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Numero do processo: 10840.721420/2009-31
Turma: Segunda Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue May 15 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Fri Apr 05 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2007
IRPF. DESPESAS MÉDICAS. COMPROVAÇÃO.
Recibos emitidos por profissionais da área de saúde com observância aos requisitos legais são documentos hábeis para comprovar dedução de despesas médicas, salvo quando comprovada nos autos a existência de indícios veementes de que os serviços consignados nos recibos não foram de fato executados ou o pagamento não foi efetuado.
MULTA. CONFISCO.
A alegação de ofensa ao princípio da vedação de confisco diz respeito à inconstitucionalidade da lei. A multa de ofício é prevista em lei, sendo defeso aos órgãos administrativos reconhecer a inconstitucionalidade de lei. Aplicação da Súmula CARF nº 2.
Recurso provido em parte.
Numero da decisão: 2802-001.574
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros do Colegiado: por maioria de votos DAR PROVIMENTO PARCIAL ao recurso voluntário para restabelecer R$20.000,00 (vinte mil reais) a título de despesas médicas, nos termos do voto do redator designado. Vencido(s) o Conselheiro(s) Dayse Fernandes Leite (relatora) e Lúcia Reiko Sakae que negavam provimento. Designado(a) para redigir o voto vencedor o (a) Conselheiro (a) Jorge Claudio Duarte Cardoso.
(assinado digitalmente)
Jorge Claudio Duarte Cardoso Presidente e redator designado.
(assinado digitalmente)
Dayse Fernandes Leite Relatora
EDITADO EM:25/2/2013
Participaram, do presente julgamento os Conselheiros: Jorge Claudio Duarte Cardoso (Presidente), German Alejandro San Martin Fernandez, Lucia Reiko Sakae, Julianna Bandeira Toscano, Dayse Fernandes Leite, Sidney Ferro Barros. Ausente justificadamente o Conselheiro Carlos André Ribas de Mello.
Nome do relator: DAYSE FERNANDES LEITE
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DESPESAS MÉDICAS. COMPROVAÇÃO. Recibos emitidos por profissionais da área de saúde com observância aos requisitos legais são documentos hábeis para comprovar dedução de despesas médicas, salvo quando comprovada nos autos a existência de indícios veementes de que os serviços consignados nos recibos não foram de fato executados ou o pagamento não foi efetuado. MULTA. CONFISCO. A alegação de ofensa ao princípio da vedação de confisco diz respeito à inconstitucionalidade da lei. A multa de ofício é prevista em lei, sendo defeso aos órgãos administrativos reconhecer a inconstitucionalidade de lei. Aplicação da Súmula CARF nº 2. Recurso provido em parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado: por maioria de votos DAR PROVIMENTO PARCIAL ao recurso voluntário para restabelecer R$20.000,00 (vinte mil reais) a título de despesas médicas, nos termos do voto do redator designado. Vencido(s) o Conselheiro(s) Dayse Fernandes Leite (relatora) e Lúcia Reiko Sakae que negavam provimento. Designado(a) para redigir o voto vencedor o (a) Conselheiro (a) Jorge Claudio Duarte Cardoso. (assinado digitalmente) Jorge Claudio Duarte Cardoso – Presidente e redator designado. (assinado digitalmente) AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 84 0. 72 14 20 /2 00 9- 31 Fl. 147DF CARF MF Impresso em 08/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/02/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 25 /02/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 26/02/2013 por DAYSE FERNANDES L EITE 2 Dayse Fernandes Leite – Relatora EDITADO EM:25/2/2013 Participaram, do presente julgamento os Conselheiros: Jorge Claudio Duarte Cardoso (Presidente), German Alejandro San Martin Fernandez, Lucia Reiko Sakae, Julianna Bandeira Toscano, Dayse Fernandes Leite, Sidney Ferro Barros. Ausente justificadamente o Conselheiro Carlos André Ribas de Mello. Relatório Tratase de Recurso Voluntário, interposto contra acórdão proferido na Primeira instância administrativa, pela Delegacia da Receita Federal de Julgamento em São Paulo II (SP) que considerou improcedente, a impugnação apresentada, contra o lançamento de ofício nos termos do Decreto 3.000/99 RIR/99, tendo em vista a glosa de R$ 22.758,40, correspondente à Dedução Indevida de Despesas Médicas e o lançamento, no valor de R$ 10.021,44, correspondente à Omissão de Rendimentos do Trabalho com Vínculo e/ou sem Vínculo Empregatício, recebidos por titular e/ou dependentes de fontes pagadoras. Na apuração do imposto devido, foi compensado o IRRF sobre os rendimentos omitidos no valor de R$ 101,15.. A 11ª. Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em São Paulo II (SP), ao examinar o pleito, proferiu o acórdão n° 1751.585, de 14 de junho de 2011, que se encontra às fls. 111/116, cuja ementa é a seguinte: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Anocalendário:2006 Ementa: DEDUÇÃO DE DESPESAS MÉDICAS. COMPROVAÇÃO. Só poderá ser aceita a dedução de despesa efetivamente comprovada. OMISSÃO DE RENDIMENTOS RECEBIDOS DE PESSOAS JURÍDICAS. Tributamse os rendimentos tributáveis recebidos de pessoa jurídica, não informados na declaração de ajuste anual. DIREITO CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. PRINCÍPIO DO NÃO CONFISCO. A vedação quanto à instituição de tributo com efeito confiscatório é dirigida ao legislador e não ao aplicador da lei. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido A ciência de tal julgado se deu por via postal em 27 de junho de 2011, consoante o AR – Aviso de Recebimento –. (fls.124). Fl. 148DF CARF MF Impresso em 08/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/02/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 25 /02/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 26/02/2013 por DAYSE FERNANDES L EITE Processo nº 10840.721420/200931 Acórdão n.º 2802001.574 S2TE02 Fl. 597 3 À vista da decisão, foi protocolizado, em 25 de julho de 2011, recurso voluntário dirigido a este colegiado, fls. 125/144 no qual o pólo passivo, com vistas a obter a reforma do julgado, reitera, os argumentos apresentados em primeira instância e ainda, em síntese, alega: · Discorda do fundamento do acordão combatido em relação a glosa da despesa médica,pois, além de não haver qualquer indício de inidoneidade dos documentos por ele apresentados, as deduções pleiteadas foram comprovadas, justificadas e não se enquadram em qualquer hipótese que causa a possibilidade do fisco glosálas, e, de outro lado, não procedem os acréscimos pela suposta omissão rendimentos. · O inciso III, do artigo 8º da Lei 9250 de 1995, é claro ao estabelecer que os pagamentos sejam especificados e comprovados com documentos originais aue indiquem nome, endereco e número de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) ou Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica CCNPJ) de quem os recebeu. · É inegável que esse documento exigido para fins de dedução, quando não formalizado de outra forma, na prática cotidiana, é o "RECIBO"! · No presente caso apresentou não apenas os recibos no formato exigido pela lei ("Documentos"), mas também os relatórios dos profissionais da saúde (médicos, dentistas, fisioterapeuta e psicólogos) atestando as enfermidades que o acometeram, assim como a efetiva realização dos tratamentos. · A idoneidade dos documentos acima é incontestável, prova disto é que não há qualquer menção por parte da Autoridade Fiscal neste sentido, apenas o levantamento da questão sobre a falta de endereço da emitente do recibo o que pode ser perfeitamente sanável com a confrontação de dados contidos na Receita Federal. · Nos termos da lei na falta de documentação, a comprovação ser feita com a indicação do cheque nominativo pelo qual foi efetuado o pagamento", mas, contrariando o dispositivo legal, para a Autoridade Fiscal, a "prova irrefutável do pagamento seria possível mediante a apresentação de cópia de cheques ou extrato bancário, nos quais constatasse o os saques efetuados". · Tal assertiva vai de encontro ao nosso ordenamento jurídico que de outra forma estipula como deve proceder o contribuinte. · Não procede a alegação da Receita Federal de que não foi comprovado o efetivo pagamento, uma vez que não existe qualquer indício da falta de higidez dos documentos apresentados por ele apresentados. · Cita uma vasta jurisprudência para respaldar seus argumentos Fl. 149DF CARF MF Impresso em 08/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/02/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 25 /02/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 26/02/2013 por DAYSE FERNANDES L EITE 4 · O montante da multa de 75% é visivelmente confiscatório e não pode ser aplicada, sob pena de ferir a Carta Maior. · Finaliza solicitando o cancelamento o lançamento fiscal. É o Relatório. Voto Vencido Conselheira Dayse Fernandes Leite , Relatora O recurso preenche seus requisitos de admissibilidade, motivo pelo qual dele conheço. Conforme relatado, a matéria objeto do presente processo relacionase com glosas de despesas médicas indevidamente deduzidas nas Declarações de Ajuste Anual do exercício de 2007, ano calendário 2006. Em sede de recurso o contribuinte só contesta a glosa das despesas médicas e a multa de ofício aplicada. Nas razões de decidir do Acórdão de primeira instância que não acolheu os recibos e argumentos apresentados, destacase: Os recibos acima não podem ser aceitos em função de estarem em desacordo com a legislação antes colacionada. Cabe destacar que os recibos apresentados somente podem fazer prova das despesas médicas pleiteadas na declaração de ajuste se atenderem a todos os requisitos exigidos pela legislação do imposto de renda, uma vez que, analogamente à legislação que concede isenções, a matéria relativa à redução de base de cálculo de tributos deve ser interpretada literalmente. Desta forma, com base nos incisos II e III do parágrafo 2º do art. 8º da Lei 9.250/95, devem constar dos recibos apresentados para comprovar as despesas médicas efetuadas a indicação do beneficiário do tratamento e do nome, endereço e número de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas CPF ou no Cadastro Geral de Contribuintes CGC do profissional prestador dos serviços (...) Ressaltese que na Complementação da Descrição dos Fatos, fl. 03, foi solicitada comprovação da efetividade dos pagamentos e da utilização dos serviços. O beneficiário dos recibos teria que provar que realmente efetuou os pagamentos dos valores neles constantes, para que ficasse caracterizada a efetividade da despesa passível de dedução. Para tal comprovação, o impugnante poderia apresentar: cópia de cheques nominativos coincidente em datas e valores com os recibos apresentados, extratos bancários, comprovantes de transferência bancária, prova de disponibilidade financeira vinculada aos pagamentos nas datas de suas realizações. Fl. 150DF CARF MF Impresso em 08/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/02/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 25 /02/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 26/02/2013 por DAYSE FERNANDES L EITE Processo nº 10840.721420/200931 Acórdão n.º 2802001.574 S2TE02 Fl. 598 5 Considerando que não houve a comprovação do efetivo dispêndio para pagamento das despesas médicas acima, motivando a presente Notificação de Lançamento, devese manter a glosa no valor de R$ 22.758,40, correspondente à Dedução Indevida de Despesas Médicas Isto porque, a legislação, de fato, não exige que o contribuinte comprove o pagamento da despesa médica nos termos acima apontados. De fato, o RIR/1999, em seu artigo 80, § 1°,, III, determina, tão só, que: "limitase a pagamentos especificados e comprovados, com indicação do nome, endereço e número de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas — CPF ou no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica — CNPJ de quem os recebeu, podendo, na falta de documentação, ser feita indicação do cheque nominativo pelo qual foi efetuado o pagamento," Considerando a Lei nº 8.846, de 1994, que dispõe sobre a emissão de documentos fiscais, posso afirmar, com fulcro no artigo 1º da referida lei, que a expressão na “falta de documentação" quer dizer na FALTA DE RECIBO ou de NOTA FISCAL, conforme a natureza do prestador do serviço, a comprovação poderá ser feita através de cheque nominativo no valor do serviço prestado. Vejamos o citado dispositivo legal somente fala em nota fiscal ou recibo como documentos hábeis para regular as operações realizadas com bens e serviços praticadas por pessoas fisicas ou jurídicas, não estabelecendo quaisquer outras condições para comprovar a forma de pagamento da despesa médica, coincidente em datas e valores por meio de cópias de cheques, extratos bancários, através de exames, laudos, receituários, ou qualquer documentação probatória, não bastando a mera exibição do recibo, que é, repitase, na forma da Lei n°, 8.846/1994, o documento hábil para regular tais operações.. Faço essas considerações para demonstrar que esta Relatora não comunga com as restrições do lançamento, no tocante à forma de pagamento da prestação de serviço, bastando que seja realizado contra recibo, seja em moeda corrente, cheque, transferência bancária, qualquer que seja a forma adotada. A Lei nº. 9,250, de 26 de dezembro de 1995, em seu art. 8°, inc. II, alínea "a", estabelece que na declaração de ajuste anual, para apuração da base de cálculo do imposto, poderão ser deduzidos pagamentos efetuados, no anocalendário, a médicos, dentistas psicólogos, fisioterapeutas, forioaudiólogos, terapeutas ocupacionais e hospitais, bem como as despesas com exames laboratoriais, serviços radiológicos, aparelhos ortopédicos e próteses ortopédicas e dentárias, restringindose aos pagamentos efetuados pelo contribuinte relativos ao seu tratamento e ao de seus dependentes. Não obstante todas as oportunidades dadas ao interessado para apresentar os documentos hábeis a ampararem seu pleito, não trouxe com o recurso qualquer outro elemento de prova, apenas argumentando, no tocante às despesas médicas, que os serviços foram efetivamente prestados, apresentando tempestivamente os recibos que lhes foram entregues mediante pagamento pelos serviços médicos prestados, segundo prescrito no inciso III, do § 2°, do artigo 8º, da Lei 9150/1995. Fl. 151DF CARF MF Impresso em 08/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/02/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 25 /02/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 26/02/2013 por DAYSE FERNANDES L EITE 6 De acordo com o § 2°, III, do dispositivo anteriormente citado, a dedução está condicionada ainda a que os pagamentos sejam especificados e comprovados, com indicação do nome, endereço e CPF ou CNPJ de quem os recebeu, podendo, na falta de documentação, ser feita indicação de cheque nominativo pelo qual foi efetuado o pagamento. Embora não concordando com as restrições quanto à forma de pagamento da prestação dos serviços, moeda corrente quitada mediante RECIBOS, entendo que estes, para darem suporte às deduções a que os mesmos se referem, devem preencher os requisitos previstos no § 2°, III, do artigo 8°, da Lei n°, 9150/1995. Analisados os recibos, em que pesem as declarações dos respectivos profissionais anexadas às fls.91/64, notase que tais RECIBOS foram emitidos em desacordo com o dispositivo legal citado, falta de endereço deste. Senão, vejamos: 1) Cristiane Corsini Prizanteli (psicóloga), no valor de R$ 6.000,00, , e Unipsico, no valor de R$ 2.758,40. os recibos (fls.87/91), não indicam o endereço do emitente. Veja que esta falha poderia ter sido corrigida com a declaração da profissiona, fls 91. Mas, também nessa, não consta o endereço. 2) Alessandra Vieira Grejo (fisioterapeuta), no valor de R$ 10.000,00) os recibos (fls.92/96), não indicam o endereço do emitente. Também na avaliação fisioterapeutica de fls. 96, da mesma profissional não consta o endereço. 3) Marivone de Souza Freitas (cirurgia dentista), no valor de R$ 4.000,00 os recibos (fls.97/98), não indicam o endereço do emitente. Também no orçamento de fls. 98, da mesma profissional não consta o endereço 4) Quanto ao recibo de fls. 99, Unipsico, no valor de R$ 2.758,40 Este recibo apesar de, segundo entendo, preencher os requisitos legais, não posso acatálo como comprovante de despesa médica para o Exercício de 2007. Observe que elnele consta que o pagamento foi efetuado em 02 de abril de 2007. Ante o acima relatado, entendo que devem ser mantidas as glosas, relativas a despesa médica consoante a decisão recorrida. Passo agora ao outro item do litígio, ou seja, à aplicação da multa de ofício, O requerente alega que essa multa é inconstitucional por ter caráter confiscatório. Ocorre que o lançamento e o julgamento administrativo são vinculados à lei. E o lançamento ora combatido foi devidamente fundamentado, posto que, conforme constante no auto de infração a multa de ofício aplicada no percentual de 75% é prevista no art. 44, inciso I, da lei nº 9.430/96. Fl. 152DF CARF MF Impresso em 08/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/02/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 25 /02/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 26/02/2013 por DAYSE FERNANDES L EITE Processo nº 10840.721420/200931 Acórdão n.º 2802001.574 S2TE02 Fl. 599 7 A este Conselho compete o controle da legalidade dos atos administrativo e não da constitucionalidade das leis. A alegação do recorrente, portanto, entra no âmbito de aferição de constitucionalidade de lei, o que é defeso aos Órgãos administrativos. Aplicase a Súmula CARF nº 02 de observância obrigatória pelos membros do CARF, nos termos do art. 72 do Regimento Interno do CARF (Portaria MF nº 259, de 23 de junho de 2009). O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Diante do exposto, voto por NEGAR PROVIMENTO ao recurso. (assinado digitalmente) Dayse Fernandes LeiteRelatora Voto Vencedor Conselheiro Jorge Claudio Duarte Cardoso, Redator designado Peço vênia para divergir da relatora, exclusivamente, quanto à comprovação das despesas médicas referentes a Cristiane Corsini Prizanteli (psicóloga), Alessandra Vieira Grejo (fisioterapeuta) e Marivone de Souza Freitas (cirurgia dentista), nos valores de R$ 6.000,00, R$10.000,00 e R$ 4.000,00, respectivamente, totalizando R$20.000,00. Nos demais pontos, acompanho a relatora. A divergência referese à acerca da comprovação das despesas médicas, pois a autoridade fiscal fundamentou a autuação na falta de comprovação do efetivo pagamento sem apontar quais as razões pelas quais os recibos apresentados não são suficientes. Não foi apontado, pela autoridade fiscal, qualquer objeção no tocante às formalidades legais dos recibos apresentados. A princípio, os recibos emitidos por profissionais legalmente habilitados que atendam às formalidade legais são hábeis a comprovar as deduções pleiteadas, mas, em havendo fortes indícios de que a documentação é inidônea, existe o direitodever de o fisco intimálo a comprovar por outros meios o desembolso e a prestação do serviço. A dedutibilidade ou não da despesa médica merece análise caso a caso, consoante os elementos trazidos aos autos, tanto pelo fisco como pelo contribuinte e o ponto de partida é a imputação feita no lançamento, se nele não há apontamento de indícios em desfavor dos documentos apresentados pelo recorrente, não há elementos que permitam afastar a idoneidade dos documentos apresentados pelo requerente para fazer jus às deduções pleiteadas. Os documentos comprobatórios estão acostados às fls.17 e seguintes. Fl. 153DF CARF MF Impresso em 08/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/02/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 25 /02/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 26/02/2013 por DAYSE FERNANDES L EITE 8 Em que pese a relevância das preocupações do julgador de primeira instância, o devido processo legal exige que o processo caminhe sempre para frente e que o contribuinte arque com o ônus de defenderse unicamente da imputação que lhe foi feita no auto de infração, razão pela qual a manutenção da glosa exclusivamente pela falta de indicação de endereço seria uma inovação do lançamento, o que é vedado ao órgão julgador. Não havendo sequer um conjunto forte de indícios em desfavor dos recibos e das declarações dos profissionais e enquanto não houver disciplina legal mais adequada, atende ao verdadeiro interesse público privilegiar o devido processo legal e as demais garantias ínsitas ao Estado Democrático de Direito, cujos valores superam eventual perda arrecadatória. Portanto, dou provimento parcial ao recurso voluntário para restabelecer R$20.000,00 (vinte mil reais) de dedução de despesas médicas. Assinado digitalmente Jorge Claudio Duarte Cardoso Fl. 154DF CARF MF Impresso em 08/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/02/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 25 /02/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 26/02/2013 por DAYSE FERNANDES L EITE
score : 1.0
Numero do processo: 36936.002437/2006-78
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Mar 14 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Tue Mar 26 00:00:00 UTC 2013
Numero da decisão: 2302-000.216
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
RESOLVEM os membros da 2ª TO/3ª CÂMARA/2ª SEJUL/CARF/MF/DF, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
Liége Lacroix Thomasi - Presidente Substituta.
Arlindo da Costa e Silva Relator ad hoc.
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Liége Lacroix Thomasi (Presidente Substituta de Turma), Adriana Sato, André Luis Mársico Lombardi, Juliana Campos de Carvalho Cruz e Arlindo da Costa e Silva.
Nome do relator: ARLINDO DA COSTA E SILVA
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RESOLVEM os membros da 2ª TO/3ª CÂMARA/2ª SEJUL/CARF/MF/DF, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. Liége Lacroix Thomasi Presidente Substituta. Arlindo da Costa e Silva – Relator ad hoc. Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Liége Lacroix Thomasi (Presidente Substituta de Turma), Adriana Sato, André Luis Mársico Lombardi, Juliana Campos de Carvalho Cruz e Arlindo da Costa e Silva. Conselheiro Arlindo da Costa e Silva, Relator ad hoc 1. RELATÓRIO Tratase de pedido de restituição de contribuições previdenciárias referente às competências janeiro a dezembro de 2005, conforme Requerimento de Restituição de Retenção – RRR, a fl. 01. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 3 69 36 .0 02 43 7/ 20 06 -7 8 Fl. 426DF CARF MF Impresso em 26/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/03/2013 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 25/03/ 2013 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 25/03/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI Processo nº 36936.002437/200678 Resolução nº 2302000.216 S2C3T2 Fl. 427 2 A Delegacia da Receita Federal do Brasil EM Belo Horizonte/MG analisou os documentos juntados aos autos e indeferiu o pleito do contribuinte, sob o argumento de que não constavam os documentos suficientes, conforme Despacho Decisório a fls. 218 a 220. Inconformado, o Requerente ofereceu Manifestação de Inconformidade, a fls. 224/229. A Delegacia da Receita Federal do Brasil em Belo Horizonte/MG converteu o feito em diligência, nos termos comandados no Despacho a fl. 296. Informação Fiscal a fls. 305/306, pugnando pelo indeferimento da restituição. Devidamente cientificado do resultado da diligência, o contribuinte manifestou se a fls. 312/316. A Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Belo Horizonte/MG proferiu a decisão Administrativa textualizada no Acórdão a fls. 375/377, julgando improcedente a Manifestação de Inconformidade oferecida pelo Contribuinte e indeferindo o pedido de restituição. O sujeito passivo foi intimado da Decisão de Primeira Instância Administrativa em 24/08/2010, conforme Aviso de Recebimento a fl. 379. Não concordando com a decisão do órgão fazendário, o Requerente interpôs Recurso Voluntário a fls. 381/385, alegando, em síntese, que não tinha funcionário quando da prestação do serviço, sendo que os treinamentos em equipamentos, quais sejam: caminhões, motor, sistema hidráulico dentre outros discriminados em documentos juntados retro, foram executados pelo sócio administrador da Recorrente, nas dependências da empresa contratante. O Julgamento do Recurso Voluntário foi convertido em diligência, nos termos da Resolução nº 2302000.174, de 10 de julho de 2012, a fls. 392/393, para que a Secretaria da Receita Federal do Brasil informasse se o Contribuinte, ora Recorrente, se encontra sob ação fiscal, se há autos de infração ou notificações fiscais lavrados em face da empresa, uma vez que, para se obstar a restituição, o débito tem que ser constituído pelo órgão fiscalizador. A DILIGÊNCIA NÃO FOI CUMPRIDA !!!! Os autos retornaram a este Colegiado sem que a Secretaria da Receita Federal do Brasil cumprisse as determinações comandadas pela diligência fiscal contida na Resolução nº 2302000.174, de 10 de julho de 2012, a fls. 392/393. Por tais razões, pugnamos pela conversão do julgamento em nova diligência, para que a Secretaria da Receita Federal do Brasil, sem desídia, CUMPRA EFETIVAMENTE as determinações aviadas na Resolução nº 2302000.174, de 10 de julho de 2012, a fls. 392/393. Além disso, conforme comandado na Resolução acima mencionada, antes de os autos retornarem a este Colegiado, deve ser promovida a ciência do Contribuinte a respeito do conteúdo e resultado da diligência fiscal realizada, para que, desejando, possa se manifestar no processo, no prazo normativo. Fl. 427DF CARF MF Impresso em 26/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/03/2013 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 25/03/ 2013 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 25/03/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI Processo nº 36936.002437/200678 Resolução nº 2302000.216 S2C3T2 Fl. 428 3 2. CONCLUSÃO Pelos motivos expendidos, voto pela CONVERSÃO do julgamento EM DILIGÊNCIA, nos termos assinalados no parágrafo anterior. É como voto. Arlindo da Costa e Silva, Relator ad hoc Fl. 428DF CARF MF Impresso em 26/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/03/2013 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 25/03/ 2013 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 25/03/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI
score : 1.0
Numero do processo: 13910.000857/2008-74
Turma: Primeira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jan 23 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Mon Mar 18 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Ano-calendário: 2003
RETENÇÃO NA FONTE. COMPENSAÇÃO. PROVA.
A legislação prevê a compensação de imposto de renda retido na fonte na Declaração de Ajuste Anual, mas desde que devidamente comprovada. Hipótese em que a contribuinte juntou aos autos o Comprovante de Rendimentos Pagos e de Retenção de Imposto de Renda na Fonte.
Recurso Voluntário Provido
Numero da decisão: 2101-002.032
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, para restabelecer o IRRF no valor de R$26.107,01.
(assinado digitalmente)
___________________________________
Luiz Eduardo de Oliveira Santos - Presidente
(assinado digitalmente)
___________________________________
José Raimundo Tosta Santos - Relator
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Luiz Eduardo de Oliveira Santos (Presidente), José Raimundo Tosta Santos, Eivanice Canário da Silva, Alexandre Naoki Nishioka, Célia Maria de Souza Murphy e Carlos André Rodrigues Pereira Lima.
Nome do relator: JOSE RAIMUNDO TOSTA SANTOS
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Ano-calendário: 2003 RETENÇÃO NA FONTE. COMPENSAÇÃO. PROVA. A legislação prevê a compensação de imposto de renda retido na fonte na Declaração de Ajuste Anual, mas desde que devidamente comprovada. Hipótese em que a contribuinte juntou aos autos o Comprovante de Rendimentos Pagos e de Retenção de Imposto de Renda na Fonte. Recurso Voluntário Provido
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COMPENSAÇÃO. PROVA. A legislação prevê a compensação de imposto de renda retido na fonte na Declaração de Ajuste Anual, mas desde que devidamente comprovada. Hipótese em que a contribuinte juntou aos autos o Comprovante de Rendimentos Pagos e de Retenção de Imposto de Renda na Fonte. Recurso Voluntário Provido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, para restabelecer o IRRF no valor de R$26.107,01. (assinado digitalmente) ___________________________________ Luiz Eduardo de Oliveira Santos Presidente (assinado digitalmente) ___________________________________ José Raimundo Tosta Santos Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Luiz Eduardo de Oliveira Santos (Presidente), José Raimundo Tosta Santos, Eivanice Canário da Silva, Alexandre Naoki Nishioka, Célia Maria de Souza Murphy e Carlos André Rodrigues Pereira Lima. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 91 0. 00 08 57 /2 00 8- 74 Fl. 107DF CARF MF Impresso em 18/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/02/2013 por JOSE RAIMUNDO TOSTA SANTOS, Assinado digitalmente em 28/0 2/2013 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS, Assinado digitalmente em 21/02/2013 por JOSE RAIMUNDO TO STA SANTOS 2 Relatório O recurso voluntário em exame pretende a reforma do Acórdão nº 0632.230, proferido pela 6ª Turma da DRJ/CTA (fl. 38), que, por unanimidade de votos, julgou improcedente a impugnação à Notificação de Lançamento de fls. 04/07. A infração indicada no lançamento e os argumentos de defesa suscitados na impugnação foram sintetizados pelo Órgão julgador a quo nos seguintes termos: Trata o processo de Notificação de Lançamento, fls. 04 a 07, resultante de revisão da Declaração de Ajuste Anual correspondente ao exercício de 2004, anocalendário de 2003, que exige crédito tributário no valor de R$ 36.785,00, em virtude de compensação indevida de IRRF, não constante em DIRF — Declaração do Imposto de Renda Retido na Fonte. 2. Regularmente cientificada do lançamento em 15/10/2008 (AR à fl. 35), a interessada apresentou impugnação tempestiva, em 04/11/2008, fls. 0103, alegando, em síntese, que: 2.1. Por meio de oficio, atendeu ao Termo de Intimação Fiscal 2004/609126964381050, encaminhando documentos e as devidas justificativas, protocolado na Unidade Administrativa de JacarezinhoPR; 2.2. Em 15/10/2008 recebeu a Notificação de Lançamento, com a qual não concorda, contestando os motivos alegados para a glosa do IRRF no valor de R$ 26.107,01: a) "Não consta na DIRF apresentada pela fonte pagadora Fundação Municipal de Saúde São Gonçalo CNPJ 39.260.120./000163 IRRF em nome da contribuinte. A contribuinte devidamente intimada, não apresentou o contrato de locação, nem recibos de aluguéis a fim de comprovar a efetiva retenção. Embora a Fiscalização tenha intimado a fonte pagadora a prestar esclarecimentos sobre a retenção do imposto, até a presente data não se manifestou.". Entende a Contribuinte que não lhe cabe o ônus da prova da declaração e recolhimento dos valores retidos pela fonte pagadora, segundo disposição contida no art. 717 do Decreto n° 3.000, de 1999 (RIR). Apesar disso, fez diversos contatos com a Prefeitura de sac) Gonçalo (Departamento de Contabilidade e de Controle Interno), sendo constatada a omissão em Dirf dos valores da lide, comprometendose a fonte pagadora a retificála. Também solicitou cópia da Dirf retificadora, não lhe sendo garantida a entrega em face do sigilo fiscal; b) O contrato de locação não foi apresentado, conforme justificativa contida no oficio enviado, ao qual anexou também os recibos de aluguéis (DARMs), numerados de 10 a 17, emitidos pela Prefeitura de São Gonçalo; c) Afirma que pelo fato de não constar em Dirf o nome do beneficiário, os valores retidos e nem o recolhimento, isso não lhe retira o direito de compensação desse imposto em sua declaração de ajuste, cujos valores retidos estão definidos nos DARMs anexados, que são oficiais e merecedores de fé; d) Após exaustivas buscas, a Contribuinte localizou cópia do Contrato de Locação Não Residencial, da ata de Audiência de Instrução, Conciliação e Julgamento realizada em 28/03/1995, bem como de Termo Aditivo ao contrato de Locação, firmado em 09/08/2005, entre a referida Prefeitura (locatária) e a ora Impugnante (viúvameeira) e Maria Beatriz Moreira de Figueiredo Faria (filhaherdeira), também anexados nessa ocasião, porque antes não os tinha em mãos; e) Afirma que a Prefeitura continuou a pagar os alugueis em nome do antigo locador (falecido em 2000) e de seu CPF, provavelmente cancelado com a Declaração Fl. 108DF CARF MF Impresso em 18/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/02/2013 por JOSE RAIMUNDO TOSTA SANTOS, Assinado digitalmente em 28/0 2/2013 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS, Assinado digitalmente em 21/02/2013 por JOSE RAIMUNDO TO STA SANTOS Processo nº 13910.000857/200874 Acórdão n.º 2101002.032 S2C1T1 Fl. 108 3 Final de Espólio em 27/04/2001. Contudo, os aluguéis (com as deduções das respectivas retenções na fonte) foram recebidos pela Impugnante e sua filha, na condição de legítimos beneficiários; f) Entende a Contribuinte que se ofereceu à tributação os aluguéis recebidos (admitidos como verdadeiros pela AuditoriaFiscal), é justo e necessário que possa compensar na DAA as respectivas retenções na fonte, sob pena de, além de injusto, ser enquadrado como bitributação; 2.3. Requer, ao final, o cancelamento e respectivo arquivamento da Notificação e, em conseqüência a liberação do saldo de imposto a restituir, de acordo com a DAA. 3. Em 04/11/2010 a Contribuinte, por seu procurador, protocolou a petição de fls. 28, informando que a Fundação Municipal de Saúde de São Gonçalo somente agora retificou sua Dirf 2004, anocalendário 2003, para incluir o valor das retenções do imposto de renda, objeto do presente processo (omitido na DIRF original). Como a Fundação não conseguiu fazer a Retificadora diretamente pela Internet, encaminhou oficio ao Delegado da DRF em Niterói/RJ, competente para a jurisdição de São Gonçalo, "sendo orientada a juntar o arquivo com a retificadora diretamente no processo administrativo (em referencia)". 3.1. Como prova das assertivas constantes desse processo foram juntados documentos as fls. 29 a 32 (cópia de oficio endereçado ao Delegado da DRF em Niterói, CD contendo a Dirf retificadora 2004, cópia de comprovante de Inscrição e de Situação Cadastral junto à RFB, dentre outros). Ao apreciar o litígio, o Órgão julgador de primeiro grau manteve integralmente o lançamento, resumindo o seu entendimento na seguinte ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física – IRPF Anocalendário: 2003 RETENÇÃO NA FONTE. COMPENSAÇÃO. PROVA. A legislação prevê a compensação de imposto de renda retido na fonte na Declaração de Ajuste Anual, mas desde que devidamente comprovada. Impugnação Procedente Crédito Tributário Mantido Em seu apelo ao CARF (fls. 50/62) reitera as mesmas questões suscitadas perante o Órgão julgador a quo, e apresenta documentos relacionados à aquisição do imóvel e o Comprovante de Rendimentos Pagos e de Retenção de Imposto de Renda na Fonte. É o relatório. Voto Fl. 109DF CARF MF Impresso em 18/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/02/2013 por JOSE RAIMUNDO TOSTA SANTOS, Assinado digitalmente em 28/0 2/2013 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS, Assinado digitalmente em 21/02/2013 por JOSE RAIMUNDO TO STA SANTOS 4 Conselheiro JOSÉ RAIMUNDO TOSTA SANTOS, Relator O recurso atende os requisitos de admissibilidade. Em sua Declaração de Rendimentos do exercício de 2004, anocalendário de 2003 (fls. 0913), a contribuinte informou rendimentos recebidos da fonte pagadora Fundação Municipal de Saúde São Gonçalo, CNPJ 39.280.120/000163, no valor de R$ 101.088,41, e IRRF no valor de R$ 26.107,01. Encontrase em litígio a glosa do IRRF efetuada pela fiscalização. A decisão recorrida entendeu que “em se tratando de retenção na fonte, decorrente de valores pagos a titulo de aluguel de bem imóvel, a Contribuinte, além de comprovar a propriedade do imóvel, o casamento e o regime de bens, de demonstrar que se trata de bem comum, de apresentar o contrato de locação que teria originado os rendimentos, deveria demonstrar o valor bruto do aluguel e o valor efetivamente recebido (valor liquido), a fim de provar que efetivamente sofreu a retenção informada em DAA.” Pois bem. Juntamente com o recurso voluntário a contribuinte apresentou Formal de Partilha extraído dos Autos de Arrolamento nº 133/2000, apresentado à DRF Londrina/PR, em 14/11/2007, que o autenticou com o carimbo “confere com o original” (fls. 74/97). Conforme Plano de Partilha e Divisão Amigável (fl. 88), Hilca Moreira de Figueiredo, viúvameeira de Moacyr Pereira de Figueiredo, e Maria Beatriz Moreira de Figueiredo Faria, filha e única herdeira dos bens deixados por Moacyr Pereira de Figueiredo, falecido em 31/01/2000, sucederam o falecido na titularidade dos imóveis situados à rua Alfredo Backer, n° 871, Alcântara, lojas 01, 02, 04, 09 e 10 que se interligam com os seus respectivos depósitos denominados de sublojas 01, 02, 04, 09, 10 e as sobrelojas de n° 01, 02, 03, 04, 05, 06, 09,e 10, onde se encontram instaladas as dependências do PAM ALCANTARA, município de São Gonçalo/RJ. Nos termos do Comprovante de Rendimentos Pagos e de Retenção de Imposto de Renda na Fonte, à fl. 98, os alugueres no anocalendário de 2003 totalizou R$202.176,82, com IRRF no montante de R$52.214,02. A Declaração de Ajuste Anual do exercício de 2004 (fls. 09/12), apresentada por Hilca Moreira de Figueiredo, corretamente indicou 50% (cinquenta por centos) desses montantes: rendimentos tributáveis de R$101.068,41 e IRRF de R$26.107,01. Verificase, também, que referidos imóveis já haviam sido incorporados à relação de bens da contribuinte em período anterior ao ano de 2003 (fls. 10/11). Em face ao exposto, dou provimento ao recurso, para restabelecer o IRRF no valor de R$26.107,01. (assinado digitalmente) José Raimundo Tosta Santos Fl. 110DF CARF MF Impresso em 18/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/02/2013 por JOSE RAIMUNDO TOSTA SANTOS, Assinado digitalmente em 28/0 2/2013 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS, Assinado digitalmente em 21/02/2013 por JOSE RAIMUNDO TO STA SANTOS Processo nº 13910.000857/200874 Acórdão n.º 2101002.032 S2C1T1 Fl. 109 5 Fl. 111DF CARF MF Impresso em 18/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/02/2013 por JOSE RAIMUNDO TOSTA SANTOS, Assinado digitalmente em 28/0 2/2013 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS, Assinado digitalmente em 21/02/2013 por JOSE RAIMUNDO TO STA SANTOS
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Numero do processo: 10675.907151/2009-58
Turma: Primeira Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Nov 06 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Wed Apr 10 00:00:00 UTC 2013
Numero da decisão: 1801-000.160
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento na realização de diligências, nos termos do voto da Relatora.
(assinado digitalmente)
Ana de Barros Fernandes Presidente e Relatora
Participaram da sessão de julgamento, os Conselheiros: Maria de Lourdes Ramirez, Ana Clarissa Masuko dos Santos Araújo, Carmen Ferreira Saraiva, João Carlos de Figueiredo Neto e Ana de Barros Fernandes.
Nome do relator: ANA DE BARROS FERNANDES
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Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento na realização de diligências, nos termos do voto da Relatora. (assinado digitalmente) Ana de Barros Fernandes – Presidente e Relatora Participaram da sessão de julgamento, os Conselheiros: Maria de Lourdes Ramirez, Ana Clarissa Masuko dos Santos Araújo, Carmen Ferreira Saraiva, João Carlos de Figueiredo Neto e Ana de Barros Fernandes. RELATÓRIO A empresa recorre do Acórdão nº 0939.084/12 exarado pela Segunda Turma de Julgamento da DRJ em Juiz de Fora/MG, fls. 56 a 61, que julgou improcedente o direito creditório pleiteado pela contribuinte, bem como não homologar as pertinentes compensações deste crédito com débitos tributários, formalizados nos Per/Dcomp (pedidos de restituição e declaração de compensação) – fls. 01 a 05. Aproveito trechos do relatório e voto do aresto vergastado para historiar os fatos: RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 06 75 .9 07 15 1/ 20 09 -5 8 Fl. 92DF CARF MF Impresso em 10/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/11/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 13/11/2 012 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 10675.907151/200958 Resolução nº 1801000.160 S1TE01 Fl. 3 2 “A interessada transmitiu a DCOMP n° 11115.76763.140606.1.3.040846, visando compensar o débito nela declarado, com crédito oriundo de pagamento indevido de CSLL, efetuado em 27/02/2004. A DRFUberlândia/MG emitiu Despacho Decisório eletrônico, à fl. 07 do processo virtual, no qual não homologa a compensação pleiteada diante da inexistência de crédito. A empresa apresenta manifestação de inconformidade, na qual alega, em síntese, que: · ao calcular e preencher o DARF relativo a Contribuição Social s/Lucro LíquidoCSLL, referente ao 4° trimestre de 2003, cometeu um equivoco fazendo constar naquele documento um valor maior que o devido; · apresenta a cópia da ficha 18 A (doc. em anexo) da DIPJ onde constam os valores da receita bruta do 4° trimestre de 2003, bem como o respectivo cálculo dessa contribuição; · o recolhimento a maior da Contribuição Social S/ Lucro LíquidoCSLL, relativa ao 4° trimestre de 2003, se deu através dos Darfs (doc. em anexo). · após constatar que havia efetuado o recolhimento a maior, providenciou a retificação da DCTFOriginal (doc. em anexo) entregue em 14/11/2003, transmitindo a DCTFRetificadora (doc. em anexo), em 29/12/2008, onde fez constar, respectivamente, o valor informado originariamente e o valor realmente devido; · diante da existência do crédito acima discriminado, resolveu, então, aproveitar parte desse valor para compensar o débito apurado de COFINS, da competência 05/2006, cuja data de vencimento se deu em 14/06/2006, tudo isso em conformidade com a legislação vigente àquela época, e, para demonstrar esta compensação, entregou em 14/06/2006 a Declaração de Compensação PER/DCOMP (doc. em anexo), onde informou que estava realizando a compensação da quantia de R$ 9.650,32, crédito apurado em relação a parcela da Contribuição Social recolhida em 27/02/2004, que, corrigida, atingiu o valor de R$ 13.393,68, conforme demonstra o PER/DCOMP retro citado, em sua página de n° 02. · além da informação constante do PER/DCOMP, a requerente também informou esta compensação na pág. 46 (doc.em anexo) da DCTF do 1° Semestre do ano 2006. [...] A empresa apresentou as declarações (DCTF e DIPJ) originais do 4° trimestre de 2003 com informação de débito de CSLL no total de R$ 32.978.48, vinculado a pagamento em DARF's de R$ 16.489,24, com datas de vencimento em 30/01/2004 e 27/02/2004. A DCOMP em análise foi transmitida em 14/06/2006. A ciência do despacho decisório eletrônico ocorreu em 19/08/2009 (AR de fl. 10 do processo virtual). A contribuinte apresentou DCTF retificadora em 29/12/2008 e DIPJ retificadora em 18/09/2009, após a ciência do despacho decisório. Fl. 93DF CARF MF Impresso em 10/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/11/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 13/11/2 012 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 10675.907151/200958 Resolução nº 1801000.160 S1TE01 Fl. 4 3 Portanto, na data da transmissão da DCOMP, só existiam a DCTF e a DIPJ originais. A manifestação de inconformidade confirma que esse novo valor, informado na DCTF e na DIPJ retificadoras, fora apurado e declarado à RFB em data posterior à transmissão da DCOMP n° 11115.76763.140606.1.3.040846, sem comprovar que houve erro de fato na informação prestada nas declarações originais (DCTF e DIPJ). Erro de fato é aquele que independe de averiguações para sua constatação. Considerando que a DCTF constituise em confissão de dívida, os débitos nela declarados e não pagos são exigíveis, sendo passíveis de inscrição em Dívida Ativa da União para futura execução fiscal. Assim o pagamento efetuado foi corretamente alocado ao débito declarado pela empresa, não existindo de fato saldo disponível a ser usado em compensação, na data da transmissão da DCOMP em análise. Com fulcro no parágrafo 14°, do artigo 74 da Lei 9.430/1996, que prevê que "a Secretaria da Receita Federal SRF disciplinará o disposto neste artigo, inclusive quanto à fixação de critérios de prioridade para apreciação de processos de restituição, de ressarcimento e de compensação", foi emitida a Instrução Normativa SRF n° 210/2002, cujo artigo 28 estabelece que "na compensação efetuada pelo sujeito passivo, os créditos serão valorados na forma prevista nos arts. 38 e 39 e os débitos sofrerão a incidência de acréscimos legais, na forma da legislação de regência, até a data da entrega da Declaração de Compensação" (grifei). Tal Instrução Normativa foi revogada pela de n° 460/2004, que por sua vez foi revogada pela de n° 600/2005, que mantêm a mesma determinação também no artigo 28. A Lei 9.430/1996, em seu artigo 74, com alterações produzidas pela Lei 10.637/2002, assim dispõe: [...] Assim não resta dúvida de que a compensação se dá na data da transmissão da DCOMP, sendo que nessa data não existia o crédito declarado na DCOMP analisada. O despacho decisório considerou a informação contida em DCTF porque somente essa existia quando da apresentação da DCOMP e quando da emissão do despacho decisório. A informação em DCOMP da existência de crédito disponível em função de pagamento a maior de tributo tem que estar suportada em informações existentes nos sistemas utilizados pela RFB (controle de DARF, DCTF, DIPJ, DIRF, DACON) ou suportada nos livros e documentos escriturados à época da transmissão da DCOMP. O crédito registrado em DCOMP deve ser líquido e certo, a teor do artigo 170 do CTN, para que ocorra a homologação da compensação a ele vinculada, cabendo à contribuinte, quando instada, fazer prova a seu favor, uma vez que se constitui num pleito seu e não em lançamento realizado pela administração tributária. [...] Assim, quanto ao pedido de produção de novas provas, só se pode aqui dizer que a inserção de novos elementos de prova no processo depois de transcorrido o prazo de impugnação, só pode ser deferida no caso de estarem presentes alguma(s) das circunstâncias previstas no parágrafo 4.° do artigo 16 do Decreto n.° 70.235/72 (impossibilidade de apresentação durante o prazo de impugnação, por conta de "força maior", "fato ou direito superveniente" etc.), o que só poderá ser avaliado quando da situação em concreto. Fl. 94DF CARF MF Impresso em 10/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/11/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 13/11/2 012 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 10675.907151/200958 Resolução nº 1801000.160 S1TE01 Fl. 5 4 [...] Pelo exposto, voto pela improcedência da manifestação de inconformidade e o não reconhecimento do direito creditório pleiteado, mantendose a não homologação da compensação pleiteada.” A empresa interpôs, tempestivamente (AR – 27/02/12; Recurso – 27/03/12), o Recurso de fls. 73 a 89, reiterando as argumentações da defesa exordial e juntou aos autos folhas do Razão Analítico buscando comprovar o valor das receitas brutas auferidas no período e o cálculo devido de apuração do tributo em espécie. Pretende com esta providência comprovar os erros de recolhimentos a maior realizados e o seu direito no indébito tributário. É o relatório. Passo ao voto. VOTO Conselheira Ana de Barros Fernandes, Relatora Conheço do recurso interposto, por tempestivo. A recorrente pleiteia restituição da CSLL relativa ao 4º trimestre de 2003, que alega ter recolhido com erro, a maior. Diz que o valor devido e correto é R$ 13.577,84, mas recolheu R$ 32.978,49, em duas parcelas (R$ 16.489,24 cada uma), e traz contas do Razão Analítico para comprovar as receitas auferidas no período. Este processo tem como objeto um dos DARF relativo à parcela recolhida em 28/02/2004 e o valor pleiteado é a diferença entre R$ 16.489,24 e R$ 6.788,92 (R$ 13.577,84 : 02), que perfaz R$ 9.700,32. A turma julgadora de primeira instância não admitiu o pedido de restituição/compensação com fundamento no fato de as declarações retificadoras – DIPJ e DCTF – foram entregues após o despacho decisório e porque entende que à data do pedido de compensação, o débito tributário da CSLL confessado na DCTF original foi devidamente pago. No entanto, se houve efetivamente erro no cálculo da CSLL devida, é direito da recorrente reaver o indébito tributário, ainda que tenha confessado anteriormente qualquer outro valor, em razão do princípio da indisponibilidade do crédito tributário. A norma tributária veda a retificação da Declaração de Compensação e Pedido de Restituição (Per/Dcomp) após o despacho decisório, mas não alcança as retificações de DIPJ (meramente informativa) ou DCTF. Ressaltese que a DCTF retificadora substitui em todos os efeitos a DCTF original e não surtirá efeitos nas hipóteses que a norma tributária estabelece. Determina o artigo 11 da Instrução Normativa RFB nº 903/08: DA RETIFICAÇÃO DE DECLARAÇÕES Art. 11. A alteração das informações prestadas em DCTF será efetuada mediante apresentação de DCTF retificadora, elaborada com observância das mesmas normas estabelecidas para a declaração retificada. Fl. 95DF CARF MF Impresso em 10/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/11/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 13/11/2 012 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 10675.907151/200958 Resolução nº 1801000.160 S1TE01 Fl. 6 5 § 1º A DCTF retificadora terá a mesma natureza da declaração originariamente apresentada, substituindoa integralmente, e servirá para declarar novos débitos, aumentar ou reduzir os valores de débitos já informados ou efetivar qualquer alteração nos créditos vinculados. § 2º A retificação não produzirá efeitos quando tiver por objeto alterar os débitos relativos a impostos e contribuições: I cujos saldos a pagar já tenham sido enviados à ProcuradoriaGeral da Fazenda Nacional (PGFN) para inscrição em DAU, nos casos em que importe alteração desses saldos; II cujos valores apurados em procedimentos de auditoria interna, relativos às informações indevidas ou não comprovadas prestadas na DCTF, sobre pagamento, parcelamento, compensação ou suspensão de exigibilidade, já tenham sido enviados à PGFN para inscrição em DAU; ou III em relação aos quais a pessoa jurídica tenha sido intimada de início de procedimento fiscal. § 3º A retificação de valores informados na DCTF, que resulte em alteração do montante do débito já enviado à PGFN para inscrição em DAU, somente poderá ser efetuada pela RFB nos casos em que houver prova inequívoca da ocorrência de erro de fato no preenchimento da declaração. § 4º Na hipótese do inciso III do § 2º, havendo recolhimento anterior ao início do procedimento fiscal, em valor superior ao declarado, a pessoa jurídica poderá apresentar declaração retificadora, em atendimento a intimação fiscal e nos termos desta, para sanar erro de fato, sem prejuízo das penalidades calculadas na forma do art. 9º. (grifos não pertencem ao original) Para comprovar o erro mister é a apresentação da contabilidade escriturada à época dos fatos. Entendo que ao trazer, ainda que em fase recursal, as contas do Razão analítico que são utilizadas para apurar o tributo devido, a recorrente faz início de prova do direito que alega fazer jus. Todavia, não prescinde o exame da contabilidade completa escriturada à época (balancetes registrados no Diário e verificação da possível existência de outras contas de receitas auferidas no período em comento). Voto na conversão do julgamento na realização de diligência para que: a) a fim de reratificar os cálculos da recorrente, a autoridade fiscal verifique o valor da base de cálculo da CSLL relativa ao 4º trimestre de 2003 junto a contabilidade completa da recorrente, explicitando os cálculos em Relatório Fiscal e juntando, em cópia, os registros contábeis pertinentes; b) a autoridade competente informe se os valores já foram inscritos na Dívida Ativa da União. Fl. 96DF CARF MF Impresso em 10/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/11/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 13/11/2 012 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 10675.907151/200958 Resolução nº 1801000.160 S1TE01 Fl. 7 6 A recorrente deverá ser cientificada do resultado da diligência proposta para, desejando, manifestarse em prazo regulamentar. Após, retornem os autos a esta Conselheira. (assinado digitalmente) Ana de Barros Fernandes Fl. 97DF CARF MF Impresso em 10/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/11/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 13/11/2 012 por ANA DE BARROS FERNANDES
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Numero do processo: 10932.000040/2005-15
Turma: Primeira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Apr 13 00:00:00 UTC 2011
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2001
RENDIMENTOS DE DEPENDENTE
Os rendimentos recebidos pelos dependentes incluemse
na declaração de rendimentos do titular.
PAGAMENTO ANTERIOR DA EXIGENCIA
Comprovado pagamento anterior da exigência feita na autuação deve ser cancelada e/ou deduzida a parte paga.
Numero da decisão: 2101-001.057
Decisão: Acordam os membros do colegiado. Por unanimidade de votos, DAR
provimento PARCIAL ao recurso, para excluir do imposto exigido os valores de R$7.024,70 e R$263,54, que já foram pagos em razão de auto de infração anterior (fls. 156/160).
Matéria: IRPF- ação fiscal - outros assuntos (ex.: glosas diversas)
Nome do relator: ODMIR FERNANDES
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PAGAMENTO ANTERIOR DA EXIGENCIA Comprovado pagamento anterior da exigência feita na autuação deve ser cancelada e/ou deduzida a parte paga. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado. Por unanimidade de votos, DAR provimento PARCIAL ao recurso, para excluir do imposto exigido os valores de R$7.024,70 e R$263,54, que já foram pagos em razão de auto de infração anterior (fls. 156/160). JOSE RAIMUNDO TOSTA SANTOS Presidente. ODMIR FERNANDES Relator EDITADO EM: 07/04/2011 Participaram desta sessão de julgamento os conselheiros: Alexandre Naoki Nishioka, Gonçalo Bonet Allage, José Evande Carvalho Araújo, José Raimundo Tosta Santos (Presidente) e Walter Reinaldo Falcão Lima. Fl. 177DF CARF MF Impresso em 22/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/04/2012 por ODMIR FERNANDES, Assinado digitalmente em 03/05/2012 por JOSE RAIMUNDO TOSTA SANTOS, Assinado digitalmente em 28/04/2012 por ODMIR FERNANDES 2 Relatório Tratase de Recurso Voluntário da decisão da 3a Turma de Julgamento da DRJ de Belém/PA., que manteve a exigência do IRPF do exercício de 2001, decorrente da dedução indevida de despesas médicas no valor de R$ 30.400,00 e R$1.080,00, e omissão de rendimentos do trabalho com vínculo empregatício recebidos de pessoa jurídica, pela dependente do declarante Nara Cristina, no valor de R$10.652,00. A decisão recorrida manteve a exigência sob os seguintes fundamentos: 1) Inocorrência de espontaneidade vez que o recorrente tomou ciência do termo de fiscalização em 23.03.2005 (fls. 05), antes da retificação da declaração apresentada em 05.05.2005; 2) O objeto do presente Auto de Infração não se confunde com o lançamento anterior, gerado automaticamente, vez que não se fez análise das deduções declaradas pelo contribuinte; 3) Os rendimentos dos dependentes incluemse nos rendimentos do declarante para a formação da base de cálculo do imposto na declaração de ajuste (Instrução Normativa SRF nº 15, de 6/02/01). Nas razões de recurso sustenta a existência de dois autos de infração do mesmo exercício de 2001, onde foram pagos os valores do primeiro e devem ser abatidos do segundo para evitar duplicidade; Pede revisão com nova apuração dos encargos em decorrência de pagamento anterior. E o Relatório. Voto. Fl. 178DF CARF MF Impresso em 22/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/04/2012 por ODMIR FERNANDES, Assinado digitalmente em 03/05/2012 por JOSE RAIMUNDO TOSTA SANTOS, Assinado digitalmente em 28/04/2012 por ODMIR FERNANDES Processo nº 10932.000040/200515 Acórdão n.º 2101001.057 S2C1T1 Fl. 2 3 Voto Conselheiro Odmir Fernandes, Relator. O recurso preenche os requisitos de admissibilidade e deve ser conhecido. Não se cuida aqui do exame do lançamento anterior, matéria diversa que não se confunde com esta autuação. O autuado não contesta esta exigência, ao contrário, confessa a infração, insiste apenas no pagamento dos valores de R$ 7.024,70 e R$ 263,54, conforme guias acostadas a fls. 159 e 160. O Recorrente tomou ciência desta autuação, conforme do Termo de Início de Fiscalização, em 23.03.2005 (AR fl. 05), o pagamento alegado se fez em 05.05.2005, posteriormente ao inicio da ação fiscal, sem se fala de qualquer espontaneidade. Há razão apenas em relação ao pagamento parcial dos valores de R$ 7.024,70 e R$ 263,54 (fls. 159 e 160), que devem ser deduzidos da autuação na fase da execução do julgado. Ante o exposto, conheço e dou parcial provimento ao recurso para excluir da exigência os valores pagos de R$ 7.024,70 e R$ 263,54 (fls. 159 e 160). Odmir Fernandes Relator Fl. 179DF CARF MF Impresso em 22/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/04/2012 por ODMIR FERNANDES, Assinado digitalmente em 03/05/2012 por JOSE RAIMUNDO TOSTA SANTOS, Assinado digitalmente em 28/04/2012 por ODMIR FERNANDES
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Numero do processo: 13710.000266/98-75
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Jan 30 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Tue Mar 19 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Período de apuração: 01/03/1994 a 31/12/1996
PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. SOCIEDADES CIVIS DE PROFISSÃO REGULAMENTADA. PERÍODOS DE APURAÇÃO ANTERIORES A ABRIL DE 1997. ISENÇÃO.
Consoante o art. 6º, II, da Lei Complementar nº 70/91, as sociedades civis de prestação de serviços de profissões legalmente regulamentadas, registradas no Registro Civil das Pessoas Jurídicas e constituídas exclusivamente por pessoas físicas domiciliadas no País, eram isentas da Cofins até 31/03/1997, independentemente do regime de tributação adotado para o Imposto de Renda Pessoa da Pessoa Jurídica.
Numero da decisão: 3401-002.112
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros da 4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
JÚLIO CESAR ALVES RAMOS - Presidente
EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS Relator
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Emanuel Carlos Dantas de Assis, Adriana Oliveira de Ribeiro (Suplente), Odassi Guerzoni Filho, Ângela Sartori, Fernando Marques Cleto Duarte e Júlio César Alves Ramos.
Nome do relator: EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS
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ementa_s : Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins Período de apuração: 01/03/1994 a 31/12/1996 PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. SOCIEDADES CIVIS DE PROFISSÃO REGULAMENTADA. PERÍODOS DE APURAÇÃO ANTERIORES A ABRIL DE 1997. ISENÇÃO. Consoante o art. 6º, II, da Lei Complementar nº 70/91, as sociedades civis de prestação de serviços de profissões legalmente regulamentadas, registradas no Registro Civil das Pessoas Jurídicas e constituídas exclusivamente por pessoas físicas domiciliadas no País, eram isentas da Cofins até 31/03/1997, independentemente do regime de tributação adotado para o Imposto de Renda Pessoa da Pessoa Jurídica.
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Recorrente APA ASSESSORIA E CONSULTORIA ECONÔMICA S/C LTDA Recorrida DRJ RIO DE JANEIRO II RJ ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 01/03/1994 a 31/12/1996 PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. SOCIEDADES CIVIS DE PROFISSÃO REGULAMENTADA. PERÍODOS DE APURAÇÃO ANTERIORES A ABRIL DE 1997. ISENÇÃO. Consoante o art. 6º, II, da Lei Complementar nº 70/91, as sociedades civis de prestação de serviços de profissões legalmente regulamentadas, registradas no Registro Civil das Pessoas Jurídicas e constituídas exclusivamente por pessoas físicas domiciliadas no País, eram isentas da Cofins até 31/03/1997, independentemente do regime de tributação adotado para o Imposto de Renda Pessoa da Pessoa Jurídica. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. JÚLIO CESAR ALVES RAMOS Presidente EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS – Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Emanuel Carlos Dantas de Assis, Adriana Oliveira de Ribeiro (Suplente), Odassi Guerzoni Filho, Ângela Sartori, Fernando Marques Cleto Duarte e Júlio César Alves Ramos. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 71 0. 00 02 66 /9 8- 75 Fl. 114DF CARF MF Impresso em 21/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/03/2013 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 07/03/2013 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 08/03/2013 por JULIO CESAR A LVES RAMOS 2 Relatório Tratase do Pedido de Restituição de fls. 1/3, referente a pagamentos da Contribuição para Financiamento de Seguridade Social (Cofins), períodos de apuração de 03/94 a 12/96, efetuados entre 29/04/94 a 13/01/97 por meio dos DARF com cópias de fls. 19/51. Como fundamento da restituição a Requerente alega a isenção para as sociedades civis de que trata o art. 1º do Decreto nº 2.397, de 1987, concedida nos termos do art. 6º, II, da Lei Complementar nº 70, de 1991, asseverando, inclusive, que a opção pelo Lucro Real ou Presumido, com base na Lei 8.541, de 1992, não afastou o benefício, pois a legislação não vincula a isenção à forma de tributação do IRPJ. O Pedido foi indeferido, nos termos da Decisão de fls. 67/68. Reportandose ao art. 1º do DecretoLei nº 2.397, de 1987, e ao Parecer Normativo COSIT nº 003, de 25/03/1994, a unidade de origem aplicou a interpretação deste, segundo a qual "a sociedade civil que abdicar do regime de tributação previsto no art. 10 do Decretolei n° 2397/87 e optar pelo lucro real ou presumido, sujeitase à contribuição sobre o faturamento de que trata a Lei Complementar n° 70/91". Como a Requerente optou pelo lucro presumido nos anoscalendários 1994 a 1996 (conforme informações fornecidas pelos sistemas eletrônicos da Receita Federal, às fls. 63/66), a autoridade administrativa concluiu pelo indeferimento. Manifestandose contra a negativa a contribuinte apresentou Manifestação de Inconformidade, onde argumenta o seguinte, conforme o relatório do acórdão da DRJ que transcrevo: a) a isenção da COFINS para as sociedades civis de que trata o art. 1° do DL 2397/87 foi definida pelo inciso II, art. 6°, da Lei Complementar n° 70/91; b) a opção pelo Lucro Real ou Presumido, com base na Lei 8541/92, não afastou a isenção legal, pois a Lei não vinculou a isenção da COFINS forma de tributação do IR como limitação para o seu reconhecimento; c) a perda da isenção foi determinada pelo Parecer Normativo 3194 da Receita Federal para empresas de prestação de serviços profissionais que optassem pela tributação do 1R com base no Lucro Real ou Presumido e art. 6º, inciso II, da Lei Complementar referida não admite a vinculação pretendida por meio de Parecer Normativo; d) o art. III do CTN estabelece que a interpretação da Lei que concede qualquer isenção deve ser feita de forma literal; e) não pode ser dado tratamento isonômico As sociedades civis prestadoras de serviços e As demais pessoas jurídicas se aquelas foram expressamente isentadas quanto ao pagamento da COFINS. f) a Justiça Federal de 2a Instância começa a reconhecer que as sociedades civis de prestação de serviços profissionais são Fl. 115DF CARF MF Impresso em 21/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/03/2013 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 07/03/2013 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 08/03/2013 por JULIO CESAR A LVES RAMOS Processo nº 13710.000266/9875 Acórdão n.º 3401002.112 S3C4T1 Fl. 104 3 isentas da COFINS e os Tribunais Regionais da 3ª e 5ª Regiões já decidiram pela referida isenção; g) se a COF1NS fosse devida pelas prestadoras de serviços profissionais não haveria necessidade de o governo regulamentar a sua cobrança a partir de abril de 1997 (Lei 9430/96, art. 56 e § único). Esta atitude do governo implica o reconhecimento que até março de 1997, independentemente do regime de tributação as empresas prestadoras de serviços profissionais não estão sujeitas ao pagamento da mencionada contribuição. A DRJ manteve o indeferimento, referendando a interpretação do órgão de origem, nos termos do acórdão de fls. 79/85, prolatado em 30/06/2003. No Recurso Voluntário, tempestivo, a sociedade insiste na restituição, repisando alegações contidas na Manifestação de Inconformidade, Posteriormente, em documento datado de 07/04/2008 (fl. 97), o sócio Antonio Pitoco de Araújo, representante da pessoa jurídica, informa o fim das atividades da sociedade, com distrato registrado em 05/05/2004, aludindo à Cláusula Quinta do Distrato, segundo a qual eventual crédito de COFINS deve ser destinado a ele, e requerendo seja considerado seu endereço para futuras notificações, bem como concluída a análise deste processo. É o relatório. Voto Emanuel Carlos Dantas de Assis, Relator. O Recurso Voluntário é tempestivo e atende aos demais requisitos previstos no Processo Administrativo Fiscal, pelo que dele conheço. Para o deslinde da questão importa saber se a opção da sociedade civil de profissão regulamentada de que trata o art. 1º do DecretoLei nº 2.397/87, pelo lucro real ou presumido, acarreta a perda do gozo da isenção estabelecida no art. 6º, II, da Lei Complementar (LC) nº 70/91. Referida isenção vigeu até 31/03/1997, face à sua revogação pelo art. 56 da Lei nº 9.430/96. Na exata dicção do art. 6º, II, da LC nº 70/91, eram isentas da COFINS até aquela data "as sociedades civis de que trata o art. 1° do DecretoLei n° 2.397, de 21 de dezembro de 1987.” O art. 1º do DecretoLei nº 2.397/87, por sua vez, trata das “sociedades civis de prestação de serviços profissionais relativos ao exercício de profissão legalmente Fl. 116DF CARF MF Impresso em 21/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/03/2013 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 07/03/2013 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 08/03/2013 por JULIO CESAR A LVES RAMOS 4 regulamentada, registradas no Registro Civil das Pessoas Jurídicas e constituídas exclusivamente por pessoas físicas domiciliadas no País.” Como se vê a partir da leitura dos dois dispositivos legais acima, para o gozo da isenção não há exigência de que a sociedade civil atenda a outros requisitos, afora os seguintes: ser prestadora de serviços de profissão legalmente regulamentada; possuir o registro próprio; e ser constituída exclusivamente por profissionais pessoas físicas domiciliadas no Brasil. O parágrafo único do art. 33 da IN SRF nº 21/92, ao determinar que a opção pelo lucro presumido, por parte das sociedades civis de prestação de serviços profissionais, exclui a aplicação do regime próprio, instituído pelo DecretoLei nº 2.397/87 (o lucro apurado pela sociedade era integralmente submetido à tributação nas pessoas físicas dos sócios, conforme o art. 2º deste), é norma aplicável aos tributos Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IPRJ) e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido, que não tem qualquer influência na isenção da COFINS. O Parecer Normativo COSIT nº 3/94, por sua vez, ao interpretar que a opção pelo lucro real ou presumido sujeita tais sociedades à COFINS, não procede à melhor exegese do art. 6º, II, da LC nº 70/91, combinado com o art. 1º do DecretoLei nº 2.397/87. Neste ponto cabe salientar que os pareceres normativos e atos declaratórios normativos, embora integrem a legislação tributária lato sensu, limitamse a explicitar e fixar o sentido das normas que interpretam, não podendo criar, alterar ou extinguir as relações jurídicotributárias, indo além do que estabelecem as leis, stricto sensu. E como as duas leis mencionadas não estabelecem que a tributação pelo lucro real ou presumido implica na perda da isenção, cabe concedêla independentemente da opção feita pela recorrente. A confirmar que a opção pelo regime de tributação da pessoa jurídica é irrelevante, a forma da interpretação consolidada do STJ, expressa na sua Súmula 276. Observese o julgado seguinte do mesmo Tribunal: TRIBUTÁRIO. COFINS. ISENÇÃO. SOCIEDADES CIVIS PRESTADORAS DE SERVIÇOS MÉDICOS. 1 A LEI COMPLEMENTAR NUM. 70/91, DE 30.12.1991, EM SEU ART. 6.,II, ISENTOU, EXPRESSAMENTE, DA CONTRIBUIÇÃO DO COFINS, AS SOCIEDADES CIVIS DE QUE TRATA O ARTIGO 1. DO DECRETOLEI NUM. 2.397, DE 22.12.1987, SEM EXIGIR QUALQUER OUTRA CONDIÇÃO SENÃO AS DECORRENTES DA NATUREZA JURÍDICA DAS MENCIONADAS ENTIDADES. 2 EM CONSEQUÊNCIA DA MENSAGEM CONCESSIVA DE ISENÇÃO CONTIDA NO ART. 6., II, DA LC NUM. 70/91, FIXA SE O ENTENDIMENTO DE QUE A INTERPRETAÇÃO DO REFERIDO COMANDO POSTO EM LEI COMPLEMENTAR, CONSEQUENTEMENTE, COM POTENCIALIDADE HIERÁRQUICA EM PATAMAR SUPERIOR À LEGISLAÇÃO ORDINÁRIA, REVELA QUE SERÁ ABRANGIDA PELA ISENÇÃO DO COFINS AS SOCIEDADES CIVIS QUE, CUMULATIVAMENTE, APRESENTEM OS SEGUINTES REQUISITOS: SEJA SOCIEDADE CONSTITUÍDA EXCLUSIVAMENTE POR PESSOAS FÍSICAS DOMICILIADAS NO BRASIL; TENHA POR OBJETIVO A PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS PROFISSIONAIS RELATIVOS AO EXERCÍCIO DE Fl. 117DF CARF MF Impresso em 21/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/03/2013 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 07/03/2013 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 08/03/2013 por JULIO CESAR A LVES RAMOS Processo nº 13710.000266/9875 Acórdão n.º 3401002.112 S3C4T1 Fl. 105 5 PROFISSÃO LEGALMENTE REGULAMENTADA; E ESTEJA REGISTRADA NO REGISTRO CIVIL DAS PESSOAS JURÍDICAS. 3 OUTRA CONDIÇÃO NÃO FOI CONSIDERADA PELA LEI COMPLEMENTAR, NO SEU ART. 6., II, PARA O GOZO DA ISENÇÃO, ESPECIALMENTE, O TIPO DE REGIME TRIBUTÁRIO ADOTADO PARA FINS DE INCIDÊNCIA OU NÃO DE IMPOSTO DE RENDA. 4 POSTO TAL PANORAMA, NÃO HA SUPORTE JURÍDICO PARA SE ACOLHER A TESE DA FAZENDA NACIONAL DE QUE HÁ, TAMBÉM, AO LADO DOS REQUISITOS ACIMA ELENCADOS, UM ULTIMO, O DO TIPO DE REGIME TRIBUTÁRIO ADOTADO PELA SOCIEDADE. A LEI COMPLEMENTAR NÃO FAZ TAL EXIGÊNCIA, PELO QUE NÃO CABE AO INTÉRPRETE CRIÁLA. 5 É IRRELEVANTE O FATO DAS RECORRIDAS TEREM OPTADO PELA TRIBUTAÇÃO DOS SEUS RESULTADOS COM BASE NO LUCRO PRESUMIDO, CONFORME LHE PERMITE O ARTIGO 71 DA LEI NUM. 8.383/91 E OS ARTIGOS 1. E 2. DA LEI NUM. 8.541/92. ESSA OPÇÃO TERÁ REFLEXOS PARA FINS DE PAGAMENTO DO IMPOSTO DE RENDA. NÃO AFETA, PORÉM, A ISENÇÃO CONCEDIDA PELO ARTIGO 6., II, DA LEI COMPLEMENTAR NUM. 70/91, HAJA VISTA QUE ESTA, REPITASE, NÃO COLOCOU COMO PRESSUPOSTO PARA O GOZO DA ISENÇÃO O TIPO DE REGIME TRIBUTÁRIO SEGUIDO PELA SOCIEDADE CIVIL. 6 RECURSO ESPECIAL IMPROVIDO. (STJ, Resp 156839/SP, Rel. Min. José Delgado, julgado em 03/03/98, publicado no DJ de 27/04/94, pág. 00104). No mesmo também é a jurisprudência do Segundo Conselho de Contribuintes.1 Como a recorrente é sociedade civil prestadora de serviços profissionais relativos ao exercício unicamente de profissão legalmente regulamentada, conforme o seu Contrato Social, cláusula 2 – segundo a qual “O objetivo da Sociedade é o de SERVIÇOS DE ASSESSORIA, CONSULTORIA E PLANEJAMENTO NA ÁREA ECONÔMICA E FINANCEIRA” (fl. 5) , os seus dois sócios são economistas domiciliados no País (fl. 5) e o seu Contrato de constituição foi registrado no Registro Civil das Pessoas Jurídicas, faz jus à isenção. Pelo exposto, dou provimento ao Recurso para deferir a restituição dos valores relativos aos DARF com cópias neste processo, cujos pagamentos devem ser confirmados pela Receita Federal. 1 Cf., dentre outros, Ac. nº 20308206, Recurso nº 114167, sessão de 22/05/2002, Rel. Conselheira Maria Teresa Martínez Lopes, unanimidade: Ac. nº 20176840, Recurso nº 119139, sessão de 19/03/2003, Rel. Conselheiro Rogério Gustavo Dreyer, unanimidade; e Ac. 20175438, Recurso nº 116359, sessão de 10/07/2002, Rel. Conselheiro Gilberto Cassuli, unanimidade. Fl. 118DF CARF MF Impresso em 21/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/03/2013 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 07/03/2013 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 08/03/2013 por JULIO CESAR A LVES RAMOS 6 Emanuel Carlos Dantas de Assis Fl. 119DF CARF MF Impresso em 21/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/03/2013 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 07/03/2013 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 08/03/2013 por JULIO CESAR A LVES RAMOS
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Numero do processo: 10860.720213/2010-65
Turma: Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Feb 20 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Wed Mar 20 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural - ITR
Exercício: 2007
ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE. ISENÇÃO. ADA.
Com base em prova documental hábil e idônea, cabe restabelecer a área de preservação permanente, glosada pela fiscalização.
VALOR DA TERRA NUA (VTN). SUBAVALIAÇÃO. ARBITRAMENTO COM BASE NO SISTEMA DE PREÇOS DE TERRAS (SIPT). UTILIZAÇÃO DO VTN MÉDIO POR APTIDÃO AGRÍCOLA FORNECIDO PELA SECRETARIA ESTADUAL DE AGRICULTURA.
Deve ser mantido o Valor da Terra Nua (VTN) arbitrado pela fiscalização, com base no Sistema de Preços de Terras (SIPT), cujo levantamento foi realizado mediante a utilização dos VTN médios por aptidão agrícola, fornecidos pela Secretaria Estadual de Agricultura, mormente, quando o contribuinte não comprova e nem demonstra, de maneira inequívoca, através da apresentação de documentação hábil e idônea, o valor fundiário do imóvel e a existência de características particulares desfavoráveis, que pudessem justificar a revisão do Valor da Terra Nua (VTN) arbitrado.
ALIQUOTA SOBRE O VALOR TRIBUTÁVEL DE 0,45%
A alíquota aplicável para área total acima de 5000 hectares e grau de utilização maior que 80%, era no exercício de 0,45%.
Recurso de ofício negado
Recurso voluntário provido em parte.
Numero da decisão: 2202-002.180
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, QUANTO AO RECURSO DE OFÍCIO: Por unanimidade de votos, negar provimento. QUANTO AO RECURSO VOLUNTÁRIO: Por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso para que se aplique a alíquota de 0,45% sobre o Valor da Terra Nua VTN tributável.
(Assinado digitalmente)
Nelson Mallmann Presidente
(Assinado digitalmente)
Antonio Lopo Martinez Relator
Composição do colegiado: Participaram do julgamento os Conselheiros Maria Lúcia Moniz de Aragão Calomino Astorga, Guilherme Barranco de Souza, Antonio Lopo Martinez, Odmir Fernandes, Pedro Anan Junior e Nelson Mallmann. Ausente, justificadamente, o Conselheiro Rafael Pandolfo.
Matéria: ITR
Nome do relator: ANTONIO LOPO MARTINEZ
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ADMINISTRAÇÃO E PARTICIPAÇÃO FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL ITR Exercício: 2007 ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE. ISENÇÃO. ADA. Com base em prova documental hábil e idônea, cabe restabelecer a área de preservação permanente, glosada pela fiscalização. VALOR DA TERRA NUA (VTN). SUBAVALIAÇÃO. ARBITRAMENTO COM BASE NO SISTEMA DE PREÇOS DE TERRAS (SIPT). UTILIZAÇÃO DO VTN MÉDIO POR APTIDÃO AGRÍCOLA FORNECIDO PELA SECRETARIA ESTADUAL DE AGRICULTURA. Deve ser mantido o Valor da Terra Nua (VTN) arbitrado pela fiscalização, com base no Sistema de Preços de Terras (SIPT), cujo levantamento foi realizado mediante a utilização dos VTN médios por aptidão agrícola, fornecidos pela Secretaria Estadual de Agricultura, mormente, quando o contribuinte não comprova e nem demonstra, de maneira inequívoca, através da apresentação de documentação hábil e idônea, o valor fundiário do imóvel e a existência de características particulares desfavoráveis, que pudessem justificar a revisão do Valor da Terra Nua (VTN) arbitrado. ALIQUOTA SOBRE O VALOR TRIBUTÁVEL DE 0,45% A alíquota aplicável para área total acima de 5000 hectares e grau de utilização maior que 80%, era no exercício de 0,45%. Recurso de ofício negado Recurso voluntário provido em parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, QUANTO AO RECURSO DE OFÍCIO: Por unanimidade de votos, negar provimento. QUANTO AO RECURSO VOLUNTÁRIO: Por AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 86 0. 72 02 13 /2 01 0- 65 Fl. 314DF CARF MF Impresso em 20/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/03/2013 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 08/03/201 3 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 08/03/2013 por NELSON MALLMANN 2 unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso para que se aplique a alíquota de 0,45% sobre o Valor da Terra Nua – VTN tributável. (Assinado digitalmente) Nelson Mallmann – Presidente (Assinado digitalmente) Antonio Lopo Martinez – Relator Composição do colegiado: Participaram do julgamento os Conselheiros Maria Lúcia Moniz de Aragão Calomino Astorga, Guilherme Barranco de Souza, Antonio Lopo Martinez, Odmir Fernandes, Pedro Anan Junior e Nelson Mallmann. Ausente, justificadamente, o Conselheiro Rafael Pandolfo. Fl. 315DF CARF MF Impresso em 20/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/03/2013 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 08/03/201 3 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 08/03/2013 por NELSON MALLMANN Processo nº 10860.720213/201065 Acórdão n.º 2202002.180 S2C2T2 Fl. 3 3 Relatório Em desfavor da contribuinte, BOCAINA DESENV. ADMINISTRAÇÃO E PARTICIPAÇÃO, foi emitida a Notificação de Lançamento e respectivos demonstrativos de fls. 02 a 07, por meio da qual se exigiu o pagamento do ITR do Exercício 2007, acrescido de juros moratórios e multa de ofício, totalizando o crédito tributário de R$ 4.408.099,54, relativo ao imóvel rural denominado “Fazenda Bocaina”, com área de 10.542,4 ha, NIRF 4.713.8912, localizado no município de Bananal/SP. Constou da Descrição dos Fatos e Enquadramento Legal a citação da fundamentação legal que amparou o lançamento e as seguintes informações, em suma: que, a Declaração do ITR do sujeito passivo incidiu em malha Fiscal, nos parâmetros Áreas não Tributáveis e Cálculo do Valor da Terra Nua (VTN). Regularmente intimada e transcorrido o prazo fixado, a interessada não apresentou qualquer comprovação dos valores informados em sua declaração, objeto de análise pelo grupo de Malha Fiscal. O sujeito passivo informou na DITR/2007, no quadro Distribuição da Área do Imóvel, 6.900,0 ha como área de preservação permanente, além do que não apresentou Laudo Técnico para comprovação da existência da área de preservação permanente, conforme art. 2º da Lei nº 4.771/65, mediante a identificação do imóvel a partir do memorial descritivo, contendo as coordenadas dos vértices definidores dos limites dos imóveis rurais, georreferenciadas ao Sistema Geodésico Brasileiro. Constou, ainda, do relato da autoridade fiscal que a interessada não apresentou Laudo de Avaliação, conforme estabelecido na NBR 14.6533 da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), com fundamentação e grau de precisão II, com Anotação de Responsabilidade Técnica registrada no CREA, contendo todos os elementos identificados que comprovassem o Valor da Terra Nua informado na DITR/2007, motivo pelo qual o valor declarado foi arbitrado tendo por base as informações constantes do Sistema de Preços de Terras – SIPT, previsto para o município de localização do imóvel em 2007. Cientificada do lançamento, por via postal em 24/09/2010, conforme fl. 26, a interessada apresentou impugnação em 25/10/2010, conforme fls. 29 a 57, aduzindo que: o lançamento é nulo de pleno direito, pela ausência de tipicidade da conduta praticado pela contribuinte, pois constou na descrição dos fatos que a interessada deixou de apresentar a documentação solicitada para comprovar a existência das áreas declaradas como preservação permanente, ocupadas com benfeitorias úteis para a atividade rural e o valor da terra nua, cujas infrações foram fundamentadas nos arts. 10 § 1º, incisos I e II, alínea “a” e 14 da Lei nº 9.393/1996; apesar de não ter apresentada a documentação solicitada, existem na propriedade áreas de preservação permanente, ocupadas com benfeitorias, de interesse ecológico, área de reserva legal, área de pasto, área de reflorestamento de essências exóticas, tudo isso perfeitamente passível de aferição mediante fotos de satélite disponíveis na internet; lavrar o auto de infração sem a devida fiscalização, com base apenas em não apresentação de documentos, configura ato arbitrário por parte da administração pública, bem como violação aos princípios da materialidade e da legalidade, os quais regem o ordenamento jurídico brasileiro, no âmbito do Direito Tributário; solicitou prazo para a apresentação dos documentos, porém a Receita Federal não se manifestou; as matrículas do imóvel anexadas aos autos comprovam a área de preservação permanente e, embora apresente os ADA’s dos exercícios 2007, 2008 e 2009, a área de preservação permanente não está sujeita à prévia Fl. 316DF CARF MF Impresso em 20/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/03/2013 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 08/03/201 3 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 08/03/2013 por NELSON MALLMANN 4 comprovação; a exigência do ADA por meio de Instrução Normativa bem como a glosa da área de preservação permanente é ilegal, porque extrapolam os limites da Lei nº 9.393/96; O valor da terra nua é o valor de mercado do imóvel, excluídos os valores de mercado relativos à construções, instalações e benfeitorias, culturas permanentes e temporárias, pastagens cultivadas e melhoradas e florestas plantadas, conforme o artigo 8º, §§ 1º e 2º e artigo 10, § 1º, I, da Lei 9.393/96, artigo 32 da IN SRF nº 256/02 e artigo 32 do Regulamento do ITR/2002, sendo que o valor considerado no lançamento não pode prosperar porque não foi realizada perícia no local para correta avaliação do imóvel; o valor da terra nua é o declarado pela contribuinte de R$ 12.912.766,00, e o VTN Tributável apurado é R$ 2.654.395,65, com a alíquota correta de 0,45%; o profissional contratado para vistoriar o imóvel constatou que a área do imóvel em questão é contígua a outras áreas que foram declaradas em separado, tal erro ocorreu em virtude de cada proprietário ter apresentado sua declaração, e não o efetivo possuidor da área; por último, solicita perícia no imóvel para avaliação do VTN e aferição da área da propriedade e uso do solo, com formulação de quesitos; nulidade absoluta do auto de infração pela ausência de tipicidade da conduta praticada pela contribuinte e do erro de enquadramento legal; pela ausência de decisão da Receita Federal do Brasil no tocante à Resposta protocolizada em 16/10/2010, violando o disposto nos arts. 48 e 50 da Lei nº 9.784/99 e seja considerado o valor do hectare atribuído pela interessada para o imóvel, com exclusão das áreas de preservação permanente, interesse ecológico e áreas de benfeitorias; finaliza solicitando juntada de documentos e deferimento de todas as provas em direito admitidas necessárias para a apuração da verdade material. A DRJ ao apreciar os argumentos do contribuinte, entendeu que a impugnação é procedente em parte, nos termos da ementa a seguir: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL ITR Exercício: 2007 Nulidade do Lançamento. Somente ensejam a nulidade os atos e termos lavrados por pessoa incompetente e os despachos e decisões proferidos por autoridade incompetente ou com preterição do direito de defesa. Área de Preservação Permanente. Isenção. ADA. Com base em prova documental hábil e idônea, cabe restabelecer a área de preservação permanente, glosada pela fiscalização. Área de Interesse Ecológico. As áreas de interesse ecológico para serem excluídas da incidência do ITR é necessário, além do ADA, que essas áreas sejam assim declaradas mediante Ato do órgão competente federal ou estadual, e que atendam ao disposto na legislação pertinente. Valor da Terra Nua VTN. A base de cálculo do imposto será o valor da terra nua apurado pela fiscalização, como previsto em Lei, se não existir comprovação que justifique reconhecer valor menor. Fl. 317DF CARF MF Impresso em 20/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/03/2013 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 08/03/201 3 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 08/03/2013 por NELSON MALLMANN Processo nº 10860.720213/201065 Acórdão n.º 2202002.180 S2C2T2 Fl. 4 5 Impugnação Procedente em Parte Crédito Tributário Mantido em Parte A autoridade recorrida restabeleceu a área de preservação permanente, pois constam nos autos Documento intitulado “Caracterização e Identificação de Vocação”, elaborado pela Empresa Platô Consultoria e Projetos S/C Ltda., acompanhado de Mapas da Propriedade e Ato Declaratório Ambiental – ADA, protocolado no Ibama, em 20/09/2007 que comprova a área de preservação permanente de 6.900,0 hectares. Assim, cabe restabelecer a área de preservação permanente originalmente declarada no DIAT do exercício de 2007. Como em função da modificação, o imposto apurado se altera de R$2.140.893,42 para R$ 384.751,52, a autoridade recorre de ofício. Insatisfeito, o interessado interpõe recurso tempestivo, reiterando os mesmos argumentos da impugnação, que não foram aceitos. Enfatiza particularmente que em função do reconhecimento da área declarada de preservação permanente no total de 6.900 há deveria ter sido restabelecido a alíquota de 0,45% sobre o valor da Terra Nua,é igual a R$ 27,862,55 e não R$ 386.751,53. Adicionalmente , reitera a validade do laudo para demonstrar a valor da terra nua indicando atender as especificações da norma. É o relatório. Fl. 318DF CARF MF Impresso em 20/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/03/2013 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 08/03/201 3 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 08/03/2013 por NELSON MALLMANN 6 Voto Conselheiro Antonio Lopo Martinez, Relator No que toca ao recurso de oficio, e de se conhecer pois preenche os requisito de legalidade. A autoridade recorrida entendeu por bem restabelecer o valor da área de preservação permanente. Da análise dos autos, identificase o Documento intitulado “Caracterização e Identificação de Vocação”, elaborado pela Empresa Platô Consultoria e Projetos S/C Ltda., acompanhado de Mapas da Propriedade e Ato Declaratório Ambiental – ADA, protocolado no Ibama, em 20/09/2007, fls 128, que comprova a área de preservação permanente de 6.900,0 hectares. Desse modo, cabe restabelecer a área de preservação permanente originalmente declarada no DIAT do exercício de 2007. Em face do exposto, negase provimento ao recurso de ofício. O recurso voluntário, por sua vez, reúne os pressupostos de admissibilidade previstos na legislação que rege o processo administrativo fiscal e deve, portanto, ser conhecido por esta Turma de Julgamento. Quanto à discussão em torno do VTN. sabese que os dados constantes do SIPT são genéricos para a região, e alimentados em grande parte por informação de outros órgãos e também pelas Prefeituras, mas sempre de forma agregada. Ocorre entretanto que o recorrente não apresentou qualquer documentos relativos ao exercício do lançamento que evidencie que os valores arbitrados não correspondem a realidade dos fatos. Deste modo, entendo que não demonstrada a existência de eventuais características particulares desvantajosas que desvalorizem o imóvel, prevalecem os valores constantes do SIPT Sistema de Preços da Terra. Acrescentese por pertinente que no documento de fls. 07 indicase os critérios para cálculo do VTN médio, incluindo ali a aptidão agrícola. No que diz respeito ao Valor da Terra Nua para fins de apuração do ITR, o artigo 8º, da Lei nº 9.393, de 1996, determina que ele refletirá o preço de mercado de terras apurado no dia 1º de janeiro do ano a que se referir o DIAT, e será considerado auto avaliação da terra nua a preço de mercado. Uma vez que o contribuinte não apresentou o laudo contemporâneo ao exercício do lançamento, elaborado por profissional devidamente cadastrado, foi arbitrado o valor do VTN. Entendo que os valores podem ser arbitrados nesse caso, uma vez que o Recorrente não apresentou laudo técnico de avaliação onde se demonstra de maneira técnica e clara o valor de hectare do imóvel objeto de lançamento. Desta forma, não há como acolher os argumentos do recorrente no tocante ao VTN. Fl. 319DF CARF MF Impresso em 20/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/03/2013 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 08/03/201 3 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 08/03/2013 por NELSON MALLMANN Processo nº 10860.720213/201065 Acórdão n.º 2202002.180 S2C2T2 Fl. 5 7 Na análise da matéria assim se pronunciou com pertinente a autoridade de primeira instância: O VTN considerado no lançamento pode ser revisto pela autoridade administrativa com base em laudo técnico elaborado por Engenheiro Civil, Florestal ou Agrônomo, acompanhado de cópia de Anotação de Responsabilidade Técnica – ART, devidamente registrada no Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia – CREA, e que demonstre o atendimento das normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT, através da explicitação dos métodos avaliatórios e fontes pesquisadas que levaram à convicção do valor atribuído ao imóvel e dos bens nele incorporados. A título de referência, para justificar as avaliações, poderão ser apresentados anúncios em jornais, revistas, folhetos de publicação geral, que tenham divulgado aqueles valores e que levem à convicção do valor da terra nua na data do fato gerador. Uma vez que não foi apresentado pelo recorrente Laudo Técnico de Avaliação que atendesse as condições elencadas pela norma da ABNT e que fosse relativo ao exercício em apreciação. Não há, portanto, como alterar o valor da terra nua apurado no lançamento. O recorrente questiona por último que no tocante ao lançamento em função do reconhecimento da área declarada de preservação permanente no total de 6.900 há deveria ter sido restabelecido a alíquota de 0,45% sobre o valor da Terra Nua,é igual a R$ 27,862,55 e não R$ 386.751,53. Nesse ponto revisando as tabela de valores presente na declaração de fls. 07 a 10, notase que assiste razão ao recorrente efetivamente a alíquota aplicável no contexto do recorrente com área total acima de 5000 hectares e grau de utilização maior que 80%, seria de 0,45%, fazendo necessária a aplicação dessa alíquota. Ante ao exposto, voto por negar provimento ao recurso de ofício, e no que toca ao recurso voluntário, dar provimento parcial para se aplique a alíquota de 0,45% sobre o valor da terra nua tributável. (Assinado digitalmente) Antonio Lopo Martinez Fl. 320DF CARF MF Impresso em 20/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/03/2013 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 08/03/201 3 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 08/03/2013 por NELSON MALLMANN 8 Fl. 321DF CARF MF Impresso em 20/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/03/2013 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 08/03/201 3 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 08/03/2013 por NELSON MALLMANN
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Numero do processo: 11075.000574/2008-96
Turma: Primeira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Aug 22 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Tue Mar 12 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Período de apuração: 01/01/1999 a 31/03/1999
CRÉDITO PRESUMIDO. LEI 10.925/04. IMPOSSIBILIDADE DE COMPENSAÇÃO COM OUTROS TRIBUTOS ADMINISTRADOS PELA RECEITA FEDERAL DO BRASIL
O crédito presumido concedido pelo legislador só pode ser compensado no pagamento da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins, devidas em cada período de apuração. Não há autorização legislativa para que a compensação destes créditos fosse realizada com outros tributos administrados pela Receita Federal do Brasil.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 3801-001.415
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso.
(assinado digitalmente)
Flávio de Castro Pontes - Presidente.
(assinado digitalmente)
Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: José Luiz Bordingnon, Sidney Eduardo Stahl, Adriana Oliveira e Ribeiro, Fabio Miranda Coradini, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel e Flávio de Castro Pontes.
Nome do relator: MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL
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LEI 10.925/04. IMPOSSIBILIDADE DE COMPENSAÇÃO COM OUTROS TRIBUTOS ADMINISTRADOS PELA RECEITA FEDERAL DO BRASIL O crédito presumido concedido pelo legislador só pode ser compensado no pagamento da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins, devidas em cada período de apuração. Não há autorização legislativa para que a compensação destes créditos fosse realizada com outros tributos administrados pela Receita Federal do Brasil. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. (assinado digitalmente) Flávio de Castro Pontes Presidente. (assinado digitalmente) Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: José Luiz Bordingnon, Sidney Eduardo Stahl, Adriana Oliveira e Ribeiro, Fabio Miranda Coradini, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel e Flávio de Castro Pontes. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 07 5. 00 05 74 /2 00 8- 96 Fl. 186DF CARF MF Impresso em 12/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/03/2013 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado dig italmente em 05/03/2013 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado digitalmente em 06 /03/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 11075.000574/200896 Acórdão n.º 3801001.415 S3TE01 Fl. 112 2 Relatório Por bem descrever os fatos, adoto o relatório da DRJ Porto Alegre/RS, abaixo transcrito: Trata o presente processo de verificação da legitimidade de pedido de ressarcimento de crédito relativo à COFINS não cumulativa do quarto trimestre de 2004, pleiteado através de PER/DCOMP eletrônico transmitido em 08/09/2007 (fls. 01/03). Juntados documentos, inclusive cópia parcial do processo administrativo n° 11077.000605/200546, foi emitido o Parecer de fls. 94/98, onde, em especial, assentou o agente fiscal: 11. Conforme demonstrado na tabela acima, no montante total de crédito, inicialmente objeto do presente processo, no valor de R$ 181.313,85, o contribuinte incluiu R$ 155.784,13 (...) de Créditos Presumidos oriundos de sua Atividade Agroindustrial, apurado de acordo com o art. 8o da Lei n° 10.925 de 23/07/2004. (fl. 96) 13. O crédito presumido da contribuição para o PIS e Cofins, instituído pelos artigos 8o e 15 da Lei n° 10.925/2004, constitui subsídio fiscal para as empresas do setor alimentício que compram insumos de pessoa física ou cooperado pessoa física relativamente a mercadorias de origem animal ou vegetal para produção de mercadorias destinadas à alimentação humana ou animal. Este crédito presumido se caracteriza como subsídio fiscal para os fabricantes dos produtos listados nos citados artigos 8o e 15 da Lei n° 10.9245/2004, na medida em que, embora não haja tributação da contribuição do PIS e da COFINS na venda por pessoa física, ou cooperado pessoa física, dos insumos utilizados na fabricação daqueles produtos, tais fabricantes podem descontar o referido crédito do montante a ser recolhido a título dessas contribuições, (fl. 96) 15. Analisando a resposta do contribuinte (fls 88/89) durante a auditoria tributária, constatase que os créditos presumidos apurados por este se enquadram perfeitamente na disposição contida no artigo 8o da lei n° 10.925 de 23.07.2004 e no Ato Declaratório Interpretativo n" 15 de 22.12.2005. (fls. 9 7 / 9 8) Em Despacho Decisório (fl. 99), a autoridade administrativa, com base no Parecer, que aprovou, determinou: a) reconhecimento do direito creditório referente ao ressarcimento do crédito de COFINS ( 4 o trimestre de 2004) no valor de R$ 3.278,62; Fl. 187DF CARF MF Impresso em 12/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/03/2013 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado dig italmente em 05/03/2013 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado digitalmente em 06 /03/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 11075.000574/200896 Acórdão n.º 3801001.415 S3TE01 Fl. 113 3 b) indeferimento dos créditos oriundos de créditos presumidos da atividade agroindustrial no total de R$ 20.673,54; c) a homologação das compensações declaradas que tenham origem no crédito referido na alínea a, sempre respeitando o limite creditório ali deferido; d) cobrança dos débitos compensados indevidamente. A contribuinte foi cientificada em 01/04/2008 (AR de fl. 103) e, não se conformando com a decisão administrativa, apresentou em 23/04/2008 (fls. 115/120), sua manifestação de inconformidade onde, em síntese, alega: • apesar de ter a autoridade administrativa entendido que a Lei n° 10.925, de 2004, além de reconhecer o direito aos créditos presumidos, estabeleceu que a compensação daqueles créditos se restringiriam apenas às contribuições sociais devidas a título de COFINS e PIS, não abarcando a possibilidade de compensação com outros tributos, convém esclarecer que a Lei n° 11.116, de 2005 (art. 16), autorizou a compensação do crédito presumido de PIS e da COFINS com quaisquer tributos administrados pela RFB, sem qualquer restrição; • em que pese o teor do Ato Declaratório Interpretativo SRF n° 15, de 2005, vedar a compensação do crédito presumido do PIS e da COFINS com tributos e contribuições administrados pela RFB, tal ato não se coaduna com o disposto no art. 16 da Lei n° 11.116, de 2005. Não pode o mencionado Ato Declaratório ser contrário ao texto da lei, pois este autoriza expressamente a compensação com tributos e contribuições administradas pela RFB; • antes mesmo da edição da Lei n° 11.116, de 2005, o STJ já tinha consolidado o entendimento de que o contribuinte poderia promover a compensação de créditos com quaisquer tributos administrados pela RFB; • requer a declaração da possibilidade de compensar o crédito presumido de PIS e de COFINS com quaisquer tributos administrados pela RFB, conforme prevê o art. 16 da Lei n° 11.116, de 2005. Requer, também, seja reformado o entendimento perfilhado pela autoridade administrativa, para o fim de deferir integralmente o pedido formalizado. O Órgão de origem despachou na fl. 127, atestando a tempestividade da manifestação de inconformidade e remetendo o processo a esta DRJ. Analisando o pleito, a douta delegacia de julgamento de Porto Alegre/RS julgou como improcedentes a Manifestação de Inconformidade do ora Recorrente, sob o argumento de que a legislação que instituiu o crédito presumido em questão em nenhum momento autorizou a compensação destes créditos com outros tributos administrados pela Receita Federal do Brasil. Não concordado com os argumentos lançados por aquela delegacia de julgamento, o Recorrente apresentou Recurso Voluntário através do qual ratificou todos os pontos arguidos na Manifestação de Inconformidade anteriormente apresentada, requerendo, em síntese, a reforma da decisão, sob o argumento de que a legislação em vigor autoriza a Fl. 188DF CARF MF Impresso em 12/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/03/2013 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado dig italmente em 05/03/2013 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado digitalmente em 06 /03/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 11075.000574/200896 Acórdão n.º 3801001.415 S3TE01 Fl. 114 4 compensação dos referidos créditos presumidos com os demais tributos e contribuições administrados pela Receita Federal do Brasil. É o relatório. Voto Conselheiro Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel O recurso é tempestivo e reúne os demais pressupostos de admissibilidade, razão pela qual dele se conhece. A questão aqui posta se resume em saber se o Recorrente faz jus à compensação do crédito presumido instituído pelo artigo 8º da Lei 10.925/04 com outros tributos administrados pela Receita Federal do Brasil. De pronto, como muito bem assentado pela douta Delegacia de Julgamento de Porto Alegre/RS, cumpre esclarecer que o referido crédito presumido foi instituído como um benefício fiscal àqueles contribuintes sujeitos ao recolhimento da contribuição ao PIS e da COFINS na sistemática nãocumulativa, que adquirem produtos de pessoa física ou recebidos de cooperado pessoa física. Cumpre transcrever o mencionado dispositivo: Art. 8o As pessoas jurídicas, inclusive cooperativas, que produzam mercadorias de origem animal ou vegetal, classificadas nos capítulos 2, 3, exceto os produtos vivos desse capítulo, e 4, 8 a 12, 15, 16 e 23, e nos códigos 03.02, 03.03, 03.04, 03.05, 0504.00, 0701.90.00, 0702.00.00, 0706.10.00, 07.08, 0709.90, 07.10, 07.12 a 07.14, exceto os códigos 0713.33.19, 0713.33.29 e 0713.33.99, 1701.11.00, 1701.99.00, 1702.90.00, 18.01, 18.03, 1804.00.00, 1805.00.00, 20.09, 2101.11.10 e 2209.00.00, todos da NCM, destinadas à alimentação humana ou animal, poderão deduzir da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins, devidas em cada período de apuração, crédito presumido, calculado sobre o valor dos bens referidos no inciso II do caput do art. 3º das Leis nºs 10.637, de 30 de dezembro de 2002, e 10.833, de 29 de dezembro de 2003, adquiridos de pessoa física ou recebidos de cooperado pessoa física. (Redação dada pela Lei nº 11.051, de 2004) (Vigência) (Vide Lei nº 12.058, de 2009) (Vide Lei nº 12.350, de 2010) (Vide Medida Provisória nº 545, de 2011) (Vide Lei nº 12.599, de 2012) § 1º O disposto no caput deste artigo aplicase também às aquisições efetuadas de: I cerealista que exerça cumulativamente as atividades de limpar, padronizar, armazenar e comercializar os produtos in natura de origem vegetal, classificados nos códigos 09.01, 10.01 a 10.08, exceto os dos códigos 1006.20 e 1006.30, 12.01 e 18.01, todos da NCM; (Redação dada pela Lei nº 11.196, de 2005) Fl. 189DF CARF MF Impresso em 12/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/03/2013 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado dig italmente em 05/03/2013 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado digitalmente em 06 /03/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 11075.000574/200896 Acórdão n.º 3801001.415 S3TE01 Fl. 115 5 II pessoa jurídica que exerça cumulativamente as atividades de transporte, resfriamento e venda a granel de leite in natura; e III pessoa jurídica que exerça atividade agropecuária e cooperativa de produção agropecuária.(Redação dada pela Lei nº 11.051, de 2004). § 2o O direito ao crédito presumido de que tratam o caput e o § 1o deste artigo só se aplica aos bens adquiridos ou recebidos, no mesmo período de apuração, de pessoa física ou jurídica residente ou domiciliada no País, observado o disposto no § 4o do art. 3o das Leis nos 10.637, de 30 de dezembro de 2002, e 10.833, de 29 de dezembro de 2003. Pela simples leitura do dispositivo citado, fica fácil perceber que o crédito presumido concedido pelo legislador só pode ser compensado no pagamento da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins, devidas em cada período de apuração. Em nenhum momento houve autorização legislativa para que a compensação destes créditos fosse realizada com outros tributos administrados pela Receita Federal do Brasil. Por outro lado, não se pode aceitar a argumentação do Recorrente no sentido de que a Lei 11.116/05 autorizou a compensação dos referidos créditos presumidos com outros tributos administrados pela Receita Federal do Brasil. Vejase a redação do artigo 16 da Lei 11.116/05, citado pelo Recorrente: Art. 16. O saldo credor da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins apurado na forma do art. 3o das Leis nos 10.637, de 30 de dezembro de 2002, e 10.833, de 29 de dezembro de 2003, e do art. 15 da Lei no 10.865, de 30 de abril de 2004, acumulado ao final de cada trimestre do anocalendário em virtude do disposto no art. 17 da Lei no 11.033, de 21 de dezembro de 2004, poderá ser objeto de: I compensação com débitos próprios, vencidos ou vincendos, relativos a tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal, observada a legislação específica aplicável à matéria; ou II pedido de ressarcimento em dinheiro, observada a legislação específica aplicável à matéria. De pronto, é importante esclarecer que o artigo 16 da Lei 11.116/05 não autorizou expressamente a compensação pretendida pelo Recorrente. Pelo contrário, o citado dispositivo define pontualmente quais os créditos são passíveis de compensação. Por se tratar a lei 11.116/05 norma geral de compensação das contribuições em questão, ela não pode prevalecer sobre a norma especial que trata do crédito presumido (Lei 10.925/04). De fato, o artigo 1º. do DecretoLei no. 4.656, de 4 de setembro de 1942, que é a Lei de Introdução das Normas do Direito Brasileiro, em seu § 2o, dispõe que a lei nova, que estabeleça disposições gerais a par das já existentes, não revoga nem modifica a lei anterior. Há muito já nos ensinava o festejado jurista italiano Norberto Bobbio, ao tecer comentários sobre a solução de antinomias no ordenamento jurídico, que a norma especial prevalece sobre a norma geral (lex specialis derogat generali). Interessante transcrever os ensinamentos do renomado professor: Fl. 190DF CARF MF Impresso em 12/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/03/2013 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado dig italmente em 05/03/2013 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado digitalmente em 06 /03/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 11075.000574/200896 Acórdão n.º 3801001.415 S3TE01 Fl. 116 6 “(...) Nesse processo de gradual especialização, operado através de leis especiais, encontramos uma das regras fundamentais da justiça, que é a do suum cuique tribuere (dar a cada um o que é seu). Entendese, portanto, por que a lei especial deva prevalecer sobre a geral: ela representa um momento ineliminável do desenvolvimento de um ordenamento. Bloquear a lei especial frente à geral significa paralisar esse desenvolvimento (Bobbio, Norberto. Teoria do ordenamento jurídico. Trad. Maria Celeste C. J. Santos. Brasília: Editora Universidade de Brasília, 10ª edição, 1999). Para corroborar com a argumentação até aqui tecida, importante trazer à colação julgado deste egrégio Conselho, que vai ao encontro da decisão recorrida, ou seja, que o crédito presumido instituído pela Lei 10.925/04 só pode ser compensado com a contribuição ao PIS e com a COFINS devidas no período de apuração. Confirase: Processo n° 11041.000617/200588 Recurso n° 161.553 Voluntário Acórdão n° 380100.237 l a Turma Especial Sessão de 11 de agosto de 2009 Matéria RESTITUIÇÃO / COMPENSAÇÃO COFINS Recorrente CEOLIN & CIA LTDA. Recorrida DRJSANTA MARIA/RS ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 01/10/2004 a 31/12/2004 CRÉDITOS PRESUMIDOS. RESSARCIMENTO. COMPENSAÇÃO. IMPROCEDÊNCIA. Os créditos presumidos adquiridos pelas agroindústrias com base no art. 8° da Lei n°. 10.925/2004 não podem, sob expressa vedação legal, ser utilizados para ressarcimento ou compensação com outros tributos e/ou contribuições. Recurso Voluntário Negado. Por fim, nos termos do julgado abaixo, o Superior Tribunal de Justiça também já se manifestou de forma desfavorável à pretendida compensação: PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. CRÉDITO PRESUMIDO DO PIS E COFINS. LEI 10.925/2004. POSSIBILIDADE DE COMPENSAÇÃO COM OUTROS TRIBUTOS ADMINISTRADOS PELA RECEITA FEDERAL. VEDAÇÃO IMPOSTA PELO ATO DECLARATÓRIO INTERPRETATIVO SRF 15/05. ILEGALIDADE INEXISTENTE. 1. Não se confunde o crédito presumido instituído pelos arts. 8º e 15 da Lei 10.925/2004 com o resultante do art. 3º das Leis 10.637/2002 e 10.833/2003. 2. O primeiro representa benefício fiscal concedido exclusivamente para o fim de dedução das contribuições ao PIS Fl. 191DF CARF MF Impresso em 12/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/03/2013 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado dig italmente em 05/03/2013 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado digitalmente em 06 /03/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 11075.000574/200896 Acórdão n.º 3801001.415 S3TE01 Fl. 117 7 e à Cofins devidas pelas empresas que atuam no setor alimentício. 3. De modo diverso, o outro saldo credor tem origem na aplicação da sistemática da nãocumulatividade, e em tal hipótese a compensação é expressamente autorizada pelo art. 16 da Lei 11.116/2005, por força das vendas efetuadas com suspensão, isenção, alíquota zero ou nãoincidência das contribuição ao PIS e à Cofins. 4. Inexistindo, ademais, norma autorizativa (art. 170 do CTN), concluise que o ato interpretativo do Fisco não extrapolou os limites do art. 8º da Lei 10.925/2004. Precedente do STJ. 5. Recurso Especial não provido. (REsp 1233876/RS, Rel. Ministro HERMAN BENJAMIN, SEGUNDA TURMA, julgado em 15/03/2011, DJe 01/04/2011) Por todo exposto, voto por negar provimento ao Recurso Voluntário do Recorrente. Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel Relator Fl. 192DF CARF MF Impresso em 12/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/03/2013 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado dig italmente em 05/03/2013 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado digitalmente em 06 /03/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES
score : 1.0
Numero do processo: 13832.000037/00-89
Turma: PLENO DA CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: Pleno
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Tue Aug 28 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Thu Mar 21 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Período de apuração:01/04/1990 a 31/03/1992
RESTITUIÇÃO. PRESCRIÇÃO.
Para os pedidos de restituição protocolizados antes da vigência da Lei Complementar nº 118/2005, o prazo prescricional é de 10 anos a partir do fato gerador, em conformidade com a tese cognominada de cinco mais cinco.
As decisões do Superior Tribunal de Justiça, em sede recursos repetitivos, por força do art. 62-A do Regimento Interno do CARF, devem ser observadas no Julgamento deste Tribunal Administrativo.
Recurso Extraordinário do Procurador Negado
Numero da decisão: 9900-000.647
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao Recurso Extraordinário
OTACÍLIO DANTAS CARTAXO - Presidente.
RODRIGO DA COSTA PÔSSAS - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Otacílio Dantas Cartaxo, Susy Gomes Hoffmann, Valmar Fonseca de Menezes, Alberto Pinto Souza Júnior, Francisco de Sales Ribeiro de Queiroz, João Carlos de Lima Júnior, Jorge Celso Freire da Silva, José Ricardo da Silva, Karem Jureidini Dias,Valmir Sandri, Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Elias Sampaio Freire, Gonçalo Bonet Allage, Gustavo Lian Haddad, Manoel Coelho Arruda Junior, Marcelo Oliveira, Maria Helena Cotta Cardozo, Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira, Henrique Pinheiro Torres, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva, Júlio César Alves Ramos, Maria Teresa Martinez Lopez, Nanci Gama, Rodrigo Cardozo Miranda, Rodrigo da Costa Possas, Marcos Aurélio Pereira Valadão.
Matéria: Finsocial -proc. que não versem s/exigências cred.tributario
Nome do relator: RODRIGO DA COSTA POSSAS
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ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração:01/04/1990 a 31/03/1992 RESTITUIÇÃO. PRESCRIÇÃO. Para os pedidos de restituição protocolizados antes da vigência da Lei Complementar nº 118/2005, o prazo prescricional é de 10 anos a partir do fato gerador, em conformidade com a tese cognominada de cinco mais cinco. As decisões do Superior Tribunal de Justiça, em sede recursos repetitivos, por força do art. 62A do Regimento Interno do CARF, devem ser observadas no Julgamento deste Tribunal Administrativo. Recurso Extraordinário do Procurador Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao Recurso Extraordinário OTACÍLIO DANTAS CARTAXO Presidente. RODRIGO DA COSTA PÔSSAS Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Otacílio Dantas Cartaxo, Susy Gomes Hoffmann, Valmar Fonseca de Menezes, Alberto Pinto Souza Júnior, Francisco de Sales Ribeiro de Queiroz, João Carlos de Lima Júnior, Jorge Celso Freire da Silva, José Ricardo da Silva, Karem Jureidini Dias,Valmir Sandri, Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Elias Sampaio Freire, Gonçalo Bonet Allage, Gustavo Lian Haddad, Manoel Coelho AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 83 2. 00 00 37 /0 0- 89 Fl. 313DF CARF MF Impresso em 21/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/03/2013 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digitalmente em 08/03/2 013 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digitalmente em 11/03/2013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO 2 Arruda Junior, Marcelo Oliveira, Maria Helena Cotta Cardozo, Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira, Henrique Pinheiro Torres, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva, Júlio César Alves Ramos, Maria Teresa Martinez Lopez, Nanci Gama, Rodrigo Cardozo Miranda, Rodrigo da Costa Possas, Marcos Aurélio Pereira Valadão. Relatório Tratase de Recurso Extraordinário interposto pela Fazenda Nacional contra o acórdão proferido pelo colegiado a quo, que deu provimento ao recurso especial interposto pelo contribuinte. A PGFN interpôs Recurso Extraordinário a este Pleno alegando, em síntese, que o direito de ação relativo ao exercício de um direito subjetivo de crédito, decorrente de pagamento indevido, é atribuído ao sujeito passivo, e o termo inicial do prazo prescricional de 05 (cinco) anos (art. 168 do CTN) para exercêlo começa da data da extinção do crédito tributário, operandose este tão logo efetue o pagamento indevido. É o relatório. Voto Conselheiro Rodrigo da Costa Pôssas O recurso atende aos pressupostos de admissibilidade e deve ser admitido. O pedido de restituição foi apresentado em 04/04/2000, relativo ao período de apuração de 01/04/1990 a 31/03/1992. Não assiste razão à recorrente, pois, com a edição da Lei Complementar 118/2005, o seu artigo 3º foi debatido no âmbito do STJ no Resp 327043/DF, que entendeu tratarse de usurpação de competência a edição desta norma interpretativa, cujo real objetivo era desfazer entendimento consolidado. Entendendo configurar legislação nova e não interpretativa, os Ministros do STJ decidiram que as ações propostas até a data de 09/06/2005, não se submeteriam ao consignado na nova lei. Com efeito, de acordo com a decisão prolatada pelo pleno do STF, no RE nº 566.621, em 04/08/2011, em julgamento de mérito de tema com repercussão geral, o prazo prescricional para o contribuinte pleitear a restituição do indébito, nos casos dos tributos sujeitos a lançamento por homologação, relativamente a pedidos de restituição efetuados anteriormente à vigência da LC nº 118/05 (09/06/2005), é de cinco anos para a homologação do pagamento antecipado, acrescido de mais cinco para pleitear o indébito, em conformidade com a cognominada tese dos cinco mais cinco, sendo, portanto, de dez anos o prazo para pleitear a restituição do pagamento indevido. Fl. 314DF CARF MF Impresso em 21/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/03/2013 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digitalmente em 08/03/2 013 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digitalmente em 11/03/2013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO Processo nº 13832.000037/0089 Acórdão n.º 9900000.648 CSRFPL Fl. 3 3 Assim, somente os pleitos referentes aos fatos geradores ocorridos anteriormente a 10 anos da data do protocolo estariam com o eventual direito de restituição extinto, tendo em vista terem sido alcançados pela prescrição. No presente caso, não houve a perda do direito a se pleitear a restituição em relação a todo o período objeto da solicitação. Portanto, em que pese a minha total discordância com tal entendimento, com fulcro no art. 62A do Anexo II à Portaria MF nº 256/09 (RICARF), deve ser reconhecida a aplicabilidade da tese dos cinco mais cinco. Ante o exposto, voto pelo não provimento do Recurso Extraordinário interposto pela PGFN, com a remessa dos autos à autoridade preparadora para a análise do mérito. Rodrigo da Costa Pôssas Relator Fl. 315DF CARF MF Impresso em 21/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/03/2013 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digitalmente em 08/03/2 013 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digitalmente em 11/03/2013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO
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Numero do processo: 10380.004186/2009-49
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Jan 22 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Fri Mar 15 00:00:00 UTC 2013
Numero da decisão: 2402-000.314
Decisão: RESOLVEM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência.
Júlio César Vieira Gomes - Presidente
Ana Maria Bandeira - Relatora
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Júlio César Vieira Gomes, Ana Maria Bandeira, Lourenço Ferreira do Prado, Ronaldo de Lima Macedo, Thiago Taborda Simões e Nereu Miguel Ribeiro Domingues.
Nome do relator: ANA MARIA BANDEIRA
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Júlio César Vieira Gomes Presidente Ana Maria Bandeira Relatora Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Júlio César Vieira Gomes, Ana Maria Bandeira, Lourenço Ferreira do Prado, Ronaldo de Lima Macedo, Thiago Taborda Simões e Nereu Miguel Ribeiro Domingues. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 03 80 .0 04 18 6/ 20 09 -4 9 Fl. 1360DF CARF MF Impresso em 15/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/02/2013 por ANA MARIA BANDEIRA, Assinado digitalmente em 18/02/2013 p or ANA MARIA BANDEIRA, Assinado digitalmente em 14/03/2013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 10380.004186/200949 Resolução nº 2402000.314 S2C4T2 Fl. 3 2 RELATÓRIO Tratase do lançamento de contribuições de responsabilidade da empresa, previstas no inciso III do art. 22 da Lei nº 8.212/1991, incidentes sobre valores pagos a segurados contribuintes individuais. Segundo o Relatório Fiscal (fls. 90/101), os fatos geradores que serviram de base para o lançamento do crédito tributário foram arbitrados com base nos lançamentos contábeis extraídos da contabilidade da empresa (Livro Diário e Livro Razão), aferidos como salário de contribuição de segurados contribuintes individuais em face da recusa por parte da empresa em apresentar os documentos que serviram de base para a contabilização, exaustivamente solicitados pela auditoria fiscal no curso da ação fiscal. Os valores pagos considerados para o lançamento do débito não foram declarados pela empresa nas Guias do Fundo de Garantia e Informações à Previdência GFIP. A auditoria fiscal relaciona as contas contábeis cuja documentação de suporte aos lançamentos contábeis foi solicitada e não apresentada pela empresa. Foi caracterizado grupo econômico de fato entre o Hospital Antônio Prudente e as seguintes empresas que foram consideradas solidariamente responsáveis pelo crédito lançado: · HAPV1DA PARTICIPAÇÕES E INVESTIMENTOS LTDA CNPJ 05.197.443/000138. · HAPVIDA ASSISTÊNCIA MÉDICA LTDA CNPJ 63.554.067/000198. · HAPVIDA ADMINISTRADORA DE PLANO DE SAÚDE CNPJ 04.761.304/000122. · FUNDAÇÃO ANA LIMA CNPJ 07.411.705/000140. Informa a auditoria fiscal que o grupo em questão é reconhecido como GRUPO HAPVIDA. A auditoria fiscal apresenta as razões pelas quais considerou a existência do grupo econômico de fato. O Hospital Antônio Prudente apresentou defesa (fls. 363/368), onde alega que o lançamento não poderia prosperar em face de a maior parte dos valores constantes das planilhas elaboradas pela auditoria fiscal corresponderiam a valores pagos a pessoas jurídicas, conforme documentação juntada aos autos. Argumenta a inexistência de grupo econômico de fato e que a simples existência de sócios comuns não configura a existência de um grupo econômico. Fl. 1361DF CARF MF Impresso em 15/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/02/2013 por ANA MARIA BANDEIRA, Assinado digitalmente em 18/02/2013 p or ANA MARIA BANDEIRA, Assinado digitalmente em 14/03/2013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 10380.004186/200949 Resolução nº 2402000.314 S2C4T2 Fl. 4 3 Afirma que, embora haja sócios comuns, não existe empresa controladora, sendo a participação societária as mais diversas possíveis, conforme se vê dos contratos sociais e aditivos ora acostados. Ademais, cada empresa desenvolve sua atividade de forma totalmente autônoma, embora haja prestação de serviços de uma para outra, quando possível, mas sem qualquer critério de exclusividade. Pela Resolução nº 1.972 (fls. 540) a 5ª Turma da DRJ/Fortaleza entendeu por converter o julgamento em diligência sob o argumento de que não teria havido ciência aos responsáveis solidários, visto que a eles não foi destinada qualquer comunicação, mas somente ao seu sócioadministrador e, ainda assim, como representante da impugnante. Foram encaminhados aos responsáveis solidários o Termo de Sujeição Passiva n° 01, bem como cópia do auto e de documento. As solidárias apresentaram defesas, Hapvida Administradora de Planos de Saúde (fls. 563/571), Hapvida Assistência Médica Ltda (fls. 722/730), Fundação Ana Lima (fls. 886/898) e Hapvida Participações e Investimentos Ltda (fls. 1047/1055) onde alegam a inexistência de grupo econômico, a ocorrência de decadência e reforçam as alegações de mérito já apresentadas pelo Hospital Antônio Prudente. A solidária Fundação Ana Lima ainda informa que seria uma entidade beneficente de assistência social e, logo, teria direito à imunidade das contribuições destinadas à Seguridade Social. Pelo Acórdão nº 0820.206 (fls. 1204/1211), a 5ª Turma da DRJ/Fortaleza considerou o lançamento procedente em parte para retirar parte dos valores lançados para os quais a autuada demonstrou não se tratar de fatos geradores de contribuições previdenciárias. Somente o Hospital Antônio Prudente foi intimado da decisão de primeira instância e apresentou recurso. É o relatório. Fl. 1362DF CARF MF Impresso em 15/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/02/2013 por ANA MARIA BANDEIRA, Assinado digitalmente em 18/02/2013 p or ANA MARIA BANDEIRA, Assinado digitalmente em 14/03/2013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 10380.004186/200949 Resolução nº 2402000.314 S2C4T2 Fl. 5 4 VOTO Conselheira Ana Maria Bandeira, Relatora Analisandose as peças que compõem os autos verificase prejudicial ao julgamento. Foi configurado grupo econômico de fato com a inclusão de todas as participantes no pólo passivo. As solidárias foram intimadas do lançamento e apresentaram defesas. Ocorre que o acórdão resultante do lançamento de primeira instância foi encaminhado para ciência apenas da autuada Hospital Antônio Prudente, ou seja, as demais solidárias, apesar de terem impugnado o lançamento, não foram intimadas do resultado do julgamento de primeira instância para apresentação de recurso, se entendessem necessário. Assim, entendo que os autos devem retornar à origem para que se providencie a ciência e abertura de prazo para apresentação de recurso das solidárias Hapvida Administradora de Planos de Saúde, Hapvida Assistência Médica Ltda, Fundação Ana Lima e Hapvida Participações e Investimentos Ltda. Diante do exposto e de tudo o mais que dos autos consta. Voto no sentido de CONVERTER O JULGAMENTO EM DILIGÊNCIA para que as responsáveis solidárias sejam intimadas do acórdão de primeira instância para apresentação de recurso. É como voto. Ana Maria Bandeira Fl. 1363DF CARF MF Impresso em 15/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/02/2013 por ANA MARIA BANDEIRA, Assinado digitalmente em 18/02/2013 p or ANA MARIA BANDEIRA, Assinado digitalmente em 14/03/2013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES
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