Sistemas: Acordãos
Busca:
mostrar execução da query
6054505 #
Numero do processo: 13689.000049/92-69
Data da sessão: Thu Oct 19 00:00:00 UTC 1995
Ementa: PROCESSO ADMINISTATIVO FISCAL - PEREMPÇÃO Não se conhece de recurso interposto com inobservância dos prazos determinados, conforme disposto no artigo 33 do Decreto 70.235/72.
Numero da decisão: 102-30.292
Decisão: ACORDAM os membros da Segunda Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso por intempestivo, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: Ursula Hansen

toggle explain
    
1.0 = *:*

  
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021

anomes_sessao_s : 199510

ementa_s : PROCESSO ADMINISTATIVO FISCAL - PEREMPÇÃO Não se conhece de recurso interposto com inobservância dos prazos determinados, conforme disposto no artigo 33 do Decreto 70.235/72.

numero_processo_s : 13689.000049/92-69

conteudo_id_s : 5489875

dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Jul 24 00:00:00 UTC 2015

numero_decisao_s : 102-30.292

nome_arquivo_s : Decisao_136890000499269.pdf

nome_relator_s : Ursula Hansen

nome_arquivo_pdf_s : 136890000499269_5489875.pdf

arquivo_indexado_s : S

decisao_txt : ACORDAM os membros da Segunda Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso por intempestivo, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.

dt_sessao_tdt : Thu Oct 19 00:00:00 UTC 1995

id : 6054505

ano_sessao_s : 1995

atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 19:13:17 UTC 2021

sem_conteudo_s : N

_version_ : 1714076609140490240

conteudo_txt : Metadados => date: 2009-07-07T14:57:56Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-07-07T14:57:56Z; Last-Modified: 2009-07-07T14:57:56Z; dcterms:modified: 2009-07-07T14:57:56Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-07-07T14:57:56Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-07-07T14:57:56Z; meta:save-date: 2009-07-07T14:57:56Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-07-07T14:57:56Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-07-07T14:57:56Z; created: 2009-07-07T14:57:56Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; Creation-Date: 2009-07-07T14:57:56Z; pdf:charsPerPage: 1302; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-07-07T14:57:56Z | Conteúdo => MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO n. 13689/000.049/92-69 Sessão de 19 de o ut cá it o de 1995 Aeordão n. 102- 30.292 RECURSO n. 88.056 - F1NSOCIAL Faturamento - Ex.: 1988 RECORRENTE COMERCIAL IvIARTNS PATROCÉNTIO LT.DA. RECORRIDA DRF em UBERLÂNDIA, MG PROCESSO ADMINIST H - TIVO FISCAL - PEREMPÇÃO Não se conhece de recurso interposto com inobservância dos prazos detei minados, conforme disposto no artigo 33 do Decreto 70.235/72. V4 os,, te,eatado3 e cUA cutído4 o4 pite ente au.to de tecauo íntetpo4to pot COMERCIAL MARTINS PATROCÍNIO LTDA. ACORDAM c.) Mernbto da Segunda Ca.mata do Piuirne-Lto Co n 4 elho de Co ntt-Lb uíntu , po t unanírrmidade de voo,, n -c-to conhecet do tecut4 o pot íntemputívo , no4 a/no3 do te.lat -cit-Lo e voto que pais 4(am a íntegtat o pite4ente j u-eg ado . Sala da4 Se5u em 19 de o utubto de 1995 d„.../ P-4- ANTONIO DE REITAS DUTRA - PRESIDENTE/4 I I 4 ' íSURS UL-- -4& EN - RELATORA __-- . VISTO EM LOUREMBERG RIBEIRO NUNES ROCHA - PROCURADOR DA FA- SESSÃO DE : 2 1 100T 1995. . , ZENDA NACIONAL PcuLtícÁlpatam, ainda, do pte..4ente julgániento c .) 3 eguíviteis (CaY14e- lheíto4: Watde.van A/ve4 de Olíveíta, Matía ClElía de Andtade Fi g ueítedo , Jo4 -e-, CulõíA A/ve)s , Sue-U E,c1g2nía Mende4 de Btítto, J XÁ° CE3 cut. Gonie.. da Sílva e J c: -e: Catlo Paisuello . MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO n. 13689/000m9192-69 RECURSO n. 88.056 ACORD.À0 n. 102- 3 0 . 2 9 2 RECORRENTE COMERCIAL MARTINS PATROCLNIO LTDA. RELATÓRIO Versa o presente processo do Auto de Infração de fls. 09 e anexos, lavrado contra Comercial Martins Patrocínio Ltda,, CGC . 17.327.17210001-77, jurisdicionada à Delegacia da Receita Federal em Uberlândia, MG, foirnalizando a exigência de FINSOCIAL Faturamento, relativa ao exercício de 1988, no valor de 56,66 UFIR e correspondentes gravames legais. O lançamento, com base no parágrafo primeiro do artigo primeiro do Decreto Lei 1.940/82, e Regulamento do FINSOCIAL aprovado pelo Decreto 92.698/86, decorreu de procedimento de fiscalização sendo apuradas irregularidades - omissão de receita operacional, ocasionando insuficiência na determinaçãn da. base de cálculo da Cnntribuição, e lane:alio Imposto do Renda Pessoa Jurídica, conforme demonstrado no processo 13689/000.049/92-16. Inconformada com a exigência fiscal, a contribuinte apresentou, em 30/07/92, sua impugnação de fls. 18, fundamentando suas alegações nas razões apresentadas no processo matriz. A decisão de primeira instância, de número 563/92, foi proferida à fls. 29/31, e, em consonância com o decidido no processo matriz, o lançamento foi julgado parcialmente procedente. Ciente da decisão singular em 03/12/92 (fls. 34) e reintimada em 21/01/93, a contribuinte interpôs recurso voluntário em 10/03/93, reiterando, sem suas Razões, acostadas aos autos à fls. 37, os argumentos foi-ululados na fase impugnaténia. É o relatório. 2 MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO n. 13689/000.049/92-69 ACÓRDÃO a. 102- 30 . 29 2 VOTO Conselheira Ursula Hansen Relatora O Decreto 70.235/72, que regulamenta o Processo Administrativo Fiscal, contém todos os prazos concernentes aos meios de defesa de que dispõe o contribuinte para se contrapor a exigências fiscais decorrentes de procedimento de oficio. No entanto, a contribuinte deixou de observar o prazo para interposição de recurso voluntário, que, nos termos do artigo 33 do citado Decreto, é de 30 (trinta) dias, contados da data da ciência da decisão. Tendo esta ocorrido em 03/12/92, conforme comprova assinatura aposta às fls. 34, sendo, ainda, a intimação reiterada em 21/01/93, somente em 10103/93 a parte ingressou com o recurso junto a este Conselho de Contribuintes. Face ao exposto„ deixo de tomar conhecimento do recurso interposto a destempo. BRASÍLir)A.„ Dy, 19 de o utu (Dito de 199 5 / - L T MNSEN Relatora 3 Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1

score : 1.0
6054486 #
Numero do processo: 11075.000824/92-51
Data da sessão: Tue Oct 17 00:00:00 UTC 1995
Ementa: FINSOCIAL/FATURAMENTO - Tratando-se de lançamento reflexivo, a decisão proferida no processo matriz se projeta no julgamento do processo decorrente recomendando o mesmo tratamento, dada a íntima relação de causa e efeito.
Numero da decisão: 102-30.243
Decisão: ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado
Nome do relator: Maria Clelia de Andrade Figueiredo

toggle explain
    
1.0 = *:*

  
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021

anomes_sessao_s : 199510

ementa_s : FINSOCIAL/FATURAMENTO - Tratando-se de lançamento reflexivo, a decisão proferida no processo matriz se projeta no julgamento do processo decorrente recomendando o mesmo tratamento, dada a íntima relação de causa e efeito.

numero_processo_s : 11075.000824/92-51

conteudo_id_s : 5489705

dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Jul 24 00:00:00 UTC 2015

numero_decisao_s : 102-30.243

nome_arquivo_s : Decisao_110750008249251.pdf

nome_relator_s : Maria Clelia de Andrade Figueiredo

nome_arquivo_pdf_s : 110750008249251_5489705.pdf

arquivo_indexado_s : S

decisao_txt : ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado

dt_sessao_tdt : Tue Oct 17 00:00:00 UTC 1995

id : 6054486

ano_sessao_s : 1995

atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 19:13:17 UTC 2021

sem_conteudo_s : N

_version_ : 1714076609157267456

conteudo_txt : Metadados => date: 2009-07-05T21:58:47Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-07-05T21:58:47Z; Last-Modified: 2009-07-05T21:58:47Z; dcterms:modified: 2009-07-05T21:58:47Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-07-05T21:58:47Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-07-05T21:58:47Z; meta:save-date: 2009-07-05T21:58:47Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-07-05T21:58:47Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-07-05T21:58:47Z; created: 2009-07-05T21:58:47Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; Creation-Date: 2009-07-05T21:58:47Z; pdf:charsPerPage: 1278; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-07-05T21:58:47Z | Conteúdo => MINIRTw'RIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO No. 11075/000.824/92-51 NCA Sessão de 17 de outubro de 1995 ACORDO No. 102-30.243 RECURSO No. : 00.176 - FINSOCIAL-FATURAMENTO EXS.: 1989 a 1991 RECORRENTE : rIARROZ TMPORTArA0 E EXPnRTAÇA0 LTDA RECORRIDA DRF - HRHAHATANA - RS FINSOCIALIFATURAMENTO - Tratando-se de lançamento reflexivo, a decisão proferida no processo matriz se projeta no julgamento do processo decorrente recomendando o mesmo trr-ltmenfo, d ada a intima re- lação de causa e efeito. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por CIARROZ IMPORTAÇA0 E EXPORTAÇA0 LTDA. ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Primeiro Conse- lho de Contribuintes, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o pre- sente julgado. Sala das Sessbes, em 17 de outubro de 1995 421^-4'-' ANTONIn DE FREIT?'--2 DUTRA - PRESIDFNTF MARTA CLELI .L; DE ANDRADE FISUEIREDO - RELATORA ISTO A-- 4. .Q • wr.1 OLnURFMBFRS RI MUNES ROCHA --PROCURADOR DA FAL-2? SFSA0 DF2 ZFNDA NAMONAL. O 8 DFZ Participaram, ainda, do presente Julgamento, os seguintes Conselhei- ros: Waidevan Alves de Oliveira, José Clóvis Alves, Ursula Hansen, Sueli Efigânia Mendes de Britto, Júlio César Somes da Silva e José Carlos Passuello. , 1.0 ai ri ai ri 1 I I ,, 1 1 1 111 1 1 1 Ul "O -1-1 73 ti il . ..I h.. C C7.2 ti O ti ri ri Ati w ro w o ili .r4 e Ci O 11• C::: E ai L. 1.h. 4.1 • 1:::: W O O "o I. ..i.-- ,--1 ai r..) .Z. O ...1 1:3 CP W C (..1 1.3 '(I c, tj 7:.1 +.1 i'•"4 E U r.1 4- rrj ....I •ri 1: Lit. rd rd CI I,J i Li., CU w w ao ti :::i 1.1 M ...1 M •11 ,:ro ai r.::1 4:p ai E ,i-i .0 ,..1 k. L al W. 1.4.. w, 4 .1 ,J1 L 4 , r.1 ri L ..-1 rj gi ai rri In (X. ri N C <C ", LI C Ln (Li L In .,„. 4- ri r:'' .,-1 'ri (j ,1 (.1) M M Zi (O , i-1 ih. al 1,J ai Li. w L. ',..1 Ui rri C) L. O *- O h- O "O (LI ... ..,J "Cl 4-1 UI _I . .-i ix: IA cn ..5- 1 al I. fl ~"""•-•., :I O r: "O R, IT,i ai LJ L.1,1 O (li C "CI CL I,J ri --"" (11 , r-1 ..--1 O M E ul C3 O "2: "O 4J ri 4-I in k. ri (,), C) •i-i I-- In cx. 1:: In ri ,.-I M 0... Ir, U o Ci Z (14 • ri ili "O O n•••^I li N " " W ti VI Li") C 1.11 'Cl 111 O ,, L 4- ai E CI, (C Cl) J N 411 ti E 4.1 r0 .,,. j jii C/. 'ti a iii (Ú rX E ri(), L (11 CO gl: C ^i-1 r•I 4-1 ri 'ri rd iini- I.-- ai L LI ri (I: (11 ::.1 i-4 1,,,„ CL LI ri MJ Cl -J I ir. (), gel" O Ci CA C.,,' 1- 1:„.1 ri ri .0 co a CU ,,, CCI Li L . sir, .i.1 „O C.3 G. iSi Li "/J ri C: Cl C:1 <I". "(3 7.: CI, ri ai e"..L. ili D4 (I) ai 40 .. i.J .1-1 C) E-- <1:: .,., ri Ci 1-1 "Cl i..-1 Eu w ri Z C h. I. S. e zi O „..1 (..11., (., "o , r1 Ui . e, 4- ;?.... (LI 4j i--1 ,Irri a o u rn en O <,t, 1-1 . r-I LJ W 4 In E ri L,iJ > • i-I LL Lil E, CL Ci In 0.1 .."". O I- C u . .-1 "Cl 0-1 1.1J U (LI 0W (II C al 1,11 01 Cr. :,:,.1 4- l'ii rr.1 .-1 "o Ljj 1-4 I,J O (1.1 ri C) L. C3 C3 ris.. ul "0 O O ia ai "o :„i ,ti 'o E Cl ri O C, é-il CL. ::::.1 -1 o O c ai ..-i .-1 O LI3 0 h. Crz. " M «aC .,..1 >IX al I , ii 0 ---1 Li L. O 0I0 O o ,,,, 4.1 ai t•-•! IX cel III 7.1 ".1 ".. .r. u Cl .i :,1 L1, I- 'ti -O... O o f- "0 O 1,11 o Cr 01 .. .-4 ut U) C .r-i O (CL) :I Ui 'ri 4J irJ ri èrfi O . O,. r..31 U.,1 E eri :: LI (II O .,..1 L LL "() (1.1 1„,1 C) Lii, 0 151 ") 1,11, "CI ai C L. L EP ris.' r:, L r-i > rd ai (1,1 'ri rri Iti LU H O ai L. L 1110 e: Ti o .0 4r.i -4. .- E L 03 C3 r'l LL, "I'^I ••••:.• 0 III > UI i--1 C.) Li... O Li -1-1 9-- rd II 0 IS ',..i III C2 LU Cl e rn 0.-. o ai u 1.1 11.1 ut r."4 UI u O is% rD 4.1 :i 4J 1,- Cl) Lát, 1,.. n w O •, w Ili O W(1,1 1»1 O I, "..1 (1W Z 111 O„..II el (LI E IP L ai il "O "o ri ti CL rd M E 4-1 1.-1 LI la I-- "o rOMOO O C3 "0 ifi Ui ...1 . ..-1 C • C.] UI'. L11 IX (IJ "O UI% i...1 Li 4J ru O (c o . .1 al 'O d .--, ri 'H cn C3 C C) L. O ri iti •i-i C 4-1 f,„ril ';:i. l h.. ..... C) 1,'",1 "0 'Ti Ill hm IX C41 Cl., L ii Ii... > ri 111 rd ::::, i--1 li, 0.1 0 O er, CL. 13::: E ri 'li r-1 ri E E:,.. i a: a'... , ,4 .o > IfI -P O) ,--i () E 1- o 5-1 4.1 r4 CIO W 1":1 ,i.71 r•,..,) ;I ',I . ri ZI rir:'..1 ta C) "O ri Z EL ...1 :1 ai C "0 '01: O LI3 „O ....1 4-1 ri a "O 0., I'd C J:::: O cr, r.: w 4, > ri (li O'0 LIJ 9-1 c... (o cr, ro . ,1 IP , ,..4 1.1 O Ri.. 1.-1 l''''4 LI • M (I,i *o r.-1 ai Li LI ai' L -.,i L. (1.1 al Li IP Li .,-I L til ci NI C3 ai 4J 4.1 ri rd O M 2 4j ui 4.1 -1 4J ',1 ,..4 c U ai 0 LU i, r ...1 IX: C •-i ,v. L O L. li 4- ai Z Cl ...I) e.".) O it. I-J ri 1:.." LI O ra. o ::::i , ,.. "O TU U'l LIJ I.", V) el:' <C ri "o r: 0.1 0 1,0 ..-1 .1.i «1" ti 0., "o r--4 C2 ,-i I w 1-1 7,1 kri Li (Li o o 45 c, ui a i . IN a: 1.3 O w, 0.1 c ai C3 41- .. k. Z 0 <C'r'i CI C. O i-i ri 4.,1 O L. .,-i "Cl (II> ir. IS1 4J LI C) •i-i C,..:1 .,-.1 rei ird Cl Li,,, PI rd 0 ... c: .^:£ 03 LI Lil, ri rd ri r""I > ai ...0 (1.1 Câ Z MN H* 1711 ri O rri 0 -I.j ..1 Li i...",1 E O . • 01'o r,'" o ti i-. i rd rd -1-1 (,) .,,,i ri O (..) 01 01 LL1 ai En O"' .,,, TJ In L pm Z Z E. :.3 4J E ri:1 E ai CL q."4" C: er: C3 'Zi. al C.1 0.. C ill :::„ O O. I,".! ',1 L.I Cr.: C3 C:I 1.3J CI 4: E (Li L111 ili Li rm ri ,- 1...••• 1--I Cr) er CC.' .1 .,.1 E c: 'Cl..e) Lr) I3-1 IX 121 IX a, ...1 til O 4r.....1-1 r.:": Si 1-1 ,T.: :J Ce O rd o 11 h.. C) ^0 rd . CD "7 i..-1 03003(i i--1 C. ri C XI "o .--: C Li "O ii .0.1 LL.1 O LU CIO :3 (U O , ,-4 rri 'ti i'i ..-4 i.-4 E". CL Cl; <C Cr Cl 1:0 In !,... O L1 Li C: t.IN 1,„1 el.r. 1„; . , rrj o (1,1 IA C1 ui ni 4 rd ta "in n o i .ii •i-i 4.1 "O rd C rx L:',, rd O IA rd "r,:I • rd O ' ,..1 -é" (II ti al UI .,1 csr.) ',1,,. n-/ 'O UI 13,1 L C.: tri i.,..! ru zi ui o , , ,i ..".",1 1. Ili O ria Li u ta 4 ell 'O" ,..1 .0 "1'1 L, ,••1 O 111., ai :: rd O Ill O "ti CL rd L di Li Li 4" ;:ro O u N ti O ,-.1 C Id ail •,•1 E ir. 4 uh ai In ... ,"1 In O O ...,1 u ta , i..1 1 ....3 4 ra o h L1 1.:,:i 111 Li c N L. ai rd a',"..1 hl") d:,:l CU gl rd di 4. ti N I 91 1,1) r' 'mi rr,i h- O In ,ii. ra r,".1 h.„ ai - .1 4. - .1..1 "In •.- .1 rim O L Cr, 4.,1 .0 rd :",,i E rd cri 1.11 1, L. ai L. ai rri 4" tri, r...t. o o O" rd .C.:1 ai L ii„l di rd C,1 LI E " "In CO o rd ai fri ra im 1,11 rd 1: i.„1 ..,:,. .1„,i "o ai o O 1,..i . 'dl . .-.1 rd C ai 4 9". E ai 4.1 rjj 0 O O ".:i In h... 1 0.1 1,11 u 4-1 11 .4-1 cr ' "1 O +3 0 ai zi c LI "O iLi L . 1., 11,1 E rd ai MJ ra o 0'. i--1 ill',;,:i 'T.:1 "Ci .1.1 0 I"'". O e . ,^1 rd rd L cr al .,...1 7:, 4. 1 ru .0 -0 "o 11,1 L ai ai 111 l..1J C Jr.; dl o > ,-,1 E dl rd 4-1 (1.1 1 .11 Li O E O E "Cl r„: 4.1 9-1 UI L O L1 C)1 ...„,..9, CL riN o 1:::: ai O ,ii. o. 1,1 NmIll ".:1 1,,,.. Li 1'0 L,I "O r... MJ CO 1-i ru 4.1 111 ai ui 1,„, 1..) 4.1 LU C) ezE 4-1 .1,..i c, . ..I "0 , -1 E "O ISI 1- til ti. ai :::',i O O 4,- , ru N 1: W - C1.1 ",,,, LL L. 4 E o > rr,i rd 1-.4 U.1 „„j ',.... Z.1 uP, Ui ai ,,,,4 4,... E rd ....1 ai C) 0 4. 1 E S. ., III C) ....1 a L. L. IA ,:,,i iii f,) O O i-i 12". (.3 1.-1 ai ::::i > ai mil ra .1 41. , ,„1 ,..1 r:::1 (...?, +.n .4.1 h,. •,,4 ili "O ai C: L. , i 1- Cl) C) ..-1 ..-1 rCj P.-1 E. L. rd "O O 411 ,.. ,() Z. 2.,,, ,i",i di h„, 1,1 (ti a ...1 rri 1,..I •nik.,-, 4" Z Li i„,i u'i O "C,' +.1 if,.. C) 1„1,,, )...I (1.1 i,ri :::i 13 O ::1 L. ai zi ,,, ---1 1.1„. L. 1:1,1 ..ei "0 O. ai ra 1.1 VI ,- . 1 . '-' - ai c.) q.1 k.-t- r.„) O L Z. 1,,, C',1 > ,:rCi ,i1.1.1 O 1.11 O r.,4 c 9 ,,,..)N...., ,ini Cl in :;ii,':, i,n ai 1.1.. ji 1.1.1 Cl C CO C:. Li E O Z 1.4 Mi (O O k. O E.) 01 rd 1-1 /À- b,.. Cr. O ISI r"A Eli Ir C 1:,',I fil é- PI ia 0. .i...1 (11 1.1.1 ai 1-1 ã';',; Cr.: dl m-I Z. 1...1 C +3 1-1 Cr, (...1 c: 'ti E Ci. C ..-1 C. al O ai O 1 O 1 rd L al Ol re1 ai 1IL C: "Cl "O ai C: ri Ci o "ci Z 4-1 11.1 e:rn in CL rd ia s.. raO ri C, mi ia "o ... ai -1-1• Li 1.1 O O O O :5 O O . ,..1 O Ui 1::: rei tei -- (ti .ml 4.1 4-1 11 i?: . "-i a 4,1 E, a'i 4-1 E C'O ti 1,11 1:1 O c q.-1 • "o C: .1.1 OO 11 O o O (11 e L ai ri 4-1 1.1rei L. a -o rei rel E, ri ..0 L 4-1L. Zi E Ci --1 rd C. Li L QJrd . r..1 . .-1 13 ly. rd o (1,1 C.Ti _1 cI, CI.-'! 1.11 'tiE o , rfff In CL mi 1.1 O ri O L.ill:i rd in > s,„ ii., ::i. ai L. -i-J O.. r.....i O ai o .,-1 .o 11,1 O .,....1 L O "o a rei "...) •.11,r3 rd In Fr. >r, 4-1 1.1 +1 O "O ri M1 L rd ul di L 01 rei o VI al 0. o rd n-,1e'l O -P (114-' al •..-1 1: L O 13 O 4-1 (U ti in aiCp. .4-1 Li a c ..1.-A kl-. al a C., ... 4.1 C Lrl o C4r11 01 ai mi Zi L. O ai I- ai ir, "On..* r'-i "r.2 rd E 111 L. 0., (1.1 al 4 .1 :3 ra E -.1 O 1r..1 w ri Ci E 4. ..1 4-1 ai C3" U ri r ei 4^1 (1,i(ri it O rd > c; O . -.1 u'i C'.-1 Lit. a c :.:1 O4.1 L. .-1 .4..i Cd .-1 .0 ,,, 11 C 4-1 ai . cr t.1C 4 .1 4-1 a] C d.̀1 ti f,j r) rei rei 13 E O 0 .. aic, O i:u I: ra .. IJ ai I,k• O 0. 4- ...1 r.: ri L Ul Cl hri 1,... ,., "O E O ,..-1 c E ell O ia •,-.1 ri' . ri 4,1 4Á .,-1 ir 0". . ri',... 0.1 re1 1.1 al lu ir, CL Ri L O- (ti ai L. ri :::i ri L O' aiu":1 L ri L. L Lit. • Lir, o 4- '',,, E -cl o. L (3'E :3 .-1 01. i.1 ...-1 o L. C rd rd Li mi L. 4.., Li r.21o ai ".:i 4.1 . O ri C: .""1 ai rei O (3 O O o O 1:11 (U .,-1:5 -.1 • ....1 eN LI mi :3 L "O ',-, 4- "o ia o rd L T3 L1.ui 11.1 ^.12 1:1,1 O 1..1 'Ü C c Li E OCl •,-1 O 4- I 13 ai 4-' e: C) ai o r.) In (11 Lil E "ca O O QJ, 1.1. rd (U("..1 "Cl 1:." . ,-I k. 1.1 4,1 LI al :',:i ::,-,i rd k. \\ 13 (3I 1....1 e, O rei > ai E II O E ..1-, .0 rnZ al rd rd •-., 4.1 11% 44 :I al 11.1 L L rd O :3 , L C.11 C21 T5 "O -I c O rd o" "0 ,,. -P 0. O .- ,1 1:1,1 4" 1 44 '', "o U.1 C ra . ,.-I CI Cl (1,1 4-1 O c. ri o :',1 1::: :I C I...- 112 >1 1. ..11 ta o".i E 1::. '13 w. O "o 4..J (11 000 L1 ". rii O k‘ iiX .1Eir, 02 "o ni rel ,, rei ra ri a/ rd .1-1 TI C: In -o "C e:. C3 (";, '.1. n,À FM LU c C.., > O i.o. +á ,-1 4.J .i.-I in N ai C • ril 4' '01 CU N ai(...1 ci .r.2 ai o C L r.i.i ul >0 ,...1 E. Iri rd > III '':, MI ti a4 O :5 ,...-, C:, ra O >'ri . rd Ci. mi • ri FI O "O O b 1-1 Cl; 0.1 in O. LU til 'mi 1:3 E 't,> (11 4 I:.1 : (11 Ci. h- r.--. rirX 0.. "Cl ::: ri L f.: ri Cl .,. -1 li o "..1 a l :3 >r, CL 9-1 ..-1.ri o 1...... o .,-1 a 4,,i L. L. rd e'r',,, 17 'ai ,--1 , Z rd ,i-i . mi 0 ff, ff. • ffl O CL ff. lj L ff. 4JO 'ri L Li .mi .w.1 O MJ (Li o "o O ili id O 0 o rd rd 1-1 LI ri 41,1 ',"1 w-I ri O 4-1 7,3 c: .., éra 4.1 O (1,1 -P rei Cei .wl 1.3<,E ei 4-1 4- 13 I 1::: C . "- I (11 O 111 (1,1 L C: IL ..-I 11.15:1 U.1 RI" --1 rd 4- (31 i, 111 a1 O L L4-' in .c.: rd O 1:: ...-1 rd"7 n 1 (..).:":1 O 2!: 0:1 1' L el i... , i-i di 1".-1 4.1 In .4,,. ai inW1 o .-. 1 'ti L, ... o Ia 1,n i ul ri p al i,..1 O rd L NO O rei :i...: "e3 L() (D O Li .0..".5 (ii "o > riii "o b.. rdt ".3: 1'1) .i...1 c::C O 11 i'.' " 1.-- 1.1 o O C2 Ci. E () r.".:) .mi . "I al 11. Cri à"..".Li., ....1 1 L ii.. . ...i rd in al L o O ai cri 0 1„1.i c..1 O I L .4,..1 mii L. ','„"i (11 L al ai (Li 'Ti tiga". In ,::".., E: o .4.-1 ,-.1 Ni., 1.1 LI C). .w I::: 4- ,. --1 n ....1 i:.•1 +.1 rri '.."3 al CI rd O . Cl fri c E 1,11 ai rri I,. L, rd L L., di rti „.. OU 01 L O al "C) -o CL rd ir. 1,,,,I (1 L Li G".11-4 Z ,mi E ''- ", E ai vi in Ct C2 O ai O) O (110 111 O O ,ZI" O aiELI CC O .0 Lo, 111 r;r12 r.3 4- 1 "Ci U (.3 4,1 " O ul "o eiF .- h-, a ri,i C ia ... U., 4.1 C: O CO 11:1 ia c:efi L.1.1 el 01 rei (ti rd ri) C: O Ci "ci ',....,. NI 111 (11 Ci1. --1 E cr, ia .....1 1„1 "1:1 !,- ai dl 4.1 .,-,1 rd 1 .r-i 1.1 ;AI C:1 o ,.... O c 4- E 1.11 1::: L 4. 1 N.1 II O ii, 4.-11.--) (r.: U O itti 1... ai r: .-1 L (11 '.:1 1.11 en C., ai L rei O1,3 CL h., ,p-1 u 1:3„ E .,-1 al "ci ,,i -o a rni Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1

score : 1.0
6100009 #
Numero do processo: 10680.012256/2005-24
Data da sessão: Tue Feb 01 00:00:00 UTC 2011
Ementa: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/01/2000 a 31/12/2001, 01/04/2000 a 31/12/2001 CONTRIBUIÇÕES. PRAZO DECADENCIAL. PRAZO QUINQUENAL. É de cinco anos, regido pelo Código Tributário Nacional, o prazo para a constituição de créditos tributários relativos a todos os tributos, inclusive contribuições. Orientação firmada pela Súmula n.º 8 do STF. NORMAS PROCEDIMENTAIS. CONCOMITÂNCIA. Em consonância com a Súmula 01 do CARF: Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo, sendo cabível apenas a apreciação, pelo órgão de julgamento administrativo, de matéria distinta da constante do processo judicial.
Numero da decisão: 3102-00.933
Decisão: Acordam os membros do colegiado, deu-se parcial provimento ao recurso voluntário para reconhecer a decadência relativamente aos fatos geradores anteriores a 31/08/2000.
Nome do relator: Luciano Pontes de Maya Gomes

toggle explain
    
1.0 = *:*

  
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021

anomes_sessao_s : 201102

ementa_s : CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/01/2000 a 31/12/2001, 01/04/2000 a 31/12/2001 CONTRIBUIÇÕES. PRAZO DECADENCIAL. PRAZO QUINQUENAL. É de cinco anos, regido pelo Código Tributário Nacional, o prazo para a constituição de créditos tributários relativos a todos os tributos, inclusive contribuições. Orientação firmada pela Súmula n.º 8 do STF. NORMAS PROCEDIMENTAIS. CONCOMITÂNCIA. Em consonância com a Súmula 01 do CARF: Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo, sendo cabível apenas a apreciação, pelo órgão de julgamento administrativo, de matéria distinta da constante do processo judicial.

numero_processo_s : 10680.012256/2005-24

conteudo_id_s : 5511853

dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Aug 26 00:00:00 UTC 2015

numero_decisao_s : 3102-00.933

nome_arquivo_s : Decisao_10680012256200524.pdf

nome_relator_s : Luciano Pontes de Maya Gomes

nome_arquivo_pdf_s : 10680012256200524_5511853.pdf

arquivo_indexado_s : S

decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, deu-se parcial provimento ao recurso voluntário para reconhecer a decadência relativamente aos fatos geradores anteriores a 31/08/2000.

dt_sessao_tdt : Tue Feb 01 00:00:00 UTC 2011

id : 6100009

ano_sessao_s : 2011

atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 19:13:25 UTC 2021

sem_conteudo_s : N

_version_ : 1714076609172996096

conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1777; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3­C1T2  Fl. 533          1 532  S3­C1T2  MINISTÉRIO DA FAZENDA  CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS  TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO    Processo nº  10680.012256/2005­24  Recurso nº  151.827   Voluntário  Acórdão nº  3102­00.933  –  1ª Câmara / 2ª Turma Ordinária   Sessão de  1 de fevereiro de 2011  Matéria  PIS/PASEP e COFINS  Recorrente  Client Server Cooperativa Mista de Prestação de Serviços da Região  Metropolitana de Belo Horizonte  Recorrida  Fazenda Federal    ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP  Período de apuração: 01/01/2000 a 31/12/2001, 01/04/2000 a 31/12/2001  CONTRIBUIÇÕES. PRAZO DECADENCIAL. PRAZO QUINQUENAL.  É  de  cinco  anos,  regido  pelo Código  Tributário Nacional,  o  prazo  para  a  constituição  de  créditos  tributários  relativos  a  todos  os  tributos,  inclusive  contribuições. Orientação firmada pela Súmula n.º 8 do STF.  NORMAS PROCEDIMENTAIS. CONCOMITÂNCIA.  Em consonância com a Súmula 01 do CARF: Importa renúncia às instâncias  administrativas  a  propositura  pelo  sujeito  passivo  de  ação  judicial  por  qualquer modalidade  processual,  antes  ou  depois  do  lançamento  de ofício,  com  o  mesmo  objeto  do  processo  administrativo,  sendo  cabível  apenas  a  apreciação, pelo órgão de julgamento administrativo, de matéria distinta da  constante do processo judicial.      Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.       Acordam  os  membros  do  colegiado,  deu­se  parcial  provimento  ao  recurso  voluntário  para  reconhecer  a  decadência  relativamente  aos  fatos  geradores  anteriores  a  31/08/2000.    LUIS  MARCELO  CASTRO  GUERRA   ­ Presidente.          Fl. 540DF CARF MF Emitido em 05/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 07/07/2011 por LUCIANO PONTES DE MAYA GOMES Assinado digitalmente em 07/07/2011 por LUCIANO PONTES DE MAYA GOMES, 15/07/2011 por LUIS MARCELO GU ERRA DE CASTRO     2 LUCIANO PONTES DE MAYA GOMES ­ Relator.    EDITADO EM: 07/07/2011  Participaram da sessão de  julgamento os conselheiros: Luis Marcelo Castro  Guerra, Ricardo Rosas, Beatriz Sena, José Fernandes do Nascimento, Luciano Pontes de Maya  Gomes e Nanci Gama.     Relatório     Trata­se de recurso voluntário pelo qual o contribuinte se insurge em face do Acórdão n  º 02­17.178, da 1a. Turma da Delegacia Regional de Julgamento de Belo Horizonte/MG, que  entendeu por rejeitar preliminar suscitada pelo contribuinte de decadência parcial dos créditos  tributários,  e,  no  mérito,  negou  conhecimento  às  razões  de  defesa  do  sujeito  passivo  sob  o  argumento de que teria esta optado pela via judicial.    Em sua manifestação recursal, o contribuinte repisa sua insurgência em relação a dois  autos  de  infrações,  sendo  o  primeiro  relativo  à  exigência  da  contribuição  ao  Programa  de  Integração Social – PIS (fls. 04­14), referente aos fatos geradores ocorridos entre janeiro/2000  a  dezembro/2001;  e  já  o  segundo  no  tocante  à  Contribuição  para  o  Financiamento  da  Seguridade  Social  –  Cofins  (fls.  330­339),  relativo  aos  fatos  geradores  verificados  entre  abril/2000 a dezembro/2001.    Verifica­se,  ainda,  que  ambos  os  lançamentos  ocorreram  após  reforma  de  decisão  judicial  de  primeira  instância  pelo  TRF  da  3a.  Região,  denegando  a  segurança  outrora  concedida em writ impetrado pelo sujeito passivo com o condão de assegurar os recolhimento  de ambas as contribuições versadas pela  sistemática da Lei n  º 9.715/98, afastando o  regime  jurídico instituído pela Lei n º 9.718/98 e MP n º 1.858­6/1999.    São esses os fatos que interessa ao julgamento.   Voto             Conselheiro LUCIANO PONTES DE MAYA GOMES:  Verificado  o  preenchimento  dos  pressupostos  formais  de  admissibilidade  recursal, dela tomo conhecimento.   Dada o  seu caráter prejudicial em relação em relação ao mérito em sentido  estrito, passo de logo a apreciar a suscitada decadência os créditos tributários.  Pois  bem.  Neste  particular  observamos  que  os  autos  de  infrações  de  que  cuidam os autos foram regularmente notificados ao sujeito passivo em 01/09/2005 e se referem  a  fatos  geradores  da  contribuição  ao  PIS  e  da  Cofins  verificados,  respectivamente,  entre  janeiro/2000 a dezembro/2001 e de abril/2000 a dezembro/2001.  Fl. 541DF CARF MF Emitido em 05/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 07/07/2011 por LUCIANO PONTES DE MAYA GOMES Assinado digitalmente em 07/07/2011 por LUCIANO PONTES DE MAYA GOMES, 15/07/2011 por LUIS MARCELO GU ERRA DE CASTRO Processo nº 10680.012256/2005­24  Acórdão n.º 3102­00.933  S3­C1T2  Fl. 534          3 Sem  nenhuma  pretensão  de  trazer  para  os  autos  a  polêmica  à  respeito  da  definição sobre a contagem do prazo decadencial pelo art. 150, parágrafo 4o., ou pelo art. 173,  I,  ambos  do CTN,  entendo  que  o  que  define  a  aplicação  das  regras  acima  é modalidade  de  lançamento  a  que  cada  tributo  se  sujeita.  Salvo,  naturalmente,  em  caso  de  fraude,  dolo  ou  simulação, quando a regra invariavelmente seria a do art. 173, I.  Portanto,  tratando­se  o  caso  de  tributos  sujeitos  aos  lançamento  por  homologação,  e  não  havendo  dolo,  fraude  ou  simulação  (ora,  o  contribuinte  discutia  judicialmente a base de cálculo das exações), entendo que no caso há de ser aplicada a regra do  parágrafo 4o, do art. 150, do CTN.   Embora nossa visão mais liberal, o caso igualmente se amolda a atual posição  di  Superior  Tribunal  de  Justiça,  para  quem  em  havendo  recolhimento,  o  lançamento  da  diferença há de se sujeitar a regra do art. 150.  Firmadas essas premissas, reconheço sem soçobro a decadência dos créditos  tributários relacionados aos fatos geradores verificados em momento anteriores a 31/08/2000.  Quanto  aos  demais  questionamentos  de  índole  meritória,  filio­me  as  conclusões já esposadas no acórdão recorrido, pois evidente a coincidência entre os temas aqui  debatidos  e  aqueles  levados  ao  Judiciário,  in  casu,  a  pretensão  de  que  sejam  ambas  as  contribuições  versadas  apuradas  e  recolhidas  conforme  a  sistemática  da  Lei  n  º  9.715/98,  afastando, por consequência, o regime jurídico instituído pela Lei n º 9.718/98 e MP n º 1.858­ 6/1999.  Ou  seja,  deixo  de  tomar  conhecimento  quanto  às  aludidas  matérias,  em  prestígio, inclusive, o enunciado sumular n º 01 do CARF, assim vazado:  Importa  renúncia  às  instâncias  administrativas  a  propositura  pelo  sujeito  passivo  de  ação  judicial  por  qualquer  modalidade  processual,  antes  ou  depois  do  lançamento  de  ofício,  com  o  mesmo objeto do processo administrativo, sendo cabível apenas  a  apreciação,  pelo  órgão  de  julgamento  administrativo,  de  matéria distinta da constante do processo judicial.  Ante ao exposto, voto no sentido de conhecer do presente recurso voluntário  par dar­lhe parcial provimento, reconhecendo a decadência dos créditos relacionados aos fatos  geradores  anteriores  a  31/08/2000.  Deixo,  outrossim,  de  tomar  conhecimento  das  demais  matérias em face da opção pela via judicial (concomitância).      Sala de Sessões, em 1o de março de 2011.    LUCIANO PONTES DE MAYA GOMES ­ Relator     Relatorf  ­  Relator Fl. 542DF CARF MF Emitido em 05/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 07/07/2011 por LUCIANO PONTES DE MAYA GOMES Assinado digitalmente em 07/07/2011 por LUCIANO PONTES DE MAYA GOMES, 15/07/2011 por LUIS MARCELO GU ERRA DE CASTRO     4                               Fl. 543DF CARF MF Emitido em 05/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 07/07/2011 por LUCIANO PONTES DE MAYA GOMES Assinado digitalmente em 07/07/2011 por LUCIANO PONTES DE MAYA GOMES, 15/07/2011 por LUIS MARCELO GU ERRA DE CASTRO

score : 1.0
6123175 #
Numero do processo: 13808.000539/88-21
Data da sessão: Thu Oct 12 00:00:00 UTC 1989
Ementa: COMPENSAÇÃO DE PREJUÍZOS - Glosa de prejuízos compensados indevidamente, Improcedente a diferença reclamada. Correto o lançamento mantido pela Autoridade a quo. - Negado provimento ao Recurso.
Numero da decisão: 103-09.643
Decisão: ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso.
Nome do relator: Braz Januário Pinto

toggle explain
    
1.0 = *:*

  
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021

anomes_sessao_s : 198910

ementa_s : COMPENSAÇÃO DE PREJUÍZOS - Glosa de prejuízos compensados indevidamente, Improcedente a diferença reclamada. Correto o lançamento mantido pela Autoridade a quo. - Negado provimento ao Recurso.

numero_processo_s : 13808.000539/88-21

conteudo_id_s : 5521065

dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Sep 15 00:00:00 UTC 2015

numero_decisao_s : 103-09.643

nome_arquivo_s : Decisao_138080005398821.pdf

nome_relator_s : Braz Januário Pinto

nome_arquivo_pdf_s : 138080005398821_5521065.pdf

arquivo_indexado_s : S

decisao_txt : ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso.

dt_sessao_tdt : Thu Oct 12 00:00:00 UTC 1989

id : 6123175

ano_sessao_s : 1989

atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 19:13:31 UTC 2021

sem_conteudo_s : N

_version_ : 1714076609175093248

conteudo_txt : Metadados => date: 2009-07-23T13:48:39Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-07-23T13:48:38Z; Last-Modified: 2009-07-23T13:48:39Z; dcterms:modified: 2009-07-23T13:48:39Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-07-23T13:48:39Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-07-23T13:48:39Z; meta:save-date: 2009-07-23T13:48:39Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-07-23T13:48:39Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-07-23T13:48:38Z; created: 2009-07-23T13:48:38Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; Creation-Date: 2009-07-23T13:48:38Z; pdf:charsPerPage: 1053; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-07-23T13:48:38Z | Conteúdo => .---- ... .. PROCESSO N9 13808/000.539/88-21 aís4.4k, 4";-4k WX.Ip"V› MINISTÉRIO DA FAZENDA ac as Sessão de 12 outubro _de 19 89 ACóRDM)N2 .103-02.J43 ~sone 95.219 - IRPJ - EX: DE 1986 Recorrente SPI - SOCIEDADE PAULISTA DE INCORPORAÇÃO E NEGÓCIOS S/A Rewrid DRF em SÃO PAULO - SP COMPENSAÇÃO DE PREJUrZOS - Glosa de prejuí zos compensados indevidamente, Improceden- te a diferença reclamada. Correto o lança- mento mantido pela Autoridade a quo. - Negado provimento ao Recurso. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por SPI - SOCIEDADE PAULISTA DE INCORPORAÇÃO E NEGÓCIOS S/A. ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Primeiro Con..._ selho de Contri4iintes, por unanimidade de votos, em negar provimen- to ao recurso. Sal= das Sessões, em 2 de outubro de 1989 -wi • reg O DA SILVA C . BRAL PRESIDENTE tr ea: e IJA. •1 O (I NTO RELATOR VISTO EM ZAINITO HOLANbA BRAGA PROCURADOR DA FA- SESSÃO DE ZENDA NACIONAL Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselhei- ros: AYRES DE OLIVEIRA, LORGIO RIBEIRO, ANTONIO PASSOS COSTA DE OL- V.V. VEIRA, DICLER DE ASSUNÇÃO, FRANCISCO XAVIER DA SILVA GUIMARÃES, E LUIZ ALBERTO CAVA MACEIRA. '.. SERVIÇO PÚBLICO FEDEM Processo n9 13808/000.539/88-21 Recurso n9 95.219 Acórdão n9 103-09.643 Recorrente: SPI - SOCIEDADE PAULISTA DE INCORPORAÇÃO E NEGÓCIOS S/A. RELATÓRIO O Contribuinte, SOCIEDADE PAULISTA DE INCORPORAÇÃO E NEGÓCIOS S/A, com domicilio fiscal em São Paulo (SP), interpôs tempestivo Recurso (fls. 36/37) a este Conselho, em 20.07.89, con tra a R. Decisão (fls. 29/30) do Sr. Chefe substituto da SECPPJ/ /DIVTRI, que, em 15.05.89, por delegação de competência do Sr. De legado da Receita Federal naquela Capital, julgara procedente em parte o lançamento constituído conforme Notificação de Lançamento Suplementar (f is. 02), de 05.03.88, tempestivamente impugnado em 13.04.88, às fls. 1. 2. A matéria litigiosa remanescente versa sobre a par te da glosa da compensação de prejuízo fiscal, considerada indevi da, com lucros do exercício de 1986, na quantia de Cr$ 4.451.390.079 (Cr$ 5.302.681.183 - Cr$ 851.291.104). 3. Na Impugnação, o Contribuinte informa inicialmente ter também recebido Notificação de Lançamento Suplementar do exer cicio de 1985, tê-la impugnado e, até hoje, não ter tido mais no- ticias a respeito. Contesta a procedência do que ora se lhe exige, argumentando: a) que a compensação de prejuízos anteriores aten de' aos requisitos legais vigentes, fazendo anexar xerox de todas as folhas do Lalur (f is. 5/14); b) que, assim requer diligência que se fizer neces sãria, para esclarecimento dos fatos na sua contabilidade, livros e documentos. 4. A Autoridade a auo, considerando que o Contribuin- - te pedira retificação de suas decla7 çóes de rendimentos dos exer • '.. sumo POIL/C0 nom Processo n9 13808/000.539/88-21 2 Acórdão n9 103-09.643 cicios de 1983 e 1984, remanescendo os prejuízos fiscais nos res- pectivos valores de Cr$ 6.843.162,00 e Cr$ 64.016.899,00, e que o saldo do prejuízo fiscal a compensar do exercício de 1983, já forà totalmente compensado no exercício de 1985, conforme Decisão no Processo de n9 13808.001.570/87-25, bem como, considerando o preceituado no art. 382, do RIR/80, que permite a compensação do prejuízo fiscal do exercício, com lucros dos quatro exercíciosEmb sequentes, julga o lançamento procedente em parte, determinando a exclusão da tributação, da quantia de Cr$ 851.291.104, como saldo do prejuízo do exercício de 1984. 5. Discordando da parte que lhe foi desfavorável na R. Decisão de 19 grau, o Contribuinte, perante o Conselho, argu- menta que: a) a ação fiscal relativa ao Processo de n9 13808.001.570/87-25, de 08.08.87, foi julgada improcedente e can- celado o respectivo lançamento suplementar; b) No Processo acima, o restante do prejuízo fis- cal do exercício de 1983 (AB-82), foi totalmente compensado no exercício de 1985; c) no Processo de n9 10880/053.930/85-14, o Sr. De legado da Receita Federal, também concluiu que restara um prejuí zo fiscal de Cr$ 64.016.899,00, no exercício de 1984; d), assim, esse prejuízo fiscal do exercício de 1984, ano-base de 1983, corrigido em 31.12.84 e 31.12.85, atingi- ria Cr$ 1.114.892.537,18, reduzindo o lucro do exercício de 1985, de Cr$ 5.302.681.183,00, para Cr$ 4.187.788.645,82, que, por sua vez, pelo diferimento do lucro inflacionário de Cr$ 5.993.297.298,00, se transformaria em prejuízo no montante de Cr$ 1.805.508.652,18,a ser compensado até o exercício de 1988; e) ã vista do exposto, requer a juntada do • Anexo 2 (cópia às fls. 38), do exercício de 1985, como integrante da De i claração de Rendimentos retificadas be como pede que seja efetua : SERVIÇO POBUCO PEDER/1 Processo n9 13808/000.539/88-21 3. Acórdão n9 103-09.643 da em seus livros e documentos, se necessária, e, por fim, o can- celamento do imposto suplementar. É o relatório. VOTO Conselheiro BRAZ JANUÁRIO PINTO, Relator: Tomo conhecimento do Recurso, pela sua tempestivi- dade e interposição na forma da lei. 2. A questão aqui posta, glosa e tributação de prejul zos compensados indevidamente com lucros do exercício de 1986, a pós a exclusão pela Autoridade da quantia de Cr$ 851.291.104, re- duzindo assim o valor tributado para Cr$ 4.451.390.079, pode ser decidida com as seguintes considerações do que consta do Processo: a) discute-se nos Autos apenas a compensação, inde vida ou não, de prejuízos com o total dos lucros do exercício de 1986, menos, obviamente, a quantia de Cr$ 851.291.104, de proce- dência reconhecida vela própria Decisão a quo; b) também não se discute aqui a compensação de pre juízos do exercício de 1983, já totalmente absorvidos noexercicio de 1985, conforme foi afirmado pelo Fisco e confirmado pela defe- sa; c) tanto o Fisco, como o Contribuinte também não discutem que o prejuízo remanescente do exercicio de 1984, reco- nhecido por Decisão em outro Processo, já identificado montara em Cr$ 64.016.899; d) doutro lado, não consta dos Autos que o Contri- buinte, nem por alegação, houvera outros prejuízos compensáveis e que não foram compensados; , 101,- , . .,. SERVIÇO PODUCO MORAL Processo n9 13808/000.539/88-21 4. Acórdão n9 103-09.643 e) a discussão também não abrange o lucro inflacio_ nário do exercício, cujo deferimento, o Contribuinte somente re_ quer no Recurso; f) assim, discute-se, em suma apenas a exatidão do montante do prejuízo aue deverá ser reconhecido pela R. Deci - /-Fsão a quo, isto é L_se Cr$ 851.291.104, como constou daquele Deci- sum, ou-se Cr$ 1.114.892.537,18, como foi calculado pelo Contri- buinte no Recurso. 3. Examinados os cálculos, verifica-se claramente, às fls. 36, do Recurso, que o Contribuinte, no seu demonstrativo de prejuízos acumulados a compensar, considerou erroneamente como variação da correção anual do prejuízo, o próprio valor do prejuí zo já corrigido, que foi indevidamente somado ao seu valor origi- nal. Portanto, a diferença apurada pelo Contribuinte não tem pro cedência e, por último, não se vê razão alguma para realização da diligência solicitada. Isto Posto e Considerando tudo o mais que dos Autos Consta, Nego provimento ao Recurso. Brasília-DF., em 12 de outubro de 1989 2„ - ságA O r/ BIN/4ÁRIO P....- RELATOR acas. . Page 1 _0043800.PDF Page 1 _0043900.PDF Page 1 _0044100.PDF Page 1 _0044300.PDF Page 1 _0044500.PDF Page 1

score : 1.0
5007209 #
Numero do processo: 11060.001954/2007-26
Data da sessão: Wed Jun 19 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Fri Aug 09 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/01/1999 a 31/10/2005 DECADÊNCIA. O Supremo Tribunal Federal, através da Súmula Vinculante n° 08, declarou inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212, de 24/07/91. Tratando-se de tributo sujeito ao lançamento por homologação, que é o caso das contribuições previdenciárias, devem ser observadas as regras do Código Tributário Nacional - CTN. Assim, comprovado o pagamento parcial, aplica-se o disposto no artigo 150, §4° do CTN. DOS FATOS GERADORES. NÃO IMPUGNAÇÃO DOS VALORES COBRADOS. Considerando que não houve qualquer impugnação do contribuinte no tocante à cobrança das multas e das contribuições previdenciárias, nos termos do art. 17 do decreto 70.235/72 c/c art. 8º da Portaria da RFB nº 10.875/07, a matéria não impugnada está preclusa o que impede esta Egrégia Corte de se manifestar a respeito. APLICAÇÃO DA SELIC. IMPOSSIBILIDADE DE RECONHECER A INCONSTITUCIONALIDADE DA NORMA. As contribuições destinadas à Seguridade Social possuem legislação específica para disciplinar a matéria. De acordo com o art. 34 da Lei nº 8.212/91, até o advento da Lei nº 11.941/09 - MP 449/08, as contribuições sociais e outras importâncias arrecadadas pelo INSS, incluídas ou não em notificação fiscal de lançamento, pagas com atraso, objeto ou não de parcelamento, ficam sujeitas aos juros equivalentes à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia - SELIC, a que se refere o art. 13 da Lei nº 9.065, de 20 de junho de 1995, incidentes sobre o valor atualizado e multa de mora, todos de caráter irrelevável. PARCELAMENTO. PEDIDO DE INCLUSÃO. FALTA DE COMPETÊNCIA DO CARF. Escapa à competência do CARF, a atribuição de sindicar se o devedor e o débito reúnem todos os requisitos aptos à concessão do parcelamento pretendido. CERCEAMENTO DE DEFESA. INDEFERIMENTO DE PERÍCIA. INOBSERVÂNCIA DOS REQUISITOS EXIGIDOS NA LEGISLAÇÃO DE REGÊNCIA. O art. 16, inciso IV, do Decreto 70.235/75, dispõe que o pedido de perícia pretendida pelo contribuinte deve ser acompanhado dos motivos que justifiquem a realização, bem como, a formulação dos quesitos referentes aos exames desejados, o nome, endereço e qualificação profissional do assistente que será nomeado. A inobservância dos pressupostos imputa ao julgador a considerar o pedido como não formulado. Recurso Voluntário Parcialmente Provido Crédito Tributário Parcialmente Exonerado
Numero da decisão: 2302-002.543
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da Segunda Turma da Terceira Câmara da Segunda Seção do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, por maioria de votos em dar provimento parcial ao recurso, para excluir do lançamento as competências até 04/2002, em função da decadência exposta no artigo 150, §4º, do Código Tributário Nacional, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. O Conselheiro Arlindo da Costa e Silva divergiu, por entender aplicar-se, quanto à decadência, o artigo 173, I, do Código Tributário Nacional. Liege Lacroix Thomasi – Presidente. Juliana Campos de Carvalho Cruz - Relatora. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Liége Lacroix Thomasi (Presidente de Turma), Arlindo da Costa e Silva, André Luis Marsico Lombardi, Bianca Delgado Pinheiro e Juliana Campos de Carvalho Cruz.
Matéria: Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal
Nome do relator: JULIANA CAMPOS DE CARVALHO CRUZ

toggle explain
    
1.0 = *:*

  
toggle all fields
materia_s : Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal

dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021

anomes_sessao_s : 201306

ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/01/1999 a 31/10/2005 DECADÊNCIA. O Supremo Tribunal Federal, através da Súmula Vinculante n° 08, declarou inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212, de 24/07/91. Tratando-se de tributo sujeito ao lançamento por homologação, que é o caso das contribuições previdenciárias, devem ser observadas as regras do Código Tributário Nacional - CTN. Assim, comprovado o pagamento parcial, aplica-se o disposto no artigo 150, §4° do CTN. DOS FATOS GERADORES. NÃO IMPUGNAÇÃO DOS VALORES COBRADOS. Considerando que não houve qualquer impugnação do contribuinte no tocante à cobrança das multas e das contribuições previdenciárias, nos termos do art. 17 do decreto 70.235/72 c/c art. 8º da Portaria da RFB nº 10.875/07, a matéria não impugnada está preclusa o que impede esta Egrégia Corte de se manifestar a respeito. APLICAÇÃO DA SELIC. IMPOSSIBILIDADE DE RECONHECER A INCONSTITUCIONALIDADE DA NORMA. As contribuições destinadas à Seguridade Social possuem legislação específica para disciplinar a matéria. De acordo com o art. 34 da Lei nº 8.212/91, até o advento da Lei nº 11.941/09 - MP 449/08, as contribuições sociais e outras importâncias arrecadadas pelo INSS, incluídas ou não em notificação fiscal de lançamento, pagas com atraso, objeto ou não de parcelamento, ficam sujeitas aos juros equivalentes à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia - SELIC, a que se refere o art. 13 da Lei nº 9.065, de 20 de junho de 1995, incidentes sobre o valor atualizado e multa de mora, todos de caráter irrelevável. PARCELAMENTO. PEDIDO DE INCLUSÃO. FALTA DE COMPETÊNCIA DO CARF. Escapa à competência do CARF, a atribuição de sindicar se o devedor e o débito reúnem todos os requisitos aptos à concessão do parcelamento pretendido. CERCEAMENTO DE DEFESA. INDEFERIMENTO DE PERÍCIA. INOBSERVÂNCIA DOS REQUISITOS EXIGIDOS NA LEGISLAÇÃO DE REGÊNCIA. O art. 16, inciso IV, do Decreto 70.235/75, dispõe que o pedido de perícia pretendida pelo contribuinte deve ser acompanhado dos motivos que justifiquem a realização, bem como, a formulação dos quesitos referentes aos exames desejados, o nome, endereço e qualificação profissional do assistente que será nomeado. A inobservância dos pressupostos imputa ao julgador a considerar o pedido como não formulado. Recurso Voluntário Parcialmente Provido Crédito Tributário Parcialmente Exonerado

dt_publicacao_tdt : Fri Aug 09 00:00:00 UTC 2013

numero_processo_s : 11060.001954/2007-26

anomes_publicacao_s : 201308

conteudo_id_s : 5283543

dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Aug 13 00:00:00 UTC 2013

numero_decisao_s : 2302-002.543

nome_arquivo_s : Decisao_11060001954200726.PDF

ano_publicacao_s : 2013

nome_relator_s : JULIANA CAMPOS DE CARVALHO CRUZ

nome_arquivo_pdf_s : 11060001954200726_5283543.pdf

arquivo_indexado_s : S

decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da Segunda Turma da Terceira Câmara da Segunda Seção do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, por maioria de votos em dar provimento parcial ao recurso, para excluir do lançamento as competências até 04/2002, em função da decadência exposta no artigo 150, §4º, do Código Tributário Nacional, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. O Conselheiro Arlindo da Costa e Silva divergiu, por entender aplicar-se, quanto à decadência, o artigo 173, I, do Código Tributário Nacional. Liege Lacroix Thomasi – Presidente. Juliana Campos de Carvalho Cruz - Relatora. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Liége Lacroix Thomasi (Presidente de Turma), Arlindo da Costa e Silva, André Luis Marsico Lombardi, Bianca Delgado Pinheiro e Juliana Campos de Carvalho Cruz.

dt_sessao_tdt : Wed Jun 19 00:00:00 UTC 2013

id : 5007209

ano_sessao_s : 2013

atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 19:11:22 UTC 2021

sem_conteudo_s : N

_version_ : 1714076609205501952

conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 12; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2507; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2­C3T2  Fl. 214          1 213  S2­C3T2  MINISTÉRIO DA FAZENDA  CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS  SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO    Processo nº  11060.001954/2007­26  Recurso nº               Voluntário  Acórdão nº  2302­002.543  –  3ª Câmara / 2ª Turma Ordinária   Sessão de  19 de junho de 2013  Matéria  Auto de Infração de Obrigações Principais  Recorrente  CASA DE SAÚDE DR. HOMERO LIMA DE MENEZES  Recorrida  FAZENDA  NACIONAL    ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS  Período de apuração: 01/01/1999 a 31/10/2005  DECADÊNCIA.   O Supremo Tribunal Federal, através da Súmula Vinculante n° 08, declarou  inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212, de 24/07/91. Tratando­se  de  tributo  sujeito  ao  lançamento  por  homologação,  que  é  o  caso  das  contribuições  previdenciárias,  devem  ser  observadas  as  regras  do  Código  Tributário Nacional ­ CTN. Assim, comprovado o pagamento parcial, aplica­ se o disposto no artigo 150, §4° do CTN.  DOS  FATOS  GERADORES.  NÃO  IMPUGNAÇÃO  DOS  VALORES  COBRADOS.   Considerando  que  não  houve  qualquer  impugnação  do  contribuinte  no  tocante à cobrança das multas e das contribuições previdenciárias, nos termos  do art. 17 do decreto 70.235/72 c/c art. 8º da Portaria da RFB nº 10.875/07, a  matéria não impugnada está preclusa o que impede esta Egrégia Corte de se  manifestar a respeito.  APLICAÇÃO DA SELIC. IMPOSSIBILIDADE DE RECONHECER A  INCONSTITUCIONALIDADE DA NORMA.   As  contribuições  destinadas  à  Seguridade  Social  possuem  legislação  específica  para  disciplinar  a  matéria.  De  acordo  com  o  art.  34  da  Lei  nº  8.212/91,  até o  advento  da Lei nº 11.941/09  ­ MP 449/08,  as  contribuições  sociais  e  outras  importâncias  arrecadadas  pelo  INSS,  incluídas  ou  não  em  notificação  fiscal  de  lançamento,  pagas  com  atraso,  objeto  ou  não  de  parcelamento,  ficam  sujeitas  aos  juros  equivalentes  à  taxa  referencial  do  Sistema Especial de Liquidação e de Custódia ­ SELIC, a que se refere o art.  13  da  Lei  nº  9.065,  de  20  de  junho  de  1995,  incidentes  sobre  o  valor  atualizado e multa de mora, todos de caráter irrelevável.  PARCELAMENTO.  PEDIDO  DE  INCLUSÃO.  FALTA  DE  COMPETÊNCIA DO CARF.     AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 06 0. 00 19 54 /2 00 7- 26 Fl. 611DF CARF MF Impresso em 13/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/07/2013 por JULIANA CAMPOS DE CARVALHO CRUZ, Assinado digitalmente em 16/07/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 13/07/2013 por JULIANA CAMPOS DE CAR VALHO CRUZ     2 Escapa  à  competência  do  CARF,  a  atribuição  de  sindicar  se  o  devedor e o débito reúnem todos os requisitos aptos à concessão do  parcelamento pretendido.  CERCEAMENTO  DE  DEFESA.  INDEFERIMENTO  DE  PERÍCIA. INOBSERVÂNCIA DOS REQUISITOS EXIGIDOS  NA LEGISLAÇÃO DE REGÊNCIA.  O art. 16, inciso IV, do Decreto 70.235/75, dispõe que o pedido de  perícia  pretendida  pelo  contribuinte  deve  ser  acompanhado  dos  motivos que justifiquem a realização, bem como, a formulação dos  quesitos  referentes  aos  exames  desejados,  o  nome,  endereço  e  qualificação  profissional  do  assistente  que  será  nomeado.  A  inobservância  dos  pressupostos  imputa  ao  julgador  a  considerar  o  pedido como não formulado.  Recurso Voluntário Parcialmente Provido  Crédito Tributário Parcialmente Exonerado      Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.  ACORDAM os membros da Segunda Turma da Terceira Câmara da  Segunda Seção do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, por maioria de votos em  dar provimento parcial ao recurso, para excluir do lançamento as competências até 04/2002,  em  função  da  decadência  exposta  no  artigo  150,  §4º,  do Código Tributário Nacional,  nos  termos do relatório e votos que integram o presente julgado. O Conselheiro Arlindo da Costa  e Silva  divergiu,  por  entender  aplicar­se,  quanto  à decadência,  o  artigo  173,  I,  do Código  Tributário Nacional.      Liege Lacroix Thomasi – Presidente.    Juliana Campos de Carvalho Cruz ­ Relatora.    Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Liége Lacroix  Thomasi  (Presidente de Turma), Arlindo da Costa e Silva, André Luis Marsico Lombardi,  Bianca Delgado Pinheiro e Juliana Campos de Carvalho Cruz.  Fl. 612DF CARF MF Impresso em 13/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/07/2013 por JULIANA CAMPOS DE CARVALHO CRUZ, Assinado digitalmente em 16/07/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 13/07/2013 por JULIANA CAMPOS DE CAR VALHO CRUZ Processo nº 11060.001954/2007­26  Acórdão n.º 2302­002.543  S2­C3T2  Fl. 215          3 Relatório  Adoto  o  relatório  do  acórdão  proferido  pela 3ª  Turma da DRJ/STM constante  às  fls.  491/499:  "A  empresa,  acima  identificada,  foi  notificada  a  recolher  contribuições  destinadas  a  Seguridade  Social  e  a  terceiros.  decorrentes  de  pagamentos  efetuados  a  segurados  contribuintes  individuais  e  segurados  empregados  como  contraprestação  dos  serviços por eles prestados a Casa de Saúde.    Conforme  Relatório  Fiscal  (fls.  91/92),  o  crédito  previdenciário  compreende as contribuições da empresa de: 20%  (vinte por cento)  sobre  o  valor  das  remunerações  pagas/devidas/creditadas  aos  segurados  empregados;  de  2%  (dois  por  cento)  sobre  o  valor  das  remunerações  pagas/devidas/creditadas  aos  segurados  empregados,  para o financiamento do beneficio previsto nos arts. 57 e 58 da Lei n"  8.213,  de  24  de  julho  de 1991,  e  daqueles  concedidos  em  razão  do  grau  de  incidência  de  incapacidade  laborativa;  de  20%  (vinte  por  cento)  sobre  o  valor  das  remunerações  pagas/creditadas  aos  segurados contribuintes individuais; de 15% (quinze por cento) sobre  e  valor  bruto  da  nota  fiscal  ou  fatura  de  prestação  de  serviços,  relativamente  a  serviços  que  lhe  são  prestados  por  cooperados  por  intermédio  cooperativas  de  trabalho  e  a  contribuição  destinada  As  outras  entidades  (salário  educação,  incra,  senac,  sesc,  sebrae)  no  percentual  de 5,V0  (cinco  virgula  oito  por  cento)  incidente  sobre  o  valor das remunerações dos segurados empregados da empresa.    Na  auditoria  fiscal,  foram  verificadas  as  Folhas  de  Pagamento,  as  Guias  de  Recolhimento  do  Fundo  de  Garantia  e  informações  à  Previdência  Social  e  as  guias  de  pagamento,  GPS  —  Guias  da  Previdência  Social  e  a  Relação  Anual  de  Informações  Sociais  —  RA'S.    Para  apuração  dos  valores  lançados,  foram  considerados  os  recolhimentos já efetuados pela empresa e os valores confessados rio  LDC  ri°  35.686.388­3,  conforme  demonstrado  nos  relatórios  RDA  (Relatório de documentos apresentados) fls. 47/51 e RADA (Relatório  de Apropriação de Documentos Apresentados) fls. 52/74.    Os  valores  originários  das  contribuições  apuradas,  bem  como  as  alíquotas  aplicadas,  constam  do Discriminativo  Analítico  de Débito  — DAD,  fls. 04/21. Os valores que serviram de base para apuração  do  débito  são  aqueles  discriminados  no  Relatório  de  Lançamentos  (RL), fls. 30/46.     Fl. 613DF CARF MF Impresso em 13/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/07/2013 por JULIANA CAMPOS DE CARVALHO CRUZ, Assinado digitalmente em 16/07/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 13/07/2013 por JULIANA CAMPOS DE CAR VALHO CRUZ     4  O  crédito  constituído  é  de  R$  85.445,42  (oitenta  e  cinco  mil,  quatrocentos  e  quarenta  e  cinco  reais  e  quarenta  e  dois  centavos),  consolidado em 25/04/2007.    O  sujeito passivo  foi  devidamente cientificado da Notificação Fiscal  de  Lançamento  de  Débito —  NFLD  e  seus  anexos,  em  09/05/2007,  conforme Aviso de Recebimento — AR, fls. 93 deste processo.    A  notificada,  tempestivamente,  apresentou  impugnação,  conforme  instrumento de fls. 94/108, alegando, em síntese:    ­Inicialmente,  destaca  a  importância  da  Casa  de  Saúde  junto  à  comunidade, dada a dificuldade que tem o poder púb1ico de cumprir  com as disposições constitucionais no que  tange à área da saúde. A  intenção  da  impugnante  é  ver  considerados  os  destaques  dados  à  instituição quando da imposição de penalidades.    ­Denomina  a  cobrança  dos  juros  e  multa  de  agiotagem  tributária,  abusiva, inconstitucional e ilegal.    ­Defende  período  decadencial  de  cinco  anos  conforme  estabelecido  no  CTN,  para  ver  extinta,  as  obrigações  tributárias  do  período  de  1999 a 25/04/2002, requerendo o parcelamento do período restante.    ­ Pleiteia  a  atenuação ou  relevação da multa,  conforme previsto  no  caput e § 10 do art. 656 da IN/MPS/SRP nº 03, de 14/07/2005.    ­Requer  a  exclusão  da  taxa  SELIC  e  que  esta  seja  declarada  inconstitucional, ilegal e substituída pelos juros previstos no art. 161,  § 1º do CTN.    ­requer  a  suspensão  da  exigibilidade  do  crédito  tributário,  do  principal,  da  multa  e  acessórios  até  o  final  do  processo  administrativo.    ­Protesta pela juntada de informações necessárias à comprovação do  seu  direito  bem  como  de  uma  perícia  contábil  para  apuração  dos  valores devidos em face da demonstrada presença de anatocismo nos  cálculos, no parcelamento e na imposição de multas e taxas SELIC  acumuladas.    ­Foram  juntados  os  documentos  de  fls.  109  a  241  (procuração,  alteração contratual, NFLD e anexos, comprovantes de pagamentos  do parcelamento nº 60.240.237­9)."    No  julgamento  da  impugnação  pela  DRJ/STM  (fls.  491/499),  foi  mantido  o  crédito  tributário na sua totalidade.  Intimado  do  julgado  (fls.  501),  interpôs,  em  tempo  hábil,  recurso  voluntário  (fls.  507/537)  ratificando  os  termos  dispostos  na  impugnação. Na  oportunidade,  defendeu  a  ilegalidade  da  exigência do depósito recursal ante a orientação da Receita Federal (ADI RFB nº 16/07) razão pela qual  pleiteava o conhecimento do recurso para julgamento. Ao final, pleiteou:  Fl. 614DF CARF MF Impresso em 13/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/07/2013 por JULIANA CAMPOS DE CARVALHO CRUZ, Assinado digitalmente em 16/07/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 13/07/2013 por JULIANA CAMPOS DE CAR VALHO CRUZ Processo nº 11060.001954/2007­26  Acórdão n.º 2302­002.543  S2­C3T2  Fl. 216          5 1. Recebimento da Presente Defesa Fiscal,  sob a denominação de  recurso voluntário:  demonstrando  que  a  cobrança  é  indevida,  em  função  da  decadência  dos  valores  cobrados no período até abril de 2002.    2. Anulação do NFLD DEBCAD n° 37.047.785­5 e a Declaração da Decadência dos  valores  cobrados  além  do  prazo  de  cinco  anos  previsto  no  CTN.  Decretando  desta  forma a exclusão dos valores cobrados no período de 1999 a abril de 2002 3. Revisão  de  todos  os  cálculos  (recálculo)  com  a  nova  base  impositiva  para  juros  e multa:  foi  demonstrado que esta cobrança é ilegal, inconstitucional e vedada pela jurisprudência,  exigindo­se nova definição do valor da multa e juros, se' estes se demonstrarem ao final  ainda devidos.    4.  Parcelamento  do  saldo  remanescente  em  180  meses  ou  alternativamente  em  60  meses.    5. Afastamento da Multa,  tendo em vista ser o  réu primário e possuir atenuantes, nos  termos da IN MPS/SRP N° 3, de 14 de julho de 2005­ DOU de 15/07/2005.    5.  Declaração  de  inconstitucionalidade  da  taxa  SELIC  em matéria  tributária  e,  com  isso, a substituição pelos juros previstos no Código Tributário (artigo 161, parágrafo 1',  do CTN).    6.  Suspensão  da  exigibilidade  do  crédito  tributário  até  o  final  do  processo  administrativo.    7.  Recebimento  tempestivo  do  presente  recurso  voluntário,  dado  que  o  mesmo  se  encontra tempestivo e adequado ao cumprimento de seus objetivos.    8. Além das provas documentais que apresenta, pleiteou a possibilidade da juntada de  todas as informações necessárias a fiel comprovação do seu direito, bem como de uma  perícia contábil para apuração dos valores devidos, em face da demonstrada presença  de anatocismo nos cálculos, no parcelamento e na imposição de multas acumuladas e  taxa SELIC acumulada.    É o relatório.  Fl. 615DF CARF MF Impresso em 13/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/07/2013 por JULIANA CAMPOS DE CARVALHO CRUZ, Assinado digitalmente em 16/07/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 13/07/2013 por JULIANA CAMPOS DE CAR VALHO CRUZ     6  Voto             Conselheira Juliana Campos de Carvalho Cruz, Relatora.  O Recurso é tempestivo, logo, passo ao exame do mérito.  I ­ Da Preliminar:  Aduz a Recorrente o implemento da decadência no período anterior a abril/2002 o que  impede o Fisco de lançar o crédito.   O  prazo  decadencial  foi  objeto  de  julgamento  pelo  Supremo  Tribunal  Federal  nas  sessões  plenárias  dos  dias  11  e  12/06/2008. Na  ocasião,  por  unanimidade  de  votos,  foram  declarados  inconstitucionais  os  artigos  45  e  46  da  Lei  n°  8.212,  de  24/07/91  os  quais  autorizavam  a  Seguridade  Social constituir seus créditos no lapso de 10 (dez).  Deste julgamento resultou a publicação da Súmula Vinculante nº 08.   De  acordo  com  o  art.  103­A  da  Constituição  Federal/88,  regulamentado  pela  Lei  n°  11.417/06,  com  a  publicação  da  mencionada  Súmula,  em  20.06.2008,  todos  os  órgãos  judiciais  e  administrativos ficaram obrigados a acatar o conteúdo normativo ali inserido. Desse modo, o prazo para  a Seguridade constituir o crédito tributário foi reduzido ao lapso temporal de cinco anos tal qual exposto  no Código Tributário Nacional, vide:  "Art.  103­A.  O  Supremo  Tribunal  Federal  poderá,  de  ofício  ou  por  provocação,  mediante  decisão  de  dois  terços  dos  seus  membros,  após  reiteradas  decisões  sobre  matéria  constitucional,  aprovar  súmula  que,  a  partir  de  sua  publicação  na  imprensa  oficial,  terá  efeito  vinculante  em  relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública  direta  e  indireta,  nas  esferas  federal,  estadual  e  municipal,  bem  como  proceder  à  sua  revisão  ou  cancelamento,  na  forma  estabelecida  em  lei.  (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004).  Lei n° 11.417, de 19/12/2006:  Regulamenta o art. 103­A da Constituição Federal e altera a Lei no 9.784,  de  29  de  janeiro  de  1999,  disciplinando  a  edição,  a  revisão  e  o  cancelamento  de  enunciado  de  súmula  vinculante  pelo  Supremo  Tribunal  Federal, e dá outras providências.  ...  Art. 2o O Supremo Tribunal Federal poderá, de ofício ou por provocação,  após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, editar enunciado de  súmula  que,  a  partir  de  sua  publicação  na  imprensa  oficial,  terá  efeito  vinculante  em  relação  aos  demais  órgãos  do  Poder  Judiciário  e  à  administração  pública  direta  e  indireta,  nas  esferas  federal,  estadual  e  municipal,  bem  como  proceder  à  sua  revisão  ou  cancelamento,  na  forma  prevista nesta Lei.  § 1o O enunciado da súmula terá por objeto a validade, a interpretação e a  eficácia  de  normas  determinadas,  acerca  das  quais  haja,  entre  órgãos  judiciários  ou  entre  esses  e  a  administração  pública,  controvérsia  atual  Fl. 616DF CARF MF Impresso em 13/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/07/2013 por JULIANA CAMPOS DE CARVALHO CRUZ, Assinado digitalmente em 16/07/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 13/07/2013 por JULIANA CAMPOS DE CAR VALHO CRUZ Processo nº 11060.001954/2007­26  Acórdão n.º 2302­002.543  S2­C3T2  Fl. 217          7 que  acarrete  grave  insegurança  jurídica  e  relevante  multiplicação  de  processos sobre idêntica questão.  As contribuições previdenciárias, assim como toda e qualquer obrigação tributária, uma  vez não recolhidas dentro de certo período de tempo (cinco anos), serão exigidas pelo órgão fazendário  no prazo decadencial  previsto no  art.  art.  173,  inciso  I,  do CTN no caso de não haver o  recolhimento  antecipado:  "Art.  173  ­  O  direito  de  a  Fazenda  Pública  constituir  o  crédito  tributário extingue­se após 5 (cinco) anos, contados:    I ­ do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento  poderia ter sido efetuado;"    No  entanto,  havendo pagamento  antecipado,  a  contagem do  prazo  quinquenal  deverá  ocorrer  nos  termos  do  art.  150,  §4º  do CTN,  alterando,  com  isso,  o dies a  quo. Se  antes,  o  início  da  contagem ocorria com o primeiro dia do exercício seguinte, com esta nova norma, a contagem é iniciada  com a ocorrência do fato gerador:    "Art. 150  ­ O lançamento por homologação, que ocorre quanto aos  tributos  cuja  legislação  atribua  ao  sujeito  passivo  o  dever  de  antecipar  o  pagamento  sem  prévio  exame  da  autoridade  administrativa,  opera­se  pelo  ato  em  que  a  referida  autoridade,  tomando  conhecimento  da  atividade  assim  exercida  pelo  obrigado,  expressamente a homologa.  ...  § 4º ­ Se a lei não fixar prazo à homologação, será ele de 5 (cinco)  anos,  a  contar da ocorrência do  fato gerador;  expirado esse prazo  sem  que  a  Fazenda  Pública  se  tenha  pronunciado,  considera­se  homologado o  lançamento  e definitivamente extinto o  crédito,  salvo  se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação."  Esta  Egrégia  Turma  não  discrepa  do  entendimento  trazido  à  baila.  Cito  como  paradigma  o  Acórdão  nº  2302,  proferido  no  PAF  nº  19515.002389/2009­01,  em  Novembro/2012,  de  relatoria da Conselheira Liegi Lacroix Thomasi cuja ementa segue abaixo:  "DECADÊNCIA.  O  Supremo  Tribunal  Federal,  através  da  Súmula  Vinculante n° 08, declarou inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei  n° 8.212, de 24/07/91. Tratando­se de tributo sujeito ao lançamento  por  homologação,  que  é  o  caso  das  contribuições  previdenciárias,  devem  ser  observadas  as  regras  do  Código  Tributário  Nacional  ­  CTN.  Assim,  comprovado  o  pagamento  parcial,  aplica­se  o  artigo  150, §4°; caso contrário, aplica­se o disposto no artigo 173, I."  Analisando  o  discriminativo  analítico  de  débito  (fls.  11/45),  tem­se  que  em  vários  períodos  (a  título  de  exemplo:  1999  a  04/2002)  o  contribuinte  efetuou  recolhimentos  a menor.  Neste  ínterim, à hipótese deve ser aplicado o teor normativo estabelecido no art. 150, §4º do CTN.  O marco inicial para a contagem do prazo é a data do fato gerador, ou seja, o período  de 01/01/1999 a 31/10/2005. O termo final é a data da ciência do auto de infração (09/05/2007) ­ fls. 189,  Fl. 617DF CARF MF Impresso em 13/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/07/2013 por JULIANA CAMPOS DE CARVALHO CRUZ, Assinado digitalmente em 16/07/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 13/07/2013 por JULIANA CAMPOS DE CAR VALHO CRUZ     8  se esta ocorreu no lapso temporal qüinqüenal. Isto porque não basta que o lançamento seja formalizado,  para que surta os efeitos pretendidos deve obedecer ao princípio da publicidade (art. 37 CF/88) e, como  tal,  a  notificação  do  contribuinte  é  condição  sine  qua  non  para  a  sua  validade.  Assim  determina  a  Constituição Federal:  “Art. 37 ­ A administração pública direta e indireta de qualquer dos  Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios  obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade,  publicidade e eficiência...” (grifo nosso)  A  ampla  defesa  e  o  contraditório  também  são  resguardados  pela  notificação  do  contribuinte  (art. 5º, LV, da CF/88). É através da  intimação que o sujeito passivo é informado sobre a  existência do lançamento lavrado em seu desfavor.   O processo administrativo, para ser válido, deve ensejar ao contribuinte a possibilidade  de ver  conhecidas  e  apreciadas  as  razões do  lançamento  e,  a partir  de  então, produzir  todas  as  provas  necessárias à comprovação de suas alegações. Neste sentido, nos ensina o doutrinador James Marins, em  seu livro Direito Processual Tributário Brasileiro (5ª edição, Ver. Dialética, pág. 171/172):  “...Todo  Processo  Administrativo,  para  que  se  afigure  constitucionalmente  válido,  deve  ensejar  ao  particular  a  possibilidade de ver conhecidas e apreciadas todas as suas alegações  de  caráter  formal  e  material  e  de  produzir  todas  as  provas  necessárias à comprovação de suas alegações...”  Dito  isto,  ciente  que  o  lançamento  está  a  exigir  o  pagamento  das  contribuições  previdenciárias no período de 01/01/1999 a 31/10/2005, ocorrendo a  ciência do  sujeito passivo no dia  09/05/2007,  tem­se  que  o  direito  do  Fisco  Previdenciário  promover  qualquer  lançamento  decaiu  no  período anterior a Abril/2002.  02) Da Ausência de Impugnação  Consta  no  relatório  que  a  ação  fiscal  tem  origem  na  cobrança  de  contribuições  previdenciárias  não  recolhidas  pela  empresa  incidentes  sobre  as  folhas  de  pagamento  de  salários  dos  empregados  e  contribuintes  individuais  e  os  valores  declarados  na Guia  de Recolhimento  do  FGTS  e  Informações à Previdência Social­GFIP.  O recurso apresentado não trouxe aos autos fundamentos capazes de contestar os fatos  geradores. Sendo assim, à luz do disposto nos arts. 16, inciso III e 17 do Decreto 70.235/72 c/c art. 8º da  Portaria da RFB nº 10.875/07, considero como não impugnada a matéria:    "Decreto nº 70.235/72:    Art. 16. A impugnação mencionará:  ...  III ­ os motivos de fato e de direito em que se fundamenta, os pontos  de discordância e as razões e provas que possuir.  ...  Art. 17. Considerar­se­á não impugnada a matéria que não tenha  sido expressamente contestada pelo impugnante."        Fl. 618DF CARF MF Impresso em 13/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/07/2013 por JULIANA CAMPOS DE CARVALHO CRUZ, Assinado digitalmente em 16/07/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 13/07/2013 por JULIANA CAMPOS DE CAR VALHO CRUZ Processo nº 11060.001954/2007­26  Acórdão n.º 2302­002.543  S2­C3T2  Fl. 218          9 "Portaria da RFB nº 10.875/07    Art.  8  º Considerar­se­á não  impugnada a matéria  que não  tenha  sido expressamente contestada."    Logo, mantido o crédito tributário.    3)  DA  POSSIBILIDADE  DE  COBRAR  OS  JUROS  COM  BASE  NA  TAXA  SELIC:  Alega a Recorrente que a cobrança da taxa SELIC estaria vedada, pois inconstitucional.  Determina o art. 161, §1º do CTN que o crédito não integralmente pago no vencimento  será acrescido de juros de mora calculados à taxa de um por cento ao mês, se a lei não dispuser de modo  diverso.  Com  efeito,  as  contribuições  destinadas  à  Seguridade  Social  possuem  legislação  específica para disciplinar a matéria. De acordo com o art. 34 da Lei nº 8.212/91, até o advento da Lei nº  11.941/09 – MP 449/08, as contribuições sociais e outras importâncias arrecadadas pelo INSS, incluídas  ou  não  em notificação  fiscal  de  lançamento,  pagas  com  atraso,  objeto  ou  não  de parcelamento,  ficam  sujeitas  aos  juros  equivalentes  à  taxa  referencial  do  Sistema  Especial  de  Liquidação  e  de  Custódia  ­  SELIC,  a  que  se  refere  o  art.  13  da  Lei  nº  9.065,  de  20  de  junho  de  1995,  incidentes  sobre  o  valor  atualizado, e multa de mora, todos de caráter irrelevável. Vide transcrição da norma:  “Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991   Art.  34.  As  contribuições  sociais  e  outras  importâncias  arrecadadas  pelo  INSS,  incluídas  ou  não  em  notificação  fiscal  de  lançamento,  pagas  com  atraso,  objeto  ou  não  de  parcelamento,  ficam  sujeitas  aos  juros  equivalentes  à  taxa  referencial  do  Sistema  Especial  de  Liquidação  e  de  Custódia ­ SELIC, a que se refere o art. 13 da Lei nº 9.065, de 20 de junho  de  1995,  incidentes  sobre  o  valor  atualizado,  e  multa  de  mora,  todos  de  caráter  irrelevável.  (Restabelecido  com  redação  alterada  pela  MP  nº  1.571/97, reeditada até a conversão na Lei nº 9.528/97)” grifo nosso  A  matéria  já  foi  amplamente  discutida  no  Segundo  Conselho  de  Contribuintes.  Na  ocasião foi sedimentado o entendimento segundo o qual é possível a cobrança de juros de mora sobre os  débitos  para  a União  decorrentes  de  tributos  e  contribuições  administrados  pela  Secretaria  da Receita  Federal do Brasil com base na taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia – SELIC,  vide a Súmula nº 3 CARF:  “SÚMULA CARF nº 3:  É cabível a cobrança de juros de mora sobre os débitos para com a União  decorrentes de  tributos  e contribuições administrados pela Secretaria da  Receita  Federal  do  Brasil  com  base  na  taxa  referencial  do  Sistema  Especial de Liquidação e Custódia – Selic para títulos federais.”  Isto posto, não vislumbro qualquer ilegalidade na cobrança da taxa SELIC. O que faz a  Receita Federal, como órgão administrativo sujeito ao princípio da legalidade tal qual exposto no art. 37  Fl. 619DF CARF MF Impresso em 13/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/07/2013 por JULIANA CAMPOS DE CARVALHO CRUZ, Assinado digitalmente em 16/07/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 13/07/2013 por JULIANA CAMPOS DE CAR VALHO CRUZ     10  da  Constituição  Federal,  é  aplicar  a  norma  insculpida  no  art.  161,  §1º  do  CTN  c/c  art.  34  da  Lei  nº  8.212/91.  A  legislação  em  exame  não  foi  objeto  de  declaração  de  inconstitucionalidade  pelo  Supremo  Tribunal  Federal,  seja  em  controle  difuso  ou  concentrado,  não  sendo  o  Conselho  Administrativo de Recursos Fiscais – CARF competente para assim reconhecer. Eis a Súmula nº 2 do  CARF:  “Súmula CARF nº 2:   O  CARF  não  é  competente  para  se  pronunciar  sobre  a  inconstitucionalidade de lei tributária.”    4) Do Pedido de Parcelamento  O Recorrente pleiteia concessão de parcelamento do crédito tributário apurado.  O  Parcelamento Ordinário  Administrativo  constitui­se  num  acordo  celebrado  entre  a  Secretaria  da  Receita  Federal  do  Brasil  –  RFB  e  o  devedor,  que  tem  por  finalidade  o  pagamento  parcelado  das  contribuições  e  demais  importâncias  devidas  à  Seguridade  Social  e  não  recolhidas  em  época própria, incluídas ou não em notificação.  Tal pedido há que ser formulado diretamente pelo devedor ao órgão fazendário, eis que  sua  formulação  implica confissão  irretratável da dívida  e  configura  confissão  extrajudicial,  nos  termos  dos  artigos  348,  353  e  354  do  Código  de  Processo  Civil.  De  posse  do  requerimento,  o  pedido  será  analisado para a verificação do adimplemento integral dos requisitos legais para a sua concessão.  Adite­se  que  tal  modalidade  de  parcelamento  não  gera  direito  adquirido  e  será  revogado  de  ofício,  sempre  que  se  apure  que  o  beneficiado  não  satisfazia  ou  deixou  de  satisfazer  as  condições, ou não cumprira ou deixou de cumprir os requisitos para a concessão do favor, a teor do art.  155 do CTN.  O  parcelamento  ordinário,  antes  tratado  no  art.  38  da  Lei  nº  8.212/91,  houve­se  por  revogado por determinação expressa da Medida Provisória nº 449/2008, revogação essa referendada pela  Lei  nº  11.941/2009.  O  parcelamento  ordinário  é  hoje  regido  pelos  preceitos  insculpidos  na  Lei  nº  10.522/2002, cujo art. 11 condiciona sua formalização ao pagamento da 1ª prestação e ao oferecimento  de  garantia  real  ou  fidejussória,  não  possuindo  este  Colegiado  competência  administrativa  para  autorizar sua concessão:  “Lei nº 10.522, de 19 de julho de 2002  Art.  11.  O  parcelamento  terá  sua  formalização  condicionada:  (Redação  dada pela Medida Provisória nº 449, de 2008)  I­  Ao  prévio  pagamento  da  primeira  prestação,  conforme  o  montante  do  débito  e  o  prazo  solicitado,  observado  o  disposto  no  §1o  do  art.  13;  (Incluído pela Medida Provisória nº 449, de 2008)  II­  ao  oferecimento,  pelo  devedor,  de  garantia  real  ou  fidejussória,  inclusive fiança bancária, idônea e suficiente para o pagamento do débito,  observados os limites e as condições estabelecidos no ato de que trata o art.  14­F. (Incluído pela Medida Provisória nº 449, de 2008)  §1o O disposto no inciso II não se aplica aos pedidos de parcelamento de  optantes  do  Regime  Especial  Unificado  de  Arrecadação  de  Tributos  e  Fl. 620DF CARF MF Impresso em 13/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/07/2013 por JULIANA CAMPOS DE CARVALHO CRUZ, Assinado digitalmente em 16/07/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 13/07/2013 por JULIANA CAMPOS DE CAR VALHO CRUZ Processo nº 11060.001954/2007­26  Acórdão n.º 2302­002.543  S2­C3T2  Fl. 219          11 Contribuições devidos pelas Microempresas e Empresas de Pequeno Porte­ Simples  Nacional,  instituído  pela  Lei  Complementar  no  123,  de  14  de  dezembro de 2006.(Redação dada pela Medida Provisória nº 449, de 2008)  §2o  Para  efeito  do  disposto  no  inciso  II,  poderão  também  ser  oferecidos  como garantia o faturamento ou os rendimentos do devedor.(Redação dada  pela Medida Provisória nº 449, de 2008)  §3 Descumprido o parcelamento garantido por faturamento ou rendimentos  do  devedor,  poderá  a  Fazenda  Nacional  realizar  a  penhora  preferencial  destes  na  execução  fiscal,  que  consistirá  em depósito mensal  à  ordem do  Juízo, ficando o devedor obrigado a comprovar o valor do faturamento ou  rendimentos  no  mês,  mediante  documentação  hábil.  (Redação  dada  pela  Medida Provisória nº 449, de 2008)”  A esta 2ª Seção houve­se por outorgada, tão somente, a competência para perscrutar a  conformidade do lançamento formalizado pela autoridade fiscal à  legislação tributária vigente e eficaz,  em honra ao princípio constitucional da estrita legalidade.  Foge à competência deste Colegiado, por óbvio, a atribuição de verificar se o devedor e  o débito  reúnem todos os  requisitos aptos à concessão do parcelamento pretendido. De forma análoga,  não dispõe esta Corte de poder legal para impingir à Secretaria da Receita Federal do Brasil a concessão  de parcelamento não acatado pela lei.  Nessa perspectiva, avulta que o pedido de parcelamento do débito deverá ser requerido  diretamente  à  SRF  de  origem,  de  acordo  com  as  orientações  assentadas  no  IPC  ­  Instruções  para  o  Contribuinte.    05) Perícia. Indeferimento  No  recurso  interposto pelo  contribuinte,  afirmou que  somente  através de  uma perícia  seria necessária a fiel comprovação do seu direito.  O art. 16, inciso IV, do Decreto 70.235/75, dispõe que o pedido de perícia pretendido  pelo  contribuinte  deve  ser  acompanhado  dos  motivos  que  justifiquem  a  realização,  bem  como,  a  formulação dos quesitos  referentes aos exames desejados, o nome, endereço e qualificação profissional  do assistente que será nomeado. Assim transcrevo:    " Art. 16. A impugnação mencionará:  ...     IV ­ as diligências, ou perícias que o impugnante pretenda sejam  efetuadas, expostos os motivos que as justifiquem, com a  formulação dos quesitos referentes aos exames desejados, assim  como, no caso de perícia, o nome, o endereço e a qualificação  profissional do seu perito;..." grifo nosso  Tais  requisitos  são  condições  de  admissibilidade  da  perícia,  sem  os  quais  não  será  possível deferir o pleito. Neste contexto, estabelece o art. 16, §1º do Decreto nº 70.235/75:    "Art. 16. A impugnação mencionará:  Fl. 621DF CARF MF Impresso em 13/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/07/2013 por JULIANA CAMPOS DE CARVALHO CRUZ, Assinado digitalmente em 16/07/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 13/07/2013 por JULIANA CAMPOS DE CAR VALHO CRUZ     12  ...  §  1º  Considerar­se­á  não  formulado  o  pedido  de  diligência  ou  perícia que deixar de atender aos  requisitos previstos no  inciso  IV  do art. 16."   Analisando  o  requerimento  do  Recorrente,  infere­se  que  embora  tenha,  de  forma  genérica,  alegado  ser  imperiosa  a  realização  da  perícia  para  o  deslinde  da  controvérsia,  seu  pedido  contém vício de tamanha formalidade que impede o deferimento. Isto porque, em sua petição deixou de  apresentar  os  quesitos  que  pretendia  esclarecer,  bem  como,  indicar  o  assistente  que  acompanharia  o  procedimento.  A  inobservância  dos  pressupostos  prescritos  no  art.  16,  inciso  IV  do  Decreto  nº  70.235/75 imputa ao julgador a considerar o pedido como não formulado. Dito isto, ciente que a perícia é  meio de prova admitido neste Egrégio Conselho, em respeito ao art. 5º, inciso LV, CF/88, certo é que o  pedido deve está pautado na formalidade prevista no ordenamento jurídico em vigor.    Por todo o exposto,  CONHEÇO  do  Recurso  Voluntário,  por  tempestivo,  para  dar­lhe  PARCIAL  PROVIMENTO de modo a excluir do lançamento as competências até 04/2002, em conformidade com o  art.  150,  §4º  do  CTN,  já  que  presente  o  recolhimento  antecipado,  mantendo  o  crédito  tributário  no  período remanescente.  É como voto.  Sala das Sessões, em 19 de Junho de 2013.    Juliana Campos de Carvalho Cruz. Relatora.                               Fl. 622DF CARF MF Impresso em 13/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/07/2013 por JULIANA CAMPOS DE CARVALHO CRUZ, Assinado digitalmente em 16/07/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 13/07/2013 por JULIANA CAMPOS DE CAR VALHO CRUZ

score : 1.0
5958953 #
Numero do processo: 10280.901508/2012-23
Data da sessão: Wed Mar 18 00:00:00 UTC 2015
Data da publicação: Mon Apr 27 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep Período de apuração: 01/07/2008 a 30/09/2008 CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP. NÃO-CUMULATIVIDADE. INSUMO. CONCEITO. O conceito de insumo na legislação referente à Contribuição para o PIS/PASEP e à COFINS não guarda correspondência com o extraído da legislação do IPI (demasiadamente restritivo) ou do IR (excessivamente alargado). Em atendimento ao comando legal, o insumo deve ser necessário ao processo produtivo/fabril, e, consequentemente, à obtenção do produto final. São exemplos de insumos, no caso analisado, ácido sulfúrico (assim como o frete relativo a seu transporte) e serviços de transporte de rejeitos industriais. ANÁLISE ADMINISTRATIVA DE CONSTITUCIONALIDADE. VEDAÇÃO. SÚMULA CARF N. 2. O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária.
Numero da decisão: 3403-003.625
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, em dar provimento parcial ao recurso voluntário para reconhecer o direito ao crédito em relação a aquisições de ácido sulfúrico (assim como ao frete relativo a seu transporte) e serviços de transporte de rejeitos industriais. ANTONIO CARLOS ATULIM - Presidente. ROSALDO TREVISAN - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Antonio Carlos Atulim (presidente da turma), Rosaldo Trevisan (relator), Jorge Olmiro Lock Freire, Ivan Allegretti, Domingos de Sá Filho e Luiz Rogério Sawaya Batista.
Nome do relator: ROSALDO TREVISAN

toggle explain
    
1.0 = *:*

  
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021

anomes_sessao_s : 201503

ementa_s : Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep Período de apuração: 01/07/2008 a 30/09/2008 CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP. NÃO-CUMULATIVIDADE. INSUMO. CONCEITO. O conceito de insumo na legislação referente à Contribuição para o PIS/PASEP e à COFINS não guarda correspondência com o extraído da legislação do IPI (demasiadamente restritivo) ou do IR (excessivamente alargado). Em atendimento ao comando legal, o insumo deve ser necessário ao processo produtivo/fabril, e, consequentemente, à obtenção do produto final. São exemplos de insumos, no caso analisado, ácido sulfúrico (assim como o frete relativo a seu transporte) e serviços de transporte de rejeitos industriais. ANÁLISE ADMINISTRATIVA DE CONSTITUCIONALIDADE. VEDAÇÃO. SÚMULA CARF N. 2. O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária.

dt_publicacao_tdt : Mon Apr 27 00:00:00 UTC 2015

numero_processo_s : 10280.901508/2012-23

anomes_publicacao_s : 201504

conteudo_id_s : 5472919

dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Jun 08 00:00:00 UTC 2015

numero_decisao_s : 3403-003.625

nome_arquivo_s : Decisao_10280901508201223.PDF

ano_publicacao_s : 2015

nome_relator_s : ROSALDO TREVISAN

nome_arquivo_pdf_s : 10280901508201223_5472919.pdf

arquivo_indexado_s : S

decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, em dar provimento parcial ao recurso voluntário para reconhecer o direito ao crédito em relação a aquisições de ácido sulfúrico (assim como ao frete relativo a seu transporte) e serviços de transporte de rejeitos industriais. ANTONIO CARLOS ATULIM - Presidente. ROSALDO TREVISAN - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Antonio Carlos Atulim (presidente da turma), Rosaldo Trevisan (relator), Jorge Olmiro Lock Freire, Ivan Allegretti, Domingos de Sá Filho e Luiz Rogério Sawaya Batista.

dt_sessao_tdt : Wed Mar 18 00:00:00 UTC 2015

id : 5958953

ano_sessao_s : 2015

atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 19:13:01 UTC 2021

sem_conteudo_s : N

_version_ : 1714076609222279168

conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 12; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2108; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3­C4T3  Fl. 309          1 308  S3­C4T3  MINISTÉRIO DA FAZENDA  CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS  TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO    Processo nº  10280.901508/2012­23  Recurso nº               Voluntário  Acórdão nº  3403­003.625  –  4ª Câmara / 3ª Turma Ordinária   Sessão de  18 de março de 2015  Matéria  DCOMP­PIS  Recorrente  ALUNORTE ­ ALUMINA DO NORTE DO BRASIL S.A.  Recorrida  FAZENDA NACIONAL    ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL  Período de apuração: 01/07/2008 a 30/09/2008  PEDIDOS  DE  COMPENSAÇÃO.  ÔNUS  PROBATÓRIO.  DILIGÊNCIA/PERÍCIA.  Nos  processos  derivados  de  pedidos  de  compensação/ressarcimento,  a  comprovação  do  direito  creditório  incumbe  ao  postulante,  que deve  carrear  aos  autos  os  elementos  probatórios  correspondentes.  Não  se  presta  a  diligência, ou perícia, a suprir deficiência probatória, seja do contribuinte ou  do fisco.  ANÁLISE  ADMINISTRATIVA  DE  CONSTITUCIONALIDADE.  VEDAÇÃO. SÚMULA CARF N. 2.  O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade  de lei tributária.  ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP  Período de apuração: 01/07/2008 a 30/09/2008  CONTRIBUIÇÃO  PARA  O  PIS/PASEP.  NÃO­CUMULATIVIDADE.  INSUMO. CONCEITO.  O  conceito  de  insumo  na  legislação  referente  à  Contribuição  para  o  PIS/PASEP  e  à  COFINS  não  guarda  correspondência  com  o  extraído  da  legislação  do  IPI  (demasiadamente  restritivo)  ou  do  IR  (excessivamente  alargado). Em atendimento ao comando legal, o  insumo deve ser necessário  ao  processo  produtivo/fabril,  e,  consequentemente,  à  obtenção  do  produto  final.  São  exemplos  de  insumos,  no  caso  analisado,  ácido  sulfúrico  (assim  como  o  frete  relativo  a  seu  transporte)  e  serviços  de  transporte  de  rejeitos  industriais.      Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.     AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 28 0. 90 15 08 /2 01 2- 23 Fl. 309DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/03/2015 por ROSALDO TREVISAN, Assinado digitalmente em 31/03/2015 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 30/03/2015 por ROSALDO TREVISAN     2 Acordam  os  membros  do  colegiado,  por  unanimidade,  em  dar  provimento  parcial ao  recurso voluntário para  reconhecer o direito ao crédito em relação a aquisições de  ácido  sulfúrico  (assim  como  ao  frete  relativo  a  seu  transporte)  e  serviços  de  transporte  de  rejeitos industriais.    ANTONIO CARLOS ATULIM ­ Presidente.     ROSALDO TREVISAN ­ Relator.    Participaram  da  sessão  de  julgamento  os  conselheiros:  Antonio  Carlos  Atulim  (presidente  da  turma),  Rosaldo  Trevisan  (relator),  Jorge  Olmiro  Lock  Freire,  Ivan  Allegretti, Domingos de Sá Filho e Luiz Rogério Sawaya Batista.    Relatório  Versa o presente sobre Pedido de Ressarcimento/Restituição ­ PER de no  23025.44042.190110.1.1.08­6007  (fls.  2  a  5)1,  com  transmissão  em  19/01/2010,  referente  a  créditos de Contribuição para o PIS/PASEP não cumulativa­ exportação/3o trimestre de 2008,  em valor  de R$ 9.815.770,25  (com  base  no  §  1o  do  art.  5o  da Lei  no  10.637/2002),  sendo o  montante utilizado em compensações (DCOMP de fls. 6 a 12, nos valores de R$ 8.782.136,79  e de R$ 18.824,89).  A  análise  efetuada  pela  fiscalização  culmina  no  parecer  de  fls.  17  a  46  (emitido  em  29/05/2012),  no  qual  são  informadas  as  glosas  de  créditos  efetuadas  pelo  fisco  (detalhadas  em  planilha  anexa):  (a)  bens  que  não  são  empregados  na  produção  de  bens  destinados  a  venda  (v.g.,  bicicleta,  toner,  vassoura,  bebedouro,  lixeira,  pilha,  lentes,  tapete,  carimbo,  DVR  dual,  alimentação,  envelope  e  camisa  masculina);  (b)  bens  não  adequadamente  descritos  (v.g.,  “frete”,  “­”,  “materiais  diversos  1”);  (c)  ferramentas  e  equipamentos  de  segurança  e proteção  individual  (v.g.,  chave  de  fenda, marreta,  protetor  facial,  bota  de  PVC);  (d)  itens  não  enquadrados  como  partes  e  peças  de  reposição  de  máquinas e equipamentos  (v.g.,  conversos de  frequência,  filtro  secador, bomba centrífuga);  (e)  itens  empregados  indiretamente  na  produção  (v.g.,  ácido  sulfúrico,  rede  de  proteção,  tinta  de  acabamento,  adesivo,  oxigênio,  graxa,  inibidor  de  corrosão);  (f)  combustíveis  e  lubrificantes não enquadrados como insumos (v.g., óleo automotivo para aplicação em freio,  gasolina); (g) produtos cuja descrição era incompatível com as notas fiscais (v.g., cal viva x  AL200  Carbomil);  (h)  serviços  não  aplicados  diretamente  no  processo  produtivo  (v.g.,  estudos de melhorias, palestras,  recuperação de bóias de sinalização náutica, agenciamento e  operações  portuárias,  transporte  de  rejeitos  industriais);  (h)  materiais  empregados  em  manutenção de bens ativados  (v.g.,  recuperação da caldeira Foster, serviços de manutenção  no forno calcinador); (i) serviços para os quais não foi apresentada nota fiscal (v.g., locação  de  toalhas  industriais);  (j)  serviços para  os quais não há previsão  legal  para desconto de  créditos  (v.g.,  contratados  junto  a  pessoas  físicas);  (k)  serviços  de  fretes  (de  produtos                                                              1 Todos os números de folhas indicados nesta decisão são baseados na numeração eletrônica da versão digital do  processo (e­processos).  Fl. 310DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/03/2015 por ROSALDO TREVISAN, Assinado digitalmente em 31/03/2015 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 30/03/2015 por ROSALDO TREVISAN Processo nº 10280.901508/2012­23  Acórdão n.º 3403­003.625  S3­C4T3  Fl. 310          3 acabados ou em elaboração entre estabelecimentos  industriais e comerciais da mesma pessoa  jurídica);  (l)  serviços  não  especificados  adequadamente  (v.g.,  serviços  diversos  na  área  vermelha);  (m)  bens  do  ativo  imobilizado,  considerando  as  glosas  efetuadas  no  processo  administrativo  no  10280722272/2009­65  (com  depreciação  de  1/48  para  as  aquisições  de  maio/2004 a dezembro/2005, e de 1/12 para as aquisições de fevereiro a dezembro/2007) e nas  fiscalizações  dos  dois  primeiros  trimestres  de  2008;  e  (n)  em  relação  a  julho,  agosto  e  setembro de 2008, as glosas de bens do ativo imobilizado foram referentes a: bens que não  compõem o  ativo  imobilizado  (v.g.,  serviços  de  hotelaria,  apoio  administrativo,  locação  de  residência); bens do ativo imobilizado que não são utilizados na produção (v.g., cadeiras de  escritório,  armários);  bens  para  os  quais  não  se  provou  a  ativação  ou  a  utilização  na  produção (v.g., aquisição de materiais diversos, fornecimento de móveis, havendo ainda bens  sem  descrição);  e  edificações  (com  taxa  de  depreciação  de  1/12,  quando  o  correto  seria  em  função da vida útil ou de 1/24).  Com  base  no  parecer  é  emitido  Despacho  Decisório  de  fl.  14,  em  03/07/2012, com ciência em 18/07/2012, cf. AR de fl. 54), deferindo­se crédito no montante de  R$  6.968.419,77,  homologando­se  parcialmente  a  primeira  DCOMP,  e  exigindo­se  o  pagamento em relação aos débitos indevidamente compensados, com acréscimos legais.  A empresa apresenta  sua manifestação de  inconformidade  em 16/08/2012  (fls. 55 a 104), anexando material explicativo do processo produtivo de alumina (fls. 57 a 64, e  168 a 203, aclarando a função do ácido sulfúrico, do oxigênio e da cal, entre outros, além dos  serviços de transporte de rejeitos industriais) e sustentando que: (a) na não cumulatividade (que  não  foi  restrita  pelo  texto  constitucional),  geram  créditos  os  custos,  despesas  e  encargos  relativos à receita de exportação, e consideram­se insumos, conforme entendimento da Câmara  Superior  de  Recursos  Fiscais,  todos  os  gastos  gerais  da  pessoa  jurídica  necessários  para  a  produção  dos  bens  ou  prestação  de  serviços;  (b)  não  foi  feita  qualquer  visita  na  empresa,  dificultando a  análise da  efetiva  aplicação dos bens no processo produtivo;  (c)  as  glosas  em  relação  ao  ativo  imobilizado  sob  o  fundamento  de  que  a  empresa  não  teria  observado  as  exigências  constantes  da  Lei  no  11.196/2005  (depreciação  de  1/12  somente  em  relação  às  máquinas e equipamentos adquiridos sob o RECAP) não procedem, visto que a empresa, “por  uma questão  de  tempo  real  de depreciação das máquinas  e  equipamentos  aplicados  em  seu  processo de industrialização, não se apropria de tais créditos automaticamente, de modo que  pelas  especificidades  da  impugnante,  é  evidente  que  a  conduta  apontada  no  parecer  seria,  como  é,  impraticável”,  e  não  há  por  parte  do  fisco  a  indicação  de  quais  seriam  os  prazos  corretos;  (d) não há uma clara  indicação da  razão as glosas do ativo  imobilizado, nem quais  seriam  os  itens  específicos,  ao  menos  referidos  em  planilha  que  permita  à  postulante  compreender  o  porquê  da  desconsideração;  (e)  o  ativo  imobilizado  compreende  todo  o  complexo de bens e direitos /ativo patrimonial imprescindível a que a sociedade empresária se  mantenha  em  operação,  abarcando  edificações,  equipamentos,  maquinário,  e  também  benfeitorias em locação ou arrendamento, e móveis, utensílios, entre outros, havendo previsão  expressa  para  desconto  de  créditos  em  relação  a  edificações  e  bens  do  ativo  imobilizado,  ainda que não enquadrados como insumos (incisos VI e VII da Lei no 10.637/2002); e (f) não  há  disposição  normativa  que  restrinja  o  aproveitamento  dos  encargos  de  depreciação/amortização a partir da utilização do bem. Demanda, por fim, produção de prova  pericial, via auditagem suplementar.  Em 29/11/2013 ocorre o julgamento de primeira instância (fls. 207 a 221),  no qual se decide unanimemente pela improcedência da manifestação de inconformidade (e da  demanda pericial), sob os argumentos de que: (a) o conceito de insumos para as contribuições  Fl. 311DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/03/2015 por ROSALDO TREVISAN, Assinado digitalmente em 31/03/2015 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 30/03/2015 por ROSALDO TREVISAN     4 deriva  do  inciso  II  do  art.  3o  das  Leis  no  10.637/2002  e  no  10.833/2003  e  da  IN  SRF  no  404/2004  (bens  com  ação  direta  sobre  o  produto  em  fabricação);  (b)  somente  os  serviços  prestados por pessoa jurídica contribuinte geram créditos, desde que utilizados diretamente na  linha  de  produção  da  empresa;  (c)  as  glosas  em  relação  ao  ativo  imobilizado  alcançam,  de  forma  geral,  produtos  não  utilizados  na  produção  de  bens  destinados  a  venda  e  bens  considerados  como  edificações,  perfeitamente  individualizados;  e  (d)  o  encargo  referente  à  depreciação somente é computável no resultado do exercício a partir da época em que o bem  começa a ser utilizado, e às taxas previstas na legislação de regência.  Cientificada do acórdão da DRJ em 03/01/2014  (AR de fl. 223), a empresa  apresenta Recurso  Voluntário  em  30/01/2014  (fls.  224  a  269),  basicamente  reiterando  de  forma geral as considerações expostas na manifestação de inconformidade, acrescentando que:  (a) da análise do processo produtivo da empresa e de disposições normativas expressas tem­se  que são considerados como insumos os bens aplicados diretamente na produção (como alumina  e fluorita em pó), os combustíveis e lubrificantes (como óleo BPF e GLP) e as partes e peças  (de reposição), e os serviços diretamente aplicados ou consumidos no processo produtivo, e de  manutenção de máquinas e equipamentos; e (b) insumo é, assim, tudo aquilo que concorre na  composição do processo produtivo.  Em 29/01/2015 esta Terceira Turma efetua, por meio da Resolução no 3403­ 000.607, baixa em diligência, para que fosse juntada a planilha com o detalhamento das glosas  (“Glosa_Créditos_PIS_3tri_2008”), de ciência da recorrente, mas  indisponível ao  julgador na  versão digital do processo.  Solucionado o problema  técnico, o processo retorna a este CARF, com  link  para a planilha solicitada.  É o relatório.    Voto             Conselheiro Rosaldo Trevisan, relator  O recurso preenche os requisitos formais de admissibilidade e, portanto, dele  se toma conhecimento.  Como  relatado  de  início,  o  presente  processo  se  refere  exclusivamente  à  Contribuição para o PIS/PASEP relativa ao 3o trimestre de 2008.  Os  assuntos  em  discussão  são  basicamente  os  mesmos  já  analisados  pela  turma  em  diversos  processos  da  mesma  recorrente:  (a)  aspectos  constitucionais  da  não  cumulatividade;  (b)  delimitação  do  conceito  de  insumo  para  as  contribuições;  (c)  glosas  de  bens  considerados  como  insumos;  (d)  glosas  de  serviços  considerados  como  insumos;  e  (e)  glosas em relação a edificações e bens do ativo imobilizado, inclusive no que se refere a bases  diferenciadas (1/12).  Preliminarmente a tais questões, no entanto, cabe efetuar considerações sobre  o ônus probatório nos processos referentes a compensação, como o presente.    Fl. 312DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/03/2015 por ROSALDO TREVISAN, Assinado digitalmente em 31/03/2015 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 30/03/2015 por ROSALDO TREVISAN Processo nº 10280.901508/2012­23  Acórdão n.º 3403­003.625  S3­C4T3  Fl. 311          5 1. Considerações iniciais  O ônus probatório em processos de compensação é do postulante ao crédito,  tendo este o dever de apresentar todos os elementos necessários à prova de seu direito. Assim  vem reiteradamente decidindo esta turma de forma unânime:  “ÔNUS DA PROVA. FATO CONSTITUTIVO DO DIREITO NO  QUAL  SE  FUNDAMENTA  A  AÇÃO.  INCUMBÊNCIA  DO  INTERESSADO.  Cabe  ao  interessado  a  prova  dos  fatos  que  tenha  alegado.  DILAÇÃO  PROBATÓRIA.  DILIGÊNCIAS.  A  realização  de  diligências  destina­se  a  resolver  dúvidas  acerca  de questão controversa originada da confrontação de elementos  de prova  trazidos pelas partes, mas não para permitir que seja  feito  aquilo  que  a  lei  já  impunha  como  obrigação,  desde  a  instauração  do  litígio,  às  partes  componentes  da  relação  jurídica.”  (Acórdãos  n.  3403­002.106  a  111,  Rel.  Cons.  Alexandre Kern, unânimes, sessão de 23.abr.2013) (grifo nosso)  “PEDIDOS  DE  COMPENSAÇÃO/RESSARCIMENTO.  ÔNUS  PROBATÓRIO.  Nos  pedidos  de  compensação/ressarcimento,  incumbe  ao  postulante  a  prova  de  que  cumpre  os  requisitos  previstos na  legislação  para  a  obtenção  do crédito pleiteado.”  (grifo  nosso)  (Acórdão  n.  3403­003.173,  Rel  Cons.  Rosaldo  Trevisan,  unânime  ­  em  relação  à  matéria,  sessão  de  21.ago.2014) (No mesmo sentido: Acórdão n. 3403­003.166, Rel  Cons. Rosaldo Trevisan, unânime ­ em relação à matéria, sessão  de  20.ago.2014;  Acórdão  3403­002.681,  Rel  Cons.  Rosaldo  Trevisan,  unânime  ­  em  relação  à  matéria,  sessão  de  28.jan.2014; e Acórdãos n. 3403­002.472, 473, 474, 475 e 476,  Rel Cons. Rosaldo Trevisan, unânimes  ­  em relação à matéria,  sessão de 24.set.2013)  Não há dúvidas, assim, sobre ser o ônus probatório da recorrente, no caso em  análise. E o  fisco não se  furtou a assegurar à  recorrente a possibilidade de exercer  tal prova,  durante o procedimento de fiscalização. Incumbe à empresa a apresentação de prova de vínculo  dos bens e serviços ao seu processo produtivo, sendo a visita às instalações da empresa medida  que  se  faz  necessária  somente  no  caso  de  haver  dúvidas  em  relação  ao  conteúdo  probatório  apresentado. Da mesma forma, a diligência se prestaria a esclarecer dúvida do julgador, e não à  complementação probatória.  Feitos  estes  esclarecimentos,  segue­se  na  análise  do  contencioso,  já  se  esclarecendo que as decisões administrativas e judiciais prestam­se a auxiliar na formação de  convicção  do  julgador  administrativo,  mas  apenas  em  alguns  casos  excepcionais  (v.g.,  as  proferidas  nas  sistemáticas  citadas  no  art.  62­A  do  Regimento  Interno  deste  CARF)  efetivamente  exercem  efeito  vinculante  no  julgamento  por  este  colegiado.  Assim,  indubitavelmente se toma em conta a jurisprudência apresentada na presente análise, ainda que  dela se possa discordar eventualmente.    2. Do caráter constitucional da não cumulatividade  Fl. 313DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/03/2015 por ROSALDO TREVISAN, Assinado digitalmente em 31/03/2015 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 30/03/2015 por ROSALDO TREVISAN     6 Impende­se  destacar  a  impossibilidade  de  análise por  parte deste CARF de  eventual tese que sustente ser a não­cumulatividade expressa na Constituição Federal brasileira  (art.  195,  §  12)  inatingível  (ou  não  sujeita  a  restrições)  pela  legislação  infraconstitucional,  devendo  eventual  modulação  ser  feita  tão­somente  no  próprio  texto  constitucional,  o  que  culminaria  no  reconhecimento  de  inconstitucionalidade  nas  limitações  estabelecidas  essencialmente pelas Leis no 10.637/2002 e no 10.833/2003. O tema já é inclusive sumulado no  âmbito deste tribunal:  “Súmula  CARF  no  2:  O  CARF  não  é  competente  para  se  pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária.”  Resta, assim, a análise da abrangência do conceito de insumos na legislação  referente à contribuição, e a verificação da compatibilidade das glosas a tal conceito.    3. Da delimitação do conceito de insumos para as contribuições  O  termo  insumo  é  polissêmico.  Por  isso,  há  que  se  indagar  qual  é  sua  abrangência no contexto das Leis no 10.627/2002 e no 10.833/2003. Na busca de um norte para  a questão, poder­se­ia ter em consideração os teores do § 5o do art. 66 da IN SRF no 247/2002  (editado  com  base  no  art.  66  da  Lei  no  10.637/2002)  e  do  art.  8o  da  IN  SRF  no  404/2004  (editado  com  alicerce  no  art.  92  da  Lei  no  10.833/2003),  que,  para  efeito  de  disciplina  da  Contribuição  para  o  PIS/PASEP  e  da  COFINS,  estabelecem  entendimento  de  que  o  termo  insumo utilizado na fabricação ou produção de bens destinados à venda abrange “as matérias  primas,  os  produtos  intermediários,  o  material  de  embalagem  e  quaisquer  outros  bens  que  sofram  alterações,  tais  como  o  desgaste,  o  dano  ou  a  perda  de  propriedades  físicas  ou  químicas, em função da ação diretamente exercida sobre o produto em fabricação, desde que  não  estejam  incluídos  no  ativo  imobilizado”  e  “os  serviços  prestados  por  pessoa  jurídica  domiciliada no País, aplicados ou consumidos na produção ou fabricação do produto”.  Outro caminho seria buscar analogia com a legislação do IPI ou do IR (ambas  frequentes na  jurisprudência deste CARF). Contudo,  tal  tarefa  se  revela  improfícua,  pois  em  face da legislação que rege as contribuições, o conceito expresso nas normas que tratam do IPI  é  demasiadamente  restritivo,  e  o  encontrado  a  partir  da  legislação  do  IR  é  excessivamente  amplo,  visto  que  se  adotada  a  acepção  de  “despesas  operacionais”,  chegar­se­ia  à  absurda  conclusão de que a maior parte dos incisos do art. 3o das Leis no 10.637/2002 e no 10.833/2003  (inclusive  alguns  que  demandaram  alteração  legislativa  para  inclusão  ­  v.g.  incisos  IX,  referente a energia elétrica e térmica, e X, sobre vale­transporte ... para prestadoras de serviços  de limpeza...) é inútil ou desnecessária.  A  Lei  no  10.637/2002,  que  trata  da  Contribuição  para  o  PIS/PASEP  não­ cumulativa, e a Lei no 10.833/2003, que trata da COFINS não­cumulativa, explicitam, em seus  arts. 3o, que podem ser descontados créditos em relação a:  “II  ­  bens  e  serviços, utilizados  como  insumo  na prestação  de  serviços  e  na  produção  ou  fabricação  de  bens  ou  produtos  destinados  à  venda  ou  à  prestação  de  serviços,  inclusive  combustíveis (...)” (grifo nosso)  A mera leitura dos dispositivos legais já aponta para a impossibilidade de se  considerar como insumo um bem ou serviço que não seja utilizado na produção ou fabricação  do bem destinado à venda.  Fl. 314DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/03/2015 por ROSALDO TREVISAN, Assinado digitalmente em 31/03/2015 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 30/03/2015 por ROSALDO TREVISAN Processo nº 10280.901508/2012­23  Acórdão n.º 3403­003.625  S3­C4T3  Fl. 312          7 Há,  assim,  que  se  acolher  a  argumentação  de  que  o  insumo  deve  ser  necessário  ao  processo  produtivo/fabril,  e,  consequentemente,  à  obtenção  do  produto  final,  como  vem  reiteradamente  decidindo  esta  Terceira  Turma,  inclusive  em  relação  a  nove  processos da mesma empresa julgados por esta turma em janeiro de 2015, analisando o mesmo  tributo:  “CONTRIBUIÇÃO  PARA  O  PIS/PASEP.  NÃO­ CUMULATIVIDADE.  INSUMO.  CONCEITO.  O  conceito  de  insumo  na  legislação  referente  à  Contribuição  para  o  PIS/PASEP  e  à  COFINS  não  guarda  correspondência  com  o  extraído da legislação do IPI (demasiadamente restritivo) ou do  IR  (excessivamente  alargado).  Em  atendimento  ao  comando  legal, o insumo deve ser necessário ao processo produtivo/fabril,  e,  consequentemente,  à  obtenção  do  produto  final.  (...).”  (Acórdão  no  3403­003.166,  Rel.  Cons.  Rosaldo  Trevisan,  unânime  –  em  relação  à  matéria,  sessão  de  20.ago.2014)  (No  mesmo  sentido  os  Acórdãos  no  3403­002.469  a  477;  no  3403­ 001.893  a  896;  no  3403­001.935;  no  3403­002.318  e  319;  e  no  3403.002.783 e 784)  CONTRIBUIÇÃO  PARA  O  PIS/PASEP.  NÃO­ CUMULATIVIDADE.  INSUMO.  CONCEITO.  O  conceito  de  insumo  na  legislação  referente  à  Contribuição  para  o  PIS/PASEP  e  à  COFINS  não  guarda  correspondência  com  o  extraído da legislação do IPI (demasiadamente restritivo) ou do  IR  (excessivamente  alargado).  Em  atendimento  ao  comando  legal, o insumo deve ser necessário ao processo produtivo/fabril,  e, consequentemente, à obtenção do produto final. (...) (Acórdãos  no 3403­003.512 a 520, Rel. Cons. Rosaldo Trevisan, unânime –  em relação à matéria, sessão de 29.jan.2015)  Isto  posto,  cabe  analisar  a  adequação  ao  conceito  de  insumo  das  rubricas  questionadas no presente contencioso, já destacando que não se identifica com a legislação do  IPI nem com a do IR.  As glosas discutidas ocorreram basicamente em três grupos: bens utilizados  como insumo, serviços utilizados como insumo e bens do ativo imobilizado.    3.1. Bens utilizados como insumo  Em  relação  a  bens  utilizados  como  insumos,  percebe­se  que  o  fisco  efetua  glosas  (fls.  35/38)  em  relação  a  itens  não  relacionados  à  atividade  produtiva  (como  bicicleta,  toner,  vassoura,  bebedouro,  lixeira,  pilha,  lentes,  tapete,  carimbo,  DVR  dual,  alimentação, envelope e camisa masculina), itens não adequadamente descritos (v.g., “frete”,  “­”,  “materiais  diversos  1”),  ferramentas  e  equipamentos  de  segurança  e  proteção  individual  (v.g.,  chave  de  fenda,  marreta,  protetor  facial,  bota  de  PVC),  itens  não  enquadrados  como  partes  e  peças  de  reposição  de  máquinas  e  equipamentos  (v.g.,  conversos de frequência, filtro secador, bomba centrífuga),  itens empregados indiretamente  na produção (v.g., ácido sulfúrico, rede de proteção, tinta de acabamento, adesivo, oxigênio,  graxa,  inibidor de corrosão), combustíveis e  lubrificantes não enquadrados como insumos  Fl. 315DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/03/2015 por ROSALDO TREVISAN, Assinado digitalmente em 31/03/2015 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 30/03/2015 por ROSALDO TREVISAN     8 (v.g.,  óleo  automotivo  para  aplicação  em  freio,  gasolina),  e  produtos  cuja  descrição  (ou  valor) era incompatível com as notas fiscais (v.g., cal viva x AL200 Carbomil).  O recurso voluntário se dedica mormente a questionar o conceito de insumos  adotado  de  forma  genérica,  sem  fazer  menção  individualizada  às  glosas,  transcrevendo  dispositivos normativos e jurisprudência sem necessariamente relacioná­los ao caso concreto.  Como  aqui  já  se  esclareceu,  o  desgaste  físico  não  é  uma  propriedade  relevante para caracterizar insumos na legislação que rege as contribuições, mas sim a relação  com  o  processo  produtivo.  E  peca  a  recorrente  ao  sustentar  apenas  genericamente  a  efetiva  utilização dos bens glosados no processo produtivo, em sua peça recursal.  É certo que há jurisprudência favorável à recorrente (inclusive nesta Terceira  Turma), como colacionado na peça recursal, no sentido de reconhecer a tomada de créditos em  relação a ácido sulfúrico (e respectivos fretes) e óleo BPF, mas a tabela de glosas em relação a  bens  inclui  8152  linhas,  não  havendo  qualquer  questionamento  específico  em  relação  aos  demais  itens  glosados  (por  exemplo,  bicicleta,  bebedouro,  tapete, marreta,  adesivo,  e  outros  itens cuja possibilidade de utilização no processo produtivo é de difícil compreensão).  No presente processo, é de se destacar que o óleo BPF é entendido pelos fisco  como dentro do conceito de insumo (fl. 23), não havendo controvérsia instaurada em relação à  matéria.  Assim,  o  único  item  questionado  especificamente,  ainda  que  com  simples  menção a  jurisprudência desta Turma na peça  recursal,  é o  ácido  sulfúrico  (e os  fretes  a  ele  correspondentes).  E, sobre tal produto, em relação ao mesmo processo produtivo (de alumina)  da mesma recorrente, já decidiu por diversas vezes este colegiado (Acórdãos no 3403­002.764,  e  3403­003.512  a  520)  ser  possível  a  tomada  de  créditos  como  insumo  em  relação  às  contribuições (o mesmo entendimento se externando em relação aos fretes correspondentes).  Assim,  na  linha  que  já  vem  adotando  esta  turma,  entende­se  que  são  improcedentes  as  glosas  em  relação  às  aquisições  de  ácido  sulfúrico  (assim  como  dos  correspondentes  fretes,  desde  que  identificados).  E,  ainda  acompanhando  a  recorrente  jurisprudência  da  turma,  mantém­se  a  glosa  em  relação  aos  demais  itens,  não  questionados  especificamente nas peças de defesa.    3.2. Serviços utilizados como insumo  Em relação a serviços utilizados como insumos, percebe­se que o fisco efetua  glosas (fls. 38/40) em relação a serviços não aplicados diretamente no processo produtivo  (v.g.,  estudos  de  melhorias,  palestras,  recuperação  de  bóias  de  sinalização  náutica,  agenciamento  e  operações  portuárias,  transporte  de  rejeitos  industriais),  materiais  empregados em manutenção de bens ativados (v.g., recuperação da caldeira Foster, serviços  de manutenção no forno calcinador), serviços para os quais não foi apresentada nota fiscal  (v.g.,  locação  de  toalhas  industriais),  serviços  para  os  quais  não  há  previsão  legal  para  desconto de créditos (v.g., contratados junto a pessoas físicas), serviços de fretes (de produtos  acabados ou em elaboração entre estabelecimentos  industriais e comerciais da mesma pessoa  jurídica)  e  serviços  não  especificados  adequadamente  (v.g.,  serviços  diversos  na  área  vermelha).  Fl. 316DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/03/2015 por ROSALDO TREVISAN, Assinado digitalmente em 31/03/2015 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 30/03/2015 por ROSALDO TREVISAN Processo nº 10280.901508/2012­23  Acórdão n.º 3403­003.625  S3­C4T3  Fl. 313          9 A recorrente, por seu turno, novamente argumenta de forma genérica, sendo a  única  menção  em  seu  recurso  voluntário  a  transporte  de  rejeitos  industriais,  e  somente  em  citação  a  julgado  anterior  desta  turma.  Assim,  não  se  desincumbe  de  seu  ônus  probatório  a  recorrente em relação às glosas operadas por sua própria deficiência (por falta de apresentação  de documentos ou especificações).  E  o  único  item  questionado  novamente  remete  a  matéria  recorrentemente  analisada  por  esta  Terceira  Turma,  em  relação  à  mesma  recorrente  e  ao  mesmo  processo  produtivo (Acórdãos no 3403­003.512 a 518 e 3403­003.520), com pronunciamento favorável à  tomada de créditos em relação a transporte de rejeitos industriais.  Assim,  novamente  alinhando­se  com  entendimento  já  externado  por  este  colegiado, entende­se que pela improcedência das glosas referentes a serviços de transporte de  rejeitos industriais, mantendo­se as demais glosas referentes a serviços.    3.3. Bens do ativo imobilizado  Em  relação  ao  ativo  imobilizado,  remete­se  parcialmente  (fl.  40)  a  outro  processo administrativo (no 10280722272/2009­65, que teve o recurso voluntário recentemente  apreciado por esta turma), sendo as glosas (fl. 42) referentes a bens que não compõem o ativo  imobilizado (v.g., serviços de hotelaria, apoio administrativo, locação de residência), bens do  ativo imobilizado que não são utilizados na produção (v.g., cadeiras de escritório, armários),  bens para os quais não se provou a ativação ou a utilização na produção (v.g., aquisição de  materiais diversos, fornecimento de móveis, havendo ainda bens sem descrição) e edificações  (com taxa de depreciação de 1/12, quando o correto seria em função da vida útil ou de 1/24).  Na planilha de glosas, estas são codificadas da seguinte forma: NP (para bens  do ativo imobilizado que não são utilizados diretamente na produção da Alumina); NA (para  bens  que  não  compõe  o  ativo  imobilizado);  NSD  (para  bens  em  relação  aos  quais  não  se  provou a configuração de ativo  imobilizado para utilização na produção da Alumina ou com  descrição incompleta); e EDIF (para edificações).  A  recorrente  não  questiona  a  simples  remissão  ao  outro  processo,  sem  detalhamento  da  motivação  da  parcela  correspondente  das  glosas  nestes  autos,  e  parece  compreender  bem  a  motivação  quando  se  defende  da  mesma  forma  que  naquele  processo,  discutindo  os  dois  mecanismos  de  depreciação  (1/48  e  1/12).  Mas  a  defesa  é  novamente  genérica,  com  reprodução  de  diversos  dispositivos  normativos  e  decisões,  sem  a  eficaz  vinculação à situação concreta narrada nos autos.  E,  reitere­se,  esta  mesma  Terceira  Turma  já  apreciou  aquele  processo  administrativo, exatamente em relação à matéria, concluindo que:  “DA GLOSA DOS  CRÉDITOS  TOMADOS COM BASE NO  ART. 3º, § 14 DA LEI Nº 10.833/04  Quanto à glosa dos créditos tomados sobre o valor de aquisição  de bens para o ativo imobilizado, como opção à regra geral da  tomada de crédito sobre a depreciação desses bens (art. 3º, § 14  da Lei nº 10.833/04), o exame das planilhas 1 a 7B revela que  essas glosas foram motivadas pela fiscalização em dois fatos: a)  Fl. 317DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/03/2015 por ROSALDO TREVISAN, Assinado digitalmente em 31/03/2015 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 30/03/2015 por ROSALDO TREVISAN     10 os bens não se enquadram como máquinas e equipamentos ou  não são aplicados diretamente na produção dos bens destinados  à  venda;  e  b) os  bens,  embora  pertençam  ao  imobilizado,  são  edificações não abrangidas pelo benefício legal.  (...)  Os  bens  relacionados  nessa  planilha  não  se  enquadram  na  hipótese  legal do  art.  3º, VI,  da Lei  nº  10.833/03,  ou  seja,  não  constituem  “máquinas,  equipamentos  e  outros  bens  incorporados  ao  ativo  imobilizado,  adquiridos  ou  fabricados  para  locação  a  terceiros,  ou  para  utilização  na  produção  de  bens destinados à venda ou na prestação de serviços”.  O requisito legal que rende ensejo ao crédito é que as máquinas,  os  equipamentos  ou  os  “outros  bens”  sejam  passíveis  de  ativação  e  que  sua  destinação  seja  a  locação  a  terceiros  ou  o  emprego na produção, o que não é o caso dos produtos glosados  pela fiscalização na planilha 1.  Por seu turno, os valores dos produtos relacionados nas planilha  2  e  5  foram  glosados  porque  os  bens  ali  descritos  constituem  edificações. Os bens descritos constituem partes de edificações,  como  estruturas  metálicas,  ou  bens  destinados  à  construção  civil,  como  elevadores,  mão­de­obra,  “diversos  materiais  para  construção civil”, e etc. A opção prevista no art. 3º, § 14 da Lei  nº 10.833/04 só alcança os bens especificados no art. 3º, VI, da  lei, que não inclui obras de construção civil e nem suas partes.  Quanto  à  planilha  4,  os  bens  relacionados  constituem  basicamente  móveis  como  por  exemplo:  gaveteiros,  colchões,  painel  divisor,  armários,  balcão  de  atendimento,  mesa  de  reunião, mapoteca  e  cabideiro,  (...).  É  óbvio  que  tais  produtos  não  possuem aptidão  para  gerarem créditos,  pois nem  sequer  são utilizados na produção da alumina.  Portanto, ficam mantidas as glosas efetuadas pela fiscalização.  DA  GLOSA  DOS  CRÉDITOS  TOMADOS  COM  BASE  NO  ART. 31 DA LEI Nº 11.196/2005.  (...)  O que a  fiscalização  fez  foi glosar bens que não se enquadram  na previsão contida no art. 31 da Lei nº 11.196/2005.  Os  requisitos  estabelecidos  nesse  dispositivo  legal  são  os  seguintes:  a)  a  pessoa  jurídica  deve  ter  projeto  aprovado para  instalação,  ampliação,  modernização  ou  diversificação  enquadrado em  setores da  economia considerados prioritários;  b)  localização  nas  áreas  das  extintas  Sudene  e  Sudam;  c)  o  crédito  é  gerado  pela  aquisição,  a  partir  do  ano  de  2006,  de  máquinas,  aparelhos,  instrumentos  e  equipamentos,  novos,  relacionados em regulamento, destinados à incorporação ao seu  ativo  imobilizado;  d)  o  desconto  do  crédito  deve  ser  feito  no  prazo de 12 meses, contados da aquisição do bem; e e) o crédito  é  resultante  da  aplicação  da  alíquota  de  7,6%  sobre  1/12  do  custo de aquisição do bem.  Fl. 318DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/03/2015 por ROSALDO TREVISAN, Assinado digitalmente em 31/03/2015 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 30/03/2015 por ROSALDO TREVISAN Processo nº 10280.901508/2012­23  Acórdão n.º 3403­003.625  S3­C4T3  Fl. 314          11 O  exame  da  planilha  7D  revela  que  a  fiscalização  somente  questionou  o  item “c”  acima  relacionado,  pois  os  códigos  das  glosas foram os seguintes:  DT05  –  indica  que  o  bem  foi  glosado  em  virtude  da  data  de  aquisição  ser  anterior  à  publicação  da  Lei  nº  11.196/2005;  EDIF06  E  EDIF07  –  indica  que  se  tratam  de  edificações  dos  anos de 2006 e 2007, que não são contempladas pelo benefício;  N­indica que os bens não são considerados bens do imobilizado  ou  não  são  empregados  no  processo  produtivo  do  adquirente;  NCD­indica que os bens não estão relacionados no regulamento;  NREB­indica que o bem não possui aptidão para gerar crédito  por  ter  sido  adquirido  em  operação  equiparada  a  exportação  (que é desonerada das contribuições).  A  recorrente  mais  uma  vez  não  se  desincumbiu  do  ônus  estabelecido no art. 16, III, do Decreto nº 70.235/72, pois não  contestou especificamente e nem trouxe documentação hábil a  elidir nenhum dos motivos invocados para a glosa.  Sendo  assim,  devem  ser  mantidos  os  cálculos  elaborados  pela  fiscalização.  A  defesa  invocou  as  soluções  de  consulta  proferidas  pela  8ª  Região  Fiscal,  nas  quais  o  órgão  entendeu  que  materiais  utilizados na manutenção dos bens de produção da empresa são  passíveis de gerarem créditos das contribuições.  Esse direito em momento algum foi contestado pela fiscalização  ou pelo Acórdão de primeira instância. A questão é a mesma já  constatada  linhas  acima,  qual  seja:  o  contribuinte  não  apresentou contestação específica elencando quais itens foram  destinados à manutenção do ativo imobilizado, não demonstrou  se  os  bens  aplicados  eram  ou  não  passíveis  de  ativação  obrigatória  e  também  não  demonstrou  onde  e  como  foram  aplicados.  Ao contrário do alegado pela defesa, o art. 6º, §§ 1º e 3º da Lei  nº  10.833/03,  não  autoriza  o  crédito  em  relação  a  qualquer  gasto vinculado à obtenção da receita de exportação, pois o § 1º  remete o cálculo do crédito ao disposto no art. 3º. Portanto, os  eventos  que  dão  direito  ao  crédito  são  os  mesmos,  independentemente de a venda da produção ocorrer no mercado  interno  ou  externo.”  (Acórdão  no  3403­001.954,  Rel.  Cons.  Antonio Carlos Atulim, unânime em relação ao tema, sessão de  20.mar.2013)  (grifo  nosso)  (No mesmo  sentido  os  Acórdãos  no  3403­001.955  e  956,  Rel.  Cons.  Antonio  Carlos  Atulim,  unânimes  em  relação  ao  tema,  sessão  de  20.mar.2013,  que  tratavam, respectivamente, da COFINS do terceiro e do primeiro  trimestres de 2007)  Mantém­se, assim, novamente o entendimento já firmado na turma, restando  hígidas neste tópico as glosas decorrentes efetuadas pelo fisco.  Fl. 319DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/03/2015 por ROSALDO TREVISAN, Assinado digitalmente em 31/03/2015 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 30/03/2015 por ROSALDO TREVISAN     12 Nos  itens  referentes  aos  meses  de  julho  a  setembro  de  2008,  não  assiste  melhor  sorte  à  recorrente.  Pela  simples  leitura  das  listas  de  glosas  (com  as  correspondentes  codificações), percebe­se que os bens relacionados enquadram­se objetivamente em cada uma  das categorias descritas pelo fisco (NP, NA, NSD e EDIF). E, ao contrário da fiscalização, que  detalha e individualiza as glosas, a recorrente não traz qualquer questionamento específico de  item glosado.  Quanto às taxas de depreciação para edificações (perceba­se que não discorda  o fisco do direito a crédito, mas somente da taxa utilizada), devem ser aplicadas na forma do  art.  3o  da Lei  no  10.637/2002  (art.  1o,  §  1o  da  IN SRF no  457/2004)  ou  do  art.  6o  da Lei  no  11.488/2007 (art. 1o, § 2o da IN SRF no 457/2004). A menção recursal ao RECAP, por fim, é  desacompanhada de qualquer prova de que a empresa seja habilitada a tal regime, ou cumpra  os  requisitos para  sua  fruição,  cabendo  reiterar as  considerações  aqui  já  expostas  sobre ônus  probatório.    Diante  do  exposto,  voto  no  sentido  de  dar  provimento  parcial  ao  recurso  voluntário apresentado, para reconhecer o direito ao crédito em relação a aquisições de ácido  sulfúrico  (assim  como  ao  frete  relativo  a  seu  transporte)  e  serviços  de  transporte  de  rejeitos  industriais.  Rosaldo Trevisan                                Fl. 320DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/03/2015 por ROSALDO TREVISAN, Assinado digitalmente em 31/03/2015 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 30/03/2015 por ROSALDO TREVISAN

score : 1.0
6300155 #
Numero do processo: 12466.722364/2013-89
Data da sessão: Tue Jan 26 00:00:00 UTC 2016
Data da publicação: Mon Mar 07 00:00:00 UTC 2016
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal Período de apuração: 27/02/2009 a 27/12/2012 OPERAÇÕES DE COMÉRCIO EXTERIOR. ORIGEM DOS RECURSOS. INTERPOSIÇÃO FRAUDULENTA. PRESUNÇÃO. Presume-se a interposição fraudulenta de terceiro nas operações de comércio exterior em que não resta comprovado a origem, disponibilidade e transferência dos recursos financeiros. No caso concreto restou confirmado por meio da contabilidade da recorrente que os recursos financeiros eram repassados pelos interessados nas importações, contabilizados a título de antecipação, corroborado por outros documentos. RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA Responde pela infração quem quer que, de qualquer forma, concorra para sua prática ou dela se beneficie bem como o adquirente de mercadoria de procedência estrangeira, no caso de importação realizada por sua conta e ordem, por intermédio de pessoa jurídica importadora. Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 3302-002.988
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao Recurso Voluntário. Ricardo Paulo Rosa - Presidente. Domingos de Sá Filho - Relator. Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Ricardo Paulo Rosa (presidente), Paulo Guilherme Deroulede, Domingos de Sá Filho, Jose Fernandes do Nascimento, Lenisa Rodrigues Prado, Maria do Socorro Ferreira Aguiar, Sarah Maria Linhares de Araújo e Walker Araújo.
Nome do relator: DOMINGOS DE SA FILHO

toggle explain
    
1.0 = *:*

  
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021

anomes_sessao_s : 201601

ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Período de apuração: 27/02/2009 a 27/12/2012 OPERAÇÕES DE COMÉRCIO EXTERIOR. ORIGEM DOS RECURSOS. INTERPOSIÇÃO FRAUDULENTA. PRESUNÇÃO. Presume-se a interposição fraudulenta de terceiro nas operações de comércio exterior em que não resta comprovado a origem, disponibilidade e transferência dos recursos financeiros. No caso concreto restou confirmado por meio da contabilidade da recorrente que os recursos financeiros eram repassados pelos interessados nas importações, contabilizados a título de antecipação, corroborado por outros documentos. RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA Responde pela infração quem quer que, de qualquer forma, concorra para sua prática ou dela se beneficie bem como o adquirente de mercadoria de procedência estrangeira, no caso de importação realizada por sua conta e ordem, por intermédio de pessoa jurídica importadora. Recurso Voluntário Negado.

dt_publicacao_tdt : Mon Mar 07 00:00:00 UTC 2016

numero_processo_s : 12466.722364/2013-89

anomes_publicacao_s : 201603

conteudo_id_s : 5572370

dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Mar 07 00:00:00 UTC 2016

numero_decisao_s : 3302-002.988

nome_arquivo_s : Decisao_12466722364201389.PDF

ano_publicacao_s : 2016

nome_relator_s : DOMINGOS DE SA FILHO

nome_arquivo_pdf_s : 12466722364201389_5572370.pdf

arquivo_indexado_s : S

decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao Recurso Voluntário. Ricardo Paulo Rosa - Presidente. Domingos de Sá Filho - Relator. Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Ricardo Paulo Rosa (presidente), Paulo Guilherme Deroulede, Domingos de Sá Filho, Jose Fernandes do Nascimento, Lenisa Rodrigues Prado, Maria do Socorro Ferreira Aguiar, Sarah Maria Linhares de Araújo e Walker Araújo.

dt_sessao_tdt : Tue Jan 26 00:00:00 UTC 2016

id : 6300155

ano_sessao_s : 2016

atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 19:13:46 UTC 2021

sem_conteudo_s : N

_version_ : 1714076609277853696

conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 24; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1945; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3­C3T2  Fl. 24          1 23  S3­C3T2  MINISTÉRIO DA FAZENDA  CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS  TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO    Processo nº  12466.722364/2013­89  Recurso nº               Voluntário  Acórdão nº  3302­002.988  –  3ª Câmara / 2ª Turma Ordinária   Sessão de  26 de janeiro de 2016  Matéria  MULTA ADUANEIRA   Recorrente  AST COMÉRCIO INTERNACIONAL LTDA e CK COMÉRCIO E  REPRESENTAÇÃO LTDA.   Recorrida  FAZENDA NACIONAL     ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL  Período de apuração: 27/02/2009 a 27/12/2012  OPERAÇÕES DE COMÉRCIO EXTERIOR. ORIGEM DOS RECURSOS.  INTERPOSIÇÃO FRAUDULENTA. PRESUNÇÃO.  Presume­se a interposição fraudulenta de terceiro nas operações de comércio  exterior  em  que  não  resta  comprovado  a  origem,  disponibilidade  e  transferência  dos  recursos  financeiros. No  caso  concreto  restou  confirmado  por  meio  da  contabilidade  da  recorrente  que  os  recursos  financeiros  eram  repassados  pelos  interessados  nas  importações,  contabilizados  a  título  de  antecipação, corroborado por outros documentos.  RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA  Responde pela infração quem quer que, de qualquer forma, concorra para  sua prática ou dela se beneficie bem como o adquirente de mercadoria de  procedência estrangeira, no caso de importação realizada por sua conta e  ordem, por intermédio de pessoa jurídica importadora.  Recurso Voluntário Negado.      Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.  Acordam  os  membros  do  Colegiado,  por  unanimidade  de  votos,  negar  provimento ao Recurso Voluntário.   Ricardo Paulo Rosa ­ Presidente.   Domingos de Sá Filho ­ Relator.     AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 12 46 6. 72 23 64 /2 01 3- 89 Fl. 1245DF CARF MF Impresso em 07/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/02/2016 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 19/02/2016 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 05/03/2016 por RICARDO PAULO ROSA     2 Participaram da  sessão de  julgamento os Conselheiros: Ricardo Paulo Rosa  (presidente),  Paulo  Guilherme  Deroulede,  Domingos  de  Sá  Filho,  Jose  Fernandes  do  Nascimento, Lenisa Rodrigues Prado, Maria do Socorro Ferreira Aguiar, Sarah Maria Linhares  de Araújo e Walker Araújo.  Relatório  Trata­se  o  presente  feito  de  exigência  de  multa  equivalente  ao  valor  aduaneiro das mercadorias em substituição a pena de perdimento.. Acusação imputada se refere  à interposição fraudulenta configurada pela falsidade ideológica pela infração da apresentação  de documento falso para a nacionalização das mercadorias.  Adoto o relatório da decisão recorrida por espelhar a realidade dos autos:  “Trata  o  presente  processo  de  impugnação  contra  a  exigência  da multa prevista no art. 23, inciso V, §§ 1º e 3º, do Decreto­lei  nº  1.455/1976,  com redação dada pelas Leis  nos 10.637/2002 e  12.350/2010,  no  valor  de  R$  1.224.925,84,  objeto  do  Auto  de  Infração de fls.  02­56.  O  procedimento  fiscal  em  questão  foi  iniciado  em  14/08/2012,  com  diligência  no  estabelecimento  da  empresa  AST  Comércio  Internacional  Ltda.  (CNPJ  32.393.589/0001­  21),  doravante  identificada  apenas  por  AST,  quando  foram  retidos  diversos  documentos  e  a  empresa  intimada,  para  apresentar  outros  elementos  e prestar  esclarecimentos,  o que  foi  atendido apenas  parcialmente (fls. 75­98).  Em  decorrência  da  verificação  dos  documentos  retidos  e  apresentados, a empresa  foi  incluída em procedimento especial  de fiscalização, nos termos da Instrução Normativa (IN) SRF nº  228/2002  (fls.  99­101).  A  intimação  constante  do  Termo  de  Início  de Ação  Fiscal  passou  por  diversas  prorrogações  e  não  chegou a ser atendida de forma completa.  Da  análise  dos  documentos  apresentados  restaram  indícios  de  incapacidade financeira da citada empresa e, assim, o exame foi  estendido  a  todas  as  importações  registradas  pela  AST,  no  período compreendido entre 01/01/2009 a 30/09/2012.  Segundo a autoridade fiscal, a empresa promoveu a importação  de  diversas  mercadorias,  simulando  ser  operação  por  conta  e  risco  próprio  e  encomenda;  entretanto  restou  provado  que  as  importações  foram  por  conta  e  ordem  de  terceiros,  tendo  a  adquirente  adiantado  todos  os  valores  para  que  a  AST  fizesse  frente aos pagamentos dos impostos, câmbio e demais despesas.  De  acordo  com  a  fiscalização,  a  empresa  adquirente,  CK  COMÉRCIO  E  REPRESENTAÇÃO  LTDA  –  CNPJ  62.751.102/0001­04,  doravante  identificada  como  CK  COMÉRCIO, comprou, por  sua conta e ordem, as mercadorias  diretamente das exportadoras relacionadas.  Fl. 1246DF CARF MF Impresso em 07/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/02/2016 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 19/02/2016 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 05/03/2016 por RICARDO PAULO ROSA Processo nº 12466.722364/2013­89  Acórdão n.º 3302­002.988  S3­C3T2  Fl. 25          3 A  CK  COMÉRCIO  (REAL  IMPORTADORA),  foi,  segundo  os  autuantes, a que acertou as condições do contrato de compra e  venda,  já  que  ela  é  a  própria  representante  nacional  do  exportador, e é quem define mercadorias, preços efetivos, formas  de pagamento etc., que representa a operação real, aquela que  os  intervenientes  intentam  ocultar.  Acertadas  as  condições,  as  mercadorias foram embarcadas consignadas à AST (revestida da  qualidade  de  IMPORTADORA),  que  registrou  as  DI’s  obedecendo  aos  valores  constantes  nas  faturas  internacionais  apresentadas.  Essa  prática  de  simulação  na  operação  de  importação,  com  intuito  de  manter  oculta  a  verdadeira  importadora  (que  não  constou  na  DI  ou  qualquer  outro  documento  apresentado  no  despacho),  é  infração  identificada  como  interposição  fraudulenta  de  terceiros,  além  de  ter  ocorrido  a  utilização  de  documentos  com  falsidade  ideológica.  Conforme  o  relato,  as  mercadorias  foram  declaradas  e  internadas  como  sendo  mercadorias  compradas  pela  AST,  que  nacionalizou  os  bens  e  encaminhou à adquirente em território nacional.  Na  tabela  de  fls.  07­08,  estão  relacionadas  as  Declarações  de  Importação.  A  fiscalização  chama  a  atenção  para  as  datas  de  desembaraço,  das  notas  fiscais  de  entradas  e  das  notas  fiscais  das  saídas,  que  são  praticamente  iguais,  indícios  de  que  as  mercadorias, quando internadas, já tinham endereço certo para  entrega e que nunca foram compradas ou vendidas pela AST. O  agente  fiscal  assevera  que  a  atuação  dessa  empresa  foi  de  prestação  de  serviços  na  internação,  nacionalização  e  encaminhamento  das  mercadorias  à  verdadeira  compradora  (DIs e dos pagamentos ao exterior. Na sequência, os autuantes  apresentam diversas comprovações de adiantamentos, feitos pela  CK  COMÉRCIO  para  a  AST,  que  em  muitos  casos  estão  acompanhados  por  cópias  das  solicitações  de  adiantamentos  feitas  por  esta  empresa,  juntando  folhas  do  extrato  do  Razão  Contábil da AST com Contrapartida, obtidos através do Sistema  Público de Escrituração Digital – SPED.  Na  contabilidade  da  AST  os  valores  estão  identificados  como  pagamento  das  notas  fiscais  e  antecipações  referentes  aos  processos  relacionados  com  cada  importação;  na  relação  das  DI’s essa referência consta como processo AST.  Na penúltima coluna do quadro de  fls. 09­10, demonstrando os  adiantamentos  em  questão,  os  autuantes  apresentam  as  diferenças  existentes  entre  os  valores  adiantados  pela  CK  COMÉRCIO  e  os  valores  das  notas  fiscais  de  vendas  emitidas  pela  AST;  as  diferenças  encontradas  neste  procedimento  estão  sendo  atribuídas,  segundo  a  fiscalização,  a  alguns  pagamentos  não  identificados  e  não  comprovados  pela  CK  COMÉRCIO,  diferenças  de  câmbio,  autuações  no  despacho,  entre  outras  despesas não previstas inicialmente pela AST.  Verificando  as  demais  importações  da  AST,  envolvendo  outros  exportadores  e  outros  adquirentes,  da  mesma  forma,  a  Fl. 1247DF CARF MF Impresso em 07/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/02/2016 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 19/02/2016 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 05/03/2016 por RICARDO PAULO ROSA     4 fiscalização  afirma  haver  identificado  diversos  indícios  que  demonstraram  a  prática  de  interposição  fraudulenta  e  uso  de  documentos material e ideologicamente falsos, o que revela que  a  empresa  vem  atuando  de  forma  irregular,  no  comércio  internacional,  de  maneira  continuada,  adotando  a  mesma  sistemática na forma descrita.  De acordo com a fiscalização, a falta de condição financeira da  AST para atuar no comércio internacional é evidente, já que ela  necessita de adiantamentos dos adquirentes para cumprir com os  compromissos  de  nacionalização  de  importações  que  registra  como  sendo  por  conta  e  risco  próprios.  Essa  incapacidade  financeira é revelada pelo procedimento adotado no aumento do  Capital Social, feito em 2006, quando passou de R$ 100.000,00  para R$ 755.000,00, que justificou como sendo com aquisição de  imóvel  rural,  feito  para  demonstrar  capacidade  de  pagamento  (fls. 121).  Acrescenta  que  o mencionado aumento  de  capital  não  altera  a  condição  financeira  da  empresa,  pois  o  imóvel  foi  comprado  pela  própria  AST,  em  24/05/2006,  por  R$  87.360,00  (fls.  111­ 114).  O  pagamento  desse  valor  naturalmente  diminuiu  o  saldo  das  disponibilidades  e,  em  seguida,  o  mesmo  Imóvel  foi  reavaliado em R$ 655.000,00, com base em Laudo (fls. 115­117),  emitido em 17/04/2006, que sequer foi registrado em cartório, e  utilizado  para  aumentar  o  capital  da  empresa. Diante  disso,  a  fiscalização  sustenta que o aumento do  capital,  formalizado na  21ª Alteração do Contrato Social, foi feito de forma “gráfica” e  simulada, sem afetar a situação financeira da empresa (fls. 122 a  124).  Ainda acerca da  situação  financeira da AST, a auditoria  fiscal  apresenta  a  evolução  patrimonial  anotada  com  base  nas  principais  rubricas  contábeis.  Os  valores  apresentados  são  aqueles  que  constaram nas DIPJs  apresentadas  e  balancete  de  01 a 07/2012,  e quando comparados o  saldo  final  de 2009 e o  inicial de 2010, surgem as primeiras  incongruências, visto que,  em diversas linhas, os valores estão divergentes.  Em  conformidade  com  o  relato  fiscal,  esse  quadro  é  agravado  quando se verifica que alguns saldos dos valores registrados em  realizável em curto prazo (conta de clientes), que deveriam dar  sustentabilidade às obrigações mais imediatas, registram valores  expressivos  a  receber  de  empresas  ligadas,  demonstrando  que  efetivamente não estão servindo de lastro de direitos capazes de  sustentar o passivo circulante (vide tabela de fls. 12­14).  A  fiscalização  realça  também  o  valor  registrado  no  Ativo  Circulante,  como  sendo  “ADIANTAMENTOS  À  NTN”,  de  R$  3.856.269,65,  valor  que  foi  adiantado  pelos  adquirentes  de  rolamentos, os quais pagam antecipadamente as mercadorias, e  segue  compensado  com  adiantamentos  de  clientes,  registrados  no Passivo Circulante.  Outro  ponto  importante,  segundo  o  Auditor­Fiscal,  é  o  valor  registrado em “Impostos a Recuperar”, com grande crescimento  em 2012, que trata de valores referentes ao IPI na Importação,  cujo valor não vai ser recuperado (pode ser utilizado unicamente  Fl. 1248DF CARF MF Impresso em 07/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/02/2016 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 19/02/2016 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 05/03/2016 por RICARDO PAULO ROSA Processo nº 12466.722364/2013­89  Acórdão n.º 3302­002.988  S3­C3T2  Fl. 26          5 como redutor na apuração do IPI a ser recolhido mensalmente),  o  que  vai  influenciar  de  forma  significativa  os  resultados  de  2012. No caso das obrigações tributárias, aparecem em início de  2012  com  saldo  de  R$  1.166.291,25,  demonstrando  que  a  empresa  optou  por  atrasar  os  recolhimentos  para  poder  fazer  frente  a  outras  responsabilidades,  indício  de  falta  de  condição  financeira.  Na ótica da fiscalização, todas essas evidências demonstram que  a  AST  não  tem  condição  financeira  para  atuar  no  comércio  internacional,  necessitando dos adiantamentos dos adquirentes,  não só nas suas operações por conta e ordem de terceiros, mas  em  todos  os  procedimentos,  passando,  assim,  a  simular  as  operações que precisava registrar como sendo por conta e risco  próprios e para encomendante, para poder continuar recebendo  os benefícios financeiros do FUNDAP.  Os  autuantes  asseveram  que,  em  todas  as  importações  a  AST  necessitou  do  adiantamento  da  CK  COMÉRCIO  para  dar  continuidade aos procedimentos de nacionalização e pagamento  aos  fornecedores  no  exterior,  e  mesmo  nos  casos  em  que  registrou importação por encomenda, conforme constatado neste  em outros procedimentos,  a AST precisou de adiantamentos da  encomendante  para  poder  fazer  frente  aos  seus  compromissos  com o desembaraço aduaneiro.  Nessa forma de agir, acrescentam os autuantes, os intervenientes  falsificaram  as  faturas  comerciais  apresentadas  à  RFB  para  nacionalização  das  mercadorias  e  declararam  operações  de  comércio  exterior  de  forma  simulada.  Esses  documentos  e  declarações  não  representam  as  operações  comerciais,  pois  o  importador e comprador dos produtos, nelas indicado, não o são  de  fato,  eis  que  a  AST  foi  interposta  nas  relações  dos  demais  envolvidos  com  o  fisco  (reais  importadores  e  compradores  das  mercadorias),  permitindo  que  esses  últimos  permanecessem  ocultos aos olhos da fiscalização.  Os  autuantes  afirmam  que  os  atos  praticados  pelo  importador  declarado  tiveram  como  objetivo  ocultar  a  verdadeira  interessada nas mercadorias estrangeiras e as demais empresas  envolvidas,  nas  operações  de  importação  em  questão,  que  permaneceram ocultas.  Segundo  a  fiscalização,  a  declaração  inexata  é  fruto  de  ações  praticadas  com  dolo,  pelos  importadores  e  demais  envolvidos,  que  intencionalmente  promoveram  modificações  nas  características essenciais da operação de importação, de modo a  ocultar a participação do real   6  importador,  estando  presentes,  nos  atos  praticados,  a  sonegação, conluio, simulação e a fraude, conforme disposto nos  artigos 71, 72 e 73, da Lei n° 4.502/64.  Afirma  ainda  tratar­se  de  falsidade  dos  documentos  que  instruíram os despachos aduaneiros de importação, quais sejam  as faturas comerciais e documentos do transporte internacional,  Fl. 1249DF CARF MF Impresso em 07/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/02/2016 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 19/02/2016 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 05/03/2016 por RICARDO PAULO ROSA     6 pois  quem  comprou  as  mercadorias  no  exterior  não  foi  declarado e a sua  identificação e qualidade de real  importador  obrigatoriamente  deveriam  estar  registradas  em  todos  esses  documentos.  Nesse  sentido,  de  acordo  com  o  Auditor­Fiscal,  a  AST não é a compradora das mercadorias, como quis fazer crer,  utilizando  documentos  ao  menos  ideologicamente  falsos  e  fazendo declarações inverídicas na Declaração de Importação e  quando da comercialização em território nacional.  Com base no parágrafo único do art. 1º da IN SRF nº 225/2002,  a  fiscalização destaca  que a  importação por  conta  e ordem de  terceiros  pode  variar  na  sua  complexidade,  em  função  da  negociação entre as partes, mas tem por essência o interesse do  adquirente em receber suas mercadorias negociadas no exterior,  sem  o  que,  a  motivação  do  importador  para  promover  a  nacionalização das mercadorias, não existiria.  Em decorrência,  assevera  que,  caso  a  importação deixe  de  ser  efetivamente negociada entre importador e exportador, havendo  um terceiro responsável, vinculado à aquisição das mercadorias  do exterior, sem que seja consignada sua  identificação na DI e  nos  documentos  de  instrução,  limitando­se,  a  função  do  importador,  a  constar  apenas  nominalmente  nos  documentos  necessários  ao  despacho  aduaneiro,  resta  evidenciada  a  ocorrência enquadrada como ocultação do real responsável pela  operação, mediante interposição fraudulenta.  Aduz que, na importação por conta e ordem, embora a atuação  da  empresa  importadora  possa  abranger  desde  a  simples  execução  do  despacho  de  intermediação  da  negociação  no  exterior,  contratação  do  transporte,  seguro,  entre  outros,  o  promotor da operação é o real adquirente. Este é o mandante da  importação,  aquele  que  efetivamente  faz  vir  a  mercadoria  de  outro  país,  em  razão  da  compra  internacional. Além disso,  é o  adquirente  que  pactua  a  compra  internacional  e  dispõe  de  capacidade econômica para o pagamento, pela via cambial, da  importação,  pois  é  deste  que  se  originam  os  recursos  financeiros.  Em  seguida,  a  autoridade  fiscal  passa  a  discorrer  sobre  as  modalidades de importação, com base na legislação de regência,  mencionando  a  importação  por  conta  e  risco  próprios  (importação  direta),  a  importação  por  conta  e  ordem  de  terceiros  (art.  80,  inciso  I,  da  Medida  Provisória  nº  2.158­ 35/2001  e  Instrução Normativa  SRF  nº  225,  de  18/10/2002)  e,  por  fim,  a  importação  para  revenda  a  encomendante  predeterminado  (art.  11  da  Lei  nº  11.281,  de  20/02/2006  e  IN  SRF nº 634 de 24/03/2006).  No  tocante  à  habilitação  para  atuar  no  comércio  exterior,  por  meio  do  Siscomex,  esclarece  que,  além  do  importador,  o  adquirente  e  o  encomendante  predeterminado  que  atuam  por  intermédio  de  pessoa  jurídica  importadora  também  devem  se  submeter  ao  procedimento  de  habilitação,  conforme  legislação  citada,  devendo  estar  vinculados  ao  importador  no  Siscomex,  mediante a apresentação dos correspondentes contratos.  Fl. 1250DF CARF MF Impresso em 07/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/02/2016 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 19/02/2016 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 05/03/2016 por RICARDO PAULO ROSA Processo nº 12466.722364/2013­89  Acórdão n.º 3302­002.988  S3­C3T2  Fl. 27          7 No tópico “DESVIRTUAMENTO DA AVALIAÇÃO DE RISCO”,  a  fiscalização argumenta  que  a  utilização  de  interposta  pessoa  frente à ADUANA pode consistir em artifício utilizado pelo real  adquirente  da  mercadoria,  no  intento  de  se  beneficiar  de  fiscalização menos rigorosa.  7  Acerca  das  empresas  envolvidas  no  procedimento  fiscal,  a  fiscalização aponta a AST, cujas importações, nos seis meses que  antecederam o procedimento chegaram a US$ 3.505.310,00 por  conta  e  risco  próprios  e US$  3.216.910,00  no  que  se  refere  a  importações  por  conta  e  ordem  e  por  encomenda,  valor  que  extrapolou  em  muito  o  seu  limite  estabelecido,  de  US$  55.636,00. AST foi credenciada como interveniente no comércio  exterior  na  modalidade  ordinária  e  sempre  se  aproveitou  dos  benefícios  financeiros  do  FUNDAP  (Fundo  para  o  Desenvolvimento  das Atividades Portuárias,  criado  pelo  estado  do  Espírito  Santo),  benefício  fiscal  concedido  às  empresas  de  comércio  exterior  que  estabelecem  seu  domicílio  fiscal  no  estado.  A  empresa  CK  COMÉRCIO,  segundo  a  fiscalização,  foi  credenciada como interveniente no comércio exterior em 2006 e  atualmente  está  registrada  na  modalidade  SIMPLIFICADA  ­  ENCOMENDANTE. É também, segundo os autuantes, conhecida  na  internet  como  CK­Leica  Equipamentos Óticos,  e  representa  comercialmente  no  Brasil  a  exportadora  LEICA,  conforme  encontrado no próprio site na internet da exportadora LEICA (fl.  391); além disso, declara­se como representante exclusivo, para  o Brasil, das empresas estrangeiras FOSTER & FREEMAN LTD  (fls. 386 e 387) e LEICA MIKROSYSTEME VERTRIEB GMBH,  DAS  (para  os  produtos  INDUSTRIAIS;  FORENSES  e  EDUCACIONAL) (fls. 388 e 389).  Foi  intimada,  em  14/02/2013,  a  esclarecer  e  apresentar  documentos,  tendo  apresentado diversos  atendimentos  parciais,  sem comprovar a totalidade dos pagamentos feitos à AST.  No  tópico  intitulado “Sujeição Passiva”, o  relatório  faz alusão  aos  artigos  121,  124  e  128  do  Código  Tributário  Nacional  (CTN),  ressaltando  que  contribuintes  e/ou  responsáveis  podem  ser coobrigados. Expõe que, na ocultação do sujeito passivo por  interposição  fraudulenta,  ocorre  simulação  tributária  por  transferência  subjetiva,  isto  é,  estimase  que  da  aplicação  do  critério  subjetivo  que  permitiria  levar  a  bom  termo  a  sujeição  passiva, surja outro que não aquele que deveria ser obrigado ou  surja  apenas  um  dos  obrigados  ao  pagamento  dos  tributos,  ocultando­se  justamente  aquele  que  demonstra  a  capacidade  contributiva.  Procura­se  demonstrar  que  a  empresa  AST,  que  se  declarou  como  importadora,  não  foi  quem  comprou  as  mercadorias  no  exterior,  não  pagou  pelos  impostos  e  câmbio,  pois  recebeu  adiantamentos  da  empresa  adquirente,  para  fazer  frente  aos  pagamentos  necessários  ao  desembaraço  das  mercadorias.  Ainda nessa linha, sustenta que não houve qualquer negociação  Fl. 1251DF CARF MF Impresso em 07/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/02/2016 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 19/02/2016 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 05/03/2016 por RICARDO PAULO ROSA     8 entre  as  empresas  AST  e  as  exportadoras,  sendo  que  estas  receberam  os  pedidos  feitos  pela  adquirente  e,  no  ato  da  preparação  dos  documentos,  incluíram  a  importadora  AST  a  mando  do  real  comprador  e  a  AST  deu  continuidade  aos  procedimentos na forma de interposta pessoa.  Em  face  desses  elementos,  a  fiscalização  atesta  haver  solidariedade  entre  as  empresas.  A  AST,  na  qualidade  de  importadora,  assumiu  a  responsabilidade  pela  declaração  registrada  no  Siscomex.  A  CK  COMÉRCIO,  interessada  nas  mercadorias  que  comercializa,  formulou  pedidos  de  compra  junto  a  diversos  exportadores.  Estes  providenciaram  os  embarques  emitindo  todos  os  documentos  necessários  à  internação em território nacional, em nome da interposta pessoa  AST,  que  aceitou  essa  situação  e  providenciou  o  desembaraço  das  mercadorias  para  que  o  real  interessado  permanecesse  oculto aos olhos da fiscalização.  Ao  tratar da responsabilidade e solidariedade,  faz­se alusão ao  art.  95  do  Decreto­lei  nº  37/1966,  que  preceitua  a  responsabilidade conjunta tanto daqueles que de 8 alguma forma  concorrem  para  a  prática  da  infração  ou  dela  se  beneficiam  quanto,  especialmente,  do  importador  e  do  adquirente  de  mercadoria estrangeira importada por sua conta e ordem, o que  é  regulamentado  pelo  art.  603,  incisos  I  e  V,  do  Regulamento  Aduaneiro.  Sob essa ótica,  o agente  fiscal defende que houve  coordenação  entre  as  empresas  reais  adquirentes  das  mercadorias  estrangeiras  e  o  importador,  que  embora  tenha  declarado  operação própria, foi identificado como prestador de serviço em  operação  por  conta  e  ordem,  o  que  implica  que  respondam  conjuntamente pelas infrações praticadas.  Os autuantes explicam que a AST é uma empresa “fundapeana”  e  tem  como  principal  interesse  o  aproveitamento  de  benefício  financeiro  oferecido  pelo  Estado  do  Espírito  Santo,  prestando  serviços  para  empresas  interessadas  em  nacionalizar  mercadorias importadas.  A CK COMÉRCIO é a empresa compradora das mercadorias no  exterior,  foi  quem  colocou  pedidos  de  compra  junto  às  exportadoras.  As  provas  em  que  se  baseia  a  autuação  estão  representadas  pelos  documentos  entregues  no  registro  das  DIs,  aqueles  que  foram apresentados  em atendimento às  intimações, documentos  registrados  no  Sistema  Público  de  Escrituração  Digital,  sites  livres  da  internet  e  os  obtidos  dos  sistemas  administrados  pela  RFB, os quais, segundo a fiscalização, permitiram a formação de  robusto quadro indiciário e probatório, demonstrando de forma  cabal as infrações praticadas e a inexistência da necessária boa  fé nas ações dos envolvidos.  As constatações são no sentido de que as mercadorias não foram  compradas pela AST, assim como de que os  impostos e demais  despesas foram suportados pela CK COMÉRCIO, que adiantou  todos  os  valores  para  que  a  AST  pudesse  cumprir  com  as  Fl. 1252DF CARF MF Impresso em 07/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/02/2016 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 19/02/2016 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 05/03/2016 por RICARDO PAULO ROSA Processo nº 12466.722364/2013­89  Acórdão n.º 3302­002.988  S3­C3T2  Fl. 28          9 obrigações  relacionadas  com  o  desembaraço  e  pagamento  do  câmbio.  O relatório aponta outras constatações:  a)  as mercadorias,  que  têm  itens muito  específicos,  necessitam  de  boa  estrutura  comercial  e  de  distribuição,  para  a  comercialização,  incoerente  com  a  atividade  da  empresa  importadora,  agindo  por  conta  e  risco  próprio,  pois  em  sua  estrutura  não  tem  departamento  de  compra  e/ou  venda,  e  por  esse  motivo  não  tem  estrutura  suficiente  para  atuar  na  forma  simulada,  indício  de  que  a  AST  atua  por  conta  e  ordem  de  terceiros,  o  que  foi  comprovado  com  a  identificação  de  quem  comprou  e  quem  arcou  com  os  custos  das  importações  em  análise;  b)  considerando as  especialidades  das mercadorias  envolvidas,  torna­se  evidente  que  a  compra  no  exterior  não  foi  feita  pela  AST,  que  atua  basicamente  na  prestação  de  serviços  de  nacionalização  de  mercadorias,  não  demonstrando  estrutura  suficiente para administrar essa negociação;  c)  as  importações  em  questão  foram  registradas  pela  AST  na  sistemática de por conta e risco próprios e para encomendante  pré­determinado  e  as  notas  fiscais  de  venda  registraram  como  adquirente a empresa CK COMÉRCIO;  d) as datas de  registro, desembaraço, entrada das mercadorias  na  AST  e  de  venda  desta  para  a  CK  COMÉRCIO,  são  muito  próximas,  o  que  demonstra  que  as  mercadorias  simplesmente  passaram  pela  importadora  e  imediatamente  foram  repassadas  para a compradora;  e)  nos  registros  contábeis  da  empresa  AST,  constaram  praticamente  todos  os  adiantamentos  feitos  pela  empresa  CK  COMÉRCIO, que também comprovou alguns pagamentos. Estes  estão relacionados conforme quadro de fls. 09­10;  f)  em  todo  o  esquema  montado,  destaca­se  a  participação  da  empresa AST, que, por não ter condições de operar no comércio  exterior por conta e risco próprio (fls. 11 a 15),  optou  pelo  procedimento  irregular  para  continuar  se  aproveitando do benefício financeiro do FUNDAP.  Assim,  a  fiscalização  entende  estar  demonstrada  a  prática  de  interposição  fraudulenta,  com  a  ocultação  do  real  adquirente  das  mercadorias,  comprador  e  principal  interessado  nas  operações de importação em questão, infração considerada dano  ao  Erário,  cabendo  a  proposição  da  pena  de  perdimento  das  mercadorias,  com base no art.  689,  inciso XXII, do Decreto n°  6.759/2009. Aduz que, tendo os bens sido remetidos a consumo,  foi  aplicada  a  multa  equivalente  ao  valor  aduaneiro  das  mercadorias,  conforme  art.  23,  §  3º,  do  Decreto­lei  nº  1.455/1976, com redação dada pela Lei nº 12.350/2010.  Fl. 1253DF CARF MF Impresso em 07/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/02/2016 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 19/02/2016 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 05/03/2016 por RICARDO PAULO ROSA     10 Em decorrência,  conforme o  entendimento  fiscal,  ficou  também  caracterizada  a  falsidade  ideológica  nas  faturas  comerciais  apresentadas  para  nacionalização  das  mercadorias,  que  não  representam  as  verdadeiras  operações  comerciais,  pois  o  importador  nelas  indicado  não  o  é  de  fato,  assim  como  a AST  não atua na comercialização dessas mercadorias, simplesmente  presta serviços na nacionalização dos bens.  A  irregularidade  foi  constatada  nos  documentos  apresentados,  acobertando  as  mercadorias  em  questão  (BL,  Packing  List  e  fatura),  indicando como importadora a AST, os quais omitem a  real  compradora  das  mercadorias  (real  importadora)  e  demonstram  operações  por  conta  e  risco  próprios  e  por  encomenda,  quando  na  realidade  foi  operação  por  conta  e  ordem  de  terceiros.  Nesse  caso,  a  penalidade  cabível  é  igualmente  o  perdimento  ou  a  multa  equivalente  ao  valor  aduaneiro, quando não localizada a mercadoria, consoante art.  105,  inciso  VI,  do  Decreto­Lei  nº  37/1966  (689,  inciso  VI,  do  Decreto n° 6.759/2009).  Das  impugnações  Cientificada  do  lançamento  em  04/10/2013  (fl.  1.027),  a  AST  insurgiu­se  contra  a  exigência,  tendo  apresentado, em 16/10/2013, a  impugnação de fls. 1.032­1.039,  em que, após discorrer sobre tempestividade e fatos, alega:  ­mesmo com  todo conjunto  de documentos  aduaneiros  e  fiscais  entregues voluntariamente à fiscalização (com os tributos pagos  conforme  normatização),  esta  não  obteve  sucesso  na  comprovação  de  irregularidades,  laborando  em  equívoco,  ao  presumir situações inexistentes, objetivando dar sustentabilidade  à  conclusão  de  que  teria  havido  a  infração  de  interposição  fraudulenta;  ­muito embora tenha havido grande esforço da fiscalização para  tentar  comprovar  uma  suposta  incapacidade  financeira  da  empresa, fato é que o conjunto probatório demonstra exatamente  o oposto;  ­pela documentação já juntada às fls. 66/70 e 115/117, observa­ se  que  a  empresa  possuía  um  capital  social  de  R$  755.000,00  (setecentos  e  cinquenta  e  cinco  mil  reais)  desde  25.10.2006,  conforme demonstra o Laudo de fls. 115/117 e a 21a. Alteração  Contratual,  sendo  certo  que  tais  informações  eram  de  conhecimento da RFB desde 10.08.2007, conforme documento de  fls. 122/125;  ­observando­se  o  histórico  de  importações  apresentado  no  Relatório,  verifica­se  que  a  empresa  anualmente  possuía  movimentação  de  importação  baixa,  em  média  inferior  a  dois  eventos por mês;  ­constata­se  que  nenhuma  dessas  importações  mensais,  realizadas  no  período  determinado  pela  fiscalização,  sequer  chegou  a  aproximar­se  da  capacidade  financeira  da  empresa,  especialmente  dos  valores  integralizados  no  capital  social  próprio;  ­evidente, portanto, sua capacidade  financeira para solver suas  importações;  Fl. 1254DF CARF MF Impresso em 07/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/02/2016 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 19/02/2016 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 05/03/2016 por RICARDO PAULO ROSA Processo nº 12466.722364/2013­89  Acórdão n.º 3302­002.988  S3­C3T2  Fl. 29          11 ­não  há  nos  documentos  constantes  dos  autos,  relativos  ao  período fiscalizado, qualquer indício que desabone a capacidade  financeira  da  empresa  autuada,  senão  a  simples  presunção,  admitida pelo fiscal responsável, de que o imóvel utilizado para  aumento do capital social não teria o valor declarado;  ­há  decisão  judicial  que  atribui  ao  imóvel  utilizado  para  aumento de capital o valor de R$ 504.000,00;  ­em  nova  presunção,  ao  afirmar  que  a  empresa  optou  por  atrasar  os  recolhimentos  para  poder  fazer  frente  a  outras  responsabilidades,  indício  de  falta  de  condição  financeira,  a  fiscalização  nada  de  concreto  afirma,  nada  prova,  e,  portanto,  nada de proveitoso conclui;  ­no  que  se  refere  aos  cálculos  realizados  entre  os  valores  de  importação, notas fiscais de entrada e de saída de mercadorias,  especialmente as planilhas colacionadas no relatório, constata­ se  que  os  valores  não  se  conjugam  como  afirmado  pela  fiscalização. Diante da falta de correlação ou semelhança entre  os  valores,  o  autuante  presume,  mais  uma  vez,  que  os  valores  somente se diferem em razão de existir uma suposta "comissão"  na diferença apurada;  ­novamente,  evidente  a  utilização  de  presunções  diversas  objetivando atingir fim específico, qual seja, o de construir uma  ficção  para  embasar  o  intuito  de  configurar  uma  suposta  incapacidade  financeira  que,  por  corolário  lógico,  embasaria  sua tese de interposição fraudulenta;  ­contudo,  as  razões  do  auto  de  infração  não  subsistem,  já  que  não  há  documentos  ou  provas  concretas  que  revelem  a  dita  incapacidade  financeira da recorrente. Ao revés disso, evidente  sua  capacidade  econômica  desde  antes  do  período  fiscalizado,  conforme a alteração contratual e dados contábeis anexados;  ­logo,  impossível  sustentar  a  acusação  da  incapacidade  financeira  da  recorrente,  o  que  culmina  na  impossibilidade  de  atribuir a  ela,  a  infração de  interposição  fraudulenta apontada  pela fiscalização;  ­em nenhuma hipótese houve, nas movimentações da empresa, a  falsificação de documentos,  tampouco adulteração. Não há nos  autos  sequer  o  apontamento  de  qual  documento  teria  sido  falsificado ou adulterado;  11 ­nesta toada, exsurge a violação ao princípio do contraditório  e  da  ampla defesa,  já  que  sem apontar  especificadamente  qual  documentação foi alterada ou falsificada,  impede a fiscalização  que a requerida promova sua defesa de forma ampla;  ­todas  as  operações  de  importação  realizadas  seguiram  o  trâmite  legal,  passaram  pelo  crivo  da  RFB,  tiveram  o  recolhimento  dos  tributos  e  encargos  de  forma  escorreita  e  antecipada,  e  inexiste  qualquer  irregularidade  tendente  a  Fl. 1255DF CARF MF Impresso em 07/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/02/2016 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 19/02/2016 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 05/03/2016 por RICARDO PAULO ROSA     12 configurar a tipificação de falsificação ou adulteração apontada  pela fiscalização;  ­não  houve  dolo  nas  operações  da  empresa,  que  tem  histórico  profissional escorreito ao longo de sua vida;  ­posto  isso,  considerando  que  no  presente  caso  as  presunções  adotadas  pela  fiscalização  não  foram  hábeis  a  demonstrar  a  ocorrência  das  infrações  impostas  à  contestante,  especialmente  pela  existência  de  capacidade  financeira,  e  ainda,  pela  lisura  das diligências adotadas nos procedimentos de importação, que  efetivamente  fulminam  a  possibilidade  de  adulteração  ou  falsificação de documentos narrada, respeitosamente requer­se a  revisão  do  posicionamento  adotado,  para  anular  o  auto  de  infração guerreado, bem como suas consequências;  Isto posto, requer:  ­desde  já,  seja  atribuído  à  impugnação  o  efeito  suspensivo,  suspendendo os efeitos das consequências da  lavratura do auto  de  n°.  0727600/00499/13  (tais  como  a  exigibilidade  da  multa  aplicada), até o trânsito em julgado da respectiva decisão final  administrativa;  ­o  encaminhamento  da  impugnação  ao  competente  órgão  julgador,  a  fim  de  que  sejam  apreciados  os  fundamentos  invocados, dando­lhe total provimento, no sentido de:  a) anular o auto de infração de n° 0727600/00499/13, em razão  de  que  este  se  encontra  baseado  em  presunções  fáticas  inexistentes,  bem  como  em  premissas  igualmente  equivocadas,  que não conduzem às infrações capituladas como “INFRAÇÕES  I e II”;  b) anular a pena aplicada no valor de R$ 1.224.925,84 pelo auto  guerreado, com vencimento em 09/11/2013.  ­ao final, com o provimento da defesa, requer­se a consequente  extinção  do  presente  Processo  Administrativo  e  a  juntada  dos  documentos em anexo, que comprovam o quanto alegado.  A CK COMÉRCIO E REPRESENTAÇÃO LTDA, cientificada do  lançamento  em  30/09/2013  (fl.  1.029),  insurgiu­se  contra  a  exigência, tendo apresentado, em 30/10/2013, a  impugnação de  fls. 1.056­1.074, na qual, após discorrer sobre a tempestividade,  alega:  CERCEAMENTO DE DEFESA  –  A  IMPUGNANTE NÃO  TEVE  ACESSO  AO  INTEIRO  TEOR  DOS  AUTOS  DO  PROCEDIMENTO  ADMINISTRATIVO  ­os  autos  deste  processo são digitais e a impugnante, apesar de ter aderido ao  Domicílio  Tributário  Eletrônico  (DTE)  em  15­06­2012  e  atualizado em 29­10­2013, não obteve acesso ao Inteiro teor dos  autos para a elaboração de defesa do auto de infração porque o  processo  não  consta  no  "E­CAC",  conforme  tela  em  anexo,  apesar das tentativas dos subscritores desta defesa;  ­por  essa  razão,  mesmo  tendo  recebido  procuração  eletrônica,  os  advogados  signatários  tiveram  NEGADO  PROTOCOLO  de  Fl. 1256DF CARF MF Impresso em 07/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/02/2016 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 19/02/2016 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 05/03/2016 por RICARDO PAULO ROSA Processo nº 12466.722364/2013­89  Acórdão n.º 3302­002.988  S3­C3T2  Fl. 30          13 petição de cópia digital dos autos pela servidora Kaila do centro  de atendimento ao contribuinte (CAC) da Alfândega do Porto de  Vitória  para  obter  cópia  integral  dos  autos,  já  que  o  acesso  à  documentação  colacionada  é  indispensável  à  defesa  do  que  a  fiscalização sustentou no procedimento administrativo;  ­trata­se  de  procedimento  ABSURDO  e  INACEITÁVEL.  Assim,  resta  claro  que  a  impugnante  teve  seu  direito  de  defesa  prejudicado,  já  que  não  teve  acesso  a  documentação  sobre  a  qual se fundou o auto de infração questionado;  ­diante  disso,  requer  a  devolução  do  prazo  para  apresentar  defesa do e/ou o reconhecimento do direito de apresentar defesa  completar, aduzindo os fatos e documentos constantes nos autos  do processo;  SEPARANDO O JOIO DO TRIGO ­é muito comum no âmbito  do  comércio  exterior  a  insistência  das  tradings  companies  em  captar  novas  empresas  para  operar  no  comércio  exterior.  Este  perfil  é  comum  principalmente  nas  importadoras  que  fazem  operações  de  importações  com  uso  de  incentivos  fiscais  ou  financeiros, como é caso do FUNDAP;  ­dessa  forma,  o  lucro  das  operações  advém  do  volume  de  operações  de  Importações  abarcadas  com  os  incentivos  financeiros  e  fiscais,  além  de  utilizar  de  outros  meios  escusos  para  maximizar  seus  lucros,  como  o  engodo  dos  clientes  relativamente à licitude das operações;  ­diferentemente do que ocorreu em relação à AST, a fiscalização  não encontrou nenhuma irregularidade na estrutura empresarial  ou contábil da impugnante. Na verdade, a única acusação contra  da impugnante é o pagamento antecipado das mercadorias; todo  o  relato  de  fraude  recai  sobre  condutas  praticadas  exclusivamente pela AST;  ­além disso, a própria fiscalização reconhece em outro processo  administrativo (processo n. 12466.722366/2013­78 ­ fls. 32) que  a CK possui habilitação para operar no comércio exterior desde  2006,  o  que  evidencia  a  ausência  de  intenção de  se ocultar  da  fiscalização aduaneira;  ­a  impugnante  sempre  esteve  presente  para  a  fiscalização  aduaneira, jamais se ocultando ou negando apresentar qualquer  Informação ou esclarecimento. A própria fiscalização reconhece  em outro auto de infração, com acusação semelhante (processo  n.  12466.722366/2013­78 ­ fls. 40) que a "verdadeira idealizadora  dos procedimentos irregulares" é a AST;  ­diante desse contexto e como será demonstrado, a impugnante,  como  uma  empresa  com  conduta  sempre  pautada  na  boa­fé,  é  apenas  mais  uma  vítima  dos  odiosos  "planejamentos  aduaneiros"  perpetrados  por  TRADING  COMPANIES  INIDÔNEAS;  Fl. 1257DF CARF MF Impresso em 07/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/02/2016 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 19/02/2016 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 05/03/2016 por RICARDO PAULO ROSA     14 ­assim, a impugnante não pode ser punida pelas condutas ilícitas  perpetradas  por  terceiros  e  em  relação  às  quais  em  nada  contribuiu; A  IMPUGNANTE  TEM HABILITAÇÃO  PARA OPERAR  NO  COMÉRCIO  EXTERIOR  ­  INEXISTÊNCIA  DE  PREJUÍZO  PARA  A  FISCALIZAÇÃO  ­  INEXISTÊNCIA  DE MOTIVOS PARA A IMPUGNANTE SE OCULTAR DA  ADUANA ­a fiscalização sustenta que a impugnante se ocultou  da  fiscalização  ao  utilizarse  de  pessoa  interposta  para  realização  de  operações  de  comércio  exterior;  no  entanto,  reconhece  em  outro  processo  administrativo  (processo  n.  12466.722366/2013­78) que a impugnante já se apresentou para  a fiscalização com o intuito de operar no comércio exterior;  ­assim, ficou reconhecido pela fiscalização que a impugnante já  havia sido fiscalizada pela autoridade aduaneira muito antes de  comprar as mercadorias da ÁGUIA, já que foi credenciada como  Interveniente no comércio exterior desde 2006;  ­dessa forma, a impugnante não tem motivos para se ocultar da  fiscalização aduaneira e contribuiu com tudo que pôde durante a  fiscalização;  logo,  resta  comprovado  que  a  Impugnante  jamais  fugiu ou tentou se ocultar do controle da autoridade aduaneira;  IMPUGNANTE É MAIS UMA VÍTIMA DESSE MODELO  DE OPERAÇÃO  ­  CK FOI  INDUZIDA EM ERRO PELA  AST  ­como  o  perdimento  detém  caráter  de  pena,  deve  ser  observada, para a sua validade de sua imposição, a ilicitude e a  culpabilidade  sobre  a  conduta  que  lhe  deu  ensejo.  Isto  porque  somente é punível a conduta contrária à lei e seja praticada de  maneira consciente;  ­não  basta  que  a  conduta  ilícita  seja  praticada  para  haver  tipicidade,  é preciso que  tenha  sido praticada conscientemente,  no  intuito  de  se  alcançar  o  ilícito,  porque  a  ação  ou  omissão  somente  é  punível  quando  produzida  em  situações  nas  quais  o  sujeito  tem  condições  não  só  de  conhecer  o  caráter  proibido,  mas também a possibilidade de escolher entre a violação ou não  da norma;  ­nesse  sentido,  para  que  houvesse  penalização  por  suposta  Interposição  fraudulenta,  seria  necessário  que  houvesse  (i)  comprovada  ocultação,  (ii)  dolo  (consciência)  de  ocultar­se  da  fiscalização  quando  da  importação,  (iii)  consciência  sobre  a  potencial ilicitude do fato;  ­contudo,  no  caso  concreto,  nenhum  dos  requisitos  acima  destacados  foi  preenchido:  a  ocultação  não  foi  comprovada,  tampouco a intenção de praticar a conduta ou a consciência de  sua ilicitude;  ­em relação à ocultação, a impugnante jamais tentou esconder­ se  da  fiscalização  sobre  as  importações  realizadas,  tanto  que  possuía  (e possui) Radar para operar no  comércio exterior,  de  modo que se apresenta como tal para o Fisco;  Fl. 1258DF CARF MF Impresso em 07/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/02/2016 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 19/02/2016 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 05/03/2016 por RICARDO PAULO ROSA Processo nº 12466.722364/2013­89  Acórdão n.º 3302­002.988  S3­C3T2  Fl. 31          15 ­ademais, se houvesse qualquer intenção de ocultar­se, não faria  sentido  sequer  aparecer  para  a  autoridade  aduaneira  para  a  habilitação para operar no comércio exterior;  ­aliás, o que se percebe, na verdade, é que em nenhum momento  agiu a  impugnante com má­fé, muito pelo  contrário:  é nítida a  boa­fé  da  empresa  quando  das  aquisições  que  ocasionaram  a  fiscalização;  ­isto  porque,  aparentemente,  a  proposta  apresentada  pela  AST  era correta e lícita, já que se tratava de empresa eminentemente  importadora de nome, que procurou a impugnante para oferecer  os  serviços  aduaneiros,  e  possuía  grande  porte  e  também  diversos clientes;  ­ora, não é de  se  suspeitar que uma empresa do porte da AST,  especialista na área de importações fosse enganar a impugnante  apresentando forma ilícita de importação como se lícita fosse;  ­inclusive,  sequer  era  esperado  e  nem  mesmo  exigível  que  a  impugnante tivesse consciência do possível  ilícito, uma vez que,  sendo  empresa  eminentemente  prestadora  de  serviços,  é  absolutamente  hipossuficiente  tecnicamente  sobre  as  operações  aduaneiras de importação;  ­dessa  forma, em verdade, a  impugnante  foi  levada a erro pela  AST,  porque  todo  o  esquema ocorrido  foi  idealizado  pela AST,  que  reiteradamente  praticava  operações  como  as  ocorridas  na  fiscalização, que solicitou numerários diretamente para a CK e  que impôs todo o regramento sobre o modo como as Importações  seriam  realizadas.  Frise­se  que  até  mesmo  a  fiscalização  reconheceu  o  domínio  do  fato  pela  AST  no  processo  administrativo n.  12466.722366/2013­79 (fls. 40);  ­assim, houve erro determinado por terceiro, erro este escusável,  devido à presunção de  regularidade das operações,  já que não  era  de  se  esperar  que  a  AST  praticasse  ilicitudes  em  nome  da  impugnante, considerando o até então histórico limpo da AST, e  também em razão da hipossuficiência técnica da CK em relação  às operações de importação;  ­portanto, não é aceitável que a Impugnante, que agia em boa­fé  e  sequer  poderia  prever  que  a  conduta  perpetrada  pela  Importadora  era  ilícita,  responda  por  fato  para  o  qual  não  concorreu, nem deu causa;  CADA  EMPRESA  DEVE  RESPONDER  POR  SEUS  PRÓPRIOS  ATOS  ­conforme  ressaltado  anteriormente,  a  impugnante é na verdade uma vítima desse modelo de operação  de importação apresentados por tradings companies inidôneas;  ­se  nem mesmo  a  administração  aduaneira,  que  tem  acesso  às  declarações  das  empresas,  conhecia  a  maneira  como  AST  realizava suas operações de importações, que gerou a acusação  Fl. 1259DF CARF MF Impresso em 07/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/02/2016 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 19/02/2016 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 05/03/2016 por RICARDO PAULO ROSA     16 de  simulação  das  operações  de  importações,  certamente  exigir  esse  conhecimento  de  um  terceiro  (sem  prerrogativas  de  autoridade  pública)  é  totalmente  irrazoável,  pois  a  impugnante  não  tem  acesso  a  quaisquer  informações  contábeis  ou  das  operações entre a importadora;  ­a suposta antecipação de recursos construída pela fiscalização  não corresponde à verdade dos fatos. Na verdade, a impugnante  manteve  relação  comercial  com  a  AST  juntamente  com  a  empresa  ÁGUIA,  que  se  apresentaram  como  empresas  importadoras  e  distribuidoras  de  mercadorias.  As  informações  constantes no Sintegra e no Comprovante de CNPJ ressaltam a  apresentação da empresa como  importadora e distribuidora de  mercadorias importadas (em anexo);  ­os  pagamentos  antecipados  pela  impugnante  foram  exigências  da AST para aderir ao pedido de compra das mercadorias;  de fato, esse adiantamento foi sempre entendido pela impugnante  como um pagamento a título de sinal, instituto jurídico notório e  reconhecido  pelo  direito  pátrio  e  muito  comum  nas  operações  comerciais,  sendo  um  pagamento  antecipado  indicando  os  propósitos  sérios  a  respeito  do  contrato,  demonstrando  a  verdadeira intenção de contratar e manter o negócio jurídico;  ­de fato, a destinação que a AST dava aos valores pagos pela CK  foge  do  controle  e  da  gerência  da  impugnante.  Inclusive,  o  próprio ordenamento jurídico reconhece que os comportamentos  das  partes  são  presumidamente  de  boa­fé,  sendo  necessário  comprovar a má­fé;  ­assim,  presume­se  a  regularidade  da  operação  entre  a  impugnante  e  AST  em  decorrência  da  aparência  de  legalidade  das operações (teoria da aparência) e da boa­fé da CK;  ­diante disso, para a correta aplicação de sanções aduaneiras, é  importante fixar a premissa de que o comprador da mercadoria  importada  (terceiro alheio às operações de  importações) não é  necessariamente  responsável por  todas as  infrações verificadas  nas importações que promova;  ­o inciso I do mesmo artigo 95 traz esse critério: responde pela  infração aquele que pratica o ato ilícito e/ou se beneficia de seu  resultado;  ­um bom exemplo para entender a extensão da responsabilidade  é  a  prática  caracterizada  como  subfaturamento.  Os  intervenientes diretos das operações de importações são aqueles  que têm acesso aos documentos aduaneiros, contato direto com o  exportador  e  realizam  o  despacho  de  importação.  Aplicar  as  penalidades  de  subfaturamento  para  o  comprador  das  mercadorias  (mesmo  que  o  importador  tenha  revendido  as  mercadorias  com  preço  de  mercado)  é  uma  situação  absurda,  pois em nenhum momento o comprador praticou o ato ilícito ou  se beneficiou do seu resultado;  ­para  evitar  essas  situações  absurdas  e  manter  a  segurança  jurídica  no  âmbito  das  infrações  aduaneiras,  o  comprador  das  mercadorias  não  pode  ser  responsabilizado  por  infrações  Fl. 1260DF CARF MF Impresso em 07/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/02/2016 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 19/02/2016 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 05/03/2016 por RICARDO PAULO ROSA Processo nº 12466.722364/2013­89  Acórdão n.º 3302­002.988  S3­C3T2  Fl. 32          17 cometidas  isoladamente  pelos  importadores,  adquirentes  ou  encomendantes das mercadorias;  ­dessa  forma,  concorrer  para  a  prática  de  uma  infração  pressupõe uma participação ativa do sujeito no empreendimento  infracional, associada ao conhecimento do ilícito;  ­no presente caso, a impugnante não teve qualquer participação  ativa  para  a  prática  do  ilícito,  principalmente  a  forma  como  foram realizadas as operações de importações (pautados na boa­ fé).  ­obter  benefício  de  uma  infração,  por  sua  vez,  pressupõe  o  conhecimento  e  a  conivência  com  o  ilícito.  No  entanto,  não  é  qualquer  benefício  auferido  pelo  sujeito  que  autoriza  sua  responsabilização, mas apenas o benefício decorrente do ilícito  em si e não aqueles usuais nas operações de importações;  ­o  lucro  auferido  pela  impugnante  com  a  revenda  das  mercadorias,  por  exemplo,  não  pode  ser  considerado  benefício  para os fins de sua responsabilização pelas infrações imputadas  às  demais  empresas.  Esse  lucro  teria  ocorrido  com  ou  sem  a  existência  das  infrações  imputadas,  portanto  não  decorre  do  ilícito em si;  CE FORTALEZA DRJ Fl. 1124 Impresso em 19/10/2015 por 16 ­nesse  sentido, é importante registrar que as notas fiscais de venda da  AST para  a  impugnante  contêm uma margem de  acréscimo  em  média de 10% a 50% se comparadas com as notas de entradas, o  que  indica  a  lucratividade  da AST  nessas  operações,  conforme  tabela apresentada pela própria fiscalização (fls. 9). Além disso,  a  AST  tinha  lucro  com  a  utilização  do  benefício  financeiro  FUNDAP;  ­isso  somente  evidencia  ainda  mais  a  aparência  de  legalidade  das  operações  que  foram  apresentadas  pela  AST  para  a  impugnante.  Assim,  se  se  mantiver  a  interpretação  dada  pela  fiscalização,  todos  os  envolvidos  na  operação  de  importação  deveriam ser responsabilizados;  ­no  sentido  de  que  o  terceiro  comprador  das  mercadorias  do  adquirente ou encomendante não é necessariamente responsável  por  toda  e  qualquer  infração  ocorrida  nas  importações,  o  art.  100  do  Decreto­lei  37/66  prevê  expressamente  que  se  do  processo  se  apurar  responsabilidade  de  duas  ou mais  pessoas,  será  imposta  a  cada uma delas  a  pena  relativa  à  infração que  houver cometido;  ­no presente  caso, a  impugnante não concorreu para a prática  ou se beneficiou do ilícito, tendo em vista que sequer participou  das  operações  de  importações.  Outra  inverdade  narrada  nos  autos  (que  não  está  lastreada  em  provas)  é  que  a  impugnante  participou ativamente nas negociações com os exportadores;  ­diante  dessas  colocações,  a  impugnante  não  pode  ser  responsabilizada pelas condutas da importadora;  Fl. 1261DF CARF MF Impresso em 07/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/02/2016 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 19/02/2016 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 05/03/2016 por RICARDO PAULO ROSA     18 INTERPOSIÇÃO  FRAUDULENTA  NÃO  PRESUMIDA  ­  ART.  23,  INCISO  V.  DO  DL  Nº  1.455/76  ­  RESPONSABILIDADE  SUBJETIVA  ­  BOA­FÉ  DA  IMPUGNANTE ­somente se verifica a infração do inciso V do  art.  23  do  DL  1.455/76  nas  situações  em  que  alguém  (pessoa  natural  ou  jurídica),  que  realize  operação  de  importação  ou  exportação,  adota  um  comportamento  consciente  e  malicioso  com  o  objetivo  deliberado  de  impedir  que  a  Aduana  tome  conhecimento, durante o despacho aduaneiro, de quem sejam os  reais sujeito passivo, vendedor, comprador ou responsável pela  operação;  ­em outras palavras, a interposição fraudulenta somente ocorre  nos  casos  em  esteia  comprovado  que  pessoa  não  declarada  à  aduana  tenha  praticado  os  atos  da  vida  comercial  em  substituição  da  importadora  que  se  apresentou  como  a  responsável pelas operações;  ­de  fato,  a  AST  se  apresentava  para  a  impugnante  como  importadora  e  distribuidora  de  mercadorias  importadas  (inclusive  o  Sintegra  e  o  comprovante  de  CNPJ  indicam  a  atividade de distribuição de mercadorias);  ­nesse  sentido,  nas  relações  civis  (e  também  com  a  Administração  Pública,  salvo  estipulação  em  contrário)  os  comportamentos  das  partes  são  presumidamente  de  boa­fé,  sendo necessário comprovar a má­fé;  ­de  fato,  somente  foi  possível  constatar  as  irregularidades  com  as operações entre a AST e demais empresas do grupo (ÁGUIA e  ARCA ­  fl. 12) após minuciosa fiscalização. Se alguém praticou  qualquer ilícito, certamente foi a AST;  17  ­conforme  demonstrado,  a  impugnante  não  tinha  condições  de saber como são as operações de importação e distribuição da  AST,  tendo  em  vista  que  envolve  questões  contábeis  e  de  logística na operação de importação;  ­de  fato,  a  responsabilidade  solidária  através  da  acusação  de  interposição fraudulenta deve comprovar o dolo da impugnante  em  se  ocultar  da  fiscalização.  Em  nenhum  momento  a  impugnante  se  ocultou  da  fiscalização  aduaneira.  Pelo  contrário, sempre apresentou as informações e esteve disponível  para esclarecer todos os fatos relativos às aquisições da AST;  ­diante da realidade dos fatos apresentados, não existia (naquele  momento)  quaisquer indícios para a impugnante entender que as operações  de aquisição com a AST eram  ilegais. A boa­fé é presumida; a  má­fé deve ser provada;  ­ora, a AST é uma empresa que emite notas fiscais normalmente,  com  o  CNPJ  ativo  próprio,  não  existindo  reais  motivos  para  duvidar das operações de vendas realizadas por ela;  ­por  fim,  a  impugnante  é  uma  empresa  familiar  atuando  originariamente  na  área  de  representação  comercial,  que  viu  uma  oportunidade  para  vender  essas  mercadorias  sempre  Fl. 1262DF CARF MF Impresso em 07/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/02/2016 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 19/02/2016 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 05/03/2016 por RICARDO PAULO ROSA Processo nº 12466.722364/2013­89  Acórdão n.º 3302­002.988  S3­C3T2  Fl. 33          19 observando  a  boa­fé,  isto  é,  acreditando  que  a  operação  de  aquisição das mercadorias era legal;  ­assim, não pode a impugnante ser punida como responsável por  uma infração praticada por terceiros;  DESCONSIDERAÇÃO  DOS  NEGÓCIOS  JURÍDICOS  ­  FINALIDADE RESTRITA A COBRANÇA DE TRIBUTOS  ­  INFRAÇÃO  ENVOLVE  NORMAS  DE  DIREITO  ADMINISTRATIVO  “STRICTO  SENSU”  ­a  fiscalização  desconsidera  o  negócio  jurídico  entre  a  Impugnante  e  a  AST  para  sustentar  acusação  de  interposição  fraudulenta  nas  operações de Importações;  ­no entanto, o Código Tributário Nacional  (parágrafo único do  artigo 116)  concede  poderes  para  a  fiscalização  desconsiderar  negócios  jurídicos somente para fins de cobrança de tributos;  ­nesse sentido, o auto de infração é somente aplicação de multa  de natureza administrativa, porque ela decorre de conversão da  pena administrativa de perdimento de mercadorias;  ­assim, a fiscalização não pode desconsiderar negócios jurídicos  para  sustentar  uma  suposta  interposição  fraudulenta,  exceto  para exigir tributos;  ­mesmo  na  hipótese  de  exigir  tributos,  o  negócio  jurídico  permanece  vigente  e  válido  (a  desconsideração  equivale  à  desconsideração da personalidade jurídica das empresas:  a  personalidade  jurídica  permanece,  mas  somente  são  desconsiderados os limites patrimoniais),  sendo  que  sua  desconsideração  é  somente  para  exigência  de  créditos de natureza tributária, o que não é o caso do presente  auto de infração;  POR  EVENTUALIDADE  ­  CONSEQUÊNCIA  NÃO  SANCIONATÓRIA DOS ATOS  ­ REENQUADRAMENTO  DA MODALIDADE DE IMPORTAÇÃO   18 ­ainda que se considere que o pagamento feito pela CK à AST  seja  típico  de  adquirente  ou  encomendante  de  mercadoria  importada,  a  consequência  legal  para  tal  prática  não  é  sancionatória, ao menos não de forma direta;  ­de  fato, a Lei 10.637/02 prevê que a utilização de recursos de  terceiros  em  operações  de  comércio  exterior  faz  presumir  que  tais  operações  tenham  sido  promovidas  por  conta  e  ordem  do  provedor daqueles recursos;  ­a  consequência  legal,  portanto,  dos  atos  narrados  pela  fiscalização, é exclusivamente o reenquadramento tributário das  operações,  de  forma a autorizar a  cobrança do IPI nas  vendas  feitas pela CK;  Fl. 1263DF CARF MF Impresso em 07/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/02/2016 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 19/02/2016 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 05/03/2016 por RICARDO PAULO ROSA     20 ­se existe uma consequência  legal não  sancionatória,  não pode  haver  aplicação  de  pena,  exceto  a  multa  por  lançamento  de  oficio dos tributos eventualmente não recolhidos;  ­em  outras  palavras,  a  utilização  de  recursos  de  terceiro  em  importação autoriza a presumir a importação por conta e ordem  desse  terceiro,  e  exclui  a  possibilidade  de  presunção  de  interposição fraudulenta;  ­ora, se se concluiu que quem suportou a importação foi a CK, e  não  a  AST,  em  razão  tão  somente  de  supostos  adiantamentos,  isso  significa  tão  somente  que  a  modalidade  adotada  (encomenda) era equivocada;  ­assim, os efeitos do erro na modalidade adotada para proceder  à  importação,  em  verdade,  implicam  somente  na  ineficácia  do  negócio jurídico para fins tributários, nos termos do artigo 116  do Código Tributário Nacional, e não no perdimento e na multa  aplicadas;  ­o  razoável  seria,  em  razão  da  desconsideração  do  negócio  jurídico realizado, se cobrar o suposto benefício que a CK teria  tido, ou  seja, cobrar o  IPI que  seria devido a  título das  saídas  das mercadorias importadas;  ­portanto,  a  penalidade  imposta  configura­se  extremamente  gravosa  e  claramente  contrária  aos  preceitos  de  equidade  e  razoabilidade consagrados na Constituição Federal;  PEDIDOS ­por todo o exposto, requer:  a) seja o auto julgado totalmente insubsistente;  ­ por eventualidade:  b)  seja  integralmente  excluída  a  responsabilidade  da  impugnante;  c)  caso  não  seja  excluída  da  responsabilidade  da  impugnante,  que  seja  aplicado  o  reenquadramento  da  modalidade  de  importação e exigidos os tributos não recolhidos;  ­protesta  pelo  direito  de  apresentar  provas  e  defesa  complementar,  com  objetivo  de  demonstrar  e  comprovar  a  verdade  dos  fatos  envolvendo  o  presente  caso  e  resguardar  o  direito do contraditório e a ampla defesa, tendo em vista que não  teve acesso ao inteiro teor do processo administrativo, conforme  aduzido na preliminar;  19 ­por fim, em virtude da urgência do ato, requer­se prazo para  apresentação dos documentos que comprovam a regularidade de  representação,  na  forma  do  artigo  5º  parágrafo  1º  da  Lei  8.906/1994;  Conforme  fls.  1.099­1.101,  a  CK  COMÉRCIO  apresentou  procuração  comprovando  a  regularidade  da  representação,  assim como cópia do contrato social.  É o relatório."  Fl. 1264DF CARF MF Impresso em 07/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/02/2016 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 19/02/2016 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 05/03/2016 por RICARDO PAULO ROSA Processo nº 12466.722364/2013­89  Acórdão n.º 3302­002.988  S3­C3T2  Fl. 34          21 Sobreveio  decisão  afastando  os  argumentos  apresentados,  mantendo  o  lançamento  intacto.  Intimadas  em  25.09.2014  do  Acórdão,  a  AST  apresentou  recurso  em  13.10.2014 e a CK em 21.10.2014.  Em  razões  recursais,  as  recorrentes  mantiveram  os  mesmos  argumentos  sustentados na fase de impugnação.  É o relatório.     Voto             Conselheiro Domingos de Sá Filho, Relator.    Cuida­se de Recursos Voluntários interpostos pelas empresas AST Comércio  Internacional Ltda e CK COMÉRCIO E REPRESENTAÇÃO LTDA, atendem os pressupostos  de admissibilidade, devendo, portanto, serem conhecidos.  As  Recorrentes  repeliram  as  acusações,  alegando  que:  o  motivo  do  lançamento  fundamentado  em  “incapacidade  financeira”,  em  verdade  trata­se  de  presunção;  Afirmam,  também,  que  a desconsideração  de  aquisição  legítima de bem  imóvel  utilizado  no  aumento  do  capital  social,  foi  realizada  sem  respaldo  legal;  Assim  como,  acusação  de  que  diferença  apontada  como  comissão  entre  a  Recorrente  e  a  empresa  NTN,  trata­se  de  ficção  fiscal; Assim como, a  fundamentação de caucionamento financeiro antecipado para subsidiar  as importações, bem como, a suposta presunção de que o atraso no pagamento de tributos teria  por objeto fortalecer o ativo circulante da empresa para suprir a  incapacidade financeira, não  procede.  Compulsando os autos constata­se juntada de extrato bancário das empresas  envolvidas  na  trama,  NTN,  JNATIVA  e  MANAGUETTI  &  MARRA  LTDA.,  e  os  razões  contábeis  da  empresa AST,  vislumbra da  leitura daqueles  documentos,  que  as  transferências  financeiras  lançadas  nos  extratos  bancários  foram  contabilizadas  pela  AST  a  título  de  antecipação,  o  que  demonstra  a  incapacidade  financeira,  principalmente,  caracterizado  pelos  valores substanciais.  Em  sendo  assim,  não merece  prosperar  os  argumentos  das  Interessadas  de  que os documentos aduaneiros e  fiscais entregues à  fiscalização são capazes de comprovar a  regularidades  dos  atos  negociais,  ao  contrário  da  afirmação,  tenho  que  houve  interposição  fraudulenta.  A  demonstração  de  incapacidade  financeira  trazida  pelas  Autoridades  Aduaneiras  como uma das  causas  categóricas na  existência de  interposição  fraudulenta,  vejo  com reserva, impondo exame criterioso dos demais elementos dos autos.  No caso presente, verifica­se da documentação colecionada, que as tratativas  negociais davam sempre por intermédio da empresa NTN DO BRASIL LTDA., essa certeza é  extraída dos  emails  trocados  entre os hipotéticos  clientes da AST com a senhora NATÁLIA  Fl. 1265DF CARF MF Impresso em 07/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/02/2016 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 19/02/2016 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 05/03/2016 por RICARDO PAULO ROSA     22 NAKAMURA,  vinculada  a  empresa  “NTN”,  responsável  pela  tarefa  de  cobrar  os  pedidos  e  coordenar  os  embarques  das mercadorias,  assim  como,  cabia  informar  o  nome  do  navio  e  a  data da chegada no Brasil. Em alguns dos documentos a senhora Natália Nakamura, informa o  tempo que os clientes dispunham para efetivar os pedidos em razão de “fechamento de carga  por  contêiner”,  informando  o  país  exportador,  que  no  caso  em  grande  parte  a  origem  das  mercadorias vinham do Panamá, e a data da chegada do navio ao Porto de Vitória­ES.  As importações davam em grande parte do Panamá, tendo como exportador a  empresa NTN SUDAMERICANA S/A,  que  no Brasil  ao  tempo  dos  fatos  era  representada  pela empresa NTN DO BRASIL LTDA.  A convicção de que a empresa NTN é o verdadeiro importador extrai­se das  comunicações entre a “NTN” e os Interessados nos produtos importados, dando conhecimento  a AST por meio de cópias dos acordos comerciais.  O  artifício  adotado  pela  NTN  DO  BRASIL  LTDA.  em  suas  importações  acontecia por  intermédio da AST, procedimento doloso que restou confirmado em diligência  fiscal realizada perante JNATIVA IMPORTADORA E DISTRIBUIDORA DE ROLAMENTOS  LTDA – EPP, nome de fantasia SAKAROL, quando foi ouvido o senhor JOÃO SAKAMOTO,  sócio controlador, que afirmou:  “2.1 ­ As suas compras são feitas através da empresa NTN DO  BRASIL LTDA., é para quem dirige os pedidos, e segundo o que  sabe,  esta  consolida  os  pedidos dos  revendedores  e  importa  as  mercadorias,  em nome dos  interessados,  através da AST COM.  INT. LTDA. de quem recebe as mercadorias já nacionalizadas.  2.1.1  –  Todos  os  pagamentos  foram  feitos  através  de  TED  /ou  depósitos em cheque, diretamente em nome da AST;  2.1.2 Em alguns casos no inicio era cobrado também o frete que  foram pagos junto com as notas fiscais de compra;  2.1.3 Nunca pagou qualquer valor para a NTN, seja a qualquer  título.  2.2  –  As  mercadorias  sempre  foram  garantidas  pela  NTN,  quando  existe  falha  a mercadoria  é  enviada  para  a NTN  para  que seja feito um laudo apurando as causas. Esse laudo depois  de próton era encaminhado para o distribuidor das mercadorias.  Desconhece  a  continuidade  dos  procedimentos,  pois  nunca  ocorreu com a sua empresa.”  Continua o depoente afirmando que:  “2.3 ­ Pelo que sabe a empresa NTN DO BRASIL é remunerada  com comissões recebidas da NTN PANAMERICANA e NTN DO  JAPÃO;  2.4.  –  Para  efetuar  os  pedidos  se  baseava  em máster  list,  dos  produtos  fabricados  pela  NTN  e  comprava  os  itens  que  tinha  maior giro no mercado, baseado em sua experiência;  2.4.1 – Esse pedido era encaminhado para a NTN por e­mail a  Natalia@ntn.com.br;  Concluiu o depoimento:  Fl. 1266DF CARF MF Impresso em 07/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/02/2016 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 19/02/2016 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 05/03/2016 por RICARDO PAULO ROSA Processo nº 12466.722364/2013­89  Acórdão n.º 3302­002.988  S3­C3T2  Fl. 35          23 2.5. – Os pagamentos poderiam ser feitos de duas formas a vista  ou no prazo de 90 dias;  2.5.1  Para  os  pagamentos  a  vista,  a  NTN  fazia  os  pedidos  ao  exterior e no embarque recebia cópia de diversos documentos e  pelo que sabe encaminhava para a AST;  2.5.1.1 No  embarque  das mercadorias  a AST  recebia  cópia  do  BL e da  fatura  internacional,  com base nessas  informações era  cobrado pela AST e efetuava o pagamento do câmbio;  2.5.1.2 Na data do desembaraço, da mesma forma era cobrado e  efetuava o pagamento dos impostos mais as despesas;”   Dos documentos colecionados há e­mail da NTN (fls.361/376) enviado pela  senhora Natália Sakamura, esclarecendo o método de trabalho, veja:  “Boa noite a todos, Visando esclarecer o método de  trabalho e  prazos  adotados  pela NTN  do  Brasil,  quanto  aos  processos  de  importações,  segue  abaixo  o  cronograma  com  a  definição  de  atividades  e  prazo  as  a  serem  cumpridos.  Back  order  (Programação) – Resumo de  todos os pedidos  firmados com as  respectivas datas prevista de disponibilidade no Panamá e preço  FOB.  Do envio da Back Order todos os distribuidores possuem 05 dias  úteis para o envio da instrução de embarque completa. Após este  período NÃO será aceito qualquer pedido de  embarque para o  mês corrente,  visto que o Panamá necessita de  tempo para dar  continuidade ao processo  (separação do Material, Embalagem,  Contato  com  Agente,  Reserva  de  Containeres/Navio,  Agendamento de Retirada do Material do Armazém, Emissão dos  Documentos  (Proforma/Fatura/Packing  list)  para  inicio  da  Exportação;   ..."  Trata­se  de  e­mail  extenso  onde  os  procedimentos  a  serem  seguidos  pelos  clientes  deviam  ser  cumpridos  à  risca.  A  própria  remetente  comenta  tratar­se  de  muitas  informações  a  ser  assimilada,  razão  pela  qual  deveria  ser marcada  reunião  com  todos,  onde  pudesse ser detalhado os procedimentos.  A Recorrente foi incapaz de contraditar essa documentação colecionada pela  fiscalização, deixou transcorrer em silêncio os momentos oportunos de impugnar, bem como,  debater  sobre  o  conteúdo  dos  depoimentos  colhidos,  essa  omissão  por  si  só  revela  ser  verdadeiro acusação de que trata de interposição fraudulenta.  No que  tange  a  irresignação  quanto  ao  imóvel  adquirido  e  utilizado  para o  aumento  de  capital  social,  tenho  que  esse  aumento  do  patrimônio  líquido,  neste  caso,  não  configura  ingresso  de  numerário, mas  sim  ingresso  no  ativo  permanente,  incapaz  de  afastar  macula  imputada  de  insuficiência  financeira  para  operar  no  comércio  exterior  exigido  pela  Aduana.  Fl. 1267DF CARF MF Impresso em 07/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/02/2016 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 19/02/2016 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 05/03/2016 por RICARDO PAULO ROSA     24 A empresa CK COMÉRCIO E REPRESENTAÇÃO LTDA. , ao ajustar toda  tratativa  negocial  com  a  empresa  NTN  DO  BRASIL  LTDA.,  cometeu  o  mesmo  ilícito  tributário  configurado  pela  remessa  de  antecipações  financeiras  direto  para  empresa  AST  COMÉRCIO  INTERNACIONAL  LTDA.,  esse  fato  revela  ser  ela  sabedora  da  tramóia  arquitetada para fraudar o pagamento do IPI.   Convencido de que a AST, ora Recorrente, emprestou seu nome para a NTN  do  Brasil  Ltda.,  efetivar  importações  contrariando  todo  arcabouço  jurídico  existente  com  intuito  único  de  ludibriar  as  Autoridades  Aduaneiras,  se  revela  consistente  acusação  de  ocultação do sujeito passivo o real importador, responsável pelas operações e distribuídos para  vários  parceiros  comerciais,  clientes,  entre  esses  a  empresas  CK  COMÉRCIO  E  REPRESENTAÇÃO  LTDA.,  tudo  isso  corroborada  pela  prova  concludente  extraída  das  transferências  de  numerários  verificadas  nos  extratos  acostados  e  contabilizadas  a  título  de  antecipação de pagamento por futuras compras, o que leva concluir que a recorrente realmente  não  possuía  capacidade  financeira  e  se  prestou  a  praticar  a  infração  lhe  imputada  caracterizando interposição fraudulenta.  Em sendo assim, conheço do recurso, nego provimento.  É como voto.  Domingos de Sá Filho                                Fl. 1268DF CARF MF Impresso em 07/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/02/2016 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 19/02/2016 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 05/03/2016 por RICARDO PAULO ROSA

score : 1.0
6038827 #
Numero do processo: 13603.000993/2003-23
Data da sessão: Tue Aug 03 00:00:00 UTC 2010
Ementa: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Exercício: 2002 PAF — PRECLUSÃO CONSUMATIVA — Deixando a recorrente de impugnar matéria pré-existente, descabe fazê-lo cru âmbito recurso porque não foi objeto de pré questionamento. PAF - PEDIDO DE ANÁLISE DE MATÉRIA ESTRANHA À LIDE — Descabe analisar matéria que não é objeto de litígio, no caso, pedido de cancelamento da multa isolada, item que não se inclui neste litígio. PAF - COMPENSAÇÃO. LIQUIDEZ E CERTEZA - A certeza e a liquidez dos créditos são requisitos indispensáveis para a compensação autorizada por lei, segundo o comando inserto no art, 170 do CIN. Créditos que não se apresentam líquidos, porquanto não confirmados pelo órgão que administra o tributo ou pelo Poder Judiciário, não podem ser objeto de autorização de compensação, porquanto para se proceder à compensação deve, previamente, existir a liquidez e certeza do crédito a ser utilizado pelo contribuinte. COMPENSAÇÃO — SALDO NEGATIVO DO IRPJ — ESTIMATIVAS — As estimativas do IRPJ são passíveis de compensação apenas ao termino do ano calendário e quando restar comprovada sua efetividade. COMPENSAÇÃO — DUPLICIDADE DE PEDIDOS — IMPOSSIBILIDADE — O débito que tenha sido objeto de compensação não homologada, ainda que a esta se encontre pendente de decisão definitiva na esfera administrativa, não comporta nova PERDECOMP (INSRF 600/2005 art.26,§ 3º,IV)
Numero da decisão: 1102-000.274
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos em negar provimento ao recurso, nos termos de relatório e voto que integram o presente julgado.
Matéria: IRPJ - restituição e compensação
Nome do relator: Ivete Malaquias Pessoa Monteiro

toggle explain
    
1.0 = *:*

  
toggle all fields
materia_s : IRPJ - restituição e compensação

dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021

anomes_sessao_s : 201008

ementa_s : Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Exercício: 2002 PAF — PRECLUSÃO CONSUMATIVA — Deixando a recorrente de impugnar matéria pré-existente, descabe fazê-lo cru âmbito recurso porque não foi objeto de pré questionamento. PAF - PEDIDO DE ANÁLISE DE MATÉRIA ESTRANHA À LIDE — Descabe analisar matéria que não é objeto de litígio, no caso, pedido de cancelamento da multa isolada, item que não se inclui neste litígio. PAF - COMPENSAÇÃO. LIQUIDEZ E CERTEZA - A certeza e a liquidez dos créditos são requisitos indispensáveis para a compensação autorizada por lei, segundo o comando inserto no art, 170 do CIN. Créditos que não se apresentam líquidos, porquanto não confirmados pelo órgão que administra o tributo ou pelo Poder Judiciário, não podem ser objeto de autorização de compensação, porquanto para se proceder à compensação deve, previamente, existir a liquidez e certeza do crédito a ser utilizado pelo contribuinte. COMPENSAÇÃO — SALDO NEGATIVO DO IRPJ — ESTIMATIVAS — As estimativas do IRPJ são passíveis de compensação apenas ao termino do ano calendário e quando restar comprovada sua efetividade. COMPENSAÇÃO — DUPLICIDADE DE PEDIDOS — IMPOSSIBILIDADE — O débito que tenha sido objeto de compensação não homologada, ainda que a esta se encontre pendente de decisão definitiva na esfera administrativa, não comporta nova PERDECOMP (INSRF 600/2005 art.26,§ 3º,IV)

numero_processo_s : 13603.000993/2003-23

conteudo_id_s : 5485392

dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Feb 14 00:00:00 UTC 2019

numero_decisao_s : 1102-000.274

nome_arquivo_s : Decisao_13603000993200323.pdf

nome_relator_s : Ivete Malaquias Pessoa Monteiro

nome_arquivo_pdf_s : 13603000993200323_5485392.pdf

arquivo_indexado_s : S

decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos em negar provimento ao recurso, nos termos de relatório e voto que integram o presente julgado.

dt_sessao_tdt : Tue Aug 03 00:00:00 UTC 2010

id : 6038827

ano_sessao_s : 2010

atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 19:13:14 UTC 2021

sem_conteudo_s : N

_version_ : 1714076609300922368

conteudo_txt : Metadados => date: 2010-09-22T13:59:14Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2010-09-22T13:59:13Z; Last-Modified: 2010-09-22T13:59:14Z; dcterms:modified: 2010-09-22T13:59:14Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:6b7781b4-2297-44f6-925a-1ad580cff7ab; Last-Save-Date: 2010-09-22T13:59:14Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2010-09-22T13:59:14Z; meta:save-date: 2010-09-22T13:59:14Z; pdf:encrypted: false; modified: 2010-09-22T13:59:14Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2010-09-22T13:59:13Z; created: 2010-09-22T13:59:13Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 18; Creation-Date: 2010-09-22T13:59:13Z; pdf:charsPerPage: 1956; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2010-09-22T13:59:13Z | Conteúdo => SI-Ci T2 1 1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO tn Processo n" 13603.00099.3/2003-23 Recurso n" 172.084 Voluntário Acórdão n" 1102-00.274 — 1" Câmara / 2" Turma Ordinária Sessão de 03 de agosto de 2010 Matéria COMPENSAÇÃO Recorrente DELP ENGENHARIA MECÂNICA LIDA Recorrida 3A,TURMA DRJ BHE Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Exercício: 2002 PAF — PRECLUSÃO CONSUMATIVA —Deixando a recorrente de impugnar matéria pré-existente,descabe fazê-lo cru âmbito recurso] porque não foi objeto de pré questionamento, PAF - PEDIDO DE ANÁLISE DE MATÉRIA ESTRANHA À LIDE — Descabe analisar matéria que não é objeto de litígio, no caso, pedido de cancelamento da multa isolada, item que não se inclui neste PAF - COMPENSAÇÃO. LIQUIDEZ E CERTEZA - A certeza e a liquidez dos. créditos são requisitos indispensáveis para a compensação autorizada por lei, segundo o comando inserto no art, 170 do CIN. Créditos que não se apresentam líquidos, porquanto não confirmados pelo órgão que administra o tributo ou pelo Poder Judiciário, não podem ser objeto de autorização de compensação, porquanto para se proceder à compensação deve, previamente, existir a liquidez e certeza do crédito a ser utilizado pelo contribuinte, COMPENSAÇÃO — SALDO NEGATIVO DO 1RPJ — ESTIMATIVAS — As estimativas do IRPJ são passíveis de compensação apenas ao termino do ano calendário e quando restar comprovada sua efetividade. COMPENSAÇÃO — DUPLICIDADE DE PEDIDOS — IMPOSSIBILIDADE — O débito que tenha sido objeto de compensação não homologada, ainda que a esta se encontre pendente de decisão definitiva na esfera administrativa, não comporta nova PERDECOMP (INSRF 600/2005 art,26,§ .3'..,IV) Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos em negar provimento ao recurso, nos teryos de relatório e voto que integram o presente julgado, IVE M LAQ IAS P -§SOA MONTEIRO —Presidente e Relatora EDITADO EM: ti?1 SET 20/0 Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros, José Sergio Gomes (Suplente convocado) Silvana Rescigno Barreto, Marcos Antonio Pires (suplente convocado) Frederico de Moura Theophilo e .João Carlos Lima junior(Vice-Presidente). 2 Processo n" 13603 000993/2003-23 Acórdào n 1102-00274 Fl 2 Relatório Trata-se de PERDCOMPS interpostas eletronicamente utilizando-se do saldo negativo do 1RPJ apurado no ano calendário de 2002.. Inicialmente houve pedido de restituição,fis. 01, no valor de R$ 26.132,85, referente ao saldo negativo do Imposto de Renda Pessoa Jurídica do exercício de 2003, cumulado com declaração de compensação-DCOMP de débito de CSLL„ código de receita 6773, no valor de R$ 4,130.38, conforme documentos de fls. 02 / 03. Em 22.032004, é transmitido o pedido de restituição eletrônico PER n°32521.69234220304,12,02-2827, também de saldo negativo do IRPJ/200.3, no valor de R$ 133.615,00, fls. 16/19. As fichas 09A, 11, 12A e43, da DIPJ/2003, ND 1191962, foram juntadas às fis.,19/25; telas da última DCTF retificadora do primeiro trimestre/2002, transmitida em 22/08/2007, fis. 72/75; tela do extrato do processo ri' 13603.000968/2002-69, lis, 30/31; tela do SINAL06 com todos os pagamentos de 1RP:1/Estimativa, código de receita 2362, do período de 01/02/2002 a 15/08/2007, fl. 32; e telas da DIRF do ano-calendário de 2002, fis, 70/71. N° da DCOMP Observações 18021,35752.220304.1.3022479 Retificado por 10481.01307.180105.1.7,02-4018 e - cancelada por 42816,48454_270307.1.8.02-3061 Retificado por 25238.06484,290906.1.7.02-8610 e 24815.1 44882.20304,1.102-0464 cancelada por 06245,66618.270307.1.8.02 -5724 3670038278,020205 1.3.024508 Cancelada per 24360,99274.101106.1.8.02 -8081 14791.79232.240707.1.3.02-5204 Ativo A Contribuinte interpôs DCOMP eletrônica para compensar débitos de 1RP.I e CSLL de dezembro/2004, que não foi processada por problemas técnicos, conforme documentos de fis, 01 a 31 do processo n° 13603.000174/2005-48. Após solicitação de esclarecimentos (tis. 61/62 daquele processo), a Declaração de Compensação foi retificado de acordo com o documento de fi. 67 e a DCOMP de fis. 68 daquele mesmo processo. Por isto os processos foram juntados, conforme fis.. 88, A DCOMP é analisada na forma seguinte: Origem do Crédito Saldo negativo do IRPJ do exercício de 2003 Valor do crédito utilizado R$ 102.341,91. . . IRRI, código de receita 2362, PA 12/2004, vencimento em .31/01/2005, no valor de R$ 85.657,91. Débitos Compensados CSLL, código de receita 2484, P.A 12/2004, vencimento em 31/01/2005, no valor de RS 36.684,00.. Às tis,. 81/85 do processo 1.360.3.000174/2005-48, foram juntadas as telas da 3 DCTF do 40, trimestre/2004, com os débitos ali compensados. O despacho decisório de fis,90/95 reconhece parcialmente o direito creditório, com a seguinte ementa: Assunto . Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Exercicio 2003 Ementa • DCOMP — O sujeito passivo que apurar crédito, inclusive os judiciais com ti-á/mito em julgado, relativo a tributo ou contribuição administrado pela Secretaria da Receita Federal, passível de restituição ou de ressarcimento, poderá utilizá-lo na compensação de débitos próprios relativos a quaisquer tributos e contribuições administrados por aquele órgão Base Legal . ait. 74 da Lei n°9,430/96. Rest Dei. em Parte - Comp Homolog em Parte Ciente em 12/11/2007, fis.103, a Contribuinte intemõe manifestação de inconformidade, fis.104/109, onde, em síntese, repete que o pedido de restituição diz respeito ao saldo negativo do Imposto de Renda Pessoa Jurídica do exercício de 2003, cumulado com pedido de compensação de débitos, Os valores pleiteados foram retificados por meio de entrega de Declarações retificadoras, que não foram acolhidas em sua totalidade, porque o Delegado entendeu que parte dos créditos pleiteados, referentes às estimativas, não foram recolhidos durante o exercício, de forma que não poderiam compor o saldo negativo do imposto, ao final, Além do que, considerou cabível a multa isolada referente à falta de recolhimento das estimativas de janeiro e fevereiro, nos termos do inciso IV, § 1 0 , do art. 44 da Lei n° 9.430/96, Reclama dos valores referentes à estimativa relativa ao mês de março, que deixara de ser integralmente acolhido e decorrera de mais uma compensação realizada que não tivera a correta análise da autoridade jurisdicionante, o que deveria ser revisto, Aponta a falta de consideração, pela autoridade administrativa, dos balancetes de redução que efetuou no período, o que impediria a exigência da multa isolada. Refere-se, especificamente à "COMPENSAÇÃO DE VALORES COM COFINS NÃO-CUMULATIVA", aos "BALANCETES LEVANTADOS PELA EMPRESA E A IMPOSSIBILIDADE DE APLICAÇÃO DA MULTA ISOLADA" , para, em vasto arrazoado concluir que restara demonstrado o seu correto proceder, o que obrigaria à administração a ratificá-lo Acórdão 02-17,419, de 05 de março de 2008, da DRJ/BH,fis„201/211 não homologa a compensação e indefere o pedido de restituição/ressarcimento e está assim ementado: ASSUNTO IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURiDICA IRPJ Ano-calendário. 2002 DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO Na Declaração de Compensação somente podem ser utilizados os créditos comprovada/126'rue existentes, respeitadas as demais regras determinadas pela legislação vigente para a sua utilização. Rest/Ress. Indelet ido - Comp não homologada 4 Processo n" 13603 00093/2003-23 SI-C1 12 AcORI5o n " 1102-00,274 3 Ciente da decisão em 07/04[2008, a Contribuinte interpõe o recurso de fis,218/230, em 06/05/2008, onde alega, em síntese, que seguindo instruções incorretas da Delegacia da Receita Federal de Contagem realizou as retificações nas Declarações de Compensação, em razão da necessidade de retificação das suas declarações, o que causou enormes problemas em seus Pedidos de Compensação. As retificações realizadas nas DCTF dos trimestres 1° a 4 0 do exercício de 2001 e 1° e 2' do exercício de 2002, que retomaram à situação inicial das Declarações de Compensação feitas, obrigaria a revisão deste processo e dos demais, nos quais foram verificados o mesmo problema. Por isto pede o seu reenvio à Delegacia da Receita Federal de Contagem para reapreciação das compensações ali indicadas, pois constam débitos compensados que não existiam, como é o caso do débito de Contribuição Social sobre o Lucro Líquido - CSLL (código 6773 ) no valor de R$ 4.130 38 referente a dezembro de 2002. Também informa que com estas retificações e no intuito de facilitar o encontro de contas, acabou por indicar para compensação, estimativa que foram consideradas corno crédito neste processo. (Valor equivocadamente declarado e já retificado). E o objetivo da compensação é o"encontro de contas", procedimento não realizado, posto que houve " FALTA DE VERIFICAçÃo DAS DECLARAÇÕES RETIFICADORAS APRESENTADAS" Alude que apurou, no ano de 2002, Contribuição Social sobre o Lucro Liquido - CSLL e Imposto de Renda Pessoa Jurídica somente nos meses de Janeiro, Fevereiro e Março, conforme cópias de Balancetes e Diários anexados ao processo junto à Manifestação de Inconformidade protocolizaria em 10/12/07. Quando solicitou a compensação em .30/04/2003, ainda não havia feito as retificações nas DCTF e DIPJs. Mas, após as retificações, este valor não está declarado em nenhuma das Declarações nem tão pouco foi utilizado para dedução da Contribuição Social (estimativas) de 2002, cujo valores demonstra na ordem seguinte: Contribuição Social sobre o Lt1C1D l íquido - VALOR APURADO APOS RETIFICAÇAO CSIL 2002 JAN 15.775,88 FEV 6.684,60 MAR 49.259,$9 TOTAL 71.720,07 O valor total do saldo negativo de CSLL R$ 71.720,07 foi indicado na PERDCOMP 41.858.82046..220304..L2.0.3 -2188, e na DIPj retificada, o que demonstraria que o valor do debito de R$ 4.130,38 não poderia ser compensado, desde o primeiro momento, pois foi indicado por erro. Demonstrado seu erro contábil não há como se admitir que o Estado se aproprie de valores que não se refere a débito tributário. 5 Cita e transcreve Ives Gandra Martins em texto que trata de indébito tributário e sua natureza não tributária.(MARTINS, Ives Gandra. Teoria da imposição tributária São Paulo: Saraiva, 1983, p. 92/93). Reproduz o seguinte texto de Hugo de Brito Machado:"_svAdo indevido o tributo, a verdadeira natureza jurídica do pagamento sem causa," (MACHADO, Hugo de Brito A compensação no Direito Tributário. Grandes Temas da Atualidade - 5° Simpósio Nacional 10B de Direito Tributário São Paulo: 10B Informações Objetivas, 1996, p, 22), para dizer que a compensação de créditos com suposto débito que demonstrara não existir é indevida e sequer poderia ser considerada como receita do Estado, sob pena de afronta ao Princípio da Legalidade e da Moralidade Administrativa. Cita doutrina de Celso Antônio Bandeira de Mello que trata da necessidade de obediência ao principio da legalidade, que norteia a atividade administrativa (MELLO, Celso Antônio Bandeira de., Discricionariedade e controle jurisdicional. 2'ed., São Paulo: Malheiros, 1993, pp. 12/13) Como mero ingresso de caixa e não verdadeira receita, não pode o crédito apurado ser compensado para pagamento de débito inexistente, o que implica no dever do Estado de restituir o indébito tributário ao seu legitimo proprietário, linha na qual reproduz opinião de Brandão Machado, para quem "Se o Estado não pode exigir ou receber tributo, senão com base na lei, não pode logicamente reler consigo o que receber ilegalmente, porque a soltai° indébita e a soluhretentio são produtos da mesma violação de uni direito do contribuinte (MACHADO, Brandão.. Repetição de indébito DO Direito Tributário, In Estuda on Homenagem ao Prot,Ruy Barbosa Nogueira São Paulo: Saraiva, 1984, p. 68). E segue para afirmar que se soubesse do equivoco cometido, à época da Manifestação de Inconformidade, o teria demonstrado como o fez agora, não deixaria que o Fisco Federal mantivesse as compensações sem a devida verificação das retificações que realizou mas que não foram conhecidas na esfera administrativa. Contudo, ainda há a possibilidade de homologação de todas essas compensações, agora indicadas corretamente, sem que sejam causados mais transtornos ou processos. Afirma que esses fatos apontam para a necessidade de revisão de parte da homologação da compensação, excluindo-se o débito indicado e que na verdade não existe, e a devolução do crédito para homologação de outras compensações indicadas. Alude a "NECESSIDADE DE ANÁLISE DOS PROCESSOS EM CONJUNTO SOB PENA DE OFENSA AOS PRINCIPIOS DA EFICIÊNCIA, DA LEGALIDADE E DA MORALIDADE", embora concorde que contribuiu para os erros verificados, mas que a sua intenção foi de somente consertar os cálculos feitos equivocadamente sem que fossem prejudicadas as compensações que já tinham, inclusive, sido homologadas. Deste modo, após as retificações, foi obrigada a fazer outras compensações para pagamento de débitos anteriormente indicados como créditos em outras compensações, mas só o fez porque sabe que o objetivo das normas relativas à compensação de débitos é o encontro de contas. Assim, imperioso apreciar-se o processo de compensação onde está o debito R$ 36,221,40 para que seja aceito como pago neste processo de compensação, sob pena de serem causados enormes prejuízos à Recorrente, que terá que recolher o valor do debito, acrescido de juros e multa, e posteriormente, requerer a restituição do valor recolhido a maior, 6 g/11 Vg4P. à P[ °cesso n" [360.3 00099.312003-23 SI-C112 Acórdão n " 1102-00274 H 4 É do interesse de todos que os processos administrativos sejam finalizados com a homologação das compensações e o ajuste das contas e das declarações prestadas, de modo que é imprescindível que se use do Princípio da Verdade Material e da eficiência, para que sejam solucionados os presentes casos de maneira conjunta, sem maiores prejuízos. Refere-se ao artigo .37 da CF que trata dos princípios processuais aplicáveis, não só ao processo administrativo, corno também aos processos civil e penal, princípios que regem a atividade administrativa fiscalizatória, compreendida não só por sua fase processual, mas também por sua fase procedimental, alem de existirem princípios específicos do processo administrativo tributário. Cometa o Decreto 70,235/72, que regulamenta o processo administrativo fiscal, para dizer que ele enumera e garante que determinados princípios do Direito sejam observados por sua administração e nos respectivos processos administrativos tributários.. Mesma linha da Lei n°9,784, de 29 de janeiro de 1999, da qual reproduz o artigo 2 0 para comentar que a Administração Pública obedecerá, dentre outros, aos princípios da legalidade, finalidade, motivação, razoabilidade, proporcionalidade, moralidade, ampla defesa, contraditório, segurança jurídica, interesse público e eficiência, ressaltando, ainda, que nos processos administrativos serão observados, também , os critérios ali enumerados (reproduz item I a XIII). Continua para citar James Marins, e os princípios do processo administrativo tributário, os princípios gerais, da Administração Pública, dentre os quais enumera o da legalidade, finalidade, razoabilidade, proporcionalidade, motivação, impessoalidade, publicidade, moralidade, responsabilidade e eficiência. Diz que também se submete o processo administrativo tributário aos princípios comuns, ao procedimento e ao processo administrativo tributário, dentre eles o da legalidade objetiva da vinculação, da verdade material, da oficialidade, do dever de colaboração e do dever de investigação. Comenta que a Lei n°9.784, de 29 de janeiro de 1999, estabelece os parâmetros que a Administração deve seguir nos processo administrativos e destaca sempre, que o objetivo da Administração Pública é o atendimento ao interesse público! No caso dos autos não se pode falar que a Delegacia de Contagem ou a Delegacia de Julgamento de Belo Horizonte agiram em consonância com estes princípios e nem que estavam agindo em busca do interesse público, pois o objetivo da norma que permite a compensação de débitos com créditos na esfera federal é facilitar o encontro de contas dos contribuintes com a Administração através da apresentação de documentos comprovadores dos débitos e créditos pleiteados, e não dificultar este encontro de contas. Do mesmo modo que as compensações são importantes para ambas as partes o processo deve ser agilizado. O interesse publico a ser perseguido pela norma é o pagamento de débitos com o aproveitamento dos créditos em um só .procedimento, A Delegacia da Receita Federa de Contagem tinha o dever funcional e o dever como órgão da administração de buscar a realização do interesse publico. As decisões recorridas ignoraram os documentos referentes aos créditos apresentados em afronta aos itens VI,VIII,IX,X,XII,XIII. Imb 7 Repisa seu erro e o dever da administração cru verificá-lo, por se tratar de simples erro e não, adotar como débito o valor indicado indevidamente, ou aproveitado a oportunidade para apreciar outras compensações que terão efeitos sobre esta, Faltou cumprir . a Administração seu dever de impulsionar o processo limitando-se a," ineficientemente", deixar de homologar parte das Compensações enquanto ainda, existiam créditos, da forma mais simples possível, e deixar de homologar quando os créditos instruidos de maneira satisfatória terminaram Reclama da posição adotada pela administração classificando-a de"inconseqüente e ineficiente" pois ao invés de buscar o esclarecimento sobre os documentos relativos aos créditos e homologar todas as compensações realizadas, acabou por criar para si, e para os órgãos hierarquicamente superiores vários outros processos administrativos que apenas servirão para emperrar ainda mais toda a máquina administrativa que já possui um volume enorme de processos administrativos a serem analisados, Demonstrara a necessidade de reanalise dos processos e confirmação dos seus argumentos, para homologar as compensações indicadas nos processos sem que reste qualquer pagamento a ser feito ou pedido de restituição a se realizar. Pede provimento ao seu recurso voluntário com a reforma do acórdão e reconhecimento do seu direito ao crédito ou seja determinado o retorno dos autos à Delegacia de Contagem para revisão dos Processos Administrativos que envolvem as compensações para o acerto seja feito e as compensações sejam definitivamente homologadas. Despacho de fis, 246 encaminha o processo ao CA.RF atestando a tempestividade em sua interposição, Recebo o processo para relato. Este é o relatório. 8 640' Processo n" 13603 000993/2003-23 Aeórao o "1102-00.274 H 5 Voto Conselheiro Ivete Malaquias Pessoa Monteiro, Relatara O recurso é tempestivo. E será parcialmente conhecido , conforme adiante se demonstrará. Trata-se de pedidos de compensação eletronicamente interpostos que se utilizaram do saldo negativo do IRPJ apurado no ano calendário de 2002, para compensar vários débitos. O valor inicialmente pleiteado pela contribuinte montava R$ 159,747,8500, dos quais foram reconhecidos R$ 97.957,47, Deste modo, o valor em litígio seria a diferença entre o pretendido e o concedido, ou seja, R$ 61.790,38, representado pelas estimativas dos meses de janeiro, fevereiro e março de 2002 que não se confirmaram, de fato, nos valores abaixo apontados: Mês Valores declarados na DIP,1 JValores confirmados por pagamento ou compensação jan 28,798,87 J 14.228,58 Fev 10.997,84 0,00 Mar 93.8L832 57.596,89 Total 133,615,00 1 71./125,47 Na manifestação de inconformidade, a contribuinte se defende, no que toca a diferença referente aos créditos pretendidos, da forma seguinte: (—) Ocorre que deixou-se de verificar, com relação aos valores devidos como estimativa em março, mais uma compensação realizada, de forma que os créditos devem ser revistos e também a compensação realizada. Ignorou-se também o fato da Manifestante ler levantado balanceies de redução dos recolhimentos à época, razão pela qual a multa aplicada não seria exigível. Será demonstrado que os créditos devem ser revistos e também a compensação efetuada, bem como a aplicação da multa isolada, Primeiramente a Delegacia fez a apuração dos valwes devidos a titulo de saldo negativo de Imposto de Renda da Pessoa Jurídica, com os valores recolhidos por meio das estimativas mensai,s e percebeu-se que no mês de março, o valor do imposto tinha sido somente parcialmente pago, destaca-se, 41) 9 a) Quanto á estimativa de março/2002, no valor de R$ 93 818,29, fbi declarada em DCTF (fl. 75) corno tendo sido quitada da seguinte forma- l?) R$ 8 582,20, através de pagamento com Darf, confirmado à /1 32, decorrente de pagamento no processo n° 13603 000968/2002-69 c) R$ 49 014,69, através de compensação no proces o n° 13603 00096812002-69, confirmado às fls 30, e c. R$ 36 221,40 conto saldo a pagar Em pesquisa no sistema SINAL06 não fbi encontrado o Darf correspondente, Parcela, portanto, não confirmada," Ocorre que o valos- de R$ 67.697,79 (sessenta e sete mil seiscentos e noventa e sete reais e setenta e nove centavos), devidos a título de estimativa de 1RPJ relativos a março de 2002, foi indicado para compensação no pedido encaminhado em 23 de julho de 2007, Declaração n" 2158497308.230707 13.11 - 4724 (cópia em aneà-9). Desse valor R$ 36.221,40 (trinta e seis mil duzentos e vinte e um reais e quarenta centavos) refere-se ao IRR1, que foi compensado juntamente com o acréscimo dos juros devidos, Dessa forma, vê-se que no que diz respeito aos créditos aceitos, deve ser o Despacho Decisório anulado, considerando o pedido de compensação feito para pagamento do IRPJ, estimativa Illatp/2002, e revista a compensação relativa ao processo n°13603 .000174/2005-48 ) E adentra na impossibilidade de prosperar a exigência da multa isolada, o que não é objeto deste litígio e por isto não será abordado. Também, em sede recurso voluntário, a Contribuinte pretende alargar a lide, onde acusa a DRF Contagem de lhe fornecer instruções incorretas que a levou a realizar as retificações nas Declarações de Compensação, em razão da necessidade de retificação das suas declarações, o que causou enormes problemas em seus Pedidos de Compensação. Acaba por pedir que se devolvam os autos a DRF jurisdicionante, para que seja reanalisado seu pedido mediante as retificações realizadas nas DCTF dos trimestres 1' a 4' do exercício de 2001 e 1° e 2° do exercício de 2002, que retornaram à situação inicial das Declarações de Compensação feitas, porque quando interpôs este processo, ainda não realizara tais alterações. Neste particular refere-se aos débitos Contribuição Social sobre o Lucro Liquido - CSLL (código 6773) no valor de R$ 4A30,38 competência de dezembro de 2002, Afirma a Contribuinte que quando solicitou a compensação em 30/04/2003, ainda não havia feito as retificações nas DCTF e DIPJs. Mas, após as retificações, este valor não está declarado em nenhuma das Declarações nem tão pouco foi utilizado para dedução da Contribuição Social (estimativas) de 2002, cujo valores diz demonstrar, conforme antes relatado. Pretende que alterar o saldo negativo da CSLL,para R$ 71.720,07, indicado na PERDCOMP 41,858.82046.220304,1,2.03 -2188, e na DIPJ retificada, o que levaria A certeza da inexistência do debito de R$ 4..130,38, indicado por erro. lo el0 10" Processo n" 13603.000993/2003-2.3 SI-CIT2 Acórdão r" 1102-00,274 Fl 6 Contudo, neste momento processual a matéria está preclusa, pois não foi impugnada e, portanto, não será conhecida. Além do que a pretensão decorre de ato praticado pela Contribuinte após interposição do seu pedido original, análise do mesmo e decisão de 10. grau, em função das informações e provas juntadas pela própria Recorrente. O Decreto 70235/1972 (PAF), quanto à instrução processual, determina: Ari. 14. A impugnação da exigência instaura a .fase litigiosa do procedimento. Art. 15. A impugnação, formalizada por escrito e instruída com os .documentos em que se fundamentar, será apresentada ao órgão preparador no prazo de trinta dias, contados da data em que fbr feita a intimação da exigência. Art. 16. A impugnação mencionará: 1- a autoridade julgadora a quem é dirigida; 11 - a qualificação do impugnante; 111 - os. motivos de fato e de direito em que se fimdamenta, os pontos de discordância e as razões e provas que possuiu; .§ 4" A prova docwnental será apresentada na iMpligna00, prectuindo o direito de o impugnante fazê-lo em outro momento processual, a menos que: a) fique demonstrada a impossibilidade de sua apresentação oportuna, por motivo de . força maior; b) rdira-se a fato ou a direito superveniente; c) destine-se a contrapor fatos ou razões posteriormente trazidos aos autos. Assim, por ocasião da impugnação a Contribuinte já sabia (ou deveria saber) que o valor da CSLL que apontou como devido decorria de erro. Como deixou de fazê-lo, deverá submeter sua inconformação no processo específico que tratará das exigências da CSLL e objeto de representação fiscal. Quanto à matéria sob exame, a Contribuinte, além das DCOMP inicialmente protocoladas através deste processo, interpôs outras (21), através do processo 13,603,000174/2005-48, que ante as incongruências apresentadas, o agente administrativo buscou a instrução necessária ao cumprimento do devido processo legal (como se vê no Termo de Solicitação de Esclarecimentos d.362/1006, 115,61/62, desse processo 13.603 .000174/2005-48,na seguinte ordem): Do procedimento de análise preliminar das Declarações de compensação-DCOMP protocoladas nesta DRF, em 31/01/200.5, e que compõem o processo administrativo n° 13603.000174/2005-48, ,foi constatada a necessidade da esclarecimentos adicionais. 0.) I Os ,s';' 2° a 4°, do art 76, da Instrução Normativa SRF a' 460, de 18 de outubro de 2004, previam as hipóteses de apresentação da declaração em formulário papel aprovado no capa! daquele artigo. Entretanto, a empresa não utilizou o (1 fOrmulário aprovado pela IN 460/2004, mas 21 (vinte e unia) cópias em papel do que seriam às DCOMP que tentara transmitir eletronicamente Por outro lado, todas as cópias .forain impressas como sendo refirentes à "página .1" das DCOMP, mas levam a entender a compensação conforme segue • • iLs cópias que compõem as . fblhas 11, 12, 13, 15 e 16 do process•o administrativo referem-se à compensação do débito do, IRRI/estimatim do PA. 12/2004 com o crédito do saldo negativo do IRP,1 apurado no exercício de 2003, no valor de R$ 98 616,37; b) O valor do saldo negativo informado na ficha "Crédito Saldo Negativo do IRPJ" da DCOMP (R$ 71 825,47), não coincide com o declarado na .DIPJ/2003 (R$ 159 747,85); c) As cópias que compõem as folhas 14, 17, 18 e 20 do processo, administrativo referem-se à compensação do débito da CSLL/e.stimativa do P.A. 12/2004 com o crédito do saldo negativo da CAL apurada no e.xercício de 2005, no valor de R$ 79 799,08,• d) Na DIRI/2005 fbi apurada CSLL a pagar (R$ 96.480,38), e não saldo, negativo de R$ 80.069,00, confbrine infOrmado ficha "Crédito Saldo Negativo da CSL1," da DCOMP; e) As cópias que compõem as folhas 19, 21, 22 e 23 do processo administrativo referem-se à compensação do débito do • IRPJ/estimatim do P A. 12/2004 co;;; o crédito do saldo negativo. do IRPJ apurado no exercício de 2003, no valor de R$ 5 586,39,• f) As cópias que compõem as folhas 24, 2,5 e 26 do processo administrativo referem-se à compens•ação do débito do IRPJ/estimativa do P.A. 12/2004 com o crédito do saldo negativo do IRPJ apurado no exercício de 2003, no valor de R$ 46.924,91, g) O valor do saldo negativo informado na ficha "Crédito Saldo ( Negativo do IR.P,I" da DC011/IP (R$ 34 176 92) não coincide com o ( declarado na DIPJ/2003 (R$ 159 747,85); 11) As cópias que compõem as folhas 27, 28, 29, 30 e 31 do processo administrativo referem-se à compensação dos débitos do IRPJ/estimatim e da CSLL/Estiniativa, do P.A 12/2004, nos valores de R$ 63.690,09 e 16 681,30, respectivamente, co;;; o crédito do saldo negativo do IRPJ apurado no exercício de 2005; i) Na D1PJ/2005 fbi apurado IRPJ a pagar (R$ 85.657,91), e não saldo negativo de R$ 87 740,40, confirme infbrinado ficha "Crédito Sahlo Negativo de IRPJ" da DCOMP, 12 1101 ....... Processo n" 13603.000993/2003-23 S1-CIT2 Acórdão n " 1102-00.274 Fl 7 j) Na DCTF relativa ao 4' trimestre/2004, os créditos vinculados aos débitos dos tributos acima i eferidos não se refèrem a estas DCOMP Ante o exposto, solicita-se que se esclareçam as possíveis divergências apontadas, no prazo de .5 (cinco) dias úteis, nos termos dos arts. 904, 911, 927, ido Decreto n° 3.000, de 26 de março de 1999 ( ) A resposta se dá às fis.67, do mesmo processol 3..603.000174/2005-48, nos termos seguintes: Termo de Esclarecimentos n," 36.2/2006 Prezados Senhores, Delp Engenharia Mecânica Ltda, inscrita no CNP.I. sob o n.." 17.161 936/0001-0.5, com sede _À Rua flaeckel Ben Hur Salvador, 1.333— Centro Industrial de Contagem — Cinco - Contagem — MG, vem atender ao seu Termo de Solicitação n.' .36.21.2006 de 31/10/2006, encaminhando • • Declaração de Compensação (Retificadora processo 13603.000174/2005-48) • 11 Alteração Contratual e,. • Cópia do Recebido de entrega da Declaração compensação processo 4 13603.000174/200.5-48 . Às fls,88 há o termo de juntada desse processo ao de ri". 13..603.000993/2003-23, o que gerou a unificação da análise dos pedidos. Ou seja, neste processo estão sendo tratadas todas as DCOMP da Contribuinte interpostas através deste processos e daquele de n. 1360.3.000174/2005-48. Portanto, não procede a crítica da Recorrente de que os processos foram analisados sem considerar todos'os seus pedidos. Óbvio que a impulsão dos autos , no caso da compensação, se dá a pedido da Contribuinte. Mas, percebendo o administrador a conexão entre processos, os junta como se comprova neste caso„ Voltando a instrução deste processo (analisando-se o pedido contido nos dois processos a este juntado), às fis,76, há o "TERMO DE SOLICITAÇÃO DE ESCLARECIMENTO N".557/2007, na seguinte ordem: "Do procedimento de analise do pedido de restituição do saldo negativo do 1RPJ do exercício de .2003, protocolizado segundo o processo n° 13603.000174/2005- 48, verificou-se que a DCTF referente ao primeiro ti-unes-Ire/200.2 foi retificado em .22/08/2007, com alterações nas créditos vinculados aos débitos das estimativas apuradas nos meses de janeiro e fèveieiro/2002, conforme abaixo, Ante o exposto, solicitamos-lhe que no.s Mfirrmem quais os cr éditos que foram utilizados para vinca/ação aos débitos declarados (somente nos casos sem processo, pois tal 13 modalidade de compensação foi permitida até 30/09/2002, de acordo com o art 66, da Lei n° 8 383/91), nos termos doe arts 904, 911, 927, do Decreto n° 3 000, de 26 de março de 1999 (Regulamento do Imlyosto de Renda - .RIR/99) Além disso, em análise da Declaração de Compensação - DCOMP n° 18021 35752 220304 1.3.02-2479, verificou-se que fOi transmitida DCOMP retificadora (n° 10481 01307 180105 L7 02-40180) e, posteriormente, o pedido de cancelamento n° 428/6.48454.270307.1.802-30610 Quanto á DCOMP retificadora, não poderia ser aceita porque acrescentava novos débitos, o que não era permitido pela IN SRE n° 460/2004, em vigor à época de sua transmissão (matéria atualmente regulada pela IMRE 600/2005) Entretanto,ao analisar a admissibilidade cio pedido de cancelamento, à luz dos arts 56 e 58, da IN SRE n° 600/2005, verificou-se que o debito de Colins (código 2172), do PA de maio/2002, no valor de R$ 24.000,00, declarado na DCCMP original, encontra-se parcialmente vinculado a outro crédito na respectiva DCTF. Assim, solicitamos-lhes que justifiquem, contestem, modifiquem ou complementem esses . fatos, apresentando os documentos que julga! em pertinentes ( Aqui, mais uma vez, a administração buscando a verdade material a fim de bem decidir e suprindo as falhas produzidas pela Contribuinte na instrução processual A resposta se encontra às fls,77/82, onde a Contribuinte aponta os processos, os créditos que supõe hábeis à compensação e os correspondentes débitos que deveriam sei. quitados através classes créditos. Da análise desses dados é gerada a representação fiscal de t1s 83, nos termos seguintes: Da análise de Declarações de Compensação do contribuinte acima (processo n° 13603.000993/2003-23), „fbi constatado possivel erro der vinca/ação de créditos ao débito da Cqfins declarado em DCTF, relativo a março/2002 (código de receita 2172), cordbrine segue. Além disso, em resposta à intimação e 559/20007, a contribuinte infirma, subsidiariamente, a referida compensação. Entretanto, o débito da Coibis de março/2002 não consta da relação de débitos controlados no processo n° 13603.000512/2002-07„ sendo que este aguarda julgamento no 1° Conselho de Contribuintes Seguem, em anexo, telas da DCTF cia março/2002 e do Profisc relativa ao processo citado, e cópias do Termo de Intimação n'„ 557/2007 e do anexo à resposta enviada pelo contribuinte. ) 14 0:111 . 0.0 Processo n" 13603.000993/2003-23 Si-CIT2 Acórdão n " 1102-00,274 Fl 8 OBS. Esta transcrição é apenas ilustrativa dos fatos ocorridos neste processo. Mas não tem vinculação para efeito do aqui decidida. Também transcrevo o despacho de fls. 90/95, o resumo perfeito dos incidentes verificados na fase inquisitória, que mostram o esforço da autoridade jurisdicionante, na busca da verdade material: Trata-se de pedido de restituição, no valor de R$ 26.132,8.5, referente ao .soldo negativo do Imposto de Renda Pessoa ...ha !dica do exercício de 2003, cwindado com declaração de compensação-DCOMP de débito de. CSLL, código de receita 677.3, no valor de R$ 4.130,38, confOrme documentos de fls. 01 a 03. Posteriormente, em 22.03.2004, foi transmitido o pedido de restituição eletrônico-PER 11° 32.5 2 1 . 69 2 3 4 220.304 12,02-2827, também de saldo negativo do IRPJ/2003, 170 valor de R$ 133.61.5,00, fls. 16/19. As fichas 09A, 11, 12A e 43, da DIP1/2003, ND 1191962, foram juntadas às jl.s.19/2.5, telas da última DCTF retificadora do primeiro trimestre/2002, transmitida em 2.2/08/2007, fls. 72/75; tela do extrato do processo a' 13603.000968/200.2-69,11s. 30/31, tela do SINAL 06 com todos os pagamentos de IRRI/Estimativa, código de receita 2362, do período de 01/02/2002 a 1.5/08/2007, fl. 32,' e telas da DIRF do ano-calendário de 2002, .11,s, 70/71 Além da DCOMP de .fls. 01/03, foram transmitidas as seguintes DCOMP eletrônicas Uls. 33/68): Além disso, a interessada tentou transmitir DCOMP eletrônica para compensar' débitos de 1RPJ e CSLL de dezembro/2004, não logrando êxito devido a problemas técnicos, conforme documentos de .fls. 01 a 31 do processo n° 13603,000174/200.5- 48 Após solicitação de esclarecimentos (fls. 61/62 daquele processo), a Declaração de Compensação . foi retificado de acordo com o documento de /7. 67 e a DCOMP de fls, 68 daquele mesmo processo Dessa ..forma, esse processo será tratado conjuntamente neste Despacho Decisório. A DCOMP a ser analisada ficou conforme segue.' Às fls. 81/85 do processo 13603.000174/200.5-48, foram juntadas as telas da DCTF cio trime,stre/2004, com os débitos ali compensados. A restituição do saldo negativo do imposto, apurado ao final do exercício, está prevista nos arts. 6 0, 1°-11 e 7 0, § 3° da Lei n° 9.430/96 Inicialmente, cabe aferir o saldo negativo do 1RPJ apurado pela interessada na linha 18 da ficha 12-A da DIF." do exercício de 5 2003, ano-calendário de 2002, pelo valor de RS 159.747,85, conforme documento defi. 24. Não tendo sido apurado imposto sobre o lucro real, o saldo negativo foi composto pela soma do imposto de renda retido na fonte (RS 26.132,00, linha 13) e do imposto pago por estimativa (R$ 133 615,00, linha 16) O imposto de renda retido na fonte foi confirmado, conforme documentos de fls. 70/71 Já os pagamentos por estimativa foram parcialmente confirmados, conforme segue: - O contribuinte declarou em DCTF (fls. 73 e 77/82) que a estimativa de janeiro/2002, no valor de R$ 28 798,87, teria sido quitada por compensação, sendo R$ 14 228,58 no processo n° 13603.000968/2002-69, e R$ 14.570,29 sem processo. Quanto a isso, observa-se que. a) Em resposta ao termo de solicitação de esclarecimentos n°557/2007, a interessada informa que a parcela de R$ 14.570,29 teria sido compensada no processo n° 13603 000993/2003-23 Mas, isto não poderia ser . feito, pois, a estimativa, para compor o saldo negativo há que ser previamente paga para, posteriormente, ser deduzida do imposto apurado ao final do exercício (/ 1' , do art. 25, da Lei a' 8.541/92). O contrário não é permitido Além disso, a DCOMP em que constava este débito (10481 01307.180105.1 7 02-4018) era uma retificador(' com novo débito e que .foi cancelada, juntamente com a original, através do pedido de cancelamento 42816.48454,270307,1 8 02-3061, conforme documentos de fls. 33/42 . 6 Quanto á parcela de R$ 14 228,58, foi confirmada a compensação, confirme se vê pelo extrato do processo n° 13601000968/2002-69, 11 30 b) A estimativa de .fevereiro/2002, no valor de RS 10.997,84, também foi declarada na DCTF como quitada por compensação sem processo (fl 74) Mas na resposta ao referido termo de solicitação de esclarecimentos (lis. 77/82) a interessada informou que a compensação constaria do processo n° 13603 000993/2003-23 Da mesma forma, isto não é possível, pois para compor o saldo negativo ao .final do exercício ela há que ser quitada antes, ou com outro crédito Não tendo sido paga, não há corno compor o saldo do qual ela . fará parle ao final do período (§1'., do art. 25, da Lei n° 8.541/92) Não .foi confirmada, portanto, a estimativa de fevereiro/2002. Ademais, não há, neste processo, registro de declaração de compensação em que conste tal débito c) Considerando que a .falta ou o recolhimento a menor das estimativas de janeiro e fevereiro sujeita a pessoa jurídica à multa de oficio isolada, nos termos do inciso IV, 1°, do art.44, da Lei n° 9.430/96 (atualmente inciso 11-6 do mesmo art.44), está sendo encaminhada representação à Seção de Fiscalização desta DRF para as providências a seu cargo. (1) Quanto á estimativa de março/2002, no valor de R$ 93 818,29, foi declarada em DCTF (I7 75) corno tendo .sido quitada da seguinte fOrma. •16 Mo)tfdo, _ _ Processo o" 13603 00099312003-23 S1-CIT2 Acórdão ." 1102-00,274 Fl 9 a R$ 8 582,.20, através de pagamento com Darf confirmado à fl 32, decai rente de pagamento no processo n' 13603.000968/2002-69. b. R$ 49. 014,69, através de compensação no In ocas o n° 13603.00096812002-69, confirmado às . fls. .30, e c. R$ 36..221,40 como .saldo a pagar. Em pesquisa no sistema SINAL 06 não fbi enconti ado o Daif correspondente. Parcela, portanto, não confirmada. Assim, o valor confirmado da estimativa, no exercício de 2003 fbi de R$ 71.8.2.5,47, a saber: Isto posto, o direito crediário, a titulo de saldo negativo do IRRI do exercício de 2003, passa a ser de RS 97 9.57,47, nas termos do art. .5° da IN SRF n° 600, de 200.5, e não R$ 159.747,8.5, conforme pleiteado, de acordo com o demonstrativo a seguir Relativamente às' declarações de compensação apresentadas, encontram amparo no art. 26 da IN SRF n° 600/200.5. Entretanto, o crédito a que faz jus a interessada não foi suficiente face aos débitos que intentara compensar, confbrine Demonstrativo Sintético de Compensação, de 89. Saliente-se que na DCOlt/IP n' 14791.79.2.32.240707 1.3.02-5204 a interessada deixou de indicar a multa de mora de?vida na fbrma do art. 28 da IN SRF n° 600/200.5. Isto posto, proponho, nos termos dos arts 41 e 47 da IN SRE n0600/2005. a) Reconhecer o direito crediário a favor da interessada, a titulo de ,saldo negativo do IRR1 do evercício de 200.3, no valor de RS 97.9.57,47; • b) homologar a compensação protocolada em 30%04/200.3, nos autos do processo n° 13603.000993/2003-2.3 c) homologar a DCOMP retilicadom do processo 13603.0001741200.5-48, protocolada em 16/11/2006; e d) homologar parcialmente a DCOMP n' 14791 79232,240707.1..3 0.2-5204, pelo valor de RS 33.800,77, sendo R$ 16.019,33 referente ao principal, R$ .3.203,86 de multa de mora, e R$ 14.577,,58 de juros de mora Como se vê, da matéria remanescente do litígio, a Recorrente se restringiu a referir-se apenas a PER/DECOMP protocolada em 2.3/07/2007, 21584,97308,230707,1.3,11- 4724, fis.139, (protocolada 5 anos após o primeiro pedido e não justificada nos pedidos de esclarecimentos formulados ao longo de toda instrução processual como acima reproduzido) Desta feita a origem dos créditos não é mais o saldo negativo do IRPJ 2002 e sim supostos créditos de Cofins não cumulativos, o que mostra que o objeto de pedir é outro e não se contém no âmbito deste processo, Além do mais a INSRF 600/2005, não agasalha o procedimento pretendido pela Contribuinte, como se vê da leitura do artigo 26, § 3°„,IV, a seguir reproduzido: Art. 26. O sujeito passivo que apin ar crédito, inclusive o reconhecido por decisão judicial transitada em julgado, relativo -,7*h 17 /4 a tributo ou contribuição administrados pela SRF', passivel de restituição ou de ressarcimento, poderá utilizá-lo na compensação de débitos próprios, vencidos ou vincendos, relativos a quaisquer tributos e contribuições administrados pela SRP. ( ) ,;• 3" Não poderão ser oketo de compensação mediante entrega, pelo sujeito passivo, da declaração rdbrida no § 1". ( ) IV - o débito que já tenha sido objeto de compensação não homologada, ainda que a compensação se encontre pendente de decisão definitiva na esfera administrativa, Nesta ordem de juízos, NEGO provimento ao recurso. ril P , I/ve17-4 a agiu-d.-Posse Monteiro 18 --

score : 1.0
5034776 #
Numero do processo: 10865.001850/2008-74
Data da sessão: Tue Jun 18 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Tue Aug 27 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Período de apuração: 01/01/2005 a 31/01/2008 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. RECURSO VOLUNTÁRIO. IMPUGNAÇÃO INOVADORA. PRECLUSÃO. No Processo Administrativo Fiscal, dada à observância aos princípios processuais da impugnação específica e da preclusão, todas as alegações de defesa devem ser concentradas na impugnação, não podendo o órgão ad quem se pronunciar sobre matéria antes não questionada, sob pena de supressão de instância e violação ao devido processo legal. Não pode ser conhecido o Recurso Voluntário cuja totalidade das alegações nele aviadas inovam o Processo Administrativo Fiscal. Recurso Voluntário Não Conhecido
Numero da decisão: 2302-002.528
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 2ª TO/3ª CÂMARA/2ª SEJUL/CARF/MF/DF, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário, nos termos do relatório e voto que acompanham o presente julgado. O Conselheiro Relator, acompanhado dos Conselheiros André Luiz Mársico Lombardi e Liege Lacroix Thomasi, não conheceram do recurso pela preclusão. Os Conselheiros Juliana Campos de Carvalho Cruz e Leo Meirelles do Amaral acompanharam pelas conclusões porque conheceram do recurso. Liége Lacroix Thomasi – Presidente Substituta. Arlindo da Costa e Silva - Relator. Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Liége Lacroix Thomasi (Presidente Substituta de Turma), Leo Meirelles do Amaral, André Luís Mársico Lombardi, Juliana Campos de Carvalho Cruz, Bianca Delgado Pinheiro e Arlindo da Costa e Silva. Ausência momentânea: Bianca Delgado Pinheiro.
Matéria: Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal
Nome do relator: ARLINDO DA COSTA E SILVA

toggle explain
    
1.0 = *:*

  
toggle all fields
materia_s : Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal

dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021

anomes_sessao_s : 201306

ementa_s : Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Período de apuração: 01/01/2005 a 31/01/2008 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. RECURSO VOLUNTÁRIO. IMPUGNAÇÃO INOVADORA. PRECLUSÃO. No Processo Administrativo Fiscal, dada à observância aos princípios processuais da impugnação específica e da preclusão, todas as alegações de defesa devem ser concentradas na impugnação, não podendo o órgão ad quem se pronunciar sobre matéria antes não questionada, sob pena de supressão de instância e violação ao devido processo legal. Não pode ser conhecido o Recurso Voluntário cuja totalidade das alegações nele aviadas inovam o Processo Administrativo Fiscal. Recurso Voluntário Não Conhecido

dt_publicacao_tdt : Tue Aug 27 00:00:00 UTC 2013

numero_processo_s : 10865.001850/2008-74

anomes_publicacao_s : 201308

conteudo_id_s : 5286146

dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Aug 27 00:00:00 UTC 2013

numero_decisao_s : 2302-002.528

nome_arquivo_s : Decisao_10865001850200874.PDF

ano_publicacao_s : 2013

nome_relator_s : ARLINDO DA COSTA E SILVA

nome_arquivo_pdf_s : 10865001850200874_5286146.pdf

arquivo_indexado_s : S

decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 2ª TO/3ª CÂMARA/2ª SEJUL/CARF/MF/DF, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário, nos termos do relatório e voto que acompanham o presente julgado. O Conselheiro Relator, acompanhado dos Conselheiros André Luiz Mársico Lombardi e Liege Lacroix Thomasi, não conheceram do recurso pela preclusão. Os Conselheiros Juliana Campos de Carvalho Cruz e Leo Meirelles do Amaral acompanharam pelas conclusões porque conheceram do recurso. Liége Lacroix Thomasi – Presidente Substituta. Arlindo da Costa e Silva - Relator. Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Liége Lacroix Thomasi (Presidente Substituta de Turma), Leo Meirelles do Amaral, André Luís Mársico Lombardi, Juliana Campos de Carvalho Cruz, Bianca Delgado Pinheiro e Arlindo da Costa e Silva. Ausência momentânea: Bianca Delgado Pinheiro.

dt_sessao_tdt : Tue Jun 18 00:00:00 UTC 2013

id : 5034776

ano_sessao_s : 2013

atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 19:11:29 UTC 2021

sem_conteudo_s : N

_version_ : 1714076609308262400

conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2133; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2­C3T2  Fl. 215          1 214  S2­C3T2  MINISTÉRIO DA FAZENDA  CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS  SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO    Processo nº  10865.001850/2008­74  Recurso nº  002.528   Voluntário  Acórdão nº  2302­002.528  –  3ª Câmara / 2ª Turma Ordinária   Sessão de  18 de junho de 2013  Matéria  CONTRIBUIÇÕES  PREVIDENCIÁRIAS  ­  AIOP  Recorrente  ISOTRAFO COMERCIAL DE ISOLADORES E TRANSFORMADORES  LTDA EPP  Recorrida  FAZENDA  NACIONAL    ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO  Período de apuração: 01/01/2005 a 31/01/2008  PROCESSO  ADMINISTRATIVO  FISCAL.  RECURSO  VOLUNTÁRIO.  IMPUGNAÇÃO INOVADORA. PRECLUSÃO.   No  Processo  Administrativo  Fiscal,  dada  à  observância  aos  princípios  processuais da  impugnação específica e da preclusão,  todas as alegações de  defesa  devem  ser  concentradas  na  impugnação,  não  podendo  o  órgão  ad  quem  se  pronunciar  sobre  matéria  antes  não  questionada,  sob  pena  de  supressão de instância e violação ao devido processo legal.  Não pode ser conhecido o Recurso Voluntário cuja totalidade das alegações  nele aviadas inovam o Processo Administrativo Fiscal.  Recurso Voluntário Não Conhecido       Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.  ACORDAM os membros da 2ª TO/3ª CÂMARA/2ª SEJUL/CARF/MF/DF, por  unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário, nos termos do relatório e  voto  que  acompanham  o  presente  julgado.  O  Conselheiro  Relator,  acompanhado  dos  Conselheiros  André  Luiz Mársico  Lombardi  e  Liege  Lacroix  Thomasi,  não  conheceram  do  recurso pela preclusão. Os Conselheiros Juliana Campos de Carvalho Cruz e Leo Meirelles do  Amaral acompanharam pelas conclusões porque conheceram do recurso.    Liége Lacroix Thomasi – Presidente Substituta.     Arlindo da Costa e Silva ­ Relator.       AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 86 5. 00 18 50 /2 00 8- 74 Fl. 215DF CARF MF Impresso em 27/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/06/2013 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 29/06/ 2013 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 03/07/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI     2 Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Liége Lacroix Thomasi  (Presidente  Substituta  de Turma),  Leo Meirelles  do Amaral, André Luís Mársico  Lombardi,  Juliana Campos de Carvalho Cruz, Bianca Delgado Pinheiro e Arlindo da Costa e Silva.   Ausência momentânea: Bianca Delgado Pinheiro.     Relatório  Período de apuração: 01/01/2005 a 31/01/2008  Data da lavratura do AIOP: 25/06/2008.  Data da Ciência do AIOP: 25/06/2008    Trata­se de Recurso Voluntário interposto em face de Decisão Administrativa  de  1ª  Instância  proferida  pela  DRJ  em  Ribeirão  Preto/SP  que  julgou  improcedentes  as  impugnações  oferecidas  pelo  sujeito  passivo  do  crédito  tributário  lançado por  intermédio  do  Auto  de  Infração  nº  37.129.284­0,  consistente  em  contribuições  sociais  a  cargo  da  empresa  destinadas a Outras Entidades e Fundos,  incidentes sobre as  remunerações pagas, devidas ou  creditadas a segurados empregados constantes nas folhas de pagamento e em GFIP, conforme  descrito no Relatório Fiscal a fls. 58/60.  De  acordo  com  Relatório  Fiscal,  os  elementos  examinados  no  decorrer  da  ação fiscal que forneceram os fatos geradores para a elaboração do presente levantamento de  débito  foram as  folhas de pagamento de salários,  livros de  registro de empregados,  rescisões  contratuais,  recibos  de  férias,  livros  caixa,  GFIP,  GPS,  e  demais  elementos  subsidiários  fornecidos á fiscalização pela própria empresa.  Irresignado  com o  supracitado  lançamento  tributário,  o Autuado apresentou  impugnação a fls. 80/86.  A Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Florianópolis/SC  lavrou Decisão Administrativa textualizada n o Acórdão a fls. 180/196, julgando procedente o  lançamento em debate e mantendo o crédito tributário em sua integralidade.  Devidamente  cientificado  da  decisão  de  1ª  Instância,  conforme,  conforme  Aviso  de  Recebimento  a  fl.  204,  o  Recorrente  interpôs  recurso  voluntário,  a  fls.  206/210,  respaldando sua contrariedade em argumentação desenvolvida nos seguintes termos:   · Que o empregador está obrigado a incluir no valor total das remunerações  pagas  a  seus  servidores  importâncias  referentes  a  situações  em  que  não  ocorrem  a  respectiva  prestação  de  serviços,  como  as  importâncias  pagas  nos  15  primeiros  dias  de  afastamento  do  doente  (auxílio­doença)  ou  acidentado (auxílio­acidente), valores pagos a título de salário­maternidade  e importâncias pagas a título de férias e adicional de férias (1/3).     Ao fim, requer a exclusão das rubricas referentes aos pagamentos de auxílio­ doença, auxílio­acidente, férias e adicional de férias, e auxilio maternidade.  Fl. 216DF CARF MF Impresso em 27/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/06/2013 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 29/06/ 2013 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 03/07/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI Processo nº 10865.001850/2008­74  Acórdão n.º 2302­002.528  S2­C3T2  Fl. 216          3   Relatados sumariamente os fatos relevantes.    Voto             Conselheiro Arlindo da Costa e Silva, Relator.    1.   DOS PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE   1.1.  DA TEMPESTIVIDADE  O  sujeito  passivo  apresentou,  dentro  do  prazo  regulamentar,  recurso  ao  Segundo Conselho de Contribuintes, sob protocolo auxiliar 956/08, em 14/11/2008, na Agência  da Receita Federal do Brasil em Mogi­Guaçu, conforme atesta documento a fl. 214.    1.2.  DO CONHECIMENTO DO RECURSO.  Afirma o Recorrente que o empregador está obrigado a incluir no valor total  das  remunerações  pagas  a  seus  servidores  importâncias  referentes  a  situações  em  que  não  ocorrem a respectiva prestação de serviços, como as importâncias pagas nos 15 primeiros dias  de  afastamento  do  doente  (auxílio­doença)  ou  acidentado  (auxílio­acidente),  valores  pagos  a  título de salário­maternidade e importâncias pagas a título de férias e adicional de férias (1/3).   Tais alegações, todavia, não poderão ser objeto de deliberação por esta Corte  Administrativa eis que as matérias nelas aventadas não foram oferecidas à apreciação do Órgão  Julgador de 1ª Instância, não integrando, por tal motivo, a decisão ora guerreada.  Com  efeito,  compulsando  a  Peça  Impugnatória  ao  Auto  de  Infração  em  julgamento,  verificamos  que  as  alegações  acima postadas  inovam o Processo Administrativo  Fiscal ora em apreciação. Tais matérias não foram, nem mesmo indiretamente, abordadas pelo  Impugnante  em  sede  de  defesa  administrativa  em  face  do  lançamento  tributário  que  ora  se  discute.  Os  alicerces  do  Processo  Administrativo  Fiscal  encontram­se  fincados  no  Decreto nº 70.235/72, cujo art. 16, III estipula que a impugnação deve mencionar os motivos  de  fato e de direito em que se  fundamenta a defesa, os pontos de discordância e as  razões  e  provas que possuir. Em plena sintonia com tal preceito normativo processual, o art. 17 dispõe  de forma hialina que a matéria que não tenha sido expressamente contestada pelo impugnante  será considerada legalmente como não impugnada.  Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972   Art. 16. A impugnação mencionará:  (...)  Fl. 217DF CARF MF Impresso em 27/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/06/2013 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 29/06/ 2013 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 03/07/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI     4 III  ­  os motivos  de  fato  e  de  direito  em  que  se  fundamenta,  os  pontos  de  discordância  e  as  razões  e  provas  que  possuir;  (Redação dada pela Lei nº 8.748, de 1993)  (...)  §4º  A  prova  documental  será  apresentada  na  impugnação,  precluindo o direito de o impugnante fazê­lo em outro momento  processual, a menos que: (Incluído pela Lei nº 9.532, de 1997)  a) fique demonstrada a impossibilidade de sua apresentação  oportuna,  por  motivo  de  força  maior;(Incluído  pela  Lei  nº  9.532, de 1997)  b)  refira­se  a  fato  ou  a  direito  superveniente;(Incluído  pela  Lei nº 9.532, de 1997)  c)  destine­se  a  contrapor  fatos  ou  razões  posteriormente  trazidas aos autos.(Incluído pela Lei nº 9.532, de 1997)    Art.  17.  Considerar­se­á  não  impugnada  a  matéria  que  não  tenha sido expressamente contestada pelo impugnante. (Redação  dada pela Lei nº 9.532, de 1997)    As  disposições  inscritas  no  art.  17  do  Dec.  nº  70.235/72  espelham,  no  Processo Administrativo Fiscal, o princípio processual da impugnação específica retratado no  art. 302 do Código de Processo Civil, assim redigido:  Código de Processo Civil   Art. 302. Cabe também ao réu manifestar­se precisamente sobre  os  fatos  narrados  na  petição  inicial.  Presumem­se  verdadeiros  os fatos não impugnados, salvo:  I ­ se não for admissível, a seu respeito, a confissão;  II ­ se a petição inicial não estiver acompanhada do instrumento  público que a lei considerar da substância do ato;  III ­ se estiverem em contradição com a defesa, considerada em  seu conjunto.  Parágrafo  único.  Esta  regra,  quanto  ao  ônus  da  impugnação  especificada  dos  fatos,  não  se  aplica  ao  advogado  dativo,  ao  curador especial e ao órgão do Ministério Público.    Deflui  da  normatividade  jurídica  inserida  pelos  comandos  insculpidos  no  Decreto nº 70.235/72 e no Código de Processo Civil, na interpretação conjunta autorizada pelo  art.  108  do  CTN,  que  o  impugnante  carrega  como  fardo  processual  o  ônus  da  impugnação  específica, a ser levada a efeito no momento processual apropriado, in casu, no prazo de defesa  assinalado  expressamente  no  Auto  de  Infração,  observadas  as  condições  de  contorno  assentadas no relatório intitulado IPC – Instruções para o Contribuinte.  Nessa  perspectiva,  a  matéria  específica  não  expressamente  impugnada  em  sede de defesa administrativa será considerada como verdadeira, precluindo processualmente a  oportunidade de impugnação ulterior, não podendo ser alegada em grau de recurso.  Saliente­se  que  as  diretivas  ora  enunciadas  não  conflitam  com  as  normas  perfiladas no art. 473 do CPC, aplicado subsidiariamente no processo administrativo tributário,  Fl. 218DF CARF MF Impresso em 27/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/06/2013 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 29/06/ 2013 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 03/07/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI Processo nº 10865.001850/2008­74  Acórdão n.º 2302­002.528  S2­C3T2  Fl. 217          5 a qual exclui das partes a faculdade discutir, no curso do processo, as questões já decididas, a  cujo respeito já se operou a preclusão.   De  outro  eito,  cumpre  esclarecer,  eis  que  pertinente,  que  o  Recurso  Voluntário consubstancia­se num instituto processual a ser manejado para expressar, no curso  do  processo,  a  inconformidade  do  sucumbente  em  face  de  decisão  proferida  pelo  órgão  julgador a quo que lhe tenha sido desfavorável, buscando reformá­la. Não exige o dispêndio de  energias  intelectuais  no  exame  da  legislação  em  abstrato  a  conclusão  de  que  o  recurso  pressupõe a  existência de uma decisão precedente, dimanada por um órgão  julgador postado  em  posição  processual  hierarquicamente  inferior,  a  qual  tenha  se  decidido,  em  relação  a  determinada  questão  do  lançamento,  de  maneira  que  não  contemple  os  interesses  do  Recorrente.  Não  se  mostra  despiciendo  frisar  que  o  efeito  devolutivo  do  recurso  não  implica a revisão integral do lançamento à instância revisora, mas, tão somente, a devolução da  decisão proferida pelo órgão a quo, a qual será revisada pelo Colegiado ad quem.  Assim,  não  havendo  a  decisão  vergastada  se  manifestado  sob  determinada  questão do lançamento, eis que não expressamente impugnada pelo sujeito passivo, não há que  se falar em reforma do julgado em relação a tal questão, eis que a respeito dela nada consta no  acórdão hostilizado. É gravitar em torno do nada.  Nesse  contexto,  à  luz  do  que  emana,  com  extrema  clareza,  do  Direito  Positivo, permeado pelos princípios processuais da eventualidade, da impugnação específica e  da  preclusão,  que  todas  as  alegações  de  defesa devem  ser  concentradas  na  impugnação,  não  podendo  o  órgão  ad  quem  se  pronunciar  sobre  matéria  antes  não  questionada,  sob  pena  de  supressão de instância e violação ao devido processo legal.  Além disso, nos termos do art. 17 do Decreto nº 70.235/72, as matérias não  expressamente  contestadas  pelo  impugnante  em  sede  de defesa  ao  lançamento  tributário  são  juridicamente  consideradas  como  não  impugnadas,  não  se  instaurando  qualquer  litígio  em  relação a elas, sendo processualmente inaceitável que o Recorrente as resgate das cinzas para  inaugurar, em segunda instância, um novo front de inconformismo em face do lançamento que  se opera.  O conhecimento de questões inovadoras, não levadas antes ao conhecimento  do  Órgão  Julgador  Primário,  representaria,  por  parte  desta  Corte,  negativa  de  vigência  ao  preceito insculpido no art. 17 do Decreto nº 70.235/72, provimento este que somente poderia  emergir do Poder Judiciário.  Por  tais  razões,  as  matérias  abordadas  no  primeiro  parágrafo  deste  tópico,  além de outras dispersas no instrumento de Recurso Voluntário, mas não contestadas em sede  de impugnação ao lançamento, não poderão ser conhecidas por este Colegiado, em virtude da  preclusão.  Inexistindo no Instrumento de Recurso Voluntário qualquer outro argumento  de defesa que tenha sido ofertado à apreciação do Órgão Julgador de 1ª  Instância, pugnamos  pelo não conhecimento do Recurso Voluntário em razão da Preclusão, nos termos do art. 17 do  Decreto nº 70.235/72.    Fl. 219DF CARF MF Impresso em 27/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/06/2013 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 29/06/ 2013 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 03/07/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI     6 2.   CONCLUSÃO:  Pelos  motivos  expendidos,  voto  pelo  NÃO  CONHECIMENTO  do  recurso  voluntário em razão da PRECLUSÃO.    É como voto.    Arlindo da Costa e Silva ­ Relator                              Fl. 220DF CARF MF Impresso em 27/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/06/2013 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 29/06/ 2013 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 03/07/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI

score : 1.0
6048079 #
Numero do processo: 10215.001039/90-30
Data da sessão: Fri Jul 07 00:00:00 UTC 1995
Ementa: FINSOCIAL - FATURAMENTO - DECORRÊNCIA- Tratando-se de lançamento reflexivo, a decisão proferida no processo matriz se projeta no julgamento do processo decorrente recomendando o mesmo tratamento, dada a intima relação de causa e efeito.
Numero da decisão: 102-30.058
Decisão: ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso.
Nome do relator: Waldevan Alves de Oliveira

toggle explain
    
1.0 = *:*

  
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021

anomes_sessao_s : 199507

ementa_s : FINSOCIAL - FATURAMENTO - DECORRÊNCIA- Tratando-se de lançamento reflexivo, a decisão proferida no processo matriz se projeta no julgamento do processo decorrente recomendando o mesmo tratamento, dada a intima relação de causa e efeito.

numero_processo_s : 10215.001039/90-30

conteudo_id_s : 5487493

dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Jul 20 00:00:00 UTC 2015

numero_decisao_s : 102-30.058

nome_arquivo_s : Decisao_102150010399030.pdf

nome_relator_s : Waldevan Alves de Oliveira

nome_arquivo_pdf_s : 102150010399030_5487493.pdf

arquivo_indexado_s : S

decisao_txt : ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso.

dt_sessao_tdt : Fri Jul 07 00:00:00 UTC 1995

id : 6048079

ano_sessao_s : 1995

atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 19:13:16 UTC 2021

sem_conteudo_s : N

_version_ : 1714076609310359552

conteudo_txt : Metadados => date: 2009-07-05T14:58:20Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-07-05T14:58:20Z; Last-Modified: 2009-07-05T14:58:20Z; dcterms:modified: 2009-07-05T14:58:20Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-07-05T14:58:20Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-07-05T14:58:20Z; meta:save-date: 2009-07-05T14:58:20Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-07-05T14:58:20Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-07-05T14:58:20Z; created: 2009-07-05T14:58:20Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; Creation-Date: 2009-07-05T14:58:20Z; pdf:charsPerPage: 1100; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-07-05T14:58:20Z | Conteúdo => MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DÊ CONTRIBUINTES PROCESSO N° 10215/001.039/90-30 Sessão de 07 de julho de 1995 ACÓRDÃO N° 102-30.058 RECURSO N° : 80.846 - FINSOCIAL FATURAMENTO - EX.: 1988 RECORRENTE: F. F. CHAVES & CIA. LTDA RECORRIDA : DRF - SANTARÉM - PA FINS OCIAL FATURAMEN TO - DECORRÊNCIA- Tratando-se de lançamento reflexivo, a decisão proferida no processo matriz se projeta no julgamento do processo decorrente recomendando o mesmo tratamento, dada a intima relação de causa e efeito. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por F. F. CHAVES & CIA. LTDA. ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso. Sala das Sessões, emeenee. I de 1995 4101111") ARLOS EMANI .•.' - - PRESIDENTE W • DEVA, OLIVEIRA - RELATOR VISTO EM LOLTR 7_77.7. O NUNES ROCHA - PROCURADOR DA FAZENDA SESSÃO DE: NACIONAL 2 g,' ekhu Participaram, ainda, do presente julgamento os seguintes Conselheiros: Ursula Hansen, Maria Clélia de Andrade Figueiredo, Júlio César Gomes da Silva, José Clóvis Alves e José Carlos Passuello. MINISTÉRIO DA FAZENDA 02 PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO N° 10215/001.039/90-30 RECURSO N°: 80.846 ACÓRDÃO N°: 102-30.058 RECORRENTE: F.F. CHAVES & CIA. LTDA RELATÓRIO F.F. CHAVES & CIA. LTDA., empresa sediada na cidade de Santarém, Estado do Pará, na guarda do prazo legal, recorre a este Conselho do ato do titular da DRF daquela cidade, que, indeferindo sua impugnação, manteve lançamento suplementar em sua declaração de rendimentos apresentada para Os exercício de 1.988, ensejando a cobrança do imposto no valor correspondente a :141,86 BTN, acrescido da multa de 50% e demais encargos legais. Iniciou-se o procedimento em decorrência de ação fiscal levada a efeito contra a Pessoa Jurídica, processo matriz,culminando com a lavratura do auto de infração de fls. 02, de onde se transcreve: "DESCRIÇÃO DOS FATOS E ENQUADRAMENTO LEGAL - Contribuição do Fundo de Investimento Social - FINSOCIAL devida sobre a receita bruta, tal como definida no artigo 179 do RIR/80, aprovado pelo Decreto N° 85.450/80, recolhido com insuficiência no período fiscalizado. ANEXOS: Demonstrativos de cálculo do FINSOCIAL e dos acréscimos legais respectivos ; que são partes integrantes deste Auto de Infração." Notificado do lançamento, a empresa apresentou impugnação tempestiva às fls. 13/16 repeSentada por cópia das razões oferecidas no processo principal o que vincula o julgamento deste processo ao que vier a ser decidido no processso principal. A decisão da autoridade julgadora de primeira instância foi proferida às fls. 22/23, indeferindo a impugnação apresentada pelo contribuinte, cujos fundamentos se acham sintetizados na seguinte ementa: • MINISTÉRIO DA FAZENDA 03 PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO RI' 10215/001.039/90-30 Acórdão N° 102-30.058 "FUNDO DE INVESTIMENTO SOCIAL - FINSOCIAL - A decisão proferida no processo matriz, faz coisa julgada, no mesmo grau de jurisdição administrativa, nos processos decorrentes ou reflexos, em razão de terem causa comum." Não se conformando com a decisão retro, a empresa interpôs recurso a este Conselho às fls. 26/29, cujas razôes são lidas na íntegra em sessão. É o relatório '.\ MINISTÉRIO DA FAZENDA 04 PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO N° 10215/001.039/90-30 Acórdão N° 102-30.058 VOTO Conselheiro Waldevan Alves de Oliveira, Relatar: A matéria submetida ao julgamento desta Câmara decorre de lançamento ex-officio levado a efeito contra a pessoa jurídica relativamente a imposto de renda., resultando daí o lançamento decorrente nos termos do auto de infração de fls. 02. Trata-se, portanto, de lançamento reflexivo, do conhecimento da. recorrente revelado na peça impugnatória e bem assim em seu recurso onde insiste na vinculação deste processo ao julgamento do processo matriz. Ocorre, todavia, que o recurso interposto pela pessoa jurídica foi objeto de julgamento por esta Câmara em sessão realizada em 26 de março de 1990, que, por unanimidade de votos negou-lhe provimento, consoante faz certo o acórdão 102-27.945. Destarte, em se tratando de lançamento decorrente, a decisão proferida nos autos do processo principal se projeta neste processo recomendando o mesmo tratamento dada a intima relação de causa e efeito. Pelo exposto, nego provimento ao recurso. Brasília - DF 07 \d 'ulho de 1995 WALDEVAN L DE OLIVEIRA - RELATOR -"""888188111.11 Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1

score : 1.0