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Numero do processo: 10140.003439/2004-85
Data da sessão: Mon Aug 10 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Tue Aug 11 00:00:00 UTC 2009
Ementa: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS - IPI
Período de apuração: 01/07/2003 a 30/09/2003
IPI. CRÉDITOS BÁSICOS. DIREITO DE CRÉDITO NÃO ESTÁ
VINCULADO À CONTABILIZAÇÃO COMO CUSTO PARA EFEITO DE
DEDUÇÃO DO IMPOSTO DE RENDA E DA CONTRIBUIÇÃO SOCIAL
SOBRE O LUCRO.
Se o contribuinte deixou de estornar o valor do crédito do 'PI em relação ao custo, para efeito de dedução do IRPJ e CSLL, isto não é condição legal de validade do lançamento do crédito básico nos livros de IPI e para o aproveitamento destes créditos. O que confere ao imposto a característica de "recuperável" é a natureza objetiva do próprio imposto, e não a vontade do contribuinte. Assim, a qualificação do IPI como recuperável depende da
existência de previsão legal permitindo a apropriação ou manutenção de créditos básico em relação às situações concretas envolvidas.
Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 3803-000.095
Decisão: ACORDAM os membros da 3ª TURMA ESPECIAL da TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso.
Nome do relator: IVAN ALLEGRETTI
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS - IPI Período de apuração: 01/07/2003 a 30/09/2003 IPI. CRÉDITOS BÁSICOS. DIREITO DE CRÉDITO NÃO ESTÁ VINCULADO À CONTABILIZAÇÃO COMO CUSTO PARA EFEITO DE DEDUÇÃO DO IMPOSTO DE RENDA E DA CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO. Se o contribuinte deixou de estornar o valor do crédito do 'PI em relação ao custo, para efeito de dedução do IRPJ e CSLL, isto não é condição legal de validade do lançamento do crédito básico nos livros de IPI e para o aproveitamento destes créditos. O que confere ao imposto a característica de "recuperável" é a natureza objetiva do próprio imposto, e não a vontade do contribuinte. Assim, a qualificação do IPI como recuperável depende da existência de previsão legal permitindo a apropriação ou manutenção de créditos básico em relação às situações concretas envolvidas. Recurso Voluntário Provido.
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Recorrida NU-JUIZ DF FOR A/MG ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS - IPI Período de apuração: 01/07/2003 a 30/09/2003 'Pl. CRÉDITOS BÁSICOS. DIREITO DE CRÉDITO NÃO ESTÁ VINCULADO À CONTABILIZAÇÃO COMO CUSTO PARA EFEITO DE DEDUÇÃO DO IMPOSTO DE RENDA E DA CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO. Se o contribuinte deixou de estornar o valor do crédito do 'PI em relação ao custo, para efeito de dedução do IRPJ e CSLL, isto não é condição legal de validade do lançamento do crédito básico nos livros de 1P1 e para o aproveitamento destes créditos. O que confere ao imposto a característica de "recuperável" é a natureza objetiva do próprio imposto, e não a vontade do contribuinte. Assim, a qualificação do IPI como recuperável depende da existência de previsão legal permitindo a apropriação ou manutenção de créditos básico em relação às situações concretas envolvidas. Recurso Voluntário Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 3a • TURMA ESPECIAL da TERCEIRA SEÇÃO DE J.ULGAMENTO, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso. AL, .' AND, . :, ERN - Presidenteii r 4r ,.--.w . , IVA LL i '1 - Relator , \\ , r Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Bechior Melo de Souza., Hélcio Lafeta Reis, Daniel Mauricio f edato e Carlos Henrique Martins de Lima_ Relatório Trata-se de declaração de compensação pela qual o contribuinte pretende utilizar créditos básicos de Imposto sobre Produtos Industrializados gerados no 3" trimestre de 2003, com fundamento no artigo 11 da Lei n° 9..779/99 O Despacho Decisório de lils 67/70 apoiou-se no Relatório de Auditoria de fls. 57/61, que entendeu o seguinte: Analisando-se a escriátração contábil, constatamos que o contribuinte contabilizou os valores destacados do IP!, constantes das notas fiscais de aquisição, inchados nas compras de mercadorias a vi.sta ou a prazo, Assim procedendo, considerou-se o IPI- como imposto não recuperável, embutindo o mesmo no custo dos produtos fitbricados. Para comprovar tal procedimento, anexamos cópias do Livro Razão, às .fis. 29 a 38 onde constam escrituradas as rderidas aquisições de mercadorias. Deve ser considerado, também, que através da análise documental e da escrituração contábil das notas fiscais, constatamos que algumas aquisições de produtos aparentemente não .são destinadas à fabricação de produtos, mas destinadas a compor custo de serviços de montagem de galpões e outras obras realizadas pelo contribuinte, O artigo 289 do Regulamento do Imposto de Renda RIR, aprovado pelo Decreto n° 3 000/99, ao tratar do custo de aquisição, reza em seu j; 3 0, que não se incluem no custo de aquisição os impostos recuperáveis através de créditos no escrita fiscal. Assim, o estabelecimento em questão considerou 111 corno um imposto não recuperável. Ternos ainda a inibrmar que o registro do crédito no Livro Registro dc Apuração do IN., modelo 8, é opção do contribuinte c„ nesse caso, sua contabilização deve compor a conta "1r. npo.sto.s a Recuperar". Como o contribuinte optou por não utilizar a rdáida sistemática, quando faz a declaração do IRPJ com base no lucro real, considera o IN destacado nas notas fiscais de aquisição de insumos para compor o custo do produto fabricado reduzindo, assim, o valor tributável ICabe observar que o estabelecimento ao ,solicitar o crédito do or IN, na sua escTita contábil (fiava um lançamento a débito d .i. N. 2 1 i Prousso n" 10140 003439/2004-85 S3-TE03 Acórdão n." 3803-00.095 Ff 123 corria do imposto ou contribuição que está sendo compensado e um crédito em uma conta de receita não operadonaI denominada "recuperação de crédito de IP!". Neste caso, a empresa oferece essa receita à tribulação do IRPI e CSLL, quando da apuração anual do imposto. Ainda assim a empresa não tem direito ao crédito, pois, o mesmo está incorporado ao custo do produto fabricado. Em outras palavras, o custo do imposto nãofol excluído do valor do estoque de insumos consumidos na .fabricação de produto.s tributados, sendo o encargo tributário parte integrante do preço de venda do produto .final. O contribuinte apresentou manifestação de inconformidade (fls.. 76/81), cujos fundamentos são adequadamente resumidos pelo acórdão da DR,E (t1 95) nos seguintes termos: I') ao declarar o imposto de renda realmente incluiu no custo dos produtos fabricados (tributados à allquota zero) o valor do IN., mas tal erro não poderia impedir que os valores de IPI sejam compensados, pois isso implicaria bis in idem, caracterizado pela cobrança do 1RP.I que indevidamente deixou de recolher e pelo impedimento da utilização do crédito de para compensação; 2") o direito à compensação dos valores pagos. do fF1 (não- cumulalividade) não pode se sujeitar a nada além do que está estipulado na Constituição Federal (á rt 153„s's 3", inciso 11) e no CM ((Ir' 49), não podendo ser obstaculizado porque a impugnante deixou de cumpr ir algumas regras acessórias do Imposto de Renda; 3') os produtos adquiridos destinam•se à fabricação de produtos sobre os quais o IN incide à aliquota zero, não podendo, jamais, os créditos serem glosados porque aparentemente os produtos adquiridos não se destinam ãfabricação; 4 0) ao final, que a decisão não encontra lastro no ordenamento jurídico atual, requerendo, assim, que a compensação seja acolhida A DR.1-Ribeirão Preto/SP manteve a decisão que negou a homologação da compensação, por meio do Acórdão IV 09-17.393, de 4 de outubro de 2007, cuja ementa é a seguinte: Assuirto.. Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI Período de apuração: 01/07/2003 a 30/09/2003 IP[ CONTA BILIZADO COMO CUS TO. RESSARCIMENTO IMPOSSI LI DA DE. A inclusão do imposto pago na aquisição de matérias-primas, produtos intermediários e materiais de embalagem no custo de aquisição dos produtos com eles industrializados, implica considerá-lo como não recuperável, e impede que esses valore.' 3 sejam utilizados no sistema de débito e crédito do IPI com vista à realização da não-cumulatividade. Solicitação Indeferida O contribuinte interpôs então recurso voluntário (fls. 104/112), reiterando os mesmos argumentos contidos em sua manifestação de inconformidade. É o relatório.. Voto Conselheiro IVAN ALLEGRETTI, Relator O recurso é tempestivo, motivo pelo qual dele conheço,. Desde a relatório da fiscalização é mencionada a existência de precedentes desfavoráveis ao contribuinte, no sentido da impossibilidade de buscar o ressarcimento do crédito básico de fin caso tenha sido considerado corno despesa não recuperável para o efeito de dedução do Imposto de Renda_ .Dentre estes precedentes, destacam-se os seguintes, proferidos em casos referentes ao mesmo contribuinte: IPICREDITO DE AQUISIÇÃO DE .IArSUMOS ESCRITURADO COMO IMPOSTO NA-0 RECUPERAVEL. INEXISTÊNCIA DE ESCRITURA Ç1ÃO CONTÁBIL FISCAL CORRETA. A escrituração de crédito,s do IPI relativo à aquisição de irisamos, usado na fabricação de produto isento, como anposto não recuperável e portanto integrando o custo do produto fabricado, reduzindo base de cálculo do IRP.I e da C'SLL, impede que estes valores sejam considerado.s no sistema de débito e crédito do /PI para que .se . firça ressarcimento de saldo credor deste imposto.0 pedido de ressarcimento de saldo credor do IPT deve estar amparado em documentação ~taba fiscal correta e hábil para que se possa conferir a liquidez e certeza dos créditos (. ) . Recurso negado. (ACÓRDÃO 204-01576, Rei Conselheira .Nayra Rastos Mc-malta, j. 27/07/2006, D.O U. de 27/02/2007) MI INCLUSÃO 1)0 CRÉDITO BÁSICO ATO CUSTO DE AOUISICÃO, IMPOSSIBILIDADE DE RESSARCIMENTO .A inclusão do imposto pago na aquisição de matérias-primas, material de embalagem e produtos intermediários no custo de aquisição dos produtos com eles industrializados importa em • transf erênc.'ia do encargo .financeiro ao terceiro adquirente (I( •••°'` 4 Processo rt° I 0 [40 003439/2004-85 s3-TE03 Acórdão n " 380-00.095 Fl 124 produtos, acarretando em procedimento diverso do estabelecido pelo prineípio da não-cumulatividade e, por conseguinte, na impossibilidade de sua inclusão na apuração do ressarcimento previsto no cri 11 da Lei n" 9.779/99..Recurso negado. (Acórdão 202-17.221, Rel. Conselheira Maria Cristina Roza da Costa, j 28/07/2006. DOU 16/02/2007) Ouso -no entanto divergir de tal linha de entendimento, por entendei que o tem razão o contribuinte. O impacto da edição da. Lei n" .. bem explicado pela Conselheira. Maria Cristina Roza da. Costa, nos seguintes termos: A regra legal vigente anteriormente à edição da Lei n`' 9. 779/99 determinava a não escrituração e o aproveitamento do incidente sobre matéria-prima utilizada na industrialização de produto . final que .saís,se sem incidência do imposto.. Por esse motivo, o nesses casos, era considerado imposto não recuperável, compondo o custo de aquisição, por se tratar de tributação definitiva. Diferentemente, nos casas em que o produto . final era tributado, o crédito de IPI incidente sobre as inatérias-m-imas é, pela legislação, tributo recuperável, devendo _ser escriturado no livro de apuração do para confronto com os débitos gerado.s com a saída dos produtos tributados, sendo vedado, como já explicitado, sua inclusão no custo dos produtos vendidos. Com o perinis.sivo legal introduzido pelo art II da Lei n" 9.779/99, a sistemática de escrituração do IPI foi modificada P°'a contemplar a escrituração do IPI pago na aquisição de insumos destinados à industrialização, mesmo que na. saída o produto resultante não sofresse tributação, nos casos especificados na referida lei. Da proibição de escriturar ou obrigação de estornar os créditos oriundos de matérias-primas utilizadas' no processo produtivo de produtos isentos, imunes ou de aliquota zero (obrigando à sua inclusão no custo de aquisição do produto fabricado) passou-se à sua escrituração regular', como todas as demais aquisiçõe.s efetuadas para utilização no processo produtivo, advindo a possibilidade jurídica de recuperação do tributo pago na etapa antecedente à saída do produto industrializado que não sofresse a incidência do IPI, nos termos da referida norma. Com essa nova sistemática, o IPI pago na aquisição dos insumas deixou de compor o custo do produto . final transmudando-se em tributo recuperável, passando a ser inserido na conta ,gráfica destinada à apuração do IPI a recolher, deixando de repercutir economicamente na apuração do custo efetivo do produto . final e passando a repercutir na apuração do ,saldo do (Acórdão 202-17.915,RV136 462, f 25/04/2007) 111 5 É neste ponto que se firma minha convicção: a definição sobre se o crédito de IPI é ou não recuperável não depende de ato de vontade do contribuinte, mas do aspecto objetivo que envolve o próprio crédito. É por força do artigo 11 da Lei n" 9779/99 que o contribuinte possui o direito de crédito pela entrada de insumos utilizados na industrialização de produtos não onerados pelo IPI. Se o contribuinte equivocadamente considerou o valor deste crédito básico de IPI como custo dedutivel do imposto de Renda, cumpre ao Fisco exigir a diferença do Imposto de Renda que deixou de ser recolhido em virtude desta dedução indevida. Com a efeito, o artigo 289, § 3" do Regulamento do Imposto de renda dispõe de forma categórica que "não se incluem no custo os impostos recuperáveis através de créditos na escritura fi.s.cal".. Note-se que este comando utiliza um critério objetivo impostos recuperáveis — e não um critério subjetivo — o fato do contribuinte tê-lo considerado recuperável Ou não. Ou seja, o que lhe confere o atributo de "recuperável" é a natureza do próprio crédito do imposto.. Se de inicio o contribuinte equivocamente (1,a) deixou de computar nos livros de 1PI os créditos básicos pela entrada dos insumos e (1.b) considerou o valor deste imposto como custo para efeito de dedução do IRPI e da CSLL, não há dúvida de que o procedimento adequado seria (2.a) computar os créditos básicos nos livros de 11'1 e (2.b) retirar do custo este mesmo valor, para efeito de IRP1 e CSLI.,, Mas se o contribuinte deixou de estornar o valor do crédito do 1PI em relação ao custo, para efeito de IRPI e CSLL, isto não é uma condição de validade para o lançamento do crédito básico nos livros de IPI, e para o aproveitamento destes créditos. Ou seja, é inegável a correlação lógica entre o 11'1 ser recuperável e ser dedutivel do IRPI e CSLL, mas não há nenhuma disposição normativa ou legal que condicione o lançamento e aproveitamento do crédito básico do IPI a que o contribuinte não o compute como custo para. efeito do e CSLL„ Mesmo porque, repise-se, definir se o IPI é recuperável depende apenas dc previsão legal permitindo a apropriação ou manutenção de créditos básico em relação àquelas operações de entrada. Ora, em se verificando descompasso pelo fato de o contribuinte ter lançado o crédito básico de IPI e ao .mesmo tempo tê-lo considerado como custo para a dedução do .1..R.P.1 e da CSLI.„ a solução dependerá de saber objetivamente se tal crédito é recuperável. Sendo objetivamente recuperável o crédito, terá o Fisco de fazer o ajuste por meio da exigência do IRPJ e da CSLL que foram recolhidos a menor em virtude da consideração indevida do valor do crédito de 'III como custo. Por falta de amparo legal, não pode o Fisco recusar ao contribuinte o direito de aproveitamento do crédito básico do IPI sob o argumento de que tal ireito estaria condicionado a que tal valor fosse retirado do custo, para efeito do 1.R.P1 e \.j 6 , Processo n° I O [40 003439/2004-85 S3-TE03 Acórdão o " 3803-00.095 H 125 Assim, voto pelo provimento do recurso do contribuinte para o efeito de reconhecer-lhe o direito de ap veitamento do crédito básico de IPI, com fundamento no artigo \ 11 da Lei n" 9.779/99. Á 7 / f ' \ ) IVA /AL IL -1GR [Ti7 s 7
score : 1.0
Numero do processo: 10875.000003/84-53
Data da sessão: Wed Oct 21 00:00:00 UTC 1987
Ementa: DRAW BACK - Comprovado, através de Relatórios o cumprimento parcial do ato concessório - A exigência deverá recair somente sobre os insumos cuja comprovação não foi concretizada
Recurso provido parcialmente para este fim.
Numero da decisão: 303-25.050
Decisão: ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso, vencidos os Conselheiros, Afonso Celso Mattos Lourenço e Salustiano de Pinho Pessoa Neto, na forma do relatório e votos, que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: LUIZ CARLOS NOGUEIRA
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ementa_s : DRAW BACK - Comprovado, através de Relatórios o cumprimento parcial do ato concessório - A exigência deverá recair somente sobre os insumos cuja comprovação não foi concretizada Recurso provido parcialmente para este fim.
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score : 1.0
Numero do processo: 10860.000311/2009-49
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Dec 01 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Thu Dec 01 00:00:00 UTC 2011
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2008
MULTA POR ATRASO NA ENTREGA DA DECLARAÇÃO.
Aplica-se a multa por falta de entrega da declaração quando confirmada a obrigatoriedade de fazê-lo e a apresentação somente ocorreu depois de terminado o prazo estabelecido para tal.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2801-002.127
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar
provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora.
Nome do relator: AMARYLLES RELNALDI E HENRIQUES RESENDE
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Aplicase a multa por falta de entrega da declaração quando confirmada a obrigatoriedade de fazêlo e a apresentação somente ocorreu depois de terminado o prazo estabelecido para tal. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães Presidente Assinado digitalmente Amarylles Reinaldi e Henriques Resende Relatora. Participaram do presente julgamento os Conselheiros Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Amarylles Reinaldi e Henriques Resende, Sandro Machado dos Reis, Tânia Mara Paschoalin, Luiz Cláudio Farina Ventrilho e Carlos César Quadros Pierre. Fl. 37DF CARF MF Impresso em 08/03/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/12/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES, Assinado digitalmente em 13/12/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES, Assinado digitalmente em 14/12/2011 por ANTONIO DE PA DUA ATHAYDE MAGAL Processo nº 10860.000311/200949 Acórdão n.º 2801002.127 S2TE01 Fl. 32 2 Relatório AUTUAÇÃO Contra o contribuinte acima identificado foi expedida Notificação de Lançamento de fls. 02, referente a Imposto de Renda Pessoa Física, exercício 2008, formalizando a exigência de multa por atraso na entrega da declaração no valor de R$165,74. IMPUGNAÇÃO Cientificado do lançamento, o contribuinte apresentou a impugnação (fls. 01), acatada como tempestiva. Alegou, consoante relatório do acórdão de primeira instância (fls. 20): (...) foi utilizado indevidamente o programa 2008/2007 para apresentação da declaração referente a outro exercício, sendo isento esse ano de 2007, motivo porque requer o cancelamento da multa. ACÓRDÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA A 11ª Turma da DRJ São Paulo II/SP, conforme Acórdão de fls. 19 a 21, julgou a impugnação improcedente, mantendo o lançamento. RECURSO AO CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS (CARF) Cientificado da decisão de primeira instância em 20/10/2010 (fls 28 e 30), o contribuinte apresentou, em 22/10/2010, o Recurso de fls. 25, reafirmando, em síntese, que não estava obrigado à apresentação da declaração referente ao exercício 2007. O processo foi distribuído a esta Conselheira, numerado até as fls. 30, que também trata do envio dos autos a este Conselho. É o Relatório. Voto Conselheira Amarylles Reinaldi e Henriques Resende, Relatora. O recurso é tempestivo e atende às demais condições de admissibilidade, portanto merece ser conhecido. No caso, o interessado foi autuado por apresentação da declaração do exercício 2008, anocalendário 2007 em atraso (Notificação de Lançamento de fls. 02). Quanto Fl. 38DF CARF MF Impresso em 08/03/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/12/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES, Assinado digitalmente em 13/12/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES, Assinado digitalmente em 14/12/2011 por ANTONIO DE PA DUA ATHAYDE MAGAL Processo nº 10860.000311/200949 Acórdão n.º 2801002.127 S2TE01 Fl. 33 3 à obrigatoriedade de apresentação desta declaração, não há dúvidas, eis que o contribuinte auferiu rendimentos tributáveis no montante de R$ 19.685,05 (comprovante de rendimentos de fls. 03 e Declaração de Imposto de Renda Retido na Fonte DIRF de fls. 18), portanto em valor superior ao estabelecido na IN SRF nº 820, de 11 de fevereiro de 2008, art. 1º, inc. I (R$15.764,28). Como o interessado somente entregou a declaração de fls. 04 em 01/04/2009, não há reparos a serem feitos no lançamento e no acórdão recorrido. Relativamente à argumentação de que estaria desobrigado de apresentar a declaração de ajuste anual do exercício 2007, como exposto, os autos em apreço referemse ao exercício 2008. Portanto, o argumento é estranho aos autos. Diante do exposto, voto por negar provimento ao recurso. Assinado digitalmente Amarylles Reinaldi e Henriques Resende Fl. 39DF CARF MF Impresso em 08/03/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/12/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES, Assinado digitalmente em 13/12/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES, Assinado digitalmente em 14/12/2011 por ANTONIO DE PA DUA ATHAYDE MAGAL
score : 1.0
Numero do processo: 10680.723647/2008-11
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Aug 24 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Wed Aug 24 00:00:00 UTC 2011
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2005, 2006, 2007
Processo administrativo fiscal. Recurso intempestivo.
Não se conhece de recurso voluntário apresentado após o prazo de trinta dias, contados da ciência da decisão de primeira instância.
Recurso não conhecido.
Numero da decisão: 2801-001.818
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso, por intempestivo.
Nome do relator: TÂNIA MARA PASCHOALIN
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Recurso intempestivo. Não se conhece de recurso voluntário apresentado após o prazo de trinta dias, contados da ciência da decisão de primeira instância. Recurso não conhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso, por intempestivo. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães Presidente Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Relatora Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Eivanice Canário da Silva, Amarylles Reinaldi e Henriques Resende, Carlos César Quadros Pierre, Tânia Mara Paschoalin e Luiz Claudio Farina Ventrilho. Relatório Trata o presente processo de auto de infração que diz respeito a Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF), por meio do qual se exige do sujeito passivo acima identificado o Fl. 128DF CARF MF Emitido em 22/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 31/08/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 01/09/201 1 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL, Assinado digitalmente em 31/08/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN Processo nº 10680.723647/200811 Acórdão n.º 280101.818 S2TE01 Fl. 129 2 montante de R$ 39.846,38, referente aos exercícios de 2005, 2006 e 2007, a título de imposto (R$ 19.332,30), acrescido da multa de ofício equivalente a 75% do valor do tributo apurado (R$ 14.499,22), além dos juros de mora (R$ 6.014,86). O lançamento é decorrente da apuração de dedução indevida a título de dependentes, despesas com instrução e despesas médicas. Em sua impugnação, o contribuinte alegou que o auto de infração padece de nulidade na medida em que lhe falta o requisito indispensável do art. 10, III do Decreto 70.235/72. Discorreu sobre as garantias constitucionais, citando acórdão do STF sobre o tema. Defendeu que o Fisco não pode desconsiderar o negócio jurídico havido entre o contribuinte e os prestadores de serviço. Afirmou que o Novo Código Civil alterou o dispositivo que prevê a guarda judicial para dedução do imposto de renda. A 5ª Turma da DRJ/BHE/MG, conforme Acórdão de fls. 88/93, julgou improcedente a impugnação. Regularmente cientificado daquele Acórdão em 06/09/2010 (fl. 96), o interessado, representado por sua advogada (fl. 116), interpôs recurso voluntário de fls. 99/115, em 13/10/2010 (envelope fl. 123/124), no qual repete os argumentos da impugnação. É o relatório. Voto Conselheira Tânia Mara Paschoalin, Relatora Inicialmente, cabe examinar a tempestividade do recurso interposto. O Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972, assim estabelece: Art. 5º Os prazos serão contínuos, excluindose na sua contagem o dia do início e incluindose o do vencimento. Parágrafo único. Os prazos só se iniciam ou vencem no dia de expediente normal no órgão em que corra o processo ou deva ser praticado o ato. (...) Art. 23. Farseá a intimação: I pessoal, pelo autor do procedimento ou por agente do órgão preparador, na repartição ou fora dela, provada com a assinatura do sujeito passivo, seu mandatário ou preposto, ou, no caso de recusa, com declaração escrita de quem o intimar; (Redação dada pela Lei nº 9.532, de 1997) II por via postal, telegráfica ou por qualquer outro meio ou via, com prova de recebimento no domicílio tributário eleito pelo sujeito passivo; (Redação dada pela Lei nº 9.532, de 1997) (...) Fl. 129DF CARF MF Emitido em 22/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 31/08/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 01/09/201 1 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL, Assinado digitalmente em 31/08/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN Processo nº 10680.723647/200811 Acórdão n.º 280101.818 S2TE01 Fl. 130 3 § 2° Considerase feita a intimação: I na data da ciência do intimado ou da declaração de quem fizer a intimação, se pessoal; II no caso do inciso II do caput deste artigo, na data do recebimento ou, se omitida, quinze dias após a data da expedição da intimação; (Redação dada pela Lei nº 9.532, de 1997) (...) Art. 33. Da decisão caberá recurso voluntário, total ou parcial, com efeito suspensivo, dentro dos trinta dias seguintes à ciência da decisão. No caso, a ciência da decisão de primeira instância, consoante AR de fl. 96, se deu em 06/09/2010, portanto, o contribuinte poderia apresentar o recurso até 07/10/2010. Entretanto, somente o fez em 13/10/2010, conforme se comprova pelo carimbo aposto no envelope do correio constante das fls. 123/124. Diante do exposto, voto no sentido de não conhecer do recurso, por intempestivo. Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Fl. 130DF CARF MF Emitido em 22/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 31/08/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 01/09/201 1 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL, Assinado digitalmente em 31/08/2011 por TANIA MARA PASCHOALIN
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Numero do processo: 13116.001778/2003-31
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu May 24 00:00:00 UTC 2007
Data da publicação: Thu May 24 00:00:00 UTC 2007
Numero da decisão: 301-01.868
Decisão: RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência à Repartição de Origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: ADRIANA GIUNTINI VIANA
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Numero do processo: 10768.020505/98-03
Data da sessão: Thu Nov 19 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Sat Dec 19 00:00:00 UTC 2009
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Período de apuração: 30/01/1994 a 31 /12/1997
FALTA DE RECOLHIMENTO DA COFINS.
As insuficiências de recolhimentos, apurados em decorrência de auditoria fiscal, sujeitam-se a lançamento de ofício, cabendo à autoridade administrativa constituir o crédito tributário, nos termos do art. 142 do CNT
DÉBITOS CONFESSADOS NA DECLARAÇÃO DE RENDIMENTOS
Na hipótese de débito declarado e não pago, o mesmo é exigível,
independentemente de lançamento de ofício.
REFIS - DECLARAÇÃO APÓS O INÍCIO DA FISCALIZAÇÃO
A inclusão de valores no programa de REFIS após iniciado o procedimento fiscal não tem o condão de revigorar a espontaneidade do contribuinte, nos termos dos artigos 138 do CNT e 7º do Decreto nº 70.235/72.
Recurso Voluntário Parcialmente Provido.
Numero da decisão: 3803-000.220
Decisão: ACORDAM os membros da 3ª Turma Especial da TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso, para cancelar o lançamento referente aos períodos de apuração de outubro de 1995 a fevereiro de 1996.
Nome do relator: CARLOS HENRIQUE MARTINS DE LIMA
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ementa_s : PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 30/01/1994 a 31 /12/1997 FALTA DE RECOLHIMENTO DA COFINS. As insuficiências de recolhimentos, apurados em decorrência de auditoria fiscal, sujeitam-se a lançamento de ofício, cabendo à autoridade administrativa constituir o crédito tributário, nos termos do art. 142 do CNT DÉBITOS CONFESSADOS NA DECLARAÇÃO DE RENDIMENTOS Na hipótese de débito declarado e não pago, o mesmo é exigível, independentemente de lançamento de ofício. REFIS - DECLARAÇÃO APÓS O INÍCIO DA FISCALIZAÇÃO A inclusão de valores no programa de REFIS após iniciado o procedimento fiscal não tem o condão de revigorar a espontaneidade do contribuinte, nos termos dos artigos 138 do CNT e 7º do Decreto nº 70.235/72. Recurso Voluntário Parcialmente Provido.
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MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO I)E, JULGAMENTO Processo n" 10768.020505/984)3 Recurso II" 152.945 Voluntállo Acórdão n" 3803401.220 — 3 a Turma Especial Sessão de 19 de novembro de 2009 Matéria PIS Recorrente INTER BRASIL, LTDA Recorrida DRJ-RIO DE JANEIRO/RJ AssuNTo: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 30/01/1994 a 31 /12/1997 FALTA DE RECOLHIMENTO DA COE INS. As insuficiências de recolhimentos, apurados em decorrência de auditoria fiscal, sujeitam-se a lançamento de ofício, cabendo à autoridade administrativa constituir o crédito tributário, nos termos do art. 142 do CNT DÉBITOS CONFESSADOS NA DECLARAÇÃO DF .REN D1MENTOS Na hipótese de débito declarado e não pago, o illetin.10 é exigível, independentemente de lançamento de oficio, REFIS - DECLARAÇÃO APÓS O INÍCIO DA FISCALIZAÇÃO A inclusão de valores no programa de REFIS após iniciado o procedimento fiscal não tem o condão de revigorar a espontaneidade do contribuinte, nos termos dos artigos 138 do CNT e 7" do Decreto n' 70.235/72. Recurso Voluntário Parcialmente Provido.. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 3T Especial da TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO, por unanimidade de votos, dar provimento ,, parcial ao recurso, para cancelar o lançamento referente aos períodos de apuração de oti/tubro de 1995 a fevereiro de 1996 „- ---- ( ...---- // ' -- '' ALE , ANDRE K -RN - Pr ty \_, _ • ., ,-i-4( CARLOS . , g' 5'V , y ARTINS DE LIMA - Relatou,,-, ., .$. , Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Daniel Mauricio edato, Hélcio Lafetá Reis, Ivan Alle,gretti e Belchior Melo de Sousa. Relatório O presente processo tem origem no auto de infração de fls. 36/56, consubstanciando exigência de crédito tributário relativo à Contribuição para o Programa de Integração Social PIS no valor de R$ 12.583,39 e multa de oficio de R$ 9.437,54, acrescidos dos juros de mora calculados até á data da lavratura do auto. Conforme a Descrição dos Fatos de 11. 54, efetuou-se o lançamento devido à lalta de recolhimento do PIS para os períodos de 30/01/94 a 30/12/97. Pelo que se observa, a autuante apurou o valor devido a partir das bases de cálculo declaradas pela própria contribuinte, através dos dados constantes nos sistemas da Receita Federal, A base legal é a transcrita na página 55. Inconformada com a exigência, a recorrente, apresentou, em 29/09/1998, a impugnação de fis. 59/60, na qual alega que a cobrança tornou-se indevida pelos seguintes motivos: a) Para o ano de 1994, não conseguiram apurar ou identificar documentos que tornassem indevida a cobrança, mas mesmo assim, a receita jamais fez qualquer cobrança, embora a solicitante não "deixou" de entregar DII.Z PI do ano aqui mencionado e também por diversas vezes solicitou Certidão Negativa(sic), b) Para o ano de 1996, todos os impostos foram pagos e aqueles que não foram pagos estão incluídos no Processo de Parcelamento n" 1.3708„000914/98-60, e o mesmo está sendo pago. c) Com referência ao ano de 1997, afirma que tem como atividade preponderante, prestar serviços a órgãos públicos e como tal está sujeita ao enquadramento da Lei 9.430/96, art. 64 e 1' ao 8" e boletim central 52 -- SRF de 19,03.1997. Afirma, ainda estar inclusa nos Atos Deelaratórios n" 4 — Catee, de 06.02.1998, ti] 15, de 18.12.1997 e n" 3, de 28.0 I .1998.. Por fim, junta relação as empresas que deverão ser intimadas para que apresentem comprovante de rendimentos de impostos retidos na :Fonte, conforme Instrução "Normativa 25 — SRF, de 18.03,1997 e provar através de comprovante que cumpriu o que determina o Ato Dcelaratório n" 4 Catec, para de posse desta documentação verificar se a empresa é devedora ou credora o que poderá acontecer no caso de .I.RP.1 e CSLL. É o Relatório, 2 Processo n" 076S .020505/98-03 S3 --1E03 Acórdão n.' 3803-00.220 F I. 159 Voto Conselheiro CARLOS IIENRIQUF MARTINS DE LIMA, Relator O recurso é tempestivo e preenche os demais requisitos para sua admissibilidade, e dele conheço. Inicialmente, cabe salientar que consoante os arts. 15 e 16, Mc, III, e § 4" do Decreto n" 70.235, de 1972, com a redação conferida pelo art, 1' da Lei n" 8.748, de 1993 e pelo art. 67 da Lei n" 9..532, de 1997, cabe a recorrente instruir no recurso os documentos em que se fundamentar, bem assim apresentar os motivos de fato e de direito em que se apóia os pontos de discordância, a razões e provas documentais que possuir', precluindo o direito de Fazê-lo em outro momento processual. Assim, do mesmo modo que o Decreto n" 70.235, de 1972, estabelece, em seu art. 9 0 , a obrigatoriedade de a autoridade fiscal traduzir por provas os fundamentos do lançamento, também atribui ao contribuinte, no inciso f11 do art. 16, o ônus de comprovar as alegações que oponha ao ato administrativo. Em verdade, este dispositivo legal apenas transfere, para o processo administrativo fiscal., o sistema adotado pelo Código de Processo Civil, que em seu processo administrativo fiscal, o sistema adotado pelo Código de Processo Civil, que em seu art, 333, ao repartir o ônus probandi, o faz não admitindo a mera alegação e a negação geral,. A recorrente não trouxe à colocação qualquer prova documental de que tenha sofrido a aludida retenção. Apresentou apenas meras alegações de que a cobrança é indevida, não trazendo aos autos qualquer comprovante da citada retenção do imposto na fonte. Torna- se mister lembrar o princípio consagrado em direito que quem alega tem que provar. Alegar e não comprovar é não alegar.. É de se ressaltar, também, que não é o caso de realização de diligência para o levantamento de eventual crédito advindo de retenção da contribuição Fonte, como pretende a recorrente, visto que a prova primária que ensejou o lançamento do crédito tributário no período contestado fbi fornecida pela própria contribuinte. Temos que autuante cingiu-se a lançar os valores de contribuição devidos obtidos a partir da própria informação da contribuinte (fl. 37/38).. Inexistc, portanto, quanto a esta matéria, dúvidas a serem diránidas através de diligência. Ademais, em de 05/06/98, a empresa foi intimada a apresentar livros, documentos e demais elementos necessários à realização da ação fiscal, Em 18/06/98 foi reintimada a apresentar tais livros e documentos e, em 31/07/98, -Coi, mais uma vez, intimada. Sendo que em 03/08/98, foi reduzido a termo pela fiscal autuante a informação prestada pela. contribuinte de que haviam sido extraviados todos os documentos anteriormente solicitados. Portanto, corno caberia à recorrente, comprovar a alegada retenção da contribuição na fonte, e esta teve diversas oportunidades para fazê-lo durante a ação fiscal, na impugnação e no recurso tendo, entretanto, quedado-se inerte e diante do demais exposto, voto por indeferir a realização da diligê eia requerida por entendê-la prescindível, nos termos do art, 1.8 do Decreto n° 70.235, ei .í/03/1972, com a redação dada pelo art. 1" da Lei n" 8.748/1993.. /01 11( • 3 Com o advento da Resolução do Senado n° 49/1995, que determinou a suspensão da execução dos Decretos-lei n° 2..445 e 2..449, a Lei Complementar n° 07/1970 voltou a fundamentar as exigências de PIS, passando a aliquota aplicável a ser de 0,75%. Posteriormente, foi publicada a Medida Provisória 110 1,212, de 28 de novembro de -1995, que modificava a aliquota do PIS para 0,65%. A Medida Provisória acima tinha aplicação retroativa, atingindo fatos geradores ocorridos em outubro de 1995, O STF, então, se manifestou pela inconstitucionalidade da retroação da Medida Provisória n° L212/1995, no julgamento da DIN n° 1A17. Posteriormente, também o Plenário do STF, em recurso interposto pela Fazenda Nacional RE n" 232..896-3, confirmou a inconstitueionalidade da aplicação da referida Medida Provisória para o período entre 01/10/1995 e 29/02/1996.. A inconstitucionalidade da Medida Provisória n" 1.212/1995 para o período supracitado calca-se na ilegitimidade de sua retroação. Assim, apenas a partir de 1" de março de 1996, após o transcurso do prazo da anterioridade nonagesimal, a referida Medida Provisória, com sua alíquota de 0,65%, poderia ser aplicada. Tendo em vista, tal fato, o Procurador Geral da Fazenda 'Nacional - PGFN exarou Despacho, publicado no D.0,11 de 11/01/2000, dispensando a interposição de recursos e determinando a desistência dos já interpostos nas ações judiciais que cuidassem, no mérito exclusivamente, da cobrança do PIS baseada na Medida Provisória n° 1.212/1995 para fatos geradores ocorridos antes de 1° de março de 1996. Da mesma forma, foi editada a Instrução Normativa SRF n° 06, de 19/01/2000, que vedava a constituição de crédito tributário e determinava o cancelamento dos lançamentos baseados na Medida 'Provisória n° 1.212/1995 para fatos geradores ocorridos no período compreendido entre 1° de outubro de 1995 e 29 de fevereiro de 1996. Portanto, devem ser cancelados os valores de PIS lançados no período que vai de 01/10/1995 a 29/02/1996, conforme estabelece a IN SRF n° 06/2000. Os débitos relativos ao período de 01/97 a 12/97, também são Os mesmos declarados na DIRPJ 98/97, como saldo de contribuição a pagar. Ocorre que estes foram informados em 17/06/98 e retificados em 02/07/2001, ou seja, após o início do procedimento fiscal, que se deu em 05/06/98 (fi..I), assim não gozam do beneficio da espontaneidade, sendo, portanto, devido o lançamento do principal e da multa de oficio de 75% sobre o valor principal, nos termos do art.. 44, inciso I da Lei 9.430, de 27/12/96, , Pois bem, importa agora revelar que os valores de contribuição declarados como "a pagar" nas citadas declarações revestiam-se da natureza de confissão de divil tributária, assumindo a condição de título executivo extrajudicial, de acordo com o art. 5 . . 5 inciso II do Código de Processo Civil, gozando de liquidez e certeza, . / • . NO , 4 Processo n" 10768 020505/98-03 83-1F03 Acórdão n ' 3803-00V220 Fl 160 / Diante do exposto, voto p4 — ' PARCIAL PROVIMENTO à pretensão deduzida no recurso voluntário isome ,. Cancelar os valores de PIS lançados no período que vai de 01/1011995 a 29/02/1996. :., :./..• (*)..." ////,'•"' CARLOS ; ': Ç: Q MARTINS DE LIMA •. . , 5
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Numero do processo: 10980.010408/2003-16
Data da sessão: Thu Sep 17 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Thu Sep 08 00:00:00 UTC 2022
Ementa: Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep
Período de apuração: 01/04/2002 a 30/04/2002
PIS. LANÇAMENTO DE OFÍCIO.
É devida a constituição do crédito tributário no montante declarado em DCTF, cuja compensação informada não tenha sido homologada e não conste valor a título de saldo a pagar
MULTA APLICÁVEL NA COBRANÇA DE DÉBITOS DECLARADOS.
Os débitos declarados em DCTF devem ser cobrados com multa de mora.
Numero da decisão: 3301-000.251
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso apenas para excluir a multa de ofício, em face da aplicação da retroatividade benigna das leis, nos termos do voto do Relator.
(assinado digitalmente)
Marco Antonio Marinho Nunes - Presidente em exercício e Redator ad hoc
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros José Adão Vitorino de Morais (Presidente à época), Maurício Taveira e Silva, Robson José Bayerl, Antônio Lisboa Cardoso e Maria Teresa Martínez López. Ausente o Conselheiro Gustavo Kelly Alencar.
Nome do relator: Relator
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ementa_s : Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep Período de apuração: 01/04/2002 a 30/04/2002 PIS. LANÇAMENTO DE OFÍCIO. É devida a constituição do crédito tributário no montante declarado em DCTF, cuja compensação informada não tenha sido homologada e não conste valor a título de saldo a pagar MULTA APLICÁVEL NA COBRANÇA DE DÉBITOS DECLARADOS. Os débitos declarados em DCTF devem ser cobrados com multa de mora.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso apenas para excluir a multa de ofício, em face da aplicação da retroatividade benigna das leis, nos termos do voto do Relator. (assinado digitalmente) Marco Antonio Marinho Nunes - Presidente em exercício e Redator ad hoc Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros José Adão Vitorino de Morais (Presidente à época), Maurício Taveira e Silva, Robson José Bayerl, Antônio Lisboa Cardoso e Maria Teresa Martínez López. Ausente o Conselheiro Gustavo Kelly Alencar.
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1554; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C3T1 Fl. 494 1 493 S3C3T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10980.010408/200316 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3301000.251 – 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 17 de setembro de 2009 Matéria PIS/PASEP Recorrente ELETROFRIO LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/04/2002 a 30/04/2002 PIS. LANÇAMENTO DE OFÍCIO. É devida a constituição do crédito tributário no montante declarado em DCTF, cuja compensação informada não tenha sido homologada e não conste valor a título de “saldo a pagar” MULTA APLICÁVEL NA COBRANÇA DE DÉBITOS DECLARADOS. Os débitos declarados em DCTF devem ser cobrados com multa de mora. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso apenas para excluir a multa de ofício, em face da aplicação da retroatividade benigna das leis, nos termos do voto do Relator. (assinado digitalmente) Marco Antonio Marinho Nunes Presidente em exercício e Redator ad hoc Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros José Adão Vitorino de Morais (Presidente à época), Maurício Taveira e Silva, Robson José Bayerl, Antônio Lisboa Cardoso e Maria Teresa Martínez López. Ausente o Conselheiro Gustavo Kelly Alencar. Relatório Na condição de Presidente da Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 98 0. 01 04 08 /2 00 3- 16 Fl. 494DF CARF MF Original Processo nº 10980.010408/200316 Acórdão n.º 3301000.251 S3C3T1 Fl. 495 2 da Terceira Seção de Julgamento, no uso das atribuições conferidas pelo art. 17, inciso III1, do RICARF, designome Redator ad hoc para formalizar o presente acórdão, tendo em vista que o Relator originário, então Conselheiro Maurício Taveira e Silva, não mais integra o Colegiado. Assim, reproduzo, na íntegra, o relatório disponibilizado pelo referido Conselheiro no repositório oficial do CARF por ocasião do julgamento, conforme a seguir, esclarecendo que as referências às folhas feitas pelo relator são relativas à numeração do processo em papel, tornado digital somente em 13/04/2022: ELETROFRIO LTDA., devidamente qualificada nos autos, recorre a este Colegiado, através do recurso de fls. 338/354, contra o Acórdão nº 10.237, de 15/03/2006, prolatado pela 3ª Turma de Julgamento da DRJ em Curitiba PA, fls. 307/320, que julgou procedente o auto de infração de fls. 42/43, decorrente de falta/insuficiência de recolhimento do PIS, referente aos períodos de dezembro de 2001 a abril de 2002, cuja ciência ocorreu em 23/10/2003 (fl. 42). Conforme Termo de Verificação Fiscal de fls. 03/05, o presente auto de infração decorreu da necessidade de se efetuar o lançamento de débitos declarados em pedidos de compensação negados pela autoridade administrativa, ainda que se encontrassem declarados em DCTF. Inconformada, em 24/11/03, a contribuinte protocolizou impugnação de fls. 46/59, instruída com os documentos de fls. 60/287, apresentando os seguintes argumentos: 1. efetuou pedidos de restituição/compensação de multas de mora recolhidas indevidamente, uma vez que o pagamento em atraso ocorreu espontaneamente. A autoridade administrativa não conheceu do pedido informando não caber manifestação de inconformidade à DRJ, por falta de previsão legal. Assim, ingressou na justiça visando à apreciação, pela DRJ, de sua manifestação de inconformidade, sendolhe deferida a liminar. Contudo, em 23/10/2003, foi cientificada do auto de infração referente ao não recolhimento de contribuição para o PIS e de Cofins, que haviam sido declaradas em DCTF e compensadas por meio dos pedidos de compensação, ainda não apreciados pela DRJ; 2. assim, o auto de infração é nulo e ilegal. Ademais, os valores lançados são idênticos aos declarados em DCTF, o que elide a necessidade de constituição de débito além de os débitos se encontram com a exigibilidade suspensa nos termos do art. 151, III, do CTN, por conta do recurso apresentado à DRJ; 3. ainda que a primeira instância julgue improcedente o seu pedido, teria direito de recolher os débitos sem a multa de ofício, no prazo recursal; e 4. no mérito defende a direito à restituição/compensação, uma vez que efetuou os pagamentos atrasados em procedimento espontâneo devendo, portanto, reaver valores recolhidos indevidamente nos últimos dez anos (teoria dos 5 + 5). Transcreve jurisprudência. 1 Art. 17. Aos presidentes de turmas julgadoras do CARF incumbe dirigir, supervisionar, coordenar e orientar as atividades do respectivo colegiado e ainda: (...) III designar redator ad hoc para formalizar decisões já proferidas, nas hipóteses em que o relator original esteja impossibilitado de fazêlo ou não mais componha o colegiado; (...) Fl. 495DF CARF MF Original Processo nº 10980.010408/200316 Acórdão n.º 3301000.251 S3C3T1 Fl. 496 3 Por fim, requer que seja reconhecido o direito de reaver, pela restituição/compensação, o valor recolhido a título de multas pagas espontaneamente; que sejam acolhidos os pedidos de restituição/compensação referentes aos Processos nºs 10980.005609/200211, 10980.005610/200237, 10980.005612/200226, 10980.005613/200271, 10980.005615/200260, 10980.005617/200259, 10980.005619/200248 e 10980.005621/200217, protocolizados em 21/05/2002; que seja anulado o auto de infração; e que, caso indeferidos os pedidos anteriores, seja suspenso o auto de infração até a decisão definitiva nos processos mencionados. A DRJ considerou procedente o lançamento, cujo Acórdão foi assim ementado: “Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep Período de apuração: 01/12/2001 a 31/12/2001, 01/02/2002 a 30/04/2002 Ementa: NULIDADE. PRESSUPOSTOS. Somente ensejam a nulidade os atos e termos lavrados por pessoa incompetente e os despachos e decisões proferidos por autoridade incompetente ou com preterição do direito de defesa. COMPENSAÇÃO INDEVIDA. EXIGÊNCIA DO DÉBITO. LANÇAMENTO DE OFÍCIO. CABIMENTO. Constatando ser indevida a compensação pretendida pelo sujeito passivo e se tratando de débito não constituído e nem confessado, é cabível o lançamento de ofício para instrumentalizar a sua exigência. Lançamento Procedente”. Inconformada, a contribuinte protocolizou, tempestivamente, em 05/05/2006, recurso voluntário de fls. 338/354, acrescido dos documentos de fls. 355/446, no qual, em apertada síntese, repisa seus argumentos anteriormente apresentados, mencionando, ainda, a nulidade do lançamento, por contrariar a redação do art. 18 da Lei nº 10.833/2003, segundo o qual o lançamento de ofício de que trata o art. 90 da MP nº 2.15835/2001 limitarseá à imposição de multa Isolda nos casos de fraude, dolo ou simulação. No mérito, reitera seu entendimento de que as multas moratórias são excluídas pela denúncia espontânea, nos termos do art. 138 do CTN, ensejando sua restituição/compensação. Alfim, reitera os pedidos anteriormente feitos e, ainda, que sejam reunidos ao auto de infração os processos de restituição, conforme determina o art. 18, § 3º da Lei nº 10.833/2003. Posteriormente, consoante documentos de fls. 450/475, visando ingressar no parcelamento instituído pela MP nº 303/2006, a contribuinte desistiu parcialmente do recurso interposto. Assim, de acordo com o despacho de fl. 475, os débitos de PIS dos períodos de apuração de 12/2001, 02/2002 e 03/2002 foram transferidos para o Processo nº 10980.001893/200752, que controlará o citado parcelamento. É o Relatório. Fl. 496DF CARF MF Original Processo nº 10980.010408/200316 Acórdão n.º 3301000.251 S3C3T1 Fl. 497 4 Voto Conselheiro Marco Antonio Marinho Nunes, Redator ad hoc A teor do relatório acima reproduzido, também adoto aqui, na íntegra, o voto disponibilizado pelo Conselheiro Maurício Taveira e Silva, que assim dispõe: O recurso é tempestivo, atende aos requisitos de admissibilidade previstos em lei, razão pela qual dele se conhece. Conforme se verifica das DCTF de fls. 33/39, embora os valores objeto do lançamento encontremse declarados, o foram vinculados a processos administrativos de compensação. Assim, antes de se analisar a pertinência ou não do lançamento combatido, cabem algumas considerações acerca do Pedido de Compensação. De se ressaltar o que dispõe o art. 49 da MP nº 66, de 29/08/2002 (Lei nº 10.637/2002), que deu nova redação ao art. 74 da Lei nº 9.430/96 e em seu § 4º consigna que “os pedidos de compensação pendentes de apreciação pela autoridade administrativa serão considerados declaração de compensação, desde o seu protocolo, para os efeitos previstos neste artigo.” Cabe mencionar, ainda, que, em conformidade com o art. 73 da IN SRF nº 460/2004, considerase pendente de decisão administrativa a Declaração de Compensação em relação a qual ainda não tenha sido intimado o sujeito passivo do Despacho Decisório. Desse modo, o pedido de restituição, cumulado com pedido de compensação, passou a ser considerado Declaração de Compensação DComp. Contudo, somente após a edição da MP nº 135, de 30/10/2003 (Lei nº 10.833/2003), que novamente modificou o art. 74 da Lei nº 9.430/96, é que foi introduzido diferente rito administrativo às compensações, sendo instituídos novos contornos às DComps, dentre os quais a Declaração de Compensação passou a se constituir confissão de dívida e instrumento hábil e suficiente para a exigência dos débitos indevidamente compensados. Assim, no presente caso, embora os débitos se encontrassem relacionados em Pedido de Compensação (fl. 03), os pedidos de restituição/compensação foram apreciados pela autoridade administrativa antes de 29/08/2002 (Processos nºs 10980.005609/200211, 10980.005610/200237, 10980.005612/200226, 10980.005613/200271, 10980.005615/200260, 10980.005617/200259, 10980.005619/200248 e 10980.005621/200217, cuja ciência dos Despachos Decisórios ocorreu em 03/06/2002), não sendo considerados Declaração de Compensação e, desta forma, não se subsumem ao rito previsto para as Declarações de Compensação em conformidade com as alterações introduzidas no art. 74 da Lei nº 9.430/96. Destarte, a suspensão de exigibilidade argüida pela recorrente não encontra respaldo no pedido de compensação apresentado. Todavia, o presente processo encontrase com a exigibilidade suspensa com supedâneo no art. 151, III, do CTN, em decorrência do recurso apresentado. Portanto, correto o procedimento da Fiscalização em efetuar o lançamento, pois, a despeito de os valores terem sido declarados em DCTF (fls. 03/05 e 33/39), o foram vinculados à compensação, resultando em “Saldo a Pagar” de valor zero, impossibilitando a cobrança a partir das DCTF, uma vez que há controvérsias quanto ao valor a ser considerado como objeto de confissão de dívida, entendendose poder Fl. 497DF CARF MF Original Processo nº 10980.010408/200316 Acórdão n.º 3301000.251 S3C3T1 Fl. 498 5 recair tãosomente sobre o “saldo a pagar”. Assim sendo, tendo em vista a legislação vigente e o entendimento de que o crédito tributário não se encontrava definitivamente constituído, a Fiscalização era orientada a efetuar o lançamento do valor integral, no caso de compensação sem Darf, cuja compensação não houvesse sido reconhecida pela SRF. Sobre o tema, esclarecedoras as considerações da ilustre Conselheira Josefa Maria Coelho Marques, designada para redigir o voto vencedor no julgamento do Recurso de Ofício nº 116.088, Acórdão nº 20176.177 de 19/062002, cujo excerto se transcreve: “Assim, verificase que, até o ano de 1996, inclusive, enquanto era aplicável a Instrução Normativa SRF nº 73/94, os créditos tributários informados na DCTF representavam confissão total de dívida e, em caso de falta de pagamento, seriam cobrados e executados com os acréscimos moratórios cabíveis. A partir do ano de 1997, com a edição da Instrução Normativa SRF nº 73/96, a DCTF foi estruturalmente modificada, passando a contemplar não só a informação do crédito tributário, mas também de suas formas de extinção ou suspensão, razão pela qual os efeitos da confissão de dívida somente foram aplicados sobre o saldo a pagar indicado pelo contribuinte. Neste sentido, por meio da Instrução Normativa nº 77, de 24 de julho de 1998, o Secretário da Receita Federal determinou a inscrição em dívida ativa da União apenas dos saldos a pagar contidos em DCTF.” Todavia, em relação à multa de ofício aplicada entendoa indevida, devendo ser substituída pela multa de mora, em consonância com o § 2º do art. 5º do Decreto Lei nº 2.124/84 e jurisprudência administrativa que se traz à colação: “COFINS A apresentação pelo contribuinte da DCTF não impede que o fisco faça o lançamento destes valores, porém sem a cobrança da multa de ofício. Recurso de ofício provido parcialmente.” (Acórdão nº 20211.722, Recurso nº 001.291, Relator Ricardo Leite Rodrigues, data da sessão: 07/12/99) “DCTF. APRESENTAÇÃO. EXTINÇÃO DO CRÉDITO INEFICAZ. A entrega da DCTF com consignação de extinção do crédito tributário incomprovada por não configuração da compensação informada, identifica o contribuinte como inadimplente, sujeito somente à multa moratória. Recurso provido.” (Acórdão nº 201 76.532, Recurso nº 118.005, Relator Rogério Gustavo Dreyer, data da sessão: 09/09/2003) Ademais, nos casos de lançamento de ofício originário de compensação indevida ou não comprovada (art. 90 da MP nº 2.15835 de 2001), com a edição da MP nº 135/2003, art. 18, convertida na Lei nº 10.833/2003 houve a restrição da aplicação de multa de ofício às situações de evidente intuito de fraude, cabendo, portanto, a substituição pela multa de mora, em consonância com o disposto no art. 106, I, do CTN. Também nesse sentido já decidiu este Conselho, conforme ementa de acórdão que se transcreve, parcialmente: Fl. 498DF CARF MF Original Processo nº 10980.010408/200316 Acórdão n.º 3301000.251 S3C3T1 Fl. 499 6 “Ementa: MULTA DE OFÍCIO. RETROATIVIDADE BENIGNA. DÉBITOS VINCULADOS EM DCTF. ART. 90 DA MP Nº 2.158 30, DE 2001.Ficando restrito o lançamento de multa isolada às hipóteses de compensação irregular, cancelase a multa de ofício aplicada em face de suposta insuficiência de créditos, à vista do princípio da retroatividade benigna.Recurso provido em parte. (Acórdão nº 20179.511, Recurso nº 123.452, Relator José Antonio Francisco, data da sessão 27/07/2006) Portanto, pelas razões expostas e com fulcro no art. 112 do CTN, no presente caso, a multa de ofício não deve ser mantida, devendo ser convertida em multa de mora. Destarte, tendo em vista que os débitos não se encontravam quitados nem adequadamente confessados, correto o procedimento da fiscalização em efetuar o lançamento, uma vez que se trata de atividade vinculada e obrigatória, inclusive sob pena de responsabilidade funcional, tal como disposto no artigo 142, parágrafo único, do CTN. Quanto à matéria referente ao pedido de restituição de multas moratórias supostamente recolhidas indevidamente, uma vez que os pagamentos em atraso foram efetuados espontaneamente, consoante prevê o art. 138 do CTN, registrese ser objeto dos Processos nºs 10980.005609/200211, 10980.005610/200237, 10980.005612/200226, 10980.005613/200271, 10980.005615/200260, 10980.005617/200259, 10980.005619/200248 e 10980.005621/200217, razão pela qual não cabe sua apreciação nestes autos, que tratam de auto de infração de PIS. Em relação ao pedido para que sejam reunidos ao auto de infração os processos de restituição, conforme determina o art. 18, § 3º, da Lei nº 10.833/2003, não há como deferir, pois, conforme mencionado alhures, tal previsão se destina à manifestação de inconformidade contra a nãohomologação da compensação e impugnação quanto ao lançamento das multas, o que não se confunde com os pedidos de restituição/compensação apresentados pela contribuinte, os quais não se converteram em Declaração de Compensação, esta sim, sujeita a nãohomologação. Sendo essas as considerações que reputo suficientes e necessárias à resolução da lide, voto no sentido de dar parcial provimento ao recurso voluntário para converter a multa de ofício, no percentual de 75%, em multa moratória de 20%. Eis o voto que me coube redigir. (assinado digitalmente) Marco Antonio Marinho Nunes Fl. 499DF CARF MF Original
score : 1.0
Numero do processo: 13055.000269/2007-87
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Aug 23 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Tue Aug 23 00:00:00 UTC 2011
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2005
DEPENDENTE. RENDIMENTOS TRIBUTÁVEIS. INCLUSÃO NA DIRPF
DO DECLARANTE.
Os filhos até 21 anos podem ser declarados como dependentes por um dos genitores, ficando o declarante obrigado a tributar os rendimentos dos dependentes em conjunto com seus rendimentos próprios.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2801-001.769
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar
provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora.
Nome do relator: AMARYLLES RELNALDI E HENRIQUES RESENDE
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RENDIMENTOS TRIBUTÁVEIS. INCLUSÃO NA DIRPF DO DECLARANTE. Os filhos até 21 anos podem ser declarados como dependentes por um dos genitores, ficando o declarante obrigado a tributar os rendimentos dos dependentes em conjunto com seus rendimentos próprios. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães Presidente Assinado digitalmente Amarylles Reinaldi e Henriques Resende Relatora. Participaram do presente julgamento os Conselheiros Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Amarylles Reinaldi e Henriques Resende, Eivanice Canário da Silva, Tânia Mara Paschoalin, Luiz Cláudio Farina Ventrilho e Carlos César Quadros Pierre. Fl. 76DF CARF MF Emitido em 19/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 01/09/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES, Assinado digitalmente em 01/09/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES, Assinado digitalmente em 02/09/2011 por ANTONIO DE PA DUA ATHAYDE MAGAL Processo nº 13055.000269/200787 Acórdão n.º 2801001.769 S2TE01 Fl. 0 2 Relatório AUTUAÇÃO Contra o contribuinte acima identificado foi expedida a Notificação de Lançamento de fls. 22 a 26, referente a Imposto de Renda Pessoa Física, exercício 2005, formalizando a exigência de imposto suplementar no valor de R$1.262,09, acrescido de multa de ofício e juros de mora. A autuação decorreu de apuração de dedução indevida a título de dependente (R$1.272,00), bem como omissão de rendimentos percebidos pelo interessado (fonte pagadora Instituto Nacional de Seguridade Social – INSS) e por uma de suas dependentes (fonte pagadora Kromática Indústria e Comércio de Produtos Químicos Ltda.). IMPUGNAÇÃO Cientificado do lançamento, o contribuinte apresentou a impugnação (fls. 01), acatada como tempestiva. Além de informar que deixara de declarar os rendimentos recebidos do INSS por equívoco e de discordar da exigência de multa de ofício e juros de mora, os quais entende que são excessivos, alegou, consoante relatório do acórdão de primeira instância (fls. 43): (...) que lançou equivocadamente sua filha Alessandra Andrade, CPF 000.457.36090, como dependente e, por esse motivo, a fiscalização considerou como omissão os rendimentos por ela recebidos da empresa Kromática Indústria e Comércio de Produtos Químicos Ltda., CNPJ 94.739.984/000170, no valor de R$ 5.547,10. No anocalendário 2004, a filha não estava mais sob sua dependência econômica devendo o valor por ela recebido ser excluído do montante considerado pela fiscalização como omitido. ACÓRDÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA A 8ª Turma DRJ/Porto Alegre/RS, conforme Acórdão de fls. 42 a 44, julgou a impugnação improcedente, mantendo o crédito tributário lançado. RECURSO AO CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS (CARF) Cientificado da decisão de primeira instância em 20/10/2010 (fls. 47), o contribuinte apresentou, em 11/11/2010, o Recurso de fls. 48 e 49, reafirmando, em síntese, que os rendimentos percebidos por sua filha, em decorrência de trabalho com vínculo empregatício, não poderiam ser somados aos seus rendimentos, eis que a filha não estava mais sob sua dependência econômica, tendo apresentado declaração de isento. O processo foi distribuído a esta Conselheira, numerado até as fls. 71, que também trata do envio dos autos a este Conselho, contendo ainda fls. 72, sem numeração, a saber, despacho de encaminhamento dos autos do SECEX/CARF para a Secretaria da Primeira Câmara/2ª SEJUL/CARF. Fl. 77DF CARF MF Emitido em 19/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 01/09/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES, Assinado digitalmente em 01/09/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES, Assinado digitalmente em 02/09/2011 por ANTONIO DE PA DUA ATHAYDE MAGAL Processo nº 13055.000269/200787 Acórdão n.º 2801001.769 S2TE01 Fl. 0 3 É o Relatório. Voto Conselheira Amarylles Reinaldi e Henriques Resende, Relatora. O recurso é tempestivo e atende às demais condições de admissibilidade, portanto merece ser conhecido. No caso, o interessado incluiu a filha, Alessandra Andrade, nascida em 16/12/1982 (certidão de nascimento às fls. 50), na relação de dependentes informada na Declaração de Ajuste Anual do Imposto de Renda Pessoa Física (DIRPF) do Exercício 2005 (fls. 16 a 18). Tal inclusão encontra respaldo na legislação que rege a matéria, eis que os filhos até 21 anos podem ser considerados dependentes. Confirase o disposto no art. 35 da Lei nº 9.250, de 26 de dezembro de 1995: Art. 35. Para efeito do disposto nos arts. 4º, inciso III, e 8º, inciso II, alínea "c", poderão ser considerados como dependentes: (...) III a filha, o filho, a enteada ou o enteado, até 21 anos, ou de qualquer idade quando incapacitado física ou mentalmente para o trabalho; (...) § 1º Os dependentes a que se referem os incisos III e V deste artigo poderão ser assim considerados quando maiores até 24 anos de idade, se ainda estiverem cursando estabelecimento de ensino superior ou escola técnica de segundo grau. § 2º Os dependentes comuns poderão, opcionalmente, ser considerados por qualquer um dos cônjuges. § 3º No caso de filhos de pais separados, poderão ser considerados dependentes os que ficarem sob a guarda do contribuinte, em cumprimento de decisão judicial ou acordo homologado judicialmente. § 4º É vedada a dedução concomitante do montante referente a um mesmo dependente, na determinação da base de cálculo do imposto, por mais de um contribuinte. Insta frisar que, administrativamente, na interpretação do dispositivo acima temse entendido que o fato de o dependente completar 22 anos no anocalendário objeto da declaração, ou 25 anos, quando se trata de estudantes de ensino superior ou de escola técnica, não implica a perda da condição de dependente. Fl. 78DF CARF MF Emitido em 19/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 01/09/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES, Assinado digitalmente em 01/09/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES, Assinado digitalmente em 02/09/2011 por ANTONIO DE PA DUA ATHAYDE MAGAL Processo nº 13055.000269/200787 Acórdão n.º 2801001.769 S2TE01 Fl. 0 4 Portanto, como Alessandra Andrade somente completou 22 anos em 16/12/2004, ela poderia ser incluída como dependente na DIRPF de seu genitor, no exercício 2005. Relativamente ao argumento do contribuinte de que a filha teria apresentado a declaração de isentos, necessário registrar que a referida declaração, naquela época em vigor, era formalidade tãosomente ligada ao controle da inscrição no Cadastro da Pessoa Física (CPF) e não se confundia com a DIRPF. Assim, da mesma forma que os contribuintes obrigados à entrega da DIRPF não podiam se eximir das penalidades decorrentes da falta ou atraso em sua apresentação sob o argumento de que teriam entregue a tal declaração de isentos, a sua apresentação igualmente não é incompatível com a inclusão do dependente na DIRF do pai. Situação diversa teria ocorrido se a filha houvesse optado por apresentar Declaração de Ajuste Anual do Imposto de Renda Pessoa Física (DIRPF) em separado, informando seus rendimentos ou se o contribuinte lograsse comprovar que sua esposa teria incluído a filha como dependente na DIRPF que apresentou em separado. Nessas hipóteses, haveria impedimento para que Alessandra Andrade figurasse como dependente na declaração do contribuinte. Entretanto, no contexto dos autos, o contribuinte poderia optar por declarar a filha como dependente. Tendo feito essa opção, ficou obrigado a incluir os rendimentos da filha em sua declaração. Como não o fez, correto o lançamento e o julgamento de primeira instância. Diante do exposto, voto por negar provimento ao recurso. Assinado digitalmente Amarylles Reinaldi e Henriques Resende Fl. 79DF CARF MF Emitido em 19/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 01/09/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES, Assinado digitalmente em 01/09/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES, Assinado digitalmente em 02/09/2011 por ANTONIO DE PA DUA ATHAYDE MAGAL
score : 1.0
Numero do processo: 10725.003261/2008-25
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Fri Jan 20 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Fri Jan 20 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2006
GLOSA DE DESPESAS MÉDICAS. RECIBOS SEM IDENTIFICAÇÃO DO ENDEREÇO DO EMITENTE. DECLARAÇÃO.
Quando a fiscalização glosa as despesas médicas unicamente por falta de identificação do endereço do emitente em recibos, documentação apresentada pelo contribuinte, na forma de declaração do médico responsável pela emissão dos recibos, na qual se identifica todos os elementos necessários, é suficiente para afastar a glosa.
OMISSÃO DE RENDIMENTOS.
São rendimentos tributáveis as despesas pagas diretamente ou mediante a contratação de terceiros.
Recurso Voluntário Provido em Parte.
Numero da decisão: 2801-002.205
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar
provimento parcial ao recurso para restabelecer dedução com despesas médicas no valor de R$ 12.200,00, nos termos do voto do Relator.
Nome do relator: CARLOS CESAR QUADROS PIERRE
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RECIBOS SEM IDENTIFICAÇÃO DO ENDEREÇO DO EMITENTE. DECLARAÇÃO. Quando a fiscalização glosa as despesas médicas unicamente por falta de identificação do endereço do emitente em recibos, documentação apresentada pelo contribuinte, na forma de declaração do médico responsável pela emissão dos recibos, na qual se identifica todos os elementos necessários, é suficiente para afastar a glosa. OMISSÃO DE RENDIMENTOS. São rendimentos tributáveis as despesas pagas diretamente ou mediante a contratação de terceiros. Recurso Voluntário Provido em Parte Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso para restabelecer dedução com despesas médicas no valor de R$ 12.200,00, nos termos do voto do Relator. Assinado digitalmente Antônio de Pádua Athayde Magalhães Presidente. Assinado digitalmente Carlos César Quadros Pierre Relator. Fl. 62DF CARF MF Impresso em 29/03/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/01/2012 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 27/ 01/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente em 25/01/2012 por CARLOS CESAR Q UADROS PIERRE Processo nº 10725.003261/200825 Acórdão n.º 280102.205 S2TE01 Fl. 55 2 Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Walter Reinaldo Falcão Lima, Luiz Cláudio Farina Ventrilho, Tânia Mara Paschoalin e Carlos César Quadros Pierre. Ausente o Conselheiro Sandro Machado dos Reis. Relatório Adoto como relatório aquele utilizado pela Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento, 6ª Turma da DRJ/JFA (Fls. 40), na decisão recorrida, que transcrevo abaixo: Em nome do contribuinte acima identificado foi lavrada, eml0/11/2008, a Notificação de Lançamento de fls. 05 a 08, relativo ao Imposto sobre a Renda de Pessoa Física IRPF, exercício 2006, anocalendário 2005, que resultou em crédito total apurado no valor de R$ 18.094,86, sendo: a) R$ 8.533,35 de IRPFSuplementar, R$ 6.400,01 de multa de ofício e R$ 2.643,63 de juros de mora (calculados até 11/2008); e, b) R$ 343,01 de IRPF, R$ 68,60 de multa de mora e R$ 106,26 de juros de mora (calculados até 11/2008). Motivou o lançamento de ofício (fls. 06 e 07): 1) A dedução indevida de despesas médicas, no valor total de R$ 30.730,37, devido à: a) Irregularidades no preenchimento dos recibos, no valor de R$ 28.350,00; e, b) Não aceitação dos documentos apresentados pelo contribuinte, no valor total de R$ 2.380,37, por não especificarem os beneficiários dos serviços e por, aquele emitido pela Unicred, não estar assinado. 2) Omissão de rendimentos, no valor de R$ 300,00, pagos pela Bayer S/A, CNPJ 14.372.981/000102; e, 3) A compensação indevida de imposto de renda retido na fonte IRRF, no valor de R$ 343,01, declarados como retidos pela pessoa jurídica Secretaria do Estado de Saúde e Defesa Civil, CNPJ 42.498.717/000155, por ausência de DIRF. A ciência da Notificação de Lançamento deuse em 01/12/2008 (fl. 3§)/e o interessado apresentou impugnação de fls. 01 a 03, em 30/12/2008 (fl. 01, verso), anexando declarações de dois profissionais e emendas nos recibos emitidos por um terceiro profissional a fim de sanar as falhas apontados pela fiscalização, nos documentos emitidos por tais profissionais. Quanto à IRRF, a contribuinte anexa Comprovante de Rendimentos emitido pela fonte pagadora. E, finalmente, no tocante à omissão de rendimentos, alega que a Bayer S/A financiou a sua participação em um Congresso, sendo este possivelmente o motivo da apresentação da DIRF na qual consta Fl. 63DF CARF MF Impresso em 29/03/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/01/2012 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 27/ 01/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente em 25/01/2012 por CARLOS CESAR Q UADROS PIERRE Processo nº 10725.003261/200825 Acórdão n.º 280102.205 S2TE01 Fl. 56 3 que a contribuinte teria auferido tais rendimentos, sendo incorreta tal informação. Passo adiante, a 6ª Turma da DRJ/JFA entendeu por bem julgar o lançamento procedente em parte, em decisão que restou coma a seguinte ementa: DEDUÇÕES. DESPESAS MÉDICAS. Somente são passíveis de dedução da base de cálculo do Imposto de Renda as despesas médicas declaradas e devidamente comprovadas por documentação que preencha todos os requisitos estabelecidos em lei. OMISSÃO DE RENDIMENTOS. São rendimentos tributáveis as despesas pagas diretamente ou mediante a contratação de terceiros. IRRF. AUSÊNCIA DE DIRF. Não obstante não constar em DIRF retenção do Imposto de Renda na Fonte questionada, tendo sido esta comprovada, deve ser revisto o lançamento. Cientificada em 27/01/2011 (Fls.45), a Recorrente interpôs Recurso Voluntário em 23/02/2011 (fls. 46), informando, em síntese, que: Quanto aos recibos emitidos pelo profissional Robson Fonseca Menezes Moraes, segue em anexo declaração, com firma reconhecida, que comprova a veracidade e a autenticidade dos referidos documentos. Quanto aos R$300,00, a recorrente informa que deve ter havido um desencontro de entendimento entre a mesma e a Bayer S.A.. Ocorre que, na ocasião das inscrições para o XI Congresso Brasileiro de Obesidade, a referida empresa lhe ofereceu patrocínio para participar de tal evento, o que foi aceito. No entanto, a recorrente entendeu que o procedimento seria o de praxe: a empresa patrocinadora pagaria diretamente à promotora do Congresso. Por esse motivo é que a contribuinte não informou em sua declaração a renda de R$300,00, proveniente da Bayer, nem, tampouco, deduziu tal valor da base de cálculo, porquanto seria despesa com instrução. A recorrente, mediante a notificação de lançamento, entrou em contato com a ABESO Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade, promotora do evento, para elucidar o fato, mas não houve tempo hábil para informálo no prazo para impugnação. Conforme declaração que segue em anexo, presumese que a Bayer procedeu á inscrição, mas constando como pagante o nome da contribuinte. Anexando em conjunto: Procuração e documentos do procurador; Fl. 64DF CARF MF Impresso em 29/03/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/01/2012 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 27/ 01/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente em 25/01/2012 por CARLOS CESAR Q UADROS PIERRE Processo nº 10725.003261/200825 Acórdão n.º 280102.205 S2TE01 Fl. 57 4 Declaração da ABESO Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade (Fls. 50), e, Declaração do Dr. Robson Fonseca Menezes Moraes (Fls. 51). É o Relatório. Voto Conselheiro Carlos César Quadros Pierre, Relator. Conheço do recurso, posto que tempestivo e com condições de admissibilidade. Cabe destacar que estão em litígio apenas a glosa das despesas médicas com o profissional Robson Fonseca Menezes Moraes, CPF: 079.712.79760, no valor de R$12.200,00, e a omissão de rendimentos do valor de R$300,00 recebidos da empresa Bayer S/A. Quanto as glosas de despesas médicas relativas ao profissionais o profissional Robson Fonseca Menezes Moraes, CPF: 079.712.79760, no valor de R$12.200,00, cabe ressaltar que a fiscalização as glosou porque entendeu que os recibos apresentados não trouxeram o nome e endereço dos prestadores do serviço e dos beneficiários; in verbis: Robson Fonseca Menezes Moraes, CPF: 079.712.79760. Valor informado na declaração pelo contribuinte: R$ 12.200,00. Motivo: Ausência de identificação nos recibos apresentados das seguintes informações: nome e endereço completos do emitente (profissional) e respectivo(s) beneficiário(s ) dos serviços prestados, ou quem foi/foram a(s) pessoa(s) (paciente) submetida(s) ao tratamento odontológico.(pág. 07 dos autos) Por sua vez, a DRJ manteve a glosa, sob a seguinte fundamentação: No entanto, quanto ao profissional Robson Fonseca Menezes Moraes, a tentativa de emendas no próprio documento, recusado pela fiscalização, não será aceita. Deveria o contribuinte ter providenciado novos recibos ou uma declaração do profissional, como foi feito para os demais, a fim de sanar as falhas apontadas pela fiscalização.(pág. 41 verso dos autos) Do exposto, se verifica que a fiscalização não requisitou, neste caso específico, provas ao contribuinte da efetividade dos pagamentos. Fl. 65DF CARF MF Impresso em 29/03/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/01/2012 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 27/ 01/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente em 25/01/2012 por CARLOS CESAR Q UADROS PIERRE Processo nº 10725.003261/200825 Acórdão n.º 280102.205 S2TE01 Fl. 58 5 Por este motivo, não é o caso de se requerer, no presente momento, a análise do caso sob o aspecto da efetividade dos pagamentos; mas sim sob a ótica da adequação dos recibos e declarações como meios de prova na forma exigida pela fiscalização. Pois bem; dentro deste contexto, buscando suprir a única falha apresentada pela fiscalização, a contribuinte tratou de apresentar declaração do médico relacionado; que, em conjunto com os recibos já apresentados, possibilita identificar o profissional que prestou o serviço, o paciente, o tratamento realizado, as datas dos pagamentos, os pagamentos, o médico emitente, e o endereço do médico emitente.(vide pág. 51 dos autos) Compreendese que seja esta declaração o único documento apresentado pela recorrente; posto que somente este documento já é suficiente para corrigir a falha apontada pela fiscalização. Assim, na presente situação, entendo que a documentação apresentada pela recorrente supre a prova requerida pela fiscalização, e é suficiente para reverter as glosas relacionadas a Robson Fonseca Menezes Moraes, CPF: 079.712.79760, no valor de R$12.200,00. Já no que se refere a omissão de rendimentos, no valor de R$300,00, recebidos da empresa Bayer S/A, a DRJ já esclareceu ao contribuinte que tal rendimento é tributável; in verbis: No tocante à omissão de rendimentos, no valor de RS 300,00, que o contribuinte alega ter sido pagamento de sua inscrição em um congresso, cumpre esclarecer que tal é rendimento tributável, conforme preceitua o art. 43, do Decreto 3.000/99 (Regulamento do Imposto de Renda), a seguir transcrito: Art. 43. São tributáveis os rendimentos provenientes do trabalho assalariado, as remunerações por trabalho prestado no exercício de empregos, cargos e funções, e quaisquer proventos ou vantagens percebidos, tais como (Lei n2 4.506, de 1964, art. 16, Lei n? 7.713. de 1988, art. 3?, § 42, Lei r£8.383, de 1991, art. 74, e Lei n2 9.317, de 1996, art. 25, e Medida Provisória n 1.76955, de 11 de março de 1999, arts. I2e22): (...) XVIL benefícios e vantagens concedidos a administradores, diretores, gerentes e seus assessores, ou a terceiros em relação à pessoa jurídica, tais como: a) a contraprestação de arrendamento mercantil ou o aluguel ou, quando for o caso, os respectivos encargos de depreciação, relativos a veículos utilizados no transporte dessas pessoas e imóveis cedidos para seu uso; b) as despesas pagas diretamente ou mediante a contratação de terceiros, tais como a aquisição de alimentos ou quaisquer outros bens para utilização pelo beneficiário fora do estabelecimento da empresa, os pagamentos relativos a clubes e assemelhados, os salários e respectivos encargos sociais de empregados postos à Fl. 66DF CARF MF Impresso em 29/03/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/01/2012 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 27/ 01/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente em 25/01/2012 por CARLOS CESAR Q UADROS PIERRE Processo nº 10725.003261/200825 Acórdão n.º 280102.205 S2TE01 Fl. 59 6 disposição ou cedidos pela empresa, a conservação, o custeio e a manutenção dos bens referidos na alínea "a", (...) Apesar da clareza da legislação, insiste o contribuinte em afirmar que tal rendimento não deveria ser tributado, posto que a Bayer deveria ter pago diretamente a sua inscrição no congresso, e não deveria ter lhe pago o valor referido. Contudo, o fato é que a Bayer pagou o valor à contribuinte; e tal valor é tributável, conforme se verifica na legislação acima transcrita. Razão pela qual a omissão de rendimentos deve ser mantida. Ante tudo acima exposto, e tudo mais que constam nos autos, voto por dar parcial provimento ao recurso, para restabelecer a glosa de despesas médicas, no valor de R$12.200,00. Assinado digitalmente Carlos César Quadros Pierre Fl. 67DF CARF MF Impresso em 29/03/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/01/2012 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 27/ 01/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente em 25/01/2012 por CARLOS CESAR Q UADROS PIERRE
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Numero do processo: 10830.002305/2004-79
Data da sessão: Mon Feb 01 00:00:00 UTC 2010
Ementa: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO
Data do fato gerador: 31/10/1991
DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. FINSOCIAL. DECADÊNCIA.
Nos lançamentos por homologação, o pagamento antecipado efetuado pelo contribuinte extingue o crédito tributário sob condição resolutória, sendo a data de sua efetivação o termo a quo do prazo de cinco anos para a repetição do indébito.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 3803-000.304
Decisão: ACORDAM os membros da 3ª. TURMA ESPECIAL da TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso.
Nome do relator: HÉLCIO LAFETÁ REIS
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ementa_s : NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Data do fato gerador: 31/10/1991 DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. FINSOCIAL. DECADÊNCIA. Nos lançamentos por homologação, o pagamento antecipado efetuado pelo contribuinte extingue o crédito tributário sob condição resolutória, sendo a data de sua efetivação o termo a quo do prazo de cinco anos para a repetição do indébito. Recurso Voluntário Negado.
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conteudo_txt : Metadados => date: 2010-06-16T11:56:53Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2010-06-16T11:56:53Z; Last-Modified: 2010-06-16T11:56:53Z; dcterms:modified: 2010-06-16T11:56:53Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2010-06-16T11:56:53Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2010-06-16T11:56:53Z; meta:save-date: 2010-06-16T11:56:53Z; pdf:encrypted: false; modified: 2010-06-16T11:56:53Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2010-06-16T11:56:53Z; created: 2010-06-16T11:56:53Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; Creation-Date: 2010-06-16T11:56:53Z; pdf:charsPerPage: 1134; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2010-06-16T11:56:53Z | Conteúdo => S3-TE03 11.65 PSa fl MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo e 10830.002305/2004-79 Recurso n° 152.366 Voluntário Acórdão n° 3803-00304 — 3' Turma Especial Sessão de 01 de fevereiro de 2010 Matéria FINSOCIAL - DECADÊNCIA Recorrente LAHUMAN INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE PLÁSTICOS LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Data do fato gerador: 31/10/1991 DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. FINSOCIAL. DECADÊNCIA. Nos lançamentos por homologação, o pagamento antecipado efetuado pelo contribuinte extingue o crédito tributário sob condição resolutória, sendo a data de sua efetivação o termo a quo do prazo de cinco anos para a repetição do indébito. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 3 a. TURMA ESPECIAL da TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso. ALE 4 • NDRE KERN - Presidente dtr HÉLCIO LAFETÃ REIS - Relator Participaram ainda do presente Julgamento os Conselheiros Belchior Melo de Sousa, Carlos Henrique Martins de Lima, Daniel Mauricio Fedato e Rangel Pernicci Relatório Em 25 de maio de 2004, o contribuinte supra identificado apresentou Declaração de Compensação junto à então Secretaria da Receita Federal, em que se pleiteou a extinção de débitos de Cofins com créditos de alegado pagamento indevido de Finsocial ocorrido em 29/04/1994 (fls. 1 e 2). O Serviço de Orientação e Análise Tributária (Seort) da então Delegacia da Receita Federal em Campinas/SP não reconheceu o direito creditório do contribuinte, considerando que o crédito tributário relativo ao pagamento de Finsocial efetuado em 29/04/1994 já se encontrava extinto, tomando-se prejudicada a pretensão de repetir o indébito, tendo em vista o transcurso do prazo decadencial de 5 anos previsto no art. 168, I, do Código Tributário Nacional (fls. 14 a 16). Inconformado com tal decisão, o contribuinte apresentou manifestação de inconformidade, alegando, em síntese, que o prazo para a repetição de indébito, nos casos de tributos sujeitos ao lançamento por homologação, se extinguiria em até 10 anos contados da data do fato gerador (5 anos para a homologação tácita + 5 anos para a restituição), colacionando em sua peça decisões judiciais nesse sentido (fls. 26 a 30). A DRJ Campinas/SP indeferiu a solicitação amparada nos mesmos fundamentos do despacho decisório da Repartição de origem (fls. 54 a 55), salientando que, mesmo que se aplicasse a regra dos 10 anos defendida pelo hnpugnante, ainda assim, não lhe restaria direito de obter a restituição do pagamento indevido, considerando que este se realizara em 29/04/1994 e que a Declaração de Compensação somente foi apresentada em 25 de maio de 2004, mais de dez anos após a data do pagamento indevido. Não resignado, o contribuinte recorre a este Conselho repisando os mesmos argumentos e ressaltando que a pretensa compensação já havia se operado desde "fins de 1999" e não na data da apresentação da Declaração de Compensação ocorrida em 15/05/2004 (fls. 61 a 63). É o relatório. Voto Conselheiro HÉLCIO LAFETÁ REI, Relator O recurso é tempestivo, preenche as demais condições de admissibilidade e dele tomo conhecimento. Trata-se de Declaração de Compensação apresentada em 25/05/2004 relativa a pretenso crédito oriundo de pagamento do Finsocial considerado indevido pelo Recorrente realizado em 29/04/1994 (fls. 1 a 2). Registre-se que a controvérsia se restringe à ocorrência ou não do transcurso do prazo decadencial para a repetição do indébito. Sobre a matéria, o CTN assim dispõe: 05\9- 2 Processo n° 10830.00230512004-79 S3-TE 03 Acórdão n.° 3803-00304 Fl. 66 Art. 165. O sujeito passivo tem direito, independentemente de prévio protesto, à restituição total ou parcial do tributo, seja qual for a modalidade do seu pagamento, ressalvado o disposto no § 40 do artigo 162, nos seguintes casos: • I - cobrança ou pagamento espontâneo de tributo indevido ou maior que o devido em face da legislação tributária aplicável, ou da natureza ou circunstâncias materiais do fato gerador efetivamente ocorrido; 11 - erro na edificação do sujeito passivo, na determinação da aliquota aplicável, no cálculo do montante do débito ou na elaboração ou conferência de qualquer documento relativo ao pagamento; Art. 168. O direito de pleitear a restituição extingue-se com o decurso do prazo de 5 (cinco) anos, contados: I - nas hipótese dos incisos 1 e II do artigo 165, da data da extinção do crédito tributário; da LCo de 2005 Com base nos dispositivos acima reproduzidos, deduz-se que o direito de restituição de tributo pago a maior ou de forma indevida se exaure após cinco anos contados da data da extinção do crédito tributário. Como o Finsocial é tributo sujeito ao lançamento por homologação, a extinção do crédito tributário se dá no momento do pagamento antecipado, nos termos do § 1° do art. 150 do CTN, in verbis: Art. 150. O lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, opera-se pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa. § 1° O pagamento antecipado pelo obrigado nos termos deste artigo extingue o crédito, sob condição resolutária da ulterior homologação ao lançamento. Portanto, o prazo de cinco anos para pleitear a repetição do indébito se inicia com o pagamento antecipado, pagamento esse que tem o condão de extinguir o crédito tributário sob condição resolutória da ulterior homologação do lançamento. Esse entendimento, não obstante haver decisões judiciais e administrativas favoráveis à tese dos dez anos (5 anos para a homologação tácita + 5 anos para a restituição), tomou-se positivado com a edição da Lei Complementar n° 118/2005 que assim dispõe sobre a matéria: Art. 37 Para efeito de interpretação do inciso Ido art. 168 da Lei n° 5.172 de 25 de outubro de 2966— Código Tributário Nacional, a extinção do crédito tributário ocorre, no caso de tributo sujeito a 3 lançamento por homologação, no momento do pagamento antecipado de que trata o € 1° do art. 150 da referida Lei. Art. 42 Esta Lei entra em vigor 120 (cento e vinte) dias após sua publicação, observado, quanto ao art. 32 ojijosto no art. 106, inciso 1 da Lei n° 5,172, de 25 de outubro de 1966 — Código Tributário Nacional. Portanto, se dúvidas havia sobre o conteúdo do disposto no art. 168, I, do CTN, após a LC n° 118, essas se dissiparam frente ao comando expresso da lei. Nos termos acima reproduzidos, a data do pagamento antecipado nos lançamentos por homologação marca o inicio do prazo decadencial para repetição do indébito e, por se tratar de regra expressamente interpretativa, aplica-se a fatos pretéritos, se valendo da hipótese de retroatividade prevista no art. 106, I, do CTN. Vale ressaltar que, anteriormente à edição da Lei Complementar n° 118/2005, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) já havia consolidado entendimento no sentido de que o prazo decadencial de cinco anos para a repetição de indébito, nos casos de lançamento por homologação, iniciar-se-ia a partir da homologação tácita ou expressa dos pagamentos antecipados, o que poderia alcançar dez anos contados do fato gerador do tributo. Após a referia lei, o STJ decidiu pela inconstitucionalidade do art. 4° da LC n° 118/2005, na parte em que, remetendo ao art. 106, I, do CTN, determinaria a aplicação retroativa do novo prazo qüinqüenal l . Dessa forma, ainda segundo o STJ, os indébitos anteriores à vigência da lei complementar se submeteriam ao prazo de dez anos, limitados a cinco anos a contar da vigência da LC n° 118/2005. Considerando esse entendimento do STJ e tendo em vista a dicção da lei complementar e o art. 106, I, do CTN, ha que se ressaltar que não cabe na esfera administrativa a discussão sobre a constitucionalidade ou inconstitucionalidade de lei, nos termos contidos no art. 26-A e parágrafo único do Decreto n° 70.235/1972 (PAF), com redação dada pela Lei n° 11.941/2009, bem como no art. 62 e parágrafo único do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais. Saliente-se que o presente caso não se subsume em nenhuma das exceções que autorizam o afastamento da aplicação de lei, tratado internacional ou decreto por parte dos julgadores administrativos, exceções essas previstas nos atos normativos identificados no parágrafo anterior e assim definidas: I — norma que já tenha sido declarada inconstitucional por decisão definitiva plenária do Supremo Tribunal Federal; II — norma que fundamente crédito tributário objeto de: a) dispensa legal de constituição ou de ato declaratório do Procurador-Geral da Fazenda Nacional, na forma dos arts. 18 e 19 da Lei rf 10.522, de 19 de julho de 2002; b) súmula da Advocacia-Geral da União, na forma do art. 43 da Lei Complementar d-73, de 10 de fevereiro de 1993; ou c) pareceres do Advogado-Geral da União aprovados pelo Presidente da República, na forma do art. 40 da Lei Complementar ri° 73, de 10 de fevereiro de 1993. REsp n° 644.736/PE 4 Processo n° 10830.002305/2004-79 S3-TE03 Acórdão nP 3803-00.304 Fl, 67 Ainda sobre a matéria, registre-se que o Supremo Tribunal Federá. (STF) reconheceu a repercussão geral da discussão sobre a irretroatividade da Lei Complementar n° 118/20052 , mas até a presente data ainda não enfrentou o mérito da questão. Por fim, saliente-se que a Procuradoria-Geral da Fazenda, no trabalho intitulado Reflexões em torno dos chamados lançamentos por homologação e dos seus efeitos, nas exações sujeitas a tal regime, afirma que a tese dos dez anos nunca teve sustentação, sendo esse o mesmo entendimento do tributarista Alberto Xavier, para quem o prazo para repetição do indébito é de cinco anos contados da data do pagamento indevido (RDDT n° 27, p. 8, dezJ1997) 3 , sendo esse o entendimento abraçado por este relator. Diante do exposto, relativamente à matéria que se quedou litigiosa, voto por NEGAR PROVIMENTO ao recurso, em decorrência do transcurso do prazo decadencial de cinco anos para repetição do indébito contados a partir da data do pagamento antecipado efetuado pelo Recorrente. É como voto. \( • HÉLCIO LAFETÁ R IS 2 RE n° 561.908 3 PAULSEN Leandro. Direito tributário; Constituição e código tributário à luz da doutrina e da jurisprudência. 10. ed. Porto Alegre: Livraria do Advogado; ESMAFE, 2008, p. 1.117 a 1.118 0\2'F 5
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