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4776745 #
Numero do processo: 11030.002257/92-66
Data da publicação: Mon Dec 21 00:00:00 UTC 2009
Numero da decisão: 101-88739
Nome do relator: Não Informado

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Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por ADEMIR JOSE CASANOVA ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Primeiro Con- selho de Contribuintes, por unanimidade de votos, dar provimento par- cial ao recurso, para excluir da exioOncia o encarno da TRD relativo ao período de fevereiro a julho de 1991, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. r. Sala das Sessbes, em 24 de acosto de 1995 -- ,- - ---,Á"- --:.--' ...--- g. L.wN PE— IRA R01 SUES t A_ - PRESIDENTE KAZU '-\I S: OEuL r - RELATOR _. : , : , 2 Processo nr. 11030/002.257/92-66 Acórdão nr. 101-88.739 1Q, VISTO EM LUIZ FERNANDO OLIVEIR A t IRA S - PROCURADOR DA FA SESSA0 DE: 2 2 SET 1995 ZENDA NACIONAL Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselhei- ros: MARIAM SEIF, FRANCISCO DE ASSIS MIRANDA, JEZER DE OLIVEIRA CANDI- DO, SEBASTIMO RODRIGUES CABRAL, RAUL PIMENTEL, CELSO ALVES FEITOSA. tu .0 4. 1.,. et "? o.. 1..4 'ti k"... 111 ri" '1 0.. ri" :1:,1 :I> :',L1 0 I' • 9 0 ,:...) O 1.., ru D1 O "I LD rel "'I rr 1 n 111 XI 5-, "C4 O 11 1:1 rn r..,1 ri' ci, M "..:".1 o' i.,. I.- ri o n (3 (1 1-1 Z rri LIJ "I 15.1 -H 411 "*9 1,:r I..A. 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'"5 ri) I-, , n1 (") RI t::: 1..,. ri" i., , O. :3 O 1,n ri' a ti' ri" I-I• 1.-1 -.Ç 11) I, f", 4, e: tu ri'- ,:::: VI ri- ri), "N f"1 UI O i:.;': , M ttl r+ a o In o 1 ul ri' ri 5.,.. 0„ -Ç C.: i... 1 1 III VI I...à. r 'I. ri' 11 -0 ru r...: e). tu 1 In i'..IP, ri- In ri . O. 1,,,, '1',) 1,, O ti., ':',J UI ,,.• i '̀ ri' tu? r..1: ria 0. ri) 0 1:, C fá. :1.". ' "''U ri "1 "I El 1:3 MJ ri) ry O ::".1 N.,, ri õ„ 1.0 Cu Ct ri IA "i r.::: IA :3 'I. I.-. ,:::: O XI 11.1 ri' 1,,, 0 rD O. ri r:: . -1 ., ri 1-, na ru ::::, 1-, r.:: CU I41i1 VI (3, IA LU tu 9 o ..I o - ri :a O Cl 1-4. H . I Cl r.) 2.1 UI RO 'T.ti IA 1.1) ri C: IA h, . r.:5 r.::: rh c:: :::,; o., '',1 O) 151 i.-.. O ;11 '141 I"J" 1 I, e •,r,f 1,, r,;;; IA rJ , 3 *.:5 ri ili '11 k•i, 1;:r ri" O I, : ..:' "I r+ :3 "1 tii? P : I-- , :_̂1•3 '''; Ci. 1 CM tu til ....,:i tu ri ri' 4 ... el. i..,, ri, O - ,1 :3 tiI -i ri) rir) o 5- . na r13 tu‘r, 13 , 1..) Ifi I-: 1:::: iiltuuilritir1'i» ri,! ri- o pri" , in i,"..'.1 ,, r3, --, no? rvi ri 0„ ri , 1 -. r...:: ri » r i CU 1,.. -1 ri' ".i 1 111 U. 'i' o1 Kl ri" ri ri' (3. „p, ro .3.,, e.',:: 1:::; C., to, •:.: 4., CL, Li 113 "N i A i:',.., ,.., El) III O "I r 1- ri) i., , Eu 03 :5:: r, Ir..1" "N el, ::::: ri) Ir.: :::,:, "..; I '.3 1:;) rJ. O" el. ui "ej :I ri' ri Ui Di a ,,,. `1:i ' ''..'' "I t,./ CZ: "Cl IA "i rn, el '`. I, rn ;',:r, rh t".•,; 1:::: r-li? I-- .• O ri '. o ri c: ri' ..,4 1,-, es r0 rtr., e: 1.,,, 11) til Ri ci; 1"4 ui •J.1: ",1 r i I.., O ,.0 9 til :3 1") i-i • ri" r.I.:1 i •-' • r..r.: '.',1 i)-.i Ci. "N ::',5 'ZI 1,4. 11 kri I", Ci„ ,t) O) ri. D1 CI., In ri. O ti ri' ,..-, n ....,..0 r...*; r., ri- kei (3 1::r r•i- LU r.:: 1.-... ri' (:: CU ri' (J1 til O ri' tu ri- In 'O '9 ri ,,, 14. ..r.i 1,,1 1...,, tu -II 5 .... ri' VI i.... -1 ...ç r". •.:,: "N 1 'o o„ i.,,. ui o rt, o ri" ",,, tU "N :::;1 Lrà ri. 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Numero do processo: 13888.000250/92-17
Data da sessão: Tue Jan 10 00:00:00 UTC 1995
Data da publicação: Mon Dec 21 00:00:00 UTC 2009
Numero da decisão: 101-87745
Nome do relator: Não Informado

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MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO rnW1ELHn rg= rrINTRIRHINTER PROCESSO N2 13888.000250/92-17 SesSão de 10 de janeiro de 1995 A,-.6rdNo no 101-87.745 Recurso ng : 106.880 - IRPJ - EXS: DE 1990 1 991/ Recorrente: ITELPA S/A INDUSTRIA F COMÉRCIO Recorrida : DRF EM LIMEIRA(SP) IRPJ - VARIAÇMO MONETARIA ATIVA - DEPO- SITOS JUDICIAIS - A varia0o monetária resultante de depcSsitos judiciais para garantia de inst2ncia deve ser apropria- da como receita do exercício em que for autorizado o levantamento por despache expresso da autoridade judicial que pre- side o feito. . . Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso voluntário interposto por ITELPA S/A - INDUSTRIA F COWR- CIO. ACORDAM os Membros da Primeira Cmara do Primeiro Con- selho de Contribuintes, por unanimidade de votos, dar provi- mento ao recurso voluntário interposto, nos termos do voto do re- lator. :. 1. d s Sessbes, em 10 de janeiro de 1995 411 Ofter '• i ...II .m. •; , ' . - Presidente ! K,-, 7LIKI SHIOBARA . - Relator LUíZ FERNANDO F-EIRA DE MORAES - Procurador da Faz =.n- /I da Nacional VISTO EM SESSA0 DE: 2 4 F E V 1995 Participaram, ainda, do presente julgamento os seguintes Conselhei ros: Francisco de Assis Miranda, Celso Alves Feitosa, Raul Pimen- lb ., tel e Roberto William Gonçalves. Ausentes justificadamente os Con , ; 5 selheiros: Jezer de Oliveira Cãndido e Sebastião Rodrigues Cabral. ' &Ni I , , MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCF=---Ps0 No 13889.000250/92-17 RECURSO No : 106.880 ACORDO NP: 101-87.745 RECORRENTE: ITELPA S/A - INDUSTRIA E COMÉRCIO RFLATORIO A empresa ITELPA SIA - INDUSTRIA E COMÉRCIO inscrita no Cadastro Geral de Contribuintes sob n g 54.374.095/0001-32, incon- formada com a decisão de 12 grau proferida pelo Delegado da Re- ceita Federal em Limeira(SP), apresenta recurso voluntário ao Primeiro Conselho de Contribuintes objetivando a reforma da deci- são recorrida. A exig@ncia tem origem no Auto de Infração, de fl. 83, e seus anexos através do qual foi apontada a irregularidade que teria sido cometido pelo contribuinte, sintetizada nos seguintes termos a) glosa de dispndios contabilizados a título de BRIN- DES E OFERTAS, conforme demonstrativo n2 01, de f1.75, no valor de NCz$ 11S.476,00, no exercício de 1990, com infração do artigo 191 e ==.u= r =lrAor=xfo ,=. . t-3 RIR/80 ; .=,, b) Omissão de receita de VARIAçA0 MnNETARIA ATIVA, con- forme demonstrativo n 02, de fls. 76/77, nos montantes de NCz$ 1.715.403,00 e NCz$ 13.184.105,00, respectivamente, nos exerci cios de 1990 e 1991, com infr:=Ição do artigo 254, inciso T , do RIR/PO. A autuada conformou-se com a exig'È;ncia relativa a glosa de despesas contabilizadas como brindes, ofertas ou presentes e 6. . -4procedeu ao recolhimento do imposto exigido, conforme DARF de fl. ,4 , 105 e impugnou a exigncia correspondente a VARIAÇW MONETARIA i ATIVA que deveria ter sido calculado sobre os depósitos judi- - ciais, argumentando que a falta de reconhecimento da receita de 1è/ ____, H , MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRnr.r=gn No 1:-7:PR,P.n00'2.50/W-7-17 Ac.I',rdn no 101-87.745 correção monetária foi equilibrada com a falta de reconhecimento das despesas de corrção monetária no passivo. Na decião de 1 0 grau, (i rb f1 =-. 108/112, a exigncia foi mantida em sua totalidade sob o argumento de que os créditos de vem ser corrigidos compulsoriamente e que os débitos, se houver, podem ser corrigidos monetariamente, ou se_ia, que é obrigatório o reconhecimento de receita de correção monetária enquanto que para as dP-spP.sP.,-,-, de correção monetária, é facultativo o reconhecimen- to. No recurso voluntário, de fls. 126 e 127, reitera os mesmos argumentos expendidos na impugnação, nos seguintes termos: "No caso, a recorrente não efetuou os lança mentos das varia0es ativas E nem das passi vas, de forma que a apuração final do imposto não sofreu qualquer alteração para mais ou para menos... Mão pode prevalecer o argumento descabido e aético expendido pelos autores do auto e con- firmado pela decisão recorrida, de que o lan- çamento da variação ativa é obrigatária, en- quanto que o da passiva é facultativo. Na verdade a recorrente foi autuada por ter entendido o fisco que, de seu comportamento, ocorreu diferença a menor na apuração do íff, posto. Ora, a diferença na apuração do imposto não houve, per mais que se esforce o julgador na tentativa de justificar a autuaçgío, A eventual infração, se é que existiu, n2lo acarretou qualquer repercussão no valor, do imposto a pagar, razão pela qual, 'permissa maxima venia', a defentende entende ser inca bii a aplicação de qualquer penalidade em conser,uEncia dos fatos descritos no auto de infra 'o." - of,a II 4, É o reiatório71 i Mi ' _ J MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO fmNK-' 1=LHn DE rrINTR~TNTr==, PROCESSO No 13888 000250/92-17 Acórdão ng_ 101-87.745 VOTn Conselheiro KAZUKI SHIORARA - Rel&-or O recurso voluntário preenche os requisitos de admissi- hilidRde. A controvérsia submetida ao crivo desta C2mara restri- g-se a obrigatoriedade ou não do reconhecimento da variação ma- netári =1 ativa =',ohr ==, depósitos judiciais efetuados para suspender a exigibilidade do crédito tributário, no caso dos autos, o im- posto sobre a Renda - Pessoa Jurídica, Contribuição Social e Im- posto sobre Circulação de Mercadorias (fls. 76/77). O argumento exposto pela recorrente de que o fato de não efetuar a contabilização de correção monetária ativa não teve qualquer influncia na apuração do lucro real porque não foi efe- tuada a escrituração da correção monetária passiva não retrata a realidade. DP-- fato, a contabílizaçãn de depósito judicial é feita em contrapartida com a conta Caixa OU Bancos (conta de disponibi- lidade - origem do dinheiro), todas do Ativo. Todos os recursos que compbe o Ativo tem origem no Passivo (capital próprio, lucro gerado ou empréstimos de terceiros) e, portanto, inexistindo pro- va de que O valor do rlepó,=- ifn judicial foi proviionadn em uma conta do Passivo, este depósito só poderia ter origem no capital próprio gerado na empresa e que corresponde ao Patrimanio Líqui- do. Como o Patrimanio Líquido já é corrigido monetariamente gerando correção monetária passiva na correção do balanço, se o contribuinte não reconhecer a variação monetária ativa do depósi- to judicial, estar se-ia beneficiando da correção monetária pas- siva pois deixaria _Se rE2conh ç2I-P'r a receita no mesmo valor da d- pe-,=-% já rnmp“f=ldR. / 44 X j ! MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO nONSELHn DP CONTRIBUINTES PROCESSO N2 13888.000250/92-17 Acórdão n2 101-87.745 Para que haja o equilíbrio almejado pela recorrente, dev cltar que o valor do tributo, correspondente ao depósi- to judicial, foi provisionado em uma conta do Passivo e, ainda, que esta provisão não tenha sido atualizado na forma prescrita no artigo 254, incise II do RI R/80 inexiste nos autos, qualquer prova ou argumento convin- cente de que houve provisionamento dos tributos e que esta provi- são não foi atualizado monetariamente. Este é o entendimento esposado por Hiromi Higuchi, au- tor do livro "IMPOSTO DE RENDA DAS EMPRESAS", 19 f11 edição 1994, fls, 533, onde sintetiza "Sob o aspecto econSmico, a atualização do valor depositado é necessária porque o reCUr- so tem origem em capita/ pr6prio ou de ter- ceiro, Se for capital práprio, a correção mo- netária do patrimSnio líquido anula a receita de atualização monetária, Se for capital de terceiro, os encargos financeiros são maiores que o valor da receita, Sob o aspecto jurídico, o entendimento de que a atualização de valor depositado não é ne- cessária teria razão se o depéisito em dinhei- ro Pão pudesse ser levantado até a decisão final do processo, Apesar de o parágrafo 2-2 do artigo 32 da Lei n2 6.„830/80 dispor que ap6s o trgnsito em julgado da decisão, o de- p6sito, monetariamente atualizado, será de- volvido ao depositante ou entregue a Fazenda Páblica, mediante ordem do juízo competente, os juízos tE-M autorizado o leVaritaffient0 dos depásitos ainda no curso dos processos, Isso prova que não tem base legal o argumento de que o valor depositado não é do contribuinte. No levantamento do dep6sito ainda na pend gn- cia da ação judicial, o contribuinte recebe - pelo valor corrigido," 5/ 44 Entretanto, reconheço que a jurisprud gncia predominante deste Primeiro Conselho di=, Contribuinte pende favoravelmente ao contribuinte no sentido de que enquanto depósito judicial, o mon - 6 MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO rnNpFIHn np nrINTRIRUTNTPÇ PROCP-ss.I0 No 1:''-26.8.000250/92-17 Acórdão ng 101-87.745 tente depositado não constitui disponibilidade econamica e nem jurídica para o contribuinte depositante, conforme os Acórdãos, cujas ementas so transcritas ==th,=-1ixg ”VARIAçAD MOMETARIA ATIVA - A variação more d==. Aep6fito .,7 judiciais pira çarantia de instancia deve ser apropriada co- mo receita do exercício em que reconhecida a improcedgncia da pretensão fiscal (Ac, 101-83.917/92).' "IRPj CORRF7An MONFTARIA DE DFPOSITDS riAIR FACULDADE DE RECONHECIMENTO OU NO PARA EFEITO DE TRIBUTAÇA0 - Até a de,--i ,zão fi- nai da lide, a correção monetãria incidente sobre valores dados em deOsitos judiciais, agrega-se ao principal, como um crédito vin- culado ao juízo, meramente escriturai, com duvidosas cargas de certeza e liquidez e de nenhuma exioibiiidade, inocorrendo assim, re- lativamente respectivo fato gerador do impos- to de renda, posto que, enquanto tai, encon- tra-se juridicamente indisponível para o de- positante (ao contrário do pressuposto pelo art. 43 do CTM), não havendo comando para que se possa entenda-la COPO renda tributável, até porque, de titular indefinido, lá.. Recur- c:o provido (A(-- 103-11961/92)" Assim, acompanho a iurisprudancia assentada no sentido de incorrncia da disponibilidade econamii-a e nem juridica da renda correspondente a variação monetária ativa em virtude de o depósito j udicial encontrar-se =nn a tutela rt=t autoridade iudi- ciaria que preside a lide. De todo o exposto, vin fn no .=. 1-rt-idn ric.--= dar provimento ao recurso voluntário. Brasília(DF), .10 de janeiro de i995 4 Relator _214 Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1 _0000600.PDF Page 1

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4778196 #
Numero do processo: 10708.001126/93-11
Data da sessão: Tue Nov 12 00:00:00 UTC 1996
Data da publicação: Tue Dec 22 00:00:00 UTC 2009
Numero da decisão: 101-90397
Nome do relator: Não Informado

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OPERACIONAL - EXS: DE 1988 a 1993 RECORRENTE : SUECOBRÁS INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA. RECORRIDA : DRJ no Rio de Janeiro - RJ. SESSÃO DE : 12 de novembro de 1996 ACORDÃO N° :101-90.397 PIS-R. OPERACIONAL - Incabível o lançamento cuja base legal tem como fundamento os Decretos-lei nrs. 2.445 e 2.449, ambos do ano de 1988, por terem sido declarados inconstitucionais pelo STF. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por SUECOBRÁS INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA. ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. ON P IRA R* GUES PRES1D E RELATOR FORMALIZADO EM: 1 DEZ 1996 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: JEZER DE OLIVEIRA CÂNDIDO, FRANCISCO DE ASSIS MIRANDA, KAZUKI SHIOBARA, SANDRA MARIA FARONI, CELSO ALVES FEITOS, RAUL PIMENTEL e SEBASTIÃO RODRIGUES CABRAL. MINISTÉRIO DA FAZENDA 2 PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO N° : 10708-001.126/93-11 ACÓRDÃO N° : 101-90. 397 RECURSO NR. : 07.434 RECORRENTE : SUECOBRÁS INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA. RELATÓRIO SUECOBRÁS INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA., recorre a este Conselho da decisão do Sr. Delegado da Receita Federal de Julgamento no Rio de Janeiro - RJ, que julgou procedente a exigência fiscal formalizada no Auto de Infração de fls. 01. A exigência fiscal refere-se a crédito de PIS - RECEITA OPERACIONAL e seus acréscimos legais e tem origem na falta ou insuficiência de recolhimento da contribuição relativa aos fatos geradores de 07/88 a 01/93. A base legal do lançamento está no art. 3, alínea "b", da Lei Complementar n.° 7/70; artigo 1°, parágrafo único da Lei Complementar n.° 17/73; artigo 1° do Decreto-lei n.° 2.445/88, combinado com o artigo 1° do Decreto-lei n.° 2.449/88. Intimada, a contribuinte, tempestivamente, apresentou a impugnação de fls. 21-23, na qual, em preliminar de mérito, aduziu ser nulo o auto de infração por falta de preenchimento das disposições do artigo 10 do Decreto n.° 70.235/72. No mérito, defendeu ser inconstitucional a exigência do PIS na forma instituída pelos Decretos-lei n.° 2.445/88 e 2.449/88. A autoridade julgadora de primeira instância rejeitou a preliminar argüida e, no mérito, declarando-se incompetente para apreciar os argumentos de que o PIS é inconstitucional, manteve integralmente o lançamento fiscal. Ciente da decisão em 02/10/95, conforme AR de fls. 71-v, a empresa apresentou o recurso voluntário de fls. 74-76, no qual repetiu as razões da peça impugnatória MINISTÉRIO DA FAZENDA 3 PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO N° : 10708-001.126/93-11 ACÓRDÃO : 101-90. 397 no sentido de que é inconstitucional a exigência do PIS com base nos Decretos-lei noa 2.445/88 e 2.449/88. É o relatório. MINISTÉRIO DA FAZENDA 4 PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO N° : 10708-001.126/93-11 ACÓRDÃO N°. : 101-90. 3 9 7 VOTO Conselheiro, EDISON PEREIRA RODRIGUES - RELATOR O recurso é tempestivo e preenche as formalidades legais. Dele conheço. Trata-se, como foi visto no relatório, de lançamento fiscal constituído sob a égide do Decreto-lei n.° 2.445/88, com a nova redação do Decreto-lei n.° 2.449/88, declarados inconstitucionais pelo Supremo Tribunal Federal e com efeitos suspensos pelo Senado Federal (Resolução n.° 049/95). O Poder Executivo, através da Medida Provisória n.° 1175, de 27 de outubro de 1995, reeditada por mais de uma vez, em seu artigo 17, inciso VIII, veio consolidar a impossibilidade de cobrar o PIS na forma em que foi lançado, ao estabelecer a vedação da sua cobrança com base nos Decretos-lei n's 2.445/88 e 2.449/88. Aliás, o Primeiro Conselho de Contribuintes, através de suas Câmaras, já vinha decidindo em consonância com os julgados do Supremo Tribunal Federal. Por estas razões, voto no sentido de que se conheça do recurso, por tempestivo, para no mérito dar-lhe provimento. Brasília (DF), em de novembro de 1996 • ON PE O GUES - RELATOR Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1

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Numero do processo: 10380.002372/94-51
Data da sessão: Tue Sep 19 00:00:00 UTC 19
Data da publicação: Tue Dec 22 00:00:00 UTC 2009
Numero da decisão: 104-13739
Nome do relator: Não Informado

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DE 1993 RECORRENTE: MAURÍLIO BANHOS DIAS RECORRIDA : DRJ em FORTALEZA (CE) SESSÃO DE : 19 de setembro de 19% ACÓRDÃO N°. : 104-13.739 IRPF - CONTRIBUIÇÕES E DOAÇÕES - DEDUÇÃO - São dedutiveis da renda bruta as contribuições e doações feitas às entidades a que se reporta o artigo 76 do RIR/80 reconhecida por ato formal na esfera estadual, como de utilidade pública. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por MAURÍCIO BANHOS DIAS. ACORDAM os Membros da Quarta Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, DAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. LEIL MARIA SCHERRER LEITÃO PRESIDENTE 4 EL .: 7~1, e VARA RELA * • FORMALIZADO EM: 14 NOV 1996 Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselheiros: NELSON MALLMANN, PAULO ROBERTO DE CASTRO (Suplente Convocado), ROBERTO WILLIAM GONÇALVES, JOSÉ PEREIRA DO NASCIMENTO, LUIZ CARLOS DE LIMA FRANCA e REMIS ALMEIDA ESTOL. . •. ,_ tt.biCA et..L...19i. MINISTÉRIO DA FAZENDA 1.t; t'S tf: PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO N°. : 10380/002.372/94-51 ACÓRDÃO N". : 104-13.739 RECURSO N'. :05.315 RECORRENTE : MAURIZIO BANHOS DIAS RELATÓRIO O contribuinte MAURILIO BANHOS DIAS, CPF n° 053.423.173-04, recorre a este Conselho contra decisão da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Fortaleza/CE, em razão do indeferimento da impugnação, referente à Notificação de Lançamento de fls. 02, relativo ao exercício de 1993. A Notificação foi emitida em razão de glosa do valor de 5.925,38 UF1R do item Contribuições e Doações da Declaração de Rendimentos (fls. 07), tendo em vista procedimento interno de revisão procedida pela autoridade lançadora, que resultou num saldo de imposto a pagar que passou de 1.147,73 UFIR para 2.629,21 UFIR. Com a impugnação de fls. 01, o interessado se insurge contra o lançamento alegando que não pode prevalecer a glosa referente a doação feita a Fundação Nair Amaral Banhos, pois, tratar- se de entidade de utilidade pública reconhecida por ato do Governo Estadual, conforme a Lei re 10.687, publicado no Diário Oficial do Estado de 28 de julho de 1982, em razão de atender aos requisitos legais de admissibilidade estabelecidos na legislação. Como documentação comprobatória o contribuinte anexa às fls.3/5 declaração da Prefeitura Municipal de Fortaleza reconhecendo como de utilidade pública a referida entidade, anexando ainda, comprovação do efetivo pagamento de doações, feita através de recibos emitidos pela entidade beneficiada. Após o exame dos elementos carreados ao processo, a autoridade monocràtica julgou Se2, improcedente a pretensão requerida, em decisão assim fundamentada: 2 rcg . .. . 491 b; 4ê, •.r.t MINLSTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES ",-E-:,;;,:•• PROCESSO N°. : 10380/002.372/94-51 ACÓRDÃO N'. :104-13.739 "Da análise dos autos, verifica-se não assistir razão ao irnpugnante quanto ao item Contribuições e Doações, já que a doação em causa não atendeu aos requisitos legais de admissibilidade para fins de dedução na apuração do Imposto de Renda (donatário seja reconhecido de utilidade pública cumulativamente por ato formal do Estado e da União). Dispondo sobre deduções da renda bruta das pessoas naturais ou jurídicas para efeito da cobrança do imposto de renda, a Lei n° 3.830, de 25 de novembro de 1960, assim dispõe em seus arts. 1° e 2°, "verbis": "Art. J0 - Poderão ser deduzidas da renda bruta das pessoas naturais ou jurídicos, para efeito da cobrança do imposto de renda, as contribuições feitas a instituições filantrópicas, de educação, de pesquisas científicas ou de cultura, inclusive artísticas. Art. 2° - Para que a dedução seja aprovada, quando feita a instituição filantrópica, de educação, de pesquisa cientifica e de cultura, inclusive artística, a beneficiária deverá preencher, pelo menos, os seguintes requisitos: I) Estar legalmente constituída e funcionando em forma regular, com a exata observância dos estatutos aprovados 2) Haver sido reconhecida de utilidade pública por ato formal do órgão competente da União e dos Estadas, inclusive do Distrito Federal. 3) Publicar, semestralmente, a demonstração da receita obtida e da despesa realizada no período anterior." 4) Não distribuir lucros, bonificações ou vantagem a dirigentes, mantenedores ou associados, sob nenhuma forma ou pretexto." Logo, o gozo da dedução em foco depende de a beneficiária da doação ser reconhecida de utilidade pública por ato formal do Estado e da União. No presente caso o impugnante não logrou comprovar que a instituição FUNDAÇÃO NAIR AMARAL BANHOS seja reconhecida de utilidade pública na 4(2.,...,esfera estadual e federal, conforme é exigido pelo dispositivo legal acima transcrit 3 reg e -.A MINISTÉRIO DA FAZENDA , N 14. PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES ;•.".> PROCESSO 1%1°. : 10380/002.372/94-51 ACÓRDÃO N°. : 104-13.739 No recurso voluntário, o recorrente ratifica todos os argumentos da inicial e finaliza por discordar da interpretação dada pela autoridade singular que entendeu ser necessário o reconhecimento de utilidade pública da entidade beneficiária, cumulativamente, a nível estadual e federal, uma vez que seguiu orientação do próprio Manual de Instruções para Preenchimento da Declaração de Ajustes do Imposto de Renda Pessoa Física, distribuídos aos contribuintes, onde consta que para atender a formalização em questão basta que seja reconhecida na esfera estadual. Fazendo juntar às fls. 29/30, cópia da Lei que reconhece, como de utilidade pública, a entidade beneficiária, e ainda, declaração do Conselho Nacional de Serviço Social do Ministério da Educação e Cultura, atestando ser a Fundação Nair Amaral Banhos registrada naquele Conselho, desde de 1984. 1:90Agn 4 reg •. . 4 . -;.: MINISTÉRIO DA FAZENDA 1.. r ,•,, t PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO N°. : 10380/002.372/94-51 ACÓRDÃO Nt. : 104-13.739 VOTO CONSELHEIRO ELIZABETO CARREIRO VARÃO, RELATOR O recurso atende ao disposto no Decreto n° 70.235/72, devendo ser conhecido. Ao analisar os argumentos expendidos na decisão singular, verifica-se que a mesma está respaldada no inciso II do artigo 2°, da Lei n°3.830, de 25 de novembro de 1960, o qual especifica como requisito para que a doação seja deduzida da renda bruta, no cálculo do imposto de renda, que haja sido reconhecida de utilidade pública por "ato formal de órgão competente da União e dos Estado". Pelo que se constata com a documentação anexada aos autos, a entidade em questão enquadra-se entre aquelas que se reporta o artigo 76 do RIR/80, sendo que a única restrição ressaltada na decisão de primeira instância diz respeito a declaração de utilidade pública que na interpretação daquela autoridade deveria ser formalizada também a nível federal, além do reconhecimento, comprovado, na esfera estadual. A formalidade do reconhecimento de utilidade pública feita, cumulativamente, pelo poder público Estadual e Federal, como entendeu a autoridade julgadora de primeiro grau, seria um grande embaraço às ações do Poder público Estadual junto as distintas comunidades. Cercear contribuições a entidades que, como sabemos, são supridoras da carência e, por vezes, omissão do Estado, por mero formalismo quanto ao âmbito de ação do Poder Público que a reconheça é, no mínimo, atentatório ao bom senso. Nessa linha de raciocínio, o legislador ao incluir no artig 5 reg . •. th. • MINISTÉRIO DA FAZENDA •-n , • -nir PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES > PROCESSO N°. : 10380/002.372/94-51 ACÓRDÃO N°. : 104-13.739 RIR/80 o beneficio fiscal estabelecido na legislação matriz ( Lei n° 3.830/60), soube dar a correta interpretação das condições previstas no inciso II, do artigo 2°, daquele dispositivo legal, estabelecendo como requisito o reconhecimento feito por qualquer uma das esferas de governo, seja estadual ou federal. Veja-se, portanto, que inexiste nos autos qualquer prova da ocorrência de elementos finitos evidenciador de irregularidades, seja quanto a origem, aplicação dos recursos, desvios dos objetivos sociais da entidade, ou no tocante a inexatidão dos recibos relativos as doações efetivadas. Considerando que existe ato formal, na esfera estadual (Lei n° 11.932/92), reconhecendo a Fundação Nair Amaral Banhos como de utilidade pública, há de se admitir que a mesma esteja enquadra entre aquelas que se reporta o artigo 76 do RIR/80, pois, foram cumpridos todos pressupostos ali estabelecidos. Por todas as razões expostas e por considerar que o recorrente produziu as provas necessárias para gozo da dedução estabelecido no artigo 76 do RIR/80, voto no sentido de dar provimento ao recurso, para restabelecer o valor da glosa do item contribuições e doações, no valor de 5.925,38 UF1R. Sala das Sessões - DF, em 19 de embro de 1996 'Èrfty 'li 1 O Vïi KC? 6 fcg

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Numero do processo: 10880.011460/90-33
Data da sessão: Thu Nov 09 00:00:00 UTC 1995
Data da publicação: Mon Dec 21 00:00:00 UTC 2009
Numero da decisão: 101-89089
Nome do relator: Não Informado

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RECORRIDA a DRF EM 8R0 JOSE DO RIO PRETO - SP CONTRIBUIÇRO PARA O FUNDO DE INVESTIMENTO SO- CIAL FINSOCIAL/FATURAMENTO Decorrencia - Pelo principio da decorrencia, o resultado do Julgamento do processo matriz reflete no do processo decorrente, em face da inquestioná- vel relaçgo de causa e efeito existente entre as matérias de fato e de direito que infor- mam os dois procedimentos. • Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por APEI - COMERCIO E REPRESENTAÇA0 DE MATERIAIS PARA MOS- TRUÇRO LTDA. ACORDAM os membros da Quarta Camara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julga- do. Sala das Selasóes em 08 de Junho de 1994. LEILA MARIA S HERRER LEITRO - PRESIDENTE E RELATORA stÁF'' VISTO EM CARMESagMe DÇ2AIVA - PROCURADOR DA FAZENDA sEssno DEa O $ jum NACIONAL Participaram, ainda, do presente Julgamento os seguintes Conselheiros* Nelson Mallmann (Suplente Convocado), Evandro Pedro Pin- to, Miguel Rendy, Sérgio Murilo Marello (Suplente Convocado) e Remis Almeida Estai. Ausente, Justificadamente, o Conselheiro Carlos Walber- to Chaves Rosas. 2. MINISTERIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO NO. 105S0/000.304/91-30 RECURSO NO: 03.664 ACORDPO NO: 104 - 11.477 RECORRENTE: AREI - COMERCIO E REPRESENTAWAO DE MATERIAIS PARA CONSTRU çno LTDA. RELATORI O A contribuinte supra-identificada recorre, a este Conselho, da decisão da autoridade julgadora de primeiro grau que julgou proce- dente a exigencia fiscal formalizada no Auto de infração de fls. 06. Trata-se de tributação reflexa de outro processo instauradc contra a mesma contribuinte, na área do imposto de renda/ pessoa jurí- dica, protocolizado na repartição local sob o no. 10050.000.3e0/9-S9. Nestes autos, cogita-se da cobrança da contribuição para o Programa para o Fundo de Investimento Social - FINSOCIAL/FATURAMENTO, em face de apuração de omissão de receita na pessoa jurídica, exigin- do-se a contribuição consoante estabelecido no art. 1 , 1 do Dacre- to-lei no. 1.940, de 1932. Mantida a tributação no processo matriz em primeira instân- cia, igual sorte coube a este litígio naquele grau de jurisdição, con- forme decisão de fls. 71/72. Dessa decisão a contribuinte foi cientificada em 31.07.91 e, inconformada, ingressou em 27.08.91 com o recurso voluntário de fls. 70/33, instruído com a cópia de documento de fls. 04. Como razÓes de reLur:,o, a contribuinte repiza 05 argumentos et constantes no processo principal. E o relatório. 3. MINISTERIO DA FAZENDA - PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO NO. 10580/000.304/91-30 ACORDO NO: 104-11.471 kt/LQ Conselheira LEILA MARIA SCHERRER LEITA0 - Relatara O recurso é tempestivo. Dele conheço. Conforme relatado, a tributaçXo objeto deste processo é de- corrente da exigência fiscal formalizada na área do 'MI, objeto do processo de no. 10850.000.300/91-S9, cujo recurso foi protocolizado •neste Conselho sob o no. 101.336. •• Tratando-se de tributaçâO reflexa, o seu suporte laico é o mesmo que embasou a exigência procedida no processo principal, nâb comportando, por isso mesmo, uma apreciaçâo desvinculada levada a efeito naquele processo. Isto porque, segundo remansosa jurisprudência deste Colegiadas o decidido no processo da pessoa J uridi oa n quanto a matéria que, por sua natureza ou decorrência de lei acarrete reflexo na tributaçgo das pessoas físicas, na fonte ou contribuictes, faz coi- sa julgada nos processos decorrentes, eis que, houvesse possibilidade de novo pronunciamento sobre os mesmos fatos, poder-se-iam estabelecer eventuais contraditórios desaconselháveis sob a ponto de vista social e legal. Como o processo principal foi objeto de deliberaçao deste Colegiada em fumai:, realizada em 17.11.92, nab cabe nestes autos rea- brir a discussWo em torno da existência do suporte tático da exigên- cia, uma vez que a matéria Já foi amplamente debatida e examinada na- quela ocasiXo. 014 4. MINISTERIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO NO, 10850/000.300/91-89 ACORDAO NO 1 104-11.47/ - Na oportunidade, esta Câmara, por unanimidade de votós, ne- gou provimento ao recurso, como faz certo o AcórdKo de no. 104-9.984„ de 17.11.92, • Assim, considerando a decisXo prolatada no processo princi- pal através do AcórdWo supramencionado, observado, ainda, o princípio da decoreencia, outra riXo poderá ser a decisKo neste processo. Nesta ordem de juizos, nego provimento ao recurso Brasília - DF, em 08 de junho de 1994. tgatale-4) LEILA MARIA SCHERRER LEITA0 RELATORA • Page 1 _0079900.PDF Page 1 _0080100.PDF Page 1 _0080300.PDF Page 1

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Data da publicação: Tue Dec 22 00:00:00 UTC 2009
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Nome do relator: Não Informado

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Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por ANTONIO BASTOS. ACORDAM os Membros da Quarta Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por uonnimidade de votos, RE-RATIFICAR o Acórdão n°. 104-11.184, de 22/02/94, para excluir da incidência a TRD no periodo de fevereiro a julho de 1991, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Sala das Sessões - DF, em 20 de junho de 1995 MARIA C ''' ' LEITÃO Mi bENTEia lk Att' aOr ROBERTO WILLIAM GONÇALVES RELATOR .„01ir C .W.1 E- o IRRES NOBRE PROCURADOR DA FAZENDA NACIONAL MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO Na. : 10840/001.800/92-29 ACÓRDÃO N". :104-12.465 VISTA Elvl SESSÃO DE: 9 o ti 1995 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: NELSON MALLMANN, ROBERTO ALVES VIEIRA, SÉRGIO MURILO MARELLO (Suplente Convocado) e REMIS ALMEIDA ESTOL. MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO N° : 10840/001.800/92-29 ACÓRDÃO N° : 104-12.465 RECURSO N' : 77.232. RECORRENTE : ANTÔNIO BASTOS. RELATÓRIO ANTÔNIO BASTOS, CPF 483.010.438/49, por seu preposto devidamente qualificado, recorre contra Acórdão desta Câmara, de n° 104-11.184, que negou provimento a seu recurso. Por despacho de n° 104-067, a Sra. Presidente desta 411 Câmara, havendo constatado a omissão do Relator quanto à aplicação das penalidades pecuniárias, objeto tanto da impugnação quanto do recurso voluntário, então examinado, findada no artigo 25 do Regimento Interno deste Primeiro Conselho de Contribuintes, aprovada pela Port 'a Ministerial n° 537/92, deterttfinou a redistribuição do processo para o saneamento da questão. É o Relatório. UCONS \ AC77232 24/08/95 3 LAM MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO N°. : 10840/001.800/92-29 ACÓRDÃO N°. : 104-12.465 VOTO CONSELHEIRO ROBERTO WILLIAM GONÇALVES, RELATOR De fato, o Relator da matéria proferiu seu voto apenas em relação ao suporte afico da exigência, fixando sua fwidamentação no principio da decorrência. Absteve-se dos demais elementos constitutivos da peça recursal: penalidades e encargos pecuniários, acerca dos quais também se manifestara o sujeito passivo. O Acórdão n° 202-06.124, relativo ao processo matriz enfrentou a matéria, excluindo os encargos da TRD anteriores a 01/09/91. Dai o conflito jurisprudencial entre o dois Acórdãos. Quanto à multa aplicada, artigo 728 do RIR/80, trata-se de multa de lançamento de oficio. Não se confunde com a multa meramente moratória, por recolhimento expontâneo, porém fora de prazo, de tributos federais, a que reporta o artigo 59 da Lei n° 8.383/91, transcrito pelo sujeito passivo. Relativamente aos juros de mora, é certo que a Constituição Federal em seu artigo 192, parágrafo 3°, limita as taxas de juros reais a doze por cento ao ano, nos termos que a lei determinar. Por conseguinte, enquanto não baixada a Lei que regulamente tal dispositivo constitucional, prevalece a disposição expressa no artigo 161, parágrafo 1°, da Lei n° 5.172/661 4 JRL O 5 . MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRB3U1N1ES PROCESSO N°. : 10840/001.800/92-29 ACÓRDÃO N°. : 104-12.465 Ora, por força do artigo 30 da Lei n° 8.218;91, cuja irretnaatividade é impedida pelo artigo 101 do C.T.N. e artigo 1°, parágrafo 4°, da Lei de Introdução ao Código Civil, no período de 01.08.91, os juros de mora cobráveis por débitos fiscais em atraso seriam equivalentes à TRD apurada no período. Tal penalidade pecuniária veio a ser revogada pela Lei n° 383191. Do exposto, para coerência e harmonização dos julgamentos, excluo da imposição a TRD, como juros de mora, no período anterior a 01.08.91. Inaplicável, outrossim, a IRD, como índice de correção monetária, no ano de 1991, exigida pelo artigo 9° da Lei n° 8.179;91, conforme declarado pelo Suplemo Tribunal Federal. Tal procedimento, aliás, foi definitivamente sepultado pelo Poder Executivo ao promulgar o artigo 30 da Lei n° 8.218/91 e artigo 80 da Lei n° 8.383/91, inclusive autorizando, neste último dispositivo, a compensação dos valores pagos indevidamente a títulos de IRD. Dou provimento ao recurso especial, ora trans1Formado em saneamento do Acórdão n° 104-11.183, para excluir da exigência os encargos da IRD, quer como correção monetária, quer como juros moratórios, no período de 01.02.91 a 31.07.91. . • - gk'S •. DF - ti 211 de junho de 1995 ObN -041b ROBERTO WILLIAM GONÇAL Page 1 _0068500.PDF Page 1 _0068600.PDF Page 1 _0068700.PDF Page 1 _0068800.PDF Page 1

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conteudo_txt : Metadados => date: 2009-08-18T19:33:08Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-08-18T19:33:08Z; Last-Modified: 2009-08-18T19:33:08Z; dcterms:modified: 2009-08-18T19:33:08Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-08-18T19:33:08Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-08-18T19:33:08Z; meta:save-date: 2009-08-18T19:33:08Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-08-18T19:33:08Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-08-18T19:33:08Z; created: 2009-08-18T19:33:08Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; Creation-Date: 2009-08-18T19:33:08Z; pdf:charsPerPage: 1363; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-08-18T19:33:08Z | Conteúdo => 4.4,4 41/2110: ,d~ MINISTÉRIO DA ECONOMIA, FAZENDA E PLANEJAMENTO PROCESSO N9 10140/000.211/92-01 ELL Sessão de 91 ris' junho de 19 93 ACORDÃON21.04r1n 574 Ruursont 73.188 - IRPF - EX: DE 1992 Recorrente: PEDRO CHAVES DOS SANTOS FILHO Recorrida: ORF EM CAMPO GRANDE (MS) IRPF - GANHO DE CAPITAL. A autoridade lançadora arbitrará o valor da venda quando devidamente comprovado que o valor ou o pre- ço informado pelo contribuinte não merece fé, por ser notoriamente di- ferente ao de mercado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por PEDRO CHAVES DOS SANTOS FILHO. ACORDAM os Membros da Quarta Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, negar provi mento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a in tegrar o presente julgado. Sala das Sessões em 23 de junho de 1993. atet/-j;--u wnw EILA •• IA SCH •• • LEIT.:141 .A siDENTE E RE- V.% - ,2~4/f /r•CS/l// Ir. ORA Or Á 41 te. 4001 VISTO EM .J052 ED e De 13 ,34-'3 liír liA - P'OCURADOR DA FA SESSÃO DE: 5 ai. 1993 ZENDA NACIONAL Participaram, ainda, do present julgamento, os seguintes Conse- lheiros: Waldyr Pires de Amorim, Paulo Roberto de Castro (Suplen te Convocado), Evandro Pedro Pinto, Miguel Rendy, José GeraldoPo sa (Suplente Convocado) e Antônio Lisboa Cardoso. Ausente, justi ficadamente o Conselheiro Carlos Walberto Chaves Rosas. DAMEFP/DF- SECOS N t 0154/90 J.H. F SERVICO PUBLICO FEDERAI PROCESSO N9 10140/000.211/92-01 3. Acórdão n9 104-10.574 - considerando o arbitramento em Cr$ 25.548.430,00, não haveria ganho de capital tributável; - discorda do arbitramento do preço de venda do imo.: vel e alega que a Guia de Arrecadação atribui um valor para cál- culo do ITBI, tendo apenas natureza jurídica; - o preço de mercado é determinado por critérios di- versos, sujeito a constantes variações e que o direito de pro- priedade deve ser respeitado, podendo o proprietário adotar seus próprios critérios para estabelecer o valor do bem; - admitindo-se que o fisco atribursse ao imóvel um preço de venda com base na Guia de Arrecadação de ITBI, ain- da assim não poderia proceder ao lançamento, pois o custo corri- gido ultrapassa o valor de alienação, inexistindo ganho de ca- pital. A Decisão monocrática adota os fundamentos constan tes na Informação Fiscal e julga parcialmente procedente o cré- _ dito tributário, na forma a seguir sintetizada: - embora o contribuinte não tenha trazido documenta- ção comprobatória do custo das benfeitorias realizadas no im6 vel, não há como desconhecer o fato de que os respectivos va- lores constaram tempestivamente em sua declaração de bens dos exercícios de 1984 e 1985, conforme os doc. de fls. 26 e 28; - não podem ser considerados os cálculos apresenta dos pelo impugnante pois foram utilizados índices indevidos, ocasionando um custo corrigido total superior ao correto; - considerando os valores informados na declaração de bens dos exercícios de 1984 e 1985 e os índices estabeleci dos pela Instrução Normativa n9 45, de 1990, tem-se o seguinte Wpmenkadmal SERVIÇO PUBLICO FEDERAL PROCESSO N9 10140/000.211/92-01 7. Acórdão n9 104-10.574 É notório que valor venal é aquele pelo qual o bem pode ser vendido. A questão a se esclarecer é se o bem foi realizado por valor notoriamente diferente do de mercado. Entendo que sim. Se a base de cálculo do ITBI vis- lumbra o valor venal de Cr$ 25.548.430,00, é que referido imó vel atinge esse valor no mercado imobiliário da cidade. Mesmo considerando as características próprias de valor de mercado argüidas pelo recorrente, tais como as leis da oferta e da procura, necessidade de vendas e outros, é aceita vel uma variação em torno de 10%, 20% ou até 30%. No caso, entretanto, a diferença é mais que notó- ria. Chegou-se ao patamar de 264,50%, motivo pelo qual enten- do correto o arbitramento levado a efeito na ação fiscal. Quanto ã divergência dos valores corrigidos, o De- monstrativo da Apuração dos Ganhos de Capital, distribuído pe- la Secretaria da Receita Federal, traz em seu verso os índices a serem utilizados, tendo como base a INRF n9 45/90, os quais, sen do oficiais, utilizo-os para cálculo da correção abaixo: Aquisição de terreno - maio/82 - Cr$ .700.000,00 Benfeitorias dez/83 - Cr$ 5.500.000,00 dez/84 - Cr$ 8.500.000,00 Determinação do custo corrigido Valor original (A) lite Aquisição (B) Custo em COEFIC(C=A) 700.000,00 169,01 4141,7667 5.500.000,00 667,49 8239,8238 8.500.000,00 2.104,40 4039,156 Total 16.420,746 aFt ImprommNadmal Page 1 _0091900.PDF Page 1 _0092700.PDF Page 1

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Data da sessão: Wed Jul 27 00:00:00 UTC 1994
Data da publicação: Tue Dec 22 00:00:00 UTC 2009
Numero da decisão: 104-11591
Nome do relator: Não Informado

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IRPF - LANÇAMENTO TRIBUTARIO AGRAVADO EM PRIMEIRA INSTANCIA - PAF/DUPLO GRAU DE JURISDIÇAO - Ocorrendo o agravamento do lançamento tributário, contido no auto infração, pela decisão de primeiro grau, deve ser reaberto prazo para nova impugnação, em observ2ncia ao princípio que consagra o duplo grau de jurisdição. Tendo o sujeito passivo expendido• consideraçbes sobre o mérito da matéria agravada, na peça recursal, basta que a autoridade "a quo" aprecie tais argumentos como se impugnação fosse. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por VAGNER ESCOBAR ACORDAM os Membros da Quarta Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, DEVOLVER os autos à repartição de origem para que o recurso voluntário seja analisado como se impugnação fosse, em relação à matéria inovada em primeira instância, nos termos do relatório .e voto que passam a integrar o presente julgado. Salas das Sessaes, em 27 de Julho de 1994 LE061?L:kil ILA M RIA SCHERRER LEITn0 - PRESIDENTE SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO N2 10865/000.114/93-14 AU:RDA° N2 104-11.591 / - • SÉRGIO MURILO MARELLO RELATOR VISTO EM ALEXANDRE LIBONATI ABREU - PROCURADOR DA SESSUO DE:lio NOV1194 FAZENDA NACIONAL Participaram, ainda, do presente Julgamento, os seguintes Conselheiros: NELSON MALLMANN (Suplente Convocado), EVANDRO PEDRO PINTO, MIGUEL RENDY e REMIS ALMEIDA ESTOLA Ausente, justificadamente, os Conselheiros CÉLIO SALLES BARBIERI JUNIOR e CARLOS WALBERTO CHAVES ROSAS SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL 2 MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO N2: 10865/000.114/93 - 14 RECURSO N2: 79.238 AC6RDA0 N2: 104-11.391 RECORRENTE: VAGNER ESCODAR RELATÓRIO • contra o contribuinte VAGNER ESCOBAR foi lavrada a Notificação de Lançamento de fls. 22/26, para a cobrança do Imposto de Renda Pessoa Fisica, no exercício de 1992 - ano base 1991, apurado em decorrência de acréscimo patrimonial a descoberto. Consubstanciou-se o referido acréscimo pela revisão da declaração de rendimentos do sujeito passivo, em virtude da construção de um imóvel residencial na Rua Joaquim Silos Cintra n2 109, na cidade de Porto Ferreira/SP. 2. Intimado a apresentar a documentação relativa à construção do imóvel, o contribuinte atendeu parcialmente, não tendo apresentado os comprovantes dos materiais aplicados na obra, nem declarado o custo realizado. Através da planta aprovada e do habite-se, o fisco calculou o valor mínimo necessário conclusão da construção, utilizando-se do valor unitário da tabela de custos do Sindicato da Indústria da Construção Civil - SINDUSCON, no Estado de São Paulo, tomando como base os parãmetros para construção de baixo padrWo. O enquadramento legal para o lançamento do valor tributário tem por base os arts. 12, 22 e 39 (parágrafos 19 e 42) da Lei n2 7.713/88, e artigo 676 - Inciso III do RIR/80. 141 SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL 3 MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO N2: 10665/000.114/93-14 ACtIRDRO N2: 104-11.591 O requerente apresentou impugnaçlro tempestiva, ' onde contesta os índices aplicados pela fiscalização no cálculo do custo da obra, e acrescenta em sua defesa que: - a referida construçWo nMo se concluiu no ano de 1991, tendo se estendido ao ano seguinte (1992); - os recursos utilizados na obra não se limitam ao empréstimo da Caixa Econômica Federal, mas foram, também, fornecidos pelo seu genitor, Sr. Angelo Escobar; - na cidade de Porto Ferreira a mão de obra, de predomin2ncia industrial e laborativa gira em torno de cerãmicas artisticas e oleiras., • a ' mão de obra de pedreiro no é tWo cara, em torno de 01 salário mínimo; - de igual modo, as matérias aplicadas na obra adv@m de promoçbes, comprados quase pela metade do preço, .ou . adquiridos materiais usados, ou ainda por doaçWo; - o projeto de edificação, aprovado inicialmente em nome de seu genitor, é indício de prova de que o mesmo lhe forneceu recursos para a construçXo. 4. Requer finalmente, oitiva de testemunhas, apresentação de quesitos e nomeação de assistente técnico para a realiza0o de perícias. Nada mais juntou ao processo. 1111 _ SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL 4 MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO N2: 10865/000.114/93-14 AURORO N2: 104-11.591 5. A informação fiscal de fls. 35/36 prol:peie a manuten0o do feito, sintetizando que o impugnante nada declarou no custo de construção no ano de 1991, sendo a expedição do - habite-se no mWs de outubro; e a omissão corrobora-se pela análise feita na declaraçWo de rendimentos de seu pai, Sr. Angelo Escobar, constatando-se que o mesmo não declarou qualquer empréstimo ou doaçWo a seu filho; nWo procedendo, também as demais alegaçffes do suplicante. 6. A autoridade singular considerou o lançamento procedente, determinando a exclusZto do benefício de redução do custo de construção apurado, no índice de 307., apurado no demonstrativo de fls. 22, pelo fiscal autuante, por considerá-lo sem qualquer amparo técnico ou legal. Na Decisão de fls. 37/43, constam, ainda, as seguintes consideraOes: - conforme planta aprovada e memorial descritivo, a . construçWo realizada é de excelente padrWo, nUo apresentando o contribuinte qualquer prova dos disp@ndios necessários A construçMo realizada; - a tabela do SINDUSCON é confiável quanto aos custos vigentes no mercado da construçWo civil; - no apresentou, o suplicante, provas das contribuiçffes de seu genitor A construçWo do imóvel; - o lançamento está em conformidade com os artigos 676 - inciso III, e 678 - inciso III, do RIR/80, sendo /0! umnoftieuconDERAL MINISTÉRIO DA FAZENDA 5 PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO Ng : 10865/000.114/93-14 AC6RDA0 N2: 104-11.591 desnecessárias a oitiva de . testemunhas e a realização de perícias, baseando-se o feito em documentos fornecida por órgaos Oblicos ou credenciados. 7. Ciente da decisao em 19/05/93, dela recorre a este Egrégio Conselho, protocolizando a peça recursal em 18/06/93. 8. Como razffes recursais o sujeito passivo reitera os argumentos já expendidos na inicial e insurge-se contra o cancelamento, pela autoridade "a quo", da reduçao do custo de construçao arbitrado pelo índice de 30%, benefício este concedido pelo autor do procedimento fiscal. Finalmente, Junta ao processo algumas notas fiscais, recibos e pedidos de compra de materiais, datados em dia, mR.'s e ano de 1992, segundo afirma, que comprovam estar a construçao ainda inacabada neste ano. Nada mais aduziu aos autos em termos de alegaçao ou provas materiais. É o relatório por mim lido e relatado perante a Wmara. 109 •Áí4 SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL MINISTÉRIO DA FAZENDA 6 PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO N2 10865/000.114/93-14 AC6RDA0 N2 104-11.591 VOTO Conselheiro SÉRGIO MURILO MARELLO, Relator. O recurso atende aos pressupostos legais de admissibilidade, razão pela qual dele conheço. No mérito há que se considerar que a matéria em litígio é meramente factual. O que se discute é o acréscimo patrimonial a descoberto originado da construção, pelo recorrente, de um imóvel residencial sito à Rua Joaquim Silos Cintra n2 109, em Porto Ferreira - SP. Não comprovando os custos de construção do respectivo imóvel, os mesmos foram arbitrados pelo fisco com base na tabela de custos fornecida pelo SINDUSCON, para construçffes de baixo padrão. Não tendo juntado ao processo qualquer documento comprobatório dos custos de construção, durante a fase impugnatória, o recorrente juntou aos autos nesta fase recursal 10 (dez) documentos, de fls. 51 a 60, com os quais pretende derrogar o lançamento. Pretende, mais especificamente, que esses documentos comprovem o término da construção em 1992, e não em 1991 como consta do lançamento de ofício. 3. Preliminarmente, quanto ao mérito, devemos observar que o recorrente se insurge, também, contra o cancelamento do índice .de 30% de abatimento que a autoridade „,„ SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL MINISTÉRIO DA FAZENDA 7 PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO N2 10865/000.114/93-14 ACI5RDA0 N2 104-11.591 lançadora aplicou aos custos de construção do imóvel. Os custos médios fornecidos pela tabela do SINDUSCON referem-se a 03 (três) tipos de construção: edificaçbes de padrão normal; de elevado padrão; e As edificaçffes de baixo padrão. 4. Conforme consta à fls. 22, no Relatório Fiscal integrante do Auto de infração lavrado, o autuante considerou, como base da referida tabela, a coluna H-1/3-B, para edificaçbes mais simples de baixo padrão. Entendemos daí advir a redução de 30% no custo de construção arbitrado As mesmas fls. 5. Dessa forma, em • respeito ao princípio do duplo grau de jurisdição que subordina a validade jurídica do processo administrativo fiscal, objetivando o direito de ampla defesa do contribuinte, meu voto é no sentido de se restituir os autos à repartição de origem para que o recurso voluntário seja analisado como se impugnação fosse, considerando que o sujeito passivo contestou e teceu consideraçbes quanto ao mérito da parte agravada. 6. De igual modo, deverá a autoridade julgadora de primeiro grau, louvando-se no princípio da economia processual, pronunciar-se quanto aos documentos juntados ao processo pelo contribuinte, sob as razbes de que a construção estendeu-se ao ano-base de 1992. Brasília-DF., em 27 de Julho de 1994 d' •"V"It r4t,...T., :na - SÉR G I w MURILO MARELLO RELATOR Page 1 _0058800.PDF Page 1 _0058900.PDF Page 1 _0059000.PDF Page 1 _0059100.PDF Page 1 _0059200.PDF Page 1 _0059300.PDF Page 1 _0059400.PDF Page 1

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Data da publicação: Tue Dec 22 00:00:00 UTC 2009
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Nome do relator: Não Informado

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RECORRIDA : DRF EM BAURU - SP IMPOSTO DE RENDA DEVIDO NA FONTE - LUCROS DISTRIBUIDOS - DECORRENCIA - Caracterizada no processo matriz a omissão de receita, o valor omitido será considerado automaticamente distribuido aos sócios, sujeitando-se à tributação exclusiva na fonte à aliquota de vinte e cinco por cento. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por LABORATORIO DE PATOLOGIA CLINICA DIRCEU DALPINO S/C LTDA. ACORDAM os Membros da Quarta Câmara do Primeiro Conse- lho de Contribuintes, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o pre- sente julgado. Sala das Sessóes-DF, em 23 de fevereiro de 1995 • LEILA MARIA SCHERRER LEITAO PRESIDENTE 4 / .2" EVANDRO DRO ” 1 TO RELATOR , 1111r. , aori C A R OS AUGUSTO Til:- •= E PROCURe m :- In A FAZENDA NACIONAL VISTA EM SESSA0 DE: 1 9 O U T 1995 MINISTÉRIO DA FAZENDA tfr, PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO No.: 10825/000.601/91-29 ACORDAI] No. : 104-12.173 Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselhei- ros: NELSON MALLMANN, MIGUEL RENDY, SERGIO MURILO MARELLO (Suplente Convocado), REMIS ALMEIDA ESTOL. Ausente, justificadamente, o Conse- lheiro CARLOS WALBERTO CHAVES ROSAS. MNIS1ÉMODAFP2CMA 4401 PRIMEIROCONSELHODECONTRIBUINTES PROCESSO No.: 10825/000.601/91-29 ACORDA° No. : 104-12.173 RECURSO No.: •9.634 RECORRENTE LABORATORIO DE PATOLOGIA CLINICA DIRCEU DALPINO 5/C LTDA. RELATOR IO A contribuinte supra-identificada recorre, a este Con- selho, da decisão da autoridade julgadora de primeiro grau que julgou procedente a exigência fiscal formalizada no Auto de Infração de fls. 01/03. Trata-se de tributação reflexa de outro processo ins- taurado contra a mosma contribuinte, na área do imposto de renda/pes- soa juridca, protocolizado na repartição local sob o no. 10825/000.597/91-5T".. Neste autos, cogita-se da cobrança do imposto de renda devido na fonte nos anos de 1986 e 1987, sobre valores considerado omitidos na pessoa jurídica, consoante estabelecido no art. 80. do De- creto-lei no. 2.065, de 1983. Mantida a tributação no processo matriz em primeira instência, igual sorte coube a este litígio naquele grau de jurisdi- ção, conforme decisão de fls. 12M. De_59cA decisão A contribuinte foi cientificada em 16.09.91 e, inconformada, ingressou em 16.10.91 com o recurso voluntá- rio de fls. 17/22. Como ra7Ces de recurso, a contribuinte se fundamenta nos seguintes argumentos que passo a ler em sessão (lido na integra). E o relatório • W.k.k MINISTÉRIO DA FAZENDA 4, ;v74 }9't1 S, PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO Na.: 10825/000.601/91-29 ACORDA() No. : 104-12.173 VOTO CONSELHEIRO EVANDRO PEDRO PINTO, RELATOR Recurso tempestivo, dele tomo conheço. Conforme relatado, a tributação objeto deste processo é decorrente da exigência fiscal formalizada na área do IRPJ, objeto do processo no. 10825/000.597/91-53, cujo recurso foi protocolizado neste Conselho sob o no. 101.755. Tratando-se de tributação reflexa, o seu suporte fático é o mesmo que embasou a exigência procedida no processo principal, não comportando, por isso mesmo, uma apreciação desvinculada levada a efeito naquele processo. Isto porque, segundo remansosa jurisprudência deste Colegiada, o decidido no processo da pessoa juridica, quanto a matéria que, por sua natureza ou decorrência de lei acarrete reflexo na tributação das pessoas físicas, na fonte ou contribuições, faz coi- sa julgada nos processos decorrentes, eis que, houvesse possibilidade de novo pronunciamento sobre os mesmos fatos, poder-se-iam estabelecer eventuais contraditórios desaconselháveis sob o ponto de vista social e legal. Como o processo principal foi objeto de deliberação deste Colegiada em sessão realizada em 21.02.95, não cabe nestes autos reabrir a discussão em torno da existência do suporte tático da exi- gência, uma vez que a matéria já foi amplamente debatida e examinada naquela ocasião. Na oportunidade, esta Câmara, por unanimidade de votos, negou provimento ao recurso, como faz certo o Acórdão no. 104-12.127, de 21.02.95.2/piai" 4 , MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIROCONSELHODECONTRIBUINTES PROCESSO No.: 10825/000.601/91-29 ACORDA0 No. : 104-12.173 Assim, considerando a decisão prolatadÈ) no processo principal através do Acórdão retromenrionado, observado, ainda, o principio da decorrência, outra não podorá ser a decisáo neste proces- so. Nesta ordem de juizos, nego provimento an recurso. Sala das Sessaes-DF, em 23 de fevereiro de 1995 o / / EVANDRO -EDRO P NTO 5 Page 1 _0099900.PDF Page 1 _0100100.PDF Page 1 _0100300.PDF Page 1 _0100500.PDF Page 1

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