Busca Facetada
Turma- Terceira Câmara (29,279)
- Segunda Câmara (27,805)
- Primeira Câmara (25,086)
- Segunda Turma Ordinária d (17,763)
- Primeira Turma Ordinária (16,221)
- 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR (16,176)
- Primeira Turma Ordinária (16,104)
- Primeira Turma Ordinária (16,039)
- Segunda Turma Ordinária d (15,797)
- Segunda Turma Ordinária d (14,451)
- Primeira Turma Ordinária (13,020)
- Primeira Turma Ordinária (12,381)
- Segunda Turma Ordinária d (12,367)
- Quarta Câmara (11,514)
- Primeira Turma Ordinária (11,422)
- Quarta Câmara (84,834)
- Terceira Câmara (67,389)
- Segunda Câmara (55,826)
- Primeira Câmara (20,245)
- 3ª SEÇÃO (16,176)
- 2ª SEÇÃO (11,281)
- 1ª SEÇÃO (6,836)
- Pleno (788)
- Sexta Câmara (302)
- Sétima Câmara (172)
- Quinta Câmara (133)
- Oitava Câmara (123)
- Terceira Seção De Julgame (125,132)
- Segunda Seção de Julgamen (114,469)
- Primeira Seção de Julgame (76,587)
- Primeiro Conselho de Cont (49,052)
- Segundo Conselho de Contr (48,961)
- Câmara Superior de Recurs (37,889)
- Terceiro Conselho de Cont (25,978)
- IPI- processos NT - ressa (5,020)
- Outros imposto e contrib (4,458)
- PIS - ação fiscal (todas) (4,061)
- IRPF- auto de infração el (3,972)
- PIS - proc. que não vers (3,961)
- IRPJ - AF - lucro real (e (3,943)
- Cofins - ação fiscal (tod (3,868)
- Simples- proc. que não ve (3,681)
- IRPF- ação fiscal - Dep.B (3,045)
- IPI- processos NT- créd.p (2,251)
- IRPF- ação fiscal - omis. (2,215)
- Cofins- proc. que não ver (2,102)
- IRPJ - restituição e comp (2,088)
- Finsocial -proc. que não (1,996)
- IRPF- restituição - rendi (1,991)
- Não Informado (56,615)
- GILSON MACEDO ROSENBURG F (5,487)
- RODRIGO DA COSTA POSSAS (4,442)
- WINDERLEY MORAIS PEREIRA (4,269)
- CLAUDIA CRISTINA NOIRA PA (4,256)
- PEDRO SOUSA BISPO (3,754)
- HELCIO LAFETA REIS (3,725)
- ROSALDO TREVISAN (3,220)
- CHARLES MAYER DE CASTRO S (3,219)
- MARCOS ROBERTO DA SILVA (3,150)
- Não se aplica (2,925)
- PAULO GUILHERME DEROULEDE (2,728)
- LIZIANE ANGELOTTI MEIRA (2,630)
- WILDERSON BOTTO (2,615)
- HONORIO ALBUQUERQUE DE BR (2,472)
- 2020 (41,088)
- 2021 (35,840)
- 2019 (30,960)
- 2018 (26,046)
- 2024 (25,921)
- 2012 (23,622)
- 2023 (22,471)
- 2014 (22,375)
- 2013 (21,087)
- 2011 (20,979)
- 2025 (19,515)
- 2010 (18,059)
- 2008 (17,135)
- 2017 (16,840)
- 2009 (15,846)
- 2009 (69,612)
- 2020 (39,854)
- 2021 (34,153)
- 2019 (30,463)
- 2023 (25,918)
- 2024 (23,872)
- 2014 (23,412)
- 2018 (23,139)
- 2025 (19,745)
- 2013 (16,584)
- 2017 (16,398)
- 2008 (15,520)
- 2006 (14,857)
- 2026 (13,849)
- 2022 (13,225)
Numero do processo: 18050.004352/2008-70
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Nov 21 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Wed Mar 20 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/01/2003 a 31/12/2003
RECURSO VOLUNTÁRIO INTEMPESTIVO.
É definitiva a decisão de primeira instância quando não interposto recurso voluntário no prazo legal. Não se toma conhecimento de recurso intempestivo.
Recurso Voluntário Não Conhecido.
Numero da decisão: 2402-003.223
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso por intempestividade.
Júlio César Vieira Alves - Presidente
Thiago Taborda Simões Relator
Participaram do presente julgamento os conselheiros: Júlio César Vieira Gomes (presidente), Ana Maria Bandeira, Lourenço Ferreira do Prado, Ronaldo de Lima Macedo, Nereu Miguel Ribeiro Domingues e Thiago Taborda Simões.
Nome do relator: THIAGO TABORDA SIMOES
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201211
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/01/2003 a 31/12/2003 RECURSO VOLUNTÁRIO INTEMPESTIVO. É definitiva a decisão de primeira instância quando não interposto recurso voluntário no prazo legal. Não se toma conhecimento de recurso intempestivo. Recurso Voluntário Não Conhecido.
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Wed Mar 20 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 18050.004352/2008-70
anomes_publicacao_s : 201303
conteudo_id_s : 5200350
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Mar 26 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 2402-003.223
nome_arquivo_s : Decisao_18050004352200870.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : THIAGO TABORDA SIMOES
nome_arquivo_pdf_s : 18050004352200870_5200350.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso por intempestividade. Júlio César Vieira Alves - Presidente Thiago Taborda Simões Relator Participaram do presente julgamento os conselheiros: Júlio César Vieira Gomes (presidente), Ana Maria Bandeira, Lourenço Ferreira do Prado, Ronaldo de Lima Macedo, Nereu Miguel Ribeiro Domingues e Thiago Taborda Simões.
dt_sessao_tdt : Wed Nov 21 00:00:00 UTC 2012
id : 4538739
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 08:57:20 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713041395594297344
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1407; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C4T2 Fl. 223 1 222 S2C4T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 18050.004352/200870 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2402003.223 – 4ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 21 de novembro de 2012 Matéria CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. PARTICIPAÇÃO NOS LUCROS. AUXÍLIO ALIMENTAÇÃO. Recorrente LABORATÓRIO DE ANÁLISES CLÍNICAS SPALAZANNI LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2003 a 31/12/2003 RECURSO VOLUNTÁRIO INTEMPESTIVO. É definitiva a decisão de primeira instância quando não interposto recurso voluntário no prazo legal. Não se toma conhecimento de recurso intempestivo. Recurso Voluntário Não Conhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso por intempestividade. Júlio César Vieira Alves Presidente Thiago Taborda Simões – Relator AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 18 05 0. 00 43 52 /2 00 8- 70 Fl. 223DF CARF MF Impresso em 20/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/02/2013 por SELMA RIBEIRO COUTINHO, Assinado digitalmente em 25/02/20 13 por THIAGO TABORDA SIMOES, Assinado digitalmente em 14/03/2013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 2 Participaram do presente julgamento os conselheiros: Júlio César Vieira Gomes (presidente), Ana Maria Bandeira, Lourenço Ferreira do Prado, Ronaldo de Lima Macedo, Nereu Miguel Ribeiro Domingues e Thiago Taborda Simões. Fl. 224DF CARF MF Impresso em 20/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/02/2013 por SELMA RIBEIRO COUTINHO, Assinado digitalmente em 25/02/20 13 por THIAGO TABORDA SIMOES, Assinado digitalmente em 14/03/2013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 18050.004352/200870 Acórdão n.º 2402003.223 S2C4T2 Fl. 224 3 Relatório Tratase de Auto de Infração DEBCAD n. 37.058.1156, resultante de atividade fiscalizatória que abrangeu as competências de 01/2003 a 12/2003, lavrado no montante de R$ 29.916,29. De acordo com o Relatório Fiscal de fls. 27/33, o referido auto de infração se refere às contribuições: a) obtidas sobre os geradores informados na folha de pagamentos, pelo contribuinte, e não recolhidas à Seguridade Social na época própria; b) obtidas sobre fatos geradores pagos em forma de prólabores aos sócios; c) obtidas sobre fatos geradores pagos em forma de utilidade de alimentação em desacordo com a legislação específica sobre o tema. Intimada da autuação, a Recorrente apresentou impugnação às fls. 126/128, alegando que os débitos referentes ao período objeto de autuação (01/2003 a 12/2003) foram submetidos a parcelamento, estando, portanto, suspenso o crédito tributário. Ao final, requereu a procedência do pedido administrativo para determinar a imediata suspensão dos créditos contidos no auto de infração. Face a impugnação apresentada, os autos foram submetidos a apreciação da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Salvador, que proferiu acórdão (fls. 146/148 verso) dando procedência parcial à impugnação para reconhecera exclusão de valores relativos às competências de 01/2003 a 06/2003 em razão de ocorrência da decadência do direito de lançar. Quanto às demais competências, o crédito foi mantido. A Recorrente foi intimada do acórdão de 1a instância em 30/09/2011, por sua procuradora Aline Bastos de Abreu, conforme se verifica às fls. 150. Em 04/11/2011, a Recorrente interpôs o recurso sob análise (fls. 155/160), reiterando os termos da impugnação, bem como esclarecendo não ter apresentado as GPS quando da impugnação por crer que seria possível à autoridade julgadora o acesso a essas informações via sistema da RFB. Juntou alguns comprovantes de recolhimento e, ao final, requereu a suspensão da exigibilidade do crédito tributário, nos termos do art. 151, III, do CTN, bem como a total procedência do pedido para incluir o valor contido no AI ao parcelamento especial – PAEX. Os autos foram remetidos ao CARF para julgamento do recurso (Fls. 213). É o relatório. Fl. 225DF CARF MF Impresso em 20/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/02/2013 por SELMA RIBEIRO COUTINHO, Assinado digitalmente em 25/02/20 13 por THIAGO TABORDA SIMOES, Assinado digitalmente em 14/03/2013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 4 Voto Conselheiro Thiago Taborda Simões Relator A Recorrente foi intimada do acórdão de fls. 146/148 verso em 30/09/2011, conforme se verifica às fls. 150, e apresentou recurso voluntário em 04/11/2011 (fls. 155/160), portanto, após findo o prazo para apresentação do mesmo. O parágrafo primeiro do art. 305 do Decreto n. 3.048/99 estabelece o prazo para a apresentação de recurso contra decisão do INSS de interesse dos contribuintes e este, após alteração trazida pelo Decreto n. 4.729/03, é de 30 (trinta) dias. Conforme dispõe o art. 23, II, do Decreto n. 70.235/72, a intimação via postal demanda apenas que haja prova do recebimento no domicílio tributário do sujeito passivo, exatamente na forma ocorrida nos presentes autos: “Art. 23. Farseá a intimação: II – por via postal, telegráfica ou por qualquer outro meio ou via, com prova de recebimento no domicílio tributário eleito pelo sujeito passivo; (...)” Assim, o recurso apresentado pela interessada foi intempestivo, não sendo possível o seu conhecimento por ausência de cumprimento do requisito de admissibilidade. Conclusão Por todo o exposto, voto por não conhecer do recurso vez que intempestivo. É como voto. Thiago Taborda Simões Fl. 226DF CARF MF Impresso em 20/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/02/2013 por SELMA RIBEIRO COUTINHO, Assinado digitalmente em 25/02/20 13 por THIAGO TABORDA SIMOES, Assinado digitalmente em 14/03/2013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES
score : 1.0
Numero do processo: 16095.000324/2008-31
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Primeira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Aug 08 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Normas Gerais de Direito Tributário Ano-calendário: 2002 Ementa: DECADÊNCIA. TRIBUTOS SUJEITOS A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. No caso de tributos sujeitos a lançamento por homologação, na ausência de pagamento antecipado o prazo decadencial deve ser contado a partir do primeiro dia do exercício seguinte àquele no qual o lançamento poderia ser efetuado.(STJ, Resp 973.733/SC) Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Ano-calendário: 2002, 2003 Ementa: LUCRO ARBITRADO. APRESENTAÇÃO POSTERIOR DE DOCUMENTOS. É inócua a posterior apresentação de livros e documentos com o intuito de apresentar base de cálculo menor que a apurada pelo fisco, utilizando-se de forma de tributação que, apesar de reiteradamente intimado, não mostrou tê- la adotado no tempo devido.
Numero da decisão: 1402-001.146
Decisão: Acordam os membros do colegiado: 1) por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso de ofício; e 2) por maioria de votos, negar provimento ao recurso voluntário,vencidos os Conselheiros Moisés Giacomelli Nunes da Silva e Leonardo Henrique Magalhães de Oliveira que davam provimento parcial para aplicar o prazo decadencial estabelecido no § 4º, do art. 150, do CTN. Os Conselheiros Antonio José Praga de Souza, Marcelo de Assis Guerra e Frederico Augusto Gomes de Alencar votaram com o relator pelas conclusões em relação à contagem do prazo decadencial.
Matéria: IRPJ - AF- lucro presumido(exceto omis.receitas pres.legal)
Nome do relator: LEONARDO DE ANDRADE COUTO
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : IRPJ - AF- lucro presumido(exceto omis.receitas pres.legal)
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201208
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : Normas Gerais de Direito Tributário Ano-calendário: 2002 Ementa: DECADÊNCIA. TRIBUTOS SUJEITOS A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. No caso de tributos sujeitos a lançamento por homologação, na ausência de pagamento antecipado o prazo decadencial deve ser contado a partir do primeiro dia do exercício seguinte àquele no qual o lançamento poderia ser efetuado.(STJ, Resp 973.733/SC) Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Ano-calendário: 2002, 2003 Ementa: LUCRO ARBITRADO. APRESENTAÇÃO POSTERIOR DE DOCUMENTOS. É inócua a posterior apresentação de livros e documentos com o intuito de apresentar base de cálculo menor que a apurada pelo fisco, utilizando-se de forma de tributação que, apesar de reiteradamente intimado, não mostrou tê- la adotado no tempo devido.
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Primeira Seção
numero_processo_s : 16095.000324/2008-31
conteudo_id_s : 5217192
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Jul 04 00:00:00 UTC 2018
numero_decisao_s : 1402-001.146
nome_arquivo_s : Decisao_16095000324200831.pdf
nome_relator_s : LEONARDO DE ANDRADE COUTO
nome_arquivo_pdf_s : 16095000324200831_5217192.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado: 1) por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso de ofício; e 2) por maioria de votos, negar provimento ao recurso voluntário,vencidos os Conselheiros Moisés Giacomelli Nunes da Silva e Leonardo Henrique Magalhães de Oliveira que davam provimento parcial para aplicar o prazo decadencial estabelecido no § 4º, do art. 150, do CTN. Os Conselheiros Antonio José Praga de Souza, Marcelo de Assis Guerra e Frederico Augusto Gomes de Alencar votaram com o relator pelas conclusões em relação à contagem do prazo decadencial.
dt_sessao_tdt : Wed Aug 08 00:00:00 UTC 2012
id : 4567186
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 08:59:09 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713041395621560320
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 12; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2105; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1C4T2 Fl. 1 1 S1C4T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 16095.000324/200831 Recurso nº De Ofício e Voluntário Acórdão nº 1402001.146 – 4ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 8 de agosto de 2012 Matéria IRPJ E OUTROS Recorrentes FAZENDA NACIONAL CTI COOPERATIVA DE TRABALHO EM TECNOLOGIA DE INFORMAÇÃO Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Anocalendário: 2002 Ementa: DECADÊNCIA. TRIBUTOS SUJEITOS A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. No caso de tributos sujeitos a lançamento por homologação, na ausência de pagamento antecipado o prazo decadencial deve ser contado a partir do primeiro dia do exercício seguinte àquele no qual o lançamento poderia ser efetuado.(STJ, Resp 973.733/SC) Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica IRPJ Anocalendário: 2002, 2003 Ementa: LUCRO ARBITRADO. APRESENTAÇÃO POSTERIOR DE DOCUMENTOS. É inócua a posterior apresentação de livros e documentos com o intuito de apresentar base de cálculo menor que a apurada pelo fisco, utilizandose de forma de tributação que, apesar de reiteradamente intimado, não mostrou tê la adotado no tempo devido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado: 1) por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso de ofício; e 2) por maioria de votos, negar provimento ao recurso voluntário,vencidos os Conselheiros Moisés Giacomelli Nunes da Silva e Leonardo Henrique Magalhães de Oliveira que davam provimento parcial para aplicar o prazo decadencial estabelecido no § 4º, do art. 150, do CTN. Os Conselheiros Antonio José Praga de Souza, Marcelo de Assis Guerra e Frederico Augusto Gomes de Alencar votaram com o relator pelas conclusões em relação à contagem do prazo decadencial. Fl. 20154DF CARF MF Impresso em 03/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/09/2012 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 05/09 /2012 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 16095.000324/200831 Acórdão n.º 1402001.146 S1C4T2 Fl. 2 2 LEONARDO DE ANDRADE COUTO Presidente e Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Antonio José Praga de Souza, Marcelo de Assis Guerra, Frederico Augusto Gomes de Alencar, Moisés Giacomelli Nunes da Silva, Leonardo Henrique Magalhães de Oliveira e Leonardo de Andrade Couto Fl. 20155DF CARF MF Impresso em 03/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/09/2012 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 05/09 /2012 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 16095.000324/200831 Acórdão n.º 1402001.146 S1C4T2 Fl. 3 3 Relatório Trata o presente de autos de infração para exigência do IRPJ, CSLL, PIS e Cofins referentes a períodos de apuração nos anoscalendário de 2002 e 2003, perfazendo o crédito tributário total de R$ 37.940.829,15; aí incluídos juros de mora e multa de ofício aplicada no percentual de 75%. De acordo com o Termo de Verificação e Constatação de Irregularidade Fiscal, a autuada, ainda que exaustivamente intimada a fazêlo, não apresentou documentação hábil e idônea (principalmente: Contrato de Prestação de Serviços, Notas Fiscais de Serviços, Demonstrativo de Apuração do Valor de Repasses aos Cooperados, Comprovante de Depósitos para os Cooperados) para demonstrar que os serviços prestados nos anos de 2002 e 2003 foram executados e pagos para os cooperados. Assim, a fiscalização entendeu que aquela prestação de serviços representava a prática de ato não cooperado passível de tributação, o que foi feito mediante arbitramento do lucro. Na apuração do resultado tributável, foi utilizada no anocalendário de 2002 a receita informada nos livros Diário e Razão e, para o anocalendário de 2003, foi realizada uma circularização, sendo intimados os principais tomadores de serviços do contribuinte, que apresentaram as faturas/prestação de serviços. O sujeito passivo foi cientificado da autuação através de se representante legal em 23/06/2008 e apresentou impugnação em 23/07/2008. Sintetizando aa razões de defesa, temse: Em sede de preliminar, suscita a ocorrência parcial da decadência com base no § 4º, do art. 150, do CTN ressalvando que teria ocorrido pagamento dos tributos, ainda que parcial, o que excluiria a aplicação da regra estabelecida no inciso I, do art. 173 , do CTN. Assim, teriam sido atingidos pela caducidade todos os fatos geradores ocorridos anteriormente a julho de 2003, para todos os tributos objeto da autuação; Faz um histórico dos problemas que levaram à liquidação da cooperativa, inclusive as sucessivas mudanças de endereço que dificultaram a guarda e arquivamento de documentos. Daí os pedidos de prorrogação de prazo dirigidos à autoridade fiscal. Quanto aos elementos solicitados pelo Fisco ressalta que, pela atividade exercida, estaria desobrigada de apresentar alguns deles; Afirma que não pratica atos que possam ser definidos como não cooperados por ser mera representante dos associados, aos quais repassa todos os valores recebidos de terceiros. Assim não haveria receita a ser tributada pelo PIS e Cofins, nem lucro a ser tributado pelo IRPJ e pela CSLL; o que pode ser evidenciado pelo exame de dispositivos da Lei nº 5.764/71; Reitera que não houve qualquer resistência à apresentação dos elementos solicitados nas intimações, mas sim a impossibilidade de atendimento no exíguo prazo concedido. Demonstra tal fato ao trazer, junto com a impugnação, mais de 45.000 documentos anteriormente solicitados pelo Fisco. Fl. 20156DF CARF MF Impresso em 03/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/09/2012 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 05/09 /2012 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 16095.000324/200831 Acórdão n.º 1402001.146 S1C4T2 Fl. 4 4 Protesta contra a apuração por arbitramento por ser medida extrema que não se justificaria, tendo em vista que foram apresentados os livros Diário e Razão cujos assentamentos foram totalmente desconsiderados pela autoridade lançadora; e: Sustenta estar desobrigada de reter na fonte a CSLL e as contribuições ao PIS e à Cofins, pois não emite notas fiscais, mas apenas faturas dirigidas aos associados. A Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Campinas – SP prolatou o Acórdão 0526.130 considerando o lançamento procedente em parte. Acolheu parcialmente a argüição de decadência abrangendo o 1º, 2º e 3º trimestres de 2002 em relação ao IRPJ e à CSLL; e os fatos geradores ocorridos de janeiro a junho de 2002, inclusive, no que se refere ao PIS e à Cofins. Dessa decisão, o Órgão julgador recorreu de ofício ao CARF. No mérito, manteve integralmente a exigência em decisão consubstanciada na seguinte ementa: ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/01/2002 a 31/03/2002, 01/04/2002 a 30/06/2002, 01/07/2002 a 30/09/2002, 01/10/2002 a 31/12/2002, 01/01/2003 a 31/03/2003, 01/04/2003 a 30/06/2003, 01/07/2003 a 30/09/2003, 01/10/2003 a 31/12/2003 Decadência. Lançamento por Homologação. Falta de Pagamento Antecipado. Para os tributos sujeitos a lançamento por homologação, ocorrendo o pagamento "antecipado por parte do contribuinte, o prazo decadencial para o lançamento de eventuais diferenças é de cinco anos a contar do fato gerador, conforme estabelece o § 4° do art. 150 do CTN. Ausente a antecipação do pagamento, ainda que parcial, há de se aplicar a norma prevista no art. 173, I, do CTN, contandose o prazo qüinqüenal a partir do primeiro dia do exercício seguinte ao da ocorrência do fato gerador. ASSUNTO: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA Período de apuração: 01/01/2002 a 31/03/2002, 01/04/2002 a 30/06/2002, 01/07/2002 a 30/09/2002, 01/10/2002 a 31/12/2002, 01/01/2003 a 31/03/2003, 01/04/2003 a 30/06/2003, 01/07/2003 a 30/09/2003, 01/10/2003 a 31/12/2003 Alteração de Dados Cadastrais. Responsabilidade dos Administradores. É obrigatória a comunicação, pela pessoa jurídica, de toda a alteração referente aos seus dados cadastrais, no prazo máximo de trinta dias, contado da alteração. Fl. 20157DF CARF MF Impresso em 03/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/09/2012 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 05/09 /2012 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 16095.000324/200831 Acórdão n.º 1402001.146 S1C4T2 Fl. 5 5 ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Período de apuração: 01/01/2002 a 31/03/2002, 01/04/2002 a 30/06/2002, 01/07/2002 a 30/09/2002, 01/10/2002 a 31/12/2002, 01/01/2003 a 31/03/2003, 01/04/2003 a 30/06/2003, 01/07/2003 a 30/09/2003, 01/10/2003 a 31/12/2003 Arbitramento. Escrituração sem Documentação de Suporte. A escrituração mantida com observância das disposições legais somente faz prova a favor do contribuinte dos fatos nela registrados e comprovados por documentos hábeis. Não é possível aceitar a escrituração comercial apresentada (livros Diário e Razão) não regularmente respaldada na documentação que lhe dá suporte, principalmente, os contratos e/ou as notas fiscais de prestação de serviços, sendo cabível o arbitramento dos lucros. Lançamento Procedente em Parte Devidamente cientificado, o sujeito passivo recorre a este Colegiado ratificando as razões expedidas na peça impugnatória. É o Relatório. Fl. 20158DF CARF MF Impresso em 03/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/09/2012 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 05/09 /2012 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 16095.000324/200831 Acórdão n.º 1402001.146 S1C4T2 Fl. 6 6 Voto Conselheiro LEONARDO DE ANDRADE COUTO RECURSO DE OFÍCIO O recurso de ofício trata exclusivamente da decadência. Nessa matéria, pauto minha linha de raciocínio no sentido de que esse prazo foi definido como regra geral no artigo 173, inciso I, do Código Tributário Nacional (CTN): Art. 173. O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extinguese após 5 (cinco) anos, contados: I do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado; (.....) Por outro lado, dentre as modalidades de lançamento definidas pelo CTN, o art. 150 trata do lançamento por homologação, como é o caso do IRPJ. Nessa hipótese, o § 4º do dispositivo estabeleceu regra específica para a decadência: Art. 150. O lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, operase pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa. (......) § 4º Se a lei não fixar prazo a homologação, será ele de cinco anos, a contar da ocorrência do fato gerador; expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, considerase homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação No que se refere às contribuições sociais sua natureza tributária colocaas, no gênero, como espécies sujeitas ao lançamento por homologação. Aplicamse a elas, portanto, as disposições do art. 150 do Código Tributário Nacional. O já mencionado § 4º do mencionado artigo autoriza que a lei estabeleça prazo diverso dos cinco anos ali determinados. Foi assim que a Lei nº 8.212, de 26 de julho de 1991, regulamentando a Seguridade Social, tratou do prazo decadencial das contribuições sociais da seguinte forma: “Art. 45. O direito da Seguridade Social apurar e constituir seus créditos extinguese após 10 (dez) anos contados: Fl. 20159DF CARF MF Impresso em 03/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/09/2012 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 05/09 /2012 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 16095.000324/200831 Acórdão n.º 1402001.146 S1C4T2 Fl. 7 7 I do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o crédito poderia ter sido constituído; II da data em que se tornar definitiva a decisão que houver anulado, por vício formal, a constituição de crédito anteriormente efetuada.” (grifo nosso) A mencionada lei determina expressamente quais as contribuições sociais, a cargo da empresa, que tenham base no lucro e no faturamento: Art. 23. As contribuições a cargo da empresa provenientes do faturamento e do lucro, destinadas à Seguridade Social, além do disposto no art. 22 são calculadas mediante a aplicação das seguintes alíquotas: I 2% (dois por cento) sobre sua receita bruta, estabelecida segundo o disposto no § 1° do art. 1° do DecretoLei n° 1.940, de 25 de maio de 1982, II 10% (dez por cento) sobre o lucro líquido do períodobase, antes da provisão para o Imposto de Renda, ajustado na forma do art. 2º da Lei nº 8.034, de 12 de abril de 1990. (........). O DecretoLei nº 1.940/82 regulamenta o Finsocial. Posteriormente, a Lei Complementar nº 70, de 30 de dezembro de 1991 criou a Cofins e determinou que essa contribuição seria cobrada em substituição àquela. Assim dispõe o art. 9º da LC: Art. 9° A contribuição social sobre o faturamento de que trata esta lei complementar não extingue as atuais fontes de custeio da Seguridade Social, salvo a prevista no art. 23, inciso I, da Lei n° 8.212, de 24 de julho de 1991, a qual deixará de ser cobrada a partir da data em que for exigível a contribuição ora instituída. (grifo nosso). Vêse, portanto, que sob a ótica da Lei 8.212/91 a contribuição para a Seguridade Social calculada sobre o faturamento é o Finsocial, posteriormente substituído pela Cofins e a contribuição calculada sobre o lucro é a CSLL. Não há menção ao PIS. É certo que o CTN concedeu à lei ordinária a possibilidade de estabelecer prazo decadencial diferente daquele originariamente previsto no § 4º do art. 150 daquele diploma legal. No entanto, não se pode perder de vista que se trata de uma excepcionalidade. Sob essa ótica, constatandose que a Lei nº 8.212/91 em nenhum de seus dispositivos trata do PIS, considerarse que o prazo decadencial previsto no art. 45 daquela norma aplicarseia a essa contribuição seria um abuso interpretativo à concessão feita pelo CTN. O tema do prazo decadencial tem grande importância na relação fisco contribuinte, inclusive pelo impacto no princípio da segurança jurídica. Sendo assim, o tratamento da matéria é prerrogativa da norma positivada. Não havendo disposição expressa no texto legal, não se pode definir o prazo decadencial com base em interpretação do alcance da lei. Fl. 20160DF CARF MF Impresso em 03/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/09/2012 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 05/09 /2012 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 16095.000324/200831 Acórdão n.º 1402001.146 S1C4T2 Fl. 8 8 Entendo, destarte, que ao prazo decadencial do PIS deve ser aplicada a regra geral qüinqüenal estabelecida no § 4º do art. 150 do CTN. Por outro lado, a Cofins e a CSLL estão elencadas entre as contribuições submetidas às regras da Lei nº 8.212/91, incluindo aí o prazo decadencial definido no art. 45 desse diploma legal. Entretanto, com a edição da Súmula Vinculante nº 8, o Supremo Tribunal Federal declarou inconstitucional o mencionado dispositivo legal. Assim, a CSLL e a Cofins submetemse ao prazo decadencial nas mesmas regras que os demais tributos sujeitos ao lançamento por homologação: Súmula vinculante nº 8 São inconstitucionais o parágrafo único do artigo 5º do DecretoLei nº 1.569/1977 e os artigos 45 e 46 da Lei nº 8.212/1991, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário. Entretanto, não se pode ignorar que o STJ consolidou entendimento em caráter definitivo (art. 543C, do CPC) no sentido de que, para os tributos sujeitos a lançamento por homologação, a questão do pagamento é relevante para definição do prazo (Resp 973733/SC, 1ª Seção, Dje 18/09/2009, Ministro Luiz Fux): PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL REPRESENTATIVO DE CONTROVÉRSIA.ARTIGO 543C, DO CPC. TRIBUTÁRIO. TRIBUTO SUJEITO A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. INEXISTÊNCIA DE PAGAMENTO ANTECIPADO. DECADÊNCIA DO DIREITO DE O FISCO CONSTITUIR O CRÉDITO TRIBUTÁRIO. TERMO INICIAL. ARTIGO 173, I, DO CTN. APLICAÇÃO CUMULATIVA DOS PRAZOS PREVISTOS NOS ARTIGOS 150, § 4º, e 173, do CTN. IMPOSSIBILIDADE. 1. O prazo decadencial qüinqüenal para o Fisco constituir o crédito tributário (lançamento de ofício) contase do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado, nos casos em que a lei não prevê o pagamento antecipado da exação ou quando, a despeito da previsão legal, o mesmo inocorre,sem a constatação de dolo, fraude ou simulação do contribuinte, inexistindo declaração prévia do débito (Precedentes da PrimeiraSeção: REsp 766.050/PR, Rel. Ministro Luiz Fux, julgado em 28.11.2007, DJ 25.02.2008; AgRg nos EREsp 216.758/SP, Rel. Ministro Teori Albino Zavascki, julgado em 22.03.2006, DJ 10.04.2006; e EREsp 276.142/SP, Rel. Ministro Luiz Fux, julgado em 13.12.2004, DJ 28.02.2005). 2. É que a decadência ou caducidade, no âmbito do Direito Tributário, importa no perecimento do direito potestativo de o Fisco constituir o crédito tributário pelo lançamento, e, consoante doutrina abalizada, encontrase regulada por cinco regras jurídicas gerais e abstratas, entre as quais figura a regra da decadência do direito de lançar nos casos de tributos sujeitos ao lançamento de ofício, ou nos casos dos tributos sujeitos ao lançamento por homologação em que o contribuinte não efetua o pagamento antecipado (Eurico Marcos Diniz de Santi, Fl. 20161DF CARF MF Impresso em 03/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/09/2012 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 05/09 /2012 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 16095.000324/200831 Acórdão n.º 1402001.146 S1C4T2 Fl. 9 9 "Decadência e Prescrição no DireitoTributário", 3ª ed., Max Limonad, São Paulo, 2004, págs. 163/210). 3. O dies a quo do prazo qüinqüenal da aludida regra decadencial regese pelo disposto no artigo 173, I, do CTN, sendo certo que o "primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado" corresponde, iniludivelmente, ao primeiro dia do exercício seguinte à ocorrência do fato imponível, ainda que se trate de tributos sujeitos a lançamento por homologação, revelandose inadmissível a aplicação cumulativa/concorrente dos prazos previstos nos artigos 150, § 4º, e 173, do Codex Tributário, ante a configuração de desarrazoado prazo decadencial decenal (Alberto Xavier, "Do Lançamento no Direito Tributário Brasileiro", 3ª ed., Ed. Forense, Rio de Janeiro, 2005, págs. 91/104; Luciano Amaro, "Direito Tributário Brasileiro", 10ª ed., Ed. Saraiva, 2004, págs. 396/400; e Eurico Marcos Diniz de Santi, "Decadência e Prescrição no Direito Tributário", 3ª ed., Max Limonad, São Paulo, 2004, págs. 183/199). 5. In casu, consoante assente na origem: (i) cuidase de tributo sujeito a lançamento por homologação; (ii) a obrigação ex lege de pagamento antecipado das contribuições previdenciárias não restou adimplida pelo contribuinte, no que concerne aos fatos imponíveis ocorridos no período de janeiro de 1991 a dezembro de 1994; e (iii)a constituição dos créditos tributários respectivos deuse em26.03.2001. 6. Destarte, revelamse caducos os créditos tributários executados, tendo em vista o decurso do prazo decadencial qüinqüenal para que o Fisco efetuasse o lançamento de ofício substitutivo. 7. Recurso especial desprovido. Acórdão submetido ao regime do artigo 543C, do CPC, e da Resolução STJ 08/2008. Foi exatamente nesse sentido que atuou a decisão recorrida. Verificou a inexistência de pagamentos, mesmo parciais, dos tributos autuados e aplicou a regra decadencial estabelecida no inciso I, do Art. 173, do CTN. Entendo correto o posicionamento da autoridade julgadora, motivo pelo qual nego provimento ao recurso de ofício. RECURSO VOLUNTÁRIO Em sede de recurso voluntário a interessada reitera os argumentos expedidos na peça impugnatória no que se refere à contagem do prazo decadencial sobre as regras do § 4º, do art. 150, do CTN. Fl. 20162DF CARF MF Impresso em 03/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/09/2012 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 05/09 /2012 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 16095.000324/200831 Acórdão n.º 1402001.146 S1C4T2 Fl. 10 10 A questão foi enfrentada neste voto quando da análise do recurso de ofício, onde está explicado o porquê da utilização do inciso I, do art. 173, do CTN nessa avaliação. Acrescentese que o IRRF não pode ser considerado como pagamento do IRPJ por serem tributos distintos ainda que aquele seja utilizado na compensação deste. Dessa forma, nego provimento ao recurso quanto a esse ponto. No que se refere à dificuldade em atender às solicitações do Fisco para apresentação de documentos, em função do que seria a exigüidade do prazo concedido, entendo que não assiste razão ao sujeito passivo. Em primeiro lugar, não podem ser acatados os argumentos concernentes às intimações enviadas para o domicílio fiscal onde a pessoa jurídica não mais se encontrava. Isso porque as intimações foram encaminhadas ao endereço cadastrado junto ao CNPJ e, se houve mudança, caberia ao sujeito passivo a adoção das providências necessárias ao registro da alteração, nos termos da legislação de regência. Nesse ponto, constatase que nem mesmo nas DIPJs dos anocalendário de 2005, 2006 e 2007 o endereço foi alterado. Quanto ao prazo em si, historiandose as intimações expedidas temse: Em 06/12/2007 foram solicitados: (i) contratos de prestação de serviços firmados entre a cooperativa e os tomadores de seus serviços; (ii) relação dos cooperados prestadores de serviços, por tomador; (iii) demonstrativo de verbas remuneratórias, indicando seus títulos, tais como: verbas de produtividade; sobras; valetransporte; alimentação; repasse; valor do imposto retido de cada cooperado; outras a discriminar se houver. Após sucessivas prorrogações, em 26/02/2008 o representante legal da fiscalizada informou que não poderiam ser entregues os seguintes documentos: (i) contratos de prestação de serviços firmados entre a cooperativa e os tomadores de seus serviços; (ii) relação dos cooperados prestadores de serviços, por tomador e (iii) Notas Fiscais de Prestação de Serviços; Em 22/04/2008, foi lavrado Termo de Reintimação reiterando as solicitações anteriores, com resposta protocolizada em 05/05/2008 reiterando informação anteriormente prestada quanto ao extravio da documentação; Foi lavrado Termo de Reintimação em 05/06/2008 onde, além da documentação anteriormente requerida, foram também solicitados: (i) comprovantes de depósitos para os cooperados; e (ii) documentação hábil e idônea que comprovasse as despesas operacionais, administrativas e financeiras escrituradas nos Livros Diário e Razão, tais como: repasses aos cooperados; plano médico; refeições; dispêndios diversos; descontos financeiros concedidos; e: Protocolizada resposta em 17/06/2008, reiterando o extravio dos documentos; Fl. 20163DF CARF MF Impresso em 03/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/09/2012 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 05/09 /2012 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 16095.000324/200831 Acórdão n.º 1402001.146 S1C4T2 Fl. 11 11 Vêse que, conforme bem ressaltado pela decisão recorrida, desde 06/12/2007 foram solicitados documentos relativos ao que seriam os repasses para os associados. A autação foi formalizada em 23/06/2008, mais de seis meses depois! Assim, entendo que um suposto prazo reduzido para atendimento não pode servir de justificativa para a não apresentação dos documentos requeridos. Quanto aos documentos que supostamente não poderiam ser exigidos da cooperativa, vários clientes apresentaram notas fiscais por ela emitidas o que contradiz a afirmativa de que não emitiria notas fiscais. Ainda assim, salientese que a documentação não apresentada que motivou o arbitramento do lucro corresponde às transações envolvendo diretamente os associados. Tendo em vista que a interessada não demonstrou o vínculo com os associados, a autoridade lançadora entendeu que as receitas tinham origem em transações com terceiros, daí serem tributadas. Não há como levar em consideração registros na contabilidade sem o lastro em documentação hábil e idônea que os demonstre. Daí porque a apuração do resultado por arbitramento, com aplicação de um percentual sobre a base de cálculo, mostrase não apenas correta como mais justa. Caso fosse apurado o lucro real, a base de cálculo seria a integralidade da receita tributável, pela inexistência de documentação que embasasse as despesas registradas. Ainda no que se refere à base de cálculo tributável, ressaltese que o PIS e a Cofins tem como fato gerador o faturamento e não o lucro. Assim, para essas contribuições não há que se falar em dedução de despesas. A impossibilidade de considerar os registros contábeis, quando desacompanhados da documentação embasadora, refletese também no argumento da ausência de receita ou lucro. Para que as operações efetuadas pela pessoa jurídica fossem consideradas atos cooperados, e portanto não tributados, caberia a apresentação da documentação pertinente, objeto de sucessivas intimações não atendidas. Em relação aos elementos apresentados após a autuação, como bem esclarecido pela decisão recorrida, não existe arbitramento condicional. Não há como aceitar documentos apresentados após o encerramento da ação fiscal. Conforme entendimento majoritário deste Colegiado, é inócua a posterior apresentação de livros e documentos com o intuito de mostrar base de cálculo diferente daquela apurada pelo Fisco, utilizandose de forma de tributação que, apesar de reiteradamente intimado, não mostrou têla adotada no tempo devido. De todo o exposto, voto por negar provimento ao recurso. Fl. 20164DF CARF MF Impresso em 03/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/09/2012 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 05/09 /2012 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 16095.000324/200831 Acórdão n.º 1402001.146 S1C4T2 Fl. 12 12 LEONARDO DE ANDRADE COUTO Relator Fl. 20165DF CARF MF Impresso em 03/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/09/2012 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 05/09 /2012 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO
score : 1.0
Numero do processo: 11072.000111/2008-54
Turma: Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Jun 09 00:00:00 UTC 2011
Ementa: IMPOSTO DE RENDA PESSOA FÍSICA
Ano calendário: 2005
PRAZO RECURSAL – INÍCIO CONTAGEM – INTEMPESTIVIDADE
Conforme estabelece o art. 33 do Decreto 70.235/72, o prazo para
interposição de recurso voluntário é de 30 dias, iniciando-se
a contagem do prazo no primeiro dia útil imediatamente subseqüente ao do recebimento da intimação.
Numero da decisão: 2102-001.376
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, NÃO
CONHECER do recurso por intempestividade. Ausente justificadamente a Conselheira Roberta de Azeredo Ferreira Pagetti. Presente a Conselheira Acácia Sayuri Wakasugi.
Nome do relator: ATILIO PITARELLI
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201106
camara_s : Primeira Câmara
ementa_s : IMPOSTO DE RENDA PESSOA FÍSICA Ano calendário: 2005 PRAZO RECURSAL – INÍCIO CONTAGEM – INTEMPESTIVIDADE Conforme estabelece o art. 33 do Decreto 70.235/72, o prazo para interposição de recurso voluntário é de 30 dias, iniciando-se a contagem do prazo no primeiro dia útil imediatamente subseqüente ao do recebimento da intimação.
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Segunda Seção
numero_processo_s : 11072.000111/2008-54
conteudo_id_s : 5217972
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Aug 27 00:00:00 UTC 2019
numero_decisao_s : 2102-001.376
nome_arquivo_s : Decisao_11072000111200854.pdf
nome_relator_s : ATILIO PITARELLI
nome_arquivo_pdf_s : 11072000111200854_5217972.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, NÃO CONHECER do recurso por intempestividade. Ausente justificadamente a Conselheira Roberta de Azeredo Ferreira Pagetti. Presente a Conselheira Acácia Sayuri Wakasugi.
dt_sessao_tdt : Thu Jun 09 00:00:00 UTC 2011
id : 4567549
ano_sessao_s : 2011
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 08:59:19 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713041395626803200
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1664; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C1T2 Fl. 37 1 36 S2C1T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 11072.000111/200854 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2102001376 – 1ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 09/06/2011 Matéria Imposto de Renda Pessoa Física IRPF Recorrente DELFINO SCHULTZ Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO DE RENDA PESSOA FÍSICA Ano calendário: 2005 PRAZO RECURSAL – INÍCIO CONTAGEM – INTEMPESTIVIDADE Conforme estabelece o art. 33 do Decreto 70.235/72, o prazo para interposição de recurso voluntário é de 30 dias, iniciandose a contagem do prazo no primeiro dia útil imediatamente subseqüente ao do recebimento da intimação. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, NÃO CONHECER do recurso por intempestividade. Ausente justificadamente a Conselheira Roberta de Azeredo Ferreira Pagetti. Presente a Conselheira Acácia Sayuri Wakasugi. Assinado digitalmente GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS Presidente Assinado digitalmente ATILIO PITARELLI Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Acácia Sayuri Wakasugi, Atilio Pitarelli, Carlos André Rodrigues Pereira Lima, Giovanni Christian Nunes Campos, Núbia Matos Moura e Rubens Maurício Carvalho. Fl. 44DF CARF MF Impresso em 18/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/12/2011 por ATILIO PITARELLI, Assinado digitalmente em 05/12/2011 por ATILIO PITARELLI, Assinado digitalmente em 23/12/2011 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS Processo nº 11072.000111/200854 Acórdão n.º 2102001376 S2C1T2 Fl. 38 2 Relatório Tratase de Recurso Voluntário face decisão da 4a. Turma da DRJ/STM, de 06 de julho de 2.010 (fls. 21/24), que por unanimidade de votos manteve exigência fiscal objeto de lançamento lavrado em 14/01/2008, quando foi intimado a recolher o valor total de R$ 7.928,94 (sete mil, novecentos e vinte e oito reais e noventa e quatro centavos), sendo R$ 4.039,20 a título de imposto, R$ 860,34 de juros de mora e R$ 3.029,40 de multa. De acordo com o Auto de Infração (fls. 02/07), a exigência do imposto com os acréscimos legais referese ao co complemento do valor do imposto devido, decorrente de atividade rural exercida pelo Recorrente, no exercício de 2.006, ano base 2005, com dedução do valor de R$ 17.204,00, que foi glosado, conforme demonstrativo de fls. 05. . Em grau de recurso a este colegiado, às fls. 26, reitera que obteve como produtor rural, uma receita bruta de R$ 84.912,48, lançada na DAA, e uma despesa de R$ 15.791,38 como custeio investimento também lançado na página da atividade rural, e o valor de R$ 17.204,00, na página de deduções pelo livro caixa pelo motivo destas despesas serem de manutenção, como gastos com trabalhadores rurais, fretes, luz, água, dentre outras. É o relatório. Voto Conselheiro Atílio Pitarelli, Relator. Inicialmente, analisando os critérios de admissibilidade do recurso, constata se que o mesmo foi intempestivo, face à não observância do prazo estabelecido no art. 33 do Decreto 70.235, de 06 de março de 1.972. Com efeito, a notificação da decisão de primeira instancia foi entregue ao representante do Recorrente no dia 05/08/2010 (fls. 25), Sr. Luis André Schultz, sendo tal fato admitido na peça recursal, às fls. 26, porém, a mesma foi enviada a este colegiado, via AR, no dia 13 de setembro de 2.011, ou seja, já decorridos 39 dias da data inicial da contagem do prazo, que é de 30 dias. Conforme estabelece o art. 210 do Código Tributário Nacional, art. 66 da lei 9.784/1999 e art. 5o do decreto 70.235/72, os prazos processuais são contínuos, excluindose na sua contagem o dia de início e incluindose o de vencimento, sendo que nenhum deles pode iniciar ou acabar em dia não útil ou sem expediente ao público. Na peça recursal o Recorrente não apresentou qualquer motivo de força maior que justificasse tal atraso, devendo assim, ser declarada a sua intempestividade. Fl. 45DF CARF MF Impresso em 18/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/12/2011 por ATILIO PITARELLI, Assinado digitalmente em 05/12/2011 por ATILIO PITARELLI, Assinado digitalmente em 23/12/2011 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS Processo nº 11072.000111/200854 Acórdão n.º 2102001376 S2C1T2 Fl. 39 3 Pelo exposto, NÃO CONHEÇO DO RECURSO VOLUNTÁRIO. Assinado digitalmente ATILIO PITARELLI Relator Fl. 46DF CARF MF Impresso em 18/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/12/2011 por ATILIO PITARELLI, Assinado digitalmente em 05/12/2011 por ATILIO PITARELLI, Assinado digitalmente em 23/12/2011 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS
score : 1.0
Numero do processo: 10120.901851/2008-24
Turma: Primeira Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Sep 13 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Wed Apr 10 00:00:00 UTC 2013
Numero da decisão: 1801-000.153
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento na realização de diligências, nos termos do voto da Relatora.
(assinado digitalmente)
Ana de Barros Fernandes - Presidente
(assinado digitalmente)
Ana Clarissa Masuko dos Santos Araujo Relatora
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carmen Ferreira Saraiva, Luiz Guilherme de Medeiros Ferreira, Maria de Lourdes Ramirez, Ana Clarissa Masuko dos Santos Araújo e Ana de Barros Fernandes.
Nome do relator: ANA CLARISSA MASUKO DOS SANTOS ARAUJO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201209
turma_s : Primeira Turma Especial da Primeira Seção
dt_publicacao_tdt : Wed Apr 10 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 10120.901851/2008-24
anomes_publicacao_s : 201304
conteudo_id_s : 5206462
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Apr 10 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 1801-000.153
nome_arquivo_s : Decisao_10120901851200824.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : ANA CLARISSA MASUKO DOS SANTOS ARAUJO
nome_arquivo_pdf_s : 10120901851200824_5206462.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento na realização de diligências, nos termos do voto da Relatora. (assinado digitalmente) Ana de Barros Fernandes - Presidente (assinado digitalmente) Ana Clarissa Masuko dos Santos Araujo Relatora Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carmen Ferreira Saraiva, Luiz Guilherme de Medeiros Ferreira, Maria de Lourdes Ramirez, Ana Clarissa Masuko dos Santos Araújo e Ana de Barros Fernandes.
dt_sessao_tdt : Thu Sep 13 00:00:00 UTC 2012
id : 4555739
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 08:58:07 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713041395642531840
conteudo_txt : Metadados => date: 2013-01-16T01:06:23Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.5; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; dcterms:created: 2013-01-16T01:06:23Z; Last-Modified: 2013-01-16T01:06:23Z; dcterms:modified: 2013-01-16T01:06:23Z; dc:format: application/pdf; version=1.5; xmpMM:DocumentID: uuid:cd629126-4879-4daf-b1ee-179fcca8b185; Last-Save-Date: 2013-01-16T01:06:23Z; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2013-01-16T01:06:23Z; meta:save-date: 2013-01-16T01:06:23Z; pdf:encrypted: true; modified: 2013-01-16T01:06:23Z; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; meta:creation-date: 2013-01-16T01:06:23Z; created: 2013-01-16T01:06:23Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; Creation-Date: 2013-01-16T01:06:23Z; pdf:charsPerPage: 1356; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:created: 2013-01-16T01:06:23Z | Conteúdo => S1TE01 Fl. 10 1 9 S1TE01 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10120.901851/200824 Recurso nº Voluntário Resolução nº 1801000.153 – 1ª Turma Especial Data 13 de setembro de 2012 Assunto SOLICITAÇÃO DE DILIGÊNCIA Recorrente CARAMURU COMÉRCIO DE CEREAIS LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento na realização de diligências, nos termos do voto da Relatora. (assinado digitalmente) Ana de Barros Fernandes Presidente (assinado digitalmente) Ana Clarissa Masuko dos Santos Araujo – Relatora Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carmen Ferreira Saraiva, Luiz Guilherme de Medeiros Ferreira, Maria de Lourdes Ramirez, Ana Clarissa Masuko dos Santos Araújo e Ana de Barros Fernandes. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 01 20 .9 01 85 1/ 20 08 -2 4 Fl. 97DF CARF MF Impresso em 10/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/01/2013 por ANA CLARISSA MASUKO DOS SANTOS ARAUJO, Assinado digitalme nte em 21/01/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 15/01/2013 por ANA CLARISSA MASUKO DOS SANTOS ARAUJO Processo nº 10120.901851/200824 Resolução nº 1801000.153 S1TE01 Fl. 11 2 Relatório A ora Recorrente, optante pela apuração do IRPJ com base em estimativa mensal, transmitiu eletronicamente DCOMP referente a crédito de saldo negativo de CSLL do anocalendário de 2000, com débito próprio de CSLL de março/2004, no valor de R$3.511,98 (três mil, quinhentos e onze reais e noventa e oito centavos). O Despacho Decisório, n. de rastreamento 77581676, de 18/07/2008, indeferiu o seu pedido de compensação sob o fundamento de que não teria sido possível a apuração do crédito, pois o valor informado na DIPJ, de R$ 3.873,90 (três mil, oitocentos e setenta e três reais e noventa centavos), não corresponderia ao valor de saldo negativo informado na DCOMP. A Recorrente apresentou manifestação de inconformidade alegando equívoco no preenchimento da DCOMP, acostando à defesa o Livro de Apuração do Lucro Real – LALUR, que consigna o valor de R$ 3.873,90, que, da mesma forma, estaria refletido na Ficha 16 da DIPJ. Aduziu, ademais, que, diante da impossibilidade de se realizar as respectivas retificações, em face da ciência do despacho decisório de nãohomologação da compensação, deveria ser aplicado o art.147, §2º do CTN, que determina que a autoridade administrativa deve retificar de ofício os erros contidos nas declarações e apuráveis pelo seu exame serão retificados de ofício, sob a égide dos princípios da legalidade e da verdade material. A 4ª Turma da Delegacia de Julgamento de Brasília, ao apreciar a manifestação de inconformidade da Recorrente, manteve a glosa do crédito, pelo Acórdão 03046.116, ementado nos seguintes termos: ASSUNTO: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA Anocalendário:2000 Retificação de Declaração – Admissibilidade e Competência para apreciar. A retificação da declaração por iniciativa do próprio declarante, quando vise a reduzir ou a excluir tributo, só é admissível mediante comprovação do erro em que se funde, e antes de notificado o lançamento. A competência para apreciar declarações retificadoras é do Delegado da Receita Federal de jurisdição do sujeito passivo. Compensação – Necessidade da Liquidez e Certeza do Crédito do Sujeito Passivo – Observância do Entendimento da RFB. A lei somente autoriza a compensação de crédito tributário com crédito líquido e certo do sujeito passivo, por outro lado, é dever do julgador observar o entendimento da RFB expresso em atos normativos. Manifestação de Inconformidade Improcedente. Direito Creditório Não Reconhecido. Na decisão ora recorrida entendeuse que, sendo a Declaração de Imposto de Renda instrumento de apuração e afirmação do valor devido do crédito tributário, a sua Fl. 98DF CARF MF Impresso em 10/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/01/2013 por ANA CLARISSA MASUKO DOS SANTOS ARAUJO, Assinado digitalme nte em 21/01/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 15/01/2013 por ANA CLARISSA MASUKO DOS SANTOS ARAUJO Processo nº 10120.901851/200824 Resolução nº 1801000.153 S1TE01 Fl. 12 3 retificação para reduzir ou excluir tributo, só seria admissível mediante a comprovação do erro em que se funde, e antes de notificação do ato fiscal ou qualquer procedimento administrativo, em consonância com os arts. 147, § 1º, e 139, § único, todos do CTN. A Recorrente deveria, outrossim, ter trazido aos autos a sua escrituração contábil e fiscal mantida com observância às disposições legais, acompanhada por documentos hábeis, para comprovar a liquidez e certeza de seu crédito. Finalmente, afirmou que a competência para apreciar declarações retificadoras é do Delegado da Receita Federal de jurisdição do sujeito passivo, não cabendo à Delegacia de Julgamento manifestarse a respeito, por falta de previsão legal. Em seu recurso voluntário, a Recorrente reafirma os argumentos anteriores, além de fazer a juntada da respectiva DCTF, em que consta a estimativa no valor de R$ 5.030,90 (cinco mil, trinta reais e noventa centavos), que, conjugada com os dados trazidos na cópia do LALUR já acostada aos autos, demonstra existir o saldo credor de R$ 3.784,90 (três mil, oitocentos e setenta e quatro reais e noventa centavos), que resultam da subtração do valor pago, do valor da estimativa apurada (R$ 5.030,90 – R$ 1.246,66 = R$3784,24). Pleiteia a Recorrente, caso não sejam acolhidos os seus argumentos, seja o processo baixado em diligência, para a apuração do crédito, em vista da “dificuldade e onerosidade em carrear aos autos as cópias dos livros fiscais e a documentação que lastreou a escrituração”. Por fim, assevera que a retificação da DCOMP seria providência alternativa, de sorte que não haveria óbice para a homologação do crédito, pois a sua existência está efetivamente comprovada nos autos. É o relatório. Voto Conselheira Ana Clarissa Masuko dos Santos Araujo, Relatora O presente recurso preenche os requisitos de admissibilidade e é tempestivo, pelo que dele tomo conhecimento. No caso vertente, por meio de despacho decisório eletrônico foi indeferido o pedido de compensação da Recorrente, pois o valor informado na DIPJ não corresponderia ao valor de saldo negativo informado na DCOMP. A Recorrente, alegando mera existência de erro de fato no preenchimento da DCOMP, apontou nos autos que o respectivo LALUR consigna o correto do saldo negativo de CSLL do anocalendário de 2000, que, da mesma forma, estaria refletido na Ficha 16 da DIPJ. Ademais, em seu recurso voluntário foi feita a juntada da respectiva DCTF, em que consta a estimativa de CSLL no valor de R$ 5.030,90 (cinco mil, trinta reais e noventa centavos), que, conjugada com os dados trazidos no LALUR, demonstra existir o saldo credor Fl. 99DF CARF MF Impresso em 10/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/01/2013 por ANA CLARISSA MASUKO DOS SANTOS ARAUJO, Assinado digitalme nte em 21/01/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 15/01/2013 por ANA CLARISSA MASUKO DOS SANTOS ARAUJO Processo nº 10120.901851/200824 Resolução nº 1801000.153 S1TE01 Fl. 13 4 de R$ 3.784,90 (três mil, oitocentos e setenta e quatro reais e noventa centavos), que resultam da subtração do valor pago, do valor da estimativa apurada (R$ 5.030,90 – R$ 1.246,66 = R$3784,24). É de se observar que a declaração de compensação não foi homologada por despacho eletrônico, porque não correspondentes os valores declarados na DCOMP e na DIPJ. Ademais, observese que o valor objeto da compensação é menor que o valor informado em DIPJ. Entendo que,em face das incertezas expostas e com a observância do disposto no art. 18 do Decreto nº. 70.235, de 1972, voto pela conversão do julgamento em diligência para que, mediante parecer conclusivo, a Unidade da Receita Federal do Brasil de origem diligencie no sentido de conferir a contabilidade, a DCTF e DIPJ, para comprovar a existência e o valor do saldo negativo de CSLL do anocalendário de 2000. Ademais, caso de apure a existência do saldo negativo, a autoridade administrativa deverá diligenciar para se apurar se referido saldo, ou parte dele foi objeto de outra compensação ou foi aproveitado na contabilidade da Recorrente. O agente encarregado da diligência deverá ter em conta que o trabalho fiscal deve ter por objetivo a comprovação das alegações de defesa de forma a restar demonstrada a existência, composição e suficiência do direito creditório invocado pela recorrente, relativo a saldo negativo da CSLL do anocalendário de 2000. Ao final dos trabalhos deverá ser elaborado relatório circunstanciado e conclusivo das verificações efetuadas do qual deverá ser cientificada a interessada, com prova de seu recebimento nos autos, para, no prazo de trinta dias, a contar da ciência, manifestarse sobre as conclusões da diligência, se assim o desejar, retornandose, posteriormente, os presentes autos a este Colegiado para prosseguimento. (assinado digitalmente) Ana Clarissa Masuko dos Santos Araujo Fl. 100DF CARF MF Impresso em 10/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/01/2013 por ANA CLARISSA MASUKO DOS SANTOS ARAUJO, Assinado digitalme nte em 21/01/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 15/01/2013 por ANA CLARISSA MASUKO DOS SANTOS ARAUJO
score : 1.0
Numero do processo: 13839.005043/2006-74
Turma: Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Mar 21 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Imposto sobre a Importação - II Data do fato gerador: 07/02/2006 ADMISSÃO TEMPORÁRIA PARA UTILIZAÇÃO ECONÔMICA. DESPACHO PARA CONSUMO. UTILIZAÇÃO DOS PROCEDIMENTOS DE VALORAÇÃO ADUANEIRA NA BASE DE CÁLCULO DO TRIBUTO. No despacho para consumo de bens admitidos temporariamente com uso econômico.O valor da mercadoria será aquele apurado nos termos do procedimento de valoração aduaneira aprovado pelo Decreto Legislativo nº 30/94 e promulgado pelo Decreto nº 1.355/94. ADMISSÃO TEMPORÁRIA PARA UTILIZAÇÃO ECONÔMICA. DESPACHO PARA CONSUMO. UTILIZAÇÃO DA LEGISLAÇÃO VIGENTE NA DATA DO REGISTRO DA DECLARAÇÃO DE IMPORTAÇÃO QUE FORMALIZAR O DESPACHO PARA CONSUMO. No despacho para consumo de bens admitidos temporariamente com uso econômico. A legislação a ser utilizada para regular o despacho aduaneiro é aquela vigente na data do registro da Declaração de Importação utilizada para despacho a consumo do bem.
Numero da decisão: 3102-001.412
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso voluntário. A Conselheira Mara Cristina Sifuentes votou pelas conclusões.
Nome do relator: WINDERLEY MORAIS PEREIRA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201203
camara_s : Primeira Câmara
ementa_s : Imposto sobre a Importação - II Data do fato gerador: 07/02/2006 ADMISSÃO TEMPORÁRIA PARA UTILIZAÇÃO ECONÔMICA. DESPACHO PARA CONSUMO. UTILIZAÇÃO DOS PROCEDIMENTOS DE VALORAÇÃO ADUANEIRA NA BASE DE CÁLCULO DO TRIBUTO. No despacho para consumo de bens admitidos temporariamente com uso econômico.O valor da mercadoria será aquele apurado nos termos do procedimento de valoração aduaneira aprovado pelo Decreto Legislativo nº 30/94 e promulgado pelo Decreto nº 1.355/94. ADMISSÃO TEMPORÁRIA PARA UTILIZAÇÃO ECONÔMICA. DESPACHO PARA CONSUMO. UTILIZAÇÃO DA LEGISLAÇÃO VIGENTE NA DATA DO REGISTRO DA DECLARAÇÃO DE IMPORTAÇÃO QUE FORMALIZAR O DESPACHO PARA CONSUMO. No despacho para consumo de bens admitidos temporariamente com uso econômico. A legislação a ser utilizada para regular o despacho aduaneiro é aquela vigente na data do registro da Declaração de Importação utilizada para despacho a consumo do bem.
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Terceira Seção
numero_processo_s : 13839.005043/2006-74
conteudo_id_s : 5208500
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Apr 11 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 3102-001.412
nome_arquivo_s : Decisao_13839005043200674.pdf
nome_relator_s : WINDERLEY MORAIS PEREIRA
nome_arquivo_pdf_s : 13839005043200674_5208500.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso voluntário. A Conselheira Mara Cristina Sifuentes votou pelas conclusões.
dt_sessao_tdt : Wed Mar 21 00:00:00 UTC 2012
id : 4556206
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 08:58:13 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713041395655114752
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1865; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C1T2 Fl. 1 1 S3C1T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13839.005043/200674 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 310201.412 – 1ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 21 de março de 2012 Matéria IMPOSTO SOBRE A IMPORTAÇÃO II Recorrente SULZER BRASIL LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL Assunto: Imposto sobre a Importação II Data do fato gerador: 07/02/2006 ADMISSÃO TEMPORÁRIA PARA UTILIZAÇÃO ECONÔMICA. DESPACHO PARA CONSUMO. UTILIZAÇÃO DOS PROCEDIMENTOS DE VALORAÇÃO ADUANEIRA NA BASE DE CÁLCULO DO TRIBUTO. No despacho para consumo de bens admitidos temporariamente com uso econômico.O valor da mercadoria será aquele apurado nos termos do procedimento de valoração aduaneira aprovado pelo Decreto Legislativo nº 30/94 e promulgado pelo Decreto nº 1.355/94. ADMISSÃO TEMPORÁRIA PARA UTILIZAÇÃO ECONÔMICA. DESPACHO PARA CONSUMO. UTILIZAÇÃO DA LEGISLAÇÃO VIGENTE NA DATA DO REGISTRO DA DECLARAÇÃO DE IMPORTAÇÃO QUE FORMALIZAR O DESPACHO PARA CONSUMO. No despacho para consumo de bens admitidos temporariamente com uso econômico. A legislação a ser utilizada para regular o despacho aduaneiro é aquela vigente na data do registro da Declaração de Importação utilizada para despacho a consumo do bem. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso voluntário. A Conselheira Mara Cristina Sifuentes votou pelas conclusões. Fl. 105DF CARF MF Impresso em 10/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/04/2012 por WINDERLEY MORAIS PEREIRA, Assinado digitalmente em 17/07/ 2012 por RICARDO PAULO ROSA, Assinado digitalmente em 17/04/2012 por WINDERLEY MORAIS PEREIRA 2 Ricardo Paulo Rosa Presidente. Winderley Morais Pereira Relator. Participaram do presente julgamento, os Conselheiros: Ricardo Paulo Rosa, Winderley Morais Pereira, Luciano Pontes de Maya Gomes, Mara Cristina Sifuentes, Álvaro Arthur Lopes de Almeida Filho e Nanci Gama. Relatório Por bem descrever os fatos, adoto o relatório da DRJ que passo a transcrever. “No curso da analise do processo de nacionalização de bem importado em regime de admissão temporária, referente a DI n° 06/01488045 de nacionalização, a fiscalização constatou incorreções nos cálculos e recolhimentos dos tributos devidos, conforme artigo 12 do DecretoLei n° 37/66, amparado pelo Parecer Normativo SRF n° 45/79, uma vez que a interessada depreciou o valor do equipamento, objeto da nacionalização na formação da base de cálculo dos tributos. Conforme consta dos autos, a interessada despachou com a DI n° 00/10782723, de 09/11/2000, sob regime de admissão temporária para utilização econômica um torno automático usado, marca Monforts, modelo RNC7, ano de fabricação 1995, considerando como base de cálculo o valor de US$ 170.581,74. Interessada em nacionalizar o bem, a interessada registrou a DI n°06/01488045, 07/02/2006, e aplicou coeficiente de depreciação, que resultou na redução de US$ 170.581,74.para US$ 159.690,63, que ao câmbio de R$ 1,9573 R$/US$ da data do registro da DI resultando em R$ 354.545,14. Considerando que o correto seria a manutenção do valor de US$ 170.581,74, que convertido à taxa de R$ 2,2202 R$/US$, resulta em R$ 378.725,58 foi lavrado auto de infração para cobrança da diferença dos tributos, multas e contribuições. Cientificada da autuação em 05/12/2006 (fls. 38), a interessada apresentou impugnação tempestiva em 21/12/2006 (fls. 40 e ss), onde alega em síntese que: Apresenta legislação e com base nela afirma que o valor CIF do equipamento de US$ 159.690,63, correspondente ao valor em Reais de R$ 354.545,14, calculado à taxa fiscal vigente no dia do registro da DI; Fl. 106DF CARF MF Impresso em 10/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/04/2012 por WINDERLEY MORAIS PEREIRA, Assinado digitalmente em 17/07/ 2012 por RICARDO PAULO ROSA, Assinado digitalmente em 17/04/2012 por WINDERLEY MORAIS PEREIRA Processo nº 13839.005043/200674 Acórdão n.º 310201.412 S3C1T2 Fl. 2 3 Apresentação da Licença de Importação n° 05/10152411, emitida nos moldes da Portaria n° 14/04, da Secex, contendo a valoração do Laudo de Vistoria e Avaliação, conforme a Portaria MCIT n° 370/94; Recolhimentos dos tributos devidos calculados na forma do § 4% artigo 6° da mencionada IN 285/02, com redução de 50% assim considerando o tempo de vida útil do bem, ou seja cinco anos.” A Delegacia da Receita Federal de Julgamento decidiu pela improcedência da impugnação mantendo integralmente o lançamento. A decisão da DRJ foi assim ementada. " ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A IMPORTAÇÃO II Data do fato gerador: 07/02/2006 Os bens admitidos temporariamente no Pais, para utilização econômica, ficam sujeitos ao pagamento dos impostos de importação e sobre produtos industrializados, proporcionalmente ao seu tempo de permanência no território aduaneiro. No caso de extinção do regime mediante despacho dos bens para consumo, os impostos incidentes na importação serão calculados com base na legislação vigente A data em que o regime for extinto e cobrados proporcionalmente ao prazo restante de vida útil do bem. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido" Cientificada da decisão da DRJ, a empresa apresentou recurso voluntário, requerendo a reforma da decisão, alegando que a utilização pelo agente autuante do Parecer Normativo COSIT/SRF nº 45/79 da SRF não se coaduna com a nova sistemática de apuração da admissão temporária para utilização econômica prevista no art. 79 da Lei nº 9.430/96. Que a utilização do artigo 6º, § 4º da IN SRF nº 285/03 regulam a forma de cálculo do pagamento dos impostos e confirmam o procedimento adotado pela Recorrente. Que a depreciação do bem aplicado na base de cálculo da Declaração de Importação utilizada no despacho para consumo esta amparado pela legislação Federal, em especial no Regulamento do Imposto de Renda e na Lei das Sociedade por Ações (Lei nº 6.404/76). Que a Secex para conceder a Licença de Importação de material usado exige a apresentação de laudo técnico de vistoria e avaliação do material a importar (Portaria MICT nº 370/94), o que confirmaria a utilização de valor diverso daquele constante na Declaração de Importação utilizada na admissão temporária. Insurge ainda a Recorrente contra a exigência do PIS e da COFINS, em razão da impossibilidade da aplicação retroativa da Lei nº 10.865/06, de 30 de abril de 2004, visto que a admissão no regime aconteceu em 2000, época em que não se cogitava da incidência destas contribuições. Também sobre o PIS e a Cofins, alega a Recorrente que se exigidas, não Fl. 107DF CARF MF Impresso em 10/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/04/2012 por WINDERLEY MORAIS PEREIRA, Assinado digitalmente em 17/07/ 2012 por RICARDO PAULO ROSA, Assinado digitalmente em 17/04/2012 por WINDERLEY MORAIS PEREIRA 4 poderia ter como base de cálculo o valor praticado quando do registro da DI de admissão temporária, como exigido no lançamento ora combatido. Finalizando, a Recorrente questiona a inclusão do ICMS na bases de cálculo do PIS e da Cofins. É o Relatório. Voto Conselheiro Winderley Morais Pereira, Relator. O recurso é voluntário e tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade, merecendo, por isto, ser conhecido. Inicialmente cabe manifestação em relação aos questionamentos apresentados no Recurso Voluntário, contra a cobrança e o cálculo do PIS e da COFINS, constante do lançamento e a inclusão do ICMS na base de cálculo destas contribuições. Analisando a manifestação de inconformidade às fls. 40 a 44, verificase que tais matérias não foram objeto de impugnação. Portanto, a decisão a quo não poderia e não se manifestou sobre tais alegações. Diante da ausência do questionamento da matéria na primeira instância, a apreciação por este colegiado não é mais possível, conforme determina o art. 17, do Decreto nº 70.235/72. “Art. 17. Considerarseá não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pelo impugnante.” Afastada as alegações não impugnadas, resta no mérito o enfrentamento do cerne da questão que é a pretensão da Recorrente em fazer nova avaliação do bem submetido ao Regime de admissão temporária com utilização econômica, quando do despacho para consumo. A título de esclarecimento e informação para auxiliar no deslinde da questão, destaco que tal matéria esta explicitada no art. 375 do atual Regulamento Aduaneiro, aprovado pelo Decreto nº 6.759/2009, de 5 de fevereiro de 2009. In verbis. " Art. 375. No caso de extinção da aplicação do regime mediante despacho para consumo, os tributos originalmente devidos deverão ser recolhidos deduzido o montante já pago." Fl. 108DF CARF MF Impresso em 10/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/04/2012 por WINDERLEY MORAIS PEREIRA, Assinado digitalmente em 17/07/ 2012 por RICARDO PAULO ROSA, Assinado digitalmente em 17/04/2012 por WINDERLEY MORAIS PEREIRA Processo nº 13839.005043/200674 Acórdão n.º 310201.412 S3C1T2 Fl. 3 5 Como se depreende da leitura do art. 375, atualmente o valor a ser recolhido de tributo, por ocasião do despacho para consumo de bem anteriormente admitido temporariamente para utilização econômica é a diferença entre os valores originalmente devidos e aqueles já pagos. Entretanto, o Regulamento Aduaneiro que regulava o comércio exterior à época dos fatos era aquele aprovado pelo Decreto nº 4.543, de 26 de dezembro de 2002, que trazia posição diferente para o cálculo dos tributos devidos quando do despacho para consumo de bem admitido temporariamente para utilização econômica. A definição do despacho para consumo nestes casos estava previsto no art. 327. " Art. 327. No caso de extinção da aplicação do regime mediante despacho para consumo, os impostos referidos no art. 324 serão calculados com base na legislação vigente à data do registro da correspondente declaração e cobrados proporcionalmente ao prazo restante da vida útil do bem." O cálculo à época dos fatos era muito mais complexo e envolvia a cobrança parcial de tributos proporcionalmente ao prazo restante da vida útil do bem. Tal procedimento foi adotado pela Recorrente e em nenhum momento foi questionado pela Fiscalização quanto às alíquotas adotadas. O lançamento teve sua origem na discussão sobre a base de cálculo a ser utilizada. Neste ponto o Regulamento Aduaneiro, bem como a IN SRF nº 285/2003 que regula a matéria são omissos, não determinando em nenhum momento qual seria a base de cálculo a ser considerada. A Recorrente, por tratarse de material usado, ao buscar a Licença de ImportaçãoLI se submeteu as regras da Secex (Portaria MICT nº 370/94), providenciando laudo técnico para avaliação do equipamento a ser nacionalizado. O valor apurado, segundo informado pela Recorrente foi aceito pelos exportadores e submetido a apreciação da Secex, sendo aprovado por àquele órgão com a emissão da correspondente Licença de Importação LI. De posse destes documentos, registrou a Declaração de Importação de despacho para consumo, utilizando como valor da mercadoria importada, o valor constante do laudo técnico e da LI. Quando dos procedimentos aduaneiros, a Fiscalização entendeu de forma diversa da Recorrente, considerando que o valor da mercadoria na DI de nacionalização deveria ser o mesmo utilizado na DI de admissão no regime. Tendo como base legal, o Parecer Normativo COSIT/SRF nº 45, de 5 de agosto de 1979 (fl. 26). In verbis. " 5.22.04.00 — Regimes Aduaneiros Especiais — Admissão temporária. Inadmissível, para fins de eventual despacho para consumo, o reajuste de valor de bens admitidos temporariamente que tenham sofrido depreciação em função de uso, salvo se decorrentes de incêndio, naufrágio ou qualquer outro sinistro." Fl. 109DF CARF MF Impresso em 10/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/04/2012 por WINDERLEY MORAIS PEREIRA, Assinado digitalmente em 17/07/ 2012 por RICARDO PAULO ROSA, Assinado digitalmente em 17/04/2012 por WINDERLEY MORAIS PEREIRA 6 Da discussão, o que pode ser concluído é que o cerne da lide esta no valor aduaneiro a ser atribuído a mercadoria. Neste ponto faço uma observação que considero relevante para a solução da questão. A regra geral para apurar o valor aduaneiro consta do art. 75 do RA, aprovado pelo Decreto nº 4.543/2002, que determina a apuração do valor aduaneiro segundo as normas do Acordo de Valoração Aduaneira. (implementação do Artigo VII do Acordo Geral sobre Tarifas e Comércio GATT 1994), aprovado pelo Decreto Legislativo nº 30/94 e promulgado pelo Decreto nº 1.355/94. No caso em tela, por tratarse de regime aduaneiro especial de admissão temporária, poderseia questionar a utilização da valoração aduaneira para definir o valor da mercadoria a ser considerada, entretanto, não existe em nenhum dos ordenamentos que tratam do regime a definição do valor a ser utilizado. O art. 79 da Lei nº 9.430/96 criou o regime de admissão temporária para utilização econômica, mas deixou ao regulamento a obrigação de definir o seu funcionamento. Por sua vez, o Regulamento Aduaneiro vigente à época dos fatos, também não determinou nenhuma solução para o problema e nem mesmo a Instrução Normativa da SRF nº 285/2003, que regula especificamente a matéria, trouxe qualquer definição do valor aduaneiro a ser utilizado. A posição adotada no Parecer COSIT/SRF, em que pese o fato de tratarse unicamente de admissão temporária, embasa sua conclusão em disposições quanto ao reajuste da garantia apresentada para fruição do regime e considera que não havendo outra definição legal, esta mesma regra da garantia seria aplicada ao despacho para consumo. Entendo, que o Parecer não pode ser aplicado ao caso em estudo, pois tratase de modalidade de regime de admissão temporária não existente na data de emissão do parecer e que diverge do regime normal de admissão temporária e em especial na existência de pagamento parcial de tributos. Aqui nos deparamos com um vazio legal que precisa ser solucionado, já que é obrigação do julgador administrativo se manifestar sobre a matéria a ele submetido. Então, não resta outra solução, senão buscar na legislação que rege a matéria, subsídios para solução da lide. Neste caminho, a análise do art. 327, do Decreto nº 4.543/2002 determina que a legislação a ser utilizada, na nacionalização dos bens admitidos temporariamente para utilização econômica, será aquela vigente na data do registro da DI que instruir o despacho para consumo do bem. Este fato, torna inaplicável as definições atuais do Regulamento Aduaneiro, que determinam o recolhimento dos tributos suspensos descontados daqueles já pagos, portanto sob a égide do novo RA, qualquer alteração na legislação entre a data da admissão no regime e do despacho para consumo não irá alterar o valor pago do tributo. Entretanto, no Regulamento Aduaneiro anterior, que é onde precisamos nos ater para a solução do caso, qualquer alteração na legislação, teria impacto direto no despacho para consumo, podendo inclusive, determina a alteração dos cálculos tributários em relação aqueles adotados na data do despacho de admissão no regime. Aqui entendo, que o legislador decidiu por considerar que a nacionalização seria uma operação distinta da original, onde se utilizaria a legislação vigente nesta data e não aquela da data do despacho de admissão temporária. Ao considerar um despacho novo, este transformase num despacho para consumo de um bem usado, submetendose às regras vigentes nesta data, devendo ser providenciada a licença de importação para o bem usado e o pagamento dos tributos devidos com base na legislação e alíquotas vigentes. Neste ponto, ao considerarmos um novo despacho e ainda, não existindo nenhuma outra orientação legal, o valor aduaneiro deverá seguir os ritos do Acordo de Valoração Aduaneira, que determina no seu art. 1º que o valor aduaneiro será o valor efetivamente pago ou a pagar pela mercadoria importada. No processo a recorrente trouxe o laudo de avaliação que foi submetido ao SECEX e informa que o valor constante do laudo foi aceito para efetivar a operação. Dai, Fl. 110DF CARF MF Impresso em 10/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/04/2012 por WINDERLEY MORAIS PEREIRA, Assinado digitalmente em 17/07/ 2012 por RICARDO PAULO ROSA, Assinado digitalmente em 17/04/2012 por WINDERLEY MORAIS PEREIRA Processo nº 13839.005043/200674 Acórdão n.º 310201.412 S3C1T2 Fl. 4 7 concluise que o valor pago pelas mercadorias é aquele acertado entre as partes, e que submetido ao órgão de controle administrativo, foi aceito. Sendo o valor efetivamente pago ou a pagar, o valor constante do laudo de avaliação e segundo a Recorrente aceito para efetivação da operação é considerado o valor aduaneiro, devendo ser aquele a ser informado na Declaração de Importação que instruir o despacho para consumo do bem admitido temporariamente para utilização comercial, procedimento adotado pela Recorrente. Diante do exposto, voto no sentido de dar provimento ao recurso voluntário. Winderley Morais Pereira Fl. 111DF CARF MF Impresso em 10/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/04/2012 por WINDERLEY MORAIS PEREIRA, Assinado digitalmente em 17/07/ 2012 por RICARDO PAULO ROSA, Assinado digitalmente em 17/04/2012 por WINDERLEY MORAIS PEREIRA
score : 1.0
Numero do processo: 10108.000755/2003-11
Turma: Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Jan 26 00:00:00 UTC 2012
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Data do fato gerador: 26/02/2003 Embargos de Declaração. Contradição. Cabem embargos de declaração quando, em virttude de evidente erro material, restar caracterizada contradição entre o resumo da parte disprositiva da ementa e os demais elementos da decisão. Inteligência dos arts. 65 e 66 do Regimento Interno do CARF ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS - IPI Data do fato gerador: 01/01/2001 IPI. MULTA ARTIGO 490, II, DO RIPI/2002 Aplica-se a multa do art. 490, II, do RIPI/2002, quando comprovado que o contribuinte emitiu ou utilizou notas fiscais falsas, referentes a produtos que deveriam ter sido exportados. Recurso Voluntário Negado Embargos Acolhidos em Parte
Numero da decisão: 3102-001.347
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em acolher os embargos de declaração para retificar a contradição apontada e ratificar a decisão levada a efeito no Acórdão nº 3102-00.497, de 17 de setembro de 2009.
Matéria: IPI- ação fiscal - penalidades (multas isoladas)
Nome do relator: LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : IPI- ação fiscal - penalidades (multas isoladas)
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201201
camara_s : Primeira Câmara
ementa_s : PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Data do fato gerador: 26/02/2003 Embargos de Declaração. Contradição. Cabem embargos de declaração quando, em virttude de evidente erro material, restar caracterizada contradição entre o resumo da parte disprositiva da ementa e os demais elementos da decisão. Inteligência dos arts. 65 e 66 do Regimento Interno do CARF ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS - IPI Data do fato gerador: 01/01/2001 IPI. MULTA ARTIGO 490, II, DO RIPI/2002 Aplica-se a multa do art. 490, II, do RIPI/2002, quando comprovado que o contribuinte emitiu ou utilizou notas fiscais falsas, referentes a produtos que deveriam ter sido exportados. Recurso Voluntário Negado Embargos Acolhidos em Parte
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Terceira Seção
numero_processo_s : 10108.000755/2003-11
conteudo_id_s : 5213428
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Apr 16 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 3102-001.347
nome_arquivo_s : Decisao_10108000755200311.pdf
nome_relator_s : LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO
nome_arquivo_pdf_s : 10108000755200311_5213428.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em acolher os embargos de declaração para retificar a contradição apontada e ratificar a decisão levada a efeito no Acórdão nº 3102-00.497, de 17 de setembro de 2009.
dt_sessao_tdt : Thu Jan 26 00:00:00 UTC 2012
id : 4565645
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 08:58:33 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713041395661406208
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1920; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C1T2 Fl. 245 1 244 S3C1T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10108.000755/200311 Recurso nº 340.750 Embargos Acórdão nº 310201.347 – 1ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 26 de janeiro de 2012 Matéria MULTA DIVERSA Embargante FAZENDA NACIONAL Interessado B DOIS EXPORTAÇÃO E IMPORTAÇÃO LTDA. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Data do fato gerador: 26/02/2003 Embargos de Declaração. Contradição. Cabem embargos de declaração quando, em virttude de evidente erro material, restar caracterizada contradição entre o resumo da parte disprositiva da ementa e os demais elementos da decisão. Inteligência dos arts. 65 e 66 do Regimento Interno do CARF ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Data do fato gerador: 01/01/2001 IPI. MULTA ARTIGO 490, II, DO RIPI/2002 Aplicase a multa do art. 490, II, do RIPI/2002, quando comprovado que o contribuinte emitiu ou utilizou notas fiscais falsas, referentes a produtos que deveriam ter sido exportados. Recurso Voluntário Negado Embargos Acolhidos em Parte Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em acolher os embargos de declaração para retificar a contradição apontada e ratificar a decisão levada a efeito no Acórdão nº 310200.497, de 17 de setembro de 2009. (assinado digitalmente) Luis Marcelo Guerra de Castro Presidente e Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Ricardo Rosa, Leonardo Mussi, Álvaro Almeida Filho, Winderley Pereira e Luis Marcelo Guerra de Castro. Fl. 260DF CARF MF Impresso em 11/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/03/2012 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 2 2/03/2012 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO Processo nº 10108.000755/200311 Acórdão n.º 310201.347 S3C1T2 Fl. 246 2 Ausentes o Conselheiro Luciano Pontes de Maya Gomes e, justificadamente, a Conselheira Nanci Gama . Relatório Tratase de embargos de declaração tempestivamente manejados pela Procuradoria da Fazenda Nacional em desfavor do Acórdão nº 310200.497, de 17 de setembro de 2009, assim ementado: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Data do fato gerador: 26/02/2003 1PI. MULTA ARTIGO 490, II, DO RIPI/2002 Aplicase a multa do art. 490, II, do RIPI/2002, quando comprovado que o contribuinte emitiu ou utilizou notas fiscais falsas, referentes a produtos que deveriam ter sido exportados. Recurso Voluntário Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. Segundo aponta a embargante, a ementa apresenta inequívoco material, em razão de que, inobstante tenha sido negado provimento ao recurso voluntário, no resumo da decisão consignouse o seu provimento. Em síntese, é o Relatório. Voto Conselheiro Luis Marcelo Guerra de Castro, Relator Em face do encerramento do mandato da relatora original, promovi a autodistribuição ad hoc dos autos. Notar que, além da Conselheira Nanci Gama, que se dedica exclusivamente à relatoria de processos da Câmara Superior de Recursos Fiscais, este Conselheiro é o único que compunha o Colegiado que participou da votação . Feitas tais considerações, tomando como referência os comandos dos artigos 65, caput, e 66 do Regimento Interno do CARF1 aprovado pela Portaria MF nº 259, de 2009, resta assentir que o acórdão merece reparos. 1 Artigo 65. Cabem embargos de declaração quando o acórdão contiver obscuridade, omissão ou contradição entre a decisão e os seus fundamentos, ou for omitido ponto sobre o qual devia pronunciarse a turma. Artigo 66. As inexatidões materiais devidas a lapso manifesto e os erros de escrita ou de cálculo existentes na decisão serão retificados pelo presidente de turma, mediante requerimento de conselheiro da turma, do Procurador Fl. 261DF CARF MF Impresso em 11/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/03/2012 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 2 2/03/2012 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO Processo nº 10108.000755/200311 Acórdão n.º 310201.347 S3C1T2 Fl. 247 3 Com efeito, a partir da simples leitura da transcrição do dispositivo e da ementa, é possível perceber que o resumo está em evidente contradição com o resultado do julgamento. O acórdão, de fato, decide pelo desprovimento do recurso voluntário e o resumo da ementa caminha em sentido oposto. Para que não restem dúvidas acerca da decisão proferida pelo Colegiado, transcrevese excerto do voto condutor: Por fim, não procede o argumento do Recorrente acerca do caráter confiscatório da multa prevista no artigo 490 do RIPI/2002, por inconstitucionalidade. O exame dessa tese demandaria análise da constitucionalidade de norma legal, o que é vedado nesta instância administrativa, nos termos do art. 62 do Regimento Interno deste Conselho Administrativo de Recursos Fiscais. Aplicase, portanto, a multa do inciso II do art. 490 do RIPI/2002, que assim dispõe: Art. 490. Sem prejuízo de outras sanções administrativas ou penais cabíveis, incorrerão na multa igual ao valor comercial da mercadoria ou ao que lhe for atribuído na nota fiscal, respectivamente (Lei nº 4.502, de 1964, art. 83, e DecretoLei nº 400, de 1968, art. 1º, alteração 2ª): II os que emitirem, fora dos casos permitidos neste Regulamentlo, nota fiscal que não corresponda à saída efetiva, de produto nelP descrito, do estabelecimento emitente, e os que, em proveito próprio ou alheio, utilizarem, receberem ou registrarem essa nota para qualquer efeito, haja ou não destaque do imposto e ainda que l a nota se refira a produto isento (Lei nº 4.502, de 1964, art. 83, inciso II, e DecretoLei n º 400, de 1968, art. 1º, alteração 2ª. (...) Pelo exposto, nego provimento ao recurso voluntário. Ante ao exposto, acolho os embargos de declaração para retificar a ementa do acórdão embargado e ratificar seu dispositivo. Sala das Sessões, em 26 de janeiro de 2012 (assinado digitalmente) Luis Marcelo Guerra de Castro Presidente e Relator da Fazenda Nacional, do titular da unidade da administração tributária encarregada da execução do acórdão ou do recorrente. Fl. 262DF CARF MF Impresso em 11/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/03/2012 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 2 2/03/2012 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO Processo nº 10108.000755/200311 Acórdão n.º 310201.347 S3C1T2 Fl. 248 4 Fl. 263DF CARF MF Impresso em 11/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/03/2012 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 2 2/03/2012 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO
score : 1.0
Numero do processo: 11543.000577/2008-66
Turma: Segunda Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Feb 19 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Mon Mar 18 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Ano-calendário: 2004
DESPESAS MÉDICAS. RECIBOS E DECLARAÇÕES. EXIGÊNCIAS DO INCISO III, § 2° DO ART. 8° DA LEI N. 9.250/95.
É de se reconhecer a força probante de recibos e declarações, para fins de dedutibilidade de despesas médicas, se cumpridas as exigências do inciso III, § 2° do art. 8° da lei n. 9.250/95 (inciso III do art. 80 do RIR/99).
Recurso Voluntário Provido em Parte
Numero da decisão: 2802-002.110
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos DAR PROVIMENTO PARCIAL ao recurso voluntário para restabelecer R$ 17.750,00 (dezessete mil, setecentos e cinquenta reais) de dedução de despesas médicas, nos termos do voto do relator.
(assinado digitalmente)
Jorge Claudio Duarte Cardoso - Presidente.
(assinado digitalmente)
German Alejandro San Martín Fernández - Relator.
EDITADO EM: 28/02/2013
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Jorge Cláudio Duarte Cardoso (Presidente), German Alejandro San Martín Fernández, Jaci de Assis Junior, Carlos André Ribas de Mello, Dayse Fernandes Leite, Julianna Bandeira Toscano.
Nome do relator: GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERNANDEZ
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201302
ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Ano-calendário: 2004 DESPESAS MÉDICAS. RECIBOS E DECLARAÇÕES. EXIGÊNCIAS DO INCISO III, § 2° DO ART. 8° DA LEI N. 9.250/95. É de se reconhecer a força probante de recibos e declarações, para fins de dedutibilidade de despesas médicas, se cumpridas as exigências do inciso III, § 2° do art. 8° da lei n. 9.250/95 (inciso III do art. 80 do RIR/99). Recurso Voluntário Provido em Parte
turma_s : Segunda Turma Especial da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Mon Mar 18 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 11543.000577/2008-66
anomes_publicacao_s : 201303
conteudo_id_s : 5200012
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Mar 26 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 2802-002.110
nome_arquivo_s : Decisao_11543000577200866.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERNANDEZ
nome_arquivo_pdf_s : 11543000577200866_5200012.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos DAR PROVIMENTO PARCIAL ao recurso voluntário para restabelecer R$ 17.750,00 (dezessete mil, setecentos e cinquenta reais) de dedução de despesas médicas, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Jorge Claudio Duarte Cardoso - Presidente. (assinado digitalmente) German Alejandro San Martín Fernández - Relator. EDITADO EM: 28/02/2013 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Jorge Cláudio Duarte Cardoso (Presidente), German Alejandro San Martín Fernández, Jaci de Assis Junior, Carlos André Ribas de Mello, Dayse Fernandes Leite, Julianna Bandeira Toscano.
dt_sessao_tdt : Tue Feb 19 00:00:00 UTC 2013
id : 4538401
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 08:57:06 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713041395670843392
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1934; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2TE02 Fl. 90 1 89 S2TE02 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 11543.000577/200866 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2802002.110 – 2ª Turma Especial Sessão de 19 de fevereiro de 2013 Matéria IRPF Recorrente CHRISTIANE DE FIGUEIREDO HANDERE Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Anocalendário: 2004 DESPESAS MÉDICAS. RECIBOS E DECLARAÇÕES. EXIGÊNCIAS DO INCISO III, § 2° DO ART. 8° DA LEI N. 9.250/95. É de se reconhecer a força probante de recibos e declarações, para fins de dedutibilidade de despesas médicas, se cumpridas as exigências do inciso III, § 2° do art. 8° da lei n. 9.250/95 (inciso III do art. 80 do RIR/99). Recurso Voluntário Provido em Parte Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos DAR PROVIMENTO PARCIAL ao recurso voluntário para restabelecer R$ 17.750,00 (dezessete mil, setecentos e cinquenta reais) de dedução de despesas médicas, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Jorge Claudio Duarte Cardoso Presidente. (assinado digitalmente) German Alejandro San Martín Fernández Relator. EDITADO EM: 28/02/2013 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Jorge Cláudio Duarte Cardoso (Presidente), German Alejandro San Martín Fernández, Jaci de Assis Junior, Carlos André Ribas de Mello, Dayse Fernandes Leite, Julianna Bandeira Toscano. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 54 3. 00 05 77 /2 00 8- 66 Fl. 91DF CARF MF Impresso em 18/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/02/2013 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERNANDEZ, Assinado digitalme nte em 28/02/2013 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERNANDEZ, Assinado digitalmente em 07/03/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 2 Relatório Tratase de Notificação de Lançamento de Imposto de Renda Pessoa Física, ano calendário 2004, exercício 2005, de fls. 10/16, lavrado em decorrência da glosa das deduções indevidas com dependentes no valor de R$ 1.272,00; despesas médicas no valor de R$18.940,08; omissão de rendimentos sujeitos à tabela progressiva, no valor de R$ 548,17, pagos pelas fontes pagadoras Prefeitura Municipal da Serra e Unimed Seguradora S/A., e; despesas com instrução no valor de R$ 1.998,00. Apreciada a Impugnação (fls. 1/7), a ação fiscal foi julgada procedente em parte para restabelecer a glosa de valores de despesas médicas no valor de R$ 865,38 e, por conseguinte, apurar imposto suplementar no valor de R$ 5.534,54, a ser acrescido de multa de ofício de 75% e juros moratórios. Mantida a glosa da despesa com a filha Luiza Handere Lorencine (inclusive as referentes a despesas com instrução) por já constar como dependente na declaração do pai, Rogério Lorencine. Não houve impugnação em relação à tributação da omissão de rendimentos sujeitos à tabela progressiva, no valor de R$ 548,17, pagos pelas fontes pagadoras Prefeitura Municipal da Serra e Unimed Seguradora S/A. Quanto às demais despesas médicas, as glosas foram mantidas pelas seguintes razões: “Quanto aos documentos fornecidos pelos prestadores de serviço Marina Azevedo Tavares (fls. 21 e 22), Kenya Ferreiro Godinho (fls. 23 a 26) e Juliano Ferreira Bastos (fls. 27 a 30), estes não são aceitos para fins fiscais pelo fato de não cumprirem os requisitos do inciso III do art. 80 do RIR/99. Destacadamente, não informam quem foi o efetivo usuário dos serviços, mas apenas quem foi o responsável pelo pagamento. Adicionalmente, os recibos apresentados pela Sra. Marina Azevedo Tavares não contêm o endereço do prestador do serviço”. Nas razões de Voluntário (fls. 72/75), se insurge contra a mantença da glosa e apresenta novos recibos de despesas médicas com indicação do endereço do profissional e indicação do beneficiário do tratamento (fls. 76/88). Era o der essencial a ser relatado. Passo a decidir. Voto Conselheiro German Alejandro San Martín Fernández, Relator Presentes os pressupostos recursais exigidos pela legislação, conheço do recurso. Sem preliminares, passo ao mérito. Fl. 92DF CARF MF Impresso em 18/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/02/2013 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERNANDEZ, Assinado digitalme nte em 28/02/2013 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERNANDEZ, Assinado digitalmente em 07/03/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 11543.000577/200866 Acórdão n.º 2802002.110 S2TE02 Fl. 91 3 Em sede recursal, a Recorrente apresenta recibos emitidos pela profissional Kenya Ferreira Godinho, no valor total de R$ 4.750,00 (fls. 76 a 80), com a indicação do endereço do estabelecimento profissional, inscrição no respectivo conselho de classe (CREFITO), CPF do profissional e beneficiário do tratamento (a própria Recorrente), de acordo com as exigências do inciso III do art. 80 do RIR/99. De igual modo, apresenta recibos emitidos pela profissional Marina Azevedo Tavares, no valor total de R$ 5.000,00 (fls. 81 a 82) e Juliano Ferreira Barbosa, no valor total de R$ 8.000,00 (fls. 83 a 88) com a indicação do endereço do estabelecimento profissional, inscrição no respectivo Conselho (CRO e CRM), CPF do profissional e beneficiário do tratamento (a própria Recorrente), de acordo com as exigências do inciso III do art. 80 do RIR/99. Em prol da verdade material, o fato da prova não ter sido feita em momento oportuno, não impede que este órgão julgador a aprecie e lhe reconheça a validade. Este E. Conselho já decidiu: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL – PRINCÍPIO DA VERDADE MATERIAL NULIDADE A não apreciação de documentos juntados aos autos depois da impugnação tempestiva e antes da decisão fere o princípio da verdade material, com ofensa ao princípio constitucional da ampla defesa. No processo administrativo predomina o princípio da verdade material, no sentido de que aí se busca descobrir se realmente ocorreu ou não o fato gerador, pois o que está em jogo é a legitimidade da tributação. O importante é saber se o fato gerador ocorreu e se a obrigação teve seu nascimento. Preliminar acolhida. Recurso provido Acórdão nº 10319.789, 3ª Câmara do 1º Conselho de Contribuintes, prolatado em 08 de dezembro de 1998, relatora Conselheira Sandra Maria Dias Nunes. No mesmo sentido, Alberto Xavier : “afronta ao princípio da ampla defesa e da verdade material qualquer restrição ao exercício do direito à prova em função da fase do processo, desde que anterior à decisão final tomada na segunda instância”.(Princípios do Processo Administrativo e Judicial Tributário, 1ª ed. Rio de Janeiro: Forense, 2005, p.160). Não acolho a insurgência sobre a glosa das despesas com instrução, por desacompanhada de qualquer novo fundamento ou prova apta a afastar o decidido pela DRJ. Ante o exposto, conheço do recurso voluntário interposto e lhe dou parcial provimento, para excluir a glosa com as despesas incorridas com a profissional Kenya Ferreira Godinho, no valor total de R$ 4.750,00 (fls. 76 a 80), Marina Azevedo Tavares, no valor total de R$ 5.000,00 (fls. 81 a 82) e Juliano Ferreira Barbosa, no valor total de R$ 8.000,00 (fls. 83 a 88). É o meu voto. Fl. 93DF CARF MF Impresso em 18/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/02/2013 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERNANDEZ, Assinado digitalme nte em 28/02/2013 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERNANDEZ, Assinado digitalmente em 07/03/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 4 (assinado digitalmente) German Alejandro San Martín Fernández Fl. 94DF CARF MF Impresso em 18/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/02/2013 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERNANDEZ, Assinado digitalme nte em 28/02/2013 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERNANDEZ, Assinado digitalmente em 07/03/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO
score : 1.0
Numero do processo: 13840.000300/00-95
Turma: PLENO DA CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: Pleno
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Wed Aug 29 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Thu Mar 21 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Período de apuração: 01/09/1989 a 31/03/1992
FINSOCIAL. TRIBUTOS SUJEITOS A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. DECADÊNCIA. RESTITUIÇÃO. COMPENSAÇÃO. ARTIGO 62A DO REGIMENTO INTERNO DO CARF.
Esta Corte Administrativa está vinculada às decisões definitivas de mérito proferidas pelo STF, bem como àquelas proferidas pelo STJ em Recurso Especial repetitivo. Assim, conforme entendimento firmado pelo STF no julgamento do RE nº 566.621, bem como aquele esposado pelo STJ no julgamento do REsp nº 1.002.932, para os pedidos de restituição/compensação de tributos sujeitos a lançamento por homologação, como é o caso da contribuição para o FINSOCIAL, formalizados antes da vigência da Lei Complementar 118, de 2005, ou seja, antes do dia 09/06/2005, o prazo para o contribuinte pleitear restituição/compensação, será o de 5 (cinco) anos, previsto no artigo 150, § 4º, do CTN, somado ao de 5 (cinco) anos, previsto no artigo 168, I, desse mesmo código.
Numero da decisão: 9900-000.509
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros do Pleno da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso.
(assinado digitalmente)
Otacílio Dantas Cartaxo - Presidente.
(assinado digitalmente)
Marcelo Oliveira - Relator
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Otacílio Dantas Cartaxo, Susy Gomes Hoffmann, Valmar Fonseca de Menezes, Alberto Pinto Souza Júnior, Francisco de Sales Ribeiro de Queiroz, João Carlos de Lima Júnior, Jorge Celso Freire da Silva, José Ricardo da Silva, Karem Jureidini Dias, Valmir Sandri, Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Elias Sampaio Freire, Gonçalo Bonet Allage, Gustavo Lian Haddad, Manoel Coelho Arruda Junior, Marcelo Oliveira, Maria Helena Cotta Cardozo, Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira, Henrique Pinheiro Torres, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva, Júlio César Alves Ramos, Maria Teresa Martinez Lopez, Nanci Gama, Rodrigo Cardozo Miranda, Rodrigo da Costa Possas, Mercia Helena Trajano Damorim que substituiu Marcos Aurélio Pereira Valadão.
Matéria: Finsocial -proc. que não versem s/exigências cred.tributario
Nome do relator: MARCELO OLIVEIRA
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : Finsocial -proc. que não versem s/exigências cred.tributario
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201208
camara_s : Pleno
ementa_s : Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Período de apuração: 01/09/1989 a 31/03/1992 FINSOCIAL. TRIBUTOS SUJEITOS A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. DECADÊNCIA. RESTITUIÇÃO. COMPENSAÇÃO. ARTIGO 62A DO REGIMENTO INTERNO DO CARF. Esta Corte Administrativa está vinculada às decisões definitivas de mérito proferidas pelo STF, bem como àquelas proferidas pelo STJ em Recurso Especial repetitivo. Assim, conforme entendimento firmado pelo STF no julgamento do RE nº 566.621, bem como aquele esposado pelo STJ no julgamento do REsp nº 1.002.932, para os pedidos de restituição/compensação de tributos sujeitos a lançamento por homologação, como é o caso da contribuição para o FINSOCIAL, formalizados antes da vigência da Lei Complementar 118, de 2005, ou seja, antes do dia 09/06/2005, o prazo para o contribuinte pleitear restituição/compensação, será o de 5 (cinco) anos, previsto no artigo 150, § 4º, do CTN, somado ao de 5 (cinco) anos, previsto no artigo 168, I, desse mesmo código.
turma_s : PLENO DA CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
dt_publicacao_tdt : Thu Mar 21 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 13840.000300/00-95
anomes_publicacao_s : 201303
conteudo_id_s : 5200532
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Mar 26 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 9900-000.509
nome_arquivo_s : Decisao_138400003000095.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : MARCELO OLIVEIRA
nome_arquivo_pdf_s : 138400003000095_5200532.pdf
secao_s : Câmara Superior de Recursos Fiscais
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Pleno da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso. (assinado digitalmente) Otacílio Dantas Cartaxo - Presidente. (assinado digitalmente) Marcelo Oliveira - Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Otacílio Dantas Cartaxo, Susy Gomes Hoffmann, Valmar Fonseca de Menezes, Alberto Pinto Souza Júnior, Francisco de Sales Ribeiro de Queiroz, João Carlos de Lima Júnior, Jorge Celso Freire da Silva, José Ricardo da Silva, Karem Jureidini Dias, Valmir Sandri, Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Elias Sampaio Freire, Gonçalo Bonet Allage, Gustavo Lian Haddad, Manoel Coelho Arruda Junior, Marcelo Oliveira, Maria Helena Cotta Cardozo, Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira, Henrique Pinheiro Torres, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva, Júlio César Alves Ramos, Maria Teresa Martinez Lopez, Nanci Gama, Rodrigo Cardozo Miranda, Rodrigo da Costa Possas, Mercia Helena Trajano Damorim que substituiu Marcos Aurélio Pereira Valadão.
dt_sessao_tdt : Wed Aug 29 00:00:00 UTC 2012
id : 4538921
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 08:57:26 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713041395692863488
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2013; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => CSRFPL Fl. 2 1 1 CSRFPL MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS Processo nº 13840.000300/0095 Recurso nº 128.779 Extraordinário Acórdão nº 9900000.509 – Pleno Sessão de 29 de agosto de 2012 Matéria COMPENSAÇÃO Recorrente PROCURADORIA GERAL DA FAZENDA NACIONAL (PGFN) Recorrida PADARIA E CONFEITARIA CEDRO LTDA ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/09/1989 a 31/03/1992 FINSOCIAL. TRIBUTOS SUJEITOS A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. DECADÊNCIA. RESTITUIÇÃO. COMPENSAÇÃO. ARTIGO 62A DO REGIMENTO INTERNO DO CARF. Esta Corte Administrativa está vinculada às decisões definitivas de mérito proferidas pelo STF, bem como àquelas proferidas pelo STJ em Recurso Especial repetitivo. Assim, conforme entendimento firmado pelo STF no julgamento do RE nº 566.621, bem como aquele esposado pelo STJ no julgamento do REsp nº 1.002.932, para os pedidos de restituição/compensação de tributos sujeitos a lançamento por homologação, como é o caso da contribuição para o FINSOCIAL, formalizados antes da vigência da Lei Complementar 118, de 2005, ou seja, antes do dia 09/06/2005, o prazo para o contribuinte pleitear restituição/compensação, será o de 5 (cinco) anos, previsto no artigo 150, § 4º, do CTN, somado ao de 5 (cinco) anos, previsto no artigo 168, I, desse mesmo código. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Pleno da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso. (assinado digitalmente) Otacílio Dantas Cartaxo Presidente. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 84 0. 00 03 00 /0 0- 95 Fl. 271DF CARF MF Impresso em 21/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/03/2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 11/03/2013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 09/03/2013 por MARCELO OLIVEIRA 2 (assinado digitalmente) Marcelo Oliveira Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Otacílio Dantas Cartaxo, Susy Gomes Hoffmann, Valmar Fonseca de Menezes, Alberto Pinto Souza Júnior, Francisco de Sales Ribeiro de Queiroz, João Carlos de Lima Júnior, Jorge Celso Freire da Silva, José Ricardo da Silva, Karem Jureidini Dias, Valmir Sandri, Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Elias Sampaio Freire, Gonçalo Bonet Allage, Gustavo Lian Haddad, Manoel Coelho Arruda Junior, Marcelo Oliveira, Maria Helena Cotta Cardozo, Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira, Henrique Pinheiro Torres, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva, Júlio César Alves Ramos, Maria Teresa Martinez Lopez, Nanci Gama, Rodrigo Cardozo Miranda, Rodrigo da Costa Possas, Mercia Helena Trajano Damorim que substituiu Marcos Aurélio Pereira Valadão. Fl. 272DF CARF MF Impresso em 21/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/03/2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 11/03/2013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 09/03/2013 por MARCELO OLIVEIRA Processo nº 13840.000300/0095 Acórdão n.º 9900000.509 CSRFPL Fl. 3 3 Relatório Tratase de Recurso Extraordinário, fls. 0199 interposto dentro do prazo regimental pela nobre Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (PGFN) contra acórdão, fls. 0192, que decidiu, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso especial. O acórdão em questão possui as seguintes ementa e decisão: ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/09/1989 a 31/03/1992 FINSOCIAL. PEDIDO DE RESTITUIÇÃO/COMPENSAÇÃO. 0 direito de se pleitear o reconhecimento de crédito com o conseqüente pedido de restituição/compensação, perante a autoridade administrativa, de tributo pago em virtude de lei que tenha sido declarada inconstitucional, somente surge com a declaração de inconstitucionalidade pelo STF, em ação direta, ou com a suspensão, pelo Senado Federal, da lei declarada inconstitucional, na via indireta. Por esta via, o termo a quo para o pedido de restituição começa a contar da data da publicação da MP n°. 1.110 em 31/08/95, posto que foi o primeiro ato emanado do Poder Executivo a reconhecer o caráter indevido do recolhimento do Finsocial à alíquota superior a 0,5%. PRECEDENTES: AC. CSRF/0304.227, 301 31.406, 30131404 e 30131.321. Recurso Especial do Procurador Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso especial e determinar o retorno dos autos à Delegacia da Receita Federal de origem, para apreciação das demais matérias. Vencidas as Conselheiras Anelise Daudt Prieto que dava provimento ao recurso e as Conselheiras Rosa Maria de Jesus da Silva Costa de Castro (Relatora) e Judith do Amaral Marcondes que davam provimento parcial, contando o prazo de dez anos para reconhecimento do direito a partir do recolhimento indevido. Designada para redigir o voto vencedor a Conselheira Susy Gomes Hoffmann. Em seu recurso extraordinário a PGFN alega, em síntese, que: 1. O acórdão recorrido diverge da jurisprudência mantida pela Quarta Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais (CSRF/0400.810); 2. No acórdão recorrido foi decidido que o prazo prescricional para que o sujeito passivo possa pleitear a Fl. 273DF CARF MF Impresso em 21/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/03/2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 11/03/2013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 09/03/2013 por MARCELO OLIVEIRA 4 restituição e/ou compensação de valor pago indevidamente somente começa a fluir após a publicação da Resolução do Senado que reconhece e dá efeito erga omnes à declaração de inconstitucionalidade de lei ou a partir do ato da autoridade administrativa que concede ao contribuinte o efetivo direito de pleitear a restituição por considerar que somente a partir desta data é que surge o direito a repetição do valor pago indevidamente; 3. Porém, a Quarta Turma da CSRF, no acórdão paradigma, perfilhou entendimento diverso; 4. A Quarta Câmara decidiu que o direito de pleitear a restituição de tributo indevido, pago espontaneamente, perece com o decurso do prazo de cinco anos, contados da data de extinção do crédito tributário, considerado este como a data do pagamento, sendo irrelevante que o indébito tenha por fundamento inconstitucionalidade ou simples erro; 5. O acórdão recorrido diverge das determinações do CTN (Art. 156 e 168) e da Lei Complementar 118/2005 (Arts. 3º e 4º); 6. Em razão do exposto, roga pelo conhecimento e pelo provimento do seu recurso. Por despacho, fls. 0228, deuse seguimento ao recurso extraordinário. O sujeito passivo, apesar de devidamente intimado, não apresentou suas contra razões. Os autos retornaram ao Conselho, para análise e decisão. É o Relatório. Fl. 274DF CARF MF Impresso em 21/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/03/2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 11/03/2013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 09/03/2013 por MARCELO OLIVEIRA Processo nº 13840.000300/0095 Acórdão n.º 9900000.509 CSRFPL Fl. 4 5 Voto Conselheiro Marcelo Oliveira, Relator. O Recurso Extraordinário é tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade, portanto merece ser conhecido. Inicialmente, cabe salientar que, embora não esteja previsto no atual Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (RICARF), aprovado pela Portaria MF nº 256, de 22/06/2009, o Recurso Extraordinário, referente a acórdão prolatado em sessão de julgamento ocorrida até 30/06/2009, será, nos termos do artigo 4º do RICARF, processado de acordo com o rito previsto no Regimento Interno da Câmara Superior de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria MF nº 147, de 25/06/2007. A divergência entre os acórdãos recorrido e paradigma cingese, basicamente, à fixação da data inicial para a contagem do prazo decadencial para o contribuinte pleitear restituição de valores de FINSOCIAL, recolhidos com base nas alíquotas instituídas pelas Leis nºs 7.787/89, 7.894/89 e 8.147/90. Para esclarecimento da questão, o(s) fato(s) geradores ocorreram em 09/1989 a 03/1992, fls. 013 e 014, e o pedido de restituição ocorreu em 31/08/2000, fls. 001. O acórdão recorrido aplica o prazo de cinco anos contados da data da publicação da MP 1.110, de 1995. A Fazenda Nacional, por sua vez, pede que seja aplicado o prazo de cinco anos contados a partir da data de cada pagamento indevido eventualmente comprovado. No que tange ao objeto do presente recurso, houve pronunciamento do STF no julgamento do RE nº 566.621, bem como do STJ no julgamento do REsp nº 1.002.932, com efeito repetitivo, ao qual o CARF deve se curvar, conforme expressa disposição regimental. Conforme o artigo 62A do Regimento Interno do CARF, aprovado pela Portaria MF nº 256, de 2009, esta Corte Administrativa deve reproduzir as decisões definitivas de mérito proferidas pelo STF, bem como aquelas proferidas pelo STJ em sede de Recurso Especial repetitivo. O entendimento exarado pelas Cortes Superiores é no sentido de que o prazo para o contribuinte pleitear restituição/compensação de tributos sujeitos a lançamento por homologação, como é o caso da contribuição para o FINSOCIAL, será, para os pedidos de compensação protocolados antes da vigência da Lei Complementar 118, de 2005, ou seja, antes do dia 09/06/2005, o de 5 (cinco) anos, previsto no artigo 150, § 4º, do CTN, somado ao de 5 (cinco) anos, previsto no artigo 168, I, desse mesmo código. O acórdão do Supremo Tribunal Federal restou assim ementado: “DIREITO TRIBUTÁRIO – LEI INTERPRETATIVA – APLICAÇÃO RETROATIVA DA LEI COMPLEMENTAR Nº Fl. 275DF CARF MF Impresso em 21/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/03/2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 11/03/2013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 09/03/2013 por MARCELO OLIVEIRA 6 118/2005 – DESCABIMENTO –VIOLAÇÃO À SEGURANÇA JURÍDICA – NECESSIDADE DE OBSERVÂNCIA DA VACACIO LEGIS – APLICAÇÃO DO PRAZO REDUZIDO PARA REPETIÇÃO OU COMPENSAÇÃO DE INDÉBITOS AOS PROCESSOS AJUIZADOS A PARTIR DE 9 DE JUNHO DE 2005. Quando do advento da LC 118/05, estava consolidada a orientação da Primeira Seção do STJ no sentido de que, para os tributos sujeitos a lançamento por homologação, o prazo para repetição ou compensação de indébito era de 10 anos contados do seu fato gerador, tendo em conta a aplicação combinada dos arts. 150, § 4º, 156, VII, e 168, I, do CTN. A LC 118/05, embora tenha se autoproclamado interpretativa, implicou inovação normativa, tendo reduzido o prazo de 10 anos contados do fato gerador para 5 anos contados do pagamento indevido. Lei supostamente interpretativa que, em verdade, inova no mundo jurídico deve ser considerada como lei nova. Inocorrência de violação à autonomia e independência dos Poderes, porquanto a lei expressamente interpretativa também se submete, como qualquer outra, ao controle judicial quanto à sua natureza, validade e aplicação. A aplicação retroativa de novo e reduzido prazo para a repetição ou compensação de indébito tributário estipulado por lei nova, fulminando, de imediato, pretensões deduzidas tempestivamente à luz do prazo então aplicável, bem como a aplicação imediata às pretensões pendentes de ajuizamento quando da publicação da lei, sem resguardo de nenhuma regra de transição, implicam ofensa ao princípio da segurança jurídica em seus conteúdos de proteção da confiança e de garantia do acesso à Justiça. Afastando se as aplicações inconstitucionais e resguardando se, no mais, a eficácia da norma, permite se a aplicação do prazo reduzido relativamente às ações ajuizadas após a vacatio legis, conforme entendimento consolidado por esta Corte no enunciado 445 da Súmula do Tribunal. O prazo de vacatio legis de 120 dias permitiu aos contribuintes não apenas que tomassem ciência do novo prazo, mas também que ajuizassem as ações necessárias à tutela dos seus direitos. Inaplicabilidade do art. 2.028 do Código Civil, pois, não havendo lacuna na LC 118/05, que pretendeu a aplicação do novo prazo na maior extensão possível, descabida sua aplicação por analogia. Além disso, não se trata de lei geral, tampouco impede iniciativa legislativa em contrário. Reconhecida a inconstitucionalidade do art. 4º, segunda parte, da LC 118/05, considerando se válida a aplicação do novo prazo de 5 anos tão somente às ações ajuizadas após o decurso da vacatio legis de 120 dias, ou seja, a partir de 9 de junho de 2005. Aplicação do art. 543B, §3º, do CPC aos recursos sobrestados. Fl. 276DF CARF MF Impresso em 21/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/03/2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 11/03/2013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 09/03/2013 por MARCELO OLIVEIRA Processo nº 13840.000300/0095 Acórdão n.º 9900000.509 CSRFPL Fl. 5 7 Recurso extraordinário desprovido.” Assim, no caso em apreço, como o contribuinte protocolou seu pedido de restituição/compensação no dia 31/08/2000, fls. 001, concluise que os pagamentos relativos aos fatos geradores que ocorreram após 31/08/1990 são passíveis de restituição e/ou compensação. CONCLUSÃO: Diante do exposto, DOU PROVIMENTO PARCIAL ao Recurso Extraordinário interposto pela Fazenda Nacional, para afastar a decadência relativamente aos pagamentos referentes aos fatos geradores que ocorreram após 31/08/1990 e determinar o retorno dos autos à Autoridade Administrativa, para julgamento das demais questões objeto do pedido. (assinado digitalmente) Marcelo Oliveira Fl. 277DF CARF MF Impresso em 21/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/03/2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 11/03/2013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 09/03/2013 por MARCELO OLIVEIRA
score : 1.0
Numero do processo: 10166.721884/2010-81
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue May 15 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/01/2007 a 30/11/2008
Ementa: REMUNERAÇÃO. CONCEITO.
Remuneração é o conjunto de prestações recebidas habitualmente pelo empregado pela prestação de serviços, seja em dinheiro ou em utilidades, provenientes do empregador ou de terceiros, decorrentes do contrato de trabalho
VALE TRANSPORTE EM PECÚNIA – NÃO INCIDÊNCIA DE CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA
Não há incidência de contribuição previdenciária sobre os valores de Vale Transporte pagos em pecúnia, conforme Súmula nº 60, de 08/12/2011, da Advocacia Geral da União – AGU LANÇAMENTO. CLAREZA E PRECISÃO. REQUISITOS PARA O DEVIDO PROCESSO LEGAL. AUXÍLIO ALIMENTAÇÃO.
Clareza e precisão são requisitos indispensáveis para que os lançamentos tributários prevaleçam. A ausência desses requisitos, pelos vários motivos descritos no voto, no caso do pagamento do auxílio alimentação, acarreta o provimento do recurso, pela incerteza da ocorrência do fato gerador.
JUROS E MULTA DE MORA
A utilização da taxa de juros SELIC e a multa de mora encontram amparo legal nos artigos 34 e 35A da Lei 8.212/91.
Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 2301-002.764
Decisão: Acordam os membros do colegiado, I) Por unanimidade de votos: a) em dar provimento ao recurso na questão do vale transporte, nos termos do voto da Relatora. O Conselheiro Mauro José Silva acompanhou a votação por suas conclusões; II) Por maioria de votos: a) em dar provimento ao recurso na questão do auxílio alimentação, nos termos do voto do Redator. Vencida a Conselheira Bernadete de Oliveira Barros, que votou em negar provimento ao recurso nesta questão. Redator: Marcelo Oliveira. Declaração: Damião Cordeiro de Moraes.
Nome do relator: BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201205
camara_s : Terceira Câmara
ementa_s : Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/01/2007 a 30/11/2008 Ementa: REMUNERAÇÃO. CONCEITO. Remuneração é o conjunto de prestações recebidas habitualmente pelo empregado pela prestação de serviços, seja em dinheiro ou em utilidades, provenientes do empregador ou de terceiros, decorrentes do contrato de trabalho VALE TRANSPORTE EM PECÚNIA – NÃO INCIDÊNCIA DE CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA Não há incidência de contribuição previdenciária sobre os valores de Vale Transporte pagos em pecúnia, conforme Súmula nº 60, de 08/12/2011, da Advocacia Geral da União – AGU LANÇAMENTO. CLAREZA E PRECISÃO. REQUISITOS PARA O DEVIDO PROCESSO LEGAL. AUXÍLIO ALIMENTAÇÃO. Clareza e precisão são requisitos indispensáveis para que os lançamentos tributários prevaleçam. A ausência desses requisitos, pelos vários motivos descritos no voto, no caso do pagamento do auxílio alimentação, acarreta o provimento do recurso, pela incerteza da ocorrência do fato gerador. JUROS E MULTA DE MORA A utilização da taxa de juros SELIC e a multa de mora encontram amparo legal nos artigos 34 e 35A da Lei 8.212/91. Recurso Voluntário Provido.
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
numero_processo_s : 10166.721884/2010-81
conteudo_id_s : 5218356
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Sep 30 00:00:00 UTC 2020
numero_decisao_s : 2301-002.764
nome_arquivo_s : Decisao_10166721884201081.pdf
nome_relator_s : BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS
nome_arquivo_pdf_s : 10166721884201081_5218356.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, I) Por unanimidade de votos: a) em dar provimento ao recurso na questão do vale transporte, nos termos do voto da Relatora. O Conselheiro Mauro José Silva acompanhou a votação por suas conclusões; II) Por maioria de votos: a) em dar provimento ao recurso na questão do auxílio alimentação, nos termos do voto do Redator. Vencida a Conselheira Bernadete de Oliveira Barros, que votou em negar provimento ao recurso nesta questão. Redator: Marcelo Oliveira. Declaração: Damião Cordeiro de Moraes.
dt_sessao_tdt : Tue May 15 00:00:00 UTC 2012
id : 4567687
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 08:59:23 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713041395698106368
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 23; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2007; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C3T1 Fl. 1 1 S2C3T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10166.721884/201081 Recurso nº 999.999 Voluntário Acórdão nº 2301002.764 – 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 15 de maio de 2012 Matéria SALÁRIO INDIRETO: AUXÍLIOALIMENTAÇÃO Recorrente CTIS TECNOLOGIA S.A Recorrida FAZENDA NACIONAL Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/01/2007 a 30/11/2008 Ementa: REMUNERAÇÃO. CONCEITO. Remuneração é o conjunto de prestações recebidas habitualmente pelo empregado pela prestação de serviços, seja em dinheiro ou em utilidades, provenientes do empregador ou de terceiros, decorrentes do contrato de trabalho VALE TRANSPORTE EM PECÚNIA – NÃO INCIDÊNCIA DE CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA Não há incidência de contribuição previdenciária sobre os valores de Vale Transporte pagos em pecúnia, conforme Súmula nº 60, de 08/12/2011, da Advocacia Geral da União – AGU LANÇAMENTO. CLAREZA E PRECISÃO. REQUISITOS PARA O DEVIDO PROCESSO LEGAL. AUXÍLIO ALIMENTAÇÃO. Clareza e precisão são requisitos indispensáveis para que os lançamentos tributários prevaleçam. A ausência desses requisitos, pelos vários motivos descritos no voto, no caso do pagamento do auxílio alimentação, acarreta o provimento do recurso, pela incerteza da ocorrência do fato gerador. JUROS E MULTA DE MORA A utilização da taxa de juros SELIC e a multa de mora encontram amparo legal nos artigos 34 e 35A da Lei 8.212/91. Recurso Voluntário Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Fl. 4471DF CARF MF Impresso em 15/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/09/2012 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 02/10 /2012 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 06/10/2012 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, As sinado digitalmente em 20/09/2012 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES 2 Acordam os membros do colegiado, I) Por unanimidade de votos: a) em dar provimento ao recurso na questão do vale transporte, nos termos do voto da Relatora. O Conselheiro Mauro José Silva acompanhou a votação por suas conclusões; II) Por maioria de votos: a) em dar provimento ao recurso na questão do auxílio alimentação, nos termos do voto do Redator. Vencida a Conselheira Bernadete de Oliveira Barros, que votou em negar provimento ao recurso nesta questão. Redator: Marcelo Oliveira. Declaração: Damião Cordeiro de Moraes. (assinado digitalmente) Marcelo Oliveira – Presidente e Redator designado. (assinado digitalmente) Bernadete De Oliveira Barros Relator. (assinado digitalmente) Damião Cordeiro de Moraes – Declaração de voto. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marcelo Oliveira (Presidente), Adriano Gonzales Silvério, Bernadete de Oliveira Barros, Damião Cordeiro de Moraes, Mauro José Silva, Leonardo Henrique Lopes. Fl. 4472DF CARF MF Impresso em 15/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/09/2012 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 02/10 /2012 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 06/10/2012 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, As sinado digitalmente em 20/09/2012 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES Processo nº 10166.721884/201081 Acórdão n.º 2301002.764 S2C3T1 Fl. 2 3 Relatório Tratase de crédito previdenciário lançado contra a empresa acima identificada, referente às contribuições devidas à Seguridade Social, correspondentes à parte dos segurados, não arrecadadas pela empresa e não recolhidas. Conforme Relatório do AI, o débito apurado se refere a contribuições dos segurados empregados, incidentes sobre os pagamentos habitualmente a eles efetuados, em pecúnia, a título de auxílio alimentação e vale transporte, considerados remuneração pela auditoria fiscal, verificados em Folha de Pagamentos e na Contabilidade. A autoridade lançadora informa que a apuração dos valores de remuneração foi feita a partir das Folhas de Pagamentos, dos registros contábeis e de planilhas fornecidos pelo Contribuinte em meio digital e das informações prestadas em GFIP constantes do banco de dados da Previdência Social. Esclarece que, sobre o valor do crédito previdenciário apurado no Procedimento Fiscal para as competências de 01/2007 e 11/2008, incidiu a multa de ofício prevista no art. 44, inciso I, Lei nº. 9.430/1996, à alíquota de setenta e cinco por cento, conforme disposto no art. 35A da Lei nº. 8.212/91, incluído pela Lei nº. 11.941/2009, por se tratar de penalidade mais benéfica ao Contribuinte, de acordo com o art. 106, inciso II, alínea “c”, do CTN. Afirma que, ao se comparar o valor da multa aplicada na forma da legislação vigente à época do fato gerador com aquele resultante da aplicação da legislação vigente à época da lavratura do Auto de Infração, verificouse condição de penalidade menos severa ao Contribuinte quando aplicada a legislação vigente à época do Lançamento, para as competências de 01/2007 a 11/2008, somadas à multa de mora de vinte e quatro por cento, as multas referente à apresentação de GFIP com dados não correspondentes aos fatos geradores, seja em relação às bases de cálculo, seja em relação às informações que alterem o valor das contribuições, e com informações inexatas em relação aos dados não relacionados aos fatos geradores de contribuições previdenciárias. A recorrente impugnou o débito e a Secretaria da Receita Federal do Brasil, por meio do Acórdão 0343.140, da 5a Turma da DRJ/BSB, julgou a impugnação improcedente, mantendo o crédito tributário. Inconformada com a decisão, a recorrente apresentou recurso tempestivo, alegando, em síntese, o que se segue. Preliminarmente, reitera que o processo foi instruído ao arrepio do Decreto 70.235/72, pois tal norma não autoriza a utilização de meio virtual como prova para exigir tributos, o que, segundo entende, não prejudica somente a recorrente, mas também o próprio julgador, pois estarão tolhidos e cerceados de analisar trabalhos elaborados pela fiscalização. Fl. 4473DF CARF MF Impresso em 15/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/09/2012 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 02/10 /2012 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 06/10/2012 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, As sinado digitalmente em 20/09/2012 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES 4 Alega falta de previsão legal e requer que o julgamento seja convertido em diligência para suprir a ausência de documentos impressos, de forma a permitir à autoridade julgadora analisar a documentação elaborada pela autoridade lançadora, com fé pública. Sustenta que a autoridade lançadora não comprovou suas alegações, mas apenas elaborou unilateralmente planilhas, cerceando o direito de defesa da recorrente, uma vez que impossibilitou o acesso aos documentos que supostamente escoraram os lançamentos. Reitera que não consta, do relatório fiscal, qualquer documento contábil e/ou folhas de pagamento, tampouco GFIP e arquivo em meio digital, mas somente planilhas diversas elaboradas somente pelo fiscal autuante. Requer que seja decretada a nulidade do lançamento e, caso isso não ocorra, que sejam os autos baixados em diligência para sanar os vícios apontados. No mérito, alega que não incide contribuições sobre o auxílio alimentação e vale transporte pagos em pecúnia, justo porque a Jurisprudência dominante e atual do CARF afasta o lançamento, diante do entendimento sobre a matéria perante o STF e STJ. Transcreve tabela elaborada pelo auditor fiscal para tentar demonstrar que nem todos os pagamentos foram feitos em pecúnia e jamais de forma habitual, tratandose de pagamentos eventuais, entendendo que o fato de a empresa empregar, à época, entre 3000 a 4000 trabalhadores justifica o pagamento eventual e não habitual do valetransporte e o vale alimentação àqueles que ingressam na empresa diariamente no período. Assevera que o acórdão recorrido ignorou provas constantes dos autos, teses e argumentos trazidos pela ora recorrente, não enfrentando todos os pontos apresentados para análise contenciosa, cerceando o direito de defesa e agredindo o princípio do duplo grau de jurisdição, consagrado pelo PAF. Sustenta que todo o procedimento de pagamento de Alimentação e Transporte aos colaboradores da recorrente foram feitos nos estritos termos da legislação previdenciária, CF e Convenção Coletiva de Trabalho e afirma que não há como identificar, no relatório fiscal e planilhas, se houve bitributação de valores, eis que, ao considerar valores da folha de pagamento e da contabilidade, não se pode identificar se tais valores se confundem com aqueles, razão pela qual requer desde já o cancelamento das exigências. Esclarece que contratações e dispensas de colaboradores, bem como afastamento por doença e alterações/cancelamentos de férias durante o período citado eram corriqueiros e se davam de forma diária e discorre sobre a metodologia operacional de aquisição e fornecimento dos VT e VA para os empregados, informando que, pela sistemática delineada, por aproximadamente 50 dias a recorrente foi obrigada a pagar os benefícios em pecúnia em razão da burocracia na operacionalização dos benefícios pelas empresas gestoras, e que os valores pagos em pecúnia podem chegar a configurar quantia vultosa, em razão do expressivo número de colaboradores. Junta Contratos de Trabalho firmados após aos pedidos formulados às empresas gestoras dos benefícios e os respectivos extratos de pagamento na tentativa de comprovar que os VT e VA foram pagos em pecúnia aos empregados tão somente no lapso entre a contratação e a entrega dos cartões ou bilhetes, ressaltando que a recorrente está inscrita no PAT, que veda o pagamento do VA em pecúnia, porém não abarca todas as situações práticas as quais o empresário está sujeito, como é o caso dos recémadmitidos e outros citados. Fl. 4474DF CARF MF Impresso em 15/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/09/2012 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 02/10 /2012 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 06/10/2012 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, As sinado digitalmente em 20/09/2012 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES Processo nº 10166.721884/201081 Acórdão n.º 2301002.764 S2C3T1 Fl. 3 5 Cita a nova sistemática adotada pela Tiket Serviços S.A e que atualmente vem sendo disponibilizada aos tomadores de seus serviços, uma vez que a Tiket é conhecedora dos percalços e autuações fiscais sofridas pelas empresas de grande porte e admite que a burocracia na aquisição dos cartões e recargas gera transtornos aos empresários. Sustenta que as despesas com VT e VA não podem integrar o salário de contribuição, pois são eventuais, possuem natureza indenizatória e constituem instrumentos para o trabalho e não pelo trabalho. Transcreve acórdãos do STF e STJ sobre a matéria, para reforçar o entendimento de que não incide contribuição previdenciária sobre as despesas com VT e VA pagos em pecúnia, e defende o entendimento de que a convenção coletiva de trabalho é um acordo de caráter normativo, pactuado entre dois ou mais sindicatos, possuindo, sim, força de lei. Insurgese contra a multa imposta de 75% do valor do tributo, dado seu caráter nitidamente confiscatório e expropriatório, infringindo o art. 150, IV, da CF, impondo a total anulação do ato administrativo em que se consubstancia este AI, e contra a aplicação da taxa SELIC, por contrariar o disposto nos art. 406, do CC, e art. 161, do CTN. Alega que, tendo em vista que a empresa não reteve e nem descontou qualquer valor sobre pagamentos de VA e VT, o que foi reconhecido pelo próprio fiscal em seu relatório, não há motivação para lavratura de representação fiscal para fins penais, mesmo porque, segundo entende, não houve qualquer prejuízo ao erário. É o relatório. Fl. 4475DF CARF MF Impresso em 15/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/09/2012 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 02/10 /2012 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 06/10/2012 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, As sinado digitalmente em 20/09/2012 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES 6 Voto Vencido Conselheiro Bernadete de Oliveira Barros O recurso é tempestivo e todos os requisitos de admissibilidade foram cumpridos, não havendo óbice para seu conhecimento. Da análise do recurso apresentado, registro o que se segue. Preliminarmente, a autuada alega que o processo foi instruído ao arrepio do Decreto 70.235/72, pois tal norma não autoriza a utilização de meio virtual como prova para exigir tributos, o que, segundo entende, não prejudica somente a recorrente, mas também o próprio julgador, pois estarão tolhidos e cerceados de analisar trabalhos elaborados pela fiscalização. Porém, o Decreto 70.235/72, citado pela recorrente, estabelece que: Dos Atos e Termos Processuais Art. 2º Os atos e termos processuais, quando a lei não prescrever forma determinada, conterão somente o indispensável à sua finalidade, sem espaço em branco, e sem entrelinhas, rasuras ou emendas não ressalvadas. Parágrafo único. Os atos e termos processuais a que se refere o caput deste artigo poderão ser encaminhados de forma eletrônica ou apresentados em meio magnético ou equivalente, conforme disciplinado em ato da administração tributária. (...) Art. 11. A notificação de lançamento será expedida pelo órgão que administra o tributo e conterá obrigatoriamente: (...) Parágrafo único. Prescinde de assinatura a notificação de lançamento emitida por processo eletrônico. (...) Art. 24. O preparo do processo compete à autoridade local do órgão encarregado da administração do tributo. Parágrafo único.Quando o ato for praticado por meio eletrônico, a administração tributária poderá atribuir o preparo do processo a unidade da administração tributária diversa da prevista no caput. (Incluído pela Medida Provisória nº 449, de 2008) Dessa forma, verificase que, ao contrário do que afirma a recorrente, o processo foi instruído em conformidade com o que dispõe o Decreto 70.325/72, que prevê a apresentação em meio magnético dos atos processuais. Fl. 4476DF CARF MF Impresso em 15/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/09/2012 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 02/10 /2012 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 06/10/2012 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, As sinado digitalmente em 20/09/2012 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES Processo nº 10166.721884/201081 Acórdão n.º 2301002.764 S2C3T1 Fl. 4 7 Ademais, o mesmo Decreto supra citado estabelece que: Art. 59. São nulos: I os atos e termos lavrados por pessoa incompetente; II os despachos e decisões proferidos por autoridade incompetente ou com preterição do direito de defesa. Nesse sentido, como todos os elementos necessários para a elaboração de defesa pelo contribuinte encontramse nos autos, não há que se falar em nulidade por cerceamento de defesa. Da mesma forma, encontramse nos autos, mesmo que por meio eletrônico, toda a documentação elaborada pela autoridade lançadora, e com fé pública, já que o Governo Federal regulamentou as atividades de Certificação Digital, por meio da MP 2.2002/2001, garantindo, dessa forma, a autenticidade, a integridade e a validade jurídica de documentos em forma eletrônica, bem como a realização de transações eletrônicas seguras. Como bem asseverou a Relatora do Acórdão recorrido, “O certificado digital da Infra Estrutura de Chaves Públicas Brasileira garante, por força da legislação atual, validade jurídica aos atos praticados com seu uso, de modo a proporcionar segurança nas transações eletrônicas e incentivar a adoção do processo eletrônico nos órgãos dos Poderes da União.” Portanto, todos os elementos necessários para a formação de convicção pela autoridade julgadora estão presentes nos autos. A recorrente protesta pela realização de diligência fiscal. Todavia, da análise dos autos, verificase que não existem dúvidas a serem sanadas, já que o Relatório Fiscal está claro e o AI muito bem instruído e fundamentado O art. 18, do mencionado Dec. 70.235/72, estabelece: Art.18 A autoridade julgadora de primeira instância determinará, de ofício ou a requerimento do impugnante, a realização de diligências ou perícias, quando entendêlas necessárias, indeferindo as que considerar prescindíveis ou impraticáveis, observado o disposto no art. 28, in fine. Portanto, as autoridades julgadoras de primeira instância, ao entenderem ser prescindível a produção de novas provas, indeferiram, com muita propriedade, o pedido de diligência. Assim, indeferese o pedido de diligência, por considerála prescindível e meramente protelatória, uma vez que, como amplamente exposto acima, não há necessidade de suprimento de documentos impressos. A recorrente ainda alega que não consta, do relatório fiscal, qualquer documento contábil e/ou folhas de pagamento, tampouco GFIP e arquivo em meio digital, mas somente planilhas diversas elaboradas somente pelo fiscal autuante. Contudo, conforme restou claro no relato fiscal, as planilhas foram elaboradas a partir dos dados extraídos das folhas, GFIP e lançamentos contábeis. Fl. 4477DF CARF MF Impresso em 15/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/09/2012 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 02/10 /2012 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 06/10/2012 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, As sinado digitalmente em 20/09/2012 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES 8 Cumpre observar que a autoridade autuante deixou claro, no Relatório Fiscal, que o próprio contribuinte apresentou arquivos digitais contendo os lançamentos contábeis, informações da folha de pagamento, além do valor do auxílio alimentação pago pela empresa, arquivos esses autenticados pelo contribuinte. Assim, não procede a alegação de cerceamento de defesa, uma vez que os valores utilizados pela autoridade lançadora foram obtidos por meio da documentação apresentada pela própria recorrente. Se a empresa entende que alguns dos valores constantes das citadas planilhas estão em desacordo com os dados por ela mesma fornecidos, caberia à ela comprovar o alegado, apresentando, nem que fosse por amostragem, cópias dos registros contábeis ou das folhas de pagamento ou das GFIPs que demonstrassem o erro. Porém, não o fez, se limitando a alegar cerceamento de defesa. Assim, constatase que o AI foi lavrado de acordo com os dispositivos legais e normativos que disciplinam a matéria, tendo o agente autuante demonstrado, de forma clara e precisa, a ocorrência do fato gerador da contribuição previdenciária, fazendo constar, nos relatórios que compõem o Auto de Infração, os fundamentos legais que amparam o procedimento adotado e as rubricas lançadas. O Relatório Fiscal traz todos os elementos que motivaram a lavratura do AI e o relatório Fundamentos Legais do Débito – FLD, encerra todos os dispositivos legais que dão suporte ao procedimento do lançamento, separados por assunto e período correspondente, garantindo, dessa forma, o exercício do contraditório e ampla defesa à autuada. Nesse sentido, rejeito as preliminares suscitadas. A autuada assevera, ainda, que o acórdão recorrido ignorou provas constantes dos autos, teses e argumentos trazidos pela ora recorrente, não enfrentando todos os pontos apresentados para análise contenciosa, cerceando o direito de defesa e agredindo o princípio do duplo grau de jurisdição, consagrado pelo PAF. Porém, vale ressaltar que o órgão julgador não está obrigado a apreciar toda e qualquer alegação apresentada pela recorrente, mas tão somente aquelas que possuem o condão de formar ou alterar sua convicção. Tal entendimento encontra respaldo em jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça aplicada subsidiariamente conforme se depreende do Recurso Especial, cuja ementa transcrevo abaixo: RESP 208302 / CE ; RECURSO ESPECIAL1999/00235967 – Relator: Ministro Edson Vidigal – Quinta Turma – Julgamento em 01/06/1999 – Publicação em 28/06/1999 – DJ pág 150 PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO PARA FINS DE PREQUESTIONAMENTO. ADMISSIBILIDADE. REFERÊNCIA A CADA DISPOSITIVO LEGAL INVOCADO. DESNECESSIDADE. 1. Legal a oposição de Embargos Declaratórios para pré questionar matéria em relação a qual o Acórdão embargado omitiuse, embora sobre ela devesse se pronunciar; o juiz não está obrigado, entretanto, a responder todas as alegações das Fl. 4478DF CARF MF Impresso em 15/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/09/2012 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 02/10 /2012 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 06/10/2012 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, As sinado digitalmente em 20/09/2012 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES Processo nº 10166.721884/201081 Acórdão n.º 2301002.764 S2C3T1 Fl. 5 9 partes, quando já tenha encontrado motivo suficiente para fundar a decisão. 2. Recurso não conhecido. REsp 767021 / RJ ; RECURSO ESPECIAL 2005/01171187 – Relator: Ministro JOSÉ DELGADO PRIMEIRA TURMA – Julgamento em 16/08/2005 DJ 12.09.2005 p. 258 PROCESSUAL CIVIL. AUSÊNCIA DE OMISSÃO, OBSCURIDADE, CONTRADIÇÃO OU FALTA DE MOTIVAÇÃO NO ACÓRDÃO A QUO. EXECUÇÃO FISCAL. ALIENAÇÃO DE IMÓVEL. DESCONSIDERAÇÃO DA PESSOA JURÍDICA. GRUPO DE SOCIEDADES COM ESTRUTURA MERAMENTE FORMAL. PRECEDENTE. 1. Recurso especial contra acórdão que manteve decisão que, desconsiderando a personalidade jurídica da recorrente, deferiu o aresto do valor obtido com a alienação de imóvel. 2. Argumentos da decisão a quo que são claros e nítidos, sem haver omissões, obscuridades, contradições ou ausência de fundamentação. O nãoacatamento das teses contidas no recurso não implica cerceamento de defesa. Ao julgador cabe apreciar a questão de acordo com o que entender atinente à lide. Não está obrigado a julgar a questão conforme o pleiteado pelas partes, mas sim com o seu livre convencimento (art. 131 do CPC), utilizandose dos fatos, provas, jurisprudência, aspectos pertinentes ao tema e da legislação que entender aplicável ao caso. Não obstante a oposição de embargos declaratórios, não são eles mero expediente para forçar o ingresso na instância especial, se não há omissão a ser suprida. Inexiste ofensa ao art. 535 do CPC quando a matéria enfocada é devidamente abordada no aresto a quo. (g.n.) Verificase que a decisão de primeira instância demonstra a convicção do julgador diante dos fatos e argumentos que lhe foram apresentados, seja pela auditoria fiscal, seja pela autuada. Ademais, a recorrente apenas alega, mas não aponta quais os tópicos não foram objeto de análise no Acórdão recorrido. Portanto, não se verifica a nulidade alegada pelo contribuinte. No mérito, constatase que a recorrente não nega que tenha fornecido vale transporte e vale alimentação em pecúnia a seus empregados. Ela apenas tenta demonstrar que a despesa com os referidos benefícios não integra o salário de contribuição por não possuir natureza remuneratória, pois os pagamentos são eventuais, possuem natureza indenizatória e constituem instrumentos para o trabalho e não pelo trabalho. Fl. 4479DF CARF MF Impresso em 15/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/09/2012 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 02/10 /2012 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 06/10/2012 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, As sinado digitalmente em 20/09/2012 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES 10 Alega que todo o procedimento de pagamento de Alimentação e Transporte aos colaboradores da recorrente foram feitos nos estritos termos da legislação previdenciária, CF e Convenção Coletiva de Trabalho. No entanto, o conceito de salário de contribuição expresso no art. 28 inciso I da Lei 8.212/91 é “...a totalidade dos rendimentos pagos, devidos ou creditados a qualquer título, durante o mês, destinados a retribuir o trabalho, qualquer que seja a sua forma,...” (grifei). A própria Constituição Federal, preceitua, no § 4º do art. 201, renumerado para o § 11, com a redação dada pela Emenda Constitucional nº 20/98, o seguinte: § 11. Os ganhos habituais do empregado, a qualquer título, serão incorporados ao salário para efeito de contribuição previdenciária e conseqüentemente repercussão em benefícios, nos casos e na forma da lei. (grifei) Portanto, a condição de se tratar ou não de salário não está vinculada ao interesse da fonte pagadora ou do empregador em, com aquele pagamento, assalariar ou não seu empregado. Ou seja, não é o nome do pagamento ou a vontade da empresa em si que vai determinar sua natureza jurídica. O que irá afastar a verba paga da incidência tributária é a estreita observância à legislação específica que trata da matéria. No presente caso, não resta dúvida que a verba intitulada “auxílio alimentação”, paga em pecúnia, não está incluída nas hipóteses legais de isenção previdenciária, previstas no § 9º, art. 28, da Lei 8.212/91. De fato, a alínea “c”, do citado § 9º, com redação dada pela Lei nº 9.528/97, exclui do salário de contribuição apenas a parcela “in natura” recebida de acordo com a Lei 6.321/76, o que não é o caso em tela, já que a fiscalização constatou que a empresa concedeu, em diversas ocasiões, o auxílioalimentação em pecúnia, o que contraria o referido diploma legal. Assim, está correto o procedimento fiscal em incluir na base de cálculo da contribuição previdenciária os valores pagos pela recorrente a título de auxílioalimentação, como está correta a decisão recorrida em manter tal rubrica no lançamento. Em que pese o entendimento da recorrente de que as Convenções Coletivas de Trabalho, conforme a CLT, produzem efeitos de lei entre as partes, conforme o art. 7o, XXVI da CF, vale esclarecer que a doutrina há muito já consagrou a autonomia científica do Direito Previdenciário em face do Direito do Trabalho. O conceito de saláriodecontribuição não se confunde com o conceito de remuneração retirado do Direito Laboral. Segundo Wladimir Novaes Martinez (Comentários à Lei Básica da Previdência Social), “O conceito previdenciário de saláriodecontribuiçao não tem de coincidir exatamente com a definição trabalhista de remuneração ou, com mais razão, com a descrição de salário. Para isso é necessário o tipo legal circunscrever o fato gerador, impondo suas condições”. Ademais, os efeitos indenizatórios pactuados em acordos coletivos somente repercutem na esfera da relação de emprego, não atingindo terceiros estranhos à relação laboral, entre os quais, a Previdência Social. Fl. 4480DF CARF MF Impresso em 15/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/09/2012 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 02/10 /2012 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 06/10/2012 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, As sinado digitalmente em 20/09/2012 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES Processo nº 10166.721884/201081 Acórdão n.º 2301002.764 S2C3T1 Fl. 6 11 Nesse sentido, nos ensina Adriana Hilgenberg de Araújo (Direito do trabalho e direito processual do trabalho: temas atuais, Editoria Juruá, p 55 e 56) : “ Como visto, as convenções e acordos coletivos são fontes do Direito do Trabalho, cujas cláusulas serão aplicadas a todos os pertencentes a uma determinada categoria ou empresa (no caso dos acordos). As cláusulas, tanto as obrigatórias (CLT artigo 616), facultativas, obrigatórias ou normativas, devem respeitar o ordenamento legal, não podendo ferir preceitos, sejam eles constitucionais ou infraconstitucionais, salvo expressa autorização .” (grifei). Assim, a observância ao ordenamento jurídico infraconstitucional não agride a garantia constitucional do reconhecimento das convenções e acordos coletivos, prevista no inciso XXVI, art. 7º, da Constituição Federal, vez que se encontra insculpida, em toda a Constituição, o respeito ao princípio da legalidade. Em conseqüência, os acordos coletivos não têm a força de alterar disposições legais, em especial, as inseridas na Lei 8.212/91. E, sendo o lançamento um ato vinculado, a fiscalização, ao constatar a ocorrência do fato gerador da contribuição previdenciária e o não recolhimento do valor devido, lavrou o competente AI, em estrita observância aos ditames legais. Com relação aos argumentos de ausência de habitualidade, entendo que não estamos diante de um pagamento eventual, já que o ganho habitual passível de exação não é necessariamente aquele valor auferido mês a mês, trimestralmente ou mesmo bimestralmente etc. Há verbas pagas no decorrer do contrato de trabalho, ainda que não sejam auferidas nessas condições, e que não podem ser vistas como meramente eventuais. No caso sob análise, não há dúvida de que o pagamento em pecúnia realizado pela empresa a título de Auxílioalimentação, em favor de seus empregados, revestese de habitualidade, já que era de conhecimento de todos os empregados que, no caso da contratação ou afastamento, farão jus ao recebimento do valor ajustado de forma proporcional aos dias trabalhados. Assim, o conhecimento prévio de que tal pagamento será realizado se ocorrer o evento retiralhe o caráter da eventualidade, tornandoo habitual. Há, portanto, uma expectativa criada que se sobrepõe ao fato de os valores percebidos pelos segurados empregados não serem rotineiros, e essa expectativa perdura até o final do vínculo empregatício. Essa expectativa criada, o costume e a certeza do pagamento gera a habitualidade e afasta por completo a eventualidade. A ampla divulgação da concessão do benefício e de suas condições faz com que integre o contrato de trabalho dos empregados, pois tratase de um pagamento ajustado com condição préfixada.. Portanto, o valor efetivamente pago pela autuada, em pecúnia, relativo a auxílioalimentação, integra o salário de contribuição e a pretensão da recorrente de se excluir os referidos valores da base de cálculo da contribuição previdenciária carece de amparo legal. Nesse sentido, o parecer PGFN/CRJ/Nº 2117 /2011, cuja aprovação pelo Senhor Ministro de Estado da Fazenda ensejou a emissão do ATO DECLARATÓRIO Nº 03 /2011, Fl. 4481DF CARF MF Impresso em 15/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/09/2012 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 02/10 /2012 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 06/10/2012 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, As sinado digitalmente em 20/09/2012 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES 12 que autoriza a dispensa de apresentação de contestação e de interposição de recursos, bem como a desistência dos já interpostos, desde que inexista outro fundamento relevante “nas ações judiciais que visem obter a declaração de que sobre o pagamento in natura do auxílio alimentação não há incidência de contribuição previdenciária”, traz, em seu bojo, excertos do julgado proferido pelo Min. Luiz Fux, nos autos do Recurso Especial nº1.119.787SP, publicado no DJ em 13/05/2010, bem como outras decisões que expressam a pacífica e consolidada jurisprudência do STJ sobre a matéria, e conclui que “quando o auxílioalimentação for pago em espécie ou creditado em contacorrente, em caráter habitual, assume feição salarial e, desse modo, integra a base de cálculo da contribuição previdenciária.” Dessa forma, não há amparo legal para a nãoincidência de contribuição previdenciária sobre o AuxílioAlimentação pago em pecúnia. A recorrente alega que não há como identificar, no relatório fiscal e planilhas, se houve bitributação de valores, eis que, ao considerar valores da folha de pagamento e da contabilidade, não se pode identificar se tais valores se confundem com aqueles, razão pela qual requer desde já o cancelamento das exigências. Contudo, conforme relatado pelo fiscal e não negado pela recorrente em sua peça recursal, a autuada, apesar de intimada por meio de TIAD, não apresentou a relação individualizada de todos os beneficiários dos valores contabilizados na conta de Auxílio Alimentação. Ao proceder dessa forma, a recorrente inverteu o ônus da prova, cabendo a ela provar que houve bitributação. Como a autuada não trouxe a lista solicitada por meio de TIAD ou outros elementos para serem analisados por este Conselho, não há que se falar em cancelamento das exigências. Com relação ao ValeTransporte pago em pecúnia, foi editada a SÚMULA nº 60, em 08 /12 /2011, pela Advocacia Geral da União – AGU, que estabelece: "Não há incidência de contribuição previdenciária sobre o valetransporte pago em pecúnia, considerando o caráter indenizatório da verba" . Considerando que o Decreto 70.235/72 estabelece que o disposto no caput do art. 26A não se aplica aos casos de lei ou ato normativo que seja objeto de súmula da AGU, entendo que deva ser dado provimento ao recurso no sentido de que seja excluído, do débito, os valores relativos ao pagamento de ValeTransporte em pecúnia. A recorrente insurgese, ainda, contra a multa e a correção aplicada. Contudo, é oportuno salientar que a utilização da taxa para atualizações e correções dos débitos apurados e a multa aplicada encontram respaldo nos art. 34 e 35A, da Lei 8.212/91 vigentes à época. Cabe destacar, ainda, que a atividade administrativa é plenamente vinculada ao cumprimento das disposições legais. Nesse sentido, o ilustre jurista Alexandre de Moraes ( curso de direito constitucional, 17ª ed. São Paulo. Editora Atlas 2004.314) colaciona valorosa lição: “o tradicional princípio da legalidade, previsto no art. 5º, II, da CF, aplicase normalmente na administração pública, porém de forma mais rigorosa e especial, pois o administrador público somente poderá fazer o que estiver expressamente autorizado em lei e nas demais espécies normativas, inexistindo, pois, incidência de vontade subjetiva. Esse principio coadunase com a própria função Fl. 4482DF CARF MF Impresso em 15/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/09/2012 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 02/10 /2012 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 06/10/2012 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, As sinado digitalmente em 20/09/2012 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES Processo nº 10166.721884/201081 Acórdão n.º 2301002.764 S2C3T1 Fl. 7 13 administrativa, de executor do direito, que atua sem finalidade própria, mas sem em respeito à finalidade imposta pela lei, e com a necessidade de preservarse a ordem jurídica” Ademais, o Conselho Pleno, no exercício de sua competência, uniformizou a jurisprudência administrativa sobre a matéria, por meio do Enunciado 03/2007, transcrito a seguir: Enunciado nº 03: É cabível a cobrança de juros de mora sobre os débitos para com a União decorrentes de tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal com base na taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia – Selic para títulos federais. A autuada alega ainda que, tendo em vista que a empresa não reteve e nem descontou qualquer valor sobre pagamentos de VA e VT, o que foi reconhecido pelo próprio fiscal em seu relatório, não há motivação para lavratura de representação fiscal para fins penais, mesmo porque, segundo entende, não houve qualquer prejuízo ao erário. Porém, a motivação para a lavratura da Representação Fiscal para Fins Penais foi a constatação de supressão ou redução de contribuição social previdenciária mediante omissão, em folha de pagamento ou GFIP da empresa, de segurado que lhe preste serviço, o que configura, em tese, hipótese de crime de sonegação de contribuição previdenciária previsto no art. 337A, inciso I, do Código Penal, com redação dada pela Lei nº 9.983, de 14/07/2000. E sendo a atividade administrativa vinculada aos ditames legais, a fiscalização lavrou o competente ato, em observância à legislação que rege o lançamento. Em relação ao argumento de ausência de prejuízo ao erário, mister lembrar que o descumprimento de obrigações legais, sejam elas acessórias ou principais, sempre prejudica o erário, e é com o objetivo do melhor funcionamento da administração tributária, para que não se faça letra morta à lei e se evite a sonegação fiscal em massa é que o legislador impôs a penalidade pecuniária ao sujeito passivo que vilipendia obrigação legal a todos imposta. Nesse sentido e Considerando tudo mais que dos autos consta, VOTO por CONHECER DO RECURSO, para, no mérito, DARLHE PROVIMENTO PARCIAL, para excluir do débito os valores relativos ao ValeTransporte pago em pecúnia, por improcedência. É como voto (assinado digitalmente) Bernadete de Oliveira Barros – Relatora Fl. 4483DF CARF MF Impresso em 15/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/09/2012 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 02/10 /2012 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 06/10/2012 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, As sinado digitalmente em 20/09/2012 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES 14 Fl. 4484DF CARF MF Impresso em 15/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/09/2012 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 02/10 /2012 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 06/10/2012 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, As sinado digitalmente em 20/09/2012 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES Processo nº 10166.721884/201081 Acórdão n.º 2301002.764 S2C3T1 Fl. 8 15 Voto Vencedor Conselheiro Marcelo Oliveira Redator Designado Com todo respeito à excelsa Conselheira, divirjo de suas conclusões quanto ao auxílio alimentação. Como muito bem relatado, o lançamento possui, em tese, dois fatos geradores: a) Pagamento de vale transporte em pecúnia; e b) Pagamento de auxílio alimentação em pecúnia. Na análise dos autos verificamos que desde a impugnação, com ratificação no recurso, a recorrente afirma que nem todas as contas citadas referemse a pagamento desses benefícios e que os pagamentos em pecúnia dos dois benefícios não correspondem ao total pago, ou seja, não nega que paga, mesmo que de forma parcial, esses benefícios em dinheiro. A recorrente alega, sim, que esses pagamentos em dinheiro ocorrem de forma eventual, em casos, por exemplo, de demissão ou contratação, em que não há como pagar em cartão, vales ou tíquetes, pois esses funcionários não entram na relação que deve ser enviada no mês anterior à administradora desses cartões, vales, tíquetes. Ou seja, o acórdão de primeira instância equivocase quando afirma que todos os valores lançados foram confessados como pagos em pecúnia. Sem adentrar na análise sobre a duvidosa ocorrência de habitualidade desses pagamentos em contratações ou demissões reiteração ou continuidade de uma gratificação (ajuste mensal, semestral ou anual) ou mesmo uma prestação in natura, habitual (periódica e uniforme) pelas alegações da recorrente, desde a impugnação, formos verificar as provas dos autos. Desde já ressalto que na análise do Relatório Fiscal não há indicação alguma de que o critério do lançamento foi a aferição da base de cálculo. Não há citação alguma sobre essa forma de mensuração da base de cálculo. Além do mais o Fisco afirma que retirou os dados dos documentos do contribuinte, folha e escrituração. No auxílio alimentação, encontramos as seguintes rubricas que serviram para o lançamento, oriundas da folha de pagamento: Rubrica Período Código Descrição P/D Início Fim 0110 Dif. Tiquete P 200701 200812 0190 Credito Vale Alimentação Retroativo P 200701 200812 Fl. 4485DF CARF MF Impresso em 15/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/09/2012 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 02/10 /2012 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 06/10/2012 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, As sinado digitalmente em 20/09/2012 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES 16 0222 Dev. Desconto De Tiquete P 200701 200804 0373 Vale Refeição Pago Em Dinheiro P 200701 200812 0425 Rest. Vale Refeição P 200701 200712 0446 Dif. Tiquete CCT P 200705 200812 0506 Dif de Tiquete SINDPDPE P 200701 200710 0550 Reposição VA Retroativo por Referencia P 200701 200812 0598 Devolução desconto a Maior ValeCard P 200710 200803 0223 Tiquete Refeição D 200701 200812 0276 Dev. Tiquete D 200701 200812 0277 Desc. Tiquete Especial D 200701 200706 0278 Desc.Tiquete Falta/Atestado D 200701 200812 0279 Desc. Tiquete Retroativo D 200801 200812 0286 Desc. Cartao Valecard D 200701 200805 0590 Desc. VR Por Referencia D 200706 200812 0622 Desc. cartão Vale Card Retroativo D 200803 200803 Na análise de todas essas rubricas, somente uma, e somente após contestação à empresa, poderia servir, com certeza à conceituação como vale refeição pago em dinheiro, a que possui esse nome. Em todas as demais há dúvidas, maiores ou menores, se referese a pagamento de auxílio alimentação em pecúnia, como no caso dos descontos, devoluções, faltas, atestados, etc. Portanto, não temos como, pela informação prestada no Relatório Fiscal (RF), ter certeza absoluta (requisito necessário a todo lançamento fiscal) de que esses valores devem integrar o Salário de Contribuição, por serem pagos em pecúnia. Ressaltamos, novamente, que a fiscalização poderia ter solicitado esclarecimentos sobre cada rubrica e, caso esclarecidos, motivar o lançamento, ou não esclarecidos, efetuar a aferição, como possibilita a legislação, mas esses procedimentos não ocorreram. Somase a esse fato que a fiscalização, também, utilizou o total lançado na contabilidade, na conta “Auxílio Alimentação”, como base de cálculo. Desde a impugnação, com reiteração no recurso, a recorrente afirma que os mesmos valores foram lançados duas vezes, devido as duas fontes (folha e contabilidade). Na análise do RF não encontramos justificativa para que as duas fontes fossem utilizadas na sua integralidade, fato não usual, já que na gigantesca maioria dos Fl. 4486DF CARF MF Impresso em 15/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/09/2012 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 02/10 /2012 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 06/10/2012 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, As sinado digitalmente em 20/09/2012 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES Processo nº 10166.721884/201081 Acórdão n.º 2301002.764 S2C3T1 Fl. 9 17 lançamentos que já analisamos o que se lança é a base de um e a diferença com o outro. Portanto, essa é mais uma incerteza presente no lançamento. Para concluir, há nos autos a alegação da recorrente que fornece o benefício por tíquetes e cartões, devido a contrato com a empresa Ticket Serviços S.A. Mesmo com essa forte documentação anexada, não houve o cuidado da fiscalização ou do órgão julgador de primeira instância em verificar a certeza dos fatos. Por todo exposto, devido a não comprovação, clara e precisa, da ocorrência do fato gerador, dou provimento ao recurso neste ponto. Ressalto, por fim, que equívocos semelhantes ocorreram na tributação do vale transporte, mas por concordar com a Relatora em sua decisão, deixo de proferir voto no mesmo sentido. CONCLUSÃO: Em razão do exposto, voto em DAR PROVIMENTO na questão da não incidência de contribuição sobre as verbas referentes ao auxílio alimentação. (assinado digitalmente) Marcelo Oliveira Redator Fl. 4487DF CARF MF Impresso em 15/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/09/2012 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 02/10 /2012 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 06/10/2012 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, As sinado digitalmente em 20/09/2012 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES 18 Declaração de Voto Damião Cordeiro de Moraes Conselheiro 1. Apenas a título de contribuição para o debate jurídico, exponho meu raciocínio, em conformidade ao exposto pelo douto redator, e dou provimento ao recurso voluntário, nos termos seguintes: Auxílio Alimentação 2. O meu posicionamento sobre o auxílio alimentação in natura pago aos empregados segurados é por todos conhecido nesse Conselho, sendo certo que entendo tais verbas não sofrem a incidência de contribuição previdenciária, haja vista a ausência de sua natureza salarial, esteja o empregador inscrito ou não no PAT. 3. Nesse mesmo sentido, a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça pacificou seu entendimento no sentido de que o pagamento in natura do auxílio alimentação não sofre a incidência de contribuição previdenciária por não constituir natureza salarial, esteja o empregados inscrito ou não no Programa de Alimentação do Trabalhador – PAT. (Precedentes: EREsp 603.509/CE, Rel. Min. Castro Meira, DJ de 08/11/2004, REsp 719.714/PR, Rel. Min. Teori Albino Zavascki, DJ de 24/04/2006). 4. Ademais é oportuno dizer que as empresas, na verdade, estão desempenhando seu papel social ao fornecerem refeições e lanches a segurados a seu serviço, notadamente para aqueles de menor renda. Dessa forma, considero que cobrar contribuições sociais sobre o fornecimento próprio de alimentação é penalizar as empresas e desestimular a colaboração da sociedade na saúde do trabalhador. 5. Abaixo, recente julgado da Primeira Turma deste Colendo Tribunal, in verbis: “TRIBUTÁRIO E ADMINISTRATIVO. VALEALIMENTAÇÃO. PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO DO TRABALHADOR PAT. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. NÃOINCIDÊNCIA. 1. O valor concedido pelo empregador a título de vale alimentação não se sujeita à contribuição previdenciária, mesmo nas hipóteses em que o referido benefício é pago em dinheiro. 2. A exegese hodierna, consoante a jurisprudência desta Corte e da Excelsa Corte, assenta que o contribuinte é sujeito de direito, e não mais objeto de tributação. 3. O Supremo Tribunal Federal, em situação análoga, concluiu pela inconstitucionalidade da incidência de contribuição previdenciária sobre o valor pago em espécie sobre o vale transporte do trabalhador, mercê de o benefício ostentar nítido caráter indenizatório. (STF RE 478.410/SP, Rel. Min. Eros Grau, Tribunal Pleno, julgado em 10.03.2010, DJe 14.05.2010) Fl. 4488DF CARF MF Impresso em 15/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/09/2012 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 02/10 /2012 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 06/10/2012 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, As sinado digitalmente em 20/09/2012 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES Processo nº 10166.721884/201081 Acórdão n.º 2301002.764 S2C3T1 Fl. 10 19 4. Mutatis mutandis, a empresa oferece o ticket refeição antecipadamente para que o trabalhador se alimente antes e ir ao trabalho, e não como uma base integrativa do salário, porquanto este é decorrente do vínculo laboral do trabalhador com o seu empregador, e é pago como contraprestação pelo trabalho efetivado. 5. É que: (a) ‘o pagamento in natura do auxílioalimentação, vale dizer, quando a própria alimentação é fornecida pela empresa, não sofre a incidência da contribuição previdenciária, por não possuir natureza salarial, esteja o empregador inscrito, ou não, no Programa de Alimentação do Trabalhador PAT, ou decorra o pagamento de acordo ou convenção coletiva de trabalho’ (REsp 1.180.562/RJ (grifo nosso) (...) 6. Recurso especial provido.” (STJ REsp 1185685/SP, Rel. Ministro HAMILTON CARVALHIDO, Rel. p/ Acórdão Ministro LUIZ FUX, PRIMEIRA TURMA, julgado em 17/12/2010, DJe 10/05/2011) (g.n.) 6. Salientase, ainda, que para firmar esse entendimento fazse mister a referência de acórdão cuja relatoria é do Ministro José Delgado que tratou da matéria em questão, conforme ementa abaixo transcrita: “TRIBUTÁRIO E PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL. EXECUÇÃO FISCAL. REFEIÇÃO REALIZADA NAS DEPENDÊNCIAS DA EMPRESA. NÃOINCIDÊNCIA DE CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. PRECEDENTES. DÉBITOS PARA COM A SEGURIDADE SOCIAL PRESUNÇÃO DE CERTEZA E LIQUIDEZ DA CERTIDÃO DA DÍVIDA ATIVA. PRECEDENTES. 1. Recurso especial interposto pelo INSS contra acórdão proferido pelo TRF da 4ª Região segundo o qual: a) o simples inadimplemento da obrigação tributária não constitui infração à lei capaz de ensejar a responsabilidade solidária dos sócios; b) o auxílioalimentação fornecido pela empresa não sofre a incidência de contribuição previdenciária, esteja o empregador inscrito ou não no Programa de Alimentação do Trabalhador PAT. Em seu apelo, o INSS aponta negativa de vigência dos artigos 135 e 202, do CTN, 2º, § 5º, I e IV, 3º da Lei 6.830/80, 28, § 9º, da Lei n. 8.212/91 e divergência jurisprudencial. Sustenta, em síntese, que: a) a) o ônus da prova acerca da não ocorrência da responsabilidade tributária será do sócio executado, tendo em vista a presunção de legitimidade e certeza da certidão da dívida ativa; b) é pacífico o Fl. 4489DF CARF MF Impresso em 15/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/09/2012 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 02/10 /2012 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 06/10/2012 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, As sinado digitalmente em 20/09/2012 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES 20 entendimento no STJ de que o auxílioalimentação, caso seja pago em espécie e sem inscrição da empresa no Programa de Alimentação do Trabalhador PAT, é salário e sofre a incidência de contribuição previdenciária. 2. A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça pacificou o entendimento no sentido de que o pagamento in natura do auxílioalimentação, isto é, quando a própria alimentação é fornecida pela empresa, não sofre a incidência da contribuição previdenciária, por não constituir natureza salarial, esteja o empregador inscrito ou não no Programa de Alimentação do Trabalhador PAT. Com tal atitude, a empresa planeja, apenas, proporcionar o aumento da produtividade e eficiência funcionais. Precedentes. EREsp 603.509/CE, Rel. Min. Castro Meira, DJ de 08/11/2004, REsp 719.714/PR, Rel. Min. Teori Albino Zavascki, DJ de 24/04/2006. 3. Constando o nome do sóciogerente na certidão de dívida ativa e tendo ele tido pleno conhecimento do procedimento administrativo e da execução fiscal, responde solidariamente pelos débitos fiscais, salvo se provar a inexistência de qualquer vínculo com a obrigação. 4. Presunção de certeza e liquidez da certidão da dívida ativa. Ônus da prova da isenção de responsabilidade que cabe ao sóciogerente.Precedentes: EREsp 702.232/RS, Rel. Min. Castro Meira, DJ de 26/09/2005; EREsp 635.858/RS, Rel. Min. Luiz Fux, DJ de 02/04/2007. 5. Recurso especial parcialmente provido.” (REsp 977.238/RS, Rel. Ministro JOSÉ DELGADO, PRIMEIRA TURMA, julgado em 13.11.2007, DJ 29.11.2007 p. 257) (g.n.) 7. Inclusive, cumpre ressaltar que a argumentação da Fazenda Nacional nos autos acima (REsp 977.238/RS) era de que o auxilio alimentação, pago em espécie e sem inscrição da empresa no Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT), possuía natureza salarial sendo, portanto, passível de recolhimento de tributo. No entanto, sua sustentação não foi provida em razão da orientação jurisprudencial pacífica do STJ em sentido contrário, qual seja não incidência de contribuições previdenciárias sobre os valores pagos a título de auxilio alimentação. 8. Digase, também, pelo que se indica nestes casos, que a concessão da alimentação é desvinculada do salário por força da própria Lei nº 8.212/91 que determina a não integração do saláriodecontribuição às importâncias recebidas a título de ganhos expressamente desvinculados do salário (art. 28, §9º, letra “e”, número 7). 9. Não é inoportuno dizer que as empresas, na verdade, estão desempenhando enorme papel social ao fornecerem alimentação a seus trabalhadores, notadamente para aqueles de menor renda. É dizer, cobrar contribuições sociais sobre o fornecimento próprio de alimentação é penalizar as empresas e desestimular a colaboração da sociedade na saúde do trabalhador. Fl. 4490DF CARF MF Impresso em 15/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/09/2012 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 02/10 /2012 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 06/10/2012 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, As sinado digitalmente em 20/09/2012 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES Processo nº 10166.721884/201081 Acórdão n.º 2301002.764 S2C3T1 Fl. 11 21 10. Ademais, salientase que se verifica que a fiscalização não demonstra o pagamento em pecúnia, apenas considera o fato da falta de inscrição da empresa no PAT, logo, tenho por certo que o lançamento fiscal não deve ser mantido nesse ponto. Do transporte 11. Diferente não é meu posicionamento no tocante ao vale transporte, pois tenho como certo que o fato de a empresa ter descontado valor sobre outras verbas além do salário base não tem o condão de modificar a natureza jurídica dessa verba, transformandoa em outro tipo de rendimento sujeito ao pagamento da contribuição previdenciária. 12. Sendo assim, a origem da verba paga tem natureza jurídica indenizatória, pois foi assim que a norma, que criou o benefício, deixou consignada. 13. Vejase que a norma previdenciária tratou da matéria da seguinte forma: “Art. 28 Entendese por salário de contribuição: (...) Parágrafo 9º Não integram o saláriodecontribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: (...) f) a parcela recebida a título de vale transporte, na forma da legislação própria; (...)” (negritamos e sublinhamos) 14. Como se pode perceber, nos termos do art. 28, parágrafo 9º, alínea “f”, da Lei nº 8.212/91, a quantia (parcela) recebida a título de valetransporte não compõe o salário de contribuição, para fins de apuração da contribuição previdenciária. 15. De mais a mais, o fornecimento de transporte aos seus empregados é imprescindível para a execução do trabalho, e não pode compor a base de cálculo da contribuição previdenciária. 16. De outro lado, a Lei nº 10.243/2001, alterou o §2º do art. 458 da CLT, que passou a ter a seguinte redação: "Art. 458...................................................... § 2º Para os efeitos previstos neste artigo, não serão consideradas como salário as seguintes utilidades concedidas pelo empregador: I – vestuários, equipamentos e outros acessórios fornecidos aos empregados e utilizados no local de trabalho, para a prestação do serviço; II – educação, em estabelecimento de ensino próprio ou de terceiros, compreendendo os valores relativos a matrícula, mensalidade, anuidade, livros e material didático; Fl. 4491DF CARF MF Impresso em 15/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/09/2012 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 02/10 /2012 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 06/10/2012 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, As sinado digitalmente em 20/09/2012 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES 22 III – transporte destinado ao deslocamento para o trabalho e retorno, em percurso servido ou não por transporte público; ......................................................................” (NR) 17. Com isso, considerando o inciso III, acima transcrito, o transporte concedido como utilidade não será considerado como salário. Assim, se não é salário o transporte, não creio que os valores reembolsados pela empresa aos empregados, para o seu deslocamento para o trabalho e retorno, em percurso servido ou não por transporte público, seja considerado para efeito de incidência da contribuição social. 18. E sobre a natureza indenizatória do benefício o Supremo Tribunal Federal já firmou seu posicionamento considerando que, mesmo quando pago em pecúnia, o vale transporte não possui natureza salarial, in verbis: “EMENTA: RECURSO EXTRORDINÁRIO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. INCIDÊNCIA. VALETRANSPORTE. MOEDA. CURSO LEGAL E CURSO FORÇADO. CARÁTER NÃO SALARIAL DO BENEFÍCIO. ARTIGO 150, I, DA CONSTITUIÇÃO DO BRASIL. CONSTITUIÇÃO COMO TOTALIDADE NORMATIVA. 1. Pago o benefício de que se cuida neste recurso extraordinário em valetransporte ou em moeda, isso não afeta o caráter não salarial do benefício. 2. A admitirmos não possa esse benefício ser pago em dinheiro sem que seu caráter seja afetado, estaríamos a relativizar o curso legal da moeda nacional. 3. A funcionalidade do conceito de moeda revelase em sua utilização no plano das relações jurídicas. O instrumento monetário válido é padrão de valor, enquanto instrumento de pagamento sendo dotado de poder liberatório: sua entrega ao credor libera o devedor. Poder liberatório é qualidade, da moeda enquanto instrumento de pagamento, que se manifesta exclusivamente no plano jurídico: somente ela permite essa liberação indiscriminada, a todo sujeito de direito, no que tange a débitos de caráter patrimonial. 4. A aptidão da moeda para o cumprimento dessas funções decorre da circunstância de ser ela tocada pelos atributos do curso legal e do curso forçado. 5. A exclusividade de circulação da moeda está relacionada ao curso legal, que respeita ao instrumento monetário enquanto em circulação; não decorre do curso forçado, dado que este atinge o instrumento monetário enquanto valor e a sua instituição [do curso forçado] importa apenas em que não possa ser exigida do poder emissor sua conversão em outro valor. 6. A cobrança de contribuição previdenciária sobre o valor pago, em dinheiro, a título de valestransporte, pelo recorrente aos seus empregados afronta a Constituição, sim, em sua totalidade normativa. Fl. 4492DF CARF MF Impresso em 15/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/09/2012 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 02/10 /2012 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 06/10/2012 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, As sinado digitalmente em 20/09/2012 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES Processo nº 10166.721884/201081 Acórdão n.º 2301002.764 S2C3T1 Fl. 12 23 Recurso Extraordinário a que se dá provimento.” (RE 478410/ SP; Relator Ministro Eros Grau) 19. Dito isso, verificase que a exigência pretendida é descabida, razão pela qual deve a mesma ser afastada, vez que, como demonstrado, o pagamento realizado não constitui fato gerador das contribuições devidas a Seguridade Social e as destinadas a Terceiros. Conclusão 20. Diante do exposto, CONHEÇO do recurso voluntário apresentado, e no mérito DOULHE PROVIMENTO, para afastar a incidência das contribuições previdenciárias incidentes sobre os valores pagos a título de vale transporte e auxílio alimentação (assinado digitalmente) Damião Cordeiro de Moraes Declaração de voto Fl. 4493DF CARF MF Impresso em 15/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/09/2012 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 02/10 /2012 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 06/10/2012 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, As sinado digitalmente em 20/09/2012 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES
score : 1.0
Numero do processo: 11080.007377/2007-48
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Apr 24 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS - IPI Período de apuração: 01/10/2002 a 31/12/2002 CRÉDITO PRESUMIDO As transferências de matéria prima, mediante a emissão de notas fiscais de transferência e de notas fiscais de entradas, ambas emitidas pelo próprio contribuinte, não geram créditos presumidos de IPI. RECURSO VOLUNTÁRIO NEGADO
Numero da decisão: 3301-001.414
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do Relator.
Nome do relator: JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201204
camara_s : Terceira Câmara
ementa_s : IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS - IPI Período de apuração: 01/10/2002 a 31/12/2002 CRÉDITO PRESUMIDO As transferências de matéria prima, mediante a emissão de notas fiscais de transferência e de notas fiscais de entradas, ambas emitidas pelo próprio contribuinte, não geram créditos presumidos de IPI. RECURSO VOLUNTÁRIO NEGADO
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
numero_processo_s : 11080.007377/2007-48
conteudo_id_s : 5213810
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Apr 16 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 3301-001.414
nome_arquivo_s : Decisao_11080007377200748.pdf
nome_relator_s : JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS
nome_arquivo_pdf_s : 11080007377200748_5213810.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do Relator.
dt_sessao_tdt : Tue Apr 24 00:00:00 UTC 2012
id : 4565907
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 08:58:41 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713041395711737856
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1645; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C3T1 Fl. 631 1 630 S3C3T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 11080.007377/200748 Recurso nº 000.001 Voluntário Acórdão nº 330101.414 – 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 24 de abril de 2012 Matéria IPI PER/DCOMP Recorrente BOISE CASCADE DO BRASIL LTDA ARACRUZ RIOGRANDENSE LTDA. (SUCESSORA) Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Período de apuração: 01/10/2002 a 31/12/2002 CRÉDITO PRESUMIDO As transferências de matéria prima, mediante a emissão de notas fiscais de transferência e de notas fiscais de entradas, ambas emitidas pelo próprio contribuinte, não geram créditos presumidos de IPI. RECURSO VOLUNTÁRIO NEGADO Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do Relator. (Assinado Digitalmente) Rodrigo da Costa Pôssas – Presidente (Assinado Digitalmente) Jose Adão Vitorino de Morais – Relator Participaram do presente julgamento os conselheiros: José Adão Vitorino de Morais, Antônio Lisboa Cardoso, Paulo Sérgio Celani, Andréa Medrado Darzé, Maria Teresa Martinez López e Rodrigo da Costa Possas. Relatório Fl. 631DF CARF MF Impresso em 12/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/05/2012 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 18 /05/2012 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 23/05/2012 por RODRIGO DA COSTA POSSAS 2 Tratase de recurso voluntário interposto contra decisão da DRJ Porto Alegre que julgou improcedente a manifestação de inconformidade apresentada contra despacho decisório que deferiu em parte o pedido de ressarcimento (PER) às fls. 03/91, transmitido em 27/06/2005, e homologou as compensações dos débitos fiscais vencidos nas datas de 28/02/2005, 06/07/2005 e 03/08/2005, declarados nas Declarações de Compensação (Dcomps), às fls. 205/229, transmitidas nas datas de 30/06/2006, 06/07/2007 e 03/08/2005, com créditos financeiros decorrentes de créditos básicos e créditospresumido do IPI, apurados para o quarto trimestre de 2002. A DRF em Porto Alegre reconheceu, na íntegra, o direito de a recorrente se ressarcir/compensar do saldo credor do IPI correspondente aos créditos básicos e, em parte, o ressarcimento decorrente dos créditos presumidos, homologando as compensações dos débitos fiscais declarados, nos termos da Informação Fiscal às fls. 196/199 e Despacho Decisório às fls. 201 do qual foi intimada em 28/12/2007 (fls. 238). Inconformada com aquele despacho, a recorrente apresentou manifestação de inconformidade (fls. 239/254), insistindo no ressarcimento integral do valor declarado, alegando razões assim resumidas por aquela DRJ: “... que é pessoa jurídica dedicada às atividades de (i) fabricação, aquisição, venda, importação e exportação de tábuas de madeira, compensado e outros produtos derivados de árvores; (ii) exploração de atividades agrícolas, inclusive extrativas vegetais e; (iii) florestamento, reflorestamento e demais atividades relacionadas à silvicultura; que para o exercício de suas atividades compra de UBS Timber Investors Brasil Ltda., atualmente denominada Florestal Guaíba Ltda. (UBS), troncos de madeira com determinada especificação, denominados Troncos Classe A e que esses troncos são a principal matériaprima para produção das laminas e compensados industrializados e comercializados pela manifestante. Na seqüência, discorre sobre os negócios jurídicos celebrados com a empresa UBS e a empresa Klabin Riocell (Klabin). Diz que a aquisição da matériaprima junto a UBS tem origem no negócio jurídico firmado em 21 de fevereiro de 2001. Após relato dos fatos, tece considerações sobre os créditos objeto de pedido de ressarcimento e da decisão denegatória alegando, resumidamente que: a) administra áreas de destocagem – hortos, condição assumida pelo interesse e obrigação que tem de adquirir da UBS Toras Classe A, que são extraídas das florestas – hortos – pertencentes a UBS; b) adquiriu direitos referentes ao cultivo das florestas, mas não o domínio destas, não sendo proprietária dos hortos; segue discorrendo sobre a forma como adquire da UBS Toras Classe A e como paga os valores correspondentes a esta aquisição; c) o fato de ter inscrição como produtora rural não significa que tenha propriedade sobre esses hortos; que emite nota fiscal de transferência, pela necessidade de transportar as Toras Classe A de um estabelecimento para outro, conforme preconiza o art. 43 da Lei n° 8.820/89 (Lei do ICMS no Estado do Rio Grande do Sul); d) o fato de emitir notas fiscais de transferência de mercadorias de um estabelecimento seu a outro em nada afeta o seu direito ao crédito presumido de IPI, decorrente da aquisição de Toras Classe A da UBS, e que o fato da UBS não emitir nota fiscal relativamente à venda das Toras Classe A para a manifestante em nada compromete a apropriação de créditos presumidos de IPI; Fl. 632DF CARF MF Impresso em 12/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/05/2012 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 18 /05/2012 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 23/05/2012 por RODRIGO DA COSTA POSSAS Processo nº 11080.007377/200748 Acórdão n.º 330101.414 S3C3T1 Fl. 632 3 e) correta a contabilização dos valores pagos à UBS a débito da conta de custo de produtos vendidos (CPV), com contrapartida na conta de fornecedores; f) os valores pagos à UBS vêm sendo oferecidos à incidência do Pis e da Cofins, conforme expressa afirmação da UBS.” Analisada a manifestação de inconformidade, aquela DRJ julgoua improcedente, conforme acórdão nº 1029.540, datado de 13/01/2011, às fls. 573/577, sob a seguinte ementa: “CRÉDITO PRESUMIDO DE IPI. BASE DE CÁLCULO Não se incluem na base de calculo do beneficio os valores de operações de transferência de matériaprima do estabelecimento rural para a sede da empresa da mesma pessoa jurídica, por não se caracterizar aquisição de matériaprima, requisito exigido pela lei.” Inconformada com essa decisão, a recorrente interpôs recurso voluntário (fls. 582/591), requerendo a sua reforma a fim de que se reconheça seu direito ao ressarcimento integral do valor pleiteado e defira seu pedido, alegando, em síntese, as mesmas razões expendidas na manifestação de inconformidade, ou seja, o fato de ela própria emitir as notas fiscais de transferência e de entrada das toras, em seu estabelecimento industrial, não impede o aproveitamento do crédito presumido do IPI. Por outro lado o fato de a UBS não emitir nota fiscal relativamente à venda das toras de madeira em nada compromete a operação, tendo em vista que nenhum dispositivo legal condiciona a apropriação dos créditos à emissão de notas fiscais, mas sim a utilização de bens como insumos na produção de bens destinados à exportação. É o relatório. Voto Conselheiro José Adão Vitorino de Morais O recurso apresentado atende aos requisitos de admissibilidade previstos no Decreto nº 70.235, de 06 de março de 1972. Assim, dele conheço. A questão de mérito oposta nesta fase recursal se restringe ao direito de a recorrente apurar créditos presumidos de IPI sobre entradas de matéria prima (toras de madeira), em seu estabelecimento industrial, mediante a emissão de notas fiscais de transferência e de entradas, ambas emitidas por ela própria. A Lei nº 9.363, de 13 de dezembro de 1996, que instituiu o crédito presumido do IPI, para o ressarcimento do PIS e da Cofins sobre insumos utilizados em industrialização de produtos exportados, assim dispõe: “Art. 1º. A empresa produtora e exportadora de mercadorias nacionais fará jus a crédito presumido do Imposto sobre Produtos Industrializados, como ressarcimento das contribuições de que tratam as Leis Complementares nos 7, de 7 de setembro de 1970, 8, de 3 de dezembro de 1970, e 70, de 30 Fl. 633DF CARF MF Impresso em 12/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/05/2012 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 18 /05/2012 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 23/05/2012 por RODRIGO DA COSTA POSSAS 4 de dezembro de 1991, incidentes sobre as respectivas aquisições, no mercado interno, de matériasprimas, produtos intermediários e material de embalagem, para utilização no processo produtivo. Parágrafo único.O disposto neste artigo aplicase, inclusive, nos casos de venda a empresa comercial exportadora com o fim específico de exportação para o exterior. Art. 2º. A base de cálculo do crédito presumido será determinada mediante a aplicação, sobre o valor total das aquisições de matériasprimas, produtos intermediários e material de embalagem referidos no artigo anterior, do percentual correspondente à relação entre a receita de exportação e a receita operacional bruta do produtor exportador. (...).” Ora, segundo estes dispositivos legais, o crédito presumido é apurado sobre aquisições de terceiros. No presente caso, inexistiram aquisições, mas tão somente transferências de matéria prima, conforme provam as notas fiscais de transferências e de entradas da matéria prima, tora de madeira, em seu estabelecimento industrial, ambas emitidas pelo próprio contribuinte, ou seja, pela recorrente. Como o ressarcimento suplementar pleiteado nesta fase recursal corresponde exclusivamente ao valor dos créditos presumidos de IPI apurados indevidamente sobre as entradas de matéria prima produzida pela própria recorrente, correto o indeferimento mantido pela autoridade julgadora de primeira instância. Em face do exposto e de tudo o mais que consta dos autos, nego provimento ao recurso voluntário. (Assinado Digitalmente) José Adão Vitorino de Morais Relator Fl. 634DF CARF MF Impresso em 12/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/05/2012 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 18 /05/2012 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 23/05/2012 por RODRIGO DA COSTA POSSAS
score : 1.0
