Busca Facetada
Turma- Terceira Câmara (29,283)
- Segunda Câmara (27,810)
- Primeira Câmara (25,086)
- Segunda Turma Ordinária d (17,988)
- Primeira Turma Ordinária (16,488)
- Primeira Turma Ordinária (16,445)
- Primeira Turma Ordinária (16,296)
- 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR (16,295)
- Segunda Turma Ordinária d (16,013)
- Segunda Turma Ordinária d (14,536)
- Primeira Turma Ordinária (13,108)
- Primeira Turma Ordinária (12,545)
- Segunda Turma Ordinária d (12,534)
- Quarta Câmara (11,514)
- Primeira Turma Ordinária (11,508)
- Quarta Câmara (85,777)
- Terceira Câmara (68,236)
- Segunda Câmara (57,099)
- Primeira Câmara (21,379)
- 3ª SEÇÃO (16,295)
- 2ª SEÇÃO (11,352)
- 1ª SEÇÃO (6,877)
- Pleno (788)
- Sexta Câmara (302)
- Sétima Câmara (172)
- Quinta Câmara (133)
- Oitava Câmara (123)
- Terceira Seção De Julgame (128,096)
- Segunda Seção de Julgamen (115,765)
- Primeira Seção de Julgame (77,654)
- Primeiro Conselho de Cont (49,053)
- Segundo Conselho de Contr (48,969)
- Câmara Superior de Recurs (38,120)
- Terceiro Conselho de Cont (25,979)
- IPI- processos NT - ressa (5,020)
- Outros imposto e contrib (4,458)
- PIS - ação fiscal (todas) (4,062)
- IRPF- auto de infração el (3,972)
- PIS - proc. que não vers (3,963)
- IRPJ - AF - lucro real (e (3,943)
- Cofins - ação fiscal (tod (3,868)
- Simples- proc. que não ve (3,681)
- IRPF- ação fiscal - Dep.B (3,045)
- IPI- processos NT- créd.p (2,251)
- IRPF- ação fiscal - omis. (2,215)
- Cofins- proc. que não ver (2,102)
- IRPJ - restituição e comp (2,088)
- Finsocial -proc. que não (1,996)
- IRPF- restituição - rendi (1,991)
- Não Informado (56,458)
- GILSON MACEDO ROSENBURG F (5,581)
- RODRIGO DA COSTA POSSAS (4,442)
- WINDERLEY MORAIS PEREIRA (4,272)
- CLAUDIA CRISTINA NOIRA PA (4,256)
- PEDRO SOUSA BISPO (4,108)
- HELCIO LAFETA REIS (3,896)
- ROSALDO TREVISAN (3,243)
- CHARLES MAYER DE CASTRO S (3,219)
- MARCOS ROBERTO DA SILVA (3,150)
- Não se aplica (2,936)
- PAULO GUILHERME DEROULEDE (2,840)
- RODRIGO LORENZON YUNAN GA (2,683)
- WILDERSON BOTTO (2,674)
- LIZIANE ANGELOTTI MEIRA (2,636)
- 2020 (41,088)
- 2021 (35,847)
- 2019 (30,960)
- 2018 (26,046)
- 2024 (25,923)
- 2012 (23,622)
- 2023 (22,473)
- 2014 (22,376)
- 2013 (21,088)
- 2011 (20,979)
- 2025 (19,662)
- 2010 (18,059)
- 2008 (17,137)
- 2017 (16,841)
- 2009 (15,846)
- 2009 (69,612)
- 2020 (39,854)
- 2021 (34,153)
- 2019 (30,463)
- 2023 (25,918)
- 2024 (23,872)
- 2014 (23,412)
- 2018 (23,139)
- 2025 (19,745)
- 2026 (19,340)
- 2013 (16,584)
- 2017 (16,398)
- 2008 (15,520)
- 2006 (14,857)
- 2022 (13,225)
Numero do processo: 11543.000946/2008-11
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Jul 18 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Thu Aug 29 00:00:00 UTC 2013
Numero da decisão: 2801-000.245
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do Relator.
Assinado digitalmente
Tânia Mara Paschoalin - Presidente em exercício.
Assinado digitalmente
Marcelo Vasconcelos de Almeida - Relator.
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Tânia Mara Paschoalin, Marcelo Vasconcelos de Almeida, José Valdemir da Silva, Carlos César Quadros Pierre e Márcio Henrique Sales Parada. Ausente o Conselheiro Luiz Cláudio Farina Ventrilho.
Relatório
Por bem descrever os fatos, adota-se o Relatório da decisão de 1ª instância (fls. 78/79 deste processo digital), reproduzido a seguir:
Contra a contribuinte em epígrafe foi emitida a notificação de lançamento do Imposto de Renda da Pessoa Física IRPF, referente ao(s) exercício(s) 2006, ano(s) calendário de 2005, por Auditor Fiscal da DRF/Vitória. O lançamento reduz a restituição apurada pela interessada em sua declaração para R$ 3.067,10, já restituídos.
O referido lançamento teve origem na constatação da seguinte infração:
a) Omissão de Rendimentos Recebidos de Pessoa Jurídica. Confrontando o valor dos Rendimentos Tributáveis Recebidos de Pessoa Jurídica declarados com o valor dos rendimentos informados pelas fontes pagadoras em Declaração do Imposto de Renda Retido na Fonte (DIRF), para o titular e/ou dependentes, constatou-se omissão de rendimentos sujeitos à tabela progressiva, no valor de R$ 96.342,76, recebido da fonte pagadora CNPJ nº 03.810.810/0001-00 - SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM INDUSTRIAL. Na apuração do imposto devido, foi compensado Imposto de Renda Retido (IRRF) sobre os rendimentos omitidos no valor de R$ 0,00.
A base legal do lançamento encontra-se descrita nos autos.
A ciência do lançamento ocorreu em 18/02/2008, conforme AR de fl. 72. Em 14/03/2008, o lançamento foi impugnado, em petição de fls. 01/06, acompanhada dos documentos de fls. 07/66, na qual se alega, resumidamente:
- Que trabalhou no SENAI de 1979 até 12/09/2005 e que por força de acordo coletivo foi pactuado uma indenização por estabilidade pré-aposentadoria, que no seu caso, foi na monta de R$ 96.342,76;
- Que tal verba foi informada em DIRF por sua fonte pagadora como renda tributável equivocadamente. Diante dessa informação apresentou declaração de ajuste anual oferecendo tal verba à tributação. Ao tomar conhecimento do equívoco, retificou sua declaração para reclassificar como isentos tais rendimentos, o que gerou a notificação em questão;
- Cita vasta jurisprudência para embasar sua tese de defesa;
- Alega que não houve omissão de rendimentos em sua declaração, já que todos os valores foram corretamente informados em sua declaração. Aduz que o fisco federal não poderia ter classificado a contribuinte como sonegadora de impostos pelo fato de ter pleiteado retificação de lançamento;
- Aponta cerceamento do seu direito de defesa e violação ao contraditório tendo em vista que não foram analisadas as razões de defesa expostas na SRL;
- Enfim, requer a anulação da omissão de rendimentos e o acatamento da declaração retificadora apresentada em 07/02/2007.
A impugnação apresentada foi julgada improcedente, nos termos da ementa abaixo transcrita:
Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2006
PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. PRINCÍPIO DO CONTRADITÓRIO.
Antes da lavratura de auto de infração/notificação de lançamento, não há que se falar em violação ao princípio do contraditório, já que a oportunidade de contradizer o fisco é prevista em lei para a fase do contencioso administrativo, que se inicia com a impugnação do lançamento.
CERCEAMENTO DE DEFESA.
Inexiste cerceamento de defesa quando o contribuinte é cientificado da Notificação de Lançamento, contendo a descrição dos fatos e a fundamentação legal correspondente, e tem a oportunidade de apresentar documentos e esclarecimentos na fase de impugnação.
OMISSÃO DE RENDIMENTOS.
Mantém-se a tributação dos rendimentos recebidos de pessoas jurídicas, uma vez que, a não ser por expressa determinação legal, estes são tributáveis independentemente da denominação e da forma de percepção, bastando, para a incidência do imposto, o benefício do contribuinte por qualquer forma e a qualquer título.
ISENÇÃO. INTERPRETAÇÃO LITERAL.
Interpreta-se literalmente a legislação que disponha sobre outorga de isenção, conforme expressa determinação legal.
OMISSÃO DE RENDIMENTOS. ADESÃO A PROGRAMA DE DEMISSÃO VOLUNTÁRIA (PDV). FALTA DE COMPROVAÇÃO.
Carece de comprovação a adesão a Programas de Demissão Voluntária, assim considerados aqueles instituídos pelas pessoas jurídicas a título de incentivo à demissão voluntária de seus empregados, entendendo-se como verba indenizatória, contemplada pela dispensa de constituição de créditos tributários, os valores especiais recebidos a título desse incentivo.
Cientificado da decisão de primeira instância em 27/09/2011 (fl. 86), a Interessada interpôs, em 25/10/2011, o recurso de fls. 87/92, acompanhado dos documentos de fls. 93/123. Na peça recursal aduz, em síntese, que:
- Foi funcionária do Serviço Nacional de Aprendizagem Social SENAI por mais de vinte e seis anos, tendo sido admitida em 01/02/1979 e dispensada, sem justa causa, em 12/09/2005.
- Quando da sua dispensa, contava com menos de trinta e seis meses para sua aposentadoria, tendo, portanto, estabilidade no emprego, conforme disposto na Cláusula Terceira do Acordo Coletivo de Trabalho em anexo.
- Em razão da estabilidade, o empregador decidiu indenizá-la no valor total de R$ 96.342,76, lançado no Termo de Rescisão do Contrato de Trabalho TRCT com a denominação de Acordo Extrajudicial.
- Por erro do empregador, que lançou indevidamente o valor da indenização em seu informe de rendimentos, também incorreu em erro na sua declaração de ajuste anual exercício 2006. Em face da incorreção, sofreu tributação indevida do valor correspondente à indenização.
- Procedeu, então, à retificação de sua declaração, de forma a classificar corretamente as verbas de acordo com sua hipótese de incidência, resultando num valor a pagar de R$ 5.305,90. Consideradas as antecipações feitas no decorrer do ano-calendário, passou a ter direito à restituição no valor de R$ 29.440,38.
- No âmbito administrativo a controvérsia já foi enfrentada diversas vezes, tendo sido firmado posicionamento, tanto pela Receita Federal do Brasil RFB, quanto por este Egrégio Conselho, de que as indenizações por estabilidade de aposentadoria previstas em acordo ou convenção coletiva homologada pela Justiça do Trabalho se enquadram no conceito de indenização previsto no art. 39, inciso XX, do Decreto nº 3.000/1999.
- Após colacionar ementas de acórdãos deste Conselho, cita o Parecer PN COSIT nº 01, de 08/08/1995, que estabelece que as convenções homologadas pela Justiça do Trabalho e as sentenças em dissídios coletivos produzem eficácia normativa entre as partes envolvidas, razão pela qual a indenização em questão se enquadra na isenção a que se refere o art. 6º da Lei nº 7.713/1988.
- Ao adquirir estabilidade no emprego em razão da proximidade de sua aposentadoria e restando declarado em acordo coletivo a impossibilidade de sua dispensa sem justa causa, tendo o empregador gozado da faculdade de dispensar o trabalhador, indenizando-o pelo período da estabilidade, resta nítido o caráter reparatório ante o dano que sofreu com sua dispensa.
- Não se cuida, aqui, de mera liberalidade do empregador, posto que o aparente acréscimo patrimonial traduz-se em ideal correspondência pecuniária, não ensejando renda proveniente da aplicação do capital, do trabalho, ou de ambos.
Ao final, requer o acolhimento do recurso para se decidir pela restituição do saldo do imposto de renda no valor originário de R$ 26.373,26, que deverá ser corrigido monetariamente, na forma da lei.
Nome do relator: MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201307
turma_s : Primeira Turma Especial da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Thu Aug 29 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 11543.000946/2008-11
anomes_publicacao_s : 201308
conteudo_id_s : 5287054
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Aug 29 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 2801-000.245
nome_arquivo_s : Decisao_11543000946200811.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA
nome_arquivo_pdf_s : 11543000946200811_5287054.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
dt_sessao_tdt : Thu Jul 18 00:00:00 UTC 2013
id : 5038907
ano_sessao_s : 2013
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do Relator. Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin - Presidente em exercício. Assinado digitalmente Marcelo Vasconcelos de Almeida - Relator. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Tânia Mara Paschoalin, Marcelo Vasconcelos de Almeida, José Valdemir da Silva, Carlos César Quadros Pierre e Márcio Henrique Sales Parada. Ausente o Conselheiro Luiz Cláudio Farina Ventrilho. Relatório Por bem descrever os fatos, adota-se o Relatório da decisão de 1ª instância (fls. 78/79 deste processo digital), reproduzido a seguir: Contra a contribuinte em epígrafe foi emitida a notificação de lançamento do Imposto de Renda da Pessoa Física IRPF, referente ao(s) exercício(s) 2006, ano(s) calendário de 2005, por Auditor Fiscal da DRF/Vitória. O lançamento reduz a restituição apurada pela interessada em sua declaração para R$ 3.067,10, já restituídos. O referido lançamento teve origem na constatação da seguinte infração: a) Omissão de Rendimentos Recebidos de Pessoa Jurídica. Confrontando o valor dos Rendimentos Tributáveis Recebidos de Pessoa Jurídica declarados com o valor dos rendimentos informados pelas fontes pagadoras em Declaração do Imposto de Renda Retido na Fonte (DIRF), para o titular e/ou dependentes, constatou-se omissão de rendimentos sujeitos à tabela progressiva, no valor de R$ 96.342,76, recebido da fonte pagadora CNPJ nº 03.810.810/0001-00 - SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM INDUSTRIAL. Na apuração do imposto devido, foi compensado Imposto de Renda Retido (IRRF) sobre os rendimentos omitidos no valor de R$ 0,00. A base legal do lançamento encontra-se descrita nos autos. A ciência do lançamento ocorreu em 18/02/2008, conforme AR de fl. 72. Em 14/03/2008, o lançamento foi impugnado, em petição de fls. 01/06, acompanhada dos documentos de fls. 07/66, na qual se alega, resumidamente: - Que trabalhou no SENAI de 1979 até 12/09/2005 e que por força de acordo coletivo foi pactuado uma indenização por estabilidade pré-aposentadoria, que no seu caso, foi na monta de R$ 96.342,76; - Que tal verba foi informada em DIRF por sua fonte pagadora como renda tributável equivocadamente. Diante dessa informação apresentou declaração de ajuste anual oferecendo tal verba à tributação. Ao tomar conhecimento do equívoco, retificou sua declaração para reclassificar como isentos tais rendimentos, o que gerou a notificação em questão; - Cita vasta jurisprudência para embasar sua tese de defesa; - Alega que não houve omissão de rendimentos em sua declaração, já que todos os valores foram corretamente informados em sua declaração. Aduz que o fisco federal não poderia ter classificado a contribuinte como sonegadora de impostos pelo fato de ter pleiteado retificação de lançamento; - Aponta cerceamento do seu direito de defesa e violação ao contraditório tendo em vista que não foram analisadas as razões de defesa expostas na SRL; - Enfim, requer a anulação da omissão de rendimentos e o acatamento da declaração retificadora apresentada em 07/02/2007. A impugnação apresentada foi julgada improcedente, nos termos da ementa abaixo transcrita: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Exercício: 2006 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. PRINCÍPIO DO CONTRADITÓRIO. Antes da lavratura de auto de infração/notificação de lançamento, não há que se falar em violação ao princípio do contraditório, já que a oportunidade de contradizer o fisco é prevista em lei para a fase do contencioso administrativo, que se inicia com a impugnação do lançamento. CERCEAMENTO DE DEFESA. Inexiste cerceamento de defesa quando o contribuinte é cientificado da Notificação de Lançamento, contendo a descrição dos fatos e a fundamentação legal correspondente, e tem a oportunidade de apresentar documentos e esclarecimentos na fase de impugnação. OMISSÃO DE RENDIMENTOS. Mantém-se a tributação dos rendimentos recebidos de pessoas jurídicas, uma vez que, a não ser por expressa determinação legal, estes são tributáveis independentemente da denominação e da forma de percepção, bastando, para a incidência do imposto, o benefício do contribuinte por qualquer forma e a qualquer título. ISENÇÃO. INTERPRETAÇÃO LITERAL. Interpreta-se literalmente a legislação que disponha sobre outorga de isenção, conforme expressa determinação legal. OMISSÃO DE RENDIMENTOS. ADESÃO A PROGRAMA DE DEMISSÃO VOLUNTÁRIA (PDV). FALTA DE COMPROVAÇÃO. Carece de comprovação a adesão a Programas de Demissão Voluntária, assim considerados aqueles instituídos pelas pessoas jurídicas a título de incentivo à demissão voluntária de seus empregados, entendendo-se como verba indenizatória, contemplada pela dispensa de constituição de créditos tributários, os valores especiais recebidos a título desse incentivo. Cientificado da decisão de primeira instância em 27/09/2011 (fl. 86), a Interessada interpôs, em 25/10/2011, o recurso de fls. 87/92, acompanhado dos documentos de fls. 93/123. Na peça recursal aduz, em síntese, que: - Foi funcionária do Serviço Nacional de Aprendizagem Social SENAI por mais de vinte e seis anos, tendo sido admitida em 01/02/1979 e dispensada, sem justa causa, em 12/09/2005. - Quando da sua dispensa, contava com menos de trinta e seis meses para sua aposentadoria, tendo, portanto, estabilidade no emprego, conforme disposto na Cláusula Terceira do Acordo Coletivo de Trabalho em anexo. - Em razão da estabilidade, o empregador decidiu indenizá-la no valor total de R$ 96.342,76, lançado no Termo de Rescisão do Contrato de Trabalho TRCT com a denominação de Acordo Extrajudicial. - Por erro do empregador, que lançou indevidamente o valor da indenização em seu informe de rendimentos, também incorreu em erro na sua declaração de ajuste anual exercício 2006. Em face da incorreção, sofreu tributação indevida do valor correspondente à indenização. - Procedeu, então, à retificação de sua declaração, de forma a classificar corretamente as verbas de acordo com sua hipótese de incidência, resultando num valor a pagar de R$ 5.305,90. Consideradas as antecipações feitas no decorrer do ano-calendário, passou a ter direito à restituição no valor de R$ 29.440,38. - No âmbito administrativo a controvérsia já foi enfrentada diversas vezes, tendo sido firmado posicionamento, tanto pela Receita Federal do Brasil RFB, quanto por este Egrégio Conselho, de que as indenizações por estabilidade de aposentadoria previstas em acordo ou convenção coletiva homologada pela Justiça do Trabalho se enquadram no conceito de indenização previsto no art. 39, inciso XX, do Decreto nº 3.000/1999. - Após colacionar ementas de acórdãos deste Conselho, cita o Parecer PN COSIT nº 01, de 08/08/1995, que estabelece que as convenções homologadas pela Justiça do Trabalho e as sentenças em dissídios coletivos produzem eficácia normativa entre as partes envolvidas, razão pela qual a indenização em questão se enquadra na isenção a que se refere o art. 6º da Lei nº 7.713/1988. - Ao adquirir estabilidade no emprego em razão da proximidade de sua aposentadoria e restando declarado em acordo coletivo a impossibilidade de sua dispensa sem justa causa, tendo o empregador gozado da faculdade de dispensar o trabalhador, indenizando-o pelo período da estabilidade, resta nítido o caráter reparatório ante o dano que sofreu com sua dispensa. - Não se cuida, aqui, de mera liberalidade do empregador, posto que o aparente acréscimo patrimonial traduz-se em ideal correspondência pecuniária, não ensejando renda proveniente da aplicação do capital, do trabalho, ou de ambos. Ao final, requer o acolhimento do recurso para se decidir pela restituição do saldo do imposto de renda no valor originário de R$ 26.373,26, que deverá ser corrigido monetariamente, na forma da lei.
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:13:04 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046174012801024
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1874; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2TE01 Fl. 126 1 125 S2TE01 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 11543.000946/200811 Recurso nº Voluntário Resolução nº 2801000.245 – 1ª Turma Especial Data 18 de julho de 2013 Assunto IRPF Recorrente MARIA APARECIDA RIZZO SCHWARZ Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do Relator. Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Presidente em exercício. Assinado digitalmente Marcelo Vasconcelos de Almeida Relator. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Tânia Mara Paschoalin, Marcelo Vasconcelos de Almeida, José Valdemir da Silva, Carlos César Quadros Pierre e Márcio Henrique Sales Parada. Ausente o Conselheiro Luiz Cláudio Farina Ventrilho. Relatório Por bem descrever os fatos, adotase o “Relatório” da decisão de 1ª instância (fls. 78/79 deste processo digital), reproduzido a seguir: Contra a contribuinte em epígrafe foi emitida a notificação de lançamento do Imposto de Renda da Pessoa Física – IRPF, referente ao(s) exercício(s) 2006, ano(s) calendário de 2005, por Auditor Fiscal da DRF/Vitória. O lançamento reduz a restituição apurada pela interessada em sua declaração para R$ 3.067,10, já restituídos. O referido lançamento teve origem na constatação da seguinte infração: RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 15 43 .0 00 94 6/ 20 08 -1 1 Fl. 126DF CARF MF Impresso em 29/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/07/2013 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 26/07/2013 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 26/07/2013 por TANIA MARA PA SCHOALIN Processo nº 11543.000946/200811 Resolução nº 2801000.245 S2TE01 Fl. 127 2 a) Omissão de Rendimentos Recebidos de Pessoa Jurídica. Confrontando o valor dos Rendimentos Tributáveis Recebidos de Pessoa Jurídica declarados com o valor dos rendimentos informados pelas fontes pagadoras em Declaração do Imposto de Renda Retido na Fonte (DIRF), para o titular e/ou dependentes, constatouse omissão de rendimentos sujeitos à tabela progressiva, no valor de R$ 96.342,76, recebido da fonte pagadora CNPJ nº 03.810.810/000100 SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM INDUSTRIAL. Na apuração do imposto devido, foi compensado Imposto de Renda Retido (IRRF) sobre os rendimentos omitidos no valor de R$ 0,00. A base legal do lançamento encontrase descrita nos autos. A ciência do lançamento ocorreu em 18/02/2008, conforme AR de fl. 72. Em 14/03/2008, o lançamento foi impugnado, em petição de fls. 01/06, acompanhada dos documentos de fls. 07/66, na qual se alega, resumidamente: Que trabalhou no SENAI de 1979 até 12/09/2005 e que por força de acordo coletivo foi pactuado uma indenização por estabilidade pré aposentadoria, que no seu caso, foi na monta de R$ 96.342,76; Que tal verba foi informada em DIRF por sua fonte pagadora como renda tributável equivocadamente. Diante dessa informação apresentou declaração de ajuste anual oferecendo tal verba à tributação. Ao tomar conhecimento do equívoco, retificou sua declaração para reclassificar como isentos tais rendimentos, o que gerou a notificação em questão; Cita vasta jurisprudência para embasar sua tese de defesa; Alega que não houve omissão de rendimentos em sua declaração, já que todos os valores foram corretamente informados em sua declaração. Aduz que o fisco federal não poderia ter classificado a contribuinte como sonegadora de impostos pelo fato de ter pleiteado retificação de lançamento; Aponta cerceamento do seu direito de defesa e violação ao contraditório tendo em vista que não foram analisadas as razões de defesa expostas na SRL; Enfim, requer a anulação da omissão de rendimentos e o acatamento da declaração retificadora apresentada em 07/02/2007. A impugnação apresentada foi julgada improcedente, nos termos da ementa abaixo transcrita: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física IRPF Exercício: 2006 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. PRINCÍPIO DO CONTRADITÓRIO. Antes da lavratura de auto de infração/notificação de lançamento, não há que se falar em violação ao princípio do contraditório, já que a oportunidade de contradizer o fisco é prevista em lei para a fase do Fl. 127DF CARF MF Impresso em 29/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/07/2013 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 26/07/2013 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 26/07/2013 por TANIA MARA PA SCHOALIN Processo nº 11543.000946/200811 Resolução nº 2801000.245 S2TE01 Fl. 128 3 contencioso administrativo, que se inicia com a impugnação do lançamento. CERCEAMENTO DE DEFESA. Inexiste cerceamento de defesa quando o contribuinte é cientificado da Notificação de Lançamento, contendo a descrição dos fatos e a fundamentação legal correspondente, e tem a oportunidade de apresentar documentos e esclarecimentos na fase de impugnação. OMISSÃO DE RENDIMENTOS. Mantémse a tributação dos rendimentos recebidos de pessoas jurídicas, uma vez que, a não ser por expressa determinação legal, estes são tributáveis independentemente da denominação e da forma de percepção, bastando, para a incidência do imposto, o benefício do contribuinte por qualquer forma e a qualquer título. ISENÇÃO. INTERPRETAÇÃO LITERAL. Interpretase literalmente a legislação que disponha sobre outorga de isenção, conforme expressa determinação legal. OMISSÃO DE RENDIMENTOS. ADESÃO A PROGRAMA DE DEMISSÃO VOLUNTÁRIA (PDV). FALTA DE COMPROVAÇÃO. Carece de comprovação a adesão a Programas de Demissão Voluntária, assim considerados aqueles instituídos pelas pessoas jurídicas a título de incentivo à demissão voluntária de seus empregados, entendendose como verba indenizatória, contemplada pela dispensa de constituição de créditos tributários, os valores especiais recebidos a título desse incentivo. Cientificado da decisão de primeira instância em 27/09/2011 (fl. 86), a Interessada interpôs, em 25/10/2011, o recurso de fls. 87/92, acompanhado dos documentos de fls. 93/123. Na peça recursal aduz, em síntese, que: Foi funcionária do Serviço Nacional de Aprendizagem Social – SENAI por mais de vinte e seis anos, tendo sido admitida em 01/02/1979 e dispensada, sem justa causa, em 12/09/2005. Quando da sua dispensa, contava com menos de trinta e seis meses para sua aposentadoria, tendo, portanto, estabilidade no emprego, conforme disposto na Cláusula Terceira do Acordo Coletivo de Trabalho em anexo. Em razão da estabilidade, o empregador decidiu indenizála no valor total de R$ 96.342,76, lançado no Termo de Rescisão do Contrato de Trabalho – TRCT com a denominação de “Acordo Extrajudicial”. Por erro do empregador, que lançou indevidamente o valor da indenização em seu informe de rendimentos, também incorreu em erro na sua declaração de ajuste anual exercício 2006. Em face da incorreção, sofreu tributação indevida do valor correspondente à indenização. Fl. 128DF CARF MF Impresso em 29/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/07/2013 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 26/07/2013 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 26/07/2013 por TANIA MARA PA SCHOALIN Processo nº 11543.000946/200811 Resolução nº 2801000.245 S2TE01 Fl. 129 4 Procedeu, então, à retificação de sua declaração, de forma a classificar corretamente as verbas de acordo com sua hipótese de incidência, resultando num valor a pagar de R$ 5.305,90. Consideradas as antecipações feitas no decorrer do anocalendário, passou a ter direito à restituição no valor de R$ 29.440,38. No âmbito administrativo a controvérsia já foi enfrentada diversas vezes, tendo sido firmado posicionamento, tanto pela Receita Federal do Brasil – RFB, quanto por este Egrégio Conselho, de que as indenizações por estabilidade de aposentadoria previstas em acordo ou convenção coletiva homologada pela Justiça do Trabalho se enquadram no conceito de indenização previsto no art. 39, inciso XX, do Decreto nº 3.000/1999. Após colacionar ementas de acórdãos deste Conselho, cita o Parecer PN COSIT nº 01, de 08/08/1995, que estabelece que as convenções homologadas pela Justiça do Trabalho e as sentenças em dissídios coletivos produzem eficácia normativa entre as partes envolvidas, razão pela qual a indenização em questão se enquadra na isenção a que se refere o art. 6º da Lei nº 7.713/1988. Ao adquirir estabilidade no emprego em razão da proximidade de sua aposentadoria e restando declarado em acordo coletivo a impossibilidade de sua dispensa sem justa causa, tendo o empregador gozado da faculdade de dispensar o trabalhador, indenizando o pelo período da estabilidade, resta nítido o caráter reparatório ante o dano que sofreu com sua dispensa. Não se cuida, aqui, de mera liberalidade do empregador, posto que o aparente acréscimo patrimonial traduzse em ideal correspondência pecuniária, não ensejando renda proveniente da aplicação do capital, do trabalho, ou de ambos. Ao final, requer o acolhimento do recurso para se decidir pela restituição do saldo do imposto de renda no valor originário de R$ 26.373,26, que deverá ser corrigido monetariamente, na forma da lei. Voto Conselheiro Marcelo Vasconcelos de Almeida, Relator Conheço do recurso, porquanto presentes os requisitos de admissibilidade. O cerne da controvérsia consiste em saber se a verba recebida e denominada pela Interessada de “Indenização por Estabilidade Préaposentadoria”, mas que foi designada no TRCT de “Acordo Extrajudicial”, está ou não albergada por norma de isenção de imposto de renda. Observo, por oportuno, que o Regulamento do Imposto de Renda, aprovado pelo Decreto nº 3.000, de 26 de março de 1999 – RIR/1999, ao disciplinar a hipótese de isenção do art. 6º, V, da Lei nº 7.713, de 1988, inclui, no inciso XX do art. 39, entre as indenizações isentas, não apenas as decorrentes de lei em sentido estrito, mas também as previstas em “dissídio coletivo e convenções trabalhistas homologados pela Justiça do Trabalho”. Confira a redação dos dispositivos mencionados: Lei nº 7.713, de 1988 Fl. 129DF CARF MF Impresso em 29/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/07/2013 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 26/07/2013 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 26/07/2013 por TANIA MARA PA SCHOALIN Processo nº 11543.000946/200811 Resolução nº 2801000.245 S2TE01 Fl. 130 5 Art. 6º Ficam isentos do imposto de renda os seguintes rendimentos percebidos por pessoas físicas: (...) V a indenização e o aviso prévio pagos por despedida ou rescisão de contrato de trabalho, até o limite garantido por lei, bem como o montante recebido pelos empregados e diretores, ou respectivos beneficiários, referente aos depósitos, juros e correção monetária creditados em contas vinculadas, nos termos da legislação do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço; Decreto nº 3.000/1999 Art.39.Não entrarão no cômputo do rendimento bruto: (...) XX a indenização e o aviso prévio pagos por despedida ou rescisão de contrato de trabalho, até o limite garantido pela lei trabalhista ou por dissídio coletivo e convenções trabalhistas homologados pela Justiça do Trabalho, bem como o montante recebido pelos empregados e diretores e seus dependentes ou sucessores, referente aos depósitos, juros e correção monetária creditados em contas vinculadas, nos termos da legislação do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço FGTS (Lei nº7.713, de 1988, art. 6º, inciso V, e Lei nº8.036, de 11 de maio de 1990, art. 28); A norma isentiva do inciso XX do art. 39 do RIR/1999 exige dois requisitos para excluir a indenização do cômputo do rendimento bruto, a saber: a) que seja decorrente de rescisão do contrato de trabalho; e b) que seja garantida por lei ou dissídio coletivo e convenções trabalhistas homologadas pela Justiça do Trabalho. Na espécie, resta incontroverso que a verba foi recebida em decorrência da rescisão do contrato de trabalho da Recorrente. Anoto, no entanto, que não existem provas nos autos evidenciando que o acordo coletivo foi homologado pela Justiça do Trabalho. Nesse contexto, sou pela conversão do julgamento em diligência a fim de que a Unidade de origem intime a Recorrente a comprovar que o Acordo Coletivo celebrado entre o SENALBA – ES (Sindicato que representa os empregados) e o SENAI foi homologado pela Justiça do Trabalho. Após, os autos deverão retornar a este Conselho para conclusão do julgamento. Assinado digitalmente Marcelo Vasconcelos de Almeida Fl. 130DF CARF MF Impresso em 29/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/07/2013 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 26/07/2013 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 26/07/2013 por TANIA MARA PA SCHOALIN
score : 1.0
Numero do processo: 13896.905851/2009-00
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Jun 26 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Tue Oct 08 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Período de apuração: 01/01/2005 a 31/01/2005
MATÉRIA TRIBUTÁRIA. ÔNUS DA PROVA. Cabe ao transmitente do Per/DComp o ônus probante da liquidez e certeza do crédito tributário alegado. À autoridade administrativa cabe a verificação da existência e regularidade desse direito, mediante o exame de provas hábeis, idôneas e suficientes a essa comprovação.
CRÉDITO TRIBUTÁRIO. COMPENSAÇÃO. HOMOLOGAÇÃO.
Cabe à autoridade administrativa autorizar a compensação de créditos tributários com créditos líquidos e certos, vencidos ou vincendos, do sujeito passivo contra a Fazenda Pública. A ausência de elementos imprescindíveis à comprovação desses atributos impossibilita à homologação.
PROVA. MOMENTO DE APRESENTAÇÃO. Os motivos de fato, de direito e a prova documental deverão ser apresentadas com a impugnação/manifestação de inconformidade, precluindo o direito de fazê-lo em outro momento processual, ressalvadas as situações previstas nas hipóteses previstas no § 4o do artigo 16 do Decreto nº 70.235/72.
Numero da decisão: 3803-004.297
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso.
(Assinado digitalmente)
CORINTHO OLIVEIRA MACHADO - Presidente.
(Assinado digitalmente)
JORGE VICTOR RODRIGUES - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Belchior Melo de Sousa, Juliano Eduardo Lirani, Hélcio Lafetá Reis, Jorge Victor Rodrigues, João Alfredo Eduão Ferreira e Corintho Oliveira Machado (Presidente).
Nome do relator: JORGE VICTOR RODRIGUES
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201306
ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Período de apuração: 01/01/2005 a 31/01/2005 MATÉRIA TRIBUTÁRIA. ÔNUS DA PROVA. Cabe ao transmitente do Per/DComp o ônus probante da liquidez e certeza do crédito tributário alegado. À autoridade administrativa cabe a verificação da existência e regularidade desse direito, mediante o exame de provas hábeis, idôneas e suficientes a essa comprovação. CRÉDITO TRIBUTÁRIO. COMPENSAÇÃO. HOMOLOGAÇÃO. Cabe à autoridade administrativa autorizar a compensação de créditos tributários com créditos líquidos e certos, vencidos ou vincendos, do sujeito passivo contra a Fazenda Pública. A ausência de elementos imprescindíveis à comprovação desses atributos impossibilita à homologação. PROVA. MOMENTO DE APRESENTAÇÃO. Os motivos de fato, de direito e a prova documental deverão ser apresentadas com a impugnação/manifestação de inconformidade, precluindo o direito de fazê-lo em outro momento processual, ressalvadas as situações previstas nas hipóteses previstas no § 4o do artigo 16 do Decreto nº 70.235/72.
turma_s : Terceira Turma Especial da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Tue Oct 08 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 13896.905851/2009-00
anomes_publicacao_s : 201310
conteudo_id_s : 5297030
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Oct 08 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 3803-004.297
nome_arquivo_s : Decisao_13896905851200900.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : JORGE VICTOR RODRIGUES
nome_arquivo_pdf_s : 13896905851200900_5297030.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. (Assinado digitalmente) CORINTHO OLIVEIRA MACHADO - Presidente. (Assinado digitalmente) JORGE VICTOR RODRIGUES - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Belchior Melo de Sousa, Juliano Eduardo Lirani, Hélcio Lafetá Reis, Jorge Victor Rodrigues, João Alfredo Eduão Ferreira e Corintho Oliveira Machado (Presidente).
dt_sessao_tdt : Wed Jun 26 00:00:00 UTC 2013
id : 5103778
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:14:26 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046174016995328
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2028; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3TE03 Fl. 4 1 3 S3TE03 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13896.905851/200900 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3803004.297 – 3ª Turma Especial Sessão de 26 de junho de 2013 Matéria Compensação Cofins Recorrente TECSER FACILITIES MANAGEMENT LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/01/2005 a 31/01/2005 MATÉRIA TRIBUTÁRIA. ÔNUS DA PROVA. Cabe ao transmitente do Per/DComp o ônus probante da liquidez e certeza do crédito tributário alegado. À autoridade administrativa cabe a verificação da existência e regularidade desse direito, mediante o exame de provas hábeis, idôneas e suficientes a essa comprovação. CRÉDITO TRIBUTÁRIO. COMPENSAÇÃO. HOMOLOGAÇÃO. Cabe à autoridade administrativa autorizar a compensação de créditos tributários com créditos líquidos e certos, vencidos ou vincendos, do sujeito passivo contra a Fazenda Pública. A ausência de elementos imprescindíveis à comprovação desses atributos impossibilita à homologação. PROVA. MOMENTO DE APRESENTAÇÃO. Os motivos de fato, de direito e a prova documental deverão ser apresentadas com a impugnação/manifestação de inconformidade, precluindo o direito de fazêlo em outro momento processual, ressalvadas as situações previstas nas hipóteses previstas no § 4o do artigo 16 do Decreto nº 70.235/72. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. (Assinado digitalmente) CORINTHO OLIVEIRA MACHADO Presidente. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 89 6. 90 58 51 /2 00 9- 00Fl. 113DF CARF MF Impresso em 08/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/10/2013 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 02/10/20 13 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 03/10/2013 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO 2 (Assinado digitalmente) JORGE VICTOR RODRIGUES Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Belchior Melo de Sousa, Juliano Eduardo Lirani, Hélcio Lafetá Reis, Jorge Victor Rodrigues, João Alfredo Eduão Ferreira e Corintho Oliveira Machado (Presidente). Relatório A contribuinte inicialmente apurou débito de Cofins na competência de janeiro de 2005, realizando por meio de DARF o recolhimento de R$ 17.994,13,96, em 14/05/2004. Posteriormente revendo a sua contabilidade percebeu que a referida dívida efetiva seria de R$ 123,75, lhe restando um saldo credor de R$ 17.870,38, o que caracteriza o indébito, no seu entendimento. Em 15/02/2005 apresentou o Per/Dcomp no intento de compensar essa diferença, não logrando êxito, pois o seu pleito não foi homologado, uma vez que os sistemas da Receita Federal do Brasil não localizaram o DARF ensejador do aludido crédito. Decorrente dessa situação em 19/10/2006 a contribuinte retificou a Dcomp outrora apresentada ao Fisco, notadamente alterando dados relacionados ao DARF não localizado. Desta feita a não homologação resultou da análise do crédito informado, que foi integralmente utilizado para a quitação de outros débitos próprios. A inconformidade do sujeito passivo se dá em relação à ocorrência de mero erro de fato, que pode ser demonstrado por meio da DIPJ, sob a alegação de que desse erro não pode implicar exação. Vieram os autos conclusos para julgamento pela Turma da DRJ/ cuja decisão por meio do Acórdão nº , encontrase sintetizada através da ementa adiante transcrita: O voto condutor do acórdão acima citado entendeu encontrarse escorreito os termos vazados no Despacho decisório, bem assim que a contribuinte não laborou em demonstrar, por meio de provas hábeis e idôneas a certeza e liquidez do crédito o bastante para a realização da compensação intentada. Cientificado da decisão de piso em 20/03/2012, contra a mesma interpôs recurso voluntário em 16/04/2012, para reiterar de forma minudente os termos vazados na exordial. É o que importa relatar. Fl. 114DF CARF MF Impresso em 08/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/10/2013 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 02/10/20 13 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 03/10/2013 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO Processo nº 13896.905851/200900 Acórdão n.º 3803004.297 S3TE03 Fl. 5 3 Voto Conselheiro Relator Conselheiro Jorge Victor Rodrigues O recurso voluntário interposto é tempestivo e preenche os demais requisitos necessários à sua admissibilidade, dele tomo conhecimento. Como dito, o contribuinte pretendeu compensar crédito indevido ou a maior, com débitos próprios, no período situado entre : 01/01/2005 a 31/01/2005, não logrando êxito nesse desiderato perante o juízo a quo, que concluiu a partir de análise efetuada nos autos pela insuficiência de crédito, considerando, inclusive que o sujeito passivo não acostou aos autos documentos que demonstrassem inequivocamente a comprovação de sua existência e regularidade. A decisão de primeira instância encontra respaldo no Despacho Decisório Eletrônico, bem assim na listagem de créditos/saldos remanescentes e no Demonstrativo Analítico de Compensação (fls. 05, 07 e 08), que atestam a inexistência de saldo credor remanescente para a realização da compensação declarada, tampouco restou demonstrada a certeza e liquidez do crédito alegado. O deslinde da querela circunscrevese, então, à matéria probatória acerca do reconhecimento da existência de direito creditório alegado pelo contribuinte, matéria que foi devolvida para esta Corte, em razão de não restar pacificada em sede de primeira instância. A questão da prova na atividade administrativotributária resolvese ante o discernimento acerca da responsabilidade de quem deve provar o alegado. Para esclarecer esta questão buscase a orientação no Código de Processo Civil, subsidiariamente utilizado nos julgamentos dos processos administrativos fiscais pelo CARF, em seu art. 333, assim alude: Art. 333. O ônus da prova incumbe: I – ao autor, quanto ao fato constitutivo do seu direito; II – ao réu, quanto à existência de fato impeditivo, modificativo, ou extintivo do direito do autor. Finalmente é certo ser de iniciativa exclusiva da contribuinte demandar a compensação pela via de Per/DComp. Por conseguinte, também é sua a responsabilidade de demonstração cabal da existência e regularidade do direito creditório nela informado, o que se dá por meio da apresentação de documentação hábil e idônea, por ocasião da protocolização da manifestação de inconformidade, de acordo com o previsto no artigo 16 do Decreto nº 70.235/72, para verificação pelo julgador tributário. O não cumprimento deste requisito legal afasta a possibilidade de atendimento da proposição formulada pela contribuinte no recurso aviado. Fl. 115DF CARF MF Impresso em 08/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/10/2013 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 02/10/20 13 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 03/10/2013 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO 4 Não se pode olvidar que a recorrente teve a oportunidade de juntar os documentos que julgasse relevantes à comprovação da certeza e liquidez do crédito informado em valores suficientes a viabilizar a compensação pretendida e não o fez. De igual modo os sistemas de informação da Receita Federal do Brasil possibilitaram demonstrar de forma inconteste a inexistência do crédito alegado em Per/DComp, sistemas estes alimentados por informações fornecidas pela própria contribuinte. Ante o exposto nego provimento ao recurso voluntário. É como voto. Sala de sessões, em de junho de 2013. (Assinado digitalmente) Jorge Victor Rodrigues Relator Fl. 116DF CARF MF Impresso em 08/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/10/2013 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 02/10/20 13 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 03/10/2013 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO
score : 1.0
Numero do processo: 10855.900051/2008-00
Turma: Segunda Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Sep 11 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Thu Sep 19 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuição Social sobre o Lucro Líquido - CSLL
Ano-calendário: 1999
DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. DIREITO CREDITÓRIO. PRINCÍPIO DA VERDADE MATERIAL.
O crédito pleiteado deve ser analisado à luz de elementos que possam comprovar o direito creditório alegado. A documentação juntada ao Recurso Voluntário deve ser analisada pela origem a fim de determinar a disponibilidade ou não do direito creditório, permitindo a homologação até o limite de crédito que estiver disponível.
Numero da decisão: 1802-001.829
Decisão:
Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, DAR PARCIAL provimento ao Recurso, para devolver os autos à DRF de origem.
(ASSINADO DIGITALMENTE)
Ester Marques Lins de Sousa - Presidente.
(ASSINADO DIGITALMENTE)
Marciel Eder Costa - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa (presidente), José de Oliveira Ferraz Corrêa, Marciel Eder Costa, Nelso Kichel, Marco Antonio Nunes Castilho e Gustavo Junqueira Carneiro Leão.
Nome do relator: MARCIEL EDER COSTA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201309
ementa_s : Assunto: Contribuição Social sobre o Lucro Líquido - CSLL Ano-calendário: 1999 DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. DIREITO CREDITÓRIO. PRINCÍPIO DA VERDADE MATERIAL. O crédito pleiteado deve ser analisado à luz de elementos que possam comprovar o direito creditório alegado. A documentação juntada ao Recurso Voluntário deve ser analisada pela origem a fim de determinar a disponibilidade ou não do direito creditório, permitindo a homologação até o limite de crédito que estiver disponível.
turma_s : Segunda Turma Especial da Primeira Seção
dt_publicacao_tdt : Thu Sep 19 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 10855.900051/2008-00
anomes_publicacao_s : 201309
conteudo_id_s : 5293183
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Sep 19 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 1802-001.829
nome_arquivo_s : Decisao_10855900051200800.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : MARCIEL EDER COSTA
nome_arquivo_pdf_s : 10855900051200800_5293183.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, DAR PARCIAL provimento ao Recurso, para devolver os autos à DRF de origem. (ASSINADO DIGITALMENTE) Ester Marques Lins de Sousa - Presidente. (ASSINADO DIGITALMENTE) Marciel Eder Costa - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa (presidente), José de Oliveira Ferraz Corrêa, Marciel Eder Costa, Nelso Kichel, Marco Antonio Nunes Castilho e Gustavo Junqueira Carneiro Leão.
dt_sessao_tdt : Wed Sep 11 00:00:00 UTC 2013
id : 5068545
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:13:56 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046174021189632
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 8; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1556; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1TE02 Fl. 88 1 87 S1TE02 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10855.900051/200800 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 1802001.829 – 2ª Turma Especial Sessão de 11 de setembro de 2013 Matéria NÃO HOMOLOGAÇÃO DE COMPENSAÇÃO Recorrente ZF DO BRASIL LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO CSLL Anocalendário: 1999 DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. DIREITO CREDITÓRIO. PRINCÍPIO DA VERDADE MATERIAL. O crédito pleiteado deve ser analisado à luz de elementos que possam comprovar o direito creditório alegado. A documentação juntada ao Recurso Voluntário deve ser analisada pela origem a fim de determinar a disponibilidade ou não do direito creditório, permitindo a homologação até o limite de crédito que estiver disponível. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, DAR PARCIAL provimento ao Recurso, para devolver os autos à DRF de origem. (ASSINADO DIGITALMENTE) Ester Marques Lins de Sousa Presidente. (ASSINADO DIGITALMENTE) Marciel Eder Costa Relator. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 85 5. 90 00 51 /2 00 8- 00 Fl. 114DF CARF MF Impresso em 19/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/09/2013 por MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 18/09/2013 p or MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 19/09/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa (presidente), José de Oliveira Ferraz Corrêa, Marciel Eder Costa, Nelso Kichel, Marco Antonio Nunes Castilho e Gustavo Junqueira Carneiro Leão. Fl. 115DF CARF MF Impresso em 19/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/09/2013 por MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 18/09/2013 p or MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 19/09/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10855.900051/200800 Acórdão n.º 1802001.829 S1TE02 Fl. 89 3 Relatório Tratam os presentes autos de não homologação de compensação, cujo crédito está em suposto recolhimento indevido de CSLL Estimativa do período de apuração relativo a 05/1999 e cujo débito é de CSLL Estimativa relativa ao período de apuração de 10/2003. Por bem descrever os fatos que antecedem à análise do presente recurso voluntário, adoto o relatório proferido pela 5a Turma da DRJ/RPO, através do Acórdão n° 14 35.838, constante às efls. 22/23: Tratase de Manifestação de Inconformidade interposta em face do Despacho Decisório em que foi apreciada Declaração de Compensação (PER/DCOMP), por intermédio da qual a contribuinte pretende compensar débitos de sua responsabilidade com crédito do tipo “pagamento indevido ou a maior” de CSLLestimativa mensal (código de arrecadação 2484), concernente ao período de apuração 05/1999. Por despacho decisório, não foi reconhecido direito creditório a favor da contribuinte e, por conseguinte, nãohomologada a compensação declarada no presente processo, ao fundamento de que os pagamentos informados foram integralmente utilizados para quitação de débitos da contribuinte, não restando crédito disponível para compensação dos débitos informados no PER/DCOMP. Cientificada, a contribuinte apresentou manifestação de inconformidade contendo alegações nos termos seguintes: “A contribuinte, no exercício fiscal de 1999, apresentou saldo negativo da CSLL no valor de R$ 133.199,90 (documento 01) que foi na época uma vez que, durante o ano, os recolhimentos por estimativa ultrapassaram o valor devido na apuração do final do ano. O DARF no valor de R$ 100.109,52, (documento 02) foi recolhido em 30/06/1999 demonstra apenas o recolhimento que a contribuinte fez naquela data por conta de possível CSLL a pagar, que por fim, mostrouse desnecessário, iá que na apuração final a contribuinte foi credora de R$ 133.199.90 a título daquela contribuição. No exercício de 2003, a contribuinte efetuou pedido de compensação do saldo negativo da CSLL de 1999, corrigindose o valor pela SELIC, com a CSLL a pagar naquele exercício, através da PER/DCOMP , porém, o fez sob o título de "utilização de crédito por pagamento a maior", conforme documento 03 anexo. Em 24/10/2006, a referida PER/DCOMP foi retificada (documento 04) mantendose equivocadamente o mesmo título, quando o correto seria ‘compensação por crédito de saldo negativo de exercício anterior’. Fl. 116DF CARF MF Impresso em 19/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/09/2013 por MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 18/09/2013 p or MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 19/09/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA 4 No r. despacho decisório, essa Delegacia desconsiderou a compensação requerida em 2003 e retificada em 2006 por um erro material da contribuinte, uma vez que os documentos acostados provam a correção da operação ou seja da compensação de crédito de CSLL do ano base de 1999 com a CSLL a pagar de 2003. Sendo um erro material ou seja, erro na nomenclatura da operação sem prejuízo ao erário, entende a contribuinte que o r. despacho decisório deve ser revisto e acatada a compensação efetuada pela contribuinte, sob pena, da aplicação de pena em dobro, ou seja, dupla penalidade pelo mesmo fato gerador, já que a contribuinte foi de fato credora da CSLL em 1999, fato que não foi contestado pela Receita. Assim, espera a contribuinte que a decisão da Receita Federal seja revista e a compensação da CSLL aceita por ser questão de Direito e Justiça.” É o relatório. Naquela oportunidade, a nobre turma julgadora entendeu pela improcedência da peça impugnatória, conforme sintetiza a seguinte ementa (efls. 21): ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO – CSLL Anocalendário: 1999 RECOLHIMENTO POR ESTIMATIVA. ANTECIPAÇÃO. Os recolhimentos de CSLL por estimativa são meras antecipações, não sendo passíveis de restituição, a não ser após a apuração de saldo negativo ao final do anocalendário. DCOMP. CRÉDITO. INDEFERIMENTO. Pendente, nos autos, a comprovação do crédito indicado na declaração de compensação formalizada, impõese o seu indeferimento. DIREITO CREDITÓRIO. ÔNUS DA PROVA. Incumbe ao sujeito passivo a demonstração, acompanhada das provas hábeis, da composição e a existência do crédito que alega possuir junto à Fazenda Nacional para que sejam aferidas sua liquidez e certeza pela autoridade administrativa. COMPENSAÇÃO TRIBUTÁRIA. Apenas os créditos líquidos e certos são passíveis de compensação tributária, conforme artigo 170 do Código Tributário Nacional. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Fl. 117DF CARF MF Impresso em 19/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/09/2013 por MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 18/09/2013 p or MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 19/09/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10855.900051/200800 Acórdão n.º 1802001.829 S1TE02 Fl. 90 5 Intimada do acórdão em 10/01/2012 (efls 33) e irresignada com o indeferimento do pleito, apresentou recurso voluntário em 09/02/2012, alegando em apertada síntese: a) a colação de provas no momento recursal é valida à luz do princípio da verdade material, sobretudo quando atrelada a uma decisão que vincula essa necessidade; b) a consideração do seu crédito como válido pela aplicação do princípio da verdade material. É o relato do essencial. Fl. 118DF CARF MF Impresso em 19/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/09/2013 por MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 18/09/2013 p or MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 19/09/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA 6 Voto Conselheiro Marciel Eder Costa, Relator O recurso voluntário interposto é tempestivo e preenche aos requisitos de admissibilidade, pelo que dele, tomo conhecimento. Como se extrai do relatório, discutese nos presentes autos sobre a existência de um crédito tributário passível de compensação, na condição de pagamento a maior/saldo negativo. Preliminarmente, a recorrente pede que sejam analisadas as provas acostadas à peça recursal, em apreço à verdade material. Ora, em que pese o art. 16 do Decreto n° 70.235/72 determinar a apresentação da prova no momento da impugnação (correspondente momento da Manifestação de Inconformidade), está claro na exposição do Acórdão atacado que tais documentos são necessários neste momento para a comprovação do crédito, motivo pelo qual devem ser aceitos e analisados. Já no que tange à compensação (mérito), o Código Tributário Nacional – Lei n° 5.172, de 25 de outubro de 1966 – condiciona a hipótese de compensação, à existência de créditos líquidos e certos, senão vejamos: Art. 170. A lei pode, nas condições e sob as garantias que estipular, ou cuja estipulação em cada caso atribuir à autoridade administrativa, autorizar a compensação de créditos tributários com créditos líquidos e certos, vencidos ou vincendos, do sujeito passivo contra a Fazenda pública. [...] À luz desse dispositivo, fica evidente que o contribuinte que apresenta um pedido de compensação deve demonstrar de plano a existência desse crédito. Neste sentido, as obrigações acessórias devem refletir seu pedido, de forma a consolidar sua existência e permitir a homologação da compensação. O presente caso remete ao suposto recolhimento a maior da estimativa de CSLL do período de 05/1999, pela apresentação da Declaração de Compensação de n° 14017.67185.011203.1.3.048211. O contribuinte retificou a informação em 24/10/2006 sem prejuízo do pedido. A turma julgadora a quo selou entendimento no sentido de que as estimativas recolhidas têm cunho antecipatório, o que caracterizaria uma “flagrante impropriedade”, e portanto, “não se concebe extinção de obrigação tributária que ainda não existe, vez que o átimo do fato imponível da CSLL dáse em 31 de dezembro do anobase” e por isso, julgou incabível seu pleito na modalidade de pagamento a maior. Fl. 119DF CARF MF Impresso em 19/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/09/2013 por MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 18/09/2013 p or MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 19/09/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10855.900051/200800 Acórdão n.º 1802001.829 S1TE02 Fl. 91 7 Ora, em que pese a natureza antecipatória do recolhimento da estimativa, não há óbice ao pleito na modalidade de pagamento indevido ou a maior quando resta demonstrada por meio de documentação idônea sua existência, não podendo seu direito ao crédito ser negado por este motivo. Neste sentido, este Conselho já pacificou o entendimento através de Súmula: Súmula CARF n° 84: Pagamento indevido ou a maior a título de estimativa caracteriza indébito na data de seu recolhimento, sendo passível de restituição ou compensação. Sob a ótica da recorrente, denotase imprecisão no seu recurso voluntário, quando em relação à origem do crédito, colocase o seguinte: 17. Para aqueles que entendem que se trata de pagamento indevido ou a maior, seguem os fundamentos que garantem o direito à restituição: [...] 18. Para aqueles que entendem que se trata de saldo negativo, o artigo 2° da Lei n° 9.430/96, complementado pelo artigo 230 do Regulamento do IR/99, garante a compensação do saldo negativo, seja em virtude da natureza da sistemática de recolhimento, seja em relação ao disposto no artigo 11 da IN n° 900/2008. Vejamos os textos legais abaixo transcritos: [...] (Grifouse) Como se observa, não há determinação se o crédito supostamente existente é decorrente de pagamento a maior da estimativa, ou se ele é decorrente de um saldo negativo do período. Dos documentos juntados que guardam relação ao pleito, consta às efls 79 página da DIPJ que demonstram a inexistência de valor devido da estimativa referente ao período de apuração de 05/1999. Às efls 63, consta DARF paga do referido período de apuração. Tal constatação é um indício da existência de pagamento indevido, hipótese que daria direito à recorrente ao indébito nesse montante. Ainda que hajam indícios de que o pagamento indevido ocorreu, carecem questões de direito a serem analisadas, como a disponibilidade do crédito tributário que pleiteia, pela conciliação entre o que consta em DCTF e DIPJ. No que tange à comprovação de um indébito, é importante lembrar que o processo administrativo fiscal não contém uma fase probatória específica, como ocorre, por exemplo, com o processo civil. Fl. 120DF CARF MF Impresso em 19/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/09/2013 por MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 18/09/2013 p or MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 19/09/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA 8 Especialmente nos processos iniciados pela recorrente, como o aqui analisado, há toda uma dinâmica na apresentação de elementos de prova, uma vez que a Administração Tributária se manifesta sobre esses elementos quando profere os despachos e decisões com caráter terminativo, e não em decisões interlocutórias, de modo que não é incomum a carência de prova ser suprida nas instâncias seguintes. É por isso também que antes de proferir o despacho decisório, ainda na fase de auditoria fiscal, pode e deve a Delegacia de origem inquirir o contribuinte, solicitar os meios de prova que entende necessários, diligenciar diretamente em seu estabelecimento (se for o caso), enfim, buscar todos os elementos fáticos considerados relevantes para que na seqüência, na fase litigiosa do procedimento administrativo (fase processual), as questões envolvam mais a aplicação das normas tributárias e não propriamente a prova de fatos. Tudo isso porque não há uma regra a respeito dos elementos de prova que devem instruir um pedido de restituição ou uma declaração de compensação. Pelas normas atuais aplicáveis ao caso, nem mesmo há como anexar cópias de livros, de DARF, de Declarações, etc., porque os procedimentos são realizados por meio de declaração eletrônica PER/DCOMP. Este contexto permite notar que a instrução prévia, ainda na fase de Auditoria Fiscal, evita uma seqüência de negativas por falta de apresentação de documentos em relação aos quais a recorrente, em alguns casos, nem mesmo foi intimada a apresentar, o que poderia implicar em cerceamento de defesa. É este o caso. Contudo, devido a não determinação pela origem da validade das provas juntadas neste recurso, bem como, da possível necessidade de outros elementos para sua configuração, é de se encaminhar os autos à Delegacia da Receita Federal do Brasil de Sorocaba/SP, para que aquela unidade, à luz dos documentos contábeis e fiscais apresentados pela recorrente e de outros que se entenda necessários apure, seu direito ao crédito e homologue a compensação até o limite da disponibilidade do crédito. Portanto, voto no sentido de DAR PARCIAL provimento ao Recurso interposto, determinando a remessa dos autos à origem (DRF de Sorocaba/SP). É como voto. (ASSINADO DIGITALMENTE) Marciel Eder Costa Relator Fl. 121DF CARF MF Impresso em 19/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/09/2013 por MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 18/09/2013 p or MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 19/09/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA
score : 1.0
Numero do processo: 10880.990684/2009-67
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Aug 21 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Thu Sep 12 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Período de apuração: 01/06/2003 a 30/06/2003
PROVA. COMPENSAÇÃO. PAGAMENTO A MAIOR OU INDEVIDO. COMPROVAÇÃO.
Compete ao contribuinte à apresentação de livros de escrituração comercial e fiscal e de documentos hábeis e idôneos à comprovação do alegado sob pena de acatamento do ato administrativo realizado, em momento processual previsto em lei.
DILIGêNCIA. IMPOSSIBILIDADE
Na apreciação da prova, a autoridade julgadora formará livremente sua convicção, podendo determinar as diligências que entender necessárias, indeferindo as que considerar prescindíveis ou impraticáveis.
Numero da decisão: 3803-004.479
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado.
[assinado digitalmente]
Corintho Oliveira Machado - Presidente.
[assinado digitalmente]
João Alfredo Eduão Ferreira - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Belchior Melo de Sousa, Corintho Oliveira Machado, Hélcio Lafetá Reis, João Alfredo Eduão Ferreira, Jorge Victor Rodrigues e Juliano Eduardo Lirani.
Nome do relator: JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201308
ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Período de apuração: 01/06/2003 a 30/06/2003 PROVA. COMPENSAÇÃO. PAGAMENTO A MAIOR OU INDEVIDO. COMPROVAÇÃO. Compete ao contribuinte à apresentação de livros de escrituração comercial e fiscal e de documentos hábeis e idôneos à comprovação do alegado sob pena de acatamento do ato administrativo realizado, em momento processual previsto em lei. DILIGêNCIA. IMPOSSIBILIDADE Na apreciação da prova, a autoridade julgadora formará livremente sua convicção, podendo determinar as diligências que entender necessárias, indeferindo as que considerar prescindíveis ou impraticáveis.
turma_s : Terceira Turma Especial da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Thu Sep 12 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 10880.990684/2009-67
anomes_publicacao_s : 201309
conteudo_id_s : 5290794
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Sep 12 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 3803-004.479
nome_arquivo_s : Decisao_10880990684200967.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA
nome_arquivo_pdf_s : 10880990684200967_5290794.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. [assinado digitalmente] Corintho Oliveira Machado - Presidente. [assinado digitalmente] João Alfredo Eduão Ferreira - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Belchior Melo de Sousa, Corintho Oliveira Machado, Hélcio Lafetá Reis, João Alfredo Eduão Ferreira, Jorge Victor Rodrigues e Juliano Eduardo Lirani.
dt_sessao_tdt : Wed Aug 21 00:00:00 UTC 2013
id : 5056979
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:13:38 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046174095638528
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1725; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3TE03 Fl. 10 1 9 S3TE03 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10880.990684/200967 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3803004.479 – 3ª Turma Especial Sessão de 21 de agosto de 2013 Matéria PER/DCOMP Recorrente TRANSPORTADORA GATÃO LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/06/2003 a 30/06/2003 PROVA. COMPENSAÇÃO. PAGAMENTO A MAIOR OU INDEVIDO. COMPROVAÇÃO. Compete ao contribuinte à apresentação de livros de escrituração comercial e fiscal e de documentos hábeis e idôneos à comprovação do alegado sob pena de acatamento do ato administrativo realizado, em momento processual previsto em lei. DILIGÊNCIA. IMPOSSIBILIDADE Na apreciação da prova, a autoridade julgadora formará livremente sua convicção, podendo determinar as diligências que entender necessárias, indeferindo as que considerar prescindíveis ou impraticáveis. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. [assinado digitalmente] Corintho Oliveira Machado Presidente. [assinado digitalmente] João Alfredo Eduão Ferreira Relator. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 88 0. 99 06 84 /2 00 9- 67 Fl. 57DF CARF MF Impresso em 12/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/08/2013 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 30/ 08/2013 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 05/09/2013 por CORINTHO OLIVEIRA M ACHADO 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Belchior Melo de Sousa, Corintho Oliveira Machado, Hélcio Lafetá Reis, João Alfredo Eduão Ferreira, Jorge Victor Rodrigues e Juliano Eduardo Lirani. Relatório Tratase de PER/DCOMP transmitido em 19/01/2006, que buscou compensar créditos alegadamente pagos indevidamente ou a maior de PIS/Pasep de período de apuração junho de 2003, com débitos de IRPJ de competência do 4º trimestre de 2005 no valor total de R$ 30,14. Através de Despacho Decisório eletrônico a DERAT em São Paulo/SP, não homologou o pedido do contribuinte, alegando que apesar de ter localizado o pagamento indicado verificou que este estava integralmente alocado para quitação de débitos do sujeito passivo. Irresignado, o contribuinte apresentou Manifestação de Inconformidade onde, resumidamente alega que: a) por força do artigo 2º da Lei nº 10.209/2001, o valor do vale pedágio não é considerado receita operacional ou rendimento tributável da empresa não constituindo base de incidência de contribuições sociais ou previdenciárias. b) por desconhecimento, os valores relativos ao pedágio foram considerados como receita da empresa e, conseqüentemente, incluídos na base de cálculos das contribuições sociais. c) após tomar conhecimento da não incidência dos tributos, fezse levantamento e assim foi gerado o PER/DCOMP em discussão compensando os valores pagos a maior. d) a simples verificação constatará o percentual da contribuição social aplicado. Ao final requer a reforma da decisão combatida e seu pedido homologado. Anexa relação de conhecimentos dos valores pagos referentes a pedágio. A DRJ/SP1 julgou improcedente a Manifestação de Inconformidade apresentada, ementou como se segue: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Data do fato gerador: 15/07/2003 DCOMP PAGAMENTO INDEVIDO OU A MAIOR. A mera alegação da existência do credito, desacompanhada de elementos de prova não é suficiente para afastar a exigência do débito decorrente de compensação não homologada. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Fl. 58DF CARF MF Impresso em 12/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/08/2013 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 30/ 08/2013 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 05/09/2013 por CORINTHO OLIVEIRA M ACHADO Processo nº 10880.990684/200967 Acórdão n.º 3803004.479 S3TE03 Fl. 11 3 Inconformado o sujeito passivo protocolou Recurso Voluntário, onde repete os argumentos trazidos em manifestação de inconformidade e alega que: a) apresentou além de suas alegações relativas as compensações efetuadas, a relação dos conhecimentos de transporte onde os valores de pedágio foram destacados e indevidamente considerados como receita operacional da empresa. b) a confirmação de que os valores relativos ao pedágio constavam do referidos conhecimentos de transporte e por consequência foram considerados na apuração da receita operacional tributável poderia, a critério do órgão julgador de primeira instância, ter sido feita através de diligência junto a Recorrente. Ao final requer a conversão do julgamento em diligencia, para ao final ter sua compensação homologada. É o relatório. Voto Conselheiro João Alfredo Eduão Ferreira O recurso é tempestivo e preenche os demais requisitos para sua admissibilidade, portanto dele tomo conhecimento. Da comprovação do crédito. As compensações se prestam ao encontro de contas, entre um débito tributário e um crédito liquido e certo do contribuinte contra a Fazenda Pública, conforme determina o artigo 170 do CTN. “Art. 170. A lei pode, nas condições e sob as garantias que estipular, ou cuja estipulação em cada caso atribuir à autoridade administrativa, autorizar a compensação de créditos tributários com créditos líquidos e certos, vencidos ou vincendos, do sujeito passivo contra a Fazenda pública.” É indispensável que o contribuinte faça prova do crédito pretendido, para isso é imprescindível que a liquidez e certeza do crédito tributário seja demonstrada através da escrituração contábil e fiscal do contribuinte, baseada em documentos hábeis e idôneos, a diminuição do valor do débito correspondente a cada período de apuração, conforme se extrai do artigo 923 do RIR/99, transcrito a seguir: “Art. 923. A escrituração mantida com observância das disposições legais faz prova a favor do contribuinte dos fatos nela registrados e comprovados por documentos hábeis, segundo sua natureza, ou assim definidos em preceitos legais (Decreto Lei nº 1.598, de 1977, art. 9º, §1º).” Fl. 59DF CARF MF Impresso em 12/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/08/2013 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 30/ 08/2013 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 05/09/2013 por CORINTHO OLIVEIRA M ACHADO 4 O recorrente firmou sua defesa exclusivamente na afirmação de que o pagamento foi feito a maior pois não foi considerado o comando do artigo 2º da Lei nº 10.209/2001, perdendo a oportunidade de produzir provas que sustentassem as suas alegações, ônus que lhe competia. No processo administrativo federal, assim como no processo civil, o ônus de provar a veracidade do que afirma é do interessado, é assim que dispõe a Lei no 9.784, de 29 de janeiro de 1999, art. 36: Art. 36. Cabe ao interessado a prova dos fatos que tenha alegado, sem prejuízo do dever atribuído ao órgão competente para a instrução e do disposto no artigo 37 desta Lei. No mesmo sentido o art. 330 da Lei no 5.869, de 11 de janeiro de 1973CPC: Art. 333. O ônus da prova incumbe: I – ao autor, quanto ao fato constitutivo do seu direito; II – ao réu, quanto à existência de fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor. Do pedido de diligência. Acerca do pedido de diligência formulado pela requerente, cabe lembrar que esta não se presta a suprir a obrigatoriedade do sujeito passivo em carrear provas ao processo, nem suplantar sua inércia. O Decreto 70.235/72 em seu artigo 18 estabelece as condições para sua realização, conforme exposto: “Art. 18. A autoridade julgadora de primeira instância determinará, de ofício ou a requerimento do impugnante, a realização de diligências ou perícias, quando entendêlas necessárias, indeferindo as que considerar prescindíveis ou impraticáveis, observando o disposto no art. 28, in fine.” Indeferimos o pedido de diligência, por entendêla desnecessária, posto que diligências não se prestam a suprir falha do contribuinte em não arrolar provas necessárias e em momento oportuno. Da conclusão A contribuinte anexa tão somente uma lista com os conhecimentos dos valores de pedágio, não traz aos autos nenhum documento que possa comprovar a redução do valor devido, tais como, livros fiscais, livros contábeis e outros documentos que comprovem o crédito alegado, assim, concluímos não ter sido comprovado o direito creditório pretendido. Pelo exposto voto por NEGAR PROVIMENTO ao recurso e assim não reconhecer o direito creditório pretendido. É como voto. João Alfredo Eduão Ferreira Relator Fl. 60DF CARF MF Impresso em 12/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/08/2013 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 30/ 08/2013 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 05/09/2013 por CORINTHO OLIVEIRA M ACHADO Processo nº 10880.990684/200967 Acórdão n.º 3803004.479 S3TE03 Fl. 12 5 Fl. 61DF CARF MF Impresso em 12/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/08/2013 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 30/ 08/2013 por JOAO ALFREDO EDUAO FERREIRA, Assinado digitalmente em 05/09/2013 por CORINTHO OLIVEIRA M ACHADO
score : 1.0
Numero do processo: 15983.000271/2005-39
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Jul 23 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Fri Sep 20 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Período de apuração: 01/01/2001 a 31/12/2001
LANÇAMENTO PARA PREVENIR A DECADÊNCIA.
O lançamento sem imposição de multa de ofício requer que, até a data da sua ciência pelo sujeito passivo, o crédito tributário esteja com a exigibilidade suspensa por força de medida liminar em mandado de segurança ou de medida liminar ou de tutela antecipada em outras ações judiciais.
Numero da decisão: 3402-002.116
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário.
GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO Presidente-substituto
SÍLVIA DE BRITO OLIVEIRA - Relatora.
Participaram da sessão os Conselheiros Sílvia de Brito Oliveira, Fernando Luiz da Gama Lobo DEça, Winderley Morais Pereira (Substituto), João Carlos Cassuli Junior, Leonardo Mussi da Silva (Suplente) e Gilson Macedo Rosenburg Filho (Presidente-Substituto).
Nome do relator: SILVIA DE BRITO OLIVEIRA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201307
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Período de apuração: 01/01/2001 a 31/12/2001 LANÇAMENTO PARA PREVENIR A DECADÊNCIA. O lançamento sem imposição de multa de ofício requer que, até a data da sua ciência pelo sujeito passivo, o crédito tributário esteja com a exigibilidade suspensa por força de medida liminar em mandado de segurança ou de medida liminar ou de tutela antecipada em outras ações judiciais.
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Fri Sep 20 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 15983.000271/2005-39
anomes_publicacao_s : 201309
conteudo_id_s : 5293442
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Sep 20 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 3402-002.116
nome_arquivo_s : Decisao_15983000271200539.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : SILVIA DE BRITO OLIVEIRA
nome_arquivo_pdf_s : 15983000271200539_5293442.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário. GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO Presidente-substituto SÍLVIA DE BRITO OLIVEIRA - Relatora. Participaram da sessão os Conselheiros Sílvia de Brito Oliveira, Fernando Luiz da Gama Lobo DEça, Winderley Morais Pereira (Substituto), João Carlos Cassuli Junior, Leonardo Mussi da Silva (Suplente) e Gilson Macedo Rosenburg Filho (Presidente-Substituto).
dt_sessao_tdt : Tue Jul 23 00:00:00 UTC 2013
id : 5074842
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:14:01 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046174106124288
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1767; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C4T2 Fl. 271 1 270 S3C4T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 15983.000271/200539 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3402002.116 – 4ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 23 de julho de 2013 Matéria COFINS. AUTO DE INFRAÇÃO. Recorrente SISTEMA TRANSPORTES S/A Recorrida DRJ em SÃO PAULOSP I ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/01/2001 a 31/12/2001 LANÇAMENTO. OBRIGATORIEDADE. Verificada a ocorrência do fato gerador da obrigação tributária, cabe à autoridade fiscal formalizar a exigência do crédito tributário decorrente, sob pena de responsabilidade funcional. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/01/2001 a 31/12/2001 LANÇAMENTO PARA PREVENIR A DECADÊNCIA. O lançamento sem imposição de multa de ofício requer que, até a data da sua ciência pelo sujeito passivo, o crédito tributário esteja com a exigibilidade suspensa por força de medida liminar em mandado de segurança ou de medida liminar ou de tutela antecipada em outras ações judiciais. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário. GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO – Presidentesubstituto SÍLVIA DE BRITO OLIVEIRA Relatora. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 15 98 3. 00 02 71 /2 00 5- 39 Fl. 271DF CARF MF Impresso em 20/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/08/2013 por SILVIA DE BRITO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 01/08/ 2013 por SILVIA DE BRITO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 02/08/2013 por GILSON MACEDO ROSENBURG F ILHO 2 Participaram da sessão os Conselheiros Sílvia de Brito Oliveira, Fernando Luiz da Gama Lobo D’Eça, Winderley Morais Pereira (Substituto), João Carlos Cassuli Junior, Leonardo Mussi da Silva (Suplente) e Gilson Macedo Rosenburg Filho (PresidenteSubstituto). Relatório Contra a pessoa jurídica qualificada neste processo foi lavrado auto de infração para constituição de crédito tributário relativo à Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (Cofins) decorrente da constatação, em procedimento de verificações obrigatórias, de diferença entre os valores declarados nas Declarações de Débitos e Créditos Tributários Federais (DCTF), no período de janeiro a dezembro de 2001. A exigência tributária foi impugnada e a Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em São PauloSP I (DRJ/SPOI) decidiu não conhecer do recurso, na parte submetida à tutela jurisdicional, nos autos do Mandado de Segurança (MS) nº1999.61040051519, e julgar improcedente a impugnação, na parte em que fora conhecida. Cientificada dessa decisão em 1º de dezembro de 2009, a contribuinte interpôs recurso voluntário para alegar, em síntese, sempre esteve acobertada por decisão autorizadora do recolhimento da Cofins nos termos da decisão da 1ª instância, pois, embora o Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF – 3ª) tenha reformado aquela decisão, medida liminar proferida nos autos da Ação Cautelar (AC) nº 1075 atribuiu efeitos suspensivos ao Recurso Extraordinário (RE) e esse efeito suspensivo retroage à data da interposição do RE. A recorrente também contestou a exigência da Cofins nos termos da Lei nº 9.718, de 1998, com alegação de inconstitucionalidade do alargamento da base de cálculo dessa contribuição, bem como da majoração de sua alíquota. Ao final da peça recursal solicitouse que o lançamento seja julgado totalmente improcedente ou que, ao menos, seja afastada a multa e os juros de mora. É o relatório. Voto Conselheira Sílvia de Brito Oliveira O recurso voluntário deve ser conhecido, pois foi proposto por parte legítima, seu julgamento está inserto na esfera de competências da 3ª Seção do Conselho Administrativo de Recurso Fiscais (CARF) e é tempestivo, tendo em vista que o trigésimo dia da ciência da decisão de 1ª instância administrativa ocorreu em 31 de dezembro de 2009 e, uma vez que tal data não foi dia de expediente normal nas repartições públicas, por força do disposto no art. 9ºdo Decreto nº 7.574, de 29 de setembro de 2011, o prazo para interposição do recurso voluntário venceu em 04 de janeiro de 2010. Inicialmente, registro que a parte da peça recursal concernente à inconstitucionalidade da Lei nº 9.718, de 1998, que a instância recorrida deixou de conhecer, Fl. 272DF CARF MF Impresso em 20/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/08/2013 por SILVIA DE BRITO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 01/08/ 2013 por SILVIA DE BRITO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 02/08/2013 por GILSON MACEDO ROSENBURG F ILHO Processo nº 15983.000271/200539 Acórdão n.º 3402002.116 S3C4T2 Fl. 272 3 em face da identidade de objeto com o MS nº 1999.61040051519, deve ser aqui improvida em face das Súmulas CARF nº 1 e nº 2, divulgadas pela Portaria CARF nº 52, de 21 de dezembro de 2010, cujo teor transcrevese: Súmula CARF nº 1: Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo, sendo cabível apenas a apreciação, pelo órgão de julgamento administrativo, de matéria distinta da constante do processo judicial. Súmula CARF nº 2: O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Resta então para exame a matéria relativa à legalidade da constituição do crédito tributário, com multa de ofício, em face do curso processual do MS impetrado pela ora recorrente. Sobre isso, observase que o lançamento perfezse com a ciência da autuada, em 03 de janeiro de 2006, data em que, por força da reforma da decisão de primeiro grau pelo TRF3ª, em 12 de setembro de 2003, a contribuinte não detinha tutela judicial suspensiva da exigibilidade do crédito tributário calculado com base na Lei nº 9.718, de 1998, nos termos do art. 151 da Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966 – Código Tributário Nacional (CTN), pois o pedido do efeito suspensivo ao Recurso Extraordinário (RE) só veio a ser deferido em 13 de janeiro de 2006. Diante desse fato, não poderia a fiscalização, obrigada ao lançamento por força do art. 1421 do CTN, dispensar o lançamento da multa que, no caso, à época em que efetuado, não se destinava à prevenção da decadência, pois o art. 63 da Lei nº 9.430, de 1996, com a redação dada pela Medida Provisória nº 2.15835, de 2001, que a seguir reproduzse, não agasalhava o lançamento, sem multa de ofício, impondose à autoridade fiscal a formalização da exigência tributária, com multa e juros, por observância do art. 1612 do CTN e dos arts. 44, inc. I3, e 61, § 3º, da Lei nº 9.430, de 1996. 1 Art. 142. Compete privativamente à autoridade administrativa constituir o crédito tributário pelo lançamento, assim entendido o procedimento administrativo tendente a verificar a ocorrência do fato gerador da obrigação correspondente, determinar a matéria tributável, calcular o montante do tributo devido, identificar o sujeito passivo e, sendo caso, propor a aplicação da penalidade cabível. Parágrafo único. A atividade administrativa de lançamento é vinculada e obrigatória, sob pena de responsabilidade funcional. 2 Art. 161. O crédito não integralmente pago no vencimento é acrescido de juros de mora, seja qual for o motivo determinante da falta, sem prejuízo da imposição das penalidades cabíveis e da aplicação de quaisquer medidas de garantia previstas nesta Lei ou em lei tributária. (...) 3 Art. 44. Nos casos de lançamento de ofício, serão aplicadas as seguintes multas, calculadas sobre a totalidade ou diferença de tributo ou contribuição: I de setenta e cinco por cento, nos casos de falta de pagamento ou recolhimento, pagamento ou recolhimento após o vencimento do prazo, sem o acréscimo de multa moratória, de falta de declaração e nos de declaração inexata, excetuada a hipótese do inciso seguinte; (...) Fl. 273DF CARF MF Impresso em 20/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/08/2013 por SILVIA DE BRITO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 01/08/ 2013 por SILVIA DE BRITO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 02/08/2013 por GILSON MACEDO ROSENBURG F ILHO 4 Art.63.Na constituição de crédito tributário destinada a prevenir a decadência, relativo a tributo de competência da União, cuja exigibilidade houver sido suspensa na forma dos incisos IV e V do art. 151 da Lei nº5.172, de 25 de outubro de 1966, não caberá lançamento de multa de ofício. (...) Isso porque, o pressuposto fático do lançamento sem multa de ofício de que trata o art. 63 é que o crédito tributário encontrese com a exigibilidade suspensa por medida liminar em mandado de segurança ou por medida liminar ou tutela antecipada, em outras espécies de ação judicial. Assim, uma vez configurada essa situação fática, devese ainda verificar a validade dessa suspensão para o fim específico de aplicação do art. 63 em comento, pois seu § 1º prescreve sua aplicação, em função da eficácia temporal dessas decisões judiciais, restringindoa, exclusivamente aos casos em que a suspensão da exigibilidade tenha ocorrido antes do início de qualquer procedimento de ofício, nos seguintes termos: Art. 63. (...) § 1º O disposto neste artigo aplicase, exclusivamente, aos casos em que a suspensão da exigibilidade do débito tenha ocorrido antes do início de qualquer procedimento de ofício a ele relativo. (...) Em face disso, a matéria de defesa da ora recorrente está centrada no efeito suspensivo dos recursos que a contribuinte apresentara no âmbito do Mandado de Segurança, uma vez que, sendo suspensivo o efeito desses recursos, a decisão do TRF3ª não estaria produzindo efeitos e, por isso, a recorrente ainda seria beneficiária de decisão judicial suspensiva da exigibilidade do crédito tributário, pois é induvidoso que tal decisão foi proferida antes do início do procedimento fiscal, caracterizandose, ao mesmo tempo, o pressuposto fático e o atendimento da condição legal para o lançamento sem multa de ofício previsto no indigitado art. 63 da Lei nº 9.430, de 1996. Ocorre que a defesa da recorrente fenece diante do fato de que, em virtude do disposto no art. 542, § 2º, da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973 – Código de Processo Civil (CPC), com alterações posteriores, que, expressamente, atribui efeito devolutivo aos recursos extraordinário e especial, condição legal que somente foi alterada com a decisão, na ação cautelar, sobre o pedido de atribuição de efeito suspensivo ao Extraordinário, decisão esta proferida em 13 de janeiro de 2006, portanto, após a ciência do lançamento. Concluise então que não basta que tenham sido atendidos o pressuposto fático e a condição legal do art. 63 da Lei nº 9.430, de 1996. É necessário que tenhase configurado esse atendimento até a data da ciência do lançamento, em virtude da óbvia impossibilidade de se conhecerem as decisões supervenientes do processo judicial. Diante do exposto, voto por negar provimento ao recurso voluntário. Sílvia de Brito Oliveira Relatora Fl. 274DF CARF MF Impresso em 20/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/08/2013 por SILVIA DE BRITO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 01/08/ 2013 por SILVIA DE BRITO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 02/08/2013 por GILSON MACEDO ROSENBURG F ILHO Processo nº 15983.000271/200539 Acórdão n.º 3402002.116 S3C4T2 Fl. 273 5 Fl. 275DF CARF MF Impresso em 20/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/08/2013 por SILVIA DE BRITO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 01/08/ 2013 por SILVIA DE BRITO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 02/08/2013 por GILSON MACEDO ROSENBURG F ILHO
score : 1.0
Numero do processo: 19515.001156/2008-00
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Oct 10 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Fri Nov 01 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Data do fato gerador: 31/12/2003
IRPJ. CSLL. OMISSÕES E CONTRADIÇÕES. DEMONSTRADAS.
Demonstrada a existência de omissões e contradições na decisão embargada, cabe acolher os embargos para supri-las, atribuindo-lhes os conseqüentes efeitos infringentes.
Numero da decisão: 1302-001.198
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, em acolher os embargos de declaração, para suprir as omissões e contradições da decisão embargada, atribuindo-lhes efeitos infrigentes, para: a) dar provimento parcial ao recurso voluntário quanto ao item relativo à glosa de despesa com reparo de equipamentos e manter na base tributável apenas o valor de R$ 1.471,00, dos quais devem ser deduzidos os valores relativos à despesa com depreciação, no ano de 2003, dos bens indicados no voto do Relator, vencidos os Conselheiros Eduardo Andrade e Luiz Matosinho, que não concediam a despesa de depreciação dos referidos bens; e b) negar provimento ao recurso voluntário, para manter na base tributável do item relativo à glosa de despesa por perdas no recebimento de créditos o montante de R$ 471.990,51.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Alberto Pinto Souza Junior, Eduardo Andrade, Cristiane Costa, Luiz Tadeu Matosinho, Guilherme Silva, Márcio Frizzo.
Nome do relator: ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201310
camara_s : Terceira Câmara
ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Data do fato gerador: 31/12/2003 IRPJ. CSLL. OMISSÕES E CONTRADIÇÕES. DEMONSTRADAS. Demonstrada a existência de omissões e contradições na decisão embargada, cabe acolher os embargos para supri-las, atribuindo-lhes os conseqüentes efeitos infringentes.
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
dt_publicacao_tdt : Fri Nov 01 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 19515.001156/2008-00
anomes_publicacao_s : 201311
conteudo_id_s : 5303980
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Nov 01 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 1302-001.198
nome_arquivo_s : Decisao_19515001156200800.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR
nome_arquivo_pdf_s : 19515001156200800_5303980.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, em acolher os embargos de declaração, para suprir as omissões e contradições da decisão embargada, atribuindo-lhes efeitos infrigentes, para: a) dar provimento parcial ao recurso voluntário quanto ao item relativo à glosa de despesa com reparo de equipamentos e manter na base tributável apenas o valor de R$ 1.471,00, dos quais devem ser deduzidos os valores relativos à despesa com depreciação, no ano de 2003, dos bens indicados no voto do Relator, vencidos os Conselheiros Eduardo Andrade e Luiz Matosinho, que não concediam a despesa de depreciação dos referidos bens; e b) negar provimento ao recurso voluntário, para manter na base tributável do item relativo à glosa de despesa por perdas no recebimento de créditos o montante de R$ 471.990,51. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Alberto Pinto Souza Junior, Eduardo Andrade, Cristiane Costa, Luiz Tadeu Matosinho, Guilherme Silva, Márcio Frizzo.
dt_sessao_tdt : Thu Oct 10 00:00:00 UTC 2013
id : 5149916
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:15:18 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046174132338688
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 11; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2049; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1C3T2 Fl. 1.208 1 1.207 S1C3T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 19515.001156/200800 Recurso nº Embargos Acórdão nº 1302001.198 – 3ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 10 de outubro de 2013 Matéria IRPJ e CSLL. Embargante FAZENDA NACIONAL Interessado RAIA & CIA LTDA ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Data do fato gerador: 31/12/2003 IRPJ. CSLL. OMISSÕES E CONTRADIÇÕES. DEMONSTRADAS. Demonstrada a existência de omissões e contradições na decisão embargada, cabe acolher os embargos para suprilas, atribuindolhes os conseqüentes efeitos infringentes. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, em acolher os embargos de declaração, para suprir as omissões e contradições da decisão embargada, atribuindolhes efeitos infrigentes, para: a) dar provimento parcial ao recurso voluntário quanto ao item relativo à glosa de despesa com reparo de equipamentos e manter na base tributável apenas o valor de R$ 1.471,00, dos quais devem ser deduzidos os valores relativos à despesa com depreciação, no ano de 2003, dos bens indicados no voto do Relator, vencidos os Conselheiros Eduardo Andrade e Luiz Matosinho, que não concediam a despesa de depreciação dos referidos bens; e b) negar provimento ao recurso voluntário, para manter na base tributável do item relativo à glosa de despesa por perdas no recebimento de créditos o montante de R$ 471.990,51. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Alberto Pinto Souza Junior, Eduardo Andrade, Cristiane Costa, Luiz Tadeu Matosinho, Guilherme Silva, Márcio Frizzo. Relatório AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 19 51 5. 00 11 56 /2 00 8- 00 Fl. 1208DF CARF MF Impresso em 01/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/10/2013 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR, Assinado digitalmente em 31/1 0/2013 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR 2 Versa o presente processo sobre embargos de declaração, opostos pela Fazenda Nacional em face do acórdão de nº 1302 001.064 desta 2ª Turma da 3ª Câmara/1ª Sejul, cuja ementa assim dispõe: ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Data do fato gerador: 31/12/2003 DESPESAS DE PROPAGANDA. DEDUTIBILIDADE. Os gastos com a aquisição e distribuição de objetos, desde que de diminuto valor diretamente relacionados com a atividade explorada pela empresa, poderão ser deduzidos a título de despesas de propaganda para efeitos de lucro real. PERDAS NO RECEBIMENTO DE CRÉDITOS. CHEQUES PÓSDATADOS. O pacto adjeto estabelecido entre o emitente e o beneficiário, para fixação de uma data de apresentação do cheque não tem o condão de alterar a data de vencimento do crédito, sob pena de alterar a natureza do cheque como ordem de pagamento à vista e violar os princípios da literalidade e abstração. PRÊMIOS A PAGAR. PROVISÃO. As provisões dedutíveis são aquelas assim consideradas pela legislação tributária. Deduzida provisão para pagamento de prêmios, havendo elementos que indiquem ser a conta creditada representativa de conta de provisão para participação nos lucros e resultados, e não provada a certeza e liquidez do valor provisionado não é possível aceitarse que a conta contábil que a contenha tenha natureza de passivo, sendo correta a glosa. GLOSA DE DESPESAS. MANUTENÇÃO E CONSERVAÇÃO DE EQUIPAMENTOS. O regime aplicável à dedutibilidade com partes e peças adquiridos para promover a conservação e manutenção de bens de capital principais é o do art. 346 do RIR/99, não se lhes aplicando o art. 301 da referido regulamento. SALDO NEGATIVO. PERDCOMP. Havendo PERDCOMP sob análise que postule restituição ou compensação do saldo negativo apurado, descabe pedido para compensálo com valor apurado no procedimento fiscal. A embargante alega as seguintes razões para a integração do julgado: a) quanto à glosa das despesas com manutenção e conservação de equipamentos: “De acordo com o raciocínio desenvolvido acima, o relógio de ponto e o termômetro, ao serem considerados como exceção, constituem bens de capital principais, que atraem a incidência do art. 301 do RIR/99, norma corretamente aplicada pela fiscalização. Nesta lógica, os aludidos bens, cujos valores superam o limite legal (R$ 326,61), devem ser glosados. Neste ponto, o acórdão se mostra contraditório, pois determina a exclusão da glosa do item relativo aos bens do ativo permanente, sob o fundamento de que os materiais indicados pela fiscalização em planilha, por corresponderem a peças de outros bens, seriam regidos pelo art. 346 do RIR/99, sem, no entanto, fazer qualquer ressalva quanto ao termômetro e ao relógio de ponto, considerados pelo próprio relator, em seu voto, como bens de capital, sujeitos, portanto ao limite legal do art. 301 do RIR/99.”; b) quanto a perda no recebimento de créditos: Fl. 1209DF CARF MF Impresso em 01/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/10/2013 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR, Assinado digitalmente em 31/1 0/2013 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR Processo nº 19515.001156/200800 Acórdão n.º 1302001.198 S1C3T2 Fl. 1.209 3 Como se depreende do trecho supra transcrito, o voto vencedor entendeu que para o efeito de aplicação do art. 9º, inciso II, alínea “a”, da Lei nº 9.249/95, a emissão do cheque deve ser considerada como o dies a quo para vencimento do crédito. De acordo com a planilha dos cheques apresentados pelo contribuinte, consolidada na decisão de 1ª instância, os títulos com a observação “BOM PARA” totalizam R$ 4.169,25, dos quais a própria DRJ já considerou o valor de R$ 3.153,00 como dedutíveis. Nesse contexto, em relação à glosa da perda no recebimento de créditos, cujo total perfaz o montante de R$ 475.143,51, o acórdão se mostra contraditório ao determinar a exclusão deste item do lançamento, porquanto o valor considerado como passível de dedução pelo colegiado, concernente aos cheques com indicação “BOM PARA”, constitui se em R$ 4.169,25.”. Alfim, a Fazenda Nacional requer sejam recebidos e providos os presentes embargos de declaração, para sanar os vícios acima apontados. É o relatório. Voto Conselheiro Alberto Pinto Souza Junior. Os embargos são tempstivos, já que opostos dentro do prazo regimental. Com relação à glosa de despesas com manutenção e conservação de equipamentos, entendo que os embargos devem ser acolhidos, pois a decisão embargada, realmente, contém uma contradição quando afirma que: “A DRJ manteve o lançamento, pois entendeu que todos os valores, no caso dos autos, são superiores ao limite previsto na legislação (R$326,61). Desta forma, entendeu que a questão encontra fulcro no art. 301 do RIR/99 e não no art. 346. Além disso, os bens indicados nas planilhas elaboradas pela fiscalização (fls. 366/367) indicam peças que sugerem vida útil acima de um ano (Fontes Chaveadas, Fontes FX250, Cabos de scanner, Fontes AT 300W, Fitas DAT/DLT/DDS3, Cabo de rede, Baterias, Termômetro, Teclados e Relógio de ponto). Neste ponto, divirjo do acórdão recorrido. Fica para mim evidente que os materiais indicados nas planilhas acima destacados, com exceção do relógio de ponto e termômetro (fontes, cabos, fitas DAT, cabos, baterias, teclados) caracterizamse não como bens de capital principais, mas como partes e peças de outros bens. Desta forma, não poderia serlhes aplicado o art. 301 do RIR/99, já que há legislação específica para prescrever dedutibilidade de partes e peças (art. 346, RIR/99), verbis:[...]” Conforme o voto acima, o lançamento está equivocado, salvo no que toca à glosa da despesa na aquisição de relógio de ponto e termômetro, aos quais, então, aplicarseia Fl. 1210DF CARF MF Impresso em 01/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/10/2013 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR, Assinado digitalmente em 31/1 0/2013 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR 4 a regra do art. 301 do RIR/99. Ocorre que os valores do relógio de ponto e do termômetro na planilha a fls. 366, são superiores a R$ 326,61, se não vejamos: Termômetro para DTB E PTM, valor unitário: R$ 540,00; Termômetro para expansão, valor unitário: R$ 540,00; Relógio de ponto p/OTB, valor unitário: R$ 391,00. Sendo o valor unitário desses itens superiores a R$ 326,61, o julgado incorreu em contradição ao dispor, na parte dispositiva do acórdão, que ficava excluído do lançamento o item relativo à glosa de despesa com reparo, sem a ressalva desses itens. Em verdade, o provimento teria que ter sido parcial, para manter nas bases tributáveis o valor de R$ 1.471,00. Por outro lado, se procedente a glosa da despesa no montante de R$ 1.471,00, tendo em vista que esses valores deveriam ter sido ativados, obrigatoriamente, dever ser excluída a cota de depreciação desses bens no ano de 2003. Com relação ao julgamento do item relativo à perda no recebimento de créditos, entendo que os embargos devem ser acolhidos, pelas razões que passo a expor. O voto vencedor limitouse a divergir do voto vencido no ponto relativo a data a ser considerada para fins de contagem do prazo de seis meses de que trata o art. 9º, § 1º, II, a, da Lei 9.430/96, se não vejamos como dispõe: “Com relação a perda no recebimento de crédito, entendo que se equivocou a Fiscalização e a decisão recorrida quando entendeu como dies a quo do prazo estabelecido na alínea “a”do inciso II do art. 9º da Lei 9.249/95 a data em que os cheques realmente foram apresentados para compensação (Data “Bom Para”) e não a data de emissão do cheque. Ora, o referido dispositivo legal fala em 6 meses do vencimento, sendo o cheque uma ordem de pagamento à vista, o dies a quo do referido prazo de seis meses é a data de sua emissão. O pacto adjeto estabelecido entre o emitente e o beneficiário, para fixação de uma data de apresentação do cheque, vulgarmente conhecida como “Data Bom Para”, não tem o condão de alterar a data de vencimento do título, tanto que pode ser simplesmente ignorada pelo banco sacado. Nesse sentido, vale lembrar o que sustentou a Ministra Nancy Andrighi, ao julgar o Resp 1.068.513/DF, in verbis: “PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL. AÇÃO DE EXECUÇÃO. TÍTULO DE CRÉDITO. CHEQUE PÓSDATADO. OMISSÃO. FUNDAMENTAÇÃO. AUSENTE. DEFICIENTE. SÚMULA 284/STF. DISSÍDIO JURISPRUDENCIAL. AUSÊNCIA DE COTEJO ANALÍTICO. SIMILITUDE FÁTICA NÃO DEMONSTRADA. PRESCRIÇÃO DA AÇÃO EXECUTIVA. DATA CONSIGNADA NA CÁRTULA. 1. A ausência de fundamentação ou a sua deficiência implica o não conhecimento do recurso quanto ao tema. 2. O dissídio jurisprudencial deve ser comprovado mediante o cotejo analítico entre acórdãos que versem sobre situações fáticas idênticas Fl. 1211DF CARF MF Impresso em 01/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/10/2013 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR, Assinado digitalmente em 31/1 0/2013 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR Processo nº 19515.001156/200800 Acórdão n.º 1302001.198 S1C3T2 Fl. 1.210 5 3. Ainda que a emissão de cheques pósdatados seja prática costumeira, não encontra previsão legal. Admitirse que do acordo extracartular decorra a dilação do prazo prescricional, importaria na alteração da natureza do cheque como ordem de pagamento à vista e na infringência do art. 192 do CC, além de violação dos princípios da literalidade e abstração. Precedentes. 4. O termo inicial de contagem do prazo prescricional da ação de execução do cheque pelo beneficiário é de 6 (seis) meses, prevalecendo, para fins de contagem do prazo prescricional de cheque pósdatado, a data nele regularmente consignada, ou seja, aquela oposta no espaço reservado para a data de emissão. 5. Recurso especial parcialmente conhecido e nessa parte não provido.” [grifo nosso] Dessa forma, divirjo do Relator quando sustenta que existam duas datas de vencimento para o mesmo crédito: uma definida pelo Direito Tributário, data pactuada no acordo extracartular; e outra de acordo com o Direito Comercial, data de emissão do cheque. Na verdade, a data de vencimento do crédito é a data de emissão do cheque, mesmo porque o crédito só decorre dele e não do pacto adjeto (ou acordo extracartular, na dicção da Ministra Nancy Andrighi). O pacto adjeto constitui apenas uma obrigação de nãofazer para o beneficiário do cheque, ou seja, de nãoapresentar o cheque antes de determinada data, tanto que, se descumprida tal cláusula, nada altera o direito do beneficiário ao crédito constituído no cheque, pois a questão se resolverá em perdas e danos. Por essas razões, entendo equivocado o lançamento que, para fins do disposto na alínea “a”do inciso II do art. 9º da Lei 9.249/95, não considerou como data de vencimento dos créditos a data de emissão dos respectivos cheques, mas a ‘Data Bom Para”. Logo, voto por dar provimento ao recurso voluntário neste ponto.”. Ocorre, porém, que a adoção da data de emissão dos cheques, não leva a qualquer alteração do que fora decidido pela DRJ, se não analisemos os cheques apresentados pela recorrente a fls. 609 e segs.: VALOR (R$) DATA DE EMISSÃO DEDUTIBILIDADE EM 31/12/2003 495,76 03/04/2003 495,76 251,25 23/05/2003 251,25 294,16 17/05/2003 294,16 245,39 28/01/2003 245,39 351,09 20/08/2003 Fl. 1212DF CARF MF Impresso em 01/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/10/2013 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR, Assinado digitalmente em 31/1 0/2013 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR 6 233,59 25/03/2003 233,59 231,83 30/12/2002 231,83 206,12 29/11/2002 206,12 224,81 31/12/2002 224,81 281,62 23/03/2003 281,62 250,00 07/06/2003 250,00 226,30 11/02/2003 226,30 455,48 11/11/2003 212,17 21/01/2003 212,17 209,68 14/11/2003 TOTAL DEDUTÍVEL EM 31/12/2003 R$ 3.153,00 Como se vê, ainda que se considere a data de emissão dos cheques apresentados pela recorrente não há reparos a serem feitos à decisão de primeira instância, pois se chega ao mesmo valor dedutível apurado pela DRJ com base na data “BOM PARA”. Com efeito, esse argumento de defesa era totalmente despiciendo para o deslinde da questão, pois qualquer que fosse a posição adotada não alterava o quanto devido. Vale ressaltar que essa questão só envolve os valores relativos aos cheques apresentados pela recorrente. Assim sendo, resta configurada uma contradição interna ao julgado, pois, ao determinar que se considerasse a data de emissão dos cheques, não poderia concluir, como se fez na parte dispositiva do acórdão, pelo cancelamento do lançamento relativo à glosa de despesas por perdas no recebimento de crédito. Por sua vez, esse não é o único vício desse item da decisão embargada, se não vejamos. A Procuradoria da Fazenda Nacional alega acertadamente que em relação à glosa da perda no recebimento de créditos, cujo total perfaz o montante de R$ 475.143,51, o acórdão se mostra contraditório ao determinar a exclusão deste item do lançamento, porquanto o valor considerado como passível de dedução pelo colegiado, concernente aos cheques com indicação “BOM PARA”, constituise em R$ 4.169,25. Conforme já explicamos, mesmo adotando a data de emissão, o valor dedutível seria aquele apurado pela DRJ, no montante de R$ 3.153,00. Assim sendo, seria o caso de se negar provimento ao recurso voluntário no que toca a esse item da autuação e manter a base tributável da diferença, no montante de R$ 471.990,51. Ocorre, porém, que a decisão embargada é omissa com relação a uma das teses de defesa, pois tanto o voto vencedor como o voto vencido não enfrentaram a alegação da recorrente de que deveriam ser considerados dedutíveis todos os valores relativos a cheques (constantes da planilha a fls. 324 e segs.) emitidos no primeiro semestre de 2003, já que teria transcorrido mais de seis meses de vencido na data do fato gerador 31/12/2003. Ao analisarmos o voto vencido, constatase que tal questão não foi enfrentada, se não vejamos: Fl. 1213DF CARF MF Impresso em 01/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/10/2013 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR, Assinado digitalmente em 31/1 0/2013 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR Processo nº 19515.001156/200800 Acórdão n.º 1302001.198 S1C3T2 Fl. 1.211 7 “A recorrente escriturou, no anocalendário 2003, sob a rubrica Despesas com Prejuízos com Cheques ( conta 3201504 – fls. 324 a 361) a importância de R$ 475.143,51, resultante da contabilização de cheques de valores inferiores a R$ 5.000,00. Permaneceu silente quando intimada (fl. 201) a esclarecer o procedimento adotado e apresentar documentos comprobatórios. Assim, a despesa foi glosada por descumprimento ao disposto nos artigos 249, inciso I, 251, parágrafo único, e 340, do RIR/1999, e art. 9º da Lei nº 9.430/1996. Analisando a impugnação da recorrente, a DRJ reduziu o valor tributável de R$475.143,51 para R$471.143,51, considerando a dedutibilidade de R$3.153,00 relativos a cheques que atendem as condições de dedutibilidade. A recorrente, todavia, insurgese contra a decisão da DRJ, porque esta reconheceu como marco para a contagem do prazo de 6 meses a data em que os cheques realmente foram apresentados para compensação (Data “Bom Para”) e não a data de emissão do cheque. A recorrente alega em sua defesa que recebia aceitava os cheques pós datados. Porém, afirma que a legislação comercial não reconhece sua validade. De fato, de acordo com a legislação comercial, além do cheque ser uma ordem de pagamento à vista, nenhuma menção em contrário pode ser levada em consideração consoante prescreve o art. 32 da Lei do Cheque (Lei nº 7357), verbis: Buscou a Lei soluções para suprir lacuna quanto ao lugar do pagamento, mas jamais quanto à falta da data de emissão, dada sua importância no regime jurídico estabelecido para o título. Decorre daí que nem emitente, nem portador ficam protegidos pela adoção do costumeiro hábito de financiar o consumo por meio do recebimento de cheque pósdatado. O emitente de cheque pósdatado, cuja segurança do depósito em data ulterior resida em postecipação da data de emissão ou mesmo tão somente na aposição do carimbo “bom para”, não pode resistir à apresentação do cheque, à data que desejar o portador (parágrafo único do art.32), devendo ter sempre fundos disponíveis ou sujeitarse a protesto e ser responsabilizado (inclusive criminalmente) pela emissão sem fundos. Por outro lado, não apresentado o cheque dentro de 30 dias (quando emitido na praça) ou 60 dias (quando emitido em outro lugar do país ou no exterior), contados da sua emissão, o portador perde não apenas o prazo de apresentação, como também o direito à ação de execução contra o emitente. Assim, embora o pagamento parcelado tenha sido acordado entre empresa e cliente, visto sob o prisma do direito comercial, o pacto é contra legem e não resta amparado, não se lhe podendo atribuir efeito jurídico. Sob o enfoque comercial a venda, assim realizada, é a vista. A legislação tributária, por outro lado, adota como marco para caracterizar a perda no recebimento do crédito (art. 9º, Lei nº 9.430/96) a data em que o crédito, por operação, considerase vencido. Tal data, vista pelo direito comercial, é a data seguinte à de emissão do cheque ou a data seguinte à da emissão do primeiro da relação. Todavia, a empresa que volitivamente adota esta política comercial contrária à lei comercial porque ela lhe favorece as vendas sabe efetivamente que o crédito não está para ela vencido na data acima descrita, vez que a relação comercial que travou impedelhe de exercer seus direitos de portador em sua completude. Assim, sabendose que o cliente lesado e o próprio mercado reagiriam prontamente a uma decisão que optasse pelo direito de apresentar Fl. 1214DF CARF MF Impresso em 01/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/10/2013 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR, Assinado digitalmente em 31/1 0/2013 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR 8 imediatamente os cheques em seu poder, desconsiderando o pacto comercial firmado, está constrangida a cumprilo. E tanto é verdade que sabe qual a data em que o crédito se encontra vencido que concretiza, no mundo jurídico, esta ciência, no momento em que credita a conta de ativo representativa do crédito e debita a conta de perda no recebimento de crédito. Isto porque, em primeiro lugar, a contabilidade deve obedecer aos princípios da oportunidade (pelo qual o registro do patrimônio e de suas mutações deve ocorrer tempestivamente e ser íntegro) e competência (pelo qual o registro da receita e da despesa, e bem assim, de seus estornos, devem ser incluídos na apuração do resultado do período em que ocorrerem)3 . Assim, como a contabilidade é mantida para a entidade (postulado da entidade), e o que lhe interessa é a verdade comercial, deve o registro ser fiel à situação patrimonial que souber ser a mais íntegra. E, decerto, apresenta maior integridade para lhe caracterizar o momento da perda aquele em que o cheque depositado na data “bom para” foi devolvido por insuficiência de fundos. Desta forma, sabendose que adota o regime de competência para apurar seus resultados, o momento da perda é aquele em que teve seu título devolvido pelo sacado. Antes disso, qualquer outro lançamento, que considerasse qualquer outra data, seria mera elucubração. Do ponto de vista tributário, o resultado do exercício será tão mais representativo do lucro efetivamente auferido quanto mais efetivo for o controle dos créditos lastreados em cheques sob poder da empresa, registradas as perdas quando efetivamente ocorridas e não conforme as datas de emissão dos cheques, pois estas certamente levarão a conclusões equivocadas quanto ao lucro ou perda no período. Assim, o ponto fulcral é saber se deve ser acolhido o direito comercial ou o direito tributário. A saída para esta questão também não prescinde da análise das provas acostadas. Assim, mesmo que o registro da data “bom para” seja feito por papeizinhos grampeados aos cheques – o que não é o caso dos autos, havendo possibilidade de se saber qual a data que eles apontavam como boa para apresentação, e sendo as provas documentai consistentes com a escrita contábil e fiscal, a data “bom para” deverá ser preferida para efeito de reconhecimento da perda no recebimento dos créditos, relativamente à data de emissão. Especificamente, no que tange ao afastamento da legislação comercial, ele se justifica ao amparo do art. 118, I, do CTN, verbis: Assim, não é porque o contribuinte optou por praticar atos contrários à lei comercial que deixará de ter seu resultado apurado de acordo com a definição legal do fato gerador do IRPJ, CSLL, PIS e Cofins. Assim, deixo de acolher a alegação de erro na constituição do crédito por ter a autoridade considerado a data adotada pela própria recorrente para registrar a perda. Registro, ademais, que durante o procedimento fiscal, intimada a esclarecer o procedimento adotado e a apresentar os documentos comprobatórios, a recorrente se calou, conforme atesta a autoridade fiscal no termo de verificação fiscal nº 02 (fl.320). Assim, além disso, sua defesa, que envolve, inclusive, a rejeição de sua própria contabilidade a qual foi objeto de pedido de esclarecimento por parte da autoridade revela clara tentativa de manipular a verdade, para lograr o efeito processual desejado. A DRJ analisou a alegação da recorrente de que haveria vários cheques vencidos há mais de 06 meses que foram considerados na autuação, bem como as cópias de cheques apresentada, tendo exonerado apenas R$3.153,00 relativos a cheques efetivamente vencidos há mais de 06 meses (contados de Fl. 1215DF CARF MF Impresso em 01/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/10/2013 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR, Assinado digitalmente em 31/1 0/2013 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR Processo nº 19515.001156/200800 Acórdão n.º 1302001.198 S1C3T2 Fl. 1.212 9 sua apresentação para compensação). Vejamos o que disse o acórdão recorrido: 27. A planilha a seguir consolida a análise das cópias dos cheques apresentados pela contribuinte. 28. Os cheques consignam, além de sua data de emissão, a data em que realmente foram apresentados para compensação (“Bom Para”); assim, podem ser considerados vencidos há mais de seis meses (art. 340, § 1º, inciso II, alínea “a”, do RIR/1999), tendo como marco a data do fato gerador do lançamento ora discutido (31/12/2003), os cheques indicados em negrito, todos com valor inferior a R$ 5.000,00 e que somam R$ 3.153,00, sendo cabível a dedução deste valor da base de cálculo originalmente lançada (R$ 475.143,51), que desta forma fica reduzida para R$ 471.990,51. Por fim, relativamente à alegação de que não foi considerada a postergação no pagamento (consoante artigos 247, § 2º, e 273 do RIR/1999, bem como Parecer Normativo nº 02/1996) vale dizer que a recorrente não esclareceu de forma indubitável que os créditos foram incluídos no resultado do ano calendário de 2004, não havendo, assim, como se considerar os efeitos da postergação. Neste ponto, reproduzo o quanto afirmado pela DRJ, argumentos com os quais alinhome de forma congruente:...” Como se vê, o voto vencido abordou apenas dois pontos, quais sejam, a data a ser considerada para fins do art. 9º, § 1º, II, a, da Lei 9.430/96 (emissão ou “Bom Para”) e a questão da postergação. Por sua vez, o voto vencedor só divergiu com relação ao primeiro ponto (data), matéria esta despicienda para o deslinde da questão, conforme já tratamos. Ocorre que a recorrente sustentou que: “Contudo, vale esclarecer que a planilha que fundamenta a infração foi elaborada pela própria Recorrente. .......................................................................................... Dessa forma, o crédito inferior a R$ 5.000,00, com pessoas outras que não as mencionadas no §6º do artigo acima transcrito, vencido há mais de seis meses são passíveis de baixa como perda dedutível fiscalmente. Na planilha juntada pela Fiscalização (Doc. 9 da Impugnação), mais de 50% dos créditos baixados referemse a créditos vencidos há mais de 6 meses.” Assim, entendo que a decisão embargada também é omissa no que tange à questão da dedutibilidade de valores relativos a cheques cuja data de emissão, apontada na planilha a fls. 324 e segs., antecede em mais de seis meses a data do fato gerador (31/12/2003). Ressalto que a questão de ser considerada a data de emissão ou de “Bom Para” foi trazida pela DRJ na análise das cópias de cheques apresentadas pela impugnante, as quais compunham apenas uma pequena amostragem dos cheques de que trata a planilha a fls. 324 e segs. Ademais, tal planilha não informa se a data ali constante é a da emissão do cheque ou do “Bom Para”, porém, há que se entender tratase da data de emissão já que ela foi elaborada, pela recorrente com base na sua contabilidade. Quando verificada omissão em determinado julgado, não é correto afirmar que a análise dos embargos importará em novo exame da matéria, já que ela não foi sequer analisada pela decisão embargada. Assim, cabe, pela primeira vez, neste Colegiado, analisar se eram dedutíveis os valores dos cheques, constantes da planilha a fls. 324, emitidos no primeiro semestre de 2003, conforme informação constante da coluna da aludida planilha. Fl. 1216DF CARF MF Impresso em 01/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/10/2013 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR, Assinado digitalmente em 31/1 0/2013 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR 10 A autuação, nesse item, baseouse na planilha elaborada pela recorrente com base na sua contabiliade. Assim, indagase: se tal planilha era boa para fundamentar o lançamento, poderia ser insuficiente para legitimar a dedutibilidade dos valores que, segundo os dados nela constantes, cumpriam o prazo de 6 meses do vencimento? O art. 226 do Código Civil dispõe que: Art. 226. Os livros e fichas dos empresários e sociedades provam contra as pessoas a que pertencem, e, em seu favor, quando, escriturados sem vício extrínseco ou intrínseco, forem confirmados por outros subsídios. Notese que a escrituração contábil faz prova contra o contribuinte, mas, para ser alegada em seu favor, deverá ser confirmada por outro elemento de prova, o qual, ordinariamente, é o lastro documental que suporta os lançamentos contábeis. Aliado a isso, vejamos também o art. 378 do Código de Processo Civil, o qual assim dispõe: Art. 378. Os livros comerciais provam contra o seu autor. É lícito ao comerciante, todavia, demonstrar, por todos os meios permitidos em direito, que os lançamentos não correspondem à verdade dos fatos. Os dispositivos acima, embora bem semelhantes, são complementares, pois, da combinação deles, deduzse que a escrituração sempre inverte o ônus da prova, de tal sorte que caberá sempre ao contribuinte ao qual ela pertence provar que é verdadeira ou então que ela contém imprecisões quanto ao registro de fatos a que se refere. Assim, competia a recorrente provar que os valores com perdas no recebimento de crédito lançados como despesas no ano de 2003, preenchiam as condições estabelecidas na Lei 9.430/96, o que deveria ser feito com a apresentação do lastro documental. Não logrando fazêlo, não há reparos a serem feitos na decisão de primeira instância, a qual considerou como dedutível o valor no montante do valor dos cheques apresentados pela recorrente e que tinha sido emitidos a mais de 6 meses. Em face do exposto, voto por acolher os embargos de declaração, para suprir as omissões e contradições da decisão embargada, atribuindolhes efeitos infringentes, para: a) dar provimento parcial ao recurso voluntário quanto ao item relativo à glosa de despesa com reparo de equipamentos e manter na base tributável apenas o valor de R$ 1.471,00, dos quais devem ser deduzidos os valores relativos a despesa com depreciação, no ano de 2003, dos seguintes bens (vide planilha a fls. 366): Termômetro para DTB E PTM, valor unitário: R$ 540,00; Termômetro para expansão, valor unitário: R$ 540,00; Relógio de ponto p/OTB, valor unitário: R$ 391,00. b) negar provimento ao recurso voluntário, para manter o lançamento relativo à glosa de despesa por perdas no recebimento de créditos. Alberto Pinto Souza Junior Relator Fl. 1217DF CARF MF Impresso em 01/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/10/2013 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR, Assinado digitalmente em 31/1 0/2013 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR Processo nº 19515.001156/200800 Acórdão n.º 1302001.198 S1C3T2 Fl. 1.213 11 Fl. 1218DF CARF MF Impresso em 01/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/10/2013 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR, Assinado digitalmente em 31/1 0/2013 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR
score : 1.0
Numero do processo: 13748.000500/2001-49
Turma: Quarta Câmara
Seção: Primeiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Oct 15 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Fri Nov 08 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 1999
IRPF. GLOSA DE IRRF COMPENSADO NA DECLARAÇÃO DE AJUSTE ANUAL. VALOR DEPOSITADO EM JUÍZO.
Havendo prova nos autos de que houve retenção de imposto de renda na fonte, ainda que tal valor tenha sido depositado em juízo pela fonte pagadora nos autos de reclamação trabalhista, deve ser aceita a compensação de tal valor pelo beneficiário dos rendimentos.
Numero da decisão: 2201-002.261
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso.
(assinado digitalmente)
MARIA HELENA COTTA CARDOZO - Presidente.
(assinado digitalmente)
GUSTAVO LIAN HADDAD - Relator.
EDITADO EM: 05/11/2013
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Maria Helena Cotta Cardozo, Nathalia Mesquita Ceia, Gustavo Lian Haddad, Rodrigo Santos Masset Lacombe, Walter Reinaldo Falcão Lima, Heitor de Souza Lima Junior. Ausente, justificadamente, o Conselheiro Eduardo Tadeu Farah.
Matéria: IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
Nome do relator: GUSTAVO LIAN HADDAD
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201310
ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Exercício: 1999 IRPF. GLOSA DE IRRF COMPENSADO NA DECLARAÇÃO DE AJUSTE ANUAL. VALOR DEPOSITADO EM JUÍZO. Havendo prova nos autos de que houve retenção de imposto de renda na fonte, ainda que tal valor tenha sido depositado em juízo pela fonte pagadora nos autos de reclamação trabalhista, deve ser aceita a compensação de tal valor pelo beneficiário dos rendimentos.
turma_s : Quarta Câmara
dt_publicacao_tdt : Fri Nov 08 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 13748.000500/2001-49
anomes_publicacao_s : 201311
conteudo_id_s : 5305729
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Nov 08 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 2201-002.261
nome_arquivo_s : Decisao_13748000500200149.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : GUSTAVO LIAN HADDAD
nome_arquivo_pdf_s : 13748000500200149_5305729.pdf
secao_s : Primeiro Conselho de Contribuintes
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso. (assinado digitalmente) MARIA HELENA COTTA CARDOZO - Presidente. (assinado digitalmente) GUSTAVO LIAN HADDAD - Relator. EDITADO EM: 05/11/2013 Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Maria Helena Cotta Cardozo, Nathalia Mesquita Ceia, Gustavo Lian Haddad, Rodrigo Santos Masset Lacombe, Walter Reinaldo Falcão Lima, Heitor de Souza Lima Junior. Ausente, justificadamente, o Conselheiro Eduardo Tadeu Farah.
dt_sessao_tdt : Tue Oct 15 00:00:00 UTC 2013
id : 5159657
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:15:34 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046174141775872
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1486; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C2T1 Fl. 100 1 99 S2C2T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13748.000500/200149 Recurso nº 155.575 Voluntário Acórdão nº 2201002.261 – 2ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 15 de outubro de 2013 Matéria IRPF Recorrente NEUSA MAEHIKA RODRIGUES Recorrida 2ª TURMA/DRJSÃO PAULO/SP II ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 1999 IRPF. GLOSA DE IRRF COMPENSADO NA DECLARAÇÃO DE AJUSTE ANUAL. VALOR DEPOSITADO EM JUÍZO. Havendo prova nos autos de que houve retenção de imposto de renda na fonte, ainda que tal valor tenha sido depositado em juízo pela fonte pagadora nos autos de reclamação trabalhista, deve ser aceita a compensação de tal valor pelo beneficiário dos rendimentos. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso. (assinado digitalmente) MARIA HELENA COTTA CARDOZO Presidente. (assinado digitalmente) GUSTAVO LIAN HADDAD Relator. EDITADO EM: 05/11/2013 AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 74 8. 00 05 00 /2 00 1- 49 Fl. 244DF CARF MF Impresso em 08/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/11/2013 por GUSTAVO LIAN HADDAD, Assinado digitalmente em 07/11/2013 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO, Assinado digitalmente em 05/11/2013 por GUSTAVO LIAN HADDAD 2 Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Maria Helena Cotta Cardozo, Nathalia Mesquita Ceia, Gustavo Lian Haddad, Rodrigo Santos Masset Lacombe, Walter Reinaldo Falcão Lima, Heitor de Souza Lima Junior. Ausente, justificadamente, o Conselheiro Eduardo Tadeu Farah. Relatório Contra a contribuinte acima qualificada foi lavrado, em 22/06/2001, o auto de infração de fls. 03, relativo ao Imposto sobre a Renda de Pessoa Física, exercício 1999, ano calendário de 1998, por intermédio do qual lhe é exigido crédito tributário incluindo principal, multa e juros de mora calculados até julho de 2001. Conforme Demonstrativo das Infrações (fls. 05), a autoridade fiscal apurou a seguinte infração: “DEDUÇÃO INDEVIDA DE IMPOSTO DE RENDA RETIDO NA FONTE, EM FUNÇÃO POR FALTA DE COMPROVAÇÃO DO DARF DE RECOLHIMENTO DO DECLARADO.” Cientificada do Auto de Infração em 15/08/2001 (AR de fls. 18), a contribuinte apresentou, em 28/08/2001, a impugnação de fls. 01, cujas alegações foram assim sintetizadas pela autoridade julgadora de primeira instância: “1. – o valor do imposto em questão teria sido recolhido pelas Lojas Americanas S/A, nos autos do processo trabalhista nº 00506/97; 2. – conforme os documentos anexos, o auto de infração seria improcedente.” A 2ª Turma da DRJ no Rio de Janeiro, por unanimidade de votos, considerou procedente o lançamento, em decisão assim ementada: “Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física – IRPF Anocalendário: 1998 Ementa: GLOSA DE IMPOSTO DE RENDA RETIDO NA FONTE. Diante da ausência de documentação hábil que comprove a retenção do imposto de renda na fonte, deve ser mantida a glosa efetuada pelo Fisco.” Cientificada da decisão de primeira instância em 13/11/2006, conforme AR de fls. 47, e com ela não se conformando, a recorrente interpôs, em 11/12/2006, o recurso voluntário de fls. 40/54, por meio do qual reiterou as razões apresentadas na impugnação. Em sessão de 24/06/2008 a antiga 4ª Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes converteu o julgamento em diligência para que a autoridade preparadora intimasse a pessoa jurídica “Lojas Americanas S.A.” (CNPJ nº 29.979.036/000140) para que informasse se efetivamente pagou rendimentos à recorrente no anocalendário de 1998, confirmando também se houve a retenção de imposto de renda na fonte (Resolução nº 104 02.073). Fl. 245DF CARF MF Impresso em 08/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/11/2013 por GUSTAVO LIAN HADDAD, Assinado digitalmente em 07/11/2013 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO, Assinado digitalmente em 05/11/2013 por GUSTAVO LIAN HADDAD Processo nº 13748.000500/200149 Acórdão n.º 2201002.261 S2C2T1 Fl. 101 3 Em 02/11/2011 a pessoa jurídica “Lojas Americanas S.A.” foi intimada da referida diligência (fls. 71/72) e em resposta apresentou a documentação de fls. 74/90. Dentre os esclarecimentos apresentados verificase petição (fls. 88) por meio da qual Lojas Americanas confirma a efetiva retenção do imposto de renda retido na fonte no valor de R$20.136,67, bem como (i) cópia da petição apresentada à época ao Juízo da 2ª Junta de Conciliação e Julgamento de Petrópolis (fls. 89) informando o depósito de tal quantia a título de imposto de renda retido da recorrente e (ii) a guia comprobatória do depósito em juízo dessa retenção (fls. 90). Por meio do termo de fls. foi encerrado o procedimento fiscal, dandose ciência à recorrente que deixou de apresentar manifestação. É o relatório. Voto Conselheiro Gustavo Lian Haddad O recurso preenche os pressupostos de admissibilidade. Dele conheço. A discussão posta no presente processo é a glosa pela autoridade fiscal do imposto de renda retido na fonte informado pela contribuinte em sua declaração de ajuste anual para o anocalendário de 1998 no valor de R$20.136,67. O lançamento decorre da ausência de apresentação pela contribuinte do DARF comprobatório do imposto de renda retido. Em sua impugnação a recorrente sustenta que a retenção foi efetuada pela fonte pagadora, tendo sido o valor depositado em juízo nos autos de reclamatória trabalhista (cuja sentença foi trazida aos autos). A DRJ, ao julgar a impugnação apresentada pela contribuinte, manteve o lançamento por não considerar como comprovada a retenção já que não constam no sistema da Receita Federal DARFs ou DIRF apresentada pela fonte pagadora informando a retenção desse valor. A diligência foi frutífera e resultou na obtenção de informações relevantes para o deslinde. Conforme constatado pela D. Autoridade Preparadora em diligência determinada por este E. Colegiado a fonte pagadora (“Lojas Americanas”), devidamente intimada, apresentou os esclarecimentos de fls. 88 e documentos de fls. 89/90 por meio dos quais confirmou o depósito em juízo do imposto de renda no valor de R$20.136,67, relativamente aos rendimentos pagos à recorrente e por ela oferecidos a tributação. Assim, resta comprovado que a recorrente suportou o ônus do referido tributo tendo declarado corretamente esse valor em sua declaração de ajuste anual. Fl. 246DF CARF MF Impresso em 08/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/11/2013 por GUSTAVO LIAN HADDAD, Assinado digitalmente em 07/11/2013 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO, Assinado digitalmente em 05/11/2013 por GUSTAVO LIAN HADDAD 4 A ausência de apresentação pela fonte pagadora de DIRF informando tal retenção ou a inexistência de DARFs no sistema da Receita Federal não podem prejudicar a recorrente que efetivamente teve tal tributo retido por ocasião do recebimento de suas verbas trabalhistas. Ante o exposto, conheço do recurso voluntário para, no mérito, DAR LHE PROVIMENTO para restabelecer a dedução do imposto de renda retido na fonte no montante de R$20.136,67 para o anocalendário de 1998. (assinado digitalmente) Gustavo Lian Haddad Relator Fl. 247DF CARF MF Impresso em 08/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/11/2013 por GUSTAVO LIAN HADDAD, Assinado digitalmente em 07/11/2013 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO, Assinado digitalmente em 05/11/2013 por GUSTAVO LIAN HADDAD
score : 1.0
Numero do processo: 10855.001172/2006-05
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Mon Feb 25 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Fri Aug 23 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI
Ano-calendário: 2002
PARCELAMENTO. DESISTÊNCIA. NÃO CONHECIMENTO.
O parcelamento do crédito tributário e a respectiva desistência do recurso interposto, bem como do direito ali debatido, enseja o não conhecimento do mesmo.
RECURSO VOLUNTÁRIO NÃO CONHECIDO.
Numero da decisão: 3201-001.206
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros da 2ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade, não conhecer do recurso interposto.
MARCOS AURÉLIO PEREIRA VALADÃO - Presidente
LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORAES - Relator.
EDITADO EM: 17/08/2013
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marcos Aurélio Pereira Valadão, Paulo Sérgio Celani, Daniel Mariz Gudiño e Marcelo Ribeiro Nogueira. Ausente momentaneamente Mércia Helena Trajano D'Amorim.
Nome do relator: LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORAES
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201302
camara_s : Segunda Câmara
ementa_s : Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI Ano-calendário: 2002 PARCELAMENTO. DESISTÊNCIA. NÃO CONHECIMENTO. O parcelamento do crédito tributário e a respectiva desistência do recurso interposto, bem como do direito ali debatido, enseja o não conhecimento do mesmo. RECURSO VOLUNTÁRIO NÃO CONHECIDO.
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Fri Aug 23 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 10855.001172/2006-05
anomes_publicacao_s : 201308
conteudo_id_s : 5285830
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Aug 26 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 3201-001.206
nome_arquivo_s : Decisao_10855001172200605.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORAES
nome_arquivo_pdf_s : 10855001172200605_5285830.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 2ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade, não conhecer do recurso interposto. MARCOS AURÉLIO PEREIRA VALADÃO - Presidente LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORAES - Relator. EDITADO EM: 17/08/2013 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marcos Aurélio Pereira Valadão, Paulo Sérgio Celani, Daniel Mariz Gudiño e Marcelo Ribeiro Nogueira. Ausente momentaneamente Mércia Helena Trajano D'Amorim.
dt_sessao_tdt : Mon Feb 25 00:00:00 UTC 2013
id : 5032261
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:12:52 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046174157504512
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1610; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => Erro: Origem da referência não encontrada Fl. 349 348 S3C2T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10855.001172/200605 Recurso nº Acórdão nº 3201001.206 – 2ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 25 de fevereiro de 2013 Matéria IPI Recorrente SOROCOBA REFRESCOS LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Anocalendário: 2002 PARCELAMENTO. DESISTÊNCIA. NÃO CONHECIMENTO. O parcelamento do crédito tributário e a respectiva desistência do recurso interposto, bem como do direito ali debatido, enseja o não conhecimento do mesmo. RECURSO VOLUNTÁRIO NÃO CONHECIDO. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 2ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade, não conhecer do recurso interposto. MARCOS AURÉLIO PEREIRA VALADÃO Presidente Luciano Lopes de Almeida Moraes Relator. EDITADO EM: 17/08/2013 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marcos Aurélio Pereira Valadão, Paulo Sérgio Celani, Daniel Mariz Gudiño e Marcelo Ribeiro Nogueira. Ausente momentaneamente Mércia Helena Trajano D'Amorim. 1 AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 85 5. 00 11 72 /2 00 6- 05 Fl. 349DF CARF MF Impresso em 26/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA FÍ SI CO Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/08/2013 por LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORAES, Assinado digitalmente em 21/08/2013 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO, Assinado digitalmente em 20/08/2013 por LUCIANO LOPE S DE ALMEIDA MORAES Relatório Por bem descrever os fatos relativos ao contencioso, adoto o relato do órgão julgador de primeira instancia: Contra a empresa em epígrafe foi lavrado auto de infração, no montante de R$ 2.420.975,75 (inclusos juros de mora), pelo fato de o estabelecimento industrial ter reduzido o montante do IPI a recolher, em virtude de ter se creditado de valores de imposto sem respaldo na legislação de regência. O lançamento foi efetuado sem a imposição da multa de ofício e com suspensão de exigibilidade, em decorrência de concessão da segurança em sentença de 1ª instância. De acordo com o Termo de Constatação de IPI, a contribuinte impetrou, em 08/09/1998, Mandado de Segurança, protocolado sob no 98.09040296, na 2ª Vara da Justiça Federal de Sorocaba, com pedido de liminar que lhe garantisse o direito de proceder ao creditamento, via escrituração fiscal, do IPI apurável nas aquisições de matériasprimas, produtos intermediários, embalagens e bens destinados ao ativo fixo adquiridos com isenção, imunidade, alíquota zero ou não tributadas. A liminar foi indeferida, entretanto, o pedido foi julgado parcialmente procedente, sendo concedida a segurança conforme sentença prolatada em 12 de novembro de 2001: POSTO ISSO, e considerando o que mais dos autos consta, JULGO PARCIALMENTE PROCEDENTE o pedido e CONCEDO A SEGURANÇA para o único fim de garantir à Impetrante o direito de, sob sua responsabilidade e mediante supervisão da Autoridade Impetrada, proceder ao creditamento, via escrituração fiscal, dos valores que seriam devidos a título de IPI sobre a aquisições futuras de matériasprimas, embalagens e materiais consumidos na produção sujeitas a alíquota zero, imunidade, isenção ou nãotributação, bem como retroativamente aos dez anos que antecederam ao ajuizamento do presente writ, adotando a mesma alíquota de saída dos produtos que fabrica e corrigindose os valores correspondentes segundo os mesmos critérios que informam a correção dos créditos tributários da União nos respectivos períodos. Os autos encontramse em baixa definitiva por desistência do impetrante. Transcrição da Decisão de Perda de Objeto (transitada em julgado em 18/11/2010): DECISÃO Vistos, etc. Cuidase de Apelação em sede de writ, objetivando a reforma parcial da r. Sentença para assegurar direito de efetuar o aproveitamento dos créditos de IPI relativos a matériasprimas adquiridas com benefício de isenção. Tendo em vista que a Apelante SOROCABA REFRESCOS LTDA aderiu ao parcelamento especial previsto na MP 449 de 03.12.2008, desistindo do recurso, ocorreu a perda de objeto. 2 Fl. 350DF CARF MF Impresso em 26/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA FÍ SI CO Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/08/2013 por LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORAES, Assinado digitalmente em 21/08/2013 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO, Assinado digitalmente em 20/08/2013 por LUCIANO LOPE S DE ALMEIDA MORAES Erro: Origem da referência não encontrada Fl. 349 Regularmente intimada manifestouse a União Federal (Fazenda Nacional) à fls. 258, dandose por ciente o Ministério Público Federal. Prejudicadas a Apelação da União Federal e a Remessa Ex officio. Inarredável o direito de verificação por parte da autoridade administrativa, até a extinção do crédito tributário, à luz do art. 195 do CTN. Pelo exposto, julgo extinto o feito, com apreciação do mérito nos termos do art. 269, V, do CPC e art. 33, XII, do R.I. desta E. Corte. Observadas as formalidades legais, após o trânsito em julgado, encaminhemse os autos à Vara de origem. São Paulo, 13 de agosto de 2010. Salette Nascimento Desembargadora Federal Em decorrência da decisão de 1ª instância, os créditos sub judice, mantidos na escrita fiscal, foram objeto do lançamento ora combatido. Regularmente cientificada do auto de infração, a contribuinte apresentou impugnação, considerada tempestiva pela delegacia de origem, na qual, em preliminar, alegou a nulidade do auto de infração, fazendo, em suma, as seguintes considerações: o auto de infração não atende os requisitos legais dispostos no art. 142 do CTN, vez que não calcula o montante do tributo devido, já que os valores consignados no autos de infração não espelham a realidade, pois não há sequer crédito tributário, já que exigibilidade está suspensa; o agente fiscal violou frontalmente a decisão judicial exarada pelo juizo da 2ªVara da Justiça Federal, pois a pretexto de supervisionar o creditamento de IPI realizado no exercício de 2002, cuja exigibilidade do crédito encontrase suspensa em decorrência da mesma, de maneira abusiva, ilegal e imoral, reconstitui a escrita fiscal da Impugnante, através das planilhas intituladas: "GLOSA DOS CRÉDITOS DECORRENTES DE AÇÃO JUDICIAL " e apura absurda e indevida diferença de valor, tomando como saldo devedor, justamente a totalidade do valor do crédito aproveitado pela empresa, constante mais especificamente nos seus itens (5) e (6) " Ação Judicial (outros)" da mencionada planilha, constante no Termo de Constatação Fiscal. 3 Fl. 351DF CARF MF Impresso em 26/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA FÍ SI CO Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/08/2013 por LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORAES, Assinado digitalmente em 21/08/2013 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO, Assinado digitalmente em 20/08/2013 por LUCIANO LOPE S DE ALMEIDA MORAES tratase de auto de infração nulo de pleno direito, pois através de cópias da escrita fiscal da empresa doc (03), verificase que os débitos e as diferenças entres esses e o crédito aproveitado pela Impugnante, são falsos e não condizentes com a realidade fiscal da empresa. se o crédito tributário está suspenso por determinação judicial, não há como sequer discutir tais valores na esfera administrativa e muito menos glosálos, como procedeu o agente na ação fiscal sob comento. Com tal procedimento, inclusive com a reconstituição da escrita fiscal levada a efeito, o D. Fiscal faz tabula rasa dos termos da decisão judicial que protege a impugnante, o que dificulta inclusive sua ampla defesa, já que aparentemente o auto em questão objetiva quantia muito menor do que na realidade resultou da questionada ação fiscal. o Fisco agiu de forma absolutamente contraditória, já que desconsiderou e glosou valores expressivos acobertados pela sentença judicial, ao recompor a escrita e realizar uma nova apuração valendose, no lugar de créditos glosados, de outros créditos apurados e estocados pela autuada. não há que se falar na aplicação de multa ou juros de mora, vez que a exigibilidade do crédito tributário está suspensa por força da determinação judicial. A presente a autuação é absolutamente ilegal, pois a aplicar referidas exações, fere frontalmente o disposto no Art. 63. da Lei 9430/96. Na decisão de primeira instância, a Delegacia da Receita Federal de Julgamento de Rio Preto/SP indeferiu o pedido da contribuinte, conforme Decisão DRJ/RPO n.º 35.433, de 04/10/2011, assim ementada: Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados IPI Anocalendário: 2002 AÇÃO JUDICIAL. LANÇAMENTO. A constituição do crédito tributário pelo lançamento é atividade administrativa vinculada e obrigatória, ainda que o contribuinte tenha proposto ação judicial/mandado de segurança. MEDIDA LIMINAR. AUTO DE INFRAÇÃO. CABIMENTO. A concessão de medida liminar em mandado de segurança ou de sentença mandamental não exclui a obrigatoriedade do agente do Fisco de efetuar o lançamento. Conforme prevê o CTN, art. 151, V, a liminar/tutela tem somente o efeito de suspender a exigibilidade do crédito tributário já formalizado ou em vias de formalização. PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA Não configura o cerceamento do direito de defesa se o conhecimento dos atos processuais pelo acusado e o seu direito de resposta ou de reação encontraram plenamente assegurados. JUROS DE MORA. EXIGIBILIDADE. 4 Fl. 352DF CARF MF Impresso em 26/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA FÍ SI CO Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/08/2013 por LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORAES, Assinado digitalmente em 21/08/2013 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO, Assinado digitalmente em 20/08/2013 por LUCIANO LOPE S DE ALMEIDA MORAES Erro: Origem da referência não encontrada Fl. 349 Os juros de mora, em lançamento com a exigibilidade suspensa, são exigíveis, exceto na hipótese de depósito do montante integral. Impugnação Improcedente. Intimado o contribuinte da decisão, apresenta recurso voluntário. Após, é dado seguimento ao processo. É o relatório. Voto Conselheiro Luciano Lopes de Almeida Moraes O recurso é tempestivo e atende aos requisitos de admissibilidade. Como vemos do processo, o contribuinte parcelou o crédito tributário lançado e desistiu expressamente do recurso interposto, como vemos na peça recursal: Assim, em face da desistência ocorrida e do parcelamento realizado, não há o que ser julgado. Ante o exposto, voto por não conhecer do recurso voluntário, prejudicados os demais argumentos. Sala de sessões, 25 de fevereiro de 2013. Luciano Lopes de Almeida Moraes Relator 5 Fl. 353DF CARF MF Impresso em 26/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA FÍ SI CO Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/08/2013 por LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORAES, Assinado digitalmente em 21/08/2013 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO, Assinado digitalmente em 20/08/2013 por LUCIANO LOPE S DE ALMEIDA MORAES 6 Fl. 354DF CARF MF Impresso em 26/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA FÍ SI CO Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/08/2013 por LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORAES, Assinado digitalmente em 21/08/2013 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO, Assinado digitalmente em 20/08/2013 por LUCIANO LOPE S DE ALMEIDA MORAES
score : 1.0
Numero do processo: 18471.001657/2005-26
Turma: Quarta Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Aug 20 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Thu Oct 03 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep
Período de apuração: 01/01/2007 a 31/12/2007
RECURSO DE OFÍCIO
PIS E COFINS. REGIME NÃO CUMULATIVO. FALTA OU INSUFICIËNCIA DE RECOLHIMENTO. CONSIDERAÇÃO DOS CRÉDITOS REGISTRADOS PELO CONTRIBUINTE. OBRIGATORIEDADE DE CONSIDERAÇÃO.
A legislação de regência das contribuições ao PIS e à COFINS (Leis nºs. 10.637/02 e 10.833/03) prevê que do valor das contribuições apuradas sobre as receitas tributáveis (art. 2º), podem ser descontados os créditos legalmente permitidos (art. 3º), para com isso se evitar a cumulatividade tributária que se pretendeu coibir e justificar o aumento das alíquotas levado a efeito, de modo que agiu com acerto a decisão que cancelou parcialmente o crédito tributário por aceitar o desconto dos referidos créditos, apurados conforme os livros e registros do contribuinte.
Recurso de Ofício Negado
DESISTÊNCIA PERDA DE OBJETO. NÃO CONHECIMENTO.
Tendo o contribuinte desistido da discussão contida em seu recurso voluntário, renunciando ao direito sobre o qual se fundamenta sua irresignação, opera-se a perda do objeto recursal, impondo-se o não conhecimento do recurso.
Recurso Voluntário Não Conhecido.
Numero da decisão: 3402-002.138
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de ofício e, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso voluntário em face da desistência apresentada pelo recorrente. Fez sustentação oral Dra. Juliana Borges, OAB/SP 154.716.
(assinado digitalmente)
Gilson Macedo Rosenburg Filho Presidente em exercício
(assinado digitalmente)
João Carlos Cassuli Junior - Relator
Participaram do julgamento os Conselheiros Gilson Macedo Rosenburg Filho (Presidente Substituto), Fernando Luiz da Gama Lobo d'Eça, Luiz Carlos Shimoyama (Suplente), Winderley Morais Pereira (Substituto), João Carlos Cassuli Júnior (Relator) e Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva. Ausentes justificadamente as conselheiras Nayra Bastos Manatta e Silvia de Brito Oliveira.
Matéria: Cofins - ação fiscal (todas)
Nome do relator: JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : Cofins - ação fiscal (todas)
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201308
ementa_s : Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep Período de apuração: 01/01/2007 a 31/12/2007 RECURSO DE OFÍCIO PIS E COFINS. REGIME NÃO CUMULATIVO. FALTA OU INSUFICIËNCIA DE RECOLHIMENTO. CONSIDERAÇÃO DOS CRÉDITOS REGISTRADOS PELO CONTRIBUINTE. OBRIGATORIEDADE DE CONSIDERAÇÃO. A legislação de regência das contribuições ao PIS e à COFINS (Leis nºs. 10.637/02 e 10.833/03) prevê que do valor das contribuições apuradas sobre as receitas tributáveis (art. 2º), podem ser descontados os créditos legalmente permitidos (art. 3º), para com isso se evitar a cumulatividade tributária que se pretendeu coibir e justificar o aumento das alíquotas levado a efeito, de modo que agiu com acerto a decisão que cancelou parcialmente o crédito tributário por aceitar o desconto dos referidos créditos, apurados conforme os livros e registros do contribuinte. Recurso de Ofício Negado DESISTÊNCIA PERDA DE OBJETO. NÃO CONHECIMENTO. Tendo o contribuinte desistido da discussão contida em seu recurso voluntário, renunciando ao direito sobre o qual se fundamenta sua irresignação, opera-se a perda do objeto recursal, impondo-se o não conhecimento do recurso. Recurso Voluntário Não Conhecido.
turma_s : Quarta Câmara
dt_publicacao_tdt : Thu Oct 03 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 18471.001657/2005-26
anomes_publicacao_s : 201310
conteudo_id_s : 5296971
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Oct 08 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 3402-002.138
nome_arquivo_s : Decisao_18471001657200526.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR
nome_arquivo_pdf_s : 18471001657200526_5296971.pdf
secao_s : Segundo Conselho de Contribuintes
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de ofício e, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso voluntário em face da desistência apresentada pelo recorrente. Fez sustentação oral Dra. Juliana Borges, OAB/SP 154.716. (assinado digitalmente) Gilson Macedo Rosenburg Filho Presidente em exercício (assinado digitalmente) João Carlos Cassuli Junior - Relator Participaram do julgamento os Conselheiros Gilson Macedo Rosenburg Filho (Presidente Substituto), Fernando Luiz da Gama Lobo d'Eça, Luiz Carlos Shimoyama (Suplente), Winderley Morais Pereira (Substituto), João Carlos Cassuli Júnior (Relator) e Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva. Ausentes justificadamente as conselheiras Nayra Bastos Manatta e Silvia de Brito Oliveira.
dt_sessao_tdt : Tue Aug 20 00:00:00 UTC 2013
id : 5103719
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:14:25 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046174162747392
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 12; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2181; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C4T2 Fl. 2.949 1 2.948 S3C4T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 18471.001657/200526 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3402002.138 – 4ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 20 de agosto de 2013 Matéria PIS/COFINS Recorrente FAZENDA NACIONAL. Recorrida SAB TRADING COMERCIALEXPORTADORA S/A ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/01/2007 a 31/12/2007 RECURSO DE OFÍCIO PIS E COFINS. REGIME NÃO CUMULATIVO. FALTA OU INSUFICIËNCIA DE RECOLHIMENTO. CONSIDERAÇÃO DOS CRÉDITOS REGISTRADOS PELO CONTRIBUINTE. OBRIGATORIEDADE DE CONSIDERAÇÃO. A legislação de regência das contribuições ao PIS e à COFINS (Leis nºs. 10.637/02 e 10.833/03) prevê que do valor das contribuições apuradas sobre as receitas tributáveis (art. 2º), podem ser descontados os créditos legalmente permitidos (art. 3º), para com isso se evitar a cumulatividade tributária que se pretendeu coibir e justificar o aumento das alíquotas levado a efeito, de modo que agiu com acerto a decisão que cancelou parcialmente o crédito tributário por aceitar o desconto dos referidos créditos, apurados conforme os livros e registros do contribuinte. Recurso de Ofício Negado DESISTÊNCIA PERDA DE OBJETO. NÃO CONHECIMENTO. Tendo o contribuinte desistido da discussão contida em seu recurso voluntário, renunciando ao direito sobre o qual se fundamenta sua irresignação, operase a perda do objeto recursal, impondose o não conhecimento do recurso. Recurso Voluntário Não Conhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de ofício e, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 18 47 1. 00 16 57 /2 00 5- 26 Fl. 1DF CARF MF Impresso em 08/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/09/2013 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, Assinado digitalmente em 03/0 9/2013 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, Assinado digitalmente em 25/09/2013 por GILSON MACEDO ROSENBU RG FILHO 2 voluntário em face da desistência apresentada pelo recorrente. Fez sustentação oral Dra. Juliana Borges, OAB/SP 154.716. (assinado digitalmente) Gilson Macedo Rosenburg Filho – Presidente em exercício (assinado digitalmente) João Carlos Cassuli Junior Relator Participaram do julgamento os Conselheiros Gilson Macedo Rosenburg Filho (Presidente Substituto), Fernando Luiz da Gama Lobo d'Eça, Luiz Carlos Shimoyama (Suplente), Winderley Morais Pereira (Substituto), João Carlos Cassuli Júnior (Relator) e Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva. Ausentes justificadamente as conselheiras Nayra Bastos Manatta e Silvia de Brito Oliveira. Fl. 2DF CARF MF Impresso em 08/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/09/2013 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, Assinado digitalmente em 03/0 9/2013 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, Assinado digitalmente em 25/09/2013 por GILSON MACEDO ROSENBU RG FILHO Processo nº 18471.001657/200526 Acórdão n.º 3402002.138 S3C4T2 Fl. 2.950 3 Relatório Versa originalmente o processo de auto de infração de COFINS, ao qual foi também apensado o processo nº. 18471.0001656/200581 que cuida de auto de infração de PIS, ambos decorrentes de ação fiscal efetuada pela Delegacia da Receita Federal de Fiscalização do Rio de Janeiro (DEFIC/JRO), conforme MPF de fls. 01 dos autos. A autuação de COFINS foi lavrada no valor total (principal, multa e juros) equivalente a R$26.672.864,84 e a de PIS no valor de R$8.923.104,39, ambas abrangendo os períodos de 06/2002 a 09/2004, 12/2004 e 01/2005, sob o palio da “não inclusão”, na base de cálculo das aludidas contribuições, de receitas entendidas como tributáveis à ótica do §1º, do artigo 3º da Lei 9.718/98 (alargamento da base de cálculo), bem como, pela exclusão indevida de receitas sobre CréditoPrêmio de IPI, tudo conforme Termo de Verificação Fiscal de fls. 101102 (numeração eletrônica). O lançamento ainda foi efetuado sem a imposição de qualquer multa ou juros “com a exigibilidade suspensa com a finalidade de resguardar o direito da Fazenda Nacional efetuar a cobrança de crédito tributário em momento oportuno (...)” em face do provimento de decisão judicial em favor da contribuinte, prolatada nos autos da Ação Ordinária nº. 99.00619951 que discutia o mencionado alargamento. DA IMPUGNAÇÃO ADMINISTRATIVA Por ser possuir riqueza de detalhes, porém ser resumido de forma clara, adoto o relatório da DRJ/RJOII quanto a Impugnação apresentada pelo sujeito passivo: 7. Após tomar ciência da autuação, a empresa autuada, inconformada, apresentou, em 21/12/2005, as impugnações juntadas às fls. 1046/1077 (COFINS) e fls. 2139/2170 (PIS), e documentos anexos de fls. 1078/1095 (COFINS) e fls. 2171/2188 (PIS), com as alegações assim resumidas: 7.1. Narrando os fatos considerados pelo fisco na formalização do presente processo, argúi a invalidade da autuação, porquanto a presente cobrança está sendo objeto de discussão judicial, encontrandose a sua exigibilidade, nos moldes instituídos pela Lei n° 9.718, de 1998, suspensa, por força de medida liminar concedida nos autos da ação ordinária n° 99.00619951/9ª.Vara Federal/RJ (fls. 1017/1039), pelo que não há que se falar em infração, podendo o fisco, quando muito, nos termos do art. 63 da Lei n° 9.430, de 1996, constituir o crédito tributário por meio do lançamento de ofício e não mediante lavratura de auto de infração. 7.2. Aduz que o fisco, ao entender que houve recolhimento a menor com fulcro na Lei n° 9.718, de 1998, violou diversos dispositivos constitucionais, uma vez que, consoante o art. 195 Fl. 3DF CARF MF Impresso em 08/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/09/2013 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, Assinado digitalmente em 03/0 9/2013 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, Assinado digitalmente em 25/09/2013 por GILSON MACEDO ROSENBU RG FILHO 4 da Constituição Federal e o art. 2 0 da Lei Complementar n° 70, de 1991, o fato gerador a ser tributado é a receita com vendas de mercadorias, de mercadorias e serviços, ou prestação de serviços de qualquer natureza. 7.3. Nesse aspecto, a aprovação da Lei n° 9.718, de 1998, contrariou a Constituição Federal e a própria lei complementar instituidora ao ampliar o conceito de faturamento, fato que violou o princípio constitucional da legalidade. Transcreve jurisprudência a respeito do assunto. 7.4. Argumenta também quanto ao fato de não se ter observado o princípio da hierarquia das leis, porquanto o conceito de faturamento não pode ser ampliado por lei ordinária, o que corresponde à violação do vigente texto constitucional, não podendo a Lei n° 9.718, de 1998, ser recepcionada pela Emenda Constitucional n° 20, concebida posteriormente à lei. 7.5. Alega ainda que, por sua natureza, o créditoprêmio de IPI, instituído pelo DecretoLei n° 491, de 1969, constitui receita de exportação, como reconhece a própria Receita Federal por intermédio do Parecer Normativo CST n° 71, de 1972, e do Parecer Normativo CST n° 45, de 1976, os quais transcreve, pelo que isenta da contribuição nos termos do art. 14, II, da Medida Provisória n° 2.15835, de 2001, notadamente a partir da aprovação da Emenda Constitucional n° 33, de 21 de dezembro de 2001, que modificou o art. 149 da Constituição Federal, estabelecendo a não incidência das contribuições sociais sobre as receitas decorrentes de exportação. 7.6. Considera também que os juros recebidos em razão do pagamento das exportações de mercadorias, incluídos na base de cálculo do PIS/COFINS pelo fiscal autuante, são acessórios à receita de exportação, sendo impossível dissociálos, a teor do disposto no artigo 92 do Código Civil. Assim, tendo natureza de receita de exportação, os juros decorrentes dos pagamentos de exportação de mercadorias estão imunes às contribuições sociais, ou, ainda que assim não se entenda, devem ser considerados como receitas isentas, já que a isenção das contribuições sobre as receitas de exportação de mercadorias (c£ art. 14, II, da MP n° 2.158 35/2001) alcança toda e qualquer receita que resulte da exportação de mercadorias. 7.7. Ainda na seqüência, entende que os autos de infração são inválidos por não terem sido considerados, para abatimento do valor devido: i) em relação à COFINS, os créditos devidamente apurados pelo impugnante (mercadorias adquiridas para revenda, aluguéis pagos a pessoa jurídica, despesas com energia elétrica, encargos de depreciação, entre outros), a partir de fevereiro de 2004, nos termos do art. 3° da Lei n° 10.833/2003, conforme tabela anexa (Doe. 3, fl. 1095); ii) em relação ao PIS, os créditos devidamente apurados pelo impugnante, a partir de dezembro de 2002, nos termos do art. 3° da Lei n° 10.637/2002, conforme tabela anexa (Doc. 3, fl. 2188). Fl. 4DF CARF MF Impresso em 08/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/09/2013 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, Assinado digitalmente em 03/0 9/2013 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, Assinado digitalmente em 25/09/2013 por GILSON MACEDO ROSENBU RG FILHO Processo nº 18471.001657/200526 Acórdão n.º 3402002.138 S3C4T2 Fl. 2.951 5 7.8. Prossegue em seu arrazoado, insurgindose contra a possibilidade de aplicarse a taxa Selic, seja como índice de atualização de tributos, seja como taxa de juros, em face de sua manifesta inconstitucionalidade, pelo fato de esta possuir caráter estritamente remuneratório de capital, porquanto criada e regulamentada pelo Banco Central do Brasil, regulamentação essa sem força legal, o que contraria o princípio da legalidade, contido no art. 150, I da Constituição Federal, ferindo ainda o mandamento contido no art. 161, § 1% do Código Tributário Nacional, e o § 3° do art. 193 da Constituição Federal, que estabelece o limite de juros de 12% ao ano, pelo que requer a sua exclusão. Transcreve jurisprudência acerca do assunto. 7.9. Por fim, requer seja reconhecida a invalidade (nulidade) da autuação, em razão da suspensão da exigibilidade do crédito tributário por medida judicial ou, subsidiariamente, que seja julgada improcedente a autuação, tendo em vista a exigência recair sobre casos de imunidade, ou, quando menos, isenção das contribuições; ainda subsidiariamente, caso se entenda pela manutenção da autuação, que o lançamento seja ajustado para reconhecer os créditos a que o impugnante faz jus, nos termos das Leis n°s 10.637/2002 e 10.833/2003, propugnandose também pela inaplicabilidade dos juros baseados na taxa Selic. DA DILIGÊNCIA Em face das alegações do sujeito passivo na defesa apresentada, propôsse o encaminho do processo para realização de diligência (fls. 2047 – numeração eletrônica) à Autoridade lançadora, para que verificasse a composição dos créditos alegados pelo contribuinte passíveis de abatimento. Em atendimento à referida solicitação foi juntada pela Autoridade Preparadora a documentação de fls. 20562203 (n. e), cujo resultado, de fls. 2204 consignou “que, de posse dos elementos apresentados pelo sujeito passivo, relativos aos créditos das contribuições a que o mesmo alega fazer jus, e considerada a sua apuração segundo o regime da nãocumulatividade, procedeu, por amostragem, à verificação da exatidão dos valores escriturados, de acordo com a legislação vigente, fazendo o aproveitamento de citados créditos junto à contribuição devida” Na oportunidade que teve para se manifestar sobre a Diligência, o contribuinte, em síntese, alega que tendo sido constatada a efetiva existência de tais créditos e procedido ao seu desconto dos débitos de PIS e COFINS devidos nos meses a que se referiam, comprovavase que o auto de infração continha graves equívocos na apuração reconstituída, devendo ser anulado. DO JULGAMENTO DE 1ª INSTÂNCIA Em análise e atenção à Impugnação, ao resultado da diligência e à Manifestação em diligência apresentada pelo contribuinte, a Delegacia da Receita Federal do Fl. 5DF CARF MF Impresso em 08/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/09/2013 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, Assinado digitalmente em 03/0 9/2013 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, Assinado digitalmente em 25/09/2013 por GILSON MACEDO ROSENBU RG FILHO 6 Brasil de Julgamento do Rio de Janeiro/RJOII, julgou o processo em 31 de Agosto de 2007, proferindo o Acórdão de nº. 1317.025, que restou assim ementando: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 01/06/2002 a 30/09/2004, 01/12/2004 a 31/01/2005 NULIDADE. PRESSUPOSTOS. Ensejam a nulidade apenas os atos e termos lavrados por pessoa incompetente e os despachos e decisões proferidos por autoridade incompetente ou com preterição do direito de defesa. AÇÃO JUDICIAL PROPOSTA PELO INTERESSADO. RENÚNCIA ÀS INSTÂNCIAS ADMINISTRATIVAS. IMPUGNAÇÃO NÃO CONHECIDA EM PARTE. Ação judicial proposta pelo interessado contra a Fazenda Nacional antes ou após o lançamento do crédito tributário com idêntico objeto, impõe renúncia às instâncias administrativas, determinando o encerramento do processo fiscal nessa via, sem a apreciação do mérito. PIS/COFINS. CRÉDITOPRÊMIO DE IPI. JUROS DECORRENTES. RECEITAS DE EXPORTAÇÃO. IMUNIDADE. ISENÇÃO. DISTINÇÃO. A imunidade e a isenção relativas às receitas de exportação não alcançam o créditoprêmio de IPI e os juros decorrentes de exportação, que têm, respectivamente, natureza de incentivo fiscal e de receita financeira, devendo, como tal, compor a base de cálculo das contribuições. PIS/COFINS. APURAÇÃO DE CRÉDITOS. REGIME NÃO CUMULATIVO. Faz jus o contribuinte, na apuração das contribuições segundo o regime nãocumulativo, aos créditos a que se referem as Lei n° 10.637/2002 e Lei n° 10.833/2003. ACRÉSCIMOS LEGAIS. JUROS DE MORA. TAXA SELIC. É cabível, por expressa disposição legal, a partir de 01/04/95, a aplicação de juros de mora equivalentes à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC. Lançamento Procedente em Parte. Em síntese, a decisão prolatada pela instância a quo houve por bem em deixar de apreciar toda a discussão acerca da inclusão de receitas (ou não) na base de cálculo do PIS e da COFINS em vista do chamado alargamento da base de cálculo introduzido pelo artigo 3º da Lei 9.718/98, por considerar tal aspecto concomitante com a ação judicial de nº 99.00619951, proposta pelo contribuinte e até então pendente de decisão final. Fl. 6DF CARF MF Impresso em 08/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/09/2013 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, Assinado digitalmente em 03/0 9/2013 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, Assinado digitalmente em 25/09/2013 por GILSON MACEDO ROSENBU RG FILHO Processo nº 18471.001657/200526 Acórdão n.º 3402002.138 S3C4T2 Fl. 2.952 7 No que tange ao créditoprêmio de IPI, a DRJ votou no sentido de que referida receita, por se constituir em benefício fiscal, deve integrar a base de cálculo do PIS e da COFINS, não podendo o contribuinte interpretála como devolução ou restituição de algo indevido, eis que nada foi arrecadado aos cofres públicos de forma maior/indevida. Quanto ao reconhecimento/aproveitamentos dos créditos decorrentes da não cumulatividade, a DRJ/RJOII adotou o posicionamento esposado no resultado da diligência, mantendoo por seus termos. Por fim, considerou improcedente os argumentos do contribuinte quanto a aplicação indevida da SELIC na correção dos créditos exigidos, pelo fundamento de que o ato administrativo de lançamento é vinculado e deve obedecer a estrita legalidade, estando tal correção prevista na Lei, é inerente à Administração Pública sua aplicação nos autos de infração. O crédito tributário consistente nos dois autos de infração foi parcialmente mantido, restando no lançamento todos os valores que remanesceram do encontro de contas dos créditos com os débitos, bem como, os do créditoprêmio de IPI indevidamente excluídos das bases tributáveis. Foi ainda interposto Recurso de Ofício pela DRJ Julgadora, em virtude da parcela da autuação exonerada. DO RECURSO VOLUNTÁRIO Conforme AR de fls. 2508 (n.e), em 30/10/2007 o sujeito passivo foi cientificado do Acórdão de 1ª Instância, tendo apresentado o competente recurso voluntário em 28/11/2007, aduzindo, em síntese, os seguintes argumentos: Que todos os débitos de PIS e de COFINS oriundo da interpretação de que a base de cálculo das aludidas contribuições era aquela prevista no §1º do art. 3º da Lei 9.718/98, não mais poderia subsistir em vista do êxito obtido na Ação nº. 99.00619951; Que estando todo o auto de infração lastreado – lançado inclusive apenas para prevenir a decadência – na discussão a que se referia a Ação nº 99.00619951 (alargamento da base de cálculo do PIS e da COFINS), e, em se obtendo êxito na mesma, devem ser extintos todos os créditos tributários exigidos; Que o créditoprêmio de IPI é receita decorrente de exportação e, portanto, deve ser excluído da tributação, não merecendo nem neste tocante prosperar o lançamento; Que a própria Autoridade Administrativa reputa o créditoprêmio de IPI como inexistente, ao mesmo tempo em que pretende sobre o mesmo fazer incidir as contribuições ao PIS e a COFINS; Que a Recorrente impetrou Mandado de Segurança tendo por objeto o “CréditoPrêmio de IPI”, possuindo sentença favorável a seu favor, bem como que a Fazenda Nacional ajuizou Ação Cautelar Rescisória na qual obteve liminar, impedindo a recorrente de apropriarse efetivamente da receita de créditoprêmio de IPI; Assim, se a recorrente não pode Fl. 7DF CARF MF Impresso em 08/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/09/2013 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, Assinado digitalmente em 03/0 9/2013 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, Assinado digitalmente em 25/09/2013 por GILSON MACEDO ROSENBU RG FILHO 8 apropriarse da receita decorrente destes créditos, não pode a Autoridade Administrativa pretender cobrar PIS e COFINS sobre a mesma; Requereu ao final o provimento do recurso e a extinção dos créditos lançados. Às fls. 2623 (n.e.) a recorrente juntou petição nos autos, informando do trânsito em julgado da Ação Ordinária nº. 99.00619951, requerendo a extinção do auto de infração que a tenha considerado como substrato. Às fls. 2655 (n.e.) o contribuinte apresentou nova petição, requerendo expressa desistência do recurso voluntário, reiterando os termos da petição anterior, na qual informou o trânsito em julgado da ação em que discutia o alargamento da base de cálculo do PIS e da COFINS. Às fls. 2660 (n.e.) consta Informação Fiscal, na qual a Superintendência Regional da 7ª Região Fiscal (considerando a petição de fls. 2623 apresentada pelo contribuinte) determina – após breve resumo do processo – que para a exclusão de valores do auto de infração, sejam consideradas pela Autoridade Fiscal as decisões judiciais prolatadas a favor do contribuinte, salientando que a DRJ manteve em sua decisão todas as exigências a título de créditoprêmio de IPI, e, que em face da desistência de fls. 2655, sejam as mesmas prontamente encaminhadas à cobrança. Às fls. 2692 (n.e.) consta nova Informação Fiscal, proferida pela Divisão de Controle e Acompanhamento Tributário da Delegacia da Receita Federal de Administração Tributária do Rio de Janeiro, na qual a referida Autoridade informa que constam do Processo nº. 12448.720211/201072 todos os valores considerados procedentes pela DRJ e ajustados conforme a decisão judicial, restando nestes autos apenas os valores exonerados pela DRJ e submetidos à apreciação deste Conselho por força do Recurso de Ofício. Às fls. 2694 (n.e.) o sujeito passivo apresenta nova petição, mencionando que o lançamento constante destes autos foi lavrado apenas para prevenir a decadência, objetivando garantir o direito de a Fazenda constituir créditos tributários preservando o direito em discussão na Ação Ordinária nº. 99.00619951, e, que obteve integral êxito na referida demanda, motivo pelo qual apresentou a desistência de fls. 2623. E que se a interpretação é de que a autuação consistia em glosas diversas, foi induzida a erro, o que configura vício de vontade, ensejando assim a anulação da desistência apresentada, requerendo que seja apreciado o seu recurso voluntário. DA DISTRIBUIÇÃO Tendo o processo sido distribuído a esse relator por sorteio regularmente realizado, vieram os autos para relatoria, por meio de processo eletrônico, em 14 (quatorze) volumes, numerado até a folha 2948 (dois mil, novecentos e quarenta e oito) estando apto para análise desta Colenda 2ª Turma Ordinária, da 4ª Câmara, da 3ª Seção do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais CARF. É o relatório. Fl. 8DF CARF MF Impresso em 08/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/09/2013 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, Assinado digitalmente em 03/0 9/2013 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, Assinado digitalmente em 25/09/2013 por GILSON MACEDO ROSENBU RG FILHO Processo nº 18471.001657/200526 Acórdão n.º 3402002.138 S3C4T2 Fl. 2.953 9 Voto Conselheiro João Carlos Cassuli Junior, Relator. 1. Do recurso de Ofício. O recurso de ofício é invocado por ter a decisão da Delegacia/RJOII cancelado a exigência fiscal em valores que excedem ao valor de alçada (atualmente em R$ 1.000.000,00) pelo que dele conheço. Verificase que o cancelamento da exigência decorre do fato de que, ao ser lavrado o Auto de Infração, no que se refere aos períodos de apuração das contribuições ao PIS e à COFINS, submetidos ao regime da não cumulatividade, foram apenas consideradas as receitas auferidas pelo contribuinte, sem, no entanto, serem abatidos os créditos que poderiam ser descontadas as contribuições, ou ainda, sem serem efetuados os descontos legalmente previstos. Os valores foram encontrados pela Fiscalização atendendo determinação de diligência deflagrada pela Administração, sendo que do resultado da referida diligência foi a constatação de que a autuação fiscal não havia levado em consideração na base de cálculo tributável as deduções legalmente permitidas, bem como os créditos regularmente apurados, propondo então sua exclusão, o que foi acatado pela DRJ mencionada. Revisitando as Leis nºs. 10.637, de 30 de dezembro de 2002 e 10.833, de 29 de dezembro de 2003, temos o art. 3º que dispõe o seguinte: “Art. 3o Do valor apurado na forma do art. 2o a pessoa jurídica poderá descontar créditos calculados em relação a: (...)” (grifo nosso). Sem precisar adentrar em cada um dos incisos alinhados nos arts. 3º, das citadas Leis de regência das contribuições em tela, verificase que foram simplesmente aplicados seus ditames, usando de forma completa as regras de apuração não cumulativa, pois que, se assim não fosse, se teria aplicado alíquotas maiores (7,60% e 1,65%) do que aquelas vigentes pelo regime cumulativo (3,00% e 0,65%), sem considerar os créditos respectivos, o que é essencial no regime que busca evitar justamente o efeito em cascata dos tributos em questão. Assim, agiu bem a DRJ/RJOII ao contemplar os créditos registrados e apurados pelo próprio contribuinte, fazendo que esses créditos refletissem sobre os valores lançados, pois que assim zelou pela correta aplicação das regras da não cumulatividade das contribuições ao PIS e à COFINS. Ante o exposto, voto por negar provimento ao recurso de ofício. 1. Do Recurso Voluntário. Fl. 9DF CARF MF Impresso em 08/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/09/2013 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, Assinado digitalmente em 03/0 9/2013 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, Assinado digitalmente em 25/09/2013 por GILSON MACEDO ROSENBU RG FILHO 10 Observo, antes de mais nada, que o recurso atende os pressupostos de admissibilidade e tempestividade, no entanto, em razão de esclarecimentos que adiante serão alinhados, dele não tomo conhecimento. Inicialmente, insta mencionar que o contribuinte requereu, expressamente nestes autos, desistência do recurso apresentado, vindo posteriormente a apresentar petição específica, na qual “arrependese” da desistência, asseverando que o conteúdo/fundamento do auto de infração o induziu ao erro. Apenas para melhor elucidar a questão, repiso o fato de que o contribuinte alegou estar o auto de infração objeto destes autos integralmente fundado no direito de prevenir a decadência de lançar as contribuições ao PIS e a COFINS em face da existência da Ação Ordinária nº. 99.00619951, e, que por conta de ser esta a única motivação do lançamento – e de ter obtido êxito na mesma – houvera por bem em desistir do recurso, entendendo estar extinto totalmente o lançamento. Afirmou o sujeito passivo que o “créditoprêmio de IPI” totalmente mantido pela decisão de 1ª instancia proferida neste processo consistia em exigência “decorrente” da interpretação alargada da base de cálculo das contribuições autuadas, não sendo glosa “independente” daquela questão proposta. No entanto, discordo do que afirma o contribuinte, uma vez que todas as suas oportunidades de defesa demonstram “vontade” diversa desta que afirmou, tendo o contribuinte se defendido, em todas as oportunidade, com argumentos diferentes: (i) um para todas as glosas decorrentes da interpretação do alargamento da base de cálculo do PIS e da COFINS trazidas pelo artigo 3º da Lei 9.718/98; e, (ii) outro para a natureza da receita discriminada como “CrédioPrêmio de IPI” em seus registros contábeis. Ademais disso, a leitura do Termo de Verificação Fiscal (fls. 99 e 100 – numeração em papel), dá conta de que haviam 02 infrações, uma delas atinentes à falta de submissão à tributação das “outras receitas”, objeto de discussão na demanda judicial (tanto que motivara o lançamento sem a imposição da multa), e outro tópico, específico e separado, em que tratou do Crédito Prêmio de IPI. Eis a transcrição do trecho do Termo de Verificação Fiscal: • Sendo o contribuinte uma empresa essencialmente exportadora tem suas receitas operacionais isentas das contribuições para PIS e a COFINS. Assim, com a sentença de primeira instância concedida pela Juíza Valéria Medeiros de Albuquerque da 9ª Vara Federal/RJ na qual julga improcedente a alteração da base de cálculo do PIS e da COFINS, introduzida pelo art. 3° da Lei 9.718/98 o contribuinte não necessitava efetuar o recolhimento das referidas contribuições sobre as demais receitas. Diante do exposto, efetuo o presente lançamento com exigibilidade suspensa com a finalidade de resguardar o direito da Fazenda Nacional efetuar a cobrança do crédito tributário em momento oportuno, em virtude da empresa SAB TRADING COMERCIAL EXPORTADORA S/A não ter apurado e declarado os respectivos débitos. Fl. 10DF CARF MF Impresso em 08/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/09/2013 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, Assinado digitalmente em 03/0 9/2013 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, Assinado digitalmente em 25/09/2013 por GILSON MACEDO ROSENBU RG FILHO Processo nº 18471.001657/200526 Acórdão n.º 3402002.138 S3C4T2 Fl. 2.954 11 • O Contribuinte acima qualificado teve ainda a receita sobre crédito premio de IPI incluído na base de cálculo das contribuições tendo em vista que o DecretoLei n° 491, de 05 de março de 1969, d 1969, de estímulos iscais à exportação de manufaturados, contem em seu art.1°: (...) As contribuições para o PIS e a COFINS têm como fato gerador o faturamento que é o total das receitas auferidas pela pessoa jurídica, independente de sua denominação ou classificação contábil. Excluindose de sua base de cálculo as receitas isentas, vendas canceladas, descontos concedidos incondicionalmente. Como as receitas oriundas do crédito prêmio de IPI não gozam de nenhum dos critérios de exclusão, deve4mos então, interpretar literalmente a legislação tributária que disponha sobre: (...) Entendemos que as receitas cuja a finalidade é o estimulo a exportação integram a base de cálculo do Programa de Integração Social e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social. Reitero que, em todas as oportunidades processais o contribuinte trouxe argumentos distintos para as duas linhas de discussão, sendolhe incorreto afirmar que desistiu do recurso por que foi induzido ao erro ao interpretar que o auto de infração continha apenas um ponto de motivação, e que o êxito quanto a demanda judicial que discutia o alargamento da base de cálculo (concomitante ao presente feito, digase de passagem), imporia a automática extinção também da exigência relativa a inclusão da receita do registro do crédito prêmio de IPI na base e cálculo das contribuições, para os períodos em que não vigorava a Lei nº 9.718/98, já que no caso em concreto temse períodos submetidos ao regime não cumulativo. Neste cenário, imperioso se faz observar o que determina o artigo 78 do Regimento Interno desta Casa, in verbis: Art. 78. Em qualquer fase processual o recorrente poderá desistir do recurso em tramitação. § 1° A desistência será manifestada em petição ou a termo nos autos do processo. § 2° O pedido de parcelamento, a confissão irretratável de dívida, a extinção sem ressalva do débito, por qualquer de suas modalidades, ou a propositura pelo contribuinte, contra a Fazenda Nacional, de ação judicial com o mesmo objeto, importa a desistência do recurso. § 3º No caso de desistência, pedido de parcelamento, confissão irretratável de dívida e de extinção sem ressalva de débito, estará configurada renúncia ao direito sobre o qual se funda o recurso interposto pelo sujeito passivo, inclusive na hipótese de já ter ocorrido decisão favorável ao recorrente, descabendo Fl. 11DF CARF MF Impresso em 08/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/09/2013 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, Assinado digitalmente em 03/0 9/2013 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, Assinado digitalmente em 25/09/2013 por GILSON MACEDO ROSENBU RG FILHO 12 recurso da Procuradoria da Fazenda Nacional por falta de interesse. Logo, o fato do contribuinte ter pedido desistência expressa do recurso, implica, nos termos da regulamentação acima, em renúncia de qualquer discussão que possa ter o sujeito passivo trazido aos autos, pelo que no tocante a todos os valores que restariam remanescentes em razão da decisão da DRJ, deixo de tomar conhecimento das razões aduzidas pela recorrente. Assim, na linha das considerações acima, voto no sentido de não conhecer do Recurso Voluntário apresentado pelo sujeito passivo. (assinado digitalmente) João Carlos Cassuli Junior – Relator. Fl. 12DF CARF MF Impresso em 08/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/09/2013 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, Assinado digitalmente em 03/0 9/2013 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, Assinado digitalmente em 25/09/2013 por GILSON MACEDO ROSENBU RG FILHO
score : 1.0
Numero do processo: 11516.000922/2009-70
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Jan 31 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Tue Oct 08 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Ano-calendário: 2007
COFINS NÃO-CUMULATIVO. UTILIZAÇÃO DE CRÉDITOS.
Os pagamentos referentes às aquisições de serviços de terraplanagem e destinação final de resíduos sólidos, monitoramento do ar e outros serviços necessários a recuperação do meio ambiente, conferem direito a créditos da COFINS, porque esses serviços são aplicados ou consumidos diretamente na produção de bens destinados à venda, em consonância com o disposto na legislação de regência.
REGIME DA NÃO-CUMULATIVIDADE. CONCEITO DE INSUMOS.
Insumo dedutível para efeito de COFINS não-cumulativa, são todos aqueles relacionados diretamente com a produção do contribuinte e afetem as receitas tributadas pela contribuição social. E quando o cumprimento das obrigações ambientais impostas pelo Poder Público, como condição para o funcionamento da empresa, gerem despesas, estas devem ser consideradas insumos.
Numero da decisão: 3803-003.871
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, em dar provimento parcial ao recurso, nos termos do voto do relator. Vencido o Conselheiro Alexandre Kern, que restringiu o provimento à reversão das glosas de créditos atinentes aos custos de recuperação ambiental assumidos no TAC. Fez sustentação oral: Dr. Luciano Lemos Spader, OAB/RS nº 27.811.
(assinado digitalmente)
Alexandre Kern - Presidente
(assinado digitalmente)
Juliano Lirani - Relator
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Alexandre Kern, Juliano Eduardo Lirani, Hélcio Lafetá Reis, Belchior Melo de Sousa, Jorge Victor Rodrigues e Fábia Regina Freitas.
Nome do relator: JULIANO EDUARDO LIRANI
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201301
ementa_s : Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins Ano-calendário: 2007 COFINS NÃO-CUMULATIVO. UTILIZAÇÃO DE CRÉDITOS. Os pagamentos referentes às aquisições de serviços de terraplanagem e destinação final de resíduos sólidos, monitoramento do ar e outros serviços necessários a recuperação do meio ambiente, conferem direito a créditos da COFINS, porque esses serviços são aplicados ou consumidos diretamente na produção de bens destinados à venda, em consonância com o disposto na legislação de regência. REGIME DA NÃO-CUMULATIVIDADE. CONCEITO DE INSUMOS. Insumo dedutível para efeito de COFINS não-cumulativa, são todos aqueles relacionados diretamente com a produção do contribuinte e afetem as receitas tributadas pela contribuição social. E quando o cumprimento das obrigações ambientais impostas pelo Poder Público, como condição para o funcionamento da empresa, gerem despesas, estas devem ser consideradas insumos.
turma_s : Terceira Turma Especial da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Tue Oct 08 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 11516.000922/2009-70
anomes_publicacao_s : 201310
conteudo_id_s : 5297044
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Oct 08 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 3803-003.871
nome_arquivo_s : Decisao_11516000922200970.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : JULIANO EDUARDO LIRANI
nome_arquivo_pdf_s : 11516000922200970_5297044.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, em dar provimento parcial ao recurso, nos termos do voto do relator. Vencido o Conselheiro Alexandre Kern, que restringiu o provimento à reversão das glosas de créditos atinentes aos custos de recuperação ambiental assumidos no TAC. Fez sustentação oral: Dr. Luciano Lemos Spader, OAB/RS nº 27.811. (assinado digitalmente) Alexandre Kern - Presidente (assinado digitalmente) Juliano Lirani - Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Alexandre Kern, Juliano Eduardo Lirani, Hélcio Lafetá Reis, Belchior Melo de Sousa, Jorge Victor Rodrigues e Fábia Regina Freitas.
dt_sessao_tdt : Thu Jan 31 00:00:00 UTC 2013
id : 5103792
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:14:27 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046174177427456
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 14; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2179; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3TE03 Fl. 229 1 228 S3TE03 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 11516.000922/200970 Recurso nº 1 Voluntário Acórdão nº 3803003.871 – 3ª Turma Especial Sessão de 31 de janeiro de 2013 Matéria COFINSPER/DCOMP Recorrente INDÚSTRIA CARBONÍFERA RIO DESERTO LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Anocalendário: 2007 COFINS NÃOCUMULATIVO. UTILIZAÇÃO DE CRÉDITOS. Os pagamentos referentes às aquisições de serviços de terraplanagem e destinação final de resíduos sólidos, monitoramento do ar e outros serviços necessários a recuperação do meio ambiente, conferem direito a créditos da COFINS, porque esses serviços são aplicados ou consumidos diretamente na produção de bens destinados à venda, em consonância com o disposto na legislação de regência. REGIME DA NÃOCUMULATIVIDADE. CONCEITO DE INSUMOS. Insumo dedutível para efeito de COFINS nãocumulativa, são todos aqueles relacionados diretamente com a produção do contribuinte e afetem as receitas tributadas pela contribuição social. E quando o cumprimento das obrigações ambientais impostas pelo Poder Público, como condição para o funcionamento da empresa, gerem despesas, estas devem ser consideradas insumos. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, em dar provimento parcial ao recurso, nos termos do voto do relator. Vencido o Conselheiro Alexandre Kern, que restringiu o provimento à reversão das glosas de créditos atinentes aos custos de recuperação ambiental assumidos no TAC. Fez sustentação oral: Dr. Luciano Lemos Spader, OAB/RS nº 27.811. (assinado digitalmente) Alexandre Kern Presidente (assinado digitalmente) AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 51 6. 00 09 22 /2 00 9- 70 Fl. 321DF CARF MF Impresso em 08/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/04/2013 por JULIANO EDUARDO LIRANI, Assinado digitalmente em 04/04/20 13 por JULIANO EDUARDO LIRANI, Assinado digitalmente em 04/04/2013 por ALEXANDRE KERN 2 Juliano Lirani Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Alexandre Kern, Juliano Eduardo Lirani, Hélcio Lafetá Reis, Belchior Melo de Sousa, Jorge Victor Rodrigues e Fábia Regina Freitas. Relatório Cuidase de PER/DCOMP com a finalidade de ressarcimento da COFINS, correspondente ao segundo trimestre de 2007, com fundamento em créditos oriundos da aquisição de insumos utilizados “supostamente”no processo produtivo. Inicialmente cumpre esclarecer que se trata de empresa que possui como objeto social bastante extenso, sendo que cabe destacar: produção, a pesquisa, a lavra, a extração, a industrialização, a comercialização, a importação e a exportação de quaisquer substâncias minerais e vegetais, tais como antracito para tratamento de água, construção de Estações de Tratamento de Água; prestação de serviços na área laboratorial de análises químicas e físicas em geral. Em que pese o amplo objeto social da empresa, o cerne da lide repousa exclusivamente em relação ao conceito de insumo vinculado a aquisição de produtos e serviços adquiridos pela empresa em especial no tocante as atividades de extração, beneficiamento e comercialização de carvão mineral. Às fls. 160 e seguintes consta Informação Fiscal, por meio do qual o agente fazendário cita a legislação afeta a contribuição, bem como as Instruções Normativas da SRF n.º 404/2004 e 247/2002, com a intenção de demonstrar que o Recorrente creditouse indevidamente e ao arrepio do conceito de insumo contido na legislação federal e ressalta que os produtos sobre os quais recaiu a glosa estão arrolados na planilha anexa às fls. 146/152, por não estarem relacionados ao processo produtivo. Às fls. 176/194 sobreveio a Manifestação de Inconformidade contra o Despacho Decisório que acolheu na íntegra as conclusões da repartição de origem e homologou apenas parcialmente o pedido do contribuinte, conforme se verifica às fls. 169/170. Já às fls. 222 e seguintes consta a Decisão 0725.798 – 4ª Turma da DRJ/FNS, cuja ementa segue abaixo: ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL ANO CALENDÁRIO: 2007 PEDIDOS DE RESTITUIÇÃO, COMPENSAÇÃO OU RESSARCIMENTO. COMPROVAÇÃO DA EXISTÊNCIA DO DIREITO CREDITÓRIO. ÔNUS DA PROVA A CARGO DO CONTRIBUINTE No âmbito especifico dos pedidos de restituição, compensação ou ressarcimento, é ônus do contribuinte/pleiteante a comprovação minudente da existência do direito creditório. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA 0 FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Fl. 322DF CARF MF Impresso em 08/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/04/2013 por JULIANO EDUARDO LIRANI, Assinado digitalmente em 04/04/20 13 por JULIANO EDUARDO LIRANI, Assinado digitalmente em 04/04/2013 por ALEXANDRE KERN Processo nº 11516.000922/200970 Acórdão n.º 3803003.871 S3TE03 Fl. 230 3 ANOCALENDÁRIO: 2007 NÃOCUMULATIVIDADE. HIPÓTESES DE CREDITAMENTO. No âmbito do regime nãocumulativo de apuração da contribuição, somente geram créditos passíveis de utilização pelo contribuinte aqueles custos, despesas e encargos expressamente previstos na legislação, não estando suas apropriações vinculadas a sua obrigatoriedade ou a caracterização de sua essencialidade na atividade da empresa. REGIME DA NÃOCUMULATIVIDADE. CONCEITO DE INSUMOS. No regime da nãocumulatividade da contribuição, para fins de creditamento de valores, somente são considerados como insumos: as matérias primas, os produtos intermediários e o material de embalagem, que sofram alterações, tais como o desgaste, o dano ou a perda de propriedades físicas ou químicas, em função de sua aplicação direta no processo produtivo do bem destinado à venda; e os serviços prestados por pessoa jurídica domiciliada no Pais, aplicados diretamente ha produção ou fabricação do produto destinado à venda. Manifestação de Inconformidade Improcedente Com efeito, conforme se pode observar a DRJ manifestouse no sentido de que o contribuinte não provou o seu direito e se limitou a apenas alegar que os gastos são indispensáveis e obrigatórios para manter a mina de extração de carvão em funcionamento e reclama pela correta interpretação da legislação e pelo afastamento da IN da SRF n.º 247/2002. A decisão “a quo” comenta que o Recorrente relacionou os gastos glosados que compreende gerar créditos, todavia, não demonstrou, a partir da planilha elaborada pelo agente fazendário, quais daquelas notas fiscais, a DRJ deveria considerar para que o Despacho Decisório fosse reformado em seu favor. Importante fazer contar no relatório, que a decisão de primeira instância menciona que no PAF n.º 13963.000565/200573 a Recorrente juntou diversos documentos que possuem correlação com notas fiscais para as quais se pretendem os créditos, quais sejam: a) Termos emitidos pela Fundação do Meio Ambiente — FATMA; b) Acordos Coletivos de Trabalho e aditivos; c) Termo de Convênio com a Universidade do Extremo Sul de Santa Catarina — UNESC; d) Oficios do Departamento Nacional de Produção Mineral; Fl. 323DF CARF MF Impresso em 08/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/04/2013 por JULIANO EDUARDO LIRANI, Assinado digitalmente em 04/04/20 13 por JULIANO EDUARDO LIRANI, Assinado digitalmente em 04/04/2013 por ALEXANDRE KERN 4 e) Contratos de prestação de serviços de limpeza e conservação e vigilância; contratos de prestação de serviços relacionados à manutenção do equilíbrio e controle do impacto ambiental. A DRJ afirma ainda que os serviços de consertos e manutenção de motores; consertos de bombas hidráulicas, empilhadeiras, reformas de materiais, rodantes, etc., apresentaram também correlação com notas fiscais relacionadas pelo agente fazendário na planilha que fundamentou a glosa. Os julgadores comentam também que há gastos para os quais o contribuinte pleiteia créditos que não constam relacionados na planilha elaborada pelo auditor fiscal e o Recorrente não apresentou na Manifestação de Inconformidade cópia de notas fiscais. Assim, no entender da decisão de primeiro grau, o Recorrente deixou de instruir adequadamente os autos com documentos que demonstre o seu direito e inclusive deixou de provar se realmente ocorreu a glosa sobre os seguintes gastos, sobre os quais a DRJ não se manifestou: (i) correias transportadoras no interior da mina; (ii) cabos elétricos; (iii) mangueiras; (iv) material de iluminação; (v) energização de máquinas e equipamentos; (vi) suprimento de água de alta pressão; (vii) controle e prevenção de pneumoconiose; (viii) equipamento de proteção individual; (ix) mudas de roupa; (x) exames médicos e laboratoriais; (xi) assistência ao trabalhador acidentado; (xii) vale alimentação; (xiii) aquisição de caixas de papelão; (xiv) embalagens BIG BAG; (xv) etiquetas; (xvi) explosivos e cursos técnicos relativos a operação de explosivos. Insiste a DRJ no sentido de que se equivocou o contribuinte quando utiliza o critério da “essencialidade” ou “obrigatoriedade” da despesa para definir o conceito de insumo. No seu entender, o conceito de insumo, deve ser aquele previsto na IN da SRF n.º 247/2002, ou seja, somente as matérias primas, os produtos intermediários e o material de embalagem, que sofram alterações, desgaste, dano ou a perda de propriedades físicas ou químicas, em função de sua aplicação direta no processo produtivo do bem destinado à venda; e serviços aplicados na produção de produtos postos a venda. Já em relação aos contratos firmados com a empresa GR Terraplanagem Ltda., a DRJ destaca que a Recorrente deixou de apresentar notas fiscais de prestação de serviços. No seu entender, estas notas seriam úteis para demonstrar os valores glosados e a vinculação com o processo produtivo. De qualquer forma, os julgadores consideram que essas notas fiscais são aquelas anexas às fls. 475/479 do PAF n.º 13963.000565/200573. No tocante as despesas com manutenção de máquinas e equipamentos, retífica de motores, consertos de bombas hidráulicas, empilhadeiras, reformas de materiais rodantes, etc., a DRJ pondera que a Recorrente não trouxe aos autos qualquer prova de que estes serviços tenham sido utilizados em máquinas e equipamentos pertencentes da cadeia produtiva da empresa. No recurso voluntário, o contribuinte cita o Acórdão n.º 320200.226 – 2ª Câmara – 2ª Turma Ordinária julgado em 08 de dezembro de 2010, para fundamentar a tese de que deve ser considerado como insumo toda e qualquer despesa necessária à atividade da empresa, nos termos da legislação do IRPJ e não da legislação aplicada ao IPI, uma vez que a materialidade de tal tributo é diferente da materialidade da COFINS e PIS. Assim, em suas razoes recursais, a empresa insiste na tese de que o conceito de insumo trazido pela IN da SRF n.º 247/2002 não se aplica ao caso em exame, por restringir o direito subjetivo ao creditamento previsto no art. 195 do Texto Constitucional e na Lei. Fl. 324DF CARF MF Impresso em 08/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/04/2013 por JULIANO EDUARDO LIRANI, Assinado digitalmente em 04/04/20 13 por JULIANO EDUARDO LIRANI, Assinado digitalmente em 04/04/2013 por ALEXANDRE KERN Processo nº 11516.000922/200970 Acórdão n.º 3803003.871 S3TE03 Fl. 231 5 A empresa lembra que a exploração de uma mina de carvão, difere da atividade industrial habitual em que os maquinários ficam instalados num galpão industrial, pois a mina localizase no campo e ao redor de vegetação nativa e cursos de água e por esse motivo a rigidez da legislação ambiental. Protesta pelo reconhecimento de crédito em relação a todas as despesas indispensáveis e obrigatórias à exploração, ao beneficiamento e a produção do carvão mineral. Ressalta que o Ministério Público Federal, Ministério Público Estadual, Fundação do Meio Ambiente — FATMA, Departamento Nacional de Produção Mineral e o Ministério do Trabalho impõe exigências, que caso descumpridas, inviabilizam o funcionamento da mina. A empresa insiste em afirmar que a Fazenda Nacional não reconheceu créditos sobre as seguintes despesas: (i) turfas ambientais; (ii) terraplenagem; (iii) análise da água dos córregos arroios e rios; (iv) análise de solo; (v) recomposição da vegetação nativa; (vi) dragagem das bacias de decantação do carvão; (vii) tratamento de efluentes líquidos da mineração e respectivo beneficiamento e decantação do carvão; (viii) topografia; (ix) auditorias ambientais; (x) projetos de conservação e reparação de meioambiente; (xi) análises de lodo flotado; (xii) coleta de resíduos e serviços de elaboração de RIMA; Reclama ainda os crédito em relação as despesas com: (i) correias transportadoras no interior da mina; (ii) cabos elétricos; (iii) mangueiras; (iv) material de iluminação; (v) energização de máquinas e equipamentos; (vi) suprimento de água de alta pressão; (vii) controle e prevenção de pneumoconiose; (viii) equipamento de proteção individual; (ix) uniforme; (x) exames médicos e laboratoriais; (xi) assistência ao trabalhador acidentado; (xii) vale alimentação; (xiii) aquisição de caixas de papelão; (xiv) embalagens BIG BAG; (xv) etiquetas; (xvi) explosivos e cursos técnicos relativos a operação de explosivos; (xvii) consertos de bombas hidráulicas, (xviii) empilhadeiras; (xix) reformas de materiais rodantes; (xx) consertos e manutenção de motores; (xxi) leite; (xxii) água; (xxiii) cálculos estruturais para muro e suporte de rampa; (xxiv) recarga de extintores; (xxiv) pilares de sustentação; (xxv) auditorias de certificação de qualidade e de procedimentos como as ISSO; (xxvi) serviços técnicos de geologia da mineração; (xxvii) pino e bucha do britador; (xxviii) soldas permanentes; (xxix) copos plásticos e serviços prestados pela empresa GR Terraplenagem Ltda. Ainda destaca que em relação aos bens que gerem créditos apurados sobre a depreciação ou amortização, fazse obrigatório o recalculo dos valores dos créditos devidos na proporção e equivalência destas depreciação/amortização. Por fim, requer a reforma do acórdão hostilizado e a homologação integral dos créditos pleiteados. É o relatório. Voto Conselheiro Juliano Lirani O recurso voluntário é tempestivo e por isso merece ser conhecido. Fl. 325DF CARF MF Impresso em 08/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/04/2013 por JULIANO EDUARDO LIRANI, Assinado digitalmente em 04/04/20 13 por JULIANO EDUARDO LIRANI, Assinado digitalmente em 04/04/2013 por ALEXANDRE KERN 6 A lide no presente processo administrativo gira em torno do conceito de insumo em relação aquisições de produtos e serviços em função da produção de carvão mineral. Conforme se extrai da decisão da DRJ, foram homologados parcialmente os créditos pleiteados, sob o argumento de que o contribuinte desrespeitou a redação da IN da SRF n.º 247/2002, razão pela qual as aquisições de vários produtos e serviços, relacionados na planilha anexa, já citada no relatório, foram glosadas pela fiscalização. Controversa em Relação à Extensão da Glosa O agente fazendário informou em seu relatório que a glosa recaiu apenas em relação aos produtos e serviços que “não” estavam vinculados diretamente ao processo produtivo e cita especificamente: aquisições de cartuchos para impressora, serviços de conservação e limpeza, sementes, serviços relacionados a preservação do meio ambiente, serviços de vigilância e consultoria, impressão gráfica, encadernações, transporte de trabalhadores, etc, conforme planilha já citada. Já o contribuinte insiste que a glosa teve por objeto não apenas os produtos e serviços descritos na planilha citada pelo agente fiscal, mas também a aquisição de outros serviços e produtos, conforme menciona no Recurso Voluntário, ou seja, despesas com correias transportadoras, os cabos elétricos e mangueiras, iluminação/energização, ligação com as máquinas e equipamentos, suprimento da água em alta pressão, controle e prevenção de pneumoconiose, equipamento de proteção individual, mudas de roupa, exames médicos e laboratoriais, assistência ao trabalhador acidentado, vale alimentação, aquisição de caixas de papelão, embalagens BIG BAG, etiquetas e explosivos e cursos em relação aos explosivos, manutenção de motores, empilhadeira e bombas hidráulicas. Conforme dito em relatório, os julgadores de primeiro grau já haviam identificado que o contribuinte pleiteou créditos em relação aos produtos e serviços, citados no parágrafo anterior, que não estavam indicados na planilha apresentada pela fiscalização. Assim, no tocante a esses serviços e produtos, a DRJ conclui que o contribuinte não apresentou prova de que os mesmos estavam relacionados com o processo produtivo e por isso negou também o creditamento. Das Provas Produzidas pelo Contribuinte e da Análise do PAF 13963.000565/200573 No PAF n.º 13963.000565/200573, o contribuinte trouxe várias provas de seu direito e que merecem ser analisadas com atenção. Cumpre informar inclusive que a própria DRF à fl. 874 PAF 13963.000565/200573, comenta que as provas juntadas serão úteis para todos os processos administrativos do contribuinte em que se pleiteiam os créditos de PIS/PASEP e COFINS. Assim, deve ser afastado qualquer argumento no sentido de que o Recorrente deveria ter trazido as provas específicas para o presente processo. Em relação às provas de interesse do contribuinte, vale citar as seguintes: Número das fls. Descrição do contrato de prestação de serviços, notas fiscais e outras provas 140/149 Termo de Acordo Judicial celebrado entre o Recorrente e a Procuradoria da República de Criciúma. Nesta ação judicial a interessada era Ré na Ação Civil Pública n.º 2000.72.040025.439 e tinha por objeto a Fl. 326DF CARF MF Impresso em 08/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/04/2013 por JULIANO EDUARDO LIRANI, Assinado digitalmente em 04/04/20 13 por JULIANO EDUARDO LIRANI, Assinado digitalmente em 04/04/2013 por ALEXANDRE KERN Processo nº 11516.000922/200970 Acórdão n.º 3803003.871 S3TE03 Fl. 232 7 Recuperação de Áreas Degradadas. 150/161 Termo de Ajusta de Conduta firmado entre a Recorrente e o MPF/MP SC/FÁTMA/DNPM, com a finalidade de obrigar aquele a recuperar o meio ambiente. 162/172 Termo de Ajuste de Conduta celebrado entre a FÁTMA e o contribuinte, com o fito de obrigar este a realizar auditorias ambientais. 177/188 Acordo Coletivo de Trabalho que obriga o contribuinte a realizar o transporte gratuito dos trabalhadores; realizar o controle e prevenção de pneumoconiose; fornecer equipamento de proteção individual aos trabalhadores, bem como roupas, água potável e custear exames médicos e laboratoriais. 189 Termo Aditivo ao Acordo de Coletivo de Trabalho, por meio do qual a interessada foi obrigada a fornecer leite aos empregados. 216/238 Contrato de transporte de trabalhadores. 239/467 Contrato de prestação de serviços de vigilância, limpeza e conservação. 468 Contrato de venda a Recorrente pela CSN rejeitos de carbono fino. Vale citar esse contrato porque na seqüência o contribuinte irá pleitear os créditos em relação ao transporte e destinação final desses rejeitos. 470/479 Contrato de prestação de serviços de recuperação ambiental e manuseio de carvão mineral e rejeitos celebrado com a empresa GR Terraplanagem. Neste contrato há a previsão para a prestação dos serviços de escavação, carga, transporte, etc. 475 550/555 746 Contrato de prestação de serviços de recuperação ambiental. 483/489 Contrato firmado com a GR Terraplanagem com o objetivo de que fossem prestados serviços de terraplanagem e drenagem para a área de reposição de rejeitos. 490 783/796 Nota fiscal emitida pela GR Terraplanagem para a prestação de serviços de recuperação ambiental. 494 Nota fiscal emitida pela empresa PROFAMI em razão da aquisição de pallets. 497 Nota fiscal emitida em razão da prestação dos serviços de construção de muro de contenção, pintura de banheiro, emenda, manutenção de redutor de correias, manutenção elétrica e serviço de guincho. Fl. 327DF CARF MF Impresso em 08/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/04/2013 por JULIANO EDUARDO LIRANI, Assinado digitalmente em 04/04/20 13 por JULIANO EDUARDO LIRANI, Assinado digitalmente em 04/04/2013 por ALEXANDRE KERN 8 498/499 Nota fiscal referente a conserto de motor. 501/503 Relação de empresas fornecedoras de produtos e serviços. 504/508 542/545 586/591 601/605 724/727 Contrato de prestação de serviços com a finalidade de que esta realize a coleta de resíduos sólidos. 509/522 826/829 Contrato de prestação de serviços planialtimétricos e anteprojeto de recuperação de área ambiental. Contrato de prestação de serviços planialtimétricos, projeto de drenagem etc. 523/525 Contrato de prestação de serviços de dimencionamento de pilares de minas. 526/531 Contrato de prestação de serviços de geomecânica e avaliação dos parâmetros de qualidade das camadas que foram o teto e o piso da mina. 532/539 Contrato de prestação de serviços de diagnóstico ambiental nas áreas impactadas pela mineração por meio de avaliação da flora e fauna visando a avaliação da reabilitação de áreas degradadas. 592/595 Contrato de prestação de serviços de elaboração de Estudos de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto sobre o Meio Ambiente (FIA/RIMA). 596/598 Contrato de Ensaio técnico. 606/744 Contrato de concessão de certificação e direito de uso de logomarca. 703/809 Contrato de locação de máquinas e equipamentos para aterro com o intuito de recuperação ambiental. 709/712 738/743 760/763 802/805 Contrato de prestação de serviços para a realização de Estudos de Ambientais. 713/723 Contrato de prestação de serviços de Estudos Hidrológicos. 764/766 Contrato de prestação de serviços de acompanhamento das etapas de elaboração de diagnóstico ambiental. 771 Contrato de prestação de serviços de monitoramento do ar na área de Fl. 328DF CARF MF Impresso em 08/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/04/2013 por JULIANO EDUARDO LIRANI, Assinado digitalmente em 04/04/20 13 por JULIANO EDUARDO LIRANI, Assinado digitalmente em 04/04/2013 por ALEXANDRE KERN Processo nº 11516.000922/200970 Acórdão n.º 3803003.871 S3TE03 Fl. 233 9 influência das minas. 772/825 Contrato de prestação de serviços com o objetivo de obtenção da Licença Ambiental Prévia. 780/782 Contrato de prestação de serviços de terraplanagem com a finalidade de promover a recuperação ambiental. 835/841 Contrato de prestação de serviços de auditoria ambiental. 848/853 Ofício expedido pelo DNPM em relação ao Plano de Fechamento das Minas. 780/782 Contrato de prestação de serviços de análise de risco ambiental da atividade mineradora Das Aquisições de Bens e Serviços que Geram Créditos Assim, considerando a planilha anexa aos autos em que estão relacionados os serviços e produtos glosados pela fiscalização, ou seja, excluídos do creditamento da contribuição, reconheço do pleito do contribuinte em relação todas as despesas ocorridas em razão das prestações de serviços vinculados ao meio ambiente, dado que estas despesas somente ocorreram em função das imposições decorrentes do Acordo Judicial de Conduta e dos Termos de Ajuste de Conduta celebrados com Ministério Público Federal, Ministério Público Estadual e FÁTMA. Assim, partindo da planilha elaborada pelo agente fazendário, concedo créditos em relação às aquisições de serviços e produtos mencionados na tabela abaixo, por compreender que estes são essenciais para o processo produtivo da empresa e ainda por estas despesas terem decorrido de imposição do Poder Público: Data da Emissão da NF Nome do Fornecedor CNPJ Descrição da aquisição do material ou serviço 05/10/2005 FUNDACAO EDUC. DE CRICIUMA FUCRI 83661074000104 MEIO AMBIENTE 18/10/2005 MINERACAO FORQUILHA LTDA 02895730000123 MEIO AMBIENTE 04/10/2005 MINERACAO FORQUILHA LTDA 02895730000123 MEIO AMBIENTE 10/10/2005 GR TERRAPLANAGEM LTDA 80982945000195 MEIO AMBIENTE Fl. 329DF CARF MF Impresso em 08/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/04/2013 por JULIANO EDUARDO LIRANI, Assinado digitalmente em 04/04/20 13 por JULIANO EDUARDO LIRANI, Assinado digitalmente em 04/04/2013 por ALEXANDRE KERN 10 10/10/2005 GR TERRAPLANAGEM LTDA 80982945000195 MEIO AMBIENTE 18/10/2005 GR TERRAPLANAGEM LTDA 80982945000195 MEIO AMBIENTE 17/11/2005 RADAR SERVICOS LTDA 72256654000191 MEIO AMBIENTE 17/11/2005 ELIZANDRO MENEGAZ FELISBERTO ME 05918906000103 35 MEIO AMBIENTE 18/11/2005 GR TERRAPLANAGEM LTDA 80982945000195 5 MEIO AMBIENTE 01/12/2005 COMERCIAL AGRICOLA VALE AZUL LTDA 78207750000126 SEMENTES 02/12/2005 TISCOSKI & CIA. LTDA. . 82838434000634 SEMENTES 01/12/2005 COMERCIAL AGRICOLA VALE AZUL LTDA 78207750000126 SEMENTES 09/12/2005 RADAR SERVICOS LTDA 72256654000191 MEIO AMBIENTE 05/12/2005 AQUAFLOT INDUSTRIAL LTDA 04322694000134 MEIO AMBIENTE 08/12/2005 GR TERRAPLANAGEM LTDA 80982945000195 MEIO AMBIENTE 16/12/2005 2005 ELIZANDRO MENEGAZ FELISBERTO ME 05918906000103 MEIO AMBIENTE 16/12/2005 MINERACAO FORQUILHA LTDA 02895730000123 MEIO AMBIENTE 16/12/2005 LOUBER LTDA ME 02254873000156 MEIO AMBIENTE 20/12/2005 METRO EXTRACAO DE ARGILA LTDA 06167524000158 MEIO AMBIENTE Fl. 330DF CARF MF Impresso em 08/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/04/2013 por JULIANO EDUARDO LIRANI, Assinado digitalmente em 04/04/20 13 por JULIANO EDUARDO LIRANI, Assinado digitalmente em 04/04/2013 por ALEXANDRE KERN Processo nº 11516.000922/200970 Acórdão n.º 3803003.871 S3TE03 Fl. 234 11 21/12/2005 ENGEMIL IND.COM .MAQUINAS EQUIP.SERVICOS 06947454000150 MEIO AMBIENTE 15/12/2005 GR TERRAPLANAGEM LTDA. 80982945000195 MEIO AMBIENTE Questão semelhante já foi analisada pelo CARF no PAF n.º 13053.000112/200518 pela Câmara Superior de Recursos Fiscais, por meio do Acórdão n.º 930301.740, julgado em 09.11.2011 – 3ª Turma: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 01/10/2004 a 31/12/2004 COFINS. INDUMENTÁRIA. INSUMOS. DIREITO DE CRÉDITO.ART. 3º LEI 10.833/03. Os dispêndios, denominados insumos, dedutíveis da Cofins não cumulativa, são todos aqueles relacionados diretamente com a produção do contribuinte e que participem, afetem, o universo das receitas tributáveis pela referida contribuição social. A indumentária imposta pelo próprio Poder Público na indústria de processamento de alimentos exigência sanitária que deve ser obrigatoriamente cumprida é insumo inerente à produção da indústria avícola, e, portanto, pode ser abatida no cômputo de referido tributo. (grifo) Recurso Especial do Procurador Negado. Conforme se extrai do julgado acima, o insumo não deve em hipótese alguma estar restrito às matériasprimas, aos produtos intermediários e aos materiais de embalagem e outros bens que sofram alterações em função da ação diretamente exercida sobre o produto em fabricação, em razão do caráter restritivo não imposto pela lei e pelo Texto Constitucional. Evidentemente que no caso em tela não se está tratando de insumos aplicados na produção alimentícia, conforme o julgado administrativo colacionado, todavia, por outro lado, as despesas com a proteção do meio ambiente são geradas em função de uma imposição do Poder Público e neste caso é inexigível conduta diversa por parte do contribuinte. Além do que, é verdade que sem cumprir ao rígido controle ambiental, por certo que a empresa não estaria autorizada a extrair o carvão mineral, ou seja, estaria impossibilitada de realizar o seu processo produtivo. Logo, compreendo que deve ser reconhecido o direito aos créditos pleiteados para todas as despesas relacionadas de alguma forma com a recuperação do meio ambiente, ainda que não estejam relacionadas na planilha elaborada pela repartição de origem, uma vez que esses serviços são essenciais ao funcionamento da empresa, ou seja: risco ambiental, recuperação ambiental, auditorias ambiental, terraplanagem para recuperação ambiental, prestação de serviços com o objetivo de obtenção da Licença Ambiental Prévia, prestação de serviços de monitoramento do ar na área de influência das minas, serviços de acompanhamento das etapas de elaboração de diagnóstico ambiental, serviços de estudos hidrológicos, locação Fl. 331DF CARF MF Impresso em 08/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/04/2013 por JULIANO EDUARDO LIRANI, Assinado digitalmente em 04/04/20 13 por JULIANO EDUARDO LIRANI, Assinado digitalmente em 04/04/2013 por ALEXANDRE KERN 12 de máquinas e equipamentos para aterro com o intuito de recuperação ambiental, de ensaio técnico, serviços de elaboração de Estudos de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto sobre o Meio Ambiente (FIA/RIMA), prestação de serviços de diagnóstico ambiental nas áreas impactadas pela mineração por meio de avaliação da flora e fauna visando a avaliação da reabilitação de áreas degradadas, prestação de serviços de geomecânica e avaliação dos parâmetros de qualidade das camadas que foram o teto e o piso da mina, prestação de serviços de dimencionamento de pilares de minas, prestação de serviços planialtimétricos, anteprojeto de recuperação de área ambiental e drenagem, serviços de coleta de resíduos sólidos. Ainda assiste razão ao contribuinte quando requer os créditos em relação a depreciação dos bens do ativo imobilizado, principalmente quando o fiscal nada comenda a respeito, bem mesmo o julgador de primeiro grau, uma vez que os contribuintes sujeitos a incidência nãocumulativa do PIS/COFINS, em relação aos bens adquiridos, podem descontar créditos calculados sobre os encargos de depreciação, nos termos da legislação aplicável. Assim, podem gerar direito a estes créditos as depreciações das empilhadeiras, bombas hidráulicas, motores etc, desde que registrados no ativo imobilizado. Das Aquisições de Bens e Serviços que Não Geram Créditos Por outro giro, observo que o contribuinte deseja ver aplicado ao conceito de insumo a legislação do IRPJ para efeito de credimento da COFINS e PIS/PASEP. Todavia, penso que não lhe assiste razão, pois caso o legislador desejasse, teria permitido aos contribuintes a dedução das despesas operacionais, em outras palavras, nem ao mar, mas também nem à terra. Assim, seguindo esse raciocínio, não é possível reconhecer o direito creditório em relação às despesas com o transporte de funcionários, fornecimento de água, leite, pintura de banheiro, material de limpeza, material de escritório, refeição, vigilância, limpeza, encadernação, controle e prevenção de pneumoconiose, fornecer equipamento de proteção individual etc, pois estas despesas não podem ser consideradas insumo para efeito de creditamento, ainda que o Acordo Coletivo de Trabalho tenha obrigado a empresa a fornecer, equipamento de proteção aos funcionários, aquisição de caixas de papelão, bem como o fornecimento de água e leite aos seus funcionários. Por certo que estes 2 (dois) últimos produtos, dentre outros, não apresentam nenhuma relação com o processo produtivo de uma mina de extração de carvão mineral e por isso agiu bem a fiscalização em glosálos. Neste sentido, cito Apelação Cível n.º 00054351120104036102 – TRF 3ª Região, DJF de 03.08.2012, Desembargadora Cecília Marcondes: APELAÇÃO. MANDADO DE SEGURANÇA. PIS E COFINS. CREDITAMENTO. REFEIÇÕES, CONVÊNIO MÉDICO, VALETRANSPORTE, UNIFORME E SEGURO DE VIDA. IMPOSSIBILIDADE. 1. As Leis nº 10.637/2002 (PIS) e nº 10.833/2003 (COFINS) disciplinam a nãocumulatividade das contribuições PIS e COFINS, dispondo sobre os limites objetivos e subjetivos para a implementação dessa técnica de tributação. (...) 7. Resta claro que as despesas com refeições, convênio médico, valetransporte, uniforme e seguro de vida não se qualificam como insumos, pois não são bens ou serviços utilizados diretamente no processo de fabricação/produção dos produtos comercializados pela impetrante.(...) Fl. 332DF CARF MF Impresso em 08/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/04/2013 por JULIANO EDUARDO LIRANI, Assinado digitalmente em 04/04/20 13 por JULIANO EDUARDO LIRANI, Assinado digitalmente em 04/04/2013 por ALEXANDRE KERN Processo nº 11516.000922/200970 Acórdão n.º 3803003.871 S3TE03 Fl. 235 13 Apelação Improvida. A mesma sorte ocorre em relação às despesas resultantes das aquisições com correias transportadoras, os cabos elétricos e mangueiras, iluminação/energização, ligação com as máquinas e equipamentos, suprimento da água em alta pressão e aquisição de caixas de papelão, pois penso que aqui falhou a interessada ao não ter demonstrado se estes produtos foram efetivamente aplicados na atividade de extração mineral. Ainda não deve ser concedido crédito em relação as despesas com a manutenção de empilhadeiras, bombas hidráulicas, material rodante, esteiras, motores, uma vez que as notas fiscais anexas às fls. 498/499 do PAF n.º 13963.000565/200573, referentes a serviços de conserto de motor, não provam que estes serviços tenham sido realizados em equipamentos relacionados com o processo produtivo da empresa, ainda mais quando estas notas fiscais não são coincidentes com nenhuma das notas fiscais glosas e citadas na planilha elaborada pelo agente fazendário. Cumpre ainda observar que embora a empresa tenha juntado aos autos as notas fiscais anexas às fls. 498/499 do PAF n.º 13963.000565/200573, referentes a serviços de conserto de motor, por outro lado não há provas de que estes serviços tenham sido realizado em equipamentos relacionados com o processo produtivo da empresa, ainda mais quando estas notas fiscais não são coincidentes com nenhuma das notas fiscais glosas e citadas na planilha elaborada pelo agente fazendário. Quanto às despesas com aquisições de explosivos e cursos em relação aos mesmos, penso que estas despesas estão relacionadas com o processo produtivo. Entretanto, o contribuinte não instruiu os autos com notas fiscais de aquisição e nem mesmo contratos de prestação de serviços em relação aos cursos de operacionalização destes explosivos, razão pela qual não demonstrando o seu direito não há fundamento para o reconhecimento dos créditos neste particular. O mesmo digase em relação às despesas com embalagens e etiquetas. Da Elaboração do Conceito de Insumo É preciso ter em mente que a nãocumulatividade da contribuição ao PIS e da Cofins é diversa daquela do IPI, visto que a previsão legal possibilita a dedução dos valores de determinados bens e serviços suportados pela pessoa jurídica dos valores a serem recolhidos a título dessas contribuições, calculados pela aplicação da alíquota correspondente sobre a totalidade das receitas por ela auferidas. Como se verifica na técnica de arrecadação dessas contribuições, não há propriamente um mecanismo não cumulativo, decorrente do creditamento de valores das entradas de bens que sofrerão nova incidência em etapa posterior da cadeia produtiva, nos moldes do que existe para aquele imposto (IPI). Seus créditos possuem natureza financeira. Outra constatação não menos importante é a de que a hipótese de incidência dessas contribuições adota o faturamento mensal, assim entendido como o total das receitas auferidas pela pessoa jurídica, independentemente de sua denominação ou classificação contábil o que significa que os tributos não têm sua materialidade restrita apenas aos bens produzidos, mas sim à aferição de receitas. Deve ainda ser fixada a premissa de que as Leis 10.637/2002 e 10.833/2003 ampliaram a definição de "insumos", não se limitando apenas aos elementos físicos que Fl. 333DF CARF MF Impresso em 08/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/04/2013 por JULIANO EDUARDO LIRANI, Assinado digitalmente em 04/04/20 13 por JULIANO EDUARDO LIRANI, Assinado digitalmente em 04/04/2013 por ALEXANDRE KERN 14 compõem o produto, conforme no IPI. Neste sentido são os ensinados de Marco Aurélio Grego em Conceito de insumo à luz da legislação de PIS/COFINS, Revista Fórum de Direito Tributário RFDT, ano1, n. 1, jan.2003, Belo Horizonte. Com foco nas Leis 10.637/2002 e 10.833/2003, as IN da SRF ns. 247/02 e 404/04 não têm condições de trazer para a COFINS e PIS o conceito de insumo aplicado ao IPI, sob pena de ir de encontro com a vontade do legislador no que se refere ao princípio da nãocumulatividade. Disso tudo se conclui que a definição de “insumos” para efeito do art. 3º, II, da Lei n. 10.637/2002 (PIS) e mesmo artigo da Lei n. 10.833/2003 (COFINS) exige que: a) não é preciso que ocorra o consumo do bem ou que a prestação do serviço esteja em contato direto com o produto, logo é possível admitir apenas o emprego indireto no processo produtivo; b) o bem ou serviço tenha sido adquirido para ser utilizado na prestação do serviço ou na produção, ou para viabilizálos, conseqüentemente aqui se mostra importante a pertinência ao processo produtivo e por fim que a produção ou prestação do serviço dependa daquela aquisição e aqui chama à atenção a essencialidade ao processo produtivo. A essencialidade do bem ou serviço é fundamental para que estes sejam considerados insumo. É importante que o processo produtivo dependa da aquisição do bem ou serviço e do seu emprego direito e inclusive o emprego indireto também. Conclusão Ante o exposto, conheço do recurso voluntário e lhe dou parcial provimento para reconhecer direito ao creditamento em relação a todas as despesas com preservação com o meio ambiente, nos termos do voto e bens do ativo imobilizado em razão da depreciação. (assinado digitalmente) Juliano Lirani Relator Fl. 334DF CARF MF Impresso em 08/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/04/2013 por JULIANO EDUARDO LIRANI, Assinado digitalmente em 04/04/20 13 por JULIANO EDUARDO LIRANI, Assinado digitalmente em 04/04/2013 por ALEXANDRE KERN
score : 1.0
