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Numero do processo: 10855.909852/2009-11
Turma: Segunda Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Jul 09 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Mon Aug 19 00:00:00 UTC 2013
Numero da decisão: 1802-000.254
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do processo em diligência, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
(ASSINADO DIGITALMENTE)
Ester Marques Lins de Sousa- Presidente.
(ASSINADO DIGITALMENTE)
Marciel Eder Costa - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa (presidente), José de Oliveira Ferraz Corrêa, Marciel Eder Costa, Nelso Kichel, Gustavo Junqueira Carneiro Leão e Marco Antônio Nunes Castilho.
Nome do relator: MARCIEL EDER COSTA
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do processo em diligência, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. (ASSINADO DIGITALMENTE) Ester Marques Lins de Sousa- Presidente. (ASSINADO DIGITALMENTE) Marciel Eder Costa - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa (presidente), José de Oliveira Ferraz Corrêa, Marciel Eder Costa, Nelso Kichel, Gustavo Junqueira Carneiro Leão e Marco Antônio Nunes Castilho.
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1337; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1TE02 Fl. 161 1 160 S1TE02 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10855.909852/200911 Recurso nº Voluntário Resolução nº 1802000.254 – 2ª Turma Especial Data 9 de julho de 2013 Assunto SOLICITAÇÃO DE DILIGENCIA Recorrente LAPONIA SUDESTE LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do processo em diligência, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. (ASSINADO DIGITALMENTE) Ester Marques Lins de Sousa Presidente. (ASSINADO DIGITALMENTE) Marciel Eder Costa Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa (presidente), José de Oliveira Ferraz Corrêa, Marciel Eder Costa, Nelso Kichel, Gustavo Junqueira Carneiro Leão e Marco Antônio Nunes Castilho. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 08 55 .9 09 85 2/ 20 09 -1 1 Fl. 161DF CARF MF Impresso em 19/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/08/2013 por MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 15/08/2013 p or MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 16/08/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10855.909852/200911 Resolução nº 1802000.254 S1TE02 Fl. 162 2 Relatório Tratam os presentes autos de não homologação de compensação cujo crédito está em suposto pagamento indevido/ a maior do IRPJ (0220) recolhido em 30/06/2006 no valor de R$ 178.121,10, e cujos débitos se referem as cotas de CSLL (6012) relativas ao 2° Trimestre de 2007, vencidas em 31/07/2007, 31/08/2007 e 28/09/2007 respectivamente. Por bem descrever os fatos que antecedem à análise do recurso voluntário, transcrevo o relatório proferido pela 5a Turma da DRJ/RPO, através do Acórdão n° 1435.117, disponível às efls 78 dos autos: Tratase de Manifestação de Inconformidade interposta em face do Despacho Decisório em que foi apreciada a Declaração de Compensação (PER/DCOMP) de fls. 01/02, por intermédio da qual a contribuinte pretende compensar débitos de CSLL (código de receita: 6012) de sua responsabilidade com crédito decorrente de pagamento indevido ou a maior de tributo (IRPJ: 0220). Por intermédio do despacho decisório de fl. 03, não foi reconhecido qualquer direito creditório a favor da contribuinte e, por conseguinte, nãohomologada a compensação declarada no presente processo, ao fundamento de que o pagamento informado como origem do crédito foi integralmente utilizado para quitação de débitos da contribuinte, "não restando crédito disponível para compensação dos débitos informados no PER/DCOMP". Irresignada, interpôs a contribuinte manifestação de inconformidade de fls. 06/07, acompanhada dos documentos de fls. 08/48, na qual alega, em síntese, que: a) no Doc 1, DIPJ/2007, consta IRPJ a pagar no valor de R$ 449.183,37, referente ao 1° trimestre de 2006, que foi dividido em três cotas no valor de R$ 149.727,79; b) no Doc 2, DCTF de março de 2006, consta débito de IRPJ do 1° trimestre de 2006, no valor de R$ 449.183,37, onde o mesmo foi dividido em três quotas a ser demonstrado na DCTF do próximo trimestre; c) no Doc 3, DCTF de junho de 2006, consta débito de IRPJ do 1° trimestre de 2006, no valor de R$ 449.183,37, onde o mesmo foi dividido em três cotas no valor de R$ 149.727,79; d) apresenta cópia do DARF, referente ao recolhimento do IRPJ do 1° trimestre de 2006, 3a quota, no valor de R$ 178.121,10, recolhido em 30/06/2006; e) o PER/Dcomp referese à compensação do saldo de R$ 15.325,65 (R$ 12.440,66 do crédito original acrescentado de R$ 2.884,99, referente à taxa Selic acumulada de 23,19%), decorrente da diferença entre o valor apurado para a 3a cota do IRPJ do 1° trimestre de 2006, no montante de R$ 146.347,23, e o valor efetivamente pago na cifra de R$ 174.150,47. Ao final, requer a homologação do crédito. É o relatório. Naquela oportunidade, a nobre turma julgadora entendeu pela improcedência da manifestação de inconformidade oferecida pelo contribuinte, conforme a seguinte ementa (efls 77): Fl. 162DF CARF MF Impresso em 19/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/08/2013 por MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 15/08/2013 p or MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 16/08/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10855.909852/200911 Resolução nº 1802000.254 S1TE02 Fl. 163 3 ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Data do fato gerador: 30/06/2006 DIREITO CREDITÓRIO. IRPJ. PAGAMENTO INDEVIDO OU A MAIOR. ÔNUS DA PROVA. Incumbe ao sujeito passivo a demonstração, acompanhada das provas hábeis, da composição e a existência do crédito que alega possuir junto a Fazenda Nacional para que sejam aferidas sua liquidez e certeza pela autoridade administrativa. COMPENSAÇÃO TRIBUTÁRIA. Apenas os créditos líquidos e certos são passíveis de compensação tributária, conforme artigo 170 do Código Tributário Nacional. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Irresignada com a manutenção da exigência da qual foi intimada em 03/10/2011, apresentou Recurso Voluntário em 25/10/2011 (efls 85/90), onde refuta que o acórdão recorrido não entrou no mérito da busca pela verdade real, seja por diligência ou outra forma que substanciasse o indeferimento procedido, mas reputando carência probatória, manteve a exigência. Junta documentos adicionais que supostamente comprovam seu direito ao crédito pleiteado. É o relato do essencial. Fl. 163DF CARF MF Impresso em 19/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/08/2013 por MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 15/08/2013 p or MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 16/08/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10855.909852/200911 Resolução nº 1802000.254 S1TE02 Fl. 164 4 Voto Conselheiro Marciel Eder Costa, Relator. O Recurso Voluntário interposto é tempestivo e preenche aos requisitos de admissibilidade, pelo que dele, tomo conhecimento. Como se extrai do relatório, a autoridade julgadora a quo, entendendo pela insuficiência probatória, manteve o contido pelo Despacho Decisório. A recorrente, por sua vez, insiste na liquidez e certeza do crédito tributário pleiteado. O Despacho Decisório que não homologou a compensação e instaurou o presente contencioso (efls. 5), estabeleceu que o valor pago de R$ 178.121,10 através de DARF no código 0220 (IRPJ) em 30/06/2006, foi integralmente utilizado para extinguir crédito tributário devido de igual montante e natureza, não restando saldo algum para suportar a compensação declarada através da DCOMP em comento. Ora, a DIPJ versão original, entregue em 06/06/2007 (efls 11/12) traz como valor devido do IRPJ (0220) relativo ao 1° trimestre de 2006 o montante de R$ 449.183,37. Conforme atestam os documentos juntados aos autos, o saldo foi recolhido em três quotas. Já no que tange às DCTFs juntadas aos autos pela recorrente (efls 13/19), atestase que são retificadoras e entregues depois do envio da DCOMP em análise (02/07/2008) – 22317.69603.020708.1.3.042809. Assim, para fins de vinculação ao despacho decisório, os débitos declarados em DCTF retificadora não têm força probatória suficiente a sustentar o direito creditório alegado. Deste fato, surge a necessidade da identificação de outros elementos para atestar a liquidez e certeza do crédito pretendido, que não só na DIPJ. Isto porque, o extrato constante às efls 69 denota que somente a DCTF original havia sido entregue antes da DCOMP apresentada e constava como saldo devedor para o IRPJ (0220) o montante de R$ 522.451,41, resultando em três cotas no montante de R$ 174.150,47, o que importaria na não existência do crédito pretendido, conforme Despacho Decisório emitido. Ora, da insuficiência de provas pela manifestação de inconformidade apresentada, deveria a autoridade julgadora a quo, converter em diligência o julgamento a fim de apurar a verdadeira condição do crédito pleiteado. Contudo, aplicando com supremacia o art. 333 da Lei n° 5.869, de 11 de janeiro de 1973 (Código de Processo Civil), julgou improcedente a manifestação por ausência de provas. Agora em sede recursal, foram apresentadas provas adicionais, entre os quais: o Balanço Patrimonial (efls 95/99), Balancete Analítico (efls 100/106), DIPJ (efls 107/112), DCTF´s retificadoras (efls. 113/123), Comprovantes de Rendimento (efls. 124/132), as DCOMP (efls 25/30) e os Comprovantes de Arrecadação (efls 151/157) que, contudo, ainda não permitem a completa comprovação do direito creditório pleiteado. Fl. 164DF CARF MF Impresso em 19/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/08/2013 por MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 15/08/2013 p or MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 16/08/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10855.909852/200911 Resolução nº 1802000.254 S1TE02 Fl. 165 5 Ao que consta na própria DIPJ, a diferença do valor inicialmente declarado em DCTF como devido para o tributo IRPJ (0220) de R$ 522.451,41 para o retificado de R$ 449.183,37 referemse ao Imposto de Renda Retido na Fonte relativos ao 1° Trimestre, no valor de R$ 64.518,97 (Comprovantes de Rendimento efls 137/145) e a dedução relativa ao PAT (Programa de Alimentação do Trabalhador), no valor de R$ 8.749,06. Da análise documental contudo, não há como atestar que o direito creditório pleiteado se encontra líquido e certo em favor da recorrente, visto que não há qualquer identificação de quais rendimentos retidos resultam no montante de R$ 64.518,97, fato também não analisado pelo julgador a quo. Também não há comprovação do direito ao crédito no valor de R$ 8.749,06, relativo ao PAT. Neste sentido dispõe a Súmula CARF n° 80: Súmula CARF n° 80: Na apuração do IRPJ, a pessoa jurídica poderá deduzir do imposto devido o valor do imposto de renda retido na fonte, desde que comprovada a retenção e o computo das receitas correspondentes na base de cálculo do imposto. Diante do exposto, converto o presente julgamento em diligência a fim de que sejam apurados o montante de imposto de renda retido na fonte na forma em que declarados em DIPJ, bem como, seja atestado quanto ao valor utilizado como abatimento do IRPJ devido a título de PAT, da seguinte forma: A recorrente deverá trazer aos autos cópias das notas fiscais emitidas que contém os impostos retidos que perfazem o montante de R$ 64.518,97 e os comprovantes de rendimento das pessoas jurídicas que retiveram esse montante no 1° Trimestre de 2006, devidamente identificados, comprovantes estes que devem ser objeto de validação pela autoridade fiscal; A recorrente também deverá demonstrar o cálculo do montante utilizado a título de PAT, com os documentos que entender cabíveis a fim de satisfazer o alegado direito creditório no montante de R$ 8.749,06. A não comprovação de tais elementos ensejará na improcedência do recurso. Após a realização da diligência, retornemse os autos. (ASSINADO DIGITALMENTE) Marciel Eder Costa Relator Fl. 165DF CARF MF Impresso em 19/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/08/2013 por MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 15/08/2013 p or MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 16/08/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA
score : 1.0
Numero do processo: 10875.901714/2008-67
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Jul 23 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Fri Sep 13 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Período de apuração: 01/02/2003 a 28/02/2003
RECURSO VOLUNTÁRIO. INTEMPESTIVIDADE. NÃO CONHECIMENTO
Por intempestivo, não se conhece do Recurso Voluntário protocolado após o prazo de trinta dias, a contar da ciência da decisão de primeira instância.
Numero da decisão: 3803-004.342
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, por intempestivo.
(assinado digitalmente)
Corintho Oliveira Machado - Presidente
(assinado digitalmente)
Juliano Eduardo Lirani Relator
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Corintho Oliveira Machado, Hélcio Lafetá Reis, Belchior Melo de Sousa, João Alfredo Eduão Ferreira, Juliano Eduardo Lirani e Jorge Victor Rodrigues.
Nome do relator: JULIANO EDUARDO LIRANI
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ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Período de apuração: 01/02/2003 a 28/02/2003 RECURSO VOLUNTÁRIO. INTEMPESTIVIDADE. NÃO CONHECIMENTO Por intempestivo, não se conhece do Recurso Voluntário protocolado após o prazo de trinta dias, a contar da ciência da decisão de primeira instância.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, por intempestivo. (assinado digitalmente) Corintho Oliveira Machado - Presidente (assinado digitalmente) Juliano Eduardo Lirani Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Corintho Oliveira Machado, Hélcio Lafetá Reis, Belchior Melo de Sousa, João Alfredo Eduão Ferreira, Juliano Eduardo Lirani e Jorge Victor Rodrigues.
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INTEMPESTIVIDADE. NÃO CONHECIMENTO Por intempestivo, não se conhece do Recurso Voluntário protocolado após o prazo de trinta dias, a contar da ciência da decisão de primeira instância. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, por intempestivo. (assinado digitalmente) Corintho Oliveira Machado Presidente (assinado digitalmente) Juliano Eduardo Lirani – Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Corintho Oliveira Machado, Hélcio Lafetá Reis, Belchior Melo de Sousa, João Alfredo Eduão Ferreira, Juliano Eduardo Lirani e Jorge Victor Rodrigues. Relatório O contribuinte supra descrito declarou DCOMP 28117.30036.040804.1.3.04 7645, transmitido em 04/08/2004, proveniente de crédito de PIS originado do pagamento a maior deste tributo, referente ao PA de 28.02.2003, recolhido em 31.07.2003. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 87 5. 90 17 14 /2 00 8- 67 Fl. 91DF CARF MF Impresso em 13/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/08/2013 por JULIANO EDUARDO LIRANI, Assinado digitalmente em 22/08/20 13 por JULIANO EDUARDO LIRANI, Assinado digitalmente em 03/09/2013 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO Processo nº 10875.901714/200867 Acórdão n.º 3803004.342 S3TE03 Fl. 92 2 À fl. 08 está anexo Despacho Decisório, que negou a compensação declarada sob o argumento de que não foi localizado crédito vinculado ao DARF indicado no PER/DCOMP. O contribuinte apresentou sintética Manifestação de Inconformidade à fl. 10, alegando que enviou PER/DCOMP retificadora com a finalidade de corrigir o código correto do DARF, já que após a retificação passou a constar o código 8109, tendo inclusive anexado cópia do DARF recolhido em 14.03.2003 no valor de R$ 4.574,47. Já às fls. 33/34 foi proferido o Acórdão n.° 05.31.226 1ª Turma da DRJ de Campinas, cuja ementa segue abaixo transcrita: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Período de apuração: 01/02/2003 a 28/02/2003 COMPENSAÇÃO. DARF. SALDO DISPONÍVEL. HOMOLOGAÇÃO. Comprovada a existência do DARF informado como origem do direito creditório em DCOMP, e constatada a existência de saldo disponível de pagamento, homologase a compensação até o seu limite. Manifestação de Inconformidade Procedente em Parte Direito Creditório Reconhecido em Parte. Com efeito, percebese que a decisão de piso confirma que o DARF não foi localizado em virtude de erro cometido pelo contribuinte quando preencheu a DCOMP, uma vez que este informou errado o código da receita e a data de arrecadação. Os julgadores ainda concluem que não há DCOMP retificadora da DCOMP referente ao presente processo, ou seja, a de n° 28117.30036.040804.1.3.047645, e que a DCOMP n° 07468.71656.171106.1.7.043492 é retificadora de uma outra declaração, a de n° 17146.83005.061006.1.3.045486, consoante se extrai da fl. 12 e seguinte. Assim, apesar dos equívocos em relação as DCOMPs, a DRJ deferiu parcialmente o crédito no valor de R$ 294,26, após pesquisa no banco de dados da RBF à fl. 30, em relação a DCOMP n.° 07468.71656.171106.1.7.043492, uma vez que o DARF indicado apresentava tal crédito. Irresignado, o contribuinte apresentou recurso voluntário às fls. 47/49 (numeração digital), argumentando que apresentou PER/DCOMP com crédito no valor de R$ 4.574,47 proveniente do recolhimento a maior de PIS Destacou ainda ter a DRJ concluído que o DARF indicado para comprovar o crédito em foco, estaria sendo utilizado em outra PER/DCOMP, a de n° 7468.71656.17106.1.7.043492, na qual é retificadora da PER/COMP n° 17146.83005.061006.1.3.045486 e a ele reservado para utilização do crédito. Entretanto, segundo o contribuinte, os débitos de PIS no código 6912 dos PAs de Out/2003 e Dez/2003, nos valores principais de R$ 2.553,08 e R$ 1.399,70 respectivamente, declarados em DCTF Retificadora do 4º Trimestre de 2003, e compensados Fl. 92DF CARF MF Impresso em 13/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/08/2013 por JULIANO EDUARDO LIRANI, Assinado digitalmente em 22/08/20 13 por JULIANO EDUARDO LIRANI, Assinado digitalmente em 03/09/2013 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO Processo nº 10875.901714/200867 Acórdão n.º 3803004.342 S3TE03 Fl. 93 3 na PER/DCOMP n° 28117.30036.040804.1.3.047645 são os mesmos compensados na PER/DCOMP n° 07468.71656.171106.1.7.043492, duplicando a compensação dos referidos débitos, pois deixou de cancelar a primeira compensação. Assim, requer o contribuinte a reconsideração da cobrança dos débitos mencionados no item 3 através do cancelamento de ofício da PER/DCOMP n° 28117.30036.040804.1.3.047645, visto que já foram compensados através da PER/DCOMP n° 07468.71656.171106.1.7.043492, e homologação da PER/DCOMP em questão. Voto Conselheiro, Juliano Eduardo Lirani Verifico, liminarmente, que o recurso voluntário às fls. 47/49 (numeração digital) foi protocolado fora do trintídio regulamentar, contado da data da intimação da decisão de primeira instância. Analisando o Aviso de Recebimento à fl. 46 (numeração digital), noto que a ciência da Decisão proferida pela DRJ ocorreu em 06.07.2011, mas o contribuinte aprestou o recuso somente em 16.08.2011, conforme se observa à fl. 47 dos autos na numeração digital. Diante do exposto, em face de sua intempestividade, não há como conhecer como recurso voluntário. É o voto. Sala das Sessões, 23 de julho de 201323 de julho de 2013 (assinado digitalmente) Juliano Eduardo Lirani Fl. 93DF CARF MF Impresso em 13/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/08/2013 por JULIANO EDUARDO LIRANI, Assinado digitalmente em 22/08/20 13 por JULIANO EDUARDO LIRANI, Assinado digitalmente em 03/09/2013 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO
score : 1.0
Numero do processo: 10935.904415/2009-11
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Oct 23 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Fri Nov 01 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Ano-calendário: 2004
ÔNUS DA PROVA.
É ônus processual do contribuinte fazer prova dos fatos alegados em contraposição à pretensão fiscal.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 3403-002.553
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso.
Antonio Carlos Atulim Presidente e Relator.
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Antonio Carlos Atulim, Alexandre Kern, Domingos de Sá Filho, Rosaldo Trevisan, Ivan Allegretti e Marcos Tranchesi Ortiz.
Nome do relator: ANTONIO CARLOS ATULIM
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É ônus processual do contribuinte fazer prova dos fatos alegados em contraposição à pretensão fiscal. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. Antonio Carlos Atulim – Presidente e Relator. Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Antonio Carlos Atulim, Alexandre Kern, Domingos de Sá Filho, Rosaldo Trevisan, Ivan Allegretti e Marcos Tranchesi Ortiz. Relatório Tratase de despacho de nãohomologação de compensação pela autoridade administrativa, em razão da não confirmação da existência do crédito informado, pois o pagamento consubstanciado no DARF discriminado pelo contribuinte no PER/DCOMP, foi utilizado integralmente para quitar débito anterior. Em sede de manifestação de inconformidade, solicitou a reconsideração do despacho denegatório, reafirmando a existência do crédito alegado. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 93 5. 90 44 15 /2 00 9- 11 Fl. 72DF CARF MF Impresso em 01/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/10/2013 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 28/10/201 3 por ANTONIO CARLOS ATULIM 2 A DRJ em Ribeirão Preto SP indeferiu a manifestação de inconformidade por falta de comprovação da certeza e liquidez do indébito. Regularmente notificado da decisão de primeira instância, o contribuinte recorreu em tempo hábil a este Conselho, alegando, em síntese, que colacionara aos autos o documento pertinente para a demonstração de seu direito, qual seja, a declaração retificadora. Alegou que o entendimento da DRJ não pode prosperar, pois a negativa do direito de compensação está calcada apenas no fato de ter retificado a DCTF após a apresentação da DECOMP. Disse que em homenagem ao princípio da verdade material deve ser sopesado pela Receita Federal a data do fato gerador e o montante efetivamente recolhido, o qual foi efetuado a maior, gerando o direito de compensação. Requereu a reforma da decisão de piso e a homologação da compensação efetuada. Considerando que a cópia do livro registro de saídas e das notas fiscais emitidas no período demonstram que houve destaque de IPI em valor superior ao crédito pleiteado, o colegiado houve por bem converter o julgamento em diligência (Resolução 3403 000.277), a fim de que fosse aferida a certeza e a liquidez do crédito alegado pelo contribuinte. O processo retornou com a informação de fls. 69, dando conta que o contribuinte foi intimado por duas vezes a apresentar os documentos necessários à aferição do crédito, mas deixou de apresentar os elementos solicitados. É o relatório. Voto Conselheiro Antonio Carlos Atulim, Relator. O recurso preenche os requisitos formais de admissibilidade e, portanto, dele tomo conhecimento. Verificase que no caso concreto o despacho que nãohomologou a compensação está escorado na inexistência da comprovação do indébito, pois o valor constante do DARF informado no PER/DCOMP fora alocado para pagamento integral de débito anterior. O art. 74, VI, § 7º da Lei nº 9.430/96 estabelece que no caso de não homologação da compensação declarada, o sujeito passivo será intimado a efetuar o pagamento em 30 dias, ressalvado o disposto no § 9º. O § 9º estabelece que é possível apresentar manifestação de inconformidade, enquanto que o § 11 estabelece que a manifestação de inconformidade e o recurso voluntário seguirão o rito do Decreto nº 70.235/72, que regula o Procedimento Administrativo Fiscal (PAF). Por seu turno, o art. 16 do Decreto nº 70.235/72, com a redação que lhe foi dada pelo art. 1º da Lei nº 8.748/93, assim estabelece: “Art. 16. A impugnação mencionará: (...) III os motivos de fato e de direito em que se fundamenta, os pontos de discordância e as razões e provas que possuir; Fl. 73DF CARF MF Impresso em 01/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/10/2013 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 28/10/201 3 por ANTONIO CARLOS ATULIM Processo nº 10935.904415/200911 Acórdão n.º 3403002.553 S3C4T3 Fl. 4 3 (...)” (Grifei) Diante da existência de normas específicas disciplinando o procedimento compensação, bem como o disposto no art. 69 da Lei nº 9.784/99, verificase que não existe nenhuma obrigatoriedade da Administração intimar previamente o contribuinte a apresentar as provas do direito alegado. À luz do art. 16, III, do PAF, caberia ao contribuinte ter apresentado os documentos comprobatórios do erro cometido na declaração anterior, que seriam os mesmos documentos comprobatórios da existência do indébito. O colegiado considerou que os documentos anexados pelo contribuinte às fls. 49 a 55, embora insuficientes, constituíam um início de prova. Desse modo, mesmo considerando não integralmente cumprido o art. 16, III, do PAF, esta turma de julgamento baixou o processo em diligência para que a certeza e a liquidez do crédito fosse aferida. O contribuinte foi intimado às fls. 63/64 e reintimado às fls. 66/67 a apresentar a documentação necessária à aferição de seu direito, mas nada apresentou à autoridade administrativa. O art. 170 do CTN estabelece como requisitos essenciais à compensação a certeza e a liquidez do indébito. A certeza se refere à existência jurídica do crédito e a liquidez se refere à magnitude do valor pleiteado. Cabe ao contribuinte comprovar esses requisitos em relação ao indébito alegado perante a Administração. Não tendo o recorrente, apresentado os documentos hábeis à comprovação daqueles requisitos legais, só me resta votar no sentido de negar provimento ao recurso. Antonio Carlos Atulim Fl. 74DF CARF MF Impresso em 01/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/10/2013 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 28/10/201 3 por ANTONIO CARLOS ATULIM
score : 1.0
Numero do processo: 16327.914070/2009-41
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Feb 28 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Fri Sep 13 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Data do fato gerador: 25/02/2008
NORMA JURÍDICO TRIBUTÁRIA. VIGÊNCIA.
A aplicação da lei tributária, no que concerce à sua vigência, rege-se pelas disposições legais aplicáveis às normas jurídicas em geral, se volta para as ocorrências futuras, ressalvados os casos pendentes, que são tratados, exclusivamente, em consonância às hipóteses previstas no artigo 106 do Código Tributário Nacional, nelas não se enquadrando os dispositivos da norma jurídica sob exame neste contencioso.
IOF. ALÍQUOTA. REDUÇÃO PERCENTUAL RETROATIVA. IMPOSSIBILIDADE.
A redução do percentual de alíquota de IOF pela via de decreto deve ser efetuada com observância das regras de interpretação do CTN, por se tratar de matéria de natureza tributária.
Numero da decisão: 3803-004.019
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do relatório e voto que integram o presente julgado. Vencido o Conselheiro Juliano Lirani. Designado para redigir o voto vencedor o Conselheiro Jorge Victor Rodrigues.
(assinado digitalmente)
Belchior Melo de Sousa Presidente Substituto
(assinado digitalmente)
Juliano Lirani Relator
(assinado digitalmente)
Jorge Victor Rodrigues Redator designado.
Editado em: 08/05/2013
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: BELCHIOR MELO DE SOUSA (Presidente substituto), na ausência do Presidente Conselheiro ALEXANDRE KERN, JOAO ALFREDO EDUÃO FERREIRA, JULIANO EDUARDO LIRANI, HÉLCIO LAFETÁ REIS, JOSÉ LUIZ FEISTAUER DE OLIVEIRA, JORGE VICTOR RODRIGUES.
Nome do relator: JULIANO EDUARDO LIRANI
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ementa_s : Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Data do fato gerador: 25/02/2008 NORMA JURÍDICO TRIBUTÁRIA. VIGÊNCIA. A aplicação da lei tributária, no que concerce à sua vigência, rege-se pelas disposições legais aplicáveis às normas jurídicas em geral, se volta para as ocorrências futuras, ressalvados os casos pendentes, que são tratados, exclusivamente, em consonância às hipóteses previstas no artigo 106 do Código Tributário Nacional, nelas não se enquadrando os dispositivos da norma jurídica sob exame neste contencioso. IOF. ALÍQUOTA. REDUÇÃO PERCENTUAL RETROATIVA. IMPOSSIBILIDADE. A redução do percentual de alíquota de IOF pela via de decreto deve ser efetuada com observância das regras de interpretação do CTN, por se tratar de matéria de natureza tributária.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do relatório e voto que integram o presente julgado. Vencido o Conselheiro Juliano Lirani. Designado para redigir o voto vencedor o Conselheiro Jorge Victor Rodrigues. (assinado digitalmente) Belchior Melo de Sousa Presidente Substituto (assinado digitalmente) Juliano Lirani Relator (assinado digitalmente) Jorge Victor Rodrigues Redator designado. Editado em: 08/05/2013 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: BELCHIOR MELO DE SOUSA (Presidente substituto), na ausência do Presidente Conselheiro ALEXANDRE KERN, JOAO ALFREDO EDUÃO FERREIRA, JULIANO EDUARDO LIRANI, HÉLCIO LAFETÁ REIS, JOSÉ LUIZ FEISTAUER DE OLIVEIRA, JORGE VICTOR RODRIGUES.
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VIGÊNCIA. A aplicação da lei tributária, no que concerce à sua vigência, regese pelas disposições legais aplicáveis às normas jurídicas em geral, se volta para as ocorrências futuras, ressalvados os casos pendentes, que são tratados, exclusivamente, em consonância às hipóteses previstas no artigo 106 do Código Tributário Nacional, nelas não se enquadrando os dispositivos da norma jurídica sob exame neste contencioso. IOF. ALÍQUOTA. REDUÇÃO PERCENTUAL RETROATIVA. IMPOSSIBILIDADE. A redução do percentual de alíquota de IOF pela via de decreto deve ser efetuada com observância das regras de interpretação do CTN, por se tratar de matéria de natureza tributária. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do relatório e voto que integram o presente julgado. Vencido o Conselheiro Juliano Lirani. Designado para redigir o voto vencedor o Conselheiro Jorge Victor Rodrigues. (assinado digitalmente) Belchior Melo de Sousa – Presidente Substituto (assinado digitalmente) Juliano Lirani – Relator AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 16 32 7. 91 40 70 /2 00 9- 41Fl. 407DF CARF MF Impresso em 13/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/07/2013 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 22/07/20 13 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 01/08/2013 por BELCHIOR MELO DE SOUSA 2 (assinado digitalmente) Jorge Victor Rodrigues – Redator designado. Editado em: 08/05/2013 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: BELCHIOR MELO DE SOUSA (Presidente substituto), na ausência do Presidente Conselheiro ALEXANDRE KERN, JOAO ALFREDO EDUÃO FERREIRA, JULIANO EDUARDO LIRANI, HÉLCIO LAFETÁ REIS, JOSÉ LUIZ FEISTAUER DE OLIVEIRA, JORGE VICTOR RODRIGUES. Relatório Tratase de PER/DCOMP transmitido com a finalidade de compensar crédito de IOF proveniente do recolhimento a maior no valor de R$ 62.633,48, com débito do mesmo tributo. À fl. 24 consta despacho decisório, por meio do qual não foi homologado o pedido de compensação, sob o argumento de que foram localizados pagamentos integralmente utilizados para quitação de débitos do contribuinte. Já as fls. 01/12 o contribuinte apresentou Manifestação de Inconformidade e argumentou em sua defesa que por erro no preenchimento da DCTF, foi incluído valor maior do que o devido. Informa que o recolhimento indevido é pertinente ao IOF do período de 11/02 a 20/02 e apresentou planilha contendo relação de seus clientes que tiveram o imposto retido, totalizando a valor do crédito pleiteado. Afirma que realizou operações de câmbio com diversos clientes relacionadas a pagamento de juros sobre capital próprio e que nestas operações se aplica a alíquota zero, com fulcro no artigo 1º do Decreto n° 6.391/08, que alterou o art. 15 do Decreto n° 6.306/07, cuja redação segue abaixo transcrita. "Art. 1º O Decreto n° 6.306, de 14 de dezembro de 2007, passa a vigorar com as seguintes alterações: "Art. 15 § 1º XII nas liquidações de operações de câmbio para remessa de juros sobre o capital próprio e dividendos recebidos por investidor estrangeiro, referentes às aplicações de que tratam os incisos IX, X e XIII, AINDA QUE REALIZADAS ANTES DE 17 DE MARÇO DE 2008: ZERO; (grifo) Aduz que os contratos de câmbio estão anexos aos autos às fls. 37 e seguintes e às fls. 215/221 foram juntados extratos por intermédio dos quais se evidencia ter ocorrido a retenção e a devolução do IOF. Esclarece que a DCTF retificadora está anexa às fls.335/336. Protesta pela aplicação do princípio da verdade material e afirma que o princípio da legalidade veda a cobrança de tributo sem previsão legal. Colacionou decisões do CARF para demonstrar que o erro no preenchimento da DCTF pode ser corrigido por meio da apresentação de documentos idôneos. Fl. 408DF CARF MF Impresso em 13/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/07/2013 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 22/07/20 13 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 01/08/2013 por BELCHIOR MELO DE SOUSA Processo nº 16327.914070/200941 Acórdão n.º 3803004.019 S3TE03 Fl. 407 3 Às fls. 365/367 sobreveio o acórdão n.º 0532.242 – 3ª a Turma da DRJ/CPS, cuja ementa segue abaixo: Assunto: Imposto sobre Operações de Crédito, Câmbio e Seguro ou relativas a Título ou Valores Mobiliários IOF Data do fato gerador: 25/02/2008 Compensação. Direito Creditório. Legislação Aplicável. Irretroatividade. Impossibilidade A legislação tributária aplicase aos fatos geradores futuros ou pendentes, não se admitindo a retroatividade para abranger fatos geradores anteriores à vigência da novel legislação, ainda que seu objeto seja a redução a zero da alíquota aplicável. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Conforme se retira da decisão da DRJ, o PER/DCOMP transmitido não foi homologado, em razão de que os julgadores de primeiro grau compreenderam que todas as operações apresentadas são referentes a remessas de juros sobre o capital próprio e são anteriores a data em que o Decreto nº 6.391/2008 passou a ter vigência, ou seja, a 17/03/2008, razão pela qual não haveria fundamento jurídico para retroagir a aplicação da alíquota zero. Ademais, argumenta a DRJ que em se tratando de operações de câmbio, o fato gerador ocorre no ato da liquidação, momento em que se torna devido o tributo, nos termos do parágrafo único do art. 11 do Decreto n° 6.306/2007. A DRJ fixou ainda entendimento de que as operações de liquidação de câmbio, em si, continuaram sujeitas às normas vigentes na data de sua efetivação, aplicandose a alíquota zero apenas às operações que forem concretizadas após 17/03/2008, ou seja, depois que passou a ter vigência o Decreto nº 6.306/2007. “Quanto a expressão “ainda que realizadas antes de 17 de março de 2008”, contida no art. 1º do Decreto nº 6.391/2008, a decisão de primeiro grau teceu o seguinte comentário: Pelo exposto e até no contexto em que editado o próprio Decreto n° 6.391, de 2008, concluise que a expressão ainda que realizadas antes de 17 de março de 2008, tem por referência as remessas de juros e aplicações financeiras indicadas no texto, evidenciando a intenção do dispositivo de estender a alíquota zero às OPERAÇÕES DE LIQUIDAÇÃO DE CÂMBIO DECORRENTES DO RECEBIMENTO DE DIVIDENDOS DE APLICAÇÕES FINANCEIRAS TRATADAS NO DECRETO e que tenham ocorrido antes da entrada em vigor da nova norma de tributação. A toda vista, o benefício visa certo tipo de operações financeiras de modo a não penalizar investimentos realizados anteriormente à vigência do novo regime de tributação. Fl. 409DF CARF MF Impresso em 13/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/07/2013 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 22/07/20 13 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 01/08/2013 por BELCHIOR MELO DE SOUSA 4 Sendo assim, a norma veiculada pelo inciso XII retroage apenas no que tange às operações financeiras, de modo a abranger as efetuadas anteriormente ao decreto. Não existe retroatividade em direção ao fato gerador do IOF, ou seja, as liquidações de contratos de câmbio. Como visto, nem poderia existir por incompatível com a ordem jurídica tributária.(grifo) Às fls. 371/375 o contribuinte apresentou recurso voluntário, por meio do qual repisou os argumentos trazidos na Manifestação de Inconformidade e protesta pela aplicação a alíquota zero para as operações financeiras realizadas anteriormente a vigência do Decreto nº 6.306/07, por força da expressão “ainda que realizadas antes de 17 de março de 2008, contida no inciso XII do § 1º o do art. 15 daquele decreto, ainda que as liquidações fossem realizadas antes de 17/03/2008. Argumenta que a Fazenda Nacional deve regrar seus atos no princípio da legalidade, encartado no art. 37 da Constituição Federal e que não deve ser afastada a aplicação do citado decreto, por ser válido perante a ordem jurídica, sob pena da Administração estar usurpando competência de controle de legalidade conferido ao Poder Judiciário. Destaca que a decisão da DRJ não questionou a ocorrência dos contratos de câmbio apresentados na Manifestação de Inconformidade. Por fim, protesta pela reforma da decisão e pela homologação da compensação. Este é o relatório. Voto Vencido Conselheiro Juliano Lirani O recurso voluntário é tempestivo e merece ser conhecido. O recorrente pleiteia crédito proveniente do recolhimento a indevido de IOF, em razão de liquidações de operações de câmbio para remessa de juros sobre o capital próprio, sobre as quais foi recolhido o tributo. Acontece que depreendese da análise do art. 15, § 1º , inciso XII, do Decreto n° 6.306/07 (incluído pelo Decreto n° 6.391/08), que o correto efetivamente era aplicar alíquota zero. Veja os exatos termos da redação: "Art. 1º O Decreto n° 6.306, de 14 de dezembro de 2007, passa a vigorar com as seguintes alterações: "Art. 15 § 1º XII nas liquidações de operações de câmbio para remessa de juros sobre o capital próprio e dividendos recebidos por investidor estrangeiro, referentes às aplicações de que tratam os incisos ix, x e xiii, ainda que realizadas antes de 17 de março de 2008: zero; (grifo) Assim, embora a decisão de primeiro grau tenha negado a homologação da compensação sob o argumento de que as operações de liquidação de câmbio estavam sujeitas Fl. 410DF CARF MF Impresso em 13/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/07/2013 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 22/07/20 13 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 01/08/2013 por BELCHIOR MELO DE SOUSA Processo nº 16327.914070/200941 Acórdão n.º 3803004.019 S3TE03 Fl. 408 5 às normas vigentes na data de sua efetivação, aplicandose a alíquota zero apenas às operações realizadas após 17/03/2008, “data vênia” não posso concordar com tal posicionamento, na medida em que realizando uma interpretação literal daquela norma, retirase que gozam de alíquota zero do IOF as operações de câmbio para remessa de juros sobre o capital próprio. Além do que, o recorrente comprovou a existência dos contratos de câmbio às fls. 37/156, por intermédio dos quais é possível verificar o nome de seus clientes no campo denominado “Recebedor no Exterior”. Outra consideração importante diz respeito ao fato de que a planilha trazida à fl. 05 de sua Manifestação de Inconformidade, relaciona o nome de todos seus clientes e os valores de IOF recolhidos indevidamente em razão das operações de câmbio realizadas. Assim, considerando que o artigo 100 do CTN dispõe que são normas complementares das leis os atos normativos expedidos pela Administração, as decisões singulares e coletivas e as praticas reiteradas observadas pelas autoridades, então com maior razão deve ser conferido os decretos o caráter complementar às leis. Por fim é preciso dizer que o Decreto regulamenta Lei nº 8.894/94 que trata a respeito do Imposto sobre Operações de Crédito, Câmbio e Seguro, ou relativas a Títulos e Valores Mobiliários – IOF, logo não há razão para deixar de aplicálo, ainda mais quando expressamente autoriza a retroatividade da aplicação da menor alíquota. Ante o exposto, voto para dar provimento ao apelo do contribuinte. Juliano Lirani Relator Voto Vencedor Conselheiro Jorge Victor Rodrigues Peço vênia ao e. Conselheiro Relator, o Dr. Juliano, notadamente quanto à parte de desenvolvimento do voto condutor da decisão em comento, que trata da aplicação da norma tributária retroativamente, para fazer o registro de que a legislação tributária, no que concerne à sua vigência, regese pelas disposições legais aplicáveis às normas jurídicas em geral, ou seja, a aplicação da legislação tributária em regra se volta para as ocorrências futuras, ressalvados os casos pendentes, cuja ocorrência tenha tido início mas não esteja completa, vale dizer quando o fato gerador da obrigação não tenha se completado, em conformidade ao previsto no artigo 105 do CTN. Então admitese a possibilidade de aplicação retroativa da lei tributária, desde que em consonância com o que dispõe o artigo 106 do mesmo diploma legal, limitandose tais ocorrências às duas hipóteses nele assinaladas, quais sejam: (i) quando a lei seja expressamente interpretativa, hipótese esta descartada de plano, como de utilização efetiva, eis que o contido no inciso XII do § 1o do artigo 15 do Decreto nº 6.306/07, não possui esta natureza; e (ii) em se tratando de ato não definitivamente julgado. Considerando a possibilidade de aplicação da norma jurídica ao caso de que se cuida, em conformidade com o disposto no inciso II do art. 106 do CTN, ainda assim, nos depararemos com limitação de conteúdo e de alcance estabelecidas pelas hipóteses contidas nas Fl. 411DF CARF MF Impresso em 13/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/07/2013 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 22/07/20 13 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 01/08/2013 por BELCHIOR MELO DE SOUSA 6 alíneas atinentes a este inciso, a saber: (a) quando deixe de definilo como infração; (b) quando deixe de tratálo como contrário a qualquer exigência de ação ou omissão, desde que não tenha sido fraudulento e não tenha implicado em falta de pagamento de tributo; e (c) quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática. Como visto a situação fáticojurídica submetida a apreciação neste colegiado não se adéqua a nenhuma das hipóteses previstas no artigo 106 do CTN, o que torna a aplicação da alíquota zero inviável em data anterior àquela prevista no inciso XII do § 1o do artigo 15 do Decreto nº 6.306/07, in verbis: Art. 15. A alíquota máxima do IOF é de vinte e cinco por cento (Lei nº 8.894, de 1994, art. 5º). § 1o A alíquota do IOF fica reduzida para os percentuais abaixo enumerados (revogado pelo Decreto 7.412/2010). I – (...); XII – nas liquidações de operações de câmbio para remessa de juros sobre o capital próprio e dividendos recebidos por investidor estrangeiro, referentes às aplicações de que tratam os incisos IX, X e XIII, ainda que realizadas antes de 17 de março de 2008, zero; (incluído pelo Decreto nº 6.391/2008). Ressaltase, por relevante, que embora a redação do inciso XII do § 1o do artigo 15 do decreto retromencionado, submetido à apreciação desta Corte, tenha sido inserida somente com a publicação do Dec. 6.391/08 no DOU de 13/03/08, e revogada pelo Dec. 7.412/10, ambos os momentos ocorreram posteriormente ao fato gerador da obrigação objeto da exação fiscal (25/02/08), definido no art. 3o desse normativo, portanto não aplicável ao caso pelas razões já explicitadas. Ademais disso o artigo 8o do próprio decreto ora hostilizado já tratava da questão ‘alíquota zero’ para as situações descritas em seus incisos, donde se observa que o legislador estabeleceu o conteúdo e alcance das hipóteses normativas assim contempladas, expressamente. E mais, no âmbito da aplicação da legislação tributária, veio o artigo 99 do CTN dispor que o conteúdo e o alcance dos decretos restringemse aos das leis em função das quais sejam expedidos, determinados com observância das regras de interpretação estabelecidas nesta Lei. Portanto a redução do percentual de alíquota do IOF, por se tratar de matéria que possui natureza tributária (CTN, art. 97, II e IV), deve ser efetuada com observância das regras de interpretação do CTN, observado no caso vertente que o decreto em questão assume uma condição especial, diferente daquela de mero ato complementar, na medida em que a sua edição decorre de delegação constitucional expressa (art. 153, V, § 1o, CF/88). Com estas considerações acerca das possibilidades de retroação da lei tributária ouso divergir do entendimento profligado pelo i. Conselheiro Relator do acórdão em apreciação, para negar provimento ao recurso voluntário. É como voto. Sala das sessões, 28 de fevereiro de 2013 Fl. 412DF CARF MF Impresso em 13/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/07/2013 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 22/07/20 13 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 01/08/2013 por BELCHIOR MELO DE SOUSA Processo nº 16327.914070/200941 Acórdão n.º 3803004.019 S3TE03 Fl. 409 7 (Assinado digitalmente) Jorge Victor Rodrigues Redator designado. Fl. 413DF CARF MF Impresso em 13/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/07/2013 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 22/07/20 13 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 01/08/2013 por BELCHIOR MELO DE SOUSA
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Numero do processo: 19515.002955/2009-76
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Aug 14 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Wed Aug 28 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Obrigações Acessórias
Período de apuração: 01/11/2001 a 31/12/2004
PROCESSOS CONEXOS. AUTUAÇÃO DECORRENTE DO DESCUMPRIMENTO DA OBRIGAÇÃO PRINCIPAL DECLARADA IMPROCEDENTE. INSUBSISTÊNCIA DA OBRIGAÇÃO DE DECLARAR OS MESMOS FATOS GERADORES.
Sendo declarada a improcedência do crédito relativo a exigência da obrigação principal, deve seguir o mesmo destino a lavratura decorrente da falta de declaração dos fatos geradores correspondentes na GFIP..
Embargos Acolhidos.
Numero da decisão: 2401-003.158
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, acolher os embargos de declaração, de modo que se rerratifique o acórdão n. 2401-02.190, para que seja excluída a multa aplicada em decorrência da falta de declaração das remunerações pagas aos contribuintes individuais.
Elias Sampaio Freire - Presidente
Kleber Ferreira de Araújo - Relator
Participaram do presente julgamento o(a)s Conselheiro(a)s Elias Sampaio Freire, Kleber Ferreira de Araújo, Igor Araújo Soares, Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Carolina Wanderley Landim e Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira.
Nome do relator: KLEBER FERREIRA DE ARAUJO
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ementa_s : Assunto: Obrigações Acessórias Período de apuração: 01/11/2001 a 31/12/2004 PROCESSOS CONEXOS. AUTUAÇÃO DECORRENTE DO DESCUMPRIMENTO DA OBRIGAÇÃO PRINCIPAL DECLARADA IMPROCEDENTE. INSUBSISTÊNCIA DA OBRIGAÇÃO DE DECLARAR OS MESMOS FATOS GERADORES. Sendo declarada a improcedência do crédito relativo a exigência da obrigação principal, deve seguir o mesmo destino a lavratura decorrente da falta de declaração dos fatos geradores correspondentes na GFIP.. Embargos Acolhidos.
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CONTRADIÇÃO NO ACÓRDÃO. COMPROVAÇÃO. ACOLHIMENTO. Restando comprovada contradição no Acórdão guerreado, na forma suscitada pela Embargante, impõese o acolhimento dos Embargos de Declaração para suprir a contradição apontada, dandolhe efeitos infringentes na parte em que o saneamento da contradição necessariamente conduza a alteração no resultado do julgamento. ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Período de apuração: 01/11/2001 a 31/12/2004 PROCESSOS CONEXOS. AUTUAÇÃO DECORRENTE DO DESCUMPRIMENTO DA OBRIGAÇÃO PRINCIPAL DECLARADA IMPROCEDENTE. INSUBSISTÊNCIA DA OBRIGAÇÃO DE DECLARAR OS MESMOS FATOS GERADORES. Sendo declarada a improcedência do crédito relativo a exigência da obrigação principal, deve seguir o mesmo destino a lavratura decorrente da falta de declaração dos fatos geradores correspondentes na GFIP.. Embargos Acolhidos. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 19 51 5. 00 29 55 /2 00 9- 76 Fl. 415DF CARF MF Impresso em 28/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/08/2013 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 18/08 /2013 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 26/08/2013 por ELIAS SAMPAIO FREIRE 2 ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, acolher os embargos de declaração, de modo que se rerratifique o acórdão n. 240102.190, para que seja excluída a multa aplicada em decorrência da falta de declaração das remunerações pagas aos contribuintes individuais. Elias Sampaio Freire Presidente Kleber Ferreira de Araújo Relator Participaram do presente julgamento o(a)s Conselheiro(a)s Elias Sampaio Freire, Kleber Ferreira de Araújo, Igor Araújo Soares, Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Carolina Wanderley Landim e Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira. Fl. 416DF CARF MF Impresso em 28/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/08/2013 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 18/08 /2013 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 26/08/2013 por ELIAS SAMPAIO FREIRE Processo nº 19515.002955/200976 Acórdão n.º 2401003.158 S2C4T1 Fl. 416 3 Relatório Tratase de retorno de diligência determinado pela Resolução n. 240102.190 – 4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária, na qual se requereu informação acerca do destino do processo n. 19515.002959/200954, o qual referese a exigência das contribuições cujos fatos geradores, por não terem sido declarados na Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social – GFIP, deram ensejo à autuação agora sob apreciação. A diligência em questão decorreu de embargos de declaração interpostos pelo sujeito passivo, os quais suscitaram a existência de contradição no Acórdão 2401– 02.190 – 4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária, em razão do decisum embargado ora reconhecer a impugnação do sujeito passivo contra os fatos geradores relativos aos pagamentos de remuneração a contribuintes individuais (diretores não empregados), ora mencionar que a matéria não havia sido questionada. Ao reconhecer que ocorreu contradição no acórdão guerreado, a Turma entendeu que somente mediante a realização de diligência poderia o acórdão ser saneado. Foi juntada, fls. 1.913/22, cópia do Acórdão n. 2403001.600 – 4ª Câmara / 3ª Turma Ordinária, o qual deu provimento ao recurso interposto pelo sujeito passivo, exonerandoo do crédito consignado no Auto de Infração – AI nº 37.211.1793, lavrado por ter a empresa deixado de arrecadar a contribuição dos segurados empregados sobre os valores pagos a título de vale transporte em pecúnia, bem como pelo recolhimento a menor das contribuições relativas aos pagamentos realizados a contribuintes individuais, no período de 01/2004 a 12/2004. Nesse decisum reconheceuse a decadência até 06/2004 e, no mérito, acolheuse a improcedência das contribuições incidentes sobre os valores pagos em pecúnia aos segurados empregados a título de valetransporte e sobre os pagamentos efetuados aos diretores nãoempregados. Cientificado dessa informação, o sujeito passivo manifestouse, requestando pelo acolhimento dos embargos para que se declare improcedente o AI, em razão do reconhecimento pelo CARF da insubsistência do lançamento conexo. É o relatório. Fl. 417DF CARF MF Impresso em 28/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/08/2013 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 18/08 /2013 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 26/08/2013 por ELIAS SAMPAIO FREIRE 4 Voto Conselheiro Kleber Ferreira de Araújo, Relator Admissibilidade Os embargos merecem conhecimento, posto que preenchem os requisitos de tempestividade e legitimidade. Da retificação do acórdão Conforme assinalei ao me deparar inicialmente com os embargos, de fato, observo que há contradição no acórdão, posto que inicialmente temse como não impugnada a questão dos pagamentos a contribuintes individuais (diretores), mas depois, o Relator reconhece que a empresa apresentou provas contra a ocorrência desses fatos geradores. Por outro lado, na análise das alegações relativas aos pagamentos efetuados a contribuintes individuais, o voto menciona a prova da inexistência destes segurados nas relações de pagamentos de vale transporte, que, na verdade dizem respeito à remuneração dos empregados e não dos contribuintes individuais. Assim, agora tendo a informação de que as contribuições decorrentes dos pagamentos a diretores nãoempregados foram afastadas no acórdão que julgou o AI conexo, devo reconhecer que deve ser afastada a multa decorrente desses fatos geradores. Todavia, quanto à incidência sobre o valetransporte pago em pecúnia aos segurados empregados, embora o entendimento dessa Turma tenha se alterado depois da edição da Súmula AGU n. 60, de 08/12/2011, não há como modificar o resultado quanto a essa matéria, uma vez que não se verificou a ocorrência de contradição nesse ponto do acórdão embargado. Conclusão Voto por acolher os embargos de declaração, de modo que se rerratifique o acórdão n. 240102.190, para que seja excluída a multa aplicada em decorrência da falta de declaração das remunerações pagas aos contribuintes individuais. Kleber Ferreira de Araújo Fl. 418DF CARF MF Impresso em 28/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/08/2013 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 18/08 /2013 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 26/08/2013 por ELIAS SAMPAIO FREIRE
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Numero do processo: 10680.930356/2009-68
Turma: Primeira Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Nov 06 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Fri Nov 08 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Exercício: 2007
PER/DCOMP. ÔNUS DA PROVA.
A Recorrente produzindo um conjunto probatório nos autos de suas alegações,. deve ser reconhecido o direito creditório, já que houve comprovação inequívoca da liquidez e da certeza do valor de tributo pago a maior.
Numero da decisão: 1801-001.741
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto da Relatora.
(assinado digitalmente)
Ana de Barros Fernandes Presidente
(assinado digitalmente)
Carmen Ferreira Saraiva - Relatora
Composição do colegiado. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Roberto Massao Chinen, Marcos Vinícius Barros Ottoni, Carmen Ferreira Saraiva, Leonardo Mendonça Marques, Luiz Guilherme de Medeiros Ferreira e Ana de Barros Fernandes.
Nome do relator: CARMEN FERREIRA SARAIVA
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ÔNUS DA PROVA. A Recorrente produzindo um conjunto probatório nos autos de suas alegações,. deve ser reconhecido o direito creditório, já que houve comprovação inequívoca da liquidez e da certeza do valor de tributo pago a maior. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto da Relatora. (assinado digitalmente) Ana de Barros Fernandes – Presidente (assinado digitalmente) Carmen Ferreira Saraiva Relatora Composição do colegiado. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Roberto Massao Chinen, Marcos Vinícius Barros Ottoni, Carmen Ferreira Saraiva, Leonardo Mendonça Marques, Luiz Guilherme de Medeiros Ferreira e Ana de Barros Fernandes. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 68 0. 93 03 56 /2 00 9- 68 Fl. 655DF CARF MF Impresso em 08/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/11/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 07/11/2 013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 07/11/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 10680.930356/200968 Acórdão n.º 1801001.741 S1TE01 Fl. 656 2 Relatório A Recorrente formalizou os Pedidos de Ressarcimento ou Restituição/Declaração de Compensação (Per/DComp) nº 17620.46635.200407.1.3.028336 apresentada em 20.04.2007, fls. 1466, utilizandose do saldo negativo de Imposto Sobre a Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) no valor original de R$46.924,10 do anocalendário de 2006 apurado pelo regime do lucro real anual, para compensação dos débitos confessados nos Per/DComp nºs 25946.33976.310507.1.3.021067, 29286.47929.100807.1.3.027030, 08494.79335.100108.1.3.024307, 34465.75165.290807.1.3.026731, 17620.46635.200407.1.3.028336 e 42453.30600.290908.1.3.029189. Em conformidade com o Despacho Decisório Eletrônico, fl. 13, as informações relativas ao reconhecimento do direito creditório foram analisadas das quais se concluiu pelo indeferimento do pedido. Restou esclarecido que Analisadas as informações prestadas no documento acima identificado, não foi possível confirmar a apuração do crédito, pois o valor informado na Declaração de Informações Econômico Fiscais da Pessoa Jurídica (DIPJ) não corresponde ao valor do saldo negativo informado no PER/DCOMP. Valor original do saldo negativo informado no PER/DCOMP com demonstrativo de crédito: R$46.924,10 Valor do saldo negativo informado na DIPJ: R$38.129,46 Diante do exposto, NÃO HOMOLOGO a compensação declarada nos seguintes PER/DCOMP: 25946.33976.310507.1.3.021067, 29286.47929.100807.1.3.027030, 08494.79335.100108.1.3.02 4307, 17640.46635.200407.1.3.028336, 34465.75165.290807.1.3.02673, e 42453.30600.290908.1.3.02918. Para tanto, cabe indicar o seguinte enquadramento legal: art. 165, art. 168 e 170, da Lei nº 5.172 de 25 de outubro de 1966 (Código Tributário Nacional CTN), art. 3º da Lei Complementar nº 118, de 19 de fevereiro de 2005 e art. 74 da Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996. Cientificada em 19.08.2009, fl. 100, a Recorrente apresentou a manifestação de inconformidade em 18.09.2009, fls. 0103, com os argumentos a seguir transcritos: A Per/DComp de n° 17640.46635.200407.1.3.028336 foi confeccionada utilizandose de crédito no valor de R$46.924,10, valor maior que o crédito real, conforme informado na DIPJ 2007. No entanto, a empresa solicita que a Receita Federal reconsidere estas informações e faça a cobrança de acordo com a diferença destes valores tendo em vista que o crédito de R$46.438,86 de Saldo Negativo de 1RPJ realmente existe. A empresa alega ainda ter confeccionado as seguintes Pe/DComp's seqüenciais do crédito de Saldo Negativo do 1RPJ, dois deles porém de forma errônea, em duplicidade, tanto na utilização dos créditos quanto nos débitos compensados. De acordo com a demonstração abaixo: Fl. 656DF CARF MF Impresso em 08/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/11/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 07/11/2 013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 07/11/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 10680.930356/200968 Acórdão n.º 1801001.741 S1TE01 Fl. 657 3 Ano Per/DComp Valor Saldo Negativo Original na Data da Transmissão Valor Original Utilizado Total dos Débitos 2006 29286.47929.100807.1.3.02 7030 46.924,10 28.440,51 10.663,31 11.500,38 17.790,99 2006 08494.79335.100108.1.3.02 4307 46.924,10 16.003,41 16.003,41 17.790,99 0,00 2006* 34465.75165.290807.1.3.02 6731 46.924,10 28.440,51 16.003,41 11.500,38 17.790,99 2006** 2453.30600.290908.1.3.02 9189 46.924,10 16.003,41 16.003 41 17.790,99 0,00 Notas: (*) Per/DComp com débitos e créditos idênticos aos da Per/DComp de nº 29286.47929.100807.1.3.027030 (**)Per/DComp com débitos e créditos idênticos aos da Per/DComp de nº 08494.79335.10010813.024307 Conclui Pelo exposto, requerse: (i) Que seja reconhecido o crédito no valor de R$46.924,10 de acordo com as demonstrações contábeis em anexo, e DIPJ retificada, que antes não informava o valor de Saldo Negativo sobre IRRF de aplicações financeiras, decorrente de mero erro de preenchimento passível de ser retificado, visto que próprio das limitações humanas; (ii) Cancelamento dos Per/DComp's nº 34465.75165.290807.1.3.026731 e 42453.30600.290908.1.3.02 9189 confeccionadas indevidamente. (iii) Atualização e habilitação do valor residual, após descontadas as compensações impostos informados nos Per/DComp's abaixo descritos: 1. 17640.46635.200407.1.3.028336 2. 25946.33976.310507.1.3.021067 3. 29286.47929.100807.1.3.027030 4. 08494.79335.100108.1.3.024307 Termos em que, Pede deferimento. Está registrado como resultado do Acórdão da 3ª TURMA/DRJ/BHE/MG nº 0237.153, de 27.01.2012, fls. 194207: “Manifestação de Inconformidade Procedente em Parte” assim decidido Acordam os membros da 3ª Turma de Julgamento, por unanimidade de votos, nos termos do voto da relatora, parte integrante deste Acórdão, em julgar PROCEDENTE EM PARTE a manifestação de inconformidade para: • NÃO CONHECER do pedido de cancelamento das DCOMP’s de nºs 34465.75165.290807.1.3.026731 e 42453.30600.290908.1.3.029189; Fl. 657DF CARF MF Impresso em 08/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/11/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 07/11/2 013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 07/11/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 10680.930356/200968 Acórdão n.º 1801001.741 S1TE01 Fl. 658 4 • Reconhecer o direito à utilização do crédito no importe de R$38.493,19, a título de Saldo Negativo de IRPJ AC 2006, na extinção dos débitos declarados pelo contribuinte nas DCOMP’s em litígio neste processo; • HOMOLOGAR a DCOMP de nº 17640.46635.200407.1.3.028336, mediante a utilização do crédito acima reconhecido; • HOMOLOGAR PARCIALMENTE a compensação declarada na DCOMP de nº 25946.33976.310507.1.3.021067, nos limites do direito de crédito remanescente da homologação da DCOMP acima identificada; • NÃO HOMOLOGAR as compensações declaradas nas DCOMP’s de nºs 29286.47929.100807.1.3.027030, 34465.75165.290807.1.3.026731, 08494.79335.100108.1.3.024307 e 42453.30600.290908.1.3.029189. Restou ementado ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 2006 DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO Desde que respeitadas as normas vigentes para a sua utilização, o sujeito passivo que apurar crédito relativo a tributo ou contribuição administrado pela RFB, passível de restituição ou de ressarcimento, poderá utilizálo na compensação de débitos próprios, vencidos ou vincendos, relativos a quaisquer tributos ou contribuições administrados por aquele Órgão. IRRF COMPROVAÇÃO O imposto de renda retido na fonte sobre quaisquer rendimentos, somente pode ser utilizado como componente do saldo negativo de IRPJ, se ficar comprovado, mediante documentação hábil e idônea, que o contribuinte sofreu a retenção deste imposto, e que os respectivos rendimentos foram oferecidos à tributação no período correspondente. RETIFICAÇÃO/CANCELAMENTO DA DCOMP A retificação ou o cancelamento da DCOMP somente é possível na hipótese de inexatidões materiais cometidas no seu preenchimento, da forma prescrita na legislação tributária vigente e somente para as declarações ainda pendentes de decisão administrativa na data da sua apresentação. Notificada em 09.02.2012, fl. 291, a Recorrente apresentou o recurso voluntário em 09.03.2012, fls. 292297, esclarecendo a peça atende aos pressupostos de admissibilidade. Discorre sobre o procedimento fiscal contra o qual se insurge e reitera alguns argumentos apresentados na manifestação de inconformidade. Cabe transcrever os excertos a seguir: A sociedade ora recorrente apresentou Manifestação de Inconformidade alegando, em síntese, que possuía um crédito de R$46.438,86 (quarenta e seis mil,quatrocentos e trinta e oito reais e oitenta e seis centavos), de acordo com o contido na DIPJ respectiva, crédito este que deveria ser compensado com os débitos descritos nas PER/DCOMP's ali identificadas. Fl. 658DF CARF MF Impresso em 08/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/11/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 07/11/2 013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 07/11/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 10680.930356/200968 Acórdão n.º 1801001.741 S1TE01 Fl. 659 5 Alegou, também, que das 06 (seis) PER/DCOMP's assinaladas na Manifestação de Inconformidade, 02 (duas) estavam em duplicidade, pelo que deveriam ser canceladas. No ato do julgamento, não foram realizados os cancelamentos das PER/DCOMP's que apresentavam duplicidade, por excesso formalismo (de acordo com o fundamento da decisão, o pedido deveria ser feito por formulário próprio, por via eletrônica, e somente nos casos em que a declaração ainda estivesse pendente de decisão administrativa). Ato contínuo, entendeuse que o crédito apontado não era de R$46.438,86 (quarenta e seis mil, quatrocentos e trinta e oito reais e oitenta e seis centavos), mas tãosomente de R$38.493,19 (trinta e oito mil, quatrocentos e noventa e três reais e dezenove centavos), sob o argumento de que os recolhimentos relativos a estas diferenças (R$8.430,91) não foram localizados (em outras palavras, não foram informados, pelas fontes pagadoras clientes da recorrente, que deveriam informar as retenções e respectivos recolhimentos). Enfim, foi julgada parcialmente procedente a Manifestação de Inconformidade, homologandose as PER/DCOMP's para efetivar as compensações, "em tese", até o limite do crédito reconhecido. [...] Deste modo, a primeira conclusão a que se chega é a de que, se foi homologada a integralmente a DCOMP nº 17640.46635.200407.1.3.028336 e parcialmente a DCOMP nº 25946.33976.310507.1.3.021067, e se elas tratam dos mesmos tributos/débitos, estes mesmos tributos foram compensados duas vezes (configurandose bitributação). Por isto é que se deveria, antes de qualquer outra providência, cancelar as PER/DCOMP's nºs 25946.33976.310507.1.3.021067 e 42453.30600.290908.1.3.029189, pois a considerar a situação atual, criada pela decisão ora recorrida, a recorrente está perdendo parte de seu crédito em virtude da compensação dúplice de tributos. [...] A segunda questão está no reconhecimento de crédito retido na fonte e recolhido pelos clientes da recorrente (fontes pagadoras). Observese que, em que pese o fato da recorrente possuir o saldo negativo IRPJ 2006 no valor de R$46.438,86 (quarenta e seis mil, quatrocentos e trinta e oito reais e oitenta e seis centavos), conforme declarado na DIPJ, reconheceuse, por meio da decisão ora recorrida, somente o valor de R$38.493,19 (trinta e oito mil quatrocentos e vinte três reais e dezenove centavos), sob a alegação de que não foi identificado, nas DIRF's entregues pelos clientes da recorrente, o total de Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF), no valor de R$8.430,91 (oito mil quatrocentos e trinta reais e noventa um centavo) crédito esse utilizado na composição do saldo negativo IRPJ 2006. Entretanto, o não recolhimento, pela fonte pagadora que promoveu a retenção do imposto ato praticado por força da lei não pode causar ao contribuinte uma penalidade (não reconhecimento do crédito, para fins de compensação Se a fonte pagadora reteve o imposto, estava também obrigada a recolhêlo, sob pena de multa e até configuração de crime (art. 2º da Lei nº 8.137/90). Isto em nada pode refletir no direito do contribuinte que, regularmente, destacou o imposto retido nas notas fiscais emitidas às fontes pagadoras e o declarou em seguida (a propósito, observese as notas fiscais relativas aos impostos retidos e não identificados pela SRF), já que o poder de fiscalização e punição,nestes casos, e única e exclusivamente do Fisco. Fl. 659DF CARF MF Impresso em 08/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/11/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 07/11/2 013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 07/11/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 10680.930356/200968 Acórdão n.º 1801001.741 S1TE01 Fl. 660 6 Conclui ISTO POSTO, a sociedade recorrente pede o conhecimento, processamento e julgamento do presente recurso, a fim de que seja provido, para: a) corrigir o erro material contido nas planilhas elaboradas na decisão recorrida, fls. 196 e 203, uma vez que não refletem corretamente os valores declarados nas PER/DCOMP's ali anotadas; b) promover o cancelamento das PER/DCOMP's nºs 25946.33976.310507.1.3.021067 e 42453.30600.290908.1.3.029189, uma vez que refletem o mesmo conteúdo das PER/DCOMP's nºs 17640.46635.200407.1.3.02 8336 e 08494.79335.100108.1.3.024307, respectivamente; c) reconhecer a existência do crédito de R$8.430,91 (oito mil quatrocentos e trinta reais e noventa um centavo), relativo ao Imposto de Renda retido na fonte, conforme notas fiscais, em anexo, independentemente de ter ou não sido recolhido/declarado pelas fontes pagadoras, compensandoo através da homologação das PER/DCOMP's relativas ao presente feito; d) independentemente de acolhimento do pedido imediatamente anterior, uma vez já reconhecido o crédito no importe de R$38.493,19 (trinta e oito mil, quatrocentos e noventa e três reais e dezenove centavos), homologar as demais PER/DCOMP's, utilizandose do referido crédito, com a atualização e habilitação do valor residual. Com a juntada de documentos e da procuração em anexo, pede deferimento. Tendo em vista a controvérsia entre a alegação do Erário e o argumento da Recorrente, a realização da diligência se torna imprescindível para esclarecer a situação fática com o escopo de privilegiar o principio da verdade material. Por esta razão, o julgamento do feito foi convertido na realização de diligência em conformidade com a Resolução da 1ª TURMA ESPECIAL/3ª CÂMARA/1ª SJ nº 180100.207, de 11.04.2013, fls. 401410, para que a Unidade da Receita Federal do Brasil que jurisdicione a Recorrente intime I) em relação ao pedido de cancelamento de Per/DComp I.a) sugiro em revisão de ofício analisar os pedidos de cancelamento das Per/DComp nºs 25946.33976.310507.1.3.021067 e 42453.30600.290908.1.3.029189, uma vez que nessas podem estar confessados nos mesmos débitos indicados nas Per/DComp nºs 17640.46635.200407.1.3.028336 e 08494.79335.100108.1.3.024307, respectivamente, comparativamente com os registros contábeis da Recorrente e as informações constantes nas DCTF no âmbito da DRF/Belo Horizonte/MG; II) atinente ao pedido de reconhecimento do direito creditório: II.a) instruir os autos com a DIPJ ativa, as DIRF ativas, bem como as DCTF ativas onde estão confessados os valores de IRPJ determinados sobre a base de cálculo estimada e os DARF correspondentes do anocalendário de 2006; II.b) intimar a Recorrente a apresentar: II.b.1) cópias das folhas do Livro Diário e do Livro Razão da conta nas quais são escrituradas as receitas referentes às notas fiscais de prestação de serviços para outras pessoas jurídicas de modo a comprovar o cômputo das receitas correspondentes na base de cálculo do tributo do anocalendário de 2006; Fl. 660DF CARF MF Impresso em 08/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/11/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 07/11/2 013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 07/11/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 10680.930356/200968 Acórdão n.º 1801001.741 S1TE01 Fl. 661 7 II.b.2) cópia das folhas do Livro Diário e do Livro Razão das contas nas quais estão escriturados os tributos a recuperar atinentes às receitas pertinentes às notas fiscais de prestação de serviços para outras pessoas jurídicas passíveis de dedução do IRPJ devido no encerramento do anocalendário de 2006; II.b.3) demonstrativo de como foram extintos os valores de IRPJ determinados sobre a base de cálculo estimada, em conformidade com as DCTF; III) intimar as fontes pagadoras listadas a DIPJ ativa do anocalendário de 2006 a apresentarem os informes de rendimentos, cuja beneficiária seja a Recorrente referentes aos valores de IRRF no total de R$8.430,91 do código 1708, que foram deduzidos do IRPJ devido para fins de apuração do suposto saldo negativo remanescente do anocalendário de 2006. Foi proferido o Relatório Fiscal, fls. 652654, do qual a Recorrente não foi regularmente notificada. Toda numeração de folhas indicada nessa decisão se refere à paginação eletrônica dos autos em sua forma digital ou digitalizada. É o Relatório. Voto Conselheira Carmen Ferreira Saraiva, Relatora O recurso voluntário apresentado pela Recorrente atende aos requisitos de admissibilidade previstos nas normas de regência, em especial no Decreto nº 70.235, de 06 de março de 1972. Assim, dele tomo conhecimento, inclusive para os efeitos do inciso III do art. 151 do Código Tributário Nacional (§ 11 do art. 74 da Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996). A parcela litigiosa trata nessa segunda instância de julgamento tratase de: (a) pedido de cancelamento das Per/DComp nºs 25946.33976.310507.1.3.02 1067 e 42453.30600.290908.1.3.029189, uma vez que ali estão confessados os mesmos débitos contidos nas Per/DComp nºs 17640.46635.200407.1.3.028336 e 08494.79335.100108.1.3.024307, respectivamente; (b) pedido de reconhecimento do direito de crédito no valor de R$8.430,91 referente ao IRRF do código 1708, que foi deduzido do IRPJ devido para fins de apuração do suposto saldo negativo remanescente do anocalendário de 2006. A Recorrente suscita que as Per/DComp devem ser deferidas. O sujeito passivo que apurar crédito relativo a tributo administrado pela RFB, passível de restituição, pode utilizálo na compensação de débitos. A partir de 01.10.2002, a compensação somente pode ser efetivada por meio de declaração e com créditos e débitos próprios, que ficam extintos sob condição resolutória de sua ulterior homologação. Também os Fl. 661DF CARF MF Impresso em 08/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/11/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 07/11/2 013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 07/11/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 10680.930356/200968 Acórdão n.º 1801001.741 S1TE01 Fl. 662 8 pedidos pendentes de apreciação foram equiparados a declaração de compensação, retroagindo à data do protocolo. Posteriormente, ou seja, em de 30.12.2003, ficou estabelecido que a Per/DComp constitui confissão de dívida e instrumento hábil e suficiente para a exigência dos débitos indevidamente compensados, bem como que o prazo para homologação tácita da compensação declarada é de cinco anos, contados da data da sua entrega. Ademais, o procedimento se submete ao rito do Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972, inclusive para os efeitos do inciso III do art. 151 do Código Tributário Nacional. O procedimento de apuração do direito creditório não prescinde comprovação inequívoca da liquidez e da certeza do valor de tributo pago a maior1. O pressuposto é de que a pessoa jurídica deve manter os registros de todos os ganhos e rendimentos, qualquer que seja a denominação que lhes seja dada independentemente da natureza, da espécie ou da existência de título ou contrato escrito, bastando que decorram de ato ou negócio. A escrituração mantida com observância das disposições legais faz prova a favor dela dos fatos nela registrados e comprovados por documentos hábeis, segundo sua natureza, ou assim definidos em preceitos legais2. O procedimento de apuração do direito creditório não prescinde comprovação inequívoca da liquidez e da certeza do valor de tributo pago a maior. O valor do direito creditório deve ser acrescido de juros equivalentes à taxa Selic a partir do mês de janeiro do anocalendário subseqüente em relação aos saldos negativos de IRPJ e de CSLL apurados anualmente. O cancelamento do pedido de restituição ou da compensação pode ser requerido pelo sujeito passivo mediante a apresentação à RFB do pleito gerado a partir do programa Per/DComp3. Analisando a situação fática temse que nas Per/DComp estão regularmente confessados pela Recorrente os débitos. Estes documentos estão produzindo efeitos na ordem jurídica, uma vez que não foram por ela cancelados no modo, no tempo e na forma prescritos em lei. Por seu turno, o art. 302 do Regimento Interno da Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB), aprovado pela a Portaria MF nº 203, de 14 de maio de 2012, prevê que aos Delegados da Receita Federal do Brasil incumbem, no âmbito da respectiva jurisdição, as atividades relacionadas com a gerência e a modernização da administração tributária e aduaneira e, especificamente decidir sobre a revisão de ofício, a pedido do contribuinte ou no interesse da administração, inclusive quanto aos créditos tributários lançados, inscritos ou não em Dívida Ativa da União, e ainda decidir sobre pedidos de cancelamento ou reativação de declarações. Os pedidos de cancelamento das Per/DComp devem ser solicitado à autoridade preparadora que jurisdiciona a Recorrente, em procedimento de revisão de ofício no âmbito da DRF/Belo Horizonte/MG (art. 147 do Código Tributário Nacional). Em relação à dedução de Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF), a legislação prevê que no regime de tributação com base no lucro real a pessoa jurídica pode deduzir do valor apurado no encerramento do período, o valor retido na fonte sobre as receitas que integraram a base de cálculo correspondente4. Para tanto, as pessoas jurídicas são obrigadas a prestar aos órgãos da RFB, no prazo legal, informações sobre os rendimentos que pagaram ou creditaram no anocalendário anterior, por si ou como representantes de terceiros, com indicação da natureza das respectivas importâncias, do nome, endereço e número de 1 Fundamentação legal: art. 165, art. 168, art. 170 e art. 170A do Códido Tributário Nacional, art. 9º do Decreto Lei nº 1.598, de 26 de dezembro de 1977, 1º e art. 2º, art. 51 e art. 74 da Lei nº 9.430, de 26 de dezembro de 1996, art. 49 da Lei nº 10.637, de 30 de dezembro de 2002 e art. 17 da Lei nº 10.833, de 29 de dezembro de 2003. 2 Fundamentação legal : art. 195 do Código Tributário Nacional, art. 51 da Lei nº 7.450, de 23 de dezembro de 1985, art. 6º e art. 9º do DecretoLei nº 1.598, de 26 de dezembro de 1977, art. 37 da Lei nº 8.981, de 20 de novembro de 1995, art. 6º e art. 24 da Lei nº 9.249, de 26 de dezembro de 1995 e art. 1º e art. 2º da Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996. 3 Fundamentação legal: art. 82 da Instrução Normativa RFB nº 900, de 30 de dezembro de 2008. 4 Fundamentação legal: Lei 10.833 de 29 de dezembro de 2003. Fl. 662DF CARF MF Impresso em 08/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/11/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 07/11/2 013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 07/11/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 10680.930356/200968 Acórdão n.º 1801001.741 S1TE01 Fl. 663 9 inscrição no CNPJ, das pessoas que o receberam, bem como o imposto de renda retido da fonte, mediante a Declaração de Imposto de Renda Retido na Fonte (DIRF). Também as pessoas jurídicas que efetuarem pagamentos com retenção do imposto na fonte devem fornecer à pessoa jurídica beneficiária, até o dia 31 de janeiro, documento comprobatório, em duas vias, com indicação da natureza e do montante do pagamento, das deduções e do imposto retido no anocalendário anterior, que no caso é o Informe de Rendimentos. Assim, o valor retido na fonte somente pode ser compensado se a pessoa jurídica possuir comprovante de retenção emitido em seu nome pela fonte pagadora para fins de apuração do saldo negativo de IRPJ no encerramento do período5. A legislação expressamente permite a dedução dos valores de IRRF referentes ao código de arrecadação nº 1708 a título de remuneração de serviços profissionais prestados por pessoa jurídica (art. 52 da Lei n° 7.450, de 23 de dezembro de 1985). Ademais, na apuração do IRPJ, a pessoa jurídica poderá deduzir da do IRPJ devido o valor retido na fonte, desde que comprovada a retenção e o cômputo das receitas correspondentes na base de cálculo do tributo (Súmula CARF nº 80). Instaurada a fase litigiosa do procedimento, cabe à Recorrente detalhar os motivos de fato e de direito em que se basear expondo de forma minuciosa os pontos de discordância e suas razões e instruindo a peça de defesa com prova documental préconstituída imprescindível à comprovação das matérias suscitadas. Por seu turno, a autoridade julgadora, orientandose pelo princípio da verdade material na apreciação da prova, deve formar livremente sua convicção mediante a persuasão racional decidindo com base nos elementos existentes no processo e nos meios de prova em direito admitidos. Para que haja o reconhecimento do direito creditório é necessário um cuidadoso exame do pagamento a maior de tributo, uma vez que é absolutamente essencial verificar a precisão dos dados informados em todos os livros de escrituração obrigatórios por legislação fiscal específica bem como os documentos e demais papéis que serviram de base para escrituração comercial e fiscal. Dessa forma, a comprovação, de maneira inequívoca, a liquidez e a certeza do valor pleiteado a título de restituição gera direito à compensação de débito até o valor reconhecido 6. Feitas essas considerações normativas, tem cabimento a análise da situação fática tendo em vista os documentos já analisados pela autoridade de primeira instância de julgamento e aqueles produzidos em sede de recurso voluntário. Em relação ao pedido de cancelamento há evidências não definitivas de que nas Per/DComp nºs 25946.33976.310507.1.3.021067 e 42453.30600.290908.1.3.029189, podem estar confessados nos mesmos débitos indicados nas Per/DComp nºs 17640.46635.200407.1.3.028336 e 08494.79335.100108.1.3.024307, respectivamente, fls. 1786. No que se refere ao pedido de reconhecimento do direito de crédito no valor de R$8.430,91 referente ao IRRF do código 1708, que foi deduzido do IRPJ devido para fins de apuração do saldo negativo remanescente do anocalendário de 2006, temse que na DIPJ do anocalendário de 2006, em especial na Ficha 54 – Demonstrativo de IRRF, estão relacionados todos os valores dos rendimentos brutos e dos valores de IRRF de todas as fontes pagadoras, cujo somatório foi utilizado deduzido do IRPJ devido para fins de apuração do saldo negativo remanescente do anocalendário de 2006, fls. 92157. Ademais, os autos estão instruídos com as DIRF do anocalendário de 2006, fls. 160181 e a relação de pagamentos, fls. 182183. 5 Fundamentação legal: art. 86 da Lei nº 8.981, de 20 de janeiro de 1995, art. 11 do DecretoLei nº 1.968, de 23 de novembro de 1982 e art. 10 do DecretoLei nº 2.065, de 26 de outubro de 1983. 6 Fundamentação legal: art. 37 da Constituição Federal, art. 14, art. 15, art. 16, art. 17, art. 26A e art. 29 do Decreto nº 70.235, de 06 de março de 1972 e art. 2º da Lei nº 9.784, de 29 de janeiro de 1999. Fl. 663DF CARF MF Impresso em 08/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/11/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 07/11/2 013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 07/11/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 10680.930356/200968 Acórdão n.º 1801001.741 S1TE01 Fl. 664 10 Tendo em vista a controvérsia entre a alegação do Erário e o argumento da Recorrente, houve realização de diligência para esclarecer a situação fática (art. 18 do Decreto nº 70.235, de 1972) em que a Autoridade Fiscalizadora constatou efetivamente, fls. 652654: Em atenção à Resolução 1801000.207 – 1ª Turma Especial do CARF, 1ª Seção de Julgamento, datada de 11/04/2013 (fls. 401/410), elaboramos as informações a seguir. Item I) Comparando os débitos declarados na DCOMP 17640.46635.200407.1.3.028336 com os declarados na DCOMP 25946.33976.310507.1.3.021067 (planilha à fl. 416) e analisando a DCTF (fls. 418/483) e DACON (fls. 484/495) referentes aos períodos de apuração dos débitos, verificamos que realmente se trata de duplicidade, motivo pelo qual deve ser cancelada a cobrança dos débitos da DCOMP 25946.33976.310507.1.3.021067, processo 10680.931376/200956. Mesma situação ocorre na comparação dos débitos declarados na DCOMP 08494.79335.100108.1.3.024307 com os declarados na DCOMP 42453.30600.290908.1.3.029189 (planilha à fl. 417). Assim, deve ser cancelada também a cobrança dos débitos da DCOMP 42453.30600.290908.1.3.029189, processo 10680.931380/200914. Item II) A DIPJ ativa foi juntada às fls. 496/526, a DIRF ativa às fls. 531/552, a DCTF onde está confessado o IR estimativa e a comprovação do pagamento correspondente às fls. 527/530. Foi enviada intimação à interessada (fl. 413), solicitando cópias das folhas do Livro Diário e do Livro Razão das contas nas quais são escrituradas as receitas referentes às notas fiscais de prestação de serviços para outras pessoas jurídicas, de modo a comprovar o cômputo das receitas correspondentes na base de cálculo do imposto de renda, e das contas nas quais estão escriturados os tributos a recuperar, atinentes às receitas pertinentes às notas fiscais de prestação de serviços para outras pessoas jurídicas, passíveis de dedução do imposto de renda devido no encerramento do anocalendário de 2006. Foram apresentados os livros e as cópias solicitadas. Após análise, os livros foram devolvidos. As cópias encontramse às fls. 554/633. Conforme planilha à fl. 635, elaborada a partir das informações constantes na Ficha 11A da DIPJ 2007, para o ano de 2006 foi apurada estimativa de IR a pagar somente no mês de abril, no valor de R$ 29.285,19, informação também apresentada pela DCTF ativa. O pagamento foi confirmado nos sistemas da Receita Federal (fl. 530). Assim, não foi solicitado demonstrativo de como foram extintos os valores de IRPJ determinados sobre a base de cálculo estimada, em conformidade com as DCTF. Item III) Em relação à intimação das fontes pagadoras para apresentarem os informes de rendimentos, cuja beneficiária seja a recorrente, referentes aos valores de IRRF no total de R$8.430,91 do código 1708, que foram deduzidos do IRPJ devido para fins de apuração do suposto saldo negativo remanescente do anocalendário de 2006, Fl. 664DF CARF MF Impresso em 08/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/11/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 07/11/2 013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 07/11/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 10680.930356/200968 Acórdão n.º 1801001.741 S1TE01 Fl. 665 11 não foi feita, tendo em vista que já se passaram mais de cinco anos do prazo final de apresentação da DIRF e, não sendo a fonte pagadora a interessada no processo, não tem mais a obrigação legal de manter a documentação que seria intimada a apresentar. Conclusões Deve ser cancelada a cobrança dos débitos da DCOMP 25946.33976.310507.1.3.021067, processo 10680.931376/200956, e dos débitos da DCOMP 42453.30600.290908.1.3.029189, processo 10680.931380/200914, por se tratar de duplicidade. Do litígio atual de R$8.430,91, o valor de R$8.312,81 referese a retenção não confirmada em DIRF relacionada às receitas de prestação de serviços. O valor de R$118,10 referese à parte não confirmada em DIRF de retenção incidente sobre rendimentos de aplicações financeiras. A fim de comprovar as retenções relacionadas às receitas de prestação de serviços, as quais não foram confirmadas em DIRF, foram apresentadas pela interessada, instruindo o recurso voluntário, as notas fiscais de prestação de serviços às fls. 302/397. Analisando o Livro Diário, verificamos que se encontram escrituradas as receitas de prestação de serviços e o imposto de renda retido na fonte informados nas notas fiscais, exceto notas fiscais 1006, 1007, 1019, 1021 e 1022 (no Livro Diário, o último dia do mês de março para o qual há registro de lançamentos é o dia 10). Na planilha às fls. 636/637 há indicação das páginas do Livro Diário nas quais constam os lançamentos. No Livro Razão todos os registros foram confirmados nas páginas 176 a 178 e 526 a 530. O total de receitas auferidas na prestação de serviços no ano de 2006, conforme página 530 do Livro Razão, foi de R$4.061.423,17. Esse valor é exatamente o informado na ficha 06A (Demonstração do Resultado), linha 04 (Receita da Prestação de Serviços), da DIPJ 2007. O valor total das retenções de imposto de renda do ano de 2006, referente à prestação de serviços, registradas à página 178 do Livro Razão, é de R$47.633,17. Com base nas análises efetuadas, entendemos que as retenções relacionadas às receitas de prestação de serviços, no valor de R$8.312,81, estão confirmadas pelas notas fiscais apresentadas e registros contábeis efetuados. Em relação à retenção incidente sobre rendimentos de aplicações financeiras, na Ficha 54 da DIPJ 2007 há informação de retenção pela fonte pagadora BB ADM DE ATIVOS DISTR TÍTULOS E VALORES, CNPJ 30.822.936/000169, código de retenção 6800 (IRRF sobre rendimentos de aplicações financeiras), no valor de R$4.107,25. Foi confirmada em DIRF a retenção no valor de R$3.989,15, código de receita 6800 (IRRF sobre rendimentos de aplicações financeiras), referente à fonte pagadora citada. Foram apresentadas cópias dos extratos e comprovantes de rendimentos (fls. 638/644) que comprovam a retenção no montante de R$4.107,25, cujos lançamentos foram confirmados nos livros Razão e Diário (cópias às fls. 645/651). Assim, entendemos que foi confirmada a retenção objeto do presente litígio, no valor de R$8.430,91. Fl. 665DF CARF MF Impresso em 08/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/11/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 07/11/2 013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 07/11/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 10680.930356/200968 Acórdão n.º 1801001.741 S1TE01 Fl. 666 12 Nesse sentido restou exaustivamente comprovado que deve ser reconhecido o valor de R$8.430,91 a título de saldo negativo de IRPJ do anocalendário de 2006. A tese protetora exposta ela defendente, assim sendo, está demonstrada. Em relação à falta de notificação da Recorrente Relatório Fiscal, fls. 652654, temse que “quando puder decidir do mérito a favor do sujeito passivo a quem aproveitaria a declaração de nulidade, a autoridade julgadora não a pronunciará nem mandará repetir o ato ou suprirlhe a falta” (§ 3º do art. 59 do Decreto nº 70.235, de 06 de março de 1972). Como a decisão de mérito do litígio laborou em favor da Recorrente, não houve prejuízo a ausência de ciência do resultado da diligência. Em assim sucedendo, voto por dar provimento ao recurso voluntário para reconhecer valor de R$8.430,91 a título de saldo negativo de IRPJ do anocalendário de 2006 para fins de homologação da compensação pleiteada até o limite do direito creditório reconhecido. (assinado digitalmente) Carmen Ferreira Saraiva Fl. 666DF CARF MF Impresso em 08/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/11/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 07/11/2 013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 07/11/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES
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Numero do processo: 10950.900759/2008-74
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Sep 26 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Thu Oct 31 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Período de apuração: 01/10/2001 a 31/10/2001
DENÚNCIA ESPONTÂNEA. PAGAMENTO PRÉVIO À DECLARAÇÃO. EXCLUSÃO DA MULTA MORATÓRIA.
Configura denúncia espontânea da infração, nos termos do art. 138 do CTN, o pagamento do tributo devido acompanhado dos juros de mora, desde que o recolhimento seja prévio à apresentação da declaração do débitos tributários e à ocorrência de qualquer procedimento fiscalizatório pelo Fisco. A denúncia espontânea exclui a aplicação da multa moratória.
Numero da decisão: 3201-001.450
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. Vencidos(a) os(a) Conselheiros(a) Joel Miyazaki e Mércia Helena Trajano Damorim.
JOEL MIYAZAKI - Presidente.
CARLOS ALBERTO NASCIMENTO E SILVA PINTO - Relator.
EDITADO EM: 03/10/2013
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Joel Miyazaki (presidente), Mércia Helena Trajano Damorim, Daniel Mariz Gudino, Carlos Alberto Nascimento e Silva Pinto, Ana Clarissa Masuko dos Santos Araújo e Luciano Lopes de Almeida Moraes.
Nome do relator: CARLOS ALBERTO NASCIMENTO E SILVA PINTO
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ementa_s : Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Período de apuração: 01/10/2001 a 31/10/2001 DENÚNCIA ESPONTÂNEA. PAGAMENTO PRÉVIO À DECLARAÇÃO. EXCLUSÃO DA MULTA MORATÓRIA. Configura denúncia espontânea da infração, nos termos do art. 138 do CTN, o pagamento do tributo devido acompanhado dos juros de mora, desde que o recolhimento seja prévio à apresentação da declaração do débitos tributários e à ocorrência de qualquer procedimento fiscalizatório pelo Fisco. A denúncia espontânea exclui a aplicação da multa moratória.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. Vencidos(a) os(a) Conselheiros(a) Joel Miyazaki e Mércia Helena Trajano Damorim. JOEL MIYAZAKI - Presidente. CARLOS ALBERTO NASCIMENTO E SILVA PINTO - Relator. EDITADO EM: 03/10/2013 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Joel Miyazaki (presidente), Mércia Helena Trajano Damorim, Daniel Mariz Gudino, Carlos Alberto Nascimento e Silva Pinto, Ana Clarissa Masuko dos Santos Araújo e Luciano Lopes de Almeida Moraes.
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/10/2001 a 31/10/2001 DENÚNCIA ESPONTÂNEA. PAGAMENTO PRÉVIO À DECLARAÇÃO. EXCLUSÃO DA MULTA MORATÓRIA. Configura denúncia espontânea da infração, nos termos do art. 138 do CTN, o pagamento do tributo devido acompanhado dos juros de mora, desde que o recolhimento seja prévio à apresentação da declaração do débitos tributários e à ocorrência de qualquer procedimento fiscalizatório pelo Fisco. A denúncia espontânea exclui a aplicação da multa moratória. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. Vencidos(a) os(a) Conselheiros(a) Joel Miyazaki e Mércia Helena Trajano Damorim. JOEL MIYAZAKI Presidente. CARLOS ALBERTO NASCIMENTO E SILVA PINTO Relator. EDITADO EM: 03/10/2013 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Joel Miyazaki (presidente), Mércia Helena Trajano Damorim, Daniel Mariz Gudino, Carlos Alberto Nascimento e Silva Pinto, Ana Clarissa Masuko dos Santos Araújo e Luciano Lopes de Almeida Moraes. Relatório AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 95 0. 90 07 59 /2 00 8- 74 Fl. 131DF CARF MF Impresso em 31/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/10/2013 por CARLOS ALBERTO NASCIMENTO E SILVA PINTO, Assinado digital mente em 20/10/2013 por CARLOS ALBERTO NASCIMENTO E SILVA PINTO, Assinado digitalmente em 30/10/2013 por JOEL MIYAZAKI Processo nº 10950.900759/200874 Acórdão n.º 3201001.450 S3C2T1 Fl. 132 2 Por bem descrever a matéria de que trata este processo, adoto e transcrevo abaixo o relatório que compõe a Decisão Recorrida. Trata o processo de manifestação de inconformidade, apresentada em face da homologação parcial da compensação declarada por meio do Per/Dcomp 23008.21962.240804.1.3.04 0258 nos termos do despacho decisório emitido em 09/05/2008 pela DRF em Maringá/PR (cópia à fl. 06). Segundo o despacho decisório, cientificado em 21/05/2008 (fl. 09), a compensação foi parcialmente homologada porque apenas a parcela de R$ 33,84 do pagamento realizado em 14/12/2001 (no total de R$ 11.366,03, cod. 8109), encontravase disponível. Na manifestação apresentada a contribuinte, após breve relato dos fatos, defende a suspensão da exigibilidade do crédito tributário compensado, discorre sobre a impossibilidade da exigência de multa sobre débitos tributários pagos espontaneamente (a teor do art. 138 do CTN) e aduz o caráter sancionatório da multa aplicada. Ao final, pede o acolhimento da manifestação, a suspensão da exigibilidade dos débitos compensados, a não lavratura de auto de infração para exigir a multa de mora e a não aplicação, por parte da Fazenda, da multa isolada punitiva. Sobreveio decisão da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Curitiba/PR, que julgou, por unanimidade de votos, improcedente a manifestação de inconformidade. Os fundamentos do voto condutor do acórdão recorrido encontramse consubstanciados na ementa abaixo transcrita: ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/10/2001 a 31/10/2001 MULTA DE MORA. DENÚNCIA ESPONTÂNEA. O beneficio da denúncia espontânea não se aplica aos tributos sujeitos a lançamento por homologação regularmente declarados, mas pagos a destempo. COMPENSAÇÃO. CREDITO INEXISTENTE. DCOMP. HOMOLOGAÇÃO PARCIAL. Comprovado nos autos que o crédito informado corno suporte para a compensação foi parcialmente utilizado pela contribuinte na extinção de outros débitos, mantémse a homologação das compensações requeridas até o limite do crédito reconhecido. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Inconformada com a decisão, apresentou a recorrente, tempestivamente, o presente recurso voluntário. Na oportunidade, reiterou os argumentos colacionados em sua defesa inaugural. Fl. 132DF CARF MF Impresso em 31/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/10/2013 por CARLOS ALBERTO NASCIMENTO E SILVA PINTO, Assinado digital mente em 20/10/2013 por CARLOS ALBERTO NASCIMENTO E SILVA PINTO, Assinado digitalmente em 30/10/2013 por JOEL MIYAZAKI Processo nº 10950.900759/200874 Acórdão n.º 3201001.450 S3C2T1 Fl. 133 3 É o relatório. Voto Conselheiro Carlos Alberto Nascimento e Silva Pinto O recurso voluntário atende aos requisitos de admissibilidade, razão pela qual dele tomo conhecimento. A lide restringese ao pedido de restituição de valores pagos indevidamente a título de multa de mora, devido à recorrente entender que o pagamento foi feito espontaneamente, e desta forma estaria albergado pela norma prevista no artigo 138 do CTN. O referido dispositivo assim dispõe: Art. 138. A responsabilidade é excluída pela denúncia espontânea da infração, acompanhada, se for o caso, do pagamento do tributo devido e dos juros de mora, ou do depósito da importância arbitrada pela autoridade administrativa, quando o montante do tributo dependa de apuração. Parágrafo único. Não se considera espontânea a denúncia apresentada após o início de qualquer procedimento administrativo ou medida de fiscalização, relacionados com a infração. Tal regra, com o objetivo estimular os contribuintes a se anteciparem a autoridade fiscal, dispensa estes do pagamento de multa. Para ter este direito, os contribuintes precisam efetuar o pagamento do crédito tributário que poderia ter sido constituído, mas não o foi, nem se encontra em fase de constituição, acrescido dos correspondentes juros de mora. O STJ, em dois julgamentos de recursos repetitivos representativos da controvérsia decididos na sistemática prevista pelo artigo 543C do CPC, de observância obrigatória por este órgão colegiado conforme estabelecido pelo artigo 62A do RICARF, estabeleceu os limites da aplicação da denúncia espontânea. No Resp nº 886.462RS, de relatoria do Ministro Teori Albino Zavascki, restou estabelecido que, em tendo o contribuinte declarado o tributo devido mas sem o correspondente recolhimento no vencimento, o pagamento a destempo não se configura como denúncia espontânea. Transcrevese a ementa abaixo: TRIBUTÁRIO. ICMS. EMBARGOS À EXECUÇÃO FISCAL. TRIBUTO DECLARADO PELO CONTRIBUINTE E NÃO PAGO NO PRAZO. DENÚNCIA ESPONTÂNEA. NÃO CARACTERIZAÇÃO. SÚMULA 360/STJ. 1 Nos termos da Súmula 360/STJ, "O benefício da denúncia espontânea não se aplica aos tributos sujeitos a lançamento por homologação regularmente declarados, mas pagos a destempo" . É que a apresentação de Guia de Informação e Apuração do ICMS – GIA, de Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais – DCTF, ou de outra declaração dessa natureza, Fl. 133DF CARF MF Impresso em 31/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/10/2013 por CARLOS ALBERTO NASCIMENTO E SILVA PINTO, Assinado digital mente em 20/10/2013 por CARLOS ALBERTO NASCIMENTO E SILVA PINTO, Assinado digitalmente em 30/10/2013 por JOEL MIYAZAKI Processo nº 10950.900759/200874 Acórdão n.º 3201001.450 S3C2T1 Fl. 134 4 prevista em lei, é modo de constituição do crédito tributário, dispensando, para isso, qualquer outra providência por parte do Fisco. Se o crédito foi assim previamente declarado e constituído pelo contribuinte, não se configura denúncia espontânea (art. 138 do CTN) o seu posterior recolhimento fora do prazo estabelecido . 2. Recurso especial parcialmente conhecido e, no ponto, improvido. Recurso sujeito ao regime do art. 543C do CPC e da Resolução STJ 08/08. De acordo com esta decisão, se o crédito foi previamente declarado e constituído pelo contribuinte, o seu posterior recolhimento fora do prazo estabelecido não se configura como denúncia espontânea para fins da exclusão da responsabilidade prevista no artigo 138 do CTN. Posteriormente, no julgamento do Resp nº 1.149.022SP, de relatoria do Ministro Luiz Fux, restou definida a configuração de denúncia espontânea na hipótese em que o contribuinte, após efetuar a declaração parcial do débito tributário acompanhado do respectivo pagamento integral, retificaa (antes de qualquer procedimento do fisco), noticiando a existência de diferença a maior, cuja quitação se dá concomitantemente. Abaixo transcrevese a ementa deste julgado: PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL REPRESENTATIVO DE CONTROVÉRSIA. ARTIGO 543C, DO CPC. TRIBUTÁRIO. IRPJ E CSLL. TRIBUTOS SUJEITOS A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. DECLARAÇÃO PARCIAL DE DÉBITO TRIBUTÁRIO ACOMPANHADO DO PAGAMENTO INTEGRAL. POSTERIOR RETIFICAÇÃO DA DIFERENÇA A MAIOR COM A RESPECTIVA QUITAÇÃO. DENÚNCIA ESPONTÂNEA. EXCLUSÃO DA MULTA MORATÓRIA. CABIMENTO. 1. A denúncia espontânea resta configurada na hipótese em que o contribuinte, após efetuar a declaração parcial do débito tributário (sujeito a lançamento por homologação) acompanhado do respectivo pagamento integral, retificaa (antes de qualquer procedimento da Administração Tributária), noticiando a existência de diferença a maior, cuja quitação se dá concomitantemente. 2. Deveras, a denúncia espontânea não resta caracterizada, com a conseqüente exclusão da multa moratória, nos casos de tributos sujeitos a lançamento por homologação declarados pelo contribuinte e recolhidos fora do prazo de vencimento, à vista ou parceladamente, ainda que anteriormente a qualquer procedimento do Fisco (Súmula 360/STJ) (Precedentes da Primeira Seção submetidos ao rito do artigo 543C, do CPC: REsp 886.462/RS, Rel. Ministro Teori Albino Zavascki, julgado em 22.10.2008, DJe 28.10.2008; e Resp 962.379/RS, Rel. Ministro Teori Albino Zavascki, julgado em 22.10.2008, DJe 28.10.2008). 3. É que "a declaração do contribuinte elide a necessidade da constituição formal do crédito, podendo este ser imediatamente Fl. 134DF CARF MF Impresso em 31/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/10/2013 por CARLOS ALBERTO NASCIMENTO E SILVA PINTO, Assinado digital mente em 20/10/2013 por CARLOS ALBERTO NASCIMENTO E SILVA PINTO, Assinado digitalmente em 30/10/2013 por JOEL MIYAZAKI Processo nº 10950.900759/200874 Acórdão n.º 3201001.450 S3C2T1 Fl. 135 5 inscrito em dívida ativa, tornandose exigível, independentemente de qualquer procedimento administrativo ou de notificação ao contribuinte" (REsp 850.423/SP, Rel. Ministro Castro Meira, Primeira Seção, julgado em 28.11.2007, DJ 07.02.2008). 4. Destarte, quando o contribuinte procede à retificação do valor declarado a menor (integralmente recolhido), elide a necessidade de o Fisco constituir o crédito tributário atinente à parte não declarada (e quitada à época da retificação), razão pela qual aplicável o benefício previsto no artigo 138, do CTN. 5. In casu, consoante consta da decisão que admitiu o recurso especial na origem (fls. 127/138): "No caso dos autos, a impetrante em 1996 apurou diferenças de recolhimento do Imposto de Renda Pessoa Jurídica e Contribuição Social sobre o Lucro, anobase 1995 e prontamente recolheu esse montante devido, sendo que agora, pretende ver reconhecida a denúncia espontânea em razão do recolhimento do tributo em atraso, antes da ocorrência de qualquer procedimento fiscalizatório. Assim, não houve a declaração prévia e pagamento em atraso, mas uma verdadeira confissão de dívida e pagamento integral, de forma que resta configurada a denúncia espontânea, nos termos do disposto no artigo 138, do Código Tributário Nacional." 6. Conseqüentemente, merece reforma o acórdão regional, tendo em vista a configuração da denúncia espontânea na hipótese sub examine . 7. Outrossim, forçoso consignar que a sanção premial contida no instituto da denúncia espontânea exclui as penalidades pecuniárias, ou seja, as multas de caráter eminentemente punitivo, nas quais se incluem as multas moratórias, decorrentes da impontualidade do contribuinte. 8. Recurso especial provido. Acórdão submetido ao regime do artigo 543C, do CPC, e da Resolução STJ 08/2008. A decisão distingue, portanto, o contribuinte que declara previamente o tributo devido, mas efetua o recolhimento a destempo, daquele que efetua o recolhimento antes de apresentar a declaração ou do início do procedimento fiscal de apuração do crédito tributário. Como já visto, a denúncia espontânea não resta caracterizada nos casos de tributos sujeitos a lançamento por homologação declarados pelo contribuinte e recolhidos fora do prazo de vencimento. Configurase a denuncia espontânea, contudo, caso o contribuinte, após efetuar a declaração parcial do débito tributário (sujeito a lançamento por homologação) acompanhado do respectivo pagamento integral, retificaa (antes de qualquer procedimento da Administração Tributária), noticiando a existência de diferença a maior, cuja quitação se dá concomitantemente. Fl. 135DF CARF MF Impresso em 31/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/10/2013 por CARLOS ALBERTO NASCIMENTO E SILVA PINTO, Assinado digital mente em 20/10/2013 por CARLOS ALBERTO NASCIMENTO E SILVA PINTO, Assinado digitalmente em 30/10/2013 por JOEL MIYAZAKI Processo nº 10950.900759/200874 Acórdão n.º 3201001.450 S3C2T1 Fl. 136 6 Este entendimento tem por base o fato de que, caso o recolhimento do tributo devido seja feito previamente a apresentação da declaração, tornase desnecessária a ação do Fisco para a constituição do crédito tributário. Em assim agindo o contribuinte, antecipandose a fiscalização, caracterizase a denuncia espontânea da infração, com a consequente exclusão da responsabilidade decorrente deste ato. Estabeleceuse, portanto, a data da constituição do crédito tributário como critério principal para se definir a espontaneidade. O julgado define ainda que o instituto da denúncia espontânea abrange também as multas moratórias, dado trataremse de penalidades pecuniárias, de caráter eminentemente punitivo, decorrentes da impontualidade do contribuinte. Ingressandose na análise do caso concreto à luz do exposto, temos que a recorrente procedeu com o pagamento do tributo devido acrescido de juros de mora e de multa de mora em 14/12/2001, tendo apresentado a DCTF em 15/2/2002. Constatase que o recolhimento foi efetivado antes de constituído o crédito tributário, de forma a caracterizar a denúncia espontânea da infração, com a consequente exclusão da responsabilidade pela infração. Os valores recolhidos a título de multa de mora, portanto, mostramse indevidos, possuindo a recorrente direito a sua restituição ou a compensação com tributos devidos. Diante do exposto, voto pela procedência da manifestação de inconformidade, reconhecendo o crédito tributário requerido e homologando a compensação declarada. Carlos Alberto Nascimento e Silva Pinto Relator Fl. 136DF CARF MF Impresso em 31/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/10/2013 por CARLOS ALBERTO NASCIMENTO E SILVA PINTO, Assinado digital mente em 20/10/2013 por CARLOS ALBERTO NASCIMENTO E SILVA PINTO, Assinado digitalmente em 30/10/2013 por JOEL MIYAZAKI
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Numero do processo: 15374.913809/2008-98
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Jul 25 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Tue Oct 01 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Data do fato gerador: 15/01/2001
COFINS - RESTITUIÇÃO/COMPENSAÇÃO - ERRO DE DECLARAÇÃO E RECOLHIMENTO - DIREITO À RESTITUIÇÃO E À COMPENSAÇÃO DOM DÉBITOS VENCIDOS OU VINCENDOS.
Diante do reconhecimento em diligência fiscal da existência, liquidez e certeza do valor do crédito de COFINS, recolhido indevidamente por comprovado erro em declaração, impõe-se o provimento do recurso para extinção recíproca dos créditos através da compensação.
Numero da decisão: 3402-002.132
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos dar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator
GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO
Presidente Substituto
FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D'EÇA
Relator
Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Gilson Macedo Rosenburg Filho (Presidente Substituto), Fernando Luiz da Gama Lobo DEça (Relator), Silvia de Brito Oliveira, Winderley Moraes Pereira (Substituto), João Carlos Cassuli Júnior, Leonardo Mussi da Silva (Suplente).
Nome do relator: FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D ECA
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ementa_s : Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins Data do fato gerador: 15/01/2001 COFINS - RESTITUIÇÃO/COMPENSAÇÃO - ERRO DE DECLARAÇÃO E RECOLHIMENTO - DIREITO À RESTITUIÇÃO E À COMPENSAÇÃO DOM DÉBITOS VENCIDOS OU VINCENDOS. Diante do reconhecimento em diligência fiscal da existência, liquidez e certeza do valor do crédito de COFINS, recolhido indevidamente por comprovado erro em declaração, impõe-se o provimento do recurso para extinção recíproca dos créditos através da compensação.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos dar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO Presidente Substituto FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D'EÇA Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Gilson Macedo Rosenburg Filho (Presidente Substituto), Fernando Luiz da Gama Lobo DEça (Relator), Silvia de Brito Oliveira, Winderley Moraes Pereira (Substituto), João Carlos Cassuli Júnior, Leonardo Mussi da Silva (Suplente).
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1796; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C4T2 Fl. 2 1 1 S3C4T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 15374.913809/200898 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3402002.132 – 4ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 25 de julho de 2013 Matéria PIS RESTITUIÇÃO/COMPENSAÇÃO ERRO NA DECLARAÇÃO Recorrente POWERPACK REPRESENTAÇÕES E COMÉRCIO LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Data do fato gerador: 15/01/2001 COFINS RESTITUIÇÃO/COMPENSAÇÃO ERRO DE DECLARAÇÃO E RECOLHIMENTO DIREITO À RESTITUIÇÃO E À COMPENSAÇÃO DOM DÉBITOS VENCIDOS OU VINCENDOS. Diante do reconhecimento em diligência fiscal da existência, liquidez e certeza do valor do crédito de COFINS, recolhido indevidamente por comprovado erro em declaração, impõese o provimento do recurso para extinção recíproca dos créditos através da compensação. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos dar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO Presidente Substituto FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D'EÇA Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Gilson Macedo Rosenburg Filho (Presidente Substituto), Fernando Luiz da Gama Lobo D’Eça (Relator), Silvia AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 15 37 4. 91 38 09 /2 00 8- 98 Fl. 297DF CARF MF Impresso em 01/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/08/2013 por FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D ECA, Assinado digitalmente e m 28/08/2013 por FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D ECA, Assinado digitalmente em 25/09/2013 por GILSON MA CEDO ROSENBURG FILHO 2 de Brito Oliveira, Winderley Moraes Pereira (Substituto), João Carlos Cassuli Júnior, Leonardo Mussi da Silva (Suplente). Relatório Tratase de Recurso Voluntário (fls. 49/58) contra o Acórdão DRJ/RJOII nº 1325.839 de 28/06/09 constante de fls. 43/45 exarado pela 4ª Turma da DRJ do Rio de Janeiro RJ que, por unanimidade de votos, houve por bem “improver” a Manifestação de Inconformidade de fls. 11/19, mantendo o Despacho Decisório da DERAT da DRF do Rio de Janeiro RJ (fls. 09) que indeferiu o Pedido de Restituição de COFINS no valor de R$ 5.649,19 e declarações de compensação com débitos de PIS, COFINS referentes ao período 07/04 no valor de R$ 8.022,46. Por seu turno, a r. decisão de fls. 43/45 da 4ª Turma da DRJ do Rio de Janeiro RJ, houve por bem “improver” a Manifestação de Inconformidade de fls. 11/19, mantendo o Despacho Decisório da DERAT da DRF do Rio de Janeiro RJ (fls. 09), aos fundamentos sintetizados na seguinte ementa: “ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/12/2000 a 31/12/2000 CRÉDITO NÃO COMPROVADO. COMPENSAÇÃO. NÃO HOMOLOGAR. Não é de se homologar a compensação declarada em DCOMP, cujo crédito utilizado não tenha sido devidamente comprovado. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/11/1999 a 30/11/1999 ÔNUS DA PROVA. ALEGAÇÃO DESACOMPANHADA DE PROVA. Cabe ao impugnante trazer juntamente com suas alegações impugnatórias todos os documentos que dêem a elas força probante. Solicitação Indeferida” Nas razões de Recurso Voluntário (fls. 49/58) oportunamente apresentadas, a ora Recorrente sustenta a insubsistência da r. decisão recorrida tendo em vista que: a) a legitimidade do crédito e da compensação pleiteados conforme demonstrativo da base de cálculo da contribuição referente ao período de apuração que teria feito exsurgir o pagamento a maior, contendo a discriminação das receitas auferidas (receitas isentas e receitas tributáveis, auferidas no mercado interno e no mercado externo), as diferenças apuradas, as respectivas folhas do Livro Razão e um relatório de cotação das taxas de câmbio. Submetido o recurso a julgamento, em sessão de 28/10/10, através da Resolução nº 340100.201 (fls. 126/130) a C. 1ª Turma ordinária da 4ª Câmara da 3ª Seção do CARF, acolhendo proposta do ínclito Relator (Cons. Odassi Guerzoni Filho), por unanimidade de votos converteu o julgamento em diligência, para que Colegiado fosse “informado pela Fl. 298DF CARF MF Impresso em 01/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/08/2013 por FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D ECA, Assinado digitalmente e m 28/08/2013 por FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D ECA, Assinado digitalmente em 25/09/2013 por GILSON MA CEDO ROSENBURG FILHO Processo nº 15374.913809/200898 Acórdão n.º 3402002.132 S3C4T2 Fl. 3 3 Unidade de origem, à luz dos documentos trazidos pela Recorrente ao processo, bem como de quaisquer outros pertinentes, acerca da existência do direito postulado no PER/Dcomp em questão, ressalvando que a interessada deverá ser cientificada do resultado do exame para, em desejando, se manifeste sobre ele no prazo de vinte dias”. No atendimento à diligência solicitada, a DIORT da DRF do Rio de Janeiro RJ (fls. 138/144) concluiu que: “(...) CONCLUSÃO Em função do exposto: A) A) CABE O RECONHECIMENTO DO DIREITO CREDITÓRIO PLEITEADO, RELATIVO A CRÉDITOS DE COFINS APURADOS NO 4º TRIMESTRE DE^2000J RELATIVO AO MÊS DE DEZEMBRO, NO VALOR TOTAL DE R$ 5.649,19; B) CABE A HOMOLOGAÇÃO DA DECLARAÇÃO COMPENSAÇÃO N° 16844.54625.120804.1.3.041099. Enquadramento Legal: Arts. 147, § 1º e 2º. 156, 165 e 170, da Lei 5.172, de 25 de outubro de 1966 (CTN). Art. 74 da Lei 9.430, de 27 de dezembro de 1996, Art. 5º, II da Lei 10.637, de 30/12/2002 (com a redação dada pelo Art. 37 da Lei n° 10.865, de 30/04/2004), MP n° 1.8586, de 29/06/1999 (atual MP n° 2.15835, de 24/08/2001), em seu art. 14, III, § 1º. Visando a economia processual, considero desnecessário a cientificação da interessada quanto ao resultado de exame, por que totalmente favorável a ela.” É o relatório. Voto Conselheiro FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D'EÇA, Relator O recurso reúne as condições de admissibilidade e, no mérito merece provimento. Realmente, a diligência solicitada, conclui que: “A) A) CABE O RECONHECIMENTO DO DIREITO CREDITÓRIO PLEITEADO, RELATIVO A CRÉDITOS DE COFINS APURADOS NO 4º TRIMESTRE DE^2000J RELATIVO AO MÊS DE DEZEMBRO, NO VALOR TOTAL DE R$ 5.649,19; Fl. 299DF CARF MF Impresso em 01/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/08/2013 por FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D ECA, Assinado digitalmente e m 28/08/2013 por FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D ECA, Assinado digitalmente em 25/09/2013 por GILSON MA CEDO ROSENBURG FILHO 4 B) CABE A HOMOLOGAÇÃO DA DECLARAÇÃO COMPENSAÇÃO N° 16844.54625.120804.1.3.041099.”. Diante da existência, liquidez e incerteza do valor do crédito restituendo de COFINS, reconhecida pela própria d. Fiscalização, é evidente que a Recorrente faz jus ao crédito restituendo e à compensação pleiteados, impondose o provimento do recurso, para reforma da r. decisão recorrida, para extinção dos créditos tributários compensados Isto posto voto no sentido de DAR PROVIMENTO ao recurso, para reformar a r. decisão recorrida nos termos dos direitos reconhecidos na diligência. É como voto. Sala das Sessões, em 25 de julho de 2013 FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D'EÇA Fl. 300DF CARF MF Impresso em 01/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/08/2013 por FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D ECA, Assinado digitalmente e m 28/08/2013 por FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D ECA, Assinado digitalmente em 25/09/2013 por GILSON MA CEDO ROSENBURG FILHO
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Numero do processo: 13082.000643/2011-01
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Sep 19 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Thu Oct 17 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/12/2001 a 30/09/2003
LANÇAMENTO TRIBUTÁRIO. RELATÓRIOS FISCAIS. FINS ESPECÍFICOS. LEITURA E INTERPRETAÇÃO CONJUNTA.
O lançamento tributário é constituído por uma diversidade de Relatórios, Termos e Discriminativos, os quais devem ser compulsados em seu conjunto, e de cuja sinergia emergem as condições de contorno específicas do crédito tributário em constituição.
NFLD. RELATÓRIO FISCAL. NÃO DISCRIMINAÇÃO DOS FATOS GERADORES. CERCEAMENTO DE DEFESA. INEXISTÊNCIA.
Não incorre em cerceamento do direito de defesa o lançamento tributário cujo Relatório Fiscal deixar arrolar, de forma discriminada, os fatos geradores lançados, nas hipóteses em que estes forem apurados, diretamente, a partir do exame das informações prestadas pelo sujeito passivo, ou por este declaradas em documentos elaborados pela própria empresa, confeccionados sob sua orientação, comando, domínio e responsabilidade, uma vez que são do seu inteiro conhecimento.
CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. COMPENSAÇÃO.
A compensação de contribuições previdenciárias está sujeita a rito e condições especificas definidas na Lei n° 8.212/91, sendo vedada a compensação com créditos que não sejam decorrentes de recolhimento indevido ou a maior das contribuições sociais previstas nas alíneas a, b, e c do Parágrafo Único do art. 11 da citada lei de custeio.
PRODUÇÃO DE PROVAS. MOMENTO PRÓPRIO. JUNTADA DE NOVOS DOCUMENTOS APÓS PRAZO DE DEFESA. REQUISITOS OBRIGATÓRIOS.
A impugnação deverá ser formalizada por escrito e mencionar os motivos de fato e de direito em que se fundamentar, bem como os pontos de discordância, e vir instruída com todos os documentos e provas que possuir, precluindo o direito de o impugnante fazê-lo em outro momento processual, salvo nas hipóteses taxativamente previstas na legislação previdenciária, sujeita a comprovação obrigatória a ônus do sujeito passivo.
Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 2302-002.769
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros da 2ª TO/3ª CÂMARA/2ª SEJUL/CARF/MF/DF, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
Liége Lacroix Thomasi Presidente de Turma.
Arlindo da Costa e Silva - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Liége Lacroix Thomasi (Presidente de Turma), André Luís Mársico Lombardi, Juliana Campos de Carvalho Cruz, Bianca Delgado Pinheiro e Arlindo da Costa e Silva.
Nome do relator: ARLINDO DA COSTA E SILVA
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 2ª TO/3ª CÂMARA/2ª SEJUL/CARF/MF/DF, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. Liége Lacroix Thomasi Presidente de Turma. Arlindo da Costa e Silva - Relator. Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Liége Lacroix Thomasi (Presidente de Turma), André Luís Mársico Lombardi, Juliana Campos de Carvalho Cruz, Bianca Delgado Pinheiro e Arlindo da Costa e Silva.
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RELATÓRIOS FISCAIS. FINS ESPECÍFICOS. LEITURA E INTERPRETAÇÃO CONJUNTA. O lançamento tributário é constituído por uma diversidade de Relatórios, Termos e Discriminativos, os quais devem ser compulsados em seu conjunto, e de cuja sinergia emergem as condições de contorno específicas do crédito tributário em constituição. NFLD. RELATÓRIO FISCAL. NÃO DISCRIMINAÇÃO DOS FATOS GERADORES. CERCEAMENTO DE DEFESA. INEXISTÊNCIA. Não incorre em cerceamento do direito de defesa o lançamento tributário cujo Relatório Fiscal deixar arrolar, de forma discriminada, os fatos geradores lançados, nas hipóteses em que estes forem apurados, diretamente, a partir do exame das informações prestadas pelo sujeito passivo, ou por este declaradas em documentos elaborados pela própria empresa, confeccionados sob sua orientação, comando, domínio e responsabilidade, uma vez que são do seu inteiro conhecimento. CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. COMPENSAÇÃO. A compensação de contribuições previdenciárias está sujeita a rito e condições especificas definidas na Lei n° 8.212/91, sendo vedada a compensação com créditos que não sejam decorrentes de recolhimento indevido ou a maior das contribuições sociais previstas nas alíneas ‘a’, ‘b’, e ‘c’ do Parágrafo Único do art. 11 da citada lei de custeio. PRODUÇÃO DE PROVAS. MOMENTO PRÓPRIO. JUNTADA DE NOVOS DOCUMENTOS APÓS PRAZO DE DEFESA. REQUISITOS OBRIGATÓRIOS. A impugnação deverá ser formalizada por escrito e mencionar os motivos de fato e de direito em que se fundamentar, bem como os pontos de discordância, e vir instruída com todos os documentos e provas que possuir, AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 08 2. 00 06 43 /2 01 1- 01 Fl. 194DF CARF MF Impresso em 17/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/10/2013 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 03/10/ 2013 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 15/10/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI 2 precluindo o direito de o impugnante fazêlo em outro momento processual, salvo nas hipóteses taxativamente previstas na legislação previdenciária, sujeita a comprovação obrigatória a ônus do sujeito passivo. Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 2ª TO/3ª CÂMARA/2ª SEJUL/CARF/MF/DF, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. Liége Lacroix Thomasi – Presidente de Turma. Arlindo da Costa e Silva Relator. Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Liége Lacroix Thomasi (Presidente de Turma), André Luís Mársico Lombardi, Juliana Campos de Carvalho Cruz, Bianca Delgado Pinheiro e Arlindo da Costa e Silva. Relatório Período de apuração: 01/12/2001 a 30/09/2003 Data da lavratura da NFLD: 12/03/2004. Data da Ciência da NFLD: 12/03/2004 Tratase de Recurso Voluntário interposto em face de Decisão Administrativa de 1ª Instância proferida pela Seção de Análise de Defesas e Recursos da Delegacia da Receita Previdenciária – Gerência Executiva Rio de Janeiro – Petrópolis, que julgou procedente o lançamento tributário formalizado mediante a NFLD nº 35.654.6659, consistente em contribuições sociais previdenciárias destinadas ao custeio da Seguridade Social, a cargo dos segurados empregados, incidentes sobre seus respectivos Salários de Contribuição mensal, arrecadadas pelo empregador mediante desconto das respectivas remunerações e não repassadas na época própria à Seguridade Social, conforme descrito no Relatório Fiscal a fls. 04/07. Consoante os termos da resenha fiscal, o valor originário do débito apurado corresponde, em cada competência, ao montante das contribuições sociais arrecadadas, mediante desconto, pelo empregador, dos segurados empregados que lhe prestaram serviços no período, abatido deste montante as deduções de saláriofamília no período de 07/2003 a 09/2003, sendo que o restante das cotas de saláriofamília do período de 12/2001 a 07/2002 já foram abatidas em parcelamento anterior. Fl. 195DF CARF MF Impresso em 17/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/10/2013 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 03/10/ 2013 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 15/10/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI Processo nº 13082.000643/201101 Acórdão n.º 2302002.769 S2C3T2 Fl. 195 3 Os valores constantes na rubrica "segurados" dos discriminativos de débito foram apurados com base nas Guias da Previdência Social e Guias de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social, apresentadas pelo contribuinte à fiscalização e analisados no decorrer da ação fiscal. Não foram apresentados quaisquer documentos retificadores de GFIP no período de apuração. Irresignado com o supracitado lançamento tributário, o Autuado apresentou impugnação a fls. 50/62. A Seção de Análise de Defesas e Recursos da Delegacia da Receita Previdenciária – Gerência Executiva Rio de Janeiro – Petrópolis, proferiu decisão administrativa aviada na DECISÃONOTIFICAÇÃO nº 17.424.4/0038/2004, a fls. 88/91, julgando procedente o lançamento em debate e mantendo o crédito tributário em sua integralidade. O Sujeito Passivo foi cientificado da decisão de 1ª Instância no dia 10/05/2004, conforme Aviso de Recebimento – AR, a fl. 92. Inconformado com a decisão exarada pelo órgão administrativo julgador a quo, o ora recorrente interpôs Recurso Voluntário a fls. 100/111, respaldando sua contrariedade em argumentação desenvolvida nos seguintes termos: · Nulidade do lançamento em razão de o Relatório Fiscal não conter a individualização dos segurados em relação aos quais estariam sendo cobradas as contribuições previdenciárias objeto do vertente lançamento; · Cerceamento de defesa em razão de o Relatório Fiscal não mencionar quais teriam sido os dispositivos legais supostamente violados pelo Recorrente; · Que a Recorrente procedeu à compensação dos valores a que faz jus a título de receitas de prestação de serviços à União, como hospital conveniado do SUS, com as contribuições sociais em questão; · O Recorrente protesta pela posterior juntada aos autos de documentos, bem como pela exposição de razões adicionais às aqui expendidas; Ao fim, requer que a reforma da Decisão de Primeira Instância Administrativa. Relatados sumariamente os fatos relevantes. Voto Fl. 196DF CARF MF Impresso em 17/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/10/2013 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 03/10/ 2013 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 15/10/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI 4 Conselheiro Arlindo da Costa e Silva, Relator. 1. DOS PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE 1.1. DA TEMPESTIVIDADE O sujeito passivo foi valida e eficazmente cientificado da decisão recorrida em 10/05/2004. Havendo sido o recurso voluntário protocolado no dia 07 de junho do mesmo ano, há que se reconhecer a tempestividade do recurso interposto. Presentes os demais requisitos de admissibilidade do recurso, deste conheço. 2. DAS PRELIMINARES 2.1. DO CERCEAMENTO DE DEFESA O Recorrente alega cerceamento de defesa em razão de o Relatório Fiscal não mencionar quais teriam sido os dispositivos legais supostamente violados. Aduz que o lançamento encontrase infectado de nulidade, em virtude de o Relatório Fiscal não conter a relação dos segurados em relação aos quais estariam sendo cobradas as contribuições previdenciárias objeto do vertente lançamento. Compulsando os autos, todavia, avulta que a deficiência não está na confecção dos Relatórios Fiscais, mas, sobretudo, na leitura dos Relatórios Fiscais, que deveria ser mais cuidadosa e atenta. Antes de adentrarmos o debate acerca das alegações trazidas à balha pela empresa, cabe iluminar ao Recorrente, eis que este demonstrou total desconhecimento, que o lançamento tributário é constituído por uma diversidade de Relatórios, Termos e Discriminativos, os quais devem ser compulsados em seu conjunto, e de cuja sinergia emergem as condições de contorno específicas do crédito tributário em constituição. Dada à complexidade do procedimento, cada elemento constitutivo do lançamento há que ser interpretado e digerido com o olhar clínico que o seu propósito finalístico assim demanda, e com o conhecimento técnico que a atividade assim exige, para que não se cometa o despropósito de se atribuir à administração tributária uma deficiência que, muita vez, não é da parte que formaliza e redige os elementos constitutivos do lançamento, mas, sim, de quem os analisa e interpreta. Com efeito, por se tratar o lançamento de um procedimento administrativo de cunho eminentemente jurídico, nada mais natural e exigível que os termos que o compõem obedeçam à lógica e ao jargão jurídico. Tal característica, logicamente, não o invalida. Ao contrário, lhe confere a precisão terminológica adequada à sua perfeita compreensão e alcance. Fosse um documento médico, de literatura, ou de engenharia, exigíveis seriam os jargões médico, literário ou de engenharia, respectivamente, não o jurídico. No presente caso, o Relatório Fiscal é preciso e cirúrgico ao informar que as exações objeto do lançamento referemse a contribuições sociais a cargo dos segurados Fl. 197DF CARF MF Impresso em 17/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/10/2013 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 03/10/ 2013 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 15/10/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI Processo nº 13082.000643/201101 Acórdão n.º 2302002.769 S2C3T2 Fl. 196 5 empregados, destinadas à Seguridade Social, arrecadadas pelo empregador mediante desconto incidente sobre as respectivas remunerações e não repassadas na época própria à Seguridade Social, atinentes ao período abrangido pelas competências 12/2001 a 07/2002 e de 07/2003 a 09/2003. Na sequência, consigna a Autoridade Lançadora em sua resenha fiscal que os valores constantes na rubrica "segurados" dos discriminativos de débito foram apurados, exclusivamente, com base nas Guias da Previdência Social e Guias de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social, apresentadas pelo contribuinte à fiscalização e analisados no decorrer da ação fiscal. Não foram apresentados quaisquer documentos retificadores de GFIP no período de apuração. Ao contrário do entendimento do Recorrente, o não arrolamento dos segurados no Relatório Fiscal não implica nulidade do lançamento. Isto porque os fatos geradores então lançados foram apurados diretamente do exame das GFIP e GPS fornecidas pela empresa à Fiscalização, documentos esses confeccionados e elaborados sob sua orientação, comando e responsabilidade, beirando ao escárnio a afirmação de que desconhece para quais segurados tenha efetuado pagamento de remunerações e em que quantitativo. Nesse contexto, sendo do conhecimento pleno do Recorrente a relação dos segurados empregados cujas contribuições previdenciárias foram descontadas e não repassadas à Seguridade Social, bem como os respectivos valores indevidamente apropriados, revelase despicienda a identificação individualizada de tais trabalhadores no Relatório Fiscal desta NFLD. Destaquese que os somatórios das remunerações descontadas dos segurados obrigatórios em realce e não repassadas aos cofres da Seguridade Social encontramse elencados, por competência, no Discriminativo Analítico de Débito, a fls. 12/14, no Discriminativo Sintético de Débito, a fls. 15/16, e no Relatório de Lançamentos a fls. 10/11, de molde que a sua correcção poderia ter sido sindicada imediatamente pelo sujeito passivo, favorecendo, dessarte, o contraditório e a ampla defesa. O Notificado teve oportunidade de demonstrar, se fosse o caso, tanto na fase de impugnação como agora, em sede recursal, que os valores apurados pela Fiscalização, e por ela própria registrados nas GFIP, não estariam condizentes com a realidade. Não o fez. Optou a seu risco por alegar que a Fiscalização omitira informações as quais eram do seu próprio conhecimento, eis que obtidas diretamente dos documentos por ele elaborados. Igualmente não merece vingar a alegação de cerceamento de defesa em razão de o Relatório Fiscal não mencionar quais teriam sido os dispositivos legais supostamente violados pelo Recorrente. Conforme informado pelo Agente Fiscal no item 7 do seu Relatório Fiscal, “Os dispositivos legais que fundamentam o presente lançamento encontramse elencados no relatório demonstrativo Fundamentos Legais do Débito, anexo à NFLD”. Não há, de maneira alguma, qualquer “emaranhado de dispositivo” como assim enxerga a vista do Recorrente. O relatório Fundamentos Legais do Débito é elaborado de maneira extremamente individualizada por lançamento, sendo estruturado de forma atomizada Fl. 198DF CARF MF Impresso em 17/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/10/2013 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 03/10/ 2013 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 15/10/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI 6 por tópicos específicos condizentes com os mais diversos e variados aspectos relacionados com procedimento fiscal e o crédito tributário ora em apreciação, descrevendo, pormenorizadamente, em cada horizonte temporal, todos os instrumentos normativos que dão esteio às atribuições e competências do auditor fiscal, às contribuições sociais lançadas e seus acessórios pecuniários, às substituições tributárias, aos prazos e obrigações de recolhimento, às obrigações acessórias pertinentes ao caso espécie, assim como os fundamentos legais das rubricas, dentre outros, especificando, não somente o Diploma Legal invocado, mas, igualmente, os dispositivos normativos correspondentes, permitindo ao Notificado a perfeita compreensão dos fundamentos e razões da autuação, sendolhe garantido, dessarte, o exercício do contraditório e da ampla defesa. Não há dúvidas de que o relatório intitulado Fundamentos Legais do Débito pode se revelar, em certos casos, bastante amplo e vasto, característica decorrente da complexidade da matéria em apreço e da circunstância de o período de apuração do presente lançamento abranger várias competências. Todavia, já que a visão e compreensão do Recorrente não consegue identificar a motivação do lançamento, competenos amenizar tal limitação cognitiva: O art. 12, I da Lei nº 8.212/91 (pag. 1 do FLD) qualifica como segurado empregado a pessoa física que presta serviço de natureza urbana ou rural à empresa, em caráter não eventual, sob sua subordinação e mediante remuneração, inclusive como diretor empregado. O art. 20 do mesmo Diploma Legal (pag. 1 do FLD), por seu turno, instituiu a contribuição previdenciária do segurado empregado, a qual é calculada mediante a aplicação da correspondente alíquota sobre o seu saláriodecontribuição mensal, de forma não cumulativa. De outro eito, o art. 30, I da citada Lei de Custeio da Seguridade Social (pag. 1 do FLD) instituiu a obrigação tributária acessória da empresa de arrecadar as contribuições dos segurados empregados a seu serviço, descontandoas da respectiva remuneração, e a de recolher o produto assim arrecadado, até o dia dois do mês seguinte ao da competência. Já o §5º do art. 33 da mesma Lei nº 8.212/91 (pag. 1 do FLD) estabeleceu presunção legal absoluta de que o desconto das contribuições dos segurados empregados sempre se presume feito oportuna e regularmente pela empresa a isso obrigada, não lhe sendo lícito alegar omissão para se eximir do recolhimento, ficando diretamente responsável pela importância que deixou de receber ou arrecadou em desacordo com o disposto na Lei de Custeio da Seguridade Social. Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991 Art. 12. São segurados obrigatórios da Previdência Social as seguintes pessoas físicas: I como empregado: a) aquele que presta serviço de natureza urbana ou rural à empresa, em caráter não eventual, sob sua subordinação e mediante remuneração, inclusive como diretor empregado; Art. 20. A contribuição do empregado, inclusive o doméstico, e a do trabalhador avulso é calculada mediante a aplicação da correspondente alíquota sobre o seu saláriodecontribuição mensal, de forma não cumulativa, observado o disposto no art. Fl. 199DF CARF MF Impresso em 17/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/10/2013 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 03/10/ 2013 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 15/10/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI Processo nº 13082.000643/201101 Acórdão n.º 2302002.769 S2C3T2 Fl. 197 7 28, de acordo com a seguinte tabela: (Redação dada pela Lei n° 9.032/95). Saláriodecontribuição Alíquota em % até 249,80 8,00 de 249,81 até 416,33 9,00 de 416,34 até 832,66 11,00 §1º Os valores do saláriodecontribuição serão reajustados, a partir da data de entrada em vigor desta Lei, na mesma época e com os mesmos índices que os do reajustamento dos benefícios de prestação continuada da Previdência Social. (Redação dada pela Lei n° 8.620/93) §2º O disposto neste artigo aplicase também aos segurados empregados e trabalhadores avulsos que prestem serviços a microempresas. (Parágrafo acrescentado pela Lei n° 8.620/93) Art. 30. A arrecadação e o recolhimento das contribuições ou de outras importâncias devidas à Seguridade Social obedecem às seguintes normas: (Redação dada pela Lei n° 8.620/93) I a empresa é obrigada a: a) arrecadar as contribuições dos segurados empregados e trabalhadores avulsos a seu serviço, descontandoas da respectiva remuneração; b) recolher o produto arrecadado na forma da alínea anterior, a contribuição a que se refere o inciso IV do art. 22, assim como as contribuições a seu cargo incidentes sobre as remunerações pagas, devidas ou creditadas, a qualquer título, aos segurados empregados, trabalhadores avulsos e contribuintes individuais a seu serviço, até o dia dois do mês seguinte ao da competência; (Redação dada pela Lei nº 9.876, de 1999). Art. 33. Ao Instituto Nacional do Seguro Social – INSS compete arrecadar, fiscalizar, lançar e normatizar o recolhimento das contribuições sociais previstas nas alíneas ‘a’, ‘b’ e ‘c’ do parágrafo único do art. 11, bem como as contribuições incidentes a título de substituição; e à Secretaria da Receita Federal – SRF compete arrecadar, fiscalizar, lançar e normatizar o recolhimento das contribuições sociais previstas nas alíneas ‘d’ e ‘e’ do parágrafo único do art. 11, cabendo a ambos os órgãos, na esfera de sua competência, promover a respectiva cobrança e aplicar as sanções previstas legalmente. (Redação dada pela Lei nº 10.256/2001). (...) §5º O desconto de contribuição e de consignação legalmente autorizadas sempre se presume feito oportuna e regularmente pela empresa a isso obrigada, não lhe sendo lícito alegar omissão para se eximir do recolhimento, ficando diretamente Fl. 200DF CARF MF Impresso em 17/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/10/2013 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 03/10/ 2013 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 15/10/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI 8 responsável pela importância que deixou de receber ou arrecadou em desacordo com o disposto nesta Lei. Como visto, a motivação do lançamento é simples e pueril e a sua fundamentação legal encontrase analiticamente descrita no FLD Fundamentos Legais do Débito: A empresa remunerou segurados obrigatórios do RGPS pelos serviços que lhe foram prestados no período de apuração do débito, procedeu ao desconto das contribuições previdenciárias a cargo dos referidos segurados empregados das respectivas remunerações mensais, porém não recolheu aos cofres da Seguridade Social os valores assim arrecadados. Não há, portanto, qualquer emaranhado de dispositivos no FLD – Fundamentos Legais do Débito. O que pode ter havido é deficiência de interpretação de seus termos. Inexiste pois qualquer vício na formalização do débito a amparar a alegação de cerceamento de defesa e de nulidade erguida pelo Recorrente, motivo pelo qual rejeitamos tais preliminares de mérito. Vencidas as preliminares, passamos ao exame do mérito. 3. DO MÉRITO Cumpre de plano assentar que não serão objeto de apreciação por este Colegiado as matérias não expressamente impugnadas pelo Recorrente, as quais serão consideradas como verdadeiras, assim como as matérias já decididas pelo Órgão Julgador de 1ª Instância não expressamente contestadas pelo sujeito passivo em seu instrumento de Recurso Voluntário, as quais se presumirão como anuídas pela Parte. Também não serão objeto de apreciação por esta Corte Administrativa as matérias substancialmente alheias ao vertente lançamento, eis que, em seu louvor, no processo de que ora se cuida, não se houve por instaurado qualquer litígio a ser dirimido por este Conselho. 3.1. DA COMPENSAÇÃO O Recorrente alega ter procedido à compensação dos valores a que faz jus a título de receitas de prestação de serviços com as contribuições sociais em questão. Impossibilidade jurídica. No capítulo reservado ao Sistema Tributário Nacional, a Carta Constitucional outorgou à Lei Complementar a competência para estabelecer normas gerais em matéria de legislação tributária, especialmente sobre crédito tributário, dentre outras. Fl. 201DF CARF MF Impresso em 17/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/10/2013 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 03/10/ 2013 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 15/10/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI Processo nº 13082.000643/201101 Acórdão n.º 2302002.769 S2C3T2 Fl. 198 9 Constituição Federal, de 03 de outubro de 1988 Art. 146. Cabe à lei complementar: (...) III estabelecer normas gerais em matéria de legislação tributária, especialmente sobre: (...) b) obrigação, lançamento, crédito, prescrição e decadência tributários; Nessa vertente, no exercício da competência que lhe foi outorgada pelo Constituinte Originário, o Código Tributário Nacional CTN conferiu ao instituto da compensação os contornos jurídicos de modalidade de extinção do crédito tributário da fazenda pública em face do sujeito passivo da obrigação tributária, nos termos dos seus artigos 156, II ; 170 e 170A. CÓDIGO TRIBUTÁRIO NACIONAL – CTN Art. 156. Extinguem o crédito tributário: (...) II a compensação; Art. 170. A lei pode, nas condições e sob as garantias que estipular, ou cuja estipulação em cada caso atribuir à autoridade administrativa, autorizar a compensação de créditos tributários com créditos líquidos e certos, vencidos ou vincendos, do sujeito passivo contra a Fazenda pública. Parágrafo único. Sendo vincendo o crédito do sujeito passivo, a lei determinará, para os efeitos deste artigo, a apuração do seu montante, não podendo, porém, cominar redução maior que a correspondente ao juro de 1% (um por cento) ao mês pelo tempo a decorrer entre a data da compensação e a do vencimento. Art. 170A. É vedada a compensação mediante o aproveitamento de tributo, objeto de contestação judicial pelo sujeito passivo, antes do trânsito em julgado da respectiva decisão judicial. (Artigo incluído pela LC nº 104, de 10.1.2001) Notese que, ao estabelecer normas gerais em matéria de crédito tributário, através do regramento de uma de suas modalidades de extinção, o art. 170 do CTN estatuiu que a lei poderia, nas condições e sob as garantias que estipulasse, ou cuja estipulação em cada caso atribuísse à autoridade administrativa, autorizar a compensação de créditos tributários com créditos líquidos e certos, vencidos ou vincendos, do sujeito passivo contra a Fazenda Pública. Dessarte, o instituto da compensação, no Direito Tributário, depende pois de previsão legal. Atendendo ao comando do CTN, no âmbito federal, o instituto da compensação de tributos federais foi regulamentado pela Lei 8.383/91, cujo Art. 66 dispôs que, nos casos de pagamento indevido ou a maior de tributos, contribuições federais, inclusive previdenciárias, e receitas patrimoniais, mesmo quando resultante de reforma, anulação, Fl. 202DF CARF MF Impresso em 17/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/10/2013 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 03/10/ 2013 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 15/10/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI 10 revogação ou rescisão de decisão condenatória, o contribuinte poderia efetuar a compensação desse valor no recolhimento de importância correspondente a período subsequente. Ao mesmo tempo, o parágrafo único do referido dispositivo legal impôs uma restrição à compensação tributária ao dispor que a compensação, no âmbito tributário, só poderia ser efetuada entre tributos, contribuições e receitas da mesma espécie. Lei n° 8.383, de 30 de dezembro de 1991 Art. 66. Nos casos de pagamento indevido ou a maior de tributos, contribuições federais, inclusive previdenciárias, e receitas patrimoniais, mesmo quando resultante de reforma, anulação, revogação ou rescisão de decisão condenatória, o contribuinte poderá efetuar a compensação desse valor no recolhimento de importância correspondente a período subsequente. (com Redação dada pela Lei nº 9.069, de 29.6.199) §1º A compensação só poderá ser efetuada entre tributos, contribuições e receitas da mesma espécie. (grifos nossos) §2º É facultado ao contribuinte optar pelo pedido de restituição. §3º A compensação ou restituição será efetuada pelo valor do tributo ou contribuição ou receita corrigido monetariamente com base na variação da UFIR. §4º As Secretarias da Receita Federal e do Patrimônio da União e o Instituto Nacional do Seguro Social INSS expedirão as instruções necessárias ao cumprimento do disposto neste artigo. Em se tratando de contribuições sociais destinadas ao financiamento da Seguridade Social, o instituto da compensação tributária foi regulamentado pelo Art. 89 da Lei Nº 8.212/91, o qual reproduzimos, in totum, a seguir : Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991 Art. 89. Somente poderá ser restituída ou compensada contribuição para a Seguridade Social arrecadada pelo Instituto Nacional do Seguro Social INSS na hipótese de pagamento ou recolhimento indevido. (Redação dada pela Lei nº 9.129, de 20.11.1995) (grifos nossos) §1º Admitirseá apenas a restituição ou a compensação de contribuição a cargo da empresa, recolhida ao INSS, que, por sua natureza, não tenha sido transferida ao custo de bem ou serviço oferecido à sociedade. (Redação dada pela Lei nº 9.129/95) §2º Somente poderá ser restituído ou compensado, nas contribuições arrecadadas pelo INSS, o valor decorrente das parcelas referidas nas alíneas "a", "b" e "c" do parágrafo único do art. 11 desta Lei. (Redação dada pela Lei nº 9.129/1995) §3º Em qualquer caso, a compensação não poderá ser superior a trinta por cento do valor a ser recolhido em cada competência. (Redação dada pela Lei nº 9.129/95) §4º Na hipótese de recolhimento indevido, as contribuições serão restituídas ou compensadas atualizadas monetariamente. (Redação dada pela Lei nº 9.129/95) §5º Observado o disposto no § 3º, o saldo remanescente em favor do contribuinte, que não comporte compensação de uma só vez, será atualizado monetariamente. (Redação dada pela Lei nº 9.129/95) Fl. 203DF CARF MF Impresso em 17/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/10/2013 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 03/10/ 2013 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 15/10/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI Processo nº 13082.000643/201101 Acórdão n.º 2302002.769 S2C3T2 Fl. 199 11 §6º A atualização monetária de que tratam os §§ 4º e 5º deste artigo observará os mesmos critérios utilizados na cobrança da própria contribuição. (Redação dada pela Lei nº 9.129/95) §7º Não será permitida ao beneficiário a antecipação do pagamento de contribuições para efeito de recebimento de benefícios.(Redação dada pela Lei nº 9.129/95) §8º Verificada a existência de débito em nome do sujeito passivo, o valor da restituição será utilizado para extinguilo, total ou parcialmente, mediante compensação. (Incluído pela Lei nº 11.196/2005) A redação do caput do Art. 89 da lei 8212/91 é de uma clareza solar ao dispor que somente os créditos do sujeito passivo em face da fazenda pública, decorrentes de pagamento ou recolhimento indevido de contribuições sociais destinadas ao financiamento da Seguridade Social, é que podem ser objeto de compensação ou de restituição. Para tornar esse entendimento o mais livre de dúvidas possível, o parágrafo segundo do mesmo Art. 89 complementou o respectivo caput dispondo que somente pode ser restituído ou compensado, nas contribuições arrecadadas pelo INSS, o valor decorrente das parcelas referidas nas alíneas "a", "b" e "c" do parágrafo único do Art. 11 da Lei Nº 8.212/91, ou seja, as contribuições sociais destinadas ao financiamento da seguridade social: a) A cargo da empresa, incidentes sobre a remuneração paga ou creditada aos segurados a seu serviço, nos termos do Art. 22, I, II e III da Lei Nº 8.212/91. b) As contribuições sociais a cargo dos empregadores domésticos, de acordo com o Art. 24 da Lei Nº 8.212/91. c) As contribuições sociais a cargo dos trabalhadores, incidentes sobre o seu saláriodecontribuição, conforme Art. 20 da Lei Nº 8.212/91. Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991 Art. 11. No âmbito federal, o orçamento da Seguridade Social é composto das seguintes receitas: I receitas da União; II receitas das contribuições sociais; III receitas de outras fontes. Parágrafo único. Constituem contribuições sociais: a) as das empresas, incidentes sobre a remuneração paga ou creditada aos segurados a seu serviço; b) as dos empregadores domésticos; c) as dos trabalhadores, incidentes sobre o seu saláriode contribuição; As disposições inscritas no parágrafo segundo do Art. 89 combinadas com as do parágrafo único do Art. 11, ambos da Lei Nº 8.212/91, excluem da compensação toda e qualquer espécie de crédito da empresa em face da fazenda pública que não sejam aquelas Fl. 204DF CARF MF Impresso em 17/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/10/2013 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 03/10/ 2013 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 15/10/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI 12 decorrentes das contribuições sociais instituídas pelos artigos 20, 22, I, II e III e 24, todos da Lei Orgânica da Seguridade Social LOSS. Ocorre que as restrições impostas à compensação de contribuições previdenciárias a não partiu de decisão política nem da consciência social do legislador ordinário. Antes, tem matriz constitucional. O inciso XI do Art. 167 da Constituição da República determina ser vedada a utilização dos recursos provenientes das contribuições sociais de que trata o art. 195, I, ‘a’, e II, da CF/88 para a realização de despesas distintas do pagamento de benefícios do regime geral de previdência social – RGPS de que trata o art. 201 da CF/88. Constituição Federal Art. 167. São vedados: XI a utilização dos recursos provenientes das contribuições sociais de que trata o art. 195, I, a, e II, para a realização de despesas distintas do pagamento de benefícios do regime geral de previdência social de que trata o art. 201. Art. 195. A seguridade social será financiada por toda a sociedade, de forma direta e indireta, nos termos da lei, mediante recursos provenientes dos orçamentos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, e das seguintes contribuições sociais: I do empregador, da empresa e da entidade a ela equiparada na forma da lei, incidentes sobre: a) a folha de salários e demais rendimentos do trabalho pagos ou creditados, a qualquer título, à pessoa física que lhe preste serviço, mesmo sem vínculo empregatício; (...) II do trabalhador e dos demais segurados da previdência social, não incidindo contribuição sobre aposentadoria e pensão concedidas pelo regime geral de previdência social de que trata o art. 201; Art. 201. A previdência social será organizada sob a forma de regime geral, de caráter contributivo e de filiação obrigatória, observados critérios que preservem o equilíbrio financeiro e atuarial, e atenderá, nos termos da lei, a: (...) Dessarte, pela perspectiva constitucional, a destinação dos recursos provenientes das contribuições sociais a cargo do empregador, da empresa e da entidade a ela equiparada na forma da lei, incidentes sobre a folha de salários e demais rendimentos do trabalho pagos ou creditados, a qualquer título, à pessoa física que lhe preste serviço, mesmo sem vínculo empregatício; e das contribuições sociais a cargo do trabalhador e dos demais segurados da previdência social não pode ser outra que não o pagamento dos benefícios do RGPS, o que afasta, por completo, qualquer possibilidade de compensação tributária que não seja com contribuições previdenciárias. A matéria atinente à compensação de contribuições previdenciárias com outra espécie distinta de tributo já chamou a Suprema Corte de Justiça a se manifestar, restando consignado em seus arestos a total impossibilidade de tal compensação. Fl. 205DF CARF MF Impresso em 17/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/10/2013 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 03/10/ 2013 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 15/10/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI Processo nº 13082.000643/201101 Acórdão n.º 2302002.769 S2C3T2 Fl. 200 13 REsp 337634/RJ Rel. Min. GARCIA VIEIRA Órgão Julgador T1 PRIMEIRA TURMA Data da Publicação/Fonte DJ 25/02/2002 p. 234 Ementa TRIBUTÁRIO – CONTRIBUIÇÃO SOCIAL DO SALÁRIOEDUCAÇÃO – COMPENSAÇÃO TRIBUTÁRIA – TRIBUTO DE ESPÉCIMES E DESTINAÇÃO ORÇAMENTÁRIA DIVERSAS– IMPOSSIBILIDADE – REPERCUSSÃO – NÃO OCORRÊNCIA – INCIDÊNCIA DA TAXA SELIC – LEI Nº 9.250/95. A Primeira Seção do Superior Tribunal de Justiça consagrou entendimento de que a compensação tributária somente é possível quando se tratar de tributos e contribuições de mesma espécie e que tenham a mesma destinação orçamentária. A compensação dos valores indevidamente pagos a título de contribuição social do salárioeducação somente é admissível com valores devidos a título da própria contribuição. Em relação à prova de que o autor não recuperou do contribuinte de fato os valores pleiteados, é de se aplicar, mutatis mutandis, o entendimento jurisprudencial de que os créditos referentes à contribuição previdenciária devida ao INSS, por sua natureza de tributo direto, não estão sujeitos à comprovação da nãorepercussão. Estabelece o parágrafo 4º do artigo 39 da Lei nº 9.250/95 que a compensação será acrescida de juros equivalentes à SELIC, calculados a partir de 1º janeiro de 1.996. Recursos especiais interpostos pelo Instituto Nacional do Seguro SocialINSS e por Sabina Modas Comércio Ltda. improvidos. REsp 494.453/RJ Rel. Min. ELIANA CALMON Órgão Julgador T2 SEGUNDA TURMA Data da Publicação/Fonte DJ 04/08/2003 p. 280 Ementa TRIBUTÁRIO COMPENSAÇÃO LEI 8.383/91 CONTRIBUIÇÃO DO SALÁRIOEDUCAÇÃO IMPOSSIBILIDADE DE COMPENSAÇÃO. 1. A contribuição do salárioeducação tem destino específico e não está incluída nas atribuições da Previdência. 2. Em verdade, é o INSS mero arrecadador e repassador do salárioeducação ao FNDE. 3. Embora tenham natureza jurídica idêntica, visto que ambas são contribuições, a contribuição previdenciária destinase à manutenção da Previdência e a do salárioeducação destinase ao desenvolvimento do ensino fundamental. 4. Não incidência na espécie do art. 66 da Lei 8.383/91, bem como o art. 3º da Lei 9.250/95. 5. Recurso especial provido. Fl. 206DF CARF MF Impresso em 17/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/10/2013 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 03/10/ 2013 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 15/10/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI 14 AgRg no REsp 753.635/PR Rel. Min. LUIZ FUX Órgão Julgador T1 PRIMEIRA TURMA Data da Publicação/Fonte DJe 02/10/2008 Ementa PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO ESPECIAL. VIOLAÇÃO DO ARTS. 535 DO CPC. INOCORRÊNCIA. SEGURO DE ACIDENTE DO TRABALHO SAT. LEI Nº 8.212/91, ART. 22, II. DECRETO N.º 2.173/97. ALÍQUOTAS. FIXAÇÃO PELOS GRAUS DE RISCO DA ATIVIDADE PREPONDERANTE DESEMPENHADA EM CADA ESTABELECIMENTO DA EMPRESA, DESDE QUE INDIVIDUALIZADO POR CNPJ PRÓPRIO. JURISPRUDÊNCIA CONSOLIDADA PELA PRIMEIRA SEÇÃO. SÚMULA 07/STJ. CONTRIBUIÇÃO PARA O INCRA. LC 11/71. COMPENSAÇÃO. CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS DEVIDAS AO INSS. IMPOSSIBILIDADE. DESTINAÇÃO DIVERSA. INAPLICABILIDADE DO ART. 66, §1º DA LEI Nº 8.383/91. TAXA SELIC. LEI 9.065/95. INCIDÊNCIA. [...] 6. A contribuição para o INCRA não se destina a financiar a Seguridade Social. Assim, os valores recolhidos indevidamente a este título não podem ser compensados com outras contribuições arrecadadas pelo INSS que se destinam ao custeio da Seguridade Social. Não se aplica, portanto, o § 1º do art. 66 da Lei nº 8.383/91. O encontro de contas só pode ser efetuado com prestações vincendas da mesma espécie, ou seja, destinadas ao mesmo orçamento. 7. Os créditos tributários recolhidos extemporaneamente, cujos fatos geradores ocorreram a partir de 1º de janeiro de 1995, a teor do disposto na Lei nº 9.065/95, são acrescidos dos juros da taxa SELIC, operação que atende ao princípio da legalidade. 8. A jurisprudência da Primeira Seção, não obstante majoritária, é no sentido de que são devidos juros da taxa SELIC em compensação de tributos e mutatis mutandis, nos cálculos dos débitos dos contribuintes para com a Fazenda Pública. 9. Raciocínio diverso importaria tratamento antiisonômico, porquanto a Fazenda restaria obrigada a reembolsar os contribuintes por esta taxa SELIC, ao passo que, no desembolso, os cidadãos exonerarseiam desse critério, gerando desequilíbrio nas receitas fazendárias. 10. Agravo regimental desprovido. Nesse contexto, não havendo previsão legal para realizar a compensação pretendida, e considerando a expressa vedação constitucional já debatida, figura a compensação supostamente realizada pelo Recorrente como juridicamente impossível. De outro giro, mas vinho de outra pipa, mesmo que não houvesse o impedimento constitucional acima apontado e que a compensação imaginada pelo Recorrente fosse juridicamente possível (o que não é o caso), a compensação ora alegada pelo Notificado não poderia ser considerada no presente caso, uma vez que ela não foi devidamente declarada na GFIP, como assim determina a legislação previdenciária. Fl. 207DF CARF MF Impresso em 17/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/10/2013 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 03/10/ 2013 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 15/10/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI Processo nº 13082.000643/201101 Acórdão n.º 2302002.769 S2C3T2 Fl. 201 15 Recordese que a lei determina que a empresa é obrigada a declarar à Secretaria da Receita Federal do Brasil, na forma, prazo e condições estabelecidos por esse órgão Federal, todos os dados relacionados a fatos geradores, base de cálculo e valores devidos da contribuição previdenciária e outras informações de interesse do INSS. Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991 Art. 32. A empresa é também obrigada a: IV – declarar à Secretaria da Receita Federal do Brasil e ao Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço – FGTS, na forma, prazo e condições estabelecidos por esses órgãos, dados relacionados a fatos geradores, base de cálculo e valores devidos da contribuição previdenciária e outras informações de interesse do INSS ou do Conselho Curador do FGTS; (...) §2o A declaração de que trata o inciso IV constitui confissão de dívida e instrumento hábil e suficiente para a exigência do crédito tributário, e suas informações comporão a base de dados para fins de cálculo e concessão dos benefícios previdenciários. (...) §11. Em relação aos créditos tributários, os documentos comprobatórios do cumprimento das obrigações de que trata este artigo devem ficar arquivados na empresa até que ocorra a prescrição relativa aos créditos decorrentes das operações a que se refiram. No que pertine à compensação de contribuições previdenciárias, o art. 89 da Lei nº 8.212/91 somente admite a compensação de contribuição para a Seguridade Social arrecadada pelo Instituto Nacional do Seguro Social INSS na hipótese de pagamento ou recolhimento indevido, ou a maior que o devido, desde que atendidas as condições e os termos estabelecidos pela Secretaria da Receita Federal do Brasil. Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991 Art.89. As contribuições sociais previstas nas alíneas “a”, “b” e “c” do parágrafo único do art. 11, as contribuições instituídas a título de substituição e as contribuições devidas a terceiros somente poderão ser restituídas ou compensadas nas hipóteses de pagamento ou recolhimento indevido ou maior que o devido, nos termos e condições estabelecidos pela Secretaria da Receita Federal do Brasil. (Redação dada pela Medida Provisória nº 449/2008) (grifos nossos) Atendendo ao comando legal assentado no art. 89, caput, in fine, da Lei nº 8.212/91, a Secretaria da Receita Federal do Brasil fez publicar no Diário Oficial da União de 31/12/2008 a Instrução Normativa nº 900/2008 disciplinando a restituição e a compensação de quantias recolhidas a título de tributo administrado pela Secretaria da Receita Federal do Fl. 208DF CARF MF Impresso em 17/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/10/2013 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 03/10/ 2013 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 15/10/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI 16 Brasil, dispondo no §7º de seu art. 44 que a compensação de contribuições previdenciárias deve ser informada em GFIP na competência de sua efetivação. Instrução Normativa RFB nº 900, de 30 de dezembro de 2008 Art. 44. O sujeito passivo que apurar crédito relativo às contribuições previdenciárias previstas nas alíneas "a" a "d" do inciso I do parágrafo único do art. 1º, passível de restituição ou de reembolso, poderá utilizálo na compensação de contribuições previdenciárias correspondentes a períodos subsequentes. §1º Para efetuar a compensação o sujeito passivo deverá estar em situação regular relativa aos créditos constituídos por meio de auto de infração ou notificação de lançamento, aos parcelados e aos débitos declarados, considerando todos os seus estabelecimentos e obras de construção civil, ressalvados os débitos cuja exigibilidade esteja suspensa. §2º O crédito decorrente de pagamento ou de recolhimento indevido poderá ser utilizado entre os estabelecimentos da empresa, exceto obras de construção civil, para compensação com contribuições previdenciárias devidas. §3º Caso haja pagamento indevido relativo a obra de construção civil encerrada ou sem atividade, a compensação poderá ser realizada pelo estabelecimento responsável pelo faturamento da obra. §4º A compensação poderá ser realizada com as contribuições incidentes sobre o décimo terceiro salário. §5º A empresa ou equiparada poderá efetuar a compensação de valor descontado indevidamente de sujeito passivo e efetivamente recolhido, desde que seja precedida do ressarcimento ao sujeito passivo. §6º É vedada a compensação de contribuições previdenciárias com o valor recolhido indevidamente para o Simples Nacional, instituído pela Lei Complementar nº 123, de 2006, e o Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Simples), instituído pela Lei nº 9.317, de 5 de dezembro de 1996. §7º A compensação deve ser informada em GFIP na competência de sua efetivação. (grifos nossos) Art. 45. No caso de compensação indevida, o sujeito passivo deverá recolher o valor indevidamente compensado, acrescido de juros e multa de mora devidos. Parágrafo único. Caso a compensação indevida decorra de informação incorreta em GFIP, deverá ser apresentada declaração retificadora. Regulamentando o documento declaratório em apreço, o Manual da GFIP determina de forma expressa que a empresa deve “Informar os dados relativos ao movimento financeiro, quais sejam: remuneração dos trabalhadores, inclusive as remunerações decorrentes de reclamatória trabalhista e dissídio coletivo, comercialização da produção, receita de eventos desportivos/patrocínio, compensação, retenção sobre nota fiscal/fatura (Lei n° 9.711/98), recolhimento de competências anteriores, deduções, pagamento a cooperativas de trabalho, etc.” (os grifos são nossos) Fl. 209DF CARF MF Impresso em 17/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/10/2013 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 03/10/ 2013 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 15/10/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI Processo nº 13082.000643/201101 Acórdão n.º 2302002.769 S2C3T2 Fl. 202 17 Analiticamente, assim dispõe o Manual da GFIP: Manual da GFIP 2.17 COMPENSAÇÃO Informar o valor corrigido a compensar em documento de arrecadação da Previdência GPS, na correspondente competência da GFIP gerada, na hipótese de pagamento ou recolhimento indevido ao INSS, bem como eventuais valores decorrentes da retenção sobre nota fiscal/fatura (Lei n° 9.711/98) não compensados na competência em que ocorreu a retenção e valores de saláriofamília e saláriomaternidade não deduzidos em época própria, obedecido ao disposto na Instrução Normativa que dispõe sobre normas gerais de tributação previdenciária e de arrecadação. Informar também o período (competência inicial e competência final) em que foi efetuado o pagamento ou recolhimento indevido, em que ocorreu a retenção sobre nota fiscal/fatura não compensada em época própria ou em que não foram deduzidos o saláriofamília ou saláriomaternidade. A GFIP da competência em que ocorreu o recolhimento indevido, ou em que não foram informados o saláriofamília ou saláriomaternidade deve ser retificada, por meio de formulários de retificação, exceto nas compensações de valores: a/) relativos a competências anteriores a janeiro de 1999; b/) declarados corretamente na GFIP, porém recolhidos a maior em documento de arrecadação da Previdência GPS; c/) decorrentes da retenção sobre nota fiscal/fatura (Lei nº 9.711/98) não compensados na competência em que ocorreu a retenção. Em geral, a compensação não deve ser superior a trinta por cento do valor das contribuições devidas à Previdência Social (não inclui outras entidades e fundos), sendo este percentual calculado antes da dedução do valor relativo ao saláriofamília e ao saláriomaternidade e antes da compensação dos valores de retenção sobre nota fiscal/fatura da competência (Lei n° 9.711/98). No entanto, não estão sujeitas ao limite de trinta por cento as compensações relativas a: saláriofamília ou saláriomaternidade não deduzidos em época própria; saldo de retenção sobre nota fiscal/fatura de competências anteriores; saldo de retenção sobre nota fiscal/fatura, referente a obra de construção civil executada por empreitada total, com as contribuições do estabelecimento da empresa ao qual se vincula a obra; . situações amparadas por liminar ou decisão judicial favorável à compensação acima do limite. No momento do fechamento, o SEFIP calcula o limite de trinta por cento e, sendo o valor da compensação informada superior Fl. 210DF CARF MF Impresso em 17/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/10/2013 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 03/10/ 2013 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 15/10/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI 18 ao limite, é aberta uma tela para a confirmação ou não do valor informado. O empregador/contribuinte é responsável pela correta informação do valor de compensação e pelo conhecimento do que pode ou não ser compensado acima do limite de trinta por cento. Havendo, na mesma GFIP, informação de compensação até o limite e acima do limite, cabe ao empregador/contribuinte o cálculo do valor correto da compensação permitida. Exemplos: a/) Valor das contribuições devidas à Previdência Social, antes da dedução do saláriofamília, saláriomaternidade e dos valores de retenção sobre nota fiscal/fatura da competência (não inclui outras entidades e fundos) = R$ 12.000,00; Compensação de valor recolhido indevidamente (corrigido) = R$ 8.000,00; Limite de 30% = R$ 3.600,00 (R$ 12.000,00 x 30%). Caso o empregador/contribuinte informe o valor de R$ 8.000,00 no campo Compensação, no momento do fechamento o SEFIP abrirá uma tela alertando para a informação superior ao limite de 30% e solicitando a confirmação ou não do valor informado. Ao escolher a opção “não” (não confirma), o SEFIP interrompe o fechamento, devendo o empregador/contribuinte retornar ao campo Compensação e informálo corretamente, ou seja, com o valor de R$ 3.600,00. b/) Valor das contribuições devidas à Previdência Social, antes da dedução do saláriofamília, saláriomaternidade e dos valores de retenção sobre nota fiscal/fatura da competência (não inclui outras entidades e fundos) = R$ 12.000,00; Compensação de retenção de competências anteriores (corrigido) = R$ 8.000,00; Limite de 30% = R$ 3.600,00 (R$ 12.000,00 x 30%). Neste caso, mesmo sendo permitida a compensação acima do limite de 30%, no momento do fechamento o SEFIP abrirá uma tela alertando para a informação superior ao limite de 30% e solicitando a confirmação ou não do valor informado. Ao escolher a opção “sim” (confirma), o SEFIP finaliza o fechamento, sendo mantido o valor de R$ 8.000,00 no campo Compensação. c/) Valor das contribuições devidas à Previdência Social, antes da dedução do saláriofamília, saláriomaternidade e dos valores de retenção sobre nota fiscal/fatura da competência (não inclui outras entidades e fundos) = R$ 12.000,00; Compensação de retenção de competências anteriores (corrigido) = R$ 4.000,00; Compensação de valor recolhido indevidamente (corrigido) = R$ 5.000,00; Limite de 30% = R$ 3.600,00 (R$ 12.000,00 x 30%). Neste caso, apenas a compensação de retenção de competências anteriores não se submete ao limite de 30%. Portanto, o empregador/contribuinte pode compensar integralmente os R$ 4.000,00, referentes à compensação de retenção de competências anteriores, mais R$ 3.600,00, referentes à compensação de valor recolhido indevidamente, totalizando R$ 7.600,00. No momento do fechamento, o SEFIP abrirá uma tela alertando para a Fl. 211DF CARF MF Impresso em 17/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/10/2013 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 03/10/ 2013 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 15/10/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI Processo nº 13082.000643/201101 Acórdão n.º 2302002.769 S2C3T2 Fl. 203 19 informação superior ao limite de 30% e solicitando a confirmação ou não do valor informado. Embora o SEFIP calcule um limite de R$ 3.600,00, o empregador/contribuinte pode compensar até R$ 7.600,00. Ao escolher a opção “não” (não confirma), o SEFIP interrompe o fechamento, devendo o empregador/contribuinte retornar ao campo Compensação e informálo corretamente, ou seja, com o valor de R$ 7.600,00. Ao fechar o movimento, novamente o SEFIP vai alertar que os R$ 7.600,00 superam o limite de 30%. Deve ser escolhida a opção “sim” (confirma) para manter a informação e finalizar o fechamento. NOTAS: 1. A utilização dos códigos 150 ou 907 para a GFIP da administração possibilita ao SEFIP realizar a compensação de valores referentes aos vários tomadores/obras também das contribuições previdenciárias relativas aos trabalhadores administrativos, devendo, para tanto, que as GFIP, da administração e dos tomadores/obras, sejam geradas no mesmo movimento (o que gerará um único documento de arrecadação da Previdência GPS). Nestes casos, os valores a compensar podem ser informados na GFIP relativa ao pessoal administrativo ou nas GFIP relativas aos tomadores/obras. 2. Quando a empresa entregar GFIP por obra, com códigos de recolhimento 155 ou 908 (são geradas GPS distintas por obra), os valores a compensar devem ser informados nas GFIP relativas a cada obra e ao pessoal administrativo, conforme se refiram às obras e à administração, respectivamente. 3. Caso a obra de responsabilidade de pessoa jurídica já tenha sido encerrada, a compensação pode ser efetuada com as contribuições do CNPJ do estabelecimento responsável pela obra, sendo obrigatória a informação desta compensação na GFIP do referido estabelecimento (GFIP referente ao pessoal administrativo). 4. Os valores referentes à retenção sobre nota fiscal/fatura (Lei nº 9.711/98), relativos à prestação dos serviços efetuados na competência devem ser informados no campo Valor de Retenção, pela empresa contratada, em GFIP relativa a cada tomador de serviço/obra de construção civil. Caso os valores relativos à retenção superem o montante das contribuições previdenciárias a serem recolhidas na competência (valor do INSS = segurados + empresa), o saldo de retenção a compensar/restituir pode ser lançado no campo Compensação da GFIP, em competências subsequentes. A empresa pode optar, no entanto, pelo pedido de restituição. Exemplo: A empresa cedente de mãodeobra “A” emitiu várias notas fiscais no decorrer do mês 01/2000 ao tomador “X”, sofrendo retenções no valor total de R$ 10.000,00. Para a mesma competência, 01/2000, o montante devido à Previdência Social (excluindo outras entidades e fundos) pela empresa “A” foi de R$ 8.000,00. Fl. 212DF CARF MF Impresso em 17/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/10/2013 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 03/10/ 2013 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 15/10/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI 20 Na GFIP da empresa “A” da competência 01/2000, em relação ao tomador “X”, devese lançar R$ 10.000,00 no campo Valor de Retenção. Nesta competência será emitida GPS somente para Outras Entidades, pois a retenção (R$ 10.000,00) superou o valor devido ao INSS (R$ 8.000,00), deixando um saldo favorável de R$ 2.000,00. Nada é lançado no campo Compensação. Já na competência seguinte, 02/2000, o saldo remanescente de R$ 2.000,00, corrigido, não é lançado no campo Valor de Retenção, mas sim no campo Compensação, não se submetendo ao limite legal para compensação. É facultado o pedido de restituição do saldo remanescente. 5. No caso de obra de construção civil executada por empreitada total, é admitida a compensação de saldo de retenção sobre nota fiscal/fatura, referente à obra, com as contribuições do estabelecimento da empresa ao qual se vincula a obra. A compensação pode ser realizada na mesma competência da emissão da nota fiscal/fatura ou nas competências subseqüentes, não se sujeitando ao limite de trinta por cento. O valor a ser compensado com as contribuições do estabelecimento responsável pela obra deve ser informado no campo Compensação da GFIP deste estabelecimento e o valor da retenção sofrida deve ser integralmente informado no campo Valor de Retenção da GFIP referente à obra, observado o disposto nas notas Erro! A origem da referência não foi encontrada. e Erro! A origem da referência não foi encontrada. do subitem 3.1. Exemplo: Competência = 05/2004; Retenção sofrida pela obra “A”, executada por empreitada total = R$ 11.000,00; Valor das contribuições devidas à Previdência Social pela obra “A” (não inclui outras entidades e fundos) = R$ 5.000,00; Saldo de retenção a compensar, que não pôde ser integralmente abatida das contribuições da obra = R$ 6.000,00; Valor das contribuições devidas à Previdência Social pelo estabelecimento ao qual se vincula a obra (não inclui outras entidades e fundos) = R$ 7.000,00. GFIP da obra “A”, na competência 05/2004: Campo Valor de Retenção R$ 11.000,00. GFIP do estabelecimento ao qual se vincula a obra, na competência 05/2004: Campo Compensação R$ 6.000,00 (valor não corrigido por se tratar de compensação efetuada na mesma competência em que houve a retenção sobre a nota fiscal/fatura). Diante de tais dispositivos decorre que a compensação de contribuições previdenciárias, para ser considerada como regular e para produzir os efeitos tributários que dela se espera, precisa ser, necessariamente, declarada na GFIP da competência em se procedeu a compensação em foco, pois somente dessa forma a Administração Tributária tomará ciência do procedimento de compensação levado unilateralmente a efeito pelo Titular do Crédito e, em consequência, poderá sindicar sua regularidade ou não. Fl. 213DF CARF MF Impresso em 17/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/10/2013 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 03/10/ 2013 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 15/10/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI Processo nº 13082.000643/201101 Acórdão n.º 2302002.769 S2C3T2 Fl. 204 21 Cumpre, outrossim, alertar que, nos termos do §2º do art. 32 da Lei nº 8.212/91, a declaração prestada mediante GFIP constituise confissão de dívida e instrumento hábil e suficiente para a exigência do crédito tributário nele aviado. Assim, de maneira objetiva, ao ser entregue a GFIP, a administração tributária realiza o cálculo das contribuições previdenciárias devidas pela empresa relativas aos fatos geradores nela declarados, subtraindo, ato contínuo, do montante assim calculado, os créditos de titularidade do declarante consistentes em compensação, retenção de 11%, dedução de salário família e salário mínimo, etc. Nesse diapasão, a nãodeclaração de compensação na GFIP esvazia sua natureza de modalidade de extinção do crédito tributário, de maneira que o valor tido pelo sujeito passivo como “compensado” não será utilizado para abater o montante de tributo devido (eis que não foi informado), e restará então considerado, para todos os efeitos tributários, como falta de recolhimento, podendo ser objeto de lançamento de ofício, como assim se sucedeu no presente caso. 3.2. DA PRODUÇÃO ULTERIOR DE PROVAS O Recorrente protesta pela posterior juntada aos autos de documentos, bem como pela exposição de razões adicionais às aqui expendidas. A legislação tributária que rege o Processo Administrativo Fiscal aponta que o forum apropriado para a contradita aos termos do lançamento concentrase na fase processual da impugnação, cujo oferecimento instaura a fase litigiosa do procedimento. No âmbito do Ministério da Fazenda, a disciplina da matéria em relevo foi confiada ao Decreto nº 70.235/72, cujo art. 16 assinala, categoricamente, que o instrumento de bloqueio deve consignar os motivos de fato e de direito em que se fundamenta a defesa, os pontos de discordância, as razões e as provas que possuir. Mas não pára por aí: Impõe ao impugnante o ônus de instruir a peça de defesa com todas as provas documentais, sob pena de preclusão do direito de fazêlo em momento futuro, ressalvadas, excepcionalmente, as hipóteses taxativamente arroladas em seu parágrafo primeiro. Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972 Art. 15. A impugnação, formalizada por escrito e instruída com os documentos em que se fundamentar, será apresentada ao órgão preparador no prazo de trinta dias, contados da data em que for feita a intimação da exigência. Art. 16. A impugnação mencionará: I a autoridade julgadora a quem é dirigida; II a qualificação do impugnante; III os motivos de fato e de direito em que se fundamenta, os pontos de discordância e as razões e provas que possuir; (Redação dada pela Lei nº 8.748, de 1993) (grifos nossos) IV as diligências, ou perícias que o impugnante pretenda sejam efetuadas, expostos os motivos que as justifiquem, com a formulação dos quesitos referentes aos exames desejados, assim Fl. 214DF CARF MF Impresso em 17/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/10/2013 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 03/10/ 2013 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 15/10/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI 22 como, no caso de perícia, o nome, o endereço e a qualificação profissional do seu perito. (Redação dada pela Lei nº 8.748, de 1993) V se a matéria impugnada foi submetida à apreciação judicial, devendo ser juntada cópia da petição. (Incluído pela Lei nº 11.196, de 2005) §1º Considerarseá não formulado o pedido de diligência ou perícia que deixar de atender aos requisitos previstos no inciso IV do art. 16. (Incluído pela Lei nº 8.748, de 1993) §2º É defeso ao impugnante, ou a seu representante legal, empregar expressões injuriosas nos escritos apresentados no processo, cabendo ao julgador, de ofício ou a requerimento do ofendido, mandar riscálas. (Incluído pela Lei nº 8.748, de 1993) §3º Quando o impugnante alegar direito municipal, estadual ou estrangeiro, provarlheá o teor e a vigência, se assim o determinar o julgador. (Incluído pela Lei nº 8.748, de 1993) §4º A prova documental será apresentada na impugnação, precluindo o direito de o impugnante fazêlo em outro momento processual, a menos que: (Incluído pela Lei nº 9.532, de 1997) (grifos nossos) a) fique demonstrada a impossibilidade de sua apresentação oportuna, por motivo de força maior; (Incluído pela Lei nº 9.532, de 1997) b) refirase a fato ou a direito superveniente; (Incluído pela Lei nº 9.532, de 1997) c) destinese a contrapor fatos ou razões posteriormente trazidas aos autos. (Incluído pela Lei nº 9.532, de 1997) §5º A juntada de documentos após a impugnação deverá ser requerida à autoridade julgadora, mediante petição em que se demonstre, com fundamentos, a ocorrência de uma das condições previstas nas alíneas do parágrafo anterior. (Incluído pela Lei nº 9.532, de 1997) (grifos nossos) §6º Caso já tenha sido proferida a decisão, os documentos apresentados permanecerão nos autos para, se for interposto recurso, serem apreciados pela autoridade julgadora de segunda instância. (Incluído pela Lei nº 9.532, de 1997) Art. 17. Considerarseá não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pelo impugnante. (Redação dada pela Lei nº 9.532, de 1997) (grifos nossos) Art. 18. A autoridade julgadora de primeira instância determinará, de ofício ou a requerimento do impugnante, a realização de diligências ou perícias, quando entendêlas necessárias, indeferindo as que considerar prescindíveis ou impraticáveis, observando o disposto no art. 28, in fine. (Redação dada pela Lei nº 8.748, de 1993) (grifos nossos) Fl. 215DF CARF MF Impresso em 17/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/10/2013 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 03/10/ 2013 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 15/10/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI Processo nº 13082.000643/201101 Acórdão n.º 2302002.769 S2C3T2 Fl. 205 23 Avulta, nesse panorama jurídico, que o Recorrente não tem que protestar pela produção de provas documentais no processo administrativo fiscal. Tem sim, por disposição legal, que produzir as provas de seu direito, de forma concentrada, já em sede de impugnação, colacionadas juntamente na peça de defesa, sob pena de preclusão. Nos termos expressos da lei, a juntada de novos documentos no Processo Administrativo Fiscal depende de requerimento da parte interessada à autoridade julgadora do lançamento ou do recurso, mediante petição escrita na qual reste demonstrado, com fundamentos idôneos e comprovados, a impossibilidade de sua apresentação no momento próprio e oportuno, por motivo de força maior, ou que os documentos se refiram a fato ou a direito superveniente, ou ainda, que se destinem a contrapor fatos ou razões posteriormente trazidas aos autos, pesando em desfavor do Recorrente o ônus da devida comprovação. Nesse contexto, na hipótese de o Autuado não lograr comprovar efetivamente a ocorrência de qualquer das hipóteses autorizadoras previstas no aludido §5º do art. 16 do citado Decreto nº 70.235/72, a autorização de juntada de novas provas ou a apreciação de documentos juntados em fase posterior à impugnação representaria, por parte deste Colegiado, negativa de vigência à Legislação tributária, providência que somente poderia emergir do Poder Judiciário. Quanto aos recolhimentos efetuados pelo Recorrente após a lavratura do presente lançamento, estes serão devidamente considerados pela administração tributária na ocasião de consolidação do débito fiscal. 4. CONCLUSÃO: Pelos motivos expendidos, CONHEÇO do Recurso Voluntário para, no mérito, NEGARLHE PROVIMENTO. É como voto Arlindo da Costa e Silva Relator Fl. 216DF CARF MF Impresso em 17/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/10/2013 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 03/10/ 2013 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 15/10/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI
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Numero do processo: 11543.000762/2001-84
Turma: Primeira Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Sep 10 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Wed Sep 18 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Normas de Administração Tributária
Ano-calendário: 1995
PEDIDO DE RESTITUIÇÃO/COMPENSAÇÃO. PRAZO PRESCRICIONAL.
Decidiu o Supremo Tribunal Federal que o prazo prescricional para as ações de repetição do indébito tributário é de dez anos, a contar da ocorrência do fato gerador, para os pedidos realizados antes da vigência da Lei Complementar nº 118/05 - junho de 2005 (RE nº 566.621/RS).
Numero da decisão: 1801-001.613
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso voluntário, para, em preliminar, afastar a prescrição declarada e determinar o retorno dos autos à unidade de jurisdição para a análise do mérito do litígio , nos termos do voto da Relatora.
(assinado digitalmente)
Ana de Barros Fernandes Presidente e Relatora
Participaram da sessão de julgamento, os Conselheiros: Roberto Massao Chinen, Marcos Vinícius Barros Ottoni, Carmen Ferreira Saraiva, Leonardo Mendonça Marques, Luiz Guilherme de Medeiros Ferreira e Ana de Barros Fernandes.
Nome do relator: ANA DE BARROS FERNANDES
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PRAZO PRESCRICIONAL. Decidiu o Supremo Tribunal Federal que o prazo prescricional para as ações de repetição do indébito tributário é de dez anos, a contar da ocorrência do fato gerador, para os pedidos realizados antes da vigência da Lei Complementar nº 118/05 junho de 2005 (RE nº 566.621/RS). Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso voluntário, para, em preliminar, afastar a prescrição declarada e determinar o retorno dos autos à unidade de jurisdição para a análise do mérito do litígio , nos termos do voto da Relatora. (assinado digitalmente) Ana de Barros Fernandes – Presidente e Relatora Participaram da sessão de julgamento, os Conselheiros: Roberto Massao Chinen, Marcos Vinícius Barros Ottoni, Carmen Ferreira Saraiva, Leonardo Mendonça Marques, Luiz Guilherme de Medeiros Ferreira e Ana de Barros Fernandes. Relatório AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 54 3. 00 07 62 /2 00 1- 84 Fl. 124DF CARF MF Impresso em 18/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/09/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 18/09/2 013 por ANA DE BARROS FERNANDES 2 A empresa recorre do Acórdão nº 7.200/05 exarado pela Quinta Turma de Julgamento da DRJ no Rio de Janeiro/RJ 1, fls. 64 a 68, que julgou prescrito o direito creditório pleiteado pela contribuinte, formalizado no Pedido de fls. 01 a 05, bem como não homologar as compensações com débitos listados às fls. 24 e 28/32. Aproveito trechos do relatório e voto do aresto vergastado para historiar os fatos: “Trata o presente processo do pedido de restituição/compensação de fls. 01, 21, 24, 28/32, na qual a interessada acima identificada alega possuir crédito contra a Fazenda Pública da contribuição social sobre o lucro líquido CSLL, decorrente de recolhimento a maior/indevido efetuado em 30/06/1995 no valor de R$23.243,94, através do documento de Arrecadação de Receitas Federais Darf cuja cópia foi juntada à fl. 18, que após incidência da taxa Selic até fevereiro de 2001 resultaria no crédito de R$49.718,79, conforme planilha de cálculos juntada à fl. 02/03. Com o crédito que alega possuir a interessada busca extinguir por compensação os débitos listados as fls. 24 e 28/32. Com base no Parecer Seort n° 1.882/2001, de fls. 34/35, foi proferido o Despacho Decisório de fl. 36, o qual indeferiu a restituição pleiteada. O mencionado Parecer concluiu que já teria transcorrido o prazo limite para pleitear a restituição, previsto no inc. I do art, 168 da Lei n° 5.172, de 25 de outubro de 1966 Código Tributário Nacional (CTN), ou seja, cinco anos a contar da extinção do crédito tributário. [...] VOTO [...] Entretanto, o direito a que se refere o precitado art. 165 não se coloca de forma ilimitada ao sujeito passivo. O mesmo deve ser exercido no prazo de cinco anos a contar da data da extinção do crédito tributário que, no caso, coincide com a data do pagamento. É mandamento contido no inc. I do art. 168 do CTN, cuja interpretação foi dada de forma definitiva, após exaustivas discussões doutrinárias e diversas interpretações emanadas do Poder Judiciário, pelo art. 3o da Lei Complementar 118, de 09/02/2005. Os dispositivos legais citados seguem adiante transcritos: [...] Dessa forma, considerando que o presente pedido foi formalizado em 05/03/2001 (ver carimbo de protocolo à fl. 01), já há aqui fundamentos suficientes para se concluir, em obediência aos dispositivos legais citados, pela extinção do direito de pleitear a restituição, por decurso do prazo de cinco anos, referente a pagamentos efetuados até 05/03/96, não restando alternativa que não seja a de indeferir o pedido de restituição relativamente ao pagamento efetuado em 30/06/95.” A empresa interpôs tempestivamente1 o Recurso de fls. 79 a 96, reiterando os termos da defesa exordial, em síntese, que não está prescrito o seu direito à restituição do indébito tributário. É o suficiente para o relatório. Passo ao voto. 1 AR – 04/05/05, fls. 78; Recurso – 01/06/05, fls. 79 Fl. 125DF CARF MF Impresso em 18/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/09/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 18/09/2 013 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 11543.000762/200184 Acórdão n.º 1801001.613 S1TE01 Fl. 3 3 Voto Conselheira Ana de Barros Fernandes, Relatora Conheço do recurso interposto, por tempestivo. O cerne do litígio está na apreciação da preliminar de prescrição do Pedido de Restituição, e posterior compensação, emitido pela recorrente, haja vista o prazo superior a cinco anos, cuja tese é adotada pela Fazenda Nacional, em contraposição com a tese dos dez anos, cinco mais cinco, defendida pelo Superior Tribunal de Justiça, para os pedidos realizados até a edição da Lei Complementar nº 118/05, ou seja, anteriormente a junho de 2005. Em decisão proferida pelo Supremo Tribunal Federal (STF), no Recurso Extraordinário (RE) nº 566.621/RS (em 04/08/11, publicada em 11/10/11), e processada sob o rito do artigo 543B do Código de Processo Civil (CPC), a Corte Superior deliberou sobre o prazo prescricional das ações de repetição de indébitos tributários, em face da Lei Complementar nº 118/05 e a constitucionalidade do artigo 4º e seus efeitos retroativos: “DIREITO TRIBUTÁRIO – LEI INTERPRETATIVA – APLICAÇÃO RETROATIVA DA LEI COMPLEMENTAR Nº 118/2005 – DESCABIMENTO – VIOLAÇÃO À SEGURANÇA JURÍDICA – NECESSIDADE DE OBSERVÂNCIA DA VACACIO LEGIS – APLICAÇÃO DO PRAZO REDUZIDO PARA REPETIÇÃO OU COMPENSAÇÃO DE INDÉBITOS AOS PROCESSOS AJUIZADOS A PARTIR DE 9 DE JUNHO DE 2005. Quando do advento da LC 118/05, estava consolidada a orientação da Primeira Seção do STJ no sentido de que, para os tributos sujeitos a lançamento por homologação, o prazo para repetição ou compensação de indébito era de 10 anos contados do seu fato gerador, tendo em conta a aplicação combinada dos arts. 150, § 4º, 156, VII, e 168, I, do CTN. A LC 118/05, embora tenha se autoproclamado interpretativa, implicou inovação normativa, tendo reduzido o prazo de 10 anos contados do fato gerador para 5 anos contados do pagamento indevido. Lei supostamente interpretativa que, em verdade, inova no mundo jurídico deve ser considerada como lei nova. Inocorrência de violação à autonomia e independência dos Poderes, porquanto a lei expressamente interpretativa também se submete, como qualquer outra, ao controle judicial quanto à sua natureza, validade e aplicação. A aplicação retroativa de novo e reduzido prazo para a repetição ou compensação de indébito tributário estipulado por lei nova, fulminando, de imediato, pretensões deduzidas tempestivamente à luz do prazo então aplicável, bem como a aplicação imediata às pretensões pendentes de ajuizamento quando da publicação da lei, sem resguardo de nenhuma regra de transição, implicam ofensa ao princípio da segurança jurídica em seus conteúdos de proteção da confiança e de garantia do acesso à Justiça. Afastandose as aplicações inconstitucionais e resguardandose, no mais, a eficácia da norma, permitese a aplicação do prazo reduzido relativamente às ações ajuizadas após a vacatio legis, conforme entendimento consolidado por esta Corte no enunciado 445 da Súmula do Tribunal. O prazo de vacatio legis de 120 dias permitiu aos contribuintes não apenas que tomassem ciência do novo prazo, mas também que ajuizassem as ações necessárias à tutela dos seus direitos. Inaplicabilidade do art. 2.028 do Código Civil, pois, não havendo lacuna na LC 118/08, que pretendeu a aplicação do novo prazo na maior extensão possível, descabida sua aplicação por analogia. Além disso, não se trata de lei geral, tampouco impede iniciativa legislativa em contrário. Reconhecida Fl. 126DF CARF MF Impresso em 18/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/09/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 18/09/2 013 por ANA DE BARROS FERNANDES 4 a inconstitucionalidade art. 4º, segunda parte, da LC 118/05, considerandose válida a aplicação do novo prazo de 5 anos tãosomente às ações ajuizadas após o decurso da vacatio legis de 120 dias, ou seja, a partir de 9 de junho de 2005. Aplicação do art. 543B, § 3º, do CPC aos recursos sobrestados. Recurso extraordinário desprovido. Destarte, a prescrição qüinqüenal não alcança a situação dos contribuintes que protocolizaram os pedidos de restituição dos indébitos tributários antes da edição da Lei Complementar nº 118/05, ou seja, 09 de junho de 2005 (destaquei), restando decidido o cabimento dos pedidos no prazo de dez anos a contar do fato gerador. A questão encontrase definitivamente julgada. Este órgão julgador, por força do artigo 62A do Regimento Interno do CARF – Ricarf, está vinculado às decisões proferidas pelo STF, processadas sobre o rito do art. 543B e C do CPC: Art. 62A. As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543B e 543C da Lei n° 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF. A recorrente protocolizou o Pedido de Restituição em 05 de março de 2001, fl. 01, pleiteando restituição de pagamento indevido/a maior de CSLL relativo ao mês de janeiro de 1995, efetivamente recolhido em 30 de junho de 1995, fls. 18, razão pela qual o pedido não pode ser declarado prescrito, conforme julgado da Corte Suprema ora transcrito (destaquei as datas). Os efeitos do afastamento da preliminar de prescrição impõe o retorno dos autos à unidade de jurisdição da recorrente para que seja analisado o mérito do pedido, ou seja, a origem e a procedência do crédito pleiteado, em face da contabilidade da recorrente, registros no Sapli, outros pedidos de restituição/compensação com origem no mesmo crédito, vinculação a outros processos administrativos fiscais etc. Voto em dar provimento parcial ao recurso, afastando a prescrição declarada, e determino o retorno dos autos à unidade de jurisdição para a análise do mérito da Per/Dcomp objeto deste litígio. (assinado digitalmente) Ana de Barros Fernandes Fl. 127DF CARF MF Impresso em 18/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/09/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 18/09/2 013 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 11543.000762/200184 Acórdão n.º 1801001.613 S1TE01 Fl. 4 5 Fl. 128DF CARF MF Impresso em 18/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/09/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 18/09/2 013 por ANA DE BARROS FERNANDES
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