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Numero do processo: 16366.002403/2007-69
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Jul 24 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Thu Aug 15 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Normas de Administração Tributária
Período de apuração: 01/04/2007 a 30/06/2007
Ementa:
RATEIO PROPORCIONAL. DETERMINAÇÃO DA RELAÇÃO ENTRE A RECEITA NÃO CUMULATIVA E RECEITA BRUTA TOTAL. INTELIGÊNCIA DO INCISO II, DO §8º DO ART. 3º DA LEI 10.833/2003.
As receitas provenientes de vendas de produtos ao exterior devem compor a receita bruta (numerador) quando decorrer de venda de produtos sujeitos a não cumulatividade, e, em qualquer hipótese (vendas de produtos sujeitos ou não à não cumulatividade), deve compor a receita bruta total da pessoa jurídica (denominador).
NÃO-CUMULATIVIDADE. INSUMOS.
O termo insumo utilizado pelo legislador na apuração de créditos a serem descontados da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins denota uma abrangência maior do que MP, PI e ME relacionados ao IPI. Por outro lado, tal abrangência não é tão elástica como no caso do IRPJ, a ponto de abarcar todos os custos de produção e as despesas necessárias à atividade da empresa. Sua justa medida caracteriza-se como elemento diretamente responsável pela produção dos bens ou produtos destinados à venda, ainda que este elemento não entre em contato direto com os bens produzidos, atendidas as demais exigências legais.
NÃO CUMULATIVIDADE. RESSARCIMENTO DE SALDO CREDOR. ATUALIZAÇÃO MONETÁRIA E JUROS.
O artigo 15, combinado com o artigo 13, ambos da Lei nº 10.833, de 2003, vedam expressamente a aplicação de qualquer índice de atualização monetária ou de juros para este tipo de ressarcimento.
Numero da decisão: 3402-002.125
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros da 4ª câmara / 2ª turma ordinária da terceira seção de julgamento, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso. Vencidos conselheiro João Carlos Cassuli Junior e conselheiro Leonardo Mussi da Silva que aplicavam a taxa selic ao valor ressarcido.
(assinado digitalmente)
GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO Relator e Presidente Substituto.
Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros João Carlos Cassuli Junior, Silvia de Brito Oliveira, Winderley Morais Pereira, Fernando Luiz da Gama Lobo D Eca e Leonardo Mussi da Silva.
Nome do relator: GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO
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ementa_s : Assunto: Normas de Administração Tributária Período de apuração: 01/04/2007 a 30/06/2007 Ementa: RATEIO PROPORCIONAL. DETERMINAÇÃO DA RELAÇÃO ENTRE A RECEITA NÃO CUMULATIVA E RECEITA BRUTA TOTAL. INTELIGÊNCIA DO INCISO II, DO §8º DO ART. 3º DA LEI 10.833/2003. As receitas provenientes de vendas de produtos ao exterior devem compor a receita bruta (numerador) quando decorrer de venda de produtos sujeitos a não cumulatividade, e, em qualquer hipótese (vendas de produtos sujeitos ou não à não cumulatividade), deve compor a receita bruta total da pessoa jurídica (denominador). NÃO-CUMULATIVIDADE. INSUMOS. O termo insumo utilizado pelo legislador na apuração de créditos a serem descontados da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins denota uma abrangência maior do que MP, PI e ME relacionados ao IPI. Por outro lado, tal abrangência não é tão elástica como no caso do IRPJ, a ponto de abarcar todos os custos de produção e as despesas necessárias à atividade da empresa. Sua justa medida caracteriza-se como elemento diretamente responsável pela produção dos bens ou produtos destinados à venda, ainda que este elemento não entre em contato direto com os bens produzidos, atendidas as demais exigências legais. NÃO CUMULATIVIDADE. RESSARCIMENTO DE SALDO CREDOR. ATUALIZAÇÃO MONETÁRIA E JUROS. O artigo 15, combinado com o artigo 13, ambos da Lei nº 10.833, de 2003, vedam expressamente a aplicação de qualquer índice de atualização monetária ou de juros para este tipo de ressarcimento.
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DETERMINAÇÃO DA RELAÇÃO ENTRE A RECEITA NÃO CUMULATIVA E RECEITA BRUTA TOTAL. INTELIGÊNCIA DO INCISO II, DO §8º DO ART. 3º DA LEI 10.833/2003. As receitas provenientes de vendas de produtos ao exterior devem compor a receita bruta (numerador) quando decorrer de venda de produtos sujeitos a não cumulatividade, e, em qualquer hipótese (vendas de produtos sujeitos ou não à não cumulatividade), deve compor a receita bruta total da pessoa jurídica (denominador). NÃOCUMULATIVIDADE. INSUMOS. O termo “insumo” utilizado pelo legislador na apuração de créditos a serem descontados da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins denota uma abrangência maior do que MP, PI e ME relacionados ao IPI. Por outro lado, tal abrangência não é tão elástica como no caso do IRPJ, a ponto de abarcar todos os custos de produção e as despesas necessárias à atividade da empresa. Sua justa medida caracterizase como elemento diretamente responsável pela produção dos bens ou produtos destinados à venda, ainda que este elemento não entre em contato direto com os bens produzidos, atendidas as demais exigências legais. NÃO CUMULATIVIDADE. RESSARCIMENTO DE SALDO CREDOR. ATUALIZAÇÃO MONETÁRIA E JUROS. O artigo 15, combinado com o artigo 13, ambos da Lei nº 10.833, de 2003, vedam expressamente a aplicação de qualquer índice de atualização monetária ou de juros para este tipo de ressarcimento. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 16 36 6. 00 24 03 /2 00 7- 69 Fl. 379DF CARF MF Impresso em 15/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/08/2013 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 0 5/08/2013 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO Processo nº 16366.002403/200769 Acórdão n.º 3402002.125 S3C4T2 Fl. 296 2 ACORDAM os membros da 4ª câmara / 2ª turma ordinária da terceira SSEEÇÇÃÃOO DDEE JJUULLGGAAMMEENNTTOO, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso. Vencidos conselheiro João Carlos Cassuli Junior e conselheiro Leonardo Mussi da Silva que aplicavam a taxa selic ao valor ressarcido. (assinado digitalmente) GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO – Relator e Presidente Substituto. Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros João Carlos Cassuli Junior, Silvia de Brito Oliveira, Winderley Morais Pereira, Fernando Luiz da Gama Lobo D Eca e Leonardo Mussi da Silva. Fl. 380DF CARF MF Impresso em 15/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/08/2013 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 0 5/08/2013 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO Processo nº 16366.002403/200769 Acórdão n.º 3402002.125 S3C4T2 Fl. 297 3 Relatório Para elucidar os fatos ocorridos nos autos transcrevo o relatório da Resolução nº 3402000.316, de 01 de setembro de 2011, que determinou o retorno dos autos à origem para sanar lacunas na instrução processual, in verbis: Tratase de processo referente a pedido de ressarcimento da Cofins não cumulativo, em que o contribuinte teve seu pleito parcialmente deferido, no valor de R$ 668.800,00, pela DRF do Brasil em Londrina. Inconformado com os motivos que fundamentaram o indeferimento da totalidade do montante em discussão, apresentou recurso à DRJ de Curitiba. Foi proferido o acórdão nº 0621352, em 18 de março de 2009, que, por unanimidade de votos, manteve as glosas efetuadas pela DRF e descartou a possibilidade de incidência da taxa Selic no valor a ser ressarcido. Irresignado com a nova denegação de seu pedido, apresentou recurso voluntário ao CARF, alegando, em síntese, que: a) receitas financeiras não devem compor o cálculo da receita bruta total do PIS e COFINS, para fins de determinação dos percentuais de participação das receitas de exportação e das receitas relativas ao mercado interno; b) a comissão paga pela recorrente à pessoa jurídica sobre a compra do couro bovino, utilizado como insumo na sua produção, é custo/despesa que dá direito a crédito nos termos da legislação; c) os "Paletes de madeira" são essenciais para acomodação e proteção para transporte do couro wet blue, fazendo parte do final da 3° etapa do processo de produção, quando os couros serão disponibilizados na expedição para venda; e d) o valor a ser ressarcido deve ser corrigido pela Selic, pois o art. 39 da Lei n°. 9.250/95, concede ao contribuinte, o direito de se creditar pelos juros, até a data da efetiva compensação ou restituição, calculados de acordo com a taxa "SELIC" Sistema Especial de Liquidação e de Custódia. Desta forma, ao Pedido de Ressarcimento deverá incidir, nos termos da lei, a SELIC, até o mês anterior compensação/restituição e 1%, relativamente ao mês da efetiva compensação/restituição, para que seja assegurada à Recorrente a recomposição do valor daquilo que lhe fora obstado utilizar. A 2ª Turma da 4ª Câmara da 3ª Seção do CARF converteu o julgamento em diligência para que fosse verificado qual a pessoa jurídica que arcou com os custos com as comissões sobre a compra do couro bovino, material utilizado como insumo na produção do couro wet blue. Fl. 381DF CARF MF Impresso em 15/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/08/2013 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 0 5/08/2013 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO Processo nº 16366.002403/200769 Acórdão n.º 3402002.125 S3C4T2 Fl. 298 4 A Delegacia da Receita Federal do Brasil em Londrina (PR) realizou a diligência e os autos retornaram para análise deste Colegiado. É o Relatório. Voto Conselheiro Gilson Macedo Rosenburg Filho, Relator. O recurso foi apresentado com observância do prazo previsto, bem como dos demais requisitos de admissibilidade. Sendo assim, dele tomo conhecimento e passo a apreciar. CONCEITO DE INSUMO A pedra angular do litígio posta nos autos cingese na interpretação das Leis que instituíram o PIS e a Cofins nãocumulativos. A celeuma que embasa a maior parte dos processos envolvendo o tema diz respeito ao alcance do termo “insumo” para fins de obtenção do valor do crédito das exações a serem compensadas/ressarcidas O Conselheiro Mauricio Taveira e Silva, no processo nº 16707002127/2005 69 de sua relatoria, enfrentou o tema com maestria, profundidade e didática, de sorte que reproduzo seu voto para embasar minha razão de decidir, in verbis: O tema em questão enseja as maiores polêmicas acerca do PIS e Cofins não cumulativos em decorrência do termo “insumo” utilizado pelo legislador, sem a devida definição de sua amplitude, ou seja, se o insumo a ser considerado deva ser somente o “direto” ou se o termo deve abarcar, também, os insumos “indiretos”. Nesse contexto, tornase necessária uma maior reflexão sobre o tema. Os arts 3º, inciso II das Leis nos 10.637/02 e 10.833/03, dispõem sobre a possibilidade de a pessoa jurídica descontar créditos relacionados a bens e serviços, utilizados como “insumo” na prestação de serviços e na produção ou fabricação de bens ou produtos destinados à venda. Visando normatizar o termo “insumo” a Receita Federal editou as Instruções Normativas, IN SRF nº 247/02, art. 66, § 5º, no caso do PIS e IN SRF nº 404/04, art. 8º, § 4º para a Cofins. Nelas, o fisco limitou a abrangência do termo “insumos” utilizados na fabricação ou produção de bens destinados à venda, à matériaprima, ao produto intermediário, ao material de embalagem e quaisquer outros bens que sofram alterações, tais como o desgaste, o dano ou a perda de propriedades físicas ou químicas, em função da ação diretamente exercida sobre o produto em fabricação. Em se tratando de serviços, os bens aplicados ou consumidos na prestação de serviços. Necessário, ainda, que os bens não estejam incluídos no ativo imobilizado, bem assim, os serviços sejam prestados por pessoa jurídica domiciliada no País, sendo aplicados ou consumidos na produção ou fabricação do produto ou prestação do serviço. Fl. 382DF CARF MF Impresso em 15/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/08/2013 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 0 5/08/2013 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO Processo nº 16366.002403/200769 Acórdão n.º 3402002.125 S3C4T2 Fl. 299 5 De modo a esclarecer o alcance de tais normas em relação a casos concretos, foram editadas diversas Soluções de Consultas, por vezes conflitantes, as quais acabaram por ensejar a elaboração de inúmeras Soluções de Divergência. Na sequência dos acontecimentos, decorridos alguns anos desde a edição das leis criadoras do PIS e da Cofins na sistemática não cumulativa, percebese ser cada vez mais intenso o coro a rejeitar a não cumulatividade dessas contribuições de modo tão restritivo, nos moldes do IPI. Nesse sentido, na doutrina preconizada por Fábio Pallaretti Calcini, a não cumulatividade vinculada ao produto (IPI) ou mercadoria (ICMS) não se presta a fundamentar a não cumulatividade do PIS e da Cofins, cujo pressuposto é a receita, ensejando, assim, uma maior amplitude para a obtenção dos créditos. A falta de pertinência se evidencia em se tratando de prestador de serviços. As restrições legalmente impostas cingemse ao art. 3º, § 2º, incisos I e II, das Leis nos 10.637/02 e 10.833/03, que tratam de vedação de crédito decorrente de mão de obra paga a pessoa física e aquisição de bens ou serviços não sujeitos ao pagamento da contribuição. Releva observar, em conformidade com o art. 3º, § 3º, incisos I e II, dos mesmos diplomas legais, a necessidade de que, tanto os bens e serviços adquiridos, como também os custos e despesas incorridos, pagos ou creditados, tenham como destino pessoa jurídica domiciliada no País. Desse modo, proclama o referido autor; vez que as restrições, com caráter de excepcionalidade, estão expressamente consignadas em lei, os demais dispositivos normativos não poderiam ser elaborados de forma restritiva. Conforme assevera Natanael Martins, levando em consideração o fato de que no caso das contribuições para o PIS e para a Cofins pelo regime não cumulativo a materialidade é a receita e não somente a atividade fabril, mercantil ou de serviços, constata que há a eleição de ‘outras hipóteses creditórias desvinculadas da atividade desenvolvida pelo contribuinte como é o caso das despesas financeiras decorrentes de empréstimos, financiamentos e contraprestações de operações de arrendamento mercantil’48, razão pela qual constata que, diante deste contexto, a noção de insumo ‘erigido pela nova sistemática do PIS e da Cofins não guarda simetria com aquele delineado pelas legislações do IPI e do ICMS, visto não estar limitado apenas a operações realizadas com mercadorias ou produtos industrializados, sendo, inclusive, aplicado aos prestadores de serviços. Nessa linha registra Pallaretti Calcini que as limitações à utilização do crédito são exaustivamente descritas nas duas leis, não comportando acréscimos. Assim, sustenta que a expressão insumo deve estar vinculada aos dispêndios relizados pelo contribuinte que, de forma direta ou indireta, contribuam para o pleno exercício de sua atividade econômica (indústria, comércio Fl. 383DF CARF MF Impresso em 15/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/08/2013 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 0 5/08/2013 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO Processo nº 16366.002403/200769 Acórdão n.º 3402002.125 S3C4T2 Fl. 300 6 ou serviços) visando à obtenção de receita. Logo, os parâmetros trazidos pela Receita Federal seriam claramente restritivos, não se coaduando com o disposto nas Leis nos 10.637/02 e 10.833/03. No âmbito do CARF as decisões têm caminhado no sentido de se flexibilizar o entendimento acerca do que deva ser considerado como insumo. Nesse contexto, relevantes as considerações do Conselheiro Henrique Pinheiro Torres no voto condutor, na CSRF, do acórdão nº 930301.035 de 23/08/2010, processo nº 11065.101271/200647, conforme se observa de sua transcrição: A questão que se apresenta a debate diz respeito à possibilidade ou não de se apropriar como crédito de Pis/Pasep dos valores relativos a custos com combustíveis, lubrificantes e com a remoção de resíduos industriais. O deslinde está em se definir o alcance do termo insumo, trazido no inciso II do art. 3º da Lei 10.637/2002. A Secretaria da Receita Federal do Brasil estendeu o alcance do termo insumo, previsto na legislação do IPI (o conceito trazido no Parecer Normativo CST n° 65/79), para o PIS/Pasep e a para a Cofins não cumulativos. A meu sentir, o alcance dado ao termo insumo, pela legislação do IPI não é o mesmo que foi dado pela legislação dessas contribuições. No âmbito desse imposto, o conceito de insumo restringese ao de matériaprima, produto intermediário e de material de embalagem, já na seara das contribuições, houve um alargamento, que inclui até prestação de serviços, o que demonstra que o conceito de insumo aplicado na legislação do IPI não tem o mesmo alcance do aplicado nessa contribuições. Neste ponto, socorrome dos sempre precisos ensinamentos do Conselheiro Julio Cesar Alves Ramos, em minuta de voto referente ao Processo n° 13974.000199/200361, que, com as honras costumeiras, transcrevo excerto linhas abaixo: “Destarte, aplicada a legislação do ao caso concreto, tudo o que restaria seria a confirmação da decisão recorrida. Isso a meu ver, porém, não basta. É que, definitivamente, não considero que se deva adotar o conceito de industrialização aplicável ao IPI, assim como tampouco considero assimilável a restritiva noção de matérias primas, produtos intermediários e material de embalagem lá prevista para o estabelecimento do conceito de ‘insumos’ aqui referido. A primeira e mais óbvia razão está na completa ausência de remissão àquela legislação na Lei 10.637. Em segundo lugar, ao usar a expressão ‘insumos’, claramente estava o legislador do PIS ampliando aquele conceito, tanto que ai incluiu ‘serviços’, de nenhum modo enquadráveis como matérias primas, produtos intermediários ou material de embalagem. Ora, uma simples leitura do artigo 3º da Lei 10.637/2002 é suficiente para verificar que o legislador não restringiu a Fl. 384DF CARF MF Impresso em 15/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/08/2013 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 0 5/08/2013 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO Processo nº 16366.002403/200769 Acórdão n.º 3402002.125 S3C4T2 Fl. 301 7 apropriação de créditos de Pis/Pasep aos parâmetros adotados no creditamento de IPI. No inciso II desse artigo, como asseverou o insigne conselheiro, o legislador incluiu no conceito de insumos os serviços contratados pela pessoa jurídica. Esse dispositivo legal também considerou como “insumo” combustível e lubrificante, o que, no âmbito do IPI, seria um verdadeiro sacrilégio. Mas as diferenças não param aí, nos incisos seguintes, permitiuse o creditamento de aluguéis de prédios, máquinas e equipamentos, pagos a pessoa jurídica, utilizados nas atividades da empresa, máquinas e equipamentos adquiridos para utilização na fabricação de produtos destinados à venda, bem como a outros bens incorporados ao ativo imobilizado etc. Isso denota que o legislador não quis restringir o creditamento do Pis/Pasep as aquisições de matériasprimas, produtos intermediários e ou material de embalagens (alcance de insumos na legislação do IPI) utilizados, diretamente, na produção industrial, ao contrario, ampliou de modo a considerar insumos como sendo os gastos gerais que a pessoa jurídica precisa incorrer na produção de bens ou serviços por ela realizada. Vejamos o dispositivo citado: (...) As condições para fruição dos créditos acima mencionados encontramse reguladas nos parágrafos desse artigo. Voltando ao caso dos autos, os gastos com aquisição de combustíveis e com lubrificantes, junto à pessoa jurídica domiciliada no País, bem como as despesas havidas com a remoção de resíduos industriais, pagas a pessoa jurídica nacional prestadora de serviços, geram direito a créditos de Pis/Pasep, nos termos do art. 3º transcrito linhas acima. Com essas considerações, voto no sentido de negar provimento ao recurso apresentado pela Fazenda Nacional”. Mais recentemente fora prolatado o acórdão nº 320200.226, em 08/12/2010, processo nº 11020.001952/200622, de relatoria do Conselheiro Gilberto de Castro Moreira Júnior que, após fazer diversas referências e citações doutrinárias, além de colacionar decisões administrativas, todas no sentido de que o conceito de “insumo” deve ser entendido em sentido menos restritivo do que o preconizado pelas normas editadas pelo Fisco Federal, arremata: É de se concluir, portanto, que o termo "insumo" utilizado para o cálculo do PIS e COFINS não cumulativos deve necessariamente compreender os custos e despesas operacionais da pessoa jurídica, na forma definida nos artigos 290 e 299 do RIR/99, e não se limitar apenas ao conceito trazido pelas Instruções Normativas n° 247/02 e 404/04 (embasadas exclusivamente na (inaplicável) legislação de IPI). Fl. 385DF CARF MF Impresso em 15/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/08/2013 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 0 5/08/2013 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO Processo nº 16366.002403/200769 Acórdão n.º 3402002.125 S3C4T2 Fl. 302 8 No caso dos autos foram glosados pretendidos créditos relativos a valores de despesas que a Recorrente houve por bem classificar como insumos (materiais utilizados para manutenção de máquinas e equipamentos), em virtude da essencialidade dos mesmos para a fabricação dos produtos destinados à venda. Ora, constatase que sem a utilização dos mencionados materiais não haveria a possibilidade de a Recorrente destinar seus produtos à venda, haja vista a inviabilidade de utilização das máquinas. Frisese que o material utilizado para manutenção sofre, inclusive, desgaste com o tempo. Em virtude doa argumentos expostos, em que pese o respeito pela I. decisão proferida pela Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Porto Alegre (RS), ao não admitir a apuração de créditos sobre os bens adquiridos pela Recorrente, entendo que tal glosa não deve prosperar, uma vez que os equipamentos adquiridos caracterizamse como despesas necessárias ao desenvolvimento de suas atividades, sendo certo o direito ao crédito sobre tais valores para desconto das contribuições para o PIS e COFINS. Em relação ao tema, o referido acórdão restou assim ementado: [...] REGIME NÃO CUMULATIVO. INSUMOS. MATERIAIS PARA MANUTENÇÃO DE MÁQUINAS. O conceito de insumo dentro da sistemática de apuração de créditos pela não cumulatividade de PIS e Cofins deve ser entendido como toda e qualquer custo ou despesa necessária à atividade da empresa, nos termos da legislação do IRPJ, não devendo ser utilizado o conceito trazido pela legislação do IPI, uma vez que a materialidade de tal tributo é distinta da materialidade das contribuições em apreço. Feitas estas colocações, passo a expressar meu posicionamento acerca da matéria. Conforme dito anteriormente, o cerne da questão reside no significado e abrangência do termo “insumo” consignado nos arts 3º, inciso II das Leis nos 10.637/02 e 10.833/03, cuja semelhante redação assim dispõem: Art. 3o Do valor apurado na forma do art. 2o a pessoa jurídica poderá descontar créditos calculados em relação a: [...] II bens e serviços, utilizados como insumo na prestação de serviços e na produção ou fabricação de bens ou produtos destinados à venda, inclusive combustíveis e lubrificantes, exceto em relação ao pagamento de que trata o art. 2o da Lei no 10.485, de 3 de julho de 2002, devido pelo fabricante ou importador, ao concessionário, pela intermediação ou entrega Fl. 386DF CARF MF Impresso em 15/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/08/2013 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 0 5/08/2013 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO Processo nº 16366.002403/200769 Acórdão n.º 3402002.125 S3C4T2 Fl. 303 9 dos veículos classificados nas posições 87.03 e 87.04 da TIPI; (Redação dada pela Lei nº 10.865, de 2004) (destaquei) Em que pese a judiciosa motivação apresentada pelo conselheiro relator em seu brilhante voto condutor do aresto precitado, ouso discordar de sua conclusão assinalada na ementa, como segue: “O conceito de insumo dentro da sistemática de apuração de créditos pela não cumulatividade de PIS e Cofins deve ser entendido como toda e qualquer custo ou despesa necessária à atividade da empresa, nos termos da legislação do IRPJ...” Travase aqui, a mesma discussão do crédito presumido de IPI de que trata a Lei nº 9.363/96, ou seja, se o insumo deve ser compreendido em seu sentido lato, abrangendo, portanto, toda e qualquer matériaprima e produto intermediário, cuja utilização na cadeia produtiva seja necessária à consecução do produto final, ou não. O art. 290 do RIR/99 mencionado no acórdão referencia o método de custeio por absorção o qual apropria todos os custos de produção dos bens, sejam diretos ou indiretos, variáveis ou fixos. Assim, o custo de produção dos bens ou serviços deverá compreender o custo de aquisição das matériasprimas e secundárias, o custo de mão de obra direta e indireta e os gastos gerais de fabricação, inclusive os custos fixos tais como os encargos de depreciação dos bens utilizados na produção. Já o art. 299, também do RIR/99, trata das despesas operacionais dedutíveis na determinação do lucro real como sendo as despesas necessárias à atividade da empresa e à manutenção da respectiva fonte produtora de receitas. Suas matrizes legais são: DecretoLei nº 1.598/77, art. 13, §§ 1º e 2º (art. 290 do RIR/99), que assim dispõe: Art. 13 O custo de aquisição de mercadorias destinadas à revenda compreenderá os de transporte e seguro até o estabelecimento do contribuinte e os tributos devidos na aquisição ou importação. § 1º O custo de produção dos bens ou serviços vendidos compreenderá, obrigatoriamente: a) o custo de aquisição de matériasprimas e quaisquer outros bens ou serviços aplicados ou consumidos na produção, observado o disposto neste artigo; b) o custo do pessoal aplicado na produção, inclusive de supervisão direta, manutenção e guarda das instalações de produção; c) os custos de locação, manutenção e reparo e os encargos de depreciação dos bens aplicados na produção; Fl. 387DF CARF MF Impresso em 15/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/08/2013 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 0 5/08/2013 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO Processo nº 16366.002403/200769 Acórdão n.º 3402002.125 S3C4T2 Fl. 304 10 d) os encargos de amortização diretamente relacionados com a produção; e) os encargos de exaustão dos recursos naturais utilizados na produção. § 2º A aquisição de bens de consumo eventual, cujo valor não exceda de 5% do custo total dos produtos vendidos no exercício social anterior, poderá ser registrada diretamente como custo. Por outro lado, o art. 299 do RIR/99 tem como matriz legal o art. 47, §§ 1º e 2º, da Lei nº 4.506/64, com o seguinte teor: Art. 47. São operacionais as despesas não computadas nos custos, necessárias à atividade da empresa e a manutenção da respectiva fonte produtora. § 1º São necessárias as despesas pagas ou incorridas para a realização das transações ou operações exigidas pela atividade da empresa § 2º As despesas operacionais admitidas são as usuais ou normais no tipo de transações, operações ou atividades da empresa. Tendo em vista a extensa redação levada a efeito no caso do Imposto de Renda, não posso compreender que o simples termo “insumo” utilizado na norma tenha a mesma amplitude do citado imposto. Acaso o legislador pretendesse tal alcance do referido termo teria aberto mão deste vocábulo, “insumo”, assentando que os créditos seriam calculados em relação a “todo e qualquer custo ou despesa necessários à atividade da empresa ou à obtenção de receita”. Dispondo desse modo o legislador, sequer, precisaria fazer constar “inclusive combustíveis e lubrificantes”. Creio que o termo “insumo” foi precisamente colocado para expressar um significado mais abrangente do que MP, PI e ME, utilizados pelo IPI, porém, não com o mesmo alcance do IRPJ que possibilita a dedutibilidade dos custos e das despesas necessárias à atividade da empresa. Precisar onde se situar nesta escala é o cerne da questão. De se registrar que o próprio fisco vem flexibilizando seu conceito de insumo. Como exemplo temse que, em relação ao citado acórdão, o qual tratou de créditos de aquisições de materiais para manutenção de máquinas e equipamentos, a própria administração tributária já havia se manifestado favoravelmente à utilização de tais créditos, por meio da Solução de Divergência nº 35/08. Nela a Cosit registra a desnecessidade de contato direto com os bens que estão sendo fabricados, conforme segue: 17. Isso posto, chegase ao entendimento, de que todas as partes e peças de reposições utilizadas em máquinas e equipamentos diretamente responsáveis pela produção dos bens ou produtos Fl. 388DF CARF MF Impresso em 15/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/08/2013 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 0 5/08/2013 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO Processo nº 16366.002403/200769 Acórdão n.º 3402002.125 S3C4T2 Fl. 305 11 destinados à venda, aqui descritos ou exemplificados, que sofram desgaste ou dano ou a perda de propriedades físicas ou químicas, em função da ação diretamente exercida em todo o processo de produção ou de fabricação, independentemente, de entrarem ou não contato direto com os bens que estão sendo fabricados destinados à venda, ou seja, basta que referidas partes e peças sejam incorporadas às máquinas e equipamentos que estejam atuando no processo de fabricação ou produção dos referidos bens, geram direito à apuração de créditos a serem descontados da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins, desde que não estejam escriturados no ativo imobilizado. (grifei) Em conclusão a Solução registra: 18.Diante do exposto, solucionase a presente divergência dandose provimento ao recurso interposto, orientando à recorrente que as despesas efetuadas com a aquisição de partes e peças de reposição, que sofram desgaste ou dano ou a perda de propriedades físicas ou químicas, utilizadas em máquinas e equipamentos que efetivamente respondam diretamente por todo o processo de fabricação dos bens ou produtos destinados à venda, pagas à pessoa jurídica domiciliada no País, a partir de 1º de dezembro de 2002, e a partir de 1º de fevereiro de 2004, geram direito à apuração de créditos a serem descontados da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins, respectivamente, desde que às partes e peças de reposição não estejam obrigadas a serem incluídas no ativo imobilizado, nos termos da legislação vigente. Destarte, entendo que o termo “insumo” utilizado pelo legislador na apuração de créditos a serem descontados da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins denota uma abrangência maior do que MP, PI e ME relacionados ao IPI. Por outro lado, tal abrangência não é tão elástica como no caso do IRPJ, a ponto de abarcar todos os custos de produção e as despesas necessárias à atividade da empresa. Sua justa medida caracterizase como elemento diretamente responsável pela produção dos bens ou produtos destinados à venda, ainda que este elemento não entre em contato direto com os bens produzidos, atendidas as demais exigências legais. Com base nas brilhantes linhas traçadas pelo Conselheiro Mauricio Taveira, entendo que em todo processo administrativo que envolver créditos referentes a não cumulatividade do PIS ou da Cofins, deve ser analisado cada item relacionado como “insumos” e o seu envolvimento no processo produtivo, para então definir a possibilidade de aproveitamento do crédito. Regressando aos autos, constato que as glosas efetuadas pelo Fisco foram quanto às despesas com comissões e despesas com material de embalagem. a) Comissões Fl. 389DF CARF MF Impresso em 15/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/08/2013 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 0 5/08/2013 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO Processo nº 16366.002403/200769 Acórdão n.º 3402002.125 S3C4T2 Fl. 306 12 Conforme já relatado, o recorrente alega que a comissão para à pessoa jurídica sobre a compra do couro bovino utilizado como insumo na sua produção é custo que daria direito ao crédito para ser descontado da Cofins. A DRF/LondrinaPR realizou diligência e apurou que o recorrente efetivamente arcou com o recurso destinado ao pagamento das comissões. Assim sendo, entendo que o serviço de intermediação para compra do couro está umbilicalmente envolvido no processo produtivo da empresa, fazendo parte do valor do couro, principal insumo do produto final a ser comercializado. Portanto, entendo que os serviços de comissão subsumemse ao conceito de insumo cravado no inciso II, art. 3º da Lei nº 10.833/2003, devendo fazer parte do cálculo do crédito a ser descontado do valor apurado da Cofins. b) Material de Embalagens Paletes de madeiras e Lonas Plásticas. Quanto a esse item, entendo que os paletes utilizados no acondicionamento dos produtos para fins de proteção fazem parte do processo produtivo do recorrente, de forma que devem ser incluídos nos cálculos dos créditos como sendo insumos. RATEIO dos CUSTOS O recorrente defende que as receitas financeiras decorrentes da variação cambial ativa e das operações de BMF/SAWP não compõem a base de cálculo da Cofins, logo não poderão compor a receita bruta para fins de cálculo da proporção para apuração do crédito decorrente dos custos vinculados às receitas de exportação. Preliminarmente, afasto a análise da natureza jurídica da variação cambial ativa na exportação, pois, essa definição não tangenciará os fundamentos da decisão sobre a inclusão no cálculo do rateio. Esse tema já foi amplamente discutido por esse Colegiado e foi matéria do Acórdão nº 3402001986, de 29 de janeiro de 2013, da lavra do Ilustre Conselheiro João Carlos Cassuli Junior, que aceitou os argumentos do recorrente e deu provimento ao Recurso. Na ocasião ratifiquei o entendimento, de sorte que peço vênia para utilizálo como razão de decidir, verbis: (...) Não vislumbro, da leitura do comando legal ora em voga, que a expressão “receita bruta” trazida pelo legislador, possa ter sua interpretação modificada para qualquer outro tipo de “receita” que não a “receita total” da pessoa jurídica, pois que, em sentido estrito, receita bruta é, conforme definição extraída do próprio sítio da Receita Federal na internet: “A receita bruta compreende o produto da venda de bens nas operações de conta própria, o preço dos serviços prestados e o resultado auferido na operações de conta alheia, excluídas as vendas canceladas, as devoluções de vendas, os descontos incondicionais concedidos e os impostos não cumulativos cobrados, destacadamente do comprador ou contratante, e dos Fl. 390DF CARF MF Impresso em 15/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/08/2013 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 0 5/08/2013 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO Processo nº 16366.002403/200769 Acórdão n.º 3402002.125 S3C4T2 Fl. 307 13 quais o vendedor dos bens ou prestador dos serviços seja mero depositário” Desta feita, cumpre frisar que o comando legal no qual baseiase a regulamentação do rateio levado a efeito pela Recorrente designa a relação percentual entre as receitas sujeitas à incidência nãocumulativa e a receita bruta total, tão somente. Não se denota nenhuma espécie derivada do conceito de receita bruta total, na qual se pudesse entender que dali caberia a interpretação de receitas apenas relacionadas a uma determinada atividade da empresa, ou adstrita aos custos, despesas ou encargos que geram os créditos. Deve ficar registrado, portanto, que no tocante às receitas provenientes de vendas de produtos ao exterior, que ocasionem receitas rotuladas como “receitas financeiras”, como quer a Administração”, ou como “complemento de preço”, como sustenta a recorrente, na realidade deverá compor a receita bruta (numerador), quando decorrer de venda de produtos sujeitos a não cumulatividade, e em qualquer hipótese (vendas de produtos sujeitos ou não à não cumulatividade), deverá compor a receita bruta total da pessoa jurídica (denominador). Assim, tenho que a forma como procedida ao rateio pelo contribuinte recorrente obedece a legislação, pelo que, no contexto do acima exposto, dou provimento ao recurso voluntário. Agora digo eu. No caso em questão, a reclamação é pela exclusão das receitas financeiras no cálculo do rateio de custos, despesas e encargos, para apuração dos créditos a serem por ele descontados. Ao meu sentir essas receitas devem fazer parte do cálculo do rateio, ressaltando apenas a necessidade de serem decorrentes de venda de produtos sujeitos a não cumulatividade. TAXA SELIC A interessada requer que seja determinada a aplicação da taxa Selic entre a data do pedido de restituição até a data da completa satisfação do crédito. Quanto à possibilidade de aplicação de juros compensatórios sobre o ressarcimento de créditos fiscais referentes ao PIS e a Cofins nãocumulativos, entendo que não há amparo legal, muito pelo contrário, a Lei nº 10.833/2003 veda expressamente a aplicação de juros compensatórios sobre o ressarcimento de créditos fiscais nela previstos, assim dispondo: Art. 13. O aproveitamento de crédito na forma do § 4° do art 3°, do art. 4° e dos §§ 1° e 2° do art. 6°, bem como do § 2° e inciso II do § 4° e §5° do art. 12, não ensejará atualização monetária ou incidência de juros sobre os respectivos valores. Art. 15. Aplicase à contribuição para o P1S/PASEP não cumulativa de que trata a Lei n° 10.637, de 30 de dezembro de 2002, o disposto nos incisos I e lido § 3° do art. 1°, nos incisos Fl. 391DF CARF MF Impresso em 15/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/08/2013 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 0 5/08/2013 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO Processo nº 16366.002403/200769 Acórdão n.º 3402002.125 S3C4T2 Fl. 308 14 VI, VII e IX do caput e nos §§ 1°, incisos II e III, 10 e 11 do art. 3°, nos §§ 3° e 4° do art. 6°, e nos arts. 7º, 8°, 10, incisos XI a XIV, e 13. Portanto, pela regra acima reproduzida, é vedada a aplicação da taxa Selic ao valor do crédito de PIS e de Cofins não cumulativos. Ex positis, dou provimento parcial ao recurso voluntário para: a) admitir a inclusão dos custos com comissões de compras dos couros no cálculo do valor a ser descontado da contribuição devida na forma da Lei n° 10.833/2003; e b) admitir a inclusão dos custos com material de embalagem cálculo do valor a ser descontado da contribuição devida na forma da Lei n° 10.833/2003; É como voto. Sala das Sessões, em 24/07/2013 Gilson Macedo Rosenburg Filho Fl. 392DF CARF MF Impresso em 15/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/08/2013 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 0 5/08/2013 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO
score : 1.0
Numero do processo: 10280.720413/2010-49
Turma: Segunda Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Mar 14 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Mon Jun 24 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2009
Ementa:
IMPOSTO DE RENDA PESSOA FÍSICA. RECONHECIMENTO DE ISENÇÃO DE PORTADOR DE MOLÉSTIA GRAVE. SERVIDOR PÚBLICO MILITAR QUE PASSOU À RESERVA REMUNERADA. SÚMULA CARF Nº.43.
Comprovada por laudo médico expedido por serviço oficial de saúde a condição do contribuinte de portador de moléstia isentiva, indicada a data de acometimento e sendo comprovadamente servidor público militar da reserva remunerada, é de reconhecer-se a isenção, nos termos da Súmula CARF nº.43.
Recurso a que se dá provimento.
Numero da decisão: 2802-001.478
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos DAR PROVIMENTO ao recurso nos termos do voto do relator.
(assinado digitalmente)
Jorge Cláudio Duarte Cardoso - Presidente.
(assinado digitalmente)
Carlos André Ribas de Mello - Relator.
EDITADO EM: 05/06/2013
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carlos André Ribas de Mello (relator), Jorge Claudio Duarte Cardoso (presidente), Lucia Reiko Sakae, Sidney Ferro Barros, Dayse Fernandes Leite, German Alejandro San Martín Fernández.
Nome do relator: CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Exercício: 2009 Ementa: IMPOSTO DE RENDA PESSOA FÍSICA. RECONHECIMENTO DE ISENÇÃO DE PORTADOR DE MOLÉSTIA GRAVE. SERVIDOR PÚBLICO MILITAR QUE PASSOU À RESERVA REMUNERADA. SÚMULA CARF Nº.43. Comprovada por laudo médico expedido por serviço oficial de saúde a condição do contribuinte de portador de moléstia isentiva, indicada a data de acometimento e sendo comprovadamente servidor público militar da reserva remunerada, é de reconhecer-se a isenção, nos termos da Súmula CARF nº.43. Recurso a que se dá provimento.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos DAR PROVIMENTO ao recurso nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Jorge Cláudio Duarte Cardoso - Presidente. (assinado digitalmente) Carlos André Ribas de Mello - Relator. EDITADO EM: 05/06/2013 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carlos André Ribas de Mello (relator), Jorge Claudio Duarte Cardoso (presidente), Lucia Reiko Sakae, Sidney Ferro Barros, Dayse Fernandes Leite, German Alejandro San Martín Fernández.
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RECONHECIMENTO DE ISENÇÃO DE PORTADOR DE MOLÉSTIA GRAVE. SERVIDOR PÚBLICO MILITAR QUE PASSOU À RESERVA REMUNERADA. SÚMULA CARF Nº.43. Comprovada por laudo médico expedido por serviço oficial de saúde a condição do contribuinte de portador de moléstia isentiva, indicada a data de acometimento e sendo comprovadamente servidor público militar da reserva remunerada, é de reconhecerse a isenção, nos termos da Súmula CARF nº.43. Recurso a que se dá provimento. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos DAR PROVIMENTO ao recurso nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Jorge Cláudio Duarte Cardoso Presidente. (assinado digitalmente) Carlos André Ribas de Mello Relator. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 28 0. 72 04 13 /2 01 0- 49 Fl. 56DF CARF MF Impresso em 24/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/06/2013 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 20/ 06/2013 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 20/06/2013 por JORGE CLAUDIO DUART E CARDOSO 2 EDITADO EM: 05/06/2013 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carlos André Ribas de Mello (relator), Jorge Claudio Duarte Cardoso (presidente), Lucia Reiko Sakae, Sidney Ferro Barros, Dayse Fernandes Leite, German Alejandro San Martín Fernández. Relatório Preliminarmente, advirto que as folhas dos autos referenciadas no presente voto, diferentemente do que é usual, seguem a numeração atribuída quando da digitalização do mesmo por este CARF, uma vez que, na origem, não foram numeradas as folhas deste administrativo. Tratase de Auto de Infração lavrado contra o contribuinte (fl. 07), o qual apurou supostas irregularidades (fl. 09) em virtude da revisão da declaração de rendimentos – DIRPF, do exercício 2009, anocalendário 2008, em virtude de omissão de rendimentos do trabalho. Resta consignado no auto de infração, a título de fundamentação que o contribuinte, servidor militar, não apresentou documento que comprovasse sua reforma, como é exigido por lei para gozo da isenção prevista no art.39, XXXIII, do RIR/1999. O Contribuinte foi cientificado (fl.20). Inconformado, apresentou tempestivamente a impugnação de fl. 02, juntando cópia de documentos, alegando, em breve síntese, que junta aos autos laudo médico que comprova ser o mesmo portador de doença isentiva a partir de 10/07/2008; que é servidor militar da reserva remunerada, como comprado nos autos; invoca os termos da súmula nº. 43 do CARF e a jurisprudência do Conselho. Em julgamento, a 2ª Turma da DRJ/BEL, em sessão realizada no dia 28/03/2011, por unanimidade, julgou procedente o lançamento, por meio do Acórdão n.º 01 21.195, uma vez que invoca a letra do RIR/1999, da Lei nº.9250/1995 e da Instrução Normativa SRF nº.15/2001, no sentido de que em se tratando de servidor militar que pleiteia isenção em razão de moléstia grave, nos termos da lei, indispensável a configuração comprovada de sua reforma ou de ser beneficiário de pensão. A DRJ reconhece que o documento de fl.17 diz respeito a sua transferência para a reserva remunerada. Cientificado da supramencionada decisão, conforme fl. 41, o contribuinte, tempestivamente, interpôs Recurso Voluntário a fl. 42, atacando a decisão exarada pela DRJ, repisando os argumentos já esgrimidos em sua impugnação e trazendo aos autos prova de sua reforma no ano de 2011. É o relatório Fl. 57DF CARF MF Impresso em 24/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/06/2013 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 20/ 06/2013 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 20/06/2013 por JORGE CLAUDIO DUART E CARDOSO Processo nº 10280.720413/201049 Acórdão n.º 2802001.478 S2TE02 Fl. 48 3 Voto Conselheiro Carlos André Ribas de Mello, relator. Em sede preliminar, o recurso deve ser conhecido, no particular em que impugna a exigência concernente à omissão de rendimentos do trabalho. O único fundamento do lançamento é a falta de comprovação, por parte do contribuinte, servidor militar, do ato de sua reforma. Sua transferência para a reserva remunerada está configurada pelo documento de fl.17, bem como encontrase a fl.12 cópia do laudo médico expedido por serviço oficial de saúde, atestando a condição de portador de doença isentiva desde 10/07/2008. Assim sendo, socorreo o texto da invocada Súmula nº.43 do CARF, verbis: “Os proventos de aposentadoria, reforma ou reserva remunerada, motivadas por acidente em serviço e os percebidos por portador de moléstia profissional ou grave, ainda que contraída após a aposentadoria, reforma ou reserva remunerada, são isentos do imposto de renda.” (Grifei.) Desta forma, voto por dar provimento integral ao recurso, desconstituindose o lançamento de fls.07 e seguintes. É como voto. (assinado digitalmente) Carlos André Ribas de Mello. Fl. 58DF CARF MF Impresso em 24/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/06/2013 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 20/ 06/2013 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 20/06/2013 por JORGE CLAUDIO DUART E CARDOSO
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Numero do processo: 12466.004734/2008-35
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Jan 31 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Mon Jul 01 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Regimes Aduaneiros
Data do fato gerador: 18/04/2008
PRESENÇA DE CARGA. PRESTAÇÃO DE INFORMAÇÃO E RESPONSABILIDADE.
O impedimento de prestar informação de carga internada em seu recinto alfandegário decorrente de atos de responsabilidade do contribuinte não o exonera da multa por falta de informação à autoridade aduaneira de presença da referida carga.
Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 3302-001.947
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, pelo voto de qualidade, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do Redator designado. Vencidos os Conselheiros Gileno Gurjão Barreto (relator), Fabiola Cassiano Keramidas e Alexandre Gomes, que davam provimento. Designado o Conselheiro José Antonio Francisco para redigir o voto vencedor.
(Assinado digitalmente)
WALBER JOSÉ DA SILVA Presidente
(Assinado digitalmente)
GILENO GURJÃO BARRETO Relator
(Assinado digitalmente)
JOSÉ ANTONIO FRANCISCO Redator Designado
Participaram do presente julgamento os Conselheiros Walber José da Silva, José Antonio Francisco, Fabiola Cassiano Keramidas, Maria da Conceição Arnaldo Jacó, Alexandre Gomes e Gileno Gurjão Barreto.
Nome do relator: GILENO GURJAO BARRETO
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INOCORRÊNCIA. Somente é imotivado o auto de infração que não justifica as razões da autuação. ASSUNTO: REGIMES ADUANEIROS Data do fato gerador: 18/04/2008 PRESENÇA DE CARGA. PRESTAÇÃO DE INFORMAÇÃO E RESPONSABILIDADE. O impedimento de prestar informação de carga internada em seu recinto alfandegário decorrente de atos de responsabilidade do contribuinte não o exonera da multa por falta de informação à autoridade aduaneira de presença da referida carga. Recurso Voluntário Negado Acordam os membros do Colegiado, pelo voto de qualidade, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do Redator designado. Vencidos os Conselheiros Gileno Gurjão Barreto (relator), Fabiola Cassiano Keramidas e Alexandre Gomes, que davam provimento. Designado o Conselheiro José Antonio Francisco para redigir o voto vencedor. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 12 46 6. 00 47 34 /2 00 8- 35 Fl. 314DF CARF MF Impresso em 01/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/02/2013 por JOSE ANTONIO FRANCISCO, Assinado digitalmente em 13/02/20 13 por JOSE ANTONIO FRANCISCO, Assinado digitalmente em 30/06/2013 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinad o digitalmente em 27/06/2013 por GILENO GURJAO BARRETO 2 (Assinado digitalmente) WALBER JOSÉ DA SILVA – Presidente (Assinado digitalmente) GILENO GURJÃO BARRETO – Relator (Assinado digitalmente) JOSÉ ANTONIO FRANCISCO – Redator Designado Participaram do presente julgamento os Conselheiros Walber José da Silva, José Antonio Francisco, Fabiola Cassiano Keramidas, Maria da Conceição Arnaldo Jacó, Alexandre Gomes e Gileno Gurjão Barreto. Relatório Versa o presente processo sobre aplicação de multas por descumprimento de obrigação acessória, sendo que uma das multas, no valor de R$ 5.000,00 (cinco mil reais), foi aplicada, segundo a fiscalização (fls. 06 a 09), em face de o interessado em epígrafe ter deixado de informar imediatamente à autoridade aduaneira a presença da carga, em seu recinto alfandegado, correspondente a dezesseis dos sessenta e um veículos constantes do B/L n.° EUKOHUBR335036, que foram objeto do trânsito aduaneiro acobertado pelas Declarações de Trânsito de Conteiner (DTC) n.c's 08/01752981 e 08/01752949, presença de carga esta que deve ser informada com o registro, no Siscomex, do respectivo número identificador de carga (NIC), consoante determina o art. 50 da IN SRF n.° 680, de 2006. Aduz a autoridade autuante que outro recinto alfandegado removeu os veículos restantes, também como beneficiário e transportador para suas instalações que são diversas da autuada. Em razão disso foi aplicada a multa prevista na alínea "f' do inciso IV do art. 107 do DecretoLei n.° 37, de 1966„ com redação dada pelo art. 77 da Lei n.° 10.833, de 2003. Outra multa, no valor de R$ 15.000,00 (quinze mil reais), foi aplicada em razão do descumprimento de requisito para executar atividade de movimentação de mercadoria, consistente no fato de o sujeito passivo em epígrafe, na qualidade de beneficiário do regime de trânsito aduaneiro, não ter solicitado trânsito para a totalidade da carga constante do B/L n.° EUKOHUBR335036 (sessenta e um veículos), mas apenas para uma parcela desta carga (dezesseis veículos). Mais precisamente, relata a fiscalização (fls. 12 a 14) que o art. 9°, § 40, da Portaria da Alfândega do Porto de Vitória n.° 134, de 20/07/2007, determina que o beneficiário do DTC solicite a remoção da totalidade dos contâineres acobertados pelo respectivo conhecimento de carga e informe a chegada dos veículos ao local de destino, relativamente a Fl. 315DF CARF MF Impresso em 01/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/02/2013 por JOSE ANTONIO FRANCISCO, Assinado digitalmente em 13/02/20 13 por JOSE ANTONIO FRANCISCO, Assinado digitalmente em 30/06/2013 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinad o digitalmente em 27/06/2013 por GILENO GURJAO BARRETO Processo nº 12466.004734/200835 Acórdão n.º 3302001.947 S3C3T2 Fl. 315 3 todos os volumes e/ou unidades de carga consignados no conhecimento de transporte internacional, em conformidade com o art. 13 da mencionada portaria. Neste contexto, aduz a fiscalização que, ao solicitar o regime de trânsito para apenas dezesseis dos sessenta e um veículos constantes do precitado conhecimento de carga, o sujeito passivo descumpriu o requisito consistente na remoção da mercadoria com todos os seus volumes de um ponto de origem a um ponto de destino, sendo considerado, para efeito do cálculo da multa aplicada, os quinze dias decorridos entre a data do término do trânsito aduaneiro, 18/05/2008, e a data de ciência da intimação, 02/06/2008, para que o beneficiário informasse quais veículos foram armazenados em seu recinto alfandegado (PAF n.° 12466.001396/200880). Em razão disso foi aplicada a multa de R$ 1.000,00 (mil reais) por dia de descumprimento dos mencionados requisitos, prevista na alínea "f' do inciso VII do art. 107 do DecretoLei n.° 37, de 1966, com redação dada pelo art. 77 da Lei n.° 10.833, de 2003. Outra multa, ainda, no valor de R$ 45.000,00 (quarenta e cinco mil reais), foi aplicada em razão de o beneficiário do regime especial de trânsito aduaneiro em relevo não ter localizado, em seu recinto alfandegado, 45 (quarenta e cinco) veículos constantes do B/L n.° EUKOHUBR335036, veículos esses que foram objeto de trânsito aduaneiro requerido por outro beneficiário e destinados a outro recinto alfandegado (fls. 09_a 12). Em razão disso foi aplicada a multa de R$ 1.000,00 (mil reais) por volume depositado em local ou recinto sob controle aduaneiro, que não seja localizado, prevista na alínea "a" do inciso VII do art. 107 do DecretoLei n.° 37, de 1966, com redação dada pelo art. 77 da Lei n.° 10.833, de 2003. Regularmente cientificado da exação em 12/12/2008 (fl. 05), o sujeito passivo irresignado apresentou, em 09/01/2009, os documentos colacionados As fls. 213 a 229 e a impugnação de fls. 197 a 212, onde, em síntese: Alega, preliminarmente, que o procedimento fiscal em causa encontrase em descompasso com o disposto na Lei n.° 9.784, de 1999, e com o inciso IV do art.10 do Decreto n.°.70.235, de 1972, especialmente no que tange ao principio da motivação, devendo, em razão disso, ser declarado nulo, eis que não há indicação especifica da infração atribuída ao sujeito passivo, mas apenas indicação a esmo de dispositivo legal que comina penalidade; Quanto ao mérito, alega que os dispositivos legais apontados no feito como infringidos não guardam relação com os fatos descritos pela autoridade autuante, ao que aduz que a carga em questão sequer chegou a ser recebida no recinto aduaneiro que administra, no caso, o Porto Seco de Vitória I (PSVITI), porquanto foi desviada, por terceiros e a sua revelia, para recinto alfandegado diverso; Em outro plano, alega que as disposições contidas no art. 5º, caput e § 1º , da IN SRF n.° 680, de 2006, não são aplicáveis A situação fatica dos autos, já que o prazo e a forma estabelecida no caput diz respeito a cargas que tenham sido efetivamente internadas no recinto alfandegado ao passo que o § 1° referese à obrigação de informar falta ou acréscimo de mercadoria sem definir prazo e forma para a prestação dessa informação, além do que, por óbvio, essa obrigação igualmente diz respeito a mercadorias que tenham sido internadas no recinto alfandegado; Em reforço a essa interpretação, argumenta que o § 4° do art. 5° da mesma instrução normativa até prevê que a COTEC ou a COANA poderão expedir instruções Fl. 316DF CARF MF Impresso em 01/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/02/2013 por JOSE ANTONIO FRANCISCO, Assinado digitalmente em 13/02/20 13 por JOSE ANTONIO FRANCISCO, Assinado digitalmente em 30/06/2013 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinad o digitalmente em 27/06/2013 por GILENO GURJAO BARRETO 4 complementares, ai incluído o estabelecimento de prazo e forma para a obrigação de informar falta ou acréscimo prevista no § 1° da multicitada IN, além do que, ao responder tempestivamente a intimação n.° 31/2008, encaminhada pelo Fisco para que prestasse informação sobre o caso, alega que prestou tal informação no prazo e na forma estabelecidos pela autoridade aduaneira, pelo que não procede a alegação de que teria demorado quinze dias para informar à RFB sobre os fatos que ensejaram a lavratura do feito ora combatido; No que pertine à multa aplicada por descumprimento de requisito para executar atividade de movimentação de mercadoria, alega que a disposição contida no § 4º do art. 9° da Portaria da Alfândega de Vitória n.° 134, de 2007, estabelece um prazo de quarenta e oito horas para que ocorra a remoção da carga do porto de zona primária, denominada "carga pátio"e não para chegada dessa carga no Porto Seco, na zona secundária; Aduz que, não obstante isso, os veículos foram removidos do pátio do porto no prazo estabelecido, residindo o problema apenas no fato de que parte desses veículos não chegou ao destino correto, em razão da ação de terceiros conforme já alegado; não restando caracterizada, portanto, infração ao disposto no § 4° do art. 9° da citada portaria; Na mesma linha, alega que, não havendo a chegada de todos os veículos no Porto Seco de Vitória I, tampouco há que se falar que incorrera em infração ao disposto no art. 13 da Portaria ALF/VIT n.° 134, de 2007, cuja determinação é de que o depositário informe a chegada dos veículos ao local de destino, relativamente a todos os volumes e/ou unidades de carga de um conhecimento: a uma porque nem todos os veículos chegaram ao destino previsto, pelo que seria, a seu ver, impossível cumprir referida obrigação, e a duas porque não foi o responsável pela quebra do lote de veículos originalmente destinados ao Porto Seco que administra, mas sim a consignatária das mercadorias, cuja responsabilidade encontrase devidamente caracterizada nos autos do PM n.° 12466.001396/200880; Em outro plano, alega que a fiscalização imputoulhe responsabilidade por infração descrita na alínea "a" do inciso VII do art. 107 do DL 37/1966, o que evidencia outro erro de tipificação da autoridade autuante, porquanto a multa nesse caso é calculada por volume depositado em local ou recinto sob controle aduaneiro, que não seja localizado, e não por volume que não tenha sido depositado e não seja localizado; Alega também que o lapso de quinze dias contados entre a data da remoção dos veículos do porto na zona primária (18/05/2008) e a data em que os veículos, que haviam sido depositados no Porto Seco de Vitória I; foram transferidos para o recinto COTIA (02/06/2008), por determinação da Alfândega do porto de Vitória, não pode ser atribuído a inércia do impugnante no cumprimento do disposto na alínea "f' do inciso VII do art. 107 do DL37/1966, porquanto não foi o responsável pela quebra do lote de veículos; Finalmente, em face de tudo o quanto foi exposto, requer o cancelamento do auto de infração hostilizado. Vistos, relatados e discutidos os autos, acordaram os membros da 2ª Turma de Julgamento, por unanimidade de votos, votou pela procedência em parte da impugnação mantendo em parte o crédito tributário exigido. Intimada do acórdão supra em 09/01/2012, inconformada a Recorrente interpôs recurso voluntário em 08/02/2012. É o relatório. Fl. 317DF CARF MF Impresso em 01/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/02/2013 por JOSE ANTONIO FRANCISCO, Assinado digitalmente em 13/02/20 13 por JOSE ANTONIO FRANCISCO, Assinado digitalmente em 30/06/2013 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinad o digitalmente em 27/06/2013 por GILENO GURJAO BARRETO Processo nº 12466.004734/200835 Acórdão n.º 3302001.947 S3C3T2 Fl. 316 5 Voto Vencido Conselheiro GILENO GURJÃO BARRETO, Relator O presente recurso preenche os requisitos de admissibilidade, por isso dele conheço. Compulsando os autos, verifico que a controvérsia resumese na penalização cominada a Recorrente em face de suposta infração tipificada no artigo 107, inciso IV, alínea “f” do Decreto Lei nº 37/66, com redação dada pelo artigo 77 da Lei nº 10.833/03 e IN nº 680/06, art. 5º, § 1º. Nos termos do artigo 107, inciso IV, alínea “f” do DecretoLei nº 37/66 aplicase as seguintes multas: Art. 107. Aplicamse ainda as seguintes multas: (Redação dada pela Lei nº 10.833, de 29.12.2003) (...) IV de R$ 5.000,00 (cinco mil reais): (Redação dada pela Lei nº 10.833, de 29.12.2003) (...) f) por deixar de prestar informação sobre carga armazenada, ou sob sua responsabilidade, ou sobre as operações que execute, na forma e no prazo estabelecidos pela Secretaria da Receita Federal, aplicada ao depositário ou ao operador portuário; Outrossim, o artigo 5 § 1º da Instrução Normativa SRF nº 680/06, prescreve: Art. 5o O depositário de mercadoria sob controle aduaneiro, na importação, deverá informar à SRF, de forma imediata, sobre a disponibilidade da carga recolhida sob sua custódia em local ou recinto alfandegado, de zona primária ou secundária, mediante indicação do correspondente Número Identificador da Carga (NIC). § 1º Os sinais de avaria e a constatação de falta ou acréscimo de volume também devem ser informados pelo depositário à fiscalização aduaneira. (Redação dada pela Instrução Normativa RFB nº 957, de 15 de julho de 2009) Conforme exposto pela Recorrente, os artigos supracitados não se enquadram ao presente caso, pois discutese no processo em epígrafe a QUEBRA DE LOTE DE TRÂNSITO DTC, uma vez que os veículos em questão não chegaram, em sua totalidade, a serem recebidos no recinto alfandegado da Recorrente, nem tratase de recebimento com constatação de falta ou acréscimo de mercadorias, nos termos prescritos no § 1º do artigo 5º da INSRF nº 680/06. Fl. 318DF CARF MF Impresso em 01/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/02/2013 por JOSE ANTONIO FRANCISCO, Assinado digitalmente em 13/02/20 13 por JOSE ANTONIO FRANCISCO, Assinado digitalmente em 30/06/2013 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinad o digitalmente em 27/06/2013 por GILENO GURJAO BARRETO 6 Muito embora parte dos veículos tivesse chegado ao PSVITI, tais veículos não foram internados, em face da quebra do lote de trânsito. Assim, não há que se falar que a Recorrente descumpriu uma obrigação acessória, pois estava impedida de informar à autoridade aduaneira, a presença de carga em seu recinto alfandegado, uma vez que parte dessa carga tinha sido removida para destino diverso do determinado pela Recorrente, fato esse causado pela ação de terceiros. Algo distinto não foi comprovado nos autos pela fiscalização. As normas alfandegárias impedem que os Contribuintes emitam NIC – Número Identificador de Carga, antes de toda a carga ser internada no recinto alfandegário da Recorrente. Conforme exposto pela Recorrente: “Em razão da quebra de lote por terceiros, e por requerimento dos mesmos à Alfândega de Vitória, os veículos que seriam originalmente destinados à recorrente/PSVITI, foram ao final destinados a recinto diverso, para possibilitar o fechamento do trânsito aduaneiro. Não houve disponibilidade, falta ou acréscimo de volumes atribuíveis ao PSVITI.” Por todo exposto, dou provimento ao recurso voluntário. (Assinado digitalmente) GILENO GURJÃO BARRETO Voto Vencedor Conselheiro JOSÉ ANTONIO FRANCISCO, redator designado Em relação às questões preliminares, adoto, com fulcro no art. 50, § 1º, da Lei n. 9.784, de 1999, os fundamentos do acórdão de primeira instância. De fato, as disposições relativas ao processo legal, contraditório e ampla defesa dizem respeito à fase litigiosa do procedimento, que se inicia com a impugnação de lançamento, não se aplicando à fase oficiosa anterior. Nas fases de julgamento não houve ofensa aos princípios citados, uma vez que a Interessada apresentou suas razões na impugnação, que foram devidamente apreciadas pela Primeira Instância. Em relação à motivação, o auto de infração claramente expôs as razões da autuação, permitindo que a Interessada as contestasse na impugnação, não havendo que se falar em sua falta. Portanto, descabe razão à Interessada quanto às questões de nulidade. Quanto ao mérito, o Conselheiro Relator considero que houve força maior, questão que afastaria a aplicação de penalidade. Fl. 319DF CARF MF Impresso em 01/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/02/2013 por JOSE ANTONIO FRANCISCO, Assinado digitalmente em 13/02/20 13 por JOSE ANTONIO FRANCISCO, Assinado digitalmente em 30/06/2013 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinad o digitalmente em 27/06/2013 por GILENO GURJAO BARRETO Processo nº 12466.004734/200835 Acórdão n.º 3302001.947 S3C3T2 Fl. 317 7 Entretanto, o que consta dos autos não revela que tenha ocorrido somente força maior. De fato, não se pode admitir a argumentação de que a interessada teria sido apenas vítima de fatos que teriam fugido ao seu controle, uma vez que essa questão é irrelevante, pois a responsabilidade, no caso, é dela, que ela deveria ter tomado todas as providências para que a irregularidade não acontecesse. Identificase claramente no caso a culpa tanto na modalidade “in vigilando” como na modalidade “in eligendo”. A primeira diz respeito à responsabilidade de zelar pelas ações das contratadas no procedimento de desembaraço e a segundo, eventualmente, na de escolher empresa competente para realizar as tarefas. Nesse contexto, a responsabilidade tributária por todas as ações das contratadas recai sobre os ombros da Interessada, como consequência do que dispõe o art. 673 do Decreto n. 6.759, de 4 de fevereiro de 2009. Tendo claramente ocorrido a irregularidade, não lhe é lícito alegar ter sido vítima de fato decorrente de procedimento negligente da empresa contratada. Dessa forma, adotando os demais fundamentos do acórdão de primeira instância, voto por negar provimento ao recurso. (Assinado digitalmente) JOSÉ ANTONIO FRANCISCO Fl. 320DF CARF MF Impresso em 01/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/02/2013 por JOSE ANTONIO FRANCISCO, Assinado digitalmente em 13/02/20 13 por JOSE ANTONIO FRANCISCO, Assinado digitalmente em 30/06/2013 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinad o digitalmente em 27/06/2013 por GILENO GURJAO BARRETO
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Numero do processo: 10670.000558/2006-50
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Feb 28 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Tue Feb 28 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Normas Gerais de Direito Tributário
Ano-calendário: 1999, 2000, 2001, 2002
CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP
Ano-Calendário: 1999, 2000, 2001, 2002
PRAZO. RESTITUIÇÃO.
Por conta da decisão proferida pelo STF (RE 566.621), é obrigatória a observância das disposições nele contida sobre prescrição expressas no Código Tributário Nacional, que mutatis mutandis, devem ser aplicadas aos pedidos de restituição de tributos formulados na via administrativa.
Assim, para os pedidos efetuados até 09/06/2005 deve prevalecer a
orientação da Primeira Seção do STJ no sentido de que o prazo era
de 10 anos contados do seu fato gerador; já para os pedidos administrativos formulados após 09/06/2005 devem sujeitar-se
à contagem de prazo trazida pela LC 118/05, ou seja, cinco anos a
contar do pagamento antecipado de que trata o parágrafo 1º do
artigo 150 do CTN.
NORMAS REGIMENTAIS. OBRIGATORIEDADE DE REPRODUÇÃO DO CONTEÚDO DE
DECISÃO PROFERIDA PELO STF NO RITO DO ART. 543C DO CPC.
De acordo com o art. 62A do Regimento Interno do CARF, “As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal
Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria
infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543B
e 543C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no
julgamento dos recursos no âmbito do CARF”.
COMPENSAÇÃO. REQUISITOS
O valor de janeiro de 2000, corrige-se, tendo em vista erro material.Os valores de janeiro e março de 2002, constantes em
declarações de compensações vinculados a outros processos administrativos, não podem ser compensados, tendo em vista o art.
170 do CTN, pois os créditos devem gozar de liquidez e certeza.
Logo, não conhecido pleito.
Recurso Voluntário Provido em Parte.
Numero da decisão: 3201-000.873
Decisão: Acordam os membros do colegiado, em negar, por voto de qualidade,
proposta de diligência levantada pelo Conselheiro Luciano de Almeida Moraes.
Em relação à prescrição, foi negado provimento ao recurso por voto de qualidade; vencidos os conselheiros Marcelo Ribeiro Nogueira, Luciano de Almeida Moraes e Adriana Oliveira e Ribeiro.
Em relação ao período de janeiro de 2000 foi reconhecido erro material, que foi dado de forma unânime e o não conhecimento da compensação em relação aos períodos de janeiro e março de
2002.
Não conhecer por unanimidade.
Matéria: PIS - proc. que não versem s/exigências de cred. Tributario
Nome do relator: MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM
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RESTITUIÇÃO. Por conta da decisão proferida pelo STF (RE 566.621), é obrigatória a observância das disposições nele contida sobre prescrição expressas no Código Tributário Nacional, que mutatis mutandis, devem ser aplicadas aos pedidos de restituição de tributos formulados na via administrativa. Assim, para os pedidos efetuados até 09/06/2005 deve prevalecer a orientação da Primeira Seção do STJ no sentido de que o prazo era de 10 anos contados do seu fato gerador; já para os pedidos administrativos formulados após 09/06/2005 devem sujeitarse à contagem de prazo trazida pela LC 118/05, ou seja, cinco anos a contar do pagamento antecipado de que trata o parágrafo 1º do artigo 150 do CTN. NORMAS REGIMENTAIS. OBRIGATORIEDADE DE REPRODUÇÃO DO CONTEÚDO DE DECISÃO PROFERIDA PELO STF NO RITO DO ART. 543C DO CPC. De acordo com o art. 62A do Regimento Interno do CARF, “As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543B e 543C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF”. COMPENSAÇÃO. REQUISITOS O valor de janeiro de 2000, corrigese, tendo em vista erro material. Fl. 945DF CARF MF Impresso em 02/04/2012 por NALI DA COSTA RODRIGUES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/03/2012 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM, Assinado digitalmente em 0 7/03/2012 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM, Assinado digitalmente em 27/03/2012 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO 2 Os valores de janeiro e março de 2002, constantes em declarações de compensações vinculados a outros processos administrativos, não podem ser compensados, tendo em vista o art. 170 do CTN, pois os créditos devem gozar de liquidez e certeza. Logo, não conhecido pleito. Recurso Voluntário Provido em Parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, em negar, por voto de qualidade, proposta de diligência levantada pelo Conselheiro Luciano de Almeida Moraes. Em relação à prescrição, foi negado provimento ao recurso por voto de qualidade; vencidos os conselheiros Marcelo Ribeiro Nogueira, Luciano de Almeida Moraes e Adriana Oliveira e Ribeiro. Em relação ao período de janeiro de 2000 foi reconhecido erro material, que foi dado de forma unânime e o não conhecimento da compensação em relação aos períodos de janeiro e março de 2002.Não conhecer por unanimidade. Marcos Aurélio Pereira Valadão Presidente. Mércia Helena Trajano D'Amorim Relator. NOME DO REDATOR Redator designado. EDITADO EM: 07/03/2012 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marcos Aurélio Pereira Valadão, Mércia Helena Trajano D'Amorim, Paulo Sérgio Celani, Marcelo Ribeiro Nogueira, Adriana Oliveira e Ribeiro e Luciano Lopes de Almeida Moraes. Ausências justificadas de Judith do Amaral Marcondes Armando e Daniel Mariz Gudiño. Relatório O interessado acima identificado recorre a este Conselho, de decisão proferida pela Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Juiz de Fora/MG. Por bem descrever os fatos ocorridos, até então, adoto o relatório da decisão recorrida, que transcrevo, a seguir: “Tratase o presente de Pedido de Restituição da Contribuição para o PIS/Pasep incidente sobre outras receitas que não o faturamento bruto, do período de fevereiro de 1999 a novembro de 2002, no valor de R$1.133.599,47, em razão de declaração de inconstitucionalidade, pelo STF. da Lei n°9.718/98, em Recurso Extraordinário n" 432.5306. A interessada também apresentou as Declarações de Compensação, fls. 593/616, nas quais constam como origem do crédito o presente processo. Fl. 946DF CARF MF Impresso em 02/04/2012 por NALI DA COSTA RODRIGUES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/03/2012 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM, Assinado digitalmente em 0 7/03/2012 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM, Assinado digitalmente em 27/03/2012 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO Processo nº 10670.000558/200650 Acórdão n.º 3201000.873 S3C2T1 Fl. 2 3 A DRFMontes Claros/MG emitiu Despacho Decisório n° 224/2008, indeferiu o direito creditório e não homologou as compensações declaradas em razão da ausência de crédito remanescente a ser aproveitado (fls. 623/637). A empresa apresentou a manifestação de inconformidade de lis. 659/678 contra o despacho que não homologou as compensações vinculadas, na qual alega que a fiscalização: imputou créditos a débitos cuja extinção por compensação está sendo processada e analisada em outros processos administrativos; utilizouse de valores de créditos da requerente para a quitação de supostos valores devidos e não recolhidos de PIS há mais de cinco anos, que já teriam sido abarcados pela decadência (no caso de lançamento) ou pela prescrição (no caso de cobrança direta de débito declarado e não pago); deixou de considerar parte do crédito por ela já reconhecido no valor de R$158,79 relativamente a fevereiro de 2000; apurou que o PIS efetivamente devido em janeiro de 2002 correspondente a R$261.019,81 (tabela 3), mas na DCOMP n° 40819.04414.241105.1.7.01 3906, processo administrativo n° 10670.000740/200104, foi declarado débito principal de PIS a ser compensado no valor de R$285.124,81, não havendo, portanto, a exigência fiscal por ele determinada no valor de R$177.329,33; apurou que o PIS efetivamente devido em março de 2002 correspondente a R$335.778,39 (tabela 3), mas na DCOMP n° 32748.64724.280703.1.7.02 2205, processo administrativo n° 10670.720021/200529, foi declarado débito principal de PIS a ser compensado no valor de R$348.381,31, não havendo, portanto, a exigência fiscal por ele determinada no valor de R$ 335.778,39; A requerente, às fls. 679/694, apresentou manifestação de inconformidade contra a decisão que indeferiu parcialmente a restituição, alegando em síntese que: o direito da requerente de questionar os recolhimentos já fora exercido anteriormente à apresentação de seu pedido administrativo, tanto que o despacho decisório, no que se refere às parcelas não prescritas, nada mais fez do que dar cumprimento à decisão judicial apresentada. Não há, portanto, como se alegar que a requerente exerceu seu direito de pleitear a devolução dos valores recolhidos a maior apenas em 13/04/2006; ainda que seja desconsiderada a ação judicial da requerente, não há que se falar em prazo prescricional de cinco anos no presente caso, haja vista ser pacifico o entendimento de que o prazo prescricional para a repetição do indébito dos tributos sujeitos ao lançamento por homologação (caso do PIS) decorre da conjugação do artigo 168, 1 com o §4° do artigo 150, ambos do Código Tributário Nacional, perfazendo, normalmente, um prazo de dez anos. É o relatório. O pleito foi deferido em parte, no julgamento de primeira instância, nos termos do acórdão DRJ/JFA no 0924.944, de 09/07/2009, proferida pelos membros da 1ª Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Juiz de Fora/MG, cuja ementa dispõe, verbis: “ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Anocalendário: 1999. 2000, 2001, 2002 Fl. 947DF CARF MF Impresso em 02/04/2012 por NALI DA COSTA RODRIGUES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/03/2012 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM, Assinado digitalmente em 0 7/03/2012 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM, Assinado digitalmente em 27/03/2012 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO 4 PAGAMENTO A MAIOR. DECADÊNCIA. 0 prazo para que o contribuinte possa pleitear a restituição de tributo ou contribuição pago indevidamente ou em valor maior que o devido, inclusive em hipótese de o pagamento ter sido efetuado com base em lei posteriormente declarada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal em ação declaratória ou em recurso extraordinário, extinguese após o transcurso do prazo de 5(cinco) anos, contado da data da extinção do crédito tributário. COMPENSAÇÃO. REQUISITOS. A certeza e a liquidez dos créditos, cuja prova compete ao sujeito passivo, são requisitos indispensáveis para a compensação autorizada por lei. EXIGIBILIDADE. SUSPENSÃO. COMPENSAÇÃO NÃO HOMOLOGADA. As manifestações de inconformidade e os recursos apresentados em razão da não homologação da compensação suspendem a exigibilidade dos débitos não compensados. Solicitação Deferida em Parte. O julgamento foi no sentido dar parcial procedência à manifestação de inconformidade, para reconhecer em favor da interessada os créditos listados na tabela de fl. 882 e considerar homologadas as compensações ora declaradas, até o limite do crédito reconhecido. Regularmente cientificado do Acórdão proferido, o Contribuinte, tempestivamente, protocolizou o Recurso Voluntário, no qual, reproduz as razões de defesa constantes em sua peça impugnatória. Solicitando, enfim, para reconhecer o pedido de restituição da contribuição a titulo de PIS incidente sobre outras receitas que não o faturamento bruto, do período de fevereiro de 1999 a novembro de 2002. Enfatiza, a reforma no acórdão, no tocante ao valor acatado de R$ 13.979,54, ao invés de R$ 14.686,63; bem como considerar os valores compreendidos em janeiro/2002 e março/2002, os quais não se encontram prescritos. O processo digitalizado foi distribuído e encaminhado a esta Conselheira. É o relatório. Voto Conselheiro Mércia Helena Trajano D'Amorim O presente recurso é tempestivo e atende aos requisitos de admissibilidade, razão por que dele tomo conhecimento. Versa o processo de pedido de restituição da contribuição de PIS/PASEP, incidente sobre outras receitas que não o faturamento bruto, do período de fevereiro de 1999 a novembro de 2002, no valor de R$1.133.599,47, em razão de declaração de inconstitucionalidade, pelo STF. da Lei n°9.718/98, em Recurso Extraordinário n° 432.5306. A DRFMontes Claros/MG emitiu Despacho Decisório n° 224/2008, onde indeferiu o direito creditório e não homologou as compensações declaradas em razão da ausência de crédito remanescente a ser aproveitado às fls. 623/637. Fl. 948DF CARF MF Impresso em 02/04/2012 por NALI DA COSTA RODRIGUES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/03/2012 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM, Assinado digitalmente em 0 7/03/2012 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM, Assinado digitalmente em 27/03/2012 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO Processo nº 10670.000558/200650 Acórdão n.º 3201000.873 S3C2T1 Fl. 3 5 Nos autos consta relatório da Apelação Cível em Mandado de Segurança — AMS,processo n° 1999.38.00.0253979, de fl. 860, impetrado pela recorrente com pedido de liminar, que: Pediu a impetrante o recolhimento do PIS nos moldes da Lei Complementar n° 7/ 70 com as alterações da Lei Complementar n° 17/73 e não de acordo com as alterações promovidas pela Lei n° 9.718/98, alegando, para tanto, a ilegalidade e a inconstitucionalidade de sua exigência com as referidas modificações. Liminar deferida a fls. 18/20. 0 MM. Juízo a quo concedeu a segurança, para determinar o recolhimento do PIS de acordo com a Lei n° 9.715/98 (fls. 66/72). Inconformada, apela a União, sustentando que a alteração da base de cálculo do PIS é perfeitamente legitima e constitucional, requerendo, ao final, a reforma do mérito (fls.80/82). Com relação à apelação da União, a 3ª Turma do TRF — 1ª Região, por unanimidade, decidiu dar provimento à apelação, julgando prejudicada a remessa (fls. 861). A recorrente não se conformando com a decisão do TRF, apresentou Recurso Extraordinário perante ao STF, que recebeu o n° 432.5306. Com o trânsito em julgado, em 23/02/2006, do acórdão do STF no Recurso Extraordinário n° 432.5306, que conheceu do recurso e o proveu para conceder a segurança, resultou sedimentado o direito da impetrante de recolher o PIS sem a ampliação da base de cálculo levada a efeito pelo art. 3°, § 1°, da Lei 9.718/98. No entanto, o direito de repetir valores porventura recolhidos a maior não foi objeto da presente ação. Logo, a recorrente pleiteou a restituição do que entende ter pago a maior em 13/04/2006, data da transmissão da DCOMP. Inicialmente, em sede de preliminar, analiso a questão do prazo para pleitear o seu pedido de restituição, para passar ao mérito. Ressalto, que esta conselheira votava no sentido que prazo para que o sujeito passivo exerça seu direito de requerer a restituição de valores que comprove terem sido recolhidos a maior ou indevidamente é aquele expresso no inciso I do artigo 168, combinado com o inciso I artigo 165, do CTN, ou seja, o pedido deveria ser formulado no prazo máximo de 5 anos a contar do pagamento indevido ou a maior, inclusive no caso de tributos sujeitos ao lançamento por homologação, como a COFINS e o PIS, que se extinguem com o pagamento antecipado por força do disposto no parágrafo 1º do artigo 150. Como sabemos, o legislador, com intuito de interpretar o artigo 168, I do CTN, em 09 de fevereiro de 2005, por meio da Lei Complementar n° 118, explicitou sua vigência no tempo: Art. 3º Para efeito de interpretação do inciso I do artigo 168 da Lei n° 5.172, de 25 de outubro de 1966 — Código Tributário Nacional, a extinção do crédito tributário ocorre, no caso de tributo sujeito a lançamento por homologação, no momento do pagamento antecipado de que trata o parágrafo 1º do artigo 150 da referida Lei. Art. 4° Esta Lei entra em vigor 120 (cento e vinte) dias após sua publicação, observado, quanto ao art. 3°, o disposto no art. 106, Fl. 949DF CARF MF Impresso em 02/04/2012 por NALI DA COSTA RODRIGUES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/03/2012 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM, Assinado digitalmente em 0 7/03/2012 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM, Assinado digitalmente em 27/03/2012 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO 6 inciso I, da Lei n" 5.172, de 25 de outubro de 1966 — Código Tributário Nacional. No entanto, o STF – Supremo Tribunal Federal – ao julgar o RE 566.621, relatada pela Ministra Ellen Gracie, reconheceu a inconstitucionalidade da segunda parte do artigo 4º da LC no. 118/05, considerandose válida a aplicação do novo prazo de cinco anos tãosomente às ações ajuizadas após o decurso da vacatio legis de 120 dias, ou seja, a partir de 9 de junho de 2005. Por conseguinte, para as ações ajuizadas anteriormente a esta data (09/06/2005), o STF decidiu que “quando do advento da LC 118/05, estava consolidada a orientação da Primeira Seção do STJ no sentido de que, para os tributos sujeitos a lançamento por homologação, o prazo para repetição ou compensação de indébito era de 10 anos contados do seu fato gerador, tendo em conta a aplicação combinada dos arts. 150, §4º, 156, VII, e 168, I, do CTN” Foi reconhecida a Repercussão Geral, devendo ser aplicado, portanto, o artigo 543B, parágrafo 3º, do CPC aos recursos sobrestados. Assim sendo, por conta da decisão proferida no RE 566.621, é obrigatória a observância das disposições nele contida sobre prescrição expressas no Código Tributário Nacional, que devem ser aplicadas aos pedidos de restituição de tributos formulados na via administrativa. Assim, para os pedidos efetuados até 09/06/2005 deve prevalecer a orientação da Primeira Seção do STJ no sentido de que o prazo era de 10 anos contados do seu fato gerador; os pedidos administrativos formulados após 09/06/2005 devem sujeitarse à contagem de prazo trazida pela LC 118/05, ou seja, cinco anos a contar do pagamento antecipado de que trata o parágrafo 1º do artigo 150 do CTN. Diante do exposto, para os pagamentos ocorridos anteriormente a 13/04/2001, houve a decadência; considerando que a recorrente protocolizou o seu pedido de restituição/compensação em 13/04/2006; quando da transmissão da DCOMP. Quanto ao mérito, sobre o período de janeiro de 2000, é procedente a alegação da recorrente, pois o valor foi corrigido até a quitação pela compensação em 31/08/2005, gerando um saldo credor de R$ 14.686,63 (diferença entre R$ 11.154,96 — saldo devedor corrigido e R$ 25.841,59 — compensação). Assim sendo, o valor a ser restituído nesse período é de R$ 14.686,63, valor correspondente a essa diferença apurada. A decisão a quo considerou apenas o valor de R$ 13.979,54. Portanto, o valor a ser considerado é de R$ 14.686,63, ao invés de R$ 13.979,54. Considero que houve um erro material que deve ser corrigido, pois à fl.634 do vol. IV dos autos consta o valor de R$ 14.686,63. Quanto aos períodos contestados de janeiro e março de 2002, os mesmos foram objeto de declarações de compensação, não homologadas e estão vinculadas aos processos administrativos de n° 10670.720021/200529 e n° 10670.000740/200104, em virtude da manifestação de inconformidade e do recurso apresentados; logo, encontramse com exigibilidade suspensa os referidos débitos, nos termos do art. 74 da lei de n° 9.430/96. Portanto, não podendo ser deduzidos dos créditos pleiteados no presente processo, pois reza o art. 170 do CTN que os créditos compensados devem gozar de liquidez e certeza; daí não poder conhecer deste pleito, por estarem vinculados a outros processos. Em consulta ao COMPROT do Ministério da Fazenda, ambos processos encontramse arquivados (arquivo geral da SAMF MG), movimentados em 14/09/2011. Fl. 950DF CARF MF Impresso em 02/04/2012 por NALI DA COSTA RODRIGUES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/03/2012 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM, Assinado digitalmente em 0 7/03/2012 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM, Assinado digitalmente em 27/03/2012 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO Processo nº 10670.000558/200650 Acórdão n.º 3201000.873 S3C2T1 Fl. 4 7 Portanto, em relação à prescrição, foi negado provimento ao recurso e em relação ao período de janeiro de 2000 foi reconhecido erro material e o não conhecimento da compensação em relação aos períodos de janeiro e março de 2002. À vista do exposto, dou provimento parcial ao recurso voluntário. Mércia Helena Trajano D'Amorim Relator Fl. 951DF CARF MF Impresso em 02/04/2012 por NALI DA COSTA RODRIGUES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/03/2012 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM, Assinado digitalmente em 0 7/03/2012 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM, Assinado digitalmente em 27/03/2012 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO
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Numero do processo: 10980.916673/2008-14
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed May 22 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Thu Jun 06 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Data do fato gerador: 30/09/2003
COMPENSAÇÃO DECLARADA. HOMOLOGAÇÃO TÁCITA. EXTINÇÃO DEFINITIVA DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO.
Decorrido o prazo de 05 (cinco) anos da data da apresentação da declaração de compensação sem que a autoridade competente da RFB tenha sobre ela se pronunciado, considera-se homologada a compensação declarada e definitivamente extinto o crédito tributário, independente da decisão sobre a liquidez e certeza do crédito utilizado na compensação.
Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 3302-002.121
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do Relator.
(assinado digitalmente)
WALBER JOSÉ DA SILVA - Presidente e Relator.
EDITADO EM: 26/05/2013
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Walber José da Silva, José Antonio Francisco, Fabiola Cassiano Keramidas, Maria da Conceição Arnaldo Jacó, Alexandre Gomes e Gileno Gurjão Barreto.
Nome do relator: WALBER JOSE DA SILVA
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HOMOLOGAÇÃO TÁCITA. EXTINÇÃO DEFINITIVA DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO. Decorrido o prazo de 05 (cinco) anos da data da apresentação da declaração de compensação sem que a autoridade competente da RFB tenha sobre ela se pronunciado, considerase homologada a compensação declarada e definitivamente extinto o crédito tributário, independente da decisão sobre a liquidez e certeza do crédito utilizado na compensação. Recurso Voluntário Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do Relator. (assinado digitalmente) WALBER JOSÉ DA SILVA Presidente e Relator. EDITADO EM: 26/05/2013 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Walber José da Silva, José Antonio Francisco, Fabiola Cassiano Keramidas, Maria da Conceição Arnaldo Jacó, Alexandre Gomes e Gileno Gurjão Barreto. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 98 0. 91 66 73 /2 00 8- 14 Fl. 119DF CARF MF Impresso em 07/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/05/2013 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 26/05/2013 por WALBER JOSE DA SILVA Processo nº 10980.916673/200814 Acórdão n.º 3302002.121 S3C3T2 Fl. 3 2 Relatório No dia 25/09/2003 a empresa INDÚSTRIAS TODESCHINI S/A (hoje ITSA INDÚSTRIAS S/A), já qualificada nos autos, apresentou PER/DCOMP pleiteando o ressarcimento de crédito presumido de IPI, relativo ao 3º trimestre de 2002. Utilizando este crédito, no dia 30/09/2003 a empresa apresentou DCOMP na qual declara que efetuou a compensação de débitos de Cofins e de PIS com vencimento anterior à data da transmissão da DCOMP (30/09/2003). No dia 07/10/2008, a DRF de origem emitiu Despacho Decisório reconhecendo a integralidade do crédito pleiteado e homologando parcialmente as compensações declaradas em razão da inclusão, no valor do débito compensado, de multa e juros de mora contados da data do vencimento até a data da transmissão da DCOMP (30/09/2003). Do referido Despacho Decisória a Recorrente tomou ciência no dia 14/10/2008 e, tempestivamente, apresentou Manifestação de Inconformidade alegando, preliminarmente, a ocorrência da homologação tácita, a decadência e a prescrição e, no mérito, contesta a multa de mora (que considera confiscatória) e os juros selic (que considera ilegal). A 2a Turma de Julgamento da DRJ em Ribeirão Preto SP indeferiu a solicitação da recorrente, nos termos do Acórdão no 1434.747, de 03/08/2011, cuja ementa abaixo se transcreve. PER/DCOMP. DESPACHO DECISÓRIO ELETRÔNICO. HOMOLOGAÇÃO POR DISPOSIÇÃO LEGAL. O prazo para homologação da compensação declarada pelo sujeito passivo até o limite do direito creditório pleiteado, será de 5 (cinco) anos, contado da data da entrega da declaração de compensação. PER/DCOMP. DESPACHO DECISÓRIO ELETRÔNICO. DÉBITOS VENCIDOS. COMPENSAÇÃO ACIMA DO LIMITE DO DIREITO CREDITÓRIO RECONHECIDO E DO MONTANTE DECLARADO. No procedimento de valoração/imputação dos débitos compensados, em face de direito creditório reconhecido ou cuja respectiva compensação declarada de débitos tenha sido homologada por disposição legal, a data de valoração a ser considerada é a data da transmissão do PER/DCOMP, sendo esta posterior às datas de vencimento dos débitos compensados; sendo o caso de débitos vencidos, são computados os acréscimos legais no cálculo do valor utilizado do crédito (imputação); no final do confronto, a parcela restante, sem cobertura do direito creditório, é reputada como compensação indevida, sujeita a cobrança. MULTA DE MORA. COMPENSAÇÃO. DÉBITOS VENCIDOS. Fl. 120DF CARF MF Impresso em 07/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/05/2013 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 26/05/2013 por WALBER JOSE DA SILVA Processo nº 10980.916673/200814 Acórdão n.º 3302002.121 S3C3T2 Fl. 4 3 A compensação de débitos vencidos implica a imposição de multa de mora. JUROS MORATÓRIOS. TAXA SELIC. LEGALIDADE. É legal a aplicação da taxa do Selic para fixação dos juros moratórios para recolhimento do crédito tributário em atraso. Desta decisão a empresa interessada tomou ciência no dia 12/12/2011, conforme AR de fl. 75, e, no dia 10/01/2012, ingressou com o recurso voluntário de fls. 81/109, no qual renova os argumentos sobre: 1. a ocorrência da homologação tácita dos débitos compensados e regularmente declarados, com a conseqüente extinção definitiva dos mesmos; 2. a ocorrência da decadência do direito do Fisco proceder ao presente lançamento, quanto aos fatos geradores objeto do lançamento, ocorridos entre janeiro de 2003 e junho de 2003; 3. a ocorrência da prescrição posto que os débitos foram reconhecidos pela Recorrente quando da declaração de compensação e o processo administrativo ficou paralisado por mais de 05 (cinco) anos; 4. a violação do princípio constitucional do não confisco e direito de propriedade em face da imposição da multa de mora; 5. a inadmissibilidade da utilização da Taxa Selic no cálculo dos juros de mora. É o Relatório do essencial. Voto Conselheiro WALBER JOSÉ DA SILVA, Relator. O recurso voluntário é tempestivo e atende aos demais preceitos legais. Dele se conhece. Como relatado, no dia 30/09/2003 a empresa Recorrente apresentou declaração de compensação de débitos de PIS e Cofins, com a utilização de crédito de presumido de IPI, cujo pedido de ressarcimento fora apresentado no dia 25/09/2003. No dia 14/10/2008, a empresa Recorrente tomou ciência do despacho decisório dando notícia do reconhecimento integral do crédito pleiteado e da homologação parcial das compensações declaradas. Fl. 121DF CARF MF Impresso em 07/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/05/2013 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 26/05/2013 por WALBER JOSE DA SILVA Processo nº 10980.916673/200814 Acórdão n.º 3302002.121 S3C3T2 Fl. 5 4 Não se conformando com esta decisão, a empresa Recorrente ingressou com Manifestação de Inconformidade que restou indeferida pela DRJ de Ribeirão Preto SP. Sobre a preliminar suscitada pela Recorrente de que ocorreu a homologação tácita das compensações declaradas, a decisão recorrida assim se manifestou: Dessa forma, tendo a lei especificado que a compensação declarada à SRF extingue o credito tributário, sob condição resolutória de sua ulterior homologação, esta se dará no prazo de cinco anos cintados da data da entrega da mencionada declaração. Assim, tendo sido o PER/DCOMP com a indicação dos débitos compensados transmitido em 30/09/2003, a compensação informada pela contribuinte foi homologada em 29/09/2008, data anterior à da ciência do despacho decisório, que se deu em 14/10/2008, após a homologação estabelecida em lei. Ocorre que somente a compensação declarada é sujeita à chamada homologação tácita. Tratase do montante de débitos compensados até o limite do direito creditório informado no PER/DCOMP. No Despacho Decisório eletrônico, exarado depois do termo final do prazo quinquenal de homologação, o direito creditório requerido foi inteiramente reconhecido. De qualquer sorte, independentemente da conclusão do ato decisório, a compensação declarada, até o limite do montante do crédito pleiteado, já se encontrava homologada por disposição legal. Contudo, a compensação do saldo credor ressarcível do trimestre em causa foi efetuada com débitos vencidos (data de transmissão do PER/DCOMP com compensação dos débitos: 30/09/3003; datas de vencimento dos débitos compensados: 14/03/2003, 15/04/2003,13/06/2003 e 15/07/2003); vale dizer, tendo em vista o procedimento de valoração e imputação com a incorporação de acréscimos legais (fl. 02), foi realizada pela interessada, efetivamente, uma compensação em montante superior ao do direito creditório solicitado. Dai, portanto, a cobrança do principal, multa de mora e juros de mora. Em outras palavras, a decisão recorrida limitou a extinção definitiva dos créditos, pela homologação tácita, ao valor do crédito reconhecido. Pela sistemática da compensação instituída pela Lei nº 10.637/02, que alterou o art. 74 da Lei 9.430/96, o sujeito passivo que apurar crédito de tributos administrados pela RFB, passível de restituição ou ressarcimento, poderá utilizálo na compensação de débitos próprios relativos a tributos administrados pela RFB. A compensação será efetuada mediante a entrega de Declaração de Compensação, extinguindo o crédito tributário sob condição de sua ulterior homologação. Por seu turno, a Lei nº 10.833/2003, deu nova redação para o § 5º, do art. 74 da Lei nº 9.430/96, para estabelecer o prazo de 05 (cinco) anos para a autoridade homologar Fl. 122DF CARF MF Impresso em 07/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/05/2013 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 26/05/2013 por WALBER JOSE DA SILVA Processo nº 10980.916673/200814 Acórdão n.º 3302002.121 S3C3T2 Fl. 6 5 expressamente a compensação declarada. Expirado esse prazo, ocorre a homologação tácita e o crédito tributário está definitivamente extinto. Observese que a homologação tácita ocorre independentemente do reconhecimento (ou não), por parte da autoridade da RFB, da liquidez e certeza do crédito utilizado pelo sujeito passivo na compensação declarada. Portanto, não procede o entendimento da decisão recorrida de que a homologação tácita está limitada ao valor do crédito apurado e reconhecido pela autoridade da RFB. Também não é demais lembrar que o débito extinto não pode ser objeto de cobrança. Portanto, não procede a cobrança dos débitos declarados na DCOMP apresentada no dia 30/09/2003. Eventuais diferenças relativas a multa e/ou juros de mora incidentes sobre os referidos débitos, não compensados pelos sujeito passivo, somente podem ser cobrados dentro do prazo prescricional. Diante da extinção definitiva do débito objeto da cobrança, desnecessário abordar e discutir aqui as questões relativas a multa de mora e à utilização da taxa Selic no cálculo dos juros de mora, incluídas pela recorrente, em razão de que o acessório segue o principal em sua natureza e destino. Isto posto, voto no sentido de dar provimento ao recurso voluntário para declarar definitivamente extintos os débitos constantes da DCOMP apresentada no dia 30/09/2003. (assinado digitalmente) WALBER JOSÉ DA SILVA Relator Fl. 123DF CARF MF Impresso em 07/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/05/2013 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 26/05/2013 por WALBER JOSE DA SILVA
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Numero do processo: 10865.908877/2009-71
Turma: Primeira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Jun 27 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Wed Jul 10 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Data do fato gerador: 30/04/2004
PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. PROVA.
Cabe ao contribuinte o ônus de comprovar as alegações que oponha ao ato administrativo. Inadmissível a mera alegação da existência de um direito.
COMPENSAÇÃO TRIBUTÁRIA
Somente os créditos líquidos e certos são passíveis de compensação nos termos do artigo 170 do Código Tributário Nacional.
DESPACHO DECISÓRIO - NULIDADE
Não é nulo o despacho decisório que contenha informação que, mesmo de modo resumido, informe ao contribuinte os motivos da não-homologação.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 3801-001.963
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
(assinado digitalmente)
Flavio de Castro Pontes - Presidente.
(assinado digitalmente)
Sidney Eduardo Stahl - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Flavio de Castro Pontes (Presidente) Marcos Antonio Borges, Paulo Guilherme Déroulède (Suplente), , Paulo Antonio Caliendo Velloso da Silveira, Maria Ines Caldeira Pereira da Silva Murgel E Eu, Sidney Eduardo Stahl
Nome do relator: SIDNEY EDUARDO STAHL
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ementa_s : Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins Data do fato gerador: 30/04/2004 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. PROVA. Cabe ao contribuinte o ônus de comprovar as alegações que oponha ao ato administrativo. Inadmissível a mera alegação da existência de um direito. COMPENSAÇÃO TRIBUTÁRIA Somente os créditos líquidos e certos são passíveis de compensação nos termos do artigo 170 do Código Tributário Nacional. DESPACHO DECISÓRIO - NULIDADE Não é nulo o despacho decisório que contenha informação que, mesmo de modo resumido, informe ao contribuinte os motivos da não-homologação. Recurso Voluntário Negado.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Flavio de Castro Pontes - Presidente. (assinado digitalmente) Sidney Eduardo Stahl - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Flavio de Castro Pontes (Presidente) Marcos Antonio Borges, Paulo Guilherme Déroulède (Suplente), , Paulo Antonio Caliendo Velloso da Silveira, Maria Ines Caldeira Pereira da Silva Murgel E Eu, Sidney Eduardo Stahl
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Data do fato gerador: 30/04/2004 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. PROVA. Cabe ao contribuinte o ônus de comprovar as alegações que oponha ao ato administrativo. Inadmissível a mera alegação da existência de um direito. COMPENSAÇÃO TRIBUTÁRIA Somente os créditos líquidos e certos são passíveis de compensação nos termos do artigo 170 do Código Tributário Nacional. DESPACHO DECISÓRIO NULIDADE Não é nulo o despacho decisório que contenha informação que, mesmo de modo resumido, informe ao contribuinte os motivos da nãohomologação. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Flavio de Castro Pontes Presidente. (assinado digitalmente) Sidney Eduardo Stahl Relator. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 86 5. 90 88 77 /2 00 9- 71 Fl. 90DF CARF MF Impresso em 12/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/07/2013 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 05/07/2013 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 09/07/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Flavio de Castro Pontes (Presidente) Marcos Antonio Borges, Paulo Guilherme Déroulède (Suplente), , Paulo Antonio Caliendo Velloso da Silveira, Maria Ines Caldeira Pereira da Silva Murgel E Eu, Sidney Eduardo Stahl Fl. 91DF CARF MF Impresso em 12/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/07/2013 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 05/07/2013 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 09/07/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10865.908877/200971 Acórdão n.º 3801001.963 S3TE01 Fl. 91 3 Relatório Por bem descrever os fatos adoto o relatório da Delegacia de Julgamento de Ribeirão Preto, assim expresso: Tratase de Manifestação de Inconformidade interposta em face do Despacho Decisório, em que foi apreciada a Declaração de Compensação (PER/DCOMP), por intermédio da qual a contribuinte pretende compensar débitos de sua responsabilidade com crédito decorrente de pagamento indevido ou a maior de PIS/Pasep. Por intermédio do despacho decisório de fls. 6, não foi reconhecido qualquer direito credit6rio a favor da contribuinte e, por conseguinte, nãohomologada a compensação declarada no presente processo, ao fundamento de que o pagamento informado como origem do crédito foi integralmente utilizado para quitação de débitos da contribuinte, “não restando crédito disponível para compensação dos débitos informados no PER/DCOMP”. Irresignada, interpôs a contribuinte manifestação de inconformidade de fls. 10/20, na qual alegou, em síntese: 1. Preliminar de nulidade: a DRF de Limeira simplesmente limitouse a aduzir de forma vaga e genérica que não reconheceu como declaradas ou transmitidas as PER/DCOMPs acima especificadas. A decisão recorrida sequer se deu ao trabalho de detalhar e especificar minuciosamente porque o contribuinte não possuiria o crédito que alega possuir, eis que haviam nos autos outros fartos documentos que, se analisados, lhe permitiria inferir de modo diverso. Assim sendo é incontroversa a afronta basilar ao principio da ampla defesa do contribuinte: primeiro porque as decisões em um processo administrativo devem obedecer a um mínimo formalismo, tendo que possuir fundamentação legal, exposição de raciocínio lógico e análise detida de toda a documentação; segundo, porque a decisão recorrida é genérica, não apresenta dados específicos sobre suas razões de decidir e não faz alusão a outros documentos que seguem carreados ao processo administrativo. A falta destes elementos concretos implicam na anulação da decisão, que avilta também o principio do devido processo legal; 2. Fez uma longa exposição, citando juristas, ato declaratório normativo e copiosa jurisprudência de diversos Tribunais Regionais Federais e do Superior Tribunal de Justiça defendendo a tese de que o prazo para restituição e compensação de tributos pagos indevidamente ou a maior do que devido é decenal (dez anos) e não qüinqüenal, por se tratar de autolançamento; Fl. 92DF CARF MF Impresso em 12/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/07/2013 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 05/07/2013 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 09/07/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES 4 3. No mérito, alegou que o ADIN n° 14170 declarou inconstitucional a expressão contida no art. 17, da Lei n° 9.715, de 1998: "aplicandose aos fatos geradores a partir de 01/10/1995" sendo que, posteriormente o Secretário da Receita Federal reconheceu em parte esta inconstitucionalidade através da Instrução Normativa n.° 6, de 2000, que vedou a constituição de crédito tributário e determinou o cancelamento de lançamento baseado na aplicação do disposto na Medida Provisória n° 1212, de 1995, a fatos geradores ocorridos no período compreendido entre 1 de outubro de 1995 e 29 de fevereiro de 1996; 4. Com a inconstitucionalidade parcial do artigo 18, se estabelece a impossibilidade total de cobrança do tributo, seja pelo estabelecimento do elemento temporal do fato gerador, a partir da publicação da Lei 9.715/98, seja pela impossibilidade da aplicação da Lei Complementar n° 07/70, ao mesmo tempo da vigência da MP n° 1212, de 1995. Assim, durante todo o período em que se sucedem as diversas republicações da MP n° 1212/95, o fisco não possui hipótese de incidência para embasar sua cobrança; 5. Efetivamente temse que a Lei 9.715, de 1998, após a conversão da MP n° 1212, de 1995, somente entrou em vigor em 1998, permanecendo sob vaccatio legis o período compreendido entre 10/1995 a 10/1998; 6. A esfera administrativa equivocouse, de forma acintosa, ao não homologar as supramencionadas compensações de créditos tributários a que efetivamente a recorrente faz jus; 7. O poder público não pode descumprir o principio da legalidade dos atos administrativos sonegando ao ora contribuinte fruição de um direito assegurado de suspensão da exigibilidade dos créditos em tela, como prevê também o artigo 151, do Código Tributário Nacional. Assim, deve ficar sobrestada a cobrança das compensações realizadas até o julgamento em definitivo no âmbito administrativo do referido processo. 8. Requer o regular processamento, ulterior apreciação e provimento total à presente manifestação de inconformidade, com homologação de todas as compensações pleiteadas nos autos. A DRJ não conheceu da manifestação de inconformidade com base na seguinte ementa: ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Data do fato gerador: 30/04/2004 MATÉRIA NÃO IMPUGNADA. Considerase definitiva, na esfera administrativa, a exigência relativa a matéria que não tenha sido expressamente contestada. Manifestação de Inconformidade Não Conhecida Fl. 93DF CARF MF Impresso em 12/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/07/2013 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 05/07/2013 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 09/07/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10865.908877/200971 Acórdão n.º 3801001.963 S3TE01 Fl. 92 5 Direito Creditório Não Reconhecido Inconformada a Recorrente interpôs o presente Recurso Voluntário que resumidamente aponta que a parte não tem condições de se defender porque a autoridade julgadora não informou o por quê o contribuinte não possuiria o crédito que alega possuir, eis que haviam nos autos outros fartos documentos que, se analisados, lhe permitiria inferir de modo diverso. Que a r. decisão não possibilita à contribuinte, condições ideais para combatêla. No mérito, cita uma gama de conteúdo doutrinário e jurisprudência acerca do lançamento sujeito à homologação, decadência e o direito de compensar, requerendo, a final o provimento do recurso voluntário. Apresentado o Recurso Voluntário a DRF de Limeira entendeu por negar seguimento ao mesmo considerando o fato de que a DRJ não havia conhecido da manifestação de inconformidade. Em face dessa decisão a Recorrente interpôs Mandado de Segurança que determinou que se desse seguimento aos recursos da mesma e a sua remessa a esse Conselho. É o que importa relatar, Fl. 94DF CARF MF Impresso em 12/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/07/2013 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 05/07/2013 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 09/07/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES 6 Voto Conselheiro Sidney Eduardo Stahl, Conheço do recurso. Pelo que se pode defluir da peça recursal a Recorrente entende ser nulo o despacho decisório porque o mesmo não informou o motivo pelo qual a Fazenda concluiu que não sobreviera crédito para a compensação pleiteada. É verdade, conforme tenho e manifestado reiteradamente, que os malfadados “despachos eletrônicos” não correspondem ao mais adequado mecanismo de prestação de informações ao contribuinte/cidadão. Sabemos que as decisões devem ser suficientemente motivadas, não bastando que nelas se tenha um ‘porque sim’ ou um ‘porque não’ para darlhes validade, ou, como em casos semelhantes em “tem” ou “não tem” crédito. A ausência de fundamentação da decisão ou o semsentido dos argumentos utilizados para a sua fundamentação atentam contra a possibilidade de se recorrer da mesma, pois a ausência dos motivos que conduziram o julgador a seu ato decisório impedem a possibilidade de refutação do raciocínio, pois não é possível acesso ao raciocínio, e, conseqüentemente, à construção lógica que culminou na decisão. Entretanto, no caso em concreto, não é o que se opera. Estamos diante de uma declaração de compensação que se opera nos termos do artigo 74 da Lei n.º 9.430, de 27 de dezembro de 1996, assim expresso (os destaques são nossos): Art. 74. O sujeito passivo que apurar crédito, inclusive os judiciais com trânsito em julgado, relativo a tributo ou contribuição administrado pela Secretaria da Receita Federal, passível de restituição ou de ressarcimento, poderá utilizálo na compensação de débitos próprios relativos a quaisquer tributos e contribuições administrados por aquele Órgão. § 1º A compensação de que trata o caput será efetuada mediante a entrega, pelo sujeito passivo, de declaração na qual constarão informações relativas aos créditos utilizados e aos respectivos débitos compensados. O despacho decisório nãohomologou a compensação sob o seguinte fundamento: “Diante da inexistência de crédito, NÃO HOMOLOGO a compensação declarada” Assim, de modo didático, se me permitem apontar meu raciocínio dessa forma, temos em confronto, por um lado, uma declaração da Contribuinte na qual informou um crédito e, por outro lado, uma decisão da autoridade que informou que esse crédito não existe em seus arquivos. Fl. 95DF CARF MF Impresso em 12/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/07/2013 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 05/07/2013 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 09/07/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10865.908877/200971 Acórdão n.º 3801001.963 S3TE01 Fl. 93 7 Temos também a informação prestada pela contribuinte de que nos autos existem ‘fartos’ documentos que, se analisados, nos permitiria inferir a existência do crédito. Como é sabido, na sistemática existente é a contribuinte que informa à Receita Federal os seus débitos e créditos através de inúmeras declarações e cabe à autoridade, se lhe interessar, fiscalizar a sua veracidade. Assim, se a autoridade não homologou a declaração da contribuinte pela inexistência de crédito é porque a própria contribuinte informou que esses créditos já haviam sido utilizados de algum modo, provavelmente na DCTF, que tem caráter de confissão de dívida. E é essa a informação do despacho decisório: a que não havia crédito disponível, é essa suficiente para avisar ao contribuinte o motivo da não homologação – a inexistência de crédito e ao contribuinte caberia contrapor essa informação demonstrando que tinha crédito. Nesse sentido, entendo não haver falta de fundamento que implique em nulidade. No mais, compulsando os autos, não fui capaz de encontrar um documento sequer que se relacione com a escrituração da Recorrente, cópia de pagamento, DCTF, DACON, uma planilha que informe a origem do crédito ou qualquer apontamento que possa nos dizer qual é esse crédito que a contribuinte está querendo compensar. Lembremonos que estamos diante de um pedido de compensação e que cabe ao contribuinte, no mínimo, informar a origem de seu crédito, o Contribuinte administrado deve apresentar as provas do seu direito creditório porque foi ele que declarou que o tinha. Tratase de postulado do Código de Processo Civil, subsidiariamente aplicável ao PAF, vejamos: Art. 333. O ônus da prova incumbe: I ao autor, quanto ao fato constitutivo do seu direito; II ao réu, quanto à existência de fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor. Art. 396. Compete à parte instruir a petição inicial (art. 283), ou a resposta (art. 297), com os documentos destinados aprovarlhe as alegações. No processo administrativo fiscal, temse como regra que cabe àquele que pleiteia o direito, provar os fatos, prevalecendo o princípio de que o ônus da prova cabe a quem dela se aproveita. Portanto, no caso em apreço, compete ao sujeito passivo, a ora Recorrente, a comprovação de que preenche os requisitos para fruição do ressarcimento, por intermédio da presente compensação. Ademais, do mesmo modo que o Decreto nº 70.235/1972 estabelece, em seu artigo 9°, a obrigatoriedade da autoridade fiscal traduzir por provas os fundamentos do lançamento, também atribui ao contribuinte, no inciso III do artigo 16, o ônus de comprovar as alegações que oponha ao ato administrativo. Fl. 96DF CARF MF Impresso em 12/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/07/2013 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 05/07/2013 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 09/07/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES 8 Assim, na hipótese da compensação declarada, recai sobre a interessada o ônus de provar a pretensão deduzida. Logo, é imprescindível que provas e argumentos sejam carreados aos autos no sentido de refutar o procedimento fiscal e que essas se revistam de toda força probante capaz de propiciar o necessário convencimento e, conseqüentemente, descaracterizar o que lhe foi imputado pelo fisco. Do exame desse litígio administrativo, verificase que a Recorrente, apesar de ter apresentado Recurso Voluntário carregado de doutrina e jurisprudência escrito em linguagem profundamente empolada – quase um soneto de Francisco de Vasconcelos –, não apresentou sequer um demonstrativo de cálculo do seu crédito, de que sorte o pedido de compensação nos moldes requeridos não deve prosperar. Consignese que o artigo 170 da Lei nº 5.172, de 25/10/1966 (Código Tributário Nacional) estabelece como requisito para compensação que o crédito seja líquido e certo. No caso em discussão, o direito creditório não se apresentou líquido e certo, pois a requerente não comprovou por meio de demonstrativos, da escrituração fiscal e dos lançamentos contábeis ou quaisquer outros documentos o valor de seu crédito. Nesse sentido, voto por negar provimento ao presente recurso voluntário. Sidney Eduardo Stahl Relator Fl. 97DF CARF MF Impresso em 12/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/07/2013 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 05/07/2013 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 09/07/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES
score : 1.0
Numero do processo: 13876.000513/2002-33
Turma: Terceira Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Jul 17 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Tue Jun 25 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI
Período de apuração: 01/10/2001 a 31/12/2001
PRODUÇÃO DE CARBETO DE SILÍCIO E ÓXIDO DE ALUMÍNIO. INSUMOS. AQUISIÇÕES. CRÉDITOS.
No processo produtivo do carbeto de silício e do óxido de alumínio, é cabível a escrituração de créditos decorrentes da aquisição de insumos que, embora não se integrem ao produto final, sofrem desgaste ou perda das propriedades físicas ou químicas em contato com o produto em fabricação.
LAUDO TÉCNICO DO INT. ADOÇÃO.
Salvo se comprovada a improcedência do laudo ou parecer do Instituto Nacional de Tecnologia, é ele adotado no aspecto técnico de sua competência.
Numero da decisão: 3402-001.826
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso para reconhecer o creditamento dos produtos que se enquadram no conceito de matéria-prima, produto intermediário e material de embalagem, nos termos do laudo técnico do Instituto Nacional de Tecnologia (INT).
Gilson Macedo Rosenburg Filho Presidente-substituto.
Sílvia de Brito Oliveira - Relatora.
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Nayra Bastos Manatta (Presidente), Sílvia de Brito Oliveira, Fernando Luiz da Gama Lobo D'Eça, Gilson Macedo Rosenburg Filho, João Carlos Cassuli Junior e Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva.
O Presidente-substituto da Turma assina o Acórdão em face da impossibilidade, por motivo de saúde, da Presidente Nayra Bastos Manatta.
Nome do relator: SILVIA DE BRITO OLIVEIRA
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI Período de apuração: 01/10/2001 a 31/12/2001 PRODUÇÃO DE CARBETO DE SILÍCIO E ÓXIDO DE ALUMÍNIO. INSUMOS. AQUISIÇÕES. CRÉDITOS. No processo produtivo do carbeto de silício e do óxido de alumínio, é cabível a escrituração de créditos decorrentes da aquisição de insumos que, embora não se integrem ao produto final, sofrem desgaste ou perda das propriedades físicas ou químicas em contato com o produto em fabricação. LAUDO TÉCNICO DO INT. ADOÇÃO. Salvo se comprovada a improcedência do laudo ou parecer do Instituto Nacional de Tecnologia, é ele adotado no aspecto técnico de sua competência.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso para reconhecer o creditamento dos produtos que se enquadram no conceito de matéria-prima, produto intermediário e material de embalagem, nos termos do laudo técnico do Instituto Nacional de Tecnologia (INT). Gilson Macedo Rosenburg Filho Presidente-substituto. Sílvia de Brito Oliveira - Relatora. Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Nayra Bastos Manatta (Presidente), Sílvia de Brito Oliveira, Fernando Luiz da Gama Lobo D'Eça, Gilson Macedo Rosenburg Filho, João Carlos Cassuli Junior e Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva. O Presidente-substituto da Turma assina o Acórdão em face da impossibilidade, por motivo de saúde, da Presidente Nayra Bastos Manatta.
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2173; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C4T2 Fl. 323 1 322 S3C4T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13876.000513/200233 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3402001.826 – 4ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 17 de julho de 2012 Matéria IPI. SALDO CREDOR. RESSARCIMENTO/COMPENSAÇÃO. Recorrente ALCOA ALUMÍNIO S/A Recorrida DRJ em RIBEIRÃO PRETOSP ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/10/2001 a 31/12/2001 DILIGÊNCIA E PERÍCIA. INDEFERIMENTO. NULIDADE DA DECISÃO RECORRIDA. INCABÍVEL. O indeferimento do pedido de diligência ou de perícia não configura cerceamento do direito de defesa do sujeito passivo, sendo incabível a decretação da nulidade da decisão recorrida. LAUDO TÉCNICO DO INT. ADOÇÃO. Salvo se comprovada a improcedência do laudo ou parecer do Instituto Nacional de Tecnologia, é ele adotado no aspecto técnico de sua competência. ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Período de apuração: 01/10/2001 a 31/12/2001 PRODUÇÃO DE CARBETO DE SILÍCIO E ÓXIDO DE ALUMÍNIO. INSUMOS. AQUISIÇÕES. CRÉDITOS. No processo produtivo do carbeto de silício e do óxido de alumínio, é cabível a escrituração de créditos decorrentes da aquisição de insumos que, embora não se integrem ao produto final, sofrem desgaste ou perda das propriedades físicas ou químicas em contato com o produto em fabricação. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso para reconhecer o creditamento dos produtos que se enquadram no conceito de matériaprima, produto intermediário e material de embalagem, nos termos do laudo técnico do Instituto Nacional de Tecnologia (INT). AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 87 6. 00 05 13 /2 00 2- 33 Fl. 313DF CARF MF Impresso em 27/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/04/2013 por SILVIA DE BRITO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 10/04/ 2013 por SILVIA DE BRITO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 12/04/2013 por GILSON MACEDO ROSENBURG F ILHO 2 Gilson Macedo Rosenburg Filho – Presidentesubstituto. Sílvia de Brito Oliveira Relatora. Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Nayra Bastos Manatta (Presidente), Sílvia de Brito Oliveira, Fernando Luiz da Gama Lobo D'Eça, Gilson Macedo Rosenburg Filho, João Carlos Cassuli Junior e Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva. O Presidentesubstituto da Turma assina o Acórdão em face da impossibilidade, por motivo de saúde, da Presidente Nayra Bastos Manatta. Relatório Tratase de pedido de ressarcimento, cumulado com pedido de compensação, de saldo credor do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) apurado no 4º trimestre de 2001, com fulcro no art. 11 da Lei nº 9.779, de 19 de janeiro de 1999. O pedido, formalizado em 05 de julho de 2002, foi parcialmente deferido pela Delegacia da Receita Federal (DRF) em SorocabaSP, em virtude da glosa de créditos relativos à aquisição dos materiais relacionados às fls. 113 e 114, que, conforme informação fiscal constante das fls. 116 a 121, tratamse de partes, peças e acessórios de máquinas e equipamentos cujo desgaste não se dá por ação direta sobre o produto final ou do produto final sobre esses materiais, e também por determinação de estorno dos créditos relativos a aquisições de insumos utilizados na produção de produto não tributado (mulita). Contra essa decisão, foi apresentada manifestação de inconformidade à Delegacia da Receita Federal de Julgamento (DRJ) em Ribeirão PretoSP, que manteve o indeferimento parcial, ensejando a interposição de recurso ao extinto Segundo Conselho de Contribuintes, às fls. 178 a 194, para aduzir, em preliminar, a nulidade da decisão da instância de piso, por indeferir o pedido de realização de perícia documental e técnica e, com isso, ofender os princípios do devido processo legal e do contraditório e ampla defesa e, no mérito, alegar, em síntese, que: I – os insumos cujos créditos foram glosados são equipamentos de grande porte (britadores, moinhos, eletrodos, fornos), que mantêm contato direto com as grandes estruturas maciças, e outros materiais (peneiras, esferas, rolos e martelos dos moinhos, mandíbulas, grelhas e placas de revestimento) que mantêm contato direto com o próprio produto final; II – esses insumos são, sim, em consonância com o art. 519, inc. II, do Decreto nº 4.544, de 26 de dezembro de 2002, produtos intermediários e são imprescindíveis no processo produtivo da contribuinte, desgastandose por contato direto com os grãos em processo de produção, conforme Parecer Normativo CST nº 65, de 1979. Fl. 314DF CARF MF Impresso em 27/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/04/2013 por SILVIA DE BRITO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 10/04/ 2013 por SILVIA DE BRITO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 12/04/2013 por GILSON MACEDO ROSENBURG F ILHO Processo nº 13876.000513/200233 Acórdão n.º 3402001.826 S3C4T2 Fl. 324 3 A recorrente alegou ainda a necessidade de converter o julgamento do recurso em diligência, pois a matéria litigiosa depende da produção de prova pericial técnica e documental para demonstrar que os materiais cujos créditos foram glosados são utilizados no processo de industrialização e não são do ativo permanente e que se consomem ou se desgastam em decorrência de ação direta sobre o produto fabricado. Ao final, solicitouse o integral provimento do seu recurso para, preliminarmente, decretarse a nulidade da decisão recorrida e, no mérito, para que seja reconhecido seu direito à compensação pleiteada, pois os bens relativos às glosas de crédito são considerados intermediários ou insumos, nos termos do art. 11 da Lei nº 9.779, de 1999, e arts. 164, inc. I, e 519, inc. II, do Decreto nº 4.544, de 2002, refazendose, por conseqüência, os cálculos dos créditos que devem ser estornados, em virtude das saídas do produto não tributado denominado mulita. Também foi requerida a reunião dos processos administrativos que listou, por serem de conteúdo idêntico, possuírem decisões similares e estarem na mesma fase processual. A Terceira Câmara do extinto Segundo Conselho de Contribuintes, em sessão realizada 13 de fevereiro de 2008, decidiu converter o julgamento do recurso voluntário em diligência para que fosse providenciado laudo detalhado do processo produtivo do carbeto de silício e do óxido de alumínio, no estabelecimento industrial, com destaque par a aplicação dos insumos objeto das glosas de crédito. Após efetuada a diligência, estes autos foram remetidos ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) com a informação de que a diligência fora efetuada com base no processo produtivo do estabelecimento da pessoa jurídica Treibacher Scheleifmittel Brasil Ltda., tendo em vista determinação da quarta Câmara do Carf em processos idênticos dessa mesma contribuinte. Na diligência, foi produzido o relatório técnico elaborado pelo Instituto Nacional de Tecnologia (INT), às fls. 242 a 269, em que consta descrição da linha de produção do óxido de alumínio e do carbeto de silício e lista de partes e peças que, segundo o entendimento do INT, desempenham funções específicas e essenciais no processo produtivo, com desgastes que requerem a reposição periódica dessas partes e peças. A contribuinte manifestouse sobre a diligência para expressar sua concordância com o relatório do INT e pedir o integral provimento do seu recurso, em face do laudo técnico que atestou o efetivo desgaste dos produtos intermediários em decorrência do contato físico contínuo com o material em fabricação. É o relatório. Voto Conselheira Sílvia de Brito Oliveira, Relatora O recurso é tempestivo e seu julgamento está inserto na esfera de competência da Terceira Seção do Carf, devendo, pois, ser conhecido. Fl. 315DF CARF MF Impresso em 27/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/04/2013 por SILVIA DE BRITO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 10/04/ 2013 por SILVIA DE BRITO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 12/04/2013 por GILSON MACEDO ROSENBURG F ILHO 4 Sobre a preliminar de nulidade da decisão recorrida por cerceamento do direito de defesa, cumpre registrar que as diligências e perícias destinamse à formação da convicção do julgador, por isso cabe a ele o juízo da sua necessidade ou não,conforme art. 18 do Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972, com a redação dada pela Lei nº 8.748, de 1993, que estabelece, ipsisi litteris: Art. 18. A autoridade julgadora de primeira instância determinará, de ofício ou a requerimento do impugnante, a realização de diligências ou perícias, quando entendêlas necessárias, indeferindo as que considerar prescindíveis ou impraticáveis, observado o disposto no art. 28, in fine. (...) Relativamente ao mérito, tendo em vista que o laudo técnico foi elaborado pelo INT e que não houve argüição, tampouco comprovação, de sua improcedência, com fundamento no art. 30 do Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972, adotoo para admitir os créditos do IPI relativos às aquisições dos produtos assim denominados: Bucha de poliuretano para bico micronizador; Bucha de poliuterano do micronizador; Cunha de fixação da mandíbula movel; Cunha lateral inferior/superior/direita/esquerda; Cunha para fixar grelhas; Eixo Oco de saída; Esfera de aço; Esfera de Cerâmica; Grelha para moinho Faço; Hélice com tubo mecânico; Mandíbula Fixa; Mandíbula Móvel; Martelo para moinho Faço; Martelo para moinho Sabia; Placa de Impacto para Traseira do Moinho Martelo; Placa de Impacto Superior do Moinho Martelo; Placa para regulagem do Moinho Martelo; Placa de impacto tampa do Moinho Martelo; Revestimento inferior lateral para Moinho Faço; Revestimento lateral direito do Moinho Faço; Rolo para Moinho de Rolo; Fl. 316DF CARF MF Impresso em 27/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/04/2013 por SILVIA DE BRITO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 10/04/ 2013 por SILVIA DE BRITO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 12/04/2013 por GILSON MACEDO ROSENBURG F ILHO Processo nº 13876.000513/200233 Acórdão n.º 3402001.826 S3C4T2 Fl. 325 5 Segmento Anel quebrador superior moinho canário; Segmento Anel quebrador inferior moinho canário; Suporte do Martelo Moinho Faço; Camisa Cone para rebritador (móvel); Chapa preta para proteção do eletrodo; Placas perimetrais extremidade moinho a bola; Ponteiro para Rompedor Hidráulico; Revestimento para Câmara para Rebritador Cônico; Argola poliuretano para bola PE; Deck superior, intermediário e inferior; Disco de fixação dos martelos moinho sabiá; Placa superior, inferior e central do moinho canário; Placa de Desgaste Moinho Martelo Faço; Segmento abaulado para moinho bolas; Segmento plano para o moinho Rosenweig; Correia RE 3; Chapa perfurada de aço para peneira; Conjunto revestimento de alta alumina moinho bola; Revestimento da carcaça do mieronizador; Revestimento do bocal; Tampa superior; e Telas. Por fim, cumpre lembrar que a admissão desses créditos deve ser considerada para o cálculo do valor dos créditos decorrentes da aquisição de insumos utilizados na produção da mulita a ser estornado. Por essas razões, voto por rejeitar a preliminar de nulidade argüida e, no mérito, pelo provimento parcial do recurso voluntário para que sejam considerados os créditos do IPI decorrente das aquisições dos produtos relacionados no relatório técnico do INT, na apuração do saldo credor do período objeto destes autos, devendo ser homologadas as compensações declaradas até o limite do saldo credor apurado em conformidade com esta decisão. É como voto. Fl. 317DF CARF MF Impresso em 27/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/04/2013 por SILVIA DE BRITO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 10/04/ 2013 por SILVIA DE BRITO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 12/04/2013 por GILSON MACEDO ROSENBURG F ILHO 6 Sílvia de Brito Oliveira Relatora Fl. 318DF CARF MF Impresso em 27/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/04/2013 por SILVIA DE BRITO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 10/04/ 2013 por SILVIA DE BRITO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 12/04/2013 por GILSON MACEDO ROSENBURG F ILHO
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Numero do processo: 10830.004900/2010-97
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Primeira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Dec 04 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Tue Jun 04 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Ano-calendário: 2007
LANÇAMENTOS REFLEXO. GLOSA DA COMPENSAÇÃO DE PREJUÍZOS FISCAIS E BASE NEGATIVA DA CSLL.RETIFICAÇÃO APRECIADA EM PROCESSO ANTERIOR.
Já tendo sido apreciada, em outro processo administrativo, no CARF, a retificação dos prejuízos fiscais e bases de cálculo negativas da CSLL de períodos anteriores, nos presentes autos que se referem à glosa da compensação de tais fatos, deve ser dada a devida repercussão daquele julgamento, não sendo cabível a reapreciação de matéria já objeto de julgamento.
Numero da decisão: 1401-000.899
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos,
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, EM NEGAR provimento ao RECURSO DE OFÍCIO.
(assinado digitalmente)
Jorge Celso Freire da Silva Presidente
(assinado digitalmente)
Antonio Bezerra Neto Relator
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Antonio Bezerra Neto, Alexandre Antônio Alkmim Teixeira, Fernando Luiz Gomes de Mattos, Maurício Pereira Faro, Karem Jureidini Dias e Jorge Celso Freire da Silva.
Nome do relator: ANTONIO BEZERRA NETO
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GLOSA DA COMPENSAÇÃO DE PREJUÍZOS FISCAIS E BASE NEGATIVA DA CSLL.RETIFICAÇÃO APRECIADA EM PROCESSO ANTERIOR. Já tendo sido apreciada, em outro processo administrativo, no CARF, a retificação dos prejuízos fiscais e bases de cálculo negativas da CSLL de períodos anteriores, nos presentes autos que se referem à glosa da compensação de tais fatos, deve ser dada a devida repercussão daquele julgamento, não sendo cabível a reapreciação de matéria já objeto de julgamento. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, EM NEGAR provimento ao RECURSO DE OFÍCIO. (assinado digitalmente) Jorge Celso Freire da Silva – Presidente (assinado digitalmente) Antonio Bezerra Neto – Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Antonio Bezerra Neto, Alexandre Antônio Alkmim Teixeira, Fernando Luiz Gomes de Mattos, Maurício Pereira Faro, Karem Jureidini Dias e Jorge Celso Freire da Silva. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 83 0. 00 49 00 /2 01 0- 97 Fl. 567DF CARF MF Impresso em 04/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/04/2013 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 09/05/2013 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA, Assinado digitalmente em 19/04/2013 por ANTONIO BEZERRA NETO Processo nº 10830.004900/201097 Acórdão n.º 1401000.899 S1C4T1 Fl. 68 2 Relatório Tratase de recurso voluntário e de ofício em face do Acórdão da 5ª Turma da Delegacia da Receita Federal em CampinasSP que cancelou em parte o lançamento. Adoto e transcrevo o relatório constante na decisão de primeira instância, compondo em parte este relatório: Tratase de autos de infração à legislação do Imposto sobre a Renda das Pessoas Jurídicas IRPJ e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido CSLL, lavrados em 16/04/2010, pelo Serviço de Fiscalização Sefis da DRF Campinas/SP, para constituir o crédito tributário no montante de R$ 96.751.560,35, incluídos o principal, a multa de ofício de 75% e os juros de mora devidos até a data da lavratura, tendo em conta as irregularidades apuradas, no anocalendário de 2007, e assim descritas no Termo de Verificação Fiscal de fls. 12/15, parte integrante da peça acusatória: CONTEXTO 1. No exercício das funções do cargo de AuditoraFiscal da Receita Federal do Brasil, procedemos à análise das informações fiscais contidas nos documentos que compõem a presente Ação Fiscal, revisando, nos termos do artigo 835 do Decreto n° 3.000/1999 (Regulamento do Imposto de Renda RIR/99), as Declarações de Informações EconômicoFiscais, relativas aos anoscalendário 2005, 2006 e 2007, DIPJ 2006/2007/2008, respectivamente, do contribuinte acima identificado. 2. Foram constatadas divergências entre os valores constantes da DIPJ/2007, anocalendário 2006, e DCTF's, conforme Quadro abaixo, em relação a CSLL Estimativas mensais: AnoCalendário 2006 (A) CSLL PAGA (informada na DIPJ) (B) PAGAMENTO (códigos 2469 e 2484) (C)PER/DCOMP (D)DEDUÇÕES TOTAL (B) + (C) + (D) CSLL 46.772.734,97 46.066.372,08 373.400,56 55.032,65 46.494.805,29 3. Também foram constatadas irregularidades referentes a compensação a maior de Prejuízo Fiscal e da Base de Cálculo Negativa da CSLL, relativas ao ano calendário 2005, 2006 e 2007. DOS PROCEDIMENTOS FISCAIS 4. Em 21/01/2010, o contribuinte recebeu Termo de Início de Fiscalização e Intimação para prestar os esclarecimentos necessários quanto às inconsistências constatadas, relativas ao anocalendário 2005, e apresentar a devida documentação comprobatória. Em 10/02/2010, foi protocolado documento solicitando prorrogação de prazo de mais 15 (quinze) dias para atendimento da intimação. 5. Em 17/02/2010 foi recebido Termo de Prorrogação, autorizando o atendimento à intimação até o dia 25/02/2010. Fl. 568DF CARF MF Impresso em 04/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/04/2013 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 09/05/2013 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA, Assinado digitalmente em 19/04/2013 por ANTONIO BEZERRA NETO Processo nº 10830.004900/201097 Acórdão n.º 1401000.899 S1C4T1 Fl. 69 3 6. Em 25/02/2010, foi protocolizada resposta relacionada a compensação do Prejuízo Fiscal e da Base de Cálculo Negativa da CSLL do anocalendário 2005, DIPJ 2006. 7. Em 23/03/2010, foi recebida pelo contribuinte Intimação solicitando esclarecimentos relacionados às inconsistências da CSLL do anocalendário de 2006 e da compensação a maior de Prejuízo Fiscal e da Base de Cálculo Negativa da CSLL relativas ao anocalendário 2007. 8. Em l°/04/2010, foi protocolizada resposta relacionada a compensação do Prejuízo Fiscal e da Base de Cálculo Negativa da CSLL do anocalendário 2007 e inconsistência da CSLL do anocalendário 2006. DAS CONSTATAÇÕES A COMPENSAÇÃO DE PREJUÍZOS FISCAIS E BASE DE CÁLCULO NEGATIVA DA CSLL 9. Conforme respostas apresentadas, o contribuinte considera corretos os valores da Tabela de compensação de prejuízos fiscais e de base de cálculo negativa da CSLL abaixo, conforme constam das respectivas DIPJ entregues a RFB (entre parênteses foram informados os valores compensados): Anoca lendário DIPJ IRPJ Constituição Compensação IRPJ Saldo CSLLConstituição Compensação CSLL Saldo 1999/2000 408.238.618,50 408.238.618,50 405.806.053,70 405.806.053,70 2000/2001 107.479.183,51 515.717.802,01 107.498.328,99 513.304.382,69 2001/2002 4.470.217,41 520.188.019,42 4.652.198,52 517.956.581,21 2002/2003 740.944.596,17 1.261.132.615,59 741.241.848,99 1.259.198.430,20 2003/2004 16.512.014,37 1.244.620.601,22 12.146.599,60 1.247.051.830,60 2004/2005 59.248.935,47 1.185.371.665,75 48.484.143,96 1.198.567.686,64 2005 (cisão) 316.756.168,53 868.615.497,22 313.604.011,16 884.963.675,48 2005/2006 54.078.731,70 814.536.765,52 53.569.116,27 831.394.559,21 2006/2007 223.772.131,88 590.764.633,64 218.706.546,76 612.688.012,44 2007/2008 142.512.443,34 448.252.190,30 148.987.084,62 463.700.927,82 Fl. 569DF CARF MF Impresso em 04/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/04/2013 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 09/05/2013 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA, Assinado digitalmente em 19/04/2013 por ANTONIO BEZERRA NETO Processo nº 10830.004900/201097 Acórdão n.º 1401000.899 S1C4T1 Fl. 70 4 10. Porém, se considerado o que consta do Auto de Infração no. 10830.011401/200751, lavrado em 28/12/2007, cópias em anexo, verificamos que houve alteração dos saldos de prejuízos fiscais e das bases de cálculo negativas da CSLL em virtude da glosa de despesas financeiras, anocalendário 2003, no valor de R$ 863.387.794,31. Em decorrência da diminuição dos saldos a compensar, de R$ 1.261.132.615,59 para R$ 397.744.821,28, do IRPJ, e de R$ 1.259.198,430,20 para R$ 398.061.219,58, da CSLL, estes se esgotaram no anocalendário de 2005 (cisão) e, por conseguinte, o contribuinte promoveu compensação a maior quando das apurações das bases de cálculos dos IRPJ e CSLL subseqüentes, conforme demonstrado nos Quadros abaixo. Compensação de Prejuízos Fiscais IRPJ Anocalendário DIPJ Saldo do ano anterior Redução na Autuação Novo Saldo Compensado p/ Contribuinte Compensado na Autuação Compensação Indevida 2003/2004 1.261.132.615,59 863.387.794,31 397.744.821,28 17.398.269,95 14.775.545,42 2004/2005 365.571.005,91 60.349.401,46 22.803.750,27 2005 (cisão) 282.417.854,18 317.842.718,62 10.250.585,72 45.675.450,17 2005/2006 54.308.916,48 54.308.916,48 2006/2007 223.772.131,88 ■ 223.772.131,88 2007/2008 142.512.443,34 142.512.443,34 11. Ressaltese que os valores compensados indevidamente do IRPJ e da CSLL, apurados nos anoscalendário 2005 (cisão), 2005/2006 e 2006/2007, também foram lançados através do Auto de Infração, já mencionado anteriormente, protocolizado em 28/12/2007, conforme cópias em anexo. O referido Auto de Infração se encontra no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais/MF/DF desde 07/07/2009, conforme consulta no Sistema COMPROT, em anexo. B ESTIMATIVA MENSAL CSLL 12. Em relação a CSLL do anocalendário 2006, verificouse que o valor total da CSLL paga por estimativa, informada na Linha 52 da Ficha 17 Cálculo da CSLL, da DIPJ do anocalendário 2006 (R$ 46.772.734,97), corresponde ao somatório dos valores pagos + valores declarados em PERDCOMP + CSLL Retida na Fonte, conforme Tabela abaixo: Anocalendário 2006 (A) CSLL PAGA (código 2484) (B)PER/DCOMP (C) CSLL Retida TOTAL (A)+(B) + (C) DIPJ Linha 52 Ficha 17 Janeiro 3.830.467,08 345.836,84 24.553,85 4.200.857,77 Fevereiro 3.106.811,65 26.596,81 3.133.408,46 Fl. 570DF CARF MF Impresso em 04/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/04/2013 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 09/05/2013 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA, Assinado digitalmente em 19/04/2013 por ANTONIO BEZERRA NETO Processo nº 10830.004900/201097 Acórdão n.º 1401000.899 S1C4T1 Fl. 71 5 Março 4.596.320,62 25.663,86 4.621.984,48 Abril 3.471.485,77 25.842,52 3.497.328,29 Maio 3.387.642,46 27.925,34 3.415.567,80 Junho 2.806.562,36 21.965,31 2.828.527,67 Julho 4.619.033,43 27.563,72 23.242,17 4.669.839,32 Agosto 3.248.585,08 24.036,85 3.272.621,93 Setembro 3.688.917,72 21.350,53 3.710.268,25 Outubro 4.178.394,91 31.235,30 4.209.630,21 Novembro 4.810.458,54 25.517,14 4.835.975,68 Dezembro 4.321.692,46 55.032,65 4.376.725,11 Total 46.066.372,08 373.400,56 332.962,33 46.772.734,97 13. Uma vez que, conforme Manual da DIPJ, "considerase efetivamente pago por estimativa o crédito da contribuição extinto por meio de: dedução da CSLL retida por órgão público, ou por outra pessoa jurídica de direito privado, compensação solicitada por meio da Declaração de Compensação (PER/DCOMP), compensação autorizada por medida judicial e valores pagos mediante DARF", não existem valores a serem lançados em relação a CSLL apurada na DIPJ do anocalendário 2006 DA APURAÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO 14. Serão lançados de ofício, através de Auto de Infração, do qual o presente Termo é parte integrante, os valores da compensações indevidas, de prejuízo fiscal e da Base de Cálculo Negativa da CSLL, do anocalendário 2007, Exercício 2008, conforme demonstrado nos Quadros no item 10 acima. CONCLUSÃO 15. Os valores do IRPJ e da CSLL apurados na presente ação fiscal, com os devidos acréscimos legais, constituem o Crédito Tributário nos termos do artigo 142 do CTN, conforme discriminado no Auto de Infração. 16. A presente ação fiscal restringiuse a revisão das DIPJ, relativas aos anoscalendario de 2005, 2006 e 2007. Fica, portanto, ressalvado o direito de a Fazenda Nacional fazer verificações posteriores e cobrar o que for devido em razão dos fatos, circunstâncias e elementos não verificados e/ou não conhecidos nesta oportunidade. Fl. 571DF CARF MF Impresso em 04/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/04/2013 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 09/05/2013 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA, Assinado digitalmente em 19/04/2013 por ANTONIO BEZERRA NETO Processo nº 10830.004900/201097 Acórdão n.º 1401000.899 S1C4T1 Fl. 72 6 17. E, para constar e surtir todos os efeitos da lei, foi lavrado o presente Termo, em três vias de igual forma e teor, assinadas pela AuditoraFiscal da Receita Federal do Brasil, sendo uma das vias enviada ao contribuinte pelo Correio, com Aviso de Recebimento AR, para ciência. Cientificada dos lançamentos, por via postal (cópia de AR de fls. 38), em 22/04/2010, a contribuinte, por intermédio de seus advogados e bastantes procuradores (cf. instrumentos de mandato e de substabelecimento de fls. 99/101), protocolizou a impugnação de fls. 40/90, em 21/05/2010, alegando em sua defesa as seguintes razões de fato e de direito. Afirma a tempestividade da impugnação e que os autos de infração em apreço relativos ao anocalendário de 2007 seriam conexos com aqueles formalizados no âmbito do processo administrativo n° 10830.011401/200751 e referentes aos fatos geradores ocorridos nos anoscalendário de 2000 a 2006. Em suas palavras: "09. Assim, o Auto de Infração ora impugnado é conseqüência da redução dos prejuízos fiscais e das bases de cálculo negativas de CSLL em razão da glosa de despesas financeiras realizadas por meio da lavratura do Auto de Infração vinculado ao Processo Administrativo n° 10830.011401/200751 (doe. 04). [...] 11. Portanto, o presente Auto de Infração está intrinsecamente relacionado ao Processo Administrativo n° 10830.011401/200751, sendo que a conclusão pela inexistência de qualquer valor a pagar com relação ao primeiro lançamento, acarretará, obrigatoriamente, o cancelamento desta infração 12. Dito isto, passemos a analisar os principais andamentos ocorridos no Processo Administrativo n° 10830.011401/200751 e que, curiosamente, deixaram de ser mencionados pela Fiscalização no Termo de Verificação do novo lançamento realizado. [...] 17. Diante das razões apresentadas, que demonstravam a completa ilegitimidade do lançamento, a 5* Turma da Delegacia de Julgamento houve por bem JULGAR INTEGRALMENTE IMPROCEDENTES as exigências fiscais, conforme ementa abaixo: [...] Nas preliminares, ainda afirma a nulidade dos lançamentos, por ausência de investigação dos fatos, tendo se pautado integralmente a autoridade administrativa nas conclusões obtidas no processo administrativo n° 10830.011401/200751. No entendimento da defesa, para justificar os lançamentos, a fiscalização não poderia utilizarse de conclusões obtidas por outra fiscalização em outro processo/procedimento fiscal. Para fundamentar a nulidade dos lançamentos referese ainda a defesa ao desrespeito à decisão administrativa da 5a Turma de Julgamento da DRJ Campinas que teria determinado a atualização dos bancos de dados do Sistema de Acompanhamento de Prejuízo Fiscal, Lucro Inflacionário e Base de Cálculo Negativa da CSLL Sapli, para reconhecimento da legitimidade das despesas registradas pela empresa de 1999 a 2005. E prossegue a defesa: Fl. 572DF CARF MF Impresso em 04/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/04/2013 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 09/05/2013 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA, Assinado digitalmente em 19/04/2013 por ANTONIO BEZERRA NETO Processo nº 10830.004900/201097 Acórdão n.º 1401000.899 S1C4T1 Fl. 73 7 "47. Nem se diga que o trecho final presente na decisão da 5a Turma de Julgamento 'ressalvandose que, também neste âmbito, a disponibilidade dos prejuízos e bases negativas só será definitiva depois da apreciação do recurso de ofício ' significaria que a decisão não teria efeito imediato, sendo que a recomposição dos saldos de prejuízo fiscal e base negativa de CSLL só deveria ser feita após o julgamento do recurso de ofício pelo Conselho Administrativo de Recursos Fiscais CARF". Adota a Impugnante o entendimento de que a recomposição dos saldos de prejuízo fiscal e base negativa de CSLL produziria efeitos desde a ciência das partes quanto ao resultado do julgamento, sendo este o momento em que devem cessar os seus efeitos. Nas palavras da parte: "48. [...] Tratase de um imperativo lógico e decorrente do próprio sistema jurídico que permite que a Administração exerça o controle de legalidade de seus atos, cancelando de ofício, ou por iniciativa das partes, os atos administrativos considerados ilegítimos". Para a defesa, a Administração não poderia aceitar a propagação de efeitos de um ato considerado ilegal, e somente a partir da decisão do CARF de acatar o recurso de ofício da 5a Turma de Julgamento da DRJ Campinas, é que poderiam ser efetuados os ajustes nas bases de cálculo e os lançamentos correspondentes. Transcreve ementa de julgado da 8a Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes (Acórdão n° 10809.799 de 18/12/2008). E continua: "Ressaltese que esta decisão do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais CARF, que conformase em tudo com as diretrizes do processo administrativo, pauta na premissa que, cancelado o auto de infração originário, não existem mais os motivos que seriam capazes de acarretar a lavratura de um segundo auto. Esta decisão visa, justamente, evitar a manutenção de situações contraditórias, de revisão de um ato administrativo pela própria Administração, mas manutenção de seus efeitos correlatos". Para a defesa, diante da decisão da DRJ no processo administrativo n° 10830.011401/200751, como não haveria mais a necessária e obrigatória motivação para o ato administrativo, a exigência dos tributos configuraria um absurdo jurídico. Invoca também a decadência de parte do crédito tributário, nos termos do art. 150, §4° do CTN, tendo em conta que os prejuízos fiscais e as bases de cálculo negativas objeto de glosa teriam sido gerados em período já atingidos pela decadência (1999 a 2004). Apenas as glosas relativas às despesas incorridas no ano calendário de 2005 estariam a salvo da decadência. Nas palavras da defesa: "77. E nem se alegue que não teria ocorrido a decadência uma vez que a autuação estaria se referindo à glosa de prejuízos fiscais e bases negativas de cálculo aproveitados pela Impugnante no anocalendário de 2007 (período ora autuado). 78. O presente lançamento, ainda que procure alcançar os efeitos da dedução das despesas somente no ano de 2007, em razão da glosa do prejuízo fiscal e base negativa utilizados para compensar tributos nesse exercício, não passa de uma tentativa de rever a escrita fiscal da Impugnante de períodos anteriores, escrita esta já homologada tacitamente, conforme a regra do artigo 150. $4° do CTN". 79. A homologação tácita do lançamento realizado em 1999 a 2004 alcança, por certo, a homologação de todos os procedimentos relacionados à apuração da base de cálculo do IRPJ e CSLL nos respectivos exercícios, o que inclui Fl. 573DF CARF MF Impresso em 04/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/04/2013 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 09/05/2013 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA, Assinado digitalmente em 19/04/2013 por ANTONIO BEZERRA NETO Processo nº 10830.004900/201097 Acórdão n.º 1401000.899 S1C4T1 Fl. 74 8 necessariamente a dedução das despesas do lucro real e a constatação da existência de prejuízo fiscal e base negativa de CSLL. Homologase a escrita fiscal do contribuinte, procedimento, e não simplesmente o pagamento". Defende a Impugnante, após cinco anos da data do fato gerador e sem ato desconstitutivo do Fisco, a definitividade dos prejuízos fiscais e bases negativas a serem utilizados em momento posterior. E prossegue: "81. De outra forma, e considerando que os prejuízos fiscais e bases negativas de CSLL são imprescritíveis, a Fiscalização poderia, em 20, 30, 40 anos a partir de sua geração, questionar os valores registrados pelo contribuinte. Este cenário certamente não é legítimo, até mesmo em função do primado da segurança jurídica". Transcreve ementas de julgados do CARF. No mérito, reproduz resumidamente as razões apresentadas na defesa vinculada ao processo administrativo n° 10830.011401/200751, assim como requer que sejam aqui consideradas as provas produzidas no âmbito daqueles autos. Juntamente com a impugnação, procedeu ajuntada dos documentos de fls. 97/426, numerados de Doc. 01 a Doc. 27. No despacho de encaminhamento do processo para julgamento (fls. 428), a autoridade preparadora deixou de se pronunciar sobre a tempestividade da impugnação, mas providenciou a suspensão da exigibilidade dos créditos tributários constituídos exofficio nos sistemas de cobrança, conforme extrato do processo de fls. 427. A DRJ CANCELOU os lançamentos e RECORREU DE OFÍCIO, nos seguintes termos: ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Anocalendário: 2007 Lançamentos Conexos. Glosa da Compensação de Prejuízo Fiscal e Base de Cálculo Negativa. Retificação Apreciada em Processo Anterior. Já tendo sido apreciada, em outro processo administrativo, na Ia instância, a retificação dos prejuízos fiscais e bases de cálculo negativas da CSLL de períodos anteriores, nos presentes autos que se referem à glosa da compensação de tais fatos, deve ser dada a devida repercussão daquele julgamento, não sendo cabível a reapreciação de matéria já objeto de julgamento. Nulidade do Lançamento. Imprescindibilidade de Procedimento Fiscal Próprio. Caracterizada a conexão entre os processos, com a mesma causa de pedir, ou decorrentes dos mesmos fundamentos fáticos e jurídicos, está completamente dispensada a instauração de um novo procedimento fiscal, para a formalização de autos de infração meramente decorrentes de procedimento anterior. Nulidade do Lançamento. Descumprimento de Decisão da DRJ. A decisão da Turma de Julgamento da DRJ, órgão de primeira instância administrativa, que exonerar o sujeito passivo do pagamento de tributo e encargos de multa, no valor total superior a R$ 1.000.000,00, está sujeita ao duplo grau de jurisdição, não produzindo efeito senão depois de confirmada pelo Conselho Administrativo de Recursos Fiscais CARF. Fl. 574DF CARF MF Impresso em 04/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/04/2013 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 09/05/2013 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA, Assinado digitalmente em 19/04/2013 por ANTONIO BEZERRA NETO Processo nº 10830.004900/201097 Acórdão n.º 1401000.899 S1C4T1 Fl. 75 9 Voto Conselheiro Antonio Bezerra Neto, Relator Os recurso de ofício preenche os requisitos de admissibilidade, dele tomo conhecimento. RECURSO DE OFÍCIO De fato, a matéria tributável objeto dos presentes autos deriva de compensação indevida de prejuízos fiscais e de bases de cálculo negativas que se referem a saldos de períodos anteriores e que foram alterados em virtude de outros lançamentos fiscais constante do processo nº 10830.011401/200751.. . A esse respeito a DRJ cancelou os lançamentos em função dessa conexão e do destino que tomou o referido processo conexo (10830.011401/200751) que fora também cancelado . O próprio Termo de Verificação Fiscal dá conta da conexão deste processo com o processo nº 10830.011401/200751: Porém, se considerado o que consta do Auto de Infração n" 10830.011401/200751, lavrado em 28/12/2007, cópias em anexo, verificamos que houve alteração dos saldos de prejuízos fiscais e das bases de cálculo negativas da CSLL em virtude da glosa de despesas financeiras, anocalendário 2003, no valor de RS 863.387.794,31. Em decorrência da diminuição dos saldos a compensar, de RS 1.261.132.615,59 para RS 397.744.821,28, do IRPJ, e de RS 1.259.198.430,20 para RS 398.061.219,59 da CSLL, estes se esgotaram no anocalendário de 2005 (cisão) e, por conseguinte, o contribuinte promoveu compensação a maior quando das apurações das bases de cálculos dos IRPJ e CSLL subseqüentes (...) Ou seja, a comprovação da existência de saldos passíveis de compensação no presente processo deve levar em conta necessariamente o que ficar decidido no processo n 10830.011401/200751. Há uma clara conexão entre os mesmos, tanto no que diz respeito ao pedido quanto ‘a causa de pedir, pois os presentes autos de infração versam exclusivamente por compensação indevida de prejuízos fiscais e bases negativas da CSLL em consequência da glosa de despesas financeiras realizada por meio da lavratura do Auto de Infração vinculado ao referido processo (10830.011401/200751). Portanto, observase que a apreciação do presente RECURSO OFÍCIO, depende da confirmação dos saldos de períodos anteriores de prejuízos fiscais e bases negativas de CSLL, que, por sua vez, depende do julgamento acerca da procedência dos lançamentos tributários objeto do processo administrativo n° 10830.011401/200751. De acordo com o sítio do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF) na INTERNET, o processo administrativo n° 10830.011401/200751 no qual NEGOUSE provimento ao RECURSO DE OFÍCIO, com a seguinte ementa: Fl. 575DF CARF MF Impresso em 04/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/04/2013 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 09/05/2013 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA, Assinado digitalmente em 19/04/2013 por ANTONIO BEZERRA NETO Processo nº 10830.004900/201097 Acórdão n.º 1401000.899 S1C4T1 Fl. 76 10 SALDO DE PREJUÍZO FISCAL – REVISÃO – DECADÊNCIA – A Autoridade fiscal tem 5 anos da data em que se encerrou o período de apuração para rever de ofício a base de cálculo de IRPJ/CSLL, apurada pelo contribuinte e, portanto, o saldo de prejuízo efetivamente apurado na escrita contábil e fiscal do contribuinte, devidamente declarado ‘a autoridade. Com o decurso do prazo, dáse a decadência do poderdever da autoridade de ajustar essa base de cálculo. DESPESA FINANCEIRA – DEDUTIBILIDADE – A despesa financeira que tem origem em contrato regular e válido é operacional e dedutível, na medida em que necessária. No caso, a necessidade comprovase já que a dívida veio quitar com desconto outra dívida que tinha condições menos facilitadas de pagamento. Recurso de Ofício Negado. . Portanto, os prejuízos fiscais e bases negativas da CSLL foram revertidos. Outrossim, verificase que o referido Acórdão recebeu decisão definitiva na instância administrativa, na medida em que a Fazenda não entrou com Recurso Especial e o processo encontrase em Arquivo Geral desde 20/10/2011, conforme demonstra Sistema Comprot: Dados do Processo Número : 10830.011401/200751 Data de Protocolo : 28/12/2007 Documento de Origem : AI27122007 Procedência : SEFIS/DRF/CPS Assunto : AUTO DE INFRACAOIRPJ Nome do Interessado : ELEKTRO ELETRICIDADE E SERVICOS SA CNPJ : 02.328.280/000197 Tipo: Papel Sistemas Profisc: Não EProcesso :Não SIEF:Controlado pelo SIEF Localização Atual Órgão Origem : ARQUIVO GERAL DA SAMFSP Órgão : ARQUIVO GERAL DA SAMFSP Movimentado em : 20/10/2011 Sequencia : 0016 RM : 32867 Situação : ARQUIVADO POR 05 ANOS UF : SP Fl. 576DF CARF MF Impresso em 04/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/04/2013 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 09/05/2013 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA, Assinado digitalmente em 19/04/2013 por ANTONIO BEZERRA NETO Processo nº 10830.004900/201097 Acórdão n.º 1401000.899 S1C4T1 Fl. 77 11 Dessa forma, tendo em conta que os fundamentos fáticos e jurídicos relativos à retificação dos prejuízos fiscais e bases de cálculo negativas de períodos anteriores foram julgados improcedentes pelo CARF, devem também ser canceladas as presentes exigências reflexas, pois em decorrência daquela decisão, há valores suficientes de prejuízo fiscal e base de cálculo negativa de períodos anteriores para as compensações efetuadas pela empresa, nos valores respectivamente de R$ 142.512.443,34 e R$ 148.987.085,34, conforme demonstrativo do Sapli de fls. 495 e 497verso. Por todo o exposto, NEGO provimento ao RECURSO DE OFÍCIO . (assinado digitalmente) Antonio Bezerra Neto Fl. 577DF CARF MF Impresso em 04/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/04/2013 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 09/05/2013 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA, Assinado digitalmente em 19/04/2013 por ANTONIO BEZERRA NETO
score : 1.0
Numero do processo: 11020.001243/2010-23
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Mar 13 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Tue Mar 13 00:00:00 UTC 2012
Ementa: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/01/2005 a 30/09/2008
CONCOMITÂNCIA ENTRE PROCESSO ADMINISTRATIVO
FISCAL E PROCESSO JUDICIAL COM A MESMA MATÉRIA.
Conforme a Súmula CARF nº 1, importa renúncia às instâncias
administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por
qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício,
com o mesmo objeto do processo administrativo, sendo cabível apenas a
apreciação, pelo órgão de julgamento administrativo, de matéria distinta da
constante do processo judicial.
Recurso Voluntário Não Conhecido.
Numero da decisão: 2301-002.678
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos: a) em não
conhecer do recurso, nos termos do voto do Relator.
Nome do relator: Mauro Jose Silva
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Recorrente ASSOCIAÇÃO COMERCIAL INDUSTRIAL E DE SERVIÇOS S MARCOS Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2005 a 30/09/2008 CONCOMITÂNCIA ENTRE PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL E PROCESSO JUDICIAL COM A MESMA MATÉRIA. Conforme a Súmula CARF nº 1, importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo, sendo cabível apenas a apreciação, pelo órgão de julgamento administrativo, de matéria distinta da constante do processo judicial. Recurso Voluntário Não Conhecido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos: a) em não conhecer do recurso, nos termos do voto do Relator. (assinado digitalmente) Marcelo Oliveira Presidente. (assinado digitalmente) Mauro José Silva Relator. Fl. 836DF CARF MF Impresso em 11/06/2012 por APARECIDA DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/06/2012 por MAURO JOSE SILVA, Assinado digitalmente em 08/06/2012 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 07/06/2012 por MAURO JOSE SILVA 2 Participaram do presente julgamento a Conselheira Bernadete de Oliveira Barros, bem como os Conselheiros Leonardo Henrique Pires Lopes, Damião Cordeiro de Moraes, Adriano González Silvério, Mauro José Silva e Marcelo Oliveira. Fl. 837DF CARF MF Impresso em 11/06/2012 por APARECIDA DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/06/2012 por MAURO JOSE SILVA, Assinado digitalmente em 08/06/2012 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 07/06/2012 por MAURO JOSE SILVA Processo nº 11020.001243/201023 Acórdão n.º 2301002.678 S2C3T1 Fl. 837 3 Relatório Tratase de Lançamento por meio de Auto de Infração, lavrado em 14/04/2010, por ter a empresa acima identificada, segundo Relatório Fiscal da Infração, fls. 33/41, deixado de recolher contribuições previdenciárias sobre serviços prestados por cooperativas de trabalho médico, nas competências 01/2005 A 09/2008, tendo resultado na constituição de crédito tributário de R$ 1.659.748,61. Após tomar ciência postal da autuação em 28/04/2010, fls. 703, a recorrente apresentou impugnação, fls. 705/714, na qual apresentou argumentos similares aos constantes do recurso voluntário. A 5ª Turma da DRJ/Juiz de Fora, no Acórdão de fls. 758/765, julgou a impugnação improcedente, tendo a recorrente sido cientificada do decisório em 23/03/2011, fls. 823. O recurso voluntário, apresentado em 14/04/2011, fls. 824/833, apresentou argumentos conforme a seguir resumimos. Entende ser indevida a contribuição social sobre a prestação de serviços contratados com cooperativas de trabalho com argumentos de inconstitucionalidade. Colaciona diversas jurisprudências judiciais. Sustenta que a base de cálculo deve ser 30% do valor bruto da fatura o prestador, conforme art. 291 da IN 03/2005. Informa que no Mandado de Segurança 2000.71.07.0044859 tem depositado judicialmente o valor da contribuição utilizando como base de cálculo 30% do valor bruto da fatura. Conclui requerendo a extinção do processo administrativo, tendo em vista a existência de depósito judicial. É o relatório. Fl. 838DF CARF MF Impresso em 11/06/2012 por APARECIDA DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/06/2012 por MAURO JOSE SILVA, Assinado digitalmente em 08/06/2012 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 07/06/2012 por MAURO JOSE SILVA 4 Voto Conselheiro Mauro José Silva, Relator Deixamos de tomar conhecimento do Recurso apresentado pelas razões a seguir apresentadas. Concomitância entre processo administrativo e processo judicial. Renúncia às instâncias administrativas em relação às matérias idênticas. Súmula CARF Nº 1. A recorrente impetrou o Mandado de Segurança 2000.71.07.0044859 que trata de todas as questões suscitadas no Recurso Voluntário, como a própria recorrente admitiu. Assim deve ser aplicada ao caso a Súmula CARF nº 1, in verbis: “Súmula CARF nº 1: Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo, sendo cabível apenas a apreciação, pelo órgão de julgamento administrativo, de matéria distinta da constante do processo judicial.“ Por todo o exposto, voto no sentido de NÃO CONHECER o Recurso Voluntário. (assinado digitalmente) Mauro José Silva Fl. 839DF CARF MF Impresso em 11/06/2012 por APARECIDA DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/06/2012 por MAURO JOSE SILVA, Assinado digitalmente em 08/06/2012 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 07/06/2012 por MAURO JOSE SILVA Processo nº 11020.001243/201023 Acórdão n.º 2301002.678 S2C3T1 Fl. 838 5 Fl. 840DF CARF MF Impresso em 11/06/2012 por APARECIDA DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/06/2012 por MAURO JOSE SILVA, Assinado digitalmente em 08/06/2012 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 07/06/2012 por MAURO JOSE SILVA
score : 1.0
Numero do processo: 11040.900316/2009-90
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Mar 20 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Mon Jun 03 00:00:00 UTC 2013
Numero da decisão: 3402-000.512
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
RESOLVEM os membros deste Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do relator.
(assinado digitalmente)
Gilson Macedo Rosenburg Filho Presidente Substituto
(assinado digitalmente)
João Carlos Cassuli Junior - Relator
Participaram do julgamento os Conselheiros Gilson Macedo Rosenburg Filho (Presidente Substituto), João Carlos Cassuli Junior (Relator), Monica Elisa de Lima (Suplente), Mario Cesar Francalossi Bais (Suplente), Silvia de Brito Oliveira, Adriana Oliveira e Ribeiro (Suplente). Ausente, justificadamente, os Conselheiros Nayra Bastos Manatta, Fernando Luiz da Gama Lobo D´Eça e Francisco Mauricio Rabelo de Albuquerque Silva.
Relatório
Tratam-se os autos de Declaração de compensação realizada pelo contribuinte, que objetivou parte do pagamento de IRPJ do período de Dez/2003, no valor de R$1.164,04 (hum mil, cento e sessenta e quatro reais e quatro centavos), com crédito oriundo de pagamento indevido ou a maior relativo à multa de mora em débito de COFINS (confessado espontaneamente), do período de Mai/2001, no valor de R$1.018,47 (hum mil e dezoito reais e quarenta e sete centavos).
Em análise à compensação transmitida a Autoridade Preparadora houve por bem em não homologar o pleito do contribuinte, alegando que para o DARF declarado no PER/DCOMP havia sido encontrados um ou mais pagamentos, tendo o referido valor sido utilizado integralmente na quitação de débitos.
O contribuinte insurgiu-se, arguindo que a multa paga através do referido DARF era indevida, uma vez que o pagamento ali realizado havia sido denunciado espontaneamente, o que materializaria o indébito utilizado na compensação.
O julgamento em primeira instancia rechaçou os fundamentos da manifestação de inconformidade, apresentando entendimento suportado por decisão do STJ, no sentido de que a declaração de débito em DCTF e o seu respectivo recolhimento em atraso não configuram denúncia espontânea, não esclarecendo, todavia, o momento efetivo da declaração e do recolhimento ocorrido nos autos.
O recurso foi apresentado nos mesmos termos da Manifestação de Inconformidade e no julgamento em 2ª instância o CARF houve por bem em converter o julgamento em diligência para apurar a ocorrência ou não de declaração do débito em DCTF, bem como o momento (posterior ou ulterior) do pagamento realizado, a fim de observar a caracterização ou não do pagamento espontâneo afirmado pelo sujeito passivo Realizada a diligência foi apresentado parecer conclusivo.
DA DISTRIBUIÇÃO
Tendo o processo sido distribuído a esse relator por sorteio regularmente realizado, vieram os autos para relatoria, por meio de processo eletrônico, em 1 (um) Volumes, numerado até a folha 74 (setenta e quatro), estando apto para análise desta Colenda 2ª Turma Ordinária, da 4ª Câmara, da 3ª Seção do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais - CARF.
É o relatório.
Nome do relator: JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR
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RESOLVEM os membros deste Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Gilson Macedo Rosenburg Filho – Presidente Substituto (assinado digitalmente) João Carlos Cassuli Junior Relator Participaram do julgamento os Conselheiros Gilson Macedo Rosenburg Filho (Presidente Substituto), João Carlos Cassuli Junior (Relator), Monica Elisa de Lima (Suplente), Mario Cesar Francalossi Bais (Suplente), Silvia de Brito Oliveira, Adriana Oliveira e Ribeiro (Suplente). Ausente, justificadamente, os Conselheiros Nayra Bastos Manatta, Fernando Luiz da Gama Lobo D´Eça e Francisco Mauricio Rabelo de Albuquerque Silva. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 10 40 .9 00 31 6/ 20 09 -9 0 Fl. 76DF CARF MF Impresso em 04/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/04/2013 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, Assinado digitalmente em 21/0 5/2013 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 25/04/2013 por JOAO CARLOS CASSUL I JUNIOR Processo nº 11040.900316/200990 Resolução nº 3402000.512 S3C4T2 Fl. 76 2 Relatório Tratamse os autos de Declaração de compensação realizada pelo contribuinte, que objetivou parte do pagamento de IRPJ do período de Dez/2003, no valor de R$1.164,04 (hum mil, cento e sessenta e quatro reais e quatro centavos), com crédito oriundo de pagamento indevido ou a maior relativo à multa de mora em débito de COFINS (confessado espontaneamente), do período de Mai/2001, no valor de R$1.018,47 (hum mil e dezoito reais e quarenta e sete centavos). Em análise à compensação transmitida a Autoridade Preparadora houve por bem em não homologar o pleito do contribuinte, alegando que para o DARF declarado no PER/DCOMP havia sido encontrados um ou mais pagamentos, tendo o referido valor sido utilizado integralmente na quitação de débitos. O contribuinte insurgiuse, arguindo que a multa paga através do referido DARF era indevida, uma vez que o pagamento ali realizado havia sido denunciado espontaneamente, o que materializaria o indébito utilizado na compensação. O julgamento em primeira instancia rechaçou os fundamentos da manifestação de inconformidade, apresentando entendimento suportado por decisão do STJ, no sentido de que a declaração de débito em DCTF e o seu respectivo recolhimento em atraso não configuram denúncia espontânea, não esclarecendo, todavia, o momento efetivo da declaração e do recolhimento ocorrido nos autos. O recurso foi apresentado nos mesmos termos da Manifestação de Inconformidade e no julgamento em 2ª instância o CARF houve por bem em converter o julgamento em diligência para apurar a ocorrência ou não de declaração do débito em DCTF, bem como o momento (posterior ou ulterior) do pagamento realizado, a fim de observar a caracterização ou não do pagamento espontâneo afirmado pelo sujeito passivo Realizada a diligência foi apresentado parecer conclusivo. DA DISTRIBUIÇÃO Tendo o processo sido distribuído a esse relator por sorteio regularmente realizado, vieram os autos para relatoria, por meio de processo eletrônico, em 1 (um) Volumes, numerado até a folha 74 (setenta e quatro), estando apto para análise desta Colenda 2ª Turma Ordinária, da 4ª Câmara, da 3ª Seção do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais CARF. É o relatório. Fl. 77DF CARF MF Impresso em 04/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/04/2013 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, Assinado digitalmente em 21/0 5/2013 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 25/04/2013 por JOAO CARLOS CASSUL I JUNIOR Erro! A origem da referência não foi encontrada. Fls. 77 ___________ Voto Conselheiro João Carlos Cassuli Junior, Relator. Retornam estes autos de diligência, designada pela Resolução nº. 3401000287, na qual o Ilustre Relator, Julio Cesar Alves Ramos, solicitou informações à Autoridade Preparadora afim de apurar fatos ocorridos nos autos, que lhe desse suporte ao efetivo deslinde da causa. É que, conforme o relatório acima tratase o processo de compensação formalizada pelo sujeito passivo, na qual a origem do direito creditório, segundo consta, é o pagamento indevido efetuado pelo contribuinte a título de multa, relativo a débito por ele “confessado espontaneamente”. Bem ponderada a diligência estabelecida pela Resolução acima citada, pois que objetivou a verificação da existência ou não da declaração de débito em DCTF e sua direta co relação com a data do pagamento efetuado, de forma a poderse observar a existência ou não do instituto da denúncia espontânea e daí, constatar ou não o pagamento indevido a título de multa como alegado pelo contribuinte. Entretanto, de forma absolutamente breve, cumpre informar que ainda que a diligência realizada nos autos tenha de fato esclarecido pontos cruciais ao deslinde da causa, sendo extremamente conclusiva, o fato é que ao contribuinte não foi dada vistas de seu resultado, prejudicando o bom andamento do processo, em necessária observação ao princípio do contraditório e ampla defesa respeitado no processo administrativo fiscal. Sem mais delongas, mesmo que o resultado desta diligência permita a averiguação concreta da existência (ou não) do pagamento espontâneo, e por via de conseqüência, a materialização (ou não) do indébito apontado pelo contribuinte, ao mesmo não foi dada a oportunidade de se manifestar, nos termos do que dispõe o artigo 26 e seguintes da Lei 9.784/99. Sendo, assim, voto no sentido de converter o julgamento em diligência para determinar o retorno dos autos à unidade de origem, afim de que o sujeito passivo seja cientificado do resultado da diligência realizada, intimandoo para se manifestar, querendo, no prazo de 30 dias, após o que devem os autos retornar à este Colegiado para prosseguimento do julgamento. (assinado digitalmente) João Carlos Cassuli Junior – Relator. Fl. 78DF CARF MF Impresso em 04/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/04/2013 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, Assinado digitalmente em 21/0 5/2013 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 25/04/2013 por JOAO CARLOS CASSUL I JUNIOR
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