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7360012 #
Numero do processo: 15374.913626/2008-72
Turma: Primeira Turma Extraordinária da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Jun 07 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Tue Jul 17 00:00:00 UTC 2018
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Ano-calendário: 2008 DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. RETIFICAÇÃO APÓS CIÊNCIA DA DECISÃO ADMINISTRATIVA. IMPOSSIBILIDADE. Nos termos do art. 77 da IN RFB n° 900, de 30/12/2008, inadmite-se a retificação da declaração de compensação após a ciência da decisão. administrativa.
Numero da decisão: 1001-000.617
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer parcialmente do Recurso Voluntário, para confirmar a decisão de piso, que entendeu que não houve contestação quanto ao direito creditório e, no mérito, negar-lhe provimento. (Assinado Digitalmente) Lizandro Rodrigues de Sousa - Presidente e Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros:Lizandro Rodrigues de Sousa (presidente), Edgar Bragança Bazhuni, José Roberto Adelino da Silva e Eduardo Morgado Rodrigues.
Nome do relator: LIZANDRO RODRIGUES DE SOUSA

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ementa_s : Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Ano-calendário: 2008 DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. RETIFICAÇÃO APÓS CIÊNCIA DA DECISÃO ADMINISTRATIVA. IMPOSSIBILIDADE. Nos termos do art. 77 da IN RFB n° 900, de 30/12/2008, inadmite-se a retificação da declaração de compensação após a ciência da decisão. administrativa.

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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1335; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1­C0T1  Fl. 65          1 64  S1­C0T1  MINISTÉRIO DA FAZENDA  CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS  PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO    Processo nº  15374.913626/2008­72  Recurso nº               Voluntário  Acórdão nº  1001­000.617  –  Turma Extraordinária / 1ª Turma   Sessão de  07 de junho de 2018  Matéria  PERDCOMP  Recorrente  ESCOLA BRETANHA E JARDIM TIO CARECA LTDA  Recorrida  FAZENDA NACIONAL    ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO  Ano­calendário: 2008  DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. RETIFICAÇÃO APÓS CIÊNCIA DA  DECISÃO ADMINISTRATIVA. IMPOSSIBILIDADE.  Nos  termos  do  art.  77  da  IN  RFB  n°  900,  de  30/12/2008,  inadmite­se  a  retificação da declaração de compensação após a ciência da decisão.  administrativa.      Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.  Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer  parcialmente do Recurso Voluntário, para confirmar a decisão de piso, que entendeu que não  houve contestação quanto ao direito creditório e, no mérito, negar­lhe provimento.   (Assinado Digitalmente)  Lizandro Rodrigues de Sousa ­ Presidente e Relator.     Participaram da sessão de julgamento os conselheiros:Lizandro Rodrigues de  Sousa  (presidente),  Edgar  Bragança  Bazhuni,  José  Roberto  Adelino  da  Silva  e  Eduardo  Morgado Rodrigues.    Relatório     AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 15 37 4. 91 36 26 /2 00 8- 72 Fl. 65DF CARF MF     2 Trata­se de Declaração de Compensação 17129  . 04240  . 161104  . 1.3.04  ­  9565 (e­fls. 03/07), de 16/11/2004, através da qual o contribuinte pretende compensar débitos  de  sua  responsabilidade  com  créditos  decorrentes  de  pagamentos  indevidos  (IRPJ  PA:  01/04/1998). O pedido foi indeferido, conforme Despacho Decisório 781163059 (e­fl. 10), que  analisou  as  informações  e  reconheceu  que  localizou  o  pagamento,  o  qual  entretanto  fora  integralmente  utilizado  para  quitação  de  débitos  do  contribuinte,  motivo  por  que  não  se  homologou a compensação. O contribuinte apresentou manifestação de inconformidade em que  pede  o  cancelamento  da  PERDCOMP.  Assim  foi  resumida  a  manifestação  no  relatório  da  decisão recorrida (e­fls. 34/37):  3­  Irresignado  com  o  indeferimento,  o  interessado  apresentou  manifestação de inconformidade às fls. 11/12 (documentos às fls.  13/28),  alegando,  em  síntese,  que  houve  um  equívoco  no  preenchimento  do  PER/DCOMP,  pois  não  foi  indicado  que  o  crédito seria do consequência de outro pedido de compensação  (36141.80390.261004.1.3.04­9093).  A  manifestação  foi  analisada  pela  Delegacia  de  Julgamento  (Acórdão  12­ 30.756  ­  2a  Turma  da DRJ/RJ1,  e­fl.  34/37).  A  decisão  de  primeira  instância  conheceu  da  manifestação de inconformidade e negou provimento por entender que o outro PER/DCOMP a  que  refere o  interessado é objeto do processo administrativo  fiscal n° 15374.917010/2008­77,  em  que  a  mesma  turma  de  julgamento  da  DRJ  negou  provimento  à  manifestação  de  inconformidade, conforme o acórdão juntado às fls. 31/33.  Cientificada  em  18/08/2010  (e­fl.  37),  a  Interessada  interpôs  recurso  voluntário, protocolado em 08/07/2010 (e­fl. 39), repetindo os argumentos levados à primeira  instância.      Voto             Conselheiro Lizandro Rodrigues de Sousa ­ Relator  O  recurso  ao CARF é  tempestivo, e portanto dele conheço parcialmente do  recurso.  No caso presente, a contribuinte não se insurge contra o despacho decisório e  seus  fundamentos  em  virtude  de  algum  vício  nele  existente.  Afirma  apenas  que  houve  um  equívoco  no  preenchimento  do  PER/DCOMP,  pois  não  foi  indicado  que  o  crédito  seria  consequência de outro pedido de compensação (36141.80390.261004.1.3.04­9093).  Conforme  já  adiantado  pela  decisão  de  primeira  instância,  o  outro  PER/DCOMP a que  refere o  interessado é objeto de outro processo administrativo  fiscal  (n°  15374.917010/2008­77,  em  que  se  negou  provimento  à  manifestação  de  inconformidade,  conforme o acórdão juntado às fls. 31/33).  Ou seja, como a mesma matéria já estava sendo discutida em outro processo,  não cabe manifestação nestes autos.  Fl. 66DF CARF MF Processo nº 15374.913626/2008­72  Acórdão n.º 1001­000.617  S1­C0T1  Fl. 66          3 Desta  forma,  voto  por  conhecer  parcialmente  do  recurso  para  confirmar  a  decisão de piso e negar­lhe provimento.   (Assinado Digitalmente)  Lizandro Rodrigues de Sousa                                 Fl. 67DF CARF MF

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7390815 #
Numero do processo: 10660.901556/2009-41
Turma: 1ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 1ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Wed Aug 08 00:00:00 UTC 2012
Ementa: CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO - CSLL Exercício: 2006 Ementa: ESTIMATIVA MENSAL. DIREITO CREDITÓRIO. COMPENSAÇÃO. REQUISITOS. Nos termos do art. 6º da Lei nº 9.430, de 1996, o imposto pago a título de estimativa mensal poderá ser compensado se o saldo, em 31 de dezembro, for negativo. Na forma do disposto no Ato Declaratório SRF nº 3, de 2000, os saldos negativos do Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido, apurados anualmente, poderão ser restituídos ou compensados com o imposto de renda ou a contribuição social sobre o lucro líquido devidos a partir do mês de janeiro do ano- calendário subsequente ao do encerramento do período de apuração. Tal disposição, inclusive, guarda consonância com o art. 66 da Lei nº 8.383, de 1991, que estabelece que a compensação só é possível com importância correspondente a período subseqüente, isto é, o débito deve ser superveniente ao crédito.
Numero da decisão: 1301-001.013
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto proferidos pelo Relator.
Nome do relator: Wilson Fernandes Guimarães

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ementa_s : CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO - CSLL Exercício: 2006 Ementa: ESTIMATIVA MENSAL. DIREITO CREDITÓRIO. COMPENSAÇÃO. REQUISITOS. Nos termos do art. 6º da Lei nº 9.430, de 1996, o imposto pago a título de estimativa mensal poderá ser compensado se o saldo, em 31 de dezembro, for negativo. Na forma do disposto no Ato Declaratório SRF nº 3, de 2000, os saldos negativos do Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido, apurados anualmente, poderão ser restituídos ou compensados com o imposto de renda ou a contribuição social sobre o lucro líquido devidos a partir do mês de janeiro do ano- calendário subsequente ao do encerramento do período de apuração. Tal disposição, inclusive, guarda consonância com o art. 66 da Lei nº 8.383, de 1991, que estabelece que a compensação só é possível com importância correspondente a período subseqüente, isto é, o débito deve ser superveniente ao crédito.

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CONSTRUTORA GOMES PIMENTEL LTDA  Recorrida  FAZENDA NACIONAL    ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO ­ CSLL  Exercício: 2006  Ementa:  ESTIMATIVA  MENSAL.  DIREITO  CREDITÓRIO.  COMPENSAÇÃO.  REQUISITOS.  Nos  termos do art. 6º da Lei nº 9.430, de 1996, o  imposto pago a  título de  estimativa mensal poderá ser compensado se o saldo, em 31 de dezembro, for  negativo. Na  forma do disposto no Ato Declaratório SRF nº 3, de 2000, os  saldos  negativos  do  Imposto  sobre  a  Renda  de  Pessoa  Jurídica  e  da  Contribuição  Social  sobre  o  Lucro  Líquido,  apurados  anualmente,  poderão  ser  restituídos  ou  compensados  com  o  imposto  de  renda  ou  a  contribuição  social  sobre  o  lucro  líquido  devidos  a  partir  do  mês  de  janeiro  do  ano­ calendário  subsequente  ao  do  encerramento  do  período  de  apuração.  Tal  disposição,  inclusive, guarda consonância com o art. 66 da Lei nº 8.383, de  1991,  que  estabelece  que  a  compensação  só  é  possível  com  importância  correspondente a período subseqüente, isto é, o débito deve ser superveniente  ao crédito.      Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.  Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, negar provimento ao  recurso voluntário, nos termos do relatório e voto proferidos pelo Relator.  “documento assinado digitalmente”  Alberto Pinto Souza Junior   Presidente   “documento assinado digitalmente”     Fl. 55DF CARF MF Impresso em 04/09/2012 por MOEMA NOGUEIRA SOUZA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/08/2012 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 14/0 8/2012 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 04/09/2012 por ALBERTO PINTO SOUZA J UNIOR Processo nº 10660.901556/2009­41  Acórdão n.º 1301­01.013  S1­C3T1  Fl. 56          2 Wilson Fernandes Guimarães   Relator  Participaram  do  presente  julgamento  os  Conselheiros  Alberto  Pinto  Souza  Junior,  Paulo  Jakson  da  Silva  Lucas,  Wilson  Fernandes  Guimarães,  Valmir  Sandri,  Edwal  Casoni de Paula Fernandes Júnior e Carlos Augusto de Andrade Jenier.    Fl. 56DF CARF MF Impresso em 04/09/2012 por MOEMA NOGUEIRA SOUZA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/08/2012 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 14/0 8/2012 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 04/09/2012 por ALBERTO PINTO SOUZA J UNIOR Processo nº 10660.901556/2009­41  Acórdão n.º 1301­01.013  S1­C3T1  Fl. 57          3 Relatório  CONSTRUTORA GOMES PIMENTEL LTDA,  já devidamente qualificada  nestes  autos,  inconformada  com  a  decisão  da  2ª  Turma  da Delegacia  da Receita  Federal  de  Julgamento  em  Juiz  de  Fora,  Minas  Gerais,  que  indeferiu  pedido  veiculado  por  meio  de  manifestação de inconformidade, interpõe recurso a este colegiado administrativo objetivando  a reforma da decisão em referência.   Trata  o  processo  de  pedido  de  compensação,  em  que  a  contribuinte  busca  compensar débitos de sua titularidade com crédito decorrente de alegado pagamento indevido  de CSLL, efetuado em 30 de novembro de 2005.  Despacho Decisório  (eletrônico)  emitido  pela Delegacia da Receita  Federal  em Varginha,  também em Minas Gerais,  indeferiu  a  compensação pleiteada sob alegação de  inexistência  de  crédito,  vez  que  o  pagamento  apontado  foi  utilizado  integralmente  para  a  quitação de débito da contribuinte.  Em  sede  de  manifestação  de  inconformidade,  a  contribuinte  alegou  que  efetuou  pagamento  de  estimativa  de  CSLL  no  ano  de  2005  no  total  de  $  59.225,74,  tendo  apurado contribuição a pagar no valor de R$ 29.256,37, resultando daí saldo a compensar de  R$ 29.999,37.  A já citada 2a Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Juiz  de Fora, analisando a peça de defesa, decidiu, por meio do Acórdão nº. 09­36.366, de 16 de  agosto de 2011, pela improcedência da manifestação de inconformidade.  O referido julgado restou assim ementado:  ESTIMATIVA CSLL. COMPENSAÇÃO.  Pagamento efetuado a título de estimativa de CSLL não pode ser objeto  de  compensação,  devendo  ser  usado  para  dedução  da  contribuição  anual  devida ou na composição do saldo negativo respectivo.  Irresignada,  a  contribuinte  apresentou  recurso  voluntário,  por meio  do  qual  sustenta:  ­ que não homologar a compensação com base apenas na interpretação dada  ao  art.  10  da  IN SRF  nº  460,  de  2004,  é  desprezar  o  princípio  constitucional  da  legalidade,  cerceando, em razão de um ato infralegal, um direito que a lei outorgou ao contribuinte;  ­  que  possuía  direito  creditório  suficiente  para  fazer  frente  à  compensação  pleiteada;  ­  que  a  não  homologação  decorreu  de  um  simples  erro  material  no  preenchimento  da  declaração  de  compensação  (no  campo  TIPO  DE  CRÉDITO  constou  a  informação  PAGAMENTO  INDEVIDO  OU  A MAIOR,  ao  invés  de  SALDO  NEGATIVO  apurado em declaração anterior ­ DIPJ/2006);  Fl. 57DF CARF MF Impresso em 04/09/2012 por MOEMA NOGUEIRA SOUZA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/08/2012 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 14/0 8/2012 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 04/09/2012 por ALBERTO PINTO SOUZA J UNIOR Processo nº 10660.901556/2009­41  Acórdão n.º 1301­01.013  S1­C3T1  Fl. 58          4 ­ que, em respeito ao princípio da verdade material, deve ser  reconhecido o  erro  material  e  a  homologação  da  compensação,  ou,  alternativamente,  deve  ser  promovida  diligência para que seja dado ao crédito alegado o tratamento adequado.  É o Relatório.  Fl. 58DF CARF MF Impresso em 04/09/2012 por MOEMA NOGUEIRA SOUZA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/08/2012 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 14/0 8/2012 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 04/09/2012 por ALBERTO PINTO SOUZA J UNIOR Processo nº 10660.901556/2009­41  Acórdão n.º 1301­01.013  S1­C3T1  Fl. 59          5 Voto             Conselheiro Wilson Fernandes Guimarães  Atendidos os requisitos de admissibilidade, conheço do apelo.  Versa a lide sobre ausência de reconhecimento de direito creditório apontado  para fins de compensação tributária.  A ora Recorrente transmitiu em 28 de junho de 2006 PER/DCOMP com as  seguintes características:  TIPO DE CRÉDITO: Pagamento Indevido ou a Maior;  CRÉDITO UTILIZADO: CSLL – R$ 10.064,45   PERÍODO DE APURAÇÃO: 31/10/2005  DATA DE ARRECADAÇÃO: 30/11/2005  DÉBITO COMPENSADO: IRPJ – R$ 10.064,45  PERÍODO DE APURAÇÃO: OUT/2005  VENCIMENTO: 30/11/2005  O Despacho  Decisório  emitido  (cópia  às  fls.  11)  indeferiu  a  compensação  pleiteada  sob  alegação  de  inexistência  do  crédito,  vez  que o montante  indicado  foi  utilizado  para pagamento da  estimativa de CSLL (código 2484) correspondente  ao mês de outubro de  2005.  Em sede de Manifestação de Inconformidade, a contribuinte alegou que, no  ano de 2005, recolheu estimativas mensais no total de R$ 59.255,74, incluída a estimativa do  mês de outubro de R$ 10.064,15, sendo que a contribuição devida neste mesmo ano importou  em R$ 29.256,37, motivo pelo qual restaria um saldo a compensar de R$ 29.999,37.  A decisão de primeira instância, que não é digna de reparo, esclareceu que: i)  o pagamento  efetuado em 30/11/2005 não  foi  indevido ou a maior,  vez que  foi  realizado na  forma da lei para quitar débito relativo à estimativa mensal, devidamente declarado em DCTF;  e  ii)  o  que  é  passível  de  compensação  é  o  saldo  negativo  apurado  ao  final  do  período  de  apuração, não se podendo utilizar pagamentos isolados de uma ou outra estimativa mensal.  No recurso voluntário, a contribuinte alega que a não homologação decorreu  de um simples erro material no preenchimento da declaração de compensação (no campo TIPO  DE CRÉDITO constou a informação PAGAMENTO INDEVIDO OU A MAIOR, ao invés de  SALDO  NEGATIVO  apurado  em  declaração  anterior  ­  DIPJ/2006).  Argumenta  que,  em  respeito  ao  princípio  da  verdade  material,  deve  ser  reconhecido  o  citado  erro  material  e  a  homologação da compensação, ou,  alternativamente,  deve ser promovida diligência para que  seja dado ao crédito alegado o tratamento adequado.  Fl. 59DF CARF MF Impresso em 04/09/2012 por MOEMA NOGUEIRA SOUZA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/08/2012 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 14/0 8/2012 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 04/09/2012 por ALBERTO PINTO SOUZA J UNIOR Processo nº 10660.901556/2009­41  Acórdão n.º 1301­01.013  S1­C3T1  Fl. 60          6 Não merecem acolhimento tais argumentos.  À evidência, não estamos diante de erro de fato, mas, sim, de compensação  não autorizada pela legislação de regência.  Como acertadamente destacado pela decisão recorrida, o pagamento efetuado  em 30 de novembro de 2005 foi feito em observância à legislação aplicável e foi devidamente  declarado em DCTF, não havendo que se falar, pois, em pagamento indevido ou maior que o  devido.  Como  é  cediço,  o  que  é  passível  de  compensação  é  o  saldo  (negativo)  apurado ao final do período de apuração, logo, se a sua constituição só se dá, no caso, em 31 de  dezembro, somente a partir daí pode­se falar em sua utilização, e, tratando­se de compensação,  somente envolvendo débitos supervenientes.  No presente caso, ainda que se considerasse o saldo negativo apurado em 31  de dezembro de 2005 como líquido e certo, não se pode admitir a sua compensação com débito  de outubro de 2005, eis que, nos termos do art. 66 da Lei nº 8.383, de 1991, a compensação só  é  possível  com  importância  correspondente  a  período  subseqüente,  isto  é,  o  débito  deve  ser  superveniente ao crédito.  Nos  termos do art. 6º da Lei nº 9.430, de 1996, o  imposto pago a  título de  estimativa mensal  poderá  ser  compensado  se  o  saldo,  em 31  de  dezembro,  for  negativo. Na  forma  do  disposto  no Ato Declaratório  SRF  nº  3,  de  2000,  os  saldos  negativos  do  Imposto  sobre a Renda de Pessoa Jurídica e da Contribuição Social  sobre o Lucro Líquido,  apurados  anualmente, poderão ser restituídos ou compensados com o imposto de renda ou a contribuição  social sobre o lucro líquido devidos a partir do mês de janeiro do ano­calendário subsequente  ao  do  encerramento  do  período  de  apuração.  Tal  disposição,  inclusive,  guarda  consonância  com o art. 66 da Lei nº 8.383, de 1991, que estabelece que a compensação só é possível com  importância correspondente a período subseqüente,  isto é, o débito deve ser superveniente ao  crédito.  Não se trata, portanto, de erro material no preenchimento do PER/DCOMP.  Assim, conduzo meu voto no sentido de NEGAR PROVIMENTO ao recurso.  “documento assinado digitalmente”  Wilson Fernandes Guimarães ­ Relator                                Fl. 60DF CARF MF Impresso em 04/09/2012 por MOEMA NOGUEIRA SOUZA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/08/2012 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 14/0 8/2012 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 04/09/2012 por ALBERTO PINTO SOUZA J UNIOR

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Numero do processo: 13811.725510/2012-32
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Jun 21 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Tue Jul 24 00:00:00 UTC 2018
Ementa: Assunto: Obrigações Acessórias Data do fato gerador: 30/06/2012 ALEGAÇÕES DE INCONSTITUCIONALIDADE. SÚMULA 2 DO CARF. APLICAÇÃO. De conformidade com a Súmula CARF nº 2, este Colegiado não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. MULTA POR ATRASO NA ENTREGA DO DEMONSTRATIVO DE APURAÇÃO DE CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS - DACON. O cumprimento das obrigações acessórias fora dos prazos previstos na legislação tributária sujeita o infrator à aplicação das penalidades legais. Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 3201-003.977
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso. (assinado digitalmente) Charles Mayer de Castro Souza - Presidente e Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Charles Mayer de Castro Souza (Presidente), Paulo Roberto Duarte Moreira, Tatiana Josefovicz Belisário, Marcelo Giovani Vieira, Pedro Rinaldi de Oliveira Lima, Leonardo Correia Lima Macedo, Leonardo Vinicius Toledo de Andrade e Laercio Cruz Uliana Junior.
Nome do relator: CHARLES MAYER DE CASTRO SOUZA

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3201­003.977  –  2ª Câmara / 1ª Turma Ordinária   Sessão de  21 de junho de 2018  Matéria  DACON ­ MULTA POR ATRASO OU FALTA DE ENTREGA  Recorrente  MANPOWER STAFFING LTDA.  Recorrida  FAZENDA NACIONAL    ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS  Data do fato gerador: 30/06/2012  ALEGAÇÕES DE INCONSTITUCIONALIDADE. SÚMULA 2 DO CARF.  APLICAÇÃO.  De  conformidade  com  a  Súmula  CARF  nº  2,  este  Colegiado  não  é  competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária.  MULTA  POR  ATRASO  NA  ENTREGA  DO  DEMONSTRATIVO  DE  APURAÇÃO DE CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS ­ DACON.  O  cumprimento  das  obrigações  acessórias  fora  dos  prazos  previstos  na  legislação tributária sujeita o infrator à aplicação das penalidades legais.  Recurso Voluntário Negado      Acordam  os  membros  do  colegiado,  por  unanimidade  de  votos,  em  negar  provimento ao Recurso.  (assinado digitalmente)  Charles Mayer de Castro Souza ­ Presidente e Relator  Participaram  da  sessão  de  julgamento  os  conselheiros:  Charles  Mayer  de  Castro  Souza  (Presidente),  Paulo  Roberto  Duarte  Moreira,  Tatiana  Josefovicz  Belisário,  Marcelo  Giovani  Vieira,  Pedro  Rinaldi  de  Oliveira  Lima,  Leonardo  Correia  Lima Macedo,  Leonardo Vinicius Toledo de Andrade e Laercio Cruz Uliana Junior.     AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 81 1. 72 55 10 /2 01 2- 32 Fl. 76DF CARF MF Processo nº 13811.725510/2012­32  Acórdão n.º 3201­003.977  S3­C2T1  Fl. 3          2   Relatório  Trata o presente processo de Auto de  Infração  lavrado para  se exigir multa  por atraso na entrega do Demonstrativo de Apuração de Contribuições Sociais (Dacon).  A Delegacia da Receita Federal de Julgamento, por meio do acórdão nº 09­ 045.450,  julgou  improcedente  a  Impugnação,  sob  o  entendimento  de  que,  estando  a  pessoa  jurídica obrigada à apresentação do Dacon, o atraso ou a falta no cumprimento dessa obrigação  implica, por dever legal, a aplicação da multa correspondente.  Irresignado, o contribuinte interpôs, no prazo legal, Recurso Voluntário a este  Conselho.  É o relatório.  Voto             Conselheiro Charles Mayer de Castro Souza, Relator.  O  julgamento  deste  processo  segue  a  sistemática  dos  recursos  repetitivos,  regulamentada pelo art. 47, §§ 1º e 2º, do Anexo II do Regimento Interno do CARF (RICARF),  aprovado  pela Portaria MF  343,  de  9  de  junho  de  2015,  aplicando­se,  portanto,  ao  presente  litígio  o  decidido  no  Acórdão  3201­003.951,  de  21/06/2018,  proferido  no  julgamento  do  processo 13811.725490/2012­08, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado.  Transcreve­se,  como  solução  deste  litígio,  nos  termos  regimentais,  o  entendimento que prevaleceu naquela decisão (Acórdão 3201­003.951):  Preliminarmente,  em  relação  às  alegações  de  inconstitucionalidade  tecidas pela  recorrente  (irrazoabilidade e desproporcionalidade) em sua  peça recursal, as afasto em razão da incompetência deste Colegiado para  decidir sobre a constitucionalidade da legislação tributária.  A  matéria  é  objeto  da  Súmula  CARF  nº  2,  publicada  no  DOU  de  22/12/2009 a seguir ementada:  “Súmula CARF nº 2   O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade  de lei tributária”  Assim,  sendo  referida  súmula  de  aplicação  obrigatória  por  este  colegiado, maiores digressões sobre a matéria são desnecessárias.  No  que  tange  ao  mérito  da  questão,  trata­se  no  caso,  o  Demonstrativo de Apuração de Contribuições Sociais  ­ DACON de uma  declaração  instituída  com  fundamento  no  art.  7º  da  Lei  nº  10426/2002,  com a redação dada pela Lei nº 11051/2004.  Fl. 77DF CARF MF Processo nº 13811.725510/2012­32  Acórdão n.º 3201­003.977  S3­C2T1  Fl. 4          3 O dispositivo legal em comento apresenta a seguinte redação:  "Art.  7o  O  sujeito  passivo  que  deixar  de  apresentar  Declaração  de  Informações  Econômico­Fiscais  da  Pessoa  Jurídica  ­  DIPJ,  Declaração  de  Débitos e Créditos Tributários Federais ­ DCTF, Declaração Simplificada da  Pessoa Jurídica, Declaração de Imposto de Renda Retido na Fonte ­ DIRF e  Demonstrativo  de  Apuração  de Contribuições  Sociais  ­ Dacon,  nos  prazos  fixados, ou que as apresentar com incorreções ou omissões, será intimado a  apresentar  declaração  original,  no  caso  de  não­apresentação,  ou  a  prestar  esclarecimentos,  nos  demais  casos,  no  prazo  estipulado  pela  Secretaria  da  Receita Federal ­ SRF, e sujeitar­se­á às seguintes multas:  (...)  III ­ de 2% (dois por cento) ao mês­calendário ou fração,  incidente sobre o  montante  da  Cofins,  ou,  na  sua  falta,  da  contribuição  para  o  PIS/Pasep,  informado  no  Dacon,  ainda  que  integralmente  pago,  no  caso  de  falta  de  entrega desta Declaração ou entrega após o prazo, limitada a 20% (vinte por  cento), observado o disposto no § 3o deste artigo;"  Constata­se,  então,  que  a  obrigação  acessória  em  apreço  possui  previsão legal.  Estabelece a Instrução Normativa SRF n° 590, de 22 de dezembro de  2005, vigente à época dos fatos, nos arts. 2º e 8º:  "Art. 2º A partir do ano­calendário de 2006, as pessoas  jurídicas de direito  privado e as que lhes são equiparadas pela legislação do Imposto de Renda,  submetidas à apuração da Contribuição para o PIS/Pasep e da Contribuição  para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), nos regimes cumulativo  e  não­cumulativo,  inclusive  aquelas  que  apuram  a  Contribuição  para  o  PIS/Pasep  com  base  na  folha  de  salários,  deverão  apresentar  o  Dacon  Mensal, de forma centralizada pelo estabelecimento matriz, caso esta seja a  periodicidade  de  entrega  da  Declaração  de  Débitos  e  Créditos  Tributários  Federais  (DCTF).  (Redação  dada pelo(a)  Instrução Normativa SRF nº 708,  de 09 de janeiro de 2007)   §  1º  As  pessoas  jurídicas  não  enquadradas  no  caput  deste  artigo  poderão  optar pela entrega do Dacon Mensal.  §  2º  A  opção  de  que  trata  o  §  1º  será  exercida  mediante  apresentação  do  primeiro Dacon, sendo essa opção definitiva e  irretratável para  todo o ano­ calendário  que  contiver  o  período  correspondente  ao  demonstrativo  apresentado.  § 3º No caso de ser exercida a opção de que trata o § 1º com a apresentação  de Dacon relativo a mês posterior ao primeiro mês de 2006, a pessoa jurídica  ficará  obrigada  à  apresentação  dos  demonstrativos  relativos  aos  meses  anteriores.  §  4º  Na  hipótese  de  que  trata  o  §  3º,  será  devida  a  multa  pelo  atraso  na  entrega  de  Dacon  referente  a  mês  anterior  ao  da  opção,  no  caso  de  apresentação após o prazo fixado."  "Art. 8º O Dacon deverá ser apresentado:  I  ­  pelas  pessoas  jurídicas  de  que  trata  o  art.  2º,  até  o  quinto  dia  útil  do  segundo mês subseqüente ao mês de referência;  II ­ pelas demais pessoas jurídicas:  Fl. 78DF CARF MF Processo nº 13811.725510/2012­32  Acórdão n.º 3201­003.977  S3­C2T1  Fl. 5          4 a) até o quinto dia útil do mês de outubro de cada ano­calendário, no caso de  Dacon  relativo  ao  primeiro  semestre;  e  b)  até  o  quinto  dia  útil  do mês  de  abril de cada ano­calendário, no caso de Dacon relativo ao segundo semestre  do ano­calendário anterior.  §  1º  Excepcionalmente,  em  relação  ao  ano­calendário  de  2006,  a  obrigatoriedade de entrega do Dacon, nos prazos estabelecidos nos incisos I  e  II  deste  artigo,  vigorará  a  partir  do  período  em  que  os  respectivos  programas geradores forem disponibilizados, na forma do art. 7º.  § 2º No caso de extinção, incorporação, fusão, cisão parcial ou cisão total, o  Dacon  deverá  ser  apresentado  pela  pessoa  jurídica  extinta,  incorporada,  incorporadora, fusionada ou cindida o último dia útil do mês subseqüente ao  do evento, observada a excepcionalidade do § 1º deste artigo.   § 3º A obrigatoriedade de entrega do Dacon, na forma prevista no § 2º, não  se  aplica  à  incorporadora  nos  casos  em  que  as  pessoas  jurídicas,  incorporadora e incorporada, estejam sob o mesmo controle societário desde  o ano­calendário anterior ao do evento."  No  caso  dos  autos  não  existe  controvérsia  acerca  dos  fatos,  no  sentido de que o Demonstrativo de Apuração de Contribuições Sociais –  Dacon  foi  entregue  fora  do  prazo,  o  que  torna  cabível  a  aplicação  da  multa  legalmente  prevista,  incidente  sobre  o  montante  da  Cofins  informado no Dacon, ainda que tenha sido integralmente pago.  Acerta a decisão recorrida ao consignar:  "Assim, para o lançamento da multa basta o não cumprimento da obrigação  acessória  dentro  prazo,  independentemente  de  aspectos  como  falta  de  profissional  especializado,  desconhecimento  ou  não  entendimento  da  legislação,  problemas  particulares  (inclusive  com  equipamentos  de  informática  e  provedor  de  internet)  ou  de  condição  financeira,  dano  ao  erário, culpa ou dolo do sujeito passivo. Note­se que quando o contribuinte  deixa  para  cumprir  sua  obrigação  ao  final  do  prazo  estipulado,  assume  o  risco  de  incorrer  em  problemas  particulares  que  culminam  com  o  não  cumprimento de sua obrigação tempestivamente.  Portanto, como no presente caso é incontroverso o atraso no cumprimento da  obrigação  acessória  e  não  há  dúvida  quanto  à  interpretação  da  legislação  tributária, correta a exigência da multa legalmente estabelecida."  O  entendimento  do  Conselho  Administrativo  e  Recursos  Fiscais  ­  CARF  é  no  sentido  de  ser  devida  a  multa  pelo  atraso  na  entrega  do  DACON. Em tal direção, tem­se os seguintes julgados:  "ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS   Ano­calendário: 2010   DACON. MULTA POR ATRASO NA ENTREGA. CABIMENTO.  Irreparável  lançamento  que  exige  multa  pelo  atraso  na  entrega  do  Dacon  quando se comprova que o contribuinte estava a ela obrigada e que ele  foi  entregue  intempestivamente,  em  especial  se,  em  sede  de  Recurso,  não  há  apresentação  e  qualquer  prova  em  sentido  contrário."  (Processo  nº  16327.002626/2003­69;  Acórdão  nº  3802­003.388;  Relator  Conselheiro  Bruno Maurício Macedo Curi; Sessão de 24/07/2014)  "ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO   Exercício: 2010   Fl. 79DF CARF MF Processo nº 13811.725510/2012­32  Acórdão n.º 3201­003.977  S3­C2T1  Fl. 6          5 ANÁLISE CONSTITUCIONALIDADE DE LEI. SÚMULA CARF Nº 2   Ao  CARF  incumbe  a  análise  em  conformidade  com  a  legislação  vigente,  sendo­lhe defeso afastar a aplicação da norma ao caso concreto em  face de  alegada inconstitucionalidade de lei ou decreto (Súmula Carf nº 2).    ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS   Exercício: 2010   MULTA  POR  ATRASO  NA  ENTREGA  DO  DEMONSTRATIVO  DE  APURAÇÃO DE CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS DACON   O  cumprimento  da  obrigação  acessória  fora  dos  prazos  previstos  na  legislação tributária, sujeita o infrator à aplicação das penalidades legais.  Recurso Voluntário Negado." (Processo nº 10242.000337/2010­16; Acórdão  nº  3302­002.666;  Relatora  Conselheira Maria  da  Conceição Arnaldo  Jacó;  Sessão de 24/07/2014)  "ASSUNTO: MULTA POR ATRASO NA ENTREGA DO DACON.  Exercício: 2008  Estando o contribuinte obrigado a apresentar o Dacon, a sua entrega fora do  prazo  enseja  a  aplicação  da  multa  por  descumprimento  de  obrigação  acessória."  (Processo nº 13227.000945/2008­84; Acórdão nº 3202­001.224;  Relator  Conselheiro  Luiz  Eduardo  Garrossino  Barbieri;  Sessão  de  29/05/2013)  Diante do exposto, voto por negar provimento ao Recurso Voluntário  interposto.  Importa  registrar  que,  nos  presentes  autos,  as  situações  fática  e  jurídica  encontram correspondência com as verificadas no paradigma, de tal sorte que o entendimento  lá esposado pode ser perfeitamente aqui aplicado.  Portanto,  aplicando­se  a  decisão  do  paradigma  ao  presente  processo,  em  razão da sistemática prevista nos §§ 1º e 2º do art. 47 do Anexo II do RICARF, o colegiado  negou provimento ao Recurso Voluntário.  (assinado digitalmente)  Charles Mayer de Castro Souza                              Fl. 80DF CARF MF

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Numero do processo: 10880.900593/2006-03
Turma: Segunda Turma Extraordinária da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Jul 12 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Thu Aug 30 00:00:00 UTC 2018
Numero da decisão: 3002-000.010
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. RESOLVEM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência à Unidade de Origem, para intimar a contribuinte a apresentar os livros e documentos necessários, visando a elaboração de relatório conclusivo e justificado sobre: a) as receitas mensais auferidas no 1º trimestre de 2003; b) as respectivas exclusões mensais pertinentes; c) as corretas bases de cálculo mensais da Cofins e d) os efetivos recolhimentos realizados. (assinado digitalmente) Larissa Nunes Girard - Presidente. (assinado digitalmente) Carlos Alberto da Silva Esteves - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Larissa Nunes Girard (Presidente), Maria Eduarda Alencar Câmara Simões, Alan Tavora Nem e Carlos Alberto da Silva Esteves
Nome do relator: CARLOS ALBERTO DA SILVA ESTEVES

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3002­000.010  –  Turma Extraordinária / 2ª Turma Ordinária  Data  12 de julho de 2018  Assunto  DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. PAGAMENTO INDEVIDO OU A  MAIOR ­ COFINS  Recorrente  SANTA VERÔNICA EMPREENDIMENTOS E PARTICIPAÇÕES LTDA.  (INCORPORADA POR SAINTGOBAIN DO BRASIL PRODUTOS  INDUSTRIAIS E PARA CONSTRUÇÃO LTDA.)  Recorrida  FAZENDA NACIONAL    Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.  RESOLVEM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o  julgamento  do  recurso  em  diligência  à  Unidade  de  Origem,  para  intimar  a  contribuinte  a  apresentar os livros e documentos necessários, visando a elaboração de relatório conclusivo e  justificado  sobre:  a)  as  receitas mensais  auferidas  no  1º  trimestre  de 2003;  b)  as  respectivas  exclusões  mensais  pertinentes;  c)  as  corretas  bases  de  cálculo  mensais  da  Cofins  e  d)  os  efetivos recolhimentos realizados.   (assinado digitalmente)  Larissa Nunes Girard ­ Presidente.   (assinado digitalmente)  Carlos Alberto da Silva Esteves ­ Relator.  Participaram  da  sessão  de  julgamento  os  conselheiros:  Larissa  Nunes  Girard  (Presidente), Maria Eduarda Alencar Câmara Simões, Alan Tavora Nem e Carlos Alberto da  Silva Esteves           RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 08 80 .9 00 59 3/ 20 06 -0 3 Fl. 160DF CARF MF Processo nº 10880.900593/2006­03  Resolução nº  3002­000.010  S3­C0T2  Fl. 161          2 Relatório  O  processo  administrativo  ora  em  análise  trata  do  PER/DCOMP  39917.65394.080703.1.7.04­4961  (fl.  02/06),  transmitido  em  08/07/2003,  cujo  crédito  teria  origem em recolhimento da COFINS efetuado a maior.  A  compensação  declarada  não  foi  homologada,  conforme Despacho Decisório  (fl.  07),  pelos  seguintes  motivos:  "A  partir  das  características  do  DARF  discriminado  no  PER/DCOMP  acima  identificado,  foram  localizados  um  ou  mais  pagamentos,  abaixo  relacionados,  mas  integralmente  utilizados  para  quitação  de  débitos  do  contribuinte,  não  restando crédito disponível para compensação dos débitos informados no PER/DCOMP."  Após  ser  intimada  dessa  decisão  em  04/03/2008,  a  ora  recorrente  apresentou  tempestivamente Manifestação de  Inconformidade em 28/03/2008  (fl. 12/15), na qual alegou  que recolheu errado a Cofins referente a março/2003, R$ 8.186,09, assim como informou este  valor  incorreto  na  DCTF  original.  Contudo,  o  valor  realmente  devido,  R$  1.425,85,  foi  declarado corretamente na DIPJ 2004.  A ora recorrente continuou suas alegações, informando que, após ter verificado  a inconsistência por meio do Despacho Decisório, transmitiu DCTF retificadora regularizando  a  situação  em  18/03/2008. Ademais,  o  Sujeito  passivo  segue  discorrendo  sobre  a  legislação  aplicável  ao  caso  e  apresenta  tabela  explicativa  dos  valores  realmente  devidos,  dos  valores  efetivamente pagos e dos créditos utilizados em compensações.  Para  comprovar  o  seu  suposto  crédito,  a  recorrente  juntou  cópia  do  DARF  e  cópias parciais das DCTF´s, original e retificadora, e da DIPJ 2004.  Em  seqüência,  analisando  as  argumentações  da  contribuinte  e  os  documentos  juntados,  a  Delegacia  da  Receita  Federal  do  Brasil  de  Julgamento  em  São  Paulo  julgou  improcedente a Manifestação de Inconformidade, por decisão que possui a seguinte ementa:    ASSUNTO:  CONTRIBUIÇÃO  PARA  O  FINANCIAMENTO  DA  SEGURIDADE SOCIAL COFINS   Ano­calendário: 2003   DIREITO CREDITÓRIO. NECESSIDADE DE PROVA  Incumbe  ao  sujeito  passivo,  na  forma  da  legislação  em  vigor,  demonstrar por meio de documentação contábil idônea a existência do  direito creditório informado em declaração de compensação.  DCTF. RETIFICAÇÃO  A  retificação  da  declaração  por  iniciativa  do  próprio  sujeito  passivo  com o fito de reduzir tributo — mormente quando feita após a ciência  de despacho decisório fundado na informação que se pretende alterar  — só é admissível mediante comprovação documental.  COMPENSAÇÃO NÃO HOMOLOGADA   Fl. 161DF CARF MF Processo nº 10880.900593/2006­03  Resolução nº  3002­000.010  S3­C0T2  Fl. 162          3 Não havendo provas da existência do crédito utilizado, deve­se negar  homologação à compensação declarada.  Manifestação de Inconformidade Improcedente   Direito Creditório Não Reconhecido    Intimada  dessa  decisão,  a  contribuinte  apresentou  Recurso  Voluntário  (fl.  76/86),  no  qual  requereu  a  reforma  do  Acórdão  recorrido,  repisando  fatos  e  argumentos  já  apresentados e acrescentando que o DARF apresentado já seria documento hábil e idôneo para  garantir o direito  creditório,  devendo  ser  analisado em conjunto  com a  ficha 26A da DIPJ  e  com a DCTF retificadora.  Além disso, a  recorrente  informou que a movimentação das contas de  receitas  financeiras,  no montante  de R$ 47.528,25,  deu  origem a  base  de  cálculo  da  contribuição  no  mês  de março.  Por  outro  lado,  a  contribuinte  alegou  que  não  possuía  todos  os  documentos  necessários, quando da apresentação de sua Manifestação de Inconformidade, devido ao tempo  decorrido e por estarem guardados em arquivo externo.  Por  fim,  a  recorrente  alegou  que,  para  corroborar  o  seu  direito,  anexou  ao  Recurso  Voluntário  planilha  com  a  base  de  cálculo  da  Cofins  utilizada  durante  o  ano­ calendário de 2003 e o balanço patrimonial datado de 30/04/2004.   É o relatório, em síntese.    Voto  Conselheiro Carlos Alberto da Silva Esteves ­ Relator  O direito creditório envolvido no presente processo encontra­se dentro do limite  de alçada das Turmas Extraordinárias, conforme disposto no art. 23­B do RICARF.  O  Recurso  Voluntário  é  tempestivo  e  preenche  os  requisitos  formais  de  admissibilidade e, portanto, dele tomo conhecimento.  Entendo  que  a  questão  fundamental  a  ser  decidida  no  presente  julgamento  se  refere ao direito probatório em processos administrativos fiscais.  O art. 173 do Código de Processo Civil (CPC) estabelece que o ônus da prova  incumbe ao autor, quanto ao fato constitutivo do seu direito, e ao autor, quanto à existência de  fato  impeditivo, modificativo ou  extintivo do direito do  autor. Ou  seja,  em  regra,  incumbe à  parte fornecer os elementos de prova das alegações que fizer, visando prover o julgador com os  meios necessários para o seu convencimento, quanto à veracidade do fato deduzido como base  da sua pretensão.  Seguindo essa mesma  linha, o art. 36 da Lei nº 9.784, de 1999, que  regula os  processos administrativos federais, dispõe que cabe ao interessado a prova dos fatos que tenha  alegado.  Fl. 162DF CARF MF Processo nº 10880.900593/2006­03  Resolução nº  3002­000.010  S3­C0T2  Fl. 163          4 Quanto ao processo administrativo fiscal, o art. 16 do Decreto 70.235/72 assim  estabelece:  Art. 16. A impugnação mencionará:   I ­ omissis  .........................................................................................................  III ­ os motivos de fato e de direito em que se fundamenta, os pontos de  discordância  e  as  razões  e  provas  que  possuir;  (Inciso  com  redação  dada pela Lei nº 8.748, de 9/12/1993)  .........................................................................................................  § 1° omissis  .........................................................................................................  § 4º A prova documental será apresentada na impugnação, precluíndo  o  direito  de  o  impugnante  fazê­lo  em  outro  momento  processual,  a  menos que:   a) fique demonstrada a impossibilidade de sua apresentação oportuna,  por motivo de força maior;  b) refira ­ se a fato ou a direito superveniente;  c) destine ­ se a contrapor fatos ou razões posteriormente trazidas aos  autos. (Parágrafo acrescido pela Lei nº 9.532, de 10/12/1997)  ...................................................................................................................  Como se percebe dos dispositivos transcritos, o dever de provar incumbe a quem  alega. Assim,  creio que  o ônus da prova  atua de  forma diversa  em processos decorrentes de  lançamento  tributário  e  processos  decorrentes  de  pedido  de  restituição,  ressarcimento  e  compensação.  Nestes,  cabe  ao  contribuinte  provar  a  liquidez  e  a  certeza  do  seu  crédito,  naqueles, cabe ao fisco provar a ocorrência do fato gerador.  Por certo, não se pode olvidar do Princípio da Verdade Material, que norteia o  processo  administrativo,  devendo  o  julgador  buscar  o  esclarecimento  dos  fatos,  adotando  as  providências necessárias no sentido de firmar sua convicção quanto a verdade real. Contudo, a  atuação do julgador somente pode ocorrer de forma subsidiária à atividade probatória, que deve  ser desempenhada pelas partes.  Assim, não pode o julgador usurpar a competência da autoridade fiscal e intentar  produzir  provas,  que  validem um  lançamento  fiscal  fracamente  instruído,  assim  como,  lhe  é  vedado desincumbir, pela sua atuação ativa no processo, o sujeito passivo de trazer aos autos o  conjunto probatório mínimo necessário para comprovar o seu direito creditório.   Dessa  forma,  a  busca  pela  verdade  material  não  pode  ser  entendida  como  ilimitada.  Em  realidade,  nenhum  Princípio  é  soberano  e  outros  também  regem  o  processo  administrativo, tais como: os Princípios da Celeridade, Imparcialidade, Eficiência, Moralidade,  Legalidade,  Segurança  Jurídica,  dentre  outros.  Por  conseguinte,  será  lastreado  nas  Fl. 163DF CARF MF Processo nº 10880.900593/2006­03  Resolução nº  3002­000.010  S3­C0T2  Fl. 164          5 circunstâncias fáticas do caso concreto, que o julgador deverá ponderar e sopesar a influência  de cada um dos diversos Princípios, visando a maior justeza em seu julgamento.  Ainda  sobre  o  mesmo  tema,  deve­se  tecer  alguns  comentários  sobre  o  valor  probatório do material eventualmente apresentado. Não basta a  juntada de documentos, estes  devem  possuir  valor  probatório,  mínimo  que  seja,  considerando­se  as  vicissitude  do  caso  concreto posto em análise. Assim, determinado documento pode guardar conteúdo probatório  das alegações em um processo e, em outro, não se configurar prova.  Por certo, em regra, as declarações fiscais transmitidas pelo contribuinte, assim  como,  seus  registros  contábeis,  fazem  prova  em  seu  favor.  Contudo,  esses  elementos,  para  possuírem algum valor probatório, devem ter sido elaborados segundo os ditames legais e em  época apropriada.  Vejamos,  por  exemplo,  a  DCTF  retificadora.  Como  vem  se  manifestando,  reiteradamente,  este Conselho,  a  apresentação da DCTF  retificadora  antes da  transmissão do  pedido  de  compensação,  em  casos  de  pagamento  indevido  ou  a maior,  ou  mesmo  antes  da  ciência do Despacho Decisório, não é condição para a homologação da compensação pleiteada,  pois o direito creditório não surge com a declaração, mas com o efetivo pagamento indevido ou  a maior. Entretanto, a mera apresentação da DCTF retificadora não tem o condão de, por si só,  comprová­lo.  Nessa  linha,  outras  declarações  prestadas  à  RFB,  tais  como  DIPJ  e  Dacon,  poderiam  fazer  prova  da  veracidade  dos  dados  registrados  na DCTF  retificadora,  desde  que  transmitidas  antes  do  Despacho  Decisório  e  possuíssem  informações  compatíveis  com  o  conteúdo  da  retificadora.  Então,  nesse  caso,  a  juntada  de  outras  declarações  ao  processo  se  constituiria  num  conjunto  com  força  probatória,  ainda  que  relativa  e,  por  isso  mesmo,  não  afastaria  a  necessidade  de  apresentação  de  outros  elementos,  visando  a  comprovação  das  alegações. De forma diversa, deveriam ser consideradas essas mesmas declarações se fossem  transmitidas  extemporaneamente,  pois  não  passariam  de  documentos  sem  nenhum  valor  probatório.   Nesse ponto, creio ser oportuno discorrer sobre o momento para a apresentação  de  provas.  Como  é  cediço,  a  autoridade  fiscal  tem  como  limite  temporal  para  a  juntada  de  provas, usualmente, a  lavratura do Auto de Infração. Em contrapartida, o sujeito passivo está  limitado, em regra, ao momento de instauração da fase litigiosa do processo, isto é, quando da  apresentação  de  sua  Impugnação/Manifestação  de  Inconformidade,  sob  pena  de  preclusão,  conforme o § 4º do art. 16 do Decreto 70.235/72.  Entretanto,  o  próprio  dispositivo  citado  enumera  três  circunstâncias  ,  as  quais  permitiriam ao  contribuinte  carrear provas  aos  autos  em outro momento processual:  a)  fique  demonstrado a  impossibilidade de  sua apresentação oportuna, por motivo de  força maior;  b)  refira­se  a  fato  ou  a  direito  superveniente  e  c)  destine­se  a  contrapor  fatos  ou  razões  posteriormente trazidas aos autos.  Considerando­se os Princípios da Igualdade, Moralidade, Imparcialidade e o da  Verdade Material,  entendo, data  venia,  que  as  exceções dispostas  só podem ser validamente  consideradas se estendidas a ambas as partes.  A  jurisprudência  desse  Conselho  mostra  que,  em  várias  ocasiões,  tem­se  admitido  a  juntada  de  provas  em  fase  posterior  àquela  definida  na  legislação  e  em  Fl. 164DF CARF MF Processo nº 10880.900593/2006­03  Resolução nº  3002­000.010  S3­C0T2  Fl. 165          6 circunstâncias diversas daquelas exceções legais, que afastam a preclusão. Tudo em nome do  Princípio da Verdade Material.  Creio  que  isso  é  possível,  legal,  justo  e  desejável.  Entretanto,  somente  em  condições bastante específicas. Entendo que somente deve­se  admitir  tais provas,  quando no  momento oportuno, o sujeito passivo já tenha carreado aos autos provas mínimas do que alega.  Importante  frisar que não basta  ter apresentado documentos, que não guardam nenhum valor  probatório no caso concreto analisado, há que ter sido juntado na Impugnação/Manifestação de  Inconformidade um conjunto probatório mínimo. Assim, as provas excepcionalmente juntadas  de forma extemporâneas são aceitáveis, quando apenas reforçam o valor probatório do material  já anteriormente apresentado.  Agir  de  forma  diversa,  aceitando  qualquer  tipo  de  prova,  em  qualquer  circunstância,  sem  que  tenha  sido  apresentado  um  conjunto  probatório  no  momento  fatal  definido em lei, a fim de privilegiar a verdade material, significaria, data venia, se emprestar  uma  força  absoluta e  soberana a um Princípio em detrimento aniquilar dos outros. Ademais,  estaria­se diante de uma verdadeira derrogação do § 4º do art. 16 do Decreto 70.235, realizada  pelo  intérprete  e  aplicador  da  norma,  pois,  na  prática,  o  seu  disposto  não  seria  aplicado  em  hipótese alguma, excluindo­o do ordenamento jurídico, fato que somente poderia ser realizado  por lei.  No  presente  caso  em  análise,  a  ora  recorrente  restringiu­se  apenas  a  fazer  alegações  sobre  seu  suposto  crédito  e  a  juntar  cópias  parciais  das  DCTF's,  original  e  retificadora,  e  da  DIPJ  2004.  Se,  por  um  lado,  é  certo  que  a  DIPJ  faz  prova  em  favor  do  contribuinte,  por  outro,  seu  valor  probatório  é  tênue  e,  por  isso  mesmo,  não  afasta  a  necessidade  de  apresentação  de  outros  documentos  contábeis  e  fiscais,  que  também  comprovem o crédito de forma mais robusta.  Então,  considerando­se  todo  o  raciocínio  lógico­jurídico  sobre  o  direito  probatório desenvolvido ao longo do presente voto e nas circunstâncias do caso concreto, isto  é, já ter sido apresentada uma prova mínima, DIPJ transmitida em 28/06/2004, entendo que é  admissível a apresentação de novas provas juntamente com o Recurso Voluntário.  Assim,  analisando  os  novos  documentos  apresentados,  constata­se  que,  a  princípio,  os  lançamentos  contábeis  confirmam  as  afirmações  da  contribuinte.  Entretanto,  entendo que tais documentos ainda não são suficientes para comprovar a certeza e a liquidez do  crédito pleiteado, tendo em vista que não foram juntados os documentos fiscais que embasaram  os lançamentos contábeis.  Porém, por outro  lado, compulsando os  autos, percebe­se que o voto  condutor  do Acórdão  recorrido mencionou a necessidade de  juntada apenas de  livros contábeis. Dessa  forma, embora fosse ônus da recorrente comprovar seu crédito de forma inequívoca, entendo  que o  teor do Acórdão  recorrido pode  tê­la  induzido a  considerar  suficientes os documentos  contábeis.  Dessa forma, a fim de privilegiar o Direito à Ampla Defesa, voto por converter  o  julgamento  em  diligência  para  a  unidade  de  origem  intimar  a  contribuinte  a  apresentar  os  livros  e  documentos  necessários,  visando  a  elaboração  de  relatório  conclusivo  e  justificado  sobre:  a)  as  receitas mensais  auferidas  no  1º  trimestre  de  2003;  b)  as  respectivas  exclusões  mensais  pertinentes;  c)  as  corretas  bases  de  cálculo  mensais  da  Cofins  e  d)  os  efetivos  recolhimentos realizados.  Fl. 165DF CARF MF Processo nº 10880.900593/2006­03  Resolução nº  3002­000.010  S3­C0T2  Fl. 166          7 Por fim, deverá ser dada ciência à contribuinte do teor do relatório de diligência  e oportunizado prazo de 30 dias para, querendo, manifestar­se. Após, os autos deverão retornar  ao CARF para prosseguimento do julgamento.  (assinado digitalmente)  Carlos Alberto da Silva Esteves  Fl. 166DF CARF MF

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Numero do processo: 10680.907200/2008-01
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Primeira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Mon Jun 11 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Mon Aug 27 00:00:00 UTC 2018
Numero da decisão: 1201-000.493
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência, nos termos do voto da relatora. (assinado digitalmente) Ester Marques Lins de Sousa - Presidente e Relatora Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Eva Maria Los, Luis Fabiano Alves Penteado, José Carlos de Assis Guimarães, Luis Henrique Marotti Toselli, Gisele Barra Bossa, Paulo Cezar Fernandes de Aguiar, Bárbara Santos Guedes (suplente convocada em substituição à ausência do conselheiro Rafael Gasparello Lima) e Ester Marques Lins de Sousa (Presidente). Ausente, justificadamente, o conselheiro Rafael Gasparello Lima. Relatório 1. Por economia processual e por bem descrever os fatos, adoto como parte deste, o relatório constante da decisão de primeira instância: “O presente processo trata de Manifestação de Inconformidade contra Despacho Decisório [...] referente ao PER/DCOMP n° 10990.74577.140904.1.3.04-5945[...]. A Declaração de Compensação foi gerada pelo programa PER/DCOMP transmitida com o objetivo de ter reconhecido o direito creditório, correspondente a Pagamento Indevido ou a Maior de IRPJ, recolhido em 31/07/2003 [...] e de compensar os débitos discriminados no referido PER/DCOMP [...]. Das análises processadas foi constatado que a partir das características do DARF descrito no PER/DCOMP acima identificado, foram localizados um ou mais pagamentos, mas integralmente utilizados para quitação de débitos do contribuinte, não restando crédito disponível para compensação dos débitos informados no PER/DCOMP. Assim, diante da inexistência de crédito, a compensação declarada NÃO FOI HOMOLOGADA. Como enquadramento legal citou-se: arts. 165 e 170, da Lei n° 5.172 de 25 de outubro de 1966 (Código Tributário Nacional - CTN), art. 74 da Lei n° 9.430, de 27 de dezembro de 1996. DA MANIFESTAÇÃO DE INCONFORMIDADE Cientificado do Despacho Decisório [...], o interessado apresenta manifestação de inconformidade [...], argumentando que: - detectou erro quanto à especificação do tipo de crédito tributário na DCOMP. - o crédito tributário se refere a saldo negativo de Imposto de Renda Pessoa Jurídica e não pagamento indevido ou maior. - de fato o DARF estava comprometido com o IRPJ Estimativa devida na competência de junho de 2003, vinculação na Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais - DCTF do débito. - quando da apuração do Lucro Real Anual em dezembro de 2003, os valores recolhidos a título de estimativa foram superiores ao devido no período de apuração, restando saldo negativo do Lucro Real. - no ano de 2003 recolheu a título de estimativa de IRPJ o valor de R$ 227.538,27[...], em dezembro do mesmo ano apurou prejuízo fiscal. Não havendo IRPJ devido [...], resultando em recolhimento a maior no valor de R$ 227.538,27. - a Lei n° 9.430, de 1996 em seu art. 6°, §1°, item II, estabelece que o saldo do imposto a ser pago recolhido por estimativa será compensado com o imposto a ser pago a partir do mês de abril do ano subsequente, se negativo, assegurada a alternativa de requerer, após a entrega da declaração de rendimentos a restituição do montante pago a maior. - o erro no preenchimento da declaração PER/DCOMP não elimina a existência do crédito tributário. A vista do exposto, demonstrada a insubsistência e improcedência da ação fiscal, espera e requer que seja acolhida a presente Manifestação de inconformidade para o fim de assim ser decidido, homologando a compensação declarada.” 2. Em sessão de 19 de janeiro de 2010, a 2ª Turma da DRJ/BHE, por unanimidade de votos, considerou improcedente a Manifestação de Inconformidade para não reconhecer o direito creditório, nos termos do voto relator, Acórdão nº 02-25.173, cuja ementa recebeu o seguinte descritivo: “ASSUNTO: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Exercício: 2004 Retificação da Declaração de Compensação. A retificação da DCOMP somente é possível na hipótese de inexatidões materiais cometidas no seu preenchimento, da forma prescrita na legislação tributária vigente e somente para as declarações ainda pendentes de decisão administrativa na data da sua apresentação. Manifestação de inconformidade improcedente. Direito creditório não reconhecido”. 3. A DRJ/BHE não acatou os argumentos da Recorrente, em síntese, sob os seguintes fundamentos: 3.1. Apesar de constar nos documentos juntados que a Recorrente recolheu IRPJ por estimativa, não há que se falar em saldo negativo de IRPJ em razão da Interessada não ter optado por exercer a faculdade de deduzir o IRPJ pago por estimativa, prevista no artigo 2º, §4º, inciso IV, da Lei nº 9.430/96, visto que a linha 17 da Ficha 09A da DIPJ 2004 está zerada. Portanto, não há saldo negativo de IRPJ oriundo de pagamento por estimativa. 3.2. A opção pela dedução do IRPJ pago por estimativa deve ser exercida na DIPJ dentro do prazo legal, não devendo ser reconhecida a dedução efetuada extemporaneamente. No mais, a retificação de ofício da declaração de rendimentos para modificar a dedução de IRPJ é incabível, visto que o não exercício dessa opção não se caracteriza como erro de fato. 3.3. Quanto ao pedido de compensação, a própria Recorrente afirma que errou no preenchimento da DCOMP quanto à especificação do tipo de crédito tributário, pois o crédito se refere a saldo negativo de IRPJ apurado no ano-calendário de 2003 e não pagamento indevido ou a maior de IRPJ. Sustenta que o contribuinte tem a obrigação de indicar corretamente qual a origem do crédito para exercer o direito à restituição e que o referido erro é insanável. 4. Cientificada da decisão (AR de 17/05/2010), a Recorrente interpôs Recurso Voluntário em 14/06/2010, reiterando as razões já expostas em sede de Manifestação de Inconformidade e reforçando que: (i) a Recorrente comprovou que efetuou recolhimentos de IRPJ por estimativa ao longo do ano de 2003 e ao final do exercício apurou prejuízo fiscal, resultando em saldo negativo de IRPJ; (ii) o crédito existia, fato este que não foi negado pelo acórdão da DRJ/BHE; e (iii) o impedimento do exercício do direito à restituição se deu sob alegação de descumprimento de mera formalidade no preenchimento de formulário e ignora a realidade fática. 5. Ao final, requer seja acolhido o Recurso Voluntário para o fim de reconhecer a existência do seu crédito e para homologar as declarações de compensação apresentadas. É o relatório.
Nome do relator: ESTER MARQUES LINS DE SOUSA

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Por economia processual e por bem descrever os fatos, adoto como parte deste, o relatório constante da decisão de primeira instância: “O presente processo trata de Manifestação de Inconformidade contra Despacho Decisório [...] referente ao PER/DCOMP n° 10990.74577.140904.1.3.04-5945[...]. A Declaração de Compensação foi gerada pelo programa PER/DCOMP transmitida com o objetivo de ter reconhecido o direito creditório, correspondente a Pagamento Indevido ou a Maior de IRPJ, recolhido em 31/07/2003 [...] e de compensar os débitos discriminados no referido PER/DCOMP [...]. Das análises processadas foi constatado que a partir das características do DARF descrito no PER/DCOMP acima identificado, foram localizados um ou mais pagamentos, mas integralmente utilizados para quitação de débitos do contribuinte, não restando crédito disponível para compensação dos débitos informados no PER/DCOMP. Assim, diante da inexistência de crédito, a compensação declarada NÃO FOI HOMOLOGADA. Como enquadramento legal citou-se: arts. 165 e 170, da Lei n° 5.172 de 25 de outubro de 1966 (Código Tributário Nacional - CTN), art. 74 da Lei n° 9.430, de 27 de dezembro de 1996. DA MANIFESTAÇÃO DE INCONFORMIDADE Cientificado do Despacho Decisório [...], o interessado apresenta manifestação de inconformidade [...], argumentando que: - detectou erro quanto à especificação do tipo de crédito tributário na DCOMP. - o crédito tributário se refere a saldo negativo de Imposto de Renda Pessoa Jurídica e não pagamento indevido ou maior. - de fato o DARF estava comprometido com o IRPJ Estimativa devida na competência de junho de 2003, vinculação na Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais - DCTF do débito. - quando da apuração do Lucro Real Anual em dezembro de 2003, os valores recolhidos a título de estimativa foram superiores ao devido no período de apuração, restando saldo negativo do Lucro Real. - no ano de 2003 recolheu a título de estimativa de IRPJ o valor de R$ 227.538,27[...], em dezembro do mesmo ano apurou prejuízo fiscal. Não havendo IRPJ devido [...], resultando em recolhimento a maior no valor de R$ 227.538,27. - a Lei n° 9.430, de 1996 em seu art. 6°, §1°, item II, estabelece que o saldo do imposto a ser pago recolhido por estimativa será compensado com o imposto a ser pago a partir do mês de abril do ano subsequente, se negativo, assegurada a alternativa de requerer, após a entrega da declaração de rendimentos a restituição do montante pago a maior. - o erro no preenchimento da declaração PER/DCOMP não elimina a existência do crédito tributário. A vista do exposto, demonstrada a insubsistência e improcedência da ação fiscal, espera e requer que seja acolhida a presente Manifestação de inconformidade para o fim de assim ser decidido, homologando a compensação declarada.” 2. Em sessão de 19 de janeiro de 2010, a 2ª Turma da DRJ/BHE, por unanimidade de votos, considerou improcedente a Manifestação de Inconformidade para não reconhecer o direito creditório, nos termos do voto relator, Acórdão nº 02-25.173, cuja ementa recebeu o seguinte descritivo: “ASSUNTO: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Exercício: 2004 Retificação da Declaração de Compensação. A retificação da DCOMP somente é possível na hipótese de inexatidões materiais cometidas no seu preenchimento, da forma prescrita na legislação tributária vigente e somente para as declarações ainda pendentes de decisão administrativa na data da sua apresentação. Manifestação de inconformidade improcedente. Direito creditório não reconhecido”. 3. A DRJ/BHE não acatou os argumentos da Recorrente, em síntese, sob os seguintes fundamentos: 3.1. Apesar de constar nos documentos juntados que a Recorrente recolheu IRPJ por estimativa, não há que se falar em saldo negativo de IRPJ em razão da Interessada não ter optado por exercer a faculdade de deduzir o IRPJ pago por estimativa, prevista no artigo 2º, §4º, inciso IV, da Lei nº 9.430/96, visto que a linha 17 da Ficha 09A da DIPJ 2004 está zerada. Portanto, não há saldo negativo de IRPJ oriundo de pagamento por estimativa. 3.2. A opção pela dedução do IRPJ pago por estimativa deve ser exercida na DIPJ dentro do prazo legal, não devendo ser reconhecida a dedução efetuada extemporaneamente. No mais, a retificação de ofício da declaração de rendimentos para modificar a dedução de IRPJ é incabível, visto que o não exercício dessa opção não se caracteriza como erro de fato. 3.3. Quanto ao pedido de compensação, a própria Recorrente afirma que errou no preenchimento da DCOMP quanto à especificação do tipo de crédito tributário, pois o crédito se refere a saldo negativo de IRPJ apurado no ano-calendário de 2003 e não pagamento indevido ou a maior de IRPJ. Sustenta que o contribuinte tem a obrigação de indicar corretamente qual a origem do crédito para exercer o direito à restituição e que o referido erro é insanável. 4. Cientificada da decisão (AR de 17/05/2010), a Recorrente interpôs Recurso Voluntário em 14/06/2010, reiterando as razões já expostas em sede de Manifestação de Inconformidade e reforçando que: (i) a Recorrente comprovou que efetuou recolhimentos de IRPJ por estimativa ao longo do ano de 2003 e ao final do exercício apurou prejuízo fiscal, resultando em saldo negativo de IRPJ; (ii) o crédito existia, fato este que não foi negado pelo acórdão da DRJ/BHE; e (iii) o impedimento do exercício do direito à restituição se deu sob alegação de descumprimento de mera formalidade no preenchimento de formulário e ignora a realidade fática. 5. Ao final, requer seja acolhido o Recurso Voluntário para o fim de reconhecer a existência do seu crédito e para homologar as declarações de compensação apresentadas. É o relatório.

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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1130; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1­C2T1  Fl. 2          1 1  S1­C2T1  MINISTÉRIO DA FAZENDA  CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS  PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO    Processo nº  10680.907200/2008­01  Recurso nº            Voluntário  Resolução nº  1201­000.493  –  2ª Câmara / 1ª Turma Ordinária  Data  11 de junho de 2018  Assunto  IRPJ  Recorrente  MIRANDA TRANSPORTES E SERVICOS LTDA  Recorrida  FAZENDA NACIONAL    Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.  Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em converter o  julgamento em diligência, nos termos do voto da relatora.   (assinado digitalmente)  Ester Marques Lins de Sousa ­ Presidente e Relatora   Participaram  da  sessão  de  julgamento  os  conselheiros:  Eva  Maria  Los,  Luis  Fabiano  Alves  Penteado,  José  Carlos  de  Assis  Guimarães,  Luis  Henrique  Marotti  Toselli,  Gisele  Barra  Bossa,  Paulo  Cezar  Fernandes  de  Aguiar,  Bárbara  Santos  Guedes  (suplente  convocada em substituição à ausência do conselheiro Rafael Gasparello Lima) e Ester Marques  Lins de Sousa (Presidente). Ausente, justificadamente, o conselheiro Rafael Gasparello Lima.     RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 06 80 .9 07 20 0/ 20 08 -0 1 Fl. 56DF CARF MF Processo nº 10680.907200/2008­01  Resolução nº  1201­000.493  S1­C2T1  Fl. 3          2 Relatório  1.  Por  economia  processual  e  por  bem  descrever  os  fatos,  adoto  como  parte  deste, o relatório constante da decisão de primeira instância:  “O presente processo trata de Manifestação de Inconformidade contra  Despacho  Decisório  [...]  referente  ao  PER/DCOMP  n°  10990.74577.140904.1.3.04­5945[...].  A  Declaração  de  Compensação  foi  gerada  pelo  programa  PER/DCOMP transmitida com o objetivo de ter reconhecido o direito  creditório, correspondente a Pagamento Indevido ou a Maior de IRPJ,  recolhido em 31/07/2003 [...] e de compensar os débitos discriminados  no referido PER/DCOMP [...].  Das  análises  processadas  foi  constatado  que  a  partir  das  características do DARF descrito no PER/DCOMP acima identificado,  foram  localizados  um  ou  mais  pagamentos,  mas  integralmente  utilizados  para  quitação  de  débitos  do  contribuinte,  não  restando  crédito  disponível  para  compensação  dos  débitos  informados  no  PER/DCOMP. Assim, diante da inexistência de crédito, a compensação  declarada NÃO FOI HOMOLOGADA.  Como enquadramento legal citou­se: arts. 165 e 170, da Lei n° 5.172  de 25 de outubro de 1966 (Código Tributário Nacional ­ CTN), art. 74  da Lei n° 9.430, de 27 de dezembro de 1996.  DA MANIFESTAÇÃO DE INCONFORMIDADE   Cientificado  do  Despacho  Decisório  [...],  o  interessado  apresenta  manifestação de inconformidade [...], argumentando que:  ­ detectou erro quanto à especificação do tipo de crédito tributário na  DCOMP.  ­ o crédito  tributário  se refere a  saldo negativo de Imposto de Renda  Pessoa Jurídica e não pagamento indevido ou maior.  ­ de fato o DARF estava comprometido com o IRPJ Estimativa devida  na  competência  de  junho  de  2003,  vinculação  na  Declaração  de  Débitos e Créditos Tributários Federais ­ DCTF do débito.  ­ quando da apuração do Lucro Real Anual em dezembro de 2003, os  valores recolhidos a título de estimativa foram superiores ao devido no  período de apuração, restando saldo negativo do Lucro Real.  ­ no ano de 2003 recolheu a título de estimativa de IRPJ o valor de R$  227.538,27[...],  em  dezembro  do  mesmo  ano  apurou  prejuízo  fiscal.  Não havendo IRPJ devido [...], resultando em recolhimento a maior no  valor de R$ 227.538,27.  ­ a Lei n° 9.430, de 1996 em seu art. 6°, §1°, item II, estabelece que o  saldo do imposto a ser pago recolhido por estimativa será compensado  com o imposto a ser pago a partir do mês de abril do ano subsequente,  se negativo,  assegurada a alternativa de  requerer,  após a  entrega da  declaração de rendimentos a restituição do montante pago a maior.  Fl. 57DF CARF MF Processo nº 10680.907200/2008­01  Resolução nº  1201­000.493  S1­C2T1  Fl. 4          3 ­ o erro no preenchimento da declaração PER/DCOMP não elimina a  existência do crédito tributário.  A vista do exposto, demonstrada a  insubsistência e  improcedência da  ação fiscal, espera e requer que seja acolhida a presente Manifestação  de  inconformidade  para  o  fim de  assim  ser  decidido,  homologando a  compensação declarada.”  2.  Em  sessão  de  19  de  janeiro  de  2010,  a  2ª  Turma  da  DRJ/BHE,  por  unanimidade de votos, considerou  improcedente  a Manifestação de  Inconformidade para não  reconhecer o direito creditório, nos termos do voto relator, Acórdão nº 02­25.173, cuja ementa  recebeu o seguinte descritivo:  “ASSUNTO:  Imposto  sobre  a  Renda  de  Pessoa  Jurídica  ­  IRPJ  Exercício: 2004 Retificação da Declaração de Compensação.  A retificação da DCOMP somente é possível na hipótese de inexatidões  materiais  cometidas  no  seu  preenchimento,  da  forma  prescrita  na  legislação  tributária  vigente  e  somente  para  as  declarações  ainda  pendentes de decisão administrativa na data da sua apresentação.  Manifestação de inconformidade improcedente.  Direito creditório não reconhecido”.  3.  A  DRJ/BHE  não  acatou  os  argumentos  da  Recorrente,  em  síntese,  sob  os  seguintes fundamentos:  3.1. Apesar de constar nos documentos juntados que a Recorrente recolheu IRPJ  por estimativa, não há que se falar em saldo negativo de IRPJ em razão da Interessada não ter  optado por exercer a  faculdade de deduzir o  IRPJ pago por estimativa, prevista no artigo 2º,  §4º, inciso IV, da Lei nº 9.430/96, visto que a linha 17 da Ficha 09A da DIPJ 2004 está zerada.  Portanto, não há saldo negativo de IRPJ oriundo de pagamento por estimativa.   3.2. A  opção  pela  dedução  do  IRPJ  pago  por  estimativa  deve  ser  exercida  na  DIPJ  dentro  do  prazo  legal,  não  devendo  ser  reconhecida  a  dedução  efetuada  extemporaneamente.  No  mais,  a  retificação  de  ofício  da  declaração  de  rendimentos  para  modificar  a  dedução  de  IRPJ  é  incabível,  visto  que  o  não  exercício  dessa  opção  não  se  caracteriza como erro de fato.  3.3. Quanto ao pedido de compensação, a própria Recorrente afirma que errou  no  preenchimento  da  DCOMP  quanto  à  especificação  do  tipo  de  crédito  tributário,  pois  o  crédito se refere a saldo negativo de IRPJ apurado no ano­calendário de 2003 e não pagamento  indevido  ou  a  maior  de  IRPJ.  Sustenta  que  o  contribuinte  tem  a  obrigação  de  indicar  corretamente qual a origem do crédito para exercer o direito à restituição e que o referido erro é  insanável.  4. Cientificada da decisão  (AR de 17/05/2010),  a Recorrente  interpôs Recurso  Voluntário  em  14/06/2010,  reiterando  as  razões  já  expostas  em  sede  de  Manifestação  de  Inconformidade  e  reforçando que:  (i)  a Recorrente comprovou que efetuou  recolhimentos de  IRPJ por estimativa  ao  longo do ano de 2003 e  ao  final do  exercício  apurou prejuízo  fiscal,  resultando em saldo negativo de IRPJ; (ii) o crédito existia, fato este que não foi negado pelo  acórdão da DRJ/BHE;  e  (iii)  o  impedimento do  exercício do direito  à  restituição  se deu  sob  Fl. 58DF CARF MF Processo nº 10680.907200/2008­01  Resolução nº  1201­000.493  S1­C2T1  Fl. 5          4 alegação de descumprimento de mera formalidade no preenchimento de formulário e ignora a  realidade fática.   5. Ao final, requer seja acolhido o Recurso Voluntário para o fim de reconhecer  a existência do seu crédito e para homologar as declarações de compensação apresentadas.  É o relatório.    Voto   Conselheira Ester Marques Lins de Sousa, Relatora   O  julgamento  deste  processo  segue  a  sistemática  dos  recursos  repetitivos,  regulamentada pelo art. 47, §§ 1º, 2º e 3º, do Anexo II, do RICARF, aprovado pela Portaria MF  343, de 09 de junho de 2015. Portanto, ao presente litígio aplica­se o decidido na Resolução nº  1201­000.483, de 11/06/2018, proferida no julgamento do Processo nº 10680.903455/2008­96,  paradigma ao qual o presente processo foi vinculado.  No processo paradigma o contribuinte solicitou a compensação de débitos com  crédito  relativo  a  pagamento  indevido  ou  a maior  de  IRPJ,  recolhido  em  30/05/2003  e,  nos  presentes  autos,  o  contribuinte  solicita  a  compensação  de  débitos  com  crédito  oriundo  de  pagamento indevido ou a maior que o devido de IRPJ recohido em 31/07/2003.  Transcreve­se,  como  solução  deste  litígio,  nos  termos  regimentais,  o  entendimento que prevaleceu naquela decisão (Resolução nº 1201­000.483):  "6.  O  recurso  é  tempestivo  e  cumpre  os  demais  requisitos  legais  de  admissibilidade,  razão  pela  qual  dele  tomo  conhecimento  e  passo  a  apreciar.   7. Alinho­me ao entendimento de que a Administração não pode  ficar  restrita ao que as partes demonstram no curso do processo, mas deve  buscar a verdade material.   8.  In  casu,  a  douta DRJ  poderia,  ao  invés  de  julgar  improcedente  a  Manifestação  de  Inconformidade,  ter  baixado  os  autos  em  diligência  para  esclarecimentos  dos  fatos  e  análise  de  provas.  Tal  iniciativa  cooperativa, inclusive, traria maior celeridade e eficiência processual,  bem como teria otimizado o custo deste processo para o Estado1.                                                              1 Em consonância com os seguintes dispositivos:  Lei nº 13.105/2015  "Art. 5º Aquele que de qualquer forma participa do processo deve comportar­se de acordo com a boa­fé.  Art. 6º Todos os sujeitos do processo devem cooperar entre si para que se obtenha, em tempo razoável, decisão de  mérito justa e efetiva.  Art. 7º É assegurada às partes paridade de tratamento em relação ao exercício de direitos e faculdades processuais,  aos meios de defesa, aos ônus, aos deveres e à aplicação de sanções processuais, competindo ao  juiz zelar pelo  efetivo contraditório.  Art.  8º  Ao  aplicar  o  ordenamento  jurídico,  o  juiz  atenderá  aos  fins  sociais  e  às  exigências  do  bem  comum,  resguardando e promovendo a dignidade da pessoa humana e observando a proporcionalidade, a razoabilidade, a  legalidade, a publicidade e a eficiência."  Fl. 59DF CARF MF Processo nº 10680.907200/2008­01  Resolução nº  1201­000.493  S1­C2T1  Fl. 6          5  9.  No  mais,  em  homenagem  ao  princípio  da  verdade  material,  considero que assiste razão a contribuinte quando sustenta que meros  erros  no  preenchimento  de  declarações  não  são  suficientes  para  motivar o não reconhecimento do seu direito creditório.  10.  Contudo,  em  linha  com  a  jurisprudência  deste  E.  Conselho,  é  imprescindível que tais erros sejam claramente demonstrados por meio  de documentação hábil e  idônea, em especial com base na análise de  registros  contábeis  e  fiscais  e  da  documentação  que  lhe  serve  de  suporte,  a  qual  necessariamente  deve  ser  mantida  pelo  contribuinte  enquanto  se  pretender  obter  os  efeitos  fiscais  correspondentes,  nos  termos do artigo 195, parágrafo único, do Código Tributário Nacional  ­ CTN e dos artigos 264 e 923 do RIR/99.  11. Reforçando essas diretrizes, transcrevo a seguinte ementa:  "ERRO  DE  FATO  NO  PREENCHIMENTO  DCTF.  DECLARAÇÕES  RETIFICADORAS.  COMPROVAÇÃO.  CRÉDITO  RECONHECIDO.  Comprovado que o débito confessado em estava equivocado mediante  apresentação  de  declaração  retificadora,  DIPJ  e  elementos  da  escrituração  contábil  que  corroboram  o  valor  declarado/confessado  nessa  declaração  retificadora,  reconhece­se  o  direito  de  crédito  homologando­se  as  compensações  pleiteadas  até  esse  limite."  (Processo  nº  13971.901692/2011­31,  Acórdão  nº  1402002.379,  4ª  Câmara  /  2ª  Turma  Ordinária  /  1ª  Seção,  Sessão  de  26.01.2017,  Relator: Fernando Brasil de Oliveira Pinto) (grifos nossos).  12. O direito creditório do contribuinte só pode ser obstado diante de  três hipóteses (i) se reconhecida decadência do direito pleiteado; (ii) se  os valores já tiverem sido compensados; e (iii) quando a documentação  suporte  é  insuficiente  para  demonstrar  a  origem do  crédito  e/ou  não  esclarece  de  forma  assertiva  e  sem  contradições  a  composição  dos  valores discutidos.  13.  Logo,  somente  diante  da  comprovação  pela  autoridade  fiscal  de  uma  dessas  três  hipóteses  é  que  o  direito  creditório  não  deve  ser  reconhecido.  14.  Considero  que  não  há,  no  presente  caso,  controvérsia  acerca  do  preenchimento do requisito (i) constante do item 12, mas do (ii) e (iii).   15. No mais, é  incontroverso que entre maio de 2003 e novembro de  2003  a  Recorrente  recolheu  o  IRPJ  por  Estimativa  relativo  às  competências  de  abril  a  outubro  de  2003  no  total  de  R$277.538,27,  conforme demonstrado nas guias de fls. 18/20.                                                                                                                                                                                            Lei nº 9.784/1999  "Art. 2º A Administração Pública obedecerá, dentre outros,  aos princípios da  legalidade,  finalidade, motivação,  razoabilidade, proporcionalidade, moralidade, ampla defesa, contraditório, segurança jurídica, interesse público e  eficiência."  "Art. 29. As atividades de instrução destinadas a averiguar e comprovar os dados necessários à tomada de decisão  realizam­se  de  ofício  ou  mediante  impulsão  do  órgão  responsável  pelo  processo,  sem  prejuízo  do  direito  dos  interessados de propor atuações probatórias.  § 1º O órgão competente para a instrução fará constar dos autos os dados necessários à decisão do processo."    Fl. 60DF CARF MF Processo nº 10680.907200/2008­01  Resolução nº  1201­000.493  S1­C2T1  Fl. 7          6 16. Em dezembro de 2003, apurou­se prejuízo fiscal e constatou­se que  não  era  devido  IRPJ  para  o  ano  de  2003,  daí  a  origem  do  direito  creditório em exame, pagamento a maior de IRPJ no ano­calendário de  2003.  17.  Ocorre  que,  a  DRJ  (fls.  29/32)  considerou  que  o  despacho  decisório  (fl.  4)  não  merece  reformas  porque  o  erro  cometido  pelo  contribuinte é material e, portanto, trata­se de vício insanável.   18.  Por  outro  lado,  a  Recorrente,  tanto  em  sede  de Manifestação  de  Inconformidade quanto em seu Recurso Voluntário, afirma que, apesar  de ter errado no preenchimento do formulário de compensação sobre a  origem  do  crédito  ao  preencher  como  “pagamento  indevido  ou  a  maior” ao invés de “saldo negativo de IRPJ” o crédito decorrente do  recolhimento de IRPJ estimativa não deixou de existir.   19.  Para  comprovar  suas  alegações,  a  Recorrente  apresenta  documentação  probatória  hábil,  tais  como:  (i)  seis  DARFs  de  recolhimento  de  IRPJ  referente  ao  segundo  e  terceiro  trimestres  de  2003  (fls.18/20);  (ii)  fichas  09A  e  17  do  ano  calendário  de  2003  da  DIPJ original (fls.13/14); e (iii) a totalização por tributo e contribuição  no segundo, terceiro e quarto trimestre de 2003 da DCTF.  20.  A  priori,  a  documentação  trazida  pela  Recorrente  cumpre  o  disposto  no  artigo  923  do  RIR2  e  é  capaz  de  viabilizar  o  reconhecimento do direito creditório do contribuinte.   21.  Contudo,  deve  ser  verificada,  à  luz  da  documentação  contábil,  fiscal  e  demais  provas  suporte,  a  liquidez  e  certeza  dos  créditos  constantes dos pedidos de compensação nos períodos em análise.   22. Em  face  do  exposto,  voto  pela  conversão  do  presente  julgamento  em diligência, para que a unidade preparadora da Receita Federal da  circunscrição da contribuinte:  (i) providencie a juntada aos autos cópia integral da DIPJ 2004, ano­ calendário de 2003;  (iii) verifique as DCTFs apresentadas, efetuando a apuração do crédito  relativo a cada um dos meses para fins de verificação de recolhimentos  a  maior  de  estimativa  mensal,  observando­se,  no  que  couber,  as  disposições da IN RFB nº 1.110/2010;   (iii)  faça  o  cotejamento  desses  créditos  com  as  Dcomps  relativas  ao  saldo  negativo  de  IRPJ  no  ano­calendário  2003,  procedendo  à  valoração para fins de verificação de suficiência destes, considerando­ se, inclusive, alguma Dcomp porventura já homologada.  23. Para  fins dessa verificação, a contribuinte poderá  ser  intimada a  apresentar livros e documentos.  24.  Após  a  conclusão  da  diligência,  a  autoridade  fiscal  responsável  deverá  elaborar  Relatório  Conclusivo,  com  posterior  ciência  à                                                              2 "Art. 923.  A escrituração mantida com observância das disposições legais faz prova a favor do contribuinte dos  fatos  nela  registrados  e  comprovados  por  documentos  hábeis,  segundo  sua  natureza,  ou  assim  definidos  em  preceitos legais."  Fl. 61DF CARF MF Processo nº 10680.907200/2008­01  Resolução nº  1201­000.493  S1­C2T1  Fl. 8          7 Recorrente,  para  que,  se  assim  desejar,  se manifeste  no  prazo  de  30  (trinta)  dias  e  na  seqüência  retornem  os  autos  ao  E.  CARF  para  julgamento.  É como voto."  Aplicando­se  a  decisão  do  paradigma  ao  presente  processo,  em  razão  da  sistemática  prevista  nos  §§  1º,  2º  e  3º  do  art.  47,  do  Anexo  II,  do  RICARF,  converto  o  julgamento em diligência, nos termos do voto acima transcrito.   (assinado digitalmente)  Ester Marques Lins de Sousa    Fl. 62DF CARF MF

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Numero do processo: 18471.004307/2008-64
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Primeira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Jul 09 00:00:00 UTC 2013
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL ANO CALENDÁRIO: 2004, 2005, 2006 IRPJ. OMISSÃO APURADA CONSIDERANDO APENAS PARTE DOS REGISTROS CONTÁBEIS. IDENTIFICAÇÃO DE QUE AS RECEITAS CONSIDERADAS OMITIDAS FORAM OFERECIDAS À TRIBUTAÇÃO. No procedimento realizado a autoridade fiscal não percebeu que os valores correspondentes às receitas financeiras eram escriturados na conta 33200000 denominada "receitas financeiras" e na conta 33201000, denominada "prêmios sobre operações bancárias". Em assim procedendo apurou omissão de receita considerando apenas os registros da conta 33200000. Contudo, quando se considera os registros efetuados na conta denominada "prêmios sobre operações bancárias", bem como a forma de contabilização dos ganhos com as operações de Swap que foram lançadas pelo regime de caixa, conforme artigo 30 da Medida Provisória 2.15835, de 2001, temse que todos os rendimentos auferidos a título de receita financeira foram oferecidos à tributação, sem necessidade de perícia para apurar tal fato. Correto o acórdão recorrido que cancelou o lançamento. Recurso de ofício negado.
Numero da decisão: 1402-001.400
Decisão: Acordam os membros do colegiado, Por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso de ofício, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Matéria: IRPJ - AF- omissão receitas - demais presunções legais
Nome do relator: Moisés Giacomelli Nunes da Silva

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FAZENDA NACIONAL  Interessado  TELE NORTE LESTE PARTICIPAÇÕES S/A               ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL  ANO­CALENDÁRIO: 2004, 2005, 2006  IRPJ.  OMISSÃO  APURADA  CONSIDERANDO  APENAS  PARTE  DOS  REGISTROS  CONTÁBEIS.  IDENTIFICAÇÃO  DE  QUE  AS  RECEITAS  CONSIDERADAS OMITIDAS FORAM OFERECIDAS À TRIBUTAÇÃO.  No procedimento  realizado a  autoridade  fiscal  não percebeu que os valores  correspondentes às receitas financeiras eram escriturados na conta 33200000  denominada  "receitas  financeiras"  e  na  conta  33201000,  denominada  "prêmios sobre operações bancárias". Em assim procedendo apurou omissão  de  receita  considerando  apenas  os  registros  da  conta  33200000.  Contudo,  quando  se  considera  os  registros  efetuados  na  conta  denominada  "prêmios  sobre operações bancárias", bem como a forma de contabilização dos ganhos  com  as  operações  de  Swap  que  foram  lançadas  pelo  regime  de  caixa,  conforme  artigo  30  da  Medida  Provisória  2.158­35,  de  2001,  tem­se  que  todos os rendimentos auferidos a título de receita financeira foram oferecidos  à  tributação,  sem  necessidade  de  perícia  para  apurar  tal  fato.  Correto  o  acórdão recorrido que cancelou o lançamento.  Recurso de ofício negado.      Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.    Acordam  os  membros  do  colegiado,  Por  unanimidade  de  votos,  negar  provimento  ao  recurso  de  ofício,  nos  termos  do  relatório  e  voto  que  passam  a  integrar  o  presente julgado.     (assinado digitalmente)  Leonardo de Andrade Couto ­ Presidente    (assinado digitalmente)  Moisés Giacomelli Nunes da Silva ­ Relator     AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 18 47 1. 00 43 07 /2 00 8- 64 Fl. 621DF CARF MF Impresso em 13/08/2013 por MARISTELA DE SOUSA RODRIGUES CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/08/2013 por MOISES GIACOMELLI NUNES DA SILVA, Assinado digitalmente e m 13/08/2013 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 04/08/2013 por MOISES GIACOMELL I NUNES DA SILVA Processo nº 18471.004307/2008­64  Acórdão n.º 1402­001.400  S1­C4T2  Fl. 622          2   Participaram  da  sessão  de  julgamento  os  conselheiros:  Frederico  Augusto  Gomes de Alencar, Carlos Pelá, Fernando Brasil de Oliveira Pinto, Moisés Giacomelli Nunes  da Silva, Paulo Roberto Cortez e Leonardo de Andrade Couto.      Relatório  Pelo que se extrai do auto de fls. 264 e seguintes, notificado à recorrente em  23/12/2008,  trata­se de  lançamento de  crédito  tributário,  com multa de 75%  (setenta  e  cinco  por  cento),  correspondente  à  omissão  de  "caracterizada  pela  falta  ou  insuficiência  de  contabilização, apurada conforme termo de verificação e constatação fiscal".   Por  sintetizar  a  controvérsia  posta  nos  autos,  adoto  o  relatório  do  acórdão  recorrido, de fls. 567 e seguintes, do qual transcrevo a seguinte passagem:  2. Consoante Termo de Verificação e Constatação fiscal de fls. 246/249, em vista da  glosa  efetuada  na  repartição  do  imposto  incidente  na  fonte  sobre  operações  de  cessão  de  créditos entre a Cia Hering, o Banco Modal e cedentes, dentre os quais a autuada.  2.1.­ A Cia Hering,  retificou  sua DIRF, para  excluir os  valores de  IRFONTE que  antes  informava  haver  retido  das  cedentes.  Dai,  o  IRFONTE  sobre  juros  e  prêmios  não  foi  retido, nem tampouco declarado em DCTF pela Cia Hering.  2.2.­ Assim, segundo acórdão CSRF 01­1.696/94 e 01.1.711/94, a falta de retenção e  de recolhimento do IRFONTE  implica na vedação de sua compensação pelo beneficiário dos  rendimentos.  3.­  Analisada  a  documentação  a  fiscalização  pretendeu  constatar  omissões  de  receitas, constituídas pelas diferenças entre os valores de receitas apuradas nas operações e as  declaradas, conforme demonstrativo de fls. 248, servindo de instrumento às constatações folha  do razão contábil­ conta 33200000 — Receitas Financeiras e valores integrantes dos contratos  de cessão. Inclusive, da CDMA PARTICIPAÇÕES (PLAYCENTER), cujos contratos de cessão  foram apresentados pelo contribuinte.  4.­ Ciente das exigências em 23.12.2008, fls. 251, o sujeito passivo acosta aos autos  a  impugnação de  fls.280/297,  lastreada pela  documentação de  fls.  381/399 — demonstração  contábil do plano de contas e contrato de cessão de créditos, através da qual alega, em síntese:  4.1.­ da nulidade das autuações por ausência de motivação do ato administrativo:  em  cumprimento  à  intimação  de  demonstração  da  apropriação  dos  valores  decorrentes  de  operações  de  swap  e  financeiras  de  renda  rixa,  a  impugnante  apresentou  documentos,  planilhas, memórias de cálculo, evidenciando o correto tratamento fiscal dados As receitas e sua  contabilização.  4.1.1.­ A  fiscalização, no entanto, afirmou que "o contribuinte não  logrou apresentar  toda  a  documentação  comprobatória  solicitada",  invertendo  o  ônus  da  prova,  ao  invés  de  comprovar, por demonstração analítica, a existência de receita supostamente não tributada.  4.1.2.­ Portanto, em consonância com a doutrina e a jurisprudência administrativa,  incumbe ao fisco a comprovação de forma segura da ocorrência do fato gerador, realizando as  necessárias  inspeções  à  obtenção  dos  elementos  de  convicção  e  certeza  indispensáveis  (Acórdãos 107­06268/01 e Recurso n­ 126.360, 8ª. Câmara, DOU 22/08/01), fls. 284/285,  Fl. 622DF CARF MF Impresso em 13/08/2013 por MARISTELA DE SOUSA RODRIGUES CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/08/2013 por MOISES GIACOMELLI NUNES DA SILVA, Assinado digitalmente e m 13/08/2013 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 04/08/2013 por MOISES GIACOMELL I NUNES DA SILVA Processo nº 18471.004307/2008­64  Acórdão n.º 1402­001.400  S1­C4T2  Fl. 623          3 4.2.­ da decadência do PIS E da COFINS para valores de receita decorrentes  de  contrato  cedidos  entre  julho  e  novembro/03,  dada  a  ciência  das  autuações  em  23.12.08;  4.3.­ da sistemática de retenção na  fonte pelas cessionárias e possibilidade  de dedução do imposto retido, em conformidade com a legislação aplicável A matéria,  sendo  exigido  da  fonte  pagadora  o  imposto  retido  e  não  recolhido,  disposição  do  Parecer Normativo no 01/02 e IN SRF no 25/01, 32 e 33 e Lei nº 8.981/95, art.74;  4.4.­  ­  do  correto  oferecimento  à.  tributação das  receitas  recebidas,  face  a  equívocos  de  apuração  laborados  pela  fiscalização  quer  quanto  ao  contrato  03  de  cessão de direitos, a menor no A.I em R$ 300.000,00 e no contrato 08, valor da cessão,  R$ 2.029.929,27; não, R$ 3.292.381,69 (ver planilha de fl. 300).  4.5.­ da apuração de variações monetárias de direitos de créditos, em função  da taxa de câmbio, em operações de swap, se processar por regime de caixa, na forma  do art. 30, MP 2.158/01; isto é, quando da liquidação da correspondente operação . os  ajustes de variação cambial de swaps se encontra refletido no razão da conta variação  cambial, ora como receita, ora cormo despesa;  4.6.­ ­ da necessidade de baixar o processo em diligência para a indicação,  de forma eficaz, da real existência os créditos tributários objetos destes autos.  4.7.­  Finalmente,  apesar  de  a  documentação  demonstrar  que  a  receita  foi  devidamente  oferecida  à  tributação  requer  perícia  contábil,  indicando  o  perito  e  os  quesitos pertinentes, fls. 297.  Por meio do acórdão de fls. 567 e seguintes, a DRJ cancelou o  lançamento,  com base nos seguintes fundamentos:  (...)  6.1­  a  questão  afeta  aos  presentes  autos  se  relaciona  à  pretendida  omissão  de  receitas.  Não,  ao  IRFONTE.  Portanto,  descipienda  a  argumentação  impugnatória  quanto  à  retenção/recolhimento deste tributo.  6.2.­ ­ desnecessária a diligência e a perícia requeridas, visto que, como se  demonstrará a seguir, a documentação dos autos é suficiente ao equacionamento desta  pendenga.   6.3.­  impõe­se  o  reconhecimento  da  decadência  para  os  lançamentos  efetuados  do  PIS  e  da  COFINS,  para  os  fatos  geradores  ocorridos  até  novembro/03,  como requerido.   7.2.­  No  contrato  08,  de  21/10/03,  fls.110/114,  juros  (R$  1.929.590,26)  e  prêmios  (R$  100.338,71),  perfazem R$  2.029.939,27. Não, R$  3.392.381,69,  fls.248,  fundamento dos A.I.s. Diferença a maior, R$ 1.262.452,42.  7.3.­  ....., o montante das  receitas que decorreram das operações de cessão  de  créditos  com  a  CIA  HERING,  perfaz,  R$  41.054.376,53  (R$  42.016.828,95  +  300.000,00 ­ 1.262.452,42). Não, R$ 42.016.828,95, fls. 248.  8.­ Por outro lado, em resposta ao Termo de Intimação Fiscal de fls. 68, o sujeito  passivo apresentou A fiscalização, fls. 71/199:  ­contratos  de  Instrumentos  particulares  de  Cessão  de  Direitos  de  Crédito  e  Obrigações referentes a CDBs, e respectivas memórias de cálculo;  Fl. 623DF CARF MF Impresso em 13/08/2013 por MARISTELA DE SOUSA RODRIGUES CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/08/2013 por MOISES GIACOMELLI NUNES DA SILVA, Assinado digitalmente e m 13/08/2013 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 04/08/2013 por MOISES GIACOMELL I NUNES DA SILVA Processo nº 18471.004307/2008­64  Acórdão n.º 1402­001.400  S1­C4T2  Fl. 624          4 ­  folhas  dos  razões  da  conta  contábil  33200000,  na  qual  foram  registradas  as  receitas auferidas, de acordo com os balancetes e DIPJs;  ­  razão  contábil  analítico  das  mesmas  contas,  em  acordo  com  os  balancetes  e  DIPJs;  ­ planilhas resumo (razões contábeis em Excel), para fins de localização dos valores  das receitas dos contratos na contabilidade da empresa, sumarizados 02 anos calendário.  8.1.­  Igualmente,  intimadas,  fls.  fls. 205 e 210, as Cias Hering e CDMA,  fls.207 e  214.  8.2.­ Exatamente da análise de tais documentos e planilhas a fiscalização concluiu  das receitas de cada operação e as pretendidas omissões de receitas, nelas incluída, fls. 248.  8.3.­  Ora,  a  documentação  acostada  aos  autos  comprova  que  as  apropriações  dessas receitas (juros e prêmios) não se efetuava, exclusivamente, pela conta 33200000 (juros),  fls. 193. Sim, por esta e pela conta 33201000 (prêmios s/ operações bancárias), fls. 194.  8.3.1.­  Por  oportuno,  a  documentação  de  fls.129/174,  da  qual  teria  sido  extraída a receita contabilizada, fls.248, é constituída, em verdade, simples  listagem de  valores de anos­calendário diferentes, 2003 e 2004, tomados sem qualquer sequência vinculada  ao ano­calendário respectivo. Portanto, não reflete a correta escrituração do sujeito passivo.  8.4.­  Tais  fatos  fragilizam  a  assertiva  fiscal  no  sentido  de  que  da  análise  documentação apresentada  juntamente com a escrituração contábil da conta 33200000,  teria  sido constatada não oferecimento integral a tributação dos resultados positivos nas operações  de cessão de títulos de renda fixa (juros e prêmios).  9.­ Outrossim, simples exame da DIPJ relativa ao ano calendário de 2003 evidencia  que, ao contrário de assertiva fiscal, das receitas declaradas, geradoras de IRFONTE, dentre  as  fontes  pagadoras/retentoras,  constava­se  PLAYCENTER  S.A,  receita  declarada  de  R$  21.559.047,11, fls. 63. Exatamente o valor informado pela fiscalização como omissão de receita  advinda desta fonte pagadora, fls. 248.  9.1.­  Igualmente,  em  relação  a  Cia  Hering:  R$  41.054.378,80,  fls.  63,  e  R$  R$  41.054.376,53 (veja­se item 7.2, deste voto). Diferença declarada a maior, R$ 2,27.  10.­ Neste  exato  contexto  impõe­se  reconhecer  que,  para  a  exigência  de  tributo  é  necessário que se comprove, de  forma segura, a ocorrência do fato gerador do mesmo. Pois,  tratando­se de atividade vinculada (CTN, art. 142), cumpre à fiscalização realizar as inspeções  necessárias A obtenção dos elementos de convicção e certeza indispensáveis à constituição do  crédito tributário, consoante acórdão nº 107­06.268/01, reproduzido em sua ementa às fls. 284.  11.­ Do exposto segue­se que, uma vez que cessionária de direitos creditórios, CIA  HERING,  retificou sua DIRF para excluir  valores de  IRFONTE, que antes  informara retidos  das  cedentes,  no  montante  de  R$  8.210.875,76,  fundamento  da  ação  fiscal,  fls.  246/247,  e  constado na DIPJ do contribuinte tal valor como o IRFONTE, fls. 65, impunha­se, por simples  e singela logicidade, a glosa dessa retenção.  12.  Por  lógica  conseqüência,  não  configurada,  materialmente,  a  alegada  o  de  receita, falece elemento às exigibilidades do PIS, da CSLL e da COFINS.    É o relatório.  Fl. 624DF CARF MF Impresso em 13/08/2013 por MARISTELA DE SOUSA RODRIGUES CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/08/2013 por MOISES GIACOMELLI NUNES DA SILVA, Assinado digitalmente e m 13/08/2013 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 04/08/2013 por MOISES GIACOMELL I NUNES DA SILVA Processo nº 18471.004307/2008­64  Acórdão n.º 1402­001.400  S1­C4T2  Fl. 625          5 Voto             Conselheiro Moisés Giacomelli Nunes da Silva ­ Relator  Por  ter  o  acórdão  recorrido  cancelado  lançamento  de  crédito  tributário  superior a R$ 1.000.000,00, necessário recurso de ofício.  A essência da qual decorre a exigência do crédito tributário, conforme consta  à fl. 255 do termo de verificação fiscal, diz respeito à omissão de receita financeira. Destaca a  autoridade  fiscal  que  intimou  a  contribuinte  para  apresentar  os  demonstrativos  consolidados  das operações de cessão de direitos creditórios datados e assinados, bem como a identificação  de  tais  operações  de  cessão  no  Livro Diário,  LALUR  e  Balancetes mensais.  Em  resposta  a  empresa destacou que "toda documentação com relação às operações de cessão de crédito de  swap para a Cia Hering e Playcenter foram devidamente entregues em resposta protocolada em  11/8/2008 (fls. 231/232).  Na  fl.  256,  destaca  a  autoridade  fiscal  que  "após  análise  da  documentação  apresentada  juntamente  com  a  escrituração  contábil  da  conta  33200000  —  "Receitas  Financeiras"  foi  constatado  que  o  contribuinte  não  logrou  comprovar  que  ofereceu  integralmente os resultados positivos das operações de cessão de títulos de renda fixa e swaps  (juros e prêmio) efetuadas durante o ano­calendário de 2003, conforme quadros I e II abaixo:  (valores em R$)    Cia HERING        Fl. 625DF CARF MF Impresso em 13/08/2013 por MARISTELA DE SOUSA RODRIGUES CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/08/2013 por MOISES GIACOMELLI NUNES DA SILVA, Assinado digitalmente e m 13/08/2013 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 04/08/2013 por MOISES GIACOMELL I NUNES DA SILVA Processo nº 18471.004307/2008­64  Acórdão n.º 1402­001.400  S1­C4T2  Fl. 626          6   CDMA    No  termo  de  verificação  fiscal  à  fl.  257,  após  destacar  as  planilhas  supramencionadas  indicando  a  receita  omitida,  a  autoridade  fiscal  informa  que  a  omissão  apurada foi constatada através da diferença entre a receita apurada e a receita declarada, sendo  que  a  receita  declarada  foi  constatada  conforme  conta  contábil  33200000  ­  Receitas  Financeiras.  Além  da  controvérsia  quanto  à  escrituração  de  parte  dos  valores  na  conta  33201000 (prêmios s/operações bancárias), fls. 194, que pela numeração digital corresponde à  fl. 195, conforme destacado no acórdão da DRJ, em relação aos aspectos materiais há diferença  em relação ao contrato datado de 21/10/2003, conforme registro a seguir transcrito:      Ao  somar  o  valor  de  1.929.590,56  +  100.338,71,  de  forma  equivocada  encontrou­se  R$  3.292.381,69,  conforme  cálculos  demonstrados  no  quadro  acima.  Neste  sentido, correto o acórdão recorrido quando faz os ajustes destacando que "no contrato 08, de  21/10/03...  juros  (R$  1.929.590,26)  e  prêmios  (R$  100.338,71),  perfazem  R$  2.029.939,27.  Não, R$ 3.392.381,69.... Diferença a maior, R$ 1.262.452,42."  Demonstrando  especial  análise  aos  cálculos,  o  acórdão  recorrido  também  percebeu que na primeira operação realizada em 15/09, mostrada no quadro abaixo, em vez de  somar  os  juros  mais  os  prêmios,  a  autoridade  fiscal  diminuiu,  resultando  numa  diferença  a  menor de R$ 300.000,00.      Neste  contexto,  correto  o  raciocínio  do  acórdão  recorrido  quando  aponta  imprecisões  relacionadas  aos  cálculos  acima  transcritos. Corrigidos  os  valores,  tem­se  que  o  ganho com os contratos de CDB, com a Cia Hering foi de R$ 24.373.332,11 e os com operação  de Swap de 16.681.044,45, totalizando 41.054.375,55, que devem ser somado ao ganho com os  dois contratos com CDB da Playcenter, conforme planilhas que transcrevo:  Fl. 626DF CARF MF Impresso em 13/08/2013 por MARISTELA DE SOUSA RODRIGUES CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/08/2013 por MOISES GIACOMELLI NUNES DA SILVA, Assinado digitalmente e m 13/08/2013 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 04/08/2013 por MOISES GIACOMELL I NUNES DA SILVA Processo nº 18471.004307/2008­64  Acórdão n.º 1402­001.400  S1­C4T2  Fl. 627          7        Superadas as questões relacionadas às diferenças de valores, na apuração da  receita financeira a autoridade fiscal considerou somente os valores especificados na conta nº  33200000  ­  Receitas  Financeiras,  desconsiderando  os  valores  lançados  na  conta  33201000  (prêmios s/ operações bancárias), fls. 194, que pela numeração digital corresponde à fl. 195.  Quando se considera os valores lançados na conta 33201000 e se observa os  ajustes  demonstrados  pela  recorrida  a  partir  da  fl.  305,  observando  ainda  que  em  relação  à  receita com Swap deve ser observado que a recorrida considerou o regime de caixa, conforme  previsto no artigo 30 da Medida Provisória 2.158­35/01, que se encontra em vigor por força  do  artigo  2º  da  Emenda Constitucional  nº  32,  de  2001,  não  se  vislumbra  a  necessidade  de  baixar os autos em diligência para realizar perícia.  Com  tais  considerações,  agregando  ao  acórdão  recorrido  as  razões  aqui  destacadas, voto por negar provimento ao recurso de ofício.    (assinado digitalmente)  Moisés Giacomelli Nunes da Silva ­ Relator                            Fl. 627DF CARF MF Impresso em 13/08/2013 por MARISTELA DE SOUSA RODRIGUES CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/08/2013 por MOISES GIACOMELLI NUNES DA SILVA, Assinado digitalmente e m 13/08/2013 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 04/08/2013 por MOISES GIACOMELL I NUNES DA SILVA

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Numero do processo: 13807.000361/00-41
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue May 15 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Wed Aug 22 00:00:00 UTC 2018
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Ano-calendário: 1999 DECLARAÇÕES DE COMPENSAÇÃO ELETRÔNICAS. PER/DCOMP. DECADÊNCIA As Declarações de Compensação que indicarem créditos apurados há mais de cinco anos, só poderão ser homologadas, caso lastreadas em pedidos de restituição formulados no prazo legal, não indeferidos ou não apreciados após cinco anos de sua apresentação, e cujo valor não tenha sido pago ou creditado ao beneficiário.
Numero da decisão: 1302-002.785
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto do relator. (assinado digitalmente) Luiz Tadeu Matosinho Machado - Presidente (assinado digitalmente) Rogério Aparecido Gil - Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carlos Cesar Candal Moreira Filho, Marcos Antonio Nepomuceno Feitosa, Angelo Abrantes Nunes (suplente convocado), Rogerio Aparecido Gil, Maria Lucia Miceli, Gustavo Guimarães da Fonseca, Flavio Machado Vilhena Dias e Luiz Tadeu Matosinho Machado (Presidente). Ausente justificadamente o conselheiro Paulo Henrique Silva Figueiredo.
Nome do relator: ROGERIO APARECIDO GIL

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1302­002.785  –  3ª Câmara / 2ª Turma Ordinária   Sessão de  17 de maio de 2018  Matéria  COMPENSAÇÃO. DCOMP. DECADÊNCIA. NÃO HOMOLOGAÇÃO  Recorrente  BRICKELL PARTICIPAÇÕES S/A (ANTIGA DENOMINAÇÃO ­ DELTA  PARTICIPAÇÕES S/A)  Recorrida  FAZENDA NACIONAL    ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA ­ IRPJ  Ano­calendário: 1999  DECLARAÇÕES  DE  COMPENSAÇÃO  ELETRÔNICAS.  PER/DCOMP.  DECADÊNCIA  As Declarações de Compensação que indicarem créditos apurados há mais de  cinco  anos,  só  poderão  ser  homologadas,  caso  lastreadas  em  pedidos  de  restituição formulados no prazo legal, não indeferidos ou não apreciados após  cinco anos de sua apresentação, e cujo valor não tenha sido pago ou creditado  ao beneficiário.      Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.  Acordam  os  membros  do  colegiado,  por  unanimidade  de  votos,  em  negar  provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto do relator.  (assinado digitalmente)  Luiz Tadeu Matosinho Machado ­ Presidente  (assinado digitalmente)  Rogério Aparecido Gil ­ Relator  Participaram da sessão de  julgamento os conselheiros: Carlos Cesar Candal  Moreira  Filho,  Marcos  Antonio  Nepomuceno  Feitosa,  Angelo  Abrantes  Nunes  (suplente  convocado),  Rogerio  Aparecido  Gil,  Maria  Lucia  Miceli,  Gustavo  Guimarães  da  Fonseca,  Flavio  Machado  Vilhena  Dias  e  Luiz  Tadeu  Matosinho  Machado  (Presidente).  Ausente  justificadamente o conselheiro Paulo Henrique Silva Figueiredo.     AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 80 7. 00 03 61 /0 0- 41 Fl. 969DF CARF MF Processo nº 13807.000361/00­41  Acórdão n.º 1302­002.785  S1­C3T2  Fl. 3          2 Relatório  Trata­se de  recurso  voluntário  interposto  face  ao Acórdão  n.  16­29.358,  de  04/02/2011,  da  3a.  Turma  da  DRJ  de  São  Paulo  que,  por  unanimidade  de  votos,  julgou  improcedente a manifestação de inconformidade, registrando­se a seguinte ementa:  ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA ­ IRPJ   Ano­calendário: 1999  DCOMP. DECADÊNCIA DO CRÉDITO. NÃO HOMOLOGAÇÃO  O prazo para que o contribuinte possa enviar declaração de compensação não  pode  exceder  o  prazo  decadencial  do  crédito  nela  contido,  levando­se  em  consideração  que  não  há  pedido  de  restituição  anterior,  válido,  a  ela  vinculado.  Manifestação de Inconformidade Improcedente   Direito Creditório Não Reconhecido  O  processo  visa  analisar Pedidos  de Restituição,  cumulados  com Pedidos  de Compensação e Declarações de Compensação eletrônicas (DCOMPs).  A  origem  do  crédito  em  questão  reside  em  saldo  negativo  da  recorrente,  apurado até 31/12/1999, e de empresa incorporada (evento ocorrido durante o ano­calendário  de 1999).  Há,  nos  autos,  dois  despachos  decisórios  da  Autoridade  Administrativa,  a  seguir detalhados.  No primeiro despacho (fls. 687/690), reconheceu­se o direito creditório de  R$1.140.501,10  (posição  em 01/03/1999),  referente  ao  ano­calendário  1999,  exercício  2010,  com base no qual,  homologaram­se os Pedidos de Compensação  discriminados  às  fls.  625,  627 a 629 e DCOMPs, anexadas às fls. 630 a 685.  O segundo despacho decisório (fls. 777/781), diante de pedido de reanálise  da  recorrente,  rerratificou  o  despacho  original,  reconhecendo  que  o  crédito  da  recorrente  deveria  ter  sido  atualizado  (Selic)  até  31/12/1999.  Com  esse  entendimento  reconheceu­se  o  valor  de  R$1.704.264,80.  Todavia,  a  DRF  não  homologou  as  DCOMPs  enviadas  de  10/11/2006  a  22/08/2009,  tendo  em  vista  que  o  crédito  utilizado  (saldo  negativo  relativo  a  retenções na  fonte,  em aplicações  financeiras  e prestação de  serviços)  teria  sido  apurado  em  31/12/1999.  Cientificada  dessa  decisão,  em  10/12/2009,  a  recorrente  apresentou  manifestação de inconformidade, em 11/01/2010 (fls. 793/795). Sustentou que tais DCOMPs  (item  9  do  despacho  rerratificador,  fls.  780)  deveriam  ser  homologadas,  pelo  fato  de  que  estariam  lastreadas  em:  (a)  Pedido  de  Restituição  n°  10880.012261/99­81,  de  11/05/1999,  deferido  em  29/05/2005;  e  (b) Dcomp  n°  09540.73161.151204.1.3.02­8060,  de  15/12/2004,  retificado  pelo  de n°  41578.77100.240307.1.7.02­9572,  formalizadas dentro do prazo de  5  anos contados da apuração anual do saldo negativo de IRPJ, ocorrida em 31/12/1999.  Fl. 970DF CARF MF Processo nº 13807.000361/00­41  Acórdão n.º 1302­002.785  S1­C3T2  Fl. 4          3 A DRJ manteve a conclusão do despacho decisório rerratificador, quanto à  decadência das DCOMPs enviadas de 10/11/2006 a 22/08/2009.  Em  recurso  voluntário  tempestivo  (intimação,  em  13/03/2011,  fl.  886  e  recurso interposto, em 13/04/2011, fl. 892), a recorrente reapresentou os fatos e fundamentos  expostos  na  manifestação  de  inconformidade,  além  de  esclarecimentos  por  meio  dos  quais  sustenta que as DCOMPs foram enviadas tempestivamente, os quais serão analisados no voto a  seguir.  É o relatório.  Voto             Conselheiro Rogério Aparecido Gil ­ Relator  O  recurso  voluntário  é  tempestivo  e  atende  aos  demais  pressupostos  de  admissibilidade, portanto dele conheço.  Refere­se  à  não  homologação  de Declarações  de Compensação  (DCOMPs)  enviadas pela recorrente, de 10/11/2006 a 22/08/2009 (item 9 do segundo despacho decisório  da  DRF  –  rerratificação  –  fl.  780),  pelo  fato  de  que  teriam  decaído  os  respectivos  direitos  creditórios, apurados em 31/12/1999.  O  primeiro  despacho  decisório  da DRF  (fls.  687/690)  reconheceu  o  direito  creditório da recorrente, em R$1.140.501,10, e homologou: (a) Pedidos de Compensação (fls.  625, 627 a 629); e (b) DCOMPs (fls. 630 a 685).   O  segundo despacho decisório,  a  pedido  da  recorrente,  retificou  o  valor  do  crédito  inicialmente  reconhecido  (R$1.140.501,10)  para  R$1.704.264,80.  Porém,  não  homologou as DCOMPs transmitidas após cinco anos da apuração do direito creditório nelas  indicado (fl. 780). Fundamentou­se nas disposições do art. 74 da Lei nº 9.430/1996 e art. 150  do Código Tributário Nacional (CTN).  Pedidos de Compensação lastreados em Pedido de Restituição  Com  relação  aos  argumentos  da  recorrente  de  que,  os  "Pedidos  de  Compensação" de 10/11/2006 a 22/08/2009 (fls. 780) deveriam ser homologados, por estarem  "lastreados" pelo Pedido de Restituição n° 10880.012261/99­81, de 11/05/1999  (deferido em  29/05/2005), verifica­se, em realidade, que  tais documentos não se  referem a formulários de  Pedidos de Compensação, mas a Declarações de Compensação eletrônicas (DCOMPs). Além  disso,  essas  DCOMPs  indicam  como  crédito  anterior,  a  DCOMP  n°  09540.73161.151204.1.3.02­8060,  de  15/12/2004  que,  por  sua  vez,  foi  transmitida  para  a  utilização de direito creditório da  recorrente apurado em 31/12/1999  (valor  reconhecido pela  DRF, por ocasião do despacho rerratificador: 1.704.264,80 ­ R$1.140.501,10 = R$563.763,70  + Selic).  Conforme  assentou  o  acórdão  recorrido,  o  Pedido  de  Restituição  n°  10880.012261/99­81,  de  11/05/1999  (deferido  em  29/05/2005),  não  está  vinculado  às  DCOMPS não homologadas (que a recorrente considerou como "Pedidos de Compensação").  Assim,  o  direito  creditório  (ano  calendário1999)  utilizado  pela  recorrente  nas  DCOMPs  em  Fl. 971DF CARF MF Processo nº 13807.000361/00­41  Acórdão n.º 1302­002.785  S1­C3T2  Fl. 5          4 questão  (transmitidas de 2006 a 2009),  decaiu  em 31/12/2004.  Isto  é,  cinco  anos  após  a  sua  apuração (art. 74, Lei nº 9.430/1996).   Pedidos de Restituição para cada Pedido de Compensação  No  que  diz  respeito  ao  argumento  da  recorrente  de  que,  para  cada  um  dos  "Pedidos  de  Compensação"  em  questão  (2006  a  2009),  teria  vinculado  um  "Pedido  de  Restituição"  e  que,  portanto,  não  estariam  decaídas,  verifica­se  que  a  DRF,  no  despacho  decisório rerratificador, concluiu que tais Pedidos de Restituição deveriam ser desconsiderados,  pelo  fato  de  que  se  referiam  ao  mesmo  crédito,  já  indicado  no  Pedido  de  Restituição  n°  10880.012261/99­81, de 11/05/1999. O acórdão recorrido manteve esse entendimento.  Analisando­se  as  razões  da  recorrente,  verifica­se  que  tais  pedidos  individuais de restituição se referiam aos Pedidos de Compensação, formulados no prazo legal  de  cinco  anos,  os  quais  foram  devidamente  homologados  pela  DRF  (Pedidos  de  Compensação discriminados às fls. 625, 627 a 629 e DCOMPs, anexadas às fls. 630 a 685).  Portanto, os "Pedidos de Restituição" relacionados pela  recorrente no recurso voluntário, não  constituem "lastro" para as declarações de compensação eletrônicas em questão. Como visto,  em  realidade,  as  DCOMPs  transmitidas  pela  recorrente  de  2006  a  2009,  indicavam  como  crédito  a  DCOMP  n°  09540.73161.151204.1.3.02­8060,  que  teve  por  base  crédito  de  31/12/1999. Confirmando­se a decadência declarada pela DRF e mantida pela DRJ.  Erro Material da DERAT/SP, fl. 625  A  recorrente  alega  que  a  DERAT/SP  (fl.  625),  ao  apresentar  planilha  contemplando  relação  de  Pedidos  de  Restituição,  teria  se  equivocado  ao  indicar  o  valor  de  R$29.192,34 para o Pedido de Restituição n° 13804.005530/2002­19. Frisa que, o valor correto  seria R$524.816,80. Para demonstrar, juntou ao recurso voluntário o doc. 4. Afirma, assim, que  seria necessário alterar o valor somado para o montante de R$1.472.401.69, à ser acrescido dos  juros correspondentes da Selic.  Verifica­se  que,  a  recorrente  não  indicou  essa  ocorrência  em  sua  manifestação  de  inconformidade.  Isso  já  redundaria  na  preclusão  da  matéria  e,  por  consequência, o não conhecimento do recurso voluntário, nesse ponto.   De  todo  modo,  ainda  que  houvesse  equívoco  quanto  à  indicação  de  valor  (erro material),  observa­se que  tal Pedido n° 13804.005530/2002­19,  refere­se a 2002 e que,  portanto, já foi devidamente homologado pela DRF. Sendo assim, em nada reflete no acórdão  recorrido.  DCOMPs que não se referem a este processo  A  recorrente  alega,  ainda,  que  no  despacho  decisório  rerratificador  a DRF  teria incluído, entre as declarações não homologadas (2006 a 2009, fl. 780), DCOMPs que não  se referem a este processo, no total de R$ 117.692,55. Sustenta que, o total das DCOMPs não  homologadas  que  realmente  se  referem  a  este  caso,  somam R$953.834,11.  Para  demonstrar,  anexa planilha (doc. 6) ao recurso voluntário.  Da mesma  forma,  verifica­se  que  tal matéria  estaria  preclusa.  Pois,  não  foi  arguida na manifestação de inconformidade.  Fl. 972DF CARF MF Processo nº 13807.000361/00­41  Acórdão n.º 1302­002.785  S1­C3T2  Fl. 6          5 Ainda assim, os valores  em questão,  como acima exposto,  foram utilizados  após o transcurso do prazo decadencial de cinco anos. Sendo assim, tal alegação também não  altera as conclusões da DRJ.  Pelo exposto, com base nos fundamentos de cada uma das conclusões acima,  voto por negar provimento ao recurso voluntário.  (assinado digitalmente)  Rogério Aparecido Gil                              Fl. 973DF CARF MF

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7368495 #
Numero do processo: 10611.002625/2010-51
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Mon May 21 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Tue Jul 24 00:00:00 UTC 2018
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Data do fato gerador: 19/04/2010 DEPÓSITO JUDICIAL TEMPESTIVO E INTEGRAL, REALIZADO COM O OBJETIVO DE SUSPENDER A INCIDÊNCIA DE JUROS DE MORA AFASTAM OS ENCARGOS MORATÓRIOS - SUMULA CARF N.05. Os depósitos judiciais realizados de forma tempestiva e integral, efetivados com o objetivo de suspender a exigibilidade do crédito tributário, afastam os encargos moratórios, conforme a Súmula CARF n. 05..
Numero da decisão: 3302-005.425
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Paulo Guilherme Déroulède- Presidente. (assinado digitalmente) Raphael Madeira Abad - Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Paulo Guilherme Déroulède (Presidente), Fenelon Moscoso de Almeida, Walker Araujo, Vinicius Guimarães (Suplente Convocado), Jose Renato Pereira de Deus Paulo, Jorge Lima Abud, Diego Weis Junior e Raphael Madeira Abad.
Nome do relator: RAPHAEL MADEIRA ABAD

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3302­005.425  –  3ª Câmara / 2ª Turma Ordinária   Sessão de  21 de maio de 2018  Matéria  IPI ­ encargos moratórios em lançamento para prevenir decadência  Recorrente  LIDER TAXI AÉREO S/A ­ AIR BRASIL   Recorrida  FAZENDA NACIONAL    ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO  Data do fato gerador: 19/04/2010  DEPÓSITO JUDICIAL TEMPESTIVO E INTEGRAL, REALIZADO COM  O OBJETIVO DE SUSPENDER A  INCIDÊNCIA DE JUROS DE MORA  AFASTAM OS ENCARGOS MORATÓRIOS ­ SUMULA CARF N.05.  Os depósitos  judiciais  realizados de  forma  tempestiva  e  integral,  efetivados  com o objetivo de suspender a exigibilidade do crédito tributário, afastam os  encargos moratórios, conforme a Súmula CARF n. 05..      Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.  Acordam  os  membros  do  colegiado,  por  unanimidade  de  votos,  em  dar  provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado.  (assinado digitalmente)  Paulo Guilherme Déroulède­ Presidente.   (assinado digitalmente)  Raphael Madeira Abad ­ Relator  Participaram  da  sessão  de  julgamento  os  conselheiros:  Paulo  Guilherme  Déroulède  (Presidente),  Fenelon Moscoso  de  Almeida, Walker  Araujo,  Vinicius  Guimarães  (Suplente  Convocado),  Jose  Renato  Pereira  de  Deus  Paulo,  Jorge  Lima  Abud,  Diego Weis  Junior e Raphael Madeira Abad.       AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 61 1. 00 26 25 /2 01 0- 51 Fl. 510DF CARF MF Processo nº 10611.002625/2010­51  Acórdão n.º 3302­005.425  S3­C3T2  Fl. 3          2 Relatório  A Recorrente importou uma aeronave, minuciosamente descrita às fls. 04, em  regime  de  admissão  temporária  e,  por  discordar  da  incidência  do  Imposto  sobre  Produtos  Industrializados  ­  IPI  sobre  o  bem,  impetrou  Mandado  de  Segurança  (20103800008420­2)  visando  o  reconhecimento  do  seu  alegado  direito  de  não  recolher  o  tributo  na  entrada  da  mesma no território nacional.  A  recorrente  não  logrou  êxito  no  intento  de  suspender  a  exigibilidade  do  crédito por meio de medida liminar em Mandado de Segurança (CTN art. 151, IV), fazendo­o  então por meio do depósito do montante do tributo (CTN art. 151, II), o que resulta na mesma  consequência prática,  qual  seja  a  suspensão  da  exigibilidade  do  crédito  e  o  não  computo  de  eventuais acréscimos moratórios enquanto perdurar a referida suspensão.  Quando  da  lavratura  do  lançamento  para  se  prevenir  a  decadência,  a  autoridade  fiscal  lançou,  além  do  tributo  em  discussão,  encargos  moratórios  sem,  contudo,  exigi­los.  Em sede de  Impugnação, a Recorrente  insurgiu­se contra o  lançamento dos  juros de mora, dentre outras matérias, que foram todas decididas pela DRJ, que entendeu pela  sua improcedência, com a consequente manutenção do Auto de Infração, em razão de admitir  que:   ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL  Data do fato gerador: 19/04/2010  PROCESSOS ADMINISTRATIVO E JUDICIAL. DIVERGÊNCIA  PARCIAL DE OBJETOS. RENÚNCIA PARCIAL À INSTÂNCIA  ADMINISTRATIVA.  Em razão do Princípio da Unidade de Jurisdição, a propositura  de ação judicial contra a Fazenda Pública importa renúncia ao  direito de  recorrer às  instâncias  julgadoras administrativas, no  tocante  à  matéria  objeto  de  discussão  perante  o  Poder  Judiciário,  em  relação  à  qual  o  lançamento  torna­se  definitivo  na esfera administrativa,  ficando vinculado ao que  for decidido  no  processo  judicial.  Havendo  divergência  parcial  de  objetos  entre  o  processo  administrativo  e  a  ação  judicial,  é  cabível  o  julgamento administrativo da lide unicamente no que concerne à  matéria diferenciada.  Nessa  hipótese,  havendo  conexão  ou  interdependência  entre  ambos os processos, a eficácia da decisão administrativa ficará  subordinada ao resultado definitivo do processo judicial.  ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO  Data do fato gerador: 19/04/2010  DEPÓSITO  JUDICIAL.  LANÇAMENTO.  SUSPENSÃO  DA  EXIGIBILIDADE.  Fl. 511DF CARF MF Processo nº 10611.002625/2010­51  Acórdão n.º 3302­005.425  S3­C3T2  Fl. 4          3 Diante de causa suspensiva da exigibilidade do crédito tributário  o lançamento do tributo e consectários legais deve ser realizado  com a finalidade de prevenir a decadência do direito da Fazenda  Pública.  O  depósito  do  montante  integral  suspende  a  exigibilidade do crédito tributário, porém, não importa nulidade  do lançamento de ofício realizado pela autoridade fiscal, ficando  assegurado  ao  sujeito  passivo  não  ser  iniciado  qualquer  procedimento executório enquanto subsistir o depósito.  DEPÓSITO JUDICIAL. JUROS DE MORA.  O  depósito  do montante  integral  do  crédito  tributário,  a  partir  da data em que é efetivado, afasta a fluência dos juros de mora  em  favor  da  Fazenda  Pública,  o  que  será  reconhecido  ao  término  do  processo  judicial  em  que  se  discute  o  crédito  tributário,  quando  o  valor  depositado  será  devolvido  ao  depositante, acrescido de juros moratórios, se a sentença lhe for  favorável,  ou,  por  ocasião  da  transformação  do  depósito  em  pagamento  definitivo,  cujos  efeitos  retroagirão  à  data  de  realização  do  depósito,  extinguindo  o  crédito  tributário,  inclusive os  juros de mora relativos a período posterior àquela  data, na hipótese de decisão favorável à Fazenda Nacional.  Entretanto, os encargos moratórios lançados deverão continuar  a incidir normalmente, no caso excepcional de levantamento do  depósito antes do encerramento da lide judicial.  Impugnação Improcedente  Crédito Tributário Mantido  Todas as matérias arguidas foram julgadas improcedentes pela DRJ, contudo  apenas os “juros de mora” foram objeto de Recurso Voluntário, no qual a Recorrente reitera as  razões aduzidas na impugnação, especialmente pela aplicação da Sumula 05 do CARF, razão  pela qual apenas esta matéria deverá ser apreciada por este Colegiado.  É o relatório.    Voto             Conselheiro Raphael Madeira Abad ­ Relator  1.  Admissibilidade do recurso.  O presente Recurso é tempestivo e atende os demais pressupostos formais de  admissibilidade, razão pela qual dele conheço.  2.  Incidência de juros de mora sobre o valor lançado.  O  Demonstrativo  Consolidado  do  Crédito  Tributário  do  Processo  expressamente  refere­se  a  LANÇAMENTO  PARA  PREVENIR  DECADÊNCIA,  havendo  Fl. 512DF CARF MF Processo nº 10611.002625/2010­51  Acórdão n.º 3302­005.425  S3­C3T2  Fl. 5          4 informação  expressa  de  que  apesar  de  haver  menção  aos  juros  de  mora,  eles  estão  com  a  exigibilidade suspensa por força de depósito judicial do valor integral do tributo sob discussão.  A única menção a  juros de mora  está às  fls. 02, onde há  referência de  será  utilizada a Taxa Selic acumulada mensalmente.  No entanto, o Recorrente invoca a Súmula CARF n. 5, segundo a qual:   “  São  devidos  juros  de  mora  sobre  o  crédito  tributário  não  integralmente  pago  no  vencimento,  ainda  que  suspensa  a  sua  exigibilidade,  salvo  quando  existir  depósito  do  montante  integral." destaques nossos.  Ocorre que com a efetivação do depósito judicial do valor integral do crédito  tributário,  a  quantia  é  disponibilizada  antecipadamente  ao  fisco,  facultando  ao  contribuinte  discutir  a  legitimidade  da  cobrança  sem  submeter­se  às  consequências  da mora,  a  contar  da  data da efetivação do depósito.  Isto significa que caso o depósito integral seja realizado antes ou na data do  vencimento do tributo, o contribuinte nada mais deverá ao fisco no caso de sucumbência. De  outro lado, no caso de lograr êxito em seu intento, o contribuinte levantará o valor depositado,  acrescido de acréscimos moratórios, representado pela "Taxa Selic".  Assim, este é o caso de aplicação da citada Súmula CARF n. 5, que veda a  exigência de juros moratórios no caso do sujeito passivo realizar depósito integral do valor do  tributo sob discussão.  Por esta razão, é de se dar total provimento ao Recurso Voluntário.  (assinado digitalmente)  Raphael Madeira Abad                               Fl. 513DF CARF MF

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7364232 #
Numero do processo: 10880.915299/2008-50
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu May 24 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Fri Jul 20 00:00:00 UTC 2018
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal Data do fato gerador: 31/01/2003 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. RECURSO INTEMPESTIVO. DEFINITIVIDADE DA DECISÃO PROLATADA. O recurso interposto após o prazo 30 dias, contados da ciência da decisão de primeira instância, na forma do Decreto nº 70.235/72, não deve ser conhecido pelo colegiado ad quem, convolando-se em definitiva a decisão de primeira instância administrativa exarada. Recurso Voluntário Não Conhecido Direito Creditório Não Reconhecido
Numero da decisão: 3302-005.518
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso voluntário. Portanto, aplica-se o decidido no julgamento do processo 10880.915297/2008-61, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado. (assinado digitalmente) Paulo Guilherme Déroulède - Presidente e Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Paulo Guilherme Déroulède (Presidente), Fenelon Moscoso de Almeida, Walker Araújo, Vinicius Guimarães (Suplente), José Renato Pereira de Deus, Jorge Lima Abud, Diego Weis Junior, Raphael Madeira Abad.
Nome do relator: PAULO GUILHERME DEROULEDE

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ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Data do fato gerador: 31/01/2003 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. RECURSO INTEMPESTIVO. DEFINITIVIDADE DA DECISÃO PROLATADA. O recurso interposto após o prazo 30 dias, contados da ciência da decisão de primeira instância, na forma do Decreto nº 70.235/72, não deve ser conhecido pelo colegiado ad quem, convolando-se em definitiva a decisão de primeira instância administrativa exarada. Recurso Voluntário Não Conhecido Direito Creditório Não Reconhecido

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decisao_txt : Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso voluntário. Portanto, aplica-se o decidido no julgamento do processo 10880.915297/2008-61, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado. (assinado digitalmente) Paulo Guilherme Déroulède - Presidente e Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Paulo Guilherme Déroulède (Presidente), Fenelon Moscoso de Almeida, Walker Araújo, Vinicius Guimarães (Suplente), José Renato Pereira de Deus, Jorge Lima Abud, Diego Weis Junior, Raphael Madeira Abad.

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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1487; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3­C3T2  Fl. 2          1 1  S3­C3T2  MINISTÉRIO DA FAZENDA  CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS  TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO    Processo nº  10880.915299/2008­50  Recurso nº  1   Voluntário  Acórdão nº  3302­005.518  –  3ª Câmara / 2ª Turma Ordinária   Sessão de  24 de maio de 2018  Matéria  DCOMP  Recorrente  JS DISTRIBUIDORA DE PECAS S/A  Recorrida  FAZENDA NACIONAL    ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL  Data do fato gerador: 31/01/2003  PROCESSO ADMINISTRATIVO  FISCAL.  RECURSO  INTEMPESTIVO.  DEFINITIVIDADE DA DECISÃO PROLATADA.  O recurso interposto após o prazo 30 dias, contados da ciência da decisão de  primeira instância, na forma do Decreto nº 70.235/72, não deve ser conhecido  pelo colegiado ad quem, convolando­se em definitiva a decisão de primeira  instância administrativa exarada.  Recurso Voluntário Não Conhecido  Direito Creditório Não Reconhecido      Acordam  os  membros  do  Colegiado,  por  unanimidade  de  votos,  em  não  conhecer  do  recurso  voluntário.  Portanto,  aplica­se  o  decidido  no  julgamento  do  processo  10880.915297/2008­61, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado.   (assinado digitalmente)  Paulo Guilherme Déroulède ­ Presidente e Relator  Participaram  do  presente  julgamento  os  Conselheiros:  Paulo  Guilherme  Déroulède  (Presidente),  Fenelon Moscoso  de  Almeida, Walker  Araújo,  Vinicius  Guimarães  (Suplente),  José  Renato  Pereira  de  Deus,  Jorge  Lima  Abud,  Diego  Weis  Junior,  Raphael  Madeira Abad.     AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 88 0. 91 52 99 /2 00 8- 50 Fl. 119DF CARF MF Processo nº 10880.915299/2008­50  Acórdão n.º 3302­005.518  S3­C3T2  Fl. 3          2   Relatório  Trata  o  presente  processo  administrativo  de  PER/DCOMP  para  obter  reconhecimento  de  direito  creditório  do  tributo  por  suposto  pagamento  a maior  e  aproveitar  esse crédito com débito de outro tributo.  Na  apreciação  do  pleito,  manifestou­se  a  Delegacia  da  Receita  Federal  da  Administração Tributária em São Paulo/SP pela não homologação da compensação declarada,  fazendo­o com base na constatação da inexistência do crédito informado, uma vez que o valor  recolhido já havia sido integralmente utilizado para extinção do débito relativo ao período de  apuração  a  que  se  referia,  não  restando  crédito  disponível  para  compensação  dos  valores  informados na Dcomp.  Inconformada  com  a  não  homologação  da  compensação,  o  contribuinte  apresentou manifestação de inconformidade na qual alega, em síntese, que os valores referentes  ao  período  foram  recolhidos  a  maior  gerando  direito  a  compensar,  sendo  que  os  dados  da  DCTF  foram  corrigidos  posteriormente  por  meio  de  DCTF  retificadora,  sendo  os  débitos  devidamente  compensados,  requerendo  o  acolhimento  da manifestação  de  inconformidade  e  homologação da compensação declarada.  A decisão de primeira  instância  foi pelo não provimento da manifestação  de inconformidade, nos termos do Acórdão nº 16­031.380.  Após  ciência  ao  acórdão  de  primeira  instância  apresentou  o  recurso  voluntário , sem argüições preliminares, no que concerne à tempestividade.  É o relatório.  Fl. 120DF CARF MF Processo nº 10880.915299/2008­50  Acórdão n.º 3302­005.518  S3­C3T2  Fl. 4          3 Voto             Conselheiro Paulo Guilherme Déroulède, Relator.  O  julgamento  deste  processo  segue  a  sistemática  dos  recursos  repetitivos,  regulamentada pelo art. 47, §§ 1º e 2º, do Anexo  II do RICARF, aprovado pela Portaria MF  343,  de  09  de  junho  de  2015.  Portanto,  ao  presente  litígio  aplica­se  o  decidido  no Acórdão  3302­005.517,  de  24  de  maio  de  2018,  proferido  no  julgamento  do  processo  10880.915297/2008­61, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado.  Transcreve­se,  como  solução  deste  litígio,  nos  termos  regimentais,  o  entendimento que prevaleceu naquela decisão (Acórdão 3302­005.517):  "Examinando  os  elementos  componentes  dos  autos,  constato  que  a  ciência  da  decisão  recorrida  efetuou­se  por  via  postal  em 17/06/2011,  sexta­ feira, com o Aviso de Recebimento ­ AR de fl. 108.  O recurso voluntário, por seu turno,  foi protocolado em 21/07/2011  (fl.  53), quinta­feira.  Procedendo à contagem do prazo recursal na forma dos arts. 5º e 23 do  Decreto nº 70.235/72, verifico que o prazo legal de 30 (trinta) dias esgotou­se  em  19/07/2011,  na  terça­feira  anterior,  ao  do  protocolo  recursal,  em  21/07/2011.  Nesta senda, inobservado o prazo estipulado pelo art. 33 do já referido  Decreto nº 70.235/72, resta indiscutível a intempestividade da peça interposta.  Em  face  de  todo  o  exposto,  considerando  que  a  peça  não  atende  a  requisito essencial de admissibilidade, a tempestividade, voto por não conhecê­ la."  Da  mesma  forma  que  no  caso  do  paradigma,  no  presente  processo  restou  configurada a intempestividade do Recurso Voluntário não atendendo a requisito essencial de  admissibilidade.   Aplicando­se  a  decisão  do  paradigma  ao  presente  processo,  em  razão  da  sistemática prevista nos §§ 1º e 2º do art. 47 do Anexo II do RICARF, o Colegiado decidiu em  não conhecer do recurso voluntário.  (assinado digitalmente)  Paulo Guilherme Déroulède                              Fl. 121DF CARF MF

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Numero do processo: 16095.000322/2006-81
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Jul 25 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Mon Aug 20 00:00:00 UTC 2018
Ementa: Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI Período de apuração: 21/11/2001 a 31/12/2001 IPI. CRÉDITO BÁSICO DECORRENTE DE PRODUTO NT. IMPOSSIBILIDADE. A elaboração de produtos imunes e, portanto, não tributados pelo IPI (NT) não dá direito ao crédito dos insumos neles aplicados. Súmula CARF nº 20: Não há direito aos créditos de IPI em relação às aquisições de insumos aplicados na fabricação de produtos classificados na TIPI como NT.
Numero da decisão: 3302-005.676
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário (assinado digitalmente) Paulo Guilherme Déroulède - Presidente. (assinado digitalmente) Walker Araujo - Relator. Participaram do presente julgamento os conselheiros: Paulo Guilherme Déroulède (presidente da turma), Fenelon Moscoso de Almeida, Vinícius Guimarães (suplente convocado), Jorge Lima Abud, Raphael Madeira Abad, Walker Araujo, José Renato Pereira de Deus e Diego Weis Júnior.
Nome do relator: WALKER ARAUJO

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ementa_s : Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI Período de apuração: 21/11/2001 a 31/12/2001 IPI. CRÉDITO BÁSICO DECORRENTE DE PRODUTO NT. IMPOSSIBILIDADE. A elaboração de produtos imunes e, portanto, não tributados pelo IPI (NT) não dá direito ao crédito dos insumos neles aplicados. Súmula CARF nº 20: Não há direito aos créditos de IPI em relação às aquisições de insumos aplicados na fabricação de produtos classificados na TIPI como NT.

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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário (assinado digitalmente) Paulo Guilherme Déroulède - Presidente. (assinado digitalmente) Walker Araujo - Relator. Participaram do presente julgamento os conselheiros: Paulo Guilherme Déroulède (presidente da turma), Fenelon Moscoso de Almeida, Vinícius Guimarães (suplente convocado), Jorge Lima Abud, Raphael Madeira Abad, Walker Araujo, José Renato Pereira de Deus e Diego Weis Júnior.

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3302­005.676  –  3ª Câmara / 2ª Turma Ordinária   Sessão de  25 de julho de 2018  Matéria  AUTO DE INFRAÇÃO ­ IPI  Recorrente  SPAL INDÚSTRIA BRASILEIRA DE BEBIDAS S/A  Recorrida  FAZENDA NACIONAL    ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS ­ IPI  Período de apuração: 21/11/2001 a 31/12/2001  IPI.  CRÉDITO  BÁSICO  DECORRENTE  DE  PRODUTO  NT.  IMPOSSIBILIDADE.   A  elaboração  de  produtos  imunes  e,  portanto,  não  tributados  pelo  IPI  (NT)  não dá direito ao crédito dos insumos neles aplicados.  Súmula  CARF  nº  20:  Não  há  direito  aos  créditos  de  IPI  em  relação  às  aquisições de  insumos aplicados na  fabricação de produtos  classificados  na  TIPI como NT.      Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.  Acordam  os  membros  do  Colegiado,  por  unanimidade  de  votos,  em  negar  provimento ao recurso voluntário   (assinado digitalmente)  Paulo Guilherme Déroulède ­ Presidente.   (assinado digitalmente)  Walker Araujo ­ Relator.  Participaram  do  presente  julgamento  os  conselheiros:  Paulo  Guilherme  Déroulède (presidente da turma), Fenelon Moscoso de Almeida, Vinícius Guimarães (suplente  convocado), Jorge Lima Abud, Raphael Madeira Abad, Walker Araujo, José Renato Pereira de  Deus e Diego Weis Júnior.       AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 16 09 5. 00 03 22 /2 00 6- 81 Fl. 1322DF CARF MF Processo nº 16095.000322/2006­81  Acórdão n.º 3302­005.676  S3­C3T2  Fl. 1.323          2 Relatório  Por  bem  retratar  a  realidade  dos  fatos,  adoto  e  transcrevo  o  relatório  do  acórdão da CSRF de fls. 1.277­1.283:  Os fatos foram assim narrados no acórdão recorrido.  SPAL INDÚSTRIA BRASILEIRA DE BEBIDAS S/A, devidamente qualificada  nos  autos,  recorre  a  este Colegiado,  através  do  recurso  de  fls.  405/415,  contra  o  Acórdão nº 1415.906, de 30/05/2007, prolatado pela 2ª Turma da DRJ em Ribeirão  Preto  SP,  fls.  390/394,  que  julgou  procedente  o  auto  de  infração  de  IPI  de  fls.  324/327,  referente  a  períodos  de  apuração  compreendidos  entre  30/11/2001  e  31/12/2002, cuja ciência ocorreu em 13/11/2006 (fl. 324).  O auto de infração (fl. 325) e Termo de Verificação e Constatação Fiscal (fls.  310/311) consigam que a contribuinte deixou de recolher o imposto em virtude da  utilização  de  créditos  básicos  indevidos  referentes  à  aquisição  de  insumos  destinados à industrialização de produtos não tributados NT.  Irresignada,  em  13/12/2006,  a  contribuinte  apresentou  impugnação  de  fls.  335/342, aduzindo os seguintes argumentos:  1.  os  minerais,  dentre  os  quais  encontra­se  a  água  mineral  produzida  e  comercializada  pela  empresa, mediante  concessão,  são  imunes  no  tocante  ao  IPI  (CF, art. 155, § 3º);  2.  nos  termos  dos  arts.  11.  da  Lei  nº  9.779/99  e  4º  da  IN  SRF  nº  33/99,  a  imunidade  do  produto  dá  direito  ao  aproveitamento  dos  créditos  referentes  as  matérias­primas, produtos intermediários e materiais de embalagem nele aplicados.  Nesse sentido se pronunciou a SRF por meio de soluções de consultas;  Por  fim,  requer  o  cancelamento  da  exigência  e  que  as  intimações  sejam  endereçadas à advogada.  A  DRJ  julgou  procedente  o  lançamento,  cujo  Acórdão  obteve  a  seguinte  ementa:  "ASSUNTO:  IMPOSTO  SOBRE  PRODUTOS  INDUSTRIALIZADOS  IPI  Período de apuração: 21/11/2001 a 31/12/2002  GLOSA DE CRÉDITOS. INSUMOS APLICADOS EM PRODUTO NT OU  IMUNE. PRODUTO NÃO DESTINADO AO MERCADO EXTERNO. Glosam­se  os créditos referentes a insumos aplicados em produto NT, ainda que abrangido por  imunidade diversa daquela concernente a produtos destinados ao mercado externo.  ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL  Período de apuração: 21/11/2001 a 31/12/2002  INTIMAÇÕES  POR  VIA  POSTAL.  DOMICILIO  TRIBUTÁRIO  ELEITO  PELO SUJEITO PASSIVO. As  intimações  necessárias  no  curso  do  processo,  por  via  postal,  devem  ser  destinadas  ao  domicilio  tributário  eleito  pelo  sujeito  passivo.Lançamento Procedente".  Fl. 1323DF CARF MF Processo nº 16095.000322/2006­81  Acórdão n.º 3302­005.676  S3­C3T2  Fl. 1.324          3 Inconformada, a contribuinte protocolizou, tempestivamente, em 20/09/2007,  o  recurso  voluntário  de  fls.  405/415,  no  qual,  em  apertada  síntese,  repisa  seus  argumentos  de  defesa  anteriormente  apresentados  e,  ainda,  aduz  que  o  AD  Interpretativo SRF nº 5/2006 inovou ao ultrapassar o alcance da Lei nº 9.779/99 e  da IN SRF nº 33/99. No caso de manutenção do lançamento, que sejam excluídos os  juros e multa, com fulcro no art. 100, parágrafo único, do CTN.  Alfim,  requer  seja  exonerada  da  exigência  fiscal  e  a  apresentação  de  suas  razões recursais em sustentação oral. A Câmara a quo, deu provimento parcial ao  recurso voluntário, em acórdão assim ementado:  ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI  Período de apuração: 21/11/2001 a 31/12/2002  IPI.  CRÉDITO  BÁSICO  DECORRENTE  DE  PRODUTO  NT.  IMPOSSIBILIDADE. A elaboração de produtos imunes e, portanto, não tributados  pelo IPI (NT) não dão direito ao crédito dos insumos neles aplicados.  MULTA DE OFÍCIO E JUROS DE MORA. APLICAÇÃO DO PARÁGRAFO  ÚNICO DO ART. 100 DO CTN. Observando o contribuinte entendimento emanado  da própria administração federal, deve ser aplicado o disposto no parágrafo único  do art. 100 do CTN. Recurso voluntário provido em parte.  Cientificada  da  decisão,  a Procuradoria­Geral­da  Fazenda Nacional  interpôs  recurso especial, por maioria e de divergência (e­fls. 915/979), insurgindo­se contra  a  decisão  da  1ª  Câmara  do  2º  CC  que,  por maioria  de  votos,  deu  provimento  ao  recurso  para  afastar  a  exigência  da  multa  de  oficio  e  dos  juros  de  mora,  em  conformidade com o parágrafo único do art. 100 do CTN.  O recurso especial da Fazenda Nacional foi admitido por meio do Despacho  n° 3300344 de e­fls. 1.006/1.007. Contrarrazões apresentadas pelo o sujeito passivo  às e­fls. 1.146 a 1.165.  Ao  seu  turno,  o  sujeito  passivo  também  apresentou  recurso  especial  de  divergência, quanto à possibilidade de apropriação de créditos de IPI decorrentes da  aquisição  de  matérias­primas,  produtos  intermediários  e  materiais  de  embalagem  empregados na industrialização de água mineral, produto imune ao IPI, por força do  disposto no artigo 155, § 3º da CB/88, às e­fls. 1.020/1.145. O recurso especial foi  admitido  através  do  Despacho  3300000.306  de  e­fls.  1.260/1.262.  Contrarrazões  apresentadas pela Procuradoria­Geral­da Fazenda Nacional às e­fls. 1.267 a 1.273.  A  decisão  noticiada  anteriormente  deu  provimento  ao Recurso  Especial  da  Fazenda Nacional para anular o acórdão recorrido, com determinação expressa de retorno dos  autos à instância "a quo" para julgar apenas as matérias impugnadas e declarou prejudicado o  Recurso Especial do contribuinte.  Intimada da decisão em 06.06.2017 (fls. 1.289), a Recorrente não apresentou  nenhum recurso, volvendo o processo à esta instância para julgamento.  É o relatório.    Fl. 1324DF CARF MF Processo nº 16095.000322/2006­81  Acórdão n.º 3302­005.676  S3­C3T2  Fl. 1.325          4 Voto             Conselheiro Walker Araujo ­ Relator  O  recurso  voluntário  preenche  os  requisitos  de  admissibilidade,  dele  tomo  conhecimento.  Conforme  exposto  anteriormente,  a  CSRF  determinou  o  retorno  deste  processo  à  esta  instância  para  que  fosse  proferido  novo  julgamento  do  processo,  agora  com  restrição  apenas  as matérias  impugnadas  pela Recorrente,  considerando  que  o  antigo  relator  analisou matéria que tinha sido ventilada apenas em sede recursal, infringindo a determinação  contida no artigo 17, do Decreto n° 70.235/72.   Assim,  a matéria  concernente  ao  inciso  II,  do  artigo  100,  do CTN,  arguida  somente na fase recursal não será analisa neste julgamento.  Pois bem. Em  relação ao demais pontos  trazidos pela Recorrente acerca da  matéria em litígio,  insta  tecer que o antigo relator  já havia se pronunciado da seguinte forma  (vide acórdão de fls.897­907):   Conforme  anteriormente  relatado  e  consignado  no Termo  de Verificação  e  Constatação  Fiscal  (fl.  310),  no  pedido  de  ressarcimento,  formalizado  através  do  Processo Administrativo n2 13839.000079/2003­19, constatou­se que a contribuinte  creditou­ se do IPI, relativo a insumos aplicados em produtos não tributados "NP".  Entendendo incabível o aproveitamento desses créditos de IPI, a Fiscalização glosou  os  referidos  créditos,  ensejando  saldos  devedores  de  IPI,  conforme  DEMONSTRATIVOS DE CÁLCULOS DE APURAÇÃO DE IPI de fls. 301/307,  motivando o presente lançamento.  A contribuinte alega em sua defesa que, ao regulamentar o art. 11 da Lei n°  9.779/99, a IN SRF n° 33/99, em seu art. 4 2, que trata do direito ao aproveitamento  do  crédito  de  insumos  aplicados  na  industrialização,  incluiu,  não  s6  aqueles  aplicados  em  produtos  isentos  ou  tributados  à  aliquota  zero,  mas,  também,  os  imunes.  Nessa  condição  albergou  a  operação  da  contribuinte  que  envolve  Água  mineral, produto NT, em decorrência da imunidade destinada aos minerais.  A suportar e corroborar sua tese apresenta a Solução de Consulta SRRF/07 n °  248/00, cuja ementa se transcreve:  "Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados ­ IPI   Ementa:  Produto  final  imune.  Creditamento.  Possibilidade.  Segundo  o  entendimento administrativo dominante, o disposto no art. 11 da Lei 9.779/99 defere  genericamente  ao  industrial  de  produtos  imunes  o  direito  de  crédito  quanto  aos  insumos  e  o  respectivo  aproveitamento  para,  sucessivamente,  compensar  com  IPI  porventura devido, compensar com outro tributo ou obter ressarcimento em espécie,  obedecidas as formalidades pertinentes. Dispositivos Legais: CF, art. 150, VI,  'cl',  art. 153, § 3°, II e III, art.155, § 3 0; Lei 9.779/99, art. 11; IN 33/99; ADN COSIT  17/00."  Fl. 1325DF CARF MF Processo nº 16095.000322/2006­81  Acórdão n.º 3302­005.676  S3­C3T2  Fl. 1.326          5 Ainda  visando  respaldar  seus  argumentos,  apresenta  a  decisão  da  DRJ  em  Ribeirão Preto ­ SP n 2 991, de 22/05/2001, bem assim Acórdão deste Conselho nº  202­16.984, de 28/03/2006,  todos no sentido de reconhecer o direito ao crédito de  insumos aplicados em produtos  imunes, sendo que este último  também se  refere a  insumos aplicados no engarrafamento de água mineral.  Registre­se  que  neste  acórdão  precitado  a Conselheira­Relatora  designada  a  redigir o voto vencedor, favorável à contribuinte, valeu­se da Solução de Consulta  SRRF/5ªRF/Disit nº 17, de 03 de junho de 2005, em cuja conclusão, consigna:  "CONCLUSÃO  22. À vista do exposto, respondo a consulente que, a partir de 1° de janeiro  de  1999,  poderão  ser  mantidos  e  utilizados  na  escrita  fiscal  do  estabelecimento  industrial  ou  equiparado  a  industrial  os  créditos  de  IPI  relativos  aos  insumos  empregados na industrialização de minerais do Pais. A manutenção e a utilização  desses créditos observarão as disposições da IN SRF n° 33/1999, não se aplicando,  porém,  nesse  caso,  o  estorno  previsto  no  art.  2°,  ss'  3°,  da  referida  Instrução  Normativa."  De  outra  banda,  em  relação  a  produtos  classificados  como  NT,  conforme  leciona Raymundo Clovis do Valle Cabral Mascarenhas I , a despeito da existência  de  alguns  procedimentos  ensejadores  de  industrialização,  como  eventual  beneficiamento ou acondicionamento, para os efeitos fiscais­tributários, não ocorre  industrialização  quando  os  elementos  produzidos  são  indicados  na  Tabela  de  Incidência do IPI/TIPI como produtos NT.  Nessa  toada,  o  art.  42  da  IN  SRF  n2  33/99,  ao  tratar  do  direito  ao  aproveitamento do crédito de insumos aplicados na industrialização e incluir aqueles  aplicados  em  produtos  imunes,  estaria,  neste  caso,  referindo­se  as  situações  de  créditos  incentivados,  como  no  caso  dos  insumos  utilizados  na  elaboração  de  produtos  destinados  à  exportação.  Caso  contrário,  a  referida  IN  seria  considerada  ilegal, por desbordar do previsto no art. 11 da Lei n 2 9.779/99.  Nesse diapasão, foi editado o Ato Declaratório Interpretativo SRF n º 5, de 17  de abril de 2006, o qual consigna:  "Art.  1° Os  produtos  a  que  se  refere  o  art.  4°  da  Instrução Normativa SRF  n°33, de 4 de março de 1999, são aqueles aos quais ao legislação do Imposto sobre  Produtos  Industrializados  (IPI)  garante  o  direito  a  manutenção  e  utilização  dos  créditos.  Art. 2° 0 disposto no art. 11 da Lei n° 9.779, de 11 de janeiro de 1999, no art.  5°  do  Decreto­lei  n°  491,  de  5  de  março  de  1969,  e  no  art.  4'  da  Instrução  Normativa SRF n° 33, de 4 de março de 1999, não se aplica aos produtos:  I ­ com a notação `NT' (não­tributados, a exemplo dos produtos naturais ou  em  bruto)  na  Tabela  de  Incidência  do  Imposto  sobre  Produtos  Industrializados  (Tipi), aprovada pelo Decreto n° 4.542, de 26 de dezembro de 2002;  II ­ amparados por imunidade;  III ­ excluídos do conceito de industrialização por força do disposto no art. 5  0 do Decreto n°4.544, de 26 de dezembro de 2002 ­ Regulamento do Imposto sobre  Produtos Industrializados (Ripi).  Fl. 1326DF CARF MF Processo nº 16095.000322/2006­81  Acórdão n.º 3302­005.676  S3­C3T2  Fl. 1.327          6 Parágrafo único. Excetuam­se do disposto no inciso II os produtos tributados  na Tipi que estejam amparados pela imunidade em decorrência de exportação para  o exterior."  Registre­se que este Conselheiro­Relator se filia a este entendimento, ou seja,  não  se  considera  industrializado  o  produto  resultante  de  operação  excluída  do  conceito  de  industrialização. Assim,  a  elaboração  de  produtos  imunes  e,  portanto,  não tributados pelo IPI (NT) não dão direito ao crédito dos insumos neles aplicados.  Filio­me ao  entendimento proferido pelo antigo  relator e,  adoto  suas  razões  como causa de decidir, nos termos os artigos 50, §1º, e 64, da Lei nº 9.784, de 29 de janeiro de  1999:   Art.  50. Os  atos  administrativos  deverão  ser motivados,  com  indicação dos  fatos e dos fundamentos jurídicos, quando: (...)  § 1o A motivação deve ser explícita, clara e congruente, podendo consistir em  declaração  de  concordância  com  fundamentos  de  anteriores  pareceres,  informações, decisões ou propostas, que, neste caso, serão parte integrante do ato.   ***  Art.  64.  O  órgão  competente  para  decidir  o  recurso  poderá  confirmar,  modificar,  anular  ou  revogar,  total  ou  parcialmente,  a  decisão  recorrida,  se  a  matéria for de sua competência.  Não  bastasse  isso,  há  a  previsão  (contraria  ao  direito  do  contribuinte)  da  Súmula CARF nº 20: "Não há direito aos créditos de IPI em relação às aquisições de insumos  aplicados na fabricação de produtos classificados na TIPI como NT".  Diante  do  exposto,  voto  por  negar  provimento  ao  recurso  voluntário  nos  termos do voto relator.  É como voto.  (assinado digitalmente)  Walker Araujo                                 Fl. 1327DF CARF MF

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