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Numero do processo: 15374.911694/2008-05
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Oct 24 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Tue Jan 22 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Período de apuração: 01/06/2004 a 30/06/2004
Ementa:
MATÉRIA TRIBUTÁRIA. PROVA.
A prova visa demonstrar a existência do ato/fato à autoridade julgadora que, após a sua apreciação, formará livremente a sua convicção, atendendo aos fatos e circunstância constantes dos autos. Na ocasião adotada o julgador deverá indicar os motivos que lhe formaram o convencimento, podendo determinar as diligências ou intimação, quando entendê-las necessárias.
MATÉRIA TRIBUTÁRIA.ÔNUS DA PROVA.
Cabe ao transmitente do Per/DComp o ônus probante da liquidez e certeza do crédito tributário alegado. À autoridade administrativa caba a verificação da existência desse direito mediante o exame de provas hábeis, idôneas e suficientes a essa comprovação.
CRÉDITO TRIBUTÁRIO. COMPENSAÇÃO. HOMOLOGAÇÃO.
Cabe à autoridade administrativa autorizar a compensação de créditos tributários com créditos líquidos e certos, vencidos ou vincendos, do sujeito passivo contra a Fazenda Pública. A ausência de elementos à comprovação desses atributos impossibilita a homologação.
Recurso Voluntário Não Conhecido.
Numero da decisão: 3803-003.641
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em não conhecer do recurso, nos termos do voto do Rrelator. Vencido(s) o(s) conselheiros Belchior Melo de Sousa e Alexandre Kern, que negaram provimento.
(assinado digitalmente)
ALEXANDRE KERN - Presidente.
(assinado digitalmente)
JORGE VICTOR RODRIGUES - Relator.
- Redator designado.
EDITADO EM: 26/11/2012
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Alexandre Kern (Presidente), João Alfredo Eduão Ferreira, Juliano Eduardo Lirani, Belchior Melo de Sousa, Hélcio Lafetá Reis, Jorge Victor Rodrigues
Nome do relator: JORGE VICTOR RODRIGUES
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ementa_s : Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Período de apuração: 01/06/2004 a 30/06/2004 Ementa: MATÉRIA TRIBUTÁRIA. PROVA. A prova visa demonstrar a existência do ato/fato à autoridade julgadora que, após a sua apreciação, formará livremente a sua convicção, atendendo aos fatos e circunstância constantes dos autos. Na ocasião adotada o julgador deverá indicar os motivos que lhe formaram o convencimento, podendo determinar as diligências ou intimação, quando entendê-las necessárias. MATÉRIA TRIBUTÁRIA.ÔNUS DA PROVA. Cabe ao transmitente do Per/DComp o ônus probante da liquidez e certeza do crédito tributário alegado. À autoridade administrativa caba a verificação da existência desse direito mediante o exame de provas hábeis, idôneas e suficientes a essa comprovação. CRÉDITO TRIBUTÁRIO. COMPENSAÇÃO. HOMOLOGAÇÃO. Cabe à autoridade administrativa autorizar a compensação de créditos tributários com créditos líquidos e certos, vencidos ou vincendos, do sujeito passivo contra a Fazenda Pública. A ausência de elementos à comprovação desses atributos impossibilita a homologação. Recurso Voluntário Não Conhecido.
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PROVA. A prova visa demonstrar a existência do ato/fato à autoridade julgadora que, após a sua apreciação, formará livremente a sua convicção, atendendo aos fatos e circunstância constantes dos autos. Na ocasião adotada o julgador deverá indicar os motivos que lhe formaram o convencimento, podendo determinar as diligências ou intimação, quando entendêlas necessárias. MATÉRIA TRIBUTÁRIA.ÔNUS DA PROVA. Cabe ao transmitente do Per/DComp o ônus probante da liquidez e certeza do crédito tributário alegado. À autoridade administrativa caba a verificação da existência desse direito mediante o exame de provas hábeis, idôneas e suficientes a essa comprovação. CRÉDITO TRIBUTÁRIO. COMPENSAÇÃO. HOMOLOGAÇÃO. Cabe à autoridade administrativa autorizar a compensação de créditos tributários com créditos líquidos e certos, vencidos ou vincendos, do sujeito passivo contra a Fazenda Pública. A ausência de elementos à comprovação desses atributos impossibilita a homologação. Recurso Voluntário Não Conhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em não conhecer do recurso, nos termos do voto do Rrelator. Vencido(s) o(s) conselheiros Belchior Melo de Sousa e Alexandre Kern, que negaram provimento. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 15 37 4. 91 16 94 /2 00 8- 05 Fl. 138DF CARF MF Impresso em 22/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/11/2012 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 26/11/20 12 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 27/11/2012 por ALEXANDRE KERN 2 (assinado digitalmente) ALEXANDRE KERN Presidente. (assinado digitalmente) JORGE VICTOR RODRIGUES Relator. Redator designado. EDITADO EM: 26/11/2012 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Alexandre Kern (Presidente), João Alfredo Eduão Ferreira, Juliano Eduardo Lirani, Belchior Melo de Sousa, Hélcio Lafetá Reis, Jorge Victor Rodrigues Relatório Por descrever de forma objetiva e didática os fatos e elementos contidos nos autos a permitir a sua compreensão peço vênia aos pares para adotar o relatório do acórdão recorrido. Trata o presente processo de apreciação de compensação declarada em PER/DCOMP, transmitida em 14/09/2006, de crédito referente a valor que teria sido recolhido a maior ou indevidamente em 15/03/2004, a título de PIS, atinente ao período de apuração 06/2004, com débitos da contribuição ao PIS e da COFINS. Por meio do Despacho Decisório emitido eletronicamente, o Delegado da DERAT – Rio de Janeiro/RJ, não homologou a compensação declarada, pois não foi confirmada a existência do crédito informado, visto que o DARF com recolhimento de R$ 16.706,62, em 15/03/2004, código de receita 6912, discriminado na PER/DCOMP, não foi localizado nos sistemas da Receita Federal. Cientificada em 22/08/2008, a Interessada ingressou com Manifestação de Inconformidade onde alega: 1.Apresentou Declaração de Compensação em 13/06/2004, identificando erroneamente como origem dos créditos o PIS, ao invés de crédito de CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido), com o valor de R$ 16.706,62; 2. Notese que o tributo CSLL, código 2484, que titulava o crédito pretendido não se originava em DARF´s pagos, mas sim em apuração contábil de crédito no período 1999 a 2002, com valor apurado, na data de 31/12/2002, de R$ 16.764,04, passível de utilização para abatimento Fl. 139DF CARF MF Impresso em 22/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/11/2012 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 26/11/20 12 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 27/11/2012 por ALEXANDRE KERN Processo nº 15374.911694/200805 Acórdão n.º 3803003.641 S3TE03 Fl. 8 3 em tributos administrados pela Secretaria da Receita Federal, por isso não foi encontrado DARF no banco de dados da Receita Federal; 3. O programa PERDCOMP, versão da época, era um procedimento obrigatório que aceitava qualquer informação inconsistente, induzindo então, sem alertas ou pendências, a introdução de um importante e vital elemento para a compensação, que era a descrição da origem do crédito. A ausência na entrada de dados das versões iniciais, permitiu que várias informações incorretas tenham sido imputadas, assim como o erro gráfico que identificou o tributo PIS como origem ao invés do CSLL(código 2484), que era o objetivo; 4. Os créditos da CSLL existiram na contabilidade da empresa para serem usados na época e ainda estão disponíveis para tal. Os demonstrativos da empresa, assim como seus livros contábeis e outros elementos inerentes, estão disponíveis para exame por qualquer autoridade tributária que se faça requerente; 5. A empresa recorrente também apresenta disponibilidade de crédito face a não utilização do crédito de CSLL disponível na época e, inadvertidamente, até agora, não utilizado, direito raso e certo conforme o Código Tributário Nacional, conforme descrito nas instruções normativas emitidas pela Receita Federal; 6. A migração do regime tributário da empresa em tributação no Lucro Real, para a não cumulatividade, com suas alterações de coeficientes e, outros dispositivos contábeis, iniciando no mesmo mês da compensação, também gerou um ambiente propício para o erro pois a contabilidade estava contaminada por estas novidades que exigiram um grande esforço de mudanças para atender as novas regras gerais; 7. À vista de todo o exposto, demonstrada a razão para que ocorresse um erro involuntário, dividido entre o órgão arrecadador e o contribuinte, requer que seja dado provimento ao presente recurso, de forma que seja cancelado o débito fiscal reclamado. Conclusos foram os autos remetidos para julgamento pela 5a Turma da DRJ/FJ2 que, em sessão realizada em 20/12/2011, proferiu decisão por meio do acórdão nº 13 39.137, cuja ementa transcrevese adiante: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/06/2004 a 30/06/2004 COMPENSAÇÃO. CRÉDITOS. COMPROVAÇÃO. É requisito indispensável ao reconhecimento da compensação a comprovação dos fundamentos da existência e a demonstração do montante do crédito que lhe dá suporte, sem o que não pode ser admitida. O despacho decisório eletrônico fundase nas informações prestadas pela interessada nas declarações apresentadas à Administração Tributária. A inexistência do crédito informado nas declarações justifica a não homologação. Fl. 140DF CARF MF Impresso em 22/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/11/2012 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 26/11/20 12 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 27/11/2012 por ALEXANDRE KERN 4 Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Pronunciouse o voto condutor do acórdão pela não homologação da compensação, por conseguinte pela improcedência da manifestação de inconformidade, em razão de o recolhimento de R$ 5.255,39, efetuado em 15/03/2004, código de receita 6912, a título de PIS, não haver sido localizado pelos sistemas da Receita Federal. Inferiu o i. Relator, ainda, pela inexistência do crédito inicialmente alegado, consoante corroborado pelo próprio sujeito passivo ao alegar que, diversamente do contido na DComp, possui crédito de CSLL e, daí sim, provém o pagamento indevido ou a maior, que seria o indébito fiscal supedâneo para a compensação declarada. Por conseguinte, não haveria saldo disponível para suportar uma extinção por meio de compensação. Decorre disso que o Despacho Decisório foi emitido corretamente, já que baseado nas informações disponíveis para a Administração Tributária. O chamado ônus da prova é da contribuinte no que tange à existência e regularidade do crédito com que pretendeu extinguir a obrigação tributária. Logo, não aconteceu a extinção do débito declarado na DCOMP, pelo que sobre ele incidem os juros e multa nos termos da legislação de regência, concluindo pelo indeferimento da solicitação, pelo não reconhecimento do direito creditório e pela não homologação das compensações declaradas. Ciente do teor do acórdão retromencionado em 24/04/12, por meio de AR SO612219850BR (fl. 76), o sujeito passivo interpôs recurso voluntário em 16/05/12 (fl. 79/122), conforme atesta o protocolo do órgão preparador, na ocasião reiterando de forma minudente as mesmas razões de defesa contidas na exordial quais sejam: argüição de erro material na transcrição de dados para o computador, pois o suposto crédito de Cofins seria na verdade crédito de CSLL (registrados na contabilidade da empresa e disponíveis para uso atualmente, posto que não utilizados), que não se originava em DARF’s pagos, porém de descontos de créditos na apuração de CSLL decorrente da Lei nº 11.051/04, que instituiu o desconto de créditos na apuração de CSLL, PIS e Cofins não cumulativo para pessoa jurídica, tributada com base no lucro real, na razão de 25%, sobre a depreciação contábil de máquinas e equipamentos novos adquiridos até 1o/10/04 e 31/12/05, destinado ao ativo imobilizado e empregados no processo industrial do adquirente. Ao final requer seja cancelado o débito reclamado. É o relatório. Voto Conselheiro Jorge Victor Rodrigues O recurso voluntário interposto é tempestivo. Fl. 141DF CARF MF Impresso em 22/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/11/2012 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 26/11/20 12 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 27/11/2012 por ALEXANDRE KERN Processo nº 15374.911694/200805 Acórdão n.º 3803003.641 S3TE03 Fl. 9 5 O deslinde da querela circunscrevese à matéria probatória acerca do reconhecimento da existência de direito creditório alegado pelo contribuinte, matéria que foi devolvida para esta Corte, em razão de não restar pacificada em sede de primeira instância. O contribuinte pretendeu compensar suposto crédito de PIS/PASEP, com débitos próprios por meio de declaração de compensação transmitida em 14/09/06, entretanto o DARF probante da existência do crédito correspondente não foi localizado nos sistemas de controle da Receita Federal do Brasil, por conseguinte não foi confirmada a existência do crédito, não sendo a respectiva DComp homologada, consoante consta do despacho decisório. A Recorrente em suas razões de defesa buscou justificar o imbróglio alegando a existência de erro material quando da transcrição dos dados para o computador da empresa por ocasião da transmissão da DComp, quando esclareceu que o crédito, diversamente do informado nesta DComp, teria como origem descontos de créditos na apuração de CSLL, decorrente da Lei nº 11.051/04 (registrados na contabilidade da empresa e disponível para uso atualmente, posto que não utilizado), que instituiu o desconto de créditos na apuração de CSLL, PIS e Cofins não cumulativo para pessoa jurídica, tributada com base no lucro real, na razão de 25%, sobre a depreciação contábil de máquinas e equipamentos novos adquiridos até 1o/10/04 e 31/12/05, destinado ao ativo imobilizado e empregados no processo industrial do adquirente. Os documentos que acompanharam a manifestação de inconformidade (contrato social, documento do sócio representante e despacho decisório), não dão sustentação aos argumentos expendidos na exordial. O aresto recorrido entendeu que a compensação declarada não decorre de pagamento indevido ou a maior, e não se origina de crédito de Cofins, mas de suposto crédito de CSLL passível de ressarcimento, concluindo pela inexistência de litígio em relação ao crédito informado. Ou seja, a contribuinte ao manifestar o seu inconformismo contra o despacho decisório se limitou a formular assertivas com o intuito de justificar as falhas cometidas na transmissão da DComp, entretanto não logrou demonstrar por meio de documentos hábeis e idôneos a existência do crédito de CSLL, oportunamente, também não o fazendo por ocasião da interposição do recurso voluntário. Cumpre observar, ainda, que o tema “existência de crédito de CSLL”, não foi objeto de deliberação na instância a quo, restando prejudicada a sua apreciação em sede recursal por restar precluso o exame desta matéria. É inconteste que o contribuinte transmitiu eletronicamente DComp em face de crédito alegado. Neste sentido a autoridade fiscalizadora, no cumprimento do dever legal, após verificar a existência de fato impeditivo/extintivo ao reconhecimento do crédito informado na DComp, decidiu por não homologálo. De acordo com o disposto no art. 333 do CPC, subsidiariamente utilizado no julgamentos de processos administrativos fiscais, que trata do ônus probante, caberia ao contribuinte, então, por ocasião da manifestação de inconformidade, apresentar todos os elementos materiais probantes do alegado às autoridades julgadoras do feito em vista a desfazer o erro cometido e à pacificação da lide. Entretanto, restou demonstrado nos autos pelo próprio contribuinte que tal medida não foi adotada mesmo em sede de recurso. Fl. 142DF CARF MF Impresso em 22/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/11/2012 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 26/11/20 12 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 27/11/2012 por ALEXANDRE KERN 6 Ademais os documentos colacionados aos autos não são o bastante para atestar a certeza e liquidez do crédito, notadamente porque não discrimina minudentemente acerca dos créditos de CSLL alegados. O art. 29 do Dec. Nº 70.235/72 estabelece que “na apreciação da prova, a autoridade julgadora formará livremente sua convicção, podendo determinar as diligências que entender necessárias”. Para tanto, deverá indicar na sentença os motivos que lhe formaram o convencimento (CPC, art. 131). Nesta parte, por se encontrar escorreito, o aresto recorrido não merece reparo. Infere, ainda, dos elementos contidos nos autos que o recorrente não laborou para demonstrar, de maneira inconteste, que os seus argumentos corresponderiam à realidade dos fatos, e com isso, sensibilizar a autoridade administrativa à revisão do ato de homologação da declaração de compensação. Ademais, o contribuinte ao admitir a existência de erro de fato, não procedeu à retificação da DCTF e da DIPJ, pelo menos nada existe nos autos a este respeito, tampouco, em momento algum impugnou as assertivas formuladas como razões de decisão do aresto hostilizado, notadamente de que não há litígio em relação ao crédito informado. Logo, não há controvérsia a ser apreciada. Resumidamente, não basta alegar, é necessário demonstrar o direito argüido, e isto não ocorreu nos autos. In casu, não há como adequar o provimento da jurisdição à causa de pedir. Ante o exposto deixo de conhecer o recurso voluntário interposto. É assim que voto. (assinado digitalmente) Jorge Victor Rodrigues – Relator Declaração de Voto Fl. 143DF CARF MF Impresso em 22/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/11/2012 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 26/11/20 12 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 27/11/2012 por ALEXANDRE KERN Processo nº 15374.911694/200805 Acórdão n.º 3803003.641 S3TE03 Fl. 10 7 Ministério da Fazenda Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Terceira Seção Terceira Câmara Processo nº: 15374.911694/200805 Interessada: CAVALLO AÇOS ESPECIAIS LTDA. TERMO DE INTIMAÇÃO Em cumprimento ao disposto no § 4º do art. 63 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria MF nº 256, de 22 de junho de 2009, fica o recorrente intimado a tomar ciência do Acórdão no 3803003.641, de 24 de novembro de 2012, da 3a Turma Especial da 3a Seção. Brasília DF, em 24 de novembro de 2012. [Assinado digitalmente] Alexandre Kern 3a Turma Especial da 3a Seção Presidente Fl. 144DF CARF MF Impresso em 22/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/11/2012 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 26/11/20 12 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 27/11/2012 por ALEXANDRE KERN
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Numero do processo: 18471.002089/2008-23
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Sep 11 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Tue Nov 06 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ
Ano-calendário: 2003
Ementa:
DECADÊNCIA. OCORRÊNCIA.
No caso de tributos sujeitos ao lançamento por homologação, ocorrendo o pagamento antecipado, o prazo decadencial quinquenal para a constituição do crédito tributário conta-se da data do fato gerador, nos termos do art. 150, §4º do CTN.
Numero da decisão: 1302-000.966
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade,em negar provimento ao recurso de ofício, nos termos do relatório e voto proferidos pelo Relator.
(assinado digitalmente)
LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO Presidente em exercício
(assinado digitalmente)
MARCIO RODRIGO FRIZZO - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Luiz Tadeu Matosinho Machado (presidente da turma), Paulo Roberto Cortez, Lavinia Moraes de Almeida Nogueira Junqueira, Andrada Marcio Canuto Natal, Eduardo de Andrade e Marcio Rodrigo Frizzo..
Nome do relator: MARCIO RODRIGO FRIZZO
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Ano-calendário: 2003 Ementa: DECADÊNCIA. OCORRÊNCIA. No caso de tributos sujeitos ao lançamento por homologação, ocorrendo o pagamento antecipado, o prazo decadencial quinquenal para a constituição do crédito tributário conta-se da data do fato gerador, nos termos do art. 150, §4º do CTN.
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OCORRÊNCIA. No caso de tributos sujeitos ao lançamento por homologação, ocorrendo o pagamento antecipado, o prazo decadencial quinquenal para a constituição do crédito tributário contase da data do fato gerador, nos termos do art. 150, §4º do CTN. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade,em negar provimento ao recurso de ofício, nos termos do relatório e voto proferidos pelo Relator. (assinado digitalmente) LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO – Presidente em exercício (assinado digitalmente) MARCIO RODRIGO FRIZZO Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Luiz Tadeu Matosinho Machado (presidente da turma), Paulo Roberto Cortez, Lavinia Moraes de Almeida Nogueira Junqueira, Andrada Marcio Canuto Natal, Eduardo de Andrade e Marcio Rodrigo Frizzo.. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 18 47 1. 00 20 89 /2 00 8- 23 Fl. 414DF CARF MF Impresso em 06/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/10/2012 por MARCIO RODRIGO FRIZZO, Assinado digitalmente em 08/10/201 2 por MARCIO RODRIGO FRIZZO, Assinado digitalmente em 10/10/2012 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO 2 Relatório Tratase de recurso de ofício realizado através de despacho de ofício da DRJ/RJ1 (fls. 413), em decorrência da não interposição de recurso voluntário por parte do contribuinte em face do acórdão no 1234.523, no processo administrativo fiscal no 18471.002089/200823, o qual trata de lançamentos de: Imposto de Renda da Pessoa Jurídica IRPJ atinente aos quatro trimestres calendários de 2003, no valor de R$ 1.819.732,56; devidos acréscimos das penalidades de ofício no valor de R$ 1.364.799,40 e encargos moratórios no valor de R$ 1.266.292,09. Perfazendo o valor total de R$ 4.450.824,05. A Fazenda Nacional fundamentou a exigência do tributo no descumprimento do disposto no § único do art. 1º da Lei n° 9.316/96, o qual prevê a indedutibilidade da base de cálculo do tributo, do valor pago a título de contribuição social, instituída pelo artigo 35 da Lei n°.7.689/88. Ciente das exigências em 02/09/2008 (fl. 294), o sujeito passivo acosta aos autos a impugnação (fls. 318/341), protocolada em 25/09/08, através da qual, em síntese, após longa digressão acerca da natureza jurídica da contribuição social sobre o lucro líquido, da base de cálculo do imposto de renda e do conceito jurídico de despesa, alega: Possibilidade de dedução da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido da apuração da base de cálculo do Imposto de Renda de Pessoa Jurídica, sob pena da ocorrência de confisco, consubstanciada na majoração do IRPJ e, vedado pela Constituição Federal, em seu artigo 150, IV. Sobreveio decisão da 2ª Turma da DRJ/RJ1, a qual julgou a impugnação improcedente, porém de ofício reconheceu a decadência dos dois primeiros trimestres de 2003. Com efeito, em relação à parte mantida não foi apresentado recurso voluntário pelo sujeito passivo e, desta forma, houve o desmembramento para os autos para efeitos de prosseguimento de cobrança. Em contrapartida de tal decisão, originouse recurso de ofício (fl. 413). É o relatório. Fl. 415DF CARF MF Impresso em 06/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/10/2012 por MARCIO RODRIGO FRIZZO, Assinado digitalmente em 08/10/201 2 por MARCIO RODRIGO FRIZZO, Assinado digitalmente em 10/10/2012 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO Processo nº 18471.002089/200823 Acórdão n.º 1302000.966 S1C3T2 Fl. 3 3 Voto Conselheiro Marcio Rodrigo Frizzo. O recurso de ofício apresentado é tempestivo e dele conheço. 1. DAS ALEGAÇÕES PRELIMINARES 1.1 Da ocorrência de decadência O objeto do presente recurso de ofício é a ocorrência de decadência do direito de lançar em relação aos fatos geradores do IRPJ ocorridos até 02/09/2003, nos termos do § 4º do art. 150 do CTN, em face da ciência do recorrente do Auto de Infração em 02/09/2008. Nos casos dos tributos que estão sujeitos ao lançamento por homologação, caso haja apuração, declaração e o pagamento do tributo pelo recorrente, restando ao fisco somente homologálo, a decadência será regrada pelo disposto no art. 150, § 4º do CTN, que dispõe que o prazo decadencial para a Receita Federal lançar o tributo é de 5 anos contado da ocorrência do fato gerador. Neste sentido transcrevo o límpido trecho da Delegacia Regional de Julgamento do Rio de Janeiro: Por outro lado, na forma do artigo 149, § único do CTN, impõe se seja reconhecida, de ofício, a improcedência parcial da exigência, presente o conceito decadencial reportado no artigo 150, § 4, do mesmo CTN: o contribuinte tomou ciência da exação em 02/09/2008, fls. 291, estando sob o amparo da decadência os fatos geradores ocorridos no primeiro e segundo trimestres do ano calendário de 2003, visto haver apresentado DIPJ na forma do artigo 1º da Lei n° 9.430/69 apuração de resultado tributável trimestral, fls. 21/22. Presente a decadência ainda que sob a inusitada e insustentável tese de homologação de pagamento, haja vista haver o sujeito passivo quitado o tributo, então apurado, nos prazos legais, conforme fls. 385. (g.n.). Logo, neste presente caso julgado, o recorrido apresentou a DIPJ na forma do artigo 1º da Lei n° 9.430/69, com a opção de tributação do Imposto de Renda e da Contribuição Social “Trimestral”, informando os tributos devidos (parcialmente) dos dois primeiros trimestres pagos nas datas de 30/04/2003 e 30/07/2003 (fls. 399). Dessa forma, é evidente que a regra decadencial aplicável é aquela prevista no § 4º do art. 150 do CTN, uma vez que houve a efetiva apuração e quitação do tributo ainda que em valor a menor (fls. 385). Fl. 416DF CARF MF Impresso em 06/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/10/2012 por MARCIO RODRIGO FRIZZO, Assinado digitalmente em 08/10/201 2 por MARCIO RODRIGO FRIZZO, Assinado digitalmente em 10/10/2012 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO 4 Corroborando tal entendimento há diversas decisões deste Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, como a proferida pela ilustre conselheira Selene Ferreira de Moraes, no Acórdão 180301.283 – 3ª Turma Especial, em 11 de abril de 2012: LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. DECADÊNCIA. Nos tributos sujeitos ao lançamento por homologação, não havendo pagamento antecipado, o termo inicial para contagem do prazo decadencial é o primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado. Havendo pagamento antecipado, o termo inicial para contagem do prazo decadencial é a data da ocorrência do Fato gerador. (g.n.) – Acórdão 180301.283 – 3ª Turma Especial Diante dos elementos contidos no processo, entendo que estão corretas as conclusões da DRJ/RJ1, julgadora a quo, quanto ao momento da consumação da decadência do crédito tributado que fora constituído, qual seja o IRPJ referente aos dois primeiros trimestres de 2003. Veja a síntese dos pagamentos realizados (fl. 399): Data da arrecadação Banco/Agência Data do vencimento Valor 30/04/2003 237/0153 30/04/2003 152.988,52 30/07/2003 237/0153 31/07/2003 162.420,00 De tal maneira, com a aplicação do regramento previsto no artigo art. 150, § 4º do CTN, o último prazo para autuação fiscal referente a tais fatos geradores seriam dia 30/03/2008 e 31/06/2008, o que de fato não ocorreu. Veja que a autuação se deu somente em 02/09/2008 (fls. 294), sendo os dois primeiros trimestres atingidos pela decadência. 2. DISPOSITIVO Ante ao exposto, voto no sentido de negar provimento ao Recurso de Ofício interposto declarar a decadência dos créditos tributários de IRPJ e, dessa forma, afastar o lançamento do tributo referente aos fatos geradores dos dois primeiros trimestres de 2003, nos termos do relatório e voto. Fl. 417DF CARF MF Impresso em 06/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/10/2012 por MARCIO RODRIGO FRIZZO, Assinado digitalmente em 08/10/201 2 por MARCIO RODRIGO FRIZZO, Assinado digitalmente em 10/10/2012 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO Processo nº 18471.002089/200823 Acórdão n.º 1302000.966 S1C3T2 Fl. 4 5 (assinado digitalmente) Marcio Rodrigo Frizzo Relator Fl. 418DF CARF MF Impresso em 06/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/10/2012 por MARCIO RODRIGO FRIZZO, Assinado digitalmente em 08/10/201 2 por MARCIO RODRIGO FRIZZO, Assinado digitalmente em 10/10/2012 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO
score : 1.0
Numero do processo: 13609.002058/2008-56
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Nov 27 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Thu Feb 28 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI
Período de apuração: 15/01/2004 a 31/05/2005
PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. LANÇAMENTO DE CRÉDITO TRUBUTÁRIO DO PERÍODO JÁ INSCRITO EM CDA. IMPOSSIBILIDADE.
É incabível o lançamento de crédito tributário referentes aos períodos já inscritos em CDA.
Numero da decisão: 3401-002.054
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso de Ofício
JÚLIO CÉSAR ALVES RAMOS - Presidente.
JEAN CLEUTER SIMÕES MENDONÇA - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Júlio César Alves Ramos (Presidente), Emanuel Carlos Dantas de Assis, Odassi Guerzoni Filho, Jean Cleuter Simões Mendonça, Ângela Sartori e Fábia Regina Freitas (Suplente). Ausência justificada do Conselheiro Fernando Marques Cleto Duarte
Nome do relator: JEAN CLEUTER SIMOES MENDONCA
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso de Ofício JÚLIO CÉSAR ALVES RAMOS - Presidente. JEAN CLEUTER SIMÕES MENDONÇA - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Júlio César Alves Ramos (Presidente), Emanuel Carlos Dantas de Assis, Odassi Guerzoni Filho, Jean Cleuter Simões Mendonça, Ângela Sartori e Fábia Regina Freitas (Suplente). Ausência justificada do Conselheiro Fernando Marques Cleto Duarte
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LANÇAMENTO DE CRÉDITO TRUBUTÁRIO DO PERÍODO JÁ INSCRITO EM CDA. IMPOSSIBILIDADE. É incabível o lançamento de crédito tributário referentes aos períodos já inscritos em CDA. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso de Ofício JÚLIO CÉSAR ALVES RAMOS Presidente. JEAN CLEUTER SIMÕES MENDONÇA Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Júlio César Alves Ramos (Presidente), Emanuel Carlos Dantas de Assis, Odassi Guerzoni Filho, Jean Cleuter Simões Mendonça, Ângela Sartori e Fábia Regina Freitas (Suplente). Ausência justificada do Conselheiro Fernando Marques Cleto Duarte AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 60 9. 00 20 58 /2 00 8- 56 Fl. 159DF CARF MF Impresso em 28/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/02/2013 por JEAN CLEUTER SIMOES MENDONCA, Assinado digitalmente em 14 /02/2013 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 04/02/2013 por JEAN CLEUTER SIMOES ME NDONCA 2 Relatório Trata o presente processo de auto de infração pelo qual foi lançado IPI, cujos fatos geradores ocorreram entre 15/01/2004 e 31/05/2005 (fls.64/66). A ciência do auto de infração se deu por AR em 06/12/2008 (fl.78). A DRJ em Juiz de Fora/MG cancelou parcialmente o lançamento, sob fundamento que parte dos valores lançados já estava constituída e já estava em fase de cobrança judicial. Contudo, manteve o lançamento relativo à primeira quinzena de fevereiro de 2004 (R$ 1.067,89), janeiro de 2005 (R$ 138.125,50) e fevereiro de 2005 (R$ 153.812,28), por falta de impugnação desses períodos. Em razão de o valor exonerado ser superior a R$ 1.000.000,00 (um milhão reais), a DRJ interpôs o Recurso de Ofício. A Contribuinte não se manifestou sobre a decisão a quo. É o relatório. Voto Conselheiro JEAN CLEUTER SIMÕES MENDONÇA O Recurso de Ofício preenche os requisitos do art. 34, inciso I, do Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972, e da Portaria do Ministério da Fazenda nº 3, de 3 de janeiro de 2008, razão pela qual dele tomo conhecimento. A Autoridade Fiscal efetuou lançamento de valores que já estavam sendo cobrados judicialmente, causando duplicidade de lançamento, o que levou ao cancelamento de parte do auto de infração pela DRJ. O art. 142 do Código Tributário Nacional explica que o lançamento é ato pelo qual o crédito tributário é constituído. A Execução Fiscal dependerá da CDA Certidão de Dívida Ativa que é seu título executivo. Por sua vez, o valor do tributo somente pode ser inscrito na CDA após a sua constituição. Em conclusão, temse que para o valor estar em “cobrança judicial” ele já está constituído, de modo que é incabível uma nova lavratura de auto de infração. Nas fls. 131 a 139 foram juntadas a capa do processo de execução fiscal e as cópias das CDA’s que comprovam que parte dos períodos do auto de infração já estava inscritos. Por essa razão, deve ser mantido o cancelamento parcial do auto de infração. Ex positis, nego provimento ao Recurso de Ofício interposto para manter o acórdão da DRJ. JEAN CLEUTER SIMÕES MENDONÇA Relator Fl. 160DF CARF MF Impresso em 28/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/02/2013 por JEAN CLEUTER SIMOES MENDONCA, Assinado digitalmente em 14 /02/2013 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 04/02/2013 por JEAN CLEUTER SIMOES ME NDONCA Processo nº 13609.002058/200856 Acórdão n.º 3401002.054 S3C4T1 Fl. 160 3 Fl. 161DF CARF MF Impresso em 28/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/02/2013 por JEAN CLEUTER SIMOES MENDONCA, Assinado digitalmente em 14 /02/2013 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 04/02/2013 por JEAN CLEUTER SIMOES ME NDONCA
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Numero do processo: 10467.903011/2009-66
Turma: Segunda Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Dec 06 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Wed Dec 19 00:00:00 UTC 2012
Numero da decisão: 1802-000.137
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do Relator.
(assinado digitalmente)
Ester Marques Lins de Sousa- Presidente.
(assinado digitalmente)
José de Oliveira Ferraz Corrêa - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa, José de Oliveira Ferraz Corrêa, Marciel Eder Costa, Nelso Kichel, Gustavo Junqueira Carneiro Leão e Marco Antonio Nunes Castilho.
Nome do relator: JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do Relator. (assinado digitalmente) Ester Marques Lins de Sousa- Presidente. (assinado digitalmente) José de Oliveira Ferraz Corrêa - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa, José de Oliveira Ferraz Corrêa, Marciel Eder Costa, Nelso Kichel, Gustavo Junqueira Carneiro Leão e Marco Antonio Nunes Castilho.
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Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do Relator. (assinado digitalmente) Ester Marques Lins de Sousa Presidente. (assinado digitalmente) José de Oliveira Ferraz Corrêa Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa, José de Oliveira Ferraz Corrêa, Marciel Eder Costa, Nelso Kichel, Gustavo Junqueira Carneiro Leão e Marco Antonio Nunes Castilho. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 04 67 .9 03 01 1/ 20 09 -6 6 Fl. 176DF CARF MF Impresso em 20/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/12/2012 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 14/12/2012 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 18/12/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10467.903011/200966 Resolução nº 1802000.137 S1TE02 Fl. 3 2 Relatório Tratase de recurso voluntário contra decisão da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Recife/PE, que manteve a negativa de homologação em relação a declaração de compensação – DCOMP apresentada pela Contribuinte, nos mesmos termos que já havia decidido anteriormente a Delegacia de origem. Os fatos que deram origem ao presente processo estão assim descritos no relatório da decisão recorrida, Acórdão nº 1136.323, às fls. 114 a 120: A interessada acima qualificada formalizou pedido de compensação, PER/DCOMP 00873.63624.250809.1.7.040276, relativo a suposto crédito de pagamento indevido ou a maior oriundo do IRPJ pago por estimativa, código 2362, referente ao período de apuração de 31/12/2007, com débito de COFINS (cód. 5856) – dezembro/2008. O crédito informado, no valor original de R$ 349.641,10, seria decorrente de pagamento a maior relativo ao DARF de R$ 394.250,00, recolhido em 31/01/2008. Por meio do Despacho Decisório Eletrônico, às fls. 07, a Autoridade Competente resolveu NÃO HOMOLOGAR a compensação se fundamentando no fato de o DARF informado já ter sido integralmente utilizado para quitação de débitos da contribuinte, não restando crédito disponível para compensação dos débitos informados no PER/DCOMP. Qual seja, do valor original total de R$ 394.250,00 já havia sido utilizado para quitar débito cód. 2362, período de apuração 31/12/2007, no mesmo valor, não restando crédito passível de compensação. A contribuinte apresentou manifestação de inconformidade, às fls. 09/16, alegando que: A situação resultou de um mero equívoco, ERRO DE FATO, no preenchimento da DCTF do período de apuração (12/2007) a que se refere o pagamento realizado a maior. Ao preencher a DCTF MENSAL, período de apuração: 12/2007, Ficha Débito Apurado e Créditos VinculadosR$, referente ao IRPJ — código 236201, na Linha correspondente ao DÉBITO APURADO, foi informado, equivocadamente o valor que foi pago de R$ 394.250,00, quando, de fato, o correto que deveria ter sido informado é o valor efetivamente devido de R$ 44.608,90. De forma que, a realidade, inclusive evidenciada na DCTF retificadora em anexo, bem como na DIPJ 2008 do anocalendário de 2007, é de que, de fato, restou um pagamento a maior a título de IRPJ — código 2362, período de apuração 12/2007, no valor de R$ 349.641,10 (R$ 394.250,00 R$ 44.608,90), o qual foi corretamente utilizado na compensação como pleiteada pela empresa requerente. Na DIPJ 2008, anocalendário de 2007, cópia em anexo, Ficha 11 — Cálculo do Imposto de Renda Mensal por Estimativa, na Linha 12 — Fl. 177DF CARF MF Impresso em 20/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/12/2012 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 14/12/2012 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 18/12/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10467.903011/200966 Resolução nº 1802000.137 S1TE02 Fl. 4 3 IMPOSTO DE RENDA A PAGAR, na ficha referente ao mês de dezembro/2007, consta o valor que efetivamente era devido de R$ 44.608,90. De forma que ao efetivar o pagamento de R$ 394.250,00, conforme constante do DARF próprio e também reconhecido no r. Despacho Decisório em apreço, restou por realizar um pagamento a maior de R$ 349.641,10, o que corretamente utilizou na compensação que originou o presente processo. Tem que se ter bem presente que o simples erro de fato no preenchimento de declarações não tem o condão de transformarse em fato gerador de obrigação tributária, ou seja, não pode fundamentar qualquer exação tributária; assim incabível a exigência quando comprovada a sua ocorrência, ou seja, torna insubsistente a exigência fiscal; principalmente quando verificado que os valores corretos não justificam o surgimento de qualquer fato gerador de tributo; ainda mais que simples erro de fato no preenchimento de declaração é passível de correção a qualquer tempo. Com vista a priorizar a verdade material, ou verdade real, a administração deve se ater à realidade fática tal como se apresenta. O Estado não pode se valer de aspecto meramente formal, em desprezo realidade fática, para impor a exigência de tributos. Tudo isso é o que nos ensina os relevantes precedentes do Egrégio Conselho de Contribuintes. (A Impugnante transcreveu ementas de acórdãos do CARF). Isto posto, invocando os sábios suplementos de Vossas Excelências, confia a Requerente em que darseá provimento à presente Manifestação de Inconformidade, com a reforma, ou até anulação, do respeitável Despacho Decisório recorrido, de forma que seja reconhecido o direito creditório em sua totalidade, como originalmente requerido no pedido de compensação em apreço. Como mencionado, a DRJ Recife/PE manteve a negativa em relação à declaração de compensação, expressando suas conclusões com a seguinte ementa: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 2007 PER/DCOMP. ERRO DE FATO. NÃO COMPROVAÇÃO. LIQUIDEZ E CERTEZA. Não comprovado o erro de fato no preenchimento da DCTF, com base em documentos hábeis e idôneos, não há que se acatar a DIPJ para fins de comprovar a liquidez e certeza do crédito oferecido para a compensação com os débitos indicados na PER/DCOMP eletrônica. COMPENSAÇÃO. REQUISITOS. A certeza e a liquidez dos créditos são requisitos indispensáveis para a compensação autorizada por lei. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Fl. 178DF CARF MF Impresso em 20/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/12/2012 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 14/12/2012 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 18/12/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10467.903011/200966 Resolução nº 1802000.137 S1TE02 Fl. 5 4 Inconformada com essa decisão, da qual tomou ciência em 29/03/2012 (quinta feira), a Contribuinte apresentou recurso voluntário em 30/04/2012 (segundafeira), onde reitera os mesmos argumentos de sua impugnação, conforme descrito nos parágrafos anteriores. Este é o Relatório. Fl. 179DF CARF MF Impresso em 20/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/12/2012 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 14/12/2012 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 18/12/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10467.903011/200966 Resolução nº 1802000.137 S1TE02 Fl. 6 5 Voto Conselheiro José de Oliveira Ferraz Corrêa, Relator. O recurso é tempestivo e dotado dos pressupostos para a sua admissibilidade. Portanto, dele tomo conhecimento. Conforme relatado, a Contribuinte questiona a não homologação de declaração de compensação – DCOMP, em que utiliza um alegado crédito decorrente de pagamento a maior de IRPJ, relativamente à estimativa mensal de dezembro de 2007. A Delegacia de origem, por meio de despacho eletrônico, não homologou a compensação. A negativa foi motivada pelo fato de o referido pagamento já ter sido utilizado para a quitação de débito declarado em DCTF. Em suas peças de defesa, a Contribuinte vem informando que recolheu R$ 394.250,00 a título de estimativa de IRPJ do mês de dezembro/2007, quando o recolhimento correto deveria ser de R$ 44.608,90; que também incorreu em erro ao informar o valor de R$ 394.250,00 em DCTF; que a DIPJ do anocalendário de 2007 e a DCTF retificadora evidenciam a ocorrência de pagamento a maior em relação ao referido período; que na ficha 11 da DIPJ, referente ao mês de dezembro/2007, consta o valor que efetivamente era devido, de R$ 44.608,90; que ao efetivar o pagamento de R$ 394.250,00, restou por realizar um pagamento a maior de R$ 349.641,10. A Delegacia de Julgamento manteve a negativa em relação à pretendida compensação. Esta decisão indica com precisão a data dos eventos: a Contribuinte apresentou em 12/12/2008 DIPJ retificadora para o ano calendário de 2007 (fls. 67 a 111), onde consta IRPJ/Estimativa de dezembro de 2007 no valor de R$ 44.608,90 (fls. 75); a PER/DCOMP em lide (fls. 25/30) foi transmitida em 25/08/2009; o Despacho Decisório, às fls. 07, foi emitido em 07/10/2009; a DCTF retificadora foi apresentada em 09/11/2009. Seus fundamentos estão assim descritos: [...]Os valores informados em DIPJ possuem mero caráter informativo, enquanto que os valores a pagar informados em DCTF vão ser encaminhados à Procuradoria da Fazenda Nacional para fins de inscrição como Dívida Ativa da União, constituindo verdadeira confissão de dívida. Dos fatos narrados acima verificamos que a Delegacia da Receita Federal em João PessoaPB, ao examinar a existência, ou não, do pretendido direito creditório, não poderia nortear sua análise senão a partir dos elementos contidos na Declaração de Compensação e na Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais – DCTF, Fl. 180DF CARF MF Impresso em 20/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/12/2012 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 14/12/2012 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 18/12/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10467.903011/200966 Resolução nº 1802000.137 S1TE02 Fl. 7 6 entregues pela contribuinte e constantes dos sistema de controle da RFB (DCTF entregue em 11/02/2008, onde consta IRPJ – cód. 2362 no valor de R$ 394.250,00). Não merece reparo, portanto, a decisão prolatada por aquela autoridade, não homologando a compensação declarada. Se a contribuinte verificou a ocorrência de erro na apuração da CSLL informada em DCTF, deveria ter providenciado a entrega da correspondente DCTF retificadora, antes da Administração Tributária ter indeferido seu pleito mediante o Despacho Decisório em lide. A retificação da DCTF, para reduzir ou eliminar débitos declarados, feito após a decisão da Autoridade Fiscal que examinou a existência do crédito, não pode, simplesmente, ser acolhido, como argumento de defesa, uma vez que a manifestação de inconformidade deve ser dirigida a apontar erros que teriam sido cometidos na análise do crédito da contribuinte, em relação aos dados constantes dos Sistemas da Receita Federal, que são constituídos pelas informações prestadas pelos contribuintes através das declarações fiscais, tais como DCTF, DIRF, etc., na data da emissão do Despacho Decisório. Alias, a simples alegação e mesmo a apresentação de DCTF retificadora não faz qualquer prova, por si só, nessa altura do rito processual, devendo, ao contrário, vir acompanhada dos documentos comprobatórios de eventual equívoco cometido na elaboração da declaração original. Assim, a contribuinte deveria ter acostado aos autos a sua escrituração contábil/fiscal do período, em especial os Livros Diário e Razão, além da movimentação comercial da empresa, contratos de prestação de serviços e todas as notas fiscais emitidas para que pudesse comprovar o que alega a respeito do recolhimento indevido. Por oportuno, mesmo que a solicitação de retificação da declaração tivesse sido apresentada antes do recebimento do Despacho Decisório, teria de ser acompanhada da prova. (...) A respeito desses parâmetros e com relação ao presente processo, constatase que a Impugnante não apresentou os Livros Fiscais e Contábeis com os respectivos documentos comprobatórios que viessem a demonstrar o erro dos valores informados em DCTF e que justificassem a sua retificação. Não restou, portanto, comprovado o erro de fato alegado pela contribuinte. Pelo exposto, não tendo ficado comprovado no processo a existência de crédito por parte da impugnante e considerando que a compensação, nos termos em que está definida em lei (art. 170 do CTN), como em qualquer outra compensação dessa natureza, só poderá ser homologada se os créditos da contribuinte em relação à Fazenda Pública, vencidos ou vincendos, estejam revestidos dos atributos de liquidez e certeza, voto pela improcedência da manifestação de inconformidade e manutenção do Despacho Decisório da DRF/João Pessoa/PB, de fls. 07. Fl. 181DF CARF MF Impresso em 20/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/12/2012 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 14/12/2012 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 18/12/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10467.903011/200966 Resolução nº 1802000.137 S1TE02 Fl. 8 7 Ao não retificar a DCTF antes de enviar a DCOMP, de fato, a Contribuinte concorreu para a primeira negativa da compensação pleiteada. Contudo, essa questão procedimental não justifica uma negativa em definitivo, eis que o art. 165 do CTN não condiciona o direito à restituição de indébito, fundado em pagamento indevido ou a maior, a requisitos meramente formais. O que realmente interessa é verificar se houve ou não pagamento indevido ou a maior de um determinado tributo em um determinado período de apuração. A DCTF, embora seja uma confissão de dívida, não pode ser tomada em caráter absoluto, até porque existe sempre a possibilidade de erro no seu preenchimento. Sua retificação, da mesma forma, não teria caráter absoluto, pelo que, mesmo que apresentada a declaração retificadora antes do envio da DCOMP, ela deveria ser cotejada com outras informações e documentos, como a DIPJ, os Livros Contábeis e Fiscais, Demonstrativos, etc., porque o que interessa é saber se houve ou não recolhimento indevido ou a maior. No caso, a Contribuinte apresentou em tempo hábil uma declaração de compensação – DCOMP (25/08/2009), que deu origem ao presente processo, pleiteando perante a Administração Tributária a devolução (na forma de compensação) de um pagamento que entendia ter realizado em valor maior que o devido, procedimento que se não implicava em uma alteração/desconstituição automática de parte do débito declarado em DCTF, implicava ao menos na suspensão de sua constituição definitiva, em razão da relação direta existente entre o pagamento e o débito a que ele corresponde. Não há, portanto, que se falar em homologação de lançamento e constituição definitiva do débito se a Contribuinte, em tempo hábil, informou a Administração Tributária que o pagamento relativo a este débito havia sido feito indevidamente ou a maior. Não se trata aqui de simplesmente aceitar ou não a declaração retificadora com a produção de efeitos automáticos, para fins de reduzir/excluir tributo, conforme a regra prevista no art. 147, § 1º, do Código Tributário Nacional – CTN, porque o exame de um PER/DCOMP é sempre realizado de ofício, aproximandose muito mais da regra contida no § 2º deste mesmo dispositivo, segundo o qual “os erros contidos na declaração e apuráveis pelo seu exame serão retificados de ofício pela autoridade administrativa a que competir a revisão daquela”. Além de ter enviado a DCOMP, a Contribuinte, desde a manifestação de inconformidade, vem informando que ocorreu erro no preenchimento da DCTF, quanto ao débito de IRPJ/estimativa referente a dezembro/2007; que retificou a DCTF para corrigir esse problema; e que a DIPJ já indicava o valor correto do débito. Conforme registrado na decisão de primeira instância administrativa, a DIPJ apresentada em 12/12/2008 já indicava o débito de R$ 44.608,90 para o IRPJ/estimativa de dezembro de 2007 (fls. 75), embora a DCTF ainda estivesse indicando R$ 394.250,00 a esse mesmo título. Não considero que a divergência entre as informações deve ser solucionada graduando a importância destas declarações, como fez a Delegacia de Julgamento. Se uma é confissão de dívida (DCTF), a outra traz muito mais informações e detalhes sobre a apuração dos tributos (DIPJ). Fl. 182DF CARF MF Impresso em 20/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/12/2012 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 14/12/2012 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 18/12/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10467.903011/200966 Resolução nº 1802000.137 S1TE02 Fl. 9 8 No que toca à comprovação de um indébito, é importante lembrar que o processo administrativo fiscal não contém uma fase probatória específica, como ocorre, por exemplo, com o processo civil. Especialmente nos processos iniciados pelo Contribuinte, como o aqui analisado, há toda uma dinâmica na apresentação de elementos de prova, uma vez que a Administração Tributária se manifesta sobre esses elementos quando profere os despachos e decisões com caráter terminativo, e não em decisões interlocutórias, de modo que não é incomum a carência de prova ser suprida nas instâncias seguintes. Além disso, não há uma regra a respeito dos elementos de prova que devem instruir um pedido de restituição ou uma declaração de compensação. Pelas normas atuais, aplicáveis ao caso, nem mesmo há como anexar cópias de livros, de DARF, de Declarações, etc., porque os procedimentos são realizados por meio de declaração eletrônica PER/DCOMP. Na sistemática anterior, dos pedidos em papel, de acordo com o § 2º do art. 6º da IN SRF 21/1997, a instrução dos pedidos de restituição de imposto de renda de pessoa jurídica se dava apenas com a juntada da cópia da respectiva declaração de rendimentos, e a apresentação de livros e outros documentos poderia ocorrer no atendimento de intimações fiscais, se fosse o caso. O que se deve ter em mente é que o aprofundamento na instrução processual evita uma seqüência de negativas por falta de apresentação de documentos em relação aos quais o contribuinte, em alguns casos, nem mesmo foi intimado a apresentar. Vale registrar também que a prova tem sempre um aspecto de verossimilhança, que é medida em cada caso pelo aplicador do direito. Além disso, em razão da dinâmica do PAF quanto à apresentação de elementos de prova, como já mencionado acima, é a Autoridade Fiscal que, em cada caso, por meio de intimações fiscais, acaba fixando os critérios para a composição do ônus que incumbe à Contribuinte. No caso concreto, embasada no fato de a Contribuinte ter retificado a DCTF somente após a ciência do despacho decisório, a Delegacia de Julgamento também mencionou que ela deveria ter acostado aos autos a sua escrituração contábil/fiscal do período, em especial os Livros Diário e Razão, além da movimentação comercial da empresa, contratos de prestação de serviços e todas as notas fiscais emitidas para que pudesse comprovar o que alega a respeito do recolhimento indevido. Ocorre que a Contribuinte não foi em nenhum momento intimada a apresentar quaisquer esclarecimentos, ou documentos relativos ao seu PER/DCOMP. E pesa a seu favor o fato de que a DIPJ já indicava o valor de débito que ela alega como correto. A Receita Federal não podia ter simplesmente desconsiderado este dado. A decisão do presente processo demanda uma instrução complementar. Se, por um lado, os elementos constantes dos autos não permitem ainda verificar a certeza e a liquidez do crédito compensado, por outro, a Receita Federal precisa tomar as rédeas desta verificação, estabelecendo parâmetros para a composição do ônus da Contribuinte, conforme dito acima. Fl. 183DF CARF MF Impresso em 20/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/12/2012 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 14/12/2012 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 18/12/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10467.903011/200966 Resolução nº 1802000.137 S1TE02 Fl. 10 9 Afastado, portanto, o problema da falta de retificação da DCTF antes do envio da DCOMP, a Delegacia de origem precisa, à luz dos elementos que entender necessários (declarações, livros contábeis e fiscais, contratos, notas fiscais, etc.) verificar junto à Contribuinte qual é efetivamente o valor do débito a título de estimativa de IRPJ em dezembro/2007, informando ainda, em relatório circunstanciado, se houve ou não pagamento a maior para esse período. Antes de o processo retornar ao CARF, a Contribuinte deve ser intimada para se manifestar sobre as conclusões deste exame. Deste modo, voto no sentido de converter o julgamento em diligência, para que a DRF João Pessoa/PB atenda ao acima solicitado. (assinado digitalmente) José de Oliveira Ferraz Corrêa Fl. 184DF CARF MF Impresso em 20/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/12/2012 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 14/12/2012 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 18/12/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA
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Numero do processo: 13811.000134/2001-17
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Aug 21 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Thu Dec 13 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI
Período de apuração: 01/04/1998 a 30/06/1998
CRÉDITO PRESUMIDO DO IPI. INSUMOS ADQUIRIDOS DE PESSOAS FÍSICAS. COMPOSIÇÃO DA BASE DE CÁLCULO. ADMISSIBILIDADE. Integram a base de cálculo do crédito presumido do IPI, de que trata a Lei nº 9.363, de 1996, os valores dos insumos adquiridos de pessoas físicas não contribuintes da Contribuição para o PIS/Pasep e COFINS, utilizados na industrialização dos produtos exportados.
CRÉDITO PRESUMIDO DO IPI. ENERGIA ELÉTRICA E COMBUSTÍVEIS. De acordo com a Súmula CARF 19, não integram a base de cálculo do crédito presumido da Lei nº 9.363, de 1996, as aquisições de combustíveis e energia elétrica uma vez que não são consumidos em contato direto com o produto, não se enquadrando nos conceitos de matéria-prima ou produto intermediário.
RESSARCIMENTO ATUALIZAÇÃO PELA SELIC - Não há que se falar em atualização do pedido de ressarcimento de crédito presumido do IPI, quando o contribuinte faz o pedido e já vincula a ele pedidos de compensação, antes de qualquer oposição de ato estatal, normativo ou administrativo.
Numero da decisão: 3403-001.728
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar PARCIAL provimento ao Recurso Voluntário, para reconhecer o direito à inclusão das aquisições de pessoas físicas e cooperativas no cálculo do crédito presumido.
Antonio Carlos Atulim Presidente
Raquel Motta Brandão Minatel Relatora
Participaram do presente julgamento os Conselheiros, Antonio Carlos Atulim (Presidente), Raquel Motta Brandao Minatel, Marcos Tranchesi Ortiz, Domingos De Sa Filho, Robson Jose Bayerl e Rosaldo Trevisan.
Nome do relator: RAQUEL MOTTA BRANDAO MINATEL
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI Período de apuração: 01/04/1998 a 30/06/1998 CRÉDITO PRESUMIDO DO IPI. INSUMOS ADQUIRIDOS DE PESSOAS FÍSICAS. COMPOSIÇÃO DA BASE DE CÁLCULO. ADMISSIBILIDADE. Integram a base de cálculo do crédito presumido do IPI, de que trata a Lei nº 9.363, de 1996, os valores dos insumos adquiridos de pessoas físicas não contribuintes da Contribuição para o PIS/Pasep e COFINS, utilizados na industrialização dos produtos exportados. CRÉDITO PRESUMIDO DO IPI. ENERGIA ELÉTRICA E COMBUSTÍVEIS. De acordo com a Súmula CARF 19, não integram a base de cálculo do crédito presumido da Lei nº 9.363, de 1996, as aquisições de combustíveis e energia elétrica uma vez que não são consumidos em contato direto com o produto, não se enquadrando nos conceitos de matéria-prima ou produto intermediário. RESSARCIMENTO ATUALIZAÇÃO PELA SELIC - Não há que se falar em atualização do pedido de ressarcimento de crédito presumido do IPI, quando o contribuinte faz o pedido e já vincula a ele pedidos de compensação, antes de qualquer oposição de ato estatal, normativo ou administrativo.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar PARCIAL provimento ao Recurso Voluntário, para reconhecer o direito à inclusão das aquisições de pessoas físicas e cooperativas no cálculo do crédito presumido. Antonio Carlos Atulim Presidente Raquel Motta Brandão Minatel Relatora Participaram do presente julgamento os Conselheiros, Antonio Carlos Atulim (Presidente), Raquel Motta Brandao Minatel, Marcos Tranchesi Ortiz, Domingos De Sa Filho, Robson Jose Bayerl e Rosaldo Trevisan.
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2205; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C4T3 Fl. 1.384 1 1.383 S3C4T3 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13811.000134/200117 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3403001.728 – 4ª Câmara / 3ª Turma Ordinária Sessão de 21 de agosto de 2012 Matéria CRÉDIO PRESUMIDO IPI Recorrente BRASWEY S.A. INDÚSTRIA E COMÉRCIO Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Período de apuração: 01/04/1998 a 30/06/1998 CRÉDITO PRESUMIDO DO IPI. INSUMOS ADQUIRIDOS DE PESSOAS FÍSICAS. COMPOSIÇÃO DA BASE DE CÁLCULO. ADMISSIBILIDADE. Integram a base de cálculo do crédito presumido do IPI, de que trata a Lei nº 9.363, de 1996, os valores dos insumos adquiridos de pessoas físicas não contribuintes da Contribuição para o PIS/Pasep e COFINS, utilizados na industrialização dos produtos exportados. CRÉDITO PRESUMIDO DO IPI. ENERGIA ELÉTRICA E COMBUSTÍVEIS. De acordo com a Súmula CARF 19, não integram a base de cálculo do crédito presumido da Lei nº 9.363, de 1996, as aquisições de combustíveis e energia elétrica uma vez que não são consumidos em contato direto com o produto, não se enquadrando nos conceitos de matériaprima ou produto intermediário. RESSARCIMENTO ATUALIZAÇÃO PELA SELIC Não há que se falar em atualização do pedido de ressarcimento de crédito presumido do IPI, quando o contribuinte faz o pedido e já vincula a ele pedidos de compensação, antes de qualquer oposição de ato estatal, normativo ou administrativo. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar PARCIAL provimento ao Recurso Voluntário, para reconhecer o direito à inclusão das aquisições de pessoas físicas e cooperativas no cálculo do crédito presumido. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 81 1. 00 01 34 /2 00 1- 17 Fl. 1384DF CARF MF Impresso em 14/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/11/2012 por RAQUEL MOTTA BRANDAO MINATEL, Assinado digitalmente em 29 /11/2012 por RAQUEL MOTTA BRANDAO MINATEL, Assinado digitalmente em 30/11/2012 por ANTONIO CARLOS AT ULIM 2 Antonio Carlos Atulim – Presidente Raquel Motta Brandão Minatel – Relatora Participaram do presente julgamento os Conselheiros, Antonio Carlos Atulim (Presidente), Raquel Motta Brandao Minatel, Marcos Tranchesi Ortiz, Domingos De Sa Filho, Robson Jose Bayerl e Rosaldo Trevisan. Relatório O presente processo trata de pedido de ressarcimento de Crédito Presumido de IPI, relativo ao segundo trimestre de 1998, no valor de R$ 9.453.447,17, sendo que desse valor R$ 6.070.278.90 são referentes ao valor original do crédito, e R$ 3.383.168,27 a juros. O contribuinte apresentou declarações de compensação que consumiram a integralidade do crédito. O pleito foi deferido parcialmente pela DRF, no montante de R$ 2.166.838,86 em razão da exclusão da base de cálculo do crédito presumido as compras de mercadorias de pessoas físicas e cooperativas; de insumos importados e de valores referentes energia elétrica e combustíveis, além de negar a correção monetárias dos valores, por falta de amparo legal. O contribuinte interpôs manifestação de inconformidade (fls. 984/994) contra o indeferimento parcial que foi julgada pela 8ª Turma da DRJ em Ribeirão Preto/SP, fls. 1079/1084, em 11.01.2011, por meio do Acórdão n.º 1432.053, que deferiu parcialmente os pleitos aduzidos pelo contribuinte, pelos fundamentos resumidos na seguinte ementa: CRÉDITO PRESUMIDO. IPI. Os valores referentes às aquisições de insumos de pessoas físicas, nãocontribuintes do PIS/Pasep e da Cofins, não integram o cálculo do crédito presumido do IPI. CRÉDITO PRESUMIDO DE IPI. INSUMOS. GASTOS GERAIS DE FABRICAÇÃO. Os conceitos de produção, matériasprimas, produtos intermediários e material de embalagem são os admitidos na legislação aplicável ao IPI, não bastando simplesmente participar do ciclo produtivo do estabelecimento. CRÉDITO PRESUMIDO. JUROS PELA TAXA SELIC. Inexiste previsão legal para abonar atualização monetária ou acréscimo de juros equivalentes à taxa SELIC, entre a data da apuração do crédito presumido e o pedido de ressarcimento de IPI. PEDIDO DE COMPENSAÇÃO. CONVERSÃO. DCOMP. Os pedidos de compensação pendentes de apreciação pela autoridade administrativa, até 30/09/2002, serão considerados declaração de compensação, desde o seu protocolo. Fl. 1385DF CARF MF Impresso em 14/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/11/2012 por RAQUEL MOTTA BRANDAO MINATEL, Assinado digitalmente em 29 /11/2012 por RAQUEL MOTTA BRANDAO MINATEL, Assinado digitalmente em 30/11/2012 por ANTONIO CARLOS AT ULIM Processo nº 13811.000134/200117 Acórdão n.º 3403001.728 S3C4T3 Fl. 1.385 3 COMPENSAÇÃO. HOMOLOGAÇÃO. PRAZO. O prazo para homologação da compensação declarada pelo sujeito passivo é de cinco anos, contado da data da entrega da declaração de compensação a que se refere. Transcorridos cinco anos do protocolo da DCOMP, a compensação está tacitamente homologada. Manifestação de Inconformidade Procedente em Parte. Direito Creditório Não Reconhecido. Tal acórdão reconheceu a homologação tácita de parte das declarações de compensação atreladas ao crédito pleiteado, nos seguintes termos: “[...] o transcurso do prazo previsto no § 5° do artigo 74 da Lei n° 9430, de 1996 (homologação tácita), para as declarações de compensação indicadas no presente processo administrativo às fls. 668, 704, 705, 713, 717. Mantémse, no entanto, as glosas efetuadas no cálculo do crédito presumido e indeferese o ressarcimento [...]”. Contudo, como foi indeferido parte do crédito pleiteado, bem como a atualização do ressarcimento pela SELIC, o contribuinte que tomou ciência do referido acórdão em 21.02.2011 (fls. 1086), interpôs Recurso Voluntário (fls. 1087/1099) em 15.03.2011 requerendo o deferimento integral dos pedidos de ressarcimento apresentados nesse processo e, por consequência, a homologação da declaração de compensação indeferida pela DRJ – Processo n.º 13811.003608/200425. É o relatório. Voto Conselheira Raquel Motta Brandão Minatel, Relatora. Admissibilidade O recurso merece conhecimento, posto que preenche os requisitos de tempestividade e legitimidade. Mérito 1. Aquisições de pessoas físicas e cooperativas Argumenta a Recorrente no tocante a essa matéria que o objetivo do artigo 1º, da Lei n.º 9.363/96 é assegurar “[...] a recuperação de COFINS e PIS que oneravam a cadeia produtiva de insumos utilizados em produtos destinados à exportação, para evitar a indesejável incidência destas duas contribuições em cascata e, consequentemente, que os produtos exportados carregassem em seu preço o igualmente indesejado efeito da múltipla incidência [...]”, de modo a tornar os preços dos produtos brasileiros competitivos no exterior. Fl. 1386DF CARF MF Impresso em 14/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/11/2012 por RAQUEL MOTTA BRANDAO MINATEL, Assinado digitalmente em 29 /11/2012 por RAQUEL MOTTA BRANDAO MINATEL, Assinado digitalmente em 30/11/2012 por ANTONIO CARLOS AT ULIM 4 Com isso, alega a Recorrente que não há sentido em “[...] limitar o direito ao referido beneficio apenas nas situações em que o contribuinte exportador compra insumos de contribuinte do PIS e da COFINS [...]” e que tal entendimento contraria a lei e o princípio de proteção ao contribuinte. Nesse sentido, alega a Recorrente que a decisão proferida pela DRJ desrespeita os comandos constitucionais e legais que regulam a matéria em questão, na medida em que tal limitação apenas “[...] seria válida se estipulada na própria lei instituidora do referido beneficio fiscal (Lei n° 9.363/96), e não com fulcro em atos normativos infralegais, como é o caso da IN SRF n° 23/97, da IN SRF n° 103/97 e da Portaria MF n° 38/97” e que a imputação de consequências tributárias com base apenas em atos normativos sem patamar hierárquico de lei fere o artigo 97 do Código Tributário Nacional e os artigos 5º, inciso II e 1050, inciso I, ambos da Constituição Federal. Além disso, alega que o artigo 2º da Lei 9.363/96 prevê que o crédito presumido sobre o valor total das aquisições de matériaprima e que tal dispositivo não prevê qualquer tipo de exceção, como a imposta pelos atos normativos citados acima. Citou diversas decisões do Segundo Conselho de Contribuintes, da Câmara Superior de Recursos Fiscais e também do Superior Tribunal de Justiça que respaldariam esse argumento, ou seja, de que o crédito presumido em questão seria apurado sobre a totalidade das aquisições de matéria prima. No tocante a essa matéria não cabe maiores digressões, posto que o STJ já a julgou sob o rito do repetitivo, previsto no art. 543C do CPC, cuja ementa se transcreve: RECURSO ESPECIAL Nº 993.164 MG (2007/02311873) PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL REPRESENTATIVO DE CONTROVÉRSIA. IPI. CRÉDITO PRESUMIDO PARA RESSARCIMENTO DO VALOR DO PIS/PASEP E DA COFINS. EMPRESAS PRODUTORAS E EXPORTADORAS DE MERCADORIAS NACIONAIS. LEI 9.363/96. INSTRUÇÃO NORMATIVA SRF 23/97. Condicionamento do incentivo fiscal aos insumos adquiridos de fornecedores sujeitos à tributação pelo PIS e pela COFINS. Exorbitância dos limites impostos pela lei ordinária. Súmula Vinculante 10/STF. Observância. Instrução Normativa (ato normativo secundário). Correção monetária. Incidência. exercício do direito de crédito postergado pelo fisco. Não caracterização de crédito escritural. Taxa SELIC. Aplicação. violação do artigo 535, do CPC inocorrência. Assim, nos termos do artigo 62A do Anexo II do Regimento Interno deste Conselho, aprovado pela Portaria MF nº 256, de 22 de junho de 2009, com alterações introduzidas pela Portaria MF nº 586, de 21 de dezembro de 2010, do RICARF, acato a decisão proferida pelo STJ, e dou provimento ao Recurso no tocante à inclusão no cálculo do crédito presumido de PIS/COFINS das aquisições de pessoas físicas e cooperativas. 2. Aquisições de energia elétrica e combustíveis A Recorrente também se insurge contra a exclusão dos valores relativos a energia elétrica e combustíveis da base de cálculo para apuração do Crédito Presumido do IPI. Alega que o argumento utilizado para glosa de que tais produtos não se enquadrariam do conceito de insumo, nem de produto intermediário é incorreto e não pode Fl. 1387DF CARF MF Impresso em 14/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/11/2012 por RAQUEL MOTTA BRANDAO MINATEL, Assinado digitalmente em 29 /11/2012 por RAQUEL MOTTA BRANDAO MINATEL, Assinado digitalmente em 30/11/2012 por ANTONIO CARLOS AT ULIM Processo nº 13811.000134/200117 Acórdão n.º 3403001.728 S3C4T3 Fl. 1.386 5 prosperar. Nesse sentido citou o artigo 2º da Lei 9.363/96 e o artigo 164 do RIPI (Decreto 4.544/02) e concluiu, in verbis: Como se pode interpretar da leitura conjunta dos dois dispositivos acima mencionados, para fins de apuração de crédito de IPI, se estão abrangidos dentro do conceito de matériaprima e de produto intermediário os produtos que, embora não se integrando ao novo produto, forem consumidos no processo de industrialização, salvo se compreendidos entre os bens do ativo permanente, é natural que a base de cálculo do crédito presumido do IPI também deve incluir tais produtos. Ressaltou que é evidente a caracterização da energia elétrica e dos combustíveis como produtos intermediários, já que são efetivamente consumidos no processo de industrialização e geram efeitos diretos nos produtos finais. Relativamente a esta matéria também não cabe tecer maiores argumentos, por força da necessidade de aplicação da Súmula CARF nº 19, verbis: Súmula CARF nº 19: Não integram a base de cálculo do crédito presumido da Lei nº 9.363, de 1996, as aquisições de combustíveis e energia elétrica uma vez que não são consumidos em contato direto com o produto, não se enquadrando nos conceitos de matériaprima ou produto intermediário. 3. Aplicação da taxa SELIC A Recorrente, por fim, se insurge no que tange o ponto da decisão de primeira instância que negou a incidência de juros pela SELIC em casos de ressarcimento de IPI. Argumenta a Recorrente que com o advento do Decreto n.º 2.138/97 restou reconhecido pelo Poder Executivo que os institutos jurídicos da restituição e do ressarcimento devem merecer o mesmo tratamento, afirmando que “[...] o ressarcimento nada mais é que uma espécie do gênero restituição”. Além disso, apontou que já é firmado o entendimento da 2ª Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes e da Câmara Superior de Recursos Fiscais nesse sentido, in verbis: [...] a 2ª Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes e a Câmara Superior de Recursos fiscais já firmaram entendimento no sentido de que até o advento da Lei n° 9.250/95 (ou até o exercício de 1995, inclusive), não obstante a inexistência de expressa disposição legal neste sentido, os créditos incentivados de IPI deveriam ser corrigidos monetariamente pelos mesmos índices até então utilizados pela Fazenda Nacional para atualização de seus créditos tributários, direito este reconhecido por aplicação analógica do disposto no § 3° do art. 66 da Lei 8.383/91. Citou excertos de decisões administrativas que reconheceriam o direito à utilização da Taxa SELIC nos moldes pleiteados. Fl. 1388DF CARF MF Impresso em 14/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/11/2012 por RAQUEL MOTTA BRANDAO MINATEL, Assinado digitalmente em 29 /11/2012 por RAQUEL MOTTA BRANDAO MINATEL, Assinado digitalmente em 30/11/2012 por ANTONIO CARLOS AT ULIM 6 Relativamente a essa matéria, tenho a registrar que concordo plenamente com a aplicação da correção pela taxa SELIC ao ressarcimento, desde que haja a oposição constante de ato estatal, administrativo ou normativo, impedindo a utilização do direito de crédito de IPI (decorrente da aplicação do princípio constitucional da nãocumulatividade), descaracteriza referido crédito como escritural (assim considerado aquele oportunamente lançado pelo contribuinte em sua escrita contábil), exsurgindo legítima a incidência de correção monetária, sob pena de enriquecimento sem causa do Fisco. Contudo, no caso em questão o contribuinte atualizou o crédito presumido de IPI relativo ao 2º trimestre de 1998 antes de qualquer oposição estatal, pois quando protocolizou o pedido de ressarcimento, em 19/01/2001 (fl.01), já o fez com a atualização até esta data, conforme expõe na petição anexa ao pedido (fls 02 a 07), cujo trecho se extrai: Por outro lado, requer a Requerente que Vossa Senhoria determine que o valor de R$ 6.070.278,90 lhe seja restituído corrigido, conforme a variação da taxa SELIC, contada até a data da efetiva restituição, totalizando, nesta data, R$ 9.453.447,17 (doc. 218). Assim, no caso em tela não há o que se falar em atualização do ressarcimento pela taxa SELIC, uma vez que a demora foi por parte do contribuinte, que levou quase 3 (três) anos para pedir o ressarcimento e, além disso, já apresentou em seguida pedidos de compensação a ele vinculados. Por todo o exposto voto no seguinte sentido: a) Dou provimento no tocante às aquisições de pessoas físicas e cooperativas; b) Nego provimento no tocante ao crédito de energia elétrica e combustíveis; c) Nego provimento relativamente à atualização do pedido de ressarcimento pela taxa SELIC, pois no caso, a demora em requisitar foi ocasionada pelo contribuinte. Raquel Motta Brandão Minatel Fl. 1389DF CARF MF Impresso em 14/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/11/2012 por RAQUEL MOTTA BRANDAO MINATEL, Assinado digitalmente em 29 /11/2012 por RAQUEL MOTTA BRANDAO MINATEL, Assinado digitalmente em 30/11/2012 por ANTONIO CARLOS AT ULIM
score : 1.0
Numero do processo: 10880.002033/2007-64
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Nov 27 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Thu Feb 21 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Normas de Administração Tributária
Período de apuração: 01/07/2003 a 31/05/2005
MULTA DE OFÍCIO
Nos lançamentos de ofício, para constituição de créditos tributários, incide multa punitiva calculada sobre a totalidade ou diferença do tributo ou contribuição lançados, segundo a legislação vigente.
Recurso Voluntário Negado.
São válidos os procedimentos administrativos fiscais realizados de conformidade com as normais legais.
Numero da decisão: 3301-001.668
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto Relator. Vencidas as conselheiras Andréa Medrado Darzé e Maria Teresa Martínez López.
(ASSINADO DIGITALMENTE)
Rodrigo da Costa Pôssas - Presidente.
(ASSINADO DIGITALMENTE)
José Adão Vitorino de Morais - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Rodrigo da Costa Possas, Maria Teresa Martínez López, José Adão Vitorino de Morais, Antônio Lisboa Cardoso, Paulo Guilherme Déroulède e Andréa Medrado Darzé.
Nome do relator: JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS
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ementa_s : Assunto: Normas de Administração Tributária Período de apuração: 01/07/2003 a 31/05/2005 MULTA DE OFÍCIO Nos lançamentos de ofício, para constituição de créditos tributários, incide multa punitiva calculada sobre a totalidade ou diferença do tributo ou contribuição lançados, segundo a legislação vigente. Recurso Voluntário Negado. São válidos os procedimentos administrativos fiscais realizados de conformidade com as normais legais.
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto Relator. Vencidas as conselheiras Andréa Medrado Darzé e Maria Teresa Martínez López. (ASSINADO DIGITALMENTE) Rodrigo da Costa Pôssas - Presidente. (ASSINADO DIGITALMENTE) José Adão Vitorino de Morais - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Rodrigo da Costa Possas, Maria Teresa Martínez López, José Adão Vitorino de Morais, Antônio Lisboa Cardoso, Paulo Guilherme Déroulède e Andréa Medrado Darzé.
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/07/2003 a 31/05/2005 RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA. IMPUTAÇÃO Correta a imputação de responsabilidade tributária solidária aos sócios administradores, no período em que foram, de fato, os gestores da empresa por terem interesse comum nas operações tributadas. LANÇAMENTOS. NULIDADE. São válidos os procedimentos administrativos fiscais realizados de conformidade com as normais legais. ASSUNTO: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA Período de apuração: 01/07/2003 a 31/05/2005 MULTA DE OFÍCIO Nos lançamentos de ofício, para constituição de créditos tributários, incide multa punitiva calculada sobre a totalidade ou diferença do tributo ou contribuição lançados, segundo a legislação vigente. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto Relator. Vencidas as conselheiras Andréa Medrado Darzé e Maria Teresa Martínez López. (ASSINADO DIGITALMENTE) Rodrigo da Costa Pôssas Presidente. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 88 0. 00 20 33 /2 00 7- 64 Fl. 1466DF CARF MF Impresso em 21/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/12/2012 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 15 /12/2012 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 19/02/2013 por RODRIGO DA COSTA POSSAS 2 (ASSINADO DIGITALMENTE) José Adão Vitorino de Morais Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Rodrigo da Costa Possas, Maria Teresa Martínez López, José Adão Vitorino de Morais, Antônio Lisboa Cardoso, Paulo Guilherme Déroulède e Andréa Medrado Darzé. Relatório Tratase de recurso voluntário interposto contra decisão da DRJ Campinas que julgou procedente, em parte, a impugnação interposta contra os lançamentos das contribuições para o Programa de Integração Social (PIS) e para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), referentes aos fatos geradores ocorridos nos períodos de julho de 2003 a maio de 2005. Os lançamentos decorreram da falta de declaração/pagamento das contribuições devidas naquele período de competência, apuradas com base nos livros fiscais (Registros de Saídas de Mercadorias), conforme Descrição dos Fatos e Enquadramento Legal de cada um dos Autos de Infração e Termo de Verificação e Conclusão Fiscal às fls. 1.226/1.248. Inconformados, os responsáveis solidários apresentaram impugnação conjunta (fls. 1.325//1.336), contra os lançamentos e os termos de sujeição passiva, alegando razões assim resumidas por aquela DRJ: “Afirmam, contrariamente à acusação fiscal, ter havido recolhimento do PIS e da COFINS, conforme fazem prova os DARF adimplidos. Alegam a nulidade do Mandado de Procedimento Fiscal e protestam, preliminarmente, pela ilegitimidade passiva das pessoas responsabilizadas solidariamente. Argumentam os impugnantes que “não há nem nunca houve interesse comum jurídicos destes com as atuais sócias proprietárias da empresa Cartridge. Houve sim à época interesse coincidente em relação ao objeto do negócio (aquisição). Contudo, interesse coincidente (negocial) e interesse comum não se confundem. Isto é, o interesse negocial juridicamente nada tem a ver com o interesse comum. Os impugnantes autuados solidariamente têm interesse antagônico com o das atuais sócias proprietárias da Cartridge”. Informam terem alienado a empresa às atuais sócias, em 10/05/2004, procedendo à alteração societária em 27/09/2004. Desta feita, apenas teriam administrado a pessoa jurídica durante o anocalendário 2003 até maio de 2004, período anterior à grande parte dos fatos geradores examinados. Alegam que, em 16/05/2006, as atuais sócias ratificaram à fiscalização a aquisição da empresa, dizendo que receberam documentos, livros fiscais e comerciais, bem como extratos bancários dos exsócios, assumindo, pelas bases negociais acordadas, todo eventual passivo tributário da empresa que viesse a ser apurado. No entanto, a fiscalização teria concluído pelo interesse comum com as atuais sócias “pelo fato dos impugnantes serem os favorecidos e beneficiários das operações efetuadas nos períodos de ocorrência dos fatos geradores do imposto e contribuições”. Acrescentam que as atuais sócias, acostumadas com a informalidade, “geriram a empresa autuada de forma indiligente e temerária, pois devidos à Fl. 1467DF CARF MF Impresso em 21/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/12/2012 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 15 /12/2012 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 19/02/2013 por RODRIGO DA COSTA POSSAS Processo nº 10880.002033/200764 Acórdão n.º 3301001.668 S3C3T1 Fl. 1.467 3 “dificuldades” havidas em maio de 2005 temse notícias que encerraram as atividades da empresa”. E que tais sócias desfrutaram dos maiores resultados econômicofinanceiros da gestão da empresa sendo as verdadeiras favorecidas e beneficiárias das operações efetuadas nos períodos dos fatos geradores autuados. E continuam, em suas palavras: “Importante distinguir, pois, interesse comum no resultado da exploração da atividade econômica ensejadora do fato gerador da obrigação tributária, com o interesse jurídico comum na situação que constitua o fato gerador. Aquele é irrelevante para gerar da responsabilidade solidária. Este acarreta a responsabilidade solidária, porque as pessoas envolvidas praticaram conjuntamente a atividade tipificada pela norma tributária. In casu, houve o interesse comum no resultado da exportação da atividade econômica ensejadora dos fatos geradores da obrigação tributária (venda/aquisição), e não, interesse jurídico comum na situação que constitua os fatos geradores, visto que os impugnantes não praticaram conjuntamente com as autuais sócias as atividades que resultaram na ocorrência dos fatos geradores da empresa Cartridge. Ademais, a solidariedade tributária decorre de lei e somente ela tem o condão de erigir as pessoas ou não a tal condição. Neste passo, impõese ter em mente a lição do Mestre Aliomar Baleeiro ao comentar o artigo 124, inciso I e II, do CTN. “A solidariedade no direito tributário é passiva e resulta sempre da lei: não se presume nem pode nascer da vontade das partes.” São solidários para o Fisco os que tenham interesse comum na situação que constitua o fato gerador da obrigação principal e os que forem expressamente designados em lei. O CTN não diz em que consiste ou em que casos se manifesta o “interesse comum”, A lei tributária dirá. Em princípio, os participantes do fato gerador. Indiscutivelmente, numa operação mercantil de compra e venda de estabelecimento há um determinado interesse comum entre o vendedor e o adquirente dos produtos vendidos quanto ao fato gerador da obrigação tributária (venda). Entretanto, esse interesse comum possui duas facetas opostas: o vendedor tem o interesse de dar a coisa vendida (venda do estabelecimento mediante compensação financeira) e o adquirente deste tem o interesse de operar dito estabelecimento, pagando por ele o preço ajustado. Desta forma, o interesse comum se apresenta antagônico, figurando tanto um quanto o outro em pólos passivos opostos, não sujeitos a qualquer vínculo de solidariedade passiva entre eles. Daí, concluise que é indevida a inscrição dos impugnantes “Fábio Schiavone Zanini” e “Ana Maria Silveira Schiavoni Zanini”, em face do possível interesse comum na situação que constitua o fato gerador da obrigação tributária. Destarte, por oportuno, que os impugnantes colaboraram plenamente com a investigação, prestando declarações e fornecendo documentos recuperados através de diligência pessoal realizada junto ao domicílio das atuais sócias proprietárias da empresa Cartridge. Por todo o exposto, tendo os Impugnantes demonstrado que houve interesse opostos (antagônicos) com as atuais sócias proprietárias da empresa Cartridge, requerse a exclusão do pólo passivo da obrigação tributária objeto Fl. 1468DF CARF MF Impresso em 21/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/12/2012 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 15 /12/2012 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 19/02/2013 por RODRIGO DA COSTA POSSAS 4 do AI em referência dos responsáveis solidários, determinando V.Sª. seu definitivo arquivamento (grifos e negritos do original. No mérito, argumentam que a constatação dos pagamentos do imposto e das contribuições acarreta a insubsistência das declarações contidas no Termo de Verificação Fiscal. Nesse sentido, dizem que a ação fiscal foi instaurada por MPF com o intuito de verificar se a empresa autuada revendia, com valores subfaturados, os produtos adquiridos de determinada importadora. Acusam, no entanto, que foi desvirtuada a finalidade do aludido MPF, “pois ao invés de verificar a revenda de produtos subfaturados deu causa a quebra de sigilo bancário da empresa autuada Cartridge, entre outras ilegalidade”. Dizem que, por não ter sido localizada a empresa em seu domicílio, os ex e atuais sócios foram intimados a apresentar os livros comerciais e fiscais, assim como cópia do contrato social e alterações e extratos bancários. E que os impugnantes continuaram a ser demandados na presente ação fiscal, a despeito de terem comprovado a alienação da empresa, ocasião na qual esclareceram terem sido entregues às atuais sócias os documentos solicitados, fato confirmado pelas respectivas sucessoras. Informa ter sido indeferido o pedido de prorrogação de prazo feito pelas autuais sócias para atendimento do quanto solicitado, tendo sido proposta a Requisição de Movimentação Financeira – RMF “sem elementos/irregularidades constatadas a autorização judicial para este fim”. Em suas palavras: “FRISESE, NÃO FORA CONSTATADO PELA FISCALIZAÇÃO NENHUMA IRREGULARIDADE NA EMPRESA. ISTO É, PRODUTOS(s) REVENDIDO(s) COM VALORES SUBFATURADOS, FALTA DE ESCRITURAÇÃO DOS LIVROS FISCAIS E COMERCIAIS, ESCRITURAÇÃO IMPRESTÁVEL AOS FINS A QUE SE DESTINA, E AINDA FOI COMPROVADA A ORIGEM DE TODOS OS CRÉDITOS/DEPÓSITOS PARA OS QUAIS A FISCALIZADA FOI INTIMA A COMPROVAR.” Dizem que a regra é o sigilo bancário, sendo a quebra deste a exceção, razão pela qual tais dados somente poderão ser examinados quando forem considerados indispensáveis. Nesse mister, ressaltam que à época da emissão do RMF não havia se passado sete meses de fiscalização; que os ex e atuais sócios já se haviam manifestado na auditoria; e que não havia nenhuma das hipóteses previstas no art. 3º do Decreto nº 3.724 e na Lei Complementar nº 105, ambos de 2001. Acusam que a fiscalização deve se acautelar de indícios objetivos das hipóteses previstas na lei, sob pena de desnaturar o instituto criado pela Lei Complementar nº 105, de 2001. Cita o disposto no artigo 10 do referido diploma legal, bem como jurisprudência administrativa. Por tais razões, concluem que “eivado de nulidade a emissão da Requisição de Movimentação Financeira – RMF – pelo digno Auditor Fiscal e, conseqüentemente, nulos todos os atos praticados a partir de então”. Continuam, dizendo que, posteriormente à quebra indevida do sigilo bancário, os impugnantes foram intimados a apresentar a origem dos recursos creditados/depositados nas contas correntes da empresa, ocasião na qual o patrono dos impugnantes informou que os intimados estavam diligenciando junto as atuais sócias, no sentido de obter/recuperar a documentação solicitada. E que nas datas de 18/05/2007 e 13/07/2007 o impugnante Fábio Schiavone Zanini apresentou à fiscalização três caixas contendo notas fiscais, bem como os livros fiscais e comerciais da empresa, constando Termo de Verificação e Conclusão Fl. 1469DF CARF MF Impresso em 21/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/12/2012 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 15 /12/2012 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 19/02/2013 por RODRIGO DA COSTA POSSAS Processo nº 10880.002033/200764 Acórdão n.º 3301001.668 S3C3T1 Fl. 1.468 5 Fiscal datado de 24/09/2007 a comprovação da origem dos créditos/depósitos bancários questionados. Acusam que a fiscalização, ao proceder a exigência de ofício segundo o lucro arbitrado, cingiuse a sustentar que “a fiscalizada intimada a apresentar Livros Diário e Razão e/ou Caixa e Registro de Inventários, anoscalendário de 2003, 2004 e 2005, não os apresentou apesar do extenso prazo concedido”, contrapondo se: “Ora, r. Julgador, no mínimo incoerente para não dizer inverídico a expressão extenso prazo concedido, visto que pela simples análise dos autos percebese o afogadilho da fiscalização em proceder a exigência de ofício mediante o cálculo com base no regime do Lucro Arbitrado. Ao agir desta forma, fere a digna fiscalização o estatuído na legislação do sistema tributário Pátrio que disciplina que a medida extrema do Lucro Arbitrado somente se legitima na ausência de elementos concretos que permitam a apuração do lucro real. Ademais, no anocalendário de 2003 a empresa autuada Cartridge optou pelo regime do Lucro Presumido e a fiscalização tendo conhecimento do faturamento desta (movimentação financeira e livros), bastava calcular os impostos com base neste regime de tributação. Dentro desse diapasão o artigo 47 e segs. Da Lei 8.981/95 é inequívoco ao dispor que: [transcrição] “Concessa máxima vênia”, r. Julgador, a empresa autuada não incorreu em nenhum das hipóteses acima para ter a incidência do regime do Lucro Arbitrado, até porque a digna fiscalização omitiuse no cumprimento do disposto no art. 10 e seus incisos do Decreto 70.235/72, a saber: não descreveu de forma minuciosa a descrição dos fatos que apontavam o real motivo do arbitramento e o enquadramento legal pertinente à infração que teria sido cometida. Concluise, portanto, eivado de nulidade a exigência de ofício mediante o cálculo com base no Lucro Arbitrado, pelo digno Auditor Fiscal e, conseqüentemente, nulos todos os atos praticados a partir de então.” (negritos e grifos do original) Voltandose à multa de ofício, aplicada com base no art. 44, inciso I, da Lei nº 9.430, de 1996, apresentam o entendimento de que o percentual estipulado no dispositivo legal diz respeito ao teto da multa, não se tratando de penalidade única, devendo ser graduada e individuada, no caso concreto. Em suas palavras: “A lei 11.488/07 que deu nova redação ao artigo 44 e seus incisos da Lei 9.430/96, faz remissão no §1º ao disposto nos artigos 71, 72 e 73 da Lei 4.502/64. A chamada lei do IPI. Tais artigos definem a sonegação, a fraude e o conluio. Aproveita ao presente caso a seção onde se encontram tais artigos, a saber: SEÇÃO II – Da aplicação e Graduação das Penalidades: No caput do artigo 67 se lê in verbis: “Compete à autoridade Julgadora, atendendo aos antecedentes do infrator, aos motivos determinantes da infração e à gravidade de suas conseqüências efetivas ou potenciais; II – fixar, dentro dos limites legais, a quantidade de pena aplicável”. Fl. 1470DF CARF MF Impresso em 21/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/12/2012 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 15 /12/2012 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 19/02/2013 por RODRIGO DA COSTA POSSAS 6 Dito dispositivo continua em plena vigência e pela hermenêutica dos dispositivos legais é possível cogitarmos que a percentagem de 75% (...) estabelecida diz respeito ao TETO desta. Frisese, a Lei 9.430/96 alterada pela Lei 11.488/07 valese dos conceitos previstos na Lei 4.502/964 (arts. 71, 72 e 73). Ditos artigos encontramse na seção capitulada como graduação das penalidades. Hermeneuticamente interpretada é possível trazermos a aplicação da graduação à penalidade imposta aos Impugnantes. Até porque, basta conjugarmos o disposto no artigo 2º e seu inciso Vi da Lei 9.784/99 (PAF) com a lei de Recuperação Judicial (Lei 11.101/05), vejamos: [transcrição] Por sua vez, o artigo 41 da Lei 11.101/05 estipula como 3º na ordem de preferência, ipsis litteris: [transcrição] Concluise, por conseguinte que o maior interesse público é a continuidade das atividades da empresa em 1º plano e, em segundo, a arrecadação a tempo e modo. Caso fosse a arrecadação em 1º plano o legislador teria erigido a Fazenda Pública a esta condição na Lei de Recuperação Extrajudicial. Em síntese, é vedada pela Lei do Procedimento Administrativo Fiscal a imposição de sanção em medida superior àquelas estritamente necessárias ao atendimento do interesse público. Compreendido o interesse público primordial a continuidade das atividades da empresa. Ademais, o artigo 142, parte final, do CTN que compete a autoridade administrativa “(...) e, sendo o caso, propor a aplicação da penalidade cabível”. Visando dar maiores veredas para a graduação da penalidade imposta, os Impugnantes trazem a colação o seguinte julgado (...).” Encerram protestando pela improcedência dos lançamentos, porque demonstrada a nulidade “no Auto de Infração e respectivo Mandado de Procedimento Fiscal, com especial fundamento no artigo 10 da LC 105/01, arts. 10 e segs. do Decreto 70.235/72, artigo 47 e segs. da Lei 8.981/95”. Analisada a impugnação, aquela DRJ julgoua procedente, em parte, excluindo das contribuições lançadas, os valores mensais pagos e comprovados, mediante a apresentação de darfs, mantendo a exigência dos valores remanescentes, bem como a sujeição passiva das pessoas físicas qualificadas como responsáveis solidárias nos Termos de Sujeição Passiva Solidária 01 e 02, conforme acórdão nº 0534.576, datado de 26 de julho de 2011, às fls. 1.408/1.436, sob as seguintes ementas: “Nulidade. Não procedem as argüições de nulidade quando não se vislumbram nos autos quaisquer das hipóteses previstas no art. 59 do Decreto nº 70.235, de 1972. Legitimidade Passiva. O sujeito passivo é identificado como contribuinte ou responsável. É contribuinte a pessoa que tenha relação direta com a situação que constitua o respectivo fato gerador; e Fl. 1471DF CARF MF Impresso em 21/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/12/2012 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 15 /12/2012 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 19/02/2013 por RODRIGO DA COSTA POSSAS Processo nº 10880.002033/200764 Acórdão n.º 3301001.668 S3C3T1 Fl. 1.469 7 responsável aquele que, sem se revestir da condição de contribuinte, tem sua obrigação decorrente de lei. Sujeição Passiva. Sócios Administradores. Responsabilidade Tributária Solidária. São solidariamente responsáveis pelos créditos tributários as pessoas que tenham interesse comum na situação que constitua o fato gerador da obrigação tributária. Falta de Recolhimento. Verificada a falta de recolhimento da contribuição incidente sobre receitas registradas na escrituração da pessoa jurídica, as quais se inserem na sistemática cumulativa, diante do arbitramento do lucro no período, correta é a exigência decorrente, formalizada exofficio. Multa de Lançamento de Ofício. A multa de lançamento de ofício, no percentual de 75%, decorre de expressa determinação legal e é devida nos casos de falta de pagamento ou recolhimento, de falta de declaração e nos de declaração inexata. Só sofre graduação para percentual mais agravado e apenas na hipótese de ser verificada uma das situações qualificadoras descritas na norma de regência. Impugnação Procedente em Parte. Crédito Tributário Mantido em Parte.” Cientificada dessa decisão, os responsáveis solidários interpuseram recurso voluntário (fls. 1.445/1.457), requerendo, em preliminar: i) o reconhecimento da ilegitimidade passiva atribuída a eles; e, ii) a nulidade dos autos de infração; e, no mérito, discordou da multa de ofício, alegando, em síntese, as mesmas razões expendidas na impugnação. Quanto à ilegitimidade passiva, que os sócios Fábio Schiavone Zanini e Ana Maria Silveira Schiavone constituíram a empresa em 21/1/2000 e a venderam em 1º/5/2004, conforme provam o Instrumento Particular de Recibo de Venda e Compra de Estabelecimento Comercial e a Alteração Contratual, carreados aos autos e, portanto, não tiveram interesse comum nas operações, objeto dos lançamentos em discussão, e não se enquadram nos art. 121, 124 e 128 do CTN; em relação à nulidade do auto de infração, sob os argumentos de que nele não consta o pagamento de impostos efetuados pelo contribuinte e, quando da emissão da Requisição de Movimentação Financeira (RMF), não se vislumbra o atendimento das disposições necessárias, havendo, inclusive, afronta ao disposto no art. 5º LV da Constituição Federal (CF) de 1988, e, ainda, pela fato de a exigência ter sido feita com base no Lucro Arbitrado, sendo que no ano calendário de 2003, optou pelo regime do Lucro Presumido; e, por último que a multa aplicada supera o disposto na Lei nº 9.430, de 1996, tendo em vista que a empresa agiu segundo a legislação vigente. É o relatório. Voto Fl. 1472DF CARF MF Impresso em 21/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/12/2012 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 15 /12/2012 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 19/02/2013 por RODRIGO DA COSTA POSSAS 8 Conselheiro José Adão Vitorino de Morais O recurso apresentado atende aos requisitos de admissibilidade previstos no Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972. Assim, dele conheço. I – Preliminares I1) Sujeição passiva dos sócios Os recorrentes insurgem contra a sujeição passiva solidária atribuída a eles, sob os argumentos de que venderam a empresa em 10 de maio de 2004 e não tiveram interesse comum nas operações econômicas tributadas. O CTN assim dispõe quanto à solidariedade tributária: “Art. 124. São solidariamente obrigadas: I as pessoas que tenham interesse comum na situação que constitua o fato gerador da obrigação principal; (...). Parágrafo único. A solidariedade referida neste artigo não comporta benefício de ordem.” Já nos artigo 134 e 135 que tratam da responsabilidade de terceiros, prevê: “Art. 134. Nos casos de impossibilidade de exigência do cumprimento da obrigação principal pelo contribuinte, respondem solidariamente com este nos atos em que intervierem ou pelas omissões de que forem responsáveis: (...). Art. 135. São pessoalmente responsáveis pelos créditos correspondentes a obrigações tributárias resultantes de atos praticados com excesso de poderes ou infração de lei, contrato social ou estatutos: (...); III os diretores, gerentes ou representantes de pessoas jurídicas de direito privado.” Conforme demonstrado nos autos, mais especificamente nos termos de Sujeição Passiva Solidária às fls. 1.286/1.293, os sócios Fábio Schiavone Zanini e Ana Maria Silveira Schiavone Zanini constituíram a empresa autuada em 21/11/2000, conforme prova a ficha cadastral na Junta Comercial do Estado de São Paulo (Jucesp). Os livros Registro de Saída de Mercadorias e Registro de Apuração de ICMS, apresentados pelo Sr. Fábio, provam que as operações comerciais se iniciaram em julho de 2003 e terminaram em maio de 2005, período que as receitas de vendas de mercadorias atingiram volumes significativos: R$5.206.124,16 no ano calendário de 2003; R$13.616.567,40, em 2004; e R$4.010.71,92, em 2005. Os documentos cadastrais fornecidos pelos bancos HSBC Bank Brasil S/A e Banco Unibanco S/A provam que, no período objeto do lançamento em discussão, o Sr. Fábio e a Sra. Ana Maria foram os únicos responsáveis pelas contas bancárias movimentadas naquelas instituições financeiras, em nome da empresa autuada. Fl. 1473DF CARF MF Impresso em 21/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/12/2012 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 15 /12/2012 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 19/02/2013 por RODRIGO DA COSTA POSSAS Processo nº 10880.002033/200764 Acórdão n.º 3301001.668 S3C3T1 Fl. 1.470 9 Embora os recorrentes afirmem que vendeu a empresa em 10/5/2004, a data de reconhecimento de firma no Recibo Provisório de Venda e Compra e da Alteração Contratual, referentes à operação, foi efetuada em 15/9/2005. Já o registro da Alteração Contratual, de retirada dos sócios Fábio Schiavone Zanini e Ana Maria Silveira Schiavone Zanini, e da assunção da autuada, pelas proprietárias Viviane Rodrigues de Oliveira e Luciana Rodrigues de Oliveira, ocorreram em 9/8/2005. Já nos sistemas da Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB), tais alterações ocorreram também em 9/8/2005. Portanto, segundo essa documentação, no período objeto dos lançamentos em discussão, competências mensais de julho de 2003 a maio de 2005, os sócios Fábio Schiavone Zanini e Ana Maria Silveira Schiavone Zanini, eram os donos e responsáveis pela empresa autuada. Ainda, segundo informou os recorrentes, em sua impugnação, as autuais sócias teriam encerrado as atividades operacionais da autuada ainda em 2005. Os livros Registro de Saída e Registro de Apuração de ICMS que serviram de base para apuração e lançamento das contribuições, ora exigidas, foram entregues à Fiscalização pelo próprio Fábio Schiavone Zanini. Apesar de ter exercido atividade econômica, venda de mercadorias cujo faturamento anual foi de R$5.206.124,16 no ano calendário de 2003; R$13.616.567,40, em 2004; e R$4.010.71,92, em 2005, a autuada apurou e pagou, no ano calendário de 2003, a titulo de PIS e Cofins, o equivalente a 10,0 % (dez por cento) do valor efetivamente devido e, para os demais anos, 2004 e 2005, não pagou valor algum. Consta também do procedimento administrativo fiscal que, para o ano calendário de 2003, a autuada optou pelo regime de tributação do Lucro Presumido e, para o ano calendário de 2004, pelo regime do Lucro Real. Para o ano calendário de 2003, apresentou DIPJ em que declarou receita de R$516.545,85, quando, segundo os Livros Registro de Saídas de Mercadorias e de Apuração do ICMS, a receita foi de R$5.206.124,16; para o ano calendário de 2004, apresentou declaração na qual não declarou receita alguma, quando, segundo aqueles livros, a receita foi de R$13.616.567,40; e, finalmente, para o ano calendário de 2005, não entregou DIPJ, sendo que suas receitas foram de R$4.010.71,92. Dessa forma, demonstrado que no período objeto do lançamento em discussão, a autuada foi administrada pelos sócios Fábio Schiavone Zanini e Ana Maria Silveira Schiavone, e, ainda, apresentou DIPJ, para ano calendário de 2003, declarando receita equivalente a apenas 10,0% (dez por cento) das receitas registradas nos livros Registro de Saída de Mercadorias e de Apuração do ICMS; declarou e pagou as contribuições para o PIS e Cofins em valores equivalentes a 10,0 % (dez por cento) dos efetivamente devidos; para o ano calendário de 2003 apresentou DIPJ em branco e não declarou nem pagou qualquer valor referente ao PIS e à Cofins devido sobre o faturamento anual de R$13.616.567,40; para o ano calendário de 2005 não entregou a DIPJ nem pagou as contribuições devidas sobre o faturamento anual de R$4.010.71,92, se beneficiando do não pagamento destas contribuições, entendemos que ambos os sócios se enquadram nos arts. 124, I, 134 e 135, III, citados e transcritos anteriormente. Assim correta a lavratura dos Termos de Sujeição Passiva Solidária contra o Sr. Fábio Schiavone Zanini e a Sra. Ana Maria Silveira Schiavone. Fl. 1474DF CARF MF Impresso em 21/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/12/2012 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 15 /12/2012 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 19/02/2013 por RODRIGO DA COSTA POSSAS 10 I2) Nulidades dos autos de infração A suscitada nulidade dos autos de infração sob os argumentos de que neles não constam: os pagamentos de impostos efetuados; na emissão da Requisição de Movimentação Financeira (RMF) não foram atendidas as disposições necessárias, com afronta ao disposto no art. 5º LV da Constituição Federal (CF) de 1988; e, ainda, pela fato de a exigência ter sido efetuada com base no Lucro Arbitrado, sendo que, no ano calendário de 2003, optou pelo regime do Lucro Presumido, não tem amparo legal e não prosperam. Segundo o Decreto nº 70.235, de 1972, somente são nulas as autuações lavradas por pessoa incompetente, assim dispondo: “Art. 59. São nulos: I os atos e termos lavrados por pessoa incompetente; (...). Art. 60. As irregularidades, incorreções e omissões diferentes das referidas no artigo anterior não importarão em nulidade e serão sanadas quando resultarem em prejuízo para o sujeito passivo, salvo se este lhes houver dado causa, ou quando não influírem na solução do litígio.” Os autos de infração em discussão foram lavrados por Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil, servidor competente para exercer fiscalizações externas de pessoas jurídicas e, se constatadas infrações à legislação tributária, tais falta de declaração/pagamento de tributos devidos, por parte da fiscalizada, tem competência legal para a sua lavratura, com o objetivo de constituir o crédito tributário por meio do lançamento de ofício. Neles estão demonstradas e fundamentadas as infrações imputadas à autuada, falta de declaração e pagamento das contribuições para o PIS E Cofins incidentes sobre o faturamento mensal, nos termos da Lei nº 9.718, de 27/11/1998. Possíveis incorreções e/ ou deficiências não os tornam nulos nem anuláveis e sim defeituosos ou ineficazes até as suas retificações. Quanto aos alegados pagamentos, todos foram considerados pela autoridade julgadora de primeira instância que determinou suas deduções dos créditos tributários lançados e exigidos; já em relação à emissão da Requisição de Movimentação Financeira (RMF), esta não tem qualquer relação com os valores apurados e lançados que tiveram como base de cálculo as receitas escrituradas nos livros Registro de Saída de Mercadorias e de Apuração do ICMS; a alegação de afronta ao art. 5º LV da CF/1988 é improcedente e não foi demonstrada; finalmente, em relação à opção pelo Lucro Presumido e Lucro Arbitrado, ao contrário do entendimento da recorrente, as exações em discussão foram calculadas com base nas receitas escrituradas nos livros fiscais. Assim, não há que se falar em nulidade dos lançamentos. II – Mérito No mérito a questão oposta se restringe à multa de ofício, mais especificamente, ao seu percentual. Fl. 1475DF CARF MF Impresso em 21/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/12/2012 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 15 /12/2012 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 19/02/2013 por RODRIGO DA COSTA POSSAS Processo nº 10880.002033/200764 Acórdão n.º 3301001.668 S3C3T1 Fl. 1.471 11 Conforme demonstrado na Descrição dos Fatos e Enquadramento Legal de cada um dos autos de infração, sua exigência e percentual estão fundamentados na Lei nº 9.430, de 1996, art. 44, I, que assim dispõe: “Art. 44. Nos casos de lançamento de ofício, serão aplicadas as seguintes multas, calculadas sobre a totalidade ou diferença de tributo ou contribuição: (...); I de setenta e cinco por cento, nos casos de falta de pagamento ou recolhimento, pagamento ou recolhimento após o vencimento do prazo, sem o acréscimo de multa moratória, de falta de declaração e nos de declaração inexata, excetuada a hipótese do inciso seguinte; (...).” A multa no lançamento de ofício tem como objetivo punir o sujeito passivo pela prática de infrações tributárias (falta de lançamento, de declaração e de pagamento da contribuição). Não há amparo, no âmbito administrativo, para reduzir ou altear, por critérios meramente subjetivos, o percentual fixado em lei. Considerações sobre a graduação da penalidade, no caso, não se encontram sob a discricionariedade da autoridade administrativa, uma vez definida objetivamente pela lei, não dando margem a conjecturas atinentes à mensuração. Em face do exposto, nego provimento ao recurso voluntário. (ASSINADO DIGITALMENTE) José Adão Vitorino de Morais – Relator. Fl. 1476DF CARF MF Impresso em 21/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/12/2012 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 15 /12/2012 por JOSE ADAO VITORINO DE MORAIS, Assinado digitalmente em 19/02/2013 por RODRIGO DA COSTA POSSAS
score : 1.0
Numero do processo: 10983.901976/2008-02
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Nov 27 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Wed Feb 20 00:00:00 UTC 2013
Numero da decisão: 3401-000.590
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
RESOLVEM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Conselheiro Fernando Marques Cleto Duarte.
Júlio César Alves Ramos - Presidente
Emanuel Carlos Dantas de Assis - Relator
Participaram do julgamento os Conselheiros Emanuel Carlos Dantas de Assis, Jean Cleuter Simões Mendonça, Ângela Sartori, Odassi Guerzoni Filho, Fábia Regina Freitas e Júlio César Alves Ramos.
Nome do relator: EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS
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RESOLVEM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Conselheiro Fernando Marques Cleto Duarte. Júlio César Alves Ramos Presidente Emanuel Carlos Dantas de Assis Relator Participaram do julgamento os Conselheiros Emanuel Carlos Dantas de Assis, Jean Cleuter Simões Mendonça, Ângela Sartori, Odassi Guerzoni Filho, Fábia Regina Freitas e Júlio César Alves Ramos. Relatório Tratase de recurso voluntário contra acórdão que manteve Despacho Decisório eletrônico não homologando compensação constante de PER/DCOMP, cujo crédito tem origem, segundo a contribuinte, em retenções feitas pela Universidade Federal de Santa Catarina. Segundo o Despacho denegatório o DARF não foi localizado nos sistemas da Receita Federal. O processo retorna a este Colegiado após duas diligências: RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 09 83 .9 01 97 6/ 20 08 -0 2 Fl. 140DF CARF MF Impresso em 21/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/01/2013 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 04/01/2013 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 12/01/2013 por JULIO CESAR A LVES RAMOS Processo nº 10983.901976/200802 Resolução nº 3401000.590 S3C4T1 Fl. 141 2 a primeira determinou ao órgão de origem se pronunciar sobre a DCTF retificadora e a existência de pagamento a maior ou não, quando a DRF de Florianópolis entendeu não caber qualquer revisão no Despacho Decisório que não reconheceu o crédito e, além do mais, afirmou que o recurso voluntário não devia ser conhecido porque firmado por pessoa sem poderes de representação para tanto; a segunda visou sanar a falha na representação e intimar a contribuinte a se pronunciar sobre o entendimento da DRF FlorianópolisSC, exposto na primeira diligência. Intimado por ocasião da segunda diligência, a contribuinte insiste na compensação, referindose a outros dois processos semelhantes a este – os de nºs 10983.901218/200886 e 10983.901097/200872 – e afirmando que as telas SIAFI demonstram a retenção pelos órgãos públicos. Requer a reforma do acórdão recorrido ou, então, nova diligência para que se proceda à juntada dos “Comprovantes Anuais de Retenção de IRPJ, CSLL, COFINS e PIS”, expedidos pelos órgãos públicos pagadores, que são espelhos das telas SIAFI, tal como adotado nos dois processos acima referidos, nos quais o valor compensado decorrente das retenções foi confirmado pela DRF. É o relatório, elaborado a partir do processo digitalizado. Voto Conselheiro Emanuel Carlos Dantas de Assis, Relator Diante da insuficiência das diligências realizadas até agora, e por ter sido regularizada a representação processual, carece realizar uma nova, desta feita para que a unidade de origem adote procedimentos semelhantes aos realizados nos processos nºs 10983.901218/200886 e 10983.901097/200872, investigando a fundo a existência de pagamento a maior ou não. Para tanto, deve buscar junto ao SIAFI os dados das retenções e, se necessário, solicitar à contribuinte os Comprovantes Anuais de Retenção de IRPJ, CSLL, COFINS e PIS fornecidos por órgãos públicos (incluindo autarquias e fundações da administração pública federal) a pessoas jurídicas fornecedoras de bens ou prestadoras de serviços, nos termos do art. 64 da Lei nº 9.430/96. A Recorrente possui inúmeros processos semelhantes ao presente, sendo em que alguns foram comprovadas, ao menos em parte, as retenções alegadas. Diante dessas comprovações, reforçase a necessidade de nova investigação. Pelo exposto, voto por converter o presente julgamento em nova diligência para que a unidade de origem, primeiro, verifique as retenções alegadas, seja por meio do sistema SIAFI, seja obtendo junto à contribuinte os Comprovantes Anuais de Retenção de IRPJ, CSLL, COFINS e PIS, e segundo, emita parecer conclusivo sobre a compensação, respondendo: a) se restaram comprovadas tais retenções, discriminando os seus valores em caso positivo, e b) se houve ou não compensação com os montantes devidos, elaborando demonstrativo com os valores retidos, compensados e os saldos porventura disponíveis. Fl. 141DF CARF MF Impresso em 21/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/01/2013 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 04/01/2013 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 12/01/2013 por JULIO CESAR A LVES RAMOS Processo nº 10983.901976/200802 Resolução nº 3401000.590 S3C4T1 Fl. 142 3 Do parecer deve ser dada ciência à contribuinte, abrindoselhe o prazo de trinta dias para, querendo, se manifestar sobre o resultado desta nova diligência. Emanuel Carlos Dantas de Assis Fl. 142DF CARF MF Impresso em 21/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/01/2013 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 04/01/2013 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 12/01/2013 por JULIO CESAR A LVES RAMOS
score : 1.0
Numero do processo: 10980.720812/2008-06
Turma: Primeira Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Oct 03 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Thu Nov 08 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Assunto: Obrigações Acessórias
Exercício: 2007,2008
MULTA ISOLADA. ATRASO NA ENTREGA DA DCTF.
O atraso na entrega da DCTF pela pessoa jurídica obrigada enseja a aplicação da penalidade prevista na legislação tributária.
Numero da decisão: 1801-001.201
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto da Relatora. Ausente momentaneamente o Conselheiro Guilherme Pollastri Gomes da Silva.
(assinado digitalmente)
Ana de Barros Fernandes - Presidente
(assinado digitalmente)
Carmen Ferreira Saraiva - Relatora
Composição do Colegiado: Participaram do presente julgamento os Conselheiros Carmen Ferreira Saraiva, Ana Clarissa Masuko dos Santos Araújo, Maria de Lourdes Ramirez, Marcos Vinícius Barros Ottoni, Guilherme Pollastri Gomes da Silva e Ana de Barros Fernandes.
Nome do relator: CARMEN FERREIRA SARAIVA
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ementa_s : Assunto: Obrigações Acessórias Exercício: 2007,2008 MULTA ISOLADA. ATRASO NA ENTREGA DA DCTF. O atraso na entrega da DCTF pela pessoa jurídica obrigada enseja a aplicação da penalidade prevista na legislação tributária.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto da Relatora. Ausente momentaneamente o Conselheiro Guilherme Pollastri Gomes da Silva. (assinado digitalmente) Ana de Barros Fernandes - Presidente (assinado digitalmente) Carmen Ferreira Saraiva - Relatora Composição do Colegiado: Participaram do presente julgamento os Conselheiros Carmen Ferreira Saraiva, Ana Clarissa Masuko dos Santos Araújo, Maria de Lourdes Ramirez, Marcos Vinícius Barros Ottoni, Guilherme Pollastri Gomes da Silva e Ana de Barros Fernandes.
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ATRASO NA ENTREGA DA DCTF. O atraso na entrega da DCTF pela pessoa jurídica obrigada enseja a aplicação da penalidade prevista na legislação tributária. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto da Relatora. Ausente momentaneamente o Conselheiro Guilherme Pollastri Gomes da Silva. (assinado digitalmente) Ana de Barros Fernandes Presidente (assinado digitalmente) Carmen Ferreira Saraiva Relatora Composição do Colegiado: Participaram do presente julgamento os Conselheiros Carmen Ferreira Saraiva, Ana Clarissa Masuko dos Santos Araújo, Maria de Lourdes Ramirez, Marcos Vinícius Barros Ottoni, Guilherme Pollastri Gomes da Silva e Ana de Barros Fernandes. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 98 0. 72 08 12 /2 00 8- 06 Fl. 62DF CARF MF Impresso em 08/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/10/2012 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 04/10/2 012 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 09/10/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 10980.720812/200806 Acórdão n.º 1801001.201 S1TE01 Fl. 63 2 Relatório Contra a Recorrente acima identificada foi lavrado os Autos de Infração às fls. 1518, com as exigências dos créditos tributários: no valor de R$1.312,26 a título de multa de ofício isolada por atraso na entrega em 17.11.2008 da Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais (DCTF) do primeiro semestre do anocalendário de 2006, cujo prazo final era 08.05.2007; no valor de R$1.333,94 a título de multa de ofício isolada por atraso na entrega em 18.11.2008 da Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais (DCTF) do segundo semestre do anocalendário de 2006, cujo prazo final era 08.05.2007; no valor de R$500,00 a título de multa de ofício isolada por atraso na entrega em 17.11.2008 da Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais (DCTF) do primeiro semestre do anocalendário de 2007, cujo prazo final era 05.10.2007; no valor de R$500,00 a título de multa de ofício isolada por atraso na entrega em 17.11.2008 da Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais (DCTF) do segundo semestre do anocalendário de 2007, cujo prazo final era 07.04.2008. Para tanto, foi indicado o seguinte enquadramento legal: art. 7º da Lei nº 10.426, de 24 de abril de 2002 e art. 19 da Lei nº 11.051, de 29 de dezembro de 2004. Cientificada, a Recorrente apresentou a impugnação, fl. 01, suscitando que procedeu ao recolhimento da totalidade do crédito tributário em 18.12.2008, com o benefício da redução do valor prevista no art. 30 da Lei nº 11.727, de 23 de junho de 2008, nos valores de R$32,81, R$33,25, R$25,00 e R$25,00 respectivamente para os primeiro e segundo semestres dos anoscalendário de 2006 e 2007. Em face do exposto requer o cancelamento da exigência. Está registrado como resultado do Acórdão da 3ª TURMA/DRJ/CTA/PR nº 0630.024, de 26.01.2011, fls. 2628: “Impugnação Procedente em Parte” para “considerar improcedentes os lançamentos em litígio, relativos aos 1º e 2º semestres de 2007, no montante de R$ 900,00, e manter os lançamentos em litígio dos 1º e 2º semestres de 2006, nos valores respectivos de R$590,51 e 600,27” Restou ementado: ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Anocalendário: 2006, 2007 DCTF. MULTA POR ATRASO NA ENTREGA. Até 31 de dezembro de 2008, a multa decorrente da nãoapresentação de DCTF ou de sua apresentação fora dos prazos marcados, quando aplicada à associação sem fins lucrativos, será reduzida a 10% (dez por cento), se apresentada antes de qualquer procedimento de ofício ou no prazo fixado em Fl. 63DF CARF MF Impresso em 08/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/10/2012 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 04/10/2 012 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 09/10/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 10980.720812/200806 Acórdão n.º 1801001.201 S1TE01 Fl. 64 3 intimação, e em se tratando da multa mínima a que se refere o § 3º do art. 7º da Lei nº 10.426, de 24 de abril de 2002. Notificada em 10.05.2011, fls. 5960, a Recorrente apresentou o recurso voluntário em 26.05.2011, fl. 33, esclarecendo a peça atende aos pressupostos de admissibilidade. Discorre sobre o procedimento fiscal contra o qual se insurge. Reitera os argumentos apresentados na impugnação. É o Relatório. Voto Conselheira Carmen Ferreira Saraiva, Relatora O recurso voluntário apresentado pela Recorrente atende aos requisitos de admissibilidade previstos nas normas de regência. Dele tomo conhecimento. A parcela litigiosa devolvida para esta segunda instância de julgamento pertinentes às multas de ofício isoladas por atraso na entrega das DCTF consta na Tabela 1. Tabela 1 – Parcela litigiosa objeto de análise Descrições Período Auto de Infração Valores Lançados R$ Decisão 1ª Instância Valores Mantidos R$ Parcela Não Litigiosa Valores R$ Parcela Litigiosa Valores R$ 1º Semestre de 2006 656,13 590,51 32,81 557,51 2º semestre de 2006 666,97 600,27 33,25 567,02 1º semestre de 2007 500,00 50,00 25,00 25,00 2º semestre de 2007 500,00 50,00 25,00 25,00 A Recorrente discorda do procedimento de ofício argumentando que tem direito ao benefício fiscal previsto no art. 7º da Lei nº 11.727, de 23 de junho de 2008. A obrigação tributária acessória decorre da legislação e tem por objeto as prestações, positivas ou negativas, nela previstas no interesse da arrecadação ou da fiscalização dos tributos. Pelo simples fato da sua inobservância, convertese em obrigação principal relativamente a penalidade pecuniária. O Ministro de Estado da Fazenda pode instituir obrigações acessórias, cuja atribuição delegou ao RFB, relativamente a tributos federais por ele administrados, que pode estabelecer, inclusive, forma, prazo e condições para o seu cumprimento e o respectivo responsável. O documento que formalizála, comunicando a existência de crédito tributário, constitui confissão de dívida e instrumento hábil e suficiente para a exigência do referido crédito. O sujeito passivo que deixar de apresentar, dentre outras, a Declaração de Informações EconômicoFiscais da Pessoa Jurídica (DIPJ), a Declaração Simplificada da Fl. 64DF CARF MF Impresso em 08/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/10/2012 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 04/10/2 012 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 09/10/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 10980.720812/200806 Acórdão n.º 1801001.201 S1TE01 Fl. 65 4 Pessoa Jurídica, a Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais (DCTF) e a Declaração de Imposto de Renda Retido na Fonte (DIRF), nos prazos fixados pelas normas sujeitase às seguintes multas: (a) de dois por cento ao mêscalendário ou fração, incidente sobre o montante do imposto de renda da pessoa jurídica informado na DIPJ, ainda que integralmente pago, no caso de falta de entrega desta declaração ou entrega após o prazo, limitada a vinte por cento; (b) de dois por cento ao mêscalendário ou fração, incidente sobre o montante dos tributos e contribuições informados na DCTF, na Declaração Simplificada da Pessoa Jurídica ou na Dirf, ainda que integralmente pago, no caso de falta de entrega destas declarações ou entrega após o prazo, limitada a vinte por cento; (c) de R$ 20,00 (vinte reais) para cada grupo de dez informações incorretas ou omitidas. Estas multas são reduzidas à metade, quando a declaração for apresentada após o prazo, mas antes de qualquer procedimento de ofício. Para efeito de aplicação dessas multas, reputase como termo inicial o dia seguinte ao término do prazo originalmente fixado para a entrega da declaração e como termo final a data da efetiva entrega ou, no caso de não apresentação, da lavratura do auto de infração. A multa mínima a ser aplicada deve ser: (a) R$200,00 (duzentos reais), tratandose de pessoa jurídica inativa e pessoa jurídica optante pelo Simples; (b) R$500,00 ( quinhentos reais), nos demais casos1. Em relação à DCTF, cabe esclarecer que todas as pessoas jurídicas, inclusive as equiparadas, devem apresentála centralizada pela matriz, via internet: (a) para os anoscalendário de 1999 e 2004, trimestralmente, até o último dia útil da primeira quinzena do segundo mês subseqüente ao trimestre de ocorrência dos fatos geradores. (b) para os anoscalendário de 2005 a 2009: (b.1) semestralmente, sendo apresentada até o quinto dia útil do mês de outubro de cada anocalendário, no caso daquela relativa ao primeiro semestre e até o quinto dia útil do mês de abril de cada anocalendário, no caso daquela atinente ao segundo semestre do anocalendário anterior; (b.2) mensalmente, de acordo com o valor da receita bruta auferida pela pessoa jurídica, sendo apresentada até o quinto dia útil do segundo mês subseqüente ao mês de ocorrência dos fatos geradores; 1 Fundamentação legal: art. 113 e 138 do Código Tributário Nacional, art. 5º do Decretolei nº 2.124, de 13 de junho de 1984, Portaria MF nº 118, de 28 de junho de 1984, art. 16 da Lei n° 9.779, de 19 de janeiro de 1999,e art. 7º da Lei nº 10.426, de 24 de abril de 2002, alterada pela Lei nº 11.051, 29 de dezembro de 2004 e Súmulas CARF nºs 33 e 49. Fl. 65DF CARF MF Impresso em 08/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/10/2012 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 04/10/2 012 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 09/10/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 10980.720812/200806 Acórdão n.º 1801001.201 S1TE01 Fl. 66 5 (c) a partir do anocalendário de 2010, mensalmente, com apresentação até o décimo quinto dia útil do segundo mês subsequente ao mês de ocorrência dos fatos geradores2. Por seu turno, o art. 7º da Lei nº 11.727, de 23 de junho de 2008, ordena que até 31 de dezembro de 2008 a multa mínima aplicada é reduzida a 10% (dez por cento) no caso em que a associação sem fins lucrativos tenha entregado a DCTF fora do prazo legal, mas antes de qualquer procedimento de ofício. Ressaltese que este benefício fiscal não é aplicável aos demais casos. Verificase que esta determinação já foi observada na decisão de primeira instância, em conformidade com o Voto condutor do Acórdão recorrido: Dessa forma, considerando que a redução a 10% (dez por cento) aplicase exclusivamente à multa a que se refere o § 3º do art. 7º da Lei nº 10.426, de 2002, que trata da multa mínima de R$ 200,00 e de R$500,00, quando aplicada à associação sem fins lucrativos que tenha apresentada a declaração após o prazo, mas antes de qualquer procedimento de ofício, devese reduzir a exigência da multa dos 1º e 2º semestres de 2007 ao valor de R$50,00 a cada período de apuração, mantendose as multas dos 1º e 2º semestres de 2006 aos valores constantes das Notificações de Lançamento, justamente por não corresponderem a multa mínima prevista na legislação. No presente caso, restou comprovado que houve atraso na entrega das Declarações de Débitos e Créditos Tributários Federais (DCTF) dos primeiro e segundo semestre dos anoscalendário de 2006 e 2007. Por esta razão, o lançamento de ofício está correto. A afirmativa da defendente, por conseguinte, não tem validade. Em face do exposto, voto por negar provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Carmen Ferreira Saraiva 2 Fundamentação legal: Instrução Normativa SRF nº 126, de 30 de outubro de 1998, Instrução Normativa SRF nº 255, de 11 de dezembro de 2002, Instrução Normativa SRF nº 583, de 20 de dezembro de 2005, Instrução Normativa SRF nº 695, de 14 de dezembro de 2006, Instrução Normativa RFB nº 786, de 19 de novembro de 2007, Instrução Normativa RFB nº 903, de 30 de dezembro de 2008, Instrução Normativa RFB nº 974, de 27 de novembro de 2009 e Instrução Normativa RFB nº 1.110, de 24 de dezembro de 2010. Fl. 66DF CARF MF Impresso em 08/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/10/2012 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 04/10/2 012 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 09/10/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 10980.720812/200806 Acórdão n.º 1801001.201 S1TE01 Fl. 67 6 Fl. 67DF CARF MF Impresso em 08/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/10/2012 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 04/10/2 012 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 09/10/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES
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Numero do processo: 16366.000707/2009-53
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Jan 29 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Thu Feb 28 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI
Período de apuração: 01/01/1996 a 31/12/1996
IPI. CRÉDITO PRESUMIDO. RESSARCIMENTO. ATUALIZAÇÃO. PRAZO PARA PLEITEAR.
O direito de atualização tem como causa a demora no reconhecimento e efetivo pagamento do direito de crédito ao contribuinte. Apenas quando o contribuinte toma conhecimento do valor concreto que lhe foi reconhecido, em relação ao qual não foi computada a atualização, é que pode, então, insurgir-se em relação à aplicação e a forma de cálculo da atualização do seu direito de crédito.
IPI. CRÉDITO PRESUMIDO. ATUALIZAÇÃO PELA TAXA SELIC. ENTENDIMENTO FIRMADO EM RECURSO REPETITIVO PELO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. ART. 62-A DO RICARF.
Entende o Superior Tribunal de Justiça que, nada obstante os créditos de IPI não estejam sujeitos à atualização por sua própria natureza, o contribuinte tem direito à atualização no período compreendido entre a data do protocolo do pedido de ressarcimento e a data na qual se concretizou o seu efetivo pagamento ou aproveitamento, em razão da demora a que dá causa o Estado em reconhecer o direito do contribuinte.
Trata-se de entendimento judicial uniformizado pela Primeira Seção do STJ (EREsp 468926/SC, DJ 02/05/2005), o qual foi reiterado em recurso repetitivo (REsp 1035847/RS, DJe 03/08/2009; REsp 993164/MG, DJe 17/12/2010), de modo que tem de ser reproduzido no âmbito do CARF por força do art. 62-A do Anexo II do Regimento Interno.
Numero da decisão: 3403-001.880
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, dar provimento parcial ao recurso para reconhecer o direito à correção do ressarcimento pela taxa Selic desde a data de protocolo do pedido de ressarcimento até o efetivo pagamento ou aproveitamento do crédito. Vencidos os Conselheiros Robson José Bayerl e Antônio Carlos Atulim, que consideraram que o contribuinte decaiu do direito de requerer a correção do ressarcimento.
Antonio Carlos Atulim Presidente
Ivan Allegretti Relator
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Antonio Carlos Atulim, Robson José Bayerl, Domingos de Sá Filho, Rosaldo Trevisan, Marcos Tranchesi Ortiz e Ivan Allegretti.
Nome do relator: IVAN ALLEGRETTI
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CRÉDITO PRESUMIDO. RESSARCIMENTO. ATUALIZAÇÃO. PRAZO PARA PLEITEAR. O direito de atualização tem como causa a demora no reconhecimento e efetivo pagamento do direito de crédito ao contribuinte. Apenas quando o contribuinte toma conhecimento do valor concreto que lhe foi reconhecido, em relação ao qual não foi computada a atualização, é que pode, então, insurgirse em relação à aplicação e a forma de cálculo da atualização do seu direito de crédito. IPI. CRÉDITO PRESUMIDO. ATUALIZAÇÃO PELA TAXA SELIC. ENTENDIMENTO FIRMADO EM RECURSO REPETITIVO PELO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. ART. 62A DO RICARF. Entende o Superior Tribunal de Justiça que, nada obstante os créditos de IPI não estejam sujeitos à atualização por sua própria natureza, o contribuinte tem direito à atualização no período compreendido entre a data do protocolo do pedido de ressarcimento e a data na qual se concretizou o seu efetivo pagamento ou aproveitamento, em razão da demora a que dá causa o Estado em reconhecer o direito do contribuinte. Tratase de entendimento judicial uniformizado pela Primeira Seção do STJ (EREsp 468926/SC, DJ 02/05/2005), o qual foi reiterado em recurso repetitivo (REsp 1035847/RS, DJe 03/08/2009; REsp 993164/MG, DJe 17/12/2010), de modo que tem de ser reproduzido no âmbito do CARF por força do art. 62A do Anexo II do Regimento Interno. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 16 36 6. 00 07 07 /2 00 9- 53 Fl. 234DF CARF MF Impresso em 28/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/02/2013 por IVAN ALLEGRETTI, Assinado digitalmente em 15/02/2013 por IVAN ALLEGRETTI, Assinado digitalmente em 18/02/2013 por ANTONIO CARLOS ATULIM 2 Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, dar provimento parcial ao recurso para reconhecer o direito à correção do ressarcimento pela taxa Selic desde a data de protocolo do pedido de ressarcimento até o efetivo pagamento ou aproveitamento do crédito. Vencidos os Conselheiros Robson José Bayerl e Antônio Carlos Atulim, que consideraram que o contribuinte decaiu do direito de requerer a correção do ressarcimento. Antonio Carlos Atulim – Presidente Ivan Allegretti – Relator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Antonio Carlos Atulim, Robson José Bayerl, Domingos de Sá Filho, Rosaldo Trevisan, Marcos Tranchesi Ortiz e Ivan Allegretti. Relatório Tratase de manifestação de inconformidade (fls. 03/17 eprocesso) apresentada pelo contribuinte contra Despacho Decisório (fls. 149/152 eprocesso) que, embora lhe tenha reconhecido o direito de crédito, não incluiu na apuração a atualização pela taxa Selic. Na origem, o contribuinte pleiteou o ressarcimento de crédito presumido de IPI em relação aos insumos adquiridos durante o ano de 1996, em pedido que foi protocolado em 19/06/1998, gerando o Processo Administrativo nº 13909.000088/9883. A contribuinte teve o seu direito negado pela DRF (fl. 49/50 eprocesso) e pela DRJ (fl. 68/71 eprocesso). Apenas teve o seu direito reconhecido no Conselho de Contribuintes, em julgamento da Primeira Câmara do Segundo Conselho, por meio do Acórdão nº 20175.054 (fls. 87/98 eprocesso). A Fazenda Nacional apresentou recurso especial (fls. 100/113 eprocesso) à Câmara Superior de Recurso Ficais, que por meio do Acórdão CSRF/02 01.437 (fls. 133/136 eprocesso), negou provimento ao recurso fazendário, confirmando a decisão do 2º Conselho de Contribuintes, favorável ao contribuinte. Em 07/04/2009, por meio do Parecer SAORT/DRF/LON/SAORT n° 385/2.009 (fls. 149/151 eprocesso) foi proposto o que, em seguida, restou acolhido no Despacho Decisório de fl. 152, o que se transcreve: RECONHECER à interessada o direito creditório referente ao Crédito presumido de IPI, relativo ao ano de 1996 no valor de R$ 403.456,47 (quatrocentos e três mil quatrocentos e cinqüenta e seis reais e quarenta e sete centavos), do qual, após deduzido o valor utilizado nas compensações declaradas nas DCOMP's de fls. 220, 221, 222, 225 e 236, remanesce à interessada o valor de R$ 241.045,05 (duzentos e quarenta e um mil quarenta e cinco reais e cinco centavos). HOMOLOGAR as compensações declaradas pela interessada nas Declarações de Compensação DCOMP's de fls. 220, 221, 222, 225 e 236. DETERMINAR o encaminhamento deste processo à Saort desta DRF para ciência à interessada dos demonstrativos Fl. 235DF CARF MF Impresso em 28/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/02/2013 por IVAN ALLEGRETTI, Assinado digitalmente em 15/02/2013 por IVAN ALLEGRETTI, Assinado digitalmente em 18/02/2013 por ANTONIO CARLOS ATULIM Processo nº 16366.000707/200953 Acórdão n.º 3403001.880 S3C4T3 Fl. 235 3 de fls. 237/240, do Parecer SAORT/DRF/LON n° 385/2009, do presente Despacho Decisório e demais providências a seu cargo. Tendo tomado ciência da decisão, a contribuinte apresentou petição em 21/07/2009 requerendo a incidência da taxa SELIC sobre os valores a serem ressarcidos. A Delegacia da Receita Federal de Londrina/PR indeferiu o pedido da interessada com base nos fundamentos do Parecer SAORT/DRF/LON n° 798 / 2009 (fls.172/175) que informou que eventual direito se encontra prescrito inexistindo qualquer crédito líquido conforme o que se segue: 4. Preliminarmente, cumpre informar que eventual direito que se possa constituir em dívida passiva da União, prescrevese em 5 (cinco) anos, nos termos do art. I o do Decreto n° 20.910 de 06/01/1932 a seguir transcrito: "ART. 1º AS DIVIDAS PASSIVAS DA UNIÃO, DOS ESTADOS E DOS MUNICÍPIOS, BEM ASSIM TODO E QUALQUER DIREITO OU AÇÃO CONTRA A FAZENDA FEDERAL, ESTADUAL OU MUNICIPAL, SEJA QUAL FOR A SUA NATUREZA, PRESCREVEM EM CINCO ANOS CONTADOS DA DATA DO ATO OU FATO DO QUAL SE ORIGINAREM." (grifouse) 5. Como o pedido foi protocolizado em 21/07/2009 e considerando que se trata de suposto direito relativo ao período de 01/1996 a 12/1996 eventual direito se encontra prescrito inexistindo qualquer crédito líquido e certo pertencente à interessada. 6. Em sua petição de fls. 02/16, a requerente denominou seu pedido como manifestação de inconformidade em relação ao processo n° 13909.000088/9883. Ocorre que no mencionado processo, 13909.000088/9883, o assunto de incidência da SELIC sobre o valor a ser ressarcido não foi solicitado e nem questionado, não sendo, portanto objeto do processo. 7. Assim, não há que se falar em manifestação de inconformidade, até porque, no processo 13909.000088/9883, o pleito da interessada foi totalmente atendido pelo Conselho de Contribuintes, não havendo decisão que a contribuinte possa estar inconformada. 8. Tratase aqui, na verdade, de um novo pedido apresentado fora do prazo legal previsto para se pleitear eventual direito. 9. No entanto, ainda que não estivesse prescrito o pleito da interessada, deixando claro que se admite apenas a título de argumentação, pode se observar que não há embasamento legal para incidência da taxa SELIC sobre valores a título de ressarcimento de crédito presumido de 1PI. Fl. 236DF CARF MF Impresso em 28/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/02/2013 por IVAN ALLEGRETTI, Assinado digitalmente em 15/02/2013 por IVAN ALLEGRETTI, Assinado digitalmente em 18/02/2013 por ANTONIO CARLOS ATULIM 4 Quanto ao mérito, a contribuinte recorre ao art. 39 da Lei nº 9.250/95, que segundo o Parecer não se aplica: 11. A mencionada Lei n° 9.250/1995 estabeleceu a incidência de juros equivalentes à taxa SELIC sobre valores a serem restituídos em espécie ou compensado, em face da ocorrência dc pagamento indevido ou a maior. 12. Vêse que somente os créditos passíveis de restituição que forem restituídos ou compensados serão acrescidos de juros equivalentes à taxa SELIC. 13. Ressarcimento e restituição são institutos diferentes. O ressarcimento é uma modalidade de incentivo fiscal, ou seja, um benefício, enquanto a restituição é a devolução de tributos pagos indevidamente ou a maior que o devido. 14. O crédito presumido de IPI que é um incentivo fiscal à exportação não se caracteriza como pagamento indevido ou a maior que o devido, tais valores não foram recolhidos indevidamente aos cofres da Fazenda Nacional, ficando, portanto, excluída a incidência da taxa SELIC sobre créditos de ressarcimento de IPI concedidos como incentivo à exportação. 15. A incidência da taxa SELIC sobre valores a título de ressarcimento, além da falta dc previsão legal, foi expressamente afastada, já desde a IN/SRF n° 210/2002, que desde então tal determinação veio se mantendo pela IN/SRF n° 460/2004 (que revogou a IN 210/2002), pela IN/SRF n° 600/2005 (que revogou a IN 460/2004) e que, hoje, está vigente pela n°900/2008 (que revogou a IN 600/2005). A contribuinte apresentou manifestação de inconformidade (fls.178/194 e processo) alegando que não apresentou um novo pleito, mas que “só poderia se insurgir quanto à falta de atualização monetária, a partir do instante em que foi notificada de que os valores não tinham sido submetidos a tal atualização”. Além disso, alega que “deve ser aplicada a correção monetária, entre a data do fator gerador do direito ao ressarcimento e a data do efetivo ressarcimento, por imposição dos princípios constitucionais da isonomia e d a moralidade, garantindose o direito à atualização monetária pela SELIC, nesse período, nos moldes aplicáveis na cobrança, restituição ou compensação dos tributos e contribuições federais”. A Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Ribeirão Preto/SP (DRJ), por meio do acórdão nº 1433.908 de 26 de maio de 2011 (fls. 208/211 e processo), negou provimento à manifestação de inconformidade da contribuinte de acordo com o entendimento assim resumido em sua ementa: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Período de apuração: 01/01/1996 a 31/12/1996 RESSARCIMENTO DO IPI. PRESCRIÇÃO. O prazo prescricional qüinqüenal é aplicável aos pleitos administrativos referentes a créditos do imposto, conforme Fl. 237DF CARF MF Impresso em 28/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/02/2013 por IVAN ALLEGRETTI, Assinado digitalmente em 15/02/2013 por IVAN ALLEGRETTI, Assinado digitalmente em 18/02/2013 por ANTONIO CARLOS ATULIM Processo nº 16366.000707/200953 Acórdão n.º 3403001.880 S3C4T3 Fl. 236 5 disposição da legislação tributária sobre a matéria (Decreto n° 20.910/32). ATUALIZAÇÃO MONETÁRIA. JUROS SELIC É incabível, por falta de previsão legal, a atualização, pela taxa SELIC, dos valores objeto de pedido de ressarcimento de créditos do IPI Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido O voto condutor deste acórdão detalha que não há previsão legal para a correção ou acréscimo de juros na concessão do ressarcimento de créditos do IPI de acordo com os art. 66 da Lei 8383/91, art. 58 da Lei 9096/95 e art. 39 da lei 9250/95: Conforme se pode verificar, todos os dispositivos legais acima referemse a compensação ou restituição, que são espécies do gênero repetição de indébito. Portanto, c lógico inferir que a restituição e a compensação pressupõem a existência de um pagamento anterior efetuado pelo sujeito passivo, pagamento este indevido ou efetuado em montante maior do que aquele que seria devido, o que não é o caso. O contribuinte interpôs recurso voluntário (fls. 214/230 eprocesso), no qual reitera os fundamentos de sua impugnação e, novamente, pede seja reconhecido o direito de obter o ressarcimento Integral dos Valores relativos ao crédito presumido do IPI devidamente corrigidos pela taxa SELIC. É o relatório. Voto Conselheiro Ivan Allegretti, Relator O recurso voluntário é tempestivo (fls. 213 e 214 eprocesso), motivo pelo qual dele conheço. O contribuinte pleiteou o ressarcimento de crédito presumido de IPI em 19/06/1998, por meio do formulário indicado pela Receita Federal na época. Teve seu direito recusado pela DRF e pela DRJ, vindo a ser reconhecido pelo Conselho de Contribuintes, onde teve de enfrentar, ainda, a discussão na Câmara Superior de Recursos Fiscais, em razão de recurso de divergência interposto pela Procuradoria da Fazenda, o qual ao final foi negado, prevalecendo, enfim, o reconhecimento do direito do contribuinte. Entre o pedido, em 06/1998, e o reconhecimento do direito do contribuinte ao crédito presumido de IPI, pela notificação em 29/06/2009 (fl. 171 eprocesso) do Despacho Decisório que aprovou o Parecer nº 385/2009 (fls. 149/152 eprocesso), correram mais de 10 anos. Fl. 238DF CARF MF Impresso em 28/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/02/2013 por IVAN ALLEGRETTI, Assinado digitalmente em 15/02/2013 por IVAN ALLEGRETTI, Assinado digitalmente em 18/02/2013 por ANTONIO CARLOS ATULIM 6 Apenas quando da notificação deste segundo Despacho Decisório, por meio do qual se apurou o valor do direito que lhe foi reconhecido, foi que o contribuinte viuse diante da recusa da atualização do seu direito de crédito, quando, então, diligentemente apresentou sua manifestação de inconformidade. A atualização, no caso dos pedido de ressarcimento, tem como causa a demora do Fisco no reconhecimento e efetiva satisfação do direito pleiteado pelo contribuinte. Apenas no momento em que o contribuinte toma conhecimento de que lhe não houve a atualização do seu direito de crédito, ou que tenha sido recusado o direito à atualização, é que pode, então, insurgirse para assegurar o direito de que o crédito seja atualizado. Não se pode falar, portanto, na contagem de prazo prescricional contra o contribuinte em relação a momento anterior, pretendendo que o início deste prazo seja o mesmo do exercício do direito de crédito. Quanto ao mérito do direito de atualização, o Superior Tribunal de Justiça firmou em recurso repetitivo o seguinte entendimento: PROCESSO CIVIL. RECURSO ESPECIAL REPRESENTATIVO DE CONTROVÉRSIA. ARTIGO 543C, DO CPC. TRIBUTÁRIO. IPI. PRINCÍPIO DA NÃO CUMULATIVIDADE. EXERCÍCIO DO DIREITO DE CRÉDITO POSTERGADO PELO FISCO. NÃO CARACTERIZAÇÃO DE CRÉDITO ESCRITURAL. CORREÇÃO MONETÁRIA. INCIDÊNCIA. 1. A correção monetária não incide sobre os créditos de IPI decorrentes do princípio constitucional da nãocumulatividade (créditos escriturais), por ausência de previsão legal. 2. A oposição constante de ato estatal, administrativo ou normativo, impedindo a utilização do direito de crédito oriundo da aplicação do princípio da nãocumulatividade, descaracteriza referido crédito como escritural, assim considerado aquele oportunamente lançado pelo contribuinte em sua escrita contábil. 3. Destarte, a vedação legal ao aproveitamento do crédito impele o contribuinte a socorrerse do Judiciário, circunstância que acarreta demora no reconhecimento do direito pleiteado, dada a tramitação normal dos feitos judiciais. 4. Consectariamente, ocorrendo a vedação ao aproveitamento desses créditos, com o conseqüente ingresso no Judiciário, postergase o reconhecimento do direito pleiteado, exsurgindo legítima a necessidade de atualizálos monetariamente, sob pena de enriquecimento sem causa do Fisco (Precedentes da Primeira Seção: EREsp 490.547/PR, Rel. Ministro Luiz Fux, julgado em 28.09.2005, DJ 10.10.2005; EREsp 613.977/RS, Rel. Ministro José Delgado, julgado em 09.11.2005, DJ 05.12.2005; EREsp 495.953/PR, Rel. Ministra Denise Arruda, julgado em 27.09.2006, DJ 23.10.2006; EREsp 522.796/PR, Rel. Ministro Herman Benjamin, julgado em 08.11.2006, DJ 24.09.2007; EREsp 430.498/RS, Rel. Ministro Humberto Martins, julgado em 26.03.2008, DJe 07.04.2008; e EREsp 605.921/RS, Rel. Ministro Teori Albino Zavascki, julgado em 12.11.2008, DJe 24.11.2008). 5. Recurso especial da Fazenda Nacional desprovido. Acórdão submetido ao regime do artigo 543C, do CPC, e da Resolução STJ 08/2008. Fl. 239DF CARF MF Impresso em 28/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/02/2013 por IVAN ALLEGRETTI, Assinado digitalmente em 15/02/2013 por IVAN ALLEGRETTI, Assinado digitalmente em 18/02/2013 por ANTONIO CARLOS ATULIM Processo nº 16366.000707/200953 Acórdão n.º 3403001.880 S3C4T3 Fl. 237 7 (REsp 1035847/RS, Rel. Ministro LUIZ FUX, PRIMEIRA SEÇÃO, julgado em 24/06/2009, DJe 03/08/2009) O mesmo entendimento foi reiterado pelo STJ em relação ao crédito presumido de IPI, também em recurso repetitivo, do qual se transcreve apenas o trecho pertinente da ementa: PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL REPRESENTATIVO DE CONTROVÉRSIA. IPI. CRÉDITO PRESUMIDO PARA RESSARCIMENTO DO VALOR DO PIS/PASEP E DA COFINS. EMPRESAS PRODUTORAS E EXPORTADORAS DE MERCADORIAS NACIONAIS. LEI 9.363/96. INSTRUÇÃO NORMATIVA SRF 23/97. CONDICIONAMENTO DO INCENTIVO FISCAL AOS INSUMOS ADQUIRIDOS DE FORNECEDORES SUJEITOS À TRIBUTAÇÃO PELO PIS E PELA COFINS. EXORBITÂNCIA DOS LIMITES IMPOSTOS PELA LEI ORDINÁRIA. SÚMULA VINCULANTE 10/STF. OBSERVÂNCIA. INSTRUÇÃO NORMATIVA (ATO NORMATIVO SECUNDÁRIO). CORREÇÃO MONETÁRIA. INCIDÊNCIA. EXERCÍCIO DO DIREITO DE CRÉDITO POSTERGADO PELO FISCO. NÃO CARACTERIZAÇÃO DE CRÉDITO ESCRITURAL. TAXA SELIC. APLICAÇÃO. VIOLAÇÃO DO ARTIGO 535, DO CPC. INOCORRÊNCIA. 1. O crédito presumido de IPI, instituído pela Lei 9.363/96, não poderia ter sua aplicação restringida por força da Instrução Normativa SRF 23/97, ato normativo secundário, que não pode inovar no ordenamento jurídico, subordinandose aos limites do texto legal. (...) 12. A oposição constante de ato estatal, administrativo ou normativo, impedindo a utilização do direito de crédito de IPI (decorrente da aplicação do princípio constitucional da nãocumulatividade), descaracteriza referido crédito como escritural (assim considerado aquele oportunamente lançado pelo contribuinte em sua escrita contábil), exsurgindo legítima a incidência de correção monetária, sob pena de enriquecimento sem causa do Fisco (Aplicação analógica do precedente da Primeira Seção submetido ao rito do artigo 543C, do CPC: REsp 1035847/RS, Rel. Ministro Luiz Fux, julgado em 24.06.2009, DJe 03.08.2009). 13. A Tabela Única aprovada pela Primeira Seção (que agrega o Manual de Cálculos da Justiça Federal e a jurisprudência do STJ) autoriza a aplicação da Taxa SELIC (a partir de janeiro de 1996) na correção monetária dos créditos extemporaneamente aproveitados por óbice do Fisco (REsp 1150188/SP, Rel. Ministra Eliana Calmon, Segunda Turma, julgado em 20.04.2010, DJe 03.05.2010). (...) 15. Recurso especial da empresa provido para reconhecer a incidência de correção monetária e a aplicação da Taxa Selic. 16. Recurso especial da Fazenda Nacional desprovido. 17. Acórdão submetido ao regime do artigo 543C, do CPC, e da Resolução STJ 08/2008. (REsp 993164/MG, Rel. Ministro LUIZ FUX, PRIMEIRA SEÇÃO, julgado em 13/12/2010, DJe 17/12/2010) Fl. 240DF CARF MF Impresso em 28/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/02/2013 por IVAN ALLEGRETTI, Assinado digitalmente em 15/02/2013 por IVAN ALLEGRETTI, Assinado digitalmente em 18/02/2013 por ANTONIO CARLOS ATULIM 8 No âmbito do IPI, portanto, a aplicação da correção pela taxa Selic em razão da demora causada pelo Fisco no ressarcimento do direito do contribuinte é matéria definida em recurso repetitivo, pelo STJ, o que exige a reprodução deste mesmo entendimento no âmbito do CARF, por força do art. 62A RICARF, introduzido pela Portaria MF nº 586, de 21/12/2010, que estabelece o seguinte: Art. 62A. As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543B e 543C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF A atualização pela Taxa Selic, como visto, apenas se aplica se houver mora, aplicandose em relação ao período decorrido entre o protocolo do pedido e o seu efetivo pagamento pelo Fisco, ou aproveitamento pelo contribuinte, por meio de compensação. Pelas razões expostas, voto pelo provimento do recurso, para reconhecer ao contribuinte o direito de atualização do crédito pela aplicação da taxa Selic em relação ao período compreendido entre a apresentação do pedido de ressarcimento e (a), em relação à parcela do crédito aproveitada em compensação, a data da apresentação da compensação e (b), em relação aos valores que remanesceram para ressarcimento, a data do efetivo o efetivo pagamento ao contribuinte. Ivan Allegretti Fl. 241DF CARF MF Impresso em 28/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/02/2013 por IVAN ALLEGRETTI, Assinado digitalmente em 15/02/2013 por IVAN ALLEGRETTI, Assinado digitalmente em 18/02/2013 por ANTONIO CARLOS ATULIM
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Numero do processo: 10980.720441/2008-54
Turma: Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Oct 16 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Wed Dec 12 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Ano-calendário: 2006
OMISSÃO DE RENDIMENTOS. ALUGUÉIS.
Comprovado o recebimento de aluguéis em linha com o valor declarado, deve-se reduzir a omissão de rendimentos ao efetivo valor não oferecido à tributação.
Recurso provido em parte.
Numero da decisão: 2102-002.334
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em DAR parcial provimento ao recurso para reduzir a omissão de rendimentos provenientes da administradora Pesquisa Administradora de Imóveis Ltda de R$ 384,11 para R$ 1,31.
Assinado digitalmente
GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS - Relator e Presidente.
EDITADO EM: 26/10/2012
Participaram do presente julgamento os Conselheiros Carlos André Rodrigues Pereira Lima, Eivanice Canário da Silva, Giovanni Christian Nunes Campos, Roberta de Azeredo Ferreira Pagetti e Rubens Maurício Carvalho. Ausente justificadamente a Conselheira Núbia Matos Moura.
Nome do relator: GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS
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ALUGUÉIS. Comprovado o recebimento de aluguéis em linha com o valor declarado, devese reduzir a omissão de rendimentos ao efetivo valor não oferecido à tributação. Recurso provido em parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em DAR parcial provimento ao recurso para reduzir a omissão de rendimentos provenientes da administradora Pesquisa Administradora de Imóveis Ltda de R$ 384,11 para R$ 1,31. Assinado digitalmente GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS Relator e Presidente. EDITADO EM: 26/10/2012 Participaram do presente julgamento os Conselheiros Carlos André Rodrigues Pereira Lima, Eivanice Canário da Silva, Giovanni Christian Nunes Campos, Roberta de Azeredo Ferreira Pagetti e Rubens Maurício Carvalho. Ausente justificadamente a Conselheira Núbia Matos Moura. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 98 0. 72 04 41 /2 00 8- 54 Fl. 66DF CARF MF Impresso em 14/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/11/2012 por ANTONIO ALMIR XIMENES, Assinado digitalmente em 22/11/201 2 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS 2 Relatório Aqui se transcreve o relatório da decisão recorrida, que bem espelha a motivação da autuação e as razões deduzidas pelo então impugnante: Trata o presente processo de notificação de lançamento de Imposto sobre a Renda de Pessoa Física – IRPF, relativa à declaração de ajuste anual do exercício 2007, anocalendário 2006, para a exigência de imposto suplementar de R$ 2.249,68, além de multa de ofício de 75% e acréscimos legais, após o deferimento parcial de Solicitação de Retificação de Lançamento – SRL (fl. 11). A notificação diz respeito à constatação de: (a) dedução indevida de dependentes, com a glosa de R$ 1.516,32, relacionada à exclusão de MARTHA STEFANELLO CANCIAN, CPF 301.358.93020, que apresentou declaração de rendimentos em separado; (b) omissão de rendimentos de aluguéis, de R$ 384,11, apurada pelo confronto dos rendimentos declarados e aqueles informados pelas administradoras imobiliárias em Dimob (Declaração de Informações Sobre Atividades Imobiliárias); e (c) omissão de rendimentos do trabalho, de R$ 6.280,26, auferidos do PRONTO ATENDIMENTO MÉDICO RAPHAEL PAPA LTDA pela dependente MARIANA DALMORO, CPF 057.462.77908, conforme DIRF da fonte pagadora. Cientificado, por via postal, em 27/10/2008 (fls. 38/39), o interessado apresentou, tempestivamente, em 11/11/2008, impugnação (fls. 02/03), instruída com documentos (fls. 04/20), na qual, em síntese, requer a exclusão da omissão de R$ 384,11, alegando que auferiu R$ 7.206,31 de rendimentos de aluguel, conforme comprovante da PESQUISA ADM DE IMÓVEIS, bem como a exclusão de MARIANA DALMORO da relação de dependentes, excluindo os rendimentos e deduções correspondentes, alegando haver cometido equívoco. (...) A 4ª Turma da DRJ/CTA, por unanimidade de votos, julgou procedente o lançamento, em decisão consubstanciada no Acórdão n° 0633.095, de 16 de agosto de 2011. O contribuinte foi intimado da decisão acima em 13/09/2011. Irresignado, interpôs recurso voluntário em 22/09/2011. No voluntário, o recorrente se insurge apenas quanto à omissão de rendimentos auferidos com aluguéis, agora trazendo uma cópia assinada, com firma reconhecida, do comprovante anual de rendimentos de aluguéis, emitido pela administradora Pesquisa Administradora de Imóveis Ltda. É o relatório. Voto Fl. 67DF CARF MF Impresso em 14/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/11/2012 por ANTONIO ALMIR XIMENES, Assinado digitalmente em 22/11/201 2 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS Processo nº 10980.720441/200854 Acórdão n.º 2102002.334 S2C1T2 Fl. 3 3 Conselheiro Giovanni Christian Nunes Campos, Relator Declarase a tempestividade do apelo, já que o contribuinte foi intimado da decisão recorrida em 13/09/2011, terçafeira, e interpôs o recurso voluntário em 22/09/2011, dentro do trintídio legal, este que teve seu termo final em 13/10/2011, quintafeira. Dessa forma, atendidos os demais requisitos legais, passase a apreciar o apelo, como discriminado no relatório. Como se pode ver pelo comprovante anual de rendimentos de aluguéis, emitido pela pessoa jurídica Pesquisa Administradora de Imóveis Ltda, com firma reconhecida, trazido no recurso voluntário, efetivamente o contribuinte auferiu R$ 7.206,31 dessa fonte rendimentos (rendimentos brutos de R$ 8.038,80 menos R$ 832,90 de comissão da imobiliária). Esse documento ratifica outro trazido na impugnação, este sem assinatura do emitente. Considerando que o contribuinte havia confessado ter percebido R$ 7.205,00 da fonte pagadora acima, devese reduzir a omissão de rendimentos de aluguéis de R$ 384,11, apurada pelo confronto dos rendimentos declarados e aqueles informados pelas administradoras imobiliárias em Dimob (Declaração de Informações Sobre Atividades Imobiliárias), para R$ 1,31. Ante o exposto, voto no sentido de DAR parcial provimento ao recurso para reduzir a omissão de rendimentos provenientes da administradora Pesquisa Administradora de Imóveis Ltda de R$ 384,11 para R$ 1,31. Assinado digitalmente Giovanni Christian Nunes Campos Fl. 68DF CARF MF Impresso em 14/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/11/2012 por ANTONIO ALMIR XIMENES, Assinado digitalmente em 22/11/201 2 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS
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