Busca Facetada
Turma- Terceira Câmara (29,283)
- Segunda Câmara (27,810)
- Primeira Câmara (25,087)
- Segunda Turma Ordinária d (18,050)
- Primeira Turma Ordinária (16,516)
- Primeira Turma Ordinária (16,445)
- Primeira Turma Ordinária (16,325)
- 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR (16,296)
- Segunda Turma Ordinária d (16,024)
- Segunda Turma Ordinária d (14,547)
- Primeira Turma Ordinária (13,115)
- Primeira Turma Ordinária (12,572)
- Segunda Turma Ordinária d (12,545)
- Quarta Câmara (11,514)
- Primeira Turma Ordinária (11,508)
- Quarta Câmara (85,851)
- Terceira Câmara (68,403)
- Segunda Câmara (57,284)
- Primeira Câmara (21,503)
- 3ª SEÇÃO (16,296)
- 2ª SEÇÃO (11,359)
- 1ª SEÇÃO (6,891)
- Pleno (788)
- Sexta Câmara (302)
- Sétima Câmara (172)
- Quinta Câmara (133)
- Oitava Câmara (123)
- Terceira Seção De Julgame (128,425)
- Segunda Seção de Julgamen (115,920)
- Primeira Seção de Julgame (77,827)
- Primeiro Conselho de Cont (49,053)
- Segundo Conselho de Contr (48,969)
- Câmara Superior de Recurs (38,142)
- Terceiro Conselho de Cont (25,980)
- IPI- processos NT - ressa (5,020)
- Outros imposto e contrib (4,458)
- PIS - ação fiscal (todas) (4,062)
- IRPF- auto de infração el (3,972)
- PIS - proc. que não vers (3,963)
- IRPJ - AF - lucro real (e (3,943)
- Cofins - ação fiscal (tod (3,868)
- Simples- proc. que não ve (3,681)
- IRPF- ação fiscal - Dep.B (3,045)
- IPI- processos NT- créd.p (2,251)
- IRPF- ação fiscal - omis. (2,215)
- Cofins- proc. que não ver (2,102)
- IRPJ - restituição e comp (2,088)
- Finsocial -proc. que não (1,996)
- IRPF- restituição - rendi (1,991)
- Não Informado (56,440)
- GILSON MACEDO ROSENBURG F (5,597)
- RODRIGO DA COSTA POSSAS (4,442)
- WINDERLEY MORAIS PEREIRA (4,272)
- CLAUDIA CRISTINA NOIRA PA (4,256)
- PEDRO SOUSA BISPO (4,147)
- HELCIO LAFETA REIS (3,911)
- ROSALDO TREVISAN (3,243)
- CHARLES MAYER DE CASTRO S (3,219)
- MARCOS ROBERTO DA SILVA (3,150)
- Não se aplica (2,936)
- PAULO GUILHERME DEROULEDE (2,856)
- RODRIGO LORENZON YUNAN GA (2,753)
- WILDERSON BOTTO (2,679)
- LIZIANE ANGELOTTI MEIRA (2,636)
- 2020 (41,088)
- 2021 (35,847)
- 2019 (30,960)
- 2018 (26,046)
- 2024 (25,923)
- 2012 (23,622)
- 2023 (22,474)
- 2014 (22,376)
- 2013 (21,088)
- 2011 (20,979)
- 2025 (19,671)
- 2010 (18,059)
- 2008 (17,137)
- 2017 (16,841)
- 2009 (15,846)
- 2009 (69,612)
- 2020 (39,854)
- 2021 (34,153)
- 2019 (30,463)
- 2023 (25,918)
- 2024 (23,872)
- 2014 (23,412)
- 2018 (23,139)
- 2026 (20,021)
- 2025 (19,745)
- 2013 (16,584)
- 2017 (16,398)
- 2008 (15,520)
- 2006 (14,857)
- 2022 (13,225)
Numero do processo: 10620.000130/2003-50
Turma: Primeira Turma Extraordinária da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Sep 17 00:00:00 UTC 2020
Data da publicação: Thu Oct 01 00:00:00 UTC 2020
Numero da decisão: 3001-000.406
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência à Unidade de Origem, para que a autoridade competente proceda conforme disposto no voto do relator.
(documento assinado digitalmente)
Marcos Roberto da Silva Presidente e Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Marcos Roberto da Silva (Presidente), Luis Felipe de Barros Reche, Maria Eduarda Alencar Câmara Simões e Rodolfo Tsuboi.
Nome do relator: MARCOS ROBERTO DA SILVA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Wed Nov 16 17:28:19 UTC 2022
anomes_sessao_s : 202009
turma_s : Primeira Turma Extraordinária da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Thu Oct 01 00:00:00 UTC 2020
numero_processo_s : 10620.000130/2003-50
anomes_publicacao_s : 202010
conteudo_id_s : 6275599
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Oct 02 00:00:00 UTC 2020
numero_decisao_s : 3001-000.406
nome_arquivo_s : Decisao_10620000130200350.PDF
ano_publicacao_s : 2020
nome_relator_s : MARCOS ROBERTO DA SILVA
nome_arquivo_pdf_s : 10620000130200350_6275599.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência à Unidade de Origem, para que a autoridade competente proceda conforme disposto no voto do relator. (documento assinado digitalmente) Marcos Roberto da Silva Presidente e Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Marcos Roberto da Silva (Presidente), Luis Felipe de Barros Reche, Maria Eduarda Alencar Câmara Simões e Rodolfo Tsuboi.
dt_sessao_tdt : Thu Sep 17 00:00:00 UTC 2020
id : 8480912
ano_sessao_s : 2020
atualizado_anexos_dt : Fri Mar 24 22:31:14 UTC 2023
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1761290044659728384
conteudo_txt : Metadados => date: 2020-09-29T13:10:30Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.5; xmp:CreatorTool: Microsoft® Word 2010; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; language: pt-BR; dcterms:created: 2020-09-29T13:10:30Z; Last-Modified: 2020-09-29T13:10:30Z; dcterms:modified: 2020-09-29T13:10:30Z; dc:format: application/pdf; version=1.5; Last-Save-Date: 2020-09-29T13:10:30Z; pdf:docinfo:creator_tool: Microsoft® Word 2010; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2020-09-29T13:10:30Z; meta:save-date: 2020-09-29T13:10:30Z; pdf:encrypted: true; modified: 2020-09-29T13:10:30Z; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; dc:language: pt-BR; meta:creation-date: 2020-09-29T13:10:30Z; created: 2020-09-29T13:10:30Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 10; Creation-Date: 2020-09-29T13:10:30Z; pdf:charsPerPage: 2256; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; pdf:docinfo:created: 2020-09-29T13:10:30Z | Conteúdo => 00 SS33--TTEE0011 MMIINNIISSTTÉÉRRIIOO DDAA EECCOONNOOMMIIAA CCoonnsseellhhoo AAddmmiinniissttrraattiivvoo ddee RReeccuurrssooss FFiissccaaiiss PPrroocceessssoo nnºº 10620.000130/2003-50 RReeccuurrssoo Voluntário RReessoolluuççããoo nnºº 3001-000.406 – 3ª Seção de Julgamento / 1ª Turma Extraordinária SSeessssããoo ddee 17 de setembro de 2020 AAssssuunnttoo DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO RReeccoorrrreennttee CERAMUS BAHIA S A - PRODUTOS CERÂMICOS IInntteerreessssaaddoo FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência à Unidade de Origem, para que a autoridade competente proceda conforme disposto no voto do relator. (documento assinado digitalmente) Marcos Roberto da Silva – Presidente e Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Marcos Roberto da Silva (Presidente), Luis Felipe de Barros Reche, Maria Eduarda Alencar Câmara Simões e Rodolfo Tsuboi. Relatório Por economia processual e por bem relatar a realidade dos fatos reproduzo o relatório da decisão de piso: A empresa Nitriflex S A Indústria e Comércio apresentou o requerimento de fls. 02, onde declara haver transmitido créditos para a contribuinte Ceramus Bahia SA. A credora, Nitriflex S A, estaria autorizada judicialmente a transferir tais créditos a terceiros em virtude de decisão favorável obtida no Mandado de Segurança no 2001.02.01.035232-6 (processo originário no 2001.51.1.0001025-0), onde foi pedido o afastamento dos efeitos da IN SRF n o 41, de 2000, que vedava a utilização de créditos de terceiros na compensação. Utilizando-se destes créditos a Ceramus Bahia S A, acima qualificada apresentou também, em 12/02/2003, 20/02/2003, 07/03/2003 e 25/03/2003 através de seu procurador, os formulários correspondentes aos Pedidos de Compensação de Créditos com Débitos de Terceiros, conforme discriminado na tabela abaixo, com o objetivo de compensar os débitos neles apontados, com créditos de terceiros constantes dos processos administrativos n os 10735.000001/99-18 e 10735.000202/99-70, e pertencentes RE SO LU Çà O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 06 20 .0 00 13 0/ 20 03 -5 0 Fl. 834DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 2 da Resolução n.º 3001-000.406 - 3ª Sejul/1ª Turma Extraordinária Processo nº 10620.000130/2003-50 a empresa Nitriflex S A Indústria e Comércio, estabelecimento inscrito no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) sob o n o 42.147.496/0001-70. A interessada anexou as fls. 14/45, dentre outros documentos, cópia da petição inicial relativa ao processo judicial n° 98.0016658-0, da sentença de primeiro grau, do acórdão relativo a mesma ação, e ainda, do despacho decisório exarado no processo administrativo n° 10735.000202/99-70, que se encontra apensado ao de n° 10735.000001/99-18. O presente processo foi encaminhado a Delegacia da Receita Federal do Brasil em Nova Iguaçu/RJ, jurisdição da terceira credora — Nitrifles S A, para exame da matéria, tendo sido exarado o Parecer/Seort n° 128/2008 (fls. 104/110 do presente processo) que concluiu pelo não reconhecimento do direito creditório e por considerar como não declaradas as Declarações de Compensação apresentadas pela Ceramus Bahia S A. Sendo que nos demais processos ao presente apensados os pareceres com idêntico teor receberam os n os 126/2008 e 127/2008 e foram inseridos, respectivamente, as fls. 53/59 do de n° 10620.000151/2003-75 e as fls. 54/60 do de n° 10620.000150/2003-21. A interessada apresentou então, sua manifestação de inconformidade (fls. 113/148) contra as decisões, que foram inseridas em cada um dos processos, juntamente com os documentos entregues pelo contribuinte na mesma ocasião, dentre os quais cumpre evidenciar: cópias de peps do Mandado de Segurança no 98.16658-0; cópia dos Despachos Decisórios exarados nos processos administrativos n's 10735.000001/99-18 e 10735.000202/99-70 e cópias de peças do Mandado de Segurança n 2001.5110001025-0 (2001.02.01.035232-6). Tais documentos revelam a existência de decisão judicial, contra a União Federal/Fazenda Nacional, autorizando o estabelecimento Nitriflex S A Indústria e Comércio a compensar créditos, sem a restrição, julgada ilegal, da Instrução Normativa SRF n' 41, de 2000, a qual se contrapunha ao direito do referido estabelecimento, de compensar créditos do IPI, reconhecidos em ação judicial, com débitos de terceiros. Ao presente processo foram anexados alguns outros sendo que, destes, uns foram desanexados e arquivados ou tiveram seu trâmite restabelecido em separado, resultando em apenso, ao final de todas as movimentações, os processos eferidos na tabela acima. O Delegacia da Receita Federal em Nova Iguaçu/RJ emitiu novo Parecer/Seort, que recebeu o n o 553, de 2008 e respectivo Despacho Decório-(fls. 278/284), onde concluiu em síntese que: A sociedade empresária Nitriflex S A Indústria e Comércio ajuizou ... a Ação Mandamental (Mandado de Segurança) n° 98.0016658-0 no sentido de reconhecer o seu direito ao crédito presumido de IPI ... referente as aquisições de matérias primas, produtos intermediários e material de embalagens isentos, não tributados ou que foram tributados et aliquota zero ..., bem como seu direito de compensá-lo com o imposto (IPI) a recolher no final do processo industrial, obtendo decisão favorável, Fl. 835DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 3 da Resolução n.º 3001-000.406 - 3ª Sejul/1ª Turma Extraordinária Processo nº 10620.000130/2003-50 transitada em julgado em 18.04.2001 após acórdão exarado pelo Tribunal Regional Federal da Segunda Regido. Como a decisão transitada em julgado no Mandado de Segurança n° 98.0016658-0 somente lhe permitia utilizar o seu crédito ... com débitos relativos a este mesmo imposto, sociedade empresária Nitriflex S A Indústria e Comércio impetrou junto a 5° Vara Federal de São Joao de Menti — RJ um outro Mandado de Segurança (MS), o de n° 2001.5110001025-0, esse visando afastar a incidência dos efeitos da Instrução Normativa SRF n°41/2000, obtendo sentença favorável que, em 12.09.2003, também transitou em julgado no sentido de reconhecer e de declarar o seu direito de ceder parte do seu crédito a terceiros para que estes utilizem em compensação tributária. ... a sociedade empresária Nitriflex S A ... realizou diversas compensações tributárias de débitos próprios e, além disso cedeu grande parte do saldo remanescente a terceiros... ... a Procuradoria ajuizou ... a Ação Rescisória n° 2198 visando desconstituir a sentença proferida no Mandado de Segurança n° 98.0016658-0 transitada em julgado, obtendo vitória parcial, uma vez que houve mudança no tocante ao período sobre o qual recaiu o direito ao crédito, que passou de 10 (dez) para 5 (cinco) anos, o que também reduziu em muito o valor primitivo do crédito. Após ter sido proferida a sentença da ação rescisória e já na vigência da IN SRF 517, de 2005, a Nitriflex S A Indústria e Comércio pretendeu habilitar créditos junto Secretaria da Receita Federal para prosseguir realizando compensações tributárias com débitos de terceiros. 0 pedido de habilitação foi indeferido administrativamente, sendo que, mais uma vez a Nitriflex S A buscou na via judicial o reconhecimento do direito à habilitação do crédito, não obtendo êxito na la instância de julgamento, sendo que a referida ação não transitou em julgado até a presente data. O Seort da DRF/Nova Iguaçu/RJ indeferiu o pedido de habilitação contido no processo n° 13746.000191/2005-51. O Parecer Seort n° 553, de 2008, continua seu relato aduzindo que: ... o ponto nevrálgico ...repousa em saber se o contribuinte pode ou não compensar seus débitos tributários mediante a utilização de crédito que lhe foi cedido pela ... Nitriflex S A ..., pois numa época em que não havia lei mas apenas norma infralegal (1N/SRF n° 41/2000) vedando a utilização de crédito de um contribuinte para compensar débito de outro, a pessoa jurídica cedente do crédito obteve sentença transitada em julgado ... reconhecendo o seu direito de cede-10 a terceiro... ...sobre o assunto, a Procuradoria Seccional da Fazenda Nacional em Nova Iguaçu — RJ se pronunciou no sentido de que a nova regra contida no artigo 74 da Lei n°9.430/96 após a alteração que lhe foi dada pelo artigo 49 da MP 66, de 29.08.2002 convertido no artigo 49 da Lei n° 10.637/02 tem o condão de restringir a utilização do crédito em questão, sem contudo ofender à autoridade da coisa julgada e sem que represente aplicação retroativa da lei. ...quando o Mandado de Segurança n° 2001.51.10.001025-0 ... foi ajuizado inexistia lei expressa que dispusesse sobre a compensação tributária de débito de um contribuinte mediante a utilização de crédito de terceiros, embora a Instrução Normativa SRF n° 41/2000 já vedasse esta espécie de compensação tributária. Assim, ... somente os pedidos de compensação tributária formalizados antes do dia 29.08.2002, data da publicação da Medida Provisória n° 66/02 ... é que estão amparados pelo MS n° 2000.5110001025-0 e, desta forma, somente naqueles Fl. 836DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 4 da Resolução n.º 3001-000.406 - 3ª Sejul/1ª Turma Extraordinária Processo nº 10620.000130/2003-50 pedidos é que pode ser utilizado crédito cedido pela sociedade empresária Nitriflex S A. A DRF/Nova IguaçuRJ, prossegue em sua decisão, transcrevendo partes do parecer expedido pela PSFN/Nova Iguaçu/RJ, dentre as quais cumpre evidenciar: ...quando ajuizado o MS 2001.51.10001025-0, vigorava a IN SRF n°41/00, cujo artigo 1° vedava a compensação de débitos do sujeito passivo com créditos de terceiros, administrados pela SRF, sendo que a Lei n°9.430/96 em seus arts. 73 e 74, dispositivos estes expressamente mencionados no voto do relator, eram omissos a respeito, dai a razão pela qual ter o tribunal ad quem afastado a limitação imposta pela IN SRF 41/00. Entretanto, os referidos arts. 73 e 74 sofreram total reformulação através do art. 49 da MP n°66/02, converida na Lei n°10.637/2002 ... ... se de uma decisão judicial decorre a coisa Julgada, é certo que este efeito não prevalecerá se ocorerrem mudanças nas normas Jurídicas que tratam da questão transitada em julgado. ... hoje a situação faticajurídica é diversa. A Lei n° 9.430/96 que era omissa sobre o tema, a partir de 30 de agosto de 2002 passou a ser clara ao prever Como única possibilidade de compensação de tributos administrados pela SRF, inclusive os judiciais transitados em julgado, a efetividade entre créditos e débitos do próprio sujeito passivo. ...Assim, a coisa julgada não pode ser invocada quando direito superveniente repercute na relação jurídica sobre o qual a coisa julgada se operou. Ressalvam-se, pois, os efeitos jurídicos dos pedidos de compensação efetivamente realizados por conta da decisão judicial considerados fatos consumados, até a edição da MP 66, de 29.08.2002, convertida na Lei n° 10.637/2002. Registre-se: a lei nova não esta a alcançar fatos passados, compensações efetivadas perante a ordem jurídica anterior e com espeque em decisão judicial transitada em julgado. A nova lei alcança, isto sim, os fatos novos ocorridos sob a sua égide e sobre a qual a coisa julgada não pode surtir efeitos, já que estamos diante de novos regramentos jurídicos. Logo, após as alterações da MP 66/02, convertida na Lei n° 10.637/02, as pretendidas compensações com débitos de terceiros não podem ser admitidas eis que não permitidas pela Lei, não sendo a mesma objeto de qualquer discussão judicial. Não há que se falar de violação a coisa julgada e o suposto direito adquirido, como evidente, relaciona-se às compensações requeridas — fatos consumados sob efeitos da coisa julgada, jamais aos pedidos de compensação formulados depois das alterações legislativas supervenientes à coisa julgada. Os novos regramentos jurídicos portanto, tem aplicação imediata, não alcançando as relações jurídicas que lhes são anteriores (pedidos de compensação), mas sim os pedidos apresentados a partir do inicio de sua vigência. Registre-se que não há qualquer violação da Administração em relação ao direito de crédito do contribuinte. Este é válido tal qual reconhecido no MS n° 98.0016658-0, hoje objeto de ação rescisória, julgada parcialmente procedente. Assim, na esteira da posição já firmada em diversas orientações manifestadas pela Coordenadoria Geral da Representação Judicial da Procuradoria da Fazenda Nacional, orienta esta PSFN/Nig. no sentido de que sejam admitidos como válidos e legítimos tab somente os pedidos de compensação de créditos da NITRIFLEX reconhecidos no MS n° 98.02497-8 com débitos de terceiros apresentados sob a égide Fl. 837DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 5 da Resolução n.º 3001-000.406 - 3ª Sejul/1ª Turma Extraordinária Processo nº 10620.000130/2003-50 da decisão judicial transitada em julgado nos autos do MS n° 2000.5110001025-0 até a égide da MP n° 66/02, convertida na Lei n° 10.637/02, quando a coisa julgada deixou de surtir seus efeitos na medida em que reformulou a compensação tributária no âmbito da SRF, passando expressamente a só admitir a compensação entre créditos e débitos do próprio sujeito passivo". Ao final o parecerista houve por bem adotar o entendimento da PSFN para propor a não homologação da compensação pleiteada. O Despacho Decisório de fls. 284, aprovou integralmente o parecer, para não homologar as compensações pleiteadas e determinou fosse dada ciência ao contribuinte e tomadas as demais providências cabíveis. Pelo requerimento de fls. 305/306 e arrazoado de fls. 307/337, interessado manifestou inconformidade, alegando em síntese que: Conforme o r. Despacho decisório recorrido trata-se o presente processo de Declarações de Compensação apresentadas em 2003. A recorrente teve ciência do r. Despacho decisório recorrido em 24/04/2009, ou seja, após ultrapassarem 5 (cinco) anos da entrega das declarações de compensação. Com o decurso de mais de 5 (cinco) anos entre o pedido de compensação e a manifestação formal da Fazenda Pública, com a ciência do contribuinte, ocorre a homologação tácita dos créditos tributários compensados, nos termos dos §§4° e 5° do art. 74, da Lei n° 9.430/96 ... ...Desta forma, deve ser considerada homologada parte das compensações tratadas no presente feito, com a conseqüente extinção dos débitos compensados. O principal argumento utilizado pela autoridade julgadora para não homologar as compensações é que a coisa julgada do MS 2001.51.10.001025-0, por ter — segundo o Fisco — atacado a IN/SRF 41/00, só teria produzido efeitos até 28/08/2002, isto em função da publicação em 29/08/2002 da MP 66/02, que alterou a redação do art. 74 da Lei 9.430/96 para permitir a compensação de crédito somente com débitos do próprio contribuinte. O MS 98.0016658-0 (Nitriflex) teve por objeto o reconhecimento do direito ao crédito de IN, no período de 08/1988 até 07/1998, decorrente da aquisição de insumos isentos, não tributados ou sujeitos à alíquota zero... ... a Nitriflex lançou mão de medida judicial para afastar a aplicação da IN/SRF 41/00 (que passou a proibir a cessão de crédito para terceiros não optantes do REFIS). Foi impetrado o MS 2001.51.10.001025-0 para se alcançar tal desiderato... Em 12/09/2003 transitou em julgado o v. acórdão proferido pelo E. TRF da 2' Regido que, convalidando a medida liminar deferida initio litis e concedendo a ordem, decidiu pela irretroatividade da legislação enteio limitadora do direito a plena disponibilidade do crédito (IN/SRF 41/00) para alcançar fatos consumados sob a égide de normas que o garantiam expressamente, a saber, art. 170 do CTN e arts. 73 e 74 da Lei n.° 9.430/96, regulamentados pela IN/SRF 21/97. Por fim, foi ajuizada pelo Fisco, em 15/04/2003, a ação rescisória 2003.02.01.005675-8 visando a desconstituição da coisa julgada produzida no MS 98.0016658-0. Embora o pedido tenha sido julgado parcialmente procedente pelo E. TRF da 2' Região, foram interpostos pela Nitriflex recursos pendentes de análise, e Fl. 838DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 6 da Resolução n.º 3001-000.406 - 3ª Sejul/1ª Turma Extraordinária Processo nº 10620.000130/2003-50 lido foi concedida tutela de urgência para suspender a execução da coisa julgada, que, por isto, continua produzindo efeitos. Desta forma, entende o interessado que a coisa julgada material impede a aplicação da Lei n' 10.637, de 2002, que limita a disponibilidade do crédito do IPI, porque, no caso, esse crédito foi reconhecido por decisão judicial transitada em julgado. Alega que a limitação legal apontada no despacho decisório só é aplicável aos créditos nascidos posteriormente à sua entrada em vigor, acrescentando que, admitir o contrário, resultaria no descumprimento de uma ordem judicial, no desrespeito A. coisa julgada material e aos princípios da não-cumulatividade do IPI e da irretroatividade das leis. Ressalta, a requerente, que também foi proposto o Mandado de Segurança n o 2001.51.10.001025-0, para impedir que a IN SRF n 41, de 2000, obstasse a livre disposição do crédito do IPI, conquistado, em juizo, pela Nitriflex S/A Indústria e Comércio. Diz ainda que, em 12 de setembro de 2003, transitou em julgado acórdão proferido pelo TRF da 2a Região, confirmando o direito de livre disposição do crédito decorrente da decisão judicial relativa ao processo n° 98.0016658-0. A reclamante se utilizou do principio constitucional que trata da irretroatividade da lei como base de argumentação a respaldar a não utilização, no caso concreto, da nova redação do art. 74 da Lei n° 9.430, de 1996, trazida pela Lei n° 10.637, de 2002, salientando trecho da ADI-MC 172, DJ 19/02/1993, p. 2.032, do Relator Min. Celso de Melo. Prossegue em seu documento asseverando que : Restou demonstrado ... que, por forgo do principio constitucional da irretroatividade das leis, a nova redação do art. 74 da Lei 9.430/96 (que passou a proibir a cessão de crédito para terceiros) só produz efeitos com relação a fatos geradores de créditos ocorridos posteriormente ã sua entrada em vigor (na pior das hipóteses em 29/08/2002, quando entrou em vigor a MP 66/02), pelo que não pode afetar o crédito de 1P1 compensado pela recorrente, eis que decorrente de fatos ocorridos entre 08/88 e 07/98. A reclamante transcreve ementa do EREsp 488.992/MG, DJ 07/06/2004, p. 156, cuja relatoria pertenceu ao Min. Teori Albino Zavascki : É inviável, na hipótese, apreciar o pedido ez luz do direito superveniente, porque os novos preceitos normativos, ao mesmo tempo em que ampliaram o rot das espécies tributárias compensáveis, condicionaram a realizacdo da compensação a outros requisitos, cuja existência não constou da causa de pedir e nem foi objeto de exame nas instâncias ordinárias. E segue : Noutro dizer, a E. Corte Superior, legitima interprete da legislação infraconstitucional, fixou o entendimento que o regime jurídico da compensação, em razão das sucessivas mudanças implementadas, fixa-se pela data do ajuizamento da ação. O MS 98.0016658-0 foi impetrado em 21/07/98), pelo que sujeita-se o crédito de IPI lá pleiteado ao regime jurídico de compensação vigente à época da impetração (seguindo o entendimento do E. STJ), qual seja aquele previsto no art. 170 do CTN e arts. 73 e 74 da Lei n° 9.430/96, regulamentados pela IN/SRF 21/97, que permitia a cessão do crédito para terceiro. Improspercivel ainda a argumentação da recorrida de que, com a sentença proferida na ação rescisória 2003.0.01.005675-8, teria sido constituído `novo crédito', o que Fl. 839DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 7 da Resolução n.º 3001-000.406 - 3ª Sejul/1ª Turma Extraordinária Processo nº 10620.000130/2003-50 daria azo ei aplicação da IN/SRF 517 Portanto, a inexistência de habilitação do crédito de IPI não é óbice para sua utilização, mostrando-se equivocada a r. decisão atacada. No que tange A ação rescisória a empresa, em sua peça de defesa, argumentou transcrevendo o artigo 489 do CPC e concluindo que "somente o deferimento de tutela de urgência" ou "o trânsito em julgado da decisão rescindente tem o condão de impedir o cumprimento da decisão rescindida". Pede a reforma da decisão com a conseqüente homologação das compensações e a extinção dos créditos tributários compensados. É o relatório. A DRJ em Juiz de Fora/MG julgou improcedente a manifestação de inconformidade, não homologando a compensação conforme Acórdão n o 09-24.496 a seguir transcrito: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS - IPI Período de apuração: 12/02/2003 a 25/03/2003 COMPENSAÇÃO. CRÉDITO DE TERCEIROS. HOMOLOGAÇÃO TÁCITA. INOCORRÊNCIA. TÍTULO JUDICIAL. INAPLICABILIDADE. 1.Ndo ocorre a homologação tácita em compensações baseadas em créditos de terceiros na vigência da Lei n° 10.637, de 2002. 2.As compensações declaradas a partir de 1' de outubro de 2002, de débitos do sujeito passivo com crédito de terceiros, esbarram em inequívoca disposição legal - MP n° 66, de 2002, convertida na Lei n° 10.637, de 2002 - impeditiva de compensações da espécie. É descabida a pretensão de legitimar compensações de débitos do requerente, com crédito de terceiros, declaradas após 12 de outubro de 2002, pretensão essa fundada em decisão judicial proferida anteriormente àquela data, que afastou a vedação, outrora existente, em instrução normativa. ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 12/02/2003 a 25/03/2003 PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS. DOUTRINA E JURISPRUDÊNCIA. 1.Não cabe apreciar questões relativas a ofensa a princípios constitucionais, tais como da legalidade, da não-cumulatividade ou da irretroatividade de lei competindo, no âmbito administrativo, tão somente aplicar o direito tributário positivado. 2.A doutrina trazida ao processo, não é texto normativo, não ensejando, pois, subordinação administrativa. 3.A jurisprudência administrativa e judicial colacionadas não possuem legalmente eficácia normativa, não se constituindo em normas gerais de direito tributário. Compensação não Homologada Inconformada com a decisão da DRJ, a Recorrente apresenta Recurso Voluntário contra a decisão de primeira instância apresentando, em síntese, os argumentos de: 1) ocorrência da homologação tácita, visto que não pode afastar a aplicação do art. 74, §5º da Lei n o 9.430/96; 2) ser regular a DCOMP apresentada em virtude do direito à disponibilidade do crédito ter sido reconhecido no Mandado de Segurança n o 98.0016658-0 bem como pelo afastamento da limitação imposta pela IN SRF n o 41/2000 através da decisão derivada do Mandado de Fl. 840DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 8 da Resolução n.º 3001-000.406 - 3ª Sejul/1ª Turma Extraordinária Processo nº 10620.000130/2003-50 Segurança n o 2001.51.10.001025-0. Afirmando, ainda neste tópico, que este último MS afastou a aplicação da citada IN utilizando-se o princípio da irretroatividade das leis de modo a não afetar fatos consumados. Com isso a nova redação do art. 74 da Lei no 9.430/96 não pode afetar créditos gerados antes de 01/10/2002, ou mesmo antes de 29/08/2002 (vigência da MP n o 66/02). Dando-se prosseguimento ao feito o presente processo foi objeto de sorteio e distribuição à minha relatoria. É o relatório. Voto Conselheiro Marcos Roberto da Silva, Relator. Da competência para julgamento do feito O presente colegiado é competente para apreciar o presente feito, em conformidade com o prescrito no artigo 23B do Anexo II da Portaria MF nº 343, de 2015, que aprova o Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais RICARF, com redação da Portaria MF nº 329, de 2017. Conhecimento O recurso voluntário atende aos requisitos de admissibilidade, portanto, dele tomo conhecimento. Da proposta de conversão do julgamento em diligência A discussão objeto da presente demanda versa sobre a possibilidade de compensação de débitos do Recorrente com créditos de terceiros derivados de ressarcimento de IPI (Nitriflex S/A Indústria e Comércio CNPJ 42.147496/0001-70), por meio do “Pedido de Compensação de Crédito com Débito de Terceiros” constante da e-fl. 8 e a seguir reproduzido. Fl. 841DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 9 da Resolução n.º 3001-000.406 - 3ª Sejul/1ª Turma Extraordinária Processo nº 10620.000130/2003-50 As questões postas à análise deste colegiado versam sobre dois pontos específicos, conforme já disposto no relatório acima: 1) da ocorrência da homologação tácita; 2) da regularidade do pedido de compensação em face das decisões judiciais. Inicialmente é relevante destacar que consta dos autos do presente processo que os créditos utilizados no pedido de compensação acima são oriundos da empresa Nitriflex (já identificada), obtidos através do Mandado de Segurança n o 98.0016658-0 que reconheceu o seu direito ao crédito presumido de IPI dos últimos 10 anos (decisão transitada em julgado em 18/04/2001). Por intermédio do Mandado de Segurança n o 2001.51.10.001025-0 a mesma Nitriflex requereu o afastamento dos efeitos da IN SRF n o 41/00, a qual vedava a utilização de crédito de terceiros em compensações tributárias. Por conseguinte, foi concedida decisão favorável autorizando a compensação de créditos de IPI com débitos de terceiros (trânsito em julgado em 12/09/2003). Consta ainda informação de que a Procuradoria da Fazenda Nacional ajuizou a Ação Rescisória n o 2198 (2003.02.01.005675-8) com vistas a desconstituir a sentença proferida no MS n o 98.0016658-0. Destaque-se que em consulta processual realizada no sítio da Seção Judiciária Federal do Rio de Janeiro, foi constatada ainda a existência da Ação Rescisória n o 2005.02.01.007187-2 impetrada em face do MS n o 2001.51.10.001025-0. Outro ponto identificado na consulta refere-se ao seguinte Despacho emanado da Exma. Juíza Federal Substituta Vanessa Simione Pinotti em 22/05/2020, abaixo reproduzido: JUSTIÇA FEDERAL SEÇÃO JUDICIÁRIA DO RIO DE JANEIRO 01ª Vara Federal de São João de Meriti Processo nº 0001025-18.2001.4.02.5110 (2001.51.10.001025-0) Fl. 842DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 10 da Resolução n.º 3001-000.406 - 3ª Sejul/1ª Turma Extraordinária Processo nº 10620.000130/2003-50 Autor: NITRIFLEX S.A. COM/ IND/. Réu: DELEGADO DA RECEITA FEDERAL DE NOVA IGUACU. Despacho Diante da pendência de julgamento de embargos de declaração opostos em face de acórdão proferido nos autos da Ação Rescisória de nº 0007187- 91.2005.4.02.0000 (2005.02.01.007187-2), mantenha-se o curso do Mandado de Segurança sobrestado, até que sobrevenha informação acerca do transito em julgado. P.R.I. São João de Meriti, 22 de maio de 2020. VANESSA SIMIONE PINOTTI Juíza Federal Substituta 01ª Vara Federal de São João de Meriti Diante desta constatação, entendo necessária para o deslinde da presente controvérsia a juntada das certidões de objeto e pé bem como da íntegra de todas decisões proferidas nos autos das seguintes ações judiciais: MS n o 98.0016658-0; MS n o 2001.51.10.001025-0; Ação Rescisória n o 2003.02.01.005675-8; Ação Rescisória n o 2005.02.01.007187-2. Aproveito também para determinar que a Recorrente aponte em quaisquer das decisões juntadas, caso exista, a determinação judicial na qual implique em afastamento da aplicação do disposto na nova redação do art. 74 da Lei n o 9.430/98, com alteração promovida pela MP n o 66/02 (convertida na Lei n o 10.637/02) para fins de homologação de pedido de compensação de débitos com créditos de terceiros (Nitriflex). Após a realização dos procedimentos acima, retorne-se os autos ao CARF para prosseguimento do julgamento. Para tanto, devem os presentes autos retornar para a DRF Nova Iguaçu/RJ, para atendimento da diligência. É como voto. (assinado digitalmente) Marcos Roberto da Silva Fl. 843DF CARF MF Documento nato-digital
score : 1.0
Numero do processo: 10880.925654/2009-80
Turma: Primeira Turma Extraordinária da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Sep 17 00:00:00 UTC 2020
Data da publicação: Thu Oct 01 00:00:00 UTC 2020
Numero da decisão: 3001-000.405
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência à Unidade de Origem, para que a autoridade competente proceda conforme disposto no voto do relator.
(documento assinado digitalmente)
Marcos Roberto da Silva Presidente e Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Marcos Roberto da Silva (Presidente), Luis Felipe de Barros Reche, Maria Eduarda Alencar Câmara Simões e Rodolfo Tsuboi.
Nome do relator: MARCOS ROBERTO DA SILVA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Wed Nov 16 17:28:19 UTC 2022
anomes_sessao_s : 202009
turma_s : Primeira Turma Extraordinária da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Thu Oct 01 00:00:00 UTC 2020
numero_processo_s : 10880.925654/2009-80
anomes_publicacao_s : 202010
conteudo_id_s : 6275604
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Oct 02 00:00:00 UTC 2020
numero_decisao_s : 3001-000.405
nome_arquivo_s : Decisao_10880925654200980.PDF
ano_publicacao_s : 2020
nome_relator_s : MARCOS ROBERTO DA SILVA
nome_arquivo_pdf_s : 10880925654200980_6275604.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência à Unidade de Origem, para que a autoridade competente proceda conforme disposto no voto do relator. (documento assinado digitalmente) Marcos Roberto da Silva Presidente e Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Marcos Roberto da Silva (Presidente), Luis Felipe de Barros Reche, Maria Eduarda Alencar Câmara Simões e Rodolfo Tsuboi.
dt_sessao_tdt : Thu Sep 17 00:00:00 UTC 2020
id : 8480926
ano_sessao_s : 2020
atualizado_anexos_dt : Fri Mar 24 22:31:14 UTC 2023
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1761290044662874112
conteudo_txt : Metadados => date: 2020-09-29T13:09:12Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.5; xmp:CreatorTool: Microsoft® Word 2010; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; language: pt-BR; dcterms:created: 2020-09-29T13:09:12Z; Last-Modified: 2020-09-29T13:09:12Z; dcterms:modified: 2020-09-29T13:09:12Z; dc:format: application/pdf; version=1.5; Last-Save-Date: 2020-09-29T13:09:12Z; pdf:docinfo:creator_tool: Microsoft® Word 2010; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2020-09-29T13:09:12Z; meta:save-date: 2020-09-29T13:09:12Z; pdf:encrypted: true; modified: 2020-09-29T13:09:12Z; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; dc:language: pt-BR; meta:creation-date: 2020-09-29T13:09:12Z; created: 2020-09-29T13:09:12Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; Creation-Date: 2020-09-29T13:09:12Z; pdf:charsPerPage: 1262; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; pdf:docinfo:created: 2020-09-29T13:09:12Z | Conteúdo => 00 SS33--TTEE0011 MMIINNIISSTTÉÉRRIIOO DDAA EECCOONNOOMMIIAA CCoonnsseellhhoo AAddmmiinniissttrraattiivvoo ddee RReeccuurrssooss FFiissccaaiiss PPrroocceessssoo nnºº 10880.925654/2009-80 RReeccuurrssoo Voluntário RReessoolluuççããoo nnºº 3001-000.405 – 3ª Seção de Julgamento / 1ª Turma Extraordinária SSeessssããoo ddee 17 de setembro de 2020 AAssssuunnttoo DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO RReeccoorrrreennttee CAMARGO CORREA DESENVOLVIMENTO IMOBILIÁRIO S/A IInntteerreessssaaddoo FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência à Unidade de Origem, para que a autoridade competente proceda conforme disposto no voto do relator. (documento assinado digitalmente) Marcos Roberto da Silva – Presidente e Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Marcos Roberto da Silva (Presidente), Luis Felipe de Barros Reche, Maria Eduarda Alencar Câmara Simões e Rodolfo Tsuboi. Relatório Por economia processual e por bem relatar a realidade dos fatos reproduzo o relatório da decisão de piso: RE SO LU Çà O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 08 80 .9 25 65 4/ 20 09 -8 0 Fl. 257DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 2 da Resolução n.º 3001-000.405 - 3ª Sejul/1ª Turma Extraordinária Processo nº 10880.925654/2009-80 Fl. 258DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 3 da Resolução n.º 3001-000.405 - 3ª Sejul/1ª Turma Extraordinária Processo nº 10880.925654/2009-80 A DRJ em São Paulo I/SP julgou improcedente a manifestação de inconformidade, não reconhecendo o direito creditório conforme Acórdão n o 16-31.787 a seguir transcrito: Fl. 259DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 4 da Resolução n.º 3001-000.405 - 3ª Sejul/1ª Turma Extraordinária Processo nº 10880.925654/2009-80 Inconformada com a decisão da DRJ, a Recorrente apresenta Recurso Voluntário contra a decisão de primeira instância apresentando, em síntese, os argumentos de que: 1) a DCTF Retificadora foi transmitida anteriormente ao pedido de compensação; 2) é desnecessária a comprovação dos motivos que alteraram a DCTF por meio de livros diário e razão; e 3) da necessidade de prevalência da verdade material sobre a formal. Dando-se prosseguimento ao feito o presente processo foi objeto de sorteio e distribuição à minha relatoria. É o relatório. Voto Conselheiro Marcos Roberto da Silva, Relator. Da competência para julgamento do feito O presente colegiado é competente para apreciar o presente feito, em conformidade com o prescrito no artigo 23B do Anexo II da Portaria MF nº 343, de 2015, que Fl. 260DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 5 da Resolução n.º 3001-000.405 - 3ª Sejul/1ª Turma Extraordinária Processo nº 10880.925654/2009-80 aprova o Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais RICARF, com redação da Portaria MF nº 329, de 2017. Conhecimento O recurso voluntário atende aos requisitos de admissibilidade, portanto, dele tomo conhecimento. Da proposta de conversão do julgamento em diligência A discussão objeto da presente demanda versa sobre declaração de compensação com suposto saldo credor de Contribuição para o PIS, tendo por base hipotético pagamento indevido ou a maior, por meio da PER/DCOMP nº 34452.41297.120809.1.3.04-8440. O acórdão recorrido jugou improcedente a manifestação de conformidade da Recorrente sob o fundamento de que deveria ter demonstrado por documentação hábil e idônea (escrituração contábil/fiscal) a efetiva natureza da operação, a ocorrência do fato gerador, a base de cálculo e alíquota aplicável com vistas a verificar a existência do valor do indébito tributário. A Recorrente afirma, conforme já descrito no relatório acima, que a DCTF Retificadora (28/07/2009) foi transmitida anteriormente ao pedido de compensação (12/08/2009). Neste processo a Recorrente apresenta tão somente os argumentos da desnecessidade de comprovação dos motivos que alteraram a primeira DCTF e da prevalência da verdade material sobre a verdade formal. Via de regra este relator exige a apresentação da escrita contábil/fiscal para comprovação das retificações procedidas em DCTF conforme exigido pela decisão recorrida. Contudo, tendo em vista que o presente processo está sendo julgado conjuntamente com os processos n os 10880.6921752009-71, 10880.6921742009-27 e 10880.6921762009-16 nos quais se encontram juntados um termo de verificação fiscal em que se constata a existência de um procedimento de fiscalização no qual foram apurados valores devidos das contribuições para o PIS e da COFINS obtidos através de análise, dentre outros, de livros comerciais e fiscais. Destacando-se, ainda, que os valores coincidem com aqueles informados em DACON e constantes da PER/DCOMP, me leva a crer pela existência de um fumus boni iuris a favor da recorrente e decidir por baixar o processo em diligência com vistas a confirmar as alegações apresentadas em sede de Recurso Voluntário. Diante do exposto, voto no sentido de baixar o processo em diligência para que se proceda o seguinte: 1) Informe os valores das contribuições apuradas por ocasião do procedimento fiscal que ocasionou a lavratura do auto de infração relacionado ao Termo de Verificação Fiscal juntado pela recorrente no processo n o 10880.692176/2009-16. Fl. 261DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 6 da Resolução n.º 3001-000.405 - 3ª Sejul/1ª Turma Extraordinária Processo nº 10880.925654/2009-80 2) Juntar cópia do auto de infração citado no item 1, indicando o número do PAF no qual foi formalizado; 3) Verificar a procedência dos créditos relacionados à apuração das Contribuições para o PIS/COFINS indicada em seu Recurso Voluntário com a apuração constante do auto de infração citado no item 1; 4) Caso entenda necessário, intimar o sujeito passivo a apresentar novos elementos que jugar relevantes; 5) Elaborar relatório conclusivo e circunstanciado sobre os procedimentos adotados; 6) Dar ciência do relatório à recorrente concedendo-lhe prazo de 30 dias para, querendo, manifestar-se. Após a realização dos procedimentos acima, retorne-se os autos ao CARF para prosseguimento do julgamento. Para tanto, devem os presentes autos retornar para a DERAT São Paulo/SP, para atendimento da diligência. É como voto. (assinado digitalmente) Marcos Roberto da Silva Fl. 262DF CARF MF Documento nato-digital
score : 1.0
Numero do processo: 18471.000230/2006-91
Turma: Segunda Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Oct 25 00:00:00 UTC 2011
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2002, 2003
Ementa:
DEDUÇÃO DE DESPESAS MÉDICAS.
São dedutíveis apenas as despesas médicas relativas ao contribuinte e seus dependentes.
DESPESAS MÉDICAS EM ESTABELECIMENTO GERIÁTRICO. NECESSIDADE DE PROVA DE SUA EQUIPARAÇÃO OU QUALIFICAÇÃO DE HOSPITAL
As despesas de internação em casa geriátrica somente são dedutíveis a título de hospitalização se o referido estabelecimento for qualificado como hospital, nos termos da legislação específica. A classe de atividade descrita no CNPJ
da pessoa jurídica aos quais os pagamentos foram feitos é incompatível com tal qualificação.
DEPÓSITOS BANCÁRIOS. OMISSÃO DE RENDIMENTOS.
Caracterizam omissão de rendimentos os valores creditados em conta de depósito mantida junto à instituição financeira, quando o contribuinte, regularmente intimado, não comprova, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações.
TAXA SELIC
Súmula CARF nº 4: A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais.
Recurso negado.
Numero da decisão: 2802-001.102
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, NEGAR
PROVIMENTO ao recurso nos termos do voto do relator.
Matéria: IRPF- ação fiscal - Dep.Bancario de origem não justificada
Nome do relator: CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : IRPF- ação fiscal - Dep.Bancario de origem não justificada
dt_index_tdt : Sat Nov 26 09:00:15 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201110
ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2002, 2003 Ementa: DEDUÇÃO DE DESPESAS MÉDICAS. São dedutíveis apenas as despesas médicas relativas ao contribuinte e seus dependentes. DESPESAS MÉDICAS EM ESTABELECIMENTO GERIÁTRICO. NECESSIDADE DE PROVA DE SUA EQUIPARAÇÃO OU QUALIFICAÇÃO DE HOSPITAL As despesas de internação em casa geriátrica somente são dedutíveis a título de hospitalização se o referido estabelecimento for qualificado como hospital, nos termos da legislação específica. A classe de atividade descrita no CNPJ da pessoa jurídica aos quais os pagamentos foram feitos é incompatível com tal qualificação. DEPÓSITOS BANCÁRIOS. OMISSÃO DE RENDIMENTOS. Caracterizam omissão de rendimentos os valores creditados em conta de depósito mantida junto à instituição financeira, quando o contribuinte, regularmente intimado, não comprova, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações. TAXA SELIC Súmula CARF nº 4: A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais. Recurso negado.
turma_s : Segunda Turma Especial da Segunda Seção
numero_processo_s : 18471.000230/2006-91
conteudo_id_s : 5252908
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Nov 25 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 2802-001.102
nome_arquivo_s : Decisao_18471000230200691.pdf
nome_relator_s : CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO
nome_arquivo_pdf_s : 18471000230200691_5252908.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, NEGAR PROVIMENTO ao recurso nos termos do voto do relator.
dt_sessao_tdt : Tue Oct 25 00:00:00 UTC 2011
id : 4876941
ano_sessao_s : 2011
atualizado_anexos_dt : Fri Mar 24 22:31:04 UTC 2023
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1761290044666019840
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2002; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2TE02 Fl. 232 1 231 S2TE02 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 18471.000230/200691 Recurso nº 510.365 Voluntário Acórdão nº 280201.102 – 2ª Turma Especial Sessão de 25 de outubro de 2011 Matéria IRPF Recorrente JOSÉ GUILHERME GODINHO FERREIRA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2002, 2003 Ementa: DEDUÇÃO DE DESPESAS MÉDICAS. São dedutíveis apenas as despesas médicas relativas ao contribuinte e seus dependentes, . DESPESAS MÉDICAS EM ESTABELECIMENTO GERIÁTRICO. NECESSIDADE DE PROVA DE SUA EQUIPARAÇÃO OU QUALIFICAÇÃO DE HOSPITAL As despesas de internação em casa geriátrica somente são dedutíveis a título de hospitalização se o referido estabelecimento for qualificado como hospital, nos termos da legislação específica. A classe de atividade descrita no CNPJ da pessoa jurídica aos quais os pagamentos foram feitos é incompatível com tal qualificação. DEPÓSITOS BANCÁRIOS. OMISSÃO DE RENDIMENTOS. Caracterizam omissão de rendimentos os valores creditados em conta de depósito mantida junto à instituição financeira, quando o contribuinte, regularmente intimado, não comprova, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações. TAXA SELIC Súmula CARF nº 4: A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais. Recurso negado. Fl. 250DF CARF MF Impresso em 06/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/05/2012 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 29/ 05/2012 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 28/06/2012 por JORGE CLAUDIO DUART E CARDOSO 2 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, NEGAR PROVIMENTO ao recurso nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Jorge Cláudio Duarte Cardoso Presidente. (assinado digitalmente) Carlos André Ribas de Mello Relator. EDITADO EM: 29/05/2012 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carlos André Ribas de Mello, Lúcia Reiko Sakae, Sidney Ferro Barros, Dayse Fernandes Leite, German Alejandro San Martin Fernandez e Jorge Cláudio Duarte Cardoso (presidente). Relatório Tratase de Auto de Infração de fls. 178/188, oriundos da inexatidão do IRPF dos anoscalendário 2001e 2002, exercícios 2002 e 2003, que somados chegam a R$ 175.131,55, cuja ação fiscal começou a fluir através do recebimento, pelo contribuinte, do Termo de Fiscalização (fl. 14), o qual intimou o mesmo a apresentar os respectivos esclarecimentos e documentos conforme arrolados no referido termo, o que fora feito pelo sujeito passivo, dandose origem ao resultado constante no Termo de Verificação Fiscal (fls. 172/177). Do acesso as informações e documentos prestados pelo contribuinte ao longo do processo administrativo, a Autoridade Fiscal deduziu que ocorreram ilícitos nos anos calendários em questão de (i) acréscimo patrimonial a descoberto; (ii) dedução indevida de despesas médicas; (iii) dedução indevida de pensão judicial; (iv) compensação indevida de imposto de renda retido na fonte; e (v) de depósito bancário de origem não comprovada. O contribuinte, cientificado pessoalmente do lançamento (fl. 178), protocolizou, tempestivamente, impugnação ao supramencionado ato da Autoridade Fiscal (fl. 192/199), aduzindo, sumariamente: (i) a nulidade do Auto de Infração por ter sido lavrado por auditor incompetente; (ii) a licitude das deduções que executou a título de despesas médicas, reconhecendo que equivocouse ao pagar indevidamente certa quantia à Santa Casa de Misericórdia; (iii) que os depósitos ocorridos no Unibanco no ano calendário 2001 foram feitos de conta corrente que mantinha com seu filho no BANERJ para a quitação de empréstimos, bem como que os cheques do ano calendário 2002 também foram depositados para pagar empréstimos; (iv) inocorrência de acréscimo patrimonial a descoberto por não ter sido adquirido patrimônio algum, alegando, ainda, ter incidido duplicidade de tributação neste sentido; (v) que bitributação relacionada à pensão judicial, visto que a beneficiária já recolheu o que era devido sob esta rubrica; (vi) que os valores declarados no IRPF estão em consonância com a legislação e que não pode ser penalizado acaso sejam apurados erros ocasionados pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro e da Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, Fl. 251DF CARF MF Impresso em 06/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/05/2012 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 29/ 05/2012 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 28/06/2012 por JORGE CLAUDIO DUART E CARDOSO Processo nº 18471.000230/200691 Acórdão n.º 280201.102 S2TE02 Fl. 233 3 quando da emissão do comprovante de rendimentos; e (vii) a taxa SELIC não pode ser utilizada como taxa de juros moratórios incidentes sobre débitos de natureza fiscal. Ato contínuo, os autos do processo fiscal foram remetidos a 1ª Turma da DRJ/RJOII, que em sessão realizada no dia 23/06/2009, em Acórdão de n.º 1325.405, julgou procedente em parte o lançamento, fundamentando, em síntese, que: (i) não houve irregularidade no Auto de Infração sob o argumento de incompetência do servidor autuante; (ii) não prosperam as deduções relativas às despesas médicas, já que o contribuinte não declarou ter dependente(s) nos exercícios 2002 e 2003, além do mesmo não ter demonstrado que o estabelecimento onde foi realizada a internação de sua irmã tem caráter hospitalar segundo à legislação; (iii) a glosa concernente às despesas com a Golden Cross deve ser mantida em virtude da não localização dos recibos nos autos; (iv) devese manter a glosa sobre as pensões alimentícias que ultrapassaram o montante fixado em decisão judicial, permitindose a sua dedução nos demais casos; (v) não houve discrepância entre os rendimentos tributáveis e o IRRF declarado pelo contribuinte e as suas fontes pagadoras; (vi) a origem de determinados depósitos feitos em cheques foram comprovadas pelo contribuinte, restando incabível o lançamento neste ponto e correto nos casos em que não houve comprovação idônea ou ausência da mesma, como foi o caso daqueles efetuados em espécie; (vii) não ocorreu bitributação concernente ao acréscimo patrimonial a descoberto, eis que a tributação decorreu de fatos geradores distintos; e (viii) é pertinente a aplicação da taxa Selic em percentual diverso do fixado na legislação (§ 1º, do Artigo 161). Regularmente intimado da decisão supra, conforme fl. 246, o Recorrente, tempestivamente, interpôs recurso voluntário às fls. 227/230, pleiteando a reforma do decisum no que tange à tributação de despesas com a Golden Cross por não terem sido localizados os respectivos recibos nos autos do processo, protestando, ainda, pela juntada e análise posterior dos mesmos, reforçando os argumentos quanto à natureza hospitalar do estabelecimento onde a sua irmã ficou internada e da impertinência da tributação sobre os depósitos decorrentes de empréstimos pagos ao seu filho, referindose ao fundamentos da Impugnação para impugnar a exigência da taxa SELIC. É o relatório. Voto Conselheiro Carlos André Ribas de Mello, Relator. O recurso é tempestivo, e dele tomo conhecimento. Em verdade, as alegações do Recorrente são bastante objetivas e pontuais, resumindose em uma reiteração da irresignação trazida com a Impugnação. Neste sentido, cumpre informar que a glosa das despesas médicas deveuse ao fato de as mesmas não terem sido realizadas com dependente, para fins de Imposto de Renda, de ausência de comprovação e de terem sido realizadas com estabelecimento não equiparado a hospital, nos termos da legislação de regência.a Sra. Elizabeth Godinho Ferreira não foi indicada como dependente, e o estabelecimento Vovó House Hotel Geriátrico possui como atividade indicada em seu CNPJ atividades de atenção a saúde humana que se Fl. 252DF CARF MF Impresso em 06/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/05/2012 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 29/ 05/2012 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 28/06/2012 por JORGE CLAUDIO DUART E CARDOSO 4 consubstanciam, em sua totalidade, segundo pesquisa realizada no sítio www.cnae.ibge.gov.br, terapias auxiliares, que podem ser inclusive desenvolvidas por pessoas sem formação médica. No que se refere às despesas com o plano de saúde Golden Cross, não há nos autos nenhum elemento de prova no sentido de sua efetivação, razão pela qual, inobstante o Recorrente ter afirmado e indicado sua juntada, não podem ser aceitas. Já em relação aos depósitos bancários, o Recorrente não logrou comprovar sua origem, e bem se verifica no demonstrativo do Acréscimo Patrimonial a Descoberto que os depósitos tributados com base no art. 42 foram considerados como origens de recursos. Isto posto, conheço do recurso e voto no sentido de lhe negar provimento. (assinado digitalmente) Carlos André Ribas de Mello Fl. 253DF CARF MF Impresso em 06/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/05/2012 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 29/ 05/2012 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 28/06/2012 por JORGE CLAUDIO DUART E CARDOSO
score : 1.0
Numero do processo: 37311.000957/2005-75
Turma: 2ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 2ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Tue Nov 20 00:00:00 UTC 2007
Ementa: Contribuições Sociais Previdencidrias
Período de apuração: 01/04/1996 a 30/08/1998
Ementa: PREVIDENCIARIO — CUSTEIO — DECADÊNCIA RESPONSABILIDADE
SOLIDARIA NA CONSTRUÇÃO CIVIL — LANÇAMENTO ARBITRADO.
A Previdência Social possui o prazo de dez anos para constituir seus créditos.
Impossibilidade de apreciação de inconstitucionalidade de dispositivo legal no âmbito administrativo.
Para que o crédito tributário seja constituído com base na responsabilidade solidária e seu valor aferido em 40% do salário de contribuição contido cm nota fiscal de serviço/fatura, é necessário que o fundamento legal que autoriza o arbitramento por aferição indireta esteja devidamente assinalado no relatório de Fundamentos Legais do Débito.
Processo Anulado.
Numero da decisão: 206-00.106
Decisão: ACORDAM os Membros da SEXTA CÂMARA do SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos anulou-se a NFLD, por vicio formal.
Nome do relator: BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Feb 25 09:00:02 UTC 2023
anomes_sessao_s : 200711
camara_s : 2ª SEÇÃO
ementa_s : Contribuições Sociais Previdencidrias Período de apuração: 01/04/1996 a 30/08/1998 Ementa: PREVIDENCIARIO — CUSTEIO — DECADÊNCIA RESPONSABILIDADE SOLIDARIA NA CONSTRUÇÃO CIVIL — LANÇAMENTO ARBITRADO. A Previdência Social possui o prazo de dez anos para constituir seus créditos. Impossibilidade de apreciação de inconstitucionalidade de dispositivo legal no âmbito administrativo. Para que o crédito tributário seja constituído com base na responsabilidade solidária e seu valor aferido em 40% do salário de contribuição contido cm nota fiscal de serviço/fatura, é necessário que o fundamento legal que autoriza o arbitramento por aferição indireta esteja devidamente assinalado no relatório de Fundamentos Legais do Débito. Processo Anulado.
turma_s : 2ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
numero_processo_s : 37311.000957/2005-75
conteudo_id_s : 5285948
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Feb 22 00:00:00 UTC 2023
numero_decisao_s : 206-00.106
nome_arquivo_s : Decisao_37311000957200575.pdf
nome_relator_s : BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS
nome_arquivo_pdf_s : 37311000957200575_5285948.pdf
secao_s : Câmara Superior de Recursos Fiscais
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os Membros da SEXTA CÂMARA do SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos anulou-se a NFLD, por vicio formal.
dt_sessao_tdt : Tue Nov 20 00:00:00 UTC 2007
id : 5034660
ano_sessao_s : 2007
atualizado_anexos_dt : Fri Mar 24 22:31:05 UTC 2023
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1761290044668116992
conteudo_txt : Metadados => date: 2013-08-27T19:34:22Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 4; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2013-08-27T19:34:22Z; Last-Modified: 2013-08-27T19:34:22Z; dcterms:modified: 2013-08-27T19:34:22Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:57cd421f-d4fc-419e-97f8-278361e0f9ed; Last-Save-Date: 2013-08-27T19:34:22Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2013-08-27T19:34:22Z; meta:save-date: 2013-08-27T19:34:22Z; pdf:encrypted: false; modified: 2013-08-27T19:34:22Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2013-08-27T19:34:22Z; created: 2013-08-27T19:34:22Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 8; Creation-Date: 2013-08-27T19:34:22Z; pdf:charsPerPage: 1216; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2013-08-27T19:34:22Z | Conteúdo => DI MF H. 126 CCO2/C06 Fls. 118 Jb MINISTÉRIO DA FAZENDA SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SEXTA &MARA Processo no Recurso n' Mat ia Acórdão n° Sessão de Recorrente Recorrida 37311.000957/2005-75 141.931 Voluntário RESPONSABILIDADE SOLIDARIA - CONSTRUÇÃO CIVIL 206-00.106 20 de novernbro de 2007 ROCA BRASIL LTDA SECRETARIA DA RECEITA PREVIDENCIARIA Assunto: Contribuições Sociais Previdencidrias Período de apuração: 01/04/1996 a 30/08/1998 Ementa: PREVIDENCIARIO — CUSTEIO — DECADÊNCIA RESPONSABILIDADE SOLIDARIA NA CONSTRUÇÃO CIVIL — LANÇAMENTO ARBITRADO. A Previdência Social possui o prazo de dez anos para constituir seus créditos. Impossibilidade de apreciação de inconstitucionalidade de dispositivo legal no âmbito administrativo. Para que o crédito tributário seja constituído com base na responsabilidade solidária e seu valor aferido em 40% do salário de contribuição contido cm nota fiscal de serviço/fatura, é necessário que o fundamento legal que autoriza o arbitramento por aferição indireta esteja devidamente assinalado no relatório de Fundamentos Legais do Débito. Processo Anulado. Vistos, relatados e diseutidos os presentes autos. 1:07 Y.AFA tviAL"ALE_N", DF `..\14' N417 Processo n.° 37311.000957/2005-75 Acórdão n.° 206-00.106 ACORDAM os Membros da SEXTA CÂMARA do SEGUNDO CONSEL DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos anulou-se a NFLD, por vicio formal. ELIAS SAMPAIO FREIRE Presidente DC: • BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS Relatora Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Ana Maria Bandeira, Rogério de Lellis Pinto, Daniel Ayres Kalume Reis, Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Cleusa Vieira de SOuza e Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira. IrrIpesso eni 27/01312013 or MARIA MADAt FI\14. SILVA ; • DF MF Processo n.° 37311.000957/2005-75 Acórdão n.° 206-00.106 Relatório Trata-se de crédito previdencidrio lançado contra a empresa acima identific da, referente as contribuições devidas à Seguridade Social, correspondentes à contribuição OS empregados, A da empresa e A destinada ao financiamento dos benefícios decorrentes dos ris os ambientais do trabalho. Segundo consta do Relatório de Auditoria Fiscal (fls. 15 a 17), a notificada oi contratante da empresa NASSOLI ENGENHARIA E CONTRUÇÃO LTDA para execução e serviços de obra de construção civil, sendo, portanto, responsável solidária pelas contribuiç es sobre as remunerações pagas aos segurados empregados da prestadora, nas competênc s 04/96, 06/96 e 08/98. A eimpresa notificada impugnou o débito (fls. 26 a 37) alegando, em sinte cerceamento de defesa por falta de tempo hábil para elaboração da defesa, decadência o débito, aplicabilidade do beneficio de ordem na responsabilidade solidária até 06/97 e necessidade de coMprovação da existência de débito contra o obrigado principal a partir e 06/97. A empresa contratada, cientificada do lançamento em 09/09/2004, nã apresentou defesa. 1 Tendo sido constatado que o fiscal notificante fundamentou a solidariedade do sujeitos passivos no art. 31, da Lei 8.212/91, quando o correto para o serviço prestado na ire de construção civil '6 o inciso VI, do art. 30, do mesmo diploma legal, o processo foi baixad em diligência para a emissão de Relatório Fiscal Complementar (fl. 63) com a informação d fundamento da solidariedade tributária. Cientificadas do Relatório Complementar de Auditoria Fiscal, a empres prestadora não se manifestou e a notificada se reportou à impugnação (fl. 65), requerendo que sejam reputadas plenamente contestadas as exigências em questão. - 1 - . A Secretaria da Receita Frevidenciaria, por meio da Decisão-Notificação no 21.426.4/0010/2005, Ijulgou a Notificação Fiscal de Lançamento de Débito - NFLD procedente, esclarecendo que o prazo legal concedido para a apresentação de defesa é aplicável a todos os contribuintes e não viola o direito à ampla defesa, e salientando que o art. 32 da Portaria 357/2002 veda expreisamente a concessão de prazo maior. Defende o prazo dccadencial do art. 45 da Lei 8.212/91 e a legalidade no procedimento adotad io pela fiscalização; uma vez que a recorrente não apresentou nenhum documento previsto na legislação como necessário à elisão da responsabilidade solidária e informa que o débito foi arbitrado por inexistirem documentos na defendente que comprovassem inequiVocadamente a mão-de-obra utilizada pela empresa contratada. , Observa que, apesar de a Lei 8.212/91, em sua redação original, não fazer referência à beneficio Ido ordem, o CTN sempre vedou tal beneficio no parágrafo único do art. 124, não trazendo a Lei 9.528/97 qualquer alteração -a respeito. 2013 por MARIA MADALENA -SP/A ' .C- 1 nip esso em 27/0E DF CARF 7:VIF Processo n.° 37311.000957/2005-75 Acórdão n.° 206-00.106 FL 129 Inconformada com a decisão, a notificada apresentou recurso tempesti fls. 77 a 81), repetinde as alegações já apresentadas na impugnação. i , Preliminarmente, reitera que o curto espaço de tempo de que dispõe a recorrente 1 para rever todo o trabalho do fiscal, desenvolvido em quase 10 meses na empresa, configura \ verdadeiro cerceamento do direito da ampla defesa e insiste na decadência do débito, I argumentando que a ; Lei 8.212/91 é incompetente para regular o prazo decadencial das I contribuições previdericiárias, pois tal matéria é reservada exclusivamente A lei complementar, ' send° o art. 45 da Lei 8.212/91 inconstitucional. . Ainda em preliminar, inova ao ressaltar que o fiscal responsável pela lavratura da NFLD sequer invocou o fundamento legal para sustentar o método da aferição indireta, o que, por si só, enseja a4iulidade da autuação, for falta de fundamentação legal, nos termos da legislação em vigor na data do lançamento. , , Entende que a autoridade administrativa deve se pautar pelo principio da busca da verdade material ou I princípio do dever de investigação, e que deveria ter sido realizada diligência na prestadora 'a fim de se apurar a verdade dos fatos e verificar se ocorreu ou não o *olhimento das Contribuições ora em debate e reafirma o entendimento de que a aplicação da responsabilidade solidária pressupõe o prévio conhecimento do débito e a comprovação de sua falta de recolhimento perante o devedor original. \, Insiste que.o procedimento adotado pela fiscalização vai de encontro ao próprio objetivo do instituto da solidariedade, urna vez que, ao não fiscalizar o devedor original e não exigir dele a apresentação dos documentos necessários, a fiscalização, além de não ter condições de comprovar oeventual débito e realizar sua cobrança, também acaba prejudicando a empresa tomadora dos serviços, que não tem como coagir a prestadora a lhe fornecer os documentos requisitados pela fiscalização. ' A empresa contratada não apresentou recurso ao CRPS. ! , 1 Em Contra-Razões As fls 94 a 99, a Secretaria da Receita Previdenciária manteve a procedência do lançamento. , ! 1 1 . Em Decisório proferido pela 2a CAJ do CRPS (fls. 100 a 102), o processo foi convertido em diligencia para a juntada dos MPF's complementares e a recorrente, cientificada do r4ultado da diligência, s'e manifestou alegando que a ciência do MPF-C no 2 ocorreu em data posterior .ao prazo previsto no MPF-C n° 1, o que retira a legitimidade da NFLD, uma vez que ol fisco pretendeu estender seus trabalhos em momento em que a fiscalização já estava extinta por decurso de prazo. ! I 1 ( i • , 1 , Em contra-razões, a SRP esclarece que o MPF-C foi emitido dentro do prazo de validade do 'MPF-C n° 1, sendo qiie apenas sua ciência pelo contribuinte ocorreu após o término da vigência do MPF• anterior. Assim, conclui que, não sendo o MPF-C n° 2 nulo, também não os são os atos fiscais realizados após sua emissão. I 1 "--1 ; t o relatório. 1 ■ 1 ( r reSso em 27/03 12013 por ki/RIA IviADALENA,SILVA DF CARF IMF Fl. 130 Proi:esso n.° 37311.000957/2005-75 Acórdão n.° 206-00.106 Voto Conselheira 13ERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, Relatora 0 recurso é tempestivo e a recorrente efetuou o depósito recursal (fl. 91). Preliminarmente, a recorrente alega cerceamento de defesa por não ter sido concedido prazo suficiente ilara elaboração da impugnação, argumentando que se houvesse tempo hábil estaria em condições de demonstrar cabalmente a inexistência de cada uma das supostas diferenças. Todavia,lverifica-se dos autos que a notificação se deu em 08/10/2003 e a cientificação da DN em 24/01/2005. Ou seja, decorridos mais de um ano da lavratura da NFLD, a recorrente não apresentou documentos ou provas capazes de "demonstrar cabalmente a inexistência das supostas diferenças". Portanto, não hi que se falar em cerceamento de defesa, \já que a recorrente poderia ter trazido a documentação aos autos para fazer prova de suas argumentações. Ademais, não há previsão legal para prorrogação do prazo de apresentação de defesa. , Em relação à preliminar de decadência, sob o argumento de que o art. 45 da Lei 8.212/91, é inconstitucional, vale ressaltar que, além de o Regimento Interno dos Conselhos de Contribnintes, aprovado pela Portaria MF n° 147/2007, vedar aos Conselhos de Contribuintes afastar aPlicação de lei ou decreto sob fundamento de inconstitucionalidade, conforme disposto em seu lart. 49, o Conselho Pleno, no exercício de sua competência, uniformizou a jurisprudência administrativa sobre a matéria, nos termos do art. 19 do referido Regimento Interno, per meio do Enunciado 02/2007, transcrito a seguir: "0 Segundo Conse'llio de Contribuintes não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de legislação tributciria." \ Portanto, a preliminar de decadência restou prejudicada. 1 Ainda em preliminar, a i notificada ressaltar que o fiscal responsável pela lavratura da NFLD deixou de invocar o i fundamento legal que sustenta o método da aferição • \ indireta, o dire, por si só, enseja a nulidade da autuação, for falta de fundamentação legal, nos \ termos da legislação em vigor na data do lançamento. 1 \. \ De fato, da analise \ dos Relatórios que compõem a NFLD, verifica-se total omissão do dispositivo legal . que aMPara o procedimento de aferição indireta das contribuições \ . previdenciárias, contrariando, dess a . forma, o disposto no inciso III, do art. 11, do Decreto n° \ 70.235/72, (pie regula os procedimentos administrativos tributários em âmbito Federal. , \ ' 1 A fundamentação legal e fática do arbitramento deve constar dos relatórios que integram a Notificação, a fim de que o contribuinte tenha conhecimento do procedimento adotado pela fiscalização para apuração do crédito contra ele constituído, podendo, assim, se defender regularmente, sob Pena derCerceamentb do direito de defesa. Ademais, no processo administrativo, VerifiCa- sé não só a regularidade Material do crédito, como também a formal. :t, i \ Irrni -sso \ .n127/0312013 por MARIA MADALENA SILVA 1 DF CAi2F MF Processo n.° 37311.000957/2005-75 Acórdão n.° 206-00.106 O procedimento administrativo de lançamento que não observar o dispo to acima estará eivado de nulidade por cerceamento de defesa. 'Dessa forma, como ato administrativo, o lançamento deve expor os fundament i's de fato e de direito nos quais se baseia, afim de que o particular possa exercer seu direito ampla defesa e ao Contraditório em sua plenitude. Assim, ao promover o lançamento, o fiscal notificante deveria ter feito constar fundamento de direito que autoriza o procedimento de aferição indireta das contribuiçõe plevidencidrias. A Omissão relatada viciou todo o lançamento, impondo sua nulidade. Portanto, acolho a preliminar de nulidade por ausência de fundamento legal do arbitramento. No mérito, recorrente entende que o INSS deveria inicialmente fiscalizar a . prestadora de serviçOs e, se constatada irregularidade ou o não recolhimento de contribuição, \ providenciar o respectivo lançamento. i Porém,', a recorrente, corno contratante de obra de construção civil, responde \ solidariamente pelas \ contribuições previdencidrias com a empresa executora da obra. \ Responsabilidade Solidária é a obrigação legalmente imposta ao contratante de obra de responder pelo recolhimento das contribuições previdencidrias, isoladamente ou em conjunto \ com o contratado. "0 art. 30, inciso VI, da Lei 8.212/91, assim determina: Art. 30 (..:). VI -o proprietário, o incorporador definido na Lei n° 4.591, de 16 de dezembro 1 de 1964, o dono da obra ou condômino da unidade imobiliária, qualquer que seja a forma de contratação da construção, reforma oil acréscimo, são solidários com o construtor, e estes com a subemprelteira,' pelo cumprimento das obrigações para corn a Seguridade Social, ressalvado o seu direito regressivo contra o executor oü. contratante da obra e admitida a retenção de importância a este devida para garantia do cumprimento dessas obrigações, não se aplicando, ern qualquer hipótese, o beneficio de ordem; (Redação dada pela Lei 9.528, de 10/12/97)" 1 0 RegUlamentó da Previdência Social, aprovado pelo Decreto 3.048/99, dispõe: "Art.220. 0 proprietário, o incorporador definido na Lei n° 4.591, de 1964, o dono da obra ou condômino da unidade imobiliária cuja contratação da construção, reforma ou acréscimo não envolva cessão .de são solidários com o construtor, e este e .aqueles com a subempreitOra, pelo cumprimento das obrigações para com a seguridade social, ressalvado o seu direito regressivo contra o executor ou contratante da obra e admitida a retenção de importância a este devida Para garantia do cumprimento dessas obrigações, não se aplicando, em qualquer hipótese, o beneficio de ordem. 1 i 1 Impresso em 27/08/2013 po 1MARIA MADALENA-SILVA . 1 DF CARF MF Fl. 132 Processo n.° 37311.000957/2005-75 Acórdão n.° 206-00.106 CCO2/C06 Fls. It4j0 § 1" Não se considera cessão de mão-de-obra, para os fins deste artigo, a contratação de construção civil em que a empresa construtora asswna u responsabilidade direta e total pela obra ou repasse o contra to integralmente. I § 2° 0 executar da obra deverá elaborar, distintamente para cada estabelecimento i ou obra de construção civil da empresa contratante, folha de pagamento, Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações a Previdência Social e Guia da Previdência Social, cujas cópias deverão ser exigidas pela empresa contratante quando da quitação da nota fiscal ou fatura, juntamente com o comprovante de entrega daquela Guia." (g.n). Dessa forma, alnotificada tinha a obrigação legal de exigir da prestadora cópia dos documentos acima relacionados, quando da quitação da nota fiscal, não sendo necessário o compai'ecimento do fiscal na 'empresa contratada para "apurar a veracidade dos fatos", como quer a recorrente. ! A legislação diSpõe sobre os requisitos a serem cumpridos para a disk) da responsábilidade solidária, conforme o art. 220 acima, § 3°: "k* 3°A responsabilidade solidária de que trata o caput será elidida: I - pela comprovação, na forma do parágrafo anterior, do recolhimento das contribuições incidentes sobre a remuneração dos segurados, incluída em nota fiscal ou fatura correspondente aos serviços executados, quando corroborada por escrituração contábil; e II - pela comprovação do recolhimento das contribuições incidentes sobre a remuneração dos segurados, aferidas indiretamente nos termos, forma e percentuais previstos pelo Instituto Nacional do Seguro III - pela comproVação do recolhimento da retenção permitida no caput deste artigo,. efetivada nos termos do art. 219. (Inciso acrescentado pelo Decreto n°4.032, de 26/11/2001)". As normas que tratam da elisão da responsabilidade solidária referente ao período do débito são a OS 51/92 e 4 OS 1NSS/D_ARF,n° 165, de 11/07/97. ; Da mesma forma, não procede a afirmação de que a recorrente "não tem como coagir a prestadora a lhe fornecer ,os documentos requisitados pela fiscalização" Como já amplamente demonstrado acima, a ,lei permite que a contratante se elida da obrigação legal imposta aid contratante de obra de responder pelo recolhimento das contribuições previdenciárias, isoladamente ou em conjunto com o contratado. E uma forma de elisão exigir a cópia dos comprovantes !de pagamento do INSS quando do pagamento das notas fiscais, e mante-las por 10 anos, em consonância com o art. 32, § 11, da Lei 8.212/99, que dispõe que l'os documentos ComprObatórios do cumprimento das obrigações de que trata esse artigo devem ficar arquivados na empresa durante 10 anos, a disposição da fiscalização". ; rt--7 Iropre4so em 27/8/20 -13 por MARIA IviADALCNA,SILVA '11;11 J 1:11 \DFCARFMF ; . I • Processo n.° 37311.000957/2005-75 Acórdão ni.° 206-00.106 1 Fl. 133 i Assim, entendo que, no mérito, não assiste razão a recorrente. Contudo, entendo que o lançamento é nulo pela ausência do fundamento legal do arbitramento, conforme exposto , acima. I I , I Considerando tudo mais que dos autos consta, Voto no sentido d ie DECLARAR A NULIDADE DA NFLD. Sala das Sessões, em 20 de novembro de 2007 BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS Ncsse sentido e e Imoressr, n) 27/08/113 por MARIA MADALENA SILVA
score : 1.0
Numero do processo: 10675.003565/2003-11
Turma: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Dec 06 00:00:00 UTC 2006
Data da publicação: Wed Dec 06 00:00:00 UTC 2006
Numero da decisão: 303-01.244
Decisão: RESOLVEM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do relator.
Matéria: ITR - ação fiscal - outros (inclusive penalidades)
Nome do relator: NANCI GAMA
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : ITR - ação fiscal - outros (inclusive penalidades)
dt_index_tdt : Sat Feb 11 09:00:02 UTC 2023
anomes_sessao_s : 200612
turma_s : Terceira Câmara
dt_publicacao_tdt : Wed Dec 06 00:00:00 UTC 2006
numero_processo_s : 10675.003565/2003-11
anomes_publicacao_s : 200612
conteudo_id_s : 5716395
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Feb 07 00:00:00 UTC 2023
numero_decisao_s : 303-01.244
nome_arquivo_s : 30301244_10675003565200311_200612.pdf
ano_publicacao_s : 2006
nome_relator_s : NANCI GAMA
nome_arquivo_pdf_s : 10675003565200311_5716395.pdf
secao_s : Terceiro Conselho de Contribuintes
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : RESOLVEM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do relator.
dt_sessao_tdt : Wed Dec 06 00:00:00 UTC 2006
id : 4624197
ano_sessao_s : 2006
atualizado_anexos_dt : Fri Mar 24 22:30:22 UTC 2023
sem_conteudo_s : N
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; xmp:CreatorTool: Xerox WorkCentre 5755; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; dcterms:created: 2013-04-02T20:02:30Z; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:docinfo:creator_tool: Xerox WorkCentre 5755; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: false; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; meta:creation-date: 2013-04-02T20:02:30Z; created: 2013-04-02T20:02:30Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; Creation-Date: 2013-04-02T20:02:30Z; pdf:charsPerPage: 0; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; producer: Xerox WorkCentre 5755; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Xerox WorkCentre 5755; pdf:docinfo:created: 2013-04-02T20:02:30Z | Conteúdo =>
_version_ : 1761290044679651328
score : 1.0
Numero do processo: 10675.903641/2010-19
Turma: Primeira Turma Extraordinária da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Oct 08 00:00:00 UTC 2020
Data da publicação: Mon Oct 19 00:00:00 UTC 2020
Numero da decisão: 1001-000.410
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do Recurso Voluntário em diligência à Unidade de Origem, para que esta, além de conferir a idoneidade da documentação anexada, confirme que as retenções foram, de fato, efetuadas e intime o contribuinte a apresentar os documentos contábeis (livros Razão/Diário) que comprovem a tributação dos rendimentos e o que os valores foram recebidos líquidos dos tributos retidos.
(documento assinado digitalmente)
Sérgio Abelson - Presidente
(documento assinado digitalmente)
José Roberto Adelino da Silva - Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Sérgio Abelson, Andréa Machado Millan, José Roberto Adelino da Silva e André Severo Chaves.
Nome do relator: JOSE ROBERTO ADELINO DA SILVA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Wed Nov 16 17:28:19 UTC 2022
anomes_sessao_s : 202010
turma_s : Primeira Turma Extraordinária da Primeira Seção
dt_publicacao_tdt : Mon Oct 19 00:00:00 UTC 2020
numero_processo_s : 10675.903641/2010-19
anomes_publicacao_s : 202010
conteudo_id_s : 6283026
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Oct 20 00:00:00 UTC 2020
numero_decisao_s : 1001-000.410
nome_arquivo_s : Decisao_10675903641201019.PDF
ano_publicacao_s : 2020
nome_relator_s : JOSE ROBERTO ADELINO DA SILVA
nome_arquivo_pdf_s : 10675903641201019_6283026.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do Recurso Voluntário em diligência à Unidade de Origem, para que esta, além de conferir a idoneidade da documentação anexada, confirme que as retenções foram, de fato, efetuadas e intime o contribuinte a apresentar os documentos contábeis (livros Razão/Diário) que comprovem a tributação dos rendimentos e o que os valores foram recebidos líquidos dos tributos retidos. (documento assinado digitalmente) Sérgio Abelson - Presidente (documento assinado digitalmente) José Roberto Adelino da Silva - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Sérgio Abelson, Andréa Machado Millan, José Roberto Adelino da Silva e André Severo Chaves.
dt_sessao_tdt : Thu Oct 08 00:00:00 UTC 2020
id : 8506674
ano_sessao_s : 2020
atualizado_anexos_dt : Fri Mar 24 22:31:16 UTC 2023
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1761290044680699904
conteudo_txt : Metadados => date: 2020-10-17T15:29:51Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.5; xmp:CreatorTool: Microsoft® Word 2010; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; language: pt-BR; dcterms:created: 2020-10-17T15:29:51Z; Last-Modified: 2020-10-17T15:29:51Z; dcterms:modified: 2020-10-17T15:29:51Z; dc:format: application/pdf; version=1.5; Last-Save-Date: 2020-10-17T15:29:51Z; pdf:docinfo:creator_tool: Microsoft® Word 2010; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2020-10-17T15:29:51Z; meta:save-date: 2020-10-17T15:29:51Z; pdf:encrypted: true; modified: 2020-10-17T15:29:51Z; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; dc:language: pt-BR; meta:creation-date: 2020-10-17T15:29:51Z; created: 2020-10-17T15:29:51Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; Creation-Date: 2020-10-17T15:29:51Z; pdf:charsPerPage: 2293; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; pdf:docinfo:created: 2020-10-17T15:29:51Z | Conteúdo => 00 SS11--TTEE0011 MMiinniissttéérriioo ddaa EEccoonnoommiiaa CCoonnsseellhhoo AAddmmiinniissttrraattiivvoo ddee RReeccuurrssooss FFiissccaaiiss PPrroocceessssoo nnºº 10675.903641/2010-19 RReeccuurrssoo Voluntário RReessoolluuççããoo nnºº 1001-000.410 – 1ª Seção de Julgamento / 1ª Turma Extraordinária SSeessssããoo ddee 8 de outubro de 2020 AAssssuunnttoo CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO - CSLL RReeccoorrrreennttee TQI CONSULTORIA E DESENVOLVIMENTO LTDA. IInntteerreessssaaddoo FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do Recurso Voluntário em diligência à Unidade de Origem, para que esta, além de conferir a idoneidade da documentação anexada, confirme que as retenções foram, de fato, efetuadas e intime o contribuinte a apresentar os documentos contábeis (livros Razão/Diário) que comprovem a tributação dos rendimentos e o que os valores foram recebidos líquidos dos tributos retidos. (documento assinado digitalmente) Sérgio Abelson - Presidente (documento assinado digitalmente) José Roberto Adelino da Silva - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Sérgio Abelson, Andréa Machado Millan, José Roberto Adelino da Silva e André Severo Chaves. Relatório Trata-se de Recurso Voluntário contra o acórdão n° 09-40.738, da 1ª Turma da DRJ/JFA que negou provimento à Manifestação de Inconformidade(MI), apresentada pela ora recorrente, contra o Despacho Decisório que homologou parcialmente, a compensação declarada através de PER/DCOMP n° 12269.23882.060810.1.3.039742 e n° 17743.33374.300810.1.3.039720 Em sua Manifestação de Inconformidade (MI), a ora recorrente, alegou: a) R$ 673,91 Retenção na fonte confirmada com outro cnpj Conforme em anexo, doc. 02, bem como de acordo com o informado na declaração de compensação da PER/DCOMP, o referido valor foi retido pelo tomador UNIVERSO ON LINE S/A, conforme comprovada a retenção no documento anexo na quantia de R$ 11.469,80 valor este informado na Declaração de Compensação, inexistindo assim, qualquer divergência. b) RS 2.767,76 Retenção na fonte comprovada parcialmente RE SO LU Çà O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 06 75 .9 03 64 1/ 20 10 -1 9 Fl. 522DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 2 da Resolução n.º 1001-000.410 - 1ª Sejul/1ª Turma Extraordinária Processo nº 10675.903641/2010-19 Conforme em anexo, doc. 03, relatório das receitas bem como das retenções efetuadas pelo tomador LHS AMERICAS SISTEMAS COMUNICAÇÃO LTDA, ASSISTE EM PARTE RAZÃO A RFB, uma vez que houve o cancelamento de um serviço faturado através da NF n. 632 a qual continha valor retido de R$ 207,90, sendo este o valor da divergência, o qual será recolhido até o último dia útil de dezembro/2010; Valor declarado PER/DCOMP R$ 12.980,35 Valor retido conforme doc. Anexo R$ 12.772,45 Diferença devida e a recolher R$ 207,90 (Vr. Principal). c) R$ 103,20 Retenção na fonte não comprovada Conforme em anexo, doc. 04, relatório das receitas bem como das retenções efetuadas pelo tomador CTBC CELULAR SA o que demonstra e comprova que o contribuinte promoveu a compensação corretamente, conforme determina a norma legal vigente, inexistindo qualquer divergência entre o valor informado na declaração de compensação bem como nas retenções realizadas. d) R$ 963,90 Retenção na fonte confirmada com outro cnpj Conforme em anexo, doc. 05, bem como de acordo com o informado na declaração de compensação da PER/DCOMP, o referido valor foi retido pelo tomador IBM BRASIL LTDA, conforme comprovada a retenção no documento anexo na quantia de R$ 1.980,30 valor este informado na Declaração de Compensação, inexistindo assim, qualquer divergência. e) R$ 671,23 Retenção na fonte comprovada parcialmente Conforme em anexo, doc. 06, relatório das receitas bem como das retenções efetuadas pelo tomador CIA DE TELECOMUNICAÇÕES DO BRASIL CENTRAL, ASSISTE EM PARTE RAZÃO A RFB, uma vez que houve o cancelamento de um serviço faturado através da NF n. 625 a qual continha valor retido de R$ 77,40, sendo este o valor da divergência, o qual será recolhido até o último dia útil de dezembro/2010; Valor declarado PER/DCOMP R$ 6.588,49 Valor retido conforme doe. Anexo R$ 6.611,09 Diferença devida e a recolher R$ 77,40 (Vr. Principal). f) R$ 490,18 Retenção na fonte comprovada parcialmente Conforme em anexo, doc. 07 relatório das receitas bem como das retenções efetuadas pelo tomador ACCENTRURE DO BRASIL LTDA o que demonstra e comprova que o contribuinte promoveu a compensação corretamente, conforme determina a norma legal vigente, inexistindo qualquer divergência entre o valor informado na declaração de compensação bem como nas retenções realizadas. Analisando as informações complementares da análise das parcelas de Crédito Estimativas parceladas, não foi confirmada a quantia de R$ 11.577,07 tendo como justificativas que o parcelamento está em curso. Ora, como não foi confirmado se na própria justificativa a RFB afirma que o parcelamento está em curso. Se o parcelamento está em curso, o débito foi declarado com todos os acréscimos devidos, logo assiste razão ao contribuinte promover a devida compensação. No entendimento da RFB quando e como este crédito seria compensável ?? Apenas excluir o direito do contribuinte sem fundamentação legal e justa é furtar um inocente o seu direito a sobrevivência. Fl. 523DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 3 da Resolução n.º 1001-000.410 - 1ª Sejul/1ª Turma Extraordinária Processo nº 10675.903641/2010-19 Assim, improcedente o despacho quando não confirmou o valor contido na declaração de compensação da PER/DCOMP ora contestada. A DRJ negou provimento à Manifestação de Inconformidade. Reproduzo o acórdão: Acórdão 0940.738 1ª Turma da DRJ/JFA Sessão de 28 de junho de 2012 Processo 10675.903641/201019 Interessado TQI CONSULTORIA E DESENVOLVIMENTO LTDA. ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/01/2006 a 31/12/2006 COMPENSAÇÃO. SALDO NEGATIVO. PARCELAMENTO. VALORES. ESTIMATIVA. O saldo negativo apurado em 31 de dezembro do ano-calendário, em decorrência de valores devidos mensalmente a título de estimativa, não recolhidos no prazo legal estabelecido para tanto e posteriormente inscritos em parcelamento, somente se consubstanciará em direito creditório do sujeito passivo tributário e poderá ser utilizado na compensação de débitos próprios relativos a quaisquer tributos e contribuições administrados pela Receita Federal à medida que forem sendo devidamente quitadas as parcelas do respectivo parcelamento efetuado, e desde que o montante já pago exceda o valor devido do imposto de renda ou da contribuição social apurados. REPETIÇÃO DE INDÉBITO. ÔNUS DA PROVA. O ônus da prova do direito de repetição de indébito tributário recai sobre o sujeito passivo, quem o invoca, e o princípio da verdade material não vai a ponto de vincular a Administração na produção e/ou apresentação de documentos fora do universo de seus registros. Destarte, a juntada de documentos que demonstrem a efetividade e liquidez do crédito que a interessada aduz possuir, de acordo com as normas legais, é obrigação da pretendente. INTIMAÇÃO. ENDEREÇO. PROCURADOR. Haja vista a existência de determinação legal expressa em sentido contrário, indefere-se o pedido de endereçamento das intimações ao escritório do procurador. Cientificada em 06/07/2012 (fl 54), a recorrente apresentou o recurso voluntário em 03/08/2012 (fl 56). Em seu recurso, em síntese, a recorrente reitera que: no despacho decisório, em destaque, o auditor fiscal homologou parcialmente a compensação realizada pelo contribuinte através da PER/DCOMP n. 10636.84452.300710.1.3.03-6226 e não homologou as compensações declaradas nas PERD/Dcomp de ns. 12269.23882.060810.1.3.03-9742 e 17743.33374.300810.1.3.03- 9720, sob o fundamento de que "a soma das parcelas de composição do crédito informadas na referida declaração (PER/DCOMP) não foi suficiente para comprovar a quitação da contribuição social devida", visto que: a) o valor das retenções (crédito) informadas na PER/DCOMP foram maiores que as confirmadas pelo fisco; b) foram computadas na composição do crédito, valores objetos de parcelamento firmados pelo contribuinte.Alega, também, que o parcelamento firmado está em vigência e foi parcialmente adimplido. "Dessa forma, ainda que prevaleça o entendimento da Fl. 524DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 4 da Resolução n.º 1001-000.410 - 1ª Sejul/1ª Turma Extraordinária Processo nº 10675.903641/2010-19 Turma Julgadora, por óbvio, parte do "valor parcelado", que compõem o crédito do requerente, deveria ter ser confirmado. Note-se, porém da tabela constante do despacho decisório que no despacho decisório o auditor não confirmou nenhum valor referente ao parcelamento (coluna: 'Valor Confirmado')". A recorrente alega que a planilha anexada à MI resumia as retenções e que naquele momento, a recorrente não juntou as notas fiscais emitidas no ano, para comprovar os créditos utilizados, em virtude de seu volume, já o valor da divergência supostamente constatada (pouco mais de três mil reais) era ínfimo. Segundo a recorrente, o fisco de posse da "planilha" elaborada pela recorrente quando da manifestação de inconformidade, verificar PELOS SEUS REGISTROS JUNTO AOS TOMADORES DE SERVIÇOS as retenções noticiadas. Junta todas as notas fiscais emitidas no ano-calendário de 2006 e planilhas de controle. Cita jurisprudência para concluir que: "Em suma, é inconteste que o parcelamento do credito tributário suspende a exigibilidade do tributo para todos os fins, motivo pelo qual não pode o auditor desconsiderar os valores objeto de parcelamento que compõem o crédito compensado." Culmina pedindo a) a suspensão do crédito tributário apurado pela não compensação integral declarada nas PERD/Dcomps ns. 10636.84452.300710.1.3.03-6226, 12269.23882.060810.1.3.03-9742 e 17743.33374.300810.1.3.03-9720, na forma do art.33 do Decreto n. 70.235/19721 c/c §11 do art. 74 da Lei n. 9430/19962; b) que se conheça do presente recurso voluntário, pois próprio e tempestivo para no mérito dar-lhe provimento reformando totalmente a decisão ora atacada (acórdão n. 09- 40.738 de 28.06.2012), julgando consequentemente procedente os pedidos formulados quando da manifestação de inconformidade para que seja revogado o despacho decisório de n. 893923205 de 01.11.2010, exarado pela DRF/UBE, homologando a compensação declarada pelo contribuinte nas PERD/Dcompsns.10636.84452.300710.1.3.03-6226, 12269.23882.060810.1.3.03-9742 e 17743.33374.300810.1.3.03-9720, dando por extinto os créditos tributário pagos/compensados através dela; c) que todas as intimações sejam encaminhadas para o endereço constante do rodapé desta, qual seja, Rua Alexandre Marquez, n. 1383, Bairro Osvaldo Rezende, Uberlândia-MG, CEP 38400-446. Pugna, outrossim, pela manifestação expressa de V. Sas. acerca das matérias constitucionais e legais acima levantadas, para fins de acesso às instâncias judiciais, na remota e abstrusa hipótese de manutenção da r. decisão administrativa. É o relatório. Voto Conselheiro José Roberto Adelino da Silva, Relator. Inconformada, a recorrente apresentou o Recurso Voluntário, tempestivo, que apresenta os demais pressupostos de admissibilidade, previstos no Decreto 70.235/72, portanto, dele eu conheço. Tem-se que a controvérsia remanescente, consoante a decisão da DRJ, restou a ausência de prova cabal do crédito. Argumenta (peço a devida vênia para transcrever): Fl. 525DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 5 da Resolução n.º 1001-000.410 - 1ª Sejul/1ª Turma Extraordinária Processo nº 10675.903641/2010-19 É sobremodo importante assinalar que a contribuinte, em sua defesa, com base em planilhas/relatórios por ela própria elaboradas, alega possuir o crédito solicitado. Contudo, não traz à colação qualquer prova contábil no sentido de confirmar as retenções efetuadas. Limita-se a anexar planilhas demonstrativas sem documentação comprobatória alguma a lastrear o crédito solicitado, o que poderia ter sido feito mediante a juntada de sua escrituração comercial e fiscal (notas fiscais, folhas dos livros Diário e Razão onde estivessem devidamente escriturados os valores porventura retidos, por exemplo), documentação hábil e idônea para tanto. A simples juntada de planilhas, como fez a manifestante, não faz prova a seu favor. Esclareça-se, ainda, que a escrituração mantida com observância das disposições legais faz prova a favor da contribuinte dos fatos nela registrados e comprovados por documentos hábeis, segundo sua natureza, ou assim definidos em preceitos legais, conforme dispõe o artigo 923 do RIR/1999: ... Por fim, não é por demais o registro de que o ônus da prova do direito de repetição recai sobre o sujeito passivo, quem o invoca, e que o princípio da verdade material não vai a ponto de vincular a Administração na produção e/ou apresentação de documentos fora do universo de seus registros. Destarte, a juntada de documentos que demonstrem a efetividade e liquidez do crédito que a interessada aduz possuir, de acordo com as normas legais, é obrigação da pretendente. Assim, não há como aceitar as alegações apresentadas, porquanto desprovidas de documentação hábil e idônea para comprová-las. No que toca às parcelas de Crédito relativas a Estimativas parceladas, não confirmação de R$ 11.577,07, apenas indaga: “... como não foi confirmado se na própria justificativa a RFB afirma que o parcelamento está em curso. Se o parcelamento está em curso, o débito foi declarado com todos os acréscimos devidos, logo assiste razão ao contribuinte promover a devida compensação. No entendimento da RFB quando e como este crédito seria compensável ?? Apenas excluir o direito do contribuinte sem fundamentação legal e justa é furtar um inocente o seu direito a sobrevivência.” De acordo com os dados constantes dos sistemas informatizados da RFB, o valor não confirmado o fora em razão do processo de parcelamento, de nº 10875.900265/200830, ter sido cancelado em 19/09/2009. Consta que, dos valores neste parcelados, há saldo devedor em aberto referente aos períodos de apuração 04/2006 e 05/2006, respectivamente, de R$ 10.908,88 e R$ 668,19, montante de R$ 11.577,07, exatamente o valor não confirmado pelo sistema que trata eletronicamente as compensações declaradas. Outrossim, consta também a informação de que o controle do referido processo fora transferido p/SIEFPROCESSOS, processo nº 10675.720613/201149, o qual diz respeito a parcelamento ainda em curso, PAEX Reafirma, então, que só são consideradas as parcelas efetivamente pagas. Quanto ao primeiro pedido para suspender a exigência do crédito tributário, ressalto que este está suspenso por força do art. 151, inciso III, do CTN: Art. 151. Suspendem a exigibilidade do crédito tributário: III - as reclamações e os recursos, nos termos das leis reguladoras do processo tributário administrativo; Fl. 526DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 6 da Resolução n.º 1001-000.410 - 1ª Sejul/1ª Turma Extraordinária Processo nº 10675.903641/2010-19 Quanto ao terceiro pedido, relativo ao endereçamento das intimações, a Súmula CARF 110, assim dispõe: Súmula CARF nº 110 No processo administrativo fiscal, é incabível a intimação dirigida ao endereço de advogado do sujeito passivo. (Vinculante, conforme Portaria ME nº 129 de 01/04/2019, DOU de 02/04/2019). Quanto ao seu último pedido: Pugna, outrossim, pela manifestação expressa de V. Sas. acerca das matérias constitucionais e legais acima levantadas, para fins de acesso às instâncias judiciais, na remota e abstrusa hipótese de manutenção da r. decisão administrativa. O CARF não é competente para se pronunciar sobre a constitucionalidade de normas, consoante a Súmula CARF 2: Súmula CARF nº 2 O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Por último, temos que a matéria aqui discutida gira em torno da comprovação das retenções e quanto à validade de se deduzir estimativas objeto de parcelamento. A DRJ deixou claro que o ônus da prova recai sobre a recorrente e que a escrituração contábil faz prova a favor do contribuinte. Observa-se que a recorrente anexou a cópia de notas fiscais e relatórios (que parecem ser registros auxiliares), mas, não anexou cópia do Livro Razão (ou Diário) que comprova a tributação da receita e, tampouco, prova do recebimento dos valores líquido dos tributos retidos. Quanto às retenções, temos a Súmula CARF 80: Súmula CARF nº 80 Na apuração do IRPJ, a pessoa jurídica poderá deduzir do imposto devido o valor do imposto de renda retido na fonte, desde que comprovada a retenção e o cômputo das receitas correspondentes na base de cálculo do imposto. O mesmo raciocínio aplica-se às retenções. No caso da recorrente, não houve a comprovação efetiva, de que foram de fato efetuadas, posto que não foram apresentadas as provas, como as notas fiscais, por exemplo, apresentadas agora em sede de Recurso Voluntário. Como afirmado pela DRJ, à recorrente caberia apresentar as provas, é o que dispõe o artigo 373, do Código de Processo Civil - CPC (Lei 13.105/2015): Art. 373. O ônus da prova incumbe: I - ao autor, quanto ao fato constitutivo de seu direito; Quanto às estimativas, discordo da conclusão das instâncias inferiores, posto que a não aceitação das estimativas parceladas, pelo seu total, pode acarretar em duplo pagamento, na medida em que adimplidas e não pode ser outra a presunção, já que o não adimplemento das parcelas acarreta em inscrição do saldo em dívida ativa. Portanto, entendo que devam ser aceitas, integralmente, como estimativas do período, as parcelas objeto de parcelamento, independentemente de teres sido liquidadas financeiramente. Entretanto, quanto às retenções, entendo que, em respeito ao Princípio da Verdade Material, segundo o qual as provas devem ser aceitas em qualquer fase do processo o que ratifica o direito ao contraditório e à ampla defesas, o processo deva ser convertido em diligência. Portanto, converto o processo em diligência à Unidade de Origem para que esta, além de conferir a idoneidade da documentação anexada, confirme que as retenções foram, de Fl. 527DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 7 da Resolução n.º 1001-000.410 - 1ª Sejul/1ª Turma Extraordinária Processo nº 10675.903641/2010-19 fato, efetuadas e intime o contribuinte a apresentar os documentos contábeis (livros Razão/Diário) que comprovem a tributação dos rendimentos e o que os valores foram recebidos líquidos dos tributos retidos. Deverá ser elaborado um relatório conclusivo sobre o direito (ou não) ao crédito pleiteado. É como voto. (documento assinado digitalmente) José Roberto Adelino da Silva Fl. 528DF CARF MF Documento nato-digital
score : 1.0
Numero do processo: 13558.000423/2002-45
Turma: Terceira Turma Especial
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Jun 02 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Tue Jun 02 00:00:00 UTC 2009
Ementa: CONIRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL - COFINS
Período de apuração: 01/10/1997 a 31/12/1997
PAGAMENTO DE TRIBUTOS APÓS O VENCIMENTO, SEM MULTA DE MORA PENALIDADE RETRO AÇÃO BENIGNA.
Cancela-se a aplicação isolada da multa de 75% do valor do imposto ou contribuição pago após o vencimento, sem acréscimo de multa de moía, vez que tal fato deixou de sei tratado como infração..
Numero da decisão: 2803-00.0134
Decisão: ACORDAM os membros da 3ª Turma Especial da Segunda Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, nos termos do voto do(a) relator(a)
Nome do relator: ALEXANDRE KERN
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Jan 28 09:00:02 UTC 2023
anomes_sessao_s : 200906
camara_s : Terceira Câmara
ementa_s : CONIRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL - COFINS Período de apuração: 01/10/1997 a 31/12/1997 PAGAMENTO DE TRIBUTOS APÓS O VENCIMENTO, SEM MULTA DE MORA PENALIDADE RETRO AÇÃO BENIGNA. Cancela-se a aplicação isolada da multa de 75% do valor do imposto ou contribuição pago após o vencimento, sem acréscimo de multa de moía, vez que tal fato deixou de sei tratado como infração..
turma_s : Terceira Turma Especial
dt_publicacao_tdt : Tue Jun 02 00:00:00 UTC 2009
numero_processo_s : 13558.000423/2002-45
anomes_publicacao_s : 200906
conteudo_id_s : 6749312
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Jan 24 00:00:00 UTC 2023
numero_decisao_s : 2803-00.0134
nome_arquivo_s : 280300134_138734_13558000423200245_200906.pdf
ano_publicacao_s : 2009
nome_relator_s : ALEXANDRE KERN
nome_arquivo_pdf_s : 13558000423200245_6749312.pdf
secao_s : Segundo Conselho de Contribuintes
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os membros da 3ª Turma Especial da Segunda Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, nos termos do voto do(a) relator(a)
dt_sessao_tdt : Tue Jun 02 00:00:00 UTC 2009
id : 4757686
ano_sessao_s : 2009
atualizado_anexos_dt : Fri Mar 24 22:30:55 UTC 2023
sem_conteudo_s : N
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.3; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: ; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dcterms:created: 2011-07-14T10:36:50Z; dc:format: application/pdf; version=1.3; pdf:docinfo:creator_tool: ; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:encrypted: false; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: ; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; dc:subject: ; meta:creation-date: 2011-07-14T10:36:50Z; created: 2011-07-14T10:36:50Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; Creation-Date: 2011-07-14T10:36:50Z; pdf:charsPerPage: 0; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; producer: ; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: ; pdf:docinfo:created: 2011-07-14T10:36:50Z | Conteúdo =>
_version_ : 1761290044682797056
score : 1.0
Numero do processo: 10166.006287/2006-46
Turma: Segunda Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Jan 19 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física IRPF
Exercício: 2006
Ementa:
IRPF. SOLICITAÇÃO DE RESTITUIÇÃO DE VALOR RETIDO NA FONTE. MEIO ADEQUADO.
Na hipótese de rendimento isento e não-tributável declarado na Declaração do Imposto de Renda da Pessoa Física (DIRPF) como rendimento sujeito à incidência de imposto de renda e ao ajuste anual, a restituição deve ser pleiteada exclusivamente mediante a apresentação da DIRPF retificadora.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2802-001.275
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, NEGAR
PROVIMENTO ao recurso, nos termos do voto do relator.
Matéria: IRPF- restituição - rendim.isentos/não tributaveis(ex.:PDV)
Nome do relator: SIDNEY FERRO BARROS
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : IRPF- restituição - rendim.isentos/não tributaveis(ex.:PDV)
dt_index_tdt : Sat Dec 10 09:00:01 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201201
ementa_s : Imposto sobre a Renda de Pessoa Física IRPF Exercício: 2006 Ementa: IRPF. SOLICITAÇÃO DE RESTITUIÇÃO DE VALOR RETIDO NA FONTE. MEIO ADEQUADO. Na hipótese de rendimento isento e não-tributável declarado na Declaração do Imposto de Renda da Pessoa Física (DIRPF) como rendimento sujeito à incidência de imposto de renda e ao ajuste anual, a restituição deve ser pleiteada exclusivamente mediante a apresentação da DIRPF retificadora. Recurso Voluntário Negado.
turma_s : Segunda Turma Especial da Segunda Seção
numero_processo_s : 10166.006287/2006-46
conteudo_id_s : 5233029
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Dec 06 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 2802-001.275
nome_arquivo_s : Decisao_10166006287200646.pdf
nome_relator_s : SIDNEY FERRO BARROS
nome_arquivo_pdf_s : 10166006287200646_5233029.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, NEGAR PROVIMENTO ao recurso, nos termos do voto do relator.
dt_sessao_tdt : Thu Jan 19 00:00:00 UTC 2012
id : 4593909
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Fri Mar 24 22:30:15 UTC 2023
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1761290044684894208
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1706; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2TE02 Fl. 1 1 S2TE02 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10166.006287/200646 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2802001.275 – 2ª Turma Especial Sessão de 19 de janeiro de 2012 Matéria IRPF Recorrente EDISON FAWA BUENO Recorrida FAZENDA NACIONAL Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física IRPF Exercício: 2006 Ementa: IRPF. SOLICITAÇÃO DE RESTITUIÇÃO DE VALOR RETIDO NA FONTE. MEIO ADEQUADO. Na hipótese de rendimento isento e nãotributável declarado na Declaração do Imposto de Renda da Pessoa Física (DIRPF) como rendimento sujeito à incidência de imposto de renda e ao ajuste anual, a restituição deve ser pleiteada exclusivamente mediante a apresentação da DIRPF retificadora. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, NEGAR PROVIMENTO ao recurso, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Jorge Claudio Duarte Cardoso Presidente. (assinado digitalmente) Sidney Ferro Barros Relator. EDITADO EM: 11/07/2012 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Jorge Claudio Duarte Cardoso (Presidente), German Alejandro San Martin Fernandez, Lucia Reiko Sakae, Carlos Andre Ribas de Mello, Dayse Fernandes Leite e Sidney Ferro Barros. Fl. 44DF CARF MF Impresso em 15/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/07/2012 por SIDNEY FERRO BARROS, Assinado digitalmente em 11/07/2012 por SIDNEY FERRO BARROS, Assinado digitalmente em 13/08/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 2 Relatório Peço vênia para iniciar o presente com a transcrição do quanto relatado no acórdão recorrido, verbis: “Tratase de manifestação de inconformidade apresentada pelo contribuinte acima identificado, relativa ao Despacho Decisório DRF/BSA S/N, fls. 9/11, que indeferiu pedido de restituição do imposto de renda retido na fonte sobre verbas que alega serem indenizatórias. A DRF/Brasilia (DF) manifestouse pelo indeferimento do pedido, argumentando que a Instrução Normativa SRF n° 600/2005 prevê, expressamente, que a solicitação da restituição, no caso concreto, deve ser efetuada mediante apresentação de DIRPF retificadora. Regularmente cientificado do indeferimento, o interessado apresenta manifestação de inconformidade, fls. 13/15, na qual informa que o imposto objeto do seu pedido foi retido indevidamente pela Brasil Telecom S/A, por ocasião de seu desligamento do quadro funcional daquela empresa, tendo em vista que incidiu sobre verba indenizatória. Acrescenta que, conforme orientação contida no Despacho Decisório de fls. 9/11, promoveu a retificação da Declaração de Ajuste Anual, consignando como rendimentos isentos e não tributáveis a parcela correspondente à indenização. Cita acórdãos do Conselho de Contribuintes e solicita a restituição apurada na declaração retificadora.” A decisão recorrida, contudo, indeferiu a solicitação, concluindo que “a competência para análise e apreciação de Declaração de Ajuste Anual retificadora é conferida à autoridade da Unidade de jurisdição do domicilio tributário do sujeito passivo”. À fl. 34 se vê o recurso voluntário, por meio do qual o interessado, trazendo argumentos de mérito quanto à suposta nãoincidência tributária, vem reiterar “que se autorize a restituição do Imposto de Renda” pleiteada. É o relatório. Voto Conselheiro Sidney Ferro Barros, Relator. O recurso é tempestivo, dele conheço. O Recorrente fez a síntese de tudo quanto aqui se discute nos seguintes termos: “Encaminhou expediente em 12/07/2006 ao Delegado da Receita Federal de Brasília requerendo a restituição do valor indevidamente retido, tendo o seu pedido indeferido pelo Despacho Decisório DRFB/DIORT de 14/12/2007, sob a alegação que o procedimento para tal restituição deveria observar o disposto na Instrução Fl. 45DF CARF MF Impresso em 15/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/07/2012 por SIDNEY FERRO BARROS, Assinado digitalmente em 11/07/2012 por SIDNEY FERRO BARROS, Assinado digitalmente em 13/08/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 10166.006287/200646 Acórdão n.º 2802001.275 S2TE02 Fl. 2 3 Normativa SRF 600 de 28/12/2005, mediante apresentação de Declaração de Ajuste Anual Retificadora. Em cumprimento ao determinado no Despacho Decisório citado, o contribuinte apresentou em 09/01/2008 a Declaração Retificadora, e encaminhou em 14/01/2008 ao Delegado da Receita Federal de Julgamento em Brasília a sua manifestação de inconformidade com relação ao indeferimento de seu pedido, que culminou com o Acórdão n° 0325.021 da 3ª Turma da DRJ/BSA, objeto do presente recurso voluntário. No seu voto, o Ilustríssimo senhor Relator, Paulo Bento de Mendonça Filho, alega que não cabe ao colegiado analisar o pedido, tendo em vista que a "competência para apreciar restituições solicitadas mediante apresentação de declarações, no caso concreto retificadora, é conferida à UNIDADE DE JURISDIÇÃO DO DOMICILIO TRIBUTÁRIO DO SUJEITO PASSIVO"e que a referida declaração retificadora está retida em malha fiscal, indeferindo sob esta alegação o pleito do contribuinte.” Correto se apresenta, a meu ver, o acórdão recorrido. Assim dispunha a então vigente Instrução Normativa SRF nº 600, de 28 de dezembro de 2005: “Art. 9º Não ocorrendo a compensação prevista no art. 8º, a restituição do indébito de imposto de renda retido com fundamento em dispositivo da legislação tributária que disciplina a tributação de rendimentos sujeitos ao ajuste anual, bem como a restituição do indébito de imposto de renda pago a título de recolhimento mensal obrigatório (carnêleão), será requerida pela pessoa física à SRF exclusivamente mediante a apresentação da DIRPF. § 1º Na hipótese de rendimento isento ou nãotributável declarado na DIRPF como rendimento sujeito à incidência de imposto de renda e ao ajuste anual, a restituição do indébito de imposto de renda será pleiteada exclusivamente mediante a apresentação da DIRPF retificadora. § 2º Aplicase o disposto no § 1º do art. 3º e no § 1º do art. 26 ao indébito de imposto de renda retido no pagamento ou crédito a pessoa física de rendimentos sujeitos à tributação exclusiva, bem assim aos valores pagos indevidamente a título de quotas do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF).” [grifouse] Nessa linha, corretos tanto o Despacho de fl. 09 quanto o acórdão recorrido, razão pela qual nego provimento ao recurso. É o meu voto. Brasília/DF, Sala das Sessões, em 19 de janeiro de 2012. (assinado digitalmente) Sidney Ferro Barros Fl. 46DF CARF MF Impresso em 15/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/07/2012 por SIDNEY FERRO BARROS, Assinado digitalmente em 11/07/2012 por SIDNEY FERRO BARROS, Assinado digitalmente em 13/08/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 4 Fl. 47DF CARF MF Impresso em 15/08/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/07/2012 por SIDNEY FERRO BARROS, Assinado digitalmente em 11/07/2012 por SIDNEY FERRO BARROS, Assinado digitalmente em 13/08/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO
score : 1.0
Numero do processo: 10680.000575/2007-59
Turma: Segunda Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Feb 08 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2003
IMPOSTO DE RENDA PESSOA FÍSICA. DEDUÇÃO DE DESPESAS MÉDICAS. EXIGÊNCIA DE PROVA DO DESEMBOLSO OU DO EFETIVO PAGAMENTO SEM APONTAMENTO DE VÍCIOS NOS COMPROVANTES APRESENTADOS PELO CONTRIBUINTE.
INOVAÇÃO NOS AUTOS QUANDO DA DECISÃO DA DRJ. INCABÍVEL.
Não tendo a autoridade fiscal apontado quaisquer vícios nos comprovantes apresentados pelo Contribuinte, limitando-se
a exigir, concomitantemente à exigência de apresentação dos recibos, prova do pagamento das despesas, deve se manter o valor deduzido, pois deve a autoridade lançadora justificar a exigência do efetivo desembolso. Incabível a inovação nos autos quando da
decisão da DRJ para agregar fundamentos faltantes no auto de infração para justificar a inidoneidade dos comprovantes de pagamento. Vinculação do ato de lançamento.
Recurso a que se dá provimento.
Numero da decisão: 2802-001.373
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos DAR
PROVIMENTO ao recurso nos termos do voto do relator.
Nome do relator: CARLOS ANDRÉ RIBAS DE MELLO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Dec 10 09:00:01 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201202
ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2003 IMPOSTO DE RENDA PESSOA FÍSICA. DEDUÇÃO DE DESPESAS MÉDICAS. EXIGÊNCIA DE PROVA DO DESEMBOLSO OU DO EFETIVO PAGAMENTO SEM APONTAMENTO DE VÍCIOS NOS COMPROVANTES APRESENTADOS PELO CONTRIBUINTE. INOVAÇÃO NOS AUTOS QUANDO DA DECISÃO DA DRJ. INCABÍVEL. Não tendo a autoridade fiscal apontado quaisquer vícios nos comprovantes apresentados pelo Contribuinte, limitando-se a exigir, concomitantemente à exigência de apresentação dos recibos, prova do pagamento das despesas, deve se manter o valor deduzido, pois deve a autoridade lançadora justificar a exigência do efetivo desembolso. Incabível a inovação nos autos quando da decisão da DRJ para agregar fundamentos faltantes no auto de infração para justificar a inidoneidade dos comprovantes de pagamento. Vinculação do ato de lançamento. Recurso a que se dá provimento.
turma_s : Segunda Turma Especial da Segunda Seção
numero_processo_s : 10680.000575/2007-59
conteudo_id_s : 6721228
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Dec 09 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 2802-001.373
nome_arquivo_s : 280201373_10680000575200759_201202.pdf
nome_relator_s : CARLOS ANDRÉ RIBAS DE MELLO
nome_arquivo_pdf_s : 10680000575200759_6721228.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos DAR PROVIMENTO ao recurso nos termos do voto do relator.
dt_sessao_tdt : Wed Feb 08 00:00:00 UTC 2012
id : 4876930
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Fri Mar 24 22:31:04 UTC 2023
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1761290044688039936
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1777; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2TE02 Fl. 147 1 146 S2TE02 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10680.000575/200759 Recurso nº 864.609 Voluntário Acórdão nº 280201.373 – 2ª Turma Especial Sessão de 8 de fevereiro de 2012 Matéria IRPF Recorrente ADILSON QUINTELA SOARES Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2003 IMPOSTO DE RENDA PESSOA FÍSICA. DEDUÇÃO DE DESPESAS MÉDICAS. EXIGÊNCIA DE PROVA DO DESEMBOLSO OU DO EFETIVO PAGAMENTO SEM APONTAMENTO DE VÍCIOS NOS COMPROVANTES APRESENTADOS PELO CONTRIBUINTE. INOVAÇÃO NOS AUTOS QUANDO DA DECISÃO DA DRJ. INCABÍVEL. Não tendo a autoridade fiscal apontado quaisquer vícios nos comprovantes apresentados pelo Contribuinte, limitandose a exigir, concomitantemente à exigência de apresentação dos recibos, prova do pagamento das despesas, deve se manter o valor deduzido, pois deve a autoridade lançadora justificar a exigência do efetivo desembolso. Incabível a inovação nos autos quando da decisão da DRJ para agregar fundamentos faltantes no auto de infração para justificar a inidoneidade dos comprovantes de pagamento. Vinculação do ato de lançamento. Recurso a que se dá provimento. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos DAR PROVIMENTO ao recurso nos termos do voto do relator. Fl. 155DF CARF MF Impresso em 29/06/2012 por HIULY RIBEIRO TIMBO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/06/2012 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 21/ 06/2012 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 28/06/2012 por JORGE CLAUDIO DUART E CARDOSO 2 (assinado digitalmente) Jorge Cláudio Duarte Cardoso Presidente. (assinado digitalmente) Carlos André Ribas de Mello Relator. EDITADO EM: 21/06/2012 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carlos André Ribas de Mello (relator), Jorge Claudio Duarte Cardoso (presidente), Lucia Reiko Sakae, Sidney Ferro Barros, Dayse Fernandes Leite, German Alejandro San Martín Fernández. Relatório Tratase de Auto de Infração lavrado contra o contribuinte (fls.11/15 ), o qual apurou supostas irregularidades (fls. 12) relacionadas ao IRPF do exercício 2003, ano calendário 2002, em virtude de deduções indevidas de despesas médicas e dedução de incentivo indevida, o que resultou no lançamento de ofício de crédito tributário no montante de R$ 21.240,20. Resta consignado no auto de infração, a título de fundamentação, que nos termos do art.73 do RIR/99, as deduções exageradas estão sujeitas à efetiva comprovação a juízo da autoridade lançadora e que nos termos do acórdão CSRF/01 1458/92, “para se gozar do abatimento pleiteado com base em despesas médicas não basta a disponibilidade de simples recibos, sem vinculação do efetivo pagamento. Acresce que o contribuinte não comprovou o efetivo desembolso dos valores deduzidos, limitandose a trazer cópias de recibos e que o valor referente a pagamento à Organização Rinova Ltda., sendo destinado a aquisição de medicamentos, produtos farmacêuticos ou odontológicos, carece de previsão legal para dedução. Por fim, aduz que a dedução de incentivo glosada, o foi por não ser a entidade beneficiária fundo controlado pelos conselhos municipais, estadual e nacional dos direitos da criança e do adolescente, razão pela qual a dedução também carece de fundamento legal. O Contribuinte foi cientificado (fl.117). Inconformado, apresentou tempestivamente a impugnação de fl. 01 e seguintes, juntando volumosa documentação (fls.18 87), consistente sobretudo em cópias de recibos de despesas médicas dentre outros documentos, alegando, em breve síntese, que (i) em relação ao pagamento a Organizações Rinova Ltda. efetuou o pagamento do imposto, que julgou devido, conforme comprovante em anexo, (ii) que os recibos apresentados são prova suficiente das despesas médicas realizadas, (iii) que devido ao lapso de tempo entre os fatos e a autuação, já não se recorda dos meios de pagamento utilizados para fazer frente a cada uma das despesas em questão, (iv) com relação à dedução indevida de incentivo, também a reconhece o contribuinte, anexando comprovante de recolhimento do imposto correspondente. Em julgamento, a 6ª Turma da DRJ/BHE, em sessão realizada no dia 17/12/2009, por unanimidade, julgou procedente o lançamento, por meio do Acórdão n.º 02 24.936, uma vez que (i) a alegação do contribuinte de não recordarse dos meios de pagamento utilizados não pode ser acolhida, pois não esgotado o prazo decadencial quinquenal previsto no CTN, (ii) que nos termos do artigo 80 do RIR/99 e de seu art.73, em princípio admitemse Fl. 156DF CARF MF Impresso em 29/06/2012 por HIULY RIBEIRO TIMBO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/06/2012 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 21/ 06/2012 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 28/06/2012 por JORGE CLAUDIO DUART E CARDOSO Processo nº 10680.000575/200759 Acórdão n.º 280201.373 S2TE02 Fl. 148 3 como prova de pagamento os comprovantes que atendam aos requisitos do referido artigo 80, mas em caso de dúvidas pode e deve o Fisco exigir outros meios de prova, nos termos do citado artigo 73, (iii) que os recibos apresentados pelo contribuinte chamam atenção pelos seguintes aspectos: (a) não contém na sua maioria indicação do endereço do prestador do serviço e também na sua maioria não permitem conhecer o beneficiário dos serviços prestados, (b) totalizam as despesas R$ 32.400,00, em grande parte, pagos a profissionais que possuem o mesmo sobrenome do contribuinte e de sua esposa, (c) R$ 20.400,00 do valor total de R$32.400,00 são relativos a serviços odontológicos, (d) consta pagamento de R$ 7000,00 relativos a fisioterapia pulmonar, todos esses elementos que indicam peculiaridades a exigir provas complementares. Prosseguindo, argui ainda que o contribuinte não trouxe aos autos cópias microfilmadas de cheques ou extratos bancários para dar supedâneo a suas alegações e cita decisões do Conselho de Contribuintes. Intimado da supramencionada decisão, conforme fl. 133, o Recorrente, tempestivamente, interpôs Recurso Voluntário às fl. 134 e seguintes, atacando a decisão exarada pela DRJ sob os mesmos fundamentos contidos em sua impugnação. É o relatório. Voto Conselheiro Carlos André Ribas de Mello, Relator. O recurso deve ser conhecido, por atender aos requisitos de admissibilidade, e exclusivamente quanto àquilo que constitui seu objeto, isto é, a glosa de dedução indevida com despesas médicas . Com a devida vênia ao Órgão prolator da decisão recorrida, cuja decisão deve ser enaltecida em sua tese, o caso concreto é de, s.m.j., resolução simples, na medida em que o lançamento de ofício impugnado não se desincumbe do dever de motivar seu ato administrativo de efeito concreto (lançamento de ofício), pois não apresenta razões suficientes para que possa afirmar que houve, em relação aos pagamentos deduzidos pelo contribuinte e glosados pela fiscalização, “falta de comprovação da efetividade de sua realização” (fls.12). Comprovação houve e fezse por meio dos numerosos documentos carreados aos autos pelo contribuinte. Se considera a fiscalização que a documentação é inidônea para comprovar as despesas informadas, deveria se haver desincumbido de apontar as razões para tanto. Uma vez mais, com todas as vênias, não se pode admitir nenhum dos fundamentos apontados pelo órgão a quo e descritos no relatório supra, para justificar as razões pelas quais as despesas deduzidas pelo contribuinte “chamam atenção”, uma vez que nenhum desses motivos foi ventilado no auto de infração. Tampouco poderia a decisão recorrida invocar o artigo 80 do RIR/99, pois o mesmo não consta do enquadramento legal constante do Fl. 157DF CARF MF Impresso em 29/06/2012 por HIULY RIBEIRO TIMBO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/06/2012 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 21/ 06/2012 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 28/06/2012 por JORGE CLAUDIO DUART E CARDOSO 4 auto de infração, tendo assim nesses aspectos inovado nos autos, em face do contido no auto de infração. Por esta razões, não se pode aqui adentrar a analisar se os comprovantes trazidos pelo recorrente atendem ou não às exigências do RIR/99 para servirem de comprovação de suas deduções, já que não fundouse o auto de infração na indicação de qualquer deficiência dos mesmos. Caberia, pois, à autoridade autuante dizer exatamente o porquê de sua recusa aos comprovantes apresentados pelo ora Recorrente para justificar a dedução das despesas médicas objeto de glosa, assim como no mesmo sentido não possui competência a DRJ para agravar o lançamento inovando em seus fundamentos, atribuindo motivação complementar ao auto de infração. O artigo 73 do RIR/99, este sim invocado no auto de infração, estabelece em seu caput que “todas as deduções estão sujeitas a comprovação ou justificação, a juízo da autoridade lançadora”. Ora, se o contribuinte não apresentasse qualquer comprovação ou justificativa para as deduções questionadas, dúvida não haveria em manterse o lançamento, mas, tendo apresentado comprovantes, como já dito, deveria a fiscalização apontara as razões pelas quais não os acolhe, já que não contém o RIR/99 ou outro diploma legal qualquer permissivo genérico para a exigência dos comprovantes de efetivo desembolso, independentemente de fundamentação. Desta forma, voto por dar provimento integral ao recurso, no sentido de restabelecer a dedução das despesas médicas glosadas pelo auto de infração de fls.(11/15), com exceção daquela referente a pagamento a Organização Rinova Ltda., que não é objeto do presente recurso. É como voto. (assinado digitalmente) Carlos André Ribas de Mello. Fl. 158DF CARF MF Impresso em 29/06/2012 por HIULY RIBEIRO TIMBO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/06/2012 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 21/ 06/2012 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 28/06/2012 por JORGE CLAUDIO DUART E CARDOSO Processo nº 10680.000575/200759 Acórdão n.º 280201.373 S2TE02 Fl. 149 5 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA CÂMARA DA SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO TERMO DE INTIMAÇÃO Em cumprimento ao disposto no § 3º do art. 81 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria Ministerial nº 256, de 22 de junho de 2009, intimese o (a) Senhor (a) Procurador (a) Representante da Fazenda Nacional, credenciado junto à Segunda Câmara da Segunda Seção, a tomar ciência do Acórdão referente ao processo em epígrafe. Brasília/DF, 21 de junho de 2012. (assinado digitalmente) JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Presidente Segunda Turma Especial da Segunda Câmara/Segunda Seção Ciente, com a observação abaixo: (......) Apenas com ciência (......) Com Recurso Especial (......) Com Embargos de Declaração Data da ciência: _______/_______/_________ Procurador(a) da Fazenda Nacional Fl. 159DF CARF MF Impresso em 29/06/2012 por HIULY RIBEIRO TIMBO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/06/2012 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 21/ 06/2012 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 28/06/2012 por JORGE CLAUDIO DUART E CARDOSO 6 Fl. 160DF CARF MF Impresso em 29/06/2012 por HIULY RIBEIRO TIMBO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/06/2012 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 21/ 06/2012 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 28/06/2012 por JORGE CLAUDIO DUART E CARDOSO
score : 1.0
Numero do processo: 10840.003304/2002-61
Turma: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu May 24 00:00:00 UTC 2007
Data da publicação: Thu May 24 00:00:00 UTC 2007
Ementa: Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte - Simples
Ano-calendário: 2002
Ementa: SIMPLES. INCLUSÃO RETROATIVA. RETORNO DE DILIGÊNCIA. DÍVIDA GARANTIDA POR PENHORA DE BENS EM VALOR SUFICIENTE.
A interessada vem declarando e recolhendo tributos segundo a sistemática do SIMPLES desde 01.01.1998. A PSFN/Ribeirão Preto informa que as execuções referidas neste processo estão garantidas por bem avaliado como suficiente a garantir os
créditos tributários discutidos nos embargos à execução. A penhora em valor suficiente garante a expedição de certidão positiva com efeito de negativa e não representa óbice ao direito de inclusão da empresa no SIMPLES retroativamente a 01.01.1998.
Numero da decisão: 303-34.351
Decisão: ACORDAM os Membros da TERCEIRA CÂMARA do TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do relator.
Matéria: Simples- proc. que não versem s/exigências cred.tributario
Nome do relator: ZENALDO LOIBMAN
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : Simples- proc. que não versem s/exigências cred.tributario
dt_index_tdt : Sat Jan 21 09:00:02 UTC 2023
anomes_sessao_s : 200705
ementa_s : Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte - Simples Ano-calendário: 2002 Ementa: SIMPLES. INCLUSÃO RETROATIVA. RETORNO DE DILIGÊNCIA. DÍVIDA GARANTIDA POR PENHORA DE BENS EM VALOR SUFICIENTE. A interessada vem declarando e recolhendo tributos segundo a sistemática do SIMPLES desde 01.01.1998. A PSFN/Ribeirão Preto informa que as execuções referidas neste processo estão garantidas por bem avaliado como suficiente a garantir os créditos tributários discutidos nos embargos à execução. A penhora em valor suficiente garante a expedição de certidão positiva com efeito de negativa e não representa óbice ao direito de inclusão da empresa no SIMPLES retroativamente a 01.01.1998.
turma_s : Terceira Câmara
dt_publicacao_tdt : Thu May 24 00:00:00 UTC 2007
numero_processo_s : 10840.003304/2002-61
anomes_publicacao_s : 200705
conteudo_id_s : 4447265
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Jan 19 00:00:00 UTC 2023
numero_decisao_s : 303-34.351
nome_arquivo_s : 30334351_130633_10840003304200261_006.PDF
ano_publicacao_s : 2007
nome_relator_s : ZENALDO LOIBMAN
nome_arquivo_pdf_s : 10840003304200261_4447265.pdf
secao_s : Terceiro Conselho de Contribuintes
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os Membros da TERCEIRA CÂMARA do TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do relator.
dt_sessao_tdt : Thu May 24 00:00:00 UTC 2007
id : 4677140
ano_sessao_s : 2007
atualizado_anexos_dt : Fri Mar 24 22:30:34 UTC 2023
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1761290044696428544
conteudo_txt : Metadados => date: 2009-11-11T15:52:44Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-11-11T15:52:44Z; Last-Modified: 2009-11-11T15:52:44Z; dcterms:modified: 2009-11-11T15:52:44Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-11-11T15:52:44Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-11-11T15:52:44Z; meta:save-date: 2009-11-11T15:52:44Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-11-11T15:52:44Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-11-11T15:52:44Z; created: 2009-11-11T15:52:44Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; Creation-Date: 2009-11-11T15:52:44Z; pdf:charsPerPage: 1095; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-11-11T15:52:44Z | Conteúdo => , . CCO3/CO3 Fls. 95 , MINISTÉRIO DA FAZENDA . TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTESk „ TERCEIRA CÂMARA Processo n° 10840.003304/2002-61 Recurso n° 130.633 Voluntário Matéria SIMPLES - INCLUSÃO Acórdão n° 303-34.351 • Sessão de 24 de maio de 2007 Recorrente INDÚSTRIA DE BEBIDAS DON LTDA. Recorrida DRERIBEIRÃO PRETO/SP Assunto: Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequ,eno Porte - Simples Ano-calendário: 2002 Ementa: SIMPLES. INCLUSÃO RETROATIVA. RETORNO DE DILIGÊNCIA. DÍVIDA GARANTIDA POR PENHORA DE BENS EM VALOR SUFICIENTE. A interessada vem declarando e recolhendo tributos segundo a sistemática do SIMPLES desde 01.01.1998. A PSFN/Ribeirão Preto informa que as execuções referidas neste processo estão garantidas por bem avaliado como suficiente a garantir os créditos tributários discutidos nos embargos à execução. A penhora em valor suficiente garante a expedição de certidão positiva com efeito de negativa e não representa óbice ao direito de inclusão da empresa no SIMPLES retroativamente a 01.01.1998. • (1, Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Processo n.° 10840.003304/2002-61 CCO3/CO3 Acórdão n.° 303-34.351 Fls. 96 ACORDAM os Membros da TERCEIRA CÂMARA do TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do relator. ELIS DAUDT PRIETO Presidente • ZEN • L s LOIBMAN Re ,tor Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Nanci Gama, Silvio Marcos Barcelos Fiúza, Marciel Eder Costa, Tarásio Campelo Borges e Luis Marcelo Guerra de Castro. Ausente momentaneamente o Conselheiro Nilton Luiz Bartoli. Processo n.° 10840.003304/2002-61 CCO3/CO3 Acórdão n.° 303-34.351 Fls. 97 Relatório Retorno de diligência. O presente processo teve início com o pedido do contribuinte, em 05.09.2002, de inclusão retroativa a 01.01.1998 no SIMPLES. O pedido foi indeferido na repartição de origem, e depois pela DRJ, sob a alegação da existência de débitos inscritos em Dívida Ativa da União, sem exigibilidade suspensa, atestados em Certidão Positiva da PFN (fls.23). A interessada apresentou as seguintes alegações principais: a) O oferecimento de bens à penhora, requisito para os embargos, suspendem a exigibilidade do crédito tributário. As normas jurídicas não podem ser interpretadas isoladamente, e assim o art.151 do CTN considerado em interpretação sistemática com o art.739, §1° do C.P.0 e com o art.206 do CTN, confirmam o entendimento defendido. 111 b) O art.739, §1 0, do CPC preceitua que os embargos do devedor serão sempre recebidos com efeito suspensivo. E o art.206, do CTN, dispõe que tem efeito de certidão negativa a certidão de que conste a existência de créditos não vencidos, no curso de cobrança executiva em que tenha sido efetivada a penhora, ou cuja exigibilidade esteja suspensa. Transcreve em apoio à sua tese, às fis.72173, as ementas do Acórdão 302-35.641, Rel. Maria Helena Cotta Cardozo e do Acórdão n° 302-35.989, Rel. Walber José da Silva. Pediu provimento ao recurso para se reformar a decisão de primeira instância e reconhecer a ilegalidade do ato administrativo de exclusão do SIMPLES. O voto condutor da Resolução n° 303-01.166 destacou que nestes autos não havia notícia de ato formal de exclusão do SIMPLES, apesar da menção a isso na decisão recorrida e no pedido formulado no recurso. Com relação aos débitos relacionados aos documentos de fls.37, 38,41 e 42, estes parecem atestar que estão cobertas por penhoras acatadas pela Fazenda Nacional e em valor suficiente a cobrir os débitos.(Processos de Execução Fiscal n° 93.0306570-0 e 93.0305674-4). Entretanto analisando-se especificamente o documento de fls.39, expedido pela Justiça Federal, observa-se que com relação ao processo de Execução Fiscal 0 93.0305571-3, para a cobrança de débito inscrito em decorrência do Processo Administrativo 10840.001.057/90-18, embora a exeqüente Fazenda Nacional tenha aceitado o bem ofertado em garantia, requereu a penhora de outros bens para a total satisfação da dívida fiscal, por ser o bem oferecido de valor inferior ao débito. Por tais motivos o julgamento foi convertido em diligência à repartição de , origem para que solicitasse da PFN a informação sobre o valor dos bens penhorados, se foi suficiente a cobrir o crédito tributário correspondente aos três processos em execução. E para que informasse também se já haviam sido efetivadas as execuções dos bens penhorados. Ao contribuinte foi facultada a oportunidade de apresentar informações complementares. Em resposta à diligência a PSFN/Ribeirão Preto prestou informação, às fls.87, por meio do Oficio 1390/06-AM. Afirmou que as execuções 93.0306570-0, 93.0305674-4 e 93.0305571-3 estão garantidas por uma empilhadeira que foi avaliada, em abril de 2006, em • Processo n.° 10840.003304/2002-61 CCO3/CO3 Acórdão n.° 303-34.351 Fls. 98 R$ 12.000,00. Enquanto que o valor das respectivas inscrições, em 08.11.2006 (data da informação), monta em R$ 9.654,46. Comunicou, por fim, que o leilão do referido bem estava previsto para o dia 13.03.2007. Intimado do resultado da diligência o contribuinte se manifestou conforme consta às fls.91/93, ressaltando que conforme informações prestadas pela PSFN as execuções fiscais especificadas nesses autos estão devidamente garantidas por penhora, o que implica na suspensão da exigibilidade do crédito tributário nos exatos termos do art.739, §1 0, do CPC. Nesse mesmo sentido é o entendimento do E. Conselho de Contribuintes, conforme ementas referentes aos acórdãos 302-35.641, 302-35.989 (transcritos às fls.92/93). Sendo assim, inexiste razão para a exclusão da empresa do SIMPLES, pois à época da exclusão, todas as inscrições em dívida ativa estavam com a exigibilidade suspensa. Pede provimento ao recurso para manter a empresa no SIMPLES. É o Relatório. • Processo n.° 10840.003304/2002-61 CCO3/CO3 Acórdão n.° 303-34.351 Fls. 99 Voto Conselheiro ZENALDO LOIBMAN, Relator As condições de admissibilidade do recurso já haviam sido analisadas e atestadas na sessão de 21.06.2006. Naquela ocasião ao proferir o voto que levou à diligência, deixei registrado que apesar de haver menção a um suposto ato de exclusão da empresa do SIMPLES (ADE), tanto na decisão proferida pela DRJ quanto no recurso voluntário, não consta destes autos nenhum ADE, e os elementos constantes do processo me levam a crer que se trata, na verdade, de um indeferimento do pedido de inclusão retroativa a 01.01.1998, conforme faz crer o documento de fls.01, e, posteriormente, o despacho decisório da DRF/Ribeirão Preto (fls.27), o Comunicado de fls.28, contestados por meio da impugnação submetida à DRJ/Ribeirão Preto (fls.33/35). Foi na impugnação, às fls.33, que o interessado se expressou de forma imprecisa 41 se referindo a uma suposta exclusão da empresa impugnante sob a alegação de haver dívida inscrita sem exigibilidade suspensa. Trata-se de equívoco, ao qual a DRJ deu seqüência inadvertidamente. O fato é que o pedido que deu início ao processo era de reconhecimento do enquadramento da empresa no SIMPLES desde 01.01.1998, data a partir da qual a interessada passou a declarar e recolher seus tributos na sistemática do regime simplificado. A DRF/Ribeirão Preto constatou as declarações e recolhimentos na sistemática do SIMPLES, e apenas rejeitou o pedido sob a alegação dos débitos apontados em certidão positiva expedida pela PSFN (fls.22/23). A DRJ manteve a rejeição do pedido de inclusão retroativa pelo mesmo motivo. De fato, além de estar pacificada na jurisprudência administrativa, a própria administração central da SRF, por atos normativos, admite a possibilidade de inclusão retroativa de empresa que desenvolvendo atividade compatível com o regime especial de tributação, venha cumprindo fielmente suas obrigações em conformidade com as regras do SIMPLES. A admissão, ou não, do pedido no recurso, se centra em saber se havia, ou não, suspensão da exigibilidade dos créditos inscritos na dívida ativa. Este é o cerne da lide. O recorrente já afirmara, antes da diligência, que havia os débitos inscritos, mas estavam garantidos por penhora em valor suficiente providenciada em razão de embargos à execução. Em arrimo a essa posição juntou ementas do Segundo Conselho, com votos dos eminentes Conselheiros Maria Helena C. Cardozo e Walber J. da Silva, no sentido de que a garantia da dívida por penhora regularmente constituída em processo de execução, aguardando trânsito em julgado de embargos à execução, não impede a empresa de se manter/enquadrar no SIMPLES, posto que está caracterizada a suspensão da exigibilidade da dívida, nos termos do §1° do art.739 do CPC c/c o art.206 do CTN. Este relator em outros processos já teve a oportunidade de se expressar na mesma direção. Em outras oportunidades havia a argüição de estar, ou não, a hipótese da penhora em valor suficiente contemplada pelo art.151 do CTN. tÁ2 . . • Processo n.° 10840.003304/2002-61 CCO3/CO3 Acórdão n.° 303-34.351 Fls. 100 Sendo verdade que rigorosamente não consta dentre as hipóteses do art.151 do CTN a penhora de bens em valor suficiente como causa de suspensão da exigibilidade do crédito tributário, não é menos verdade que em meio à ação executiva, a penhora referida tem o condão de oferecer garantia à Fazenda quanto à satisfação do crédito tributário. A jurisprudência dos tribunais, notadamente do TRF/l a Região e TRF/5a Região, traduzem o pensamento majoritário na doutrina nacional quanto ao aspecto de que a penhora de bens do devedor em valor suficiente, no bojo da ação executiva fiscal, autoriza a expedição de certidão positiva com efeito de negativa em favor do devedor. O raciocínio presente é de que não resta dúvida que a penhora realizada regularmente em bens cujo valor exceda ao débito, não deve permitir que se considere o devedor em situação similar a de outro que não garantiu a dívida. O devedor que ofereceu bens suficientes à penhora não deve ser inscrito, por exemplo, no CADIN, posto que no curso do processo, o juiz dispõe dos bens para poder satisfazer o credor tributário. Assim a conclusão lógica é de que não se justifica alocar o contribuinte em • situação de irregularidade; ao contrário, ao lado de ter o direito constitucional de apresentar seus argumentos contra a progressão da ação executiva, ainda ofereceu garantias ao Estado de modo a que não lhe seja inculcada a pecha de devedor omisso, nem muito menos os efeitos perniciosos daquela condição. Se na lista do art.151 do CTN constam, como hipóteses de suspensão da exigibilidade do crédito tributário, as meras reclamações e os recursos administrativos, com maior razão deve amparar a expedição de certidão positiva com efeito de negativa a existência de penhora de bens em valor suficiente. Se bem que não se trata de conferir interpretação que equipare a penhora suficiente a uma das causas de suspensão da exigibilidade do crédito tributário, nem é preciso que assim seja. Basta que se vislumbre que a garantia dada ao credor tributário é razão suficiente para que haja a expedição de certidão positiva com efeito de negativa ao interessado. Depois de cumprida a diligência ficou expressamente constatado, por parte da PSFN, o valor suficiente da penhora realizada. Daí resulta, a meu ver, que não há óbices ao 111 atendimento do pleito do recorrente, ou seja, de reconhecer seu direito de inclusão no SIMPLES retroativa a 01.01.1998. Pelo exposto, voto por dar provimento ao recurso voluntário. Sala das Sessões, em 24 de maio de 2007 Seh ZE , A 1 • LOIBMAN - Relator
score : 1.0
