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Numero do processo: 10925.003402/95-22
Turma: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Oct 20 00:00:00 UTC 2004
Data da publicação: Wed Oct 20 00:00:00 UTC 2004
Ementa: ITR. 1.994. MATO GROSSO DO SUL. AÇÃO CIVIL PÚBLICA EM ANDAMENTO. NÃO CONHECIMENTO DO RECURSO. Existência de medida judicial em andamento, contemplando a mesma matéria discutida no processo administrativo. Impossibilidade de conhecimento do Recurso Voluntário. Inteligência do artigo 38, parágrafo único, da Lei nº 6.830, de 22/09/80 e do artigo 14 § 2º, da Portaria nº 55, de 16/03/98.
Numero da decisão: 303-31.653
Decisão: ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, não tomar conhecimento do recurso voluntário, tendo em vista a opção pela via judicial, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Matéria: IRPJ - tributação de lucro inflacionário diferido(LI)
Nome do relator: NILTON LUIZ BARTOLI
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RECORRIDA : DRJ/CAMPO GRANDE/MS ITR 1.994. MATO GROSSO DO SUL. AÇÃO CIVIL PÚBLICA EM ANDAMENTO. NÃO CONHECIMENTO DO RECURSO. Existência de medida judicial em andamento, contemplando a mesma matéria discutida no processo administrativo. Impossibilidade de conhecimento do Recurso Voluntário. Inteligência do artigo 38, parágrafo único, da Lei n° 6.830, de 22/09/80 e do artigo 14, § 2°, da Portaria n.° 55, de 16/03/98. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, não tomar conhecimento do recurso voluntário, tendo em vista a opção pela via judicial, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Brasília-DF, em 20 de outubro de 2004 o ANELISE DAUDT PRI Presidente t7C- RT,ONLT Z BAOP Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselheiros: ZENALDO LOIBMAN, SÉRGIO DE CASTRO NEVES, NANCI GAMA, SILVIO MARCOS BARCELOS FIÚZA, MÉRCIA HELENA TRAJANO D'AMORIM e MARCIEL EDER COSTA. Esteve presente a Procuradora da Nacional MARIA CECILIA BARBOSA. MA/3 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° : 128.069 ACÓRDÃO N° : 303-31.653 RECORRENTE : SANTA VERGINIA — AGROPECUÁRIA E EXTRATIVA LTDA. RECORRIDA : DRJ/CAMPO GRANDE/MS RELATOR : NILTON LUIZ BARTOLI RELATÓRIO Trata-se de Impugnação a lançamento do Imposto 1 erram-tal Rural — ITR, exercício 1994, referente ao imóvel rural denominado Fazenda Santa Verginia, III com área total de 29.972,8 ha, alegando o contribuinte que o grau de utilização do imóvel que fora declarado como 100% encontra-se correto, no entanto, consta da Notificação de Lançamento do ITR (fls. 04) o grau de utilização de 89,2%, o que não espelha a realidade do imóvel. Esclarece que o imóvel possui lotação de bovinos acima do mínimo necessário para classificar o imóvel como utilizado em 100% e que também existem culturas permanentes, com ciclo longo, superior a 12 (doze) meses. Além disso, afirma que o Lançamento do ITR, exercício 1994, do imóvel denominado Fazenda Santa Vergínia, já sofrera anterior impugnação junto à Receita Federal, a qual concedeu o pleito. Ocorre que, ao receber o novo lançamento já retificado, o item "utilização" mostra-se incorreto. Desta feita, solicita a Retificação de Lançamento, através de SRL, pois o item referente ao "grau de utilização do imóvel" encontra-se incorreto como • está sendo considerado (89,2%). Na verdade, deve-se considerar o que foi declarado, bem como o lançamento anterior à retificação que já continha uma utilização de 100% (fls. 5), pois o imóvel é altamente produtivo. Anexa Laudo Técnico de Ocupação da Fazenda Santa Vergínia às fls. 03, assinado por engenheiro florestal. A Notificação de Lançamento (fls. 04), emitida em 22/09/95, mostra um VTN Declarado de 1.516.683,55, VTN Tributado de 5.824.466,75, ITR Devido de 26.210,10, Contribuição CNA de 233.32 e Contribuição SENAR de 3.349,17, totalizando 29.792, 59, valores expressos em Ufir, Grau de Utilização de 89,2%, considerando Curitibanos o município do imóvel. O contribuinte anexa às fls. 05, a Notificação de Lançamento anterior à retificação, emitida em 08/04/95, a qual mostra um vrN Declarado de 1.516.683,64, VTN Tributado de 14.669.637,38, ITR Devido de 66.013,36, 2 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° : 128.069 ACÓRDÃO N° : 303-31.653 Contribuição CONTAG de 229,20, Contribuição CNA de 5.043,86 e Contribuição SENAR de 1.995,20, totalizando 73.281,42, valores em Ufir, Grau de Utilização de 100% considerando Santa Rita do Pardo o município do imóvel. Às fls. 28, no entanto, consta nova Notificação de Lançamento, emitida em 28/05/96, a qual mostra um VTN Declarado de 1.516.683,55, VTN Tributado de 8.142.364,16, ITR Devido de 36.640,63, Contribuição CONTAG de 229,20, Contribuição CNA de 4.043,66 e Contribuição SENAR de 1995,20, totalizando 43.908,69, valores em UI-ir, com alteração, ainda, quanto ao município do Imóvel que passou a ser Brasilândia, Grau de Utilização para 100%, bem como quanto ao número de trabalhadores que passou de (0) zero para 40 (quarenta). • Ciente da Notificação de Lançamento de fls. 28, o contribuinte apresentou Impugnação às fls. 31, esclarecendo que devolve o Lançamento do ITR, uma vez que a cobrança do ITR/1994 encontra-se suspensa por medida judicial, tendo em vista a sentença de fls. 33/45, proferida na Ação Civil Pública n° 95.0002928-6, em trâmite junto à 3 5 Vara da Justiça Federal em Campo Grande - MS, constando como Requerente o Ministério Público e Requerida a União Federal, na qual discute- se que o Valor da Terra Nua está superavaliado e foi fixado pela SRF sem a participação das Secretarias de Agricultura dos Estados, conforme determina o §2° do art. 3°, da Lei 8.847/94. Diante disso, requer o cancelamento da cobrança do ITR194, aguardando-se uma decisão final do Judiciário. Remetidos os autos à Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Florianópolis/SC, esta entendeu ser incabível a apreciação da Impugnação, nos • termos da seguinte ementa: "ITR — IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL Ano-base: 1994 Apelo ao Poder Judiciário Declarada judicialmente a nulidade do lançamento referente ao ITR de 1994, no âmbito territorial do Estado de Mato Grosso do Sul, objeto da impugnação, toma-se incabível a apreciação desta na via administrativa. INCABÍVEL APRECIAÇÃO DA IMPUGNAÇÃO" Recorreu o contribuinte (fls. 78/81), afirmando que a Secretaria da Receita Federal, ao emitir o lançamento cometeu as seguintes irregularidades: 3 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° : 128.069 ACÓRDÃO N° : 303-31.653 (i) omissão de formalidade essencial na formação do preço do hectare da terra nua, consistente na participação das Secretarias da Agricultura dos Estados de situação dos Imóveis, como impõe o art. 3 0, §2° da Lei n° 8.847/94, o que nulifica a Instrução Normativa n° 16/95, do Secretário da Receita Federal, mormente porque cada Unidade da Federação, melhor conhecendo suas terras, reúne melhores elementos para correta avaliação; (ii) a Instrução Normativa n° 16/95, além da ilegalidade apontada na alínea anterior, adotando critérios da Lei n° 6.747/79, já revogada, desprezou os parâmetros impostos pela lei revogadora n° 8.847/94, na parte em que esta, em seu art. 3 0, §2°, estabelece que o valor da Terra Nua, base de cálculo do imposto, seja • apurado com base em levantamento concluído em 31 de dezembro do exercício anterior, não mais sendo considerado o valor declarado pelo contribuinte; (iii) o critério adotado pela Secretaria da Receita Federal, para formação do preço por hectare, sem obediência rígida aos parâmetros da Lei n° 8.847/94, principalmente porque não levou em conta os diversos tipos de terras existentes no mesmo Município, e impôs valores exorbitantes, em relação ao tributo pago no exercício anterior. Assim, tendo em vista as irregularidades descritas, as provas anexadas e, inclusive o Levantamento Real do Valor da Terra Nua Mínimo — VTNm — avaliado pela ACR1SSUL/FAMASUL e Laudo Técnico emitido por profissionais habilitados na forma da lei, afirma o contribuinte que pode-se concluir que o Valor da Terra Nua para o município de Santa Rita do Pardo- MS equivale a R$ 80,00. Por estes motivos, solicita o cancelamento do lançamento do 1'FR194 • e requer a emissão de novo documento dentro dos parâmetros de avaliação da Terra Nua determinados na Região de Santa Rita do Pardo/MS. Anexa (fls. 82/86) Notificação de Lançamento emitida em 28/05/96, Levantamento Real do Valor da Terra Nua Mínimo - realizada pela ACRISSUUFAMASUL, Certidão emitida pela Prefeitura Municipal de Santa Rita do Pardo e Laudo Técnico. Diante do Recurso interposto pelo contribuinte, a Fazenda Nacional apresentou às fls. 89 contra-razões, considerando como correta a decisão de primeira instância que julgou o lançamento procedente. Assevera a PFN que a fundamentação exposta na informação fiscal, bem como no próprio ato decisório, esclarece suficientemente a questão discutida no processo, esgotando a matéria. Desta feita, a decisão recorrida deve ser integralmente mantida. 4 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° : 128.069 ACÓRDÃO N° : 303-31.653 Apreciando os autos, os Membros da Segunda Câmara do Segundo Conselho de Contribuinte (fls. 92), decidiram, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência à repartição de origem para que a mesma informe se já transitou em julgado a Ação Civil Pública n° 95.0002928-6, da 3 3 Vara da Seção Judiciária do Mato Grosso do Sul, com o fim de que fosse anexada a sentença se for o caso, bem como, que a Recorrente comprove, através de certidão do correspondente Cartório de Registro de Imóveis, a localização do imóvel. Em resposta à determinação de diligência, a Procuradoria da Fazenda Nacional em Mato Grosso do Sul informou, através do Memorando 341/GAB/PFN/MS (fls. 104), que ainda não há decisão definitiva sobre o litígio, além • disso, anexou aos autos os documentos de fls. 105/165. Em atendimento à intimação, o contribuinte anexou Certidões do Registro de Imóveis das áreas que compõem a Fazenda Santa Vergínia, para comprovação de que a mesma está localizada no município de Santa Rita do Pardo/MS, isto em função do desmembramento ocorrido no município de Brasilândia/MS. Ademais, diante do fato de existirem três lançamentos do Imposto Territorial Rural para o exercício de 1994, com endereços diferentes para o mesmo imóvel e, por estar em grau de recurso junto ao Conselho de Contribuintes, o contribuinte solicita o cancelamento dos três lançamentos do ITR/94, bem como seja emitido um novo e único lançamento, com endereço correto, conforme consta das matrículas anexadas. Além disso, que sejam observados os valores para a Terra Nua constantes dos documentos anexados à Impugnação de Lançamento protocolada em 13/09/96. • Anexou os documentos de fls. 170/185. Restituídos os autos a Segunda Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, os Membros da Eg. Câmara decidiram (fls. 187/188), por unanimidade de votos, em anular o processo, a partir da decisão recorrida, inclusive. Remetidos, desta forma, os autos à Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Florianópolis/SC, esta entendeu pela nulidade do lançamento (fls. 194/196), nos termos da seguinte ementa: "NOTIFICAÇÃO DE LANÇAMENTO IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL (ITR) Ano —base: 1994 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° : 128.069 ACÓRDÃO N° : 303-31.653 NULIDADE. ERRO ESSENCIAL DE IDENTIFICAÇÃO DO IMÓVEL. É nulo o lançamento que, embora mencione corretamente o número de um imóvel rural no Cadastro Fiscal de Imóveis Rurais (CAFIR) da Secretaria da Receita Federal, o situa equivocadamente em município de outro estado da Federação, sujeito a Valor da Terra Nua mínimo (VTNm) e índice de lotação de rebanho diferentes dos legalmente aplicáveis ao imóvel. LANÇAMENTO NULO" • Ciente da decisão de fls. 194/196, o contribuinte apresenta Manifestação de Inconformidade às fls. 200/201, para reforçar, em síntese, que nova autuação é ilegal, uma vez que é matéria julgada administrativamente, anulada pelo acórdão 202.10.478 (fls. 187/188). Além disso, a Autoridade Lançadora está impedida de proceder qualquer autuação, em razão de suspensão confirmada por medida liminar e sentença da Justiça Federal/ MS, que declarou a nulidade do lançamento do ITR/94 no âmbito territorial do Mato Grosso do Sul. Ciente, no entanto, de novo lançamento e, intimado a recolher os débitos aos cofres da Fazenda Nacional (fls. 208), o contribuinte impugna a Autoridade Lançadora às fls. 211, ressaltando, em suma, que, conforme Certidão de Objeto e Pé anexada (fls. 213/214) e, em conformidade com a decisão judicial, até o momento não modificada,,a Receita Federal fica impedida de emitir lançamento de ITR/94, no âmbito do Mato Grosso do Sul, portanto, o lançamento é nulo de pleno direito. • Após constatação de falta de instrumento de constituição do correspondente crédito tributário (a Notificação de Lançamento do ITR), uma vez que às fls. 211, o sujeito passivo refere-se ao ITR194, "lançado pelo DARF assim identificado", às fls. 221 determinou-se a devolução dos autos do processo à autoridade lançadora, para que a mesma cientificasse o sujeito passivo do lançamento, mediante entrega da correspondente Notificação. Atendida a solicitação, o contribuinte apresenta nova Impugnação às fls. 233, reiterando os argumentos de fls. 211. A Notificação de Lançamento (fls. 234), emitida em 20/12/2000, mostra um VTN Declarado de 1.516.683,64 Ufir, VTN Tributado de 13.361.177,28 Ufir e, com valores expressos em Reais, ITR Devido de 60.125,30, Contribuição CONTAG de 208,75, Contribuição CNA de 4.593,79 e Contribuição SENAR d 6 -MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° : 128.069 ACÓRDÃO N° : 303-31.653 1.817,23, totalizando 66.745,07, considerando, ainda, Santa Rita do Pardo o município do imóvel, Grau de Utilização 100% e com 40 (quarenta) trabalhadores. Fundamenta-se a exigência referente ao ITR na Lei 8.847/1994, e a referente às contribuições, no DL n° 1.146/70, art. 5 0, combinado com CL n° 1.989/82, art. P e §§, DL n° 1.166/71, art. 4° e §§. Remetidos os autos à Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Campo Grande/MS, esta exarou decisão julgando o lançamento procedente em parte (fls. 249/254), nos termos da seguinte ementa: • "Assunto: Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural ITR Exercício: VALOR DA TERRA NUA — VTN O lançamento que tenha sua origem em valores oriundos de pesquisa nacional de preços da terra publicados em atos normativos nos termos da legislação, somente é passível de modificação se, na contestação, forem oferecidos elementos de convicção, embasados em laudo técnico elaborado em consonância com as normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas — ABNT. DECISÃO JUDICIAL Somente terá efeito a decisão judicial após transitados e julgados os seus termos, o que ocorrerá após apreciação da apelação e os possíveis recursos cabíveis. Lançamento Procedente em Parte" Ciente da decisão, o contribuinte apresenta Recurso Voluntário às fls. 262/263, aduzindo, em suma, que: • (i) impugna o acórdão, especialmente no item 16 — fl. 253, referente ao novo lançamento da autoridade lançadora da Receita Federal de Campo Grande/MS, tendo em vista que o crédito tributário referente ao ITR/94, já fora julgado em última instância administrativa pelo Conselho de Contribuintes do Ministério da Fazenda, através do Acórdão n° 202-10.478, o qual julgou improcedente o lançamento do ITR194 e declarou a respectiva nulidade do processo; (ii) a presente impugnação está amparada por decisão judicial referente ao processo da Ação Civil Pública n° 95.0002928-6, conforme certidão de objeto e pé, de 10/12/2002, expedida pelo Poder Judiciário; (iii) impugna também no item 16 o equívoco da autoridade lançadora da Receita Federal com referência ao valor atribuído à terra nua de 570,00 UFIR por hectare, o que representa R$ 519,19 por hectare, quando a própria Receita Federal, na Instrução Normativa n° SRF n° 58/96, diz que VTN para o município de 7 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° : 128.069 ACÓRDÃO N° : 303-31.653 Santa Rita do Pardo, onde está localizado o imóvel, é de R$ 241,12 por hectare, isto dois anos após o primeiro lançamento, o que é no mínimo incoerente, conforme cópia da Instrução Normativa em anexo; (iv) quanto à prescrição, o CTN, em seu art. 174, prevê que a cobrança do crédito tributário prescreve em 5 anos, contados da data da sua constituição definitiva; (v) o referido ITR194 está prescrito, considerando que o prazo prescritivo não foi interrompido, já que o referido crédito tributário e respectivo lançamento referente ao Acórdão 202.10.478 do Segundo Conselho de Contribuintes • julgou-o improcedente e o anulou. Por suas razões, requer que seja cancelado o lançamento constante do relatório e voto do presente julgado. Anexa, ainda, os documentos de fls. 265/282. Em garantia ao seguimento do Recurso Voluntário, anexa os comprovantes de depósitos às fls. 295/296. Consta às fls. 198 que o contribuinte cumpriu os requisitos legais para apresentação de Recurso Voluntário. Os autos foram distribuídos a este Conselheiro, constando numeração até às fls. 298, última. 4111 É o relatório. 8 42. . • MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CAMARA RECURSO N° : 128.069 ACÓRDÃO N° : 303-31.653 VOTO O recurso voluntário é tempestivo e contém matéria de competência deste Eg. Conselho de Contribuintes, o que me autoriza a analisar o feito. Ocorre que a discussão centra-se na Notificação de Lançamento relativa ao ITR de 1994, de imóvel localizado no Município de Santa Rita do Pardo, Estado de Mato Grosso do Sul, onde foi proferida sentença judicial pela d. 3a Vara da • Justiça Federal, no julgamento da Ação Civil Pública n° 95.0002928-6, que teve como requerente o Ministério Público Federal, agindo por provocação da entidade de classe Famasul, representante dos proprietários rurais de Mato Grosso do Sul, declarando a nulidade do lançamento do Imposto Territorial Rural de 1994, no âmbito territorial daquela Unidade da Federação. É de se ver que o lançamento aqui discutido foi abrangido por aquela decisão judicial, o que impede o conhecimento de qualquer discussão no âmbito administrativo, seja qual for a instância de julgamento. Por tal razão, deixo de tomar conhecimento quando ao Recurso Voluntário. Sala das Sessões, em 20 de outubro de 2004 • g — 1nIILTON Z BA9L1 - Relator 9 Page 1 _0002400.PDF Page 1 _0002500.PDF Page 1 _0002600.PDF Page 1 _0002700.PDF Page 1 _0002800.PDF Page 1 _0002900.PDF Page 1 _0003000.PDF Page 1 _0003100.PDF Page 1
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Numero do processo: 10920.001896/2001-13
Turma: Quarta Câmara
Seção: Primeiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Sep 18 00:00:00 UTC 2002
Data da publicação: Wed Sep 18 00:00:00 UTC 2002
Ementa: DECLARAÇÃO DE RENDIMENTOS - OBRIGATORIEDADE - As pessoas físicas deverão apresentar anualmente declaração de rendimentos, na qual se determinará o saldo do imposto a pagar ou o valor a ser restituído, relativamente aos rendimentos percebidos no ano-calendário (Lei n 9.250, de 1995, art. 7).
DECLARAÇÃO DE RENDIMENTOS - APRESENTAÇÃO FORA DO PRAZO - DENÚNCIA ESPONTÂNEA - APLICABILIDADE DE MULTA - O instituto da denúncia espontânea não alberga a prática de ato puramente formal do contribuinte de entregar, com atraso, a declaração de rendimento porquanto as responsabilidades acessórias autônomas, sem qualquer vínculo direto com a existência do fato gerador do tributo, não estão alcançadas pelo art. 138, do Código Tributário Nacional. As penalidades previstas no art. 88, da Lei nº 8.981, de 1995, incidem quando ocorrer à falta de apresentação de declaração de rendimentos ou a sua apresentação fora do prazo fixado.
Recurso negado.
Numero da decisão: 104-18.977
Decisão: ACORDAM os Membros da Quarta Câmara do Primeiro Conselho de
Contribuintes, pelo voto de qualidade, NEGAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Vencidos os Conselheiros Roberto William Gonçalves, José Pereira do Nascimento, João Luis de Souza Pereira e Remis Almeida Estol que proviam o recurso.
Matéria: IRPF- ação fiscal - outros assuntos (ex.: glosas diversas)
Nome do relator: Nelson Mallmann
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DECLARAÇÃO DE RENDIMENTOS — APRESENTAÇÃO FORA DO PRAZO — DENÚNCIA ESPONTÂNEA — APLICABILIDADE DE MULTA — O instituto da denúncia espontânea não alberga a prática de ato puramente formal do contribuinte de entregar, com atraso, a declaração de rendimento porquanto as responsabilidades acessórias autônomas, sem qualquer vínculo direto com a existência do fato gerador do tributo, não estão alcançadas pelo art. 138, do Código Tributário Nacional. As penalidades previstas no art. 88, da Lei n° 8.981, de 1995, incidem quando ocorrer a falta de apresentação de declaração de rendimentos ou a sua apresentação fora do prazo fixado. Recurso negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por VANESSA FREITAG NEERMANN. ACORDAM os Membros da Quarta Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, pelo voto de qualidade, NEGAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Vencidos os Conselheiros Roberto William Gonçalves, José Pereira do Nascimento, João Luis de Souza Pereira e Remis Almeida Estol que proviam o recurso. LEILA ARIA S HERRER LEITÃO PRESIDENTE jsh.74, MINISTÉRIO DA FAZENDA Pft PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES ';',3?.-Stb> QUARTA CÂMARA Processo n°. : 10920.001896/2001-13 Acórdão n°. : 104-18.977 , il rfis % ArS LAT* - FORMALIZADO EM; 03 °UI 200z Participaram, ainda, do presente julgamento, as Conselheiras MARIA CLÉLIA PEREIRA DE ANDRADE e VERA CECÍLIA MATTOS VIEIRA DE MORAES. 2 alM1/4."," MINISTÉRIO DA FAZENDA t:".;tr PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES QUARTA CÂMARA Processo n°. : 10920.001896/2001-13 Acórdão n°. : 104-18.977 Recurso n°. : 129.493 Recorrente : VANESSA FREITAG NEERMANN RELATÓRIO VANESSA FREITAG NEERMANN, contribuinte inscrita CPF/MF sob o n° 005.562.949-04, residente e domiciliado na cidade de Joinville, Estado de Santa Catarina, à Rua Camboriú, n. ° 55 - Bairro Glória, jurisdicionada a DRF em Joinville -SC, inconformada com a decisão de primeiro grau de fls. 17/24, prolatada pela DRJ em Florianópolis — SC, recorre a este Conselho de Contribuintes pleiteando a sua reforma, nos termos da petição de fls. 31/36. Contra a contribuinte foi lavrada, em 18/10/01, o Auto de Infração de Imposto de Renda Pessoa Física de fls. 07/09, sem a data da ciência do AR, exigindo-se o recolhimento do crédito tributário no valor total de R$ 165,74 (padrão monetário da época do lançamento do crédito tributário), a título de multa por atraso na entrega da declaração de rendimentos, relativo ao exercício de 1999, correspondente ao ano-calendário de 1998. Em sua peça impugnatória de fls. 01/04, instruída pelos documentos de fls. 05/06 apresentada, tempestivamente, em 13/11/01, a suplicante, após historiar os fatos registrados no Auto de Infração, se indispõe contra a exigência fiscal, solicitando o seu cancelamento, com base, em síntese, nas seguintes argumentações: 3 • n•••44 MINISTÉRIO DA FAZENDAvorcr-1- • '!'s ; 1.4 PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES QUARTA CÂMARA Processo n°. : 10920.001896/2001-13 Acórdão n°. : 104-18.977 - que a aplicação da referida multa é indevida, uma vez que a suplicante em data de 25/09/01, realizou espontaneamente a apresentação da Declaração do Imposto de Renda, sendo importante ressaltar que não havia sido iniciado contra a mesma qualquer procedimento de fiscalização até aquela data; - que a impugnante agiu espontaneamente, conforme o disposto no artigo 138 do Código Tributário Nacional, ou seja, realizou a denúncia espontânea, não sendo possível a aplicação de multa a mesma pelo atraso na declaração d imposto de renda; - que a impugnante quando da entrega da declaração do imposto de renda em 25/09/01, não estava sujeita a qualquer procedimento administrativo ou fiscal; - que a entrega da declaração de renda constitui-se em uma obrigação acessória ou formal, sendo a obrigação principal o pagamento do tributo quando o mesmo for devido, o que nem é o caso da impugnante visto que a mesma não estava sujeita ao pagamento de imposto naquele período em virtude de não ter auferido renda. Após resumir os fatos constantes da autuação e as principais razões apresentadas pela impugnante, a Terceira Turma da DRF em Florianópolis conclui pela procedência da ação fiscal e manutenção integral do lançamento, com base, em síntese, nas seguintes considerações: - que conforme se verifica dos dados extraídos do Sistema CNPJ Consócios/Consulta às fls. 14/16, a contribuinte no ano-calendário de 1998 era sócia da empresa Baby Shop Freitag Ltda. EPP. Encontrava-se, portanto, obrigada ã entrega da declaração do exercício de 1999; 4 • MINISTÉRIO DA FAZENDA J.4. PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES 4:44;r: QUARTA CÂMARA Processo n°. : 10920.001896/2001-13 Acórdão n°. : 104-18.977 - que a interessada invoca o instituto da denúncia espontânea para ver afastada a penalidade que lhe foi imposta; - que se depreende do art. 138 do CTN que o legislador está tratando de penalidade vinculada a tributo, prevendo uma situação em que a multa ex officio não pode ser aplicada. In casu, está se exigindo da contribuinte a multa moratória devida pela entrega extemporânea da declaração de rendimentos; - que basta a tardança no cumprimento da obrigação fiscal para ela ser exigível. E, desrespeitado o prazo legal, que todos é dado conhecer pelo fisco e legislação pertinente, além de amplamente divulgado pela imprensa, não há que se falar mais na possibilidade do contribuinte faltoso simplesmente cumprir a obrigação de natureza acessória. O infrator sujeita-se, a partir daquele momento, também, cumulativamente, a uma obrigação principal, que é a de pagar a multa devida por este atraso. O contribuinte não pode atribuir a si o adjetivo de "espontâneo", pois já está constituído em mora; - que olvidou, de igual forma, a interpretação teológica, pois o fim da norma tributária sancionadora é coibir o inadimplemento das obrigações acessórias, sem a qual (sanção) frustar-se-ia a ação do Estado nas funções de fiscalização; - que se esclareça, por oportuno, que as decisões judiciais surtem os efeitos nelas previstos apenas em relação às partes envolvidas, não podendo ser estendidas a terceiros, estranhos ao processo judicial, excetuando-se as inconstitucionalidades declaradas pelo Supremo Tribunal Federal, nos termos do Decreto n° 2.346, de 13 de outubro de 1997; 5 MINISTÉRIO DA FAZENDA tat -a PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES QUARTA CÂMARA Processo n°. : 10920.001896/2001-13 Acórdão n°. : 104-18.977 - que quanto à alegação de que a aplicação da penalidade fere o CTN e a Constituição Federal, cumpre ressaltar que a aferição de inconstitucionalidade ou ilegalidade da legislação tributária é matéria que compete exclusivamente ao Poder Judiciário; - que a autoridade administrativa, conclui-se, está adstrita à execução das atribuições inerentes a seu cargo ou função, devendo proceder de modo a justificar sua investidura e em estrita observância legal. Em se tratando de autoridade tributária, lançadora e/ou julgadora, não lhe assiste direito de escolher entre obedecer ou não à lei. A ementa que consubstancia a decisão da Terceira Turma da DRJ em Florianópolis é a seguinte: "Assunto: Obrigações Acessórias Ano-calendário Ementa: MULTA POR ATRASO NA ENTREGA DA DIRPF. DENÚNCIA ESPONTÂNEA. NÃO APLICAÇÃO. O instituto da denúncia espontânea não tem aptidão para afastar para afastar a aplicação da multa de mora decorrente da apresentação de DIRPF fora do prazo fixado. A mora no cumprimento da obrigação acessória instala- se concomitantemente a seu inadimplemento. DECISÕES JUDICIAIS. EFEITOS. É vedada a extensão administrativa dos efeitos de decisões judiciais contrárias à disposição literal de lei, quando não comprovado que o contribuinte figurou como parte na referida ação judicial. LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA. EXAME DA LEGALIDADEJCONSTITUCIONALIDADE. Não compete à autoridade administrativa de qualquer instância o exame da legalidade/constitucionalidade da legislação tributária, tarefa exclusiva do poder judiciário. 6 +4,v-k.44, MINISTÉRIO DA FAZENDA ,fr -dr PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES nt: QUARTA CÂMARA Processo n°. : 10920.001896/2001-13 Acórdão n°. : 104-18.977 Lançamento Procedente." Cientificado da decisão de Primeira Instância, em 11/01/02, conforme Termo constante às folhas 26/29 e, com ela não se conformando, a contribuinte interpôs, dentro do prazo hábil (13/02/02), o recurso voluntário de fls. 31/36, instruído pelos documentos de fls. 37/50, no qual demonstra irresignação contra a decisão supra ementada, baseado, em síntese, nas mesmas razões expendidas na peça impugnatória. Consta às fls. 37 cópia do Documento para Depósitos Judiciais e Extrajudiciais à Ordem e à Disposição da Autoridade Judicial ou Administrativa Competente no valor de 30% do crédito tributário mantido pela decisão singular para interpor recurso ao Conselho de Contribuintes. É o Relatório. 7 7 ."91 n . 1Tr' MINISTÉRIO DA FAZENDA tlf--st- PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES QUARTA CÂMARA Processo n°. : 10920.001896/2001-13 Acórdão n°. : 104-18.977 VOTO Conselheiro NELSON MALLMANN, Relator O presente recurso voluntário reúne os pressupostos de admissibilidade previstos na legislação que rege o processo administrativo fiscal e deve, portanto, ser conhecido por esta Câmara. Não há argüição de qualquer preliminar. No mérito, como se vê do relatório, cinge-se a discussão do presente litígio em tomo da aplicabilidade de multa por atraso na entrega da declaração de rendimentos do exercício de 1999, relativo ao ano-calendário de 1998. Da análise dos autos, verifica-se que houve a aplicação da multa mínima de cento e sessenta e cinco reais e setenta e quatro centavos, destinado para as pessoas físicas, de acordo com a Lei n°8.981, de 1995, art. 88, § 1°, e Lei n° 9.249, de 1995, art. 30. Inicialmente é de se esclarecer que todas as pessoas físicas, enquadradas nos itens abaixo relacionados, estejam ou não sujeitas ao pagamento do imposto de renda estão obrigadas a apresentar declaração de rendimentos como pessoa física no exercício de 1999, relativo ao ano-calendário de 1998: 1. recebeu rendimentos tributáveis sujeitos ao ajuste na declaração, cujo valor total foi superior a R$ 10.800,00; 8 -- e-- MINISTÉRIO DA FAZENDA te41;tis PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES QUARTA CÂMARA Processo n°. : 10920.001896/2001-13 Acórdão n°. : 104-18.977 2. recebeu rendimentos isentos, não-tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cujo valor total foi superior a R$ 40.000,00 3. participou de empresa, como titular de firma individual ou como sócio, exceto acionista de sociedade anônima — S A, associado de cooperativa, e titular ou sócio de empresa que não tenha iniciado sua atividade; 4. teve, sozinho ou juntamente com o cônjuge, a posse ou propriedade de bens ou direitos, inclusive terra nua, excetuados os referentes à atividade rural, cujo valor total foi superior a R$ 80.000,00; 5.realizou em qualquer mês do ano de 1998, ganhos de capital na alienação de bens ou direitos, sujeitos à incidência do imposto; 6. realizou operações em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas, em qualquer mês do ano de 1998; 7.passou à condição de residente no Brasil no ano de 1998; 8. relativamente à atividade rural, com o preenchimento do "Demonstrativo de Atividade Rural" se: (a) — obteve receita bruta em valor superior a R$ 54.000,00; (b) deseja compensar saldo de prejuízo acumulado; e c) apurou prejuízo no ano-calendário de 1998 e deseja compensá-lo em anos-calendários posteriores. Para o deslinde da questão impõe-se invocar o que diz a respeito do assunto o Regulamento do Imposto de Renda, aprovado pelo Decreto n° 3.000, de 26 de março de 1999: Q(51." MINISTÉRIO DA FAZENDA !4-'4(sx PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES e QUARTA CÂMARA Processo n°. : 10920.001896/2001-13 Acórdão n°. : 104-18.977 "Art. 964. Serão aplicadas as seguintes penalidades: I — multa de mora: a)de um por cento ao mês ou fração sobre o valor do imposto devido, nos casos de falta de declaração de rendimentos ou de sua apresentação fora do prazo, ainda que o imposto tenha sido pago integralmente, observado o disposto nos §§ 2° e 5° deste artigo (Lei n°8.981, de 1995, art. 88, inciso I, e Lei n° 9.532, de 1997, art. 27); b)de dez por cento sobre o imposto apurado pelo espólio, nos casos do § 1° do art. 23 (Decreto-lei n° 5.844, de 1943, art. 49); II — multa a) de cento e sessenta e cinco reais e setenta e quatro centavos a seis mil, seiscentos e vinte nove reais e sessenta centavos no caso de declaração de que não resulte imposto devido (Lei n°8.981, de 1995, art. 88, inciso II, e Lei n°9.249, de 1995, art. 30); § 1° As disposições da alínea "a" do inciso I deste artigo serão aplicadas sem prejuízo do disposto nos arts. 950, 953 a 955 e 957 (Decreto-lei n° 1.967, de 1982, art. 17, e Decreto-lei n° 1.968, de 1982, art. 8°). § 2° Relativamente à alínea "a" do inciso II, o valor mínimo a ser aplicado será (Lei n°8.981, de 1995, art. 88, § 1°, e Lei n°9.249, de 1995, art. 30): I — de cento e sessenta e cinco reais e setenta e quatro centavos, para as pessoas físicas; II — de quatrocentos e quatorze reais e trinta e cinco centavos, para as pessoas jurídicas. § 3° A não regularização no prazo previsto na intimação ou em caso de reincidência, acarretará o agravamento da multa em cem por cento sobre o valor anteriormente aplicado (Lei n° 8.981, de 1995, art. 88, § 2°) § 4° Às reduções de que tratam os arts. 961 e 962 não se aplicam o disposto neste artigo. to • -"%"•—.7 MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES . r>tt > QUARTA CÂMARA Processo n°. : 10920.001896/2001-13 Acórdão n°. : 104-18.977 § 5° A multa a que se refere à alínea "a" do inciso I deste artigo, é limitada a vinte por cento do imposto devido, respeitado o valor mínimo de que trata o § 2° (Lei n°9.532, de 1997, art. 27)." Como se vê do dispositivo legal retrotranscrito, a falta de apresentação de declaração de rendimentos ou a sua apresentação fora do prazo fixado pela legislação de regência se sujeita à aplicação da penalidade ali prevista. Ou seja: (1) - multa de mora de 1% ao mês, limitado no valor máximo de 20% do imposto a pagar e limitado no valor mínimo de R$ 165,74, quando for apurado imposto de renda a pagar; e (2) - multa fixada em valores de R$ 165,74 a R$ 6.629,60, quando não for apurado imposto de renda a pagar. De acordo com legislação de regência a Declaração de Ajuste Anual deverá ser apresentada, pelas pessoas físicas, até o último dia útil do mês de abril do ano- calendário subseqüente ao de ocorrência dos fatos geradores, inclusive no caso de pessoa física ausente no exterior a serviço do país. Tratando-se de obrigação de fazer, em prazo certo, estabelecida pelo ordenamento jurídico tributário vigente à época, seu descumprimento, demonstrado nos autos e admitido explicitamente pelo impugnante, resulta em inadimplemento à aludida norma jurídica obrigacional sujeitando o responsável às sanções previstas na legislação tributária, notadamente à multa estabelecida no inciso II, do artigo 88, da Lei n.° 8.981/95, observado o valor mínimo previsto no § 1°, alínea "b", do citado diploma legal. Está provado no processo que a recorrente cumpriu fora do prazo estabelecido a obrigação acessória de apresentação de sua declaração de rendimentos. É cristalino que a obrigação tributária acessória diz respeito a fazer ou deixar de fazer no interesse da arrecadação ou fiscalização do tributo. Sendo óbvio que o suplicante pode ser penalizado pelo seu não cumprimento, mesmo não havendo tributo a ser exigido do mesmo. 11 t.." ." MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES QUARTA CÂMARA Processo n°. : 10920.001896/2001-13 Acórdão n°. : 104-18.977 A multa em questão é de natureza moratória, ou seja, é aquela que se funda no interesse público de compensar o fisco pelo atraso no cumprimento de uma obrigação tributária, sendo que a denúncia espontânea da infração só tem o condão de afastar a aplicação das multas punitivas, não incidindo nos casos de multa de mora. É certo, que a partir da edição da Lei n° 8.891/95, foram suscitadas diversas discussões e debates em tomo da multa pela falta de apresentação de declaração de rendimentos ou a sua apresentação fora do prazo. Surgindo duas correntes: uma defendendo a aplicabilidade da multa em ambos os caso. Qual seja, cabe a multa independentemente do contribuinte ter apresentado a sua declaração de rendimentos espontaneamente ou não; a outra, defende a inaplicabilidade da multa em caso de apresentação espontânea, amparado no art. 138, do CTN. Os adeptos à corrente que defende a aplicabilidade da multa em ambos os casos, apoia-se no fundamento de que a multa em questão é de natureza moratória, ou seja, é aquela que se funda no interesse público de compensar o fisco pelo atraso no cumprimento de uma obrigação tributária. Sendo que a denúncia espontânea da infração só tem condão de afastar a aplicação das multas punitivas, não incidindo nos casos de multa de mora. Tratando-se de obrigação de fazer, em prazo certo, estabelecida pelo ordenamento jurídico tributário vigente à época, seu descumprimento resulta em inadimplemento à aludida norma jurídica obrigacional sujeitando o responsável às sanções previstas na legislação tributária, notadamente à multa estabelecida no inciso II, do artigo 88, da Lei n° 8.981/95, observado o valor mínimo previsto no § 1°, alínea "a", do citado diploma legal. Esta corrente entende, ainda, que o atraso na entrega de informações à autoridade administrativa atinge de forma irreversível a prática da administração tributária, em prejuízo do serviço público e ao interesse público em última análise, que não se repara 12 xo,=4:- MINISTÉRIO DA FAZENDA 1./e-1:01 PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES 1244i-tf QUARTA CÂMARA Processo n°. : 10920.00189612001-13 Acórdão n°. : 104-18.977 pela simples auto denúncia da infração ou qualquer outra conduta positiva posterior, sendo este prejuízo o fundamento da multa prevista em lei, que é o instrumento que dota a exigência de força coercitiva, sem a qual a norma perderia sua eficácia jurídica. Os adeptos à corrente que defendem a inaplicabilidade da multa em caso de apresentação espontânea, entendem que a denúncia espontânea da infração, exime do gravame da multa, com o amparo do art. 138, da Lei n° 5.172/66 (Código Tributário Nacional), porque a denúncia teria o condão de evitar ou reparar o prejuízo causado com a inadimplência no cumprimento da obrigação tributária acessória. Estou filiado à corrente dos que defendem a coexistência da multa nos dois casos, ou seja, defendo a aplicabilidade da multa independentemente do contribuinte ter apresentado a sua declaração de rendimentos espontaneamente ou não. Posição esta mantida na Câmara Superior de Recursos Fiscais. Com devido respeito às opiniões em contrário, entendo aplicável a multa mesmo nos casos de denúncia espontânea, já que o atraso na entrega de informações à autoridade administrativa atinge de forma irreversível a prática da administração tributária, em prejuízo do serviço público ou ao interesse público em última análise, que não se repara pela simples auto denúncia da infração ou qualquer outra conduta positiva posterior. Sendo este prejuízo o fundamento da multa prevista em lei, que é o instrumento que dota a exigência de força coercitiva, sem a qual a norma perderia sua eficácia jurídica. É sabido que todo cidadão, sendo ou não sujeito passivo da obrigação tributária principal, está obrigado a certos procedimentos que visem facilitar a autuação estatal. Uma vez não atendidos esses procedimentos estaremos diante de uma infração que tem como conseqüência lógica à aplicação de uma sanção. 13 s'A.544 ' MINISTÉRIO DA FAZENDA k- PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES QUARTA CÂMARA Processo n°. : 10920.001896/2001-13 Acórdão n°. : 104-18.977 As sanções pela infração e inadimplemento das obrigações tributárias acessórias são as mais importantes da legislação tributária, pois conforme previsto no CTN quando descumprida uma obrigação acessória, esta se toma pessoal e independe da efetividade, natureza e extensão dos efeitos do ato. Ora, da mesma forma é sabido que a multa de mora tem natureza indenizatória, visa essencialmente recompor, ainda que parcialmente, o patrimônio do Estado pelo atraso no adimplemento da obrigação tributária e a penalidade por descumprimento de obrigação acessória, é uma pena de natureza tributária. Convém, ainda, ressaltar que as circunstâncias pessoais do sujeito passivo não poderão elidir a imposição de penalidade pecuniária, conforme prevê o artigo 136, do CTN, que instituiu, no Direito Tributário, o princípio da responsabilidade objetiva, segundo a qual, a responsabilidade por infrações da legislação tributária independe da intenção do agente ou do responsável e da efetividade, natureza e extensão dos efeitos do ato. Assim, correta está a exigência da multa, pois ficou provado a infração descrita no artigo 88, da Lei n° 8.981, de 1995, não cabendo qualquer reparo à decisão recorrida. Em razão de todo o exposto e por ser de justiça, voto no sentido de NEGAR provimento ao recurso. Sala das Sessões - DF, em 18 de setembro de 2002 /NEL • terÁ 14 Page 1 _0003000.PDF Page 1 _0003200.PDF Page 1 _0003400.PDF Page 1 _0003600.PDF Page 1 _0003800.PDF Page 1 _0004000.PDF Page 1 _0004200.PDF Page 1 _0004400.PDF Page 1 _0004600.PDF Page 1 _0004800.PDF Page 1 _0005000.PDF Page 1 _0005200.PDF Page 1 _0005400.PDF Page 1
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Numero do processo: 10920.000798/94-05
Turma: Quarta Câmara
Seção: Primeiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Jul 08 00:00:00 UTC 1997
Data da publicação: Tue Jul 08 00:00:00 UTC 1997
Ementa: IRPJ - RECURSO VOLUNTÁRIO - INTEMPESTIVIDADE - Não se conhece apelo à segunda instância, contra decisão de autoridade julgadora de primeira instância, quando formalizado após decorrido o prazo regulamentar de trinta dias da ciência da decisão.
Recurso não conhecido.
Numero da decisão: 104-15100
Decisão: Por unanimidade de votos, não conhecer do recurso, por intempestivo.
Nome do relator: José Pereira do Nascimento
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Recorrida : DRJ em FLORIANÓPOLIS - SC Sessão de : 08 de julho de 1997 Acórdão n°. : 104-15.100 IRPJ - RECURSO VOLUNTÁRIO - INTEMPESTIVIDADE - Não se conhece apelo à segunda instância, contra decisão de autoridade julgadora de primeira instância, quando formalizado após decorrido o prazo regulamentar de trinta dias da ciência da decisão. Recurso não conhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por COMÉRCIO DE CONFECÇÕES STAR LTDA. ACORDAM os Membros da Quarta Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, NÃO CONHECER do recurso, por intempestivo, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. "---- LEI é MARIA CHE RER LEITÃO PRESIDENTE ,, . SC ENTO RELATOR FORMALIZADO EM)1 9 SEU 1997 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros NELSON MALLMANN, MARIA CLÉLIA PEREIRA DE ANDRADE, ROBERTO WILLIAM GONÇALVES, ELIZABETO CARREIRO VARÃO, LUIZ CARLOS DE LIMA FRANCA e REMIS ALMEIDA ESTOL. . n t, À •.2i •MINISTÉRIO DA FAZENDA, 7::--1:.•ft grOteji.Or PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES )(a 4 QUARTA CÂMARA Processo n°. : 10920.000798/94-05 Acórdão n°. : 104-15.100 Recurso n° : 112.649 Recorrente : COMÉRCIO DE CONFECÇÕES STAR LTDA. RELATÓRIO Contra o contribuinte acima mencionado, foi lavrado o Auto de Infração de fls. 14, onde lhe é exigido o recolhimento da multa de 300%, prevista no artigo 3° da Lei n° 8.846/94. O lançamento teve origem na verificação fiscal levada a efeito no estabelecimento da autuada em 09.05.94, onde se constatou conforme Termos de fls.11 e 12, vendas sem emissão de documentos fiscais, no período de 29.04 à 07.05.94. Inconformada, a autuada apresenta a impugnação de fls. 16/17, onde alega em síntese que, os Srs. Auditores Fiscais se apresentaram de forma grosseira e hostil e intimidaram a funcionária do estabelecimento, forçando-a a assinar documentos por eles lavrados, sob a ameaça de prisão; que obrigaram a referida funcionária a emitir uma nota fiscal no valor de CR$-5.160.500,00, como sendo de vendas efetuadas sem nota fiscal; que não identificaram as mercadorias supostamente vendidas, nem os supostos adquirentes; que a empresa mantém, além do visitado, outros pontos e vendas e também utiliza o sistema de venda a domicílio, através de sacoleiros; que essas saídas para vendas a domicílio ou entre os postos de vendas, são anotadas em fichas apenas para controle de estoque e foram interpretados erroneamente pelos Auditores; por fim, requer o cancelamento da exigência. A decisão monocráti julga procedente o lançamento, por entender estaro f., ; configurada a infração, produzindo v ta fundamentação. / 2 CCS _ MINISTÉRIO DA FAZENDA xe,Áf:•t .p 'tlier.—..1k PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES .. •• - QUARTA CÂMARA Processo n°. : 10920.000798/94-05 Acórdão n°. : 104-15.100 Intimada da decisão em 11.04.96, protocola a interessada em 21,05.96, o recurso de fls. 29/30, onde argüi que houve arbitrariedade contra a recorrente; que é descabida a multa aplicada, pois esta tem, caráter punitivo; que o Auditor deveria agir com imparcialidade e buscar de forma coerente a verdade dos fatos; cita jurisprudência; que a jurisprudência elege que se aplique a norma mais benigna; que o ciente no A . R. foi recepcionado por pessoa estranha, ou seja o zelador do prédio que o deixou numa gaveta e que a empresa já havia encerrado suas atividades, só tomando ciência em 11.05.96, anexando declaração nesse sentido; finaliza pedindo o provimento do recurso. Fazenda Nacional apresenta contra razões através de sua procuradoria às fls. 34, propugnando pela manutenção da decisão recorrida, pelos seus próprios fundamentos. É o Relatór o.( -2, 3 ccs . .,. - -t-----...._ MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES QUARTA CÂMARA Processo n°. : 10920.000798/94-05 Acórdão n°. : 104-15.100 VOTO Conselheiro JOSÉ PEREIRA DO NASCIMENTO, Relator Consoante se colhe do relato, trata-se de recurso interposto pelo sujeito passivo contra a autoridade monocrática, a qual confirmou a exigência fiscal consubstanciada no Auto de Infração de fls. 14. O Decreto n° 70.235f72, que rege o Recurso Administrativo Fiscal, dispõe em seu artigo 33 que das decisões proferidas pela autoridade julgadora de primeira instância, em caso de exigência fiscal contrária aos contribuintes, cabe recurso dentro do prazo de trinta dias contados da ciência da decisão singular. A recorrente traz à colação a declaração de fls. 28, a qual contudo, não é convincente, já que despida de elementos comprobatórios da vericidade do ali contido, inclusive não trazendo documentos comprobatórios do ali alegado, como por exemplo, a desativação da empresa e a comunicação a Receita Federal da mudança de endereço. É inquestionável que o descumprimento do pressuposto legal acima declinado acarreta ineficácia do recurso, impedindo o seu conhecimento pelo julgador de instância superior. No caso sob exame, constata-se, de forma inequívoca, que sua gapresentação não observou o prazo legal fix do naquele diploma legal. Ciente da decisão em 11.04.96, ingressou com seu recurs somente em 21.05.96, conforme consta no carimbo de recepção aposto na peça recur I. i 4 ccs 9 .i. MINISTÉRIO DA FAZENDA twri.',.;* PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES tec."?--11t • QUARTA CÂMARA Processo n°. : 10920.000798/94-05 Acórdão n°. : 104-15.100 Em face do exposto, voto pelo não conhecimento do recurso, por intempestivo. Sala das Sessões -DF, em j 08 de ' .1 o de 1997 Á /-, - J serliNASC i ENTO : ,., 5 ccs Page 1 _0041300.PDF Page 1 _0041400.PDF Page 1 _0041500.PDF Page 1 _0041600.PDF Page 1
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Numero do processo: 10930.000711/2001-26
Turma: Oitava Câmara
Seção: Primeiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Nov 05 00:00:00 UTC 2003
Data da publicação: Wed Nov 05 00:00:00 UTC 2003
Ementa: IRPJ – NORMAS PROCESSUAIS – REQUISITOS DE ADMISSIBILIDADE –INSTRUÇÃO DO RECURSO VOLUNTÁRIO – DEFICIÊNCIA – ARROLAMENTO EFETUADO A DESTEMPO – A admissibilidade de recurso voluntário está condicionada ao preenchimento dos requisitos contidos no artigo 33 do Decreto no 70.235/72. Constatada deficiência na instrução do recurso, tendo o contribuinte efetuado o arrolamento de bens após o término do prazo recursal, deve ser aquele considerado inadmissível.
Recurso não conhecido.
Numero da decisão: 108-07.598
Decisão: ACORDAM os Membros da Oitava Câmara do Primeiro Conselho de
Contribuintes, por unanimidade de votos,NÃO CONHECER do recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Matéria: IRPF- restituição - rendim.isentos/não tributaveis(ex.:PDV)
Nome do relator: José Carlos Teixeira da Fonseca
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conteudo_txt : Metadados => date: 2009-09-01T17:48:43Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-09-01T17:48:43Z; Last-Modified: 2009-09-01T17:48:43Z; dcterms:modified: 2009-09-01T17:48:43Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-09-01T17:48:43Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-09-01T17:48:43Z; meta:save-date: 2009-09-01T17:48:43Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-09-01T17:48:43Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-09-01T17:48:43Z; created: 2009-09-01T17:48:43Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; Creation-Date: 2009-09-01T17:48:43Z; pdf:charsPerPage: 1447; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-09-01T17:48:43Z | Conteúdo => • - MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES #4i-sts OITAVA CÂMARA Processo n° : 10930.000711/2001-26 Recurso n° : 133.566 Matéria : IRPJ — Ano: 1996 Recorrente : JABUR TOYOPAR IMPORTAÇÃO E COMÉRCIO DE VEÍCULOS LTDA. Recorrida : 1 a TURMA/DRJ — CURITIBA/PR Sessão de : 05 de novembro de 2003 Acórdão n° : 108-07.598 IRPJ — NORMAS PROCESSUAIS — REQUISITOS DE ADMISSIBILIDADE —INSTRUÇÃO DO RECURSO VOLUNTÁRIO — DEFICIÊNCIA — ARROLAMENTO EFETUADO A DESTEMPO — A admissibilidade de recurso voluntário está condicionada ao preenchimento dos requisitos contidos no_artigo 33 do Decreto n° 70.235/72. Constatada deficiência na instrução do recurso, tendo o contribuinte efetuado o arrolamento de bens após o término do prazo recursal, deve ser aquele considerado inadmissível. Recurso não conhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos do recurso interposto por JABUR TOYOPAR IMPORTAÇÃO E COMÉRCIO DE VEÍCULOS LTDA. ACORDAM os Membros da Oitava Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, NÃO CONHECER do recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o re ente julgado. MANOEL ANTÔNIO GADELHA DIAS P-ESIDENTE / allit SÊ CARLOS TEIXEIRA DA FONSECA LATOR FORMALIZADO EM: 0 9 DEZ 2003 Participaram ainda do presente julgamento, os Conselheiros: NELSON LOSS() FILHO, LUIZ ALBERTO CAVA MACEIRA, IVETE MALAQUIAS PESSOA MONTEIRO, JOSÉ HENRIQUE LONGO, KAREM JUREIDINI DIAS DE MELLO PEIXOTO e MÁRIO JUNQUEIRA FRANCO JUNIOR. rcs Processo n° :10930.000711/2001-26 Acórdão n° : 108-07.598 Recurso n° : 133.566 Recorrente : JABUR TOYOPAR IMPORTAÇÃO E COMÉRCIO DE VEÍCULOS LTDA. RELATÓRIO Recorre o contribuinte de Acórdão que declarou o lançamento procedente. O processo originou-se de auto de infração do IRPJ, com ocorrências nos períodos de março e agosto de 1996, havendo redução do prejuízo declarado para o primeiro e exigência de tributo para o segundo. A infração constatada foi a falta de adição na determinação do lucro real dos valores de resultados negativos em participações societárias, deduzidos na apuração do lucro líquido. Tal constatação provém do confronto entre os valores declarados nas fichas 06 (demonstração do lucro líquido), item 18 (resultados negat. em participações societárias) a fls. 55 e 60 e os valores declarados nas fichas 07 (demonstração do lucro real), item 06 (ajustes p/ dimin. valor de invest. aval. pelo PL) a fls. 67 e 72. Eis o histórico do processo, narrado a partir da perspectiva do contribuinte: 1) em 04/12/2000 (A.R. a fls. 002) recebe a intimação de fls. 001, que formaliza o início da ação fiscal; 2) em 09/01/2001 (A.R. a fls. 004) recebe a intimação de fls. 003. 2 . - . Processo n° : 10930.000711/2001-26 Acórdão n° : 108-07.598 3) em 08/03/2001 envia, pela Internet, declaração de rendimentos retificadora do IRPJ/97, com base no lucro real anual (recibo de entrega e extrato de fls. 114/139), objetivando modificar a opção da declaração original (lucro real mensal), apresentada, via disquete, em 30/04/1997 (recibo de entrega de fls. 140 e extrato de fls. 022/105); 4) em data não identificada, apresenta o comunicado de fls. 008, solicitando a compensação de prejuízos fiscais, na hipótese de ser lavrado auto de infração referente à declaração anual do exercício de 1997; 5) em 28/03/2001, toma ciência, por intermédio de seu procurador (instrumento de fls. 106), do auto de infração (fls. 009/013) e do termo de verificação e encerramento de ação fiscal (fls. 006/007); 6) em 27/04/2001, apresenta a impugnação de fls. 107/141, pleiteando fosse acatada como espontânea a retificação de declaração pretendida, o que implicaria na absorção do valor total das infrações (R$ 96.624,20) pelo prejuízo fiscal apurado (R$ 268.834,94); 7) em 24/10/2002 (A.R. a fls. 153) é intimado (fls. 151) do teor do Acórdão de primeiro grau (fls. 145/149), que julgou procedente o lançamento, destacando as seguintes ementas: "ESPONTANEIDADE READQUIRIDA. A espontaneidade somente é readquirida após escoado o prazo de 60 dias, previsto no art. 70, §2° do Decreto n° 70.235, de 1972, sem que outro ato escrito indique prosseguimento dos trabalhos. RETIFICAÇÃO DE DECLARAÇÃO. Só é admissivel a retificação de declaração de rendimentos por iniciativa do próprio declarante, para fins de reduzir ou excluir tributo, quando comprovado erro nela contido e se solicitada à autoridade competente antes de iniciado o processo de lançamento de ofício." 34 o . . Processo n° : 10930.000711/2001-26 Acórdão n° :108-07.598 8) em 12/11/2002 interpõe o recurso voluntário de fls. 154/164 reafirmando os argumentos da inicial e acrescentando que caberia apenas o lançamento de multa e juros pelo não recolhimento à época do tributo, o que no seu entender, tornaria nulo o auto de infração; 9) em 25/11/2002 (A.R. a fls. 166) é comunicado (fls. 165) de que, para seguimento do recurso voluntário, deveria relacionar bens e direitos para arrolamento no prazo de 5 (cinco) dias; 10) em data não identificada, relaciona bem para arrolamento (fls. 167), desacompanhado de documentação comprobatória. Este é o Relatório. 411Á 4 ., . Processo n° : 10930.000711/2001-26 Acórdão n° : 108-07.598 VOTO Conselheiro JOSÉ CARLOS TEIXEIRA DA FONSECA, Relator Examino os requisitos para admissibilidade do recurso. Conforme relatado o contribuinte foi cientificado e intimado do Acórdão de primeiro grau em 24/10/2002, uma 5 a-feira. Logo, o prazo recursal fluiu de 25/10/2002 a 25/11/2002, uma 2a-feira. Embora tenha apresentado tempestivamente o recurso em 12/11/2002, o contribuinte deixou fluir o prazo recursal sem proceder à instrução do mesmo. A repartição fiscal o comunicou do fato e, exorbitando de sua competência, concedeu-lhe prazo adicional de 5 (cinco) dias. Não existe informação nos autos da data em que a recorrente relacionou o bem para arrolamento, o certo é que não apresentou comprovação da propriedade e do valor do mesmo. Também é fato que, quando finalmente resolveu arrolar bens, o prazo recursal já havia findado em 25/11/2002. Entendo que, no presente caso, o recurso não preenche os requisitos para sua admissibilidade. G)x5 Processo n° : 10930.000711/2001-26 Acórdão n° : 108-07.598 Entendo que, no presente caso, o recurso não preenche os requisitos para sua admissibilidade. De todo o exposto, voto, pelo não conhecimento do recurso. Sala das Sessões - DF, 05 de novembro de 2003. SÉSÉ CARLOS TEIXEIRA DA FONSECA 6 Page 1 _0022200.PDF Page 1 _0022300.PDF Page 1 _0022400.PDF Page 1 _0022500.PDF Page 1 _0022600.PDF Page 1
score : 1.0
Numero do processo: 10930.005707/2003-16
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Mar 22 00:00:00 UTC 2006
Data da publicação: Wed Mar 22 00:00:00 UTC 2006
Ementa: SIMPLES - EXCLUSÃO. EFEITOS.
A exclusão do Simples, a partir de 2002, por ato de ofício, retroage a 01/01/2002 para contribuintes que fizeram opção em data anterior a 28/07/2001.
RECURSO VOLUNTÁRIO NEGADO.
Numero da decisão: 301-32631
Decisão: Decisão: Por unanimidade de votos, negou-se provimento ao recurso.
Matéria: Simples- proc. que não versem s/exigências cred.tributario
Nome do relator: CARLOS HENRIQUE KLASER FILHO
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PRIMEIRA CÂMARA- . Processo n° : 10930.005707/2003-16 Recurso n° : 130.629 Acórdão n° : 301-32.631 Sessão de : 22 de março de 2006 Recorrente : ELIANE OLIVA — ME. Recorrida • : DRJ/CURITIBA/PR SIMPLES — EXCLUSÃO. EFEITOS. A exclusão do Simples, a partir de 2002, por ato de oficio, retroage a 01/01/2002 para contribuintes que fizeram opção em data anterior a 28/07/2001. RECURSO VOLUNTÁRIO NEGADO 1111 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Çaik OTACILIO DA AS CARTAXO Presidente • -411111~11/411" r•- • HE • • GE ' FILHO Relator Formalizado em: ZB ABR 20" Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros:, Luiz Roberto Domingo, Atalina Rodrigues Alves, Susy Gomes Hoffinann, Irene Souza da Trindade Torres, Valmar Fonséca de Menezes e Luis Carlos Maia Cerqueira (Suplente).Ausente o Conselheiro José Luiz Novo Rossari. ccs , Processo n° : 10930.005707/2003-16 Acórdão n° : 301-32.631 RELATÓRIO Com o objetivo de evitar taltologia, reporto-me ao relatório de fls. 77 que aqui se pede considerar como se transcrito estivesse, ao qual leio em sessão. Na decisão de primeira instância, a autoridade julgadora, por unanimidade de votos, indeferiu a solicitação da interessada sob a alegação de absoluta falta de previsão legal, determinando que os efeitos da exclusão retroagissem apenas até 01/01/2002. Devidamente intimada da r. decisão supra, o contribuinte interpõe Recurso Voluntário, às fls. 85/95, onde requer a reconsideração da mesma reiterando • os argumentos expendidos na manifestação de inconformidade. Assim sendo, os autos foram encaminhados a este Conselho para julgamento. É o relatório. • • 2 Processo n° : 10930.005707/2003-16 Acórdão n° : 301-32.631 VOTO Conselheiro Carlos Henrique 1Claser Filho, Relator O Recurso é tempestivo e preenche os requisitos para a sua admissibilidade, razão pela qual dele tomo conhecimento. Restringe-se o pleito quanto aos efeitos do Ato de Exclusão n.° 441.215, de 07de agosto de 2003, de fls. 11. Portanto, para análise clara e objetiva sobre o que aqui se discute, • necessário mencionar o art. 24 da IN SRF n.° 355, de 29 de agosto de 2003: "Art. 14 — A exclusão do Simples nas condições de que tratam os arts. 22 e 23 surtirá efeito: Parágrafo único: Para as pessoas jurídicas enquadradas nas hipóteses dos incisos III a XVII do art. 20, que tenham optado pelo Simples até 27 de julho de 2001, o efeito da exclusão dar-se-á a partir: I — do mês seguinte àquele em que se proceder a exclusão, quando efetuada em 2001; II — de I° de janeiro de 2002, quando a situação excludente tiver ocorrido até 31 de dezembro de 2001 e a exclusão for efetuada a partir de 2002." Vige, atualmente, a IN SRF n.° 608, de 09 de janeiro de 2006, que manteve, em seu art. 24, as mesmas regras de transição já mencionadas, alterando o parágrafo único para parágrafo primeiro, extraindo os incisos XIV e XV das hipóteses de enquadramento das pessoas jurídicas e, ainda, acrescentando mais outro parágrafo (parágrafo segundo), conforme abaixo transcrito: "Art. 24 - A exclusão do Simples nas condições de que tratam os arts. 22 e 23 surtirá efeito: § I° Para as pessoas jurídicas enquadradas nas hipóteses dos incisos III a XIII e XVI a XVII do art. 20, que tenham optado pelo Simples até 27 de julho de 2001, o efeito da exclusão dar-se-á a partir: 3 . . • • . , Processo n° : 10930.005707/2003-16 •Acórdão n° : 301-32.631 1— do mês seguinte àquele em que se proceder a exclusão, quando efetuada em 2001; II — de 1° de janeiro de 2002, quando a situação excludente tiver ocorrido até 31 de dezembro de 2001 e a exclusão for efetuada a partir de 2002. ,§' 2° Na hipótese do inciso I do art. 22, se a alteração cadastral a que se refere o § I° do referido artigo houver sido efetuada até o último dia útil do mês de janeiro, os efeitos da exclusão do Simples dar-se-ão, excepcionalmente, a partir de 1 0 de janeiro desse mesmo ano." Diante disso, fazendo um paradoxo com as informações trazidas aos autos, nota-se apropriado o reconhecimento da exclusão com efeitos a partir de 01/01/2002, eis que o contribuinte optou pelo SIMPLES em 11/11/1998, ou seja, • anteriormente a 28/07/2001 e o ato de exclusão foi emitido em 07/08/2003, portanto, a partir de 2002.. Em face de todo o exposto, voto no sentido de negar provimento ao Recurso Voluntário, mantendo a decisão recorrida. É como voto. piSala d. ' ões, -m 22 de março de 2006 ., ali. IP c ,. 9S HE • 9U ASER FILHO - Relator • 4 Page 1 _0002700.PDF Page 1 _0002800.PDF Page 1 _0002900.PDF Page 1
score : 1.0
Numero do processo: 10920.001348/96-48
Turma: Sétima Câmara
Seção: Primeiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Nov 12 00:00:00 UTC 1997
Data da publicação: Wed Nov 12 00:00:00 UTC 1997
Ementa: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO - NOTIFICAÇÃO ELETRÔNICA DE LANÇAMENTO SUPLEMENTAR - NULIDADE - É nula a notificação de lançamento suplementar que não preencha os requisitos formais indispensáveis previstos no Decreto n° 70235/72, artigo 11, I a IV e § único.
Lançamento nulo.
Numero da decisão: 107-04561
Decisão: POR UNANIMIDADE , DECLARAR NULIDADE DA NOTIFICAÇÃO DE LANÇAMENTO.
Nome do relator: Francisco de Assis Vaz Guimarães
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ementa_s : NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO - NOTIFICAÇÃO ELETRÔNICA DE LANÇAMENTO SUPLEMENTAR - NULIDADE - É nula a notificação de lançamento suplementar que não preencha os requisitos formais indispensáveis previstos no Decreto n° 70235/72, artigo 11, I a IV e § único. Lançamento nulo.
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conteudo_txt : Metadados => date: 2009-08-24T12:07:46Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-08-24T12:07:46Z; Last-Modified: 2009-08-24T12:07:46Z; dcterms:modified: 2009-08-24T12:07:46Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-08-24T12:07:46Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-08-24T12:07:46Z; meta:save-date: 2009-08-24T12:07:46Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-08-24T12:07:46Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-08-24T12:07:46Z; created: 2009-08-24T12:07:46Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 2; Creation-Date: 2009-08-24T12:07:46Z; pdf:charsPerPage: 1271; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-08-24T12:07:46Z | Conteúdo => - MINISTÉRIO DA FAZENDAw PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES ? SÉTIMA CÂMARA Tlasvb\3 Processo n.° : 10920.001.348/96-48 Recurso n.° : 115.413 Matéria : IRPJ EXS 1992 Recorrente : DRJ EM FLORIANÓPOLIS - SC Interessada : TRANSPORTES E TURISMO GIDION LTDA. Sessão de : 12 DE NOVEMBRO DE 1997 Acórdão n° : 107-04.561 NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO - NOTIFICAÇÃO ELETRÔNICA DE LANÇAMENTO SUPLEMENTAR - NULIDADE - É nula a notificação de lançamento suplementar que não preencha os requisitos formais indispensáveis previstos no Decreto n° 70235/72, artigo 11, I a IV e § único. Lançamento nulo. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por. TRANSPORTES E TURISMO GIDION LTDA. ACORDAM os Membros da Sétima Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, DECLARAR a nulidade da Notificação de Lançamento, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. o4e0isct, °An. eosSaQpiates Chib rsA RIA ILCA CASTRO LEMOS DINIZ "RESIDENTE FRAN C • • ASIYJiÇIKdRÂES RELATOR FORMALIZADO EM: 23 JAN 998 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: PAULO ROBERTO CORTEZ NATANAEL MARTINS, ANTENOR DE BARROS LEITE FILHO, MAURILIO LEOPOLDO SCHMITT, MARIA DO CARMO SOARES RODRIGUES DE CARVALHO E CARLOS ALBERTO GONÇALVES NUNES. Processo n.° : 10920.001.348/96-48 Acórdão n.° : 107-04.561 Recurso n° : 115.413 Recorrente : DRJ EM FLORIANÓPOLIS - SC RELATÓRIO E VOTO CONSELHEIRO: FRANCISCO DE ASSIS VAZ GUIMARÃES - RELATOR Trata o presente de recurso voluntário da pessoa jurídica acima nomeada que se insurge contra o decidido pela autoridade julgadora singular, face a notificação eletrônica de lançamento suplementar. Tal espécie de lançamento, como já reiteradamente decidido nesta Câmara, tendo como leader case° o Acórdão n° 107-3.122 de nossa lavra, é nulo porquanto não observa os preceitos do artigo 142 do CTN e do Decreto n* 70235/72, artigo 11. AbYM do mais, o Secretária da Receita Federal, proeurando dar uma adequada estruturação a essa espéde de lançadento, fez babar a IN n° 54 de 13.06.97. Por todo exposto tomo conhecimento do recurso por tempestivo, ao mesmo tempo que declaro nulo o lançamento suplementar. É como voto -Ia das Sessões (DF), 12 de novembro de 1997. FRA CISCO DÉ ASS S VAZ GUIMARÃES 2 Page 1 _0036100.PDF Page 1
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Numero do processo: 10882.001143/00-14
Turma: Primeira Câmara
Seção: Primeiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Oct 17 00:00:00 UTC 2001
Data da publicação: Wed Oct 17 00:00:00 UTC 2001
Ementa: OMISSÃO DE RECEITAS- NOTAS FISCAIS NÃO CONTABILIZADAS- CONSIDERAÇÃO DOS CUSTOS- Os valores pagos referentes a notas fiscais não contabilizados presumem-se oriundos de receitas omitidas. Não cabe alegar a consideração dos custos incorridos, mormente por não se tratar de mercadorias para revenda.
OMISSÃO DE RECEITAS- A não contabilização da diferença entre o valor de revenda do veículo usado e o valor pelo qual foi o mesmo recebido como parte do pagamento na venda de veículos novos constitui omissão de receita
LANÇAMENTOS DECORRENTES – IRRF- PIS – COFINS - CSL- Por sua vinculação, aplicam-se aos lançamentos decorrentes as razões de decidir quanto ao IRPJ,
IMPOSTO DE RENDA NA FONTE SOBRE O LUCRO LÍQUIDO- Uma vez que o contrato social não prevê a disponibilidade imediata dos lucros apurados, não se configura o fato gerador do ILL.
Recurso provido em parte.
Numero da decisão: 101-93.641
Decisão: ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Primeiro Conselho de
Contribuintes, por unanimidade de votos, DAR provimento parcial ao recurso voluntário para determinar a dedução da Contribuição Social da base de cálculo do IRPJ e cancelar o imposto sobre o lucro líquido, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: Sandra Maria Faroni
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Recorrida DRJ em Campinas — SP. Sessão de : 17 de outubro de 2001 Acórdão n° : 101-93.641 OMISSÃO DE RECEITAS- NOTAS FISCAIS NÃO CONTABILIZADAS- CONSIDERAÇÃO DOS CUSTOS- Os valores pagos referentes a notas fiscais não contabilizados presumem-se oriundos de receitas omitidas. Não cabe alegar a consideração dos custos incorridos, mormente por não se tratar de mercadorias para revenda. OMISSÃO DE RECEITAS- A não contabilização da diferença entre o valor de revenda do veículo usado e o valor pelo qual foi o mesmo recebido como parte do pagamento na venda de veículos novos constitui omissão de receita LANÇAMENTOS DECORRENTES — IRRF- PIS — COFINS - CSL- Por sua vinculação, aplicam-se aos lançamentos decorrentes as razões de decidir quanto ao I RPJ, IMPOSTO DE RENDA NA FONTE SOBRE O LUCRO LÍQUIDO- Uma vez que o contrato social não prevê a disponibilidade imediata dos lucros apurados, não se configura o fato gerador do ILL Recurso provido em parte Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por CARVILLE DISTRIBUIDORA DE VEÍCULOS E PEÇAS LTDA ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, DAR provimento parcial ao recurso voluntário para determinar a dedução da Contribuição Social da base de cálculo do IRPJ e cancelar o imposto sobre o lucro líquido, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Processo n° : 10882.001143/00-14 2 Acórdão n° : 101-93641 ON P R " • RO IGUES PRESIDENTE SANDRA MARIA FARONI RELATORA FORMALIZADO EM: 1 3 NOV 2001 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: FRANCISCO DE ASSIS MIRANDA, KAZUKI SHIOBARA, LINA MARIA VIEIRA, CELSO ALVES FEITOSA, RAUL PIMENTEL e SEBASTIÃO RODRIGUES CABRAL Processo n°. 10882.001143/00-14 3 Acórdão n°. : 101-93..641 Recurso nr.. 124.106 Recorrente: CARVILLE DISTRIBUIDORA DE VEÍCULOS E PEÇAS LTDA. RELATÓRIO O presente processo esteve em pauta para julgamento, que foi convertido em diligência a fim de que fosse anexada aos autos cópia do contrato social em vigor à época dos fatos, para que se analisasse a exigência do Imposto sobre o Lucro Líquido (Lei 7.713/88) frente ao entendimento expressado pelo Supremo Tribunal Federal. Conforme relatado naquela ocasião, cuida-se de litígio surgido com a impugnação aos autos de infração de IRPJ, PIS/Receita operacional, COFINS, Imposto de Renda Retido na Fonte e Contribuição Social. As infrações cometidas estão descritas no auto de infração do IRPJ (tomado como matriz, do qual os demais são considerados decorrentes) e, em síntese, constituem-se em : 1- OMISSÃO DE RECEITA OPERACIONAL caracterizada pela falta ou insuficiência de contabilização, apurada conforme descrito no Termo de Verificação. ENQUADRAMENTO LEGAL: Arts. 157 e § 1°,; 175; 178; 179; e 387, II do RIR/80; Artigos 43 e 44 da Lei 8,.541/92; Artigos 197, parágrafo único,; 225; 226; 227; 195, inciso II e 230 do RIR194 2- OMISSÃO DE RECEITAS caracterizada pela não contabilização de pagamentos de despesas operacionais, conforme Termo de Verificação. ENQUADRAMENTO LEGAL Arts.. 157 e § 1 0 , 179; 180; e 387 do RIR/80 3- MULTA REGULAMENTAR, não passível de redução, tendo em vista que o contribuinte não emitiu a nota fiscal, no momento da efetivação das operações de venda dos veículos usados. ENQUADRAMENTO LEGAL: Arts. 1 o, 3°e 4° da Lei 8.846/94 r, Processo n°. : 10882„ 001143/00-14 4 Acórdão n°, :: 101-93.641 O valor total do crédito lançado nos autos de infração equivale a 18.620.969,34 UFIR, assim discriminado ; - IRPJ Imposto 171.147,86 Juros de mora._ „ ............. ..... .......„.......„. ......... ..... 32.184,23 multa proporcional (passível de redução). 44,472,14 multa não proporcional (não passível de redução)....... 18.145.314,22 TOTAL 18 293.138,45 - PIS contribuição 4.287,41 juros de mora 808,51 multa proporcional ( passível de redução).. ..... ..... .......... 1.134,31 TOTAL ..............,.. 6.230,23 - CONT, SEG. SOCIAL contribuição. 13.192,04 juros de mora 2.487,65 multa proporcional (passível de redução) 3.490,20 TOTAL 19.169,89 - IRRF S/ OMISSÃO DE REC. E/OU L/LiQUIDO imposto 168.274.02 juros de mora 31.352,46 multa proporcional ( passível de redução) 42.204,26 TOTAL...„ .... .„...... ....... . 241.830,74 -CONTRIBUIÇÃO SOCIAL contribuição 46.699,20 juros de mora 7.221,60 multa proporcional ( passível de redução)..„.... .......... 6.679,07 TOTAL ......... ...... ........... 6-.600,03 Os enquadramentos legais para os autos de infração decorrentes foram os seguintes : PIS :: Art. 30, alínea "b"da Lei Complementar 7/70, c/c art. 1 0, parágrafo único da Lei Complementar 17/73, Título 5, Capítulo 1, Seção 1, alínea "b", itens I e II do ‘,1 -( .. Processo n°„ : 10882.001143/00-14 5 Acórdão n°. : 101-93.641 Regulamento do PIS/PASEP, aprovado pela Portaria MF 142/82, e art.. 1° do Decreto-lei 2.445/88 c/c art. 1° do Decreto-lei 2.449/88. COFINS :: 1°, 2°, 30 , AO, 4 e 5 0, da Lei Complementar n° 70, de 30/12/91„ IRRF/ILL : art. 35 da Lei 7.713/88. IRRF/OMIS. REC. ; Art.. 44 da Lei 8.541/92 v/c artigo 3° da Lei 9.064/95: CONTRIBUIÇÃO SOCIAL : Art. 2° e seus parágrafos, da Lei 7.689/88. Arts.38, 39 e 43 da Lei 8.541/92 com as alterações do art. 3° da Lei 9,064/95. Do Termo de Verificação referido na descrição dos fatos consta que ".......efetuamos uma visita às instalações da empresa localizada no endereço acima, quando encontramos um recinto fora da área dos escritórios da mesma, identificado com uma plaqueta dizendo "Ambulatório".Solicitamos a abertura dessa sala, que guardava, além de cestas básicas, um armário, dentro do qual encontramos documentação relacionada às atividades comerciais da empresa, juntamente com outras pessoais, de interesse de funcionários e diretores da empresa. Tendo em vista o interesse fiscal dos elementos encontrados, efetuamos a retenção de todo o documental........ 2. Posteriormente, procedemos à análise dos vários elementos da retenção acima mencionada, verificando o que se segue : 2.1- Junto aos documentos retidos, encontramos as Notas Fiscais abaixo listadas, anexas, fls. 08 até 17 , capeadas por relatório manuscrito (fls.. 07). Verificando os registros da empresa não encontramos registro das transações representadas pelas Notas Fiscais citadas. ... ........... ... Intimado a apresentar os registros contábeis desses dispêndios (fls 18), a empresa limitou-se a devolver cópia do relatório manuscrito acima mencionado, com a anotação : "Não há registro dessas compras". Isto posto, entende-se terem sido os mesmos adquiridos com recursos à margem da escrituração............... 2.2- Diversos Mapas de Controle de Vendas de Veículos usados (fis..20 até 34) verificamos os registros contábeis da empresa, constatando que os mesmos não guardam relação com o conteúdo desses documentos, estando registrados na contabilidade da empresa valores inferiores aos totais constantes daqueles mapas. , o contribuinte apresentou Notas Fiscais correspondentes a alguns desses veículos (fis 46/77). Quanto aos demais, alegou não ter registros dos mesmos em sua contabilidade.. Verificando os registros contábeis da empresa, constatamos que a empresa mantinha em aberto em sua conta Duplicatas a Receber - Veículos, relativos a aquisição de veículos novos. Convidamos então o contribuinte a documentar a existência e a baixa desses saldos, procurando relacioná-los aos veículos usados constantes dos mapas citados acima. Em atendimento o contribuinte apresentou os documentos de fls 78/96, acompanhados de controles internos e cópias de documentos de alguns dos veículos usados em questão (amostragem dessa documentação, a título ilustrativo do procedimento adotado, anexo, fls 97/116). Assim sendo, e não havendo registros contábeis da aquisição e venda dos veículos usados, concluímos que, na prática, ao vender um veículo novo, havendo como parte do pagamento um veículo usado, a contabilização da —----: ()__ Processo n°. : 10882.001143/00-14 6 Acórdão n°. 101-93.641 transação era efetuada, mantendo-se em aberto a conta cliente (Duplicatas a Receber- Veículos), até a revenda do veículo usado, quando então efetuava-se um depósito, no valor que se encontrasse em aberto, nas contas bancárias regularmente contabilizadas pela empresa, fechando-se assim os registros contábeis da venda do veículo novo. concluímos o que se segue: a. A empresa vendeu veículos usados, sem a emissão da competente Nota Fiscal da Venda, ficando sujeita à multa de 300% (...) sobre o valor das transações ocorridas a partir de 23/11/93, quando foi publicada a MP 374/93...... b A empresa comprou e vendeu veículos usados, sem efetuar os registros contábeis correspondentes a essas transações, gerando receitas mantidas à margem da escrituração e que não foram oferecidas à tributação. Entretanto, tendo a fiscalizada comprovado a contabilização de parte das receitas obtidas com essas transações, conforme demonstrado no item 2.2 acima, consideramos a ocorrência da omissão de receita na parte correspondente ao resultado dessas vendas, visto que, somente a diferença entre o valor de aquisição e o valor de venda, deixou de ser contabilizado e conseqüentemente oferecido à tributação. Ao julgar em primeira instância os litígios (Decisão 0186/97) concluiu o julgador estarem perfeitamente caracterizadas as infrações identificadas nos autos de infração. Contudo, julgou parcialmente procedente a ação fiscal a) retificando a penalidade aplicada, afastando a multa de 300% prevista na Lei 8,846/94, convertendo-a na multa agravada prevista no art. 4°, inciso II da Lei 8.218/91, com a redução concedida pelo art. 44 da Lei 9.430/96; b) retificando a base de cálculo do PIS e da COFINS, para considerar, não o resultado, como fez o autuante, mas a receita bruta das vendas; c) ainda quanto ao PIS, para fatos geradores ocorridos até setembro de 1995, retificou a alíquota para 0,75% Recorreu de ofício a este Conselho e reabriu prazo para nova impugnação quanto às retificações procedidas. Apresentada nova impugnação, foi a mesma objeto da Decisão 1374/97), assim ementada "DECISÃO N° 11.175/01/GD/1374/97 Ano calendário "1994 IMPOSTO DE RENDA PESSOA JURÍDICA EVIDENTE INTUITO DE FRAUDE - CRIME DE SONEGAÇÃO FISCAL -MULTA AGRAVADA: O ato de manter controles paralelos do faturamento, implica no impedimento, ocultação ou retardamento do conhecimento da ocorrência do fato gerador da obrigação principal, causando prejuízo à Fazenda Pública. Provado o evidente intuito de fraude, impõe-se a multa agravada. MULTA DE 300% - LEI N° 8.846/94 . O campo de aplicação da multa de 300% prevista no artigo 3° da Lei 8.846/94, revela-se próprio para as denominadas operações de impacto, onde o tributo exigido corresponde a valores individualizados ou, no máximo, de algumas operações da empresa surpreendida nessa auditoria especial Processo n°. : 10882.001143/00-14 7 Acórdão n°. : 101-93641 TRIBUTAÇÃO REFLEXA:: IMPOSTO SOBRE A RENDA DEVIDO NA FONTE IRRF SOBRE OMISSÃO DE RECEITAS E/OU REDUÇÃO LUCRO LÍQUIDO: CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO: A decisão de mérito proferida no procedimento - IRPJ - deve ser aplicada aos tributos exigidos por reflexo, em respeito ao princípio da decorrência processual. A conduta fraudulenta praticada pela contribuinte e verificada na auditoria do IRPJ reflete-se na apuração dos tributos exigidos por decorrência. PIS/FATURAMENTO- COFINS: Ambas as contribuições incidem sobre o faturamento da empresa e não o resultado da pessoa jurídica, posto que o resultado, assim compreendido a receita bruta deduzida dos custos e despesas necessárias à sua percepção, representa a base de cálculo de tributos que incidem sobre o acréscimo patrimonial, como é o caso do IRPJ e da Contribuição Social. PIS/FATURAMENTO: Está dispensada a contribuição ao Programa de Integração Social exigida na forma do Decreto-lei n° 2.445, de 29 de junho de 1988, e do Decreto-lei n° 2.449, de 21 de junho de 1988, na parte que exceder o valor devido com fulcro na Lei Complementar n° 7, de 7 de setembro de 1970 e alterações posteriores - IN SRF n°31 de 8 de abril de 1997. DECISÃO N° 11.1751011GD1186/97 MANTIDA Inconformada, a empresa recorreu das duas decisões a este Colegiada Submetido a julgamento na sessão de 10/08/98 , decidiu este Colegiada anular o processo a partir da Decisão 186/97 (Ac. 101-92.266). Em 11 de fevereiro de 1999 a autoridade competente prolatou nova decisão (Decisão n° 11„175/01/GD 00284/99), julgando procedentes as exigências relativas ao IRPJ e seus reflexos — COFINS, 1R-FONTE, ILL E CSSL- (omissão de receitas/receitas não contabilizadas e omissão de receitas/pagamentos não contabilizados) e improcedentes, com fundamento no art. 106, II, "a" do CTN a exigência correspondente à imposição da multa prevista nos artigos 3° e 4° da Lei 8.846/94 e a exigência relativa ao PIS. Determinou, inclusive, que na cobrança do crédito remanescente fosse observada a redução da multa de ofício para 75%, ex vi do inciso I, art. 44 da Lei 9.430/96. Inconformada, a empresa recorreu a este Conselho, reiterando alguns dos argumentos já trazidos desde a impugnação. Em síntese, reafirma que: a) Ficou reconhecido nos autos que a autuada é concessionária credenciada para venda de veículos novos que, seguindo praxe de comercialização, aceita carros usados como parte do pagamento, fato esse devidamente abordado na impugnação inicial sob a ótica contábil-fiscal. Processo n° : 10882,001143/00-14 8 Acórdão n° : 101-93 641 b) Conforme sobejamente demonstrado pela fiscalização, a compra e venda de veículos usados inobservou apenas aspectos formais, mas as operações eram devidamente contabilizadas e as importâncias arrecadadas eram depositadas nas contas bancárias regularmente contabilizadas pela empresa Em nenhum momento deixou de haver contabilização, e o total apurado na venda do veículo usado era depositado em conta bancária contabilizada, conforme constatado e declarado pelo fisco; c) A decisão de primeira instância altera os fatos relatados pelos auditores autuantes, caracterizando tal procedimento espécie de agravamento. d) A compra e venda de veículos usados inobservou apenas aspectos formais, mas as operações eram devidamente contabilizadas e as importâncias arrecadadas eram depositadas nas contas bancárias regularmente contabilizadas pela empresa, conforme constatado e declarado pelo fisco. e) Dentre as milhares de notas fiscais referentes a três exercícios, apenas cinco não foram localizadas na contabilidade, o que pode ter resultado, como já dito na impugnação inicial, de uso indevido dos dados cadastrais da empresa por funcionários, para obter facilidade na aquisição de bens. De qualquer forma, considerar evidência de fraude o fato de apenas cinco notas não estarem contabilizadas, em três exercícios, é juízo de extremo rigor, não autorizando concluir por conduta dolosa ou má- fé. f) A consideração de que "a ausência de assentamento contábil daquelas aquisições/pagamentos revela receita omitida, cabendo à contribuinte a prova em contrário", conforme consta na Decisão 00284/99, não elide igual presunção de que os custos incorridos dessas mercadorias também não foram computados. No sentido de tributar apenas a diferença entendeu a própria Receita federal, no conhecido programa de fiscalização FISGAS. g) Sobre a questão da compra e venda sem nota fiscal, que, segundo a decisão recorrida, autoriza a presunção de utilização de recursos omitidos nos registros de receitas e, na segunda, a omissão da receita em si, tributar as duas pontas de uma mesma operação é desconsiderar os fatos reportados pela própria fiscalização e conduzir a um resultado em desconformidade com a verdade, que a lealdade Processo n°. : 10882.001143/00-14 9 Acórdão n°. : 101-93.641 processual impõe perseguir. Mal comparando, tal critério corresponde à tributação do somatório de todos os saldos credores de caixa, e não apenas do maior saldo. h) Toda essa argumentação desenvolvida objetiva apenas evidenciar que a presunção invocada na decisão se afasta do princípio da verdade material, mas a situação da Recorrente é totalmente diversa, pois como ressaltado pelos Autuantes, foi constatado que o valor do veículo usado ficava na conta Duplicatas a Receber até a revenda, quando efetuava-se a baixa pelo saldo pendente. Tanto a compra como a venda acham-se registradas na conta de receita "Vendas", em contrapartida com "Duplicatas a Receber". O único aspecto questionável é que a baixa da conta "Duplicatas a Receber" operava-se no momento da venda, mas pelo saldo existente, que corresponde ao valor do carro usado. Fica óbvio que o incorreto, aí, é que a diferença entre a compra e venda do carro usado não afetaria o resultado. Assim, improcede a alegação de falta de lançamento nas operações de compra e venda de bens., A contabilização ocorreu, ainda que de forma tecnicamente inadequada. i) Quanto ao Imposto de Renda na Fonte sobre as receitas omitidas, a incidência se opera pela transferência de recursos da sociedade para os beneficiários, não sendo essa a hipótese dos autos, uma vez que o processo deixa claro que o produto da revenda dos carros usados era depositado "nas contas bancárias regularmente contabilizadas pela empresa". Os valores foram submetidos à incidência na fonte com fundamento no art. 44 da Lei 8.541/92, mas o § 2° do mesmo artigo dispõe que o disposto no artigo não se aplica a deduções indevidas que, por sua natureza, não autorizem a presunção de transferência de recursos para o patrimônio da pessoa jurídica para os seus sócios. j) É entendimento praticamente unânime que o valor da Contribuição Social sobre o Lucro constitui despesa dedutível para efeito da base de cálculo do IRPJ, o que foi ignorado pela fiscalização. I) A cobrança do Imposto de Renda na Fonte sobre o Lucro Líquido foi considerada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal. m) Requer-se sejam consideradas as mesmas razões de fato e de direito para as exigências reflexas, ILL, IRF/Omissão de receitas, Contribuição Social e COFINS. Processo n° : 10882001143/00-14 10 Acórdão n° : 101-93.641 Novamente submetido à Câmara, resolveu o Colegiado converter o julgamento em diligência para possibilitar a apreciação da alegação da inconstitucionalidade do imposto sobre o lucro líquido Retornam, agora, os autos, com o atendimento da diligência solicitada, estando o processo em condições de ser julgado. É o relatório Processo n°. 10882.001143/00-14 11 Acórdão n° : 101-93.641 VOTO Conselheira SANDRA MARIA FARONI, Relatora Duas são as matérias que integram o objeto do recurso, a saber: a) omissão de receitas caracterizada pelo não registro de compras correspondentes a cinco notas fiscais relativas a aquisições de aparelho transceptor, micromodem, materiais mecânicos/automotivos, móveis e utensílios e pneu. b) omissão de receitas correspondente ao resultado da venda de veículos usados. Sobre as notas fiscais de compra não contabilizadas, argumenta a Recorrente que foram apenas cinco notas fiscais não contabilizadas dentre as milhares referentes a três exercícios, e que, no caso, deveria ser determinado o cômputo dos custos de aquisição referentes às notas fiscais não registradas para tributar apenas a diferença. Menciona, como exemplo, o procedimento adotado no programa de fiscalização dos revendedores de combustíveis, no qual foi considerada como tributável apenas a diferença entre a receita de vendas que seria apurada com as compras não registradas e os respectivos custos de aquisição. O fato de serem apenas cinco as notas fiscais não tem qualquer relevância para efeito do lançamento, pois sendo o lançamento atividade vinculada e obrigatória, não cabe à autoridade formular juízos discricionários. As alegações referentes à consideração dos custos também não têm pertinência, pois não se trata de notas fiscais correspondentes a aquisição de mercadorias para revenda. No que diz respeito às operações com carros usados, a argumentação da Recorrente não a socorre. É inquestionável que a venda dos veículos usados integrou a receita contabilizada apenas pelo valor igual ao correspondente à respectiva compra. Por outro lado, não ocorreu, como alega a recorrente, a tributação "nas duas pontas". Conforme esclarecido pelo autuante e evidenciado nos demonstrativos de (fls 128 a 157 do processo original), foi considerada omissão de receita apenas a diferença entre o valor de aquisição e o valor de venda, posto que apenas essa diferença deixou de ser contabilizada. A çsj Processo n° . 10882.001143/00-14 12 Acórdão n°. 101-93..641 As conclusões supra aplicam-se aos lançamentos decorrentes, cabendo analisar apenas as razões específicas apresentadas quanto ao Imposto de Renda na Fonte sobre Omissão de Receitas e Sobre o Lucro Líquido e quanto à dedutibilidade da contribuição social na base de cálculo do IRPJ. No que respeita ao IRRF, a disposição contida no artigo 44 da Lei 8.541/92 constitui presunção legal absoluta, não admitindo qualquer discussão, e a excludente contida no § 2° do referido dispositivo não tem aplicação, pois refere-se a deduções indevidas, e, in casu, cuida-se de omissão de receitas não contabilizadas. Quanto ao IRF sobre o lucro líquido, a Recorrente argüi a inconstitucionalidade do art. 35 da Lei 7.713/88. O Supremo Tribunal Federal já se pronunciou no sentido de que a norma, quanto às sociedades por quotas, mostra-se harmônica com a Constituição, a depender dos termos do Contrato Social. Faz parte do voto do Ministro Marco Aurélio (RE 172058-1 SC) o seguinte trecho: "Relativamente às sociedades por quotas, cumpre perquirir, à luz do contrato social, a disciplina do lucro líquido. Prevista a imediata disponibilidade econômica ou mesmo jurídica ou, ainda, definição diversa a exigir a manifestação de vontade de todos os sócios, tem-se o fato gerador fixado no artigo 43 do CTN. No caso, não se abre campo à aplicação da Lei das Sociedades por Ações, porque sempre subsidiária, a depender do silêncio do contrato social e da compatibilização ante as regras mínimas constantes no Decreto 3 708/19". Uma vez que, conforme documento de fls 1005 a 1025, o Contrato Social da empresa prevê que o saldo de lucros, após deduzidas as provisões legais, será levado a uma conta especial para posterior destinação, não resta caracterizada a disponibilidade imediata dos lucros aos sócios, não se configurando o fato gerador do imposto. Quanto à Contribuição Social, tem razão a Recorrente. Efetivamente, apenas a partir da Lei n° 9.316/96 ficou vedada a dedução do valor da contribuição social sobre o lucro líquido para efeito da determinação do lucro real e de sua própria base de cálculo, conforme determina o art. 1° da referida Lei.. Considerando todo o exposto, dou provimento parcial ao recurso voluntário para:vr Processo n° . 10882.001143/00-14 13 Acórdão n° 101-93,641 a) Determinar que o valor da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido seja deduzido para efeito de apuração do lucro real e da base de cálculo da própria contribuição. b) Cancelar a exigência do Imposto de Renda na Fonte sobre o Lucro Líquido Sala das Sessões - DF, em 17 de outubro de 2001 .)( SANDRA MARIA FARONI Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1 _0000600.PDF Page 1 _0000700.PDF Page 1 _0000800.PDF Page 1 _0000900.PDF Page 1 _0001000.PDF Page 1 _0001100.PDF Page 1 _0001200.PDF Page 1 _0001300.PDF Page 1
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Numero do processo: 10925.001605/2001-39
Turma: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Jun 17 00:00:00 UTC 2004
Data da publicação: Thu Jun 17 00:00:00 UTC 2004
Ementa: SIMPLES: EXCLUSÃO.
A atividade de montagem de quadros de comandos elétricos em instalações industriais não se assemelha à de construção de imóveis. RECURSO PROVIDO.
Numero da decisão: 303-31.476
Decisão: ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso voluntário, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Matéria: Simples - ação fiscal - insuf. na apuração e recolhimento
Nome do relator: Anelise Daudt Prieto
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RECORRIDA : DRJ/FLORIANDPOLIS/SC SIIVIPLES: EXCLUSÃO. A atividade de montagem de quadros de comandos elétricos em instalações industriais não se assemelha à de construção de imóveis. 010 RECURSO PROVIDO. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso voluntário, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Brasília-DF, e 17 de junho de 2004 JOÃO • ANDA OSTA Presid , te • ANELISE DAUDT PRIETO Relatora Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselheiros: ZENALDO LOIBMAN, SÉRGIO DE CASTRO NEVES, NILTON LUIZ BARTOLI, NANCI GAMA, SILVIO MARCOS BARCELOS FIÚZA e DAVI EVANGELISTA (Suplente). Esteve Presente a Procuradora da Fazenda Nacional MARIA CECILIA BARBOSA. MA/3 • . • ., MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÁMARA RECURSO N° : 126.910 ACÓRDÃO N° : 303-31.476 RECORRENTE : ENERJET INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA. RECORRIDA : DREFLORIANÓPOLIS/SC RELATOR(A) : ANELISE DAUDT PRIETO RELATÓRIO Adoto o relatório da decisão recorrida, verbis: "Por meio do Ato Declaratório Executivo n.° 30, de 26 de setembro • de 2001 (fl. 9), foi a requerente excluída do Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte (Simples), em razão da vedação legal representada pela prestação de serviços para execução de instalações elétricas em obras de construção civil. Inconformada, solicita o cancelamento de sua exclusão (manifestação de fls. 15/16, e anexos), sob os argumentos de que: 02 — Cabe salientar inicialmente que a empresa não exerce qualquer atividade vinculada a construção civil, sua atividade é o COMÉRCIO VAREJISTA DE MATERIAL ELÉTRICO, e a MONTAGEM DE QUADROS DE COMANDO ELÉTRICOS, sendo que essa montagem é executada na sede da empresa, e é instalado nas construções novas ou já construídas após as mesmas estarem concluídas não caracterizando qualquer envolvimento com a construção. • 03 — A seguir faremos uma demonstração do faturamento da empresa desde o ano de 1997, demonstrando os percentuais de receita com vendas de mercadorias e receitas com prestação de serviços, onde constata-se que a mesma não exerce a atividade de construção civil, visto o baixo faturamento na prestação dos serviços, conforme fotocópia dos balanços patrimoniais anexos. (...) 04 — No dia 02 fevereiro de 2000, na Ficha Cadastral da pessoa jurídica, por um engano alterou-se o CNAE fiscal para 2962-9/02, instalação, reparação e manutenção, que estamos regularizando, fice visto não exercer esta atividade. 2 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° : 126.910 ACÓRDÃO N° : 303-31.476 05 — Como Vossa Senhoria pode verificar _a empresa não exerce qualquer atividade vinculada a CONSTRUÇÃO CIVIL." E o relatório. O julgado a quo indeferiu a solicitação, em decisão cuja ementa transcrevo a seguir: "Assunto: Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte — Simples • Ano-calendário: 2001 Ementa: OPÇÃO INDEVIDA. EXCLUSÃO DE OFÍCIO - Não pode optar pelo Simples - cabendo ser excluída de oficio, se fizer a opção -, na qualidade de microempresa ou empresa de pequeno porte, a pessoa jurídica que tem como atividade a montagem e instalação de quadros de comando elétricos em quaisquer obras de construção imobiliária, novas ou não." Tempestivamente a contribuinte apresentou recurso voluntário, frisando que não procede a montagem elétrica no ramo da construção imobiliária e nem predial, pois conforme consta de seu contrato social sua atividade fim está adstrita ao comércio varejista de material elétrico e à montagem de quadros e comandos elétricos, em instalações industriais, ou seja, à parte elétrica que possibilita o funcionamento do maquinário a ser utilizado pela empresa. Esclarece, ainda, que a referida montagem do quadro de comando • elétrico sequer é extensiva a outra máquina, fato que corrobora a tese de que não há relação com a construção civil É o relatóriare 3 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° : 126.910 ACÓRDÃO N° : 303-31.476 VOTO Conheço o recurso, que trata de matéria de competência deste Colegiado, é tempestivo e está acompanhado da comprovação da realização de garantia de instância. Reza a Lei 9.317/96: • "Art. 9° Não poderá optar pelo SIMPLES, a pessoa jurídica: (...) V - que se dedique à compra e à venda, ao loteamento, à incorporação ou à construção de imóveis; Por sua vez, a Lei n° 9.528, de 10/12/1997, acrescentou o parágrafo 4°, ao artigo 9°, da Lei n°9.317/96, in litteris: "§ 4° Compreende-se na atividade de construção de imóveis, de que trata o inciso V deste artigo, a execução de obra de construção civil, própria ou de terceiros, como a construção, demolição, reforma, ampliação de edificação ou outras benfeitorias agregadas ao solo ou subsolo." A empresa afirma, na impugnação, que a montagem dos quadros de 411 comandos elétricos é executada na sede da empresa e que eles são instalados nas construções novas ou já construídas após as suas conclusões. Não exerceria qualquer atividade vinculada à construção. Em seu recurso voluntário, afirma que sua atividade está adstrita à montagem de quadros e comandos elétricos em instalações industriais, que tal instalação não objetivaria a parte predial (construção civil), pois somente visaria a dar condições para que a máquina desempenhe sua função. Anexa alteração contratual de 05/10/2001, portanto antes da edição do ato declaratório, onde consta a seguinte atividade econômica: "comércio varejista de material elétrico e montagem de quadros de comando elétrico". A meu ver, estamos diante de questão similar à apresentada no julgamento do recurso voluntário 127.331, julgado nesta mesma data, que teve como 4 • MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° : 126.910 ACÓRDÃO N° : 303-31.476 Relator o Ilustre Conselheiro Sérgio de Castro Neves. O muito bem fundamentado voto lá proferido, que adoto, é o seguinte: " (...) A Lei n°. 9.317/96, em seu art. 9 0. inc. XIII veda a opção pelo SIMPLES às pessoas jurídicas que prestem serviços profissionais próprios de diversos profissionais, ou a eles assemelhados. Entre os ditos serviços profissionais encontra-se o de engenheiro, fato que conduz muito freqüentemente a Administração Fiscal a justificar a exclusão do SIMPLES de qualquer empresa prestadora de serviços de instalação, manutenção ou conserto em prédios, por conta de uma 010 similitude amiúde forçada. A v. decisão recorrida evitou, a meu ver atiladamente, esse caminho tão comum quanto equivocado, preferindo fundamentar seu entendimento, que contrariava a expectativa da então impugnante, no inc. V, combinado com o § 4°. do mesmo artigo, agregado a posteriori, dando assim a atividade da empresa ora recorrente — instalação e reparo de pára-raios — como símile da atividade de construção de imóveis, que e a expressão constante do citado diploma legal. Foi justamente para explicar e restringir o alcance de tal expressão que lei posterior agregou ao texto original o parágrafo que explica compreenderem-se na atividade de construção de imóveis a "demolição, reforma, ampliação de edificações ou outras benfeitorias agregadas ao solo ou subsolo". Razões quaisquer deram azo a que a Coordenação-Geral do Sistema de Tributação da SRF exarasse, dois anos depois da edição da segunda lei — aquela que acrescentou o parágrafo à lei original — um Ato Declaratório Normativo interpretando o ditame legal, para então afirmar que o conceito de construção civil abrange não apenas "pintura, carpintaria, instalações elétricas e hidráulicas, aplicação de tacos e azulejos, colocação de vidros e esquadrias" (inc. VI), como também "quaisquer outras benfeitorias agregadas ao solo ou subsolo". Ao fazê-lo, o Ato Declaratório Normativo COSIT, mais do que interpretar a lei, na verdade a amplia, quiçá a aperfeiçoe. Ora, no texto legal, entendo que a expressão "ou outras benfeitorias agregadas ao solo ou subsolo" vincula-se a "edificações", expressão que a precede imediatamente, com ela formando uma unidade semântica. O exegeta, entretanto, preferiu entender que o vínculo se dá com "demolição, reforma, ampliação", incluindo dessa forma na atividade de construção de imóveis o ato de cultivar- 5 ArCP " MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° : 126.910 ACÓRDÃO N° : 303-31.476 se uma horta ou um jardim de begónias, que são ambos, indiscutivelmente, benfeitorias agregadas ao solo. Parece-me, outrossim, exagerado nivelar ã atividade de construção de imóveis o labor da pessoa, jurídica embora, que substitua um vidro quebrado ou instale urna tomada de força ou de telefone. Não é confortável para o julgador ter que apreciar cada caso que se lhe apresenta em quadro assim subjetivo. Entretanto é o próprio comando legal a determinar o casuísmo da avaliação para cada contribuinte individualmente. • No caso vertente, a atividade de simples instalação e reparo de pára- raios afigura-se-me suficientemente apartada da de construção de imóveis para justificar tal equivalência por similitude. Dou provimento ao recurso." Por entender que o mesmo raciocínio se aplica ao caso em tela, voto por dar provimento ao recurso voluntário. Sala das Sessões, em 17 de junho de 2004 ANELISE DAUDT PRIETO - elatora 6 MINISTÉRIO DA FAZENDA -""v;• ' 44;W TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES "Iktt-Agi Processo n°: 10925.001605/2001-39 Recurso n°: 126910 TERMO DE INTIMAÇÃO Em cumprimento ao disposto no § 2° do art. 44 do Regimento Interno dos Conselhos 411/ de Contribuintes, fica o Sr. Procurador Representante da Fazenda Nacional, credenciado junto à Terceira Câmara do Terceiro Conselho, intimado a tomar ciência do Acórdão n° 303-31476. Brasília, 10/08/2004 JOA OLANDA COSTA Pre 'dente da Terceira Câmara 411 Ciente em Page 1 _0003300.PDF Page 1 _0003400.PDF Page 1 _0003500.PDF Page 1 _0003600.PDF Page 1 _0003700.PDF Page 1 _0003800.PDF Page 1
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Numero do processo: 10930.000255/99-75
Turma: Primeira Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Mar 16 00:00:00 UTC 2005
Data da publicação: Wed Mar 16 00:00:00 UTC 2005
Ementa: NORMAS PROCESSUAIS. AÇÃO JUDICIAL. A opção pela via judicial importa renúncia ao direito de recorrer na esfera administrativa, relativamente à matéria discutida judicialmente. Recurso não conhecido nesta parte. PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. AÇÃO JUDICIAL. POSSIBILIDADE DE LANÇAMENTO. A propositura de ação judicial não impede a Fazenda Pública de realizar o lançamento para constituição de seus créditos tributários. NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO. AÇÃO JUDICIAL. COMPENSAÇÃO. LIMINAR NÃO CONCEDIDA. MULTA E JUROS DE MORA. No caso de propositura de ação judicial, somente a multa de mora tem sua incidência suspensa, entre a data da concessão da medida liminar e os trinta dias subseqüentes à sua revogação. PIS. BASE DE CÁLCULO. SEMESTRALIDADE. A base de cálculo da contribuição, durante a vigência da LC nº 7, de 1970, era o faturamento do sexto mês anterior ao da ocorrência do fato gerador. Recurso provido em parte.
Numero da decisão: 201-78301
Decisão: I) Por unanimidade de votos, não se conheceu do recurso, quanto à matéria submetida à apreciação do Judiciário; e II) Na parte conhecida, por maioria de votos, deu-se provimento parcial ao recurso para adotar a semestralidade da base de cálculo, nos termos do voto do Relator. Vencidos os Conselheiros Walber José da Silva e Maurício Taveira e Silva.
Nome do relator: José Antonio Francisco
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ementa_s : NORMAS PROCESSUAIS. AÇÃO JUDICIAL. A opção pela via judicial importa renúncia ao direito de recorrer na esfera administrativa, relativamente à matéria discutida judicialmente. Recurso não conhecido nesta parte. PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. AÇÃO JUDICIAL. POSSIBILIDADE DE LANÇAMENTO. A propositura de ação judicial não impede a Fazenda Pública de realizar o lançamento para constituição de seus créditos tributários. NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO. AÇÃO JUDICIAL. COMPENSAÇÃO. LIMINAR NÃO CONCEDIDA. MULTA E JUROS DE MORA. No caso de propositura de ação judicial, somente a multa de mora tem sua incidência suspensa, entre a data da concessão da medida liminar e os trinta dias subseqüentes à sua revogação. PIS. BASE DE CÁLCULO. SEMESTRALIDADE. A base de cálculo da contribuição, durante a vigência da LC nº 7, de 1970, era o faturamento do sexto mês anterior ao da ocorrência do fato gerador. Recurso provido em parte.
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decisao_txt : I) Por unanimidade de votos, não se conheceu do recurso, quanto à matéria submetida à apreciação do Judiciário; e II) Na parte conhecida, por maioria de votos, deu-se provimento parcial ao recurso para adotar a semestralidade da base de cálculo, nos termos do voto do Relator. Vencidos os Conselheiros Walber José da Silva e Maurício Taveira e Silva.
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Acórdão in2 : 201-78.301 Recorrente : RONDOPAR CHUMBO E DERIVADOS LTDA. Recorrida : DRJ em Curitiba - PR NORMAS PROCESSUAIS. AÇÃO JUDICIAL A opção pela via judicial importa renúncia ao direito de recorrer na esfera administrativa, relativamente à matéria discutida judicialmente. Recurso não conhecido nesta parte. PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. AÇÃO JUDICIAL. POSSIBILIDADE DE LANÇAMENTO. A propositura de ação judicial não impede a Fazenda Pública de realizar o lançamento para constituição de seus créditos tributários. NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO. AÇÃO JUDICIAL. COMPENSAÇÃO. LIMINAR NÃO CONCEDIDA. MULTA E JUROS DE MORA. No caso de propositura de ação judicial, somente a multa de mora tem sua incidência suspensa, entre a data da concessão da medida liminar e os trinta dias subseqüentes à sua revogação. PIS. BASE DE CÁLCULO. SEMESTRALIDADE. A base de cálculo da contribuição, durante a vigência da LC n' 7, de 1970, era o faturamento do sexto mês anterior ao da ocorrência do fato gerador. Recurso provido em parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por RONDOPAR CHUMBO E DERIVADOS LTDA. ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes: 1) por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, quanto à matéria submetida à apreciação do Judiciário; e II) na parte conhecida, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso para adotar a semestralidade da base de cálculo, nos termos do voto do Relator. Vencidos os Conselheiros Walber José da Silva e Mauricio Taveira e Silva. Sala das Sessões, em 16 de março de 2005. QA0Ctivick. . MIN DA FAZEN A - 9 t'e 1 sefa aria Coelho Marques - . coN-: •.',-. cel. ; O ( i', .;-1:— I Presidentete s' . 1 15- I OY ' Cf 1 ar,/ /C-- 'n ISTJ Jo ; irf:ne ib I et Cisa) 1 ' ejator Participaram, ainda, do presente julgamento os Conselheiros Antonio Mano de Abreu Pinto, Gustavo Vieira de Melo Monteiro e Rogério Gustavo Dreyer. Ausente a Conselheira Cláudia de Souza Azua (Suplente convocada). I 29 CC-NIF --!-Ar-?;n Nlinistério da Fazenda I Fl. •?fr-.-.;;;W Segundo Conselho de Contribuintes '•irtifaitk ¥0" , — • t Processo n2 : 10930.000255/99-75 s• 15 OY OS. Recurso n2 : 115.614 Acórdão n2 : 201-78301 1 Recorrente : RONDOPAR CHUMBO E DERIVADOS LTDA. RELATÓRIO Trata-se de auto de infração do PIS, lavrado em 4 de março de 1999 (fl. 31), relativamente aos períodos de apuração de julho de 1994 a setembro de 1995, por falta ou insuficiência de recolhimento da contribuição. A apuração das bases de cálculo foi efetuada no demonstrativo de fl. 5, com base nas imputações proporcionais de pagamento de fls. 6 a 13. A interessada apresentou impugnação (35 a 43), alegando que a exigibilidade do crédito estaria suspensa e que a base de cálculo não estaria de acordo com as disposições da Lei Complementar if 7, de 1970, art. 62. Segundo a interessada, o fato de ter apresentado processo judicial impediria a autuação, especialmente pelo fato de ter sido concedida medida liminar. Por fim, alegou que seria incabível a exigência de multa e juros, por não ser devido o tributo. A autoridade preparadora intimou (fis. 84 e 85) a interessada a apresentar informações sobre o Processo Judicial n' 94.0023012-5 (Seção Judiciária do Rio de Janeiro), considerando que a empresa não constaria como autora das informações obtidas da Internet. Após apresentação de certidão, comprovando ser autora da ação, os autos foram encaminhados para julgamento. Foi juntada cópia da petição inicial da ação cautelar, cujo pedido dizia respeito à abstenção de exigência dos valores para efeito da expedição de certidão negativa de débitos. Na ação principal (ação ordinária de repetição de indébito e de compensação), o pedido dizia respeito ao "ressarcimento" dos pagamentos efetuados a maior do PIS, relativamente ao que seria devido pela LC fi2 7, de 1970, e à compensação dos pagamentos, relativos aos fatos geradores a partir de julho de 1988, com a contribuição social sobre o lucro, o PIS, a Cofins, o Finsocial, a contribuição previdenciária e o Funrural, com incidência de correção monetária (IPC, TR e Ufir) e de juros de mora de 1% ao mês a partir do pagamento. A DRJ em Curitiba - PR manteve o lançamento, sob os argumentos de que a propositura de ação judicial, com concessão de medida liminar, não impede o Fisco de promover o lançamento para constituição do crédito tributário; que a apresentação de ação judicial de compensação implica renúncia às instâncias administrativas; que o fato gerador do PIS seria o faturamento do próprio mês da apuração; e que o prazo de recolhimento, previsto no art. 62 da LC ri 7, de 1970, foi alterado pela legislação superveniente. A seguir, foram juntados novos documentos relativos à ação judicial (ls. 112 a 134), tendo sido intimada a interessada do Acórdão em 15 de agosto de 2000 (11s. 136 a 138) Apresentou, então, a contribuinte o recurso voluntário de fls. 139 a 142, repetindo as alegações da impugnação e asseverando que a propositura da ação judicial não impediria a autoridade administrativa de apreciar os aspectos da compensação. 2 v CC-NIF aMinistério da Fazenda -..,,ta-et . . _ _ Fl--,»,:12..; Segundo Conselho de Contribuintes qttteat,), --,--- ., , Processo n2 : 10930.000255/99-75 1 5- 0 1( Recurso n2 : 115.614 -k., iAcórdão n2 : 201-78.301 j O recurso foi apreciado por esta P Câmara, que, em sessão de 18 de setembro de 2001, expediu a Resolução ng- 201-00195, aprovando por unanimidade a realização de diligência para que fossem "trazidas informações acerca das ações judiciais em que a ora recorrente figurou como autora". A interessada, então, foi intimada a se manifestar e a apresentar documentos, tendo declarado que as ações apresentadas no Rio de Janeiro foram transferidas para Londrina, em face da incompetência do foro original. A certidão de objeto-e-pé (ação cautelar incidental) apresentada dá conta de que a competência foi acolhida pela seção de Londrina, que indeferiu a medida liminar, determinando que fosse aguardado o despacho proferido na ação principal. Segundo a certidão de objeto-e-pé relativa à ação principal, os autos foram conclusos para sentença em 30 de outubro de 2001. Com o retomo dos autos a julgamento, esta 1 =1 Câmara aprovou nova Resolução (n2 201-00.281) para que fossem baixados em diligência e aguardassem as decisões judiciais. A interessada foi intimada a apresentar cópias das sentenças, que foram posteriormente juntadas nas fls. 207 a 223. Outros documentos foram juntados nas fls. 224 a 231. Na ação principal foi declarado o direito à compensação com débitos vincendos da mesma contribuição, com correção monetária a partir do pagamento. A ação cautelar foi julgada improcedente. Após, os autos retornaram para julgamento. É o relatório. /7 . 3 2' CC-N11: •-•-e.•:$0., Ministério da Fazenda Pilthl FA 71• !‘' A - • DC42' 1:0: Segundo Conselho de Contribuintes,(-A- i ç o Y Processo n2 : 10930.000255/99-75 Recurso n2 : 115.614 visla Acórdão n2 : 201-78.301 VOTO DO CONSELHEIRO-RELATOR JOSÉ ANTONIO FRANCISCO No tocante à renúncia às instâncias administrativas, a recorrente apresentou ação ao Judiciário tratando dos aspectos da compensação, da base de cálculo do PIS, e da forma de correção monetária e incidência de juros de mora. Em relação a todos esses aspectos, ocorreu renúncia às instâncias administrativas, não havendo que se conhecer do recurso. Segundo o Ato Declaratório Normativo Cosit n 2 3, de 1996, ocorre nas hipóteses de o contribuinte discutir judicialmente a matéria, não importando a modalidade de ação, à época em que foi apresentada, ou a existência de exame do mérito. A renúncia decorre de ter apresentado o contribuinte uma ação apta a impedir a execução fiscal. Não importa que efetivamente o impedimento tenha ocorrido, pelo insucesso temporário ou definitivo, parcial ou total da ação proposta, mas apenas que tenha havido a iniciativa de tentar impedir a Fazenda Pública de exigir os seus créditos. Apresentando ação judicial, o contribuinte provoca, antecipadamente, a manifestação do Poder Judiciário, cujas decisões, em todo caso, prevaleceriam sobre a matéria que fosse discutida nas instâncias administrativas. Mais recentemente, a MP ng 232, de 2004, alterou o Decreto r12 70.235, de 1972, art. 62, que passou a dispor da seguinte maneira: "Art. 62. A propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de oficio, com o mesmo objeto do processo administrativo, importa renúncia às instâncias administrativas. Parágrafo único. O curso do processo administrativo, quando houver matéria distinta da constante do processo judicial, terá prosseguimento em relação â matéria diferenciada." A interessada não obteve autorização judicial em medida liminar (a cautelar que fora concedida liminarmente pela Justiça do Rio de Janeiro foi revogada pela decisão da Justiça de Londrina, que negou a concessão) para efetuar as compensações e a ação canelar foi indeferida na primeira instância. Segundo extrato do sistema de acompanhamento processual do Tribunal Regional Federal da 4?- Região, a ação principal, que recebeu o número 2005.04.01.003241-0 no TRF, foi incluída em pauta de julgamento para o dia 8 de março de 2005. O resultado desse julgamento deve ser levado em conta pela DRF, pois, se prevalecer a decisão de que a interessada tinha o direito de efetuar as compensações, o efeito da decisão, após não mais caber recurso com efeito suspensivo, retroagirá à data da propositura da ação, em face da não aplicação, ao presente caso, do disposto no art. 170-A do CTN. Quanto à possibilidade do lançamento, não cabe reforma do Acórdão de primeira instância, uma vez que a apresentação de ação judicial somente tem o efeito de tomar a coisa litigiosa, o que não impede a Fazenda de assegurar o seu direito. 4 - 4.,M242L 2v CC-NIF Ministério da Fazenda liefrZ,'W Segundo Conselho de Contribuintes is- Fl o y O S- Processo n2 : 10930.000255/99-75 . Recurso n2 : 115.614 Acórdão n2 : 201-78.301 Quanto à exigência de multa e juros, a propositura de ação judicial, sem que tenha sido concedida medida liminar ou tutela antecipada, não afasta a aplicação da lei que institui a obrigação tributária, razão pela qual o contribuinte deve recolher, nos prazos previstos em lei, os tributos devidos. No presente caso, as compensações foram efetuadas sem que existisse medida liminar, descabendo seu afastamento (art. 63 da Lei n() 9.430, de 1996). No tocante aos valores lançados, sua apuração não faz parte da ação judicial. Deve-se tomar conhecimento, portanto, da matéria relativa à semestralidade da base de cálculo. Em relação a essa matéria, a jurisprudência pacifica do Superior Tribunal de Justiça e dos Conselhos de Contribuintes é de que a disposição do art. 6 da Lei Complementar n' 7, de 1970, refere-se à base de cálculo da contribuição, que é o faturamento do sexto mês anterior ao da ocorrência do fato gerador. Segundo a tese, não se trata meramente de prazo de recolhimento, uma vez que se refere o dispositivo à "contribuição do mês". Assim, apurado o faturamento, o fato gerador fica submetido a um prazo para que seja considerado ocorrido, anteriormente ao qual nada é devido. Essa situação permaneceu até o fato gerador relativo ao mês de fevereiro de 1996, antes de que entrasse em vigor as disposições da MP n 1.212, de 1995. À vista do exposto, voto por negar provimento ao recurso, no tocante aos aspectos preliminares, relativos à possibilidade de lançamento, e à incidência de multa e juros; por dar provimento, relativamente à base de cálculo dos valores lançados, para reconhecer a incidência da semestralidade; e por não conhecer do recurso, relativamente à matéria submetida ao Judiciário. Sala das Sessões, em 16 de março de 2005. JO • 'TI 4161PONCISCO 5
score : 1.0
Numero do processo: 10930.005173/2003-28
Turma: Quinta Câmara
Seção: Primeiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Sep 12 00:00:00 UTC 2007
Data da publicação: Wed Sep 12 00:00:00 UTC 2007
Ementa: IRPJ E CSLL - MULTA ISOLADA - FALTA DE PAGAMENTO DO IRPJ E OU CSLL COM BASE NO LUCRO ESTIMADO - A regra é o pagamento com base no lucro real apurado no trimestre, a exceção é a opção feita pelo contribuinte de recolhimento do imposto e adicional determinados sobre base de cálculo estimada. A Pessoa Jurídica somente poderá suspender ou reduzir o imposto devido a partir do segundo mês do ano calendário, desde que demonstre, através de balanços ou balancetes mensais, que o valor acumulado já pago excede o valor do imposto, inclusive adicional, calculados com base no lucro real do período em curso. ( Lei nº 8.981/95, art. 35 c/c art. 2º Lei nº 9.430/96) A falta de recolhimento ou recolhimento a menor, está sujeita à multa de 50%, quando o contribuinte não demonstra ser indevido o valor do IRPJ OU CSL do mês em virtude de recolhimento excedentes em períodos anteriores. (Lei nº 9.430/96 44 com redação dada pelo artigo 14 da MP 351/2007).
A base de cálculo da multa é o valor do imposto calculado sobre lucro estimado não recolhido ou diferença entre a devido e o recolhido até a apuração do lucro real anual. A partir da apuração do lucro real anual, o limite para a base de cálculo da sanção é a diferença entre o imposto anual devido e a estimativa obrigatória, se menor. (Lei nº 9.430/96 art. 44 caput c/c § 1º inciso IV e Lei 8.981/95 art. 35 § 1º letra “b”).
A multa pode ser aplicada tanto dentro do ano calendário a que se referem os fatos geradores, como nos anos subseqüentes dentro do período decadencial contado dos fatos geradores. Se aplicada depois do levantamento do balanço a base de cálculo da multa isolada é a diferença entre o lucro real anual apurado e a estimativa obrigatória recolhida.
Recurso parcialmente provido
Numero da decisão: 105-16.640
Decisão: ACORDAM os Membros da Quinta Câmara do Primeiro Conselho de
Contribuintes, por maioria de votos, DAR provimento PARCIAL ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Vencidos os Conselheiros Wilson Fernandes Guimarães, Marcos Rodrigues de Mello e Waldir Veiga Rocha.
Matéria: IRPJ - AF- lucro presumido(exceto omis.receitas pres.legal)
Nome do relator: José Clóvis Alves
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MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Fl. V; QUINTA CÂMARA Processo n° :10930.005173/2003-28 Recurso n° :158.012 Matéria : IRPJ — Ex(s): 2001 e 2002 Recorrente : HYDRONORTH S. A Recorrida : V TURMA/DRJ-CURITIBA PR Sessão de :12 DE SETEMBRO DE 2007 Acórdão n° :105-16.640 IRPJ E CSLL - MULTA ISOLADA - FALTA DE PAGAMENTO DO IRPJ E OU CSLL COM BASE NO LUCRO ESTIMADO - A regra é o pagamento com base no lucro real apurado no trimestre, a exceção é a opção feita pelo contribuinte de recolhimento do imposto e adicional determinados sobre base de cálculo estimada. A Pessoa Jurídica somente poderá suspender ou reduzir o imposto devido a partir do segundo mês do ano calendário, desde que demonstre, através de balanços ou balancetes mensais, que o valor acumulado já pago excede o valor do imposto, inclusive adicional, calculados com base no lucro real do período em curso. ( Lei n° 8.981/95, art. 35 c/c art. 2° Lei n° 9.430/96) A falta de recolhimento ou recolhimento a menor, está sujeita à multa de 50%, quando o contribuinte não demonstra ser indevido o valor do IRPJ OU CSL do mês em virtude de recolhimento excedentes em períodos anteriores. (Lei n° 9.430/96 44 com redação dada pelo artigo 14 da MP 351/2007). A base de cálculo da multa é o valor do imposto calculado sobre lucro estimado não recolhido ou diferença entre a devido e o recolhido até a apuração do lucro real anual. A partir da apuração do lucro real anual, o limite para a base de cálculo da sanção é a diferença entre o imposto anual devido e a estimativa obrigatória, se menor. (Lei n° 9.430/96 art. 44 caput c./c § 1 0 inciso IV e Lei 8.981/95 art. 35 § 1° letra "b"). A multa pode ser aplicada tanto dentro do ano calendário a que se referem os fatos geradores, como nos anos subseqüentes dentro do período decadencial contado dos fatos geradores. Se aplicada depois do levantamento do balanço a base de cálculo da multa isolada é a diferença entre o lucro real anual apurado e a estimativa obrigatória recolhida. Recurso parcialmente provido r .4 MINISTÉRIO DA FAZENDA- . • ri PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Fl. , QUINTA CÂMARA Processo n° :10930.00517312003-28 Acórdão n° :105-16.640 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto pela HYDRONORTH S. A. ACORDAM os Membros da Quinta Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, DAR provimento PARCIAL ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Vencidos os Conselheiros Wilson Femandes Guimarães, Marcos Rodrigues de Mello e Waldir Veiga Rocha. 41/1 JÇSÇL.VlS • ES RESIDENT e RELATOR FORMALIZADO EM: 22 OUT 2007 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: EDUARDO DA ROCHA SCHMIDT, MARCOS VINICIUS BARROS OTTONI (Suplente convocado) e IRINEU BIANCH. Ausente, justificadamente o Conselheiro JOSÉ CARLOS PASSU ELO. 2 n te 1 . MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Fl. QUINTA CÂMARA Processo n° :10930.005173/2003-28 Acórdão n° :105-16.640 Recurso n° :158.012 Recorrente : HYDRONORTH S. A. RELATÓRIO HYDRONORTH S. A. já qualificada nestes autos, inconformada com a decisão prolatada pela V Turma da DRJ em CURITIBA PARANÁ, consubstanciada no acórdão de n° 06-.471 de 08 de fevereiro de 2007, que julgou procedente em parte o lançamento referente a multa isolada, contido no Auto de Infração de fls. 182/184 tendo em vista as seguintes infrações: Trata o presente processo de lançamento de R$ 1.007.974,26 de multa exigida isoladamente, por meio ,do auto de infração de fls. 169/184, tendo como fundamento legal o art. 44, § 1°, IV, da Lei n°9.430, de 27 de dezembro de 1996. A autuação decorre da opção da interessada pelo lucro real anual e do recolhimento a menor das estimativas dos períodos de apuração 01 2000 a 12 de 2.001, enquadrando-se no art. 5° da Lei n° 8.981, de 1995 te/c o art. 2° da Lei n° 9.430, de 1996 e nos arts. 220, 222, 841, III e IV, 843 e 957 do RIR, Decreto n° 3.000, de 1999 e art. 15, § 30 da IN SRF n° 93, de 1997. Cientificada em 22/10/2003 (fl. 182), a interessada, por seus mandatários (fl. 206), interpôs a impugnação de fls. 194/205, em extenso arrazoado, argumentando em síntese, inexistência de conduta punível com a aplicação de multa, em face do recolhimento integral e tempestivo do IRPJ com base no lucro real anual e enquadrar-se, assim, no art. 138 do CTN, por haver efetuado denúncia espontânea da infração; reclama da inadequação da base de cálculo da multa, que incide sobre a totalidade ou diferença do tributo devido, ou seja, deveria ser zero, e que assim a multa isolada é confiscatória e fi2flagrantemente superior ao valor do tributo devido. 3 e ..' IL ... MINISTÉRIO DA FAZENDA n. .4 :: 'ff. PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES , QUINTA CÂMARA Processo n° :10930.005173/2003-28 Acórdão n° :105-16.640 Finalizando, solicita o cancelamento da exigência e, caso não seja esse o entendimento, requer a redução da multa e a produção de todas as provas em direito admitidas, inclusive a testemunha, documental e pericial. AV TURMA da DRJ em Curitiba PR através do acórdão 06-13.471 de 08 de fevereiro de 2007 decidiu por julgar procedente em parte o lançamento, reduzindo a multa para 50% nos termos da MP 303/2006 e 351/2007. Ciente da decisão em 113/2007, conforme AR de folha 226, a contribuinte interpôs recurso voluntário em 30/3/2007, conforme carimbo de postagem dos correios aposto no envelope de fl. 254, argumentando, em epítome o seguinte. Faz um histórico dos fatos. Argumenta a espontaneidade com base no artigo 138 do CTN eis que não tributo a cobrar após o encerramento do ano e apuração do lucro anual, e tendo o contribuinte se antecipado a qualquer medida de fiscalização estaria assim abrigado na alegada espontaneidade, salvo, portanto de penalidade. Erro na base de cálculo, pois após o encerramento do exercício prevalece a base anual eis que a estimativa tem caráter de antecipação. No caso não havia base tanto é que a fiscalização não exigiu tributo, mas só multa. Argumenta que a multa é confiscatória, cita lições do Professor Luiz Emyddio F. da Rosa Júnior. Inexistência de base de cálculo uma vez que o imposto foi totalmente recolhido. É o relatório. 4 ' MINISTÉRIO DA FAZENDA "f PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Fl. QUINTA CÂMARA Processo n° :10930.005173/2003-28 Acórdão n° :105-16.640 VOTO Conselheiro JOSÉ CLÓ VIS ALVES, Relator. O recurso é tempestivo e foram apresentadas garantias de instância, portanto dele conheço. MÉRITO Trata a matéria de exigência da multa isolada prevista no artigo 44 Parágrafo 1° inciso IV, em virtude da falta de recolhimento do IRPJ com base na estimativa previsto no artigo 2° da Lei n 9.430 de 1996. A Contribuinte tributada com base no lucro real optou pelo pagamento da contribuição, em cada mês, determinado sobre base de cálculo estimada, mediante a aplicação, sobre a receita bruta auferida mensalmente, dos percentuais de que trata o art. 15 da Lei n° 9.249, de 26 de dezembro de 1995, observado o disposto nos §§ 1° e 2° do art. 29 e nos arts. 30 a 32, 34 e 35 da Lei n° 8.981, de 20 de janeiro de 1995, com as alterações da Lei n° 9.065, de 20 de junho de 1995. Existiam no âmbito deste Conselho teses confinantes sobre a matéria, a Oitava Câmara decidia que a multa isolada deveria ser aplicada a qualquer tempo e independe do valor apurado no final do período base, enquanto que a Terceira Câmara entendia que a multa isolada só tem lugar antes da entrega da declaração, uma vez apurado o imposto esse deve prevalecer como base para eventual penalidade a ser aplicada. Tal conflito jurisprudencial fora pacificado pela ampla maioria da 1° Turma da CSRF na sessão de abril de 2.004, onde ficou assentada a tese que abaixo defendemos. , • ., MINISTÉRIO DA FAZENDA.. 1 J-• n. PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES :".;-::, , QUINTA CÂMARA Processo n° :10930.005173/2003-28 Acórdão n° :105-16.640 Com trata se de exigência relativa a fatos geradores ocorridos a partir de 01 de janeiro de 1997, a legislação aplicada é a abaixo transcrita. Lei n° 9.430, de 27 de dezembro de 1996 CAPITULO 1- IMPOSTO DE RENDA - PESSOA JURIDICA Seção I - Apuração da Base de Cálculo Período de Apuração Trimestral Art. 1° A partir do ano-calendário de 1997, o imposto de renda das pessoas jurídicas será determinado com base no lucro real, presumido, ou arbitrado, por períodos de apuração trimestrais, encerrados nos dias 31 de março, 30 de junho, 30 de setembro e 31 de dezembro de cada ano-calendário, observada a legislação vigente, com as alterações desta Lei. Pagamento por Estimativa Art. 2° A pessoa jurídica sujeita a tributação com base no lucro real poderá optar pelo pagamento do imposto, em cada mês, determinado sobre base de cálculo estimada, mediante a aplicação, sobre a receita bruta auferida mensalmente, dos percentuais de que trata o art. 15 da Lei n° 9.249, de 26 de dezembro de 1995, observado o disposto nos §§ 1° e 2° do art. 29 e nos arts. 30 a 32, 34 e 35 da Lei n°8.981, de 20 de janeiro de 1995, com as alterações da Lei n° 9.065, de 20 de junho de 1995. Lei n° 9.249, de 26 de dezembro de 1995 Art. 15 - A base de cálculo do imposto, em cada mês, será determinada mediante a aplicação do percentual de oito por cento sobre a receita bruta auferida mensalmente, observado o disposto nos arts. 30 a 35 da Lei n° 8.981, de 20 de janeiro de 1995. ,tLei n° 8.981, de 20 de janeiro de 1995 6 e • 4. 1 ... MINISTÉRIO DA FAZENDA .. : . rir PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES H. T!„-:‘;.,-, QUINTA CÂMARA Processo n° :10930.00517312003-28 Acórdão n° :105-16.640 Art. 35 - A pessoa jurídica poderá suspender ou reduzir o pagamento do imposto devido em cada mês, desde que demonstre, através de balanços ou balancetes mensais, que o valor acumulado já pago excede o valor do imposto, inclusive adicional, calculado com base no lucro real do período em curso. § 1° - Os balanços ou balancetes de que trata este artigo: a)deverão ser levantados com observância das leis comerciais e fiscais e transcritos no livro Diário; b)somente produzirão efeitos para determinação da parcela do imposto de renda e da contribuição social sobre o lucro devidos no decorrer do ano-calendário. Lei n° 8.981, de 20 de janeiro de 1995 Art. 37 - Sem prejuízo dos pagamentos mensais do imposto, as pessoas jurídicas obrigadas ao regime de tributação com base no lucro real (art. 36) e as pessoas jurídicas que não optarem pelo regime de tributação com base no lucro presumido (art. 44) deverão, para efeito de determinação do saldo de imposto a pagar ou a ser compensado, apurar o lucro real em 31 de dezembro de cada ano-calendário ou na data da extinção. § 1° - A determinação do lucro real será precedida da apuração do lucro líquido com observância das disposições das leis comerciais. § 2° - § 3° - Para efeito de determinação do saldo do imposto a pagar ou a ser compensado, a pessoa jurídica poderá deduzir do imposto devido o valor: a) dos incentivos fiscais de dedução do imposto, observados os limites e prazos fixados na legislação vigente, bem como o disposto no § 2° do art. 39; b) dos incentivos fiscais de redução e isenção do imposto, calculado com pbase no lucro da exploração; 7 MINISTÉRIO DA FAZENDAa 4. PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES n. ‘A-- ,-., QUINTA CAMARA Processo n° :10930.005173/2003-28 Acórdão n° :105-16.640 c)do imposto de renda pago ou retido na fonte, incidentes sobre receitas computadas na determinação do lucro real; d)do imposto de renda calculado na forma dos arts. 27 a 35 desta Lei, pago mensalmente. Lei n° 9.430, de 27 de dezembro de 1996 Art. 44. Nos casos de lançamento de ofício, serão aplicadas as seguintes multas, calculadas sobre a totalidade ou diferença de tributo ou contribuição: I - de setenta e cinco por cento, nos casos de falta de pagamento ou recolhimento, pagamento ou recolhimento após o vencimento do prazo, sem o acréscimo de multa moratória, de falta de declaração e nos de declaração inexata, excetuada a hipótese do inciso seguinte; II - cento e cinqüenta por cento, nos casos de evidente intuito de fraude, definido nos arts. 71, 72 e 73 da Lei n° 4.502, de 30 de novembro de 1964, independentemente de outras penalidades administrativas ou criminais cabíveis. § 1° As multas de que trata este artigo serão exigidas: I - juntamente com o tributo ou a contribuição, quando não houverem sido anteriormente pagos; II - isoladamente, quando o tributo ou a contribuição houver sido pago após o vencimento do prazo previsto, mas sem o acréscimo de multa de mora; III - isoladamente, no caso de pessoa física sujeita ao pagamento mensal do imposto (camê-leão) na forma do art. 8° da Lei n° 7.713, de 22 de dezembro de 1988, que deixar de fazê-lo, ainda que não tenha apurado imposto a pagar na declaração de ajuste; IV - isoladamente, no caso de pessoa jurídica sujeita ao pagamento do o lucro liquido, no ano-calendário correspondente; O referido artigo foi modificado por medida provisória, cito a 351 de 22.01.2007, cujo texto do artigo 14 é o seguinte: 8 MINISTÉRIO DA FAZENDA .. .. . PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Fl.#1, : ,:2., , QUINTA CÂMARA Processo n° :10930.005173/2003-28 Acórdão n° :105-16.640 Medida Provisória n° 351, de 22 de janeiro de 2007 Art. 14. O art. 44 da Lei n° 9.430, de 27 de dezembro de 1996, passa a vigorar com a seguinte redação: "Art. 44. Nos casos de lançamento de oficio, serão aplicadas as seguintes multas: I - de setenta e cinco por cento sobre a totalidade ou diferença de imposto ou contribuição, nos casos de falta de pagamento ou recolhimento, de falta de declaração e nos de declaração inexata; II - de cinqüenta por cento, exigida isoladamente, sobre o valor do pagamento mensal: a) na forma do art. 8° da Lei n° 7.713, de 22 de dezembro de 1988, que deixar de ser efetuado, ainda que não tenha sido apurado imposto a pagar na declaração de ajuste, no caso de pessoa física; b) na forma do art. 2° desta Lei, que deixar de ser efetuado, ainda que tenha sido apurado prejuízo fiscal ou base de cálculo negativa para a contribuição social sobre o lucro líquido, no ano-calendário correspondente, no caso de pessoa jurídica. § 1 0 O percentual de multa de que trata o inciso I do 'caput será duplicado nos casos previstos nos arts. 71, 72 e 73 da Lei n° 4.502, de 1964, independentemente de outras penalidades administrativas ou criminais cabíveis. § 2° Os percentuais de multa a que se referem o inciso I do 'caput e o § 1° serão aumentados de metade, nos casos de não atendimento pelo sujeito passivo, no prazo marcado, de intimação para: I - prestar esclarecimentos; II - apresentar os arquivos ou sistemas de que tratam os arts. 11 a 13 da Lei ", n° 8.218, de 29 de agosto de 1991; 9 MINISTÉRIO DA FAZENDA 'ff PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Fl. QUINTA CAMARA Processo n° :10930.005173/2003-28 Acórdão n° :105-16.640 III - apresentar a documentação técnica de que trata o art. 38. Diversas interpretações têm sido dadas aos recolhimentos mensais do IRPJ quando a empresa faz a opção por recolher o tributo com base na estimativa e não no lucro real apurado trimestralmente. Inicialmente temos que partir da interpretação do regime de tributação do Imposto de Renda Pessoa Jurídica sujeita ao lucro real. A regra a partir de 01 de janeiro de 1997 é a apuração do lucro real em cada trimestre, ou seja, em 30 de abril, 31 de julho, 30 de setembro e 31 de dezembro de cada ano, conforme artigo 1 da Lei n. 9.430 de 1996. O contribuinte que não tiver condições de apurar o imposto trimestralmente ou que achar conveniente apurá-lo somente no final do ano, opta pelo real anual, mas se obriga a cumprir as regras relativas ao pagamento do IRPJ por estimativa, nos mesmos moldes base de cálculo e alíquota daquelas empresas que optaram pelo lucro presumido. Ao optar sabe de antemão que deverá fazer os recolhimentos considerando como lucro os percentuais estabelecidos na legislação que variam de 1,5% para revenda de combustíveis a 32% para prestação de serviços, até o final do ano quando então deverá levantar o lucro real e comparar os valores recolhidos tendo como base o lucro estimado mensalmente com o valor devido com base no lucro real anual. Do cálculo pode resultar em imposto recolhido a menor, caso em que recolherá a diferença ou imposto pago a maior caso em que poderá compensar com os valores de tributos devidos apurados a partir de tal constatação. to MINISTÉRIO DA FAZENDA. Ft.• .' PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES T t.t. -1.-, QUINTA CÂMARA Processo n° :10930.005173/2003-28 Acórdão n° :105-16.640 A opção é livre visto que a regra é a apuração trimestral do IPRJ com base no lucro real, porém ao optar pela estimativa deve nela permanecer durante todo o ano calendário. A lei faculta ao contribuinte suspender ou reduzir o pagamento do IRPJ por estimativa desde que comprove já ter recolhido imposto maior que o devido nos períodos anteriores, conforme artigo 35 da Lei 8.981. Tal suspensão depende de balanços ou balançetes mensais nos termos do artigo 35 da Lei n° 8.981/95. Se ficar demonstrado que nos períodos anteriores ao considerado, já recolhera o imposto em valor superior ao devido conforme regras do lucro real. Analisando o artigo 35 podemos afirmar que a suspensão somente é possível a partir do segundo mês, visto que somente tem lugar a suspensão ou redução do recolhimento com base no lucro estimado se houver pago valor a maior em período ou períodos anteriores, com base em lucro real apurado no (s) periodos antecedentes. Isso indica que embora tenha feito a opção pela estimativa levantou balanço ou balancete mensais e fez demonstração do lucro real, com todas as adições e exclusões obrigatórias na área tributária. O contribuinte age corretamente quando não recolhe o imposto ou o reduz em determinado período, considerando a base estimada, mas o faz com base em balanço ou balancetes mensais que demonstrem ter recolhido em períodos anteriores valores suficientes para cobrir no todo ou em parte o valor do tributo calculado com base na estimativa no novo período, considerando nos períodos anteriores o tributo devido com base em lucro real apurado, poderá reduzir ou até deixar de recolher a exação enquanto houver saldo positivo de períodos anteriores, considerados os meses anteriores dentro do mesmo ano calendário. Tal exigência visa dar garantia ao sujeito ativo da relação tributária que a suspensão ou redução do tributo foi correta, visto que o contribuinte tem créditos de recolhimentos a maior de períodos anteriores, sem o cumprimento da obrigação acessória, e' II MINISTÉRIO DA FAZENDA •i PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Fl. QUINTA CÂMARA Processo n° :10930.005173/2003-28 Acórdão n° :105-16.640 levantamento do lucro real e balanços ou balancetes não há segurança quanto à suspensão ou redução do pagamento do tributo. O legislador estabeleceu também que independentemente de ter o contribuinte optante pelo recolhimento do IRPJ com base na estimativa, levantado balanços ou balancetes, ou ter apurado lucro real ou prejuízos, nos meses do ano calendário, deverá fazer o balanço anual e apurar o lucro real anual, ocasião na qual considerará os valores recolhidos, quer através de estimativa, quer através de retenção na fonte em às suas receitas consideradas na base de cálculo. Disse também o legislador que a falta de pagamento do tributo com base na estimativa sujeita o infrator à multa de 75%, ainda que tenha apurado prejuízo fiscal ou base de cálculo negativa para a contribuição social sobre o lucro líquido, no ano- calendário correspondente. (Lei n° 9.430/96 art. 44 § 1° inciso IV). Na sistemática anual, o contribuinte é optante pela regra da estimativa mensal, visto que a regra geral para o lucro real é sua apuração, mensal até 1996 e trimestral a partir de 01.01.97. Nessa hipótese deve o contribuinte optante por esse regime realizar recolhimento por estimativa, a título de antecipação do imposto efetivamente devido no valor apurado em 31 de dezembro de cada ano. Vale dizer, rigorosamente que, para as pessoas jurídicas optantes por esse regime — BALANÇO ANUAL — o fato gerador do imposto de renda ocorre em 31 de dezembro e, portanto, antes dessa data não existe imposto devido, o que torna incorreta a utilização da expressão "pagamento mensal ou trimestral", pois como modalidade de extinção de obrigação somente o seria após a ocorrência do fato gerador, daí o tratamento correto deve ser de antecipação do devido em 31.12. de cada ano. A penalidade prevista no art. 44 da Lei 9.430/96 visa dar efetividade à regra dos recolhimentos por estimativa, porém deve ser analisada e aplicada seguindo o princípio da razoabilidade. 12 MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES • QUINTA CÂMARA,. Processo n° :10930.005173/2003-28 Acórdão n° :105-16.640 Analisando a regra sancionatória podemos dizer que conjugando o caput do art. 44 com o inciso IV de seu § 1°, podemos afirmar que a multa somente pode ser cobrada sobre a totalidade ou diferença de tributo ou contribuição, vale dizer que deve haver urna obrigatoriedade do recolhimento de tributo ou contribuição, seja em forma definitiva seja como antecipação. No caso de recolhimento por estimativa prevista no artigo 2° da Lei 9.430/96, para suspender ou reduzir o valor dos pagamentos a empresa deverá demonstrar através de balanços ou balancetes, que o valor acumulado já excede o valor do imposto, inclusive adicional, calculado com base no lucro real do período em curso, conforme preceitua o artigo 35 da Lei 8.981, que na letra "b" de seu § 1° diz que os balanços ou balancetes somente produzirão efeito para a determinação da parcela do imposto de renda e da contribuição social sobre o lucro devidos no decorrer do ano calendário. Tal previsão indica que tais obrigações acessórias têm caráter precário, ou seja servirão para comprovar o correto cumprimento da regra da estimativa no curso do ano calendário, após esse haverá prevalência do balanço anual. Do expostos podemos concluir que há aparente conflito entre parte da norma sancionatória, inciso IV do § 1° do artigo 44 da Lei 9.430/96, com o próprio caput do artigo já que o caput prevê multa para totalidade ou diferença de imposto, enquanto que o inciso IV prevê a multa ainda que seja apurado prejuízo fiscal no ano calendário. Podemos afirmar que o aparente conflito também existe entre a previsão de exigência da multa ainda que se apure prejuízo, com a previsão contida na letra "b" do § 1° do artigo 35 da lei n°8.981/95, nos casos que o contribuinte não recolhe as estimativas, e nem levanta os balanços ou balancetes, mas que no balanço em 31.12 apura prejuízo fiscal. Se os balanços e balancetes têm vida efêmera ou seja só servem até o levantamento do balanço que dirá a verdadeira base de cálculo; como pode a sua ausência, no caso de prejuízo final, ensejar a aplicação de penalidade após o cálculo do et 13 te• J. MINISTÉRIO DA FAZENDA — • "' n.PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES .!"--• QUINTA CÂMARA Processo n° :10930.00517312003-28 Acórdão n° :105-16.640 imposto? Não há mais imposto, logo nos termos do caput do artigo 44 da Lei 9.430/96 não há mais base de cálculo para a multa. Não se diga que com isso possa estar se negando efetividade à previsão legal da exigência ainda que se apure prejuízo, tal dispositivo deve ser entendido dentro de uma interpretação sistemática que nos leva a crer que tal previsão significa que se o contribuinte não recolher as estimativas obrigatórias, não levantar balanços ou balancetes para comprovar prejuízo, ou mesmo os levantando e ficar comprovado lucro real e o contribuinte não recolher a exação, fica sujeito à multa isolada, que se aplicada durante o ano, ainda que no final do interregno venha a apurar prejuízo, lucro zero ou lucro inferior às estimativas a que estava obrigado, a multa dever prevalecer não podendo as autoridades julgadoras reduzi-la ao nível do imposto devido na declaração anual. Para compatibilizar as normas a interpretação deve ser feita levando-se em conta o princípio da razoabilidade, do fato consumado, (lucro real anual), e a previsão contida no artigo 112 do CTN. Lei n° 5.172, de 25 de outubro de 1966 Art. 112 - A lei tributária que define infrações, ou lhe comina penalidades, interpreta-se da maneira mais favorável ao acusado, em caso de dúvida quanto: I - à capitulação legal do fato; II - à natureza ou às circunstâncias materiais do fato, ou à natureza ou extensão dos seus efeitos; III - à autoria, imputabilidade, ou punibilidade; IV - à natureza da penalidade aplicável, ou à sua graduação. De fato como já dissemos a aplicação da multa após o levantamento do balanço e a apuração resultado anual para fins fiscais, que pode ser prejuízo, lucro zero ou lucro positivo, deve ser aplicada com razoabilidade pois a dúvida está patente quanto à base de cálculo da multa. A base da penalidade seria o valor das antecipações não 43 7 MINISTÉRIO DA FAZENDA • • PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES , QUINTA CÂMARA Processo n° :10930.005173/2003-28 Acórdão n° :105-16.640 recolhidas ou, seria o valor do imposto apurado pelo lucro real anual? Se o contribuinte apurou prejuízo anual, a falta dos balanços ou balancetes que deveriam ter sido feitos e transcritos nos diários, que como já dissemos têm vida efêmera, podem ser motivo para a aplicação da multa? Não há nenhuma dúvida de que o legislador elegeu como base de cálculo da penalidade o valor do tributo, que pode ser entendido durante o ano como o das antecipações e após o levantamento do lucro real anual o valor do tributo sobre ele calculado. (Art. 44 Lei 9.430/96). Patente as dúvidas pode e deve o julgador aplicar o artigo 112 do CTN de modo a adaptar a exigência da penalidade ao objetivo do legislador, ou seja proteger o sistema de bases correntes com recolhimentos durante o período de formação da base tributável anual. Assim entendo que a penalidade deve ser aplicada sobre as seguintes bases: 1°) hipótese: o contribuinte não recolhe as estimativas e nem levanta balanços ou balancetes que pudessem comprova prejuízo ou recolhimento a maior de imposto em períodos anteriores dentro do ano base. a) Durante o ano calendário e no ano seguinte até o levantamento do balanço anual e apuração do lucro real anual, a base de cálculo da multa deve ser o valor das estimativas não recolhidas, calculando-se o valor do imposto ou contribuição social, mais adicional sobre o lucro estimado de oito por cento sobre a receita bruta auferida, ou os outros percentuais previstos na legislação para a atividade. b) Após o levantamento do balanço, a base de cálculo da multa deverá ser a diferença entre o imposto de renda sobre o lucro real anual e as estimativas recolhidas se menores que as obrigatórias, pois esta é a base de cálculo nos termos do caput do artigo 44 da Lei 9.430/96, até nova redação dada ao artigo por MP. c)Ocorrendo prejuízo fiscal anual, a multa somente pode ser exigida até o levantamento do balanço e da demonstração do lucro real, visto que após essa data não há mais base de calculo nos termos do caput do art. 44 da Lei 9.430/96 pois, as estimativas mostraram-se indevidas, se indevidas não 15 MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Fl. QUINTA CÂMARA Processo n° :10930.005173/2003-28 Acórdão n° :105-16.640 podem mais ser base de cálculo, sob pena de se calcular penalidade sobre base inexistente. Nesse caso podemos dizer que houve apenas o não cumprimento de uma obrigação acessória que seria a demonstração através de balanços ou balancetes de que a empresa no curso do ano teve prejuízo e não lucro tributável. (Tese válida até os fatos geradores ocorridos antes da MP que modificou o artigo 44 da referida lei.). 21 Hipótese: a empresa não recolhe os valores devidos como estimativa, levanta balanços ou balancetes que demonstram a existência de lucro real e não de prejuízo. a) Apura lucro real anual em valor maior ou igual aos valores que tinha obrigação de recolher a título de estimativa, a base de calculo é o valor do imposto calculado sobre as estimativas não recolhidas. b) A empresa apura lucro real anual em valor inferior aos valores que tinha obrigação de recolher a título de estimativa, a base de cálculo da multa deve ser igual ao valor do imposto anual. CONCOMITÂNCIA DE APLICAÇÃO DAS MULTAS — ISOLADA E PROPORCIONAL: 1) Após o ano calendário a fiscalização detecta omissão de receita, deve-se exigir a multa proporcional de 75% ou 150%, e não a multa isolada pois essa sanção é para dar efetividade aos recolhimentos das estimativas durante o ano calendário calculadas sobre o faturamento escriturado. 2) No balanço anual a empresa apura imposto em valor superior ás estimativas recolhidas, porém calculou e recolheu as antecipações cumprindo corretamente a legislação, não há multa a ser cobrada pois cumprira corretamente as regras da estimativa. 3) No balanço anual a empresa apura imposto maior que as estimativas recolhidas em virtude de recolhimento a menor das estimativas a que estava sujeita, a multa a ser aplicada é a isolada sobre a diferença entre a soma das estimativas a que estava obrigada e a efetivamente recolhida. 4) A empresa declara em DIRF a estimativa correta, mas não recolhe, levanta balanço anual que mostra ser devida aquela estimativa, aproveita o valor da estimativa não recolhida para redução do imposto anual, a multa a ser lançada será a isolada pelo não recolhimento da estimativa, e o imposto deverá ser exigido na totalidade, ou seja, sem a consideração da estimativa declarada mas não recolhida. 16 MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Fl. , QUINTA CÂMARA Processo n° :10930.005173/2003-28 Acórdão n° :105-16.640 Essas foram às hipóteses que de antemão podemos prever, porém outra poderá surgir, as quais deverão ser analisadas de acordo com os fatos efetivamente ocorridos. Para cada norma violada deve haver a certeza da resposta que deve seguir o princípio da proporcionalidade, ou seja, a sanção deve de ser aplicada na medida da violação, com imparcialidade. Entendo que o princípio da proporcionalidade aplica-se às sanções tributárias. O limite à sanção é o próprio bem jurídico protegido. No caso este bem é o crédito tributário. Será o valor desse crédito o limite máximo permitido à sanção. Ora se durante o ano calendário o crédito é o valor do tributo calculado sobre o lucro estimado, sobre ele nesse período pode ser calculada a sanção, após o evento do balanço anual com a apuração do lucro real do ano, o crédito deixa de ser aquele com base no lucro estimado e passa a ser aquele calculado sobre o lucro real efetivo, somente sobre esse, se houver é que poderá ser exigido imposto, logo esse é o limite para a aplicação da multa. Exigir a multa e valor superior ao imposto apurado no ano, não só estaria ferindo a norma a que prevê a sanção pela utilização de valor maior que o tributo devido como base de cálculo, como o princípio da proporcionalidade, pois após o balanço o que mostrou ser devido a título de antecipação foi o valor do imposto apurado com base no lucro real anual, qualquer diferença a maior seria objeto de compensação ou restituição, logo utilizando urna base maior na realidade estaria a autoridade a exigir a multa não sobre a diferença de imposto, mas, sobre um valor a ser restituído ou compensado, o que seria um verdadeiro absurdo. A "sanção/coação está para a relação jurídica sancionadora, assim como a prestação está para a relação jurídica obrigacional." (1). 17 MINISTÉRIO DA FAZENDA .*: PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Fl. QUINTA CÂMARA Processo n° :10930.005173/2003-28 Acórdão n° :105-16.640 Para aplicação da tese exposta, devemos analisar a situação da empresa recorrente. Manuseando os autos, verifico que nos de 2000 e 2.001, a empresa fizera opção pelo lucro real anual com o recolhimento obrigatório de estimativas mensais, nos termos do artigo 2° da Lei n°9.430/96, conforme DIPJs folhas 138 e 150. Verifico também que o contribuinte tomou ciência dos autos de infração em 22.10.2003, portanto fora do curso dos anos calendário objetos da autuação 2000 e 2.001, tal fato são importantes diante da tese assentada na CSRF uma vez que durante o ano calendário o valor da multa equivale a 75% da estimativa não recolhida a cada mês. Manuseando os autos verifico que pelas declarações de rendimentos de folha 146 que em 31.12.2000, a empresa apurou um saldo a pagar de R$ 35.249,95 quanto se tivesse recolhido a totalidade das estimativas teria valor a compensar, porém para efeito de penalidade esse é o limite para o ano resultante do confronto resultado anual com as estimativas recolhidas. Em 31.12.2001 não se apurou valor a pagar, logo a partir de tal evento não havia mais base de cálculo possível para se calcular a penalidade dentro da legislação original do artigo 44 da Lei 9.430/96. Quanto à alegação de confisco cabe lembrar tal instituto se aplica somente aos tributos e é dirigido ao legislador, não se aplicando às penalidades pois com tributo não se confundem conforme definido no artigo 3° do CTN. Assim, conheço do recurso apresentado e no mérito dou-lhe provimento parcial para: Multas aplicadas relativas ao ano calendário de 2000: Reduzir a multa para o valor de R$ 17.264,97 a ser considerada no mês de dezembro de 2000. Multas aplicadas relativas ao ano calendário de 2001: Exonerar. Sala d- - s - DF, em 12 de setembro de 2007 S /fel J :)- S 5 Is Page 1 _0052300.PDF Page 1 _0052400.PDF Page 1 _0052500.PDF Page 1 _0052600.PDF Page 1 _0052700.PDF Page 1 _0052800.PDF Page 1 _0052900.PDF Page 1 _0053000.PDF Page 1 _0053100.PDF Page 1 _0053200.PDF Page 1 _0053300.PDF Page 1 _0053400.PDF Page 1 _0053500.PDF Page 1 _0053600.PDF Page 1 _0053700.PDF Page 1 _0053800.PDF Page 1 _0053900.PDF Page 1
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