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Período de apuração: 01/01/2004 a 31/03/2004
EMENDA CONSTITUCIONAL N° 42, DE 31 DE DEZEMBRO DE 2003. MANUTENÇÃO DA ALÍQUOTA DE 0,38%.
A manutenção da alíquota de 0,38% da CPMF pelo art. 3o da Emenda Constitucional n° 42, de 2003, não constitui aumento de tributo, razão pela qual não se submete ao prazo nonagesimal estabelecido nos arts.150, II, “c” e 195, § 6º, da Constituição Federal.  O STF no RE n° 566.032,em sede de repercussão geral decidiu pela não violação ao princípio da anterioridade.

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Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário.

Assinado Digitalmente
Neiva Aparecida Baylon – Relator

Assinado Digitalmente
Renato Camara Ferro Ribeiro de Gusmao – Presidente

Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Gisela Pimenta Gadelha, Keli Campos de Lima, Luiz Carlos de Barros Pereira, Neiva Aparecida Baylon, Renan Gomes Rego (substituto[a]integral), Renato Camara Ferro Ribeiro de Gusmao (Presidente).
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MINISTÉRIO DA FAZENDA 
Conselho Administrativo de Recursos Fiscais 

PROCESSO  13527.000034/2009-53  

ACÓRDÃO 3002-003.561 – 3ª SEÇÃO/2ª TURMA EXTRAORDINÁRIA    

SESSÃO DE 20 de fevereiro de 2025 

RECURSO VOLUNTÁRIO 

RECORRENTE AGRO INDUSTRIA DO VALE DO SÃO FRANCISCO S/A AGROVALE 

INTERESSADO FAZENDA NACIONAL 

Assunto: Contribuição Provisória sobre Movimentação ou Transmissão de 

Valores e de Créditos e Direitos de Natureza Financeira - CPMF 

Período de apuração: 01/01/2004 a 31/03/2004 

EMENDA CONSTITUCIONAL N° 42, DE 31 DE DEZEMBRO DE 2003. 

MANUTENÇÃO DA ALÍQUOTA DE 0,38%. 

A manutenção da alíquota de 0,38% da CPMF pelo art. 3o da Emenda 

Constitucional n° 42, de 2003, não constitui aumento de tributo, razão pela 

qual não se submete ao prazo nonagesimal estabelecido nos arts.150, II, 

“c” e 195, § 6º, da Constituição Federal.  O STF no RE n°  566.032, em sede 

de repercussão geral decidiu pela não violação ao princípio da 

anterioridade. 

 

ACÓRDÃO 

Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. 

Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar 

provimento ao Recurso Voluntário. 

 

Assinado Digitalmente 

Neiva Aparecida Baylon – Relator 

 

Assinado Digitalmente 

Renato Camara Ferro Ribeiro de Gusmao – Presidente 

 

Fl. 802DF  CARF  MF

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ACÓRDÃO  3002-003.561 – 3ª SEÇÃO/2ª TURMA EXTRAORDINÁRIA  PROCESSO  13527.000034/2009-53 

 2 

Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Gisela Pimenta Gadelha, Keli 

Campos de Lima, Luiz Carlos de Barros Pereira, Neiva Aparecida Baylon, Renan Gomes Rego 

(substituto[a]integral), Renato Camara Ferro Ribeiro de Gusmao (Presidente). 

 
 

RELATÓRIO 

Para fins de economia processual adoto o relatório da decisão recorrida a fim de 

elucidar os fatos que motivaram a autuação, vejamos:  

Trata-se de Pedido de Restituição (fl. 01) da Contribuição Provisória sobre 

Movimentação ou Transmissão de Valores e de Créditos e Direitos de Natureza 

Financeira — CPMF referente ao período de janeiro a março de 2004, sob a 

alegação de recolhimento a maior em razão da prorrogação da contribuição pela 

Emenda Constitucional n° 42, de 2003, cujo art. 3O, ao dar nova redação ao art. 90 

do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias - ADCT, majorou a alíquota de 

0,08% para 0,38%, produzindo eficácia imediata a partir de lº de janeiro de 2004, 

sem a observância da anterioridade nonagesimal prevista no art. 195, § 6º da 

Constituição Federal. 

Visando lastrear seu pleito, a contribuinte anexou documentos relativos à sua 

movimentação bancária (fls. 17/699). 

O pedido da interessada foi indeferido pela DRF/Feira de Santana, nos termos do 

Despacho Decisório n° 457/2009 (fls. 701/705), contra o qual a contribuinte 

apresentou Manifestação de Inconformidade (fls. 709/722), sendo essas as suas 

alegações, em síntese: 

Inicialmente a manifestante faz um breve histórico da evolução legislativa da 

cobrança da CPMF; 

A seguir, alega que a Emenda Constitucional — EC n° 42, de 2003, que por seu art. 

3º inseriu no ADCT o artigo 90, estendeu a cobrança da contribuição até 31/12/2007 

e fixou a alíquota de 0,38%, sem qualquer alteração da alíquota pelo legislador 

ordinário federal, ficando claro que não está em questão o confronto de 

dispositivo de lei ordinária com norma constitucional, mas de aplicação de normas 

de igual status, já que o ADCT é assim tratado; 

Portanto, inexiste qualquer conflito entre as normas introduzidas pela EC n° 42 e o 

§ 6º do art. 195 da Constituição Federal, como apontado no Despacho Decisório 

impugnado, numa tentativa da autoridade administrativa em se esquivar de 

apreciar o pleito sob o argumento de que não teria competência para análise da 

constitucionalidade de leis; 

Não há qualquer determinação na Emenda Constitucional para eficácia imediata da 

nova alíquota ou afastamento do art. 195, § 6º da CF, situação que leva, 

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 3 

necessariamente, a uma interpretação sistêmica das normas constitucionais sem 

a necessidade de reconhecimento da inconstitucionalidade da EC; 

Não há que se falar em mera prorrogação da CPMF vigente, pois houve, na 

realidade, mediante revogação de dispositivo já em vigor, uma real modificação na 

sistemática da CPMF, com majoração da alíquota, o que leva à inadiável aplicação 

da conhecida noventena, prostrando-se para 31/03/2004 a cobrança com base na 

nova alíquota; 

Cita doutrina e julgados dos Tribunais Regionais Federais — TRF da 4 e da 5 

Regiões que corroborariam seus argumentos; 

Ao final, requer que seja julgado procedente o pedido de restituição da CPMF 

recolhida maior no período de 1°/01/2004 a 31/03/2004 decorrente da diferença 

entre a alíquota de 0,08%, que deveria ter sido aplicada, e a de 0,38%, que incidiu 

indevidamente. 

É o relatório. 
 

VOTO 

Conselheira Neiva Aparecida Baylon, Relatora. 

Recurso Voluntário é tempestivo e preenche os demais pressupostos de 

admissibilidade, portanto deve ser admitido. 

Trata-se de pedido de restituição de crédito de CPMF, relativos ao período de 

01/01/2004 a 31/03/2004, originado da diferença de alíquota de 0,08% e 0, 38%, baseada na 

anterioridade nonagesimal pela EC 42/2003. 

Conforme a emenda constitucional nº 42, de 31/12/2003 ao acrescentar o art.  

90  ao  ADCT, teria  prorrogado  o  prazo  de  vigência  da  alíquota  de  0,38%  para  a CPMF,  quan

do o referido ADCT, originalmente, em seu art. 86, já teria previsto a alíquota de 0,08%  para o ano

 de 2004. 

  Entende a Recorrente que houve recolhimento indevido de CPMF entre os dias de 

1º de janeiro e 31 de março de 2004, porquanto a alíquota aplicável à exação seria 0,8%, e não 

0,38%, conforme retido pela instituição financeira. 

Nobre esse tema o STF no julgamento do RE 566.032/RS, com repercussão geral 

reconhecida, Rel. Min. Gilmar Mendes, publicação em 23/10/2009, como já consta da decisão da 

DRJ: 

Recurso extraordinário. 2. Ementa Constitucional n° 42/2003 que prorrogou a 

CPMF e manteve a alíquota de 0,38% para o exercício de 2004. 3. Alegada 

violação ao art. 195, § 6°, da Constituição Federal. 4. A revogação do artigo 

que estipulava diminuição de alíquota da CPMF, mantendo-se o mesmo índice 

que vinha sendo pago pelo contribuinte, não pode ser equiparada à 

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majoração de tributo. 5. Não incidência do princípio da anterioridade 

nonagesimal. 6. Vencida a tese de que a revogação do inciso II do § 3° do art. 

84 do ADCT implicou aumento do tributo para fins do que dispõe o art. 195, § 

6 ° da CF. 7. Recurso provido.  

Esse também é o entendimento desse colegiado, cujo voto aplica-se expressa e 

diretamente ao entendimento emanado pelo STF: 

ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO  Período de apuração: 01/01

/2004 A 31/03/2004  CPMF.  IINCIDÊNCIA.  ANTERIORIDADE  NONAGESIMAL.  PRE

CEDENTE DO STF.  O  E.  Supremo  Tribunal  Federal  no  julgamento  do  Recurso  

Extraordinário nº  566.032, declarou legítima a cobrança da CPMF em alíquota de 

 0,38% nos  90  dias  posteriores  à  publicação  da  EC  nº  42/2003. Recurso 

Voluntário Negado. ( Acórdão 3302-01.405. 3ª  Sec.   01.405. 3ª  Cam. 2 ª 

TO. Cons. Gileno Gurjão Barrto. Julg em. 26/01/2012.)  

Embora o inconformismo da recorrente, a matéria resta pacificada pelo STF no 

julgamento do RE 566.032/RS, com repercussão geral reconhecida. 

Diante do exposto, voto no sentido de negar provimento ao Recurso Voluntário 

Assinado Digitalmente 

Neiva Aparecida Baylon 

 

 
 

 

 

Fl. 805DF  CARF  MF

Original


	Acórdão
	Relatório
	Voto

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