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Numero do processo: 15563.000568/2007-15
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Primeira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Dec 06 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Wed Sep 09 00:00:00 UTC 2015
Numero da decisão: 1401-000.203
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, sobrestar o julgamento do presente processo, nos termos do § 2º do art. 2º da Portaria CARF nº 001, de 03 de janeiro de 2012, visto que no presente recurso se discute questão idêntica àquela que está sendo apreciada pelo STF no RE 601.314-RG/SP (sob a sistemática do art. 543-B do CPC) e RE 410.054 AgR/MG.
Encaminhe-se o p.p. à Secretaria da 4ª Câmara, nos termos do §3º. do art. 2º e art. 3º da Portaria CARF nº 001, de 03 de janeiro de 2012.
(assinado digitalmente)
Jorge Celso Freire da Silva - Presidente.
(assinado digitalmente)
Antonio Bezerra Neto - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Antonio Bezerra Neto, Fernando Luiz Gomes de Mattos, Maurício Pereira Faro, Karem Jureidini Dias e Jorge Celso Freire da Silva. Ausente, momentaneamente, o Conselheiro Alexandre Antônio Alkmim Teixeira.
Nome do relator: Não se aplica
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, sobrestar o julgamento do presente processo, nos termos do § 2º do art. 2º da Portaria CARF nº 001, de 03 de janeiro de 2012, visto que no presente recurso se discute questão idêntica àquela que está sendo apreciada pelo STF no RE 601.314-RG/SP (sob a sistemática do art. 543-B do CPC) e RE 410.054 AgR/MG. Encaminhe-se o p.p. à Secretaria da 4ª Câmara, nos termos do §3º. do art. 2º e art. 3º da Portaria CARF nº 001, de 03 de janeiro de 2012. (assinado digitalmente) Jorge Celso Freire da Silva - Presidente. (assinado digitalmente) Antonio Bezerra Neto - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Antonio Bezerra Neto, Fernando Luiz Gomes de Mattos, Maurício Pereira Faro, Karem Jureidini Dias e Jorge Celso Freire da Silva. Ausente, momentaneamente, o Conselheiro Alexandre Antônio Alkmim Teixeira.
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Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, sobrestar o julgamento do presente processo, nos termos do § 2º do art. 2º da Portaria CARF nº 001, de 03 de janeiro de 2012, visto que no presente recurso se discute questão idêntica àquela que está sendo apreciada pelo STF no RE 601.314RG/SP (sob a sistemática do art. 543B do CPC) e RE 410.054 – AgR/MG. Encaminhese o p.p. à Secretaria da 4ª Câmara, nos termos do §3º. do art. 2º e art. 3º da Portaria CARF nº 001, de 03 de janeiro de 2012. (assinado digitalmente) Jorge Celso Freire da Silva Presidente. (assinado digitalmente) Antonio Bezerra Neto Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Antonio Bezerra Neto, Fernando Luiz Gomes de Mattos, Maurício Pereira Faro, Karem Jureidini Dias e Jorge Celso Freire da Silva. Ausente, momentaneamente, o Conselheiro Alexandre Antônio Alkmim Teixeira. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 55 63 .0 00 56 8/ 20 07 -1 5 Fl. 1138DF CARF MF Impresso em 09/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/05/2013 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 04/06/2013 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA, Assinado digitalmente em 21/05/2013 por ANTONIO BEZERRA NETO Processo nº 15563.000568/200715 Resolução nº 1401000.203 S1C4T1 Fl. 1.139 2 RELATÓRIO Tratase de recurso voluntário contra o Acórdão da 1ª Turma da Delegacia da Receita Federal de julgamento do Rio de Janeiro IRJ. Adoto e transcrevo o relatório constante na decisão de primeira instância, compondo em parte este relatório: Versa este processo sobre os Autos de Infração de fls. 307/339 (que têm como parte integrante o Termo de Verificação Fiscal), lavrados pelo SEFIS/DRF Nova Iguaçu, com ciência em 19/12/2007, para exigência de créditos tributários de IRPJ, no valor de R$1.755.155,46, e de CSLL, no valor de R$633.258,06, com multa de 75% e juros de mora, e de multa isolada, no valor de R$1.725.265,84. O crédito tributário total lançado monta a R$6.877.551,47 (fl. 5). Houve, ainda, redução de prejuízo e de base negativa da CSLL. Houve lançamento em face de: 1 OMISSÃO DE RECEITAS. DEPÓSITOS BANCÁRIOS NÃO CONTABILIZADOS. Valores apurados conforme Termo de Verificação Fiscal. 2 MULTAS ISOLADAS. FALTA DE RECOLHIMENTO SOBRE BASE DE CÁLCULO ESTIMADA. Valores apurados conforme Termo de Verificação Fiscal. O enquadramento legal se encontra nos Autos de Infração. O interessado apresentou, em 17/01/2008, a impugnação de fls. 363/377. Alega, em síntese, que: ao correlacionar a planilha anexa ao Termo de Intimação Fiscal n° 006 com os valores lançados no Auto de Infração, verificou que a fiscalização, sem qualquer explicação, excluiu os valores indicados (fl. 369), sem excluir diversos outros valores originados de empréstimos (relação à fl. 370); além disso, a fiscalização elaborou uma planilha, denominada omissão de receitas (anocalendário de 2004), que não corresponde à realidade, sem demonstrar como os valores foram apurados, cerceando seu direito de defesa; a fiscalização afirma que os créditos bancários se referem a receitas operacionais, não indicando em que fatos fundamentou sua assertiva hipótese inviável, por não ser possível, como distribuidora da AMBEV, vender sem a devida emissão de notas fiscais; as receitas que deram origem aos depósitos foram contabilizadas, através de trânsito na conta Caixa; i a simples existência de depósitos bancários não contabilizadoSj na conta Banco não é suficiente para assegurar que houve omissão de receitas, conforme jurisprudência; não omitiu receitas, como pode ser verificado através de perícia, que requer; pela íntima relação de causa e efeito, os lançamentos reflexos (CSLL e multa regulamentar) são, também, improcedentes. Fl. 1139DF CARF MF Impresso em 09/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/05/2013 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 04/06/2013 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA, Assinado digitalmente em 21/05/2013 por ANTONIO BEZERRA NETO Processo nº 15563.000568/200715 Resolução nº 1401000.203 S1C4T1 Fl. 1.140 3 À fl. 906, o julgamento foi convertido em diligência, para que a autoridade lançadora: informasse por qual motivo alguns itens dos extratos foram excluídos da planilha anexa ao Termo de Intimação Fiscal n° 006; indicasse como foram apuradas as multas isoladas; se manifestasse sobre a documentação apresentada em sede de impugnação. Foi apresentado o Relatório de Diligência de fls. 910/915. Cientificado, o interessado, aditou razões de defesa (fls. 917/921). Alega que: é de se estranhar a obtenção de informações junto às instituições financeiras em procedimento de diligência (informal); a documentação juntada comprova exatamente o contrário do que afirma a fiscalização. Reafirma que não houve omissão de receitas e reitera o pedido de perícia. É o relatório. A DRJ Manteve os lançamentos, nos seguintes termos: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 2004 OMISSÃO DE RECEITAS. DEPÓSITOS BANCÁRIOS NÃO CONTABILIZADOS. j A existência de depósitos bancários não escriturados ou de origem não comprovada autoriza a presunção de omissão de receitas. MULTA ISOLADA. A falta de recolhimento de IRPJ e de CSLL sobre base de cálculo estimada enseja lançamento de multa isolada. CSLL. TRIBUTAÇÃO REFLEXA. í Aplicase ao lançamento reflexo o mesmo tratamento dispensado ao lançamento matriz, em razão da relação de causa e de efeito que os vincula. Irresignada com a decisão de primeira instância, a interessada interpôs recurso voluntário de fls. 942/948 a este CARF . É o Relatório Fl. 1140DF CARF MF Impresso em 09/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/05/2013 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 04/06/2013 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA, Assinado digitalmente em 21/05/2013 por ANTONIO BEZERRA NETO Processo nº 15563.000568/200715 Resolução nº 1401000.203 S1C4T1 Fl. 1.141 4 VOTO Conselheiro Antonio Bezerra Neto, Relator Os requisitos de admissibilidade foram atendidos. Constato que os extratos bancários foram obtidos pela fiscalização, a partir da emissão RMFs aos bancos , culminando com o lançamento do IRPJ/Reflexos com base nos depósitos bancários cujas origens não foram comprovadas. Entretanto, é de se observar que a constitucionalidade do art. 6º da Lei Complementar nº 105/2001, que autoriza o fornecimento de informações financeiras ao Fisco sem autorização judicial, encontrase sob a análise do Supremo Tribunal Federal, no RE 601.314RG/SP (sob a sistemática do art. 543B do CPC) e RE 410.054 – AgR/MG. Considerando o disposto no § 1º do art. 62A do Anexo II do RICARF (incluído pela Portaria MF nº 69/09) c/c art. 2º da Portaria CARF nº 001/2012, proponho o sobrestamento do julgamento do presente recurso voluntário, até o trânsito em julgado da decisão a ser proferida pelo STF no aludido RE 601.314RG/SP. Encaminhese o p.p. à Secretaria da 4ª Câmara, para que sejam observados os procedimentos previstos no § 3º do art. 2º e art. 3º da Portaria CARF nº 001/2012. (assinado digitalmente) Antonio Bezerra Neto Fl. 1141DF CARF MF Impresso em 09/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/05/2013 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 04/06/2013 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA, Assinado digitalmente em 21/05/2013 por ANTONIO BEZERRA NETO
score : 1.0
Numero do processo: 13839.002067/2002-48
Turma: Primeira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Mar 19 00:00:00 UTC 2015
Data da publicação: Fri May 15 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI
PERÍODO DE APURAÇÃO: 01/07/1997 a 11/12/1997
AUTO DE INFRAÇÃO. FALTA DE RECOLHIMENTO.
A falta ou insuficiência de recolhimento do IPI, apurado em procedimento fiscal, enseja o lançamento de ofício com os acréscimos legais.
PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. DECISÃO. ALEGAÇÃO DE NULIDADE. NÃO FUNDAMENTADA.
A simples alegação de nulidade do acórdão da decisão de primeira instância administrativa, desacompanhada de argumentos que a justifiquem, não merece acolhimento.
PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. PRESCRIÇÃO INTERCORRENTE. INAPLICABILIDADE. SÚMULA CARF Nº 11.
Não se aplica a prescrição intercorrente no processo administrativo fiscal
PROCESSO JUDICIAL. PRECLUSÃO JUDICIAL. CARF. AUSÊNCIA DE COMPETÊNCIA.
O CARF não é competente para decretar a preclusão judicial.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 3801-005.340
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, pelo voto de qualidade, negar provimento ao recurso. Vencidos os Conselheiros Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel, Cássio Schappo e Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira que anulavam o lançamento em razão da comprovação da existência da ação judicial indicada
(assinado digitalmente)
Flávio de Castro Pontes - Presidente.
(assinado digitalmente)
Paulo Sergio Celani Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Flávio de Castro Pontes, Paulo Sergio Celani, Marcos Antônio Borges, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel, Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira e Cássio Schappo.
Nome do relator: PAULO SERGIO CELANI
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI PERÍODO DE APURAÇÃO: 01/07/1997 a 11/12/1997 AUTO DE INFRAÇÃO. FALTA DE RECOLHIMENTO. A falta ou insuficiência de recolhimento do IPI, apurado em procedimento fiscal, enseja o lançamento de ofício com os acréscimos legais. PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. DECISÃO. ALEGAÇÃO DE NULIDADE. NÃO FUNDAMENTADA. A simples alegação de nulidade do acórdão da decisão de primeira instância administrativa, desacompanhada de argumentos que a justifiquem, não merece acolhimento. PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. PRESCRIÇÃO INTERCORRENTE. INAPLICABILIDADE. SÚMULA CARF Nº 11. Não se aplica a prescrição intercorrente no processo administrativo fiscal PROCESSO JUDICIAL. PRECLUSÃO JUDICIAL. CARF. AUSÊNCIA DE COMPETÊNCIA. O CARF não é competente para decretar a preclusão judicial. Recurso Voluntário Negado.
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FALTA DE RECOLHIMENTO. A falta ou insuficiência de recolhimento do IPI, apurado em procedimento fiscal, enseja o lançamento de ofício com os acréscimos legais. PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. DECISÃO. ALEGAÇÃO DE NULIDADE. NÃO FUNDAMENTADA. A simples alegação de nulidade do acórdão da decisão de primeira instância administrativa, desacompanhada de argumentos que a justifiquem, não merece acolhimento. PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. PRESCRIÇÃO INTERCORRENTE. INAPLICABILIDADE. SÚMULA CARF Nº 11. Não se aplica a prescrição intercorrente no processo administrativo fiscal PROCESSO JUDICIAL. PRECLUSÃO JUDICIAL. CARF. AUSÊNCIA DE COMPETÊNCIA. O CARF não é competente para decretar a preclusão judicial. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, pelo voto de qualidade, negar provimento ao recurso. Vencidos os Conselheiros Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel, Cássio Schappo e Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira que anulavam o lançamento em razão da comprovação da existência da ação judicial indicada AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 83 9. 00 20 67 /2 00 2- 48 Fl. 207DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/05/2015 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 13/05/2015 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 14/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 13839.002067/200248 Acórdão n.º 3801005.340 S3TE01 Fl. 3 2 (assinado digitalmente) Flávio de Castro Pontes Presidente. (assinado digitalmente) Paulo Sergio Celani – Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Flávio de Castro Pontes, Paulo Sergio Celani, Marcos Antônio Borges, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel, Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira e Cássio Schappo. Relatório Transcrevo o relatório do acórdão recorrido por descrever suficientemente a lide: “A empresa qualificada em epígrafe foi autuada em 09/05/2002 em virtude da apuração de falta de recolhimento do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), referente ao período entre 01/07/1997 a 11/12/1997. A contribuinte optou por não pagar o débito no vencimento e declarou os débitos em DCTF na rubrica “Créditos Vinculados com Exigibilidade Suspensa” (fls. 28 a 47) por medidas cautelares no 97.06095950 e 97.06095969. O lançamento devese a não comprovação de medida judicial suspensiva, pois a contribuinte apresentou apenas as petições nas quais postula que os valores pagos a título de multa e correção monetária em parcelamento anterior de débitos de IPI seriam indevidos e pede a compensação destes valores com débitos vincendos do mesmo tributo.O auto de infração com respectivos demonstrativos encontrase nas fls. 20 a 26. A interessada apresentou a impugnação de fls. 01/03 onde requer a nulidade do auto de infração em razão de medida cautelar em fase de recurso no Tribunal Regional Federal da 3ª Região Fiscal. Apresentou cópia da petição inicial às fls. 48 a 63 e do recurso ao TRF da 3ª Região às fls. 74/95. A sentença de 1ª instância (fls. 63 a 66) negou a cautelar e extinguiu o processo sem julgamento do mérito. Cientificada da impossibilidade de revisão de ofício do lançamento face a não comprovação de qualquer decisão judicial favorável ou medida judicial suspensiva a contribuinte novamente apresentou recurso, desta feita equivocadamente dirigido ao Conselho de Contribuintes, alegando ser credora da União no valor de R$ 202.322,37 e que entre as partes se deu o instituto da compensação. Citou decisões em mandados de segurança de outros autores e argumentou que “a compensação não Fl. 208DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/05/2015 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 13/05/2015 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 14/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 13839.002067/200248 Acórdão n.º 3801005.340 S3TE01 Fl. 4 3 necessita de outorga judicial, haja vista que o direito do contribuinte préexiste ab ovo.” Ao final, alegou prescrição do crédito tributário.” A Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Ribeirão Preto DRJ/RPO julgou procedente em parte o lançamento, tendo sido exonerada a multa de ofício. A ementa do acórdão é a seguinte: “Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados IPI PERÍODO DE APURAÇÃO: 01/07/1997 a 11/12/1997 FALTA DE RECOLHIMENTO. A falta ou insuficiência de recolhimento do IPI, apurado em procedimento fiscal, enseja o lançamento de ofício com os acréscimos legais. MULTA DE OFÍCIO. RETROATIVIDADE BENIGNA. EXONERAÇÃO. Exonerase a multa de ofício imposta sobre diferença apurada em débito declarado na DCTF, tendo em vista a retroatividade benigna do art. 18 da Lei nº 10.833, de 2003, com a redação do art. 18 da Lei nº 11.488, de 2007.” Contra a decisão da DRJ/RPO a contribuinte apresentou recurso voluntário, alegando que: i) Com fundamento no art. 174 do Código Tributário Nacional, ocorreu a prescrição judicial, que deve ser decretada de ofício, quando na ação de execução fiscal, decorreu prazo superior a 5 (cinco) anos entre a constituição definitiva do crédito tributário e a citação do devedor; ii) O acórdão recorrido deve ser anulado e o feito arquivado, por ser um imperativo de ordem moral e legal. É o relatório. Fl. 209DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/05/2015 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 13/05/2015 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 14/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 13839.002067/200248 Acórdão n.º 3801005.340 S3TE01 Fl. 5 4 Voto Conselheiro Paulo Sérgio Celani Relator. O recurso é tempestivo e atende aos demais requisitos para julgamento por esta Turma Especial. Os argumentos do recurso não merecem acolhida, primeiro, porque o CARF não é competente para decretar a preclusão judicial; segundo, porque, apesar de solicitar a anulação do acórdão, não apresentou qualquer justificativa para isto. Quanto à prescrição intercorrente, esta não se aplica ao processo administrativo fiscal, à luz do enunciado da Súmula CARF nº 11, verbis: “Súmula CARF nº 11: Não se aplica a prescrição intercorrente no processo administrativo fiscal.” A decisão recorrida, que não merece reparo, assentou que o auto de infração foi cientificado à recorrente em 9/5/2002 e referese ao período de 1º/7/1997 a 11/12/1997, não tendo havido pagamento, pois os débitos foram declarados em DCTF como “Créditos Vinculados com Exigibilidade Suspensa”, lastreados apenas por petiçções judiciais, sem fundamento em qualquer decisão favorável ou liminar. Diz o voto condutor do acórdão recorrido que a contribuinte quis compensar o IPI devido com créditos inexistentes, pretendendo criar direitos com simples petições judiciais, sem comprovar a existência de qualquer decisão favorável, ainda que em sede de liminar, suspendendo a exigibilidade do crédito tributário. Não tendo a recorrente apresentado nenhum argumento contra os fundamentos do acórdão recorrido ou contra a legitimidade do auto de infração, voto por negar provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Paulo Sergio Celani Fl. 210DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/05/2015 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 13/05/2015 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 14/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES
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Numero do processo: 13708.000069/96-89
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Nov 11 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Tue Jun 09 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Período de apuração: 01/02/1992 a 02/10/1995
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO - PRESSUPOSTOS - LIMITES - OBSCURIDADE E CONTRADIÇÃO - INOCORRÊNCIA.
Não se vislumbra qualquer obscuridade ou contradição a sanar, em decisão que na consideração expressa e análise do conjunto probatório de ambas as partes, conclui pelo não conhecimento do recurso, indicando os motivos de convencimento do órgão Julgador. Devem ser rejeitados os Embargos de Declaração interpostos, quando inocorrentes os pressupostos regimentais (necessidade de suprir dúvida, contradição ou omissão constante na fundamentação do julgado).
Embargos Rejeitados
Numero da decisão: 3402-002.538
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos os embargos foram conhecidos e rejeitados.
GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO
Presidente Substituto e Relator Ad Hoc
Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Gilson Macedo Rosenburg Filho, Fernando Luiz da Gama Lobo d'Eça, Maria Aparecida Martins de Paula, Fenelon Moscoso de Almeida, João Carlos Cassuli Júnior e Maurício Rabelo de Albuquerque Silva.
Nome do relator: FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D'EÇA
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Não se vislumbra qualquer obscuridade ou contradição a sanar, em decisão que na consideração expressa e análise do conjunto probatório de ambas as partes, conclui pelo não conhecimento do recurso, indicando os motivos de convencimento do órgão Julgador. Devem ser rejeitados os Embargos de Declaração interpostos, quando inocorrentes os pressupostos regimentais (necessidade de suprir dúvida, contradição ou omissão constante na fundamentação do julgado). Embargos Rejeitados Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos os embargos foram conhecidos e rejeitados. GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO Presidente Substituto e Relator Ad Hoc AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 70 8. 00 00 69 /9 6- 89 Fl. 4521DF CARF MF Impresso em 09/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/06/2015 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 0 9/06/2015 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO Processo nº 13708.000069/9689 Acórdão n.º 3402002.538 S3C4T2 Fl. 4.522 2 Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Gilson Macedo Rosenburg Filho, Fernando Luiz da Gama Lobo d'Eça, Maria Aparecida Martins de Paula, Fenelon Moscoso de Almeida, João Carlos Cassuli Júnior e Maurício Rabelo de Albuquerque Silva. Relatório Tratase de Embargos Declaratórios (fls. 660/663) interpostos pela d. PGFN, com fundamento no art. 65do RICARF por supostas omissão, contradição e obscuridade no v. Acórdão nº 3402001.845 exarado por esta 2ª Turma da 4ª Câm. da 3ª Seção do CARF (constante de arquivo em PDF sem numeração de páginas do processo físico) de minha relatoria exarado em sede de Recurso Voluntário (fls. 576/583) que, em sessão de 18/07/12, por unanimidade de votos, houve por bem não conhecer do recurso na matéria objeto da concomitância e no mérito negar provimentos aos recursos Voluntário e de Ofício, aos fundamentos sintetizados na ementa e súmula: “ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Período de apuração: 01/02/1992 a 02/10/1995 Ementa: PAF CONCOMITÂNCIA. A discussão concomitante de matérias nas esferas judicial e administrativa enseja a renúncia nesta, pelo princípio da inafastabilidade e unicidade da jurisdição, salvo nos casos em que a matéria suscitada na impugnação ou recurso administrativo, se prenda a competências privativamente atribuídas pela lei à autoridade administrativa, como é o caso da exigibilidade do crédito tributário constituído através do lançamento em face de sentença denegatória de segurança, e dos consectários lógicos do seu inadimplemento, como é o caso da multa e dos acréscimos moratórios consubstanciados no referido lançamento (arts. 142, 145, 147, 149 e 150 do CTN), que não foram objeto da segurança. LANÇAMENTO DE OFÍCIO MULTA DE OFÍCIO CRÉDITO TRIBUTÁRIO SUSPENSÃO DE EXIGIBILIDADE LIMINAR EFEITOS ART. 151, DO CTN. Não há como se cogitar de retardamento culposo, infração de falta de recolhimento ou de incidência de multa punitiva, enquanto regularmente suspensa a exigibilidade por liminar do crédito tributário em discussão perante a via judicial, até que a decisão ainda pendente de julgamento, considere devido o tributo. JUROS DE MORA SELIC INCIDÊNCIA A taxa SELIC é aplicável na atualização dos débitos fiscais nãorecolhidos integralmente no vencimento da obrigação, Fl. 4522DF CARF MF Impresso em 09/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/06/2015 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 0 9/06/2015 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO Processo nº 13708.000069/9689 Acórdão n.º 3402002.538 S3C4T2 Fl. 4.523 3 incidindo desde esta data, mesmo que a suspensão da exigibilidade do crédito tributário tenha se dado em momento anterior ao vencimento. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, RO por unanimidade de votos negouse provimento ao recurso. RV e por maioria de votos negouse provimento ao recurso voluntário. Vencidos os conselheiros João Carlos Cassuli Junior e Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva. GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO Presidente Substituto FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D'EÇA Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros ... Gilson Macedo Rosenburg Filho e Nayra Bastos Manatta (Presidente). O Presidente substituto da Turma, assina o acórdão, face à impossibilidade, por motivo de saúde, da Presidente Nayra Bastos Manatta. , Fernando Luiz da Gama Lobo D’Eça (Relator), Silvia de Brito Oliveira, Gilson Macedo Rosenburg Filho, João Carlos Cassuli Júnior, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva.” Entende a ora Embargante que teria havido supostas omissão, contradição e obscuridade no v. Acórdão embargado uma vez que teria feito expressa menção ao § 2º do art. 63 da Lei nº 9430/96 sendo “que a multa excluída pela decisão de primeira instância foi a prevista no art. 63, caput, da Lei no 9.430/96” e “se a constituição do crédito tributário pela Fazenda Nacional atende às disposições desse artigo 63, revestese de legalidade, não havendo que se falar em sua nulidade”, vez que “trata o recurso de ofício sobre a multa de ofício prevista no caput do art. 63 da Lei n° 9.430/96 e não da multa de mora do § 20 do art. 63 da Lei n° 9.430/96”, razões pelas quais requer “sejam acolhidos os presentes embargos, de forma a fazer com que esta Turma, sanando os vícios apontados, profira novo julgamento em relação ao recurso de ofício”. É o relatório. Voto Conselheiro Gilson Macedo Rosenburg Filho. Preliminarmente, ressalto que o relator original, conselheiro Fernando Luiz da Gama Lobo D´Eça, renunciou o mandato e por esse motivo fui designado redator ad hoc. Reproduzo o voto deixado pelo conselheiro original e adoto suas razões de decidir, verbis: Os Embargos Declaratórios são tempestivos e merecem ser conhecidos, mas no mérito não merecem provimento, ante a Fl. 4523DF CARF MF Impresso em 09/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/06/2015 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 0 9/06/2015 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO Processo nº 13708.000069/9689 Acórdão n.º 3402002.538 S3C4T2 Fl. 4.524 4 inocorrência de qualquer omissão, contradição ou obscuridade a sanar na fundamentação do v. Acórdão ora embargado. De fato, desde logo se verifica que ao contrário do que açodadamente supõe a d. FGFN, em nenhum momento se aduziu que a multa excluída pela decisão de primeira instância seria multa de mora. Realmente, do relatório do v. Acórdão consta expressamente que: “Tratase de Recursos Voluntário (fls. 546/555) e de Ofício (fls. 522) contra o v. Acórdão nº 1418.305 de 08/02/08 (fls. 521/527) exarado pela 3ª Turma da DRJ de Juiz de Fora MG que, por unanimidade de votos, houve por bem considerar “procedente em parte” (apenas para cancelar a multa de ofício) o lançamento original de IPI consubstanciado no auto de Infração nº 95.018485 (fls.01/34), notificado em 29/12/95 (fls. 02), no valor total de R$ 106.594.591,55 (IPI R$ 48.054.663,71; juros de mora R$ 10.485.264,13; multa proporcional R$ 48.054.663,71), que acusou a ora Recorrente de falta de recolhimento ou pagamento do principal, declaração inexata”, no período de 01/12/92 a 02/10/95. Desde a impugnação inicial a ora Recorrente esclarece que, visando afastar a exação em discussão, antes da autuação impetrou vários Mandados de segurança (processos 92.00917143, 92.00928722, 93.0011795¬5, 94.00077572 e 95.0029768096), obtendo liminares suspendendo a exigibilidade do crédito tributário. Por seu turno a r. decisão decorrida fls. 52 1/527) da 3ª Turma da DRJ de Juiz de Fora MG, houve por bem considerar “procedente em parte” (apenas para cancelar a multa de ofício) o lançamento original de IPI consubstanciado no auto de Infração nº 95.0 1 8485 (fls.01/34), aos fundamentos sintetizados em sua ementa nos seguintes termos: ‘ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Período de apuração: 01/12/1992 a 31/10/1995 IPI NÃO LANÇADO E NÃO DECLARADO. AÇÕES JUDICIAIS. Devem ser objeto de lançamento de ofício os valores do IPI relativos às vendas de açúcar (produto tributado) que não foram destacados nas notas fiscais de saídas, nem declarados à Receita Federal. Todavia, se à época do lançamento a contribuinte possuía liminares que suspendiam a exigibilidade do crédito tributário, nos termos do artigo 151, IV, do CTN, incabível a imposição da multa de ofício e correta a incidência dos juros de mora. Lançamento Procedente em Parte’” Fl. 4524DF CARF MF Impresso em 09/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/06/2015 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 0 9/06/2015 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO Processo nº 13708.000069/9689 Acórdão n.º 3402002.538 S3C4T2 Fl. 4.525 5 Por seu turno, da fundamentação do v. Acórdão verificase que a menção ao § 2º do art. 43 da Lei nº 9.430/96 foi citada obter dictum apenas para reiterar a sua conclusão no sentido de que: “No que toca à exclusão da multa, a decisão recorrida é irretocável, pois a penalidade não poderia ser exigida, eis que, à data da notificação do lançamento (29/12/95) a ordem de segurança ainda não tinha sido cassada, não se podendo cogitar de “infração” ou “mora” no exercício regular do direito constitucionalmente assegurado a qualquer contribuinte, de impugnar e defenderse contra qualquer a exigência tributária (art. 5º incs, II, XXXIV, “a”, XXXV, LIV e LVI da CF/88), através de ação própria oportunamente proposta perante o Poder Judiciário, mormente quando já estava assegurada desde a liminar suspensiva da exigibilidade do crédito tributário. (...). Portanto, no caso concreto, entendo como entendeu a r. decisão recorrida que não há como se cogitar de “retardamento culposo”, “infração” de “falta de recolhimento” ou de incidência de multa punitiva, enquanto regularmente assegurada por liminar suspensiva do crédito tributário, ainda que posteriormente cassada. Portanto verificase que, ao contrário do que aduz a ora embargante, a par de não conter qualquer omissão, obscuridade ou contradição, não se justifica a pretensão fiscal de novo julgamento em decisão que, baseandose nas premissas e fatos tal como fixados na instância “a quo” o voto do relator limitase a aplicar a lei aos fatos nos limites da lide, pois como já assentou o E. STJ “o artigo 131 do CPC consagra o princípio da persuasão racional, habilitando o magistrado a valerse do seu convencimento, à luz dos fatos, provas, jurisprudência, aspectos pertinentes ao tema e da legislação que entender aplicável ao caso concreto, constantes dos autos.” (cf. REsp 886.695/MG, Rel. Ministro Humberto Martins, Segunda Turma, julgado em 06.12.2007, DJ 14.12.2007; e EDcl no REsp 37033/SP, Rel. Ministro Ari Pargendler, Segunda Turma, julgado em 15.09.1998, DJ 03.11.1998)” (cf. AC. da 1ª do STJ no REsp 896045 / RN, Reg. nº 2006/02290861, em sessão de 18/09/2008, Rel. Min. LUIZ FUX, Publ. in DJU de15/10/2008). Assim, não se vislumbra a existência de qualquer obscuridade ou contradição a sanar, na decisão embargada que, na consideração expressa e análise do conjunto probatório de ambas as partes, conclui pelo improvimento dos recursos, indicando os motivos de convencimento do órgão Julgador, donde os Declaratórios apresentam caráter nitidamente infringente, razão pela qual nesta matéria devem ser rejeitados, tal como proclamado pela Jurisprudência Administrativa e se pode ver das seguintes e elucidativas ementas: “PROCESSO ADMINISTRATIVO TRIBUTÁRIO EMBARGOS DE DECLARAÇÃO PRESSUPOSTOS Devem ser rejeitados os Embargos de Declaração interpostos pelo sujeito passivo, quando não demonstrados os pressupostos do art. 27 do Regimento Interno dos Conselhos de Contribuintes, ante a Fl. 4525DF CARF MF Impresso em 09/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/06/2015 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 0 9/06/2015 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO Processo nº 13708.000069/9689 Acórdão n.º 3402002.538 S3C4T2 Fl. 4.526 6 inexistência de dúvida, contradição ou necessidade de suprir omissão constante do julgado recorrido. EMBARGOS DECLARATÓRIOS LIMITES Não pode ser conhecido o pedido do sujeito passivo na parte que, a pretexto de retificar o acórdão, pretende substituir a decisão recorrida por outra, com revisão do mérito do julgado. Embargos de declaração rejeitados.” (cf. Acórdão 10805339, Rec. nº 114572, Proc. nº 10935.000705/9628 , em sessão de 22/09/1998, Rel. Cons. Maria do Carmo Soares Rodrigues de Carvalho) Isto posto, voto no sentido de conhecer dos Embargos Declaratórios, mas no mérito rejeitálos, por inocorrência das supostas obscuridade e contradição em sua fundamentação. É como voto. Sala das Sessões, em 11 de novembro de 2014 Gilson Macedo Rosenburg Filho Fl. 4526DF CARF MF Impresso em 09/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/06/2015 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 0 9/06/2015 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO
score : 1.0
Numero do processo: 13805.007801/96-25
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Apr 28 00:00:00 UTC 2010
Data da publicação: Wed Sep 02 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Período de apuração: 01/09/1994 a 31/12/1995
CONCOMITÂNCIA ENTRE PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL E PROCESSO JUDICIAL COM O MESMO OBJETO. PREVALÊNCIA DO PROCESSO JUDICIAL. RENÚNCIA ÀS INSTÂNCIAS ADMINISTRATIVAS.
Importa renúncia às instâncias administrativas, ou desistência de eventual recurso de qualquer espécie interposto, a propositura pelo contribuinte de ação judicial de qualquer espécie, contra a Fazenda Pública, com o mesmo objeto do processo administrativo fiscal. (Súmula CARF nº 1).
Numero da decisão: 3803-000.371
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros da 3ª Turma Especial da Terceira Seção de Julgamento do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF), por maioria de votos, em não conhecer do recurso em face da concomitância entre processos administrativo e judicial. Vencido o Conselheiro Daniel Maurício Fedato (relator), que negava provimento do recurso. Designado o conselheiro Belchior Melo de Sousa para a redação do voto vencedor.
(assinado digitalmente)
RODRIGO DA COSTA POSSAS - Presidente da 3ª Câmara
(assinado digitalmente)
Hélcio Lafetá Reis - Relator ad hoc
Participaram do presente julgamento os Conselheiros Alexandre Kern, Daniel Maurício Fedato, Belchior Melo de Sousa, Hélcio Lafetá Reis, Rangel Perrucci Fiorin e Carlos Henrique Martins de Lima.
Nome do relator: BELCHIOR MELO DE SOUSA
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ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Período de apuração: 01/09/1994 a 31/12/1995 CONCOMITÂNCIA ENTRE PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL E PROCESSO JUDICIAL COM O MESMO OBJETO. PREVALÊNCIA DO PROCESSO JUDICIAL. RENÚNCIA ÀS INSTÂNCIAS ADMINISTRATIVAS. Importa renúncia às instâncias administrativas, ou desistência de eventual recurso de qualquer espécie interposto, a propositura pelo contribuinte de ação judicial de qualquer espécie, contra a Fazenda Pública, com o mesmo objeto do processo administrativo fiscal. (Súmula CARF nº 1).
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros da 3ª Turma Especial da Terceira Seção de Julgamento do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF), por maioria de votos, em não conhecer do recurso em face da concomitância entre processos administrativo e judicial. Vencido o Conselheiro Daniel Maurício Fedato (relator), que negava provimento do recurso. Designado o conselheiro Belchior Melo de Sousa para a redação do voto vencedor. (assinado digitalmente) RODRIGO DA COSTA POSSAS - Presidente da 3ª Câmara (assinado digitalmente) Hélcio Lafetá Reis - Relator ad hoc Participaram do presente julgamento os Conselheiros Alexandre Kern, Daniel Maurício Fedato, Belchior Melo de Sousa, Hélcio Lafetá Reis, Rangel Perrucci Fiorin e Carlos Henrique Martins de Lima.
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/09/1994 a 31/12/1995 CONCOMITÂNCIA ENTRE PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL E PROCESSO JUDICIAL COM O MESMO OBJETO. PREVALÊNCIA DO PROCESSO JUDICIAL. RENÚNCIA ÀS INSTÂNCIAS ADMINISTRATIVAS. Importa renúncia às instâncias administrativas, ou desistência de eventual recurso de qualquer espécie interposto, a propositura pelo contribuinte de ação judicial de qualquer espécie, contra a Fazenda Pública, com o mesmo objeto do processo administrativo fiscal. (Súmula CARF nº 1). Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros da 3ª Turma Especial da Terceira Seção de Julgamento do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF), por maioria de votos, em não conhecer do recurso em face da concomitância entre processos administrativo e judicial. Vencido o Conselheiro Daniel Maurício Fedato (relator), que negava provimento do recurso. Designado o conselheiro Belchior Melo de Sousa para a redação do voto vencedor. (assinado digitalmente) RODRIGO DA COSTA POSSAS Presidente da 3ª Câmara (assinado digitalmente) Hélcio Lafetá Reis Relator ad hoc Participaram do presente julgamento os Conselheiros Alexandre Kern, Daniel Maurício Fedato, Belchior Melo de Sousa, Hélcio Lafetá Reis, Rangel Perrucci Fiorin e Carlos Henrique Martins de Lima. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 80 5. 00 78 01 /9 6- 25 Fl. 154DF CARF MF Impresso em 02/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/08/2015 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 04/08/2015 p or HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 31/08/2015 por RODRIGO DA COSTA POSSAS Processo nº 13805.007801/9625 Acórdão n.º 3803000.371 S3TE03 Fl. 155 2 Relatório Tendo sido designado como relator ad hoc neste processo, reproduzo o relatório elaborado pelo relator original, transcrevo o voto vencido e, posteriormente, adoto o voto vencedor redigido pelo redator designado, em conformidade com os termos constantes da ata de julgamento. Em 02.07.96, lavrouse, em nome da pessoa jurídica acima identificada, auto de infração para se exigir a Cofins não recolhida no período de setembro/1994 a dezembro/1995. No Termo de Constatação Fiscal (f1.32), informouse que se constatara a ausência de recolhimento da Cofins incidente sobre a Receita Bruta de Vendas de Mercadorias e Serviços, compensada indevidamente, conforme apurado nos Demonstrativos mencionados no Auto de Infração com exigibilidade suspensa — processo n° 13805.007783/9645 lavrado na mesma data, cujas copias foram anexadas às fls.34 e 35. Informouse, ainda, que os valores da base de cálculo eram os constantes dos demonstrativos apresentados pelo contribuinte (fls.13 e 17), tendo sido considerada, na apuração referente ao mês de setembro de 1994, a diferença do valor compensado equivalente a 1.300,59 UFIR, conforme demonstrativo de compensação de Cofins/Finsocial de fl.35. Em sua Impugnação, o contribuinte alegou o seguinte: a) o fiscal autuante lavrou o referido Auto de Infração fundamentandoo na ausência de recolhimento da Cofins, desconsiderando as compensações realizadas pelo contribuinte na Cautelar nº 94.21518, em razão de se terem utilizado juros de 1% ao mês como correção em todo o período, elaborando um quadro demonstrativo de compensação Cofins/Finsocial, considerando indevidas as compensações realizadas no período de apuração de parte de 09/94 e 10/94 à 12/95; b) a Instrução Normativa nº 67/92 e o § 4º do artigo 66 da Lei nº 8.383/91 são ilegais; c) o demonstrativo do autuante onde foi apurado 8.917,18 UFIR dizendo que representam 41.967,59 BTN está repleto de erros e distorções; d) errou o autuante ao considerar a BTNF com valor congelado a partir de fevereiro/91, no valor de 126,868621, quando a BTNF foi corrigida mensalmente; e) se o auditor tivesse considerado as BTN corretas chegaria ao valor de 24.008,29 BTNF, que representam 27.597,04 UFIR, conforme demonstra; f) das 27.597,04 UFIR, quantidade correta de que poderia ser compensada pelo contribuinte, compensou apenas 27.202,97 UFIR, uma vez que considerou para efeito de compensação o excedente a alíquota de 0,6% em seus cálculos; Fl. 155DF CARF MF Impresso em 02/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/08/2015 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 04/08/2015 p or HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 31/08/2015 por RODRIGO DA COSTA POSSAS Processo nº 13805.007801/9625 Acórdão n.º 3803000.371 S3TE03 Fl. 156 3 g) não há compensação indevida, o Contribuinte tem direito a um crédito de 394,07 UFIR, que faz questão de receber, caso o referido procedimento administrativo não seja extinto com a impugnação de crédito que relacionou. A DRJ Salvador/BA, em 4 de dezembro de 2002, decidiu “não conhecer da impugnação quanto à matéria submetida à apreciação do Poder Judiciário, cuja decisão será cumprida pela administração tributária, por intermédio do órgão fiscal jurisdicionante”. Quanto aos acréscimos legais, julgou procedente apenas a aplicação dos juros de mora e “procedente em parte a multa de ofício, que deverá ter seu percentual reduzido para 75%, por força da alteração na legislação de regência”. Inconformada com esta decisão, o contribuinte recorre a este Conselho, requerendo a extinção do crédito tributário, com a seguinte alegação (fl. 114), “...o acórdão merece reforma, pois as correções aplicadas pelo Contribuinte estão corretas, tanto é verdade que o Contribuinte ganhou a ação judicial em primeira Instância, e após a vitória foi confirmada no Tribunal Regional da Terceira Região. Outrossim, se teve autorização do Poder Judiciário, para realizar as compensações, obtendo liminar para este fim, e após tendo as decisões de procedência transitada em julgado, não pode agora o Contribuinte ser obrigado a pagar com multa e juros de mora, o mesmo tributo que teve autorização judicial para compensar”. Em síntese, é o relatório. Voto Vencido Conselheiro Daniel Maurício Fedato, Relator O Recurso voluntário é tempestivo e atende às demais exigências legais, razão pela qual dele conheço. Conforme pode ser verificado nos autos a “a fiscalização, ao lançar a Cofins relativa aos períodos ora autuados, assim procedeu porque ao apurar os valores de créditos de Finsocial a que fazia jus a interessada, e atualizandoos pelos mesmos índices que os utilizados pela Receita Federal para lançar os créditos tributários no período, mediante a legislação vigente, verificou a insuficiência de créditos. Como exposto no documento de fl.15, cabia á interessada, por sua própria conta e risco adotar índices de atualização monetária iguais aos utilizados pela Secretaria da Receita Federal para apurar os seus créditos e proceder á compensação, observese que á época não havia a certeza e liquidez dos créditos que alegava possuir, tendo em vista que à época da lavratura do Auto de Infração, em 27/06/1996, ainda não havia decisão definitiva para as ações judiciais propostas pela interessada, mas os créditos apurados no presente Auto de Infração já eram plenamente exigíveis (considerações da Relatora da DRJ Salvador/BA). A essência da matéria envolve critério de correção monetária dos créditos fiscais do sujeito passivo que a Fazenda Nacional não aceitou. Expurgados os índices inadmitidos pela Fazenda Nacional, os débitos constituídos em lançamento de ofício restam não liquidados, sendo procedente a medida fiscal . Fl. 156DF CARF MF Impresso em 02/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/08/2015 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 04/08/2015 p or HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 31/08/2015 por RODRIGO DA COSTA POSSAS Processo nº 13805.007801/9625 Acórdão n.º 3803000.371 S3TE03 Fl. 157 4 Por esta razão exposta, voto por negar provimento à pretensão deduzida no recurso. Daniel Maurício Fedato Voto Vencedor Conselheiro Hélcio Lafetá Reis Relator ad hoc Assinala o relator que a essência da matéria controvertida envolve critério de correção monetária dos créditos que a Recorrente utilizara em suas compensações, nos aludidos períodos de apuração. Sua posição está em consonância com a descrição constante do Termo de Constatação Fiscal, com excerto transcrito no relatório, segundo a qual o lançamento fora efetuado por se ter identificado a ausência de recolhimento de débitos de Cofins, causado por insuficiência de créditos. Ressalvado o mês de setembro/94, lançado por diferença, os demais débitos foram lançados integralmente e mantidos pela decisão de primeira instância. Portanto, a lide se desenvolve na mantença ou não do lançamento dos débitos, por não admissão das compensações. O direito em disputa na ação judicial (Medida Cautelar nº 94.00021518), autorizando as compensações, é o que a Autuada opõe na sua defesa em ambas as instâncias administrativas. Partes, causa de pedir e pedido são, assim, os mesmos que transitam tanto na via judicial como nesta via administrativa, nada obstante tratarse aqui de auto de infração. Como a apuração tributária, no presente caso, intrinsecamente envolve indexadores econômicofiscais, os critérios defendidos aqui decerto estão postos (e contrapostos) na ação judicial, a justificar (e a opor) a sua integral extinção. O princípio da garantia jurisdicional, que concretiza o postulado da inafastabilidade da tutela jurisdicional, vazado na Constituição (art. 5°, XXXV, da CF/88), reveste as decisões judiciais transitadas em julgado do caráter de definitividade e de imutabilidade. Dessa sorte, resulta que uma decisão administrativa acerca de objeto que constitui a lide na via judicial não pode confrontar com a decisão a ser exarada naquela via. Por essa razão, a submissão de uma matéria à apreciação do Poder Judiciário, cuja decisão prevalece na ordem jurídica, é prejudicial de qualquer discussão noutra esfera de decisão. Esse entendimento foi sumulado pelo CARF, verbis: Súmula CARF n° 1 Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo, sendo cabível apenas a apreciação, pelo órgão de julgamento administrativo, de matéria distinta da constante do processo judicial. Fl. 157DF CARF MF Impresso em 02/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/08/2015 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 04/08/2015 p or HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 31/08/2015 por RODRIGO DA COSTA POSSAS Processo nº 13805.007801/9625 Acórdão n.º 3803000.371 S3TE03 Fl. 158 5 Dessa forma, não cabe nesta via a apreciação da mesma matéria já submetida ao exame do Poder Judiciário, por se configurar renúncia à via administrativa, não podendo ser apreciados por este Colegiado os fundamentos de fato e de direito trazidos pela Recorrente. Diante do exposto, voto por NÃO CONHECER do recurso voluntário. Hélcio Lafetá Reis – Relator ad hoc Fl. 158DF CARF MF Impresso em 02/09/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/08/2015 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 04/08/2015 p or HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 31/08/2015 por RODRIGO DA COSTA POSSAS
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Numero do processo: 10314.001480/00-47
Turma: 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 3ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Thu Feb 04 00:00:00 UTC 2010
Ementa: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA
Data do fato gerador: 09/09/1997
CLASSIFICAÇÃO FISCAL, RESTITUIÇÃO DE PAGAMENTO INDEVIDO E COMPENSAÇÃO DESCABIMENTO. INEXISTÊNCIA DE CRÉDITO
O produto MYKON ATC WHITE (N,N,N,N - tetraacetiletilenodiamina estabilizado com earboximetil-celulose sódica) classifica-se no código NCM 3824 90 89, com alíquota do imposto de importação de 14% à época da importação realizada Tendo o importador pago a alíquota correta, não há que se filiar, portanto, em pagamento de tributo indevido ou maior que o devido, não havendo direito à restituição e, consequentemente, à compensação pretendida, por inexistência de credito.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 3102-000.592
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso voluntário Vencidas as conselheiros Beatriz Veríssimo de Sena e Nanci Gania. A conselheira Beatriz Veríssimo de Sena tiara declaração de voto.
Nome do relator: Celso Lopes Pereira Neto
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ementa_s : NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA Data do fato gerador: 09/09/1997 CLASSIFICAÇÃO FISCAL, RESTITUIÇÃO DE PAGAMENTO INDEVIDO E COMPENSAÇÃO DESCABIMENTO. INEXISTÊNCIA DE CRÉDITO O produto MYKON ATC WHITE (N,N,N,N - tetraacetiletilenodiamina estabilizado com earboximetil-celulose sódica) classifica-se no código NCM 3824 90 89, com alíquota do imposto de importação de 14% à época da importação realizada Tendo o importador pago a alíquota correta, não há que se filiar, portanto, em pagamento de tributo indevido ou maior que o devido, não havendo direito à restituição e, consequentemente, à compensação pretendida, por inexistência de credito. Recurso Voluntário Negado.
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conteudo_txt : Metadados => date: 2010-09-01T22:39:48Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2010-09-01T22:39:46Z; Last-Modified: 2010-09-01T22:39:48Z; dcterms:modified: 2010-09-01T22:39:48Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:c540fe7d-3230-4021-94de-6eb7c8eec1fd; Last-Save-Date: 2010-09-01T22:39:48Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2010-09-01T22:39:48Z; meta:save-date: 2010-09-01T22:39:48Z; pdf:encrypted: false; modified: 2010-09-01T22:39:48Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2010-09-01T22:39:46Z; created: 2010-09-01T22:39:46Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 19; Creation-Date: 2010-09-01T22:39:46Z; pdf:charsPerPage: 1427; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2010-09-01T22:39:46Z | Conteúdo => 53-C1 I2 1-1 194 __.. . . MINISTÉRIO DA FAZENDA :: ':.:::--Ui:::::::':;.::•-::: - CONSELHO ADMÍNISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERGHRÃ SVÇÃO DF JULGAMENTO Processo n" 10314,001480/00-47 Recurso n" 341,074 Voluniatio Acórdão n" 3102-00.592 — 1" Câmara / 2" Turma Ordinária Sessão de 04 de fevereiro de 2010 Matéria 11- RESTITUIÇÃO Recorrente UNILEVUR BRASIL LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL AssiINIO: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA Data do fato gerador: 09/09/1997 CLASSIFICAÇÃO FISCAL, RESTITUIÇÃO DE PAGAMENTO INDEVIDO E COMPENSAÇÃO DESCABIMENTO. INEXISTÊNCIA DE CIZÉDITO O produto MYKON ATC WHITE (N,N,N,N - ictraocetiletilenodiamina estabilizado com earboximetil-cclulose sodica) classi Fico-se no código NCM 3824 90 89, com alíquota do imposto de importação de 14% à época da importação realizada Tendo o importador pago a alíquota correta, não há que se filiar, portanto, em pagamento de tributo indevido ou maior que o devido, não havendo direito à testituição e, conseqiientemente, à compensação pretendida, poi inexistência de credito Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os piesentes autos Acordam os membros do (1.olegiado, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso voluntário Vencidas as conselheiros Beatriz Veríssimo de Sena e Nanci Gania. A conselheira Beatliz Veríssimo de Sena t iara declaração de voto, Liris-Mã-cól-o Guerra de Castro - Presidente Celso Lopes Pereira Neto - Relator EDITADO EM: 23/02/2010 , 1 7 Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Luis Marcelo Guerm de Castro, José Pema-odes do Nascimento, Celso Lopes Pereira Neto, Narrei. Gama, Beatriz Veríssimo de Sena e Nilton Luiz Battoli Relatório Cuida-se de Recurso Voluntário contra decisão proferida pela Delegacia da Receita -hederal de Julgamento em Foi taleza DRVI . O.R, através do Acórdão o" (}- 11.747, de 28 de setembro de 2007 Por bem descrevei os tatos, adoto o relatório componente da d.ecisão recorrida, de tis 150/153, que transcrevo a seguir: 'O PROCP.;,SSO 'halo o presente processo de maniksteição de inconformidade contra decisão que indelei ia pedido de restr hl? yãO, (1C0171,0(111.iU1d0 dc »edid0 de competi 5(10-if. (1C parte de pagamentos do hnposto de Importação, no valor de R$ .3 939,59 O P.I.,,DIDO DE, RE11171VEÇÃO SEGUIDO DE (.1:(1.)3vflPE1\[84Ç4O 2 Consta que, pot meio da DI 069865, de 20/00/1995, a •- reque.0 ente procedeu à importação da me; eadoria "MYKON ATC WRITE" (N,N,N,IV tetraacetilctilenodiamina estabilLado com c-arboxime1i1-ecialoNe (.') (ECO), s 'ficando-a no código NCM 2922 :30 90, (. :nja (ilíquota do imposto dc:.' importação, à epoc.a, era de' 2% 3 Entretanto, com base nos exames procedidos pelo 1,01ror atói mo Nacional de Análises — LABANA (Ils. 3.3-34), a Equipe de Classificação e Valoração Aduai/cita discordoir do código adotado pela requerente.' e catei/deu que O correto Sem ia O código NUM 3823.90 90 Oliquota 11 I4N, pelo que, em 29/05/1996, deu ciéncia ao impo; tador do Def11011511(11/V0 de Cálculo de Lançamento (...'ony.71ernentar DCLC ;1'242/96 (fOlha $2), onde o mesmo foi intimado a apresentai Deehrrueão Complementar de Impor- loção (D(lf), de modo a lecother m tributos e acrNcimos legais decorrentes da reelassificueão fiscal 4. DeS1e modo„ a partir dai a iequerente passou a adotar o código apontado pela fiseali,-;ação, e conserpientemente, o imposto de importação passou a Ser calculado e recolhido com C10 uma (dignou mais elevada .5 ()corre que, por meio do processo MT- 1080 014252/98-80, O recorrente procedeu consulta fiscal com o intuito de eNCI(11 CUM. O correia classificação do produto Corno resposta, e conforme firndarnentação contida na Decisão n/A. N.A/Slinf ,18"118 n'' 319, de 2.9/06/1998 (11s 22-26), cuja conclusão Jói de que o código cm reto é 2.922 30.90, ou a, o código adotado anteriormente ao eve.Trio do Demon.strWivo de ("afeai° de Lançamento Complementar, de 1996 2 ,Gcsso n" 103 1 4 001480/0047 Acui .1102-01E592 "1-'1 195 6 Assim, em 10/04/2000, pot meio do processo em epígrafe e com findar-nem° na /-.N 5"/?/' . n" 21/97, a reco,- reme solicitou re.stituição acompanhada de pedido de compensação de parte do pag,amento do imposto de impor tação 1clativo à mercadoria 01)/elo da Declaração de Importação (IV) n" 97/0812893-7, de 09/09/1.997 ('lis . /9-2/). por entender lei havido pagamento a maior 1)1;CISÃ O DENEGA FÔR/A 7 Em análise ao pleito, a SPPIA/IRP/SP„ por meio do despacho de fls .36-37, destacou que ( ) ao for maliJar o pedido de consulta, a interessada deixou de ir)fiwinar que lá havia sido intimada a cumprir obrigação tributária relativa ao . fau.) objeto da consulta ) razão peta (fUal, enlendetnlA configurada a hipótese de f2J0 (fIeudimenfo (10 arl 52, H, do Decreto 70 23.5/72 (MIE) 8 Pai a, era seguida, concluir que: (. ) a decisão DIANA/SRRF/8' Rb não se aplica ao In cNenic caso, uma VeZ que, nos termos do Decreto 70 .235/72 (PAF), o Decreto 2 227/85 (2IiV SR/ - 59/85, a nova rias wficação somente será aplicada aos . fatos geradores ocorridos até a data da prolocolização da consulta e aos fatos g)-eradorcs ocorridos a partir da data em que a consulenle for notificada da deejsão que RESU1 FP . .LMAGRAVAMENTO DA TRIBUTAÇÃO (sic) 9 Em deçoiréncia, foi proposto encaminhamento do processo SE,S71111si9N7), para apreciação Apreciada a questão, o ,SES11 - solicitou, em 30/11/2000, que tosse efetuada consalta à DISIT/5.RRE/8".1 .?f, aos se Pi! ates lermos (Ils 40) I Qual a correta classificação tarifária a ser segilida paia o produto de que traia O rei i>rida consulta? 2 A pai lir de que momento a decisão de Unta COnti'llka à classificação [ai iffiria pi aduz efeitos 3 Unni decisão dessa nana era redro age para fins dc retificação da classificação do mesmo produto já desembaraçado eia situações anteriores à referida consulta? 10 Com base na Portaria n" 333, de 0.3/10/2001, o processo encaminhado à Seca() de Orientação e Análise Ti ibutárUi (SAORT) da Inspetoria da Receita Federal em São Paulo eia 16/10/2001, a qual, nos lermos do despacho de fls. 41-.42, informou que. ( ) em .29/01/2001, a 1.).1.41n7,1/SRRPV8" RI" tornou insubsistente a decisão 319 ( ) e que a interessada tinha que adotar o código inicial da quaPjá havia sido autuada às lis 73 a 78 do PROCESS'0 DP CDAr,S'ULI',4 ( ), através' da DECISÃO DIANA/NRRE/P - a" 005, de 2.9/01/2001,.• g Manifestou-sc o CRED em despacho de !is 35/(t, infót latindo tel ktuado a ievisão da 1)1 97/08.12893-7, de 09/09/1997, sem resultado, não havendo Retificação da 1)1, portanto não existc tributo a Scr Pcstilifidc) bitc.wricu ainda que, como o 9 recolhimentos finam ifttuados pot meio de IMRE manual., não cabe a aplicação do ai t 4' da /Ar ,SRP n'' 4 de 1998, o qual prevê que compele ao titulai da unidade de despacho aduaneiro teconhecet o direito ao credito nos casos de impostos pagos na forma da IN 8RE a" 98797, ou .seja, por meio de débito automático em conta cai i ente, cabendo lal tarefa à unidade furistlicionanle do confribuintc, nos te/mos do al1 7" daIN SRE a" 21, de 1997 12 O proc'esso foi enewainhado à que, por entendeu .7,00 se it alai de ululá ia de sua eompet/iicia, o 1 Cella 1 I h O ti à Alfitadc ,s .m. do Aeroporto Pilei nacional de Vitacopos, sendo que o proces.so lhe foi devolvido por Ye balar dc pedido de c'ompensação 13 Após diversas piovidèneias administrativas de controle do procc.'sso poi palie do SEORT/DRE/(..'AMPIIVAS, coal(' n C17.)('Ui 11(0(1(11 Ws despachos de .//1 . 43 .-46, bem como a formalização de Reme:sem/ação 47),o processo .seguiu à /.1.R1 , 1,ST que, nos levai OS da DECISÃO 571()R1' n" 095, de 2003 (Eis 49-50) e pelos motivos exj.,osios nos S' 6 e 8--do — presente Relatói to, indefi:iiu o pedido da inferesoda. não reconhecendo O dá 'eito à l• i' stilaição do crédito tributário pleiteado A AIA NIFESMC.ÃO INCONPORlillEMDE 14 Cientificado do despacho decisório em 22/12/2003. conforme aviso de ie.'cebimento juntado às 12 53, a interes,sada apresentou em 13/01/2004 sua manifestação de inconfOi alidade (f1s /1-65), pot meio de.' represcvnaeão (fls. 66-(29), oportunidade em que disco,. da da decisão pt olet ida 15 Lm sua manifestação, apó.s breve relato dos fatos, a inleiessada aduz a consulta fiscal inerente ao processo /0880.014252/98-80, que concluiu que a classificação cairela do piodulo à a do código 2922 .30 90, incidindo, pois, uma aliquota mcnoi Para tanto, ti anscruveu diversas ementas de decisócs do Conselho de ('ontribuinte.s pala deknder restar claro O direito de restituição dos valores pagos a maior 16 Alegou que, no que pese o pedido de compensação havei sido indeferido, sob o argumento de que a Decisão a" 005 de 05/0412001 (Ni() ice 71011 aula a Decisão ri' 319 de 29/06/1998, e.s.se lido não obsta o direito de restituição da icqueteme, uma vel que a ille+111(1 .11(11k1 CCO111 11 O O valo» da aliquola a maior desde 24/05/1996 quando fia autuada e coricomilantemente ao pt °cedimento t.ic autuação, a requerente protocolizou a coa Sulta, que fia solucionada em 29/06/1998, pci maneecado seu direito à restituição erti face do lapso de tempo entre os dois ocedimentos 17 75a2: à baila o [ti-inclino da .seeuíaiuça .jzit idá a para defender que a recorrente »là° pode .seu penalizada por eumprii \-r‘ Pi ()cesso 10i'51 ,1 001480/0C -4"/ S3-('f 1-2 Ac(1i d(1 n 11.02-00.592 El 1Q0 dispositivo nTa7arto pela própria Receita Federal, e, pondera ainda que, negar o pleito é o mesmo que agii de modo contrário ao princípio da etroatividade mais beiligtUl ao cOnli ibuinte 18 2/e s'h niuio, 11 . 11 S'Cr Cvett ti echo da obra de Valdir de Oliveira Rocha (Comentário ao (,:ócligo Tributário Nacional , vol 2, Ed ,Sáraiva, p 56), o qual .se refe; e ao ali 5", .V/,, Con ytituição Federal ("a lei penal não ratroagini, salvo par a bendiciar céu 5, texto da lavra de Celso Ribeiro Ratos, o qual se rclere ao principio c:-.,7). i e s-so no ai 1 2", captn, do C.:ódigo Penal (Ninguém pode ser punido por fato que lei postei ior deixa de considerar ‘.:rime, ees sando em virtude dela a (.'.vecikdo e os effitos penais da sentença condenatória), pi inclino o qual entende que deve ser aplicado por analogia ao caso pic,serue, transcreve outras ementas de julgado.s do 511 1R1.72"R e ainda, yuseitou O parágraJO único do artigo 100 do CM: 19 1.)efende que, na ocasião do pagamento e po.sterioi pcylido cia i estituição, a norma que estava em vigor era a da resposta consulta expedida pela Decisão n' 319 de 29/06/1998, não cabendo a alegação de que a Decisão de n" 00.5, de 05/04/2001 (.sic reti oage seus efeitos, sendo certo que a mesma somente tem validade e eficácia a par tia de sua publicação datada de 19/03/2001, ou seja, a iceoirente, em fiiçe do princípio da temporalidade, se 011COilirar proles/da sob a égide do eleito da consulta fiscal n" 319/98, no período de 18/0671998 a 19/03/2001 20. 1-Thu111:ando sua manifástação de inconformidade, a intcress.ada leque!. restituição de parle do imposto de importação, pot entender que o mesmo foi pago a maior, e a conseqüente, relOrina da decisão, com o reconhecimento do direito de compensação do valor recolhido indevidamente. corrigido monehuiamente FLUXO DO PR.OULSSO 21 Diante da manib. .,.siação incorOninidade aprt'SCidada, após O juntada da doc.)imentação pai tinente, O processo kri encaminhado em 17/03/2004 é DRI/SPO 11/$P, unidade originalmente competente para julgai a lide 22 Por foiça da Portaria SRF a" 956, de 08/04/2005, I) O Cela 12/04/2005, que transfei tu a competência de julgamento, o processo foi encaminhado a esta DR.I/E0Flah'7.a. CONVERS/I( 1)0 ./ULGA MENTO EM DILIGÊNCTI. 23 Submetido ao julgamento desta 2" Turma da DR.1/1 ,-O, taleza, esta decidiu por sua comi veryão em diligência, nos termos da RP,S01,(.1(J0 DRJ/l'OR n°511, de 09/12/2005 (lis 89-(i5) 24 Em atendimento, foram Juntados aos autos os documentos e informações de ¡is 100-113, tendo sido dado ciência é interessada do resultado da diligência, conforme fis I 14-115. culminando com surr manifestação às fls. .117-12 subsidiada yA,.%7" com os documentos- de outorga dos ggnann ios à s fis 124-135 e 137-146 25 Vale destacai-, que a matéria tratada TION plíiCeSSON - (.011filr file abaixo relacionado é idêníiCa, O, C01110 1(11, LOVI1(1511Wili0 à diligência s °licitada, por tuna questão de economia procemtal, urna cópia do processo (70 consulta ME' 10880 014252198-80 foi juntada ao proccs s o MI, 10314 001471/00-56 10.314 001465/00-53 10314.001480/00-47 10314.001468/00-41 10314 001406/00-16 10314 001469/00-12 10314 001462/00-65 1031 . 7 001467/00-89 10314 001470/00-93 103/4.00/46/1/00-91 10314 001459/00-51 10314 00145.3/00-74 10$14 001450/00-62 10314.001472/00-19 10314 001481/00-18 10314 001455100-08' 10314 001471/00-56 10314 001458/00-98 10314 001474/00-44 10314.001463/V0-28 10314 001477/00-32 10314 001457/00-25 10314 001452/00-10 10314.001478/00-03 10314 001476/00-70 10314 001457/00-49 10.314 001479/00-68 10314 001460/00-30 10314 001475/00-15 10314 00144/00-37 26 A re,v.)0ito da nova manif0 gação•• apruma-iluda pela • -• interessada, esta. em .suma, ratificou () têm de ...ta manibCsiação 10.ssaltando, quanto ao 5 1110ti 4-'0 5 que Sn soltai 'aio a anulação da decisão n" .31.9, que o auto de infração já se cnconn uva e.vinno por pagamento /'os-ou que o pagamento obicto do pleito foi comprovado no sistema SINAL, e ao final, s-olicilou a ;c gr:1,1,144l° confim me petição inicial 27 Lia 13/07/2007, o processo reto, 110u a ega unidade julgadora para pros s eguiment o do julgamento." Os membros da 2" l'unna de Julgamento da DR.14(.),I.ZIA.LEZA, por unanimidade de votos, indereriram a solicitação, através do referido .Acóalão, cuja ementa transcrevemos, yet y1SSY.Tr.V .I'0. NOR AIAS DE Al.M.11.Ar.187R4(.1.] O TRIR VIÁRIA Dola do fato gerado; 09/09/1997 AL4NIN:81 AGI() DE I1\"('ONFORA411)4 DE PEDIDO DE RES1ITUIÇÃO COMPENSAG.i O (7.A SSIP1C,4 (IÃO b IS( 'A I. Coa gulado que o produto MYKON ATC P1/1111 'b Manaus - telt atieutiletilenodiamina estabilizado com cai h() Yilrlefil-cVfillOSC sádica) elasstlica-se no código /VGA/ 3824 90 89: KIU(' siiít COrre npOrldUilie illkfiR)là do impo.sto importação Cf igual a do código NC1.1 aplicado no despacho aduaneiro, o que, via de consetitiênçia. o valor recolhido do impo go de importação coincide com o valor deste ti i2uto iii(Terne à da col i ela cta s icação fiscal do bem importado, não há c.» ito ti Unitário a sei re gi nado ot«ornpen sacio il8',V../.N1 1.--)ROC'P.S80 ALMINLSTRA'111/01,1SCS'AL rocesso n" 10314 00 11 30/00-47 S3-C1T2 AuiudRo i 3102-00.592 1-1 197 Data (/0 /10 ,geradot: 09/0 9/199 7 SOI,u0o DE CO NSIII 711.,TERA(40 .DE ENTENDIMENTO /INTERIOR EFEITO,S" ri alteração do entendimento npres.so em ,S'olução de Consulta alcançará apenas os latos geradores que ocori Oram após a sua publk ação OH ¡VOSa cnoia dO consulente, CX:Cei0 50 a nova orientação lhe for mais favorável, caso 001 que esta atingi-ia, também., o período abrangido pela solução anteriormente dada Contudo, se constatado que o fato gerador objeto do pedido de restituição ou (ompcnsação ocor teu antetiormente à Solução dc Coo solta tot nada insub.sislente e superada poi uma nova (11tentação. que, por sua vez, não acarreta etn tratamento mais .favorável, incabível será a aplicação do ptincipio da retroatividade mais benip,na Solicitação Inclefelida" h-resignado, o Contribuinte interpôs roem so voluntário (IN. 160/168), no qual argumenta, em síntese, que no período compreendido entre a Declaração de Importação e a publicação da nova Resolução 1)1ANA/SRRI78 n" 005, cio 29 de .janeiro de 2001, ele estaria. amparado em decisão administrativa que declarava, para todos os efeitos, que a classificação correta do produto era o código ..NCM .2922.3090, sujeita à aliquota do Imposto de Importa.cão de 2% (dois por cento) Aponta como violado o art 106 do N É o r elatório Voto Conselheiro Celso Lopes Pereira Neto, Relator O recurso V011111.tálla é tempestivo: a recorrente" tomou. ciência da decisão hostilizada cm 29/11/2007 (AR de fis. 159v) e apresentou sua peçr recursal em 14/2/2007 (lis 160) Dos tatos Em 09/09/1997, a recorrente registrou a Declaração de Importação n." 97/081.2893 (Os.. 19/21), amparando a importação de 10 toneladas do composto ar gânico de função mista omina e amido tetraacetiletilenodiamina, utilizado na 1-ah' icação de detergente cru pó, nome comercial M.YKON ATC WHITE, classificando-o no código .NCM .3824.90.90 - aliquota do ii - 14%. Em 18/06/1998, o contribuinte formalizou de Processo de Consulta (processo n" 10880.014252/98-80), solucionado em 29/06/1998 - Solução da Consulta - Decisão DIANA/SR.R.E/8"RL n" .319 (fis, 22/26) • em que se concluiu que a mercadoria em questão deveria ser classificada no código NCI1.4 2922..30.90, Em 10/04/2000, foi protocolado o Pedido de Restituicão/Compensação (lis.. 2/3), objeto do presente processo, com fundamento no pagamento a maior do imposto de • \. 7 importação em relação a classilicação fiscal no código NUM 2922.30.90, ao qual se aplicaria, à época da importação, a alíquota de 2%. km 29/01/2001, a Solução de Consulta SRRF/8"RE/D1ANA 005 tornou insubsistente a Decisão 1) 1ANA/S.1..R.F/8"RF n" 319, de 29/06/1998, concluindo que a mercadoria isup(..».tada pela recorrente - preparação constituída por. tetraacetiletilenodiamina (92% em peso) e carboximetileelulose de sódio (7% em peso) destinada à :formulação industrial de detergentes em pó, com a :função de ativar substâncias denominada.s perboratos, responsáveis pelo eleito de branqueamento dos tecidos (remoção de manchas coloridas), uma pleparação da ind(istria química, acondicionado em sacos de 2.5 kg ou em "big bags"de 500 a 750 kg, marca MYKONI WHITE, fabricante Warwick International Limited tem correta classificação fiscal no código NCM :3824 90 89, cuja aliquota do 11 era de 14%, cru 09/09/1997 (data do registro da Mn" 97/0812893). 1)a correta classificação da mercadoria importada Inicialmente, é necessário estabelecer a correta classificação fiscal da mercadoria importada, objeto do piesertte processo. A Decisão Dl ANA/SR.RF/8"kl . u" 00.5, de 29/01/2001, baseada em sólidos Lundamentos, concluiu como aplicável a mercadoria em questão o código NCM 3824,90 89 Adoto tal decisão, a qual passo a transcrever: 1. licr.sa a pi cento wbre a classific.ação fiscal na 'roída Externa Contunz (M), do Met covil do [71 oduto a .svgtrir cafactcrizado pcla intercs.sada .Nome val‘çrar, comercial, científico e técnico. Nome.' contc.Tcial 11/1 ITTL, Alou/c técnico: ativado?' de pet borato 1:4ED, Noa/c' científico lII,N,N,Al-Icitatftetiletilcnodiantina estabilLado com c af box:imetileclulos . e sódica. Marca registrada, Modelo, tipo e fabricante: Alarca i egistrada Mykon, Tipo AR.' Whih'., l'abt learac 11/"ar mijei; Adelnailonal Limite(' Ilolywc11 Plint,shit Cf C1-18 .91.-1T„ United Kin,tdoin rtntção ptineilnd e secundária: 1 ti pa ativador de agente de 1E' a naltea men to/alvelatnento (ativado' de per boi atos) de mai» a 5 Principio e descrição Temi/tida do funcionamento: ocess;o n" 10 001180/00117 S3-C112 Ac,ó1 clào n " 3102-00,592 H 198 1,-ste composto químico N,N,N„N-tetraaeetileti4.'nodiamina utilizado na prodwcio de detergentes, com a função específica de ativador (ativado/ de pC1 borato.$) de agente de branqueamento de matérias teyteis. Obs o princípio de todos os ativadores de per aio baseia-se em uma essão nue lec.fila do amou da pendi axila a compostos contendo Mu ogento (N) ou oxigènio (0) potencialização do alvij amento/branqueamento de matérias tevt.ei s é alcançado através- da reação entre te.troacetiletilenodiamina (TAED) e o perboramo sódico, meação essa que aumento a produção de ovigenio ativo, responsável pelo branqueamento Aplicação, uso ou emprego: Utilizado na indústria química como ativado' de agente de branqueoinemo/alvelamento (advador de pcm borato s) matC'ricis tévteis, mui formulação de defergm enies em imó DiMellSõeS e peso liquido: MYKON /!TC WI-1121 é embalado c comercializado em sacos contendo 25 kg de ',rocha() (pe.so líquido) ou 'big bcws" de 500 1,íg a 750 kg . (peso líquido) Peso molecular, poluo de fusão e densidade (cap. 39): Peso molecular (pi odiai) ativo) 228,2.5 Ponto de fusão (produto (1tivo) 152 "C nensidade aparente (podido ativo) 550 1 $0 kg/m.' Obs.: densidade aparente: aprox. 420 kg/tit' Forma e apresentavio: Numa ,g,rcinulos brancos Apresentação SaCOS contendo 2.5 kg.', de pi oduto (peso líquido) " bi g bags 500 kg a 750 kg (peso líquido) Matéria constitutiva e suas percentagens em peso ou em volume: a) letroacelitefilenodiamina 9.2 ± 2 carboximetileclulose sádica 7 2 % Processo de obtenção: A mercadoria em questão á obtida a partir das seguintes etapas a) primeiramente., há a reação química entre as materias primá, ias: efilenodiamina e o anidrido do ácido acerco, obtendo-se o l'AED (tetraocetiletilenodiamina) em forma cristalina e altamente pura; .$) b) posteriormente, o TAITI) passa em lana unidade de compra-tacão 011(1C é Ustado (adi( forrado) HUM estalahualor/protetor (material inerte cai boximetileehdo se sódica), obtendo-se o produto final na for ama. de ,f;WinifÍOS Y KON kIKI 111'0 Classificação fiscal adohula e pretendida com os correspondentes critérios utilizados: a) a Earpresa cansa/emite pretende adotar a dass.rficação da mercadoria pela posição 2922 da NCM/lEC, por se aviar de "compostos anzinados de fánçoes oxigenadas" Ent: e esses, na ,subposição 2922.30, encontram-se as "aminocetonas" No código ie idiuil NCM/TEC 2922.30.90 es/ão eonwrecadidas as ariano( donas Outr os Aí o Capitulo 29 (PI °duros (.)uiraicos Orgânicos), a Nota 1 dispõe que estão compreendidas no pré Sente ('apindo apenas a) os compostos oreanicos de constituição química definida apir,scntados isoladamente, mesmo contendo impurezas: h) os produtos das alíneas "a", "h". "e", "d" ou "e" acima, adicionados de um estabilizante (incluído um at;ente antiazlomerante) indispensável a sua conservação ou transporte: Por se aviar de um composto orgânico (N,N,N,N- tett aacetiletilenodiamáru) adicionado de um eslahilizante (carboximetilcclulose) indispensável a sua conservação, Cs Se produto MYKOW 41C IMITE, atende perfeitamente as Notas O 1/ do Capitulo 29 h) Mn se tratar, a mercadoria era consulta, de ara COMMAto 01. gái7iC0 dc COilYilitliÇãO quirnica definida (N.N,N,N- teirattectiletilenodiamina) adicionado de HM C,Slabili,T,ante (carbovinictilcelulose sódica), indispensável à conservação da mercadoria s'ob ljOrivilta, cabe aplicar-se I/O caso o diNpOlt0 Nota 1, le0 a, "a" e "f" do Capítulo 29 c) diividas. poderiam surgir que levariam a classificação da mercadoria para o código TECYN-CM 3824 90 89, em boa hora des.(;ariada, uma vez que a mistura das duas matérias consiitidivos atende ao disposto nas letras "a" e "I" do Capítulo 29, daí o acerto da classificação adotada (2922,30,90). UN )71rWEN/OS LEGAIS 2 Consoante as informações prestadas pela Consnlente e documentos aneTados, além dos laudos de análise fOrnecidos pelo Laboratório de Análises da Alfandega do Porto d.e. Santos (LABOR) Ws 57 e 58, fis 60 a 70) em respoyta aos Pedido de L.tarne rt" I 0831/00I/2000/E.A1U-COLUMBIA (tis 56) e seu aditamento WS L9) o produto objeto (10 presente processo trata- de uma preparação constituida dc terraacetiletilenodiamina (92"i) em peso) e carboximetileelulose de sódio (7% em peso) destinada à formulação industrial de deter5.. ,,enics em pó com a 'tinção de ativar substâncias denominada perbor atos, t)'.1 PI °cesso n" 10$14.001480/00-47 S3-C1 :12 Acól dão n 3102-00.592 Ol 199 responsáveis pelo efeito de In anqueamento dos 1.-r....1clos (remoção de manchas coloridas), uma preparação da indústria química $ O pai . ágralit $" do artigo 30 do Decreto 70 235/72 , alterado pelo ai! 67 da lei O 532/97 estabelece Ali r:ficyicia aos laudos e pareceras técnicos- sobre produtos, cvarados em ouiro.s prOcsOS administrativos fiscais e transladados mediante certidão de inteiro teor ou cópia fiel, nos se,..!runtes casos a) quando tratarem de produtos originários do mesmo fabricante, com igual denominação, marca e especificação:" ,S'eguindo e,ssa orientação os- laudos de análise fiu ¡tecidos pelo aboratório d.e Análises da Alfiinclega do Por to de Santo (LABOR) (fls .57 a .58, fis 60 a 70 ), são válidos para a (arriei:cri:ação do produto objeto do presente processo pois relerem-se a produto o; iginário do mesmo fabricante, com igual d:nominação e inarca A Nota 1 do Capítulo 29 estabelece. "1 - Ressalvadas as disposições em contrário, as posições do presente ('apáulo apenas compreendem (1) OS COMpO slo.s orgânica!, da constituição química definida apresentadOS isoladamente, mesmo comendo impurezas, . „ . . I) os produtos das alíneas "a", "h", "c", "d" ou "e" acima, adicionados de um estabilizante (incluído rim antia-:),-lomerantc.) indispensável à sua conservação ou tr calvo' ia; li as IVO ws. Exphcruivas do Sistema Ilarmonhado em suas COnSideíaÇães &CRUS sobre O Capítulo 29 esclarecem. "Os compostos de constituição química definida apresentados isoladamente contendo substâncias que fOrarn acrescentadas deliberadamente durante ou após 0 sua fitbricação (incluída a purificação) estão excluídos do pie sente Capítulo Por conseqüência, um produto constituído, por exemplo, por sacarina misturada com lactose, a fim de que possa ser utilizado como eduleorante, está excluído do presente Capítulo (vai Nota Explicativa da posição 29 .25) . . Os compostos de constituição química definida, apresentados isoladamente, classificados no presente Capítulo, podem eSer110J-Se em solução aquosa. Com as IlleWn(H Serr'as' que as indicadas nas Considerações Gerais do Capítulo 28, o presente Capítulo lambão; compreende as soluções não aquosas e OS compostos, OU 1 espectivas yo7uy5e,s', adicionados de um ostabilizonte (por exemplo, butilea taco! terciário com está ano da - • posição 29 02), Subshincios antipoeiras ou de (-mantes ,rifs disposições iclativas à adição de estabilizaine.s, substancias ntipoeird.s ou de COT 1/710 (onstain das Considerações. Gerai,s lo Capítulo 28, riplicaln-ye. imita tis nuitandis, aos (. (mi/mm.0y q111.1111{0.5 ill(1111d0,5 170 pleNCIlTe ( '01. 1h1110 717550, (705 prOt'.11110`n (ICNT:C CO/7171110 podem, nas mesmas condições e com as mesmas 1eSer40.5 previstas quanto aos corantes, adicionat-se substancias odor//crus (por e-veiriplo, broinomotano da posição 29 03 adicionado de pequena quantidade de cloropi eri na) " (gr 1/ou-se) E as .Notiis .Lxplicativas em suas C'onsideraeões (..;:crai y SObre o Capitulo 28 (.s-clai (vem -Os elementos qinrincos isolados- e os compostos que, consoante as 1- egras precedentes, Ne COnNidercift 00mpo5t05 de constituição quiini(a definida, p0dC171 L'OnTer tur., e,stahilizante, desde (pie esto seja indispensável à sua conservação ou tianspoi te (por- exremplo, O /07 ók-ido hidr-ênio estabilLado cvin ácido bórico inclui-se na posição 28 47, ma y O pciórk-ido tl yódio, associado a catalisadores e destinado a produção do pet-ó yido de huhogenio, exclui-se do Capítulo 28 e classifica-se na posição 3â 24) Tainh',.in considoiam como cstabilibantes as sul..)slancias que se adicionam a doterminados piodulos químicos no intuito de os mantei 110 Sell estado físico inicial, desde (pie Ti quantidade adicionada não ultrapasse a necessária para obtenção do que se preqende e que essa adiçdo não modifique (15 características 110 produto de 10150 nem o tome particularmente, apto para UNOS eNpe .cifico de In ekrênciv à .stia aplicação vot a! Os viadutos do presente Capítulo, de acordo com as dispo y içóes prec-ederucy, podem, 1.201 ex-emplo, apresentai-se adicionados I/O sub,stancias (intiuglomerantes Polo contráilo, excluem-se os produtos O (11,k.'. tenham sido adicionadas substancias hidiófit ,gas, (lado que essa adição modifica as características . do produto inicial " Ou- se) O pioduto sol) análise, lilY1Y.(.1N 11/1-1111;, é constituído por teu oacetiletilenodiamina O earhaviinetileelulosc (10 sódio O destina .se à formulação industrial de detorgentes em pó !WS quars cyei cor á O fitiição de atiiJador de porborato O pei borato de sódio é a y ubstiincia presente nos detergemeN cm rusponsávtd pela degradação de manchas c;oloti(las, requerendo p(ff 11117T0 (11k11' IC771peratIlTaN 0/1/1/71 1017g0 período de contato A presença de MIM subskincia C07110 Tdr(17.1CeidelitC710A1111111(1 pONs. ibitila que o branqueamento possa ser realizado em temperou!' as mais haixds O composto tettaacetdetilenodiamina rea,ge com agonies ovidarnes sob condições alcalinas, presentes- • nas formulações de detergente em pó, noces y itando, por tanto, da (idição ear bovinzetiloclulose do sódio, na &NU 111110 c:amaria de protoção, paia in-ipedit que ;caju promatwamenie, do modo que Somente' quando om 5iI iitifizaç ao (10111éSITCU, 170 MOMC171.0 (li• mistura do detergenlo em pó COM 71 água, possa reagir COTO o perboiato do sódio desencadeando as te(Nijeti responsáveis /001O bianqueamento dos tecidos Assim, o ( - 0777p0 q0 carboxiinetileclulosc de sódio não Ne if ata de uni indispensável 6 consé.'r vação ou transpoi te do ()cesso n 10 14 0011S0/00-47 S3-C I t2 A coolão n 3101-00.592 E1 200 componente ativo tc.ira0,::eilIctilenodiamina, ou; um COMpOliCide neces r.í.f-io em 'Unção da utilização a que se destina o pioduto sob análise, não atendendo, portanto, o disposto na Nota 71(10 C:avindo 20 AS Notas Explicativas dos Capítulos 29 e 28 cm S /WS CoilVideL'ay'lCS GC-fr aiS e ela; coem que os CS/a biliz,(Iniel que São adiCIOIladOS a &lel MilladOS pf0d1LIO.S químicos nã.o podem tot ná-los partícula; mente apto para usos específicos de eferêneli.) à sim apãeação geral .4 pl. CS r:14:0 carboximenleehdo Se sódio ¡e-vestindo o tetraacetilenterunliamina de sódio IOrila 0510 L001/)0 SIO adCqUad0 pata Ser CITIpl . CgadO COMO aliVadOr dc NI"t10I(110.S. /àr;uiaçJe de deter'i,?,entes em pó, tornando-o pai ticularmente apto pata um LIS() e rik: Ífieo dc piefeiência à .sua aplicação geral, pois perTIIIIV que se Maillenha o CM preSeily1 agentes oxidantes em meio alcalino, presentes nos detinentes em pó, até o 7110MCMO da utilização destes ultimas 5. O composto ictraacetilenteriodiamina se apI escutado isoladamente classif. ica-se no código 2922 30 90, mas o produto em questão, ./141/KON Alr," WHITE, sendo uma preparação coo/ira/da de tetraaeoliletilenodiamina (02% em. peso) e carbox:iinetileehdose de sódio (7% em peso), não se cio ou!; compreendido entre aqueles que se classificam no Capítulo 29 por não se trata) de um composto otgánir...o de constituição química de/inicia apresentado isoladamente, no.s lermos da Nota Ia do £1?) ido Capítula não podendo o composto carbovimetilcelulose de sódio ser considerado um esrabilizante indispensável à sua conservação e transporte, nos tenvos Nota 11 do Capítulo 29. 6 Assim, o produto .5 •0b análise, illYKON .41C WHITE, constituindo-se em uma preparação de tetraacetiletilcoodiamina (92% em peso) e earboximetilcelulose de sódio (7% em peso), uma preparação da indúsu ia química não compreendida em posição e SpedliCa do SiSiCTIla Harmonizado, inclui-se enu e aquelas que se classifica:In na posição .3824 No âmbito dessa posição encontra-se compreendida na mbposição 382 . 1 90, na falui de .subposição específica Tratando-se de IlMa (.1(Jo base de compaslos geinico.s classifica-se no código .3824 90 89 7. Portanto, o podido deve sei classificado, com base nas RGIs 1 "e 6 " (textos da posição 3824 e dasubposição $824 90). c/c RGC-1, iodas da 1.LC, do Ifercosul, com os' esclarecimentos das Notas Explicativos do S'isteina Harmonizado (Decreto o' 435/92 alterado pela 11V SRF o 123/98, 005/99, 054/99 e 059/00), no código 382-1 90 89 da mesma 1E(.," (Decreto ri" 2.276/97) C ON (.!SÁ 'O 8 Com base no expo 510, proponho que se infirme à cot/suicide para adotar, paia o produto sob exame, o código 3824 90 89 da Tarifa Comum (TEC), do Alcreosul, aprovada pelo Decreto n" 2 $76, de 12/11/97 (1)0 U de 13/11/97) - Retificação (D O U de 12/12/97) -(gt tias originais) 3 Vale ressaltar que a recorrente não discorda da classificação fiscal constante da Solução de Consulta anteriormente descrita, apenas alegando que, à época do pedido de restituição, estava em vigor outra solução de consulta que adotava classificação diversa. Portanto, a mercadoria importada pela recorrente, cujo nome comercial é MYKON ATC .Wí .[.F1..Ii, tern correta classificação fiscal no código NCM 3824.90 89, cuja aliquota do 11 era de 14%, em 09/09/1997 (data do registro da DI n" 97/0812893-7). Dos eleitos das soluções de consulta sobre classificação de mercadorias e do direito à restituição O processo de consulta é regido pelos ruts. 48 a 50 da Lei IV 9.430/96 e, no caso de pi ocessos de consulta relativos à classificação de mercadorias, aplicam.-se, também, as disposições dos arts. 46 a 53 do Deca eto n" 70,235, de 6 de março de 1972 (PAU. O caput do int 46 do Decreto n" 70.235/72 dispõe que o sujeito passivo poderã formular consulta sobre dispositivos da legislação tributária aplicáveis a. fato determinado. O objetivo do processo de consulta é justamente este: que a Administração declare o seu entendimento sobre o alcance, conteúdo, objeto, ou seja, interpretação de dispositivos da legislação tributária. Não tem a solução de consulta efeito constitutivo mas apenas declaratótio, interpretativo Como leciona Leandro Paulsen: "a considta tem a finalidade (10 obter, (10 parte da Antal idade 'Lr eNclarecimento ( .)1.)i e O seu (:'ntendimenio relativamente à aplicação de norma tribidát ia cvislenle" (Leandro Paulsen, [Mello Pi-o(xssval l'ributário, Livraria do Advogado, d" ed., 2007, 020) A solução de consulta tem o caráter de norma complementar, nos termos do art. 100 da I:ei 5.172/1966 - CTN, mas não revoga nem modifica a legislação interpretada de tal turma que, se unia determinada mercadoria, pela aplicação da lei e decretos pertinentes, tem urna correta classificação fiscal, tal classificação não poderá ser alterada por uma decisão uni sede de processo de consulta.. Portanto, a Solução de Consulta DIANA/S1t1Z.F/8"RF n" 319, de 29/06/1998 era uma norma complementar ilegal, pois incompatível com a legislação que regia a determinação da classificação fiscal das mercadorias, razão pela qual Foi tornada insubsistente pela Solução d.e Consulta SR -Rf/8"RF/DIANA 11 1 ) 005, de 29/01/2001 Ou seja, em nenhum momento a classificação correta das mercadorias importadas pela recorrente foi a do código N(..W1 2922 30,90, e sim a do código 3824 9089, qual era aplicável a aliquota do Imposto de Importação - 11 de 14% (e não de 2%), por ocasião da importação l'eáliZilda, MeSlItla aliquota aplicável (14%) às mercadorias da NCM 3824 90,90, classificação utilizada pela recorrente eia sua declaração de im.portação. A aliquota de 14% seria, inclusive, a correta pata as mercadorias importadas no .período entre as duas soluções de consulta. No entanto, a recorrente, amparada pela Solução de Consulta 1)1ANA/SI:R1/8"Rf n" 319, de 29/06/1998, pagou apenas o imposto à allquota de 2%, neste período entre consultas O art. 100, pará grafo único do CT.N estabelece que a observância das normas complementares exclui a imposição de penalidades, a cobrança de juros de mora e a atualização do valor monetário da base de cálculo do tributo. Mas não proíbe a cobrança de eventuais tributos pagos a menor, por ter o sujeito passivo agido de acordo coro aquelas normas \\I" ['recesso n" 103 11 1)0 1 4MI/00-17 S3-C1 T2 Acoudão n 3102-00,592 ri 2.01 No entanto, o art. 50 do Decreto 70.235/72, dispondo de maneira mais favorável ao contribuinte que o CTN, estabelece que "a decisão de segunda instancia não obriga ao recolhimento de tributo que deixou de ser retido ou autolançado após a decisão 1-dói-moda e de acordo com a orientação desta, no período compreendido entre as datas de Ch. 71(.1-a das duas decise5es.", de tal forma que, para as importações realizadas entre as duas Soluções de Consulta, entendo que não se poderia cobrar a diferença do imposto Mas a importação em tela (1)1 n" 97/0812893-7 de 09/09/1997) não se refere a despacho realizado durante a vigência da Solução de Consulta DIANA/SRRf n" 3 19, de 29/06/1998.. Outro ponto a considerar, é que mio estamos tratando de exigência de di ferença de tributo que teria sido pago a menor e sim de restituição de tributo que teria sido pago a maior. O ad. 165, do CIN estabelece os casos em que o sujeito passivo tem direito à restituição total ou parcial do tributo, cujo pagamento era indevido Ou maior que o devido. Vejamos: "Ari 165. O sujeito passivo tem direito, independentemente de prévio pi . oteto, à e_ditak.'à O total Ou parcial do tributo, reja qual for a modalidadç' do .seu paf,ramento, F(....N-satvado O di.sposto no -1" do artigo 162, nos se,guintes casos: - Cobrança 00 pagamento espontâneo de tributo indevido ou maior que o devido em face da le,.gslac 'do tributária aplicável, ou da natureza ou circunstâncias imiterjais do fato gerador efilivamente ocorrido, II - erro na edificação do sujeito passivo, na determinação da a//quota aplicável, no cálculo do montante do débito ou na elaboração ou conferência de qualquer documento relativo ao pa,lfflmento,- 111 - re fin iiw, anulação, revogação ou rescisão de decisão • condenatória."(gr dei) O caso presente não se enquadra em nenhuma das hipóteses do art.. 165 do CIN. O imposto de importação pago pela importação, em 09/09/1997, da mercadoria MYKON - ATC WIIITE, à aliquota de 14%, era ex.atamente o imposto devido em face da legislação li ibittária. aplicável à época do fato gerador. Não há que se talar, portanto, em pagamento de tributo indevido ou maior que o devido, não havendo direito à restituição e, conseqüentemente, à compensação pretendida, por inexistência de crédito. 'I'mbém não há que se falar em aplicação da retroatividade benigna prevista no artigo 106 do CTN, uma vez que as disposições deste artigo referem-se à aplicação de penalidades menos gravosas a infrações cometidas "No presente processo, não tratamos de infrações nem de penalidades aplicadas, nem sequer de exigência de qualquer crédito tributário Por trhirno, cabe discorrer sobre as Instruções Normativos SR1' ri u 02/97 e n" 230/2002 que, no entendei de alguns, respaldariam o presente pedido de restituição tanto a Instrução Normativa SRE n" 2, de 09 de janeiro de 1997, que dispunha sobre os processos de consultas relativos aos tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federai à época da con.sulto relacionada ao presente processo, quanto a Instrução Noi Inativa SRU n" 230, de 25 de outubro de 21102, que revogou a IN SRF n" 2/97 e passou a dispor sobre a consulta acerca da interpretação da legislação tributária e da classificação de mercadorias, no âmbito da Secretaria da Receita. Federal, trazem dispositivos que lidam da não retroatividade das consultas sobre classificação de mercadorias que alteraram ou reto miaram decisão anterior, Vejamos: "[N SR» n'' 2/97 Ari /O ) n, 6" Na hipótese de alteração ou rclirrina, de oficio, de decisão pry,kt ida em processo de consulta Obre classificação de mercadorias, apItufill-e a (::01 . ictirs6e.s da decisão alterada ou afim nutria C177 Claçíi0 aiO.N p7alicadOS até a data (W.I. que TOf dadit (á..;11('ia ao consulente da nova orientação SRE 11' ) 230/2002 /1'1' 14 ss 7' Na hibólese de alteração ou rd' Orfila, de oficio, de Solução de C'unsulla sobre elas.sificação de mercadorias, aplicam-se as cmcimões da solução alteiada ou reformada em relação aos atos praticados até a data em que fin. da.da 00 COnSHICIlte da nova orientação ) " Ou seja, estes dispositivos falam de irretroatividade e não de retroatividade benigna das consultas Só pata argumentar, analisemos os dispositivos destas mesmas Instruções Normarivas que versam sobre outros processos de consultas, que não aqueles sobre classificação de mercadorias Tratam-se dos arts 10, §5" e 14, §6" das INis n" 02/97 e n" 230/2002, respectivamente: '././V SM 11 ' 02/97 .41-1, 10 1 " Na hipótese de alteração de entendimento expresso em decisão pote,. eia em processo de consulta j 1/1 solucionado, a nova orientação atingirá apenas os fatos eiadoies que ocor /)/ '/0 após a sua publicação na imprensa oficia/ ou após a eiJncia do consulente, exceto se a 1101"a orientação lhe lor mais. \-f/ Prowsso 10311 00 I 480/00-17 53-C11.2 /1c:4-Rb) n . ° 31 02-00 592 H 202 favoiavel, i.:aso em que esta atingirá, também, o pai iodo abrangido pela solução ainei iormente dada "lN SR1-7 n" 230/2002 411. 14 6" Na hipótese de alteração de erffiamilmento expresv) em Solnção de Consulta, a nova orientação alcança apenas os fiuos ei adoras que ocou eram após a sua publicação na impiensa oficial Ou após- O cUincia do con.suleine, exceto se a nova of ientação lhe for mais favorável, caso em que esta atingi' á, taitibein, o período almanOdo pela s'olução (laica lorm, :wle dada ra 'Vais dispositivos, que não se referem a consultas sobre classificação de mei cadorias, que têm dispositivo especifico anteriormente transcrito, filiam sobre a retroatividade da solução mais favorável, ao período abrangido pela consulta anter ior. Mesmo que estes dispositivos pudessem ser aplicados a soluções sobre classificação de mercadorias, o que entendo não ser possível, não seria aplicável ao presente caso pois a nova solução de consulta não foi mais favorável que aquela reformada e também a importação realizada não ocorreu no período de vigência da consulta anter ior Frui resumo, urna vez que o imposto de importação pago, poi ocasião da importação realizada, considerou a aplicação de alíquota de 1 4%, exatamente aquela devida em face da legislação tributária aplicável, não há que se falar em n pagamento de tributo indevido ou maior que o devido, não havendo direno à restituição e, conseqüentemeate, à compensação pretendida, por inexistência de crédito Ante todo o exposto, voto por negar provimento ao recurso voluntário Celso 1 ,opes Pereira Neto Declaração de Voto Conselben a Beatriz Veríssimo de Sena Peço licença para, respeitosamente, abrir divergência, I 7 Conrorme já relatado, O Imposto de importação sobre o qual a Requerente requer a devolução refere-se à Declaração de Importação anterior ao correspondente Processo de Consulta, protocolado cora a 1:inarlidade de esclarecer a classificação do produto importado. Antes de obter a solução de consulta, o Contribuinte passou a recolheu o Imposto de importação em aliquota maior, conforme classificação feita pela Autoridade 1.iscal em autuação .Posteriormente, foi expedida decisão DIANA/SR.RIF na qual o órgão administrativo competente declarou que a classificação correta era aquela inicialmente adotada Pelo contribuinte, sujeita a aliquota de II. MC.0.0.1:, seria a correta. O presente pedido de restituição/com pensa çao, ampara-se nessa (teci são NA A Autoridade Fiscal, no entanto, entende ser indevida a restituição porque, posteriormente, im expedida nova decisão pela DIANA/SRRP sobre o mesmo produto, reformando o entendimento relativo a classificação. De acordo com essa nova decisão, a classificação correta seria aquela da primeira autuaçã.o, anterior ao início do processo de consulta Contudo, entendo que reside razão ao Contribuinte„ No período anterior à nova revisão do entendimento sobre a classificação do produto a Requerente encontrava-se amparada por decisão administrativa da DIANA, cabendo-lh.e recolher o imposto de importação tal como determinado por aquela solução de consulta.. 'rem, portanto, direito à restituição ou compensação Ocorre que, ao expor entendimento mais favorável ao contribuinte-, •a••pr ,imeira • • Decisão DIANA/SRR} analisou não apenas a classificação fiscal a ser utilizada no Futuro, mas dispôs, também, sobre a classifica.cão correta nas operações comerciais até então já. realizadas Fm outras palavras, naquele momento, a DIANA passou a dispor sobre a questão, vinculando o contribuinte e a fiscalização, no sentido de determinai: . o recolhimento do Imposto de Importacã.o a atiquota de menor.. Em face da primeira Decisão DIANA/SRRF, não poderia. o Contribuinte, nem a fiscalização, deixar de obedecer a classificação fiscal apontada pelo resultado apulado no primeiro processo de consulta fiscal. Ademais, depreende-se do art. 50, inciso IV, do Decreto 70.235/1972 (Processo Administrativo Fiscal), que a nova consulta formulada não se aplica a -fato pretérito quando esse fato já tiver sido objeto de decisão anterior, proferida cm consulta. Trata-se, exatamente, do caso em. tela.. Transcreve-se o art. 52 do Decreto 70.235/1972 para melhor ilustrar a questão: /1[".. 52 Ni.70 produzirá efeito O coirsulta I - em desacordo com ON-ai til as 46 e 47, - por quem tiver sido intimado a euniptir obt-iga<ito relativa ao falo olyeto da consulta.; por quem estirei sob procedimento fiscal iniciado pata Opill'Or ,41101 (pW .5C rehiCIOTICM COM LI 171.01M COnSifliO(.41, IV - quando o lato tá houver solo ()Neto de decisão anterior, ainda Mio modificada, prgterida em con.sulta ou litígio CM que P011101 ido parte o considente; V - quando o faio e.stiver disciplinado em ato nofinativo, publicado antes de sua apresentação, ;:3 ii'10314 001480/0-47 S3-C11-2 A c(it Xio ri 3102-00.592 UI 203 - quando o faio estiver chlinido ou declarado em di.sposr<ito literal de lei, VII - quando o fato for dOnido como cHiar ou contravenção penal, - quando não descrevo , completa Ou exatamente, a hipótese a que se relet i, ou não COnliVer os . elementos neCC saio à 5 LU/ o/tição salvo se a inexatidão ou onirssão for escusável., a ciitério da autoridade jul,<,:yidora (destaque atual) A modi fi cação posterior do entendimento da DIANA não alcançou as operações de GOIllét cio exter ior já perfeitas e acabadas, definidas a luz da resolução anterior, Por um Pado, não poderia o Contribuinte ser surpreendido pela modificação unilateral e em seu prejuízo — do entendimento fiscal, com efeitos retroativos., Por outro lado, antes dessa nova 1 esolução, encontrava-se o contribuinte segui rido de boa-fé as orientações expedidas pela própria DIANA, não podendo ser por isso penalizado. Isto posto, dou provimento ao recurso voluntário. - eatriz Veríssimo de Sena 19
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Numero do processo: 10814.009539/2005-26
Turma: 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 3ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Thu May 05 00:00:00 UTC 2011
Ementa: IMPOSTO SOBRE A IMPORTAÇÃO - II
Data do fato gerador: 03/09/2003
Ementa:
PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. RECONHECIMENTO DO DIREITO À ISENÇÃO. ÔNUS DA PROVA.
A isenção não concedida em caráter geral é efetivada, caso a caso, por despacho da autoridade administrativa, mediante requerimento do interessado, no qual comprove o preenchimento das condições e dos requisitos definidos em lei para a concessão do favor.
Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 3102-001.005
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por voto de qualidade, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. Vencidos os Conselheiros Álvaro Arthur Lopes de Almeida Filho, Wilson Sampaio Sahade Filho e Nanci Gama, que davam provimento.
Nome do relator: Ricardo Paulo Rosa
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Matéria Retificação de DI Recorrente SIEMENS VDO AUTOMOTIVE LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A IMPORTAÇÃO II Data do fato gerador: 03/09/2003 Ementa: PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. RECONHECIMENTO DO DIREITO À ISENÇÃO. ÔNUS DA PROVA. A isenção não concedida em caráter geral é efetivada, caso a caso, por despacho da autoridade administrativa, mediante requerimento do interessado, no qual comprove o preenchimento das condições e dos requisitos definidos em lei para a concessão do favor. Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por voto de qualidade, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. Vencidos os Conselheiros Álvaro Arthur Lopes de Almeida Filho, Wilson Sampaio Sahade Filho e Nanci Gama, que davam provimento. Luis Marcelo Guerra de Castro Presidente. Ricardo Paulo Rosa Relator. EDITADO EM: 07/05/2011 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Luis Marcelo Guerra de Castro, Ricardo Paulo Rosa, Álvaro Arthur Lopes de Almeida Filho, Paulo Sérgio Celani, Wilson Sampaio Sahade Filho e Nanci Gama. Fl. 169DF CARF MF Emitido em 10/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 07/05/2011 por RICARDO PAULO ROSA Assinado digitalmente em 08/06/2011 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, 07/05/2011 por RICARDO PAULO ROSA 2 Relatório Por bem descrever os fatos, adoto o relatório que embasou a decisão de primeira instância, que passo a transcrever. Trata o presente processo de pedido de restituição de Imposto de Importação alegadamente recolhido a maior, pago através de débito automático em conta corrente bancária na data do registro da DI n° 03/07501676, em 03/09/2003 (fls. 6/9), no valor de R$ 214,62 (duzentos e quatorze reais e sessenta e dois centavos). Seguese um breve histórico dos fatos, conforme documentos nos autos. Alega o interessado ter direito ao benefício fiscal concedido pelo art. 50 das Medidas Provisórias n's. 193924 (de 06/01/00), 206837 (de 27/12/00) e 206838 (de 25/01/01), convertidas em Lei n° 10.182, de 12 de fevereiro de 2001. Tal beneficio consiste na redução de 40 % (quarenta por cento) do imposto de importação, para empresas devidamente habilitadas quanto ao mesmo no Sistema Integrado de Comércio Exterior SISCOMEX, referindose especificamente à importação de partes, peças, componentes, conjuntos e subconjuntos, acabados e semiacabados, e pneumáticos, destinadas aos processos produtivos das empresas e dos fabricantes de produtos relacionados no art. 5º, § 1º I a X (veículos leves: automóveis e comerciais leves, ônibus, caminhões, etc). Tendo em vista que, em nome do mesmo interessado, na mesma Unidade da RFB e tratando de assunto idêntico (mas para Declarações de Importação diferentes) há diversos processos em tramitação, inicialmente todos foram apensados ao de n° 10814006.463/200587. Posteriormente constatouse que parte dos processos apensados ao de n° 10814006.463/200587 apresentam registro no Programa PerdComp, de Declaração de Compensação, e outros não (tratam apenas de restituição, como é o caso do presente PAF) , o que exige rito processual diferente. Optouse pela separação do presente processo, o qual foi desapensado do PAF 10814006.463/200587 (fls. 45), para nele discutirse apenas a viabilidade de reconhecimento do direito creditório pleiteado (e não a compensação, a qual não foi objeto de Declaração respectiva). Voltemos à síntese dos fatos: PEDIDO DE RETIFICAÇÃO DE DI – INDEFERIMENTO Em 03/09/2003 o interessado submeteu a despacho aduaneiro mercadorias beneficiárias da mencionada redução, pela Declaração de Importação n° 03/07501676, tendo deixado de pleitear o benefício em questão, e recolhido integralmente o Imposto de Importação. Em 22/11/2005, por requerimento de fls. 1/2, pleiteou a restituição do valor que entende recolhido a maior, no total de R$ 214,62 (duzentos e quatorze reais e sessenta e dois centavos), pelo Pedido de Restituição de fls. 1/2 e Pedido de Cancelamento de Declaração de Importação e Reconhecimento de Direito Creditório de fls. 3/4. Anexou às fls. 25 documento comprobatório fornecido pelo DECEX, segundo o qual a empresa está habilitada a fruir o benefício da Lei 10.182/2001 desde 18/01/2000. O processo tramitou pela Inspetoria da Receita Federal em São Paulo — (IRF SP), para revisão aduaneira e eventual retificação de Declaração de Importação. Fl. 170DF CARF MF Emitido em 10/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 07/05/2011 por RICARDO PAULO ROSA Assinado digitalmente em 08/06/2011 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, 07/05/2011 por RICARDO PAULO ROSA Processo nº 10814.009539/200526 Acórdão n.º 310201.005 S3‐C1T2 Fl. 2 3 Dentro do procedimento de análise da retificação prevista no art. 45 da In n° 680/2006, o contribuinte em tela foi intimado a apresentar as certidões negativas de débito (CND, FGTS e Dívida Ativa da União) abrangendo as datas de registro da DI. Em atendimento ao termo em questão o contribuinte apresentou tempestivamente resposta onde se manifestou pelo não cabimento da exigência de certidões negativas no caso em tela e também que caberia à administração verificar internamente se a empresa estaria ou não em regularidade com os tributos administrados pela União. Tendo em vista o previsto no artigo 120 do Regulamento Aduaneiro vigente à época dos fatos, aprovado pelo Decreto n° 4.543/2002, combinado com o artigo 60 da Lei 9.069, de 29/06/1995, entendeu a autoridade aduaneira que, da combinação dos dois dispositivo legais, fica caracterizado que a exigência de prova de quitação se renova a cada despacho objeto de redução pretendida e que a comprovação em questão deve ser feita pelo contribuinte, não se aplicando aqui o disposto no art. 37, da Lei 9.784/99. Em decorrência do exposto, foi indeferido o pedido de retificação da Declaração de Importação (fls. 48). Em 15/05/2008 foi proferido despacho indeferindo a retificação da Declaração de Importação (v. fls. 48). PEDIDO DE RECONSIDERAÇÃO DE DESPACHO DENEGATÓRIO DA RETIFICAÇÃO DE DI INDEFERIMENTO Ciente da decisão denegatória de seu pleito (retificação da DI), o interessado apresentou seu pedido de reconsideração de despacho. Apresentou, tempestivamente, seu pedido de reconsiderado de despacho para ser encaminhada ao Sr. InspetorChefe, nos termos do § 4º art; n° 45 da IN/SRF 680/2006. Em seu pedido de reconsideração o impetrante manteve posição pelo não cabimento da exigência de certidão negativa no caso em tela. 01 Argumentou que a Lei in° 10.182 não exige a apresentação de CND para fruição da redução do imposto, porém a Notícia Siscomex n° 21, de 23/07/2001 não deixa qualquer dúvida quanto a aplicabilidade do disposto no art. 60 da Lei n° 9.069, de 29/06/1995, para as retificações constantes no processo em tela. 02 Reapresentou jurisprudência das 1ª e 2ª Turmas do STJ, que , conforme já mencionado, não valem para o caso em tela, por tratarem de benefícios referentes a mercadorias beneficiadas por drawback, beneficio este de caráter objetivo, e não à redução ora discutida, que é um benefício condicional do tipo objetivosubjetivo ou misto (vinculado à qualidade do importador e à destinação do bem). Diante do exposto, e levandose em conta o previsto no artigo 120 do Regulamento Aduaneiro vigente à época dos fatos, aprovado pelo Decreto n° 4.543/2002, combinado com o artigo 60 da Lei 9.069, de 29/06/1995, foi mantido o indeferimento do pleito O despacho denegatório do pleito encontrase às fls. 49/50 — Despacho Decisório IRF/SPO n° 034/2009, de 18 de fevereiro de 2009. PEDIDO DE RECONHECIMENTO DE DIREITO CREDITÓRIO — INDEFERIMENTO Fl. 171DF CARF MF Emitido em 10/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 07/05/2011 por RICARDO PAULO ROSA Assinado digitalmente em 08/06/2011 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, 07/05/2011 por RICARDO PAULO ROSA 4 Tendo o interessado tomado ciência do despacho decisório que manteve o indeferimento, e esgotado administrativamente o pedido de retificação, os autos foram enviados para a ALF/Aeroporto Internacional em São Paulo — Guarulhos SP, para prosseguimento, nos termos do artigo 58 da IN/RFB 900/2008, ou seja, apreciação relativo ao reconhecimento ou não do direito creditório e a restituição de crédito relativo ao tributo administrado pela RFB, (no caso em estudo, o imposto de importação). Com base na mesma argumentação que servira de base ao indeferimento de seu pedido de retificação de DI ( posteriormente objeto de pedido de reconsideração), e levando em conta o referido indeferimento, que implicou em não ficar caracterizado terem os recolhimentos sido feitos a maior que o devido, foi indeferido também o pedido de reconhecimento de direito creditório. (fls. 51/54). Inconformado com o indeferimento de seu pleito, o interessado apresentou sua Manifestação de Inconformidade, tempestivamente. MANIFESTAÇÃO DE INCONFORMIDADE Analisandose a Manifestação de Inconformidade de fls. 58/72, constatase que são os seguintes os principais argumentos do recorrente: 01 — A Lei 10.182/01, que instituiu o benefício da redução de 40% do II na importação de determinados produtos , para empresas montadoras e dos fabricantes do setor automotivo não exige a apresentação de CND para a fruição da redução do imposto (comprovação já feita quando de sua habilitação ao regime , feita junto ao SECEX). 02 — Entende que não se aplica ao caso o art. 60 da Lei 9.069/95, que condiciona à apresentação de CND apenas a concessão ou reconhecimento de beneficio fiscal. Entende que o dispositivo legal prevê a apresentação em somente uma das ocasiões, e ele já apresentara as CND's quando da habilitação do beneficio. 03 — Alega que, pela doutrina, lei posterior derroga lei anterior e lei especial derroga lei geral. Portanto, a Lei 10.182/2001 teria prelavência sobre a Lei 9.069/1995, já que lei posterior derroga a anterior. Também a derrogaria por ser a Lei 9.069/1995 geral, e a lei 10.182/2001 especial. 04 — Considera que caberia à Receita Federal aferir a regularidade fiscal do interessado, pela simples verificação de seus sistemas informatizados, conforme art. 37 da Lei n° 9.784/99; 05 — Reapresenta jurisprudência administrativa e judicial, que entende reforçar seu ponto de vista. Resumindose os fatos, o indeferimento do pleito quanto à retificação da DI e do reconhecimento do direito creditório prendeuse basicamente à não apresentação das CNDs (Certidões Negativas de Débito) à época do fato gerador, e a Manifestação de Inconformidade de fls. 58/72 também foca o mesmo assunto, ou seja, a pretendida inadmissibilidade de exigência de CNDs (Certidões Negativas de Débito) a cada despacho aduaneiro de importação onde seja pleiteado beneficio de redução ou isenção de tributo. Assim a Delegacia da Receita Federal de Julgamento sintetizou, na ementa correspondente, a decisão proferida. Fl. 172DF CARF MF Emitido em 10/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 07/05/2011 por RICARDO PAULO ROSA Assinado digitalmente em 08/06/2011 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, 07/05/2011 por RICARDO PAULO ROSA Processo nº 10814.009539/200526 Acórdão n.º 310201.005 S3‐C1T2 Fl. 3 5 Insatisfeita com a decisão de primeira instância, a recorrente apresenta recurso voluntário a este Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, por meio do qual repisa argumentos contidos na impugnação ao lançamento. ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Data do fato gerador: 03/09/2003 PEDIDO DE RESTITUIÇÃO DE IMPOSTO DE IMPORTAÇÃO. ALEGAÇÃO DE RECOLHIMENTO A MAIOR POR NÃO UTILIZAÇÃO DA REDUÇÃO PREVISTA NA LEI 10.182/2001 (REGIME AUTOMOTIVO). NÃO RECONHECIDO O DIREITO CREDITÓRIO TENDO EM VISTA A NÃO COMPROVAÇÃO DE REGULARIDADE QUANDO AOS TRIBUTOS E CONTRIBUIÇÕES FEDERAIS À ÉPOCA DO FATO GERADOR. Conforme art. 165 da Lei n° 5..172, de 25 de outubro de 1966 (Código Tributário Nacional), cabe restituição de tributos recolhidos indevidamente ou a maior que o devido. Não caracterizado o recolhimento como indevido ou a maior que o devido, não cabe a restituição do mesmo ao sujeito passivo. APRESENTAÇÃO DE CNDs POR OCASIÃO DO DESPACHO ADUANEIRO DE MERCADORIA BENEFICIADA POR ISENÇÃO REDUÇÃO DE CARÁTER SUBJETIVO OU MISTO. A concessão ou reconhecimento de qualquer incentivo ou benefício fiscal de caráter subjetivo (vinculado à qualidade do importador) ou misto (vinculado tanto à qualidade e destinação da mercadoria quanto à qualidade do importador), relativos a tributos e contribuições administrados pela Receita Federal fica condicionada à comprovação pelo contribuinte, pessoa física ou jurídica, da quitação de tributos e contribuições federais, sendo cabível o disposto no artigo 60 da Lei n° 9.069, de 29 de junho de 1995. É o relatório. Voto Conselheiro Ricardo Paulo Rosa. Preenchidos os requisitos de admissibilidade, tomo conhecimento do recurso voluntário. A lide cingese à possibilidade de que o contribuinte usufrua da redução do imposto de importação própria do Regime Automotivo, independentemente da apresentação da Certidão Negativa de Débitos CND por ocasião do registro das importações correspondentes. Todas as demais questões estão pacificadas. Essa exigência está expressa no artigo 60 da Lei 9.069/95. Art. 60. A concessão ou reconhecimento de qualquer incentivo ou benefício fiscal, relativos a tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Fl. 173DF CARF MF Emitido em 10/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 07/05/2011 por RICARDO PAULO ROSA Assinado digitalmente em 08/06/2011 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, 07/05/2011 por RICARDO PAULO ROSA 6 Federal fica condicionada à comprovação pelo contribuinte, pessoa física ou jurídica, da quitação de tributos e contribuições federais. Segundo entende a recorrente, a administração não pode fazer uma exigência não especificada na legislação própria do Regime, que determinava a apresentação da CND apenas no momento da habilitação da empresa no Siscomex. Uma vez habilitada, estaria apta à fruição do benefício, para o que não é exigida a apresentação da CND, sendo esta vinculada à concessão do mesmo, que, tudo segundo entende, ocorreu quando de sua habilitação no Siscomex. Por outro lado, sustenta que a lei mais específica, no caso a Lei 10.182/01, deve prevalecer ante uma Lei mais genérica, a 9.069/95. Não assiste razão à recorrente. Além de tudo o que até aqui já foi dito, cabe acrescentar o disposto no Código Tributário Nacional a respeito do processo de concessão de benefício fiscal. Art. 179. A isenção, quando não concedida em caráter geral, é efetivada, em cada caso, por despacho da autoridade administrativa, em requerimento com o qual o interessado faça prova do preenchimento das condições e do cumprimento dos requisitos previstos em lei ou contrato para concessão. (grifos meus) § 1º Tratandose de tributo lançado por período certo de tempo, o despacho referido neste artigo será renovado antes da expiração de cada período, cessando automaticamente os seus efeitos a partir do primeiro dia do período para o qual o interessado deixar de promover a continuidade do reconhecimento da isenção. § 2º O despacho referido neste artigo não gera direito adquirido, aplicandose, quando cabível, o disposto no artigo 155. Depreendese do texto que (i) a isenção é efetivada por despacho da autoridade administrativa, em cada caso, e não, como advoga a recorrente, por meio da habilitação ao Regime e (ii) que cabe ao interessado fazer prova do preenchimento das condições e do cumprimento dos requisitos previstos em lei ou contrato para concessão da isenção. Uma das condições definidas em lei é justamente a apresentação da Certidão Negativa de Débitos, sendo, conforme estabelecido no Código Tributário Nacional, de responsabilidade do contribuinte a adoção de tal providência, para que, somente depois de atestado o preenchimento da condição, a autoridade administrativa efetive a isenção prevista em lei. Quanto a isso, é óbvio que o Código estáse referindo à aplicação da isenção concedida por lei. Do contrário, não faria menção a despacho da autoridade administrativa, em requerimento, fazer prova, e em cada caso. A lei concede a isenção, e a administração efetiva a, analisando caso a caso, o pedido do administrado. Não há que se falar aqui em fruição. Essa depende de que o beneficiário mantenhase preenchendo as condições e requisitos, sob pena de revogação da isenção já efetivada. Assim determina o art. 155 do Código, ao qual faz remissão o artigo 179 acima transcrito. Art. 155. A concessão da moratória em caráter individual não gera direito adquirido e será revogado de ofício, sempre que se apure que o beneficiado não satisfazia ou deixou de satisfazer as condições ou não cumprira ou deixou de cumprir os requisitos para a concessão do favor, cobrandose o crédito acrescido de juros de mora: Fl. 174DF CARF MF Emitido em 10/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 07/05/2011 por RICARDO PAULO ROSA Assinado digitalmente em 08/06/2011 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, 07/05/2011 por RICARDO PAULO ROSA Processo nº 10814.009539/200526 Acórdão n.º 310201.005 S3‐C1T2 Fl. 4 7 I com imposição da penalidade cabível, nos casos de dolo ou simulação do beneficiado, ou de terceiro em benefício daquele; II sem imposição de penalidade, nos demais casos. Parágrafo único. No caso do inciso I deste artigo, o tempo decorrido entre a concessão da moratória e sua revogação não se computa para efeito da prescrição do direito à cobrança do crédito; no caso do inciso II deste artigo, a revogação só pode ocorrer antes de prescrito o referido direito. Se a isenção não foi se quer efetivada, não há que se falar em fruição. Também não se trata de aplicação de lei mais específica. As duas leis não estão em contradição, complementamse. Esse princípio seria oponível se a Lei 10.182/01 expressamente dispensasse a apresentação da CND, o que não é o caso. Neste mesmo contexto, importante destacar que o disposto no artigo 37 da lei 9.784/99 não é aplicável ao caso concreto, pois tratase de um comando genérico, regulador das situações que não dispõe de regulamentação própria, conforme ressalvado na própria Lei 9.784/99, artigo 69. Art. 37. Quando o interessado declarar que fatos e dados estão registrados em documentos existentes na própria Administração responsável pelo processo ou em outro órgão administrativo, o órgão competente para a instrução proverá, de ofício, à obtenção dos documentos ou das respectivas cópias. Art. 69. Os processos administrativos específicos continuarão a regerse por lei própria, aplicandoselhes apenas subsidiariamente os preceitos desta Lei. Finalmente, cumpre acrescentar que a decisão do Recurso Especial nº 1.047.237 – SP, tomada no âmbito do Superior Tribunal de Justiça, em recurso repetitivo, referese textualmente ao Regime Aduaneiro Especial de Drawback, não sendo, por conseguinte, aplicável ao caso concreto. RECURSO ESPECIAL Nº 1.041.237 SP (2008/00604621) RELATOR : MINISTRO LUIZ FUX RECORRENTE : FAZENDA NACIONAL PROCURADORES : CLAUDIO XAVIER SEEFELDER FILHO MARIA FERNANDA DE FARO SANTOS E OUTRO(S) RECORRIDO : ROYAL CITRUS SA ADVOGADO : OSVALDO SAMMARCO E OUTRO(S) EMENTA PROCESSO CIVIL. RECURSO ESPECIAL REPRESENTATIVO DE CONTROVÉRSIA. ARTIGO 543C, DO CPC. TRIBUTÁRIO. REGIME DE DRAWBACK. DESEMBARAÇO ADUANEIRO. CERTIDÃO NEGATIVA DE DÉBITO (CND). INEXIGIBILIDADE. ARTIGO 60, DA LEI 9.069/95. Fl. 175DF CARF MF Emitido em 10/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 07/05/2011 por RICARDO PAULO ROSA Assinado digitalmente em 08/06/2011 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, 07/05/2011 por RICARDO PAULO ROSA 8 1. Drawback é a operação pela qual a matériaprima ingressa em território nacional com isenção ou suspensão de impostos, para ser reexportada após sofrer beneficiamento. 2. O artigo 60, da Lei nº 9.069/95, dispõe que: "a concessão ou reconhecimento de qualquer incentivo ou benefício fiscal, relativos a tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal fica condicionada à comprovação pelo contribuinte, pessoa física ou jurídica, da quitação de tributos e contribuições federais" . 3. Destarte, ressoa ilícita a exigência de nova certidão negativa de débito no momento do desembaraço aduaneiro da respectiva importação, se a comprovação de quitação de tributos federais já fora apresentada quando da concessão do benefício inerente às operações pelo regime de drawback (Precedentes das Turmas de Direito Público: REsp 839.116/BA, Rel. Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, julgado em 21.08.2008, DJe 01.10.2008; REsp 859.119/SP, Rel. Ministra Eliana Calmon, Segunda Turma, julgado em 06.05.2008, DJe 20.05.2008; e REsp 385.634/BA, Rel. Ministro João Otávio de Noronha, Segunda Turma, julgado em 21.02.2006, DJ 29.03.2006). 4. Recurso especial desprovido. Acórdão submetido ao regime do artigo 543 C, do CPC, e da Resolução STJ 08/2008. Ante o exposto, VOTO POR NEGAR provimento ao recurso voluntário apresentado pela recorrente. Sala de Sessões, 05 de maio de 2011. Ricardo Paulo Rosa – Relator. Fl. 176DF CARF MF Emitido em 10/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 07/05/2011 por RICARDO PAULO ROSA Assinado digitalmente em 08/06/2011 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, 07/05/2011 por RICARDO PAULO ROSA
score : 1.0
Numero do processo: 13839.000075/2002-50
Turma: 1ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 1ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Wed Feb 25 00:00:00 UTC 2015
Data da publicação: Thu May 14 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Ano-calendário: 1997
IRF. PAF. COMPETÊNCIA DA SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO.
Não compete à Primeira Seção apreciar questão relacionada ao IRF, quando não se trata de lançamento reflexo cuja apuração serviu para configurar a prática de infração à legislação pertinente à tributação do IRPJ.
Numero da decisão: 9101-002.116
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros da 1ª turma da câmara superior de recursos fiscais, por unanimidade dos votos, não conhecer do Recurso Especial da Procuradoria, DECLINANDO A COMPETÊNCIA para a 2ª Seção de Julgamento. Declarou-se impedido de participar do julgamento o Conselheiro Valmir Sandri.
(Assinado digitalmente)
Henrique Pinheiro Torres - Presidente-substituto
(Assinado digitalmente)
Karem Jureidini Dias - Relatora
Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Marcos Aurélio Pereira Valadão, Valmir Sandri, Adriana Gomes Rego, Karem Jureidini Dias, Leonardo de Andrade Couto (Conselheiro convocado), Antônio Carlos Guidoni Filho, Rafael Vidal de Araújo, João Carlos de Lima Junior, Maria Teresa Martinez Lopes (Vice-presidente), Henrique Pinheiro Torres (Presidente-substituto).
Nome do relator: KAREM JUREIDINI DIAS
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ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Anocalendário: 1997 IRF. PAF. COMPETÊNCIA DA SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO. Não compete à Primeira Seção apreciar questão relacionada ao IRF, quando não se trata de lançamento reflexo cuja apuração serviu para configurar a prática de infração à legislação pertinente à tributação do IRPJ. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 1ª turma da câmara ssuuppeerriioorr ddee rreeccuurrssooss ffiissccaaiiss, por unanimidade dos votos, não conhecer do Recurso Especial da Procuradoria, DECLINANDO A COMPETÊNCIA para a 2ª Seção de Julgamento. Declarouse impedido de participar do julgamento o Conselheiro Valmir Sandri. (Assinado digitalmente) Henrique Pinheiro Torres Presidentesubstituto (Assinado digitalmente) Karem Jureidini Dias Relatora Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Marcos Aurélio Pereira Valadão, Valmir Sandri, Adriana Gomes Rego, Karem Jureidini Dias, Leonardo de Andrade Couto (Conselheiro convocado), Antônio Carlos Guidoni Filho, Rafael Vidal de AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 83 9. 00 00 75 /2 00 2- 50 Fl. 305DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/03/2015 por KAREM JUREIDINI DIAS, Assinado digitalmente em 16/03/2015 por KAREM JUREIDINI DIAS, Assinado digitalmente em 11/05/2015 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 13839.000075/200250 Acórdão n.º 9201002.116 CSRFT1 Fl. 3 2 Araújo, João Carlos de Lima Junior, Maria Teresa Martinez Lopes (Vicepresidente), Henrique Pinheiro Torres (Presidentesubstituto). Relatório Tratase de Recurso Especial do Procurador (216/219), em face do Acórdão n° 10423.328, proferido pela então Quarta Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, que deu provimento ao recurso do contribuinte, em sessão de 26 de junho de 2008. Originariamente, o processo trata de Auto de Infração, para exigir crédito tributário de IRF, em decorrência de divergência entre os recolhimentos efetuados e as informações prestadas em DCTF, referentes ao 1º trimestre do anocalendário de 1997. Impugnado o lançamento (fls.01/02), o contribuinte alegou que as pendências lançadas no Auto de Infração foram pagas e anexou os DARFs, com exceção do débito referente ao código 0561 (de 04/03/1997, no valor de R$ 2.759,82), submetido à REDARF. Sobreveio acórdão da Delegacia da Receita Federal de Julgamento (fls. 120/123), julgando o lançamento parcialmente procedente, mantendo a exigência somente do valor que não se comprovou pagamento e excluindo a multa de ofício, por retroatividade benigna da Medida Provisória nº 135/2003. Confirase: DCTF. REVISÃO INTERNA. PAGAMENTOS NÃO LOCALIZADOS. Ausente prova do erro de preenchimento da DCTF, mantémse a exigência. MULTA DE OFÍCIO VINCULADA. Em relação aos débitos mantidos, em face do princípio da retroatividade benigna, consagrado no Código Tributário Nacional, é cabível a exoneração da multa de lançamento de ofício, para débitos já declarados em DCTF. Lançamento Procedente em Parte O contribuinte interpôs Recurso Voluntário (fls. 147/163), em que o contribuinte noticia o pagamento do valor remanescente antes mesmo do acórdão de primeira instância, conforme DARF às fls. 184. A informação fiscal às fls. 200 reconheceu o pagamento realizado anteriormente à decisão de primeira instância, mas verificou que a multa moratória e os juros de mora foram recolhidos a menor. Sobreveio, então, e o Acórdão nº 10423.328 (fls. 203/211), o qual, por voto de qualidade, deu provimento ao recurso do contribuinte para cancelar o Auto de Infração, preservando parcialmente a exigência do débito informado em DCTF e não pago, a saber a multa de mora e juros de mora recolhidos a menor. A decisão restou assim ementada: Fl. 306DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/03/2015 por KAREM JUREIDINI DIAS, Assinado digitalmente em 16/03/2015 por KAREM JUREIDINI DIAS, Assinado digitalmente em 11/05/2015 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 13839.000075/200250 Acórdão n.º 9201002.116 CSRFT1 Fl. 4 3 IRF VALOR LANÇADO EM DCTF – COMPENSAÇÃO INDEVIDA PROCEDIMENTO Incabível o lançamento para exigência de saldo a pagar, apurado em DCTF, salvo se ficar caracterizada a prática das infrações previstas nos arts. 71 a 73, da Lei n'.4.502, de 30 de novembro de 1964. Ainda assim, o lançamento deve restringirse à exigência da multa de oficio. O saldo do imposto a pagar, em qualquer caso, deve ser encaminhado à Procuradoria da Fazenda Nacional para inscrição na Dívida Ativa da União. Recurso provido. A Fazenda Nacional apresentou, então, Recurso Especial (fls. 216/219), argumentando que somente o saldo a pagar declarado em DCTF é considerado como confissão de dívida, prescindindo de lançamento de ofício. Tributo declarado como pago, mas não quitado, necessita de lançamento para execução. O r. recurso foi objeto de exame de admissibilidade no despacho de fls. 222/223, que a ele deu seguimento. Intimado do acórdão acima ementado e do Recurso Especial da Fazenda Nacional, o contribuinte apresentou, tempestivamente, Contrarrazões ao Recurso Especial, em que argumenta que, apesar de indevida a cobrança do valor declarado erroneamente em DCTF, o contribuinte procedeu ao seu recolhimento antes mesmo da decisão de primeira instância. Assim, como procedeu à quitação total da obrigação tributária, deve ser declarada a extinção do crédito tributário. Assevera, ainda, que há a possibilidade de se realizar a retificação da DCTF e que a DCTF, segundo o voto vencedor do acórdão recorrido, constitui confissão de dívida, sendo instrumento hábil e suficiente para a exigência do crédito tributário, requerendo que a decisão recorrida seja mantida integralmente. É o relatório Fl. 307DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/03/2015 por KAREM JUREIDINI DIAS, Assinado digitalmente em 16/03/2015 por KAREM JUREIDINI DIAS, Assinado digitalmente em 11/05/2015 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 13839.000075/200250 Acórdão n.º 9201002.116 CSRFT1 Fl. 5 4 Voto Conselheira Karem Jureidini Dias, Relatora Os autos foram encaminhados então a esta Primeira Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais. Ocorre que o Recurso Especial trata de lançamento para constituição exclusivamente de Imposto de Renda Retido na Fonte, em procedimento de auditoria interna, que, nos termos do Anexo II do atual Regimento Interno do CARF, não é de competência desta Primeira Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais, mas de sua Segunda Turma: Art. 3° À Segunda Seção cabe processar e julgar recursos de ofício e voluntário de decisão de primeira instância que versem sobre aplicação da legislação de: II Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF); A competência desta Primeira Turma se limita às hipóteses em que o IRRF é antecipação do IRPJ ou quando sua exigência decorrer de procedimento conexo às exigências do IRPJ, in verbis: Art. 2° À Primeira Seção cabe processar e julgar recursos de ofício e voluntário de decisão de primeira instância que versem sobre aplicação da legislação de: III Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF), quando se tratar de antecipação do IRPJ; IV demais tributos e o Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF), quando procedimentos conexos, decorrentes ou reflexos, assim compreendidos os referentes às exigências que estejam lastreadas em fatos cuja apuração serviu para configurar a prática de infração à legislação pertinente à tributação do IRPJ; Pelo exposto, voto por não conhecer do Recurso Especial da Fazenda Nacional, DECLINANDO A COMPETÊNCIA à Segunda Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais. (Assinado digitalmente) Karem Jureidini Dias Relator Fl. 308DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/03/2015 por KAREM JUREIDINI DIAS, Assinado digitalmente em 16/03/2015 por KAREM JUREIDINI DIAS, Assinado digitalmente em 11/05/2015 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 13839.000075/200250 Acórdão n.º 9201002.116 CSRFT1 Fl. 6 5 Fl. 309DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/03/2015 por KAREM JUREIDINI DIAS, Assinado digitalmente em 16/03/2015 por KAREM JUREIDINI DIAS, Assinado digitalmente em 11/05/2015 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES
score : 1.0
Numero do processo: 11080.904871/2013-09
Turma: Primeira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Feb 25 00:00:00 UTC 2015
Data da publicação: Mon May 11 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep
Data do fato gerador: 25/02/2013
PROCESSO ADMINISTRATIVO. DESPACHO DECISÓRIO. ALEGAÇÃO DE NULIDADE. NÃO ACATADA.
Não é nulo o Despacho Decisório que contém os elementos essenciais do ato administrativo.
NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO. DIREITO DE CRÉDITO. LIQUIDEZ E CERTEZA.
Não é líquido e certo crédito decorrente de pagamento informado como indevido ou a maior, se o pagamento consta nos sistemas informatizados da Secretaria da Receita Federal do Brasil como utilizado integralmente para quitar débito informado em DCTF e a contribuinte não prova com documentos e livros fiscais e contábeis o direito ao crédito.
NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO. DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. NÃO HOMOLOGAÇÃO.
Declaração de compensação fundada em direito de crédito decorrente de pagamento indevido ou a maior não pode ser homologada se a contribuinte não comprovou a existência do crédito.
PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. DIREITO DE CRÉDITO. ÔNUS DA PROVA.
O ônus da prova incumbe ao autor, quanto ao fato constitutivo de seu direito.
MULTA E JUROS DE MORA.
Débitos indevidamente compensados por meio de Declaração de Compensação não homologada sofrem incidência de multa e juros de mora.
INCONSTITUCIONALIDADE. DE NORMA INSTÂNCIA ADMINISTRATIVA. INCOMPETÊNCIA. SÚMULA CARF Nº 2.
Não compete aos julgadores administrativos pronunciar-se sobre a inconstitucionalidade de leis ou atos normativos.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 3801-005.065
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário. Participou do julgamento o Conselheiro Jacques Mauricio Ferreira Veloso de Melo em substituição ao Conselheiro Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira que se declarou impedido
(assinado digitalmente)
Flávio de Castro Pontes - Presidente.
(assinado digitalmente)
Paulo Sérgio Celani - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Flávio de Castro Pontes, Marcos Antônio Borges, Paulo Sérgio Celani, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel, Cássio Schappo e Jacques Mauricio Ferreira Veloso de Melo.
Nome do relator: PAULO SERGIO CELANI
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ementa_s : Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep Data do fato gerador: 25/02/2013 PROCESSO ADMINISTRATIVO. DESPACHO DECISÓRIO. ALEGAÇÃO DE NULIDADE. NÃO ACATADA. Não é nulo o Despacho Decisório que contém os elementos essenciais do ato administrativo. NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO. DIREITO DE CRÉDITO. LIQUIDEZ E CERTEZA. Não é líquido e certo crédito decorrente de pagamento informado como indevido ou a maior, se o pagamento consta nos sistemas informatizados da Secretaria da Receita Federal do Brasil como utilizado integralmente para quitar débito informado em DCTF e a contribuinte não prova com documentos e livros fiscais e contábeis o direito ao crédito. NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO. DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. NÃO HOMOLOGAÇÃO. Declaração de compensação fundada em direito de crédito decorrente de pagamento indevido ou a maior não pode ser homologada se a contribuinte não comprovou a existência do crédito. PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. DIREITO DE CRÉDITO. ÔNUS DA PROVA. O ônus da prova incumbe ao autor, quanto ao fato constitutivo de seu direito. MULTA E JUROS DE MORA. Débitos indevidamente compensados por meio de Declaração de Compensação não homologada sofrem incidência de multa e juros de mora. INCONSTITUCIONALIDADE. DE NORMA INSTÂNCIA ADMINISTRATIVA. INCOMPETÊNCIA. SÚMULA CARF Nº 2. Não compete aos julgadores administrativos pronunciar-se sobre a inconstitucionalidade de leis ou atos normativos. Recurso Voluntário Negado.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário. Participou do julgamento o Conselheiro Jacques Mauricio Ferreira Veloso de Melo em substituição ao Conselheiro Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira que se declarou impedido (assinado digitalmente) Flávio de Castro Pontes - Presidente. (assinado digitalmente) Paulo Sérgio Celani - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Flávio de Castro Pontes, Marcos Antônio Borges, Paulo Sérgio Celani, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel, Cássio Schappo e Jacques Mauricio Ferreira Veloso de Melo.
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 9; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2114; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3TE01 Fl. 2 1 1 S3TE01 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 11080.904871/201309 Recurso nº 1 Voluntário Acórdão nº 3801005.065 – 1ª Turma Especial Sessão de 25 de fevereiro de 2015 Matéria DCOMP ELETRONICO PAGAMENTO A MAIOR OU INDEVIDO Recorrente CALIENDO METALURGIA E GRAVACOES LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Data do fato gerador: 25/02/2013 PROCESSO ADMINISTRATIVO. DESPACHO DECISÓRIO. ALEGAÇÃO DE NULIDADE. NÃO ACATADA. Não é nulo o Despacho Decisório que contém os elementos essenciais do ato administrativo. NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO. DIREITO DE CRÉDITO. LIQUIDEZ E CERTEZA. Não é líquido e certo crédito decorrente de pagamento informado como indevido ou a maior, se o pagamento consta nos sistemas informatizados da Secretaria da Receita Federal do Brasil como utilizado integralmente para quitar débito informado em DCTF e a contribuinte não prova com documentos e livros fiscais e contábeis o direito ao crédito. NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO. DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. NÃO HOMOLOGAÇÃO. Declaração de compensação fundada em direito de crédito decorrente de pagamento indevido ou a maior não pode ser homologada se a contribuinte não comprovou a existência do crédito. PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. DIREITO DE CRÉDITO. ÔNUS DA PROVA. O ônus da prova incumbe ao autor, quanto ao fato constitutivo de seu direito. MULTA E JUROS DE MORA. Débitos indevidamente compensados por meio de Declaração de Compensação não homologada sofrem incidência de multa e juros de mora. INCONSTITUCIONALIDADE. DE NORMA INSTÂNCIA ADMINISTRATIVA. INCOMPETÊNCIA. SÚMULA CARF Nº 2. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 08 0. 90 48 71 /2 01 3- 09 Fl. 126DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/04/2015 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 29/04/2015 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 05/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 11080.904871/201309 Acórdão n.º 3801005.065 S3TE01 Fl. 3 2 Não compete aos julgadores administrativos pronunciarse sobre a inconstitucionalidade de leis ou atos normativos. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário. Participou do julgamento o Conselheiro Jacques Mauricio Ferreira Veloso de Melo em substituição ao Conselheiro Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira que se declarou impedido (assinado digitalmente) Flávio de Castro Pontes Presidente. (assinado digitalmente) Paulo Sérgio Celani Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Flávio de Castro Pontes, Marcos Antônio Borges, Paulo Sérgio Celani, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel, Cássio Schappo e Jacques Mauricio Ferreira Veloso de Melo. Relatório Inicialmente, esclarecese que estão em julgamento nesta 1ª Turma Especial da 3ª Seção de Julgamento do CARF cento e quarenta e oito processos da mesma contribuinte, em que o cerne da discussão é o mesmo: a certeza e liquidez de crédito pleiteado, decorrente de pagamento indevido ou a maior de Cofins, ou contribuição para o PIS/Pasep ou IPI, e o ônus da prova deste direito. Feitas estas observações, passase ao relato propriamente dito. Tratase de recurso voluntário apresentado contra decisão da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em CuritibaDRJ/CTA que julgou improcedente manifestação de inconformidade apresentada contra despacho decisório da Delegacia da Receita Federal do Brasil de origem. O processo se iniciou com PER/DCOMP, por meio do qual a contribuinte pleiteou o reconhecimento de direito de crédito decorrente de pagamento indevido ou a maior de tributo e a compensação de débitos tributários com o crédito pleiteado. Fl. 127DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/04/2015 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 29/04/2015 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 05/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 11080.904871/201309 Acórdão n.º 3801005.065 S3TE01 Fl. 4 3 De acordo com o Despacho Decisório, a partir das características do DARF informado no PER/DCOMP, foram localizados um ou mais pagamentos, utilizados para quitação de débitos da contribuinte, não restando crédito disponível suficiente para compensação dos débitos informados no PER/DCOMP. Assim, diante da inexistência/insuficiência de crédito, a compensação declarada não foi homologada ou foi homologada apenas parcialmente. Como enquadramento legal foram citados os arts. 165 e 170, da Lei nº 5.172 de 25/10/1966 (Código Tributário Nacional CTN), e o art. 74 da Lei nº 9.430, de 27/12/1996, conforme quadro “3 – FUNDAMENTAÇÃO, DECISÃO E ENQUADRAMENTO LEGAL” do despacho decisório “ Extraio do relatório da decisão recorrida resumo das alegações apresentadas pela contribuinte contra o despacho decisório: “Na manifestação apresentada, a contribuinte argúi em preliminar a nulidade do Despacho Decisório, alegando o não atendimento ao requisito constitucional da fundamentação do ato administrativo, além de ferir os princípios de ampla defesa, contraditório e do devido processo legal, estando, outrossim, revestido de desvio de finalidade. Expõe que o ato administrativo resumiuse a informar a não homologação da compensação declarada com o parco fundamento da inexistência de crédito disponível; entende que o procedimento correto da fiscalização seria o de intimar a contribuinte para que prestasse informações sobre a origem do crédito, bem como do fundamento de validade; e ressalta a necessidade de fundamentação ou motivação dos atos administrativos para o exame de sua legalidade, finalidade e moralidade administrativa. Alega que o Despacho Decisório não se presta a dar início ao contraditório administrativo, eis que carente de fundamentação, restando prejudicado o seu direito de defesa, e que também extrapolou sua função precípua, tornandose meio oblíquo pelo qual a fiscalização buscou interromper o prazo de homologação da compensação declarada. Diz que a autoridade preparadora deixou de cumprir seu dever de ofício de bem instruir o procedimento fiscal, como a solicitação de informações, apreensão de documentos, diligências, dentre outros expedientes. Sob o tema “Do Mérito”, discorre especificamente sobre o princípio da verdade material, citando diversos doutrinadores. Mas nada aduz sobre o origem do suposto crédito, apenas alegando a posterior juntada de documentos que comprovariam as ‘alegações trazidas na presente manifestação’, eis que o direito creditório, diz, pode ser comprovado a qualquer tempo. Por fim, argumenta sobre a inaplicabilidade da multa de mora em face do princípio constitucional de não confisco e dos princípios administrativos da razoabilidade e da proporcionalidade.. A ementa do acórdão da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em CuritibaDRJ/CTA que julgou improcedente a manifestação de inconformidade contém o seguinte teor: “ASSUNTO: ... Data do Fato Gerador: ... CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. INTIMAÇÃO PARA ESCLARECIMENTOS. Fl. 128DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/04/2015 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 29/04/2015 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 05/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 11080.904871/201309 Acórdão n.º 3801005.065 S3TE01 Fl. 5 4 A ausência de pedido de esclarecimentos ou realização de diligência na fase preparatória do procedimento fiscal não caracteriza cerceamento do direito de defesa, que é assegurado na fase do contraditório, inaugurada com a manifestação de inconformidade. 1PIS/PASEP. DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. RECOLHIMENTO VINCULADO A DÉBITO CONFESSADO. Correto o Despacho Decisório que não homologou a compensação declarada por inexistência de direito creditório, tendo em vista que o recolhimento alegado como origem do crédito está integral e validamente alocado para a quitação de débito confessado. PAGAMENTO A MAIOR QUE O DEVIDO. COMPROVAÇÃO. A mera alegação do direito creditório, desacompanhada de provas baseadas na escrituração contábil/fiscal do período, não é suficiente para demonstrar a existência de direito creditório pleiteado. MULTA E JUROS DE MORA. DÉBITOS NÃO HOMOLOGADOS. Os débitos indevidamente compensados sofrem a incidência de multa e juros de mora, nos percentuais determinados pela legislação, calculados a partir do primeiro dia subsequente ao do vencimento do prazo previsto para o pagamento da contribuição até o dia em que se efetivar o seu pagamento, uma vez que a declaração de compensação constitui confissão de dívida e instrumento hábil e suficiente para a exigência dos débitos não homologados.” No recurso voluntário a recorrente repete as alegações da manifestação de inconformidade. É o relatório. 1 Nos processos em que o crédito alegado se refere à Cofins, consta COFINS. Nos processos em que o crédito seria originado de Contribuição para o PIS/Pasep, consta PIS/PASEP. Fl. 129DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/04/2015 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 29/04/2015 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 05/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 11080.904871/201309 Acórdão n.º 3801005.065 S3TE01 Fl. 6 5 Voto Conselheiro Paulo Sergio Celani, Relator. Admissibilidade do recurso voluntário. O recurso é tempestivo e atende aos demais requisitos para julgamento nesta turma especial. Preliminar de nulidade do despacho decisório. O processo se iniciou com PER/DCOMP da contribuinte, no qual informou ter realizado pagamento indevido ou a maior do tributo em discussão. A Secretaria da Receita Federal do BrasilRFB, baseandose em dados constantes de seus sistemas informatizados, alimentados por informações prestadas pelo próprio contribuinte, por meio de declarações fiscais próprias, constatou que o pagamento informado foi integralmente utilizado para quitar tributo informado em DCTF, logo, tributo considerado devido, não restando crédito disponível para a compensação declarada. Isto está claro no quadro “3 – FUNDAMENTAÇÃO, DECISÃO E ENQUADRAMENTO LEGAL” do despacho decisório, no qual constam os artigos 165 e 170 da Lei nº 5.172, de 25/10/66 (CTN), e o artigo 74 da Lei nº 9.430, de 27/12/1996, como fundamentos para a não homologação da compensação. No mesmo quadro 3, consta que diante da inexistência do crédito não se homologava a compensação declarada, bem como o valor devedor consolidado, correspondente aos débitos indevidamente compensados, e a data para pagamento. Há, ainda, a informação de que para verificação de valores devedores e emissão de DARF, deveria ser consultado o endereço da internet “www.receita.fazenda.gov.br”, na opção “Onde Encontro” ou através de certificação digital na opção “eCAC”, assunto “PER/DCOMP Despacho Decisório”. Logo, não procede a alegação de que o despacho decisório não contém fundamentação e de que houve desvio de finalidade. Por outro lado, a manifestação de inconformidade, a qual, por força do art. 74, §§ 9º a 11 da Lei nº 9.430, de 1996, aplicamse as regras previstas no Decreto nº 70.235, de 1972, demonstra que a contribuinte exerceu plenamente seu direito ao contraditório, sem nenhuma dificuldade, provando que não houve cerceamento do direito de defesa. Por estas razões, votase por negar provimento às alegações preliminares. Fl. 130DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/04/2015 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 29/04/2015 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 05/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 11080.904871/201309 Acórdão n.º 3801005.065 S3TE01 Fl. 7 6 Certeza e liquidez do crédito pleiteado. Conforme visto acima: i) O processo se iniciou com PER/DCOMP da contribuinte, no qual informou ter realizado pagamento indevido ou a maior de tributo; ii) Foi constatado pela RFB que o pagamento informado como indevido ou a maior fora integralmente utilizado para quitar tributo informado em DCTF, logo, tributo considerado devido; iii) Isto está claro no quadro “3 – FUNDAMENTAÇÃO, DECISÃO E ENQUADRAMENTO LEGAL” do despacho decisório; iv) Esta constatação baseouse em dados constantes do sistemas informatizados da RFB, alimentados por informações prestadas pelo próprio contribuinte, por meio de declarações fiscais próprias. Uma vez que o pagamento informado como indevido ou a maior estava totalmente vinculado a tributo declarado em DCTF como devido, o DARF a ele relativo não prova a existência de crédito algum A DRJ/CTA, tendo em vista que a contribuinte não apresentou documentação fiscal e contábil hábil e suficiente para comprovação da certeza e liquidez do crédito pleiteado, manteve o despacho decisório. As decisões da DRF e da DRJ estão amparadas no fato de a legislação tributária dispor que a DCTF é instrumento de confissão de dívida e constituição definitiva do crédito tributário (art. 5º do DecretoLei nº 2.124, de 1984) e que a compensação de débitos tributários somente pode ser efetuada mediante existência de créditos líquidos e certos do interessado perante a Fazenda Pública (art. 170 do Código Tributário NacionalCTN), e de a lei que trata do processo administrativo tributário federal estabelecer que a prova documental deve ser apresentada na impugnação (art. 16, §4º, do Decreto nº 70.235, de 1972). Apesar de a decisão de primeira instância ter sido fundamentada de modo a dar a conhecer à contribuinte as razões de fato e de direito que levaram ao indeferimento de sua manifestação de inconformidade, nenhum documento ou livro fiscal ou contábil foi apresentado com o recurso voluntário. A recorrente limitouse a discorrer sobre o princípio da verdade material. Tratandose de despacho eletrônico, admitese a apresentação destes documentos e livros após a decisão da DRJ, pois alguns Conselheiros entendem que o princípio da verdade material assim autoriza, outros entendem que se está diante de caso em que a prova se destina a contrapor fatos ou razões posteriormente trazidas aos autos, hipótese prevista no art. 16, §4º, letra “c” do Decreto nº 70.235, de 1972. O importante é que a contribuinte, até o presente, não apresentou nenhum documento ou livro, fiscal ou contábil, que pudesse comprovar seu direito. Logo, não comprovou a certeza e liquidez do crédito pleiteado. Fl. 131DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/04/2015 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 29/04/2015 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 05/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 11080.904871/201309 Acórdão n.º 3801005.065 S3TE01 Fl. 8 7 Não é só isso. A recorrente sequer argumentou sobre os fatos ou direito que ensejariam o crédito. Por estas razões, com fundamento no art. 170 do CTN e no art. 333 do CPC, aplicável subsidiariamente ao caso, que determina que o ônus da prova incumbe ao autor quanto ao fato constitutivo de seu direito, não cabe o reconhecimento do crédito pleiteado. Sobre multa e juros de mora Os artigos 61 e 74 da Lei nº 9.430, de 1996, deixam claro que são devidos juros de mora e multa no presente caso. Cito: “Art.61.Os débitos para com a União, decorrentes de tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal, cujos fatos geradores ocorrerem a partir de 1º de janeiro de 1997, não pagos nos prazos previstos na legislação específica, serão acrescidos de multa de mora, calculada à taxa de trinta e três centésimos por cento, por dia de atraso. (Vide Decreto nº 7.212, de 2010) §1º A multa de que trata este artigo será calculada a partir do primeiro dia subseqüente ao do vencimento do prazo previsto para o pagamento do tributo ou da contribuição até o dia em que ocorrer o seu pagamento. §2º O percentual de multa a ser aplicado fica limitado a vinte por cento. §3º Sobre os débitos a que se refere este artigo incidirão juros de mora calculados à taxa a que se refere o § 3º do art. 5º, a partir do primeiro dia do mês subseqüente ao vencimento do prazo até o mês anterior ao do pagamento e de um por cento no mês de pagamento. (Vide Medida Provisória nº 1.725, de 1998) (Vide Lei nº 9.716, de 1998)” “Art. 74. O sujeito passivo que apurar crédito, inclusive os judiciais com trânsito em julgado, relativo a tributo ou contribuição administrado pela Secretaria da Receita Federal, passível de restituição ou de ressarcimento, poderá utilizálo na compensação de débitos próprios relativos a quaisquer tributos e contribuições administrados por aquele Órgão.(Redação dada pela Lei nº 10.637, de 2002) §1º A compensação de que trata o caput será efetuada mediante a entrega, pelo sujeito passivo, de declaração na qual constarão informações relativas aos créditos utilizados e aos respectivos débitos compensados.(Incluído pela Lei nº 10.637, de 2002) §2º A compensação declarada à Secretaria da Receita Federal extingue o crédito tributário, sob condição resolutória de sua ulterior homologação.(Incluído pela Lei nº 10.637, de 2002) (...) §6º A declaração de compensação constitui confissão de dívida e instrumento hábil e suficiente para a exigência dos débitos Fl. 132DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/04/2015 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 29/04/2015 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 05/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 11080.904871/201309 Acórdão n.º 3801005.065 S3TE01 Fl. 9 8 indevidamente compensados. (Incluído pela Lei nº 10.833, de 2003) §7º Não homologada a compensação, a autoridade administrativa deverá cientificar o sujeito passivo e intimálo a efetuar, no prazo de 30 (trinta) dias, contado da ciência do ato que não a homologou, o pagamento dos débitos indevidamente compensados.(Incluído pela Lei nº 10.833, de 2003) §8º Não efetuado o pagamento no prazo previsto no §7º, o débito será encaminhado à ProcuradoriaGeral da Fazenda Nacional para inscrição em Dívida Ativa da União, ressalvado o disposto no §9º. (Incluído pela Lei nº 10.833, de 2003) §9º É facultado ao sujeito passivo, no prazo referido no § 7º, apresentar manifestação de inconformidade contra a não homologação da compensação. (Incluído pela Lei nº 10.833, de 2003) §10. Da decisão que julgar improcedente a manifestação de inconformidade caberá recurso ao Conselho de Contribuintes.(Incluído pela Lei nº 10.833, de 2003) §11. A manifestação de inconformidade e o recurso de que tratam os §§ 9º e 10 obedecerão ao rito processual do Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972, e enquadramse no disposto no inciso III do art. 151 da Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966 Código Tributário Nacional, relativamente ao débito objeto da compensação. (Incluído pela Lei nº 10.833, de 2003) (...)” Vejase que os §§ 6º a 8º acima dispõem que a declaração de compensação constitui confissão de dívida e instrumento hábil e suficiente para a exigência dos débitos indevidamente compensados e que, não homologada a compensação e não efetuado o pagamento no prazo previsto no §7º, o débito será encaminhado à ProcuradoriaGeral da Fazenda Nacional para inscrição em Dívida Ativa da União, sendo devidos juros de mora e multa. A exigência do pagamento destes débitos não se submete a julgamento administrativo. Além disso, os membros do CARF não podem afastar aplicação ou deixar de observar lei sob fundamento de inconstitucionalidade, salvo em casos excepcionais não presentes, a teor do disposto no art. 62 do Anexo II do Regimento Interno do CARF, aprovado pela Portaria MF nº 256, de 22/6/2009, e do disposto no art. 26A da Decreto nº 70.235, de 1972, com redação dada pela Lei nº 11.941, de 27/5/2009. O mesmo se conclui do enunciado da Súmula CARF nº 2, verbis: Súmula CARF nº 2: O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Fl. 133DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/04/2015 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 29/04/2015 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 05/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 11080.904871/201309 Acórdão n.º 3801005.065 S3TE01 Fl. 10 9 Conclusão Pelo exposto, em especial, pela não comprovação da existência de direito de crédito líquido e certo, voto por negar provimento ao recurso voluntário, mantendose a decisão recorrida. (assinado digitalmente) Paulo Sergio Celani. Fl. 134DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/04/2015 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 29/04/2015 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 05/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES
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Numero do processo: 10909.006221/2008-87
Turma: Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu May 12 00:00:00 UTC 2011
Numero da decisão: 2101-000.039
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, sobrestar o recurso em decorrência do disposto no art. 62-A, § 1º, do Anexo II, do RICARF, em decorrência da existência de matéria com repercussão geral reconhecida pelo STF (Lei complementar nº 105/2001 e Lei ordinária nº 10.174/2001). Vencidos os Conselheiros Rubens Mauricio Carvalho (relator) e Acácia Sayuri Wakasugi. Designado para redigir o voto vencedor a Conselheira Núbia Matos Moura.
Nome do relator: Rubens Maurício Carvalho
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Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, sobrestar o recurso em decorrência do disposto no art. 62A, § 1º, do Anexo II, do RICARF, em decorrência da existência de matéria com repercussão geral reconhecida pelo STF (Lei complementar nº 105/2001 e Lei ordinária nº 10.174/2001). Vencidos os Conselheiros Rubens Mauricio Carvalho (relator) e Acácia Sayuri Wakasugi. Designado para redigir o voto vencedor a Conselheira Núbia Matos Moura. Assinado digitalmente Giovanni Christian Nunes Campos Presidente. Assinado digitalmente Rubens Maurício Carvalho Relator. Assinado digitalmente Núbia Matos Moura – Redatora designada. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Giovanni Christian Nunes Campos, Núbia Matos Moura, Atilio Pitarelli, Rubens Maurício Carvalho, Acácia Sayuri Wakasugi, Roberta de Azeredo Ferreira Pagetti. Fl. 194DF CARF MF Impresso em 14/04/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/06/2011 por RUBENS MAURICIO CARVALHO, Assinado digitalmente em 14/06/ 2011 por RUBENS MAURICIO CARVALHO, Assinado digitalmente em 14/06/2011 por NUBIA MATOS MOURA, Assina do digitalmente em 15/06/2011 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS Processo nº 10909.006221/200887 Resolução n.º 2102000.039 S2C1T2 Fl. 177 2 Relatório Para descrever a sucessão dos fatos deste processo até o julgamento na Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento (DRJ), adoto o relatório do acórdão de fls. 155 a 160 da instância a quo, in verbis: Mediante auto de infração de folhas 106 a 121, exigese do contribuinte acima identificado a importância de R$ 340.864,45, acrescido de multa de ofício de 75% e juros de mora, relativa ao Imposto de Renda Pessoa Física, exercício 2006, ano calendário 2005. Os dispositivos legais infringidos constam do respectivo auto de infração. Da Descrição dos Fatos e Enquadramento(s) Legal(is), à folha 108, e do Relatório de Fiscalização, às folhas 112, verificase que a autuação é decorrente da apuração de omissão de rendimentos provenientes de depósitos bancários cuja origem não foi comprovada. Encerrando os trabalhos fiscais, foi elaborada Representação Fiscal Para Fins Penais, protocolizada sob o no 10909.006222/200821, em cumprimento ao disposto na Portaria SRF no 326, de 15 de março de 2005 (v. folha 112). Inconformado com o lançamento, o contribuinte apresenta, mediante procurador (v. folhas 152 e 153), a impugnação de folhas 125 a 151, na qual expõe suas razões de contestação. No primeiro tópico, Breve e Necessária Síntese do Auto de Infração, o contribuinte relata que foi cientificado e intimado do início da Ação Fiscal, em 18 de abril de 2008. Em 9 de maio de 2008, apresentou os extratos da conta corrente bancária solicitados e prestou depoimento, conforme Termo de Depoimento Fiscal nº001, justificando a origem dos depósitos bancários. Em 8 de outubro de 2008, o contribuinte foi intimado a apresentar documentação hábil a comprovar os créditos depositados em sua conta corrente bancária, conforme planilha elaborada pela autoridade fiscal, anexo ao Termo de Intimação. Relata que compareceu à Delegacia da Receita Federal do Brasil em Itajaí, por meio de seu procurador, apresentando justificação por escrito da movimentação de valores em sua conta corrente. Em preliminar, o contribuinte alega que todos os documentos necessários à sua defesa já foram anexados ao presente processo. No segundo tópico das preliminares – Do Arquivamento do Processo Administrativo nos Termos do Decreto Lei nº 2.471, de 01/09/1988 e Súmula 182 TFR, o contribuinte requer o cancelamento do lançamento com base no Decreto Lei nº 2.471/88 em virtude de o imposto de renda ter sido arbitrado com base exclusivamente em valores de extrato ou de comprovante de depósitos bancários. Alega o contribuinte que, mesmo após o advento da Lei nº 9.430/96, o depósito bancário não se constitui, por si só, fato gerador da aquisição da disponibilidade econômica ou jurídica de renda ou de proventos de qualquer natureza, pois é necessária a prova cabal e robusta de que ele foi utilizado como renda consumida. E conclui: “Isto porque, a posse de numerário alheio, como por exemplo, descaracteriza a respectiva presunção de disponibilidade econômica”. Fl. 195DF CARF MF Impresso em 14/04/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/06/2011 por RUBENS MAURICIO CARVALHO, Assinado digitalmente em 14/06/ 2011 por RUBENS MAURICIO CARVALHO, Assinado digitalmente em 14/06/2011 por NUBIA MATOS MOURA, Assina do digitalmente em 15/06/2011 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS Processo nº 10909.006221/200887 Resolução n.º 2102000.039 S2C1T2 Fl. 178 3 No tópico denominado Dos Fatos – Do Auto de Infração, o contribuinte alega que entregou espontaneamente todos os extratos de sua conta poupança, dando seu depoimento e feita a justificativa, agindo com espontaneidade e de forma ilibada. O contribuinte transcreve parte do relatório fiscal no qual afirma que os valores depositados em sua conta corrente não lhe pertenciam, pois era funcionário do Sr. Fernando no Box situado no camelódromo da Igreja Matriz Santa Inês, em Balneário Camboriú, de novembro de 2004 a abril de 2007. Relata o contribuinte que o Sr. Fernando, do qual não sabe o nome completo, solicitou que depositasse os cheques referentes as vendas em sua conta poupança para, em seguida, logo após a compensação dos mesmos, os valores fossem sacados em dinheiro e entregues em sua totalidade ao Sr. Fernando. Sob o título Do Direito – Ilegalidade de Presumirse Depósitos Bancários – Poupança – Como Renda para Fins de Tributação, o contribuinte alega, em síntese, que os depósitos bancários, por si só, não caracterizam omissão de rendimentos, sendo necessário o nexo de causalidade entre a movimentação financeira e o aumento de capital, o sinal exterior de riqueza ou a renda a descoberto. Argumenta o contribuinte que, mesmo com o advento do artigo 42 da Lei nº 9.430/96, que inverteu o ônus de provar os valores creditados em contas correntes, as pessoas físicas não estão obrigadas a escrituração contábil, sendo necessário que seja comprovada, pela autoridade fiscal, a utilização dos valores depositados como renda consumida. O contribuinte alega, ainda, que sem o nexo de causalidade não há como se sustentar a prática do delito previsto na Lei nº 8.137/90, Crimes Contra a Ordem Tributária, uma vez que, para que ocorra a subsunção na referida Lei, é necessário o elemento subjetivo do tipo, no caso do dolo. Sustenta que a própria Receita Federal afasta o dolo da presunção legal dos depósitos bancários, sendo indevida a aplicação de multa qualificada de 150% aplicada de ofício. No tópico denominado Quebra de Sigilos Bancário e Fiscal Não Pode Se Dar Sem Motivo Justificado e Fundamentado, o contribuinte alega que é nulo de pleno direito a quebra do sigilo fiscal e bancário, quando ausente a indispensável fundamentação, estabelecida a partir de fatos tidos, em tese como ilícitos ou ilegais, sob pena de se produzir prova ilícita, que é o que ocorreu no caso em tela. Argumenta que não se pode dizer que o contribuinte entregou de livre e espontânea vontade os extratos bancários pois a autoridade fiscal já possuía todos os dados referentes à movimentação financeira antes de intimar o contribuinte. Defende que não se pode falar que a autoridade fiscal se baseou na movimentação da CPMF, vez que a contribuição não incidia sobre contas de poupança. Também não se pode falar em ordem judicial pois nada consta no presente auto. Em sua defesa, o contribuinte cita diversos julgados do STF relacionados com a quebra irregular do sigilo bancário. Diante desses fatos, as alegações da impugnação e demais documentos que compõem estes autos, o órgão julgador de primeiro grau, ao apreciar o litígio, em votação unânime, afastou a preliminar e julgou procedente o lançamento, mantendo o crédito consignado no auto de infração, considerando que o contribuinte, intimado a justificar a origem dos recursos ora tributados, não logrou comprovála. A simples afirmação do contribuinte de que os recursos depositados em sua conta poupança não lhe pertenciam não é suficiente para afastar a presunção de omissão de rendimentos, resumindo o seu entendimento na seguinte ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física IRPF Fl. 196DF CARF MF Impresso em 14/04/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/06/2011 por RUBENS MAURICIO CARVALHO, Assinado digitalmente em 14/06/ 2011 por RUBENS MAURICIO CARVALHO, Assinado digitalmente em 14/06/2011 por NUBIA MATOS MOURA, Assina do digitalmente em 15/06/2011 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS Processo nº 10909.006221/200887 Resolução n.º 2102000.039 S2C1T2 Fl. 179 4 Anocalendário: 2005 DEPÓSITOS BANCÁRIOS. OMISSÃO DE RENDIMENTOS. NÃO COMPROVADA ORIGEM. Caracterizam omissão de rendimentos os valores creditados em conta de depósito mantida junto à instituição financeira, quando o contribuinte, regularmente intimado, não comprova, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações. DEPÓSITOS BANCÁRIOS. SUJEITO PASSIVO. O titular da conta de depósito mantida junto à instituição financeira é o sujeito passivo da tributação da omissão de rendimentos representada por valores creditados na referida conta. PRESUNÇÃO DE OMISSÃO DE RENDIMENTOS POR DEPÓSITOS BANCÁRIOS DE ORIGEM NÃO COMPROVADA. ONUS PROBANDI A CARGO DO CONTRIBUINTE. A comprovação da origem dos depósitos bancários no âmbito do artigo 42 da Lei nº 9.430/96 deve ser feita de forma individualizada (depósito a depósito), por via de documentação hábil e idônea. Assunto: Processo Administrativo Fiscal Anocalendário: 2005 PRELIMINAR. SIGILO BANCÁRIO. QUEBRA IRREGULAR. NÃO OCORRÊNCIA. Incabível a alegação de quebra irregular do sigilo bancário, se devidamente intimado a apresentar os extratos de sua movimentação financeira, o contribuinte os fornece, sem fazer qualquer objeção, à autoridade lançadora. E, resguardado o sigilo na forma da legislação aplicável, a obtenção de informações bancárias por parte do fisco, dentro dos parâmetros legalmente estabelecidos, não se constitui em quebra irregular do sigilo bancário. Inconformado, o contribuinte apresentou Recurso Voluntário, de fls. 167 a 173, requerendo pelo provimento ao recurso e cancelamento da exigência alegando em síntese: I. DO CERCEAMENTO DE DEFESA. Não obstante conste na manifestação efetuada, pela , Recorrente, precisamente à fl.. 80, requerimento para, oitiva da testemunha arrolada, a Sra. Taryh Darusa de Matos do Prado, o agente. público fiscalizador não intimou a mesma a fim que fosse tomada seu depoimento, o que acabou por prejudicar sensivelmente a defesa do Recorrente. Notase .que no :caso em tela, além, de outros elementos que evidenciam que o Recorrente não era o titular de fato, da conta poupança, tais como: ausência de bens móveis, imóveis, aplicações financeiras, a prova testemunhal requerida seria crucial para, atestar todos as .fatos relatados no depoimento prestado pelo ora Recorrente, violando o Princípio Constitucional do Contraditório e Ampla Defesa e II. DO ARQUIVAMENTO DO PROCESSO ADMINISTRATIVO. Pede o arquivamento do processo uma vez que o lançamento baseouse exclusivamente nos depósitos bancários, sem que fosse verificada a aquisição de disponibilidade de receita pelo contribuinte; tampouco acréscimo patrimonial. Cita jurisprudência com base na Súmula 182 do TRF. Fl. 197DF CARF MF Impresso em 14/04/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/06/2011 por RUBENS MAURICIO CARVALHO, Assinado digitalmente em 14/06/ 2011 por RUBENS MAURICIO CARVALHO, Assinado digitalmente em 14/06/2011 por NUBIA MATOS MOURA, Assina do digitalmente em 15/06/2011 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS Processo nº 10909.006221/200887 Resolução n.º 2102000.039 S2C1T2 Fl. 180 5 Dando prosseguimento ao processo este foi encaminhado para o julgamento de segunda instância administrativa. É o Relatório. Voto Vencido Conselheiro Rubens Maurício Carvalho. ADMISSIBILIDADE O recurso apresentado atende aos requisitos de admissibilidade previstos no Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972. Assim sendo, dele conheço. SOBRESTAMENTO DO RECURSO Iniciado o julgamento desse processo, foi levantada a questão da existência ou não de matéria com repercussão geral reconhecida pelo STF, especificamente no que se refere a Lei complementar nº 105/2001 e a Lei ordinária nº 10.174/2001. Da análise do conteúdo do recurso voluntário não encontro nenhuma argumentação acerca da aplicação da Lei complementar nº 105/2001 ou, tampouco, da Lei ordinária nº 10.174/2001. Assim sendo e considerando o que diz o Processo Administrativo Fiscal, Art. 17: Considerarseá não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pelo impugnante (Redação dada pelo art. 67 da Lei n.º 9.532/1997), entendo que não há como prosperar o entendimento que deve ser analisada matéria estranha ao recurso apresentado, caso contrário, o julgamento dessa matéria seria extra petita, contrariando o disposto no Código de Processo Civil, art. 128. Já o fato do contribuinte ter tratado dessa matéria na fase processual anterior, somente reforça o entendimento que se trata de matéria preclusa, pois, ao não se manifestar no Recurso acerca da mesma matéria, deixou tacitamente claro que está conformado sobre a questão tornadoa preclusa. Nesse sentido, encontramos vasta jurisprudência desse Conselho: Acórdão nº 10195931; Data: 08/12/2006. Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica – IRPJ MATÉRIA NÃO CONTESTADA temse como definitivamente constituído na esfera administrativa, o crédito tributário decorrente de matéria não contestada em sede recursal. LANÇAMENTO CIÊNCIA NULIDADE é nulo o lançamento anterior do qual não teve ciência o sujeito passivo e que deu causa a parte do crédito tributário constituído pelo presente lançamento, não produzindo qualquer efeito válido. Recurso Voluntário Provido em Parte. Acórdão nº 10321509; Data 18/02/2004 Fl. 198DF CARF MF Impresso em 14/04/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/06/2011 por RUBENS MAURICIO CARVALHO, Assinado digitalmente em 14/06/ 2011 por RUBENS MAURICIO CARVALHO, Assinado digitalmente em 14/06/2011 por NUBIA MATOS MOURA, Assina do digitalmente em 15/06/2011 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS Processo nº 10909.006221/200887 Resolução n.º 2102000.039 S2C1T2 Fl. 181 6 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL MATÉRIA NÃO CONTESTADA O não questionamento de determinada matéria implica em preclusão, impedindo o julgador de examinála, seja em primeira instância, ou no âmbito dos Conselhos de Contribuintes. Embargos Rejeitados. Não obstante as razões expostas, no final das discussões, por maioria de votos, este relator restou vencido nessa preliminar, restando prejudicadas minhas considerações de mérito. Assinado digitalmente Rubens Maurício Carvalho Relator. Voto Vencedor Conselheira Núbia Matos Moura. Cuidase de lançamento de omissão de rendimentos caracterizada por depósitos bancários com origem não comprovada, cujos extratos bancários, que deram origem ao lançamento, foram apresentados pelo próprio contribuinte à autoridade fiscal, em atendimento ao Termo de Início de Fiscalização, fls. 04/05. Entretanto, observase que no decorrer do procedimento fiscal foi emitida Requisição de Informação sobre Movimentação Financeira (RMF), fls. 31/32, para solicitar ao Banco Bradesco, documentos cadastrais da conta bancária, tais como cartão de autógrafo e procurações, assim como cópias de documentos relativos a débitos e créditos. É bem verdade, que no recurso o contribuinte não questiona a constitucionalidade da Lei Complementar nº 105, de 10 de janeiro de 2001, que é matéria com repercussão geral reconhecida pelo STF, mas o fez em sua impugnação, ocasião em que se insurgiu contra a quebra de seu sigilo bancário, afirmando que quando do início do procedimento fiscal a autoridade fiscal já possuía informações referentes à sua movimentação financeira. Veja que já no Termo de Início de Fiscalização a autoridade fiscal menciona que o contribuinte possui conta bancária junto ao Banco Bradesco, fato que corrobora a alegação do contribuinte. Nesse ponto, vale observar que, a depender do resultado do julgamento da matéria com repercussão geral reconhecida pelo STF (constitucionalidade da Lei Complementar nº 105, de 10 de janeiro de 2001), poderão ocorrer implicações nos julgamentos de recursos que cuidem de Autos de Infração, calcados em extratos bancários, cuja documentação bancária tenha sido obtida mediante RMF. Veja que, caso reste assentado na julgamento do STF que a Lei nº Complementar nº 105, de 2001, seja inconstitucional, não será possível a manutenção de lançamentos, cujas provas utilizadas para dar suporte à infração imputada ao contribuinte tenham sido obtidas mediante aplicação de Lei considerada inconstitucional. Assim, entendo que, ainda que a matéria não tenha sido suscita pelo contribuinte, esta deverá ser suscitada de ofício e apreciada quando do julgamento da lide. Fl. 199DF CARF MF Impresso em 14/04/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/06/2011 por RUBENS MAURICIO CARVALHO, Assinado digitalmente em 14/06/ 2011 por RUBENS MAURICIO CARVALHO, Assinado digitalmente em 14/06/2011 por NUBIA MATOS MOURA, Assina do digitalmente em 15/06/2011 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS Processo nº 10909.006221/200887 Resolução n.º 2102000.039 S2C1T2 Fl. 182 7 Portanto, por entender prudente e em obediência ao princípio do amplo direito de defesa, devese sobrestar o julgamento do presente recurso, em decorrência do disposto no art. 62A, § 1º, do Anexo II, do RICARF, ainda que tal matéria (constitucionalidade da Lei Complementar nº 105, de 10 de janeiro de 2001) não tenha sido objeto de questionamento por parte do contribuinte no recurso. Assinado digitalmente Núbia Matos Moura Redatora designada. Fl. 200DF CARF MF Impresso em 14/04/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/06/2011 por RUBENS MAURICIO CARVALHO, Assinado digitalmente em 14/06/ 2011 por RUBENS MAURICIO CARVALHO, Assinado digitalmente em 14/06/2011 por NUBIA MATOS MOURA, Assina do digitalmente em 15/06/2011 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS
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Numero do processo: 13931.000730/2008-15
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Mar 12 00:00:00 UTC 2015
Data da publicação: Fri May 29 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/01/2004 a 31/12/2005
RECURSO VOLUNTÁRIO. ADESÃO AO PARCELAMENTO DA LEI 11.941/09. PERDA DO INTERESSE EM AGIR. Tendo em vista que o parcelamento tributário se constitui em situação na qual o contribuinte renuncia de forma expressa o direito sobre o qual se funda a autuação, com a sua adesão ao programa de parcelamento, mitigado está o seu interesse de agir. Precedentes.
Recurso Voluntário Não Conhecido.
Numero da decisão: 2401-003.933
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso.
Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira Presidente em Exercício
Igor Araújo Soares - Relator
Participaram do presente julgamento os conselheiros: Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Kleber Ferreira de Araújo, Carolina Wanderley Landim, Carlos Henrique de Oliveira, Igor Araújo Soares e Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira.
Nome do relator: IGOR ARAUJO SOARES
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ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/01/2004 a 31/12/2005 RECURSO VOLUNTÁRIO. ADESÃO AO PARCELAMENTO DA LEI 11.941/09. PERDA DO INTERESSE EM AGIR. Tendo em vista que o parcelamento tributário se constitui em situação na qual o contribuinte renuncia de forma expressa o direito sobre o qual se funda a autuação, com a sua adesão ao programa de parcelamento, mitigado está o seu interesse de agir. Precedentes. Recurso Voluntário Não Conhecido.
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ADESÃO AO PARCELAMENTO DA LEI 11.941/09. PERDA DO INTERESSE EM AGIR. Tendo em vista que o parcelamento tributário se constitui em situação na qual o contribuinte renuncia de forma expressa o direito sobre o qual se funda a autuação, com a sua adesão ao programa de parcelamento, mitigado está o seu interesse de agir. Precedentes. Recurso Voluntário Não Conhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 93 1. 00 07 30 /2 00 8- 15 Fl. 189DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/03/2015 por AMARILDA BATISTA AMORIM, Assinado digitalmente em 24/04/2 015 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 13/04/2015 por IGOR ARAUJO SOARES 2 ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso. Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira – Presidente em Exercício Igor Araújo Soares Relator Participaram do presente julgamento os conselheiros: Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Kleber Ferreira de Araújo, Carolina Wanderley Landim, Carlos Henrique de Oliveira, Igor Araújo Soares e Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira. Fl. 190DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/03/2015 por AMARILDA BATISTA AMORIM, Assinado digitalmente em 24/04/2 015 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 13/04/2015 por IGOR ARAUJO SOARES Processo nº 13931.000730/200815 Acórdão n.º 2401003.933 S2C4T1 Fl. 722 3 Relatório Tratase de recurso voluntário interposto por INDÚSTRIAS JOÃO JOSÉ ZATTAR SA em face do acórdão de fls., que manteve integralmente o Auto de Infração n. 37.170.8192, lavrado para a cobrança de contribuições previdenciárias destinadas a terceiros. Consta do relatório fiscal que foram considerados como fatos geradores no presente lançamento as seguintes rubricas: a) FPG Remuneração paga a segurados Contribuintes individuais; b) FPS Remunerações pagas a segurados empregados, não registrados à época, efetuada através de recibos avulsos; c) PF2 Remuneração pagas a Transportadores Rodoviários Autônomos; d) Levantamento DAL diferença de acréscimos legais devidos sobre contribuições recolhidas à Previdência Social, através de Guia de Recolhimento, fora do prazo legal. O período apurado compreende a competência de 01/2004 a 12/2005, tendo sido o último contribuinte cientificado em 22/08/2008. Em seu recurso, sustenta que toda a documentação solicitada pela fiscalização foi apresentada e devidamente analisada e em nenhuma ocasião omitiu documentação ou se negou a apresentar alguma que fosse solicitada pela auditoria fiscal Argumenta, por conseguinte, possuir a condição de agroindústria, visto que a empresa industrializa toda sua produção que é extração de madeira, com plantio e reflorestamento das áreas exploradas, de propriedade do contribuinte, com os devidos registros no INCRA e IAP e respectivas Declarações de ITR, onde são informadas as respectivas áreas de exploração, de conhecimento da Secretaria da Receita Federal, sendo que em momento algum houve a intenção de "beneficiarse da tributação diferenciada destinada a agroindústria" como citado no referido Acórdão, visto que a empresa é uma agroindústria, pois é um produtor rural pessoa jurídica, industrializa a própria produção e desenvolve num mesmo empreendimento econômico a extração e a industrialização de sua produção. Sustenta, por fim, que que o fato de nunca ter sido questionado pela sua condição de agroindústria, tanto que não houve nenhuma solicitação de documentação comprobatória da diligência realizada pelo fisco, não constitui causa para comprovação espontânea da empresa. Sem contrarrazões da Procuradoria Geral da Fazenda Nacional, vieram os autos a este Eg. Conselho. É o relatório. Fl. 191DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/03/2015 por AMARILDA BATISTA AMORIM, Assinado digitalmente em 24/04/2 015 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 13/04/2015 por IGOR ARAUJO SOARES 4 Voto Conselheiro Igor Araújo Soares, Relator CONHECIMENTO Antes mesmo de adentrar ao mérito das alegações do recurso, entendo que exista situação prejudicial ao seu conhecimento a ser reconhecida. Ocorre que às fls. 706 e seguintes fora juntada comunicação da Secretaria da receita Federal do Brasil (Memorando n. 24/2012/PROT/ARFGAV/DRF PTG/SRRF09/RFB/MFPR) informando que o débito objeto do presente processo fora incluído no programa de parcelamento da Lei 11.941/09. Referida comunicação, requer, ainda manifestação deste Conselho sobre o protocolo de pedido de desistência do presente recurso. O processo fora incluído em pauta de julgamentos em virtude de que nos autos não fora apresentado pedido de desistência do recurso por parte do contribuinte, motivo pelo qual merece ser julgado o presente recurso voluntário. Todavia, em virtude da informada adesão ao parcelamento administrativo, o contribuinte agiu de forma a reconhecer expressa e irrevogavelmente a procedência do lançamento em questão, motivo pelo qual, a meu ver não havendo matérias de ordem pública que pudessem ser tratadas na presente assentada, tenho não mais subsiste o interesse processual da parte ao julgamento do presente Recurso Voluntário. Sobre o assunto, já se manifestou a Câmara Superior de Recursos Fiscais, conforme se percebe do precedente a seguir, de relatoria do Em. Conselheiro Marcelo Oliveira: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/02/1999 a 30/10/2006 RECURSO ESPECIAL. DESISTÊNCIA. AUSÊNCIA DE INTERESSE. No caso de desistência, pedido de parcelamento, confissão irretratável de dívida e de extinção sem ressalva de débito, estará configurada renúncia ao direito sobre o qual se funda o recurso interposto pelo sujeito passivo, inclusive na hipótese de já ter ocorrido decisão favorável ao recorrente, descabendo recurso da Procuradoria da Fazenda Nacional por falta de interesse. Fl. 192DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/03/2015 por AMARILDA BATISTA AMORIM, Assinado digitalmente em 24/04/2 015 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 13/04/2015 por IGOR ARAUJO SOARES Processo nº 13931.000730/200815 Acórdão n.º 2401003.933 S2C4T1 Fl. 723 5 Ante todo o exposto, NÃO CONHEÇO do recurso voluntário. É como voto. Igor Araújo Soares. Fl. 193DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/03/2015 por AMARILDA BATISTA AMORIM, Assinado digitalmente em 24/04/2 015 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 13/04/2015 por IGOR ARAUJO SOARES
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