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Numero do processo: 10665.720732/2007-34
Turma: Primeira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Sep 25 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Fri Nov 30 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep
Data do fato gerador: 31/10/2003, 30/11/2003, 31/01/2004, 31/10/2004
EMBARGOS DECLARATÓRIOS. INEXISTÊNCIA DE OMISSÃO.
Merecem ser conhecidos, porém não providos os embargos declaratórios interpostos, uma vez que não existe omissão no acórdão embargado. Os embargos de declaração não estão previstos na legislação processual para que o órgão julgador reexamine os pontos do litígio sob outros enfoques ou maneiras, e sim para que sejam trazidos a tona aqueles pontos omitidos, no sentido de bem esclarecer a decisão tomada.
Numero da decisão: 3101-001.242
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento aos embargos de declaração, nos termos do voto do Relator.
Henrique Pinheiro Torres - Presidente.
Corintho Oliveira Machado - Relator.
EDITADO EM: 18/10/2012
Participaram do presente julgamento os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres, Luiz Roberto Domingo, Vanessa Albuquerque Valente, Rodrigo Mineiro Fernandes, Valdete Aparecida Marinheiro e Corintho Oliveira Machado.
Matéria: PIS - ação fiscal (todas)
Nome do relator: CORINTHO OLIVEIRA MACHADO
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ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Data do fato gerador: 31/10/2003, 30/11/2003, 31/01/2004, 31/10/2004 EMBARGOS DECLARATÓRIOS. INEXISTÊNCIA DE OMISSÃO. Merecem ser conhecidos, porém não providos os embargos declaratórios interpostos, uma vez que não existe omissão no acórdão embargado. Os embargos de declaração não estão previstos na legislação processual para que o órgão julgador reexamine os pontos do litígio sob outros enfoques ou maneiras, e sim para que sejam trazidos a tona aqueles pontos omitidos, no sentido de bem esclarecer a decisão tomada. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento aos embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Henrique Pinheiro Torres Presidente. Corintho Oliveira Machado Relator. EDITADO EM: 18/10/2012 AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 66 5. 72 07 32 /2 00 7- 34 Fl. 260DF CARF MF Impresso em 30/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/10/2012 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO, Assinado digitalmente em 31/10 /2012 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO, Assinado digitalmente em 21/11/2012 por HENRIQUE PINHEIRO TORRE S 2 Participaram do presente julgamento os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres, Luiz Roberto Domingo, Vanessa Albuquerque Valente, Rodrigo Mineiro Fernandes, Valdete Aparecida Marinheiro e Corintho Oliveira Machado. Relatório Reportome ao relato de fls. 198 e seguintes, por bem descrever os fatos relativos ao contencioso, adotado quando do julgamento por este Colegiado, que culminou na seguinte ementa sufragada pela unanimidade de votos de meus pares: Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep Data do fato gerador: 31/10/2003, 30/11/2003, 31/01/2004, 31/10/2004 DECISÃO RECORRIDA. NULIDADE. INEXISTÊNCIA. Inexiste vício na decisão recorrida, porquanto no relatório consta que a impugnante aduz que recolhera aos cofres públicos as importâncias relativas aos fatos geradores de 10/2003 e 11/2003, e no vestíbulo do voto é observado que em função dos pagamentos efetuados fica restrito o litígio aos fatos geradores de 01/2004 e 10/2004. RECEITAS DE VARIAÇÕES CAMBIAIS NÃO INCLUÍDAS NA BASE DE CÁLCULO. A exigência de diferença do PIS proveniente das receitas de variações cambiais não incluídas na base de cálculo, sem lastro no art. 9º da Lei nº 9.718/98, é indevida, uma vez que a Lei nº 9.718, § 1º do art. 3º, foi declarada inconstitucional pelo STF no julgamento do RE nº 585.235, e como essa decisão adentrou na sistemática prevista pelo artigo 543B do Código de Processo Civil, deve ser reproduzida pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF, com espeque no art. 62A do Regimento Interno. Recurso Voluntário Provido. Crédito Tributário Exonerado. Em 18/07/2012, foram opostos embargos declaratórios, fls. 253 e seguintes, tempestivos, pela Procuradoria da Fazenda Nacional, alegando omissão no acórdão, decorrente da falta de análise de todo o contexto do julgamento do Supremo Tribunal Federal no qual foi escorada a decisão do Colegiado. Diz que a tendência que vem se delineando na Suprema Corte é no sentido de que faturamento não é conceito que se encerra na mera venda de mercadorias e serviços, estendendose, pois, às receitas decorrentes da soma de outras atividades empresariais. Nessa moldura, a declaração de inconstitucionalidade, pelo STF, do § 1º do art. 3º da Lei 9.718/98, s.m.j., não alterou, nesse particular, o critério definidor da base de Fl. 261DF CARF MF Impresso em 30/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/10/2012 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO, Assinado digitalmente em 31/10 /2012 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO, Assinado digitalmente em 21/11/2012 por HENRIQUE PINHEIRO TORRE S Processo nº 10665.720732/200734 Acórdão n.º 3101001.242 S3C1T1 Fl. 3 3 incidência da COFINS e do PIS como o resultado econômico da atividade empresarial vinculada aos seus objetivos sociais, no caso presente, prossegue a embargante: (...) estamos diante de empresa que tem como objeto social “a produção, comercialização, exportação e importação de produtos metalúrgicos, máquinas e equipamentos.” (contrato social às fls. 131/148). Suas receitas operacionais, como exposto acima, serão aquelas decorrentes das atividades retro transcritas, bem como das demais elencadas no estatuto da empresa. Acontece que não se pode olvidar que, atreladas ao complexo conjunto de atividades operacionais e sua respectiva contabilização, aparecem ainda rubricas que aumentam o patrimônio líquido da empresa (receitas) e compõem acessoriamente suas operações. A literatura chama tais ingressos de “receitas operacionais acessórias”, pois sua origem está intrinsecamente ligada ao objeto social da empresa, o que demonstra seu caráter operacional, sem corresponder, no entanto, a receitas diretamente decorrentes da atividadefim. Entre essas destacamse as receitas de variação cambial ativa, pois derivam da atividade exportação/importação exercida tipicamente pela pessoa jurídica objeto dos autos. Assim, por serem receitas oriundas da atividadefim, ainda que de forma acessória, podem e devem compor a receita operacional da empresa. Isso implica em incluíla no conceito restrito de faturamento. Ao final, requer a correção da omissão do acórdão. Ato seguido, são encaminhados os embargos a este Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, para julgamento. É o Relatório. Voto Conselheiro Corintho Oliveira Machado, Relator Os embargos declaratórios são tempestivos, e considerando o preenchimento dos demais requisitos de sua admissibilidade, merece ser apreciado. Para alcançar seu desiderato, que é o de obter efeitos infringentes no recurso ora manejado, a embargante diz que este Colegiado deixou de analisar todo o contexto do Fl. 262DF CARF MF Impresso em 30/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/10/2012 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO, Assinado digitalmente em 31/10 /2012 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO, Assinado digitalmente em 21/11/2012 por HENRIQUE PINHEIRO TORRE S 4 julgamento proferido pelo STF na matéria em questão, motivo pelo qual o acórdão é omisso neste ponto. Nesse sentido, cumpre dizer que a omissão que vicia o acórdão e dá azo aos embargos declaratórios do art. 65 do Anexo II do Regimento do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria MF nº 256/2009, é a omissão de ponto sobre o qual devia pronunciarse a turma, e não a carência de manifestação acerca de todo o contexto de julgamento proferido pelo Supremo Tribunal Federal que eventualmente tenha servido de base para a solução da lide administrativa. Em que pese a tese apresentada pela douta Procuradoria da Fazenda Nacional conceito de faturamento estendido às receitas decorrentes da soma de outras atividades empresariais ser acatada em vários julgados dessa Corte, não se pode, a priori, dizer que o Colegiado não levou essa possibilidade em consideração durante o julgamento deste expediente. E muito menos pretender alterar o resultado da lide, em sede de embargos declaratórios, porque esse não está de acordo com o entendimento ora explicitado. Penso que o melhor recurso a ser manejado, in casu, seria o especial para a egrégia Câmara Superior de Recursos Fiscais, e não os aclaratórios. Nessa moldura, oriento meu voto no sentido de que sejam conhecidos os embargos; entretanto, NÃO SEJAM ACOLHIDOS, sob pena de se ter um recurso com efeito infringente, que não é lídimo, ao meu sentir, no caso vertente. Sala das Sessões, em 25 de setembro de 2012. CORINTHO OLIVEIRA MACHADO Fl. 263DF CARF MF Impresso em 30/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/10/2012 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO, Assinado digitalmente em 31/10 /2012 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO, Assinado digitalmente em 21/11/2012 por HENRIQUE PINHEIRO TORRE S
score : 1.0
Numero do processo: 10140.720485/2010-91
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Feb 07 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Mon Jan 28 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/10/2007 a 31/12/2008
AUTO DE INFRAÇÃO. CORRELAÇÃO COM O LANÇAMENTO PRINCIPAL. Uma vez que já foram julgadas por este Conselho as NFLD´s nas quais fora efetuado o lançamento das contribuições previdenciárias não informadas em GFIP, oportunidade na qual estas foram consideradas como devidas, outra não pode ser a conclusão, senão a procedência do auto de infração pela ausência de informação dos respectivos fatos geradores em GFIP.
LEGISLAÇÃO POSTERIOR - MULTA MAIS FAVORÁVEL - APLICAÇÃO
A lei aplica-se a ato ou fato pretérito, tratando-se de ato não definitivamente julgado quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática.
Recurso Voluntário Provido em Parte
Numero da decisão: 2402-002.410
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em dar provimento parcial para adequação da multa ao artigo 32-A da Lei n° 8.212/91, caso mais benéfica, vencidos os conselheiros Lourenço Ferreira do Prado e Nereu Miguel Ribeiro Domingues que davam provimento ao recurso. O conselheiro Jhonatas Ribeiro da Silva acompanhou a divergência pelas conclusões. Apresentará voto vencedor a conselheira Ana Maria Bandeira.
Júlio César Vieira Gomes - Presidente
Lourenço Ferreira do Prado - Relator
Ana Maria Bandeira - Redatora Designada
Participaram do presente julgamento os conselheiros: Júlio Cesar Vieira Gomes, Nereu Miguel Ribeiro Domingues, Jhonatas Ribeiro da Silva, Ana Maria Bandeira, Ronaldo de Lima Macedo, Lourenço Ferreira do Prado.
Nome do relator: LOURENCO FERREIRA DO PRADO
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ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/10/2007 a 31/12/2008 AUTO DE INFRAÇÃO. CORRELAÇÃO COM O LANÇAMENTO PRINCIPAL. Uma vez que já foram julgadas por este Conselho as NFLD´s nas quais fora efetuado o lançamento das contribuições previdenciárias não informadas em GFIP, oportunidade na qual estas foram consideradas como devidas, outra não pode ser a conclusão, senão a procedência do auto de infração pela ausência de informação dos respectivos fatos geradores em GFIP. LEGISLAÇÃO POSTERIOR - MULTA MAIS FAVORÁVEL - APLICAÇÃO A lei aplica-se a ato ou fato pretérito, tratando-se de ato não definitivamente julgado quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática. Recurso Voluntário Provido em Parte
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CORRELAÇÃO COM O LANÇAMENTO PRINCIPAL. Uma vez que já foram julgadas por este Conselho as NFLD´s nas quais fora efetuado o lançamento das contribuições previdenciárias não informadas em GFIP, oportunidade na qual estas foram consideradas como devidas, outra não pode ser a conclusão, senão a procedência do auto de infração pela ausência de informação dos respectivos fatos geradores em GFIP. LEGISLAÇÃO POSTERIOR MULTA MAIS FAVORÁVEL APLICAÇÃO A lei aplicase a ato ou fato pretérito, tratandose de ato não definitivamente julgado quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática. Recurso Voluntário Provido em Parte Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 14 0. 72 04 85 /2 01 0- 91 Fl. 200DF CARF MF Impresso em 28/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/12/2012 por SELMA RIBEIRO COUTINHO, Assinado digitalmente em 19/12/20 12 por LOURENCO FERREIRA DO PRADO, Assinado digitalmente em 23/01/2013 por ANA MARIA BANDEIRA, Assin ado digitalmente em 23/01/2013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 2 Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em dar provimento parcial para adequação da multa ao artigo 32A da Lei n° 8.212/91, caso mais benéfica, vencidos os conselheiros Lourenço Ferreira do Prado e Nereu Miguel Ribeiro Domingues que davam provimento ao recurso. O conselheiro Jhonatas Ribeiro da Silva acompanhou a divergência pelas conclusões. Apresentará voto vencedor a conselheira Ana Maria Bandeira. Júlio César Vieira Gomes Presidente Lourenço Ferreira do Prado Relator Ana Maria Bandeira Redatora Designada Participaram do presente julgamento os conselheiros: Júlio Cesar Vieira Gomes, Nereu Miguel Ribeiro Domingues, Jhonatas Ribeiro da Silva, Ana Maria Bandeira, Ronaldo de Lima Macedo, Lourenço Ferreira do Prado. Fl. 201DF CARF MF Impresso em 28/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/12/2012 por SELMA RIBEIRO COUTINHO, Assinado digitalmente em 19/12/20 12 por LOURENCO FERREIRA DO PRADO, Assinado digitalmente em 23/01/2013 por ANA MARIA BANDEIRA, Assin ado digitalmente em 23/01/2013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 10140.720485/201091 Acórdão n.º 2402002.410 S2C4T2 Fl. 3 3 Relatório Tratase de Recurso Voluntário interposto por SAMI SERVIÇOS E ASSESSORIA EM MEDICINA INTENSIVA , em face de acórdão que manteve a integralidade do lançamento efetuado por meio do Auto de Infração 37.299.1688, lavrado para a cobrança de multa por ter deixado a recorrente de apresentar GFIP´s com dados não correspondentes a todos os fatos geradores de contribuições previdenciárias a seu cargo, no caso o pagamento de remuneração efetuada a contribuintes individuais –sócios. Consta do relatório fiscal que foi aplicada ao presente caso a multa de ofício de 75%, conforme anexos de cálculo da multa que a fiscalização fez juntar aos autos. O lançamento compreende o período de 10/2007 a 12/2008, tendo sido o contribuinte cientificado do AI em 28/09/2010 (fls. 01). Devidamente intimado do julgamento em primeira instância (fls. 156/170), a recorrente interpôs o competente recurso voluntário, através do qual sustenta: 1. que a sociedade simples, por sua natureza, nada mais é do que os próprios sócios atuando em nome próprio, de forma conjunta, por meio de uma pessoa jurídica, a fim de tornar a prestação dos serviços técnica econômica e logisticamente mais viáveis, fomentando a economia nacional e o acesso da população a tais serviços; 2. que a redação do inciso IV, do art. 997 do Código Civil é clara ao preconizar que a contribuição dos sócios em uma Sociedade Simples consiste em serviços, e que, portanto, o capital social tem função meramente de investimento inicial para funcionamento da sociedade; 3. que o Código Civil ao prever a possibilidade de profissionais liberais prestarem seus serviços pessoalmente e de forma coletiva, através da constituição de uma sociedade simples, deu margem para que no contrato social estipulassem regras acerca da participação de cada um nos lucros e nas perdas; 4. que o STJ já admitiu a possibilidade de apuração do grau de risco por estabelecimento, conforme cada uma das atividades exercidas pela pessoa jurídica; 5. que a fiscalização agiu de forma ilegal a não reconhecer a real natureza da sociedade simples; 6. que a remuneração dos sócios era o prólabore declarado de um salário mínimo, os quais serviram como base de Fl. 202DF CARF MF Impresso em 28/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/12/2012 por SELMA RIBEIRO COUTINHO, Assinado digitalmente em 19/12/20 12 por LOURENCO FERREIRA DO PRADO, Assinado digitalmente em 23/01/2013 por ANA MARIA BANDEIRA, Assin ado digitalmente em 23/01/2013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 4 cálculo das contribuições previdenciárias, situação que encontra respaldo na legislação em vigor; 7. que a fiscalização equivocouse ao considerar como remuneração receitas da empresa e decorrentes da prestação dos serviços médicos, os quais, em sua sociedade simples, são efetivamente o seu objeto. 8. que todos os valores lançados foram tributados pelo PIS, COFINS, IRPJ e CSLL, não havendo contra a recorrente qualquer reclamação acerca de qualquer irregularidade a este respeito; 9. que a prestação dos serviços pelos próprios sócios é característica intrínseca da sociedade simples, motivo pelo qual se a receita fosse obtida pelos serviços de profissionais contratados, estaríamos diante de uma sociedade puramente empresarial; 10. que a remuneração pelos serviços da empresa, decorrentes do recebimento de honorários pelos sócios, deve ser considerado como sua receita e tributado como tal; 11. que ao distribuir os lucros a empresa sempre respeitou as disposições de seu contrato social, mantendo, para tanto, nos casos em que pagos em adiantado, balancetes especiais, conforme determina a legislação que rege a sociedade simples; 12. que não existe obrigação legal que determine a distribuição dos lucros em conformidade com o capital social destacado para a empresa; 13. que a interpretação dada pela fiscalização ao art. 201, 5o, inciso II do Decreto 3.048/99 é equivocada, pois houve a devida discriminação na contabilidade dos valores pagos a título de remuneração decorrente do trabalho e do capital social; 14. a ilegalidade da SELIC; 15. que a multa aplicada é confiscatória; Processado o recurso sem contrarrazões da Procuradoria da Fazenda Nacional, subiram os autos a este Eg. Conselho. É o relatório. Fl. 203DF CARF MF Impresso em 28/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/12/2012 por SELMA RIBEIRO COUTINHO, Assinado digitalmente em 19/12/20 12 por LOURENCO FERREIRA DO PRADO, Assinado digitalmente em 23/01/2013 por ANA MARIA BANDEIRA, Assin ado digitalmente em 23/01/2013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 10140.720485/201091 Acórdão n.º 2402002.410 S2C4T2 Fl. 4 5 Voto Vencido Conselheiro Lourenço Ferreira do Prado, Relator CONHECIMENTO Tempestivo o recurso e presentes os demais requisitos de admissibilidade, dele conheço. Antes mesmo de analisar qualquer das teses objeto do recurso voluntário, cumpre apontar que os lançamentos principais, nos quais foram lançadas as contribuições previdenciárias cujos fatos geradores não foram informados em GFIP e geraram o presente Auto de Infração, já foram objeto de julgamento por esta Eg. Turma, quando da análise dos processos administrativos n. 10140.720484/201046 e 10140.720483/201000, os quais restaram assim ementados: “SOCIEDADE SIMPLES. EXERCÍCIO DA ATIVIDADE DA EMPRESA PESSOALMENTE PELOS SÓCIOS. DISTRIBUIÇÃO DE LUCROS CONSIDERADA COMO REMUNERAÇÃO DE SÓCIOSCOTISTAS. IMPOSSIBILIDADE. A sociedade simples possui como característica intrínseca natureza não empresarial e o exercício de função intelectual decorrente da especialização ou função exercida por seus sócios. É de sua própria natureza que os sócios de empresa constituída sob a forma de sociedade simples exerçam pessoalmente o seu objeto social e seus honorários sejam vertidos para a sociedade, sem que o mesmo esteja a agir em nome próprio e distante dos interesses da empresa, de forma que tais honorários sejam considerados como sua própria remuneração pela prestação dos serviços contratados pela sociedade. SOCIEDADE SIMPLES. DISTRIBUIÇÃO DE LUCROS DE FORMA DESPROPORCIONAL AO CAPITAL SOCIAL SUBSCRITO. POSSIBILIDADE. O art. 1.009 do novo Código Civil impões como regra a distribuição dos lucros de acordo com a proporção dos sócios no capital social da sociedade, mas a excepciona quando o contrato social ou outro documento que possua a mesma força contenha previsão da distribuição ser levada a efeito de forma desproporcional, de acordo com critérios estabelecidos pelos sócios. SOCIEDADE SIMPLES. AUSÊNCIA DE DISCRIMINAÇÃO DE PARCELAS RECEBIDAS PELO SÓCIOCOTISTA A TÍTULO DE REMUNERAÇÃO DO TRABALHO E DO CAPITAL SOCIAL INVESTIDO. ART. 201, 5O, II, DO DECRETO 3.048/99. O sóciocotista, por não receber pagamentos decorrentes do poder de administração da sociedade, em tese, não recebe remuneração decorrente do exercício de função remunerada pelo trabalho, mas apenas a decorrente do capital social investido. A ausência de discriminação de parcelas recebidas Fl. 204DF CARF MF Impresso em 28/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/12/2012 por SELMA RIBEIRO COUTINHO, Assinado digitalmente em 19/12/20 12 por LOURENCO FERREIRA DO PRADO, Assinado digitalmente em 23/01/2013 por ANA MARIA BANDEIRA, Assin ado digitalmente em 23/01/2013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 6 por sócios cotistas em decorrência de remuneração pelo trabalho na contabilidade, quando estas não sejam existentes, não enseja o lançamento das contribuições previdenciárias sobre o valor do lucro a si distribuído. Recurso Voluntário Provido. Por tais motivos, uma vez que não mais subiste a obrigação principal, não hã como se sustentar a aplicação da multa pela falta de informação de tais contribuições em GFIP. Ante todo o exposto, voto no sentido de DAR PROVIMENTO ao recurso voluntário e anular o Auto de Infração. É como voto. Lourenço Ferreira do Prado. Fl. 205DF CARF MF Impresso em 28/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/12/2012 por SELMA RIBEIRO COUTINHO, Assinado digitalmente em 19/12/20 12 por LOURENCO FERREIRA DO PRADO, Assinado digitalmente em 23/01/2013 por ANA MARIA BANDEIRA, Assin ado digitalmente em 23/01/2013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 10140.720485/201091 Acórdão n.º 2402002.410 S2C4T2 Fl. 5 7 Voto Vencedor Conselheira Ana Maria Bandeira – Redatora Designada Tal qual divergi do entendimento do Conselheiro Relator quando do julgamento das notificações cujos objetos são as contribuições previdenciárias incidentes sobre os fatos geradores omitidos em GFIP, ouso divergir também quanto à presente autuação. Cumpre informar que o entendimento do Conselheiro Relator no julgamento dos processos nº 10140.720484/201046 e 10140.720483/201000, restou vencido, uma vez que o colegiado, por maioria de votos, negou provimento aos recursos, conforme acórdãos nº 2402002.408 e 2402002.409, respectivamente. Na oportunidade, transcrevo trecho o voto vencedor: Ouso divergir do Conselheiro Relator quanto ao seu entendimento de que não haveria qualquer irregularidade na distribuição de lucros aos sócios da empresa, cuja prestação de serviços é efetuada única e exclusivamente pelos sócios cotistas e para os quais não há qualquer tipo de remuneração. Asseverese que embora o Conselheiro Relator tenha efetuado seu arrazoado tomando como base dispositivos do Código Civil, sobretudo nos artigos que tratam da chamada sociedade simples, entendo que o citado código deve ser usado em caráter subsidiário, ou seja, naquilo que a legislação específica, sobretudo a Lei nº 8.212/1991 e o Código Tributário Nacional, forem omissos. A recorrente é uma empresa cujo quadro societário é formado por médicos, sócios cotistas, os quais são os únicos que prestam serviços para a sociedade. Assim, a recorrente não possui mão deobra médica contratada para a prestação de seus serviços, pois não informou em GFIP segurados com classificação de atividade médica, mas somente o sócioadministrador com a retirada de seu prólabore, não constando da contabilidade a contratação de outra pessoa jurídica para a prestação dos serviços. A Lei nº 8.212/1991 define com precisão as situações em que o trabalhador é enquadrado como segurado obrigatório do RGPS – Regime Geral de Previdência Social e como tal é remunerado e sobre tal remuneração incide as contribuições previdenciárias devidas. Especificamente no artigo 12, inciso V, alínea “f” da citada lei temse a seguinte disposição: Art. 12. São segurados obrigatórios da Previdência Social as seguintes pessoas físicas: (...) Fl. 206DF CARF MF Impresso em 28/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/12/2012 por SELMA RIBEIRO COUTINHO, Assinado digitalmente em 19/12/20 12 por LOURENCO FERREIRA DO PRADO, Assinado digitalmente em 23/01/2013 por ANA MARIA BANDEIRA, Assin ado digitalmente em 23/01/2013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 8 V como contribuinte individual: (...) f) o titular de firma individual urbana ou rural, o diretor não empregado e o membro de conselho de administração de sociedade anônima, o sócio solidário, o sócio de indústria, o sócio gerente e o sócio cotista que recebam remuneração decorrente de seu trabalho em empresa urbana ou rural, e o associado eleito para cargo de direção em cooperativa, associação ou entidade de qualquer natureza ou finalidade, bem como o síndico ou administrador eleito para exercer atividade de direção condominial, desde que recebam remuneração Como se vê, numa sociedade, não é somente o sócio gerente que pode ser enquadrado como segurado obrigatório do RGPS, mas também o sócio cotista que receba remuneração decorrente de seu trabalho na empresa. A questão que levou à autuação é que a recorrente não considera que os médicos, na condição de sócios cotistas, ainda que prestem serviços para a sociedade, recebam qualquer tipo de remuneração, uma vez que seus honorários são considerados receitas da sociedade conforme se verifica na cláusula 10a do contrato social. Assim, a recorrente cria uma situação em que o chamado sócio cotista, ou seja, pessoa que participa do capital social, exerce atividade na sociedade, porém não é remunerado para isso. Ao determinar que os considerados sócios cotistas sejam remunerados, tão somente, via distribuição de lucros, na ausência de lucro, tais pessoas teriam trabalhado sem qualquer retribuição o que é inadmissível. No entanto, os médicos sócios cotistas não prestam serviço sem qualquer contrapartida, uma vez que são remunerados sob a forma de distribuição de lucros. A meu ver, tais pagamentos fogem do conceito de distribuição de lucros. A distribuição de lucros representa retribuição pelo capital investido e não pode, de forma alguma representar retribuição pelo trabalho. No caso da recorrente, a distribuição de lucros se dá não de acordo com a participação de cada sócio no capital social, mas de acordo com a participação de cada um na produção, conforme disposto na cláusula 17a do contrato social da recorrente. Além disso, mesmo não distribuindo os lucros de acordo com a participação sociedade, a recorrente não realizou qualquer acordo a fim de justificar a distribuição desproporcional de lucro relativamente ao capital de cada sócio Nesse sentido, chegase à conclusão de que tais pagamentos, em verdade, se constituem em remuneração dos sócios pelo trabalho e não pelo capital social. O Regulamento da Lei nº 8.212/1991, aprovado pelo Decreto nº 3.048/1999, aborda em seu art. 201, § 5º, incluído pelo Decreto Fl. 207DF CARF MF Impresso em 28/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/12/2012 por SELMA RIBEIRO COUTINHO, Assinado digitalmente em 19/12/20 12 por LOURENCO FERREIRA DO PRADO, Assinado digitalmente em 23/01/2013 por ANA MARIA BANDEIRA, Assin ado digitalmente em 23/01/2013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 10140.720485/201091 Acórdão n.º 2402002.410 S2C4T2 Fl. 6 9 nº 4.429/2003, a questão das sociedades civis de prestação de serviços de profissões regulamentadas,conforme se verifica abaixo: § 5º No caso de sociedade civil de prestação de serviços profissionais relativos ao exercício de profissões legalmente regulamentadas, a contribuição da empresa referente aos segurados a que se referem as alíneas “g” a “i” do inciso V do art. 9º, observado o disposto no art. 225 e legislação específica, será de vinte por cento sobre: I a remuneração paga ou creditada aos sócios em decorrência de seu trabalho, de acordo com a escrituração contábil da empresa; ou II os valores totais pagos ou creditados aos sócios, ainda que a título de antecipação de lucro da pessoa jurídica, quando não houver discriminação entre a remuneração decorrente do trabalho e a proveniente do capital social ou tratarse de adiantamento de resultado ainda não apurado por meio de demonstração de resultado do exercício“.Segundo o Relatório Fiscal a fiscalização não identificou na contabilidade, para cada um dos sócios cotistas da recorrente, a discriminação de valores recebidos a título de distribuição dos lucros (remuneração do capital) e outros valores recebidos em decorrência do trabalho (remuneração) o que leva à exata situação prevista no inciso II do § 5º do art. 201 do Decreto nº 3.048/1991, acima transcrito. Entendo que a situação vislumbrada se consubstancia em verdadeira simulação. Escudada no Princípio da Verdade Material e pelo poderdever de buscar o ato efetivamente praticado pelas partes, a Administração, ao verificar a ocorrência de simulação, pode superar o negócio jurídico simulado para aplicar a lei tributária, ou seja, a auditoria fiscal, na presença de simulação não se obriga a permanecer inerte, pois tais negócios são inoponíveis ao fisco no exercício da atividade plenamente vinculada do lançamento. Nesse diapasão, podese citar o entendimento de Heleno Tôrres em sua obra Direito Tributário e Direito Privado — Autonomia Privada, Simulação, Elusão Tributária — Ed.Revista dos Tribunais –2003 pág. 371 "Como é sabido, a Administração Tributária não tem nenhum interesse direto na desconstituição dos atos simulados, salvo para superarlhes a forma, visando a alcançar a substância negocia!, nas hipóteses de simulação absoluta. Para a Administração Tributária, como bem recorda Alberto Xavier, é despiciendo que tais atos sejam considerados válidos ou nulos, eficazes ou ineficazes nas relações privadas entre os simuladores, nas relações entre terceiros ou nas relações entre terceiros com interesses conflitantes. Eles são simplesmente inoponíveis à Administração, cabendo a esta o direito de superação, pelo regime de desconsideração do ato negocia!, da personalidade jurídica ou da forma apresentada, quando em presença do respectivo "motivo" para o ato Fl. 208DF CARF MF Impresso em 28/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/12/2012 por SELMA RIBEIRO COUTINHO, Assinado digitalmente em 19/12/20 12 por LOURENCO FERREIRA DO PRADO, Assinado digitalmente em 23/01/2013 por ANA MARIA BANDEIRA, Assin ado digitalmente em 23/01/2013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 10 administrativo: o ato simulado" O Conselheiro Relator afirma que a fiscalização não demonstrou se tratar de uma empresa de fachada (sem sede organizada, de fato inexistente) ou mesmo ter havido qualquer situação de dolo, fraude ou simulação. Não acompanho tal conclusão. Entendo que houve sim simulação por parte da recorrente e quanto à demonstração de que a recorrente seria uma empresa de fachada, tal providência seria desnecessária, uma vez que para alcançar o fato gerador ocorrido, não é necessário que o fisco demonstre que o negócio simulado seja ilegal. Ao contrário, a natureza da simulação pressupõe atos jurídicos lícitos, uma vez que o que a caracteriza é a desconformidade entre a negócio formal e o efetivamente praticado. O Conselheiro Relator mencionou o art. 1007 do Código Civil, para concluir que a distribuição desproporcional poderia ser realizada se assim for a vontade das partes. De fato, o art. 1007 do Código Civil dispõe que, salvo estipulação em contrário, o sócio participa dos lucros e das perdas, na proporção das respectivas cotas, levando a inferir a possibilidade de distribuição desproporcional, mas condicionada à formalização expressa nesse sentido, o que não se tem notícia nos autos que a recorrente tenha efetuado. Além disso, vale observar o que dispõe o restante do referido artigo que é o seguinte: “...mas aquele (sócio), cuja contribuição consiste em serviços, somente participa dos lucros na proporção da média do valor das quotas.” Ora, embora o dispositivo do Código Civil mencionado pelo Conselheiro Relator de fato traga a possibilidade de distribuição de lucros desproporcional ao capital social, este também veda tal possibilidade nos casos do sócio cuja contribuição para a sociedade se dá na forma de serviços o que é justamente o caso em tela. De igual forma, entendo que não se pode dizer que compartilhar do entendimento esposado pela fiscalização e confirmado pelo v. acórdão poderia levar a total e injustificada desconsideração da personalidade jurídica de toda e qualquer sociedade simples para fins previdenciários, conforme afirmou o Conselheiro Relator. Não considero que a personalidade jurídica da sociedade em questão tenha sido desconsiderada, mas sim a retribuição ao trabalho dos sócios sob a forma de distribuição de lucros. Alem disso, foram as irregularidades cometidas pela recorrente que levaram à presente autuação, como por exemplo, a não remuneração do trabalho dos sócios cotistas que efetivamente prestaram serviços à sociedade, embora reconhecesse a existência de honorários que seriam destinados à sociedade, a distribuição de lucros proporcional à produção de cada um e não na participação do capital social e por fim, a ausência de discriminação da contabilidade do que seriam lucros e o que seria remuneração pelos serviços prestados. Fl. 209DF CARF MF Impresso em 28/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/12/2012 por SELMA RIBEIRO COUTINHO, Assinado digitalmente em 19/12/20 12 por LOURENCO FERREIRA DO PRADO, Assinado digitalmente em 23/01/2013 por ANA MARIA BANDEIRA, Assin ado digitalmente em 23/01/2013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 10140.720485/201091 Acórdão n.º 2402002.410 S2C4T2 Fl. 7 11 Portanto, o lançamento deve subsistir. Além das questões relativas a consideração de distribuição de lucros a sócios como remuneração, a recorrente apresenta apenas seu inconformismo pela aplicação da taxa de juros SELIC como juros moratórios e que a multa aplicada seria confiscatória. Cumpre dizer que tanto os juros como a multa aplicados tiveram fundamento em dispositivo legal vigente à época do lançamento, no casos os artigos 34 e 35 da Lei nº 8.212/1991 e não cabe ao julgador no âmbito administrativo afastar aplicação de dispositivo legal vigente no ordenamento jurídico sob o argumento de que seria inconstitucional. A impossibilidade acima decorre do fato ser o controle da constitucionalidade no Brasil do tipo jurisdicional, que recebe tal denominação por ser exercido por um órgão integrado ao Poder Judiciário. O controle jurisdicional da constitucionalidade das leis e atos normativos, também chamado controle repressivo típico, pode se dar pela via de defesa (também chamada controle difuso, aberto, incidental e via de exceção) e pela via de ação (também chamada de controle concentrado, abstrato, reservado, direto ou principal), e até que determinada lei seja julgada inconstitucional e então retirada do ordenamento jurídico nacional, não cabe à administração pública negarse a aplicá la; Ainda excepcionalmente, admitese que, por ato administrativo expresso e formal, o chefe do Poder Executivo (mas não os seus subalternos) negue cumprimento a uma lei ou ato normativo que entenda flagrantemente inconstitucional até que a questão seja apreciada pelo Poder Judiciário, conforme já decidiu o STF (RTJ 151/331). No mesmo sentido decidiu o Tribunal de Justiça de São Paulo: “Mandado de segurança Ato administrativo Prefeito municipal Sustação de cumprimento de lei municipal Disposição sobre reenquadramento de servidores municipais em decorrência do exercício de cargo em comissão Admissibilidade Possibilidade da Administração negar aplicação a uma lei que repute inconstitucional Dever de velar pela Constituição que compete aos três poderes Desobrigatoriedade do Executivo em acatar normas legislativas contrárias à Constituição ou a leis hierarquicamente superiores Segurança denegada Recurso não provido. Nivelados no plano governamental, o Executivo e o Legislativo praticam atos de igual categoria, e com idêntica presunção de legitimidade. Se assim é, não se há de negar ao chefe do Executivo a faculdade de recusarse a cumprir ato legislativo inconstitucional, desde que por ato administrativo formal e expresso declare a sua recusa e aponte a inconstitucionalidade de que se reveste (Apelação Cível n. 220.1551 Campinas Relator: Gonzaga Franceschini Juis Saraiva 21). (g.n.)” Fl. 210DF CARF MF Impresso em 28/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/12/2012 por SELMA RIBEIRO COUTINHO, Assinado digitalmente em 19/12/20 12 por LOURENCO FERREIRA DO PRADO, Assinado digitalmente em 23/01/2013 por ANA MARIA BANDEIRA, Assin ado digitalmente em 23/01/2013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 12 A abstenção de manifestação a respeito de constitucionalidade de dispositivos legais vigentes é pacífico na instância administrativa de julgamento, conforme se verifica na decisão deste Conselho que decidiu por sumular a questão por meio da Súmula nº 02 publicada no DOU em 07/12/2010, por meio da Portaria CARF nº 49, in verbis: Súmula CARF nº 2: O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Diante do exposto e de tudo o mais que dos autos consta. Voto no sentido de NEGAR PROVIMENTO AO RECURSO. No que tange à multa aplicada, observase que a Lei nº 11.941/2009 alterou a sistemática de cálculo de multa por infrações relacionadas à GFIP. Para tanto, inseriu o art. 32A, o qual dispõe o seguinte: “Art.32A.O contribuinte que deixar de apresentar a declaração de que trata o inciso IV do art. 32 no prazo fixado ou que a apresentar com incorreções ou omissões será intimado a apresentála ou a prestar esclarecimentos e sujeitarseá às seguintes multas: I – de R$ 20,00 (vinte reais) para cada grupo de 10 (dez) informações incorretas ou omitidas; e II – de 2% (dois por cento) ao mêscalendário ou fração, incidentes sobre o montante das contribuições informadas, ainda que integralmente pagas, no caso de falta de entrega da declaração ou entrega após o prazo, limitada a 20% (vinte por cento), observado o disposto no § 3o deste artigo. § 1o Para efeito de aplicação da multa prevista no inciso II do caput deste artigo, será considerado como termo inicial o dia seguinte ao término do prazo fixado para entrega da declaração e como termo final a data da efetiva entrega ou, no caso de não apresentação, a data da lavratura do auto de infração ou da notificação de lançamento. § 2o Observado o disposto no § 3o deste artigo, as multas serão reduzidas: I – à metade, quando a declaração for apresentada após o prazo, mas antes de qualquer procedimento de ofício; ou II – a 75% (setenta e cinco por cento), se houver apresentação da declaração no prazo fixado em intimação. § 3o A multa mínima a ser aplicada será de: I – R$ 200,00 (duzentos reais), tratandose de omissão de declaração sem ocorrência de fatos geradores de contribuição previdenciária; e II – R$ 500,00 (quinhentos reais), nos demais casos.” Fl. 211DF CARF MF Impresso em 28/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/12/2012 por SELMA RIBEIRO COUTINHO, Assinado digitalmente em 19/12/20 12 por LOURENCO FERREIRA DO PRADO, Assinado digitalmente em 23/01/2013 por ANA MARIA BANDEIRA, Assin ado digitalmente em 23/01/2013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 10140.720485/201091 Acórdão n.º 2402002.410 S2C4T2 Fl. 8 13 No caso em tela, tratase de infração que agora se enquadra no art. 32A, inciso I. Considerando o princípio da retroatividade benigna previsto no art. 106. inciso II, alínea “c”, do Código Tributário Nacional, há que se verificar a situação mais favorável ao sujeito passivo, face às alterações trazidas. Nesse sentido, entendo que na execução do julgado, a autoridade fiscal deverá verificar, com base nas alterações trazidas, qual a situação mais benéfica ao contribuinte. Diante do exposto e de tudo o mais que dos autos consta. Voto no sentido de CONHECER do recurso e DARLHE PROVIMENTO PARCIAL, para que seja efetuado o cálculo da multa de acordo com o art. 32A da Lei nº 8.212/1991 e comparado ao cálculo anterior, para que seja aplicado o cálculo mais benéfico ao sujeito passivo. É como voto. Ana Maria Bandeira Fl. 212DF CARF MF Impresso em 28/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/12/2012 por SELMA RIBEIRO COUTINHO, Assinado digitalmente em 19/12/20 12 por LOURENCO FERREIRA DO PRADO, Assinado digitalmente em 23/01/2013 por ANA MARIA BANDEIRA, Assin ado digitalmente em 23/01/2013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES
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Numero do processo: 12466.000003/2009-00
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Oct 23 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Wed Nov 14 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Assunto: Obrigações Acessórias
Data do fato gerador: 05/11/2008
DENÚNCIA ESPONTÂNEA. POSSIBILIDADE. ART. 102, §2º, DO DECRETO-LEI Nº 37/66, COM REDAÇÃO DADA PELA LEI N° 12.350/2010. Uma vez satisfeitos os requisitos ensejadores da denúncia espontânea deve a punibilidade ser excluída, considerando que a natureza da penalidade é administrativa, aplicada no exercício do poder de polícia no âmbito aduaneiro., em face da incidência do art. 102, §2º, do Decreto-Lei nº 37/66, cuja alteração trazida pela Lei n° 12.350/2010, passou a contemplar o instituto da denúncia espontânea para as obrigações administrativas.
RETROATIVIDADE BENIGNA. Considerando que o dispositivo que autoriza a exclusão de multa administrativa em razão de denúncia espontânea entrou em vigor antes do julgamento da peça recursal, faz-se necessário observar o art. 106, II, a, do Código Tributário Nacional e afastar a multa prevista no art. 107, IV, e, do Decreto-Lei nº 37/66.
Numero da decisão: 3201-001.108
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. Vencida a Conselheira Mércia Helena Trajano D'Amorim, que apresentará declaração de voto.
Marcos Aurélio Pereira Valadão - Presidente.
Daniel Mariz Gudiño - Relator.
EDITADO EM: 04/11/2012
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marcos Aurélio Pereira Valadão, Mércia Helena Trajano DAmorim, Daniel Mariz Gudiño, Paulo Sergio Celani, Fábia Fabergina Freitas e Luciano Lopes de Almeida Moraes. Ausente justificadamente o Conselheiro Marcelo Riberio Nogueira.
Nome do relator: DANIEL MARIZ GUDINO
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Data do fato gerador: 05/11/2008 DENÚNCIA ESPONTÂNEA. POSSIBILIDADE. ART. 102, §2º, DO DECRETOLEI Nº 37/66, COM REDAÇÃO DADA PELA LEI N° 12.350/2010. Uma vez satisfeitos os requisitos ensejadores da denúncia espontânea deve a punibilidade ser excluída, considerando que a natureza da penalidade é administrativa, aplicada no exercício do poder de polícia no âmbito aduaneiro., em face da incidência do art. 102, §2º, do DecretoLei nº 37/66, cuja alteração trazida pela Lei n° 12.350/2010, passou a contemplar o instituto da denúncia espontânea para as obrigações administrativas. RETROATIVIDADE BENIGNA. Considerando que o dispositivo que autoriza a exclusão de multa administrativa em razão de denúncia espontânea entrou em vigor antes do julgamento da peça recursal, fazse necessário observar o art. 106, II, “a”, do Código Tributário Nacional e afastar a multa prevista no art. 107, IV, “e”, do DecretoLei nº 37/66. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. Vencida a Conselheira Mércia Helena Trajano D'Amorim, que apresentará declaração de voto. Marcos Aurélio Pereira Valadão Presidente. Daniel Mariz Gudiño Relator. EDITADO EM: 04/11/2012 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marcos Aurélio Pereira Valadão, Mércia Helena Trajano D’Amorim, Daniel Mariz Gudiño, Paulo Sergio AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 12 46 6. 00 00 03 /2 00 9- 00 Fl. 193DF CARF MF Impresso em 14/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/11/2012 por DANIEL MARIZ GUDINO, Assinado digitalmente em 11/11/2012 por DANIEL MARIZ GUDINO, Assinado digitalmente em 12/11/2012 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM, Assi nado digitalmente em 13/11/2012 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO 2 Celani, Fábia Fabergina Freitas e Luciano Lopes de Almeida Moraes. Ausente justificadamente o Conselheiro Marcelo Riberio Nogueira. Relatório Por bem descrever os fatos ocorridos até a data da prolação do acórdão recorrido, transcrevo abaixo o relatório do órgão julgador de 1ª instância, incluindo, em seguida, as razões dos recursos voluntários apresentados pelas Recorrentes: Na decisão de primeira instância, proferida na Sessão de Julgamento de 05/11/2010, a 2ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Florianópolis (SC) julgou improcedente a impugnação da Recorrente, conforme Acórdão n° 0721.948 de fls. 128134: Fl. 194DF CARF MF Impresso em 14/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/11/2012 por DANIEL MARIZ GUDINO, Assinado digitalmente em 11/11/2012 por DANIEL MARIZ GUDINO, Assinado digitalmente em 12/11/2012 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM, Assi nado digitalmente em 13/11/2012 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO Processo nº 12466.000003/200900 Acórdão n.º 3201001.108 S3C2T1 Fl. 194 3 A Recorrente foi cientificada do teor do acórdão por intimação postal, em 15/03/2011, tendo protocolado seu recurso voluntário em 13/04/2011 (fls. 137/147), no qual a Recorrente alega, em síntese, que: (i) a cobrança da multa tal como pretende a fiscalização viola os princípios da razoabilidade e da proporcionalidade; (ii) a informação foi prestada no mesmo dia da previsão legal, com um atraso de menos de duas horas após a atracação do navio; (iii) houve um único atraso, não sendo cabível a aplicação de seis penalidades, e (iv) o atraso ocorrido não acarretou qualquer prejuízo para a fiscalização aduaneira. Na forma regimental, o processo digitalizado foi distribuído e, posteriormente, encaminhado a este Conselheiro Relator em 11/08/2011. É o relatório. Voto Conselheiro Daniel Mariz Gudiño Por estarem presentes os pressupostos de admissibilidade previstos no Decreto nº 70.235 de 1972, conheço o recurso voluntário e passo a analisálo. O cerne da disputa consiste em saber se a Recorrente poderia sofrer a penalidade aplicada pela fiscalização em função do descumprimento do prazo previsto na Instrução Normativa SRF nº 800 de 2007 para prestar informação sobre a desconsolidação das cargas contempladas na escala nº 08000220660 e no manifesto de carga nº 1208502104116. A penalidade aplicada à Recorrente está fundamentada no art. 107, IV, “e”, do DecretoLei nº 37 de 1966, com redação dada pela Lei nº 10.833 de 2003, que assim dispõe: Art. 107. Aplicamse ainda as seguintes multas: (...) IV de R$ 5.000,00 (cinco mil reais): (Redação dada pela Lei nº 10.833, de 29.12.2003) (...) e) por deixar de prestar informação sobre veículo ou carga nele transportada, ou sobre as operações que execute, na forma e no prazo estabelecidos pela Secretaria da Receita Federal, aplicada à empresa de transporte internacional, inclusive a prestadora de Fl. 195DF CARF MF Impresso em 14/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/11/2012 por DANIEL MARIZ GUDINO, Assinado digitalmente em 11/11/2012 por DANIEL MARIZ GUDINO, Assinado digitalmente em 12/11/2012 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM, Assi nado digitalmente em 13/11/2012 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO 4 serviços de transporte internacional expresso portaaporta, ou ao agente de carga; e (...) A Recorrente não contesta o atraso na informação, que, segundo a fiscalização, deveria ocorrer antes da atracação da embarcação no porto de destino em se tratando de transporte marítimo. No caso concreto, a atracação ocorreu em 05/11/2008 às 18:08:00 horas, sendo que os CEMercante filhotes (houses – hbl) foram informados no mesmo dia da atracação, porém, após a atracação (informações nos extratos dos conhecimentos às fls. 45, 47, 49, ..., 73), e, portanto, fora do prazo estabelecido nos arts. 22 e 50 da Instrução Normativa RFB nº 800 de 2007. Logo, dado o caráter objetivo da obrigação prevista nos dispositivos supracitados, entendo que não há dúvidas quanto ao cabimento da penalidade prevista no art. 107, IV, “e”, do DecretoLei nº 37 de 1966. Por outro lado, entendo que é dever de ofício do julgador da Administração Tributária/Aduaneira aplicar a legislação vigente. Assim, embora a Recorrente tenha utilizado outros fundamentos para requerer a reforma da decisão proferida pela instância a quo, entendo que se aplica ao caso concreto o disposto no art. 102, § 2º, do DecretoLei nº 37 de 1966, com redação dada pela Lei nº 12.350 de 2010, que passou a prever a possibilidade de exclusão de multa administrativa decorrente de descumprimento de obrigação aduaneira em caso de denúncia espontânea. No caso concreto, o auto de infração foi lavrado em 30/12/2008 (fl. 1) e a Recorrente prestou as informações devidas no mesmo dia da atracação (05/11/2008), conforme atestado pela própria autoridade preparadora (fl. 17). Logo, apesar do caráter objetivo da conduta prevista nos arts. 22 e 50 da Instrução Normativa RFB nº 800 de 2007 e da hipótese de aplicação da penalidade prevista no art. 107, IV, “e”, do DecretoLei nº 37 de 1966, entendo que não cabe a multa. Sobre o assunto, destaco a existência de precedentes deste Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, a saber: MULTA ADMINISTRATIVA. ATRASO NA ENTREGA DA DECLARAÇÃO RELATIVA A NAVIO OU A MERCADORIAS NELE EMBARCADAS. DENÚNCIA ESPONTÂNEA.. POSSIBILIDADE. ART. 102, §2º DO DECRETOLEI Nº 37/66, COM REDAÇÃO DADA PELA LEI N° 12.350, DE 20/12/2010. APLICAÇÃO RETROATIVA. Uma vez satisfeitos os requisitos ensejadores da denúncia espontânea deve a punibilidade ser excluída, considerando que a natureza da penalidade é administrativa, aplicada no exercício do poder de polícia no âmbito aduaneiro., em face da incidência do art. 102, §2º, do DecretoLei nº 37/66, cuja alteração trazida pela Lei n° 12.350/2010, passou a contemplar o instituto da denúncia espontânea para as obrigações administrativas. (Acórdão nº 3101000.997, Rel. Cons. Luiz Roberto Domingo, Sessão de 25/01/2012) Desse modo, fazse necessário observar o disposto no art. 106, II, “a”, do Código Tributário Nacional e aplicar a retroatividade benigna para contemplar a situação Fl. 196DF CARF MF Impresso em 14/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/11/2012 por DANIEL MARIZ GUDINO, Assinado digitalmente em 11/11/2012 por DANIEL MARIZ GUDINO, Assinado digitalmente em 12/11/2012 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM, Assi nado digitalmente em 13/11/2012 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO Processo nº 12466.000003/200900 Acórdão n.º 3201001.108 S3C2T1 Fl. 195 5 vivenciada pela Recorrente. Sobre o assunto, a Câmara Superior deste Conselho Administrativo de Recursos Fiscais já se pronunciou. Confirase: DENÚNCIA ESPONTÂNEA. RETROATIVIDADE BENIGNA. Tratandose de penalidade cuja exigência se encontra pendente de julgamento, aplicase a legislação superveniente que venha a beneficiar o contribuinte, em respeito ao princípio da retroatividade benigna. (Acórdão nº 910100344, Cons. Rel. Valmir Sandri, Sessão de 24/08/2009) Diante de todo o exposto, DOU PROVIMENTO ao recurso voluntário, exonerando o crédito tributário na íntegra. É como voto. Daniel Mariz Gudiño Relator Declaração de Voto Conselheira Mércia Helena Trajano D'Amorim Com o devido respeito à decisão acordada nesta Turma, seguem abaixo os motivos, mediante os quais exponho a minha discordância em relação à dispensa da multa prevista no art. 77 da Lei no 10.833, de 29/12/2003, tendo em vista a nova redação do art. 102 do DecretoLei nº 37, de 18/11/1966, por conta da MP 497/2010, convertida na Lei 12.350, de 20/12/2010. A multa referida foi aplicada por conta da ocorrência de atraso no registro no Siscomex das informações sobre dados de embarque na exportação. Cabendo à empresa transportadora a multa específica prevista no art. 107, IV, “e”, do DecretoLei no 37/1966, com a nova redação que lhe foi dada pelo art. 61 da Medida Provisória no 135, de 30/10/2003 (DOU de 31/10/2003), que veio a ser convertido no art. 77 da Lei no 10.833, de 29/12/2003, que estabeleceu, verbis: “Art. 77. Os arts. 1o, 17, 36, 37, 50, 104, 107 e 169 do Decreto Lei no 37, de 18 de novembro de 1966, passam a vigorar com as seguintes alterações: "Art. 37. O transportador deve prestar à Secretaria da Receita Federal, na forma e no prazo por ela estabelecidos, as informações sobre as cargas transportadas, bem como sobre a chegada de veículo procedente do exterior ou a ele destinado. (...) Fl. 197DF CARF MF Impresso em 14/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/11/2012 por DANIEL MARIZ GUDINO, Assinado digitalmente em 11/11/2012 por DANIEL MARIZ GUDINO, Assinado digitalmente em 12/11/2012 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM, Assi nado digitalmente em 13/11/2012 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO 6 "Art. 107. Aplicamse ainda as seguintes multas: (...) IV de R$ 5.000,00 (cinco mil reais): (...) c) a quem, por qualquer meio ou forma, omissiva ou comissiva, embaraçar, dificultar ou impedir ação de fiscalização aduaneira, inclusive no caso de nãoapresentação de resposta, no prazo estipulado, a intimação em procedimento fiscal; (...) e) por deixar de prestar informação sobre veículo ou carga nele transportada, ou sobre as operações que execute, na forma e no prazo estabelecidos pela Secretaria da Receita Federal, aplicada à empresa de transporte internacional, inclusive a prestadora de serviços de transporte internacional expresso portaaporta, ou ao agente de carga; e (...)” Ou seja, foi estabelecida para o transportador a obrigação de “prestar à Secretaria da Receita Federal, na forma e no prazo por ela estabelecidos, as informações sobre as cargas transportadas”. O descumprimento da obrigação de prestar à SRF, na forma e no prazo por ela estabelecidos, a informação sobre as cargas transportadas passou a ser cominada com a multa de R$ 5.000,00 prevista no inciso IV, “e”, do art. 107 do Decretolei no 37/1966. Ressaltese que a IN RFB no 1.096, de 13/12/2010 (DOU 14/12/2010), aumentou o prazo para a apresentação de dados pertinentes ao embarque para 7 (sete) dias, antes era de 2 (dois) dias (IN n° 510/2005), verbis: “Art. 1º Os arts. 37, 41 e 52 da Instrução Normativa SRF no 28, de 27 de abril de 1994, passam a vigorar com a seguinte redação: "Art. 37. O transportador deverá registrar, no Siscomex, os dados pertinentes ao embarque da mercadoria, com base nos documentos por ele emitidos, no prazo de 7 (sete) dias, contados da data da realização do embarque.” (destaquei) Concluindo, pois, o prazo é de 7 (sete) dias para efeitos de cumprimento dessa obrigação acessória. O Art. 40 Lei 12.350, de 20/12/2010 (das demais alterações na legislação tributária), passa a vigorar dessa forma: Art. 102 A denúncia espontânea da infração, acompanhada, se for o caso, do pagamento do imposto e dos acréscimos, excluirá a imposição da correspondente penalidade. (Redação dada pelo DecretoLei nº 2.472 , de 01/09/1988) § 1º Não se considera espontânea a denúncia apresentada: (Incluído pelo DecretoLei nº 2.472 , de 01/09/1988) a) no curso do despacho aduaneiro, até o desembaraço da mercadoria; (Incluído pelo DecretoLei nº 2.472 , de 01/09/1988) Fl. 198DF CARF MF Impresso em 14/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/11/2012 por DANIEL MARIZ GUDINO, Assinado digitalmente em 11/11/2012 por DANIEL MARIZ GUDINO, Assinado digitalmente em 12/11/2012 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM, Assi nado digitalmente em 13/11/2012 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO Processo nº 12466.000003/200900 Acórdão n.º 3201001.108 S3C2T1 Fl. 196 7 b) após o início de qualquer outro procedimento fiscal, mediante ato de ofício, escrito, praticado por servidor competente, tendente a apurar a infração. (Incluído pelo DecretoLei nº 2.472 , de 01/09/1988) § 2º A denúncia espontânea exclui a aplicação de penalidades de natureza tributária ou administrativa, com exceção das penalidades aplicáveis na hipótese de mercadoria sujeita a pena de perdimento." (NR) De acordo com o item 40 da Exposição de Motivos da MP 497/2010 (que foi convertida na Lei 12.350/2010) a nova redação dada ao § 2º do art. 102 do Decretolei 37/66 "visa a afastar dúvidas e divergência interpretativas quanto à aplicabilidade do instituto da denúncia espontânea e a consequente exclusão da imposição de determinadas penalidades, para as quais não se tem posicionamento doutrinário claro sobre sua natureza". Ainda, consta na Nota Descritiva sobre a Exposição de Motivos da MP 497/2010, em seu item 7, das alterações do DecretoLei de n° 37/66, declaração sobre previsão de que a denúncia espontânea exclua, também, penalidades de natureza meramente administrativa. Quanto à figura de denúncia espontânea, contemplada no art. 138 do CTN somente é possível sua ocorrência de fato desconhecido pela autoridade, o que não é o caso de atraso na entrega da declaração, ou pela prestação de informações sobre o embarque de cargas transportadas no Siscomex, a destempo, que se torna ostensivo com decurso do prazo fixado para a entrega tempestiva da mesma ou do prazo a ser observado. Pois bem, sempre entendi que denúncia espontânea tratavase de um procedimento formal, pertinente a uma comunicação à RFB, que tinha como consequência a exclusão de penalidades, a partir de alguma informação desconhecida pela própria Receita. No entanto, agora surge essa corrente que propugna pela aplicação da regra para o caso de não cumprimento de procedimentos em prazo fixado, como é o caso do não cumprimento de prazo para a prestação de informações. Tratase, no meu entender, de infração que já ocorreu. A valer desse entendimento, a RFB, por exemplo, iria ter que manter um agente de plantão (fiscalização) para que, no dia seguinte que ultrapassar o prazo de prestação de informações pelo transportador, seja formalizado o auto de infração. E deverá ser feito um auto de infração por dia, porque se o fiscal esperar para juntar diversas omissões do transportador, poderá incorrer na possibilidade de que, em dia que se seguir, já tenha sido apresentada a informação, embora a destempo, mas que viria a abrigar o transportador com a pretendida denúncia espontânea. Com esse argumento, não vejo aplicabilidade às multas fixas (como é o caso), nem às sanções de advertência suspensão e cassação. E, mais, seria o caso, de aplicação da súmula CARF n° 49, pois a prestação de informações é uma obrigação acessória. A denúncia espontânea (art. 138 do CTN) não alcança a penalidade decorrente do atraso na entrega da de declaração. Fl. 199DF CARF MF Impresso em 14/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/11/2012 por DANIEL MARIZ GUDINO, Assinado digitalmente em 11/11/2012 por DANIEL MARIZ GUDINO, Assinado digitalmente em 12/11/2012 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM, Assi nado digitalmente em 13/11/2012 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO 8 Falando no art.138 do Código Tributário Nacional, analisando o Capítulo V – “Responsabilidade Tributária” e Seção IV – “Responsabilidade por Infrações”, que trata acerca do instituto da denúncia espontânea: Art. 138. A responsabilidade é excluída pela denúncia espontânea da infração, acompanhada, se for o caso, do pagamento do tributo devido e dos juros de mora, ou do depósito da importância arbitrada pela autoridade administrativa, quando o montante do tributo dependa de apuração. Parágrafo único. Não se considera espontânea a denúncia apresentada após o início de qualquer procedimento administrativo ou medida de fiscalização, relacionados com a infração. Pela leitura, o pagamento do tributo se torna necessário para a ocorrência da denúncia espontânea, com a devida atualização monetária e juros de mora, atentandose para outra condição, qual seja: apresentar a denúncia espontânea antes de qualquer procedimento administrativo ou medida de fiscalização por parte do Fisco. Adotando este procedimento, o contribuinte tem a seu favor a exclusão da penalidade, em outro dizer, multa moratória incidente sobre o valor objeto da denúncia. O legislador teve a intenção de criar a denúncia espontânea como um estímulo aos contribuintes a se manterem regulares perante o Fisco. Antecipandose em relação à administração fazendária e realizando o pagamento da obrigação tributária que está em atraso, a multa moratória deve ser excluída, ante o seu caráter de penalidade. Como leciona Hugo de Brito Machado, em sua obra “Curso de Direito Tributário”, 27ª Edição, Malheiros, página 184: O Art. 138 do Código Tributário Nacional é um instrumento de política legislativa tributária. O legislador estimulou o cumprimento espontâneo das obrigações tributárias, premiando o sujeito passivo com a exclusão de penalidades quando este espontaneamente denuncia a infração cometida e paga, sendo o caso, o tributo devido. No entendimento do STJ, a entrega extemporânea de qualquer tipo de obrigação acessória (DCTF, por exemplo) configura infração formal, não podendo ser considerada como infração de natureza tributária apta a atrair o instituto da denúncia espontânea prevista no art. 138 do CTN. É pacífica a jurisprudência da Corte Superior no sentido da impossibilidade de se estender os benefícios da denúncia espontânea quando se tratar de entrega com atraso da declaração de rendimentos. Os diversos julgados existentes salientam que as responsabilidades acessórias autônomas, sem qualquer vínculo direto com a existência do fato gerador do tributo, não estão alcançadas pelo art. 138 do CTN. A Egrégia 1ª Turma do Superior Tribunal de Justiça, no Recurso Especial nº 195161/GO (98/00849050), em que foi relator o Ministro José Delgado (DJ de 26 de abril de 1999), por unanimidade de votos, que embora tenha tratado de declaração do Imposto de renda é, também, aplicável à entrega de DCTF: "TRIBUTÁRIO. DENÚNCIA ESPONTÂNEA. ENTREGA COM ATRASO DA DECLARAÇÃO DO IMPOSTO DE RENDA. MULTA. INCIDÊNCIA. ART. 88 DA LEI 8.981/95. Fl. 200DF CARF MF Impresso em 14/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/11/2012 por DANIEL MARIZ GUDINO, Assinado digitalmente em 11/11/2012 por DANIEL MARIZ GUDINO, Assinado digitalmente em 12/11/2012 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM, Assi nado digitalmente em 13/11/2012 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO Processo nº 12466.000003/200900 Acórdão n.º 3201001.108 S3C2T1 Fl. 197 9 1 A entidade "denúncia espontânea" não alberga a prática de ato puramente formal do contribuinte de entregar, com atraso, a declaração do imposto de renda. 2 As responsabilidades acessórias autônomas, sem qualquer vínculo direto com a existência do fato gerador do tributo, não estão alcançadas pelo art. 138 do CTN. 3 Há de se acolher a incidência do art. 88 da Lei n.º 8.981/95, por não entrar em conflito com o art. 138 do CTN. Os referidos dispositivos tratam de entidades jurídicas diferentes. 4 Recurso provido." Destaco alguns trechos do RESP 738.397RS, do relator ministro Teori Albino Zavascki, da 1ª Turma, STJ, linhas que resumem de uma forma geral as razões do posicionamento adotado pela STJ, após diversos julgados na mesma linha de julgamento, com destaques: (...) Não se pode confundir nem identificar denúncia espontânea com recolhimento em atraso do valor correspondente a crédito tributário devidamente constituído. O art. 138 do CTN, que trata da denúncia espontânea, não eliminou a figura da multa de mora, a que o Código também faz referência (art. 134, par. único). A denúncia espontânea é instituto que tem como pressuposto básico e essencial o total desconhecimento do Fisco quanto à existência do tributo denunciado. A simples iniciativa do Fisco de dar início à investigação sobre a existência do tributo já elimina a espontaneidade (CTN, art. 138, par. único). Conseqüentemente, não há possibilidade lógica de haver denúncia espontânea de créditos tributários já constituídos e, portanto, líquidos, certos e exigíveis. Em tais casos, o recolhimento fora de prazo não é denúncia espontânea e, portanto, não afasta a incidência de multa moratória. (...) 4.À luz dessas circunstâncias, fica evidenciada mais uma importante conseqüência, além das já referidas, decorrentes da constituição o crédito tributário: a de inviabilizar a configuração de denúncia espontânea, tal como prevista no art. 138 do CTN. A essa altura, a iniciativa do contribuinte de promover o recolhimento do tributo declarado nada mais representa que um pagamento em atraso. E não se pode confundir pagamento atrasado com denúncia espontânea. Com base nessa linha de orientação, a 1ª Seção firmou entendimento de que não resta caracterizada a denúncia espontânea, com a conseqüente exclusão da multa moratória, nos casos de tributos declarados, porém pagos a destempo pelo contribuinte, ainda que o pagamento seja integral. Assim, v.g, ficou decidido no ERESP 531249DJ de 09.08.2004, Min. Castro Meira: "TRIBUTÁRIO. EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA. DENÚNCIA ESPONTÂNEA. TRIBUTO DECLARADO. IMPOSSIBILIDADE. 1. A posição majoritária da Primeira Seção desta Corte é no sentido da não admitir a denúncia espontânea nos tributos Fl. 201DF CARF MF Impresso em 14/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/11/2012 por DANIEL MARIZ GUDINO, Assinado digitalmente em 11/11/2012 por DANIEL MARIZ GUDINO, Assinado digitalmente em 12/11/2012 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM, Assi nado digitalmente em 13/11/2012 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO 10 sujeitos a lançamento por homologação, quando houver declaração desacompanhada do recolhimento do tributo. 2. Embargos de divergência rejeitados. Assim, considerase que, nessas hipóteses, a declaração formaliza a existência do crédito tributário, trazendoo para o mundo jurídico, e, constituído o crédito, ocorrendo o seu recolhimento a destempo, não enseja o benefício do art. 138 do CTN, que é incompatível com a expressão “do pagamento do tributo devido e dos juros de mora” nele contida, haja vista que uma das características para o benefício da denúncia espontânea é o pagamento na data do tributo, estabelecida em lei. Ao efetuar o pagamento do tributo fora de prazo (ainda que pelo valor integral, corrigido monetariamente e com juros), o STJ considera tal ato como sendo fator inibidor para a incidência da aplicação do benefício da denúncia espontânea. Então, por todo o raciocínio desenvolvido, pelas correntes acima apontadas; aplicamse, ao caso, perfeitamente, o de prestar informações de embarque na exportação sobre cargas transportadas a destempo no Siscomex. Assim sendo, o disposto no art. 138 do CTN não alcança as penalidades exigidas pelo descumprimento de obrigações acessórias autônomas. Diante do exposto, voto por que se negue provimento ao recurso e procedência do lançamento para considerar devida a multa legalmente prevista pelo registro dos dados de embarque de mercadorias destinadas à exportação, no Siscomex, fora do prazo fixado que constitui infração pelo descumprimento da obrigação acessória. Mércia Helena Trajano D’Amorim Fl. 202DF CARF MF Impresso em 14/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/11/2012 por DANIEL MARIZ GUDINO, Assinado digitalmente em 11/11/2012 por DANIEL MARIZ GUDINO, Assinado digitalmente em 12/11/2012 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM, Assi nado digitalmente em 13/11/2012 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO
score : 1.0
Numero do processo: 11516.008281/2008-11
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Oct 18 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Tue Oct 30 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2006, 2007
RENDIMENTOS TRIBUTÁVEIS RECEBIDOS POR DEPENDENTE.
Os rendimentos tributáveis recebidos pelos dependentes devem ser somados aos rendimentos do contribuinte para efeito de tributação na declaração de ajuste anual.
Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 2801-002.760
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
Assinado digitalmente
Antonio de Pádua Athayde Magalhães - Presidente.
Assinado digitalmente
Marcelo Vasconcelos de Almeida - Relator.
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Tânia Mara Paschoalin, Marcelo Vasconcelos de Almeida, Carlos César Quadros Pierre e Luiz Cláudio Farina Ventrilho. Ausente o Conselheiro Sandro Machado dos Reis.
Nome do relator: MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA
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Os rendimentos tributáveis recebidos pelos dependentes devem ser somados aos rendimentos do contribuinte para efeito de tributação na declaração de ajuste anual. Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães Presidente. Assinado digitalmente Marcelo Vasconcelos de Almeida Relator. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Tânia Mara Paschoalin, Marcelo Vasconcelos de Almeida, Carlos César Quadros Pierre e Luiz Cláudio Farina Ventrilho. Ausente o Conselheiro Sandro Machado dos Reis. Relatório AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 51 6. 00 82 81 /2 00 8- 11 Fl. 72DF CARF MF Impresso em 30/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/10/2012 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 23/10/2012 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 25/10/2012 por ANTONIO DE PA DUA ATHAYDE MAGALHAES Processo nº 11516.008281/200811 Acórdão n.º 2801002.760 S2TE01 Fl. 73 2 Tratase de Auto de Infração relativo ao Imposto de Renda Pessoa Física – IRPF por meio do qual se exige crédito tributário no valor de R$ 11.870,79, incluídos multa de ofício no percentual de 75% (setenta e cinco por cento) e juros de mora. O crédito tributário foi constituído em razão de ter sido apurado, nas Declarações de Ajuste Anual do contribuinte, exercícios 2006 e 2007, os seguintes fatos: Omissão de rendimentos nos valores, respectivamente, de R$ 6.027,70 e R$ 9.382,35, recebidos da pessoa jurídica Agência de Viagem e Turismo Açoriana Ltda, pelo dependente Antonio de Souza Flora Júnior, decorrentes de trabalho com vínculo empregatício, conforme DIRF apresentadas pela fonte pagadora. Dedução indevida do dependente André Makowieski Flora, no exercício de 2006, por este ter optado por apresentar declaração de ajuste anual em separado, em modelo simplificado. Dedução indevida de despesas médicas, exercício 2006, no valor de R$ 3.250,00. Dedução indevida de despesas com instrução dos dependentes Antonio de Souza Flora Júnior e André Makowieski Flora, exercício 2006, no valor de R$ 2.103,56. O interessado apresentou a impugnação de fls. 34/36 deste eprocesso, instruída com os documentos de fls. 37/53, a qual foi julgada improcedente. O acórdão recorrido considerou: não impugnado o IRPF no valor de R$2.900,08; procedente a multa de ofício no valor de R$2.175,06, calculada sobre o IRPF Suplementar não impugnado; procedente o IRPF de R$3.025,15, referente aos anoscalendário 2005 e 2006, acrescido da multa de ofício de 75% e juros de mora. Cientificado da decisão de primeira instância em 22/02/2011 (fl. 65), o interessado interpôs, em 24/03/2011, o recurso de fls. 66/68. Nas razões recursais aduz que: O filho menor Antônio de Souza Flora Júnior entregou declaração de isento nos respectivos exercícios, cabendo tão somente sua glosa como dependente, que implicará em cobrança menor do que a tributação de seus rendimentos. As despesas médicas constantes de sua declaração decorrem de descontos em folha de pagamento e deve ser acolhido o pedido de reinclusão de tais despesas como dedutível para apurar o valor devido a titulo de imposto de renda. No período da intimação residia em sua casa de veraneio. Portanto, não teve conhecimento de tal intimação. Ao fim, requer o acolhimento do presente recurso para que se cancele parte do débito fiscal reclamado e lhe seja possibilitado o pagamento por meio de parcelamento do Fl. 73DF CARF MF Impresso em 30/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/10/2012 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 23/10/2012 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 25/10/2012 por ANTONIO DE PA DUA ATHAYDE MAGALHAES Processo nº 11516.008281/200811 Acórdão n.º 2801002.760 S2TE01 Fl. 74 3 saldo devido, mediante a apresentação dos valores recalculados, bem como a imputação da multa espontânea por ser menos gravosa ao contribuinte. Voto Conselheiro Marcelo Vasconcelos de Almeida, Relator Conheço do recurso, porquanto presente os requisitos de admissibilidade. Observo, inicialmente, que o litígio se restringe às questões relacionadas ao dependente Antônio de Souza Flora Júnior, porquanto as demais matérias suscitadas pelo Recorrente não foram impugnadas em época oportuna, encontrandose preclusas em face do disposto no art. 17 do Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972, assim descrito: Art. 17.Considerarseá não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pelo impugnante. O acórdão recorrido já havia delimitado os lindes da controvérsia, nos seguintes termos: Antes de qualquer coisa, cumpre precisar os limites do litígio posto a esta Delegacia de Julgamento. Como do relatório se viu, a impugnação é parcial, o contribuinte se manifesta apenas em relação às omissões referentes ao dependente Antônio de Souza Flora Júnior. Requer que se exclua os rendimentos lançados e se proceda, então, à glosa da dedução com o dependente, o que lhe seria mais vantajoso. Nas declarações apresentadas para os exercícios 2006 e 2007 o Recorrente incluiu, entre seus dependentes, o filho Antonio de Souza Flora Júnior, nascido em 29/04/1987. A autoridade fiscal, à vista das DIRF apresentadas pela Agência de Viagem e Turismo Açoriana Ltda (fls. 10/11), apurou omissão de rendimentos recebidos pelo referido dependente nos valores de R$ 6.027,70 e R$ 9.382,35, respectivamente nos anoscalendário 2005 e 2006, e efetuou o lançamento. O Recorrente alega que o filho Antônio de Souza Flora Júnior entregou declaração de isento nos mencionados exercícios, cabendo, desta forma, tão somente a glosa do dependente, por ser menos onerosa que a omissão dos rendimentos por ele auferidos. Anoto que o objetivo da Declaração Anual de Isento – DAI não se confunde com o objetivo da declaração de ajuste anual de rendimentos: esta é obrigação acessória cujo objetivo (dentre outros) é apurar o real valor do imposto em determinado anocalendário, podendo resultar em restituição ou em valor suplementar de imposto a recolher; aquela foi instituída com o objetivo de manter atualizado o Cadastro de Pessoas Físicas CPF. Na espécie, entendo que o Recorrente deveria ter observado o que dispõe a legislação tributária em relação aos rendimentos de dependentes. Em consonância com o § 8º do art. 38 da Instrução Normativa SRF nº 15, de 6 de fevereiro de 2001: Art. 38.Podem ser considerados dependentes: Fl. 74DF CARF MF Impresso em 30/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/10/2012 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 23/10/2012 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 25/10/2012 por ANTONIO DE PA DUA ATHAYDE MAGALHAES Processo nº 11516.008281/200811 Acórdão n.º 2801002.760 S2TE01 Fl. 75 4 (...) III a filha, o filho, a enteada ou o enteado, até 21 anos, ou de qualquer idade quando incapacitado física ou mentalmente para o trabalho; (...) § 8º Os rendimentos tributáveis recebidos pelos dependentes devem ser somados aos rendimentos do contribuinte para efeito de tributação na declaração. Assim, optando o Recorrente por incluir o filho Antonio de Souza Flora Júnior, menor de 21 anos, como seu dependente nas declarações de ajuste anual relativas aos exercícios 2006 e 2007, deveria também ter lançado, nas referidas declarações, os rendimentos por ele percebidos. Quanto ao pedido de parcelamento, reitero a informação constante do acórdão recorrido no sentido que o interessado deve dirigirse à unidade da Secretaria da Receita Federal do Brasil – RFB de seu domicílio, a quem compete apreciar tal pleito. Face ao exposto, voto por negar provimento ao recurso. Assinado digitalmente Marcelo Vasconcelos de Almeida Fl. 75DF CARF MF Impresso em 30/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/10/2012 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 23/10/2012 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 25/10/2012 por ANTONIO DE PA DUA ATHAYDE MAGALHAES
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Numero do processo: 44021.000265/2007-10
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Aug 14 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Mon Jan 07 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Obrigações Acessórias
Período de apuração: 01/01/1999 a 31/12/2005
AUTO DE INFRAÇÃO. GFIPSSEM A INFORMAÇÃO DE TODOS OS FATOS GERADORES DE CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. MULTA. CABIMENTO. RELEVAÇÃO. ART. 291 DO DECRETO 3.048/99. CUMPRIMENTO.AUSÊNCIA. IMPOSSIBILIDADE. Uma vez que a falta imputada não foi corrigida, dentro ou fora do praz de defesa, há que se rejeitado o pedido de relevação da multa aplicada.
SUPERVENIÊNCIA DA LEI 11.941/09. FUNDAMENTO LEGAL A SER UTILIZADO PARA O CÁLCULO DA MULTA MAIS BENÉFICA APLICADA AO CONTRIBUINTE. INFORMAÇÕES EM GFIP. ART. 32-A da Lei 8.212/91. Em razão da superveniência da Lei 11.941/09, uma vez verificado que o contribuinte apresentou Guias de Recolhimento de FGTS e Informações a Previdência Social - GFIP com informações que não compreendiam todos os fatos geradores de contribuições previdenciárias, deve ser considerado, para fins de recálculo da multa a ser aplicada, o disposto no art. 32-A da Lei 8.212/91.
Recurso Voluntário Provido em Parte.
Numero da decisão: 2402-002.993
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial para adequação da multa ao artigo 32-A da Lei 8.212/91, caso mais benéfica.
Júlio César Vieira Gomes - Presidente
Lourenço Ferreira do Prado - Relator
Participaram do presente julgamento os conselheiros: Júlio César Vieira Gomes, Ana Maria Bandeira, Lourenço Ferreira do Prado, Ronaldo de Lima Macedo, Nereu Miguel Ribeiro Domingues e Thiago Taborda Simões.
Nome do relator: LOURENCO FERREIRA DO PRADO
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ementa_s : Assunto: Obrigações Acessórias Período de apuração: 01/01/1999 a 31/12/2005 AUTO DE INFRAÇÃO. GFIPSSEM A INFORMAÇÃO DE TODOS OS FATOS GERADORES DE CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. MULTA. CABIMENTO. RELEVAÇÃO. ART. 291 DO DECRETO 3.048/99. CUMPRIMENTO.AUSÊNCIA. IMPOSSIBILIDADE. Uma vez que a falta imputada não foi corrigida, dentro ou fora do praz de defesa, há que se rejeitado o pedido de relevação da multa aplicada. SUPERVENIÊNCIA DA LEI 11.941/09. FUNDAMENTO LEGAL A SER UTILIZADO PARA O CÁLCULO DA MULTA MAIS BENÉFICA APLICADA AO CONTRIBUINTE. INFORMAÇÕES EM GFIP. ART. 32-A da Lei 8.212/91. Em razão da superveniência da Lei 11.941/09, uma vez verificado que o contribuinte apresentou Guias de Recolhimento de FGTS e Informações a Previdência Social - GFIP com informações que não compreendiam todos os fatos geradores de contribuições previdenciárias, deve ser considerado, para fins de recálculo da multa a ser aplicada, o disposto no art. 32-A da Lei 8.212/91. Recurso Voluntário Provido em Parte.
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FATOS GERADORES Recorrente POLICOLOR PINTURAS EM EDIFICACOES LTDA EPP Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Período de apuração: 01/01/1999 a 31/12/2005 AUTO DE INFRAÇÃO. GFIPS’SEM A INFORMAÇÃO DE TODOS OS FATOS GERADORES DE CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. MULTA. CABIMENTO. RELEVAÇÃO. ART. 291 DO DECRETO 3.048/99. CUMPRIMENTO.AUSÊNCIA. IMPOSSIBILIDADE. Uma vez que a falta imputada não foi corrigida, dentro ou fora do praz de defesa, há que se rejeitado o pedido de relevação da multa aplicada. SUPERVENIÊNCIA DA LEI 11.941/09. FUNDAMENTO LEGAL A SER UTILIZADO PARA O CÁLCULO DA MULTA MAIS BENÉFICA APLICADA AO CONTRIBUINTE. INFORMAÇÕES EM GFIP. ART. 32 A da Lei 8.212/91. Em razão da superveniência da Lei 11.941/09, uma vez verificado que o contribuinte apresentou Guias de Recolhimento de FGTS e Informações a Previdência Social GFIP com informações que não compreendiam todos os fatos geradores de contribuições previdenciárias, deve ser considerado, para fins de recálculo da multa a ser aplicada, o disposto no art. 32A da Lei 8.212/91. Recurso Voluntário Provido em Parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 44 02 1. 00 02 65 /2 00 7- 10 Fl. 91DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/12/2012 por SELMA RIBEIRO COUTINHO, Assinado digitalmente em 05/12/20 12 por LOURENCO FERREIRA DO PRADO, Assinado digitalmente em 14/12/2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 2 Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial para adequação da multa ao artigo 32A da Lei 8.212/91, caso mais benéfica. Júlio César Vieira Gomes Presidente Lourenço Ferreira do Prado Relator Participaram do presente julgamento os conselheiros: Júlio César Vieira Gomes, Ana Maria Bandeira, Lourenço Ferreira do Prado, Ronaldo de Lima Macedo, Nereu Miguel Ribeiro Domingues e Thiago Taborda Simões. Fl. 92DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/12/2012 por SELMA RIBEIRO COUTINHO, Assinado digitalmente em 05/12/20 12 por LOURENCO FERREIRA DO PRADO, Assinado digitalmente em 14/12/2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 44021.000265/200710 Acórdão n.º 2402002.993 S2C4T2 Fl. 92 3 Relatório Tratase de Recurso Voluntário interposto por POLICOLOR PINTURAS LTDA, em face de acórdão que manteve parcialmente o Auto de Infração n. 37.075.7424, lavrado para a cobrança de multa por ter a recorrente informado incorretamente em GFIP o enquadramento como SIMPLES, nas competências 05.1999; 06.1999 e 03.2001; informou erroneamente a alíquota de RAT no percentual de 2%, quando o correto é de 3% nas competências 01.2003 a 06.2003 a 11.2003; omitiu a informação do valor referente ao Pró Labore, nas competências 01.1999 a 03.2001; 11.2004; 12.2004 e 03.2005 e finalmente, deixou de informar a totalidade do salário de contribuição nas competências 02.1999 a 06.1999; 10.1999; 11.1999; 12.1999; 01.2000; 01.2002; 03.2002; 04.2002; 09.2002; 11.2002; 12.2002; 01.2003; 11.2003;01.2004; 04.2004; 06.2004; 09.2004; 11.2004; 12.2004; 01.2005 a 12.2005. Tal fato omitiu valores devidos a título de contribuição previdenciária pela recorrente. O contribuinte cientificado em 24/04/2007 (fls. 01). Em sua impugnação a recorrente apenas sustentou a decadência e requereu a relevação da multa, requerendo prazo suplementar de 60 (sessenta ) dias para retificação de toda a documentação. Fora determinada a realização de diligência para a elaboração de relatório fiscal complementar que contemplasse o reajuste do valor da multa aplicada pelas Portarias do INSS, de cujo resultado a contribuinte fora devidamente intimada. Em continuidade ao processo administrativo, foi proferido o v. acórdão recorrido (fls. 66). No julgamento de primeira instância foram excluídos do lançamento as competências atingidas pela decadência e as relativas ao erro no preenchimento do campo SAT/RAT. Fora, então, interposto o competente recurso voluntário, através do qual sustenta: 1. que a multa aplicada deve sujeitarse aos efeitos do art. 32A da Lei 8.212/91, por força do art. 106 do CTN; 2. que a multa aplicada deve ser relevada, já que seu pedido de prorrogação do prazo para apresentação da documentação retificada veio a ser indeferido, sem que esta pudesse apresentar tais documentos, situação que causoulhe prejuízo, sendo o julgamento convertido em diligência para concessão de novo prazo para apresentação de documentos; Fl. 93DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/12/2012 por SELMA RIBEIRO COUTINHO, Assinado digitalmente em 05/12/20 12 por LOURENCO FERREIRA DO PRADO, Assinado digitalmente em 14/12/2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 4 Processado o recurso sem contrarrazões da Procuradoria da Fazenda Nacional, subiram os autos a este Eg. Conselho. É o relatório. Fl. 94DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/12/2012 por SELMA RIBEIRO COUTINHO, Assinado digitalmente em 05/12/20 12 por LOURENCO FERREIRA DO PRADO, Assinado digitalmente em 14/12/2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 44021.000265/200710 Acórdão n.º 2402002.993 S2C4T2 Fl. 93 5 Voto Conselheiro Lourenço Ferreira do Prado, Relator CONHECIMENTO Tempestivo o recurso e presentes os demais pressupostos de admissibilidade, dele conheço. Sem preliminares. MÉRITO Inicialmente, cumprenos asseverar que ao apresentar sua impugnação, o contribuinte não se insurgiu quanto aos dados que a fiscalização imputoulhe não terem sido informados em GFIP. Dessa forma, a autuação é incontroversa. Além disso, os lançamentos principais relativamente ao presente Auto de Infração já foram objeto de julgamento por esta Turma, sendo que, em todos eles, o lançamento foi mantido, à exceção dos períodos tidos por decadentes quando proferidos os respectivos acórdãos de primeira instância. Dito isso, tenho que o pedido de relevação da multa não deva ser acatado. Rezava o art. 291 do Decreto 3.048/99, à época da defesa apresentada: Art.291.Constitui circunstância atenuante da penalidade aplicada ter o infrator corrigido a falta até o termo final do prazo para impugnação §1oA multa será relevada se o infrator formular pedido e corrigir a falta, dentro do prazo de impugnação, ainda que não contestada a infração, desde que seja o infrator primário e não tenha ocorrido nenhuma circunstância agravante. Em momento algum a falta veio a ser corrigida, seja dentro ou fora do prazo de defesa, situação, que a meu ver, por si só, já tem o condão de afastar os argumentos constantes no recurso voluntário. A dilação de prazo requerida em sede de impugnação somente veio a ser indeferida quando proferido o julgamento a quo, sendo que tal fato, em hipótese alguma tem o condão de determinar a reabertura do prazo para apresentação dos documentos retificados, ou mesmo cercear o direito de defesa da recorrente. Ademais, a realização de diligência neste momento processual não se faz necessária, até porque, em momento algum, sequer restou comprovada a existência dos documentos retificados. Fl. 95DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/12/2012 por SELMA RIBEIRO COUTINHO, Assinado digitalmente em 05/12/20 12 por LOURENCO FERREIRA DO PRADO, Assinado digitalmente em 14/12/2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 6 Por fim, há que se considerar aquilo o que determinado pelas invações trazidas pela Lei 11.941/09, que acrescentou na Lei 8.212/91 os artigos 32A e 35A, os quais dispõem o seguinte: “Art.32A.O contribuinte que deixar de apresentar a declaração de que trata o inciso IV do art. 32 no prazo fixado ou que a apresentar com incorreções ou omissões será intimado a apresentála ou a prestar esclarecimentos e sujeitarseá às seguintes multas: I de dois por cento ao mêscalendário ou fração, incidente sobre o montante das contribuições informadas, ainda que integralmente pagas, no caso de falta de entrega da declaração ou entrega após o prazo, limitada a vinte por cento, observado o disposto no §3o; e II de R$ 20,00 (vinte reais)para cada grupo de dez informações incorretas ou omitidas §1º Para efeito de aplicação da multa prevista no inciso I do caput, será considerado como termo inicial o dia seguinte ao término do prazo fixado para entrega da declaração e como termo final a data da efetiva entrega ou, no caso de nãoapresentação, a data da lavratura do auto de infração ou da notificação de lançamento §2o Observado o disposto no § 3o, as multas serão reduzidas: I à metade, quando a declaração for apresentada após o prazo, mas antes de qualquer procedimento de ofício; ou II a setenta e cinco por cento, se houver apresentação da declaração no prazo fixado em intimação §3o A multa mínima a ser aplicada será de: I R$ 200,00 (duzentos reais), tratandose de omissão de declaração sem ocorrência de fatos geradores de contribuição previdenciária; II R$ 500,00 ( quinhentos reais), nos demais casos”. “Art. 35A Nos casos de lançamento de ofício relativos às contribuições referidas no art. 35, aplicase o disposto no art. 44 da Lei no 9.430, de 1996”. Por sua vez, o art. 35A faz remição ao art. 44 da Lei 9.430/96, que assim dispõe: “Art. 44. Nos casos de lançamento de ofício, serão aplicadas as seguintes multas: I de 75% (setenta e cinco por cento) sobre a totalidade ou diferença de imposto ou contribuição nos casos de falta de pagamento ou recolhimento, de falta de declaração e nos de declaração inexata “ No caso dos autos, tratase de auto de infração no qual fora lançada multa pelo descumprimento de obrigação acessória relativa a apresentação de GFIP’s com informações inexatas relativamente a todos os fatos geradores de contribuições previdenciarias a que estaria sujeito o contribuinte. A meu ver, sobre o assunto não resta outra conclusão, senão acatar a tese sustentada no Recurso Voluntário. Fl. 96DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/12/2012 por SELMA RIBEIRO COUTINHO, Assinado digitalmente em 05/12/20 12 por LOURENCO FERREIRA DO PRADO, Assinado digitalmente em 14/12/2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 44021.000265/200710 Acórdão n.º 2402002.993 S2C4T2 Fl. 94 7 Das alterações levadas a efeito, a disposição contida no art. 32A da Lei 8.212/91, é específica para os casos de GFIP com informações inexatas ou mesmo omissões, assim devendo ser consideradas as informações relativas aos fatos geradores de contribuições previdenciárias, motivo pelo qual entendo deva ser, no presente caso, o dispositivo legal aplicável, conforme determinado pelo art. 106, III, “c” do Código Tributário Nacional, que determina a aplicação retroativa da Lei nova, quando dispuser sobre penalidades e que possa vir a ser mais benéfica ao acusado, no caso o contribuinte. Ante todo o exposto voto no sentido de rejeitar a preliminar de decadência suscitada, e, no mérito, em DAR PARCIAL PROVIMENTO ao recurso voluntário para que seja efetuado o cálculo e comparação da multa mais benéfica a ser aplicada com base no disposto no art 32A da Lei 8.212/91. É como voto. Lourenço Ferreira do Prado. Fl. 97DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/12/2012 por SELMA RIBEIRO COUTINHO, Assinado digitalmente em 05/12/20 12 por LOURENCO FERREIRA DO PRADO, Assinado digitalmente em 14/12/2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES
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Numero do processo: 18471.001318/2005-40
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Jan 19 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Wed Sep 12 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda Retido na Fonte - IRRF
Ano-calendário: 2002
PAGAMENTO SEM CAUSA - DISTRIBUIÇÃO DE LUCROS Havendo lucros acumulados em valor suficiente a justificar a distribuição descaracterizado está o suposto pagamento sem causa.
Numero da decisão: 2201-001.487
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, Por unanimidade negar provimento ao recurso de ofício. FRANCISCO ASSIS DE OLIVEIRA JÚNIOR - Presidente. (assinatura digital) RODRIGO SANTOS MASSET LACOMBE - Relator. (assinatura digital) Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Pedro Paulo Pereira Barbosa, Rayana Alves de Oliveira França, Eduardo Tadeu Farah, Rodrigo Santos Masset Lacombe, Gustavo Lian Haddad e Francisco Assis de Oliveira Júnior (Presidente).
Matéria: IRF- ação fiscal - ñ retenção ou recolhimento(antecipação)
Nome do relator: RODRIGO SANTOS MASSET LACOMBE
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda Retido na Fonte - IRRF Ano-calendário: 2002 PAGAMENTO SEM CAUSA - DISTRIBUIÇÃO DE LUCROS Havendo lucros acumulados em valor suficiente a justificar a distribuição descaracterizado está o suposto pagamento sem causa.
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ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA RETIDO NA FONTE IRRF Anocalendário: 2002 PAGAMENTO SEM CAUSA DISTRIBUIÇÃO DE LUCROS Havendo lucros acumulados em valor suficiente a justificar a distribuição descaracterizado está o suposto pagamento sem causa. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, Por unanimidade negar provimento ao recurso de ofício. FRANCISCO ASSIS DE OLIVEIRA JÚNIOR Presidente. (assinatura digital) RODRIGO SANTOS MASSET LACOMBE Relator. (assinatura digital) Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Pedro Paulo Pereira Barbosa, Rayana Alves de Oliveira França, Eduardo Tadeu Farah, Rodrigo Santos Masset Lacombe, Gustavo Lian Haddad e Francisco Assis de Oliveira Júnior (Presidente). Relatório AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 18 47 1. 00 13 18 /2 00 5- 40 Fl. 105DF CARF MF Impresso em 12/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/09/2012 por RODRIGO SANTOS MASSET LACOMBE, Assinado digitalmente em 1 0/09/2012 por RODRIGO SANTOS MASSET LACOMBE, Assinado digitalmente em 11/09/2012 por FRANCISCO ASSIS DE OLIVEIRA JUNI 2 Tratase de recurso de oficio em face do acórdão 1218.380 – 3ª Turma da DRJ/RJOI que deu provimento à impugnação interposta pelo contribuinte em face do Auto de Infração de fls. 42/46, para a exigência de crédito tributário de IRRF, no valor de R$73.949,25, acrescido de multa de 75% e de juros de mora. O crédito tributário total lançado monta a R$163.523,96 (fi. 2). O lançamento foi efetuado por ter a fiscalização apurado falta de recolhimento de IRRF sobre pagamentos sem causa ou de operação não comprovada, uma vez que o lucro do exercício não suportaria o valor efetivamente distribuído. O interessado apresentou, tempestivamente, a impugnação de fls. 54/59. Em sua defesa, alega, em síntese, que: a fiscalização não acatou a informação de se tratar de distribuição de lucros por não haver encontrado, no Lalur, valores que suportassem tal distribuição, sem se dar ao trabalho de checar qualquer outro documento; possui lucros acumulados que não só suportam (nos termos da IN 93/1997) como ultrapassam os valores distribuídos em 2002, conforme comprova. Requer a improcedência do lançamento. A DRJ houve por bem dar É o relatório do necessário. Voto Conselheiro Relator Rodrigo Santos Masset Lacombe O v. acórdão recorrido não merece reparos. A fiscalização efetuou o lançamento por ter constatado falta de recolhimento de IRRF sobre pagamento sem causa ou de operação não comprovada. Na Descrição dos Fatos, a fiscalização aponta que: Regularmente intimado (fl. 04/08) a "justificar a origem do lucro distribuído em 2002, constante do seu Livro Razão, Conta 2411100000, no valor de R$221.658,84, acompanhados dos seus respectivos documentos suportes", o contribuinte informou na sua resposta de fl. , que somente distribuiu o valor de R$137.334,34, conforme Livro Razão (cópia de fl. 36/41). Ressalva que, "conforme Livro Lalur (cópia de fl. 09/35), não haveria lucro disponível que suporte o valor que foi pago a titulo de distribuição de lucro". Ocorre que, a distribuição de lucros, no montante de R$137.333,34, foi escriturada no Razão (fls. 38/39) e informada na DIPJ/2003 (fl. 82). A fiscalização por sua vez não levou em conta o lucro contábil do Período (Lalur — fl. 31). Também não considerou o saldo de Lucros Acumulados informado na DIPJ/2003 (fl. 82), no montante de R$633.903,55. E não fundamenta porque deixou de considerálos. Fl. 106DF CARF MF Impresso em 12/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/09/2012 por RODRIGO SANTOS MASSET LACOMBE, Assinado digitalmente em 1 0/09/2012 por RODRIGO SANTOS MASSET LACOMBE, Assinado digitalmente em 11/09/2012 por FRANCISCO ASSIS DE OLIVEIRA JUNI Processo nº 18471.001318/200540 Acórdão n.º 2201001.487 S2C2T1 Fl. 106 3 É de se notar que no Lalur o Contribuinte apurou lucros em todos os anos e a simples conferência com a DIPJ já seria suficiente para afastar qualquer possibilidade de autuação uma vez que o art. 10, da Lei 9.249, de 26/12/1995, dispõe que os lucros ou dividendos calculados com base nos resultados apurados a partir do mês de janeiro de 1996, pagos ou creditados pelas pessoas jurídicas tributadas com base no lucro real, presumido ou arbitrado, não ficarão sujeitos à incidência do imposto de renda na fonte, nem integrarão a base de cálculo do imposto de renda do beneficiário, pessoa física ou jurídica, domiciliado no Pais ou no exterior. Na hipótese de, no encerramento do balanço em 31 de dezembro, o lucro contábil do ano calendário ser menor que o montante dos lucros ou dividendos distribuídos antecipadamente, a diferença deve ser imputada na conta de lucros acumulados ou reservas de lucros de exercícios anteriores e a tributação deve, nestes casos, ser feita de acordo com a legislação aplicável ao ano da apuração dos resultados. Assim, pelo que dos autos consta a decisão de primeira instância não merece reparos. É como voto. Rodrigo Santos Masset Lacombe Relator Fl. 107DF CARF MF Impresso em 12/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/09/2012 por RODRIGO SANTOS MASSET LACOMBE, Assinado digitalmente em 1 0/09/2012 por RODRIGO SANTOS MASSET LACOMBE, Assinado digitalmente em 11/09/2012 por FRANCISCO ASSIS DE OLIVEIRA JUNI
score : 1.0
Numero do processo: 10725.003268/2007-66
Turma: Primeira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Aug 15 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Mon Jan 07 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Ano-calendário: 2004
AJUSTE ANUAL. DEDUÇÕES. DESPESAS MÉDICAS COMPROVADAS. RESTABELECIMENTO.
Deve-se restabelecer a dedução de despesas médicas, quando encontram-se elementos suficientes para se formar a convicção que os serviços foram efetivamente prestados com ônus do contribuinte.
Todas as deduções pleiteadas no ajuste anual estão sujeitas à comprovação ou justificação, a juízo da autoridade lançadora.
Numero da decisão: 2101-001.834
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado.
LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS - Presidente.
GILVANCI ANTÔNIO DE OLIVEIRA SOUSA - Relator.
GILVANCI ANTÔNIO DE OLIVEIRA SOUSA - Redator designado.
EDITADO EM: 16/11/2012
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: José Raimundo Tosta Santos, Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Célia Maria de Souza Murphy, Gilvanci Antonio de Oliveira Sousa, Alexandre Naoki Nishioka e Gonçalo Bonet Allage.
Nome do relator: GILVANCI ANTONIO DE OLIVEIRA SOUSA
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DEDUÇÕES. DESPESAS MÉDICAS COMPROVADAS. RESTABELECIMENTO. Devese restabelecer a dedução de despesas médicas, quando encontramse elementos suficientes para se formar a convicção que os serviços foram efetivamente prestados com ônus do contribuinte. Todas as deduções pleiteadas no ajuste anual estão sujeitas à comprovação ou justificação, a juízo da autoridade lançadora. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS Presidente. GILVANCI ANTÔNIO DE OLIVEIRA SOUSA Relator. GILVANCI ANTÔNIO DE OLIVEIRA SOUSA Redator designado. EDITADO EM: 16/11/2012 AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 72 5. 00 32 68 /2 00 7- 66 Fl. 73DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/11/2012 por GILVANCI ANTONIO DE OLIVEIRA SOUSA, Assinado digitalmente em 28/11/2012 por GILVANCI ANTONIO DE OLIVEIRA SOUSA, Assinado digitalmente em 05/12/2012 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: José Raimundo Tosta Santos, Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Célia Maria de Souza Murphy, Gilvanci Antonio de Oliveira Sousa, Alexandre Naoki Nishioka e Gonçalo Bonet Allage. Relatório Tratase de recurso voluntário (fls. 60/70) interposto em 15 de fevereiro de 2011 contra acórdão proferido pela Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento no Rio de Janeiro II (RJ), (fls. 49/55), do qual o Recorrente teve ciência em 25/01/2011 (fls.59), que, por unanimidade de votos, julgou procedente o lançamento de fls. 11/16, lavrado em 19 de novembro de 2007, em decorrência de deduções indevidas de despesas médicas e omissão de rendimentos do trabalho com vínculo e/ou sem vínculo empregatício, verificada no ano calendário de 2004. O acórdão teve a seguinte ementa: Assunto: Imposto Sobre a Renda de Pessoa Física – IRPF Anocalendário: 2004 DESPESAS MÉDICAS. DEDUÇÃO. A dedução das despesas médicas é condicionada a que os pagamentos sejam devidamente comprovados com documentação hábil e idônea que preencha todos os requisitos estabelecidos em lei, mantendose a glosa sobre a parte não comprovada. Impugnação Procedente em Parte. Crédito Tributário Mantido em Parte. Não se conformando, o Recorrente interpôs recurso voluntário (fls. 60/70), fazendo anexar novos recibos da lavra dos profissionais Gerusa de Moraes Menezes e José Ricardo de Moraes Menezes. É o relatório. Voto Conselheiro Gilvanci Antônio de Oliveira Sousa Fl. 74DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/11/2012 por GILVANCI ANTONIO DE OLIVEIRA SOUSA, Assinado digitalmente em 28/11/2012 por GILVANCI ANTONIO DE OLIVEIRA SOUSA, Assinado digitalmente em 05/12/2012 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS Processo nº 10725.003268/200766 Acórdão n.º 2101001.834 S2C1T1 Fl. 74 3 O recurso é tempestivo e atende às demais condições de admissibilidade, portanto merece ser conhecido. Não há arguição de qualquer preliminar. O contribuinte apresentou a declaração de ajuste do exercício de 2005 e foi autuado sofrendo glosas relativas à deduções indevidas de despesas médicas e omissão de rendimentos do trabalho com vínculo e/ou sem vínculo empregatício, verificada no ano calendário de 2004. O julgador a quo manteve a glosa relativa às despesas médicas, no valor de R$ 15.144,41 (Quinze mil, cento e quarenta e quatro reais e quarenta e um centavos). Para fazer jus a deduções na Declaração de Ajuste Anual, tornase indispensável que o contribuinte observe todos os requisitos legais, sob pena de ter os valores pleiteados glosados. Afinal, todas as deduções, inclusive as despesas médicas, por dizerem respeito à base de cálculo do imposto, estão sob reserva de lei em sentido formal, por força do disposto na Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966, Código Tributário Nacional (CTN), art. 97, inciso IV. Por oportuno, confirase o estabelecido na Lei nº 9.250, de 26 de dezembro de 1995, a propósito de dedução de despesas médicas: Art. 8º A base de cálculo do imposto devido no anocalendário será a diferença entre as somas: (...). II das deduções relativas: a) aos pagamentos efetuados, no ano calendário, a médicos, dentistas, psicólogos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e hospitais, bem como as despesas com exames laboratoriais, serviços radiológicos, aparelhos ortopédicos e próteses ortopédicas e dentárias; (...). § 2º O disposto na alínea “a” do inciso II: (...). II restringese aos pagamentos efetuados pelo contribuinte, relativos ao próprio tratamento e ao de seus dependentes; III limitase a pagamentos especificados e comprovados, com indicação do nome, endereço e número de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas CPF ou no Cadastro Geral de Contribuintes CGC de quem os recebeu, podendo, na falta de documentação, ser feita indicação do cheque nominativo pelo qual foi efetuado o pagamento; Fl. 75DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/11/2012 por GILVANCI ANTONIO DE OLIVEIRA SOUSA, Assinado digitalmente em 28/11/2012 por GILVANCI ANTONIO DE OLIVEIRA SOUSA, Assinado digitalmente em 05/12/2012 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS 4 Por sua vez, o Decreto nº 3.000, de 26 de março de 1999, Regulamento do Imposto de Renda, RIR/1999, art. 73, dispõe: Art.73.Todas as deduções estão sujeitas à comprovação ou justificação, a juízo da autoridade lançadora (DecretoLei nº 5.844, de 1943, art. 11, §3º). Verificase, portanto, que a dedução de despesas médicas na declaração da contribuinte está, sim, condicionada ao preenchimento de alguns requisitos legais. Observese que a dedução exige a efetiva prestação do serviço, tendo como beneficiário a declarante ou seu dependente, e que o pagamento tenha se realizado pelo próprio contribuinte. Assim, havendo qualquer dúvida em um desses requisitos, é direito e dever da Fiscalização exigir provas adicionais da efetividade do serviço, do beneficiário deste e do pagamento efetuado. E é dever do contribuinte apresentar comprovação ou justificação idônea, sob pena de ter suas deduções não admitidas pela autoridade fiscal. Sobre a questão vejamse as ementas dos seguintes acórdãos exarados por este Conselho: Acórdão nº : 10248789 DESPESAS MÉDICAS RECIBOS REQUISITOS ESSENCIAIS Quanto aos requisitos essenciais que devem constar do recibo, para fins de dedução da base de cálculo do imposto de renda, o valor, a natureza da prestação dos serviços, o nome de quem pagou e a assinatura identificando quem recebeu são pressupostos essenciais à sua validade. O endereço, o CPF do profissional e a identificação do beneficiário dos serviços, caso ausentes, podem ser completados, posteriormente, pelo tomador dos serviços, adotandose procedimento semelhante ao do pagamento com cheque nominal. Acórdão nº : 10616.890 DESPESAS MÉDICAS COMPROVAÇÃO DAS DESPESAS COM RECIBOS ACOSTADOS AOS AUTOS FISCALIZAÇÃO NÃO LOGROU INFORMAR A HIGIDEZ DOS RECIBOS CABIMENTO DA DEDUÇÃO O único óbice aventado pela fiscalização para rejeitar os recibos das despesas médicas foi a ausência do número de inscrição do profissional emitente no seu órgão de classe. Na via recursal, o recorrente trouxe recibo emitido em ano precedente com o número de inscrição referido. Superado o óbice, é de se deferir a dedução das despesas médicas na declaração de renda do recorrente. O problema consiste em saber até que ponto são razoáveis as exigências da autoridade fiscal para comprovação das despesas médicas. Em muitos casos, a fiscalização termina por demandar a apresentação de pagamento diretamente correlacionado com débito, como cheque utilizado para liquidar a despesa, ou saque de valor exato na mesma data. Mas os contribuintes replicam que ninguém é obrigado a pagar suas despesas com cheques nem efetuar saques individuais para cada dispêndio. Penso que a dificuldade já surge quando da informação das despesas na declaração de ajuste. A cada ano, as indicações da Receita Federal são pela possibilidade de comprovação das despesas médicas mediante recibos. A título de exemplo, transcrevo orientações contidas nas Perguntas e Respostas do IRPF, exercício 2006, pergunta 337: A dedução dessas despesas é condicionada a que os pagamentos sejam especificados, informados na Relação de Pagamentos e Doações Efetuados da Declaração de Ajuste Anual, e comprovados, quando Fl. 76DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/11/2012 por GILVANCI ANTONIO DE OLIVEIRA SOUSA, Assinado digitalmente em 28/11/2012 por GILVANCI ANTONIO DE OLIVEIRA SOUSA, Assinado digitalmente em 05/12/2012 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS Processo nº 10725.003268/200766 Acórdão n.º 2101001.834 S2C1T1 Fl. 75 5 requisitados, com documentos originais que indiquem o nome, endereço e número de inscrição no CPF ou CNPJ de quem os recebeu. Admitese que, na falta de documentação, a comprovação possa ser feita com a indicação do cheque nominativo com que foi efetuado o pagamento. Assim, a própria Receita Federal orienta que a comprovação, se necessária, pode ser feita com a apresentação de recibo ou nota fiscal originais, podendo ser dar, caso o contribuinte não tenha esse documento, com a apresentação de cheque nominativo. Observese que a opção do cheque nominativo é dada a favor do contribuinte, nos casos em que o profissional se recuse a dar recibo. Verifiquei que essa orientação foi repetida em todos os Perguntas em Respostas dos exercícios seguintes. Apenas no documento do exercício de 2011 foi acrescentada a seguinte informação: Conforme previsto no art. 73 do RIR/1999, a juízo da autoridade fiscal, todas as deduções estarão sujeitas a comprovação ou justificação, e, portanto, poderão ser exigidos outros elementos necessários à comprovação da despesa médica. Não se pode ignorar, no entanto, que é bastante comum o expediente de se declarar despesas médicas inexistentes, ou majorar o valor das ocorridas, com o objetivo de diminuir o imposto devido. Contando com a ineficiência da Administração Pública, e com a nefasta idéia, corrente em nosso país, de que a sonegação é um crime aceitável devido à alta carga tributária, alguns contribuintes declaram deduções expressivas, e buscam justificálas com recibos que não refletem o realmente ocorrido. Situação inaceitável que precisa ser coibida pela Administração Pública. Diante desse quadro, os julgamentos administrativos neste CARF são bastante diversos. Existem aqueles que julgam que, uma vez comprovada a despesa mediante recibos, é dever do Fisco provar que a informação é falsa. Por outro lado, é forte a corrente que pensa que, caso a autoridade fiscal exija comprovação adicional do contribuinte, invertese o ônus da prova, sendo função do sujeito passivo produzir a comprovação exigida. Filiome ao segundo grupo, tanto pelas determinações do art. 73 do RIR/99, acima transcrito, que exige que as deduções sejam justificadas a juízo da autoridade lançadora, quanto pelo disposto no art. 333, inciso I, do Código de Processo Civil, que atribui a quem declara o ônus de demonstrar fato constitutivo do seu direito. Restame agora demonstrar o efetivo atendimento aos preceitos estabelecidos na legislação aplicável, onde, nos quadros abaixo, sintetizamse os dados constantes nos recibos ora acostados nos autos pelo Recorrente: QUADRO I Fl. 77DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/11/2012 por GILVANCI ANTONIO DE OLIVEIRA SOUSA, Assinado digitalmente em 28/11/2012 por GILVANCI ANTONIO DE OLIVEIRA SOUSA, Assinado digitalmente em 05/12/2012 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS 6 BENEFICIÁRIO DO RENDIMENTO Data do Recibo CONSELHO/Nº Valor R$ Natureza da Prestação Nome do paciente Nome de Quem Pagou CPF de quem Recebeu pelo tratamento Gerusa de Moraes Menezes 30/01/2004 46.100 500,00 Fisioterapia Leonardo de Sá Viana Leonardo de Sá Viana 079453417 13 Gerusa de Moraes Menezes 27/02/2004 46.100 500,00 Fisioterapia Leonardo de Sá Viana Leonardo de Sá Viana 079453417 13 Gerusa de Moraes Menezes 30/03/2004 46.100 500,00 Fisioterapia Leonardo de Sá Viana Leonardo de Sá Viana 079453417 13 Gerusa de Moraes Menezes 29/04/2004 46.100 500,00 Fisioterapia Leonardo de Sá Viana Leonardo de Sá Viana 079453417 13 Gerusa de Moraes Menezes 30/05/2004 46.100 500,00 Fisioterapia Leonardo de Sá Viana Leonardo de Sá Viana 079453417 13 Gerusa de Moraes Menezes 29/06/2004 46.100 500,00 Fisioterapia Leonardo de Sá Viana Leonardo de Sá Viana 079453417 13 Gerusa de Moraes Menezes 30/07/2004 46.100 500,00 Fisioterapia Leonardo de Sá Viana Leonardo de Sá Viana 079453417 13 Gerusa de Moraes Menezes 29/08/2004 46.100 500,00 Fisioterapia Leonardo de Sá Viana Leonardo de Sá Viana 079453417 13 Gerusa de Moraes Menezes 30/09/2004 46.100 500,00 Fisioterapia Leonardo de Sá Viana Leonardo de Sá Viana 079453417 13 Gerusa de Moraes Menezes 28/10/2004 46.100 500,00 Fisioterapia Leonardo de Sá Viana Leonardo de Sá Viana 079453417 13 TOTAL 5.000,00 Documentos de folhas: 66/70 Verificase que nos recibos acima listados não constam o endereço do prestador dos serviços, requisito formal exigido no artigo 80, § 1º, Inciso II do Decreto nº 3.000, de 26 de março de 1999, requisito esse apontado no voto à quo, porém não atendido pelo interessado. QUADRO II BENEFICIÁRIO DO RENDIMENTO Data do Recibo CONSELHO/Nº Valor R$ Natureza da Prestação Nome do paciente Nome de Quem Pagou CPF de quem Recebeu pelo tratamento José Ricardo de M. Menezes 15/03/2004 29528 2.000,00 Odontologia Leonardo de Sá Viana Leonardo de Sá Viana 030789487 81 José Ricardo de M. Menezes 15/05/2004 29528 2.000,00 Odontologia Leonardo de Sá Viana Leonardo de Sá Viana 030789487 81 José Ricardo de M. Menezes 15/07/2004 29528 2.000,00 Odontologia Leonardo de Sá Viana Leonardo de Sá Viana 030789487 81 José Ricardo de M. Menezes 15/09/2004 29528 2.000,00 Odontologia Leonardo de Sá Viana Leonardo de Sá Viana 030789487 81 Fl. 78DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/11/2012 por GILVANCI ANTONIO DE OLIVEIRA SOUSA, Assinado digitalmente em 28/11/2012 por GILVANCI ANTONIO DE OLIVEIRA SOUSA, Assinado digitalmente em 05/12/2012 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS Processo nº 10725.003268/200766 Acórdão n.º 2101001.834 S2C1T1 Fl. 76 7 José Ricardo de M. Menezes 15/11/2004 29528 2.000,00 Odontologia Leonardo de Sá Viana Leonardo de Sá Viana 030789487 81 TOTAL 10.000,00 Documentos de folhas: 61/65 Verificase que os novos documentos do profissional José Ricardo de M. Menezes apensados atendem a todos os requisitos formais de que trata o artigo 80, § 1º, Inciso II do Decreto nº 3.000, de 26 de março de 1999. Assim, o contribuinte carreou aos autos os documentos comprobatórios apenas do profissional José Ricardo de M. Menezes (Recibos) capazes de preencherem os requisitos necessários ao acolhimento pleiteado, não havendo, portanto, óbice à dedução. Diante do exposto, voto por dar provimento parcial ao recurso voluntário para restabelecer deduções de despesas médicas no valor de R$ 10.000,00 (Dez mil reais). Gilvanci Antônio de Oliveira Sousa Relator Fl. 79DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/11/2012 por GILVANCI ANTONIO DE OLIVEIRA SOUSA, Assinado digitalmente em 28/11/2012 por GILVANCI ANTONIO DE OLIVEIRA SOUSA, Assinado digitalmente em 05/12/2012 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS
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Numero do processo: 11516.001589/2010-50
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Nov 22 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Mon Jan 21 00:00:00 UTC 2013
Numero da decisão: 2301-000.341
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do colegiado, I) Por maioria de votos: a) em converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do(a) Relator(a).
Marcelo Oliveira - Presidente
Adriano Gonzales Silvério - Relator
Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Marcelo Oliveira (Presidente), Damião Cordeiro de Moraes, Bernadete de Oliveira Barros, Wilson Antonio de Souza Correa, Mauro José Silva e Adriano Gonzales Silvério.
Nome do relator: ADRIANO GONZALES SILVERIO
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiado, I) Por maioria de votos: a) em converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do(a) Relator(a). Marcelo Oliveira - Presidente Adriano Gonzales Silvério - Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Marcelo Oliveira (Presidente), Damião Cordeiro de Moraes, Bernadete de Oliveira Barros, Wilson Antonio de Souza Correa, Mauro José Silva e Adriano Gonzales Silvério.
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1975; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C3T1 Fl. 2 1 1 S2C3T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 11516.001589/201050 Recurso nº 999.999Voluntário Resolução nº 2301000.341 – 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Data 22 de novembro de 2012 Assunto Diligência Intimação do sujeito passivo Recorrente LINTZ REPRESENTAÇÕES LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiado, I) Por maioria de votos: a) em converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do(a) Relator(a). Marcelo Oliveira Presidente Adriano Gonzales Silvério Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Marcelo Oliveira (Presidente), Damião Cordeiro de Moraes, Bernadete de Oliveira Barros, Wilson Antonio de Souza Correa, Mauro José Silva e Adriano Gonzales Silvério. Tratase de Auto de Infração nº 37.279.9426, o qual exige multa do sujeito passivo por ter sido constatado falta de retenção das contribuições previdenciárias, referente a segurados individuais a seu serviços, caracterizando, dessa forma, o descumprimento de obrigação acessória prevista no inciso I, artigo 30 da Lei n 8.212/91. Registra o relatório fiscal fls. 5/6 que “O presente Auto de Infração foi lavrado com fundamento na Lei n° 8.212, de 24/07/91, arts. 30,1, em virtude de a empresa ter deixado de descontar do segurado contribuinte individual a seu serviço Sr. Marcos Noberto Linsweyer, as contribuições por este devidas, a partir de 03/2007 a 11/2009, nos termos do Art. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 15 16 .0 01 58 9/ 20 10 -5 0 Fl. 89DF CARF MF Impresso em 21/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/12/2012 por ADRIANO GONZALES SILVERIO, Assinado digitalmente em 15/01 /2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 21/12/2012 por ADRIANO GONZALES SILVERIO Processo nº 11516.001589/201050 Erro! A origem da referência não foi encontrada. n.º 2301000.341 S2C3T1 Fl. 3 2 4° da Lei n° 10.666/2003, conforme pode ser comprovado nas cópias das folhas de pagamento das competências 03/2007, 05/2007, 09/2007, 02/2008, 08/2008, 06/2008, 11/2008, 02/2009, 04/2009, 10/2009 juntadas ao presente por amostragem:” Diante dessa autuação, o sujeito passivo, regularmente intimado, apresentou impugnação alegando em síntese que o auto de infração é nulo, devido adesão ao parcelamento dos débitos previdenciários apurados antes de 2008, não haveria que se falar na aplicação dessa multa, uma vez que a dívida fora confessada com o parcelamento. A 14ª Turma de Julgamento da DRJ em Florianópolis/SC julgou a impugnação improcedente, mantendo, assim, o crédito tributário. Inconformado com a decisão, o Recorrente apresentou recurso voluntário, reiterando os argumentos expedidos na impugnação. Diante da alegação genérica de que houve adesão ao REFIS, em relação a fatos geradores ocorridos antes da 2008, foi necessária a conversão do julgamento do recurso voluntário em diligência, para averiguar quais autos de infração foram realmente parcelados, motivo pelo qual os autos do presente processo foram encaminhados à Receita Federal do Brasil em São José/SC para prestar tal informação. Em resposta de fls. 87, a RFB informou o quanto segue: “1. O processo foi baixado em diligência para informar se débito referente ao Auto de Infração 37.279.9426 foi incluído ou não no parcelamento da Lei 11.941/2009. 2. Efetuada consulta ao sistema de cobrança foi constatado que a empresa fez adesão aos parcelamentos da Lei 11.941, modalidade Art. 1º PGFN – Débitos Previdenciários com inclusão dos débitos 36.651.3750 e 36.426.2656, e Art.1º RFB – Débitos Previdenciários com inclusão dos débitos 37.279.9388, 37.279.9396, 37.279.9400 e 37.279.9418, cfme extratos em anexo. 3. Em consulta ao sistema de acompanhamento de processos, não consta pedido de revisão da Lei 11.941/2009. 4. Portanto o débito relativo ao AI nº 37.279.9426 não foi incluído no parcelamento da Lei 11.941/2009. 5. Diante ao exposto sugiro encaminhamento ao CARFMFDF para as devidas providências.” É o relatório. Voto Conselheiro Adriano Gonzales Silvério, Relator Da análise do Auto de Infração nº 37.279.9426, verificase que se trata de lançamento de multa, lavrada contra o sujeito passivo acima indicado, por não ter arrecadado, Fl. 90DF CARF MF Impresso em 21/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/12/2012 por ADRIANO GONZALES SILVERIO, Assinado digitalmente em 15/01 /2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 21/12/2012 por ADRIANO GONZALES SILVERIO Processo nº 11516.001589/201050 Erro! A origem da referência não foi encontrada. n.º 2301000.341 S2C3T1 Fl. 4 3 mediante desconto das remunerações, as contribuições de segurado individual (Sr. Marcos Roberto Linsweyer) a seu serviço. Defendese o recorrente sustentando que a lavratura do auto de infração é indevida, uma vez que os débitos fiscais ensejadores da incidência da multa foram parcelados, o que ocasionou, à época da adesão ao REFIS, a confissão de dívida, a ponto de afastar a necessidade do lançamento tributário ora questionado. Convertido o julgamento em diligência, a Receita Federal do Brasil em São José/SC informou que o auto de infração nº 37.279.9426, objeto do presente processo administrativo, não foi incluído no parcelamento da Lei nº 11.941/2009. Contudo, dessa informação não foi intimada para se manifestar o sujeito passivo, em desrespeito ao contraditório inserto no artigo 5º, inciso LV, da Constituição Federal. Destaques para a doutrina de JAMES MARINS, em sua obra Direito Processul Tributário Brasileiro, Dialética, 6ª ed., pag. 167, que assim afirma: “Além da formulação da impugnação administraiva à pretensão fiscal – iniciado o processo, portanto – assiste ao contribuinte o direito de manifestarse, na oportunidade prevista em lei, sobre as informações, pareceres, decisões, perícias e documentos formulados ou apresentados pelo órgão exator ou pela procuradoria, conforme o caso. O direito a ser ouvido revelase como uma das mais importantes manifestações do princípio da ampla defesa.” Pelo exposto, VOTO no sentido de converter o julgamento em diligência, para que o sujeito passivo seja intimado a se manifestar sobre a informação e documentação trazida aos autos pela autoridade fiscal. Adriano Gonzales Silvério Fl. 91DF CARF MF Impresso em 21/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/12/2012 por ADRIANO GONZALES SILVERIO, Assinado digitalmente em 15/01 /2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 21/12/2012 por ADRIANO GONZALES SILVERIO
score : 1.0
Numero do processo: 10768.001068/2009-34
Turma: Segunda Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Oct 17 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Thu Dec 20 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Ano-calendário: 2006
ADICIONAL POR TEMPO DE SERVIÇO. SERVIDOR PÚBLICO FEDERAL. LEI N° 8.852/94. INCIDÊNCIA DO IR.
A exclusão do conceito de remuneração, por si só, não é condição suficiente e necessária para isentar determinado rendimento do imposto de renda. Higidez da tributação sobre o adicional por tempo de serviço. Precedentes deste Sodalício e do Poder Judiciário.
Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 2802-001.953
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos NEGAR PROVIMENTO ao recurso nos termos do voto do relator.
(assinado digitalmente)
Jorge Cláudio Duarte Cardoso - Presidente.
(assinado digitalmente)
German Alejandro San Martín Fernández - Relator.
EDITADO EM: 28/11/2012
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Jorge Cláudio Duarte Cardoso (Presidente), Jaci de Assis Junior, German Alejandro San Martín Fernández, Dayse Fernandes Leite, Ewan Teles Aguiar e Sidney Ferro Barros.
Nome do relator: GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERNANDEZ
1.0 = *:*
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Ano-calendário: 2006 ADICIONAL POR TEMPO DE SERVIÇO. SERVIDOR PÚBLICO FEDERAL. LEI N° 8.852/94. INCIDÊNCIA DO IR. A exclusão do conceito de remuneração, por si só, não é condição suficiente e necessária para isentar determinado rendimento do imposto de renda. Higidez da tributação sobre o adicional por tempo de serviço. Precedentes deste Sodalício e do Poder Judiciário. Recurso Voluntário Negado
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos NEGAR PROVIMENTO ao recurso nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Jorge Cláudio Duarte Cardoso - Presidente. (assinado digitalmente) German Alejandro San Martín Fernández - Relator. EDITADO EM: 28/11/2012 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Jorge Cláudio Duarte Cardoso (Presidente), Jaci de Assis Junior, German Alejandro San Martín Fernández, Dayse Fernandes Leite, Ewan Teles Aguiar e Sidney Ferro Barros.
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SERVIDOR PÚBLICO FEDERAL. LEI N° 8.852/94. INCIDÊNCIA DO IR. A exclusão do conceito de remuneração, por si só, não é condição suficiente e necessária para isentar determinado rendimento do imposto de renda. Higidez da tributação sobre o adicional por tempo de serviço. Precedentes deste Sodalício e do Poder Judiciário. Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos NEGAR PROVIMENTO ao recurso nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Jorge Cláudio Duarte Cardoso Presidente. (assinado digitalmente) German Alejandro San Martín Fernández Relator. EDITADO EM: 28/11/2012 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Jorge Cláudio Duarte Cardoso (Presidente), Jaci de Assis Junior, German Alejandro San Martín Fernández, Dayse Fernandes Leite, Ewan Teles Aguiar e Sidney Ferro Barros. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 76 8. 00 10 68 /2 00 9- 34 Fl. 45DF CARF MF Impresso em 20/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/11/2012 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERNANDEZ, Assinado digitalme nte em 28/11/2012 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERNANDEZ, Assinado digitalmente em 18/12/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 2 Relatório Tratase de Notificação de Lançamento de fls. 4/7, referente ao Imposto de Renda Pessoa Física, ano calendário 2006, exercício 2007, na qual foi constatada omissão de rendimentos no valor de R$ 20.360,52, recebidos da Marinha do Brasil. Apreciada a Impugnação de fls. 1/2, acompanhada dos documentos de fls. 8/20, a decisão de 1ª instância (fls. 28/29) manteve o lançamento fiscal, sob fundamento de que os rendimentos omitidos pelo Recorrente não estariam contemplados por hipóteses de isenção ou de não incidência do imposto de renda da pessoa física. Inconformado, o Recorrente interpôs Voluntário (fls. 36/37), com vistas a obter a reforma do julgado, argumentando que os rendimentos referentes ao Adicional por Tempo de Serviço (ATS) regulado pela Lei 8.852/94, art. 1º, inciso III, não estariam no campo de incidência do imposto. Era o de essencial a ser relatado. Passo a decidir. Voto Conselheiro German Alejandro San Martín Fernández, Relator Por tempestivo e presentes os demais pressupostos de admissibilidade, conheço do recurso. Sem preliminares, passo ao mérito. O cerne da controvérsia se cinge à incidência do imposto de renda pessoa física sobre os rendimentos pagos ao Recorrente, servidor público federal, no valor de R$ 20.360,52, recebidos da Marinha do Brasil à título de adicional por tempo de serviço (ATS). Este E. Sodalício já decidiu pela tributação dos rendimentos recebidos a título de adicional por tempo de serviço, por se tratar de rendimento não enquadrado em nenhuma das hipóteses desonerativas previstas na legislação respectiva. ACÓRDÃO 210201.184 CARF 2a. Seção / 2a. Turma da 1a. Câmara / ACÓRDÃO 210201.184 em 18/03/2011 RENDIMENTO REFERENTE AO ADICIONAL POR TEMPO DE SERVIÇO DE SERVIDOR PÚBLICO FEDERAL. LEI FEDERAL Nº 8.852/94. RENDIMENTO NÃO ENQUADRADO NO CONCEITO DE REMUNERAÇÃO. A EXCLUSÃO DO CONCEITO DE REMUNERAÇÃO, POR SI SÓ, NÃO É CONDIÇÃO SUFICIENTE E NECESSÁRIA PARA ISENTAR DETERMINADO RENDIMENTO DO IMPOSTO DE RENDA. HIGIDEZ DA TRIBUTAÇÃO SOBRE O ADICIONAL POR TEMPO DE SERVIÇO. Fl. 46DF CARF MF Impresso em 20/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/11/2012 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERNANDEZ, Assinado digitalme nte em 28/11/2012 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERNANDEZ, Assinado digitalmente em 18/12/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 10768.001068/200934 Acórdão n.º 2802001.953 S2TE02 Fl. 46 3 Somente as verbas não enquadradas no conceito de remuneração, com caráter indenizatório, reconhecidas por lei tributária específica, são isentas do imposto de renda da pessoa física. A Lei nº 8.852/94 regula a estrutura remuneratória do Poder Público Federal, definindo as verbas que devem ser consideradas como vencimento, vencimentos e remuneração, excluindo desse último conceito um conjunto de verbas, algumas isentas, pois de caráter indenizatório, como as diárias ou a ajuda de custo em razão de mudança de sede ou indenização de transporte, e outras tributáveis, como a gratificação natalina, o terço de férias, o pagamento das horas extraordinárias ou o adicional por tempo de serviço. A Lei nº 8.852/94, em si mesma, não outorga qualquer isenção no âmbito do imposto de renda. Entendimento cristalizado na Súmula CARF nº 68: A Lei n° 8.852, de 1994, não outorga isenção nem enumera hipóteses de não incidência de Imposto sobre a Renda da Pessoa Física. Recurso negado. No mesmo sentido TRF da 2ª Região, APELRE 200651010049654, 3ª Turma Especializada, Relatora Desembargadora Federal Geraldine Pinto Vital de Castro, publicado 10/07/2012. Ante o exposto, conheço do recurso voluntário e no mérito lhe nego provimento. (assinado digitalmente) German Alejandro San Martín Fernández. Fl. 47DF CARF MF Impresso em 20/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/11/2012 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERNANDEZ, Assinado digitalme nte em 28/11/2012 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERNANDEZ, Assinado digitalmente em 18/12/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO
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Numero do processo: 15504.000924/2008-78
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Aug 15 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Thu Jan 03 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Obrigações Acessórias
Período de apuração: 01/01/1997 a 30/08/2004
AUTO DE INFRAÇÃO. NÃO APRESENTAÇÃO DE DOCUMENTOS. Tendo a recorrente deixado de apresentar os documentos que lhe foram solicitados pela fiscalização por meio de TIAD, resta caracterizada a infração ao disposto no art. 33, parágrafos 2o e 3o da Lei 8.212/91.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2402-003.019
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário.
Júlio César Vieira Gomes - Presidente
Lourenço Ferreira do Prado - Relator
Participaram do presente julgamento os conselheiros: Júlio César Vieira Gomes, Ana Maria Bandeira, Lourenço Ferreira do Prado, Ronaldo de Lima Macedo, Nereu Miguel Ribeiro Domingues e Thiago Taborda Simões.
Nome do relator: LOURENCO FERREIRA DO PRADO
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ementa_s : Assunto: Obrigações Acessórias Período de apuração: 01/01/1997 a 30/08/2004 AUTO DE INFRAÇÃO. NÃO APRESENTAÇÃO DE DOCUMENTOS. Tendo a recorrente deixado de apresentar os documentos que lhe foram solicitados pela fiscalização por meio de TIAD, resta caracterizada a infração ao disposto no art. 33, parágrafos 2o e 3o da Lei 8.212/91. Recurso Voluntário Negado.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário. Júlio César Vieira Gomes - Presidente Lourenço Ferreira do Prado - Relator Participaram do presente julgamento os conselheiros: Júlio César Vieira Gomes, Ana Maria Bandeira, Lourenço Ferreira do Prado, Ronaldo de Lima Macedo, Nereu Miguel Ribeiro Domingues e Thiago Taborda Simões.
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1640; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C4T2 Fl. 1.727 1 1.726 S2C4T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 15504.000924/200878 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2402003.019 – 4ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 15 de agosto de 2012 Matéria AUTO DE INFRAÇÃO: DEIXAR DE EXIBIR LIVROS E DOCUMENTOS Recorrente PROSEGUR BRASIL CURSOS SEGURANÇA LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Período de apuração: 01/01/1997 a 30/08/2004 AUTO DE INFRAÇÃO. NÃO APRESENTAÇÃO DE DOCUMENTOS. Tendo a recorrente deixado de apresentar os documentos que lhe foram solicitados pela fiscalização por meio de TIAD, resta caracterizada a infração ao disposto no art. 33, parágrafos 2o e 3o da Lei 8.212/91. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário. Júlio César Vieira Gomes Presidente Lourenço Ferreira do Prado Relator Participaram do presente julgamento os conselheiros: Júlio César Vieira Gomes, Ana Maria Bandeira, Lourenço Ferreira do Prado, Ronaldo de Lima Macedo, Nereu Miguel Ribeiro Domingues e Thiago Taborda Simões. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 15 50 4. 00 09 24 /2 00 8- 78 Fl. 1727DF CARF MF Impresso em 04/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/12/2012 por SELMA RIBEIRO COUTINHO, Assinado digitalmente em 05/12/20 12 por LOURENCO FERREIRA DO PRADO, Assinado digitalmente em 14/12/2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 2 Relatório Tratase de Recurso Voluntário interposto por PROSEGUR BRASIL CURSO DE SEGURANCA LTDA, em face de acórdão que manteve a integralidade do Auto de Infração n. 37.136.5554, lavrado para a cobrança de multa por ter a recorrente prestado deixado de apresentar documentos solicitados pela fiscalização por meio de TIAD. De acordo com o relatório fiscal, a recorrente deixou de apresentar os seguintes documentos: a) Folha de pagamento, recibos de pagamentos, dos segurados empregados e Contribuintes Individuais –RPM (Autônomos), no período de 01 a 03/1997 de todos os estabelecimentos da empresa; b) Todas as GPRS pagas das competências 01 a 04/1997 e 01/1998 estabelecimento CNPJ n. 25.299.785/000176; c) GPS de 11/2000 e GRPS de 01/1997 a 03/1997, 01/1998 e GPS de 05/1999 e 01/2000 (valor de R$ 546,78) do estabelecimento CNPJ n. 25.299.785/000508; d) GPS de 04/1999 e 05/1999 do estabelecimento CNPJ n. 25.299.785/0002 57; e) Folhas de Pagamento e Recibos de Pagamento a Autônomo RPA , efetuados a todos os segurados Contribuintes Individuais a seu serviço, no período de 01/1997 a 12/1998 dos estabelecimentos de CNPJ n. 25.299.785/000176, 25.299.785/000508, e 25.299.785/000680; f) Recibos e folhas de pagamento nas competências 02 e 04/1997, 11 e 12/1998 e 04/1999 dos estabelecimentos do CNPJ n. 25.299.785/000257 e 05/1999 e 09/2000 do CNPJ n. 25.299.785/000419; g) Livro registro de empregados do estabelecimento CNPJ n. 25.299.785/000680 contendo registro dos empregados que prestaram serviços neste estabelecimento no período de 12/2001 a 08/2004; h) Relatório relativo aos depósitos bancários de pagamentos efetuados a todos segurados a seu serviço (empregados e contribuintes Individuais); i) Acordos, convenções e dissídios coletivos; Da análise dos autos, verificase que além da recorrente, outras empresas, na qualidade de responsáveis solidárias pela configuração de grupo econômico também impugnaram o presente Auto de Infração. São elas: C.T.P. CENTRO DE TREINAMENTO PROSEGUR LTDA, juntada As fls. 841/1091, PROSEGUR SISTEMAS DE SEGURANÇA LTDA, juntada As fls. 1.342/1.590, Prosegur Brasil S/A Transp. De Valores e Segurança, juntada As fls. 1.092/1.341 e TSR PARTICIPAÇÕES SOCIETÁRIAS S/A, juntada às fls. 594/840. Fl. 1728DF CARF MF Impresso em 04/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/12/2012 por SELMA RIBEIRO COUTINHO, Assinado digitalmente em 05/12/20 12 por LOURENCO FERREIRA DO PRADO, Assinado digitalmente em 14/12/2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 15504.000924/200878 Acórdão n.º 2402003.019 S2C4T2 Fl. 1.728 3 O lançamento compreende o período de 01/1997 a 08/2004, tendo sido o contribuinte cientificado em 28/12/2007 (fls. 01). Devidamente intimados do julgamento em primeira instância (fls.1.670/1.676), somente a PROSEGUR BRASIL CURSO DE SEGURANÇA LTDA interpôs o competente recurso voluntário, através do qual sustenta: que ao deixar de reconhecer a decadência sob o argumento de que a multa aplicada é única, o v. acórdão não aplicou o devido direito à espécie, uma vez que a seu reconhecimento teria o condão de reduzir o montante da multa de R$ 11.951,21 para o seu patamar mínimo de R$ 6.371,63; que além da decadência, o fato do v. acórdão ter reconhecido que alguns documentos não apresentados não o deveriam ser também teria o condão de diminuir o valor da multa aplicada; que o que pretendeu e pretende a Recorrente com seus argumentos que mencionam a Constituição Federal não é que os órgãos de julgamento da Receita Federal do Brasil afastem a aplicação desta ou daquela lei, decreto, etc., mas sim que apliquem, primeiramente, a Constituição Federal naquilo que for cabível e, só então, partam para a aplicação das normas infraconstitucionais, sendo certo que, se tais normas colidirem com as normas constitucionais, estas últimas deverão prevalecer, motivo pelo qual equivocouse o v. acórdão ao afastar os argumentos da impugnação com base em tal fundamento; que os fatos em discussão no processo administrativo da NFLD n. 37.136.5538 têm, sim, influência na aplicação da multa destes autos, isso porque, só se poderia considerar que a Recorrente teria deixado de apresentar o Livro de Registro de Empregados à d. Fiscalização, para efeitos de sanção, se ela entendesse que seus professores/instrutores eram seus empregados; por fim, requer a anulação do julgamento de primeira instância para que seja analisados todos os seus argumentos de impugnação. Processado o recurso sem contrarrazões da Procuradoria da Fazenda Nacional, subiram os autos a este Eg. Conselho. É o relatório. Fl. 1729DF CARF MF Impresso em 04/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/12/2012 por SELMA RIBEIRO COUTINHO, Assinado digitalmente em 05/12/20 12 por LOURENCO FERREIRA DO PRADO, Assinado digitalmente em 14/12/2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 4 Voto Conselheiro Lourenço Ferreira do Prado, Relator CONHECIMENTO Tempestivo o recurso e presentes os demais pressupostos de admissibilidade, dele conheço. Sem preliminares. MÉRITO Conforme já relatado, apesar de ter sido caracterizado um grupo econômico de empresas, tal fato não é matéria discutida nos autos, seja pelo fato do contribuinte contra ela não insurgirse, seja pelo fato do relatório de caracterização não estar juntado aos autos. Inobstante, todas as envolvidas terem sido devidamente intimadas do julgamento de primeira instância, somente uma delas recorre. E na oportunidade argumenta que num primeiro momento o v. acórdão de primeira instância equivocouse ao manter a multa aplicada em valor que não fosse o seu patamar mínimo. Ao analisar os argumentos da decisão verificase que, ao contrário da pretensão recursal, o valor da multa aplicado está correto. A infração imputada ao contribuinte devese ao fato de ter deixado de apresentar documentos solicitados pela fiscalização. Cumprenos apontar que a discussão acerca da condição ou não de segurado empregado ou contribuinte individual de alguns segurados não altera, em qualquer grau a imputação levada a efeito no presente Auto de Infração, eis que aqui se discute o fato da recorrente ter descumprido obrigação de fazer, concernente na apresentação de documentação que lhe fora solicitada pela fiscalização por meio de TIAD. De fato alguns dos documentos que constaram no relatório fiscal não justificariam a imputação da multa, todavia, outros sim. E a sua não apresentação não foi alcançada pelo prazo decadência, a exemplo da falta de apresentação do livro de registro de empregados, relativo ao período de 12/2001 a 08/2004. Tais fatos, da forma em que restou decidido pelo v. acórdão recorrido, por si só já possuem o condão de manter a multa aplicada que é única, independentemente do número de documentos não apresentados. Quanto ao seu valor, tenho que o mesmo foi aplicado no patamar mínimo previsto na legislação, todavia, acompanhada da devida atualização de seu valor pelas Portarias que regulam tal necessidade. Fl. 1730DF CARF MF Impresso em 04/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/12/2012 por SELMA RIBEIRO COUTINHO, Assinado digitalmente em 05/12/20 12 por LOURENCO FERREIRA DO PRADO, Assinado digitalmente em 14/12/2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 15504.000924/200878 Acórdão n.º 2402003.019 S2C4T2 Fl. 1.729 5 Sobre a multa aplicada, assim dispôs o art. 283, II, “b”, do Decreto 3.048/99, que aprovou o Regulamento da Previdência Social, vejamos: DAS INFRAÇÕES Art. 283.Por infração a qualquer dispositivo das Leis nos 8.212 e 8.213, ambas de 1991, e 10.666, de 8 de maio de 2003, para a qual não haja penalidade expressamente cominada neste Regulamento, fica o responsável sujeito a multa variável de R$ 636,17 (seiscentos e trinta e seis reais e dezessete centavos) a R$ 63.617,35 (sessenta e três mil, seiscentos e dezessete reais e trinta e cinco centavos), conforme a gravidade da infração, aplicandoselhe o disposto nos arts. 290 a 292, e de acordo com os seguintes valores:(Nova Redação pelo Decreto nº 4.862 de 21/10/2003 DOU DE 22/10/2003) II a partir de R$ 6.361,73 (seis mil trezentos e sessenta e um reais e setenta e três centavos) nas seguintes infrações: Nota: Valor atualizado para R$ 9.910,20 (nove mil novecentos e dez reais e vinte centavos), a partir de 1º de junho de 2003, por força do reajuste de 19,71% concedido aos benefícios da Previdência Social pelo Decreto nº 4.709, de 29/05/2003. [...] j) deixar a empresa, o servidor de órgão público da administração direta e indireta, o segurado da previdência social, o serventuário da Justiça ou o titular de serventia extrajudicial, o síndico ou seu representante, o comissário ou o liquidante de empresa em liquidação judicial ou extrajudicial, de exibir os documentos e livros relacionados com as contribuições previstas neste Regulamento ou apresentálos sem atender às formalidades legais exigidas ou contendo informação diversa da realidade ou, ainda, com omissão de informação verdadeira; O valor da multa, fora, portanto, atualizado de acordo com o disposto na Portaria MPAS Nº 142, de 11 de abril de 2007, (DOU DE 12/04/2007) , a seguir: Art. 9º A partir de 1º de abril de 2007: [...] VI o valor da multa indicado no inciso II do art. 283 do RPS e de R$ 11.951,21 (onze mil novecentos e cinqüenta e um reais e vinte e um centavos); Logo, a multa aplicada o foi em seu patamar mínimo, de sorte que, uma vez que restou devidamente caracterizada a infração imputada, a multa foi corretamente aplicada. Fl. 1731DF CARF MF Impresso em 04/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/12/2012 por SELMA RIBEIRO COUTINHO, Assinado digitalmente em 05/12/20 12 por LOURENCO FERREIRA DO PRADO, Assinado digitalmente em 14/12/2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 6 Ante todo o exposto, voto no sentido de NEGAR PROVIMENTO ao recurso. É como voto. Lourenço Ferreira do Prado Fl. 1732DF CARF MF Impresso em 04/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/12/2012 por SELMA RIBEIRO COUTINHO, Assinado digitalmente em 05/12/20 12 por LOURENCO FERREIRA DO PRADO, Assinado digitalmente em 14/12/2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES
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