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Numero do processo: 10882.900879/2008-22
Turma: 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 3ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Wed Oct 09 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Fri Feb 14 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Data do fato gerador: 30/06/2003
NORMAS PROCESSUAIS. NULIDADE.
Não cabe à Administração suprir, por meio de diligências, mesmo em seus arquivos internos, má instrução probatória realizada pelo contribuinte. Sua denegação, pois, não constitui cerceamento do direito de defesa que possa determinar a nulidade da decisão nos termos dos arts. 59 e 60 do Decreto 70.235/72. A ausência de prova do direito alegado, autoriza seu indeferimento.
Recurso Especial do Contribuinte Negado.
Numero da decisão: 9303-002.480
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso especial. Os Conselheiros Nanci Gama e Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva votaram pelas conclusões.
Otacílio Dantas Cartaxo - Presidente
Henrique Pinheiro Torres - Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres, Nanci Gama, Júlio César Alves Ramos, Daniel Mariz Gudiño, Rodrigo da Costa Pôssas, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva, Joel Miyazaki, Maria Teresa Martínez López, Susy Gomes Hoffmann e Otacílio Dantas Cartaxo.
Nome do relator: HENRIQUE PINHEIRO TORRES
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Interessado FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Data do fato gerador: 30/06/2003 NORMAS PROCESSUAIS. NULIDADE. Não cabe à Administração suprir, por meio de diligências, mesmo em seus arquivos internos, má instrução probatória realizada pelo contribuinte. Sua denegação, pois, não constitui cerceamento do direito de defesa que possa determinar a nulidade da decisão nos termos dos arts. 59 e 60 do Decreto 70.235/72. A ausência de prova do direito alegado, autoriza seu indeferimento. Recurso Especial do Contribuinte Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso especial. Os Conselheiros Nanci Gama e Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva votaram pelas conclusões. Otacílio Dantas Cartaxo Presidente Henrique Pinheiro Torres Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres, Nanci Gama, Júlio César Alves Ramos, Daniel Mariz Gudiño, Rodrigo da Costa Pôssas, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva, Joel Miyazaki, Maria Teresa Martínez López, Susy Gomes Hoffmann e Otacílio Dantas Cartaxo. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 88 2. 90 08 79 /2 00 8- 22 Fl. 163DF CARF MF Impresso em 14/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/11/2013 por CLEIDE LEITE, Assinado digitalmente em 03/02/2014 por OTA CILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 05/11/2013 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 10882.900879/200822 Acórdão n.º 9303002.480 CSRFT3 Fl. 164 2 Relatório Tratase de Declaração de Compensação transmitida pela Contribuinte com amparo em direito creditório oriundo de suposto pagamento efetuado a maior. Por bem descrever os fatos, adoto o relatório objeto da decisão recorrida, sintetizado pelos fragmentos a seguir transcritos: “A empresa acima transmitiu eletronicamente diversos PerdComp comunicando compensações com direito creditório de PIS e COFINS que entende terem sido recolhidos indevidamente nos períodos de apuração compreendidos entre 2000 e 2005. As declarações eletrônicas foram examinadas inicialmente pela DRF Osasco, que considerou inexistente o direito creditório ao constatar que ele correspondia exatamente aos valores das contribuições espontaneamente confessadas pela empresa em suas DCTF. Foram, por isso, expedidos despachos decisórios simplificados não homologatórios das compensações comunicadas. Tais despachos foram objeto de manifestações de inconformidade em que a empresa procurou justificar o seu direito pela afirmação de que teria efetuado recolhimentos das contribuições sobre receitas obtidas com a venda de produtos para empresas sediadas na Zona Franca de Manaus (ZFM) que ela entende serem isentas de ambas as contribuições em todo o período. Reconheceu não ter retificado as DCTF anteriormente à entrega das Dcomp, mas informou que estava procedendo a isso. A empresa anexou diversos documentos à manifestação de inconformidade. Para a maioria dos processos, mas não a totalidade, entre eles se encontra planilha demonstrativa do valor pretendido, em que é discriminada, por nota fiscal, a receita obtida com aquelas vendas. Mesmo nos processos em que consta tal planilha, ela não veio acompanhada dos próprios documentos fiscais ou livros fiscais ou contábeis. Analisadas pela DRJ Campinas, as manifestações não foram acolhidas, ainda que tenha sido reconhecido que a empresa àquela altura já retificara as DCTF, pondoas em conformidade com as compensações pretendidas. Para não reconhecer o direito creditório, a DRJ ratificou o entendimento administrativo, objeto do Parecer PGFN nº 1789/2002, de que até o período de apuração dezembro de 2000 não há qualquer ato que conceda isenção a tais vendas ou qualquer outra forma de desoneração. No entender da administração, apenas no período compreendido entre 22 de dezembro de 2000 e 25 de julho de 2004 há isenção quando as vendas para a ZFM se enquadrem, ademais, nas disposições dos incisos IV, VI, VIII ou Fl. 164DF CARF MF Impresso em 14/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/11/2013 por CLEIDE LEITE, Assinado digitalmente em 03/02/2014 por OTA CILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 05/11/2013 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 10882.900879/200822 Acórdão n.º 9303002.480 CSRFT3 Fl. 165 3 IX da Medida Provisória 2037 e suas reedições. A partir de 26 de julho de 2004, passou a haver desoneração, sob a forma de redução a zero das alíquotas, para toda e qualquer venda realizada para aquela região, mesmo que não enquadrada nas disposições acima. Destarte, para os recolhimentos relativos a fatos geradores ocorridos até 21 de dezembro de 2000 afirmou não haver o direito alegado. Para os recolhimentos relativos ao período compreendido entre 22 de dezembro de 2000 e 26 julho de 2004 afirmou que caberia à empresa provar que as vendas se enquadram nas disposições acima o que, sozinha, a planilha untada (quando presente) não consegue fazer. Para recolhimentos posteriores, a julho de 2004 afirmou não ter a empresa juntado qualquer elemento comprobatório de seu direito, como lhe competia, nem mesmo a mencionada planilha. Os recursos, todos ofertados tempestivamente, requerem preliminarmente a nulidade da decisão porque teria inovado nos fundamentos do despacho decisório, que em nenhum momento analisou o fundamento do pedido nem requereu esclarecimentos adicionais, limitandose a denegálo porque condizente com confissão de dívida anterior. Também porque a DRJ não analisou, com base nas informações de que dispõe internamente, a procedência do pedido ao menos naqueles meses em que reconhece possível o direito alegado, o que também constituiria cerceamento do seu direito de defesa. No mérito, defende haver a isenção em todo o período porque o DecretoLei nº 288, que criou a ZFM, teria equiparado as vendas para lá a uma autêntica exportação para todos os efeitos fiscais e que tal disposição ganhou o status de lei complementar em virtude da edição, na mesma data, do Ato Complementar nº 35/67, em que se estendeu aquela equiparação a todas as zonas francas e áreas de livre comércio. Assim, desde que reconhecida a isenção das contribuições para a receita de exportações (Lei Complementar 85/2002 e Lei nº 7.714/88) esta também se aplicaria às vendas à ZFM e não poderia ter sido revogada por lei ordinária como pretendeu a Medida Provisória 2037. Afirma que esse entendimento já seria assente no Poder Judiciário, inclusive objeto de decisão liminar concedida pelo Ministro Marco Aurélio na ADIn nº 3101 que questionava tal revogação, o que teria provocado a ausência do mesmo dispositivo nas reedições daquela MP. Aduz ainda que já há diversas decisões do STJ reconhecendo a não incidência na hipótese, de que cita exemplo, pugnando pela sua observância na esfera administrativa em respeito ao decreto 2.346/97.” Julgando o feito, a Câmara recorrida negou provimento ao recurso voluntário, em acórdão assim ementado: NORMAS PROCESSUAIS. NULIDADE. Não cabe à Administração suprir, por meio de diligências, mesmo em seus arquivos internos, má instrução probatória realizada pelo contribuinte. Sua denegação, pois, não constitui cerceamento do direito de defesa que possa Fl. 165DF CARF MF Impresso em 14/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/11/2013 por CLEIDE LEITE, Assinado digitalmente em 03/02/2014 por OTA CILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 05/11/2013 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 10882.900879/200822 Acórdão n.º 9303002.480 CSRFT3 Fl. 166 4 determinar a nulidade da decisão nos termos dos arts. 59 e 60 do Decreto 70.235/72. PIS e COFINS. RECEITAS DE VENDAS A EMPRESAS SEDIADAS NA ZONA FRANCA DE MANAUS. INCIDÊNCIA. Até julho de 2004 não existe norma que desonere as receitas provenientes de vendas a empresas sediadas na Zona Franca de Manaus das contribuições PIS e COFINS, a isso não bastando o art. 4º do nº288/67. Inconformado, o sujeito passivo apresenta recurso especial, onde, em apertada síntese, reedita os mesmos argumentos expendidos no recurso especial. O especial foi admitido pelo presidente da câmara recorrida, em relação às duas questões trazidas no recurso, quais sejam: i) a ausência de lastro probatório mínimo a referendar o pedido de restituição formulado; e, ii) o próprio mérito do pleito, consistente na repetição de PIS/Cofins incidentes sobre as vendas a empresas localizadas na Zona Franca de Manaus. Regularmente cientificada do apelo do sujeito passivo, a Fazenda Nacional apresentou contrarrazões, defendendo a manutenção do acórdão vergastado, pois, segundo entende, o sujeito passivo não fez prova de que as mercadorias foram remetidas à Zona Franca de Manaus, e a ele caberia esse ônus. Ainda, de acordo com a PGFN, as remessas para a ZFM não estavam isentas das contribuições. É o relatório. Voto Conselheiro Henrique Pinheiro Torres, Relator O recurso é tempestivo e atende aos requisitos de admissibilidade, dele conheço. A teor do relatado, duas sãos as questões trazidas a debate: a ausência de lastro probatório mínimo a referendar o pedido de restituição formulado; e, ii) o próprio mérito do pleito, consistente na repetição de PIS/Cofins incidentes sobre as vendas a empresas localizadas na Zona Franca de Manaus, que a recorrente defende estar amparada por isenção fiscal. Inicialmente, deve ser enfrentada a questão referente ao ônus da prova. A recorrente defende em seu especial que o Fisco não envidou todos os esforços no sentido de transparecer a realidade dos fatos, de forma a possibilitar a constatação da ocorrência ou não do direito do crédito pleiteado pela Recorrente. Ainda segundo a defesa, é certo o dever da Fiscalização, da DRJ diligenciar para requerer toda documentação necessária, a fim de buscar a realidade dos fatos e, se o caso, decidir em prol da Recorrente. Esta questão de a quem pertence o ônus da prova é muito bem definida no Código de Processo Civil, mais precisamente no art. 333 que assevera: Fl. 166DF CARF MF Impresso em 14/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/11/2013 por CLEIDE LEITE, Assinado digitalmente em 03/02/2014 por OTA CILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 05/11/2013 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 10882.900879/200822 Acórdão n.º 9303002.480 CSRFT3 Fl. 167 5 Art. 333 O ônus da prova incumbe: I ao autor, quanto ao fato constitutivo do seu direito; II ao réu, quanto à existência de fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor. Na realidade, esse artigo nada mais representa do que a positivação do princípio geral de direito, segundo o qual, o ônus da prova recai sobre aquele que alega. Desde Roma já se conhecia esse princípio, verbalizado no brocardo, alegar e não provar é o mesmo que não alegar. A síntese da distribuição do ônus da prova é muito fácil de compreender: todo aquele que demandar alguém tem o dever de provar o direito objeto de sua demanda. No caso de auto de infração, cabe ao Fisco demonstrar as razões de fato e de direito que embasam a acusação fiscal. De outro lado, nos pedidos de repetição de indébito, incumbe ao sujeito passivo a prova do pagamento indevido ou a maior que o devido. Sobre a necessidade de as partes produzirem as provas necessárias à formação da convicção do julgador, preciosas as palavras do Conselheiro Gilson Rosenburg Filho, em julgamento de caso análogo ao aqui em debate. “Um dos principais objetivos do direito é fazer prevalecer a justiça. Para que uma decisão seja justa, é relevante que os fatos estejam provados a fim de que o julgador possa estar convencido da sua ocorrência. A certeza vai se formando através dos elementos da ocorrência do fato que são colocados pelas partes interessadas na solução da lide. Mas não basta ter certeza, o julgador tem que estar convencido para que sua visão do fato esteja a mais próxima possível da verdade. Como o julgador sempre tem que decidir, ele deve ter bom senso na busca pela verdade, evitando a obsessão que pode prejudicar a justiça célere. Mas a impossibilidade de conhecer a verdade absoluta não significa que ela deixe de ser perseguida como um relevante objetivo da atividade probatória. A verdade encontra se ligada à prova, pois é por meio desta que se torna possível afirmar idéias verdadeiras, adquirir a evidência da verdade, ou certificarse de sua exatidão jurídica. Ao direito somente é possível conhecer a verdade por meio das provas. Posto isto, concluímos que a finalidade imediata da prova é reconstruir os fatos relevantes para o processo e a mediata é formar a convicção do julgador. Os fatos não vêm simplesmente prontos, tendo que ser construídos no processo, pelas partes e pelo julgador. Após a montagem desse quebracabeça, a decisão se dará com base na valoração das provas que permitirá o convencimento da autoridade julgadora. Assim, a importância da prova para uma decisão justa vem do fato dela dar verossimilhança às circunstâncias a ponto de formar a convicção do julgador.” Fl. 167DF CARF MF Impresso em 14/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/11/2013 por CLEIDE LEITE, Assinado digitalmente em 03/02/2014 por OTA CILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 05/11/2013 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 10882.900879/200822 Acórdão n.º 9303002.480 CSRFT3 Fl. 168 6 Em outro giro, ao contrário do que quer fazer parecer a defesa, o princípio da verdade material não é remédio para todos os males processuais; não serve para inverter o ônus da prova, tampouco dispensa o demandante de provar o direito alegado. Na realidade, a verdade material contrapõese ao formalismo exacerbado, presente no Processo civil, mas, de maneira alguma, priva o procedimento administrativo das necessárias formalidades. Tampouco altera o papel a ser desempenhado pelas partes. Daí se dizer que no Processo Administrativo Fiscal convivem harmonicamente os princípios da verdade material e da formalidade moderada. De sorte que se busque a verdade real, mas preservando as normas processuais que asseguram a segurança, a celeridade, a eficiência e o bom andamento do processo. Releva ainda transcrever excerto do acórdão recorrido, para arrimar este voto. Sem esquecer as devidas homenagens, com a palavra o Nobre Relator, o Conselheiro Júlio César Alves Ramos: “Não considero caber à Administração a instrução probatória em substituição ao contribuinte nem é isso o que esta Casa tem reconhecido, como postula o recurso. Realmente, há decisões que determinam que a Administração supra a ausência de um dado documento cuja apresentação deveria ter sido promovida pela parte. Mas tal entendimento não tem o alcance pretendido na defesa. Limitase ele aos casos em que o próprio documento já esteja de posse da administração e tenha sido difícil ou impossível à parte sua apresentação tempestiva. Isso se dá, por exemplo, com documentos tais como DARF e declarações entregues. Nesses termos, descabível indeferir uma compensação que aponte com clareza o recolhimento indevido (data, código de recolhimento) simplesmente porque a empresa não tenha juntado sua cópia nos autos, o mesmo se passando com a DCTF ou a DIPJ comprovadamente entregues. Aqui, diferentemente, o que se tem é a necessidade, no entender da instância de piso, de apurar se as vendas alegadas se enquadram nas disposições dos incisos IV, VI, VIII ou IX da MP 2037. Tal apuração passa pela constatação da atividade da empresa compradora e dos requisitos postos na legislação: inscrição no REB, ser comercial exportadora inscrita na SECEX, ser trading company ou ser ship’s Chandler. Nenhum deles se encontra expresso em qualquer documento interno em posse da SRF. Por fim, quanto ao período em que, sem qualquer condição, não deveria ter sido recolhido PIS nem COFINS sobre tais vendas – a partir de julho de 2004 – a empresa nada juntou nos autos que comprovasse as vendas alegadas. O recurso alega que a DRJ estaria obrigada, ainda assim, a promover as diligências que pudessem permitir a ela, recorrente, apresentar suas provas. Não está. De fato, ausente por completo a prova quando primeiramente se defende a empresa, o máximo que temos admitido é a apresentação da mesma em grau de recurso. Notese que, ao fazêlo, ultrapassase a letra fria do decreto 70.235 que a exige, Fl. 168DF CARF MF Impresso em 14/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/11/2013 por CLEIDE LEITE, Assinado digitalmente em 03/02/2014 por OTA CILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 05/11/2013 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 10882.900879/200822 Acórdão n.º 9303002.480 CSRFT3 Fl. 169 7 impreterivelmente no momento da apresentação da “impugnação”. Só o fazemos, pois, em respeito ao princípio da verdade material, quando o elemento probante trazido extemporaneamente tem a força de desconstituir lançamento que houver sido mantido pela sua ausência. Do contrário, estarseia a afrontar o princípio constitucional da legalidade. Novamente não é o que se passa aqui. A empresa não aproveitou a oportunidade de coligir e apresentar a prova faltante. Pelo contrário, limitase a postular que a decisão seria nula porque não determinara a DRJ as diligências que a poderiam provar. Ocorre que as diligências previstas no Decreto 70.235 a isso não se destinam. Deveras, elas objetivam apenas permitir a formação da convicção do julgador quando os elementos presentes nos autos não sejam suficientes. Nesse sentido, houvesse a empresa trazido aos autos alguma “prova”, a exemplo da planilha elaborada para o outro período, que constituísse ao menos indício de que as vendas realmente ocorreram, justificarseia um exame mais detalhado. Como já dito, neste último período nada há. Rejeito, por isso, as alegações de nulidade contra a decisão atacada e passo ao mérito.” Diante de todo o exposto, entendo ser totalmente descabida a pretensão da recorrente no sentido de se baixar os autos ao órgão de origem, com a determinação de que a Fiscalização seja instada a apontar, pormenorizadamente, quais documentos a demandante deveria apresentar para provar o seu direito. A ausência da prova do direito alegado, por si só, autoriza o indeferimento da pretensão da recorrente, e por conseguinte, torna prejudicada a análise do mérito do direito pleiteado. Com essas considerações, nego provimento ao recurso especial do sujeito passivo. Henrique Pinheiro Torres Fl. 169DF CARF MF Impresso em 14/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/11/2013 por CLEIDE LEITE, Assinado digitalmente em 03/02/2014 por OTA CILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 05/11/2013 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES
score : 1.0
Numero do processo: 10945.900844/2012-98
Turma: Primeira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Nov 28 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Mon Feb 17 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep
Período de apuração: 01/04/2003 a 30/04/2003
PIS. COFINS. RESTITUIÇÃO. EXCLUSÃO DO VALOR DO ICMS DA BASE DE CÁLCULO. INDEFERIMENTO.
A Contribuição para o PIS/Pasep e a Cofins incidem sobre o faturamento, que corresponde à totalidade das receitas auferidas pela pessoa jurídica, pouco importando qual é a composição destas receitas ou se os impostos indiretos compõem o preço de venda.
INCONSTITUCIONALIDADE. SÚMULA CARF Nº 2.
O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária.
Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 3801-002.625
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. O Conselheiro Sidney Eduardo Stahl votou pelas conclusões.
(assinado digitalmente)
Flávio de Castro Pontes - Presidente.
(assinado digitalmente)
Marcos Antonio Borges - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Flávio de Castro Pontes (Presidente), Paulo Sérgio Celani, Sidney Eduardo Stahl, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel, Marcos Antonio Borges e Paulo Antonio Caliendo Velloso da Silveira.
Nome do relator: MARCOS ANTONIO BORGES
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ementa_s : Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep Período de apuração: 01/04/2003 a 30/04/2003 PIS. COFINS. RESTITUIÇÃO. EXCLUSÃO DO VALOR DO ICMS DA BASE DE CÁLCULO. INDEFERIMENTO. A Contribuição para o PIS/Pasep e a Cofins incidem sobre o faturamento, que corresponde à totalidade das receitas auferidas pela pessoa jurídica, pouco importando qual é a composição destas receitas ou se os impostos indiretos compõem o preço de venda. INCONSTITUCIONALIDADE. SÚMULA CARF Nº 2. O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Recurso Voluntário Negado
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COFINS. RESTITUIÇÃO. EXCLUSÃO DO VALOR DO ICMS DA BASE DE CÁLCULO. INDEFERIMENTO. A Contribuição para o PIS/Pasep e a Cofins incidem sobre o faturamento, que corresponde à totalidade das receitas auferidas pela pessoa jurídica, pouco importando qual é a composição destas receitas ou se os impostos indiretos compõem o preço de venda. INCONSTITUCIONALIDADE. SÚMULA CARF Nº 2. O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. O Conselheiro Sidney Eduardo Stahl votou pelas conclusões. (assinado digitalmente) Flávio de Castro Pontes Presidente. (assinado digitalmente) Marcos Antonio Borges Relator. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 94 5. 90 08 44 /2 01 2- 98 Fl. 65DF CARF MF Impresso em 17/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/02/2014 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 14/02/201 4 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 14/02/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10945.900844/201298 Acórdão n.º 3801002.625 S3TE01 Fl. 66 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Flávio de Castro Pontes (Presidente), Paulo Sérgio Celani, Sidney Eduardo Stahl, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel, Marcos Antonio Borges e Paulo Antonio Caliendo Velloso da Silveira. Fl. 66DF CARF MF Impresso em 17/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/02/2014 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 14/02/201 4 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 14/02/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10945.900844/201298 Acórdão n.º 3801002.625 S3TE01 Fl. 67 3 Relatório Adoto o relatório da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento, que narra bem os fatos: Trata o presente processo do Pedido de Restituição – PER nº 15644.88189.051007.1.2.042406 por meio do qual a contribuinte solicita o crédito no valor de R$ 45,34, relativo ao DARF de PIS (código de receita 8109), no valor de R$ 45,34, recolhido em 15/05/2003. Em 01/08/2012 (Rastreamento nº 029227434) o pedido de restituição foi indeferido, pelo fato de que o DARF discriminado na PER acima identificada estava integralmente utilizado para quitação do débito de PIS do período de apuração de abril03, não restando saldo de crédito disponível para o reconhecimento do crédito solicitado. Uma vez cientificada do despacho decisório a contribuinte apresentou em 03/09/2012 a Manifestação de Inconformidade cujo conteúdo é resumido a seguir. Após um breve relato dos fatos, a interessada alega o direito à restituição pleiteada em face do entendimento, adotado em algumas sentenças judiciais, de que o ICMS não integra a base de cálculo do PIS e da Cofins. Sustenta que o ICMS não integra o conceito de faturamento (receita bruta), uma vez que tratase de mero ingresso de recursos, os quais devem ser repassados ao fisco estadual. Argumenta que o Supremo Tribunal Federal STF tem entendido que o valor do ICMS não pode compor a base de cálculo das contribuições (PIS e Cofins) e transcreve, para fundamentar sua tese, parte do voto do ministro relator proferido no RE 2407852/ MG. Diz, também, que a inclusão do ICMS na base dessas contribuições é ilegal, posto que o mesmo não representa riqueza da contribuinte. Diante do exposto, requer a interessada o acolhimento da manifestação para o fim de deferir integralmente o pedido de restituição. Pede adicionalmente, que os valores a serem restituídos sejam acrescidos da taxa Selic. A Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Curitiba (PR) julgou improcedente a manifestação de inconformidade, conforme ementa abaixo: ASSUNTO: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA Período de apuração: 01/04/2003 a 30/04/2003 INCONSTITUCIONALIDADE Fl. 67DF CARF MF Impresso em 17/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/02/2014 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 14/02/201 4 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 14/02/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10945.900844/201298 Acórdão n.º 3801002.625 S3TE01 Fl. 68 4 Não compete à autoridade administrativa apreciar argüições de inconstitucionalidade de norma legitimamente inserida no ordenamento jurídico, cabendo tal controle ao Poder Judiciário. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/04/2003 a 30/04/2003 PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. INEXISTÊNCIA DO DIREITO CREDITÓRIO INFORMADO NO PER/DCOMP. Inexistindo o direito creditório informado no PER/DCOMP, é de se indeferir o pedido de restituição apresentado. BASE DE CÁLCULO. EXCLUSÃO DO ICMS. IMPOSSIBILIDADE. Incabível a exclusão do valor devido a título de ICMS da base de cálculo da contribuição, pois esse valor é parte integrante do preço das mercadorias e dos serviços prestados, exceto quando referido imposto é cobrado pelo vendedor dos bens ou pelo prestador dos serviços na condição de substituto tributário. Inconformada, a contribuinte recorre a este Conselho, conforme recurso voluntário apresentado, no qual repisa as razões apresentadas por ocasião da impugnação. É o relatório. Fl. 68DF CARF MF Impresso em 17/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/02/2014 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 14/02/201 4 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 14/02/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10945.900844/201298 Acórdão n.º 3801002.625 S3TE01 Fl. 69 5 Voto Conselheiro Relator Marcos Antonio Borges O recurso é tempestivo e atende aos demais pressupostos recursais, portanto dele tomase conhecimento. Conforme asseverado no presente recurso, a questão da inclusão do ICMS na base de cálculo do PIS e da COFINS é objeto do Recurso Extraordinário (RE) nº 240.7852 MG, que não foi ainda julgada até a presente data. Na Ação Declaratória de Constitucionalidade (ADC) nº 18, que trata da mesma matéria, o STF reconheceu a repercussão geral da demanda e deferiu medida cautelar para determinar que, até o julgamento final da ação pelo Plenário do STF, juízos e tribunais suspendessem o julgamento dos processos em trâmite que envolviam a aplicação do art. 3º, § 2º, inciso I, da Lei no 9.718/98. A suspensão dos julgamentos deferida liminarmente foi sucessivamente prorrogada nas sessões plenárias realizadas em 04/02/2009, em 16/09/2009, e, finalmente, em 25/03/2010, quando o Tribunal, pela última vez, prorrogou por mais 180 dias a eficácia da medida cautelar anteriormente deferida. Quanto ao RE nº 240.7852/MG, o mesmo foi também sustado até o julgamento do ADC no 18, já que o Plenário do STF, ao julgar questão de ordem levantada pelo Ministro Marco Aurélio, decidiu que o julgamento da ADC deveria preceder o julgamento do RE em tela, uma vez que a ADC, por tratarse de controle concentrado de constitucionalidade, repercutiria sobre os demais processos relativos à matéria. Por conta da suspensão dos julgamentos determinada pelo STF, os processos envolvendo a mesma matéria, pendentes de serem examinados por este Conselho, ficaram também suspensos, em sintonia com o disposto nos §§ 1º e 2º do artigo 62A1 do Anexo II do Regimento Interno deste Conselho, aprovado pela Portaria MF nº 256, de 22/07/2009, com alterações introduzidas pela Portaria MF nº 586, de 21/12/2010, e na Portaria CARF nº 01, de 3/01/2012. Contudo, findo o prazo suspensivo liminarmente concedido pelo STF, tendo em vista não haver nenhuma decisão vigente nesse sentido nos julgamentos que versam sobre a matéria, bem como, com a edição da Portaria MF no 545, de 18 de novembro de 2013, que revogou os parágrafos do aludido artigo, preliminarmente entendo que não há que se falar em sobrestamento dos autos. Isto posto, no mérito, veremos que não assiste razão à recorrente. 1 Art. 62A. As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543B e 543C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF. § 1º Ficarão sobrestados os julgamentos dos recursos sempre que o STF também sobrestar o julgamento dos recursos extraordinários da mesma matéria, até que seja proferida decisão nos termos do art. 543B. § 2º O sobrestamento de que trata o § 1º será feito de ofício pelo relator ou por provocação das partes. Fl. 69DF CARF MF Impresso em 17/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/02/2014 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 14/02/201 4 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 14/02/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10945.900844/201298 Acórdão n.º 3801002.625 S3TE01 Fl. 70 6 Apesar da recorrente argumentar que o ICMS, por não representar riqueza do contribuinte e sim receita do Erário Estadual, é um ônus fiscal e não faturamento. Esse, porém, referese a uma universalidade, um todo composto pelas receitas da empresa, pouco importando qual é a composição destas receitas ou se os impostos indiretos compõem o preço de venda. A Lei nº 9.718/98, em seu art. 3º, § 2º, I autoriza apenas a exclusão do ICMS “quando cobrado pelo vendedor dos bens ou prestador dos serviços na condição de substituto tributário”. Em nenhum momento, porém, autoriza a exclusão do ICMS das próprias vendas. Em relação ao PIS, a Jurisprudência encontravase pacificada, sendo editada a Súmula nº 68 pelo Superior Tribunal de Justiça, abaixo transcrita: Súmula: 68 A PARCELA RELATIVA AO ICM INCLUISE NA BASE DE CALCULO DO PIS. Em relação ao FINSOCIAL, que também tinha por base de cálculo o faturamento, o Superior Tribunal de Justiça editou a Súmula nº 94, que estabelece: Súmula 94. A PARCELA RELATIVA O ICMS INCLUISE NA BASE DE CÁLCULO DO FINSOCIAL. Este também é o entendimento exarado pelo STJ, superada a suspensão liminar dos julgamentos dos processos envolvendo a matéria determinada pelo STF, no âmbito do REsp no 1.127.877SP (transitado em julgado em 20/06/2012), no sentido de que o ICMS integra sim a base de cálculo do PIS e da COFINS, através de decisão monocrática que negou seguimento ao recurso, com base em jurisprudência da citada Corte, conforme excerto abaixo: PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. OMISSÃO NÃO CONFIGURADA. BASE DE CÁLCULO DO PIS E DA COFINS. INCLUSÃO DO ICMS. POSSIBILIDADE. PRECEDENTES. RECURSO ESPECIAL A QUE SE NEGA SEGUIMENTO. A jurisprudência deste Tribunal pacificouse no sentido de que "a parcela relativa ao ICMS deve ser incluída na base de cálculo do PIS e da Cofins, nos termos das Súmulas 68 e 94 do STJ" (AgRg no REsp 1.121.982/RS, 2ª T., Min. Humberto Martins, DJe de 04/02/2011). Nesse sentido, os seguintes julgados: AgRg no Ag 1.069.974/PR, 1ª T., Min. Francisco Falcão, DJe de 02/03/2009; REsp 1.012.877/PR, 2ª T., Min. Mauro Campbell Marques, DJe de 08/02/2011; AgRg no Ag 1.169.099/SP, 2ª T., Min. Herman Benjamin, DJe de 03/02/2011; AgRg no Ag 1.005.267/RS, 1ª T., Min. Benedito Gonçalves, DJe de 02/09/2009. A recorrente alega ainda a inconstitucionalidade da inclusão do ICMS na base de cálculo do PIS e da Cofins, inclusive colacionando entendimento expresso no voto do eminente Relator do RE nº 240.7852/MG em julgamento pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Ocorre que as alegações acerca da inconstitucionalidade da legislação tributária não são oponíveis na esfera administrativa, uma vez que sua apreciação foge à alçada da autoridade administrativa de qualquer instância, não dispondo esta de competência legal Fl. 70DF CARF MF Impresso em 17/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/02/2014 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 14/02/201 4 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 14/02/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10945.900844/201298 Acórdão n.º 3801002.625 S3TE01 Fl. 71 7 para examinar hipóteses de violação às normas legitimamente inseridas no ordenamento jurídico nacional. Com efeito, a apreciação dessas questões achase reservada ao Poder Judiciário, pelo que qualquer discussão quanto aos aspectos de validade das normas jurídicas deve ser submetida àquele Poder. Portanto, é inócuo suscitar tais alegações na esfera administrativa, pois à autoridade administrativa é vedado desrespeitar textos legais em vigor, sob pena de responsabilidade funcional, sendo defeso a apreciação da matéria por esse órgão julgador. A alegação de inconstitucionalidade de lei também é objeto da abaixo transcrita súmula n° 2 do CARF, de observância obrigatória por parte de seus membros, por força do disposto no art. 72, caput, do Anexo II do Regimento Interno do CARF, aprovado pela Portaria MF n° 256/2009: Súmula CARF nº 2 (D.O.U de 22/12/2009, Seção 1) O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária No mais, o julgamento do Recurso Especial (REsp) no 1.127.877SP foi submetido ao rito do artigo 543C do CPC, razão pela qual o entendimento ali expresso deverá ser seguido pelos conselheiros no âmbito do CARF, conforme caput do artigo 62A do Regimento Interno deste Conselho, acima transcrito. Assim, voto por negar provimento ao presente recurso voluntário. (assinado digitalmente) Marcos Antônio Borges Fl. 71DF CARF MF Impresso em 17/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/02/2014 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 14/02/201 4 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 14/02/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES
score : 1.0
Numero do processo: 10980.017939/2008-36
Turma: Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Primeira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Sep 12 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Wed Feb 05 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Ano-calendário: 2003, 2004, 2005, 2006
INTIMAÇÃO POSTAL.
Comprovada pelo Aviso de Recebimento respectivo que a intimação foi efetuada pela via Postal no domicilio tributário eleito pelo sujeito passivo, inicia-se, no dia seguinte, a fluência do prazo para impugnar o lançamento.
Numero da decisão: 1202-001.028
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
(documento assinado digitalmente)
Carlos Alberto Donassolo Presidente em Exercício.
(documento assinado digitalmente)
Plínio Rodrigues Lima - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carlos Alberto Donassolo, Plínio Rodrigues Lima, Viviane Vidal Wagner, Marcelo Baeta Ippolito e Meigan Sack Rodrigues . Ausentes, momentaneamente, os Conselheiros Orlando José Gonçalves e Nereida de Miranda Finamore Horta.
Nome do relator: PLINIO RODRIGUES LIMA
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ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Ano-calendário: 2003, 2004, 2005, 2006 INTIMAÇÃO POSTAL. Comprovada pelo Aviso de Recebimento respectivo que a intimação foi efetuada pela via Postal no domicilio tributário eleito pelo sujeito passivo, inicia-se, no dia seguinte, a fluência do prazo para impugnar o lançamento.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. (documento assinado digitalmente) Carlos Alberto Donassolo Presidente em Exercício. (documento assinado digitalmente) Plínio Rodrigues Lima - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carlos Alberto Donassolo, Plínio Rodrigues Lima, Viviane Vidal Wagner, Marcelo Baeta Ippolito e Meigan Sack Rodrigues . Ausentes, momentaneamente, os Conselheiros Orlando José Gonçalves e Nereida de Miranda Finamore Horta.
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Anocalendário: 2003, 2004, 2005, 2006 INTIMAÇÃO POSTAL. Comprovada pelo Aviso de Recebimento respectivo que a intimação foi efetuada pela via Postal no domicilio tributário eleito pelo sujeito passivo, iniciase, no dia seguinte, a fluência do prazo para impugnar o lançamento. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. (documento assinado digitalmente) Carlos Alberto Donassolo – Presidente em Exercício. (documento assinado digitalmente) Plínio Rodrigues Lima Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carlos Alberto Donassolo, Plínio Rodrigues Lima, Viviane Vidal Wagner, Marcelo Baeta Ippolito e Meigan Sack Rodrigues . Ausentes, momentaneamente, os Conselheiros Orlando José Gonçalves e Nereida de Miranda Finamore Horta. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 98 0. 01 79 39 /2 00 8- 36 Fl. 404DF CARF MF Impresso em 05/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/02/2014 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 04/02/201 4 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 04/02/2014 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO Processo nº 10980.017939/200836 Acórdão n.º 1202001.028 S1C2T2 Fl. 3 2 Relatório Consta do relatório da decisão em primeira instância em 08/07/2010 (Fls. 366 a 368): Este processo trata do auto de infração de IRPJ de fls. 4655, por meio do qual se exige da contribuinte, a título de IRPJ, a importância de R$ 382.533,46, mais os consectários legais, perfazendo o crédito tributário total de R$ 803.875,22, como se vê às fls. 51, e a contribuinte é alertada da necessidade de proceder a retificações em seu LALUR. As infrações atribuídas à contribuinte, devidamente descritas no campo próprio do auto de infração, consistem em: a) compensação de prejuízos fiscais existentes, mas com inobservância do limite legal de 30%; e b) compensação de prejuízos fiscais inexistentes. Os enquadramentos legais do lançamento se encontram descritos no campo próprio do auto de infração. Conforme Aviso de Recebimento (AR) de fls. 58, o envelope contendo o auto de infração foi entregue no endereço da contribuinte no dia 29/12/2008. Em 29 de janeiro de 2009, a contribuinte apresentou a impugnação de fls. 6068, veiculando as alegações adiante sintetizadas: que recebeu o auto de infração em 30/12/2008; que o auto de infração é nulo, porquanto não teria sido demonstrada, com documentos, a alegada inexistência de saldo, a qual estaria comprovada pelos documentos que anexa. Outra nulidade consistiria na violação do inciso IV do art. 10 do Decreto n° 70.235, de 1972, porquanto o auto de infração se limitaria a citar genericamente dispositivos que, no entanto, não chegaram a ser violados; que cumpriu com sua obrigação, pois, conforme cópias das DIPJ que contêm campos específicos dos prejuízos fiscais, bem como os balanços contábeis, os saldos são suficientes para se efetuar a compensação; afirma que o auto de infração foi gerado a partir do não reconhecimento de prejuízos fiscais compensados conforme decisão judicial; e que os prejuízos fiscais se encontram demonstrados na planilha de atualização mensal de fls. 7477, bem como dos Balanços Contábeis de fls. 76100, que possuem contas individualizadas no ativo, das compensações e saldos de prejuízos fiscais, e ainda, por meio das DIPJ; questiona a constitucionalidade da limitação de 30% para a compensação de prejuízos fiscais; Fl. 405DF CARF MF Impresso em 05/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/02/2014 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 04/02/201 4 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 04/02/2014 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO Processo nº 10980.017939/200836 Acórdão n.º 1202001.028 S1C2T2 Fl. 4 3 questiona o percentual da multa de oficio (75%) e pleiteia sua redução. Exterioriza seu entendimento de que a multa a ser lançada seria aquela prevista no art. 61 da Lei n" 9.430, de 1996, para o recolhimento intempestivo espontâneo, no percentual máximo de 20%. Finaliza requerendo alternativamente: a) seja declarado nulo o auto de infração; b) seja julgado improcedente em razão da inconstitucionalidade da limitação de 30% e por existirem saldos a serem compensados; e c) redução da multa para o percentual de 20%. Também requer a realização de perícia contábil ou diligência, a fim de se esclarecer os números dos reais saldos de prejuízos fiscais e da legalidade da sistemática procedida. Foram anexados os documentos de fls. 69293. A DRF/CTA lavrou o Termo de Revelia de fls. 294, cuja ciência foi dada a contribuinte pelo Comunicado n° 115/2009 (fls. 295) recebido em 17/02/2009 (fls. 296). Em 03/03/2009, a contribuinte protocolou a petição de fls. 299 300, insistindo na tempestividade da impugnação protocolada em 29/01/2009, porquanto seus representantes legais somente teriam recebido a intimação no dia 30/01/2009. Aduz que, embora no site dos correios conste que a intimação foi entregue em 29/12/2009, as 19:08 horas, seu expediente somente funciona das 8:00 horas as 18:00 horas, de forma que não havia qualquer funcionário da empresa no local para receber a intimação, sendo apenas o porteiro do prédio, que atende a todo o prédio comercial, em que funcionam diversas empresas. Enfatiza não ser atribuição de porteiro de prédio comercial assina documentos em nome da empresa, e que a intimação deve ser considerada como recebida no dia 30/12/2009, o que torna tempestiva a impugnação protocolada em 29/01/2009. Por esses fundamentos, requer seja recebida e julgada a impugnação. Foram anexados os documentos de fls. 301362. Por meio do Acórdão n° 0627.291, a Primeira Turma da DRJ/CTA decidiu, por unanimidade, não conhecer da impugnação, transcrita a seguir a ementa: ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Anocalendário: 2003, 2004, 2005, 2006 INTIMAÇÃO POSTAL. Comprovada pelo Aviso de Recebimento respectivo que a intimação foi efetuada pela via Postal no domicilio tributário eleito pelo sujeito passivo, iniciase, no dia seguinte, a fluência do prazo para impugnar o lançamento. Impugnação Não Conhecida Fl. 406DF CARF MF Impresso em 05/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/02/2014 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 04/02/201 4 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 04/02/2014 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO Processo nº 10980.017939/200836 Acórdão n.º 1202001.028 S1C2T2 Fl. 5 4 Crédito Tributário Mantido Intimada da Decisão de 1ª instância em 16/08/2010 (Fls. 371), a Recorrente interpôs o presente recurso em 14/09/2010 (Fls. 374 a 395), com reforço dos mesmos argumentos aduzidos na impugnação ao lançamento e preliminarmente requer: o seguimento do presente recurso sem a condição do arrolamento de bens ou depósito prévio e o reconhecimento da “citação” como ocorrida em 30/12/2008 (Fls. 377). No mérito, nos termos do pedido às Fls. 383: (...) Caso não seja acolhida a preliminar, requerse seja julgado totalmente improcedente o presente auto de infração, desconstituindose o lançamento dos débitos relativos à glosa da compensação de prejuízos fiscais por ser inconstitucional a limitação de 30% e por existir saldos a serem compensados. Requerse, finalmente, caso o Auto de Infração não seja julgado totalmente improcedente, que o seja ao menos parcialmente por força de quaisquer dos argumento supra aduzidos, reduzindose a multa de 20% (vinte por cento). Encaminharamse os referidos autos ao CARF em 04/10/2010, cuja distribuição a este relator ocorreu por sorteio em 08/08/2013. É o relatório. Voto Conselheiro Plínio Rodrigues Lima, Relator. Tratase de recurso voluntário contra decisão que manteve auto de infração de IRPJ nos anoscalendário de 2003, 2004, 2005 e 2006 com multa de ofício e juros moratórios sobre o montante cobrado, sob os fundamentos transcritos no relatório. Resta atendido o requisito da tempestividade do art. 33, do Decreto n° 70.235, de 1972, a seguir transcrito, de acordo com o período transcorrido entre a intimação e a interposição mencionado no relatório. Art. 33. Da decisão caberá recurso voluntário, total ou parcial, com efeito suspensivo, dentro dos trinta dias seguintes à ciência da decisão. Em relação ao arrolamento de bens ou depósito prévio, a Adin n° 1.9767 retirou do ordenamento jurídico o §2° do art. 33 do Decreto n° 70.235, de 1972, deixando de ser condição para seguimento do Recurso Voluntário. Quanto à preliminar de tempestividade da impugnação, não merece reparos a decisão em primeira instância, cujos fundamentos transcrevese a seguir: Fl. 407DF CARF MF Impresso em 05/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/02/2014 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 04/02/201 4 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 04/02/2014 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO Processo nº 10980.017939/200836 Acórdão n.º 1202001.028 S1C2T2 Fl. 6 5 Na dicção do art. 15 do Decreto n° 70.235, de 06/03/1972 (PAF), é de trinta dias, contados da data em que for feita a intimação, o prazo para impugnar o lançamento, verbis: Art. 15. A impugnação, .formalizada por escrito e instruída com os documentos em que se fundamenta, será apresentada ao órgão preparador no prazo de trinta dias, contados da data em que for feita a intimação da exigência. (Grifei). Também a intimação se encontra disciplinada no mesmo diploma legal, verbis: Art. 23. Farseá a intimação: I pessoal. pelo autor do procedimento ou por agente do órgão preparador. No repartição ou fora dela, provada com a assinatura do sujeito passivo. Seu mandatário ou preposto. ou, no coso de recusa , com declaração escrita de quem o intimar. (Redação dada pela Lei n° 9.532, de 1997) II por via postal, telegráfica ou por qualquer outro meio ou via, com prova de recebimento no domicilio tributário eleito pelo sujeito passivo. (Redação dada pela Lei n° 9.532, de 1997) (...) § 3° Os meios de intimação previstos nos incisos I e II deste artigo não estão sujeitos a ordem de preferência. (Acrescido pelo art. 67 da Lei n° 9.532/1997) § 4° Considerase domicílio tributário eleito pelo sujeito passivo o do endereço postal. eletrônico ou de fax, por ele fornecido , para fins cadastrais. Secretaria da Receita Federal. (Acrescido pelo art. 67 da Lei n." 9.532/1997) (Grifei). Mirando os autos, constato que o endereço desta contribuinte, constante de sua DIPJ dos anoscalendário 2003 (fls. 03) e 2004 (fls. 09) era: Avenida do Batel n° 1920, complemento: CASA, bairro Batel, Curitiba. A partir de então, nas DIPJ dos anos calendário de 2005 (fls. 15)e 2006 (fls. 21), continuou o mesmo, tendo sido suprimido apenas o vocábulo "CASA". Em consulta a que procedi (fls. 364), constatei que seu endereço cadastrado continua o mesmo: Av. do Batel n° 1920. sem o complemento "CASA", e sem qualquer informação acerca de sala, conjunto, apartamento, galeria, etc. Não há dúvida, portanto, de que a correspondência foi entregue pelos Correios no domicílio tributário que elegeu, e onde efetivamente funciona. Encontrase, portanto, preenchido o requisito legal para o aperfeiçoamento da intimação. Outra alegação da contribuinte é que a correspondência teria sido entregue ao porteiro do prédio às 19:08 horas do dia 29/12/2009, conforme informação colhida no site dos correios, horário em que não havia qualquer funcionário seu no local. Fl. 408DF CARF MF Impresso em 05/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/02/2014 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 04/02/201 4 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 04/02/2014 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO Processo nº 10980.017939/200836 Acórdão n.º 1202001.028 S1C2T2 Fl. 7 6 Com respeito a tal alegação, cumpre observar, em primeiro lugar, não ter sido possível confirmar sua consistência, conforme tentativa de rastreamento cujo comprovante acostei às fls. 365. Em segundo lugar, tal circunstância, mesmo que seja procedente, é irrelevante. 0 fato é que a correspondência foi entregue no domicilio eleito pela contribuinte, e existe o comprovante respectivo. Logo, é de se presumir que tenha sido repassada incontinenti aos seus administradores. Por outro lado, a alegação não soa razoável. Com efeito, mesmo que o fato alegado seja verdadeiro, não soa plausível a alegação de que, caso tivesse tomado conhecimento da impugnação no próprio dia 29/12/2008, a contribuinte teria, naquela noite, encetado diligências profícuas à elaboração de sua defesa. Em verdade, a contribuinte teve, a partir do dia 30/12/2008, mais trinta dias para impugnar o lançamento. Se algo a impediu de fazêlo nesse prazo, com certeza não pode ser creditado à noite do dia 29/12/2008. Em face do exposto, convençome de que a impugnante foi validamente cientificada do lançamento no dia 29 de dezembro de 2008, o que torna intempestiva sua impugnação apresenthda em 29 de janeiro de 2009, momento em que já se encontrava revel. Por tais razões, entendo que a impugnação não encontra condições de ser acolhida. Sobre a aposição de assinatura em intimação por pessoas estranhas ao quadro de empregados da Recorrente, entende o STJ não haver afronta à legislação processual, nos termos do seguinte precedente: RECURSO ESPECIAL. PROCESSUAL CIVIL. AÇÃO ORDINÁRIA DE COBRANÇA. PRELIMINAR DE INADMISSIBILIDADE DO RECURSO APELATÓRIO. REJEIÇÃO. CITAÇÃO FEITA PELOS CORREIOS. PESSOA ESTRANHA AOS QUADROS DA EMPRESA, POSSIBILIDADE. RECURSO CONHECIDO E PARCIALMENTE PROVIDO. 1. Recurso especial interposto por Companhia Energética de Alagoas Ceal, com supedâneo no art. 105, III, "a" e "c", da Constituição Federal, contra acórdãos proferidos pelo TJAL, assim espelhados fl. 552 e fl. 580 : APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO ORDINÁRIA DE COBRANÇA. PRELIMINAR DE INADMISSIBILIDADE DO RECURSO APELATÓRIO. REJEIÇÃO. CITAÇÃO FEITA PELOS CORREIOS. PESSOA ESTRANHA AOS QUADROS DA EMPRESA, SEM PODER DE REPRESENTAÇÃO. NULIDADE. INTELIGÊNCIA DOS ARTS. 12,1V, E 215, AMBOS DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. TEORIA DA APARÊNCIA. INAPLICABILIDADE. ANULAÇÃO DO PROCESSO A PARTIR DA CITAÇÃO, INCLUSIVE. ASSEGURAMENTO DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. PRELIMINAR ACOLHIDA. DECISÃO UNÂNIME. Fl. 409DF CARF MF Impresso em 05/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/02/2014 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 04/02/201 4 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 04/02/2014 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO Processo nº 10980.017939/200836 Acórdão n.º 1202001.028 S1C2T2 Fl. 8 7 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM APELAÇÃO CÍVEL. INEXISTÊNCIA DE CONTRADIÇÃO E OU OMISSÃO. RECURSO QUE PRETENDE O REEXAME DA MATÉRIA. INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA. EMBARGOS CONHECIDOS, PORÉM, REJEITADOS. DECISÃO UNÂNIME. (...) 4. Não merece amparo a simples alegação formulada pela empresa de que a pessoa que assinou a carta de citação com AR não fazia parte da sua diretoria ou de que a signatária era "[...] em princípio pessoa desconhecida da empresa", devendo se anotar que consta do AR o número do registro da pessoa que o assinou. Este Superior Colegiado possui entendimento firmado no sentido de ser válida a citação via postal com AR efetivada no endereço da ré e recebida por qualquer um de seus funcionários, ainda que sem poder expresso para tanto. 5. Recurso especial conhecido e provido para reformar o acórdão na parte em que deu pela invalidade da citação postal, determinando a volta do processo ao Tribunal para apreciar o mérito da lide, em grau de apelação. (Resp 913.671/AL, Rel. Ministro JOSÉ DELGADO, PRIMEIRA TURMA, julgado em 27/11/2007, DJe 07/05/2008)(g.n.o) O CARF possui o mesmo entendimento, consolidado em súmula nos seguintes termos do Enunciado n° 9: É válida a ciência da notificação por via postal realizada no domicílio fiscal eleito pelo contribuinte, confirmada com a assinatura do recebedor da correspondência, ainda que este não seja o representante legal do destinatário. Em face do exposto, NEGO provimento ao presente recurso. É como voto. Plínio Rodrigues Lima. Fl. 410DF CARF MF Impresso em 05/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/02/2014 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 04/02/201 4 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 04/02/2014 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO
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Numero do processo: 10530.720375/2008-11
Turma: Primeira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Nov 19 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Fri Jan 24 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural - ITR
Exercício: 2006
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. ACOLHIMENTO. CONTRADIÇÃO.
Cabíveis os embargos de declaração para retificar a conclusão do voto e o acórdão quando estes espelharem contradição com o teor do voto da relatora, voto este que está em conformidade com o entendimento da Turma Julgadora.
Numero da decisão: 2101-002.350
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em acolher os embargos para retificar a conclusão do voto da relatora, proferido no âmbito do Acórdão n.º 2101-002.284, de 17.9.2013, conforme seu voto, e o próprio Acórdão, que passa a ser: Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em dar provimento em parte ao recurso, para considerar como área de preservação permanente os 8 mil ha declarados no ADA tempestivamente apresentado ao Ibama. Vencido o Conselheiro Luiz Eduardo de Oliveira Santos, que votou por negar provimento ao recurso. Votaram pelas conclusões os Conselheiros Alexandre Naoki Nishioka e Eivanice Canário da Silva.
(assinado digitalmente)
________________________________________________
LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS - Presidente.
(assinado digitalmente)
________________________________________________
CELIA MARIA DE SOUZA MURPHY - Relatora.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Luiz Eduardo de Oliveira Santos (Presidente), Eivanice Canário da Silva, Celia Maria de Souza Murphy, Alexandre Naoki Nishioka, Gilvanci Antonio de Oliveira Sousa, Francisco Marconi de Oliveira
Nome do relator: CELIA MARIA DE SOUZA MURPHY
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ACOLHIMENTO. CONTRADIÇÃO. Cabíveis os embargos de declaração para retificar a conclusão do voto e o acórdão quando estes espelharem contradição com o teor do voto da relatora, voto este que está em conformidade com o entendimento da Turma Julgadora. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em acolher os embargos para retificar a conclusão do voto da relatora, proferido no âmbito do Acórdão n.º 2101002.284, de 17.9.2013, conforme seu voto, e o próprio Acórdão, que passa a ser: “Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em dar provimento em parte ao recurso, para considerar como área de preservação permanente os 8 mil ha declarados no ADA tempestivamente apresentado ao Ibama. Vencido o Conselheiro Luiz Eduardo de Oliveira Santos, que votou por negar provimento ao recurso. Votaram pelas conclusões os Conselheiros Alexandre Naoki Nishioka e Eivanice Canário da Silva”. (assinado digitalmente) ________________________________________________ LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS Presidente. (assinado digitalmente) ________________________________________________ CELIA MARIA DE SOUZA MURPHY Relatora. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 53 0. 72 03 75 /2 00 8- 11 Fl. 172DF CARF MF Impresso em 31/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/12/2013 por CELIA MARIA DE SOUZA MURPHY, Assinado digitalmente em 14/ 12/2013 por CELIA MARIA DE SOUZA MURPHY, Assinado digitalmente em 16/12/2013 por LUIZ EDUARDO DE OLI VEIRA SANTOS 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Luiz Eduardo de Oliveira Santos (Presidente), Eivanice Canário da Silva, Celia Maria de Souza Murphy, Alexandre Naoki Nishioka, Gilvanci Antonio de Oliveira Sousa, Francisco Marconi de Oliveira Relatório Em 17 de setembro de 2013, este Colegiado emitiu o Acórdão n.º 2101 002.284, que, por maioria de votos, deu provimento ao recurso voluntário interposto pela parte interessada. Em procedimento de verificação, esta Relatora observou ter havido um equívoco na conclusão do voto, eis que esta não espelhou o correto posicionamento manifestado no seu teor. Este equívoco se refletiu no Acórdão, que, também em contradição com o conteúdo do voto, deu provimento integral ao recurso do sujeito passivo, quando deveria ter dado provimento em parte. Uma vez verificado o equívoco, foram opostos embargos de declaração, com base no artigo 65 do Anexo II do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais – RICARF, aprovado pela Portaria MF n° 256, de 2009, ante o entendimento que os autos deveriam retornar à apreciação do Colegiado para que sobre eles se pronunciasse, diante da contradição apontada. Os embargos foram submetidos à apreciação do Presidente desta 1ª Turma Ordinária, da 1ª Câmara, da 2ª Seção de Julgamento, que determinou que os autos retornassem a esta Conselheira. Voto Conselheira Celia Maria de Souza Murphy O recurso é tempestivo e atende às demais condições de admissibilidade, portanto merece ser conhecido. Esta 1.ª Turma Ordinária da 1ª Câmara da Segunda Seção de Julgamento emitiu, nos autos deste processo, o Acórdão 2101002.284, de 17 de setembro de 2013, que, por maioria de votos, deu provimento ao recurso voluntário interposto pela parte interessada, nos seguintes termos: Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em dar provimento ao recurso. Vencido o Conselheiro Luiz Eduardo de Oliveira Santos, que votou por negar provimento ao recurso. Votaram pelas conclusões os Conselheiros Alexandre Naoki Nishioka e Eivanice Canário da Silva. Ocorre que esta Conselheira, ao promover a verificação do texto integral produzido, verificou haver uma contradição, sobre a qual a seguir se discorrerá. Fl. 173DF CARF MF Impresso em 31/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/12/2013 por CELIA MARIA DE SOUZA MURPHY, Assinado digitalmente em 14/ 12/2013 por CELIA MARIA DE SOUZA MURPHY, Assinado digitalmente em 16/12/2013 por LUIZ EDUARDO DE OLI VEIRA SANTOS Processo nº 10530.720375/200811 Acórdão n.º 2101002.350 S2C1T1 Fl. 3 3 No voto condutor da decisão deste Conselho, esta Relatora fez consignar o seguinte posicionamento: Na hipótese dos autos, o contribuinte protocolou ADA junto ao Ibama, de acordo com as normas vigentes: em 1999, declarou a existência de área de preservação permanente de 8.000,0 hectares, área essa que foi alterada para 10.000,0 hectares por meio do ADA protocolado em 1.4.2004 (fls. 19) (o ADA entregue em 2004, no formulário de 1997 – fls. 19 foi regularmente recebido na repartição do Ibama). Em 2007, apresentou ADA no qual declarou APP de 8.000 hectares. Não consta que a área de preservação permanente nele informada tenha sido objeto de modificação, em nenhum momento, pelo órgão ambiental, por meio de ADA lavrado de ofício. Diante disso, entendemos que o ADA entregue em data mais recente, anterior ao início da fiscalização, isto é, aquele apresentado em 2007 (fls. 20), prevalece sobre os demais e é apto para comprovar a existência da área de preservação permanente nele declarada, de 8.000 hectares, para o fim de excluíla do cômputo do ITR, tendo em conta que o órgão ambiental, responsável pela execução das políticas e diretrizes para a proteção do meio ambiente e responsável pela emissão e controle do ADA, não a alterou, o que, a rigor, significa dizer que com ela concordou, homologandoa. (grifouse) A compreensão do texto acima reproduzido conduz à conclusão que o entendimento manifestado foi de que estaria comprovada nos autos uma área de preservação permanente de 8.000 hectares. Tendo em vista que a área do imóvel rural é de 10.000 hectares, conforme Certidão do Cartório do Registro de Imóveis e Hipotecas de Barra (BA), anexado às fls. 16 dos autos, a exclusão da área de 8.000 hectares a título de preservação permanente ensejaria o provimento parcial do recurso voluntário. É esse o entendimento que consta da ementa do julgado, a seguir reproduzida: Assunto: Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural ITR Exercício: 2006 ITR. ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE. COMPROVAÇÃO. ATO DECLARATÓRIO AMBIENTAL ADA A partir da Lei n.º 10.165, de 2000, para a exclusão da área de preservação permanente da área total do imóvel rural, no cômputo do ITR, exigese Ato Declaratório Ambiental ADA protocolado junto ao Ibama. Tempestivamente protocolado, o ADA tem o condão de comprovar, por presunção legal, que a área de preservação permanente nele declarada pelo titular do imóvel rural é reconhecida pelo Ibama. Fl. 174DF CARF MF Impresso em 31/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/12/2013 por CELIA MARIA DE SOUZA MURPHY, Assinado digitalmente em 14/ 12/2013 por CELIA MARIA DE SOUZA MURPHY, Assinado digitalmente em 16/12/2013 por LUIZ EDUARDO DE OLI VEIRA SANTOS 4 Na hipótese, a área de preservação permanente foi comprovada em parte por meio de ADA protocolado tempestivamente. (grifouse) No entanto, em contradição com esse entendimento, a conclusão que se fez consignar foi pelo provimento total do recurso, posição que não espelha o que se manifestou e fundamentou no decorrer do voto. O correto teria sido concluir pelo provimento em parte do recurso, para considerar comprovada a área de preservação permanente de 8.000 hectares. A fim de sanar a contradição apontada, propõese alterar a redação da conclusão do voto, substituindose pela seguinte: Ante todo o exposto, voto por dar provimento em parte ao recurso, para considerar como área de preservação permanente os 8.000 ha declarados no ADA tempestivamente apresentado ao Ibama. O equívoco apontado refletiuse também na construção do Acórdão, que restou igualmente equivocado, e deve ser retificado, para os seguintes termos: Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em dar provimento em parte ao recurso, para considerar como área de preservação permanente os 8 mil ha declarados no ADA tempestivamente apresentado ao Ibama. Vencido o Conselheiro Luiz Eduardo de Oliveira Santos, que votou por negar provimento ao recurso. Votaram pelas conclusões os Conselheiros Alexandre Naoki Nishioka e Eivanice Canário da Silva. Conclusão Ante o exposto, voto por acolher os embargos de declaração, para retificar a redação da conclusão do voto e do Acórdão n.º 2101002.284, de 17 de setembro de 2013, que devem manifestar a efetiva decisão deste Colegiado, por dar provimento em parte ao recurso para considerar como área de preservação permanente os 8.000 ha declarados no ADA tempestivamente apresentado ao Ibama. Celia Maria de Souza Murphy Relatora Fl. 175DF CARF MF Impresso em 31/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/12/2013 por CELIA MARIA DE SOUZA MURPHY, Assinado digitalmente em 14/ 12/2013 por CELIA MARIA DE SOUZA MURPHY, Assinado digitalmente em 16/12/2013 por LUIZ EDUARDO DE OLI VEIRA SANTOS
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Numero do processo: 37280.000266/2004-03
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Jun 20 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Tue Dec 17 00:00:00 UTC 2013
Numero da decisão: 2301-000.392
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros do colegiado: por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do Relator.
(assinado digitalmente)
Marcelo Oliveira
Presidente Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: MARCELO OLIVEIRA (Presidente), ADRIANO GONZÁLES SILVÉRIO, BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, DAMIÃO CORDEIRO DE MORAES, MAURO JOSE SILVA, MANOEL COELHO ARRUDA JUNIOR.
Nome do relator: MARCELO OLIVEIRA
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do colegiado: por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do Relator. (assinado digitalmente) Marcelo Oliveira Presidente Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: MARCELO OLIVEIRA (Presidente), ADRIANO GONZÁLES SILVÉRIO, BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, DAMIÃO CORDEIRO DE MORAES, MAURO JOSE SILVA, MANOEL COELHO ARRUDA JUNIOR.
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ACORDAM os membros do colegiado: por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do Relator. (assinado digitalmente) Marcelo Oliveira Presidente – Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: MARCELO OLIVEIRA (Presidente), ADRIANO GONZÁLES SILVÉRIO, BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, DAMIÃO CORDEIRO DE MORAES, MAURO JOSE SILVA, MANOEL COELHO ARRUDA JUNIOR. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 3 72 80 .0 00 26 6/ 20 04 -0 3 Fl. 358DF CARF MF Impresso em 17/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/12/2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 16/12/2013 por MARCELO OLIVEIRA Erro! A origem da referência não foi encontrada. Fls. 3 ___________ Tratase de recurso voluntário apresentado contra decisão de primeira instância administrativa, fls. 079 a 085, que julgou procedente em parte lançamento por descumprimento de obrigação tributária legal principal, nos seguintes termos: CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. EMPRESA. OBRIGAÇÃO DO RECOLHIMENTO. A empresa é obrigada a recolher, nos prazos definidos em lei, as contribuições a seu cargo, incidentes sobre as remunerações pagas, devidas ou creditadas, a qualquer título, aos segurados empregados, trabalhadores avulsos e contribuintes individuais a seu serviço – artigo 30, I, alínea "b" da Lei n.° 8.212, de 24/07/1991 e alterações posteriores. São devidas as contribuições de vinte por cento sobre o total das remunerações pagas aos empresários, a partir de 03/2000, de acordo com o inciso III do artigo 22, da Lei n° 8.212/91, acrescentado pela Lei n° 9.876/99. LANÇAMENTO PROCEDENTE EM PARTE Segundo a fiscalização, de acordo com o Relatório Fiscal (RF), fls. 015 e 016, o lançamento referese a contribuições devidas à Seguridade Social, correspondentes à parte da empresa, ao Seguro de Acidente de Trabalho (SAT) e aos Terceiros, bem como diferença de juros e multa, que foram recolhidas a menor, quando do recolhimento em atraso da competência 03/2003. Continuando, o RF afirma que os fatos geradores das contribuições previdenciárias foram retirados de documentação da recorrente. Os motivos que ensejaram o lançamento estão descritos no RF e nos demais anexos. Contra a autuação, a recorrente apresentou impugnação, fls. 026 a 027, acompanhada de anexos, onde alega, em síntese, que: Ocorreram erros de recolhimento, que devem ser considerados para cálculo de algo supostamente devido; e Requer análise de documentação juntada, a fim de reconhecer o descabimento do lançamento. A primeira instância analisou o lançamento e a impugnação, solicitando esclarecimentos à fiscalização notificante, fls. 073. A fiscalização emitiu informação, opinando pela retificação do valor lançado, fls. 075 e 076. A primeira instância analisou o lançamento e a impugnação, julgando procedente em parte o lançamento, fls. 079 a 085. Inconformada com a decisão, a recorrente apresentou recurso voluntário, fls. 0110 e 0111, acompanhado de anexos, onde alega, em síntese, que: Ao analisar o processo, a recorrente verificou que recolheu valor de Terceiros a maior, 5,8%, quando o correto seria 3,3%; Fl. 359DF CARF MF Impresso em 17/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/12/2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 16/12/2013 por MARCELO OLIVEIRA Processo nº 37280.000266/200403 Resolução nº 2301000.392 S2C3T1 Fl. 4 3 A recorrente confirma que a parte patronal está “em aberto”, e que aguarda a devida compensação com os valores recolhidos a maior, como citado acima, de Terceiros; A recorrente junta ao processo guias de recolhimento, onde resta evidente a existência de crédito tributário em favor da recorrente, a ensejar a devida compensação; Face ao exposto, requer: a) que os documentos apreciados; b) que sejam reapreciados; seja mantida a suspensão da exigibilidade do crédito tributário; e c) que seja reformada a decisão ora atacada. Por fim, a DRP emitiu contrarazões, fls. 0238 e 0240, mantendo, em síntese, a decisão proferida e encaminhando o processo ao Conselho de Recursos da Previdência Social. A Segunda Turma, da Quarta Câmara do CARF analisou a questão e decidiu converter o julgamento em diligência, para que a delegacia de origem informasse: 1. Qual a fundamentação dos fatos geradores dos dois processos?; 2. Se há idênticos fatos geradores, em idênticas competências, nos dois processos citados; 3. Se há ou não motivos, e por quais razões técnicas, para a retificação de valores e/ou competências nos processo citados; e 4. Se há direito da recorrente na compensação solicitada, devido a pagamento a maior? O Fisco respondeu aos questionamento, fls. 0318. Há informação nos autos de que o contribuinte foi cientificado, mas não há informação sobre a resposta, ou não, do contribuinte. Ressaltese que logo após o envio da intimação sobre a diligência há várias manifestações, inconclusivas, sobre o parcelamento do presente crédito. É o Relatório. Fl. 360DF CARF MF Impresso em 17/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/12/2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 16/12/2013 por MARCELO OLIVEIRA Processo nº 37280.000266/200403 Resolução nº 2301000.392 S2C3T1 Fl. 5 4 Conselheiro Marcelo Oliveira, relator. Preliminarmente, devemos analisar questões. Como determinado em diligência já solicitada, a fiscalização respondeu a questões. Há informação nos autos de que o contribuinte foi cientificado, mas não há informação sobre a resposta, ou não, do contribuinte. Devido ao fato, necessário o envio dos autos à origem, a fim de pronunciamento conclusivo sobre se o contribuinte apresentou contestações ao disposto na diligência, ou não. Outro ponto que deve ser esclarecido é se o presente crédito foi parcelado integralmente, parcialmente ou que não foi objeto de parcelamento. Ressaltamos que o sujeito passivo deve ser cientificado dessas conclusões e que deve ser concedido o prazo de trinta dias para que apresente argumentos, caso deseje. CONCLUSÃO: Em razão do exposto, voto em converter o julgamento em diligência, nos termos acima expostos. (assinado digitalmente) Marcelo Oliveira Fl. 361DF CARF MF Impresso em 17/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/12/2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 16/12/2013 por MARCELO OLIVEIRA
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Numero do processo: 19515.002460/2004-32
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Dec 04 00:00:00 UTC 2013
Ementa: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO
Ano-calendário: 2004
MULTA POR DESCUMPRIMENTO DE OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. OMISSÃO
OU ERRO NOS DADOS FORNECIDOS EM MEIO MAGNÉTICO. ART. 57 DA
MP 2.15835/01. INAPLICABILIDADE.
O art. 57 da MP 2.15835/01, com redação dada pelo art. 8º da Lei 12.766/12, só se aplica para o descumprimento de obrigações acessórias instituídas pela Receita Federal com base na competência que lhe fora outorgada pelo art. 16 da Lei 9.779/99, no que não se enquadra arquivos magnéticos objetos de
obrigação acessória instituída, pela Receita Federal, com base no § 3º do art. 11 da Lei 8.218/91.
Numero da decisão: 1302-001.272
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por voto de qualidade, em negar
provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. Vencidos os Conselheiros Márcio Frizzo, Cristiane Costa e Guilherme Pollastri.
Nome do relator: Alberto Pinto Souza Junior
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ementa_s : NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Ano-calendário: 2004 MULTA POR DESCUMPRIMENTO DE OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. OMISSÃO OU ERRO NOS DADOS FORNECIDOS EM MEIO MAGNÉTICO. ART. 57 DA MP 2.15835/01. INAPLICABILIDADE. O art. 57 da MP 2.15835/01, com redação dada pelo art. 8º da Lei 12.766/12, só se aplica para o descumprimento de obrigações acessórias instituídas pela Receita Federal com base na competência que lhe fora outorgada pelo art. 16 da Lei 9.779/99, no que não se enquadra arquivos magnéticos objetos de obrigação acessória instituída, pela Receita Federal, com base no § 3º do art. 11 da Lei 8.218/91.
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Anocalendário: 2004 MULTA POR DESCUMPRIMENTO DE OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. OMISSÃO OU ERRO NOS DADOS FORNECIDOS EM MEIO MAGNÉTICO. ART. 57 DA MP 2.15835/01. INAPLICABILIDADE. O art. 57 da MP 2.15835/01, com redação dada pelo art. 8º da Lei 12.766/12, só se aplica para o descumprimento de obrigações acessórias instituídas pela Receita Federal com base na competência que lhe fora outorgada pelo art. 16 da Lei 9.779/99, no que não se enquadra arquivos magnéticos objetos de obrigação acessória instituída, pela Receita Federal, com base no § 3º do art. 11 da Lei 8.218/91. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por voto de qualidade, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. Vencidos os Conselheiros Márcio Frizzo, Cristiane Costa e Guilherme Pollastri. ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR – Presidente e Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Alberto Pinto Souza. Junior, Tadeu Matosinho, Márcio Rodrigo Frizzo, Guilherme Pollastri Gomes da Silva, Cristiane Silva Costa e Waldir Veiga Rocha. Relatório AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 19 51 5. 00 24 60 /2 00 4- 32 Fl. 1367DF CARF MF Impresso em 07/02/2014 por MARIA MADALENA SILVA EX CL UÍ DO Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/12/2013 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR, Assinado digitalmente em 21/1 2/2013 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR 2 Versa o presente processo sobre recurso de voluntário, interposto pelo contribuinte em face do Acórdão nº 189.526 da 1ª Turma da DRJ/STM, cuja ementa assim dispõe: “ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Anocalendário: 2004 PROVAS. PRECLUSÃO A prova documental deve ser apresentada na impugnação, precluindo o direito do impugnante fazêlo em outro momento processual, a menos que fique demonstrada a impossibilidade de sua apresentação oportuna, por motivo de força maior, ou que se refira ela a fato ou direito superveniente ou se destine a contrapor fatos ou razões posteriormente trazidos aos autos. ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Exercício: 2004 MULTA REGULAMENTAR. OFENSA AOS PRINCÍPIOS DA RAZOABILIDADE E PROPORCIONALIDADE. A apreciação de considerações acerca da onerosidade da penalidade, definida objetivamente em lei, não compete à autoridade administrativa, mas sim ao Poder Judiciário, nos termos da Constituição Federal. ASSUNTO: OBRIGACõES ACESSÓRIAS Anocalendário: 2004 MULTA REGULAMENTAR. OMISSÃO OU ERRO NOS DADOS FORNECIDOS EM MEIO MAGNÉTICO As pessoas jurídicas que utilizarem sistemas de processamento eletrônico de dados para escriturar livros ou elaborar documentos de natureza contábil ou fiscal, ficam obrigadas a manter, à disposição da Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB), os respectivos arquivos digitais e sistemas, pelo prazo decadencial previsto na legislação tributária, ficando sujeitos à multa de 5% sobre o valor da operação correspondente, no caso de omitirem ou prestarem incorretamente as informações solicitadas, limitada a 1% da receita bruta no período. Lançamento Procedente”. A recorrente tomou ciência da decisão recorrida em 08/04/2009 (cf. AR a fls. 1310) e interpôs recurso voluntário em 04/05/2009 (doc. a fls. 1313 e segs.), no qual alega, em apertada síntese, as seguintes razões de defesa: “Notase que em momento algum a autoridade administrativa contesta os valores declarados em relação As notas fiscais com códigos n° 999911, 999920 e 999938 e de terceiros, mas, tãosomente, alega ter ocorrido erros/omissões no cumprimento de deveres instrumentais. Ou seja, o que a autoridade administrativa contesta, única e exclusivamente, é um suposto descumprimento de dever instrumental. Nessa vereda, salientese, desde já, que não merece prosperar o lançamento, haja vista a manifesta desproporcionalidade e falta de razoabilidade entre a sanção imputada e a conduta praticada. Com efeito, como dito alhures, não houve contestação dos valores declarados o que, obrigatoriamente, implica em reconhecer que não houve equívocos quanto ao valor das operações, não havendo que se falar, então, em descumprimento de dever instrumental. Afinal não deixou a ora Recorrente de apresentar o arquivo de controle de estoque de mercadorias, tampouco de fazer constar de referido arquivo (451) as mercadorias que nele deveriam ser registradas. Nos termos do que foi atestado pela própria autoridade fiscal, a Recorrente apenas não discriminou os itens correspondentes As notas fiscais declaradas e ainda, não padronizou as informações lançadas. Fl. 1368DF CARF MF Impresso em 07/02/2014 por MARIA MADALENA SILVA EX CL UÍ DO Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/12/2013 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR, Assinado digitalmente em 21/1 2/2013 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR Processo nº 19515.002460/200432 Acórdão n.º 1302001.272 S1C3T2 Fl. 1.398 3 Ora, em que pese a injusta penalidade cominada pela autoridade fazendária, fato é que se tratou, inegavelmente, de mero erro formal no preenchimento de dados nos arquivos magnéticos, incapaz de dar ensejo a embaraços à fiscalização ou a denotar recolhimento a menor de eventual tributo. Nessa senda, necessária é a afirmação de que pífios equívocos formais não podem nunca dar ensejo à imposição de penalidade tão onerosa, na medida em que ausente está a infração à legislação tributária. Ademais, em momento algum se eximiu a Recorrente do cumprimento de suas obrigações tributárias, entregando e preenchendo as informações exigidas pelo fisco e, sobretudo, pagando regularmente seus tributos. Não obstante, apenas se equivocou quando da imputação de algumas poucas informações, sem que houvesse qualquer intuito de omissão ou dolo de sua parte. Deveras, não houve qualquer prejuízo ao fisco no caso em comento, motivo pelo qual a multa de 5% do total da operação deve ser, de plano, afastada. Como é sabido, é vasta a quantidade de informações e obrigações acessórias que o contribuinte possui o dever de entregar ao fisco. [...] Nesse contexto, é plenamente escusável que uma pessoa incorra em erros, deixando passar informações ou ainda que as digite equivocadamente. Reiterese tratarse a questão de mero erro formal que a própria autoridade administrativa reconhece como sendo falta de padronização de informações em arquivo magnético. Por conseguinte, a aplicação, por tal motivo, da multa no valor de R$ 1.977.187,32, afigurase sobremaneira excessiva, ofendendo ainda, os princípios da moralidade, proporcionalidade e razoabilidade que devem nortear os atos da administração pública.” Em 09/04/2013, a recorrente apresenta o requerimento a fls. 1361 e segs., no qual sustenta o que se segue: “Em que pese a Lei nº 12.766/12 seja aplicável aos demonstrativos ou escrituração digital exigidos nos termos do artigo 16 da Lei 9.779/99, ou seja, ao Sistema Público de Escrituração Digital (SPED Contábil, Sped Fiscal, Fcont e EFDContribuições), como já mencionado, o Sistema Público de Escrituração Digital sucedeu aquele previsto na Lei nº 8.218/1991, fazendo jus, portanto, a Requerente, ao benefício de redução da multa de 5% das operações para 0,2% do fatramento no mesmo período.” É o relatório. Voto Conselheiro Alberto Pinto Souza Junior. O recurso voluntário é tempestivo e foi subscrito por representa legal da recorrente, razão pela qual dele conheço. A eventual desproporcionalidade da sanção, a não ocorrência de dano à Fazenda Pública, a falta de razoabilidade da sanção, todos esses argumentos expendidos no recurso voluntário não podem ser apreciados por este Colegiado, pois, em verdade, questionam a constitucionalidade da Lei, juízo que nos é vedado tanto pela Súmula CARF nº 2 como pelo art. 26A do Decreto nº 70235/72. Fl. 1369DF CARF MF Impresso em 07/02/2014 por MARIA MADALENA SILVA EX CL UÍ DO Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/12/2013 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR, Assinado digitalmente em 21/1 2/2013 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR 4 Por sua vez, vale a transcrição dos arts. 11 e 12 da Lei 8.218/91, in verbis: Art. 11. As pessoas jurídicas que utilizarem sistemas de processamento eletrônico de dados para registrar negócios e atividades econômicas ou financeiras, escriturar livros ou elaborar documentos de natureza contábil ou fiscal, ficam obrigadas a manter, à disposição da Secretaria da Receita Federal, os respectivos arquivos digitais e sistemas, pelo prazo decadencial previsto na legislação tributária. § 1º A Secretaria da Receita Federal poderá estabelecer prazo inferior ao previsto no caput deste artigo, que poderá ser diferenciado segundo o porte da pessoa jurídica. § 2º Ficam dispensadas do cumprimento da obrigação de que trata este artigo as empresas optantes pelo Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte SIMPLES, de que trata a Lei nº 9.317, de 5 de dezembro de 1996. § 3º A Secretaria da Receita Federal expedirá os atos necessários para estabelecer a forma e o prazo em que os arquivos digitais e sistemas deverão ser apresentados. § 4º Os atos a que se refere o § 3o poderão ser expedidos por autoridade designada pelo Secretário da Receita Federal. Art. 12 A inobservância do disposto no artigo precedente acarretará a imposição das seguintes penalidades: I multa de meio por cento do valor da receita bruta da pessoa jurídica no período, aos que não atenderem à forma em que devem ser apresentados os registros e respectivos arquivos; II multa de cinco por cento sobre o valor da operação correspondente, aos que omitirem ou prestarem incorretamente as informações solicitadas, limitada a um por cento da receita bruta da pessoa jurídica no período; III multa equivalente a dois centésimos por cento por dia de atraso, calculada sobre a receita bruta da pessoa jurídica no período, até o máximo de um por cento dessa, aos que não cumprirem o prazo estabelecido para apresentação dos arquivos e sistemas. Parágrafo único. Para fins de aplicação das multas, o período a que se refere este artigo compreende o anocalendário em que as operações foram realizadas. Como se vê, não procede as alegações da recorrente de que se trata de questão de mero erro formal por falta de padronização de informações em arquivo magnético, pois essa situação fática também se subsume no art. 12 acima transcrito. Por sua vez, conheço do requerimento apresentado extemporaneamente, por se tratar de pleito fundado em norma superveniente e com o propósito de aplicar o art. 106 do CTN. Todavia, não o acolho, pois o próprio requerente já infirma a sua tese, quando muito bem revela saber que o art. 57 da MP 2.15835/01, com redação dada pelo art. 8º da Lei 12.766/12, só se aplica para o descumprimento de obrigações acessórias instituídas pela Receita Federal com base na competência que lhe fora outorgada pelo art. 16 da Lei 9.779/99, o que não é o caso dos arquivos magéticos em tela, os quais são instituídos pela Receita Federal com base no § 3º do art. 11 acima transcrito. Em face do exposto, voto por negar provimento ao recurso voluntário. Alberto Pinto Souza Junior Relator Fl. 1370DF CARF MF Impresso em 07/02/2014 por MARIA MADALENA SILVA EX CL UÍ DO Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/12/2013 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR, Assinado digitalmente em 21/1 2/2013 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR Processo nº 19515.002460/200432 Acórdão n.º 1302001.272 S1C3T2 Fl. 1.399 5 Fl. 1371DF CARF MF Impresso em 07/02/2014 por MARIA MADALENA SILVA EX CL UÍ DO Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/12/2013 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR, Assinado digitalmente em 21/1 2/2013 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR
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Numero do processo: 10950.721485/2012-35
Turma: Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Nov 07 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Thu Nov 21 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Ano-calendário: 2006, 2007, 2008
NULIDADE DE DECISÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA. AUSÊNCIA DE JULGAMENTO DA MANIFESTAÇÃO DE INCONFORMIDADE.
Apresenta vício de nulidade o julgado proferido com preterição ao direito de defesa, caracterizado pela ausência de análise da manifestação de inconformidade regularmente apresentada pelo contribuinte contra os atos de exclusão do regime simplificado.
Numero da decisão: 1102-000.968
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, acolher a preliminar de nulidade da decisão recorrida, suscitada de ofício pelo relator, para determinar o retorno dos autos à DRJ de origem para exame das razões de impugnação do contribuinte contra os atos de exclusão do Simples Federal e do Simples Nacional, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Documento assinado digitalmente.
João Otávio Oppermann Thomé Presidente e Relator.
Participaram do julgamento os conselheiros: João Otávio Oppermann Thomé, José Evande Carvalho Araújo, Marcelo Baeta Ippolito, Ricardo Marozzi Gregório, João Carlos de Figueiredo Neto, e Antonio Carlos Guidoni Filho.
Nome do relator: JOAO OTAVIO OPPERMANN THOME
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Recorrente ROPEL COMÉRCIO DE MATERIAIS ELÉTRICOS LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Anocalendário: 2006, 2007, 2008 NULIDADE DE DECISÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA. AUSÊNCIA DE JULGAMENTO DA MANIFESTAÇÃO DE INCONFORMIDADE. Apresenta vício de nulidade o julgado proferido com preterição ao direito de defesa, caracterizado pela ausência de análise da manifestação de inconformidade regularmente apresentada pelo contribuinte contra os atos de exclusão do regime simplificado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, acolher a preliminar de nulidade da decisão recorrida, suscitada de ofício pelo relator, para determinar o retorno dos autos à DRJ de origem para exame das razões de impugnação do contribuinte contra os atos de exclusão do Simples Federal e do Simples Nacional, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Documento assinado digitalmente. João Otávio Oppermann Thomé – Presidente e Relator. Participaram do julgamento os conselheiros: João Otávio Oppermann Thomé, José Evande Carvalho Araújo, Marcelo Baeta Ippolito, Ricardo Marozzi Gregório, João Carlos de Figueiredo Neto, e Antonio Carlos Guidoni Filho. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 95 0. 72 14 85 /2 01 2- 35 Fl. 2800DF CARF MF Impresso em 21/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/11/2013 por JOAO OTAVIO OPPERMANN THOME, Assinado digitalmente em 20/ 11/2013 por JOAO OTAVIO OPPERMANN THOME Processo nº 10950.721485/201235 Acórdão n.º 1102000.968 S1C1T2 Fl. 3 2 Relatório Tratase de recurso voluntário interposto por ROPEL COMÉRCIO DE MATERIAIS ELÉTRICOS LTDA contra acórdão proferido pela 2ª Turma da Delegacia Regional de Julgamento em Curitiba PR, que concluiu pela procedência parcial da impugnação interposta. O processo trata dos seguintes atos a serem analisados: a) manifestação de inconformidade contra o Ato Declaratório Executivo DRF/MGÁ nº 08, de 14/03/2012, que determinou a exclusão do contribuinte do Simples Federal, desde 01/01/2007 (fls. 2.369); b) manifestação de inconformidade contra o Ato Declaratório Executivo DRF/MGÁ nº 09, de 14/03/2012, que determinou a exclusão do contribuinte do Simples Nacional, desde 01/07/2007 (fls.2.370); c) impugnação aos autos de infração lavrados na sistemática do Simples Federal, relativos aos fatos geradores ocorridos no ano calendário de 2006; d) impugnação aos autos de infração lavrados pela sistemática do Lucro Arbitrado, relativos aos fatos geradores ocorridos no primeiro semestre de 2007; e) impugnação aos autos de infração lavrados pelo Lucro Presumido, relativos aos fatos geradores ocorridos no segundo semestre de 2007 e no ano calendário de 2008. Os atos que excluíram a empresa do Simples Federal e do Simples Nacional foram expedidos em face da Representação Fiscal de fls. 2.2432.257, na qual restou demonstrado que o contribuinte auferiu, no anocalendário de 2006, receita no importe de R$3.378.319,95, apurada com base na escrituração por ele mantida e na movimentação bancária, sendo que, deste montante, ofereceu à tributação apenas R$722.014,43, tendo omitido R$2.656.305,52. Em todos os autos de infração lavrados, a principal infração imputada foi a de omissão de receitas, caracterizada por depósitos bancários de origem não comprovada, tendo sido submetidas à tributação, por meio dos percentuais próprios, em cada caso, as receitas declaradas. Disto decorreram também outras infrações, na medida em que os percentuais aplicáveis são distintos daqueles usados pela empresa, quer por alteração das faixas de tributação a que a empresa deveria submeterse (no caso do Simples), quer em decorrência da alteração na forma de tributação (para o lucro arbitrado e para o lucro presumido). De se observar que as receitas declaradas foram subtraídas dos montantes considerados como depósitos bancários não comprovados, para a determinação da receita considerada omitida. Fl. 2801DF CARF MF Impresso em 21/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/11/2013 por JOAO OTAVIO OPPERMANN THOME, Assinado digitalmente em 20/ 11/2013 por JOAO OTAVIO OPPERMANN THOME Processo nº 10950.721485/201235 Acórdão n.º 1102000.968 S1C1T2 Fl. 4 3 Inconformado, o contribuinte apresentou defesa contra todos os atos citados, cujos argumentos foram assim sintetizados pela autoridade julgadora a quo: “10. Na impugnação apresentada em 14/05/2012, fls. 2.6442.672, ataca todos os atos que compõem o presente procedimento (atos declaratórios de exclusão e lançamentos). Inicialmente, destaca a desnecessidade, para os optantes pelo Simples, de manter registros contábeis outros além do Livro Caixa e reconhece não ter mantido nenhum rigor em seus registros, bem como não ter efetuado o controle analítico de sua movimentação bancária. Sustenta que o fato de prestar serviços para órgãos públicos e sociedades de economia mista impossibilita a prática de omissão de receitas. Desta forma, conclui que: a) sua contabilidade é imprestável já que foi elaborada de forma incompleta, ante a desnecessidade de sua elaboração; b) que inexiste controle individual da movimentação bancária e; c) que inexiste possibilidade de omissão de receitas, visto que suas atividades, em sua quase totalidade, decorrem de contratos com órgãos públicos e sociedades de economia mista. 11. Na seqüência, historia a ação fiscal e afirma ter sido obrigado a entregar seus extratos bancários, sob pena restar caracterizado embaraço à fiscalização; que foi intimado a comprovar, um por um, independente de valor, a origem dos créditos e depósitos ocorridos em suas contas correntes bancárias, informações estas que logicamente não dispunha; que justificou a origem de vários depósitos como sendo oriundos de empréstimos efetuados pelo pai do sócio, Osvaldo Rasmussen Júnior, os quais não foram acatados pela autoridade fiscal ao argumento de que os contratos de mútuo não tinham sido levados a registro, que os mesmos não estavam contabilizados nos livros da empresa, que não haviam sido declarados nas DIRPF de Osvaldo Rasmussen, que não teriam sido apresentados documentos comprobatórios da entrada e saída de tais recursos com datas e valores compatíveis e, por fim, porque não foi comprovada a quitação destes empréstimos. 12. Defende que como ocorre com todas as empresas e até mesmo com quase todas as pessoas físicas, os créditos em conta corrente são sempre superiores às receitas declaradas, o que não significa que a diferença apurada seja fruto de omissão de receitas. 13. Argumenta, ainda, que a falta de registro dos contratos de mútuo em cartório de registro de títulos e documentos, realizados entre o pai do sócio da empresa e a contribuinte é irrelevante e não necessária, como já decidiu em várias ocasiões o Conselho Administrativo de Recursos FiscaisCARF. Menciona Acórdãos. 14. Alega que ao fisco bastaria fazer um cotejamento entre os extratos bancários do mutuário, da mutuante e os contratos de mútuo com as anotações aditadas no verso, para se verificar a transferência e a coincidência entre datas e valores. Quanto à falta de lançamento dos mútuos em sua contabilidade, tal fato deve ser desconsiderado já que esta não foi feita dentro dos padrões contábeis normais; também não merece atenção o fato de tais empréstimos não constarem das DIRPF do mutuante, posto que inexistiam saldos a receber no final dos períodos base em que foram realizados e, a falta de apresentação da quitação dos contratos de mútuo deuse pela simples razão de que não foram solicitados. 15. Tais fatos deram ensejo à emissão dos atos de exclusão, uma vez que os créditos não comprovados foram considerados receita bruta da pessoa jurídica e o montante extrapolou o limite estabelecido pela legislação de regência. Fl. 2802DF CARF MF Impresso em 21/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/11/2013 por JOAO OTAVIO OPPERMANN THOME, Assinado digitalmente em 20/ 11/2013 por JOAO OTAVIO OPPERMANN THOME Processo nº 10950.721485/201235 Acórdão n.º 1102000.968 S1C1T2 Fl. 5 4 16. Adentrando às razões de seu inconformismo, afirma que o lançamento se deu com base no artigo 42 da Lei nº 9.430, de 1996, o qual veio espancar o princípio da verdade, adotandose a partir de então, a lógica de tributar falhas nos controles contábeis, a que estão dispensadas as micro empresas. 17. Discorre sobre a inversão do ônus probatório, os princípios que regem o Processo Administrativo Fiscal, em especial o da oficialidade, que recomenda ao julgador buscar a verdade e aplicar corretamente a lei, apesar da inércia entre as partes. É a busca pela verdade material, onde devem ser consideradas todas as provas, cabendo à Fazenda Pública diligenciar para descobrir e provar os fatos, por todos os meios adequados, inclusive com o uso de prova indiciária. Transcreve doutrina. 18. Defende que o depósito bancário só pode ser considerado renda tributável, quando comprovada a utilização destes valores como renda consumida, em seu sentido amplo; sustenta que a tributação com base em extratos bancários é ilegal e injusta, uma vez que permite aos auditores fiscalizarem sem fiscalizar; que a quebra do sigilo bancário sem a devida autorização judicial também é ilegal e não há que se falar em entrega espontânea dos extratos, posto que os contribuintes são obrigados a fazêlo, sob as mais diversas ameaças, veladas ou não; afirma ter havido afronta a direito fundamental assegurado pelos incisos X e XII do artigo 5º da Constituição Federal e transcreve manifestação do STJ no sentido de haver necessidade de intervenção judicial para a quebra de sigilo bancário. Menciona outras manifestações jurisprudenciais inclusive transcreve parte do Acórdão proferido pelo STF em 25/08/2011, junto ao Agravo nº 000458331.2008.4.03.6110/ SP 2008.61.10.0045832/ SP. 19. Argumenta que manter como regular o presente auto de infração além de representar uma ilegalidade, promoverá custos inerentes à atividade judiciária, além de custos à Fazenda Nacional; que a declaração de inconstitucionalidade alcança a todos e não só ao requerente no processo julgado. 20. Sustenta que como se não bastasse toda essa ilegalidade, a autoridade fiscal arbitrou os valores para os meses de janeiro a junho de 2007, ao argumento de que a contabilidade não contemplava os lançamentos bancários, contudo, a lei prevê que a empresa ao sair do Simples por excesso de receitas, pode optar por qualquer outro tipo de tributação, desde que não haja outro óbice; afirma ter feito a opção pelo Lucro Presumido, fato desconsiderado pelo fisco e diz que o arbitramento constitui penalidade. 21. Ataca o fato de o fiscal não ter considerado as operações de mútuos e afirma que os motivos para tal constituem meros detalhes como por exemplo a falta de registro dos contratos e que erros ou falhas não podem e não devem ser elencados como óbice ao reconhecimento da verdade material. 22. Alega decadência e, ao final, requer: a) que sejam cancelados os dois atos declaratórios de exclusão, já que amparados em provas ilícitas; b) que sejam cancelados os autos de infração, pelas mesmas razões já expostas; c) que seja declarado nulo o arbitramento do lucro em relação aos fatos ocorridos nos meses de janeiro a junho de 2007, por aplicação incorreta da legislação; d) que seja reconhecida a decadência do lançamento relativo ao ano calendário de 2006, inclusive em relação ao ato de exclusão e, por fim,; e) que sejam considerados como regulares e suficientes para a comprovação de depósitos bancários, todos os valores oriundos dos contratos de mútuo apresentados e todos os depósitos oriundos de saques realizados nas contas correntes dos sócios.” Fl. 2803DF CARF MF Impresso em 21/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/11/2013 por JOAO OTAVIO OPPERMANN THOME, Assinado digitalmente em 20/ 11/2013 por JOAO OTAVIO OPPERMANN THOME Processo nº 10950.721485/201235 Acórdão n.º 1102000.968 S1C1T2 Fl. 6 5 Analisando a peça de defesa, a DRJ julgoua parcialmente procedente, proferindo o Acórdão no 0639.128, cuja ementa encontrase assim redigida: “Assunto: Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte – Simples Anocalendário: 2006 EXCLUSÃO AO SIMPLES. DEFINITIVIDADE. Considerase definitivo o ADE que determinou a exclusão do contribuinte ao Simples Federal que não foi contestado no prazo estabelecido pela legislação de regência. IMPOSTO DE RENDA SIMPLES FEDERAL. LANÇAMENTO. ANO CALENDÁRIO 2006. DECADÊNCIA. O direito de a Fazenda Pública apurar e constituir os seus créditos extinguese após cinco anos contados do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o crédito poderia ter sido constituído, assim, o reconhecimento, ex officio, do conceito decadencial impõe o necessário afastamento dos fatos geradores por ele acobertados. Assunto: Simples Nacional Data do fato gerador: 01/07/2007 EXCLUSÃO AO SIMPLES. DEFINITIVIDADE. Considerase definitivo o ADE que determinou a exclusão do contribuinte ao Simples Nacional que não foi contestado no prazo estabelecido pela legislação de regência. Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica – IRPJ Data do fato gerador: 31/03/2007, 30/06/2007, 30/09/2007, 31/12/2007, 31/03/2008, 30/06/2008, 30/09/2008, 31/12/2008 LUCRO ARBITRADO. FATOS OCORRIDOS ENTRE JANEIRO E JUNHO DE 2007. Haja vista o Simples Federal (Lei nº 9.317, de 1996) não tratar da possibilidade de opção pelo lucro presumido, impõese o arbitramento do lucro, na hipótese de exclusão de sua sistemática. OMISSÃO DE RECEITAS. DEPÓSITOS BANCÁRIOS Eventuais diferenças entre depósitos/créditos bancários sem origem identificada e a receita bruta declarada, ratifica a presunção legal reportada no artigo 42 da Lei n◦ 9.430/96. LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA. OPTANTE DO SIMPLES. LIVRO CAIXA. ESCRITURAÇÃO OBRIGATÓRIA. A lei tributária e comercial não exime da escrituração fiscal qualquer estabelecimento comercial, mesmo aquele optante do SIMPLES, devendo o contribuinte optante do SIMPLES escriturar ao menos o Livro Caixa com toda sua movimentação financeira, inclusive bancária, e guardar em boa ordem todos os documentos que serviram para esta escrituração. Fl. 2804DF CARF MF Impresso em 21/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/11/2013 por JOAO OTAVIO OPPERMANN THOME, Assinado digitalmente em 20/ 11/2013 por JOAO OTAVIO OPPERMANN THOME Processo nº 10950.721485/201235 Acórdão n.º 1102000.968 S1C1T2 Fl. 7 6 PRESUNÇÃO JURIS TANTUM. INVERSÃO DO ÔNUS DA PROVA. FATO INDICIÁRIO. FATO JURÍDICO TRIBUTÁRIO. A presunção legal juris tantum inverte o ônus da prova e dispensa a autoridade lançadora de provar que o fato indiciário corresponde à obtenção de rendimentos, cabendo ao Fisco demonstrar a ocorrência do fato indiciário e ao contribuinte comprovar que o fato presumido inexistiu na situação concreta. Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Anocalendário: 2006, 2007, 2008 ALEGAÇÕES DE ILEGALIDADE E INCONSTITUCIONALIDADE. Discussões acerca da constitucionalidade ou legalidade das leis exorbitam da esfera de competência das autoridades administrativas, às quais cabe apenas cumprir o que determina a legislação em vigor, principalmente em se tratando de norma validamente editada, segundo o processo legislativo constitucionalmente estabelecido. EXTRATOS BANCÁRIOS APRESENTADOS VOLUNTARIAMENTE. INOCORRÊNCIA DE QUEBRA DO SIGILO BANCÁRIO. Extratos bancários fornecidos pelo próprio contribuinte, de maneira voluntária, em atendimento às intimações efetuadas pela autoridade tributária no decorrer da ação fiscal, não caracterizam quebra de sigilo bancário. DECISÕES ADMINISTRATIVAS E JUDICIAIS. REGRA GERAL E ESPECIAL. VINCULAÇÃO. Só em casos especiais, devidamente expressos na Constituição Federal ou na legislação infraconstitucional, os julgados administrativos e judiciais têm efeitos erga omnes e em razão disso vinculam o julgador administrativo no seu ofício de julgar. A regra geral é que as decisões administrativas e judiciais tenham eficácia interpartes, não sendo lícito estender seus efeitos a outros processos, não só por ausência de permissão legal para isso, mas também em respeito às particularidades de cada litígio.” Em síntese, a DRJ não conheceu da manifestação de inconformidade contra os atos de exclusão (ADE nº 08 e nº 09, de 14/03/2012), por considerála intempestiva, deu parcial provimento para reconhecer a decadência relativa aos fatos geradores ocorridos até o mês de março de 2007 – inclusive – e, no mérito, manteve integralmente as exigências com relação aos demais períodos fiscalizados, ante a ausência de provas que pudessem elidir o lançamento efetuado. Cientificado desta decisão em 30.04.2013 (fls. 2769), e com ela inconformado, o contribuinte interpôs recurso voluntário em 27.05.2013, fls. 27702798, no qual reprisa os argumentos expostos na inicial e acrescenta outros, alegando em síntese, que: a) a impugnação aos atos de exclusão foi protocolada dentro do prazo legal, uma vez que tomou ciência da sua exclusão na mesma data em que tomou ciência dos autos de infração, tendo apresentado uma única peça de defesa contra todos os atos expedidos e autos de infração lavrados; b) a decadência reconhecida pela DRJ para fins de lançamento deve ser reconhecida de forma integral, para afastar as consequências das supostas infrações relativas a períodos com Fl. 2805DF CARF MF Impresso em 21/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/11/2013 por JOAO OTAVIO OPPERMANN THOME, Assinado digitalmente em 20/ 11/2013 por JOAO OTAVIO OPPERMANN THOME Processo nº 10950.721485/201235 Acórdão n.º 1102000.968 S1C1T2 Fl. 8 7 relação aos quais a Receita Federal perdeu o poder de fiscalizar; c) o contribuinte não entregou os extratos bancários de forma espontânea, mas sim foi obrigado a fazêlo por intimação fiscal, caracterizando a ilegal quebra de sigilo; d) deve ser reconhecida a comprovação dos depósitos bancários decorrentes dos mútuos celebrados, não podendo a fiscalização desconsiderálos simplesmente por falhas escriturais; e) depósitos bancários não constituem renda. Finaliza requerendo o cancelamento dos atos de exclusão e dos autos de infração, posto que baseados em provas ilícitas e também, no caso dos atos de exclusão, pela falta de sua análise pela autoridade recorrida, o reconhecimento da comprovação dos depósitos bancários decorrentes dos mútuos celebrados, e o cancelamento ou o refazimento dos autos de infração, considerando a apuração dos tributos pela sistemática do Simples. Esclareçase que todas as indicações de folhas neste voto dizem respeito à numeração digital do eprocesso. É o relatório. Voto Conselheiro João Otávio Oppermann Thomé O recurso é tempestivo e preenche os requisitos de admissibilidade, dele tomo conhecimento. Procede o protesto da recorrente com relação à falta de análise, por parte da autoridade recorrida, das suas razões de defesa contra os atos de exclusão. De fato, equivocouse a autoridade julgadora a quo, quando registrou que a recorrente teria sido cientificada dos referidos atos na data de 24.03.2012, conforme o Aviso de Recebimento – AR de fl. 2.372. Na verdade, este AR referese apenas à ciência da recorrente quanto à ampliação do escopo do procedimento fiscal. A recorrente somente tomou ciência dos atos de exclusão na mesma data em que foi também cientificada dos autos de infração lavrados, em 12.04.2012, conforme se verifica nas assinaturas e datas apostas nos mesmos. Temse, portanto, que a manifestação de inconformidade aos atos de exclusão é tempestiva, e não poderia a DRJ furtarse a conhecêla e analisála. Em respeito ao duplo grau de jurisdição a que está submetido o Processo Administrativo Fiscal, e visando a garantir o exercício do direito à ampla defesa, necessário se faz declarar a nulidade do acórdão recorrido, para que outro seja proferido, contemplando também a análise das razões de defesa do contribuinte aos atos de exclusão do Simples Federal e do Simples Nacional. Fl. 2806DF CARF MF Impresso em 21/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/11/2013 por JOAO OTAVIO OPPERMANN THOME, Assinado digitalmente em 20/ 11/2013 por JOAO OTAVIO OPPERMANN THOME Processo nº 10950.721485/201235 Acórdão n.º 1102000.968 S1C1T2 Fl. 9 8 Pelo exposto, dou parcial provimento ao recurso voluntário, para declarar a nulidade do acórdão recorrido, para que outro seja proferido na boa e devida forma. É como voto. Documento assinado digitalmente. João Otávio Oppermann Thomé Relator Fl. 2807DF CARF MF Impresso em 21/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/11/2013 por JOAO OTAVIO OPPERMANN THOME, Assinado digitalmente em 20/ 11/2013 por JOAO OTAVIO OPPERMANN THOME
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Numero do processo: 16327.904234/2008-41
Turma: Segunda Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Dec 05 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Wed Feb 12 00:00:00 UTC 2014
Numero da decisão: 1802-000.428
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
(assinado digitalmente)
Ester Marques Lins de Sousa Presidente
(assinado digitalmente)
Marco Antonio Nunes Castilho - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa, José de Oliveira Ferraz Corrêa, Marciel Eder Costa, Nelso Kichel, Gustavo Junqueira Carneiro Leão e Marco Antonio Nunes Castilho
Nome do relator: MARCO ANTONIO NUNES CASTILHO
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Ester Marques Lins de Sousa Presidente (assinado digitalmente) Marco Antonio Nunes Castilho - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa, José de Oliveira Ferraz Corrêa, Marciel Eder Costa, Nelso Kichel, Gustavo Junqueira Carneiro Leão e Marco Antonio Nunes Castilho
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(assinado digitalmente) Ester Marques Lins de Sousa – Presidente (assinado digitalmente) Marco Antonio Nunes Castilho Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa, José de Oliveira Ferraz Corrêa, Marciel Eder Costa, Nelso Kichel, Gustavo Junqueira Carneiro Leão e Marco Antonio Nunes Castilho RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 63 27 .9 04 23 4/ 20 08 -4 1 Fl. 123DF CARF MF Impresso em 12/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/02/2014 por MARCO ANTONIO NUNES CASTILHO, Assinado digitalmente em 12 /02/2014 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 11/02/2014 por MARCO ANTONIO NUNE S CASTILHO Processo nº 16327.904234/200841 Resolução nº 1802000.428 S1TE02 Fl. 143 2 Relatório Tratase de Recurso Voluntário interposto pelo contribuinte, em virtude da decisão da Delegacia de Julgamento da Receita Federal em São PauloSP1, a qual julgou improcedente o pedido do contribuinte, mantendo a não homologação da declaração de compensação no. 27258.71872.250804.1.3.048066. Para descrever os fatos, e também por economia processual, transcrevo o relatório constante do Acórdão citado, verbis: O interessado, supra qualificado, entregou por via eletrônica a Declaração de Compensação de fls. 71 a 75 (PER/DCOMP 27258.71872.250804.1.3.048066), na qual declara a compensação de pretenso crédito de pagamento indevido ou a maior de IRPJ (cód. receita 2362) relativo ao período de apuração de novembro de 2001. Pelo Despacho Decisório de fls. 03 o contribuinte foi cientificado, em 29/08/2008 (fls. 76), de que “A partir das características do DARF discriminado no PER/DCOMP acima identificado, foram localizados um ou mais pagamentos, abaixo relacionados, mas integralmente utilizados para quitação de débitos do contribuinte, não restando crédito disponível para compensação dos débitos informados no PER/DCOMP”. Em razão do acima descrito, não foi homologada a compensação declarada, tendo sido o interessado intimado a recolher o débito indevidamente compensado (principal: R$ 1.572,57). Irresignado, o contribuinte apresentou em 29/09/2008 a Manifestação de Inconformidade de fls. 01 e 02, alegando, em apertada síntese, o seguinte: Que conforme apurado na DIPJ de 2002, anocalendário 2001, a empresa apresentou um recolhimento a maior de IRPJ, uma vez que os recolhimentos por estimativa ultrapassaram o débito real do período, conforme a seguinte tabela: 4.2 Que os valores acima foram utilizados para compensar os débitos informados na DCOMP com os devidos acréscimos legais. 4.3 Que o crédito foi devidamente corrigido até a data da apresentação da DCOMP. 4.4 Que o saldo remanescente do crédito foi devidamente compensados com outros créditos. Fl. 124DF CARF MF Impresso em 12/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/02/2014 por MARCO ANTONIO NUNES CASTILHO, Assinado digitalmente em 12 /02/2014 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 11/02/2014 por MARCO ANTONIO NUNE S CASTILHO Processo nº 16327.904234/200841 Resolução nº 1802000.428 S1TE02 Fl. 144 3 Em sua decisão, a Delegacia de Julgamento da Receita Federal em São Paulo SP1, considerou improcedente a manifestação de inconformidade apresentada pela Recorrente, através do Acórdão n° 1634.2938, sessão de 18 de outubro de 2011, cuja ementa está abaixo transcrita: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Data do fato gerador: 27/12/2001 COMPENSAÇÃO. PAGAMENTO INDEVIDO OU A MAIOR. Não se reconhece o direito creditório quando o contribuinte não logra comprovar com documentos hábeis e idôneos que houve pagamento indevido ou a maior. CRÉDITO. PAGAMENTO INDEVIDO OU A MAIOR. SALDO NEGATIVO. INCOMPATIBILIDADE. Não se pode substituir suposto crédito de saldo negativo de IRPJ ou CSLL, por crédito de pagamento indevido ou a maior referente a estimativas devidamente quitadas, mormente quando se pretende construir tal saldo credor com pagamentos efetuados em períodos distintos. Não é possível operacionalizar tal compensação, uma vez que ao se alocar parcela do pagamento na composição do saldo negativo restaria sem cobertura a mesma parcela do débito originalmente vinculado a tal pagamento. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Ante a improcedência da Manifestação de Inconformidade, o Contribuinte apresentou recurso voluntário, alegando, em apertada síntese que a decisão da DRJ é nula por falta de fundamentação; que houve a decadência/prescrição das cobranças dos períodos compensados com o crédito pleiteado; e, quanto ao mérito, ante a existência de saldo negativo de IRPJ, referente ao anocalendário de 2001, possui direito à compensação desse crédito com outros tributos federais administrados pela SRFB; requerendo, ao final, acolhimento da defesa para reforma do julgado. É o relatório, passo a decidir. Voto Da Admissibilidade do Recurso Voluntário A recorrente foi cientificada da decisão da DRJ, em 14.02.2012, conforme aviso de recebimento fls. 84 e, apresentou o recurso, tempestivamente, no prazo de 30 dias, em 14.03.2012, atendendo aos demais pressupostos para sua admissibilidade. Portanto, dele conheço. Fl. 125DF CARF MF Impresso em 12/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/02/2014 por MARCO ANTONIO NUNES CASTILHO, Assinado digitalmente em 12 /02/2014 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 11/02/2014 por MARCO ANTONIO NUNE S CASTILHO Processo nº 16327.904234/200841 Resolução nº 1802000.428 S1TE02 Fl. 145 4 Preliminares Nulidade da Decisão da DRJ Alega o contribuinte que a decisão da DRJ é nula, porque é vazia e totalmente desprovida de fundamentação jurídica, pois, limitase a declarar como incorreto o procedimento adotado, aduzindo que não estaria comprovado direito creditório. Tal afirmação não merece prosperar. Nesta perspectiva, verificase que a decisão recorrida claramente delimitou o ponto sobre o qual analisaria o pedido da recorrente, conforme trecho da decisão recorrida sobre esse ponto: 7. Segundo informações constantes na Manifestação de inconformidade apresentada, percebese que o pretenso direito creditório seria, na realidade, de saldo negativo de IRPJ apurado em 2001 e não de pagamento a maior conforme declarado. Seguindo com sua fundamentação, a decisão recorrida trouxe os motivos pelos quais não reconhecera o crédito tributário pleiteado, ante a não comprovação do pagamento a maior do que o devido ou saldo negativo por documentos contábeis e fiscais: 8. Primeiramente, independentemente de qualquer outra análise, não haveria como se reconhecer o direito creditório aqui pleiteado, vez que o pagamento efetuado em dezembro de 2001 foi totalmente utilizado para a quitação do débito de IRPJ no valor de R$2.877,77, declarado na DCTF referente a novembro de 2001 (ND: 00001.002.002/90867858) e o contribuinte não demonstrou que o pagamento efetuado realmente tivesse sido feito a maior, trazendo documentação que pudesse de fato demonstrar que a apuração de IRPJ do referido período fosse inferior ao declarado. Ademais a própria DIPJ anexada pelo manifestante contraria seu pedido. Notase que o valor do IRPJ a pagar apurado em novembro de 2001 (fls. 43) é praticamente igual ao declarado na DCTF, o qual foi devidamente quitado com o pagamento em comento. Assim, não havendo prova de que tal pagamento tenha sido feito de forma indevida ou a maior do que o devido, há que se reconhecer acertada a decisão contida no despacho combatido. 9. Em que pese a suficiência do relatado acima para o indeferimento do pleito, cumpre frisar que, mesmo havendo saldo negativo de IRPJ no referido anocalendário, não haveria como se substituir tal suposto crédito (saldo negativo) por este solicitado (pagamento indevido ou a maior), por terem naturezas distintas. Enquanto aquele nasce apenas no ajuste efetuado ao final do anocalendário, este surgiria no momento do recolhimento, e nesta situação o reajuste do crédito para sua adequação aos valores corretos à data da transmissão do PER/DCOMP produziriam diferenças que afetariam sua liquidez e certeza, dada a imprecisão do valor a ser considerado, mormente quando se pretende construir o suposto crédito de saldo negativo com parcelas dos pagamentos efetuados em períodos de apuração distintos como é o caso em tela. Fl. 126DF CARF MF Impresso em 12/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/02/2014 por MARCO ANTONIO NUNES CASTILHO, Assinado digitalmente em 12 /02/2014 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 11/02/2014 por MARCO ANTONIO NUNE S CASTILHO Processo nº 16327.904234/200841 Resolução nº 1802000.428 S1TE02 Fl. 146 5 Na mesma linha de raciocínio não haveria como operacionalizar tal compensação pelo fato dos pagamentos estarem devidamente alocados para a quitação dos respectivos débitos, em outras palavras, ao se utilizar todo o pagamento, ou parcela do mesmo para compor o saldo negativo pretendido, restaria sem cobertura, e portanto passível de cobrança, a mesma parcela do débito vinculadas originalmente a tais pagamentos. Portanto, só seria possível a análise da existência do crédito se o mesmo fosse declarado na sua forma correta, sendo, neste contexto, analisado, verificada a sua existência e reajustado corretamente de maneira a aferir sua suficiência para a extinção dos débitos pelo instituto da compensação. Com efeito, rejeito a preliminar argüida. Decadência e Prescrição Alega o contribuinte, como preliminar, que houve prescrição do direito de cobrança da Fazenda, em relação aos débitos que foram objetos de compensação com o crédito de saldo negativo, porque os débitos são de 2001 e a cobrança foi efetuada apenas em 2012. Entendo que a referida alegação também não merece prosperar. Cabe alertar, primeiramente, que os débitos que foram objetos de compensação com o crédito de saldo negativo de IRPJ, ora debatido, estão com sua exigibilidade suspensa, nos termos do artigo 151, inciso III do Código Tributário Nacional, e, portanto, não podem ser cobrados. A existência do processo administrativo de cobrança no. 16327.904755/2008 06, constante à fl. 82, relacionando tais débitos, serve apenas de controle da Secretaria da Receita Federal, para adotar as medidas cabíveis após o desfecho do presente processo e não implica qualquer restrição aos direitos do contribuinte. No caso concreto, ora em análise, em agosto de 2008, a Contribuinte tomou ciência do despacho decisório não homologando as compensações realizadas, sob o argumento de que: “A partir das características do DARF discriminado no PER/DCOMP acima identificado, foram localizados um ou mais pagamentos, abaixo relacionados, mas integralmente utilizados para quitação de débitos do contribuinte, não restando crédito disponível para compensação dos débitos informados no PER/DCOMP”. O referido despacho decisório fora objeto de impugnação administrativa, a qual recebera decisão da Delegacia de Julgamento da Receita Federal em São PauloSP1, que manteve o indeferimento da compensação efetuada, conforme Acórdão n° 1634.2938, sessão de 18 de outubro de 2011. E, diante dessa decisão contrária, a Recorrente apresentou recurso voluntário que ora está sendo analisado pelo CARF. Portanto, percebese que o presente processo está seguindo seu curso normal e, em momento algum, a Recorrente foi cobrada pelos débitos compensados, não havendo que se cogitar sobre a ocorrência de prescrição do direito da Secretaria da Receita Federal, em efetuar tal cobrança, sendo totalmente descabida tal alegação pela Recorrente. Fl. 127DF CARF MF Impresso em 12/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/02/2014 por MARCO ANTONIO NUNES CASTILHO, Assinado digitalmente em 12 /02/2014 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 11/02/2014 por MARCO ANTONIO NUNE S CASTILHO Processo nº 16327.904234/200841 Resolução nº 1802000.428 S1TE02 Fl. 147 6 Ademais, como se não bastasse, está sendo analisada a não homologação de declaração de compensação, referentes a crédito de 2001, mas, submetidas em agosto de 2004. Desta feita, o prazo para homologação dos tributos iniciase a partir da data de transmissão das declarações e; somente a partir desta data, iniciase o prazo decadencial de cinco (5) anos para o Fisco homologar expressamente as compensações realizadas (art. 74, §§2º e 5º da Lei 9.430/96). Caso esse prazo decorra sem qualquer manifestação por parte do Fisco, ocorre a chamada homologação tácita. Ocorre que, em agosto de 2008, o Fisco emitiu despacho decisório não homologando as compensações realizadas, determinando o pagamento dos valores devidos. Ou seja, percebese que não há que se cogitar prescrição ou decadência, vez que houve análise dos pedidos de compensação do Recorrente dentro do prazo por Lei estipulado. Desta forma, rejeito a preliminar. Do Mérito Conforme exposto, a Recorrente pugna pela revisão do decisum a quo, por esse ter mantido a decisão que indeferiu a homologação do PER/DCOMP número 27258.71872.250804.1.3.048066, referente a crédito decorrente saldo negativo do ano calendário de 2001, utilizado para quitar os débitos de CSLL. A Delegacia de origem não homologou a compensação, porque o referido pagamento havia sido integralmente utilizado para a quitação de débito da Contribuinte (devidamente declarado em DCTF), não restando crédito disponível para compensação dos débitos informados no PER/DCOMP. Ademais, ressaltou em seu julgado que a Recorrente não apresentou os documentos que comprovasse cabalmente o crédito pleiteado. Na verdade, apesar da Recorrente em seu recurso voluntário reforçar a tese de que está usando o suposto pagamento indevido ou a maior de IRPJ referente ao período de apuração de dezembro de 2001, pelos argumentos e provas trazidos aos autos, em especial, a manifestação de inconformidade, concluise que o presente processo tratase do reconhecimento de um crédito de R$9.329,29, a título de saldo negativo de IRPJ, do ano calendário de 2001, cuja origem decorre de pagamento de estimativas mensais, no valor de R$25.775,20, que ultrapassou o imposto realmente devido, no montante de R$16.445,91. Verifico que o despacho Decisório, ao mencionar que o crédito pleiteado já havia sido utilizado para outros pagamentos, o fez, porque o contribuinte informou em sua PER/DCOMP, tratarse de pagamento “indevido ou a maior” de estimativa e não “saldo negativo do período”, que é o caso. Primeiramente, cabe registrar que o fato de a Contribuinte ter indicado no PER/DCOMP, o recolhimento de estimativa como origem do crédito e não o saldo negativo do período, não prejudica o seu pleito, porque o art. 165 do Código Tributário Nacional CTN não condiciona o direito à restituição de indébito, fundado em pagamento indevido ou a maior, a requisitos meramente formais. No que diz respeito, particularmente à essa questão, vale transcrever o seguinte julgado: Fl. 128DF CARF MF Impresso em 12/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/02/2014 por MARCO ANTONIO NUNES CASTILHO, Assinado digitalmente em 12 /02/2014 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 11/02/2014 por MARCO ANTONIO NUNE S CASTILHO Processo nº 16327.904234/200841 Resolução nº 1802000.428 S1TE02 Fl. 148 7 "PEDIDO DE RESTITUIÇÃO E COMPENSAÇÃO. SALDO NEGATIVO DE IRPJ COM DÉBITOS DE PIS E COFINS. A imperfeição na forma de pedir utilizada pelo interessado, referindo se ao IRRF e não ao saldo de imposto do período, não pode sobrepujar o fato da existência de crédito de imposto, nem motivar o indeferimento do pedido, sobretudo porque o primeiro afeta diretamente o segundo. A mera falta de informação do saldo negativo pleiteado na DIPJ também não constitui motivo para negar o direito creditório. (Delegacia de Julgamento no RJ, Acórdão 1211125, sessão de 11/08/2006) Esse entendimento está calcado também no Princípio da Verdade Material, instituto que norteia o Processo Administrativo e que deve ser observado criteriosamente, conforme preconizam os julgados deste Conselho in verbis: "IRPJ PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL – TRIBUTAÇÃO DO LUCRO INFLACIONÁRIO ERRO DE FATO NO PREENCHIMENTO DA DECLARAÇÃO DE RENDIMENTOS PRINCÍPIO DA VERDADE MATERIAL Por força do principio da verdade material que informa o processo administrativo fiscal, insubsiste a parcela da exigência fundada em erro de fato no preenchimento da declaração de rendimentos, devidamente comprovado em diligência fiscal determinada para aquele fim. Recurso provido." (Acórdão 10514307, 5' Camara, 1° Conselho, sessão 20/02/2004) — g.n. "IRPJ — COMPENSAÇÃO INDEVIDA DE PREJUÍZO FISCAL — ERRO NO PREENCHIMENTO DA DECLARAÇÃO — Uma vez demonstrado o erro no preenchimento da declaração, deve a verdade material prevalecer sobre a formal. Recurso de oficio negado. (Acórdão 10807418, 8 Camara, 1° Conselho, sessão 11/06/2003) — g.n. "IRPJ — PREJUÍZO FISCAL — COMPENSAÇÃO — ERRO DE FATO NO PREENCHIMENTO DE DECLARAÇÃO. Compensação de IRPJ recolhido por estimativa em exercício cujo resultado foi prejuízo fiscal, deve ser admitida, não obstante erro de fato no preenchimento da declaração, que não invalida o procedimento, desde que comprovada a existência dos créditos. Prevalência do principio da verdade material. Recurso Voluntário Provido." (Acórdão 10808805, 8' Camara, 1° Conselho, sessão 27/04/2006) — g.n. PRINCÍPIO DA VERDADE MATERIAL. VALORAÇÃO DAS PROVAS. A comprovação de efetivo erro de fato, no preenchimento da PER/DCOMP exige em homenagem ao princípio da verdade material e adequada valoração das provas, que se aprecie o pedido, afastando óbices formais que supostamente preconizam a intangibilidade das informações prestadas. Processo 10283.900148/200917. (grifos meus) Fl. 129DF CARF MF Impresso em 12/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/02/2014 por MARCO ANTONIO NUNES CASTILHO, Assinado digitalmente em 12 /02/2014 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 11/02/2014 por MARCO ANTONIO NUNE S CASTILHO Processo nº 16327.904234/200841 Resolução nº 1802000.428 S1TE02 Fl. 149 8 Assim, o que realmente interessa é verificar se houve ou não pagamento indevido ou a maior de um determinado tributo em um determinado período de apuração. Nesse sentido, vale lembrar que tanto as retenções na fonte quanto as estimativas representam meras antecipações do devido ao final do período, que guardam uma implicação direta com a figura jurídica do saldo negativo, já que correspondem ao mesmo período anual e ao mesmo tributo que aquele. Na sistemática da apuração anual, caso haja tributo devido no encerramento do ano, as antecipações se convertem em pagamento definitivo. Por outro lado, se houver prejuízo fiscal, ou ainda se as antecipações superarem o valor do tributo devido ao final do período fica configurado o indébito, a ser restituído ou compensado a partir do ajuste, na forma de saldo negativo. Deste modo, se a Contribuinte efetuou antecipações, na forma de recolhimento de estimativas, em montante superior ao valor do tributo devido ao final do período (como ela vem alegando), esse excedente passa a configurar indébito a ser restituído ou compensado, na forma de saldo negativo. Por essa razão, este colegiado normalmente desconsidera o erro formal de a Contribuinte indicar no PER/DCOMP os recolhimentos individuais de estimativa em vez de indicar o saldo negativo formado pelo conjunto destas mesmas estimativas. Nesse caso, isso já foi feito pela DRJ, que admitiu o exame do crédito sob a ótica de saldo negativo, mas manteve a negativa por falta de elementos probatórios (os quais estão sendo apresentados nessa fase processual). No que toca à comprovação de um indébito, é importante lembrar que o processo administrativo fiscal não contém uma fase probatória específica, como ocorre, por exemplo, com o processo civil. Especialmente nos processos iniciados pelo Contribuinte, como o aqui analisado, há toda uma dinâmica na apresentação de elementos de prova, uma vez que a Administração Tributária se manifesta sobre esses elementos quando profere os despachos e decisões com caráter terminativo, e não em decisões interlocutórias, de modo que não é incomum a carência de prova ser suprida nas instâncias seguintes. É por isso também que antes de proferir o despacho decisório, ainda na fase de auditoria fiscal, pode e deve a Delegacia de origem inquirir o Contribuinte, solicitar os meios de prova que entende necessários, diligenciar diretamente em seu estabelecimento (se for o caso), enfim, buscar todos os elementos fáticos considerados relevantes para que na seqüência, na fase litigiosa do procedimento administrativo (fase processual), as questões envolvam mais a aplicação das normas tributárias e não propriamente a prova de fatos. Tudo isso porque não há uma regra a respeito dos elementos de prova que devem instruir um pedido de restituição ou uma declaração de compensação. Pelas normas atuais, aplicáveis ao caso, nem mesmo há como anexar cópias de livros, de DARF, de Declarações, etc., porque os procedimentos são realizados por meio de declaração eletrônica PER/DCOMP. Na sistemática anterior, dos pedidos em papel, de acordo com o § 2º do art. 6º da IN SRF 21/1997, a instrução dos pedidos de restituição de imposto de renda de pessoa jurídica Fl. 130DF CARF MF Impresso em 12/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/02/2014 por MARCO ANTONIO NUNES CASTILHO, Assinado digitalmente em 12 /02/2014 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 11/02/2014 por MARCO ANTONIO NUNE S CASTILHO Processo nº 16327.904234/200841 Resolução nº 1802000.428 S1TE02 Fl. 150 9 se dava apenas com a juntada da cópia da respectiva declaração de rendimentos, e a apresentação de livros e outros documentos poderia ocorrer no atendimento de intimações fiscais, se fosse o caso. Este contexto permite notar que a instrução prévia, ainda na fase de Auditoria Fiscal, evita uma seqüência de negativas por falta de apresentação de documentos em relação aos quais a Contribuinte, em alguns casos, nem mesmo foi intimada a apresentar, o que poderia implicar em cerceamento de defesa. No caso concreto, a Delegacia de Julgamento concluiu que a Contribuinte não se desincumbiu do ônus de demonstrar a certeza e liquidez do alegado direito creditório, mediante as seguintes considerações: 8. Primeiramente, independentemente de qualquer outra análise, não haveria como se reconhecer o direito creditório aqui pleiteado, vez que o pagamento efetuado em dezembro de 2001 foi totalmente utilizado para a quitação do débito de IRPJ no valor de R$2.877,77, declarado na DCTF referente a novembro de 2001 (ND: 00001.002.002/90867858) e o contribuinte não demonstrou que o pagamento efetuado realmente tivesse sido feito a maior, trazendo documentação que pudesse de fato demonstrar que a apuração de IRPJ do referido período fosse inferior ao declarado. Ademais a própria DIPJ anexada pelo manifestante contraria seu pedido. Notase que o valor do IRPJ a pagar apurado em novembro de 2001 (fls. 43) é praticamente igual ao declarado na DCTF, o qual foi devidamente quitado com o pagamento em comento. Assim, não havendo prova de que tal pagamento tenha sido feito de forma indevida ou a maior do que o devido, há que se reconhecer acertada a decisão contida no despacho combatido. 9. Em que pese a suficiência do relatado acima para o indeferimento do pleito, cumpre frisar que, mesmo havendo saldo negativo de IRPJ no referido anocalendário, não haveria como se substituir tal suposto crédito (saldo negativo) por este solicitado (pagamento indevido ou a maior), por terem naturezas distintas. Cabe destacar, no entanto, que a Contribuinte não foi em nenhum momento intimada a apresentar quaisquer esclarecimentos ou documentos relativos ao seu PER/DCOMP. Nesse sentido, também vale registrar que a prova tem sempre um aspecto de verossimilhança, que é medida em cada caso pelo aplicador do direito. Além disso, em razão da dinâmica do PAF quanto à apresentação de elementos de prova, como já mencionado acima, é a Autoridade Fiscal que, em cada caso, por meio de intimações fiscais, acaba fixando os critérios para a composição do ônus que incumbe à Contribuinte. A Contribuinte com base na DIPJ anexada aos autos, alegou que efetuou recolhimentos a título de estimativas de IRPJ que ultrapassaram o valor real devido no período a título de IRPJ, conforme quadro abaixo: Fl. 131DF CARF MF Impresso em 12/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/02/2014 por MARCO ANTONIO NUNES CASTILHO, Assinado digitalmente em 12 /02/2014 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 11/02/2014 por MARCO ANTONIO NUNE S CASTILHO Processo nº 16327.904234/200841 Resolução nº 1802000.428 S1TE02 Fl. 151 10 Embora a indicação seja de existência de saldo negativo, ainda não é possível apurar o seu exato valor. Ademais, o despacho decisório não tratou do reivindicado crédito sob a ótica de saldo negativo, o que deverá ser feito agora e a condução do exame do PER/DCOMP não permitiu que a documentação contábil e fiscal fosse confirmada. Desta forma, entendo que a solução deste processo demanda uma instrução processual complementar. Assim, é necessário que os autos sejam encaminhados à Delegacia da Receita Federal de Administração Tributária de São Paulo, em Marília, para que aquela unidade, à luz dos documentos contábeis e fiscais apresentados pela Recorrente e de outros que entenda necessários verifique e informe: 1) O valor do saldo negativo do IRPJ, do anocalendário de 2001; 2) Se o eventual saldo negativo do anocalendário de 2001, já fora compensado com outros débitos federais e; 3) Se o eventual saldo negativo do anocalendário de 2001, suporta a compensação pretendida através da PERD/COMP no. . 27258.71872.250804.1.3.048066. Ao final, apresente relatório circunstanciado esclarecendo os questionamentos acima apresentados, cientificando a Contribuinte deste relatório, para que ela possa se manifestar no prazo de 30 dias, se assim desejar. Deste modo, voto no sentido de afastar as preliminares e converter o julgamento em diligência, para que a DRFSP, em Marília atenda ao acima solicitado. (assinado digitalmente) Marco Antonio Nunes Castilho – Relator Fl. 132DF CARF MF Impresso em 12/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/02/2014 por MARCO ANTONIO NUNES CASTILHO, Assinado digitalmente em 12 /02/2014 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 11/02/2014 por MARCO ANTONIO NUNE S CASTILHO
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Numero do processo: 11080.924506/2009-26
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Nov 27 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Thu Jan 02 00:00:00 UTC 2014
Numero da decisão: 3803-000.414
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência para que a Repartição de origem informe o resultado do processo nº 11080.000169/2007-18 e a repercussão do resultado dele na compensação do débito neste processo.
(assinado digitalmente)
Corintho Oliveira Machado - Presidente (assinado digitalmente)
Belchior Melo de Sousa - Relator
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Corintho Oliveira Machado, Belchior Melo de Sousa, Hélcio Lafetá Reis, João Alfredo Eduão Ferreira, Juliano Eduardo Lirani e Jorge Victor Rodrigues.
Nome do relator: BELCHIOR MELO DE SOUSA
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Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência para que a Repartição de origem informe o resultado do processo nº 11080.000169/200718 e a repercussão do resultado dele na compensação do débito neste processo. (assinado digitalmente) Corintho Oliveira Machado Presidente (assinado digitalmente) Belchior Melo de Sousa Relator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Corintho Oliveira Machado, Belchior Melo de Sousa, Hélcio Lafetá Reis, João Alfredo Eduão Ferreira, Juliano Eduardo Lirani e Jorge Victor Rodrigues. RELATÓRIO Esta Contribuinte transmitiu a Declaração de Compensação DComp nº 08096.26180.111006.1.3.049519, fls. 2/4 e 16214.87996.300407.1.3.044271, fls. 15/16, utilizando como crédito pagamento supostamente a maior de Cofins Cumulativa, relativa ao mês de novembro de 2003. Em procedimento de revisão de análise e homologação da DComp supra, que fora objeto de homologação integral, a DRF/Porto Alegre (DRF/POA), por meio do Despacho Decisório de nº 645/2011, à fl. 17, anulou os procedimentos internos anteriormente levados a RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 10 80 .9 24 50 6/ 20 09 -2 6 Fl. 297DF CARF MF Impresso em 02/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/12/2013 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 18/12/20 13 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 19/12/2013 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO Processo nº 11080.924506/200926 Resolução nº 3803000.414 S3TE03 Fl. 297 2 cabo, mediante os quais homologara a presente compensação e, passo seguinte, não homologou o débito nela compensado pela Contribuinte, motivada pelo fato de que o crédito indicado já tinha sido integralmente utilizado em outras compensações que foram objeto de apreciação no Despacho Decisório de nº 669, de 25 de maio de 2009, fls. 05 a 09, no processo 11080.000169/200718. Em Manifestação de Inconformidade apresentada, fls. 25/31, a Contribuinte: (i) alegou que a origem do pagamento indevido advinha do fato de ter considerado na base de cálculo da contribuição os efeitos do então vigente art. 3º, § 1º da Lei nº 9.718/98; (ii) relatou que refizera os cálculos excluindo da receita bruta as de natureza financeira, obtendo valor inferior ao efetivamente recolhido; (iii) observou que considerara ainda no recálculo a prerrogativa contida no art. 7º da Lei nº 9.718/98[1]; que permitia o diferimento de receitas (iv) discutiu a constitucionalidade das alterações implementadas pela Lei nº 9.718/1998 na base de cálculo da Cofins e do PIS/Pasep; (v) requereu a improcedência da cobrança dos débitos declarados com a homologação da compensação e a conseqüente nulidade do Despacho Decisório. Em julgamento da lide a DRJ/Porto Alegre contrapôsse ao argumento da Manifestante de inconstitucionalidade do § 1º do art. 3º da Lei nº 9.718/98 como origem do seu crédito: a) afirmando que a Autoridade administrativa e o Contencioso administrativo não têm competência legal para decidir sobre a inconstitucionalidade de leis vigentes no País; b) referindo que os mecanismos de controle da constitucionalidade das leis estão regulados na própria Constituição Federal, que deferiu essa prerrogativa exclusivamente ao Poder Judiciário; c) observando que o afastamento do § 1º do art. 3º da Lei nº 9.718/98, no âmbito administrativo, condicionase a provimento concreto do Poder Judiciário, ou, ainda, a edição de Resolução do Senado suspendendo a eficácia de referido dispositivo legal, uma vez que a declaração de inconstitucionalidade proferida pelo Supremo Tribunal Federal se deu por meio de controle difuso. A decisão foi ementada como segue: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 01/11/2003 a 30/11/2003 INCONSTITUCIONALIDADE – A autoridade administrativa é incompetente para decidir sobre a constitucionalidade dos atos baixados pelos Poderes Legislativo e Executivo. 1 Art. 7° No caso de construção por empreitada ou de fornecimento a preço predeterminado de bens ou serviços, contratados por pessoa jurídica de direito público, empresa pública, sociedade de economia mista ou suas subsidiárias, o pagamento das contribuições de que trata o art. 2° desta Lei poderá ser diferido, pelo contratado, até a data do recebimento do preço. Parágrafo único. A utilização do tratamento tributário previsto no caput deste artigo é facultada ao subempreiteiro ou subcontratado, na hipótese de subcontratação parcial ou total da empreitada ou do fornecimento. Fl. 298DF CARF MF Impresso em 02/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/12/2013 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 18/12/20 13 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 19/12/2013 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO Processo nº 11080.924506/200926 Resolução nº 3803000.414 S3TE03 Fl. 298 3 Cientificada da decisão em 10 de abril de 2013, irresignada, apresentou recurso voluntário em 29 de abril de 2013, em que bem manejou como único argumento a inconstitucionalidade do art. 3º, § 1º, da Lei nº 9.718/98, para sustentar o seu direito ao crédito utilizado na DComp sob análise, deixando novamente de se pronunciar sobre o seu crédito analisado no processo 11080.000169/200718. É o relatório. VOTO Conselheiro Relator Belchior Melo de Sousa Relator O recurso é tempestivo, atende as demais condições de admissibilidade e dele tomo conhecimento. Conforme relatado, este processo trata de compensação com crédito apreciado em outro processo. Assim, o deslinde da presente controvérsia deve transitar inicialmente pelo que consta do Despacho Decisório nº 669, de 25 de maio de 2009, no processo de compensação nº 11080.000169/200718, da DRF/Porto Alegre. Relatou o Chefe do Seort/DRF/POA: Trata o presente processo de declarações de compensação eletrônicas (fls. 131 a 317 e 319 a 323), transmitidas em 15/12/2005, a fim de compensar débitos de COFINS não cumulativa, dos períodos de apuração de outubro e novembro/2005, totalizando R$ 8.303.781,56 (planilha de fl. 336), com créditos originados em pagamentos a maior ou indevidos de PIS/PASEP e de COFINS, nos períodos de apuração de dezembro/2000 a janeiro/2004 (requerimento de fls. 1 a 3).[grifei]... As referidas declarações de compensação tinham sido objeto de intimações pelo módulo Pagamento Indevido ou a Maior do SCC (fls. 5 a 41), pois não haviam sido localizados os DARFs dos pagamentos a maior. O contribuinte informou que os créditos utilizados não se. originaram somente de recolhimentos realizados por meio de DARFs, mas, também, por meio de compensações e de pagamentos realizados em PAES e por meio de depósitos judiciais, posteriormente convertidos em renda .da União (requerimento de fls. 1 a 3), Assim, após o cadastramento dos débitos no PROFISC, as declarações de compensação foram baixadas para tratamento manual no presente processo, para a análise dos créditos (fl. 318). Pela informação acima, naquelas DComps esta Contribuinte servirase de créditos de diversas origens, e deste fato decorreu a não localização de DARFs de pagamento a maior, pela DRF/POA. Naquele processo, do total pleiteado R$ 8.303.781,56 foi deferida a importância de R$ 1.451.965,00 e procedida a homologação parcial dos débitos compensados. Fl. 299DF CARF MF Impresso em 02/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/12/2013 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 18/12/20 13 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 19/12/2013 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO Processo nº 11080.924506/200926 Resolução nº 3803000.414 S3TE03 Fl. 299 4 Já na presente decisão recorrida o Colegiado assentou que a manifestação de inconformidade contra o despacho decisório acima referido fora julgado por aquela mesma turma, por meio do Acórdão nº 1021.706, de 30 de outubro de 2009, e que este processo, nº 11080.000169/200718, encontravase aguardando julgamento no Conselho Administrativo de Recursos FiscaisCARF. Registrou ainda que ”nesse caso, já foi verificado o direito creditório apontado pela empresa inexistindo previsão legal para uma nova análise do mesmo. A interessada não se pronunciou a respeito do assunto na manifestação ora analisada”. Assinalou que a interessada não se pronunciara na presente manifestação de inconformidade a respeito da concomitância na utilização do mesmo crédito. No recurso, a Interessada, de novo, nada menciona acerca da decisão administrativa que analisara os seus créditos cobrindo o período de dezembro de 2000 a janeiro de 2004. Por outro lado, também não ataca a decisão recorrida indicando em que ponto teria cometido erro em seu julgamento, cuidando apenas de defender o seu direito ao crédito, sob o pálio da inconstitucionalidade do art 3º, § 1º, da Lei nº 9.718/98. De se ver que temos aqui um processo cujo objeto é uma compensação que utiliza crédito controvertido no processo nº 11080.000169/200718, antecedente a este, assim apontado pela DRF/Porto Alegre e confirmado pelo Colegiado de primeira instância, uma litispendência, a induzir a dependência deste ao que for decidido naquele. Em vista do exposto, nos termos do art. 18, I, do Anexo I, do Regimento Interno do CARF, veiculado pela Portaria MF nº 256, de 22 de junho de 2009, voto por converter o julgamento em diligência, para que a Repartição de origem informe o desfecho que alcançou o processo nº 11080.000169/200718 e a repercussão do crédito, porventura, ali obtido na compensação do débito neste processo. Após proferir o resultado da diligência, seja dada ciência à Contribuinte para que se manifeste no prazo de 30 dias, nos termos do art. 35, I, do Decreto nº 7.574, de 29 de setembro de 2011, retornando, em seguida, os autos a este CARF. Sala das sessões, 27 de novembro 2013 (assinado digitalmente) Belchior Melo de Sousa Fl. 300DF CARF MF Impresso em 02/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/12/2013 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 18/12/20 13 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 19/12/2013 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO
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Numero do processo: 35388.001021/2006-23
Turma: 2ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 2ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Tue Nov 05 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Mon Feb 10 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/01/1995 a 31/12/1999
TRIBUTO SUJEITO A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. PRAZO DECADENCIAL DE CONSTITUIÇÃO DO CRÉDITO.
Inexistindo a comprovação de ocorrência de dolo, fraude ou simulação por parte do contribuinte, o termo inicial será: (a) o primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado, se não houve antecipação do pagamento (CTN, ART. 173, I); (b) o Fato Gerador, caso tenha ocorrido recolhimento, ainda que parcial (CTN, ART. 150, § 4º).
Os documentos constantes nos autos, especificamente, o Relatório de Documentos Apresentados - RDA (fls. 58) consta a relação dos documentos de recolhimento de contribuições previdenciárias referentes à competência 12/1999.
Para fins de averiguação da antecipação de pagamento, as contribuições previdenciárias a cargo da empresa incidentes sobre a remuneração dos segurados empregados do Regime Geral da Previdência Social RGPS devem ser apreciadas como um todo. Segregando-se, entretanto, a contribuição a cargo do próprio segurado e as contribuições para terceiros.
Portanto, concluo que, pelo menos, houve a ocorrência da questionada antecipação de pagamento.
Recurso especial negado.
Numero da decisão: 9202-002.928
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso.
(Assinado digitalmente)
Henrique Pinheiro Torres - Presidente em exercício
(Assinado digitalmente)
Elias Sampaio Freire Relator
EDITADO EM: 25/11/2013
Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres (Presidente em exercício), Susy Gomes Hoffmann (Vice-Presidente), Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Gonçalo Bonet Allage, Marcelo Oliveira, Manoel Coelho Arruda Junior, Gustavo Lian Haddad, Maria Helena Cotta Cardozo, Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira e Elias Sampaio Freire.
Nome do relator: ELIAS SAMPAIO FREIRE
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PRAZO DECADENCIAL DE CONSTITUIÇÃO DO CRÉDITO. Inexistindo a comprovação de ocorrência de dolo, fraude ou simulação por parte do contribuinte, o termo inicial será: (a) o primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado, se não houve antecipação do pagamento (CTN, ART. 173, I); (b) o Fato Gerador, caso tenha ocorrido recolhimento, ainda que parcial (CTN, ART. 150, § 4º). Os documentos constantes nos autos, especificamente, o Relatório de Documentos Apresentados RDA (fls. 58) consta a relação dos documentos de recolhimento de contribuições previdenciárias referentes à competência 12/1999. Para fins de averiguação da antecipação de pagamento, as contribuições previdenciárias a cargo da empresa incidentes sobre a remuneração dos segurados empregados do Regime Geral da Previdência Social RGPS devem ser apreciadas como um todo. Segregandose, entretanto, a contribuição a cargo do próprio segurado e as contribuições para terceiros. Portanto, concluo que, pelo menos, houve a ocorrência da questionada antecipação de pagamento. Recurso especial negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 35 38 8. 00 10 21 /2 00 6- 23 Fl. 815DF CARF MF Impresso em 11/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/11/2013 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 03/02/2 014 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 06/02/2014 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES 2 Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. (Assinado digitalmente) Henrique Pinheiro Torres Presidente em exercício (Assinado digitalmente) Elias Sampaio Freire – Relator EDITADO EM: 25/11/2013 Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres (Presidente em exercício), Susy Gomes Hoffmann (VicePresidente), Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Gonçalo Bonet Allage, Marcelo Oliveira, Manoel Coelho Arruda Junior, Gustavo Lian Haddad, Maria Helena Cotta Cardozo, Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira e Elias Sampaio Freire. Relatório A Fazenda Nacional, inconformada com o decidido no Acórdão n.º 2301 02.024, proferido pela 1ª Turma Ordinária da 3ª Câmara da 2ª Seção em 15 de abril de 2011, interpôs, dentro do prazo regimental, recurso especial de divergência à Câmara Superior de Recursos Fiscais. A decisão recorrida, por unanimidade de votos, deu provimento ao recurso. Segue abaixo a sua ementa: “DECADÊNCIA. STF. INCONSTITUCIONALIDADE DE DISPOSITIVOS. LEI 8.212/91. CONTRIBUIÇÕES DEVIDAS E NÃO RECOLHIDAS. O Supremo Tribunal Federal, através da Súmula Vinculante n° 08, declarou inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212, de 24/07/91, devendo, portanto, ser aplicadas as regras do Código Tributário Nacional. No presente caso, todo o lançamento fiscal foi alcançado pela decadência quinquenal, tanto pela regra estabelecida no art. 150, §4º do CTN, quanto pela disposição do art. 173, inciso I, do mesmo Codex. Recurso Voluntário Provido.” Afirma a Fazenda Nacional que a decisão recorrida diverge do paradigma que apresenta: “PREVIDENCIÁRIO. PRAZO DECADENCIAL. AUSÊNCIA DE PAGAMENTO ANTECIPADO. CONTAGEM A PARTIR DO PRIMEIRO DIA DO EXERCÍCIO SEGUINTE AO QUE O LANÇAMENTO PODERIA TER SIDO REALIZADO, Não se verificando antecipação de pagamento das contribuições, aplica Fl. 816DF CARF MF Impresso em 11/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/11/2013 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 03/02/2 014 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 06/02/2014 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 35388.001021/200623 Acórdão n.º 9202002.928 CSRFT2 Fl. 7 3 se, para fins de contagem do prazo decadencial, o critério previsto no inciso I do art. 173, do CTN. (...).” (AC 240101.759) Explica que o entendimento do e. colegiado "a quo" resultou na interpretação de que o primeiro dia seguinte à competência 12/1999 seria o primeiro dia do ano de 2000, ou seja, o primeiro dia seguinte ao fato imponível resultando na equivocada exclusão dos valores lançados na referida competência. Entende que, apesar do acerto do voto do conselheirorelator no que tange aos dispositivos legais a serem aplicados para a aferição da decadência, há uma ligeira impropriedade na exegese em que se baseia o referido voto, baseado no RESP 973.733/SC de relatoria do Min. Luiz Fux, de obediência necessária pela presente Turma Especial, tendo em vista o art. 62A do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais. Argumenta que a interpretação que norteou o Superior Tribunal de Justiça, no RESP n. 973.733/SC, já fora esclarecida nos embargos de declaração (EDcl no AgRg no Recurso Especial n.° 674.497 — PR), de relatoria do Ministro Mauro Campbell Marques, citado no acórdão paradigma indicado. Frisa que a Primeira Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais, em julgamento recentíssimo (Processo n.° 11020.001897/200247 — Recorrida: Marcopolo), pelo voto de qualidade deu provimento ao recurso da Fazenda Nacional, decidindo que o termo inicial da decadência, segundo o art. 173, I do CTN, corresponde ao primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado, e não ao primeiro dia do exercício seguinte ao do fato gerador. Conclui que, no caso dos autos, atendendo à redação do art. 173, I do CTN, o prazo decadencial relativo à competência 12/1999 somente se iniciou em 01/2001 (e não em 01/2000), encerrandose apenas em 31/12/2005. Considera que, como a notificação do contribuinte se deu em 16/12/2005, a fiscalização trabalhou dentro do prazo decadencial, devendo ser reformado o acórdão do coleqiado "a quo" nesta parte. Ao final, requer o provimento do seu recurso. Nos termos do Despacho n.º 2300117/2013, foi dado seguimento ao pedido em análise. O contribuinte apresentou, tempestivamente, contrarrazões. Afirma que o CARF agiu acertadamente ao declarar a decadência de todo o período fiscalizado. Entende que os tributos cuja decadência foram declarados são sujeitos a lançamento por homologação, e que para a contagem do prazo decadencial de tais tributos, a lei determina que o dies a quo corresponde ao primeiro dia seguinte à ocorrência do fato imponível. Julga que o modo como a Fazenda Nacional deseja calcular a decadência, com a possibilidade de ocorrer quase seis anos de prazo decadencial, traz uma diferenciação indevida entre os diversos contribuintes. Fl. 817DF CARF MF Impresso em 11/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/11/2013 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 03/02/2 014 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 06/02/2014 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES 4 Ao final, requer o não provimento do recurso da Fazenda Nacional. Eis o breve relatório. Voto Conselheiro Elias Sampaio Freire, Relator O recurso preenche os requisitos formais de admissibilidade e, portanto, dele tomo conhecimento. No que diz respeito à decadência dos tributos lançados por homologação temos o Recurso Especial nº 973.733 SC (2007/01769940), julgado em 12 de agosto de 2009, sendo relator o Ministro Luiz Fux, que teve o acórdão submetido ao regime do artigo 543C, do CPC e da Resolução STJ 08/2008, assim ementado: “PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL REPRESENTATIVO DE CONTROVÉRSIA. ARTIGO 543C, DO CPC. TRIBUTÁRIO. TRIBUTO SUJEITO A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. INEXISTÊNCIA DE PAGAMENTO ANTECIPADO. DECADÊNCIA DO DIREITO DE O FISCO CONSTITUIR O CRÉDITO TRIBUTÁRIO. TERMO INICIAL .ARTIGO 173, I, DO CTN. APLICAÇÃO CUMULATIVA DOS PRAZOS PREVISTOS NOS ARTIGOS 150, § 4º, e 173, do CTN. IMPOSSIBILIDADE. 1. O prazo decadencial qüinqüenal para o Fisco constituir o crédito tributário (lançamento de ofício) contase do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado, nos casos em que a lei não prevê o pagamento antecipado da exação ou quando, a despeito da previsão legal, o mesmo inocorre, sem a constatação de dolo, fraude ou simulação do contribuinte, inexistindo declaração prévia do débito (Precedentes da Primeira Seção: REsp 766.050/PR, Rel. Ministro Luiz Fux, julgado em 28.11.2007, DJ 25.02.2008; AgRg nos EREsp 216.758/SP, Rel. Ministro Teori Albino Zavascki, julgado em 22.03.2006, DJ 10.04.2006; e EREsp 276.142/SP, Rel. Ministro Luiz Fux, julgado em 13.12.2004, DJ 28.02.2005). 2. É que a decadência ou caducidade, no âmbito do Direito Tributário, importa no perecimento do direito potestativo de o Fisco constituir o crédito tributário pelo lançamento, e, consoante doutrina abalizada, encontrase regulada por cinco regras jurídicas gerais e abstratas, entre as quais figura a regra da decadência do direito de lançar nos casos de tributos sujeitos ao lançamento de ofício, ou nos casos dos tributos sujeitos ao lançamento por homologação em que o contribuinte não efetua o pagamento antecipado (Eurico Marcos Diniz de Santi, "Decadência e Prescrição no Direito Tributário", 3ª ed., Max Limonad, São Paulo, 2004, págs. 163/210). 3. O dies a quo do prazo qüinqüenal da aludida regra decadencial regese pelo disposto no artigo 173, I, do CTN, sendo certo que o "primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado" corresponde, Fl. 818DF CARF MF Impresso em 11/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/11/2013 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 03/02/2 014 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 06/02/2014 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 35388.001021/200623 Acórdão n.º 9202002.928 CSRFT2 Fl. 8 5 iniludivelmente, ao primeiro dia do exercício seguinte à ocorrência do fato imponível, ainda que se trate de tributos sujeitos a lançamento por homologação, revelandose inadmissível a aplicação cumulativa/concorrente dos prazos previstos nos artigos 150, § 4º, e 173, do Codex Tributário, ante a configuração de desarrazoado prazo decadencial decenal (Alberto Xavier, "Do Lançamento no Direito Tributário Brasileiro", 3ª ed., Ed. Forense, Rio de Janeiro, 2005, págs. 91/104; Luciano Amaro, "Direito Tributário Brasileiro", 10ª ed., Ed. Saraiva, 2004, págs. 396/400; e Eurico Marcos Diniz de Santi, "Decadência e Prescrição no Direito Tributário", 3ª ed., Max Limonad, São Paulo, 2004, págs. 183/199). 5. In casu, consoante assente na origem: (i) cuidase de tributo sujeito a lançamento por homologação; (ii) a obrigação ex lege de pagamento antecipado das contribuições previdenciárias não restou adimplida pelo contribuinte, no que concerne aos fatos imponíveis ocorridos no período de janeiro de 1991 a dezembro de 1994; e (iii) a constituição dos créditos tributários respectivos deuse em 26.03.2001. 6. Destarte, revelamse caducos os créditos tributários executados, tendo em vista o decurso do prazo decadencial qüinqüenal para que o Fisco efetuasse o lançamento de ofício substitutivo. 7. Recurso especial desprovido. Acórdão submetido ao regime do artigo 543C, do CPC, e da Resolução STJ 08/2008. O Regimento Interno deste Conselho Administrativo de Recursos Fiscais CARF, através de alteração promovida pela Portaria do Ministro da Fazenda n.º 586, de 21.12.2010 (Publicada no em 22.12.2010), passou a fazer expressa previsão no sentido de que “As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543B e 543C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF” (Art. 62A do anexo II). Em suma, inexistindo a comprovação de ocorrência de dolo, fraude ou simulação por parte do contribuinte, o termo inicial será: (a) o primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado, se não houve antecipação do pagamento (CTN, ART. 173, I); (b) o Fato Gerador, caso tenha ocorrido recolhimento, ainda que parcial (CTN, ART. 150, § 4º). No presente caso a controvérsia restringese a competência 12/1999, considerando que o sujeito passivo foi cientificado do lançamento, em 16/12/2005. Os documentos constantes nos autos, especificamente, o Relatório de Documentos Apresentados RDA (fls. 58) consta a relação dos documentos de recolhimento de contribuições previdenciárias referentes à competência 12/1999. Para fins de averiguação da antecipação de pagamento, as contribuições previdenciárias a cargo da empresa incidentes sobre a remuneração dos segurados empregados Fl. 819DF CARF MF Impresso em 11/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/11/2013 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 03/02/2 014 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 06/02/2014 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES 6 do Regime Geral da Previdência Social RGPS devem ser apreciadas como um todo. Segregandose, entretanto, a contribuição a cargo do próprio segurado e as contribuições para terceiros. Portanto, concluo que, pelo menos, houve a ocorrência da questionada antecipação de pagamento. Pelo exposto, voto por NEGAR PROVIMENTO ao Recurso Especial da Fazenda Nacional. (Assinado digitalmente) Elias Sampaio Freire Fl. 820DF CARF MF Impresso em 11/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/11/2013 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 03/02/2 014 por ELIAS SAMPAIO FREIRE, Assinado digitalmente em 06/02/2014 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES
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