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4635541 #
Numero do processo: 13308.000004/93-21
Turma: Oitava Câmara
Seção: Primeiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Jul 10 00:00:00 UTC 1997
Data da publicação: Thu Jul 10 00:00:00 UTC 1997
Numero da decisão: 108-04423
Decisão: Por unanimidade de votos, NÃO CONHECER do recurso, por intempestivo.
Nome do relator: CELSO ÂNGELO LISBOA GALLUCCI

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4636728 #
Numero do processo: 13842.000509/96-17
Turma: Sétima Câmara
Seção: Primeiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Fri Mar 20 00:00:00 UTC 1998
Data da publicação: Fri Mar 20 00:00:00 UTC 1998
Numero da decisão: 106-10068
Decisão: NEGADO PROVIMENTO POR MAIORIA. VENCIDOS OS CONSELHEIROS WILFRIDO AUGUSTO MARQUES, LUIZ FERNANDO OLIVEIRA DE MORAES E ROSANI ROMANO ROSA DE JESUS CARDOZO.
Nome do relator: Romeu Bueno de Camargo

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SERVIÇOS DE CONSULTORIA S/C LTDA Recorrida : DRJ em CAMPINAS - SP Sessão de : 20 DE MARÇO DE 1998 Acórdão N.° : 106-10.068 MULTA NO ATRASO DA ENTREGA DA DECLARAÇÃO DE RENDIMENTOS - A entrega da declaração anual de rendimentos fora do prazo estabelecido acarreta a exigência da multa prevista no art. 88 da Lei n°8.981/95. Recurso negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por J.R.V.M. SERVIÇOS DE CONSULTORIA S/C LTDA. ACORDAM os Membros da Sexta Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, NEGAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Vencidos os Conselheiros WILFRIDO AUGUSTO MARQUES, LUIZ FERNANDO OLIVEIRA DE MORAES e ROSANI ROMANO ROSA DE JESUS CARDOZO. • BRIGUES ''OLIVEIRA P ' ENTE /IP e, ROMEU BUENO D • á RGO RELATOR FORMALIZADO EM: 1 7 ABR 1998 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros MÁRIO ALBERTINO NUNES, HENRIQUE ORLANDO MARCONI e ANA MARIA RIBEIRO DOS REIS. MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo n°. : 13842.000509/96-17 Acórdão n°. : 106-10.068 Recurso n°. : 114.852 Recorrente : J.R.V.M. SERVIÇOS DE CONSULTORIA S/C LTDA RELATÓRIO Contra a Empresa acima identificada, foi emitida notificação de lançamento para exigir-lhe o pagamento da multa por atraso na entrega da Declaração de Rendimentos IRPJ/1996 Em sua impugnação a contribuinte requer o cancelamento da exigência, alegando que apesar de ter entregue sua declaração fora do prazo, o fez antes do início de qualquer procedimento administrativo, podendo, dessa forma beneficiar-se do instituto da denúncia espontânea previsto no Código Tributário Nacional. A decisão da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Campinas, manteve o lançamento em decisão assim ementada: MULTA - ATRASO NA ENTREGA DA DECLARAÇÃO - A falta de entrega da declaração, no prazo, sujeita a infratora à multa prevista no art. 88, § 1° da Lei 8.981/95 (penalidade aplicável a partir de 01/01/95). Inconformado, o contribuinte apresentou, tempestivamente, Recurso Voluntário, onde reedita suas razões de impugnação, requerendo a reforma da Decisão singular. -44-1 2 MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo n°. : 13842.000509/96-17 Acórdão n°. : 106-10.068 Intimada a se manifestar em contra-razões, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional requer a manutenção da Decisão Recorrida. Lv É o Relatório. 3 »{. MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo n°. : 13842.000509/96-17 Acórdão n°. : 106-10.068 VOTO Conselheiro ROMEU BUENO DE CAMARGO, Relator A matéria discutida no presente Recurso diz respeito à procedência ou não da multa prevista para a entrega fora do prazo da declaração de rendimentos. O Código Tributário Nacional, ao tratar da obrigação tributária, em seu artigo 113, estabelece que: Art. 113- A obrigação tributária é principal ou acessória. § /° - A obrigação principal surge com a ocorrência do fato gerador, tem por objeto o pagamento do tributo ou penalidade pecuniária e extingui-se juntamente com o crédito dela decorrente. § 2° - A obrigação acessória decorre da legislação tributária e tem por objeto as prestações, positivas ou negativas, nela previstas no interesse da arrecadação ou da fiscalização dos tributos. 4 MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo n°. : 13842.000509/96-17 Acórdão n°. : 106-10.068 § 30 - A obrigação acessória, pelo simples fato de sua inobservância, converte-se em obrigação principal relativamente a penalidade pecuniária. Como podemos depreender, além da obrigação tributária principal, existem outras, acessórias destinadas a facilitar o cumprimento daquela. Por sua vez, o artigo 97 do mesmo diploma legal, em seu inciso V, preceitua que somente a Lei pode estabelecer cominação de penalidades para as ações ou omissões contrárias à legislação tributária ou para outras infrações nela definidas. Todo cidadão, sendo ou não sujeito passivo da obrigação tributária principal, está obrigado a certos procedimentos que visem facilitar a atuação estatal. Uma vez não atendidos esses procedimentos estaremos diante de uma infração que tem como conseqüência a aplicação de uma sanção. As sanções pela infração e inadimplemento das obrigações tributárias acessórias são as mais importantes da legislação tributária, pois conforme previsto no CTN quando descumprida uma obrigação acessória, esta se torna principal, e a responsabilidade do agente é pessoal e independe da efetividade, natureza e extensão dos efeitos do ato. A legislação tributária apresenta a multa como sanção pelo inadimplemento tributário que pode ser aquela que se aplica pelo descumprimento da obrigação tributária principal, e a que se aplica nos casos de inobservância dos deveres acessórios. 5 ê:/ MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo n°. : 13842.000509/96-17 Acórdão n°. : 106-10.068 As finalidades da multa tributária são de proteção, sanção e coação do Estado, com a finalidade de fortalecer o exato cumprimento de seus deveres como agente fiscal. A multa fiscal consiste no pagamento em dinheiro nos termos da Lei e assume o caráter de pena pois não objetiva apenas ressarcir o fisco, mas também penalizar o infrator. Nessa linha, parece-nos que no presente caso não podemos admitir a denúncia espontânea, pois o contribuinte providenciou a entrega de sua declaração após o prazo legal, e como sustentou o ilustre mestre ALIOMAR BALEEIRO, a multa fiscal ora cobre a mora, ora funciona como sanção punitiva da negligência, e neste caso a multa é indenizatória da impontualidade, da falta de dever do cidadão, e a mora decorrente da impontualidade constitui infração. Dessa forma se fosse reconhecida a denúncia espontânea, teriamos esvaziado a figura da multa por atraso, e o art. 138 do CTN não acaba com essa penalidade porquanto os dispositivos da CTN devem se analisados e interpretados sistematicamente e não isoladamente como pretende o Recorrente. Finalmente cabe ressaltar que se desconsiderada a multa decorrente da impontualidade do sujeito passivo da obrigação tributária, estaríamos diante de uma afronta ao contribuinte responsável e cumpridor de suas obrigações, sem dizer que o mesmo poderia considerar que sua pontualidade não fora considerada pelo fisco, caracterizado-se uma flagrante injustiça fiscal. 6 MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo n°. : 13842.000509/96-17 Acórdão n°. : 106-10.068 Há que se observar, também que a multa ora em questão não está vinculada a imposto a pagar, trata-se de penalidade decorrente do descumprimento de obrigação acessória. Pelo exposto nas razões acima apresentadas, conheço do Recurso por ter sido interposto dentro do prazo legal, e no mérito nego-lhe provimento. Sala das Sessões - DF, em 20 de março de 1998 s ROMEU BUENO P 1/ AMARGO i i 7 W(- Page 1 _0014100.PDF Page 1 _0014200.PDF Page 1 _0014300.PDF Page 1 _0014400.PDF Page 1 _0014500.PDF Page 1 _0014600.PDF Page 1

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4633542 #
Numero do processo: 10880.008236/90-91
Turma: Oitava Câmara
Seção: Primeiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Aug 24 00:00:00 UTC 1995
Data da publicação: Thu Aug 24 00:00:00 UTC 1995
Ementa: TRIBUTAÇÃ0 REFLEXA - PIS-FATURAMENTO - Em razão da estreita relação de causa e efeito existente entre o lançamento principal e o que dele decorre, mantida a exigência no primeiro, igual medida se impõe quanto ao segundo. Recurso negado.
Numero da decisão: 108-02239
Decisão: ACORDAM os Membros da Oitava Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: Luiz Alberto Cava Maceira

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conteudo_txt : Metadados => date: 2009-09-03T11:07:01Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-09-03T11:07:01Z; Last-Modified: 2009-09-03T11:07:01Z; dcterms:modified: 2009-09-03T11:07:01Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-09-03T11:07:01Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-09-03T11:07:01Z; meta:save-date: 2009-09-03T11:07:01Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-09-03T11:07:01Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-09-03T11:07:01Z; created: 2009-09-03T11:07:01Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; Creation-Date: 2009-09-03T11:07:01Z; pdf:charsPerPage: 1052; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-09-03T11:07:01Z | Conteúdo => MINISTERIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo no. 10880-008.236/90-91 Acórdão no. 108-02.239 Sessão de : 24 de agosto de 1995. RECURSO NO.: 00.364 - PIS-FATURAMENTO - EXS: DE 1986 e 1987. RECORRENTE : AMONEX DO BRASIL INDUSTRIA E COMERCIO LTDA. RECORRIDO : DRF EM SA0 PAULO (SP) /vjvc TRIBUTAÇA0 REFLEXA - PIS-FATURAMENTO - Em razão da estreita relação de causa e efeito existente entre o lançamento principal e o que dele decorre, man- tida a exigência no primeiro, igual medida se im- põe quanto ao segundo. Recurso negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por AMONEX DO BRASIL INDUSTRIA E COMERCIO LTDA.: ACORDAM os Membros da Oitava Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julga- do. Sala das Sess5es (D ), em 24 de agosto de 1995 MANO' GADE "DIAS - PRESIDENTE • LUIZ At RTO CAV . EIRA - RELATOR / LÁ'VISTO EM MANOE OELIPE ": O BRANDA() - PROCURADOR DA FAZENDA NA- SESSAO DE: z Z 8E1095 CIONAL 2. MiNígfiRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo no. 10880-008.236/90-91 Acórdão no. 108-02.239 Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselhei- ros: SANDRA MARIA DIAS NUNES, PAULO IRVIN DE CARVALHO VIANNA, RICARDO JANCOSKI, RENATA GONÇALVES PANTOJA e JOSE ANTONIO MINATEL.Ausente, justificadamente, o Conselheiro MARIO JUNQUEIRA FRANCO JUNIORJ. PROCESSO N g 10880.008236/90-91 3. ACÓRDÃO N g 108-02.239 RECURSO N g : 00364 RECORRENTE: AMONEX DO BRASIL INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA. RELATÓRIO AMONEX DO BRASIL INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA., com sede na rua Gibraltar n g 258, em Santo Amaro, na cidade de São Paulo - SP, com C.G.C. MF n g 43.165.042/0001- 95, inconformada com a decisão monocrática que indeferiu sua impugnação, recorre a este Colegiado. Trata-se de tributação reflexa de PIS/FATURAMENTO, relativa aos exercícios de 1986 e 1987, com base no art. 3 g , alínea "b" e art. 6, da Lei Complementar n g 07/70. Impugnando, a parte utilizou os mesmos argumentos de defesa apresentados no processo principal. A autoridade singular acatando o princípio da decorrência, julgou procedente a ação fiscal. Em suas razões de apelo reportou-se às razões de recurso do processo matriz. É o relatório.. sj PROCESSO N g 10880.008236/90-91 4. ACÓRDÃO N2 108-02.239 VOTO Conselheiro LUIZ ALBERTO CAVA MACEIRA, Relator: Recurso tempestivo, dele conheço. Considerando o princípio da decorrência em sede tributária e devido à estreita relação de causa e efeito existente entre o procedimento matriz e o reflexo, impõe-se a aplicação de igual medida àquela dispensada ao processo principal, que teve julgada subsistente a imposição. Diante do exposto, voto por negar provimento ao recurso. Brasília-DF, 24 de agosto de 1995. // /1 LUIZ . 2 : ERTO CAVA MACEIRA - Relatore. n bi# Page 1 _0039600.PDF Page 1 _0039800.PDF Page 1 _0040000.PDF Page 1

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Numero do processo: 10850.001952/97-81
Turma: Segunda Turma Superior
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Mon May 10 00:00:00 UTC 2004
Data da publicação: Mon May 10 00:00:00 UTC 2004
Ementa: IPI — CRÉDITO PRESUMIDO — AQUISIÇÕES DE PESSOAS FÍSICAS — A base de cálculo do crédito presumido será determinada mediante a aplicação, sobre o valor total das aquisições de MP, PI e ME, referidos no art. 1° da Lei n° 9.363/96, do percentual correspondente à relação entre a receita de exportação e a receita operacional bruta do produtor exportador (art. 2° da Lei n° 9.363/96). A lei mencionada refere-se a "valor total" e não prevê qualquer exclusão. As IN SRF n°s 23/97 e 103/97 inovaram o texto da Lei n° 9.363/96, ao estabelecerem que o crédito presumido de IPI será calculado, exclusivamente, em relação às aquisições efetuadas de pessoas jurídicas, sujeitas à COFINS e às Contribuições ao PIS/PASEP (IN SRF n° 23/97) não geram direito ao crédito presumido (IN SRF n° 103/97). Tais exclusões somente poderiam ser feitas mediante lei, pois as instruções normativas são normas complementares (art. 100 do CTN) e não podem transpor, inovar ou modificar o texto das normas que complementam. Na verdade, o crédito presumido de IPI na exportação utiliza o princípio da praticibilidade, que usa a presunção como o meio mais simples e viável de se atingir o objetivo da lei, dando à administração o alívio do fardo da investigação exaustiva de cada caso isolado, dispensando-o da coleta de provas de difícil, ou até impossível, configuração. A apuração por presunção utiliza um cálculo padronizante, que abstrai o individual, o específico, o único, em favor do geral, cria-se uma abstração generalizante, imposta, ex dispositionis legis, ao contribuinte, desprezando-se os desvios individuais. IPI — CRÉDITO PRESUMIDO - ENERGIA ELÉTRICA E COMBUSTÍVEIS — Para que possam ser incluídos no rol das matérias-primas ou de produtos intermediários a que alude a legislação do IPI, é condição sine qua non que o insumo seja consumido, desgastado ou alterado, em função de ação direta exercida sobre o produto em fabricação, ou vice-versa, ainda que não venha a integrar o novo produto. A energia elétrica e os combustíveis, por não preencherem essas condições, não podem ser considerados como matéria-prima ou produto intermediário para fins de cálculo desse benefício fiscal. Recurso parcialmente provido.
Numero da decisão: CSRF/02-01.685
Decisão: ACORDAM os Membros da Segunda Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais, pelo voto de qualidade, DAR provimento PARCIAL ao recurso, para excluir da base de cálculo do crédito presumido os dispêndios com energia elétrica e combustíveis. Vencidos os Conselheiros Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva (Relator), Rogério Gustavo Dreyer, Dalton César Cordeiro de Miranda e Mário Junqueira Franco Júnior que negaram provimento ao recurso e os Conselheiros Josefa Maria Coelho Marques, Henrique Pinheiro Torres e Leonardo de Andrade Couto que deram provimento integral ao recurso. Designado para redigir o voto vencedor o Conselheiro Manoel Antonio Gadelha Dias.
Nome do relator: Francisco Maurício R. de Albuquerque Silva

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CÂMARA DO SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Interessada : CARGIL CITRUS LTDA. Sessão : 10 de maio de 2004 Acórdão n.° : CSRF/02-01.685 IPI — CRÉDITO PRESUMIDO — AQUISIÇÕES DE PESSOAS FÍSICAS — A base de cálculo do crédito presumido será determinada mediante a aplicação, sobre o valor total das aquisições de MP, PI e ME, referidos no art. 1° da Lei n° 9.363/96, do percentual correspondente à relação entre a receita de exportação e a receita operacional bruta do produtor exportador (art.2° da Lei n° 9.363/96). A lei mencionada refere- se a "valor total" e não prevê qualquer exclusão. As IN SRF n°s 23/97 e 103/97 inovaram o texto da Lei n° 9.363/96, ao estabelecerem que o crédito presumido de IPI será calculado, exclusivamente, em relação às aquisições efetuadas de pessoas jurídicas, sujeitas à COFINS e às Contribuições ao PIS/PASEP (IN SRF n° 23/97) não geram direito ao crédito presumido (IN SRF n° 103/97). Tais exclusões somente poderiam ser feitas mediante lei, pois as instruções normativas são normas complementares (art. 100 do CTN) e não podem transpor, inovar ou modificar o texto das normas que complementam. Na verdade, o crédito presumido de IPI na exportação utiliza o princípio da praticibilidade, que usa a presunção como o meio mais simples e viável de se atingir o objetivo da lei, dando à administração o alívio do fardo da investigação exaustiva de cada caso isolado, dispensando-o da coleta de provas de difícil, ou até impossível, configuração. A apuração por presunção utiliza um cálculo padronizante, que abstrai o individual, o específico, o único, em favor do geral, cria-se uma abstração generalizante, imposta, ex dispositionis legis, ao contribuinte, desprezando-se os desvios individuais. IPI — CRÉDITO PRESUMIDO - ENERGIA ELÉTRICA E COMBUSTÍVEIS — Para que possam ser incluídos no rol das matérias-primas ou de produtos intermediários a que alude a legislação do IPI, é condição sine qua non que o insumo seja consumido, desgastado ou alterado, em função de ação direta exercida sobre o produto em fabricação, ou vice-versa, ainda que não venha a integrar o novo produto. A energia elétrica e os combustíveis, por não preencherem essas condições, não podem ser considerados como matéria-prima ou produto 6of intermediário para fins de cálculo desse benefício fiscal. 2 Processo n.° : 10850.001952/97-81 Acórdão n.° : CSRF/02-01.685 Recurso parcialmente provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto pela FAZENDA NACIONAL. ACORDAM os Membros da Segunda Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais, pelo voto de qualidade, DAR provimento PARCIAL ao recurso, para excluir da base de cálculo do crédito presumido os dispêndios com energia elétrica e combustíveis. Vencidos os Conselheiros Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva (Relator), Rogério Gustavo Dreyer, Dalton César Cordeiro de Miranda e Mário Junqueira Franco Júnior que negaram provimento ao recurso e os Conselheiros Josefa Maria Coelho Marques, Henrique Pinheiro Torres e Leonardo de Andrade Couto que deram provimento integral ao recurso. Designado para redigir o voto vencedor o Conselheiro Manoel Antonio Gadelha Dias. MANOEL ANTONIO GADELHA DIAS PRESIDENTE e REDATOR DESIGNADO FORMALIZADO EM: 23 DEZ 2004 2 Processo n° : 10850.001952/97-81 Acórdão n° : CSRF/02-01.685 Recurso n° :201-116634 Recorrente : FAZENDA NACIONAL RELATÓRIO Na fl. 159, ementa do Acórdão n° 201-74.525, relativa a decisão que por maioria de votos concedeu provimento ao Recurso Voluntário, nos seguintes termos: "IPI — CRÉDITO PRESUMIDO — AQUISIÇÕES DE PESSOAS FÍSICAS — PRINCIPIO DA PRATICIDADE- A base de cálculo do crédito presumido será determinada mediante a aplicação, sobre o valor total das aquisições de MP, PI e ME, referidos no art. 10 da Lei n° 9.363/96, do percentual correspondente à relação entre a receita de exportação e a receita operacional bruta do produtor exportador (art.2° da Lei n° 9.363/96). A Lei mencionada refere-se a "valor totare não prevê qualquer exclusão. As IN SRF n°s 23/97 e 103/97 inovaram o texto da Lei n° 9.363/96, ao estabelecerem que o crédito presumido de IPI será calculado, exclusivamente, em relação às aquisições efetuadas de pessoas jurídicas, sujeitas à COFINS e às Contribuições ao PIS/PASEP (IN SRF n° 23/97),bem como que os MP, PI e ME, adquiridos de cooperativas, não geram direito ao crédito presumido (IN SRF n° 103/97). Tais exclusões somente poderiam ser feitas mediante Lei ou Medida Provisória, vista que as Instruções Normativas são normas complementares das Leis (art. 100 do CTN) e não podem transpor, inovar ou modificar o texto das normas que complementam. Na verdade, o crédito presumido de IPI na exportação utiliza o principio da praticiabilidade, que usa a presunção como o meio mais simples e viável de se atingir o objetivo da lei, dando à administração o alívio do fardo da investigação exaustiva de cada caso isolado, dispensando-o da coleta de provas de difícil, ou até impossível, configuração. A apuração por presunção utiliza um cálculo padronizante, que abstrai o individual, o específico, o único, em favor do geral, cria-se uma abstração generalizante, imposta, ex dispositionis legis, ao Contribuinte, desprezando-se os desvios individuais. COMBUSTíVEIS E ENERGIA ELÉTRICA — O art. 82, inciso I, do RIPI/82, é claro ao estabelecer que está abrangido dentro do conceito de matéria-prima e de produto intermediário os prod tos que, "embora não se integrando ao novo produto, forem consu 'idos no processo de industrialização, salvo se compreendidos entrei i bens do ativo permanente". JUROS — O valor do crédito presu 'ido deve ser acrescido de juros calculados segundo a Norma d'é ecução Conjunta SRF/COSIT/COSAR n° 08/97. Recurso proyi• • " 3 , Processo n° : 10850.001952/97-81 Acórdão n° : CSRF/02-01.685 A Fazenda Nacional interpõe Recurso Especial às fls. 176/183, com fundamento no art. 5 0 , I, do Regimento Interno da Câmara Superior de Recurso Fiscais. Alega que as aquisições de não contribuintes das contribuições sociais exigidas pela lei que desonera o produtor exportador do gravame, não estão por ela abrangidas e transcreve Voto proferido nos autos do Processo n° 10930.003402/97-42, que orientou a prolação do Acórdão n° 202-11.450, da Segunda Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes. Finaliza argumentando que merece reforma o acórdão proferido porque a Recorrida não preenche os requisitos legais para se beneficiar do crédito presumido do IPI, instituído pela MP n° 948/95, convertida na Lei n° 9.363/96, para ressarcimento das contribuições para o PIS e COFINS, uma vez que ditas contribuições não incidiram sobre os insumos adquiridos. À fl. 204, Despacho n° 201-813 admitindo seguimento ao Recurso Especial. Às fls. 211/225, Contra Razões de Recurso, onde inicia argüindo duas preliminares de não conhecimento do Recurso. Argui em preliminares que a abertura da instância especial se justifica pela necessidade de uniformizar o entendimento das diversas Câmaras dos Conselhos de Contribuintes sobre as matérias de suas competências, assim, continua, após manifestação da CSRF sobre interpretação de determinado dispositivo, a jurisprudência administrativa estará uniformizada, não cabendo recurso especial para discutir questões sobre as quais dito espaço colegiado já pacificou o entendimento, e menciona o acórdão CSRF/01-02132/97. No caso que se apresenta, esta E. CSRF já enfrentou o assunto relativo a inclusão na base de cálculo do incentivo das matérias-primas, produtos intermediários e materiais de embalagem adquiridos de produtores rurais pessoas físicas e de cooperativas, no julgamento do recurso n° 201-112321 em sessão realizada no dia 16.09.2002. Destaca que na exposição das razões recursais o Sr. Procurador da Fazenda Nacional não fez menção aos fundamentos que justificari m a exclusão do custo de aquisição dos combustíveis e da energia elétrica consuri .. ie os no processo produtivo e concedidos no Acórdão ora recorrido, muito emi era pretenda a modificação do v. acórdão recorrido também com relação a esses / ite s. , No mérito, relativamente aos insumos adquirido "de pessoas físicas, transcreve o contido no Recurso n°201-112321, de 16.09.200 . (fl, 21:) --------' 4 Processo n° : 10850.001952/97-81 Acórdão n° : CSRF/02-01.685 Insiste que oronforme comprovado pela fiscalização, a energia elétrica e o combustível são e retivamente consumidos no processo produtivo porque responsáveis pelo acion ento das máquinas utilizadas no processamento dos produtos exportados pel 'recorrida, e faz considerações a partir do art. 488 do ki Decreto n° 2.637/98 (RIPli ,8, ). 1 É o relatóriio. --- O', . - 5 Processo n° : 10850.001952/97-81 Acórdão n° : CSRF/02-01.685 VOTO VENCIDO Conselheiro FRANCISCO MAURÍCIO RABELO DE ALBUQUERQUE SILVA,Relator: O Recurso preenche condições de admissibilidade, dele tomo conhecimento. Quanto as preliminares argüidas, devo rejeita-las. A primeira porque, sem dúvidas, claro a existência de divergência quanto a matéria agitada no Recurso e a segunda, porque também sem dúvidas existente no apelo fundamentação sobre combustíveis e energia elétrica. (fl. 179) Duas são as matérias agitadas no Recurso, a meu ver, a inclusão das aquisições de insumos de pessoas físicas, (f1.181) e de combustível e energia elétrica. É evidente que o Recurso serviu-se da transcrição de decisões prolatadas no Conselho de Contribuintes, para fundamentar o inconformismo em relação ao Acórdão que concedeu provimento à inclusão na base de cálculo do incentivo, desses insumos. Relativamente às aquisições de pessoas físicas entendo que a Lei n° 9.363/96 não as exclui, não podendo as IN's 23/97 e 103/97 como normas complementares, ampliar o contido no seu texto. Quanto ao combustível e energia elétrica, revendo minha posição, passo a admitir que sendo insumos indispensáveis à materialização do produto final, ensejam sua inclusão na base de cálculo do incentivo, na qualidade de produtos intermediários. i , 1 I Diante do exposto, ne o provimerito ao Re,urso./ 1 i \ ' S eala das Sessões-DF, O de m: ioded 20 )4. 1, FRANCISCO n 4 À --,:. -- e -, A : •\D : QUERQUE SILVA. .,„:„,6. 6 Processo n.° : 10850.001952/97-81 Acórdão n.° : CSRF/02-01.685 VOTO VENCEDOR Conselheiro MANOEL ANTONIO GADELHA DIAS, Redator Designado Com a devida vendida do e. Conselheiro Relator, Dr. Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva, divirjo do seu entendimento acerca da possibilidade de o produtor exportador incluir na base de cálculo do crédito presumido de que trata a Lei nr. 9.363/96 os custos com aquisição de combustíveis e energia elétrica consumidos no processo produtivo. Acompanho-o, contudo, quanto às suas conclusões de que as aquisições de insumos fornecidos por pessoas físicas devem compor a base de cálculo do referido favor fiscal. A divergência, portanto, reside na definição dos dispêndios com combustíveis e energia elétrica como matérias-prima ou produtos intermediários consumidos no processo produtivo. Comungo do pensamento de que os referidos custos, no caso dos autos, não se caracterizam como matéria-prima ou produto intermediário, pois, para tanto, necessário seria o consumo, o desgaste ou a alteração do insumo, em função de ação direta exercida sobre o produto industrializado. Reporto-me nesse ponto às lúcidas considerações tecidas pelo Conselheiro Henrique Pinheiro Torres, no Acórdão nr. CSRF/02-01.171, de 16.09.2002, a saber: "O parágrafo único do artigo 3° da Lei n° 9.363/96 determina que se utilizará, subsidiariamente, a legislação do Imposto sobre Produtos Industrializados — IPI para a demarcação dos conceitos de matérias- primas e produtos intermediários, o que é confirmado pela Portaria MF n° 129, de 05/04/95, em seu artigo 2°, § 3°. Socorrendo-nos da legislação do IPI, encontramos no artigo 82, I, do Regulamento do IPI, aprovado pelo Decreto n° 87.981/82, as definições pretendidas, in litteris: 77? Li 7 Processo n.° : 10850.001952/97-81 Acórdão n.° : CSRF/02-01.685 "Art. 82. Os estabelecimentos industriais, e os que lhes são equiparados, poderão creditar-se: I — do imposto relativo a matérias-primas, produtos intermediários e material de embalagem, adquiridos para emprego na industrialização de produtos tributados, exceto as de alíquota zero e os isentos, incluindo-se, entre as matérias-primas e produtos intermediários, aqueles que, embora não se integrando ao novo produto, forem consumidos no processo de industrialização, salvo se compreendidos entre os bens do ativo permanente." (grifamos) A exegese do dispositivo legal pertinente ao crédito referente às aquisições de insumos (inciso I do art. 82 do RIPI/1982 ou inciso I do art. 147 do Decreto n°2.637/1988 — RIPI/1988), é no sentido de que os estabelecimentos industriais e os que lhes são equiparados somente podem creditar-se do imposto pago quando das entradas de produtos (matéria-prima, produto intermediário e material de embalagem) a serem empregados diretamente na fabricação do produto final ou que, embora não sejam a este integrados, sejam consumidos no processo de industrialização, isto é, sofram, em função de ação exercida diretamente sobre o produto em fabricação, alterações tais como o desgaste, o dano ou a perda de propriedades físicas ou químicas, e ainda, que não estejam compreendidos entre os bens do ativo permanente. A contrário senso, não integrando o produto final ou não havendo o desgaste decorrentes do contato físico, ou de uma ação direta exercida sobre o produto em fabricação ou se for classificado como bem do ativo permanente, preditos insumos não geram direito a crédito. O Parecer Normativo CST n° 65/79, explicitando os conceitos de matéria-prima e de produtos intermediários, esclarece que como tais devem ser tratados aqueles materiais que "hão de guardar semelhança com as matérias-primas e os produtos intermediários stricto sensu, semelhança esta que reside no fato de exercerem na operação de industrialização função análoga a destes, ou seja, se consumirem em decorrência de um contato físico, ou melhor dizendo, de uma ação diretamente exercida sobre o produto de fabricação, ou por este diretamente sofrida". No mesmo sentido essa C. Segunda Turma já decidiu no Acórdão nr. CSRF/02-01.294, de 12.05.2003, assim ementado: "IPI — CRÉDITO PRESUMIDO — AQUISIÇÕES DE PESSOAS FíSIAS, COOPERATIVAS — ENERGIA ELÉTRICA — GERAÇÃO DE VAPOR — A Lei nr. 9.363/96 não determina a exclusão de aquisições de quem não é contribuinte do PIS e COFINS. A energia elétrica e geração de 8 6:41‘1 Processo n.° : 10850.001952/97-81 Acórdão n.° : CSRF/02-01.685 vapor não são elementos preponderantes no produto final. (negritei) Recurso parcialmente provido." Nessa conformidade, voto no sentido de DAR provimento PARCIAL ao recurso, para excluir da base de cálculo do crédito presumido os dispêndios com energia elétrica e combustíveis. É como voto. Sala das Sessões (DF), em 10 de maio de 2004 MANOEL ANTONIO GADELHA DIAS — Redator Designado 9 Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1 _0000600.PDF Page 1 _0000700.PDF Page 1 _0000800.PDF Page 1 _0000900.PDF Page 1

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Numero do processo: 10909.000220/95-43
Turma: Sétima Câmara
Seção: Primeiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Oct 15 00:00:00 UTC 1996
Data da publicação: Tue Oct 15 00:00:00 UTC 1996
Numero da decisão: 107-03434
Decisão: P.U.V, rejeitar a peliminar arguida pela recorrente, e, quanto ao mérito, por unanimidade de votos, DAR provimento parcial ao recurso, para excluir da exigência a importância que exceder a aplicação da alíquota de 0,5% definida no D.L nº 1.940/82, os juros moratórios equivalentes à Taxa Referencial Diária -TDR anteriores a 1º de agosto de 1991, bem como declarar insubsistente à exigência relativa ao Pis/Faturamento, efetuada com base nos Decretos-leis nº 2.445 e 2.449, ambos de 1988.
Nome do relator: Maurílio Leopoldo Schmitt

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Recorrida : DRJ em Florianópolis - SC. Sessão de : 15 de outubro de 1996 Acórdão n°. : 10743.434 Válido olançamento de ofício se ainda não decaído o direito legal de constituir o crédito tributário, mesmo que a Fazenda Pública não atine para o requisito temporal que medeia o ato de intimação e o de retomada dos trabalhos que resultem em isntauração do procedimento-administrativo fiscal. Preliminar de decadência rejeitada. Unânime. PIS/Faturamento. De ofício, declara-se insubsistente a exigência da contribuição social lançada com fundamento nos inconstitucionais Dd.LI. 2445 e 2449, de 1988. FINSOCIAL - Também de ofício, há de se conformar a exigência da contribuição social mediante o emrpego da alíquota de 0,5% sobre faturamento, porquanto as que exorbitam desse percentual foram ditas inconstitucionais pelo STF (RE 150.764-1-PE). TRD - Inaplicável TRD sobre créditos tributários remanescentes (IRPJ, CSLL e FINSOCIAL) com a qualificação de autualizadora monetária no período antecedente a agosto de 1991. Recurso provido parcilmente quanto ao mérito. Unânime. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por EMBRAMEL AUTO PEÇAS E SERVIÇOS LTDA. ACORDAM os Membros da Sétima Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, REJEITAR a preliminar arguida pela recorrente, e, quanto ao mérito, por unanimidade de votos, DAR provimento parcial ao recurso, para excluir da exigência a importância que exceder a aplicação da alíquota de 0,5% definida no DL n° 1.940/82, os juros moratórios equivalentes à Taxa 2 '4,wri MINISTÉRIO DA FAZENDA ??1-:;:::,;t PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo n°. : 10909.000220/95-43 Acórdão n". : 107-03.434 Referencial Diária - TRD anteriores a 1° de agosto de 1991, bem como declarar insubsistente a exigência relativa ao PIS/Faturamento, efetuada com base nos decretos-leis n° 2.445 e 2.449, ambos de 1988, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. c- \s9xixnn.c.àkesc,_ CuSzt, Ç->DQuse, Usa) MARIA ILCA CASTRO LEMOS DINIZ PRESIDE E I/1 MAURILIO L POLD 'SCHMITT RELATOR • FORMALIZADO EM: ;"1 3 JU 1997. Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros:JONAS FRANCISCO DE OLIVEIRA, NATANAEL MARTINS, EDSON VIANNA DE BRITO, FRANCISCO DE ASSIS VAZ GUIMARÃES, PAULO ROBERTO CORTEZ e CARLOS ALBERTO GONÇALVES NUNES. 3 7"1 MINISTÉRIO DA FAZENDA '`d? PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo tf. : 10909.000220195-43 Acórdão it. : 107-03.434 RECURSO N°. : 110.606 RECORRENTE : EMBRATEL AUTO PEÇAS E SERVIÇOS LTDA. RELATÓRIO Trata presente processo da exigência do Imposto de Renda Pessoa Jurídica, nos anos-base 199011991 devido a autuada ter omitido as receitas de revenda de mercadorias sem emissão dsa respectivas notas fiscais, conforme levantamento efetuado. Face a exigência do Imposto de Renda Pessoa Jurídica, surgem as exigências decorrentes que são: Pis/Faturamento; Contribuição Social; Finsocial/Faturamento. Em impugnação tempestiva apresentada pela empresa interessada, esta alega em síntese: Que o auto é nulo, pois, desrespeitou o prazo para que a fiscalização possa surtir seus jurídicos efeitos; Que o Art. da Lei 7.738/89 não pode ser empregado, pois, o referido artigo é utilizado exclusivamente para prestadoras de serviços, e a interessada vende mercadorias; Que a alíquota empregada pelo fisco de 2% está equivocada, pois, a alíquota correta seria de 0,5%; rfr. 4 n"0 MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo d. : 10909.000220/95-43 Acórdão n°. : 107-03.434 Que a exigência da Taxa Referencial Diária - TRD como indexador monetário e como taxa de juros não é válida, uma vez que viola o Art. 160, II, ke do CTN e ao art. 2o., parágrafo 1o. da Lei de Introdução ao Código Civil. A autoridade singular julgadora, decidiu ser procedente o lançamento relativo ao Imposto de Renda Pessoa Jurídica, e por consequência os demais lançamentos também são procedentes. Inconformada com o julgamento singular a interessada apresentou Recurso Voluntário alegando em síntese o mesmo apresentado na impugnação. É o relatório. ,e, .i.",re.-`,7"rt MINISTÉRIO DA FAZENDA „:141fillt PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo n°. : 10909.000220/95-43 Acórdão n°. : 107-03.434 VOTO Conselheiro MAURILIO LEOPOLDO SCHMITT, Relator: Alega a Recorrente nulidade do procedimento-administrativo fiscal por descumprido requisito formal a ele atinente, nos termos do Decreto nr. 70.235f72 (art. 7o. parágrafo 2o.), que, em combinação com o Parágrafo 1o. do mesmo art., prescreve que "os atos de oficio, escritos, praticados por servidor, valerão pelo prazo de sessenta dias, prorrogáveis, sucessivamente, por igual período, com qualquer outro ato escrito que indique o prosseguimento dos trabalhos." No caso vertente, mencionado aspecto formal de cientificação do contribuinte deixou de ser cumprido: a intimação deu-se em 28.04.94 e o ato escrito subsequente aconteceu em 16.03.95. O lapso de tempo que medeia um evento e outro teria, se utilizado pela Recorrente, o condão de fazê-lo readquirir a condição de espontaneamente regularizar sua situação fiscal sem que se lhe pudesse atribuir responsabilidade por infração (Luiz Henrique B. de Arruda, in Procedimento Administrativo Fiscal). Nada mais, além disto, a não ser se à Fazenda Pública, ao instante do segundo evento, tivesse decaído o direito legal de constituir o crédito tributário. Não é o caso dos autos. Rejeito a Preliminar. No mérito, a Recorrente apenas se insurge, no respeitante ao IRPJ, ao PIS/Faturamento e à Contribuição Social sobre o Lucro Líquido, aos critérios de aplicação da TRD como indexador monetário e como juros de mora a partir da vigência da Lei nr. 883-91. Deve, neste particular, ser acolhida sua pretensão no sentido de conformar a exigência de sorte a dela se excluir a TRD utilizada no período 6 %.;". MINISTÉRIO DA FAZENDA t't .:f•e.:tr; PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo n°. : 10909.000220/95-43 Acórdão n°. : 107-03.434 de fevereiro a agosto de 1991 (precedentes do CCMF, Ac. nr. CSRF/01-1.773-94), com esta qualificação de atualizador monetário, e de juros de mora a partir de janeiro de 1992, cujo limite é de um por cento, nos termos do art. 59, da Lei nr. 8383-91. Irresigna-se, contudo, em relação à exigência do FINSOCIAL em alíquota superior a 0,5% no período de 1990 e 1991, compreendido nos autos. Já está pacificado o entendimento de que alíquotas de FINSOCIAL exorbitante de 0,5% são inconstitucionais (RE 150.764-1-PE). O crédito tributário, nesta parte, necessita ser dimensionado ao limite da aplicação da alíquota de 0,5% sobre o faturamento daquele período. De ofício, deve ser declarada insubsistente a exigência do PIS/Faturamento fundada nos inconstitucionais Dec.-Leis nrs. 2.445 e 2449, de 1988. É o voto. Sala das Sess. 15 de outubro de 1996 r • MAURILIO LE OLDeiSCHMITT Processo n° : 10909.000220/95-43 Acórdão n° : 107-03.434 INTIMAÇÃO Fica o Senhor Procurador da Fazenda Nacional, credenciado junto a este Conselho de Contribuintes, intimado da decisão consubstanciada no Acórdão supra, nos termos do parágrafo 2°, do artigo 44, do Regimento Interno, aprovado pela Portaria Ministerial n°55, de 16 de março de 1998 (DOU de 17/03/98) Brasília-DF, em 1 4 AGO 1998 i FRANCISCO DE S ES EIR DE QUEIROZ PRESIDENTE Ciente em 2 8 AGO 1998 fr•, PROCURA li OR e • F • ‘ ‘. DA t ION • L \. Page 1 _0021100.PDF Page 1 _0021200.PDF Page 1 _0021300.PDF Page 1 _0021400.PDF Page 1 _0021500.PDF Page 1 _0021600.PDF Page 1

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Numero do processo: 13403.000216/99-33
Turma: Terceira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Jan 23 00:00:00 UTC 2001
Data da publicação: Tue Jan 23 00:00:00 UTC 2001
Numero da decisão: 105-13415
Decisão: RETIFICACAÇÃO DE DECLARAÇÃO - A retificação de declaração somente poderá ser autorizada pela autoridade administrativa quando comprovado erro nela contido e antes de iniciado o procedimento de lançamento de oficio.
Nome do relator: Maria Amélia Fraga Ferreira

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LAPENDA DUARTE — ME Recorrida : DRJ em RECIFE/PE Sessão : 23 DE JANEIRO DE 2001 Acórdão n° :105-13.415 RETIFICACAÇÃO DE DECLARAÇÃO - A retificação de declaração somente poderá ser autorizada pela autoridade administrativa quando comprovado erro nela contido e antes de iniciado o procedimento de lançamento de oficio. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por M. LAPENDA DUARTE — ME. ACORDAM os Membros da Quinta Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. As40 VERINALDO J.O IQUE DA SILVA n- PR SIDENTE t MARIA ; M LI • ' s G • FERREI - ELATORA FORMALIZADO EM: 23 AER 2001 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: LUIS GONZAGA MEDEIROS NÓBREGA, ROSA MARIA DE JESUS DA SILVA COSTA DE CASTRO, DANIEL SAHAGOFF, NILTON PÊSS e JOSÉ CARLOS PASSUELLO. Ausente, o Conselheiro ÁLVARO BARROS BARBOSA LIMA MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES 2 Processo n° : 13403.000216/99-33 Acórdão n° : 105-13.415 Recurso n°. : 123.337 Recorrente : M. LAPENDA DUARTE - ME. RELATÓRIO M. LAPENDA DUARTE - ME entrou com o pedido de retificação da Declaração de IRPJ/96 em 01/07/99 (fls. 1 a 2) alegando que no faturamento dos mês 02/96 e 10/96 foram incluídas devoluções de mercadorias. A declaração original do IRPJ/96 foi entregue em 23/05/97 (fls. 03 a 05). Comparando as duas declarações verifica-se que o contribuinte reduziu as receitas dos meses, sem contudo anexar nenhum documento que comprove o seu erro de fato. O Chefe do SESIT/DRF/RCE-PE entendeu que de fato a contribuinte não comprovou o seu erro na declaração original, não apresentando nenhum documento em - anexo ao processo, indeferindo portanto o pedido de retificação da declaração IRPJ/97 em 09/08/99. Em 20/09/1999 a contribuinte apresentou impugnação na qual anexa os documentos de devolução de mercadorias, comprobatórios da redução de receita alegada, dentre os quais; copia autenticada da NF no. 0004 — serie C-2, emitida em 23/02/96 registrada no Livro de Registro de Saídas fls. 39 e cópia autenticada da NF no. 0007, serie 1, emitida em 01/10/96, registrada no Livro de Registro de Saídas fls. 06 (fls. 11 a 18). O Julgador singular ao examinar o processo constatou que a contribuinte apresentou documentação que comprovava que houve duas devoluções de mercadorias, porém não comprova que o faturamento lançado da Declaração original estava errado, não constando na documentação apresentada o total de saídas dos meses 02/96 e 10/96 nas cópias apresentadas, sendo percebido a existência do termo "continua" (fls. 12 e 16), se juntar a continuação onde deveria constar o total, evidenciando que não foram apensada IP? MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES 3 Processo n° : 13403.000216/99-33 Acórdão n° : 105-13.415 juntar a continuação onde deveria constar o total, evidenciando que não foram apensadas ao processo todas as folhas do livro correspondentes aos citados períodos. Desta forma, não houve como atestar se o total das receita de vendas destes meses estava acrescida, indevidamente, pelo valor das devoluções. Dessa forma manteve o indeferimento do pedido de retificação. Cientificado da decisão em 26/06/00 ( f1.51 ), apresentou recurso no qual requerer a este Conselho que autorize a Declaração Retificadora - Exercício 1997, na qual afirma que está apresentando todos os documentos comprobatórios que não haviam sido apresentados na impugnação. (fls. 28 a 39), incluindo desta vez cópia autenticada de todas as folhas do Livro de Registro de Saídas correspondentes aos períodos de apuração dos meses em questão, comprovando inclusive o total computado indevidamente como receita. Entretanto no presente recurso o contribuinte não faz menção a NF 0004, mencionada na impugnação apresentado, inexplicavelmente uma NF de número 0018, ri. ‘. 0.'‘valor de R$ 13.400,00 que alega ser de devolução. É o relatório)0(-))1 MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES 4 Processo n° : 13403.000216/99-33 Acórdão n° : 105-13.415 VOTO Conselheira MARIA AMÉLIA FRAGA FERREIRA, Relatora O recurso preenche os requisitos legais e portanto dele tomo conhecimento. O presente recurso a defendente tenta comprovar, conforme anexos as fls. 28 a 39, a real existência da documentação que comprova o erro da declaração que pretende retificar, incluindo desta vez cópia autenticada de todas as folhas do Livro de Registro de Saídas correspondentes aos períodos de apuração dos meses em questão, comprovando inclusive o total computado indevidamente como receita. Entretanto no presente recurso o contribuinte não faz menção a NF 0004, mencionada na impugnação apresentado, inexplicavelmente uma NF de número 0018, no valor de R$ 13.400,00 que alega ser de devolução. Verifica-se, entretanto, que não logra comprovar o pretendido pois inovou no recurso ao apresentar a NF 0018 não comentada na impugnação e em além de que esta NF 0018 anexada refere-se a venda de mercadorias e não a devolução conforme declarada pelo contribuinte Por todo o exposto, mantenho a decisão adotada pela autoridade singular e nego provimento ao recurso. É o meu voto Sala das Sessões - DF, em 2 de j eiro de 2001 )\F ati FIRA A FERREI „•" .• Page 1 _0014500.PDF Page 1 _0014600.PDF Page 1 _0014700.PDF Page 1

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Numero do processo: 10945.003878/94-90
Turma: Quarta Câmara
Seção: Primeiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Apr 17 00:00:00 UTC 1997
Data da publicação: Thu Apr 17 00:00:00 UTC 1997
Ementa: IRPJ - LEI N° 8.846/94, ARTIGO 3° - A multa de que trata o artigo 3° da Lei n° 8.846/94 somente é aplicável quando constatada a hipótese concreta, prevista no artigo 2°: momento de efetivação da operação. A existência de disponibilidades, através de contagem de numerário de Caixa não fundamenta a imposição. IRFONTE - DECORRÊNCIA - A exigibilidade do imposto de renda na fonte, por decorrência, segue o curso do decisório do feito que lhe deu origem. COFINS E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL S/ O LUCRO LIQUIDO. REFLEXIVIDADE - A solução do litígio principal, atinente ao imposto de renda de pessoa jurídica, à falta de elemento relevante, se estende àqueles dele tomados por reflexividade. PIS/FATURAMENTO - Inexigível o PIS/FATURAMENTO com fundamento nos Decretos-lei n° 2.445/88 e 2.449/88. Recurso provido.
Numero da decisão: 104-14788
Decisão: ACORDAM os Membros da Quarta Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, DAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: Roberto William Gonçalves

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MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES QUARTA CÂMARA Processo n°. : 10945.003878/94-90 Recurso n°. : 110.820 Matéria : IRPJ - Ex: 1994 Recorrente : SOTELPA - SOCIEDADE HOTEL PARANAENSE LTDA. Recorrida : DRJ em FOZ DO IGUAÇU - PR Sessão de : 17 de abril de 1997 Acórdão n°. : 104-14.788 IRPJ - LEI N° 8.846/94, ARTIGO 3° - A multa de que trata o artigo 3° da Lei n° 8.846/94 somente é aplicável quando constatada a hipótese concreta, prevista no artigo 2°: momento de efetivação da operação. A existência de disponibilidades, através de contagem de numerário de Caixa não fundamenta a imposição. IRFONTE - DECORRÊNCIA - A exigibilidade do imposto de renda na fonte, por decorrência, segue o curso do decisório do feito que lhe deu origem. COFINS E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL S/ O LUCRO LIQUIDO. REFLEXIVIDADE - A solução do litígio principal, atinente ao imposto de renda de pessoa jurídica, à falta de elemento relevante, se estende àqueles dele tomados por reflexividade. PIS/FATURAMENTO - Inexigível o PIS/FATURAMENTO com fundamento nos Decretos-lei n° 2.445/88 e 2.449/88. Recurso provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso de interposto por SOTELPA - SOCIEDADE HOTEL PARANAENSE LTDA. ACORDAM os Membros da Quarta Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, DAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. LEILA MARIA SCHERRER LEITÃO PRESIDENTE n . . • MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES QUARTA CÂMARA Processo n°. : 11945.003878/94-90 \Acórdão n°. Is , -14.788 11 , 4 "drád" ROBERTO WILLIAM GONÇAL - , \RELATOR FORMALIZADO EM: NI .W Nov 1997 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros NELSON MALLMANN, JOSÉ PEREIRA DO NASCIMENTO, ELIZABETO CARREIRO VARÃO, LUIZ CARLOS DE LIMA FRANCA e REMIS ALMEIDA ESTOL. 2 ccs MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, QUARTA CÂMARA Processo n°. : 10945.003878/94-90 Acórdão n°. : 104-14.788 Recurso n°. : 110.820 Recorrente : SOTELPA - SOCIEDADE HOTEL PARANAENSE LTDA. RELATÓRIO Por proposição do Delegado da Receita Federal de Julgamento em Foz do Iguaçu, PR, o processo n° 10945/003.128195-81 retomou ao Colegiado para correção de lapso manifesto no Acórdão n° 104-14.760, de 17.04.97, aposto no Recurso n° 110.819. Isto porque, na forma da Portaria SRF n° 3.980/94, o processo original, de n°10945/003878/94-90 foi desmembrado também no processo n°. 10945/003128/95-81. O primeiro foi encaminhado à apreciação do Colegiado como recurso de ofício da autoridade administrativa, protocolado neste Conselho de Contribuinte sob o n° 110.820. O segundo, recurso voluntário, sob o n° 110.819. Colocados em pauta, na mesma sessão, ambos os processos, por lapso manifesto deste Conselheiro foi trocada naqueles processos a formalização dos relatórios e votos respectivos. Isto é, o Acórdão atinente ao recurso de ofício teve, como referência, o processo n° 109451003128/95-81, que trata do recurso voluntário. E, vice-versa. Para a devida correção do lapso antes mencionado, proponho seja anulado o Acórdão n° 104-14.788, de 17.04.97, oportunidade em que reapr sento à apreciação do Colegiado o relatório e voto a seguir, atinentes ao recurso voluntártQÇ 3 ccs MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES QUARTA CÂMARA Processo n°. : 10945.003878/94-90 Acórdão n°. : 104-14.788 Irresignado com a decisão do Delegado da Receita Federal de Julgamento em Foz do Iguaçu, Pr, que considerou parcialmente procedente sua impugnação às exações de fls. 20/25, o contribuinte em epígrafe, nos autos identificado, recorre a este Colegiado. Trata-se de exigência de ofício da penalidade a que se refere o artigo 3° da Lei n° 8.846/94, imposto de renda de pessoa jurídica, IRFONTE, COFINS, PIS E Contribuição Social s/ o Lucro Líquido, todas atinentes ao período base de 1994, exercício de 1995. Os fundamentos materiais do lançamento que deram origem aos demais feitos foram: 1 - contagem física de numerário em 17.11.94; 2- Relatório de hóspedes de 17.11.94, contendo o somatório de R$4.315.14; 3 - boletim de ocupação dos meses de setembro e outubro/94, multiplicado sobre o valor da diária média de jul/94, deduzidos das receitas declaradas nos períodos, apurando-se as diferenças de, respectivamente, R$12.570,56 e R$13.486,32. O fisco considerou tais valores omissão de receita, na forma do artigo 2° da Lei n° 8.846/94, exigindo sobre eles os tributos, contribuições e cominações legais antes mencionadas. Ante a argumentação impugnatória do contribuinte e documentação acostada aos autos, fls. 06/07 e 38/45, inclusive declaração de terceiros - Sindicato de Hotéis, Restaurantes, bares e Similares de Foz do Iguaçu, fls. 40, a autoridade "a quo" excluiu da 4 '1Wiccs MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES QUARTA CÂMARA Processo n°. : 10945.003878/94-90 Acórdão n°. : 104-14.788 base imponível tanto da penalidade de que trata o artigo 3° da Lei n° 8846/94, como das demais exigências, os valores relativos aos incisos 1 e 3 supra transcritos e, do inciso 2, o valor de R$ 2.464,74. Os argumentos e fundamentos da decisão recorrida foram examinados 1 no recurso de ofício n° 110.820, ao qual foi negado provimento. Remanesceram, portanto, da decisão recorrida, R$ 1.850,40, composto dos valores de R$ 56,40 e R$ 1.794,00, porque, de acordo com o fisco, corresponderia o primeiro à contagem física de numerário e os segundo a serviços já prestados, sem emissão de Nota Fiscal, sobre os quais foi mantida a multa de que trata o artigo 3° da Lei n° 8.846/94 e exigidos os demais tributos/contribuições. No tocante a tais valores o sujeito passivo na peça impugnatória, apresenta os seguintes argumentos: - R$ 56,40 se referem a fundo de Caixa, mantido para atender eventuais despesas de hóspedes, não relacionadas com o Hotel (taxi, cigarros, jornais e revistas, etc); - quanto ao segundo, tratavam-se de diárias debitadas para emissão da Nota Fiscal após conferência das contas do grupo Celeste; Impugna a multa de que trata o artigo 3° da Lei n° 8.846/94, incidente sobre R$1.850,40, sob o argumento de que somente é cabível na hipótese legal prevista no artigo 2° do mesmo diploma. Quanto ao PIS invoca o Acórdão do S.T.F. aposto no R.E. 148.754-2/RJ e precedentes deste Conselho de Contribuintes acerca de sua inexigibilidade com fundamento nos Decretos-lei n°s .2.445/88 e 2.449/8‘ 5 ccS „ MINISTÉRIO DA FAZENDA • PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, QUARTA CÂMARA Processo n°. : 10945.003878/94-90 Acórdão n°. : 104-14.788 Em relação às demais exigências requer sejam a elas estendidas, por reflexivas, a decisão que viesse a ser prolatada no lançamento principal. A autoridade recorrida manteve os lançamentos sobre tais parcelas sob o argumentos de que, conforme documentação acostada aos autos, R$ 56,40 correspondiam ao recebimento de consumo dos hóspedes no próprio hotel, e, quanto à posterior emissão de nota fiscal do débito de R$1.794,00, argüi ser "contra legem” tal procedimento e que a empresa, na data de protocolização da peça impugnatória, decorrido mais de um mês do fato gerador, ainda não fizera prova da regular emissão de nota fiscal relativa àquele serviço. Em relação ao PIS funda sua decisão no Decreto n° 73.529/74, artigos 1° e 2° e artigo 52, X, da Carta Constitucional de 1988, para afastar o argumento impugnatório. Na peça recursal o contribuinte reitera os argumentos impugnatórios, agora informando que o valor de R$1.794,00 corresponderia efetivamente a diárias já pagas englobadas com outros valores, relativas a grupo de pessoas arregimentadas por guia pessoa física, cuja diárias são pagas individualmente pelos componentes do mesmo grupo, como evidenciaria a fatura n° 18.445, juntada ao autos, fls. 101, Por não se tratar de empresa de turismo, não é emitida Nota Fiscal em seu nome, mas, sim, computando-se o grupo com hóspedes individuais no movimento do dia do hotel. Quanto à penalidade de que trata a Lei n° 8.846/94, artigo 3°, acrescenta apresentar caráter confiscatório, ferindo o artigo 150, IV, da Constituição de 1988. É o Relatóri n knN 6 ccs .. ,:d.n:.•;., MINISTÉRIO DA FAZENDA -,),'n::,,,r PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES QUARTA CÂMARA Processo n°. : 10945.003878/94-90 Acórdão n°. : 104-14.788 VOTO Conselheiro ROBERTO WILLIAM GONÇALVES, Relator O recurso atende às formalidade aplicáveis à matéria. Dele tomo conhecimento. A Lei n° 8.846/94 objetivou coibir a sonegação fiscal, nas formas de apuração de omissão de receita previstas em seu artigo 2°, 6° e 9°. Entretanto, ao contrário dos demais, em que a mensuração da receita omitida é obtida por prova indireta, presuntiva, no artigo 2° a omissão é constatada exclusivamente através de prova direta, inadmitida, no caso, a presuntividade. Assim, impõe-se seja configurada a situação prevista no artigo 2°, para efeitos de aplicação da penalidade a que se reporta o artigo 3° da mesma lei: o momento de efetivação da operação. . Ora, momento, de acordo com a definição de Plácido e Silva, em seu consagrado Vocabulário Jurídico, Forense, volume III, página 204, é o espaço de tempo em que ocorre um fato. "Compreende todo o tempo, que se levou, ou que se fez preciso, para a execução do ato ou para a realização do fato". Nesse sentido, acrescenta, "não tem medida exata: pode ser mais ou menos dilatado, como pode representar-se num breve instante". Do exposto, segue-se que, momento de efetivação da operação situação prevista em lei para a imposição da penalidade, tanto pode ser instantâneo, como a venda de A mercadoria, cuja saída se faz através do próprio comprador 7 ccs .. , MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES QUARTA CÂMARA Processo n°. : 10945.003878/94-90 Acórdão n°. : 104-14.788 Situações há, entretanto, em que o momento é dilatado, como no caso de prestação de serviços, nos quais aqueles contratados necessitam de outras providências, como sua conferência e aceitação, ou não, pelo adquirente, ocasião em que estará concretizada de pleno a operação. Daí, a própria Lei n° 8.846/94, explicitar que a penalidade será aplicada se no momento de efetivação da operação o contribuinte não emitir nota fiscal, recibo ou documento equivalente, ou não comprovar sua emissão. Isto é, adequa sua operacionalidade às situações concretas, nas quais o momentum não é instantâneo. Nesse contexto, mesmo a aplicação dos artigos 2° e 3° da Lei n° 8.846/94 se insere naquele do artigo 112, II, do Código Tributário Nacional, "verbis": 'Art. 112 - A lei tributaria que define infração, ou lhe comina penalidades, interpreta-se de maneira mais favorável ao acusado, em caso de dúvida quanto: I - omissis II - à natureza ou às circunstâncias materiais do fato, ou à natureza ou extensão dos seus efeitos." De outro lado, a exigência de emissão de nota fiscal como instrumento de controle do imposto de renda é estranha à sua sistemática. Introduzido num esforço de combate à sonegação, conforme artigo 2°, transplantou-se exigência de documentário fiscal próprio do IPI e do ICMs para aquele tributo. Tal nova exigência de documentário fiscal deve, entretanto, ter me conta a .4especificidade do imposto de renda, distinta daquela do IPI e do ICMs, dos quais se origin 8 c.a , -.)::; n'.:', -=.•-- •-.-'' MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES QUARTA CÂMARA Processo n°. : 10945.003878/94-90 Acórdão n°. : 104-14.788 Não sem sentido o próprio texto legal se reporta a nota fiscal, recibo ou documento equivalente, transferindo ao Ministro da Fazenda a competência para indicar, ou dispensar, para efeitos do imposto de renda, os documentos equivalentes à nota fiscal ou recibo. Segue-se que, enquanto não utilizada tal competência ministerial, se qualquer contribuinte emite outro documento, quer próprio, quer autorizado pelo poder público estadual ou municipal, nas áreas das respectivas competências tributárias, ou promove as devidas apropriações contábeis/fiscais, ao amparo de documentos substitutivos de notas fiscais ou recibos, ou a estes assemelhados, afastada estará a exação de que trata o artigo 3° da Lei n° 8.846/94, visto não se poder falar em sonegação fiscal, objetivo explícito da lei. Evidentemente, estará, ou não configurada, a situação de omissão de receita, acaso as apropriações contábeis correspondentes não sejam levada a efeito. Ocioso concluir que, na área hoteleira é plenamente admissivel, em se tratando de grupos turísticos trazidos por empresas, que o fechamento dos serviços prestados seja previamente submetido à conferência e aprovação do contratante, situação a 1 partir da qual estará concretizado ou não o "momentum" a que se reporta a lei. Não se trata, pois, de procedimento "contra legem". Também no exato alcance do artigo 3° da Lei n° 8.846/94, a conferência de Caixa da pessoa jurídica e mesmo eventuais diferenças apuradas em relação ao documentário fiscal emitido no dia, não são fundamentos para a imposição da penalidade, co smo pretendido pelo fisco nas peç%As usatórias de fls. 02 e 04. Não configuram a hipótese de incidência prevista no diploma leg 9 ccs , . 4: -..:5; .k :k - ',.-''; MINISTÉRIO DA FAZENDA ),,,'p•-,.-1,--:.,,,Y PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES QUARTA CÂMARA Processo n°. : 10945.003878/94-90 Acórdão n°. : 104-14.788 No caso concreto, então, da disponibilidade de Caixa, R$27,60 correspondem a saldo anterior de serviços já executados, recebido no dia da conferência, o que, para tal valor afastaria de pronto a situação fática prevista no artigo 2° da Lei n° 8.846/94. O que não constou da peça acusatória, sim, apenas do decisório recorrido, foi que as disponibilidades apuradas coincidiam com receitas de serviços prestados e pagos: bar e restaurante, R$ 26,80, e saldo anterior de serviços prestados, R$27,60 e telefone, R$2,00 em 17.11.94, ambos apropriados na fatura n° 18.437, conforme fls. 06. Quanto à fatura n° 18.445, anexada às fls.101, cabe ressaltar que: - conforme o demonstram os documentos de fls. 44 e 45, o contribuinte utiliza tanto faturas para controle interno dos serviços de hotelaria, como Notas Fiscais de Serviços, concluída sua prestação, fls. 38/39; - tal fato é salientado pelo próprio recorrente em relação à fatura emitida em nome de Grupo Celeste (Guia Celeste): tida, na fase impugnatória, como sujeita à prévia conferência do contratante do serviços para posterior emissão de nota fiscal (fls. 53) procedimento admissivel, foi reconhecida como diárias já pagas na fase recursal (98); , - se, na impugnação, como salientou a autoridade recorrida, não foi apresentada a nota fiscal de serviço, como exemplificado às fls. 38/39 pelo contribuinte, quando se tratavam de grupos, nessa, recursal, decorridos 09 (nove) meses da autuação, i\ reconhece que os serviços foram prestados e recebidos, com base na fatura mencionad io ccs . • 7, :;.• i':, MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES -'-04,;. • QUARTA CÂMARA Processo n°. : 10945.003878/94-90 Acórdão n°. : 104-14.788 - entretanto, apesar de a fiscalização se estender do período de 18.11.94, data do termo de verificação, fls. 04, a 30.11.94, data da lavraturas da autuações, fls. 19123, não houve qualquer diligência no sentido de serem verificadas as apropriações contábeis/fiscais de receitas. Em particular daquelas atinente à fatura n° 18.445, em comento, emitida em 18.11.94; - ao contrário, o objetivo único e exclusivo foi voltado para a emissão de nota fiscal, nos estritos limites da Lei n° 8.846/94, artigo 3°, inclusive sob a ótica do imposto de renda e demais contribuições sociais; - ora, se a pessoa jurídica emitia outro documento que não a nota fiscal, quando a apuração de suas receitas, impunha-se a verificação de suas apropriações. Aí, sim, estaria caracterizada, ou não, sua eventual omissão. Nesse ordem de juízos, impõe-se seja reconhecido não estar caracterizada a hipótese de incidência de que trata o artigo 2° da Lei n° 8.846/94, inexistência de nota fiscal, recibo ou documento equivalente, sobre os valores de R$29,60 e R$1.794,00, dada a existência de faturas que os acobertavam. Nem configurarem tais valores omissões de receita, uma vez não examinadas as aproprieições contábeis/fiscais do sujeito passivo. Também, o valor de R$26,80, quer por não configurar a hipótese de que trata o mesmo artigo 2°, quer por constar do fundamento da autuação, como disponibilidade de Caixa, como antes mencionado. O que, inclusive, induziu o contribuinte a sustentar o argumento impugnatório de se tratar de fundo de Caixa. Ressalte-se, por oportuno que, ao contrário da proposição do sujeito passivo, ) o artigo 150, IV, trata da vedação constitucional da utilização de tributo com efeit 11 CCS MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES QUARTA CÂMARA Processo n°. : 10945.003878/94-90 Acórdão n°. : 104-14.788 confiscatório. O que não atinge a penalidade em lide, visto não se enquadrar no conceito de tributo como definido no artigo 3° do Código Tributário Nacional. Quanto ao imposto de renda, inexistindo a penalidade de que trata o artigo 30 da Lei n° 8.846/94, inexigível o imposto de renda sobre ele incidente, uma vez não . configurada a situação fática nele prevista. Quanto ao IRFONTE, COFINS e Contribuição Social s/ o Lucro Líquido, idêntico deve ser o tratamento, pelas mesmas razões, por decorrência, relativamente ao primeiro, e por reflexividade as contribuições. Relativamente ao PIS, a partir da manifestação do S.T.F. a respeito da matéria, o pacífico entendimento deste Colegiado de insustentabilidade de sua exação fundada nos Decretos-lei nos .2.445/88 e 2.449/88, foi, afinal, referendado pelo próprio Poder Executivo, conforme Medida Provisória n° 1.110/95 em sua sucedâneas (MP n° 1.244/95, artigo 17, VIII e seguintes). Na esteira dessas considerações, portanto, dou provimento ao recurso, para excluir da base imponível a penalidade a que se reporta o artigo 3° da Lei n° 8.846/94, e, por via de conseqüência, o imposto de renda de pessoa jurídica, imposto de renda na fonte e demais cominações, amparadas nos mesmos fundamentos, artigos 2° e 3°, este por decorrência, e a exigência o PIS/FATURAMENTO fundada nos Decretos-lei n°s. 2.445/88 e 2.449/88. , :es - DF e 17 de -bril de 1997 k Re RT• WILLIAM ONÇAL 12 ccs Page 1 _0062300.PDF Page 1 _0062400.PDF Page 1 _0062500.PDF Page 1 _0062600.PDF Page 1 _0062700.PDF Page 1 _0062800.PDF Page 1 _0062900.PDF Page 1 _0063000.PDF Page 1 _0063100.PDF Page 1 _0063200.PDF Page 1 _0063300.PDF Page 1

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Numero do processo: 10983.001132/94-86
Turma: Oitava Câmara
Seção: Primeiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Apr 15 00:00:00 UTC 1998
Data da publicação: Wed Apr 15 00:00:00 UTC 1998
Numero da decisão: 108-05071
Decisão: Por unanimidade de votos, DAR provimento PARCIAL ao recurso, para reduzir a base de cálculo da exigência ao valor de NCZ$ 1.068.500,00, bem como considerar indevidos os juros de mora, no que exceder a 1% ( um por cento), para o período anterior a agosto de 1991.
Nome do relator: Mário Junqueira Franco Júnior

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conteudo_txt : Metadados => date: 2009-09-03T10:56:51Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-09-03T10:56:50Z; Last-Modified: 2009-09-03T10:56:51Z; dcterms:modified: 2009-09-03T10:56:51Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-09-03T10:56:51Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-09-03T10:56:51Z; meta:save-date: 2009-09-03T10:56:51Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-09-03T10:56:51Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-09-03T10:56:50Z; created: 2009-09-03T10:56:50Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; Creation-Date: 2009-09-03T10:56:50Z; pdf:charsPerPage: 1378; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-09-03T10:56:50Z | Conteúdo => Processo n°. : 10983.001123/94-86 Recurso n°. : 110.862 Matéria: : IRPJ — Ex. 1990 Recorrente : SOCIEDADE COOP. DE CONS. DOS FUNCION. DO BANCO DO BRASIL EM FLORIANÓPOLIS DE RESPONSABILIDADE LTDA. Recorrida : DRJ EM FLORIANÓPOLIS - SC Sessão de - : - -15 DE ABRIL DE 1998 - Acórdão n°. : 108-05.071 Cooperativa — Aplicação Financeira — Com base em reiterada jurisprudência judicial do e. Superior Tribunal de Justiça, bem como em maciça manifestações deste Colegiado, os rendimentos de aplicações financeiras das cooperativas, em qualquer caso, serão tributados. TRD — Somente a partir do mês de agosto de 1991 podem os juros de mora ser calculados com base na taxa referencial diária. Para períodos anteriores o cálculo limita-se a 1%. Recurso parcialmente provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por SOCIEDADE COOPERATIVA DE CONSUMO DOS FUNCIONÁRIOS DO BANCO DO BRASIL EM FLORIANÓPOLIS DE RESPONSABILIDADE LTDA.: ACORDAM os Membros da Oitava Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, DAR provimento parcial ao recurso, para reduzir a base de cálculo da exigência ao valor de NCZ$ 1.068.500,00, bem como considerar indevidos os juros de mora, no que exceder a 1% (um por cento), para o período anterior a agosto de 1991, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. MANOEL ANTÔNIO GADELHA DIAS PRESIDENTE Processo n°. : 10983.001132/94-86 Acórdão n°. : 108-05.071 da_ gx.,44/ MÁRIO JU,NQUEI FRANCO JÚNIOR RELA/ /TV FORMALIZADO EM: 1.4 M Al 1998 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros JOSÉ ANTONIO MINATEL, NELSON LÓSSO FILHO, ANA LUCILA RIBEIRO DE PAIVA, JORGE EDUARDO GOUVÉA VIEIRA, MARCIA MARIA LORIA MERA e LUIZ ALBERTO CAVA MACEIRA. 611 2 Processo n°. : 10983.001132/94-86 Acórdão n°. : 108-05.071 Recurso n°. : 110.862 Recorrente : SOCIEDADE COOPERATIVA DE CONSUMO DOS FUNCIONÁRIOS DO BANCO DO BRASIL EM FLORIANÓPOLIS DE RESPONSABILIDADE LTDA. RELATÓRIO A contribuinte em epígrafe recorre a este Conselho de decisão do d. Delegado de Julgamento em Florianópolis, que manteve integralmente o crédito tributário constituído pelo auto de infração de fls. 17, o qual descreve a seguinte infração: - exclusão no quadro 14 da declaração de rendimentos de valor maior ao resultados positivos nas operações realizadas com seus cooperados. A parcela em excesso corresponde ao excesso de receitas financeiras sobre as despesas da mesma natureza. A decisão monocrática está assim ementada: "Aplicações financeiras por sociedades cooperativas subordinam-se à tributação normal sob pena de se ampliar o elenco de atividades cooperativas fixadas na legislação correspondente por mera interpretação extensiva, vedada por lei." Recurso, fls. 91, cujas razões de defesa procuro resumir abaixo: - afirma a recorrente que o interprete não pode estender as hipóteses do art. 111 da Lei das Cooperativas, tributando por analogia; - outrossim, que a isenção é concedida em função do fato de que as- cooperativas não auferem lucro, e que os rendimentos financeiros são mera tentativa de manter o poder da moeda; gr))/ 3 Processo n°. : 10983.001132/94-86 Acórdão n°. : 108-05.071 - terceiro, o método de cálculo adotado termina por distorcer a proporção de receitas financeiras; _- pede_também.a_exclusão da_TRD como fator_de_juros demora; AiÉ o Relatório. 01 4 Processo n°. : 10983.001132/94-86 Acórdão n°. : 108-05.071 VOTO Conselheiro MÁRIO JUNQUEIRA FRANCO JÚNIOR, Relator O recurso é tempestivo e preenche os demais requisitos de admissibilidade, merecendo ser conhecido. A matéria é cediça neste Tribunal administrativo e com maior luz no e. Superior Tribunal de Justiça. Já me pronunciei sobre o tema quando do julgamento do recurso 108067, embora aquele comportasse questão menor, relativa à formação da base de cálculo Assim consignei: 'É certo, porém, que o faço para afastar o argumento prejudicial da não incidência, e permitir que a "quaestio juris" acerca de sua correta determinação da base de cálculo — se o rendimento bruto ou o rendimento real — possa ser apreciada por si só. A jurisprudência relativa à tributação das aplicações financeiras pelas cooperativas, caminha no sentido de pacificar-se pela efetiva tributação. Como argumento e fundamento principal, exsurge a indicação de que embora operacionais, não se constituem em atos cooperativos, únicos alheios à incidência tributária. Este Colegiado pronunciou-se a respeito no Acórdão 101-83.741/92, assim ementado: "IRPJ - Sociedades Cooperativas - Resultados de Operações Com Não Associados - Ganhos de Capital - Resultado de Aplicações Financeiras - As sociedades cooperativas estão amparadas pela não incidência do 5 62° Processo n°. : 10983.001132/94-86 Acórdão n°. : 108-05.071 imposto sobre a renda apenas em relação aos resultados positivos das suas atividades específicas, denominadas "sobras". Por outro lado, estão sujeitas à tributação sobre os resultados oriundos de operações, continuadas ou eventuais, praticadas com terceiros e com intuito especulativo de lucro." Sem embargo de judiciosas vozes em contrário', invocando a leitura do art. 129 da vetusta Lei 5764/71 — muito mais por sua inadequação do que pelo tempo de sua edição — a questão já encontrou repouso na jurisprudência do Egrégio Superior Tribunal de Justiça, conforme depreende-se da ementa abaixo transcrita': EMENTA: Ação de Repetição de Indébito. Cooperativa. Aplicação financeira. Ato não cooperativo sujeito ao imposto de renda. 1. As aplicações financeiras são atos não cooperativos que produzem resultados positivos e estão sujeitos à incidência do imposto de renda. 2.A isenção do imposto de renda das cooperativas decorre da essência dos atos por ela praticados e não da natureza de que elas se revestem. 3. Decreto não pode extravasar a norma legal regulamentada. Isenção se interpreta literalmente e só pode ser concedida por lei. 4. Ação improcedente. O conceito está correto, pois orienta-se pela interpretação finalistica, baseada na axiologia de valorizar e proteger o ato cooperativo, em contraste com os demais atos com terceiros ou eventuais transações não pertencentes àquela definição. Buscou-se o que verdadeiramente a lei quis proteger, inferindo-se por hermenêutica apropriada, a "mens legis". Ilações, mesmo que amparadas por raciocínio sistemático dos dispositivos legais, os ' V. Declaração de Voto, Cons Celso Feitosa , Acórdão 1° CC n° 101-83.741 2 RECURSO ESPECIAL N° 36.887-1 — PR: Relator: O Sr. Ministro Garcia Vieira .6 Processo n°. : 10983.001132/94-86 Acórdão n°. : 108-05.071 quais reportam-se a atividades específicas de cooperativas, e denotam um aspecto conjuntural do ato legislativo tão-somente, não superam àquelas que buscam a verdadeira razão de existência da norma, i.é, retirar do campo de incidência do tributo somente o ato cooperativo; permissa máxima vênia.' Assim, nestes autos, cujo litígio envolve a tributação das aplicações financeiras de cooperativa, mantenho meu entendimento pela sua incidência. Não obstante, n parcialmente correto o argumento da recorrente quanto à majoração da tributação no cálculo feito pelo fisco. Para o exato alcance da base, já que não há neste procedimento outra questão relativa à correção monetária, basta tributar-se o montante das receitas financeiras, no valor de Ncz$ 1.068.500,00. Por fim, despicienda maior argumentação quanto a incidência da TRD como juros de mora, haja vista a consolidada jurisprudência desta Casa. A taxa de referência diária só poderia incidir como juros de mora a partir de agosto de 1991, data da vigência da MP 298/91, convertida posteriormente na Lei 8218/91. Isto posto, voto no sentido de se conhecer do recurso, para no mérito reduzir a exigência ao valor de Ncz$ 1.068.500,00, bem como considerar indevidos os juros moratórios, no que excedentes a 1%, para períodos anteriores a agosto de 1991. É o meu voto. Sala das Sessões - DF, em 15 de abril de 1998 640/ 71/ MÁRIO JUNQUEIRA F NCO JUNIOR-RELATOR 7 Page 1 _0016100.PDF Page 1 _0016200.PDF Page 1 _0016300.PDF Page 1 _0016400.PDF Page 1 _0016500.PDF Page 1 _0016600.PDF Page 1

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4633495 #
Numero do processo: 10880.001826/91-38
Turma: Quinta Câmara
Seção: Primeiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue May 13 00:00:00 UTC 1997
Data da publicação: Tue May 13 00:00:00 UTC 1997
Ementa: PEREMPÇÃO - Não se conhece do mérito de recurso intempestivo, porque protocolado fora do prazo previsto no art.33° do Dec. 70235/72. DECADÊNCIA - RECONHECIMENTO DE OFICIO. A decadência do direito de constituir o crédito tributário, uma vez ocorrida, é insanável e por força do princípio da moralidade administrativa deve ser reconhecida de oficio, independentemente do pedido do interessado. PIS DEDUÇÃO DO IR - LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO - DECADÊNCIA - ANO-BASE DE 1.985 - EXERCÍCIO DE 1.986. Por tratar-se de lançamento por homologação, a exemplo do IRPJ que é sua base de cálculo, a constituição do crédito tributário relativo ao PIS/DEDUÇÃO DO IR, no período supra, somente poderia ter sido efetuado no prazo de 05 (cinco) anos a contar da data da ocorrência do fato gerador. Após o decurso desse prazo, considera-se homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação (art. 150 § 4° do CTN). DECADÊNCIA RECONHECIDA DE OFÍCIO.
Numero da decisão: 105-11.412
Decisão: ACORDAM os Membros da Quinta Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, ACOLHER a preliminar suscitada de oficio pelo Conselheiro Relator, para excluir a exigência, em virtude de ter decaído o direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Vencidos os Conselheiros Nilton Pêss e Charles Pereira Nunes, que rejeitavam a preliminar suscitada e não conheciam do recurso, por ser intempestivo.
Nome do relator: Jorge Ponsoni Anorozo

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ementa_s : PEREMPÇÃO - Não se conhece do mérito de recurso intempestivo, porque protocolado fora do prazo previsto no art.33° do Dec. 70235/72. DECADÊNCIA - RECONHECIMENTO DE OFICIO. A decadência do direito de constituir o crédito tributário, uma vez ocorrida, é insanável e por força do princípio da moralidade administrativa deve ser reconhecida de oficio, independentemente do pedido do interessado. PIS DEDUÇÃO DO IR - LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO - DECADÊNCIA - ANO-BASE DE 1.985 - EXERCÍCIO DE 1.986. Por tratar-se de lançamento por homologação, a exemplo do IRPJ que é sua base de cálculo, a constituição do crédito tributário relativo ao PIS/DEDUÇÃO DO IR, no período supra, somente poderia ter sido efetuado no prazo de 05 (cinco) anos a contar da data da ocorrência do fato gerador. Após o decurso desse prazo, considera-se homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação (art. 150 § 4° do CTN). DECADÊNCIA RECONHECIDA DE OFÍCIO.

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decisao_txt : ACORDAM os Membros da Quinta Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, ACOLHER a preliminar suscitada de oficio pelo Conselheiro Relator, para excluir a exigência, em virtude de ter decaído o direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Vencidos os Conselheiros Nilton Pêss e Charles Pereira Nunes, que rejeitavam a preliminar suscitada e não conheciam do recurso, por ser intempestivo.

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conteudo_txt : Metadados => date: 2009-08-17T17:25:53Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-08-17T17:25:53Z; Last-Modified: 2009-08-17T17:25:53Z; dcterms:modified: 2009-08-17T17:25:53Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-08-17T17:25:53Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-08-17T17:25:53Z; meta:save-date: 2009-08-17T17:25:53Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-08-17T17:25:53Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-08-17T17:25:53Z; created: 2009-08-17T17:25:53Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 10; Creation-Date: 2009-08-17T17:25:53Z; pdf:charsPerPage: 1916; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-08-17T17:25:53Z | Conteúdo => MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO N° : 10880.001826/91-38 RECURSO N° : 03.571 MATÉRIA : PIS DEDUÇÃO - EX.: 1986 RECORRENTE: FRATUORT - IND. E COM. DE PROD. CIRÚRGICOS LTDA. RECORRIDA : DRF EM SÃO PAULO LESTE - SP SESSÃO DE :13 DE MAIO DE 1997 ACÓRDÃO N°. : 105-11.412 PEREMPÇÃO - Não se conhece do mérito de recurso intempestivo, porque protocolado fora do prazo previsto no art. 33° do Dec. 70235/72. DECADÊNCIA - RECONHECIMENTO DE OFICIO. A decadência do direito de constituir o crédito tributário, uma vez ocorrida, é insanável e por força do princípio da moralidade administrativa deve ser reconhecida de oficio, independentemente do pedido do interessado. PIS DEDUÇÃO DO IR - LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO - DECADÊNCIA - ANO-BASE DE 1.985 - EXERCÍCIO DE 1.986. Por tratar-se de lançamento por homologação, a exemplo do IRPJ que é sua base de cálculo, a constituição do crédito tributário relativo ao PIS/DEDUÇÃO DO IR, no período supra, somente poderia ter sido efetuado no prazo de 05 (cinco) anos a contar da data da ocorrência do fato gerador. Após o decurso desse prazo, considera-se homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação (art. 150 § 4° do CTN). DECADÊNCIA RECONHECIDA DE OFÍCIO. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por "FRATUORT - INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE PRODUTOS CIRÚRGICOS LTDA." ACORDAM os Membros da Quinta Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, ACOLHER a preliminar suscitada de oficio pelo Conselheiro Relator, para excluir a exigência, em virtude de ter decaído o direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Vencidos os Conselheiros Nilton Pêss e Charles Pereira Nunes, que rejeitavam a preliminar suscitada e não conheciam do recurso, por ser intempestivo. nn . LÁ ) MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO N° 10880/001.826/91-38 ACÓRDÃO N° 105-11.412 , 4/4 VERINALDO H 4;;,i4 • UE DA SILVA PRESIDENTE JORGE PONSONI ANOROZO RELATOR FORMALIZADO EM: -1 7 ,.. '. .. '11:97 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: VICTOR WOLSZCZAK e IVO DE LIMA BARBOZA. Ausentes os Conselheiros JOSÉ yg CARLOS PASSUELLO e AFONSO CELSO MATTOS LOURENÇO. 2 _ MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO N° 10880/001.826/91-38 ACÓRDÃO N° 105-11.412 RECURSO N° : 03.571 RECORRENTE: FRATUORT - IND. E COM. DE PROD. CIRÚRGICOS LTDA. RELATÓRIO 01 - No presente processo a empresa "FRATUORT - INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE PRODUTOS CIRÚRGICOS LTDA.", inscrita no cadastro geral de contribuintes do Ministério da Fazenda sob n° 47.921.887/0001-14; inconformada com a decisão de primeira instância proferida pelo Delegado da Receita da DRF de São Paulo/Leste; SP; que indeferiu a impugnação; vem agora perante este Primeiro Conselho de Contribuintes apresentar seu recurso voluntário. Pretende a reforma da decisão recorrida (fls. 27/29). 02 - A exigência refere-se à contribuição social denominada PIS/DEDUÇÃO DO IR e seus acréscimos legais. A base de cálculo da mesma é o imposto de renda pessoa jurídica devido apurado em procedimento fiscal de ofício levado a efeito na empresa no ano-base de 1985, exercício de 1986. As ocorrências que sustentam o lançamento estão devidamente descritas no "Termo de Constatação Fiscal", juntado por cópia as fls. 03 deste e integrante do processo n° 10880.001827/91-09; chamado de principal; do qual este é decorrente e reflexivo; onde estão ínsitas as provas e os motivos de convicção que originaram este lançamento. 03 - A exação esta capitulada no artigo 3°, item "a"; § 1°; da Lei Complementar n° 07/70; combinado com o artigo 4°; alínea "a' e §§ 10 e 2° do Regulamento anexo à Resolução n° 174/71 do BACEN; item 5 da Norma de Serviço CEF/PIS n° 2/71 e artigo 480 do Regulamento para a cobrança e fiscalização do Imposto sobre a Renda e Proventos de Qualquer Natureza; aprovado pelo Decreto n° 85450/80 e demais dispositivos legais citados no auto de infração e folhas v)@complementares (fls. 06/10). 3 e . . MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO N° 10880/001.826/91-38 ACÓRDÃO N° 105-11.412 04 - Tanto na impugnação quanto no recurso voluntário o contribuinte, em resumo; demonstra conhecer que esta exigência é decorrente e reflexiva de outra; que é a principal e está consubstanciada no processo n° 10880.001827/91-09. A impugnação é cópia daquela juntada no processo matriz (fls. 13/16), enquanto que no recurso limita-se a insistir na decadência (fls. 27/29); não acrescentando qualquer fato ou argumento novo. 05 - O contribuinte foi cientificado da decisão da autoridade singular no dia 09 de maio de 1994 (fls. 26), tendo apresentado o recurso voluntário no dia 09 de junho de 1994 (fls. 27). 4 06 - É o relatório, que li em plenário. 4 MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO N° 10880/001.826/91-38 ACÓRDÃO N° 105-11.412 VOTO CONSELHEIRO JORGE PONSONI ANOROZO - RELATOR.--‘ 01 - O recurso voluntário foi apresentado fora do prazo legal. 02 - O artigo 5° do Decreto 70235/72, que rege o processo administrativo fiscal; ao tratar dos prazos assim se manifestou: Art. 5°. Os prazos serão contínuos, excluindo-se na sua contagem o dia do início e incluindo-se o do vencimento. Parágrafo único. Os prazos só se iniciam ou vencem no dia de expediente normal no órgão em que corra o processo ou deva ser praticado o ato. 03 - O artigo 33° do mesmo ato, por seu turno; determina o seguinte: Art. 33°. Da decisão caberá recurso voluntário, total ou parcial, com efeito suspensivo, DENTRO DOS TRINTA DIAS SEGUINTES À CIÊNCIA DA DECISÃO (maiúsculas do relator). 04 - Pois bem, no caso presente o contribuinte foi cientificado da decisão de primeira instância no dia 09 de maio de 1994; segunda feira (fls. 26). O prazo para apresentação do recurso, que é de 30 (trinta) dias; expirou no dia 08 de junho de 1994; quarta feira. No entanto o contribuinte somente compareceu à 5 .. , MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO N° 10880/001.826/91-38 ACÓRDÃO N° 105-11.412 repartição para apresenta-lo no dia 09 de junho de 1994 (fls. 27), o que significa que o mesmo é intempestivo por 01 (um) dia. 05 - Não tendo o contribuinte apresentado o recurso no prazo, entendo que não devo aprecia-lo; seja quanto a preliminar suscitada ou quanto ao mérito; dado que não foi inaugurada a fase recursoria. A respeito do assunto é farta a jurisprudência deste Conselho. 06 - Todavia, em respeito ao principio da moralidade administrativa que sempre norteou os atos deste Colegiado; e a exemplo de precedente já ocorrido nesta Câmara; levanto de ofício a preliminar de decadência que não conheci anteriormente em função da intempestividade do recurso; porque percebi o fato. 07 - Para mim, como adiante fundamentarei e com a devida vênia daqueles que entendem de forma diversa; o direito da Fazenda Pública constituir o crédito já havia decaído por ocasião da ciência da exação. O lançamento do Pis Dedução do Imposto de Renda ocorre por homologação, a exemplo do imposto que é a sua base de cálculo. O prazo para constituir o respectivo crédito é de 05 (cinco) anos a contar da ocorrência do fato gerador, também a exemplo do IR; que é sua base de cálculo. O ano-base objeto da exação é o de 1985, cujo fato gerador que origina o IR; repito; que é a base de cálculo da contribuição; por ser complexivo completou-se apenas em 31/12/85. Assim sendo o crédito relativo à contribuição somente poderia ser constituído até o dia 31/12/90. A empresa foi cientificada do lançamento apenas em 14/01/91 (fls. 10), após a mesma ter sido tacitamente homologada. 08- Quanto a argüição de ofício da preliminar de decadência, lembro a manifestação de Luiz Henrique Barros de Arruda; as fls. 85 da obra 'Processo Administrativo Fiscal', Editora Resenha Tributária; sob o título 'g) Decadência, Homologação Tácita e prescrição?: 6 MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO N° 10880/001.826/91-38 ACÓRDÃO N° 105-11.412 Como corolário do raciocínio acima, a doutrina e a jurisprudência administrativa são unânimes em reconhecer, por força do princípio da moralidade administrativa, que, sendo a decadência e a homologação tácita (em verdade, espécie de decadência) hipóteses de extinção da obrigação tributária principal, seu reconhecimento no processo deve ser feito de ofício, independentemente de pedido do interessado. 09 - O Pis Dedução do IR, nada mais é do que uma parcela do Imposto de Renda que deixa de ser paga para a União e deve ser recolhida diretamente ao referido programa. Não é outra a interpretação que se permite obter da leitura do disposto no art. 3°, letra "a", da Lei Complementar n° 7/70: Art. 30 - O Fundo de Participação será constituído por suas parcelas: a) A primeira, mediante dedução do Imposto de Renda devido, na forma estabelecida no § 1°, deste artigo, processando-se o seu recolhimento ao Fundo juntamente com o pagamento do Imposto de Renda. • 10 - A Portaria MF n° 001, de 02 de janeiro de 1984, no inciso "I"; ao tratar do recolhimento dessa parcela; determinou que a mesma fosse efetuada nos mesmos MOLDES E PRAZOS estabelecidos para aquele imposto: I - O recolhimento das contribuições devidas ao Fundo de Participação PIS-PASEP, calculadas com base no imposto de renda devido ou como se devido fosse, OBSERVARÁ OS MESMOS MOLDES E PRAZOS ESTABELECIDOS PARA AQUELE IMPOSTO. (maiúsculas do relator). 7 MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO N° 10880/001.826/91-38 ACÓRDÃO N° 105-11.412 11- Dessa forma, sendo o Pis Dedução uma parcela do imposto de renda que deve ser recolhida nos mesmos moldes e prazos daquele imposto; entendo que aplica-se a ele; quanto à modalidade de lançamento; os conceitos já estabelecidos no voto prolatado por ocasião do julgamento do processo matriz; relativo ao Imposto de Renda pessoa jurídica; de n° 10880.001827/91-0; julgado na sessão do dia 13 de maio de 1997 e que originou o acórdão n°105-11.411; do qual este decorre. Estou convicto, portanto; que o lançamento dessa contribuição também ocorre por homologação. Por brevidade e economia processual não transcrevo aqui as razões de meu convencimento a respeito desse ponto, dado que as mesmas, reitero; já foram desfiadas por ocasião do voto prolatado no julgamento do processo principal antes citado; ao qual me reporto. 12- Todavia, no que refere-se à decadência do PIS, os demais Conselheiros desta Câmara já conhecem minha posição; no sentido de que a mesma ocorre no prazo de 10 (dez) anos a contar da data fixada para o recolhimento; como preceitua o art. 3° do Decreto-lei n° 2052/83; que abaixo transcrevo: Art. 30 - Os contribuintes que não conservarem, pelo prazo de dez anos a partir da data fixada para o recolhimento, os documentos comprobatórios dos pagamentos efetuados e da base de cálculo das contribuições, ficam sujeitos ao pagamento das parcelas devidas, calculadas sobre a receita média mensal do ano anterior, deflacionada com base nos índices de variação das Obrigações Reajustáveis do Tesouro Nacional, sem prejuízo dos acréscimos e demais cominações previstos neste Decreto-lei. 13- No entanto, a argumentação dos demais Pares contribuiu para minha evolução quanto a esse conceito. De fato, o dispositivo supra parece ter 8 , MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO N° 10880/001.826/91-38 ACÓRDÃO N° 105-11.412 pretendido abranger apenas as contribuições devidas com base no FATURAMENTO e não aquelas relativas ao PIS DEDUÇÃO. Tanto é correto o entendimento que o artigo, quando trata da apuração da base de cálculo; determina que elas sejam « CALCULADAS SOBRE A RECEITA MÉDIA MENSAL DO ANO ANTERIOR"; numa clara alusão ao Pis Faturamento; que possui a receita como base de cálculo. Assim sendo, passo a entender que o prazo de decadência de 10 (dez) anos a contar da data fixada para o recolhimento aplica-se apenas ao PIS que tem como base de cálculo o FATURAMENTO. 14- Outro não pode ser o entendimento. A Lei Complementar n° MO estabeleceu que a base de cálculo do Pis Dedução é o Imposto de Renda devido, não podendo ela ser alterada para receita mensal somente na eventualidade de ocorrer a situação prevista no art. 3° do Dec-lei n° 2052/83; supra citado. Se admitíssemos tal hipótese, a contribuição passaria a ter duas base de cálculo; uma para cada circunstância. 15 - Como já citado anteriormente, o Pis Dedução é uma parcela do Imposto de Renda e deve ser paga nos mesmos MOLDES e PRAZOS desse imposto. Portanto, não estando abrangida pelo art. 3° do Dec-lei n° 2052/83; como acima demonstrado; e sendo o lançamento efetuado por homologação; somente resta admitir que sua decadência dá-se nos mesmos moldes do imposto do qual decorre; ou seja; no prazo de 05 (cinco) anos a contar da data da ocorrência do fato gerador, como determina o art. 150°; § 4° do CTN, que transcrevo. Art. 150. O lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, opera-se pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa. çwl, 9 4. MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO N° 10880/001.826191-38 ACÓRDÃO N° 105-11.412 § 4°. Se a lei não fixar prazo à homologação, será ele de 5 (cinco) anos, a contar da ocorrência do fato gerador; expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, consedera-se homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação. 16 - Adoto neste processo, relativamente à decadência; por brevidade e economia; os mesmos fundamentos que fiz uso por ocasião do julgamento do processo principal; referente ao Imposto de Renda pessoa jurídica; do qual este é reflexivo e decorrente e que já foi anteriormente citado. 17 - De todo o exposto, concluindo; não conheço do recurso porque o mesmo é intempestivo. Porém, levanto de ofício a preliminar de decadência e a ela dou provimento integral para cancelar a totalidade da exação constante deste processo; dado que a contribuição não poderia ter sido lançada de ofício uma vez que já havia decaído o direito da Fazenda Pública constituir o crédito. 18- É o meu voto, que li em plenário. Sala das Sessões - DF, em 13 de maio de 1997, ~A • JORGE PONSONI ANOROZO 22 eak 10 Page 1 _0010900.PDF Page 1 _0011000.PDF Page 1 _0011100.PDF Page 1 _0011200.PDF Page 1 _0011300.PDF Page 1 _0011400.PDF Page 1 _0011500.PDF Page 1 _0011600.PDF Page 1 _0011700.PDF Page 1

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Numero do processo: 13884.002784/2003-13
Turma: Quinta Câmara
Seção: Primeiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Jan 24 00:00:00 UTC 2007
Data da publicação: Wed Jan 24 00:00:00 UTC 2007
Ementa: CSLL - DECADÊNCIA - O prazo de decadência das contribuições sociais é o constante no art. 150, do CTN, (cinco anos contados do fato gerador) que tem caráter de Lei Complementar, não podendo a Lei Ordinária n°8.212/91, hierarquicamente inferior, estabelecer prazo diverso. Considerando que o contribuinte foi intimado do lançamento apenas em 01.07.2003 e que este teve como base os fatos geradores ocorridos em 1997, nos termos do § 4º, do art. 150, do Código Tributário Nacional, encontra-se decaído o direito da Fazenda em lançar o crédito tributário. Preliminar Acolhida.
Numero da decisão: 105-16.244
Decisão: ACORDAM os Membros da Quinta Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, ACOLHER a preliminar de decadência, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Vencidos os Conselheiros Luís Alberto Bacelar Vidal e Wilson Fernandes Guimarães.
Nome do relator: Daniel Sahagoff

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Recorrida : r TURMAJDRJ em CAMPINAS/SP Sessão de : 24 DE JANEIRO DE 2007 Acórdão n° :106-16.244 CSLL - DECADÊNCIA - O prazo de decadência das contribuições sociais é o constante no art. 150, do CTN, (cinco anos contados do fato gerador) que tem caráter de Lei Complementar, não podendo a Lei Ordinária n°8.212/91, hierarquicamente inferior, estabelecer prazo diverso. Considerando que o contribuinte foi intimado do lançamento apenas em 01.07.2003 e que este teve como base os fatos geradores ocorridos em 1997, nos termos do § 40, do art. 150, do Código Tributário Nacional, encontra-se decaído o direito da Fazenda em lançar o crédito tributário. Preliminar Acolhida Vistos, relatados e discutidos os presentes autos do recurso voluntário interposto por CEREALISTA TURCI LEÃO LTDA. ACORDAM os Membros da Quinta Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, ACOLHER a preliminar de decadência, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Vencidos os Conselheiros Luís Alberto Bacelar Vidal e Wilson F- mandes Guimarães. if/ OP /- ENT A 5E Ast,-e--C-e-e-J Orldent DANIEL SAHAGOFF RELATOR L e MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES n. QUINTA CÂMARA Processo n° : 13884.002784/2003-13 Acórdão n° : 105-16.244 FORMALIZADO EM: 05 FEV 2007 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: ROBERTO WILLIAM GONÇALVES (Suplente Convocado), EDUARDO DA ROCHA SCHMIDT, IRINEU BIANCHI e ROBERTO BEKIERMAN (Suplente Convocado). Ausente, justificadamente o Conselheiro JOSÉ CARLOS PASSUELLO. e 2 MINISTÉRIO DA FAZENDA - PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Fl. )+, y• .,11:::?t5 QUINTA CÂMARA..„ Processo n° : 13884.002784/2003-13 Acórdão n° : 105-16.244 Recurso n° :152.929 Recorrente : CEREALISTA TURCI LEÃO LTDA. RELATÓRIO CEREALISTA TURCI LEÃO LTDA., empresa já qualificada nestes autos, foi autuada em 29/05/2003, com ciência em 01/07/2003, relativamente à Contribuição Social — CSLL (fis.125/128), no montante de R$ 48.251,35, nele incluído o principal, multa de ofício e juros de mora, calculados até 30/04/2003. O auto de infração em tela é reflexo do auto de infração do IRPJ (processo administrativo n° 13884.005041/2002-14). Consoante discriminado no Termo de Verificação e Descrição dos Fatos do IRPJ 1997 — MP n° 0812000/00063/02 (fls. 55/60), foram constatadas as seguintes irregularidades: - o Livro Registro de Inventário da empresa, livro fiscal de uso obrigatório, além de não estar devidamente registrado e autenticado, está escriturado de forma que não discrimina, especifica, ou identifica as mercadorias em estoque, impossibilitando averiguar a justeza dos valores nele inscritos; - a planilha de estoque - exercício de 1997, com a demonstração do estoque final das mercadorias no mês de dezembro/97, está incompleta e inconsistente. Não estão relacionados os documentos de entrada e saída das mercadorias e os valores informados como custos finais unitários em dezembro/97 são incompatíveis com os valores reais obtidos com a recomposição do quantitativo do estoque referente aos saldos em dezembro/97; - pelas planilhas apresentadas, vê-se que as mesmas não se prestam para suprir a falta de escrituração regular no Livro de Registro de Inventário e a falta dos registros 3 fi5) • • k MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Fl. •1/4"k '•::11;:°:> QUINTA CÂMARA Processo n° : 13884.002784/2003-13 Acórdão n° : 105-16.244 de movimentação dos estoques da empresa, tornando-se impossível à determinação com segurança do Custo das Mercadorias Vendidas e do Lucro Real da contribuinte; - a autoridade tributária com base no artigo 539, inciso II do RIR/1994, arbitrou o lucro de empresa; Inconformada com as exigências fiscais das quais tomou ciência em 01/07/2003, a contribuinte interpôs, em 30/07/2003 a impugnação de fls. 138/144, na qual alega, em síntese: a) que se fosse aceito o arbitramento do lucro, as apurações trimestrais do fato gerador em 31/03/1997, 30/06/1997 e 30/09/1997 estriam alcançadas pela decadência, nos termos do artigo 150, § 4° do Código Tributário Nacional; b) que a empresa não mantém controle de estoque permanente, fazendo inventário físico ao final da cada período, utilizando-se do método PEPS para valoração de seus estoques; c) que em atendimento às intimações fiscais, encaminhou mapa em que estão arroladas item por item as mercadorias em estoque em 31/12/1997, bem como mapa nas mesmas condições das mercadorias em estoque em 31/12/1996; d) quanto às discrepâncias apresentadas pela fiscalização com relação aos estoques de Cedrinho/Cambará e Mogno, afirma que a autoridade autuante errou, pois não incluiu o valor do frete e não excluiu o valor do ICMS recuperável na valoração do estoque; e) que possui Livro Modelo 7, inventário de mercadorias em estoque, apreendido pela fiscalização estadual em 13/11/1992, conforme auto de apreensão n° 041959, e não devolvido até a data da apresentação da impugnação; 4 s" k MINISTÉRIO DA FAZENDA .4 • : 1 PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES E. .:.4k2.1> QUINTA CÂMARA Processo n° : 13884.002784/2003-13 Acórdão n° : 105-16.244 f) que possui os lançamentos de inventário item por item em planilhas eletrônicas, e que lançou pra fins de registro os valores globais em um Livro Modelo 7 sem autenticação, e quando da devolução do livro original pelo fisco estadual, faria os registros exigidos; g) que no ano-calendário de 1997 apurou prejuízo fiscal compensável de R$ 71.126,65 e, desta forma, qualquer glosa ou recomposição do resultado resultaria em redução do prejuízo compensável e não em crédito tributário sujeito a pagamento; Em 23 de maio de 2006, a r Turma/DRFJ — Campinas - SP julgou o lançamento procedente, conforme ementas abaixo transcritas: 'DECADÊNCIA. CSLL. Nos termos do art. 45, inciso!, da lei n° 8.212, de 1991, é de 10 (dez) anos o prazo para a constituição de crédito tributário relativo à CSLL, contados do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o crédito poderia ter sido constituído. TRIBUTAÇÃO REFLEXA. CSLL. O entendimento adotado no lançamento reflexo da CSLL acompanha o decidido acerca da exigência matriz do IRPJ, em virtude de íntima relação de causa e efeito que os vincula". Irresignada com a decisão "a quo", a contribuinte ofereceu recurso voluntário (fls. 185/194), alegando, em síntese: a) Decadência. Entende que a decadência para o IRPJ é de 5 (cinco) anos contados do fato gerador. Como o presente auto é reflexo do IRPJ, "se o IRPJ decaiu, não existe Lucro Líquido, portanto a CSLL também decaiu". b) Que possui escrita fiscal e contábil em perfeitas condições, portanto, passível de análise e se necessário, reconstituição de qualquer das contas existentes em sua contabilidade;iir'ir / 5 .2 4;1.44 MINISTÉRIO DA FAZENDA ri. PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Fl. •,;itklij QUINTA CÂMARA Processo n° : 13884.002784/2003-13 Acórdão n° : 105-16.244 c) Que toda a documentação solicitada estava à disposição da autoridade autuante; d) Que inclusive foi apresentada em planilha a movimentação do estoque; e) Que continua em disposição, devidamente arquivada, toda documentação de suporte; f) Que o Sr. Relator se deteve a fazer defesa do auto de infração elaborado pelo colega autor do feito; g) Que o que consta da decisão do Sr. Relator são divagações, num esforço para manter uma autuação que não tem fundamento jurídico para prosperar; h) Que existem Acórdãos em abundância que indicam que os motivos para arbitramento do lucro, são insuficientes para tal, portanto, inexiste lucro, conseqüentemente deixa de existir a CSLL, motivo da presente. i) Solicitando, por fim, o acolhimento de suas razões e contra razões e que se cancele no total o auto de infração, julgando a procedência total do recurso, por ser ato de justiça e direito. Conforme despacho de fl. 206, os bens arrolados não são passíveis de registro e como não existem outros, a repartição de origem encaminhou os presentes autos para a apreciação deste Colegiado. É o relatório. 6 est MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Fl. ';i1-:rece QUINTA CAMA Processo n° :13884.002784/2003-13 Acórdão n° : 105-16.244 VOTO Conselheiro DANIEL SAHAGOFF, Relator O recurso voluntário é tempestivo e, considerando o arrolamento de bens do ativo permanente da Contribuinte, restaram atendidas as disposições contidas no parágrafo 2°, do artigo 33, do Decreto n° 70.235/1972, com a redação dada pelo artigo 32, da Lei n° 10.522, de 19/07/2002, e preenchidos os demais requisitos de sua admissibilidade, pelo que merece ser apreciado. Da Decadência A contribuição social (CSLL) se submete à modalidade de lançamento por homologação, já que é de competência do contribuinte determinar a matéria tributável, o cálculo do tributo e o pagamento do "quantum" devido, se for o caso, independentemente de notificação e sob condição resolutória de ulterior homologação. Nos termos do § 40, do art. 150, do Código Tributário Nacional, o Fisco dispõe do prazo de 05 anos, contado da ocorrência do fato gerador, para homologá-lo ou exigir seja complementado o pagamento antecipadamente efetuado, caso a lei não tenha fixado prazo diferente e quando não se tratar de dolo, fraude ou simulação. Considerando que a homologação é condição resolutiva e não suspensiva, claro está que não ocorrendo a homologação nos cinco anos seguintes ao fato gerador, decai o Fisco do direito de lançar, ao contrário do que afirma a corrente de que, esgotados esses cinco anos, contar-se-ia novo prazo de cinco anos para o lançamento. Sendo hipótese de dolo, fraude ou simulação, entendo que o prazo de decadência deixa de ser o constante no art. 150, do CTN, para ser o disposto no artigo 173, 7 *44 MINISTÉRIO DA FAZENDA 'rs PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES E. QUINTA CÂMARA Processo n° : 13884.002784/2003-13 Acórdão n° : 105-16.244 inciso 1, do CTN, ou seja, a contagem do prazo qüinqüenal passa a se iniciar no primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado, o que não se verificou no caso em comento. Ao contrário do entendimento esposado pela instância "a quo", entendo que a contribuição social (CSLL) está sujeita ao prazo decadencial qüinqüenal e não de 10 (dez) anos, já que consoante o art. 146, III, "b", da Constituição Federal de 1988, somente à lei complementar cabe ditar normas gerais em matéria tributária, entre outras sobre prescrição e decadência. Não se trata de declarar a Lei 8.212/91 inconstitucional, mas de aplicar a Constituição no que tange à forma de legislação que deva dispor sobre prazos decadenciais ou prescricionais, até porque, seria uma inversão da hierarquia das leis admitir que Lei Ordinária (8.212/91) modifique Lei Complementar (CTN). Considerando que o contribuinte foi intimado do lançamento apenas em 01.07.2003 e que este teve como base os fatos geradores ocorridos em 1997, nos termos do § 4°, do art. 150, do Código Tributário Nacional, encontra-se decaído o direito da Fazenda em lançar o crédito tributário, devendo, pois, ser acolhida a preliminar argüida. Face ao que foi aqui exposto e tudo o mais que dos autos consta, voto por acatar a preliminar argüida, dando provimento ao recurso voluntário apresentado. Sala das Sessões - DF, em 24 de janeiro de 2007. sCP`es535 DANIEL SAHAGOFF _99 8 Page 1 _0043500.PDF Page 1 _0043600.PDF Page 1 _0043700.PDF Page 1 _0043800.PDF Page 1 _0043900.PDF Page 1 _0044000.PDF Page 1 _0044100.PDF Page 1

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