Busca Facetada
Turma- Terceira Câmara (29,283)
- Segunda Câmara (27,810)
- Primeira Câmara (25,086)
- Segunda Turma Ordinária d (17,966)
- Primeira Turma Ordinária (16,488)
- Primeira Turma Ordinária (16,437)
- Primeira Turma Ordinária (16,296)
- 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR (16,295)
- Segunda Turma Ordinária d (16,013)
- Segunda Turma Ordinária d (14,534)
- Primeira Turma Ordinária (13,106)
- Primeira Turma Ordinária (12,545)
- Segunda Turma Ordinária d (12,532)
- Quarta Câmara (11,514)
- Primeira Turma Ordinária (11,508)
- Quarta Câmara (85,725)
- Terceira Câmara (68,203)
- Segunda Câmara (57,034)
- Primeira Câmara (21,275)
- 3ª SEÇÃO (16,295)
- 2ª SEÇÃO (11,352)
- 1ª SEÇÃO (6,877)
- Pleno (788)
- Sexta Câmara (302)
- Sétima Câmara (172)
- Quinta Câmara (133)
- Oitava Câmara (123)
- Terceira Seção De Julgame (127,959)
- Segunda Seção de Julgamen (115,716)
- Primeira Seção de Julgame (77,508)
- Primeiro Conselho de Cont (49,053)
- Segundo Conselho de Contr (48,969)
- Câmara Superior de Recurs (38,120)
- Terceiro Conselho de Cont (25,979)
- IPI- processos NT - ressa (5,020)
- Outros imposto e contrib (4,458)
- PIS - ação fiscal (todas) (4,062)
- IRPF- auto de infração el (3,972)
- PIS - proc. que não vers (3,963)
- IRPJ - AF - lucro real (e (3,943)
- Cofins - ação fiscal (tod (3,868)
- Simples- proc. que não ve (3,681)
- IRPF- ação fiscal - Dep.B (3,045)
- IPI- processos NT- créd.p (2,251)
- IRPF- ação fiscal - omis. (2,215)
- Cofins- proc. que não ver (2,102)
- IRPJ - restituição e comp (2,088)
- Finsocial -proc. que não (1,996)
- IRPF- restituição - rendi (1,991)
- Não Informado (56,472)
- GILSON MACEDO ROSENBURG F (5,545)
- RODRIGO DA COSTA POSSAS (4,442)
- WINDERLEY MORAIS PEREIRA (4,272)
- CLAUDIA CRISTINA NOIRA PA (4,256)
- PEDRO SOUSA BISPO (4,108)
- HELCIO LAFETA REIS (3,896)
- ROSALDO TREVISAN (3,243)
- CHARLES MAYER DE CASTRO S (3,219)
- MARCOS ROBERTO DA SILVA (3,150)
- Não se aplica (2,936)
- PAULO GUILHERME DEROULEDE (2,840)
- WILDERSON BOTTO (2,674)
- RODRIGO LORENZON YUNAN GA (2,654)
- LIZIANE ANGELOTTI MEIRA (2,636)
- 2020 (41,088)
- 2021 (35,847)
- 2019 (30,960)
- 2018 (26,046)
- 2024 (25,923)
- 2012 (23,622)
- 2023 (22,473)
- 2014 (22,376)
- 2013 (21,088)
- 2011 (20,979)
- 2025 (19,655)
- 2010 (18,059)
- 2008 (17,137)
- 2017 (16,841)
- 2009 (15,846)
- 2009 (69,612)
- 2020 (39,854)
- 2021 (34,153)
- 2019 (30,463)
- 2023 (25,918)
- 2024 (23,872)
- 2014 (23,412)
- 2018 (23,139)
- 2025 (19,745)
- 2026 (19,010)
- 2013 (16,584)
- 2017 (16,398)
- 2008 (15,520)
- 2006 (14,857)
- 2022 (13,225)
Numero do processo: 19985.721070/2013-10
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Mar 16 00:00:00 UTC 2017
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF
Exercício: 2010
DESPESAS MÉDICAS. COMPROVAÇÃO.
Apresentados os documentos comprobatórios nos termos da legislação, deve ser restabelecida a dedução das despesas médicas com o titular e com os seus dependentes.
Numero da decisão: 2201-003.544
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar
provimento parcial ao recurso voluntário para restabelecer a dedutibilidade das despesas médicas constantes do voto do Relator.
Nome do relator: CARLOS ALBERTO DO AMARAL AZEREDO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201703
camara_s : Segunda Câmara
ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF Exercício: 2010 DESPESAS MÉDICAS. COMPROVAÇÃO. Apresentados os documentos comprobatórios nos termos da legislação, deve ser restabelecida a dedução das despesas médicas com o titular e com os seus dependentes.
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
numero_processo_s : 19985.721070/2013-10
conteudo_id_s : 5710148
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Apr 12 00:00:00 UTC 2017
numero_decisao_s : 2201-003.544
nome_arquivo_s : Decisao_19985721070201310.pdf
nome_relator_s : CARLOS ALBERTO DO AMARAL AZEREDO
nome_arquivo_pdf_s : 19985721070201310_5710148.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso voluntário para restabelecer a dedutibilidade das despesas médicas constantes do voto do Relator.
dt_sessao_tdt : Thu Mar 16 00:00:00 UTC 2017
id : 6710632
ano_sessao_s : 2017
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:58:19 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713048949520072704
conteudo_txt : Metadados => date: 2017-03-31T21:01:53Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; pdf:docinfo:title: RENATO TURATTO FILHO.pdf; xmp:CreatorTool: PDFCreator Version 1.4.2; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CARF; dcterms:created: 2017-03-31T21:01:53Z; Last-Modified: 2017-03-31T21:01:53Z; dcterms:modified: 2017-03-31T21:01:53Z; dc:format: application/pdf; version=1.4; title: RENATO TURATTO FILHO.pdf; xmpMM:DocumentID: uuid:c4b76975-18b0-11e7-0000-eca06131be2d; Last-Save-Date: 2017-03-31T21:01:53Z; pdf:docinfo:creator_tool: PDFCreator Version 1.4.2; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2017-03-31T21:01:53Z; meta:save-date: 2017-03-31T21:01:53Z; pdf:encrypted: true; dc:title: RENATO TURATTO FILHO.pdf; modified: 2017-03-31T21:01:53Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CARF; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CARF; meta:author: CARF; dc:subject: ; meta:creation-date: 2017-03-31T21:01:53Z; created: 2017-03-31T21:01:53Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; Creation-Date: 2017-03-31T21:01:53Z; pdf:charsPerPage: 1669; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CARF; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; pdf:docinfo:created: 2017-03-31T21:01:53Z | Conteúdo => S2-C2T1 Fl. 90 1 89 S2-C2T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 19985.721070/2013-10 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2201-003.544 – 2ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 16 de março de 2017 Matéria IRPF Recorrente RENATO TURATTO FILHO Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF Exercício: 2010 DESPESAS MÉDICAS. COMPROVAÇÃO. Apresentados os documentos comprobatórios nos termos da legislação, deve ser restabelecida a dedução das despesas médicas com o titular e com os seus dependentes. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso voluntário para restabelecer a dedutibilidade das despesas médicas constantes do voto do Relator. Assinado digitalmente. Carlos Henrique de Oliveira - Presidente. Carlos Alberto do Amaral Azeredo - Relator. EDITADO EM: 31/03/2017 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carlos Henrique de Oliveira (Presidente), Ana Cecilia Lustosa da Cruz, Dione Jesabel Wasilewski, Jose Alfredo Duarte Filho (Suplente Convocado), Marcelo Milton da Silva Risso, Carlos Alberto do Amaral Azeredo, Daniel Melo Mendes Bezerra e Rodrigo Monteiro Loureiro Amorim. Relatório A C Ó R D Ã O G E R A D O N O P G D -C A R F PR O C E SS O 1 99 85 .7 21 07 0/ 20 13 -1 0 CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS 2ª Câmara / 1ª Turma Ordinária 2ª Câmara / 1ª Turma Ordinária março de 2017 março de 2017 RENATO TURATTO FILHO RENATO TURATTO FILHO FAZENDA NACIONAL FAZENDA NACIONAL AA Fl. 90DF CARF MF 2 Trata o presente processo da Notificação de Lançamento nº 2010/924863547262824, fl. 35 a 43, relativa ao exercício de 2010, ano-calendário de 2009. O crédito tributário lançado decorre das conclusões da Autoridade Fiscal que, ao analisar os documentos apresentados em atendimento a intimação regular, os quais encontram-se arquivados no dossiê de Malha Fiscal nº 10010.018938/0213-61, promoveu as seguintes alterações na declaração apresentada pelo contribuinte, em 04 de novembro de 2013: a) Glosa de R$ 2.600,00 indevidamente deduzido a título de Contribuição à Previdência Privada, por não ter sido comprovada; b) Glosa da R$ 1.730,40 indevidamente deduzido a título de dependente, já que não restou comprovado que Renata dos Santos Turatto, filha maior de 21 anos, estivesse cursando estabelecimento de ensino superior ou profissional; c) Glosa de despesas médicas declaradas, conforme quadro abaixo, das quais, os valores, os valores relativos Renata foram glosados por ter sido excluída da relação de dependência, os demais valores foram glosados por falta de apresentação de comprovantes háveis. Item Prestador do serviço valor Deneficiário 1 Qualicorp Administradora de bens 6.252,06 Renato Turatto 2 Qualicorp Administradora de bens 3.267,54 Tatiana dos Santos Turatto 3 Qualicorp Administradora de bens 3.292,17 Renata dos SantosTuratto 4 Qualicorp Administradora de bens 6.136,14 Edisnéia dos Santos Turatto 5 CDC Clínica Odontológica Soar 255,00 Renata dos SantosTuratto 6 Ivonete Garcia (2.520 - 838,65)) 1.681,35 Renata dos SantosTuratto d) Glosa de IRRF no valor de R$ 50,87, que teria sido objeto de retenção pelo INSS. Inconformado com o lançamento, cuja ciência ocorreu em 14 de novembro de 2011 (fl. 34, ), o contribuinte apresentou, tempestivamente, a impugnação de fl. 2, na qual expressou sua discordância exclusivamente em relação a parte das glosas efetuadas a título de despesas médicas (concordando com as demais infrações e com a glosa das despesas médicas destacas na planilha acima, itens 3 e 5). No julgamento em 1ª Instância Administrativa, a 21ª Turma de Julgamento da DRJ Rio de Janeiro I, por unanimidade de votos, considerou improcedente a impugnação, pelas razões a seguir resumidas, fl. 53/57: Da despesas de R$ 1.681,35, fl. 56 Na Notificação de Lançamento foi especificado que o valor de R$ 1.681,35 de fato pertencem à Renata dos Santos Turatto (cuja dependência foi excluída e não contestada pelo Contribuinte) e não à Tatiana dos Santos Turatto. O Contribuinte apenas apresentou o documento Demonstrativo de Reembolso da Sul América Seguro Saúde S/A, fls. 16/17 cuja despesa totaliza R$ 2.100,00, com reembolso de R$ 748,80, sendo especificado o nome de Tatiana Dos Santos Turatto. Fl. 91DF CARF MF Processo nº 19985.721070/2013-10 Acórdão n.º 2201-003.544 S2-C2T1 Fl. 91 3 Os valores constantes nos Demonstrativo não estão de acordo com aqueles informados na Declaração de Ajuste Anual. apresentou as seguintes conclusões: Das despesas com a Qualicorp, fl. 56/57 Quanto aos valores informados para Qualicorp Administradora de Benefícios, CNPJ 07.658.098/0001-18, estes foram glosados por motivo de falta de comprovação através de documentos hábeis, como boletos de pagamentos quitados ou outras comprovações de pagamentos. O Contribuinte apresentou o documento de fls. 15 onde consta informação de que os valores foram pagos ao Acess Clube de Benefícios Ltda, CNPJ 07.658.098/0001-18, referente a contrato coletivo firmado com a Sul América Seguro Saúde S/A, em convênio com o Sindicato dos Engenheiro no Estado de São Paulo. Em análise ao Demonstrativo apresentado constata-se que não é possível identificar o órgão que emitiu o referido documento, uma vez que não consta especificação do órgão expedidor. Ciente do Acórdão da DRJ em 19 de março de 2013, fl. 61, ainda inconformado, o contribuinte apresentou o Recurso Voluntário de fl. 65, cujo conteúdo será tratado no decorrer do voto a seguir. É o relatório necessário. Voto Conselheiro Carlos Alberto do Amaral Azeredo Por ser tempestivo e por apresentar os demais requisitos de admissibilidade, conheço do Recurso Voluntário. Sobre as deduções a titulo de despesas médicas, oportuno destacar o que dispõe o art. 80 do Decreto 3.000, de 26 de março de 1999, (Regulamento do Imposto de Renda): “Art. 80 – Na declaração de rendimentos poderão ser deduzidos os pagamentos efetuados, no ano-calendário, a médicos, dentistas, psicólogos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e hospitais, bem como as despesas com exames laboratoriais, serviços radiológicos, aparelhos ortopédicos e próteses ortopédicas e dentárias (Lei nº 9.250/95, art. 8º, II, alínea “a”). § 1º O disposto neste artigo (Lei nº 9.250/95, art. 8º, §2º): (...) II – restringe-se aos pagamentos efetuados pelo contribuinte, relativos ao seu próprio tratamento e ao de seus dependentes; Fl. 92DF CARF MF 4 III – limita-se a pagamentos especificados e comprovados, com indicação do nome, endereço e número de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas – CPF ou no Cadastro Geral de Contribuintes – CGC de quem os recebeu, podendo, na falta de documentação, ser feita indicação do cheque nominativo pelo qual foi efetuado o pagamento.” Das despesas médicas incorridas pela dependente Tatiana dos Santos Turatto (R$ 1.681,35, item 6 da planilha supra) O recorrente alega que os valores foram indevidamente considerados como gastos com Renata dos Santos Turatto, filha não mais considerada como dependente, mas que, na verdade, são relativos à dependente Tatiana dos Santos Turatto, afirmando erro apenas no momento de discriminar o prestador de serviço, já que o correto seria R$ 2.100,00 em favor da profissional Ivonete Garcia e R$ 420,00 com a Cliínica Landi & Lemos S/A. Em fl. 26 consta a declaração de despesas junto á profissional Ivonete Garcia para a dependente Tatiana dos Santos Turatto, no valor de R$ 2.520,00, com parcela reembolsada de R$ 838,65, o que monta o valor dedutível de R$ 1.681,35. Analisando os documentos de fl. 70/72, verifica-se a correção das alegações do contribuinte, devendo, portanto, ser restabelecido o valor em tela. Das despesas médicas incorridas pelo Recorrente Neste item o contribuinte faz considerações sobre a despesa junto à Clínica Landi & Lemos S/A, no valor de R$ 420,00, com parcela reembolsada de R$ 89,85, que monta um valor dedutível de R$ 330,15. Sustenta que tal valor foi declarado, por equívoco, como sendo pago a profissional Ivonete Garcia e solicita que a mesma seja considerada. Em fl. 26 consta a dedução de tal despesas declarada pelo contribuinte em nome da profissional Ivonete Garcia e em fl. 74 a mesma resta comprovada, só que, de fato, tendo como beneficiária do pagamento a Clínica Landi & Lemos S/A. Não obstante, conforme se verifica na planilha supra, não houve glosa de tal montante, o que demonstra que, mesmo com o equívoco da informação, o contribuinte já se beneficiou da dedução. Das despesas odontológicas incorridas pela dependente Tatiana dos Santos Turatto O contribuinte contesta a negativa da DRJ em considerar a despesa objeto da nota fiscal nº 12.470, emitida pela Clínica Odontológica Soares, anexo 3, fl. 75. Em fl. 26, consta a dedução de R$ 370,00 pagos à Clinica Odontológica Soares, relativa a despesas com a dependente Tatiana dos Santos Turatto. Consta, ainda, a dedução de R$ 255,00 relativa a despesas com a dependente desconsiderada Renata dos Santos Turatto. Os R$ 370,00 relativos à dependente Tatiana foram acatados, em parte por conta da nota fiscal 12.470, juntada ao dossiê de Malha Fiscal nº 10010.018938/0213-61. O que foi glosado, e que contou com a concordância do recorrente, conforme se depreende da planilha supra, foi o valor de R$ 255,00 relativo à Renata, que decorre do somatório das notas fiscais emitidas pela mesma empresa de nº 12.468 e 12.237, juntadas em fl. 23 e 24 do citado dossiê. Fl. 93DF CARF MF Processo nº 19985.721070/2013-10 Acórdão n.º 2201-003.544 S2-C2T1 Fl. 92 5 Das despesas incorridas com o plano de assistência médica Acess Clube de Benefícios Ltda (atual Qualicorp Administradora de Benefícios) O recorrente contesta a decisão da DRJ que não acatou as despesas junto ao plano de saúde em tela por falta de comprovação, juntando os documentos objeto do anexo 4, fl. 76/85. Dentre os documentos apresentados, vale destaque para o de fl. 76, que é o mesmo já juntado anteriormente, fl. 15, e que levou a sua desconsideração pela DRJ, já que não permitia identificar o órgão expedidor. Nesta nova juntada de documentos, o contribuinte apresenta cópia do seu verso, que já permite identificar o emissor, bem assim os extratos bancários onde podem ser verificados os respectivos débitos mensais. Assim, entendo adequadamente comprovada a dedução tratada neste item, devendo ser restabelecido o montante de R$ 15.655,74, relativo aos valores de despesas efetuadas com o titular e com as dependentes Edisnéia dos Santos Turatto e Tatiana dos Santos Turato (R$ 6.252,06, R$ 6.136,14 e R$ 3.267,54). Conclusão Tendo em vista tudo que consta nos autos, bem assim na descrição e fundamentos legais acima expostos, voto por conhecer do Recurso Voluntário e, no mérito, dar-lhe parcial provimento para restabelecer os valores das despesas médicas constantes da planilha abaixo: Item Prestador do serviço valor Beneficiário 1 Qualicorp Administradora de bens 6.252,06 Renato Turatto 2 Qualicorp Administradora de bens 3.267,54 Tatiana dos Santos Turatto 4 Qualicorp Administradora de bens 6.136,14 Edisnéia dos Santos Turatto 6 Ivonete Garcia (2.520 - 838,65)) 1.681,35 Renata dos SantosTuratto Total 17.337,09 Carlos Alberto do Amaral Azeredo - Relator Fl. 94DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 10882.901760/2010-91
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Primeira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jan 25 00:00:00 UTC 2017
Data da publicação: Mon Feb 13 00:00:00 UTC 2017
Numero da decisão: 1201-000.240
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
(documento assinado digitalmente)
Roberto Caparroz de Almeida - Presidente
(documento assinado digitalmente)
Ester Marques Lins de Sousa - Relatora.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Roberto Caparroz de Almeida, Ester Marques Lins de Sousa, Luis Fabiano Alves Penteado, Eva Maria Los, José Carlos de Assis Guimarães, Luis Henrique Marotti Toselli e Luiz Paulo Jorge Gomes. Ausente justificadamente, o conselheiro Paulo Cezar Fernandes de Aguiar.
Nome do relator: ESTER MARQUES LINS DE SOUSA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201701
camara_s : Segunda Câmara
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Primeira Seção
dt_publicacao_tdt : Mon Feb 13 00:00:00 UTC 2017
numero_processo_s : 10882.901760/2010-91
anomes_publicacao_s : 201702
conteudo_id_s : 5679019
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Feb 13 00:00:00 UTC 2017
numero_decisao_s : 1201-000.240
nome_arquivo_s : Decisao_10882901760201091.PDF
ano_publicacao_s : 2017
nome_relator_s : ESTER MARQUES LINS DE SOUSA
nome_arquivo_pdf_s : 10882901760201091_5679019.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. (documento assinado digitalmente) Roberto Caparroz de Almeida - Presidente (documento assinado digitalmente) Ester Marques Lins de Sousa - Relatora. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Roberto Caparroz de Almeida, Ester Marques Lins de Sousa, Luis Fabiano Alves Penteado, Eva Maria Los, José Carlos de Assis Guimarães, Luis Henrique Marotti Toselli e Luiz Paulo Jorge Gomes. Ausente justificadamente, o conselheiro Paulo Cezar Fernandes de Aguiar.
dt_sessao_tdt : Wed Jan 25 00:00:00 UTC 2017
id : 6647107
ano_sessao_s : 2017
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:56:01 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713048949524267008
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 12; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1444; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1C2T1 Fl. 2 1 1 S1C2T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10882.901760/201091 Recurso nº Voluntário Resolução nº 1201000.240 – 2ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Data 25 de janeiro de 2017 Assunto PER/DCOMP Recorrente CIMAF CABOS S.A (INCORPORADA POR BELGO BEKAERTARAMES LTDA BBA) Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. (documento assinado digitalmente) Roberto Caparroz de Almeida Presidente (documento assinado digitalmente) Ester Marques Lins de Sousa Relatora. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Roberto Caparroz de Almeida, Ester Marques Lins de Sousa, Luis Fabiano Alves Penteado, Eva Maria Los, José Carlos de Assis Guimarães, Luis Henrique Marotti Toselli e Luiz Paulo Jorge Gomes. Ausente justificadamente, o conselheiro Paulo Cezar Fernandes de Aguiar. Relatório. Tratase de PER/DCOMP nº 13768.11896.150307.1.7.020117, transmitido em 15/03/2007, no qual a contribuinte acima identificada, indicou crédito de saldo negativo de IRPJ relativo ao ano calendário de 2005, exercício 2006, para compensar débitos de sua responsabilidade. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 08 82 .9 01 76 0/ 20 10 -9 1 Fl. 195DF CARF MF Processo nº 10882.901760/201091 Resolução nº 1201000.240 S1C2T1 Fl. 3 2 Para melhor entender o pleito transcrevo a seguir, parte do relatório da decisão recorrida, fls.116/127, pertinente ao assunto: (...) Tal declaração foi examinada pela DRF de origem, que prolatou o Despacho Decisório de nº 863114010, de 19 de maio de 2010, nos seguintes termos: 3FUNDAMENTAÇÃO, DECISÃO E ENQUADRAMENTO LEGAL Analisadas as Informações prestadas no documento acima identificado e considerando que a soma das parcelas de composição do crédito informadas no PER/DCOMP deve ser suficiente para comprovar a quitação do Imposto devido e a apuração do saldo negativo, verificou se: PARCELAS DE COMPOSIÇÃO DO CRÉDITO INFORMADAS NO PER/DCOMP PARC. CRÉDITO RETENÇÕES FONTE PAGAMENTOS ESTIM.COMP.SNPA SOMA PARC.CRED PER/DCOMP 543.500,92 92.670,81 555.578,22 1.191.749,95 CONFIRMADAS 417.260,11 92.670,81 257.549,93 767.480,85 Valor original do saldo negativo informado no PER/DCOMP com demonstrativo de crédito: R$ 843.476,42. Valor na DIPJ: R$ 843.476,42 Somatório das parcelas de composição do crédito na DIPJ: R$ 1.191.749,95 IRPJ devido: R$ 348.273,53 Valor do saldo negativo disponíveis (Parcelas confirmadas limitado ao somatório das parcelas na DIPJ) (IRPJ devido) limitado ao menor valor entre saldo negativo DIPJ e PER/DCOMP, observado que quando este cálculo resultar negativo, o valor será zero. Valor do saldo negativo disponível: R$ 419.207,32 O crédito reconhecido foi Insuficiente para compensar Integralmente os débitos Informados pelo sujeito passivo, razão pela qual: HOMOLOGO PARCIALMENTE a compensação declarada no PER/DCOMP:13768.11896.150307.1.7.020117 NÃO HOMOLOGO a compensação declarada no(s) seguinte(s) PER/DCOMP: 34678.88823.050706.1.7.028186 30362.68618.050706.1.7.027304 23025.73024.050706.1.7.022073 Ciente em 31 de maio de 2010 (fl. 112), a interessada apresentou, em 29 de junho de 2010, a manifestação de inconformidade de fls. 2 a 17, assim resumida: [...] o CNPJ autuado pertence a uma empresa que possuía sede no Estado de São Paulo ("CIMAF CABOS S/A). Ocorre que, em AGE, Fl. 196DF CARF MF Processo nº 10882.901760/201091 Resolução nº 1201000.240 S1C2T1 Fl. 4 3 realizada no dia 02/04/2007, os acionistas da então CIMAF CABOS S/A aprovaram a sua incorporação pela Belgo Bekaert Arames S/A [...]. ISTO POSTO, deve ser anulada a autuação pelo vício formal de não qualificar corretamente o sujeito passivo, nos exatos termos dos arts. 10 e 11 do Decreto 70.235/72. Ad argumentandum, caso assim não se entenda, deve ser tomada a Belgo Bekaert Arames Ltda. como sujeito passivo do presente [...]. [...] As decisões que não homologam compensações, proferidas exclusivamente por meio dos chamados despachos decisórios eletrônicos [...] aviltam as prerrogativas e a competência da autoridade fiscal [, que se transformaria] em mero autômato, despachante e processador de dados eletrônicos [...]. [...] Desse modo, como pode o contribuinte cumprir os requisitos contidos no inciso III, se não lhe foram ditos os motivos que levaram a autoridade administrativa a desconsiderar o seu crédito. Logo, o direito de defesa foi cerceado, o que enseja a nulidade do despacho decisório, conforme expresso pelo inciso II do artigo 59 do Decreto 70.235/72 [...]. [...] Isto posto, em face da limitada possibilidade de cognição dos fatos e do direito decorrente da adoção pelo Fisco, do cruzamento eletrônico de declarações como única causa de decidir no presente processo, deve ser declarado nulo, por vício substancial, o despacho decisório. [...]5.1. IRPJ Retido na Fonte. Em relação ao IRRF, antes de tudo ressaltese que a requerente utilizou um total de R$ 525.507,28 para compor o saldo negativo. Este montante não foi confirmado pela Receita Federal: CNPJ da Fte Pagadora Cód de Receita Vr IRRF Vr Confirmado Vr Não Confirmado Justificativa 33.000.167/008862 6147 291.092,05 87.844,88 103.247,17 IRF prova parcial 60.746.948/000112 3426 234.415,23 229.415,23 5.000,00 IRF outro CNPJ Total 525.507,28 417.260,11 108.247,17 Diante de tal fato, a requerente apresenta em anexo os informes de rendimentos emitidos pela fonte pagadora Petróleo Brasileiro S/A Petrobrás, CNPJ 33.000.167/000101 (doc. 07). Estes rendimentos foram pagos à requerente mediante a indicação de seu CNPJ da matriz (R$ 187.844,88 confirmados pela RFB) e também do CNPJ de sua filial (R$ 97.046,10 não confirmados). Todavia, como já se percebe, essa diferença apontada no despacho decisório corresponde às retenções ocorridas em pagamentos realizados por órgãos públicos direcionados ao CNPJ Fl. 197DF CARF MF Processo nº 10882.901760/201091 Resolução nº 1201000.240 S1C2T1 Fl. 5 4 03.591.717/000224 e devidamente informados em DIPJ e na PER/Dcomp. Todavia, este CNPJ corresponde a uma filial da empresa, conforme demonstrado abaixo: [...] Logo, não pode o despacho decisório indeferir a compensação do IRPJ retido na fonte para pagamentos realizados à filial. Conforme dispõe o art. 15 da Lei 9.779/99, tanto a DCTF quanto a DIPJ deverão ser apresentadas de forma centralizada, pelo estabelecimento matriz: [...] 5.2. Desconsideração dos valores pagos recolhidos pela Requerente. Em relação às estimativas pagas mediante DARF, pouco precisa ser dito. A Fiscalização confirmou apenas a existência do recolhimento efetuado no valor de R$ 92.670,81, e simplesmente ignorou o DARF no valor de R$ 107.830,15 recolhido em 24/06/2006 referente à estimativa de janeiro de 2005 (doc. 08 DARF). Na verdade, tudo leva a crer que o DARF de R$ 107.830,15 referente à estimativa de janeiro de 2005 somente não foi confirmado pela Fiscalização porque ele não foi indicado na ficha de demonstração da composição do crédito no PER/DComp. Todavia, é certo que um mero erro de preenchimento no PER/DComp não pode ser capaz de elidir o direito do contribuinte à utilização do seu crédito. O CTN é categórico em reconhecer o direito de restituição ao contribuinte que tenha pago tributo a maior ou indevidamente. É o que dispõe o art. 165: [...] No presente caso, a Requerente, tendo apurado crédito decorrente de saldo negativo de IRPJ pretendeu efetuar, nos termos da legislação federal, a compensação de tais valores. Entretanto, ao preencher o PER/DComp, a Requerente deixou de indicar o DARF com que quitou a estimativa de janeiro, impossibilitando a identificação do crédito em análise parametrizada, mas que não faz decair seu direito material ao crédito. [...] Na composição do saldo negativo de 2006 (AC 2005), a requerente quitou parte das estimativas de janeiro e fevereiro mediante apresentação de duas PER/DComp: Período de apuração N° do Processo / Nº da DCOMP Estimat.comp.DCOMP Vr confirmado Vr n/confirmado jan/05 16232.50805.070706.1.7.024902 257.549,93 257.549,93 0,00 fev/05 24629.08130.070706.1.3.022750 208.191,78 257.549,93 298.028,29 Fl. 198DF CARF MF Processo nº 10882.901760/201091 Resolução nº 1201000.240 S1C2T1 Fl. 6 5 Total 465.741,71 515.099,86 298.028,29 O que se percebe é que a PER/DComp utilizada para quitar a estimativa de fevereiro foi indevidamente desconsiderada. É que, de todo modo, o pagamento da estimativa é uma mera antecipação dos valores devidos a título de IR e CSLL que serão apurados no final do períodobase e, havendo saldo negativo, a empresa tem o direito de compensálo. No momento em que a Receita Federal exige que na PER/DComp sejam declarados todos os créditos que constituíram o saldo negativo, obviamente a intenção é que as informações da DIPJ e da DCTF sejam refletidas no pedido de compensação. Sendo assim, identificada qualquer divergência entre as declarações, deverá ser levado em consideração aquela que representar a realidade fática. (...) A 4ª Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento de Belo Horizonte/MG julgou procedente em parte a manifestação de inconformidade, reconhecendo à interessada direito creditório suplementar igual a R$ 103.247,17 (cento e três mil, duzentos e quarenta e sete reais e dezessete centavos) em relação ao IRF que compõe o saldo negativo do IRPJ do ano calendário 2005, em comento. O Acórdão nº 0261.946, 4ª Turma da DRJ/BHE, de 30/10/2014, acima mencionado, possui a seguinte ementa: ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Exercício: 2006 COMPENSAÇÃO O sujeito passivo que apurar crédito, inclusive os judiciais com trânsito em julgado, relativo a tributo ou contribuição administrado pela Secretaria da Receita Federal, passível de restituição ou de ressarcimento, poderá utilizálo na compensação de débitos próprios relativos a quaisquer tributos e contribuições administrados por este Órgão. Manifestação de Inconformidade Procedente em Parte Direito Creditório Reconhecido em Parte O contribuinte cientificado da mencionada decisão em 22/12/2014 (Aviso de Recebimento AR), fl.128, interpôs recurso ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais CARF, em 20/01/2015, fls.130/144, conforme Termo de Análise de Juntada datado de 22/01/2015, fls.183/184. Inicialmente, a Recorrente argúi nulidade da intimação do acórdão da DRJ sob o fundamento de que, o mesmo "incorre em patente irregularidade pela ausência dos anexos que contenham as informações sobre o valor decotado, bem como os respectivos DARFs atualizados dos débitos que foram mantidos pela DRJ". Fl. 199DF CARF MF Processo nº 10882.901760/201091 Resolução nº 1201000.240 S1C2T1 Fl. 7 6 Diz que, não teve acesso ao extrato dos valores discutidos e dos valores decotados pela decisão DRJ, e nem mesmo recebeu os DARFs contendo os valores atualizados, impedindo a Recorrente de verificar se os valores excluídos foram liquidados de forma correta. Afirma que, dessa forma, a Recorrente permanece sem saber exatamente quanto que lhe está sendo efetivamente exigido pela Receita Federal, não podendo sequer recorrer destes valores com segurança por falta do extrato detalhando do montante decotado. Sob o título: 4. DO DIREITO: DA EFETIVA EXISTÊNCIA DO CRÉDITO COMPENSADO a Recorrente argúi o seguinte, em síntese: Toda a questão que envolve o presente despacho decisório cingese à apuração do IRPJ durante o ano de 2005, e à constituição do saldo negativo de 2006 (anocalendário 2005). Como já mencionado, a DRJ manteve a não homologação da compensação em razão do não reconhecimento parcial das parcelas que compuseram o crédito, formadas pelo IRPJ retido na fonte, pelos pagamentos realizados via DARF e pelas estimativas compensadas com saldo negativo de períodos anteriores. A Recorrente alega que para se chegar ao saldo negativo de R$ 843.476,42 a empresa necessariamente apurou um recolhimento total de R$1.191.749,95 dividido entre retenções na fonte, DARFs e estimativas compensadas. Contudo, de forma equivocada, a fiscalização não confirmou a totalidade desses valores. Aduz que: Em relação às estimativas pagas mediante DARF, constatase que a Fiscalização confirmou já no despacho decisório a existência do recolhimento efetuado no valor de R$ 92.670,81, e ignorou o DARF no valor de R$ 107.830,15 recolhido em 24/06/2006 referente à estimativa de janeiro de 2005 (doc. 05 DARF). Conforme indicado na manifestação de inconformidade, o DARF de R$ 107.830,15 referente à estimativa de janeiro de 2005 somente não foi confirmado pela Fiscalização porque ele não foi indicado na ficha de demonstração da composição do crédito no PER/DComp. Todavia, um mero erro de preenchimento no PER/DComp não pode ser capaz de elidir o direito do contribuinte à utilização do seu crédito. Sob o título: 5.2. ESTIMATIVAS COMPENSADAS COM SALDO NEGATIVO DE PERÍODOS ANTERIORES a Recorrente argúi o seguinte, em síntese: Na composição do saldo negativo de 2006 (AC 2005), a requerente quitou parte das estimativas de janeiro e fevereiro mediante apresentação de duas PER/DComps: Período de apuração N° do Processo / Nº da DCOMP Estimat.comp.DCOMP Vr confirmado Vr n/confirmado jan/05 16232.50805.070706.1.7.024902 257.549,93 257.549,93 0,00 fev/05 24629.08130.070706.1.3.022750 208.191,78 0,00 208.191,78 Fl. 200DF CARF MF Processo nº 10882.901760/201091 Resolução nº 1201000.240 S1C2T1 Fl. 8 7 Total 465.741,71 257.549,93 208.191,78 A Recorrente ressalta que o PER/DCOMP utilizado para quitar a estimativa de fevereiro foi indevidamente desconsiderado. Observa que o acórdão afirma que a estimativa desconsiderada é referente ao mês de janeiro, contudo tal afirmativa não coincide com a DCTF da Requerente e o Detalhamento do crédito emitido pela RFB para as compensações em análise. Diz que o valor não confirmado de R$ 208.191,78 foi parcialmente homologado pela RFB (foi homologado o montante de R$ 125,748,79 conforme doc. 06 Detalhamento da Compensação). Assim sendo, apurouse a diferença de R$ 82.442,99 a qual foi paga mediante DARF em anexo (doc. 07). Conclui que, merece reforma a decisão da DRJ no sentido de considerar as compensações de estimativas que foram glosadas pelo fisco, reconhecendo todo o crédito de R$ 208.191,78 oriundo da estimativa de fevereiro, permitindo assim que estas componham o saldo negativo em análise. Finalmente, a Recorrente resume que os valores não reconhecidos no acórdão n° 0261.496 pela DRJ, como parte do saldo negativo de IRPJ da Recorrente referente ao período de apuração do Exercício 2006 (anocalendário 2005), são os seguintes: (todos em R$): IRRF:5.000,00, Pagamentos DARF:107.830,15 e Compensação de estimativa: 208.191,78, Soma das parcelas: Saldo Negativo: 321.021,93. A Recorrente observa que, a partir da análise da DIPJ/2006, quanto às estimativas a recolher, os únicos meses em que se verificou saldo de IRPJ a pagar foram janeiro e fevereiro, haja vista que os outros meses do ano de 2005 apresentaram saldo negativo, sem necessidade de pagamento ou compensação. Afirma que, quanto ao mês de JANEIRO apurou IRPJ a pagar no valor de R$ 365.380,09, conforme declarado em DCTF, quitado do seguinte modo: DARF:107.830,15 e Compensações: com valores referentes a saldo negativo de períodos anteriores no montante de 257.549,93 (inteiramente homologado pela RFB no despacho decisório), e, quanto ao mês de FEVEREIRO apurou IRPJ a pagar no valor de R$ 300.862,58, conforme declarado em DCTF, quitado com pagamento de R$ 92.670,81 mediante DARF (inteiramente homologado pelo despacho decisório) e Compensação: com valores referentes a saldo negativo de períodos anteriores no montante de R$ 208.191,78 (parcialmente homologado pela RFB (R$ 125.748,79 conforme doc. 06, Detalhamento da Compensação). Assim sendo,(208.191,78 125.748,79) apurouse a diferença de R$ 82.442,99, paga mediante DARF em anexo (doc. 07.). A Recorrente ressalta que a mesma DComp em que foi declarado o valor de R$ 208.191,78, seguido da homologação de R$ 125,748,79 e do pagamento via DARF de R$ 82.442,99, foi também usada para quitar outros débitos do Exercício 2006 (que não é objeto do presente PTA), os quais, após a nãohomologação pela RFB foram pagos mediante DARF (doc. 08 Detalhamento da Compensação e DARFs). Finalmente requer, seja dado provimento ao presente Recurso Voluntário para reformar o acórdão recorrido a fim de declarar a nulidade do despacho decisório assim como a nulidade da intimação, e, no mérito, homologar integralmente as compensações realizadas Fl. 201DF CARF MF Processo nº 10882.901760/201091 Resolução nº 1201000.240 S1C2T1 Fl. 9 8 por meio das PER/Dcomps n°13768.11896.150307.1.7.020117,34678.88823.050706.1.7.02 8186. É o relatório. Voto Conselheira Relatora Ester Marques Lins de Sousa O recurso voluntário é tempestivo e preenche os requisitos de admissibilidade previstos no Decreto nº 70.235/72. Dele conheço. Inicialmente, a Recorrente argúi nulidade da intimação do acórdão da DRJ sob o fundamento de que, o mesmo "incorre em patente irregularidade pela ausência dos anexos que contenham as informações sobre o valor decotado, bem como os respectivos DARFs atualizados dos débitos que foram mantidos pela DRJ". Diz que, não teve acesso ao extrato dos valores discutidos e dos valores decotados pela decisão DRJ, e nem mesmo recebeu os DARFs contendo os valores atualizados, impedindo a Recorrente de verificar se os valores excluídos foram liquidados de forma correta. Afirma que, dessa forma, a Recorrente permanece sem saber exatamente quanto que lhe está sendo efetivamente exigido pela Receita Federal, não podendo sequer recorrer destes valores com segurança por falta do extrato detalhando do montante decotado. Sobre a compensação dos créditos/débitos declarados pelo contribuinte, a Instrução Normativa da RFB nº 1300, de 20/11/2012 que estabelece normas sobre restituição, compensação, ressarcimento e reembolso, no âmbito da Secretaria da Receita Federal do Brasil, assim dispõe: Art. 43. Na compensação efetuada pelo sujeito passivo, os créditos serão valorados na forma prevista nos arts. 83 e 84 e os débitos sofrerão a incidência de acréscimos legais, na forma da legislação de regência, até a data de entrega da Declaração de Compensação. § 1ºA compensação total ou parcial de tributo administrado pela RFB será acompanhada da compensação, na mesma proporção, dos correspondentes acréscimos legais. § 2ºHavendo acréscimo de juros sobre o crédito, a compensação será efetuada com a utilização do crédito e dos juros compensatórios na mesma proporção. § 3ºAplicamse à compensação da multa de ofício as reduções de que trata o art. 6ºda Lei nº8.218, de 29 de agosto de 1991, salvo os casos excepcionados em legislação específica. Art. 44. O sujeito passivo será cientificado da não homologação da compensação e intimado a efetuar o pagamento dos débitos indevidamente compensados no prazo de 30 (trinta) dias, contados da ciência do despacho de não homologação. ... Fl. 202DF CARF MF Processo nº 10882.901760/201091 Resolução nº 1201000.240 S1C2T1 Fl. 10 9 Portanto, havendo a DRJ reconhecido parcialmente o direito creditório, os débitos serão compensados no limite do direito creditório reconhecido, e, por consequência, os débitos exigidos são aqueles declarados pelo contribuinte que restarem não compensados cujo crédito fora insuficiente para sua compensação, inclusive, objeto do recurso voluntário. A decisão de primeira instância administrativa não incorreu no vício de nulidade, por preterição do direito de defesa, conforme o art. 59, II, do Decreto nº 70.235/1972 PAF, eis que ela após a análise dos argumentos constantes da peça de defesa, demonstra qual o direito creditório que entendeu passível de deferimento para compensar parcialmente os débitos do contribuinte demonstrados pela DRF de origem, que prolatou o Despacho Decisório de nº 863114010, de 19 de maio de 2010 plenamente conhecido pela Recorrente em sua DCOMP (fl.109). Preliminar rejeitada. No mérito, conforme relatado, o despacho decisório eletrônico, expedido pela autoridade competente reconheceu parcialmente o crédito pleiteado no Per/Dcomp nº 13768.11896.150307.1.7.020117, no total de R$ 419.207,32, relativo ao saldo negativo do IRPJ apurado em 31/12/2005, portanto, HOMOLOGOU PARCIALMENTE a compensação declarada no PER/DCOMP:13768.11896.150307.1.7.020117, e, NÃO HOMOLOGOU a compensação declarada no(s) seguinte(s) PER/DCOMP: 34678.88823.050706.1.7.028186 30362.68618.050706.1.7.027304 23025.73024.050706.1.7.022073. No despacho decisório constam os seguintes fundamentos. 3FUNDAMENTAÇÃO, DECISÃO E ENQUADRAMENTO LEGAL Analisadas as Informações prestadas no documento acima identificado e considerando que a soma das parcelas de composição do crédito informadas no PER/DCOMP deve ser suficiente para comprovar a quitação do Imposto devido e a apuração do saldo negativo, verificou se: PARCELAS DE COMPOSIÇÃO DO CRÉDITO INFORMADAS NO PER/DCOMP PARC. CRÉDITO RETENÇÕES FONTE PAGAMENTOS ESTIM.COMP.SNPA SOMA PARC.CRED PER/DCOMP 543.500,92 92.670,81 555.578,22 1.191.749,95 CONFIRMADAS 417.260,11 92.670,81 257.549,93 767.480,85 Valor original do saldo negativo informado no PER/DCOMP com demonstrativo de crédito: R$ 843.476,42. Valor na DIPJ: R$ 843.476,42 Somatório das parcelas de composição do crédito na DIPJ: R$ 1.191.749,95 IRPJ devido: R$ 348.273,53 Valor do saldo negativo disponíveis (Parcelas confirmadas limitado ao somatório das parcelas na DIPJ) (IRPJ devido) limitado ao menor valor entre saldo negativo DIPJ e PER/DCOMP, observado que quando este cálculo resultar negativo, o valor será zero. Fl. 203DF CARF MF Processo nº 10882.901760/201091 Resolução nº 1201000.240 S1C2T1 Fl. 11 10 Valor do saldo negativo disponível: R$ 419.207,32 Ciente do despacho decisório em 31 de maio de 2010 (fl. 112), a interessada apresentou, em 29 de junho de 2010, a manifestação de inconformidade de fls. 2 a 17, que fora julgada procedente em parte pela DRJ de Belo Horizonte/MG, reconhecendo à interessada direito creditório suplementar igual a R$ 103.247,17, em relação ao IRF que compõe o saldo negativo do IRPJ do ano calendário 2005, em comento. Portanto, resta mantida a glosa do IRF no valor de R$ 22.993,64 ( IRF/ PERDCOMP: 543.500,92 CONFIRMADAS: 417.260,11 + 103.247,17), e contra tal reconhecimento a Recorrente não se insurge. Em síntese, a Recorrente alega que, o saldo negativo deve ser composto considerandose as estimativas quitadas em relação aos meses de janeiro e fevereiro/2005, a saber : Jan/05 DARF 107.830,15 COMPENSAÇÕES 257.549,63 TOTAL 365.380,08 Fev/05 DARF 92.670,81 COMPENSAÇÕES 208.191,78 TOTAL 300.862,59 De acordo com o despacho decisório, em relação às mencionadas estimativas, verificouse o seguinte em relação aos meses de janeiro e fevereiro de 2005: a) Jan/05, não se constatou estimativas pagas mediante DARF, porém foram confirmadas as compensações no valor de R$ 257.549,93; e, b) Fev/05, constatouse estimativas pagas mediante DARF, no valor de R$ 92.670,81, e, não se constatou estimativas quitadas por compensação no valor de R$ 208.191,78. Desse modo, em relação às mencionadas estimativas, para a composição do saldo negativo de 2005, não foi reconhecido o pagamento (Jan/05 DARF107.830,15), tampouco a quitação (Fev/05 COMPENSAÇÕES 208.191,78). Eis a lide. A Recorrente alega que, conforme indicado na manifestação de inconformidade, o DARF de R$ 107.830,15 referente à estimativa de janeiro de 2005, somente não foi confirmado pela Fiscalização porque ele não foi indicado na ficha de demonstração da composição do crédito no PER/DComp, mas fora recolhido em 24/06/2006 (doc. 05 DARF), e, que, um mero erro de preenchimento no PER/DComp não pode ser capaz de elidir o direito do contribuinte à utilização do seu crédito. Afirma que, no tocante ao mês de JANEIRO apurou IRPJ a pagar no valor de R$ 365.380,09, conforme declarado em DCTF, quitado do seguinte modo: DARF:107.830,15 (doc.05) e Compensações: com valores referentes a saldo negativo de períodos anteriores no montante de 257.549,93 (inteiramente homologado pela RFB no despacho decisório), e, quanto ao mês de FEVEREIRO apurou IRPJ a pagar no valor de R$ 300.862,58, conforme declarado em DCTF, quitado com pagamento de R$ 92.670,81 mediante DARF (inteiramente homologado pelo despacho decisório) e Compensação: com valores referentes a saldo negativo de períodos anteriores no montante de R$ 208.191,78 (parcialmente homologado pela RFB (R$ 125.748,79 conforme doc. 06, Detalhamento da Compensação). Assim sendo,(208.191,78 125.748,79) apurouse a diferença de R$ 82.442,99, paga mediante DARF em anexo (doc. 07). Fl. 204DF CARF MF Processo nº 10882.901760/201091 Resolução nº 1201000.240 S1C2T1 Fl. 12 11 De fato, a Recorrente juntou aos autos cópia dos documentos: DARF:107.830,15, código:2362(doc.05), Detalhamento de Compensação (doc.06) com aparente compensação do valor de R$ 125.748,79 e DARF código 2362 (doc. 07) no valor de R$ 82.442,99, o que, em tese, justifica o valor de estimativas quitadas relativas aos meses de janeiro e fevereiro de 2005, seja por pagamento ou compensações, no montante de R$ 666.242,37(Compensações:(257.549,63 + 125.748,79) + Pagamentos: (92.670,81 +107.830,15 + 82.442,99). A DRJ em decisão de primeira instância conclui que o argumento da interessada implica uma retificação da referida DCOMP após a manifestação da Repartição de origem, por meio do Despacho Decisório nº 868487469, de 2010, de sorte que, o pleito deve ser denegado, em face do que reza o artigo 88 da Instrução Normativa (IN) RFB nº 1.300, de 20 de novembro de 2012, como segue: Art. 88 . O pedido de restituição, ressarcimento ou reembolso e a Declaração de Compensação somente poderão ser retificados pelo sujeito passivo caso se encontrem pendentes de decisão administrativa à data do envio do documento retificador e, observado o disposto nos arts. 89 e 90 no que se refere à Declaração de Compensação. Parágrafo único. A retificação do pedido de restituição, do pedido de ressarcimento, do pedido de reembolso e da Declaração de Compensação será indeferida quando formalizada depois da intimação para apresentação de documentos comprobatórios. Entendo que o dispositivo não se aplica ao caso, haja vista que o pleito da Recorrente permanece relativo ao saldo negativo de 2005, que, simplesmente pretende demonstrar e comprovar o montante já pleiteado em seu PER/DCOMP original, ainda que tenha havido erro na informação das parcelas de composição do referido saldo negativo. O processo consubstanciase no método de compor a lide, de sorte que não se pode, no presente caso, simplesmente negar o pleito do contribuinte, no âmbito do contraditório, sem que a autoridade administrativa Delegacia da Receita Federal do Brasil de Osasco/SP informe se dos documentos juntados pelo contribuinte DARF:107.830,15 , código:2362(doc.05), Compensação do valor de R$ 125.748,79 (doc.06) e DARF, código 2362 no valor de R$ 82.442,99 (doc. 07), os valores foram utilizados para quitar as estimativas referentes aos meses de janeiro e/ou fevereiro de 2005. E ainda, demonstrar sua utilização na composição do saldo negativo ou a pagar de IRPJ em 31/12/2005. A diligência se faz necessária para que não haja exigência ou restituição indevida de crédito tributário Diante do exposto, voto no sentido de que sejam os autos encaminhados à Delegacia da Receita Federal do Brasil de Osasco/SP, para informar qual o valor do IRPJ estimativa relativo aos meses de janeiro e fevereiro/2005, se foram quitados por pagamento e/ou compensação e sua utilização na composição do IRPJ apurado em 31/12/2005. Elaborado o relatório fiscal de praxe, dar ciência ao recorrente para sua manifestação, se interessar. (documento assinado digitalmente) Ester Marques Lins de Sousa. Fl. 205DF CARF MF Processo nº 10882.901760/201091 Resolução nº 1201000.240 S1C2T1 Fl. 13 12 Fl. 206DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 11060.000966/2002-29
Turma: 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 3ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Tue Mar 21 00:00:00 UTC 2017
Data da publicação: Fri Apr 07 00:00:00 UTC 2017
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Período de apuração: 01/07/2001 a 30/09/2001
ASSUNTO: PROCESSO JUDICIAL E ADMINISTRATIVO. CONCOMITÂNCIA.
A propositura pelo contribuinte de ação judicial contra a Fazenda, antes ou após a autuação, com o mesmo objeto, importa renúncia às instâncias administrativas, sendo cabível apenas a apreciação, pelo órgão de julgamento administrativo, de matéria distinta da constante do processo judicial.
Recurso Especial do Contribuinte não conhecido
Numero da decisão: 9303-004.707
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do Recurso Especial do Contribuinte, nos termos do voto do relator.
(assinado digitalmente)
Rodrigo da Costa Pôssas - Presidente em Exercício
(assinado digitalmente)
Charles Mayer de Castro Souza Relator
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Rodrigo da Costa Pôssas, Charles Mayer de Castro Souza, Andrada Márcio Canuto Natal, Júlio César Alves Ramos, Demes Brito, Tatiana Midori Migiyama, Vanessa Marini Cecconello e Erika Costa Camargos Autran.
Nome do relator: CHARLES MAYER DE CASTRO SOUZA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201703
camara_s : 3ª SEÇÃO
ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Período de apuração: 01/07/2001 a 30/09/2001 ASSUNTO: PROCESSO JUDICIAL E ADMINISTRATIVO. CONCOMITÂNCIA. A propositura pelo contribuinte de ação judicial contra a Fazenda, antes ou após a autuação, com o mesmo objeto, importa renúncia às instâncias administrativas, sendo cabível apenas a apreciação, pelo órgão de julgamento administrativo, de matéria distinta da constante do processo judicial. Recurso Especial do Contribuinte não conhecido
turma_s : 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
dt_publicacao_tdt : Fri Apr 07 00:00:00 UTC 2017
numero_processo_s : 11060.000966/2002-29
anomes_publicacao_s : 201704
conteudo_id_s : 5708476
dt_registro_atualizacao_tdt : Sat Apr 08 00:00:00 UTC 2017
numero_decisao_s : 9303-004.707
nome_arquivo_s : Decisao_11060000966200229.PDF
ano_publicacao_s : 2017
nome_relator_s : CHARLES MAYER DE CASTRO SOUZA
nome_arquivo_pdf_s : 11060000966200229_5708476.pdf
secao_s : Câmara Superior de Recursos Fiscais
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do Recurso Especial do Contribuinte, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Rodrigo da Costa Pôssas - Presidente em Exercício (assinado digitalmente) Charles Mayer de Castro Souza Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Rodrigo da Costa Pôssas, Charles Mayer de Castro Souza, Andrada Márcio Canuto Natal, Júlio César Alves Ramos, Demes Brito, Tatiana Midori Migiyama, Vanessa Marini Cecconello e Erika Costa Camargos Autran.
dt_sessao_tdt : Tue Mar 21 00:00:00 UTC 2017
id : 6708024
ano_sessao_s : 2017
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:58:12 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713048949528461312
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1537; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => CSRFT3 Fl. 556 1 555 CSRFT3 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS Processo nº 11060.000966/200229 Recurso nº Especial do Contribuinte Acórdão nº 9303004.707 – 3ª Turma Sessão de 21 de março de 2017 Matéria IPI. CRÉDITO PRESUMIDO. Recorrente FRIGOPAL COMERCIAL LTDA. Interessado FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/07/2001 a 30/09/2001 ASSUNTO: PROCESSO JUDICIAL E ADMINISTRATIVO. CONCOMITÂNCIA. A propositura pelo contribuinte de ação judicial contra a Fazenda, antes ou após a autuação, com o mesmo objeto, importa renúncia às instâncias administrativas, sendo cabível apenas a apreciação, pelo órgão de julgamento administrativo, de matéria distinta da constante do processo judicial. Recurso Especial do Contribuinte não conhecido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do Recurso Especial do Contribuinte, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Rodrigo da Costa Pôssas Presidente em Exercício (assinado digitalmente) Charles Mayer de Castro Souza – Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Rodrigo da Costa Pôssas, Charles Mayer de Castro Souza, Andrada Márcio Canuto Natal, Júlio César Alves Ramos, Demes Brito, Tatiana Midori Migiyama, Vanessa Marini Cecconello e Erika Costa Camargos Autran. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 06 0. 00 09 66 /2 00 2- 29 Fl. 556DF CARF MF 2 Relatório Tratase de Recurso Especial de Divergência interposto tempestivamente pela contribuinte contra o Acórdão nº 20181.596, de 07/11/2008, proferido pela 1ª Câmara do então Segundo Conselho de Contribuintes, que fora assim ementado: “ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/07/2001 a 30/09/2001 DESPACHO DECISÓRIO EXARADO POR AUTORIDADE INCOMPETENTE. NULIDADE. É nulo o despacho decisório exarado por autoridade incompetente, em face da comprovada alteração de domicilio fiscal do contribuinte, ainda que não tenha sido expressamente anulado por despacho posterior da autoridade competente e decida a matéria de forma mais prejudicial ao contribuinte. ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Período de apuração: 01/07/2001 a 30/09/2001 CRÉDITO PRESUMIDO DE PIS E COFINS. AQUISIÇÕES DE PESSOAS FÍSICAS E DE COOPERATIVAS. INCLUSÃO NA BASE DE CÁLCULO. IMPOSSIBILIDADE. Somente as aquisições de insumos de contribuintes da Cofins e do PIS geram direito ao crédito presumido concedido como ressarcimento das referidas contribuições, pagas no mercado interno. Recurso voluntário negado.” No Recurso Especial, por meio do qual pleiteou, ao final, a reforma do decisum, a Recorrente suscita divergência quanto à inclusão no cálculo do crédito presumido do IPI dos insumos adquiridos de pessoas físicas e de cooperativas. Alega divergência de entendimento em relação ao que decidido nos Acórdãos nº CSRF/0202.260 e 20174.245. O exame de admissibilidade do Recurso Especial encontrase às fls. 538/540. Cientificada, a Procuradoria da Fazenda Nacional não apresentou contrarrazões ao recurso especial (fl. 542). É o Relatório. Voto Conselheiro Charles Mayer de Castro Souza, Relator. Presentes os demais requisitos de admissibilidade, entendemos que o recurso especial não deve ser conhecido. Fl. 557DF CARF MF Processo nº 11060.000966/200229 Acórdão n.º 9303004.707 CSRFT3 Fl. 557 3 É que, conforme noticia a Informação Fiscal de fls. 490/494, a Recorrente ingressou em juízo (depois de apresentado o recurso especial), pleiteando a inclusão, na base de cálculo do crédito presumido de IPI de que trata a Lei nº 9.363, de 1996, das aquisições de insumos a pessoas físicas e cooperativas, matéria que, como restou consignou no relatório, constitui o objeto do recurso especial ora em exame. Na esfera judicial, também discute a incidência da taxa Selic sobre os valores a serem ressarcidos. Nesse contexto, é de se aplicar a Súmula CARF nº 1, segundo a qual “Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo, sendo cabível apenas a apreciação, pelo órgão de julgamento administrativo, de matéria distinta da constante do processo judicial”. Ante o exposto, por concomitância de matéria nas esferas administrativa e judicial, não conheço do recurso especial apresentado pela Contribuinte. É como voto. (assinado digitalmente) Charles Mayer de Castro Souza Fl. 558DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 10730.724285/2014-91
Turma: Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Apr 05 00:00:00 UTC 2017
Data da publicação: Wed May 10 00:00:00 UTC 2017
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2010
RENDIMENTOS DE APOSENTADORIA. ISENÇÃO. MOLÉSTIA GRAVE.
Inaplicável a isenção do imposto de renda quando a data constante do laudo pericial for posterior ao ano-calendário objeto da glosa.
Numero da decisão: 2202-003.792
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso
(Assinado digitalmente)
MARCO AURELIO DE OLIVEIRA BARBOSA - Presidente.
(Assinado digitalmente)
JÚNIA ROBERTA GOUVEIA SAMPAIO- Relatora.
.Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marco Aurélio de Oliveira Barbosa (Presidente), Junia Roberta Gouveia Sampaio, Dilson Jatahy Fonseca Neto, Martin da Silva Gesto, Cecilia Dutra Pillar e Marcio Henrique Sales Parada.
Nome do relator: JUNIA ROBERTA GOUVEIA SAMPAIO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201704
camara_s : Segunda Câmara
ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Exercício: 2010 RENDIMENTOS DE APOSENTADORIA. ISENÇÃO. MOLÉSTIA GRAVE. Inaplicável a isenção do imposto de renda quando a data constante do laudo pericial for posterior ao ano-calendário objeto da glosa.
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Wed May 10 00:00:00 UTC 2017
numero_processo_s : 10730.724285/2014-91
anomes_publicacao_s : 201705
conteudo_id_s : 5718297
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed May 10 00:00:00 UTC 2017
numero_decisao_s : 2202-003.792
nome_arquivo_s : Decisao_10730724285201491.PDF
ano_publicacao_s : 2017
nome_relator_s : JUNIA ROBERTA GOUVEIA SAMPAIO
nome_arquivo_pdf_s : 10730724285201491_5718297.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso (Assinado digitalmente) MARCO AURELIO DE OLIVEIRA BARBOSA - Presidente. (Assinado digitalmente) JÚNIA ROBERTA GOUVEIA SAMPAIO- Relatora. .Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marco Aurélio de Oliveira Barbosa (Presidente), Junia Roberta Gouveia Sampaio, Dilson Jatahy Fonseca Neto, Martin da Silva Gesto, Cecilia Dutra Pillar e Marcio Henrique Sales Parada.
dt_sessao_tdt : Wed Apr 05 00:00:00 UTC 2017
id : 6744545
ano_sessao_s : 2017
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:59:19 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713048949542092800
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1260; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C2T2 Fl. 83 1 82 S2C2T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10730.724285/201491 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2202003.792 – 2ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 05 de abril de 2017 Matéria Imposto de Renda Pessoa Física IRPF Recorrente PAULO ROBERTO CARDOSO DE SOUZA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2010 RENDIMENTOS DE APOSENTADORIA. ISENÇÃO. MOLÉSTIA GRAVE. Inaplicável a isenção do imposto de renda quando a data constante do laudo pericial for posterior ao anocalendário objeto da glosa. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso (Assinado digitalmente) MARCO AURELIO DE OLIVEIRA BARBOSA Presidente. (Assinado digitalmente) JÚNIA ROBERTA GOUVEIA SAMPAIO Relatora. .Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marco Aurélio de Oliveira Barbosa (Presidente), Junia Roberta Gouveia Sampaio, Dilson Jatahy Fonseca Neto, Martin da Silva Gesto, Cecilia Dutra Pillar e Marcio Henrique Sales Parada. Relatório AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 73 0. 72 42 85 /2 01 4- 91 Fl. 83DF CARF MF 2 Por bem descrever os fatos, adoto o relatório da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Belém (PA): Contra o contribuinte em epígrafe foi emitida Notificação de Lançamento do Imposto de Renda da Pessoa Física – IRPF (fls. 06/10), referente ao exercício 2010, anocalendário 2009. Após a revisão da Declaração foram apurados os seguintes valores: (...) O lançamento acima foi decorrente da seguinte infração: Omissão de Rendimentos Recebidos de Pessoa Jurídica – omissão de rendimentos recebidos de pessoa jurídica, relativos ao exercício 2010, anocalendário 2009. Fonte Pagadora: Instituto Nacional de Seguro Social (CNPJ: 29.979.036/000140). Valor: R$ 23.020,24. IRRF: 0,00. O contribuinte apresentou impugnação em 10/11/2014 (fls. 02), alegando que os rendimentos recebidos são isentos por se tratar de proventos e aposentadoria reforma ou pensão de portador de moléstia grave. Afirma que o laudo pericial retroativo do INSS, bem como relatório cirúrgico comprova que o contribuinte é aposentado e portador de cardiopatia grave, sendo e do imposto. Ressalta que já pagou o imposto ora contestado. Acrescenta que apresentou retificadora como parte do procedimento para restituição dos valores. A Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Belém (PA) negou provimento à Impugnação por entender que no laudo emitido pelo Instituto Nacional do Seguro Social INSS consta que o contribuinte é portador da patologia classificada pela CID 10 I20 (angina pectoris) a qual não é caracterizada, necessariamente, como cardiopatia grave. A decisão recebeu a seguinte ementa: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2010 ISENÇÃO. PROVENTOS DE APOSENTADORIA. PORTADOR DE MOLÉSTIA GRAVE. Para fazer jus à isenção prevista no art. 6º, inciso XIV, da Lei n.º 7.713, de 1988, o beneficiário dos rendimentos deverá comprovar que os rendimentos recebidos são oriundos de aposentadoria, pensão ou reforma e, ainda, ser portador de moléstia grave mediante laudo pericial emitido por serviço médico oficial da União, dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios. Fl. 84DF CARF MF Processo nº 10730.724285/201491 Acórdão n.º 2202003.792 S2C2T2 Fl. 84 3 Cientificado da decisão acima transcrita (AR fls. 48), o contribuinte apresentou o Recurso Voluntário de fls. 58/63, no qual alega que "não pode a autoridade fiscal fazer com que sua decisão desconsidere a manifestação do perito encarregado pelo INSS da avaliação, visto ser esse profissional com conhecimento especializado e, esperase, altamente capacitado para tarefa em questão. Ressalta ainda que o laudo deixa clara a data de início da moléstia (03/11/2008) e que o anocalendário 2009 estaria abrangido pela isenção. É o relatório. Voto Conselheira Relatora JÚNIA ROBERTA GOUVEIA SAMPAIO O recurso preenche os pressupostos legais de admissibilidade , motivo pelo qual, dele conheço. Como já exposto no relatório, a DRJ negou provimento à Impugnação do contribuinte sob o seguinte fundamento: O contribuinte também anexa Laudo emitido pelo Instituto Nacional de Seguro Social (fls. 14). No citado laudo consta que o contribuinte é portador de patologia classificada pela CID10 I20, desde 03//11/2008, não fazendo qualquer menção, no entanto, como afirmando pelo contribuinte em sua defesa, em cardiopatia grave. O CID 10 I20 é de angina pectoris que não é necessariamente caracterizado como cardiopatia grave, precisando, para isso, de outros diagnósticos que não vieram descritos no laudo. Dessa forma, não existindo nos autos laudo médico oficial confirmando ser o contribuinte portador de moléstia grave listada no inciso XXXIII do art. 39 do decreto 3000/99 acima descrito, é de se manter a omissão.(grifamos) O Laudo médico emitido pelo INSS às fls 14 traz as seguintes informações: Informamos, para fazer prova junto à Secretaria da Receita Federal do Brasil, que o Sr. Paulo Roberto Cardoso de Souza, RG nº 811446772, expedido pelo IFP, CPF 35832843720, residente a Rua 37, nº 2948, Itaipu, Niterói, RJ, titular do benefício previdenciário nº 42/1311131970, comprovou através da documentação médica apresentada e anexada ao procedimento administrativo em epígrafe ser portador de patologia classificada pela CID 10 I20 desde 03/11/2008, enquadrandose na Lei nº 7.713 de 22/12/1988, Art. 6º, inciso XIV, referendada pela Lei nº 9.250 de 26/12/1995, enquadrandose na Lei nº 7713 de 22/12/1988,Artigo 6º, inciso XIV, referendada pela Lei nº 9.250 de 26/12/1995, Artigo 30, Fl. 85DF CARF MF 4 Parágrafo 2 e Lei nº 11052, Artigo 1º de 29/12/2004 e Lei 11.052 de 29 de dezembro de 2004 desde 03/05/2013. (grifamos) A respeito do termo inicial da isenção, a Instrução Normativa SRF nº 15, de 06/02/2001, dispõe em seu artigo 5º, § 2º: Art. 5º Estão isentos ou não se sujeitam ao imposto de renda os seguintes rendimentos: (...) § 2º A isenção a que se referem os incisos XII e XXXV aplicam se aos rendimentos recebidos a partir: I do mês da concessão da aposentadoria, reforma ou pensão, quando a doença for preexistente; II do mês da emissão do laudo pericial, emitido por serviço médico oficial da União, dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios, que reconhecer a moléstia, se esta for contraída após a aposentadoria, reforma ou pensão; III da data em que a doença foi contraída, quando identificada no laudo pericial.(grifamos) Dessa forma, ao contrário do que alega a DRJ o laudo pericial atesta que a doença foi contraída em 03/11/2008 e que foi identificada como moléstia grave apta a gozar da isenção do imposto de renda pessoa física a partir de 03/05/2013. Sendo assim, o laudo atesta a existência da doença desde 11/2008, a qual se transformou em cardiopatia grave a partir de 03/05/2013. Como a glosa referese ao anocalendário de 2009, não estaria contemplada pela isenção Em face do exposto, nego provimento ao recurso. (Assinado digitalmente) Júnia Roberta Gouveia Sampaio. Fl. 86DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 14489.000237/2008-25
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Apr 04 00:00:00 UTC 2017
Data da publicação: Tue May 09 00:00:00 UTC 2017
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/02/2003 a 30/11/2004
AUTO DE INFRAÇÃO - OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA - OMISSÃO EM GFIP - MULTA - APLICAÇÃO NOS LIMITES DA LEI 8.212/91 C//C LEI 11.941/08 - APLICAÇÃO DA MULTA MAIS FAVORÁVEL - RETROATIVIDADE BENIGNA - NATUREZA DA MULTA APLICADA.
A multa nos casos em que há lançamento de obrigação principal e acessórias lavrados após a MP 449/2008, convertida na lei 11.941/2009, mesmo que referente a fatos geradores anteriores a publicação da referida lei, é de ofício.AUTO DE INFRAÇÃO DE OBRIGAÇÃO PRINCIPAL E ACESSÓRIA - COMPARATIVO DE MULTAS - APLICAÇÃO DE PENALIDADE. RETROATIVIDADE BENIGNA.
Na superveniência de legislação que estabeleça novos critérios para a apuração da multa por descumprimento de obrigação acessória, faz-se necessário verificar se a sistemática atual é mais favorável ao contribuinte que a anterior. No caso, se mais benéfico ao contribuinte, deverá ser adotada o disciplinado no art. 44, I da Lei no 9.430, de 1996, deduzidos os valores levantados a título de multa nas NFLD correlatas, exceto nas competências cuja obrigação principal foi atingida pela decadência, para as quais a multa ficará reduzida ao valor previsto no art. 32-A da Lei n° 8.212, de 1991.
Numero da decisão: 2201-003.557
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso voluntário, para determinar que a autoridade preparadora, quando do pagamento do valor do lançamento, aplique as disposições do artigo 476-A da Instrução Normativa RFB nº 971/09.
(Assinado digitalmente)
Carlos Henrique de Oliveira - Presidente
(Assinado digitalmente)
Daniel Melo Mendes Bezerra - Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Carlos Henrique de Oliveira, Ana Cecília Lustosa da Cruz, Dione Jesabel Wasilewski, José Alfredo Duarte Filho, Marcelo Milton da Silva Risso, Carlos Alberto do Amaral Azeredo, Daniel Melo Mendes Bezerra. Ausente justificadamente Rodrigo Monteiro Loureiro Amorim.
Nome do relator: DANIEL MELO MENDES BEZERRA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201704
camara_s : Segunda Câmara
ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/02/2003 a 30/11/2004 AUTO DE INFRAÇÃO - OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA - OMISSÃO EM GFIP - MULTA - APLICAÇÃO NOS LIMITES DA LEI 8.212/91 C//C LEI 11.941/08 - APLICAÇÃO DA MULTA MAIS FAVORÁVEL - RETROATIVIDADE BENIGNA - NATUREZA DA MULTA APLICADA. A multa nos casos em que há lançamento de obrigação principal e acessórias lavrados após a MP 449/2008, convertida na lei 11.941/2009, mesmo que referente a fatos geradores anteriores a publicação da referida lei, é de ofício.AUTO DE INFRAÇÃO DE OBRIGAÇÃO PRINCIPAL E ACESSÓRIA - COMPARATIVO DE MULTAS - APLICAÇÃO DE PENALIDADE. RETROATIVIDADE BENIGNA. Na superveniência de legislação que estabeleça novos critérios para a apuração da multa por descumprimento de obrigação acessória, faz-se necessário verificar se a sistemática atual é mais favorável ao contribuinte que a anterior. No caso, se mais benéfico ao contribuinte, deverá ser adotada o disciplinado no art. 44, I da Lei no 9.430, de 1996, deduzidos os valores levantados a título de multa nas NFLD correlatas, exceto nas competências cuja obrigação principal foi atingida pela decadência, para as quais a multa ficará reduzida ao valor previsto no art. 32-A da Lei n° 8.212, de 1991.
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Tue May 09 00:00:00 UTC 2017
numero_processo_s : 14489.000237/2008-25
anomes_publicacao_s : 201705
conteudo_id_s : 5718137
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue May 09 00:00:00 UTC 2017
numero_decisao_s : 2201-003.557
nome_arquivo_s : Decisao_14489000237200825.PDF
ano_publicacao_s : 2017
nome_relator_s : DANIEL MELO MENDES BEZERRA
nome_arquivo_pdf_s : 14489000237200825_5718137.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso voluntário, para determinar que a autoridade preparadora, quando do pagamento do valor do lançamento, aplique as disposições do artigo 476-A da Instrução Normativa RFB nº 971/09. (Assinado digitalmente) Carlos Henrique de Oliveira - Presidente (Assinado digitalmente) Daniel Melo Mendes Bezerra - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Carlos Henrique de Oliveira, Ana Cecília Lustosa da Cruz, Dione Jesabel Wasilewski, José Alfredo Duarte Filho, Marcelo Milton da Silva Risso, Carlos Alberto do Amaral Azeredo, Daniel Melo Mendes Bezerra. Ausente justificadamente Rodrigo Monteiro Loureiro Amorim.
dt_sessao_tdt : Tue Apr 04 00:00:00 UTC 2017
id : 6744527
ano_sessao_s : 2017
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:59:18 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713048949558870016
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2070; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C2T1 Fl. 499 1 498 S2C2T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 14489.000237/200825 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2201003.557 – 2ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 04 de abril de 2017 Matéria Contribuições Sociais Previdenciárias Recorrente VIAÇÃO ACARI S/A Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/02/2003 a 30/11/2004 AUTO DE INFRAÇÃO OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA OMISSÃO EM GFIP MULTA APLICAÇÃO NOS LIMITES DA LEI 8.212/91 C//C LEI 11.941/08 APLICAÇÃO DA MULTA MAIS FAVORÁVEL RETROATIVIDADE BENIGNA NATUREZA DA MULTA APLICADA. A multa nos casos em que há lançamento de obrigação principal e acessórias lavrados após a MP 449/2008, convertida na lei 11.941/2009, mesmo que referente a fatos geradores anteriores a publicação da referida lei, é de ofício.AUTO DE INFRAÇÃO DE OBRIGAÇÃO PRINCIPAL E ACESSÓRIA COMPARATIVO DE MULTAS APLICAÇÃO DE PENALIDADE. RETROATIVIDADE BENIGNA. Na superveniência de legislação que estabeleça novos critérios para a apuração da multa por descumprimento de obrigação acessória, fazse necessário verificar se a sistemática atual é mais favorável ao contribuinte que a anterior. No caso, se mais benéfico ao contribuinte, deverá ser adotada o disciplinado no art. 44, I da Lei no 9.430, de 1996, deduzidos os valores levantados a título de multa nas NFLD correlatas, exceto nas competências cuja obrigação principal foi atingida pela decadência, para as quais a multa ficará reduzida ao valor previsto no art. 32A da Lei n° 8.212, de 1991. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso voluntário, para determinar que a autoridade preparadora, quando do pagamento do valor do lançamento, aplique as disposições do artigo 476A da Instrução Normativa RFB nº 971/09. (Assinado digitalmente) AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 14 48 9. 00 02 37 /2 00 8- 25 Fl. 499DF CARF MF Processo nº 14489.000237/200825 Acórdão n.º 2201003.557 S2C2T1 Fl. 500 2 Carlos Henrique de Oliveira Presidente (Assinado digitalmente) Daniel Melo Mendes Bezerra Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Carlos Henrique de Oliveira, Ana Cecília Lustosa da Cruz, Dione Jesabel Wasilewski, José Alfredo Duarte Filho, Marcelo Milton da Silva Risso, Carlos Alberto do Amaral Azeredo, Daniel Melo Mendes Bezerra. Ausente justificadamente Rodrigo Monteiro Loureiro Amorim. Relatório Tratase de Recurso Voluntário interposto pelo sujeito passivo contra o Acórdão nº 1228.484 10ª Turma da DRJ/RJ1 (efls.454/458), que julgou improcedente a impugnação apresentada para desconstituir o seguinte lançamento: Auto de Infração DEBCAD 37.121.7903 lavrado em 29/11/2007 contra a empresa acima identificada, no montante de R$ 369.280,17. Conforme Relatório Fiscal da Infração e da Aplicação da Multa (fls. 15/16), a interessada deixou de informar nas Guias de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social GFIP, remunerações dos segurados empregados e contribuintes individuais que prestaram serviços à Impugnante, no período de 02/2003 a 12/2004, inclusive 13° salário, conforme planilhas anexas às 17/416; Tais omissões constituem infração ao artigo 32, inciso IV e § 5o, da Lei 8.212/1991, combinado com o artigo 225, inciso IV e § 4o, do Regulamento da Previdência Social RPS, aprovado pelo Decreto 3.048/1999. A multa aplicada foi apurada conforme previsto nos artigos 32, § 5o, da Lei 8.212/1991, acrescentados pela Lei 9.528/1997, combinado com os artigos 284, inciso II (Redação alterada pelo Decreto n° 4.729/2003) e 373, do Regulamento da Previdência Social RPS, aprovado pelo Decreto n° 3.048/1999, atualizada pela Portaria MPS/MF n° 142, de 11/04/2007, publicada no DOU de 12/04/2007. Segundo o Relatório Fiscal da Aplicação da Multa restaram configuradas as circunstâncias agravantes da reincidência genérica e específica, prevista no artigo 290, V, do RPS, porém a ocorrência de agravantes, na presente autuação, não produz efeitos no valor da multa. Não ficou demonstrada a ocorrência de circunstância atenuante. Apresentada impugnação às fls. 426/430, em que a ora recorrente alega: Que requer o sobrestamento do exame desse ato, até que se apreciem as defesas interpostas contras as NFLDs37.121.7938, 37.132.2650 e 37.132.2669, eis que o conhecimento da presente depende necessariamente de verificações das existências de fatos delituosos reclamadas nas NFLD apontadas; Que não procede a peça acusatória pelo fato de não haver obrigação de inclusão em GFIP de verbas consideradas como indevidas pela impugnante; Fl. 500DF CARF MF Processo nº 14489.000237/200825 Acórdão n.º 2201003.557 S2C2T1 Fl. 501 3 Requer, por fim, a insubsistência do auto de infração, por não estar legitimada a pretensão do fisco em elementos que venham a sustentar a autuação, protesta pela juntada de documentos. A decisão de primeira instância restou ementada nos termos abaixo: Descumprimento de obrigação acessória. Constitui infração a omissão, em GFIP, de fatos geradores das contribuições previdenciárias. Retroatividade de norma benigna. O cálculo para aplicação da norma mais benéfica ao contribuinte deverá ser efetuado na data da quitação do débito, comparandose a legislação vigente a época da infração com os termos da Lei n° 11.941/2009. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido Cientificada do inteiro teor do acórdão da DRJ em 01/03/2010, a contribuinte interpôs Recurso Voluntário (efls.465/468), tempestivamente, em 29/03/2011, alegando, em síntese, que: O presente processo encontrase intrinsecamente ligado a outras duas NFLD, sendo conexos; portanto, deve ficar sobrestado aguardando o julgamento dos Autos de Infração principais. Deverá ser observada a nova legislação no tocante a aplicação da penalidade. Falta comprovação material do ilícito fiscal praticado pela autuada que ensejasse a exação reclamada, constante da peça acusatória. Há que ser tornado insubsistente o auto de infração que ora se ataca, para declarar sem efeito a multa formal pretendida, com a competente baixa dos seus registros nesse órgão, por não estar legitimada a pretensão do agente do fisco em elementos que venham a sustentar a autuação. Por fim, requer a improcedência do auto de infração na forma acima pleiteada. É o relatório. Voto Daniel Melo Mendes Bezerra, Conselheiro Relator Fl. 501DF CARF MF Processo nº 14489.000237/200825 Acórdão n.º 2201003.557 S2C2T1 Fl. 502 4 Admissibilidade O Recurso Voluntário é tempestivo e preenche aos demais requisitos de admissibilidade, devendo, pois, ser conhecido. Considerações Inicias De início, impende ressaltar que o presente processo está apensado aos dois outros, correspondentes ao descumprimento da obrigação principal, os quais já foram julgados por este Colegiado na presente sessão, tendo como resultado o não provimento do recurso voluntário, com a manutenção do lançamento. Dessa forma, perdeu o objeto o pedido de sobrestamento do presente processo manifestado pela recorrente. Do mérito Em sua razões recursais alega a recorrente que falta a comprovação material do ilícito constante do Relatório Fiscal. Todavia, restaram sobejamente demonstrados todos os fatos geradores omitidos em GFIP. As planilhas e relatórios anexados evidenciam com riqueza de detalhes o descumprimento da obrigação acessória em tela. Verificase nesses documentos os valores omitidos, competência por competência, e a origem dos pagamentos que deixaram de ser declarados, como remuneração a empregados e segurados contribuintes individuais. Não restou dúvida de que a recorrente deixou de registrar em GFIP a totalidade da remuneração pagas ao seus trabalhadores e contribuintes individuais o que constitui infração ao art. 32, IV, § 5o da Lei nº 8.212, de 24.07.91, acrescentado pela Lei nº 9.528, de 10.12.97, combinado com o art. 225, IV e § 4o do Regulamento da Previdência Social RPS, aprovado pelo Decreto nº 3.048, de 06.05.99. De acordo com a legislação vigente à época da ocorrência dos fatos geradores a multa aplicada pela infração praticada foi de R$ 369.280,17, que corresponde a 100% do valor da contribuição devida e não declarada, limitada por competência, em função do número de segurados da empresa, observado o limite mensal previsto no art. 32 da Lei nº 8.212/91, calculada de acordo com a planilha abaixo: Fl. 502DF CARF MF Processo nº 14489.000237/200825 Acórdão n.º 2201003.557 S2C2T1 Fl. 503 5 Cabe, ainda, verificar se o presente lançamento foi confeccionado em consonância com o art. 142 do CTN, in verbis: Art. 142. Compete privativamente à autoridade administrativa constituir o crédito tributário pelo lançamento, assim entendido o procedimento administrativo tendente a verificar a ocorrência do fato gerador da obrigação correspondente, determinar a matéria tributável, calcular o montante do tributo devido, identificar o sujeito passivo e, sendo caso, propor a aplicação da penalidade cabível. Parágrafo único. A atividade administrativa de lançamento é vinculada e obrigatória, sob pena de responsabilidade funcional. Do dispositivo transcrito verificase que um dos requisitos indispensáveis ao lançamento é a verificação da ocorrência do fato gerador. De fato, se o fisco não se desincumbir do ônus de demonstrar que efetivamente a hipótese de incidência tributária se concretizou no mundo fático, o lançamento é imprestável. Todavia, não é essa situação que os autos revelam. O relato da auditoria aponta que o fatos gerador da obrigação acessória é a informação em GFIP de todas as remunerações pagas ou creditadas a segurados empregados e a contribuintes individuais. Nesse sentido, conforme exposto acima, houve infração à legislação previdenciária e, como não é facultado ao servidor público eximirse de aplicar uma lei, a Autoridade Fiscal, ao constatar o descumprimento de obrigação acessória, lavrou corretamente o presente Auto de Infração, em observância ao art. 33 da Lei 8212/99 e art. 293 do Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo Decreto 3.048/99: Art.293. Constatada a ocorrência de infração a dispositivo deste Regulamento, a fiscalização do Instituto Nacional do Seguro Social lavrará, de imediato, autodeinfração com discriminação clara e precisa da infração e das circunstâncias em que foi praticada, dispositivo legal infringido e a penalidade aplicada e os critérios de sua gradação, indicando local, dia, hora de sua lavratura, observadas as normas fixadas pelos órgãos competentes. Contudo, não obstante a correção do auditor fiscal em proceder ao lançamento nos termos dos normativos vigentes à época da lavratura do AI, foi editada a Medida Provisória MP 449/08, que revogou o art. 32, § 6o, da Lei 8.212/91. Da Retroatividade da Legislação mais Benéfica É incontroverso o fato de que uma nova legislação alterou a forma de cálculo da multa cominada para o descumprimento da presente obrigação acessória. Nesses termos, dispõe o art. 106, inciso II, alínea “c”: Art.106 A lei aplicase a ato ou fato pretérito: (...) II tratandose de ato não definitivamente julgado: Fl. 503DF CARF MF Processo nº 14489.000237/200825 Acórdão n.º 2201003.557 S2C2T1 Fl. 504 6 (...) c) quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática. Portanto, tratandose o presente lançamento de ato ainda não julgado quando da edição da MP 449/08, concluise que os critérios por ela estabelecidos, caso sejam mais benéficos ao contribuinte, aplicamse ao Auto de Infração em tela. Dessa forma, caso se constate, no recálculo da multa com a observância do disposto no artigo 35A, da Lei nº 8.212/91, na redação dada pela Lei nº 11.941/09, que o novo valor da penalidade aplicada é mais benéfico à contribuinte, não há como se ignorar o disposto no art. 106, II, “c”, do CTN, concedendose à recorrente a benesse legal. Todavia, agiu com acerto a decisão recorrida ao considerar que o cálculo para aplicação da norma mais benéfica ao contribuinte deverá ser efetuado na data do pagamento do crédito tributário, comparandose a legislação vigente à época da infração, com os novos contornos de aplicação da multa estabelecidos pela Lei n°11.941/2009. Conclusão Diante de todo o exposto, voto por conhecer do recurso voluntário, para no mério em dar provimento parcial ao recurso voluntário, para determinar que a autoridade preparadora, quando do pagamento do valor do lançamento, aplique as disposições do artigo 476A da Instrução Normativa RFB nº 971/09. Daniel Melo Mendes Bezerra Relator Fl. 504DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 10166.722677/2009-18
Turma: Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Jun 14 00:00:00 UTC 2016
Data da publicação: Thu Mar 30 00:00:00 UTC 2017
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/01/2007 a 31/12/2008
PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. INFORMAÇÃO FISCAL PARA CANCELAMENTO DA ISENÇÃO. ALTERAÇÃO LEGISLATIVA. PERDA DO OBJETO. NÃO CONHECIMENTO DO RECURSO VOLUNTÁRIO.
Tendo em vista as alterações legislativas impostas pela Lei nº 12.101/2009 e pelo Decreto nº 7.237/2010, tornou-se desnecessária a lavratura de Informação Fiscal para cancelamento da isenção. Nesse contexto, tendo em vista a perda do objeto do processo, também perde seu objeto o Recurso Voluntário, que não deve ser conhecido.
Numero da decisão: 2202-003.439
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, não conhecer do recurso, por perda de objeto, vencido o Conselheiro Martin da Silva Gesto (Relator), que acolheu a preliminar e declarou a nulidade do acórdão da decisão de primeira instância. Foi designado o Conselheiro Dílson Jatahy Fonseca Neto para redigir o voto vencedor.
(assinado digitalmente)
Marco Aurélio de Oliveira Barbosa - Presidente.
(assinado digitalmente)
Martin da Silva Gesto - Relator.
(assinado digitalmente)
Dilson Jatahy Fonseca Neto - Redator designado.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marco Aurélio de Oliveira Barbosa (Presidente), Martin da Silva Gesto, Márcio Henrique Sales Parada. Junia Roberta Gouveia Sampaio, Dilson Jatahy Fonseca Neto e Rosemary Figueiroa Augusto (Suplente convocada).
Nome do relator: MARTIN DA SILVA GESTO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201606
camara_s : Segunda Câmara
ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/01/2007 a 31/12/2008 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. INFORMAÇÃO FISCAL PARA CANCELAMENTO DA ISENÇÃO. ALTERAÇÃO LEGISLATIVA. PERDA DO OBJETO. NÃO CONHECIMENTO DO RECURSO VOLUNTÁRIO. Tendo em vista as alterações legislativas impostas pela Lei nº 12.101/2009 e pelo Decreto nº 7.237/2010, tornou-se desnecessária a lavratura de Informação Fiscal para cancelamento da isenção. Nesse contexto, tendo em vista a perda do objeto do processo, também perde seu objeto o Recurso Voluntário, que não deve ser conhecido.
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Thu Mar 30 00:00:00 UTC 2017
numero_processo_s : 10166.722677/2009-18
anomes_publicacao_s : 201703
conteudo_id_s : 5704176
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Mar 30 00:00:00 UTC 2017
numero_decisao_s : 2202-003.439
nome_arquivo_s : Decisao_10166722677200918.PDF
ano_publicacao_s : 2017
nome_relator_s : MARTIN DA SILVA GESTO
nome_arquivo_pdf_s : 10166722677200918_5704176.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, não conhecer do recurso, por perda de objeto, vencido o Conselheiro Martin da Silva Gesto (Relator), que acolheu a preliminar e declarou a nulidade do acórdão da decisão de primeira instância. Foi designado o Conselheiro Dílson Jatahy Fonseca Neto para redigir o voto vencedor. (assinado digitalmente) Marco Aurélio de Oliveira Barbosa - Presidente. (assinado digitalmente) Martin da Silva Gesto - Relator. (assinado digitalmente) Dilson Jatahy Fonseca Neto - Redator designado. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marco Aurélio de Oliveira Barbosa (Presidente), Martin da Silva Gesto, Márcio Henrique Sales Parada. Junia Roberta Gouveia Sampaio, Dilson Jatahy Fonseca Neto e Rosemary Figueiroa Augusto (Suplente convocada).
dt_sessao_tdt : Tue Jun 14 00:00:00 UTC 2016
id : 6695455
ano_sessao_s : 2016
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:57:47 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713048949577744384
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 12; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1640; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C2T2 Fl. 644 1 643 S2C2T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10166.722677/200918 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2202003.439 – 2ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 14 de junho de 2016 Matéria CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Recorrente INSTITUIÇÃO ADVENTISTA CENTRAL BRASILEIRA DE EDUCAÇÃO E ASSISTENCIA SOCIAL Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2007 a 31/12/2008 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. INFORMAÇÃO FISCAL PARA CANCELAMENTO DA ISENÇÃO. ALTERAÇÃO LEGISLATIVA. PERDA DO OBJETO. NÃO CONHECIMENTO DO RECURSO VOLUNTÁRIO. Tendo em vista as alterações legislativas impostas pela Lei nº 12.101/2009 e pelo Decreto nº 7.237/2010, tornouse desnecessária a lavratura de Informação Fiscal para cancelamento da isenção. Nesse contexto, tendo em vista a perda do objeto do processo, também perde seu objeto o Recurso Voluntário, que não deve ser conhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, não conhecer do recurso, por perda de objeto, vencido o Conselheiro Martin da Silva Gesto (Relator), que acolheu a preliminar e declarou a nulidade do acórdão da decisão de primeira instância. Foi designado o Conselheiro Dílson Jatahy Fonseca Neto para redigir o voto vencedor. (assinado digitalmente) Marco Aurélio de Oliveira Barbosa Presidente. (assinado digitalmente) Martin da Silva Gesto Relator. (assinado digitalmente) AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 16 6. 72 26 77 /2 00 9- 18 Fl. 644DF CARF MF 2 Dilson Jatahy Fonseca Neto Redator designado. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marco Aurélio de Oliveira Barbosa (Presidente), Martin da Silva Gesto, Márcio Henrique Sales Parada. Junia Roberta Gouveia Sampaio, Dilson Jatahy Fonseca Neto e Rosemary Figueiroa Augusto (Suplente convocada). Relatório Tratase de Recurso Voluntário interposto nos autos do processo nº 10166.722677/200918, em face do acórdão nº 0343.443, julgado pela 5ª. Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Brasília (DRJ/BSB), no qual os membros daquele colegiado entenderam por julgar improcedente a impugnação (defesa) apresentada pela contribuinte. Por bem descrever os fatos, adoto o relatório da DRJ de origem, que assim os relatou: Trata o presente processo de Informação Fiscal, que tem por objeto o cancelamento da isenção previdenciária da cota patronal, em desfavor da INSTITUIÇÃO ADVENTISTA CENTRAL BRASILEIRA DE EDUCAÇÃO E ASSISTÊNCIA SOCIAL IACBEAS, por descumprimento do art. 55, inciso II, da Lei n. 8.212/91, c/c art. 206, inciso III, do Regulamento da Previdência Social RPS, aprovado pelo Decreto nº 3.048/99, bem como o art. 2º, §3º da Lei n. 11.457/07. Segundo a referida Informação Fiscal, a IACBEAS é constituída numa associação beneficente de assistência social de fins filantrópicos, assistenciais, educacionais e culturais, que, embora jurídica e administrativamente autônoma, é uma entidade mantida pela União Centro Oeste Brasileira da Igreja Adventista do Sétimo Dia. Relata o Auditor Fiscal que a IACBEAS não possuía, no período fiscalizado, o Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social – CEAS, fornecido pelo Conselho Nacional de Assistência Social – CNAS, válido e regularmente emitido. Que, da análise da documentação solicitada por meio do Termo de Início de Procedimento Fiscal – TIPF, datado de 24/09/2009 e Termo de Intimação Fiscal n.º 01, de 13/10/2009, verificou que a entidade apresentou, intempestivamente, o pedido de renovação de seu Certificado, válido para o triênio 2003/2006. A renovação do Certificado foi requerida em 24/10/2007, e, na forma do art. 37 da Medida Provisória n. 446, de 07/11/2008, foi o Certificado renovado pelo CNAS, mediante publicação da Resolução n. 07, com validade deferida a partir de 24/10/2007. Dessa forma, mesmo tendo o CNAS deferido o Certificado, não tem validade para continuação da isenção previdenciária, pois foi requerido após o período de vigência do certificado anterior, Fl. 645DF CARF MF Processo nº 10166.722677/200918 Acórdão n.º 2202003.439 S2C2T2 Fl. 645 3 numa clara infração à legislação de regência (Art. 1°, § 2° e §3º do Decreto 2.536/98), que prevê que a validade do CEAS somente se dará a partir do termo final do prazo de validade do certificado anterior se a renovação for requerida tempestivamente, ou seja, até o último dia de sua validade. De outra forma, a renovação não deveria retroagir, fazendo com que sua validade se dê somente a partir da publicação do ato que a deferir, como se fosse novo pedido de concessão. Assim, a IACBEAS descumpriu o requisito contido no art. 55, inciso II, da Lei n. 8.212/91, tendo em vista que, a partir do dia 01/01/2007, não possuía Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social válido, não fazendo jus à isenção das contribuições previdenciárias, também, a partir dessa data. DA IMPUGNAÇÃO Tempestivamente, a autuada apresentou a impugnação de fls. 97/111, com as seguintes alegações, em apertada síntese: Alega a Impugnante que não houve de sua parte qualquer infringência à legislação que trata da obtenção da isenção das contribuições previdenciárias e que, em momento algum, foi apontado, no procedimento fiscal, o dispositivo legal que teria sido violado, que pudesse ensejar o cancelamento do Ato Declaratório que concedeu a isenção; Prossegue argumentando que a circunstância que denotou a Informação Fiscal foi a intempestividade do pedido de renovação do CEAS, para o período subsequente de 2007/2010; Que a intempestividade no pedido de renovação do CEAS não pode ser motivo para o cancelamento do Ato Declaratório, pelo simples fato de não estar elencado nos dispositivos legais que cuidam de normatizar a matéria; Prova disso foi a concessão da renovação do CEAS à defendente pelo Conselho Nacional de Assistência Social, a partir de 24.10.2007, momento em que apresentou seu pedido de renovação, fato que ocorreu, lamentavelmente, por mera falha administrativa; Ressalta que, em todos os órgãos governamentais, a entidade adventista está perfeitamente regular em relação à sua filantropia e que, no período de 31/12/2006 a 24/10/2007, não deixou de exercer na plenitude ou se descuidou de suas obrigações em relação às atividades beneficentes, assistenciais, educacionais, culturais e filantrópicas, como vem fazendo desde 26 de janeiro de 1921, quando recebeu o seu Certificado de Entidade de Fins Filantrópicos e que vem sendo renovado desde então; Cita o Parecer/CJ n. 2.575, cuja ementa dispõe que “A simples intempestividade do pedido de renovação do CEBAS não é causa Fl. 646DF CARF MF 4 para seu indeferimento de pronto. Inteligência do art. 3º do Decreto n. 3.536, de 1998”. Que, com a aprovação do citado parecer pelo Ministro do MPAS, o Conselho Nacional de Assistência Social – CNAS editou a Resolução n. 155/02, regulamentando, entre outros assuntos, os efeitos da renovação do CEAS, a partir da data de seu efetivo pedido, mesmo que tenha ocorrido intempestivamente; Requer, ao final, a aceitação de sua defesa, para desconsiderar o pedido de cancelamento do Ato Decisório da Concessão de Isenção da entidade defendente; seja considerado o período de 31/12/2006 a 24/10/2007 como de efetivo cumprimento das obrigações em relação às atividades beneficentes ou, alternativamente, no caso de indeferimento do item “b”, seja concedida a possibilidade de parcelamento do valor devido, na forma da legislação de regência. A 5ª. Turma da DRJ/BSB entendeu pela improcedência da impugnação (defesa) apresentada pela contribuinte. Inconformada, a contribuinte interpôs Recurso Voluntário, em fls. 623/640, , onde são reiterados os argumentos já lançados na impugnação, bem como alega em preliminar que a decisão da DRJ é nula, pois deveria ter sido o processo julgado pela Delegacia da Receita Federal do Brasil. É o relatório. Voto Vencido Conselheiro Martin da Silva Gesto Relator O recurso voluntário foi apresentado dentro do prazo legal, reunindo, ainda, os demais requisitos de admissibilidade. Portanto, dele conheço. Preliminar Primeiramente, quanto a preliminar invocada que a decisão da é nula, sustenta a contribuinte que a DRJ de origem não seria competente para julgar a condição isentiva, mas sim que caberia a Delegacia da Receita Federal do Brasil. Estabelece a Lei 12.101/09 que: Do Reconhecimento e da Suspensão do Direito à Isenção Art. 31. O direito à isenção das contribuições sociais poderá ser exercido pela entidade a contar da data da publicação da concessão de sua certificação, desde que atendido o disposto na Seção I deste Capítulo. Art. 32. Constatado o descumprimento pela entidade dos requisitos indicados na Seção I deste Capítulo, a fiscalização da Secretaria da Receita Federal do Brasil lavrará o auto de Fl. 647DF CARF MF Processo nº 10166.722677/200918 Acórdão n.º 2202003.439 S2C2T2 Fl. 646 5 infração relativo ao período correspondente e relatará os fatos que demonstram o não atendimento de tais requisitos para o gozo da isenção. § 1o Considerarseá automaticamente suspenso o direito à isenção das contribuições referidas no art. 31 durante o período em que se constatar o descumprimento de requisito na forma deste artigo, devendo o lançamento correspondente ter como termo inicial a data da ocorrência da infração que lhe deu causa. § 2o O disposto neste artigo obedecerá ao rito do processo administrativo fiscal vigente. (grifouse) Na época estava vigente a Portaria MF nº 587/2010 (Revogada pela Portaria MF nº 203, de 14 de maio de 2012), que assim disciplinava a competência das Delegacias da Receita Federal do Brasil de Julgamento DRJ: Art. 229. Às Delegacias da Receita Federal do Brasil de Julgamento DRJ, com jurisdição nacional, compete conhecer e julgar em primeira instância, após instaurado o litígio, especificamente, impugnações e manifestações de inconformidade em processos administrativos fiscais: I de determinação e exigência de créditos tributários, inclusive devidos a outras entidades e fundos, e de penalidades; II de infrações à legislação tributária das quais não resulte exigência do crédito tributário; III relativos a exigência de direitos antidumping, compensatórios e de salvaguardas comerciais; e IV contra apreciações das autoridades competentes em processos relativos a restituição, compensação, ressarcimento, reembolso, imunidade, suspensão, isenção e redução de alíquotas de tributos, Pedido de Revisão de Ordem de Incentivos Fiscais (PERC), indeferimento de opção pelo Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte (Simples) e pelo Regime Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e Contribuições devidos pelas Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Simples Nacional), e exclusão do Simples e do Simples Nacional. (grifouse) Por sua vez, nos termos da Portaria MF nº 587/2000, competia as Delegacias da Receita Federal do Brasil DRF: Fl. 648DF CARF MF 6 Art. 220. Às Delegacias da Receita Federal do Brasil DRF, Alfândegas da Receita Federal do Brasil ALF e Inspetorias da Receita Federal do Brasil IRF de Classes "Especial A", "Especial B" e "Especial C", quanto aos tributos administrados pela RFB, inclusive os destinados a outras entidades e fundos, compete, no âmbito da respectiva jurisdição, no que couber, desenvolver as atividades de arrecadação, controle e recuperação do crédito tributário, de análise dos dados de arrecadação e acompanhamento dos maiores contribuintes, de atendimento e interação com o cidadão, de comunicação social, de fiscalização, de controle aduaneiro, de tecnologia e segurança da informação, de programação e logística, de gestão de pessoas, de planejamento, avaliação, organização, modernização, e, especificamente: [...] X executar as atividades relacionadas à restituição, compensação, reembolso, ressarcimento, redução e reconhecimento de imunidade e isenção tributária, inclusive as relativas a outras entidades e fundos; [...] (grifouse) Ainda, destaco que quando a contribuinte foi intimada da Informação Fiscal, foi lhe deferido prazo para "apresentar diretamente à autoridade fiscal representante as alegações e provas que entender necessárias, conforme o art. 206 § 8ª, inciso II, do RPS (Decreto 3.048/99)''. Também consta no referido documento que "a presente Informação Fiscal será então encaminhada à autoridade hierarquicamente superior, em conformidade com o disposto no art. 206 § 8ª, inciso II, do RPS (Decreto 3.048/99) e no art. 305, § 1º da IN SRP 03/2005 para decisão". O art. 206 do Decreto 3.048/99 foi revogado posteriormente pelo Decreto nº 7.237, de 20 de Julho de 2010, todavia assim constava a redação deste: § 8º O Instituto Nacional do Seguro Social cancelará a isenção da pessoa jurídica de direito privado beneficente que não atender aos requisitos previstos neste artigo, a partir da data em que deixar de atendêlos, observado o seguinte procedimento: [...] II a pessoa jurídica de direito privado beneficente será cientificada do inteiro teor da Informação Fiscal, sugestões e conclusões emitidas pelo Instituto Nacional do Seguro Social e terá o prazo de quinze dias para apresentação de defesa e produção de provas; Quanto a Instrução Normativa MPS/SRP nº 03/2005 mencionada na Informação Fiscal, assim disciplina os artigos 305 e 306: Seção II Cancelamento da Isenção Fl. 649DF CARF MF Processo nº 10166.722677/200918 Acórdão n.º 2202003.439 S2C2T2 Fl. 647 7 Art. 305. A SRP verificará se a entidade beneficente de assistência social continua atendendo aos requisitos necessários à manutenção da isenção, previstos no art. 299. § 1º Constatado o nãocumprimento dos requisitos contidos no art. 299, a fiscalização emitirá Informação Fiscal IF, na qual relatará os fatos, as circunstâncias que os envolveram e os fundamentos legais descumpridos, juntando as provas ou indicando onde essas possam ser obtidas. § 2º A entidade será cientificada do inteiro teor da IF e terá o prazo de quinze dias, a contar da data da ciência, para apresentação de defesa, com a produção de provas ou não, que deverá ser protocolizada em qualquer UARP da DRP circunscricionante do seu estabelecimento centralizador. § 3º Decorrido o prazo previsto no § 2º deste artigo, sem manifestação da parte interessada, caberá à chefia do Serviço/Seção de Arrecadação da DRP decidir acerca da emissão do Ato Cancelatório de Isenção AC. § 4º Caso a defesa seja apresentada, o Serviço/Seção de Análise da DRP decidirá acerca da emissão ou não do Ato Cancelatório de Isenção AC. § 5º Sendo a decisão do Serviço/Seção de Análise da DRP favorável à emissão do Ato Cancelatório de Isenção, a chefia do Serviço/Seção de Arrecadação da DRP emitirá o documento, o qual será remetido, juntamente com a decisão que lhe deu origem, à entidade interessada. § 6º A entidade perderá o direito de gozar da isenção das contribuições sociais a partir da data em que deixar de cumprir os requisitos contidos no art. 299, devendo essa data constar do Ato Cancelatório de Isenção. § 7º Cancelada a isenção, a entidade terá o prazo de trinta dias contados da ciência da decisão e do Ato Cancelatório da Isenção para interpor recurso com efeito suspensivo ao CRPS. Art. 306. A chefia do Serviço/Seção de Arrecadação ou de Análise da DRP, decidindo pela manutenção da isenção, recorrerá de ofício à autoridade administrativa imediatamente superior, nos termos da alínea “b” do inciso II do art. 366 do RPS. (Nova redação dada pela IN MPS/SRP nº 23, de 30/04/2007) Em razão da revogação do artigo 206, assim constou no Decreto 7.237/2010 quanto as disposições transitórias, conforme art. 45 da referida legislação: Art. 45. Os processos para cancelamento de isenção não definitivamente julgados em curso no âmbito do Ministério da Fazenda serão encaminhados à unidade competente daquele órgão para verificação do cumprimento dos requisitos da isenção na forma do rito estabelecido no art. 32 da Lei no 12.101, de 2009, aplicada a legislação vigente à época do fato gerador. Fl. 650DF CARF MF 8 (grifouse) Ainda, trata a Lei nº 9.430/96 sobre o assunto, com a seguinte redação: Capítulo IV PROCEDIMENTOS DE FISCALIZAÇÃO Seção I Suspensão da Imunidade e da Isenção Art. 32. A suspensão da imunidade tributária, em virtude de falta de observância de requisitos legais, deve ser procedida de conformidade com o disposto neste artigo. § 1º Constatado que entidade beneficiária de imunidade de tributos federais de que trata a alínea c do inciso VI do art. 150 da Constituição Federal não está observando requisito ou condição previsto nos arts. 9º, § 1º, e 14, da Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966 Código Tributário Nacional, a fiscalização tributária expedirá notificação fiscal, na qual relatará os fatos que determinam a suspensão do benefício, indicando inclusive a data da ocorrência da infração. § 2º A entidade poderá, no prazo de trinta dias da ciência da notificação, apresentar as alegações e provas que entender necessárias. § 3º O Delegado ou Inspetor da Receita Federal decidirá sobre a procedência das alegações, expedindo o ato declaratório suspensivo do benefício, no caso de improcedência, dando, de sua decisão, ciência à entidade. § 4º Será igualmente expedido o ato suspensivo se decorrido o prazo previsto no § 2º sem qualquer manifestação da parte interessada. § 5º A suspensão da imunidade terá como termo inicial a data da prática da infração. § 6º Efetivada a suspensão da imunidade: I a entidade interessada poderá, no prazo de trinta dias da ciência, apresentar impugnação ao ato declaratório, a qual será objeto de decisão pela Delegacia da Receita Federal de Julgamento competente; II a fiscalização de tributos federais lavrará auto de infração, se for o caso. § 7º A impugnação relativa à suspensão da imunidade obedecerá às demais normas reguladoras do processo administrativo fiscal. § 8º A impugnação e o recurso apresentados pela entidade não terão efeito suspensivo em relação ao ato declaratório contestado. Fl. 651DF CARF MF Processo nº 10166.722677/200918 Acórdão n.º 2202003.439 S2C2T2 Fl. 648 9 § 9º Caso seja lavrado auto de infração, as impugnações contra o ato declaratório e contra a exigência de crédito tributário serão reunidas em um único processo, para serem decididas simultaneamente. § 10. Os procedimentos estabelecidos neste artigo aplicamse, também, às hipóteses de suspensão de isenções condicionadas, quando a entidade beneficiária estiver descumprindo as condições ou requisitos impostos pela legislação de regência. § 11. Somente se inicia o procedimento que visa à suspensão da imunidade tributária dos partidos políticos após trânsito em julgado de decisão do Tribunal Superior Eleitoral que julgar irregulares ou não prestadas, nos termos da Lei, as devidas contas à Justiça Eleitoral. (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009) (Revogado pela Lei nº 13.165, de 2015) § 12. A entidade interessada disporá de todos os meios legais para impugnar os fatos que determinam a suspensão do benefício. (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009) Deste modo, verificase que carece o presente processo de decisão de autoridade competente que tenha analisado o suspensão da isenção, decisão esta que competia a Delegacia da Receita Federal do Brasil DRF. Logo, havendo o julgamento da DRJ sem o prévio julgamento pela autoridade competente (no caso, da DRF), da defesa apresentada pela contribuinte quanto a Informação Fiscal, temse que há supressão de instância no presente processo. Assim, impossível analisar o mérito dos demais processos a este conexo sem violação ao devido processo legal. Face a isto, compreendo que deve ser acolhida a preliminar de nulidade da decisão, declarandose nulo o acórdão recorrido, determinandose que os autos sejam remetidos a Delegacia da Receita Federal do Brasil de origem para que a autoridade competente realize o julgamento da defesa da contribuinte. Por consequência, em razão da conexão existente entre este e os processos de nº 10166.722593/201018, 10166.722596/201043 e 10166.722597/201098, devem ser estes todos apreciados em julgamento simultâneo. Tal compreensão decorre do disposto no §9º do art. 32 da Lei nº 9.430/96, o qual prevê julgamento simultâneo destes processos: "Caso seja lavrado auto de infração, as impugnações contra o ato declaratório e contra a exigência de crédito tributário serão reunidas em um único processo, para serem decididas simultaneamente". Portanto, após a DRF apreciar a defesa da contribuinte de fls. 97/111 e, na hipótese de ela ser improcedente (no todo ou em parte) contra esta decisão seja apresentada impugnação àa DRJ, deverá ocorrer julgamento simultâneo deste processo com os demais acima relacionados (nºs 10166.722593/201018, 10166.722596/201043 e 10166.722597/2010 98). Assim, os processos conexos devem ficar sobrestados na DRJ de origem até que a Delegacia da Receita Federal do Brasil de origem demonstre que deu ciência à contribuinte do resultado do julgamento, realizado por ela (DRF), da defesa de fls. 97/111, devendo a DRJ Fl. 652DF CARF MF 10 após o decurso do prazo da contribuinte para impugnar, pautar o 4 (quatro) processos para julgamento simultâneo. Salientase que a presente decisão acarretará em nulidade dos acórdãos da DRJ dos processos conexos, pois impossível eles serem analisados simultaneamente, face a supressão de instância em um deles. Conclusão Ante o exposto, voto no sentido de dar provimento ao recurso, para acolher a preliminar e declarar a nulidade do acórdão da DRJ/BSB ora recorrido, determinandose que os autos sejam remetidos a Delegacia da Receita Federal do Brasil de origem para que a autoridade competente realize o julgamento da defesa da contribuinte, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Martin da Silva Gesto Relator Voto Vencedor Conselheiro Dilson Jatahy Fonseca Neto Redator designado Em que pese o bem fundamento voto do ilustre Conselheiro Relator, peço vênia para divergir em relação à admissibilidade do Recurso Voluntário, uma vez que houve perda do seu objeto por mudança superveniente da legislação. Para chegar a essa conclusão, convém realizar um breve levantamento cronológico dos fatos: · A Informação Fiscal IF (fls. 3/10) foi lavrada em 10/11/2009, sendo cientificada à Contribuinte em 11/10/2009 (fl. 10). · Foi apresentada defesa (fls. 97/106) à IF em 25/11/2009;. · Em 30/11/2009 foi publicada a Lei nº 12.101/2009, que revogou o art. 55 da Lei nº 8.212/1991, e estabeleceu o seguinte: Art. 32. Constatado o descumprimento pela entidade dos requisitos indicados na Seção I deste Capítulo, a fiscalização da Secretaria da Receita Federal do Brasil lavrará o auto de infração relativo ao período correspondente e relatará os fatos que demonstram o não atendimento de tais requisitos para o gozo da isenção. § 1o Considerarseá automaticamente suspenso o direito à isenção das contribuições referidas no art. 31 durante o período em que se constatar o descumprimento de requisito na forma deste artigo, Fl. 653DF CARF MF Processo nº 10166.722677/200918 Acórdão n.º 2202003.439 S2C2T2 Fl. 649 11 devendo o lançamento correspondente ter como termo inicial a data da ocorrência da infração que lhe deu causa. § 2o O disposto neste artigo obedecerá ao rito do processo administrativo fiscal vigente. · Em 21/11/2010 foi publicado o Decreto nº 7.237/2010, que regulamentou a Lei nº 12.101/2009, e determinou o seguinte: Art. 42. Constatado o descumprimento de requisito estabelecido pelo art. 40, a fiscalização da Secretaria da Receita Federal do Brasil lavrará auto de infração relativo ao período correspondente, devendo relatar os fatos que demonstram o não atendimento de tais requisitos para o gozo da isenção. § 1o Durante o período a que se refere o caput, a entidade não terá direito à isenção, e o lançamento correspondente terá como termo inicial a data de ocorrência da infração que lhe deu causa. § 2o A entidade poderá impugnar o auto de infração no prazo de trinta dias, contados de sua intimação. § 3o O julgamento do auto de infração e a cobrança do crédito tributário seguirão o rito estabelecido pelo Decreto no 70.235, de 6 de março de 1972. (...) Art. 45. Os processos para cancelamento de isenção não definitivamente julgados em curso no âmbito do Ministério da Fazenda serão encaminhados à unidade competente daquele órgão para verificação do cumprimento dos requisitos da isenção na forma do rito estabelecido no art. 32 da Lei no 12.101, de 2009, aplicada a legislação vigente à época do fato gerador. Importa registrar que esse Decreto foi revogado pelo Decreto nº 8.242/2014 que, entretanto, manteve os mesmos comandos em seus arts. 48 e 50. · O processo foi então encaminhado para a Divisão de Fiscalização da DRF, com o propósito de atender aos comandos supratranscritos (fl. 604). Nesse contexto, o presente processo foi apensado ao processo nº 10166.722596/201043 em 11/05/2011 (fl. 512). Este outro processo, que tem por objeto o AI DEBCAD nº 37.246.7844, consolidado em 23/11/2010, é onde se discute a efetiva existência de crédito tributário. · Somente em 07/06/2011, após a alteração da legislação e a lavratura do auto de infração, é que foi proferido o acórdão nº 03.43.443 (fls. 613/619), da DRJ/BSB, ora recorrido. Fl. 654DF CARF MF 12 · Enfim, cientificada, a Contribuinte apresentou o Recurso Voluntário em 18/07/2011 (fls. 623/640). Em outras palavras, o processo ora sob julgamento versa sobre uma Informação Fiscal que objetivava a isenção da Contribuinte. Adequada a sua lavratura à época. Contudo, com a mudança da legislação, e tendo em vista a regra insculpida no art. 144, §1º, do CTN, tornouse despicienda a sua feitura, posto que os fatos que justificam a constituição de crédito tributário devem vir descritos no próprio Auto de Infração. O que é mais, a Contribuinte foi cientificada e apresentou a sua defesa no âmbito do processo nº 10166.722596/201043, ao qual está apensando o presente processo, e que inclusive também está em julgamento nessa Turma. Enfim, tendo em vista tudo quanto afirmado acima, entendo que a Informação Fiscal perdeu seu objeto, uma vez que a análise do cancelamento da isenção deve ser feita diretamente nos Autos de Infração. Consequentemente, também perdeu seu objeto o Recurso Voluntário que busca combatêla. Dispositivo Diante de tudo quanto exposto, voto por não conhecer do Recurso Voluntário por perda do objeto. (assinado digitalmente) Dilson Jatahy Fonseca Neto Redator designado Fl. 655DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 10805.720071/2015-13
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Feb 22 00:00:00 UTC 2017
Data da publicação: Tue Mar 21 00:00:00 UTC 2017
Numero da decisão: 3401-001.134
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
RESOLVEM os membros do Colegiado, por maioria de votos, converter o julgamento em diligência, para fins de apuração do crédito tido como extemporâneo, e verificação de sua eventual utilização em outros períodos, vencidos os Conselheiros Eloy Eros da Silva Nogueira, André Henrique Lemos e Rodolfo Tsuboi, que propunham o julgamento do processo, no estado em que se encontra.
Rosaldo Trevisan Presidente
Fenelon Moscoso de Almeida Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros Rosaldo Trevisan, Robson José Bayerl, Augusto Fiel Jorge DOliveira, Eloy Eros da Silva Nogueira, André Henrique Lemos, Fenelon Moscoso de Almeida, Rodolfo Tsuboi e Leonardo Ogassawara de Araújo Branco.
Nome do relator: FENELON MOSCOSO DE ALMEIDA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201702
camara_s : Quarta Câmara
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Tue Mar 21 00:00:00 UTC 2017
numero_processo_s : 10805.720071/2015-13
anomes_publicacao_s : 201703
conteudo_id_s : 5700403
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Mar 24 00:00:00 UTC 2017
numero_decisao_s : 3401-001.134
nome_arquivo_s : Decisao_10805720071201513.PDF
ano_publicacao_s : 2017
nome_relator_s : FENELON MOSCOSO DE ALMEIDA
nome_arquivo_pdf_s : 10805720071201513_5700403.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. RESOLVEM os membros do Colegiado, por maioria de votos, converter o julgamento em diligência, para fins de apuração do crédito tido como extemporâneo, e verificação de sua eventual utilização em outros períodos, vencidos os Conselheiros Eloy Eros da Silva Nogueira, André Henrique Lemos e Rodolfo Tsuboi, que propunham o julgamento do processo, no estado em que se encontra. Rosaldo Trevisan Presidente Fenelon Moscoso de Almeida Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Rosaldo Trevisan, Robson José Bayerl, Augusto Fiel Jorge DOliveira, Eloy Eros da Silva Nogueira, André Henrique Lemos, Fenelon Moscoso de Almeida, Rodolfo Tsuboi e Leonardo Ogassawara de Araújo Branco.
dt_sessao_tdt : Wed Feb 22 00:00:00 UTC 2017
id : 6688662
ano_sessao_s : 2017
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:57:26 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713048949592424448
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 8; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1281; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C4T1 Fl. 1.381 1 1.380 S3C4T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10805.720071/201513 Recurso nº Voluntário Resolução nº 3401001.134 – 4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Data 22 de fevereiro de 2017 Assunto SOLICITAÇÃO DE DILIGÊNCIA AUTO DE INFRAÇÃO PIS/PASEP COFINS NÃOCUMULATIVAS Recorrente INDÚSTRIA DE MÓVEIS BARTIRA LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. RESOLVEM os membros do Colegiado, por maioria de votos, converter o julgamento em diligência, para fins de apuração do crédito tido como extemporâneo, e verificação de sua eventual utilização em outros períodos, vencidos os Conselheiros Eloy Eros da Silva Nogueira, André Henrique Lemos e Rodolfo Tsuboi, que propunham o julgamento do processo, no estado em que se encontra. Rosaldo Trevisan – Presidente Fenelon Moscoso de Almeida – Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Rosaldo Trevisan, Robson José Bayerl, Augusto Fiel Jorge D’Oliveira, Eloy Eros da Silva Nogueira, André Henrique Lemos, Fenelon Moscoso de Almeida, Rodolfo Tsuboi e Leonardo Ogassawara de Araújo Branco. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 08 05 .7 20 07 1/ 20 15 -1 3 Fl. 1381DF CARF MF Processo nº 10805.720071/201513 Resolução nº 3401001.134 S3C4T1 Fl. 1.382 2 Relatório Versa o presente sobre Autos de Infração, lavrados em 20/01/2015 (fls.1 1276/ 1287) e cientificados em 21/01/2015 (TERMO à fl. 1290/1291) para exigência de Contribuição para o PIS/PASEP e COFINS nãocumulativas e acréscimos legais, no período de 01/2010 a 12/2010, no valor original de R$26.725.493,59, por insuficiências de recolhimentos, conforme TERMO DE VERIFICAÇÃO FISCAL TVF (fls. 1260/1275), em apertada síntese, decorrentes de glosas de créditos: extemporâneos de aquisições realizadas entre 03/2005 e 03/2007, por ausência de apuração, nas DACON dos respectivos períodos de apurações originais; e de encargos de depreciação de bens do ativo imobilizado, por ausência de provas, da aquisição e ativação, quando as notas fiscais e livros contábeis não foram apresentadas, ou indicavam que eram usados. Quanto às glosas de créditos extemporâneos, a acusação fiscal consubstanciase em ter constatado, in verbis: "No curso da fiscalização, analisandose os DACON do ano de 2010 enviadas [Dacon], verificouse que o contribuinte descontou nos meses de janeiro a dezembro de 2010, além dos créditos do próprio período de apuração, créditos de PIS/PASEP e COFINS de 2005 a março de 2007, conforme é demonstrado no quadro abaixo: (...) Todavia, analisandose os DACON desses mesmos meses, ou seja, março de 2005 a março de 2007 [Dacon] verificouse que nestes não havia saldo de créditos a descontar, vez que os totais dos créditos apurados foram descontados no próprio mês, ou no máximo, no mês subseqüente, conforme pode ser observado no quadro a seguir: (...) Diante do exposto, o contribuinte foi intimado, através do item 4 do Termo de Intimação Fiscal n° 2, a apresentar justificativa para o desconto, nos DACON de 2010, de créditos de períodos anteriores, que não foram declarados nos DACON dos respectivos períodos de apuração (...) Em resposta a esse item da intimação, após duas solicitações de prorrogação de prazo [...], o contribuinte apresentou informação com 26 páginas, além documentos anexos [...], na qual, em síntese, esse assevera que: i) Os créditos intimados pela fiscalização eram, de fato, extemporâneos, e se referiam ao período de março de 2005 a março de 2007; ii) Os créditos eram referentes a: aquisição de bens utilizados como insumos, despesas com combustíveis e lubrificantes, manutenção de máquinas, aquisição de serviços de terceiros, e aquisição de imobilizado iii) O contribuinte não retificou os DACON dos respectivos de apuração para inserção desses créditos apurados a posteriori; [...] Assim, para utilização dos valores de créditos apurados a posteriori, o contribuinte deveria retificar os DACON dos períodos de apuração 1 Todos os números de folhas indicados neste documento referemse à numeração eletrônica do eprocesso. Fl. 1382DF CARF MF Processo nº 10805.720071/201513 Resolução nº 3401001.134 S3C4T1 Fl. 1.383 3 desses créditos, ou seja, o contribuinte deveria ter retificado os DACON do período de março de 2005 a março de 2007. [...] Por último, o contribuinte alegou, em sua resposta, que o direito ao crédito das contribuições não nasce da retificação dos DACON e que o descumprimento de obrigações acessórias não poderia ter implicação nas obrigações principais Cabe aclarar que atividade de fiscalização é vinculada à legislação tributária (...)" Quanto às glosas de encargos de depreciação de bens do ativo imobilizado, a acusação fiscal afirma, in verbis: "Desse modo, por não ter apresentado os documentos fiscais que serviram de base para apropriação de créditos das contribuições com base nos encargos de depreciação, esses créditos também foram glosados pela fiscalização. Ainda efetuando a analise dos documentos apresentados, a fiscalização verificou que algumas das notas fiscais apresentadas se referiam a aquisição de bens usados (...). Ocorre que a Instrução Normativa SRF n° 457/2004, em eu artigo 1°, §3°, II abaixo transcrito, veda a apropriação de créditos de depreciação no caso de aquisição bens usados." (grifei) A empresa apresenta a Impugnação em 18/02/2015 (fls. 1295/1308), no mérito alega, quanto a glosas de créditos extemporâneos, ser permitido tomar créditos de períodos anteriores consoante o §4º, do artigo 3º, da Lei nº 10.637/2002 e §4º, do artigo 3º, da Lei nº 10.833/2003, bastando respeitar o prazo decadencial; que nada na legislação permite inferir obrigatoriedade de retificação do DACON; que o art. 10, da IN/RFB nº 1.015/10, apenas assegura a retificabilidade dos DACON, não condicionando o aproveitamento futuro de créditos à prévia retificação do demonstrativo; que a legislação não institui a obrigatoriedade de retificação das declarações da época para o reconhecimento dos créditos respectivos; que a autuação foi motivada na tese de que os DACON da época haviam de ser retificados; que não há que se inquirir da higidez dos créditos glosados por quaisquer outras razões; que amparase na teoria dos motivos determinantes, estando a administração fazendária proibida de alterar as razões de um ato; alega, ainda, quanto as glosas de créditos de encargos de depreciação de bens do ativo imobilizado, que o conhecimento de transporte é documento indiciário absolutamente idôneo da efetiva aquisição dos bens; que exigir unicamente a nota fiscal como prova apta da aquisição é formalismo excessivo e sem fundamento; que não há na Lei nº 10.833/03 nenhuma restrição de creditamento na aquisição de bens usados; por fim alega a inaplicabilidade do juros de mora sobre a multa de ofício, entendendo que para os art. 161, do CTN, e art. 61, da Lei nº 9.430/96, os juros moratórios incidem somente sobre o valor da obrigação tributária principal; requer o cancelamento integral da autuação; e, subsidiariamente, o afastamento, ao menos, dos juros moratórios sobre a multa de ofício. A decisão de primeira instância, proferida em 29/01/2016 (fls. 1319/1347) foi pela procedência integral do lançamento, nos termos da ementa abaixo reproduzida: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Anocalendário: 2010 APROVEITAMENTO DE CRÉDITOS EXTEMPORÂNEOS. NECESSIDADE DE RETIFICAÇÃO DE DACONs. Fl. 1383DF CARF MF Processo nº 10805.720071/201513 Resolução nº 3401001.134 S3C4T1 Fl. 1.384 4 Na eventualidade de se apurar extemporaneamente crédito decorrente da sistemática de nãocumulatividade da Contribuição ao Pis/Pasep, os DACONs referentes aos períodos originários dos créditos deverão ser retificados, respeitado o prazo decadencial de cinco anos e atendidas as demais exigências da legislação de regência. ENCARGOS DE DEPRECIAÇÃO. NÃO COMPROVAÇÃO DO DIREITO AO CRÉDITO. Devem ser glosados os créditos decorrentes de encargos de depreciação quando não apresentada a nota fiscal de aquisição e a correspondente ativação do bem no ativo imobilizado da empresa. ENCARGOS DE DEPRECIAÇÃO. AQUISIÇÃO DE BEM USADO. A aquisição de bens usados não dá direito a utilização de créditos de encargos de depreciação na apuração do PIS nãocumulativo. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Anocalendário: 2010 APROVEITAMENTO DE CRÉDITOS EXTEMPORÂNEOS. NECESSIDADE DE RETIFICAÇÃO DE DACONs. Na eventualidade de se apurar extemporaneamente crédito decorrente da sistemática de nãocumulatividade da Cofins, os DACONs referentes aos períodos originários dos créditos deverão ser retificados, respeitado o prazo decadencial de cinco anos e atendidas as demais exigências da legislação de regência. ENCARGOS DE DEPRECIAÇÃO. NÃO COMPROVAÇÃO DO DIREITO AO CRÉDITO. Devem ser glosados os créditos decorrentes de encargos de depreciação quando não apresentada a nota fiscal de aquisição e a correspondente ativação do bem no ativo imobilizado da empresa. ENCARGOS DE DEPRECIAÇÃO. AQUISIÇÃO DE BEM USADO. A aquisição de bens usados não dá direito a utilização de créditos de encargos de depreciação na apuração da COFINS nãocumulativa. ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Exercício: 2010 DOCUMENTOS E LIVROS FISCAIS. CONSERVAÇÃO. O contribuinte dever conservar em ordem, enquanto não prescritas eventuais ações que lhes sejam pertinentes, os livros, documentos e papéis relativos a sua atividade, ou que se refiram a atos ou operações que modifiquem ou possam vir a modificar sua situação patrimonial. JUROS SOBRE MULTA DE OFÍCIO. APLICABILIDADE. É legítima a incidência de juros de mora sobre multa de ofício. ATIVIDADE VINCULADA. Os Auditores da Receita Federal do Brasil exercem atividade plenamente vinculada à legislação vigente no ordenamento jurídico nacional, estando aí incluídos os atos legais editados pela Receita Federal do Brasil. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido Fl. 1384DF CARF MF Processo nº 10805.720071/201513 Resolução nº 3401001.134 S3C4T1 Fl. 1.385 5 Após ciência ao acórdão de primeira instância (TERMO à fl. 1356), em 10/02/2016, irresignada, a contribuinte apresentou o recurso voluntário de fls. 1357/1373, em 11/02/2016, reproduzindo os argumentos da impugnação anteriormente interposta. É o relatório. Voto Conselheiro Fenelon Moscoso de Almeida O recurso apresentado preenche os requisitos formais de admissibilidade e, portanto, dele se toma conhecimento. Como visto do relatório, tratase de Autos de Infração, lavrados para a constituição de créditos tributários relativos às Contribuições para o PIS e a COFINS não cumulativas, de que tratam as Leis nº 10.637/2002 e 10.833/2003, por insuficiências de recolhimentos, no período de janeiro a dezembro de 2010, decorrentes de glosas de créditos extemporâneos (§ 4º, do artigo 3º) e créditos de encargos de depreciação de bens do ativo imobilizado (inciso III, do § 1º, do artigo 3º). Mérito CRÉDITOS EXTEMPORÂNEOS Conforme consta do Termo de Verificação Fiscal (fls. 1260/1275), referida autuação deveuse ao fato de o contribuinte ter descontado nos meses de janeiro a dezembro de 2010, além dos créditos do próprio período de apuração, créditos extemporâneos de março de 2005 a março de 2007; analisandose os DACON desses mesmos meses, verificouse que não havia saldo de créditos a descontar, vez que os totais dos créditos apurados foram descontados no próprio mês, ou no máximo, no mês subseqüente; não tendo sido os créditos de períodos anteriores, declarados nos DACON dos respectivos períodos de apuração, nem tendo o contribuinte os retificado para inserção desses créditos apurados a posteriori; em conseqüência, a totalidade dos créditos extemporâneos foi glosado. Alega a contribuinte que a autuação foi motivada na tese de que os DACON da época haviam de ser retificados; que nada na legislação permite inferir obrigatoriedade de retificação dos DACON; que não há que se inquirir da higidez dos créditos glosados por quaisquer outras razões; que amparase na teoria dos motivos determinantes, estando a administração fazendária proibida de alterar as razões de um ato. Fl. 1385DF CARF MF Processo nº 10805.720071/201513 Resolução nº 3401001.134 S3C4T1 Fl. 1.386 6 Ao contrário do alegado, muito mais do que a simples obrigatoriedade de retificação dos DACON, o fundamento fático do lançamento, em verdade, encontrase na ausência de apuração e demonstração apropriada dos valores dos créditos. Ao constatar que, nos DACON dos períodos dos créditos extemporâneos, março de 2005 a março de 2007, não havia saldo de créditos a descontar, vez que os totais dos créditos apurados foram descontados, e não havendo retificação, no prazo prescricional/decadencial, desses DACON para inserção desses créditos apurados a posteriori, concluiu existir um impedimento formal (necessidade de apuração e demonstração dos valores dos créditos, por meio da retificação das declarações dos períodos das competências dos créditos), com possíveis efeitos materiais (decadência do direito e/ou prescrição do exercício do direito), ao reconhecimento dos créditos extemporâneos, no caso, direito manifestado como exercido, por meio da transmissão dos DACON de 2010, sendo os créditos mais antigos: março de 2005, lançados na declaração do primeiro trimestre de 2010. Em regra, os créditos da nãocumulatividade devem ser reconhecidos no período de apuração em que for realizada aquisição do bem ou contratada a prestação do serviço. Para utilização de créditos extemporâneos (§4º, do art. 3º, das Leis nº 10.637/2002 e nº 10.833/2003), é necessário que reste configurado o não aproveitamento em períodos anteriores, mediante retificação das declarações correspondentes, ou demonstração e prova inequívoca da sua não utilização prévia, evitandose o aproveitamento indevido ou em duplicidade. As retificações, como destaca a acusação fiscal, trazem diversas conseqüências tributárias, no sentido de regularizar a apuração do crédito e tornálo inequívoco. Assim, como a apuração dos créditos depende, em regra, da prévia confrontação entre créditos e débitos dentro do período de apuração, inevitável é que a análise da existência e da natureza do crédito possam ser devidamente aferidas dentro do período específico de geração do crédito. Os permissivos legais ao creditamento extemporâneo, não implicam em que despesas e gastos incorridos em outros períodos possam ser aleatoriamente trazidos a compor a base de cálculo de créditos apurados em períodos posteriores; falase em créditos extemporâneos, não em apropriação extemporânea de despesas, gastos e custos; permitese que créditos extemporâneos, já oportunamente apurados e não descontados no mês de competência da apuração, possam sêlo nos meses subseqüentes. Tais considerações poderiam levar à conclusão de que só seria possível aproveitar o saldo de créditos extemporâneos, remanescentes após o confronto entre créditos e débitos de um determinado mês, pelo qual poderá restar saldo de créditos a serem aproveitados nos meses subseqüentes. Inevitável, portanto, seria a necessidade de apuração e demonstração dos valores dos saldos de créditos, por meio da retificação das declarações dos respectivos períodos, emergindo impedimentos ao aproveitamento dos valores, quando vencidos os lapsos temporais para retificações, como no presente caso. Porém, não é essa a dicção da lei. Não se fala em saldo de crédito não aproveitado. Somente, crédito não aproveitado em determinado mês. Seria desnecessária a previsão legal de créditos extemporâneos (§ 4º, do art. 3º), caso esta implicasse em simples direito à reapuração dos saldos dos períodos originais, direito este já inerente à apuração, respeitados os prazos decadenciais/prescricionais, existindo, para isso a previsão da apuração de crédito regular, dos itens adquiridos, incorridos e devolvidos no mês (§ 1º, do art. 3º). Desnecessário, portanto, seria a retificação das declarações dos períodos originais dos créditos, inserindo as despesas e gastos identificados a posteriori, gerando saldo de créditos extemporâneos, únicos, no rigor fiscal, passíveis de aproveitamento em meses subseqüentes. Fl. 1386DF CARF MF Processo nº 10805.720071/201513 Resolução nº 3401001.134 S3C4T1 Fl. 1.387 7 De outro lado, caso vencidos os possíveis impedimentos formais (retificações de declarações) e materiais (decadência do direito e/ou prescrição do exercício do direito), em nada obstada está a determinação da inquirição da perfeita higidez dos créditos glosados, desde que respeitados os limites legais do § 4º, do art. 3º, das Leis nº 10.637/2002 e nº 10.833/2003: O crédito não aproveitado em determinado mês poderá sêlo nos meses subseqüentes. Nada à mais, como pretende a acusação fiscal, que seja necessária uma apuração formal nos DACON do período dos créditos extemporâneos; nada à menos, como pretende a defesa, amparandose na teoria dos motivos determinantes, que não haveria que se inquirir da higidez dos créditos glosados por quaisquer outras razões; que não a necessidade de retificação dos DACON, ao arrepio das leis de regência, que só admitem utilização de crédito não aproveitado em determinado mês. Há que se analisar, portanto, se os alegados créditos extemporâneos, de março de 2005 a março de 2007, existem e não foram aproveitados em determinado mês, quais sejam, todos os meses, desde às suas competências originais de apurações, até suas efetivas utilizações, comprovandose que não esteja havendo aproveitamento em duplicidade. Nesse mesmo sentido, já decidiu a Câmara Superior de Recursos Fiscais CSRF, no Acórdão n.º 9303003.477, de 25/02/2016, em trecho do voto vencedor: "Nessas considerações, aparentemente, omitiuse a autorização contida no § 4º do art. 3º de ambas as leis: "o crédito não aproveitado em determinado mês poderá sêlo nos meses subseqüentes". E como nada mais há como fundamentação, ficamos sem saber se, no entender da autoridade autuante, o contribuinte simplesmente perde o crédito eventualmente não aproveitado no mês correto, ou se, para aproveitá lo, estaria obrigado a algum procedimento especial. Tal distinção também está ausente na decisão de primeiro grau, que apenas acrescenta haver uma "vedação legal à apropriação de créditos extemporâneos", sem indicar, no entanto, qual seria o dispositivo legal que a ampara. Entendo que o dispositivo legal que acima mencionei, ao contrário, constitui autorização expressa ao aproveitamento de créditos em mês distinto daquele a que as despesas se referem, cumprindo apenas à SRF explicitar os procedimentos a serem cumpridos pelos contribuintes em tal caso. Para tal fim, não me parece relevante distinguir entre a situação em que o contribuinte efetivamente inclui todas as despesas a que tem direito no mês em que incorridas, mas, por qualquer razão, não consegue aproveitar o crédito em sua totalidade, daquela em que, também por qualquer motivo, não inclui no mês correto todas as despesas nele incorridas. O que é fundamental, me parece, é a comprovação de que, num caso como no outro, não esteja havendo aproveitamento em duplicidade." (grifei/sublinhei) Ressaltese, deve o contribuinte conservar seus livros comerciais e fiscais obrigatórios e respectivos comprovantes dos lançamentos enquanto durar as controvérsias sobre questões por esses documentos comprováveis, tendo em vista a obrigação de guarda até que ocorra a prescrição dos créditos tributários, nos termos do artigo 195, do CTN, prescrição que nem mesmo tem seu curso iniciado, antes do final do processo administrativo de exigência. Fl. 1387DF CARF MF Processo nº 10805.720071/201513 Resolução nº 3401001.134 S3C4T1 Fl. 1.388 8 Art. 195. Para os efeitos da legislação tributária, não têm aplicação quaisquer disposições legais excludentes ou limitativas do direito de examinar mercadorias, livros, arquivos, documentos, papéis e efeitos comerciais ou fiscais, dos comerciantes industriais ou produtores, ou da obrigação destes de exibilos. Parágrafo único. Os livros obrigatórios de escrituração comercial e fiscal e os comprovantes dos lançamentos neles efetuados serão conservados até que ocorra a prescrição dos créditos tributários decorrentes das operações a que se refiram. Com essas considerações, voto por converter o julgamento em diligência, para fins de apuração do crédito tido como extemporâneo, de março de 2005 a março de 2007, e verificação de sua eventual utilização em outros períodos, a partir dos meses de suas competências originais e posteriores, até suas efetivas utilizações, comprovandose que não esteja havendo aproveitamento em duplicidade. Concluído os trabalhos da diligência, deverá ser elaborado Relatório conclusivo, do qual o sujeito passivo deverá ser cientificado, sendo concedido prazo de 30 (trinta) dias para manifestação, nos termos do parágrafo único, do art. 35, do Decreto nº 7.574/11. Após os autos deverão retornar ao CARF para julgamento. Fenelon Moscoso de Almeida Relator Fl. 1388DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 12448.721679/2011-65
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Apr 04 00:00:00 UTC 2017
Data da publicação: Wed May 03 00:00:00 UTC 2017
Numero da decisão: 2401-000.563
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade, em converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do relator.
(assinado digitalmente)
Miriam Denise Xavier Lazarini - Presidente
(assinado digitalmente)
Márcio de Lacerda Martins - Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Miriam Denise Xavier Lazarini, Cleberson Alex Friess, Carlos Alexandre Tortato, Márcio de Lacerda Martins, Rayd Santana Ferreira, Claudia Cristina Noira Passos da Costa Develly Montez, Andréa Viana Arrais Egypto e Luciana Matos Pereira Barbosa.
Nome do relator: MARCIO DE LACERDA MARTINS
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201704
camara_s : Quarta Câmara
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Wed May 03 00:00:00 UTC 2017
numero_processo_s : 12448.721679/2011-65
anomes_publicacao_s : 201705
conteudo_id_s : 5716115
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed May 03 00:00:00 UTC 2017
numero_decisao_s : 2401-000.563
nome_arquivo_s : Decisao_12448721679201165.PDF
ano_publicacao_s : 2017
nome_relator_s : MARCIO DE LACERDA MARTINS
nome_arquivo_pdf_s : 12448721679201165_5716115.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade, em converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Miriam Denise Xavier Lazarini - Presidente (assinado digitalmente) Márcio de Lacerda Martins - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Miriam Denise Xavier Lazarini, Cleberson Alex Friess, Carlos Alexandre Tortato, Márcio de Lacerda Martins, Rayd Santana Ferreira, Claudia Cristina Noira Passos da Costa Develly Montez, Andréa Viana Arrais Egypto e Luciana Matos Pereira Barbosa.
dt_sessao_tdt : Tue Apr 04 00:00:00 UTC 2017
id : 6739106
ano_sessao_s : 2017
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:59:00 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713048949597667328
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1065; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C4T1 Fl. 58 1 57 S2C4T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 12448.721679/201165 Recurso nº Voluntário Resolução nº 2401000.563 – 4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Data 04 de abril de 2017 Assunto Solicitação de diligência Recorrente SABINO DA SILVA MORAIS NETO ESPÓLIO Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade, em converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Miriam Denise Xavier Lazarini Presidente (assinado digitalmente) Márcio de Lacerda Martins Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Miriam Denise Xavier Lazarini, Cleberson Alex Friess, Carlos Alexandre Tortato, Márcio de Lacerda Martins, Rayd Santana Ferreira, Claudia Cristina Noira Passos da Costa Develly Montez, Andréa Viana Arrais Egypto e Luciana Matos Pereira Barbosa. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 24 48 .7 21 67 9/ 20 11 -6 5 Fl. 59DF CARF MF Processo nº 12448.721679/201165 Resolução nº 2401000.563 S2C4T1 Fl. 59 2 RELATÓRIO Da declaração de ajuste do exercício 2008: (efls. 12 a 16) O Contribuinte informou em sua declaração de ajuste, modelo simplificado, não ter recebido rendimentos tributáveis durante o anocalendário 2007. Entretanto, informou ter recebido R$228.200,36 como rendimentos sujeitos à tributação exclusiva/definitiva (exceto 13º salário) e R$146.285,73 como demais rendimentos isentos e não tributáveis, com saldo zero de imposto a pagar ou a restituir. Da Notificação de Lançamento: (efls. 5 a 8) Foi constatada a omissão de rendimentos, recebidos de pessoa jurídica, decorrentes de ação trabalhista, no valor de R$ 159.332,67, com imposto retido na fonte de R$6.828,54. A descrição dos fatos que consta da Notificação à efl. 6: "Omissão de rendimentos tributáveis de ação judicial, conforme a DIRF. OBS. O contribuinte apresentou os recibos de honorários dos advogados e o laudo pericial médico, isento desde 02/02/2005 e ação judicial é de nov.89." Da Impugnação: (efls. 2 e 3) Na impugnação, a esposa do contribuinte, Sra. Marisa de Freitas Morais, apresentou as certidões de óbito do contribuinte e a de seu casamento em regime de comunhão de bens. "[...], considerando que o contribuinte era isento do imposto de renda quando do recebimento dos rendimentos em função de decisão judicial, solicito que o presente lançamento de ofício seja considerado improcedente, com o consequente arquivamento do processo." Do Acórdão de Impugnação: (efls. 21 a 24) A 19ª Turma da DRJ do Rio de Janeiro I, por meio do acórdão nº 1256.711, considerou improcedente a impugnação, uma vez não foi comprovado pela impugnante de que os rendimentos eram provenientes de aposentadoria, como exigem as leis instituidoras da isenção, suporte para o disposto no artigo 39, inciso XXXIII, § 5º, do Decreto nº 3.000, de 1999 RIR/99. Do Recurso Voluntário: (efls. 42 e 43) Cientificada em 05/05/2014, a inventariante e viúva do contribuinte interpôs, em 26/05/2014, recurso voluntário com os fundamentos que são relacionados, resumidamente, a seguir: a) a ação judicial referese a equiparação salarial devida aos militares no período de 06/10/1988 a 09/01/1989; b) o contribuinte foi reformado por Decreto de 27/03/1947, nos termos do DecretoLei nº 3.940, de 1941, com as vantagens instituídas pelo DecretoLei 8.795, de 1946, e Fl. 60DF CARF MF Processo nº 12448.721679/201165 Resolução nº 2401000.563 S2C4T1 Fl. 60 3 tem isenção dos seus proventos reconhecida pelo art. 39, inciso XXXV do Decreto nº 3.000, de 1999 RIR/99; c) Pede que o lançamento seja cancelado, pois o rendimento recebido pelo declarante referese a reajuste dos rendimentos de sua reforma, ocorrida com base no Decreto Lei nº 8.795, de 1946. É o Relatório. Fl. 61DF CARF MF Processo nº 12448.721679/201165 Resolução nº 2401000.563 S2C4T1 Fl. 61 4 VOTO Conselheiro Márcio de Lacerda Martins Verifico a necessidade da diligência face ao que consta da peça recursal à efl. 43, em trecho que transcrevo na sequência: Entre os documentos anexados não constam o decreto da reforma nem mesmo a sua numeração e a data de sua publicação, que possibilitasse pesquisa nos sítios de legislação. Após o recurso voluntário encontramse, juntados aos autos, somente duas certidões: a de óbito e a de casamento do declarante. Por outro lado a autoridade julgadora negou provimento à impugnação afirmando que: "Além de o contribuinte não ter juntado a documentação comprobatória da moléstia grave, não verifico, nos autos, qualquer documento que comprove que tais rendimentos se refiram à aposentadoria ou pensão." Entretanto, verifico que na Notificação de lançamento consta registrado que: "Omissão de rendimentos tributáveis de ação judicial, conforme a DIRF. OBS. O contribuinte apresentou os recibos de honorários dos advogados e o laudo pericial médico, isento desde 02/02/2005 e ação judicial é de nov.89." Assim, para esclarecer e comprovar que se trata de proventos de reforma, recebidos no anocalendário de 2007, diretamente pelo declarante, solicito que os autos sejam encaminhados à Unidade preparadora para que seja providenciada a intimação à Representante para apresentar os documentos que comprovem a reforma do declarante, identificando, com precisão, o Decreto de reforma do militar, como afirmado na peça recursal. Após essa providência, os autos devem retornar ao CARF para continuidade do julgamento. Conclusão Voto por converter o julgamento em diligência, nos termos acima propostos. (assinado digitalmente) Márcio de Lacerda Martins Fl. 62DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 11050.001049/2009-57
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Mar 28 00:00:00 UTC 2017
Data da publicação: Mon Apr 10 00:00:00 UTC 2017
Ementa: Assunto: Obrigações Acessórias
Data do fato gerador: 04/08/2008, 01/12/2008
DESCUMPRIMENTO DO PRAZO PREVISTO NO ART. 24 DA LEI N° 11.457/07 NÃO ACARRETA NULIDADE DO LANÇAMENTO
O descumprimento do prazo de 360 dias para o julgamento de processos administrativos, previsto no art. 24 da Lei n° 11.457/07, não acarreta em nulidade do lançamento tributário, o que ocorreria tão somente se estivesse presente ao menos uma das hipóteses previstas no art. 59 do Decreto n° 70.235/72.
PRESCRIÇÃO INTERCORRENTE. NÃO APLICÁVEL AO PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. SÚMULA CARF N° 11
A prescrição intercorrente não se aplica ao processo administrativo fiscal, nos termos da Súmula CARF n° 11.
Embargos Acolhidos em Parte
Crédito Tributário Mantido
Numero da decisão: 3301-003.247
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em acolher parcialmente os embargos, para sanar o vício de omissão concernente `a não-apreciação de alegações apresentadas no recurso, porém, no mérito, negar-lhe provimento.
Luiz Augusto do Couto Chagas - Presidente.
Marcelo Costa Marques d'Oliveira - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Luiz Augusto do Couto Chagas (Presidente), Semíramis de Oliveira Duro, Marcelo Costa Marques d'Oliveira, Valcir Gassen, Antonio Carlos da Costa Cavalcanti Filho, Jose Henrique Mauri, Liziane Angelotti Meira e Maria Eduarda Alencar Câmara Simões.
Nome do relator: MARCELO COSTA MARQUES D OLIVEIRA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201703
camara_s : Terceira Câmara
ementa_s : Assunto: Obrigações Acessórias Data do fato gerador: 04/08/2008, 01/12/2008 DESCUMPRIMENTO DO PRAZO PREVISTO NO ART. 24 DA LEI N° 11.457/07 NÃO ACARRETA NULIDADE DO LANÇAMENTO O descumprimento do prazo de 360 dias para o julgamento de processos administrativos, previsto no art. 24 da Lei n° 11.457/07, não acarreta em nulidade do lançamento tributário, o que ocorreria tão somente se estivesse presente ao menos uma das hipóteses previstas no art. 59 do Decreto n° 70.235/72. PRESCRIÇÃO INTERCORRENTE. NÃO APLICÁVEL AO PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. SÚMULA CARF N° 11 A prescrição intercorrente não se aplica ao processo administrativo fiscal, nos termos da Súmula CARF n° 11. Embargos Acolhidos em Parte Crédito Tributário Mantido
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Mon Apr 10 00:00:00 UTC 2017
numero_processo_s : 11050.001049/2009-57
anomes_publicacao_s : 201704
conteudo_id_s : 5709219
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Apr 10 00:00:00 UTC 2017
numero_decisao_s : 3301-003.247
nome_arquivo_s : Decisao_11050001049200957.PDF
ano_publicacao_s : 2017
nome_relator_s : MARCELO COSTA MARQUES D OLIVEIRA
nome_arquivo_pdf_s : 11050001049200957_5709219.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em acolher parcialmente os embargos, para sanar o vício de omissão concernente `a não-apreciação de alegações apresentadas no recurso, porém, no mérito, negar-lhe provimento. Luiz Augusto do Couto Chagas - Presidente. Marcelo Costa Marques d'Oliveira - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Luiz Augusto do Couto Chagas (Presidente), Semíramis de Oliveira Duro, Marcelo Costa Marques d'Oliveira, Valcir Gassen, Antonio Carlos da Costa Cavalcanti Filho, Jose Henrique Mauri, Liziane Angelotti Meira e Maria Eduarda Alencar Câmara Simões.
dt_sessao_tdt : Tue Mar 28 00:00:00 UTC 2017
id : 6709601
ano_sessao_s : 2017
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:58:14 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713048949601861632
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1726; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C3T1 Fl. 10 1 9 S3C3T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 11050.001049/200957 Recurso nº Embargos Acórdão nº 3301003.247 – 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 28 de março de 2017 Matéria Multa Regulamentar Embargante ACTION AGENCIAMENTO DE CARGAS LTDA. Interessado FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Data do fato gerador: 04/08/2008, 01/12/2008 DESCUMPRIMENTO DO PRAZO PREVISTO NO ART. 24 DA LEI N° 11.457/07 NÃO ACARRETA NULIDADE DO LANÇAMENTO O descumprimento do prazo de 360 dias para o julgamento de processos administrativos, previsto no art. 24 da Lei n° 11.457/07, não acarreta em nulidade do lançamento tributário, o que ocorreria tão somente se estivesse presente ao menos uma das hipóteses previstas no art. 59 do Decreto n° 70.235/72. PRESCRIÇÃO INTERCORRENTE. NÃO APLICÁVEL AO PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. SÚMULA CARF N° 11 A prescrição intercorrente não se aplica ao processo administrativo fiscal, nos termos da Súmula CARF n° 11. Embargos Acolhidos em Parte Crédito Tributário Mantido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em acolher parcialmente os embargos, para sanar o vício de omissão concernente `a nãoapreciação de alegações apresentadas no recurso, porém, no mérito, negarlhe provimento. Luiz Augusto do Couto Chagas Presidente. Marcelo Costa Marques d'Oliveira Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Luiz Augusto do Couto Chagas (Presidente), Semíramis de Oliveira Duro, Marcelo Costa Marques d'Oliveira, AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 05 0. 00 10 49 /2 00 9- 57 Fl. 167DF CARF MF Processo nº 11050.001049/200957 Acórdão n.º 3301003.247 S3C3T1 Fl. 11 2 Valcir Gassen, Antonio Carlos da Costa Cavalcanti Filho, Jose Henrique Mauri, Liziane Angelotti Meira e Maria Eduarda Alencar Câmara Simões. Fl. 168DF CARF MF Processo nº 11050.001049/200957 Acórdão n.º 3301003.247 S3C3T1 Fl. 12 3 Relatório Tratase de Embargos de Declaração (fls. 156 a 158), fundado no art. 65 do Anexo II da Portaria n° 343/2015 (Regimento Interno do CARF RICARF), opostos em face do Acórdão de nº 3803005.559, de 26 de fevereiro de 2014, da 3ª Turma Especial desta 3ª Seção de Julgamento, que, por unanimidade de votos, negou provimento ao recurso voluntário. O processo versa sobre a lavratura de auto de infração (fls. 3 a 15) para cobrança de multa regulamentar de R$ 35.000,00, prevista na alínea "e" do art. 107 do Decreto lei n° 37/66, em razão de atraso no provimento de informações acerca da desconsolidação de carga, previsto no art. 17 da IN n° 800/07. Com efeito, a DRJ em Florianópolis/SC, por meio do Acórdão n° 0729.185, de 06/06/12, reduziu o valor da multa para R$ 10.000,00. O Acórdão embargado foi assim ementado: "ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Data do fato gerador: 04/08/2008, 01/12/2008 AGENTE DE CARGA. TRANSPORTADOR. OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. PRAZO. DESCUMPRIMENTO. MULTA ADMINISTRATIVA.SUJEIÇÃO. A agência de cargas desconsolidadora nacional da carga que a si estava consignada atua na categoria de transportador, devendo observar o prazo exigido deste para a prestação da informação da carga transportada, que compreende a desconsolidação. O seu descumprimento enseja a aplicação da multa legalmente prevista. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso." Consta nos embargos de declaração (fls. 156 a 158) que o acórdão embargado teria deixado de apreciar as seguintes alegações apresentadas no recurso voluntário (fls 97 a 110), incorrendo em omissão e, assim, justificando a interposição dos embargos (art.65 do RICARF): Fl. 169DF CARF MF Processo nº 11050.001049/200957 Acórdão n.º 3301003.247 S3C3T1 Fl. 13 4 Nas fls. 191 2 192, encontrase o despacho, por meio do qual o Presidente 3ª TE/3ª Seção/CARF admitiu os embargos, reconhecendo, entretanto, tão somente a ocorrência das omissões indicadas nas letras "a" e "c" do excerto acima transcrito. É o relatório. Fl. 170DF CARF MF Processo nº 11050.001049/200957 Acórdão n.º 3301003.247 S3C3T1 Fl. 14 5 Voto Conselheiro Relator Marcelo Costa Marques d'Oliveira De acordo com o despacho de admissibilidade (fls. 191 e 192), a 3ª TE/3ª Seção/CARF deixou de apreciar as alegações contidas nos itens 04 ao 20 e 22 ao 25 do recurso voluntário (fls. 97 a 110) e assim sumarizadas nas letras "a" e "c" do item 3 dos embargos de declaração (fl. 189): "a) a arguição de nulidade do lançamento fiscal, em razão da inobservância do prazo estabelecido no artigo 24 da Lei 11.457/2007 para julgamento do recurso voluntário apresentado pela embargante (itens 04 a 12 do recurso voluntário); (. . .) c) a arguição de prescrição intercorrente, devidamente fundamentada nos itens 22 a 25 do recurso voluntário;" Da leitura do recurso voluntário e do Acórdão nº 3803005.559, verificase que realmente ocorreram as omissões indicadas no despacho. Assim sendo, nos termos do art. 65 do RICARF, tomo conhecimento dos presentes embargos de declaração, para que esta turma aprecie alegações contidas no excerto dos embargos de declaração acima reproduzido. Passemos ao exame das alegações da embargante. A embargante alega que protocolizou a impugnação ao auto de infração no dia 01/06/09 (fl. 55) e que esta foi julgada tão somente na sessão do dia 06/06/12 (fl. 83), descumprimendo, assim, o prazo de 360 dias estabelecido pelo art. 24 da Lei n° 11.457/07, a saber: "Art. 24. É obrigatório que seja proferida decisão administrativa no prazo máximo de 360 (trezentos e sessenta) dias a contar do protocolo de petições, defesas ou recursos administrativos do contribuinte. § 1o (VETADO) § 2o (VETADO)" Em razão do descumprimento do citado prazo legal para julgamento da impugnação, pleiteia que o lançamento seja declarado nulo. Robustece sua alegação, recorrendo ao princípio da eficiência processual, albergado no inciso LXXVIII do art. 5° da Constituição Federal, e à manifestação do Superior Tribunal de Justiça (STJ), em sede dos EDcl no AgRg no REsp 1090242/SC, de cuja ementa extraio os trechos destacados pela embargante: "(. . .) Fl. 171DF CARF MF Processo nº 11050.001049/200957 Acórdão n.º 3301003.247 S3C3T1 Fl. 15 6 " 3. A conclusão de processo administrativo em prazo razoável é corolário dos princípios da eficiência, da moralidade e da razoabilidade. (. . .) 7. Deveras, ostentando o referido dispositivo legal natureza processual fiscal, há de ser aplicado imediatamente aos pedidos, defesas ou recursos administrativos pendentes. 8. Destarte, tanto para os requerimentos efetuados anteriormente à vigência da Lei 11.457/07, quanto aos pedidos protocolados após o advento do referido diploma legislativo, o prazo aplicável é de 360 dias a partir do protocolo dos pedidos (art. 24 da Lei 11.457/07)." Adicionalmente, também como consequência do interregno de tempo entre a data da apresentação da impugnação e seu julgamento, requer o cancelamento do auto de infração, com o arquivamento do processo, em virtude da ocorrência da "prescrição intercorrente" (§ 1° do art. 1° da Lei n° 9.873/99), a saber: "Art. 1o Prescreve em cinco anos a ação punitiva da Administração Pública Federal, direta e indireta, no exercício do poder de polícia, objetivando apurar infração à legislação em vigor, contados da data da prática do ato ou, no caso de infração permanente ou continuada, do dia em que tiver cessado. § 1o Incide a prescrição no procedimento administrativo paralisado por mais de três anos, pendente de julgamento ou despacho, cujos autos serão arquivados de ofício ou mediante requerimento da parte interessada, sem prejuízo da apuração da responsabilidade funcional decorrente da paralisação, se for o caso. (. . .)" (g.n.) Não assiste razão à embargante. Não obstante o fato de reconhecer que o art. 24 da Lei n° 11.457/07 deve ser obrigatoriamente observado, no âmbito do processo administrativo fiscal, entendo que seu descumprimento não tem o condão de eivar de nulidade o lançamento tributário. Para tanto, haveria que se identificar algum dos vícios contidos no art. 59 do decreto n° 70.235/72, a saber: "Art. 59. São nulos: I os atos e termos lavrados por pessoa incompetente; II os despachos e decisões proferidos por autoridade incompetente ou com preterição do direito de defesa." Neste sentido, encontramse os Acórdãos n° 2202003.404 (12/05/16), cuja ementa está abaixo reproduzida, 1801002.315 (04/03/15), 1301001.697 (23/10/14) e 2102003.031 (17/07/14): "ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2007 Fl. 172DF CARF MF Processo nº 11050.001049/200957 Acórdão n.º 3301003.247 S3C3T1 Fl. 16 7 NULIDADE DA DECISÃO ADMINISTRATIVA PROFERIDA APÓS O PRAZO DE 360 DIAS PREVISTO NO ARTIGO 24 DA LEI Nº 11.457, DE 2007. INOCORRÊNCIA. O conteúdo do dispositivo é programático, não fixando o artigo 24 da Lei nº 11.457, de 2007, quais seriam as conseqüências objetivas de sua inobservância. Assim, não impõe à Administração Pública a perda de seu poderdever de julgar processos administrativos no caso de escoado o prazo impróprio trazido no referido dispositivo. Outrossim, prevalece sobre a Lei n° 11.457/07, o Decreto n. 70.235/72, que trata especificamente sobre o processo administrativo fiscal federal, que, em seu artigo 59, estabelece taxativamente as hipóteses de nulidade do ato administrativo concernente." Também não procede a alegação de que o processo deveria ser arquivado, pela incidência da prescrição intercorrente, pelo disposto na Súmula CARF n° 11: "Não se aplica a prescrição intercorrente no processo administrativo fiscal." Com base no acima exposto, nego provimento às alegações contidas nas letras "a" e "c"do item 3 dos embargos de declaração. CONCLUSÃO De todo exposto, voto no sentido de acolher parcialmente os embargos, para sanar o vício de omissão concernente `a nãoapreciação das alegações apresentadas no recurso voluntário e indicadas nas letras "a" e "c" do item 3 dos embargos de declaração (fl. 157), acima reproduzidas, porém, no mérito, negarlhe provimento, mantendo a cobrança da multa regulamentar prevista no inciso IV do art. 107 do Decretolei n° 37/66, no montante de R$ 10.000,00, estabelecida pelo Acórdão n° 3803005.559. É como voto. Conselheiro Marcelo Costa Marques d'Oliveira Fl. 173DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 13746.000829/2001-20
Turma: PLENO DA CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: Pleno
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Thu Dec 15 00:00:00 UTC 2016
Data da publicação: Tue Mar 21 00:00:00 UTC 2017
Ementa: Assunto: Outros Tributos ou Contribuições
Ano-calendário: 1991, 1992, 1993
EMBARGOS DECLARATÓRIOS. EFEITOS INFRINGENTES. CONTRADIÇÃO ENTRE FUNDAMENTOS E DECISÃO. PRAZO DECADENCIAL/PRESCRICIONAL DO DIREITO DE PLEITEAR RESTITUIÇÃO/COMPENSAÇÃO DE INDÉBITO TRIBUTÁRIO.
Identificada contradição entre os fundamentos e da decisão, abre-se oportunidade de oposição de embargos declaratórios, cujo acolhimento pode acarretar a alteração do decisum.
O STJ, no julgamento do RESP 1.002.932 sob o rito do artigo 543C, §7º, do CPC, em 25/11/2009 asseverou que o prazo decadencial/prescricional para a repetição ou compensação dos tributos sujeitos a lançamento por homologação começa a fluir decorridos 05 anos, contados a partir da ocorrência do fato gerador, acrescidos de mais um quinquênio computado desde o termo final do prazo atribuído ao Fisco para verificar o quantum devido a título de tributo.
O STF, no julgamento do RE 566.621 sob o rito do artigo 543B, §3º, do CPC, em 04/08/2011, reconhecendo a inconstitucionalidade da segunda parte do artigo 4º, da Lei Complementar 118/05, entendeu válida a aplicação do prazo de 05 anos para apenas as ações ajuizadas após o prazo de vacatio legis de 120 da publicação da referida Lei, ou seja, a partir de 09/06/2005.
No julgamento da decisão ora Embargada a Turma se manifestou com base no julgamento do STJ retro mencionado. Logo, a contagem do prazo decadencial/prescricional deveria seguir o entendimento ali exposto, iniciando-se na ocorrência do fato gerador.
Entretanto, seguindo essa linha de entendimento a conclusão seria pelo parcial provimento, para reconhecer a prescrição do direito do contribuinte em relação ao período de apuração 1990, tendo em vista que o protocolo do pedido de restituição ocorreu apenas em 16/11/2001.
Numero da decisão: 9900-000.985
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer e acolher os Embargos de Declaração opostos pela Fazenda Nacional, com efeitos infringentes, com retorno dos autos à unidade de origem, nos termos do voto do relator.
(assinado digitalmente)
Rodrigo da Costa Possas - Presidente em exercício.
(assinado digitalmente)
Gerson Macedo Guerra - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros André Mendes de Moura, Marcos Aurélio Pereira Valadão, Adriana Gomes Rêgo, Cristiane Silva Costa, Rafael Vidal de Araújo, Luís Flávio Neto, Demetrius Nichele Macei (suplente convocado em substituição à conselheira Daniele Souto Rodrigues Amadio), Heitor de Souza Lima Junior, Rita Eliza Reis da Costa Bacchieri, Maria Helena Cotta Cardozo, Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Gerson Macedo Guerra, Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Ana Paula Fernandes, Júlio César Alves Ramos, Tatiana Midori Migiyama, Vanessa Marini Cecconello, Érika Costa Camargos Autran, Andrada Marcio Canuto Natal, Demes Brito, Charles Mayer de Castro Souza e Rodrigo da Costa Possas.
Nome do relator: GERSON MACEDO GUERRA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201612
camara_s : Pleno
ementa_s : Assunto: Outros Tributos ou Contribuições Ano-calendário: 1991, 1992, 1993 EMBARGOS DECLARATÓRIOS. EFEITOS INFRINGENTES. CONTRADIÇÃO ENTRE FUNDAMENTOS E DECISÃO. PRAZO DECADENCIAL/PRESCRICIONAL DO DIREITO DE PLEITEAR RESTITUIÇÃO/COMPENSAÇÃO DE INDÉBITO TRIBUTÁRIO. Identificada contradição entre os fundamentos e da decisão, abre-se oportunidade de oposição de embargos declaratórios, cujo acolhimento pode acarretar a alteração do decisum. O STJ, no julgamento do RESP 1.002.932 sob o rito do artigo 543C, §7º, do CPC, em 25/11/2009 asseverou que o prazo decadencial/prescricional para a repetição ou compensação dos tributos sujeitos a lançamento por homologação começa a fluir decorridos 05 anos, contados a partir da ocorrência do fato gerador, acrescidos de mais um quinquênio computado desde o termo final do prazo atribuído ao Fisco para verificar o quantum devido a título de tributo. O STF, no julgamento do RE 566.621 sob o rito do artigo 543B, §3º, do CPC, em 04/08/2011, reconhecendo a inconstitucionalidade da segunda parte do artigo 4º, da Lei Complementar 118/05, entendeu válida a aplicação do prazo de 05 anos para apenas as ações ajuizadas após o prazo de vacatio legis de 120 da publicação da referida Lei, ou seja, a partir de 09/06/2005. No julgamento da decisão ora Embargada a Turma se manifestou com base no julgamento do STJ retro mencionado. Logo, a contagem do prazo decadencial/prescricional deveria seguir o entendimento ali exposto, iniciando-se na ocorrência do fato gerador. Entretanto, seguindo essa linha de entendimento a conclusão seria pelo parcial provimento, para reconhecer a prescrição do direito do contribuinte em relação ao período de apuração 1990, tendo em vista que o protocolo do pedido de restituição ocorreu apenas em 16/11/2001.
turma_s : PLENO DA CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
dt_publicacao_tdt : Tue Mar 21 00:00:00 UTC 2017
numero_processo_s : 13746.000829/2001-20
anomes_publicacao_s : 201703
conteudo_id_s : 5700392
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Mar 24 00:00:00 UTC 2017
numero_decisao_s : 9900-000.985
nome_arquivo_s : Decisao_13746000829200120.PDF
ano_publicacao_s : 2017
nome_relator_s : GERSON MACEDO GUERRA
nome_arquivo_pdf_s : 13746000829200120_5700392.pdf
secao_s : Câmara Superior de Recursos Fiscais
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer e acolher os Embargos de Declaração opostos pela Fazenda Nacional, com efeitos infringentes, com retorno dos autos à unidade de origem, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Rodrigo da Costa Possas - Presidente em exercício. (assinado digitalmente) Gerson Macedo Guerra - Relator. Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros André Mendes de Moura, Marcos Aurélio Pereira Valadão, Adriana Gomes Rêgo, Cristiane Silva Costa, Rafael Vidal de Araújo, Luís Flávio Neto, Demetrius Nichele Macei (suplente convocado em substituição à conselheira Daniele Souto Rodrigues Amadio), Heitor de Souza Lima Junior, Rita Eliza Reis da Costa Bacchieri, Maria Helena Cotta Cardozo, Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Gerson Macedo Guerra, Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Ana Paula Fernandes, Júlio César Alves Ramos, Tatiana Midori Migiyama, Vanessa Marini Cecconello, Érika Costa Camargos Autran, Andrada Marcio Canuto Natal, Demes Brito, Charles Mayer de Castro Souza e Rodrigo da Costa Possas.
dt_sessao_tdt : Thu Dec 15 00:00:00 UTC 2016
id : 6688651
ano_sessao_s : 2016
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:57:26 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713048949608153088
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2221; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => CSRFPL Fl. 572 1 571 CSRFPL MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS Processo nº 13746.000829/200120 Recurso nº Embargos Acórdão nº 9900000.985 – Pleno Sessão de 15 de dezembro de 2016 Matéria NORMAS GERAIS Embargante FAZENDA NACIONAL Interessado COVELLI INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA. ASSUNTO: OUTROS TRIBUTOS OU CONTRIBUIÇÕES Anocalendário: 1991, 1992, 1993 EMBARGOS DECLARATÓRIOS. EFEITOS INFRINGENTES. CONTRADIÇÃO ENTRE FUNDAMENTOS E DECISÃO. PRAZO DECADENCIAL/PRESCRICIONAL DO DIREITO DE PLEITEAR RESTITUIÇÃO/COMPENSAÇÃO DE INDÉBITO TRIBUTÁRIO. Identificada contradição entre os fundamentos e da decisão, abrese oportunidade de oposição de embargos declaratórios, cujo acolhimento pode acarretar a alteração do decisum. O STJ, no julgamento do RESP 1.002.932 sob o rito do artigo 543C, §7º, do CPC, em 25/11/2009 asseverou que o prazo decadencial/prescricional para a repetição ou compensação dos tributos sujeitos a lançamento por homologação começa a fluir decorridos 05 anos, contados a partir da ocorrência do fato gerador, acrescidos de mais um quinquênio computado desde o termo final do prazo atribuído ao Fisco para verificar o quantum devido a título de tributo. O STF, no julgamento do RE 566.621 sob o rito do artigo 543B, §3º, do CPC, em 04/08/2011, reconhecendo a inconstitucionalidade da segunda parte do artigo 4º, da Lei Complementar 118/05, entendeu válida a aplicação do prazo de 05 anos para apenas as ações ajuizadas após o prazo de vacatio legis de 120 da publicação da referida Lei, ou seja, a partir de 09/06/2005. No julgamento da decisão ora Embargada a Turma se manifestou com base no julgamento do STJ retro mencionado. Logo, a contagem do prazo decadencial/prescricional deveria seguir o entendimento ali exposto, iniciandose na ocorrência do fato gerador. Entretanto, seguindo essa linha de entendimento a conclusão seria pelo parcial provimento, para reconhecer a prescrição do direito do contribuinte em relação ao período de apuração 1990, tendo em vista que o protocolo do pedido de restituição ocorreu apenas em 16/11/2001. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 74 6. 00 08 29 /2 00 1- 20 Fl. 572DF CARF MF 2 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer e acolher os Embargos de Declaração opostos pela Fazenda Nacional, com efeitos infringentes, com retorno dos autos à unidade de origem, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Rodrigo da Costa Possas Presidente em exercício. (assinado digitalmente) Gerson Macedo Guerra Relator. Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros André Mendes de Moura, Marcos Aurélio Pereira Valadão, Adriana Gomes Rêgo, Cristiane Silva Costa, Rafael Vidal de Araújo, Luís Flávio Neto, Demetrius Nichele Macei (suplente convocado em substituição à conselheira Daniele Souto Rodrigues Amadio), Heitor de Souza Lima Junior, Rita Eliza Reis da Costa Bacchieri, Maria Helena Cotta Cardozo, Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Gerson Macedo Guerra, Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Ana Paula Fernandes, Júlio César Alves Ramos, Tatiana Midori Migiyama, Vanessa Marini Cecconello, Érika Costa Camargos Autran, Andrada Marcio Canuto Natal, Demes Brito, Charles Mayer de Castro Souza e Rodrigo da Costa Possas. Relatório Tratase de Embargos de Declaração opostos pela União em face do Acórdão nº 9100000.368, proferido pelo Pleno da CSRF, em sessão de 28/08/2012, onde, por unanimidade de votos, foi negado provimento ao Recurso Extraordinário interposto pela União, reconhecendo que o prazo decadencial/prescricional para o contribuinte pleitear a restituição de indébito tributário, nos casos de tributos sujeitos ao lançamento por homologação, continua observando a tese dos “cinco mais cinco”, conforme decisão abaixo transcrita: ASSUNTO: OUTROS TRIBUTOS OU CONTRIBUIÇÕES Anocalendário: 1991, 1992, 1993 PRAZO DECADENCIAL/PRESCRICIONAL DO DIREITO DE PLEITEAR RESTITUIÇÃO/COMPENSAÇÃO DE INDÉBITO TRIBUTÁRIO. IMPOSTO DE RENDA. TRIBUTO SUJEITO A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. TERMO INICIAL. PAGAMENTO INDEVIDO. ARTIGO 4º DA LEI COMPLEMENTAR Nº 118, DE 2005. DETERMINAÇÃO DE APLICAÇÃO RETROATIVA. PAGAMENTOS INDEVIDOS ANTERIORES A 09/06/2005. TESE DOS “CINCO MAIS CINCO”. APLICABILIDADE. MATÉRIA JULGADA NA SISTEMÁTICA DOS ARTIGOS 543B E 543C DA LEI nº 5.869/1973 CPC. Fl. 573DF CARF MF Processo nº 13746.000829/200120 Acórdão n.º 9900000.985 CSRFPL Fl. 573 3 As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543B e 543C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF, consoante art. 62A do seu Regimento Interno, introduzido pela Portaria MF nº 586, de 21/12/2010. A teor do acórdão proferido pelo Superior Tribunal de Justiça, no Recurso Especial nº 1.002.932 SP, sujeito ao regime do art. 543C do Código de Processo Civil, em se tratando de pagamentos indevidos efetuados antes da entrada em vigor da Lei Complementar nº 118, de 2005, qual seja 09/06/2005, o prazo decadencial/prescricional para o contribuinte pleitear a restituição do indébito tributário, nos casos dos tributos sujeitos a lançamento por homologação, continua se observando a tese dos “cinco mais cinco”, porém, o prazo para a interposição da ação de repetição do indébito ficará limitada ao prazo máximo de cinco anos a contar da vigência da lei nova. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao Recurso Extraordinário interposto pela Fazenda Nacional, nos ermos do voto do Relator. O caso analisado foi a realização pedido de restituição do Imposto de Renda na Fonte sobre o Lucro Líquido (ILL), dos períodos de apuração 1990 a 1992 (ver DARF’s às fls. 05 a 09), protocolado em 16/11/2001. O fundamento do pedido foi a declaração da inconstitucionalidade do artigo 35, da lei 7.713, pelo STF no RE 172.058/SC. No entendimento da Turma provedora da decisão embargada, a tese comumente denominada “cinco mais cinco”, que vigorou no âmbito do STJ anteriormente à Lei Complementar 118/2005, é de observância obrigatória deste Tribunal, em decorrência do julgamento do RESP 1.002.932/SP pelo referido Tribunal, o qual foi submetido ao rito dos recursos repetitivos, previsto no artigo 543C, do antigo CPC. Nesse contexto, foi negado provimento ao Recurso Extraordinário da União, sob a seguinte alegação: “Na presente situação, resta claro, que a requerente protocolou Pedido de Restituição de Imposto Sobre o Lucro Líquido ILL, datado de 16/11/2001, onde declarou os possíveis indébitos tributários, relativo aos anos calendário de 1991, 1992 e 1993.” Em sede de Embargos de Declaração a União alega haver contradição na decisão na medida em que o pedido de restituição foi formulado em 16/11/2001, e nele o contribuinte pretende reaver valores recolhidos a título de ILL, dos períodos de apuração de 1990 a 1993. Alega a União que aplicandose a tese adotada pela Turma a quo e pelo próprio Supremo Tribunal Federal no processo nº 566.621/RS, em repercussão geral reconhecida no RE nº 561.9087/RS, estariam alcançados pela decadência os fatos geradores Fl. 574DF CARF MF 4 ocorridos antes de 16/11/1991. Logo, inviável a restituição do pagamento referente ao período de apuração de 1990, cujo recolhimento ocorreu em 29/04/1991. Diante disso a União pede o recebimento e o provimento dos Embargos, para sanar o vício apontado. Na análise de admissibilidade dos embargos, o Presidente da 1ª Câmara e da ª Sessão do CARF asseverou que: “De fato, tem razão a Fazenda Nacional, já que o acórdão ora embargado apenas se pronunciou quanto à prescrição do pedido de restituição em relação aos anos em que foi recolhido, correspondente aos anos de 1991, 1992 e 1993 e não quanto aos fatos geradores em relação aos quais é pleiteada a repetição de indébito, ocorridos entre os períodosbase de 1990 a 1992, levando a uma conclusão equivocada no decisório embargado, implicando a contradição alegada. Evidenciase, portanto, o cabimento dos embargos, em virtude existência de contradição no acórdão embargado.” É o relatório. Voto Conselheiro Gerson Macedo Guerra, Relator Os Embargos de Declaração são tempestivos e atendem aos demais pressupostos de admissibilidade, portanto devem ser conhecidos. Conforme entendimento do Poder Judiciário em relação à comumente chamada tese dos "cinco mais cinco", nos casos de tributos sujeitos ao lançamento por homologação, a Fazenda possui prazo de cinco anos, contados da ocorrência do fato gerador, para homologar o pagamento antecipado realizado pelo sujeito passivo (prazo decadencial). No silencio da fazenda, ocorre a homologação tácita do lançamento e consequente extinção do crédito tributário em referido período. Já o prazo para o contribuinte exercer seu direito de pleitear a restituição dos tributos indevidamente pagos é de cinco anos, contados da extinção do crédito tributário, de acordo com o artigo 168, I, do CTN. Portanto, no caso de tributos cujo lançamento ocorre pela modalidade homologação, no silencio do fisco no prazo de 05 anos contados do fato gerador, operase a extinção do crédito, fazendo nascer para o contribuinte o direito à pleitear a restituição de eventual valor pago indevidamente. Isso até a Lei complementar 118/05. O STJ, no julgamento do RESP 1.002.932 sob o rito do artigo 543C, §7º, do CPC, em 25/11/2009 asseverou que o prazo prescricional para a repetição ou compensação dos tributos sujeitos a lançamento por homologação começa a fluir decorridos 05 anos, contados a partir da ocorrência do fato gerador, acrescidos de mais um quinquênio computado desde o termo final do prazo atribuído ao Fisco para verificar o quantum devido a título de tributo. Fl. 575DF CARF MF Processo nº 13746.000829/200120 Acórdão n.º 9900000.985 CSRFPL Fl. 574 5 O STF, no julgamento do RE 566.621 sob o rito do artigo 543B, §3º, do CPC, em 04/08/2011, reconhecendo a inconstitucionalidade da segunda parte do artigo 4º, da Lei Complementar 118/05, entendeu válida a aplicação do novo prazo de 05 anos para apenas as ações ajuizadas após o prazo de vacatio legis de 120 da publicação da referida Lei, ou seja, a partir de 09/06/2005. No julgamento da decisão ora Embargada a Turma se manifestou com base no julgamento do STJ retro mencionado. Logo, a contagem do prazo decadencial/prescricional deveria seguir o entendimento ali exposto, iniciandose na ocorrência do fato gerador. Entretanto, seguindo essa linha de entendimento a conclusão deveria ser pelo parcial provimento, para reconhecer a prescrição do direito do contribuinte em relação ao período de apuração 1990, tendo em vista que o protocolo do pedido de restituição ocorreu apenas em 16/11/2001. Assim sendo, voto por DAR provimento aos Embargos, reconhecendo a prescrição do direito do contribuinte de pedir a restituição em relação aos fatos geradores ocorridos antes de 16/11/1991, ou seja, em relação à restituição do pagamento realizado em 29/04/2001, que se refere ao período de apuração de 1990, mantendose a determinação de retorno dos autos à Delegacia da Receita Federal de origem, para enfrentamento do mérito. É como voto. (assinado digitalmente) Gerson Macedo Guerra Fl. 576DF CARF MF
score : 1.0
