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Numero do processo: 12269.000052/2009-61
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Feb 07 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Período de Apuração: 01/02/2008 a 30/10/2008
ALEGAÇÃO DE IRREGULARIDADE NA REPRESENTAÇÃO
PROCESSUAL DO RECORRIDO. NÃO VERIFICAÇÃO. SÓCIO
DIRETOR. PODERES DE REPRESENTAÇÃO. PESSOA JURÍDICA.
CONTRATO SOCIAL. DESNECESSIDADE DE SUA APRESENTAÇÃO
EM JUÍZO.
Inexiste irregularidade na representação processual quando consta dos autos cópia autenticada da certidão simplificada da sociedade empresária, na qual se elenca a qualificação de diretores dos subscritores da procuração outorgada, nos termos do estatuto social. Cabe ao sócio diretor a representação judicial e extrajudicial da sociedade anônima. A lei não exige
que as pessoas jurídicas façam prova de seus atos constitutivos, para representação em juízo, a não que haja dúvida substancial acerca da validade do ato representativo.
Numero da decisão: 2301-002.551
Decisão: ACORDAM os membros da 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Segunda Seção de Julgamento, : I) Por unanimidade de votos: a) em anular a decisão de primeira instância, nos termos do voto do(a) Relator(a).
Nome do relator: LEONARDO HENRIQUE PIRES LOPES
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Recorrente FRIGORÍFICO MERCOSUL S/A Recorrida FAZENDA NACIONAL Período de Apuração: 01/02/2008 a 30/10/2008 ALEGAÇÃO DE IRREGULARIDADE NA REPRESENTAÇÃO PROCESSUAL DO RECORRIDO. NÃO VERIFICAÇÃO. SÓCIO DIRETOR. PODERES DE REPRESENTAÇÃO. PESSOA JURÍDICA. CONTRATO SOCIAL. DESNECESSIDADE DE SUA APRESENTAÇÃO EM JUÍZO. Inexiste irregularidade na representação processual quando consta dos autos cópia autenticada da certidão simplificada da sociedade empresária, na qual se elenca a qualificação de diretores dos subscritores da procuração outorgada, nos termos do estatuto social. Cabe ao sócio diretor a representação judicial e extrajudicial da sociedade anônima. A lei não exige que as pessoas jurídicas façam prova de seus atos constitutivos, para representação em juízo, a não que haja dúvida substancial acerca da validade do ato representativo. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Segunda Seção de Julgamento, : I) Por unanimidade de votos: a) em anular a decisão de primeira instância, nos termos do voto do(a) Relator(a). Marcelo Oliveira Presidente Leonardo Henrique Pires Lopes – Relator Participaram da sessão os conselheiros MARCELO OLIVEIRA (Presidente), ADRIANO GONZALES SILVERIO, DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, MAURO JOSE SILVA e LEONARDO HENRIQUE PIRES LOPES Fl. 757DF CARF MF Impresso em 15/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/08/2012 por LEONARDO HENRIQUE PIRES LOPES, Assinado digitalmente em 3 0/08/2012 por LEONARDO HENRIQUE PIRES LOPES, Assinado digitalmente em 15/10/2012 por MARCELO OLIVEIR A Processo nº 12269.000052/200961 Acórdão n.º 2301002.551 S2C3T1 Fl. 2 2 Relatório Tratase de Auto de Infração, de nº 37.216.7306, lavrado em face de FRIGORÍFICO MERCOSUL S/A, do qual foi notificado em 14/07/2009, em virtude do não recolhimento das contribuições previdenciárias sobre a receita bruta do produto rural adquirida de produtor pessoa física enquadradas, no cód. 10112/01 do CNAE Código Nacional de Atividade Econômica Fiscal e no código 507, do FPAS Fundo de Previdência e Assistência Social. Afirma o Relatório Fiscal (fls. 36 e seguintes) que o fato gerador da obrigação previdenciária têm como base o valor de aquisição de produto rural de pessoa física para industrialização, lançado na contabilidade da Recorrente e que esta deixou de informar, nas respectivas Guias de Recolhimento do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social – GFIP’s, no período de 02/2008 a 10/2008, os fatos geradores das contribuições previdenciárias descritas no Auto de Infração em face dela lavrado, quais sejam: a) contribuição social devida por adquirente na condição de subrogado, no cumprimento da obrigação previdenciária do produtor rural contribuinte. b) contribuição para o financiamento dos benefícios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrente dos riscos ambientais do trabalho, sobre o total da comercialização de produtos rurais. Assim, para fins de regularização, foi imputado à Recorrente o pagamento do valor de R$ 11.025.219,42 (onze milhões, vinte e cinco mil, duzentos e dezenove reais e quarenta e dois centavos). Cabe destacar que, conforme Despacho DRJ/POA n° 02/5653/2009, fl.116, constatouse a ausência de comprovação quanto à legitimidade do signatário da peça impugnatória para representar, individualmente, a empresa. Assim, retornaram os presentes autos à unidade de origem para intimação da empresa quanto à apresentação do Estatuto Social e Ata de Assembleia de Eleição da Diretoria para que fosse habilitado, na data da interposição da contestação, o Sr. Joaquim Luiz Reiter a representar o sujeito passivo, isoladamente, perante a Fazenda Nacional, ou para a ratificação das razões de defesa, considerando o documento constitutivo da empresa. Além do mais, o Serviço de Controle e Acompanhamento Tributário SECAT da DRF/POA procedeu à intimação do contribuinte, fl. 117, por via postal, todavia, não foi a correspondência recebida no endereço da empresa. Dessa forma, restando improfícua a intimação por via postal, esta foi efetuada pelo Edital n° 061/2010/DRF/POA/SECAT, de acordo com a previsão contida no artigo 23, parágrafo primeiro , do Decreto n° 70.235/72, fl. 119. Cumprida a intimação, a empresa não apresentou manifestação. Assim, por não atender aos procedimentos legais, a impugnação apresentada (fls. 53 e seguintes) não pôde ser conhecida, nem se prestou à instaurar a fase litigiosa do Fl. 758DF CARF MF Impresso em 15/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/08/2012 por LEONARDO HENRIQUE PIRES LOPES, Assinado digitalmente em 3 0/08/2012 por LEONARDO HENRIQUE PIRES LOPES, Assinado digitalmente em 15/10/2012 por MARCELO OLIVEIR A Processo nº 12269.000052/200961 Acórdão n.º 2301002.551 S2C3T1 Fl. 3 3 procedimento, nos termos do artigo 14 dispositivo legal supracitado, conforme se depreende da ementa abaixo transcrita: IMPUGNAÇÃO. FALTA DE COMPROVAÇÃO DE LEGITIMIDADE DO REPRESENTANTE LEGAL. IRREGULARIDADE NA REPRESENTAÇÃO DO SUJEITO PASSIVO. NÃO SANEADA. NÃO CONHECIMENTO DA IMPUGNAÇÃO. A irregularidade na representação processual do requerente, quando não saneada, a despeito de intimação expedida pela autoridade preparadora, impede o conhecimento da impugnação. Impugnação Não Conhecida Crédito Tributário Mantido Insatisfeita com a decisão proferida, apresentou a Recorrente Recurso Voluntário (fls. 138 e seguintes), alegando em suma: a) Que não teve ciência da publicação do edital divulgado e por isto não juntou os documentos solicitados; b) Que foi intimada por via postal tanto do Auto de Infração como também da decisão denegatória da sua Impugnação, restando tão somente a intimação para apresentar documentos realizada por edital, ou seja, justamente quando o ato a ser praticado não era conveniente para a Receita Federal, esta intimou o contribuinte por edital. c) A dificuldade de os contribuintes acessarem e compreenderem o disposto nos editais de intimação d) Que a via postal não resultou improfícua, pois a recorrente sequer foi procurada para receber a correspondência, ou seja, a via postal na verdade não foi esgotada, mas a Receita Federal de imediato partiu para a intimação por edital. e) Que o Sr. Joaquim Luiz Reiter, diretor da recorrente que assinou a Impugnação, possui poderes para representar isoladamente o Frigorífico Mercosul S.A., conforme estabelece o artigo 32, § 2 o do Estatuto da Companhia; f) Que, conhecidas as Razões do presente Recurso Voluntário, sejam os Autos remetidos à Delegacia Federal da Receita Federal de Julgamento para que conheça a Impugnação apresentada pela Recorrente e aprecie as questões de mérito. Assim, vieram os autos a este Conselho de Contribuintes por meio de Recurso Voluntário. Sem Contrarrazões. É o relatório. Voto Fl. 759DF CARF MF Impresso em 15/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/08/2012 por LEONARDO HENRIQUE PIRES LOPES, Assinado digitalmente em 3 0/08/2012 por LEONARDO HENRIQUE PIRES LOPES, Assinado digitalmente em 15/10/2012 por MARCELO OLIVEIR A Processo nº 12269.000052/200961 Acórdão n.º 2301002.551 S2C3T1 Fl. 4 4 Conselheiro Leonardo Henrique Pires Lopes, Relator Dos Pressupostos de Admissibilidade Presentes os pressupostos de admissibilidade, conheço do Recurso e passo ao seu exame. Da ausência de irregularidade na representação processual A razão primordial que fundamentou o não conhecimento da impugnação anteriormente apresentada pela ora Recorrente foi, conforme o teor da decisão atacada pelo presente Recurso Voluntário, a ausência de preenchimento dos requisitos procedimentais para a instauração da fase litigiosa do procedimento administrativo em virtude de irregularidades na representação processual da então impugnante em decorrência da falta de comprovação de legitimidade do seu representante legal. É que, no entender da instância julgadora originária, não foi devidamente constatada a legitimidade processual do signatário da impugnação, o Sr. Joaquim Luiz Reiter, para representar o sujeito passivo, isoladamente, perante a Fazenda Nacional, tendo esta executado uma série de diligências no escopo de sanar a suposta irregularidade, dentre as quais a intimação pelo Edital n° 061/2010/DRF/POA/SECAT, de acordo com a previsão contida no artigo 23, parágrafo primeiro, do Decreto n° 70.235/72. No entanto, embora cumprida a intimação, não houve qualquer manifestação por parte da então Impugnante, o que levou, considerando o não preenchimento dos requisitos procedimentais acima enumerados, ao não conhecimento de sua impugnação nos termos da decisão atacada pelo presente Recurso Voluntário. Todavia, tal entendimento não pode prevalecer, uma vez que uma análise mais detalhada da controvérsia nestes autos discutida deixa clara a inexistência de qualquer irregularidade quanto à representação processual da ora Recorrente perante a Fazenda Nacional. Em primeiro lugar, conforme se depreende Certidão Simplificada emitida pela Junta Comercial do estado do Rio Grande do Sul (fls. 69), o Sr. Joaquim Luiz Reiter, ocupa a posição de sócio diretor da empresa Recorrente, o que o torna apto, nos termos do Contrato Social naquele órgão arquivado, à representala, quer judicial, quer extrajudicialmente. Ora, a Certidão Simplificada é um documento no qual são relatadas algumas informações básicas sobre a empresa tais como nome empresarial, CNPJ, data de início de atividade, atividades econômicas, capital social, sócios e suas respectivas participações no capital social, sempre de acordo com os atos constitutivos arquivados nas Juntas Comercias. É este, inclusive, o expresso teor do artigo 2º da Instrução Normativa nº 93, de 05 de dezembro de 2002, que dispõe: Art. 2o A certidão simplificada constituise de extrato de informações atualizadas, constantes de atos arquivados, conforme modelos anexos à presente Instrução Normativa, abaixo especificados: Fl. 760DF CARF MF Impresso em 15/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/08/2012 por LEONARDO HENRIQUE PIRES LOPES, Assinado digitalmente em 3 0/08/2012 por LEONARDO HENRIQUE PIRES LOPES, Assinado digitalmente em 15/10/2012 por MARCELO OLIVEIR A Processo nº 12269.000052/200961 Acórdão n.º 2301002.551 S2C3T1 Fl. 5 5 I – empresário e suas filiais; II filiais de empresário com sede em outra unidade da federação; III sociedades empresárias, exceto as anônimas, e suas filiais; IV sociedade anônima e cooperativa, inclusive filiais; V filiais de sociedade empresária e cooperativa com sede em outra unidade da federação. VI – consórcio; VII – grupo de empresas. (Grifo meu) Dessa forma, por se tratar de um documento que, resumidamente, a partir do disposto nos atos constitutivos, apresenta as principais informações acerca empresa, não há que se falar em irregularidade na representação processual do Impugnante que comprova sua legitimidade por meio da apresentação da Certidão Simplificada emitida pela respectiva Junta Comercial. É este, inclusive, o entendimento do Tribunal de Justiça do Distrito Federal, TJDF, conforme se depreende do julgado cuja ementa é abaixo transcrita: PROCESSO CIVIL. ALEGAÇÃO DE IRREGULARIDADE NA REPRESENTAÇÃO PROCESSUAL DO RECORRIDO. NÃO COMPROVAÇÃO. PRELIMINAR REJEITADA. CIVIL. RESPONSABILIDADE CIVIL. REPARAÇÃO DE DANOS MORAIS. INSCRIÇÃO NOS ÓRGÃOS DE PROTEÇÃO AO CRÉDITO. ÔNUS DA PROVA DA LEGALIDADE DA ANOTAÇÃO. NÃO VERIFICAÇÃO. ILEGALIDADE DECLARADA. DEVER DE INDENIZAR. "QUANTUM" INDENIZATÓRIO. CRITÉRIOS DE FIXAÇÃO. OBEDIÊNCIA. MANUTENÇÃO DA SENTENÇA RECORRIDA. IMPROVIMENTO DO RECURSO. 1. Não prospera a alegação preliminar de irregularidade da representação do recorrente, quando se verifica que consta dos autos cópia autenticada da certidão simplificada da sociedade empresária, onde consta a qualificação de diretores dos subscritores da procuração outorgada, nos termos do estatuto social. Preliminar rejeitada. 2. É lícito aos fornecedores incluírem o nome de clientes inadimplentes nos órgãos de proteção ao crédito, mas alegada a ilegalidade da inscrição pelo consumidor, compete àqueles o ônus da prova da legalidade da anotação, em face da inversão do ônus da prova. 3. Não demonstrada cabalmente a legalidade da inscrição, comete ato ilícito o fornecedor que inclui o nome do seu cliente nos órgãos de proteção ao crédito, gerando o dever de indenizar, conforme os art. 186 c/c art. 927 do código civil. 4. A fixação da indenização por danos morais é realizada por arbitramento, atendendose aos princípios da proporcionalidade e da razoabilidade, a fim de evitar o enriquecimento sem causa de uma parte em detrimento da outra, mas preservando o caráter educativo e punitivo da condenação, com o objetivo de não mais ocorrerem novos atos ilícitos. 5. Atendidos os critérios doutrinários e jurisprudenciais sugeridos para a fixação do "quantum" da indenização por danos morais, não há que se cogitar em redução do valor. precedentes. recurso conhecido e improvido. sentença mantida. Unânime. (ACJ, 20050310170972 DF,Rel.: ALFEU MACHADO, Órgão Julgador: Segunda Turma Recursal dos Juizados Especiais Cíveis e Criminais do D.F., Julgado em: 07/12/2005, DJe: 18/01/2006)(Grifo meu) Ora, para que a impugnação tenha o condão o de instaurar a fase litigiosa do procedimento administrativo, nos termos do artigo 14 do Decreto n° 70.235/72, deve obedecer ao disposto no artigo 16 do referido diploma legal, que estabelece, dentre outras atribuições: Fl. 761DF CARF MF Impresso em 15/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/08/2012 por LEONARDO HENRIQUE PIRES LOPES, Assinado digitalmente em 3 0/08/2012 por LEONARDO HENRIQUE PIRES LOPES, Assinado digitalmente em 15/10/2012 por MARCELO OLIVEIR A Processo nº 12269.000052/200961 Acórdão n.º 2301002.551 S2C3T1 Fl. 6 6 Art. 16. A impugnação mencionará: I a autoridade julgadora a quem é dirigida; II a qualificação do impugnante; III os motivos de fato e de direito em que se fundamenta, os pontos de discordância e as razões e provas que possuir; (Grifo meu) O requisito elencado no inciso II do dispositivo de lei em destaque é, sem sombra de dúvida, preenchido pela Certidão Simplificada juntada aos autos pela Recorrente, visto que, conforme afirmado, aquela constitui um documento no qual constam, de forma atualizada e sintética, as principais informações acerca da empresa, dentre as quais os ocupantes da posição de sócio diretor, isto é, aqueles aptos a, nos termos do Contrato Social, exercer a representação judicial e extrajudicial da empresa, como é o caso do Sr. Joaquim Luiz Reiter. Todavia, é mister destacar que o principal fato que embasou a alegação da suposta irregularidade na representação processual da Recorrente foi a dúvida acerca de se poderia o Sr. Joaquim Luiz Reiter atuar de forma isolada como representante da companhia, a qual, conforme se depreende da Certidão Simplificada, é composta de dois sócios diretores. Para elucidar essa questão, basta a simples análise do artigo 143 da Lei 6404/76, Lei das Sociedades por Ações, que estabelece: Art. 143. A Diretoria será composta por 2 (dois) ou mais diretores, eleitos e destituíveis a qualquer tempo pelo conselho de administração, ou, se inexistente, pela assembleiageral, devendo o estatuto estabelecer: I o número de diretores, ou o máximo e o mínimo permitidos; II o modo de sua substituição; III o prazo de gestão, que não será superior a 3 (três) anos, permitida a reeleição; IV as atribuições e poderes de cada diretor. (Grifo Meu) Em decorrência do acima disposto, concluise que os diretores atuam isoladamente, segundo suas atribuições e poderes, de forma harmoniosa tendo sempre por objetivo a consecução dos fins visados pela sociedade, sendo, portanto, o seu órgão executivo. Dessa forma, conforme o já afirmado anteriormente, são os diretores os responsáveis pela representação da sociedade. “Todavia, se o estatuto não definir as atribuições de cada diretor, nem tendo o conselho de administração, se existir, fixado as atribuições de cada um (art. 142, II), competirá a qualquer diretor a representação da companhia e a prática dos atos necessários a seu funcionamento regular.” (REQUIÃO, 1995) Não é essa, todavia, a situação da empresa Recorrente, uma vez que o artigo 32 do Contrato Social, posteriormente juntado aos autos do presente processo (fls. 155 e seguintes), determina as atribuições dos sócios diretores e estabelece, expressamente, em seu §2º que: Fl. 762DF CARF MF Impresso em 15/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/08/2012 por LEONARDO HENRIQUE PIRES LOPES, Assinado digitalmente em 3 0/08/2012 por LEONARDO HENRIQUE PIRES LOPES, Assinado digitalmente em 15/10/2012 por MARCELO OLIVEIR A Processo nº 12269.000052/200961 Acórdão n.º 2301002.551 S2C3T1 Fl. 7 7 §2º: Todas as procurações serão outorgadas por 2 (dois) Diretores em conjunto, mediante mandato com poderes específicos e prazo determinado, exceto nos casos de procurações ad judicia, caso em que o mandato pode ser por prazo indeterminado, por meio de instrumento público ou particular. Qualquer dos Diretores ou procurador, isoladamente, poderá representar, ativa ou passivamente, a Companhia em juízo. (Grifo meu) Diante de tão claro preceito, inexistem dúvidas acerca dos poderes de representação do Sr. Joaquim Luiz Reiter, não havendo que se falar, portanto, em qualquer irregularidade na representação processual da então Impugnante. Todavia, a Certidão Simplificada que acompanhou a impugnação outrora apresentada não traz de forma detalhada os poderes e atribuições de cada sóciodiretor, tendo esta sido a razão primordial que embasou a dúvida de se estaria, ou não, o Sr. Joaquim Luiz Reiter habilitado a representar, isoladamente, a empresa perante a Fazenda Nacional. No entanto, inexistem razões para tal, pois, embora não conste tal informação na Certidão emitida, deveria a Primeira Instância Julgadora ter conhecido da Impugnação com base no preceito já citado de que não tendo o estatuto social ou o conselho de administração fixado as atribuições de cada sóciodiretor, o que não é a situação da empresa Recorrente, a representação da companhia pode ser feita por qualquer um deles, de forma isolada, tendo em vista a necessidade da prática contínua de atos para o funcionamento regular da empresa. Resta, portanto, corroborada a ausência de quaisquer irregularidades na representação processual da outrora Impugnante, seja por constituir a Certidão Simplificada documento idôneo à sua qualificação processual, seja pelo fato de que, mesmo não tendo sido determinadas as atribuições dos sócios diretores da companhia, o que não é, reiterase, o caso da empresa Recorrente, poderia qualquer um deles, de forma isolada, exercer, em decorrência do cargo ocupado, o papel de representante da empresa. Não bastassem estes importantes pressupostos aplicáveis ao caso concreto, devese levar em consideração que o procedimento administrativo fiscal é regido, dentre outros, pelo princípio do formalismo moderado, o qual prima pela “adoção de formas simples, suficientes para propiciar grau de certeza, segurança e respeito aos direitos dos administrados, mas desde que observem formalidades essenciais” (MARINS, 2003), o que não são aplica aos atos constitutivos da empresa. Ora, sabese que não há qualquer exigência legal determinando que as pessoas jurídicas façam prova de seus atos constitutivos, para representação em juízo, a não ser que haja dúvida concreta, relevante e substancial acerca da validade do ato representativo, o que, em virtude das peculiaridades acima descritas, o que não é o caso do presente processo. É este, inclusive, o entendimento pacificado do Superior Tribunal de Justiça – STJ, conforme se depreende dos julgados cujas ementas são abaixo transcritas: “PROCESSUAL PESSOA JURÍDICA CONTRATO SOCIAL DESNECESSIDADE DE SUA APRESENTAÇÃO EM JUÍZO. I A lei não exige que as pessoas jurídicas façam prova de seus atos constitutivos, para representação em juízo. II Se não há dúvida fundada, quanto ao credenciamento da pessoa que – em nome de sociedade outorgou mandato a Fl. 763DF CARF MF Impresso em 15/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/08/2012 por LEONARDO HENRIQUE PIRES LOPES, Assinado digitalmente em 3 0/08/2012 por LEONARDO HENRIQUE PIRES LOPES, Assinado digitalmente em 15/10/2012 por MARCELO OLIVEIR A Processo nº 12269.000052/200961 Acórdão n.º 2301002.551 S2C3T1 Fl. 8 8 advogado, não faz sentido exigirse que venha aos autos o estatuto social da pessoa jurídica. III Precedentes do STJ.” (STJ, RESP 199.184/SP, Rel. Ministro. HUMBERTO GOMES DE BARROS, Órgão Julgador: PRIMEIRA TURMA, DJ de 28.2.2000) (Grifo meu) TRIBUTÁRIO – PROCESSUAL CIVIL – VIOLAÇÃO DO ART. 525 DO CPC NÃO CONFIGURADA – CONTRATO SOCIAL – PEÇA NÃOOBRIGATÓRIA. A jurisprudência desta Corte é pacífica no sentido de não ser necessária a juntada do contrato social da empresa para que a procuração transladada ao agravo de instrumento tenha validade. Agravo regimental improvido. (STJ, AGRESP 662557, Rel.: Ministro HUMBERTO MARTINS, Órgão Julgador: SEGUNDA TURMA, Julgado em: 24/06/2008, DJe: 08/08/2008) AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL. PROCESSUAL CIVIL. ADMINISTRATIVO. PRELIMINAR. REPRESENTAÇÃO PROCESSUAL. CONTRATO SOCIAL. MÉRITO. RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO. TRANSPORTE. ACIDENTE. SAQUEAMENTO DE MERCADORIAS. AGENTES ESTATAIS. INDENIZAÇÃO. DANOS MORAIS. REEXAME DO CONTEXTO FÁTICOPROBATÓRIO. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 7/STJ. RECURSO INCAPAZ DE INFIRMAR OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. AGRAVO DESPROVIDO. 1. Não merece prosperar a preliminar de irregularidade da representação processual da empresa recorrida, porquanto, segundo a jurisprudência desta Corte de Justiça, não é necessária a juntada aos autos dos atos constitutivos da pessoa jurídica que é parte no processo, exceto se existir fundada dúvida sobre a validade de sua representação em juízo, o que, entretanto, não se configura na hipótese dos autos. Não basta, para tanto, a simples alegação, de caráter meramente formal, da ausência do referido documento, sem que seja demonstrada a real dúvida a respeito da validade do ato representativo. 2. O julgamento da pretensão recursal – seja para reconhecer a inexistência de prova do ato ilícito, seja para entender não configurado o nexo causal e, assim, julgar improcedente a pretensão condenatória – pressupõe, necessariamente, o reexame dos aspectos fáticos da lide, atividade cognitiva vedada na via do recurso especial (Súmula 7/STJ). 3. Agravo regimental desprovido. (STJ, AGRESP 929885, Rel.: Ministra DENISE ARRUDA, Órgão Julgador: SEGUNDA TURMA, Julgado em: 06/08/2009, DJE: 26/08/2009)(Grifo meu) Além do mais, um dos escopos do formalismo moderado é garantir ao contribuinte a resolução do conflito administrativo de maneira célere, de forma a tornar efetivo o princípio da eficiência da Administração Público, expressamente consagrado no artigo 37 do nosso Diploma Maior. Diante, portanto, das peculiaridades do caso em comento, foi radicalmente contrário aos preceitos ora em análise a alegação de irregularidade na representação processual da outrora Impugnante, uma vez que, conforme o já anteriormente afirmado, não só a Certidão Simplificada constitui documento hábil à sua representação processual, como também o Sr. Joaquim Luiz Reite, em decorrência dos pressupostos outrora citados, goza de plenos poderes de representação. Por fim, é válido destacar que nem Decreto Nº 1.800, de 30 de janeiro de 1996, que dispõe sobre o Registro Público de Empresas Mercantis e Atividades Afins, nem a Instrução Normativa nº 93, de 05 de dezembro de 2002, que trata da expedição de certidões pelas Juntas Comerciais, estabelecem prazo de validade para as certidões emitidas por aquele aquelas emitidas, o que corrobora ainda mais a completa inexistência irregularidades acerca da Fl. 764DF CARF MF Impresso em 15/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/08/2012 por LEONARDO HENRIQUE PIRES LOPES, Assinado digitalmente em 3 0/08/2012 por LEONARDO HENRIQUE PIRES LOPES, Assinado digitalmente em 15/10/2012 por MARCELO OLIVEIR A Processo nº 12269.000052/200961 Acórdão n.º 2301002.551 S2C3T1 Fl. 9 9 representação processual da Recorrente quando da apresentação inicial de sua peça impugnatória. Dessa forma, deve ser anulada a decisão em Primeira Instância prolatada e serem remetidos os autos à competente Delegacia da Receita Federal de Julgamento para que conheça a Impugnação outrora apresentada pela Recorrente e aprecie as questões de mérito. Da Conclusão Diante do exposto, conheço do Recurso para anular a decisão em primeira instância prolatada, em virtude da inexistência de irregularidades na representação processual da outrora Impugnante, devendo os autos serem remetidos à competente Delegacia da Receita Federal de Julgamento para que conheça a Impugnação outrora apresentada, apreciando o seu mérito. É como voto. Sala das Sessões, em 07 de fevereiro de 2012 Leonardo Henrique Pires Lopes Fl. 765DF CARF MF Impresso em 15/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/08/2012 por LEONARDO HENRIQUE PIRES LOPES, Assinado digitalmente em 3 0/08/2012 por LEONARDO HENRIQUE PIRES LOPES, Assinado digitalmente em 15/10/2012 por MARCELO OLIVEIR A
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Numero do processo: 16327.906391/2008-91
Turma: Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Jan 29 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Mon Mar 25 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre Operações de Crédito, Câmbio e Seguros ou relativas a Títulos ou Valores Mobiliários - IOF
Data do fato gerador: 15/01/2003
OPERAÇÕES DE CRÉDITO. ALÍQUOTA. LIMITE DE INCIDÊNCIA. EXTRAPOLAÇÃO. CRÉDITO.
O valor do imposto recolhido sobre operações de crédito que exceder àquele correspondente ao resultante da aplicação da alíquota máxima legalmente estabelecida é considerado como pagamento a maior e passível de restituição/compensação.
DIREITO CREDITÓRIO. PROVA. EXTRATOS COMPROVANDO O DEPÓSITO DO VALROS OBJETO DO MÚTUO.
Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 3102-001.717
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado.
(assinado digitalmente)
LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO - Presidente.
(assinado digitalmente)
ALVARO ARTHUR LOPES DE ALMEIDA FILHO - Relator.
EDITADO EM: 28/02/2013
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Luis Marcelo Guerra de Castro, Nanci Gama, Ricardo Paulo Rosa, Álvaro Almeida Filho, Winderley Morais Pereira e Helder kanamaru.
Nome do relator: ALVARO ARTHUR LOPES DE ALMEIDA FILHO
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Recorrida Fazenda Nacional ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE OPERAÇÕES DE CRÉDITO, CÂMBIO E SEGUROS OU RELATIVAS A TÍTULOS OU VALORES MOBILIÁRIOS IOF Data do fato gerador: 15/01/2003 OPERAÇÕES DE CRÉDITO. ALÍQUOTA. LIMITE DE INCIDÊNCIA. EXTRAPOLAÇÃO. CRÉDITO. O valor do imposto recolhido sobre operações de crédito que exceder àquele correspondente ao resultante da aplicação da alíquota máxima legalmente estabelecida é considerado como pagamento a maior e passível de restituição/compensação. DIREITO CREDITÓRIO. PROVA. EXTRATOS COMPROVANDO O DEPÓSITO DO VALROS OBJETO DO MÚTUO. Recurso Voluntário Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO Presidente. (assinado digitalmente) ALVARO ARTHUR LOPES DE ALMEIDA FILHO Relator. EDITADO EM: 28/02/2013 AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 16 32 7. 90 63 91 /2 00 8- 91 Fl. 255DF CARF MF Impresso em 26/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/02/2013 por ALVARO ARTHUR LOPES DE ALMEIDA FILHO, Assinado digitalmen te em 28/02/2013 por ALVARO ARTHUR LOPES DE ALMEIDA FILHO, Assinado digitalmente em 25/03/2013 por L UIS MARCELO GUERRA DE CASTRO 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Luis Marcelo Guerra de Castro, Nanci Gama, Ricardo Paulo Rosa, Álvaro Almeida Filho, Winderley Morais Pereira e Helder kanamaru. Relatório O recurso voluntário visa a reforma do acórdão nº 0531.283 da 3ª Turma da DRJ/CPS, que julgou improcedente a manifestação de inconformidade. Observando o relato da decisão recorrida é possível constatar que: Tratase de Despacho Decisório que não homologou Declaração de Compensação eletrônica. Na fundamentação do ato, consta: A partir das características do DARF discriminado no PER/DCOMP acima identificado, foram localizados um ou mais pagamentos, abaixo relacionados, mas integralmente utilizados para quitação de débitos do contribuinte, não restando crédito disponível para compensação dos débitos informados no PER/DCOMP. (...) Diante da inexistência do crédito, NÃO HOMOLOGO a compensação declarada. Cientificada, a interessada apresentou Manifestação de Inconformidade alegando, em síntese, que efetuou recolhimento a maior e que apresentou outra declaração de compensação a partir do mesmo recolhimento que dá suporte à que é objeto do presente processo. As duas declarações não foram homologadas por falta de demonstração do crédito em DCTF. Prossegue a contribuinte: Tendo em vista que as duas Per/Dcomps acima mencionadas decorrem do mesmo crédito e também porque ambas foram transmitidas de forma autônoma, a requerente demonstrará a necessidade de análise conjunta (...) Mas o fundamental é que o pagamento a maior realmente existe e a Requerente tem direito de crédito sobre tais valores, como se pode depreender nos argumentos a seguir demonstrados. Antes da demonstração da origem do crédito, cabe uma explicação sobre as Operações de Crédito efetuadas entre a Requerente e seus clientes, bem como a incidência do 10F sabre tais operações. A Requerente, Instituição Financeira, efetuou operações de crédito (empréstimo) com diversos clientes (pessoas jurídicas). Para tais operações, o art. 7°, I, 'b', do Decreto n° 4.494/02 previu a incidência do 10F: Art.7° A base de cálculo e respectiva alíquotas reduzida do IOF são (Lei n° 8.894, de 1994, art. 1°, parágrafo único, e Lei no 5.172, dc 1966, art. 64, inciso I): Fl. 256DF CARF MF Impresso em 26/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/02/2013 por ALVARO ARTHUR LOPES DE ALMEIDA FILHO, Assinado digitalmen te em 28/02/2013 por ALVARO ARTHUR LOPES DE ALMEIDA FILHO, Assinado digitalmente em 25/03/2013 por L UIS MARCELO GUERRA DE CASTRO Processo nº 16327.906391/200891 Acórdão n.º 3102001.717 S3C1T2 Fl. 101 3 I na operação de empréstimo, sob qualquer modalidade, inclusive abertura de crédito: () b) quando ficar definido o valor do principal a ser utilizado pelo mutuário, a base de cálculo é o principal entregue ou colocado à sua disposição, ou quando previsto mais de um pagamento, o valor do principal de cada urna das parcelas: 1. mutuário pessoa jurídica: 0,0041% ao dia; 0 mesmo Decreto, no art. 7°, § 1°, limitou a incidência do I0F sobre as operações de crédito financiamento ao 'valor resultante da aplicação da alíquota diária a cada valor de principal, prevista para a operação, multiplicada por trezentos e sessenta e cinco dias (365 dias x 0,0041%). Tal limitação ocorre, inclusive, quando há prorrogação da operação de crédito. o que diz o § 7º do art. 7° do Decreto n°4.494/02: § 7º Na prorrogação, renovação, novação, composição, consolidação, confissão de divida e negócios assemelhados, de operação de crédito em que não haja substituição de devedor, a base de cálculo do IOF será o valor não liquidado da operação anteriormente tributada, sendo essa tributação considerada complementar à anteriormente feita, aplicandose a aliquota em vigor it época da operação inicial. Conclusão: nas operações de crédito (empréstimos) efetuadas pela Requerente com seus clientes, o IOF devido é aquele relativo ao valor objeto do empréstimo a alíquota diária de 0,0041% (limitada a 365 dias). 0 referido recolhimento a maior ocorreu sobre operações de crédito (...), onde a Requerente recolheu valor de 10F em montante superior à alíquota máxima prevista no decreto citado no item anterior. 0 valor original indevidamente retido a titulo de IOF foi de: Quebecor (R$ 4.343,33) e (R$ 2.675,25) e (Vide planilha de cálculo do 10F e extrato da conta corrente demonstrando a retenção do 10F — Doc. 4). Tal equivoco ocorreu por erro de sistema, que considerou novamente o IOF em cada prorrogação do prazo da operação, dessa forma não limitou o cálculo do IOF até a alíquota máxima de 0,0041% x 365 dias (Vide comprovantes da prorrogação — Doc. 5). Diante disso, para que pudesse fazer jus ao direito de restituição/compensação dos créditos decorrentes dos pagamentos a maior de I0F, a Requerente apurou os pagamentos efetuados a maior, ou seja, aqueles cuja alíquota aplicada ultrapassou o limite de 0,0041% x 365 dias, previsto no Decreto do I0F. Por ser mera responsável pela retenção do I0F, a Requerente providenciou, ainda, a devolução dos valores indevidamente retidos aos clientes, acrescidos de juros e correção monetária (Vide extrato da conta corrente — Doc. 6). Logo, a Requerente Fl. 257DF CARF MF Impresso em 26/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/02/2013 por ALVARO ARTHUR LOPES DE ALMEIDA FILHO, Assinado digitalmen te em 28/02/2013 por ALVARO ARTHUR LOPES DE ALMEIDA FILHO, Assinado digitalmente em 25/03/2013 por L UIS MARCELO GUERRA DE CASTRO 4 demonstra que, de fato, assumiu o encargo financeiro do recolhimento a maior do I0F indevidamente recolhido, razão pela qual tem direito a sua restituição/compensação. Vale ressaltar que, o JOE discutido no presente processo (R$ 7.018,58) foi recolhido a maior em conjunto com o montante de R$ 28.276,54 (...) bem como com outros débitos de 10F decorrentes de diversas retenções ocorridas no mesmo período de apuração, o qual resultou no recolhimento de R$ 586.402,03. Analisada a impugnação ao auto de infração e a informação fiscal, decidiu a 3ª Turma da DRJ/CPS, pela improcedência da manifestação de inconformidade, nos termos da ementa abaixo: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE OPERAÇÕES DE CRÉDITO, CÂMBIO E SEGUROS OU RELATIVAS A TÍTULOS OU VALORES MOBILIÁRIOS IOF Data do fato gerador: 15/01/2003 DIREITO CREDITÓRIO. PROVA. O reconhecimento do direito creditório pleiteado requer a prova de sua existência e montante, sem o que não pode ser restituído ou utilizado em compensação. Faltando ao conjunto probatório carreado aos autos pela interessada elemento que permita a verificação da existência de pagamento indevido ou a maior frente à legislação tributária, o direito creditório não pode ser admitido. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Na fundamentação do acórdão recorrido se observa que dentre os documentos apresentados não se identifica o extrato bancário que demonstre o depósito inicial dos recursos emprestados, o que teria comprometido a comprovação do próprio empréstimo, bem como a identificação da renovação que seria objeto do próprio crédito. Inconformada com a decisão acima a contribuinte apresentou recurso voluntário alegando que: 1) Decorre o presente de DECOMP formulada pela recorrente visando compensar crédito de IOF com débito do mesmo imposto, a qual não foi homologada por inexistência de crédito; 2) O crédito é proveniente do recolhimento realizado com base em alíquota superior à prevista na legislação de 0,0041% (limitada a 365 dias), em operações de crédito realizadas junto a cliente pessoas jurídicas; 3) Realizou a retificação de sua DCTF para excluir R$ 7.018,58 (sete mil, dezoito reais e cinquenta e oito Fl. 258DF CARF MF Impresso em 26/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/02/2013 por ALVARO ARTHUR LOPES DE ALMEIDA FILHO, Assinado digitalmen te em 28/02/2013 por ALVARO ARTHUR LOPES DE ALMEIDA FILHO, Assinado digitalmente em 25/03/2013 por L UIS MARCELO GUERRA DE CASTRO Processo nº 16327.906391/200891 Acórdão n.º 3102001.717 S3C1T2 Fl. 102 5 centavos), indicados erroneamente como débito do IOF, entretanto esse valor não foi reconhecido, pois a decisão recorrida entendeu necessário a comprovação do depósito inicial dos recursos emprestados. 4) Preliminarmente arguiu a necessidade do julgamento ser realizado em conjunto com demais processos administrativos referentes a compensação de IOF, decorrentes de operações de mútuo bancário cujo o prazo ultrapassou 365 dias, relacionando todos os processo decididos pela DRJ/CPS, os quais se identificam quanto à matéria e aos elementos de prova, e foram julgados simultaneamente pela DRJ, obstando assim decisões distintas sobre a mesma matéria; 5) No mérito alega que foi reconhecida pela DRJ a limitação de 365(trezentos e sessenta e cinco) dias para a aplicação da alíquota diária do IOF, e que na respectiva decisão restou consignado que os valores guardam coerência numérica com as alegações formuladas, entretanto, a decisão de piso, entendeu que não é possível identificar a concessão do empréstimo pela fatal de apresentação dos extratos constando o depósito inicial dos recursos emprestados, fundamentação essa que não poderia prosperar, já que a documentação é capaz de demonstrar o empréstimo e as renovações; 6) Em 01/02/2002 e 13/02/2002 foram celebrados contratos de mútuo com a empresa Quebecor, nos valores respectivamente de R$ 674.743,90 e R$ 450.000,00. 7) O IOF foi recolhido de acordo com cada período da seguinte forma “R$[valor do contrato] x 0,0041% x quantidade de dias de cada período contratado”, assim após os 365(trezentos e sessenta e cinco dias) não há mais o que recolher, entretanto continuou erradamente a debitar de sua cliente. 8) Percebido o erro o IOF deduzido da empresa foi devolvido acrescido de SELIC, e assim a recorrente apresenta autorização nos termos do art. 166 do CTN para requerer o IOF recolhido a maior; 9) As planilhas, as declarações, os contratos e extratos analisados em conjunto, são capazes de comprovar o empréstimo, independentemente prova da materialização do empréstimo. Fl. 259DF CARF MF Impresso em 26/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/02/2013 por ALVARO ARTHUR LOPES DE ALMEIDA FILHO, Assinado digitalmen te em 28/02/2013 por ALVARO ARTHUR LOPES DE ALMEIDA FILHO, Assinado digitalmente em 25/03/2013 por L UIS MARCELO GUERRA DE CASTRO 6 Após os argumentos acima busca a recorrente a reforma decisão recorrida para homologar integralmente a declaração de compensação; Encaminhado os autos para julgamento o patrono da recorrente, em sessão, demonstrou que protocolou no dia 06/10/2011 os extratos que comprovariam o contrato de mutuo firmado com a empresa Quebecor World São Paulo Ltda., sendo convertido o processo em diligência para juntada dos aludidos documentos e posterior intimação da Procuradoria da Fazenda Nacional. Ao analisar a documentação a Procuradoria da Fazenda Nacional afirmou que como a documentação foi colacionada em sede de recurso, fazse necessário o retorno dos autos à instância inferior, para não haver supressão de instância. É o relatório. Voto Conselheiro Álvaro Arthur Lopes de Almeida Filho Conheço do presente recurso por ser tempestivo e por tratar de matéria de competência da terceira sessão. Como demonstrado o cerne do recurso apresentado é o reconhecimento do crédito de IOF sob o argumento de que há elementos nos autos capazes de comprovar o empréstimo realizado com a empresas Quebecor World São Paulo Ltda.., no qual teria ocorrido um recolhimento a maior de IOF no montante de R$ 7.018,58 (sete mil e dezoito reais e cinquenta e oito centavos). A Constituição, no inciso V art. 153, atribuiu competência a União para instituir imposto sobre operações financeiras, o qual já havia sido instituído através do Código Tributário Nacional, recepcionado como lei complementar, nos termos do art. 63 a 67 do CTN. O critério material do IOF é a formalização das operações definidas nos incisos do art. 63 do CTN, já a base de cálculo é o valor da respectiva operação, cabendo ao poder executivo alterar as alíquotas e base de cálculo nos limites legais, objetivando os ajustes a política monetária, dentro desta ótica foi editado o decreto 6.306/2007, que revogou o decreto 4.494/2002, em vigor a época dos fatos, o qual quanto à alíquota e ao limite legal sobre as operações de crédito assim disciplinava : Art.6º O IOF será cobrado à alíquota máxima de um vírgula cinco por cento ao dia sobre o valor das operações de crédito (Lei nº 8.894, de 1994, art. 1º). Art.7º A base de cálculo e respectiva alíquota reduzida do IOF são: Ina operação de empréstimo, sob qualquer modalidade, inclusive abertura de crédito: ... b)quando ficar definido o valor do principal a ser utilizado pelo mutuário, a base de cálculo é o principal entregue ou colocado à Fl. 260DF CARF MF Impresso em 26/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/02/2013 por ALVARO ARTHUR LOPES DE ALMEIDA FILHO, Assinado digitalmen te em 28/02/2013 por ALVARO ARTHUR LOPES DE ALMEIDA FILHO, Assinado digitalmente em 25/03/2013 por L UIS MARCELO GUERRA DE CASTRO Processo nº 16327.906391/200891 Acórdão n.º 3102001.717 S3C1T2 Fl. 103 7 sua disposição, ou quando previsto mais de um pagamento, o valor do principal de cada uma das parcelas: 1. mutuário pessoa jurídica: 0,0041% ao dia; §1º O IOF, cuja base de cálculo não seja apurada por somatório de saldos devedores diários, não excederá o valor resultante da aplicação da alíquota diária a cada valor de principal, prevista para a operação, multiplicada por trezentos e sessenta e cinco dias, ainda que a operação seja de pagamento parcelado.(grifo nosso) §2º No caso de operação de crédito não liquidada no vencimento, cuja tributação não tenha atingido a limitação prevista no §1º, a exigência do IOF fica suspensa entre a data do vencimento original da obrigação e a da sua liquidação ou a data em que ocorrer qualquer das hipóteses previstas no §7º. §3º Na hipótese do §2º, será cobrado o IOF complementar, relativamente ao período em que ficou suspensa a exigência, mediante a aplicação da mesma alíquota sobre o valor não liquidado da obrigação vencida, até atingir a limitação prevista no §1º. ... §7º Na prorrogação, renovação, novação, composição, consolidação, confissão de dívida e negócios assemelhados, de operação de crédito em que não haja substituição de devedor, a base de cálculo do IOF será o valor não liquidado da operação anteriormente tributada, sendo essa tributação considerada complementar à anteriormente feita, aplicandose a alíquota em vigor à época da operação inicial. Observando as normas acima, no tocante incidência do IOF nas hipóteses de renovação de contrato com o mesmo mutuário, a decisão singular concluiu que: Nesses termos, o disposto no referido artigo regulamentar citado define a aplicação de tratamento de tributação complementar à renovação do contrato junto ao mesmo mutuário, sem a liberação de novo valor. Nessa hipótese, o § 7º do art. 7º, acima transcrito, aplicase a alíquota vigente à época da operação originária multiplicada pelo número de dias pactuados na renovação. Esse cômputo dos dias repactuados, para efeitos de determinação de alíquota, fica limitado a um total de 365 (trezentos e sessenta e cinco), levados em conta os dias do prazo já vencido e já objeto da tributação originária. Vale dizer, a tributação, incluída a originária e a complementar, não pode ultrapassar o limite máximo de 365 dias multiplicados pela alíquota vigente. Como a prorrogação se trata, na realidade, de uma extensão da mesma operação de crédito, o limite máximo também inclui a tributação complementar, que é apenas a correção do aumento Fl. 261DF CARF MF Impresso em 26/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/02/2013 por ALVARO ARTHUR LOPES DE ALMEIDA FILHO, Assinado digitalmen te em 28/02/2013 por ALVARO ARTHUR LOPES DE ALMEIDA FILHO, Assinado digitalmente em 25/03/2013 por L UIS MARCELO GUERRA DE CASTRO 8 de prazo em relação à tributação originalmente prevista. Esse aumento de prazo não traz nenhuma repercussão em termos de IOF se o prazo original sobre o qual foi pago o imposto for superior a 365 dias. A partir da premissa acima referida, a DRJ passou a examinar todos os créditos de IOF requeridos pela recorrente, observando se a documentação apresentada permite identificar os empréstimos da contribuinte com renovação/prorrogação, sem a substituição do devedor e que tenham ultrapassado o limite de 365(trezentos e sessenta e cinco) dias com a dedução do IOF e concluiu que: Examinada, a documentação apresentada padece de uma importante lacuna, que é a falta do extrato bancário que apresente o depósito inicial dos recursos que teriam sido emprestados. Percebese que utilizando a documentação até então anexa aos autos a DRJ não conseguiu identificar a provar dos mútuos, entretanto em atenção a diligência foram anexados aos autos extratos bancários com os depósitos iniciais decorrentes dos mútuos realizados em 01/02/2002(R$ 450.000,00) e 13.02.2002(R$ 674.743,90), na conta da empresa Quebecor. Resta mais uma vez analisar a documentação dos autos, juntamente com os documentos colacionados em diligência. Vejamos. Quebecor – Contatase o contrato celebrado (fls. 57/71), a restituição dos valores indevidamente deduzidos relativos ao IOF(90/97). Identificase na nova documentação colacionada o ingresso do valor do empréstimo acima mencionado. Percebese assim, que dentre a documentação colacionada o contribuinte atendeu a diligência comprovando através dos extratos o ingresso dos valores. Ora, o mútuo consiste em um empréstimo onde mutuante transfere a propriedade de um bem fungível ao mutuário, o qual fica obrigado à devolução da coisa do mesmo gênero, qualidade e quantidade, nos termos do art. 5861 do Código Civil. Ao apresentar as características do mútuo o autor Arnaldo Rizzado2, destacao como contrato real ao afirmar que: Tratase de um contrato real, pois só existe o empréstimo uma vez entregue a coisa ao mutuário pelo mutuante. É a entrega requisito da constituição do mútuo. Sem ela, configurase apenas a promessa de empréstimo, como se verifica com a abertura de um empréstimo, ou a subscrição de obrigações. Tornamse mútuos tais atos quando o crédito é utilizado ou o importe das obrigações vem a ser pago;(Grifamos) Como o mútuo só se torna perfeito com a entrega do bem fungível a outra parte, e no caso em tela restou provado que ocorreu o empréstimo, com a efetiva transferência dos valores, e acrescido dos demais elementos probatórios acima referidos, constatase o pagamento de IOF a maior, razão pela qual conheço do recurso voluntário para dar provimento, 1 C. Civil Art. 586. O mútuo é o empréstimo de coisas fungíveis. O mutuário é obrigado a restituir ao mutuante o que dele recebeu em coisa do mesmo gênero, qualidade e quantidade. 2 Rizzardo, Arnaldo, 1942 – Contratos – Rio de Janeiro: Forense, 2006. P 599 Fl. 262DF CARF MF Impresso em 26/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/02/2013 por ALVARO ARTHUR LOPES DE ALMEIDA FILHO, Assinado digitalmen te em 28/02/2013 por ALVARO ARTHUR LOPES DE ALMEIDA FILHO, Assinado digitalmente em 25/03/2013 por L UIS MARCELO GUERRA DE CASTRO Processo nº 16327.906391/200891 Acórdão n.º 3102001.717 S3C1T2 Fl. 104 9 reconhecendo o direito ao crédito tributário no montante de R$ 7.018,58(sete mil, dezoito reais e cinquenta e oito centavos). Sala de sessões 29 de janeiro de 2013. (assinado digitalmente) Álvaro Arthur Lopes de Almeida Filho Relator Fl. 263DF CARF MF Impresso em 26/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/02/2013 por ALVARO ARTHUR LOPES DE ALMEIDA FILHO, Assinado digitalmen te em 28/02/2013 por ALVARO ARTHUR LOPES DE ALMEIDA FILHO, Assinado digitalmente em 25/03/2013 por L UIS MARCELO GUERRA DE CASTRO
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Numero do processo: 23034.003761/95-11
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Feb 20 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Wed Mar 20 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/03/1985 a 31/12/1994
FNDE. SALÁRIO EDUCAÇÃO. LEI Nº 9.424/96
O Salário-Educação previsto no art. 212, §5º da Constituição Federal é devido pelas empresas com base na alíquota de 2,5% (dois e meio por cento) sobre o total de remunerações pagas ou creditadas, a qualquer título, aos segurados empregados, assim definidos no art. 12, I da Lei nº 8.212/91.
Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 2302-002.330
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros da 2ª TO/3ª CÂMARA/2ª SEJUL/CARF/MF/DF, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
Liége Lacroix Thomasi Presidente Substituta.
Arlindo da Costa e Silva - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Liége Lacroix Thomasi (Presidente Substituta de Turma), Manoel Coelho Arruda Junior (Vice-presidente de turma), Adriana Sato, André Luis Mársico Lombardi, Bianca Delgado Pinheiro e Arlindo da Costa e Silva.
Nome do relator: ARLINDO DA COSTA E SILVA
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ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/03/1985 a 31/12/1994 FNDE. SALÁRIO EDUCAÇÃO. LEI Nº 9.424/96 O Salário-Educação previsto no art. 212, §5º da Constituição Federal é devido pelas empresas com base na alíquota de 2,5% (dois e meio por cento) sobre o total de remunerações pagas ou creditadas, a qualquer título, aos segurados empregados, assim definidos no art. 12, I da Lei nº 8.212/91. Recurso Voluntário Negado
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SALÁRIO EDUCAÇÃO. LEI Nº 9.424/96 O SalárioEducação previsto no art. 212, §5º da Constituição Federal é devido pelas empresas com base na alíquota de 2,5% (dois e meio por cento) sobre o total de remunerações pagas ou creditadas, a qualquer título, aos segurados empregados, assim definidos no art. 12, I da Lei nº 8.212/91. Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 2ª TO/3ª CÂMARA/2ª SEJUL/CARF/MF/DF, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. Liége Lacroix Thomasi – Presidente Substituta. Arlindo da Costa e Silva Relator. Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Liége Lacroix Thomasi (Presidente Substituta de Turma), Manoel Coelho Arruda Junior (Vicepresidente de turma), Adriana Sato, André Luis Mársico Lombardi, Bianca Delgado Pinheiro e Arlindo da Costa e Silva. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 23 03 4. 00 37 61 /9 5- 11 Fl. 167DF CARF MF Impresso em 20/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/03/2013 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 15/03/ 2013 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 19/03/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI 2 Relatório Período de apuração: 01/03/1985 a 31/12/1994 Data da lavratura do IFD: 17/03/1995. Data da Ciência da NRD: 05/07/1995. Tratase de Informação Fiscal de Débito lavrada em face da empresa em referência, tendo por objeto contribuições sociais a cargo da empresa destinadas aos Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação FNDE, incidentes sobre a remuneração de segurados empregados, conforme descrito no Relatório a fls. 06/16. De acordo com o Relatório Fiscal, houvese por constatado, durante procedimentos de fiscalização, que a empresa mantém convênio com o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), em conformidade com o Decreto Lei nº 1422/75 e Decretos nº 87043/82 e 88374/83, a partir da competência 01/85, encontrandose em débito com a referida entidade, conforme demonstrado nos anexos juntado a presente Informação Fiscal. Os valores das diferenças de Salário de Contribuição referemse a verbas de natureza salarial constantes nas folhas de pagamento normal da empresa, que não foram incluídas na Base de Cálculo da contribuição em relevo. Em contenção ao prosseguimento do supracitado lançamento tributário, o sujeito passivo apresentou impugnação a fls. 18/21, a qual foi julgada IMPROCEDENTE em 03/11/1997, comunicada ao contribuinte por meio do Of/SEAD/GEARC n° 30597. Inconformada com a decisão exarada pelo órgão administrativo julgador a quo, o ora Recorrente interpôs recurso voluntário, em 27/11/1997, a fls. 35/56, arguindo que as Notificações Fiscais de Lançamento de Débito correlatas, lavradas pelo INSS, referentes às demais contribuições sociais e previdenciárias, com as mesmas bases de cálculo discutidas, foram extintas por meio de Embargos de Execução junto ao Anexo das Fazendas da Comarca de MogiGuaçú. O processo foi encaminhado para manifestação da Procuradoria Federal do FNDE, a respeito das alegações do contribuinte, a qual se manifestou a fls. 87/94, entendendo não haver nenhuma relação da Execução embargada e o débito aqui discutido, além de que esta ainda não transitou em julgado. Em razão das disposições de competência contidas na Lei n° 11.457/2007, foi o presente encaminhado à Secretaria da Receita Federal do Brasil em Limeira/SP, para prosseguimento da cobrança, que, antes de envio do recurso ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais para julgamento do Recurso Voluntário de fls. 35/56, procedeu ao exame da questão atávica ao decurso do prazo decadencial sob o prisma da Súmula Vinculante n° 08, de 12/06/2008. A Delegacia da Receita Federal do Brasil em Limeira proferiu Despacho Decisório a fls. 119/127, julgando procedente em parte o lançamento, para dele excluir as obrigações tributarias relativas aos fatos geradores ocorridos nas competências alcançadas pela Fl. 168DF CARF MF Impresso em 20/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/03/2013 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 15/03/ 2013 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 19/03/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI Processo nº 23034.003761/9511 Acórdão n.º 2302002.330 S2C3T2 Fl. 940 3 decadência, mantendo o crédito tributário na forma assinalada no Discriminativo Analítico do Débito Retificado DADR a fls. 110/118. O Sujeito Passivo foi cientificado do Despacho Decisório acima referido no dia 24/01/2012, conforme Aviso de Recebimento – AR, a fl. 130, deixando transcorrer in albis o prazo que lhe fora concedido para se manifestar nos autos do processo. Foram, então, os autos encaminhados a este Conselho para apreciação e julgamento do Recurso Voluntário a fls. 35/56. Relatados sumariamente os fatos relevantes. Voto Conselheiro Arlindo da Costa e Silva, Relator. 1. DOS PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE O sujeito passivo foi válida e eficazmente cientificado da decisão recorrida no dia 03/11/1997. Havendo sido o recurso voluntário protocolado 27/11/1997, há que se reconhecer a tempestividade do recurso interposto. Estando cumpridos os demais requisitos de admissibilidade do recurso, dele conheço. 2. DAS PRELIMINARES 2.1. DAS NFLD CORRELATAS. Alega o Recorrente que a Justiça Federal julgou serem indevidas as execuções fiscais ajuizadas pelo INSS referentes às demais contribuições sociais e previdenciárias, com as mesmas bases de cálculo discutidas. Aduz que, em consequência, a presente Notificação para Recolhimento de Débito imposta pelo FNDE deve ser extinta, automaticamente. A rogativa acima postada não merece o abrigo pretendido. Fl. 169DF CARF MF Impresso em 20/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/03/2013 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 15/03/ 2013 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 19/03/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI 4 Com efeito, nos autos da Execução Fiscal n° 1995/96 no Juízo de Direito do Serviço Anexo das Fazendas, Comarca de Mogi Guaçu, Estado de São Paulo, a empresa notificada opôs embargos, os quais foram julgados procedentes em parte, para, no que diz respeito às certidões de divida ativa nº 32.028.3747, 32.028.3755, 32.028.3852, 32.028.386 0, 32.028.3879 e 32.028.3887, julgar extinta a execução. No tocante às certidões de divida ativa n° 32.028.3763, 32.028.3771 e 32.028.3810, deverseá prosseguir na execução. Da referida sentença apelaram ambas as partes (INSS e Mahle Indústria e Comércio Ltda.), sendo que o processo se encontra no Egrégio TRF da 3ª Região aguardando julgamento. Conforme destacado no Parecer nº 1280/2004 da Procuradoria Federal do FNDE, a fls. 87/94, o FNDE não integra a relação Jurídicoprocessual da execução fiscal contendida na Justiça Federal, de modo que a decisão proferida naqueles autos não irradia efeitos imediatos e vinculantes neste lançamento. Por outro viés, as execuções Fiscais referidas como paradigma pela Recorrente não foram ainda homenageadas com o Trânsito em Julgado, conforme Consulta Processual a fls. 105/106, podendo ainda seu decisório sofrer modificações e entendimentos em sede de Recurso Especial interposto pela Fazenda Nacional. No que se refere à exclusão do lançamento das obrigações tributárias referentes aos fatos geradores atingidos pela decadência, reconhecemos que a aplicação da legislação tributária relativa ao tema houvese por aplicada pela DRF em Limeira/SP em pleno acordo com o entendimento majoritário desta 2ª Turma, vencido este Relator, inexistindo arestas a serem reparadas. 3. CONCLUSÃO: Pelos motivos expendidos, CONHEÇO do recurso voluntário para, no mérito, NEGARLHE PROVIMENTO. É como voto. Arlindo da Costa e Silva Fl. 170DF CARF MF Impresso em 20/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/03/2013 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 15/03/ 2013 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 19/03/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI
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Numero do processo: 10811.000156/2009-46
Turma: Primeira Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Mar 07 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Wed Apr 10 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Simples Nacional
Exercício: 2009
CIGARRO DE PROCEDÊNCIA ESTRANGEIRA, SEM DOCUMENTAÇÃO COMPROBATÓRIA DA IMPORTAÇÃO REGULAR.
Caracteriza infração às medidas de controle fiscal a posse e circulação de fumo, charuto, cigarrilha e cigarro de procedência estrangeira, sem documentação comprobatória da importação regular, sendo irrelevante, para tipificar a infração, a propriedade da mercadoria.
PRODUÇÃO DE PROVAS. ASPECTO TEMPORAL.
A peça de defesa deve ser formalizada por escrito incluindo todas as teses de defesa e instruída com os todos os documentos em que se fundamentar, sob pena de preclusão, ressalvadas as exceções legais.
OPÇÃO. CAUSA IMPEDITIVA LEGAL.
A legislação expressamente não admite o recolhimento dos tributos na forma do Simples Nacional pela microempresa ou empresa de pequeno porte que comercializar mercadorias objeto de contrabando ou descaminho.
EXCLUSÃO DE OFÍCIO. DEVER FUNCIONAL.
No caso de a pessoa jurídica optante incorrer em hipótese legal de vedação e não comunicar espontaneamente o fato, há exclusão de ofício mediante emissão do termo pela autoridade competente, sob pena de responsabilidade funcional.
EFEITOS.
A exclusão de ofício é efetivada a partir do próprio mês em que incorrida a situação excludente, impedindo a opção pelo regime diferenciado e favorecido pelos próximos 3 (três) anos-calendário seguintes, no caso em que restar configurada a comercialização mercadorias objeto de contrabando ou descaminho.
DOUTRINA. JURISPRUDÊNCIA.
Somente devem ser observados os entendimentos doutrinários e jurisprudenciais para os quais a lei atribua eficácia normativa.
INCONSTITUCIONALIDADE DE LEI.
O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária.
Numero da decisão: 1801-001.361
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto da Relatora. Ausente momentaneamente o Conselheiro João Carlos de Figueiredo Neto.
(assinado digitalmente)
Ana de Barros Fernandes - Presidente
(assinado digitalmente)
Carmen Ferreira Saraiva - Relatora
Composição do Colegiado: Participaram do presente julgamento os Conselheiros Maria de Lourdes Ramirez, Ana Clarissa Masuko dos Santos, Carmen Ferreira Saraiva, João Carlos de Figueiredo Neto e Luiz Guilherme de Medeiros Ferreira e Ana de Barros Fernandes.
Nome do relator: CARMEN FERREIRA SARAIVA
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Caracteriza infração às medidas de controle fiscal a posse e circulação de fumo, charuto, cigarrilha e cigarro de procedência estrangeira, sem documentação comprobatória da importação regular, sendo irrelevante, para tipificar a infração, a propriedade da mercadoria. PRODUÇÃO DE PROVAS. ASPECTO TEMPORAL. A peça de defesa deve ser formalizada por escrito incluindo todas as teses de defesa e instruída com os todos os documentos em que se fundamentar, sob pena de preclusão, ressalvadas as exceções legais. OPÇÃO. CAUSA IMPEDITIVA LEGAL. A legislação expressamente não admite o recolhimento dos tributos na forma do Simples Nacional pela microempresa ou empresa de pequeno porte que comercializar mercadorias objeto de contrabando ou descaminho. EXCLUSÃO DE OFÍCIO. DEVER FUNCIONAL. No caso de a pessoa jurídica optante incorrer em hipótese legal de vedação e não comunicar espontaneamente o fato, há exclusão de ofício mediante emissão do termo pela autoridade competente, sob pena de responsabilidade funcional. EFEITOS. A exclusão de ofício é efetivada a partir do próprio mês em que incorrida a situação excludente, impedindo a opção pelo regime diferenciado e favorecido pelos próximos 3 (três) anoscalendário seguintes, no caso em que AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 81 1. 00 01 56 /2 00 9- 46 Fl. 69DF CARF MF Impresso em 10/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/03/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 12/03/2 013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 13/03/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 10811.000156/200946 Acórdão n.º 1801001.361 S1TE01 Fl. 70 2 restar configurada a comercialização mercadorias objeto de contrabando ou descaminho. DOUTRINA. JURISPRUDÊNCIA. Somente devem ser observados os entendimentos doutrinários e jurisprudenciais para os quais a lei atribua eficácia normativa. INCONSTITUCIONALIDADE DE LEI. O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto da Relatora. Ausente momentaneamente o Conselheiro João Carlos de Figueiredo Neto. (assinado digitalmente) Ana de Barros Fernandes Presidente (assinado digitalmente) Carmen Ferreira Saraiva Relatora Composição do Colegiado: Participaram do presente julgamento os Conselheiros Maria de Lourdes Ramirez, Ana Clarissa Masuko dos Santos, Carmen Ferreira Saraiva, João Carlos de Figueiredo Neto e Luiz Guilherme de Medeiros Ferreira e Ana de Barros Fernandes. Relatório A Recorrente optante pelo Regime Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e Contribuições devidos pelas Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Simples Nacional) foi excluída de ofício mediante o Ato Declaratório Executivo DRF/SJR/SP nº 22, de 22.04.2009, com efeitos a partir de 01.07.2008, tendo em vista a constatação de comercialização de mercadorias objeto de contrabando ou descaminho, fl. 25 (inciso VII do art. 29 da Lei Complementar nº 123, de 14 de dezembro de 2006). Restou evidenciado que sessenta e seis maços de cigarros das marcas Eight, Yes e Record de procedência do Paraguai foram encontrados no interior do establecimento comercial sem prova de introdução regular no País. O procedimento de ofício é decorrente do Auto de Infração e Termo de Apreensão e Guarda Fiscal nº 0810700/04898/09, de 26.03.2009, lavrado contra a Recorrente por violação das medidas de controle fiscal relativas a fumo, cigarro, charuto de procedência estrangeira combinado com o perdimento de mercadoria, pelo porte e comercialização de tais produtos em seu estabelecimento formalizado no processo nº 10811.000153/200911, que se encontra findo na esfera administrativa e cujas cópias constam às fls. 0418. Fl. 70DF CARF MF Impresso em 10/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/03/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 12/03/2 013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 13/03/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 10811.000156/200946 Acórdão n.º 1801001.361 S1TE01 Fl. 71 3 Cientificada em 29.04.2009, fl. 26, a Recorrente apresentou a impugnação em 29.05.2009, fls. 2729, argumentando que 3 Inconformado, vem apresentar fatos e fundamentos, visando a reconsideração do despacho, bem como o efeito suspensivo do recurso, para em julgamento, obter o deferimento do pleito de permanecer no Regime tributário do Simples Nacional nos termos da Lei Complementar 123/2006. 4 Primeiramente vale esclarecer em matéria de fato, que o Recorrente impugna a descrição em todos os processos (10.811.000153/200911; 10811.000155/200900 e 10811.000156/200946) por não constarem de forma precisa a identificação da marca do cigarro apreendido, que por sua vez, tratase somente da marca YES, utilizada (fumada) pelo sócio da empresa. 5 Tratava de 6 (seis) maços com 10 unidades cada, e mais 01 (um) maço que estava aberto, inclusive no seu bolso (do subscritor) como pode ser averiguado em diligência com o próprio policial que fez a apreensão. 6 O manifesto inconformismo se dá em vários aspectos que para apreciação do recurso se faz necessário explicitar: em primeiro, que a apreensão não deuse na área de comércio da empresa; segundo, que foi explicado no momento da apreensão e desconsiderado perante as circunstâncias, que tratava de mercadoria para seu consumo e do filho; terceiro, a quantidade é pequena, o que comprova sua utilização para consumo e não para comércio, haja vista, que NÃO COMERCIALIZA ESTE PRODUTO. 7 Tomadas as medidas de cautela por parte do órgão fiscalizador, de apreender a mercadoria e autuar a empresa, leigo no assunto, o representante ficou sem o seu cigarro e a empresa pagou uma multa baseada na fundamentação de legislação ADUANEIRA por importação irregular (artigos 538 a 541 e 621 a 632 do Decreto 4.543/02). Detalhe importante, é que a empresa não praticou importação e sim seu sócio, consumidor do produto. 8 No mesmo esteio, vem o SACAT determinar a exclusão do Regime do Simples fundamentando sua decisão no artigo 29, inciso VII da Lei Complementar 123/2006 que menciona Comercializar mercadorias objeto de contrabando ou descaminho. 9 A empresa Recorrente discorda da aplicação da penalidade mencionada, por não ter COMERCIALIZADO mercadoria objeto de contrabando ou descaminho a que menciona o tipo legal mencionado. 10 Em nenhum momento foi cogitada a comercialização, se diligenciado a autoridade policial, poderá esclarecer que a mercadoria não encontravase exposta a comércio bem como esclarecido seu destino de consumo pessoal e da família. 11 A punição de exclusão do Regime tributário do Simples Nacional de ofício pela Secretaria da Receita Federal para a Recorrente não deve ser aplicada pelo fato de não haver praticado nenhum dos elementos do tipo consignado no artigo 29, inciso VII da Lc 123/2006, devendo ser apreciação pela autoridade competente como forma de aplicarse o direito constitucional de defesa sem prejuízo dos demais direitos previstos na Constituição Federal Artigo 5o. Incisos LVII e XXXIX. 12 Se analisado: a quantidade de mercadoria, tratarse somente de uma marca, a que utiliza o sócio, por não ser propriedade da empresa Recorrente, por não estar armazenada em área de comércio, e por ultimo e mais importante, POR NÃO Fl. 71DF CARF MF Impresso em 10/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/03/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 12/03/2 013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 13/03/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 10811.000156/200946 Acórdão n.º 1801001.361 S1TE01 Fl. 72 4 SER OBJETO DE COMERCIO da empresa recorrente, NÃO deve a empresa ser penalizada com a Exclusão do SIMPLES, o que justifica o presente pleito. Isto posto, requer a reconsideração da decisão SACAT 00279/2009 do processo 10811.000156/200946, que excluiu a recorrente do SIMPLES retroativa a Julho de 2008, tornando sem efeito a decisão de exclusão de ofício. Requer a continuidade no regime tributário simplificado até mesmo como meio de sobrevivência das atividades comerciais. Requer ainda o efeito suspensivo do ato declaratório 22/2009 até que se processe o deferimento do presente pedido. Termos em que P. Deferimento. Está registrado como resultado do Acórdão da 2ª TURMA/DRJ/BEL/PA nº 0124.344, de 28.02.2012, fls. 5557: “Manifestação de Inconformidade Improcedente”. Restou ementado ASSUNTO: SIMPLES NACIONAL Anocalendário: 2008 [...] A exclusão de ofício das empresas optantes pelo Simples Nacional darseá quando, entre outras hipóteses, constatarse a comercialização de mercadorias objeto de contrabando. Notificada em 09.04.2012, fl. 58, a Recorrente apresentou o recurso voluntário em 08.05.2012, fls. 6065, esclarecendo a peça atende aos pressupostos de admissibilidade. Discorre sobre o procedimento fiscal contra o qual se insurge e reitera os argumentos apresentados na peça impugnatória. Acrescenta que a penalidade é desproporcional. Em face do exposto, requer o cancelamento do presente processo. É o Relatório. Voto Conselheira Carmen Ferreira Saraiva, Relatora O recurso voluntário apresentado pela Recorrente atende aos requisitos de admissibilidade previstos nas normas de regência, inclusive para os fins do inciso III do art. 151 do Código Tributário Nacional. Assim, dele tomo conhecimento. Vale ressaltar que a Recorrente indica que devem ser analisados os argumentos apresentados em face dos procedimentos formalizados nos processos nºs 10811.000153/200911 (Auto de Infração de II/IPI com Apreensão de Mercadorias) e 10811.000155/200900 (Pena de Perdimento de Mercadoria), tais como que a multa de ofício não poderia ter sido aplicada. Entretanto, as matérias tratadas nos referidos autos deveriam ser Fl. 72DF CARF MF Impresso em 10/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/03/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 12/03/2 013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 13/03/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 10811.000156/200946 Acórdão n.º 1801001.361 S1TE01 Fl. 73 5 ali analisadas e não podem ser avaliadas no presente processo1. Além disso, as questões pertinentes estão findas na esfera administrativa, já que esses feitos encontramse no Arquivo Geral da RFB desde 16.05.2012 e 15.09.2009, respectivamente. A Recorrente solicita a realização de todos os meios de prova. Sobre a matéria, vale esclarecer que no presente caso se aplicam as disposições do processo administrativo fiscal que estabelece que a peça de defesa deve ser formalizada por escrito incluindo todas as teses e instruída com os todos documentos em que se fundamentar, precluindo o direito de a Recorrente praticar este ato e apresentar novas razões em outro momento processual, salvo a ocorrência de quaisquer das circunstâncias ali previstas. Embora lhe fossem oferecidas várias oportunidade no curso do processo, a Recorrente não apresentou a comprovação inequívoca de quaisquer fatos que tenham correlação com as situações excepcionadas pela legislação de regência 2. A realização desses meios probantes é prescindível, uma vez que os elementos probatórios produzidos por meios lícitos constantes nos autos são suficientes para a solução do litígio. A justificativa arguida pela defendente, por essa razão, não se comprova. A Recorrente se insurge contra o ato de ofício. O tratamento diferenciado, simplificado e favorecido denominado Regime Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e Contribuições devidos pelas Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Simples Nacional) é regulamentado pelo Comitê Gestor do Simples Nacional (CGSN). A opção do sujeito passivo deve ser manifestada por meio da internet até o último dia útil do janeiro sendo irretratável para todo anocalendário oportunidade em que presta declaração quanto ao nãoenquadramento nas vedações legais. A exclusão por comunicação decorrente de opção ou de obrigatoriedade é feita pela internet. Verificada a falta da comunicação obrigatória, a exclusão de ofício é formalizada mediante termo emitido pelo ente federativo que iniciar o processo de exclusão de ofício. Os seus efeitos podem ser retroativos, conforme o caso. Não pode recolher os tributos na forma do Simples Nacional a pessoa jurídica que comercializar mercadorias objeto de contrabando ou descaminho. Tratase de ato, de cuja emissão é vinculada e obrigatória, sob pena de responsabilidade funcional3. O Ato Declaratório Executivo DRF/SJR/SP nº 22, de 22.04.2009, foi emitido pela autoridade competente com efeitos a partir de 01.07.2008, tendo em vista a constatação de comercialização de mercadorias objeto de contrabando ou descaminho, qual seja, sessenta e seis maços de cigarros das marcas Eight, Yes e Record de procedência do Paraguai encontrados no interior do establecimento comercial sem prova de introdução regular no País, fl. 25. Estes fatos estão comprovados nos autos mediante o Auto de Infração lavrado contra a Recorrente por violação às medidas de controle fiscal relativas a fumo, cigarro, charuto de procedência estrangeira combinado com o perdimento de mercadoria, pelo porte e 1 Disponível em <http://comprot.fazenda.gov.br/E gov/PvC_Mov_Consulta_Movimentos.asp?processoQ=10811000155200900&DDMovimentoQ=15092009&SQO rdemQ=0> e <http://comprot.fazenda.gov.br/E gov/PvC_Mov_Consulta_Movimentos.asp?processoQ=10811000153200911&DDMovimentoQ=16052012&SQO rdemQ=0> . Acesso em 22 jan.2013. 2 Fundamentação legal: art. 16 do Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972. 3 Fundamentação legal: art. 179 da Constituição Federal, art. 29, art. 33 e art. 39 da Lei Complementar nº 123, de 14 de dezembro de 2006, Resolução CGSN nº 4, de 30 de maio de 2007, Resolução CGSN nº 15, de 23 de julho de 2007 e art. 142 do Código Tributário Nacional. Fl. 73DF CARF MF Impresso em 10/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/03/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 12/03/2 013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 13/03/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 10811.000156/200946 Acórdão n.º 1801001.361 S1TE01 Fl. 74 6 comercialização de tais produtos em seu estabelecimento formalizado nos processos nºs 10811.000153/200911 (Auto de Infração de II/IPI com Apreensão de Mercadorias) e 10811.000155/200900 (Pena de Perdimento de Mercadoria), que se encontram findos na esfera administrativa. O processo também está instruído com o Auto de Infração e Termo de Apreensão e Guarda Fiscal nº 0810700/04898/09, de 26.03.2009, protocolado no processo administrativo de nº 10811.000153/200911, e ainda com o Laudo de Exibição e Apreensão expedido pelo Instituto de Criminalística de São José do Rio Preto/SP datado de 04.07.2008 e cujas cópias constam às fls. 0418. Assim, os sessenta e seis maços de cigarros das marcas Eight, Yes e Record de procedência do Paraguai que foram encontrados pelas autoridades públicas para fins de comercialização configuram o ilítico que lhe foi imputado. A Recorrente, considerada pela legislação como possuidora ou detentora da mercadoria4, não demonstra o fato de que essa mercadoria era de tutilaridade de outrem, uma vez que lhe cabe o ônus de provar a falta de veracidade de fatos comprovados pelas autoridades públicas de modo a desconstituir inequivocamente a relação jurídica. Ademais, “a responsabilidade por infrações da legislação tributária independe da intenção do agente ou do responsável e da efetividade, natureza e extensão dos efeitos do ato”5. Ainda a Súmula do CARF nº 90 expressamente determina que “caracteriza infração às medidas de controle fiscal a posse e circulação de fumo, charuto, cigarrilha e cigarro de procedência estrangeira, sem documentação comprobatória da importação regular, sendo irrelevante, para tipificar a infração, a propriedade da mercadoria”. Nesse sentido, restou configurado que a Recorrente foi qualificada como sujeito passivo da obrigação6 e não observou as determinações legais pertinentes à matéria e por esta razão está sumetido à consequência legal de sua conduta decorrente da prática do ato ilícito. A proposição afirmada pela defendente, desse modo, não tem cabimento. A Recorrente discorda do efeito retroativo da exclusão. A norma trata o ato da exclusão do Simples Nacional como declaratório de uma circunstância impeditiva preexistente expressamente prevista em lei, permitindo a retroação de seus efeitos. A exclusão de ofício foi regularmente efetivada a partir do próprio mês em que incorrida a situação excludente, impedindo a opção pelo regime diferenciado e favorecido pelos próximos 3 (três) anoscalendário seguintes, uma vez que restou configurada a comercialização mercadorias objeto de contrabando ou descaminho em 04.07.2008, em conformidade com o Boletim de Ocorrência de Auditoria Conhecida nº 190/2008, emitido em 08.07.2008 pela Polícia Civil do Estado de São Paulo. A Recorrente, como foi excluída do Simples Nacional, sujeitase, a partir do período em que se processarem os efeitos da exclusão, às normas de tributação aplicáveis às demais pessoas jurídicas7. A inferência denotada pela defendente, nesse caso, não é acertada. A Recorrente menciona que o procedimento não poderia ter sido formalizado. A pessoa jurídica optante deve comunicar obrigatoriamente a sua exclusão à RFB, por meio do Portal do Simples Nacional na internet, quando incorrer em hipótese legal de 4 Fundamentação legal art. 87 da Lei no. 4.502, de 30 de nevembro de 1964. 5 Fundamentação legal: art. 136 do Código Tributário Nacional. 6 Fundamentação legal art. 121 do Código Tributário Nacional. 7 Fundamentação legal art. 29 e art. 32 da Lei Complementar no. 123, de 14 de dezembro de 2006. Fl. 74DF CARF MF Impresso em 10/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/03/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 12/03/2 013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 13/03/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 10811.000156/200946 Acórdão n.º 1801001.361 S1TE01 Fl. 75 7 vedação. Verificada a falta de informação espontânea, há exclusão de ofício mediante emissão do termo de exclusão do Simples Nacional pela autoridade competente, sob pena de responsabilidade funcional, devendo ser observadas as determinações do processo administrativo fiscal8. Por esta razão foi exarado o ato de exclusão de forma regular. A proposição mencionada pela defendente, por conseguinte, não tem validade. No que concerne à interpretação da legislação e aos entendimentos doutrinários e jurisprudenciais indicados pela Recorrente, cabe esclarecer que somente devem ser observados os atos para os quais a lei atribua eficácia normativa, o que não se aplica ao presente caso9. A alegação relatada pela defendente, consequentemente, não está justificada. Atinente aos princípios constitucionais que a Recorrente aduz que supostamente foram violados, cabe ressaltar que o CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária, uma vez que no âmbito do processo administrativo fiscal, fica vedado aos órgãos de julgamento afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade10. A proposição afirmada pela defendente, desse modo, não tem cabimento. Em face do exposto, voto por negar provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Carmen Ferreira Saraiva 8 Fundamentação legal: art. 6º da Lei nº 10.593, de 6 de dezembro de 2002, Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972, art. 29, art. 33 e art. 39 da Lei Complementar nº 123, de 14 de dezembro de 2006, Resolução CGSN nº 15 de 23 de julho de 2007 e art. 116 da Lei nº 8.112, de 11 de dezembro de 1990. 9 Fundamentação legal: art. 100 do Código Tributário Nacional e art. 26A do Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972. 10 Fundamentação legal: art. 26A do Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972 e Súmula CARF nº 2. Fl. 75DF CARF MF Impresso em 10/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/03/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 12/03/2 013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 13/03/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 10811.000156/200946 Acórdão n.º 1801001.361 S1TE01 Fl. 76 8 Fl. 76DF CARF MF Impresso em 10/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/03/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 12/03/2 013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 13/03/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES
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Numero do processo: 10680.015456/00-71
Turma: 1ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 1ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Thu Jan 24 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Wed Mar 27 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ
Ano-calendário: 1995
REGIMENTO INTERNO CARF - DECISÃO DEFINITIVA STF E STJ - ARTIGO 62-A DO ANEXO II DO RICARF.
Segundo o artigo 62-A do Anexo II do Regimento Interno do CARF, as decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543-B e 543-C do Código de Processo Civil devem ser reproduzidas no julgamento dos recursos no âmbito deste Conselho.
IRPJ- DECADÊNCIA.
O Superior Tribunal de Justiça, em julgamento de Recurso Representativo de Controvérsia, pacificou o entendimento segundo o qual para os casos em que se constata o pagamento parcial do tributo, deve-se aplicar o artigo 150, § 4° do Código Tributário Nacional; de outra parte, para os casos em que não se verifica o pagamento, deve ser aplicado o artigo 173, inciso I, do Código Tributário Nacional.
Numero da decisão: 9101-001.580
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em DAR PROVIMENTO PARCIAL ao Recurso da Fazenda Nacional, rejeitada a argüição de decadência em relação ao PIS.
(ASSINADO DIGITALMENTE)
Otacílio Dantas Cartaxo - Presidente.
(ASSINADO DIGITALMENTE)
Karem Jureidini Dias - Relatora.
EDITADO EM: 15/03/2013
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Otacílio Dantas Cartaxo (presidente), Francisco de Sales Ribeiro Queiroz, João Carlos de Lima Junior, Jorge Celso Freire da Silva, Susy Gomes Hoffmann, Karem Jureidini Dias, Valmir Sandri, Valmar Fonsêca de Menezes, José Ricardo da Silva e Plínio Rodrigues de Lima.
Nome do relator: KAREM JUREIDINI DIAS
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Ano-calendário: 1995 REGIMENTO INTERNO CARF - DECISÃO DEFINITIVA STF E STJ - ARTIGO 62-A DO ANEXO II DO RICARF. Segundo o artigo 62-A do Anexo II do Regimento Interno do CARF, as decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543-B e 543-C do Código de Processo Civil devem ser reproduzidas no julgamento dos recursos no âmbito deste Conselho. IRPJ- DECADÊNCIA. O Superior Tribunal de Justiça, em julgamento de Recurso Representativo de Controvérsia, pacificou o entendimento segundo o qual para os casos em que se constata o pagamento parcial do tributo, deve-se aplicar o artigo 150, § 4° do Código Tributário Nacional; de outra parte, para os casos em que não se verifica o pagamento, deve ser aplicado o artigo 173, inciso I, do Código Tributário Nacional.
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DECADÊNCIA Recorrente FAZENDA NACIONAL Interessado LEME INFORMÁTICA LTDA ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 1995 REGIMENTO INTERNO CARF DECISÃO DEFINITIVA STF E STJ ARTIGO 62A DO ANEXO II DO RICARF. Segundo o artigo 62A do Anexo II do Regimento Interno do CARF, as decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543B e 543C do Código de Processo Civil devem ser reproduzidas no julgamento dos recursos no âmbito deste Conselho. IRPJ DECADÊNCIA. O Superior Tribunal de Justiça, em julgamento de Recurso Representativo de Controvérsia, pacificou o entendimento segundo o qual para os casos em que se constata o pagamento parcial do tributo, devese aplicar o artigo 150, § 4° do Código Tributário Nacional; de outra parte, para os casos em que não se verifica o pagamento, deve ser aplicado o artigo 173, inciso I, do Código Tributário Nacional. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em DAR PROVIMENTO PARCIAL ao Recurso da Fazenda Nacional, rejeitada a argüição de decadência em relação ao PIS. (ASSINADO DIGITALMENTE) Otacílio Dantas Cartaxo Presidente. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 68 0. 01 54 56 /0 0- 71 Fl. 511DF CARF MF Impresso em 28/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/03/2013 por KAREM JUREIDINI DIAS, Assinado digitalmente em 20/03/2013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 15/03/2013 por KAREM JUREIDINI DIAS 2 (ASSINADO DIGITALMENTE) Karem Jureidini Dias Relatora. EDITADO EM: 15/03/2013 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Otacílio Dantas Cartaxo (presidente), Francisco de Sales Ribeiro Queiroz, João Carlos de Lima Junior, Jorge Celso Freire da Silva, Susy Gomes Hoffmann, Karem Jureidini Dias, Valmir Sandri, Valmar Fonsêca de Menezes, José Ricardo da Silva e Plínio Rodrigues de Lima. Relatório Tratase de Recurso Especial interposto pela Fazenda Nacional em face do Acórdão n° 10709273 proferido pela Sétima Câmara do então Primeiro Conselho de Contribuintes, em sessão de 23 de janeiro de 2008. Os Autos de Infração (fls. 08/37) formalizam as exigências de Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ), Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF), Programa de Integração Social (PIS) e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), referentes ao ano calendário de 1995, motivados pelas seguintes infrações: (i) apresentação de custos/despesas não comprovados; (ii) apresentação de custos, despesas operacionais e encargos desnecessários; (iii) utilização de impostos, taxas e contribuições não dedutíveis; (iv) inobservância dos requisitos legais da contraprestação de arrendamento mercantil; (v) custos de despesas indedutíveis não adicionados na apuração do lucro real; (vi) falta de recolhimento de Imposto de Renda; (vii) redução indevida do lucro líquido. Ciente dos Autos de Infração em 30/11/2000, o contribuinte apresentou as respectivas impugnações (fls. 208/242, fls. 334/335, fls. 348/349). No tocante ao IRPJ o contribuinte argumentou, dentre outras coisas, que estaria decaído o direito de o Fisco exigir o imposto referente ao período de janeiro a outubro de 1995, em decorrência do disposto no § 4° do artigo 150 do Código Tributário Nacional. Quanto às Contribuições (PIS e CSLL) pediu a suspensão do julgamento nessa parte, por entender que o julgamento do IRPJ refletiria nos demais tributos. Posteriormente, o contribuinte apresentou desistência de parte das impugnações em virtude de programa de parcelamento a que se refere o artigo 1° da Lei n° 10.684, de 30 de maio de 2003 e conformouse com parte das exigências formalizadas (fls. 397/398), restando em litígio apenas a decadência de parte do lançamento de IRPJ e parte do lançamento de PIS. Em acórdão de fls.434/442, a Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Belo Horizonte/MG, não acolheu a decadência dos tributos exigidos. No tocante ao IRPJ entendeu que se aplica a regra geral do artigo 173, inciso I do Código Tributário Nacional nos casos em que não houver pagamento antecipado pelo contribuinte, sendo este o caso dos autos. Quanto ao PIS, entendeu que o direito de a Fazenda constituir o crédito tributário relativo às contribuições para o custeio da previdência social é de dez anos e não de cinco anos, conforme sustentou o contribuinte. Fl. 512DF CARF MF Impresso em 28/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/03/2013 por KAREM JUREIDINI DIAS, Assinado digitalmente em 20/03/2013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 15/03/2013 por KAREM JUREIDINI DIAS Processo nº 10680.015456/0071 Acórdão n.º 9101001.580 CSRFT1 Fl. 7 3 Irresignado, o contribuinte apresentou Recurso Voluntário (fls. 453/461), no qual reiterou seu entendimento de que a fixação do dies a quo do prazo decadencial nos casos de tributos sujeitos ao lançamento por homologação se dá pela regra do artigo 150 § 4° do Código Tributário Nacional, excetuandose apenas os casos em que se verifica dolo, fraude ou simulação, o que não ocorreu in casu, culminando com a decadência das exigências referentes ao período de janeiro a outubro de 1995. Em Acórdão de fls. 474/477, a Sétima Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por maioria dos votos, acolheu a preliminar de decadência para o IRPJ e para o PIS para o período de janeiro a outubro de 1995, em decisão que restou assim ementada: DECADÊNCIA LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. A partir do anocalendário de 1992, com base no disposto no art. 38 da Lei n° 8.383/91, o IRPJ passou a ser considerado tributo sujeito ao lançamento por homologação e, por essa modalidade o início do prazo decadencial é o da data da ocorrência do fato gerador do tributo, nos termos do § 4° do art. 150 do CTN, exceto se for comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação, o que não está caracterizado nos autos. DECADÊNCIA LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO PIS. A contribuição ao PIS não está entre as elencadas na Lei 8.212/91, sendo o seu prazo decadencial regulado pelo Código Tributário Nacional. Conforme o estabelecido no § 4° do art. 150 do CTN, se a lei não fixar prazo para a homologação, será ele de cinco anos, a contar da ocorrência do fato gerador, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação, o que não está caracterizado nos autos. Recurso Voluntário Provido A Fazenda Nacional, com fulcro no artigo 7°, inciso I do Regimento Interno da Câmara Superior de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria MF n° 147, de 25/06/2007, interpôs Recurso Especial em face de decisão não unânime (fls. 482/489) a fim de afastar a decadência acolhida. Em Despacho de fls. 490/491 foi dado seguimento ao Recurso Especial da Fazenda Nacional, tendo este atendido os pressupostos legais de admissibilidade. Às fls. 504/506 o contribuinte apresentou contrarrazões, reafirmando os argumentos de seu Recurso Voluntário. É o relatório. Voto Conselheira Karem Jureidini Dias O Recurso Especial atende aos pressupostos para sua admissibilidade, motivo pelo qual dele conheço. Fl. 513DF CARF MF Impresso em 28/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/03/2013 por KAREM JUREIDINI DIAS, Assinado digitalmente em 20/03/2013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 15/03/2013 por KAREM JUREIDINI DIAS 4 Delimitando a lide, cumpre definir se a fixação do dies a quo para a contagem do prazo decadencial para a constituição dos créditos exigidos (IRPJ e PIS) referentes ao ano calendário de 1995 se dá pela regra do artigo 150, § 4° do Código Tributário Nacional ou se pelo artigo 173, inciso I do referido diploma. Tendo em vista a alteração do Regimento Interno desse Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, com o acréscimo do artigo 62A, no Anexo II, necessário se faz que este colegiado adote o posicionamento do Superior Tribunal de Justiça e do Supremo Tribunal Federal, quando a matéria tenha sido julgada por meio de Recurso Representativo de Controvérsia, nos termos do artigo 543B e 543C, do Código de Processo Civil. Eis a redação do artigo 62A do Anexo II do Ricarf: Art. 62A. As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543B e 543C da Lei n. 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF. No tocante ao prazo decadencial aplicável aos tributos sujeitos ao lançamento por homologação, o Superior Tribunal de Justiça, no julgamento do Recurso Especial n° 973.733 – SC (2007/01769940), Sessão em 12 de agosto de 2009, relator o Ministro Luiz Fux, pacificou entendimento a ser adotado por aquele colegiado, em acórdão assim ementado: PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL REPRESENTATIVO DE CONTROVÉRSIA. ARTIGO 543C, DO CPC. TRIBUTÁRIO. TRIBUTO SUJEITO AO LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. INEXISTÊNCIA DE PAGAMENTO ANTECIPADO. DECADÊNCIA DO DIREITO DE O FISCO CONSTITUIR O CRÉDITO TRIBUTÁRIO. TERMO INICIAL. ARTIGO 173, I, DO CTN. APLICAÇÃO CUMULATIVA DOS PRAZOS PREVISTOS NOS ARTIGOS 150, § 4º, E 173, DO CTN. IMPOSSIBILIDADE. 1. O prazo decadencial qüinqüenal para o Fisco constituir o crédito tributário (lançamento de ofício) contase do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado, nos casos em que a lei não prevê o pagamento antecipado da exação ou quando, a despeito da previsão legal, o mesmo inocorre, sem a constatação de dolo, fraude ou simulação do contribuinte, inexistindo declaração prévia do débito (Precedentes da Primeira Seção: REsp 766.050/PR, Rel. Ministro Luiz Fux, julgado em 28.11.2007, DJ 25.02.2008; AgRg nos EREsp 216.758/SP, Rel. Ministro Teori Albino Zavascki, julgado em 22.03.2006, DJ 10.04.2006; e EREsp 276.142/SP, Rel. Ministro Luiz Fux, julgado em 13.12.2004, DJ 28.02.2005). 2. É que a decadência ou caducidade, no âmbito do Direito Tributário, importa no perecimento do direito potestativo de o Fisco constituir o crédito tributário pelo lançamento, e, consoante doutrina abalizada, encontrase regulada por cinco regras jurídicas gerais e abstratas, entre as quais figura a regra da decadência do direito de lançar nos casos de tributos sujeitos ao lançamento de ofício, ou nos casos dos tributos sujeitos ao lançamento por homologação em que o contribuinte não efetua o pagamento antecipado (Eurico Marcos Diniz de Santi, "Decadência e Prescrição no Direito Tributário", 3ª ed., Max Limonad, São Paulo, 2004, págs. 163/210). Fl. 514DF CARF MF Impresso em 28/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/03/2013 por KAREM JUREIDINI DIAS, Assinado digitalmente em 20/03/2013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 15/03/2013 por KAREM JUREIDINI DIAS Processo nº 10680.015456/0071 Acórdão n.º 9101001.580 CSRFT1 Fl. 8 5 3. O dies a quo do prazo qüinqüenal da aludida regra decadencial regese pelo disposto no artigo 173, I, do CTN, sendo certo que o "primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado" corresponde, inaludivelmente, ao primeiro dia do exercício seguinte à ocorrência do fato imponível, ainda que se trate de tributos sujeitos a lançamento por homologação, revelandose inadmissível a aplicação cumulativa/concorrente dos prazos previstos nos artigos 150, § 4º, e 173, do Codex Tributário, ante a configuração de desarrazoado prazo decadencial decenal (Alberto Xavier, "Do Lançamento no Direito Tributário Brasileiro", 3ª ed., Ed. Forense, Rio de Janeiro, 2005, págs. 91/104; Luciano Amaro, "Direito Tributário Brasileiro", 10ª ed., Ed. Saraiva, 2004, págs. 396/400; e Eurico Marcos Diniz de Santi, "Decadência e Prescrição no Direito Tributário", 3ª ed., Max Limonad, São Paulo, 2004, págs. 183/199). (...) 7. Recurso especial desprovido. Acórdão submetido ao regime do artigo 543 C, do CPC, e da Resolução STJ 08/2008. (destaques do original) Assim sendo, contrariamente ao posicionamento por mim sempre adotado, por força de previsão regimental do CARF, decido por acolher os critérios estipulados pelo Superior Tribunal de Justiça para aplicação de uma ou outra regra decadencial prevista no Código Tributário Nacional. Conforme se extrai dos autos do presente processo, especialmente do Relatório da Delegacia da Receita Federal: (i) o contribuinte desistiu de parte das impugnações (documentos de fls. 397/398); (ii) aderiu a programa de parcelamento para as exigências de CSLL e (iii) recolheu as exigências referentes à parte não litigiosa (fls. 386/395). Contudo, o contribuinte manteve sua impugnação no tocante à decadência do IRPJ e PIS. Houve cancelamento do fatos geradores de janeiro a outubro de 1995 em razão da decadência pela aplicação do 150 § 4° do Código Tributário Nacional e a Fazenda recorre pedindo a aplicação do artigo 173, inciso I do mesmo códex alegando a inexistência de pagamento antecipado, vez que o lançamento foi notificado ao contribuinte em 30/11/200, não tendo o contribuinte procedido ao pagamento de tais tributos. Tendo em vista o disposto no artigo 62A do anexo 2 do RICARF e a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, proferida na sistemática do artigo 543C do Código de Processo Civil, voto por DAR PARCIAL PROVIMENTO ao Recurso da Fazenda Nacional para afastar a decadência no tocante ao PIS, isso porque, para o PIS, de fato não encontrei nos autos indício de pagamento parcial, pelo que, a despeito da inexistência de acusação de dolo fraude ou simulação, deve ser aplicado o artigo 173, inciso I do Código Tributário Nacional para efeito da contagem do dies a quo do prazo decadencial. Já no que tange ao IRPJ, verifiquei a existência de recolhimento parcial, em função da verificação como consta na DIPJ de Imposto de Renda Retido na Fonte para todos os meses do ano calendário de 1995, com exceção do mês de dezembro. Se há pagamento parcial e não foi imputada a multa qualificada, então deve ser aplicada a regra do artigo 150 § 4° do Código Tributário Nacional para efeito da contagem do dies a quo do prazo decadencial do IRPJ. Nessa toada, voto por DAR PROVIMENTO ao Recurso Especial da Fazenda Nacional, a fim de afastar a decadência apenas quanto ao PIS do anocalendário de 1995. É como voto. Fl. 515DF CARF MF Impresso em 28/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/03/2013 por KAREM JUREIDINI DIAS, Assinado digitalmente em 20/03/2013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 15/03/2013 por KAREM JUREIDINI DIAS 6 Sala das sessões em 24 de janeiro de 2013 (ASSINADO DIGITALMENTE) Karem Jureidini Dias, Relatora Fl. 516DF CARF MF Impresso em 28/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/03/2013 por KAREM JUREIDINI DIAS, Assinado digitalmente em 20/03/2013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 15/03/2013 por KAREM JUREIDINI DIAS
score : 1.0
Numero do processo: 13951.000997/2008-66
Turma: Segunda Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Mar 12 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Tue Mar 19 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2006
RENÚNCIA ÀS INSTÂNCIAS ADMINISTRATIVAS.
Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo, sendo cabível apenas a apreciação, pelo órgão de julgamento administrativo, de matéria distinta da constante do processo judicial. (CARF - Súmula nº 1)
DESPESAS MÉDICAS. COMPROVAÇÃO.
Não há como aceitar, como elementos de comprovação, declarações que não conseguem atender às formalidade legais previstas no inciso III, do § 2º, do art. 8º da Lei nº 9.250, de 1995 e que tampouco comprovam a vinculação entre os eventuais serviços prestados e seus pagamentos.
Recurso Negado.
Numero da decisão: 2802-002.171
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, em preliminar, não conhecer do recurso voluntário relativamente à glosa do imposto de renda de renda sobre verbas trabalhistas e em relação à parte do lançamento que alterou o valor declarado a título de rendimento tributável recebido pela contribuinte, em face de ação judicial, e, no mérito, na parte distinta, NEGAR PROVIMENTO ao recurso voluntário, nos termos do voto do relator.
(assinado digitalmente)
Jorge Claudio Duarte Cardoso Presidente.
(assinado digitalmente)
Jaci de Assis Junior - Relator
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Jorge Claudio Duarte Cardoso (Presidente), Jaci de Assis Junior, German Alejandro San Martín Fernández, Marcio Lacerda Martins e Carlos André Ribas de Melo.
Nome do relator: JACI DE ASSIS JUNIOR
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Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo, sendo cabível apenas a apreciação, pelo órgão de julgamento administrativo, de matéria distinta da constante do processo judicial. (CARF Súmula nº 1) DESPESAS MÉDICAS. COMPROVAÇÃO. Não há como aceitar, como elementos de comprovação, declarações que não conseguem atender às formalidade legais previstas no inciso III, do § 2º, do art. 8º da Lei nº 9.250, de 1995 e que tampouco comprovam a vinculação entre os eventuais serviços prestados e seus pagamentos. Recurso Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, em preliminar, não conhecer do recurso voluntário relativamente à glosa do imposto de renda de renda sobre verbas trabalhistas e em relação à parte do lançamento que alterou o valor declarado a título de rendimento tributável recebido pela contribuinte, em face de ação judicial, e, no mérito, na parte distinta, NEGAR PROVIMENTO ao recurso voluntário, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Jorge Claudio Duarte Cardoso – Presidente. (assinado digitalmente) AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 95 1. 00 09 97 /2 00 8- 66 Fl. 83DF CARF MF Impresso em 20/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/03/2013 por JACI DE ASSIS JUNIOR, Assinado digitalmente em 14/03/2013 por JACI DE ASSIS JUNIOR, Assinado digitalmente em 14/03/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 2 Jaci de Assis Junior Relator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Jorge Claudio Duarte Cardoso (Presidente), Jaci de Assis Junior, German Alejandro San Martín Fernández, Marcio Lacerda Martins e Carlos André Ribas de Melo. Relatório Tratase da Notificação de Lançamento formalizado para fins de redução do saldo de imposto a restituir declarado pela contribuinte na Declaração de Ajuste Anual, relativa ao exercício financeiro de 2006, anocalendário de 2005, no valor de R$ 19.260,01, para o valor de R$ 3.635,50. A redução do saldo de imposto a restituir decorreu da constatação das seguintes irregularidades: • Dedução indevida de despesas médicas, no valor total de R$ 57.630,00, sendo: a) R$ 15.000,00 se referem a despesa com a Clinica de Cirurgia Plástica Dairton Legnani; b) R$ 7.630,00 correspondente às despesas médicas pagas a Celso Casela Junior, e; c) R$ 35.000,00 a Luiz Carlos Nogarolli. Como motivação da glosa dessas duas últimas deduções, a autoridade lançadora mencionou o fato de a contribuinte, apesar de regularmente intimada, não haver comprovado a efetividade dos respectivos pagamentos. • Compensação indevida de R$ 1.689.34 de imposto de renda retido na fonte, relativo a rendimentos recebidos em ação trabalhista movida contra o Banco Bradesco S/A. De acordo com o lançamento, a contribuinte havia compensado R$ 39.665,00, mas foi apurado o valor de R$37.975,66 a titulo de imposto de renda retido na fonte, já excluído o imposto correspondente aos rendimentos tributados exclusivamente na fonte. De acordo com o DEMONSTRATIVO DE IMPOSTO DE RENDA DEVIDO, fls. 13, a autoridade lançadora promoveu a alteração do valor declarado a título de rendimento tributável no montante de R$ 165.063,36, para R$ 158.106,71, diante da constatação de que “Foi apurado o valor de R$117.221,73 de rendimentos tributáveis, sujeitos ao ajuste anual, recebidos em ação trabalhista contra o Banco Bradesco S/A, já descontados os honorários advocatícios proporcionais e excluídos os rendimentos isentos e os tributáveis exclusivamente na fonte”, A contribuinte apresentou impugnação, fls. 01 a 06, acompanhada dos documentos de fls. 07 a 17, com as alegações a seguir sintetizadas: em relação às despesas comprovadas com nota fiscal da Clínica de Cirurgia Plástica Dairton Legnani, afirma que em clinicas de cirurgia plástica não se fazem somente cirurgias estéticas, mas também cirurgias reparadoras, sendo exatamente esse o seu caso, conforme comprova a declaração do profissional em anexo; quanto às demais despesas médicas, alega que em principio os documentos fiscais apresentados à Receita Federal são idôneos para fins de comprovação de pagamento e acrescenta que, para dirimir quaisquer dúvidas, está anexando declarações firmadas pelos profissionais que prestaram os serviços; Fl. 84DF CARF MF Impresso em 20/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/03/2013 por JACI DE ASSIS JUNIOR, Assinado digitalmente em 14/03/2013 por JACI DE ASSIS JUNIOR, Assinado digitalmente em 14/03/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 13951.000997/200866 Acórdão n.º 2802002.171 S2TE02 Fl. 84 3 questiona os valores relativos à ação trabalhista, afirmando que as verbas de natureza indenizatória, tais como ferias e licençaprêmio não gozadas, são efetivamente isentas do imposto de renda, conforme jurisprudência pacifica; para demonstrar seu direito apresentou demonstrativo de apuração dos valores da reclamatória trabalhista que entende serem os corretos, no qual consta que o montante de rendimentos tributáveis seria de apenas R$94.852,04 e o IRRF a compensar seria de R$ 39.665,00. Nesse demonstrativo, não foi considerada a existência de IRRF relativo a décimo terceiro salário, sob o argumento de que a parcela correspondente a essa verba ficou abaixo do limite de isenção. Ao final, requereu o cancelamento da Notificação de Lançamento. A Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Curitiba, considerou procedente em parte a impugnação para restabelecer dedução do valor de R$15.000,00, referente à despesa médica com a Clinica de Cirurgia Plástica Dairton Legnani. Em relação à glosa da compensação de imposto de renda retido na fonte incidente sobre 13º Salário, a decisão em referência entendeu correto o procedimento fiscal, ao argumento de que essa verba está sujeita a tributação exclusiva na fonte e por isso não integra o cálculo do imposto devido no ajuste anual. Segundo o relator do voto condutor do Acórdão de primeira instância: “Não tem fundamento a alegação de que o valor recebido a titulo de décimo terceiro estaria abaixo do limite anual de isenção, pois conforme disposto no do artigo 7º da Lei 7.713/88 e no artigo 620, § 1º, do Regulamento do Imposto de Renda RIR, aprovado pelo Decreto 3.000/99, o limite de isenção a ser considerado para retenção do imposto de renda é o constante da tabela mensal do IRPF, e não o da tabela anual.” Cientificada em 08/08/2011, fls. 45, a interessada interpôs recurso especial em 22/08/2011, fls. 46, argumentando, em síntese, que a não incidência do imposto de renda sobre verbas trabalhistas mencionadas pela decisão recorrida já foi reconhecida judicialmente com trânsito em julgado, fato que entende tornar dispensável a discussão sobre o assunto nesse processo, conforme cópias das decisões em anexo. Quanto à desconsideração das deduções por despesas médicas, a Recorrente afirma que “o documento firmado pelo profissional por si é suficiente para comprovar o pagamento e que não há lei que exija a comprovação do desembolso”. Segundo ainda a defesa, “A lei exige apenas a comprovação da despesa, ou seja, a apresentação da nota fiscal ou o recibo. Efetivamente a comprovação da despesa foi feita mediante documento hábil”. Requer a nulidade do lançamento fiscal e a determinação para que seja restituído o valor originalmente declarado no valor de R$ 19.260,01. É o Relatório. Voto Fl. 85DF CARF MF Impresso em 20/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/03/2013 por JACI DE ASSIS JUNIOR, Assinado digitalmente em 14/03/2013 por JACI DE ASSIS JUNIOR, Assinado digitalmente em 14/03/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 4 Conselheiro Jaci de Assis Junior, Relator O recurso foi tempestivamente apresentado e preenche os requisitos de admissibilidade previstos no Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972. Conforme cópia das peças da ação judicial trabalhista, fls. 50 a 56, e da ação ordinária ajuizada pela contribuinte contra a União, fls. 57 a 64, a contribuinte pleiteou judicialmente a devolução dos valores recolhidos a título de imposto de renda incidente sobre férias e o respectivo terço constitucional, licençaprêmio, folgas, abonos e os juros moratórios, percebidos em razão do pagamento de parcelas reconhecidas judicialmente, cujo acórdão transitou em julgado em 30/07/2009, fls. 64. Nesse aspecto, aplicase ao caso a Súmula CARF nº 1, que dispõe: “Súmula CARF nº 1: Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo, sendo cabível apenas a apreciação, pelo órgão de julgamento administrativo, de matéria distinta da constante do processo judicial. Diante disso, a decisão proferida pelo Poder Judiciário deverá prevalecer em relação à parte do lançamento que alterou o valor declarado a título de rendimento tributável recebido pela contribuinte, de R$ 165.063,36 para R$ 158.106,71, em face de a fiscalização ter “apurado o valor de R$117.221,73 de rendimentos tributáveis, sujeitos ao ajuste anual, recebidos em ação trabalhista contra o Banco Bradesco S/A, já descontados os honorários advocatícios proporcionais e excluídos os rendimentos isentos e os tributáveis exclusivamente na fonte”, fls. 13. Pela mesma razão, não há o que se discutir nos presentes autos acerca do valor do imposto de renda retido na fonte que deverá ser compensado na declaração de ajuste anual da contribuinte (declarado no montante de R$ 39.665,00, mas que foi reduzido de ofício para o valor de R$ 37.975,66), eis que vinculado à decisão proferida na esfera judicial acerca da isenção de imposto de renda sobre verbas trabalhistas. Remanesce, pois, a discussão no âmbito desse processo administrativo somente a matéria relativa glosa das despesas médicas. Conforme relatado, a decisão recorrida restabeleceu a despesa glosada no valor de R$ 15.000,00, mantendo, porém, a glosa realizada pela autoridade lançadora em face de a contribuinte não ter comprovado que houve o desembolso para pagamento aos seguintes profissionais da área de saúde: Celso Casela Junior, no valor de R$ 7.630,00, e; Luiz Carlos Nogarolli, no valor de R$ 35.000,00. Portanto, o cerne da matéria discutida nos presentes autos se restringe tão somente à falta de comprovação da vinculação entre os serviços prestados pelos respectivos profissionais, anteriormente relacionados, e os pagamentos correspondentes. Em casos dessa natureza, este Colegiado tem reiteradamente decidido que os recibos e declarações emitidos por profissionais legalmente habilitados que atendam às formalidade legais são hábeis a comprovar as deduções pleiteadas. Nesse caso, firmouse o entendimento de que o poderdever de o fisco intimar o contribuinte a comprovar o efetivo Fl. 86DF CARF MF Impresso em 20/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/03/2013 por JACI DE ASSIS JUNIOR, Assinado digitalmente em 14/03/2013 por JACI DE ASSIS JUNIOR, Assinado digitalmente em 14/03/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 13951.000997/200866 Acórdão n.º 2802002.171 S2TE02 Fl. 85 5 desembolso e a prestação do serviço somente se justifica no caso de se constatar fortes indícios de que a documentação apresentada se configurar inidônea. Em relação à matéria, também ficou pacificado que a dedutibilidade ou não da despesa médica merece análise caso a caso, consoante os elementos trazidos aos autos, tanto pelo fisco como pelo contribuinte, os quais serão decisivos para a formação da livre convicção do julgador, tendo como ponto de partida a imputação feita no lançamento. Observese que consta dos presentes autos que o contribuinte apresentou declaração firmada pelo médico Luiz Carlos Nogarolli, fls. 17, na qual há a seguinte afirmação: “Pela presente e na melhor forma de direito eu LUIZ CARLOS NOGAROLI, brasileiro, casado, médico, residente e domiciliado nesta cidade de Campo Mourão, Estado do Paraná, com consultório e clinica médica, sito na Rua São Josafat, n° 1418, 2° andar, Sala 25, Edifício Centro Médico — Campo Mourão — Paraná, portador do CPF/MF n° 938.228.63734, declaro para os devidos fins de direitos que recebi da Sra. Dirce Akemi Sahara Azuma, a importância de R$. 35.000,00 (trinta e cinco mil reais) no período de janeiro a dezembro de 2005, em moeda corrente nacional, ou seja, em dinheiro. Por ser verdade e para validade do acima declarado, firmo a presente declaração, para que esta produza os efeitos legais de direitos. Da leitura dessa declaração, constatase a inexistência de especificação da operação que deu ensejo ao recebimento do valor de R$ 35.000,00. Também se constata a inexistência da indicação do número de inscrição no CRM e a ausência de reconhecimento da autenticidade da assinatura que aparece como sendo firmada pelo médico em referência. Quanto à declaração firmada pelo médico Celso Casela Junior, fls. 21, também não há identificação do número de inscrição do CRM e tampouco da autenticidade da assinatura aposta. Diante de tais constatações, há que se rejeitar tais declarações como elementos de comprovação, haja vista que as mesmas não conseguem atender às formalidade legais previstas no inciso III, do § 2º, do art. 8º da Lei nº 9.250, de 1995 e tampouco comprovam a vinculação entre os eventuais serviços prestados e seus pagamentos. Em face do exposto, voto por, em preliminar, não conhecer do recurso voluntário relativamente à glosa do imposto de renda de renda sobre verbas trabalhistas e em relação à parte do lançamento que alterou o valor declarado a título de rendimento tributável recebido pela contribuinte, em face de ação judicial, e, no mérito, na parte distinta, NEGAR PROVIMENTO ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Jaci de Assis Junior Relator Fl. 87DF CARF MF Impresso em 20/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/03/2013 por JACI DE ASSIS JUNIOR, Assinado digitalmente em 14/03/2013 por JACI DE ASSIS JUNIOR, Assinado digitalmente em 14/03/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 6 Fl. 88DF CARF MF Impresso em 20/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/03/2013 por JACI DE ASSIS JUNIOR, Assinado digitalmente em 14/03/2013 por JACI DE ASSIS JUNIOR, Assinado digitalmente em 14/03/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO
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Numero do processo: 10983.908289/2009-91
Turma: Primeira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Nov 28 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Mon Mar 11 00:00:00 UTC 2013
Numero da decisão: 3801-000.405
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto do Relator.
(assinado digitalmente)
Flávio de Castro Pontes Presidente e Relator.
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Flávio de Castro Pontes, Sidney Eduardo Stahl, José Luiz Bordignon, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel, Marcos Antônio Borges e Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira.
Nome do relator: FLAVIO DE CASTRO PONTES
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Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto do Relator. (assinado digitalmente) Flávio de Castro Pontes – Presidente e Relator. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Flávio de Castro Pontes, Sidney Eduardo Stahl, José Luiz Bordignon, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel, Marcos Antônio Borges e Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 09 83 .9 08 28 9/ 20 09 -9 1 Fl. 110DF CARF MF Impresso em 11/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/02/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 20/02/2 013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10983.908289/200991 Resolução nº 3801000.405 S3TE01 Fl. 3 2 Relatório Por meio de Declaração de Compensação apresentada eletronicamente, a requerente postula a compensação de débito de contribuição com crédito decorrente de pagamento a maior. A Delegacia da Receita Federal do Brasil em Florianópolis/SC, nos termos de despacho decisório eletrônico não reconheceu o direto creditório e não homologou a compensação efetuada. Após ter sido cientificado dessa decisão, a interessada interpôs manifestação de inconformidade. A DRJ em Florianópolis (SP) julgou improcedente a manifestação de inconformidade e não homologou a compensação. Discordando da decisão de primeira instância, a recorrente interpôs recurso voluntário. Em face do bom direito da recorrente, o processo, em julgamento unânime, foi convertido em diligência para que a Delegacia de origem apurasse a correta composição da base de cálculo da contribuição com base na escrituração fiscal e contábil, segundo o conceito de faturamento adotado na Lei Complementar nº 70, de 1991, qual seja, a receita bruta das vendas de mercadorias, de mercadorias e serviços e de serviço de qualquer natureza. Além disso, solicitouse que fosse informado se a recorrente havia proposto ação judicial com o mesmo objeto deste processo administrativo fiscal. A DRF de origem atendeu parcialmente o solicitado na Resolução. Após a realização da diligência fiscal, a autoridade fiscal arguiu que o prazo para apresentação do Recurso Voluntário transcorreu sem qualquer manifestação válida do contribuinte, devendo ser procedida a imediata cobrança dos débitos indevidamente compensados. Sustenta que houve um equívoco no encaminhamento anterior do processo ao CARF, visto que o recurso voluntário foi assinado pelo Sr. Maurício Alvarez Mateos, o qual não tem legitimidade para representar a interessada perante a Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB). Outrossim, apurouse com fundamento na escrita fiscal e contábil a base de cálculo e o valor devido da contribuição para o período de apuração em discussão. Assim, os autos administrativos retornaram a esse colegiado para julgamento. É o relatório. Fl. 111DF CARF MF Impresso em 11/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/02/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 20/02/2 013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10983.908289/200991 Resolução nº 3801000.405 S3TE01 Fl. 4 3 Voto O recurso é tempestivo, todavia não atende os demais pressupostos recursais, uma vez que seu conhecimento estará condicionado à regularização da representação processual, conforme será demonstrado. Como constatado pela autoridade fiscal que realizou a diligência fiscal, o signatário do recurso voluntário não comprovou ter poderes para representar a pessoa jurídica, todavia não se deve adotar como solução do litígio a preclusão temporal, ou seja, a declaração de revelia. Registrese que este relator, ao propor a conversão do julgamento em diligência, não atentou para o fato de que o recurso voluntário foi subscrito por advogado sem instrumento procuratório válido. O vício na representação processual não deve resultar na cobrança imediata dos débitos. O artigo 13 do Código de Processo Civil, inciso II, dispõe que: “Art. 13. Verificando a incapacidade processual ou a irregularidade da representação das partes, o juiz, suspendendo o processo, marcará prazo razoável para sanar o defeito. Não cumprindo o despacho dentro do prazo, se a providência couber: (...) II – ao réu, reputarseá revel.”(grifo nosso) Assim, ao receber o recurso voluntário, a autoridade preparadora deveria verificar se o representante legal era detentor de poderes para representar a interessada. Constatado o vício, a recorrente deveria ter sido intimada a regularizar a representação processual. Este procedimento não foi adotado e não pode trazer prejuízos à recorrente. Tenhase presente que o não conhecimento do recurso voluntário nos termos propostos pela autoridade fiscal implicaria em um enriquecimento ilícito da Fazenda Nacional, pois resultaria na cobrança indevida de débito. A administração pública pauta principalmente pelos princípios da legalidade, moralidade e eficiência. De sorte que o presente processo deve retornar à Delegacia de origem para que, no prazo de quinze dias, seja dada à recorrente a possibilidade de regularizar a sua situação processual. Ademais, do exame dos documentos da diligência fiscal, verificase que a diligência não foi cumprida integralmente, pois a recorrente não foi devidamente cientificada de seu teor, em especial dos cálculos efetuados pela autoridade fiscal. A falta de intimação da diligência viola o princípio do devido processo legal e implica ofensa ao amplo direito de defesa administrativa, que é uma garantia individual e reconhecida constitucionalmente. Fl. 112DF CARF MF Impresso em 11/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/02/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 20/02/2 013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10983.908289/200991 Resolução nº 3801000.405 S3TE01 Fl. 5 4 Ante ao exposto, voto no sentido de converter o presente julgamento em diligência para que a Delegacia de origem: a) intime à interessada no prazo de 15 (quinze) a regularizar a representação processual; b) cientifique a interessada quanto ao teor da diligência para, desejando, manifestarse no prazo acima. Após a conclusão da diligência, retornar o processo a este CARF para julgamento. (assinado digitalmente) Flávio de Castro Pontes Relator Fl. 113DF CARF MF Impresso em 11/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/02/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 20/02/2 013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES
score : 1.0
Numero do processo: 10976.000675/2009-21
Turma: Terceira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Jan 24 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Wed Mar 13 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Obrigações Acessórias
Data do fato gerador: 28/10/2009
FOLHAS DE PAGAMENTO. PREPARO DE ACORDO COM AS NORMAS LEGAIS. OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA.
A empresa é obrigada a preparar folhas de pagamento das remunerações pagas ou creditadas a todos os segurados a seu serviço, consoante Lei n. 8.212, de 24.07.91, art. 32, I, combinado com o art. 225, I e parágrafo 9º., do Regulamento da Previdência Social- RPS, aprovado pelo Decreto n. 3.048, de 06.05.99.
Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 2803-002.012
Decisão:
Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do(a) Relator(a).
assinado digitalmente
Helton Carlos Praia de Lima - Presidente.
assinado digitalmente
Oséas Coimbra - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Helton Carlos Praia de Lima, Oséas Coimbra Júnior, Gustavo Vettorato, Eduardo de Oliveira, Amílcar Barca Teixeira Júnior e Natanael Vieira dos Santos.
Nome do relator: OSEAS COIMBRA JUNIOR
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do(a) Relator(a). assinado digitalmente Helton Carlos Praia de Lima - Presidente. assinado digitalmente Oséas Coimbra - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Helton Carlos Praia de Lima, Oséas Coimbra Júnior, Gustavo Vettorato, Eduardo de Oliveira, Amílcar Barca Teixeira Júnior e Natanael Vieira dos Santos.
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Obrigação Acessória Recorrente GOOD LIFE SAUDE S/A Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Data do fato gerador: 28/10/2009 FOLHAS DE PAGAMENTO. PREPARO DE ACORDO COM AS NORMAS LEGAIS. OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. A empresa é obrigada a preparar folhas de pagamento das remunerações pagas ou creditadas a todos os segurados a seu serviço, consoante Lei n. 8.212, de 24.07.91, art. 32, I, combinado com o art. 225, I e parágrafo 9º., do Regulamento da Previdência Social RPS, aprovado pelo Decreto n. 3.048, de 06.05.99. Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do(a) Relator(a). assinado digitalmente Helton Carlos Praia de Lima Presidente. assinado digitalmente AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 97 6. 00 06 75 /2 00 9- 21 Fl. 120DF CARF MF Impresso em 13/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/02/2013 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 27/02/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 04/02/2013 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Processo nº 10976.000675/200921 Acórdão n.º 2803002.012 S2TE03 Fl. 3 2 Oséas Coimbra Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Helton Carlos Praia de Lima, Oséas Coimbra Júnior, Gustavo Vettorato, Eduardo de Oliveira, Amílcar Barca Teixeira Júnior e Natanael Vieira dos Santos. Fl. 121DF CARF MF Impresso em 13/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/02/2013 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 27/02/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 04/02/2013 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Processo nº 10976.000675/200921 Acórdão n.º 2803002.012 S2TE03 Fl. 4 3 Relatório A empresa foi autuada por descumprimento da legislação previdenciária, por ter deixado de preparar folhas de pagamento das remunerações pagas ou creditadas a todos os segurados a seu serviço. O relatório fiscal detalha as parcelas não informadas. O r. acórdão – fls 105 e ss, conclui pela improcedência da impugnação apresentada, mantendo o Auto lavrado. Inconformada com a decisão, apresenta recurso voluntário tempestivo, alegando, na parte que interessa, o seguinte: · Não obstante o RPS disponha que a multa seria de R$ 636,17 (seiscentos e dezessete reais, dezessete centavos), contra a recorrente foi feito lançamento tributário no valor de R$1.329,18, sem que fosse apontada nenhuma circunstância agravante. E nem se alegue que o aumento de pena decorreria da Portaria Interministerial MPS/MF n° 48, de 12/02/2009, visto que o referido veículo normativo não tem força para alterar as disposições do RPS. · Requer seja dado provimento ao presente recurso e, assim, seja respeitado o disposto no art.292, inciso I, do RPS, estipulando como valor mínimo da pena a quantia de R$ 636,17 (seiscentos e trinta e seis reais e dezessete centavos). É o relatório. Fl. 122DF CARF MF Impresso em 13/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/02/2013 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 27/02/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 04/02/2013 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Processo nº 10976.000675/200921 Acórdão n.º 2803002.012 S2TE03 Fl. 5 4 Voto Conselheiro Oséas Coimbra O recurso voluntário é tempestivo, e considerando o preenchimento dos demais requisitos de sua admissibilidade, merece ser apreciado. O ponto controverso suscitado se refere ao valor da multa aplicada, que estaria em discordância com o que reza o Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo decreto 3.0488/99 e a Portaria Interministerial MPS/MF n° 48, de 12/02/2009 não teria força para alterar o regulamento. Tenho que não assiste razão à recorrente. O art. 102 da lei 8.212/91 autoriza a correção do valor da multa nas mesmas épocas e com os mesmos índices utilizados para o reajustamento dos benefícios de prestação continuada da Previdência Social e este valor é aplicado quando da lavratura do respectivo auto. A portaria em questão apenas deu publicidade à correção efetivada por lei, não alterando seus índices. Assim sendo, o valor da multa foi corretamente aplicado pela autoridade fiscal. CONCLUSÃO Ante o exposto, conheço do presente recurso e NEGOLHE PROVIMENTO. assinado digitalmente Oséas Coimbra Relator. Fl. 123DF CARF MF Impresso em 13/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/02/2013 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 27/02/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 04/02/2013 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Processo nº 10976.000675/200921 Acórdão n.º 2803002.012 S2TE03 Fl. 6 5 Fl. 124DF CARF MF Impresso em 13/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/02/2013 por OSEAS COIMBRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 27/02/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 04/02/2013 por OSEAS COIMBRA JUNIOR
score : 1.0
Numero do processo: 36266.004093/2006-71
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Mar 12 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Mon Apr 08 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/02/1999 a 31/07/2002
EMBARGOS - OMISSÃO - NÃO APRECIAÇÃO DE TERMO ADITIVO
Com fulcro no art. 65 e seguintes do Regimento Interno dos Conselhos Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria MF nº 256 de 22 de junho de 2009, cabem embargos de declaração face a omissão do acordão.
O acordão apresenta-se omisso quando não são apresentados ao colegiado, todas as argumentações trazidas pela recorrente, mesmo em seu tratando de termo aditivo. Os argumentos trazidos aos autos pelo recorrente deveriam ser, no mínimo, submetidos ao colegiado no intuito de que se verifique a pertinência e a oportunidade de sua apreciação.
Nos termos do § 6.º do art. 9.º da Portaria MPS/GM n.º 520/2004 c/c art. 17 do Decreto n.º 70.235/1972, a abrangência da lide é determinada pelas alegações constantes na impugnação, não devendo ser consideradas no recurso as matérias que não tenham sido aventadas na peça de defesa e no caso, presente avençadas, nem mesmo na peça recursal.
Embargos Acolhidos
Numero da decisão: 2401-002.921
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, acolher os embargos de declaração para re-ratificar os acórdãos nº 2401-01.882 e nº 2401-02.438, mantendo inalterado o resultado do julgamento.
Elias Sampaio Freire - Presidente
Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira - Relatora
Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Elias Sampaio Freire, Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Kleber Ferreira de Araújo, Igor Araújo Soares, Marcelo Freitas de Souza Costa e Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira.
Nome do relator: ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA
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camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/02/1999 a 31/07/2002 EMBARGOS - OMISSÃO - NÃO APRECIAÇÃO DE TERMO ADITIVO Com fulcro no art. 65 e seguintes do Regimento Interno dos Conselhos Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria MF nº 256 de 22 de junho de 2009, cabem embargos de declaração face a omissão do acordão. O acordão apresenta-se omisso quando não são apresentados ao colegiado, todas as argumentações trazidas pela recorrente, mesmo em seu tratando de termo aditivo. Os argumentos trazidos aos autos pelo recorrente deveriam ser, no mínimo, submetidos ao colegiado no intuito de que se verifique a pertinência e a oportunidade de sua apreciação. Nos termos do § 6.º do art. 9.º da Portaria MPS/GM n.º 520/2004 c/c art. 17 do Decreto n.º 70.235/1972, a abrangência da lide é determinada pelas alegações constantes na impugnação, não devendo ser consideradas no recurso as matérias que não tenham sido aventadas na peça de defesa e no caso, presente avençadas, nem mesmo na peça recursal. Embargos Acolhidos
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, acolher os embargos de declaração para re-ratificar os acórdãos nº 2401-01.882 e nº 2401-02.438, mantendo inalterado o resultado do julgamento. Elias Sampaio Freire - Presidente Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira - Relatora Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Elias Sampaio Freire, Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Kleber Ferreira de Araújo, Igor Araújo Soares, Marcelo Freitas de Souza Costa e Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira.
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 10; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1957; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C4T1 Fl. 2 1 1 S2C4T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 36266.004093/200671 Recurso nº Embargos Acórdão nº 2401002.921 – 4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 12 de março de 2013 Matéria REGULARIZAÇÃO DE OBRA DIFERENÇA DE CONTRIBUIÇÕES Embargante CONSTRUTORA MARIMBONDO LTDA Interessado FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/02/1999 a 31/07/2002 EMBARGOS OMISSÃO NÃO APRECIAÇÃO DE TERMO ADITIVO Com fulcro no art. 65 e seguintes do Regimento Interno dos Conselhos Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria MF nº 256 de 22 de junho de 2009, cabem embargos de declaração face a omissão do acordão. O acordão apresentase omisso quando não são apresentados ao colegiado, todas as argumentações trazidas pela recorrente, mesmo em seu tratando de termo aditivo. Os argumentos trazidos aos autos pelo recorrente deveriam ser, no mínimo, submetidos ao colegiado no intuito de que se verifique a pertinência e a oportunidade de sua apreciação. Nos termos do § 6.º do art. 9.º da Portaria MPS/GM n.º 520/2004 c/c art. 17 do Decreto n.º 70.235/1972, a abrangência da lide é determinada pelas alegações constantes na impugnação, não devendo ser consideradas no recurso as matérias que não tenham sido aventadas na peça de defesa e no caso, presente avençadas, nem mesmo na peça recursal. Embargos Acolhidos Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 36 26 6. 00 40 93 /2 00 6- 71 Fl. 709DF CARF MF Impresso em 08/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/04/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 03/04/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 05/04/2013 por ELIAS SAMPAIO FREIRE 2 ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, acolher os embargos de declaração para reratificar os acórdãos nº 240101.882 e nº 240102.438, mantendo inalterado o resultado do julgamento. Elias Sampaio Freire Presidente Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira Relatora Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Elias Sampaio Freire, Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Kleber Ferreira de Araújo, Igor Araújo Soares, Marcelo Freitas de Souza Costa e Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira. Fl. 710DF CARF MF Impresso em 08/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/04/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 03/04/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 05/04/2013 por ELIAS SAMPAIO FREIRE Processo nº 36266.004093/200671 Acórdão n.º 2401002.921 S2C4T1 Fl. 3 3 Relatório Considerando a propositura de embargos com fulcro no art. 65 do Regimento Interno dos Conselhos Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria MF nº 256 de 22 de junho de 2009, Fazenda Nacional, opõe, tempestivamente, Embargos de Declaração nos seguintes termos: Com fulcro no art. 65 do Regimento Interno dos Conselhos Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria MF nº 256 de 22 de junho de 2009, a União (Fazenda Nacional), por seu Procurador, opõe Embargos de Declaração contra o Acórdão nº 240102.438 de 16 de maio de 2012. Segundo o embargante, o. acórdão embargado deu parcial provimento ao recurso voluntário para reconhecer a insubsistência do lançamento devido à aplicação do termo inicial do prazo decadencial previsto no art. 150, § 4º, do Código Tributário Nacional. De acordo com o voto vencedor, havendo prova do pagamento parcial por parte da empresa prestadora para a única competência mantida pela DRJ (12/1998), o prazo decadencial deve ser contado a partir do fato gerador. Com a devida vênia, há obscuridade/omissão em relação à competência 01/1999, a qual também foi mantida pela DRJ. Com efeito, conforme fazem prova os seguintes trechos do voto condutor do acórdão da DRJ, objeto do recurso voluntário, foram mantidas naquela oportunidade as competências 12/1998 e 01/1999. Destaco, que esse mesmo processo, já foi objeto de embargos por parte da Fazenda Nacional, onde naquela oportunidade os mesmos foram acatados e sido proferido o acordão 240101.882, tendo em vista que havia sido incluída competência que não fora objeto de lançamento, tendo o resultado final do acordão após os embargos sido proferido no seguinte sentido: CONCLUSÃO Voto pelo CONHECIMENTO DOS EMBARGOS, para rerratificar o acordão 240100.983, passando a rejeitar a preliminar de decadência, sem alteração do resultado do julgamento no mérito. Contudo para adentrar aos pontos trazidos pelo embargante, transcrevo abaixo o relatório do acordão proferido, que mantevese inalterado. Senão vejamos: O presente NFLD tem por objeto as contribuições sociais destinadas ao custeio da Seguridade Social, parcela a cargo dos segurados, da empresa, incluindo as destinadas ao Fl. 711DF CARF MF Impresso em 08/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/04/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 03/04/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 05/04/2013 por ELIAS SAMPAIO FREIRE 4 financiamento dos benefícios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrentes dos riscos ambientais do trabalho e a destinada aos Terceiros, em virtude da utilização de mãodeobra assalariada, na edificação de obra de construção civil de responsabilidade do notificado. Os valores das contribuições foram apurados por meio do Aviso de Regularização de Obra – ARO emitido em 07/2002, contudo referente ao período de 02/1999 a 07/2002, tendo a remuneração sido arbitrada com base na área construída e no padrão da edificação. Segundo o relatório fiscal a remuneração de trabalhadores que executaram as obras de construção civil para notificada, não foram devidamente registradas em folhas de pagamento, sejam da própria construtora ou de subempreiteiros contratados. Ainda conforme descrito no relatório fiscal o arbitramento deveuse ao fato de a contabilidade da notificada não registrar sua real movimentação financeira, conforme preceitua o art. 49 da IN INSS/DC nº 18/2000. Considerando que a contabilidade não espelhava a realidade da movimentação financeira, o crédito foi apurado nos termos do art 33, § 6º e 4º da Lei 8.212/91. O montante dos salários pagos pela execução das obras desta construtora aqui avaliados por meio do ARO, foi obtida como determina a IN INSS/DC nº 18/2000 e a Ordem de Serviço INSS/DAF nº 161/1997, procedendose ainda a dedução do recolhido pela empresa conforme descrito nas normas. Importante, destacar que a lavratura da NFLD deuse em 07/08/2002, tendo a cientificação ao sujeito passivo ocorrido em 12/08/2002. Inconformado com a NFLD, a notificada apresentou defesa, conforme fls. 232 a 246. O processo foi baixado em diligência, tendo o auditor emitido informação fiscal às fls. 312 a 315. Tendo considerado intempestiva a defesa, a autoridade previdenciária emitiu competente Termo de Revelia, fls. 319 a 320. Apesar de não cientificado dos termos da diligência, a empresa tendo solicitado vistas ao processo acabou por ter conhecimento dos termos da informação, tendo encaminhado aditivo a defesa às fls. 325 a 344. Tendo pairado dúvidas acerca da data da impugnação o processo foi encaminhado para procuradoria para manifestação fls. 346. O processo foi novamente submetido a auditora analista para avaliação dos argumentos apontados pelo recorrente, tendo a mesma se manifestado às fls. 351 a 364. Devidamente cientificado dos termos da análise o recorrente manifestouse às fls. 371, solicitando a reavaliação da Fl. 712DF CARF MF Impresso em 08/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/04/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 03/04/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 05/04/2013 por ELIAS SAMPAIO FREIRE Processo nº 36266.004093/200671 Acórdão n.º 2401002.921 S2C4T1 Fl. 4 5 tempestividade e apresentando os documentos para comprovar a data da efetiva interposição do recurso. A procuradoria novamente manifestouse no sentido de que fosse declarada a tempestividade do recurso e procedesse o INSS a apreciação dos argumentos apontados pelo recorrente. Foi exarada a DecisãoNotificação DN que confirmou a procedência do lançamento, fls. 438 a 452, sendo que o principal argumento rebatido pela autoridade julgadora é no sentido de que apesar de alegar ser sua contabilidade regular, razão porque incabível o arbitramento da base de cálculo, não fez o recorrente qualquer prova do alegado. Não concordando com a decisão do órgão previdenciário, foi interposto recurso, conforme fls. 455 a 471, onde, em síntese a recorrente alegou o seguinte: Em momento algum apresentou recurso meramente protelatório conforme dito pela autoridade julgadora de 1ª instância, pelo contrário em primeiro lugar entendeu o recorrente ser necessário provar tratarse de recurso tempestivo. NO que concerne a desconsideração da contabilidade o recorrente tanto na impugnação , como na complementação fez extenso arrazoado, Sobre a desconsideração, tendo concluído que poucos fatos não ligados diretamente a empresa, não tem o poder de desconsiderar a contabilidade. Restou demonstrado que os relatórios fiscais encontramse falhos apresentando diversas afirmações sem lastro fático. As razões apresentados foram apreciadas de forma superficial, ou mesmo não foram apresentadas, o que fere o princípio da motivação. A doutrina brasileira é unânime ao entender que a motivação é essencial para dar validade aos atos administrativos. Conforme discutido nos itens 6.6.3 do relatório e seguintes não tem a empresa admitir que mesmo que a contabilidade seja desconsiderada não autoriza o arbitramento, sem critérios jurídicos e econômicos. Ora, tratandose de casas populares com contrato firmado com banco estatal, no caso CEF, este deve ser o custo da obra real a ser considerado e não custo avaliado como quer fazer crer a autoridade julgadora. Estamos diante, de um custo real, contratado e faturado, em contraponto com o custo pesquisado pelo sindicato, no caso o SINDUSCON. Mesmo diante da verificação da contabilidade até 12/2001, procedeu a fiscalização a desconsideração da contabilidade até 07/2002, tendo o débito sido lançado por arbitramento. Admitindose apenas com o objetivo de argumentar que a contabilidade até 12/2001, apresente problemas, não há como aceitar que o arbitramento realizado perdure até o ano de Fl. 713DF CARF MF Impresso em 08/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/04/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 03/04/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 05/04/2013 por ELIAS SAMPAIO FREIRE 6 07/2002, visto tratarse de outro exercício de apuração e ela certamente será diferente da contabilidade dos anos anteriores. Esse comportamento do fisco fere o princípio da igualdade tributária, e a conseqüência inevitável é que a empresa não terá preços competitivos para exercer a concorrência , o que significa sua extinção. Nos termos da IN nº 70, só poderá ser aferido indiretamente a base de cálculo de contribuição referente a período no qual ocorreu qualquer hipótese prevista nos incisos I a II e IV. Arbitrar em período diverso do que aquele em que se constataram irregularidades constitui o típico excesso de exação.que é repelido veementemente pelo legislador. Se for considerado válido o arbitramento realizado , tornase possível em todas as obras futuras , o arbitramento da base de cálculo de contribuições, o que afetará a livre concorrência. Nenhuma nota fiscal específica de despesa fictícia foi lançada na contabilidade, sendo que somente na visão do auditor fiscal, que diante de problemas nas empresas fornecedoras, entendeu por presunção que os materiais não teriam sido fornecidos. Reafirmando a tese, é aceita por mera argumentação, que até 2001, a contabilidade registrou despesas fictícias, com o presente lançamento, essas despesas concretamente foram transformadas em salários, e com isso o fisco já fez o acerto. Portanto, a partir de 2002 vida nova! Cada matrícula apresenta uma peculiaridade, devendo ser apreciada de maneira cuidadosa, visto que algumas encontram se encerradas, outras apresentam recolhimento. Não existe em todo o lançamento e seus relatórios, bem como no procedimento administrativo a indicação, nomeação , referência a qualquer documento que diga respeito à remuneração de empregados não lançada. Tanto na impugnação, quanto no aditivo restou provado que as obras foram arbitradas tendo por base áreas não construídas, que obras regularizadas foram cobradas e que obras diferentes foram vinculadas a uma só matrícula. A autenticação de documentos só será exigida, quando houver dúvida da autenticidade do documento, e até esse momento nada foi levantado quanto aos habitese anexados ao procedimento, e que qualquer dúvida deve ser dado oportunidade a recorrente para manifestarse. Diante de todo o exposto a improcedência da NFLD há de ser decretada, mas se assim não entender apenas para argumentar, o AI deve ser tornado nulo, por todos os vícios. NO item 3.2.3.10 foi conhecido o argumento quanto ao MPF, sendo que as razões não foram contraditas, o que fere o princípio do contraditório e da ampla defesa. Fl. 714DF CARF MF Impresso em 08/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/04/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 03/04/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 05/04/2013 por ELIAS SAMPAIO FREIRE Processo nº 36266.004093/200671 Acórdão n.º 2401002.921 S2C4T1 Fl. 5 7 Nos meses de 01 e 02/2002 o auditor praticou atos sem estar devidamente amparado. O MPF cujo vencimento deuse em 28/03/2002 foi extinto, sem a emissão de novo, o que torna todo o procedimento nulo. Assim, restam maculadas as solicitações de documentos, depoimentos prestados por terceiros, bem como o resultado da ação fiscal. Protesta pela apresentação de todos os meios de prova, e requer que o débito seja tornado improcedente. A unidade da SRP apresentou contrarazões destacando não existirem fatos novos a serem apreciados. O recurso foi considerado deserto, tendo o recorrente obtido liminar para dar provimento a análise do pleito, fls. 544 a 553. É o relatório. É o relatório. Fl. 715DF CARF MF Impresso em 08/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/04/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 03/04/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 05/04/2013 por ELIAS SAMPAIO FREIRE 8 Voto PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE: Sendo os embargos interpostos tempestivamente passo a apreciálo. DA APRECIAÇÃO DOS EMBARGOS Analisando os embargos opostos agora pelo contribuinte, entendo que o acordão prolatado não padece de qualquer vício seja, omissão, obscuridade ou mesmo contradição, tendo em vista que procedeu esse colegiado ao julgamento, tendo por base os documentos pertinentes ao processo, e conforme trazido pelo próprio recorrente em seu embargo o termo aditivo, por ele peticionado em 22/08/2007 não fora colacionado aos autos, razão pela qual o julgamento deuse com os documentos e argumentos constantes dos autos. Todavia, vislumbro na jurisprudência dos tribunais, que excepcionalmente, os embargos podem ser acatados. Segundo o entendimento jurisprudencial do STJ, o fato novo, que pode influenciar no resultado da lide, pode ser alegado ainda em sede de embargos de declaração. Precedentes: REsp 1.071.891/SP, 1ª Turma, Rel. Min. Luiz Fux, DJe 30.11.2010; REsp 734.598/MG, 1ª Turma, Rel. Min. Francisco Falcão, DJ 1.7.2005; REsp 434.797/MS, 4ª Quarta, Rel. Min. Ruy Rosado de Aguiar, DJ 10.2.2003. Entendo, que os documentos trazidos aos autos pelo recorrente devem ser, no mínimo submetidos ao colegiado no intuito de que se verifique a pertinência e a oportunidade de sua apreciação. No caso, às fls. 608 a 612, anexou o recorrente cópia do termo aditivo, onde descreve existirem provas contundentes que as informações constantes dos relatórios fiscais encontramse equivocadas, razão porque deve ser revisto o lançamento. Contudo, em que pese toda a argumentação trazida aos autos em seu termo aditivo, entendo que o momento em que as mesmas foram apresentadas constantes nos autos devem ser sempre que entender o julgador que os mesmos se prestem na busca da verdade material, é claro levando em considerando os prazos para a sua apresentação. Os respectivos argumentos quanto a situação das empresas com as quais a recorrente manteve contratos deuse em 22/08/2007, ou seja, quase dois anos depois de proferida a decisão de primeira instância (29/06/2005), tendo, face mudança de endereço sido cientificada ao recorrente apenas em 23/03/2006. Em 17/04/2006, protocolou o recorrente perante a previdência social seu recurso, cujos argumentos foram devidamente analisados no acordão 240100.983 e 2401 01.882. Assim, apenas em meados de 2007, apresentou o recorrente o termo aditivo, razão porque entendo o mesmo não deva ser conhecido face a ocorrência de preclusão do direito do recorrente. Nos termos do § 6.º do art. 9.º da Portaria MPS/GM n.º 520/2004 c/c art. 17 do Decreto n.º 70.235/1972, a abrangência da lide é determinada pelas alegações constantes na impugnação, não devendo ser consideradas no recurso as matérias que não tenham sido aventadas na peça de defesa. Fl. 716DF CARF MF Impresso em 08/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/04/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 03/04/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 05/04/2013 por ELIAS SAMPAIO FREIRE Processo nº 36266.004093/200671 Acórdão n.º 2401002.921 S2C4T1 Fl. 6 9 AFASTAR ALEGAÇÃO ACERCA DA BUSCA DA VERDADE MATERIAL Embora, entenda pela preclusão do direito do recorrente face a inovação dos argumentos trazidos após a apresentação do recurso, apenas para afastar qualquer alegação de inobservância da busca da verdade material, apreciei novamente o relatório fiscal e o próprio contrato, sendo que não vislumbro a nulidade pretendida. Ao contrário do que entende o recorrente não entendo que o lançamento com base no CUB possa ser realizado apenas no caso de desclassificação da contabilidade por falsidade de informações. Ao identificar a autoridade fiscal que a cobertura das obras não se dava dentro dos patamares previstos na legislação procedeu ao cálculo da mão de obra empregada Ademais, entendo que os argumentos trazidos nos termos aditivos não se prestam a desconstituir lançamentos, baseados em documentos. Alega o recorrente por exemplo na empresa Márcio Daniel que elaborou erroneamente seu livro caixa, prestando declaração a respeito e acerca do reconhecimento da emissão de NF. A mera declaração não serve como prova documental para desconstituição do lançamento. Citese que o lançamento com base no CUB não foge a realidade da construção civil, utilizando parâmetros de mão de obra, estipulados em consonância a normas do próprio SINDUSCON. Quanto as empresas que funcionam em forma de sucessão DAISY LÚCIA MARTINS OU MARTINS COMÉRCIO E REPRESENTAÇÕES, destaco que não compete a autoridade fiscal diligenciar em relação a cada empresa prestadora de serviços, mas identificar na prestação de serviços, de acordo com os parâmetros descritos na norma previdenciária E na contabilidade da cnstrutora como ocorreu a prestação de serviços e a contabilização da mesma. Identificou a autoridade fiscal, diversos pontos que o levaram a proceder o lançamento por arbitramento com base no CUB, A autoridade fiscal avalia as informações coletadas nas empresas, confrontando ditas informações com aquelas constantes nos sistemas da Receita. Da mesma forma, entendo que o mero contrato apresentado não afasta, quando realizado o arbitramento, o valor do metro quadrado previsto pelo Sinduscon, até porque em relação ao padrão da obra, no caso de casas populares, identificase o tipo de obra 41 – Conjunto habitacional Alvenaria, descrevendo o padrão como baixo, o que por consequência determina uma padrão baixo. (fls. 75, 78, 80, 83, 89, dentre outros). Assim, entendo que as informações prestadas, não alterariam o julgado, posto que as informações trazidas pela autoridade fiscal, fundamentam o arbitramento realizado. Isto posto, acolho os embargos, no sentido de tomar conhecimento do termo aditivo apresentado pelo recorrente, contudo, sem apreciar as razões ali descritas, considerando a preclusão do direito do recorrente de apresentalas. Fl. 717DF CARF MF Impresso em 08/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/04/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 03/04/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 05/04/2013 por ELIAS SAMPAIO FREIRE 10 CONCLUSÃO Voto pelo CONHECIMENTO DOS EMBARGOS, para ratificar os acórdãos 240101.882 e 240102.438 , mantendo inalterado o resultado do julgamento. É como voto. Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira Fl. 718DF CARF MF Impresso em 08/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/04/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 03/04/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 05/04/2013 por ELIAS SAMPAIO FREIRE
score : 1.0
Numero do processo: 10920.004331/2008-56
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Feb 26 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Wed Mar 13 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Ano-calendário: 2007
Ementa:CRÉDITOS. ÔNUS DA PROVA.
Somente podem ser acolhidos, a título de créditos da Cofins aqueles valores que restam comprovados de forma induvidosa nos autos. É ônus do contribuinte comprovar o direito que invoca.
Numero da decisão: 3401-002.135
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, negar provimento ao Recurso Voluntário nos termos do voto da Relatora.
Julio Cesar Alves Ramos - Presidente.
ANGELA SARTORI - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Emanuel Carlos Dantas de Assis, Jean Cleuter Simões Mendonça, Odassi Guerzoni Filho, Angela Sartori, Fernando Marques Cleto Duarte e Júlio César Alves Ramos.
Nome do relator: ANGELA SARTORI
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ementa_s : Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins Ano-calendário: 2007 Ementa:CRÉDITOS. ÔNUS DA PROVA. Somente podem ser acolhidos, a título de créditos da Cofins aqueles valores que restam comprovados de forma induvidosa nos autos. É ônus do contribuinte comprovar o direito que invoca.
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ÔNUS DA PROVA. Somente podem ser acolhidos, a título de créditos da Cofins aqueles valores que restam comprovados de forma induvidosa nos autos. É ônus do contribuinte comprovar o direito que invoca. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, negar provimento ao Recurso Voluntário nos termos do voto da Relatora. Julio Cesar Alves Ramos Presidente. ANGELA SARTORI Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Emanuel Carlos Dantas de Assis, Jean Cleuter Simões Mendonça, Odassi Guerzoni Filho, Angela Sartori, Fernando Marques Cleto Duarte e Júlio César Alves Ramos. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 92 0. 00 43 31 /2 00 8- 56 Fl. 258DF CARF MF Impresso em 13/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/03/2013 por ANGELA SARTORI, Assinado digitalmente em 06/03/2013 por A NGELA SARTORI, Assinado digitalmente em 06/03/2013 por JULIO CESAR ALVES RAMOS 2 Relatório Trata o presente processo de "Pedido de Ressarcimento" de créditos para a COFINS, relativo ao quarto trimestre de 2007, no valor de R$ 34.401,67. Na análise da documentação apresentada pela Recorrente concluiu a autoridade fiscalizadora por glosar valores declarados na Linha 13 do Dacon — Outros Valores com Direito a Créditos R$ 59.929,38, onde foram lançados valores referentes as mais variadas despesas (fls. 92/98), tais como taxa de administração de mão de obra, serviço de consultoria, serviços não destinados a produção, bens ou serviços não enquadrados como insumos, dentre outros (planilha a fl. 170 e amostragem das notas fiscais às fls. 151/165); Houve o reconhecimento parcial do direito creditório no valor de R$ 30.628,82. Em sua defesa, inicialmente, a Recorrente remete aos dispositivos legais contidos na Lei 10.833/2003, argumentando que foram deferidos parcialmente valores a titulo de Mão de obra e indeferidos valores relativos a custos de terceiros, manutenção de bens, despesas de veículos e com combustíveis e lubrificantes. Alega, em síntese, que todos estes custos, lançados no Dacon, estão relacionados diretamente ao processo produtivo e que são corretos os procedimentos adotados, em vista da "Solução de Divergência n°. 35 de 29/09/2008", A Recorrente apresenta uma planilha (fl. 217), onde alega evidenciar que o contribuinte informou corretamente a linha 02 do Dacon, fazendo as devidas exclusões relativas as aquisições de Pessoa Física. Suscita o direito à reincorporação dos valores excluídos no Despacho Decisório a titulo de aquisições de Pessoas Físicas, pois as pessoas fiscais relacionadas no Despacho já haviam sido excluídas pelo contribuinte. No Tópico 11 — o Direito, a Recorrente reitera os seus argumentos quanto ao direito de descontar os créditos relacionados na Linha 13 do Dacon (serviços de consultoria vinculados à produção, manutenção e conservação de bens, despesas com veículos da produção, e combustíveis e lubrificantes utilizados na produção) e sustenta que o seu direito está ratificado e confirmado na Solução de Divergência n°. 35 de 29/09/2008, sendo que, com base nessa interpretação, faz jus aos valores informados integralmente. No tópico Ill — O mérito, requer que sejam reconsiderados os itens glosados relativos a Linha 13 do Dacon, e relaciona sumariamente os pontos de discordância com o fisco. Neste contexto, analisando os argumentos acima, a DRJ decidiu em síntese: Fl. 259DF CARF MF Impresso em 13/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/03/2013 por ANGELA SARTORI, Assinado digitalmente em 06/03/2013 por A NGELA SARTORI, Assinado digitalmente em 06/03/2013 por JULIO CESAR ALVES RAMOS Processo nº 10920.004331/200856 Acórdão n.º 3401002.135 S3C4T1 Fl. 6 3 “ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Ano calendário: 2007 INCIDÊNCIA NÃOCUMULATIVA. INSUMOS. SERVIÇOS. Para efeito da não cumulatividade das contribuições, há de se entender o conceito de insumo não de forma genérica, atrelando à necessidade na fabricação do produto e na consecução de sua atividade fim (conceito econômico), mas adstrito ao que determina a legislação tributária (conceito jurídico), vinculando a caracterização do insumo à sua aplicação direta ao produto em fabricação. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Ano calendário: 2007 PEDIDOS DE RESTITUIÇÃO, COMPENSAÇÃO OU RESSARCIMENTO. COMPROVAÇÃO DA EXISTÊNCIA DO DIREITO CREDITORIO. ONUS DA PROVA A CARGO DO CONTRIBUINTE No âmbito especifico dos pedidos de restituição, compensação ou ressarcimento, é ônus do contribuinte/pleiteante a comprovação minudente da existência do direito creditório. Manifestação de Inconformidade Improcedente. Direito Creditório Não Reconhecido.” Diante do exposto as provas deixaram dúvidas em relação ao direito e a 1ª Turma da 4ª Camara da 3ª Seção converteu o julgamento em diligência para: informar se a mão de obra das NF de serviços de mão de obra foram utilizados efetivamente no processo produtivo. informar se o item consultoria do trabalho e ambiental são específica. Após cientificado, o Recorrente não se manifestou e não trouxe aos autos nenhum outro argumento para assegurar seu direito. Fl. 260DF CARF MF Impresso em 13/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/03/2013 por ANGELA SARTORI, Assinado digitalmente em 06/03/2013 por A NGELA SARTORI, Assinado digitalmente em 06/03/2013 por JULIO CESAR ALVES RAMOS 4 Voto Fl. 261DF CARF MF Impresso em 13/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/03/2013 por ANGELA SARTORI, Assinado digitalmente em 06/03/2013 por A NGELA SARTORI, Assinado digitalmente em 06/03/2013 por JULIO CESAR ALVES RAMOS Processo nº 10920.004331/200856 Acórdão n.º 3401002.135 S3C4T1 Fl. 7 5 Conselheiro Relator Angela Sartori O recurso é tempestivo e segue os demais requisitos de admissibilidade, por isto dele tomo conhecimento. O Conselho Administrativo de Recursos Fiscais através da Resolução mencionada acima decidiu reverter o julgamento em diligência para maiores esclarecimentos sobre o processo produtivo. Para atender a diligência requerida, foi enviada a intimação solicitando esclarecimentos adicionais ao contribuinte, sendo que o mesmo não apresentou qualquer resposta (AR anexo). O cumprimento da intimação para apresentação de documentos é uma obrigação acessória a que está submetida o contribuinte em prestar informações para a comprovação do seu direito. Poderia o recorrente ter juntado as provas que foram solicitadas bem como aquelas que entendessem necessárias e importantes à elucidação da causa. Entretanto, o recorrente apenas fez as alegações sem juntar qualquer comprovação do seu direito neste processo, impossibilitando assim o julgamento do mérito, em especial em relação a utilização da mão de obra e do trabalho de consultoria ambiental no processo produtivo. Por tal razão, nego provimento ao recurso voluntário. Relator Angela Sartori Relator Fl. 262DF CARF MF Impresso em 13/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/03/2013 por ANGELA SARTORI, Assinado digitalmente em 06/03/2013 por A NGELA SARTORI, Assinado digitalmente em 06/03/2013 por JULIO CESAR ALVES RAMOS
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