Busca Facetada
Turma- Terceira Câmara (29,282)
- Segunda Câmara (27,808)
- Primeira Câmara (25,086)
- Segunda Turma Ordinária d (17,881)
- Primeira Turma Ordinária (16,417)
- Primeira Turma Ordinária (16,224)
- 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR (16,216)
- Primeira Turma Ordinária (16,171)
- Segunda Turma Ordinária d (15,905)
- Segunda Turma Ordinária d (14,489)
- Primeira Turma Ordinária (13,087)
- Primeira Turma Ordinária (12,513)
- Segunda Turma Ordinária d (12,438)
- Quarta Câmara (11,514)
- Primeira Turma Ordinária (11,488)
- Quarta Câmara (85,198)
- Terceira Câmara (67,866)
- Segunda Câmara (56,637)
- Primeira Câmara (20,749)
- 3ª SEÇÃO (16,216)
- 2ª SEÇÃO (11,306)
- 1ª SEÇÃO (6,854)
- Pleno (788)
- Sexta Câmara (302)
- Sétima Câmara (172)
- Quinta Câmara (133)
- Oitava Câmara (123)
- Terceira Seção De Julgame (126,702)
- Segunda Seção de Julgamen (115,207)
- Primeira Seção de Julgame (77,078)
- Primeiro Conselho de Cont (49,052)
- Segundo Conselho de Contr (48,966)
- Câmara Superior de Recurs (37,972)
- Terceiro Conselho de Cont (25,979)
- IPI- processos NT - ressa (5,020)
- Outros imposto e contrib (4,458)
- PIS - ação fiscal (todas) (4,061)
- IRPF- auto de infração el (3,972)
- PIS - proc. que não vers (3,963)
- IRPJ - AF - lucro real (e (3,943)
- Cofins - ação fiscal (tod (3,868)
- Simples- proc. que não ve (3,681)
- IRPF- ação fiscal - Dep.B (3,045)
- IPI- processos NT- créd.p (2,251)
- IRPF- ação fiscal - omis. (2,215)
- Cofins- proc. que não ver (2,102)
- IRPJ - restituição e comp (2,088)
- Finsocial -proc. que não (1,996)
- IRPF- restituição - rendi (1,991)
- Não Informado (56,573)
- GILSON MACEDO ROSENBURG F (5,508)
- RODRIGO DA COSTA POSSAS (4,442)
- WINDERLEY MORAIS PEREIRA (4,270)
- CLAUDIA CRISTINA NOIRA PA (4,256)
- PEDRO SOUSA BISPO (3,905)
- HELCIO LAFETA REIS (3,868)
- ROSALDO TREVISAN (3,233)
- CHARLES MAYER DE CASTRO S (3,219)
- MARCOS ROBERTO DA SILVA (3,150)
- Não se aplica (2,929)
- PAULO GUILHERME DEROULEDE (2,801)
- WILDERSON BOTTO (2,650)
- LIZIANE ANGELOTTI MEIRA (2,636)
- RODRIGO LORENZON YUNAN GA (2,589)
- 2020 (41,088)
- 2021 (35,841)
- 2019 (30,960)
- 2018 (26,046)
- 2024 (25,923)
- 2012 (23,622)
- 2023 (22,472)
- 2014 (22,376)
- 2013 (21,087)
- 2011 (20,979)
- 2025 (19,612)
- 2010 (18,059)
- 2008 (17,135)
- 2017 (16,840)
- 2009 (15,846)
- 2009 (69,612)
- 2020 (39,854)
- 2021 (34,153)
- 2019 (30,463)
- 2023 (25,918)
- 2024 (23,872)
- 2014 (23,412)
- 2018 (23,139)
- 2025 (19,745)
- 2026 (16,680)
- 2013 (16,584)
- 2017 (16,398)
- 2008 (15,520)
- 2006 (14,857)
- 2022 (13,225)
Numero do processo: 10580.900214/2008-13
Turma: Segunda Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Dec 06 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Thu Mar 21 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Ano-calendário: 2003
Ementa:
Consoante a redação do art. 33 do Decreto 70.235/1972, o prazo para a interposição do Recurso Voluntário por parte do contribuinte é de 30 (trinta) dias, contados da intimação da decisão de primeira instância. Não exercido o direito de defesa no prazo legal, o recurso carece de requisitos para sua admissibilidade
Numero da decisão: 1802-001.516
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, NÃO CONHECER do recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
(assinado digitalmente)
Ester Marques Lins de Sousa - Presidente.
(assinado digitalmente)
Marco Antonio Nunes Castilho - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa, José de Oliveira Ferraz Corrêa, Marciel Eder Costa, Nelso Kichel, Gustavo Junqueira Carneiro Leão e Marco Antonio Nunes Castilho.
Nome do relator: MARCO ANTONIO NUNES CASTILHO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201212
ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Ano-calendário: 2003 Ementa: Consoante a redação do art. 33 do Decreto 70.235/1972, o prazo para a interposição do Recurso Voluntário por parte do contribuinte é de 30 (trinta) dias, contados da intimação da decisão de primeira instância. Não exercido o direito de defesa no prazo legal, o recurso carece de requisitos para sua admissibilidade
turma_s : Segunda Turma Especial da Primeira Seção
dt_publicacao_tdt : Thu Mar 21 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 10580.900214/2008-13
anomes_publicacao_s : 201303
conteudo_id_s : 5200454
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Mar 26 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 1802-001.516
nome_arquivo_s : Decisao_10580900214200813.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : MARCO ANTONIO NUNES CASTILHO
nome_arquivo_pdf_s : 10580900214200813_5200454.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, NÃO CONHECER do recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Ester Marques Lins de Sousa - Presidente. (assinado digitalmente) Marco Antonio Nunes Castilho - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa, José de Oliveira Ferraz Corrêa, Marciel Eder Costa, Nelso Kichel, Gustavo Junqueira Carneiro Leão e Marco Antonio Nunes Castilho.
dt_sessao_tdt : Thu Dec 06 00:00:00 UTC 2012
id : 4538843
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 08:57:23 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713041394661064704
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1742; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1TE02 Fl. 236 1 235 S1TE02 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10580.900214/200813 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 1802001.516 – 2ª Turma Especial Sessão de 6 de dezembro de 2012 Matéria Processo Administrativo Fiscal Recorrente TERRABRAS TERRAPLANAGENS DO BRASIL SA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Anocalendário: 2003 Ementa: Consoante a redação do art. 33 do Decreto 70.235/1972, o prazo para a interposição do Recurso Voluntário por parte do contribuinte é de 30 (trinta) dias, contados da intimação da decisão de primeira instância. Não exercido o direito de defesa no prazo legal, o recurso carece de requisitos para sua admissibilidade Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, NÃO CONHECER do recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Ester Marques Lins de Sousa Presidente. (assinado digitalmente) Marco Antonio Nunes Castilho Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa, José de Oliveira Ferraz Corrêa, Marciel Eder Costa, Nelso Kichel, Gustavo Junqueira Carneiro Leão e Marco Antonio Nunes Castilho. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 58 0. 90 02 14 /2 00 8- 13 Fl. 236DF CARF MF Impresso em 22/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/03/2013 por MARCO ANTONIO NUNES CASTILHO, Assinado digitalmente em 20 /03/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 05/03/2013 por MARCO ANTONIO NUNE S CASTILHO Processo nº 10580.900214/200813 Acórdão n.º 1802001.516 S1TE02 Fl. 237 2 Relatório Tratase de Recurso Voluntário interposto contra decisão da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Salvador – BA (“DRJ/SDR”), que julgou procedente em parte impugnação apresentada pela Recorrente. Para descrever os fatos, e também por economia processual, transcrevo parte do relatório constante do acórdão recorrido, verbis: “A requerente apresenta Manifestação de Inconformidade contra o Despacho Decisório Eletrônico de fls. 10/12, número de rastreamento 749301186, emitido em 07/03/2008, pela Delegacia da Receita Federal do Brasil em Salvador, que não homologou a compensação dos débitos relacionados na Declaração de Compensação n° 31129.52042.150904.1.3.02 4094 (fls. 178/205), cuja soma totaliza R$40.363,67, em valores originais, com crédito oriundo de saldo negativo de IRPJ referente ao exercício de 2004, anocalendário de 2003, no valor original de R$62.836,67, sob a alegação de que não houve apuração de crédito na Declaração de Informações Econômico Fiscais da Pessoa Jurídica (DIPJ) correspondente ao período de apuração informado no PER/DCOMP apresentado.” Em sua decisão, a DRJ/SDR decidiu pela modificação despacho decisório, (número de rastreamento 749301186), proferido pela Delegacia da Receita Federal, conforme ementa transcrita abaixo: “ASSUNTO: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica IRPJ Anocalendário: 2003 SALDO NEGATIVO. COMPROVAÇÃO DE CRÉDITO. Deve ser homologada a compensação declarada, no limite do crédito reconhecido, uma vez comprovada a existência de crédito disponível, a título de saldo negativo de IRPJ. Manifestação de Inconformidade Procedente em Parte. Direito Creditório Reconhecido em Parte.” Inconformada com a decisão, a Recorrente apresentou Recurso Voluntário no qual aduziu os mesmos argumentos apresentados na Impugnação. Primeiramente, questionou sua responsabilidade pelo repasse de valores retidos a título de IRRF e consequente informação de tais valores em DIRF, bem como requereu a contagem do prazo prescricional, a partir da Fl. 237DF CARF MF Impresso em 22/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/03/2013 por MARCO ANTONIO NUNES CASTILHO, Assinado digitalmente em 20 /03/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 05/03/2013 por MARCO ANTONIO NUNE S CASTILHO Processo nº 10580.900214/200813 Acórdão n.º 1802001.516 S1TE02 Fl. 238 3 homologação, expressa ou tácita, dos valores recolhidos para futura compensação, assunto que não se relaciona com o processo em tela e nem com o motivo pelo qual a homologação da compensação lhe foi negada. É o relatório, passo a decidir. Voto Conselheiro Relator Marco Antonio Nunes Castilho Intempestividade Inicialmente cumpre analisar a tempestividade do presente recurso. Conforme aviso de recebimento e informações de fl. 152, a Recorrente tomou ciência do acórdão recorrido em 13 de setembro de 2011. De acordo com o art. 33, caput, do Decreto n. 70.235, de 06/03/1972, cabe recurso voluntário da decisão em primeira instância dentro dos 30 (trinta) dias seguintes à ciência da decisão. Assim, tendo a ciência da decisão datada de 13/09/2011, a contagem do prazo de 30 dias para oferecimento de recurso voluntário, iniciouse em 14/11/2011, tendo como prazo fatal dia 13/10/2011. O recurso voluntário foi protocolado em 07/12/2011, ou seja, fora do prazo previsto na legislação. Diante de todo o exposto, voto no sentido de NÃO CONHECER do Recurso Voluntário interposto, mantendo a decisão combatida. (assinado digitalmente) Relator Marco Antonio Nunes Castilho Relator Fl. 238DF CARF MF Impresso em 22/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/03/2013 por MARCO ANTONIO NUNES CASTILHO, Assinado digitalmente em 20 /03/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 05/03/2013 por MARCO ANTONIO NUNE S CASTILHO Processo nº 10580.900214/200813 Acórdão n.º 1802001.516 S1TE02 Fl. 239 4 Fl. 239DF CARF MF Impresso em 22/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/03/2013 por MARCO ANTONIO NUNES CASTILHO, Assinado digitalmente em 20 /03/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 05/03/2013 por MARCO ANTONIO NUNE S CASTILHO
score : 1.0
Numero do processo: 10530.721237/2010-73
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Apr 19 00:00:00 UTC 2012
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Data do fato gerador: 18/03/2010
PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO AUTO DE INFRAÇÃO ARTIGO 32, IV, § 5º E ARTIGO 41 DA LEI N.º 8.212/91 C/C ARTIGO 284, II DO RPS,
APROVADO PELO DECRETO N.º 3.048/99 OMISSÃO EM GFIP
A inobservância da obrigação tributária acessória é fato gerador do auto de infração, o qual se constitui, principalmente, em forma de exigir que a obrigação seja cumprida; obrigação que tem por finalidade auxiliar o INSS na administração previdenciária.
Inobservância do art. 32, IV, § 5º da Lei n° 8.212/1991, com a multa punitiva aplicada conforme dispõe o art. 284, II do RPS, aprovado pelo Decreto n° 3.048/1999.: “ informar mensalmente ao Instituto Nacional do Seguro Social INSS, por intermédio de documento a ser definido em regulamento, dados relacionados aos fatos geradores de contribuição previdenciária e outras informações de interesse do INSS. (Incluído pela Lei 9.528, de 10.12.97)”.
ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Data do fato gerador: 18/03/2010
PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO AUTO DE INFRAÇÃO ARTIGO 32, IV, § 5º E ARTIGO 41 DA LEI N.º 8.212/91 C/C ARTIGO 284, II DO RPS,
APROVADO PELO DECRETO N.º 3.048/99 NFLD CORRELATAS SEGURADOS
EMPREGADOS E CONTRIBUINTES INDIVIDUAIS A sorte de Autos de Infração relacionados a omissão em GFIP, está diretamente relacionado ao resultado das NFLD lavradas sobre os mesmos
fatos geradores.
PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO AUTO DE INFRAÇÃO ARTIGO 32, IV, § 5º E ARTIGO 41 DA LEI N.º 8.212/91 C/C ARTIGO 284, II DO RPS, APROVADO PELO DECRETO N.º 3.048/99 OMISSÃO EM GFIP MULTA RETROATIVIDADE
BENIGNA Na superveniência de legislação que estabeleça novos critérios para a apuração da multa por descumprimento de obrigação acessória, faz-se necessário verificar se a sistemática atual é mais favorável ao contribuinte que a anterior.
Não cabe autuação de GFIP, quando constatado lançamento de ofício de contribuições, com aplicação de multa de ofício.
Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 2401-002.402
Decisão: ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso. Elias Sampaio Freire - Presidente
Nome do relator: ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201204
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Data do fato gerador: 18/03/2010 PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO AUTO DE INFRAÇÃO ARTIGO 32, IV, § 5º E ARTIGO 41 DA LEI N.º 8.212/91 C/C ARTIGO 284, II DO RPS, APROVADO PELO DECRETO N.º 3.048/99 OMISSÃO EM GFIP A inobservância da obrigação tributária acessória é fato gerador do auto de infração, o qual se constitui, principalmente, em forma de exigir que a obrigação seja cumprida; obrigação que tem por finalidade auxiliar o INSS na administração previdenciária. Inobservância do art. 32, IV, § 5º da Lei n° 8.212/1991, com a multa punitiva aplicada conforme dispõe o art. 284, II do RPS, aprovado pelo Decreto n° 3.048/1999.: “ informar mensalmente ao Instituto Nacional do Seguro Social INSS, por intermédio de documento a ser definido em regulamento, dados relacionados aos fatos geradores de contribuição previdenciária e outras informações de interesse do INSS. (Incluído pela Lei 9.528, de 10.12.97)”. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Data do fato gerador: 18/03/2010 PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO AUTO DE INFRAÇÃO ARTIGO 32, IV, § 5º E ARTIGO 41 DA LEI N.º 8.212/91 C/C ARTIGO 284, II DO RPS, APROVADO PELO DECRETO N.º 3.048/99 NFLD CORRELATAS SEGURADOS EMPREGADOS E CONTRIBUINTES INDIVIDUAIS A sorte de Autos de Infração relacionados a omissão em GFIP, está diretamente relacionado ao resultado das NFLD lavradas sobre os mesmos fatos geradores. PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO AUTO DE INFRAÇÃO ARTIGO 32, IV, § 5º E ARTIGO 41 DA LEI N.º 8.212/91 C/C ARTIGO 284, II DO RPS, APROVADO PELO DECRETO N.º 3.048/99 OMISSÃO EM GFIP MULTA RETROATIVIDADE BENIGNA Na superveniência de legislação que estabeleça novos critérios para a apuração da multa por descumprimento de obrigação acessória, faz-se necessário verificar se a sistemática atual é mais favorável ao contribuinte que a anterior. Não cabe autuação de GFIP, quando constatado lançamento de ofício de contribuições, com aplicação de multa de ofício. Recurso Voluntário Provido.
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
numero_processo_s : 10530.721237/2010-73
conteudo_id_s : 5216677
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Aug 09 00:00:00 UTC 2021
numero_decisao_s : 2401-002.402
nome_arquivo_s : Decisao_10530721237201073.pdf
nome_relator_s : ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA
nome_arquivo_pdf_s : 10530721237201073_5216677.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso. Elias Sampaio Freire - Presidente
dt_sessao_tdt : Thu Apr 19 00:00:00 UTC 2012
id : 4566893
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 08:59:00 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713041394694619136
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 10; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2315; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C4T1 Fl. 1 1 S2C4T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10530.721237/201073 Recurso nº 000.000 Voluntário Acórdão nº 2401002.402 – 4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 19 de abril de 2012 Matéria AUTO DE INFRAÇÃO OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA Recorrente NOVO TRIUNFO PREFEITURA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Data do fato gerador: 18/03/2010 PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO AUTO DE INFRAÇÃO ARTIGO 32, IV, § 5º E ARTIGO 41 DA LEI N.º 8.212/91 C/C ARTIGO 284, II DO RPS, APROVADO PELO DECRETO N.º 3.048/99 OMISSÃO EM GFIP A inobservância da obrigação tributária acessória é fato gerador do autode infração, o qual se constitui, principalmente, em forma de exigir que a obrigação seja cumprida; obrigação que tem por finalidade auxiliar o INSS na administração previdenciária. Inobservância do art. 32, IV, § 5º da Lei n ° 8.212/1991, com a multa punitiva aplicada conforme dispõe o art. 284, II do RPS, aprovado pelo Decreto n ° 3.048/1999.: “ informar mensalmente ao Instituto Nacional do Seguro SocialINSS, por intermédio de documento a ser definido em regulamento, dados relacionados aos fatos geradores de contribuição previdenciária e outras informações de interesse do INSS. (Incluído pela Lei 9.528, de 10.12.97)”. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Data do fato gerador: 18/03/2010 PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO AUTO DE INFRAÇÃO ARTIGO 32, IV, § 5º E ARTIGO 41 DA LEI N.º 8.212/91 C/C ARTIGO 284, II DO RPS, APROVADO PELO DECRETO N.º 3.048/99 NFLD CORRELATAS SEGURADOS EMPREGADOS E CONTRIBUINTES INDIVIDUAIS A sorte de Autos de Infração relacionados a omissão em GFIP, está diretamente relacionado ao resultado das NFLD lavradas sobre os mesmos fatos geradores. PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO AUTO DE INFRAÇÃO ARTIGO 32, IV, § 5º E ARTIGO 41 DA LEI N.º 8.212/91 C/C ARTIGO 284, II DO RPS, Fl. 132DF CARF MF Impresso em 22/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 15/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 15/10/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE 2 APROVADO PELO DECRETO N.º 3.048/99 OMISSÃO EM GFIP MULTA RETROATIVIDADE BENIGNA Na superveniência de legislação que estabeleça novos critérios para a apuração da multa por descumprimento de obrigação acessória, fazse necessário verificar se a sistemática atual é mais favorável ao contribuinte que a anterior. Não cabe autuação de GFIP, quando constatado lançamento de ofício de contribuições, com aplicação de multa de ofício. Recurso Voluntário Provido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso. Elias Sampaio Freire Presidente Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira Relatora Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Elias Sampaio Freire, Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Kleber Ferreira de Araújo, Lourenço Ferreira de Araújo, Marcelo Freitas de Souza Costa e Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira. Fl. 133DF CARF MF Impresso em 22/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 15/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 15/10/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE Processo nº 10530.721237/201073 Acórdão n.º 2401002.402 S2C4T1 Fl. 2 3 Relatório Trata o presente auto de infração, lavrado sob o n. 37.268.4807, em desfavor do recorrente, originado em virtude do descumprimento do art. 32, IV, da Lei n ° 8.212/1991 (acrescentado pela Lei n. 9.528, de 10121997 na redação da MP n. 449, de 3122008, convertida na Lei n. 11.941, de 2752009). Segundo a fiscalização a autuada teria apresentado a GFIP com informações incorretas ou omissas nas competências 01/2006 a 11/2008, conforme relatório fiscal às fls. 17 a 19. Não teriam sido informados os agentes políticos e teria havido declaração incorreta da alíquota SAT. Conforme relatório fiscal, a partir do confronto de informações da folha de pagamento com a GFIP, que em todo o período de 01/2006 a 12/2008, o contribuinte declarou as GFIP, mas nelas não fez constar à totalidade das remunerações pagas ou creditadas aos segurados empregados. Dispositivo legal infringido: Lei n° 8.212, de 24/07/1991, art. 32, inc. IV e §§ 3º e 5º, acrescentado pela Lei n° 9.528, de 10/12/1997, combinado com art. 225, IV e § 4°, do Regulamento da Previdência Social RPS, aprovado pelo Decreto n° 3.048, de 06/05/1999. Destacou ainda o auditor em relação a multa aplicada: Para as infrações com fatos geradores anteriores a 04/12/2008, data da entrada em vigor da MP nº 449/2008 (convertida na Lei 11.941/09), com base no que dispõe o CTN, art. 106, inc. II, c, entendese que a multa aplicada deve observar o princípio da retroatividade benigna, comparandose a multa atual com a multa imposta pela legislação vigente à época da ocorrência dos mesmos. (...) 2. Desta forma, foi necessário efetuarmos o comparativo mensal da penalidade aplicada nos moldes da legislação anterior a MP 449/08 com a legislação atual, retroagindo a penalidade atual sempre que esta for mais benéfica para o contribuinte. 3. Após ter sido feito o comparativo, em todo o período de 01/2006 a 11/2008, entre as multas impostas pela legislação atual com as multas impostas pela legislação vigente à época da ocorrência dos fatos geradores, constatamos que para as competências de 01/2006 a 04/2007, 13/2007 a 05 a 08/2008, as multas menos gravosas são as previstas na legislação atual. 4. Em relação às competências 09 a 11/2008, foi aplicado também o presente auto de infração, pois a respectiva GFIP foi entregue pelo contribuinte após a publicação da MP 449/08 (precisamente em 28/05/2009). Assim, não há que se efetuar a Fl. 134DF CARF MF Impresso em 22/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 15/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 15/10/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE 4 comparação das penalidades, vez que a GFIP foi entregue quando a nova Lei já estava vigendo. 5. A multa aplicada é, portanto, a prevista na Lei nº 8.212, de 24/07/1991, art. 32A, "caput", inciso I e § 3º, incluídos pela MP nº 449, de 03/12/2008, transformada na Lei nº 11.941, de 27/05/2009. De acordo com este dispositivo legal, o valor da multa é de R$ 20,00 (vinte reais) para cada grupo de 10 (dez) informações incorretas ou omitidas, observada a multa mínima de R$ 500,00 (quinhentos reais) por competência. Cabe observar que a fração é contada como um grupo de 10. a legislação anterior a multa aplicável correspondia ao valor das contribuições deixadas de serem declaradas em GFIP, limitadas a um valor multiplicado pela multa mínima de 1.410,79 (atualizado pela Portaria MPS/MF 350/08) variável em função do número de segurados. O Município ficou situado na faixa de 501 a 1000 segurados. O cálculo detalhado da aplicação desta penalidade foi demonstrado no relatório que acompanha o auto de infração de código 68.(fl. 16). Importante, destacar que a lavratura do AI deuse em 18/03/2010, tendo a cientificação ao sujeito passivo ocorrido no dia 24/03/2010. Inconformada, a autuada apresentou impugnação no prazo normativo, fls. 58 a 94 Foi proferida decisão de 1 instância que confirmou a procedência parcial do lançamento, fls. 99 a 104, excluindo as multas das competências 01/2006 a 02/2007, mantendose apenas a multa aplicada em relação as competências setembro, outubro e novembro de 2008. ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Período de apuração: 01/01/2006 a 30/11/2008 LEI TRIBUTÁRIA. ATRIBUIÇÃO DE RESPONSABILIDADE. IRRETROATIVIDADE. Com a revogação do art. 41 da Lei nº 8.212, de 1991, pela MP nº 449, de 2008, os entes públicos passaram a responder pelas infrações decorrentes do descumprimento de obrigações acessórias previstas na legislação previdenciária. Tratandose de regra que impõe responsabilidade, não é possível a sua aplicação retroativa. ÓRGÃO PÚBLICO. GFIP. APRESENTAÇÃO SEM A TOTALIDADE DOS FATOS GERADORES. PERÍODO POSTERIOR À MP 449. CONTRIBUIÇÕES OBJETO DE LANÇAMENTO DE OFÍCIO. A apresentação de GFIP sem a totalidade dos fatos geradores das contribuições previdenciárias em período posterior à MP nº 449 sujeita o órgão público à aplicação de penalidade pelo descumprimento da obrigação acessória. Impugnação Improcedente Fl. 135DF CARF MF Impresso em 22/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 15/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 15/10/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE Processo nº 10530.721237/201073 Acórdão n.º 2401002.402 S2C4T1 Fl. 3 5 Crédito Tributário Mantido em Parte Não concordando com a decisão do órgão previdenciário, foi interposto recurso, conforme fls. 107 a 130. Em síntese, o recorrente em seu recurso alega o seguinte: 1. Alega a nulidade do Auto de Infração, por não constarem no Relatório Fiscal informações acerca do levantamento DAL. Os relatórios que acompanham o Auto de Infração apresentam o débito de modo bastante resumido. Os fatos e os fundamentos legais que motivaram o lançamento não foram apontados nos autos, de modo que houve violação aos princípios constitucionais da motivação, da ampla defesa e do contraditório. 2. No mérito, afirma que a fiscalização considerou empregados não somente os servidores celetistas, mas também os funcionários públicos, os avulsos e até mesmo os prepostos de empresas de contratação de mãodeobra, os quais, por serem excluídos do RGPS à época, não possuíam qualquer vinculação com o município. 3. Alega que a dotação orçamentária ou a rubrica constante dos balancetes como sendo relativa ao pessoal não engloba apenas salários e adicionais, mas contempla indenizações, auxílios, contribuições sociais e diversas outras parcelas sobre as quais não incidem as contribuições previdenciárias. 4. Argumenta que, ante a vigente ordem constitucional, a fixação de dívida de pessoa jurídica de direito público pelo regime de estimativa é inaceitável, pois sua utilização significa a quebra do pacto federativo. A contabilidade dos entes públicos registra, com exatidão, todas as parcelas pagas. Por isso, não há hipótese de sonegação de pagamentos, nem de arbitramento, uma vez que este somente se justifica nos casos de sonegação de faturamento ou de lucro, o que não se aplica aos municípios. Do mesmo modo, não é possível aplicarse aos municípios as hipóteses previstas no art. 148 do CTN. 5. Contesta a incidência da contribuição previdenciária sobre o 13º salário, sob o argumento de que a lei nº 8.212, de 1991, ao incluílo na base de cálculo das contribuições previdenciárias, ampliou o conceito de salário para fins de tributação, o que é vedado pelo art. 110 do CTN. A incidência da contribuição sobre o 13º salário, por não estar prevista no texto constitucional, somente poderia ser feita por lei complementar. 6. Argúi ser inconstitucional e ilegal a cobrança de contribuições para o SAT/RAT. 7. Alega que parcela substancial do débito apurado referese a contribuições incidentes sobre remuneração decorrente de contratos de trabalho celebrados a partir de 1988, sem que houvesse a prévia aprovação em concurso público, de modo que inexistiu relação de emprego válida e capaz de gerar efeitos jurídicos, sejam eles trabalhistas ou tributários. 8. Argumenta que houve a incidência de contribuição sobre o salário família pago pelo município aos servidores. Entretanto, o salário família não perde a sua natureza pela ocorrência de erros nos aspectos formais da documentação. Ele não muda de natureza jurídica. 9. É possível apenas a sua glosa, ou seja, a Previdência não aceita o ônus do seu pagamento, por aspectos relacionados à documentação. Não há justificativa, portanto, para a sua inclusão na base de cálculo das contribuições. Fl. 136DF CARF MF Impresso em 22/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 15/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 15/10/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE 6 10. Argumenta ser ilegal e inconstitucional a incidência de juros SELIC sobre os créditos de natureza tributária. 11. Diferente do alegado pelo auditor, não existem informações omissas, já que o recorrente não considerava os valores omissos como base de cálculo. 12. Requer seja declarada a suspensão da exigibilidade do crédito discutido e reconhecida a improcedência dos valores lançados. É o relatório. Fl. 137DF CARF MF Impresso em 22/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 15/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 15/10/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE Processo nº 10530.721237/201073 Acórdão n.º 2401002.402 S2C4T1 Fl. 4 7 Voto Conselheira Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Relatora PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE: O recurso foi interposto tempestivamente, conforme informação à fl. 131. Superados os pressupostos, passo as preliminares ao exame do mérito. DAS PRELIMINARES AO MÉRITO NULIDADE PELA FALTA DE FUNDAMENTAÇÃO DO LEVANTAMENTO DAL Preliminarmente, quanto a falta de fundamentação do levantamento DAL entendo que razão não assiste ao recorrente. O processo em questão referese a obrigação acessória, portanto não há o que falar em relação ao levantamento DAL, não havendo o que ser julgado. DO MÉRITO Destacase que nenhum dos argumentos apontados pelo recorrente são capazes de desconstituir a autuação, posto que os fatos geradores que embasaram a autuação estarem descritos nas NFLD, razão porque seu mérito deve ser apreciado naqueles autos. O procedimento adotado pelo AFPS na aplicação do presente autodeinfração seguiu a legislação previdenciária, conforme fundamentação legal descrita, inclusive observando a aplicação de norma mais benéfica para cálculo da multa aplicada. Conforme prevê o art. 32, IV da Lei n ° 8.212/1991, o contribuinte é obrigado informar ao INSS, por meio de documento próprio, informações a respeito dos fatos geradores de contribuições previdenciárias, nestas palavras: Art. 32. A empresa é também obrigada a: (...) IV informar mensalmente ao Instituto Nacional do Seguro SocialINSS, por intermédio de documento a ser definido em regulamento, dados relacionados aos fatos geradores de contribuição previdenciária e outras informações de interesse do INSS. (Incluído pela Lei 9.528, de 10.12.97) (grifo nosso) Vale lembrar que remanescem no presente auto de infração apenas as competências setembro a novembro de 2008, tendo em vista a autoridade julgadora de primeira instância ter excluído as demais, posto a impossibilidade de retroagir para imputar ao município responsabilidade por infração que era pessoal do dirigente. Contudo, justificável apenas a necessária apreciação do desfecho do julgamento do AIOP que indicou os fatos geradores posto a correlação direta entre os mesmos. Assim, restanos agora, averiguar a procedência dos fatos geradores não informados em GFIP, por meio de outras AIOP, tendo em vista que o julgamento do AI em questão depende diretamente do resultado das referidas autuações, não cabendo apreciação de Fl. 138DF CARF MF Impresso em 22/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 15/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 15/10/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE 8 questões de mérito, já devidamente apreciados quando do julgamento das referidas AIOP, o que acontece nessa mesma sessão. Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/01/2006 a 31/12/2008 PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO AUTO DE INFRAÇÃO OBRIGAÇÃO PRINCIPAL CONTRIBUIÇÃO A CARGO DOS ENTES PÚBLICOS SERVIDORES EFETIVOS EXIGÊNCIA DE CONCURSO PÚBLICO SERVIDORES IRREGULARES CONTRATO NULO PAGAMENTO DE REMUNERAÇÃO FATO GERADOR DE CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS Para efeitos da legislação previdenciária, os órgãos e entidades públicas são considerados empresa, conforme prevê o art. 15 da Lei n ° 8.212/1991 A partir da publicação da Emenda Constitucional n ° 20/1998, que alterou o art. 40 da Constituição Federal, os servidores ocupantes exclusivamente de cargos em comissão, ou contratados temporários, como os descritos na NFLD em questão não poderiam mais estar amparados por Regime Próprio de Previdência, aplicandose o RGPS, nos termos do § 13 do referido dispositivo. A fiscalização previdenciária é competente para caracterizar segurado empregado para efeitos previdenciários, sempre que presentes os requisitos descritos no art. 12, I da Lei 8212/91. A contratação de servidores sem concurso público após CF/88, gera a nulidade do contrato, sem pagamento das verbas trabalhistas, porém o pagamento pela prestação dos serviços é fato gerador de contribuições previdenciárias. COMPENSAÇÃO SALÁRIO FAMÍLIA E MATERNIDADE NÃO CUMPRIMENTO DOS REQUISITOS PREVISTOS NA LEI 8212/91. Para que possa ser descontado os valores pagos à título de salário família e maternidade o contratante tem que comprovar o beneficiário ao qual o benefício se destina, bem como comprovar a regularidade do pagamento por meio de documentos previstos na legislação previdenciária. A simples alegação, sem comprovação não possui o condão de desconstituir o lançamento. Assunto: Processo Administrativo Fiscal Período de apuração: 01/01/2006 a 31/12/2008 INCONSTITUCIONALIDADE ILEGALIDADE DE LEI E CONTRIBUIÇÃO IMPOSSIBILIDADE DE APRECIAÇÃO NA ESFERA ADMINISTRATIVA. A verificação de inconstitucionalidade de ato normativo é inerente ao Poder Judiciário, não podendo ser apreciada pelo órgão do Poder Executivo. O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Recurso Voluntário Negado Fl. 139DF CARF MF Impresso em 22/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 15/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 15/10/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE Processo nº 10530.721237/201073 Acórdão n.º 2401002.402 S2C4T1 Fl. 5 9 Dessa maneira, inicialmente não haveria porque o presente autodeinfração ser anulado em virtude da ausência de vício formal na elaboração. Foi identificada a infração, havendo subsunção desta ao dispositivo legal infringido. Destacase ainda, que ao contrário do afirmado pela recorrente é possível a cobrança de multa por descumprimento de obrigação acessória sobre pessoa jurídica de direito público. Com a revogação do art. 41 da Lei n 8.212 de 1991, a responsabilidade pela infração, que era imputada ao dirigente do órgão público, passou a ser imposta à pessoa jurídica. Uma vez que a infração permaneceu durante o período no qual a responsabilidade seria da autuada, existe a possibilidade de imputação de multa em relação a períodos posteriores a revogação do art. 41. Destacase que para a legislação previdenciária os órgãos e as entidades da administração pública são consideradas empresas, conforme previsto no art. 15 da Lei n. 8.212 de 1991. Considerando que a autuação decorreu do descumprimento de obrigação a cargo da empresa, é possível a imputação da responsabilidade à entidade pública. Não obstante a correção do auditor fiscal em proceder ao lançamento nos termos do normativo vigente à época da lavratura do AI, foi editada a Medida Provisória MP 449/09, convertida na Lei 11.941/2009, que revogou o art. 32, § 4o, da Lei 8.212/91. Assim, no que tange ao cálculo da multa, é necessário tecer algumas considerações, face à edição da referida MP, convertida em lei. A citada MP alterou a sistemática de cálculo de multa por infrações relacionadas à GFIP. Nesse interim exponho meu entendimento a respeito da questão. Para tanto, a MP 449/2008, inseriu o art. 32A, o qual dispõe o seguinte: “Art. 32A. O contribuinte que deixar de apresentar a declaração de que trata o inciso IV do caput do art. 32 desta Lei no prazo fixado ou que a apresentar com incorreções ou omissões será intimado a apresentála ou a prestar esclarecimentos e sujeitar seá às seguintes multas: I – de R$ 20,00 (vinte reais) para cada grupo de 10 (dez) informações incorretas ou omitidas; e II – de 2% (dois por cento) ao mêscalendário ou fração, incidentes sobre o montante das contribuições informadas, ainda que integralmente pagas, no caso de falta de entrega da declaração ou entrega após o prazo, limitada a 20% (vinte por cento), observado o disposto no § 3o deste artigo. § 1o Para efeito de aplicação da multa prevista no inciso II do caput deste artigo, será considerado como termo inicial o dia seguinte ao término do prazo fixado para entrega da declaração e como termo final a data da efetiva entrega ou, no caso de não apresentação, a data da lavratura do auto de infração ou da notificação de lançamento. § 2o Observado o disposto no § 3o deste artigo, as multas serão reduzidas: I – à metade, quando a declaração for apresentada após o prazo, mas antes de qualquer procedimento de ofício; ou II – a 75% (setenta e cinco por cento), se houver apresentação da declaração no prazo fixado em intimação. Fl. 140DF CARF MF Impresso em 22/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 15/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 15/10/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE 10 § 3o A multa mínima a ser aplicada será de: I – R$ 200,00 (duzentos reais), tratandose de omissão de declaração sem ocorrência de fatos geradores de contribuição previdenciária; e II – R$ 500,00 (quinhentos reais), nos demais casos.” Entretanto, a MP 449, Lei 11.941/2009, também acrescentou o art. 35A que dispõe o seguinte, “Art. 35A. Nos casos de lançamento de ofício relativos às contribuições referidas no art. 35 desta Lei, aplicase o disposto no art. 44 da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996.” O inciso I do art. 44 da Lei 9.430/96, por sua vez, dispõe o seguinte: “Art. 44. Nos casos de lançamento de ofício, serão aplicadas as seguintes multas: I de 75% (setenta e cinco por cento) sobre a totalidade ou diferença de imposto ou contribuição nos casos de falta de pagamento ou recolhimento, de falta de declaração e nos de declaração inexata “ Com a alteração acima, em caso de atraso, cujo recolhimento não ocorrer de forma espontânea pelo contribuinte, levando ao lançamento de ofício, a multa a ser aplicada passa a ser a estabelecida no dispositivo acima citado. As contribuições decorrentes da omissão em GFIP foram objeto de lançamento, por meio da notificação já mencionada e, tendo havido o lançamento de ofício, não se aplicaria o art. 32A, sob pena de bis in idem. Assim, ao contrário do que trouxe a autoridade julgadora de primeira instância não entendo, quando ocorre lançamento de ofício em relação a competência com omissão em GFIP a aplicação cumulativa de multa de ofício e da multa prevista no art. 32A da lei 8212/91, razão porque dou provimento ao recurso para afastar a aplicação da penalidade, tendo em vista que nas competências remanescentes houve também lançamento de ofício. CONCLUSÃO Voto no sentido de CONHECER recurso, para no mérito DARLHE PROVIMENTO . É como voto. Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira Fl. 141DF CARF MF Impresso em 22/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 15/10/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 15/10/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE
score : 1.0
Numero do processo: 12448.904125/2010-11
Turma: Terceira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Mar 05 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Mon Apr 15 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Ano-calendário: 2004, 2005
Ementa:
NULIDADE - SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA
A falta de enfrentamento de questão, que não se confunde com argumento, implica nulidade do acórdão a quo, devendo os autos retornar ao órgão julgador de origem para o exame da questão.
Numero da decisão: 1103-000.812
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, acolher a preliminar de nulidade do acórdão de origem, devendo os autos retornar ao órgão julgador de primeira instância, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
(assinado digitalmente)
Aloysio José Percínio da Silva - Presidente.
(assinado digitalmente)
Marcos Shigueo Takata - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Marcos Shigueo Takata, Mário Sérgio Fernandes Barroso, Eduardo Martins Neiva Monteiro, Sérgio Luiz Bezerra Presta e Aloysio José Percínio da Silva.
Nome do relator: MARCOS SHIGUEO TAKATA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201303
camara_s : Primeira Câmara
ementa_s : Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Ano-calendário: 2004, 2005 Ementa: NULIDADE - SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA A falta de enfrentamento de questão, que não se confunde com argumento, implica nulidade do acórdão a quo, devendo os autos retornar ao órgão julgador de origem para o exame da questão.
turma_s : Terceira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Primeira Seção
dt_publicacao_tdt : Mon Apr 15 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 12448.904125/2010-11
anomes_publicacao_s : 201304
conteudo_id_s : 5212638
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Apr 15 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 1103-000.812
nome_arquivo_s : Decisao_12448904125201011.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : MARCOS SHIGUEO TAKATA
nome_arquivo_pdf_s : 12448904125201011_5212638.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, acolher a preliminar de nulidade do acórdão de origem, devendo os autos retornar ao órgão julgador de primeira instância, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Aloysio José Percínio da Silva - Presidente. (assinado digitalmente) Marcos Shigueo Takata - Relator. Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Marcos Shigueo Takata, Mário Sérgio Fernandes Barroso, Eduardo Martins Neiva Monteiro, Sérgio Luiz Bezerra Presta e Aloysio José Percínio da Silva.
dt_sessao_tdt : Tue Mar 05 00:00:00 UTC 2013
id : 4557286
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 08:58:28 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713041394707202048
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 9; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1751; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1C1T3 Fl. 391 1 390 S1C1T3 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 12448.904125/201011 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 1103000.812 – 1ª Câmara / 3ª Turma Ordinária Sessão de 5 de março de 2013 Matéria COMPENSAÇÃO Recorrente GLOBO COMUNICAÇÃO E PARTICIPAÇÕES S.A. (SUCESSORA DE TV GLOBO LTDA.) Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Anocalendário: 2004, 2005 Ementa: NULIDADE SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA A falta de enfrentamento de questão, que não se confunde com argumento, implica nulidade do acórdão a quo, devendo os autos retornar ao órgão julgador de origem para o exame da questão. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, acolher a preliminar de nulidade do acórdão de origem, devendo os autos retornar ao órgão julgador de primeira instância, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Aloysio José Percínio da Silva Presidente. (assinado digitalmente) Marcos Shigueo Takata Relator. Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Marcos Shigueo Takata, Mário Sérgio Fernandes Barroso, Eduardo Martins Neiva Monteiro, Sérgio Luiz Bezerra Presta e Aloysio José Percínio da Silva. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 12 44 8. 90 41 25 /2 01 0- 11 Fl. 516DF CARF MF Impresso em 15/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/03/2013 por MARCOS SHIGUEO TAKATA, Assinado digitalmente em 31/03/201 3 por MARCOS SHIGUEO TAKATA, Assinado digitalmente em 15/04/2013 por ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA Processo nº 12448.904125/201011 Acórdão n.º 1103000.812 S1C1T3 Fl. 392 2 Relatório DO LANÇAMENTO E DO DESPACHO DECISÓRIO Tratase de declarações de compensação, transmitidas eletronicamente pela recorrente, referentes a crédito de saldo negativo de CSL do anocalendário de 2004, no valor original de R$ 2.886.167,68 no período de 1/1/2004 a 31/12/2004. O valor apurado de CSL devida foi de R$ 11.004.636,16 e valor de CSL adimplida confirmada foi de R$ 12.232.771,46, resultando um saldo negativo disponível no montante de R$ 1.228.1335,30. Sendo assim, o crédito reconhecido foi insuficiente para compensar integralmente os débitos informados pela recorrente, razão pela qual foi homologada parcialmente a compensação declarada na Dcomp nº 34618.91390.100407.1.7.03303 e não foram homologadas as compensações declaradas nas Dcomps de nºs 01401.50808.160205.1.3.030468, 02486.18460.110305.1.3.036950 e 01765.67076.101105.1.3.036075. Foi consolidado valor devedor correspondente aos débitos indevidamente compensados, para pagamento até 30/7/2010, em principal de R$ 2.506.872,66, multa de R$ 501.374,52 e juros de R$ 1.562.631,06. A recorrente foi enquadrada nos seguintes dispositivos: art. 168 do CTN; art. 6º, II, § 1º, 28 e 74, da Lei 9.430/96 e art. 4º da IN SRF 900/08 DA MANIFESTAÇÃO DE INCONFORMIDADE Intimada em 21/7/2010 e inconformada com o despacho decisório retro, a postulante apresentou, em 30/8/2010, manifestação de inconformidade de fls. 12 a 22, com os seguintes argumentos. A recorrente apresentou documentos societários anexos ao doc. 22, fls. 287 a 304, com o fito de comprovar a incorporação da empresa TV Globo Ltda. pela empresa Globo Comunicação e Participações S.A., em 31/08/05. Afirmou que apresentou “pedidos de compensação” (sic., a bem ver, Dcomps) nos anoscalendário de 2005 e 2007 nos valores de R$ 2.459.883,70, R$ 150.456,90, R$ 348.623,28 e R$ 805.273,70, relativos a saldo negativo de CSL (Dcomps anexas em documentos numerados de 3 a 6). A Receita Federal do Brasil homologou parcialmente a Dcomp anexa ao doc. 3 e não homologou as demais por não ter sido possível compor o saldo negativo de CSL compensado pela recorrente. Fl. 517DF CARF MF Impresso em 15/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/03/2013 por MARCOS SHIGUEO TAKATA, Assinado digitalmente em 31/03/201 3 por MARCOS SHIGUEO TAKATA, Assinado digitalmente em 15/04/2013 por ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA Processo nº 12448.904125/201011 Acórdão n.º 1103000.812 S1C1T3 Fl. 393 3 Apresentou à fl. 14 quadro demonstrativo em que constam as fontes pagadoras dos valores homologados e não homologados pela Receita Federal do Brasil. Quanto à retenção feita pelo Ministério da Saúde, alegou que o valor homologado foi inferior ao valor compensado pela recorrente e que, por sua vez, era inferior ao valor efetivamente retido, conforme informe de rendimento anexo em doc. 7, fl. 73. Também os itens 15 a 25 do quadro de fl. 14 foram demonstrados em informes de rendimento, anexos em doc. 8 a 18, fls. 74 a 84, para comprovar sua legitimidade. Sobre a retenção feita pela Petrobras, afirmou que o valor constante do informe de rendimentos é de R$ 264.237,46, enquanto o valor compensado pela recorrente foi de R$ 379.238,21. O DARF em que consta a diferença paga posteriormente foi anexo ao doc. 19, fl. 85. Ainda, sobre a retenção feita pela Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, o valor constante do informe de rendimentos é de R$ 39.931,55, quando o valor efetivamente compensado foi de R$ 130.354,58. A diferença foi também paga através de DARF, anexo ao doc. 20, fl. 86. Quanto às retenções que não recebeu os respectivos informes de rendimento das fontes pagadores, juntou as faturas correspondentes aos rendimentos que a elas deram origem – anexo ao doc. 21, fls. 87 a 287. Acrescentou que entende serem de responsabilidade das fontes pagadoras os pagamentos das retenções por elas efetuadas, conforme jurisprudência judicial e administrativa que juntou aos presentes autos. Informou que, ainda assim, providenciaria documentos adicionais para comprovar as referidas retenções para ensejar revisão do lançamento impugnado nos termos do art. 149, VIII, do CTN. E, ainda, que possui direito líquido e certo à compensação dos valores retidos, conforme previsão do art. 1º da IN SRF 306/06, a partir da data da retenção, de acordo com o art. 5º da mesma instrução normativa. Ressaltou que a Dcomp 01765.67076.101105.1.3.036075 faz referência ao saldo negativo de CSL da TV Globo Ltda. do anocalendário de 2005, incorporada pela recorrente. Juntou também DIPJ referente ao período compreendido entre 1/1/2005 e 31/8/2005 (data da incorporação), em que foi apurado o saldo negativo no valor de R$ 774.972,28, conforme ficha 17, linha 51, da referida DIPJ, fl. 321. Nesse sentido, afirmou que passou a ser seu o direito de compensação, tendo em vista a ocorrência da incorporação. Asseverou que, conforme previsão do art. 1º da IN SRF 306/03, sendo a fonte pagadora órgão de administração direta, tem para si a responsabilidade de pagamento da retenção em virtude da transferência do ônus tributário integral. Dessa forma, a fonte pagadora é o único devedor, substituto tributário de fato e de direito, sendo possível que o contribuinte realize compensação sem ter que cumprir com nenhuma obrigação adicional, nos termos do art. 5º da mesma instrução normativa. A título de comprovar suas alegações, apresentou, em fls. 19 e 20, julgados no Superior Tribunal de Justiça com o entendimento acima relatado. Foram eles o REsp Fl. 518DF CARF MF Impresso em 15/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/03/2013 por MARCOS SHIGUEO TAKATA, Assinado digitalmente em 31/03/201 3 por MARCOS SHIGUEO TAKATA, Assinado digitalmente em 15/04/2013 por ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA Processo nº 12448.904125/201011 Acórdão n.º 1103000.812 S1C1T3 Fl. 394 4 502.739/PE e REsp 153.664/ES. Acrescentou também, fls. 19 a 21, julgados do Primeiro Conselho de Contribuintes e da Câmara Superior de Recursos Fiscais. Acrescentou, ainda, decisões da Secretaria da Receita Federal a processos de consulta com entendimento de que as empresas incorporadoras, após a incorporação, passam a deter todos os direitos e obrigações de sua(s) incorporada(s). Nesse sentido o Processo de Consulta 85/01 colacionado à fl. 22. Sendo assim, afirmou que nenhuma responsabilidade pode ser imposta à recorrente, tendo em vista que tudo o que fez foi previamente disposto na legislação de regência. Pelo exposto, requereu a homologação de suas compensações, com a exceção das parcelas referentes à Petrobras e Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, fls. 15 e 16, que foram pagas posteriormente através de DARFs. DA DECISÃO DA DRJ Em 31/1/2011, acordaram os julgadores da 9ª Turma da DRJ do Rio de Janeiro I, por unanimidade de votos, dar parcial provimento à manifestação de inconformidade para: a) Reconhecer em parte o direito creditório pleiteado, no valor total de R$ 2.240.115,35 (R$ 1.228.135,30 já reconhecidos no despacho decisório de fl. 6 e outros R$ 1.011.980,05 ora reconhecidos); b) Em decorrência, homologar as compensações indicadas nas Dcomps até o limite do direito creditório reconhecido; c) Determinar que se efetue a cobrança dos débitos indevidamente compensados pela recorrente, após vinculados os DARFs de fls. 85 e 86 a este processo. Após tecer considerações acerca das previsões da IN SRF 480/04 sobre a retenção de tributos nos pagamentos efetuados a pessoas jurídicas por órgãos, autarquias e fundações da administração pública federal, tratou de analisar as retenções realizadas no ano de 2004. Acerca do Banco do Brasil, afirmou que a apresentação das notas fiscais e faturas de fls. 98 a 286, que teriam somado o valor de R$ 408.296,44, sem a apresentação do comprovante de pagamento não possui condão de demonstrar a retenção alegada. Assim, é o efetivo pagamento que enseja a retenção. Acrescentou que a DIRF entregue pelo Banco do Brasil informa apenas rendimentos decorrentes de aplicações financeiras de renda fixa, que se sujeitariam apenas à retenção do IRRF sob o código 3426, fl. 354. Portanto, não houve reparo na análise feita pela Demac/Rio quanto a essa fonte pagadora. Fl. 519DF CARF MF Impresso em 15/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/03/2013 por MARCOS SHIGUEO TAKATA, Assinado digitalmente em 31/03/201 3 por MARCOS SHIGUEO TAKATA, Assinado digitalmente em 15/04/2013 por ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA Processo nº 12448.904125/201011 Acórdão n.º 1103000.812 S1C1T3 Fl. 395 5 Sobre o Banco Central do Brasil, afirmou que o extrato juntado à fl. 77 dos autos faz referência ao ano de 2003, quando, na verdade, a retenção alegada ocorreu no ano de 2004. Dessa forma, não houve reparo da decisão a quo. No tocante à Infraero, inferiu que a DIRF por ela apresentada à fl. 355 reproduziu os mesmos dados informados no comprovante anual de retenção juntado pela recorrente à fl. 82. Ambos comprovaram a retenção referente à CSL no valor de R$ 1.879,33 (alíquota de 1% aplicada sobre o total de rendimentos pagos à recorrente: R$ 187.933,30). Por essa razão foi reformada, quanto a esse ponto, a decisão a quo, para reconhecer adicionalmente R$ 1.879,33, e manter glosa no valor de R$ 127,98 – a bem ver, o valor é de R$ 120,98 referente à diferença entre o valor pleiteado (R$ 2.000,31) e o valor comprovado. Também quanto à Caixa Econômica Federal, asseverou que a DIRF apresentada à fl. 356 reproduziu os mesmos dados informados no comprovante anual de retenção presente à fl. 79. Ambos comprovaram a retenção referente à CSL no valor de R$ 240.401,45 (alíquota de 1% aplicada sobre o total de rendimentos pagos à recorrente: R$ 24.040.144,95). Por essa razão foi reformada, também quanto a esse ponto, a decisão a quo, para reconhecer adicionalmente R$ 240.401,45, e manter glosa no valor de R$ 2.407,07, referente à diferença entre o valor pleiteado (R$ 242.808,52) e o valor comprovado. Reparou o despacho decisório para considerar o valor total de retenção de CSL na fonte no que concerne à situação da Secretaria de Administração do Paraná. O comprovante de rendimentos pagos e de retenção de IRRF juntado à fl. 76 dos autos, no valor de R$ 4.404.202,84, amparou em R$ 426.776,62 a retenção alegada. Afirmou que a DIRF apresentada pelo Ministério da Saúde em fls. 357 e 358 reproduziu os mesmos dados informados no comprovante de rendimentos juntado pela recorrente à fl. 73. Ambos comprovam retenção de CSL no valor de R$ 240.563,73 (alíquota de 1% aplicada sobre o total de rendimentos pagos à recorrente: R$ 22.505.733,15 + 1.550.640,00). Por essa razão foi reformada, também quanto a esse ponto, a decisão a quo, para reconhecer adicionalmente os R$ 4.951,90 glosados na decisão de fl. 6. Sobre as notas fiscais e faturas de fls. 93 a 95, que teriam somado o valor de R$ 670,08, sem a apresentação do comprovante de pagamento não possui condão de demonstrar a retenção alegada. Assim, é o efetivo pagamento que enseja a retenção, de forma que não houve reparo na análise feita pela Demac/Rio quanto a essa fonte pagadora. Sobre o Fundo de Gestão e Inovação, não foi juntado nenhum documento. Apenas o que foi informado à fl. 88 desacompanhado de documento de suporte não é o suficiente para comprovação da ocorrência de retenção. Sendo assim, a decisão a quo não sofreu nenhuma alteração. Fl. 520DF CARF MF Impresso em 15/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/03/2013 por MARCOS SHIGUEO TAKATA, Assinado digitalmente em 31/03/201 3 por MARCOS SHIGUEO TAKATA, Assinado digitalmente em 15/04/2013 por ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA Processo nº 12448.904125/201011 Acórdão n.º 1103000.812 S1C1T3 Fl. 396 6 A recorrente juntou aos autos comprovante anual de retenção, à fl. 83, a título de prova acerca de retenções quanto ao Ministério do Turismo. Contudo, o referido documento não informou nenhuma retenção na fonte. Não houve, portanto, reparo da decisão a quo. Afirmou que a DIRF apresentada pelo Banco Nordeste do Brasil em fl. 359 reproduziu os mesmos dados informados no comprovante de rendimentos juntado pela recorrente à fl. 78. Ambos comprovam retenção de CSL no valor de R$ 28.080,17 (alíquota de 1% aplicada sobre o total de rendimentos pagos à recorrente: R$ 2.808.016,63). Por essa razão foi reformada, também quanto a esse ponto, a decisão a quo, para reconhecer adicionalmente R$ 28.080,17 e manter a glosa de R$ 336,91 – a bem ver, o valor é de R$ 337,91 referente à diferença entre o valor pleiteado (R$ 28.418,08) e o valor comprovado. Asseverou que a DIRF apresentada por Furnas Centrais Elétricas em fl. 360 reproduziu os mesmos dados informados no comprovante de rendimentos juntado pela recorrente à fl. 81. Ambos comprovam retenção de CSL no valor de R$ 924,63 (alíquota de 1% aplicada sobre o total de rendimentos pagos à recorrente: R$ 92.463,31). Por essa razão foi reformada, também quanto a esse ponto, a decisão a quo, para reconhecer adicionalmente R$ 890,50 pleiteado na Dcomp. A DIRF apresentada Petrobras em fl. 361 também reproduziu os mesmos dados informados no comprovante de rendimentos juntado pela recorrente à fl. 74. Ambos comprovam retenção de CSL no valor de R$ 274.451,30 (alíquota de 1% aplicada sobre o total de rendimentos pagos à recorrente: R$ 27.451.303,75). Por essa razão foi reformada, também quanto a esse ponto, a decisão a quo, para reconhecer adicionalmente R$ 274.451,30 e manter a glosa de R$ 104.786,91, referente à diferença entre o valor pleiteado (R$ 379.238,21) e o valor comprovado. A ECT apresentou DIRF juntada nas fls. 363 e 364 que também reproduziu os mesmos dados informados no comprovante de rendimentos juntado pela recorrente à fl. 80. Ambos comprovam retenção de CSL no valor de R$ 39.392,98 (alíquota de 1% aplicada sobre o total de rendimentos pagos à recorrente: R$ 564,15 + 3.938.734,07). Por essa razão foi reformada, também quanto a esse ponto, a decisão a quo, para reconhecer adicionalmente R$ 39.392,98 e manter a glosa de R$ 90.961,60, referente à diferença entre o valor pleiteado (R$ 130.354,58) e o valor comprovado. Quanto ao Ministério do Transporte, a recorrente apresentou somente extrato de DARFs, fl. 75, referentes ao ano de 2003, sendo que a retenção ocorreu em 2004. Sendo assim, não houve prova bastante da retenção, de forma que foi mantida, nesse ponto, a decisão a quo. O mesmo ocorreu quanto ao Ministério do Trabalho. Por fim, concluiu informando que o direito creditório da recorrente referente a seu saldo negativo de CSL deveria ser alterado para R$ 2.240.115,35, conforme tabela de fls. 372 e 373, vinculandose a este processo os DARFs juntados às fls. 85 e 86, i.e., considerar ainda na composição do saldo negativo compensado os valores pagos mediante esses DARFs. Fl. 521DF CARF MF Impresso em 15/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/03/2013 por MARCOS SHIGUEO TAKATA, Assinado digitalmente em 31/03/201 3 por MARCOS SHIGUEO TAKATA, Assinado digitalmente em 15/04/2013 por ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA Processo nº 12448.904125/201011 Acórdão n.º 1103000.812 S1C1T3 Fl. 397 7 RECURSO VOLUNTÁRIO Cientificada em 24/8/2011 a recorrente interpôs recurso voluntário em 9/11/2011 reiterando o que alegado em sede de manifestação de inconformidade e acrescentando, em síntese, o que segue. Afirmou ter havido cerceamento de seu direito de defesa quando a decisão recorrida deixou de apreciar seu pedido de reconhecimento de saldo negativo de CSL no valor original de R$ 774.972,28 conforme ficha 17, linha 51, de sua DIPJ relativa ao período de 1/1/05 a 31/8/05, anexa à fl. 321. Acrescentou que o crédito original de R$ 774.972,28 passou a ter o valor de R$ 805.273,70, tendo em vista sua atualização até o momento da transmissão da declaração de compensação, como demonstrado à fl. “6 de seu recurso voluntário” e fl. 17 dos presentes autos. Juntou a seu recurso a Dcomp nº 01765.67076.101105.1.36075 onde informa ser o referido crédito proveniente de empresa incorporada. Pelo exposto, requereu a homologação de suas compensações, bem como a compensação de R$ 805.273,70 aqui reiterada. É o relatório. Fl. 522DF CARF MF Impresso em 15/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/03/2013 por MARCOS SHIGUEO TAKATA, Assinado digitalmente em 31/03/201 3 por MARCOS SHIGUEO TAKATA, Assinado digitalmente em 15/04/2013 por ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA Processo nº 12448.904125/201011 Acórdão n.º 1103000.812 S1C1T3 Fl. 398 8 Voto Conselheiro Marcos Shigueo Takata O recurso é tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade (fl. 384 e fl. sem número do 3º volume). Dele, pois, conheço. Como se viu do relatório, houve reconhecimento parcial do saldo negativo de CSL do anocalendário de 2004, em razão do que a homologação foi parcial da DComp de nº 34618.91390.100407.1.7.03303, com negativa de homologação às Dcomps de nºs 01401.50808.160205.1.3.030468, 02486.18460.110305.1.3.036950 e 01765.67076.101105.1.3.036075. O valor original do saldo negativo de CSL postulado é de R$ 2.886.167,68. A recorrente arguiu cerceamento a a seu direito de defesa, por parte do acórdão a quo, porquanto não foram apreciadas as considerações feitas sobre a Dcomp nº 01765.67076.101105.1.3.036075, que decorre de saldo negativo de CSL da incorporada TV Globo Ltda. pela recorrente. Reconheço que se trata de questão, e não de mero argumento, não enfrentada pelo órgão julgador de origem. Aliás, noto que, conquanto o despacho decisório tenha indeferido as Dcomps de nºs 01401.50808.160205.1.3.030468, 02486.18460.110305.1.3.036950 e 01765.67076.101105.1.3.036075, por reflexo da insuficiência do saldo negativo de CSL do anocalendário de 2004, para compensação da Dcomp “mãe” de nº 34618.91390.100407.1.7.03303, a Dcomp de nº 01765.67076.101105.1.3.036075 não é decorrencial da antecitada Dcomp: ela versa sobre saldo negativo de CSL de 1/1/05 a 31/8/05 no valor original de R$ 774.972,28, da sucedida por incorporação, TV Globo Ltda. É o que se constata das fls. 65 a 67 (Dcomp) e da fl. 321 na qual consta a ficha 17 da DIPJ/05 da sucedida por incorporação referente a 1/1/05 a 31/8/05 (fl. 301). Houve, pois, ofensa ao direito de reação da recorrente com supressão de instância. Dessa forma, dou provimento ao recurso para reconhecer a nulidade do acórdão a quo, devendo os autos retornar ao órgão julgador de origem, para enfrentamento da questão relativa à Dcomp de nº 01765.67076.101105.1.3.036075. É o meu voto. Sala das Sessões, em 5 de março de 2013 (assinado digitalmente) Marcos Takata Relator Fl. 523DF CARF MF Impresso em 15/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/03/2013 por MARCOS SHIGUEO TAKATA, Assinado digitalmente em 31/03/201 3 por MARCOS SHIGUEO TAKATA, Assinado digitalmente em 15/04/2013 por ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA Processo nº 12448.904125/201011 Acórdão n.º 1103000.812 S1C1T3 Fl. 399 9 Fl. 524DF CARF MF Impresso em 15/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/03/2013 por MARCOS SHIGUEO TAKATA, Assinado digitalmente em 31/03/201 3 por MARCOS SHIGUEO TAKATA, Assinado digitalmente em 15/04/2013 por ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA
score : 1.0
Numero do processo: 10803.000088/2008-33
Turma: Primeira Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Mar 05 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Tue Apr 09 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ
Ano-calendário: 2003
Multa Agravada. Falta de Atendimento de Intimação
Para a imputação da penalidade agravada é necessário que o contribuinte não responda às intimações da autoridade fiscal no prazo por esta assinalado. A falta de atendimento deve ser total, de modo que implique em omissão, por parte do sujeito passivo. Não se caracteriza a falta de atendimento da intimação, para fins de incidência de multa de ofício agravada, a apresentação de pedidos de prorrogação de prazo, ainda que sucessivos.
Numero da decisão: 1801-001.330
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em acolher os embargos declaratórios interpostos pela Fazenda Nacional, para retificar a redação da ementa atinente à multa agravada por falta de atendimento de intimação, por flagrante lapso, e, no mérito, ratificar o decidido no acórdão n º 1801-000.763, de 22 de novembro de 2011, nos termos do voto da Relatora.
(assinado digitalmente)
Ana de Barros Fernandes Presidente
(assinado digitalmente)
Maria de Lourdes Ramirez Relatora
Participaram do presente julgamento, os Conselheiros: Maria de Lourdes Ramirez, Ana Clarissa Massuko dos Santos Araújo, Carmen Ferreira Saraiva, João Carlos de Figueiredo Neto, Luiz Guilherme de Medeiros Ferreira e Ana de Barros Fernandes.
Nome do relator: MARIA DE LOURDES RAMIREZ
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201303
ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Ano-calendário: 2003 Multa Agravada. Falta de Atendimento de Intimação Para a imputação da penalidade agravada é necessário que o contribuinte não responda às intimações da autoridade fiscal no prazo por esta assinalado. A falta de atendimento deve ser total, de modo que implique em omissão, por parte do sujeito passivo. Não se caracteriza a falta de atendimento da intimação, para fins de incidência de multa de ofício agravada, a apresentação de pedidos de prorrogação de prazo, ainda que sucessivos.
turma_s : Primeira Turma Especial da Primeira Seção
dt_publicacao_tdt : Tue Apr 09 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 10803.000088/2008-33
anomes_publicacao_s : 201304
conteudo_id_s : 5204058
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Apr 09 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 1801-001.330
nome_arquivo_s : Decisao_10803000088200833.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : MARIA DE LOURDES RAMIREZ
nome_arquivo_pdf_s : 10803000088200833_5204058.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em acolher os embargos declaratórios interpostos pela Fazenda Nacional, para retificar a redação da ementa atinente à multa agravada por falta de atendimento de intimação, por flagrante lapso, e, no mérito, ratificar o decidido no acórdão n º 1801-000.763, de 22 de novembro de 2011, nos termos do voto da Relatora. (assinado digitalmente) Ana de Barros Fernandes Presidente (assinado digitalmente) Maria de Lourdes Ramirez Relatora Participaram do presente julgamento, os Conselheiros: Maria de Lourdes Ramirez, Ana Clarissa Massuko dos Santos Araújo, Carmen Ferreira Saraiva, João Carlos de Figueiredo Neto, Luiz Guilherme de Medeiros Ferreira e Ana de Barros Fernandes.
dt_sessao_tdt : Tue Mar 05 00:00:00 UTC 2013
id : 4555205
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 08:58:01 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713041394716639232
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2052; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1TE01 Fl. 2 1 1 S1TE01 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10803.000088/200833 Recurso nº Embargos Acórdão nº 1801001.330 – 1ª Turma Especial Sessão de 5 de março de 2013 Matéria AI IRPJ e reflexos Embargante FAZENDA NACIONAL Interessado PERSONALITÉ AUTOMÓVEIS LTDA. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Anocalendário: 2003 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OMISSÃO DO ACÓRDÃO RECORRIDO. Devem ser conhecidos os embargos de declaração que apontam, no acórdão embargado, contradição entre o conteúdo da ementa e a disposição do acórdão. ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 2003 MULTA AGRAVADA. FALTA DE ATENDIMENTO DE INTIMAÇÃO Para a imputação da penalidade agravada é necessário que o contribuinte não responda às intimações da autoridade fiscal no prazo por esta assinalado. A falta de atendimento deve ser total, de modo que implique em omissão, por parte do sujeito passivo. Não se caracteriza a falta de atendimento da intimação, para fins de incidência de multa de ofício agravada, a apresentação de pedidos de prorrogação de prazo, ainda que sucessivos. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em acolher os embargos declaratórios interpostos pela Fazenda Nacional, para retificar a redação da ementa atinente à multa agravada por falta de atendimento de intimação, por flagrante lapso, e, no mérito, ratificar o decidido no acórdão n º 1801000.763, de 22 de novembro de 2011, nos termos do voto da Relatora. (assinado digitalmente) AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 80 3. 00 00 88 /2 00 8- 33 Fl. 422DF CARF MF Impresso em 09/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/03/2013 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 31/03/ 2013 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 02/04/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 10803.000088/200833 Acórdão n.º 1801001.330 S1TE01 Fl. 3 2 Ana de Barros Fernandes – Presidente (assinado digitalmente) Maria de Lourdes Ramirez – Relatora Participaram do presente julgamento, os Conselheiros: Maria de Lourdes Ramirez, Ana Clarissa Massuko dos Santos Araújo, Carmen Ferreira Saraiva, João Carlos de Figueiredo Neto, Luiz Guilherme de Medeiros Ferreira e Ana de Barros Fernandes. Relatório Cuidase de embargos de declaração interpostos contra acórdão n º 1801 000.763, de 22/11/2011, da 1a. Turma Especial da 3a. Câmara da 1a. Seção do CARF que, por unanimidade de votos, deu provimento parcial ao recurso voluntário. Trata o processo de autos de infração à legislação do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica – IRPJ e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido CSLL, Contribuição para o Programa de Integração Social – PIS, e Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social – COFINS, que exigem da empresa acima qualificada o crédito tributário no montante total de R$ 645.852,61, aí incluídos o principal, a multa de ofício qualificada e agravada e os juros de mora calculados até a data da lavratura (fls. 01/35), tendo em conta irregularidades apuradas no anocalendário 2003, descritas no Termo de Constatação Fiscal (fls. 09/18) parte integrante das exigências. Os autos foram lavrados em conseqüência de ação fiscal na qual apurouse divergência entre valores escriturados em Livro Caixa e os créditos efetuados em contas correntes bancárias, caracterizando omissão de receitas. Em virtude da precariedade dos registros contábeis e da falta de justificativas por parte da fiscalizada o lucro foi arbitrado. Houve a qualificação da multa por entender a auditoria estar caracterizado o evidente intuito de fraude pela sonegação de receitas em montantes 3,7 vezes superiores àqueles declarados. A multa foi ainda agravada por entender a fiscalização que a contribuinte deixou de atender às intimações. No voto condutor do acórdão embargado esta Relatora propôs a manutenção da autuação, inclusive com a qualificação da penalidade, pois teria restado caracterizada a omissão de receitas em face da ausência de justificativas por parte da autuada em comprovar a origem dos valores creditados nas contas correntes bancárias, assim como justificado o arbitramento dos lucros pela precariedade de escrituração do Livro Caixa, documento a que estaria minimamente obrigada a empresa por se optante pelo Lucro Presumido e presentes, também, o evidente intuito de fraude pela sonegação. A multa agravada, entretanto, foi exonerada. Fl. 423DF CARF MF Impresso em 09/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/03/2013 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 31/03/ 2013 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 02/04/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 10803.000088/200833 Acórdão n.º 1801001.330 S1TE01 Fl. 4 3 Notificada da decisão apresentou a Procuradoria Geral da Fazenda Nacional os presentes embargos de declaração ao fundamento de que teria havido erro material na lavratura do acórdão, “uma vez que sua ementa traz o entendimento diametralmente oposto ao do acórdão...Fazendose necessário acolher os embargos de declaração, com efeitos aclaratórios, para corrigir a ementa.” Pugnou pelo acolhimento dos embargos para saneamento das contradições apontadas. É o relatório. Voto Conselheira Maria de Lourdes Ramirez, Relatora Não consta dos autos qualquer informação a respeito da data em que teria sido intimada do acórdão a Fazenda Nacional, assim como também não consta a data em que os embargos teriam sido protocolizados. Diante de tais omissões e para que não haja qualquer prejuízo no andamento dos autos tenho por tempestivo os embargos e dele tomo conhecimento. PRELIMINARMENTE 1 Cabimento dos Embargos Os embargos são procedentes. A Portaria MF no. 256, de 2009, que aprovou o Regimento Interno deste Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, com as alterações introduzidas pela Portaria MF no. 586, de 2010, assim dispõe nos artigos 64 e 65: Art. 64. Contra as decisões proferidas pelos colegiados do CARF são cabíveis os seguintes recursos: I Embargos de Declaração; e [...] Art. 65. Cabem embargos de declaração quando o acórdão contiver obscuridade, omissão ou contradição entre a decisão e os seus fundamentos, ou for omitido ponto sobre o qual devia pronunciarse a turma. Com efeito, consta do acórdão: Fl. 424DF CARF MF Impresso em 09/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/03/2013 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 31/03/ 2013 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 02/04/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 10803.000088/200833 Acórdão n.º 1801001.330 S1TE01 Fl. 5 4 Acordam, os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso voluntário, para exonerar o agravamento da penalidade, nos termos do voto da relatora. (destaquei) Entretanto, constou da ementa: MULTA AGRAVADA. FALTA DE ATENDIMENTO DE INTIMAÇÃO. A falta de atendimento de reiteradas solicitações e intimações da auditoria fiscal enseja o agravamento da penalidade aplicada. Reiterados pedidos de dilação de prazo sem que ao final dos prazos prorrogados sejam apresentados os esclarecimentos solicitados não caracterizam atendimento de intimação. Verificase, assim, contradição entre o dispositivo do acórdão e a ementa, razão pela qual os embargos devem ser acolhidos para retificação do conteúdo da ementa. 2 Mérito. No mérito cumpre validar todas as razões de decidir deduzidas no voto do acórdão embargado, especialmente no que respeita à exoneração da multa agravada, cuja fundamentação julgo pertinente reproduzir parcialmente: Como visto, para a imputação da penalidade agravada, é necessário que o contribuinte não atenda às intimações da autoridade fiscal no prazo por esta assinalado. A falta de atendimento deve ser total, de modo que implique em omissão, por parte do sujeito passivo, em responder às indagações da autoridade fiscal e apresentar documentos. Mas devese frisar que o fato de a autoridade fiscal considerar que o atendimento, por parte do sujeito passivo, foi precário e não suficiente para esclarecer as dúvidas ou apresentar documentos não é suficiente para caracterizar o tipo da penalidade agravada. In casu, a empresa recorrente não deixou de atender as solicitações da auditoria. Os pedidos de prorrogação de prazo provam isso. Por tais razões o agravamento da penalidade deve ser exonerado. A fim de adequar o conteúdo da ementa à motivação que levou à sua exoneração no voto condutor acima parcialmente reproduzido é necessário retificála. A sua redação, portanto, passa a ser a seguinte: MULTA AGRAVADA. FALTA DE ATENDIMENTO DE INTIMAÇÃO Para a imputação da penalidade agravada é necessário que o contribuinte não responda às intimações da autoridade fiscal no prazo por esta assinalado. A falta de atendimento deve ser total, de modo que implique em omissão, por parte do sujeito passivo. Não se caracteriza a falta de atendimento da intimação, para fins de incidência de multa de ofício agravada, a apresentação de pedidos de prorrogação de prazo, ainda que sucessivos. Todas as razões de decidir deduzidas no voto condutor do acórdão embargado devem ser validadas, sem alteração do resultado final do julgado. É como voto. Fl. 425DF CARF MF Impresso em 09/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/03/2013 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 31/03/ 2013 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 02/04/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 10803.000088/200833 Acórdão n.º 1801001.330 S1TE01 Fl. 6 5 (assinado digitalmente) ______________________________________ Maria de Lourdes Ramirez – Relatora Fl. 426DF CARF MF Impresso em 09/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/03/2013 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 31/03/ 2013 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 02/04/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES
score : 1.0
Numero do processo: 13971.912271/2009-11
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Apr 26 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS - IPI Período de apuração: 01/01/2004 a 31/03/2004 IPI. OPTANTES PELO SIMPLES. CRÉDITO. Aos contribuintes do imposto optantes pelo SIMPLES é vedada a utilização ou a destinação de qualquer valor a título de incentivo fiscal, bem assim a apropriação ou a transferência de créditos relativos ao IPI. Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 3302-001.592
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do relator.
Nome do relator: JOSE ANTONIO FRANCISCO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201204
camara_s : Terceira Câmara
ementa_s : IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS - IPI Período de apuração: 01/01/2004 a 31/03/2004 IPI. OPTANTES PELO SIMPLES. CRÉDITO. Aos contribuintes do imposto optantes pelo SIMPLES é vedada a utilização ou a destinação de qualquer valor a título de incentivo fiscal, bem assim a apropriação ou a transferência de créditos relativos ao IPI. Recurso Voluntário Negado
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
numero_processo_s : 13971.912271/2009-11
conteudo_id_s : 5216946
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Apr 17 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 3302-001.592
nome_arquivo_s : Decisao_13971912271200911.pdf
nome_relator_s : JOSE ANTONIO FRANCISCO
nome_arquivo_pdf_s : 13971912271200911_5216946.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do relator.
dt_sessao_tdt : Thu Apr 26 00:00:00 UTC 2012
id : 4567061
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 08:59:05 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713041394745999360
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1620; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C3T2 Fl. 170 1 169 S3C3T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13971.912271/200911 Recurso nº 930.841 Voluntário Acórdão nº 330201.592 – 3ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 26 de abril de 2012 Matéria IPI Declaração de Compensação Recorrente HEIDRICH S/A CARTÕES RECICLADOS HCR Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Período de apuração: 01/01/2004 a 31/03/2004 IPI. OPTANTES PELO SIMPLES. CRÉDITO. Aos contribuintes do imposto optantes pelo SIMPLES é vedada a utilização ou a destinação de qualquer valor a título de incentivo fiscal, bem assim a apropriação ou a transferência de créditos relativos ao IPI. Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do relator. (Assinado digitalmente) Walber José da Silva Presidente (Assinado digitalmente) José Antonio Francisco Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Walber José da Silva, José Antonio Francisco, Fabiola Cassiano Keramidas, José Evande Carvalho Araújo, Alexandre Gomes e Gileno Gurjão Barreto. Fl. 170DF CARF MF Impresso em 18/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/05/2012 por JOSE ANTONIO FRANCISCO, Assinado digitalmente em 08/05/20 12 por JOSE ANTONIO FRANCISCO, Assinado digitalmente em 08/05/2012 por WALBER JOSE DA SILVA Processo nº 13971.912271/200911 Acórdão n.º 330201.592 S3C3T2 Fl. 171 2 Relatório Tratase de recurso voluntário (fls. 140 a 145) apresentado em 22 de junho de 2011 contra o Acórdão no 1433.323, de 13 de abril de 2011, da 2ª Turma da DRJ/RPO (fls. 134 a 137), cientificado em 31 de maio de 2011, que, relativamente a declaração de compensação de IPI do 1º trimestre de 2004, considerou improcedente a manifestação de inconformidade da Interessada, nos termos de sua ementa, a seguir reproduzida: Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados IPI Período de apuração: 01/01/2004 a 31/03/2004 IPI. CRÉDITOS. FORNECEDORES OPTANTES PELO SIMPLES. A legislação em vigor não permite o creditamento do IPI calculado pelo contribuinte sobre aquisições de estabelecimento optantes pelo SIMPLES. O pedido foi apresentado em 15 de fevereiro de 2006 e inicialmente apreciado pelo despacho decisório eletrônico de fl. 88. A Primeira Instância assim resumiu o litígio: Trata o presente de manifestação de inconformidade contra Despacho Decisório que parcialmente homologou as compensações declaradas, em razão da glosa de fornecedores optantes pelo SIMPLES. Alega a interessada que, nos termos do artigo 142 do CTN, o Despacho deve ser anulado por falta de motivação do ato, sendo que não há qualquer dispositivo legal que vede o aproveitamento dos créditos em questão, conforme o princípio constitucional da nãocumulatividade a Constituição, ademais os fornecedores não seriam optantes, conforme extrato do SIMPLES NACIONAL. Conforme ementa reproduzida, a DRJ indeferiu a manifestação. No recurso, a Interessada alegou que, a fundamentação legal, não teria sido citado dispositivo algum que vedasse a utilização dos créditos. Ademais, a Constituição federal não teria criado restrição alguma quanto à não cumulatividade do IPI. Finalmente, alegou que não caberia ao contribuinte verificar a forma de tributação das empresas fornecedoras. É o relatório. Voto Fl. 171DF CARF MF Impresso em 18/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/05/2012 por JOSE ANTONIO FRANCISCO, Assinado digitalmente em 08/05/20 12 por JOSE ANTONIO FRANCISCO, Assinado digitalmente em 08/05/2012 por WALBER JOSE DA SILVA Processo nº 13971.912271/200911 Acórdão n.º 330201.592 S3C3T2 Fl. 172 3 Conselheiro José Antonio Francisco, Relator O recurso é tempestivo e satisfaz os demais requisitos de admissibilidade, dele devendose tomar conhecimento. O despacho decisório especificou que houve glosa de créditos considerados indevidos e, conforme ressaltado pela Primeira Instância, no detalhamento da glosa (do que foi dado ciência à Interessada), ficou esclarecido que “os créditos glosados advinham de empresas optantes pelo Simples Federal”. Em relação às notas fiscais do estabelecimento optante pelo Simples, considerou a Primeira Instância que o estabelecimento estaria impedido de transferir créditos, razão pela qual não tinha o dever de confrontar os créditos com os débitos e efetuar o recolhimento do saldo. Muito embora o estabelecimento fornecedor tenha incorrido em irregularidade grave ao emitir nota fiscal que não poderia emitir e, ainda, destacar o IPI devido na saída como se não fosse optante pelo Simples, cabe razão à Primeira Instância ao fazer as seguintes considerações: Pela leitura do texto legal acima citado, depreendese que, ao optar pelo Simples, a contribuinte fica sujeita à forma diferenciada de tributação, inclusive quanto ao IPI, sendo lhe vedada a utilização ou destinação de qualquer valor a título de incentivo fiscal, bem assim a apropriação ou a transferência de créditos ao IPI. A LC nº 123/2006 revogou a Lei nº 9.317/96, porém manteve a vedação ao crédito na aquisição de fornecedores optantes pelo SIMPLES no artigo 23: “Art.23. As microempresas e as empresas de pequeno porte optantes pelo Simples Nacional não farão jus à apropriação nem transferirão créditos relativos a impostos ou contribuições abrangidos pelo Simples Nacional.” Relativamente ao argumento de boa fé, cabe ponderar que na situação em comento, referese a uma relação negocial envolvendo de um lado empresa comercial que adquire insumos e de outro, suposta, empresa fornecedora, o que, de plano, exige se um dever mínimo de cautela entre as partes envolvidas, ou seja o dever acautelatório necessário às boas práticas comerciais. No caso, uma empresa optante do SIMPLES emite um documento com destaque do IPI, como se fosse um contribuinte ordinário, o que resulta que esse fornecedor ao emitir um documento inválido lesou o adquirente que não tomou as cautelas necessárias. Admitir que um documento inidôneo confere direito ao crédito do IPI resultaria em repassar ao Estado um ônus que não lhe é devido, pois, inerente ao risco da atividade mercantilista, ou mesmo, de qualquer negócio. Por outro lado, nada impede que a pessoa lesada busque no Poder Judiciário o ressarcimento das perdas e danos que o(s) vendedor(s) possa(m) ter causado Fl. 172DF CARF MF Impresso em 18/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/05/2012 por JOSE ANTONIO FRANCISCO, Assinado digitalmente em 08/05/20 12 por JOSE ANTONIO FRANCISCO, Assinado digitalmente em 08/05/2012 por WALBER JOSE DA SILVA Processo nº 13971.912271/200911 Acórdão n.º 330201.592 S3C3T2 Fl. 173 4 Por outro lado, se o fornecedor não agiu de má fé, como é optante do SIMPLES e não devia destacar e pagar o IPI, tratase de recolhimento indevido, o que não se enquadra como ressarcimento ao adquirente, mas, sim, como restituição ao vendedor nos termos dos artigos 165 e 166 do CTN. Quanto à consulta ao SIMPLES NACIONAL juntada pela defesa, verifico nos sistemas da Receita Federal do Brasil que, por ocasião da emissão das indigitadas notas fiscais, os fornecedores eram optantes do SIMPLES FEDERAL, o que, como já visto, não permite nenhum aproveitamento dos supostos créditos. À vista do exposto, voto por negar provimento ao recurso. (Assinado digitalmente) José Antonio Francisco Fl. 173DF CARF MF Impresso em 18/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/05/2012 por JOSE ANTONIO FRANCISCO, Assinado digitalmente em 08/05/20 12 por JOSE ANTONIO FRANCISCO, Assinado digitalmente em 08/05/2012 por WALBER JOSE DA SILVA
score : 1.0
Numero do processo: 19707.000448/2008-60
Turma: Primeira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Mar 13 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Thu Mar 21 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2006
DESPESAS MÉDICAS. DEDUÇÃO. COMPROVAÇÃO.
Podem ser deduzidos como despesas médicas os valores pagos pelo contribuinte, relativos ao próprio tratamento e ao de seus dependentes. Todas as deduções estão sujeitas a comprovação ou justificação, podendo a autoridade lançadora solicitar elementos de prova da efetividade dos serviços prestados ou dos correspondentes pagamentos.
Na hipótese, a contribuinte não logrou comprovar de forma inequívoca a prestação dos serviços, assim como não comprovou o efetivo pagamento das despesas médicas.
Numero da decisão: 2101-002.125
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso.
(assinado digitalmente)
________________________________________________
LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS - Presidente.
(assinado digitalmente)
________________________________________________
CELIA MARIA DE SOUZA MURPHY - Relatora.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Luiz Eduardo de Oliveira Santos (Presidente), José Raimundo Tosta Santos, Alexandre Naoki Nishioka, Eivanice Canário da Silva, Gilvanci Antonio de Oliveira Sousa e Celia Maria de Souza Murphy (Relatora).
Nome do relator: CELIA MARIA DE SOUZA MURPHY
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201303
camara_s : Primeira Câmara
ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Exercício: 2006 DESPESAS MÉDICAS. DEDUÇÃO. COMPROVAÇÃO. Podem ser deduzidos como despesas médicas os valores pagos pelo contribuinte, relativos ao próprio tratamento e ao de seus dependentes. Todas as deduções estão sujeitas a comprovação ou justificação, podendo a autoridade lançadora solicitar elementos de prova da efetividade dos serviços prestados ou dos correspondentes pagamentos. Na hipótese, a contribuinte não logrou comprovar de forma inequívoca a prestação dos serviços, assim como não comprovou o efetivo pagamento das despesas médicas.
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Thu Mar 21 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 19707.000448/2008-60
anomes_publicacao_s : 201303
conteudo_id_s : 5200423
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Mar 26 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 2101-002.125
nome_arquivo_s : Decisao_19707000448200860.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : CELIA MARIA DE SOUZA MURPHY
nome_arquivo_pdf_s : 19707000448200860_5200423.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. (assinado digitalmente) ________________________________________________ LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS - Presidente. (assinado digitalmente) ________________________________________________ CELIA MARIA DE SOUZA MURPHY - Relatora. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Luiz Eduardo de Oliveira Santos (Presidente), José Raimundo Tosta Santos, Alexandre Naoki Nishioka, Eivanice Canário da Silva, Gilvanci Antonio de Oliveira Sousa e Celia Maria de Souza Murphy (Relatora).
dt_sessao_tdt : Wed Mar 13 00:00:00 UTC 2013
id : 4538812
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 08:57:22 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713041394748096512
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1972; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C1T1 Fl. 2 1 1 S2C1T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 19707.000448/200860 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2101002.125 – 1ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 13 de março de 2013 Matéria IRPF Imposto sobre a Renda de Pessoa Física Recorrente Benícia Carolina Iaskieviscz Ribeiro Recorrida Fazenda Nacional ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2006 DESPESAS MÉDICAS. DEDUÇÃO. COMPROVAÇÃO. Podem ser deduzidos como despesas médicas os valores pagos pelo contribuinte, relativos ao próprio tratamento e ao de seus dependentes. Todas as deduções estão sujeitas a comprovação ou justificação, podendo a autoridade lançadora solicitar elementos de prova da efetividade dos serviços prestados ou dos correspondentes pagamentos. Na hipótese, a contribuinte não logrou comprovar de forma inequívoca a prestação dos serviços, assim como não comprovou o efetivo pagamento das despesas médicas. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. (assinado digitalmente) ________________________________________________ LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS Presidente. (assinado digitalmente) ________________________________________________ CELIA MARIA DE SOUZA MURPHY Relatora. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Luiz Eduardo de Oliveira Santos (Presidente), José Raimundo Tosta Santos, Alexandre Naoki Nishioka, AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 19 70 7. 00 04 48 /2 00 8- 60 Fl. 99DF CARF MF Impresso em 26/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/03/2013 por CELIA MARIA DE SOUZA MURPHY, Assinado digitalmente em 18/ 03/2013 por CELIA MARIA DE SOUZA MURPHY, Assinado digitalmente em 20/03/2013 por LUIZ EDUARDO DE OLI VEIRA SANTOS 2 Eivanice Canário da Silva, Gilvanci Antonio de Oliveira Sousa e Celia Maria de Souza Murphy (Relatora). Relatório Trata o presente processo de Notificação de Lançamento contra a contribuinte em epígrafe, no qual foi feita glosa de deduções com despesas médicas, por falta de comprovação ou por falta de previsão legal para sua dedução. A contribuinte impugnou o lançamento (fls. 1 e 2), alegando, em síntese, que não foi intimada a apresentar documentos complementares relativo às despesas médicas (tais como resultados de exames, laudos, radiografias, etc.) tendo sido tão somente solicitados comprovantes das despesas médicas e do seu efetivo pagamento. Por esse motivo, sustentou ter sido violado o seu direito ao contraditório e à ampla defesa. A 4.ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento (DRJ) em Campo Grande (MS) julgou a impugnação improcedente, por meio do Acórdão n.º 04 23.966, de 30 de março de 2011, com a seguinte ementa: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2006 DESPESAS MÉDICAS Tendo a autoridade fiscal efetuado a glosa de despesas médicas por considerar que os recibos apresentados não configuravam prova hábil e idônea dos gastos, não há justificativa para seu restabelecimento sem a comprovação do efetivo pagamento e da prestação do serviço. PROCEDIMENTO FISCAL. CERCEAMENTO DE DEFESA A atividade de fiscalização é procedimento inquisitivo, no qual não há que se falar em direito à defesa e ao contraditório. Esses direitos são observados na fase litigiosa do lançamento e exercidos por meio de apresentação de recurso de impugnação. ÔNUS DA PROVA É lícito ao fisco exigir a comprovação e justificação das despesas médicas, cabendo o ônus da prova ao contribuinte. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido Inconformada, a contribuinte interpôs recurso voluntário, no qual reafirma que a prestação dos serviços médicos está inequivocamente comprovada pelos documentos já apresentados e os pagamentos foram feitos “em espécie”. Requer seja julgado improcedente o acórdão recorrido. É o Relatório. Fl. 100DF CARF MF Impresso em 26/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/03/2013 por CELIA MARIA DE SOUZA MURPHY, Assinado digitalmente em 18/ 03/2013 por CELIA MARIA DE SOUZA MURPHY, Assinado digitalmente em 20/03/2013 por LUIZ EDUARDO DE OLI VEIRA SANTOS Processo nº 19707.000448/200860 Acórdão n.º 2101002.125 S2C1T1 Fl. 3 3 Voto Conselheira Celia Maria de Souza Murphy O Recurso Voluntário é tempestivo e atende aos demais requisitos legais previstos no Decreto n° 70.235, de 1972. Dele conheço. Foram glosadas pela Fiscalização as seguintes deduções pleiteadas, declaradas com despesas médicas, conforme Descrição dos Fatos e Enquadramento Legal, integrante da Notificação de Lançamento: a) Mônica Harumi Iquejiri (cirurgiã dentista): R$ 4.000,00 b) Sandro R. Pesente (fisioterapeuta): R$ 7.500,00 c) Álvaro F.D. Borges (fisioterapeuta): R$ 5.000,00 Na Complementação da Descrição dos Fatos, integrante da Notificação de Lançamento (fls. 47), a Fiscalização relatou que a interessada, regularmente notificada, deixou de apresentar documentos comprobatórios do efetivo pagamento das despesas. Com efeito, no curso da ação fiscal, a contribuinte foi intimada a comprovar, por meio de documentos, além das despesas médicas propriamente ditas, o seu efetivo pagamento (fls. 39). A autoridade autuante, não convencida da efetiva prestação dos serviços e da efetiva realização dos pagamentos conforme declarado, promoveu a glosa das respectivas deduções. Não se conformando, a interessada alegou, em impugnação, que não foi intimada a apresentar documentos complementares relativos às despesas médicas (tais como: resultados de exames, laudos, radiografias, etc.), eis que somente foram solicitados os comprovantes das despesas médicas e do seu efetivo pagamento, o que prontamente foi atendido, por meio da apresentação de cópias dos recibos, já que os pagamentos, segundo informa, teriam sido efetuados em moeda corrente nacional. A Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Campo Grande (MS), ao apreciar a impugnação, não acolheu os argumentos suscitados e manteve as glosas. O relator do voto condutor da decisão a quo justificou seu posicionamento esclarecendo ser possível admitir, como prova idônea, o recibo firmado pelo profissional da área médica, quando o serviço for prestado por pessoa física, ou a Nota Fiscal, se por pessoa jurídica; todavia, é licito à autoridade lançadora exigir, a seu critério, outros elementos de prova, caso não fique convencido da efetividade da prestação dos serviços ou do respectivo pagamento. E, no caso, em que foram apresentadas declarações dos prestadores dos serviços, esclareceu que as declarações emitidas pelos profissionais e clínicas que prestaram os serviços de saúde cujos pagamentos foram glosados pela autoridade fiscal, que pormenorizam os tipos de tratamentos a que foi submetido o sujeito passivo, não fazem prova do efetivo pagamento dessas despesas, que pode ser feito mediante a apresentação de extratos bancários, cópias de cheques, faturas de cartão de crédito etc, documentos que não foram apresentados. No recurso voluntário, a contribuinte argumenta que, nos termos da legislação, a comprovação de despesas médicas é feita por meio de documento no qual conste Fl. 101DF CARF MF Impresso em 26/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/03/2013 por CELIA MARIA DE SOUZA MURPHY, Assinado digitalmente em 18/ 03/2013 por CELIA MARIA DE SOUZA MURPHY, Assinado digitalmente em 20/03/2013 por LUIZ EDUARDO DE OLI VEIRA SANTOS 4 nome, endereço e CPF/CNPJ de quem as recebeu e, apenas na falta deste, a indicação do cheque nominativo. Salienta que este entendimento, como não poderia deixar de ser, encontra se corroborado tanto no “Perguntas e Respostas” quanto no Manual de Preenchimento da Declaração de Ajuste Anual de 2007. Traz à colação inúmeras ementas de julgados administrativos, para concluir que as despesas médicas estão inequivocamente comprovadas, vez que, além dos recibos, provas principais e “definitivas”, foram juntados relatórios de serviços, radiografias e declarações dos prestadores dos serviços. Sobre o tema, impende ressaltar, primeiramente, que as glosas perpetradas neste processo originaramse de procedimento de revisão de declaração, previsto no artigo 835 do Decreto n.° 3.000, de 1999 – Regulamento do Imposto sobre a Renda. Tal dispositivo prevê, in verbis: Art. 835. As declarações de rendimentos estarão sujeitas a revisão das repartições lançadoras, que exigirão os comprovantes necessários (DecretoLei n° 5.844, de 1943, art. 74). § 1° A revisão poderá ser feita em caráter preliminar, mediante a conferência sumária do respectivo cálculo correspondente à declaração de rendimentos, ou em caráter definitivo, com observância das disposições dos parágrafos seguintes. § 2° A revisão será feita com elementos de que dispuser a repartição, esclarecimentos verbais ou escritos solicitados aos contribuintes, ou por outros meios facultados neste Decreto (DecretoLei n°5.844, de 1943, art. 74, § 1°). § 3° Os pedidos de esclarecimentos deverão ser respondidos, dentro do prazo de vinte dias, contados da data em que tiverem sido recebidos (Lei n° 3.470, de 1958, art. 19). § 4° O contribuinte que deixar de atender ao pedido de esclarecimentos ficará sujeito ao lançamento de oficio de que trata o art. 841 (DecretoLei n° 5.844, de 1943, art. 74, §3°, e Lei n° 5.172, de 1966, art. 149, inciso III). A legislação que rege o imposto sobre a renda de pessoas físicas admite deduções com despesas médicas, desde que observadas algumas exigências e condições. Vejamos o que prescreve o artigo 8.º da Lei n.º 9.250, de 1995: Art. 8º A base de cálculo do imposto devido no anocalendário será a diferença entre as somas: I de todos os rendimentos percebidos durante o anocalendário, exceto os isentos, os nãotributáveis, os tributáveis exclusivamente na fonte e os sujeitos à tributação definitiva; II das deduções relativas: a) aos pagamentos efetuados, no anocalendário, a médicos, dentistas, psicólogos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e hospitais, bem como as despesas com exames laboratoriais, serviços radiológicos, aparelhos ortopédicos e próteses ortopédicas e dentárias; [...] Fl. 102DF CARF MF Impresso em 26/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/03/2013 por CELIA MARIA DE SOUZA MURPHY, Assinado digitalmente em 18/ 03/2013 por CELIA MARIA DE SOUZA MURPHY, Assinado digitalmente em 20/03/2013 por LUIZ EDUARDO DE OLI VEIRA SANTOS Processo nº 19707.000448/200860 Acórdão n.º 2101002.125 S2C1T1 Fl. 4 5 § 2º O disposto na alínea a do inciso II: [...] II restringese aos pagamentos efetuados pelo contribuinte, relativos ao próprio tratamento e ao de seus dependentes; III limitase a pagamentos especificados e comprovados, com indicação do nome, endereço e número de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas CPF ou no Cadastro Geral de Contribuintes CGC de quem os recebeu, podendo, na falta de documentação, ser feita indicação do cheque nominativo pelo qual foi efetuado o pagamento; [...] (g. n.) Conforme se depreende, a despesa com tratamento médico só pode ser deduzida da base de cálculo do imposto sobre a renda do contribuinte nos casos em que é comprovadamente feita em seu próprio benefício ou em benefício de seus dependentes. No procedimento fiscal, a teor do caput do artigo 835 do Decreto n.º 3.000, de 1999, cuja matriz legal é o artigo 74 do DecretoLei n° 5.844, de 1943, a autoridade fiscal está autorizada a exigir os comprovantes necessários. Na presente hipótese, a autoridade autuante intimou a interessada a comprovar os serviços de odontologia e de fisioterapia declarados, bem como o efetivo pagamento por sua prestação. Em atendimento, foram apresentados recibos dos profissionais e declarações nas quais relatam procedimentos e confirmam as informações prestadas nos recibos, esclarecendo que receberam pagamento “em espécie”. Foram ainda acostados laudos médicos da contribuinte e da dependente. Não foram, contudo, apresentados comprovantes do efetivo pagamento das despesas declaradas, tal como exigido. Ante decisão desfavorável do órgão julgador a quo, a recorrente alegou que os recibos são provas “definitivas”; que foram juntados relatórios de serviços, radiografias e declarações dos prestadores e que é legítimo o pagamento em moeda corrente nacional. Sobre esses argumentos, cumpre, primeiro, ressaltar que, ainda que presentes todas as formalidades exigidas pelo artigo 8.°, § 2.°, III, da Lei n.° 9.250, de 1995 (que não é necessariamente o caso), a legislação do imposto sobre a renda não confere aos recibos médicos valor probante absoluto ou “definitivo”. A apresentação de recibos de acordo com a legislação tem potencialidade probatória relativa e limitada por todos os outros elementos de convicção apresentados ao julgador, tanto pelo contribuinte quanto pela fiscalização. Sendo assim, mesmo que os recibos contenham todos os requisitos formais exigidos, podem ser insuficientes para fazer prova da efetiva prestação dos serviços médicos ao contribuinte ou a dependente seu, e não fazem prova do efetivo pagamento pelos serviços. O efetivo pagamento pelos serviços declarados pode ser comprovado, por exemplo, por meios de cópias dos cheques utilizados para os respectivos pagamentos. No caso em que se alega pagamento “em espécie”, este pode ser comprovado, por exemplo, por meio de cópias de extratos bancários nos quais constem transferências para a titularidade do profissional ou saques em valores e datas compatíveis com os pagamentos declarados. Todavia, a contribuinte não apresentou nenhum documento hábil e idôneo que comprovasse o efetivo pagamento das despesas declaradas aos profissionais de saúde, mesmo tendo sido para isso intimada (fls. 39). Fl. 103DF CARF MF Impresso em 26/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/03/2013 por CELIA MARIA DE SOUZA MURPHY, Assinado digitalmente em 18/ 03/2013 por CELIA MARIA DE SOUZA MURPHY, Assinado digitalmente em 20/03/2013 por LUIZ EDUARDO DE OLI VEIRA SANTOS 6 Esta Turma Julgadora temse manifestado no sentido de que, uma vez exigida, pela autoridade lançadora, a comprovação do efetivo pagamento das despesas médicas, a falta dessa comprovação pode ocasionar a glosa das respectivas deduções, tal como ocorreu na hipótese. Vejamos: DESPESAS MÉDICAS. DEDUÇÃO. COMPROVAÇÃO. Todas as deduções estão sujeitas à comprovação ou justificação, sendo ônus do sujeito passivo comprovar a despesa com a apresentação de documento que contenha todos os requisitos legais, podendo a autoridade lançadora solicitar a comprovação do efetivo pagamento. Hipótese em que a prova requerida não foi apresentada. Recurso Voluntário Negado. (CARF, 2.ª Seção de Julgamento, 1.ª Câmara, 1.ª Turma, Acórdão n.º 2101001.967, de 20.11.2012. Relator: Conselheiro José Raimundo Tosta Santos) O ônus da prova das deduções da base de cálculo do imposto sobre a renda é do contribuinte. Se ele pretende utilizar como deduções os pagamentos feitos a profissionais de saúde, deve estar apto a comprovar, de forma especificada e inequívoca, que os serviços foram prestados e que efetivamente suportou a despesa. A comprovação da efetiva realização da despesa, como visto, pode ser feita por meio de qualquer documento hábil e idôneo, mas isso não foi feito no presente caso. Na hipótese, a prova da efetiva realização dos serviços médicos é fraca. A contribuinte pretende comprovar a realização dos serviços por meio dos já mencionados recibos (alguns com dados incompletos) e declarações dos emitentes, nas quais os próprios profissionais reafirmam os recibos e prestam esclarecimentos quanto a tratamentos, alguns de forma genérica, outros detalhadamente. Também foram acostados dois laudos médicos; no entanto não foi feita correlação entre os laudos e a prestação dos serviços que pretende comprovar. Esses documentos mostraramse insuficientes para certificar que o tratamento de saúde declarado foi realizado em benefício da recorrente e de sua dependente e que aquela efetivamente suportou as despesas. Ressaltase, por pertinente, que as despesas com tratamento de saúde podem ser comprovadas por meio de quaisquer documentos hábeis e idôneos. O ônus da prova do fato declarado compete ao contribuinte, interessado na prova da sua veracidade. Quanto mais robustas as provas trazidas aos autos, mais fácil se torna o convencimento do julgador quanto ao cabimento das alegações. Na hipótese, não ficou comprovado, de forma inequívoca, que os serviços de saúde foram efetivamente prestados à contribuinte ou à sua dependente e, tendo havido exigência da comprovação do efetivo pagamento, não foram apresentados documentos hábeis e idôneos aptos a essa finalidade. A recorrente teve a oportunidade de carrear aos autos provas do efetivo pagamento das despesas declaradas, tanto no curso da ação fiscal quanto em sede de impugnação, e até mesmo de recurso. No entanto, entendeu por bem omitirse, limitandose a formular alegações sem suporte em provas convincentes. Conclusão Fl. 104DF CARF MF Impresso em 26/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/03/2013 por CELIA MARIA DE SOUZA MURPHY, Assinado digitalmente em 18/ 03/2013 por CELIA MARIA DE SOUZA MURPHY, Assinado digitalmente em 20/03/2013 por LUIZ EDUARDO DE OLI VEIRA SANTOS Processo nº 19707.000448/200860 Acórdão n.º 2101002.125 S2C1T1 Fl. 5 7 Ante todo o exposto, voto por negar provimento ao Recurso Voluntário. (assinado digitalmente) _________________________________ Celia Maria de Souza Murphy Relatora Fl. 105DF CARF MF Impresso em 26/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/03/2013 por CELIA MARIA DE SOUZA MURPHY, Assinado digitalmente em 18/ 03/2013 por CELIA MARIA DE SOUZA MURPHY, Assinado digitalmente em 20/03/2013 por LUIZ EDUARDO DE OLI VEIRA SANTOS
score : 1.0
Numero do processo: 10675.002185/2006-10
Turma: Primeira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Sep 20 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2002
DESPESAS MÉDICAS. DEDUÇÃO. COMPROVAÇÃO. Todas as deduções estão sujeitas à comprovação ou justificação, podendo a autoridade
lançadora glosar total ou parcialmente a despesa não comprovada. Hipótese em que a prova requerida é apresentada.
Recurso Voluntário Provido
Numero da decisão: 2101-001.901
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar
provimento ao recurso, nos termos do voto do relator.
Matéria: IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
Nome do relator: JOSE RAIMUNDO TOSTA SANTOS
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201209
camara_s : Primeira Câmara
ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2002 DESPESAS MÉDICAS. DEDUÇÃO. COMPROVAÇÃO. Todas as deduções estão sujeitas à comprovação ou justificação, podendo a autoridade lançadora glosar total ou parcialmente a despesa não comprovada. Hipótese em que a prova requerida é apresentada. Recurso Voluntário Provido
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Segunda Seção
numero_processo_s : 10675.002185/2006-10
conteudo_id_s : 5206036
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri May 31 00:00:00 UTC 2019
numero_decisao_s : 2101-001.901
nome_arquivo_s : Decisao_10675002185200610.pdf
nome_relator_s : JOSE RAIMUNDO TOSTA SANTOS
nome_arquivo_pdf_s : 10675002185200610_5206036.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator.
dt_sessao_tdt : Thu Sep 20 00:00:00 UTC 2012
id : 4555641
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 08:58:04 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713041394751242240
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1718; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C1T1 Fl. 1 1 0 S2C1T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10675.002185/200610 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 210101.901 – 1ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 20 de setembro de 2012 Matéria IRPF Recorrente EDNICIA COSTA DE OLIVEIRA SOUZA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2002 DESPESAS MÉDICAS. DEDUÇÃO. COMPROVAÇÃO. Todas as deduções estão sujeitas à comprovação ou justificação, podendo a autoridade lançadora glosar total ou parcialmente a despesa não comprovada. Hipótese em que a prova requerida é apresentada. Recurso Voluntário Provido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) ___________________________________ Luiz Eduardo de Oliveira Santos Presidente (assinado digitalmente) ___________________________________ José Raimundo Tosta Santos Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Luiz Eduardo de Oliveira Santos (Presidente), José Raimundo Tosta Santos, Alexandre Naoki Nishioka, Célia Maria de Souza Murphy, Gilvanci Antonio de Oliveira Sousa. Ausente o conselheiro Gonçalo Bonet Allage. Relatório Fl. 259DF CARF MF Impresso em 14/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/10/2012 por JOSE RAIMUNDO TOSTA SANTOS, Assinado digitalmente em 15/1 0/2012 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS, Assinado digitalmente em 02/10/2012 por JOSE RAIMUNDO TO STA SANTOS 2 O recurso voluntário em exame pretende a reforma do Acórdão nº 0922.697 (fl. 69), que, por unanimidade de votos, julgou procedente o lançamento, para manter a exigência do imposto suplementar de R$ 974,14. O lançamento originouse da revisão de sua DIRPF/2002 (fls. 26/28), quando foram alteradas as deduções a titulo de despesas com instrução e despesas médicas, para R$ 900,00 e R$ 1.806,03, respectivamente, conforme seguintes motivações, estampadas à fl. 12: Dedução indevida a titulo de despesa com instrução. Não há previsão legal para a dedução de pagamentos ao programa de crédito educativo, pois ele se caracteriza como empréstimo oneroso, com ônus e encargos próprios do contrato. Despesas realizadas com aulas de natação, aquisição de material e/ou livros escolares não podem ser considerados como despesas com instrução. Dedução indevida a titulo de despesas médicas. A contribuinte não comprovou despesas declaradas com Regina do Reis Vieira, Maria Luiza Soares Ferreira Borges 'e Ricardo Dutra Constantin. Despesas Realizadas com Haroldo (marido) não podem ser aceitas, pois ele apresentou declaração em separado. Portanto, o valor considerado com Mônica Veloso Costa Gerkman foi de R$ 275,00." A contribuinte apresentou a impugnação de fls. 1/2, na qual aduziu, em síntese, que, após o lançamento, encontrou os recibos emitidos por Regina dos Reis Vieira e Ricardo Dutra, ora anexados (fl. 4). Solicita, então, que seja recalculado o auto de infração nos termos do demonstrativo acostado (fl. 6), com o imposto devido de R$ 455,16, recolhido com os devidos encargos, conforme DARF (fl. 5). A decisão recorrida possui a seguinte ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física – IRPF Exercício: 2002 DEDUÇÕES. DESPESAS MÉDICAS. Firmase plena convicção de que restam indevidas as deduções de despesas médicas pleiteadas pela contribuinte, quando não se encontram amparadas por documentos hábeis para a sua demonstração. Lançamento Procedente Em seu apelo ao CARF a recorrente reitera o pedido pela insubsistência das glosas relacionadas às despesas médicas incorridas com os profissionais Regina dos Reis Vieira e Ricardo Dutra Costantin, e apresenta declaração firmada por estes. Ao final, requer o cancelamento do imposto suplementar de R$974,14 e respectiva multa de ofício de 75%. É o relatório. Fl. 260DF CARF MF Impresso em 14/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/10/2012 por JOSE RAIMUNDO TOSTA SANTOS, Assinado digitalmente em 15/1 0/2012 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS, Assinado digitalmente em 02/10/2012 por JOSE RAIMUNDO TO STA SANTOS Processo nº 10675.002185/200610 Acórdão n.º 210101.901 S2C1T1 Fl. 2 3 Voto Conselheiro JOSÉ RAIMUNDO TOSTA SANTOS, Relator O recurso atende os requisitos de admissibilidade. Sobre a dedução de despesas médicas, vejamos o que dispõe o artigo 8º da Lei nº 9.250, de 26 de dezembro de 1995: Art. 8º A base de cálculo do imposto devido no anocalendário será a diferença entre as somas: (...). II das deduções relativas: a) aos pagamentos efetuados, no ano calendário, a médicos, dentistas, psicólogos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e hospitais, bem como as despesas com exames laboratoriais, serviços radiológicos, aparelhos ortopédicos e próteses ortopédicas e dentárias; (...). § 2º O disposto na alínea “a” do inciso II: (...). II restringese aos pagamentos efetuados pelo contribuinte, relativos ao próprio tratamento e ao de seus dependentes; III limitase a pagamentos especificados e comprovados, com indicação do nome, endereço e número de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas CPF ou no Cadastro Geral de Contribuintes CGC de quem os recebeu, podendo, na falta de documentação, ser feita indicação do cheque nominativo pelo qual foi efetuado o pagamento; Por sua vez, o Decreto nº 3.000, de 26 de março de 1999, Regulamento do Imposto de Renda, RIR/1999, art. 73, dispõe: Art.73. Todas as deduções estão sujeitas à comprovação ou justificação, a juízo da autoridade lançadora (DecretoLei nº 5.844, de 1943, art. 11, §3º). §1º Se forem pleiteadas deduções exageradas em relação aos rendimentos declarados, ou se tais deduções não forem cabíveis, poderão ser glosadas sem a audiência do contribuinte (Decreto lei nº 5.844, de 1943, art. 11, § 4º). Encontrase em litígio, tãosomente, as glosas das despesas médicas relacionadas aos profissionais Regina dos Reis Vieira (R$5.000,00) e Ricardo Dutra Costantin (R$1.500,00). Fl. 261DF CARF MF Impresso em 14/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/10/2012 por JOSE RAIMUNDO TOSTA SANTOS, Assinado digitalmente em 15/1 0/2012 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS, Assinado digitalmente em 02/10/2012 por JOSE RAIMUNDO TO STA SANTOS 4 Na decisão de primeiro grau foram indicados vícios em relação aos recibos apresentados para comprovar referidas despesas (fl. 04). Neste sentido, entendo que as declarações escritas de próprio punho pelos mesmos profissionais, às fls. 80/81, esclarecem as falhas apontada como fundamento para a manutenção das glosas na decisão recorrida, confirmam a realização dos serviços e o recebimento dos respectivos pagamentos. Todos os documentos apresentados foram conferidos com os originais pela repartição fiscal de origem. Portanto, deve ser restabelecida a dedução das despesas médicas em litígio, no montante de R$6.500,00. Em face ao exposto, dou provimento ao recurso. (assinado digitalmente) José Raimundo Tosta Santos Fl. 262DF CARF MF Impresso em 14/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/10/2012 por JOSE RAIMUNDO TOSTA SANTOS, Assinado digitalmente em 15/1 0/2012 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS, Assinado digitalmente em 02/10/2012 por JOSE RAIMUNDO TO STA SANTOS
score : 1.0
Numero do processo: 10580.012457/2004-79
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Jul 19 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social –
COFINS.
Período de apuração: 01/01/2001 a 31/03/2001; 01.09.2001 a 31.07.2002;
01.09.2002 a 31.05.2004; 01/07/2004 a 31/07/2004.
Ementa: OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. DCTF. LANÇAMENTO.
A Declaração de Controle de Tributos Federais – DCTF é obrigação
acessória e como tal deve ser observada, constatada a sua ausência, impõe
efetivar a constituição do crédito tributário por meio de lançamento de ofício,
acrescido dos consectários legais e multa de ofício.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 3403-001.713
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso.
Matéria: Cofins - ação fiscal (todas)
Nome do relator: DOMINGOS DE SA FILHO
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : Cofins - ação fiscal (todas)
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201207
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social – COFINS. Período de apuração: 01/01/2001 a 31/03/2001; 01.09.2001 a 31.07.2002; 01.09.2002 a 31.05.2004; 01/07/2004 a 31/07/2004. Ementa: OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. DCTF. LANÇAMENTO. A Declaração de Controle de Tributos Federais – DCTF é obrigação acessória e como tal deve ser observada, constatada a sua ausência, impõe efetivar a constituição do crédito tributário por meio de lançamento de ofício, acrescido dos consectários legais e multa de ofício. Recurso Voluntário Negado.
turma_s : Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
numero_processo_s : 10580.012457/2004-79
conteudo_id_s : 5209061
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Apr 11 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 3403-001.713
nome_arquivo_s : Decisao_10580012457200479.pdf
nome_relator_s : DOMINGOS DE SA FILHO
nome_arquivo_pdf_s : 10580012457200479_5209061.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso.
dt_sessao_tdt : Thu Jul 19 00:00:00 UTC 2012
id : 4556234
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 08:58:15 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713041394820448256
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1672; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C4T3 Fl. 1 1 S3C4T3 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10580.012457/200479 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3403001.713 – 4ª Câmara / 3ª Turma Ordinária Sessão de 19 de julho de 2012 Matéria COFINS Recorrente MODULO FEIRAS E ESTANDS PROMOCINAIS. LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social – COFINS. Período de apuração: 01/01/2001 a 31/03/2001; 01.09.2001 a 31.07.2002; 01.09.2002 a 31.05.2004; 01/07/2004 a 31/07/2004. Ementa: OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. DCTF. LANÇAMENTO. A Declaração de Controle de Tributos Federais – DCTF é obrigação acessória e como tal deve ser observada, constatada a sua ausência, impõe efetivar a constituição do crédito tributário por meio de lançamento de ofício, acrescido dos consectários legais e multa de ofício. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso. Antonio Carlos Atulim Presidente. Domingos de Sá Filho Relator. Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Domingos de Sá Filho, Antonio Carlos Atulim, Robson José Bayerl, Rosaldo Trevisan, Marcos Tranchesi Ortiz e Raquel Motta Brandão Minatel. Fl. 321DF CARF MF Impresso em 04/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/09/2012 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 01/10/2012 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 11/09/2012 por DOMINGOS DE SA FILHO 2 Relatório Tratase de Recurso Voluntário decorrente da constituição de crédito tributário por meio de auto de Infração referente à Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social – COFINS, relativo ao período de apuração de: 01/01/2001 a 31/03/2001; 01.09.2001 a 31.07.2002; 01.09.2001 a 31.07.2004. Consta do relatório fiscal que nos anos calendários de 2000 a 2004 o contribuinte declarou na DIPI as respectivas receitas de faturamento e os valores relativos ao COFINS a pagar, no entanto, teria deixado de declarar em DCTF e não teria também recolhido os valores informados, ocasionando diferenças conforme demonstrativo elaborado pela fiscalização. Demonstrativos de situação fiscal de apuração anexa às fls. 77/82 e 155. Transcrevo o relatório da decisão recorrida por refletir a situação dos autos. “Relatório. Em decorrência de ação fiscal levada a efeito contra a contribuinte identificada, foi lavrado o auto de infração (fls. 05/15), que exige o recolhimento da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social Cofins no valor de R$ R$ 74.420,96 (setenta e quatro mil, quatrocentos e vinte reais e noventa e seis centavos), acrescida da multa de oficio c dos juros de mora, relativa aos períodos de apuração acima mencionados, tendo como fundamento legal os dispositivos de fls. 08 e 15. O autuante, na Descrição dos Fatos e Enquadramento Legal de E. 06, informa que durante o procedimento das verificações obrigatórias foram constatadas divergências entre os valores declarados e os valores escriturados, conforme demonstrado no "Termo de Verificação Fiscal" de fls. 16/18. No Termo de Verificação Fiscal o autuante informa, dentre outras coisas, que a contribuinte, nos anoscalendário de 2000 a 2004, declarou nas DIPJ as respectivas receitas/faturamento e os valores relativos a Cofins a pagar, mas que deixou, no entanto, de declarar em DCTF e pagar os valores informados, ocasionando deste modo diferenças apuradas conforme o Demonstrativo de Situação Fiscal Apurada (fls. 78/82 e 155). Instruindo os autos encontramse os documentos de fls. 21/155. Regularmente cientificada a contribuinte apresentou a impugnação de fls.158/161, acompanhada dos documentos de fls. 162/218, cujo teor é sintetizado a seguir. • alega inicialmente que, conforme descrito no Termo de Verificação Fiscal, no procedimento de lançamento, a exemplo do que ocorreu com o IRPJ (por ter usado o mesmo procedimento), computaramse as importâncias declaradas na determinação do valor tributável, havendo, com isso, aplicação de multa de oficio sobre valor declarado/pago; Fl. 322DF CARF MF Impresso em 04/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/09/2012 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 01/10/2012 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 11/09/2012 por DOMINGOS DE SA FILHO Processo nº 10580.012457/200479 Acórdão n.º 3403001.713 S3C4T3 Fl. 2 3 • que, o cotejamento das informações que serviram de base para o lançamento do IRPJ fornecerá esclarecimentos que levarão a conclusão de que os valores declarados foram embutidos nos lançamentos de oficio da Cofins; que, como é sabido, o requisito básico para que um débito seja considerado como declarado é a sua inserção em declaração regularmente exigida pelo Fisco, motivo pelo qual não cabe a aplicação da citada multa sobre os débitos espontaneamente declarados; diz, ainda, que é infundada a afirmação de que os débitos não foram pagos, pois, como prova disso, segue copia dos pagamentos efetuados (Darf, fls. 162/218); • na seqüência diz que, conforme descrito no Termo de Verificação Fiscal, foram lavrados autos de infração de CSSL, IRPJ e PIS, todos resultantes dos mesmos procedimentos adotados para lavratura do AI de Cofins; • que, no Termo de Verificação Fiscal do 1RPJ, foi informado que as receitas mensais de prestação de serviços, relativas ao ano de 2004, até junho, tem origem em folha avulsa do Razão de 2004; que, no entanto, fica ai visível uma contradição, já que o autuante descaracterizou o Livro Lalur de 1999 e 2000, que foram apresentados como prova para justificar os balanços de suspensão e de redução referente ao ano de 2000, sob a alegação de que "Estes Livros são folhas presas por um grampo, assim não configurando como um livro"; • que, no entanto, o autuante efetuou lançamento relativo ao ano de 2004, com base em informações de receitas mensais de prestação de serviços, que diz serem obtidas de folha avulsa do Razão de 2004; que, caso a prova lhe fosse favorável seria descaracterizada; • requer, ante o exposto, o provimento de sua impugnação para o fim de que seja declarado improcedente o lançamento da contribuição para a Cofins. Em face do despacho de fl. 220, o processo veio a esta DRJ/SDR, para julgamento”. Na fase recursal demonstra irresignação quanto à constituição do crédito em si, diante do seu entendimento de que os valores lançados foram declarados por meio de Declaração de Informação de Pessoa Jurídica – DIPJ, afirmando: “...a DIPJ's não servem como prova da espontaneidade do autuado, pois as declarações são desconsideras, com alegação de que os valores não foram informados nas DCTF's; enquanto que, para sustentar o direito de cobrança do crédito tributário as declarações; ou seja, as DIPJ's são consideradas como prova favorável ao autuante. Até mesmo o leitor iletrado em assunto tributário facilmente percebe essa autoproteção do Fisco, visto que na tentativa de resguardarse contra a descaracterização do lançamento realizado com base em "folhas avulsas do Livro Razão" ele se ampara nos valores declarados na DIPJ com a pretensão de Fl. 323DF CARF MF Impresso em 04/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/09/2012 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 01/10/2012 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 11/09/2012 por DOMINGOS DE SA FILHO 4 sustentar um lançamento que somente vem gerar duplicidade na exigência de créditos tributários já espontaneamente oferecido à tributação”. É o relatório. Voto Conselheiro Domingos de Sá Filho Relator. Tratase de recurso tempestivo e atende os demais pressupostos de admissibilidade, motivo pelo qual tomo conhecimento. A resistência apresentada em razões recursais centra definitivamente em que o lançamento pode gerar exigência em duplicidade em razão de que os débitos foram informados em Declaração de Informações de Pessoa Jurídica – DIPJ, de modo estar atendido o requisito básico para que um débito seja considerado como declarado/confessado seria a sua inserção em declaração regularmente exigida pelo fisco. Assim, o entendimento gira em torno da desnecessidade de se apresentar DCTF para os débitos incluídos em DIPJ. O parágrafo 2º do art; 113 do Código Tributário Nacional, dispõe: “§ 2º A obrigação acessória decorre da legislação tributária e tem por objeto as prestações, positivas ou negativas, nela previstas no interesse da arrecadação ou da fiscalização dos tributos”. Portanto, tratase de obrigação de fazer em sentido amplo (prestações positivas ou negativas), sempre no interesse da arrecadação ou da fiscalização dos tributos. A Declaração de Contribuições Tributos Federais DCTF encontra incluída no rol das obrigações acessórias imposta pela Administração Tributária Federal para as pessoas jurídicas que adotam a sistemática do Lucro Presumido e do Lucro Real. Aqui não cabe discussão quanto à legalidade dessa obrigação tributária acessória no tocante ao princípio da reserva legal, no que concerne se a mesma está prevista em lei, no sentido formal e material. A Instrução Normativa nº 129/96 foi editada em delegação de competência legislativa expressa no art. 5º do Decreto –Lei nº 2.124/1984. De modo que, a contenda da vigência do referido decretolei depois de decorrido 180 (cento e oitenta) dias da promulgação da Carta Política de 1988 não é matéria submetida a esse Colegiado. Como é de conhecimento comum as obrigações acessórias configuram deveres instrumentais existentes independemente da obrigação principal. Administração Tributária ao institucionalizar essa declaração o faz voltado para os interesses da arrecadação cujo objetivo é dar eficiência à fiscalização dos tributos federais, permitindoa melhor controle interno, tanto no sentido de conhecer a realidade de cada contribuinte, como de agilizar a sua cobrança. Portanto, a DCTF é instrumento de controle estabelecido por quem detém legalidade para impor e exigir o cumprimento dessa obrigação acessória. Em sendo assim, os contribuintes submetidos à sistemática de Imposto de Renda pelas modalidades de Lucro Fl. 324DF CARF MF Impresso em 04/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/09/2012 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 01/10/2012 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 11/09/2012 por DOMINGOS DE SA FILHO Processo nº 10580.012457/200479 Acórdão n.º 3403001.713 S3C4T3 Fl. 3 5 Presumido e Lucro Reais devem apresentar essa declaração sob pena de ser lhe aplicado sanção pecuniária pelo desatendimento. Por tratarse de instrumento de controle de suma importância à arrecadação conferiulhe força de verdade, isto é, tornou a declaração em confissão. De outro lado a Declaração de Informação Fiscal da Pessoa Jurídica – DIPJ está despida da força de confissão, sintetizando informações econômicas, daí não lhe atribuir força confessatória. Em quanto a DCTF se revela instrumento eficaz por tratarse de declaração onde o contribuinte declara e reconhece os débitos apurados e apontados, o que dispensa a constituição do crédito tributário por meio de lançamento. A doutrina ao comentar sobre a declaração de débitos, trata o assunto como sendo verdadeiro lançamento autorizado pela legislação vigente, denominando de auto lançamento. Ao examinar razões recursais não se vislumbra uma linha sequer de discordância quanto à base de cálculo utilizada pela fiscalização para determinar o quanto devido, assim como, a existência de pagamento no montante determinado. É verdade que em sua impugnação diz que os débitos apontados teriam sido pagos, provando o alegado juntou cópias de diversos Darfs. Argumento esse aniquilado pela brilhante sustentação do Relator, ao demonstrar que todos os pagamentos foram contemplados pela fiscalização, restando de fato insuficiência recolhimento. Certamente deixouse de insistir na tese na inexistência de débitos indevidos em razão do expurgo demonstrado no voto do julgador de piso. Resta evidente que cada declaração exigida pelo Fisco tem seu objetivo determinado, a DCTF além de servir de controle interno também possibilita a Fazenda exigir a obrigação principal, podendo, no caso de inadimplência, inscrever o crédito em dívida ativa e promover a execução. Em quanto a DIPJ prestar noticiar dados econômicos e informações em geral, mesmo sendo de interesse da arrecadação, não possui o condão de possibilitar a exigência de crédito tributário. Dispõe o art. 149 do CTN que o lançamento é efetuado e revisto de ofício pela autoridade administrativa quando verificada determinada situação, no caso deste caderno processual administrativo é a norma impositiva do inciso II. “Quando a declaração não seja prestada por quem de direito, no prazo e na forma da legislação tributária”. A doutrina assegura que instituir obrigações acessórias por ato normativo é prerrogativa do sujeito ativo. “ É prerrogativa do sujeito ativo da relação jurídico tributário regulamentar as questões operacionais relativas ao tributo de que é credor, estabelecendo as obrigações acessórias que tornem a fiscalização e arrecadação mais simples, fácil e segura”. Fl. 325DF CARF MF Impresso em 04/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/09/2012 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 01/10/2012 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 11/09/2012 por DOMINGOS DE SA FILHO 6 Nesse mesmo sentido, com proficiência que lhe é peculiar, trilhou o Ministro Luiz Fux ao relatar o Recurso Especial do Rio de janeiro: “O interesse público na arrecadação e na fiscalização tributária legitima o ente federado a instituir obrigações, aos contribuintes, que tenham por objeto prestações. Positivas ou negativas, que visem guarnecer o fisco do maior número de informações possíveis acerca do universo das atividades desenvolvidas pelo sujeitos passivos (artigo 113, do CTN). 3... 4. A relação jurídica tributária referese não só à obrigação tributária stricto sensu (obrigação tributária principal), como ao conjunto de deveres instrumentais (positivos ou negativos) que a viabilizam. 5. A municipalidade é a entidade legiferante competente para a instituição do tributo em tela (ISSQN), exsurgindo, como consectário, sua competência para, mediante legislação tributária (inclusive atos infralegais), atribuir aos contribuintes deveres instrumentais no afã de facilitar a fiscalização e arrecadação tributárias, minimizando a ocorrência da sonegação fiscal”. (STJ, 1ª T., Resp 866.851/RJ, Rel. Ministro Luiz Fux, ago/08). Inexistindo a Declaração de confissão de débitos, impõe a Administração Fiscal proceder à constituição do crédito tributário por meio de lançamento por tratarse de ato vinculado conforme determina a norma do art. 142 CTN. Inexistindo a declaração de confissão do quanto devido a Fazenda, o lançamento configura meio adequado a evitar a decadência do direito de constituir o crédito tributário. Conclusão. Em razão do recurso interposto não mais divergir em relação aos débitos apurados e se restringir ao argumento de que a Declaração de Imposto de Renda da Pessoa Jurídica configura declaração capaz de substituir a DCTF, vez tratarse de declaração exigida pelo Fisco, há de se manter o lançamento em sua totalidade. Diante do exposto, conheço do recurso e volto no sentido de negar provimento. É como voto. Domingos de Sá Filho Fl. 326DF CARF MF Impresso em 04/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/09/2012 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 01/10/2012 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 11/09/2012 por DOMINGOS DE SA FILHO
score : 1.0
Numero do processo: 11040.500463/2005-30
Turma: Primeira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Jan 30 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Tue Apr 16 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Período de apuração:01/04/1997 a 31/12/1997
DCTF. REVISÃO INTERNA. COMPENSAÇÃO. RECOLHIMENTOS DE FINSOCIAL. AÇÃO JUDICIAL.
Dispositivo legal não pode atingir fatos pretéritos, ocorridos antes da sua vigência (princípio da segurança jurídica/CF, art. 5º e XXXVI) e da irretroatividade da Lei Tributária (art. 105 do CTN).
RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO PARCIALMENTE.
Numero da decisão: 3101-001.317
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros da 1ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso voluntário, nos termos do voto da relatora.
HENRIQUE PINHEIRO TORRES
Presidente
VALDETE APARECIDA MARINHEIRO
Relatora
Participaram, ainda, do presente julgamento os conselheiros: Corintho Oliveira Machado, Luiz Roberto Domingo, Leonardo Mussi da Silva e Monica Monteiro Garcia de lós Rios que nesse julgamento votou pelas conclusões.
Nome do relator: VALDETE APARECIDA MARINHEIRO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201301
camara_s : Primeira Câmara
ementa_s : Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins Período de apuração:01/04/1997 a 31/12/1997 DCTF. REVISÃO INTERNA. COMPENSAÇÃO. RECOLHIMENTOS DE FINSOCIAL. AÇÃO JUDICIAL. Dispositivo legal não pode atingir fatos pretéritos, ocorridos antes da sua vigência (princípio da segurança jurídica/CF, art. 5º e XXXVI) e da irretroatividade da Lei Tributária (art. 105 do CTN). RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO PARCIALMENTE.
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Tue Apr 16 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 11040.500463/2005-30
anomes_publicacao_s : 201304
conteudo_id_s : 5216307
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Apr 16 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 3101-001.317
nome_arquivo_s : Decisao_11040500463200530.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : VALDETE APARECIDA MARINHEIRO
nome_arquivo_pdf_s : 11040500463200530_5216307.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 1ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso voluntário, nos termos do voto da relatora. HENRIQUE PINHEIRO TORRES Presidente VALDETE APARECIDA MARINHEIRO Relatora Participaram, ainda, do presente julgamento os conselheiros: Corintho Oliveira Machado, Luiz Roberto Domingo, Leonardo Mussi da Silva e Monica Monteiro Garcia de lós Rios que nesse julgamento votou pelas conclusões.
dt_sessao_tdt : Wed Jan 30 00:00:00 UTC 2013
id : 4566483
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 08:58:57 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713041394850856960
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1766; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C1T1 Fl. 3 1 2 S3C1T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 11040.500463/200530 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3101001.317 – 1ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 30 de janeiro de 2013 Matéria DCTF COFINS Recorrente COMERCIAL DE LAS VOVO LTDA Recorrida DRJ PORTO ALEGRE/RS ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração:01/04/1997 a 31/12/1997 DCTF. REVISÃO INTERNA. COMPENSAÇÃO. RECOLHIMENTOS DE FINSOCIAL. AÇÃO JUDICIAL. Dispositivo legal não pode atingir fatos pretéritos, ocorridos antes da sua vigência (princípio da segurança jurídica/CF, art. 5º e XXXVI) e da irretroatividade da Lei Tributária (art. 105 do CTN). RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO PARCIALMENTE. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 1ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso voluntário, nos termos do voto da relatora. HENRIQUE PINHEIRO TORRES Presidente VALDETE APARECIDA MARINHEIRO Relatora Participaram, ainda, do presente julgamento os conselheiros: Corintho Oliveira Machado, Luiz Roberto Domingo, Leonardo Mussi da Silva e Monica Monteiro Garcia de lós Rios que nesse julgamento votou pelas conclusões. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 04 0. 50 04 63 /2 00 5- 30 Fl. 183DF CARF MF Impresso em 16/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/02/2013 por VALDETE APARECIDA MARINHEIRO, Assinado digitalmente em 28 /02/2013 por VALDETE APARECIDA MARINHEIRO, Assinado digitalmente em 16/04/2013 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 11040.500463/200530 Acórdão n.º 3101001.317 S3C1T1 Fl. 4 2 Relatório Por bem relatar, adotase o Relatório de fls. 142 verso dos autos emanados da decisão DRJ/POA, por meio do voto do relator José Dario Barcellos Pujol, nos seguintes termos: “Trata o presente processo de cobrança de débitos de Cofins informados em DCTF relativos aos períodos de 01 a 06 de 2000 inscritos em Dívida Ativa da União em 3 de fevereiro de 2005. Pela via judicial a empresa obteve o cancelamento das inscrições (o que foi, afinal, efetivado pela PFN Pelotas em 31/07/2007), sendo que o despacho que deferiu a medida liminar proferido na ação mandamental 2007.71.10.005058 9/RS (fls. 78/79). A decisão em sede de agravo de instrumento, proferida em 24/11/2005 (fls. 89) também determinou a suspensão da exigibilidade dos débitos, já que a manifestação de inconformidade estaria pendente de julgamento, provimento confirmado pelo TRF da 4 a Região. No caso, a manifestação de inconformidade tomada dentro do previsto no art. 74 da Lei 9.430/1996 não foi à apresentada no presente processo de cobrança, mas sim no processo 11040.000519/200470, recebida pela DRF Pelotas em 25/05/2004, na qual entre outras alegações de compensação, a empresa afirmou que os débitos de Cofins foram compensados com amparo no art. 66 da Lei 8.383/1991, com créditos de Finsocial, conforme teria informado na DCTF respectiva. Este outro processo foi juntado por anexação ao processo 11040.500462/200595, ante o imbróglio judicial, julgado conjuntamente com o presente. Em despacho decisório (fls. 123/124), a Seção de Controle e Acompanhamento Tributário Sacat Pelotas não homologou a compensações informadas nas DCTF's, posto que os créditos já teriam sido atingidos pela prescrição, determinando a continuidade da cobrança do crédito tributário indevidamente compensado. Cientificada em 05/10/2009, tempestivamente, a empresa apresenta, em 30/10/2009, manifestação de inconformidade contra o indeferimento de seus procedimentos de compensação, alegando preliminarmente a nulidade do despacho decisório da DRF Pelotas, já que a competência para julgamento das manifestações de inconformidade contra compensações não homologadas é da Delegacia de Julgamento. No mérito, insurgese contra a prescrição de seus créditos após o prazo de cinco anos do pagamento, devendo ser considerado o prazo de dez anos contados da data do recolhimento indevido, consoante jurisprudência do STJ. A decisão recorrida emanada do Acórdão nº. 1024.580 de fls. 142 traz a seguinte ementa: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 01/01/2000 a 30/06/2000 Fl. 184DF CARF MF Impresso em 16/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/02/2013 por VALDETE APARECIDA MARINHEIRO, Assinado digitalmente em 28 /02/2013 por VALDETE APARECIDA MARINHEIRO, Assinado digitalmente em 16/04/2013 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 11040.500463/200530 Acórdão n.º 3101001.317 S3C1T1 Fl. 5 3 Direitos creditórios pleiteados via Declaração de Compensação – Nos termos do artigo 170 do Código Tributário Nacional, essencial a comprovação da liquidez e certeza dos créditos para a efetivação do encontro de contas. AUTOCOMPENSAÇÃO FINSOCIAL COM COFINS Após a vigência da IN SRF 32/1997 e antes da implementação da Declaração de Compensação (2002), compensações entre valores pagos a maior que o devido a título de Finsocial com valores devidos de Cofins somente se operacionalizavam através de requerimento para tal, inexistente no presente caso, sendo insuficiente apenas a informação em DCTF. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido A Recorrente apresentou Recurso Voluntário, em fls. 148 a 153 onde alega o seguinte: “De acordo com esse entendimento, as compensações feitas pela recorrente com amparo no disposto no art. 66, da L. 8.383191 — de créditos do Finsocial com débitos de Cofins — merecem ser homologadas, pois efetuadas dentro do prazo consagrado judicialmente de "cinco mais cinco" (cinco anos do fato gerador + cinco anos da homologação). Importante salientar que a não homologação das compensações havia sido cientificada à recorrente através do Termo de Intimação N° 00005377 (fls. 32), contra o qual foi apresentada, em 14/09/2004, a "manifestação de inconformidade" prevista no § 9° do art. 74, da L. 9.430/96. Incompreensível, por isso — além de supérfluo e extemporâneo —, o pronunciamento da DRFB/Pelotas a fls. 123/124: se a não homologação já havia sido comunicada ao contribuinte e tinha sido alvo de manifestação de inconformidade, o que cabia era o julgamento (pela autoridade competente) da inconformidade e não, novo pronunciamento sobre a não homologação. Até mesmo porque de há muito transcorrido o prazo previsto no § 4°, do art. 150, do CTN. Se for emprestada alguma validade ao referido despacho (como o fez a decisão recorrida, nos dois primeiros parágrafos do "voto" de fls. 142 'v°), não pode deixar de ser reconhecida a decadência do direito fazendário de rever, em 2009, compensações informadas em DCTF's apresentadas no ano de 2000. O único efeito que se pode atribuir ao despacho em comento foi o de explicitar o real motivo da não homologação das compensações: o transcurso de mais de 5 anos entre o surgimento do crédito e a sua utilização pelo contribuinte. Motivo, aliás, ressaltado na decisão recorrida, a fls. 143 ("O cerne do litígio a ser analisado no presente processo recai sobre o transcorrimento (sic) do prazo decadencial (ou prescricionals como entendem vários estudiosos"). Por isso também inaceitável a alusão constante do "voto" recorrido no sentido de que — se vencida a com aqueles devidos a título de contribuição para o financiamento da Seguridade Social – COFINS;” Finalmente requer: a reforma da decisão recorrida mediante o reconhecimento do seu direito às compensações injustamente não homologadas. Fl. 185DF CARF MF Impresso em 16/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/02/2013 por VALDETE APARECIDA MARINHEIRO, Assinado digitalmente em 28 /02/2013 por VALDETE APARECIDA MARINHEIRO, Assinado digitalmente em 16/04/2013 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 11040.500463/200530 Acórdão n.º 3101001.317 S3C1T1 Fl. 6 4 É o relatório. Voto Conselheiro Relator Valdete Aparecida Marinheiro, O Recurso Voluntário é tempestivo e dele tomo conhecimento, por conter todos os requisitos de admissibilidade. Tratase o presente processo de cobrança de débitos de Cofins informados em DCTF relativos aos períodos de 01 a 06 de 2000 inscritos em Dívida Ativa da União em 3 de fevereiro de 2005. Superada a questão da inscrição da divida por cancelamento por ordem judicial, restou à compensação efetuada pela Recorrente em DCTF que segundo o voto condutor da decisão recorrida, “O cerne do litígio a ser analisado no presente processo recai sobre o transcorrimento do prazo decadencial (ou prescricional, como entendem vários estudiosos).” Entendendo correta a decisão efetivada pela DRF jurisdicionante. Tal entendimento baseouse no entendimento que: nos termos do art. 168, I, do CTN, o direito de pleitear restituição/compensação de créditos contra o Fisco extinguese após o transcurso do prazo de 5 anos, contados a partir da data de efetivação do suposto indébito, posição dotada no Parecer PGFN/CAT 678, de 28 de maio de 1999. O referido ato emanado do órgão responsável pela representação judicial da Fazenda Nacional foi corroborado pelo Parecer PGFN/CAT/ 1538/99, de 28 de setembro de 1999, versando sobre o prazo para pleitear compensação/restituição de indébitos perante a Fazenda, cujo trecho conclusivo, atinente a presente lide, abaixo transcrevo: (...)” Entretanto, dele vou discordar à luz da dicção trazida pelo art. 3º. da norma que deixo de reproduzir por demais repetido nesse processo, que demarca a temática adstrita ao termo a quo para a contagem do quinquênio prescricional da restituição do indébito, conforme o art. 168, I, do CTN. Segundo Eduardo Sabbag (Direito Tributário p.155) “Como se notou, o art. 3º. da Lei Complementar n. 118/2005 pretendeu costear iterativa jurisprudência afeta ao prazo para restituição do tributo, denotando inequívoco desvio de finalidade, além de inafastável comportamento abusivo do legislador, que pretendeu invadir seara competencial alheia, no caso, a própria do Poder Judiciário”. A jurisprudência posicionouse contrariamente à feição interpretativa da Lei Complementar n.118/2005 a ponto de que do ponto de vista prático o prazo prescricional imposto pela LC n. 118/2005, passa a ser o seguinte: I – Relativamente aos pagamentos efetuados a partir da vigência da Lei Complementar n. 118/2005 (09.06.2005): o prazo para pleitear a restituição é de cinco anos, a contar da data do recolhimento do indevido; II – Relativamente aos pagamentos efetuados antes da vigência da Lei Complementar n. 118/2005 (09062005): o prazo para se pleitear a restituição obedece ao regime previsto no sistema anterior, limitado, porém, ao prazo máximo de cinco anos a contar da vigência da nova lei complementar. Fl. 186DF CARF MF Impresso em 16/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/02/2013 por VALDETE APARECIDA MARINHEIRO, Assinado digitalmente em 28 /02/2013 por VALDETE APARECIDA MARINHEIRO, Assinado digitalmente em 16/04/2013 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 11040.500463/200530 Acórdão n.º 3101001.317 S3C1T1 Fl. 7 5 No caso específico a compensação foi feita antes da vigência da Lei Complementar n.118/2005 (0962005), ou seja, em 2000, logo, não se pode aplicar essa retroatividade da lei em prejuízo do contribuinte. (princípio da segurança jurídica/CF, art. 5º e XXXVI) e da irretroatividade da Lei Tributária (art. 105 do CTN). Outro aspecto a considerar da decisão recorrida está no seguinte trecho do voto condutor da decisão recorrida, ou seja: “Cabe ainda ressaltar que não há nos autos qualquer documentação comprobatória da liquidez e certeza dos direitos creditórios alegados, o que, de plano, já bastaria para frustrar o encontro de contas pretendido por violação do artigo 170 do Código Tributário Pátrio. A liquidez do direito há de ser comprovada pela demonstração do quantum recolhido indevidamente, através das guias de pagamento, da comprovação das bases de cálculo sobre as quais ocorreram os fatos geradores...”. Nesse aspecto, cabe lembrar que a Recorrente procurou o amparo do judiciário para cancelamento de sua inscrição na dívida ativa de crédito correspondente, que esse processo só se transformou em processo de compensação para que a mesma compensação fosse analisada e homologada e que não foi dada a Recorrente qualquer oportunidade para apresentar essa liquidez e certeza de seus créditos, mas uma prematura cobrança através de execução fiscal. Porém, como a Recorrente, superou essa dificuldade com a juntada de demonstrativo e dos DARFs recolhidos em fls. 159 a 170, até por determinação judicial é necessário que os mesmos documentos sejam analisados pela administração antes de não reconhecer a compensação realizada pela Recorrente e possível constituição do crédito tributário se houver. Diante do todo o exposto, voto por DAR PROVIMENTO PARCIAL AO RECURSO VOLUNTÁRIO para afastar o impedimento da homologação das compensações relativas à prescrição não ocorrida pela irretroatividade da lei tributária, bem como determinar a devolução dos autos do processo ao órgão a quo para apreciar as demais questões de mérito em especial os documentos apresentados em fls 159 a 170. É como voto Relatora Valdete Aparecida Marinheiro Fl. 187DF CARF MF Impresso em 16/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/02/2013 por VALDETE APARECIDA MARINHEIRO, Assinado digitalmente em 28 /02/2013 por VALDETE APARECIDA MARINHEIRO, Assinado digitalmente em 16/04/2013 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 11040.500463/200530 Acórdão n.º 3101001.317 S3C1T1 Fl. 8 6 Fl. 188DF CARF MF Impresso em 16/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/02/2013 por VALDETE APARECIDA MARINHEIRO, Assinado digitalmente em 28 /02/2013 por VALDETE APARECIDA MARINHEIRO, Assinado digitalmente em 16/04/2013 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES
score : 1.0
Numero do processo: 23034.024021/2003-80
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Mar 14 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Tue Mar 26 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/02/1997 a 31/12/2001
Ementa:
TERCEIROS -SALÁRIO EDUCAÇÃO
As atividades relativas ao planejamento, execução, acompanhamento e avaliação das atividades relativas à tributação, fiscalização, arrecadação, cobrança e recolhimento das contribuições de Terceiros são de competência do INSS/MPS/RFB, conforme legislação por período de regência.
PRECLUSÃO TEMPORAL.
As razões e a documentação que poderiam comprovar a correção da falta não foram apresentadas em tempo hábil, se não o fez à época da autuação e nem à época da impugnação não há que se falar em apresentação de documentos em fase recursal.
A prova deve ser apresentada na impugnação, precluindo o direito de o impugnante fazê-lo em outro momento processual.
DECADÊNCIA. O Supremo Tribunal Federal, através da Súmula Vinculante n° 08, declarou inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212, de 24/07/91. Tratando-se de tributo sujeito ao lançamento por homologação, que é o caso das contribuições previdenciárias, devem ser observadas as regras do Código Tributário Nacional - CTN. Assim, comprovado nos autos o pagamento parcial, aplica-se o artigo 150, §4°; caso contrário, aplica-se o disposto no artigo 173, I.
Recurso Voluntário Provido em Parte
Numero da decisão: 2302-002.389
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros da Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, por maioria de votos em dar provimento parcial ao recurso, devendo ser excluídas do lançamento as competências até 09/1998, devido à extinção do crédito pela homologação tácita prevista no art. 150, parágrafo 4º, do Código Tributário Nacional, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. O Conselheiro Arlindo da Costa e Silva divergiu, pois entendeu aplicar-se ao caso o artigo 173, I do Código Tributário Nacional.
Liege Lacroix Thomasi Relatora e Presidente Substituta
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Liege Lacroix Thomasi (Presidente), Arlindo da Costa e Silva, Andre Luis Marsico Lombardi, Juliana Campos de Carvalho Cruz, Adriana Sato.
Nome do relator: LIEGE LACROIX THOMASI
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201303
camara_s : Terceira Câmara
ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/02/1997 a 31/12/2001 Ementa: TERCEIROS -SALÁRIO EDUCAÇÃO As atividades relativas ao planejamento, execução, acompanhamento e avaliação das atividades relativas à tributação, fiscalização, arrecadação, cobrança e recolhimento das contribuições de Terceiros são de competência do INSS/MPS/RFB, conforme legislação por período de regência. PRECLUSÃO TEMPORAL. As razões e a documentação que poderiam comprovar a correção da falta não foram apresentadas em tempo hábil, se não o fez à época da autuação e nem à época da impugnação não há que se falar em apresentação de documentos em fase recursal. A prova deve ser apresentada na impugnação, precluindo o direito de o impugnante fazê-lo em outro momento processual. DECADÊNCIA. O Supremo Tribunal Federal, através da Súmula Vinculante n° 08, declarou inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212, de 24/07/91. Tratando-se de tributo sujeito ao lançamento por homologação, que é o caso das contribuições previdenciárias, devem ser observadas as regras do Código Tributário Nacional - CTN. Assim, comprovado nos autos o pagamento parcial, aplica-se o artigo 150, §4°; caso contrário, aplica-se o disposto no artigo 173, I. Recurso Voluntário Provido em Parte
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Tue Mar 26 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 23034.024021/2003-80
anomes_publicacao_s : 201303
conteudo_id_s : 5200630
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Mar 26 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 2302-002.389
nome_arquivo_s : Decisao_23034024021200380.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : LIEGE LACROIX THOMASI
nome_arquivo_pdf_s : 23034024021200380_5200630.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros da Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, por maioria de votos em dar provimento parcial ao recurso, devendo ser excluídas do lançamento as competências até 09/1998, devido à extinção do crédito pela homologação tácita prevista no art. 150, parágrafo 4º, do Código Tributário Nacional, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. O Conselheiro Arlindo da Costa e Silva divergiu, pois entendeu aplicar-se ao caso o artigo 173, I do Código Tributário Nacional. Liege Lacroix Thomasi Relatora e Presidente Substituta Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Liege Lacroix Thomasi (Presidente), Arlindo da Costa e Silva, Andre Luis Marsico Lombardi, Juliana Campos de Carvalho Cruz, Adriana Sato.
dt_sessao_tdt : Thu Mar 14 00:00:00 UTC 2013
id : 4539019
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 08:57:29 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713041394911674368
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 9; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2085; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C3T2 Fl. 299 1 298 S2C3T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 23034.024021/200380 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2302002.389 – 3ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 14 de março de 2013 Matéria Salário Educação Recorrente G. BARBOSA E CIA LTDA. Recorrida FUNDO NACIONAL PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO FNDE ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/02/1997 a 31/12/2001 Ementa: TERCEIROS SALÁRIO EDUCAÇÃO As atividades relativas ao planejamento, execução, acompanhamento e avaliação das atividades relativas à tributação, fiscalização, arrecadação, cobrança e recolhimento das contribuições de Terceiros são de competência do INSS/MPS/RFB, conforme legislação por período de regência. PRECLUSÃO TEMPORAL. As razões e a documentação que poderiam comprovar a correção da falta não foram apresentadas em tempo hábil, se não o fez à época da autuação e nem à época da impugnação não há que se falar em apresentação de documentos em fase recursal. A prova deve ser apresentada na impugnação, precluindo o direito de o impugnante fazêlo em outro momento processual. DECADÊNCIA. O Supremo Tribunal Federal, através da Súmula Vinculante n° 08, declarou inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212, de 24/07/91. Tratandose de tributo sujeito ao lançamento por homologação, que é o caso das contribuições previdenciárias, devem ser observadas as regras do Código Tributário Nacional CTN. Assim, comprovado nos autos o pagamento parcial, aplicase o artigo 150, §4°; caso contrário, aplicase o disposto no artigo 173, I. Recurso Voluntário Provido em Parte Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 23 03 4. 02 40 21 /2 00 3- 80 Fl. 299DF CARF MF Impresso em 26/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/03/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 20/03/201 3 por LIEGE LACROIX THOMASI 2 Acordam os membros da Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, por maioria de votos em dar provimento parcial ao recurso, devendo ser excluídas do lançamento as competências até 09/1998, devido à extinção do crédito pela homologação tácita prevista no art. 150, parágrafo 4º, do Código Tributário Nacional, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. O Conselheiro Arlindo da Costa e Silva divergiu, pois entendeu aplicarse ao caso o artigo 173, I do Código Tributário Nacional. Liege Lacroix Thomasi – Relatora e Presidente Substituta Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Liege Lacroix Thomasi (Presidente), Arlindo da Costa e Silva, Andre Luis Marsico Lombardi, Juliana Campos de Carvalho Cruz, Adriana Sato. Fl. 300DF CARF MF Impresso em 26/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/03/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 20/03/201 3 por LIEGE LACROIX THOMASI Processo nº 23034.024021/200380 Acórdão n.º 2302002.389 S2C3T2 Fl. 300 3 Relatório O presente processo referese ao Auto de Infraçãon.º 0001144/2003, lavrado contra o sujeito passivo acima identificado, pelo Fundo Nacional para Desenvolvimento da Educação,em 17/10/2003, referente a diferenças nas deduções efetuadas em relação ao número de alunos beneficiados na modalidade “Indenização de Dependentes”, relativas ao período de 02/1997 a 12/2001. Após a apresentação da defesa, Informação de fls. 129, propõe o deferimento parcial da impugnação, frente às retificações apresentadas pelo contribuinte. Decisão de 1ª Instância consubstanciada no Ofício n.º 2219/2004, de 08/10/2004, emitido pela SETAD/DCGEAR/DIROF/FNDE/MEC, retifica o crédito lançado no valor de R$ 136.144,16 (Cento e trinta e seis mil, cento e quarenta e quatro reais e dezesseis centavos) para R$ 16.086,40 (Dezesseis mil, oitenta e seis reais e quarenta centavos), fls. 139/140. Ainda inconformado, o contribuinte recorre da decisão, arguindo, em síntese: a) que a cobrança não procede em função dos ajustes efetuados nas competências seguintes; b) que no primeiro semestre de 1998, se olvidou de deduzir o valor relativo ao salário educação das guias do INSS e em 04/1998, promoveu o ajuste da parcela mensal correspondente a 34 bolsas, juntamente com aquelas do primeiro trimestre, o que acarretou o valor bastante superior ao previsto mensalmente; c) que em 05/1998, foi deduzido o valor integral do primeiro trimestre; d) que buscou compensar eventuais divergências nos meses seguintes, junta planilhas para comprovar; e) que o FNDE não considerou as deduções dos empregados Geminiano Moreira Ribeiro, cuja antiga empregadora não promoveu o correto cadastramento no sistema FNDE e Reinaldo Abrahão Paz, cujo pagamento ocorreu no nome da esposa e o FNDE não possibilita tal informação; f) que em nenhum momento glosou o FNDE e a dedução só foi efetuada porque o benefício foi devidamente repassado aos funcionários. Requer a improcedência das acusações. Fl. 301DF CARF MF Impresso em 26/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/03/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 20/03/201 3 por LIEGE LACROIX THOMASI 4 O recurso foi encaminhado ao Conselho Deliberativo do FNDE, que o encaminhou à Procuradoria Federal FNDE, a qual emitiu o Parecer n.º 205/2007, fls. 262/264, se pronunciando pela competência da Receita Federal do Brasil em apreciar a matéria, frente ao disposto pela Lei n.º 11.457/2007. Desta forma, os autos foram encaminhados a este Colegiado. É o relatório. Fl. 302DF CARF MF Impresso em 26/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/03/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 20/03/201 3 por LIEGE LACROIX THOMASI Processo nº 23034.024021/200380 Acórdão n.º 2302002.389 S2C3T2 Fl. 301 5 Voto Conselheira Liege Lacroix Thomasi, Relatora O recurso cumpriu com o requisito de admissibilidade, frente à tempestividade, devendo ser conhecido. Da Preliminar O débito do contribuinte juntou ao FNDE foi apurado com base nas avaliações realizadas nas informações prestadas ao Sistema de Manutenção de Ensino Fundamental e referese a divergência de valores deduzidos e o número de alunos indicados pela sociedade empresária. As diferenças foram apuradas entre o primeiro semestre de 1997 e o segundo semestre de 2001 e o auto de infração lavrado em 08/10/2003, foi cientificado ao sujeito passivo através de registro postal em 17/10/2003. Embora não tenha sido arguida pela recorrente, por ser matéria de ordem pública, deve ser examinada a questão da decadência no período autuado. Nas sessões plenárias dos dias 11 e 12/06/2008, respectivamente, o Supremo Tribunal Federal STF, por unanimidade, declarou inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212, de 24/07/91 e editou a Súmula Vinculante n° 08. Seguem transcrições: Parte final do voto proferido pelo Exmo Senhor Ministro Gilmar Mendes, Relator: Resultam inconstitucionais, portanto, os artigos 45 e 46 da Lei nº 8.212/91 e o parágrafo único do art.5º do Decretolei n° 1.569/77, que versando sobre normas gerais de Direito Tributário, invadiram conteúdo material sob a reserva constitucional de lei complementar. Sendo inconstitucionais os dispositivos, mantémse hígida a legislação anterior, com seus prazos qüinqüenais de prescrição e decadência e regras de fluência, que não acolhem a hipótese de suspensão da prescrição durante o arquivamento administrativo das execuções de pequeno valor, o que equivale a assentar que, como os demais tributos, as contribuições de Seguridade Social sujeitamse, entre outros, aos artigos 150, § 4º, 173 e 174 do CTN. Diante do exposto, conheço dos Recursos Extraordinários e lhes nego provimento, para confirmar a proclamada inconstitucionalidade dos arts. 45 e 46 da Lei 8.212/91, por violação do art. 146, III, b, da Constituição, e do parágrafo único do art. 5º do Decretolei n° 1.569/77, frente ao § 1º do art. 18 da Constituição de 1967, com a redação dada pela Emenda Constitucional 01/69. É como voto. Fl. 303DF CARF MF Impresso em 26/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/03/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 20/03/201 3 por LIEGE LACROIX THOMASI 6 Súmula Vinculante n° 08: “São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5º do Decretolei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário”. Os efeitos da Súmula Vinculante são previstos no artigo 103A da Constituição Federal, regulamentado pela Lei n° 11.417, de 19/12/2006, in verbis: Art. 103A. O Supremo Tribunal Federal poderá, de ofício ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004). Lei n° 11.417, de 19/12/2006: Regulamenta o art. 103A da Constituição Federal e altera a Lei no 9.784, de 29 de janeiro de 1999, disciplinando a edição, a revisão e o cancelamento de enunciado de súmula vinculante pelo Supremo Tribunal Federal, e dá outras providências. ... Art. 2o O Supremo Tribunal Federal poderá, de ofício ou por provocação, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, editar enunciado de súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma prevista nesta Lei. § 1o O enunciado da súmula terá por objeto a validade, a interpretação e a eficácia de normas determinadas, acerca das quais haja, entre órgãos judiciários ou entre esses e a administração pública, controvérsia atual que acarrete grave insegurança jurídica e relevante multiplicação de processos sobre idêntica questão. Como se constata, a partir da publicação na imprensa oficial, que se deu em 20/06/2008, todos os órgãos judiciais e administrativos ficam obrigados a acatarem a Súmula Vinculante. As contribuições previdenciárias são tributos lançados por homologação, devendo observar a regra prevista no art. 150, parágrafo 4o do CTN. Havendo o pagamento antecipado, observarseá a regra de extinção prevista no art. 156, inciso VII do CTN. Entretanto, somente se homologa pagamento, caso esse não exista, não há o que ser homologado, devendo ser observado o disposto no art. 173, inciso I do CTN. Nessa hipótese, o crédito tributário será extinto em função do previsto no art. 156, inciso V do CTN. Caso tenha ocorrido dolo, fraude ou simulação não será observado o disposto no art. 150, parágrafo 4o do CTN, sendo aplicado necessariamente o disposto no art. 173, inciso I, independentemente de ter havido o pagamento antecipado. Fl. 304DF CARF MF Impresso em 26/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/03/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 20/03/201 3 por LIEGE LACROIX THOMASI Processo nº 23034.024021/200380 Acórdão n.º 2302002.389 S2C3T2 Fl. 302 7 No caso presente, como não há provas de que a recorrente tenha agido com dolo, praticado fraude ou simulação, e devido a existência de recolhimentos parciais, é de ser observado o prazo decadencial exposto no Código Tributário Nacional, artigo 150, § 4º, e excluídas da autuação as competências até 09/1998, inclusive: Art. 150. O lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, operase pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa. ... § 4º Se a lei não fixar prazo a homologação, será ele de cinco anos, a contar da ocorrência do fato gerador; expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, considerase homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação. Do Mérito Quanto às divergências apontadas, a recorrente em sua peça de defesa diz que houve erro na captação dos dados enviados, mas que não houve falta de pagamento e que não pode ser responsabilizado pelo erro na transmissão de dados, devendo a coordenação aceitar o reenvio das informações. Alega também, que a partir das reformulações do FNDE em 12/96, se olvidou de incluir funcionários nas relações, mas que eles constavam das folhas, apresentaram o atestado de escolaridade dos filhos e receberam o benefício. Todavia, não faz menção ao nome dos funcionários. A defesa foi examinada e a decisão de primeira instância reconheceu as informações prestadas pelo contribuinte e retificou parcialmente o débito lançado. Ocorre que por ora do recurso, a recorrente inovou em suas razões dizendo que buscou compensar divergências em meses subsequentes; que se olvidou de deduzir o valor relativo ao semestre semestre de 1998 e por isso nos meses de 04/1998 e 05/1998 promoveu aos ajustes, o que acarretou valor superior ao previsto e que deduções correspondentes aos pagamnetos efetuados ao segurados Geminiano Moreira Ribeiro e Reinaldo Abrahão Paz, não foram consideradas. Conforme já explanado na preliminar deste voto, as competências até 09/1998, foram excluídas da autuação, motivo pelo qual não deixou de me manifestar sobre o mérito da autuação nestas competências No que se refere às deduções que não teriam sido consideradas, relativamente as funcionários Geminiano Moreira Ribeiro e Reinaldo Abrahão Paz, entendo que o assunto não foi trazido por ora da defesa, precluindo o direito de o impugnante fazêlo em outro momento processual, conforme disposição do artigo 16 Decreto n.º 70.235/72, abaixo transcrita , in verbis: Fl. 305DF CARF MF Impresso em 26/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/03/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 20/03/201 3 por LIEGE LACROIX THOMASI 8 DECRETO Nº 70.235 DE 6 DE MARÇO DE 1972 DOU DE 7/3/72 Art. 16. A impugnação mencionará: I a autoridade julgadora a quem é dirigida; II a qualificação do impugnante; III os motivos de fato e de direito em que se fundamenta, os pontos de discordância e as razões e provas que possuir; (Redação dada pela Lei nº 8.748, de 1993) IV as diligências, ou perícias que o impugnante pretenda sejam efetuadas, expostos os motivos que as justifiquem, com a formulação dos quesitos referentes aos exames desejados, assim como, no caso de perícia, o nome, o endereço e a qualificação profissional do seu perito. (Redação dada pela Lei nº 8.748, de 1993) V se a matéria impugnada foi submetida à apreciação judicial, devendo ser juntada cópia da petição. (Incluído pela Lei nº 11.196, de 2005) § 1º Considerarseá não formulado o pedido de diligência ou perícia que deixar de atender aos requisitos previstos no inciso IV do art. 16. (Incluído pela Lei nº 8.748, de 1993) § 2º É defeso ao impugnante, ou a seu representante legal, empregar expressões injuriosas nos escritos apresentados no processo, cabendo ao julgador, de ofício ou a requerimento do ofendido, mandar riscálas. (Incluído pela Lei nº 8.748, de 1993) § 3º Quando o impugnante alegar direito municipal, estadual ou estrangeiro, provarlheá o teor e a vigência, se assim o determinar o julgador. (Incluído pela Lei nº 8.748, de 1993) § 4º A prova documental será apresentada na impugnação, precluindo o direito de o impugnante fazêlo em outro momento processual, a menos que: (Incluído pela Lei nº 9.532, de 1997) (Produção de efeito) a) fique demonstrada a impossibilidade de sua apresentação oportuna, por motivo de força maior;(Incluído pela Lei nº 9.532, de 1997) (Produção de efeito) b) refirase a fato ou a direito superveniente;(Incluído pela Lei nº 9.532, de 1997) (Produção de efeito) c) destinese a contrapor fatos ou razões posteriormente trazidas aos autos.(Incluído pela Lei nº 9.532, de 1997) (Produção de efeito) No caso em tela, os argumentos da recorrente são diversos dos apresentados na impugnação e não serão examinados frente à preclusão. Desta forma, não cabe a este Conselho acatar o pleito do recorrente porque as razões e a documentação que poderiam comprovar a correção da falta não foram apresentadas em tempo hábil, se não o fez à época da autuação e nem à época da impugnação não há que se Fl. 306DF CARF MF Impresso em 26/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/03/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 20/03/201 3 por LIEGE LACROIX THOMASI Processo nº 23034.024021/200380 Acórdão n.º 2302002.389 S2C3T2 Fl. 303 9 falar em apresentação de documentos em fase recursal. Ademais, os documentos apresentados quando da defesa foram devidamente examinados e se prestaram a retificar o débito da recorrente. Não houve nos autos demonstração de exceção que ensejasse o recebimento das provas em fase recursal. Desta forma, precluso o direito da recorrente, haja vista que a essência da preclusão vem a ser a perda, extinção ou consumação do exercício de ato processual pela inércia da parte, no lapso de tempo prescrito por lei. Por todo o exposto, Voto pelo provimento parcial do recurso, devendo ser excluídas da autuação as competências até 09/1998, devido à extinção do crédito pela homologação tácita prevista no art. 150, parágrafo 4º do CTN. Liege Lacroix Thomasi Relatora Fl. 307DF CARF MF Impresso em 26/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/03/2013 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 20/03/201 3 por LIEGE LACROIX THOMASI
score : 1.0
