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Numero do processo: 13897.001272/2003-82
Turma: 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 3ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Wed May 15 00:00:00 UTC 2019
Data da publicação: Wed Jun 26 00:00:00 UTC 2019
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Período de apuração: 01/04/1998 a 30/06/1998
RESSARCIMENTO E RESTITUIÇÃO DE INDÉBITO. INSTITUTOS COMPLETAMENTE DISTINTOS.
A restituição é decorrência automática do pagamento indevido ou a maior (art. 165, I, do CTN). O ressarcimento tem que estar previsto em lei.
RESSARCIMENTO DE CRÉDITOS DE IPI. PRESCRIÇÃO. CINCO ANOS. ART. 1º DO DECRETO Nº 20.910/32. RESTITUIÇÃO. ART. 168, I, DO CTN.
O prazo para pedido de ressarcimento de créditos de IPI, sejam eles básicos ou incentivados, é regido pelo art. 1º do Decreto nº 20.910/32, enquanto o para restituição, mesmo sendo também de 5 anos, é regido pelo art. 168, I, do CTN.
DECISÃO JUDICIAL FUNDAMENTADA EM ARGUMENTAÇÃO DISSOCIADA DA REALIDADE FÁTICA. INAPLICABILIDADE.
A Administração Tributação está sujeita ao cumprimento do determinado em decisão judicial, mas nos estritos termos e limites em que ela foi proferida, não havendo que ser aplicada se fundamentada em argumentos dissociados da realidade fática.
Numero da decisão: 9303-008.608
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer do Recurso Especial e, no mérito, por maioria de votos, em dar-lhe provimento, vencidas as conselheiras Tatiana Midori Migiyama, Érika Costa Camargos Autran e Vanessa Marini Cecconello, que lhe negaram provimento. Julgamento iniciado na reunião de 04/2019.
(assinado digitalmente)
Rodrigo da Costa Pôssas - Presidente em exercício e relator
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Andrada Márcio Canuto Natal, Tatiana Midori Migiyama, Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Demes Brito, Jorge Olmiro Lock Freire, Érika Costa Camargos Autran, Vanessa Marini Cecconello e Rodrigo da Costa Pôssas.
Nome do relator: RODRIGO DA COSTA POSSAS
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INSTITUTOS COMPLETAMENTE DISTINTOS. A restituição é decorrência automática do pagamento indevido ou a maior (art. 165, I, do CTN). O ressarcimento tem que estar previsto em lei. RESSARCIMENTO DE CRÉDITOS DE IPI. PRESCRIÇÃO. CINCO ANOS. ART. 1º DO DECRETO Nº 20.910/32. RESTITUIÇÃO. ART. 168, I, DO CTN. O prazo para pedido de ressarcimento de créditos de IPI, sejam eles básicos ou incentivados, é regido pelo art. 1º do Decreto nº 20.910/32, enquanto o para restituição, mesmo sendo também de 5 anos, é regido pelo art. 168, I, do CTN. DECISÃO JUDICIAL FUNDAMENTADA EM ARGUMENTAÇÃO DISSOCIADA DA REALIDADE FÁTICA. INAPLICABILIDADE. A Administração Tributação está sujeita ao cumprimento do determinado em decisão judicial, mas nos estritos termos e limites em que ela foi proferida, não havendo que ser aplicada se fundamentada em argumentos dissociados da realidade fática. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer do Recurso Especial e, no mérito, por maioria de votos, em darlhe provimento, vencidas as conselheiras Tatiana Midori Migiyama, Érika Costa Camargos Autran e Vanessa Marini Cecconello, que lhe negaram provimento. Julgamento iniciado na reunião de 04/2019. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 89 7. 00 12 72 /2 00 3- 82 Fl. 942DF CARF MF Processo nº 13897.001272/200382 Acórdão n.º 9303008.608 CSRFT3 Fl. 943 2 (assinado digitalmente) Rodrigo da Costa Pôssas Presidente em exercício e relator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Andrada Márcio Canuto Natal, Tatiana Midori Migiyama, Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Demes Brito, Jorge Olmiro Lock Freire, Érika Costa Camargos Autran, Vanessa Marini Cecconello e Rodrigo da Costa Pôssas. Relatório Tratase de Recurso Especial de Divergência interposto pela Procuradoria da Fazenda Nacional (fls. 868 a 881), contra o Acórdão 3202001.208, proferido pela 2ª Turma Ordinária da 2ª Câmara da 3ª Sejul do CARF (fls. 857 a 865), sob a seguinte ementa: ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/04/1998 a 30/06/1998 MEDIDA CAUTELAR DE PROTESTO INTERRUPTIVA DA PRESCRIÇÃO No caso vertente, houve a interrupção imediata da prescrição do direito de ação sobre o qual fundamentou o pedido de ressarcimento do crédito presumido do IPI, assegurado pela Lei nº 9.363 de 13 de dezembro de 1996, da Portaria MF nº 38, de 27 de fevereiro de 1997, combinados com o art. 179 do Regulamento do IPI. No seu Recurso Especial, ao qual foi dado seguimento (fls. 901 e 902), a PGFN defende que, no caso de ressarcimento de IPI, não se aplica o art. 168 do CTN, que é direcionado à restituição de pagamentos indevidos ou a maior, mas sim o art. 1º do Decreto nº 20.910/32, que, conforme Parecer Normativo CST nº 515/71, é de cinco anos da entrada do insumo no estabelecimento industrial. O contribuinte apresentou Contrarrazões (fls. 908 a 923), questionando, em caráter preliminar, o conhecimento, em especial porque os paradigmas tratam do ressarcimento do crédito básico do IPI (art. 11 da Lei nº 9.779/99), enquanto o acórdão recorrido é relativo ao Crédito Presumido na exportação, da Lei nº 9.363/96. É o Relatório. Voto Conselheiro Rodrigo da Costa Pôssas, Relator Quanto ao conhecimento, o fato dos paradigmas tratarem do crédito básico e o recorrido do Crédito Presumido, isto em nada prejudica o cotejo, pois ambos tratam de ressarcimento de créditos lançados na escrita fiscal do IPI. Fl. 943DF CARF MF Processo nº 13897.001272/200382 Acórdão n.º 9303008.608 CSRFT3 Fl. 944 3 Assim, preenchidos todos os requisitos e respeitadas as formalidades regimentais, conheço do Recurso Especial. No mérito, em razão de um relativamente "intrincado" histórico, que se mostra praticamente inviável resumir, transcrevo longos excertos do Voto Condutor (redigido com a habitual precisão pela ilustre Conselheira Tatiana Midori Migiyama), para bem situar a Turma sobre aqui se discute: "Depreendendose da análise do processo, vêse que o cerne da questão está vinculado aos efeitos do protesto interruptivo da prescrição que consta de decisão judicial, para fins de análise do mérito do pedido de ressarcimento de crédito presumido do IPI. Para melhor elucidar os fatos, importante descrever o ocorrido: Em 30.12.2003, a recorrente protocolizou pedido de ressarcimento de crédito presumido de IPI, no valor de R$ 291.381,37 para fins de recuperação dos valores pagos a título de PIS e Cofins – aquisição de insumos relativo ao 2º trimestre de 1998; Em 8.9.2004, a recorrente foi cientificada do despacho decisório DRF/TSR/SAORT – indeferindo o ressarcimento dos créditos pleiteados, suportandose na Solução de Consulta nº 34/2004 emitida pela DISIT da 8º Região Fiscal a qual tratou da prescrição do direito de agir referentemente ao pedido de ressarcimento do crédito presumido do IPI; Em 8.10.2004, a recorrente apresentou manifestação de inconformidade alegando, em síntese, que a prescrição não ocorreu, tendo em vista o despacho proferido em 15.3.2002 pelo MM. Juízo da 4ª Vara Cível da Seção Judiciária de São Paulo – medida cautelar de protesto interruptivo de prescrição contra a União Federal nº 2002.61.00.0054948; Tal medida foi ajuizada visando a tutela judicial para garantir direito de ação referente aos pedidos de ressarcimento do seu crédito presumido de IPI; Quando do julgamento da manifestação de inconformidade, os julgadores da 2ª Turma da DRJ Ribeirão Preto, por unanimidade de votos, decidiram restituir o processo ao órgão de origem, em diligência, para que o órgão preparador (DRF de Santa Cruz do Sul) intimasse a interessada a apresentar todas as peças processuais e certidão de objeto e pé do processo judicial. O que, caso prevalecesse o protesto interruptivo da prescrição, entendeu ser imprescindível, por economia processual, que o órgão preparador examinasse o mérito do pedido de ressarcimento de crédito presumido de IPI; A Delegacia da Receita Federal do Brasil em Santa Cruz do Sul ao receber o processo para cumprimento da r. diligência entendeu desnecessária tal pedido, já que o inteiro teor da Fl. 944DF CARF MF Processo nº 13897.001272/200382 Acórdão n.º 9303008.608 CSRFT3 Fl. 945 4 medida cautelar de protesto interruptivo de prescrição já havia sido juntado na manifestação de inconformidade; Em 17.5.2012, a Seção de Orientação e Análise Tributária da Delegacia de Santa Cruz emitiu, assim, despacho de encaminhamento para a Procuradoria Seccional da Fazenda Nacional em Santa Cruz do Sul para que informasse: (i) se o protesto interrompe a prescrição relativa ao pedido de ressarcimento de IPI do 2º trimestre de 1998; (ii) se cabe contestação judicial para fins de se esclarecer sobre o caráter definitivo da decisão que deferiu o protesto; A Procuradoria, então, teceu considerações pela inviabilidade da interrupção da prescrição através da ação cautelar de protesto, ressaltando que o entendimento jurisprudencial apresenta divergência quanto a tal possibilidade; Em vista da resposta da Procuradoria, a Delegacia da Receita Federal de Santa Cruz encerrou a instrução processual requerida pela DRJ de Ribeirão Preto, entendendo não ser necessária a remessa destes autos a Seção de Fiscalização para análise do mérito do pedido de ressarcimento, intimando a recorrente para se manifestar nos autos no prazo de 30 dias; A recorrente apresentou manifestação de inconformidade alegando, preliminarmente, descumprimento da decisão da 2ª turma da DRJ de Ribeirão Preto, considerando que a Delegacia de Santa Cruz descumpriu com a instrução dada, esquivandose de sua competência de realizar a análise de mérito do pedido de ressarcimento e extrapolou sua competência julgando a Manifestação de Inconformidade e, por conseguinte, indeferindo o referido sem apreciação de mérito ao reafirmar a interrupção de prescrição conferida no âmbito da ação cautelar; Posteriormente à manifestação, adveio acórdão da 2ª turma da DRJ em Ribeirão Preto julgando improcedente a nova Manifestação de Inconformidade, considerando que o prazo decadencial quinquenal é aplicável aos pleitos administrativos. Se o aspecto fático envolve certa complexidade, a questão jurídica, que embasa minhas razões de decidir, mostrase tão simples, que poucas considerações demanda. Com a descrição dos fatos expostos acima, importantes considerar também o inteiro teor do voto proferido em acórdão da 2ª turma da DRJ/Ribeirão Preto (destaques meus): “A manifestação de inconformidade, apresentada tempestivamente, cumpre os pressupostos de admissibilidade previstos no Decreto nº 70.235 (PAF), de 6 de março de 1972, e alterações posteriores, e, portanto, dela tomo conhecimento. O julgamento foi convertido em diligência em virtude da carência nos autos de peças processuais referentes à ação cautelar e de informações acerca do andamento desta, assim como para análise do direito creditório, no mérito, somente se houvesse a confirmação da interrupção da prescrição. Fl. 945DF CARF MF Processo nº 13897.001272/200382 Acórdão n.º 9303008.608 CSRFT3 Fl. 946 5 A situação foi submetida ao parecer da PSFN/SCS, que, como órgão jurídico do Ministério da Fazenda, sustentou a inviabilidade da interrupção prescricional pela ação cautelar manejada pela interessada. A posição da PSFN/SCS é, portanto, acatada neste voto, sem a necessidade de juntada aos autos de todas as peças processuais e da certidão de objeto e pé da ação judicial. Assim, não é o caso de nulidade do ato decisório guerreado e, no mérito, nada há para apreciar em face do transcurso do prazo quinquenal previsto para as dívidas passivas da União no Decreto nº 20.910, de 6 de janeiro de 1932, tendo em conta o período do pedido de ressarcimento (2º trimestrecalendário de 1998) e a data de protocolo do pedido (30/12/2003). Pelo exposto, voto por considerar IMPROCEDENTE a manifestação de inconformidade, sem o reconhecimento do direito creditório.” O cerne da questão é o afastamento da mais que recorrente alegação de que o ressarcimento seria "espécie" do gênero restituição. Não há qualquer identidade. A restituição é decorrência automática de um pagamento indevido ou a maior; o ressarcimento tem que estar previsto em lei. Vejamos o que dizem os artigos de interesse do CTN: Art. 165. O sujeito passivo tem direito, independentemente de prévio protesto, à restituição total ou parcial do tributo, seja qual for a modalidade do seu pagamento, ressalvado o disposto no § 4º do artigo 162, nos seguintes casos: I cobrança ou pagamento espontâneo de tributo indevido ou maior que o devido em face da legislação tributária aplicável, ou da natureza ou circunstâncias materiais do fato gerador efetivamente ocorrido; (...) Art. 168. O direito de pleitear a restituição extinguese com o decurso do prazo de 5 (cinco) anos, contados: I nas hipótese dos incisos I e II do artigo 165, da data da extinção do crédito tributário; (Vide art 3º da LCp nº 118, de 2005) Tanto a ação judicial quanto – por evidente – a decisão recorrida, que nela tem como principal fundamento, versam exclusivamente sobre a suspensão do prazo prescricional, focando nestes dispositivos da norma geral tributária (boa parte da discussão administrativa ainda é travada em torno da eficácia da Lei Complementar nº 118/2005, com caráter interpretativo do art. 168, I, admitida a tese dos "cinco mais cinco" para ações propostas antes que ele passasse a produzir efeitos). Fl. 946DF CARF MF Processo nº 13897.001272/200382 Acórdão n.º 9303008.608 CSRFT3 Fl. 947 6 Na Petição Inicial da Medida Cautelar de Protesto Interruptiva da Prescrição (fls. 694 a 701) isto se verifica, sem dar margem a dúvidas: "14 O provimento cautelar pleiteado, no presente caso, é instrumento processual que tem por escopo preservar o direito da Autora, evitando a ocorrência de prescrição que já se encontra prestes a se consumar. Isso, porque o artigo 168, inciso I, do CTN, é expresso ao dispor que ... (...) 19 Cumpre, ainda, salientar que não há que se contestar o exercício da presente medida cautelar pela Autora. Isso, porque se aplica ao presente caso, subsidiariamente, o disposto no parágrafo único, do artigo 169, do CTN, segundo o qual '(...) O prazo de prescrição é interrompido pelo inicio da ação judicial, recomeçando o seu curso, por metade, a partir da data da intimação validamente feita ao representante judicial da Fazenda Pública interessada'. (...) III. CONCLUSÃO: O PEDIDO 28 Como conclusão de todo o exposto, resta evidente a presença inafastável dos requisitos necessários à concessão da medida liminar, considerandose explicita a plausibilidade do direito defendido e o fundado receio de dano irreparável a ser sofrido pela Autora, caso operem contra ela os iminentes efeitos da prescrição, consoante determina o artigo 168, inciso I, do CTN, o que traduz a concorrência do fumis boni iuris e do periculum in mora." Passando agora à correta fundamentação do prazo prescricional para Pedidos de Ressarcimento (sejam eles de Crédito Básico do IPI, do Crédito Presumido, do extinto CréditoPrêmio ou mesmo de PIS/Cofins), é ela o art. 1º do Decreto nº 20.910/32: Art. 1º As dívidas passivas da União, dos Estados e dos Municípios, bem assim todo e qualquer direito ou ação contra a Fazenda federal, estadual ou municipal, seja qual for a sua natureza, prescrevem em cinco anos contados da data do ato ou fato do qual se originarem. Isto está bem explicitado no Parecer Normativo CST nº 515/71: "Crédito não utilizado na época própria: se a natureza jurídica do crédito é a de uma dívida passiva da União, aplicável será para a prescrição do direito de reclamálo, na norma específica do art. 1º do Decreto nº 20.910, de 06/01/32, que a fixa em cinco anos ... Entendeu esta Coordenação que são aplicáveis as normas específicas do Decreto nº 20.910, de 26/01/32, no que diz respeito à prescrição extintiva do direito de reclamar o crédito do IPI, nas várias modalidades em que o referido crédito é admitido na legislação desse tributo, inclusive quando a título Fl. 947DF CARF MF Processo nº 13897.001272/200382 Acórdão n.º 9303008.608 CSRFT3 Fl. 948 7 de estímulo à exportação ou outros incentivos fiscais ... Isso porque atribui aos créditos em questão a natureza jurídica de uma "dívida passiva da União" cuja prescrição qüinqüenal é regulada pelo mencionado Decreto. 2. Por certo, muito embora implique o crédito no montante correspondente, em diminuir o imposto devido (regra geral), não tem a mesma natureza deste, especialmente quando é utilizado em forma de incentivos (regra especial). Conseqüentemente, ao crédito não utilizado na época própria não se aplicam as mesmas normas previstas para reclamação do "imposto indevidamente pago", cuja prescrição é de cinco anos (CTN, art. 168), embora, ocasionalmente, possa esse prazo ser idêntico para ambos os casos." A decisão judicial anexada só tem uma página (fls. 702), mas certamente não pode ter tomado por base o que o pedido não contempla, sendo, portanto, inaplicável ao caso concreto. A Administração Tributação está sujeita ao cumprimento do determinado em decisão judicial, mas nos estritos termos e limites em que ela foi proferida, não havendo que ser aplicada se fundamentada em argumentos dissociados da realidade fática. À vista do exposto, voto por dar provimento ao Recurso Especial interposto pela Fazenda Nacional. (assinado digitalmente) Rodrigo da Costa Pôssas Fl. 948DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 19515.004570/2003-58
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jan 28 00:00:00 UTC 2015
Data da publicação: Tue Jul 30 00:00:00 UTC 2019
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Ano-calendário: 1998
COMPETÊNCIA. DECLINAR.
No caso de litígios referentes à cobrança do IPI, decorrentes de procedimentos conexos e/ou reflexos aos fatos cuja apuração serviu para configurar a prática de infração à legislação pertinente à tributação do IRPJ, da CSLL e do PIS/COFINS, deve ser declinada a competência para julgamento à Primeira Seção do CARF.
Recurso Voluntário não conhecido.
Numero da decisão: 3202-001.455
Decisão:
Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em declinar a competência em favor da Primeira Seção de Julgamento. Ausente o Conselheiro Rodrigo Cardozo Miranda. Fez sustentação oral, pela recorrente, o advogado Leonardo Alfradique Martins, OAB/RJ nº 98.995.
Irene Souza da Trindade Torres Oliveira Presidente
Luís Eduardo Garrossino Barbieri Relator
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Irene Souza da Trindade Torres Oliveira, Gilberto de Castro Moreira Júnior, Luís Eduardo Garrossino Barbieri, Thiago Moura de Albuquerque Alves e Charles Mayer de Castro Souza.
Nome do relator: Relator
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ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Ano-calendário: 1998 COMPETÊNCIA. DECLINAR. No caso de litígios referentes à cobrança do IPI, decorrentes de procedimentos conexos e/ou reflexos aos fatos cuja apuração serviu para configurar a prática de infração à legislação pertinente à tributação do IRPJ, da CSLL e do PIS/COFINS, deve ser declinada a competência para julgamento à Primeira Seção do CARF. Recurso Voluntário não conhecido.
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COMPETÊNCIA. Recorrente DRESSER INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Anocalendário: 1998 COMPETÊNCIA. DECLINAR. No caso de litígios referentes à cobrança do IPI, decorrentes de procedimentos conexos e/ou reflexos aos fatos cuja apuração serviu para configurar a prática de infração à legislação pertinente à tributação do IRPJ, da CSLL e do PIS/COFINS, deve ser declinada a competência para julgamento à Primeira Seção do CARF. Recurso Voluntário não conhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em declinar a competência em favor da Primeira Seção de Julgamento. Ausente o Conselheiro Rodrigo Cardozo Miranda. Fez sustentação oral, pela recorrente, o advogado Leonardo Alfradique Martins, OAB/RJ nº 98.995. Irene Souza da Trindade Torres Oliveira – Presidente Luís Eduardo Garrossino Barbieri – Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Irene Souza da Trindade Torres Oliveira, Gilberto de Castro Moreira Júnior, Luís Eduardo Garrossino Barbieri, Thiago Moura de Albuquerque Alves e Charles Mayer de Castro Souza. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 19 51 5. 00 45 70 /2 00 3- 58 Fl. 1188DF CARF MF Processo nº 19515.004570/200358 Acórdão n.º 3202001.455 S3C2T2 Fl. 1.188 2 Relatório O presente litígio decorre de lançamento de ofício, veiculados por meio de autos de infração (efls. 48/ss), para a exigência do IPI, multa de ofício e juros moratórios, no montante de R$ 1.890.138,15, em decorrência da saída do estabelecimento de produto sem emissão de nota fiscal (receita não comprovada). Para elucidar os fatos ocorridos transcrevese o relatório constante da decisão de primeira instância administrativa (efls. 1106/ss), verbis: Relatório Trata o presente processo de auto de infração lavrado contra a empresa acima identificada, relativo ao período de apuração de 10/01/1998 a 20/12/1998, exigindo Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Segundo consta da descrição dos fatos foram apuradas as seguintes infrações: 1) Falta de lançamento do IPI caracterizada pela saída do estabelecimento de produtos sem emissão de nota fiscal, apurada em decorrência de omissãode receita (R$ 4.134.746,67) proveniente de adiantamentos de clientes não comprovados, com infração aos dispositivos do Regulamento do IPI (RIPI) discriminados à fl. 63; 2) Crédito indevido de IPI, no valor de R$ 82.814,61, relativo à devolução de mercadorias não comprovada, com infração ao RIPI, conforme discriminado à fl. 65. O crédito tributário lançado totalizou R$ 1.890.138,15 (Um milhão, oitocentos e noventa mil cento e trinta e oito reais e quinze centavos), conforme demonstrativo de fl. 5, tendo sido exigidos os seguintes valores: 1 Imposto sobre produtos industrializados (IPI) fls. 53 a 65. Imposto: R$ 703.026,61 ` Juros de mora: R$ 659.841,73 Multa Proporcional: R$ 527.269,81 Total: R$ 1.890.138,15 Ciente da autuação em 17/12/2003, a contribuinte ingressou com a impugnação em 13/01/2004, subscrita pelo procurador Hélio Carlos de Miranda Prattes (fl.l47), alegando, em resumo: quanto à falta de comprovação do valor de R$ 4.134.746,67, proveniente de adiantamento de clientes, em momento algum deixou de atender às solicitações da equipe de auditores fiscais e remeteu, em 05 de dezembro de 2003, os esclarecimentos e documentos probatórios necessários, via sedex (cópias anexas); neste caso, não houve aumento do ativo circulante, pois as auditoras fiscais reconhecem que os valores foram, em contrapartida, lançados no passivo circulante; venda futura não caracteriza o fato gerador da receita; o IPI devido foi recolhido após apuração tempestiva de acordo com o movimento da empresa no mês; as notas fiscais 21306, 21307, 21308, 21309, 21320, 21321, 21324, 21339, 21340, 21341, 21683, 21684, 21685, 21686, 21716, 21717, 21718, 22221, 22222, 22223, 22224, Fl. 1189DF CARF MF Processo nº 19515.004570/200358 Acórdão n.º 3202001.455 S3C2T2 Fl. 1.189 3 22225, 22226, 22227, 22228 e 22229, foram incluídas, conforme relatório anexo, não restando valor devido com relação a esse tópico; com relação à quantia de R$ 3.535.105,44, proveniente de outros custos, os documentos probatórios já se encontravam arquivados nos LDs (arquivo de documentos relativos aos lançamentos diários), RBs (arquivo relativo aos documentos inerentes a Caixa Recebimento) e CPs (documentos relativos a Caixa Pagamento), todos em posse da fiscalização desde outubro de 2001; tendo em vista a enorme quantidade de documentos envolvidos (10.000 documentos), além dos ora juntados (500 páginas), todos poderão ser exibidos em perícia necessária com local e hora determinados; a reintimação apontava as contas com necessidade de esclarecimentos de forma genérica, por exemplo 62.40.00.00.00 R$ 583.888,22, o que retardou e dificultou a resposta da empresa, pois, neste exemplo, as contas seriam 62.40.01.00.03, 62.40.0l.0l.03, 62.40.02.0l.02 e 62.40.02.0l.03, com valores individuais de R$ 71.960,33, R$ 288.080,27, R$ 84.091,46 e R$ 139.755,97, respectivamente, também de conformidade com os esclarecimentos enviados ao local da fiscalização em 05/12/2003; os livros Razão de todas as divisões, bem assim a documentação probatória foi entregue à equipe fiscal, conforme relatado pela própria fiscal “A Empresa no período de agosto de 2002, fez remessa das filiais para a matriz, de caixas de documentos contendo: Livro Razão, Livro Diário, Livro de Registro de Entrada e Registro de Saídas de mercadorias, pastas com a documentação de importações e Boletos encadernados contendo LDs (arquivamento), tendo deixado numa sala à disposição da fiscalização.” quanto ao valor de R$ 5.655.181,04, proveniente de outras despesas, todos os documentos foram entregues acondicionados em LDs, que estavam em poder da fiscalização, e, em virtude da quantidade, seria inviável reapresentálos nesta defesa, podendo ser apresentados para perícia em local e hora marcados, seguindo em anexo cópias comprovando por amostragem a existência deles em cada uma das contas; o início do procedimento fiscal se deu em agosto de 2002, sem que fosse apresentado o Mandado de Procedimento Fiscal (MPF) que deu origem à fiscalização, e, em 2003, foi concluído por meio de Termo de Verificação Fiscal, sem data, acompanhado de autos de infração sem número, datados de 16/12/2003, às 9 h, entregue por meio de correspondência contendo, dentre outras, a consideração de que a Dresser não teria apresentado justificativa e documentos para comprovar a inocorrência e a necessidade das despesas, sendo, então, consideradas indedutíveis; possui e apresentou todos os documentos solicitados por meio de diversas notificações, sendo a última expedida em 25/11/2003, e após 20 (vinte) dias apenas foram lavrados os autos de infração, levando a crer que houve algum fator extemo que tomou necessária a conclusão pouco criteriosa do procedimento fiscal, com demasiada pressa, considerando o volume de documentos já em poder da fiscalização, que comprovavam, também, as despesas de todo o ano de 1998; quanto ao valor de R$ 1.812.516,19, relativo à devolução de mercadorias, depois de observados os documentos ora apresentados, constatase que todas as devoluções foram devidamente documentadas, conforme cópias anexada Foi expedido pela DRJ São Paulo I, em 16/06/2004, o despacho de fls. 980/981 solicitando que a Delegacia da Receita Federal de FiscalizaçãoDEFIC/São Paulo Fl. 1190DF CARF MF Processo nº 19515.004570/200358 Acórdão n.º 3202001.455 S3C2T2 Fl. 1.190 4 analisasse os documentos apresentados pela contribuinte (fls. 150/151, 159/190 e 456/972). Como resultado da diligência acima mencionada foi elaborado o relatório de fls. 1038/1039. Foi proferido, em 17 de outubro de 2008, o acórdão de fls. 1.053 a 1.058, o qual continha erro na data do fato gerador do IPI mantido, tendo o processo retomado a esta delegacia, sendo proferido outro acórdão em substituição àquele. É o relatório. A 3ª Turma de Julgamentos da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Ribeirão Preto SP proferiu o Acórdão nº 1421.021, em 17 de outubro de 2008 (efolhas 1.106/ss), posteriormente revisão pelo Acórdão nº 1422.777, de 26/03/2009 (e fls. 1128), o qual recebeu a seguinte ementa: Assumo: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Anocalendário: 1998 IPI. LANÇAMENTO DE OFÍCIO DECORRENTE. OMISSÃO DE RECEITAS. Comprovada a omissão de receitas em lançamento de oficio respeitante ao IRPJ, cobrase, por decorrência, em virtude da irrefutável relação de causa e efeito, o IPI correspondente, com os consectários legais. DEVOLUÇÃO DE VENDAS. CRÉDITO DE IPI. Cancelase o lançamento quando comprovadas as devoluções de vendas que originaram crédito de IPI. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Anocalendário: 1998 REVISÃO DE ACÓRDÃO. Retificase o Acórdão n° 1421.021, de 17 de outubro de 2008, uma vez constatada incorreção. Lançamento Procedente em Parte A interessada regularmente cientificada do Acórdão proferido, em 07/10/2009 (efolhas 1142/1143), interpôs Recurso Voluntário em 16/10/2009 (efls. 1145/ss), onde repisa os argumentos já trazidos na impugnação, acrescentando apenas os argumentos abaixo elencados em apertada síntese: quando do encerramento da fiscalização, foi lavrada autuação fiscal exigindo da Recorrente suposto crédito tributário de Imposto de Renda da Pessoa Jurídica e, por decorrência, este de IPI. As referidas exigências, uma vez impugnadas, deram origem aos processos administrativos nºs 19515.004.571/200301 (IRPJ) e 19515.004.570/200358 (IPI); que embora tenham relação direta e indissociável, mencionados processos administrativos vieram a ser inadvertidamente julgados em separado; em que pese o desacerto de referidos processos terem sido julgados em momentos distintos, o fato é que a exigência objeto do Processo Administrativo n° l9515.004.57l/200301, do qual este é mera decorrência, veio a ser, por unanimidade de votos, Fl. 1191DF CARF MF Processo nº 19515.004570/200358 Acórdão n.º 3202001.455 S3C2T2 Fl. 1.191 5 integralmente desconstituída, conforme acórdão lavrado pelo então E. Conselho de Contribuintes do Ministério da Fazenda; diante da insubsistência do processo principal, decerto outra solução não poderá ser dada ao presente processo administrativo do que o decreto de improcedência, seguindo o vetusto brocardo de que o acessório segue o principal; sendo inquestionável a dependência deste processo administrativo com o Processo Administrativo n° 195l5.004.57l/200301, na medida em que este último já foi definitivamente julgado em favor da ora Recorrente, será de rigor que o mesmo tratamento seja conferido ao caso em apreço. O processo digitalizado foi distribuído e, posteriormente, encaminhado a este Conselheiro Relator na forma regimental. É o relatório. Voto Conselheiro Luís Eduardo G. Barbieri, Relator. O Recurso Voluntário é tempestivo, entretanto não deve ser conhecido por esta 3º Seção de Julgamentos pelos motivos que passamos a expor. Como visto, o presente processo trata de lançamento de ofício para a exigência do IPI, multa de ofício e juros moratórios, pelo fato da Recorrente supostamente ter dado saída do estabelecimento de produto sem emissão de nota fiscal (receita não comprovada). O crédito tributário constituído nestes autos decorreu da ação fiscal para verificação do cumprimento das obrigações tributárias referentes ao IRPJ e reflexos, que resultou em lançamento de ofício formalizado no processo nº 19515.004571/200301. Pois bem. A meu ver, extraise da simples leitura do “Termo de Verificação Fiscal” (efls. 48/ss) que fatos e circunstâncias que levaram à autuação do IPI são conexos e reflexos daqueles que também levaram à autuação do IRPJ, da CSLL e do PIS/COFINS (formalizados no processo nº 19515.004571/200301). Destaquese, ainda, que a auditoria fiscal decorreu da emissão de um único Mandado de Procedimento Fiscal – Fiscalização nº 08.1.90.002002031654 relativo ao IRPJ, período de apuração: 01/1998 até 12/1998 (efolha 2/5). Verificase, ainda, que a fundamentação do voto condutor da decisão recorrida deste processo foi a mesma daquela utilizada no voto constante do processo nº 19515.004571/200301 (IRPJ e reflexos), mais precisamente, mera transcrição de voto. Deste modo, entendo que matéria em discussão neste processo é conexa e reflexa àquela tratada no processo nº 19515.004571/200301 (IRPJ/CSLL/PIS/COFINS), e assim sendo, em cumprimento ao disposto no artigo 2º, inciso IV, Anexo II, do Regimento Fl. 1192DF CARF MF Processo nº 19515.004570/200358 Acórdão n.º 3202001.455 S3C2T2 Fl. 1.192 6 Interno do CARF, aprovado pela Portaria MF nº 256/2009, deve ser declinada a competência para o julgamento deste processo à Primeira Seção, verbis: Art. 2º À Primeira Seção cabe processar e julgar recursos de ofício e voluntários de decisão de primeira instância que versem sobre aplicação da legislação de: (...) IV demais tributos, quando os procedimentos sejam conexos, decorrentes ou reflexos, assim compreendidos os referentes às exigências que estejam lastreadas em fatos cuja apuração serviu para configurar a prática de infração pertinente à tributação do IRPJ. Diante do exposto, proponho o encaminhamento dos autos à Primeira Seção de Julgamentos do CARF para prosseguimento, por tratar de matéria conexa/reflexa daquela constante do processo nº 19515.004571/200301. É como voto. Luís Eduardo Garrossino Barbieri Fl. 1193DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 13362.720384/2013-46
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Jun 06 00:00:00 UTC 2019
Data da publicação: Tue Jul 16 00:00:00 UTC 2019
Ementa: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL (ITR)
Exercício: 2009
RECURSO DE OFÍCIO. NÃO CONHECIMENTO. SUMULA CARF Nº 103.
Para fins de conhecimento de recurso de ofício, aplica-se o limite de alçada vigente na data de sua apreciação em segunda instância.
Numero da decisão: 2201-005.201
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso de ofício em razão do limite de alçada.
(documento assinado digitalmente)
Carlos Alberto do Amaral Azeredo - Presidente
(documento assinado digitalmente)
Francisco Nogueira Guarita - Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Daniel Melo Mendes Bezerra, Rodrigo Monteiro Loureiro Amorim, Francisco Nogueira Guarita, Douglas Kakazu Kushiyama, Débora Fófano Dos Santos, Sávio Salomão de Almeida Nóbrega, Marcelo Milton da Silva Risso e Carlos Alberto do Amaral Azeredo (Presidente)
Nome do relator: FRANCISCO NOGUEIRA GUARITA
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ementa_s : ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL (ITR) Exercício: 2009 RECURSO DE OFÍCIO. NÃO CONHECIMENTO. SUMULA CARF Nº 103. Para fins de conhecimento de recurso de ofício, aplica-se o limite de alçada vigente na data de sua apreciação em segunda instância.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso de ofício em razão do limite de alçada. (documento assinado digitalmente) Carlos Alberto do Amaral Azeredo - Presidente (documento assinado digitalmente) Francisco Nogueira Guarita - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Daniel Melo Mendes Bezerra, Rodrigo Monteiro Loureiro Amorim, Francisco Nogueira Guarita, Douglas Kakazu Kushiyama, Débora Fófano Dos Santos, Sávio Salomão de Almeida Nóbrega, Marcelo Milton da Silva Risso e Carlos Alberto do Amaral Azeredo (Presidente)
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NÃO CONHECIMENTO. SUMULA CARF Nº 103. Para fins de conhecimento de recurso de ofício, aplica-se o limite de alçada vigente na data de sua apreciação em segunda instância. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso de ofício em razão do limite de alçada. (documento assinado digitalmente) Carlos Alberto do Amaral Azeredo - Presidente (documento assinado digitalmente) Francisco Nogueira Guarita - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Daniel Melo Mendes Bezerra, Rodrigo Monteiro Loureiro Amorim, Francisco Nogueira Guarita, Douglas Kakazu Kushiyama, Débora Fófano Dos Santos, Sávio Salomão de Almeida Nóbrega, Marcelo Milton da Silva Risso e Carlos Alberto do Amaral Azeredo (Presidente) Relatório O presente processo trata de recurso de ofício em face do Acórdão nº 03-063.388 - 1ª Turma da DRJ/BSB, fls. 63 a 69. Segundo a descrição dos fatos na Notificação de Lançamento, regularmente intimada, a contribuinte não comprovou a área efetivamente utilizada para plantação com AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 36 2. 72 03 84 /2 01 3- 46 Fl. 76DF CARF MF Fl. 2 do Acórdão n.º 2201-005.201 - 2ª Sejul/2ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 13362.720384/2013-46 produtos vegetais declarada e também não comprovou por meio de Laudo de Avaliação do imóvel, conforme estabelecido na NBR 14.653-3 da ABNT, o valor da terra nua declarado. Contra a interessada foi emitida a Notificação de Lançamento e respectivos demonstrativos de fls. 08 a 11, por meio da qual se exigiu o pagamento do ITR do Exercício 2009, acrescido de juros moratórios e multa de ofício, totalizando o crédito tributário de R$ 2.403.910,76, relativo ao imóvel rural denominado “Fazenda Nutrinorte”, com área de 12.377 ha, NIRF 6.319.996-3, localizado no município de Uruçuí / PI. Cientificada do lançamento em 30/04/2013, fls. 12/13, a Contribuinte, por meio de seu representante legal, fls. 21/24, protocolizou, em 27/05/2013, a impugnação de fls. 16/20, exposta nesta sessão e lastreada nos documentos de fls. 21/47. Em síntese, alegou e requereu o seguinte: - faz um breve relato da ação fiscal; - informa que a matrícula atualizada do imóvel, de nº 1.612, expedida pelo Cartório de Registro de Imóveis da Comarca de Uruçuí-PI, demonstra que o referido imóvel, com área de 12.377,0 ha, foi adquirido por ela em 01/11/1991; - a Averbação nº 02, de 06/08/2002, contida no citado documento, informa que a impugnante perdeu a propriedade do imóvel devido à sentença proferida, em 16/07/2002, pelo Exmo. Juiz de Direito da Comarca de Uruçuí, nos autos do processo nº 1.563/2001 – Ação Anulatória de Ato Jurídico c/c pedido de Antecipação de tutela proposta pela sociedade empresária “Reflorestadora Serra Branca Ltda”, cancelando a Escritura Pública de Compra e Venda realizada em 01/11/1991; - a mesma certidão informa que o bem está proibido de sofrer qualquer espécie de transmissão onerosa ou gratuita, total ou parcial, desde 18/11/2003, por ordem do Desembargador Nildomar Silveira, em decisão proferida nos autos da Ação Rescisória nº 03.002616-2, em trâmite perante o Tribunal de Justiça do Estado do Piauí (Averbação nº 06); - diante dos fatos, conclui não ser mais a proprietária do imóvel objeto da constituição do crédito em questão, ou seja, o lançamento deverá ser pago pela “Reflorestadora Serra Branca Ltda”, que é a atual proprietária e possuidora do imóvel, uma vez que a mesma foi imitida liminarmente na posse do bem, em 15/01/2002, conforme Mandado Judicial de Imissão de Posse, determinado pelo Exmo. Juiz de Direito nos autos da Ação Anulatória de Ato Jurídico, sendo a liminar posteriormente confirmada pela Sentença proferida em 16/07/2002, e averbada às margens da matrícula, em 06/08/2002, conforme documentos em anexo; - afirma estar comprovado que a impugnante havia perdido a propriedade do imóvel, no período em que se verificou o fato gerador; - transcreve os art. 1º e 4º da Lei nº 9.393/1996, bem como os art. 29 e 31 do CTN, para referendar seus argumentos; - por fim, requer: Fl. 77DF CARF MF Fl. 3 do Acórdão n.º 2201-005.201 - 2ª Sejul/2ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 13362.720384/2013-46 • a alteração do sujeito passivo baseado no art. 145 do CTN, tendo em vista faltarem, na impugnante, os requisitos de contribuinte do ITR, ou seja, propriedade, domínio e posse; • o redirecionamento do crédito tributário apurado para a sociedade empresária de nome “Reflorestadora Serra Branca Ltda”, pois é incontroverso que a mesma detenha todos os requisitos de contribuinte do ITR incidente sobre o imóvel de matrícula nº 1.612, perante o Cartório de Registro de Imóveis da Comarca de Uruçuí-PI; e, • a extinção da Notificação de Lançamento em nome da impugnante. Em sua decisão, o órgão julgador de 1ª instância considerando que: Da análise do presente processo, verificou que a autuada pretende retirar-se do pólo passivo da relação jurídico-tributária sob o argumento de que teria perdido a propriedade do imóvel devido à sentença proferida, em 16/07/2002, pelo Exmo. Juiz de Direito da Comarca de Uruçuí, nos autos do processo nº 1.563/2001 – Ação Anulatória de Ato Jurídico c/c pedido de Antecipação de Tutela, proposta pela sociedade empresária “Reflorestadora Serra Branca Ltda”, cancelando a Escritura Pública de Compra e Venda realizada em 01/11/1991; A exigência do ITR, relativa ao exercício de 2009, foi calculada com base nos dados cadastrais constantes da respectiva DITR, apresentada pelo impugnante, cujas informações o dentificaram como Contribuinte do imposto; Em 05/09/2002, foi expedido o Mandado de Reintegração de Posse, fls. 47, em favor da sociedade empresária “Reflorestadora Serra Branca Ltda”. Nesse documento, a Sentença supramencionada já está tratada como “transitado em julgado” e que, O erro na identificação do sujeito passivo torna nulo o lançamento, tornando-se desnecessária a apreciação de qualquer questão de mérito, nos termos do art. 28 do Decreto nº 70.235/72 - PAF. Entendeu que a impugnante não deveria figurar como sujeito passivo da obrigação tributária, não podendo ser responsabilizada por eventuais débitos relativos ao ITR/2009, incidentes sobre o imóvel rural questionado. E considerando tudo o mais que do processo consta, acordou no sentido de que seja julgada procedente a impugnação interposta pela Contribuinte, em decorrência de nulidade por vício formal, face ao erro na identificação do sujeito passivo, com a consequente exoneração do crédito tributário consubstanciado na Notificação de Lançamento em análise. Contra a referida Decisão, foi interposto recurso de ofício, em virtude de o crédito tributário exonerado ser superior ao limite de alçada previsto no Decreto nº 70.235/72, art. 34, I, c/c artigo 1º da Portaria do Ministro da Fazenda nº 3, de 03/01/2008. É o relatório. Voto Fl. 78DF CARF MF Fl. 4 do Acórdão n.º 2201-005.201 - 2ª Sejul/2ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 13362.720384/2013-46 Conselheiro Francisco Nogueira Guarita - Relator Do recurso de ofício: A Portaria MF 63/17 estabeleceu um novo limite para a sua interposição, ao prever que a DRJ recorrerá sempre que a decisão exonerar o sujeito passivo do pagamento de tributo e encargos de multa, em valor total superior a R$ 2.500.000,00. Veja-se: Art. 1º O Presidente de Turma de Julgamento da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento (DRJ) recorrerá de ofício sempre que a decisão exonerar sujeito passivo do pagamento de tributo e encargos de multa, em valor total superior a R$ 2.500.000,00 (dois milhões e quinhentos mil reais). § 1º O valor da exoneração deverá ser verificado por processo. § 2º Aplica-se o disposto no caput quando a decisão excluir sujeito passivo da lide, ainda que mantida a totalidade da exigência do crédito tributário. A Súmula CARF 103 preleciona que o limite de alçada deve ser aferido na data de apreciação do recurso em segunda instância: Súmula CARF nº 103: Para fins de conhecimento de recurso de ofício, aplica-se o limite de alçada vigente na data de sua apreciação em segunda instância. Analisando os autos, tem-se que o valor total lançado para o referido contribuinte nesse processo alcança a cifra de R$ 2.403.910,78, no entanto, abaixo do limite alçada, razão pela qual não conheço do recurso de ofício, do que resulta a definitividade da exoneração do crédito tributário. Conclusão Assim, tendo em vista tudo que consta nos autos, bem assim na descrição fatos e fundamentos legais que integram o presente, voto por não conhecer do recurso de ofício. (assinado digitalmente) Francisco Nogueira Guarita Fl. 79DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 10070.001218/2007-96
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Jun 06 00:00:00 UTC 2019
Data da publicação: Wed Jul 03 00:00:00 UTC 2019
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2005
RECURSO VOLUNTÁRIO. CONCOMITÂNCIA DE INSTÂNCIAS. AFASTAMENTO. IMPOSSIBILIDADE.
Não prospera o recurso voluntário interposto perante a segunda instância quando o sujeito passivo pleiteia o afastamento da concomitância de instâncias, por ele mesmo admitida, com o fito de que seja apreciado o mérito do recurso.
Numero da decisão: 2402-007.405
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário.
(assinado digitalmente)
Denny Medeiros da Silveira - Presidente
(assinado digitalmente)
Luís Henrique Dias Lima - Relator
Participaram do presente julgamento os conselheiros Paulo Sérgio da Silva, João Victor Ribeiro Aldinucci, Maurício Nogueira Righetti, Gabriel Tinoco Palatnic (suplente convocado), Luis Henrique Dias Lima, Renata Toratti Cassini, Gregório Rechmann Júnior e Denny Medeiros da Silveira.
Nome do relator: LUIS HENRIQUE DIAS LIMA
1.0 = *:*
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Denny Medeiros da Silveira - Presidente (assinado digitalmente) Luís Henrique Dias Lima - Relator Participaram do presente julgamento os conselheiros Paulo Sérgio da Silva, João Victor Ribeiro Aldinucci, Maurício Nogueira Righetti, Gabriel Tinoco Palatnic (suplente convocado), Luis Henrique Dias Lima, Renata Toratti Cassini, Gregório Rechmann Júnior e Denny Medeiros da Silveira.
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CONCOMITÂNCIA DE INSTÂNCIAS. AFASTAMENTO. IMPOSSIBILIDADE. Não prospera o recurso voluntário interposto perante a segunda instância quando o sujeito passivo pleiteia o afastamento da concomitância de instâncias, por ele mesmo admitida, com o fito de que seja apreciado o mérito do recurso. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Denny Medeiros da Silveira Presidente (assinado digitalmente) Luís Henrique Dias Lima Relator Participaram do presente julgamento os conselheiros Paulo Sérgio da Silva, João Victor Ribeiro Aldinucci, Maurício Nogueira Righetti, Gabriel Tinoco Palatnic (suplente convocado), Luis Henrique Dias Lima, Renata Toratti Cassini, Gregório Rechmann Júnior e Denny Medeiros da Silveira. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 07 0. 00 12 18 /2 00 7- 96 Fl. 41DF CARF MF Processo nº 10070.001218/200796 Acórdão n.º 2402007.405 S2C4T2 Fl. 42 2 Relatório Cuidase de recurso voluntário (efls. 32/36) em face do Acórdão n. 03 32.772 6ª. Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Brasília (DF) DRJ/BSB (efls. 24/27), que não conheceu da impugnação (efls. 03/04), apresentada em 16/07/2007 que enfrentava o lançamento constituído em 29/06/2014 (efl. 15) e consignado na Notificação de Lançamento IRPF n. 2004/607450287154031 no valor total de R$ 1.473,04 (efls. 06/09) com fulcro em compensação indevida de imposto de renda retido na fonte. Cientificado do teor do Acórdão n. 0332.772 em 22/02/2010 (efl. 30), o impugnante, agora Recorrente, interpôs Recurso Voluntário em 17/03/2010 pleiteando que: i) seja recebido e acolhido o presente recurso para determinar a suspensão da exigibilidade do imposto de renda, relativo à Declaração 2004/2003, tendo em vista a decisão judicial mencionada e o depósito judicial existente, ficando suspensa a cobrança a que se refere a Notificação de Lançamento n. 2004/607450287l5403l do imposto sob cobrança; e ii) sejam excluídos a multa e a mora aplicados na apuração do imposto, já que não houve qualquer infração que motive tais cobranças. Sem contrarrazões. É o relatório. Voto Conselheiro Luís Henrique Dias Lima, Relator. O recurso voluntário é tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade previstos no Decreto n. 70.235/1972, portanto, dele conheço. Inicialmente, é oportuno resgatar o pronunciamento da instância de piso em face da impugnação apresentada pelo impugnante, agora Recorrente: [...] A contribuinte alega que referido valor foi depositado judicialmente, mediante o processo judicial n° 2003.5l0l010l36434, conforme fazem prova os documentos que anexa. Com efeito, observase pelo Comprovante de Rendimentos Pagos e de Retenção de Imposto de Renda na Fonte anocalendário 2003, emitido pela Fundação Petrobrás de Seguridade Social Petros, bem como, pelas informações constantes do sistema da Declaração do Imposto Retido na Fonte a Dirf , que o valor de R$ 877,39, concernente ao imposto de renda retido na fonte, foi depositado judicialmente, em cumprimento de decisão judicial de 17/09/2003, exarada no Processo n° 2003.51 01010136434 (fls.2 e l8). Fl. 42DF CARF MF Processo nº 10070.001218/200796 Acórdão n.º 2402007.405 S2C4T2 Fl. 43 3 Portanto, concluise que a matéria em litígio no presente processo administrativo encontrase em discussão no Poder Judiciário. [...] Diante do exposto, VOTO por NÃO CONHECER da impugnação interposta pela contribuinte, haja vista envolver matéria em discussão na via judicial, considerandose definitiva a exigência na esfera administrativa. [...] A própria Recorrente admite a existência de ação judicial com o fito de afastar a incidência de imposto de renda no AC 2004, conforme depreendese dos excertos do seu recurso, abaixo reproduzidos: [...] Em 12.06.2003, ingressei, juntamente com outrOs colegas da PETROBRÁS, com uma ação na Justiça Federal Processo 2003.51.01.0136434, da 28ª Vara Federal do Rio de Janeiro, contra a União Federal/Fazenda Nacional, visando à declaração de inexistência de relação jurídica tributária, cumulada com repetição de indébito, questionando a incidência do Imposto de Renda sobre a complementação de aposentadoria recebida da Fundação Petrobrás de Seguridade Social PETROS, relativamente às minhas contribuições efetuadas àquela Fundação. [...] Na referida ação pleiteio, ainda, autorização do juiz, para que a parcela do Imposto de Renda retida na fonte sobre a minha complementação de aposentadoria seja depositada em Juízo, até decisão final transitada em julgado, o que foi deferido pelo Juizo da 28ª Vara Federal do Rio de Janeiro. [...] Portando, desde a autorização do depósito judicial, ocorrida em 17.09.2003, está suspensa a Exigibilidade do imposto de renda, por decisão judicial, conforme o artigo acima transcrito, sendo o imposto de renda depositado em uma conta judicial aberta na Caixa Econômica Federal, sob o n° 0625.635.2800.38460, em meu nome e à disposição do Juízo da 28ª Vara Federal. [...] No mérito, como contribuinte, tive meu direito reconhecido em sentença transitada em julgado, que declarou a inexistência da relação jurídica tributária à incidência do Imposto de Renda em relação às minhas contribuições verti as ao plano, no período de 01.01.89 a 31.l2.95, condenando a União Federal a restituir o imposto cobrado indevidamente, apurada a devida Fl. 43DF CARF MF Processo nº 10070.001218/200796 Acórdão n.º 2402007.405 S2C4T2 Fl. 44 4 proporcionalidade, atualizado monetariamente e com juros da taxa SELIC. [...] Nessa perspectiva, resta, de fato, caracterizada a concomitância de instâncias administrativa e judicial, atraindose, destarte o Enunciado n. 1 de Súmula CARF: Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo, sendo cabível apenas a apreciação, pelo órgão de julgamento administrativo, de matéria distinta da constante do processo judicial. Nesse contexto, não prospera o recurso do Recorrente. Ante o exposto, voto por conhecer do recurso voluntário e negarlhe provimento, devendo a Unidade de Origem da RFB adequar o lançamento à decisão judicial. (assinado digitalmente) Luís Henrique Dias Lima Fl. 44DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 10680.927887/2016-01
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Mon Jun 17 00:00:00 UTC 2019
Data da publicação: Wed Jul 24 00:00:00 UTC 2019
Ementa: Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep
Data do fato gerador: 25/11/2010
COMPENSAÇÃO DE OFÍCIO. DISCORDÂNCIA DO CONTRIBUINTE. CRÉDITO TRIBUTÁRIO COM EXIGIBILIDADE SUSPENSA NOS TERMOS DO ART. 151 DO CTN. RETENÇÃO DO VALOR A SER RESSARCIDO. IMPOSSIBILIDADE. COMPENSAÇÃO VOLUNTÁRIA. HOMOLOGAÇÃO. STJ. RECURSO REPETITIVO. ART. 62, §2º DO RICARF.
Não se pode impor compensação de ofício ou reter valores passíveis de ressarcimento, nos termos do parágrafo único do artigo 73 da Lei n° 9.430/1996 c/c § 4º do art. 89 da Instrução Normativa RFB nº 1.717/2017, quando os débitos do contribuinte para com o Fisco estiverem com exigibilidade suspensa nos termos do art. 151 do CTN. Deve ser homologada a compensação voluntária declarada. Reprodução do entendimento firmado pelo STJ no Resp n°1.213.082/PR, julgado sob a sistemática dos recursos repetitivos, por força do §2° do art. 62 do RICARF.
Numero da decisão: 3401-006.446
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso.
(assinado digitalmente)
Rosaldo Trevisan - Presidente e Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Mara Cristina Sifuentes, Tiago Guerra Machado, Lázaro Antonio Souza Soares, Fernanda Vieira Kotzias, Carlos Henrique de Seixas Pantarolli, Oswaldo Gonçalves de Castro Neto, Leonardo Ogassawara de Araújo Branco e Rosaldo Trevisan.
Nome do relator: ROSALDO TREVISAN
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decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso. (assinado digitalmente) Rosaldo Trevisan - Presidente e Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Mara Cristina Sifuentes, Tiago Guerra Machado, Lázaro Antonio Souza Soares, Fernanda Vieira Kotzias, Carlos Henrique de Seixas Pantarolli, Oswaldo Gonçalves de Castro Neto, Leonardo Ogassawara de Araújo Branco e Rosaldo Trevisan.
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DISCORDÂNCIA DO CONTRIBUINTE. CRÉDITO TRIBUTÁRIO COM EXIGIBILIDADE SUSPENSA NOS TERMOS DO ART. 151 DO CTN. RETENÇÃO DO VALOR A SER RESSARCIDO. IMPOSSIBILIDADE. COMPENSAÇÃO VOLUNTÁRIA. HOMOLOGAÇÃO. STJ. RECURSO REPETITIVO. ART. 62, §2º DO RICARF. Não se pode impor compensação de ofício ou reter valores passíveis de ressarcimento, nos termos do parágrafo único do artigo 73 da Lei n° 9.430/1996 c/c § 4º do art. 89 da Instrução Normativa RFB nº 1.717/2017, quando os débitos do contribuinte para com o Fisco estiverem com exigibilidade suspensa nos termos do art. 151 do CTN. Deve ser homologada a compensação voluntária declarada. Reprodução do entendimento firmado pelo STJ no Resp n°1.213.082/PR, julgado sob a sistemática dos recursos repetitivos, por força do §2° do art. 62 do RICARF. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso. (assinado digitalmente) Rosaldo Trevisan Presidente e Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Mara Cristina Sifuentes, Tiago Guerra Machado, Lázaro Antonio Souza Soares, Fernanda Vieira Kotzias, Carlos Henrique de Seixas Pantarolli, Oswaldo Gonçalves de Castro Neto, Leonardo Ogassawara de Araújo Branco e Rosaldo Trevisan. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 68 0. 92 78 87 /2 01 6- 01 Fl. 44DF CARF MF 2 Relatório Tratase de recurso voluntário em face da decisão da Delegacia de Julgamento em Curitiba que julgou improcedente a manifestação de inconformidade, conforme ementa abaixo transcrita: (...) DCOMP. PAGAMENTO INDEVIDO OU A MAIOR. NÃO HOMOLOGAÇÃO. CRÉDITO INTEGRALMENTE RECONHECIDO EM PER. DISCORDÂNCIA QUANTO À COMPENSAÇÃO EM PROCEDIMENTO DE OFÍCIO. Correta a não homologação da declaração de compensação vinculada a pedido de restituição deferido parcialmente e a manifesta discordância do contribuinte quanto aos procedimentos de compensação de ofício, tendo em vista que o direito creditório reconhecido encontrase retido até que os débitos existentes em nome do contribuinte para com a Fazenda Pública sejam liquidados. Cientificada do acórdão de piso, a empresa interpôs Recurso Voluntário, sustentando que: a) o crédito utilizado na compensação já foi reconhecido pela autoridade administrativa, como consta expressamente da decisão recorrida; b) o crédito não deve ser objeto de retenção, com fundamento no parágrafo único do artigo 73 da Lei n° 9.430/1996 c/c § 4º do art. 89 da Instrução Normativa RFB nº 1.717/2017, em razão da discordância da Recorrente quanto à realização da compensação de ofício, pois os débitos estão com exigibilidade suspensa conforme a certidão positiva com efeitos de negativa apresentada; c) as normas que preveem a retenção de créditos em razão da negativa de se proceder à compensação de ofício de débitos com exigibilidade suspensa contrariam o art. 151 do Código Tributário Nacional e o art. 146, III, ‘b’ da Constituição, que confere a tal código a competência para dispor sobre crédito tributário; d) deve ser reproduzida pelo Conselho a tese formulada pelo STJ no REsp n° 1.213.082/PR, julgado sob a sistemática dos recursos repetitivos, que considera ilegal a compensação de ofício de débitos com exigibilidade suspensa na forma do art. 151 do CTN, por força do §2° do art. 62 do RICARF. É o relatório. Voto Conselheiro Rosaldo Trevsan, Relator Fl. 45DF CARF MF Processo nº 10680.927887/201601 Acórdão n.º 3401006.446 S3C4T1 Fl. 3 3 O julgamento deste processo segue a sistemática dos recursos repetitivos, regulamentada pelo art. 47, §§ 1º e 2º, do RICARF, aprovado pela Portaria MF 343, de 09 de junho de 2015. Portanto, ao presente litígio aplicase o decidido no Acórdão nº 3401006.346, de 17 de junho de 2019, proferido no julgamento do Processo nº 10680.925847/201616. Transcrevese, como solução deste litígio, nos termos regimentais, o entendimento que prevaleceu naquela decisão (Acórdão nº 3401006.346): "A controvérsia posta nos autos, acerca da não homologação da compensação declarada no PER/DCOMP nº 17327.68767.220416.1.3.040501, reside especificamente na possibilidade de o Fisco reter os créditos que a Recorrente pretende compensar em razão da discordância desta quanto à realização de sua compensação de ofício com outros débitos da empresa, os quais se encontram com exigibilidade suspensa, nos termos do art. 151 do CTN. A fiscalização aplicou à espécie o parágrafo único do artigo 73 da Lei n° 9.430/1996 c/c § 4º do art. 89 da Instrução Normativa RFB nº 1.717/2017, a seguir reproduzidos: Lei 9.430, de 27 de dezembro de 1996 (...) Art. 73. A restituição e o ressarcimento de tributos administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil ou a restituição de pagamentos efetuados mediante DARF e GPS cuja receita não seja administrada pela Secretaria da Receita Federal do Brasil será efetuada depois de verificada a ausência de débitos em nome do sujeito passivo credor perante a Fazenda Nacional. (Redação dada pela Lei nº 12.844, de 2013) I (revogado); (Redação dada pela Lei nº 12.844, de 2013) II (revogado). (Redação dada pela Lei nº 12.844, de 2013) Parágrafo único. Existindo débitos, não parcelados ou parcelados sem garantia, inclusive inscritos em Dívida Ativa da União, os créditos serão utilizados para quitação desses débitos, observado o seguinte: (Incluído pela Lei nº 12.844, de 2013) I o valor bruto da restituição ou do ressarcimento será debitado à conta do tributo a que se referir; (Incluído pela Lei nº 12.844, de 2013) II a parcela utilizada para a quitação de débitos do contribuinte ou responsável será creditada à conta do respectivo tributo. (Incluído pela Lei nº 12.844, de 2013) Instrução Normativa RFB nº 1.717 de 2017 (...) Da Compensação de Ofício Fl. 46DF CARF MF 4 Art. 89. A restituição e o ressarcimento de tributos administrados pela RFB ou a restituição de pagamentos efetuados mediante DARF e GPS cuja receita não seja administrada pela RFB será efetuada depois de verificada a ausência de débitos em nome do sujeito passivo credor perante a Fazenda Nacional. § 1º Existindo débito, ainda que consolidado em qualquer modalidade de parcelamento, inclusive de débito já encaminhado para inscrição em Dívida Ativa da União, de natureza tributária ou não, o valor da restituição ou do ressarcimento deverá ser utilizado para quitálo, mediante compensação em procedimento de ofício. § 2º A compensação de ofício de débito parcelado restringese aos parcelamentos não garantidos. § 3º Previamente à compensação de ofício, deverá ser solicitado ao sujeito passivo que se manifeste quanto ao procedimento no prazo de 15 (quinze) dias, contados do recebimento de comunicação formal enviada pela RFB, sendo o seu silêncio considerado como aquiescência. § 4º Na hipótese de o sujeito passivo discordar da compensação de ofício, a autoridade da RFB competente para efetuar a compensação reterá o valor da restituição ou do ressarcimento até que o débito seja liquidado. (grifo nosso) Assim, verificada a existência de débitos e ante a discordância da Recorrente quanto à realização da compensação de ofício, os valores a serem restituídos foram retidos até a liquidação dos débitos em aberto e, com isso, indeferido o pedido de compensação por ausência de saldo disponível, procedimento que veio a ser confirmado pela decisão recorrida. A Recorrente se insurge contra tal procedimento, sob a alegação de que seus débitos em aberto estariam com exigibilidade suspensa nos termos do art. 151 do CTN, fazendo prova do alegado mediante juntada de certidão positiva com efeitos de negativa. Deste modo, procederse à compensação de ofício de créditos tributários com exigibilidade suspensa significaria extinguir compulsoriamente créditos sequer exigíveis, tendo a Instrução Normativa RFB nº 1.717/2017 exorbitado de seu poder regulamentar ao contrariar o art. 151 do CTN e a própria Constituição Federal em seu art. 146, III, b, que atribui competência à lei complementar para dispor sobre crédito tributário. Sobre o tema, o STJ já se manifestou, sob a sistemática dos recursos repetitivos (tema 484), no Resp. n° 1.213.082/PR, cujo ementa reproduzo: PROCESSUAL CIVIL. TRIBUTÁRIO. RECURSO ESPECIAL REPRESENTATIVO DA CONTROVÉRSIA (ART. 543C, DO CPC). ART. 535, DO CPC, AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO. COMPENSAÇÃO DE OFÍCIO PREVISTA NO ART. 73, DA LEI N. 9.430/96 E NO ART. 7º, DO DECRETOLEI N. 2.287/86. CONCORDÂNCIA TÁCITA E RETENÇÃO DE VALOR A SER RESTITUÍDO OU RESSARCIDO PELA SECRETARIA DA Fl. 47DF CARF MF Processo nº 10680.927887/201601 Acórdão n.º 3401006.446 S3C4T1 Fl. 4 5 RECEITA FEDERAL. LEGALIDADE DO ART. 6º E PARÁGRAFOS DO DECRETO N. 2.138/97. ILEGALIDADE DO PROCEDIMENTO APENAS QUANDO O CRÉDITO TRIBUTÁRIO A SER LIQUIDADO SE ENCONTRAR COM EXIGIBILIDADE SUSPENSA (ART. 151, DO CTN). 1. Não macula o art. 535, do CPC, o acórdão da Corte de Origem suficientemente fundamentado. 2. O art. 6º e parágrafos, do Decreto n. 2.138/97, bem como as instruções normativas da Secretaria da Receita Federal que regulamentam a compensação de ofício no âmbito da Administração Tributária Federal (arts. 6º, 8º e 12, da IN SRF 21/1997; art. 24, da IN SRF 210/2002; art. 34, da IN SRF 460/2004; art. 34, da IN SRF 600/2005; e art. 49, da IN SRF 900/2008), extrapolaram o art. 7º, do DecretoLei n. 2.287/86, tanto em sua redação original quanto na redação atual dada pelo art. 114, da Lei n. 11.196, de 2005, somente no que diz respeito à imposição da compensação de ofício aos débitos do sujeito passivo que se encontram com exigibilidade suspensa, na forma do art. 151, do CTN (v.g. débitos inclusos no REFIS, PAES, PAEX, etc.). Fora dos casos previstos no art. 151, do CTN, a compensação de ofício é ato vinculado da Fazenda Pública Federal a que deve se submeter o sujeito passivo, inclusive sendo lícitos os procedimentos de concordância tácita e retenção previstos nos §§ 1º e 3º, do art. 6º, do Decreto n. 2.138/97. Precedentes: REsp. Nº 542.938 RS, Primeira Turma, Rel. Min. Francisco Falcão, julgado em 18.08.2005; REsp. Nº 665.953 RS, Segunda Turma, Rel. Min. João Otávio de Noronha, julgado em 5.12.2006; REsp. Nº 1.167.820 SC, Segunda Turma, Rel. Min. Mauro Campbell Marques, julgado em 05.08.2010; REsp. Nº 997.397 RS, Primeira Turma, Rel. Min. José Delgado, julgado em 04.03.2008; REsp. Nº 873.799 RS, Segunda Turma, Rel. Min. Mauro Campbell Marques, julgado em 12.8.2008; REsp. n. 491342/PR, Segunda Turma, Rel. Min. João Otávio de Noronha, julgado em 18.05.2006; REsp. Nº 1.130.680 RS Primeira Turma, Rel. Min. Luiz Fux, julgado em 19.10.2010. 3. No caso concreto, tratase de restituição de valores indevidamente pagos a título de Imposto de Renda da Pessoa Jurídica IRPJ com a imputação de ofício em débitos do mesmo sujeito passivo para os quais não há informação de suspensão na forma do art. 151, do CTN. Impõese a obediência ao art. 6º e parágrafos do Decreto n. 2.138/97 e normativos próprios. 4. Recurso especial parcialmente provido. Acórdão submetido ao regime do art. 543C, do CPC, e da Resolução STJ n. 8/2008. (REsp 1213082/PR, Rel. Ministro MAURO CAMPBELL MARQUES, PRIMEIRA SEÇÃO, julgado em 10/08/2011, DJe 18/08/2011) Fl. 48DF CARF MF 6 No julgado, a Corte reconheceu a ilegalidade da imposição de compensação de ofício aos débitos com exigibilidade suspensa por força do art. 151 do CTN e, in casu, verificase que a certidão apresentada às fls. 27/28 menciona expressamente que os débitos da Recorrente estão com exigibilidade suspensa nos termos do art. 151 do CTN. Desta feita, impende a aplicação do §2° do art. 62 do RICARF para reproduzir o entendimento do STJ, a fim de possibilitar a compensação pleiteada, ressalvandose a necessidade de renovação da certidão positiva com efeitos de negativa por ocasião da liquidação deste julgado para se verificar a permanência do requisito de suspensão da exigibilidade dos débitos. Ante o exposto, voto por CONHECER do Recurso Voluntário e, no mérito, DAR PROVIMENTO ao mesmo." Importa registrar que nos autos ora em apreço, a situação fática e jurídica encontra correspondência com a verificada no paradigma, de tal sorte que o entendimento lá esposado pode ser perfeitamente aqui aplicado. Aplicandose a decisão do paradigma ao presente processo, em razão da sistemática prevista nos §§ 1º e 2º do art. 47 do RICARF, o colegiado decidiu por CONHECER do Recurso Voluntário e, no mérito, DAR PROVIMENTO ao mesmo. (assinado digitalmente) Rosaldo Trevsan Fl. 49DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 10730.008108/2006-53
Turma: Terceira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Apr 10 00:00:00 UTC 2013
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA - IRPJ
Ano-calendário: 2007, 2008
MATÉRIA NÃO IMPUGNADA.
Considera-se não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pelo impugnante quando da impugnação do lançamento. Consolida-se administrativamente, o crédito tributário relativo à matéria não impugnada conforme determina o Decreto nº 70.235/72, art. 17.
O não questionamento integral do mérito na fase impugnatória impede à Recorrente o faça, mesmo que parcialmente e limitada à penalidade qualificada, por ocasião do recurso voluntário
Numero da decisão: 1103-000.845
Decisão: acordam os membros da 3ª Turma Ordinária da 1ª Câmara da PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO, por unanimidade NEGAR PROVIMENTO ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: Sergio Luiz Bezerra Presta
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA - IRPJ Ano-calendário: 2007, 2008 MATÉRIA NÃO IMPUGNADA. Considera-se não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pelo impugnante quando da impugnação do lançamento. Consolida-se administrativamente, o crédito tributário relativo à matéria não impugnada conforme determina o Decreto nº 70.235/72, art. 17. O não questionamento integral do mérito na fase impugnatória impede à Recorrente o faça, mesmo que parcialmente e limitada à penalidade qualificada, por ocasião do recurso voluntário
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 2007, 2008 MATÉRIA NÃO IMPUGNADA. Considerase não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pelo impugnante quando da impugnação do lançamento. Consolidase administrativamente, o crédito tributário relativo à matéria não impugnada conforme determina o Decreto nº 70.235/72, art. 17. O não questionamento integral do mérito na fase impugnatória impede à Recorrente o faça, mesmo que parcialmente e limitada à penalidade qualificada, por ocasião do recurso voluntário Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, acordam os membros da 3ª Turma Ordinária da 1ª. Câmara da PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO, por unanimidade NEGAR PROVIMENTO ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Aloysio José Percínio da Silva Presidente (assinado digitalmente) Sergio Luiz Bezerra Presta Relator (assinado digitalmente) Participaram do presente julgamento os Conselheiros Aloysio José Percínio da Silva, Hugo Correia Sotero, André Mendes de Moura, Marcos Shigueo Takata, Eduardo Martins Neiva Monteiro e Sérgio Luiz Bezerra Presta. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 73 0. 00 81 08 /2 00 6- 53 Fl. 603DF CARF MF Documento de 7 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP10.0719.09574.HP1K. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10730.008108/200653 Acórdão n.º 1103000.845 S1C1T3 Fl. 604 2 Relatório Por bem descrever os fatos relativos ao contencioso, adoto parte do relato do órgão julgador de primeira instância administrativa até aquela fase: “Tem origem o presente processo no auto de infração de fls. 081 15, lavrado pela DRF Niterói RJ, contra Makky Distribuidora de Pegas Ltda, para exigir o Imposto sobre a Renda da Pessoa Jurídica IRPJ, relativo ao ano calendário 2002, no valor de R$ 790.609,12, acrescido da multa proporcional de 75%, prevista no artigo 441 da Lei n° 9.430/96 e de juros de mora, bem como para retificar o prejuízo fiscal. Deram causa ao lançamento, conforme Descrição dos Fatos de fls. 09/10 e Termo de Constatação Fiscal de fls. 16/18: 1. OMISSÃO DE RECEITAS — FALTA DE CONTABILIZAÇÃO DE COMPRAS: Após confrontar a escrituração do autuado com a relação de notas fiscais de venda emitidas por três de seus fornecedores, a fiscalização constatou que o autuado deixou de contabilizar determinadas compras de mercadorias. Os valores pagos pelo autuado, referentes às notas fiscais não contabilizadas, totalizaram R$ 6.750.672,21 no ano de 2002. Intimado a esclarecer a divergência, o autuado não se manifestou. A relação de todas as notas fiscais emitidas por aqueles fornecedores foi juntada As fls. 153, 155/168 e 181/189 e a relação das notas fiscais não contabilizadas e dos correspondentes pagamentos encontrase às fls. 21/38. Os valores não contabilizados foram considerados receita omitida, nas datas dos correspondentes pagamentos. 2. GLOSA DE DESPESAS FINANCEIRAS: O autuado contabilizou e deduziu, como despesa operacional, o valor de R$ 171.690,00 a titulo de juros passivos, mas o documento comprobatório apresentado à fiscalização atesta apenas R$ 1.723,49 (fls. 19/20). A diferença, de R$ 169.966,51, foi glosada. a) O valor das compras não pode ser tributado em sua totalidade, mas só o seu resultado que é o lucro que será gerado com elas. Por isso, os tributos deveriam incidir sobre 9,6% do valor tido como não contabilizado, que corresponde ao lucro arbitrado, que representa o real acréscimo patrimonial, com base nos art. 43 do CTN e 519 e 532 do RIR/99 (REGULAMENTO DO IMPOSTO DE RENDA, APROVADO PELO DECRETO N ° 3.000/99); b) O vencimento do imposto de renda cobrado deveria ser em 31.01.2003 — último dia do mês subsequente ao do encerramento de cada período de apuração, por força do art. 531 do RIR/99; c) Com base no art. 281 do RIR/99, a omissão de receitas só pode ser indicada pela não escrituração de uma venda e a falta de escrituração de compras não é, por si só, fundamento para caracterizar omissão de receitas; d) Das exigências de PIS e Cofins, deve ser excluída a parcela relativa revenda de mercadorias sujeitas a aliquota zero, por força do art. 3° da Lei n° 10.485/2002; Fl. 604DF CARF MF Documento de 7 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP10.0719.09574.HP1K. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10730.008108/200653 Acórdão n.º 1103000.845 S1C1T3 Fl. 605 3 e) As despesas não contabilizadas não podem importar fato gerador de PIS e Cofins, que incidem sobre receitas; f) Solicita perícia para que se comprove que os seus lançamentos contábeis têm consistência”. A 1ª Turma da DRJ/Rio de Janeiro I RJ, em sessão de 18/11/2008, ao analisar a peça impugnatória apresentada, proferiu o acórdão n° 1221.830 entendendo “por unanimidade de votos, JULGAR PROCEDENTES EM PARTE os lançamentos efetuados, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado, para: a) Declarar devidos o Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica IRPJ no valor de R$ 790.609,12 e a Contribuição Social sobre o Lucro Liquido CSLL no valor de R$ 288.939,28, acrescidos da multa proporcional de 75% e dos juros de mora; b) Declarar devida a retificação do prejuízo fiscal de IRPJ e da base de cálculo negativa da CSLL; e Reduzir a Contribuição para Financiamento da Seguridade Social Cofins para R$ 167.655,64 e a Contribuição para o Programa de Integração Social PIS para R$ 38.890,09, acrescidas da multa proporcional de 75% e dos juros de mora”, sob argumentos assim ementados: “ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 2002 OMISSÃO DE RECEITAS. FALTA DE ESCRITURAÇÃO DE COMPRAS. A falta de escrituração do pagamento de compras caracteriza receita omitida. DESPESA. COMPROVAÇÃO. A falta de apresentação de documentos que sustentem despesas escrituradas enseja a glosa da dedução. CSLL. PIS. COFINS. DECORRÊNCIA. Para as exigências decorrentes, aplicase a mesma conclusão do lançamento principal. PIS. COFINS. Excluise da tributação a parcela da receita omitida correspondente à venda de produtos com alíquota reduzida a zero. Lançamento Procedente em Parte” Cientificada da decisão de primeira instância em 09/12/2008 (AR fls. 581), a MAKKY DISTRIBUIDORA DE PEÇAS LTDA., qualificada nos autos em epígrafe, inconformada com a decisão contida no Acórdão nº 1221.830, recorre em 29/12/2012 (fls. 585 e segs) a este Conselho Administrativo de Recursos Fiscais objetivando a reforma do julgado reiterando os argumentos da peça impugnativa e acrescenta novos argumentos em decorrência da decisão proferida pela 1ª Turma da DRJ/Rio de Janeiro I RJ. Na referência às folhas dos autos considerei a numeração do processo eletrônico (eprocesso). É o relatório do essencial. Voto Fl. 605DF CARF MF Documento de 7 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP10.0719.09574.HP1K. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10730.008108/200653 Acórdão n.º 1103000.845 S1C1T3 Fl. 606 4 Conselheiro SERGIO LUIZ BEZERRA PRESTA Observando o que determina os arts. 5º e 33 ambos do Decreto nº. 70.235/1972 conheço a tempestividade do recurso voluntário apresentado, preenchendo os demais requisitos legais para sua admissibilidade, dele, portanto tomo conhecimento. Antes de entrar na questão principal dos autos, fazse necessário observar a preclusão proferida pela 1ª Turma da DRJ/Rio de Janeiro I RJ, quando na parte inicial do voto afirmou o seguinte, às fls. 565: Diante a ação deliberada da Recorrente em não atacar na impugnação os argumentos do Termo de Constatação Fiscal (fls. 33) da falta de escrituração das compras nem a ausência da documentação que amparasse a dedução dos juros passivos, que foram comprovados através da circularização dos fornecedores e que foi compilado pela fiscalização conforme pode ser visto abaixo (fls. 35): Observando essa situação, concluo que houve a preclusão quanto a esses itens e cabe aqui uma pergunta: Não seria função da Recorrente apresentar os documentos que comprovassem que os fatos apresentados pela fiscalização não ocorreram? Vejo, sem muita dificuldade, que a resposta é sim! A minha posição tem como base no que determina o artigo 142, do Código Tributário Nacional, “verbis”: Fl. 606DF CARF MF Documento de 7 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP10.0719.09574.HP1K. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10730.008108/200653 Acórdão n.º 1103000.845 S1C1T3 Fl. 607 5 “Art. 142. Compete privativamente à autoridade administrativa constituir o crédito tributário pelo lançamento, assim entendido o procedimento administrativo tendente a verificar a ocorrência do fato gerador da obrigação correspondente, determinar a matéria tributável”. A regra contida no citado artigo é de inequívoca clareza, afinal determinar, com força de lei complementar, que é responsabilidade da autoridade administrativa, ao analisar as informações prestadas pelos fornecedores da Recorrente no que tange a falta de escrituração das compras e também a ausência da documentação que amparou a dedução dos juros passivos, conformar por inteiro, não permitir dúvidas, espancar generalidades e afastar zonas cinzentas. Determinar é dar o perfil completo, o desenho absoluto, nítido, claro, cristalino. E, não reconhecendo algum ponto, intimar o contribuinte para que faça a demonstração do seu direito ou credito. Diante de tudo que consta nos autos, não tenho duvida que esqueceu a Recorrente que um dos princípios que lastreiam o processo administrativo fiscal é o Principio da Legalidade, também denominado de legalidade objetiva, tal princípio determina que o processo deverá ser instaurado nos estritos ditames da lei. Ou seja, na administração privada se pode fazer tudo que a lei não proíbe. Já na administração pública só é permitido fazer o que a lei autoriza expressamente, como forma de se atender as exigências do bem comum. Em suma enquanto que para o particular a lei significa “pode fazer assim”, para o Administrador público significa “deve fazer assim”, a atividade administrativa é plenamente vinculada, é regrada pelos limites impostos pela própria lei. Diante deste fato se poderia perguntar: Qual o momento para a apresentação das provas no PAF? A resposta não é minha, encontrase inserta nos Artigos 3º e 38 da Lei 9.784/99, a seguir transcrito: “Art. 3º. O administrado tem os seguintes direitos perante a Administração, sem prejuízo de outros que lhe sejam assegurados: (...) III formular alegações e apresentar documentos antes da decisão, os quais serão objeto de consideração pelo órgão competente; (…)” “Art. 38. O interessado poderá, na fase instrutória e antes da tomada da decisão, juntar documentos e pareceres, requerer diligências e perícias, bem como aduzir alegações referentes à matéria objeto do processo” E, caso tenha alguma duvida o Art. 16 do Decreto nº 70.235/1972, assim determina: “Art. 16 (...) § 4º A prova documental será apresentada na impugnação, precluindo o direito de o impugnante fazêlo em outro momento processual, a menos que: (Incluído pela Lei nº 9.532, de 1997) Fl. 607DF CARF MF Documento de 7 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP10.0719.09574.HP1K. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10730.008108/200653 Acórdão n.º 1103000.845 S1C1T3 Fl. 608 6 a) fique demonstrada a impossibilidade de sua apresentação oportuna, por motivo de força maior; (Incluído pela Lei nº 9.532, de 1997) b) refirase a fato ou a direito superveniente; (Incluído pela Lei nº 9.532, de 1997) c) destinese a contrapor fatos ou razões posteriormente trazidas aos autos. (Incluído pela Lei nº 9.532, de 1997)” Diante da legislação acima, é importante acentuar que a responsabilidade pela comprovação da verdade material caberia a Recorrente; e, para isso deveria buscar na legislação de regência o substrato legal para juntar as provas que entendesse como necessárias a defesa da conduta realizada; e, isso não o fez. O mesmo não acontece em reação ao PIS e a COFINS, tendo em vista que foi solicitado a Recorrente a informação se efetuou vendas dos produtos listados nos anexos I e II da Lei n° 10.485/2002, que a partir de 01.11.2002 (artigo 3°) reduziu a 0% (zero por cento) as alíquotas do PIS e da COFINS incidentes sobre a venda dos referidos produtos. E, diante do que foi comprovado a decisão da 1ª Turma da DRJ/Rio de Janeiro I – RJ foi a seguinte: E, como houve uma omissão por parte da Recorrente e que também não comprovou que vendeu menos do que a presunção apresentada pela fiscalização e ratificada pela decisão recorrida, entendo ser acertada as razões de decidir da 1ª Turma da DRJ/Rio de Janeiro I – RJ. Fl. 608DF CARF MF Documento de 7 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP10.0719.09574.HP1K. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10730.008108/200653 Acórdão n.º 1103000.845 S1C1T3 Fl. 609 7 Assim, diante do exposto, observando tudo que consta nos autos voto no sentido de negar provimento ao recurso, para que a decisão da 1ª Turma da DRJ/Rio de Janeiro I – RJ seja mantida nos termos constante do Acórdão nº 1221.830. Sérgio Luiz Bezerra Presta Relator (assinado digitalmente) Fl. 609DF CARF MF Documento de 7 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP10.0719.09574.HP1K. Consulte a página de autenticação no final deste documento. PÁGINA DE AUTENTICAÇÃO O Ministério da Fazenda garante a integridade e a autenticidade deste documento nos termos do Art. 10, § 1º, da Medida Provisória nº 2.200-2, de 24 de agosto de 2001 e da Lei nº 12.682, de 09 de julho de 2012. Documento produzido eletronicamente com garantia da origem e de seu(s) signatário(s), considerado original para todos efeitos legais. Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001. Histórico de ações sobre o documento: Documento juntado por SERGIO LUIZ BEZERRA PRESTA em 05/12/2013 09:11:00. Documento autenticado digitalmente por SERGIO LUIZ BEZERRA PRESTA em 05/12/2013. Documento assinado digitalmente por: ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA em 05/02/2014 e SERGIO LUIZ BEZERRA PRESTA em 05/12/2013. Esta cópia / impressão foi realizada por MARIA MADALENA SILVA em 10/07/2019. Instrução para localizar e conferir eletronicamente este documento na Internet: EP10.0719.09574.HP1K Código hash do documento, recebido pelo sistema e-Processo, obtido através do algoritmo sha1: D9D949F225CA85971D18D124BB7C42C2CE82647C Ministério da Fazenda 1) Acesse o endereço: https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx 2) Entre no menu "Legislação e Processo". 3) Selecione a opção "e-AssinaRFB - Validar e Assinar Documentos Digitais". 4) Digite o código abaixo: 5) O sistema apresentará a cópia do documento eletrônico armazenado nos servidores da Receita Federal do Brasil. página 1 de 1 Página inserida pelo Sistema e-Processo apenas para controle de validação e autenticação do documento do processo nº 10730.008108/2006-53. Por ser página de controle, possui uma numeração independente da numeração constante no processo.
score : 1.0
Numero do processo: 13851.903369/2012-49
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Mon Jun 17 00:00:00 UTC 2019
Data da publicação: Fri Jul 26 00:00:00 UTC 2019
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Data do fato gerador: 31/03/2009
COMPENSAÇÃO NÃO HOMOLOGADA. MATÉRIA NÃO IMPUGNADA.
Considerar-se-á não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pelo impugnante.
Numero da decisão: 3401-006.327
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso.
(assinado digitalmente)
Rosaldo Trevisan - Presidente e Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Mara Cristina Sifuentes, Tiago Guerra Machado, Lázaro Antonio Souza Soares, Fernanda Vieira Kotzias, Carlos Henrique de Seixas Pantarolli, Oswaldo Gonçalves de Castro Neto, Leonardo Ogassawara de Araújo Branco e Rosaldo Trevisan.
Nome do relator: ROSALDO TREVISAN
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MATÉRIA NÃO IMPUGNADA. Considerarseá não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pelo impugnante. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. (assinado digitalmente) Rosaldo Trevisan Presidente e Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Mara Cristina Sifuentes, Tiago Guerra Machado, Lázaro Antonio Souza Soares, Fernanda Vieira Kotzias, Carlos Henrique de Seixas Pantarolli, Oswaldo Gonçalves de Castro Neto, Leonardo Ogassawara de Araújo Branco e Rosaldo Trevisan. Relatório Tratase de recurso voluntário em face da decisão da Delegacia de Julgamento em Curitiba que julgou improcedente a manifestação de inconformidade, conforme ementa abaixo transcrita: (...) MATÉRIA NÃO IMPUGNADA. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 85 1. 90 33 69 /2 01 2- 49 Fl. 58DF CARF MF 2 A matéria não especificamente contestada na manifestação de inconformidade é reputada como incontroversa, com a aceitação tácita da interessada, e é insuscetível de ser trazida à baila em momento processual subsequente. Ciente do acórdão de piso, a empresa protocolou Recurso Voluntário repisando os exatos argumentos constantes da Manifestação de Inconformidade. É o relatório. Voto Conselheiro Rosaldo Trevsan, Relator O julgamento deste processo segue a sistemática dos recursos repetitivos, regulamentada pelo art. 47, §§ 1º e 2º, do RICARF, aprovado pela Portaria MF 343, de 09 de junho de 2015. Portanto, ao presente litígio aplicase o decidido no Acórdão nº 3401006.326, de 17 de junho de 2019, proferido no julgamento do Processo nº 13851.903368/201202. Transcrevese, como solução deste litígio, nos termos regimentais, o entendimento que prevaleceu naquela decisão (Acórdão nº 3401006.326): "Tratase de recurso contra acórdão que manteve a decisão que deixou de homologar a compensação declarada pela Recorrente, pois reconheceu inexistir matéria impugnada na manifestação de inconformidade, posto que a impugnante trouxe alegações completamente estranhas ao teor do processo, como se depreende do excerto do voto condutor abaixo transcrito: As alegações da interessada não dizem respeito ao despacho decisório, pois, ao contrário do que argumentou, não existem nos autos: exigência de “multa e juros de mora de 40%”; discussão sobre omissão de receitas; discussão relativa a créditos sobre aquisição de embalagens; auto de infração a ser modificado; multa e juros a serem afastados. Em síntese, na ausência da apresentação de argumentos contrários ao despacho decisório, reputamse incontroversos os motivos pelos quais a DRF não homologou a compensação, razão pela qual VOTO pela improcedência da manifestação de inconformidade. De fato, em se tratando de Despacho Decisório que deixou de homologar a compensação sob o argumento de que o crédito a ser aproveitado já teria sido integralmente utilizado, há que se Fl. 59DF CARF MF Processo nº 13851.903369/201249 Acórdão n.º 3401006.327 S3C4T1 Fl. 3 3 reconhecer a impertinência das alegações trazidas pela então impugnante e ora reproduzidas no Recurso Voluntário. Ademais, não procede a alegação genérica de ausência de fundamentação do despacho decisório, posto que o mesmo trouxe em seu o teor a razão específica para que a compensação não fosse homologada, a ausência de crédito disponível, e indicou especificamente o pagamento ao qual fora alocado o crédito que a Recorrente pretendia levar à compensação, matéria sobre a qual silenciou a Recorrente, de modo que tenho por incontroversos os fatos apontados pela fiscalização. Ante o exposto, voto por CONHECER do Recurso Voluntário e, no mérito, NEGAR PROVIMENTO ao mesmo. Importa registrar que nos autos ora em apreço, a situação fática e jurídica encontra correspondência com a verificada no paradigma, de tal sorte que o entendimento lá esposado pode ser perfeitamente aqui aplicado. Aplicandose a decisão do paradigma ao presente processo, em razão da sistemática prevista nos §§ 1º e 2º do art. 47 do RICARF, o colegiado decidiu por CONHECER do Recurso Voluntário e, no mérito, NEGAR PROVIMENTO ao mesmo. (assinado digitalmente) Rosaldo Trevsan Fl. 60DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 10840.900329/2009-81
Turma: 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 3ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Wed May 15 00:00:00 UTC 2019
Data da publicação: Wed Jun 19 00:00:00 UTC 2019
Ementa: Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep
Data do fato gerador: 31/12/2003
RECURSO ESPECIAL. DISSENSO JURISPRUDENCIAL. DEMONSTRAÇÃO. REQUISITO. AUSÊNCIA DE SIMILITUDE FÁTICA. INADMISSIBILIDADE.
A demonstração do dissenso jurisprudencial é condição sine qua non para admissão do recurso especial. Para tanto, essencial que as decisões comparadas tenham identidade entre si. Se não há similitude fática entre o acórdão recorrido e os acórdãos paradigmas, impossível reconhecer divergência na interpretação da legislação tributária.
Recurso especial do Contribuinte não conhecido.
Numero da decisão: 9303-008.632
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do Recurso Especial.
(Assinado digitalmente)
Rodrigo da Costa Pôssas Presidente
(Assinado digitalmente)
Jorge Olmiro Lock Freire Relator
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Rodrigo da Costa Pôssas, Andrada Márcio Canuto Natal, Tatiana Midori Migiyama, Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Demes Brito, Jorge Olmiro Lock Freire, Érika Costa Camargos Autran e Vanessa Marini Cecconello.
Nome do relator: JORGE OLMIRO LOCK FREIRE
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ementa_s : Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep Data do fato gerador: 31/12/2003 RECURSO ESPECIAL. DISSENSO JURISPRUDENCIAL. DEMONSTRAÇÃO. REQUISITO. AUSÊNCIA DE SIMILITUDE FÁTICA. INADMISSIBILIDADE. A demonstração do dissenso jurisprudencial é condição sine qua non para admissão do recurso especial. Para tanto, essencial que as decisões comparadas tenham identidade entre si. Se não há similitude fática entre o acórdão recorrido e os acórdãos paradigmas, impossível reconhecer divergência na interpretação da legislação tributária. Recurso especial do Contribuinte não conhecido.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do Recurso Especial. (Assinado digitalmente) Rodrigo da Costa Pôssas Presidente (Assinado digitalmente) Jorge Olmiro Lock Freire Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Rodrigo da Costa Pôssas, Andrada Márcio Canuto Natal, Tatiana Midori Migiyama, Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Demes Brito, Jorge Olmiro Lock Freire, Érika Costa Camargos Autran e Vanessa Marini Cecconello.
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DISSENSO JURISPRUDENCIAL. DEMONSTRAÇÃO. REQUISITO. AUSÊNCIA DE SIMILITUDE FÁTICA. INADMISSIBILIDADE. A demonstração do dissenso jurisprudencial é condição sine qua non para admissão do recurso especial. Para tanto, essencial que as decisões comparadas tenham identidade entre si. Se não há similitude fática entre o acórdão recorrido e os acórdãos paradigmas, impossível reconhecer divergência na interpretação da legislação tributária. Recurso especial do Contribuinte não conhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do Recurso Especial. (Assinado digitalmente) Rodrigo da Costa Pôssas – Presidente (Assinado digitalmente) Jorge Olmiro Lock Freire – Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Rodrigo da Costa Pôssas, Andrada Márcio Canuto Natal, Tatiana Midori Migiyama, Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Demes Brito, Jorge Olmiro Lock Freire, Érika Costa Camargos Autran e Vanessa Marini Cecconello. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 84 0. 90 03 29 /2 00 9- 81 Fl. 547DF CARF MF Processo nº 10840.900329/200981 Acórdão n.º 9303008.632 CSRFT3 Fl. 3 2 Relatório Tratase de recurso especial de divergência interposto pelo contribuinte (fls. 460/474), admitido pelo despacho de fls. 532/534, contra o Acórdão 3402002.035 (fls. 436/444), de 19/03/2013, assim ementado na parte recorrida: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Data do Fato Gerador: 31/12/2004 COFINS. RECEITA DE VENDA DE MEDICAMENTOS. COMERCIANTE ATACADISTA OU VAREJISTA. LEI Nº 10.147/2000. ALÍQUOTA ZERO. CLÍNICAS E HOSPITAIS. PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS MÉDICOHOSPITALARES. INAPLICABILIDADE. AUSÊNCIA DE PAGAMENTO A MAIOR. Os medicamentos utilizados pelas clínicas e hospitais são insumos indispensáveis da prestação dos serviços médico hospitalares, deixando de ser mercadorias, e, o hospital ou a clínica, pela natureza de sua atividade, não revestem a condição de comerciante varejista ou atacadista, de modo que não praticam operação de venda sujeita a alíquota zero, prevista no art. 2º da Lei nº 10.147/2002, sendo indevida a exclusão das receitas de venda dos medicamentos da base de cálculo do PIS e da COFINS, inexistindo indébito passível de compensação tributária. Recurso Voluntário Negado. Alega o recorrente, em preliminar, que teria havido cerceamento ao seu direito de defesa por supressão de instância, pois aduz que o reconhecimento do regime monofásico no caso dos remédios que compra não teria sido aventado nas instâncias inferiores. Em função dessa assertiva, pede a remessa do processo à segunda instância. No ponto, colaciona como paradigma o aresto 30130.792. Entende, quanto ao mérito, que a lei 10.147/2000 dispôs sobre a incidência do PIS e da COFINS sobre alguns produtos, dentre os quais os farmacêuticos, objeto da lide, sendo que nos termos do art. 2º daquela norma, as empresas que não se enquadrassem no conceito de industrial ou importador, seu caso, seriam tributadas "pela alíquota zero". Quanto ao seu caso específico, alega que ocorre a revenda de medicamentos na prestação de serviços médicohospitalares. Acresce que a Lei 10.833 em seu art. 10 determinou que permaneciam na sistemática cumulativa (Art. 10, XIII, daquela Lei) as receitas decorrentes de serviços prestados por hospital, etc. Assim, averba que "os hospitais continuaram a segregar as receitas decorrentes de venda de produtos farmacêuticos (sobre os quais aplicavam a alíquota zero) das receitas decorrentes de sua prestação de serviço usual (sobre as quais se aplicavam alíquotas de 0,65% para o PIS e 3% para a COFINS)". Quanto ao mérito, não articula divergência de interpretação de lei entre o recorrido e o paradigma, aresto 10321.973. Em contrarrazões (fls. 537/545), pugna a PFN pelo improvimento do recurso. É o relatório. Fl. 548DF CARF MF Processo nº 10840.900329/200981 Acórdão n.º 9303008.632 CSRFT3 Fl. 4 3 Voto Conselheiro Jorge Olmiro Lock Freire Relator I FATOS O contribuinte enviou DCOMP (fls. 116/120) sob o fundamento de pagamento indevido ou a maior sobre o pagamento de PIS referente ao período de apuração 28/02/2003, resultando em um valor a maior de R$ 6.734,43 (valor original de R$ 5.862,36), após sua atualização. Contudo o despacho eletrônico de fls. 121/123, entendeu que o pagamento feito batia, em outras palavras, com o valor declarado em DCTF. Em sua manifestação de inconformidade (fls. 125/128), esquivandose do mérito, restringiu sua alegação no fato de que o valor de PIS a pagar constante da DIPJ seria de R$ 38.534,74 (e não o valor pago de R$ 44.324,50), anexando DCTF retificadora (fls. 166/169), restringindo sua alegação de que caso a Administração "tivesse considerado a(sic) declarações retificadoras, não teria por que(sic) não homologar a compensação realizada". De sua feita, a decisão de piso (fls. 178/181), em suma, entendeu que não basta a retificação da DCTF para ter o contribuinte direito ao crédito e, mormente, compensálo, devendo, isto sim, "comprovar que efetuou o pagamento do tributo e que o valor pago se revela indevido ou a maior", o que não teria ocorrido. Transcrevo, por oportuno, o seguinte excerto do referido decisum: ... Em seu recurso voluntário (fls. 184/192), mais uma vez esquivouse a recorrente de enfrentar o mérito, restringindo sua alegação de que ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei (CF, art. 5º, II), e que, por tal, Fl. 549DF CARF MF Processo nº 10840.900329/200981 Acórdão n.º 9303008.632 CSRFT3 Fl. 5 4 "para comprovação do indébito tributário não há necessidade de prestação de mais informações do que aquelas previstas em lei e instruções normativas emitias pela própria RFB", sendo suficiente, a seu juízo, o que consta na DCTF amparada pela DACON e DIPJ. Alega, ainda, que para cobrança do valor do débito não homologado deve ser precedido de MPF, mais uma vez refugando o mérito. Em 28/10/2010, a Resolução 340200.119 (fls. 229/230) converteu o julgamento em diligência "de modo que a unidade preparadora intime a empresa a desagregar o total lançado a título de 'outras exclusões' na linha 23 da ficha 26A de sua DIPJ retificadora", sendo "discriminado o valor de cada conta contábil aí agregado com breve descrição do seu conteúdo consoante plano de contas". Constatase, portanto, que a empresa entendeu ter um crédito, retificou suas declarações, saiu a compensarse, e ainda entende que o Fisco que vá se certificar se o que ela declarou está correto, como se não houvesse lei complementar (art. 170 do CTN) a definir que só cabe compensação se líquido e certo o alegado crédito. E, estreme de dúvida, que essa liquidez e certeza deve ser provada de pronto, o que não foi feito. Em resposta a intimação para atendimento da diligência, restringiuse a colacionar grande volume de documentos, esclarecendo, laconicamente, que "os valores excluídos da linha 23 da ficha 26A, referemse as receitas com vendas de medicamentos sujeitos a tributação monofásica do PIS e da COFINS". II CONHECIMENTO SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA E quer agora em sede de recurso alegar que houve cerceamento de seu direito de defesa por supressão de instância. Data vênia, o direito afrontado foi o da União, pois o crédito até então não atendia os pressupostos de liquidez e certeza, ficando o contribuinte a tergiversar sobre direito até então não afrontado, e que era seu dever fazêlo. E o paradigma nesse ponto não tem similitude fática alguma com o caso. Vejase: Acórdão 30130.792 PROCESSUAL. INOVAÇÃO QUANTO AO LANÇAMENTO NA DECISÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA. IMPOSSIBILIDADE. Quando de diligência resulte o agravamento da exigência inicial, consistente na alteração dos argumentos para sua manutenção ou de sua fundamentação legal, não compete à DRJ aperfeiçoar o lançamento, devendo ser lavrado Auto de Infração Complementar, devolvendose ao sujeito passivo o prazo para impugnar a parte modificada. ANULADA A DECISÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA Não há, em função dos fatos encartados, sobre o qual me alonguei, a menor similitude fática com o aresto paradigma, pois a diligência, a meu sentir indevida, pois na instância recursal do CARF em pedido de ressarcimento/compensação o ônus da prova é todo do contribuinte, restringiuse a produzir prova em favor do contribuinte. Demais disso, no paragonado tratase de lançamento, e nestes autos revolvese ressarcimento/compensação. Aliás, cingese o contribuinte à mera transcrição da ementa do julgado indicado como paradigma, não realizando o necessário cotejo analítico entre os acórdãos Fl. 550DF CARF MF Processo nº 10840.900329/200981 Acórdão n.º 9303008.632 CSRFT3 Fl. 6 5 confrontados. Não demonstrou onde residiria a semelhança entre os casos e onde se distanciariam com a afirmação de teses contrárias. Assim, não conheço do recurso neste tópico por absoluta ausência de similitude fática. MÉRITO Igualmente neste ponto, o paradigma não tem a menor relação com o acórdão recorrido. Também o contribuinte não fez o devido cotejo analítico. Vejase a ementa do paradigma, acórdão 10321.973: IRPJ.ADIANTAMENTOS PARA FUTURO AUMENTO DE CAPITAL. CARACTERIZAÇÃO COMO NEGÓCIO DE MÚTUO. CORREÇÃO MONETÁRIA. O principio da estrita legalidade tributária não se compadece com o alargamento do conceito de mútuo, instituto do direito privado, através de ato infra legal, com o intuito de criar obrigação tributária não prevista em lei. Da simples leitura dessa ementa, suficiente para concluir que estamos tratando de situações absolutamente díspares, onde não houve interpretação acerca da mesma legislação. Tomo por procrastinatório o presente recurso, pois nada há de divergente em relação aos arestos supostamente paradigmas. Pelo que não deve ser conhecido o recurso do contribuinte. CONCLUSÃO Em face do exposto, não conheço do recurso especial do contribuinte. É como voto. (assinado digitalmente) Jorge Olmiro Lock Freire Fl. 551DF CARF MF Processo nº 10840.900329/200981 Acórdão n.º 9303008.632 CSRFT3 Fl. 7 6 Fl. 552DF CARF MF
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Numero do processo: 10120.007532/2003-16
Turma: 1ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 1ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Tue Oct 18 00:00:00 UTC 2011
Ementa: CONHECIMENTO - SÚMULA CARF N° 03 - ARTIGO 67, § 2º, DO RICARF - CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO -COMPENSAÇÃO DE PREJUÍZO FISCAL - LIMITAÇÃO DE 30% - Não cabe recurso especial de decisão que aplique súmula de jurisprudência do CARF.
Numero da decisão: 9101-001.213
Decisão: ACORDAM os membros da 1ª turma do câmara SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso.
Matéria: IRPJ - glosa de compensação de prejuízos fiscais
Nome do relator: karem Jureidini Dias
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Numero do processo: 10680.927879/2016-56
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Mon Jun 17 00:00:00 UTC 2019
Data da publicação: Wed Jul 24 00:00:00 UTC 2019
Ementa: Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep
Data do fato gerador: 24/06/2010
COMPENSAÇÃO DE OFÍCIO. DISCORDÂNCIA DO CONTRIBUINTE. CRÉDITO TRIBUTÁRIO COM EXIGIBILIDADE SUSPENSA NOS TERMOS DO ART. 151 DO CTN. RETENÇÃO DO VALOR A SER RESSARCIDO. IMPOSSIBILIDADE. COMPENSAÇÃO VOLUNTÁRIA. HOMOLOGAÇÃO. STJ. RECURSO REPETITIVO. ART. 62, §2º DO RICARF.
Não se pode impor compensação de ofício ou reter valores passíveis de ressarcimento, nos termos do parágrafo único do artigo 73 da Lei n° 9.430/1996 c/c § 4º do art. 89 da Instrução Normativa RFB nº 1.717/2017, quando os débitos do contribuinte para com o Fisco estiverem com exigibilidade suspensa nos termos do art. 151 do CTN. Deve ser homologada a compensação voluntária declarada. Reprodução do entendimento firmado pelo STJ no Resp n°1.213.082/PR, julgado sob a sistemática dos recursos repetitivos, por força do §2° do art. 62 do RICARF.
Numero da decisão: 3401-006.441
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso.
(assinado digitalmente)
Rosaldo Trevisan - Presidente e Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Mara Cristina Sifuentes, Tiago Guerra Machado, Lázaro Antonio Souza Soares, Fernanda Vieira Kotzias, Carlos Henrique de Seixas Pantarolli, Oswaldo Gonçalves de Castro Neto, Leonardo Ogassawara de Araújo Branco e Rosaldo Trevisan.
Nome do relator: ROSALDO TREVISAN
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DISCORDÂNCIA DO CONTRIBUINTE. CRÉDITO TRIBUTÁRIO COM EXIGIBILIDADE SUSPENSA NOS TERMOS DO ART. 151 DO CTN. RETENÇÃO DO VALOR A SER RESSARCIDO. IMPOSSIBILIDADE. COMPENSAÇÃO VOLUNTÁRIA. HOMOLOGAÇÃO. STJ. RECURSO REPETITIVO. ART. 62, §2º DO RICARF. Não se pode impor compensação de ofício ou reter valores passíveis de ressarcimento, nos termos do parágrafo único do artigo 73 da Lei n° 9.430/1996 c/c § 4º do art. 89 da Instrução Normativa RFB nº 1.717/2017, quando os débitos do contribuinte para com o Fisco estiverem com exigibilidade suspensa nos termos do art. 151 do CTN. Deve ser homologada a compensação voluntária declarada. Reprodução do entendimento firmado pelo STJ no Resp n°1.213.082/PR, julgado sob a sistemática dos recursos repetitivos, por força do §2° do art. 62 do RICARF. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso. (assinado digitalmente) Rosaldo Trevisan Presidente e Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Mara Cristina Sifuentes, Tiago Guerra Machado, Lázaro Antonio Souza Soares, Fernanda Vieira Kotzias, Carlos Henrique de Seixas Pantarolli, Oswaldo Gonçalves de Castro Neto, Leonardo Ogassawara de Araújo Branco e Rosaldo Trevisan. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 68 0. 92 78 79 /2 01 6- 56 Fl. 47DF CARF MF 2 Relatório Tratase de recurso voluntário em face da decisão da Delegacia de Julgamento em Curitiba que julgou improcedente a manifestação de inconformidade, conforme ementa abaixo transcrita: (...) DCOMP. PAGAMENTO INDEVIDO OU A MAIOR. NÃO HOMOLOGAÇÃO. CRÉDITO INTEGRALMENTE RECONHECIDO EM PER. DISCORDÂNCIA QUANTO À COMPENSAÇÃO EM PROCEDIMENTO DE OFÍCIO. Correta a não homologação da declaração de compensação vinculada a pedido de restituição deferido parcialmente e a manifesta discordância do contribuinte quanto aos procedimentos de compensação de ofício, tendo em vista que o direito creditório reconhecido encontrase retido até que os débitos existentes em nome do contribuinte para com a Fazenda Pública sejam liquidados. Cientificada do acórdão de piso, a empresa interpôs Recurso Voluntário, sustentando que: a) o crédito utilizado na compensação já foi reconhecido pela autoridade administrativa, como consta expressamente da decisão recorrida; b) o crédito não deve ser objeto de retenção, com fundamento no parágrafo único do artigo 73 da Lei n° 9.430/1996 c/c § 4º do art. 89 da Instrução Normativa RFB nº 1.717/2017, em razão da discordância da Recorrente quanto à realização da compensação de ofício, pois os débitos estão com exigibilidade suspensa conforme a certidão positiva com efeitos de negativa apresentada; c) as normas que preveem a retenção de créditos em razão da negativa de se proceder à compensação de ofício de débitos com exigibilidade suspensa contrariam o art. 151 do Código Tributário Nacional e o art. 146, III, ‘b’ da Constituição, que confere a tal código a competência para dispor sobre crédito tributário; d) deve ser reproduzida pelo Conselho a tese formulada pelo STJ no REsp n° 1.213.082/PR, julgado sob a sistemática dos recursos repetitivos, que considera ilegal a compensação de ofício de débitos com exigibilidade suspensa na forma do art. 151 do CTN, por força do §2° do art. 62 do RICARF. É o relatório. Voto Conselheiro Rosaldo Trevsan, Relator Fl. 48DF CARF MF Processo nº 10680.927879/201656 Acórdão n.º 3401006.441 S3C4T1 Fl. 3 3 O julgamento deste processo segue a sistemática dos recursos repetitivos, regulamentada pelo art. 47, §§ 1º e 2º, do RICARF, aprovado pela Portaria MF 343, de 09 de junho de 2015. Portanto, ao presente litígio aplicase o decidido no Acórdão nº 3401006.346, de 17 de junho de 2019, proferido no julgamento do Processo nº 10680.925847/201616. Transcrevese, como solução deste litígio, nos termos regimentais, o entendimento que prevaleceu naquela decisão (Acórdão nº 3401006.346): "A controvérsia posta nos autos, acerca da não homologação da compensação declarada no PER/DCOMP nº 17327.68767.220416.1.3.040501, reside especificamente na possibilidade de o Fisco reter os créditos que a Recorrente pretende compensar em razão da discordância desta quanto à realização de sua compensação de ofício com outros débitos da empresa, os quais se encontram com exigibilidade suspensa, nos termos do art. 151 do CTN. A fiscalização aplicou à espécie o parágrafo único do artigo 73 da Lei n° 9.430/1996 c/c § 4º do art. 89 da Instrução Normativa RFB nº 1.717/2017, a seguir reproduzidos: Lei 9.430, de 27 de dezembro de 1996 (...) Art. 73. A restituição e o ressarcimento de tributos administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil ou a restituição de pagamentos efetuados mediante DARF e GPS cuja receita não seja administrada pela Secretaria da Receita Federal do Brasil será efetuada depois de verificada a ausência de débitos em nome do sujeito passivo credor perante a Fazenda Nacional. (Redação dada pela Lei nº 12.844, de 2013) I (revogado); (Redação dada pela Lei nº 12.844, de 2013) II (revogado). (Redação dada pela Lei nº 12.844, de 2013) Parágrafo único. Existindo débitos, não parcelados ou parcelados sem garantia, inclusive inscritos em Dívida Ativa da União, os créditos serão utilizados para quitação desses débitos, observado o seguinte: (Incluído pela Lei nº 12.844, de 2013) I o valor bruto da restituição ou do ressarcimento será debitado à conta do tributo a que se referir; (Incluído pela Lei nº 12.844, de 2013) II a parcela utilizada para a quitação de débitos do contribuinte ou responsável será creditada à conta do respectivo tributo. (Incluído pela Lei nº 12.844, de 2013) Instrução Normativa RFB nº 1.717 de 2017 (...) Da Compensação de Ofício Fl. 49DF CARF MF 4 Art. 89. A restituição e o ressarcimento de tributos administrados pela RFB ou a restituição de pagamentos efetuados mediante DARF e GPS cuja receita não seja administrada pela RFB será efetuada depois de verificada a ausência de débitos em nome do sujeito passivo credor perante a Fazenda Nacional. § 1º Existindo débito, ainda que consolidado em qualquer modalidade de parcelamento, inclusive de débito já encaminhado para inscrição em Dívida Ativa da União, de natureza tributária ou não, o valor da restituição ou do ressarcimento deverá ser utilizado para quitálo, mediante compensação em procedimento de ofício. § 2º A compensação de ofício de débito parcelado restringese aos parcelamentos não garantidos. § 3º Previamente à compensação de ofício, deverá ser solicitado ao sujeito passivo que se manifeste quanto ao procedimento no prazo de 15 (quinze) dias, contados do recebimento de comunicação formal enviada pela RFB, sendo o seu silêncio considerado como aquiescência. § 4º Na hipótese de o sujeito passivo discordar da compensação de ofício, a autoridade da RFB competente para efetuar a compensação reterá o valor da restituição ou do ressarcimento até que o débito seja liquidado. (grifo nosso) Assim, verificada a existência de débitos e ante a discordância da Recorrente quanto à realização da compensação de ofício, os valores a serem restituídos foram retidos até a liquidação dos débitos em aberto e, com isso, indeferido o pedido de compensação por ausência de saldo disponível, procedimento que veio a ser confirmado pela decisão recorrida. A Recorrente se insurge contra tal procedimento, sob a alegação de que seus débitos em aberto estariam com exigibilidade suspensa nos termos do art. 151 do CTN, fazendo prova do alegado mediante juntada de certidão positiva com efeitos de negativa. Deste modo, procederse à compensação de ofício de créditos tributários com exigibilidade suspensa significaria extinguir compulsoriamente créditos sequer exigíveis, tendo a Instrução Normativa RFB nº 1.717/2017 exorbitado de seu poder regulamentar ao contrariar o art. 151 do CTN e a própria Constituição Federal em seu art. 146, III, b, que atribui competência à lei complementar para dispor sobre crédito tributário. Sobre o tema, o STJ já se manifestou, sob a sistemática dos recursos repetitivos (tema 484), no Resp. n° 1.213.082/PR, cujo ementa reproduzo: PROCESSUAL CIVIL. TRIBUTÁRIO. RECURSO ESPECIAL REPRESENTATIVO DA CONTROVÉRSIA (ART. 543C, DO CPC). ART. 535, DO CPC, AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO. COMPENSAÇÃO DE OFÍCIO PREVISTA NO ART. 73, DA LEI N. 9.430/96 E NO ART. 7º, DO DECRETOLEI N. 2.287/86. CONCORDÂNCIA TÁCITA E RETENÇÃO DE VALOR A SER RESTITUÍDO OU RESSARCIDO PELA SECRETARIA DA Fl. 50DF CARF MF Processo nº 10680.927879/201656 Acórdão n.º 3401006.441 S3C4T1 Fl. 4 5 RECEITA FEDERAL. LEGALIDADE DO ART. 6º E PARÁGRAFOS DO DECRETO N. 2.138/97. ILEGALIDADE DO PROCEDIMENTO APENAS QUANDO O CRÉDITO TRIBUTÁRIO A SER LIQUIDADO SE ENCONTRAR COM EXIGIBILIDADE SUSPENSA (ART. 151, DO CTN). 1. Não macula o art. 535, do CPC, o acórdão da Corte de Origem suficientemente fundamentado. 2. O art. 6º e parágrafos, do Decreto n. 2.138/97, bem como as instruções normativas da Secretaria da Receita Federal que regulamentam a compensação de ofício no âmbito da Administração Tributária Federal (arts. 6º, 8º e 12, da IN SRF 21/1997; art. 24, da IN SRF 210/2002; art. 34, da IN SRF 460/2004; art. 34, da IN SRF 600/2005; e art. 49, da IN SRF 900/2008), extrapolaram o art. 7º, do DecretoLei n. 2.287/86, tanto em sua redação original quanto na redação atual dada pelo art. 114, da Lei n. 11.196, de 2005, somente no que diz respeito à imposição da compensação de ofício aos débitos do sujeito passivo que se encontram com exigibilidade suspensa, na forma do art. 151, do CTN (v.g. débitos inclusos no REFIS, PAES, PAEX, etc.). Fora dos casos previstos no art. 151, do CTN, a compensação de ofício é ato vinculado da Fazenda Pública Federal a que deve se submeter o sujeito passivo, inclusive sendo lícitos os procedimentos de concordância tácita e retenção previstos nos §§ 1º e 3º, do art. 6º, do Decreto n. 2.138/97. Precedentes: REsp. Nº 542.938 RS, Primeira Turma, Rel. Min. Francisco Falcão, julgado em 18.08.2005; REsp. Nº 665.953 RS, Segunda Turma, Rel. Min. João Otávio de Noronha, julgado em 5.12.2006; REsp. Nº 1.167.820 SC, Segunda Turma, Rel. Min. Mauro Campbell Marques, julgado em 05.08.2010; REsp. Nº 997.397 RS, Primeira Turma, Rel. Min. José Delgado, julgado em 04.03.2008; REsp. Nº 873.799 RS, Segunda Turma, Rel. Min. Mauro Campbell Marques, julgado em 12.8.2008; REsp. n. 491342/PR, Segunda Turma, Rel. Min. João Otávio de Noronha, julgado em 18.05.2006; REsp. Nº 1.130.680 RS Primeira Turma, Rel. Min. Luiz Fux, julgado em 19.10.2010. 3. No caso concreto, tratase de restituição de valores indevidamente pagos a título de Imposto de Renda da Pessoa Jurídica IRPJ com a imputação de ofício em débitos do mesmo sujeito passivo para os quais não há informação de suspensão na forma do art. 151, do CTN. Impõese a obediência ao art. 6º e parágrafos do Decreto n. 2.138/97 e normativos próprios. 4. Recurso especial parcialmente provido. Acórdão submetido ao regime do art. 543C, do CPC, e da Resolução STJ n. 8/2008. (REsp 1213082/PR, Rel. Ministro MAURO CAMPBELL MARQUES, PRIMEIRA SEÇÃO, julgado em 10/08/2011, DJe 18/08/2011) Fl. 51DF CARF MF 6 No julgado, a Corte reconheceu a ilegalidade da imposição de compensação de ofício aos débitos com exigibilidade suspensa por força do art. 151 do CTN e, in casu, verificase que a certidão apresentada às fls. 27/28 menciona expressamente que os débitos da Recorrente estão com exigibilidade suspensa nos termos do art. 151 do CTN. Desta feita, impende a aplicação do §2° do art. 62 do RICARF para reproduzir o entendimento do STJ, a fim de possibilitar a compensação pleiteada, ressalvandose a necessidade de renovação da certidão positiva com efeitos de negativa por ocasião da liquidação deste julgado para se verificar a permanência do requisito de suspensão da exigibilidade dos débitos. Ante o exposto, voto por CONHECER do Recurso Voluntário e, no mérito, DAR PROVIMENTO ao mesmo." Importa registrar que nos autos ora em apreço, a situação fática e jurídica encontra correspondência com a verificada no paradigma, de tal sorte que o entendimento lá esposado pode ser perfeitamente aqui aplicado. Aplicandose a decisão do paradigma ao presente processo, em razão da sistemática prevista nos §§ 1º e 2º do art. 47 do RICARF, o colegiado decidiu por CONHECER do Recurso Voluntário e, no mérito, DAR PROVIMENTO ao mesmo. (assinado digitalmente) Rosaldo Trevsan Fl. 52DF CARF MF
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