Busca Facetada
Turma- Terceira Câmara (29,276)
- Segunda Câmara (27,804)
- Primeira Câmara (25,086)
- Segunda Turma Ordinária d (17,704)
- 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR (16,175)
- Primeira Turma Ordinária (16,062)
- Primeira Turma Ordinária (16,046)
- Primeira Turma Ordinária (16,020)
- Segunda Turma Ordinária d (15,770)
- Segunda Turma Ordinária d (14,393)
- Primeira Turma Ordinária (12,998)
- Primeira Turma Ordinária (12,361)
- Segunda Turma Ordinária d (12,352)
- Quarta Câmara (11,514)
- Primeira Turma Ordinária (11,404)
- Quarta Câmara (84,620)
- Terceira Câmara (67,201)
- Segunda Câmara (55,443)
- Primeira Câmara (19,959)
- 3ª SEÇÃO (16,175)
- 2ª SEÇÃO (11,266)
- 1ª SEÇÃO (6,825)
- Pleno (788)
- Sexta Câmara (302)
- Sétima Câmara (172)
- Quinta Câmara (133)
- Oitava Câmara (123)
- Terceira Seção De Julgame (124,384)
- Segunda Seção de Julgamen (114,111)
- Primeira Seção de Julgame (76,334)
- Primeiro Conselho de Cont (49,052)
- Segundo Conselho de Contr (48,957)
- Câmara Superior de Recurs (37,862)
- Terceiro Conselho de Cont (25,978)
- IPI- processos NT - ressa (5,020)
- Outros imposto e contrib (4,458)
- PIS - ação fiscal (todas) (4,061)
- IRPF- auto de infração el (3,972)
- PIS - proc. que não vers (3,961)
- IRPJ - AF - lucro real (e (3,943)
- Cofins - ação fiscal (tod (3,868)
- Simples- proc. que não ve (3,681)
- IRPF- ação fiscal - Dep.B (3,045)
- IPI- processos NT- créd.p (2,251)
- IRPF- ação fiscal - omis. (2,215)
- Cofins- proc. que não ver (2,102)
- IRPJ - restituição e comp (2,088)
- Finsocial -proc. que não (1,996)
- IRPF- restituição - rendi (1,991)
- Não Informado (56,618)
- GILSON MACEDO ROSENBURG F (5,405)
- RODRIGO DA COSTA POSSAS (4,442)
- WINDERLEY MORAIS PEREIRA (4,269)
- CLAUDIA CRISTINA NOIRA PA (4,256)
- PEDRO SOUSA BISPO (3,749)
- HELCIO LAFETA REIS (3,622)
- CHARLES MAYER DE CASTRO S (3,219)
- ROSALDO TREVISAN (3,217)
- MARCOS ROBERTO DA SILVA (3,150)
- Não se aplica (2,924)
- PAULO GUILHERME DEROULEDE (2,724)
- LIZIANE ANGELOTTI MEIRA (2,628)
- WILDERSON BOTTO (2,615)
- HONORIO ALBUQUERQUE DE BR (2,472)
- 2020 (41,088)
- 2021 (35,833)
- 2019 (30,960)
- 2018 (26,046)
- 2024 (25,917)
- 2012 (23,622)
- 2023 (22,471)
- 2014 (22,375)
- 2013 (21,087)
- 2011 (20,979)
- 2025 (19,481)
- 2010 (18,059)
- 2008 (17,134)
- 2017 (16,839)
- 2009 (15,846)
- 2009 (69,612)
- 2020 (39,854)
- 2021 (34,153)
- 2019 (30,463)
- 2023 (25,918)
- 2024 (23,872)
- 2014 (23,412)
- 2018 (23,139)
- 2025 (19,745)
- 2013 (16,584)
- 2017 (16,398)
- 2008 (15,520)
- 2006 (14,857)
- 2022 (13,225)
- 2007 (13,020)
Numero do processo: 10850.908391/2011-16
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Feb 01 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Wed Mar 07 00:00:00 UTC 2018
Numero da decisão: 3201-001.121
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência.
(assinatura digital)
WINDERLEY MORAIS PEREIRA - Presidente Substituto.
(assinatura digital)
PEDRO RINALDI DE OLIVEIRA LIMA - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Winderley Morais Pereira (Presidente), Paulo Roberto Duarte Moreira, Marcelo Giovani Vieira, Tatiana Josefovicz Belisário, Pedro Rinaldi de Oliveira Lima, Leonardo Vinicius Toledo de Andrade.
Nome do relator: PEDRO RINALDI DE OLIVEIRA LIMA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201802
camara_s : Segunda Câmara
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Wed Mar 07 00:00:00 UTC 2018
numero_processo_s : 10850.908391/2011-16
anomes_publicacao_s : 201803
conteudo_id_s : 5838361
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Mar 07 00:00:00 UTC 2018
numero_decisao_s : 3201-001.121
nome_arquivo_s : Decisao_10850908391201116.PDF
ano_publicacao_s : 2018
nome_relator_s : PEDRO RINALDI DE OLIVEIRA LIMA
nome_arquivo_pdf_s : 10850908391201116_5838361.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência. (assinatura digital) WINDERLEY MORAIS PEREIRA - Presidente Substituto. (assinatura digital) PEDRO RINALDI DE OLIVEIRA LIMA - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Winderley Morais Pereira (Presidente), Paulo Roberto Duarte Moreira, Marcelo Giovani Vieira, Tatiana Josefovicz Belisário, Pedro Rinaldi de Oliveira Lima, Leonardo Vinicius Toledo de Andrade.
dt_sessao_tdt : Thu Feb 01 00:00:00 UTC 2018
id : 7151098
ano_sessao_s : 2018
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:13:16 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713050009894649856
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1318; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C2T1 Fl. 241 1 240 S3C2T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10850.908391/201116 Recurso nº Voluntário Resolução nº 3201001.121 – 2ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Data 01 de fevereiro de 2018 Assunto Diligência Recorrente BRQUALY ADMINISTRADORA DE CONSÓRCIOS LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência. (assinatura digital) WINDERLEY MORAIS PEREIRA Presidente Substituto. (assinatura digital) PEDRO RINALDI DE OLIVEIRA LIMA Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Winderley Morais Pereira (Presidente), Paulo Roberto Duarte Moreira, Marcelo Giovani Vieira, Tatiana Josefovicz Belisário, Pedro Rinaldi de Oliveira Lima, Leonardo Vinicius Toledo de Andrade. Relatório. O presente processo administrativo fiscal trata de Recurso Voluntário de fls. 95, apresentado em face da decisão proferida pela DRJ/SP de fls. 50, que julgou a Manifestação de Inconformidade de fls. 7 improcedente e não reconheceu o direito creditório do contribuinte, nos moldes do Despacho Decisório de fls. 5. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 08 50 .9 08 39 1/ 20 11 -1 6 Fl. 241DF CARF MF Processo nº 10850.908391/201116 Resolução nº 3201001.121 S3C2T1 Fl. 242 2 Por bem retratar os fatos constatados nos autos, transcrevo o Relatório da decisão de primeira instância administrativa, in verbis: O presente processo administrativo foi materializado na forma eletrônica, razão pela qual todas as referências a folhas dos autos pautarseão na numeração estabelecida no processo eletrônico. Tratase de Manifestação de Inconformidade interposta pela contribuinte por meio de seus representantes legais, conforme instrumento de mandato a fls. 038/039, em face do Despacho Decisório eletrônico resultante da apreciação do documento Pedido de Restituição nº 26943.87457.151205.1.2.048600 (fls. 002/004), protocolado em 15/12/2005, e dos demais documentos associados, por meio dos quais a contribuinte pretende ter restituído crédito no valor total de R$ 166,66. Conforme informado pela contribuinte no pedido de restituição, o valor a ser restituído é correspondente ao DARF anexado aos autos (fl. 004) com as seguintes características: A análise da liquidez e certeza do crédito pleiteado foi efetuada pela Delegacia da Receita Federal do Brasil em São José do Rio Preto, que, em 02/12/2011, emitiu Despacho Decisório eletrônico (fl. 005), no qual a autoridade competente indeferiu o Pedido de Restituição, com base no seguinte fundamento: o pagamento foi integralmente utilizado para quitação de débitos do contribuinte, não restando crédito disponível para restituição. Cientificada do Despacho Decisório, em 23/12/2011 (fl. 006), a contribuinte ingressou, em 20/01/2012, com a manifestação de inconformidade de fls. 007/015 e documentos anexos, na qual se manifesta, em síntese, conforme o disposto a seguir. 1. Solicita a reunião dos processos administrativos nº 10850.908391/201116, nº 10850.908392/201161, nº 10850.908393/201113, nº 10850.908394/201150, nº 10850.908395/201102, nº 10850.908396/201149,nº 10850.908397/201193, nº 10850.908398/201138, nº 10850.908399/201182, nº 10850.908400/201179 e nº 10850.908401/201113, sob o argumento de que têm o mesmo objeto, qual seja a restituição de crédito decorrente de recolhimento indevido de contribuição social fundado na inconstitucionalidade do art. 3º, §1º, da Lei 9.718/1998. Invoca para tanto os princípios da economia processual e os dele decorrentes. Cita doutrina que respalda a reunião de processos com mesmo fundamento fático e define a conexão entre ações e aponta que os processos teriam as mesmas partes, a mesma causa de pedir e o mesmo objeto. Traz decisão administrativa. Fl. 242DF CARF MF Processo nº 10850.908391/201116 Resolução nº 3201001.121 S3C2T1 Fl. 243 3 2. Alega ter havido falta de aprofundamento na investigação dos fatos, pois não foi intimada a prestar quaisquer esclarecimentos a respeito da higidez de seu crédito, contrariando o disposto no art. 65, da Instrução Normativa RFB nº 900, de 30.12.2008, e o art. 142, do Código Tributário Nacional, o que teria permitido à requerente demonstrar seu direito ao crédito. 3. Quanto ao mérito, sustenta que o art. 3º, §1º, da Lei nº 9.718/1998, ampliou significativamente a base de cálculo da contribuição de forma inconstitucional, ao prescrever que nela fosse considerada a totalidade das receitas auferidas pela pessoa jurídica, e não simplesmente seu faturamento, ofendendo frontalmente o art. 195, inciso I, da Constituição Federal, que se restringia somente ao faturamento, e o art. 110, do Código Tributário Nacional, que proíbe a alteração, pela lei tributária, da definição, do conteúdo e do alcance dos institutos, conceitos e formas de direito privado utilizados, expressa ou implicitamente, pela Constituição Federal para definir ou limitar competências tributárias. Nesse sentido, referese à jurisprudência do STF, citando julgados, e argumenta, ainda, que a matéria já foi considerada pelo STF de repercussão geral e será objeto de sumula vinculante, conforme voto que transcreve. Reforça apontando que a Lei nº 11.941, de 27/05/2009, teria revogado o art. 3º, §1º, da Lei n° 9.718/1998, o que demonstraria que o legislador teria reconhecido a inconstitucionalidade já pacificada na jurisprudência. Quanto à posição da 2ª instância administrativa, traz exemplos de decisões dessa instância, ressaltando em especial o entendimento daquele órgão de que a posição do STF nos recursos extraordinários proferida em sessão plenária deve ser aplicada pelas autoridades fazendárias em suas decisões. Reforça sua posição invocando o art. 26A, §6º, inciso I, do Decreto n° 70.235/1972, e os artigos 61A e 62, §1º, inciso I, do Regimento Interno do CARF, aprovado pela Portaria MF nº 256, de 22/06/2009, disposição que já constava no regimento do órgão equivalente anterior. Em conseqüência, a base de cálculo da contribuição somente deveria incluir valores correspondentes ao faturamento. Portanto, no caso específico do presente processo, seria indevido o valor de R$ 166,66, que corresponde à parcela da contribuição calculada sobre receitas que não integram o faturamento, conforme comprovado por documentos hábeis a comprovar a existência e higidez do crédito pleiteado, o qual deve ser restituído. Conclui requerendo o acolhimento e provimento da presente manifestação de inconformidade, com o reconhecimento do direito da requerente à restituição da contribuição calculada sobre receitas estranhas ao conceito de faturamento, informa que a matéria objeto da manifestação de inconformidade não foi submetida à apreciação judicial e protesta prova o alegado por todos os meios de prova admitidos, especialmente a produção de perícia, a realização de diligências e a juntada de documentos. É o relatório." Fl. 243DF CARF MF Processo nº 10850.908391/201116 Resolução nº 3201001.121 S3C2T1 Fl. 244 4 A 10ª Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento de Ribeirão Preto proferiu seu Acórdão com a seguinte Ementa: "ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: Período de apuração: 01/11/2000 a 30/11/2000 PAF. REUNIÃO DE PROCESSOS. NECESSIDADE DE PREVISÃO NORMATIVA. A reunião de processos administrativos no âmbito da RFB deve seguir os critérios previstos nas normas específicas, que prevêem a consolidação de matérias em um único processo e o apensamento de processos, conforme a hipótese, inexistindo previsão de julgamento conjunto. RESTITUIÇÃO E COMPENSAÇÃO. PROFUNDIDADE DA APRECIAÇÃO LIMITADA AO TEOR DO PEDIDO. Cabe à autoridade competente a apreciação da restituição e da compensação no limite do teor do pedido apresentado, não podendo ser caracterizado como falta de aprofundamento da análise a não apreciação de fundamento não registrado no corpo do pedido e trazido somente na contestação. CONSTITUCIONALIDADE. VINCULAÇÃO DO JULGAMENTO ADMINISTRATIVO. PREVISÃO EXPRESSA EM ATO NORMATIVO. CONDIÇÃO NECESSÁRIA E SUFICIENTE. A instância administrativa é incompetente para se manifestar sobre constitucionalidade e o afastamento de normas sob fundamento dessa natureza depende da correspondente declaração de inconstitucionalidade ser reconhecida por ato de vinculação obrigatória expressamente previsto no ordenamento jurídico. RESTITUIÇÃO. AUSÊNCIA DE SALDO A RESTITUIR. Verificado que o crédito pleiteado tem seu valor totalmente vinculado à quitação de débitos declarados em DCTF, resta impossibilitada, por falta de saldo, a restituição. DIREITO CREDITÓRIO. ÔNUS DA PROVA. Incumbe ao sujeito passivo a demonstração, acompanhada das provas hábeis, da composição e da existência do crédito que alega possuir junto à Fazenda Nacional para que sejam aferidas sua liquidez e certeza pela autoridade administrativa. Manifestação de Inconformidade Improcedente. Direito Creditório Não Reconhecido." Os autos foram distribuídos e pautados nos moldes do regimento interno deste Conselho. Fl. 244DF CARF MF Processo nº 10850.908391/201116 Resolução nº 3201001.121 S3C2T1 Fl. 245 5 Relatório proferido. Voto. Conselheiro Relator Pedro Rinaldi de Oliveira Lima. Conforme o Direito Tributário, a legislação, os fatos, as provas, documentos e petições apresentados aos autos deste procedimento administrativo e, no exercício dos trabalhos e atribuições profissionais concedidas aos Conselheiros, conforme Portaria de condução e Regimento Interno, apresentase esta Resolução. Para evitar supressão de instância, é preciso reconhecer que os autos não estão em condições de julgamento. Conforme se depreende dos autos, o despacho decisório verificou a escrita do contribuinte e concluiu pela não existência do crédito, a DRJ/SP, por sua vez, entendeu que o contribuinte não descreveu em seu pedido de restituição e compensação a origem do crédito, ou seja, em nenhum momento tratou da inconstitucionalidade do §1.º, Art. 3.º, da Lei 9718/98 e manteve o não reconhecimento do crédito. Segundo o contribuinte, em suas peças de defesa, este recolheu de forma indevida o Cofins, nos moldes que foram declarados inconstitucionais pelo STF. Isto seria suficiente para que a fiscalização reconhecesse o crédito. Contudo, não há nos autos qualquer análise da fiscalização com relação ao recolhimento do Cofins sob a base de cálculo declarada inconstitucional, razão pela qual a lide encontrase incompleta. O princípio da verdade material e a regra constitucional da legalidade impedem que este Conselho defira ou indefira recurso administrativo fiscal sem o amparo da materialidade, de modo que, se a alegação do contribuinte for materialmente verdadeira, este Conselho não pode permitir o não reconhecimento do crédito originado de tributo recolhido sob moldes inconstitucionais. É importante considerar neste voto a inconstitucionalidade do §1, do Art. 3.º, da Lei 9.718/98, conforme julgamentos dos Recursos Extraordinários STF 346.084 (DJ 01/09/2006 Rel p/ acórdão Min. Marco Aurélio), 357.950, 358.273 e 390.840 (todos DJ 15.08.06 Rel. Min. Marco Aurélio), que tratam da inconstitucionalidade da alargada base de cálculo da COFINS, com parâmetro na receita bruta (receitas operacionais e não operacionais) e não no faturamento. Transcrevese trecho conclusivo do voto vencedor do Ministro Marco Aurélio no RE STF 346.084, que trata da inconstitucionalidade do alargamento da base de cálculo asism como do conceito de faturamento, conforme segue: "Como, então, dizerse, a esta altura, que houve simples explicitação do que já previsto na Carta? É admitirse a vinda à balha de emenda constitucional sem conteúdo normativo. É admitirse que o legislador Fl. 245DF CARF MF Processo nº 10850.908391/201116 Resolução nº 3201001.121 S3C2T1 Fl. 246 6 ordinário possa, até mesmo, modificar enfoque pacificado mediante jurisprudência do Supremo Tribunal Federal , no que haja atuado, à luz das balizas constitucionais, como guardião da Lei Fundamental. Descabe, também, partir para o que seria a repristinação, a constitucionalização de diploma que, ao nascer, mostrouse em conflito com a Constituição Federal. Admitase a inconstitucionalidade progressiva. No entanto, a constitucionalidade posterior contraria a ordem natural das coisas. A hierarquia das fontes legais, a rigidez da Carta, a revelála documento supremo, conduz à necessidade de as leis hierarquicamente inferiores observaremna, sob pena de transmudála, com nefasta inversão de valores. Ou bem a lei surge no cenário jurídico em harmonia com a Constituição Federal, ou com ela conflita, e aí afigurase írrita, não sendo possível o aproveitamento, considerado texto constitucional posterior e que, portanto, à época não existia. Está consagra do que o vício da constitucionalidade há de ser assinalado em face dos parâmetros maiores, dos parâmetros da Lei Fundamental existentes no momento em que aperfeiçoado o ato normativo. A constitucionalidade de certo diploma legal deve se fazer presente de acordo com a ordem jurídica em vigor, da jurisprudência, não cabendo reverter a ordem natural das coisas. Daí a inconstitucionalidade do § 1º do artigo 3º da Lei nº 9.718/98. Nessa parte, provejo o recurso extraordinário e com isso acolho o segundo pedido formulado na inicial, ou seja, para assentar como receita bruta ou faturamento o que decorra quer da venda de mercadorias, quer da venda de serviços ou de mercadorias e serviços, não se considerando receita de natureza diversa. Deixo de acolher o pleito de compensação de valores, porque não compôs o pedido inicial." Considerando que foi declarada a inconstitucionalidade da base de cálculo do §1, do Art. 3.º, da Lei 9.718/98, que alargou a base de cálculo da COFINS, o conceito de receita bruta não tem mais valia. Foi superado e, conforme Art. 62 do Regimento interno deste Conselho, o reconhecimento (e não decretação) de sua inconstitucionalidade é obrigatório neste Conselho. Diante do exposto, votase para que o julgamento seja convertido em diligência para que: os autos sejam remetidos à unidade de origem para nova análise e apresentação de relatório que considere a escrita do contribuinte, o modo de recolhimento e a base de cálculo em confronto com a inconstitucionalidade mencionada. após, o contribuinte deve ser informado do conteúdo do relatório e intimado para apresentação de nova manifestação; A procuradoria deve ser cientificada do resultado da diligência. Após, retornem os autos a este Conselho para julgamento. Resolução proferida. (assinado digitalmente) Conselheiro Relator Pedro Rinaldi de Oliveira Lima. Fl. 246DF CARF MF Processo nº 10850.908391/201116 Resolução nº 3201001.121 S3C2T1 Fl. 247 7 Fl. 247DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 10120.901006/2009-30
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Oct 24 00:00:00 UTC 2017
Data da publicação: Wed Feb 21 00:00:00 UTC 2018
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Ano-calendário: 2005
Ementa:
CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL - COFINS. COMPENSAÇÃO. REQUISITO. COMPROVAÇÃO DA EXISTÊNCIA E DA LIQUIDEZ DO CRÉDITO.
A comprovação da existência e da liquidez do crédito são requisitos essenciais à acolhida de pedidos de compensação.
Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 3401-004.043
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário apresentado.
(assinado digitalmente)
Rosaldo Trevisan - Presidente e Relator
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Rosaldo Trevisan, Robson José Bayerl, Augusto Fiel Jorge D'Oliveira, Mara Cristina Sifuentes, André Henrique Lemos, Fenelon Moscoso de Almeida, Tiago Guerra Machado e Leonardo Ogassawara de Araújo Branco.
Nome do relator: ROSALDO TREVISAN
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201710
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Ano-calendário: 2005 Ementa: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL - COFINS. COMPENSAÇÃO. REQUISITO. COMPROVAÇÃO DA EXISTÊNCIA E DA LIQUIDEZ DO CRÉDITO. A comprovação da existência e da liquidez do crédito são requisitos essenciais à acolhida de pedidos de compensação. Recurso Voluntário Negado
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Wed Feb 21 00:00:00 UTC 2018
numero_processo_s : 10120.901006/2009-30
anomes_publicacao_s : 201802
conteudo_id_s : 5831373
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Feb 21 00:00:00 UTC 2018
numero_decisao_s : 3401-004.043
nome_arquivo_s : Decisao_10120901006200930.PDF
ano_publicacao_s : 2018
nome_relator_s : ROSALDO TREVISAN
nome_arquivo_pdf_s : 10120901006200930_5831373.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário apresentado. (assinado digitalmente) Rosaldo Trevisan - Presidente e Relator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Rosaldo Trevisan, Robson José Bayerl, Augusto Fiel Jorge D'Oliveira, Mara Cristina Sifuentes, André Henrique Lemos, Fenelon Moscoso de Almeida, Tiago Guerra Machado e Leonardo Ogassawara de Araújo Branco.
dt_sessao_tdt : Tue Oct 24 00:00:00 UTC 2017
id : 7128288
ano_sessao_s : 2017
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:12:42 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713050009898844160
conteudo_txt : Metadados => date: 2018-02-19T16:49:20Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.5; xmp:CreatorTool: pdfsam-console (Ver. 2.4.0e); access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; dcterms:created: 2018-02-19T16:49:20Z; Last-Modified: 2018-02-19T16:49:20Z; dcterms:modified: 2018-02-19T16:49:20Z; dc:format: application/pdf; version=1.5; Last-Save-Date: 2018-02-19T16:49:20Z; pdf:docinfo:creator_tool: pdfsam-console (Ver. 2.4.0e); access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2018-02-19T16:49:20Z; meta:save-date: 2018-02-19T16:49:20Z; pdf:encrypted: true; modified: 2018-02-19T16:49:20Z; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; meta:creation-date: 2018-02-19T16:49:20Z; created: 2018-02-19T16:49:20Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; Creation-Date: 2018-02-19T16:49:20Z; pdf:charsPerPage: 1447; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; pdf:docinfo:created: 2018-02-19T16:49:20Z | Conteúdo => S3C4T1 Fl. 2 1 1 S3C4T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10120.901006/200930 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3401004.043 – 4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 24 de outubro de 2017 Matéria DCOMP COFINS ELETRÔNICO Recorrente UNIDROGAS INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE MEDICAMENTOS LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Anocalendário: 2005 Ementa: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS. COMPENSAÇÃO. REQUISITO. COMPROVAÇÃO DA EXISTÊNCIA E DA LIQUIDEZ DO CRÉDITO. A comprovação da existência e da liquidez do crédito são requisitos essenciais à acolhida de pedidos de compensação. Recurso Voluntário Negado Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário apresentado. (assinado digitalmente) Rosaldo Trevisan Presidente e Relator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Rosaldo Trevisan, Robson José Bayerl, Augusto Fiel Jorge D'Oliveira, Mara Cristina Sifuentes, André Henrique Lemos, Fenelon Moscoso de Almeida, Tiago Guerra Machado e Leonardo Ogassawara de Araújo Branco. Relatório Versa o presente sobre PER/DCOMP invocando créditos referentes a pagamento indevido ou maior de CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 12 0. 90 10 06 /2 00 9- 30 Fl. 66DF CARF MF Processo nº 10120.901006/200930 Acórdão n.º 3401004.043 S3C4T1 Fl. 3 2 Não tendo sido localizado tal pagamento nos sistemas da RFB, a empresa foi intimada a se manifestar, e, diante de seu silêncio, o crédito foi indeferido e a compensação não homologada, por Despacho Decisório Eletrônico, tendo a empresa apresentado Manifestação de Inconformidade, na qual alegou, em síntese, que: (a) é inconstitucional a majoração de alíquota promovida pelos Decretos no 2.445/1988 e no 2.449/1998, já reconhecida pelo Poder Judiciário e declarada por ato do Senado (Resolução no 49, de 9/10/1995), e a aplicação retroativa (sistemática da semestralidade) do art. 18 da Lei no 9.715/1998 (conforme ADIn no 1.4170, publicada em 23/03/2011 e também reconhecida por ato do Senado – Resolução no 10, de 08/06/2005); e (b) o prazo para pedir a restituição é fixado a partir da data em que se tornar definitiva a decisão administrativa / judicial / Resolução do Senado. A decisão de primeira instância foi, unanimemente, pela improcedência da manifestação de inconformidade, sob os seguintes fundamentos. (a) a empresa não alegou nem comprovou o suposto pagamento a maior ou indevido que teria efetuado, a despeito de ter sido intimada para tanto; (b) em pesquisa aos sistemas da RFB, verificouse a existência de DARF de recolhimento com a data de arrecadação diversa da indicada no pedido, parecendo a empresa buscar com a data incorreta em seu pedido frustrar eventual extinção de prazo para pedir restituição, que ocorre após cinco anos do pagamento indevido, com vem decidindo o STJ na sistemática dos recursos repetitivos (REsp no 1.110.578/SP) e o CARF. Ciente da decisão de piso, a empresa interpôs Recurso Voluntário, basicamente repisando o argumento de que não poderia o artigo 18 da norma legal (hoje Lei no 9.715/1998) ter retroagido, como decidiu o STF na ADIn no 1.417 (e Resolução no 10/2005), e reconheceu a própria Receita Federal, na IN SRF no 6/2000; e acrescentando que a Lei no 9.715/1998 revogou a Lei Complementar no 7/70, e que a cobrança também estaria com prazo decaído. É o relatório. Voto Conselheiro Rosaldo Trevisan, Relator O julgamento deste processo segue a sistemática dos recursos repetitivos, regulamentada pelo art. 47, §§ 1º e 2º, do RICARF, aprovado pela Portaria MF 343, de 09 de junho de 2015. Portanto, ao presente litígio aplicase o decidido no Acórdão 3401004.025, de 24 de outubro de 2017, proferido no julgamento do processo 10120.901000/200962, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado. Transcrevese, como solução deste litígio, nos termos regimentais, o entendimento que prevaleceu naquela decisão (Acórdão 3401004.025): "O recurso voluntário apresentado preenche os requisitos formais de admissibilidade e, portanto, dele se toma conhecimento. Diante da imputação fiscal e das defesas apresentadas, há pouco a discutir no presente processo. Isso porque em nenhuma das peças de defesa a empresa informa, objetivamente, aquilo que foi intimada a esclarecer desde antes do início do contencioso: qual Fl. 67DF CARF MF Processo nº 10120.901006/200930 Acórdão n.º 3401004.043 S3C4T1 Fl. 4 3 foi exatamente o recolhimento indevido e qual o motivo para que especificamente essa quantia seja considerada de fato indevida. Enquanto a defesa se alonga em discussões de direito que, em geral, já estão pacificadas administrativa e judicialmente, não dedica uma linha sequer a informar como os valores que entende indevidos o são pela ocorrência, no caso concreto, de tais situações jurídicas genericamente descritas. Como bem destacou a instância de piso, a empresa jamais comprovou o suposto pagamento a maior ou indevido, mesmo tendo sido intimada a tanto, na fase précontenciosa. Persiste, assim, a ausência de liquidez e certeza sobre o débito, ainda antes de se iniciar a discussão jurídica, que deixa de ser relevante, por não se saber, de forma peremptória, se é relacionada ao caso concreto aqui narrado. Não se desincumbe, assim, a postulante ao crédito, de seu ônus probatório, acreditando que as alegações de direito genéricas socorrem sua demanda, sem realizar qualquer esforço para vincular tais discussões jurídicas ao caso em análise, dotando de certeza e de liquidez o crédito. Em relação a alegação de decadência para cobrança, cabe destacar que não se está aqui a analisar lançamento, mas pedido de restituição, cumulado com compensação. E, como destacou a DRJ, a existência de Resolução do Senado reconhecendo eventual inconstitucionalidade é despicienda para fins de contagem do prazo prescricional (REsp no 1.110.578SP, julgado na sistemática dos recursos repetitivos). Poderseia agregar aos argumentos de defesa, de ofício, o tratamento reconhecido aos pedidos administrativos pelo STF (RE no 566.621/RS) e pelo CARF (Súmula CARF no 91). No entanto, como destacado de início, a discussão sobre haver ou não expirado o prazo para pedir restituição se afigura secundária, diante da ausência de liquidez e certeza do crédito. E a comprovação da existência e da liquidez do crédito são requisitos essenciais à acolhida de pedidos de compensação. Pelo exposto, voto no sentido de negar provimento ao recurso voluntário apresentado." Aplicandose a decisão do paradigma ao presente processo, em razão da sistemática prevista nos §§ 1º e 2º do art. 47 do RICARF, o colegiado negou provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Rosaldo Trevisan Fl. 68DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 11080.903611/2012-27
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Jan 30 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Mon Mar 19 00:00:00 UTC 2018
Ementa: Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI
Período de apuração: 01/04/2007 a 30/06/2007
RESSARCIMENTO DE IPI. SALDO CREDOR DO TRIMESTRE CALENDÁRIO. GLOSA. AUTO DE INFRAÇÃO. JULGAMENTO CONJUNTO DE PROCESSOS.
Os julgamentos do auto de infração por insuficiência de recolhimento de IPI e dos pedidos de ressarcimento de créditos de IPI só fazem sentido se concomitantes. Sendo improcedente o auto de infração, é de se afastar as glosas efetuadas e determinar à unidade de origem que proceda ao encontro de contas estampado no PER/DCOMP apresentado, homologando total ou parcialmente, de acordo com o resultado da apuração e comprovação de todos os valores envolvidos.
Recurso voluntário parcialmente provido.
Numero da decisão: 3301-004.184
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso voluntário, para afastar as glosas efetuadas e determinar à unidade de origem que proceda ao encontro de contas estampado no PER/DCOMP apresentado, homologando total ou parcialmente, de acordo com o resultado da apuração e comprovação de todos os valores envolvidos, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
José Henrique Mauri - Presidente.
Semíramis de Oliveira Duro - Relatora.
Participaram da presente sessão de julgamento os Conselheiros José Henrique Mauri (Presidente), Marcelo Costa Marques d'Oliveira, Maria Eduarda Alencar Câmara Simões, Valcir Gassen, Liziane Angelotti Meira, Antonio Carlos da Costa Cavalcanti Filho, Ari Vendramini e Semíramis de Oliveira Duro.
Nome do relator: SEMIRAMIS DE OLIVEIRA DURO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201801
camara_s : Terceira Câmara
ementa_s : Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI Período de apuração: 01/04/2007 a 30/06/2007 RESSARCIMENTO DE IPI. SALDO CREDOR DO TRIMESTRE CALENDÁRIO. GLOSA. AUTO DE INFRAÇÃO. JULGAMENTO CONJUNTO DE PROCESSOS. Os julgamentos do auto de infração por insuficiência de recolhimento de IPI e dos pedidos de ressarcimento de créditos de IPI só fazem sentido se concomitantes. Sendo improcedente o auto de infração, é de se afastar as glosas efetuadas e determinar à unidade de origem que proceda ao encontro de contas estampado no PER/DCOMP apresentado, homologando total ou parcialmente, de acordo com o resultado da apuração e comprovação de todos os valores envolvidos. Recurso voluntário parcialmente provido.
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Mon Mar 19 00:00:00 UTC 2018
numero_processo_s : 11080.903611/2012-27
anomes_publicacao_s : 201803
conteudo_id_s : 5843638
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Mar 21 00:00:00 UTC 2018
numero_decisao_s : 3301-004.184
nome_arquivo_s : Decisao_11080903611201227.PDF
ano_publicacao_s : 2018
nome_relator_s : SEMIRAMIS DE OLIVEIRA DURO
nome_arquivo_pdf_s : 11080903611201227_5843638.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso voluntário, para afastar as glosas efetuadas e determinar à unidade de origem que proceda ao encontro de contas estampado no PER/DCOMP apresentado, homologando total ou parcialmente, de acordo com o resultado da apuração e comprovação de todos os valores envolvidos, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. José Henrique Mauri - Presidente. Semíramis de Oliveira Duro - Relatora. Participaram da presente sessão de julgamento os Conselheiros José Henrique Mauri (Presidente), Marcelo Costa Marques d'Oliveira, Maria Eduarda Alencar Câmara Simões, Valcir Gassen, Liziane Angelotti Meira, Antonio Carlos da Costa Cavalcanti Filho, Ari Vendramini e Semíramis de Oliveira Duro.
dt_sessao_tdt : Tue Jan 30 00:00:00 UTC 2018
id : 7174031
ano_sessao_s : 2018
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:14:06 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713050009918767104
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2056; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C3T1 Fl. 958 1 957 S3C3T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 11080.903611/201227 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3301004.184 – 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 30 de janeiro de 2018 Matéria Imposto sobre Produtos Industrializados IPI Recorrente DELL Computadores do Brasil Ltda. Recorrida Fazenda Nacional ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Período de apuração: 01/04/2007 a 30/06/2007 RESSARCIMENTO DE IPI. SALDO CREDOR DO TRIMESTRE CALENDÁRIO. GLOSA. AUTO DE INFRAÇÃO. JULGAMENTO CONJUNTO DE PROCESSOS. Os julgamentos do auto de infração por insuficiência de recolhimento de IPI e dos pedidos de ressarcimento de créditos de IPI só fazem sentido se concomitantes. Sendo improcedente o auto de infração, é de se afastar as glosas efetuadas e determinar à unidade de origem que proceda ao encontro de contas estampado no PER/DCOMP apresentado, homologando total ou parcialmente, de acordo com o resultado da apuração e comprovação de todos os valores envolvidos. Recurso voluntário parcialmente provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso voluntário, para afastar as glosas efetuadas e determinar à unidade de origem que proceda ao encontro de contas estampado no PER/DCOMP apresentado, homologando total ou parcialmente, de acordo com o resultado da apuração e comprovação de todos os valores envolvidos, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. José Henrique Mauri Presidente. Semíramis de Oliveira Duro Relatora. Participaram da presente sessão de julgamento os Conselheiros José Henrique Mauri (Presidente), Marcelo Costa Marques d'Oliveira, Maria Eduarda Alencar Câmara Simões, Valcir Gassen, Liziane Angelotti Meira, Antonio Carlos da Costa Cavalcanti Filho, Ari Vendramini e Semíramis de Oliveira Duro. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 08 0. 90 36 11 /2 01 2- 27 Fl. 958DF CARF MF Processo nº 11080.903611/201227 Acórdão n.º 3301004.184 S3C3T1 Fl. 959 2 Relatório Adoto o relatório da decisão recorrida, o qual segue transcrito: Tratase de Manifestação de Inconformidade, apresentada pela requerente, ante Despacho Decisório de autoridade da Delegacia da Receita Federal em Campinas (fl. 241), que indeferiu o pedido de ressarcimento de crédito de IPI e não homologou as compensações pleiteadas. A contribuinte apresentou PER/DCOMP, no valor de R$ 11.281.413,48, referente ao saldo credor de IPI do 2º trimestre de 2007. A DRF em Campinas, indeferiu o direito creditório e exigiu os débitos não homologados: principal – R$ 8.717.122,82; multa – R$ 1.743.424,53; e juros – R$ 4.022.458,53. Segundo consta na informação fiscal de fls. 243/244, foi lavrado auto de infração (cópia às fls. 245/277), que resultou na reconstituição da escrita fiscal e conseqüente extinção do saldo credor ressarcível ao final do trimestre. Conforme relatado, foi constatada falta de lançamento de imposto por ter o estabelecimento industrial promovido a saída de produtos tributados com redução da alíquota do IPI, em razão de uso indevido de benefício fiscal previsto na Lei 8.248/91 e suas alterações, uma vez que não foram encontradas portarias conjuntas MCT/MF, em nome da contribuinte, identificando esses produtos. O auto de infração foi formalizado no processo administrativo nº 10830.725456/201217. Regularmente cientificada, a postulante apresentou a manifestação de inconformidade de fls. 02/48, com as seguintes alegações: o auto de infração foi objeto de impugnação, que está pendente de julgamento na esfera administrativa; o presente processo deve ser suspenso até o efetivo julgamento do auto de infração; contesta, no mérito, os motivos alegados pela fiscalização para a lavratura do auto de infração; após a improcedência do auto de infração, o despacho decisório deve ser reformado. Por fim, requer o recebimento da presente manifestação de inconformidade de forma a suspenderse a exigibilidade do crédito tributário e impedirse a inscrição em divida ativa dos créditos tributários ora discutidos. Ao julgar a manifestação de inconformidade, a 12ª Turma da DRJ/RPO proferiu o Acórdão nº 1449.167, com a seguinte ementa: Fl. 959DF CARF MF Processo nº 11080.903611/201227 Acórdão n.º 3301004.184 S3C3T1 Fl. 960 3 ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Período de apuração: 01/04/2007 a 30/06/2007 RESSARCIMENTO DE IPI. SALDO CREDOR DO TRIMESTRE CALENDÁRIO. Extinguindose o saldo credor de IPI do trimestre calendário, em virtude do lançamento de imposto e reconstituição da escrita fiscal, indeferese o pedido de ressarcimento. A Recorrente apresentou recurso voluntário, no qual repisa as razões de sua manifestação de inconformidade e combate ponto a ponto a decisão de piso. É o relatório. Voto Conselheira Semíramis de Oliveira Duro O recurso voluntário é tempestivo e atende aos pressupostos legais de admissibilidade, por isso deve ser conhecido. Conforme relatado, foi constatada a falta de lançamento de imposto por ter o estabelecimento industrial promovido a saída de produtos tributados com redução da alíquota do IPI, em razão de uso indevido de benefício fiscal (sobre bens de informática) instituído pela Lei nº 8.191, de 11 de junho de 1991 e por inobservância de alíquota de IPI, o que resultou na reconstituição da escrita fiscal e consequente redução do saldo credor ressarcível ao final do trimestre. O auto de infração foi formalizado no processo administrativo nº 10830.725456/201217. É cristalino o fato de que o presente processo é totalmente vinculado ao processo nº 10830.725456/201217, que trata de auto de infração de IPI, como bem apontou a decisão de piso: A contribuinte transmitiu declarações de compensação com base em saldo credor de IPI do 2º trimestre de 2007. A DRF em Campinas indeferiu o pedido porque constatou falta de lançamento do imposto por ter o estabelecimento industrial promovido a saída de produtos tributados com redução da alíquota do IPI, em razão de uso indevido de benefício fiscal previsto na Lei 8.248/91 e suas alterações. Em virtude da lavratura de auto de infração e reconstituição da escrita fiscal, não teria sobrado saldo credor a ser ressarcido. Assim, o Fl. 960DF CARF MF Processo nº 11080.903611/201227 Acórdão n.º 3301004.184 S3C3T1 Fl. 961 4 julgamento deste processo depende do julgamento do auto de infração. Por conseguinte, diante da vinculação deste julgamento ao do auto de infração, há que se aplicar a decisão proferida no processo nº 10830.725456/201217, cuja ementa foi assim redigida: DECADÊNCIA. Se após a reconstituição da escrita fiscal no RAIPI, houver créditos validados pelo Fisco para compensar parte do saldo devedor, então houve pagamento parcial, apto a atrair a aplicação do art. 150, §4º, do CTN. Logo, contase o prazo decadencial de cinco anos a partir do fato gerador do tributo. IPI. LEI DE INFORMÁTICA. BENEFÍCIO FISCAL. DISTINÇÃO ENTRE NOVO MODELO E VERSÃO DO MODELO HABILITADO. Mediante a juntada de laudos técnicos, demonstrado que os equipamentos objetos do auto de infração apresentam as características técnicas dos modelos já habilitados no incentivo fiscal e que são, portanto, versões, resultantes da combinação de características alternativas que podem pertencer a cada um dos modelos, conforme já constara no processo de habilitação, então não houve descumprimento da Portaria de concessão do benefício fiscal. Legítima a saída com as reduções de IPI. PROVA. LAUDO TÉCNICO ELABORADO PELO INSTITUTO NACIONAL DE TECNOLOGIA. Nos termos do art. 30 do Decreto 70.235/72 cabe ao Instituto Nacional de Tecnologia, do Ministério da Ciência e Tecnologia, a elaboração de laudo visando ao esclarecimento de questões de natureza técnica postas ao deslinde dos órgãos julgadores administrativos, cujas conclusões sobre tais questões técnicas, devem ser acatadas pelas instâncias julgadoras. MULTA ISOLADA POR FALTA DE DESTAQUE DE IPI COM COBERTURA DE CRÉDITO. A multa isolada por falta de destaque de IPI com cobertura de crédito encontrase prevista na legislação vigente, art. 80, §8, da Lei 4.502/64. Recurso voluntário provido. Diante disso, como todo pedido de ressarcimento depende da existência de um crédito, o qual deve ser reconhecido na exata medida de sua comprovação, a Recorrente deve ter seu direito creditório analisado e apurado pela unidade de origem. Logo, voto por dar provimento parcial ao recurso voluntário, para que a unidade de origem proceda ao encontro de contas estampado no PER/DCOMP apresentado, homologando total ou parcialmente, de acordo com o resultado da apuração e comprovação de todos os valores envolvidos. (Assinado digitalmente) Semíramis de Oliveira Duro Relatora Fl. 961DF CARF MF Processo nº 11080.903611/201227 Acórdão n.º 3301004.184 S3C3T1 Fl. 962 5 Fl. 962DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 11065.721975/2014-41
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Fri Feb 23 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Tue Apr 03 00:00:00 UTC 2018
Ementa: Assunto: Obrigações Acessórias
Ano-calendário: 2013
MULTA POR ATRASO NA ENTREGA DA DCTF.
O sujeito passivo que apresenta a DCTF fora do prazo fixado na legislação tributária, fica sujeito a multa de que trata o art. 7º da Lei nº 10.426, de 2002 (com redação dada pela Lei nº 11.051, de 2004).
Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Ano-calendário: 2013
ALEGAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE DE LEI.
Súmula nº 02: O CARF não é competente para se pronunciar sobre a
inconstitucionalidade da Lei Tributária.
Numero da decisão: 1301-002.776
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário.
(assinado digitalmente)
Fernando Brasil de Oliveira Pinto - Presidente.
(assinado digitalmente)
Amélia Wakako Morishita Yamamoto - Relatora.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Roberto Silva Junior, José Eduardo Dornelas Souza, Nelso Kichel, Marcos Paulo Leme Brisola Caseiro, Milene de Araújo Macedo, Amélia Wakako Morishita Yamamoto, Bianca Felícia Rothschild e Fernando Brasil de Oliveira Pinto.
Nome do relator: AMELIA WAKAKO MORISHITA YAMAMOTO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201802
camara_s : Terceira Câmara
ementa_s : Assunto: Obrigações Acessórias Ano-calendário: 2013 MULTA POR ATRASO NA ENTREGA DA DCTF. O sujeito passivo que apresenta a DCTF fora do prazo fixado na legislação tributária, fica sujeito a multa de que trata o art. 7º da Lei nº 10.426, de 2002 (com redação dada pela Lei nº 11.051, de 2004). Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Ano-calendário: 2013 ALEGAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE DE LEI. Súmula nº 02: O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade da Lei Tributária.
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
dt_publicacao_tdt : Tue Apr 03 00:00:00 UTC 2018
numero_processo_s : 11065.721975/2014-41
anomes_publicacao_s : 201804
conteudo_id_s : 5850928
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Apr 03 00:00:00 UTC 2018
numero_decisao_s : 1301-002.776
nome_arquivo_s : Decisao_11065721975201441.PDF
ano_publicacao_s : 2018
nome_relator_s : AMELIA WAKAKO MORISHITA YAMAMOTO
nome_arquivo_pdf_s : 11065721975201441_5850928.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Fernando Brasil de Oliveira Pinto - Presidente. (assinado digitalmente) Amélia Wakako Morishita Yamamoto - Relatora. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Roberto Silva Junior, José Eduardo Dornelas Souza, Nelso Kichel, Marcos Paulo Leme Brisola Caseiro, Milene de Araújo Macedo, Amélia Wakako Morishita Yamamoto, Bianca Felícia Rothschild e Fernando Brasil de Oliveira Pinto.
dt_sessao_tdt : Fri Feb 23 00:00:00 UTC 2018
id : 7196845
ano_sessao_s : 2018
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:15:02 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713050009927155712
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1265; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1C3T1 Fl. 57 1 56 S1C3T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 11065.721975/201441 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 1301002.776 – 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 23 de fevereiro de 2018 Matéria Multa por atraso na entrega DCTF Recorrente ZENGLEIN & CIA LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Anocalendário: 2013 MULTA POR ATRASO NA ENTREGA DA DCTF. O sujeito passivo que apresenta a DCTF fora do prazo fixado na legislação tributária, fica sujeito a multa de que trata o art. 7º da Lei nº 10.426, de 2002 (com redação dada pela Lei nº 11.051, de 2004). ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Anocalendário: 2013 ALEGAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE DE LEI. Súmula nº 02: O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade da Lei Tributária. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Fernando Brasil de Oliveira Pinto Presidente. (assinado digitalmente) Amélia Wakako Morishita Yamamoto Relatora. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 06 5. 72 19 75 /2 01 4- 41 Fl. 57DF CARF MF 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Roberto Silva Junior, José Eduardo Dornelas Souza, Nelso Kichel, Marcos Paulo Leme Brisola Caseiro, Milene de Araújo Macedo, Amélia Wakako Morishita Yamamoto, Bianca Felícia Rothschild e Fernando Brasil de Oliveira Pinto. Fl. 58DF CARF MF Processo nº 11065.721975/201441 Acórdão n.º 1301002.776 S1C3T1 Fl. 58 3 Relatório ZENGLEIN & CIA LTDA., já qualificado nos autos, recorre da decisão proferida pela 15a Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento no Rio de Janeiro (RJ) DRJ/RJ1, que, por unanimidade de votos, julgou improcedente a impugnação apresentada para julgar procedente a multa aplicada. Valhome do relatório elaborado por ocasião do julgamento de primeira instância, a seguir transcrito: Em decorrência de atraso verificado na entrega da DCTF, foi expedida Notificação de Lançamento contra a Interessada, com vistas à cobrança da multa prevista no art. 7º da Lei nº 10.426, de 2002 (com redação dada pelo art. 19 da Lei nº 11.051, de 2004), no valor de R$ 3.062,22 (fl. 8). Cientificada da exigência em 13/05/2014 – fl. 22, a Interessada apresentou, em 22/05/2014, a impugnação de fls. 02/07, pleiteando o cancelamento da multa, sob o argumento de que sua aplicação, no montante acima discriminado, ofenderia os princípios constitucionais da razoabilidade e da proporcionalidade. Alternativamente, postulou a redução da penalidade para o valor mínimo de R$ 500,00. Em julgamento, a 15ª Turma da DRJ/RJ1, considerou improcedente a Impugnação e prolatou o acórdão, assim ementado: ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Exercício: 2014 ALEGAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE DE LEI. No âmbito do processo administrativo fiscal, é vedado aos órgãos de julgamento afastar a aplicação de lei sob fundamento de inconstitucionalidade. ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Anocalendário: 2013 MULTA POR ATRASO NA ENTREGA DA DCTF. O sujeito passivo que apresenta a DCTF fora do prazo fixado na legislação tributária, fica sujeito a multa de que trata o art. 7º da Lei nº 10.426, de 2002 (com redação dada pela Lei nº 11.051, de 2004). Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido Do Recurso Voluntário Fl. 59DF CARF MF 4 A contribuinte apresentou recurso voluntário, reiterando os argumentos apresentados em sede de impugnação, e atendose aos seguintes pontos principais: Da medida extrema aplicada, com violação aos princípios da proporcionalidade e da razoabilidade; Da desproporcionalidade da multa aplicada; Da redução da multa para R$500,00. É o relatório. Fl. 60DF CARF MF Processo nº 11065.721975/201441 Acórdão n.º 1301002.776 S1C3T1 Fl. 59 5 Voto Conselheira Amélia Wakako Morishita Yamamoto, Relatora A contribuinte foi cientificada do teor do acórdão da DRJ/BDB e intimada ao recolhimento do débito em 12/06/2015, (ciência abertura de documento), e apresentou em 09/07/2015, recurso voluntário e demais documentos. Já que atendidos os requisitos de admissibilidade previstos no Decreto nº 70.235/72, e tempestivo, dele conheço. O presente caso trata de auto de infração e notificação de lançamento de multa por atraso na apresentação de DCTF. A base legal da aplicação desta multa consta do art. 7º da Lei 10.426/02, conforme segue: Art. 7o O sujeito passivo que deixar de apresentar Declaração de Informações EconômicoFiscais da Pessoa Jurídica DIPJ, Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais DCTF, Declaração Simplificada da Pessoa Jurídica, Declaração de Imposto de Renda Retido na Fonte DIRF e Demonstrativo de Apuração de Contribuições Sociais Dacon, nos prazos fixados, ou que as apresentar com incorreções ou omissões, será intimado a apresentar declaração original, no caso de nãoapresentação, ou a prestar esclarecimentos, nos demais casos, no prazo estipulado pela Secretaria da Receita Federal SRF, e sujeitarseá às seguintes multas: (Redação dada pela Lei nº 11.051, de 2004). II de dois por cento ao mêscalendário ou fração, incidente sobre o montante dos tributos e contribuições informados na DCTF, na Declaração Simplificada da Pessoa Jurídica ou na Dirf, ainda que integralmente pago, no caso de falta de entrega destas Declarações ou entrega após o prazo, limitada a vinte por cento, observado o disposto no § 3º; § 3º A multa mínima a ser aplicada será de: (Vide Lei nº 11.727, de 2008) I R$ 200,00 (duzentos reais), tratandose de pessoa física, pessoa jurídica inativa e pessoa jurídica optante pelo regime de tributação previsto na Lei nº 9.317, de 1996; II R$ 500,00 (quinhentos reais), nos demais casos. Primeiramente, ressaltese que não se discute aqui a entrega em atraso, fato que efetivamente ocorreu. A Recorrente argumenta, tãosomente, que a multa aplicada seria desproporcional e não razoável, o que violaria princípios constitucionais. Fl. 61DF CARF MF 6 Ora, verifico que a norma legal acima citada e em pleno vigor foi aplicada corretamente. Houve um atraso na entrega de uma declaração, o descumprimento de uma obrigação acessória, que ensejou a aplicação da multa. O cálculo foi realizado nos moldes legais, contandose os meses de atraso e aplicandose o percentual sobre a base de cálculo que é o montante de tributos e contribuições informados na DCTF. Com relação à aplicação da multa mínima, conforme o próprio nome diz é penalidade a ser dada nos casos em que o resultado da conta acima não alcança os R$500,00, ou seja, nesses casos, o contribuinte que entregar em atraso pagará pelo menos R$500,00, não é o caso do recorrente. O mesmo se aplica na outra ponta, ainda que o atraso se dê em mais de 10 meses, a multa máxima a ser aplicada será de 20%, não podendo ultrapassando este montante. No que tange aos argumentos trazidos relativos à ofensa aos princípios constitucionais de proporcionalidade, razoabilidade e outros, é vedado ao julgador administrativo negar aplicação de lei sob alegação de inconstitucionalidade. O tema é pacificado no âmbito deste Conselho Administrativo, nos termos da Súmula CARF nº 2: “O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de Lei Tributária”. Dessa forma, de se manter o lançamento efetuado. CONCLUSÃO Diante de todo o acima exposto, voto CONHECER do Recurso Voluntário, para no mérito NEGARLHE PROVIMENTO. (assinado digitalmente) Amélia Wakako Morishita Yamamoto Fl. 62DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 10882.722892/2014-82
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Mon Jan 29 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Fri Feb 16 00:00:00 UTC 2018
Ementa: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Período de apuração: 01/01/2010 a 31/12/2011
REVENDA DE PRODUTO SOB O REGIME MONOFÁSICO (CONCENTRADO) DE INCIDÊNCIA DE PIS E CONFINS. DIREITO AO CRÉDITO SOBRE FRETES NA VENDA. O comércio atacadista de produtos farmacêuticos, de perfumaria, toucador e cosméticos, foi expressamente excluído do rol dos produtos, cujos custos da compra para revenda podem ser computados nas bases de cálculo dos créditos de PIS e COFINS (alínea "b" do inciso I do art. 3° da Lei n° 10.833/03). Assim, não se pode admitir o cálculo de créditos sobre os fretes em operações de vendas, uma vez que o inciso IX do art. 3° da Lei n° 10.833/03 expressamente limitou tal prerrogativa aos bens citados no inciso I deste artigo, no qual não se encontra tais produtos.
PESSOA JURÍDICAi SUJEITA À INCIDÊNCIA NÃO-CUMULATIVA EM RELAÇÃO A PARTE DE SUAS RECEITAS. INEXISTÊNCIA DE SISTEMA DE CONTABILIDADE DE CUSTOS INTEGRADA COM ESCRITURAÇÃO. MÉTODO DE RATEIO DOS CRÉDITOS. Na hipótese de a pessoa jurídica sujeitar-se à incidência não-cumulativa da COFINS, em relação apenas à parte de suas receitas, o crédito será apurado, exclusivamente, em relação aos custos, despesas e encargos vinculados a essas receitas. No caso de a pessoa jurídica não dispor de sistema de contabilidade de custos integrada e coordenada com a escrituração, o crédito será determinado pelo método de rateio proporcional, aplicando-se aos custos, despesas e encargos comuns a relação percentual existente entre a receita bruta sujeita à incidência não cumulativa e a receita bruta total, auferidas em cada mês.
MULTA. APLICAÇÃO. PREVISÃO LEGAL. Cabe a aplicação da multa de 75% (setenta e cinco por cento) nos casos de lançamento de ofício por falta de recolhimento de contribuições devidas.
PEDIDO DE PERÍCIA/DILIGÊNCIA. Deve ser indeferido o pedido de perícia/diligência, quando tal providência se revela prescindível para instrução e julgamento do processo.
Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep
Período de apuração: 01/01/2010 a 31/12/2011
PIS. LANÇAMENTO DECORRENTE DA MESMA MATÉRIA FÁTICA.
Aplica-se ao lançamento da Contribuição para o PIS/Pasep o decidido em relação à COFINS lançada a partir da mesma matéria fática.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 3402-004.836
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, pelo voto de qualidade, por negar provimento ao Recurso Voluntário. Vencidos os Conselheiros Diego Diniz Ribeiro, Thais De Laurentiis Galkowicz, Maysa de Sá Pittondo Deligne e Carlos Augusto Daniel Neto. O Conselheiro Carlos Augusto Daniel Neto apresentará declaração de voto.
Waldir Navarro Bezerra - Presidente substituto e Relator.
Participaram da sessão de julgamento os seguintes Conselheiros: Waldir Navarro Bezerra, Maysa de Sá Pittondo Deligne, Pedro Sousa Bispo, Carlos Augusto Daniel Neto, Maria Aparecida Martins de Paula, Diego Diniz Ribeiro, Thais de Laurentiis Galkowicz e Marcos Roberto da Silva (suplente convovado).
Nome do relator: WALDIR NAVARRO BEZERRA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201801
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins Período de apuração: 01/01/2010 a 31/12/2011 REVENDA DE PRODUTO SOB O REGIME MONOFÁSICO (CONCENTRADO) DE INCIDÊNCIA DE PIS E CONFINS. DIREITO AO CRÉDITO SOBRE FRETES NA VENDA. O comércio atacadista de produtos farmacêuticos, de perfumaria, toucador e cosméticos, foi expressamente excluído do rol dos produtos, cujos custos da compra para revenda podem ser computados nas bases de cálculo dos créditos de PIS e COFINS (alínea "b" do inciso I do art. 3° da Lei n° 10.833/03). Assim, não se pode admitir o cálculo de créditos sobre os fretes em operações de vendas, uma vez que o inciso IX do art. 3° da Lei n° 10.833/03 expressamente limitou tal prerrogativa aos bens citados no inciso I deste artigo, no qual não se encontra tais produtos. PESSOA JURÍDICAi SUJEITA À INCIDÊNCIA NÃO-CUMULATIVA EM RELAÇÃO A PARTE DE SUAS RECEITAS. INEXISTÊNCIA DE SISTEMA DE CONTABILIDADE DE CUSTOS INTEGRADA COM ESCRITURAÇÃO. MÉTODO DE RATEIO DOS CRÉDITOS. Na hipótese de a pessoa jurídica sujeitar-se à incidência não-cumulativa da COFINS, em relação apenas à parte de suas receitas, o crédito será apurado, exclusivamente, em relação aos custos, despesas e encargos vinculados a essas receitas. No caso de a pessoa jurídica não dispor de sistema de contabilidade de custos integrada e coordenada com a escrituração, o crédito será determinado pelo método de rateio proporcional, aplicando-se aos custos, despesas e encargos comuns a relação percentual existente entre a receita bruta sujeita à incidência não cumulativa e a receita bruta total, auferidas em cada mês. MULTA. APLICAÇÃO. PREVISÃO LEGAL. Cabe a aplicação da multa de 75% (setenta e cinco por cento) nos casos de lançamento de ofício por falta de recolhimento de contribuições devidas. PEDIDO DE PERÍCIA/DILIGÊNCIA. Deve ser indeferido o pedido de perícia/diligência, quando tal providência se revela prescindível para instrução e julgamento do processo. Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep Período de apuração: 01/01/2010 a 31/12/2011 PIS. LANÇAMENTO DECORRENTE DA MESMA MATÉRIA FÁTICA. Aplica-se ao lançamento da Contribuição para o PIS/Pasep o decidido em relação à COFINS lançada a partir da mesma matéria fática. Recurso Voluntário Negado.
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Fri Feb 16 00:00:00 UTC 2018
numero_processo_s : 10882.722892/2014-82
anomes_publicacao_s : 201802
conteudo_id_s : 5830239
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Feb 16 00:00:00 UTC 2018
numero_decisao_s : 3402-004.836
nome_arquivo_s : Decisao_10882722892201482.PDF
ano_publicacao_s : 2018
nome_relator_s : WALDIR NAVARRO BEZERRA
nome_arquivo_pdf_s : 10882722892201482_5830239.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, pelo voto de qualidade, por negar provimento ao Recurso Voluntário. Vencidos os Conselheiros Diego Diniz Ribeiro, Thais De Laurentiis Galkowicz, Maysa de Sá Pittondo Deligne e Carlos Augusto Daniel Neto. O Conselheiro Carlos Augusto Daniel Neto apresentará declaração de voto. Waldir Navarro Bezerra - Presidente substituto e Relator. Participaram da sessão de julgamento os seguintes Conselheiros: Waldir Navarro Bezerra, Maysa de Sá Pittondo Deligne, Pedro Sousa Bispo, Carlos Augusto Daniel Neto, Maria Aparecida Martins de Paula, Diego Diniz Ribeiro, Thais de Laurentiis Galkowicz e Marcos Roberto da Silva (suplente convovado).
dt_sessao_tdt : Mon Jan 29 00:00:00 UTC 2018
id : 7121297
ano_sessao_s : 2018
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:12:28 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713050009956515840
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 24; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2298; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C4T2 Fl. 1.728 1 1.727 S3C4T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10882.722892/201482 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3402004.836 – 4ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 29 de janeiro de 2018 Matéria PIS E COFINS AUTO DE INFRAÇÃO Recorrente DISTRIBUIDORA DE MEDICAMENTOS SANTA CRUZ LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 01/01/2010 a 31/12/2011 REVENDA DE PRODUTO SOB O REGIME MONOFÁSICO (CONCENTRADO) DE INCIDÊNCIA DE PIS E CONFINS. DIREITO AO CRÉDITO SOBRE FRETES NA VENDA. O comércio atacadista de produtos farmacêuticos, de perfumaria, toucador e cosméticos, foi expressamente excluído do rol dos produtos, cujos custos da compra para revenda podem ser computados nas bases de cálculo dos créditos de PIS e COFINS (alínea "b" do inciso I do art. 3° da Lei n° 10.833/03). Assim, não se pode admitir o cálculo de créditos sobre os fretes em operações de vendas, uma vez que o inciso IX do art. 3° da Lei n° 10.833/03 expressamente limitou tal prerrogativa aos bens citados no inciso I deste artigo, no qual não se encontra tais produtos. PESSOA JURÍDICAi SUJEITA À INCIDÊNCIA NÃOCUMULATIVA EM RELAÇÃO A PARTE DE SUAS RECEITAS. INEXISTÊNCIA DE SISTEMA DE CONTABILIDADE DE CUSTOS INTEGRADA COM ESCRITURAÇÃO. MÉTODO DE RATEIO DOS CRÉDITOS. Na hipótese de a pessoa jurídica sujeitarse à incidência nãocumulativa da COFINS, em relação apenas à parte de suas receitas, o crédito será apurado, exclusivamente, em relação aos custos, despesas e encargos vinculados a essas receitas. No caso de a pessoa jurídica não dispor de sistema de contabilidade de custos integrada e coordenada com a escrituração, o crédito será determinado pelo método de rateio proporcional, aplicandose aos custos, despesas e encargos comuns a relação percentual existente entre a receita bruta sujeita à incidência não cumulativa e a receita bruta total, auferidas em cada mês. MULTA. APLICAÇÃO. PREVISÃO LEGAL. Cabe a aplicação da multa de 75% (setenta e cinco por cento) nos casos de lançamento de ofício por falta de recolhimento de contribuições devidas. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 88 2. 72 28 92 /2 01 4- 82 Fl. 1728DF CARF MF 2 PEDIDO DE PERÍCIA/DILIGÊNCIA. Deve ser indeferido o pedido de perícia/diligência, quando tal providência se revela prescindível para instrução e julgamento do processo. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/01/2010 a 31/12/2011 PIS. LANÇAMENTO DECORRENTE DA MESMA MATÉRIA FÁTICA. Aplicase ao lançamento da Contribuição para o PIS/Pasep o decidido em relação à COFINS lançada a partir da mesma matéria fática. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, pelo voto de qualidade, por negar provimento ao Recurso Voluntário. Vencidos os Conselheiros Diego Diniz Ribeiro, Thais De Laurentiis Galkowicz, Maysa de Sá Pittondo Deligne e Carlos Augusto Daniel Neto. O Conselheiro Carlos Augusto Daniel Neto apresentará declaração de voto. Waldir Navarro Bezerra Presidente substituto e Relator. Participaram da sessão de julgamento os seguintes Conselheiros: Waldir Navarro Bezerra, Maysa de Sá Pittondo Deligne, Pedro Sousa Bispo, Carlos Augusto Daniel Neto, Maria Aparecida Martins de Paula, Diego Diniz Ribeiro, Thais de Laurentiis Galkowicz e Marcos Roberto da Silva (suplente convovado). Relatório Tratase de Auto de Infração lavrado contra a empresa DISTRIBUIDORA DE MEDICAMENTOS SANTA CRUZ LTDA., em virtude da apuração de falta de recolhimento da Contribuição para o PIS e para a COFINS, referente aos períodos de apuração 01/2010 a 12/2011. A fiscalização cancelou na escrituração contábil da Recorrente todos os créditos relativos a frete nas operações de venda de produtos sujeitos à tributação monofásica no período fiscalizado. Apurado o valor do principal glosado referente às Contribuições em questão, adicionados os juros de mora, e a multa, chegase aos seguintes valores: R$ 1.040.972,24 de Contribuição da COFINS e R$ 226.000,55 da Contribuição de PIS, o que totaliza o valor de R$ 1.266.972,79 (fls. 1.363/1.380). Atrelado ao lançamento acima descrito, a fiscalização promoveu a glosa de créditos de PIS e da COFINS apurados nos meses de janeiro de 2010 a dezembro de 2011, no montante de R$ 1.910.696,22 para o PIS, e R$ 8.800.782,59 para a COFINS (fl. 1.359). No Termo de Verificação Fiscal (TVF) de fls. 1.345/1.362, produzido pelo Fisco, registra que a Recorrente, por ser distribuidor/revendedor de produtos sujeitos ao regime de tributação monofásica do PIS e da COFINS, se utilizou indevidamente de créditos calculados em relação a fretes nas operações de venda, sendo que tal fato foi o que motivou a autuação empreendida. Fl. 1729DF CARF MF Processo nº 10882.722892/201482 Acórdão n.º 3402004.836 S3C4T2 Fl. 1.729 3 Por bem narrar os fatos e com a devida clareza, valhome dos principais trechos reproduzidos do relatório da decisão recorrida, nos seguintes termos (fls. 1.636/1.651): "(...) Aduz o agente fiscal no bojo do TVF que “distribuidores, atacadistas e comerciantes varejistas que revendem produtos farmacêuticos, de perfumaria, toucador e cosméticos, não se sujeitam ao recolhimento do PIS e da COFINS e, portanto, não há o que se falar em direito a aproveitamento de créditos relativos às citadas contribuições, devendo, apenas, recolher as contribuições calculadas sobre as demais receitas não tributadas no modelo monofásico”. Durante o procedimento de auditoria, a fiscalização constatou que o contribuinte comercializa produtos que se enquadram tanto no regime monofásico de apuração (especial), quanto no sistema comum de tributação. Analisando os assentamentos contábeis do contribuinte, bem como a documentação que os embasavam, o auditorfiscal concluiu não ser possível determinar com precisão o valor do frete gasto em cada mercadoria (segregado por regime de apuração). Em vista desse fato, o agente tributário se utilizou do mecanismo de rateio proporcional para a determinação do montante dos créditos passíveis de utilização e, por conseguinte dos créditos que teriam sido indevidamente apurados (fretes na venda de produtos sujeitos ao regime monofásico). O cálculo do rateio foi realizado tomandose por base os dados relativos às receitas auferidas, fornecidos pelos Demonstrativos de Apuração de Contribuições Sociais (DACON) produzidos pelo contribuinte. As tabelas de fl. 1359/1361 do TVF apresentam resumos mensais das irregularidades detectadas, já os demonstrativos de fls. 1366 e 1375 registram as contribuições apuradas. Cientificado do feito fiscal em 30/09/2014 (fl. 1384), o contribuinte apresentou impugnação em 28/10/2014 (fls. 1312/1443), onde alega, em suma o seguinte: 1 Do erro de procedimento: · O procedimento relativo aos meses 01 e 02/2010 deveria ter sido o mesmo, pois a apuração do PIS e Cofins destas competências foi realizada nos mesmos moldes dos períodos seguintes e era suficiente para a quitação do tributo; · O valor de crédito de frete lançado pela fiscalização representa a apuração dos meses de competência 01 e 02/2010, bem como o saldo remanescente declarado no DACON de dezembro de 2009, que foi objeto de pedido de ressarcimento (cita processos administrativos); Fl. 1730DF CARF MF 4 · Mesmo com a glosa de créditos de frete não haveria tributo devido, pois os demais créditos de PIS e Cofins seriam suficientes para a quitação dos tributos, como ocorreu nos demais meses (03/2010 a 12/2011). 2 Do direito ao crédito relativo ao frete de venda: · O art. 3º, IX, da Lei 10.833, de 2003 e o art. 8º, II, “a”, asseguram o creditamento do valor relativo ao frete nas vendas; · A Portaria 37 de 1992 do Ministério da Fazenda, em seu art, 2º, § 2º, destaca que o frete deve ser arcado pelo atacadista. 3 Do crédito de frete na venda de produtos monofásicos: · A autuação constrói uma restrição ao uso do crédito inexistente no art. 3º, I, da Lei 10.833/03. A exceção contida neste item limitase exclusivamente o crédito relativo à aquisição dos bens, e assim o faz porque este bem quando revendido não terá a incidência de PIS e Cofins; · A impugnante vende produtos sujeitos ao regime monofásico de tributação, logo tem direito ao crédito conforme inciso IX do artigo 3º da Lei 10.833/03; · O inciso IX ao citar os incisos I e II apenas faz o link da operação de armazenagem e frete, a necessidade de se tratar de mercadorias adquiridas para revenda. Pois o frete decorrente, por exemplo, da venda de ativos da empresa, não geraria crédito, pois não se trata de bem adquirido para revenda; · A exceção do crédito relativo ao inciso I, não se aplica ao inciso IX. Para que isso ocorresse seria necessário que tal referência também estivesse no inciso IX, ou seja, nesse inciso deveria estar consignado que o frete relativo a operação de venda das mercadorias das alíneas “a” e “b” não geraria crédito; · Apesar do produto não ser sujeito a tributação de PIS e Cofins, o frete o é. O serviço de transporte prestado pela transportadora contratada pela impugnante será tributado em PIS/Cofins devido por aquela, sobre o valor pago pelo impugnante. O valor aqui creditado será lá tributado, mantendo a lógica da não cumulatividade. No momento em que o creditamento aqui é negado a tributação lá é mantida, quebra se, sem fundamento legal, a não cumulatividade prevista na Lei 10.833/03; · A União, por meio da Medida Provisória nº 413/2008 tentou excluir/limitar os créditos e PIS/Cofins em relação aos custos, despesas e encargos vinculados às receitas de produtos sujeitos ao regime monofásico, porém esta alteração jamais prosperou, tendo em vista que a referida Medida Provisória foi convertida em Lei e essas alterações foram vetadas, portanto, revogando o § 14 do artigo 3º da Lei Nº 10.637, de 2002 (PIS) e o § 22 do art. 32 da Lei Nº 10.833, de 2003 (COFINS), que limitavam os créditos das Contribuições aos Distribuidores/Atacadistas; Fl. 1731DF CARF MF Processo nº 10882.722892/201482 Acórdão n.º 3402004.836 S3C4T2 Fl. 1.730 5 · Se o crédito de frete relativo a aquisição do produto monofásico é válido, mais o será o relativo ao frete de venda que está expressamente previsto em lei. 4 Do uso indevido da aferição indireta: · A autuação admite parte do crédito, porém define o valor deste crédito mediante uma aferição indireta sob o fundamento de que não seria possível a definição exata do valor do frete relativo a venda de um ou outro produto; · A aferição indireta que nada mais é do que o arbitramento dos valores, somente é admissível quando se verifica que a contabilidade da empresa é inidônea, ou seja, quando não há uma escrituração contábil de acordo com as normas vigentes; · O ilustre auditor entendeu por aplicar a aferição, apesar de deixar claro em seu relatório que todos os registros contábeis pertinentes foram feitos e na checagem por amostragem realizada não encontrou nenhuma irregularidade; resta claro que não era possível a aplicação da aferição indireta. 5 Do erro de cálculo – fls 1357 – Tabela III: · Há ainda um erro nos cálculos no que se refere às competências 10, 11 e 12 de 2011. Nos meses em questão o ilustre auditor utilizou como base de análise os balancetes da Impugnante e não o DACON como feito em todas as demais competências (DOC. 06). A justificativa para tal mudança de critério foi a divergência entre os valores de despesa de frete informados no DACON e registrados nos balancetes dos meses em questão; · Conforme se pode verificar nos documentos anexos (DOCS. 07 a 09), as diferenças entre os valores lançados em DACON e nos balancetes, decorre do fato de que nos balancetes estão lançadas provisões de pagamento futuro e que não devem ser consideradas, portanto, o valor correto é o registrado em DACON, onde consta o valor efetivamente gasto a título de frete naquele mês; É tão explícito o equívoco, pois a fiscalização considerou para apuração dos valores de PIS e COFINS sempre a base menor, ora DACON ora balancete, citese os meses de maio a setembro de 2011 em que o DACON foi considerada por estar com valores inferiores. Admitir a alteração de critério implica em reconhecimento de crédito a menor em favor da Impugnante. 6 Da multa aplicada: · É imperiosa a necessidade de exclusão da multa aplicada de 75%, visto que o período de 01 e 02/2010 não poderiam ter sido lançados pela fiscalização, tendo em vista a existência de crédito remanescente de 2009 declarado pela Impugnante na DACON, Fl. 1732DF CARF MF 6 cujo período encontrase suspenso aguardando a decisão da manifestação de inconformidade apresentada pela Impugnante em 2013; · Na remota hipótese de manutenção, necessária a sua redução, uma vez que a multa aplicada configura confisco, somente sendo justificável caso comprovado dolo, o que inexiste no presente caso, uma vez que, como supra exposto, o entendimento do contribuinte está de acordo com o entendimento do CARF; · Sendo assim, a multa aplicada deve ser reduzida ao percentual de, no máximo, 50% conforme art. 44, II, da Lei 9.430/96; · A manutenção de multa como exposto ofende o princípio da razoabilidade, que é o espírito maior do extraído do Princípio do Devido Processo Legal inscrito na Constituição Federal no inciso LIV, do art.5º. Ao final da impugnação o defendente solicita o afastar o lançamento e as glosas realizadas sobre os créditos apurados pelo contribuinte. É o Relatório. No entanto, os argumentos aduzidos pela Recorrente, não foram acolhidos pela primeira instância de julgamento administrativo fiscal, conforme Ementa do Acórdão nº 0834.205, de 24/06/2015, prolatado pela DRJ em Fortaleza (CE): ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 01/01/2010 a 31/12/2011 COFINS NÃOCUMULATIVA. CRÉDITOS. FRETES NA VENDA.PRODUTOS TRIBUTADOS COM INCIDÊNCIA CONCENTRADA/MONOFÁSICA. IMPOSSIBILIDADE. Pessoa jurídica que atua no ramo de venda por atacado de produtos de perfumaria, higiene pessoal e de toucador, sujeitos ao modelo monofásico de incidência não cumulativa da Cofins, não pode, tendo em vista expressa vedação legal, apurar créditos relativos às despesas de frete na venda dos aludidos produtos, ainda que os fretes tenham sido por ela suportados. PESSOA JURÍDICA SUJEITA À INCIDÊNCIA NÃO CUMULATIVA EM RELAÇÃO A PARTE DE SUAS RECEITAS. INEXISTÊNCIA DE SISTEMA DE CONTABILIDADE DE CUSTOS INTEGRADA COM ESCRITURAÇÃO. MÉTODO DE RATEIO DOS CRÉDITOS Na hipótese de a pessoa jurídica sujeitarse à incidência nãocumulativa da COFINS, em relação apenas à parte de suas receitas, o crédito será apurado, exclusivamente, em relação aos custos, despesas e encargos vinculados a essas receitas. No caso de a pessoa jurídica não dispor de sistema de contabilidade de custos integrada e coordenada com a escrituração, o crédito será Fl. 1733DF CARF MF Processo nº 10882.722892/201482 Acórdão n.º 3402004.836 S3C4T2 Fl. 1.731 7 determinado pelo método de rateio proporcional, aplicandose aos custos, despesas e encargos comuns a relação percentual existente entre a receita bruta sujeita à incidência nãocumulativa e a receita bruta total, auferidas em cada mês. MULTA. APLICAÇÃO. PREVISÃO LEGAL. Cabe a aplicação da multa de 75% (setenta e cinco por cento) nos casos de lançamento de ofício por falta de recolhimento de contribuições devidas. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/01/2010 a 31/12/2011 PIS NÃOCUMULATIVO. CRÉDITOS. FRETES NA VENDA. PRODUTOS TRIBUTADOS COM INCIDÊNCIA CONCENTRADA/MONOFÁSICA. IMPOSSIBILIDADE. Pessoa jurídica que atua no ramo de venda por atacado de produtos de perfumaria, higiene pessoal e de toucador, sujeitos ao modelo monofásico de incidência não cumulativa de PIS, não pode, tendo em vista expressa vedação legal, apurar créditos relativos às despesas de frete na venda dos aludidos produtos, ainda que os fretes tenham sido por ela suportados. PESSOA JURÍDICA SUJEITA À INCIDÊNCIA NÃO CUMULATIVA EM RELAÇÃO A PARTE DE SUAS RECEITAS. INEXISTÊNCIA DE SISTEMA DE CONTABILIDADE DE CUSTOS INTEGRADA COM ESCRITURAÇÃO. MÉTODO DE RATEIO DOS CRÉDITOS. Na hipótese de a pessoa jurídica sujeitarse à incidência nãocumulativa do PIS/PASEP, em relação apenas à parte de suas receitas, o crédito será apurado, exclusivamente, em relação aos custos, despesas e encargos vinculados a essas receitas. No caso de a pessoa jurídica não dispor de sistema de contabilidade de custos integrada e coordenada com a escrituração, o crédito será determinado pelo método de rateio proporcional, aplicandose aos custos, despesas e encargos comuns a relação percentual existente entre a receita bruta sujeita à incidência nãocumulativa e a receita bruta total, auferidas em cada mês. MULTA. APLICAÇÃO. PREVISÃO LEGAL. Cabe a aplicação da multa de 75% (setenta e cinco por cento) nos casos de lançamento de ofício por falta de recolhimento de contribuições devidas. Impugnação Improcedente / Crédito Tributário Mantido Fl. 1734DF CARF MF 8 Em 20/07/2015 (fl. 1.674) a Recorrente foi devidamente cientificada por meio de sua Caixa Postal, considerada seu Domicílio Tributário Eletrônico (DTE) perante a RFB e não resignada com a r. decisão, a empresa em 17/08/2015 (fl. 1.677), interpôs o presente recurso voluntário, (fls. 1.679/1.709) no qual, repisa os argumentos de sua impugnação e em suma, alega o descabimento das glosas no Auto de Infração, argumentando as seguintes razões: (i) ressalta que a glosa não afasta o direito ao crédito sobre o frete nas operações de venda, mas apenas em relação ao frete de venda dos produtos sujeitos à tributação pelo regime monofásico. Destacase também que não há qualquer discussão sobre a natureza e validade dos fretes contabilizados, ou seja, não há dúvidas de que: (a) há a operação de frete, (b) que este é relativo a venda dos produtos e (c) de que o valor frete é arcado pela Recorrente na operação dé venda; (ii) que o distribuidor atacadista de mercadorias sujeitas ao regime monofásico de incidência das contribuições ao PIS e à COFINS (produtos farmacêuticos, de perfumaria, de toucador e higiene pessoal) estando sujeito ao regime não cumulativo de apuração das citadas Contribuições, tem o direito de descontar créditos relativos às despesas de frete nas operações de venda por ele suportadas na condição de vendedor, nos termos do art.| 3º, IX, das Leis nºs 10.637/2002 e 10.833/2003; (iii) aduz que o CARF no ano de 2015 firmou entendimento segundo o qual o distribuidor atacadista de mercadorias sujeitas incidência das contribuições ao PIS e da COFINS (produtos de perfumaria, de toucador e higiene pessoal) estando sujeito ao regime não cumulativo de apuração das citadas contribuições, tem o direito de descontar créditos relativos às despesas de frete nas operações de venda por ele suportadas na condição de vendedor, nos termos do Acórdão CARF n° 3402002.513 de 21/01/2015; (iv) do uso indevido da aferição indireta: a fiscalização admite parte do crédito, porém define o valor deste crédito mediante uma aferição indireta sob o fundamento de que não seria possível a definição exata do valor do frete relativo a venda de um ou outro produto; afirma que aferição indireta, que nada mais é do que o arbitramento dos valores, somente é admissível quando se verifica que a contabilidade da empresa é inidônea, ou seja, quando não há uma escrituração contábil de acordo com as normas vigentes; no entato, o Fisco entendeu por aplicar a aferição, apesar de deixar claro em seu Relatório que todos os registros contábeis pertinentes foram feitos e na checagem por amostragem realizada não encontrou nenhuma irregularidade; resta claro que não era possível a aplicação da aferição indireta. Portanto, assim sendo, é inadmissível a aferição realizada sendo necessária, se mantido o entendimento de que não é possível o creditamentd relativo ao frete da venda do produto monofásico, que se baixe o feito em diligência para a apuração efetiva do valor do frete relacionado às operações de venda dos produtos sujeitos à tributação no mercado interno; (v) Do erro de cálculo, fls. 1.357, Tabela III: Há ainda um erro nos cálculos no que se refere às competências 10, 11 e 12 de 2011. Nos meses em questão a fiscalização utilizou como base de análise os balancetes da empresa e não o DACON, como feito em todas as demais competências; entretanto tal análise está equivocada e o equívoco fo destacado pela Recorrente na fase de fiscalização. Conforme se pode verificar do arquivo "Análise do Auto de Infração", as diferenças entre os valores lançados em DACON e nos balancetes, decorre do fato de que nos balancetes estão lançadas provisões de pagamento futuro, portanto o valor correto é o registrado em DACON onde consta o valor efetivamente gasto a título de frete naquele mês, devendo a« ser retificado o cálculo do crédito referente aos meses 10, 11 e 12 de 2011; Fl. 1735DF CARF MF Processo nº 10882.722892/201482 Acórdão n.º 3402004.836 S3C4T2 Fl. 1.732 9 (vi) Da multa aplicada: a decisão recorrida manteve a multa imposta (75%), por entender que fora aplicada de acordo com a norma vigente, e que a administração não poderia apreciar a constitucionalidade de sua aplicação. Ocorre que a manutenção da glosa é ilegal, e consequentemente a aplicação da multa, haja vista que a Recorrente seguiu o entendimento já firmado pelo CARF, qual seja, pelo direito de descontar créditos relativos às despesas de frete nas operações de venda por ele suportadas na condição de vendedor, nos termos do art. 3º, IX, das Leis nºs 10.637/2002 e 10.833/2003, conforme definido pelo Acórdão CARF n° 3402002.513, de 21/01/2015; assim, a multa aplicada deve ser reduzida ao percentual de, no máximo, 50% conforme art. 44, II, da Lei 9.430/96; a manutenção de multa como exposto ofende o princípio da razoabilidade, que é o espírito maior do extraído do Princípio do Devido Processo Legal inscrito na CF. Portanto, é mister que seja expurgada do débito a multa de 75% sobre os créditos glosados e reduzido o percentual da multa aplicada sobre o tributo devido ao patamar razoável de 20%, ou qualquer outro percentual que obedece aos princípios constitucionais brasileiros. Por fim, requer que seja conhecido e provido o recurso voluntário para reformar a r. decisão atacada, afastando a glosa realizada sobre os créditos apurados pela Recorrente. É o relatório. Voto Conselheiro Relator Waldir Navarro Bezerra 1. Da admissibilidade do Recurso O Recurso Voluntário é tempestivo e preenche os demais requisitos de admissibilidade, devendo, portanto, ser conhecido. 2. Objeto da lide A discussão confinase à possibilidade de apuração de créditos no regime não cumulativo sobre frete na operação de venda de produtos sujeitos à tributação concentrada ou monofásica. Mediante procedimento fiscal, os créditos de PIS e COFINS aproveitados pela Recorrente, foram glosados pela fiscalização, sob o argumento de que não é permitido o aproveitamento de tais créditos quando os bens comercializados estão submetidos ao regime monofásico. A fundamentação para a negativa do crédito sob análise pode ser resumido na seguinte conclusão apresentada pela fsicalização, no item 33 do TVE (fl. 1.351): "(...) A Pessoa Jurídica poderá descontar créditos calculados em relação a fretes na operação de venda de Bens Adquiridos para Revenda, quando o ônus for suportado pelo vendedor, EXCETO em relação a venda/revenda de PRODUTOS FARMACÊUTICOS, DE PERFUMARIA, DE TOUCADOR OU DE HIGIENE PESSOAL, dentre outros especificados na legislação". 3. Do Crédito de frete na venda de produtos monofásicos Fl. 1736DF CARF MF 10 Consta dos autos que a Recorrente atua no comércio atacadista de produtos farmacêuticos, de perfumaria, toucador e cosméticos, tendo realizado operações de revenda de produtos de incidência monofásica de PIS e COFINS, sujeitos, portanto, à alíquota zero na operação de revenda. Afirma a Recorrente em seu recurso que "(...) a glosa não afasta o direito ao crédito sobre o frete de venda, mas apenas em relação ao frete de venda dos produtos sujeitos à tributação pelo regime monofásico. Destacase também que não há qualquer discussão sobre a natureza e validade dos fretes contabilizados, ou seja, não há dúvidas de que: (a) há a operação de frete, (b) que este é relativo a venda dos produtos e (c) de que o valor frete é arcado pela Recorrente na operação dé venda". Em resumo, entende a Recorrente que o distribuidor atacadista de mercadorias sujeitas ao regime monofásico de incidência das contribuições ao PIS e à COFINS (produtos farmacêuticos, de perfumaria, de toucador e higiene pessoal) estando sujeito ao regime não cumulativo de apuração das citadas Contribuições, tem o direito de descontar créditos relativos às despesas de frete nas operações de venda por ele suportadas na condição de vendedor, nos termos do art. 3º, IX, das Leis nºs 10.637/2002 e 10.833/2003. No caso, cabe ressaltar que os produtos de perfumaria, higiene pessoal e de toucador, objeto das vendas da interessada são bens submetidos à alíquota zero, já que toda a tributação da cadeia econômica foi concentrada, pelo desenho legal, na indústria produtora ou nos importadores. Durante o procedimento de auditoria, a fiscalização constatou que o contribuinte comercializa produtos que se enquadram tanto no regime monofásico de apuração (concentrado), quanto no sistema comum de tributação. Pois bem. A sistemática da não cumulatividade das Contribuições para o PIS e COFINS está toda ela organizada nas duas Leis nº 10.637, de 2002 e nº 10.833, de 2003, desde a composição da base de cálculo, as exclusões admitidas até a geração de créditos, não sendo possível ao intérprete alargar conceitos a fim de ver a geração de créditos admitida para outros dispêndios que não aqueles textualmente relacionados nesses diplomas. Dentro deste contexto, a possibilidade de apuração de créditos sobre fretes desembolsados em operações de venda deve ser, portanto, buscada no próprio texto legal. E esse é bastante claro na vedação que faz à apuração de créditos sobre despesas com fretes e armazenamento incorridos na revenda de produtos sujeitos à tributação monofásica, ainda que tais dispêndios tenham sido suportados pelo vendedor. Vejase a redação do artigo 3º da Lei nº 10.833, de 2003, que trata da possibilidade de apuração de créditos não cumulativos: Art. 2º Para determinação do valor da COFINS aplicarseá, sobre a base de cálculo apurada conforme o disposto no art. 1o, a alíquota de 7,6% (sete inteiros e seis décimos por cento). (Vide Medida Provisória nº 497, de 2010) § 1º Excetuase do disposto no caput deste artigo a receita bruta auferida pelos produtores ou importadores, que devem aplicar as alíquotas previstas: (Incluído pela Lei nº 10.865, de 2004) [...] II no inciso I do art. 1º da Lei nº 10.147, de 21 de dezembro de 2000, e alterações posteriores, no caso de venda de produtos farmacêuticos, de perfumaria, de Fl. 1737DF CARF MF Processo nº 10882.722892/201482 Acórdão n.º 3402004.836 S3C4T2 Fl. 1.733 11 toucador ou de higiene pessoal, nele relacionados; (Incluído pela Lei nº 10.865, de 2004) (Vide Lei nº 11.196, de 2005) Art. 3º Do valor apurado na forma do art. 2º a pessoa jurídica poderá descontar créditos calculados em relação a: I bens adquiridos para revenda, exceto em relação às mercadorias e aos produtos referidos: a) nos incisos III e IV do § 3º do art. 1º desta Lei; b) nos §§ 1º e 1ºA do art. 2º desta Lei; (grifo nosso) (...) IX armazenagem de mercadoria e frete na operação de venda, nos casos dos incisos I e II, quando o ônus for suportado pelo vendedor. Não se faz necessários maiores esforços de interpretação para se chegar a conclusão de que a alínea “b” do art. 3º acima, referese exatamente aos bens sujeitos à tributação concentrada, como aqueles revendidos pela Recorrente e que foram listados no §1º, do art. 2º da referida Lei nº 10.833, de 2002. Ora, se a alínea "b" do inciso I do art. 3° da Lei n° 10.833/03 expressamente dispõe que não se pode calcular créditos sobre os custos de compra para revenda de produtos farmacêuticos, de perfumaria, de toucador ou de higiene pessoal, é forçoso que se entenda esta vedação também abrange o frete incorrido nesta operação, uma vez que compõe o custo de aquisição desses produtos. A Solução de Divergência Cosit nº 2/2017, DOU de 18/01/2017, que trata de ato de reforma da Solução de Divergência Cosit nº 5/2016, veda o crédito sobre fretes, na operação de venda, de atacadistas ou varejistas de mercadorias sujeitas ao regime monofásico. Vejase: "(...) Conclusão: 25. Diante do exposto, resolvese a presente divergência interpretativa afirmandose que, em relação aos dispêndios com frete suportados pelo vendedor na operação de venda de produtos sujeitos a cobrança concentrada ou monofásica da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins: a) é permitida a apuração de créditos das contribuições no caso de venda de produtos produzidos ou fabricados pela própria pessoa jurídica; b) é vedada a apuração de créditos das contribuições no caso de revenda de tais produtos, exceto no caso em que pessoa jurídica produtora ou fabricante desses produtos os adquire para revenda de outra pessoa jurídica importadora, produtora ou fabricante desses mesmos produtos" (..) Grifei. Ademais, o inciso IX do art. 3° da Lei n° 10.833/03, autoriza o cálculo de créditos sobre frete na operação de venda, porém limita o escopo: "(...) nos casos dos incisos I e II (. . .)". E como os produtos farmacêuticos, de perfumaria, de toucador ou de higiene pessoal, não se encontra nos incisos I e II do art. 3° da Lei n° 10.833/03, também não há que se falar em créditos sobre fretes na revenda de tais produtos. Fl. 1738DF CARF MF 12 O STJ (Superior Tribunal de Justica), também vem decidindo nesta direção, conforme precedente abaixo reproduzido, que veda uso de créditos de PIS e Cofins em sistema monofásico: “TRIBUTÁRIO. RECURSO ESPECIAL. PIS E COFINS. REGIME MONOFÁSICO. CREDITAMENTO. IMPOSSIBILIDADE. 1. A incidência monofásica do PIS e da COFINS não se compatibiliza com a técnica do creditamento. Precedentes: AgRg no Resp 1.221.142/PR, Rel. Ministro Ari Pargendler. Primeira Turma, julgado em 18/12/2012. DJe 04/02/2013; AgRg no REsp 1.227.544/PR. Rel. Ministro Napoleão Nunes Maia Filho, Primeira Turma, DJe 17/12/2012: AgRg no REsp 1.256.107/PR, Rel. Ministro Arnaldo Esteves Lima, Primeira Turma, DJe 10/05/2012; AgRg no REsp 1.241.354/RS, Rel. Ministro Castro Meira, Segunda Turma, DJe 10/05/2012.” (REsp 1346181 / PE; DJe 04/08/2014; Relator Ministro Napoleão Nunes Maia Filho) 42. Colhese do voto do Ministro Sérgio Kukina a seguinte argumentação: “Em meu sentir, é correto o entendimento da impossibilidade de creditamento por parte do distribuidor que revende bem submetido à tributação monofásica. Com efeito, essa sistemática de apuração e cobrança consiste em concentrar em uma única fase (etapa de produção, fabricação e importação) a incidência de referidas contribuições, em que se fixam alíquotas superiores àquelas ordinariamente previstas e se desoneram as fases posteriores de comercialização. (...) Assim, não se revela possível o aproveitamento de créditos pelo contribuinte, na hipótese, o distribuidor, que, apesar de integrar o ciclo econômico, não sofre a incidência da exação.” (Grifei) Por fim, ainda em relação aos créditos, tratou o art. 15 da Lei nº 10.833/2003, relativo à COFINS, de atribuir ao PIS/Pasep o mesmo tratamento dado aos créditos inovados pelo inciso IX do art. 3°, no que tange às despesas de Armazenagem e Fretes: Art. 15. Aplicase à contribuição para o PIS/PASEP nãocumulativa de que trata a Lei n° 10.637, de 30 de dezembro de 2002, o disposto: I nos incisos I e II do § 3° do art. 1° desta Lei ; II nos incisos VI, VII e IX do caput e nos §§ 1° e 10 a 20 do art. 3° desta Lei. Posto isto, a Recorrente está legalmente excluído da previsão do art. 3º, IX, da Lei nº 10.833, de 2003, não tendo direito à apuração de créditos sobre despesas com fretes nas operações de vendas de produtos farmacêuticos, cosméticos, perfumaria e de toucador. Quanto a elegação da Recorrente de que "o CARF firmou entendimento segundo o qual o distribuidor atacadista de mercadorias sujeitas incidência das contribuições ao PIS e da COFINS (produtos de perfumaria, de toucador e higiene pessoal) estando sujeito ao regime não cumulativo de apuração, teria o direito de descontar créditos relativos às despesas de frete nas operações de venda por ele suportadas na condição de vendedor, nos termos do Acórdão CARF n° 3402002.513 de 21/01/2015". Cumpre esclarecer inicialmente que são improfícuos os julgados administrativos trazidos no recurso, porque tais decisões, mesmo que proferidas por órgãos Colegiados, sem uma lei que lhes atribua eficácia normativa, não constituem normas complementares do Direito Tributário. Destarte, excetuandose as Súmulas Vinculantes do Fl. 1739DF CARF MF Processo nº 10882.722892/201482 Acórdão n.º 3402004.836 S3C4T2 Fl. 1.734 13 CARF, não podem ser estendidos genericamente a outros casos, eis que somente se aplicam sobre a questão em análise e apenas vinculam as partes envolvidas naqueles litígios. Neste sentido, o inciso II do art. 100 do CTN determina que: Art. 100. São normas complementares das leis, dos tratados e das convenções internacionais e dos decretos: (...). II – as decisões dos órgãos singulares ou coletivos de jurisdição administrativa, a que a lei atribua eficácia normativa;” [grifo nosso] Dessa forma, não são aproveitadas nesse voto as decisões administrativas apresentadas pelo impugnante. Dessa forma, não são aproveitadas nesse voto as decisões administrativas apresentadas pela Recorrente. Com esses fundamentos expostos, resta correta a glosa de créditos realizada pela Fiscalização. 4. Do Rateio proporcional (aferição indireta) A Recorrente argumenta do uso indevido da aferição indireta edotado pelo Fisco. Aduz que, "(...) fiscalização admite parte do crédito, porém define o valor deste crédito mediante uma aferição indireta sob o fundamento de que não seria possível a definição exata do valor do frete relativo a venda de um ou outro produto; afirma que aferição indireta, que nada mais é do que o arbitramento dos valores, somente é admissível quando se verifica que a contabilidade da empresa é inidônea, ou seja, quando não há uma escrituração contábil de acordo com as normas vigentes". Prossegue afirmando que o Fisco entendeu por aplicar a aferição, apesar de deixar claro em seu Relatório que todos os registros contábeis pertinentes foram feitos e na checagem por amostragem realizada não encontrou nenhuma irregularidade, restando restando claro que não era possível a aplicação da aferição indireta. Portanto, assim sendo, é inadmissível a aferição realizada sendo necessária, se mantido o entendimento de que não é possível o creditamentd relativo ao frete da venda do produto monofásico, que se baixe o feito em diligência para a apuração efetiva do valor do frete relacionado às operações de venda dos produtos sujeitos à tributação no mercado interno. Por outro lado, conforme relatado no TVF (fls. 1.345/1.362), a fiscalização justifica a utilização do rateio pela impossibilidade de segregar os valores dos fretes entre as mercadorias submetidas ao regime de tributação concentrada e as demais não submetidas àquele regime. No referido TVF, Capítulo VI (Dos créditos Pleiteados pela Empresa), às fls. 1.352/1.354, a fiscalização relata que, de posse da documentação fiscal e contábil da empresa, aduz não ser possível, à luz dos assentamentos contábeis da Recorrente, elaborar tal segregação, sem se utilizar do método do rateio proporcional. Vejase trecho abaixo reproduzido: Fl. 1740DF CARF MF 14 "(...)46. Ao analisar os Balancetes elaborados pelo contribuinte, foram constatadas as seguintes informações: a. As despesas de frete são lançadas na conta 33010614 – FRETES, CARRETOS E DESPACHOS nos Balancetes de Verificação Mensal; b. As despesas existentes na linha 7 das fichas 6A e 16A do DACON referem se somente às DESPESAS DE FRETE, i.e., inexiste despesa de armazenagem; c. Os lançamentos efetuados na conta 33010614 são sintéticos e se referem à soma de diversos Conhecimentos de Transporte de um mesmo prestador de serviço; d. Inexistência de critério de rateio das despesas de fretes em relação a cada tipo de mercadoria vendida. Ou seja, todas as despesas de fretes foram consideradas na Base de Cálculo dos créditos, mesmo no caso de vendas de produtos monofásicos. 47. Em relação aos Conhecimentos de Transporte, embora estes confiram robustez aos lançamentos contábeis, não é possível relacionar os valores das despesas de frete com as Notas Fiscais de venda emitidas pela empresa pelos motivos expostos a seguir: a. Alguns Conhecimentos de Transporte não fazem referência às Notas Fiscais dos produtos transportados, contendo apenas a informação “DIVERSAS” no campo Nota Fiscal ou mesmo em branco; b. Um mesmo Conhecimento de Transporte se refere a destinatários diversos e a quantidades de produtos e pesos/dimensões variados; c. Em um mesmo Conhecimento de Transporte, podem ser encontradas mercadorias sujeitas ao Regime Monofásico de Tributação do PIS e da COFINS e também mercadorias sujeitas ao Regime Comum de Tributação, uma vez que consta apenas a descrição “Medicamentos” no campo “Natureza da Mercadoria”. Isso também foi constatado ao analisar uma Nota Fiscal. 48. Todos esses três motivos descritos acima pressupõem um rateio do valor do frete entre as cargas transportadas, uma vez que não é possível, até mesmo para o próprio contribuinte, determinar com clareza o valor do frete gasto em cada mercadoria. 49. Dessa forma, a fim de obter o valor das contribuições em epígrafe devidas pelo contribuinte e considerando que o contribuinte não realizou o rateio das despesas de fretes para cada tipo de mercadoria vendida e levando em conta a impossibilidade de relacionar os valores dessas despesas de frete com as mercadorias pelos motivos acima expostos, foi realizada uma aferição indireta através da aplicação da técnica do rateio proporcional para a determinação do frete correspondente aos produtos sujeitos ao regime monofásico de tributação do PIS e da COFINS, uma vez que a despesa de frete correspondente a esses produtos não confere ao sujeito passivo o direito ao creditamento, conforme exposto no capítulo V" (Grifei). A respeito da legalidade dos critérios de rateio proporcional utilizado pelo Fisco no caso, o art. 3º da Lei nº 10.833, de 2003, prevê que: (...). § 7º Na hipótese de a pessoa jurídica sujeitarse à incidência nãocumulativa da COFINS, em relação apenas à parte de suas receitas, o crédito será apurado, Fl. 1741DF CARF MF Processo nº 10882.722892/201482 Acórdão n.º 3402004.836 S3C4T2 Fl. 1.735 15 exclusivamente, em relação aos custos, despesas e encargos vinculados a essas receitas. § 8º Observadas as normas a serem editadas pela Secretaria da Receita Federal, no caso de custos, despesas e encargos vinculados às receitas referidas no § 7ºe àquelas submetidas ao regime de incidência cumulativa dessa contribuição, o crédito será determinado, a critério da pessoa jurídica, pelo método de: I apropriação direta, inclusive em relação aos custos, por meio de sistema de contabilidade de custos integrada e coordenada com a escrituração;ou II rateio proporcional, aplicandose aos custos, despesas e encargos comuns a relação percentual existente entre a receita bruta sujeita à incidência nãocumulativa e a receita bruta total, auferidas em cada mês. § 9º O método eleito pela pessoa jurídica para determinação do crédito, na forma do § 8º, será aplicado consistentemente por todo o anocalendário e, igualmente, adotado na apuração do crédito relativo à contribuição para o PIS/PASEP não cumulativa, observadas as normas a serem editadas pela Secretaria da Receita Federal. (Grifei) Como bem asseverado pela decisão a quo, o disposto no inciso II, do § 8º, acima transcrito, é bem claro ao determinar que a relação percentual deve ser aplicada aos custos, despesas e encargos comuns. Tais custos, despesas e encargos incidem sobre a receita de vendas de mercadorias e/ou serviços e, portanto, a relação percentual deve ser apurada dentro desse limite, por força do disposto no caput do art. 7º, que dispõe que o crédito será apurado, exclusivamente, em relação aos custos, despesas e encargos vinculados a essas receitas. Já o § 9º do art. 3º, acima transcrito, delegou competência à RFB editar as normas aplicáveis aos métodos de apuração. Nesse sentido, foi editada a IN SRF nº 404, de 12 de março de 2004, (que dispõe sobre a incidência nãocumulativa da Contribuição para a COFINS, na forma estabelecida pela Lei nº10.833, de 2003), que dispôs no § 3º de seu art. 21: Art. 21. Na hipótese de a pessoa jurídica sujeitarse à incidência nãocumulativa da Cofins, em relação apenas à parte de suas receitas, o crédito deve ser apurado, exclusivamente, em relação aos custos, despesas e encargos vinculados a essas receitas. § 1º (...) § 3º Para apuração do crédito decorrente de encargos comuns, na hipótese do inciso I do §2º, aplicase sobre o valor de aquisição de insumos, dos custos e das despesas, referentes ao mês de apuração, a relação percentual existente entre os custos vinculados à receita sujeita à incidência nãocumulativa e os custos totais incorridos no mês. (Grifei) Portanto, ao contrário do alegado pela Recorrente em seu recurso, a fiscalização se baseou em metodologia de apuração dos créditos prevista na Lei nº 10.833, de 2003, que foi regulamentada pela IN SRF nº 404, de 2004. Desta forma, não assiste razão à Recorrente, uma vez que o método de rateio utilizado pelo Fisco encontra respaldo na legislação de regência da matéria e, portanto, deve ser aceito como válido para fins de apuração dos créditos a que faz jus a Recorrente. Fl. 1742DF CARF MF 16 5. Do alegado erro de cálculo, fls. 1.357, Tabela III Aduz a Recorrente em seu recurso que "(...) Há ainda um erro nos cálculos no que se refere às competências 10, 11 e 12 de 2011. Nos meses em questão a fiscalização utilizou como base de análise os balancetes da empresa e não o DACON, como feito em todas as demais competências; entretanto tal análise está equivocada e o equívoco fo destacado pela Recorrente na fase de fiscalização. Conforme se pode verificar do arquivo 'Análise do Auto de Infração', as diferenças entre os valores lançados em DACON e nos balancetes, decorre do fato de que nos balancetes estão lançadas provisões de pagamento futuro, portanto o valor correto é o registrado em DACON onde consta o valor efetivamente gasto a título de frete naquele mês, devendo a ser retificado o cálculo do crédito referente aos meses 10, 11 e 12 de 2011". A referida TABELA III elaborada pela fiscalização às fls. 1.357, que se refere a "Base de Cálculo dos Créditos INDEVIDOS de PIS e COFINS (jan/2010 a set/2011)", registra que o mesmo se utilizou tanto das receitas declaradas pela Recorrente em seu DACON, quanto daquelas registradas em BALANÇETES produzidos pela empresa. Nesse passo, para efeito de determinação dos créditos passíveis de glosa, a fiscalização fez uso do menor valor registrado, quando estes se mostravam divergentes. Em primieor lugar, ressaltase que tanto o DACON quanto os BALANÇETES foram produzidos pela Recorrente e contemplam informações úteis para fins de apuração das bases de cálculo dos créditos. Portanto, a fiscalização pode se valer de qualquer das duas fontes para embasar o lançamento. No caso sob análise, devido a divergência entre as informações prestadas (documento fiscal e contábil), o autuante utilizou o menor valor de despesas com fretes e este fato não macula o procedimento fiscal. Restando correta a metodologia aplicada. A Recorrente afirma que os valores corretos foram declarados no DACON, e que, das quantias registradas nos balancetes, deveriam ter sido descontadas provisões para pagamento futuro apontadas naqueles demonstrativos. Visando comprovar o equívoco, a Recorrente apresentou junto com a Impugnação cópias extraídas de livro razão contábil referente aos três meses sob análise. Como esta matéria encontrase bem analisado pela decisão recorrida, adoto as como fundamento de decidir, registrando que os valores de frete demonstrados na fl. 1.358 do TVF, foram obtidos a partir do arquivo magnético entregue pelo contribuinte (anexado aos autos através arquivo não paginável de fl. 145). Aquele arquivo contém os lançamentos contábeis realizados no livro razão referentes à conta de fretes nas vendas em todos os meses do período fiscalizado, e lá é possível observar que provisões, estornos e ajustes diversos já foram levados em conta na determinação do total apurado em cada um dos três meses. Ocorre que, naquele demonstrativo, o contribuinte exclui quantia adicional em cada mês para a determinação dos valores declarados em DACON, contudo, não demonstra o motivo de tal exclusão. O extrato abaixo, obtido do arquivo acima citado (apresentado pela empresa), exemplifica o resumo da conta relativa ao mês de outubro de 2011 e a exclusão realizada. Nos demais meses, o fato se repete. Fl. 1743DF CARF MF Processo nº 10882.722892/201482 Acórdão n.º 3402004.836 S3C4T2 Fl. 1.736 17 A recorrente afirma que as exclusões são devidas a provisões para pagamento futuro, contudo, os documentos apresentados junto com a impugnação não conseguem justificar as quantias excluídas, nem a partir deles é possível reproduzir os valores de despesa de frete considerados corretos, conforme a peça de defesa. Registrese que é na impugnação que os elementos de prova devem ser apresentados pelo defendente (art. 16, § 4º do Decreto 70.235, de 1972). Portanto, a simples afirmação desprovida de elementos de prova, não tem o condão de afastar a apuração feita pela fiscalização, que foi embasada em documentos produzidos pela própria empresa. Portanto, correta a decisão de piso, não se vislumbrando erro no cálculo dos créditos apurados nos meses de outubro, novembro e dezembro de 2011. 6. Dos Valores lançados em janeiro e fevereiro de 2010 A Recorrente nada se pronunciou sobre as valores lançados em janeiro e fevereiro de 2010 (item "5", da decisão DRJ). Como se sabe, regra geral, considerase definitiva, na esfera administrativa, a exigência relativa matéria que não tenha sido expressamente contestada no recurso voluntário. 7. Multa de 75% aplicada no Auto de Infração Aduz a Recorrente contesta a decisão recorrida que manteve a multa imposta (75%) (por entender que fora aplicada de acordo com a norma vigente, e que a administração não poderia apreciar a constitucionalidade de sua aplicação). Ocorre que a manutenção da glosa é ilegal, e consequentemente a aplicação da multa, haja vista que a Recorrente seguiu o entendimento já firmado pelo CARF, conforme definido pelo Acórdão CARF n° 3402 002.513, de 21/01/2015; assim, a multa aplicada deve ser reduzida ao percentual de, no máximo, 50% conforme art. 44, II, da Lei 9.430/96; que a manutenção de multa como exposto ofende o princípio da razoabilidade, que é o espírito maior do extraído do Princípio do Devido Processo Legal inscrito na CF. Portanto, é mister que seja expurgada do débito a multa de 75% sobre os créditos glosados e reduzido o percentual patamar razoável de 20%, ou qualquer outro percentual que obedece aos princípios constitucionais brasileiros. Preliminarmente é importate frizar que o fato da Recorrente possuir créditos em períodos anteriores, no máximo, ensejaria a possibilidade de compensação de seus débitos por meio da apresentação de Declarações de Compensação, situação que não se constatou na espécie, visto que os créditos apurados ao final de 2009 foram objeto de Pedido de Ressarcimento. Portanto é equivocado afirmar que a possível apuração de crédito relativamente Fl. 1744DF CARF MF 18 a um determinado período teria o condão de inibir, em períodos subseqüentes, a aplicação de multa por falta de pagamento das contribuições. Quanto ao posicionamento da Recorrente que implica na apreciação de constitucionalidade da legislação que disciplina a aplicação de penalidades no procedimento de ofício, no caso concreto o artigo 44, inciso I, da Lei nº 9.430, de 1996, com a redação dada pelo art. 14 da Lei nº 11.488, de 2007, a qual prevê o percentual e valores cabíveis à espécie dos autos. Relativamente à multa de ofício, estando a penalidade expressamente prevista em texto legal, só cabe à administração verificar a existência dos pressupostos de fato para sua aplicação. Uma vez positivada a norma, é dever da autoridade fiscal aplicála, sem perquirir acerca da justiça ou injustiça dos efeitos que gerou. O lançamento é uma atividade vinculada, conforme define o art. 142 do CTN. Vejase: Art. 142. Compete privativamente à autoridade administrativa constituir o crédito tributário pelo lançamento, assim entendido o procedimento administrativo tendente a verificar a ocorrência do fato gerador da obrigação correspondente, determinar a matéria tributável, calcular o montante do tributo devido, identificar o sujeito passivo e, sendo caso, propor a aplicação da penalidade cabível. Parágrafo único. A atividade administrativa de lançamento é vinculada e obrigatória, sob pena de responsabilidade funcional. Quanto as alegações relativas à abusividade ou à inconstitucionalidade da multa de ofício, estão fora da alçada de competência das esferas administrativas de julgamento e devem ser levadas ao Poder Judiciário, se for o caso, a teor da Súmula CARF nº 2. Súmula CARF nº 2: O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Registrese ainda que é vedado aos órgãos de julgamento afastar a aplicação da norma vigente, sob fundamento de inconstitucionalidade (art. 26A, do Decreto nº 70.235, de 1972, com a redação que lhe deu a Lei nº 11.941/2009). Quando ao alegado que a manutenção da glosa é ilegal, e consequentemente a aplicação da multa, haja vista que a Recorrente seguiu o entendimento já firmado pelo CARF, conforme já esclarecido em tópico anterior, são improfícuos os julgados administrativos trazidos no recurso, porque tais decisões, mesmo que proferidas por órgãos Colegiados, sem uma lei que lhes atribua eficácia normativa, não constituem normas complementares do Direito Tributário. Destarte, excetuandose as Súmulas Vinculantes do CARF, não podem ser estendidos genericamente a outros casos, eis que somente se aplicam sobre a questão em análise e apenas vinculam as partes envolvidas naqueles litígios. Assim, deve ser mantida a multa na forma como aplicada pela fiscalização. 8. Do pedido de Diligência O pedido de diligência realizado na peça recursal há que ser indeferido, uma vez que a mesma seria desnecessária ao julgamento da presente lide. Embora a Recorrente alega que "(...) é inadmissível a aferição realizada sendo necessária, se mantido o entendimento de que não é possível o creditamentd relativo ao frete da venda do produto monofásico, que se baixe o feito em diligência para a apuração Fl. 1745DF CARF MF Processo nº 10882.722892/201482 Acórdão n.º 3402004.836 S3C4T2 Fl. 1.737 19 efetiva do valor do frete relacionado às operações de venda dos produtos sujeitos à tributação no mercado interno". No entanto, conforme analisado no tópico "4" deste voto (Do Rateio proporcional aferição indireta), restou claro que ao contrário do alegado pela Recorrente em seu recurso, a fiscalização se baseou em metodologia legal de apuração dos créditos prevista na Lei nº 10.833, de 2003, que foi regulamentada pela IN SRF nº 404, de 2004. Ressaltase que o art. 18 do Decreto nº 70.235, de 1972, autoriza o julgador a determinar, de ofício ou a pedido, perícias ou diligências, quando considerálas necessárias para a instrução do processo e, consequentemente, para a solução do litígio. Desta forma, não há dúvidas quanto a legalidade do procedimento adotado pelo Fisco durante o procedimento fiscal. As informações apresentadas pela fiscalização e os elementos disponibilizado pela Recorrente, presentes neste processo, a meu ver, permitem que formemos convicção a esse respeito. Portanto, em face da existência nos autos de elementos de provas suficientes para o julgamento do processo, tornase prescindível a realização de diligência ou perícia. Posto isto, voto por indefir o pedido de diligência solicitado. 9. Dispositivo Diante de tudo o que fora exposto, voto no sentido sentido negar provimento ao Recurso Voluntário. É como voto. (assinado digitalmente) Waldir Navarro Bezerra Relator Declaração de Voto Conselheiro Carlos Augusto Daniel Neto Peço vênias à Ilustre relatora para divergir acerca da possibilidade de credimento dos custos relativos aos fretes para venda arcados pela Recorrente, em razão de se sujeitar ao regime não cumulativo de apuração das contribuições sociais sobre a receita bruta, a despeito dos produtos vendidos estarem sujeitos à incidência monofásica dos referidos tributos. Fl. 1746DF CARF MF 20 Como ponto de partida, é preciso que resta clara a distinção entre o regime não cumulativo e a técnica da monofasia, o que faço com suporte nas razões aduzidas pelo Insigne Conselheiro Diego Diniz Ribeiro, em voto unanimemente acatado por este Colegiado e convertido no Acórdão nº 3402004.356: 22. A lei 10.485/02 estabeleceu o regime monofásico de incidência para as contribuições do PIS e da COFINS. A monofasia nada mais é do que uma medida de praticabilidade tributária, na medida em que concentra em um único ator da cadeia econômica toda a carga tributária então incidente. Assim, os demais atores desta cadeia arcam com os efeitos econômicos dessa incidência monofásica, mas não com os efeitos jurídicos, já que as operações então realizadas sujeitamse à alíquota zero. 23. Com o advento do regime nãocumulativo para o PIS e para a COFINS, inclusive com a sua inserção no texto constitucional (art. 195, § 12 da CF), tais contribuições passaram a sujeitarse à regra da nãocumulatividade, cujo objetivo precípuo é evitar a incidência em cascata do tributo, impedindo, pois, que haja uma indevida relação entre maior ou menor carga tributária com uma maior ou menor quantidade de etapas no ciclo econômico. 24. Importante desde já registrar que não existe uma relação entre incidências monofásicas de tributos e nãocumulatividade, isso porque, como visto alhures, os objetivos que se visam alcançar com tais normas são distintos. Enquanto a monofasia visa a praticabilidade tributária, a nãocumulatividade tem por escopo abrandar os efeitos econômicotributários no ciclo produtivo. 25. Apesar, todavia, dessa independência entre monofasia e não cumulatividade, é comum se avistar uma indevida aproximação entre tais questões no plano legislativo. Talvez por isso, inclusive, o legislador previu no art. 10 da lei n. 10.833/03 que permaneceriam sujeitas ao regime cumulativo àquelas operações empresariais sujeitas a incidência monofásica da contribuição. Vejamos o que diz o citado dispositivo: Art. 10. Permanecem sujeitas às normas da legislação da COFINS, vigentes anteriormente a esta Lei, não se lhes aplicando as disposições dos arts. 1o a 8o: (...). VII as receitas decorrentes das operações: a) referidas no inciso IV do §3o do art. 1o; (...). 26. O citado art. 1o, §3o, inciso IV da lei n. 10.833/03 assim prescrevia à época dos fatos: Art. 1o A Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social COFINS, com a incidência nãocumulativa, tem como fato gerador o faturamento mensal, assim entendido o total das receitas auferidas pela pessoa jurídica, independentemente de sua denominação ou classificação contábil. (...). § 3o Não integram a base de cálculo a que se refere este artigo as receitas: (...). Fl. 1747DF CARF MF Processo nº 10882.722892/201482 Acórdão n.º 3402004.836 S3C4T2 Fl. 1.738 21 IV de venda dos produtos de que tratam as Leis nos 9.990, de 21 de julho de 2000, 10.147, de 21 de dezembro de 2000, 10.485, de 3 de julho de 2002, e 10.560, de 13 de novembro de 2002, ou quaisquer outras submetidas à incidência monofásica da contribuição; (...). 27. Logo, empresas como a recorrente, sujeitas à incidência monofásica do tributo, estavam fora do regime nãocumulativo e, por conseguinte, impedidas de creditamento, exatamente como prescrito originalmente no art. 3o, I da lei n. 10.833/03: Art. 3o Do valor apurado na forma do art. 2o a pessoa jurídica poderá descontar créditos calculados em relação a: (...). I bens adquiridos para revenda, exceto em relação às mercadorias e aos produtos referidos nos incisos III e IV do § 3o do art. 1o; (...). 28. Ocorre que, em agosto de 2004 a lei n. 10.865/04 alterou a redação do citado art. 1o da lei n. 10.833/03, o que se deu nos seguintes termos: Redação original: Art. 1o (...). (...). § 3o Não integram a base de cálculo a que se refere este artigo as receitas: (...). IV de venda dos produtos de que tratam as Leis nos 9.990, de 21 de julho de 2000, 10.147, de 21 de dezembro de 2000, 10.485, de 3 de julho de 2002, e 10.560, de 13 de novembro de 2002, ou quaisquer outras submetidas à incidência monofásica da contribuição; Redação após alteração pela lei 10.865/04: Art. 1o (...). (...). IV de venda de álcool para fins carburantes; (...). 29. Com a nova redação legislativa, deixou de existir a restrição ao creditamento nas operações sujeitas à incidência monofásica, (...); Desse modo, a aprtir do advento da Lei nº 10.865/04, a monofasia deixou de representar óbice ao creditamento de custos e despesas autorizadas pelas leis 10.833/03 e 10.637/02, nas empresas sujeitas ao regime não cumulativo, em vista da já elucidade distinção Fl. 1748DF CARF MF 22 entre os regimes apontados. Nesse sentido também é o claríssimo voto do Conselheiro Eloy Eros da Silva Nogueira, no Acórdão CARF nº 3401002.893: A Monofasia aqui referida, que alguns denominam incidência monofásica, outros de regime de tributação monofásica, vou preferir considerar como regime de recolhimento (de tributo). Labuto com a perspectiva que ele não pode ser embaralhado com o conceito de não cumulatividade (ou de cumulatividade, seu oposto). O regime de recolhimento monofásico é medida de governança fiscal que, na cadeia de produçãocomercialização de determinado produto, seleciona a operação de produção para identificar o responsável pelo recolhimento do tributo considerado representativo ou equivalente da tributação incidente ao longo de toda essa cadeia nas posteriores operações de comercialização. Assim, os contribuintes na seqüência dessa cadeia ficam desonerados do pagamento desse tributo. Esse regime de recolhimento trabalha sobre a unidade de registro "cadeia de produçãocomercialização". Ele tem seu termo quando o produto não será submetido a comercialização, como, por exemplo, quando ele é incorporado ao patrimônio, ou é consumido, ou é aproveitado na produção de outro produto. A não cumulatividade, por sua vez, haure seu sentido corrente do âmbito do IPI. Nessa perspectiva – para o IPI – ele é instituto basilar do direito tributário e prevê a compensação do que for devido em cada operação com o montante cobrado nas anteriores. Ele mantém intima relação com os princípios constitucionais que orientam tratar igualmente os iguais, ou seja, não beneficiar mais alguns do que os outros do mesmo ciclo produtivo (Princípios da Igualdade e da Capacidade Contributiva Objetiva) e orientam evitar a incidência do tributo sobre tributo, o inaceitável efeito confiscatório ou "cascata". Em linhas gerais, esperase que a não cumulatividade oriente e fundamente normas de tributação, no que for aplicável. As técnicas de creditamento podem estar entre elas. Elas são concebidas, na mor parte das vezes, para observar esse instituto. Mas há hipóteses na legislação em que as técnicas de creditamento não estão adstritas à não cumulatividade; elas atendem a outros princípios legais ou a outros interesses de governança tributário fiscal (ex.: incentivos; benefícios). Entretanto, a meu ver, a não cumulatividade dedicada às contribuições PIS e COFINS tem outro sentido, regras e critérios diferentes daquela do IPI, e passo a expor esse meu entendimento preliminar. (...). A regra da não cumulatividade estatuída pelo inciso II, § 3º do artigo 153 da CF/1988 para o IPI não corresponde ao regime de não cumulatividade previsto pelo § 12 do artigo 195 da mesma CF. E mesmo as regras das Leis acima citadas, que se apresentam como sob o manto desse regime de não cumulatividade, não correspondem à lógica e regime previsto para o IPI. O regime de não cumulatividade do PIS e da COFINS é um regime próprio e distinto daquele reservado ao IPI. As Lei n. 10.637/2002 e Lei n. 10.833/2003 disciplinam o creditamento para por dedução ou abatimento, se determinar o valor devido dessas contribuições. O creditamento assim estabelecido pretende atender ao regime de não cumulatividade previsto na Constituição Federal e criado através das Leis aqui citadas. E, até o momento, este é um ponto central em minha compreensão a respeito dessa matéria: 1. a materialidade do PIS e da COFINS está na receita tributável; 2. a materialidade da não cumulatividade está na relação de dependência da receita Fl. 1749DF CARF MF Processo nº 10882.722892/201482 Acórdão n.º 3402004.836 S3C4T2 Fl. 1.739 23 tributável para com a ocorrência do fator admitido pelas leis que disciplinam a matéria; 3. logo, o direito de creditamento está reservado para os fatores em que esteja demonstrado sejam eles necessários para a geração da receita tributável. Apesar de mal traçadas, essas breves considerações representam, a meu ver, a lógica da não cumulatividade do PIS e da COFINS expressa na leitura conjugada dos artigos dessas Leis. Não faz sentido que se possa gerar creditamento a partir da ocorrência de fatores que não tenham relação de causação ou de concorrência para com a geração da receita a ser tributada. Contradiz essa lógica ler os incisos e §§ do artigo 3º desconectados dos demais artigos da mesma Lei, principalmente os artigos 1º e 2º. (...). Outro não é, inclusive, o entendimento recentíssimo do Superior Tribunal de Justiça, no julgamento do AgRg no REsp 1.051.634/CE, de relatoria da Min. Regina Helena Costa: PROCESSUAL CIVIL. TRIBUTÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL. PIS E COFINS. TRIBUTAÇÃO PELO SISTEMA MONOFÁSICO. APROVEITAMENTO DE CRÉDITOS. POSSIBILIDADE. BENEFÍCIO FISCAL CONCEDIDO PELA LEI N. 11.033/04, QUE INSTITUIU O REGIME DO REPORTO. EXTENSÃO ÀS EMPRESAS NÃO VINCULADAS A ESSE REGIME. CABIMENTO. I O sistema monofásico constitui técnica de incidência única da tributação, com alíquota mais gravosa, desonerandose as demais fases da cadeia produtiva. Na monofasia, o contribuinte é único e o tributo recolhido, ainda que as operações subsequentes não se consumem, não será devolvido. II O benefício fiscal consistente em permitir a manutenção de créditos de PIS e COFINS, ainda que as vendas e revendas realizadas pela empresa não tenham sido oneradas pela incidência dessas contribuições no sistema monofásico, é extensível às pessoas jurídicas não vinculadas ao REPORTO, regime tributário diferenciado para incentivar a modernização e ampliação da estrutura portuária nacional, por expressa determinação legal (art. 17 da Lei n. 11.033/04). III O fato de os demais elos da cadeia produtiva estarem desobrigados do recolhimento, à exceção do produtor ou importador responsáveis pelo recolhimento do tributo a uma alíquota maior, não é óbice para que os contribuintes mantenham os créditos de todas as aquisições por eles efetuadas. IV Agravo Regimental provido. (STJ; AgRg no REsp 1051634/CE, Rel. Ministro SÉRGIO KUKINA, Rel. p/ Acórdão Ministra REGINA HELENA COSTA, PRIMEIRA TURMA, julgado em 28/03/2017, DJe 27/04/2017) (grifos nosso). Fl. 1750DF CARF MF 24 Diante das considerações postas acima, verificandose que a monofasia não é um impedimento à incidência não cumulativa do PIS/Cofins, bem como ao direito da empresa se creditar de custos inerentes à geração da receita, com expressa autorização legal, há que se concluir pelo direito dela aos créditos gerados pelos fretes de venda, na forma do art. 3º, IX das Leis nº 10.637/02 e 10.833/03. Assim, voto por dar provimento integral ao Recurso Voluntário da Recorrente. É como voto. Conselheiro Carlos Augusto Daniel Neto Fl. 1751DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 13643.000452/2008-33
Turma: Primeira Turma Extraordinária da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Jan 18 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Fri Feb 16 00:00:00 UTC 2018
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Ano-calendário: 2007
MATÉRIA DE PROVA. NÃO APRESENTAÇÃO.
Não apresentado pela contribuinte, seja na fase procedimental, quando instada a tanto, seja ainda nessa fase processual, a devida prova documental de ser um dos associados de impetrante, aos quais foi concedida segurança judicial para inclusão no Simples Nacional, mantém-se o indeferimento do pedido de inclusão.
Numero da decisão: 1001-000.289
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado.
(assinado digitalmente)
Lizandro Rodrigues de Sousa - Presidente.
(assinado digitalmente)
Edgar Bragança Bazhuni - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Lizandro Rodrigues de Sousa (presidente), Edgar Bragança Bazhuni, Eduardo Morgado Rodrigues e Jose Roberto Adelino da Silva.
Nome do relator: EDGAR BRAGANCA BAZHUNI
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201801
ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Ano-calendário: 2007 MATÉRIA DE PROVA. NÃO APRESENTAÇÃO. Não apresentado pela contribuinte, seja na fase procedimental, quando instada a tanto, seja ainda nessa fase processual, a devida prova documental de ser um dos associados de impetrante, aos quais foi concedida segurança judicial para inclusão no Simples Nacional, mantém-se o indeferimento do pedido de inclusão.
turma_s : Primeira Turma Extraordinária da Primeira Seção
dt_publicacao_tdt : Fri Feb 16 00:00:00 UTC 2018
numero_processo_s : 13643.000452/2008-33
anomes_publicacao_s : 201802
conteudo_id_s : 5830305
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Feb 16 00:00:00 UTC 2018
numero_decisao_s : 1001-000.289
nome_arquivo_s : Decisao_13643000452200833.PDF
ano_publicacao_s : 2018
nome_relator_s : EDGAR BRAGANCA BAZHUNI
nome_arquivo_pdf_s : 13643000452200833_5830305.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Lizandro Rodrigues de Sousa - Presidente. (assinado digitalmente) Edgar Bragança Bazhuni - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Lizandro Rodrigues de Sousa (presidente), Edgar Bragança Bazhuni, Eduardo Morgado Rodrigues e Jose Roberto Adelino da Silva.
dt_sessao_tdt : Thu Jan 18 00:00:00 UTC 2018
id : 7123389
ano_sessao_s : 2018
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:12:33 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713050009965953024
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1394; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1C0T1 Fl. 86 1 85 S1C0T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13643.000452/200833 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 1001000.289 – Turma Extraordinária / 1ª Turma Sessão de 18 de janeiro de 2018 Matéria SIMPLES NACIONAL INDEFERIMENTO DA OPÇÃO Recorrente TDNET LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Anocalendário: 2007 MATÉRIA DE PROVA. NÃO APRESENTAÇÃO. Não apresentado pela contribuinte, seja na fase procedimental, quando instada a tanto, seja ainda nessa fase processual, a devida prova documental de ser um dos associados de impetrante, aos quais foi concedida segurança judicial para inclusão no Simples Nacional, mantémse o indeferimento do pedido de inclusão. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Lizandro Rodrigues de Sousa Presidente. (assinado digitalmente) Edgar Bragança Bazhuni Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Lizandro Rodrigues de Sousa (presidente), Edgar Bragança Bazhuni, Eduardo Morgado Rodrigues e Jose Roberto Adelino da Silva. Relatório AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 64 3. 00 04 52 /2 00 8- 33 Fl. 86DF CARF MF Processo nº 13643.000452/200833 Acórdão n.º 1001000.289 S1C0T1 Fl. 87 2 Tratase de Recurso Voluntário interposto pela Recorrente em face de decisão proferida pela 2ª Turma da Delegacia Regional de Julgamento em Juiz de Fora (MG), mediante o Acórdão nº 0939.293, de 29/02/2012 (efls. 71/73), objetivando a reforma do referido julgado. O relatório elaborado por ocasião do julgamento em primeira instância bem sintetiza o ocorrido, pelo que peço vênia para transcrevêlo: Tratase de Pedido de Inclusão no Simples Nacional com efeitos retroativos a 01/07/2007, em razão da sentença judicial proferida em sede de mandado de segurança coletivo nos autos do processo judicial 2007.34.00.0308276. Referida decisão deuse em face dos associados da impetrante, Associação Brasileira das Prestadoras do Serviço de Comunicação Multimídia – Abramult, dos quais a contribuinte defende ser um deles. À fl. 38 (fl. 35 do processo papel), a contribuinte foi intimada a apresentar: [...] documentação comprobatória que seu nome constava do rol de associados da ABRAMULT, fls. 92 a 99 do processo judicial nº 2007.34.00.0308276, Mandado de Segurança impetrado por esta Associação, para os quais foi concedida a segurança de que trata a sentença nº 1065/2007 exarada nesse processo judicial. À fl. 48, a Sacat/DRF/JFAMG assim se manifestou: A contribuinte foi notificada, fls. 35, a apresentar documentação comprobatória que seu nome constava do rol de associados da ABRAMULT, fls. 92 a 99 do processo judicial n° 2007.34.00.0308276, mas não apresentou, apenas encaminhou a esta Delegacia a Declaração que a empresa Tdnet Ltda, CNPJ n° 03.573.945/000190 é associada à ABRAMULT desde 25/09/2007, documento que já constava do presente processo. Pelo exposto, concluímos pela improcedência do pleito da contribuinte, tendo em vista que a mesma não comprova fazer parte da lista de fls. 92 a 99 do processo judicial n° 2007.34.00.0308276. Junto à manifestação de inconformidade (fl. 51) são apresentados os seguintes documentos: fls. 4856 e 5759, cópias cujos conteúdos sugerem ser da decisão nº 429/2007 que concedeu a liminar (fls. 913) e da sentença nº 1.065/2007 (fls. 68) que a confirmou, respectivamente, ambas prolatadas nos autos daquele processo judicial; fl. 60, cópia de Certidão do Tribunal Regional Federal da Primeira Região; fls. 6166, cópia do rol de associados da Abramult. A DRJ considerou improcedente a manifestação de inconformidade e publicou acórdão com a seguinte ementa: ASSUNTO: SIMPLES NACIONAL Anocalendário: 2007 MATÉRIA DE PROVA. NÃO APRESENTAÇÃO. Fl. 87DF CARF MF Processo nº 13643.000452/200833 Acórdão n.º 1001000.289 S1C0T1 Fl. 88 3 Não apresentado pela contribuinte, seja na fase procedimental, quando instada a tanto, seja ainda nessa fase processual, a devida prova documental de ser um dos associados de impetrante, aos quais foi concedida segurança judicial para inclusão no Simples Nacional, mantémse o indeferimento do Pedido de Inclusão. Manifestação de Inconformidade Improcedente Sem Crédito em Litígio Ciente da decisão de primeira instância em 30/03/2012, conforme Aviso de Recebimento à efl. 75, a Recorrente apresentou recurso voluntário em 27/042012, à efls. 77/79, conforme carimbo aposto à efl. 77. É o Relatório. Voto Conselheiro Edgar Bragança Bazhuni, Relator O recurso apresentado atende aos requisitos de admissibilidade previstos no Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972, que regula o processo administrativofiscal (PAF). Dele conheço. No recurso interposto, a recorrente não apresentou os documentos solicitados pela DRF, que comprovassem que a empresa constava como pertencente ao rol de associados da ABRAMULT, apenas a declaração do presidente da Associação de que a empresa faz parte do rol de seus associados. Por fim, solicita a inclusão no Simples Nacional, conforme processo de nº. 13643.000.452/200833. Essa declaração em nada a modifica situação anterior. Não comprova que a empresa pertence ao rol de associados da ABRAMULT. Neste sentido, os documentos e argumentos apresentados pela recorrente no intuito de comprovar que a empresa é associada da ABRAMULTI, foram fundamentadamente afastados em primeira instância, pelo que peço vênia para transcrever o excerto a seguir do voto condutor do acórdão recorrido, adotandoo desde já como razões de decidir, nos termos do § 1º do art. 50 da Lei nº 9.784/1999: A solução da lide passa pela análise da qualidade da matéria de prova. Os documentos de fls. 4856 e 5759, à evidência, não têm nenhum valor probante. São simples cópias, sem numeração e sem assinaturas das autoridades judiciais, em contraponto com as da decisão nº 429/2007 (fls. 913) e da sentença nº 1.065/2007 (fls. 68). A seu turno, embora a referida Certidão faça menção aos autos daquele processo judicial nº 2007.34.00.0308276, também está sem numeração. Tal situação denota que ela está desconectada dos autos daquele processo. Fl. 88DF CARF MF Processo nº 13643.000452/200833 Acórdão n.º 1001000.289 S1C0T1 Fl. 89 4 As folhas nºs 220225 (constantes das fls. 5762 dos autos do presente processo) de que trataram aquele rol não guardam consonância com as fls. 92 a 99 dos autos daquele processo judicial. Assim, persistindo as razões do indeferimento, VOTO no sentido de considerar improcedente a manifestação de inconformidade. Pela falta de comprovação com documentação hábil de que a empresa faz parte do rol de associados da Abramult, conforme o exposto acima, voto por NEGAR PROVIMENTO ao recurso voluntário mantendose o indeferimento da opção pelo Simples Nacional. (assinado digitalmente) Edgar Bragança Bazhuni Fl. 89DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 10880.936212/2009-69
Turma: Segunda Turma Extraordinária da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Mar 15 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Mon Apr 02 00:00:00 UTC 2018
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Período de apuração: 01/11/2004 a 30/11/2004
COMPENSAÇÃO. DCTF RETIFICADORA. PROVA INSUFICIENTE.
A retificação da DCTF não é suficiente, por si só, para comprovar a certeza e liquidez do crédito tributário que se pretende compensar. É indispensável a demonstração da ocorrência de erro na DCTF original.
Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Período de apuração: 01/11/2004 a 30/11/2004
COMPENSAÇÃO. ÔNUS PROBATÓRIO DO CONTRIBUINTE.
É do contribuinte o ônus de comprovar a certeza e liquidez do crédito para o qual pleiteia compensação.
PROVA. JUNTADA APÓS IMPUGNAÇÃO. PRECLUSÃO.
A apreciação de documentos não submetidos à autoridade julgadora de primeira instância é possível nas hipóteses previstas no art. 16, § 4º do Decreto nº 70.235, de 1972.
Numero da decisão: 3002-000.051
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário. Votou pelas conclusões a conselheira Maria Eduarda Alencar Câmara Simões.
(assinado digitalmente)
Larissa Nunes Girard - Presidente e Relatora
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carlos Alberto da Silva Esteves, Diego Weis Junior, Larissa Nunes Girard e Maria Eduarda Alencar Câmara Simões.
Nome do relator: LARISSA NUNES GIRARD
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201803
ementa_s : Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Período de apuração: 01/11/2004 a 30/11/2004 COMPENSAÇÃO. DCTF RETIFICADORA. PROVA INSUFICIENTE. A retificação da DCTF não é suficiente, por si só, para comprovar a certeza e liquidez do crédito tributário que se pretende compensar. É indispensável a demonstração da ocorrência de erro na DCTF original. Assunto: Processo Administrativo Fiscal Período de apuração: 01/11/2004 a 30/11/2004 COMPENSAÇÃO. ÔNUS PROBATÓRIO DO CONTRIBUINTE. É do contribuinte o ônus de comprovar a certeza e liquidez do crédito para o qual pleiteia compensação. PROVA. JUNTADA APÓS IMPUGNAÇÃO. PRECLUSÃO. A apreciação de documentos não submetidos à autoridade julgadora de primeira instância é possível nas hipóteses previstas no art. 16, § 4º do Decreto nº 70.235, de 1972.
turma_s : Segunda Turma Extraordinária da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Mon Apr 02 00:00:00 UTC 2018
numero_processo_s : 10880.936212/2009-69
anomes_publicacao_s : 201804
conteudo_id_s : 5849507
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Apr 02 00:00:00 UTC 2018
numero_decisao_s : 3002-000.051
nome_arquivo_s : Decisao_10880936212200969.PDF
ano_publicacao_s : 2018
nome_relator_s : LARISSA NUNES GIRARD
nome_arquivo_pdf_s : 10880936212200969_5849507.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário. Votou pelas conclusões a conselheira Maria Eduarda Alencar Câmara Simões. (assinado digitalmente) Larissa Nunes Girard - Presidente e Relatora Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carlos Alberto da Silva Esteves, Diego Weis Junior, Larissa Nunes Girard e Maria Eduarda Alencar Câmara Simões.
dt_sessao_tdt : Thu Mar 15 00:00:00 UTC 2018
id : 7193127
ano_sessao_s : 2018
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:14:44 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713050009968050176
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1550; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C0T2 Fl. 2 1 1 S3C0T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10880.936212/200969 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3002000.051 – Turma Extraordinária / 2ª Turma Sessão de 15 de março de 2018 Matéria PER/DCOMP Recorrente H J SANTA FÉ COMERCIAL E AGRÍCOLA LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/11/2004 a 30/11/2004 COMPENSAÇÃO. DCTF RETIFICADORA. PROVA INSUFICIENTE. A retificação da DCTF não é suficiente, por si só, para comprovar a certeza e liquidez do crédito tributário que se pretende compensar. É indispensável a demonstração da ocorrência de erro na DCTF original. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/11/2004 a 30/11/2004 COMPENSAÇÃO. ÔNUS PROBATÓRIO DO CONTRIBUINTE. É do contribuinte o ônus de comprovar a certeza e liquidez do crédito para o qual pleiteia compensação. PROVA. JUNTADA APÓS IMPUGNAÇÃO. PRECLUSÃO. A apreciação de documentos não submetidos à autoridade julgadora de primeira instância é possível nas hipóteses previstas no art. 16, § 4º do Decreto nº 70.235, de 1972. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário. Votou pelas conclusões a conselheira Maria Eduarda Alencar Câmara Simões. (assinado digitalmente) Larissa Nunes Girard Presidente e Relatora AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 88 0. 93 62 12 /2 00 9- 69 Fl. 92DF CARF MF Processo nº 10880.936212/200969 Acórdão n.º 3002000.051 S3C0T2 Fl. 3 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carlos Alberto da Silva Esteves, Diego Weis Junior, Larissa Nunes Girard e Maria Eduarda Alencar Câmara Simões. Relatório Trata o processo de declaração de compensação (Per/Dcomp), na qual a contribuinte informa a ocorrência de pagamento indevido de Cofins, por meio de Darf no valor de R$ 13.415,17, relativo ao período de apuração de novembro/2004, e na qual solicita compensar R$ 2.675,36 com débito de CSLL relativo ao 2º trimestre de 2005. Por meio de despacho decisório à fl1. 8, a unidade de origem indeferiu o pedido porque concluiu que o crédito relativo ao Darf havia sido utilizado integralmente na quitação de outros débitos, não restando crédito para a realização de compensação da CSLL. A recorrente apresentou manifestação de inconformidade (fls. 10 a 35), na qual alegou haver cometido erro no preenchimento de sua DCTF. Entretanto, sua impugnação consistiu nessa alegação, acompanhada de cópia da DCTF original e da retificadora (fls. 18 e 19), sem outro documento que se prestasse a comprovar o alegado erro no preenchimento da declaração ou o seu direito creditório. A Delegacia de Julgamento proferiu o acórdão nº 1634.815 (fls. 37 a 42), por meio do qual decidiu pela improcedência da impugnação, tendo em vista a inexistência de prova do alegado direito de crédito, nos termos da ementa que se transcreve a seguir: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Data do fato gerador: 15/12/2004 DCOMP. PAGAMENTO INDEVIDO OU A MAIOR. A mera alegação da existência do crédito, desacompanhada de elementos de prova, não é suficiente para reformar a decisão que não homologou a compensação. DCTF. ERRO DE PREENCHIMENTO. NÃO COMPROVAÇÃO EM DOCUMENTAÇÃO IDÔNEA. Considerase confissão de dívida os débitos declarados em DCTF, motivo pelo qual qualquer alegação de erro no seu preenchimento deve vir acompanhada de declaração retificadora munida de documentos idôneos para justificar as alterações realizadas no valor dos tributos devidos. Não apresentada a escrituração contábil, nem outra documentação hábil e suficiente, que justifique a alteração dos valores registrados em DCTF, demonstrando a liquidez e certeza do crédito informado na DCOMP, se mantém a decisão proferida pela Delegacia da Receita Federal de Administração 1 A numeração informada segue a que foi atribuída pelo eprocesso, e não a realizada manualmente. Fl. 93DF CARF MF Processo nº 10880.936212/200969 Acórdão n.º 3002000.051 S3C0T2 Fl. 4 3 Tributária em São Paulo, que não homologou a compensação declarada pelo contribuinte. Manifestação de Inconformidade Improcedente. Cientificada da decisão, a contribuinte interpôs recurso voluntário (fls. 45 a 90), no qual apresentou as seguintes alegações: · a contribuinte pagou indevidamente a Cofins, uma vez que a alíquota da contribuição havia sido reduzida a zero, por meio da Lei nº 10.925, de 2004, e tal pagamento "não se fazia mais idôneo em virtude de Lei anterior que beneficiava a recorrente"; · apesar de a DCTF constituir uma confissão de dívida, não poderia a DRJ afastar o direito da contribuinte à compensação, tendo em vista sua boafé em declarar o débito e pagar uma contribuição que já não devia mais, mas o fez por desconhecimento da alteração de alíquota; · o fato de a contribuinte ter retificado a DCTF após o pedido de compensação não pode ser utilizado como fundamento para negar o pedido de compensação, uma vez que o direito existe; · em relação à alegação pela DRJ de que a DCTF retificadora, por si só, não é suficiente para demonstrar a existência do crédito pleiteado, juntase ao recurso voluntário "cópia das fls. 64 e 65 do Livro Diário n. 12 da empresa (DOCUMENTO N. 5) e fls. 20, 39 e 54 do Livro Diário n. 13 (DOCUMENTO N. 6) que atestam a veracidade das retificações realizadas"; · entende haver demonstrado seu direito creditório tanto pelo aspecto legal quanto pelo documental, o que não estava suficientemente claro neste processo até então; e · a contribuinte entende que não deve prosperar o entendimento de que a prova documental só pode ser apresentada no momento da impugnação, tornando precluso o direito de fazêlo em momento posterior, tendo em visto os princípios que regem o processo administrativo. É o relatório. Voto Conselheira Larissa Nunes Girard O recurso voluntário é tempestivo, preenche os requisitos formais de admissibilidade, inclusive quanto à competência das Turmas Extraordinárias e, portanto, dele tomo conhecimento. Como abordado pelo próprio contribuinte no recurso voluntário, apenas nesta fase processual esclareceuse qual seria a natureza do alegado direito creditório, com a Fl. 94DF CARF MF Processo nº 10880.936212/200969 Acórdão n.º 3002000.051 S3C0T2 Fl. 5 4 explicação de que o equívoco no preenchimento de sua DCTF consistiu em informar um débito de Cofins que já não era mais devido desde a publicação da Lei nº 10.925/2004 (conversão da MP nº 183/2004), que reduz a zero a alíquota da contribuição incidente sobre a receita de venda no mercado interno de adubos, sementes e outros produtos utilizados na atividade agropecuária, relacionados no art. 1º. Quanto à documentação comprobatória, agiu a recorrente da mesma forma, providenciando somente agora, nesta fase processual, a juntada de cópias do Livro Diário, referentes ao consolidado do mês 08/2005 (fls. 84 e 85), 03/2006 (fls. 87), 05/2006 (88) e 07/2006 (fl. 89). Cumpre destacar que algumas folhas estão parcialmente ilegíveis e que parecem não abranger toda a movimentação do mês. Protesta a recorrente para que não se entenda precluso o seu direito à juntada de provas, sem apresentar qualquer justificativa para o fato de fazêlo tardiamente – apenas invoca princípios do processo administrativo. Por certo que está precluso o direito de juntar provas, bastando que se leia os dispositivos legais pertinentes para que se adote tal conclusão. O Decreto nº 70.235/1972 (PAF) assim dispõe quanto à impugnação ou manifestação de inconformidade: Art. 15. A impugnação, formalizada por escrito e instruída com os documentos em que se fundamentar, será apresentada ao órgão preparador no prazo de trinta dias, contados da data em que for feita a intimação da exigência. Art. 16. A impugnação mencionará: (...) III os motivos de fato e de direito em que se fundamentar, os pontos de discordância e as razões e provas que possuir; (...) § 4º A prova documental será apresentada na impugnação, precluindo o direito de o impugnante fazêlo em outro momento processual, a menos que: a) fique demonstrada a impossibilidade de sua apresentação oportuna, por motivo de força maior; b) refirase a fato ou a direito superveniente; c) destinese a contrapor fatos ou razões posteriormente trazidos aos autos. § 5º A juntada de documentos após a impugnação deverá ser requerida à autoridade julgadora, mediante petição em que se demonstre, com fundamentos, a ocorrência de uma das condições previstas nas alíneas do parágrafo anterior. (grifado) No presente caso, tanto as provas quanto os motivos de direito só vieram a ser apresentados no recurso voluntário. Fl. 95DF CARF MF Processo nº 10880.936212/200969 Acórdão n.º 3002000.051 S3C0T2 Fl. 6 5 Acrescentese que nos pedidos de restituição, ressarcimento e compensação o ônus de provar a certeza e liquidez do que se pleiteia é do requerente, estando tal disposição presente nas instruções normativas da RFB que tratam do tema e em diversos diplomas legais, tais como: Código de Processo Civil (CPC) Art. 373. O ônus da prova incumbe: I ao autor, quanto ao fato constitutivo de seu direito; Lei nº 9.874, de 1999 Art. 36. Cabe ao interessado a prova dos fatos que tenha alegado, sem prejuízo do dever atribuído ao órgão competente para a instrução e do disposto no art. 37 desta Lei. Dito isso, ressalvase que haveria situações em que se poderia aceitar a juntada intempestiva. Para tanto, iria concorrer o fato de o contribuinte ter providenciado uma manifestação de inconformidade bem fundamentada, já com algum elemento de prova efetivo, tudo isso somado à existência de forte indício de direito da recorrente, demonstrado pelos documentos que pretende sejam conhecidos tardiamente. Visando a identificar a ocorrência de algum desses elementos, procedeuse a uma análise preliminar da documentação juntada ao recurso, concluindose que os documentos não atendem a seu propalado objetivo. Vejamos. O crédito que se discute referese ao período de apuração novembro/2004. As cópias do Livro Diário trazem montantes consolidados (total mensal) de certos meses de 2005 e de 2006, o que seria a primeira discrepância. Em relação ao conteúdo, temos, como exemplo dos valores constantes desses documentos, despesa mensal com depreciação de máquinas, despesa com previdência social, devoluções de compras, total das duplicatas a receber, caixa (vendas a vista), provisão para pagamento de salários, despesas trabalhistas e previdenciárias, etc. Exceto pela rubrica duplicatas a receber ou caixa (vendas à vista), nenhum outro item guarda relação com o tipo de operação beneficiada pela Lei nº 10.925, de 2004. Entretanto, mesmo essas rubricas não trazem qualquer informação relevante sobre o tema, visto que são o consolidado mensal e não nos permitem conhecer a natureza das transações, não nos permitem saber se estamos diante de receita proveniente da venda de um bem contemplado pela Lei ou sujeito a pagamento normal. Seria necessário juntar aos autos registros das movimentações de novembro/2004 que nos permitissem ter certeza de tratarse de venda dos bens relacionados no art. 1º da Lei nº 10.925, de 2004. A análise preliminar da documentação demonstrou que ela nada prova. Tendo em vista a fragilidade do que foi apresentado, somado à omissão na fase anterior, aceitar a juntada de documentação probatória neste momento seria protelar desnecessariamente esta lide. Fl. 96DF CARF MF Processo nº 10880.936212/200969 Acórdão n.º 3002000.051 S3C0T2 Fl. 7 6 Quanto à DCTF retificadora apresentada a título de prova, tal declaração desacompanhada de documentação que demonstre inequivocamente a efetiva ocorrência de erro também não prova o direito. A DCTF constitui confissão de dívida e instrumento hábil e suficiente para a exigência do crédito, conforme dispõe o DecretoLei nº 2.124, de 1984. Assim, eventual retificação dessa confissão de dívida deve estar necessariamente amparada por suporte probatório, sendo tal obrigação afirmada, entre outros dispositivos, pelo art. 147 do Código Tributário Nacional (CTN), nos seguintes termos: Art. 147. O lançamento é efetuado com base na declaração do sujeito passivo ou de terceiro, quando um ou outro, na forma da legislação tributária, presta à autoridade administrativa informações sobre matéria de fato, indispensáveis à sua efetivação. § 1º A retificação da declaração por iniciativa do próprio declarante, quando vise a reduzir ou a excluir tributo, só é admissível mediante comprovação do erro em que se funde, e antes de notificado o lançamento. (grifado) Dessa forma, cabe à contribuinte comprovar o erro em sua declaração ou, dito de outra forma, comprovar a liquidez e certeza do crédito que pleiteia, sendo tal responsabilidade confirmada por previsão no art. 373 do CPC. O crédito para o qual não se comprova a liquidez e certeza não pode ser objeto de compensação, conforme estabelece o art. 170 do CTN, in verbis: Art. 170. A lei pode, nas condições e sob as garantias que estipular, ou cuja estipulação atribuir à autoridade administrativa, autorizar a compensação de créditos tributários com créditos líquidos e certos, vencidos ou vincendos, do sujeito passivo contra a Fazenda pública. (grifado) Assim, uma vez que a recorrente não logrou comprovar seu direito creditório, deve ser mantida a decisão de primeira instância na sua integralidade. Pelo exposto, voto por conhecer o recurso voluntário e, no mérito, negarlhe provimento. (assinado digitalmente) Larissa Nunes Girard Relatora Fl. 97DF CARF MF Processo nº 10880.936212/200969 Acórdão n.º 3002000.051 S3C0T2 Fl. 8 7 Fl. 98DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 10980.010565/2002-32
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Primeira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Fri Jul 01 00:00:00 UTC 2011
Ementa: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA
Ano calendário: 2002
COMPENSAÇÃO. EXISTÊNCIA DE CRÉDITO DO SUJEITO PASSIVO.
Há que se homologar a compensação até o limite disponível do crédito reconhecido em processo administrativo com trânsito em julgado.
Numero da decisão: 1402-000.626
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, para homologar as compensações pleiteadas até o limite do crédito reconhecido no processo nº 10980.009187/2002-44, Acórdão CSRF 9101-00.464, de 04.09.2009.
Nome do relator: Frederico Augusto Gomes de Alencar
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201107
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA Ano calendário: 2002 COMPENSAÇÃO. EXISTÊNCIA DE CRÉDITO DO SUJEITO PASSIVO. Há que se homologar a compensação até o limite disponível do crédito reconhecido em processo administrativo com trânsito em julgado.
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Primeira Seção
numero_processo_s : 10980.010565/2002-32
conteudo_id_s : 5843851
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Mar 21 00:00:00 UTC 2018
numero_decisao_s : 1402-000.626
nome_arquivo_s : Decisao_10980010565200232.pdf
nome_relator_s : Frederico Augusto Gomes de Alencar
nome_arquivo_pdf_s : 10980010565200232_5843851.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, para homologar as compensações pleiteadas até o limite do crédito reconhecido no processo nº 10980.009187/2002-44, Acórdão CSRF 9101-00.464, de 04.09.2009.
dt_sessao_tdt : Fri Jul 01 00:00:00 UTC 2011
id : 7174251
ano_sessao_s : 2011
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:14:14 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713050009977487360
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1593; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1C4T2 Fl. 460 1 459 S1C4T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10980.010565/200232 Recurso nº 235.956 Voluntário Acórdão nº 140200.626 – 4ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 1 de julho de 2011 Matéria IRPJ Recorrente BOTICA COMERCIAL FARMACÊUTICA LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA Anocalendário: 2002 COMPENSAÇÃO. EXISTÊNCIA DE CRÉDITO DO SUJEITO PASSIVO. Há que se homologar a compensação até o limite disponível do crédito reconhecido em processo administrativo com trânsito em julgado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, para homologar as compensações pleiteadas até o limite do crédito reconhecido no processo nº 10980.009187/200244, Acórdão CSRF 910100.464, de 04.09.2009. (assinado digitalmente) Albertina Silva Santos de Lima Presidente. (assinado digitalmente) Frederico Augusto Gomes de Alencar Relator. Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Antônio José Praga de Souza, Ana Clarissa Masuko dos Santos Araújo, Frederico Augusto Gomes de Alencar, Moises Giacomelli Nunes da Silva, Leonardo Henrique Magalhães de Oliveira e Albertina Silva Santos de Lima. Fl. 464DF CARF MF Emitido em 29/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 29/07/2011 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENC Assinado digitalmente em 29/07/2011 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENC, 29/07/2011 por ALBERTINA S ILVA SANTOS DE LIMA Processo nº 10980.010565/200232 Acórdão n.º 140200.626 S1C4T2 Fl. 461 2 Relatório Botica Comercial Farmacêutica Ltda recorre a este Conselho contra decisão de primeira instância proferida pela 1ª Turma da DRJ Curitiba/PR, pleiteando sua reforma, com fulcro no artigo 33 do Decreto nº 70.235 de 1972 (PAF). Por pertinente, transcrevo o relatório da decisão recorrida (verbis): “Por meio do documento de fls. 01, protocolizado em 14/10/2002, a contribuinte declarou compensação de tributo devido, no importe de R$ 1.525.270,67 e, por meio do documento de fls. 152, declarou compensação de tributo devido, no importe de mais R$ 42.243,45. Intimada, a contribuinte esclareceu que a compensação se faria com créditos solicitados no PAF nº 10980.009187/2002 44. Pelo Despacho Decisório de fls. 396397, a Delegacia da Receita Federal em Curitiba (PR) não homologou a compensação, ao argumento de que o total do crédito reconhecido relativamente ao PAF nº 10980.009187/200244 já fora utilizado na compensação de débitos de PIS e de COFINS referentes aos períodos de apuração de agosto de 2002, inexistindo, portanto, crédito suscetível de ser compensado com os débitos informados nas Declarações de Compensação apreciadas nestes autos. Cientificada em 22/03/2004 (fls. 401), a contribuinte apresentou, em 20/04/2004, a manifestação de inconformidade de fls. 403404. Nessa peça, reconheceu que a não homologação da compensação tem origem no redimensionamento do direito creditório cujo reconhecimento fora pleiteado por meio do PAF nº 10980.009187/200244 e que, por tal razão, este PAF está, em tudo e por tudo, vinculado àquele, onde o direito creditório é discutido, sendo este uma mera conseqüência daquele. Requereu, portanto, que a cobrança do valor cuja compensação não foi homologada fosse sobrestada até definição do aludido PAF nº 10980.009187/2002 44, de sorte que ambos os fossem julgados em conjunto, de sorte a se evitar discrepâncias. É o relatório.” A decisão de primeira instância, representada no Acórdão da DRJ nº 8.853 (fls. 415422) de 22/07/2005, por unanimidade de votos, indeferiu a solicitação da contribuinte. A decisão foi assim ementada. “Assunto: Normas de Administração Tributária Anocalendário: 2002 Ementa: COMPENSAÇÃO. INEXISTÊNCIA DE CRÉDITO DO SUJEITO PASSIVO. Não se homologa a compensação quando o crédito a ser utilizado tem origem em outro processo administrativo no qual o Fl. 465DF CARF MF Emitido em 29/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 29/07/2011 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENC Assinado digitalmente em 29/07/2011 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENC, 29/07/2011 por ALBERTINA S ILVA SANTOS DE LIMA Processo nº 10980.010565/200232 Acórdão n.º 140200.626 S1C4T2 Fl. 462 3 valor deferido foi insuficiente para a extinção dos próprios débitos nele compensados.” Contra a aludida decisão, da qual foi cientificada em 30/06/2006 (A.R. de fl. 424), a interessada interpôs recurso voluntário em 20/07/2006 (fls. 425444) onde repisa os argumentos trazidos na impugnação. É o relatório. Voto Conselheiro Frederico Augusto Gomes de Alencar. O recurso voluntário reúne os pressupostos de admissibilidade previstos na legislação que rege o processo administrativo fiscal. Dele, portanto, tomo conhecimento. De plano, há que se reconhecer que não há o que ser decidido neste PAF, posto ser este mera conseqüência do PAF nº 10980.009187/200244, ao qual se vincula em tudo e por tudo. Nessa esteira, consultando a situação processual daquele PAF, constatase o julgamento na CSRF (Acórdão nº 910100464, de 04/11/2009) no qual foi dado provimento ao recurso apresentado, determinando o retorno daquele processo à DRF de origem para apreciação das demais matérias, in verbis. 910100464 (ACÓRDÃO) Número do Processo: 10980.009187/200244 Órgão Julgador: Primeira Turma/Câmara Superior de Recursos Fiscais Data da Sessão: 04/11/2009 Contribuinte: BOTICA COMERCIAL FARMACEUTICA LTDA Relator(a): Valmir Sandri Decisão: Por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso, determinando o retorno à DRF de origem para apreciação das demais matérias. Ex positis, dou provimento ao recurso voluntário apresentado para homologar as compensações pleiteadas até o limite do crédito reconhecido no processo nº 10980.009187/200244, Acórdão CSRF 910100.464, de 04.09.2009. Sala das Sessões, em 1 de julho de 2011 (assinado digitalmente) Frederico Augusto Gomes de Alencar Relator. Fl. 466DF CARF MF Emitido em 29/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 29/07/2011 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENC Assinado digitalmente em 29/07/2011 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENC, 29/07/2011 por ALBERTINA S ILVA SANTOS DE LIMA Processo nº 10980.010565/200232 Acórdão n.º 140200.626 S1C4T2 Fl. 463 4 Fl. 467DF CARF MF Emitido em 29/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 29/07/2011 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENC Assinado digitalmente em 29/07/2011 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENC, 29/07/2011 por ALBERTINA S ILVA SANTOS DE LIMA
score : 1.0
Numero do processo: 13896.912368/2009-73
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Fri Feb 23 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Tue Mar 27 00:00:00 UTC 2018
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Data do fato gerador: 31/01/2002
NULIDADE DA DECISÃO DA DRJ.
Inexiste falta de motivação ou violação de princípios constitucionais que maculem de nulidade a decisão recorrida em face do enfrentamento de todas as matérias suscitadas nas peças de defesa.
COMPENSAÇÃO. DIREITO CREDITÓRIO. ÔNUS DA PROVA.
Constatada a inexistência do direito creditório por meio de informações prestadas pelo interessado, cabe a este afastar os motivos que levaram ao não reconhecimento do crédito pretendido, comprovando a existência deste.
Numero da decisão: 1301-002.805
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário.
(assinado digitalmente)
Fernando Brasil de Oliveira Pinto - Presidente e Relator
Participaram do presente julgamento os conselheiros: Roberto Silva Júnior, José Eduardo Dornelas Souza, Nelso Kichel, Marcos Paulo Leme Brisola Caseiro, Milene de Araújo Macedo, Amélia Wakako Morishita Yamamoto, Fernando Brasil de Oliveira Pinto e Bianca Felícia Rothschild.
Nome do relator: FERNANDO BRASIL DE OLIVEIRA PINTO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201802
camara_s : Terceira Câmara
ementa_s : Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Data do fato gerador: 31/01/2002 NULIDADE DA DECISÃO DA DRJ. Inexiste falta de motivação ou violação de princípios constitucionais que maculem de nulidade a decisão recorrida em face do enfrentamento de todas as matérias suscitadas nas peças de defesa. COMPENSAÇÃO. DIREITO CREDITÓRIO. ÔNUS DA PROVA. Constatada a inexistência do direito creditório por meio de informações prestadas pelo interessado, cabe a este afastar os motivos que levaram ao não reconhecimento do crédito pretendido, comprovando a existência deste.
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
dt_publicacao_tdt : Tue Mar 27 00:00:00 UTC 2018
numero_processo_s : 13896.912368/2009-73
anomes_publicacao_s : 201803
conteudo_id_s : 5847464
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Mar 28 00:00:00 UTC 2018
numero_decisao_s : 1301-002.805
nome_arquivo_s : Decisao_13896912368200973.PDF
ano_publicacao_s : 2018
nome_relator_s : FERNANDO BRASIL DE OLIVEIRA PINTO
nome_arquivo_pdf_s : 13896912368200973_5847464.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Fernando Brasil de Oliveira Pinto - Presidente e Relator Participaram do presente julgamento os conselheiros: Roberto Silva Júnior, José Eduardo Dornelas Souza, Nelso Kichel, Marcos Paulo Leme Brisola Caseiro, Milene de Araújo Macedo, Amélia Wakako Morishita Yamamoto, Fernando Brasil de Oliveira Pinto e Bianca Felícia Rothschild.
dt_sessao_tdt : Fri Feb 23 00:00:00 UTC 2018
id : 7185373
ano_sessao_s : 2018
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:14:29 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713050009986924544
conteudo_txt : Metadados => date: 2018-03-22T13:25:35Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; dcterms:created: 2018-03-22T13:25:35Z; Last-Modified: 2018-03-22T13:25:35Z; dcterms:modified: 2018-03-22T13:25:35Z; dc:format: application/pdf; version=1.4; xmpMM:DocumentID: uuid:15199bed-f947-4966-92c8-a454b4b0c66a; Last-Save-Date: 2018-03-22T13:25:35Z; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2018-03-22T13:25:35Z; meta:save-date: 2018-03-22T13:25:35Z; pdf:encrypted: true; modified: 2018-03-22T13:25:35Z; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; meta:creation-date: 2018-03-22T13:25:35Z; created: 2018-03-22T13:25:35Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; Creation-Date: 2018-03-22T13:25:35Z; pdf:charsPerPage: 1548; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; pdf:docinfo:created: 2018-03-22T13:25:35Z | Conteúdo => S1C3T1 Fl. 2 1 1 S1C3T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13896.912368/200973 Recurso nº 1 Voluntário Acórdão nº 1301002.805 – 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 23 de fevereiro de 2018 Matéria DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO Recorrente DIOSYNTH PRODUTOS FARMOQUIMICOS LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Data do fato gerador: 31/01/2002 NULIDADE DA DECISÃO DA DRJ. Inexiste falta de motivação ou violação de princípios constitucionais que maculem de nulidade a decisão recorrida em face do enfrentamento de todas as matérias suscitadas nas peças de defesa. COMPENSAÇÃO. DIREITO CREDITÓRIO. ÔNUS DA PROVA. Constatada a inexistência do direito creditório por meio de informações prestadas pelo interessado, cabe a este afastar os motivos que levaram ao não reconhecimento do crédito pretendido, comprovando a existência deste. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Fernando Brasil de Oliveira Pinto Presidente e Relator Participaram do presente julgamento os conselheiros: Roberto Silva Júnior, José Eduardo Dornelas Souza, Nelso Kichel, Marcos Paulo Leme Brisola Caseiro, Milene de Araújo Macedo, Amélia Wakako Morishita Yamamoto, Fernando Brasil de Oliveira Pinto e Bianca Felícia Rothschild. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 89 6. 91 23 68 /2 00 9- 73 Fl. 165DF CARF MF Processo nº 13896.912368/200973 Acórdão n.º 1301002.805 S1C3T1 Fl. 3 2 Relatório Inicialmente, adotase o relatório da decisão recorrida, o qual bem retrata os fatos ocorridos e os fundamentos adotados até então: Tratase de manifestação de inconformidade contra Despacho Decisório eletrônico que não homologou a compensação declarada e, DCOMP nº 11332.84919.150806.1.3.045256, referente a alegado crédito de valor original na data transmissão de R$ 5.597,17, relativo a pagamento indevido ou a maior de código de receita nº 2484, DARF de valor total de R$ 7.232,53, período de apuração de 31/12/2001 e data de arrecadação de 31/01/2002. Segundo o Despacho Decisório de não homologação, o DARF informado na DCOMP foi integralmente utilizado na quitação de débitos da contribuinte, conforme processo nº 13896.004119/200821, não restando assim crédito disponível para a compensação do(s) débito(s) informado(s) na DCOMP. Em sua manifestação de inconformidade a interessada pediu a homologação da compensação. Para tanto, assim resumiu seus argumentos: a) A empresa possui crédito de Pagamento indevido ou a maior b) Os débitos foram compensados corretamente c) Excluir o lançamento referente à CSLL código 2484, da DCTF do 4 trimestre/2001, constante na página 32, no valor de R$ 7.232,53, pois esse valor não é devido para o período Dezembro/2001. A decisão da autoridade de primeira instância julgou improcedente a manifestação de inconformidade da contribuinte. Cientificado da decisão de primeira instância, o contribuinte apresentou recurso voluntário, repisando os argumentos levantados em sede de manifestação de inconformidade. É o relatório. Voto Conselheiro Fernando Brasil de Oliveira Pinto Relator O julgamento deste processo segue a sistemática dos recursos repetitivos, regulamentada pelo art. 47, §§ 1º e 2º, do RICARF, aprovado pela Portaria MF 343, de 09 de junho de 2015. Portanto, ao presente litígio aplicase o decidido no Acórdão nº 1301002.796, de 23.02.2018, proferido no julgamento do processo nº 13896.911728/200910, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado. Fl. 166DF CARF MF Processo nº 13896.912368/200973 Acórdão n.º 1301002.805 S1C3T1 Fl. 4 3 Transcrevese, como solução deste litígio, nos termos regimentais, o entendimento que prevaleceu naquela decisão (Acórdão nº 1301002.796): O recurso voluntário é TEMPESTIVO e uma vez atendidos também às demais condições de admissibilidade, merece, portanto, ser CONHECIDO. 1. Nulidade da decisão de 1a instancia por falta de motivação e inobservância ao principio da verdade material Alega a Recorrente que a decisão de primeira instancia violou os princípios constitucionais da ampla defesa e do devido processo legal, pois entendeu não estar clara a motivação que levou o julgador às conclusões exportas na parte dispositiva do julgamento. Defende que o argumento ensejador do não provimento da manifestação de inconformidade se baseou em alegações de que a recorrente não trouxe aos autos sua escrituração contábil, sem sequer analisar os documentos juntados a manifestação de inconformidade. Compulsandose os autos verificase que a recorrente descreve como documentos anexados a DCTF 4° trimestre/2001, DIPJ Anocalendário 2001, DARF no valor de R$ 11.161,18, Despacho Decisório n°. 848664496 de 07/10/2009, CNPJ, Última Alteração Contratual Consolidada e documentos do representante legal. No entanto, em linha com a decisão de primeira instancia, tais documentos não são capazes de comprovar os argumentos da Recorrente de que o valor do DARF relativo a pagamento de Dezembro 2001 não seria deveras devido. Contrariamente ao alegado, o julgador de primeira instancia, buscando a verdade material dos fatos, buscou nos sistemas disponíveis a Receita Federal informações detalhadas sobre o crédito tributário perquirido. Solicitou, ainda, desarquivamento do processo relativo ao restabelecimento da DCTF relativa que havia sido cancelada pela Recorrente. Em resumo, não vejo qualquer razão nos argumentos apresentados pela Recorrente que possam dar ensejo a nulidade da decisão de primeira instancia. 2. Compensação Em relação a compensação, sabese que o art. 170 do CTN determina que os créditos tributários líquidos e certos do sujeito passivo contra a Fazenda pública podem ser objetos de compensação, na forma que a lei estipular. Como liquido e certo, entendese aquele crédito tributário cuja existência seja garantida e cujo valor seja mensurável. No caso em tela, temse que a interessada não logrou êxito em comprovar a liquidez e certeza do crédito pleiteado. Nos moldes do art. 214, do Código Civil, para a desconsideração da confissão de dívida por erro de fato, o equívoco deve ser devidamente comprovado, sendo do sujeito passivo (assim como ocorre em relação à comprovação do indébito) o encargo probante da circunstância, conforme Fl. 167DF CARF MF Processo nº 13896.912368/200973 Acórdão n.º 1301002.805 S1C3T1 Fl. 5 4 disposto no art. 333, I, do CPC. E isto deve ser feito por intermédio de documentos robustos, especialmente os contábeis e fiscais, não sendo suficiente, por si só, como prova, a mera apresentação da DIPJ, que, ao contrário da DCTF, não se constitui em instrumento de confissão de dívida. Diante de todo o acima exposto, voto no sentido de rejeitar a preliminar de nulidade e no mérito NEGAR PROVIMENTO ao recurso voluntário. No presente caso verificase que a recorrente descreve como documentos anexados a DCTF 4 trimestre/2001, DIPJ Anocalendário 2001, DARF no valor de R$ 7.232,53, Despacho Decisório n°. 848664584 de 07/10/2009. Aplicandose a decisão do paradigma ao presente processo, em razão da sistemática prevista nos §§ 1º e 2º do art. 47 do RICARF, nego provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Fernando Brasil de Oliveira Pinto Fl. 168DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 10530.724546/2009-61
Turma: 2ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 2ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Tue Jan 30 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Fri Mar 16 00:00:00 UTC 2018
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/01/2006 a 31/12/2008
MULTA. RETROATIVIDADE BENÉFICA. APLICAÇÃO
Quando da aplicação, simultânea, em procedimento de ofício, da multa prevista no revogado art. 32, § 5º, da Lei no. 8.212, de 1991, que se refere à apresentação de declaração inexata em GFIP, e também da sanção pecuniária pelo não pagamento do tributo devido, prevista no art. 35, II da mesma Lei, deve-se cotejar, para fins de aplicação do instituto da retroatividade benéfica, a soma das duas sanções eventualmente aplicadas quando do lançamento, em relação à penalidade pecuniária do art. 44, inciso I, da Lei 9.430, de 1996, que se destina a punir ambas as infrações já referidas, e que se tornou aplicável no contexto da arrecadação das contribuições previdenciárias desde a edição da Medida Provisória no. 449, de 2008. Assim, estabelece-se como limitador para a soma das multas aplicadas através de procedimento de ofício o percentual de 75%.
Numero da decisão: 9202-006.455
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer do Recurso Especial e, no mérito, em dar-lhe provimento, para que a retroatividade benigna seja aplicada em conformidade com a Portaria PGFN/RFB nº 14, de 2009.
(assinado digitalmente)
Luiz Eduardo de Oliveira Santos - Presidente em exercício
(assinado digitalmente)
Heitor de Souza Lima Junior Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros Luiz Eduardo de Oliveira Santos (Presidente em exercício), Rita Eliza Reis da Costa Bacchieri, Maria Helena Cotta Cardozo, Patrícia da Silva, Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Ana Paula Fernandes, Heitor de Souza Lima Junior e Ana Cecília Lustosa da Cruz.
Nome do relator: HEITOR DE SOUZA LIMA JUNIOR
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201801
camara_s : 2ª SEÇÃO
ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/01/2006 a 31/12/2008 MULTA. RETROATIVIDADE BENÉFICA. APLICAÇÃO Quando da aplicação, simultânea, em procedimento de ofício, da multa prevista no revogado art. 32, § 5º, da Lei no. 8.212, de 1991, que se refere à apresentação de declaração inexata em GFIP, e também da sanção pecuniária pelo não pagamento do tributo devido, prevista no art. 35, II da mesma Lei, deve-se cotejar, para fins de aplicação do instituto da retroatividade benéfica, a soma das duas sanções eventualmente aplicadas quando do lançamento, em relação à penalidade pecuniária do art. 44, inciso I, da Lei 9.430, de 1996, que se destina a punir ambas as infrações já referidas, e que se tornou aplicável no contexto da arrecadação das contribuições previdenciárias desde a edição da Medida Provisória no. 449, de 2008. Assim, estabelece-se como limitador para a soma das multas aplicadas através de procedimento de ofício o percentual de 75%.
turma_s : 2ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
dt_publicacao_tdt : Fri Mar 16 00:00:00 UTC 2018
numero_processo_s : 10530.724546/2009-61
anomes_publicacao_s : 201803
conteudo_id_s : 5841749
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Mar 16 00:00:00 UTC 2018
numero_decisao_s : 9202-006.455
nome_arquivo_s : Decisao_10530724546200961.PDF
ano_publicacao_s : 2018
nome_relator_s : HEITOR DE SOUZA LIMA JUNIOR
nome_arquivo_pdf_s : 10530724546200961_5841749.pdf
secao_s : Câmara Superior de Recursos Fiscais
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer do Recurso Especial e, no mérito, em dar-lhe provimento, para que a retroatividade benigna seja aplicada em conformidade com a Portaria PGFN/RFB nº 14, de 2009. (assinado digitalmente) Luiz Eduardo de Oliveira Santos - Presidente em exercício (assinado digitalmente) Heitor de Souza Lima Junior Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Luiz Eduardo de Oliveira Santos (Presidente em exercício), Rita Eliza Reis da Costa Bacchieri, Maria Helena Cotta Cardozo, Patrícia da Silva, Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Ana Paula Fernandes, Heitor de Souza Lima Junior e Ana Cecília Lustosa da Cruz.
dt_sessao_tdt : Tue Jan 30 00:00:00 UTC 2018
id : 7172930
ano_sessao_s : 2018
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:14:01 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713050009993216000
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 16; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1879; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => CSRFT2 Fl. 334 1 333 CSRFT2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS Processo nº 10530.724546/200961 Recurso nº Especial do Procurador Acórdão nº 9202006.455 – 2ª Turma Sessão de 30 de janeiro de 2018 Matéria CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Recorrente FAZENDA NACIONAL Interessado MUNICÍPIO DE IRECÊ ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2006 a 31/12/2008 MULTA. RETROATIVIDADE BENÉFICA. APLICAÇÃO Quando da aplicação, simultânea, em procedimento de ofício, da multa prevista no revogado art. 32, § 5º, da Lei no. 8.212, de 1991, que se refere à apresentação de declaração inexata em GFIP, e também da sanção pecuniária pelo não pagamento do tributo devido, prevista no art. 35, II da mesma Lei, devese cotejar, para fins de aplicação do instituto da retroatividade benéfica, a soma das duas sanções eventualmente aplicadas quando do lançamento, em relação à penalidade pecuniária do art. 44, inciso I, da Lei 9.430, de 1996, que se destina a punir ambas as infrações já referidas, e que se tornou aplicável no contexto da arrecadação das contribuições previdenciárias desde a edição da Medida Provisória no. 449, de 2008. Assim, estabelecese como limitador para a soma das multas aplicadas através de procedimento de ofício o percentual de 75%. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer do Recurso Especial e, no mérito, em darlhe provimento, para que a retroatividade benigna seja aplicada em conformidade com a Portaria PGFN/RFB nº 14, de 2009. (assinado digitalmente) Luiz Eduardo de Oliveira Santos Presidente em exercício (assinado digitalmente) Heitor de Souza Lima Junior – Relator AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 53 0. 72 45 46 /2 00 9- 61 Fl. 334DF CARF MF Processo nº 10530.724546/200961 Acórdão n.º 9202006.455 CSRFT2 Fl. 335 2 Participaram do presente julgamento os Conselheiros Luiz Eduardo de Oliveira Santos (Presidente em exercício), Rita Eliza Reis da Costa Bacchieri, Maria Helena Cotta Cardozo, Patrícia da Silva, Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Ana Paula Fernandes, Heitor de Souza Lima Junior e Ana Cecília Lustosa da Cruz. Relatório Em litígio, o teor do Acórdão nº 2201002.972, prolatado pela 1a. Turma Ordinária da 2a. Câmara da 2a. Seção deste Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, na sessão plenária de 09 de março de 2016 (efls. 272 a 287). Ali, por maioria de votos, deuse parcial provimento ao Recurso Voluntário, na forma de ementa e decisão a seguir: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2006 a 31/12/2008 PREVIDENCIÁRIO. CUSTEIO. MULTA DE OFÍCIO EXCLUSÃO O lançamento reportase à data da ocorrência do fato gerador da obrigação e regese pela lei então vigente, ainda que posteriormente modificada ou revogada. Se à época dos fatos geradores a multa de ofício não existia para o tributo em questão, ela deve ser excluída do lançamento. PARCELAMENTO. PRAZO PARA SOLICITAÇÃO. A opção pelo parcelamento não será aceita após encerrado o prazo estabelecido para sua formalização. SEGURO DE ACIDENTE DO TRABALHO SAT. REGULAMENTAÇÃO. Não ofende ao Princípio da Legalidade a regulamentação através de decreto do conceito de atividade preponderante e da fixação do grau de risco. ALÍQUOTA SAT. ATIVIDADE PREPONDERANTE. A alegação de preponderância de atividades burocráticas, por si só, não é suficiente para afastar a alíquota fixada no regulamento. Isso porque a fixação/alteração da alíquota em 2%, no que se refere à "Administração Pública em geral", leva em consideração os inúmeros serviços prestados pelo Poder Público, alguns sujeitos a elevados graus de risco de acidente de trabalho. Recurso Voluntário Provido em Parte Crédito Tributário Mantido em Parte Decisão: por maioria de votos, dar provimento parcial ao recurso para excluir a multa de oficio até a competência 11/2008 (inclusive). Vencido o Conselheiro Marcelo Vasconcelos de Fl. 335DF CARF MF Processo nº 10530.724546/200961 Acórdão n.º 9202006.455 CSRFT2 Fl. 336 3 Almeida que dava provimento parcial em menor extensão e os Conselheiros Carlos Henrique de Oliveira (Suplente convocado) e Eduardo Tadeu Farah (Presidente Substituto) que negavam provimento ao recurso. Enviados os autos à Fazenda Nacional para fins de ciência do Acórdão em 19/05/2016 (efl. 288), sua Procuradoria apresentou, inicialmente, em 13/06/2016 (efl. 295) embargos de declaração de efls. 289 a 294, que resultaram rejeitados, consoante despacho de efls. 297 a 300. Enviados os autos para ciência da rejeição dos embargos em 05/08/2016 (efl. 301), a PGFN apresenta, em 08/08/2016 (efl. 313) Recurso Especial, com fulcro no art. 67 do Anexo II ao Regimento Interno deste Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria MF no. 256, de 22 de julho de 2009 (efls. 302 a 312). O recurso continha alegação de existência de divergência interpretativa quanto a aplicação de retroatividade benigna da multa, tendo sido admitido, na forma de despacho de admissibilidade de efls. 314 a 318. Alegase, no pleito, divergência em relação ao decidido, em, no Acórdão 920202.193, de lavra desta 2a. Turma desta Câmara Superior de Recursos Fiscais, datado de 27/06/2012, de ementa e decisão a seguir transcritas: Acórdão 920202.193 Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/01/1999 a 31/05/2004 AUTO DE INFRAÇÃO. PENALIDADE DECORRENTE DO DESCUMPRIMENTO DE OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. DECADÊNCIA. O prazo decadencial aplicável à exigência de multa decorrente de omissão de informações em GFIP é aquele previsto no artigo 173, inciso I, do CTN, ou seja, tem inicio no primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado. AUTO DE INFRAÇÃO DECORRENTE DE LANÇAMENTO POR DESCUMPRIMENTO DE OBRIGAÇÃO PRINCIPAL JULGADO IMPROCEDENTE EM PARTE. AUTUAÇÃO REFLEXA. OBSERVÂNCIA DECISÃO. Impõese a exclusão da multa aplicada decorrente da ausência de informação em GFIP de fatos geradores lançados em Auto de Infração, pertinente ao descumprimento da obrigação principal, declarado parcialmente improcedente, em face da íntima relação de causa e efeito que os vincula, devendo ser excluído da penalidade os valores concernentes à Previdência Complementar Privada e Reembolso Escolar. OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. PENALIDADE. GFIP. OMISSÕES. INCORREÇÕES. RETROATIVIDADE BENIGNA. Fl. 336DF CARF MF Processo nº 10530.724546/200961 Acórdão n.º 9202006.455 CSRFT2 Fl. 337 4 A multa prevista no art. 44, inciso I da Lei 9.430, de 1997, decorrente do lançamento de ofício é única, no importe de 75% (se não duplicada), e visa apenar, de forma conjunta, tanto o não pagamento (parcial ou total) do tributo devido, quanto a não apresentação da declaração ou a declaração inexata, sem haver como mensurar o que foi aplicado para punir uma ou outra infração.No presente caso, em que houve a aplicação da multa prevista no revogado art. 32, § 5º, que se refere à apresentação de declaração inexata, e também da sanção pecuniária pelo não pagamento do tributo devido no prazo de lei, estabelecida no igualmente revogado art. 35, II, o cotejo das duas multas, em conjunto, deverá ser feito em relação à penalidade pecuniária do art. 44, inciso I, da Lei 9.430, de 1997, que se destina a punir ambas as infrações já referidas, e que agora encontra aplicação no contexto da arrecadação das contribuições previdenciárias. Correta a aplicação da regra pertinente à de aplicação da multa mais benéfica, entre a vigente no momento da prática da conduta apenada e a atualmente disciplinada no art. 44, I da Lei no 9.430, de 1996, deduzidos os valores levantados a título de multa nas NFLDs correlatas. Recurso Especial do Contribuinte Provido em Parte. Decisão: por unanimidade de votos, em afastar de oficio a multa aplicada em relação aos fatos geradores "Previdência Privada" e "Bolsa Escola", os quais foram excluídos do processo nº 35434.000858/200571 (Notificação Fiscal), em face da intimada relação de causa e efeito que os vincula. Pelo voto de qualidade, em negar provimento ao recurso quanto à multa. Vencidos os Conselheiros Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira (Relator), Gonçalo Bonet Allage, Manoel Coelho Arruda Junior, Gustavo Lian Haddad e Susy Gomes Hoffmann. Por maioria de votos, em negar provimento ao recurso quanto à decadência. Vencido o Conselheiro Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira (Relator). Designado para redigir o voto vencedor o Conselheiro Elias Sampaio Freire. Após defender a existência de divergência interpretativa, caracterizada pela similitude de situações fáticas e soluções diametralmente opostas, em linhas gerais, argumenta a Fazenda Nacional em sua demanda que: a) O ordenamento jurídico pátrio rechaça a existência de bis in idem na aplicação de penalidades tributárias. Isso significa dizer, em suma, que não é legítima a aplicação de mais de uma penalidade em razão do cometimento da mesma infração tributária, sendo certo que o contribuinte não pode ser apenado duas vezes pelo cometimento de um mesmo ilícito. O que a proibição do bis in idem pretende evitar é a dupla penalização por um mesmo ato ilícito, e não, propriamente, a utilização de uma mesma medida de quantificação para penalidades diferentes, decorrentes do cometimento de atos ilícitos também diferentes; b) Nessa linha, constatase que antes das inovações da MP 449/2008, atualmente convertida na Lei 11.941/2009, o lançamento do principal era realizado Fl. 337DF CARF MF Processo nº 10530.724546/200961 Acórdão n.º 9202006.455 CSRFT2 Fl. 338 5 separadamente, em NFLD, incidindo a multa de mora prevista no artigo 35, II da Lei 8.212/91, além da lavratura do auto de infração, com base no artigo 32 da Lei 8.212/91 (multa isolada). Com o advento da MP 449/2008, instituiuse uma nova sistemática de constituição dos créditos tributários, o que torna essencial a análise de pelo menos dois dispositivos: artigo 32A e artigo 35A, ambos da Lei 8.212/91. b.1) O art. 32A citado trata de preceito normativo destinado unicamente a penalizar o contribuinte que deixa de informar em GFIP dados relacionado a fatos geradores de contribuições previdenciárias, nos termos do art. 32, inciso IV, da Lei 8.212/91. O atual regramento não criou maiores inovações aos preceitos do antigo art. 32 da Lei 8.212/91, exceto no que tange ao percentual máximo da multa que, agora, passou a ser de 20% (vinte por cento). Assim, a infração antes penalizada por meio do art. 32, passou a ser enquadrada no art. 32A, com a multa reduzida. b.2) Contudo, a MP 449/2008 também inseriu no ordenamento jurídico o art. 35A, que corrobora a tese suscitada no acórdão paradigma e ora defendida, no sentido de que a o art. 44, inciso I, da Lei 9.430/96 abarca duas condutas: o descumprimento da obrigação principal (totalidade ou diferença de imposto ou contribuição nos casos de falta de pagamento ou recolhimento) e também o descumprimento da obrigação acessória (falta de declaração ou declaração inexata). Por certo, devese privilegiar a interpretação no sentido de que a lei não utiliza palavras ou expressões inúteis e, em consonância com essa sistemática, temse que, a única forma de harmonizar a aplicação dos artigos citados é considerar que o lançamento da multa isolada prevista no artigo 32A da Lei 8.212/91 ocorrerá quando houver tão somente o descumprimento da obrigação acessória, ou seja, as contribuições destinadas a Seguridade Social foram devidamente recolhidas. Por outro lado, toda vez que houver o lançamento da obrigação principal, além do descumprimento da obrigação acessória, a multa lançada será única, qual seja, a prevista no artigo 35A da Lei 8.212/91; f) houve lançamento de contribuições sociais em decorrência da atividade de fiscalização que deu origem ao presente feito. Logo, de acordo com a nova sistemática, o dispositivo legal a ser aplicado seria o artigo 35A da Lei 8.212/91, com a multa prevista no lançamento de ofício (artigo 44 da Lei 9.430/96). Nessa linha de raciocínio, a autoridade fiscal agiu corretamente ao aplicar a norma mais benéfica: ou a soma das duas multas anteriores (art. 35, II, e 32, IV, da norma revogada) ou o art. 35A da MP no. 449. Cita, ainda, a necessidade de observância da IN RFB no. 971, de 2009. Nesse contexto e considerando que a autoridade fiscal efetuou o lançamento nos exatos termos determinados pela Instrução Normativa supra, deve ser mantida a multa na forma constante no auto de infração. Requer, assim, quanto à matéria, que seja conhecido e dado total provimento ao presente recurso, para reformar o acórdão recorrido, no ponto impugnado, restabelecendose o cálculo da multa na forma em que lançada. Após a ciência da autuada em 22/09/2016 (efl. 323), esta apresentou contrarrazões de efls. 324 a 329, onde defende: a) que o Acórdão merece ser mantido por seus próprios fundamentos, haja vista que à época do fato gerador não havia existência da multa de ofício, razão pela qual, não deve ser aplicada a este caso; b) conforme sabiamente trazido aos autos pelo Acórdão vergastado, há dois momentos para a aplicação de multa em razão das contribuições sociais, a uma anteriormente à Fl. 338DF CARF MF Processo nº 10530.724546/200961 Acórdão n.º 9202006.455 CSRFT2 Fl. 339 6 data de 04 de dezembro de 2008 quando se devia ser cobrada multa moratória, a duas após esta data, quando a MP nº. 449 alterou o art. 35 e criou o art. 35A da Lei nº. 8.212/91, passando assim a ser cobrada a Multa de Ofício, presente nos termos do art. 44 da Lei nº. 9.430/96. Assim, considerando que o último fato gerador cobrado no Auto de Infração em comento ocorreu em abril de 2008, bem como todos os fundamentos legais acima elencados, não há que se falar em aplicação de legislação que entrou em vigor em momento posterior à ocorrência do fato gerador. Requer, assim, que requer que o Recurso Especial seja improvido. É o relatório. Fl. 339DF CARF MF Processo nº 10530.724546/200961 Acórdão n.º 9202006.455 CSRFT2 Fl. 340 7 Voto Conselheiro Heitor de Souza Lima Junior, Relator Pelo que consta no processo, o recurso atende aos requisitos de admissibilidade e, assim, conheço do pleito. Passo, desta forma, à análise de mérito. Sob análise, a Lei no. 8.212, de 1991, cujos dispositivos de interesse aplicáveis à análise do recurso são abaixo reproduzidos, abrangendose as redações anterior e posterior à edição da Medida Provisória no. 449, de 2008: Lei 8.212, de 1991 (Antes da edição da MP 449/08) Lei 8.212, de 1991 (Após a edição da MP 449/08) Art. 32. A empresa é também obrigada a: (...) IV informar mensalmente ao Instituto Nacional do Seguro SocialINSS, por intermédio de documento a ser definido em regulamento, dados relacionados aos fatos geradores de contribuição previdenciária e outras informações de interesse do INSS. (Inciso acrescentado pela Lei nº 9.528, de 10.12.97). (...) § 1º O Poder Executivo poderá estabelecer critérios diferenciados de periodicidade, de formalização ou de dispensa de apresentação do documento a que se refere o inciso IV, para segmentos de empresas ou situações específicas. (Parágrafo acrescentado pela Lei nº 9.528, de 10.12.97). § 2º As informações constantes do documento de que trata o inciso IV, servirão como base de cálculo das contribuições devidas ao Instituto Nacional do Seguro SocialINSS, bem como comporão a base de dados para fins de cálculo e concessão dos benefícios previdenciários. (Parágrafo acrescentado pela Lei nº 9.528, de 10.12.97). Art. 32. A empresa é também obrigada a: (...) IV declarar à Secretaria da Receita Federal do Brasil e ao Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço – FGTS, na forma, prazo e condições estabelecidos por esses órgãos, dados relacionados a fatos geradores, base de cálculo e valores devidos da contribuição previdenciária e outras informações de interesse do INSS ou do Conselho Curador do FGTS; (Redação dada pela MP nº 449, de 2008). (...) § 1o (Revogado pela Medida Provisória nº 449, de 2008). § 2o A declaração de que trata o inciso IV constitui confissão de dívida e instrumento hábil e suficiente para a exigência do crédito tributário, e suas informações comporão a base de dados para fins de cálculo e concessão dos benefícios previdenciários. (Redação dada pela Medida Provisória nº 449, de 2008). § 3o (Revogado pela Medida Provisória nº 449, de 2008). §4o (Revogado pela Medida Provisória nº 449, de 2008). §5o (Revogado pela Medida Provisória nº 449, de 2008). Fl. 340DF CARF MF Processo nº 10530.724546/200961 Acórdão n.º 9202006.455 CSRFT2 Fl. 341 8 § 3º O regulamento disporá sobre local, data e forma de entrega do documento previsto no inciso IV. (Parágrafo acrescentado pela Lei nº 9.528, de 10.12.97). § 4º A não apresentação do documento previsto no inciso IV, independentemente do recolhimento da contribuição, sujeitará o infrator à pena administrativa correspondente a multa variável equivalente a um multiplicador sobre o valor mínimo previsto no art. 92, em função do número de segurados, conforme quadro abaixo: (Parágrafo e tabela acrescentados pela Lei nº 9.528, de 10.12.97). 0 a 5 segurados 1/2 valor mínimo 6 a 15 segurados 1 x o valor mínimo 16 a 50 segurados 2 x o valor mínimo 51 a 100 segurados 5 x o valor mínimo 101 a 500 segurados 10 x o valor mínimo 501 a 1000 segurados 20 x o valor mínimo 1001 a 5000 segurados 35 x o valor mínimo acima de 5000 segurados 50 x o valor mínimo § 5º A apresentação do documento com dados não correspondentes aos fatos geradores sujeitará o infrator à pena administrativa correspondente à multa de cem por cento do valor devido relativo à contribuição não declarada, limitada aos valores previstos no parágrafo anterior. (Parágrafo acrescentado pela Lei nº 9.528, de 10.12.97). § 6º A apresentação do documento com erro de preenchimento nos dados não relacionados aos fatos geradores sujeitará o infrator à pena administrativa de cinco por cento do valor mínimo previsto no art. 92, por campo com informações inexatas, incompletas ou omissas, limitadas aos valores previstos §6o (Revogado pela Medida Provisória nº 449, de 2008). §7o (Revogado pela Medida Provisória nº 449, de 2008). §8o (Revogado pela Medida Provisória nº 449, de 2008). § 9o A empresa deverá apresentar o documento a que se refere o inciso IV ainda que não ocorram fatos geradores de contribuição previdenciária, aplicando se, quando couber, a penalidade prevista no art. 32A. (Redação dada pela Medida Provisória nº 449, de 2008) § 10. O descumprimento do disposto no inciso IV impede a expedição da certidão de prova de regularidade fiscal perante a Fazenda Nacional. (Redação dada pela Medida Provisória nº 449, de 2008) § 11. Em relação aos créditos tributários, os documentos comprobatórios do cumprimento das obrigações de que trata este artigo devem ficar arquivados na empresa até que ocorra a prescrição relativa aos créditos decorrentes das operações a que se refiram. (Redação dada pela Medida Provisória nº 449, de 2008). Art. 32A. O contribuinte que deixar de apresentar a declaração de que trata o inciso IV do art. 32 no prazo fixado ou que a apresentar com incorreções ou omissões será intimado a apresentála ou a prestar esclarecimentos e sujeitarseá às seguintes multas (incluído pela Medida Provisória nº 449, de 2008). I de dois por cento ao mêscalendário ou fração, incidente sobre o montante das contribuições informadas, ainda que integralmente pagas, no caso de falta de entrega da declaração ou entrega após o prazo, limitada a vinte por cento, observado o disposto no § 3o; e (incluído pela Medida Provisória nº 449, de 2008). II de R$ 20,00 (vinte reais) para cada grupo de dez informações incorretas ou omitidas. (incluído pela Medida Provisória nº 449, de 2008). § 1o Para efeito de aplicação da multa prevista no inciso I do caput, será considerado como termo inicial o dia seguinte ao término do prazo fixado para entrega da declaração e como termo final a data da efetiva entrega ou, no caso de nãoapresentação, a data da lavratura do auto de infração ou da notificação de lançamento. (incluído pela Medida Fl. 341DF CARF MF Processo nº 10530.724546/200961 Acórdão n.º 9202006.455 CSRFT2 Fl. 342 9 no § 4º. (Parágrafo acrescentado pela Lei nº 9.528, de 10.12.97). § 7º A multa de que trata o § 4º sofrerá acréscimo de cinco por cento por mês calendário ou fração, a partir do mês seguinte àquele em que o documento deveria ter sido entregue. (Parágrafo acrescentado pela Lei nº 9.528, de 10.12.97). § 8º O valor mínimo a que se refere o § 4º será o vigente na data da lavratura do auto de infração. (Parágrafo acrescentado pela Lei nº 9.528, de 10.12.97). § 9º A empresa deverá apresentar o documento a que se refere o inciso IV, mesmo quando não ocorrerem fatos geradores de contribuição previdenciária, sob pena da multa prevista no § 4º. (Parágrafo acrescentado pela Lei nº 9.528, de 10.12.97). § 10. O descumprimento do disposto no inciso IV é condição impeditiva para expedição da prova de inexistência de débito para com o Instituto Nacional do Seguro SocialINSS. (Parágrafo acrescentado pela Lei nº 9.528, de 10.12.97). § 11. Os documentos comprobatórios do cumprimento das obrigações de que trata este artigo devem ficar arquivados na empresa durante dez anos, à disposição da fiscalização. (Parágrafo renumerado pela Lei nº 9.528, de 10.12.97). (...) Art. 35. Sobre as contribuições sociais em atraso, arrecadadas pelo INSS, incidirá multa de mora, que não poderá ser relevada, nos seguintes termos: (Redação dada pela Lei nº 9.876, de 1999). I para pagamento, após o vencimento de obrigação não incluída em notificação fiscal de lançamento: a) oito por cento, dentro do mês de Provisória nº 449, de 2008). § 2o Observado o disposto no § 3o, as multas serão reduzidas: (incluído pela Medida Provisória nº 449, de 2008.: I à metade, quando a declaração for apresentada após o prazo, mas antes de qualquer procedimento de ofício; ou: (incluído pela Medida Provisória nº 449, de 2008). II a setenta e cinco por cento, se houver apresentação da declaração no prazo fixado em intimação. (incluído pela Medida Provisória nº 449, de 2008). § 3o A multa mínima a ser aplicada será de: (incluído pela Medida Provisória nº 449, de 2008). I R$ 200,00 (duzentos reais), tratandose de omissão de declaração sem ocorrência de fatos geradores de contribuição previdenciária; e (incluído pela Medida Provisória nº 449, de 2008). II R$ 500,00 ( quinhentos reais), nos demais casos. (incluído pela Medida Provisória nº 449, de 2008). (...) Art. 35. Os débitos com a União decorrentes das contribuições sociais previstas nas alíneas “a”, “b” e “c” do parágrafo único do art. 11, das contribuições instituídas a título de substituição e das contribuições devidas a terceiros, assim entendidas outras entidades e fundos, não pagos nos prazos previstos em legislação, serão acrescidos de multa de mora e juros de mora, nos termos do art. 61 da Lei no 9.430, de 1996. (Redação dada pela Medida Provisória nº 449, de 2008). I – (revogado pela Medida Provisória nº 449, de 2008). a) (revogada pela Medida Provisória nº 449, de 2008). b) (revogada pela Medida Provisória nº 449, de 2008). c) (revogada pela Medida Provisória nº 449, de 2008). II – (revogado pela Medida Provisória nº 449, de 2008). a) (revogada pela Medida Provisória nº 449, de 2008). b) (revogada pela Medida Provisória nº 449, de 2008). c) (revogada pela Medida Provisória nº 449, de 2008). Fl. 342DF CARF MF Processo nº 10530.724546/200961 Acórdão n.º 9202006.455 CSRFT2 Fl. 343 10 vencimento da obrigação; (Redação dada pela Lei nº 9.876, de 1999). b) quatorze por cento, no mês seguinte; (Redação dada pela Lei nº 9.876, de 1999). c) vinte por cento, a partir do segundo mês seguinte ao do vencimento da obrigação; (Redação dada pela Lei nº 9.876, de 1999). II para pagamento de créditos incluídos em notificação fiscal de lançamento: a) vinte e quatro por cento, em até quinze dias do recebimento da notificação; (Redação dada pela Lei nº 9.876, de 1999). b) trinta por cento, após o décimo quinto dia do recebimento da notificação; (Redação dada pela Lei nº 9.876, de 1999). c) quarenta por cento, após apresentação de recurso desde que antecedido de defesa, sendo ambos tempestivos, até quinze dias da ciência da decisão do Conselho de Recursos da Previdência Social CRPS; (Redação dada pela Lei nº 9.876, de 1999). d) cinqüenta por cento, após o décimo quinto dia da ciência da decisão do Conselho de Recursos da Previdência Social CRPS, enquanto não inscrito em Dívida Ativa; (Redação dada pela Lei nº 9.876, de 1999). III para pagamento do crédito inscrito em Dívida Ativa: a) sessenta por cento, quando não tenha sido objeto de parcelamento; (Redação dada pela Lei nº 9.876, de 1999). b) setenta por cento, se houve parcelamento; (Redação dada pela Lei nº 9.876, de 1999). c) oitenta por cento, após o ajuizamento da execução fiscal, mesmo que o devedor ainda não tenha sido citado, se o crédito não foi objeto de parcelamento; d) (revogada pela Medida Provisória nº 449, de 2008). III – (revogado pela Medida Provisória nº 449, de 2008). a) (revogada pela Medida Provisória nº 449, de 2008). b) (revogada pela Medida Provisória nº 449, de 2008). c) (revogada pela Medida Provisória nº 449, de 2008). d) (revogada pela Medida Provisória nº 449, de 2008). § 1o (revogado pela Medida Provisória nº 449, de 2008). § 2o (revogado pela Medida Provisória nº 449, de 2008). § 3o (revogado pela Medida Provisória nº 449, de 2008) § 4o (revogado pela Medida Provisória nº 449, de 2008). Art. 35A. Nos casos de lançamento de ofício relativos às contribuições referidas no art. 35, aplicase o disposto no art. 44 da Lei nº 9.430, de 1996. (Incluído pela Medida Provisória nº 449, de 2008). Fl. 343DF CARF MF Processo nº 10530.724546/200961 Acórdão n.º 9202006.455 CSRFT2 Fl. 344 11 (Redação dada pela Lei nº 9.876, de 1999). d) cem por cento, após o ajuizamento da execução fiscal, mesmo que o devedor ainda não tenha sido citado, se o crédito foi objeto de parcelamento. (Redação dada pela Lei nº 9.876, de 1999). § 1º Na hipótese de parcelamento ou reparcelamento, incidirá um acréscimo de vinte por cento sobre a multa de mora a que se refere o caput e seus incisos. § 2º Se houver pagamento antecipado à vista, no todo ou em parte, do saldo devedor, o acréscimo previsto no parágrafo anterior não incidirá sobre a multa correspondente à parte do pagamento que se efetuar. § 3º O valor do pagamento parcial, antecipado, do saldo devedor de parcelamento ou do reparcelamento somente poderá ser utilizado para quitação de parcelas na ordem inversa do vencimento, sem prejuízo da que for devida no mês de competência em curso e sobre a qual incidirá sempre o acréscimo a que se refere o § 1º deste artigo. § 4o Na hipótese de as contribuições terem sido declaradas no documento a que se refere o inciso IV do art. 32, ou quando se tratar de empregador doméstico ou de empresa ou segurado dispensados de apresentar o citado documento, a multa de mora a que se refere o caput e seus incisos será reduzida em cinqüenta por cento. (Redação dada pela Lei nº 9.876, de 1999). Notese permanecer em litígio, no caso sob análise, somente o recálculo mais benéfico de multa perpretado pela autoridade julgadora recorrida, que optou por excluir a multa de oficio até a competência 11/2008 (inclusive). Com a devida vênia ao entendimento esposado no recorrido, entendo, a propósito, que, em verdade, o referido art. 35, da Lei no. 8.212, de 1991, regrava, anteriormente à sua alteração promovida pela MP no. 449, de 2008, duas multas de natureza diferenciada, a saber: a) em seu inciso I, o dispositivo regulamentava a aplicação de multa de natureza moratória, decorrente do recolhimento espontâneo efetuado pelo contribuinte a destempo, sem qualquer procedimento de ofício da autoridade tributária e mantida aqui a espontaneidade do Fl. 344DF CARF MF Processo nº 10530.724546/200961 Acórdão n.º 9202006.455 CSRFT2 Fl. 345 12 contribuinte; b) em seu inciso II, o referido art. 35 estabelecia a aplicação de multa para o caso de lavratura de Notificação de Lançamento ou Auto de Infração pela autoridade fiscalizadora, neste caso se tratando, tal como aqui, de multa de ofício. Ainda, de se notar a possibilidade de aplicação, já anteriormente à edição da MP no. 449, de outras espécies de multa (também de ofício), quando da constatação, também em sede de ação fiscal, de descumprimento simultâneo das obrigações acessórias, na forma preconizada pelos §§4o. e 5o. do art. 32 da Lei no. 8.212, de 1991, convertendose, nesta hipótese, a obrigação acessória em principal, o que não se confunde, notese, com a hipótese de aplicação do novo art. 32A, que se limita a meu ver, a casos onde houver somente a falta de apresentação da GFIP no prazo fixado ou a apresentação com incorreções ou omissões, sem que se esteja a cogitar aqui de lançamento de ofício. Cediço em meu entendimento que, o que se passou a ter agora, a partir do advento da MP no. 449, de 2008, foi a existência de um dispositivo único a regrar a aplicação das multas aplicáveis em sede de ação fiscal, abrangendo a constatação, através de procedimento de ofício, tanto de falta de pagamento como a de falta de declaração (ou de declaração a menor) em GFIP de fatos geradores ocorridos/contribuições devidas, a saber, o art. 35A daquela mesma Lei no. 8.212, de 1991, acrescentado pela referida MP. Este também é o entendimento majoritário esposado por esta Câmara Superior, conforme excertos dos seguintes votos constantes dos Acórdãos CSRF 9.202 003.070 e 9.202003.386, os quais se adotam, aqui, como razões de decidir. Acórdão 9.202003.070 – Voto do Conselheiro Marcelo Oliveira “ (...) Portanto, pela determinação do CTN, acima, a administração pública deve verificar. nos lançamentos não definitivamente julgados, se a penalidade determinada na nova legislação é menos severa que a prevista na lei vigente no momento do lançamento. Só não posso concordar com a análise feita, que leva à comparação de penalidades distintas: multa de ofício e multa de mora. (...) Ocorre que o acórdão recorrido comparou, para a aplicação do Art. 106 do CTN, penalidade de multa aplicada em lançamento de ofício (grifos no original), com penalidade aplicada quando o sujeito passivo está em mora, sem a existência do lançamento de ofício, e decide, espontaneamente, realizar o pagamento. Para tanto, na defesa dessa tese, há o argumento que a antiga redação utilizava o termo multa de mora (grifos no original). Lei 8.212/1991: Fl. 345DF CARF MF Processo nº 10530.724546/200961 Acórdão n.º 9202006.455 CSRFT2 Fl. 346 13 Art. 35. Sobre as contribuições sociais em atraso, arrecadadas pelo INSS, incidirá multa de mora (grifos no original), que não poderá ser relevada, nos seguintes termos: (Redação dada pela Lei nº 9.876, de 1999). I para pagamento, após o vencimento de obrigação não incluída em notificação fiscal de lançamento (grifos no original): (...) II para pagamento de créditos incluídos em notificação fiscal de lançamento (grifos no original): Esclarecemos aqui que a multa de lançamento de ofício (grifos no original), como decorre do próprio termo, pressupõe a atividade da autoridade administrativa que, diante da constatação de descumprimento da lei, pelo contribuinte, apura a infração e lhe aplica as cominações legais. Em direito tributário, cuidase da obrigação principal e da obrigação acessória, consoante art. 113 do CTN. A obrigação principal é obrigação de dar. De entregar dinheiro ao Estado por ter ocorrido o fato gerador do pagamento de tributo ou de penalidade pecuniária. A obrigação acessória é obrigação de fazer ou obrigação de não fazer. A legislação tributária estabelece para o contribuinte certas obrigações de fazer alguma coisa (escriturar livros, emitir documentos fiscais etc.): são as prestações positivas de que fala o §2º do art. 113 do CTN. Exige também, em certas situações, que o contribuinte se abstenha de produzir determinados atos (causar embaraço à fiscalização, por exemplo): são as prestações negativas, mencionadas neste mesmo dispositivo legal. O descumprimento de obrigação principal gera para o Fisco o direito de constituir o crédito tributário correspondente, mediante lançamento de ofício (grifos no original). É também fato gerador da cominação de penalidade pecuniária, leiase multa, sanção decorrente de tal descumprimento. O descumprimento de obrigação acessória gera para o Fisco o direito de aplicar multa, igualmente por meio de lançamento de ofício (grifos no original). Na locução do §3º do art. 113 do CTN, este descumprimento de obrigação acessória, isto é, de obrigação de fazer ou não fazer, convertea em obrigação principal, ou seja, obrigação de dar. Já a multa de mora não pressupõe a atividade da autoridade administrativa, não tem caráter punitivo e a sua finalidade primordial é desestimular o cumprimento da obrigação fora de prazo. Ela é devida quando o contribuinte estiver recolhendo espontaneamente um débito vencido. Fl. 346DF CARF MF Processo nº 10530.724546/200961 Acórdão n.º 9202006.455 CSRFT2 Fl. 347 14 Essa multa nunca incide sobre as multas de lançamento de ofício (grifos no original) e nem sobre as multas por atraso na entrega de declarações. Portanto, para a correta aplicação do Art. 106 do CTN, que trata de retroatividade benigna, o Relator deveria ter comparado a penalidade determinada pelo II, Art. 35 da Lei 8.212/1991 (créditos incluídos em notificação fiscal de lançamento (grifos no original)), antiga redação, com a penalidade determinada atualmente pelo Art. 35A da Lei 8.212/1991 (nos casos de lançamento de ofício (grifos no original)). Conseqüentemente, divirjo do acórdão recorrido, pelas razões expostas. (...)” Acórdão 9.202003.386 – Voto do Conselheiro Luiz Eduardo de Oliveira Santos "(...) Verifico, assim, que, ainda que a antiga redação do art. 35 da Lei nº 8.212, de 1991, tenha utilizado apenas a expressão “multa de mora”, independentemente da denominação que tenha se dado à penalidade, não resta dúvida de que estavam ali descritas duas diferentes espécies de multas: a) as multas de mora e b) as multas de ofício. As primeiras eram cobradas com o tributo recolhido espontaneamente. As últimas, cobradas nos lançamentos de ofício e através de notificação fiscal de lançamento de débito, ou, posteriormente, após a fusão entre a SRP e RFB, através de auto de infração (lançamento de obrigação principal) e auto de infração (no caso de obrigação acessória convertida em obrigação principal através de lavratura de AI pelo seu descumprimento), ambas por força de ação fiscal, tal como ocorria com os demais tributos federais. Ainda, quanto às multas de ofício, estas duas situações supra elencadas se encontravam, respectivamente, regradas na forma dos antigos arts. 35, II (multa referente à obrigação principal constituída através de NFLD ou AI) e 32, IV, §4o. ou §5o. (ambos referindose à obrigação acessória convertida em obrigação principal através de lavratura de AI pelo seu descumprimento), ambos da Lei nº 8.212, de 1991, sendo que, com a alteração legislativa propugnada no referido diploma, passaram a estar regradas conjuntamente na forma de seu art. 35A. Assim, entendo que a penalidade a ser aplicada não pode ser aquela mais benéfica a ser obtida pela comparação da antiga “multa de mora” estabelecida pela anterior redação do art. 35, inciso II, da Lei nº 8.212, de 1991, com a do art. 61 da Lei nº 9.430, de 1996, agora referida pela nova redação dada ao mesmo art. 35 da Lei nº 8.212, de 1991, pela Lei nº 11.941, de Fl. 347DF CARF MF Processo nº 10530.724546/200961 Acórdão n.º 9202006.455 CSRFT2 Fl. 348 15 2009 e que, notese, pressupõe a espontaneidade, inaplicável à situação fática em tela. A propósito, entendo que, para fins de aplicação da retroatividade benéfica, se deva comparar àquela antiga multa regrada na forma da anterior redação do art. 35, inciso II, da Lei nº 8.212, de 1991 (repetindose, indevidamente denominada como “multa de mora”, nos casos de lançamento por força de ação fiscal), quando somada à multa aplicada no âmbito dos AIs conexos, lavrados de ofício por descumprimento de obrigação acessória (na forma da anterior redação do art. 32, inciso IV, §4o ou 5o da Lei nº 8.212, de 1991), a multa estabelecida pelo art. 44, da mesma Lei nº 9.430, de 1996, e atualmente aplicável quando dos lançamentos de ofício,consoante disposto no art. 35 A, da Lei nº 8.212, de 1991. Assim, aplicandose o entendimento aqui adotado agora ao caso sob análise, entendo que se deva manter a cobrança das penalidades lançadas no presente auto, bem como aquelas aplicadas no âmbito do auto de obrigação acessória vinculado, limitado o somatório de ambas ao patamar estabelecido pelo art. 44 da Lei no. 9.430, de 1996 (75%), na forma propugnada pela Fazenda Nacional. Não há que se falar, com base no entendimento acima, uma vez se estando diante de lançamento de ofício, em comparação segregada de multas ou da existência, aqui, de multa de natureza moratória, limitada ao percentual de 20%, nem tampouco de aplicação do novo art. 32A da Lei no. 8.212, de 1991. O percentual de 75% (quando da inexistência de agravamento ou qualificação de multa) é o limite atual para sanções pecuniárias, decorrente de lançamento de ofício, quando de falta de declaração ou de declaração inexata, conforme previsto no art. 44, I da mesma Lei nº 9.430, de 1996, e referenciado no art. 35A, da Lei nº 8.212, de 1991, aplicável aqui a retroatividade da norma, caso benéfica, em plena consonância, inclusive, com a sistemática estabelecida pelo art. 476A da Instrução Normativa RFB no. 971, de 2009, acrescido pela Instrução Normativa RFB no. 1.027, de 22 de abril de 2010, sistemática esta também expressa na Portaria Conjunta PGFN/RFB no. 14, de 2009. De se notar, por fim, a plena aplicabilidade da solução acima a todos os lançamentos, sejam estes de obrigações principal e/ou acessória, conforme muito bem observado pelo voto da Dra. Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira no âmbito do Acórdão 920205.782, de 26 de setembro de 2017, verbis: (...) Por fim, destacase que, independente do lançamento fiscal analisado referirse a Auto de Infração de Obrigação Principal (AIOP) e Acessória (AIOA), este último consubstanciado na omissão de fatos geradores em GFIP, lançados em conjunto, ou seja formalizados em um mesmo processo, ou em processos separados, a aplicação da legislação não sofrerá qualquer alteração, posto que a Portaria PGFN/RFB nº 14/2009 contempla todas as possibilidades, já que a tese ali adotada tem por base a natureza das multas. (grifos não presentes no original). Fl. 348DF CARF MF Processo nº 10530.724546/200961 Acórdão n.º 9202006.455 CSRFT2 Fl. 349 16 (...)" Assim, é de se dar provimento ao Recurso Especial da Fazenda Nacional, de forma a que se aplique a retroatividade benéfica em consonância com a sistemática estabelecida pelo art. 476A da Instrução Normativa RFB no. 971, de 2009, acrescido pela Instrução Normativa RFB no. 1.027, de 22 de abril de 2010, sistemática esta também expressa na Portaria Conjunta PGFN/RFB no. 14, de 2009. É como voto. (assinado digitalmente) Heitor de Souza Lima Junior Fl. 349DF CARF MF
score : 1.0
