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Numero do processo: 12466.000629/94-05
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Fri Aug 29 00:00:00 UTC 1997
Data da publicação: Fri Aug 29 00:00:00 UTC 1997
Ementa: CLASSIFICAÇÃO - RECURSO DE OFÍCIO.
Confirmado que o veiculo em tela atende às especificações do Ato
Declaratório COSIT/ADN n° 32/93, negado provimento ao recurso.
Numero da decisão: 301-28.521
Decisão: ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de Oficio, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: MOACYR ELOY DE MEDEIROS
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score : 1.0
Numero do processo: 10384.003034/94-04
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu May 23 00:00:00 UTC 1996
Numero da decisão: 301-01.037
Decisão: RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em
diligência à Repartição de Origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: MARCIA REGINA MACHADO MELARE
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RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência à Repartição de Origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Brasília-DF, em 23 de maio de 1996 S •, •i I c e . MÁRCIA REGINA MACHADO Relatora 05 SET 1996 Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselheiros : ISALBERTO ZAVÃO LIMA, JOÃO BAPTISTA MOREIRA, FAUSTO DE FREITAS E CASTRO NETO, LEDA RUIZ DAMASCENO e LUIZ FELIPE GALVÃO CALHEIROS. 'me : ':.- MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CAMARA RECURSO N° RESOLUÇÃON° RECORRENTE RECORRIDA RELATOR(A) 117.581 301-1037 INTEL SAT SISTEMAS LTDA DRJ/FORTALEZA/CE MÁRCIA REGINA MACHADO MELARÉ RELATÓRIO • •,•, A empresa acima identificada foi autuada sob a alegação de falta de recolhimento do 11 e do IPI, tendo em vista ter, em operação de internação de mercadorias estrangeiras, classificado separadamente baterias, carregadores e aparelho para telefonia celular, apesar do fato de os itens mencionados formarem um conjunto, sendo importadas em embalagem única. Diz o Auto de Infração, ainda, que como o aparelho para telefonia celular constitui o artigo que confere a característica do conjunto, a correta classificação fiscal da mercadoria é a do código 8525.20. O 199, não sendo correto o procedimento que classificou separadamente as baterias no código 8507.30.0100 e os carregadores e acumuladores na posição 8504.40.0299. Ademais, consta que na classificação que deu, a autuada pretendeu beneficiar-se de isenções do IPI para os carregadores e da redução da alíquota do 11 para as baterias. Entendeu a fiscalização, também, que deve-se adicionar o valor das baterias e dos carregadores ao valor dos aparelhos para telefonia celular e tributar o conjunto, aplicando-se as alíquotas de 20 % de 11e 20 % do IPI, referentes ao citado código 8525.20.0199, conforme o disposto nas Regras Gerais para Interpretação do Sistema Harmonizado 2-a e 3-b. Ante ao fato relatado, o crédito tributário exigido consubstancia-se nos Impostos de Importação e sobre Produtos Industrializados, com os devidos acréscimos legais, juros de mora, além da aplicação da multa a que se refere o inciso I, do artigo 4° da Lei 8.218/91. Em tempestiva impugnação a Autuada aduz, em suma, que o Auto de Infração não pode prosperar, vez que não se trata de um "sistema" de telefonia, no qual as partes distintas formam um conjunto. Quanto à multa, diz ser inaplicável ao caso, conforme ADN/CST 29/80. 2 I / MJNISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CAMARA RECURSO N° RESOLUÇÃON° 117.581 301-1037 • •• ., Na sequência regular do processo, a ilustre Autoridade Julgadora "a quo", rejeitando os argumentos da impugnação, manteve integralmente o Auto de Infração, uma vez que o conjunto classifica-se no código 8525.20.0199 da NBM/SH, à luz do Ato Declaratório Normativo COSIT 28/94. Quanto à aplicação da multa prevista no inciso I, do artigo 4° da Lei 8.218/91, diz inaplicável ao caso, aliás como já pronunciado pelo ADN/CST 29/80, do qual cita alguns trechos. Sustenta, outrossim, que sendo o lançamento atividade privativa da Autoridade Fiscal, compete a ela classificar a mercadoria, sendo que o código proposto pelo declarante na sua DI, constitui mero cumprimento de obrigação acessória. Destarte, "ninguém lhe pode exigir apresente declaração absolutamente correta, em relação a um assunto eminentemente técnico, de competência exclusiva do fisco". Pelas mesmas razões, defende que também não é devido o IPI e a respectiva multa. Após cumpridas as formalidades de praxe, a ilustre Autoridade Julgadora "a quo", passando a decidir, indeferiu o pedido de diligencia, uma vez que ela tem por objetivo a interpretação de um dispositivo de norma tributária, o qual já foi objeto de Ato Declaratório Normativo COSIT 28/94. Quanto ao mérito, apegando- se ao mesmo Ato Declaratório, manteve a classificação da mercadoria no código específico da NBM-SH (TIPIITAB), já que o mesmo concluiu que o telefone celular não se enquadra no destaque ("EX"). Diante da falta de recolhimento dos tributos manteve, também, a imposição das multas, para ao final, julgar procedente o lançamento contido no Auto de Infração, em sua totalidade. Diante da errônea classificação manteve a multa de ofício constante do Auto de Infração. Cientificada da Decisão acima relatada, a Autuada, mais uma vez inconformada, interpôs Recurso Voluntário tempestivo, endereçado a este Terceiro Conselho, onde, além de rebater pontos da decisão monocrática, reitera os argumentos oferecidos na peça impugnatória, para requerer o seu integral provimento. Por fim, encontra-se juntado às fls. 38/39, recente petição da Recorrente, pugnando pela realização de diligência, em único quesito ao DTT, eis que entende que falta no processo um laudo técnico esclarecedor da matéria. É o relatório . 3 " MINISTÉRIODAFAZENDA TERCEIROCONSELHODECONTRIBUINTES PRIMEIRACAMARA RECURSO N° RESOLUÇÃON° 117,581 301-1037 VOTO • • Inquestionavelmente, flagrante é o erro de classificação, pois o "KIT" das mercadorias importadas deve ser classificado no código 8525,20,0199. Entretanto, merece ser evidenciado que sobre tal código existe um destaque "EX", criado pela Portaria MP 785/92, a qual pode beneficiar a recorrente, com a redução do imposto de importação, tomando insubsistente o lançamento feito . Ocorre, porém, que inúmeras dúvidas recaem sobre o alcance da mencionada Portaria, razão pela qual voto no sentido de ser o julgamento convertido em diligência ao Departamento Técnico de Tarifas, para que responda ao quesito formulado às fls. pela recorrente, Este Conselho de Contribuintes solicita, ainda, ao DTT que encaminhe cópia de todo o processo administrativo, que gerou a publicação do "Ex 004" da Portaria MP 785/92. Sala das Sessões, em 23 de maio de 1996 === C Q .•. MÁRCIA REGINA MACHADO MELARÉ - RELATORA 4 00000001 00000002 00000003 00000004
score : 1.0
Numero do processo: 12466.000387/94-60
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Fri Aug 29 00:00:00 UTC 1997
Data da publicação: Fri Aug 29 00:00:00 UTC 1997
Ementa: CLASSIFICAÇÃO - RECURSO DE OFÍCIO.
Confirmado que o veículo em tela atende às especificações do Ato
Declaratório COSIT/ADN n° 32/93, negado provimento ao recurso.
Numero da decisão: 301-28.524
Decisão: ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de Oficio, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: MOACYR ELOY DE MEDEIROS
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Numero do processo: 10830.001677/2002-16
Turma: Primeira Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Apr 06 00:00:00 UTC 2010
Numero da decisão: 1801-000.018
Decisão: Resolvem os membros do colegiado, pelo voto de qualidade, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto da relatora. Vencidos os Conselheiros Maria de Lourdes Ramirez (Relatora), Guilherme Polastri Gomes da Silva e Diniz Raposo e Silva.
Designada a Conselheira Carmen Ferreira Saraiva para redigir a diligência decidida.
Nome do relator: MARIA DE LOURDES RAMIREZ
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Resolvem os membros do colegiado, pelo voto de qualidade, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto da relatora. Vencidos os Conselheiros Maria de Lourdes Ramirez (Relatora), Guilherme Polastri Gomes da Silva e Diniz Raposo e Silva. Designada a Conselheira Carmen Ferreira Saraiva para redigir a diligência decidida. ANAETTBARROS FERNANDES - Presidente 7. 1nn,t7U MARIA D LOURDES-RAMIREZ - Relatora 1 OPY CARMEN F REIRA SARAIVA — Redatora Designada EDITADO EM' 12 AG U U1O Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Carmen Ferreira Saraiva, Guilherme Pallastri Gomes da Silva, Maria de Lourdes Ramirez, Diniz Raposo e Silva, André Almeida Blanco e Ana de Barros Fernandes. Ausente, justificadarnente o Conselheiro Marcos Vinicius Barros Ottoni, Processo n° 10830,001677/2002-16 SI -C I Resolução n° 1801-00.018 FI 2 RELATÓRIO Adoto, integralmente, o relatório da DRJ em Campinas/SP, o qual passo a reproduzir: "Cuida-se de pedido de inclusão no Simples, protocolado na DRF de or igem em 24/01/2002 (fl. 01), retroativo a 01/01/1999 (fl. 01), lá desacolhido à força da atividade econômica explorada — "prestação de serviços de instalações elétricas" (fl 96). Entendeu-se que o Contribuinte incidiria nas vedações preceituadas nos incisos V e XIII do art. 90 da Lei a' 9,317/96, Desta última decisão teve ele ciência em 30/05/2007 (fl. 121). Seguiu-se na apresentação da competente manifestação de inconformidade, esta protocolada em 08/06/2007 (fls. 122/123), recebidos os autos nesta DRJ em Campinas/SP em 28/06/2007 (conforme protocolo de capa) Argui o Contribuinte, em síntese, que apesar de seu ato constitutivo declinar a atividade criticada pela DRE de origem, a tal nunca se dedicara. Por unanimidade de votos o pleito da contribuinte foi indeferido por decisão da l'. Turma da DRI em Campinas/SP. Transcreve-se a ementa do Acórdão: ASSUNTO: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUICÓES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE— SIMPLES Ano-calendário. 1999 CIRCUNSTANCIAS IMPEDITIVAS INGRESSO E/OU PERMANÊNCIA NO SIMPLES. O exercício de atividade que pressupõe o domínio de conhecimento técnico-cientifico próprio de profissional da engenharia é circunstância que impede o ingresso ou a permanência no Simples. • Solicitação Indeferida No voto condutor do Acórdão proferido observou-se, inicialmente, que as atos constitutivos da empresa levados a registro em repartições públicas, seriam verdadeira declaração de vontade do contribuinte chancelada por terceiros desinteressados, no caso os Registros Públicos, e seriam meio de prova mais eficaz do que o código CNAE-fiscal para efeito de permitir maior convencimento acerca da real atividade praticada pela empresa. Nesse contexto conclui, a partir do objeto social consignado nos atos constitutivos da empresa e alterações posteriores, que o contribuinte exerceria ou exercera, a atividade de "mão de obra de instalações elétricas", o que não permitira concluir que a pessoa jurídica, ao exercer tal atividade, prescindiria de conhecimentos técnico-científicos próprios de profissionais da área de engenharia. Observando que, sendo o Simples um beneficio fiscal, devem, aqueles interessados em ingressar nessa sistemática, provar fazer jus à sua concessão e que, in casa, a parte interessada não ofertara demais elementos de prova a fim de permitir o conhecimento da 2 Processo n" 10830 001677/2002-16 Resolução n." 1801-00.018 Fl 3 real atividade praticada, o que deixaria "campo aberto à dúvida sobre a satisfação das condições exigidas" pela Lei. Assim, uma vez não haver nos autos outra declaração de vontade a se sobrepor àquela constante dos atos constitutivos, a respeito do objeto social da empresa, e, analisando as disposições do inciso XIII do art. 9°, da Lei no, 9,317, de 1996 e Resolução no, 218, de 197.3, do CONFEA, concluiu que a atividade praticada se insere no rol daquelas que demandariam conhecimento técnico-científico de engenheiro, e, portanto, seria vedada ao ingresso no Simples, Pela Comunicação SEORT 1383/2007, da DRF em Campinas/SP (fl.. 1.33) a contribuinte foi cientificada em 02/10/2007 (AR ff 134) do indeferimento de seu pleito, e em 30/10/2007, protocolou Recurso Voluntário junto a este Colegiado. Em sua defesa observa, inicialmente, que o Acórdão atacado, além de padecer do vício da inadequada interpretação "por analogia em inala partem" dos dispositivos da Lei que regem o Simples e das atividades praticadas pela empresa, afrontaria o fim objetivado pelo legislador, que seria o de simplificar as obrigações tributárias e administrativas das microempresas e empresas de pequeno porte. Reafirma nunca ter praticado qualquer atividade instalação elétrica e que essa previsão, cru seus atos constitutivos, teria sido feita com o intuito de "ter um valor agregado ao seu comércio, para que, na eventualidade de ser exercida, estivesse legitimada, para tanto..." (transcrito literalmente —ti. 139- destaques acrescidos). Após transcrever farta doutrina e jurisprudência administrativa, pugna pela reforma do Acórdão da DR' em Campinas/SP e pelo deferimento de sua inclusão retroativa no Simples. É o relatório, VOTO CARMEN FERREIRA SARAIVA — REDATORA DESIGNADA O recurso voluntário apresentado pela Recorrente atende aos requisitos de admissibilidade previstos nas normas de regência. Assim, dele tomo conhecimento. Compulsando os presentes autos, constato que não se encontram em condições de julgamento, pelas razões que passo a expor. O tratamento diferenciado, simplificado e favorecido aplicável às microempresas e às empresas de pequeno porte relativo aos impostos e às contribuições estabelecido em cumprimento ao que determina o disposto no art, 179 da Constituição Federal de 1988 pode ser usufruído desde que as condições legais sejam preenchidas.. A Lei riG 9..317, de 1996, fixa: 3 Processo tf 10830.001677/2002-16 S1-CIII Resolução n " 1801-0(1018 Fl. 4 Art. 9"Nâo poderá optar pelo SIMPLES, a pessoa jurídica. XIII - que preste serviços profissionais de corretor, repres-entante comercial, despachante, ator, empresário, diretor ou produtor de espetáculos, cantor, músico, dançarino, médico, dentista, enfermeiro, veterinário, engenheiro, arquiteto, físico, químico, economista, contador, auditor, consultor, estatístico, administrador, programador., analista de sistema, advogado, psicólogo, professor, .jornalista, publicitário, _fisicultor, ou assemelhadas, e de qualquer- outra profissão cujo exercício dependa de habilitação profissional legalmente exigida; O referido diploma legal impede a opção pelo Simples por parte das pessoas jurídicas: - que prestem os serviços profissionais expressamente listados; - que prestem os serviços profissionais assemelhados àqueles expressamente listados; - que prestem serviços profissionais não expressamente listados, cujo exercício dependa de habilitação legalmente exigida, A norma de regência adota a interpretação analógica que abrange casos semelhantes por ela regulados e não a analogia, que é uma forma de integração de normas para suprir lacunas. Por seu turno, a Lei n° 5.194, de 1996, prevê: Art. 7" Às atividades e atribuições profissionais do engenheiro, do arquiteto e do engenheiro-agrônomo consistem em: a) desempenho de cargos, funções e comissões em entidades estatais, paraestatais, autárquicas, de economia mista e privada; b) planejamento ou projeto, em geral, de regiões, zonas, cidades, obras, estruturas, transportes, explorações de recursos naturais e desenvolvimento da produção industrial e agropecuária, c) estudos, projetos, análises, avaliações, vistorias, perícias, pareceres e divulgação técnica; d) ensino, pesquisas, experimentação e ensaios; e) fiscalização de obras e serviços técnicos; ..f) direção de obras e serviços técnicos; g) execução de obras e serviços técnicos,- h) produção técnica especializada, industrial ou agro-pecuária A hipótese de indeferimento da opção da Recorrente pelo Simples com efeito desde 01/01/1999 fundamentada no serviço de mão-de-obra de instalações elétricas é assemelhada à prestação de serviço profissional de engenheiro e pressupõe a obtenção de 4 Processo n" 10830.001677/2002-16 SI-CIT1 Resolução n ° I801-00.018 El 5 receita proveniente da atividade vedada, qualquer que seja a sua proporção em relação à totalidade auferida pela pessoa jurídica. Em sentido diverso, a Recorrente afirma: ri nunca ter praticado qualquer atividade instalação elétrica e que essa previsão, em seus atos constitutivos, teria sido feita com o intuito de "ter um valor acrecado ao seu comércio, para que, na eventualidade de ser exercida, estivesse 1e:clamada, I -, .1 Tendo em vista a controvérsia entre a alegação do Erário e o argumento da Recorrente, a realização da diligência se torna imprescindível para esclarecer a situação fática com o escopo de privilegiar o princípio da verdade material: Em face da questão sobre a qual divergem as partes e com a observância do disposto no art. 18 do Decreto n° 70235, de 1972, voto pela conversão do julgamento em diligência para que, mediante parecer conclusivo, a Unidade da Receita Federal do Brasil que jurisdicione a Recorrente: - caracterize a prestação do serviço profissional que a pessoa jurídica exerce mediante a qual a receita bruta é auferida a partir dos efeitos da exclusão, - anexe Notas Fiscais que comprovem a eventual prestação de serviço profissional impeditivo; - verifique se para o exercício da atividade é exigido o Atestado Técnico e Termo de Responsabilidade; - verifique se no quadro de pessoal há engenheiros ou técnicos com conhecimento, especialização e experiência profissional que os assemelhem a engenheiros. A Recorrente deve ser cientificada dos procedimentos referentes à diligência efetuada e que se abra prazo para que se manifeste sobre seu conteúdo e sua conclusão, com o objetivo de lhe assegurar o contraditório e a ampla defesa com os meios e recursos a ela inerentes (inciso LV do art, 5 da Constituição da República) CARMEN FERREIRA SARAIVA ---- REDATORA DESIGNADA 5
score : 1.0
Numero do processo: 10283.720404/2006-41
Turma: Primeira Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Feb 02 00:00:00 UTC 2012
Numero da decisão: 1801-000.087
Decisão: Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, determinar o sobrestamento dos autos, conforme dispõe o artigo 62-A, e §2º do RICARF e o artigo 2º, §2º, inciso I, da Portaria CARF n.º 01 de 2012 , nos termos do voto da Relatora.
Nome do relator: MAGDA AZARIO KANAAN POLANCZYK
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Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, determinar o sobrestamento dos autos, conforme dispõe o artigo 62A, e §2º do RICARF e o artigo 2º, §2º, inciso I, da Portaria CARF n.º 01 de 2012 , nos termos do voto da Relatora. (documento assinado digitalmente) Ana de Barros Fernandes – Presidente (documento assinado digitalmente) Ana Clarissa Masuko dos Santos Araújo – Redatora designada Participaram do julgamento os Conselheiros: Carmen Ferreira Saraiva, Magda Azario Kanaan Polanczyk, Maria de Lourdes Ramirez e Luiz Guilherme de Medeiros Ferreira e Ana de Barros Fernandes. Relatório Tendo em vista que a Conselheira relatora responsável pelos presentes autos, Magda Azario Kanaan Polanczyk, renunciou ao mandato de conselheira sem entregar este acórdão formalizado, fui designada para este fim, consoante despacho de fls. Fl. 379DF CARF MF Impresso em 16/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/02/2013 por ANA CLARISSA MASUKO DOS SANTOS ARAUJO, Assinado digitalme nte em 25/02/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 07/02/2013 por ANA CLARISSA MASUKO DOS SANTOS ARAUJO Processo nº 10283.720404/200641 Resolução n.º 1801000.087 S1TE01 Fl. 328 2 Tratase de lançamento de ofício para exigência de IRPJ , PIS, COFINS, CSLL, concernentes ao ano de 2001, sob o fundamento de omissão de receitas, por meio de depósitos bancários com origem não identificada. A Recorrente apresentou impugnação, alegando decadência, a dedução, das receitas apuradas, dos valores repassados às companhias aéreas e a ilegalidade do lançamento efetuado unicamente com base em depósitos bancários, pois só seria admissível o lançamento quando resta comprovado o nexo causal entre os depósitos e o acréscimo patrimonial. A 1ªTurma da DRJ de Belém, em 24012008, por meio do Acórdão n.º 01 10.234, decidiu pela procedência parcial do lançamento, em decisão assim ementada: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA • JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 2001 DECADÊNCIA. Ó direito da Fazenda de proceder ao lançamento de IRPJ extinguese no prazo de cinco anos, contados do fato gerador, conforme artigo 150 da Lei n°5.172/66. DEPÓSITOS BANCÁRIOS. OMISSÃO DE RECEITAS. Caracterizamse omissão de receita os valores creditados em conta de depósito mantida junto a instituição financeira, em relação aos quais o titular. regularmente intimado, não comprove, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações. DECADÊNCIA. CONTRIBUIÇÕES PARA A SEGURIDADE SOCIAL. PRAZO. O prazo decadencial para a constituição do crédito tributário relativo às contribuições é de dez anos contados do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o crédito poderia ter sido constituído, conforme determina a legislação de regência. LANÇAMENTO REFLEXO PIS COFINS. CSLL. As questões sujeitas às mesmas regras adotadas para o lançamento do principal submetemse a idêntico entendimento. Lançamento Procedente em Parte De acordo com o mencionado acórdão, foram atingidos pela decadência. os débitos de IRPJ relativos aos três primeiros trimestres de 2001, por aplicação do art. 150, §4°, da Lei n°5.172/66, não aplicando o mesmo dispositivo aos débitos relativos à CSLL, PIS e COFINS, por força da prescrição veiculada pelo art.45 da Lei n° 8.212, de 24.7.1991: Fl. 380DF CARF MF Impresso em 16/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/02/2013 por ANA CLARISSA MASUKO DOS SANTOS ARAUJO, Assinado digitalme nte em 25/02/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 07/02/2013 por ANA CLARISSA MASUKO DOS SANTOS ARAUJO Processo nº 10283.720404/200641 Resolução n.º 1801000.087 S1TE01 Fl. 329 3 No que tange à alegação de ilegalidade do lançamento com base nos depósitos bancários de origem não comprovada, afirmouse que há autorização de lançamento por omissão de receitas a partir de depósitos bancários de origem não comprovada, por força da presunção prevista pelo art. 42 da Lei n. 9.430, de 27.12.1996. Em sede de recurso voluntário, alegou a Recorrente que a decadência da mesa forma deveria alcançar as contribuições, pois também teriam a natureza jurídica de tributos, nos termos da Constituição Federal de 1988. Sobre a produção de provas, hábeis a ilidir a presunção de omissão de receitas, afirmou a Recorrente que estava impossibilitada de dar cumprimento à exigência em razão do falecimento de seu sóciofundador que originou a desativação da agência de turismo e extravio dos mapas demonstrativos referentes às vendas e comissões auferidas pela venda de bilhetes de passagens aéreas. Requereu, assim, que fosse oficiada a IATA, determinando informar o montante das comissões auferidas pela Recorrente no período de janeiro a dezembro de 2001, ou que o julgamento fosse convertido em diligência., para que fosse requisitadas as informações da IATA. É o relatório. Voto. Conselheira Ana Clarissa Masuko dos Santos Araujo, redatora designada Em prejudicial cumpre atentar, conforme se depreende dos presentes autos, notadamente às fls. 52/135, a Fazenda Pública obteve acesso aos dados da movimentação financeira da empresa contribuinte, por meio de RMF, Requisição de Movimentação Financeira, dirigida diretamente às instituições financeiras, sem autorização judicial. Sobre o assunto devem ser feitas as seguintes observações. Em 15 de dezembro de 2010, ao julgar o Recurso Extraordinário nº 389.808/PR, o Plenário do Supremo Tribunal Federal, por maioria, proferiu a seguinte decisão publicada no Dje086 em 10/05/2011: SIGILO DE DADOS – AFASTAMENTO. Conforme disposto no inciso XII do artigo 5º da Constituição Federal, a regra é a privacidade quanto à correspondência, às comunicações telegráficas, aos dados e às comunicações, ficando a exceção – a quebra do sigilo – submetida ao crivo de órgão eqüidistante – o Judiciário – e, mesmo assim, para efeito de investigação criminal ou instrução processual penal. SIGILO DE DADOS BANCÁRIOS – RECEITA FEDERAL. Conflita com a Carta da República norma legal atribuindo à Fl. 381DF CARF MF Impresso em 16/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/02/2013 por ANA CLARISSA MASUKO DOS SANTOS ARAUJO, Assinado digitalme nte em 25/02/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 07/02/2013 por ANA CLARISSA MASUKO DOS SANTOS ARAUJO Processo nº 10283.720404/200641 Resolução n.º 1801000.087 S1TE01 Fl. 330 4 Receita Federal – parte na relação jurídicotributária – o afastamento do sigilo de dados relativos ao contribuinte. Em 20/11/2009, ao examinar o Recurso Extraordinário nº 601.314, relatado pelo Ministro Ricardo Lewandowski, o STF reconheceu quanto à matéria a existência de repercussão geral, nos termos do artigo 542B, do Código de Processo Civil. Neste sentido, segue a ementa da decisão: EMENTA: CONSTITUCIONAL. SIGILO BANCÁRIO. Fornecimento de informações sobre movimentação bancária de contribuintes, pelas instituições financeiras, diretamente ao fisco, sem prévia autorização judicial (lei complementar 105/2001). Possibilidade de aplicação da lei 10.174/2001 para apuração de créditos tributários referentes a exercícios anteriores ao de sua vigência. Relevância jurídica da questão constitucional, existência de repercussão geral. O tratamento a ser dispensado aos processos com repercussão geral encontrase no artigo 542B, do CPC, e artigo 328, parágrafo único, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. No Agravo de Instrumento nº. 765.714, decidiuse que: “Tratase de agravo de instrumento contra a decisão que negou seguimento a recurso extraordinário interposto de acórdão, cuja ementa segue transcrita: “TRIBUTÁRIO. SIGILO BANCÁRIO. LEI COMPLEMENTAR 105/2001. CONSTITUCIONALIDADE. VEDAÇÃO DA LEI 9.311/96 (ART. 11 § 3º). APROVEITAMENTO DE DADOS PARA CONSTITUIÇÃO DE TRIBUTOS. IMPOSSIBILIDADE. 1. A Lei 4.595/64 permitida o acesso aos agentes fiscais tributários de documentos, livros e registros de contas de depósitos quando houvesse processo instaurado e quando tais documentos fossem considerados indispensáveis pela autoridade competente. A jurisprudência se manifestou, afirmando que o processo seria o judicial e a autoridade competente seria a judiciária. 2. Em 2001, essa matéria foi alterada, tendo sido editada a Lei Complementar 105. Não há inconstitucionalidade nessa legislação, pois, na coexistência de dois bens ou valores protegidos constitucionalmente, devese sobrepor o que visa atender ao interesse público e não ao interesse público e não ao interesse privado. Os direitos fundamentais não são absolutos e podem sofrer abalo se colocados em conflito com outro valor que deva ter preferência. 3. A fiscalização pela autoridade administrativa é instrumento de arrecadação tributária pelo Estado, que, por sua vez, visa atender ao princípio da capacidade contributiva (tributando quem capacidade detém) e ao da isonomia (tributando todos aqueles que podem ser Fl. 382DF CARF MF Impresso em 16/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/02/2013 por ANA CLARISSA MASUKO DOS SANTOS ARAUJO, Assinado digitalme nte em 25/02/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 07/02/2013 por ANA CLARISSA MASUKO DOS SANTOS ARAUJO Processo nº 10283.720404/200641 Resolução n.º 1801000.087 S1TE01 Fl. 331 5 tributados), corolários dos objetivos da República de construção de uma sociedade justa e solidária e de redução das desigualdades sociais. 4. Diante do princípio da irretroatividade das leis, a utilização dos dados da CPMF para apuração de eventual crédito tributário relativo a tributos diversos é vedada para anos anteriores ao de 2001. Fatos ocorridos e já consumados não se regem por lei nova, mas sim pelas leis que vigoravam no seu tempo. Leis novas valem para o futuro. 5. Na redação original do art. 11 § 3º, da Lei 9.311/96, o legislador impunha à Secretaria da Receita Federal “o sigilo das informações prestadas” e vedava sua utilização para a constituição de crédito relativo a outros tributos. Tratavase de norma que impunha o sigilo e vedava a constituição de outros tributos com a utilização dos dados da CPMF, resguardando um direito do contribuinte, e sendo, portanto, norma material ou substantiva e não processual ou adjetiva sobre a qual se aplicaria o art. 144 § 1º, do Código Tributário Nacional. 6. Apelação provida em parte” (fls. 4950). No RE, fundado no art. 102, III, a, da Constituição, alegouse ofensa, em suma, ao art. 5º, X e XII, da mesma Carta. No caso, o recurso extraordinário versa sobre matéria – sigilo bancário, quebra. Fornecimento de informações sobre a movimentação bancária de contribuintes diretamente ao Fisco, sem autorização judicial (Lei complementar 105/2001, art. 6º). Aplicação retroativa da Lei 10.174/2001, que alterou o art. 11, § 3º, da Lei 9.311/96 e possibilitou que as informações obtidas, referentes à CPMF, também pudessem ser utilizadas para apurar eventuais créditos relativos a outros tributos, no tocante a exercícios anteriores a sua vigência – cuja repercussão geral já foi reconhecida pelo Supremo Tribunal Federal (RE 601.314 RG/SP, de minha relatoria). Isso Posto, preenchidos os demais requisitos de admissibilidade, dou provimento ao agravo de instrumento para admitir o recurso extraordinário e, com fundamento no art. 328, parágrafo único, do RISTF, determino a devolução destes autos ao Tribunal de origem para que seja observado o disposto no art. 543B do CPC, visto que no recurso extraordinário discutese questão idêntica à apreciada no RE 601.314RG/SP. (grifei). A devolução dos autos ao Tribunal de origem para que se aguarde a decisão do RE 601.314, nos termos do 543B, do CPC, nada mais é do que o sobrestamento, atribuição que nos termos do art. 328, parágrafo único, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, é do relator ou do Presidente da Corte. Em resumo, o artigo 328, parágrafo único do RISTF, prevê que nos casos em que se verificar a subida ou distribuição de múltiplos recursos com fundamento em idêntica controvérsia, tanto o relator quanto o Presidente do Tribunal podem determinar a devolução dos demais processos aos tribunais de origem, para aplicação dos parágrafos do art. 543B do Código de Processo Civil. Fl. 383DF CARF MF Impresso em 16/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/02/2013 por ANA CLARISSA MASUKO DOS SANTOS ARAUJO, Assinado digitalme nte em 25/02/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 07/02/2013 por ANA CLARISSA MASUKO DOS SANTOS ARAUJO Processo nº 10283.720404/200641 Resolução n.º 1801000.087 S1TE01 Fl. 332 6 No caso do AI 765.714/SP, o relator do Recurso Extraordinário nº 601.314, nos processos que versam sobre a mesma matéria, está determinado o retorno dos autos à origem para observarse o disposto no artigo 543B, do CPC, concluindose, assim, que tal procedimento corresponde ao sobrestamento dos demais processos, pois, do contrário, os demais processos não poderiam ser devolvidos à origem, como aconteceu com o AI 765.714/SP. O Regimento Interno deste Conselho Administrativo de Recursos Fiscais – RICARF, assim dispõe no artigo 62A: 62A. As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543B e 543C da Lei nº. 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF. § 1º Ficarão sobrestados os julgamentos dos recursos sempre que o STF também sobrestar o julgamento dos recursos extraordinários da mesma matéria, até que seja proferida decisão nos termos do art. 543B. § 2º O sobrestamento de que trata o § 1º será feito de ofício pelo relator ou por provocação das partes. Tendo em vista que o presente processo envolve matéria discutida no âmbito jurisdicional em sede de repercussão geral reconhecida, qual seja, quebra sigilo bancário – Lei Complementar nº 105 / 2001 – como se vê do relatório, e considerando o que dispõe o artigo 62A, e parágrafos 1º e 2º do RICARF e, ainda, o artigo 2º, § 2º, inciso I da Portaria CARF nº. 01/2012, que determinam o sobrestamento do julgamento dos recursos sempre que houver sobrestamento do julgamento jurisdicional dos recursos extraordinários da mesma matéria até decisão final – art.543B, do Código de Processo Civil – a Turma votou no sentido de determinar o sobrestamento do julgamento do presente recurso voluntário, encaminhandose o presente processo à SECAM/3ª CAM/1ªSEÇÃO, para providências cabíveis, nos termos do § 3º do artigo 2º da Portaria CARF nº 01/2012. (documento assinado digitalmente) Ana Clarissa Masuko dos Santos Araujo – Redatora designada Fl. 384DF CARF MF Impresso em 16/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/02/2013 por ANA CLARISSA MASUKO DOS SANTOS ARAUJO, Assinado digitalme nte em 25/02/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 07/02/2013 por ANA CLARISSA MASUKO DOS SANTOS ARAUJO
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Numero do processo: 16327.720416/2012-47
Data da sessão: Thu Dec 10 00:00:00 UTC 2015
Numero da decisão: 1402-000.321
Decisão: Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, sobrestar o julgamento para apreciação em conjunto com o processo de nº 16327.720505/201293. Ausente o Conselheiro Manoel Silva Gonzalez.
Nome do relator: FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENCAR
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Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, sobrestar o julgamento para apreciação em conjunto com o processo de nº 16327.720505/201293. Ausente o Conselheiro Manoel Silva Gonzalez. (assinado digitalmente) LEONARDO DE ANDRADE COUTO Presidente. (assinado digitalmente) FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENCAR Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: LEONARDO DE ANDRADE COUTO (Presidente), FERNANDO BRASIL DE OLIVEIRA PINTO, LEONARDO LUIS PAGANO GONÇALVES, FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENCAR e DEMETRIUS NICHELE MACEI. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 63 27 .7 20 41 6/ 20 12 -4 7 Fl. 2580DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 14 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP22.0221.11205.XRH7. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 16327.720416/201247 Resolução nº 1402000.321 S1C4T2 Fl. 2.581 2 Relatório BANCO VOLKSWAGEN S/A recorre a este Conselho contra decisão de primeira instância proferida pela 8ª Turma da DRJ São Paulo01/SP, pleiteando sua reforma, com fulcro no artigo 33 do Decreto nº 70.235 de 1972 (PAF). Por pertinente, transcrevo o relatório da decisão recorrida (verbis): “Apesar do Termo de Verificação Fiscal mencionar infração à legislação do IOF, apenas são objeto do presente processo três autos de infração, um de IRPJ e dois de CSLL. No relatório serão mencionados apenas os fatos e enquadramento legal relativos às duas infrações controladas no processo. Infração 1 – Indedutibilidade de ágio interno Das operações societárias realizadas pelo Grupo Volkswagen e os seus efeitos sobre o quadro societário e capital da Volkswagen Leasing S/A No período de 13/12/2005 a 29/2/2008 ocorreram os eventos societários relacionados na tabela abaixo: Data Descrição 13/12/2005 Transferência (a título de venda) de ações da VWB, emitidas pelo BVW, para a VWAG – 48.796.057 ações do BVW 21/12/2005 Transferência das ações da VWB, emitidas pelo BVW, para a VWAG – 64.561.719 ações do BVW 29/3/2006 Emissão de 3.913.182 ações, subscritas e integralizadas pela VWS Aumento de capital do BVW no valor de R$ 15.000.000,00 28/8/2006 Emissão de 6.282.687 ações, subscritas e integralizadas pela VWS Aumento de capital do BVW no valor de R$ 25.000.000,00 2/1/2007 Transferência (a título de venda) de participação da VWB na VWL à VWFSAG – 11.035.632 ações da VWL 30/1/2007 A participação da VWS no BVW, foi transferida à VWP – 48.242.186 ações do BVW, pelo valor contábil de R$ 203.203.986,96 (BP de 31/12/2006) 17/4/2007 Emissão de 727.680.000 ações , subscritas e integralizadas pela VWFSAG 2/5/2007 Transferência (a título de venda) de participação da VWAG no BVW à VWL – 113.357.776 do BVW 17/09/2007 Criação de carteira de arrendamento mercantil no BVW. 18/10/2007 Emissão de 100.000.000 de ações, subscritas e integralizadas pela VWFSAG. 23/10/2007 Transferência de participação da VWFSAG na VWL à VWP – 838.715.632 ações 31/1/2008 Encerramento das agências do Banco VW 29/2/2008 Incorporação da VWL pelo BVW Legenda: BVW – Banco Volkswagen S/A VWL – Volkswagen Leasing S/A – Arrendamento Mercantil (Brasil) Fl. 2581DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 14 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP22.0221.11205.XRH7. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 16327.720416/201247 Resolução nº 1402000.321 S1C4T2 Fl. 2.582 3 VWS – Volkswagen Serviços Ltda. (Brasil) VWB – Volkswagen do Brasil Ltda. – Indústria de Veículos Automotores (Brasil) VWP Volkswagen Participações Ltda. (Brasil) VWAG – Volkswagen Aktiengesellschaft (Alemanha) VWFSAG Volkswagen Financial Services Aktiengesellschaft (Alemanha) Após as operações o controle societário da VWL passou da VWB para a VWFSAG em 2/01/2007, e desta para a VWP em 23/10/2007, sendo que em 17/4/2007 e 18/10/2007 se verificaram eventos de aumento de capital, o primeiro mediante subscrição integralizada em dinheiro e o segundo mediante incorporação de reservas de lucros acumulados. Do aumento de capital da VWL Em 17/4/2007, a VWFSAG, controladora integral da VWL, subscreveu o montante de 727.680.000 de ações nominativas com valor unitário de R 1,00, perfazendo o total de R$ 727.680.000,00. A operação foi registrada no sistema de controle do Banco Central do Brasil como Investimento Estrangeiro Direto. Em 2/5/2007, os recursos financeiros foram remetidos ao exterior pela aquisição de participação acionária no BVW. Os recursos financeiros externos oriundos da Alemanha aportados pela VWFSAG na VWL foram no curto espaço de 14 dias repatriados à Alemanha, desta vez em favor da VWAG. Da apuração de ágio pela VWL Os recursos provenientes do aumento de capital foram utilizados para a aquisição de 113.357.776 de ações do BVW que pertenciam à VWAG. Foi apresentado laudo de avaliação de emissão da KPMG Corporate Finance Ltda., datado de 26/3/2007, onde constava 28/2/2007 como data base e a avaliação a valor presente do BVW em R$ 941.629 mil. Tendo verificado inconsistência em relação ao cálculo do valor do ágio, foi efetuada nova intimação – item 5 do Termo de Intimação n° 3. Foram apresentados dois laudos (segundo a fiscalização, de forma sumária e não completa), inicialmente um datado de 26/3/2007 em que o valor do BVW era da ordem de R$ 941 milhões e um segundo, datado de 23/3/2007. Nas palavras da fiscalização o laudo com data anterior afirma “atualizar o laudo anteriormente apresentado, no qual o valor do BVW, em três diferentes cenários de crescimento equivalem a R$ 886 milhões, R$ 936 milhões ou R$ 986 milhões. Todos os valores contemplam dedução a título de potenciais ajustes, no montante de R$ 117 milhões.” Ágio no valor de R$ 228.336.098,32, com fundamento econômico na apuração de rentabilidade futura, conforme previsto no § 2º, inciso II, do art. 385 do RIR e foi contabilizado conforme determina o inciso III, do art. 386 do RIR. Da incorporação da VWL pelo BVW e início da amortização do ágio Fl. 2582DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 14 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP22.0221.11205.XRH7. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 16327.720416/201247 Resolução nº 1402000.321 S1C4T2 Fl. 2.583 4 Em 29/2/2008 a controlada BVW incorpora sua controladora VWL, a valores contábeis com data base de avaliação em 31/1/2008. O acervo líquido da VWL foi avaliado em R$ 174.127.835,93, conforme laudo de avaliação elaborado por ocasião da incorporação, e assim demonstrado: O valor de R$ 194.085.683,56 indicado como “Provisão para garantia de dividendos” nada mais é que o saldo contábil líquido indicado pelo BVW na conta 2.4.1.10.00.001 “Ágios Incorp BVW – R$ 228.336.098,32 referentes ao ágio inicialmente apurado menos R$ 34.250.414,76 referentes à amortização acumulada na VWL. O total dos valores expurgados do patrimônio líquido da VWL quando de sua incorporação em 29/2/2008 – R$ 729.775.123,98 relativos ao somatório do ágio a amortizar mais o saldo contábil do investimento da VWL no BVW – equivalem ao valor do aumento de capital da própria VWL, R$ 727.680.000,00 realizado em 17/4/2007. No LALUR constatase que no ano calendário 2008 o BVW amortizou a título de ágio o valor de R$ 41.861.618,04 – página 71 do LALUR, conta Provisão para Perdas Ágio BVW, excluído na parte A, R$ 194.085.683,56, e incluído na parte A, R$ 152.224.065,52. Enquadramento legal O cerne da questão é a descaracterização, por falta de fundamento econômico, de toda a série de operações financeiras e societárias realizadas pelas empresas do Grupo Volkswagen no país e no exterior vinculadas entre si, consideradas como atos de simulação com o intuito de obtenção de vantagens tributárias indevidas. Na reorganização societária foram realizadas operações estruturadas em sequência para que aparentemente fosse entendido que existiu uma aquisição com ágio. Porém, quando analisado o conjunto dos atos, identificamos que o controle acionário do BVW nunca mudou. A simulação é incontestável. A posição acionária do BVW em 13/12/2005 já conferia à VWAG a totalidade do seu controle, conforme quadro abaixo: Situação em 13/12/2005 inicial Fl. 2583DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 14 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP22.0221.11205.XRH7. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 16327.720416/201247 Resolução nº 1402000.321 S1C4T2 Fl. 2.584 5 Situação em 17/4/2007 – data do aumento de capital Situação em 2/5/2007 – data da aquisição do controle do BVW A empresa veículo na apuração do ágio foi a própria VWL, que independentemente de participações acionárias, já estava operacionalmente unificada com o BVW, ao partilhar do mesmo endereço, do mesmo corpo diretivo, dos serviços de pessoal prestados pela Volkswagen Serviços – ambas sociedades declararam “zero” empregados no ano calendário 2007 nas respectivas DIPJ e até mesmo dos respectivos patrimônios para o estabelecimento de limites operacionais. A VWFSAG, detentora de 99,9998% do capital social da VWP, que no evento de 29/2/2008 se tornou a controladora do BVW detendo 99,999999 % de seu capital social, se caracteriza apenas como uma empresa que atende à estratégia mundial do grupo Volkswagen, uma vez integralmente subordinada à VWAG, esta sim a controladora de fato do BVW desde sempre. A inclusão da sociedade nacional VWP na linha de controle acionário do BVW é decorrente de disposições legais do Banco Central do Brasil, caso contrário também seria completamente desnecessária do ponto de vista econômico. A demonstrada unicidade operacional da VWL e do BVW já existente previamente aos fatos, bem como a inclusão no processo de sociedades aparentemente distintas demonstram uma estratégia de simulação com o objetivos de conferir uma aura de propósito negocial aos eventos societários realizados. Fl. 2584DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 14 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP22.0221.11205.XRH7. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 16327.720416/201247 Resolução nº 1402000.321 S1C4T2 Fl. 2.585 6 Considerando o antes e o depois da reorganização societária fica claro a completa ausência de fundamentação econômica e propósito negocial na aquisição de participação societária no BVW pela VWL, ainda mais com apuração de ágio tendo em vista a situação de ambas empresas pertencerem a um mesmo grupo econômico e já estarem operacionalmente integradas. Para o atendimento do objetivo de concentração do controle acionário das empresas no acionista do exterior, como mencionado nas notas explicativas às Demonstrações Financeiras da VWL relativas ao ano calendário 2007 bastaria a transferência do controle acionário e/ou até mesmo a incorporação de qualquer uma das sociedades pela outra, a valores contábeis. Não há propósito negocial no aumento de capital vinculado à aquisição da participação acionária. No curto espaço de tempo compreendido entre abril de 2007 e fevereiro de 2008, apenas 10 meses, o aumento de capital se mostrou sem fundamentação econômica, ao contrário da situação de incorporações realizadas entre partes independentes, onde se esperaria que os patrimônios das duas entidades envolvidas seriam somados, sem quaisquer expurgos. O aumento do patrimônio líquido da do BVW se limitou à incorporação do valor do patrimônio líquido da VWL após os expurgos mais os lucros verificados nos anos calendário 2007 e 2008, conforme tabela abaixo: Caso se objetivasse efetivamente o aumento dos limites operacionais do BVW, como postulado pela fiscalizada, o lógico seria que o aumento de capital da ordem de R$ 700 milhões fosse diretamente nele realizado, com a paralela criação da carteira de arrendamento mercantil, como feito, com a posterior incorporação a valores patrimoniais da VWL para atender ao objetivo de racionalização administrativa. Para o contribuinte poder usufruir do benefício fiscal previsto nos arts. 7° e 8° da Lei n° 9.532/1997 deve existir uma negociação, um custo de aquisição, com um comprador que efetivamente pague por uma participação societária com ágio. Para isso o ágio deve ter efetividade e legitimidade, o que não é o caso do ágio de si mesmo amortizado pelo BVW. Ao invés da VWL incorporar as ações do BVW pelo valor patrimonial, ela as recebeu por valor baseado em rentabilidade futura, originário de relatório encomendado pelo Grupo Volkswagen, registrando assim um ágio, este simuladamente pago, um ágio de papel. Fl. 2585DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 14 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP22.0221.11205.XRH7. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 16327.720416/201247 Resolução nº 1402000.321 S1C4T2 Fl. 2.586 7 O relatório da KPMG, que fundamentou o ágio, informa que o trabalho foi baseado em informações e premissas disponibilizadas pela Administração do Grupo Volkswagen, além de enfatizar que o dito trabalho não representou uma auditoria nem deveria ser interpretado como tal. O valor pago pela VWL pelas ações do BVW partiu da avaliação da KPMG de R$ 1.003 milhões. O Grupo Volkswagen do Brasil não levou em consideração os valores indicados pela consultoria a título de “Potenciais Ajustes”, no montante de R$ 177 milhões, que reduziria o valor base para R$ 886 milhões. Não existiram terceiros envolvidos para discordar ou negociar os valores definidos. A VWL aceitou assumir “Potenciais Ajustes” da ordem de R$ 177 milhões a ainda pagou a mais por isso, situação inimaginável em uma transação entre partes independentes. Ao contrário do afirmado de que a avaliação do BVW levou em consideração apenas a projeção de seus próprios resultados futuros, o laudo menciona que para suportar esta projeção são considerados em conjunto os patrimônios do BVW e da VWL, uma vez que o BVW sozinho não possuía patrimônio suficiente para atender os requisitos do Acordo de Basiléia I. Não existe razão extratributária para tal reorganização societária, que teve como único objetivo a criação do ágio a ser deduzido indevidamente. O ágio artificialmente criado foi utilizado irregularmente como benefício fiscal pelo BVW, que reduziu e deixou de pagar imposto de renda e contribuição social nos anos calendário de 2008 a 2010. O ágio aceito pela contabilidade deve decorrer da alienação de controle realizada entre partes independentes e em igualdade de condições negociais. Para a CVM o ágio gerado de si mesmo é incabível na estrutura conceitual da contabilidade, pois não decorre de um processo de compra e venda entre partes independentes e não relacionadas, sem dispêndio na obtenção de algo de terceiros não há custo de aquisição – ressaltase o caráter simulado do aumento de capital e aquisição de participação societária, onde se comprovou que os recursos financeiros retornaram à sua origem. Do evidente intuito de fraude Em decorrência da desqualificação da operação de compra e venda de ações com apuração de ágio pelos motivos acima expostos e dos atos a este evento ligados, ficou caracterizada também a ação dolosa da operação recebimento e transferência de recursos com o exterior, pois sem propósito negocial, sem motivação extratributária, também esta etapa em conjunto com as demais levo a uma única finalidade: diminuição ou não pagamento de tributos, no caso do IRPJ, CSLL e IOF devidos pela VWL e pelo BVW. Restou caracterizado o evidente intuito de fraude, uma vez que, simulada a aquisição de participação societária com ágio e daí para trás simulados também os demais atos encadeados. Cabe a interpretação dos fatos não apenas pelo formalismo, mas pelo conteúdo, pela motivação, analisando o conjunto dos atos e não cada etapa separadamente. Fl. 2586DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 14 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP22.0221.11205.XRH7. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 16327.720416/201247 Resolução nº 1402000.321 S1C4T2 Fl. 2.587 8 Esse tipo de ação também envolve a questão da isonomia e capacidade contributiva do contribuinte, pois os demais cidadãos não devem ser prejudicados com atos artificiosos de terceiros. Infração nº 3 Não se questiona a forma de apuração de superveniência/insuficiência de depreciação nas operações de arrendamento mercantil, mas apenas o tratamento tributário atribuído a estes valores. O item II do Ato Declaratório Normativo CST 34/87 esclarece que os ajustes procedidos na contabilidade para atender às normas editadas pelas autoridades monetárias não podem resultar em, por exemplo, tornar dedutível determinado valor que a legislação determina ser irrelevante para fins de apuração do resultado, alterar conceitos da legislação tributária, o alcance destes dispositivos. A orientação normativa do Ato Declaratório Normativo CST 34/87 trata especificamente de apuração do lucro real, base de cálculo do IRPJ e, uma vez que distintas as bases de cálculo, a orientação normativa do referido ato não pode ser estendida à CSLL criada pela Lei n° 7.689/88. O ajuste previsto na Circular BACEN n° 1.429/1989, registrado com complemento ou estorno nas contas de Despesas de Arrendamento em contrapartida com Insuficiência de Depreciação ou Superveniência de Depreciações visa melhor refletir o resultado auferido pela sociedade nas suas demonstrações financeiras. As regras aplicáveis à apuração da capacidade contributiva da pessoa jurídica na determinação de seu lucro para fins de incidência do imposto sobre a renda também devem ser aplicáveis à CSLL, conforme disposto no PN COSIT 78/78, que trata de Investimentos em Sociedades Coligadas o Controladas Avaliados pela Valor do Patrimônio Líquido (Normas Gerais), não se aplica ao caso em questão. Nas adições e exclusões previstas na Lei n° 7.689/88, com a redação do art. 2° da Lei n° 8.034/90, aplicáveis à apuração da base de cálculo da CSLL, estão previstos os ajustes decorrentes do resultado positivo ou negativo da avaliação de investimentos pelo valor do patrimônio líquido, mas não de superveniências ou insuficiências de depreciação. Não há previsão legal expressa de exclusão do item Superveniência de depreciação na base de cálculo da CSSL. A empresa apresentou impugnação, protocolizada em 15/5/2012 (fls. 1137/1210), alegando em síntese o seguinte: Requerimento preliminar Requer que a parcela atinente a uma das acusações fiscais listadas acima seja desmembrada do presente processo e dê origem a um novo feito. Incompetência da Secretaria da Receita Federal A classificação dos ingressos de recursos externos no País, em especial em instituições financeiras, é matéria reservada às autoridades monetárias (Conselho Monetário Nacional e BACEN). Em função de VWL e BVW serem instituições financeiras regularmente fiscalizadas pelo BACEN) o aumento de capital da primeira, a aquisição por ela da segunda e a incorporação havida foram previamente submetidos à apreciação de referida autarquia, que aprovou as transações mencionadas. Por essas Fl. 2587DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 14 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP22.0221.11205.XRH7. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 16327.720416/201247 Resolução nº 1402000.321 S1C4T2 Fl. 2.588 9 razões, era vedado ao Fisco afastar unilateralmente o tratamento dado pelas autoridades monetárias. Mérito No mérito, os negócios de aumento de capital de VWL, aquisição por esta de BWV e incorporação de VWL por BVW estão de acordo com a legislação, foram realizadas coordenadamente em conjunto com operações perpetradas em outros países em que o grupo Volkswagen atua com o mesmo propósito de reestruturação do braço financeiro, o que revela terem se pautado em razoes extra tributárias, não havendo elementos que revelem que a redução da carga tributária tenha sido o motivo preponderante para a realização das transações da forma como executadas. Aumento de capital feito por VWFSA em VWL Os recursos ingressados no País decorreram de disponibilidades próprias da VWFSAG; não têm por origem a VWAG; foram destinados ao aumento do capital de VWL na forma como fixada pelas regras que disciplinam o investimento externo direto e posteriormente aplicados de acordo com o seu objeto social. Tanto que produziram efeitos na quantificação do limite operacional da VWL dentro do próprio período auditado. Mesmo que de empréstimo se tratasse, premissa assumida para fins de argumentação, ainda assim seria descabida a desconsideração das ulteriores aquisição de BVW junto à VWAG e incorporação de VWL por sua nova controlada, já que os recursos que teriam sido mutuados teriam sido disponibilizados por VWFSAG, com disponibilidades próprias. Quanto à aquisição das ações de BVW Deuse a valor de mercado porque os objetivos sociais, as conduções dos negócios, diretorias, Conselho Consultivo, Conselho de Administração, ambiente regulatório e concorrencial, patrimônios e apurações de resultados de VWAG e VWFSAG são independentes. Aliás, justamente em função dessa independência, os negócios que sejam realizados entre ambas devem ser praticados em condições de mercado, da mesma forma como realizados com terceiros, conforme preceitua o Princípio Arm's Lenght. O fato de a VWAG controlar a VWFSAG não faz com que esta não tenha autonomia em suas decisões. A própria CVM já reconheceu a legitimidade do ágio formado em operações entre sociedades ligadas, quando demonstrado que as conduções dos seus negócios são feitas de forma autônoma. Os conceitos da legislação brasileira de sociedades não se equivalem, neste caso, aos previstos na legislação alemã e, por isso, não podem ser adotados para impugnar a legitimidade da aquisição de BVW por VWL, do preço ajustado na operação e do respectivo ágio apurado. O ágio apurado à época da transação foi regularmente quantificado e espelhado em laudo emitido por sociedade especializada e desvinculada da adquirente e alienante. Os denominados "ajustes potenciais" integram o preço de aquisição, ao contrário do que afirmou a Fiscalização, o que só atesta a livre negociação e regularidade do ágio existente. Tanto que o valor apurado à época acabou se mostrando acertado considerando o relevante crescimento dos negócios, lucratividade e rentabilidade do BVW nos anos posteriores a 2007. Quanto à incorporação de VWL por BVW Fl. 2588DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 14 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP22.0221.11205.XRH7. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 16327.720416/201247 Resolução nº 1402000.321 S1C4T2 Fl. 2.589 10 Teve por objetivo integrar as atividades financeiras do grupo Volkswagen em uma só pessoa jurídica operacional, coerentemente com os objetivos declinados na exposição da reestruturação feita ao BACEN antes de se dar início às operações; Possibilitou, juntamente com outras operações, que o desenho final do braço financeiro grupo Volkswagen no País atendesse ao disposto na Resolução CMN 3.040/01, mediante a existência de uma sociedade holding no País, controlada diretamente por VWFSAG, com o propósito específico de deter participação na sociedade operacional (BVW); A provisão para a garantia de dividendos foi formada a fim de atender o disposto na Circular BACEN 3.017/00. Outros argumentos Outros negócios de compra e venda de participação societária entre empresas do grupo Volkswagen, quando realizadas, deramse a valor de mercado e as próprias operações impugnadas fizeram com que se abrisse mão de créditos tributários. Estes elementos revelam que as transações não se pautaram no único propósito de formação e amortização ao ágio. Não há qualquer justificativa para, de um lado, o imaginado mútuo ter sido o verdadeiro negócio, bem como, se assim fosse, explanação, pela Fiscalização, de outro, da forma como as ações de BVW teriam sido transmitidas a VWL. O trabalho fiscal incide em incongruência entre a justificativa imaginada para a desconsideração e a respectiva requalificação efetuada. Tais aspectos demonstram a impropriedade da desconsideração e requalificação feita pela Fiscalização, reforçando o descabimento das autuações. No mínimo, é descabida a multa de 150%, uma vez que todos os atos foram praticados à luz do dia, não havendo ocultação de nenhum deles que revele o intuito de fraude, até porque foram previamente levados ao conhecimento das Autoridades Monetárias, conforme exige a legislação. Infração 3 Lançamento em duplicidade de parte da CSLL relativa ao ano calendário de 2008 Em 02.05.2011, o Defendente foi autuado com o intuito de lançar a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido referente aos anos calendário de 2008 e 2009, que foi depositada judicialmente, em razão da divergência encontrada entre os valores depositados e os valores declarados em DCTF. Esse auto de infração gerou o processo administrativo n° 16327.720484/201125, que se encontra atualmente no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aguardando julgamento do Recurso Voluntário. Desta forma, resta claro que parte da CSLL, ora exigida, já foi lançada, encontra se depositada judicialmente e é objeto do citado processo administrativo, devendo ser cancelados os valores cobrados em duplicidade. Descabimento da adição da superveniência de depreciação na base de cálculo da CSLL Seguindo as normas estabelecidas pelo BACEN, em especial a Circular n° 1.429/89, a Volkswagen Leasing registrava de forma especial, no seu ativo imobilizado, os valores dos bens destinados ao arrendamento mercantil, valores que, em decorrência Fl. 2589DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 14 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP22.0221.11205.XRH7. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 16327.720416/201247 Resolução nº 1402000.321 S1C4T2 Fl. 2.590 11 do próprio uso pelos arrendatários, sofrem influência do fenômeno da depreciação, desgaste ou obsolescência natural. Esse fenômeno da depreciação, sem sombra de dúvidas, afeta de forma significativa o resultado tributável das pessoas jurídicas dedicadas ao arrendamento de bens ou à atividade de "leasing", das quais o BACEN exige que tenham uma escrituração mais minuciosa, explícita e clara, que demonstre o resultado, levando em consideração o efetivo valor dos ativos, que estão sendo objeto de desgaste a cada dia. O motivo pelo qual a autoridade monetária determina que a escrituração seja procedida de forma diferenciada está relacionado com a demonstração da liquidez, dos resultados efetivamente auferidos por essas entidades, dados os reflexos, que podem advir para toda a economia nacional, decorrentes de uma crise institucional no campo do crédito, juros e a própria credibilidade das instituições financeiras. Dentro da competência do BACEN para disciplinar a atividade das entidades financeiras, foi expedida a Circular 1.429, de 20/01/1989, introduzindo diversas modificações no Plano Contábil das Instituições do Sistema Financeiro Nacional COSIF, especialmente para alterar a disciplina contida no item 1.11.8 "Imobilizado em Arrendamento". As alterações pretendidas pelo BACEN visavam (como de fato o fazem efetivamente desde então) que fossem melhor registrados e demonstrados os resultados auferidos pelas empresas dedicadas ao arrendamento mercantil. Isto porque, dada a sazonalidade e características específicas do mercado de bens duráveis ou do próprio mercado de juros, essas pessoas jurídicas exibiam sempre um enorme descompasso entre as contas de registro da depreciação e as contrapartidas pelo arrendamento, o que produzia resultados irreais e fictícios. Em tendo a CSLL, como base de cálculo, o lucro líquido ajustado, logo, a mesma base do IRPJ, evidenciase que o intuito do legislador ordinário, ao editar a Lei 7.689/88, foi o de instituir uma contribuição social calcada na capacidade contributiva da pessoa jurídica. O próprio Supremo Tribunal Federal reconhece a identidade entre a base de cálculo do imposto e da contribuição social em comento, que é o lucro líquido ajustado. Tanto é assim que no julgamento do RE 146.7339/SP leading case, acerca da inconstitucionalidade da referida cobrança, um dos fundamentos analisados pela Corte Suprema foi de que a base de cálculo destes dois tributos era idêntica, o que implicaria em bitributação, arguida como inconstitucional pelos contribuintes. O Parecer Normativo editado pela Coordenação Geral do Sistema de Tributação da Secretaria da Receita Federal PN/SRF/COSIT 78, de 15/09/1978 há muito já confirma o procedimento adotado em relação à determinação da base de cálculo da CSLL, ora em análise. O item "II" do Ato Declaratório Normativo CST 34/1987 esclarece que os ajustes, procedidos na contabilidade para atender às normas editadas pelas autoridades monetárias, não podem resultar, por exemplo, na dedutibilidade de determinado valor que a legislação determina ser irrelevante para fins de apuração do resultado, alterar conceitos da legislação tributária, o alcance desses dispositivos, etc. A persistir o entendimento adotado no lançamento tributário, acerca da impossibilidade de exclusão dos valores apurados a título de "Superveniência de Depreciações", estarseá perseguindo a cobrança de tributo sobre base de cálculo Fl. 2590DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 14 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP22.0221.11205.XRH7. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 16327.720416/201247 Resolução nº 1402000.321 S1C4T2 Fl. 2.591 12 distorcida, uma "nãorenda" o que importa em tributação do próprio patrimônio da pessoa jurídica, ao total arrepio da sua capacidade contributiva. Inaplicabilidade da multa de ofício sobre a parcela depositada judicialmente Mesmo que por absurdo fosse considerada procedente a exigência fiscal, o que se aceita apenas a título de argumentação, deve, no mínimo, ser cancelada a parcela de "superveniência de depreciação" depositada judicialmente pelo Defendente, nos termos do artigo 63 da Lei 9.439/96. O montante depositado é integrado, dentre outras importâncias, por valores decorrentes da "superveniência de depreciação" de que ora se trata, conforme se verifica do demonstrativo anexo (doc. 37). Sendo assim, inobstante todo o exposto anteriormente, é inaplicável a multa de ofício sobre a parcela em questão, em vista do quanto dispõe o artigo 63 da Lei 9.430/96, devendo, ao menos, ser cancelada parcialmente a multa de ofício. Impossibilidade de cobrança de juros sobre a multa Por fim, mesmo que as exigências fiscais fossem cabíveis, o que se aceita a título de argumentação, não se pode admitir a incidência de juros moratórios sobre o valor da multa de ofício, pois, a penalidade não tem natureza de "capital" passível de gerar rendimentos, tais como juros, bem como, em razão tal incidência ter sido prevista em norma secundária e não primária. Não há previsão legal para a incidência de juros sobre multa, ora denunciada, pois, o § 3º do artigo 61 da Lei 9.430/96 determina que: "Sobre os débitos a que se refere este artigo incidirão juros de mora calculados à taxa a que se refere o § 3º do art. 5º, a partir do primeiro dia do mês subseqüente ao vencimento do prazo até o mês anterior ao do pagamento e de um por cento no mês de pagamento ". É o relatório.” A decisão de primeira instância, representada no Acórdão da DRJ nº 1646.155 (fls. 2.4042.450) de 29/04/2013, por unanimidade de votos, considerou procedente o lançamento. A decisão foi assim ementada. “Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica IRPJ Data do fato gerador: 31/12/2008, 31/12/2009, 31/12/2010 APARTAMENTO DO PROCESSO. DESCABIMENTO. Serão objeto de um único processo administrativo as exigências de crédito tributário do mesmo sujeito passivo, formalizadas com base nos mesmos elementos de prova. COMPETÊNCIA DA RECEITA FEDERAL. À Secretaria da Receita Federal do Brasil compete interpretar e aplicar a legislação tributária. AUTONOMIA ENTRE EMPRESAS DO GRUPO. FALTA DE COMPROVAÇÃO. Os elementos constantes dos autos demonstram a subordinação jurídica e econômica entre as empresas do grupo. VALOR DE MERCADO. PROVA. Fl. 2591DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 14 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP22.0221.11205.XRH7. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 16327.720416/201247 Resolução nº 1402000.321 S1C4T2 Fl. 2.592 13 As provas coligidas aos autos não são suficientes para demonstrar que o preço praticado na operação seria o mesmo acordado entre partes não relacionadas, envolvidas nas mesmas transações ou em transações similares, nas mesmas condições ou em condições semelhantes, no mercado aberto. SEQUÊNCIA DE OPERAÇÕES. FALTA DE PROPÓSITO NEGOCIAL. O conjunto dos elementos de prova dos autos indicam que as operações societárias não possuem propósito negocial e foram estruturadas com o objetivo de obter vantagens tributárias. MULTA QUALIFICADA. CABIMENTO. Comprovada a intenção de violação da norma fiscal com a finalidade de escapar do pagamento do imposto devido é cabível a imposição da multa qualificada. LANÇAMENTO EM DUPLICIDADE. Não comprovada a duplicidade de lançamento deve ser mantida a exigência. SUPERVENIÊNCIA DE DEPRECIAÇÃO. BASE DE CÁLCULO DA CSLL. É indevida a exclusão das superveniências de depreciação por falta de previsão legal. JUROS DE MORA. MULTA DE OFÍCIO. Os juros de mora são devidos sobre os tributos e a multa de ofício desde o seu lançamento.” Contra a aludida decisão, da qual foi cientificada em 09/05/2013 (A.R. de fl. 2.453) a interessada interpôs recurso voluntário em 10/06/2013 (fls. 2.4562.529) onde repisa os argumentos apresentados em sua impugnação. É o relatório. Fl. 2592DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 14 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP22.0221.11205.XRH7. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 16327.720416/201247 Resolução nº 1402000.321 S1C4T2 Fl. 2.593 14 Voto Conselheiro Frederico Augusto Gomes de Alencar O recurso voluntário reúne os pressupostos de admissibilidade previstos na legislação que rege o processo administrativo fiscal. Dele, portanto, tomo conhecimento. Os três processos, este e os de nº 16327.720023/201314 e 16327.720505/2012 93, de minha relatoria, foram pautados na sessão passada, tendo saído o de nº 16327.720505/201293 com vistas coletiva. Com efeito, por estarem relacionados entre si, entendo que os três processos devem ser julgados em conjunto, pelo que voto por sobrestar o presente julgamento para que este processo seja julgado em conjunto com os processos nº 16327.720023/201314 e nº 16327.720505/201293. (assinado digitalmente) Frederico Augusto Gomes de Alencar Relator Fl. 2593DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 14 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP22.0221.11205.XRH7. Consulte a página de autenticação no final deste documento. PÁGINA DE AUTENTICAÇÃO O Ministério da Fazenda garante a integridade e a autenticidade deste documento nos termos do Art. 10, § 1º, da Medida Provisória nº 2.200-2, de 24 de agosto de 2001 e da Lei nº 12.682, de 09 de julho de 2012. Documento produzido eletronicamente com garantia da origem e de seu(s) signatário(s), considerado original para todos efeitos legais. Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001. Histórico de ações sobre o documento: Documento juntado por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENCAR em 18/12/2015 16:54:00. Documento autenticado digitalmente por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENCAR em 18/12/2015. Documento assinado digitalmente por: LEONARDO DE ANDRADE COUTO em 21/12/2015 e FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENCAR em 18/12/2015. Esta cópia / impressão foi realizada por MARIA MADALENA SILVA em 22/02/2021. Instrução para localizar e conferir eletronicamente este documento na Internet: EP22.0221.11205.XRH7 Código hash do documento, recebido pelo sistema e-Processo, obtido através do algoritmo sha1: DC75215CCDF75C074394C40CEC2ED66C623CEB54 Ministério da Fazenda 1) Acesse o endereço: https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx 2) Entre no menu "Legislação e Processo". 3) Selecione a opção "e-AssinaRFB - Validar e Assinar Documentos Digitais". 4) Digite o código abaixo: 5) O sistema apresentará a cópia do documento eletrônico armazenado nos servidores da Receita Federal do Brasil. página 1 de 1 Página inserida pelo Sistema e-Processo apenas para controle de validação e autenticação do documento do processo nº 16327.720416/2012-47. Por ser página de controle, possui uma numeração independente da numeração constante no processo.
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Numero do processo: 14485.000042/2007-34
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jul 27 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Thu Jul 28 00:00:00 UTC 2011
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/05/1999 a 01/04/2006
PREVIDENCIÁRIO. VÍCIO FORMAL. GFIP. DADOS RELACIONADOS AOS FATOS GERADORES. INFRAÇÃO. APLICAÇÃO DA MULTA COM BASE NO ART. 92 DA LEI N. 8.212/91. RELEVAÇÃO DA MULTA. NÃO CABIMENTO.
Código CNAE vigente há época da fiscalização não enseja nulidade formal.
Ademais, não é qualquer equívoco capaz de anular um Auto de Infração. Se o AI estiver compreensível, não há vício formal.
Constitui infração, punível na forma da Lei, a apresentação de Guia de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social (GFIP) com
dados não correspondentes aos fatos geradores de todas as contribuições
previdenciárias, conforme disposto na Legislação.
Só há relevação da multa quando o contribuinte estiver inserido nas
exigências do art. 291, § 1o do Decreto n. 3.048/99, bem como o fato tiver
ocorrido antes da sua revogação.
Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 2403-000.635
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos em negar
provimento ao recurso.
Matéria: Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal
Nome do relator: MARCELO MAGALHÃES PEIXOTO
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ementa_s : CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/05/1999 a 01/04/2006 PREVIDENCIÁRIO. VÍCIO FORMAL. GFIP. DADOS RELACIONADOS AOS FATOS GERADORES. INFRAÇÃO. APLICAÇÃO DA MULTA COM BASE NO ART. 92 DA LEI N. 8.212/91. RELEVAÇÃO DA MULTA. NÃO CABIMENTO. Código CNAE vigente há época da fiscalização não enseja nulidade formal. Ademais, não é qualquer equívoco capaz de anular um Auto de Infração. Se o AI estiver compreensível, não há vício formal. Constitui infração, punível na forma da Lei, a apresentação de Guia de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social (GFIP) com dados não correspondentes aos fatos geradores de todas as contribuições previdenciárias, conforme disposto na Legislação. Só há relevação da multa quando o contribuinte estiver inserido nas exigências do art. 291, § 1o do Decreto n. 3.048/99, bem como o fato tiver ocorrido antes da sua revogação. Recurso Voluntário Negado
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VÍCIO FORMAL. GFIP. DADOS RELACIONADOS AOS FATOS GERADORES. INFRAÇÃO. APLICAÇÃO DA MULTA COM BASE NO ART. 92 DA LEI N. 8.212/91. RELEVAÇÃO DA MULTA. NÃO CABIMENTO. Código CNAE vigente há época da fiscalização não enseja nulidade formal. Ademais, não é qualquer equívoco capaz de anular um Auto de Infração. Se o AI estiver compreensível, não há vício formal. Constitui infração, punível na forma da Lei, a apresentação de Guia de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social (GFIP) com dados não correspondentes aos fatos geradores de todas as contribuições previdenciárias, conforme disposto na Legislação. Só há relevação da multa quando o contribuinte estiver inserido nas exigências do art. 291, § 1o do Decreto n. 3.048/99, bem como o fato tiver ocorrido antes da sua revogação. Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos em negar provimento ao recurso. Ivacir Julio de Souza – Presidente Substituto Fl. 1DF CARF MF Emitido em 01/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 11/08/2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 11/08 /2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 29/08/2011 por IVACIR JULIO DE SOUZA 2 Marcelo Magalhães Peixoto Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Marcelo Magalhães Peixoto, Cid Marconi Gurgel de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Ivacir Julio de Souza e Marthius Savio Cavalcante Lobato. Fl. 2DF CARF MF Emitido em 01/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 11/08/2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 11/08 /2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 29/08/2011 por IVACIR JULIO DE SOUZA Processo nº 14485.000042/200734 Acórdão n.º 240300.635 S2C4T3 Fl. 71 3 Relatório 1. Tratase de Auto de Infração lavrado por infringência ao artigo 32, inciso IV, §1° da Lei 8.212/91, na redação dada pela Lei 9.528, de 10/12/1997, combinado com o artigo 219, §5o do Decreto 3.048/99, uma vez que, de acordo com o Relatório Fiscal da Infração (fls. 04/05), a empresa, cedente de mãodeobra, deixou de elaborar GFIP — Guia de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social com a distinção de cada obra de construção civil da empresa contratante do serviço nas competências compreendidas entre 05/1999 a 01/2005, 03/2005 e 04/2006. 1.1. A multa aplicada está prevista no art. 283, caput e §3° do Decreto 3.048/99, com valor atualizado pela Portaria MPS n° 142 de 11/04/2007, em função do disposto nos artigos 92 e 102, ambos da Lei n° 8.212/91 e art. 373 do Decreto 3.048/99. O montante da multa corresponde a R$ 1.195,13 (um mil, cento e noventa e cinco reais e treze centavos), pertinente à infração, sem ocorrência de agravantes ou atenuantes (fls. 04/06 e 09). DA IMPUGNAÇÃO 2. A autuada apresentou defesa tempestiva, fls. 23/29, acompanhada de procuração, contrato social e documentos (fls. 31/41), na qual narra a ação fiscal e alega, em síntese: 2.1. preliminarmente, a ocorrência da decadência do direito do Fisco cobrar a multa aplicada no período de 05/1999 a 06/2002, vez que já decorreu mais de cinco anos entre o primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado; 2.2. alega que deve ser considerado o prazo decadencial de cinco anos previsto no CTN, pois as contribuições sociais possuem caráter tributário. Colaciona jurisprudência do STJ; 2.3. requer a nulidade do auto de infração por erro formal quanto à identificação do código CNAE (n° 4521.7), desativado pela Resolução n° 1/2006, sendo correto o código n° 41.20400, sob o argumento que tal equívoco afronta o art. 10, incisos III e IV do Decreto 70.235/72 e ocasionando cerceamento do direito de defesa da impugnante; 2.4. no mérito, entende presentes todos os requisitos do §1° do art. 291 do Decreto 3.048/99 razão pela qual requer a relevação da penalidade aplicada; 3. Pelas razões expostas, requer, a impugnante, o acolhimento da preliminar suscitada para que seja declarada a nulidade do lançamento por erro formal e, no mérito, para que seja dado integral provimento à impugnação, determinandose a relevação da multa aplicada. 3.1. Por fim, protesta provar o alegado por todos os meios de prova em especial por prova documental complementar. DA DECISÃO DA DRJ Fl. 3DF CARF MF Emitido em 01/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 11/08/2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 11/08 /2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 29/08/2011 por IVACIR JULIO DE SOUZA 4 Após analisar os argumentos da impugnante, a 14a Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento de São Paulo I – SP DRJ/SPOI, emitiu o Acórdão n° 1615.516, mantendo procedente o lançamento. DO RECURSO Inconformada, a empresa interpôs Recurso Voluntário (fls. 54/62), com os mesmos argumentos de sua defesa. É o relatório. Fl. 4DF CARF MF Emitido em 01/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 11/08/2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 11/08 /2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 29/08/2011 por IVACIR JULIO DE SOUZA Processo nº 14485.000042/200734 Acórdão n.º 240300.635 S2C4T3 Fl. 72 5 Voto Conselheiro Marcelo Magalhães Peixoto DA TEMPESTIVIDADE Conforme registro de fls. 52 e 54, o recurso é tempestivo e reúne os pressupostos de admissibilidade. Portanto, dele tomo conhecimento. DA DECADÊNCIA O Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária de 12 de Junho de 2008, aprovou a Súmula Vinculante nº 8 nos seguintes termos: “São inconstitucionais o parágrafo único do artigo 5º do DecretoLei nº 1.569/1977 e os artigos 45 e 46 da Lei nº 8.212/1991, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário”. Referida Súmula declara inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei nº 8.212/91, que impõe o prazo decadencial e prescricional de 10 (dez) anos para as contribuições previdenciárias, o que significa que tais contribuições passam a ter seus respectivos prazos contados em consonância com os artigos 150, § 4º, 173 e 174, do Código Tributário Nacional: CTN Art. 150. O lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, operase pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa. (...) § 4º Se a lei não fixar prazo a homologação, será ele de cinco anos, a contar da ocorrência do fato gerador; expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, considerase homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação. Art. 173. O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extinguese após 5 (cinco) anos, contados: I do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado; De acordo com o art. 103A, da Constituição Federal, a Súmula Vinculante nº 8 vincula toda a Administração Pública, inclusive este Colegiado: CF/88 Art. 103A. O Supremo Tribunal Federal, poderá, de oficio ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos Fl. 5DF CARF MF Emitido em 01/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 11/08/2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 11/08 /2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 29/08/2011 por IVACIR JULIO DE SOUZA 6 seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder a sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei. In casu, como se trata de multa isolada, vinculada a contribuições sociais previdenciárias, que são tributos sujeitos a lançamento por homologação, e partindo do pressuposto de que o acessório segue o principal, contase o prazo decadencial nos termos do artigo 150, § 4º, do CTN. O período de apuração compreendeu a competência 05/1999 a 04/2006. O lançamento ocorreu em 21/06/2007. Logo, o prazo decadencial ocorreu em relação ao período compreendido entre: 05/1999 a 05/2002 (nos termos do art. 150, § 4º do CTN), conforme explicado. Ressaltese, contudo, que se trata de multa fixa e isolada, logo, a decadência parcial não tem o condão de mitigar o seu valor. DA NULIDADE DO AUTO DE INFRAÇÃO A recorrente pleiteia que seja considerado nulo o Auto de Infração objeto da lide, por vício formal, sob o argumento de que ele está instruído com o código da Classificação Nacional de atividades Econômicas – CNAE, desativado desde 01/01/2007 Ocorre que, como bem frisou a DRJ no seu acórdão, consta o número vigente há época da fiscalização (01/01/1997 a 30/12/2006). Ademais, mesmo que assim não fosse, não é qualquer falha que torna um Auto de Infração nulo, nesse sentido é pacífica a Doutrina e Jurisprudência. Assim lecionam Marcos Vinícios Neder e Maria Teresa Martínez López (Processo Administrativo Fiscal Federal Comentado, 3a edição, Dialética, 2010, pág. 65), verbis: “Não resta dúvida, portanto, que o ato administrativo necessita de motivação. Entretanto, o cerne da discussão está em verificar os limites da fundamentação usada pela autoridade administrativa, isto é, se o fornecimento é suficiente ou não para a análise do caso, o que apenas pode ser verificado com o exame criterioso do ato em comento. Ada Pellegrini Grinover sustenta ‘o princípio do prejuízo constitui seguramente a viga mestra do sistema das nulidades e decorre da idéia geral de que as formas processuais representam tãosomente um instrumento para a correta aplicação do direito; sendo assim, a desobediência a formalidades estabelecidas pelo legislador só deve conduzir ao reconhecimento da invalidade do ato quando a própria finalidade pela qual a forma foi instituída estiver comprometida’. Nessa linha de raciocínio, são admitidas pequenas falhas formais no ato administrativo se não ficar caracterizado o Fl. 6DF CARF MF Emitido em 01/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 11/08/2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 11/08 /2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 29/08/2011 por IVACIR JULIO DE SOUZA Processo nº 14485.000042/200734 Acórdão n.º 240300.635 S2C4T3 Fl. 73 7 prejuízo por elas causado. É o que se pode verificar na decisão da Primeira Seção do Tribunal Regional Federal da 4a Região, a saber: ‘Notificação Fiscal de Lançamento de Débito – Artigo 11 do Decreto 70.235/72 – Falta do Nome, Cargo e Matrícula do Expedidor – Ausência e Nulidade. 1. A falta de indicação, no auto de notificação de lançamento fiscal expedido por meio eletrônico, do nome, cargo e matrícula do servidor público que o emitiu, somente acarreta nulidades no processo administrativo quando evidente o prejuízo causado ao contribuinte. 2. No caso dos autos, a notificação deve ser tida como válida, uma vez que cumpriu suas finalidades, cientificando o recorrente da existência do lançamento e oportunizandolhe prazo para defesa. Embargos Infringentes improvidos.’” (grifo nosso) Portanto, levandose em consideração que o objeto do Auto de Infração é o descumprimento de uma obrigação acessória, eventual equívoco num número que serve para a verificação do grau de risco das contribuições relativas ao financiamento dos benefícios concedidos em razão da incapacidade laborativa, prevista no art. 22, II da Lei n. 8.212/91 que, em nada se relaciona com o objeto da lide, não deve ser motivo ensejador para a anulação do Auto de Infração. Em outras palavras, não obstante o AI em tela não conter vício formal, pois o número do código CNAE utilizado foi o vigente no período da fiscalização, o Auto de Infração está fundamentado e cristalino, tanto que impugnado em todos os seus termos pela recorrente. DO MÉRITO A multa decorre de ter a recorrente, cedente de mãodeobra, deixado de elaborar a Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia e Informações à Previdência Social – GFIP, sem a distinção de cada obra de contrução civil da empresa contratante do serviço. Insurgindose contra os preceitos contidos na Lei n. 8.212, de 24.07.91, art. 32, IV e § 1°, c/c o art. 219, § 5o do Regulamento da Previdência Social, instituído pelo Decreto n. 3.048/99, verbis: Lei n. 8.212/91: Art. 32. A empresa é também obrigada a: (...) IV informar mensalmente ao Instituto Nacional do Seguro SocialINSS, por intermédio de documento a ser definido em regulamento, dados relacionados aos fatos geradores de contribuição previdenciária e outras informações de interesse do INSS. (Incluído pela Lei 9.528, de 10.12.97) Decreto n. 3.048/99: Art. 219. Art. 32. A empresa é também obrigada a: (...) Fl. 7DF CARF MF Emitido em 01/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 11/08/2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 11/08 /2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 29/08/2011 por IVACIR JULIO DE SOUZA 8 IV informar mensalmente ao Instituto Nacional do Seguro SocialINSS, por intermédio de documento a ser definido em regulamento, dados relacionados aos fatos geradores de contribuição previdenciária e outras informações de interesse do INSS. (Incluído pela Lei 9.528, de 10.12.97) A empresa contratante de serviços executados mediante cessão ou empreitada de mãodeobra, inclusive em regime de trabalho temporário, deverá reter onze por cento do valor bruto da nota fiscal, fatura ou recibo de prestação de serviços e recolher a importância retida em nome da empresa contratada, observado o disposto no § 5º do art. 216. § 5o O contratado deverá elaborar folha de pagamento e Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social distintas para cada estabelecimento ou obra de construção civil da empresa contratante do serviço. Pelo descumprimento da supracitada obrigação acessória, com base nos arts. 92 e 102 da Lei n. 8.212/91, foi instaurada a multa prevista nos artigos 283, § 3o do RPS, aprovado pelo Decreto n. 3.048/99 e atualizado pela Portaria MPS n. 142 de 11/04/2007, no valor R$ 1.195,13, verbis: Lei n. 8.212/91: Art. 92. A infração de qualquer dispositivo desta Lei para a qual não haja penalidade expressamente cominada sujeita o responsável, conforme a gravidade da infração, a multa variável de Cr$ 100.000,00 (cem mil cruzeiros) a Cr$ 10.000.000,00 (dez milhões de cruzeiros), conforme dispuser o regulamento. Art. 102. Os valores expressos em moeda corrente nesta Lei serão reajustados nas mesmas épocas e com os mesmos índices utilizados para o reajustamento dos benefícios de prestação continuada da Previdência Social. Decreto n. 3.048/99: Art.283.Por infração a qualquer dispositivo das Leis nos 8.212 e 8.213, ambas de 1991, e 10.666, de 8 de maio de 2003, para a qual não haja penalidade expressamente cominada neste Regulamento, fica o responsável sujeito a multa variável de R$ 636,17 (seiscentos e trinta e seis reais e dezessete centavos) a R$ 63.617,35 (sessenta e três mil, seiscentos e dezessete reais e trinta e cinco centavos), conforme a gravidade da infração, aplicandoselhe o disposto nos arts. 290 a 292, e de acordo com os seguintes valores: (...) § 3º As demais infrações a dispositivos da legislação, para as quais não haja penalidade expressamente cominada, sujeitam o infrator à multa de R$ 636,17 (seiscentos e trinta e seis reais e dezessete centavos). Portaria Interministerial n. 142: Fl. 8DF CARF MF Emitido em 01/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 11/08/2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 11/08 /2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 29/08/2011 por IVACIR JULIO DE SOUZA Processo nº 14485.000042/200734 Acórdão n.º 240300.635 S2C4T3 Fl. 74 9 Art. 9º A partir de 1º de abril de 2007: (...) V o valor da multa pela infração a qualquer dispositivo do Regulamento da Previdência Social RPS, para a qual não haja penalidade expressamente cominada (art. 283), varia, conforme a gravidade da infração, de R$ 1.195,13 (um mil cento e noventa e cinco reais e treze centavos) a R$ 119.512,33 (cento e dezenove mil quinhentos e doze reais e trinta e três centavos); Fica evidenciado que a empresa cometeu uma falha ao ter deixado de elaborar a Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia e Informações à Previdência Social – GFIP, sem a distinção de cada obra de contrução civil da empresa contratante do serviço., conforme previsão do art. 31, IV da Lei n. 8.212/91 c/c o art. 219 § 5o do Decreto n. 3.048/99. DO PEDIDO DE RELEVAÇÃO DA MULTA A recorrente pleiteia relevação da multa, com base no art. 291, § 1o do Decreto n. 3.048/99, então vigente há época, verbis: Art. 291. Constitui circunstância atenuante da penalidade aplicada ter o infrator corrigido a falta até a decisão da autoridade julgadora competente. § 1º A multa será relevada, mediante pedido dentro do prazo de defesa, ainda que não contestada a infração, se o infrator for primário, tiver corrigido a falta e não tiver ocorrido nenhuma circunstância agravante. (grifo nosso) A recorrente, contudo, não demonstrou ter corrigido a falha no prazo da impugnação, exigência essencial para a relevação da multa. Por esse motivo, não deve ser aplicada a relevação da multa. CONCLUSÃO Diante do exposto, nego provimento ao recurso. Marcelo Magalhães Peixoto Fl. 9DF CARF MF Emitido em 01/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 11/08/2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 11/08 /2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 29/08/2011 por IVACIR JULIO DE SOUZA 10 Fl. 10DF CARF MF Emitido em 01/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 11/08/2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 11/08 /2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 29/08/2011 por IVACIR JULIO DE SOUZA
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Numero do processo: 10166.902478/2008-01
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Primeira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Mar 15 00:00:00 UTC 2012
Numero da decisão: 1801-000.089
Decisão: Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento na realização de diligências, nos termos do voto do Relator.
Nome do relator: LUIZ GUILHERME DE MEDEIROS FERREIRA
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1706; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1TE01 Fl. 1 1 S1TE01 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10166.902478/200801 Recurso nº Resolução nº 1801000.089 – Turma Especial / 1ª Turma Especial Data 15 de março de 2012 Assunto Solicitação de Diligência Recorrente Sarkis & Sarkis Recorrida Fazenda Nacional Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento na realização de diligências, nos termos do voto do Relator. (documento assinado digitalmente) Ana de Barros Fernandes – Presidente (documento assinado digitalmente) Luiz Guilherme de Medeiros Ferreira – Relator Participaram da sessão de julgamento, os Conselheiros: Carmen Ferreira Saraiva, Marcos Vinícius Barros Ottoni, Maria de Lourdes Ramirez, Edgar Silva Vidal, Luiz Guilherme de Medeiros Ferreira e Ana de Barros Fernandes. Relatório Tratase de Recurso Voluntário interposto contra decisão que manteve despacho decisório, que não homologou a PERDCOMP transmitida em 18/11/2004 (fls.81), para compensar débitos no valor de R$ 1.333,42, referente à CSLL do 1º trimestre de 2003, com créditos de CSLL, recolhidos sob a rubrica de estimativa mensal, referente ao período de apuração de 31/12/1999, no valor original de R$ 847,26. Fl. 105DF CARF MF Impresso em 17/04/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/04/2012 por LUIZ GUILHERME DE MEDEIROS FERRE, Assinado digitalmente e m 17/04/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 12/04/2012 por LUIZ GUILHERME DE MEDEIROS FERRE Processo nº 10166.902478/200801 Resolução n.º 1801000.089 S1TE01 Fl. 2 2 Com efeito, consta no despacho decisório (fl. 55), que o alegado crédito original de R$ 847,26 foi integralmente utilizado para o pagamento da CSLL, PA 31/12/1999, não restando saldo a ser compensado. Inconformado o contribuinte interpôs Manifestação de Inconformidade (fls. 1/3) alegando em síntese: Que o contribuinte está submetido ao regime de apuração da CSLL e IRPJ, pelo Lucro Real Trimestral, tendo incorrido em erro de fato ao recolher as DARF de CSLL sob o código de estimativa. Que o total declarado como CSLL devida no 4º Trimestre de 1999, conforme DIPJ, foi R$ 1.111,91 e o devido no 2º trimestre de 1999 foi R$ 1499,83, montantes estes devidamente compensados com 1/3 da COFINS efetivamente paga no período. Que, portanto o crédito total utilizado na perdcomp originário, oriundo da DARF paga em 30/12/1999, no valor de R$ 847,26 está efetivamente disponível e que a PERDCOMP deve ser homologada. A decisão da DRJ de Brasília manteve o despacho decisório baseandose fundamentalmente na irretratabilidade da opção pela sistemática do recolhimento por estimativa, e pela falta de provas do crédito do contribuinte. Intimada em 05/07/2011, a Recorrente interpôs Recurso Voluntário tempestivo na data de 03/08/2011, alegando, no mérito, que seu crédito é líquido e certo, para tanto colaciona Acórdão da Segunda Turma de julgamento, que reconheceu seu direito creditório em caso análogo. É o relatório. Voto: Afasto as preliminares de nulidade, por ter a decisão recorrida enfrentado todas as questões postas pela Recorrente. No mérito, a decisão recorrida merece reparos, não estando a lide devidamente saneada para julgamento. Primeiramente, há de ser reconhecido o erro de fato do contribuinte ao recolher a CSLL sob o código de “pagamento por estimativa”. Neste sentido, a mesma relatora da decisão ora recorrida, em caso análogo do mesmo contribuinte, reconheceu o erro de fato e a possibilidade de se considerar os pagamentos feitos por estimativa, como se fossem pela sistemática do Lucro Real Trimestral, conforme abaixo: “Acórdão 0343.429; 2ª Turma da DRJ/BSB; Sessão de 06 de junho de 2011; Processo 10166.902267/200860. (...)Reconhecendo que a recorrente incorreu em erro de fato ao recolher o IRPJ sob o código de “estimativas”, vez que tanto sua DIPJ Fl. 106DF CARF MF Impresso em 17/04/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/04/2012 por LUIZ GUILHERME DE MEDEIROS FERRE, Assinado digitalmente e m 17/04/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 12/04/2012 por LUIZ GUILHERME DE MEDEIROS FERRE Processo nº 10166.902478/200801 Resolução n.º 1801000.089 S1TE01 Fl. 3 3 quanto sua DCTF declararam o imposto sob a sistemática do Lucro Real Trimestral.” Na mesma decisão admitiuse que o pagamento feito pelo contribuinte pudesse ser considerado como pagamento de IRPJ pelo Lucro Real Trimestral, e não como pagamento de IRPJ por estimativa: “Comprovado erro de fato no pagamento do IRPJ por estimativa. Contribuinte declarou em DCTF e DIPJ pagamento trimestral do tributo. Alocação automática do pagamento com o código de recolhimento por estimativa ao débito confessado em DCTF e declarado em DIPJ como pagamento trimestral do IRPJ.” Adicione ainda, o fato de o contribuinte anexar aos autos prova do recolhimento de COFINS, que faz prova do seu crédito de CSLL, e ainda prova de recolhimento de CSLL para os períodos em litígio, conforme fls52 dos autos. Outrossim, a Recorrente transcreve em seu recurso decisão da mesma Turma julgada da DRJ, que consultando os sistemas da Receita Federal do Brasil, reconheceu o crédito do contribuinte para o mesmo período ora questionado em caso análogo. Nesta esteira o direito creditório do contribuinte deve ser analisado pelo cotejo entre o valor declarado como devido no trimestre e o montante efetivamente pago na respectiva competência, considerandose os eventuais créditos decorrentes do pagamento de COFINS, sendo imprescindível a conversão do julgamento em diligência para verificação dos valores efetivamente pagos pelo contribuinte assim como suas destinações. Havendo saldo credor, ou seja, admitindose que tenha recolhido valor acima do declarado, a título de CSLL, pelo Lucro Real Trimestral para a competência informada, haveria de ser reconhecido o direito creditório do contribuinte. Essa é a regra geral disposta no artigo 165, inciso I do CTN: “Art. 165. O sujeito passivo tem direito, independentemente de prévio protesto, à restituição total ou parcial do tributo, seja qual for a modalidade do seu pagamento, ressalvado o disposto no § 4º do artigo 162, nos seguintes casos: I cobrança ou pagamento espontâneo de tributo indevido ou maior que o devido em face da legislação tributária aplicável, ou da natureza ou circunstâncias materiais do fato gerador efetivamente ocorrido” Em decisão proferida em caso análogo, decidiu a 1ª Turma da 1ª Seção do CARF, que os valores recolhidos indevidamente a título de antecipação mensal, no lucro real, podem ser compensados desde o momento do recolhimento, de acordo com a regra geral estabelecida no CTN. Fl. 107DF CARF MF Impresso em 17/04/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/04/2012 por LUIZ GUILHERME DE MEDEIROS FERRE, Assinado digitalmente e m 17/04/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 12/04/2012 por LUIZ GUILHERME DE MEDEIROS FERRE Processo nº 10166.902478/200801 Resolução n.º 1801000.089 S1TE01 Fl. 4 4 ACÓRDÃO 110100.303 Conselho Administrativo de Recursos Fiscais – CARF 1a. Seção 1a. Turma da 1a. Câmara (Data da Decisão: 20/05/2010 Data de Publicação: 17/09/2010) CARF 1º Seção / 1a. Turma da 1 a. Câmara / ACÓRDÃO 110100.303 em 20/05/2010 DCOMP PGIM IRPJ ASSUNTO: imposto sobre a renda de pessoa jurídica irpj período de apuração: 01/04/2003 a 30/04/2003 nulidade da decisão RECORRIDA. Argumento de defesa não apreciado, cerceamento ao direito de defesa não caracterizado. Não há prejuízo à validade da decisão que deixa de se manifestar sobre item da defesa, se este não foi exposto de forma a se caracterizar como questão controvertida, e assim exigir a atenção da autoridade julgadora. Pagamento indevido ou a maior estimativas. Erro na base de calculo. Os rendimentos de aplicações financeiras não integram a base de cálculo para fins de apuração das estimativas apuração do indébito, compensação admissibilidade somente são dedutiveis do irpj apurado no ajuste anual as estimativas pagas em conformidade com a LEI. O pagamento a maior de estimativa caracteriza indébito na data de seu recolhimento e, com o acréscimo de juros à taxa SELIC, acumulados a partir do mês subseqüente ao do recolhimento indevido, pode ser compensado, mediante apresentação de ocom.p, inclusive com o próprio irpj apurado no ajuste anual, mas sem a dedução daquele excedente, e considerando, também, os acréscimos moratórios incorridos desde 1º de fevereiro do ano subseqiiente, na forma da LEI. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em rejeitar a preliminar de nulidade da decisão RECORRIDA e dar provimento parcial ao recurso para reconhecimento o direito creditório pleiteado e homologar a compensação do debito com os acréscimos moratórios pertinentes, ate o limite do valor atualizado do credito na data da entrega da dcomp, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. Votou pelas conclusões o conselheiro carlos eduardo de almeida guerreiro, por se tratar de pagamento indevido e dcomp verificados antes de 29/10/2004 Publicado no DOU em: 17.09.2010 Recorrente: (...)Recorrida: DRJ/Ribeirão Preto/sp No entanto, a verificação do valor efetivamente recolhido pelo contribuinte a título de CSLL no período de apuração trimestral, assim como o valor pago a título de COFINS, origem de seu crédito de CSLL, assim como suas respectivas alocações não foi procedido pela autoridade julgadora de primeira instância, sendo esta análise fundamental para o deslinde da questão. Com base no exposto e em face das provas carreadas aos autos pela Recorrente, voto pela conversão do julgamento em diligência, com retorno dos autos à unidade de jurisdição da Recorrente para que seja analisado o mérito do pedido, ou seja, a origem e a procedência do crédito pleiteado, em face da sua contabilidade, registros no Sapli, outros pedidos de restituição/compensação com origem no mesmo crédito, vinculação a outros processos administrativos fiscais, formação do saldo negativo no final do ano calendário etc. A autoridade designada para realização da diligência deverá elaborar um relatório fiscal sobre os fatos apurados. Fl. 108DF CARF MF Impresso em 17/04/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/04/2012 por LUIZ GUILHERME DE MEDEIROS FERRE, Assinado digitalmente e m 17/04/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 12/04/2012 por LUIZ GUILHERME DE MEDEIROS FERRE Processo nº 10166.902478/200801 Resolução n.º 1801000.089 S1TE01 Fl. 5 5 Da realização da diligência deverá ser dada ciência ao contribuinte para que, querendo, manifestese sobre seu resultado. Observo que a empresa tem outros processos que versam sobre Per/Dcomp cujos créditos tributários são estimativas recolhidas durante o mesmo anocalendário, devendo ser analisados conjuntamente pela autoridade a quo Cumpridas as formalidades de praxe, os autos deverão retornar a este conselheirorelator. (documento assinado digitalmente) Luiz Guilherme de Medeiros Ferreira – Relator Fl. 109DF CARF MF Impresso em 17/04/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/04/2012 por LUIZ GUILHERME DE MEDEIROS FERRE, Assinado digitalmente e m 17/04/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 12/04/2012 por LUIZ GUILHERME DE MEDEIROS FERRE
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Numero do processo: 15504.017428/2008-53
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu May 12 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Thu May 12 00:00:00 UTC 2011
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/11/2005 a 31/12/2006
OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA
Constitui infração deixar a empresa de arrecadar, mediante desconto das remunerações, as contribuições dos segurados empregados e trabalhadores avulsos e do contribuinte individual a seu serviço.
CONTRIBUINTES INDIVIDUAIS
É segurado obrigatório da Previdência Social como contribuinte individual quem presta serviço de natureza urbana ou rural, em caráter eventual, a uma ou mais empresas, sem relação de emprego.
Numero da decisão: 2403-000.545
Decisão: ACORDAM os membros do colegiado, Por unanimidade de votos em negar
provimento ao recurso.
Nome do relator: CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI
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CONTRIBUINTES INDIVIDUAIS É segurado obrigatório da Previdência Social como contribuinte individual quem presta serviço de natureza urbana ou rural, em caráter eventual, a uma ou mais empresas, sem relação de emprego. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do colegiado, Por unanimidade de votos em negar provimento ao recurso. CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Presidente/Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Ivacir Julio de Souza, Cid Marconi Gurgel de Souza, Marthius Sávio Cavalcante Lobato e Marcelo Magalhães Peixoto. Fl. 105DF CARF MF Emitido em 29/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 15/06/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 2 Fl. 106DF CARF MF Emitido em 29/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 15/06/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 15504.017428/200853 Acórdão n.º 2403000.545 S2C4T3 Fl. 105 3 Relatório Tratase de recurso voluntário apresentado contra Decisão da Delegacia da Secretaria da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Belo Horizonte, Acórdão 0225.042 6ª Turma, que julgou improcedente a impugnação referente à obrigação tributária legal acessórial, no montante de R$ 1.254,89. A autuação foi assim resumida pela DRJ, no relatório do acórdão: Tratase de infração ao artigo 30, I, 'a' da Lei 8.212/91 e artigo 4° da Lei 10.666/03, tendo em vista que, conforme Relatório Fiscal da Infração de fls.06/08, no período 11/2005 a 12/2006, a empresa deixou de arrecadar contribuições devidas pelos segurados empregados e contribuintes individuais a seu serviço, mediante desconto de suas remunerações. Informa o Relatório Fiscal que a empresa remunerou parte de seus empregados e contribuintes individuais, sem efetuar o desconto da contribuição previdenciária devida pelos segurados, tendo sido os valores apurados através do exame da contabilidade (Livros Diário e Razão), folhas de pagamento de salários, notas fiscais/faturas referentes ao pagamento de assistência médicoodontológica e recibos de pagamento, conforme demonstrado nos anexos 01 a 04, de fls. 10 a 32. De acordo com os itens 4 e 5 do Relatório Fiscal da Infração (fls. 06/08) e item 2 do Relatório Fiscal da Aplicação da Multa, fls. 09, não ficaram configuradas as circunstâncias agravantes e nem as atenuantes previstas na nova redação dada pelo Decreto n" 6.032 de 12/02/2007, que alterou a redação do artigo 290, § único e o artigo 291 do Regulamento da Previdência Social — RPS, aprovado pelo Decreto n" 3.048/99. Inconformada com a decisão, a recorrente apresentou recurso voluntário, onde alega, em síntese, que: • Dispensa do depósito recursal. • Falta de fundamentação do acórdão. • O plano de assistência médica e odontológica foi disponibilizada a todos os empregados, que manifestaram livremente sua opção pelo Sistema Único de Saúde. • Vários empregados optaram por permanecer no SUS. • Representante comercial não é empregado. Fl. 107DF CARF MF Emitido em 29/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 15/06/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 4 • Todos os representantes são autônomos, sem qualquer subordinação com a recorrente. • No que diz respeito à multa, bem como a reincidência, forçoso reconhecer sua manifesta improcedência. É o Relatório. Fl. 108DF CARF MF Emitido em 29/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 15/06/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 15504.017428/200853 Acórdão n.º 2403000.545 S2C4T3 Fl. 106 5 Voto Conselheiro Carlos Alberto Mees Stringari, Relator O recurso é tempestivo e por não haver óbice ao seu conhecimento, passo à análise das questões levantadas pela recorrente. Registrese que este recurso está sendo apreciado sem o depósito recursal. MÉRITO ASSISTÊNCIA MÉDICA E ODONTOLÓGICA A Lei 8.212/91, no artigo 28 estabelece o que se entende por salário de contribuição, valor esse que será utilizado no cálculo do benefício previdenciário. O parágrafo 9º desse mesmo artigo estabelece frações não integrantes do salário de contribuição. Especificamente na questão da assistência médica ou odontológica, textualmente consta da Lei que não integra o salário de contribuição o valor relativo à assistência prestada por serviço médico ou odontológico, desde que a cobertura abranja a totalidade dos empregados e dirigentes da empresa Art. 28. Entendese por saláriodecontribuição: I para o empregado e trabalhador avulso: a remuneração auferida em uma ou mais empresas, assim entendida a totalidade dos rendimentos pagos, devidos ou creditados a qualquer título, durante o mês, destinados a retribuir o trabalho, qualquer que seja a sua forma, inclusive as gorjetas, os ganhos habituais sob a forma de utilidades e os adiantamentos decorrentes de reajuste salarial, quer pelos serviços efetivamente prestados, quer pelo tempo à disposição do empregador ou tomador de serviços nos termos da lei ou do contrato ou, ainda, de convenção ou acordo coletivo de trabalho ou sentença normativa; (Redação dada pela Lei nº 9.528, de 10.12.97) II para o empregado doméstico: a remuneração registrada na Carteira de Trabalho e Previdência Social, observadas as normas a serem estabelecidas em regulamento para comprovação do vínculo empregatício e do valor da remuneração; III para o contribuinte individual: a remuneração auferida em uma ou mais empresas ou pelo exercício de sua atividade por conta própria, durante o mês, observado o limite máximo a que se refere o § 5o; (Redação dada pela Lei nº 9.876, de 1999). Fl. 109DF CARF MF Emitido em 29/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 15/06/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 6 IV para o segurado facultativo: o valor por ele declarado, observado o limite máximo a que se refere o § 5o. (Incluído pela Lei nº 9.876, de 1999). ... § 9º Não integram o saláriodecontribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: (Redação dada pela Lei nº 9.528, de 10.12.97) ... q) o valor relativo à assistência prestada por serviço médico ou odontológico, próprio da empresa ou por ela conveniado, inclusive o reembolso de despesas com medicamentos, óculos, aparelhos ortopédicos, despesas médicohospitalares e outras similares, desde que a cobertura abranja a totalidade dos empregados e dirigentes da empresa; (grifei) Entendido o que a Lei estabelece, devese efetuar análise da situação fática. A recorrente afirma que o plano de assistência médica e odontológica foi disponibilizada a todos os empregados, que manifestaram livremente sua opção pelo Sistema Único de Saúde e que vários empregados optaram por permanecer no SUS, isto é, não estão cobertos pelo plano. Do confronto da previsão legal com a situação encontrada na empresa, concluise que os valores relativos à assistência prestada por serviço médico ou odontológico, por não darem cobertura a todos segurados, devem ser tributados. CONTRIBUINTES INDIVIDUAIS A tese apresentada pela recorrente é que os representantes comerciais são autônomos. Veremos abaixo que os autônomos também são segurados obrigatórios da Previdência Social e sobre sua remuneração incide contribuição. Inicialmente cabe registrar que o lançamento referese à tributação dos pagamentos ou créditos de remunerações a segurados contribuintes individuais, referentes a comissões sobre vendas, de serviços prestados por pessoas físicas, lançadas nos Livros Diário e Razão. O ponto inicial é verificar que a Lei 8.212/91 determina que trabalhador autônomo é segurado obrigatório. Art. 12. São segurados obrigatórios da Previdência Social as seguintes pessoas físicas: V como contribuinte individual: (Redação dada pela Lei nº 9.876, de 1999). g) quem presta serviço de natureza urbana ou rural, em caráter eventual, a uma ou mais empresas, sem relação de emprego; (Incluído pela Lei nº 9.876, de 1999). Fl. 110DF CARF MF Emitido em 29/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 15/06/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 15504.017428/200853 Acórdão n.º 2403000.545 S2C4T3 Fl. 107 7 h) a pessoa física que exerce, por conta própria, atividade econômica de natureza urbana, com fins lucrativos ou não; (Incluído pela Lei nº 9.876, de 1999). OBRIGAÇÃO DE ARRECADAR Uma vez verificada a correta tributação dos valores pagos a título de assistência médica e odontológica e sobre a remuneração dos contribuintes individuais, resta verificar a obrigação da empresa de descontar e recolher as contribuições dos segurados empregados e contribuintes individuais, descontandoas da respectiva remuneração. A Lei 8.212/91 estabelece a obrigação de arrecadar a contribuição dos empregados. Art. 30. A arrecadação e o recolhimento das contribuições ou de outras importâncias devidas à Seguridade Social obedecem às seguintes normas: (Redação dada pela Lei n° 8.620, de 5.1.93) I a empresa é obrigada a: a) arrecadar as contribuições dos segurados empregados e trabalhadores avulsos a seu serviço, descontandoas da respectiva remuneração; A Lei 10.666/2003 estabelece a obrigação de arrecadar a contribuição dos contribuintes individuais. Art. 4o Fica a empresa obrigada a arrecadar a contribuição do segurado contribuinte individual a seu serviço, descontandoa da respectiva remuneração, e a recolher o valor arrecadado juntamente com a contribuição a seu cargo até o dia 20 (vinte) do mês seguinte ao da competência, ou até o dia útil imediatamente anterior se não houver expediente bancário naquele dia. Entendo caracterizada a infração. CONCLUSÃO À vista do exposto, voto por NEGAR PROVIMENTO AO RECURSO. Carlos Alberto Mees Stringari Fl. 111DF CARF MF Emitido em 29/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 15/06/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 8 Fl. 112DF CARF MF Emitido em 29/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 15/06/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI
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Numero do processo: 18471.002030/2004-10
Data da sessão: Thu May 07 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Thu May 07 00:00:00 UTC 2009
Numero da decisão: 1801-000.003
Decisão: Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligencia.
Matéria: IRPJ - AF- lucro presumido(exceto omis.receitas pres.legal)
Nome do relator: ANA DE BARROS FERNANDES
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O Auto de Infração encontra-se às fls. 93 a 99 e limitou-se a exigir as diferenças apontadas na planilha de fls. 66 e 67, referentes a IRPJ tributado com base no Lucro Presumido dos seguintes trimestres: 1° trimestre de 2000 e 1°, 2°, 3° e 4" trimestres de 2002. A contribuinte foi devidamente cientificada da autuação em 23/11/2004. A empresa impugnou o Auto de Infração às fls. 104 limitando-se a esclarecer que os valores contabilizados e informados em DCTF e outros documentos estaduais estão corretos e que as DIPJ foram preenchidas com erro, razão pela qual solicita as devidas retificações dos valores. As cópias das DCTF pertinentes aos períodos tributados, ex officio, foram • juntadas ao processo às fls. 128 a 132, observando-se que, com referência aos trimestres: Valor DIPJ — RS Valor DCTF — RS 1° Trimestre —2000 705,53 705,53 1" Trimestre —2002 2.862,44 2.862,44 2' Trimestre — 2002 11.718,36 10.631,02 3° Trimestre —2002 17.390,87 14.034,52 4° Trimestre —2002 12.878,74 11.327,25 77. • • Processo n° 18471.002030/2004- 10 SI-TE01 Erro! À origem da referência não foi encontrada. n.° SI-TE01- 00003 Fl. 2 A contribuinte não informou em DCTF os valores dos adicionais IRPJ relativos aos segundo, terceiro e quarto trimestres de 2002. A Nona Turma de Julgamento da DRJ no Rio de Janeiro — I/RJ exarou o Acórdão n° 12-14.079/07 mantendo o lançamento tributário em sua integralidade, esclarecendo que não cabe pedido de retificação de declaração após iniciado o procedimento fiscal — fls. 133 a 136. Tempestivamente, a contribuinte interpôs o Recurso Voluntário de fls. 141 a 145, alegando que tem como clientes órgãos públicos municipais, estaduais e federais e que estes retêm na fonte o IRPJ ora cobrado da contribuinte, ex officio, não tendo sido tais valores considerados pela autoridade lançadora, pelo que solicita a realização de nova auditoria sendo impossível juntar ao presente processo o que estima serem 130.000 anexos para comprovar o que alega. Cita o artigo 64 da Lei n° 9.430/96 para fundamentar o alegado, sobre a obirgação da retenção pelas fontes dos tributos federais. Instrui o Recurso com algumas cópias de contratos firmados entre a Marinha, no Rio de Janeiro, e do Exército Brasileiro, também daquele estado.. Com efeito, constata-se que a contribuinte não informou na DIPJ / 2003 qualquer valor a titulo de IRRF por órgãos públicos para os trimestres do ano-calendário de 2002, conforme fls. 29 e 30. Diferentemente em relação ao I° trimestre de 2000, pois consta na DIPJ/2001 o valor retido por órgãos públicos da ordem de R$ 6.337,72, portanto devidamente computado na apuração do imposto devido. Cediço é que, ao se efetuar o lançamento tributário cujo Mandado de Procedimento Fiscal focaliza o trabalho em mera verificação entre os valores escriturados epla contribuinte e aqueles declarados espontaneamente, a autoridade fiscal não está obrigada a investigar os valores que compuseram, formaram, a contabilidade, sendo auditoria sumária de checagem superficial. Não consta desse processo cópias dos balancetes mensais do Diário, nem documentos internos dos sistemas do fisco que poderiam informar a efetiva retenção na fonte praticada pelos órgãos públicos clientes da empresa, que faz inicio de prova de pelo menos existirem dois (Marinha e Exército Brasileiros). Ainda que possa haver falha da contribuinte em ter deixado de informar nas DIPJ os impostos efetivamente retidos pelos órgãos públicos, se é que houve as retenções, e falha ainda em não instruir os recursos com os informes de rendimentos pagos fornecidos por esses órgãos, entendo que, em prestigio à verdade material dos fatos: I) a empresa deve ser intimada, com relação ao 1° trimestre de 2000 e aos quatro trimestres de 2002, a: 1) apresentar os informes de rendimentos fornecidos pelos órgãos públicos pagadores; 2) se houver, cópia dos balancetes mensais registrados no Diário e fichas do Razão demonstrando os pagamentos recebidos e os valores relativos às retenções efetuadas por órgãos públicos; .7)( 2 . • Processo n° 18471.002030/2004-10 SI-TE01 Erro! A origem da referência não foi encontrada. n.° SI-TE01- 00003 Fl. 3 3) apresentar planilha demonstrando efetivamente os valores recebidos, retidos pelas fontes pagadoras; 4) apresentar planilha compondo os valores escriturados no Livro de Registro de Saídas, relacionando-os com os valores recebidos de órgãos públicos que ale ga haver sofrido retenção no período fiscalizado. II) a autoridade fiscal designada deverá : 1) juntar ao presente pesquisa do sistema — DIRF — que informe eventual retenção de órgão público em favor da interessada no período que sofreu a fiscalização; 2) confrontar os valores com aqueles apresentados pela contribuinte em resposta à Intimação Fiscal; 3) verificar as informações prestadas junto aos Livros Contábeis e Fiscais; 4) emitir um Relatório de Diligência Fiscal, computando nos valores devidos de IRPJ a recolher eventuais retenções sofridas, se comprovadas, dando a devida ciência à contribuinte e prazo para, desejando, se manifestar. Encaminhe-se o presente à DEFIC do Rio de Janeiro para cumprimento. Sala das Sessões — DF, em 07 de maio de 2009• ANA DE BARROS FERNANDES Pr(An Antonio José Praga de Souza Presidente da PS* de Julgamento do aeuelboAdmitittracitro de Recursos Foceis-ME 3 Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1
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