Busca Facetada
Turma- Terceira Câmara (29,283)
- Segunda Câmara (27,810)
- Primeira Câmara (25,087)
- Segunda Turma Ordinária d (18,050)
- Primeira Turma Ordinária (16,516)
- Primeira Turma Ordinária (16,445)
- Primeira Turma Ordinária (16,325)
- 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR (16,296)
- Segunda Turma Ordinária d (16,024)
- Segunda Turma Ordinária d (14,547)
- Primeira Turma Ordinária (13,115)
- Primeira Turma Ordinária (12,572)
- Segunda Turma Ordinária d (12,545)
- Quarta Câmara (11,514)
- Primeira Turma Ordinária (11,508)
- Quarta Câmara (85,851)
- Terceira Câmara (68,403)
- Segunda Câmara (57,284)
- Primeira Câmara (21,503)
- 3ª SEÇÃO (16,296)
- 2ª SEÇÃO (11,359)
- 1ª SEÇÃO (6,891)
- Pleno (788)
- Sexta Câmara (302)
- Sétima Câmara (172)
- Quinta Câmara (133)
- Oitava Câmara (123)
- Terceira Seção De Julgame (128,425)
- Segunda Seção de Julgamen (115,920)
- Primeira Seção de Julgame (77,827)
- Primeiro Conselho de Cont (49,053)
- Segundo Conselho de Contr (48,969)
- Câmara Superior de Recurs (38,142)
- Terceiro Conselho de Cont (25,980)
- IPI- processos NT - ressa (5,020)
- Outros imposto e contrib (4,458)
- PIS - ação fiscal (todas) (4,062)
- IRPF- auto de infração el (3,972)
- PIS - proc. que não vers (3,963)
- IRPJ - AF - lucro real (e (3,943)
- Cofins - ação fiscal (tod (3,868)
- Simples- proc. que não ve (3,681)
- IRPF- ação fiscal - Dep.B (3,045)
- IPI- processos NT- créd.p (2,251)
- IRPF- ação fiscal - omis. (2,215)
- Cofins- proc. que não ver (2,102)
- IRPJ - restituição e comp (2,088)
- Finsocial -proc. que não (1,996)
- IRPF- restituição - rendi (1,991)
- Não Informado (56,440)
- GILSON MACEDO ROSENBURG F (5,597)
- RODRIGO DA COSTA POSSAS (4,442)
- WINDERLEY MORAIS PEREIRA (4,272)
- CLAUDIA CRISTINA NOIRA PA (4,256)
- PEDRO SOUSA BISPO (4,147)
- HELCIO LAFETA REIS (3,911)
- ROSALDO TREVISAN (3,243)
- CHARLES MAYER DE CASTRO S (3,219)
- MARCOS ROBERTO DA SILVA (3,150)
- Não se aplica (2,936)
- PAULO GUILHERME DEROULEDE (2,856)
- RODRIGO LORENZON YUNAN GA (2,753)
- WILDERSON BOTTO (2,679)
- LIZIANE ANGELOTTI MEIRA (2,636)
- 2020 (41,088)
- 2021 (35,847)
- 2019 (30,960)
- 2018 (26,046)
- 2024 (25,923)
- 2012 (23,622)
- 2023 (22,474)
- 2014 (22,376)
- 2013 (21,088)
- 2011 (20,979)
- 2025 (19,671)
- 2010 (18,059)
- 2008 (17,137)
- 2017 (16,841)
- 2009 (15,846)
- 2009 (69,612)
- 2020 (39,854)
- 2021 (34,153)
- 2019 (30,463)
- 2023 (25,918)
- 2024 (23,872)
- 2014 (23,412)
- 2018 (23,139)
- 2026 (20,021)
- 2025 (19,745)
- 2013 (16,584)
- 2017 (16,398)
- 2008 (15,520)
- 2006 (14,857)
- 2022 (13,225)
Numero do processo: 10880.004378/2001-67
Turma: Segunda Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Feb 19 00:00:00 UTC 2002
Data da publicação: Tue Feb 19 00:00:00 UTC 2002
Ementa: COFINS. OPERAÇÕES SOCIETÁRIAS. MOMENTO DE OCORRÊNCIA. Operações societárias que importem em transformações em companhia, como seu aumento de capital, somente produzem efeitos com o arquivamento e publicação dos respectivos atos, retraogindo seus efeitos, apenas, quando requerido o arquivamento até o trigésimo dia subseqüente ao da realização da assembleia. Recurso de ofício negado.
Numero da decisão: 202-13606
Decisão: Por unanimidade de votos, negou-se provimento ao recurso de ofício.
Nome do relator: Eduardo da Rocha Schmidt
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 200202
ementa_s : COFINS. OPERAÇÕES SOCIETÁRIAS. MOMENTO DE OCORRÊNCIA. Operações societárias que importem em transformações em companhia, como seu aumento de capital, somente produzem efeitos com o arquivamento e publicação dos respectivos atos, retraogindo seus efeitos, apenas, quando requerido o arquivamento até o trigésimo dia subseqüente ao da realização da assembleia. Recurso de ofício negado.
turma_s : Segunda Câmara
dt_publicacao_tdt : Tue Feb 19 00:00:00 UTC 2002
numero_processo_s : 10880.004378/2001-67
anomes_publicacao_s : 200202
conteudo_id_s : 4447149
dt_registro_atualizacao_tdt : Sun May 05 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 202-13606
nome_arquivo_s : 20213606_117848_10880004378200167_007.PDF
ano_publicacao_s : 2002
nome_relator_s : Eduardo da Rocha Schmidt
nome_arquivo_pdf_s : 10880004378200167_4447149.pdf
secao_s : Segundo Conselho de Contribuintes
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Por unanimidade de votos, negou-se provimento ao recurso de ofício.
dt_sessao_tdt : Tue Feb 19 00:00:00 UTC 2002
id : 4681678
ano_sessao_s : 2002
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 09:20:52 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713042757906333696
conteudo_txt : Metadados => date: 2009-10-23T17:11:18Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-10-23T17:11:18Z; Last-Modified: 2009-10-23T17:11:18Z; dcterms:modified: 2009-10-23T17:11:18Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-10-23T17:11:18Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-10-23T17:11:18Z; meta:save-date: 2009-10-23T17:11:18Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-10-23T17:11:18Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-10-23T17:11:18Z; created: 2009-10-23T17:11:18Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; Creation-Date: 2009-10-23T17:11:18Z; pdf:charsPerPage: 1336; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-10-23T17:11:18Z | Conteúdo => • - seu' un- do co—noto-do contribuinte,' • 22 CC-MF Ministério da Fazenda Publi,:ado no Dkfrio_Oriclai da lindo de 4 3 ; (:) "1 I ZSàcult.. Fl. ft2fir.é," Segundo Conselho de Contribuintes 4 , 47 17»,?: Rubrica Lfi:V - 1 3 6 Processo n2 : 10880.004378/2001-67 Recurso n2 : 117.848 Acórdão n2 : 202-13.606 Recorrente : DRJ EM PORTO ALEGRE - RS Interessada : Parmalat S.A. Indústria de Alimentos COFINS. OPERAÇÕES SOCIETÁRIAS. MOMENTO DE OCORRÊNCIA. Operações societárias que importem em transformações em companhia, como seu aumento de capital, somente produzem efeitos com o arquivamento e publicação dos respectivos atos, retroagindo seus efeitos, apenas, quando requerido o arquivamento até o trigésimo dia subseqüente ao da realização da assembléia. Recurso de oficio negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por: DRJ EM PORTO ALEGRE - RS. ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de oficio. Sala das Sessões, em 19 de fevereiro de 2002 lantrcjiite Pinheiro Torres - Presidente Eduardo dada Rocha Schmidt Relator Participaram, ainda, do presente julgamento os Conselheiros Adolfo Montelo, Antônio Carlos Bueno Ribeiro, Gustavo Kelly Alencar, Raimar da Silva Aguiar, Ana Neyle Olímpio Holanda e Dalton Cesar Cordeiro de Miranda. Eaal/ovrs 1 29 CC-MF .v„. ; Ministério da Fazenda Segundo Conselho de Contribuintes Fl. Processo n2 : 10880.004378/2001-67 Recurso n2 : 117.848 Acórdão n2 : 202-13.606 Recorrente : DRJ EM PORTO ALEGRE - RS RELATÓRIO Trata-se de auto de infração lavrado, em razão do não recolhimento da Contribuição para o Programa de Integração Social - PIS, mercê do qual se apurou uma exigência de R$2.022.286,11, considerando os acréscimos legais. Mediante fiscalização realizada previamente à lavratura do auto de infração em exame, apurou a Fiscalização a prática das seguintes infrações: a) recolhimento a menor do PIS devido em determinados períodos de apuração em razão da apuração do tributo mediante a utilização de bases de cálculo inferiores às reais; b) recolhimento a menor do PIS em razão da compensação do valor a recolher com créditos inexistentes da mesma Contribuição, havidos em razão da inconstitucionalidade dos Decretos-Leis nos 2.445 e 2.449, ambos de 1988; e, c) redução da base de cálculo em alguns períodos de apuração, pois o Contribuinte teria efetuado operações entre "filiais" sob a indevida denominação de "empréstimo" — que nada mais seriam operações mercantis de compra e venda —, deixando de computar os valores correspondentes na base de cálculo do tributo. A Contribuinte apresentou tempestiva impugnação (folhas 543 a 569), requerendo, em preliminar, fosse declarado nulo o auto de infração, ao argumento de que os Auditores Fiscais do Tesouro Nacional (AFTN) que procederam à lavratura do auto impugnado não teriam competência para tanto. Alega, neste sentido, que os mesmos não possuiriam registro no Conselho Regional de Contabilidade (CRC), o que seria imprescindível ao seu ver. Fundamenta seu pleito, neste particular, nos princípios norteadores da Administração Pública expressos no artigo 37 da Constituição da República (CF/88), no direito constitucional do livre exercício de profissão (artigo 5 0, III, CF/88), inquinando, ainda, de "nula e imoral" a Lei n° 5.987/73, que permitiu a qualquer portador de diploma de curso superior o exercício do cargo de AFTN. Requereu a realização de perícia com vistas a provar que a Fiscalização se valeu de bases de cálculo superiores às reais para apurar o crédito tributário constituído através do auto impugnado, o que provaria, por conseguinte, a improcedência do lançamento na parte em que constituiu crédito tributário ao fundamento de que as bases de cálculo utilizadas teriam sido inferiores às reais. Alega, no mérito, estarem corretos e não merecerem reparos, os valores compensados no período de junho/96 a setembro/96, relativos ao PIS, calculados com base nos 2 .;;MCNY, 29 CC-MF • Ministério da Fazenda . . Fl. Segundo Conselho de Contribuintes 2 Processo n2 : 10880.004378/2001-67 Recurso n2 : 117.848 Acórdão n2 : 202-13.606 Decretos-Leis n's 2.445/88 e 2.449/88, tendo em vista a declaração de inconstitucionalidade dos mencionados Decretos-Leis pelo Supremo Tribunal Federal. Alega, ainda, que referida compensação foi efetuada em conformidade com a legislação pertinente, citando ainda situação análoga (COFINS), tentando demonstrar seu direito à compensação. Argumentou, ainda, que o Grupo Parmalat teria passado por reorganização societária operada em 1° de outubro de 1997 e registrada em 4 de março de 1998, através da qual as empresas do grupo transferiram ativos operacionais seus para a agora denominada Parmalat do Brasil S/A Indústria de Alimentos, mediante integralização de ações emitidas em razão de aumento de capital, que teria alterado a forma, mas não o montante, da COFINS a recolher. Sustenta, a propósito, que não teria havido sonegação de tributo ou diminuição indevida da base de cálculo, pois as operações que desconsiderou ao apurá-la teriam se realizado com filiais suas criadas a partir da mencionada operação societária, e não com outras empresas, de tal sorte que a COFINS incidente sobre a receita decorrente da venda destas mercadorias transferidas a suas filiais teria sido pelas mesmas recolhida, esclarecendo que tais operações foram contabilizadas como "empréstimos" e não como "transferências" em razão da demora na alteração dos CGC's dos estabelecimentos envolvidos. Defende, ainda, que o pagamento da COFINS por suas filiais e por ela mesma, se configuraria em bitributação, vedada pelo ordenamento pátrio. Como prova de que a COFINS devida por tais operações foi devidamente recolhida por suas filiais, requereu a realização de perícia, formulando quesitos e indicando assistente técnico. Sustenta, por fim, ser indevida a incidência de multa de oficio, bem como a correção monetária de créditos tributários pela UFIR. Decisão do Delegado da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Porto Alegre/RS afastando as nulidades suscitadas e julgando o lançamento parcialmente procedente. Tal decisão recebeu a seguinte ementa: "Ementa: Apurada falta ou insuficiência de recolhimento da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social — Cofins é devida sua cobrança. Consulta Pendente: Não há que se falar em violação ao artigo 48 do Decreto 70.235/72 quando a fiscalização efetua lançamento de oficio já levando em consideração e contemplando, previamente, pleito, contido em consulta pendente de resposta definitiva (no caso compensação de FINSOCIAL com COFINS, deferida na ação fiscal) Considera-se ocorrido o evento na data da deliberação válida para aprovar a incorporação, fusão ou cisão. A partir desse momento, não há mais que se falar em tributação de COFINS e PIS sobre os valores relativos a transferências de mercadorias entre o estabelecimento incorporador e os estabelecimentos incorporados (no caso, períodos de apuração 02/98 e 05/98) /12 2. 3 • r CC-MF . • -•‘• "•-•':% • Ministério da Fazenda Segundo Conselho de Contribuintes Fl. • )•-••: • C3) Processo n2 : 10880.004378/2001-67 Recurso n2 : 117.848 Acórdão n2 : 202-13.606 CORREÇÃO MONETÁRIA UFIR — A indexação dos tributos pela Ufir, nos termos da Lei 8.383/91, não constitui violação aos princípios constitucionais da irretroatividade e anterioridade, urna vez que não há majoração de tributo ou modificação da base de cálculo, mas mera substituição de indexador para correção monetária. A autoridade administrativa é incompetente para decidir sobre a constitucioncrliclade dos atos baixados pelos Poderes Legislativo e Executivo. LANÇAMENTO PROCEDENTE EM PARTE". Assim, por ter exonerado a contribuinte do pagamento de tributos e multas de valor total superior a R$ 500.000,00 (quinhentos mil reais), de acordo com a portaria MF n° 333, de 11/12/97, foi interposto Recurso de Oficio ao Segundo Conselho de Contribuintes. É o relatório. ( 4 2° CC-MF " Ministério da Fazenda • - Fl 1":7:t:c4 Segundo Conselho de Contribuintes Processo n2 : 10880.004378/2001-67 Recurso n2 : 117.848 Acórdão n2 : 202-13.606 VOTO VENCIDO DO CONSELHEIRO-RELATOR EDUARDO DA ROCHA SCHMIDT Presentes os requisitos de admissibilidade, passo a decidir. A controvérsia gira em torno da alegada redução da base de cálculo pela não contabilização, como receita, de operações realizadas pela Contribuinte com suas "filiais" sob a denominação de "empréstimos". Discordo, data venha, da autoridade julgadora, somente quanto à denominação que emprestou à operação societária em questão, entendendo que a mesma se consubstanciaria em uma espécie de incorporação, pela singela constatação de que não houve a absorção de uma(s) sociedade(s) por outra. O que se deu, apenas, foi uma operação societária "inominada", através da qual as empresas do "Grupo Parmalat" transferiram ativos operacionais seus para a Lacesa S/A Indústria de Alimentos, do mesmo grupo empresarial, que mudou sua denominação para Parmalat do Brasil S/A Indústria de Alimentos, mediante integralização de ações emitidas em razão de aumento de capital. A denominação e caracterização da operação societária então realizada, todavia, conquanto relevante, não é determinante para o deslinde da controvérsia, passando sua solução, na realidade e mais precisamente, pela análise do procedimento adotado pela Fiscalização no sentido de desconsiderar o enquadramento como "empréstimo" originariamente dado às operações realizadas entre a Autuada e suas filiais, para considerá-las como "compras e vendas perfeitas e acabadas", verificando sua possibilidade jurídica. É de se registrar, por oportuno, que tanto a Fiscalização como a Contribuinte reconhecem que tais operações não foram devidamente registradas, sustentando a primeira que se tratariam de compras e vendas, e o segundo, por sua vez, que tais operações nada mais seriam que meras transferências, donde se conclui que o intérprete, o aplicador da norma, na hipótese dos autos, deverá atentar mais para a essência do que para a denominação dada ao negócio jurídico. Assiste razão à Contribuinte quando alega que tais operações nada mais seriam do que meras transferências, mas apenas com relação aos fatos geradores posteriores a 1° de fevereiro de 1998, conforme decidido pelo prolator da decisão recorrida, que entendeu que somente a partir de tal data a operação societária em questão produziu efeitos. Adoto, neste particular, como razão de decidir, o seguinte trecho da decisão recorrida, lendo-se, onde se falar de incorporação, operação societária: "Não merece prosperar, entretanto, raciocínio pelo qual a incorporação realizada estaria 'produzindo efeitos perante terceiros a partir da data de arquivamento dos instrumentos na Junta Comercial do Rio Grande do Sul, o que ocorreu em 4.3.98 (data da publicação), mas com efeitos retroativos a I° de outubro de 1997 (data da transformação societária)'. Isto porque, a incorporação em exame, ato jurídico complexo, implementou-se através de deliberações de acionistas efetuadas em dois momentos distintos, momentos estes consubstanciados nas Assembléias Gerais Iff çf5. 5 22 CC-MF . Ministério da Fazenda Fl. Segundo Conselho de Contribuintes Processo n2 : 10880.004378/2001-67 Recurso n2 : 117.848 Acórdão n2 : 202-13.606 de 1.10.97 e 30.1.98, ambas convocadas pela Lacesa S/A Indústria de Alimentos. Na primeira AGE discutiu-se e aprovou-se o Plano de Reestruturação Societária das Empresas Parmalat ', deliberando-se e aprovando-se também os demais assuntos relacionados na ata de fls. 581. Na segunda AGE, convocada ainda pela Lacesa S/A, a ordem do dia versou sobre a retificação do momento para homologação do aumento de capital e a ratificação das deliberações tomadas na AGE anterior, bem como a conferência da subscrição e homologação deste aumento. Da leitura da referida ata, vê-se que ela é condição necessária para a eficácia das deliberação tomadas na Assembléia anterior, posto que confirma as decisões anteriores e implementa alteraçéks no Estatuto Social. Além do mais, esta segunda Assembléia teve a importante incumbência de retificar o momento de homologação do incremento de capital, modificando, assim, deliberação da assembléia anterior. Na ata desta última AGE, verifica-se que a convocação foi realizada ainda pela Lacesa S/A, e não pela Parmalat Brasil S/A, denominação social que a Lacesa adotaria somente após a efetiva incorporação, como efeito da estrutura societária dai decorrente. Por fim, verifica-se que o registro efetuado pela Junta Comercial — n° 1671022 — foi aposto apenas na ata da 2° assembléia, considerando a Junta Comercial que somente a partir deste momento — o momento da ratificação e retificação das deliberações tomadas nesta 20 assembléia — é que estaria o ato jurídico perfeito e acabado. Aliás, no que concerne à Junta Comercial, cabe mencionar a Lei n° 8.934/94, que dispõe sobre o registro público das empresas mercantis. Este diploma legal, em seu artigo 32, estabelece que o registro compreende o arquivamento dos documentos relativos à constituição e alteração das sociedades mercantis. Reza o artigo 36, por sua vez, que os documentos relativos à constituição e alteração das sociedades mercantis 'deverão ser apresentados a arquivamento na Junta, dentro de 30 (trinta) dias contados de sua assinatura, a cuja data retroagirão os efeitos do arquivamento'. 'Fora desse prazo', conclui o dispositivo, 'o arquivamento só terá eficácia a partir do despacho que o conceder'." Ora, pelo disposto no citado artigo 36 da Lei n° 8.934/94 percebe-se com facilidade que a pretensão da Contribuinte não encontra amparo legal, pois o registro da ata da 1° AGE foi requerido muito depois do trigésimo dia subseqüente ao de sua realização, razão pela qual seu registro somente produziria efeitos a partir da data do arquivamento propriamente dito, não podendo retroagir. Assim, acertada a decisão recorrida quando fixou como termo a quo a data da realização da 2° AGE, 30.01.98, pois que assim deu correta aplicação ao acima referido artigo 36. Tal solução, vale registrar, é a única a se compadecer com o disposto no artigo 170, § 6°, c/c o 94, ambos da Lei n° 6.404/76, a Lei das S/A, que determinam que o aumento de capital g,5 ' 6 22 CCMF Ministério da Fazenda -Fllopit:‘, 5f Segundo Conselho de Contribuintes .,i473e 1, 9-1 Processo n2 : 10880.004378/2001-67 Recurso n2 : 117.848 Acórdão n2 : 202-13.606 obedecerá, no que couber, às disposições referentes à constituição das companhias, que por sua vez somente produzem efeitos depois de arquivados e publicados os respectivos atos. Entendo, portanto, que a decisão recorrida deve ser mantida, razão pela qual nego provimento ao Recurso de Oficio. É como voto. , Sala das Sessões, em 19 de fevereiro de 2002 -j; .1 o,- dilwef EDUARDO DA ROCHA SCHMIDT 7
score : 1.0
Numero do processo: 10880.002677/2001-67
Turma: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Aug 17 00:00:00 UTC 2006
Data da publicação: Thu Aug 17 00:00:00 UTC 2006
Ementa: SIMPLES EXCLUSÃO. REALIZAÇÃO DE OPERAÇÕES DE IMPORTAÇÕES DE BENS NÃO DESTINADOS A COMERCIALIZAÇÃO. ATIVIDADE NÃO INCLUÍDA NOS DISPOSITIVOS DE VEDAÇÃO À OPÇÃO PELO REGIME ESPECIAL DE PAGAMENTO.
Comprovado que a recorrente não comercializou os produtos oriundos das importações realizadas, como também vinha utilizando esses bens no imobilizado como componentes para montagem de equipamentos e bancadas de testes inerentes a sua atividade, perfeitamente permitida pela legislação que disciplina a sistemática do SIMPLES, é de se tornar sem efeito o ATO DECLARATÓRIO que a tornou excluída do Sistema
RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO.
Numero da decisão: 303-33.466
Decisão: ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso voluntário, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. O Conselheiro Luis Carlos Maia Cerqueira votou pela conclusão.
Matéria: Simples - ação fiscal - insuf. na apuração e recolhimento
Nome do relator: Sílvo Marcos Barcelos Fiúza
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : Simples - ação fiscal - insuf. na apuração e recolhimento
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 200608
ementa_s : SIMPLES EXCLUSÃO. REALIZAÇÃO DE OPERAÇÕES DE IMPORTAÇÕES DE BENS NÃO DESTINADOS A COMERCIALIZAÇÃO. ATIVIDADE NÃO INCLUÍDA NOS DISPOSITIVOS DE VEDAÇÃO À OPÇÃO PELO REGIME ESPECIAL DE PAGAMENTO. Comprovado que a recorrente não comercializou os produtos oriundos das importações realizadas, como também vinha utilizando esses bens no imobilizado como componentes para montagem de equipamentos e bancadas de testes inerentes a sua atividade, perfeitamente permitida pela legislação que disciplina a sistemática do SIMPLES, é de se tornar sem efeito o ATO DECLARATÓRIO que a tornou excluída do Sistema RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO.
turma_s : Terceira Câmara
dt_publicacao_tdt : Thu Aug 17 00:00:00 UTC 2006
numero_processo_s : 10880.002677/2001-67
anomes_publicacao_s : 200608
conteudo_id_s : 4451924
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Oct 29 00:00:00 UTC 2015
numero_decisao_s : 303-33.466
nome_arquivo_s : 30333466_127291_10880002677200167_009.PDF
ano_publicacao_s : 2006
nome_relator_s : Sílvo Marcos Barcelos Fiúza
nome_arquivo_pdf_s : 10880002677200167_4451924.pdf
secao_s : Terceiro Conselho de Contribuintes
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso voluntário, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. O Conselheiro Luis Carlos Maia Cerqueira votou pela conclusão.
dt_sessao_tdt : Thu Aug 17 00:00:00 UTC 2006
id : 4681538
ano_sessao_s : 2006
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 09:20:49 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713042757909479424
conteudo_txt : Metadados => date: 2009-11-10T18:19:31Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-11-10T18:19:31Z; Last-Modified: 2009-11-10T18:19:31Z; dcterms:modified: 2009-11-10T18:19:31Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-11-10T18:19:31Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-11-10T18:19:31Z; meta:save-date: 2009-11-10T18:19:31Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-11-10T18:19:31Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-11-10T18:19:31Z; created: 2009-11-10T18:19:31Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 9; Creation-Date: 2009-11-10T18:19:31Z; pdf:charsPerPage: 1537; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-11-10T18:19:31Z | Conteúdo => • ,• MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA Processo n° : 10880.002677/2001-67 Recurso n° : 127.291 Acórdão n° : 303-33.466 Sessão de : 17 de agosto de 2006 Recorrente : GIMAWA COMERCIAL LTDA. Recorrida : DRJ/SÃO PAULO/SP SIMPLES EXCLUSÃO. REALIZAÇÃO DE OPERAÇÕES DE IMPORTAÇÕES DE BENS NÃO DESTINADOS A COMERCIALIZAÇÃO. ATIVIDADE NÃO INCLUÍDA NOS DISPOSITIVOS DE VEDAÇÃO À OPÇÃO PELO REGIME ESPECIAL DE PAGAMENTO. Comprovado que a recorrente não comercializou os produtos oriundos das importações realizadas, como também vinha utilizando • esses bens no imobilizado como componentes para montagem de equipamentos e bancadas de testes inerentes a sua atividade, perfeitamente permitida pela legislação que disciplina a sistemática do SIMPLES, é de se tornar sem efeito o ATO DECLARATÓRIO que a tornou excluída do Sistema Recurso voluntário provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso voluntário, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. O Conselheiro Luis Carlos Maia Cerqueira votou pela conclusão. ANEI/er- T PRIETO Presid nte IC)2nSILVIO MARCOS BA LOS FIÚZA Relator Formalizado em: 2 8 SEI 2006 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: Nanci Gama, Zenaldo Loibman, Marciel Eder Costa, Nilton Luiz Bártoli e Tarásio Campelo. Ausente o Conselheiro Sérgio de Castro Neves. Presente o Procurador da Fazenda Nacional Leandro Felipe Bueno Tierno. DM • Processo n° : 10880.002677/2001-67 • Acórdão n° : 303-33.466 RELATÓRIO O contribuinte que atua no ramo de comércio varejista, recorre a este Conselho da Decisão que indeferiu sua Solicitação de Revisão da Vedação/Exclusão Á Opção Pelo SIMPLES - SRS, com efeito a partir de 01 de março de 1999. A SRS em referência foi protocolado na DRF/SP em 27 de março de 2001 (fls.01), instruída com arrazoado a parte e diversos outros documentos comprobatórios de sua Constituição/Alterações, Importação de equipamentos para seu Ativo Imobilizado, Certidões da Previdência Social, DARF's de pagamentos SIMPLES, dentre outros, (fls.02 a 125). • Através do Despacho Decisório de 05/junho/2001 a DISIT/EQPIR da DRF em São Paulo, indeferiu o pleito, alegando a intempestividade do pedido, que dando entrada na DRF/SP em 27.03.2001 e que sua exclusão teria se dado em 01.03.1999. (fls. 127 a 129). Em 04 de julho de 2001, a recorrente tomou ciência da Decisão pré falada, e em 30 de julho de 2001, portanto tempestivamente, apresentou Recurso à DRF de Julgamento de São Paulo/SP, alegando em resumo, o seguinte, constante das fls. 133 a 152: -Que até aquela data não tinha tomado conhecimento do Ato Declaratório que teria excluído sua empresa do SIMPLES, somente vindo a saber da exclusão quando da solicitação de uma Certidão Negativa, e isto, apenas verbalmente, sem qualquer documento oficial e/ou por escrito; 0110- Que o Despacho Decisório da DESIT/EQPIR/DRF SP não fez juntada ao processo de qualquer prova da suposta intempestividade; - E que, as supostas causas que teriam levada sua exclusão do SIMPLES não prosperava, uma vez que desde a data de sua inclusão no sistema, já tinha parcelado e pago o débito junto ao INSS e que a realização de algumas importações foram de equipamentos para seu Ativo Imobilizado, como fez prova documental. A DRF de Julgamento em São Paulo — SPO I — SP, em decisão da Relatora, propôs e foi deferido, em virtude de não existir nos autos comprovação que a recorrente tenha sido notificada do ato declaratório em questão, para que fosse juntado aos autos o competente ato declarat rio e, posteriormente, retomasse para 2 - Processo n° : 10880.002677/2001-67 • Acórdão n° : 303-33.466 prosseguimento dos trabalhos. Foi anexado ao processo, apenas um AR SIMPLES com recebimento datado de 21/01/99, esclarecendo o Sr. Chefe da DICAT-EQCOB da SRF/DERAT de São Paulo o seguinte "Segue anexo o AR relativo ao ATO DECLARATÓRIO N° 0154352 (do qual não temos cópia), emitido em 09/01/1999, que foi impugnado intempestivamente pelo contribuinte." (Apenas o grifo é nosso). (fls.160) Em julgamento do processo, a DRF de Julgamento SPO I, através do Acórdão N° 02.231 de 27/11/2002, indeferiu a solicitação da recorrente por intempestividade, sem análise do mérito, sendo que a recorrente somente fora intimada legalmente da Decisão via AR em 19 de dezembro de 2002. (fls.162 a 166). Irresignada, a recorrente interpôs Recurso Voluntário à essa Colenda Corte Administrativa, tempestivamente, em 15 de janeiro de 2003, anexando diversos documentos relativos a atos constitutivos e alterações, procuração, Termo de Opção • ao SIMPLES de 24/03/1997, Certidões Positivas Com Efeitos de Negativas da Previdência Social, Solicitação de Pesquisa de Registro de Impostação e Exportação à SRF, comprovantes e pagamentos de diversos impostos e tributos (fls. 171 a 339), alegando basicamente os argumentos já expostos em sua peça exordial, e trazendo aos autos inúmeras decisões das diversas Câmaras do Egrégio Segundo Conselho de Contribuintes sobre a matéria, ademais, alega, primordialmente, que jamais fizeram prova do que seria o "fato gerador", ou seja, do Ato Declaratório, que em última análise, seria indispensável para comprovação dos fundamentos da exclusão da empresa do regime SIMPLES. Em sessão de 12 de agosto de 2004 através do Acórdão n° 303- 31.551, essa Egrégia Terceira Câmara do 3° Conselho de Contribuintes, com o voto condutor proferido pelo esse Relator, decidiu conforme Acórdão que neste ato transcrevemos: "SIMPLES EXCLUSÃO. NORMAS DO PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. Afastada a preliminar de intempestividade, por não ter sido dado conhecimento a Recorrente das razões que ensejaram a emissão do ATO DECLARATÓRIO de sua exclusão do sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte — SIMPLES, e por ser esta imposição condição essencial para produzir os efeitos jurídicos a que se destina, é de se devolver o Processo à DRF de Julgamento em São Paulo/SP, para apreciação do mérito. RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO PARCIALMENTE. istos, relatados e discutidos os presentes autos." 3 • - Processo n° : 10880.002677/2001-67 Acórdão n° : 303-33.466 O processo retornou a DRF de Julgamento de São Paulo — SP (SPO I), que através do Acórdão 07.322 de 15/06/2005, indeferiu a solicitação da ora recorrente, nos termos que a seguir se transcreve: 8. Faz-se mister, inicialmente, registrar que o Aviso de Recebimento de fl. 158 tem em seu verso a indicação RR691034246RR, ou seja, a mesma numeração constante do SUCOP (fl. 159), sistema de controle de AR da Secretaria da Receita Federal. Nesse controle, encontra-se consignado que o documento então postado havia sido emitido pelo sistema SIVEX — SIMPLES, em 09/01/1999. Consultando-se esse último sistema (fl. 157), verifica-se que o documento enviado, naquela ocasião, se tratava do Ato Declaratório n° 0154352. 9. Acrescente-se que o endereço constante do referido AR — Av João Pedro Cardoso, 574, Parque Jabaquara, São Paulo/SP — é o informado nos cadastros da Secretaria da Receita Federal (fl. 122) e nas petições da empresa (fls. 01, 110 02, 133, 171, etc.). 10. Cabe ainda salientar que, no AR, encontra-se aposto, além da assinatura do receptor, o carimbo da empresa, o que comprova a ciência do ato declaratório pela contribuinte. 11. Entretanto, em face da decisão exarada pelo Conselho de Contribuintes, passa-se a apreciar o mérito. 12. No que concerne às pendências junto ao INSS, cumpre transcrever a orientação da Coordenação-Geral do Sistema de Tributação — COSIT, veiculada por intermédio do Boletim Central n° 233, de 14 de dezembro de 2000: 1 — Pessoa jurídica dentro do prazo da apresentação da Solicitação de Revisão da Vedação/Exclusão à Opção pelo Simples — SRS, regularizando a situação, ou seja, pagando ou parcelando na PFN, • terá seu direito de permanecer no Simples garantido ? Sim, dentro do prazo da apresentação das SRS, o contribuinte pode regularizar a sua situação, pagando ou parcelando o débito na PFN. Por conseguinte, seu direito de permanecer no Simples estará restabelecido, ressalvando-se que no caso do parcelamento o contribuinte terá este direito enquanto seguir as regras do mesmo. 13. Segundo entendimento da Terceira Câmara do Conselho de Contribuintes (fl. 347), a condição preliminar de intimação da interessada, conforme prevê a legislação de regência do Processo Administrativo Fiscal, somente foi satisfeita quando af emissão da informação pelo SINCOR e da apresentação da SRS pela recorrente. 4 • - Processo n° : 10880.002677/2001-67 • Acórdão n° : 303-33.466 14. Note-se que a apresentação da SRS ocorreu em 27/03/2001. Por outro lado, a empresa apresentou duas certidões positivas com efeito de negativa do INSS, uma emitida em 23/08/2000 e, outra, em 01/06/2001 (fls. 124/125), que comprovam a existência de débitos com exigibilidade suspensa. Dessa forma, entende-se que a situação fiscal da empresa encontrava-se regularizada. 15. Sobre as importações efetuadas, a Lei n° 9.317/1996, art. 90, inciso XII, alínea "a", e § 3 0 , dispõe: "Art. 90 Não poderá optar pelo SIMPLES, a pessoa jurídica: (.) XII — que realize operações relativas a: • a) importação de produtos estrangeiros; (.) § 30 O disposto no inciso XI e na alínea "a" do inciso XII não se aplica à pessoa jurídica situada exclusivamente em área da Zona Franca de Manaus e da Amazônia Ocidental, a que se referem os Decretos-leis les 288, de 28 de fevereiro de 1967, e 356, de 15 de agosto de 1968." 16. Do texto legal depreende-se que era vedada a opção pelo SIMPLES à pessoa jurídica situada em área diversa da Zona Franca de Manaus ou da Amazônia Ocidental que realizasse operações de importação, qualquer que fosse a freqüência de tais operações. 17. Contudo, a orientação expressa no Ato Declaratório Normativo • COSIT n.o 6, de 12 de junho de 1998, referente à vedação de importações das pessoas jurídicas optantes pelo Simples, deu a seguinte interpretação ao dispositivo: "O COORDENADOR DO SISTEMA DE TRIBUTAÇÃO, (.) Declara, em caráter normativo, às Superintendências Regionais da Receita Federal, às Delegacias da Receita Federal de Julgamento e aos demais interessados que a exclusão do SIMPLES decorrente de importação de produtos estrangeiros somente será efetivada, mediante comunicação da pessoa jurídica ou de oficio, quando a importação se referir a produ os destinados à comercialização." • Processo n° : 10880.002677/2001-67 Acórdão n° : 303-33.466• 18. A assertiva da impugnante de que efetuou as importações somente para composição de seu ativo imobilizado não está comprovada nos autos. 19. Ademais, comumente uma empresa, ao prestar serviços de manutenção em equipamentos, necessita repor as peças danificadas. Note-se que, de acordo com a descrição constante das DI, as mercadorias importadas se referiam, em sua maioria, a partes para manutenção/reposição em aeronaves (fls. 40/102). 20. No tocante à alegação de que, com a saída de seu sócio Marcos José Pedrone da sociedade, em 30/11/1998, a empresa deixou de prestar serviços de manutenção em equipamentos aeronáuticos, assinale-se que, mesmo posteriormente à alteração contratual de fls. 27/32, a empresa efetuou importações, conforme DSI de fl. 50 e DI de fl. 100. 21. Argúi a interessada que, devido à não utilização dos • equipamentos adquiridos nas importações, estes foram vendidos, o que se comprovaria pelas notas fiscais de saída de fls. 138/152, onde consta como natureza da operação a venda de ativo imobilizado. Todavia, dentre os bens constantes das referidas notas fiscais de saída, não estão relacionados os equipamentos importados (mostrador de painel, transformador, etc.) no ano-calendário de sua exclusão do SIMPLES, adquiridos por meio da DSI de fl. 50. 22 Por todo o exposto, voto no sentido de INDEFERIR a solicitação da interessada. É como voto. São Paulo, 15 de junho de 2.005. Teresa Atsuko Yuasa — AFRF Relatora." Irresignado, o contribuinte apresentou suas razões recursais, acompanhado de diversos anexos correspondentes, com a guarda do prazo legal, mantendo na íntegra todo o arrazoado apresentado em primeira instância, reforçando • em síntese, que: - Face as suas atividades, principalmente de revisão e manutenção de aeronaves, a recorrente efetuou as importações representadas pelas DI nos. 98.0750330-2, 98.0490596-5, 98.1255731-8, 97.0549307-3, 97.0325183-8 e 97.0365435-5, todas como visto de fato, tinham a finalidade de compor o Ativo Imobilizado da empresa; - que o ADN COSIT n° 6/98 de 12 de junho de 1998, é expresso ao determinar que a exclusão do SIMPLES decorrente da importação de produtos estrangeiros somente será efe ada quando a importação se referir a produtos destinados a comercialização: 6 . Processo n° : 10880.002677/2001-67 • Acórdão n° : 303-33.466 - transcreveu diversos julgados do Conselho de Contribuintes referentes a matéria, determinando a não exclusão do SIMPLES pelo mero fato do contribuinte ter realizado importação de bens não destinados a comercialização; - comprova as tidas assertivas, o fato de que o sócio expert em aeronaves Sr. Marcos José Pedrone, ter deixado a empresa em 30/12/1998( doc. às fls. 185/190), e todos os equipamentos que até então vinham compondo o Ativo imobilizado da sociedade, foram vendidos a este sócio retirante, conforme faz prova as Notas Fiscais de VENDA DE ATIVO IMOBILIZADO, acostadas aos autos às fls. 325/339; - para comprovação tida como irrefutável de suas alegações, fez juntada em anexo, às fls. 410 a 416, Laudo Técnico elaborado por Engenheiro Eletricista especializado, juntamente com diversas fotografias, demonstrando a composição do "Laboratório", Equipamentos de Testes", "Bancadas", etc. que foram • montadas com os componentes importados; - por fim, solicitou a anulação do Ato Declaratório de Exclusão do SIMPLES de n° 154.352, mantendo a recorrente no SIMPLES desde Março de 1997. É o relatório. ç\jt( • 7 ; Processo n° : 10880.002677/2001-67 Acórdão n° : 303-33.466 VOTO Conselheiro Silvio Marcos Barcelos Fiúza, Relator Tomo conhecimento do recurso, que é tempestivo, pois intimada a tomar conhecimento do Acórdão da DRF de Julgamento de São Paulo — SP (SPOI) em 11/07/2005, conforme AR às fls. 355v, apresentou as razões recursais protocolada na repartição competente em data de 10/08/2005, fls. 361 a 379 (Vol. 02), acompanhado dos anexos correspondentes, fls. 380 a 453, estando revestido das demais formalidades legais, bem como, trata-se de matéria da competência deste Colegiado. Conforme ficou devidamente comprovado no Processo em • referência, a recorrente realizou diversas operações de importações de bens dos EUA no período de 1997 a 1998 (inclusive), não destinadas a comercialização, e sim tratando-se de componentes de seu ativo imobilizado para utilização em sua linha de produção. A própria COSIT, através do Ato Declaratório Normativo n° 6/98 de 12/06/1998, determina expressamente que a exclusão do SIMPLES decorrente da importação de produtos estrangeiros somente será efetivada quando a importação se referir a produtos destinados a comercialização. Como também, o Laudo Técnico apensado às fls. 410 a 416, elaborado por Engenheiro Eletricista especializado, juntamente com diversas fotografias, demonstram a composição do "Laboratório", Equipamentos de Testes", "Bancadas", etc., que foram montadas com os componentes importados. E ainda, levo em consideração o fato de que o sócio expert em aeronaves da empresa recorrente Sr. Marcos José Pedrone, ter deixado a empresa em • 30/12/1998( doc. às fls. 185/190), e todos os equipamentos montados com as peças e equipamentos importados, que até então vinham compondo o Ativo imobilizado da sociedade, foram vendidos a este sócio retirante, conforme faz prova as Notas Fiscais de VENDA DE ATIVO IMOBILIZADO, acostadas aos autos às fls. 325/339. Observe-se ademais, que a recorrente se encontra devidamente amparada nos termos do Art. 93, inciso IV da MP 2158-35/2001, combinado com o Art. 106 , inciso 2°, alínea "h" do Código Tributário Nacional, não estando suas atividades abrangidas pelas vedações contidas nos dispositivos legais que regem a sistemática do SIMPLES, fazendo jus, portanto, aos beneficios desse regime especial de pagamento. Processo n° : 10880.002677/2001-67 Acórdão n° : 303-33.466 Assim, é de se tomar sem efeito o ATO DECLARATÓRIO que tomou a recorrente excluída do Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte. VOTO então, no sentido de que seja dado provimento ao Recurso, para que seja tomado sem efeito o ATO DECLARATORIO que tomou a recorrente excluída do Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte. Sala das Sessões, em 17 agosto de 2006. SILVIO Mi1COS BA "OS FIUZA - Relator • 9
score : 1.0
Numero do processo: 10880.023674/93-87
Turma: Sétima Câmara
Seção: Primeiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Fri Nov 12 00:00:00 UTC 1999
Data da publicação: Fri Nov 12 00:00:00 UTC 1999
Ementa: NULIDADE - DECORRÊNCIA - Em se tratando de processo decorrencial, a anulação pelo Conselho de Contribuintes da decisão de primeira instância proferida no processo matriz acarreta igual destino à decisão dada no processo reflexo.
Numero da decisão: 107-05809
Decisão: Por unanimidade de votos ANULAR a decisão de primeira instância, para que outra seja proferida em boa e devida forma
Nome do relator: Carlos Alberto Gonçalves Nunes
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 199911
ementa_s : NULIDADE - DECORRÊNCIA - Em se tratando de processo decorrencial, a anulação pelo Conselho de Contribuintes da decisão de primeira instância proferida no processo matriz acarreta igual destino à decisão dada no processo reflexo.
turma_s : Sétima Câmara
dt_publicacao_tdt : Fri Nov 12 00:00:00 UTC 1999
numero_processo_s : 10880.023674/93-87
anomes_publicacao_s : 199911
conteudo_id_s : 4177133
dt_registro_atualizacao_tdt : Sun May 05 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 107-05809
nome_arquivo_s : 10705809_013188_108800236749387_003.PDF
ano_publicacao_s : 1999
nome_relator_s : Carlos Alberto Gonçalves Nunes
nome_arquivo_pdf_s : 108800236749387_4177133.pdf
secao_s : Primeiro Conselho de Contribuintes
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Por unanimidade de votos ANULAR a decisão de primeira instância, para que outra seja proferida em boa e devida forma
dt_sessao_tdt : Fri Nov 12 00:00:00 UTC 1999
id : 4683274
ano_sessao_s : 1999
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 09:21:16 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713042757912625152
conteudo_txt : Metadados => date: 2009-08-21T20:06:20Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-08-21T20:06:20Z; Last-Modified: 2009-08-21T20:06:20Z; dcterms:modified: 2009-08-21T20:06:20Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-08-21T20:06:20Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-08-21T20:06:20Z; meta:save-date: 2009-08-21T20:06:20Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-08-21T20:06:20Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-08-21T20:06:20Z; created: 2009-08-21T20:06:20Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; Creation-Date: 2009-08-21T20:06:20Z; pdf:charsPerPage: 1291; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-08-21T20:06:20Z | Conteúdo => • e. MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SÉTIMA CÂMARA CLEO5 Processo n° : 10880.023674/93-87 Recurso n° : 13.188 Matéria . IRF —ANO: DE 198$ Recorrente : EQUIPGEO EQUIPAMENTOS GEOLÓGICOS LTDA. Recorrida : DFtJ em SÃO PAULO — SP. Sessão de : 12 de novembro de 1999 Acórdão n° : 107-05.809 NULIDADE - DECORRÊNCIA - Em se tratando de processo decorrencial, a anulação pelo Conselho de Contribuintes da decisão de primeira instância proferida no processo matriz acarreta igual destino à decisão dada no processo reflexo. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por EQUIPGEO EQUIPAMENTOS GEOLÓGICOS LTDA. ACORDAM os Membros da Sétima Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, ANULAR a decisão de primeira instância, para que outra seja proferida em boa e devida forma, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. 4, /II • FRAN* CO • FRIBEIRO DE QUEIROZ PRESI NTE CARLOS ALBERTO GONÇALVES NUNES RELATOR FORMALIZADO EM: 02 FEV 2000 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros NATANAEL MARTINS, PAULO ROBERTO CORTEZ, EDWAL GONÇALVES DOS SANTOS, e MARIA DO CARMO SOARES RODRIGUES DE CARVALHO. Ausentes, justiflcadamente, os Conselheiros MARIA ILCA CASTRO LEMOS DINIZ e FRANCISCO DE ASSIS VAZ GUIMARÃES. è. Processo n° :10880.023674/93-87 Acórdão n° :107-05.809 Recurso n° : 13.188 Recorrente : EQUIPGEO EQUIPAMENTOS GEOLÓGICOS LTDA. RELATÓRIO EQUIPGEO EQUIPAMENTOS GEOLÓGICOS LTDA., qualificada nos autos, recorre a este Colegiado da decisão do Sr. Delegado da Receita de Julgamento em São Paulo — SP., que manteve o lançamento contra ela efetuado para a cobrança do imposto de renda na fonte referente ao ano de 1998. O lançamento foi feito em decorrência do lançamento do imposto de renda, pessoa jurídica, no processo 10880.023673/93-14, de que trata o Recurso n°115.177. O Colegiado, ao julgar o recurso interposto no processo matriz, decidiu anular a decisão de primeira instância para que outra seja proferida em boa e devida forma, reabrindo-se prazo recursal ao sujeito passivo, caso volte a sucumbir no novo julgado, como faz certo o Acórdão 107-05.800. É o relatório. 2 Processo n° :10880.023674/93-87 Acórdão n° :107-05.809 VOTO Conselheiro CARLOS ALBERTO GONÇALVES NUNES, relator: Recurso tempestivo e assente em lei, dele tomo conhecimento. Em se tratando de lançamento para cobrança do imposto de renda de fonte que é decorrente do imposto de renda da pessoa jurídica, o julgamento do processo matriz constitui prejulgado na decisão a ser dada no processo reflexo. Como foi esclarecido no relatório, a Câmara, pelo Ac. 107-05.800, anulou a decisão de primeira instância proferida no processo principal pelo fato de o julgador °a quo" pronunciar-se sobre litígio diverso do constante do processo. Assim, voto no sentido de serem devolvidos os autos à repartição de origem para que outra seja proferida em boa e devida forma. Sala das Sessões, 12 de novembro de 1999. CARLOS ALBERTO GONÇALVES NUNES 3 Page 1 _0004800.PDF Page 1 _0004900.PDF Page 1
score : 1.0
Numero do processo: 10860.004423/2003-83
Turma: Sexta Câmara
Seção: Primeiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Fri Aug 12 00:00:00 UTC 2005
Data da publicação: Fri Aug 12 00:00:00 UTC 2005
Ementa: IRPF. RESTITUIÇÃO DE IMPOSTO DE RENDA. DECADÊNCIA. O prazo para pleitear a restituição de tributo retido e recolhido indevidamente é de cinco anos, contados da decisão judicial ou do ato normativo que reconheceu a impertinência do mesmo.
Decadência afastada.
Numero da decisão: 106-14.878
Decisão: ACORDAM os Membros da Sexta Câmara do Primeiro Conselho de
Contribuintes, por unanimidade de votos, AFASTAR a decadência do direito de pedir do recorrente e DETERMINAR a remessa dos autos à DRF de origem para análise do pedido, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Matéria: IRPF- restituição - rendim.isentos/não tributaveis(ex.:PDV)
Nome do relator: Sueli Efigênia Mendes de Britto
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : IRPF- restituição - rendim.isentos/não tributaveis(ex.:PDV)
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 200508
ementa_s : IRPF. RESTITUIÇÃO DE IMPOSTO DE RENDA. DECADÊNCIA. O prazo para pleitear a restituição de tributo retido e recolhido indevidamente é de cinco anos, contados da decisão judicial ou do ato normativo que reconheceu a impertinência do mesmo. Decadência afastada.
turma_s : Sexta Câmara
dt_publicacao_tdt : Fri Aug 12 00:00:00 UTC 2005
numero_processo_s : 10860.004423/2003-83
anomes_publicacao_s : 200508
conteudo_id_s : 4188798
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Nov 24 00:00:00 UTC 2016
numero_decisao_s : 106-14.878
nome_arquivo_s : 10614878_140491_10860004423200383_007.PDF
ano_publicacao_s : 2005
nome_relator_s : Sueli Efigênia Mendes de Britto
nome_arquivo_pdf_s : 10860004423200383_4188798.pdf
secao_s : Primeiro Conselho de Contribuintes
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os Membros da Sexta Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, AFASTAR a decadência do direito de pedir do recorrente e DETERMINAR a remessa dos autos à DRF de origem para análise do pedido, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
dt_sessao_tdt : Fri Aug 12 00:00:00 UTC 2005
id : 4680017
ano_sessao_s : 2005
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 09:20:24 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713042757913673728
conteudo_txt : Metadados => date: 2009-08-27T10:59:54Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-08-27T10:59:54Z; Last-Modified: 2009-08-27T10:59:54Z; dcterms:modified: 2009-08-27T10:59:54Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-08-27T10:59:54Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-08-27T10:59:54Z; meta:save-date: 2009-08-27T10:59:54Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-08-27T10:59:54Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-08-27T10:59:54Z; created: 2009-08-27T10:59:54Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; Creation-Date: 2009-08-27T10:59:54Z; pdf:charsPerPage: 1387; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-08-27T10:59:54Z | Conteúdo => MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SEXTA CÂMARA Processo n°. : 10860.004423/2003-83 Recurso n°. : 140.491 Matéria : IRPF - Ex(s): 1997 Recorrente : VERIDIANO NASCIMENTO OLIVEIRA Recorrida : 6° TURMA/DRJ em SÃO PAULO — SP II Sessão de : 12 DE AGOSTO DE 2005 Acórdão n°. : 106-14.878 IRPF. RESTITUIÇÃO DE IMPOSTO DE RENDA. DECADÊNCIA. O prazo para pleitear a restituição de tributo retido e recolhido indevidamente é de cinco anos, contados da decisão judicial ou do ato normativo que reconheceu a impertinência do mesmo. Decadência afastada. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por VERIDIANO NASCIMENTO OLIVEIRA. ACORDAM os Membros da Sexta Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, AFASTAR a decadência do direito de pedir do recorrente e DETERMINAR a remessa dos autos à DRF de origem para análise do pedido, nos termos do relatório-e voto que passam a integrar o presente julgado. JOSÉ RiALCCÉMA tUROS PENHA PRESIDENTE 7 010 11,1061• 40, rare :é ti- - 'ES DE BRITTO "Ts FORMALIZADO EM: 19 SEI 2005 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros GONÇALO BONET ALLAGE, LUIZ ANTONIO DE PAULA, JOSÉ CARLOS DA MATTA RIVITTI, ANA NEYLE OLíMPIO HOLANDA, ROBERTA DE AZEREDO FERREIRA PAGETTI e ANTONIO AUGUSTO SILVA PEREIRA DE CARVALHO (suplente convocado). Ausente, justificadamente, o Conselheiro WILFRIDO AUGUSTO MARQUES. -, •;:?)N, MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SEXTA CÂMARA Processo n° : 10860.004423/2003-83 Acórdão n° : 106-14.878 Recurso n° : 140.491 Recorrente : VERIDIANO NASCIMENTO OLIVEIRA RELATÓRIO Os autos têm inicio com o pedido de restituição do imposto de renda incidente sobre a "verba indenizatória" recebida por adesão ao Programa de Demissão Voluntária, pleiteado na Declaração de Ajuste Anual Retificadora, exercício 1997, ano-calendário 1996 de fl. 2. Sua solicitação foi, preliminarmente, examinada e indeferida pelo Chefe de Serviço de Orientação e Análise Tributária da Delegacia da Receita Federal em Taubaté (fls.5/6). Cientificado dessa decisão (AR de fl. 8), tempestivamente, o interessado, apresentou manifestação de inconformidade de fls. 9 e 10. A 68 Turma de Julgamento da Delegacia da Receita Federal de Julgamento de São Paulo, por unanimidade de votos, manteve o indeferimento de seu pedido em decisão de fls. 15 a 19, resumindo seu entendimento na seguinte ementa: VERBAS INDENIZA TÓRIAS. PROGRAMA DE INCENTIVO À DEMISSÃO VOLUNTÁRIA. O direito de pleitear restituição de imposto retido na fonte sobre verbas recebidas como incentivo a adesão a Plano de Demissão Voluntária — PDV extingue-se no prazo de cinco anos, contados da data da extinção do crédito tributário. Dessa decisão o contribuinte tomou ciência (AR de fl. 21) e, na guarda do prazo legal, protocolou o recurso de fls. 22 a 23. É o Relatório. /77 2 ;;',, ;14 ' 414, MINISTÉRIO DA FAZENDA —•• ‘í PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES .,‘:4?4;-,,íkk, SEXTA CÂMARA Processo n° : 10860.004423/2003-83 Acórdão n° : 106-14.878 VOTO Conselheira SUELI EFIGÊNIA MENDES DE BRITTO, Relatora Conselheira SUELI EFIGÊNIA MENDES DE BRITTO, Relatora O recurso preenche as condições de admissibilidade. Dele conheço. A controvérsia, objeto do recurso, diz respeito, apenas, ao prazo para o exercício de pleitear a restituição de tributo. Dessa forma, neste momento, a questão se encerra no julgamento da preliminar. Argumenta o relator do voto condutor da decisão de primeira instância, escorado no Ato Declaratório SRF n° 96, de 26/11/1999, que na data da protocolização do pedido o direito do recorrente pleitear a restituição do imposto estava extinto. No caso em pauta o imposto objeto do pedido de restituição, foi considerado indevido não por previsão legal, como exige o art. 97 da Lei n° 5.162 de 25 de outubro de 1966, Código Tributário Nacional , mas em razão das reiteradas decisões judiciais, no sentido de que as verbas recebidas nos Programas de desligamento Voluntário são de natureza indenizatória. Estando os rendimentos da espécie aqui discutida sujeitos ao imposto de renda, as decisões do poder judiciário criaram uma exceção. Sendo uma exceção, as normas definidas pelos artigos 165 e 168 do Código Tributário Nacional, não podem ser literalmente aplicadas. g3 MINISTÉRIO DA FAZENDA we-;,:*-1r0 PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SEXTA CÂMARA Processo n° : 10860.004423/2003-83 Acórdão n° : 106-14.878 Lembrando que ao receber os valores pertinentes a indenização, paga pelo desligamento voluntário no ano-calendário de 1996, o imposto de renda, nela incidente, era considerado devido na fonte e na declaração, o prazo de início, para o sujeito passivo solicitar a restituição do indébito, não pode ser o previsto pelo inciso I do art. 168 do C.T. N que fixa o prazo de cinco anos contados do momento da extinção do crédito tributário. Por primeiro, porque na época era incabível qualquer pedido de restituição uma vez que, até então, o rendimento aqui discutido era tido como tributável tanto na esfera administrativa quanto na judicial. Por segundo, inaplicável é uma regra que determine como termo inicial da contagem do prazo, para o exercício de um direito, uma data anterior à AQUISIÇÃO do mesmo. Na espécie discutida, o contribuinte somente adquiriu o direito de requerer a devolução do imposto, no momento que ele foi considerado indevido por decisão judicial transitada em julgado ou pelo ato normativo da SRF. O Código Tributário Nacional em seu artigo 165 preceitua: Art. 165 - O sujeito passivo tem direito, independentemente de prévio protesto, à restituição total ou parcial do tributo, seja qual for a modalidade do seu pagamento, ressalvado o disposto no § 4 0 do art. 162, nos seguintes casos: I - cobrança ou pagamento espontâneo de tributo indevido ou maior que o devido em face da legislação tributária aplicável, ou da natureza ou circunstâncias materiais do fato gerador efetivamente ocorrido; II - erro na edificação do sujeito passivo, na determinação da aliquota aplicável, no cálculo do montante do débito ou na elaboração ou conferência de qualquer documento relativo ao pagamento; III - reforma, anulação, revogação ou rescisão de decisão condena tória. 4 jï MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES e4a-"4 SEXTA CÂMARA Processo n° : 10860.004423/2003-83 Acórdão n° : 106-14.878 Tendo em vista as reiteradas decisões judiciais, considerando como indevido o imposto tanto na fonte como na declaração, o Secretário da Receita Federal expediu a Instrução Normativa -SRF n° 165/1998 , orientando "ipsis litteris" Art. 2° Ficam os Delegados e Inspetores da Receita Federal autorizados a rever de ofício os lançamentos referentes à matéria de que trata o artigo anterior, para fins de alterar total ou parcialmente os respectivos créditos da Fazenda NacionaL § /° Na hipótese de créditos constituídos, pendentes de julgamento, os Delegados de Julgamento da Receita Federal subtrairão a matéria de que trata o artigo anterior. § 2° As autoridades referidas no caput deste artigo deverão encaminhar para a Coordenação-Geral do Sistema de Arrecadação - COSAR, por intermédio das Superintendências Regionais da Receita Federal de sua jurisdição, no prazo de 60 dias, contado da publicação desta Instrução Normativa, relação pormenorizada dos lançamentos revistos, contendo as seguintes informações: I - nome do contribuinte e respectivo número de inscrição no Cadastro Nacional das Pessoas Jurídicas - CNPJ ou Cadastro da Pessoa Física CPF, conforme o caso; II - valor atualizado do crédito revisto e data do lançamento; III - fundamento da revisão mediante referência à norma contida no artigo anterior. Orientação esta, que mais se harmoniza com o espirito da norma inserida no artigo165, "caput", anteriormente transcrita, uma vez que de sua leitura infere-se que: a regra é a administração restituir o que sabe que não lhe pertence, a exceção é o contribuinte ter que requerer a devolução o que, no caso em pauta, só poderia fazer a partir da edição da mencionada instrução normativa. Aliás, este posicionamento está brilhantemente defendido pelo emérito conselheiro - relator Dr. José Antonio Minatel no Acórdão n° 108-05.791, que ao analisar o artigo 165 do CTN, assim entendeu: 5 4;.2.04 MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES ,r4ta,t, SEXTA CÂMARA•)~, Processo n0 : 10860.00442312003-83 Acórdão n° : 106-14.878 O direito de repetir independe dessa enumeração das diferentes situações que exteriorizam o indébito tributário, uma vez que é irrelevante que o pagamento a maior tenha ocorrido por erro de interpretação da legislação ou por erro na elaboração do documento, posto que qualquer valor pago além do efetivamente devido será sempre indevido, na linha do princípio consagrado em direito que determina "todo aquele que recebeu o que lhe não era devido fica obrigado a restituir", conforme previsão expressa contida no art. 964 do Código Civil. Longe de tipificar numerus clausus, resta a função meramente didática para as hipóteses ali enumeradas, sendo certo que os incisos 1 e II do mencionado artigo 165 do CTN voltam-se mais para as constatações de erros consumados em situação fática não litigiosa, enquanto que o inciso III trata de indébito que vem à tona por deliberação de autoridade incumbida de dirimir situação jurídica conflituosa, daí referir-se a "reforma, anulação, revogação ou rescisão de decisão condenatória". Na primeira hipótese (incisos I e II) estão contemplados os pagamentos havidos por erro, quer seja de fato ou de direito, em que o juizo do indébito opera-se unilateralmente no estreito círculo do próprio sujeito passivo, sem a participação de qualquer terceiro, seja a administração tributária ou o Poder Judiciário, daí a pertinência da regra que fixa o prazo para desconstituir a indevida incidência já a partir da data do efetivo pagamento, ou da "data da extinção do crédito tributário", para usar a linguagem do art. 168,1, do próprio CTN. Assim, quando o indébito é exteriorizado em situação fática não litigiosa, parece adequado que o prazo para exercício do direito à restituição ou compensação possa fluir imediatamente, pela inexistência de qualquer óbice ou condição obstativa da postulação do sujeito passivo. O mesmo não se pode dizer quando o indébito é exteriorizado no contexto de solução jurídica conflituosa, uma vez que o direito de repetir o valor indevidamente pago só nasce para o sujeito passivo com a decisão definitiva daquele conflito, sendo certo que ninguém poderá estar perdendo direito que não possa exercitá-lo. Aqui, está coerente a regra que fixa o prazo da decadência para pleitear a restituição ou compensação só a partir "da data em que se tornar definitiva a decisão administrativa, ou passar em julgado a decisão judicial que tenha reformado, anulado, revogado ou rescindido a decisão condenatória" ( art. 168,11 do CTN). Pela estreita similitude, o mesmo tratamento deve ser dispensado aos casos de soluções jurídicas ordenadas com eficácia erga omnes como acontece na hipótese de edição de resolução do Senado Federal para expurgar do sistema norma declarada inconstitucional, ou na situação em que é editada Medida Provisória ou mesmo ato 6 317/‘ ;;;:e41:-44 MINISTÉRIO DA FAZENDA ,41 PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SEXTA CÂMARA Processo n° : 10860.00442312003-83 Acórdão n° : 106-14.878 administrativo para reconhecer a impertinência de exação anteriormente exigida. Levando em conta, que o fundamento do pedido de restituição do indébito é a Instrução Normativa — SRF n° 165, o termo de inicio para contagem do prazo de decadência do direito de pedir, deve ser o dia 6/1/1999, data de sua publicação no D.O.U. Posto isso, VOTO no sentido de dar provimento ao recurso para afastar os efeitos da decadência, devolvendo os autos para a repartição de origem para exame do mérito do pedido. Sala das Sessões - DF, em 12 de agosto de 2005. t / 4 ' SfIr % I • ENDES DE BRITTO 7 Page 1 _0022000.PDF Page 1 _0022100.PDF Page 1 _0022200.PDF Page 1 _0022300.PDF Page 1 _0022400.PDF Page 1 _0022500.PDF Page 1
score : 1.0
Numero do processo: 10865.000226/2001-83
Turma: Segunda Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Sep 12 00:00:00 UTC 2007
Data da publicação: Wed Sep 12 00:00:00 UTC 2007
Ementa: Assunto: Normas de Administração Tributária
Data do fato gerador: 16/10/1989, 21/03/1990, 30/04/1990, 15/05/1990
Ementa: RESTITUIÇÃO DE INDÉBITO. SENTENÇA DE CUNHO DECLARATÓRIO. PRAZO.
Mesmo que se considere que a decisão judicial transitada em julgado a favor do contribuinte não tem cunho condenatório, não se pode negar-lhe a sua natureza declaratória. Trata-se de um direito reconhecido pelo Poder Judiciário. Dessa feita, deve ser aplicado o que preceitua o art. 1º, do Decreto nº 20.910/32, segundo o qual o prazo para se requerer a restituição administrativa prescreve em cinco anos, contados da data do ato ou fato do qual se origine.
RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO.
Numero da decisão: 302-38957
Decisão: Por unanimidade de votos, deu-se provimento ao recurso, nos termos do voto da relatora.
Matéria: Finsocial -proc. que não versem s/exigências cred.tributario
Nome do relator: Rosa Maria de Jesus da Silva Costa de Castro
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : Finsocial -proc. que não versem s/exigências cred.tributario
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 200709
ementa_s : Assunto: Normas de Administração Tributária Data do fato gerador: 16/10/1989, 21/03/1990, 30/04/1990, 15/05/1990 Ementa: RESTITUIÇÃO DE INDÉBITO. SENTENÇA DE CUNHO DECLARATÓRIO. PRAZO. Mesmo que se considere que a decisão judicial transitada em julgado a favor do contribuinte não tem cunho condenatório, não se pode negar-lhe a sua natureza declaratória. Trata-se de um direito reconhecido pelo Poder Judiciário. Dessa feita, deve ser aplicado o que preceitua o art. 1º, do Decreto nº 20.910/32, segundo o qual o prazo para se requerer a restituição administrativa prescreve em cinco anos, contados da data do ato ou fato do qual se origine. RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO.
turma_s : Segunda Câmara
dt_publicacao_tdt : Wed Sep 12 00:00:00 UTC 2007
numero_processo_s : 10865.000226/2001-83
anomes_publicacao_s : 200709
conteudo_id_s : 4267643
dt_registro_atualizacao_tdt : Sun May 05 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 302-38957
nome_arquivo_s : 30238957_136163_10865000226200183_008.PDF
ano_publicacao_s : 2007
nome_relator_s : Rosa Maria de Jesus da Silva Costa de Castro
nome_arquivo_pdf_s : 10865000226200183_4267643.pdf
secao_s : Terceiro Conselho de Contribuintes
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Por unanimidade de votos, deu-se provimento ao recurso, nos termos do voto da relatora.
dt_sessao_tdt : Wed Sep 12 00:00:00 UTC 2007
id : 4680096
ano_sessao_s : 2007
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 09:20:25 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713042757916819456
conteudo_txt : Metadados => date: 2009-08-10T12:34:45Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-08-10T12:34:45Z; Last-Modified: 2009-08-10T12:34:45Z; dcterms:modified: 2009-08-10T12:34:45Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-08-10T12:34:45Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-08-10T12:34:45Z; meta:save-date: 2009-08-10T12:34:45Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-08-10T12:34:45Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-08-10T12:34:45Z; created: 2009-08-10T12:34:45Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 8; Creation-Date: 2009-08-10T12:34:45Z; pdf:charsPerPage: 1261; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-08-10T12:34:45Z | Conteúdo => • CCO3/CO2 Fls. 109 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTESc•its - .0-t" '27C-12 .̀9> SEGUNDA CÂMARA Processo n° 10865.000226/2001-83 Recurso n° 136.163 Voluntário Matéria FINSOCIAL - RESTITUIÇÃO/COMPENSAÇÃO Acórdão n° 302-38.957 Sessão de 12 de setembro de 2007 Recorrente KONE INDÚSTRIA DE MÁQUINAS LTDA. Recorrida DRJ-RIBEIRÃO PRETO/SP e Assunto: Normas de Administração Tributária Data do fato gerador: 16/10/1989, 21/03/1990, 30/04/1990, 15/05/1990 Ementa: RESTITUIÇÃO DE INDÉBITO. SENTENÇA DE CUNHO DECLARATÓRIO. PRAZO. Mesmo que se considere que a decisão judicial transitada em julgado a favor do contribuinte não tem cunho condenatorio, não se pode negar-lhe a sua natureza declaratória. Trata-se de um direito reconhecido pelo Poder Judiciário. Dessa feita, deve ser aplicado o que preceitua o art. 1°, do Decreto n° 20.910/32, segundo o qual o prazo para se requerer a restituição administrativa prescreve em cinco anos, contados da data do ato ou fato do qual se origine. RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os Membros da SEGUNDA CÂMARA do TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso, nos termos do voto da relatora. 111 Ctit_ JUDITH DO MARAL MARCONDES ARMA O - Presidente • Processo n? 10865.000226/2001-83 CCO3/CO2 Acórdão n? 302-38.957 Fls. 110 É(?) 60 ROSA M IA DE JESUS DA SILVA COSTA DE CASTRO - Relatora Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: Elizabeth Emílio de Moraes Chieregatto, Paulo Affonseca de Barros Faria Júnior, Corintho Oliveira Machado, Luciano Lopes de Almeida Moraes, Marcelo Ribeiro Nogueira e Mércia Helena Trajano D'Amorim. Esteve presente a Procuradora da Fazenda Nacional Paula Cintra de Azevedo Aragão. o • Processo n.• 10865.000226/2001-83 CCO31CO2 Acórdão n.• 302-38.957 Fls. 111 Relatório Trata-se de pedido de restituição, cumulado com pedido de compensação (art. 74 da Lei 9430/96), de montante equivalente a RS 32.260,00 (trinta e dois mil duzentos e sessenta reais), protocolizado em 09 de fevereiro de 2001 (fls. 01/02), em decorrência de valores supostamente recolhidos a maior a titulo de Finsocial, nos meses de setembro 1989, fevereiro, março e abril de 1990 (fl. 30). O relatório constante da decisão recorrida explicita com clareza os fatos ocorridos e os argumentos aduzidos nos presentes autos. Dessa feita, peço vênia para reproduzir seus termos (fls. 80/81): "I— Dos fatos • 1) Em 21 de junho de 1990 impetrou ação Declarató ria c/c Repetição do Indébito, visando à declaração de inexistência de relação jurídico- tributária entre ela e a União Federal, em relação à contribuição para o Finsocial. 2) A decisão de 1° instância julgou procedente seu pedido, reconhecendo ilegítima a exigência do Finsocial com fulcro na Lei n° 7.689, de 1988, isentando-a de recolher tal contribuição e lhe autorizando o levantamento das importâncias depositadas, em face da medida cautelar apensada à ação declarató ria. 3) O Tribunal Regional Federal (TRF) da 3° Região reformou, em parte, a r. decisão, reconhecendo como indevida a contribuição a aliquotas superiores a 0,5 % do faturamento mensal e legítima a sua cobrança à alíquota de 0,5 %. 4) O v. acórdão do TRF da 3° Região transitou em julgado em 10/12/1999. • 5) Cumpriu os requisitos para repetir/compensar na instáncia administrativa o crédito financeiro reconhecido na esfera judicial, desistindo perante o Poder Judiciário da execução da sentença judicial transitada em julgado. 6) Diante da inconstitucionalidade das majorações da alíquota do Finsocial, requereu administrativamente, em 09/02/2001, a restituição/compensação dos valores recolhidos indevidamente. 7)Contudo, a decisão do Delegado da DRF em Limeira indeferiu seu pedido sob o fundamento de que, na data de protocolo deste, o seu direito já havia sido extinto pelo decurso do prazo de 05 (cinco) anos, contados da data de extinção do crédito tributário pelo pagamento e os recolhimentos a maior, nos termos do CTN, art. 168, I, e do Ato Declarató rio SRF n°96, de 1999. 11—Do mérito A decisão do Delegado da DRF em Limeira não merece prosperar porque, ao contrário do seu entendimento, na data de protocolo deste pedido, o seu direito não se encontrava decaído e/ ou prescrito, tendo • Processo n.° 10865.000226/2001-83 CCO3/CO2 Acórdão n.°302-38.957 Fls. 112 em vista que aquele foi protocolado dentro do prazo de 05 (cinco) anos, contados do trânsito em julgado da decisão judicial que reconheceu a inconstitucionalidade das majorações da aliquota do Finsocial. III — Decadência e/ ou prescrição Neste item, defendeu a contagem do prazo decadencial e/ou prescricional do seu direito à repetição/compensação dos indébitos reclamados, a partir da data da decisão judicial transitada em julgado, prolatada na Ação Declarató ria c/c Repetição do Indébito n° 90.0017874-6, apensa à Medida Cautelar n°90.0011949-9, interpostas por ela, nas quais se reconheceu a inconstitucionalidade da exigência da contribuição para o Finsocial, a aliquotas superiores a 0,5 % (meio por cento) do seu faturamento. Segundo seu entendimento, seu direito somente passou a ser exercitável 1111 a partir da data do trânsito em julgado da ação interposta por ela, em 10/12/1999, e não a partir dos recolhimentos a maior." Através de Acórdão unânime, proferido pela P Turma da Delegacia de Julgamento de Ribeirão Preto/SP, foi indeferida a solicitação efetuada pela Interessada, nos seguintes termos (fls. 79/84): "No acórdão proferido, cópia à fl. 23, a Terceira Turma daquele TRF decidiu, por unanimidade, rejeitar a preliminar e, no mérito, dar parcial provimento à remessa oficial e à apelação, nos termos do relatório e do voto que integram o presente julgado. Ora, conforme demonstramos e provam os autos, a decisão não teve cunho condenatório. Dessa forma, aplica-se ao presente pedido de repetição/compensação, em relação à decadência, as normas do CTN e não da data do transita em julgado daquela decisão judicial. 1111 O CTN assim estabelece: 'Art. 165. O sujeito passivo tem direito, independentemente de prévio protesto, à restituição total ou parcial do tributo, seja qual for a modalidade do seu pagamento, ressalvado o disposto no ,§ 4° do artigo 162, nos seguintes casos: I - cobrança ou pagamento espontâneo de tributo indevido ou maior que o devido em face da legislação tribute:ria aplicável, ou da natureza ou circunstâncias materiais do fato gerador efetivamente ocorrido; III (..); — reforma, anulação, revogação ou rescisão de decisão condena tória. Art. 168. O direito de pleitear a restituição extingue-se com o decurso do prazo de 5 (cinco) anos, contados: • Processo n.° 10865.000226/2001-83 CCO3/CO2 Acórdão n.°302-38.957 Fls. 113 I - nas hipóteses dos incisos I e II do artigo 165, da data da extinção do crédito tributário: II — na hipótese do inciso III do art. 165, da data em que se tornar definitiva a decisão administrativa ou passar em julgado a decisão judicial. (J. Ressaltamos, ainda, que mais recentemente, o legislador complementar, por meio da Lei Complementar n° 118, de 09 de fevereiro de 2005, art. 3°, dissipou qualquer dúvida a respeito da data de extinção de crédito tributário sujeito a lançamento por homologação, assim dispondo: 'Art. 3°. Para efeito de interpretação do inciso 1 do art. 168 da Lei n° 5.172, de 25 de outubro de 1966 - Código Tributário • Nacional, a extinção do crédito tributário ocorre, no caso de tributo sujeito a lançamento por homologação, no momento do pagamento antecipado de que trata o 1° do art. 150 da referida Portanto, de acordo com os dispositivos legais transcritos acima, contando-se o prazo decadencial a partir da data de extinção do crédito tributário pelo pagamento, na data de protocolo do presente pedido de restituição/compensação, em 09 de fevereiro de 2001, o seu direito encontrava-se decaído. A título de esclarecimento, ressaltamos, que, se contado o prazo decadencial a partir da data da edição da MP n° 1.110, de 30 de agosto de 1995, art. 17, que reconheceu indevida a contribuição para o Finsocial, à alíquota superior a 0,5 % da receita bruta mensal, conforme o entendimento da Câmara Superior de Recursos Fiscais (CSRF) dos Conselhos de Contribuintes, o direito de a interessada repetir e/ ou compensar os valores reclamados, na data de protocolo 411 deste pedido, também se encontrava decaído. Quanto à homologação da compensação do débito fiscal indicado no processo administrativo n°10865.000466/00-44, efetuada pela própria interessada, mediante a entrega de Dcomp, aquela depende da certeza e liquidez dos indébitos utilizados por ela. Contudo, conforme demonstramos, a interessada não dispunha de indébito algum a ser repetido/compensado, tendo em vista que, na data de protocolo do presente pedido de restituição/compensação, o seu direito à repetição dos indébitos reclamados já havia decaído." Cientificada do teor da decisão acima em 31 de março de 2006, a Interessada apresentou Recurso Voluntário, endereçado a este Colegiado, no dia 28 de abril do mesmo ano. Nessa peça processual, a Interessada reitera os argumentos anteriormente aduzidos, bem como transcreve decisões proferidas pelos Segundo e Terceiros Conselhos de Contribuinte, as quais reputa favoráveis a sua tese. É o Relatório. • Processo n.° 10865.000226/2001-83 CCO3/CO2 Acórdão n.°302-38.957 Fls. 114 Voto Conselheira Rosa Maria de Jesus da Silva Costa de Castro, Relatora O Recurso preenche os requisitos de admissibilidade, portanto, dele conheço. Como explicitado, a decisão singular embasa sua negativa em racional pelo qual • a decisão proferida em ação judicial, julgada parcialmente provida a favor da Interessada, não possui natureza condenatória e, portanto, não se lhe aplica o disposto no inciso II, do art. 168, do CTN. Entendo que a decisão recorrida está equivocada. Isso porque, mesmo que consideremos que a decisão judicial transitada em julgado não tem cunho condenatório, não podemos negar-lhe a sua natureza declaratória. Trata-se de um direito reconhecido pelo Poder 111, Judiciário. Assim sendo, no caso concreto, deve ser aplicado o que preceitua o art. 1°, do Decreto n° 20.910/32, segundo o qual o prazo para se requerer a restituição administrativa prescreve em cinco anos, contados da data do ato ou fato do qual se originem: "Art. J04 dividas passivas da União, dos Estados e dos Municípios, bem assim todo e qualquer direito ou ação contra a Fazenda Federal, Estadual ou Municipal, seja qual for a sua natureza, prescrevem em cinco anos contados da data do ato ou fato do qual se originarem." Outrossim, a compensação do indébito com base em titulo judicial, expressamente autorizada pelo artigo 74, da Lei n.° 9.430/96 (com as alterações introduzidas pelo artigo 49, da Lei n.° 10.637/02 e pelo artigo 17, da Lei n.° 10.833/03) e regulamentada pela Instrução Normativa/SRF n.° 460/04, constitui forma de execução do julgado, a teor do entendimento manifestado pela l' Seção do Superior Tribunal de Justiça, em recente acórdão resumido na seguinte ementa': ' Diga-se a propósito, antes mesmo de expressamente prevista na legislação, o Superior Tribunal de Justiça já admitia a compensação com base no titulo judicial, como exemplifica o seguinte acórdão: "PROCESSO CIVIL. COMPENSAÇÃO NA FASE EXECUTÓRIA. LEI N.° 8.383/91. POSSIBILIDADE. RECURSO NÃO CONHECIDO. I - A norma do art. 66 da Lei n.° 8.383/91 permite ao contribuinte a compensação dos valores pagos indevidamente, de forma a quitar débitos relativos a tributos da mesma espécie. II - Esta Corte tem aceitado a possibilidade de compensação de tributos autorizada pelo art. 66 da Lei n.° 8.383. O alcance desta interpretação tem conteúdo meramente declarativo. O tribunal não se substitui à administração para declarar a quitação do crédito, mas se limita a reconhecer a possibilidade de compensação entre os valores recolhidos a titulo de contribuição para o F1NSOCIAL, e os valores devidos à conta da COFINS. Portanto, a compensação não depende de pedido do contribuinte à Receita Federal, nem de sentença transitada em julgado. Essa espécie de compensação é faculdade atribuída ao contribuinte com créditos contra a Fazenda por tributos pagos indevidamente. O contribuinte pode, sujeito a posterior homologação, realizar a compensação. III - Assim, nesse caso, e por maior de razão existindo sentenca transitada em ideado, pode a recorrida pleitear a compensarão, pois seria um absurdo autorizar o contribuinte, sem um titulo judicial, a realizar a compensação entre os tributos em tela e negá-la ao que se apresenta dele munido. IV - Não existe nenhuma ofensa à coisa julgada, Mis a decisão que reconheceu o direito do autor à restituição das parcelas papas indevidamente fez surgir para o contribuinte um crédito que pode ser quitado por uma das formas autorizadas na lei. No caso, o art 66 da Lei m e 8.383/91 permite-lhe a compensação, independentemente de autorização iudiciat ' Processo n, 10865.000226/2001-83 CCO3/CO2 Acórdão n.• 302-38.957 Fls. 115 "PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA. FINSOCIAL. SENTENÇA DECLARA TÓRIA QUE RECONHECEU O DIREITO À REPETIÇÃO DO INDÉBITO. TRÂNSITO EM JULGADO. OPCÃO POR RESTITUICÃO VIA COMPENSAÇÃO OU PRECATÓRIO. POSSIBILIDADE. I. Ocorrido o trânsito em julgado da decisão que determinou a repetição do indébito, é facultado ao contribuinte manifestar a °peão de receber o respectivo crédito por meio de precatório regular ou mediante compensação uma vez que constituem, ambas as modalidades, formas de execucão do Julgado colocadas à disposição da parte quando procedente a ação" (REsp n. 653.18I/RS, deste relator). 2. A sentença declaratória que, para fins de compensação tributária, certifica o direito de crédito do contribuinte que recolheu indevidamente o tributo, contém juízo de certeza e de definição • exaustiva a respeito de todos os elementos da relação jurídica questionada e, como tal, é título executivo para a ação visando à satisfação, em dinheiro, do valor devido" (REsp n.614.57715C, Ministro Teori Albino Zavascki). 3. Embargos de divergência conhecidos e providos." (EREsp. n.° 502.618/RS, Rel. Min. João Otávio de Noronha, P Seção, sessão de julgamento de 08.06.05, publicado no DJ de 01.07.05, pág. 359) (grifos nossos) Conclui-se, portanto, que o exercício do direito à compensação está também sujeito à prescrição, sendo certo, ademais, que esse prazo extintivo é idêntico ao da ação principal, conforme entendimento pacifico na jurisprudência, consubstanciado na Súmula n.° 150 do Supremo Tribunal Federal, in verbis: STF: Súmula n.° 150 • "Prescreve a execução no mesmo prazo de prescrição da ação" No mesmo sentido caminha a doutrina, da qual são exemplos os seguintes pronunciamentos: "Segundo o art. 219, caput, do CPC, a citação tempestiva interrompe a prescrição. A pretensão de executar prescreve no prazo da ação (Súmula 150 do STF). Tal prazo varia conforme a natureza do título (...)." (grifos nossos) (Araken de Assis in Manual do Processo de Execução, 5' edição, Ed. Revista dos Tribunais, pág. 303) "A jurisprudência, hoje, no entanto, é pacifica: 'prescreve a execução no mesmo prazo de prescrição da ação' (STF, súmula n.°150)." (grifos nossos) V - Recurso especial não conhecido." (Resp n.° 166.399/AL; Segunda Turma; Rel. Mim Adhemar Maciel; DJ 16.11.98 — grifos nossos) • Processo n.° 10865.00022612001-83 CCO3/CO2 " Acórdão n.° 302-38.957 Fls. 116 (Humberto Theodoro Júnior, in Processo de Execução, 22' edição, Livraria e Editora Universitária de Direito Ltda., pág. 254) na execução de sentença, no que se refere à prescrição, qual seria o prazo? Por exemplo — tenho um direito certificado por sentença, pego o titulo, guardo-o na gaveta e não o executo. Por quanto tempo ele pode ficar guardado? Que prazo tenho para executar esse titulo? Pela Súmula 150 do Supremo Tribunal Federal (STF), o prazo prescricional do direito certificado é o prazo para sua execução. Para a Fazenda Pública, o Decreto n.° 20.910/32 estabelece que o prazo de prescrição geral para a Fazenda Pública é de cinco anos — prescrição qüinqüenal (.)" • (Eliana Calmon, in "Prescrição na Execução contra a Fazenda Pública", Série Cadernos do CEJ, v. 23, págs. 265/274 — CJF BIB) No que se refere aos processos judicial proposto pela Interessada, a ação para ver reconhecido o direito substancial foi proposta tempestivamente, ou seja, antes do prazo de 5 (cinco) anos previsto no artigo 1°, do Decreto n° 20.910/32, combinado com o artigo 165, inciso I, do Código Tributário Nacional (CTN) 2. Por todo o exposto, voto no sentido de dar provimento ao Recurso Voluntário apresentado pela Interessada. Sala das Sessões, em 12 de setembro de 2007 C7 43 go ROSA MARIA DE JESUS DA SILVA COSTA DE CASTRO - Relatora • 2 "Art. 165. O sujeito passivo tem direito, independentemente de prévio protesto, à restituição total ou parcial do tributo, seja qual for a modalidade do seu pagamento, ressalvado o disposto no §40 do artigo 162, nos seguintes casos: 1 - cobrança ou pagamento espontâneo de tributo indevido ou maior que o devido em face da legislação tributária aplicável, ou da natureza ou circunstáncias; " (grifas nossos) Page 1 _0005800.PDF Page 1 _0005900.PDF Page 1 _0006000.PDF Page 1 _0006100.PDF Page 1 _0006200.PDF Page 1 _0006300.PDF Page 1 _0006400.PDF Page 1
score : 1.0
Numero do processo: 10855.003076/98-31
Turma: Primeira Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Jan 27 00:00:00 UTC 2005
Data da publicação: Thu Jan 27 00:00:00 UTC 2005
Ementa: PIS. SEMESTRALIDADE. Até fevereiro de 1996, a base de cálculo do PIS, nos termos do parágrafo único do art. 6º da LC nº 7/70, corresponde ao faturamento do sexto mês anterior ao da ocorrência do fato gerador, sem correção monetária até a data do respectivo vencimento (Primeira Seção do STJ - REsp nº 144.708-RS - e CSRF), sendo a alíquota de 0,75%. Recurso provido.
Numero da decisão: 201-78191
Decisão: Por unanimidade de votos, deu-se provimento ao recurso.
Nome do relator: Gustavo Vieira de Melo Monteiro
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 200501
ementa_s : PIS. SEMESTRALIDADE. Até fevereiro de 1996, a base de cálculo do PIS, nos termos do parágrafo único do art. 6º da LC nº 7/70, corresponde ao faturamento do sexto mês anterior ao da ocorrência do fato gerador, sem correção monetária até a data do respectivo vencimento (Primeira Seção do STJ - REsp nº 144.708-RS - e CSRF), sendo a alíquota de 0,75%. Recurso provido.
turma_s : Primeira Câmara
dt_publicacao_tdt : Thu Jan 27 00:00:00 UTC 2005
numero_processo_s : 10855.003076/98-31
anomes_publicacao_s : 200501
conteudo_id_s : 4105987
dt_registro_atualizacao_tdt : Sun May 05 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 201-78191
nome_arquivo_s : 20178191_112766_108550030769831_004.PDF
ano_publicacao_s : 2005
nome_relator_s : Gustavo Vieira de Melo Monteiro
nome_arquivo_pdf_s : 108550030769831_4105987.pdf
secao_s : Segundo Conselho de Contribuintes
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Por unanimidade de votos, deu-se provimento ao recurso.
dt_sessao_tdt : Thu Jan 27 00:00:00 UTC 2005
id : 4679416
ano_sessao_s : 2005
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 09:20:13 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713042757919965184
conteudo_txt : Metadados => date: 2009-10-22T13:17:38Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-10-22T13:17:38Z; Last-Modified: 2009-10-22T13:17:38Z; dcterms:modified: 2009-10-22T13:17:38Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-10-22T13:17:38Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-10-22T13:17:38Z; meta:save-date: 2009-10-22T13:17:38Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-10-22T13:17:38Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-10-22T13:17:38Z; created: 2009-10-22T13:17:38Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; Creation-Date: 2009-10-22T13:17:38Z; pdf:charsPerPage: 1510; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-10-22T13:17:38Z | Conteúdo => MINIS t TÉRIO DA FAZE-NDA Segunde Gonsethe de Contribuin• tas . 22 CC-MF --•;0,;cri: Ministério da Fazenda atynr Segundo Conselho de Contribuintes Publica o no Diário i • (LAO c) Fl -9 tull d ./ 00 Processo n' : 10855.003076/98-31 ________ ___._ Recurso n' : 125.627 —____ i, Acórdão n2 : 201-78.191 ---I Recorrente : COMÉRCIO DE MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO CERRADO LTDA. Recorrida : DRJ em Ribeirão Preto - SP PIS. SEMESTRALIDADE. Até fevereiro de 1996, a base de cálculo do PIS, nos termos do parágrafo único do art. 6 da LC 1F 7/70, corresponde ao faturamento do sexto mês anterior ao da ocorrência do fato gerador, sem correção monetária até a data do respectivo vencimento (Primeira Seção do STJ - REsp n' 144.708-RS - e CSRF), sendo a aliquota de 0,75%. Recurso provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por COMÉRCIO DE MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO CERRADO LTDA. ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso. Sala das Sessões, em 27 de janeiro de 2005. Met, 0)40,017tia- • . Josefa Maria Coelho • ques . Presidente ar a • . ___ e h-11 P • i't iro.-(ç- Miti. DA t:,, : :-: .: •.: .. ': . Gustavo V :.; 3 el CONFERE L:" : • ::' .. .•.. : ..' :. BraaiL,, , ,5) g Q2.. caotp5_ Relator i,avi-,,S,... , .,.. .ne,..„,--,:..-3 Participaram, ainda, do presente julgamento os Conselheiros Adriana Gomes Rêgo Gaivão, Antonio Mario de Abreu Pinto, Antonio Carlos Atulim, Sérgio Gomes Velloso, José Antonio Francisco e Rogério Gustavo Dreyer. I MIN. DA t ht 41/4. CONFERE CC. .* ; 2° CC-MF "•"::sz,re Ministério da Fazenda wta- 4- Segundo Conselho de Contribuintes Brasília,_og opt Fl 1204 11 Processo n2 : 10855.003076/98-31 Recurso n2 : 125.627 — Acórdão n2 201-78.191 Recorrente : COMÉRCIO DE MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO CERRADO LTDA. RELATÓRIO Trata-se de recurso voluntário interposto contra r. Acórdão da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Ribeirão Preto - SP, no qual foi julgada improcedente a manifestação de inconformidade manejada pela contribuinte, ratificando o despacho decisório da DRF em Sorocaba - SP, denegando o pedido de restituição formulado pela contribuinte. O sobredito pedido de restituição foi protocolizado junto à Delegacia da Receita Federal no Município de Sorocaba - SP, pugnando pela devolução das diferenças dos valores recolhidos (PIS) com base nos Decretos-Leis n 2s 2.445 e 2.449, de 1988, e aqueles apurados com base na Lei Complementar n2 7/70, no período de apuração compreendido entre março de 1989 e setembro de 1995. A d. DRF em Sorocaba – SP, após analisar a solicitação formulada pela contribuinte, concluiu pelo seu indeferimento, conforme se depreende do despacho decisório acostado aos autos às fls. 48/55, por entender que a correta exegese do art. 6 2 da LC n2 7/70 aponta em sentido contrário ao que pretendeu a contribuinte, não havendo como conceber a disjunção temporal do fato gerador e a base de cálculo do tributo. Ato contínuo, a contribuinte protocolizou manifestação de inconformidade, asseverando que, em razão do disposto na LC n 2 7/70, a contribuição em questão deveria ser calculada com base no faturamento do sexto mês anterior à ocorrência do fato gerador. A manifestação de inconformidade foi indeferida pela autoridade fiscal sob os auspícios de que a correta exegese do art. 62 da LC n2 7/70 aponta em sentido contrário ao que pretendeu a contribuinte, confirmando o posicionamento adotado pela DRF em Sorocaba - SP. Interposto o recurso voluntário, a aludida decisão foi anulada por este Segundo Conselho de Contribuintes, por não ter sido assinada pelo titular da DRJ em Campinas - SP. Devolvidos os autos para a origem estes foram encaminhados para julgamento pela DRJ em Ribeirão Preto - SP, em face da mudança de jurisdição da DRF em Sorocaba - SP, a qual reiterou o posicionamento de que o art. 62 da LC n2 7/70 aponta em sentido contrário ao que pretendeu a contribuinte, não havendo como conceber a disjunção temporal do fato gerador e a base de cálculo do tributo. Inconformada, a contribuinte interpôs recurso voluntário para este Segundo Conselho de Contribuintes, reiterando os termos da sobredita manifestação de inconformidade. É o relatório. (-)14 2 Ministério da Fazenda 22 CC-MF MIN. DA F.A.=;:\ - CL: 4 Fl. h•-esit Segundo Conselho de Contribuintes CONFERE CEXI O er,;..7.: r'd_ Processo n' : 10855.003076/98-31 i3ratAila 09 / cz /2,013G Recurso n : 125.627 Acórdão n' : 201-78.191 1. 5- â VOTO DO CONSELHEIRO-RELATOR GUSTAVO VIEIRA DE MELO MONTEIRO Cumpre registrar inicialmente que é questão remansosa neste Conselho de Contribuintes e nos mais Egrégios Tribunais que em razão do reconhecimento pelo Supremo Tribunal Federal da inconstitucionalidade dos aludidos Decretos-Leis n2s 2.445/88 e 2.449/88 e da edição da Resolução pelo Senado Federal suspendendo a respectiva execução dos referidos diplomas legais, impõe-se à observância do disposto na legislação antecedente. É bem verdade que o posicionamento sufragado pela douta DRI em Ribeirão Preto - SP já encontrou ressonância neste Conselho de Contribuintes', oportunidades em que restou afirmado ser impossível dissociar-se base de cálculo e fato gerador, em momentos temporais distintos. Não se pode olvidar, contudo, a precária redação dada à norma legal ora em discussão. Assim, não obstante a boa técnica impositiva, resta inequívoca a prevalência da guarda da estrita legalidade, que deve nortear a interpretação da lei. Foi neste sentido que se firmou a jurisprudência da CSRF 2 e também do STJ. Desta feita, lastreado nas decisões dessas Cortes, filio-me à argumentação da prevalência da estrita legalidade, no sentido de resguardar a segurança jurídica do contribuinte, a contrario sensu dos que entendem despropositada a disjunção temporal de fato gerador e base de cálculo. De efeito, o Egrégio Superior Tribunal de Justiça, a quem cabe a última palavra acerca do tema, através da Primeira Seção, 3 tomou pacífico o entendimento postulado pela recorrente, consoante depreende-se da ementa a seguir transcrita, verbis: "TRIBUTÁRIO - PIS - SEMESTRALIDADE - BASE DE CÁLCULO - CORREÇÃO MONETÁRIA. O PIS semestral, estabelecido na LC 07/70, diferentemente do PIS REPIQUE - art. 311, letra 'a' da mesma lei - tem como fato gerador o faturamento mensal. Em beneficio do contribuinte, estabeleceu o legislador como base de cálculo, entendendo-se como tal a base numérica sobre a qual incide a aliquota do tributo, o faturamento, de seis meses anteriores à ocorrência do fato gerador - art. i52, parágrafo único da LC 07/70. kt.X- ' Acórdãos rt2s 210-72.229, votado por maioria em 11/1 1998, e 201-72.362, votado à unanimidade em 10/12/98. 2 o Acórdão CSRF/02-0.871 adotou o mesmo entendimento firmado pelo STJ. Também nos RD/203-0-293 e 203- 0.334, j. em 09/02/2001, em sua maioria, a CSRF esposou o entendimento de que a base de cálculo do PIS refere-se ao faturamento do sexto mês anterior à ocorrência do fato gerador (acórdãos ainda não formalizados). E o RD/203- 0.300 (Processo ri2 11080.001223/96-38), julgado em sessão de _junho de 2001, teve votação unânime nesse sentido. 3 REsp ng 144.708, rel. Ministra Eliana Calmon, j. 29/05/2001. 3 MIN. DA F,42?-;I:U\ • :REI CC-MFMinistério da Fazenda Segundo Conselho de Contribuintes CONFERE COM C Fl. 1 Q2. G2006 Processo n2 : 10855.003076/98-31 Recurso n2 : 125.627 Acórdão 11 2 : 201-78.191 vip A incidência da correção monetária, segundo posição jurisprudencial, só pode ser calculada a partir do jato gerador. Corrigir-se a base de cálculo do PIS é prática que não se alinha à previsão da lei e à posição da jurisprudência. Recurso Especial improvido." No mesmo sentido aponta a mais abalizada doutrina, valendo transcrever os ensinamentos do Professor Paulo de Barros Carvalho, citado em acórdão desta Primeira Câmara do 22 Conselho de Contribuintes, cuja relatoria coube ao ilustre Conselheiro Jorge Freire'', concluindo que a base de cálculo do PIS, até 28 de fevereiro de 1996, era, de fato, o faturamento do sexto mês anterior ao do fato jurídico tributário, sem aplicação de qualquer índice de correção monetária, nos termos do art. 6, caput, e seu parágrafo único, da Lei Complementar n2 7/70, verbis: "Trata-se de ficção jurídica construída pelo legislador complementar, no exercício de sua competência impositiva, mas que não afronta os princípios constitucionais que tolhem a iniciativa legislativa, pois o factum colhido pelos enunciados da base de cálculo coincide com a porção recolhida pelas proposições da hipótese tributária, de sorte que a base imponivel confirma o suposto normativo, mantendo a integridade lógico-semântica da regra-matriz de incidência." Estreme de dúvidas, portanto, que se tratando de fatos geradores ocorridos até setembro de 1995 (conforme dispõe a INT SRF n2 006, de 19 de janeiro de 2000, no parágrafo único do art. P, com base no decidido pelo STF no julgamento do Recurso Extraordinário n2 232.896-3-PA), quando o PIS era calculado com base na Lei Complementar n2 7/70, é de ser dado provimento ao recurso para que sejam apurados os créditos do contribuinte segundo a sistemática que considera como base de cálculo da contribuição o faturamento do sexto mês anterior ao da ocorrência do fato gerador, sem correção monetária, dentro dos prazos de recolhimento estipulados pela legislação de regência no momento da ocorrência da hipótese de incidência. Em face do exposto, dou provimento ao recurso para que o montante do crédito tributário a ser compensado seja apurado segundo determinado pela Lei Complementar ri 2 7/70, ou seja, na aliquota de 0,75% aplicada sob o faturamento do sexto mês anterior ao da ocorrência do fato gerador, sem correção monetária até a data do respectivo vencimento, operando-se as compensações dentro dos limites impostos pela legislação de regência, observado o prazo prescricional de 5 (cinco) anos contados da ocorrência do fato gerador, acrescidos de mais um qüinqüênio, a partir da homologação tácita do lançamento. É COMO voto. Sala das Sessõe , em 27 de j eh- • de 2005. GUSTAVO V si • ri IRO, 4 Acórdão n2 201-77.341. 4
score : 1.0
Numero do processo: 10855.003875/2001-55
Turma: Quarta Câmara
Seção: Primeiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Jun 21 00:00:00 UTC 2006
Data da publicação: Wed Jun 21 00:00:00 UTC 2006
Ementa: SIGILO BANCÁRIO - QUEBRA - INOCORRÊNCIA - Havendo processo fiscal instaurado e sendo considerado indispensável pela autoridade administrativa competente o exame das operações financeiras realizadas pelo contribuinte, não constitui quebra de sigilo bancário a requisição de informações sobre as referidas operações.
DEPÓSITOS BANCÁRIOS - PRESUNÇÃO DE OMISSÃO DE RENDIMENTOS - Para os fatos geradores ocorridos a partir de 1º/01/97, a Lei nº 9.430, de 1996, em seu art. 42, autoriza a presunção de omissão de rendimentos com base nos valores depositados em conta bancária para os quais o titular, regularmente intimado, não comprove, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nestas operações.
Preliminar rejeitada.
Recurso negado.
Numero da decisão: 104-21.648
Decisão: ACORDAM os Membros da Quarta Câmara do Primeiro Conselho de
Contribuintes, por unanimidade de votos, REJEITAR a preliminar arguida pelo Recorrente e, no mérito, NEGAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: Pedro Paulo Pereira Barbosa
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 200606
ementa_s : SIGILO BANCÁRIO - QUEBRA - INOCORRÊNCIA - Havendo processo fiscal instaurado e sendo considerado indispensável pela autoridade administrativa competente o exame das operações financeiras realizadas pelo contribuinte, não constitui quebra de sigilo bancário a requisição de informações sobre as referidas operações. DEPÓSITOS BANCÁRIOS - PRESUNÇÃO DE OMISSÃO DE RENDIMENTOS - Para os fatos geradores ocorridos a partir de 1º/01/97, a Lei nº 9.430, de 1996, em seu art. 42, autoriza a presunção de omissão de rendimentos com base nos valores depositados em conta bancária para os quais o titular, regularmente intimado, não comprove, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nestas operações. Preliminar rejeitada. Recurso negado.
turma_s : Quarta Câmara
dt_publicacao_tdt : Wed Jun 21 00:00:00 UTC 2006
numero_processo_s : 10855.003875/2001-55
anomes_publicacao_s : 200606
conteudo_id_s : 4166626
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Sep 11 00:00:00 UTC 2018
numero_decisao_s : 104-21.648
nome_arquivo_s : 10421648_130980_10855003875200155_014.PDF
ano_publicacao_s : 2006
nome_relator_s : Pedro Paulo Pereira Barbosa
nome_arquivo_pdf_s : 10855003875200155_4166626.pdf
secao_s : Primeiro Conselho de Contribuintes
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os Membros da Quarta Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, REJEITAR a preliminar arguida pelo Recorrente e, no mérito, NEGAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
dt_sessao_tdt : Wed Jun 21 00:00:00 UTC 2006
id : 4679544
ano_sessao_s : 2006
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 09:20:16 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713042757925208064
conteudo_txt : Metadados => date: 2009-07-14T15:39:23Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-07-14T15:39:23Z; Last-Modified: 2009-07-14T15:39:23Z; dcterms:modified: 2009-07-14T15:39:23Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-07-14T15:39:23Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-07-14T15:39:23Z; meta:save-date: 2009-07-14T15:39:23Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-07-14T15:39:23Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-07-14T15:39:23Z; created: 2009-07-14T15:39:23Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 14; Creation-Date: 2009-07-14T15:39:23Z; pdf:charsPerPage: 1439; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-07-14T15:39:23Z | Conteúdo => • • I C44 -* MINISTÉRIO DA FAZENDA vfr"-i.tNr;. PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES e QUARTA CÂMARA Processo n°. : 10855.003875/2001-55 Recurso n°. : 130.980 Matéria : IRPF - Ex(s): 1998 Recorrente : ANTONIO CARLOS DA SILVA Recorrida : DRJ/SÃO PAULO-SP Sessão de : 21 de junho de 2006 Acórdão n°. : 104-21.648 SIGILO BANCÁRIO - QUEBRA - INOCORRÊNCIA - Havendo processo fiscal instaurado e sendo considerado indispensável pela autoridade administrativa competente o exame das operações financeiras realizadas pelo contribuinte, não constitui quebra de sigilo bancário a requisição de informações sobre as referidas operações. DEPÓSITOS BANCÁRIOS - PRESUNÇÃO DE OMISSÃO DE RENDIMENTOS - Para os fatos geradores ocorridos a partir de 1°/01/97, a Lei n° 9.430, de 1996, em seu art. 42, autoriza a presunção de omissão de rendimentos com base nos valores depositados em conta bancária para os quais o titular, regularmente intimado, não comprove, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nestas operações. Preliminar rejeitada. Recurso negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por ANTONIO CARLOS DA SILVA. ACORDAM os Membros da Quarta Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, REJEITAR a preliminar argüida pelo Recorrente e, no mérito, NEGAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. AtARIX NtA tatd-reCt C42511 PRESIDENTE 7") MINISTÉRIO DA FAZENDA • PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES QUARTA CÂMARA Processo n°. : 10855.003875/2001-55 Acórdão n°. : 104-21.648 ?If9AD k O 9?Loitg) P24.- PAULO P ?REIRA BARBOSA RELATOR FORMALIZADO EM: 01 A GO 2006 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros NELSON MALLMANN, OSCAR LUIZ MENDONÇA DE AGUIAR, HELOÍSA GUARITA SOUZA, MARIA BEATRIZ ANDRADE DE CARVALHO, GUSTAVO LIAN HADDAD e REMIS ALMEIDA ESTOL.rQ 2 MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES QUARTA CÂMARA Processo n°. : 10855.003875/2001-55 Acórdão n°. : 104-21.648 Recurso n°. : 130.980 Recorrente : ANTONIO CARLOS DA SILVA RELATÓRIO Contra ANTONIO CARLOS DA SILVA, Contribuinte inscrito no CPF/MF sob o n° 984.077.408-53, foi lavrado o Auto de Infração de fls. 08/15 para formalização da exigência de crédito tributário de Imposto sobre a Renda de Pessoa Física — IRPF no montante total de R$ 1.809.846,40, sendo R$ 496.639,19 a título de imposto; R$ 202.330,80 referente a juros de mora, calculados até 28/09/2001 e R$ 1.110.838,17 referente a multa de ofício, qualificada, no percentual de 75% e, ainda, R$ 38,24 a título de multa, exigida isoladamente. Infrações As infrações estão assim descritas no Auto de Infração: 01 — OMISSÃO DE RENDIMENTOS RECEBIDOS DE PESSOAS JURÍDICAS — Omissão de rendimentos recebidos de pessoas jurídicas, conforme Termo de Constatação anexo. Fato gerador 31/12/1998. Enquadramento legal: Arts. 1°, 2° e 3°, e §§, da Lei n° 7.713/88; Arts. 1° ao 3°, da Lei n°8.134/90; Art. 21 da Lei n° 9.532/97. 02 — OMISSÃO DE RENDIMENTOS RECEBIDOS DE PESSOAS FÍSICAS (CARNÊ-LEÃO) — OMISSÃO DE RENDIMENTOS RECEBIDOS DE PESSOAS FÍSICAS — Omissão de rendimentos recebidos de pessoas físicas, conforme Termo de Constatação anexo. Fato gerador: 1998. Enquadramento legal: Arts. 1°, 2° e 3°, e 8°, da Lei n° 7.713/88; Arts. 1° ao 4°, da Lei n°8.134/90; Art. 21 da Lei n°9.532/97. 03 — OMISSÃO DE RENDIMENTOS PROVENIENTES DE DEPÓSITOS BANCÁRIOS — Omissão de rendimentos provenientes de valores creditados em conta de depósito ou de investimento, mantidos em instituição financeira, 3 a 44: MINISTÉRIO DA FAZENDA • PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES QUARTA CÂMARA Processo n°. : 10855.00387512001-55 Acórdão n°. : 104-21.648 cuja origem dos recursos utilizados nestas operações não foram comprovados mediante documentação hábil e idónea, conforme Termo de Constatação anexo. Fato gerador: 1998. Enquadramento legal: Art. 42 da Lei n° 9.430/96, art. 21 da Lei n° 9.532/97 e art. 4° da Lei n° 9.481/97. 04— DEMAIS INFRAÇÕES SUJEITAS A MULTAS ISOLADAS — FALTA DE RECOLHIMENTO DO IRPF DEVIDO A TITULO DE CARNÊ-LEÃO — Falta de recolhimento do Imposto de Renda da Pessoa Física, devido a título de camê-leão, apurado conforme Termo de Constatação anexo. Fato gerador: 1998. Enquadramento legal: Art. 8° da Lei n° 7.713/88; art. 44, § 1°, inciso III, da Lei n° 9.430/96. Impugnação Inconformado com a exigência, o Contribuinte apresentou a impugnação de fls. 104/110 onde se insurge contra o fato de o lançamento ter sido feito com base exclusivamente em depósitos bancários e por ter se utilizado das informações da CPMF. Diz que, embora a movimentação financeira constitua fato gerador da CPMF, não indica a hipótese de incidência do Imposto de Renda. Argumenta que ocorrem transferências entre contas ou resgates de aplicações financeiras, que não poderiam ser confundidos com rendimentos. Aduz que o lançamento baseia-se apenas em presunção e argumenta que a jurisprudência é pacífica ao rejeitar o lançamento com base apenas em indícios e presunções. Insurge-se contra a quebra do sigilo bancário sem autorização judicial, o que violaria o inciso X do art. 5° da Constituição Federal. Na seqüência, tece considerações sobre o direito à intimidade, e argumenta no sentido de que a quebra do sigilo bancário violaria tal direito. 4 MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES QUARTA CÂMARA Processo n°. : 10855.003875/2001-55 Acórdão n°. : 104-21.648 Decisão de primeira instância A DRJ/SÃO PAULO/SP julgou procedente o lançamento, com os fundamentos consubstanciados nas ementas a seguir reproduzidas: "Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física — IRPF Ano-calendário: 1998 Ementa: INCONSTITUCIONALIDADE. ATOS LEGAIS. Refoge à competência da autoridade administrativa a apreciação e decisão de questões que versem sobre a constitucionalidade de atos legais, salvo se já houver decisão do Supremo Tribunal Federal declarando a inconstitucionalidade da lei ou ato normativo. PROCEDIMENTO FISCAL. NULIDADE. Constatado que o procedimento fiscal foi realizado com estrita observância das normas de regência, não tendo sido praticado qualquer ato com preterição do direito de defesa e estando os elementos de que necessita o contribuinte para elaborar suas contra-razões de mérito juntados aos autos, fica de todo afastada a hipótese de nulidade do procedimento fiscal. APLICAÇÃO DA LEI NO TEMPO. Aplica-se ao lançamento a legislação que, posteriormente à ocorrência do fato gerador da obrigação, tenha instituído novos critérios de apuração ou processos de fiscalização, ampliando os poderes de investigação das autoridades administrativas. DEPÓSITOS BANCÁRIOS. Invocando uma presunção legal de omissão de rendimentos, a autoridade lançadora exime-se de provar no caso concreto a sua ocorrência, transferindo o ônus da prova ao contribuinte. Considera-se rendimentos omitidos, devendo ser efetuado o lançamento do imposto correspondente, os depósitos junto a instituições financeiras, quando o contribuinte, regularmente intimado, não logra comprovar, mediante documentação hábil e idônea, a origem desses recursos. Lançamento Procedente." A decisão de primeira instância baseou-se, em síntese, nas seguintes considerações: 5 MINISTÉRIO DA FAZENDA • PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES QUARTA CÂMARA Processo n°. : 10855.003875/2001-55 Acórdão n°. : 104-21.648 - que o acesso às informações sobre a movimentação financeira dos contribuintes pelos agentes do Fisco não constitui quebra de sigilo bancário e independe de autorização judicial; - que é válido o lançamento de crédito tributário tendo como base valores creditados em conta de depósito ou de investimento, mantidas junto a instituições financeiras, cujas informações foram obtidas junto às próprias instituições financeiras; - que o lançamento com base em presunção legal de omissão de rendimentos a partir de depósitos bancários de origem não comprovada tem previsão legal expressa no art. 42 da Lei n°9.430, de 1996. Recurso Cientificado da decisão de primeira instância em 03/06/2002 (fls. 134), e com ela não se conformando, o Contribuinte apresentou, em 11/06/2002, o recurso de fls. 135/145, onde reproduz, em síntese, as mesmas alegações e argumentos da impugnação. Julgamento do recurso O recurso foi julgado pela Quarta Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes na sessão de 12/06/2003, quando foi proferido o Acórdão n° 104-19.402, que declarou a nulidade do lançamento, nos termos da ementa a seguir reproduzida. "IRPF - LANÇAMENTO COM ORIGEM NA LEI N° 10.174, DE 2001 — IMPOSSIBILIDADE DE APLICAÇÃO RETROATIVA — A vedação prevista no art. 11, 3°, da Lei n° 9.311, de 1996, referia-se expressamente à constituição do crédito tributário. A revogação desse dispositivo pela Lei n° 10.164, de 2001, deve ser entendida como nova possibilidade de lançamento. Em se tratando de nova forma de determinação de imposto de 6 MINISTÉRIO DA FAZENDA • PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES QUARTA CÂMARA Processo n°. : 10855.003875/2001-55 Acórdão n°. : 104-21.648 renda, hão de ser observados os princípios da irretroatividade e anterioridade da lei tributária. Preliminar acolhida." Recurso especial A Procuradoria da Fazenda Nacional interpôs Recurso Especial contra o acórdão 104-19.402, de 12/06/2003 e, intimado, o Contribuinte apresentou suas contra- razões. Decisão da CSRF A Câmara Superior de Recursos Fiscais — CSRF deu provimento ao Recurso Especial e determinou a devolução dos autos para que a Quarta Câmara examine o mérito de toda a matéria objeto do lançamento. A decisão está consubstanciada na seguinte ementa: "IRPF. EXTRATOS BANCÁRIOS. MEIOS DE OBTENÇÃO DE PROVAS — Os dados relativos à CPMF à disposição Receita Federal, em face de sua competência legal, são meios lícitos de obtenção de provas tendentes à apuração de crédito tributário na forma do art. 42 da Lei n° 9.430/96, que de nova redação ao art. 11, § 3° da Lei n° 9.311, de 24/10/1996. Recurso especial provido." É o Relatório. 7 MINISTÉRIO DA FAZENDA • PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES QUARTA CÂMARA Processo n°. : 10855.003875/2001-55 Acórdão n°. : 104-21.648 VOTO Conselheiro PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA, Relator O Recurso preenche os requisitos de admissibilidade previstos na legislação que rege o processo administrativo fiscal. Dele conheço. Fundamentos Afastada a nulidade por utilização dos dados da CPMF, como base de informações para o lançamento, pela decisão da CSRF, cumpre a esta Câmara apreciar as demais matéria em litígio, que se resumem à infração omissão de rendimentos apurada com base em depósitos bancários de origem não comprovada, posto que sobre as demais matéria o Contribuinte não se insurge expressamente. Examinando a impugnação e o recurso, verifica-se que o Contribuinte se manifesta apenas contra a quebra do sigilo bancário e, quanto ao mérito do lançamento, contra o fato de o lançamento ter sido feito apenas com base em presunção de omissão de rendimentos a partir dos depósitos bancários de origem não comprovada. Passo ao exame dessas questões. Sobre a quebra do sigilo bancário, entendo, acompanhando a jurisprudência desta Quarta Câmara do Primeiro Conselho de Contribuinte que, atendidas as condições fixadas na lei, o Fisco pode ter acesso às informações sobre a movimentação financeira dos contribuintes e utilizá-las como base para o lançamento tributário. 8 91; MINISTÉRIO DA FAZENDA • PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES • QUARTA CÂMARA Processo n°. : 10855.003875/2001-55 Acórdão n°. : 104-21.648 É verdade que o art. 50, inciso X, da Constituição Federal garante o direito à privacidade, no qual se inclui o sigilo bancário, mas esse direito não é absoluto e ilimitado, ao ponto de se opor aos próprios agentes do Estado, na sua atividade de controle, por exemplo, do cumprimento das obrigações fiscais por parte dos contribuintes. Isto é, não se pode pretender, por exemplo, que o sigilo bancário se preste para acobertar irregularidades passíveis de apuração pelos agentes do Fisco. O ordenamento jurídico brasileiro, inclusive, embora sempre reconhecendo o sigilo das informações bancárias, tem uma larga tradição em franquear o acesso a essas informações aos agentes do Fisco. Assim, a Lei n° 4.595, de 1964, já prescrevia no seu art. 38, verbis: Lei n°4.595, de 1964: "Art. 38 — As instituições financeiras conservarão sigilo em suas operações ativas e passivas e serviços prestados. (...) § 5° Os agentes fiscaisis tributários do Ministério da Fazenda e dos Estados somente poderão proceder a exames de documentos, livros e registros de contas de depósitos, quando houver processo instaurado e os mesmos forem considerados indispensáveis pela autoridade competente. § 6° O disposto no parágrafo anterior se aplica igualmente à prestação de esclarecimentos e informes pelas instituições financeiras às autoridades fiscais, devendo sempre estas e os exames ser conservados em sigilo, não podendo ser utilizados senão reservadamente." O próprio Código Tributário Nacional, Lei n° 5.172, de 1966, recepcionado pela Constituição de 1988 como lei complementar, expressamente determina que as instituições financeiras devem prestar informações sobre negócios de terceiros, o que, obviamente, inclui as operações financeiras, silenciando, inclusive, sobre a exigência de prévio processo administrativo instaurado: 9 7jj MINISTÉRIO DA FAZENDA • PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES QUARTA CÂMARA Processo n°. : 10855.003875/2001-55 Acórdão n°. : 104-21.648 Lei n°5.172. de 1966: "Art. 197 — Mediante intimação escrita, são obrigados a prestar à autoridade administrativa todas as informações de que disponham com relação aos bens, negócios ou atividades de terceiros: (...) II — os bancos, casas bancárias, Caixas Econômicas e demais instituições financeiras." Ainda nesse mesmo sentido, foi editada, posteriormente a Lei n° 8.021, de 1990, ampliando, inclusive, o rol das instituições obrigadas a prestar informações ao Fisco: Lei n°8.021. de 1990: "Art. 7° - A autoridade fiscal do Ministério da Economia, Fazenda e Planejamento poderá proceder a exames de documentos, livros e registros das bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas, bem como solicitar a prestação de esclarecimentos e informações a respeito de operações por elas praticadas, inclusive em relação a terceiros. Art. 8° - Iniciado o procedimento fiscal, a autoridade fiscal poderá solicitar informações sobre operações realizadas pelo contribuinte em instituições financeiras, inclusive extratos de contas bancárias, não se aplicando, nesta hipótese, o disposto no art. 38 da Lei n°4.595, de 31 de dezembro de 1964. Parágrafo único — As informações, que obedecerão às normas regulamentares expedidas pelo Ministério da Economia, Fazenda e Planejamento, deverão ser prestadas no prazo máximo de dez dias úteis contados da data da solicitação, aplicando-se, no caso de descumprimento desse prazo, a penalidade prevista no § 1° do art. 7°." Finalmente, a Lei complementar n° 105, de 2001, a qual versa expressamente sobre o dever de sigilo das instituições financeiras em relação às operações financeiras de seus clientes, fez a ressalva quanto ao acesso a essas informações pelos agentes do Fisco, a saber: Lei Complementar n° 105, de 2001: 10 MINISTÉRIO DA FAZENDA • PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES QUARTA CÂMARA Processo n°. : 10855.003875/2001-55 Acórdão n°. : 104-21.648 "Art. 1° — As instituições financeiras conservarão sigilo em suas operações ativas e passivas e serviços prestados. (...) § 3° Não constitui violação do dever de sigilo: (...) VI — a prestação de informações nos termos e condições estabelecidos nos artigos 2°, 3°, 40, 50, 6°, 7° e 9° desta Lei Complementar. (...) Art. 6° As autoridades e os agentes fiscais tributários da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios somente poderão examinar documentos, livros e registros de instituições financeiras, inclusive a contas de depósitos e aplicações financeiras, quando houver processo administrativo instaurado ou procedimento fiscal em curso e tais exames sejam considerados indispensáveis pela autoridade administrativa competente. Parágrafo único. O resultado dos exames, as informações e os documentos a que se refere este artigo serão conservados em sigilo, observada a legislação tributária." Como se vê, o ordenamento jurídico brasileiro de há muito vem estabelecendo, em caráter sempre excepcional e em determinadas condições previamente estabelecidas, o acesso a informações bancárias dos contribuintes pelos agentes do Fisco. Assim, a legislação brasileira tem, insistentemente, se inclinado no sentido da relativização do alcance do sigilo bancário, prevendo expressamente as situações excepcionais em que se admite a abertura daquelas informações. Por outro lado, não se deve esquecer que os agentes do Fisco, assim como os auditores do Banco Central do Brasil, e as próprias instituições financeiras, estão sujeitos ao dever de manter sigilo das informações a que tenham acesso em função de suas atividades. Desse modo, a rigor, sequer se pode falar em quebra de sigilo, mas em mera transferência deste. 1 1 rd; ,11 MINISTÉRIO DA FAZENDA • PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES QUARTA CÂMARA Processo n°. : 10855.003875/2001-55 Acórdão n°. : 104-21.648 Finalmente, cumpre ressaltar que os dispositivos legais acima transcritos são normas válidas e, portanto, plenamente aplicáveis, eis que não foram declaradas inconstitucionais pelo Supremo Tribunal Federal. Não há falar, portanto, em violação ilegal ou ilegítima de sigilo bancário, razão pela qual rejeito esta preliminar. Sobre o fato de o lançamento ter sido feito apenas com base nos depósitos bancários, como se disse acima, cuida-se, na espécie, de lançamento com fundamento no art. 42 da Lei n° 9.430, de 1996, o qual para melhor clareza, transcrevo a seguir, já com as alterações e acréscimos introduzidos pela Lei n°9.481, de 1997 e 10.637, de 2002, verbis: Lei n°9.430. de 1996: "Art. 42. Caracterizam-se também omissão de receita ou de rendimento os valores creditados em conta de depósito ou de investimento mantida junto a instituição financeira, em relação aos quais o titular, pessoa física ou jurídica, regularmente intimado, não comprove, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações. § 1° O valor das receitas ou dos rendimentos omitido será considerado auferido ou recebido no mês do crédito efetuado pela instituição financeira. § 2° Os valores cuja origem houver sido comprovada, que não houverem sido computados na base de cálculo dos impostos e contribuições a que estiverem sujeitos, submeter-se-ão às normas de tributação específicas, previstas na legislação vigente à época em que auferidos ou recebidos. § 3° Para efeito de determinação da receita omitida, os créditos serão analisados individualizadamente, observado que não serão considerados: I - os decorrentes de transferências de outras contas da própria pessoa física ou jurídica; II - no caso de pessoa física, sem prejuízo do disposto no inciso anterior, os de valor individual igual ou inferior a R$ 12.000,00 (doze mil reais), desde 12 MINISTÉRIO DA FAZENDA • PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES QUARTA CÂMARA Processo n°. : 10855.00387512001-55 Acórdão n°. : 104-21.648 que o seu somatório, dentro do ano-calendário, não ultrapasse o valor de R$ 80.000,00 (oitenta mil reais). § 4° Tratando-se de pessoa física, os rendimentos omitidos serão tributados no mês em que considerados recebidos, com base na tabela progressiva vigente à época em que tenha sido efetuado o crédito pela instituição financeira. § 5° Quando provado que os valores creditados na conta de depósito ou de investimento pertencem a terceiro, evidenciando interposição de pessoa, a determinação dos rendimentos ou receitas será efetuada em relação ao terceiro, na condição de efetivo titular da conta de depósito ou de investimento. § 6° Na hipótese de contas de depósito ou de investimento mantidas em conjunto, cuja declaração de rendimentos ou de informações dos titulares tenham sido apresentadas em separado, e não havendo comprovação da origem dos recursos nos termos deste artigo, o valor dos rendimentos ou receitas será imputado a cada titular mediante divisão entre o total dos rendimentos ou receitas pela quantidade de titulares." Como assinala Alfredo Augusto Becker (Becker, A. Augusto. Teoria Geral do Direito Tributário. r Ed. — São Paulo: Lejus, 2002, p.508): "As presunções ou são resultado do raciocínio ou são estabelecidas pela lei, a qual raciocina pelo homem, donde classificam-se em presunções simples; ou comuns, ou de homem (praesumptiones hominis) e presunções legais, ou de direito (praesumptionies júris). Estas, por sua vez, se subdividem em absolutas, condicionais e mistas. As absolutas Cútis et de jure) não admitem prova em contrário; as condicionais ou relativas (júris tantum), admitem prova em contrário; as mistas, ou intermédias, não admitem contra a verdade por elas estabelecidas senão certos meios de prova, referidos e previsto na própria lei. E o próprio Alfredo A. Becker, na mesma obra, define a presunção como sendo "o resultado do processo lógico mediante o qual do fato conhecido cuja existência é certa se infere o fato desconhecido cuja existência é provável' e mais adiante averba: "A regra jurídica cria uma presunção legal quando, baseando-se no fato conhecido cuja 13 MINISTÉRIO DA FAZENDA • PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES QUARTA CÂMARA Processo n°. : 10855.003875/2001-55 Acórdão n°. : 104-21.648 existência é certa, impõe a certeza jurídica da existência do fato desconhecido cuja existência é provável em virtude da correlação natural de existência entre estes dois fatos". Pois bem, o lançamento que ora se examina foi feito com base em presunção legal do tipo juris tantum, onde o fato conhecido é a existência de depósitos bancários de origem não comprovada e a certeza jurídica decorrente desse fato é o de que tais depósitos foram feitos com rendimentos subtraídos ao crivo da tributação. Tal presunção pode ser ilidida mediante prova em contrário, a cargo do autuado. Assim, o lançamento com base em depósitos bancários está fundamentado em expressa disposição legal, e, por outro lado, a afirmação de que o lançamento baseia-se em simples presunção, sem a apresentação de provas que a ilidam, em nada aproveita à defesa. Sem a comprovação da origem dos depósitos paira incólume a presunção de omissão de rendimentos. Conclusão Ante o exposto, voto no sentido de negar provimento ao recurso. Sala das Sessões (DF), em 21 de junho de 2006 220 PA?e»P\ÈRLIRA BARBOSA 14 Page 1 _0013800.PDF Page 1 _0013900.PDF Page 1 _0014000.PDF Page 1 _0014100.PDF Page 1 _0014200.PDF Page 1 _0014300.PDF Page 1 _0014400.PDF Page 1 _0014500.PDF Page 1 _0014600.PDF Page 1 _0014700.PDF Page 1 _0014800.PDF Page 1 _0014900.PDF Page 1 _0015000.PDF Page 1
score : 1.0
Numero do processo: 10880.020808/90-92
Turma: Quarta Câmara
Seção: Primeiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Apr 14 00:00:00 UTC 1998
Data da publicação: Tue Apr 14 00:00:00 UTC 1998
Ementa: IRPF - ARBITRAMENTO DE LUCROS - DECORRÊNCIA - O direito à ampla defesa administrativa e autonomia processual, e dado que a decorrência se ampara em lei, enseja o exame das questões de mérito de processo dito matriz, no processo daquele tomado por decorrência, no que este afetam.
IRPF - ARBITRAMENTO DE LUCROS - DECORRÊNCIA - Adotada a escrituração resumida em partidas mensais, inviabilizada a verificação fiscal da exatidão do lucro real, por inexistência de livros auxiliares ou por recusa de apresentação da documentação quer permita a reconstituição diária daquelas apropriações, principalmente nos seus reflexos no "Caixa" da pessoa jurídica, cabível o arbitramento de lucros.
IRPF - ARBITRAMENTO DE LUCROS - DECORRÊNCIA - De acordo com a natureza dos fatos contábeis, relatórios auxiliares por maior clareza que expressem, não substituem a documentação que ampare os lançamentos.
Recurso negado.
Numero da decisão: 104-16166
Decisão: NEGADO PROVIMENTO POR UNANIMIDADE
Nome do relator: Roberto William Gonçalves
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 199804
ementa_s : IRPF - ARBITRAMENTO DE LUCROS - DECORRÊNCIA - O direito à ampla defesa administrativa e autonomia processual, e dado que a decorrência se ampara em lei, enseja o exame das questões de mérito de processo dito matriz, no processo daquele tomado por decorrência, no que este afetam. IRPF - ARBITRAMENTO DE LUCROS - DECORRÊNCIA - Adotada a escrituração resumida em partidas mensais, inviabilizada a verificação fiscal da exatidão do lucro real, por inexistência de livros auxiliares ou por recusa de apresentação da documentação quer permita a reconstituição diária daquelas apropriações, principalmente nos seus reflexos no "Caixa" da pessoa jurídica, cabível o arbitramento de lucros. IRPF - ARBITRAMENTO DE LUCROS - DECORRÊNCIA - De acordo com a natureza dos fatos contábeis, relatórios auxiliares por maior clareza que expressem, não substituem a documentação que ampare os lançamentos. Recurso negado.
turma_s : Quarta Câmara
dt_publicacao_tdt : Tue Apr 14 00:00:00 UTC 1998
numero_processo_s : 10880.020808/90-92
anomes_publicacao_s : 199804
conteudo_id_s : 4452357
dt_registro_atualizacao_tdt : Sun May 05 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 104-16166
nome_arquivo_s : 10416166_007429_108800208089092_007.PDF
ano_publicacao_s : 1998
nome_relator_s : Roberto William Gonçalves
nome_arquivo_pdf_s : 108800208089092_4452357.pdf
secao_s : Primeiro Conselho de Contribuintes
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : NEGADO PROVIMENTO POR UNANIMIDADE
dt_sessao_tdt : Tue Apr 14 00:00:00 UTC 1998
id : 4683119
ano_sessao_s : 1998
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 09:21:13 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713042757928353792
conteudo_txt : Metadados => date: 2010-01-29T23:50:47Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2010-01-29T23:50:46Z; Last-Modified: 2010-01-29T23:50:47Z; dcterms:modified: 2010-01-29T23:50:47Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2010-01-29T23:50:47Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2010-01-29T23:50:47Z; meta:save-date: 2010-01-29T23:50:47Z; pdf:encrypted: false; modified: 2010-01-29T23:50:47Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2010-01-29T23:50:46Z; created: 2010-01-29T23:50:46Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; Creation-Date: 2010-01-29T23:50:46Z; pdf:charsPerPage: 1541; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2010-01-29T23:50:46Z | Conteúdo => MINISTÉRIO DA FAZENDA zIr .-- .n: k PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES QUARTA CÂMARA Processo n°. : 10880.020808/90-92 Recurso n°. : 07.429 Matéria : IRPF - Ex: 1987 Recorrente : SANTIAGO PEREZ RUIZ Recorrida : DRJ em SÃO PAULO-SP Sessão de : 14 de abril de 1998 Acórdão n°. : 104-16.166 IRPF - ARBITRAMENTO DE LUCROS - DECORRÊNCIA - O direito à ampla defesa administrativa e autonomia processual, e dado que a decorrência se ampara em lei enseja o exame das questões de mérito de processo dito matriz, no processo daquele tomado por decorrência, no que este afetam. IRPF - ARBITRAMENTO DE LUCROS - DECORRÊNCIA - Adotada a escrituração resumida em partidas mensais, inviabilizada a verificação fiscal da exatidão do lucro real, por inexistência de livros auxiliares ou por recusa de apresentação da documentação quer permita a reconstituição diária daquelas apropriações, principalmente nos seus reflexos no "Caixa" da pessoa jurídica, cabível o arbitramento de lucros. IRPF - ARBITRAMENTO DE LUCROS - DECORRÊNCIA - De acordo com a natureza dos fatos contábeis, relatórios auxiliares, por maior clareza que expressem, não substituem a documentação que ampare os lançamentos. Recurso negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por SANTIAGO PEREZ RUIZ. ACORDAM os Membros da Quarta Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso, nos termos do . relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. El 1ARIA SCHERRER LEITÃO NTE \ I *41.0/1011 R ie : ERTO WILLIAM GO ÇALVES RELATOR . . . • . _.. -:' ,:r • 't MINISTÉRIO DA FAZENDA;,,, - • -• ".'.j: s., PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES QUARTA CÂMARA Processo n°. : 10880.020808/90-92 Acórdão n°. : 104-16.166 Recurso n°. : 07.429 Recorrente : SANTIAGO PEREZ RUIZ RELATÓRIO Inconformado com a decisão do Delegado da Receita Federal em São Paulo, SP, que considerou procedente a exação de fls. 32, o contribuinte em epígrafe, nos autos identificado, recorre a este Colegiado. Trata-se de exigência do ofício do imposto de renda de pessoa física, atinente ao exercício de 1987, periodo base de 1986, em decorrência do arbitramento de lucros da pessoa jurídica de que é sócio, considerados automaticamente distribuídos, na proporção de sua participação no capital da empresa (processo n° 10805/004.239/889-42 (11s. 03109 e 52/54). Ao impugnar o feito o sujeito passivo alega, em preliminar, da nulidade prematura do lançamento, dado que o processo que lhe deu origem - arbitramento de lucros da pessoa jurídica, sequer foi examinado em primeira instância administrativa. . No mérito, reitera as razões constantes daquela peça impugnatória. Argüi, em síntese, que o desóumprimento de obrigação acessória não pode fundamentar a desclassificação de escrita, conforme acórdãos deste Conselho de Contribuintes, então citados. Porquanto, embora a empresa promova os lançamentos no "Diário Gerar de forma resumida, mensalmente, através "Diário Auxiliar" "Contas Correntes" e relatórios auxiliares, emitidos por processamento eletrônico de dados, mantém todas as informações auxiliares, 1úteis e necessárias, tanto para sua gestão interna como para o exame por parte do fisco. L 3 ccs MINISTÉRIO DA FAZENDA- PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES " QUARTA CÂMARA Processo n°. : 10880.020808190-92 Acórdão n°. : 104-16.166 Este último, entretanto, entendeu não considerar como livros auxiliares tais registros. A autoridade monocrática rejeita a preliminar sob o argumento da inexistência de impedimento Éi efetivação do lançamento decorrente. No mérito, mantém, na integra a exigência, face ao seu decisório no processo dito matriz. Na peça recursal são reiterados os argumentos impugnatórios. A Secretaria Geral deste Conselho, através da diligência n* SEC/029, devolve o processo ao órgão de origem para elucidação do destino do feito principal. Este, conforme informação de fls. 64/65, foi encaminhado à P.F.N./ Santo André, SP, em 11.05.92. Não houve contra razões da P.F.N., face ao encaminhamento do recurso voluntário em 26.01.95. É o Relatórii 4 44s - MINISTÉRIO DA FAZENDA - PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES QUARTA CÂMARA Processo n°. : 10880.020808/90-92 Acórdão n° : 104-16.166 VOTO Conselheiro ROBERTO WILLIAM GONÇALVES, Relator Tomo conhecimento do recurso, dado atender às formalidades de sua tempestividade. Em preliminar, o direito à ampla defesa administrativa e a autonomia processual, e, dado que a decorrência se ampara em lei, não em outro processo, enseja, em processo dito decorrente, o exame das questões de mérito do processo dito matriz, naquele dele tomado por decorrência, no que este afetam: de direito - ante o princípio da legalidade estrita afeto à área tributária, e de fato - urna vez trazidas ao feito pelo sujeito passivo.. As questões preliminares propostas na peça recursal, de nulidade do lançamento atinente à pessoa jurídica por descumprimento de obrigação acessória e dupla penalização do sujeito passivo: por desclassificação de escrita e por multa de oficio, na verdade, dizem respeito a questões de mérito. Em primeiro lugar, equivocado o entendimento exarado pelo contribuinte: arbitramento de lucros de pessoa jurídica não é penalidade. Ao contrário, é alternativa prevista em Lei Complementar, Lei n o 5.172/66, artigo 44, determinação, da base de cálculo do tributo, nas condições fixadas em lei ordinária, Decreto-lei n° 1.648/78, artigo 7°, quando o contribuinte não este não quer ou não pode apurar resultados sob lucro real ou presumido. 5 cos ,, --,,, '4-/- ' MINISTÉRIO DA FAZENDA '' iPRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES 4;ï't:1.•"" QUARTA CÂMARA Processo n°. : 10880.020808190-92 Acórdão n°. : 104-16.166 Por outro lado, apurado de ofício tributo distinto daquele declarado pelo contribuinte, cabível a penalidade também de ofício, visto que até o início daquele procedimento, goza o sujeito passivo de espontaneidade para retificar valores declarados, C.T.N., artigo 138. Por evidente, se a pessoa jurídica se encontra sob regime de lucro real, deve 1 obedecer, à sua apuração as disposições das leis comerciais e fiscais a respeito da li 1 escrituração, conforme expresso nas Leis n°6.404/76 e Decreto-lei n° 1.598/77. 1 1 Claro que a escrituração, uma vez mantida com observância das disposições legais faz prova a favor do contribuinte dos fatos nela registrados, desde que comprovados por documentos hábeis ( Decreto-lei n° 1.598/77, artigo 9 0 , § 1°). Imperioso reconhecer-se, também, que, sob regime de lucro real, o descumprimento de obrigação acessória não é fundamento ao arbitramento de lucros da pessoa jurídica, mediante desclassificação de escrita comercial. Nesse contexto, quando a escrituração comercial se processa de forma resumida, em partidas mensais, ao contrário da praxe de escrituração diária (Decreto-lei no 486/69, artigos 3° e 5°), a exigência de livros auxiliares, que individualizem lançamentos relativamente a contas cuja operações sejam numerosas, se tem o intuito de manter o padrão de escrituração adotado, partidas mensais, permitem a reconstituição diária de seus efeitos efetivos, principalmente no 'Caixa° da pessoa jurídica, evidenciando eventuais distorções que esconderiam se tomadas englobadamente, pelos registros mensais. 6 cos ..,.„.„., ---i..- - -- -.- MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES QUARTA CÂMARA Processo n°. : 10880.020808190-92 Acórdão n°. : 104-16.166 Claro que os registros mensais de contas com operações numerosas podem ser detalhados, diária e alternativamente, através da documentação que suporte os lançamentos mensais. Ora, em termos fáticos, o que se observa, na escrituração da pessoa jurídica: 1 1 1 - quanto aos livros auxiliares, estes foram objeto de análise pela autoridade I 1 recorrida no feito principal, , processo n° 108051004.239/89-42, reproduzida às fls. 53, nas amostras acostadas pela própria fiscalização; 1.1.- a oportunidade, conclui aquela autoridade que, por exemplo, o "Contas- Correntes" auxiliar do "Diário" também era escriturado em partidas mensais, além de conter lançamentos sem qualquer identificação ou documento comprobatório, fls. 53. 2.- Conforme o reconhece o próprio recorrente, fls. 57, o autuante, "na tentativa de recompor os lançamentos" portanto, de suprir as deficiências encontradas, solicitou todos os documentos de débitos e créditos da conta Caixa, bem como das despesas. 2.1.- De fato, o sujeito passivo foi intimado a apresentar a documentação correspondente a todos os débitos e créditos da conta "Caixa" em 20.09.89, e reintimado em 17.10.89 e 31.10.89, fls. 53v. lo2.2.- Limitou i e o contribuinte a fornecer relatório sem juntar comprovantes, ou exibindo-os parcialmente. . 7 ecs ? 'tt MINISTÉRIO DA FAZENDA • PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES se QUARTA CÂMARA Processo n°. : 10880.020808190-92 Acórdão n°. : 104-16.166 3.- também o reconhece o contribuinte, haver apresentado relatórios auxiliares contábeis, argumentando que, por sua clareza, desnecessária a exibição dos documentos, fls. 57, quando o que foi solicitado foram os documentos que ampararam os lançamentos de "Caixa". Não, relatórios auxiliares! 4.- "Last but not least", se, conforme alegação do recorrente, fls. 57, a documentação se encontrava à disposição do fisco, apesar do difícil manuseio tendo em vista a grande quantidade, por que não foram respondidas, simplesmente e como devidas, as intimações antes elencadas? 4.1.- Aliás, por que olvidar-se seu cumprimento sob o argumento de difícil manuseio? Dificuldade de manuseio, acaso existisse, não seria de quem fosse manusea-la, no caso, o próprio fisco? Por que, prévia e extemporaneamente, assumir-lhe as eventuais dores, obstaculando procedimento legal de ofício (Lei n° 2.354/54, artigo 7 0 , 4)? Na esteira dessas considerações, nego provimento ao recurso. • t-s Sessões - DF, em 14 de abril de 1998 I k 44S4a RUIB,"' TO WILLIAMSVES 8 cos
score : 1.0
Numero do processo: 10880.000848/90-54
Turma: Oitava Câmara
Seção: Primeiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Fri Oct 19 00:00:00 UTC 2001
Data da publicação: Fri Oct 19 00:00:00 UTC 2001
Ementa: RECURSO EX OFFICIO – Não se conhece, quando a decisão de primeiro grau exonerou o sujeito passivo de crédito tributário inferior ao novo limite de alçada agora em vigor.
Recurso de ofício não conhecido.
FINSOCIAL-FATURAMENTO – DECORRÊNCIA – Subsistindo incólumes os fatos e o direito examinados no processo matriz, a sorte colhida pelo feito principal comunica-se ao decorrente, consoante iterativa jurisprudência.
Recurso voluntário provido.
Numero da decisão: 108-06735
Decisão: : Por unanimidade de votos, NÃO CONHECER do recurso de ofício e DAR provimento ao recurso voluntário. Declarou-se impedida de participar do julgamento a Conselheira Tânia Koetz Moreira
Nome do relator: Manoel Antônio Gadelha Dias
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 200110
ementa_s : RECURSO EX OFFICIO – Não se conhece, quando a decisão de primeiro grau exonerou o sujeito passivo de crédito tributário inferior ao novo limite de alçada agora em vigor. Recurso de ofício não conhecido. FINSOCIAL-FATURAMENTO – DECORRÊNCIA – Subsistindo incólumes os fatos e o direito examinados no processo matriz, a sorte colhida pelo feito principal comunica-se ao decorrente, consoante iterativa jurisprudência. Recurso voluntário provido.
turma_s : Oitava Câmara
dt_publicacao_tdt : Fri Oct 19 00:00:00 UTC 2001
numero_processo_s : 10880.000848/90-54
anomes_publicacao_s : 200110
conteudo_id_s : 4218999
dt_registro_atualizacao_tdt : Sun May 05 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 108-06735
nome_arquivo_s : 10806735_089294_108800008489054_005.PDF
ano_publicacao_s : 2001
nome_relator_s : Manoel Antônio Gadelha Dias
nome_arquivo_pdf_s : 108800008489054_4218999.pdf
secao_s : Primeiro Conselho de Contribuintes
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : : Por unanimidade de votos, NÃO CONHECER do recurso de ofício e DAR provimento ao recurso voluntário. Declarou-se impedida de participar do julgamento a Conselheira Tânia Koetz Moreira
dt_sessao_tdt : Fri Oct 19 00:00:00 UTC 2001
id : 4681399
ano_sessao_s : 2001
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 09:20:47 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713042757930450944
conteudo_txt : Metadados => date: 2009-09-03T12:21:49Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-09-03T12:21:49Z; Last-Modified: 2009-09-03T12:21:49Z; dcterms:modified: 2009-09-03T12:21:49Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-09-03T12:21:49Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-09-03T12:21:49Z; meta:save-date: 2009-09-03T12:21:49Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-09-03T12:21:49Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-09-03T12:21:49Z; created: 2009-09-03T12:21:49Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; Creation-Date: 2009-09-03T12:21:49Z; pdf:charsPerPage: 1248; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-09-03T12:21:49Z | Conteúdo => , MINISTÉRIO DA FAZENDA . t4' • PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES ;it.' OITAVA CÂMARA 0;::;.(-L;;:;?>• Processo n° : 10880.000848190-54 Recurso n° : 89.294 — VOLUNTÁRIO E EX OFF/C/O Matéria : FINSOCIAL-FATURAMENTO —ANOS: 1985 e 1986 Recorrentes : DRF EM SÃO PAULO — SP E MAHNKE INDUSTRIAL S/A Recorrida : DRF EM SÃO PAULO - SP Sessão de :19 DE OUTUBRO DE 2001 Acórdão n° :108-06.735 RECURSO EX OFF/C/O — Não se conhece, quando a decisão de primeiro grau exonerou o sujeito passivo de crédito tributário inferior ao novo limite de alçada agora em vigor. Recurso de ofício não conhecido. FINSOCIAL-FATURAMENTO — DECORRÊNCIA — Subsistindo incólumes os fatos e o direito examinados no processo matriz, a sorte colhida pelo feito principal comunica-se ao decorrente, consoante iterativa jurisprudência. Recurso voiuntário provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos dos recursos interpostos pelo DELEGADO DA RECEITA FEDERAL EM SÃO PAULO — SP e por MAHNKE INDUSTRIAL S/A ACORDAM os Membros da Oitava Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, NÃO CONHECER do recurso de ofício e DAR provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. MANOEL ANTONIO GADELHA DIAS PRESIDENTE E RELATOR Processo n° : 10880.000848/90-54 Acórdão n° : 108-06.735 FORMALIZADO EM: r3 OUT 2001 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: NELSON LÓSSO FILHO, MÁRIO JUNQUEIRA FRANCO JÚNIOR, IVETE MALAQUIAS PESSOA MONTEIRO, JOSÉ HENRIQUE LONGO, MÁRCIA MARIA LÕRIA MEIRA E LUIZ ALBERTO CAVA MACEIRA. Declarou-se impedida de participar do julgamento a Conselheira TÂNIA KOETZ MOREIRA 2 Processo n° : 10880.000848/90-54 Acórdão n° : 108-06.735 Recurso n° : 89.294 Recorrente : DRF EM SAO PAULO — SP e MAHNKE INDUSTRIAL S/A RELATÓRIO A contribuinte supra identificada recorre a este Conselho de Contribuintes da decisão da autoridade julgadora de primeiro grau, que julgou parcialmente procedente a exigência fiscal formalizada no Auto de Infração de fls. 14. Trata-se de tributação reflexa de outros processos instaurados contra a mesma contribuinte na área do Imposto sobre Produtos Industrializados e do Imposto de Renda Pessoa Jurídica, protocolizados na repartição local sob os n Ps 10880.000846/90- 29 e 10880.000847/90-91, respectivamente. Nestes autos cogita-se da cobrança da contribuição para o FINSOCIAL- FATURAMENTO sobre os valores omitidos nos anos de 1985 e 1986, com fulcro no art. 1° do Decreto-lei n° 1.940/82. Mantida parcialmente a tributação no processo matriz (IPI) em primeira instância, igual sorte coube a este litígio naquele grau de jurisdição, conforme decisão de fls. 72/76. Dessa decisão o julgador monocrático recorreu de oficio e dela a contribuinte foi cientificada em 21/12/93 e, ainda inconformada, ingressou em 14/01/94 com recurso voluntário de fls. 80/82. Como razões do recurso voluntário, a contribuinte se reporta aos fundamentos apresentados no processo principal. gepÉ o Relatório.g,2 Processo n° : 10880.000848/90-54 Acórdão n° : 108-06.735 VOTO Conselheiro MANOEL ANTONIO GADELHA DIAS, Relator Examino o recurso ex officio. A autoridade julgadora singular, em seu decisório de fls. 72/76, recorreu de oficio a este Conselho de Contribuintes, ao exonerar o sujeito passivo do pagamento de parcelas de tributos (IPI, IRPJ, PIS/Dedução, IR-FONTE, FINSOCIAL E PIS) e de multa de oficio no montante de 363.851,35 UFIR, conforme demonstrativo de fl. 71. Ocorre que, com o advento da Portaria MF n°333, de 11/12/97, o limite de alçada anteriormente fixado em 150.000 UFIR passou a ser de R$ 500.000,00, razão pela qual o presente recurso de oficio não pode ser conhecido. Passo ao exame, do recurso voluntário, ressaltando ser pacifica a competência do Primeiro Conselho de Contribuintes. O recurso foi manifestado no prazo legal e com observância dos demais pressupostos processuais, razão porque dele tomo conhecimento. No mérito, trata-se de processo decorrente, tendo o E. Segundo Conselho de Contribuintes, apreciando o processo principal (no 10880.000846/90-29), resolvido reformar a decisão de primeiro grau, entendendo procedente a irresignação da contribuinte. É cediço, nesta instância administrativa, de que no caso de lançamento dito reflexivo há estreita relação de causa e efeito entre o lançamento principal e o lançamento decorrente, uma vez que ambas as exigências repousam em um mesmo 61AQ' 4 Processo n° : 10880.000848/90-54 Acórdão n° : 108-06.735 embasamento fático. Assim, entendendo-se verdadeiros ou falsos os fatos alegados, tal exame enseja decisões homogêneas em relação a cada um dos lançamentos. Nestas circunstâncias, o exame feito em um dos processos atinentes a lançamento ensejado pelo mesmo suporte fático, especialmente no processo intitulado principal, serve também para os demais. Não quer dizer com isso que a decisão de um vincula a de outro. No entanto, não havendo no processo decorrente nenhum elemento novo que seja apto a alterar a convicção do julgador, por questão de coerência lógica, a decisão deve ser tomada em igual sentido. Como salientado, no presente caso observa-se que aquele Colegiado, apreciando os fatos ensejadores do lançamento principal (PI), concluiu no respectivo processo que o inconformismo da recorrente quanto à exigência do imposto sobre produtos industrializados procedia, como faz certo o Acórdão n° 203-07.413, de 20/06/2001. Ora, sendo assim, e tendo em vista que não se apresenta nestes autos qualquer elemento novo capaz de alterar o entendimento anteriormente fixado, impõe-se decisão consentânea seja adotada, razão pela qual merece ser provido o presente recurso. Em face de tais considerações, NÃO CONHEÇO do recurso ex officio e DOU provimento ao recurso voluntário. Sala das Sessões - DF, em 19 de outubro de 2001. MANOEL ANTONIO GADELHA DIAS - RELATOR Page 1 _0029700.PDF Page 1 _0029800.PDF Page 1 _0029900.PDF Page 1 _0030000.PDF Page 1
score : 1.0
Numero do processo: 10865.001274/00-19
Turma: Sexta Câmara
Seção: Primeiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed May 18 00:00:00 UTC 2005
Data da publicação: Wed May 18 00:00:00 UTC 2005
Ementa: DIRF - MULTA POR ATRASO NA ENTREGA DA DECLARAÇÃO - É devida a multa no caso de entrega da declaração fora do prazo estabelecido ainda que o contribuinte o faça espontaneamente. Não se caracteriza a denúncia espontânea de que trata o art. 138 do CTN em relação ao descumprimento de obrigações acessórias com prazo fixado em lei.
Recurso negado.
Numero da decisão: 106-14.607
Decisão: ACORDAM os Membros da Sexta Câmara do Primeiro Conselho de
Contribuintes, por maioria de votos, NEGAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Vencidos os Conselheiros Roberta de Azeredo Ferreira Pagetti e Wilfrido Augusto Marques.
Matéria: IRPF- auto infração - multa por atraso na entrega da DIRPF
Nome do relator: José Carlos da Matta Rivitti
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : IRPF- auto infração - multa por atraso na entrega da DIRPF
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 200505
ementa_s : DIRF - MULTA POR ATRASO NA ENTREGA DA DECLARAÇÃO - É devida a multa no caso de entrega da declaração fora do prazo estabelecido ainda que o contribuinte o faça espontaneamente. Não se caracteriza a denúncia espontânea de que trata o art. 138 do CTN em relação ao descumprimento de obrigações acessórias com prazo fixado em lei. Recurso negado.
turma_s : Sexta Câmara
dt_publicacao_tdt : Wed May 18 00:00:00 UTC 2005
numero_processo_s : 10865.001274/00-19
anomes_publicacao_s : 200505
conteudo_id_s : 4190497
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Nov 21 00:00:00 UTC 2016
numero_decisao_s : 106-14.607
nome_arquivo_s : 10614607_141092_108650012740019_005.PDF
ano_publicacao_s : 2005
nome_relator_s : José Carlos da Matta Rivitti
nome_arquivo_pdf_s : 108650012740019_4190497.pdf
secao_s : Primeiro Conselho de Contribuintes
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os Membros da Sexta Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, NEGAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Vencidos os Conselheiros Roberta de Azeredo Ferreira Pagetti e Wilfrido Augusto Marques.
dt_sessao_tdt : Wed May 18 00:00:00 UTC 2005
id : 4680343
ano_sessao_s : 2005
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 09:20:29 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713042757932548096
conteudo_txt : Metadados => date: 2009-08-27T11:00:34Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-08-27T11:00:34Z; Last-Modified: 2009-08-27T11:00:34Z; dcterms:modified: 2009-08-27T11:00:34Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-08-27T11:00:34Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-08-27T11:00:34Z; meta:save-date: 2009-08-27T11:00:34Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-08-27T11:00:34Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-08-27T11:00:34Z; created: 2009-08-27T11:00:34Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; Creation-Date: 2009-08-27T11:00:34Z; pdf:charsPerPage: 1288; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-08-27T11:00:34Z | Conteúdo => .45, 4.bf..k MINISTÉRIO DA FAZENDAw PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES cA,;(1,- . • SEXTA CÂMARA Processo n°. : 10865.001274/00-19 Recurso n°. : 141.092 Matéria IRPF — Ex(s): 1999 Recorrente : MAURO SCHINAIDER Recorrida : 5° TURMA/DRJ em SÃO PAULO — SP II Sessão de : 18 DE MAIO DE 2005 Acórdão n°. : 106-14.607 DIRF - MULTA POR ATRASO NA ENTREGA DA DECLARAÇÃO - É devida a multa no caso de entrega da declaração fora do prazo estabelecido ainda que o contribuinte o faça espontaneamente. Não se caracteriza a denúncia espontânea de que trata o art. 138 do CTN em relação ao descumprimento de obrigações acessórias com prazo fixado em lei. Recurso negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por MAURO SCHINAIDER. ACORDAM os Membros da Sexta Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, NEGAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Vencidos os Conselheiros Roberta de Azeredo Ferreira Pa,etti e Wilfrido Augusto Marques. Pti- g , fili JOSÉ RIBA ,4 R BAirg i#/E HA PRESIDE E JOSÉ.t LOS DA MATTA , ITTI RELATe FORMALIZADO EM: 11 1 JUL 2005 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros SUELI EFIGÉNIA MENDES DE BRITTO, GONÇALO BONET ALLAGE, LUIZ ANTONIO DE PAULA e ANA NEYLE OLÍMPIO HOLANDA. MINISTÉRIO " DA FAZENDA : :-A- Wte:-3. PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SEXTA CÂMARA Processo n° : 10865.001274/00-19 Acórdão n° : 106-14.607 Recurso n° : 141.092 Recorrente : MAURO SCHINAIDER RELATÓRIO Contra Mauro Schinaider foi lavrado Auto de Infração (fls. 03), em 18.09.00, por meio do qual foi exigido crédito tributário decorrente do cumprimento a destempo da obrigação acessória relativa à entrega da Declaração de Ajuste Anual, pertinente ao ano-calendário de 1998, resultando em exigência de R$ 165,74. Cientificado do Auto de Infração em 19.09.00 (fls. 16), o ora Recorrente, apresentou Impugnação, em 11.10.00 (fls. 01 e 02), pleiteando o cancelamento do lançamento eis que aplicável in casu a denúncia espontânea de que trata o artigo 138 do Código Tributário Nacional. Com efeito, a 5° Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em São Paulo/SP, houve por bem, no acórdão 4.277 (fls. 21 a 25), declarar o lançamento procedente, afastando a denúncia espontânea na medida em que este instituto de direito tributário não se refere às obrigações acessórias. Ademais, o contribuinte estava obrigado ao cumprimento desta obrigação vez que proprietário de microempresa. Cientificado da decisão, em 13.10.03 (fls. 29), interpôs, em 11.11.03, Recurso Voluntário (fls. 30 a 40), pugnando pelos mesmos argumentos da peça vestibular contestatória. É o relatório. 2 MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SEXTA CÂMARA Processo n° : 10865.001274/00-19 Acórdão n° : 106-14.607 VOTO Conselheiro JOSÉ CARLOS DA MATTA RIVITTI, Relator O Recurso é tempestivo e inexiste, in casa, obrigatoriedade de apresentação de arrolamento de bens e direitos à teor do artigo 2°, §7°, da IN SRF n° 264/02, devendo, portanto, o recurso ser conhecido. Entretanto, entendo que não merece acolhida as razões recursais ora propostas. Da análise da documentação acostada aos autos, depreende-se que o Recorrente se enquadrava dentre as hipóteses de obrigatoriedade de entrega da declaração de ajuste anual, uma vez que era proprietária de microempresa (fls. 07). Com efeito, tendo em vista que o prazo para entrega de declaração expirava no último dia útil do mês de abril (artigo 790, Decreto n° 3.000/99 — RIR199), o cumprimento da obrigação acessória foi efetuado a destempo, ensejando a respectiva penalidade, qual seja, multa por atraso na entrega da declaração. Assim já se manifestou o Conselho de Contribuintes, conforme ementa abaixo transcrita: "DIRPF - MULTA POR ATRASO NA ENTREGA DA DECLARAÇÃO - É devida a multa no caso de entrega da declaração fora do prazo estabelecido ainda que o contribuinte o faça espontaneamente. Não se caracteriza a denúncia espontânea de que trata o art. 138 do CTN em relação ao descumprimento de obrigações acessórias com prazo fixado em lei. Recurso negado."1 Ac. 1° CC 104-18427 3 4 MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES -4ts ce.,r1-,»,.. SEXTA CÂMARA Processo n° : 10865.001274/00-19 Acórdão n° : 106-14.607 Deve-se ressaltar, ademais, que a discussão jurídica sobre a aplicabilidade dos efeitos da denúncia espontânea de que trata o artigo 138 do Código Tributário Nacional na hipótese de descumprimento de obrigação acessória tende a findar na medida em que o Superior Tribunal de Justiça vem reiteradamente afastando a pretensão dos contribuintes. Nesse sentido, transcrevo as seguintes ementas daquele tribunal, ia verbis: "TRIBUTÁRIO. DENÚNCIA ESPONTÂNEA. ENTREGA COM ATRASO DE DECLARAÇÃO DE RENDIMENTOS. MULTA. DENÚNCIA ESPONTÂNEA. INAPLICABILIDADE. 1. A denúncia espontânea não tem o condão de afastar a multa decorrente de atraso na entrega da declaração de rendimentos. 2.As obrigações acessórias autônomas não têm relação alguma com o fato gerador do tributo, não estando alcançadas pelo art. 138 do CTN. 3.Recurso provido."2 "PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. EXISTÊNCIA DE CONTRADIÇÃO E ERRO MATERIAL NO ACÓRDÃO. CORREÇÃO. PAGAMENTO INTEGRAL DO DÉBITO. MULTA. DENÚNCIA ESPONTÂNEA. INAPLICABILIDADE. 1.A embargante confessa que efetivou o pagamento do tributo após o vencimento, embora sem pressão do Fisco. Tal circunstância ésuficiente para que não seja aplicada a denúncia espontânea. 2. A configuração da "denúncia espontânea", como consagrada tio art. 138 do CTN, não tem a elasticidade pretendida, deixando sem punição as infrações administrativas pelo atraso no cumprimento das obrigações fiscais. A extemporaneidade no pagamento do tributo é considerada como sendo o descumprimento, no prazo fixado pela norma, de uma atividade fiscal exigida do contribuinte. É regra de conduta formal que não se confunde com o não pagamento do tributo, nem com as multas decorrentes por tal procedimento. 3.As responsabilidades acessórias autônomas, sem qualquer vinculo direto com a existência do fato gerador do tributo, não estão alcançadas pelo art. 138 do CTN. Precedentes. Relator Ministro João Otávio de Noronha, SEGUNDA TURMA, RESP - RECURSO ESPECIAL - 244616 4 _. S.WN. MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES T41-”,""t‘:: SEXTA CÂMARA.•;;;,,,,,,..." Processo n° : 10865.001274100-19 Acórdão n° : 106-14.607 4. Não há denúncia espontânea quando o crédito tributário em favor da Fazenda Pública encontra-se devidamente constituído por autolançamento e é pago após o vencimento. 5. Inexistência de parcelamento, na hipótese, que se reconhece, com a sua correção. 6. Embargos acolhidos, porém, sem efeitos modificativos. Acórdão mantido."3 Pelo exposto, nego Provimento ao Recurso para manter a exigência fiscal. Sala das Ses ões - D , em 18 de maio de 2005. 7 "/L JOSÉ QTLOS DA MAU RIVITTI Kdfry ! 3 Relator Ministro José Delgado, PRIMEIRA TURMA, EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO ESPECIAL — 573355, 5 Page 1 _0035600.PDF Page 1 _0035700.PDF Page 1 _0035800.PDF Page 1 _0035900.PDF Page 1
score : 1.0
