons. JOSt THEODORO MASCARENHAS MENCK e IVAR GAROTTI. • • • • • • • SERVICO PÚBLICO FEDERAL MEFP - TERCEIRO CONSELHO OE CONTRIBUiNTES - PRIMEIRA CÂMARA 02. RECURSO Nº 113.999 - RESOLUÇÃO Nº 301-768RECORRENTE: LfDER TÁXI AtREO S.A. RECORRIDA IRF - AEROPORTO INTERNACIONAL TANCREDO NEVES - MG RELATOR FLÁVIO ANTÔNIO QUEIROGA MENDLOVITZ R E L A T d R I O A R..E.C.O RR,EN.TE. ... importou ""rias mercadorias sol icitarldo isençlo de imposto com base no inci50 lI! do art j~o 149 do Regulamento Aduaneiro vigEnte, através das D€clara~Q~s de Importa;~o(DI) ns. 0748, 01711. 02428 e 02844, registradas nesta IRF em 06/04/87, 27/07/87, 29/10/87 e 08/12/87. respect ivamente. . A Equipe de Revisro (ERDIM-SECAFI) ao revisar as su~a~itadas DI, ente-ndeu qUE" parte das mercadorias importadas nã~ ~tariam amparadas pelo art igo 156 do mesmo Re9~lamento~ e I por esse motivo intimou a empresa a recolher os impostosi incidentes sobre essas importa~ões com os devidos acrescimQs; legais, bem como a multa de 1001 do IPI estabelecida no inciso 11: do art i90 364 do RIPI. Ciente e inconformada, a autuada ~presentolJ a imPlJgna~ão de fls. 23 a 44~ que poderia assim ser sintetizada: - considera ela que -não andou bem- a fiscal iza~âo por' fazer constar do a~to de Infra.ão mercadorias Q'le s~o isentas de triblJta;ão; - as mercadorias importadas constam de catálogos e manuais dos respetivDs fabricantes como sendo compo~€ntes de suas aeronaves, razio pela qual nio há que se falar da e~:~lusâo ds i tais mercadorias das regras insitas nos artigos 149, inciso VIII: e artigo 156 do Regulamento Aduaneiro_ Acresc~nta: -tem part. number, ou seja, são partes definidas pelo pr6prio fabricante-: , - a autuante está se atendo ao rigorismo das palavras' inseridas nos dispositivos legais, o que atrapalha a ~pl icaçao e' interpreta~io das normas aduan~iras vigent€S~ - as nraxas s~o especiais e constituem material necessári6 ~ apl ica,~o de peças e componentes, sem as qu~is os sErvj~os de avia~lo n~o podem ser ex€cutaclos~ - o artigo 149, inciso t)III, do Decreto 91.030/85 est'i:\b€l£c~' isenç10 ~s aeronaVES¥ suas partes, pecas e dEmais materiais de manutenc~o e reparo. e entende a autuada que estes materiajs devem ser t1ldo o que for necessário para uma adequada manytsn~~o 2 o que possa dar s€guran;a de um modo geral, - em cont inuidade, cita o parecer da Coordena,~o do Sjstem~ de Tributaçro n_ 976/88, alusivo à incidgllcia dos tributos sobre as ferramentas imnortadas par empresas de aViar.:ao, - final i.za requerendo ~ lnsubsist~ncia do presente auto de inf'rar.:ão_ ", -----.- - ~~ A -lse'n-~ãode Imposto de i:mporta~ão so'mente deve reconhecida quando decorrente de ato internacional, lei e regulamento. ou em atos complementares (CTN, Lei 5_172/66~ 111 e 176). ser- seu art. • Imprensa Nacional Segundo pelo Decreto ".--1 iteralmente . de Isen;~o de o artigo 129 do Regulamento Aduaneiro(RA) aprovado 91.030/85, repet indo o CTN, interpretar-se-á a-Iegisiaçio-aduaneira que dispuser sobre a outorga- 11. li SERVICO PÚBLICO FEDERAL Recurso: " _'.0._ .oR.eo~o}"us.ão: 03 113.99 301-76 • • • • .,' • • o mesmo dip10ma l.gal determina ainda que a isen~lo ou redu~lo do Imposto de Importa~lo seja e'et ivada. em cada caso, por despacho da autoridade 'iscal. Se não concedido o bene,rcio, exigir-se-' o cr4dito tribut~rio correspondente (art. 134 e 135) • o RA/85. em seu artigo 149. inciso VII. concede isencão d Imposto de Importaclo (lI) aos bens aeronáuticos aI i descritos, notadamente' .VIII - às aeronavesy suas partes, pe,as e demais materiais de manuten,ão € reparo, aparelhos e materiais de radiocomunicaç1o, equfpamento de terra e equipamento para treinamento de pessoal e seguranca de vtlo e materiais dest inados is oficinas de manutenç;o •••• Ressalte-se que o artigo 156 do mesmo diploma legal detalha a isençio concedida no inciso VIII do art. 149, acima citado, e compreende = -I - aeronaves de qualquer tipo, suas partes e pecas: 11 - material de manutençlo e reparo de aeronaves, o Decreto-lei n. 2.434. de 19/05/88. em seu art igo 1 •• inc Iso II d ispõe'sobre a isenção OIJ redul;ão de impostos na importaçlo e do ~mposto sobre Produtos Industrializados~ incidentes sobre os bens de proced~ncia estrangeira~ nos casos de -partes, peças e componentes~ destinados ao r€paro~ revisão e manutenç~o de aeronaves e embarcaç5es-~ e previ em seu parágrafo 10 que 'as isen~ões e reducões re'erldas neste art igo serão concedidas com observ~ncia do disposto na legislação reSPEct iva._ o Parecer da Coordena~lo do Sistema de Trjbuta~lo no 976, de: 19;'0ã/ss, -~.sclarec€ cilJ-e-'e-st.~-o-;b7;õ9Tdos p'el0 disP-05to 110 artigo 10, inciso lI, alínea -i., do Decreto-lei na 2.434/88 O~5 bens ant~rjormente: relacionados nos incisos I, lI, II e VI da artigo 156 do RA, .com Exclu~io de mat~rias-~rlmas e bens de ca~sumo, dos equipamentos para treinamento de pessoal E equipamentos dE terra, assjm como das próprias aeronaVES ~, A defesa baseia-se oa id~ia de que os materiais ~or ela importados - cartucho dO e>,tintor de incêndio, luiJ!'"ificante3, graxas, cartuchos detonadores(carga) do E'xt intor de inc€ndio e recarga da garrafa - enquadram-se no conce~to de material necessário para manuten,~o e segurança .de aeronaVES e, para tanto cita o Parecer CST no 976/88, tal Parecer, entretanto, em nada a favorece, pois e>:clui da isen~1o concedida no art. 156 do RA/8S os materiais de consumo dos equi~amentos das aeronaves. -O fato de a recarga e detonadores do extintor de inc~ndio 'constarem de -part number. do fabr icante não as transformam em partes do a'lla'o. .. _ A-'recar~a de um-extintor ~ material que ou será consumido pelo uso no caso de um princípio de inc@ndio, cu pelo desuso, pois perderà a validade ao longo do tem~o~' '''Ocartucho"detonador"do e:"tint'or de 'indlnd io pode ser usado soment~ uma veZi---OU seja, tamb~m • consumido pelo uso, nlo SEndo .parte-,da aeronà~e. ~ 1,.Apesar do,grande esfor,o da autuada na tentativa de provar q~~"-os' l~b~.if}cantes~ incluindas as graxas, 510 materiais destinados .~ ~anutençlo'das parte~ e~eias do aviro.' deixou de ser provado que eles.não se~iam consumidos durante o processo de trabalho"da empresa_ Imprensa Nacional SERViÇO PÚBLICO FEDERAL Recurso: Resolução: 04. 113.999 301-766 • • • • Se graxas e lubrificantes náo s~o materiais de consumo, nad mais o será. Uma vez aplicados. por mais especial e diferente qu~ seja, o lubrificant2 ser' totalmente consumido durante o movimento das engrenagens, o.trabalho dos motores ~ o uso do avi~o. Tanto assim ~ que o Manual de Lubrifica,io 3pr2sentado pela autuada(yjde fls. 36) fixa intervalos mfnlmos para reposiç~o das graxas nas partes e petas sujeitas ~ lubrificaçlc. Ora, se ~ preciso repor, evidentemente a aplicaçlo anterior foi consumida. A autuante atendo-se ao "rigorismo da legjs]aç~o., como disse a impugnante, está apenas obedecendo ao disposit Ivo da Lei Complementar q'Jl? e:.dg€ a 1 iteraI idadE' da int~rprsta~-ao da legisla~lo qU~ trata de isen~lo trib~t.ria. .. A autoridade a quo, decidiu laconicamente "manter o Auto inicial em sua integridade". IIntimada em 09.07.91, apresentou o recurso voluntário as fls. 51 e 52, que leio em sessão . t o relatório . Imprensa Nacional 05. Recurso: 113.999 .,C..' S'RVICO PÚBLlCOFEO'RAL" Reso Iuç ão: 301-768 -;-ê--: __ .•• ~ .__ .~ . _.__~ __•.__ . ,._.__ ._. ,_.~ ... __ .. ~_.__ .."_. ~ .~ __ • .. o. __ o _. __ ••• _ v O T O • • A deci são a quo ao manter o A. I. de fI. I, integra Imen- te, deixou de observar que o demonstrativo do mesmo contém divergên cias quanto a classificação de mercadorias, estando correto apenas o constante da 0.1. 748, da posição 27.10.10.99. Por outro lado não há nada que indique de maneIra segu- ra que essas mercadorias não são componentes. Assim sendo, voto para converter o julgamento em dili - gência a repartição de origem para: I. Esclarecer as divergências nas classificações tarifi rI as; 2. Juntar laudo pericial que ateste a qualidade dos itens constantes do A.I. de fls., podendo, designar técnico certifi - cante e convidando o autuante e a recorrente para formularem quesitos, se o desejarem. • . ' • • Ig I Imprensa Nacional Sala das FLÁVIO 00000001 00000002 00000003 00000004 00000005
score : 1.0
Numero do processo: 11128.000560/94-61
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Dec 06 00:00:00 UTC 1995
Numero da decisão: 301-01.005
Decisão: RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência ao INT, através da repartição de origem na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: MOACYR ELOY DEMEDEIROS
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Numero do processo: 13657.000488/2003-53
Data da sessão: Mon Jul 06 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Mon Jul 06 00:00:00 UTC 2009
Ementa: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE
SOCIAL - COFINS
Período de apuração: 01/07/1998 a 30/09/1998
DÉBITOS. COMPENSAÇÃO COM CRÉDITOS ILÍQUIDOS E
INCERTOS DE FINSOCIAL.
Inexiste possibilidade de efetuar a compensação de débitos da contribuição enquanto não reconhecido definitivamente o direito creditório na via judicial.
AUTO DE INFRAÇÃO. FALTA DE RECOLHIMENTO. DÉBITOS
DECLARADOS EM DCTF.
A não confirmação das compensaçãoes informadas em DCTF enseja a
lavratura de auto de infração para formalização da exigência dos débitos inadimplidos.
Recurso negado.
Numero da decisão: 3803-000.020
Decisão: ACORDAM os membros da 3ª Turma Especial da TERCEIRA SEÇÃO
DE JULGAMENTO, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso.
Matéria: DCTF_COFINS - Auto eletronico (AE) lancamento de tributos e multa isolada (COFINS)
Nome do relator: ALEXANDRE KERN
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S3-TE03 Fl. 170 MINISTÉRIO DA FAZENDA A...7 * Mi. t'zi,' ': CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n° 13657.000488/2003-53 Recurso n° 139.669 Voluntário Acórdão n° 3803-00.020 — 3' Turma Especial Sessão de 06 de julho de 2009 Matéria COFINS - AUTO DE INFRAÇÃO ELETRÔNICO Recorrente AUTO VEÍCULOS JACUTINGA LTDA. Recorrida DRJ-JUIZ DE FORA/MG ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL - COFINS Período de apuração: 01/07/1998 a 30/09/1998 DÉBITOS. COMPENSAÇÃO COM CRÉDITOS ILÍQUIDOS E INCERTOS DE FINSOCIAL. Inexiste possibilidade de efetuar a compensação de débitos da contribuição enquanto não reconhecido definitivamente o direito creditório na via judicial. AUTO DE INFRAÇÃO. FALTA DE RECOLHIMENTO. DÉBITOS DECLARADOS EM DCTF. A não confirmação das compensaçãoes informadas em DCTF enseja a lavratura de auto de infração para formalização da exigência dos débitos inadimplidos. Recurso negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 3' Turma Especial da TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. ALE NDRE KERN i ente e Relator Participaram ainda do presente julgamento os Conselheiros Belchior Melo de Sousa, Ivan Allegretti, Hélcio Lafetá Reis e Daniel Maurício Fedato. Ausente, justificadamente, o Conselheiro Carlos Henrique Martins de Lima. o Processo n° 13657.000488/2003-53 S3-TE03 Acórdão n.° 3803-00.020 Fl. 171 Relatório Versa o presente processo sobre Auto de Infração, decorrente de procedimento de auditoria eletrônica da DCTF do 3° trimestre(s) de 1998, em que o declarante, ora recorrente, informou que seus débitos de Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins dos meses de setembro daquele ano, nos valores de R$ 11.367,38, haviam sido compensados com créditos reconhecidos pela sentença que transitou em julgado nos autos do processo judicial n2 19938000183251. Sob o fundamento "Proc. jud não comprovad" (Anexo I — DEMONSTRATIVO DOS CRÉDITOS VINCULADOS NÃO CONFIRMADOS, fl(s). 5), o Fisco não acolheu a exceção de Comp s/ DARF-Outros - PJU e lançou de oficio os referidos débitos, com os consectários de praxe, formalizando a exigência constante do Auto de Infração n2 0001013, fls. 3 e 4 e anexos. A exação totalizou R$ 29.915,34. Após impugnação (fls. 1), sobreveio o julgamento em primeira instância, em que a DRJ/JFA - 1 a Turma houve por bem em julgar o lançamento procedente, sob a consideração de que o direito à compensação com crédito reconhecido judicialmente deveria ter sido pleiteado na forma estabelecida no art. 17 da Instrução Normativa SRF n 2 73, de 15 de setembro de 1997, o que não foi feito. Nada obstante, cancelou a aplicação da multa de lançamento de oficio, por retroação da norma penal mais benigna do art. 18 da Lei n2 10.833, de 29 de dezembro de 2003, com a redação que lhe foi dada pelo art. 25 da Lei n 2 11.051, de 29 de dezembro de 2004, tudo na forma do Acórdão n° 09-15.190, de 22 de dezembro de 2006, fls. 96 a 98, cuja ementa foi vazada nos seguintes termos: "Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social — Cofins Período de apuração: 01/07/1998 a 30/09/1998 Ementa: Se a empresa não comprova a existência do direito creditório, não é possível convalidar a compensação dito feita, sendo exigível este valor. Lançamento Procedente em Parte". Vem agora o autuado, na forma do arrazoado ds fls. 106 a 118, após resumir os fatos relacionados com a ação judicial em tela e com a exação, insurgir-se contra a decisão de piso com os seguintes argumentos: a) A segurança deferida na sentença do Mandado de Segurança n2 199.38.00.018325-1 transitou em julgado em 7 de março de 2005; b) Considerando o teor do MS em questão, bem como a disciplina da compensação contida no art. 66 da Lei n 2 8.383, de 30 de dezembro de 1991, procedeu à compensação dos créditos de Finsocial com débitos de Cofins, períodos de apuração 0911998 e 1211998; c) A compensação instituída no art. 66 da Lei n 2 8.383, de 1991, difere da prevista no art. 170 da Lei n2 5.172, de 25 de outubro de 1966 — Código Tributário Nacional - CTN, uma vez que aquela é procedida no âmbito do lançamento por homologação, cf. doutrina de Hugo de Britto Machado e elt 2 Processo n° 13657.000488/2003-53 S3-TE03 Acórdão n.° 3803-00.020 Fl. 172 d) jurisprudência do STJ, que transcreve; e) A exigência de prévio trânsito em julgado da sentença que reconheceu o direito creditório para a implementação da compensação, instituída pelo art. 170-A do CTN, somente é aplicável a partir da edição da Lei Complementar n2 104, de 10 de janeiro de 2001, cf. doutrina de Leandro Paulsen, Celso Antônio Bandeira de Mello e Alexandre Macedo Tavares e jurisprudência do STJ, que transcreve. Conclui, requerendo a reforma da decisão da 2 Turma da DRJ/JFA, junlgando-se improcedente o AI. É o Relatório. Voto Conselheiro ALEXANDRE KERN, Relator Presentes os pressupostos recursais, a petição de fls. 96 a 98 merece ser conhecida como recurso voluntário contra o Acórdão DRJ-JFA n 2 09-15.190, de 22 de dezembro de 2006. Em primeiro lugar, constato que o contribuinte equivocou-se no preenchimento da DCTF do 3° trimestre de 1998, informando incorretamente o número do processo judicial (omitiu-se um algarismo "9"). Tivesse sido mais cuidadoso no cumprimento dessa obrigação acessória e talvez não sofresse a autuação eletrônica ora sub judice, nem experimentasse o dissabor do estrépito do presente processo administraivo. Possibilidade de compensação de direito creditório judicialmente reconhecido antes do trânsito em julgado da sentença. A 1' Turma do Egrégio STJ já assentou que "só pode haver compensação se o crédito do contribuinte for líquido e certo, isto é, determinado em sua quantia", sendo certo que "só após esse estado de liquidez e certeza é que o contribuinte pode fazer o lançamento, efetuando a operação de compensação, sujeita a homologação pelo Fisco", ou seja, "a liquidez e certeza só podem ser apuradas mediante operação que demanda provas e contas" (cf. Acórdão da 1' Turma do STJ no REsp n° 100.523, Reg. 96/0042745-3, em sessão de 07/11/96, rel. Min. José Delgado, publ. in DJU de 09/12/96), obviamente só apuráveis após o trânsito em julgado, através da liquidação da sentença, que estabeleça, com exatidão, a liquidez, certeza e exigibilidade do crédito tributário compensando. No caso concreto, verifica-se que o recorrente, à época em que, alegadamente, promoveu a compensação do débito de que se trata, referente ao PA 09/1998, sequer tinha provimento judicial, por precário que fosse, que lhe favorecesse, haja vista que a sentença que lhe proveu a segurança almejada somente foi publicada em 16/10/1999, 1 (um) ano depois do vencimento do débito. Como falar então de liquidez e certeza de seu crédito definitivamente reconhecida na via eleita (judicial), já que, consoante informação do andamento do processo judicial (fl. 110), o trânsito em julgado do Mandado de Segurança só veio a ocorrer em 07/03/2005, quase dois anos após a alvratura do AI de que se trata? çk 3 Processo n° 13657.000488/2003-53 83-T E03 Acórdão n.° 3803-00.020 Fl. 173 O contribuinte, descuidado que fora no cumprimento de sua obrigação acessória, atabalhoadamente, apressou-se e procedeu à compensação do débito ora exigido sem que o crédito contra ele oposto estivesse revestido dos atributos requeridos pela legislação, justificando o lançamento de oficio. Conclusões Em face do exposto, voto no sentido de negar provimento ao recurso. Sala das Sessões, em 006 de julho de 2009. • ALE NDRE KERN 4
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Numero do processo: 10725.002353/2008-98
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Jul 28 00:00:00 UTC 2011
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2006
DEDUÇÕES. DESPESAS MÉDICAS.
Devem ser mantidas as glosas das despesas médicas para as quais o
contribuinte não apresenta documentos que supram as falhas apontadas pela fiscalização.
PROVAS. MOMENTO DA APRESENTAÇÃO.
A prova documental deve ser apresentada na impugnação, precluindo o direito de o impugnante fazê-lo em outro momento processual, a menos que fique demonstrada a impossibilidade de sua apresentação oportuna, por motivo de força maior, refira-se a fato ou a direito superveniente ou destine-se a contrapor fatos ou razões posteriormente trazidas os autos.
Preliminar Rejeitada.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2801-001.713
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, rejeitar a preliminar suscitada e, no mérito, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
Nome do relator: LUIZ CLAUDIO FARINA VENTRILHO
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DESPESAS MÉDICAS. Devem ser mantidas as glosas das despesas médicas para as quais o contribuinte não apresenta documentos que supram as falhas apontadas pela fiscalização. PROVAS. MOMENTO DA APRESENTAÇÃO. A prova documental deve ser apresentada na impugnação, precluindo o direito de o impugnante fazêlo em outro momento processual, a menos que fique demonstrada a impossibilidade de sua apresentação oportuna, por motivo de força maior, refirase a fato ou a direito superveniente ou destine se a contrapor fatos ou razões posteriormente trazidas os autos. Preliminar Rejeitada. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, rejeitar a preliminar suscitada e, no mérito, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães – Presidente Assinado digitalmente Luiz Cláudio Farina Ventrilho – Relator Fl. 55DF CARF MF Impresso em 19/10/2012 por MARIA APARECIDA PEREIRA DOS SANTOS CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/03/2012 por LUIZ CLAUDIO FARINA VENTRILHO, Assinado digitalmente em 1 2/03/2012 por LUIZ CLAUDIO FARINA VENTRILHO, Assinado digitalmente em 15/03/2012 por ANTONIO DE PADU A ATHAYDE MAGALHAES Processo nº 10725.002353/200898 Acórdão n.º 2801001.713 S2TE01 Fl. 51 2 Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Amarylles Reinaldi e Henriques Resende, Sandro Machado dos Reis, Tânia Mara Paschoalin, Luiz Cláudio Farina Ventrilho e Eivanice Canário da Silva. Relatório Adoto como relatório aquele utilizado pela Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento na decisão recorrida, que transcrevo abaixo: Em nome do contribuinte acima identificado foi emitida Notificação de Lançamento relativa ao anocalendário 2005, que apurou crédito tributário total de R$ 20.724,69— IRPF de 10.328,78, com ciência do sujeito passivo em 15/07/2008. Motivou o lançamento de oficio a constatação de dedução indevida a titulo de despesas médicas no valor de R$ 29.000,00, tendo em vista irregularidades nos recibos apresentados — ausência de identificação de endereços dos emitentes e de beneficiários dos serviços prestados, conforme discriminado na Descrição dos Fatos que acompanha a notificação. Relatou ainda a autoridade lançadora que não foram comprovadas despesas no valor de R$ 10.400,00, relativos a serviços que teriam sido prestados por João Luiz Moreira da Silva, CPF n° 804.950.10782, tendo sido apresentados recibos no mesmo valor, não declarados, emitidos por Jennifer Barros dos Santos, que também não seriam aceitos por falta de identificação do beneficiário dos serviços e de informação do CPF e endereço da emitente. Inconformado, o interessado apresentou impugnação em 14/08/2008, alegando que nos recibos apresentados constam os CPF dos emitentes, o que seria suficiente para que a RFB obtivesse os endereços dos profissionais. Argumenta que também não procedem as glosas por ausência do nome do paciente que foi submetido ao tratamento, que foi ele próprio, razão pela qual os recibos foram emitidos em seu nome. Com relação as despesas de R$ 10.400,00, argumenta que houve erro material em sua Declaração, na medida em que o contador informou seu CPF em vez do da profissional Jennifer Barros dos Santos. Requer, por fim, a produção de todos os meios de provas, inclusive a juntada de documentos. É o relatório. Passo adiante, em 23 de setembro de 2010, através do Acórdão 0931.450 a 6a Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento de Juiz de Fora (MG) Fl. 56DF CARF MF Impresso em 19/10/2012 por MARIA APARECIDA PEREIRA DOS SANTOS CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/03/2012 por LUIZ CLAUDIO FARINA VENTRILHO, Assinado digitalmente em 1 2/03/2012 por LUIZ CLAUDIO FARINA VENTRILHO, Assinado digitalmente em 15/03/2012 por ANTONIO DE PADU A ATHAYDE MAGALHAES Processo nº 10725.002353/200898 Acórdão n.º 2801001.713 S2TE01 Fl. 52 3 entendeu por bem julgar improcedente a impugnação, mantendo o crédito tributário, em decisão que restou assim ementada: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA – IRPF Exercício: 2006 DEDUÇÕES. DESPESAS MÉDICAS. Devem ser mantidas as glosas das despesas médicas para as quais o contribuinte não apresenta documentos que supram as falhas apontadas pela fiscalização. PROVAS. MOMENTO DA APRESENTAÇÃO. A prova documental deve ser apresentada na impugnação, precluindo o direito de o impugnante fazêlo em outro momento processual, a menos que fique demonstrada a impossibilidade de sua apresentação oportuna, por motivo de força maior, refirase a fato ou a direito superveniente ou destinese a contrapor fatos ou razões posteriormente trazidas os autos. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido Cientificado em 26/10/2010 (fls. 36), o Recorrente através de seu espólio, interpôs Recurso Voluntário em 25/11/2010 (fls. 41 a 45), reiterando os argumentos expostos quando da apresentação da impugnação. Há informação nos autos de falecimento do contribuinte (fls. 39) , bem como solicitação de cópias do processo por sua filha e inventariante, Renata Ferreira da Silva Mello (fls. 38 e 40). É o relatório. Voto Conselheiro Luiz Cláudio Farina Ventrilho, Relator. Conheço do recurso, posto que tempestivo e com condições de admissibilidade. De se destacar a preliminar argüida, no sentido de que o julgado seria nulo haja vista não haver sido respeitado “os basilares princípios constitucionais, quais sejam, o contraditório e ampla defesa no que se refere ao processo administrativo, uma vez que não houve oportunidade para que o espólio produzisse suas provas e sua defesa ao processo administrativo”, requerendo ao fim a “nulidade de todos os atos administrativos a partir da Fl. 57DF CARF MF Impresso em 19/10/2012 por MARIA APARECIDA PEREIRA DOS SANTOS CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/03/2012 por LUIZ CLAUDIO FARINA VENTRILHO, Assinado digitalmente em 1 2/03/2012 por LUIZ CLAUDIO FARINA VENTRILHO, Assinado digitalmente em 15/03/2012 por ANTONIO DE PADU A ATHAYDE MAGALHAES Processo nº 10725.002353/200898 Acórdão n.º 2801001.713 S2TE01 Fl. 53 4 decisão da impugnação, e conseqüentemente a devolução do prazo”, passamos, de forma sintética, a tecer as seguintes considerações. A impugnação foi apresentada em 14/08/2008 conforme se denota da capa do processo, havendo sido subscrita pelo contribuinte Cláudio Mello Neto às fls. 1 a 9 do mesmo. Após a apresentação da impugnação pelo contribuinte, foilhe enviada “NOTIFICAÇÃO DE LANÇAMENTO, Imposto de Renda Pessoa Física. Do documento denotase o seguinte: “ DESCRIÇÃO DOS FATOS E ENQUADRAMENTO LEGAL Dedução Indevida de Despesas Médicas. Glosa do valor de R$ 39.400,00, indevidamente deduzido a titulo de Despesas Médicas, por falta de comprovação, ou por falta de previsão legal para sua dedução. Enquadramento Legal: Art.8. inciso II, alínea 'a', e §§ 2. * e 3 • 6 ,, da Lei n. * 9.250/95; arts. 43 a 48 da Instrução Normativa SRF n. * 15/2001, arts. 73, 80 e 83, inciso II do Decreto n. 3.000/99 RIR/99. COMPLEMENTAÇA0 DA DESCRIÇÃO DOS FATOS R$ 26.000,00, correspondentes a recibos emitidos por Robson Fonseca Menezes Moraes , CPF 079.712.79760, por falta: de identificação do (s) beneficiário(s) dos serviços prestados e de informação do endereço do emitente dos recibos; R$ 3.000,00, correspondentes a recibo emitido por grika Pereira Neto, CPF 089.025.89706, por falta de identificação do(s) beneficiário(s) dos serviços prestados; R$ 10.400,00, correspondentes a serviços que teriam sido prestados por João Luiz Moreira da Silva, CPF 804.950.10782, por falta de comprovação das despesas (foram apresentados recibos no mesmo valor, não declarados, emitidos por Jennifer Barros dos pantos, os quais também não seriam aceitos por falta: de identificação do(s) beneficiArio(s) dos serviços e de informação do CPF e do endereço da emitentel dos comprovantes das despesas). Posteriormente, em 22/05/2010, o contribuinte veio a óbito, conforme atesta certidão de óbito acostada aos autos. Em 26/10/2010, ou seja, mais de 05 (cinco) meses posteriores ao falecimento do contribuinte, existe comprovante de recebimento da comunicação da Receita Federal do BrasilRFB, assinado como recebedora a pessoa de “Michele F. da Costa”. A comunicação do óbito do contribuinte, contudo, somente veio a ser materializada de forma oficial junto a Receita Federal do BrasilRFB, através do documento (Termo de Inventariante) juntado pela inventariante e filha do de cujus (Renata Ferreira da Fl. 58DF CARF MF Impresso em 19/10/2012 por MARIA APARECIDA PEREIRA DOS SANTOS CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/03/2012 por LUIZ CLAUDIO FARINA VENTRILHO, Assinado digitalmente em 1 2/03/2012 por LUIZ CLAUDIO FARINA VENTRILHO, Assinado digitalmente em 15/03/2012 por ANTONIO DE PADU A ATHAYDE MAGALHAES Processo nº 10725.002353/200898 Acórdão n.º 2801001.713 S2TE01 Fl. 54 5 Silva Mello, CPF/MF 07431592760), em 19/11/2010, quando da solicitação de cópias integrais do presente processo. Em data de 25/11/2010, foi apresentado pelo espólio do contribuinte, recurso administrativo, que ora se processa em julgamento, no qual, a exemplo do ocorrido quando da impugnação apresentada, existe amplitude de defesa com fixação dos pontos controversos pelo contribuinte. A alegação de que houve cerceamento do direito de defesa, na medida em que não foi dispensada a oportunidade do contribuinte ou mesmo seu espólio se manifestar, quanto a quais divergências nos recibos haveriam sido constatadas, não merece ser acolhida, uma vez que, desde o momento posterior a impugnação, quando do lançamento pela autoridade fiscal dos valores referentes a glosa das deduções médicas indevidas, bem como do enquadramento legal da situação analisada, restou de forma inequivocamente hialina. Quanto ao mérito, de se destacar que o litígio objeto do presente recurso administrativo ora analisado, cingese a dedução indevida de despesas médicas. Nesta seara de análise, com relação a despesa de R$ 10.400,00, o contribuinte argumenta que informou o CPF da profissional Jennifer Barros dos Santos, o que em seu sentir seria suficiente para que a Autoridade Fiscal localizasse o endereço da referida profissional. Quanto às demais divergências, o contribuinte apesar de devidamente notificado desde o início do presente procedimento fiscal, acerca de quais e em que medida se desenhavam as irregularidades apontadas, não trouxe a baila qualquer documento apto a sanar as divergências apontadas pela Autoridade Fiscal, nos recibos apresentados emitidos pelos referidos profissionais, se limitando a informar que os endereços e dados poderiam ser obtidos pela própria RFB. Ora, no processo administrativo fiscal, em especial quanto a comprovações de deduções de despesas médicas é o contribuinte quem deve comprovar perante a Autoridade Fiscal, por documentação idônea e inequívoca, a realização de tais despesas. Não o fazendo, perde a oportunidade e prerrogativa de fazêlo, sendo justificada a glosa fiscal neste tocante, mormente o fato de pretender atribuir a Autoridade Fiscal a faculdade de fazêlo em seu nome (do contribuinte), o que de plano, mostrase de uma total irrazoabilidade, haja vista caber ao contribuinte a comprovação do direito que pretende fruir. (deduções de despesas médicas). Ademais as exigências fiscais têm em todos os casos embasamento legal constante do art. 8° da Lei n 2 9.250, de 26 de dezembro de 1995, que assim determina, in verbis: “Art. 8° A base de cálculo do imposto devido no anocalendário será a diferença entre as somas: I de todos os rendimentos percebidos durante o anocalendário, exceto os isentos, os nãotributáveis, os tributáveis exclusivamenté na fonte e os sujeitos el tributação definitiva; II das deduções relativas: Fl. 59DF CARF MF Impresso em 19/10/2012 por MARIA APARECIDA PEREIRA DOS SANTOS CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/03/2012 por LUIZ CLAUDIO FARINA VENTRILHO, Assinado digitalmente em 1 2/03/2012 por LUIZ CLAUDIO FARINA VENTRILHO, Assinado digitalmente em 15/03/2012 por ANTONIO DE PADU A ATHAYDE MAGALHAES Processo nº 10725.002353/200898 Acórdão n.º 2801001.713 S2TE01 Fl. 55 6 a) aos pagamentos efetuados, no anocalendário, a médicos, dentistas, psicólogos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e hospitais, bem como as despesas com exames laboratoriais, serviços radiológicos, aparelhos ortopédicos e próteses ortopédicas e dentárias; (...) § 2° O disposto na alínea a do inciso II: I aplicase, também, aos pagamentos efetuados a empresas domiciliadas no Pais, destinados a cobertura de despesas com hospitalização, médicas e odontológicas, bem Como a entidades que assegurem direito de atendimento ou ressarcimento de despesas da mesma natureza; II restringese aos pagamentos efetuados pelo contribuinte, relativos ao próprio tratamento e ao de seus dependentes; III limitase a pagamentos especificados e comprovados, com indicação do nome, endereço e número de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas – CPF ou no Cadastro Geral de Contribuintes CGC de quem os recebeu, podendo, na falta de documentação, ser feita indicação do cheque nominativo pelo qual foi efetuado o pagamento; IV omissis; V omissis” Ora, o normativo legal acima é por demais claro e aplicável a todos os contribuintes, devendo ser seguido in litteris por todos aqueles que, a exemplo do recorrente, pretenderem efetuar deduções de despesas médicas da base de cálculo do imposto de renda a ser recolhido a Receita Federal do Brasil, prevendo inclusive o inciso III, de forma alternativa a ausência da documentação exigida, ser apresentada indicação do cheque nominativo pelo qual foi efetuado o pagamento. Este procedimento não foi observado pelo contribuinte, que se limitou a informar de forma retórica que a Autoridade Fiscal poderia buscar referidos dados pelo CPF dos beneficiários, quando na realidade esta incumbência caberia ao contribuinte. Não preencher os requisitos, automaticamente autoriza a glosa fiscal legalmente embasada como no presente caso, sendo completamente inútil ao contribuinte empreender esforços no sentido contrário, uma vez que não se desincumbiu da comprovação dos requisitos legalmente exigidos em nossa legislação tributária. Por todo o exposto, voto por REJEITAR A PRELIMINAR SUSCITADA E, NO MÉRITO, por NEGAR PROVIMENTO AO RECURSO. Assinado digitalmente Luiz Cláudio Farina Ventrilho – Relator Fl. 60DF CARF MF Impresso em 19/10/2012 por MARIA APARECIDA PEREIRA DOS SANTOS CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/03/2012 por LUIZ CLAUDIO FARINA VENTRILHO, Assinado digitalmente em 1 2/03/2012 por LUIZ CLAUDIO FARINA VENTRILHO, Assinado digitalmente em 15/03/2012 por ANTONIO DE PADU A ATHAYDE MAGALHAES Processo nº 10725.002353/200898 Acórdão n.º 2801001.713 S2TE01 Fl. 56 7 Fl. 61DF CARF MF Impresso em 19/10/2012 por MARIA APARECIDA PEREIRA DOS SANTOS CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/03/2012 por LUIZ CLAUDIO FARINA VENTRILHO, Assinado digitalmente em 1 2/03/2012 por LUIZ CLAUDIO FARINA VENTRILHO, Assinado digitalmente em 15/03/2012 por ANTONIO DE PADU A ATHAYDE MAGALHAES
score : 1.0
Numero do processo: 10580.002117/2004-30
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Mon Oct 24 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Mon Oct 24 00:00:00 UTC 2011
Ementa: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física IRPF
Exercício: 2003
DEDUÇÃO. DESPESAS COM INSTRUÇÃO. SENTENÇA JUDICIAL.
As despesas de educação, quando realizadas pelo alimentante em virtude de cumprimento de decisão judicial, poderão ser deduzidas da base de cálculo do imposto de renda na declaração de ajuste anual, observado o limite previsto na legislação.
Recurso parcialmente provido.
Numero da decisão: 2801-001.935
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar
provimento parcial ao recurso para restabelecer despesas com instrução no valor de R$ 1.998,00, nos termos do voto do Relator. Ausente, momentaneamente, o Conselheiro Luiz Cláudio Farina Ventrilho.
Matéria: IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
Nome do relator: WALTER REINALDO FALCÃO LIMA
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DESPESAS COM INSTRUÇÃO. SENTENÇA JUDICIAL. As despesas de educação, quando realizadas pelo alimentante em virtude de cumprimento de decisão judicial, poderão ser deduzidas da base de cálculo do imposto de renda na declaração de ajuste anual, observado o limite previsto na legislação. Recurso parcialmente provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso para restabelecer despesas com instrução no valor de R$ 1.998,00, nos termos do voto do Relator. Ausente, momentaneamente, o Conselheiro Luiz Cláudio Farina Ventrilho. Assinado digitalmente Antônio de Pádua Athayde Magalhães Presidente. Assinado digitalmente Walter Reinaldo Falcão Lima Relator. Participaram do presente julgamento os conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Carlos César Quadros Pierre, Walter Reinaldo Falcão Lima, Amarylles Reinaldi e Henriques Resende e Sandro Machado dos Reis. Ausente, momentaneamente, o Conselheiro Luiz Cláudio Farina Ventrilho. Relatório Fl. 47DF CARF MF Emitido em 10/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 27/10/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 27/ 10/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 08/11/2011 por ANTONIO DE PADUA AT HAYDE MAGAL Processo nº 10580.002117/200430 Acórdão n.º 2801001.935 S2TE01 Fl. 38 2 AUTUAÇÃO Contra o contribuinte acima identificado foi lavrada a Notificação de Lançamento de fls. 03/04, relativa à Declaração de Ajuste AnualDAA do Imposto de Renda Pessoa Física do exercício 2003, anocalendário 2002, decorrente da glosa do valor total das despesas com instrução, conforme descrição dos fatos de fls. 04, cujo trecho reproduzo abaixo: “O valor informado como despesas com instrução (linha 10) foi alterado porque o somatório das linhas 09 e 10 do quadro 06, mais o somatório das despesas com instrução própria declarada no quadro 07 com o código 01, multiplicado pelo valor legal ultrapassou o limite permitido.” Em virtude do lançamento acima discriminado, o valor do imposto a restituir apurado foi diminuído de R$ 314,27 para R$ 66,70. IMPUGNAÇÃO Cientificado do lançamento, o interessado apresentou a impugnação de fls. 01, juntamente com os documentos de fls. 02/06, alegando que “como se trata de duas filhas dependentes, solicito que seja revisto o cálculo tomando por base os valores já declarados de acordo com os comprovantes anexados”. ACÓRDÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA A DRJ/SalvadorBA julgou o lançamento procedente (fls. 21/22), em virtude de o contribuinte não ter pleiteado deduções com dependentes e que somente são dedutíveis os pagamentos de despesas com instrução do contribuinte ou de seus dependentes. RECURSO AO CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS (CARF) Cientificado da decisão de primeira instância em 09/11/07 (fls. 24), o contribuinte apresentou, em 04/12/07, o Recurso de fls. 25, alegando que sentença proferida em processo de separação judicial (cópia às fls. 26/35) lhe obriga ao pagamento de pensão judicial e despesas com instrução. Diante do exposto acima requer nova análise do caso. É o Relatório. Voto Conselheiro Walter Reinaldo Falcão Lima O recurso é tempestivo e atende as demais condições de admissibilidade, portanto merece ser conhecido. De acordo com o disposto no § 3° do art. 8° da Lei n° 9.250/95, as despesas de educação, quando realizadas pelo alimentante em virtude de cumprimento de decisão Fl. 48DF CARF MF Emitido em 10/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 27/10/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 27/ 10/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 08/11/2011 por ANTONIO DE PADUA AT HAYDE MAGAL Processo nº 10580.002117/200430 Acórdão n.º 2801001.935 S2TE01 Fl. 39 3 judicial, poderão ser deduzidas da base de cálculo do imposto de renda na declaração, observado o limite previsto na legislação, R$ 1.998,00 por dependente para o anocalendário 2002 (art. 2° da Lei n° 10.451/02). Verificando o teor da decisão judicial, cuja cópia foi anexada às fls. 26/35, constatase que coube ao recorrente arcar com as despesas escolares de seus filhos (fls. 29). Ocorre que a mesma sentença informa que os filhos do contribuinte a serem beneficiados são Daniela Santos Simões, Sidnei Santos Simões e Kleber Santos Simões. Como prova das despesas com instrução declaradas, o interessado anexou o documento de fls. 02, referente a gastos com Daniela Santos Simões, no valor de R$ 2.212,28, e os documentos de fls. 05/06, relativos a gastos com Tacila Santos Simões, sendo que esta não foi declarada como dependente do contribuinte e não foi citada na decisão judicial como beneficiária das despesas escolares a serem pagas. Vale lembrar que a legislação somente permite a dedução de despesas com instrução relativas ao próprio declarante, aos seus dependentes, ou por força de decisão judicial, como esclarecido anteriormente. Diante do exposto acima somente pode ser restabelecido, a título de despesas com instrução, o montante de R$ 1.998,00, limite individual permitido pela legislação para o anocalendário 2002, correspondente aos gastos realizados com Daniela Santos Simões, conforme comprovante juntado às fls. 02. Por tais razões, voto por DAR PROVIMENTO PARCIAL ao recurso para restabelecer as despesas com instrução no valor de R$ 1.998,00. Assinado Walter Reinaldo Falcão Lima – Relator Fl. 49DF CARF MF Emitido em 10/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 27/10/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 27/ 10/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 08/11/2011 por ANTONIO DE PADUA AT HAYDE MAGAL
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