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Numero do processo: 13851.903832/2009-57
Turma: Primeira Turma Extraordinária da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Sep 10 00:00:00 UTC 2019
Data da publicação: Thu Sep 26 00:00:00 UTC 2019
Ementa: ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Ano-calendário: 2007
DIREITO CREDITÓRIO. COMPENSAÇÃO. CANCELAMENTO DE DCOMP. INCOMPETÊNCIA DOS ÓRGÃOS DE JULGAMENTO. COMPETÊNCIA DAS DELEGACIAS DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL.
Não compete ao órgão julgador administrativo decidir sobre a retificação ou cancelamento de outras declarações de compensação entregues pelo sujeito passivo. O rito processual previsto no Decreto nº 70.235/1972 não se aplica para o cancelamento de débitos informados em PER/DCOMP. Tal competência é atribuída às Delegacias da Receita Federal, conforme Regimento Interno da RFB.
Numero da decisão: 1001-001.400
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso.
(documento assinado digitalmente)
Sérgio Abelson - Presidente
(documento assinado digitalmente)
André Severo Chaves - Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Sérgio Abelson (Presidente), André Severo Chaves, Andréa Machado Millan e José Roberto Adelino da Silva.
Nome do relator: ANDRE SEVERO CHAVES
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COMPENSAÇÃO. CANCELAMENTO DE DCOMP. INCOMPETÊNCIA DOS ÓRGÃOS DE JULGAMENTO. COMPETÊNCIA DAS DELEGACIAS DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL. Não compete ao órgão julgador administrativo decidir sobre a retificação ou cancelamento de outras declarações de compensação entregues pelo sujeito passivo. O rito processual previsto no Decreto nº 70.235/1972 não se aplica para o cancelamento de débitos informados em PER/DCOMP. Tal competência é atribuída às Delegacias da Receita Federal, conforme Regimento Interno da RFB. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso. (documento assinado digitalmente) Sérgio Abelson - Presidente (documento assinado digitalmente) André Severo Chaves - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Sérgio Abelson (Presidente), André Severo Chaves, Andréa Machado Millan e José Roberto Adelino da Silva. Relatório Trata-se, o presente processo, de Recurso Voluntário interposto contra o Acórdão de nº 11-46.028, da 4ª Turma da DRJ/REC, que não conheceu da Manifestação de Inconformidade, apresentada pela ora Recorrente, não reconhecendo o direito creditório pleiteado. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 85 1. 90 38 32 /2 00 9- 57 Fl. 172DF CARF MF Fl. 2 do Acórdão n.º 1001-001.400 - 1ª Sejul/1ª Turma Extraordinária Processo nº 13851.903832/2009-57 Transcreve-se, portanto, o relatório da supracitada DRJ, que resume o presente litígio: “O contribuinte PROPOSTA EMPREENDIMENTOS IMOBILIARIOS LTDA, CNPJ/MF nº 03.223.601/0001-51, já qualificado neste processo, apresentou o PER/DCOMP nº 17116.05893.291007.1.7.04-8294, transmitido em 29/10/2007, com um pedido de reconhecimento de indébito referente à CSLL arrecadada em 28/09/2007, no valor original de crédito de R$ 12.947,14, sendo utilizado neste pedido o importe de original de R$ 10.764,08 (DARF no valor principal de R$ 10.659,60, juros de mora de R$ 212,12 e multa de ofício de R$ 2.075,42, totalizando R$ 12.947,14, com data de vencimento 31/07/2007), para compensar com débitos de CSLL do 2º trimestre de 2007, quota com vencimento 28/09/2007 (principal de R$ 10.659,60 e juros de mora de R$ 212,12, com valor total de R$ 10.871,72). Em despacho decisório de 07/10/2009 (rastreamento nº 848705690), a autoridade competente da DRF ARARAQUARA homologou parcialmente a compensação, porque o pagamento havia sido utilizado para extinguir o débito cód 2372 PA 30/06/2007, no importe de R$ 10.871,72. Houve o reconhecimento de indébito de R$ 2.075,42. Notificado da decisão acima em 19/10/2009, o contribuinte apresentou manifestação de inconformidade em 11/11/2009, alegando que pagou a CSLL do 2º trimestre de 2007 em 03 cotas, tendo recolhido corretamente as duas primeiras, porém, quando do pagamento da terceira cota, houve o registro da data errada de vencimento no Sicalc (31/07/2009 ao invés de 30/09/2009), o que implicou na cobrança de multa de mora (R$ 2.075,42), cominação esta que terminou sendo paga pela empresa. Para sanar o equívoco acima, a empresa fez um redarf, alterando a data do vencimento, e enviou PER/DCOMP acima citado, de maneira errada, pois pediu um valor de crédito inicial de R$ 12.947,14, quando o correto seria R$ 2.075,42, bem como informou como débito a CSLL do próprio trimestre. Ademais, o indébito (referente à multa de mora) foi compensado com a CSLL do 3º trimestre. Concluiu o manifestante pedindo o cancelamento do PER/DCOMP tombado nestes autos e do despacho decisório acima. É o relatório.” Conforme supracitado, a DRJ, não conheceu da Manifestação de Inconformidade, não reconhecendo o direito creditório, é o que se verifica na ementa a seguir transcrita: “ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO - CSLL Período de apuração: 01/04/2007 a 30/06/2007 PER/DCOMP. CANCELAMENTO. MATÉRIA ESTRANHA AO CONTENCIOSO ADMINISTRATIVO. ASSUNTO QUE DEVE SER SUSCITADO NA DRF JURISDICIONANTE. Fl. 173DF CARF MF Fl. 3 do Acórdão n.º 1001-001.400 - 1ª Sejul/1ª Turma Extraordinária Processo nº 13851.903832/2009-57 A desistência do Pedido de Restituição, do Pedido de Ressarcimento ou da compensação poderá ser requerida pelo sujeito passivo mediante a apresentação à SRF do Pedido de Cancelamento gerado a partir do Programa PER/DCOMP ou, na hipótese de utilização de formulário (papel), mediante a apresentação de requerimento à SRF, o qual somente será deferido caso o Pedido de Restituição, o Pedido de Ressarcimento ou a compensação se encontre pendente de decisão administrativa à data da apresentação do Pedido de Cancelamento ou do requerimento. O pedido de cancelamento da Declaração de Compensação será indeferido quando formalizado após intimação para apresentação de documentos comprobatórios da compensação (art. 62, caput e parágrafo único, da IN SRF 600/2005). Indo além, cabe ao Delegado da Receita Federal, que jurisdiciona o contribuinte, decidir sobre pedidos de cancelamento ou reativação de declarações. Manifestação de Inconformidade Não Conhecida Direito Creditório Não Reconhecido” No voto proferido pela DRJ, esta destacou: “Esta Turma de Julgamento da DRJ não pode conhecer de pedido de cancelamento de PER/DCOMP, como feito pelo impugnante, já que se trata de matéria estranha ao contencioso administrativo, devendo ser deduzido no âmbito da DRF jurisdicionante, como se vê na legislação abaixo, vigente na data da transmissão do PER/DCOMP: Art. 62 da IN SRF 600/2005. A desistência do Pedido de Restituição, do Pedido de Ressarcimento ou da compensação poderá ser requerida pelo sujeito passivo mediante a apresentação à SRF do Pedido de Cancelamento gerado a partir do Programa PER/DCOMP ou, na hipótese de utilização de formulário (papel), mediante a apresentação de requerimento à SRF, o qual somente será deferido caso o Pedido de Restituição, o Pedido de Ressarcimento ou a compensação se encontre pendente de decisão administrativa à data da apresentação do Pedido de Cancelamento ou do requerimento. Parágrafo único. O pedido de cancelamento da Declaração de Compensação será indeferido quando formalizado após intimação para apresentação de documentos comprobatórios da compensação. (...) Art. 230, anexo, da Portaria MF nº 125, de 4 de março de 2009 (Regimento Interno da RFB, vigente na data da interposição da manifestação de inconformidade). Aos Delegados da Receita Federal do Brasil e Inspetores- Chefes da Receita Federal do Brasil incumbem, no âmbito da respectiva jurisdição, as atividades relacionadas com a gerência e a modernização da administração tributária e aduaneira e, especificamente: Fl. 174DF CARF MF Fl. 4 do Acórdão n.º 1001-001.400 - 1ª Sejul/1ª Turma Extraordinária Processo nº 13851.903832/2009-57 XI - decidir sobre pedidos de cancelamento ou reativação de declarações; (...) Com as razões acima, voto no sentido de NÃO CONHECER o pedido de cancelamento do PER/DCOMP, o qual deve ser suscitado na DRF jurisdicionante.” Cientificado da decisão de primeira instância em 31/07/2014 (Aviso de Recebimento à e-Fl. 40), inconformado, o contribuinte apresentou Recurso Voluntário em 21/08/2014 (e-Fls. 47 a 169). Em sede de Recurso Voluntário, a Recorrente basicamente reiterou os argumentos da Manifestação de Inconformidade, pleiteando o cancelamento da DCOMP nº 17116.05893.291007.1.7.04-8294. É o relatório. Voto Conselheiro André Severo Chaves, Relator. Inicialmente, ao compulsar os autos, verifico que o presente Recurso Voluntário é tempestivo, entretanto, não atende aos requisitos de admissibilidade do Processo Administrativo Fiscal, previstos no Decreto nº 70.235/72, conforme verifica-se a seguir. Preliminarmente – Incompetência Administrativa do CARF para cancelamento de DCOMP. Conforme acima relatado, observa-se que o litígio instaurado pela Recorrente gira em torno exclusivamente do cancelamento da DCOMP nº 17116.05893.291007.1.7.04-8294 que, segundo esta, fora transmitida equivocadamente. Fl. 175DF CARF MF Fl. 5 do Acórdão n.º 1001-001.400 - 1ª Sejul/1ª Turma Extraordinária Processo nº 13851.903832/2009-57 Diante disso, o órgão julgador de 1ª instância, qual seja a DRJ/REC, decidiu acertadamente ao não conhecer da Manifestação de Inconformidade, em razão da incompetência desta instância administrativa. Ademais, verifica-se que em sede de Recurso Voluntário, a Recorrente apenas reiterou os argumentos já apresentados em 1ª instância, sem observar que a DRJ indicou que a competência para cancelamento da DCOMP seria do Delegado da Receita Federal. Isto porque, no que diz respeito ao presente processo administrativo, regulado pelo Decreto nº 70.235/72, o órgão julgador está adstrito ao reconhecimento ou não do direito creditório, objeto da lide, que terá por consectário a homologação, ou não, da compensação declarada. Por outro lado, a competência para retificação ou cancelamento de declarações é atribuída às Delegacias da Receita Federal, conforme observa-se no Art. 272, III, da Portaria nº 430/2017, que dispõe sobre o Regimento Interno da Secretaria da Receita Federal do Brasil: “Art. 272. À Delegacia Especial da Receita Federal do Brasil de Fiscalização (Defis), à Delegacia Especial da Receita Federal do Brasil de Fiscalização de Comércio Exterior (Delex), à Delegacia Especial da Receita Federal do Brasil de Comércio Exterior (Decex), às Delegacias Especiais da Receita Federal do Brasil de Maiores Contribuintes de São Paulo e de Belo Horizonte (Demac) compete, no âmbito da respectiva jurisdição, no que couber, gerir e executar as atividades de fiscalização, de controle aduaneiro, de tecnologia e segurança da informação, de comunicação social, de programação e logística e de gestão de pessoas, de planejamento, avaliação, organização, modernização, e, especificamente: (...) III - proceder à revisão de ofício de lançamentos e de declarações apresentadas pelo sujeito passivo e ao cancelamento ou reativação de declarações a pedido do sujeito passivo;” (negrito nosso) Ademais, este é o entendimento unânime da 1ª Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais, conforme julgado a seguir: “Numero do processo: 10680.915918/2009-43 Fl. 176DF CARF MF Fl. 6 do Acórdão n.º 1001-001.400 - 1ª Sejul/1ª Turma Extraordinária Processo nº 13851.903832/2009-57 Turma: 1ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS Câmara: 1ª SEÇÃO Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais Data da sessão: Thu May 09 00:00:00 BRT 2019 Data da publicação: Wed May 29 00:00:00 BRT 2019 Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal Ano-calendário: 2006 DCOMP. CANCELAMENTO OU RETIFICAÇÃO DO DÉBITO PELOS ÓRGÃOS JULGADORES, APÓS DECISÃO DA DELEGACIA DE ORIGEM QUE NEGA A HOMOLOGAÇÃO DA COMPENSAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE. O cancelamento ou a retificação de PER/DCOMP, pelo sujeito passivo, somente são admitidos enquanto este se encontrar pendente de decisão administrativa à data do envio do documento retificador ou do pedido de cancelamento, e desde que fundados em hipóteses de inexatidões materiais verificadas no preenchimento do referido documento. A manifestação de inconformidade e o recurso voluntário, que são instrumentos previstos para que os contribuintes questionem a não-homologação de uma compensação (no sentido de revertê-la), não constituem meios adequados para veicular a retificação ou o cancelamento do débito indicado na Declaração de Compensação. O rito processual previsto no Decreto nº 70.235/1972 não se aplica para o cancelamento de débitos informados em PER/DCOMP (em razão de erro cometido pelo contribuinte em suas apurações), assim como não se aplica para o cancelamento de débitos informados em DCTF. As Delegacias da Receita Federal tem plena competência para sanar esse tipo de problema. O que não se pode é alargar a competência dos órgãos julgadores, submetidos ao rito processual previsto no Decreto nº 70.235/1972, para que passem a apreciar situações que não lhes devem ser submetidas. Numero da decisão: 9101-004.191 Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer do Recurso Especial e, no mérito, por maioria de votos, em negar-lhe provimento, vencidos os conselheiros Cristiane Silva Costa, Luis Fabiano Alves Penteado e Daniel Ribeiro Silva (suplente convocado), que lhe deram provimento. Votou pelas conclusões a conselheira Adriana Gomes Rêgo. (assinado digitalmente) Adriana Gomes Rêgo - Presidente. (assinado digitalmente) Rafael Vidal de Araujo - Relator. Participaram do presente julgamento os conselheiros: André Mendes de Moura, Cristiane Silva Costa, Rafael Vidal de Araújo, Luis Fabiano Alves Penteado, Viviane Vidal Wagner, Lívia De Carli Germano, Daniel Ribeiro Silva (suplente convocado), Adriana Gomes Rêgo (Presidente). Ausente o conselheiro Demetrius Nichele Macei, substituído pelo conselheiro Daniel Ribeiro Silva. Nome do relator: RAFAEL VIDAL DE ARAUJO ” Portanto, este órgão julgador não é competente para decidir sobre a retificação ou o cancelamento de DCOMP, não se podendo conhecer de tal pedido. Fl. 177DF CARF MF Fl. 7 do Acórdão n.º 1001-001.400 - 1ª Sejul/1ª Turma Extraordinária Processo nº 13851.903832/2009-57 Conclusão. Ante o exposto, voto no sentido de não conhecer do Recurso Voluntário. É como voto. (documento assinado digitalmente) André Severo Chaves Fl. 178DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 13971.722474/2015-65
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Primeira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Aug 14 00:00:00 UTC 2019
Data da publicação: Mon Sep 30 00:00:00 UTC 2019
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ
Ano-calendário: 2008
SIMPLES NACIONAL. SITUAÇÃO IMPEDITIVA. CONTRABANDO OU DESCAMINHO.
É vedado o ingresso ou a permanência no Simples Nacional de Contribuintes que promovem a mercancia de objeto fruto de contrabando ou descaminho.
Numero da decisão: 1402-004.021
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário.
(assinado digitalmente)
Paulo Mateus Ciccone - Presidente.
(assinado digitalmente)
Leonardo Luis Pagano Gonçalves - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marco Rogério Borges, Caio Cesar Nader Quintella, Evandro Correa Dias, Leonardo Luís Pagano Gonçalves, Murillo Lo Visco, André Severo Chaves (suplente convocado), Paula Santos de Abreu, Paulo Mateus Ciccone (Presidente). Ausente a Conselheira Junia Roberta Gouveia Sampaio.
Nome do relator: LEONARDO LUIS PAGANO GONCALVES
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Ano-calendário: 2008 SIMPLES NACIONAL. SITUAÇÃO IMPEDITIVA. CONTRABANDO OU DESCAMINHO. É vedado o ingresso ou a permanência no Simples Nacional de Contribuintes que promovem a mercancia de objeto fruto de contrabando ou descaminho.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Paulo Mateus Ciccone - Presidente. (assinado digitalmente) Leonardo Luis Pagano Gonçalves - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marco Rogério Borges, Caio Cesar Nader Quintella, Evandro Correa Dias, Leonardo Luís Pagano Gonçalves, Murillo Lo Visco, André Severo Chaves (suplente convocado), Paula Santos de Abreu, Paulo Mateus Ciccone (Presidente). Ausente a Conselheira Junia Roberta Gouveia Sampaio.
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ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 2008 SIMPLES NACIONAL. SITUAÇÃO IMPEDITIVA. CONTRABANDO OU DESCAMINHO. É vedado o ingresso ou a permanência no Simples Nacional de Contribuintes que promovem a mercancia de objeto fruto de contrabando ou descaminho. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Paulo Mateus Ciccone Presidente. (assinado digitalmente) Leonardo Luis Pagano Gonçalves Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marco Rogério Borges, Caio Cesar Nader Quintella, Evandro Correa Dias, Leonardo Luís Pagano Gonçalves, Murillo Lo Visco, André Severo Chaves (suplente convocado), Paula Santos de Abreu, Paulo Mateus Ciccone (Presidente). Ausente a Conselheira Junia Roberta Gouveia Sampaio. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 97 1. 72 24 74 /2 01 5- 65 Fl. 181DF CARF MF Processo nº 13971.722474/201565 Acórdão n.º 1402004.021 S1C4T2 Fl. 182 2 Relatório Tratamse de Recurso Voluntário interposto face v. acórdão proferido pela Delegacia da Receita Federal do Brasil que decidiu manter o Ato Declaratório de Exclusão do Simples Nacional de 05/05/2016 que excluiu a contribuinte retroativamente até fevereiro de 2008, nos termos do inciso VII do artigo 29 da Lei Complementar 123/06, devido a constatação de que a Recorrente importou, a partir de 08/02/2008 mercadorias utilizandose da prática de subfaturamento, iludindo em parte o pagamento de tributos incidentes sobre o comércio exterior, infração que se encontra analisada nos autos do processo administrativo tributário 13971.722435/201568. Para complementar o histórico fático dos autos, utilizo o relatório do v. acórdão recorrido. 1. Contra o Contribuinte em epígrafe foi expedido o Ato Declaratório Executivo ADE DRF/BLU nº 11, de 05 de maio de 2016 (fl. 89) que determinou a sua exclusão do Regime Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e Contribuições, assim instituído pela Lei Complementar nº 123, de 14 de dezembro de 2006 (Simples Nacional), forte na constatação de comercialização de mercadorias objeto de contrabando ou descaminho (art. 29, inciso VII, LC nº 123, de 2006), fixados os efeitos da referida exclusão a contar de 01/02/2008, tudo conforme apurado nos autos sob nº 13971.722435/201568 (auto de infração e termo de apreensão). Disso o Interessado teve ciência em 30/05/2016 (fls. 90/92), vindo a colacionar sua insurgência em 21/06/2016 (fls. 94/105, 116). Breve síntese, alega que os tipos penais pelos quais se vê acusado (descaminho e contrabando) não seriam objeto de qualquer investigação e/ou sentença em autos criminais próprios. Adentra, outrossim, à matéria versada nos autos sob nº 13971.722435/201568 e acresce (fl. 103; destaques do original): 2 Diante desse quadro, a empresa Impugnante ingressou com Ação Judicial (processo nº. 501325142.2015.4.04.7205) que tramita perante a 1ª. Vara Federal de Blumenau – SC, objetivando anular o Auto de Infração que decretou o perdimento, bem como, afastar as alegações de subfaturamento, encontrandose na fase de instrução processual. 3 Conforme se vê, foi determinado por ordem judicial a realização de PERÍCIA TÉCNICA, objetivando com isto, apurar se houve ou não subfaturamento dos valores declarados, encontrandose disponível o resultado dessa perícia em documento que é anexado ao presente processo administrativo. 4 Aqui, identificase uma situação inusitada, pois a empresa Impugnante está sendo excluída do SIMPLES NACIONAL, por Fl. 182DF CARF MF Processo nº 13971.722474/201565 Acórdão n.º 1402004.021 S1C4T2 Fl. 183 3 ter a Autoridade Administrativa, identificado um “eventual subfaturamento” que está sendo discutido na esfera judicial, e mesmo diante desta situação, editou o Ato Declaratório Executivo ADEDRF/BLU nº. 11/2016, tendo por fundamento uma circunstância que somente pode ser apurada após a conclusão de uma Ação Penal, pois o crime de contrabando e descaminho somente poderá existir no mundo jurídico, mediante pronunciamento da Autoridade Judicial Competente, o que não é o caso. Ato contínuo, a DRJ proferiu v. acórdão mantendo a exclusão da empresa do simples, registrando a seguinte ementa: ASSUNTO: SIMPLES NACIONAL Anocalendário: 2008 SIMPLES NACIONAL. SITUAÇÃO IMPEDIENTE. CONTRABANDO OU DESCAMINHO. É vedado o ingresso ou a permanência no Simples Nacional de Contribuintes que promovem a mercancia de objeto fruto de contrabando ou descaminho. Manifestação de Inconformidade Improcedente Sem Crédito em Litígio Inconformada com o v. acórdão, a Recorrente interpôs Recurso Voluntário alegando preliminar de nulidade devido a erro na fundamentação do Ato Declaratório de Exclusão e de resto repisa os mesmos argumentos da impugnação e junta cópia da sentença proferida no mandado de segurança que impetrou junto ao judiciário para liberar as mercadorias apreendidas para fiscalização. Ato contínuo, os autos foram remetidos para as Turmas Ordinárias do E. CARF/MF e foram distribuídos para este Conselheiro relatar e votar. É o relatório. Fl. 183DF CARF MF Processo nº 13971.722474/201565 Acórdão n.º 1402004.021 S1C4T2 Fl. 184 4 Voto Conselheiro Leonardo Luis Pagano Gonçalves Relator O Recurso Voluntário é tempestivo e possui os requisitos previstos na legislação, motivos pelos quais deve ser admitido. Preliminar: A Recorrente explica que a Fiscalização fundamentou a exclusão da empresa do Simples Nacional por ter praticado contrabando e descaminho, com base no artigo 334, parágrafo primeiro, do Código Penal e que tal dispositivo apenas entrou em vigor em 26/06/2014, ou seja depois da data em que ocorreram as infrações, 08/02/2008. Deste modo, alega que como o dispositivo que fundamentou a exclusão da Recorrente do Simples não existia no momento em que ocorreu a infração imputada, o Ato Administrativo editado em 05/05/2016 é nulo. Requer também, caso não seja acolhida a alegação inicial, que ao menos considere o inicio dos efeitos da exclusão do Simples a partir da data em que foi editado o Ato Administrativo de Exclusão, eis que o artigo 334 do CP não estava em vigor na data em que ocorreu a infração de descaminho. Pois bem. Passo a analisar as alegações preliminares. Ao proceder a leitura do Ato Executivo notei que Fiscalização não fundamentou a exclusão da Recorrente do Simples nos termos do parágrafo primeiro do artigo 334 do Código Penal, mas sim nos termos do inciso VII do artigo 29 da Lei 123/06, que é norma tributária e trata exatamente de contrabando e descaminho. Tal dispositivo tributário se encontra em vigor desde a promulgação da Lei Complementar 123/06, portanto antes de ter ocorrido a infração tributária em análise nos autos do processo administrativo tributário 13971.722435/201568. Ademais, o Ato de Exclusão seguiu o que foi constatado no Auto de Infração que se encontra em trâmite no processo 13971.722435/201568, onde foi aprofundada a motivação da infração tributária de contrabando e descaminho devido a constatação de subfaturamento. O fato de na Representação Fiscal para Exclusão a Fiscalização descrever em nota de roda pé o artigo 344 do CP não acarreta em nulidade o Ato Administrativo de Exclusão do Simples Federal, eis que este ultimo (Ato de Exclusão) foi fundamentado em norma tributária que estava em vigor antes de ter ocorrido a infração praticada pela Recorrente de contrabando e descaminho. Nesta toada, também entendo que o requerimento subsidiário para que os efeitos da exclusão somente se iniciem a partir da edição do Ato Executivo de Exclusão, ou Fl. 184DF CARF MF Processo nº 13971.722474/201565 Acórdão n.º 1402004.021 S1C4T2 Fl. 185 5 seja, a partir de 05/05/2016 pois o artigo 334 do CP não existia na época em que a Recorrente cometeu a infração, também entendo que não deve ser acolhida, eis que o inciso VII, do artigo 29 da Lei Complementar 123/06 já se encontrava em vigor antes de ter ocorrido a irregularidade tributária. Assim, rejeito as alegações de nulidade feitas pela Recorrente referentes ao Ato de Exclusão do Simples Nacional devido a erro na fundamentação. Quanto ao mérito. Conforme apontado no v. acórdão recorrido, este processo de exclusão é decorrente do processo onde é tratado o Auto de Infração 13971.722435/201568. No processo 13971.722435/201568, foi proferido v. acórdão de Recurso Voluntário não conhecendo do recurso e registrando a seguinte ementa: ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 07/02/2008 a 13/06/2015 APLICAÇÃO DA PENA DE PERDIMENTO. RITO EQUIVOCADO. O objeto do presente processo é incompatível com uma exigência fiscal decorrente de uma relação jurídico tributária, porque sua gênese é uma SANÇÃO aplicação de pena de perdimento, com rito monofásico. Por não ser uma exigência própria do Processo Administrativo Fiscal (Decreto 70.235/72 ; Decreto 7.574/2011) o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais não é o órgão competente para examinar a demanda. Assim, como a C. Segunda Turma, da Terceira Seção do CARF decidiu não conhecer do Recurso Voluntário interposto no processo do Auto de Infração, devido ter entendido que o CARF não é o órgão competente para analisar a demanda existente no processo administrativo 13971.722435/201568 (Aplicação de pena de perdimento rito equivocado), entendo que por decorrência a exclusão do Simples Nacional deve ser mantida conforme fundamentado no v. acórdão recorrido. De resto, adoto os fundamentos do v. acórdão recorrido para motivar meu voto. Formalizouse contra o Interessado “Auto de Infração e Termo de Apreensão e Guardo Fiscal”, encartado nos autos sob nº 13971.722435/201568. Feita a acusação, ao final, garantiase ao interessado: Fica o autuado ciente de que em conformidade com o § 1º do art. 27, do Decreto Lei nº 1.455/76, lhe é facultado impugnar o presente Auto de Infração no prazo de 20 (vinte) dias da ciência desta intimação, findo o qual será caracterizada a REVELIA. Fl. 185DF CARF MF Processo nº 13971.722474/201565 Acórdão n.º 1402004.021 S1C4T2 Fl. 186 6 4. Como se vê, na oportunidade, fora garantido ao Contribuinte, com fundamento no art. 27, § 1º, do DecretoLei nº 1.455, de 7 de abril de 1976, o direito de impugnar dito “Auto de Infração e Termo de Apreensão e Guardo Fiscal” no prazo de 20 (vinte) dias contados da respectiva ciência. Reproduzase o normativo: Art 27. As infrações mencionadas nos artigos 23, 24 e 26 serão apuradas através de processo fiscal, cuja peça inicial será o auto de infração acompanhado de termo de apreensão, e, se for o caso, de termo de guarda. § 1º. Feita a intimação, pessoal ou por edital, a não apresentação de impugnação no prazo de 20 (vinte) dias implica em revelia. (destacouse) 5. Com vistas ao que processado nos autos sob nº 13971.722435/201568, o Interessado fora devidamente cientificado da exigência/imprecação que se lhe fazia. Mais, no caso em apreço (autos sob nº 13971.722435/201568), a autoridade competente, segundo o rito esquadrinhado no DecretoLei nº 1.455, de 1976, conheceu da insurgência do Interessado, mas não foi ao seu mérito, vista a impetração do Mandado de Segurança sob nº 500823510.2015.4.04.7205, o qual repetia o objeto disputado nos autos sob nº 13971.722435/201568. Vejase (fls. 847/851 dos autos sob nº 13971.722435/201568): RELATÓRIO Da constituição do Auto de Infração: Tratase o presente processo do Auto de Infração e Termo de Apreensão e Guarda Fiscal, fls. 720/721, lavrado contra a contribuinte acima identificada, nos termos do Artigo 105, inciso VI, VII, XI do DecretoLei nº 37/66 e artigos23, inciso IV e § 1º, e 24 do DecretoLei nº 1.455/76 (alterado pela Lei nº 10.637/2002), regulamentado pelo Decreto nº 6.759/09, artigo 689, incisos VI, VII, XI e § 3 A; artigos 94, 95, 96, inciso II, 111, 113 do DecretoLei nº 37/66, e artigos 23, 25 e 27 do DecretoLei nº 1.455/76, regulamentados pelos artigos 673, 674, 675, inciso II, 686, 687, 701 e 774 do Decreto nº 6.759/09. 2. O contribuinte foi cientificado em 01 de julho de 2015, fls. 802. 3. A impugnação foi protocolizada em 21 de julho de 2015, fls. 823. 4. Por necessidade de correção do Auto de Infração, foi elaborada a Informação DRF/BLU/SAANA Nº 0003/15, a qual foi dada ciência em 30 de julho de 2015; abrindo prazo para impugnação com relação a parte retificada, conforme fls. 804 e 835. Da impugnação: Fl. 186DF CARF MF Processo nº 13971.722474/201565 Acórdão n.º 1402004.021 S1C4T2 Fl. 187 7 5. Irresignada com lançamento consubstanciado no Auto de Infração em comento, a interessada apresentou, em 21 de julho de 2015, petição impugnatória de fls. 823 a 826, alegando em síntese: 5.1 Que é empresa atuante no setor de distribuição de peças automotivas, tendo iniciado suas atividades há cerca de 08 (oito) anos; 5.2 Que capta exclusivamente no exterior as peças automotivas, como buzinas, limadores de parabrisa, etc., importando tais peças sempre sob o mesmo procedimento desde que iniciou suas atividades ha cerca de oito anos; 5.3 Que em 26 de maio de 2015, teve apreendidos uma diversidade de documentos e equipamentos, em função de outra fiscalização da Secretaria da Receita Federal, objeto de outro Auto de Infração; sendo que a apreensão de documentos foi ilegal, pois foi desprovida de mandado judicial; 5.4 Que em 30 de junho de 2015, em novo procedimento Fiscalizatório, a Receita Federal procedeu a apreensão de 5.218 (cinco mil e duzentos e dezoito) caixas, contendo 166.505 (cento e sessenta e seis mil e quinhentos e cinco) produtos, sob a alegação de Subfaturamento Qualificado, conforme Termo de Continuidade de Procedimento de Fiscalização/Intimação e Termo de Retenção de Mercadorias; 5.5 Que com relação ao enquadramento Subfaturamento Qualificado, este não ocorreu, pois para ocorrer tal enquadramento legal deveria ter ocorrido fraude material das faturas apresentadas no curso do despacho aduaneiro, com a efetiva inserção de preços menores aos supostamente reais. Que esta suposta declaração de valores irreais não configura fraude material, sendo este o entendimento de nossos Tribunais. Concluindo, que eventual inconsistência de valores não pode ser considerada falsidade material, eis que as faturas apresentadas são hígidas e hábeis a internação das mercadorias, podendo efetivamente uma fiscalização quanto aos valores apontados (fraude ideológica ou erro), o que não se admite como existente no caso em questão; 5.6 Requerendo por fim, o recebimento da defesa administrativa e que seja julgado totalmente IMPROCEDENTE o auto de infração. É o sintético relatório. ANÁLISE Da interposição de ação judicial: 6. Consta informação, às fls. 835; que a impugnante impetrou o Mandado de Segurança 500823510.2015.4.04.7205 com a mesma demanda da impugnação administrativa e, em casos como este, devem as Unidades da Receita Federal do Brasil, Fl. 187DF CARF MF Processo nº 13971.722474/201565 Acórdão n.º 1402004.021 S1C4T2 Fl. 188 8 responsáveis por julgamentos administrativos, observar o disposto no Parecer Normativo Cosit nº 7, de 22 de agosto de 2014 (DOU de 27/08/2014). De acordo com este Parecer Normativo, a propositura pelo contribuinte de ação judicial de qualquer espécie contra a Fazenda Pública com o mesmo objeto de processo administrativo fiscal implica renúncia às instâncias administrativas, ou desistência de eventual recurso de qualquer espécie; vez que não paira qualquer dúvida acerca da superioridade do pronunciamento do Poder judiciário em relação àquele que possa advir de órgãos administrativos. Fosse insuficiente perceber a óbvia validade dessa assertiva em nosso modelo constitucional, assentada na unicidade jurisdicional, basta verificar que as decisões administrativas são sempre submissíveis ao crivo da legalidade do Poder Judiciário, não sendo o reverso verdadeiro (melhor dizendo, o reverso não é sequer possível). É por este motivo que, havendo tramitação de feito judiciário concomitante à de processo administrativo fiscal com o mesmo objeto, considerase renunciado, pelo contribuinte o direito a prosseguir na contenda administrativa. 7. Devese deixar cristalino que, nos termos do citado Parecer Normativo, a renúncia tácita às instâncias administrativas não impede que a Receita Federal do Brasil dê prosseguimento normal a seus procedimentos, devendo proferir decisão formal, declaratória da definitividade da exigência discutida ou da decisão recorrida. Em casos semelhantes ao em análise, é irrelevante que o processo tenha sido extinto sem resolução de mérito, na forma do artigo 267 do CPC, pois a renúncia às instâncias administrativas, em decorrência da opção pela via judicial, é insuscetível de retratação. A definitividade no âmbito administrativo, independe de a impugnação/recurso/manifestação de inconformidade ter sido interposto antes ou após o ajuizamento de ação judicial. Neste mesmo sentido, reza a Súmula nº 01 do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF), aprovada e divulgada pela Portaria CARF Nº 052, de 21 de dezembro de 2010 (publicada no DOU de 23 de dezembro de 2010, seção I, fls. 87 a 90 e retificada no DOU de 12 de janeiro de 2011, Seção I, fl.44) “Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo, sendo cabível apenas a apreciação, pelo órgão de julgamento administrativo, de matéria distinta da constante do processo judicial.” [...] No exercício das atribuições regulamentares e com base na competência estabelecida pelo artigo 302, inciso IV, do Regimento Interno da Secretaria da Receita Federal do Brasil, aprovado pela Portaria MF nº 203, de 14 de maio de 2012, aprovo o PARECER TÉCNICO proferido no âmbito do Processo Fl. 188DF CARF MF Processo nº 13971.722474/201565 Acórdão n.º 1402004.021 S1C4T2 Fl. 189 9 Administrativo 13971722.435/201568, adotando seus fundamentos decido: 1. Não conhecer da Impugnação apresentada pelo contribuinte e declarar a definitividade na esfera administrativa do Auto de Infração e Termo de Apreensão e Guarda Fiscal materializado no Processo Administrativo 13971 722.435/201568; com base no Parecer Normativo Cosit nº 7, de 22 de agosto de 2014 (DOU de 27/08/2014); 2.Reconhecer o cabimento da pena de perdimento das mercadorias objeto do Auto de Infração e Termo de Apreensão e Guarda Fiscal nº 0920400/10003/15. Retornem os autos do presente processo à DRF/BLU/SACAT para cientificar o contribuinte do conteúdo deste DESPACHO DECISÓRIO e, após proceder ao procedimento de perdimento de mercadorias. 6. Enfim, nos autos próprios (sob nº 13971.722435/2015 68), em instância própria (formalmente prevista em instância única e a cargo do Ministro da Fazenda, segundo o art. 27, § 4º, do DecretoLei nº 1.455, de 1976), consolidouse, juridicamente, o fato de o presente Contribuinte vir a comercializar mercadorias objeto de contrabando ou descaminho. Por outra, os argumentos do Contribuinte, aqui desfiados e tendentes a desconstituir o “Auto de Infração e Termo de Apreensão e Guardo Fiscal” estão e são apresentados em estádio precluso e fora dos autos próprios. Nesse diapasão, reificase a hipótese excludente do regime tributário simplificado e favorecido, nomeado Simples Nacional (art. 29, inciso VII, da LC nº 123, de 2006). 7. À margem, vista a ponderação da ausência de instanciação penal própria a decidir sobre a ocorrência de descaminho e/ou contrabando, isso como argumentação particular do corrente processado, é bem de ver que se está a confundir o conceito de independência das instâncias cível, penal e administrativa, no sentido de ali se admitir alguma exceção. Ela, exceção, existe, mas tãosó quanto à aplicação do resultado havido numa das instâncias sobre as outras, e não quanto ao sobrestamento dos feitos em si. Por outras palavras, não se paralisa um processar d'uma instância para espera da conclusão d'outra instância. O que se faz, isso sim, é aplicar o resultado d'uma sobre a outra, quando o caso. O condicionamento, se presente, como na hipótese em que na seara penal sentenciase a inexistência do fato (art. 386, inciso I, do DecretoLei nº 3.689, de 03 de outubro de 1941, Código de Processo Penal CPP) ou a negativa de autoria (art. 386, inciso IV, CPP), influi/determina o resultado na apuração das instâncias cível e administrativa. Mas e mesmo antes que a instância penal chegue a termo, não se obsta o seguimento em si dos processamentos cível e administrativo. Fl. 189DF CARF MF Processo nº 13971.722474/201565 Acórdão n.º 1402004.021 S1C4T2 Fl. 190 10 8. Posto isto e tudo o mais que dos autos consta, este voto dá por IMPROCEDENTE O PEDIDO DO CONTRIBUINTE. Desta forma, voto por conhecer do Recurso Voluntário e negar provimento, mantendo o Ato Declaratório de Exclusão do Simples Nacional. (assinado digitalmente) Leonardo Luis Pagano Gonçalves Relator. Fl. 190DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 10675.900144/2010-69
Turma: Terceira Turma Extraordinária da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Sep 11 00:00:00 UTC 2019
Data da publicação: Thu Sep 26 00:00:00 UTC 2019
Ementa: ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO
Ano-calendário: 2003
POSSIBILIDADE DE UTILIZAÇÃO PARA COMPOR O SALDO NEGATIVO DO VALOR DE IRPJ OU CSLL APURADO POR ESTIMATIVA QUITADO POR COMPENSAÇÃO ATÉ 30.05.2018.
No caso de Dcomp não homologada, se o despacho decisório for prolatado após 31 de dezembro do ano-calendário, ou até esta data e for objeto de manifestação de inconformidade pendente de julgamento, então o crédito tributário continua extinto e está com a exigibilidade suspensa (§ 11 do art. 74 da Lei nº 9.430, de 1996), pois ocorrem três situações jurídicas concomitantes quando da ocorrência do fato jurídico tributário: (i) o valor confessado a título de estimativas deixa de ser mera antecipação e passa a ser crédito tributário constituído pela apuração em 31/12; (ii) a confissão em DCTF/Dcomp constitui o crédito tributário; (iii) o crédito tributário está extinto via compensação; não é necessário glosar o valor confessado, caso o tributo devido seja maior que os valores das estimativas, devendo ser as então estimativas cobradas como tributo devido.
Numero da decisão: 1003-000.967
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento em parte ao recurso voluntário para aplicação do entendimento constante no Parecer Normativo Cosit/RFB nº 02, de 03 de dezembro de 2018, e reconhecimento da possibilidade de formação de indébito, mas sem homologar a compensação por ausência de análise do mérito, com o consequente retorno dos autos a DRF de origem para verificação da existência, suficiência e disponibilidade do direito creditório pleiteado no Per/DComp.
(documento assinado digitalmente)
Carmen Ferreira Saraiva Presidente e Relatora
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Carmen Ferreira Saraiva (Presidente), Bárbara Santos Guedes, Mauritânia Elvira de Sousa Mendonça e Wilson Kazumi Nakayama.
Nome do relator: CARMEN FERREIRA SARAIVA
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ementa_s : ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Ano-calendário: 2003 POSSIBILIDADE DE UTILIZAÇÃO PARA COMPOR O SALDO NEGATIVO DO VALOR DE IRPJ OU CSLL APURADO POR ESTIMATIVA QUITADO POR COMPENSAÇÃO ATÉ 30.05.2018. No caso de Dcomp não homologada, se o despacho decisório for prolatado após 31 de dezembro do ano-calendário, ou até esta data e for objeto de manifestação de inconformidade pendente de julgamento, então o crédito tributário continua extinto e está com a exigibilidade suspensa (§ 11 do art. 74 da Lei nº 9.430, de 1996), pois ocorrem três situações jurídicas concomitantes quando da ocorrência do fato jurídico tributário: (i) o valor confessado a título de estimativas deixa de ser mera antecipação e passa a ser crédito tributário constituído pela apuração em 31/12; (ii) a confissão em DCTF/Dcomp constitui o crédito tributário; (iii) o crédito tributário está extinto via compensação; não é necessário glosar o valor confessado, caso o tributo devido seja maior que os valores das estimativas, devendo ser as então estimativas cobradas como tributo devido.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento em parte ao recurso voluntário para aplicação do entendimento constante no Parecer Normativo Cosit/RFB nº 02, de 03 de dezembro de 2018, e reconhecimento da possibilidade de formação de indébito, mas sem homologar a compensação por ausência de análise do mérito, com o consequente retorno dos autos a DRF de origem para verificação da existência, suficiência e disponibilidade do direito creditório pleiteado no Per/DComp. (documento assinado digitalmente) Carmen Ferreira Saraiva Presidente e Relatora Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Carmen Ferreira Saraiva (Presidente), Bárbara Santos Guedes, Mauritânia Elvira de Sousa Mendonça e Wilson Kazumi Nakayama.
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Interessado FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Ano-calendário: 2003 POSSIBILIDADE DE UTILIZAÇÃO PARA COMPOR O SALDO NEGATIVO DO VALOR DE IRPJ OU CSLL APURADO POR ESTIMATIVA QUITADO POR COMPENSAÇÃO ATÉ 30.05.2018. No caso de Dcomp não homologada, se o despacho decisório for prolatado após 31 de dezembro do ano-calendário, ou até esta data e for objeto de manifestação de inconformidade pendente de julgamento, então o crédito tributário continua extinto e está com a exigibilidade suspensa (§ 11 do art. 74 da Lei nº 9.430, de 1996), pois ocorrem três situações jurídicas concomitantes quando da ocorrência do fato jurídico tributário: (i) o valor confessado a título de estimativas deixa de ser mera antecipação e passa a ser crédito tributário constituído pela apuração em 31/12; (ii) a confissão em DCTF/Dcomp constitui o crédito tributário; (iii) o crédito tributário está extinto via compensação; não é necessário glosar o valor confessado, caso o tributo devido seja maior que os valores das estimativas, devendo ser as então estimativas cobradas como tributo devido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento em parte ao recurso voluntário para aplicação do entendimento constante no Parecer Normativo Cosit/RFB nº 02, de 03 de dezembro de 2018, e reconhecimento da possibilidade de formação de indébito, mas sem homologar a compensação por ausência de análise do mérito, com o consequente retorno dos autos a DRF de origem para verificação da existência, suficiência e disponibilidade do direito creditório pleiteado no Per/DComp. (documento assinado digitalmente) Carmen Ferreira Saraiva– Presidente e Relatora Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Carmen Ferreira Saraiva (Presidente), Bárbara Santos Guedes, Mauritânia Elvira de Sousa Mendonça e Wilson Kazumi Nakayama. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 67 5. 90 01 44 /2 01 0- 69 Fl. 117DF CARF MF Fl. 2 do Acórdão n.º 1003-000.967 - 1ª Sejul/3ª Turma Extraordinária Processo nº 10675.900144/2010-69 Relatório Per/DComp e Despacho Decisório A Recorrente formalizou o Pedido de Ressarcimento ou Restituição/Declaração de Compensação (Per/DComp) nº 38781.56459.240409.1.7.03-7136, em 24.04.2006, fls. 11-21, utilizando-se do crédito relativo ao saldo negativo de Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) no valor de R$8.822,90 do ano-calendário de 2003 para compensação dos débitos ali confessados. Consta no Despacho Decisório Eletrônico, fl. 22, em que as informações relativas ao reconhecimento do direito creditório foram analisadas das quais se concluiu pelo deferimento em parte do pedido: Analisadas as informações prestadas no documento acima identificado e considerando que a soma das parcelas de composição do crédito informadas no PER/DCOMP deve ser suficiente para comprovar a quitação da contribuição social devida e a apuração do saldo negativo, verificou-se: PARCELAS DE COMPOSIÇÃO DO CRÉDITO INFORMADAS NO PER/DCOMP PARC. CRÉDITO [...] PAGAMENT OS [...] ESTIM. COMP.SNPA [...] ESTIM.PARCE LADAS. [...] SOMA PARC. CRED. PER/DCOMP 13.002,58 35.330,99 11.734,10 60.067,67 CONFIRMADAS 13.002,58 35.330,99 7.777,81 56.111,38 Valor original do saldo negativo informado no PER/DCOMP com demonstrativo de crédito: R$ 8.822,89 Valor na DIPJ: R$ 8.822,90 Somatório das parcelas de composição do crédito na DIPJ: R$ 60.067,67 CSLL devida: R$ 51.244,77 Valor do saldo negativo disponível= (Parcelas confirmadas limitado ao somatório das parcelas na DIPJ - (CSLL devida) limitado ao menor valor entre saldo negativo DIPJ e PER/DCOMP, observado que quando este cálculo resultar negativo, o valor será zero. Valor do saldo negativo disponível: R$ 4.866,61 O crédito reconhecido foi insuficiente para compensar integralmente os débitos informados pelo sujeito passivo, razão pela qual: HOMOLOGO PARCIALMENTE a compensação declarada no PER/DCOMP: 21605.09858.180504.1.3.03-4630 NÃO HOMOLOGO a compensação declarada no(s) seguinte(s) PER/DCOMP: Fl. 118DF CARF MF Fl. 3 do Acórdão n.º 1003-000.967 - 1ª Sejul/3ª Turma Extraordinária Processo nº 10675.900144/2010-69 26862.39789.280604.1.7.03-1058 18117.66682.150704.1.3.03-6890 11096.48792.300704.1.3.03-0501 [...] Enquadramento Legal: Art. 168 da Lei nº 5.172, de 1966 (Código Tributário Nacional). Inciso II do Parágrafo 1º do art. 6º e art. 28 da Lei 9.430, de 1996. Art. 4º da IN SRF 900, de 2008. Art. 74 da Lei 9.430, de 27 de dezembro de 1996. Manifestação de Inconformidade e Decisão de Primeira Instância Cientificada, a Recorrente apresentou a manifestação de inconformidade. Está registrado na ementa do Acórdão da 2ª Turma DRJ/JFA/MG nº 09-44.575, de 12.06.2013, e-fls. 89-91: COMPENSAÇÃO O crédito usado em compensações deve estar disponível na data de transmissão das Dcomps respectivas. Manifestação de Inconformidade Improcedente Recurso Voluntário Notificada em 24.06.2013, e-fl. 93, a Recorrente apresentou o recurso voluntário em 03.07.2013, e-fls. 96-110, esclarecendo a peça atende aos pressupostos de admissibilidade. Discorre sobre o procedimento fiscal contra o qual se insurge. Relativamente aos fundamentos de fato e de direito aduz que: I - DOS FATOS a) Do Pedido de Compensação A Recorrente transmitiu para a Receita Federal, em 24/04/2009, PER/DCOMP retificadora n° 38781.56459.240409.1.7.03-7136, na qual solicitou à Secretaria da Receita Federal a compensação do saldo negativo de CSLL, autuado como PA - Processo Administrativo n° 10675.00144/2010-69. [...] c) Da decisão hostilizada [...] Entendeu a decisão recorrida, ao julgar a Manifestação de Inconformidade improcedente, que os pagamentos da CSLL estimativa do mês de agosto de 2003, efetuados em 26/02/2010, através de DRF e do per/dcomp n° 40542.35089.260210.1.3.04-0731 não podem compor o saldo negativo de CSLL do ano 2003 para fins da compensação ora analisada. Este é o cerne da questão. A Recorrente, inconformada com a decisão da Delegacia de Julgamento, refuta- a. cabalmente, visto que a CSLL estimativa do mês de agosto de 2003 foi efetivamente paga em DARF e PER/DCOMP, que também extingue o crédito tributário (Artigo 74, § 2º, da Lei 9.430/96). II - RAZÕES PARA A REFORMA DO ACÓRDÃO Conforme se verifica na fundamentação do voto acolhido no acórdão, o Pedido de Restituição foi indeferido sob a alegação de que os pagamentos da CSLL estimativa do mês de agosto de 2003, efetuados em 26/02/2010, através de DARF e do Fl. 119DF CARF MF Fl. 4 do Acórdão n.º 1003-000.967 - 1ª Sejul/3ª Turma Extraordinária Processo nº 10675.900144/2010-69 PER/DCOMP nº 40542.35089.260210.1.3.04-0731 não podem compor o saldo negativo de CSLL do ano 2003 para fins da compensação ora analisada, visto que "não disponível na data da transmissão das Dcomps respectivas”. Deve ser considerado o pagamento em DARF da CSLL estimativa do mês de agosto de 2003, efetuado em 26/02/2010, visto não restar dúvida que foi efetuado pela recorrente, inclusive antes da apresentação e da respectiva análise da manifestação de inconformidade. Da mesma forma, deve-se computar também a compensação efetuada através do PER/DCOMP n° 40542.35089.260210.1.3.04-0731, para fins da compensação ora analisada, pois a compensação também extingue o crédito tributário, conforme determina o artigo 74, § 2º da Lei 9.430/96, sob condição resolutória de sua ulterior homologação. Ademais, se não for homologada a compensação declarada no PER/DCOMP n° 40542.35089.260210.1.3.04-073, a CSLL estimativa do mês de agosto de 2003 será cobrada da Recorrente, visto tratar-se de débito declarado/confessado. [...] Desta forma, negar o cômputo do pagamento em DARF da CSLL estimativa do mês de agosto de 2003, efetuado em 26/02/2010, e da compensação efetuada através do PER/DCOMP n° 40542.35089.260210.1.3.04-0731 é negar, sem fundamentação jurídica, o direito de a Recorrente compensar o saldo negativo de CSLL de 2003. A Recorrente, buscando guarida neste douto colegiado, funda seu pleito na fundamentação exposta na Manifestação de Inconformidade, aliada aos documentos acostados. Reportando-se nos fatos e fundamentos acima explicitados e diante das premissas legais que cuidadosa e exaustivamente se demonstrou, a Recorrente se vê na iminência de ver o seu patrimônio dilapidado em decorrência do refutado Acórdão exarado pela câmara a quo. No que concerne ao pedido conclui que: III - DO PEDIDO Pelo exposto, é indiscutível que o referido Acórdão, nos seus termos, não pode prosperar no mundo jurídico, em razão cias disposições referidas, que resultam, inevitavelmente, na sua reforma, pelo que esta é para RECORRER da decisão da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Juiz de Fora - MG, e ainda REQUERER Que seja acatada e ao final julgada procedente a presente "in totum" reformando a decisão da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Juiz de Fora – MG, para reconhecer o direito creditório e homologar as compensações declaradas; Que seja suspensa a exigibilidade tributária, nos termos do art. 151 do CTN. Protesta provar o alegado por todos os meios admitidos, especificamente documental e sustentação oral. Fl. 120DF CARF MF Fl. 5 do Acórdão n.º 1003-000.967 - 1ª Sejul/3ª Turma Extraordinária Processo nº 10675.900144/2010-69 Diante do exposto e reportando-se nas razões do pleito, confia a Recorrente, seja julgada procedente a presente, por se tratar de medida que mais coaduna com a Justiça. É o Relatório. Voto Conselheira Carmen Ferreira Saraiva, Relatora. Tempestividade O recurso voluntário apresentado pela Recorrente atende aos requisitos de admissibilidade previstos nas normas de regência, em especial no Decreto nº 70.235, de 06 de março de 1972. Assim, dele tomo conhecimento. Possibilidade de Utilização para Compor o Saldo Negativo do Valor de IRPJ ou CSLL Apurado por Estimativa Quitado por Compensação até 30.05.2018 A Recorrente discorda do procedimento fiscal. O sujeito passivo que apurar crédito relativo a tributo administrado pela RFB, passível de restituição, pode utilizá-lo na compensação de débitos. A partir de 01.10.2002, a compensação somente pode ser efetivada por meio de declaração e com créditos e débitos próprios, que ficam extintos sob condição resolutória de sua ulterior homologação. Também os pedidos pendentes de apreciação foram equiparados a declaração de compensação, retroagindo à data do protocolo (art. 165, art. 168, art. 170 e art. 170-A do Código Tributário Nacional, art. 74 da Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996 com redação dada pelo art. 49 da Medida Provisória nº 66, de 29 de agosto de 2002, que entrou em vigor em 01.10.2002 e foi convertida na Lei nº 10.637, de 30 de dezembro de 2002). Posteriormente, ou seja, em 31.10.2003, ficou estabelecido que a Per/DComp constitui confissão de dívida e instrumento hábil e suficiente para a exigência dos débitos indevidamente compensados, bem como que o prazo para homologação tácita da compensação declarada é de cinco anos, contados da data da sua entrega. Ademais, o procedimento se submete ao rito do Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972, inclusive para os efeitos do inciso III do art. 151 do Código Tributário Nacional (§1º do art. 5º do Decreto-Lei nº 2.124, de 13 de junho de 1984, art. 17 da Medida Provisória nº 135, de 30 de outubro de 2003 e art. 17 da Lei nº 10.833, de 29 de dezembro de 2003). Os diplomas normativos de regências da matéria, quais sejam o art. 170 do Código Tributário Nacional e o art. 74 da Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996, deixam clara a necessidade da existência de direto creditório líquido e certo no momento da apresentação do Per/DComp, hipótese em que o débito confessado encontrar-se-ia extinto sob condição resolutória da ulterior homologação. O Per/DComp delimita a amplitude de exame do direito creditório alegado pela Recorrente quanto ao preenchimento dos requisitos. Fl. 121DF CARF MF Fl. 6 do Acórdão n.º 1003-000.967 - 1ª Sejul/3ª Turma Extraordinária Processo nº 10675.900144/2010-69 Instaurada a fase litigiosa do procedimento, cabe à Recorrente produzir o conjunto probatório nos autos de suas alegações, já que o procedimento de apuração do direito creditório não prescinde da comprovação inequívoca da liquidez e da certeza do valor de direito creditório pleiteado detalhando os motivos de fato e de direito em que se basear expondo de forma minuciosa os pontos de discordância e suas razões e instruindo a peça de defesa com prova documental pré-constituída imprescindível à comprovação das matérias suscitada dada a concentração dos atos em momento oportuno. A apresentação da prova documental em momento processual posterior é possível desde que fique demonstrada a impossibilidade de sua apresentação oportuna, por motivo de força maior, refira-se a fato ou a direito superveniente ou se destine a contrapor fatos ou razões posteriormente trazidas aos autos. O julgador orientando- se pelo princípio da verdade material na apreciação da prova, deve formar livremente sua convicção mediante a persuasão racional decidindo com base nos elementos existentes no processo e nos meios de prova em direito admitidos ainda que apresentados em sede recursal com o escopo de confrontar a motivação constante nos atos administrativos em que foi afastada a possibilidade de homologação da compensação dos débitos, porque não foi comprovado o erro material (art. 170 do Código Tributário Nacional e art. 15, art. 16, art. 18 e art. 29 do Decreto nº 70.235, de 06 de março de 1972). O pressuposto é de que a pessoa jurídica deve manter os registros de todos os ganhos e rendimentos, qualquer que seja a denominação que lhes seja dada independentemente da natureza, da espécie ou da existência de título ou contrato escrito, bastando que decorram de ato ou negócio. A escrituração mantida com observância das disposições legais faz prova a seu favor dos fatos nela registrados e comprovados por documentos hábeis, segundo sua natureza, ou assim definidos em preceitos legais. Para que haja o reconhecimento do direito creditório é necessário um cuidadoso exame do pagamento a maior de tributo, uma vez que é absolutamente essencial verificar a precisão dos dados informados em todos os livros de registro obrigatório pela legislação fiscal específica, bem como os documentos e demais papéis que serviram de base para escrituração comercial e fiscal (art. 195 do Código Tributário Nacional, art. 51 da Lei nº 7.450, de 23 de dezembro de 1985, art. 6º e art. 9º do Decreto-Lei nº 1.598, de 26 de dezembro de 1977 e art. 37 da Lei nº 8.981, de 20 de novembro de 1995). Cabe esclarecer que a Declaração de Informações Econômico-Fiscais da Pessoa Jurídica (DIPJ) desde a sua instituição a partir de 01.01.1999 tem caráter meramente informativo 1 . Somente a partir do ano-calendário de 2014, todas as pessoas jurídicas, inclusive as equiparadas, devem apresentar a Escrituração Contábil Fiscal (ECF) de forma centralizada pela matriz, que ficam dispensadas, em relação aos fatos ocorridos a partir de 1º de janeiro de 2014, da escrituração do Livro de Apuração do Lucro Real (Lalur) em meio físico e da entrega da DIPJ. Assim, no ano-calendário objeto de análise os sistemas na RFB não eram supridos com os dados completos da escrituração contábil fiscal da Recorrente (Instrução Normativa RFB nº1.422, de 19 de dezembro de 2013). Ainda, as pessoas jurídicas, inclusive as equiparadas devem apresentar a Declaração de Débitos e Créditos Tributário Federais (DCTF) de forma centralizada pela matriz por via da internet comunicando a existência de débito tributário, constitui confissão de dívida e instrumento hábil e suficiente para sua exigência 2 . Além disso, 1 Fundamentação legal: Instrução Normativa SRF nº 127, de 30 de outubro de 1998, Instrução Normativa RFB nº 1.028, de 30 de abril de 2010, Instrução Normativa RFB nº 1.149, de 28 de abril de 2011, Instrução Normativa RFB nº 1.264, de 30 de março de 2012, Instrução Normativa RFB nº 1.344, de 9 de abril de 2013, Instrução Normativa RFB nº 1.463, de 24 de abril de 2014 e Súmula CARF nº 92. 2 Fundamentação legal: Instrução Normativa SRF nº 126, de 30 de outubro de 1998, Instrução Normativa SRF nº 255, de 11 de dezembro de 2002, Instrução Normativa SRF nº 583, de 20 de dezembro de 2005, Instrução Fl. 122DF CARF MF Fl. 7 do Acórdão n.º 1003-000.967 - 1ª Sejul/3ª Turma Extraordinária Processo nº 10675.900144/2010-69 por via de regra o Per/DComp somente pode ser retificado pela Recorrente caso se encontre pendente de decisão administrativa à data do envio do documento retificador, já que alterar dados depois do tempo próprio constitui inovação 3 . Apenas nas situações mediante comprovação do erro em que se funde de inexatidões materiais devidas a lapso manifesto e erros de escrita ou de cálculos podem ser corrigidas de ofício ou a requerimento da Requerente. O erro de fato é aquele que se situa no conhecimento e compreensão das características da situação fática tais como inexatidões materiais devidas a lapso manifesto e os erros de escrita ou de cálculos. A Administração Tributária tem o poder/dever de revisar de ofício o procedimento quando se comprove erro de fato quanto a qualquer elemento definido na legislação tributária como sendo de declaração obrigatória. A este poder/dever corresponde o direito de a Recorrente retificar e ver retificada de ofício a informação fornecida com erro de fato, desde que devidamente comprovado. Por inexatidão material entendem-se os pequenos erros involuntários, desvinculados da vontade do agente, cuja correção não inove o teor do ato formalizado, tais como a escrita errônea, o equívoco de datas, os erros ortográficos e de digitação. Diferentemente, o erro de direito, que não é escusável, diz respeito à norma jurídica disciplinadora e aos parâmetros previstos nas normas de regência da matéria. O conceito normativo de erro material no âmbito tributário abrange a inexatidão quanto a aspectos objetivos não resultantes de entendimento jurídico tais como um cálculo errado, a ausência de palavras, a digitação errônea, e hipóteses similares. Somente podem ser corrigidas de ofício ou a pedido do sujeito passivo as informações declaradas a RFB no caso de verificada circunstância objetiva de inexatidão material e mediante a necessária comprovação do erro em que se funde (incisos I e III do art. 145 e inciso IV do art. 149 do Código Tributário Nacional e art. 32 do Decreto nº 70.235, de 06 de março de 1972). Sobre a possibilidade de revisão e retificação de ofício de débitos confessados, o Parecer Normativo Cosit nº 8, de 03 de setembro de 2014, orienta que a revisão de ofício de despacho decisório que não homologou compensação pode ser efetuada pela autoridade administrativa da DRF de origem para crédito tributário não extinto e indevido, na hipótese de ocorrer erro de fato em dados declarados em Per/DComp, DCTF, DIPJ, entre outros, observados os demais requisitos normativos. Ademais, salvo exceções legais, verifica-se que a não retificação da DCTF não impede que o direito creditório pleiteado no Per/DComp seja comprovado por outros meios, bem como não há impedimento para que a DCTF seja retificada depois de apresentado o Per/DComp que utiliza como crédito pagamento inteiramente alocado na DCTF original, ainda que a retificação se dê depois do indeferimento do pedido ou da não homologação da compensação de acordo com o Parecer Normativo Cosit nº 02, de 28 de agosto de 2015. Vale ressaltar que a retificação das informações declaradas por iniciativa da própria declarante, quando vise a reduzir ou a excluir tributo, só é admissível mediante comprovação do erro em que se funde (§ 1º do art. 147 do Código Tributário Nacional). Por Normativa SRF nº 695, de 14 de dezembro de 2006, Instrução Normativa RFB nº 786, de 19 de novembro de 2007, Instrução Normativa RFB nº 903, de 30 de dezembro de 2008, Instrução Normativa RFB nº 974, de 27 de novembro de 2009, Instrução Normativa RFB nº 1.110, de 24 de dezembro de 2010 e Instrução Normativa RFB nº 1.599, de 11 de dezembro de 2015. 3 Fundamento legal: art. 56 da Instrução Normativa SRF nº 460, de 17 de outubro de 2004, art. 57 da Instrução Normativa SRF nº 600, de 28 de dezembro de 2005, o art. 77 da Instrução Normativa RFB nº 900, de 30 de dezembro de 2008, art. 88 da Instrução Normativa RFB nº 1.300, de 20 de dezembro de 2012, a art. 107 da Instrução Normativa RFB nº 1.717, de 17 de julho de 2017 e § 14 do art. 74 da Lei n º 9.430, de 27 de dezembro de 1996. Fl. 123DF CARF MF Fl. 8 do Acórdão n.º 1003-000.967 - 1ª Sejul/3ª Turma Extraordinária Processo nº 10675.900144/2010-69 conseguinte, cabe a Recorrente a prova dos fatos que tenha alegado, sem prejuízo do dever atribuído ao Erário para a instrução do processo a respeito dos fatos e dados contidos em documentos existentes em seus registros internos, caso em que deve prover, de ofício, a obtenção dos documentos ou das respectivas cópias (art. 36 e art. 37 da Lei nº 9.784, de 29 de janeiro de 1999). Infere-se que os motivos de fato e de direito apostos no recurso voluntário, por si sós, não podem ser considerados suficientemente robustos a comprovar sobre os supostos erros de fato incorridos pela Recorrente, que precisa produzir um conjunto probatório com outros elementos extraídos dos assentos contábeis, que mantidos com observância das disposições legais fazem prova a seu favor dos fatos ali registrados e comprovados por documentos hábeis, segundo sua natureza, ou assim definidos em preceitos legais (art. 9º do Decreto-Lei nº 1.598, de 26 de dezembro de 1977). A pessoa jurídica pode deduzir do tributo devido o valor dos incentivos fiscais previstos na legislação de regência, do tributo pago ou retido na fonte, incidente sobre receitas computadas na determinação do lucro real, bem como o CSLL determinado sobre a base de cálculo estimada no caso utilização do regime com base no lucro real anual, para efeito de determinação do saldo de CSLL negativo ou a pagar no encerramento do período de apuração, ocasião em que se verifica a sua liquidez e certeza (art. 170 do Código Tributário Nacional, art. 34 da Lei nº 8.981, de 20 de janeiro de 1995 e art. 2º da Lei nº 9.430, 27 de dezembro de 1996). O Despacho Decisório Eletrônico foi emitido com base nos dados então existentes nos registros da RFB informados pela Recorrente à época da sua emissão que, após confrontados, emergiram incongruências. Ocorre que nenhum outro critério de verificação da liquidez e certeza do direito creditório foi adotado pela Administração Tributária. Consta no voto condutor do Acórdão da 2ª Turma DRJ/JFA/MG nº 09-44.575, de 12.06.2013, e-fls. 89-91: O direito creditório em relação ao saldo negativo de CSLL do ano-base 2003 foi reconhecido em valor menor que o pleiteado tendo em vista que a estimativa do mês de agosto/2003 foi quitada parcialmente, restando saldo de R$ 3.956,29. A empresa informa que “deixou de recolher, por erro de fato, a estimativa de CSLL no valor de R$3.956,29” e ainda que “visando liquidar a CSLL no valor original de R$3.956,29 (Receita: 2484 — PA — ex. 08/2003) a Manifestante transmitiu, em 26/02/2010, o PER/DCOMP nº 40542.35089.260210.1.3.04-0731 (doc. Anexo) compensado o crédito de IRPJ (item 2 acima) com o débito de CSLL (item 1 acima). Como o crédito de IRPJ não foi suficiente para liquidar o débito de CSLL, a Manifestante efetuou também, em 26/02/2010, o pagamento do débito residual de CSLL mediante DARF (documento anexo)”. Como se vê, a própria manifestante confirma que na data da transmissão das Dcomps analisadas, o saldo negativo existente era menor que o pleiteado. Em outras palavras, o Despacho Decisório está correto ao não homologar as compensações pois de fato o crédito não existia quando da sua emissão. A compensação declarada na Dcomp nº 40542.35089.260210.1.3.04-0731 assim como o pagamento efetuado em 26/02/2010 com o intuito de quitar a estimativa de CSLL do mês 08/2003, depois de confirmados e se disponíveis, poderão ser usados Fl. 124DF CARF MF Fl. 9 do Acórdão n.º 1003-000.967 - 1ª Sejul/3ª Turma Extraordinária Processo nº 10675.900144/2010-69 pela empresa como for de seu interesse, observado os prazos prescricionais. Porém, não poderão ser usados nas compensações pleiteadas nas Dcomps ora analisadas. Relativamente possibilidade de utilização do valor de IRPJ ou CSLL apurado por estimativa quitado por compensação até 30.05.2018 para compor o saldo negativo, o Parecer Normativo Cosit/RFB nº 02, de 03 de dezembro de 2018, assim determina: Síntese conclusiva 13.De todo o exposto, conclui-se: a) os valores apurados mensalmente por estimativa podiam ser quitados por Dcomp até 30 de maio de 2018, data que entrou em vigor a Lei nº 13.670, de 2018, que passou a vedar a compensação de débitos tributários concernentes a estimativas; b) os valores apurados por estimativa constituem mera antecipação do IRPJ e da CSLL, cujos fatos jurídicos tributários se efetivam em 31 de dezembro do respectivo ano- calendário; não é passível de cobrança a estimativa tampouco sua inscrição em DAU antes desta data; c) no caso de Dcomp não declarada, deve-se efetuar o lançamento da multa por estimativa não paga; os valores dessas estimativas devem ser glosados; não há como cobrar o valor correspondente a essas estimativas, e este tampouco pode compor o saldo negativo de IRPJ ou a base de cálculo negativa da CSLL. d) no caso de Dcomp não homologada, se o despacho decisório que não homologou a compensação for prolatado antes de 31 de dezembro, e não foi objeto de manifestação de inconformidade, não há formação do crédito tributário nem a sua extinção; não há como cobrar o valor não homologado na Dcomp, e este tampouco pode compor o saldo negativo de IRPJ ou a base de cálculo negativa da CSLL; e) no caso de Dcomp não homologada, se o despacho decisório for prolatado após 31 de dezembro do ano-calendário, ou até esta data e for objeto de manifestação de inconformidade pendente de julgamento, então o crédito tributário continua extinto e está com a exigibilidade suspensa (§ 11 do art. 74 da Lei nº 9.430, de 1996), pois ocorrem três situações jurídicas concomitantes quando da ocorrência do fato jurídico tributário: (i) o valor confessado a título de estimativas deixa de ser mera antecipação e passa a ser crédito tributário constituído pela apuração em 31/12; (ii) a confissão em DCTF/Dcomp constitui o crédito tributário; (iii) o crédito tributário está extinto via compensação; não é necessário glosar o valor confessado, caso o tributo devido seja maior que os valores das estimativas, devendo ser as então estimativas cobradas como tributo devido; f) se o valor objeto de Dcomp não homologada integrar saldo negativo de IRPJ ou a base negativa da CSLL, o direito creditório destes decorrentes deve ser deferido, pois em 31 de dezembro o débito tributário referente à estimativa restou constituído pela confissão e será objeto de cobrança; Para fins de apuração do saldo negativo, o débito de CSLL apurado por estimativa referentes a agosto do ano-calendário 2003 constante no Per/DComp nº 40542.35089.260210.1.3.04-0731 deve ser verificado se cumpridas as condições cumulativas listadas no item 13 do Parecer Normativo Cosit/RFB nº 02, de 03 de dezembro de 2018. Os efeitos do acatamento da preliminar da possibilidade de deferimento da Per/DComp em face do Parecer Normativo Cosit/RFB nº 02, de 03 de dezembro de 2018, impõe, pois, o retorno dos autos a DRF de origem que inaugurou o litígio sob esse fundamento para que seja analisado o conjunto probatório produzido junto com o recurso voluntário referente ao Fl. 125DF CARF MF Fl. 10 do Acórdão n.º 1003-000.967 - 1ª Sejul/3ª Turma Extraordinária Processo nº 10675.900144/2010-69 mérito do pedido, ou seja, a origem e a procedência do crédito pleiteado, em conformidade com a escrituração mantida com observância das disposições legais, desde que evidenciada por documentos hábeis, segundo sua natureza, ou assim definidos em preceitos legais em cotejo com os registros internos da RFB. Cumpre registrar, inclusive, que, enquanto a Recorrente não for cientificada de uma nova decisão quanto ao mérito de sua compensação, os débitos compensados permanecem com a exigibilidade suspensa, por não se verificar decisão definitiva acerca de seus procedimentos. E, caso tal decisão não resulte na homologação total das compensações promovidas, deve ser possibilitada a discussão do mérito da compensação nas duas instâncias administrativas de julgamento, conforme o rito processual do Decreto nº 70.235, de 06 de março de 1972 (§ 11 do art. 74 da Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996). Dispositivo Em assim sucedendo voto em dar provimento em parte ao recurso voluntário para aplicação do entendimento constante no Parecer Normativo Cosit/RFB nº 02, de 03 de dezembro de 2018, e reconhecimento da possibilidade de formação de indébito, mas sem homologar a compensação por ausência de análise do mérito, com o consequente retorno dos autos a DRF de origem para verificação da existência, suficiência e disponibilidade do direito creditório pleiteado no Per/DComp. (documento assinado digitalmente) Carmen Ferreira Saraiva Fl. 126DF CARF MF
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Numero do processo: 13560.000107/2007-39
Turma: Terceira Turma Extraordinária da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Oct 22 00:00:00 UTC 2019
Data da publicação: Wed Nov 06 00:00:00 UTC 2019
Ementa: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA (IRPF)
Ano-calendário: 2002
PRELIMINAR DE PRESCRIÇÃO
A ação para a cobrança do crédito tributário prescreve em 5 (cinco) anos, contados da data da sua constituição definitiva. Inteligência do art. 174 do CTN.
DEDUÇÃO COM DESPESAS MÉDICAS
Somente são dedutíveis quando da elaboração da Declaração de Ajuste Anual os gastos efetivamente realizados e comprovadamente pagos, mediante documentação sobre a qual não paire nenhuma dúvidas, com os profissionais de saúde, sob pena de não serem aceitas pela autoridade administrativa lançadora.
Numero da decisão: 2003-000.268
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em rejeitar a preliminar suscitada no recurso e, no mérito, em negar provimento ao Recurso Voluntário.
(documento assinado digitalmente)
Raimundo Cássio Gonçalves Lima Presidente e Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Raimundo Cássio Gonçalves Lima (Presidente), Gabriel Tinoco Palatnic e Wilderson Botto.
Nome do relator: RAIMUNDO CASSIO GONCALVES LIMA
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ementa_s : ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA (IRPF) Ano-calendário: 2002 PRELIMINAR DE PRESCRIÇÃO A ação para a cobrança do crédito tributário prescreve em 5 (cinco) anos, contados da data da sua constituição definitiva. Inteligência do art. 174 do CTN. DEDUÇÃO COM DESPESAS MÉDICAS Somente são dedutíveis quando da elaboração da Declaração de Ajuste Anual os gastos efetivamente realizados e comprovadamente pagos, mediante documentação sobre a qual não paire nenhuma dúvidas, com os profissionais de saúde, sob pena de não serem aceitas pela autoridade administrativa lançadora.
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Inteligência do art. 174 do CTN. DEDUÇÃO COM DESPESAS MÉDICAS Somente são dedutíveis quando da elaboração da Declaração de Ajuste Anual os gastos efetivamente realizados e comprovadamente pagos, mediante documentação sobre a qual não paire nenhuma dúvidas, com os profissionais de saúde, sob pena de não serem aceitas pela autoridade administrativa lançadora. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em rejeitar a preliminar suscitada no recurso e, no mérito, em negar provimento ao Recurso Voluntário. (documento assinado digitalmente) Raimundo Cássio Gonçalves Lima – Presidente e Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Raimundo Cássio Gonçalves Lima (Presidente), Gabriel Tinoco Palatnic e Wilderson Botto. Relatório Trata-se de recurso voluntário interposto em face de decisão prolatada pela 3ª Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Salvador (DRJ/SDR), acórdão nº 15.31.276, de 12/12/2012 (e-fls. 102/106), que julgou improcedente a impugnação apresentada AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 56 0. 00 01 07 /2 00 7- 39 Fl. 135DF CARF MF Fl. 2 do Acórdão n.º 2003-000.268 - 2ª Sejul/3ª Turma Extraordinária Processo nº 13560.000107/2007-39 contra lançamento suplementar por ausência de comprovação das despesas médicas lançadas na declaração anual de ajuste: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Ano-calendário: 2002 DEDUTIBILIDADE. DESPESAS LIVRO CAIXA. Inadmissível a dedução de despesas escrituradas em livro caixa quando não comprovadas por documentação hábil e suficiente para caracterizar a efetiva realização da despesa. DEDUTIBILIDADE. DESPESAS MÉDICAS. COMPROVAÇÃO DO PAGAMENTO. Inadmissível a dedução de despesas médicas se não comprovadas as exigências legais para a dedutibilidade, inclusive a apresentação de documentação hábil e idônea e a comprovação do pagamento pelo serviço prestado. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido Intimado da decisão em 14/03/2013, por meio de aviso de recebimento (e-fls. 111), o sujeito passivo, por intermédio do seu inventariante devidamente identificado processualmente, interpôs recurso voluntário em 15/04/2013 (e-fls. 115/116, no qual reiterou as seguintes teses de defesa: Sem contrarrazões ou manifestação pela Procuradoria. É o relatório. Passo a decidir. Voto Fl. 136DF CARF MF Fl. 3 do Acórdão n.º 2003-000.268 - 2ª Sejul/3ª Turma Extraordinária Processo nº 13560.000107/2007-39 Conselheiro Raimundo Cássio Gonçalves Lima, Relator. Conhecimento A despeito de ter havido sido lavrado o Termo de Perempção lavrado pela Agência da Receita Federal do Brasil em Jequié (e-fls. 113), o mesmo deve ser afastado pelo seguinte motivo. O contribuinte tomou ciência, via aviso de recebimento, no dia 14/03/2013 (e- fls. 111), tendo o prazo se iniciado no primeiro dia útil subsequente, dia 15/03/2013, uma sexta- feira, e o prazo final no dia não útil 13/04/2013 (sábado), prorrogando-se automaticamente o prazo para o dia 15/04/2013 (segunda-feira), data em que foi protocolizado o presente recurso voluntário, conforme inteligência contida no art. 5º do Decreto nº 70.235/72, por isso afasto afastada a perempção. Destarte, o recurso voluntário é tempestivo visto que interposto dentro do prazo legal de trinta dias e estão presentes os demais pressupostos de admissibilidade, de tal forma que deve ser conhecido. Preliminares Prescrição O recorrente argui como preliminar a ocorrência, a seu entender, do instituto da prescrição no caso vertente nos autos: Não encontra amparo a pretensão do recorrente em nosso ordenamento jurídico, pois a prescrição somente começa a fluir a partir da data de constituição definitiva do crédito tributário, fato que ainda não sói acontecer, conforme preconiza o art. 174, in fine, do CTN. “O prazo prescricional flui a partir da data da “constituição definitiva do crédito tributário”, ou seja, do lançamento eficaz, assim entendido aquele regularmente comunicado, pela notificação, ao devedor. A partir daí flui o prazo para o sujeito passivo pagar ou apresentar impugnação. No silêncio desde ou decidida definitivamente a impugnação no sentido da legitimidade da exigência, começa a correr o tempo dentro do qual a Fazenda Pública poderá ingressar com a execução fiscal” (Regina Helena Costa, in Curso de Direito Tributário, 7ª edição, Saraiva, p. 298). Destarte, deve ser afastada a presente preliminar. Mérito Limitou-se o representante do espólio no presente recurso apenas a arrostar a manutenção da glosa levada a efeito com relação aos gastos com despesas médicas, destarte ficando preclusas e definitivas as demais matérias que foram tributadas. Delimitação da Lide Fl. 137DF CARF MF Fl. 4 do Acórdão n.º 2003-000.268 - 2ª Sejul/3ª Turma Extraordinária Processo nº 13560.000107/2007-39 Cinge-se a questão devolvida ao conhecimento desse órgão julgador de 2ª instância aquela atinente à possibilidade da manutenção da dedutibilidade dos gastos com assistência médica e odontológica prestadas ao recorrente. Despesas Médicas/Odontológicas Disse o ilustre julgador a quo (e-fls. 105): Enfim, a lei tributária estabelece os pressupostos para a dedutibilidade de despesas médicas na apuração da base de cálculo do imposto de renda devido no ano- calendário: pagamentos efetuados pelo contribuinte, relativos ao próprio tratamento e ao de seus dependentes, a médicos, fisioterapeutas, psicólogos, entre outros profissionais de saúde, bem como a planos de saúde e destinados à cobertura de despesas com hospitalização e despesas com aparelhos ortopédicos. Intimado e re-intimado a comprovar o pagamento dos serviços médicos declarados, o contribuinte limitou-se a apresentar extrato de conta corrente do Banco do Brasil (fls. 87/98) e observando não ser possível, mesmo com os extratos das outras contas (Bradesco e CEF) relacionar cada pagamento de despesa médica a um saque específico. Aduz ainda que pagou parte das despesas com dinheiro recebido de pessoas físicas, que não transitou por contas bancárias. A este respeito registra-se que os rendimentos recebidos de pessoas física declarados em Dirpf totalizaram apenas R$ 2.560,00 (fl. 40). Alega também que os documentos relacionados a despesas médicas anexados à impugnação (fls. 19/29) são hábeis para a comprovação do pagamento. A respeito das deduções declaradas, observa-se que embora as informações prestadas pelos contribuintes em suas declarações de ajuste anual sejam, a princípio, consideradas como “a expressão da verdade”, não faz este fato, isoladamente, prova de sua veracidade. Assim, tais informações estão sujeitas à auditoria pela Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB), ocasião em que pode ser exigida a apresentação de documentos para comprovar os dados nelas inseridos. Quanto à alegação de que os recibos são comprovantes de pagamento, observa-se que recibo, em princípio, é uma declaração particular, com efeito entre as partes, para fins de prova de quitação de débitos conforme dispõe o Código Civil. Não é válido em si mesmo, contra terceiros, como prova dos fatos que atesta, competindo ao interessado, em caso de dúvida, comprová-los através de provas materiais. Façamos agora, por necessário, com vista a uma melhor exegese, preliminarmente uma breve digressão pelos atos que tratam da matéria em questão. Preliminarmente, a dedução de despesas médicas na declaração de ajuste anual tem como supedâneo legal os seguintes dispositivos do art. 8º da Lei nº 9.250, de 26 de dezembro de 1995, a seguir descritos: Art. 8º A base de cálculo do imposto devido no ano-calendário será a diferença entre as somas: I - de todos os rendimentos percebidos durante o ano-calendário, exceto os isentos, os não-tributáveis, os tributáveis exclusivamente na fonte e os sujeitos à tributação definitiva; II - das deduções relativas: Fl. 138DF CARF MF Fl. 5 do Acórdão n.º 2003-000.268 - 2ª Sejul/3ª Turma Extraordinária Processo nº 13560.000107/2007-39 a) aos pagamentos efetuados, no ano-calendário, a médicos, dentistas, psicólogos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e hospitais, bem como as despesas com exames laboratoriais, serviços radiológicos, aparelhos ortopédicos e próteses ortopédicas e dentárias; (...) § 2º O disposto na alínea a do inciso II: I - aplica-se, também, aos pagamentos efetuados a empresas domiciliadas no País, destinados à cobertura de despesas com hospitalização, médicas e odontológicas, bem como a entidades que assegurem direito de atendimento ou ressarcimento de despesas da mesma natureza; II - restringe-se aos pagamentos efetuados pelo contribuinte, relativos ao próprio tratamento e ao de seus dependentes; III - limita-se a pagamentos especificados e comprovados, com indicação do nome, endereço e número de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas - CPF ou no Cadastro Geral de Contribuintes - CGC de quem os recebeu, podendo, na falta de documentação, ser feita indicação do cheque nominativo pelo qual foi efetuado o pagamento; IV - não se aplica às despesas ressarcidas por entidade de qualquer espécie ou cobertas por contrato de seguro; V - no caso de despesas com aparelhos ortopédicos e próteses ortopédicas e dentárias, exige-se a comprovação com receituário médico e nota fiscal em nome do beneficiário. Trata pormenorizadamente da matéria o art. 80 do Decreto nº 3.000/1999, (RIR), in verbis: DEDUÇÃO NA DECLARAÇÃO DE RENDIMENTOS Seção I Despesas Médicas Art. 80. Na declaração de rendimentos poderão ser deduzidos os pagamentos efetuados, no ano-calendário, a médicos, dentistas, psicólogos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e hospitais, bem como as despesas com exames laboratoriais, serviços radiológicos, aparelhos ortopédicos e próteses ortopédicas e dentárias (Lei nº 9.250, de 1995, art. 8º, inciso II, alínea "a"). § 1º O disposto neste artigo (Lei nº 9.250, de 1995, art. 8º, § 2º): I - aplica-se, também, aos pagamentos efetuados a empresas domiciliadas no País, destinados à cobertura de despesas com hospitalização, médicas e odontológicas, bem como a entidades que assegurem direito de atendimento ou ressarcimento de despesas da mesma natureza; II - restringe-se aos pagamentos efetuados pelo contribuinte, relativos ao próprio tratamento e ao de seus dependentes; III - limita-se a pagamentos especificados e comprovados, com indicação do nome, endereço e número de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas - CPF ou no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica - CNPJ de quem os recebeu, podendo, na falta de documentação, ser feita indicação do cheque nominativo pelo qual foi efetuado o pagamento; Fl. 139DF CARF MF http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9250.htm#art8iia http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9250.htm#art8%C2%A72 Fl. 6 do Acórdão n.º 2003-000.268 - 2ª Sejul/3ª Turma Extraordinária Processo nº 13560.000107/2007-39 IV - não se aplica às despesas ressarcidas por entidade de qualquer espécie ou cobertas por contrato de seguro; V - no caso de despesas com aparelhos ortopédicos e próteses ortopédicas e dentárias, exige-se a comprovação com receituário médico e nota fiscal em nome do beneficiário. § 2º Na hipótese de pagamentos realizados no exterior, a conversão em moeda nacional será feita mediante utilização do valor do dólar dos Estados Unidos da América, fixado para venda pelo Banco Central do Brasil para o último dia útil da primeira quinzena do mês anterior ao do pagamento. § 3º Consideram-se despesas médicas os pagamentos relativos à instrução de deficiente físico ou mental, desde que a deficiência seja atestada em laudo médico e o pagamento efetuado a entidades destinadas a deficientes físicos ou mentais. § 4º As despesas de internação em estabelecimento para tratamento geriátrico só poderão ser deduzidas se o referido estabelecimento for qualificado como hospital, nos termos da legislação específica. § 5º As despesas médicas dos alimentandos, quando realizadas pelo alimentante em virtude de cumprimento de decisão judicial ou de acordo homologado judicialmente, poderão ser deduzidas pelo alimentante na determinação da base de cálculo da declaração de rendimentos (Lei nº 9.250, de 1995, art. 8º, § 3º). Ainda de acordo com o art. 835 do Decreto 3.000/1999 (RIR), ali se encontra devidamente plasmado que todas as deduções declaradas pelos contribuintes estão sujeitas à sua devida comprovação, a juízo da autoridade lançadora, na forma preconizada no seu art. 73, como se transcreve: Art. 73. Todas as deduções estão sujeitas a comprovação ou justificação, a juízo da autoridade lançadora. Quando não devidamente comprovadas quando solicitadas pelo órgão fiscalizador, cabe à autoridade lançadora efetuar o lançamento de ofício com base nas infrações apuradas, de acordo com o art. 841 do RIR dantes citado, in verbis: Art. 841. O lançamento será efetuado de ofício quando o sujeito passivo. (...) II - deixar de atender ao pedido de esclarecimentos que lhe for dirigido, recusar-se a prestá-los ou não os prestar satisfatoriamente; Deveras, em atendimento ao princípio da capacidade contributiva que se encontra devidamente insculpido no art. 145, § 1º da CR/88, a legislação ordinária que cuida do Imposto sobre a Renda das Pessoas Físicas preconiza que na declaração de ajuste anual, para fins de apuração da base de cálculo do imposto, que poderão ser deduzidos os pagamentos efetuados, dentro do ano-calendário, a médicos, dentistas, psicólogos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e hospitais, bem como as despesas com exames laboratoriais, serviços radiológicos, aparelhos ortopédicos e próteses ortopédicas e dentárias, quando destinados tais serviços ao contribuinte e aos seus dependentes. Contudo, segundo dicção constante do art. 8º, § 2º, III, da Lei nº 9.250/95, as deduções ficam condicionadas a que os pagamentos sejam especificados e comprovados, com a indicação do nome, endereço e CPF ou CNPJ de quem os recebeu, podendo, na falta de Fl. 140DF CARF MF http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9250.htm#art8%C2%A73 Fl. 7 do Acórdão n.º 2003-000.268 - 2ª Sejul/3ª Turma Extraordinária Processo nº 13560.000107/2007-39 documentação, ser feita a respectiva comprovação mediante a apresentação de cheque nominativo com o qual foi efetuado o pagamento. Destarte, verifica-se que a dedução de despesas médicas na declaração do contribuinte fica sim condicionada ao preenchimento dos requisitos legais especificados. De se observar que a dedução exige a efetiva prestação do serviço, tendo como beneficiário o declarante ou seus dependentes, bem como que o pagamento tenha se realizado pelo próprio contribuinte. Em existindo fundadas dúvidas em um desses requisitos, é direito/dever (art. 142, parágrafo único, do CTN) da fiscalização exigir provas adicionais da efetividade do serviço, do beneficiário deste e do pagamento efetuado, sendo dever do contribuinte apresentar, quando solicitado, comprovação ou justificação idônea, sob pena de ter suas deduções não admitidas pela autoridade fiscal. A lei poderá determinar a quem caiba o ônus de provar determinado fato. É justamente o que acontece com os casos das deduções permitidas pela legislação do Imposto sobre a Renda das Pessoas Físicas. O art. 11, § 3º do Decreto-Lei nº 5,844, de 1943, estabeleceu expressamente que o contribuinte pode ser instado a vir a comprová-las ou a justifica-las, deslocando para ele o ônus da prova. Importa destacar que não é a autoridade fiscal quem necessita provar a efetividade da realização das despesas médicas e odontológicas existiram ou não, mas sim o sujeito passivo, haja vista que a dedução na declaração de ajuste, com a consequente redução na base de cálculo do imposto devido, estará gerando um benefício em prol do mesmo, e ele mesmo contribuinte fazê-lo mediante documentação hábil e idônea. Na relação jurídica processual tributária compete ao sujeito passivo fornecer, sempre quando devidamente solicitados, todos os elementos que possam vir a elidir a imputação de eventual irregularidade, e se a comprovação é possível e ele não a faz porque não pode ou não quer fazê-la deve assumir as consequências legais, ou seja, o não cabimento das respectivas deduções, por falta de comprovação e justificação, tendo em vista a máxima jurídica de que “o direito não socorre a quem dorme”. Conclusão Diante do exposto, voto por CONHECER o Recurso Voluntário para AFASTAR A PRELIMINAR DE PRESCRIÇÃO e, no mérito, NEGAR-LHE PROVIMENTO. É como voto. (documento assinado digitalmente) Raimundo Cássio Gonçalves Lima Fl. 141DF CARF MF Fl. 8 do Acórdão n.º 2003-000.268 - 2ª Sejul/3ª Turma Extraordinária Processo nº 13560.000107/2007-39 Fl. 142DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 16327.001543/2006-03
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Sep 17 00:00:00 UTC 2019
Data da publicação: Mon Oct 07 00:00:00 UTC 2019
Ementa: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA (IRPJ)
Ano-calendário: 2001
INCENTIVO FISCAL FINAM. DEFERIMENTO DA OPÇÃO. LANÇAMENTO DE CRÉDITO TRIBUTÁRIO DE IRPJ. INSUFICIÊNCIA DE RECOLHIMENTO. IMPROCEDÊNCIA.
Não prevalece o lançamento de crédito tributário de IRPJ, com base em recolhimento insuficiente, se a opção pelo incentivo fiscal Finam veio a ser considerada válida e, assim, deferida, mesmo que esta decisão tenha sido tomada anos depois de ser manifestada a opção pelo incentivo fiscal.
Numero da decisão: 1301-004.093
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso voluntário.
(documento assinado digitalmente)
Fernando Brasil de Oliveira Pinto Presidente
(documento assinado digitalmente)
Roberto Silva Junior Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Roberto Silva Junior, José Eduardo Dornelas Souza, Nelso Kichel, Marcelo José Luz de Macedo (suplente convocado), Giovana Pereira de Paiva Leite, Mauritânia Elvira de Sousa Mendonça (suplente convocada), Bianca Felícia Rothschild e Fernando Brasil de Oliveira Pinto (Presidente).
Nome do relator: ROBERTO SILVA JUNIOR
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Interessado FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA (IRPJ) Ano-calendário: 2001 INCENTIVO FISCAL FINAM. DEFERIMENTO DA OPÇÃO. LANÇAMENTO DE CRÉDITO TRIBUTÁRIO DE IRPJ. INSUFICIÊNCIA DE RECOLHIMENTO. IMPROCEDÊNCIA. Não prevalece o lançamento de crédito tributário de IRPJ, com base em recolhimento insuficiente, se a opção pelo incentivo fiscal Finam veio a ser considerada válida e, assim, deferida, mesmo que esta decisão tenha sido tomada anos depois de ser manifestada a opção pelo incentivo fiscal. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso voluntário. (documento assinado digitalmente) Fernando Brasil de Oliveira Pinto – Presidente (documento assinado digitalmente) Roberto Silva Junior – Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Roberto Silva Junior, José Eduardo Dornelas Souza, Nelso Kichel, Marcelo José Luz de Macedo (suplente convocado), Giovana Pereira de Paiva Leite, Mauritânia Elvira de Sousa Mendonça (suplente convocada), Bianca Felícia Rothschild e Fernando Brasil de Oliveira Pinto (Presidente). AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 16 32 7. 00 15 43 /2 00 6- 03 Fl. 164DF CARF MF Fl. 2 do Acórdão n.º 1301-004.093 - 1ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 16327.001543/2006-03 Relatório Trata-se de recurso voluntário interposto por BANCO ALFA DE INVESTIMENTO S.A., contra o Acórdão nº 16-21.409, da 10ª Turma da DRJ - São Paulo 1, que negou provimento à impugnação da recorrente e manteve contra ela o lançamento pelo qual se exige IRPJ, acrescido de multa e juros, em face do indeferimento da opção pelo incentivo fiscal Finam, o que gerou insuficiência de recolhimento do imposto. O indeferimento do incentivo fiscal, por sua vez, foi motivado pela existência de débitos. O lançamento foi impugnado, mas a DRJ - SPO1 negou provimento à impugnação em acórdão assim ementado: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA - IRPJ Ano-calendário: 2001 INCENTIVOS FISCAIS. FINAM. Não sendo reconhecido, pela Secretaria da Receita Federal do Brasil, o direito a usufruir o incentivo fiscal, o valor recolhido em DARF específico passa a ser considerado aplicação de recursos próprios da pessoa jurídica investidora, sendo exigível o valor do imposto correspondente. PRODUÇÃO DE PROVAS APÓS A IMPUGNAÇÃO. A prova documental deve ser apresentada na impugnação, precluindo o direito de o impugnante fazê-lo em outro momento processual, a menos que fique demonstrada a impossibilidade de sua apresentação oportuna por motivo de força maior, refira-se a fato ou a direito superveniente ou destine-se a contrapor fatos ou razões posteriormente trazidos aos autos. Em relação as diligências ou perícias, devem ser expostos os motivos que as justifiquem, com a formulação de quesitos referentes aos exames desejados, assim como, no caso de perícia, o nome, o endereço e a qualificação profissional de seu perito, sob pena de ser considerado não formulado o pedido. Lançamento Procedente Contra essa decisão foi interposto recurso, no qual a recorrente alegou, em primeiro lugar, que o mérito do lançamento estava sendo discutido no processo administrativo nº 16327.001279/2004-38. Não obstante esse fato, o acórdão recorrido seria nulo por não enfrentar as alegações contra o indeferimento do pedido de ordem de emissão de incentivos fiscais – PERC, ainda que a matéria fosse objeto de outro processo. Disse a recorrente ter optado pela aplicação de parte de Imposto de Renda em investimentos regionais, mais precisamente no Fundo de Investimento da Amazônia - Finam. Em decorrência da opção, ao invés de recolher parte do imposto devido, destinou esse montante ao financiamento direto da região amazônica. Como o PERC foi indeferido, efetuou-se o presente lançamento para exigir o IRPJ do ano base 2001, matéria discutida no processo administrativo nº 16327.001279/2004-38. Fl. 165DF CARF MF Fl. 3 do Acórdão n.º 1301-004.093 - 1ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 16327.001543/2006-03 Passados mais de dois anos da apresentação do PERC, a autoridade fiscal indeferiu o pedido, ao argumento de que no ano de 2006, a recorrente não tinha certidão negativa de tributos federais. Porém, à época da apresentação do pedido, em 2004, a recorrente estava sem qualquer irregularidade cadastral. Consequentemente, é inescapável concluir que as questões sobre regularidade cadastral para fins de deferimento do PERC devem tomar por base a data de opção do pedido e não qualquer data posterior, determinada arbitrariamente pela autoridade fiscal, sem motivação para tanto. A recorrente admite que a legislação em vigor exige situação fiscal regular para que se possa usufruir de benefícios fiscais. Todavia, sustenta que a regularidade fiscal tem de ser verificada no momento da opção pelo benefício. Esse também seria o entendimento da jurisprudência do CARF. Não obstante, não sendo esse o período adotado para verificar a regularidade fiscal, esta deveria ser verificada na data de apresentação do PERC, porquanto não há fundamento legal para adotar-se um terceiro momento, como fez a autoridade administrativa. Com bases nessas razões, pugnou pelo provimento do recurso. É o relatório. Voto Conselheiro Roberto Silva Junior, Relator. O recurso é tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade. O lançamento contra o qual a recorrente se insurge foi motivado por recolhimento insuficiente do IRPJ do ano base 2001, e foi lavrado depois da decisão que indeferiu o PERC. A partir do lançamento do crédito tributário, passaram a existir dois processos: o primeiro e mais antigo, de nº 16327.001279/2004-38, tendo por objeto a discussão sobre a validade da opção pelo incentivo fiscal, em face de débitos não pagos e sem exigibilidade suspensa. O segundo, tendo por objeto a exigência de IPRJ, por insuficiência de recolhimento, já que os valores destinados ao Finam foram considerados recursos próprios, tendo em vista o indeferimento do PERC. É intuitiva a existência de prejudicialidade entre as duas questões. O lançamento de crédito tributário tem como antecedente lógico o indeferimento do PERC. Entretanto, embora conexas, as questões são examinadas em processos distintos. No processo que cuida do lançamento, se pode examinar a validade do ato administrativo em todos os seus aspectos, exceto no que disser respeito ao PERC, porque este há de ser verificado no primeiro processo, sendo vedado, no segundo, retomar a mesma discussão. No processo 16327.001279/2004-38, a questão envolvendo o PERC já se encontra decidida, em caráter definitivo, na esfera administrativa. O Acórdão nº 1801-000.760, da 1ª Turma Especial, da Primeira Seção de Julgamento do CARF, favorável à recorrente, está assim ementado: Fl. 166DF CARF MF Fl. 4 do Acórdão n.º 1301-004.093 - 1ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 16327.001543/2006-03 ASSUNTO: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA Ano-calendário: 2001 PEDIDO DE REVISÃO DE ORDEM DE EMISSÃO DE INCENTIVOS FISCAIS (PERC). REGULARIDADE FISCAL. Com vistas ao gozo do benefício fiscal a condição de comprovação da quitação de tributos considera-se implementada com a apresentação das respectivas certidões negativas ou positivas com efeito de negativas durante o andamento do processo administrativo fiscal correspondente. Recurso Voluntário Provido. Além disso, a matéria envolvendo PERC está pacificada no âmbito do CARF, cujo entendimento se expresso no enunciado da Súmula vinculante 37: Súmula CARF nº 37. Para fins de deferimento do Pedido de Revisão de Ordem de Incentivos Fiscais (PERC), a exigência de comprovação de regularidade fiscal deve se ater aos débitos existentes até a data de entrega da declaração de Rendimentos da Pessoa Jurídica na qual se deu a opção pelo incentivo, admitindo-se a prova da regularidade em qualquer momento do processo administrativo, independentemente da época em que tenha ocorrido a regularização, e inclusive mediante apresentação de certidão de regularidade posterior à data da opção. (Súmula revisada conforme Ata da Sessão Extraordinária de 03/09/2018, DOU de 11/09/2018). (Vinculante, conforme Portaria ME nº 129, de 01/04/2019, DOU de 02/04/2019). Em resumo, a decisão, em segunda instância, que deferiu a opção pelo incentivo fiscal Finam retirou o lastro fático-jurídico do lançamento de crédito tributário por insuficiência de recolhimento de IRPJ. Conclusão Pelo exposto, voto por conhecer do recurso, para, no mérito, dar-lhe provimento. (documento assinado digitalmente) Roberto Silva Junior Fl. 167DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 16306.000142/2010-52
Turma: Segunda Turma Extraordinária da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Sep 11 00:00:00 UTC 2019
Data da publicação: Wed Oct 09 00:00:00 UTC 2019
Numero da decisão: 1002-000.113
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência à Unidade de Origem, para que seja analisada a declaração de compensação, considerando o crédito como o saldo negativo de CSLL, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
(documento assinado digitalmente)
Ailton Neves da Silva - Presidente
(documento assinado digitalmente)
Marcelo Jose Luz de Macedo - Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Ailton Neves da Silva (Presidente), Rafael Zedral e Marcelo Jose Luz de Macedo
Nome do relator: MARCELO JOSE LUZ DE MACEDO
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conteudo_txt : Metadados => date: 2019-10-04T14:35:15Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.5; xmp:CreatorTool: Microsoft® Word 2010; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; language: pt-BR; dcterms:created: 2019-10-04T14:35:15Z; Last-Modified: 2019-10-04T14:35:15Z; dcterms:modified: 2019-10-04T14:35:15Z; dc:format: application/pdf; version=1.5; Last-Save-Date: 2019-10-04T14:35:15Z; pdf:docinfo:creator_tool: Microsoft® Word 2010; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2019-10-04T14:35:15Z; meta:save-date: 2019-10-04T14:35:15Z; pdf:encrypted: true; modified: 2019-10-04T14:35:15Z; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; dc:language: pt-BR; meta:creation-date: 2019-10-04T14:35:15Z; created: 2019-10-04T14:35:15Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; Creation-Date: 2019-10-04T14:35:15Z; pdf:charsPerPage: 1677; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; pdf:docinfo:created: 2019-10-04T14:35:15Z | Conteúdo => 0 S1-TE02 MINISTÉRIO DA ECONOMIA Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Processo nº 16306.000142/2010-52 Recurso Voluntário Resolução nº 1002-000.113 – 1ª Seção de Julgamento / 2ª Turma Extraordinária Sessão de 11 de setembro de 2019 Assunto COMPENSAÇÃO Recorrente VARBRA S/A Interessado FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência à Unidade de Origem, para que seja analisada a declaração de compensação, considerando o crédito como o saldo negativo de CSLL, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. (documento assinado digitalmente) Ailton Neves da Silva - Presidente (documento assinado digitalmente) Marcelo Jose Luz de Macedo - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Ailton Neves da Silva (Presidente), Rafael Zedral e Marcelo Jose Luz de Macedo Relatório Por bem descrever os fatos, reproduzimos o relatório elaborado pela Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em São Paulo I (“DRJ/SP1”): O interessado impetrou Mandado de Segurança junto à 14ª Vara Federal Cível de São Paulo contra o Delegado da Receita Federal do Brasil de Administração Tributária em São Paulo e União Federal. Obteve decisão liminar para que a autoridade impetrada analisasse os requerimentos administrativos formulados pela impetrante, que seriam “pedidos de restituição de crédito relativo ao saldo negativo de IRPJ e CSLL (fls. 92/109)”, formalizados, a saber, nos seguintes PER/DCOMPs (fls. 1 a 13): RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 63 06 .0 00 14 2/ 20 10 -5 2 Fl. 199DF CARF MF Fl. 2 da Resolução n.º 1002-000.113 - 1ª Sejul/2ª Turma Extraordinária Processo nº 16306.000142/2010-52 1 – 08521.88170.301203.1.2.02-9606- processo nº 11831.003021/2003-71, que se encontra no Arquivo Geral da DAMF-SP 2 – 09336.82456.301203.1.2.04-5096 – processo n.º 16306.000142/2010-52, em papel, que é este sob análise; 3 – 07048.71900.301203.1.2.04-0065, processo n.º 16306.000144/2010-41, em papel, que se encontra nesta 4º Turma; 4 – 07051.56809.301203.1.2.04-0065, processo n.º 16306.000143/2010-05, em papel, que se encontra nesta 4º Turma; 5- 09472.54086.301203.1.2.04-7630 – processo n.º 16306.000141/2010-16, e-processo. Quanto a este processo, foi exarado Despacho Decisório (DD), com ciência em 12/08/2010, no qual não foi reconhecido o direito creditório – pleiteado por meio do PERDCOMP n.º 09336.82456.301203.1.2.04-5096, transmitido em 30/12/2003 -, que seria decorrente de pagamento indevido ou a maior de estimativa de CSLL (Código da Receita: 2484), do período de apuração de 30/09/1999, no valor original de R$ 1.013,29 recolhido em 31/08/2000, no valor total de R$ 1.356,19 (com multa e juros de mora). O pedido de restituição foi indeferido, pois o valor recolhido correspondente exatamente à estimativa apurada por meio de balanço ou balancete de suspensão ou redução, conforme DIPJ e confessada pelo contribuinte, conforme DCTF (fls. 14 a 18 e verso). A manifestação de inconformidade, protocolizada em 13/09/2010 (fls. 19 a 24), foi apresentada por meio de advogados (fls. 24 a 83), acompanhada de elementos que já constavam do processo e de “relatório fiscal” internos, às fls. 107 a 109. Alega, além da tempestividade da manifestação de inconformidade e da sua legitimidade ativa que: 1 - apurou base de cálculo negativa da CSLL, de R$ 298.037,33, no fim do ano- calendário de 1999,-conforme a Ficha 30 da DIPJ (doe. 5), o que afastou a exigibilidade das estimativas de CSLL; 2 - mas, por erro, a estimativa de CSLL (código de receita 2484) de setembro de 1999 foi paga em atraso, em 31.08.2000, acompanhada dos devidos acréscimos legais; 3 - constatou o rro em 2003 e apresentou pedido de restituição por meio do PER/DCOMP n.° 09336.82456:301203.1.2.04-5096, em 30.12.2003, do crédito dessa estimativa indicando como origem do crédito o "pagamento indevido ou a maior de estimativa de CSLL”; 4 - assim, equivocou-se novamente, pois indicou como origem do crédito o pagamento, indevido ou a maior, quando, na realidade, o crédito em tela referia-se a saldo negativo de CSLL, na medida em que ô ano de 1999 já havia se encerrado; 5 - apesar desse erro de preenchimento, o direito à restituição desse crédito relativo ao saldo negativo de CSLL do ano-calendário de 1999 não pode ser afastado, como será visto a seguir; 6 - o DD -aponta que o pedido.de restituição foi indeferido com fundamento na tese de que a estimativa de CSLL, de setembro de 1999, paga em 31.08.2000, seria devida; 7 – no entanto essa decisão não pode prosperar pois errou ao preencher o PER/DCOMP, informando como origem do crédito o pagamento indevido ou a maior de estimativa de CSLL, pois se tratava, na verdade, de saldo negativo; 8 - assim, o erro no preenchimento levou a uma análise incorreta ou insuficiente do direito creditório; 9 - mas, por força do princípio da verdade material e/ou para que a legislação seja observada, é indispensável que seja feita uma análise da apuração dos saldos mensais de base de cálculo de CSLL do ano-calendário de 1999 (doc. 07), como constam nas. Fichas 29 e 30 da DIPJ do ano-calendário 1999, na DCTF, e em seu mapa fiscal de controle interno; Fl. 200DF CARF MF Fl. 3 da Resolução n.º 1002-000.113 - 1ª Sejul/2ª Turma Extraordinária Processo nº 16306.000142/2010-52 [TABELA DE SALDOS MENSAIS DE BASE DE CÁLCULO DE CSLL, ESTIMATIVA DE CSLL DO MÊS E TOTAL ACUMULADO DE CSLL. ATÉ O MÊS; traz resultados decorrentes de estimativas apuradas com base em balancetes de redução/suspensão, cabendo notar que em relação a fevereiro (R$ 1.605,81), agosto (R$ R$ 1.277,78), setembro (R$ 1.013,29) e outubro (R$ 9.321,92) houve CSLL a pagar, apesar de o resultado anual ter sido saldo negativo de CSLL de R$13.218,80] 10 - portanto, tendo apurado base de cálculo negativa de CSLL, de R$ 298.037,33, e, apesar disso, tendo pago a estimativa de CSLL de setembro de 1999, em 31.08.2000, resta claro que, na data desse pagamento ficou caracterizado credito de CSLL passível de restituição, seja do saldo negativo, seja do pagamento indevido; 11 - não pode prosperar, o. entendimento de que o erro no preenchimento do PER/DCOMP tornaria imprestável o pedido de restituição, visto que: a) há comprovação do crédito de saldo negativo de CSLL; b) a apuração do saldo' negativo não foi analisada no DD, em decorrência de mero erro formal, no preenchimento do PER/DCOMP; c) é impossível tanto retificar o PER/DCOMP em tela, quanto apresentar novo pedido de restituição, em razão do decurso do prazo de cinco, anos; 12 - tratando-se de mero erro no preenchimento do PER/DCOMP, o DD há que ser reformado, sendo esse, aliás, o entendimento de diversas DRJs e do CARF, conforme ementas transcritas. Em sessão de 13/08/2013, a DRJ/SP1 julgou improcedente a Manifestação de Inconformidade do contribuinte para não reconhecer o direito creditório. A ementa do julgado por ser vista abaixo: PER/DCOMP, RESTITUIÇÃO. PAGAMENTO INDEVIDO OU A MAIOR. ESTIMATIVA DE CSLL. SALDO NEGATIVO. Se não há pagamento em valor superior ao efetivo débito apurado da estimativa, não há como se falar em pagamento indevido ou a maior. Pedir restituição de estimativa de CSLL ao invés de restituição de saldo negativo, de CSLL configura, erro de critério jurídico e não erro de preenchimento. Além disso, o pedido correto deveria ter sido feito dentro dó prazo, legal de cinco anos. Irresignado, o contribuinte apresentou Recurso Voluntário no qual repisou os argumentos levantados em Manifestação de Inconformidade. VOTO Em que pese a tempestividade do Recurso Voluntário, entendo que o processo não se encontra maduro para julgamento. Entendo que é possível ver a verossimilhança das alegações da recorrente, de que houve erro de fato no preenchimento da DCOMP. Fl. 201DF CARF MF Fl. 4 da Resolução n.º 1002-000.113 - 1ª Sejul/2ª Turma Extraordinária Processo nº 16306.000142/2010-52 Quanto ao crédito em si, há compatibilidade entre as alegação do contribuinte e os documentos juntados. Afirma, por exemplo, que apurou prejuízo na base de cálculo da CSLL no montante de R$ 298.037,33, conforme ficha 30 da DIPJ, exercício 2000 (fls. 20 do e-processo). Nas palavras do próprio contribuinte (fls. 151 do e-processo): Há julgados neste Conselhos, inclusive recentes, reconhecendo o erro no preenchimento da declaração de compensação, admitindo a apuração de saldo negativo e não pagamento indevido: Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Ano-calendário: 2013 PER/DCOMP. ERRO NO PREENCHIMENTO. RETIFICAÇÃO APÓS PROLAÇÃO DO DESPACHO DECISÓRIO. PRINCÍPIOS DA VERDADE MATERIAL E DA INFORMALIDADE. POSSIBILIDADE. Constatando-se dos documentos acostados ao processo que o contribuinte apresentou equivocadamente PER/DCOMP relativo a pagamento a maior ou indevido quando seu crédito deveria ser manejado como saldo negativo de IRPJ e/ou CSLL, refaz-se a análise do crédito sob a forma de Saldo Negativo, e, apurando-se crédito disponível, aplica-se ao mesmo a sistemática de atualização aplicável aos saldos negativos para fins de Fl. 202DF CARF MF Fl. 5 da Resolução n.º 1002-000.113 - 1ª Sejul/2ª Turma Extraordinária Processo nº 16306.000142/2010-52 compensação com os débitos declarados nos PER/DCOMP. (Acórdão 1401- 003.211 de 19/03/2019) ERRO DE FATO. POSSIBILIDADE DE RETIFICAÇÃO DA DCOMP. ÓBICE AFASTADO. DEVOLUÇÃO DOS AUTOS À DRJ PARA ANÁLISE DE MÉRITO DO CRÉDITO A TÍTULO DE SALDO NEGATIVO. DILIGÊNCIA (Acórdão 1802-002.534 de 05/05/2015) Portanto, estão presentes os elementos suficientes para que a Unidade de Origem possa analisar a declaração de compensação considerando o crédito de saldo negativo. Nesse contexto, RESOLVO CONVERTER O JULGAMENTO EM DILIGÊNCIA para que seja analisada a declaração de compensação, considerando o crédito como o saldo negativo de CSLL, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Na referida diligência, a Unidade de Origem deverá observar as seguintes providências: 1. Transmutar a situação de pagamento indevido para compensação de saldo negativo da CSLL para o ano-calendário de 2000, levando a PER/Dcomp a tratamento manual; 2. Intimar, se for o caso, o contribuinte a apresentar novas informações, esclarecimentos e retificações que entender pertinentes à solução da lide; 3. Prosseguir na validação do saldo negativo informado pelo sujeito passivo na DIPJ através da análise das parcelas que compõem o crédito informadas no PER/DCOMP; 4. Após as verificações acima e apurar a certeza e liquidez do crédito tributário em referência, verificar se ainda resta algum débito remanescente a ser coberto, refazendo todas as imputações utilizando o Sistema pertinente da Receita Federal do Brasil. A autoridade fiscal deverá elaborar relatório conclusivo das verificações efetuadas nos itens anteriores. Importante esclarecer que, como já informado, houve a transmissão de vários PER/DCOMPS, um para cada recolhimento de estimativa, ainda que a intenção da recorrente tenha sido de aproveitar saldo negativo de CSLL. Assim, a análise do crédito de saldo negativo Fl. 203DF CARF MF Fl. 6 da Resolução n.º 1002-000.113 - 1ª Sejul/2ª Turma Extraordinária Processo nº 16306.000142/2010-52 deve observar o disposto nos autos dos processos nº 16306.000142/2010-52, 16306.000144/2010-41, 16306.000143/2010-05 e 16306.000141/2010-16. A análise deve observar não só os recolhimentos referidos nos processos acima, como também, em se verificando a existência de saldo negativo de CSLL, que se aproprie os débitos declarados na declarações de compensação. Do procedimento de diligência, inclusive do parecer referido no parágrafo anterior, cientificar o contribuinte, com reabertura do prazo de 30 (trinta) dias para que, querendo, venha a se manifestar exclusivamente sobre os fatos articulados e narrados na referidadiligência,sendodesconsideradasmanifestaçõesdeoutraespécie. Transcorrido o prazo de trinta dias da ciência, com ou sem nova intervenção do contribuinte, o presente processo deverá retornar a esta turma para prosseguimento de seu julgamento. (documento assinado digitalmente) Marcelo Jose Luz de Macedo Fl. 204DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 10880.910933/2008-68
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Sep 18 00:00:00 UTC 2019
Data da publicação: Tue Nov 05 00:00:00 UTC 2019
Ementa: ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO
Data do fato gerador: 23/04/2001
IRRF. REMESSA PARA O EXTERIOR. DUPLICIDADE DE RECOLHIMENTO. RETIFICAÇÕES POSTERIORES AO DESPACHO DECISÓRIO. EVIDÊNCIAS DE VERACIDADE
Verificadas evidências de que houve retenção e recolhimento de IRRF, em duplicidade, cumpre reconhecer o crédito de pagamento indevido de IRRF e homologar as declarações de compensação até o limite do crédito reconhecido.
Numero da decisão: 1302-003.936
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto do relator.
(documento assinado digitalmente)
Luiz Tadeu Matosinho Machado - Presidente
(documento assinado digitalmente)
Rogério Aparecido Gil - Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Paulo Henrique Silva Figueiredo, Gustavo Guimaraes da Fonseca, Wilson Kazumi Nakayama (suplente convocado), Rogério Aparecido Gil, Maria Lucia Miceli, Flavio Machado Vilhena Dias, Breno do Carmo Moreira Vieira e Luiz Tadeu Matosinho Machado (Presidente). Ausente o conselheiro Ricardo Marozzi Gregório.
Nome do relator: ROGERIO APARECIDO GIL
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ementa_s : ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Data do fato gerador: 23/04/2001 IRRF. REMESSA PARA O EXTERIOR. DUPLICIDADE DE RECOLHIMENTO. RETIFICAÇÕES POSTERIORES AO DESPACHO DECISÓRIO. EVIDÊNCIAS DE VERACIDADE Verificadas evidências de que houve retenção e recolhimento de IRRF, em duplicidade, cumpre reconhecer o crédito de pagamento indevido de IRRF e homologar as declarações de compensação até o limite do crédito reconhecido.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto do relator. (documento assinado digitalmente) Luiz Tadeu Matosinho Machado - Presidente (documento assinado digitalmente) Rogério Aparecido Gil - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Paulo Henrique Silva Figueiredo, Gustavo Guimaraes da Fonseca, Wilson Kazumi Nakayama (suplente convocado), Rogério Aparecido Gil, Maria Lucia Miceli, Flavio Machado Vilhena Dias, Breno do Carmo Moreira Vieira e Luiz Tadeu Matosinho Machado (Presidente). Ausente o conselheiro Ricardo Marozzi Gregório.
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Interessado FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Data do fato gerador: 23/04/2001 IRRF. REMESSA PARA O EXTERIOR. DUPLICIDADE DE RECOLHIMENTO. RETIFICAÇÕES POSTERIORES AO DESPACHO DECISÓRIO. EVIDÊNCIAS DE VERACIDADE Verificadas evidências de que houve retenção e recolhimento de IRRF, em duplicidade, cumpre reconhecer o crédito de pagamento indevido de IRRF e homologar as declarações de compensação até o limite do crédito reconhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto do relator. (documento assinado digitalmente) Luiz Tadeu Matosinho Machado - Presidente (documento assinado digitalmente) Rogério Aparecido Gil - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Paulo Henrique Silva Figueiredo, Gustavo Guimaraes da Fonseca, Wilson Kazumi Nakayama (suplente convocado), Rogério Aparecido Gil, Maria Lucia Miceli, Flavio Machado Vilhena Dias, Breno do Carmo Moreira Vieira e Luiz Tadeu Matosinho Machado (Presidente). Ausente o conselheiro Ricardo Marozzi Gregório. Relatório Trata-se de recurso voluntário interposto face ao Acórdão nº 16-27.642, de 10/11/2010, da 5ª Turma da DRJ em São Paulo que, por unanimidade de votos, julgou improcedente a manifestação de inconformidade. Registrou-se a seguinte emenda: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA RETIDO NA FONTE - IRRF AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 88 0. 91 09 33 /2 00 8- 68 Fl. 100DF CARF MF Fl. 2 do Acórdão n.º 1302-003.936 - 1ª Sejul/3ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 10880.910933/2008-68 Data do falo gerador: 23/04/2001 DÉBITO CONFESSADO EM DCTF. INEXISTÊNCIA DE PAGAMENTO INDEVIDO Considerando que o DARF indicado no PER/DCOMP como origem do crédito corresponde exatamente ao débito confessado em DCTF e que a contribuinte não logra comprovar que a verdade material é outra, não há que se falar em pagamento indevido. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Conforme despacho decisório, de 12/08/2008 (fl. 1), a DCOMP 15424.59633.290104.1.3.04-9559, de 29/01/2004, no valor de R$735.225,35 (valor original do DARF: R$487.485,32, fls. 05/09), não foi homologada, sob o fundamento de que o valor pago teria sido integralmente utilizado, não havendo valor disponível para a pretendida compensação. Em manifestação de inconformidade (fls. 11/13), a recorrente alega que efetuou recolhimentos de Imposto de Rendo Retido na Fonte (IRRF), em duplicidade, sobre valores remetidos para o exterior quando do pagamento da fatura nº 42062504, de 04/2001, relativa ao contrato de prestação de serviços técnicos (royalties) com a empresa The Dow Chemical Company, localizada no exterior. Esclareceu que: a) em 23/04/2001 – faturamento dos serviços contratados: recolheu IRRF R$487.485,32 (US$ 890,384.15, taxa de câmbio: 2.1900) correspondente a 25% (alíquota do IRRF) de RS 1.949.941,29; b) em 21/12/2001 – remessa para o exterior: recolheu IRRF no valor de R$ 518.871,36 (US$ 890,384.15; taxa de câmbio: 2.3310), sob o código 0422 (assistência técnica) correspondente a 25% (alíquota do IRRF) de R$ 2.075.485,45. Ressalta que retificou a DCTF 2º trimestre 2001 (05/09/2008). Juntou os documentos relativos aos recolhimentos, contrato, fatura, comprovante bancário de remessa para o exterior. Finaliza registrando que, recalculada a correção da SELIC sobre este crédito, remanesceu o valor de principal no montante de R$1.096,49, o qual foi utilizado na PERDCOMP n° 09121.47550.040105.1.3.04-0393, pelo valor atualizado de RS1.823,46. A DRJ/SP I (acórdão nº 16-27.642, de 10/11/2010, 5ª Turma, fls. 35/38) concluiu que os documentos apresentados pela recorrente não seriam suficientes para demonstrar o alegado pagamento em duplicidade de IRRF. Ratificou o despacho decisório que não homologou a DCOMP em questão. A recorrente foi regularmente intimada do Acórdão da DRJ, em 11/01/2011 (fl. 40) e protocolou recurso voluntário, em 10/02/2012 (fls. 41/57). Reapresenta as razões da manifestação de inconformidade, com base nas quais defende a existência e disponibilidade de IRRF pago em duplicidade. É o relatório. Fl. 101DF CARF MF Fl. 3 do Acórdão n.º 1302-003.936 - 1ª Sejul/3ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 10880.910933/2008-68 Voto Conselheiro Rogério Aparecido Gil, Relator. O recurso voluntário é tempestivo e atende aos demais pressupostos de admissibilidade. Conheço do recurso. A recorrente defende que pagou IRRF, em duplicidade, referente à remessa de royalties à The Dow Chemical Company, por ocasião do lançamento na contabilidade da fatura n. 42062504, datada de 17/04/2001, e no momento da remessa dos referidos royalties. Ilustrou a ocorrência com o seguinte quadro: Fatura Valor (US$) Registro Valor (R$) Taxa de câmbio IRRF (R$) Alíquota (%) Momento do recolhimento 420622504 890,384.15 23.04.2001 1.949.941, 29 2.1900 487.485,32 25 Registro fatura 890,384.15 21.12.2001 2.075.485, 44 2.3310 518.871,36 25 Remessa ao exterior Registrou que, a diferença entre o primeiro recolhimento do IRRF e o segundo, deve-se ao fato de ter sido efetuado em momentos diversos, com a utilização de taxa de câmbio distinta. Frisa que, não registrou no Banco Central do Brasil qualquer outra remessa a título de royalties no período em questão. Destaca que, a importância compensada de R$ 735.225,36, refere-se ao IRRF de R$487.485,32 pago a maior, devidamente corrigido pela SELIC, pelo próprio programa PER/DCOMP. De outro modo, a DRJ não homologou tal compensação, alegando a inexistência do crédito. Em suas razões de decidir concluiu que os recolhimentos de IRRF não guardavam relação entre si. Portanto, ambos seriam devidos. Sobretudo, pelo fato de que a DCTF foi retificada somente após o despacho decisório, fato que impediria de ser acolhida, já que não produz efeitos. Analisando-se as informações e documentos apresentados pela recorrente, verifica-se que, a fatura nº 42062504, foi registrada pela recorrente: a) no Contas a Pagar, a crédito da Conta 321002 – Contas a Pagar no Exterior, no valor de R$1.949.914,24, em 23/04/2001; b) registro no valor do imposto retido na fonte na Conta 323053 – Imposto Retido a Pagar, sobre a fatura na Conta 323053 – Imposto Retido a Pagar, no valor de R$487.485,32, em 23/04/2001; c) registro da baixa do Contas a Pagar na Conta 321002 – Contas a Pagar no exterior no valor de R$1.462.455,97, em 21/12/201 Verifica-se, portanto, que inicialmente (23/04/2001) a recorrente registrou em sua contabilidade o faturamento do serviço contratado (fatura nº 42062504). Nesse momento, não Fl. 102DF CARF MF Fl. 4 do Acórdão n.º 1302-003.936 - 1ª Sejul/3ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 10880.910933/2008-68 deveria haver retenção e recolhimento de IRRF, pois, naquele ato, não houve pagamento por serviços contratados (remessa para o exterior). Assim, quando do efetivo pagamento da fatura nº 42062504 (21/12/2001), no valor de R$518.871,36 (taxa de câmbio 2.3310), constatou-se que, não deveria ter sido efetuado o pagamento de 23/04/2001 (R$487.485,32, taxa de câmbio 2.1900). Cabe destacar, ainda, que à fl. 93 há menção no fechamento do câmbio do exato número da fatura. Daí se confirma que os pagamentos são decorrentes do mesmo fato gerador, afastando o entendimento da DRJ de que seriam devidos os dois os pagamentos por não terem ligação entre si. Dessa forma, com base em tais informações e registros contábeis, entendo que está devidamente demonstrado o pagamento em duplicidade do IRRF em questão. Como já tivemos a oportunidade de nos manifestar em outros casos da espécie, compartilhamos do entendimento de que, diante da demonstração por meio de documentos hábeis e idôneos quanto à existência do crédito pleiteado, é devido o acolhimento das DCTFs retificadoras, ainda que formalizadas após procedimento fiscal. Nesse contexto, diante da demonstração da existência do crédito e de sua disponibilidade, concluímos que assiste razão à recorrente, ao indicar na DCOMP em questão o DARF referente ao valor pago, por equívoco, quando do registro contábil da referida fatura. Pelo exposto, voto por DAR PROVIMENTO ao recurso voluntário para homologar a DCOMP em questão até o limite do crédito reconhecido. (documento assinado digitalmente) Rogério Aparecido Gil Fl. 103DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 13051.000242/2002-10
Turma: 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 3ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Fri May 08 00:00:00 UTC 2009
Ementa: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS - IPI
Período de apuração: 01/07/2002 a 30/09/2002
CRÉDITO PRESUMIDO. LEI n° 10.276/2001. BASE DE CÁLCULO. AQUISIÇÕES DE INSUMOS JUNTO A PESSOAS FÍSICAS, PRODUTORES RURAIS.
Devem ser excluídas da formação da base de cálculo do crédito presumido de IPI as aquisições de insumos junto a produtores rurais, pessoas físicas, visto que estes não sofrem a incidência do PIS/PASEP e da Cofins, uma das condições estabelecidas na lei para a fruição do benefício.
CRÉDITO PRESUMIDO. LEI N° 10.276/2001. BASE DE CÁLCULO. AQUISIÇÃO DE INSUMOS JUNTO A COOPERATIVAS.
Uma das condições para a fruição do benefício é que os insumos utilizados nos produtos exportados tenham sido gravados pela incidência do PlS/Pasep e da Cofins na etapa anterior, o que, a partir de 01/11/1999, passou a ocorrer nas vendas efetuadas pelas cooperativas, em face da revogação expressa da isenção de que gozavam. De se permitir, portanto, a inclusão dessas aquisições no cálculo do crédito presumido de IPI.
CRÉDITO PRESUMIDO. LEI N° 10.276/2001. BASE DE CÁLCULO. FRETES RELACIONADOS A INSUMOS NÃO PASSÍVEIS DE APROVEITAMENTO PARA FIM DO BENEFÍCIO. FRETES RELACIONADOS AO TRANSPORTE DE PRODUTOS ACABADOS.
A interpretação sistêmica do § Io do artigo Io da Lei n° 10.276, de 10 de setembro de 2001, com o artigo 18 da IN SRF n° 69, de 6 de agosto de 2001, resulta no entendimento de que os fretes, desde que cobrados do adquirente dos insumos, podem integrar o custos destes para fins de fruição do benefício, o que significa, em sentido contrário, que em não sendo passíveis de aproveitamento os insumos, tampouco o poderão ser os fretes a estes relacionados.
ATUALIZAÇÃO. TAXA SELIC.
Incabível qualquer forma de atualização do ressarcimento do crédito presumido de IPI, diante da inexistência de previsão legal.
Recurso provido em parte.
Numero da decisão: 2201-000.210
Decisão: ACORDAM os membros da 1ª Turma Ordinária da 2ª Câmara da 2ª Seção do CARF, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso nos seguintes termos: 1) quanto ao aproveitamento das aquisições de cooperativas, inclusive quanto aos fretes relacionados a estes insumos. Vencido o Conselheiro José Adão Vitorino de Morais; II) quanto ao aproveitamento das aquisições de pessoa física para fins de cálculo do crédito presumido. Vencidos os Conselheiros Dalton Cesar Cordeiro de Miranda, Jean Cleuter Simões Mendonça e Fernando Marques Cleto Duarte; e III) quanto a aplicação da taxa Selic ao ressarcimento. Vencido o Conselheiro Jean Cleuter Simões Mendonça.
Nome do relator: ODASSI GUERZONI FILHO
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Numero do processo: 13971.005200/2009-60
Turma: 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 3ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Wed Oct 16 00:00:00 UTC 2019
Data da publicação: Thu Nov 07 00:00:00 UTC 2019
Ementa: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP
Período de apuração: 01/11/2005 a 30/11/2005
CRÉDITO. FRETES NA TRANSFERÊNCIA DE PRODUTOS ACABADOS ENTRE ESTABELECIMENTOS DA MESMA EMPRESA
Cabe a constituição de crédito de PIS/Pasep sobre os valores relativos a fretes de produtos acabados realizados entre estabelecimentos da mesma empresa, inclusive remessa para depósito fechado e armazém geral.
Não obstante à observância do critério da essencialidade, é de se considerar ainda tal possibilidade, invocando o art. 3º, inciso IX e art. 15 da Lei 10.833/03, eis que a inteligência desses dispositivos considera para a r. constituição de crédito os serviços intermediários necessários para a efetivação da venda, quais sejam, os fretes na operação de venda. O que, por conseguinte, cabe refletir que tal entendimento se harmoniza com a intenção do legislador ao trazer o termo frete na operação de venda, e não frete de venda quando impôs dispositivo tratando da constituição de crédito das r. contribuições.
Numero da decisão: 9303-009.688
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em conhecer parcialmente do Recurso Especial, apenas quanto aos fretes sobre produtos acabados, vencido o conselheiro Rodrigo da Costa Pôssas, que conheceu integralmente. No mérito, por maioria de votos, acordam em dar-lhe provimento, vencidos os conselheiros Andrada Márcio Canuto Natal, Luiz Eduardo de Oliveira Santos e Jorge Olmiro Lock Freire, que lhe negaram provimento.
(documento assinado digitalmente)
Rodrigo da Costa Pôssas Presidente em exercício
(documento assinado digitalmente)
Tatiana Midori Migiyama Relatora
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Rodrigo da Costa Pôssas (Presidente em Exercício), Andrada Márcio Canuto Natal, Tatiana Midori Migiyama (Relatora), Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Demes Brito, Jorge Olmiro Lock Freire, Érika Costa Camargos Autran e Vanessa Marini Cecconello.
Nome do relator: TATIANA MIDORI MIGIYAMA
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FRETES NA TRANSFERÊNCIA DE PRODUTOS ACABADOS ENTRE ESTABELECIMENTOS DA MESMA EMPRESA Cabe a constituição de crédito de PIS/Pasep sobre os valores relativos a fretes de produtos acabados realizados entre estabelecimentos da mesma empresa, inclusive remessa para depósito fechado e armazém geral. Não obstante à observância do critério da essencialidade, é de se considerar ainda tal possibilidade, invocando o art. 3º, inciso IX e art. 15 da Lei 10.833/03, eis que a inteligência desses dispositivos considera para a r. constituição de crédito os serviços intermediários necessários para a efetivação da venda, quais sejam, os fretes na operação de venda. O que, por conseguinte, cabe refletir que tal entendimento se harmoniza com a intenção do legislador ao trazer o termo frete na operação de venda, e não frete de venda quando impôs dispositivo tratando da constituição de crédito das r. contribuições. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em conhecer parcialmente do Recurso Especial, apenas quanto aos fretes sobre produtos acabados, vencido o conselheiro Rodrigo da Costa Pôssas, que conheceu integralmente. No mérito, por maioria de votos, acordam em dar-lhe provimento, vencidos os conselheiros Andrada Márcio Canuto Natal, Luiz Eduardo de Oliveira Santos e Jorge Olmiro Lock Freire, que lhe negaram provimento. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 97 1. 00 52 00 /2 00 9- 60 Fl. 2005DF CARF MF Fl. 2 do Acórdão n.º 9303-009.688 - CSRF/3ª Turma Processo nº 13971.005200/2009-60 (documento assinado digitalmente) Rodrigo da Costa Pôssas – Presidente em exercício (documento assinado digitalmente) Tatiana Midori Migiyama – Relatora Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Rodrigo da Costa Pôssas (Presidente em Exercício), Andrada Márcio Canuto Natal, Tatiana Midori Migiyama (Relatora), Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Demes Brito, Jorge Olmiro Lock Freire, Érika Costa Camargos Autran e Vanessa Marini Cecconello. Relatório Trata-se de Recurso Especial interposto pelo sujeito passivo contra acórdão nº 3302-003.216, da 2ª Turma Ordinária da 3ª Câmara da 3ª Seção que, por unanimidade de votos, rejeitou as preliminares arguidas e o pedido de realização de diligência e, no mérito, deu parcial provimento ao recurso voluntário, para reverter a glosa correspondente aos gastos com fretes no transporte de insumos e produtos em elaboração transferidos entre estabelecimentos ou remetidos para depósitos fechados ou armazéns gerais. O Colegiado a quo, assim, consignou a seguinte ementa: “ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/11/2005 a 30/11/2005 PRODUTO SEM DIREITO A CRÉDITO. GASTOS COM FRETE. CUSTO DE AQUISIÇÃO. DIREITO DE APROPRIAÇÃO DE CRÉDITO. IMPOSSIBILIDADE. Se para o produto transportado (mercadorias adquiridas de pessoas físicas, mercadorias adquiridas com o fim específico de exportação etc) é vedado o direito de dedução do crédito da Contribuição para o PIS/Pasep, pelo mesmo motivo, tal vedação também se estende aos gastos como frete relativos à operação de transporte dos referidos produtos, que a eles se agregam como custo de produção. Fl. 2006DF CARF MF Fl. 3 do Acórdão n.º 9303-009.688 - CSRF/3ª Turma Processo nº 13971.005200/2009-60 PRODUTO IMPORTADO. FRETE INTERNO. GASTOS COM O TRANSPORTE NO PAÍS. APROPRIAÇÃO DE CRÉDITOS. IMPOSSIBILIDADE. O direito ao crédito da Contribuição para o PIS/Pasep não cumulativa, aplica- se, exclusivamente, em relação aos bens e serviços adquiridos de pessoa jurídica domiciliada no País e aos custos e despesas incorridos, pagos ou creditados a pessoa jurídica domiciliada no País. O desconto de créditos, no caso de importações sujeitas ao pagamento da Contribuição para o PIS/Pasep Importação, sujeita-se ao disposto no art. 15, § 3º, da Lei 10.865/2004, que determina que a base de cálculo para a apuração desses créditos corresponde ao valor aduaneiro, calculado na forma do art. 7º, I, da mesma Lei, acrescido do valor do IPI vinculado à importação, quando integrante do custo de aquisição. TRANSPORTE DE PRODUTOS ACABADOS ENTRE ESTABELECIMENTOS DO CONTRIBUINTE E REMESSA PARA ARMAZÉM GERAL. GASTOS COM FRETE. DIREITO DE APROPRIAÇÃO DE CRÉDITO. IMPOSSIBILIDADE. No âmbito do regime não cumulativo, por falta de previsão legal, não é admitido o direito de apropriação de créditos da Contribuição para o PIS/Pasep sobre os gastos com frete relativos à operação de transporte entre estabelecimentos do contribuinte ou nas remessas para armazéns gerais. TRANSPORTE DE INSUMOS ENTRE ESTABELECIMENTOS DO CONTRIBUINTE. GASTOS COM FRETE. CUSTO DE PRODUÇÃO. DIREITO DE APROPRIAÇÃO DE CRÉDITO. POSSIBILIDADE. Na sistemática de apuração não cumulativa da Contribuição para o PIS/Pasep, os gastos com frete relativo à operação de transporte de insumos, incluindo os produtos inacabados, entre estabelecimentos do próprio contribuinte propicia o direito ao crédito da contribuição como custo de produção dos produtos destinados à venda. DEVOLUÇÃO DE MERCADORIA VENDIDA. GASTO COM FRETE. CUSTO DE AQUISIÇÃO. DEDUÇÃO DE CRÉDITO. POSSIBILIDADE. No âmbito do regime não cumulativo, por compor o custo do bem devolvido, é passível de apropriação os créditos da Contribuição para o PIS/Pasep Fl. 2007DF CARF MF Fl. 4 do Acórdão n.º 9303-009.688 - CSRF/3ª Turma Processo nº 13971.005200/2009-60 calculados sobre os gastos com frete pagos na operação de devolução de produto/mercadoria vendido, cuja receita tenha integrado faturamento do mês ou de mês anterior e submetido à prévia tributação segundo o regime não cumulativo. GASTOS COM FRETE. FALTA DE COMPROVAÇÃO. GLOSA DOS CRÉDITOS APROPRIADOS. CABIMENTO. No âmbito do regime não cumulativo, ainda que haja previsão legal da dedução, a glosa dos créditos da Contribuição para o PIS/Pasep deve ser integralmente mantida se o contribuinte não comprova a realização do pagamento dos gastos com frete à pessoa jurídica domiciliada no País com documento hábil e idôneo. ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/11/2005 a 30/11/2005 DACON. RETIFICAÇÃO APÓS O PRAZO DECADENCIAL. INCLUSÃO DE NOVOS CRÉDITOS. IMPOSSIBILIDADE. Após completado o prazo quinquenal de decadência, é vedado ao contribuinte proceder a retificação do Demonstrativo de Apuração de Contribuições Sociais (Dacon) para incluir novos créditos ou reduzir débitos anteriormente declarados. Neste caso, é devida a glosa dos créditos indevidamente acrescidos. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/11/2005 a 30/11/2005 DESPACHO DECISÓRIO. MOTIVAÇÃO ADEQUADA E SUFICIENTE. INEXISTÊNCIA DE CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. DECLARAÇÃO DE NULIDADE. IMPOSSIBILIDADE. No âmbito do processo administrativo fiscal, não configura cerceamento do direito de defesa a decisão que apresenta fundamentação adequada e suficiente para o indeferimento do pleito de restituição formulado pela contribuinte, que foi devidamente cientificada e exerceu em toda sua plenitude o seu direito de defesa nos prazos e na forma na legislação de regência. DECISÃO DE PRIMEIRO GRAU. INOCORRÊNCIA CERCEAMENTO DIREITO DEFESA. DECLARAÇÃO DE NULIDADE. IMPOSSIBILIDADE. Fl. 2008DF CARF MF Fl. 5 do Acórdão n.º 9303-009.688 - CSRF/3ª Turma Processo nº 13971.005200/2009-60 Não é passível de nulidade, por cerceamento ao direito de defesa, a decisão de primeiro grau em que houve pronunciamento claro e suficiente sobre todas as razões de defesa suscitadas na peça impugnatória e cujas conclusões foram apresentadas de forma congruente e devidamente fundamentada. PEDIDO DE PERÍCIA/DILIGÊNCIA. NÃO DEMONSTRADA A IMPRESCINDIBILIDADE. INDEFERIMENTO. POSSIBILIDADE. Se nos autos há todos os elementos probatórios necessários e suficientes à formação da convicção do julgador quanto às questões de fato objeto da lide, indefere-se, por prescindível, o pedido de diligência e perícia formulado.” Irresignado, o sujeito passivo interpôs Recurso Especial contra o r. acórdão, trazendo, entre outros, que: Se a Recorrente carreou aos autos documentos que têm o condão de levar ao deferimento do seu pedido de restituição glosado, não poderia a C. Turma julgadora proferir decisão sem a certeza que remete ao Princípio da Verdade Material e em garantia ao direito de ampla defesa, ainda que para tanto determinasse as diligências necessárias, até porque devidamente demonstrado o motivo de força maior legalmente exigido; Em relação ao direito creditório relacionado aos gastos com frete de produtos acabados entre estabelecimentos da contribuinte e remessa para depósito fechado e armazém geral, tal modalidade compõe a fase de fabricação na acepção ampla do conceito de industrialização, devendo ser contabilizado no custo dos estoques – art. 3º, inciso II, das Leis 10.637/02 e 10.833/03 Requer, assim, que: Seja parcialmente cassada a decisão recorrida e outra seja proferida em boa e segura ordem de direito, e em sintonia com os princípios constitucionais e àqueles norteadores da administração pública, tendo em vista o dever de analisar as provas documentais trazidas aos autos, e No mérito, seja reconhecido em favor da Recorrente o direito de apropriar-se dos créditos decorrentes com os gastos com frete no Fl. 2009DF CARF MF Fl. 6 do Acórdão n.º 9303-009.688 - CSRF/3ª Turma Processo nº 13971.005200/2009-60 transporte de produtos acabados entre estabelecimentos do contribuinte e remessa para depósito fechado e armazém geral. Em despacho às fls. 1971 a 1978, foi dado seguimento parcial ao Recurso Especial interposto pelo sujeito passivo apenas em relação ao direito de crédito das despesas com frete no transporte de produtos acabados entre estabelecimentos do contribuinte e remessa para depósito fechado e armazém geral. Agravo foi interposto pelo sujeito passivo contra decisão que deu seguimento parcial ao recurso. Em despacho às fls. 1993 a 1994, o agravo foi acolhido e dado seguimento ao Recurso Especial interposto pelo sujeito passivo. Contrarrazões foram apresentadas pela Fazenda Nacional, que trouxe seja improvido o presente agravo, mantendo-se a r. decisão ora agravada na parte em que inadmitiu o recurso especial do contribuinte no tocante à questão da “verdade material/preclusão”. É o relatório. Voto Conselheira Tatiana Midori Migiyama – Relatora. Depreendendo-se da análise do Recurso Especial interposto pelo sujeito passivo, entendo que devo conhecê-lo parcialmente, nos termos do art. 67 do RICARF/2015 – Portaria MF 343/15. Para melhor elucidar, quanto à primeira matéria – preclusão, entendo que nessa parte o recurso não deva ser conhecido – o que concordo com o exame de admissibilidade feita em despacho às fls. 1971 a 1979. O que peço licença para transcrever: Fl. 2010DF CARF MF Fl. 7 do Acórdão n.º 9303-009.688 - CSRF/3ª Turma Processo nº 13971.005200/2009-60 Para comprovar o dissenso foram colacionados, como paradigmas, os Acórdãos nº 2301-004.423 e 2802-003.322. Vejamos suas ementas, transcritas na parte de interesse ao presente exame: “Acórdão 2301-004.423 NORMAS PROCESSUAIS. PROVA DOCUMENTAL. MOMENTO APRESENTAÇÃO. APÓS IMPUGNAÇÃO. POSSIBILIDADE. PRINCÍPIO DA INSTRUMENTALIDADE E VERDADE MATERIAL. O artigo 16, § 4º, do Decreto nº 70.235/72, estabelece como regra geral para efeito de preclusão que a prova documental deverá ser apresentada juntamente à impugnação do contribuinte, não impedindo, porém, que o julgador conheça e analise novos documentos ofertados após a defesa inaugural, em observância aos princípios da verdade material e da instrumentalidade dos atos administrativos. Fragmento do voto condutor: No processo administrativo predomina o princípio da verdade material, no sentido de buscar e descobrir se realmente ocorreu ou não o fato gerador em sua real expressão econômica. A não apreciação de provas trazidas aos autos depois da impugnação e já na fase recursal fere o princípio da instrumentalidade processual prevista no CPC e a busca da verdade material, que norteia o contencioso administrativo tributário. O importante é saber se o fato gerador ocorreu e se a obrigação teve seu nascimento, evitando, inclusive, um novo litígio na esfera judicial. Acórdão 2802-003.322 DOCUMENTOS APÓS O RECURSO. PRECLUSÃO X BUSCA DA VERDADE MATERIAL. CABIMENTO DE DILIGÊNCIA. CONHECIMENTO DOS DOCUMENTOS COM ALTERNATIVA À DILIGÊNCIA. PRINCÍPIO DA EFICIÊNCIA ADMINISTRATIVA. Diante da necessidade de busca de esclarecimentos sobre a existência física do imóvel rural, há previsão legal para a conversão do julgamento em diligência a fim de que se obtenha do INCRA o desejado esclarecimento. A informação do recorrente de que juntou documento dessa natureza exige uma interpretação sistemática dos dispositivos legais que tratam da diligência e da Fl. 2011DF CARF MF Fl. 8 do Acórdão n.º 9303-009.688 - CSRF/3ª Turma Processo nº 13971.005200/2009-60 preclusão, com suporte nos princípios da busca da verdade material, do formalismo moderado, da eficiência administrativa e da razoabilidade. Conclui-se que os documentos devem ser conhecidos, como via substitutiva da conversão do julgamento em diligência.(grifei) Importa trazer à lume agora fragmento do voto condutor do acórdão recorrido, para auxiliar na presente análise: Também não configura cerceamento do direito de defesa o fato de o órgão julgador de primeiro grau não ter analisado as provas coligidas aos autos pela recorrente após a fase de manifestação de inconformidade, porque atingidas pela preclusão e rejeitado o alegado motivo força maior. E nesse ponto, entende este Relator que decidiu com o acerto o Colegiado a quo, porque a justificativa apresentada pela recorrente, ou seja, a existência de relatórios fiscais, que incluíam inúmeras planilhas de cálculos, não tem a menor a procedência, pois, além de fácil compreensão, verifica-se que as glosas realizadas, na grande maioria, foi motivada por questões de direito, falta de previsão legal para apropriação de crédito ou em razão da decadência do direito incluir novos créditos no Dacon retificador. As glosas motivadas por ausência de provas e que demandavam a coleta de documentos foram inexpressivas e, por óbvio, não se inclui na alegada condição de força maior, principalmente tendo vista que, já no ato de formulação do pleito a recorrente estava obrigada a manter a disposição da fiscalização todos os documentos comprobatórios do valor do crédito pleiteado.(grifei) Inicialmente, cabe informar que a admissibilidade do recurso especial de divergência, nos termos do art. 67 do RICARF, está condicionada à comprovação de que a decisão recorrida tenha dado à lei tributária interpretação divergente da que lhe tenha dado outro Colegiado do CARF, ou dos extintos Conselhos de Contribuintes. Tal modalidade recursal tem por objetivo a uniformização da jurisprudência administrativa. Assim, é essencial restar caracterizado que julgando matéria e situação fática idêntica, ou, no mínimo, muito semelhante, distintos Colegiados deste Conselho tenham decidido diversamente em razão de divergência na interpretação da legislação aplicável. Fl. 2012DF CARF MF Fl. 9 do Acórdão n.º 9303-009.688 - CSRF/3ª Turma Processo nº 13971.005200/2009-60 E não é o que ocorre no caso em comento.” Sendo assim, considerando que os arestos trazem situações fáticas distintas, não há como se conhecer dessa matéria. Quanto à outra matéria – possibilidade ou não de se constituir crédito das contribuições sobre as despesas com frete no transporte de produtos acabados entre estabelecimentos do contribuinte e remessa para depósito fechado e armazém geral, concordo com o exame de admissibilidade constante em despacho às fls. 1971 a 1978 do nobre presidente Rodrigo da Costa Pôssas. O que, por conseguinte, conheço dessa matéria. Ventiladas tais considerações, passo a discorrer sobre a discussão acerca da possibilidade ou não de se constituir crédito das contribuições sobre as despesas com frete no transporte de produtos acabados entre estabelecimentos do contribuinte e remessa para depósito fechado e armazém geral, dou razão ao contribuinte. Eis que essa turma já enfrentou a matéria, tendo sido firmado o posicionamento de que os custos de frete de mercadorias entre estabelecimentos, bem como e remessa para depósito fechado e armazém geral, gerariam o direito à constituição de crédito das contribuições. Frise-se a ementa do acórdão 9303-005.156: “ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/01/2008 a 30/09/2008 CRÉDITO. FRETES NA TRANSFERÊNCIA DE PRODUTOS ACABADOS ENTRE ESTABELECIMENTOS DA MESMA EMPRESA. Cabe a constituição de crédito de PIS/Pasep sobre os valores relativos a fretes de produtos acabados realizados entre estabelecimentos da mesma empresa, considerando sua essencialidade à atividade do sujeito passivo. Não obstante à observância do critério da essencialidade, é de se considerar ainda tal possibilidade, invocando o art. 3º, inciso IX, da Lei 10.833/03 e art. 3º, inciso IX, da Lei 10.637/02 eis que a Fl. 2013DF CARF MF Fl. 10 do Acórdão n.º 9303-009.688 - CSRF/3ª Turma Processo nº 13971.005200/2009-60 inteligência desses dispositivos considera para a r. constituição de crédito os serviços intermediários necessários para a efetivação da venda quais sejam, os fretes na “operação” de venda. O que, por conseguinte, cabe refletir que tal entendimento se harmoniza com a intenção do legislador ao trazer o termo “frete na operação de venda”, e não “frete de venda” quando impôs dispositivo tratando da constituição de crédito das r. contribuições. CRÉDITO. FRETES NA TRANSFERÊNCIA DE MATÉRIAS PRIMAS ENTRE ESTABELECIMENTOS Os fretes na transferência de matérias primas entre estabelecimentos, essenciais para a atividade do sujeito passivo, eis que vinculados com as etapas de industrialização do produto e seu objeto social, devem ser enquadrados como insumos, nos termos do art. 3º, inciso II, da Lei 10.833/03 e art. 3º, inciso II, da Lei 10.637/02. Cabe ainda refletir que tais custos nada diferem daqueles relacionados às máquinas de esteiras que levam a matéria-prima de um lado para o outro na fábrica para a continuidade da produção/industrialização/beneficiamento de determinada mercadoria/produto.” Nesse ínterim, proveitoso citar ainda os acórdãos 9303-005.155, 9303-005.154, 9303-005.153, 9303-005.152, 9303-005.151, 9303-005.150, 9303-005.116, 9303-006.136, 9303- 006.135, 9303-006.134, 9303-006.133, 9303-006.132, 9303-006.131, 9303-006.130, 9303- 006.129, 9303-006.128, 9303-006.127, 9303-006.126, 9303-006.125, 9303-006.124, 9303- 006.123, 9303-006.122, 9303-006.121, 9303-006.120, 9303-006.119, 9303-006.118, 9303- 006.117, 9303-006.116, 9303-006.115, 9303-006.114, 9303-006.113, 9303-006.112, 9303- 006.111, 9303-005.135, 9303-005.134, 9303-005.133, 9303-005.132, 9303-005.131, 9303- 005.130, 9303-005.129, 9303-005.128, 9303-005.127, 9303-005.126, 9303-005.125, 9303- 005.124, 9303-005.123, 9303-005.122, 9303-005.121, 9303-005.127, 9303-005.126, 9303- 005.125, 9303-005.124, 9303-005.123, 9303-005.122, 9303-005.121, 9303-005.120, 9303- 005.119, 9303-005.118, 9303-005.117, 9303-006.110, 9303-004.311, etc. Fl. 2014DF CARF MF Fl. 11 do Acórdão n.º 9303-009.688 - CSRF/3ª Turma Processo nº 13971.005200/2009-60 É de se entender que, em verdade, se trata de frete para a venda, passível de constituição de crédito das contribuições, nos termos do art. 3º, inciso IX, e art. 15 da Lei 10.833/03 – pois a inteligência desse dispositivo considera o frete na “operação” de venda. A venda de per si para ser efetuada envolve vários eventos. Por isso, que a norma traz o termo “operação” de venda, e não frete de venda. Inclui, portanto, nesse dispositivo os serviços intermediários necessários para a efetivação da venda, dentre as quais o frete ora em discussão. Sendo assim, não compartilho com o entendimento do acórdão recorrido ao restringir a interpretação dada a esse dispositivo. Em vista do exposto, sem mais delongas, voto por dar provimento ao Recurso Especial do contribuinte. É o meu voto. (documento assinado digitalmente) Tatiana Midori Migiyama Fl. 2015DF CARF MF
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Numero do processo: 13884.003016/2003-79
Turma: Terceira Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Jun 04 00:00:00 UTC 2009
Ementa: IPI. CRÉDITOS RELATIVOS ÀS AQUISIÇÕES DESONERADAS DO IMPOSTO. ALÍQUOTA ZERO, IMUNE E NÃO-TRIBUTADO.
O Princípio da não-cumulatividade do IPI é implementado pelo sistema de compensação do débito ocorrido na saída de produtos do estabelecimento do contribuinte com o crédito relativo ao imposto que fora cobrado na operação anterior referente à entrada de matérias-primas, produtos intermediários e materiais de embalagem. Não havendo exação de IPI nas aquisições desses insumos, por serem eles tributados à alíquota zero, ou não estarem dentro do campo de incidência do imposto, não há valor algum a ser creditado.
EFEITO VINCULANTE DE DECISÕES DO STF. AUSÊNCIA NO CONTROLE DIFUSO.
Apenas as decisões proferidas pelo Supremo Tribunal Federal em sede de controle concentrado de constitucionalidade têm o condão de vincular a Administração Fiscal, o que não ocorre com as decisões proferidas em Recurso Extraordinário, por encerrar controle difuso de constitucionalidade, cuja eficácia é meramente inter partes.
Recurso negado.
Numero da decisão: 2201-000.293
Decisão: ACORDAM os membros da 2ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da 2ª Seção de Julgamento do CARF, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso. Vencidos os Conselheiros Dalton Cesar Cordeiro de Miranda e Jean Cleuter Simões Medonça
Matéria: IPI- processos NT - ressarc/restituição/bnf_fiscal(ex.:taxi)
Nome do relator: ERIC MORAES DE CASTRO E SILVA
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