Busca Facetada
Turma- Terceira Câmara (29,283)
- Segunda Câmara (27,810)
- Primeira Câmara (25,086)
- Segunda Turma Ordinária d (17,966)
- Primeira Turma Ordinária (16,484)
- Primeira Turma Ordinária (16,434)
- 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR (16,295)
- Primeira Turma Ordinária (16,295)
- Segunda Turma Ordinária d (16,013)
- Segunda Turma Ordinária d (14,534)
- Primeira Turma Ordinária (13,106)
- Primeira Turma Ordinária (12,545)
- Segunda Turma Ordinária d (12,516)
- Quarta Câmara (11,514)
- Primeira Turma Ordinária (11,508)
- Quarta Câmara (85,721)
- Terceira Câmara (68,184)
- Segunda Câmara (57,010)
- Primeira Câmara (21,265)
- 3ª SEÇÃO (16,295)
- 2ª SEÇÃO (11,352)
- 1ª SEÇÃO (6,874)
- Pleno (788)
- Sexta Câmara (302)
- Sétima Câmara (172)
- Quinta Câmara (133)
- Oitava Câmara (123)
- Terceira Seção De Julgame (127,921)
- Segunda Seção de Julgamen (115,679)
- Primeira Seção de Julgame (77,486)
- Primeiro Conselho de Cont (49,053)
- Segundo Conselho de Contr (48,969)
- Câmara Superior de Recurs (38,117)
- Terceiro Conselho de Cont (25,979)
- IPI- processos NT - ressa (5,020)
- Outros imposto e contrib (4,458)
- PIS - ação fiscal (todas) (4,062)
- IRPF- auto de infração el (3,972)
- PIS - proc. que não vers (3,963)
- IRPJ - AF - lucro real (e (3,943)
- Cofins - ação fiscal (tod (3,868)
- Simples- proc. que não ve (3,681)
- IRPF- ação fiscal - Dep.B (3,045)
- IPI- processos NT- créd.p (2,251)
- IRPF- ação fiscal - omis. (2,215)
- Cofins- proc. que não ver (2,102)
- IRPJ - restituição e comp (2,088)
- Finsocial -proc. que não (1,996)
- IRPF- restituição - rendi (1,991)
- Não Informado (56,476)
- GILSON MACEDO ROSENBURG F (5,545)
- RODRIGO DA COSTA POSSAS (4,442)
- WINDERLEY MORAIS PEREIRA (4,272)
- CLAUDIA CRISTINA NOIRA PA (4,256)
- PEDRO SOUSA BISPO (4,108)
- HELCIO LAFETA REIS (3,893)
- ROSALDO TREVISAN (3,243)
- CHARLES MAYER DE CASTRO S (3,219)
- MARCOS ROBERTO DA SILVA (3,150)
- Não se aplica (2,936)
- PAULO GUILHERME DEROULEDE (2,840)
- WILDERSON BOTTO (2,657)
- RODRIGO LORENZON YUNAN GA (2,651)
- LIZIANE ANGELOTTI MEIRA (2,636)
- 2020 (41,088)
- 2021 (35,847)
- 2019 (30,960)
- 2018 (26,046)
- 2024 (25,923)
- 2012 (23,622)
- 2023 (22,473)
- 2014 (22,376)
- 2013 (21,088)
- 2011 (20,979)
- 2025 (19,653)
- 2010 (18,059)
- 2008 (17,137)
- 2017 (16,841)
- 2009 (15,846)
- 2009 (69,612)
- 2020 (39,854)
- 2021 (34,153)
- 2019 (30,463)
- 2023 (25,918)
- 2024 (23,872)
- 2014 (23,412)
- 2018 (23,139)
- 2025 (19,745)
- 2026 (18,907)
- 2013 (16,584)
- 2017 (16,398)
- 2008 (15,520)
- 2006 (14,857)
- 2022 (13,225)
Numero do processo: 13811.002018/98-11
Turma: Primeira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Jun 04 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Mon Aug 04 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ
Ano-calendário: 1997
IMPOSTO DE RENDA RETIDO NA FONTE. RENDIMENTOS DE APLICAÇÕES FINANCEIRAS. NÃO CONFIRMAÇÃO DOS VALORES PLEITEADOS.
Não sendo confirmados os valores relativos ao imposto retido na fonte sobre rendimentos de aplicações financeiras, além daqueles já considerados pela decisão recorrida, enseja o improvimento do recurso.
Recurso Improvido.
Numero da decisão: 1101-001.130
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado.
(assinado digitalmente)
MARCOS AURÉLIO PEREIRA VALADÃO - Presidente.
(assinado digitalmente)
ANTÔNIO LISBOA CARDOSO - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Edeli Pereira Bessa, Benedicto Celso Benício Júnior, José Sérgio Gomes, Marcos Vinícius Barros Ottoni, Antônio Lisboa Cardoso (relator), e Marcos Aurélio Pereira Valadão (Presidente).
Nome do relator: ANTONIO LISBOA CARDOSO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201306
camara_s : Primeira Câmara
ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Ano-calendário: 1997 IMPOSTO DE RENDA RETIDO NA FONTE. RENDIMENTOS DE APLICAÇÕES FINANCEIRAS. NÃO CONFIRMAÇÃO DOS VALORES PLEITEADOS. Não sendo confirmados os valores relativos ao imposto retido na fonte sobre rendimentos de aplicações financeiras, além daqueles já considerados pela decisão recorrida, enseja o improvimento do recurso. Recurso Improvido.
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Primeira Seção
dt_publicacao_tdt : Mon Aug 04 00:00:00 UTC 2014
numero_processo_s : 13811.002018/98-11
anomes_publicacao_s : 201408
conteudo_id_s : 5364188
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Aug 04 00:00:00 UTC 2014
numero_decisao_s : 1101-001.130
nome_arquivo_s : Decisao_138110020189811.PDF
ano_publicacao_s : 2014
nome_relator_s : ANTONIO LISBOA CARDOSO
nome_arquivo_pdf_s : 138110020189811_5364188.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) MARCOS AURÉLIO PEREIRA VALADÃO - Presidente. (assinado digitalmente) ANTÔNIO LISBOA CARDOSO - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Edeli Pereira Bessa, Benedicto Celso Benício Júnior, José Sérgio Gomes, Marcos Vinícius Barros Ottoni, Antônio Lisboa Cardoso (relator), e Marcos Aurélio Pereira Valadão (Presidente).
dt_sessao_tdt : Tue Jun 04 00:00:00 UTC 2013
id : 5546230
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:25:06 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046812044034048
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1767; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1C1T1 Fl. 588 1 587 S1C1T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13811.002018/9811 Recurso nº 1 Voluntário Acórdão nº 1101001.130 – 1ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 4 de junho de 2013 Matéria IRPJ (RESTITUIÇÃO) Recorrente SANTISTA ALIMENTOS S/A Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 1997 IMPOSTO DE RENDA RETIDO NA FONTE. RENDIMENTOS DE APLICAÇÕES FINANCEIRAS. NÃO CONFIRMAÇÃO DOS VALORES PLEITEADOS. Não sendo confirmados os valores relativos ao imposto retido na fonte sobre rendimentos de aplicações financeiras, além daqueles já considerados pela decisão recorrida, enseja o improvimento do recurso. Recurso Improvido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) MARCOS AURÉLIO PEREIRA VALADÃO Presidente. (assinado digitalmente) ANTÔNIO LISBOA CARDOSO Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Edeli Pereira Bessa, Benedicto Celso Benício Júnior, José Sérgio Gomes, Marcos Vinícius Barros Ottoni, Antônio Lisboa Cardoso (relator), e Marcos Aurélio Pereira Valadão (Presidente). AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 81 1. 00 20 18 /9 8- 11 Fl. 588DF CARF MF Impresso em 04/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/08/2014 por ANTONIO LISBOA CARDOSO, Assinado digitalmente em 04/08/20 14 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO, Assinado digitalmente em 01/08/2014 por ANTONIO LISBOA CARDOS O 2 Relatório Cuidase de retorno de diligência determinada pela Resolução nº 1103 00.030, prolatada por este colegiado na sessão de 29/06/2011, no sentido de comprovar as retenções na fonte, objeto do pedido de restituição/compensação, relativamente ao saldo negativo do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ), no exercício de 1998 (anocalendário 1997), decorrente de retenções de imposto sobre rendimentos de aplicações financeiras em valor maior que o imposto devido na apuração anual. Transcrevo, a seguir, a informação fiscal da DRF/BlumenauSC, sobre o resultado da diligência realizada, confirmando os valores retidos sobre rendimentos de aplicações financeiras, in verbis: Processo nº.: 1381100201819811 Interessada: SANTISTA ALIMENTOS S.A. CNPJ: 33.009.960/000171 Assunto: Restituição IRPJ INFORMAÇÃO FISCAL De início, considerandose que o processo foi digitalizado e convertido em e processo, destacase que as referências à numeração referemse ao processo eletrônico. Tratase de pedido de restituição formulado pela interessada no escopo de obter o reconhecimento e posterior utilização, para fins de compensação, de saldo negativo do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) no exercício 1998, no valor de R$ 8.685.796,77, sendo o saldo negativo pleiteado decorrente de retenções de imposto sobre rendimentos de aplicações financeiras em valor maior que o imposto devido na apuração anual. O pedido foi deferido em parte pela Delegacia da Receita Federal em Blumenau, sendo glosados os valores de retenções cujos comprovantes indicavam outros beneficiários ou nos quais se verificava incorreção quanto à identificação da fonte pagadora. Contra o Despacho Decisório (fls. 410 a 416) a interessada aviou Manifestação de Inconformidade (fls. 440 a 443), julgada parcialmente procedente (fls. 504 a 511). Em face da desconsideração de parcelas relativas a retenções de aplicações financeiras na composição do saldo negativo do IRPJ formulouse o Recurso Voluntário (fls. 534 a 543) ao então Conselho de Contribuintes do Ministério da Fazenda, atual Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, cujos julgadores resolveram, por unanimidade, converter o julgamento em diligência para as seguintes providências e elucidações: a) Intimar o Banco Sudameris de Investimento, administrador do fundo BFI Maggiore LXXIV para que informe se houve retenção de IRF em nome de Santista Alimentos S.A. (CNPJ 33.009.960/000171) no anocalendário 1997, b) Em caso positivo, em que valor? e Fl. 589DF CARF MF Impresso em 04/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/08/2014 por ANTONIO LISBOA CARDOSO, Assinado digitalmente em 04/08/20 14 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO, Assinado digitalmente em 01/08/2014 por ANTONIO LISBOA CARDOS O Processo nº 13811.002018/9811 Acórdão n.º 1101001.130 S1C1T1 Fl. 589 3 c) Se há registro no sistema da Receita Federal do Brasil de retenções do imposto de renda feitas em nome de Santista Alimentos S/A (CNPJ 33.009.960/000171) por Banco Sudameris de Investimento S/A (CNPJ 48.103.014/000167) em valores correspondentes àqueles indicados no informativo de fls. 419 a 421 (atuais 465 a 467). Para cumprimento do quesito “a” foi encaminhada ao Banco Sudameris de Investimento S/A a Intimação Saort nº 47/2013 (fls. 568) ao correspondente endereço informado no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ). Tendo em vista o não atendimento no prazo estipulado de vinte dias, foi enviada a Reintimação nº 007/2013, em endereço indicado pelo responsável pelo preenchimento da última DIPJ, acusandose o recebimento em 11/04/2013. Em resposta a ambas as intimações de mesmo teor, o sucessor do Banco Sudameris de Investimento S/A, Banco Santander, informa que “...Conforme Instrução Normativa SRF nº 698, a guarda de documentos deverá ser dos últimos 5 anos.”, transcrevendo, ao final, o artigo 5º da referida Instrução Normativa. Assim, ao quesito “a” respondese que o Banco Sudameris de Investimento S/A não informou se houve a retenção de IRF em nome de Santista Alimentos S.A. (CNPJ 33.009.960/000171) no anocalendário 1997, ficando prejudicado o quesito “b”. Quanto ao quesito “c”, em consulta ao sistema IRF (grande porte) – fls.576, verificase o registro das retenções do imposto de renda feitas em nome de Santista Alimentos S/A (CNPJ 33.009.960/000171) por Banco Sudameris de Investimento S/A (CNPJ 48.103.014/000167) em valores correspondentes àqueles indicados no informativo de fls. 419 a 421 (atuais 465 a 467). Isto posto, cientifiquese a interessada para que se manifeste, caso entenda necessário, no prazo de 10 dias, contados da ciência. Posteriormente restituamse os autos ao CARF. Logo, os valores confirmados pela diligência são aqueles constantes do informativo de fls. 419/421 (atuais 465 a 467), já considerados pelo despacho decisório de fls. 368/374, conforme demonstrativo de fls. 372. A Recorrente foi cientificada através de sua incorporadora Bunge Alimentos S/A, requerendo seja dado provimento ao recurso. É o relatório. Voto Conselheiro Antônio Lisboa Cardoso O recurso é tempestivo e encontrase revestido das formalidades legais pertinentes, devendo o mesmo ser conhecido. Fl. 590DF CARF MF Impresso em 04/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/08/2014 por ANTONIO LISBOA CARDOSO, Assinado digitalmente em 04/08/20 14 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO, Assinado digitalmente em 01/08/2014 por ANTONIO LISBOA CARDOS O 4 Conforme preceitua os arts. 770, 773, e 943, § 2º, do RIR/99, que fundamentam o presente processo, os rendimentos de aplicações financeiras sujeitamse à incidência do imposto na fonte, as quais integrarão o lucro real, sendo que, no caso, a ficha 06 A(fl. 40), confirma que a Recorrente incluiu a receita financeira (R$35.199.418,58) na apuração do Lucro Real, e restando comprovado, através da diligência, que foram retidos, pelas instituições financeiras em valores correspondentes aos indicados no informativo fiscal de fls. 419 a 421, informações estas constantes do sistema da Receita Federal do Brasil, amparado está assim, o pleito da Recorrente, que se encontra ainda fundamentado pelo art. 858, II, do citado Regulamento, in verbis: Art. 858. O imposto devido, apurado na forma do art. 222, deverá ser pago até o último dia útil do mês subseqüente àquele a que se referir (Lei n º 9.430, de 1996, art. 6 º ). § 1 º O saldo do imposto apurado em 31 de dezembro será (Lei n º 9.430, de 1996, art. 6 º , § 1 º ): I pago em quota única, até o último dia útil do mês de março do ano subseqüente, se positivo, observado o disposto no § 2 º ; II compensado com o imposto a ser pago a partir do mês de abril do ano subseqüente, se negativo, assegurada a alternativa de requerer, após a entrega da declaração de rendimentos, a restituição do montante pago a maior. Merece ainda, ser transcrito, a seguir, o art. 943, § 2º, que assim expressamente afirma: Art. 943. A Secretaria da Receita Federal poderá instituir formulário próprio para prestação das informações de que tratam os arts. 941 e 942 (DecretoLei n º 2.124, de 1984, art. 3 º , parágrafo único). § 1 º O beneficiário dos rendimentos de que trata este artigo é obrigado a instruir sua declaração com o mencionado documento (Lei n º 4.154, de 1962, art. 13, § 1 º ). § 2 º O imposto retido na fonte sobre quaisquer rendimentos ou ganhos de capital somente poderá ser compensado na declaração de pessoa física ou jurídica, quando for o caso, se o contribuinte possuir comprovante da retenção emitido em seu nome pela fonte pagadora, ressalvado o disposto nos §§ 1 º e 2 º do art. 7 º , e no § 1 º do art. 8 º (Lei n º 7.450, de 1985, art. 55). Ocorre, porém que, realizada a diligência restou comprovado que tais valores já foram considerados pela decisão recorrida, bem como pelo despacho decisório de fls. 368/374, conforme demonstrativo de fls. 372, ensejando o improvimento do recurso. Em face do exposto, voto no sentido de negar provimento ao recurso. (assinado digitalmente) Antônio Lisboa Cardoso Relator Fl. 591DF CARF MF Impresso em 04/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/08/2014 por ANTONIO LISBOA CARDOSO, Assinado digitalmente em 04/08/20 14 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO, Assinado digitalmente em 01/08/2014 por ANTONIO LISBOA CARDOS O Processo nº 13811.002018/9811 Acórdão n.º 1101001.130 S1C1T1 Fl. 590 5 Fl. 592DF CARF MF Impresso em 04/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/08/2014 por ANTONIO LISBOA CARDOSO, Assinado digitalmente em 04/08/20 14 por MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO, Assinado digitalmente em 01/08/2014 por ANTONIO LISBOA CARDOS O
score : 1.0
Numero do processo: 10183.902420/2012-27
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Apr 24 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Fri Jun 20 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Período de apuração: 01/11/2004 a 30/11/2004
CRÉDITO. LIQUIDEZ E CERTEZA. PROVA. ÔNUS DO CONTRIBUINTE.
Em processos constituídos por declaração de compensação compete ao contribuinte o ônus da prova quanto ao fato constitutivo do seu direito ao crédito utilizado, que deve revestir-se dos atributos de liquidez e certeza para que logre a sua homologação.
Numero da decisão: 3803-006.083
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso.
(assinado digitalmente)
Corintho Oliveira Machado - Presidente
(assinado digitalmente)
Belchior Melo de Sousa - Relator
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Corintho Oliveira Machado, Belchior Melo de Sousa, Hélcio Lafetá Reis, João Alfredo Eduão Ferreira, Jorge Victor Rodrigues e Demes Brito.
Nome do relator: BELCHIOR MELO DE SOUSA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201404
ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Período de apuração: 01/11/2004 a 30/11/2004 CRÉDITO. LIQUIDEZ E CERTEZA. PROVA. ÔNUS DO CONTRIBUINTE. Em processos constituídos por declaração de compensação compete ao contribuinte o ônus da prova quanto ao fato constitutivo do seu direito ao crédito utilizado, que deve revestir-se dos atributos de liquidez e certeza para que logre a sua homologação.
turma_s : Terceira Turma Especial da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Fri Jun 20 00:00:00 UTC 2014
numero_processo_s : 10183.902420/2012-27
anomes_publicacao_s : 201406
conteudo_id_s : 5354719
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Jun 20 00:00:00 UTC 2014
numero_decisao_s : 3803-006.083
nome_arquivo_s : Decisao_10183902420201227.PDF
ano_publicacao_s : 2014
nome_relator_s : BELCHIOR MELO DE SOUSA
nome_arquivo_pdf_s : 10183902420201227_5354719.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. (assinado digitalmente) Corintho Oliveira Machado - Presidente (assinado digitalmente) Belchior Melo de Sousa - Relator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Corintho Oliveira Machado, Belchior Melo de Sousa, Hélcio Lafetá Reis, João Alfredo Eduão Ferreira, Jorge Victor Rodrigues e Demes Brito.
dt_sessao_tdt : Thu Apr 24 00:00:00 UTC 2014
id : 5498827
ano_sessao_s : 2014
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:23:40 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046812052422656
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1666; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3TE03 Fl. 62 1 61 S3TE03 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10183.902420/201227 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3803006.083 – 3ª Turma Especial Sessão de 24 de abril de 2014 Matéria PIS/COFINS COMPENSAÇÃO Recorrente DIBOX DISTRIBUICAO DE PRODUTOS ALIMENTICIOS BROKER LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/11/2004 a 30/11/2004 CRÉDITO. LIQUIDEZ E CERTEZA. PROVA. ÔNUS DO CONTRIBUINTE. Em processos constituídos por declaração de compensação compete ao contribuinte o ônus da prova quanto ao fato constitutivo do seu direito ao crédito utilizado, que deve revestirse dos atributos de liquidez e certeza para que logre a sua homologação. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. (assinado digitalmente) Corintho Oliveira Machado Presidente (assinado digitalmente) Belchior Melo de Sousa Relator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Corintho Oliveira Machado, Belchior Melo de Sousa, Hélcio Lafetá Reis, João Alfredo Eduão Ferreira, Jorge Victor Rodrigues e Demes Brito. Relatório AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 18 3. 90 24 20 /2 01 2- 27 Fl. 62DF CARF MF Impresso em 20/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/06/2014 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 13/06/20 14 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 19/06/2014 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO 2 Esta Contribuinte transmitiu Declaração de Compensação servindose de crédito de PIS/Cofins Não Cumulativa, decorrente de alegado pagamento a maior. Despacho Decisório do DRF/Cuiabá indeferiu a DComp, tendo em vista que, a partir das características do DARF discriminado, foram localizados um ou mais pagamentos abaixo relacionados, mas integralmente utilizados para quitação de débitos do contribuinte, não restando saldo disponível a compensar Em manifestação de inconformidade apresentada, a Contribuinte alegou que: a) a alegação de que não restou crédito disponível não pode ser entendida como fundamento para o despacho decisório; b) a autoridade administrativa quedouse inerte na análise de qualquer situação que legitima o crédito postulado; c) a não homologação desta compensação ocorreu por uma questão de sistema de informática, porque o crédito propriamente dito sequer foi apreciado. Pelo que, concluiu que se trata do encontro de contas realizado pelo sistema da Receita Federal entre o débito recolhido e o crédito declarado em DCTF; d) há diversas situações que acarretam a restituição de valor recolhido: a inclusão indevida de valores na base de cálculo; erro de fato na apuração do imposto; situações que autorizam o contribuinte a reduzir valores da base de cálculo e que são regulamentadas pela IN 900/2008; e) a autoridade administrativa furtouse em analisar qualquer das possibilidades que ensejaria a restituição postulada. Não homologar a compensação sem explicar os motivos da suposta indisponibilidade do crédito, torna a decisão totalmente nula, por não oferecer os elementos necessários para que a empresa possa promover sua defesa e a prova da existência deste crédito; f) calculou a contribuição utilizandose de base de cálculo com valores que incluiu não só a receita decorrente de seu faturamento, ou seja, de suas vendas, mas também as demais receitas que não devem compôla; g) utilizouse de algumas teses tributárias já julgadas pelo STF de forma favorável ao contribuinte; h) “o pedido formulado tem como base a declaração de inconstitucionalidade, em total consonância com o disposto na Lei 9.430/96”; i) postulou o reconhecimento do crédito somente pela via administrativa, já que a inconstitucionalidade desta ampliação já foi declarada e cuja ação já transitou em julgado; j) é legítima a sua pretensão em verse restituída do que foi pago sobre base de cálculo indevidamente ampliada. Em julgamento da lide a DRJ/Campo Grande apresentou a justificação contida no despacho decisório de não homologação e rejeitou a preliminar de nulidade da decisão administrativa, tendo declarado não haver nenhuma das suas hipóteses. Fl. 63DF CARF MF Impresso em 20/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/06/2014 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 13/06/20 14 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 19/06/2014 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO Processo nº 10183.902420/201227 Acórdão n.º 3803006.083 S3TE03 Fl. 63 3 Rejeitou, ainda, o pedido de diligência para apresentação das provas que, a teor do art. 16, § 4º, a, b, c, e § 5º, do Decreto nº 70.235, de 1972, deveria ter acompanhado a manifestação de inconformidade No mérito, a improcedência da manifestação de inconformidade foi assentada sobre a falta de certeza e liquidez do crédito utilizado na DComp, comprovação de que deveria terse desincumbido a Manifestante, porquanto seu este ônus. Cientificada da decisão em 31 de outubro de 2013, irresignada, a Recorrente apresentou recurso voluntário em 28 de novembro de 2013, em que levanta como argumento de defesa apenas a nulidade do despacho decisório, por ferir o princípio da motivação dos atos administrativos por não ter fundamentado a decisão e o princípio da ampla defesa – por não dispor a Manifestante das razões de decidir do ato administrativo, de sorte a poder aparelhar a sua manifestação de inconformidade. Ao final, requereu a reforma da decisão recorrida, por manter o despacho decisório exarado nas circunstâncias que descreve. É o relatório. Voto Conselheiro Belchior Melo de Sousa Relator O recurso é tempestivo e atende os demais requisitos para sua admissibilidade, portanto dele conheço. A Recorrente maneja em seu recurso apenas o argumento de nulidade do despacho decisório e clama pela reforma da decisão recorrida. Com efeito, o Colegiado a quo bem explicou os fatos subjacentes no despacho decisório, deixando claro o motivo que deu suporte à decisão de não reconhecimento do direito creditório e não homologação da compensação: o DARF do qual foi destacado o suposto crédito estava inteiramente alocado ao débito por ela mesma confessado em DCTF. Eis os seus termos: Se o Darf indicado como crédito foi utilizado para pagamento de um tributo declarado pelo próprio contribuinte, conforme demonstra o quadro do despacho decisório “Fundamentação, Decisão e Enquadramento Legal – Utilização dos pagamentos encontrados para o Darf discriminado no PerDcomp” e o quadro resumo das declarações do contribuinte a seguir, a decisão da RFB de indeferir o pedido de restituição ou de não homologar a compensação está correta.[grifei] A decisão mencionou a falta de demonstração, pela Manifestante (i) do erro em que se fundara a sua original apuração do débito, (ii) do fundamento em que se baseara a redução da base de cálculo, e (iii) dos elementos de prova, em especial a escrita contábil/fiscal, das alegações. Eis os termos em que se pode identificar este roteiro na decisão: Assim, para modificar o fundamento desse ato administrativo, cabe ao recorrente demonstrar erro no valor declarado ou nos cálculos efetuados pela RFB. Se não o fizer, o motivo do Fl. 64DF CARF MF Impresso em 20/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/06/2014 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 13/06/20 14 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 19/06/2014 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO 4 indeferimento permanece. Entretanto, o contribuinte não trouxe aos autos nenhum documento contábil ou fiscal que demonstrasse suas afirmações genéricas de que o seu crédito provêm de receitas contabilizadas de maneira equivocada. Informa que se utilizou de algumas teses tributárias já julgadas pelo STF de forma favorável ao contribuinte, mas não relata quais são essas ações e se faz parte delas.[grifei] Somente calcada nos requisitos acima destacados, a defesa teria a aptidão de infirmar o encontro de contas processado pela RFB, em que foram considerados os dados informados pela própria Contribuinte. Em contraposição, a Manifestante fora, de fato, genérica na justificativa da origem do seu crédito, como afirmado no acórdão. O delineamento desenhado pelas razões de decidir constituise numa luz que deveria se projetar sobre os argumentos da Recorrente na composição do recurso voluntário. Ainda que não tivesse trazido os citados elementos de prova das bases de cálculo anexados à manifestação de inconformidade, poderia têlo feito no recurso. Somente com o suprimento desta lacuna da defesa, se poderia ter como legítimo o reclamo da Recorrente pelo exercício da ampla defesa, pelo afastamento da preclusão, com base no fato de o despacho decisório não tê la conclamado, expressamente, a apresentar provas, juntamente com a manifestação de inconformidade. A menção na intimação que compõe o despacho decisório, da necessidade de o contribuinte anexar provas na manifestação de conformidade, teria a função de mera lembrança, não é defeito do ato administrativo, porquanto o comando para cumprir este requisito de defesa é legal, segundo regência do art. 16 do Decreto nº 70.235/72. É ônus do contribuinte. O lançamento por homologação é atividade cometida por lei ao contribuinte, a quem compete apurar o quanto devido do tributo e antecipar o pagamento sem prévia apreciação de autoridade administrativa. Por meio dessa atividade o próprio contribuinte abastece os sistemas de controle da Fazenda, que, assim, já dispõe dos dados para efetuar eventual compensação por ele declarada. A par dessa atividade do contribuinte, a declaração de compensação consubstancia o exercício de direito potestativo de contribuinte que apure crédito perante a Receita Federal do Brasil, nos termos do art. 74 da Lei nº 9.430/96. A consequência dessa sistemática é que débito informado na DComp é extinto pelo contribuinte independentemente de apreciação prévia da Administração Tributária. Esta, dispõe de cinco anos para homologá la. Sob esse rito legal, tornase do contribuinte o ônus de comprovar o direito que ele mesmo constitui por meio da DComp qual seja, a extinção do débito. Com fulcro nos fundamentos acima, mostrase improcedente o argumento da Recorrente de falta de motivação do despacho decisório, ficando configurado que não se desincumbiu do seu ônus de substanciar a recurso com os elementos faltantes na manifestação de inconformidade, já possuindo orientação suficiente da decisão recorrida para tanto. Assim, não merece prosperar o seu pedido de reforma do acórdão guerreado. Pelo exposto, voto por negar provimento ao recurso. Sala das sessões, 24 de abril de 2014 (assinado digitalmente) Fl. 65DF CARF MF Impresso em 20/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/06/2014 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 13/06/20 14 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 19/06/2014 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO Processo nº 10183.902420/201227 Acórdão n.º 3803006.083 S3TE03 Fl. 64 5 Belchior Melo de Sousa Fl. 66DF CARF MF Impresso em 20/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/06/2014 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 13/06/20 14 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 19/06/2014 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO
score : 1.0
Numero do processo: 10711.005232/2005-12
Turma: Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Jun 27 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Fri Aug 01 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Classificação de Mercadorias
Data do fato gerador: 02/04/2001
Ementa:
CLASSIFICAÇÃO DE MERCADORIAS. IMPOSTO DE IMPORTAÇÃO. POSIÇÃO 2936. PROVITAMINAS E VITAMINAS, NATURAIS OU REPRODUZIDAS POR SÍNTESE. NESH.
A Nota 1 do Capítulo 29 dispõe que as provitaminas ou vitaminas da posição 2936 podem ser estabilizadas para torná-las aptas à conservação ou transporte, desde que a quantidade das substâncias acrescentadas ou os tratamentos a que são submetidas não sejam superiores aos necessários à sua conservação ou transporte, nem modifiquem o caráter do produto de base nem os tornem particularmente aptos para usos específicos de preferência à sua aplicação geral.
SOLUÇÕES DE CONSULTA E JURISPRUDÊNCIA. Em que pese a jurisprudência ser de grande valia para a solução de litígios, nos casos de classificação fiscal de mercadorias, notadamente as de composição química atestada por laudo, a jurisprudência deve ser sempre sopesada com maior parcimônia do que noutras oportunidades, porquanto a composição química de mercadorias depende de vários fatores, tais como os percentuais dos seus componentes, estado físico, forma, função, etc., desses elementos.
CLASSIFICAÇÃO DE MERCADORIAS. IMPOSTO DE IMPORTAÇÃO. VITAMINA E, ACRESCENTADA DE DERIVADOS DE CELULOSE, A SILICA E A MATÉRIA PROTÉICA. LAUDO TÉCNICO.
De acordo com laudo técnico, os Derivados de Celulose, a Silica e a Matéria Protéica, adicionados ao Acetato de Tocoferol (vitamina E) não são substâncias estabilizante, antipoeira, corante nem aromática, tendo, ainda, modificado o uso geral da vitamina, tornando-a apta a utilização específica. Correta, assim, a reclassificação do código NCM 2936.29.29 para o código NCM 2936.29.21.
CLASSIFICAÇÃO DE MERCADORIAS. IMPOSTO DE IMPORTAÇÃO. VITAMINA D3, ACRESCENTADA DE POLISSACARÍDEO. LAUDO DO LABANA.
De acordo com laudo técnico, a Sacarose e a Matéria Protéica, adicionados ao vitamina D3 não são substâncias estabilizante, antipoeira, corante nem aromática, tendo, ainda, modificado o uso geral da vitamina, tornando-a apta a utilização específica. Correta, assim, a reclassificação do código NCM 2936.28.12 para o código NCM 3003.90.19.
Recurso voluntário negado.
Numero da decisão: 3202-000.812
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário. O Conselheiro Gilberto de Castro Moreira Junior declarou-se impedido.
Irene Souza da Trindade Torres Presidente
Thiago Moura de Albuquerque Alves Relator
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Irene Souza da Trindade Torres, Luís Eduardo Garrossino Barbieri, Charles Mayer de Castro Souza, Tatiana Midori Migiyama e Thiago Moura de Albuquerque Alves.
Nome do relator: THIAGO MOURA DE ALBUQUERQUE ALVES
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201306
camara_s : Segunda Câmara
ementa_s : Assunto: Classificação de Mercadorias Data do fato gerador: 02/04/2001 Ementa: CLASSIFICAÇÃO DE MERCADORIAS. IMPOSTO DE IMPORTAÇÃO. POSIÇÃO 2936. PROVITAMINAS E VITAMINAS, NATURAIS OU REPRODUZIDAS POR SÍNTESE. NESH. A Nota 1 do Capítulo 29 dispõe que as provitaminas ou vitaminas da posição 2936 podem ser estabilizadas para torná-las aptas à conservação ou transporte, desde que a quantidade das substâncias acrescentadas ou os tratamentos a que são submetidas não sejam superiores aos necessários à sua conservação ou transporte, nem modifiquem o caráter do produto de base nem os tornem particularmente aptos para usos específicos de preferência à sua aplicação geral. SOLUÇÕES DE CONSULTA E JURISPRUDÊNCIA. Em que pese a jurisprudência ser de grande valia para a solução de litígios, nos casos de classificação fiscal de mercadorias, notadamente as de composição química atestada por laudo, a jurisprudência deve ser sempre sopesada com maior parcimônia do que noutras oportunidades, porquanto a composição química de mercadorias depende de vários fatores, tais como os percentuais dos seus componentes, estado físico, forma, função, etc., desses elementos. CLASSIFICAÇÃO DE MERCADORIAS. IMPOSTO DE IMPORTAÇÃO. VITAMINA E, ACRESCENTADA DE DERIVADOS DE CELULOSE, A SILICA E A MATÉRIA PROTÉICA. LAUDO TÉCNICO. De acordo com laudo técnico, os Derivados de Celulose, a Silica e a Matéria Protéica, adicionados ao Acetato de Tocoferol (vitamina E) não são substâncias estabilizante, antipoeira, corante nem aromática, tendo, ainda, modificado o uso geral da vitamina, tornando-a apta a utilização específica. Correta, assim, a reclassificação do código NCM 2936.29.29 para o código NCM 2936.29.21. CLASSIFICAÇÃO DE MERCADORIAS. IMPOSTO DE IMPORTAÇÃO. VITAMINA D3, ACRESCENTADA DE POLISSACARÍDEO. LAUDO DO LABANA. De acordo com laudo técnico, a Sacarose e a Matéria Protéica, adicionados ao vitamina D3 não são substâncias estabilizante, antipoeira, corante nem aromática, tendo, ainda, modificado o uso geral da vitamina, tornando-a apta a utilização específica. Correta, assim, a reclassificação do código NCM 2936.28.12 para o código NCM 3003.90.19. Recurso voluntário negado.
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Fri Aug 01 00:00:00 UTC 2014
numero_processo_s : 10711.005232/2005-12
anomes_publicacao_s : 201408
conteudo_id_s : 5363801
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Aug 01 00:00:00 UTC 2014
numero_decisao_s : 3202-000.812
nome_arquivo_s : Decisao_10711005232200512.PDF
ano_publicacao_s : 2014
nome_relator_s : THIAGO MOURA DE ALBUQUERQUE ALVES
nome_arquivo_pdf_s : 10711005232200512_5363801.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário. O Conselheiro Gilberto de Castro Moreira Junior declarou-se impedido. Irene Souza da Trindade Torres Presidente Thiago Moura de Albuquerque Alves Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Irene Souza da Trindade Torres, Luís Eduardo Garrossino Barbieri, Charles Mayer de Castro Souza, Tatiana Midori Migiyama e Thiago Moura de Albuquerque Alves.
dt_sessao_tdt : Thu Jun 27 00:00:00 UTC 2013
id : 5546108
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:25:01 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046812062908416
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 11; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2433; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C2T2 Fl. 148 1 147 S3C2T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10711.005232/200512 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3202000.812 – 2ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 27 de junho de 2013 Matéria CLASSIFICAÇÃO FISCAL Recorrente PRODUTOS ROCHE QUIMICOS E FARMACÊUTICOS S/A Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CLASSIFICAÇÃO DE MERCADORIAS Data do fato gerador: 02/04/2001 Ementa: CLASSIFICAÇÃO DE MERCADORIAS. IMPOSTO DE IMPORTAÇÃO. POSIÇÃO 2936. PROVITAMINAS E VITAMINAS, NATURAIS OU REPRODUZIDAS POR SÍNTESE. NESH. A Nota 1 do Capítulo 29 dispõe que as provitaminas ou vitaminas da posição 2936 podem ser estabilizadas para tornálas aptas à conservação ou transporte, desde que a quantidade das substâncias acrescentadas ou os tratamentos a que são submetidas não sejam superiores aos necessários à sua conservação ou transporte, nem modifiquem o caráter do produto de base nem os tornem particularmente aptos para usos específicos de preferência à sua aplicação geral. SOLUÇÕES DE CONSULTA E JURISPRUDÊNCIA. Em que pese a jurisprudência ser de grande valia para a solução de litígios, nos casos de classificação fiscal de mercadorias, notadamente as de composição química atestada por laudo, a jurisprudência deve ser sempre sopesada com maior parcimônia do que noutras oportunidades, porquanto a composição química de mercadorias depende de vários fatores, tais como os percentuais dos seus componentes, estado físico, forma, função, etc., desses elementos. CLASSIFICAÇÃO DE MERCADORIAS. IMPOSTO DE IMPORTAÇÃO. VITAMINA E, ACRESCENTADA DE DERIVADOS DE CELULOSE, A SILICA E A MATÉRIA PROTÉICA. LAUDO TÉCNICO. De acordo com laudo técnico, os Derivados de Celulose, a Silica e a Matéria Protéica, adicionados ao Acetato de Tocoferol (vitamina E) não são substâncias estabilizante, antipoeira, corante nem aromática, tendo, ainda, modificado o uso geral da vitamina, tornandoa apta a utilização específica. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 71 1. 00 52 32 /2 00 5- 12 Fl. 148DF CARF MF Impresso em 01/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/02/2014 por THIAGO MOURA DE ALBUQUERQUE ALVES, Assinado digitalmente em 11/02/2014 por THIAGO MOURA DE ALBUQUERQUE ALVES, Assinado digitalmente em 07/03/2014 por IRENE S OUZA DA TRINDADE TORRES 2 Correta, assim, a reclassificação do código NCM 2936.29.29 para o código NCM 2936.29.21. CLASSIFICAÇÃO DE MERCADORIAS. IMPOSTO DE IMPORTAÇÃO. VITAMINA D3, ACRESCENTADA DE POLISSACARÍDEO. LAUDO DO LABANA. De acordo com laudo técnico, a Sacarose e a Matéria Protéica, adicionados ao vitamina D3 não são substâncias estabilizante, antipoeira, corante nem aromática, tendo, ainda, modificado o uso geral da vitamina, tornandoa apta a utilização específica. Correta, assim, a reclassificação do código NCM 2936.28.12 para o código NCM 3003.90.19. Recurso voluntário negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário. O Conselheiro Gilberto de Castro Moreira Junior declarou se impedido. Irene Souza da Trindade Torres – Presidente Thiago Moura de Albuquerque Alves – Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Irene Souza da Trindade Torres, Luís Eduardo Garrossino Barbieri, Charles Mayer de Castro Souza, Tatiana Midori Migiyama e Thiago Moura de Albuquerque Alves. Relatório Tratase de auto de infração, no valor de R$ 31.940,87, exigindo imposto de importação, decorrente da reclassificação de mercadorias, importadas por meio da Declaração de Importação n° 01/02655337, Adição 002 e 006. Confirase (fl. 04): 001 SIMPLES DIVERGÊNCIA DE CLASSIFICAÇÃO DE MERCADORIA O Importador,PRODUTOS ROCHE QUIMICOS E FARMACEUTICOS S/A, por meio da Declaração de Importação n° 01/02655337 registrada em 16/03/2001, submeteu a despacho e desembaraçou a mercadoria descrita na adição 002 como "DRY VITAMINA D 3, TYPE 50 CWS/F", classificando na Tarifa Externa Comum no código 2936.29.29, com alíquota de 4,50% para o Imposto de Importação e 0% para o I.P.I.; e na adição 006 descreveu a mercadoria como "VITAMINA "E" (DL Fl. 149DF CARF MF Impresso em 01/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/02/2014 por THIAGO MOURA DE ALBUQUERQUE ALVES, Assinado digitalmente em 11/02/2014 por THIAGO MOURA DE ALBUQUERQUE ALVES, Assinado digitalmente em 07/03/2014 por IRENE S OUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 10711.005232/200512 Acórdão n.º 3202000.812 S3C2T2 Fl. 149 3 ALFA TOCOFEROL) ACETATO MATÉRIA PRIMA DESTINADA A FABRICAÇÃO DO PRODUTO FINAL EPHYNAL, CÓDIGO NEM 3004 REGISTRO NO MS: 0100.0028 DATA DE VENCTO. REGISTRO:08/2001 NOME COMERCIAL: VITAMINA E (DL ALFATOCOFEROL) ACETATO", TEC 2936.28.12, com alíquota 0% para o Imposto de Importação e Imposto sobre Produtos Industrializados. O Laudo de Análise n° 2283/01, referente à adição 002, concluiu tratarse de "PRODUTO QUÍMICO ORGÂNICO VITAMINA D3 (COLICALCIFEROL)", classificada corretamente no código TEC 2936.29.21, com alíquotas de 16,50% para o Imposto de Importação e 0,00% para o I.P.I.; e o Laudo de Análise n° 2287/01, referente à adição 006, conclui tratarse de "MEDICAMENTO CONTENDO ACETATO DE TOCOFEROL (VITAMINA E) PARA FINS TERAPÊUTICOS OU PROFILÁTICOS, NÃO APRESENTADO EM DOSE NEM ACONDICIONADO PARA VENDA A RETALHO", classificada corretamente no código TEC 3003.90.19, com alíquota de 10,50% para o Imposto de Importação e 0% para o Imposto sobre Produtos Industrializados. Mas por ter declarado corretamente as referidas mercadorias, incorreu em uma das hipóteses previstas no Ato Declaratório(normativo) COSIT N°10/97 OU 36/95 OU 38/94), situação esta não passível de aplicação da multa de ofício, mas sim de multa de mora. Sendo assim, cobrase a diferença de imposto, apurada em face de tal incorreção, somado aos acréscimos legais devidos. Fazem parte integrante do presente Auto de Infração a cópia de DI n° 01/02655337, os Laudos de Análise n° 2283/01 e n° 2287/01, DI tela Consulta CNPJ, 06 telas SISCOMEX Consulta Legislação, 04 telas SISCOMEX Consulta referente à DI. ANO/DI/ADIÇÃO Valor Tributável II 01/02655337/002 R$ 10.317,57 01/02655337/006 R$ 141.619,79 Inconformada com a autuação, a empresa apresentou impugnação, defendendo que sua classificação é a correta, segundo a legislação tributária de regência (fls. 574 e ss.). Conclusos os autos, a DRJ determinou a realização de diligência, porque a contribuinte defende que a reclassificação da mercadoria de "Vitamina E" para "medicamento" "é inoportuna, pois simples excipientes como os que foram encontrados pelo LABANA na análise da mercadoria, não a torna medicamento para uso terapêutico ou profilático, porque esses excipientes são plenamente admitidos’, nos termos da Nota 1 do Capitulo 29 do Sistema Harmonizado de Classificação de Mercadorias (fl. 69). Em razão desse determinação, foi elaborado o Laudo Técnico nº 043/2009 sobre a “Vitamina E” da produzido pelo laboratório L.A. Falcão, cuja conclusão foi a seguinte (fl. 91 e ss.): Fl. 150DF CARF MF Impresso em 01/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/02/2014 por THIAGO MOURA DE ALBUQUERQUE ALVES, Assinado digitalmente em 11/02/2014 por THIAGO MOURA DE ALBUQUERQUE ALVES, Assinado digitalmente em 07/03/2014 por IRENE S OUZA DA TRINDADE TORRES 4 De acordo com Referência Bibliográfica Acetato de Tocoferol é um líquido amarelado viscoso e utilizado em formulações de medicamentos ou rações animais com a finalidade de suprir a deficiência em Vitamina E e/ou como Antioxidante. O Derivado de Celulose, a Silica e a Matéria Protéica não se tratam de substâncias adicionadas durante o processo de fabricação e nem de subprodutos provenientes do método de obtenção da Vitamina E, de impurezas, estabilizantes, substâncias antipoeira, corantes e nem de substâncias odoríferas. O Derivado de Celulose, a Sílica e a Matéria Protéica tratamse de excipientes utilizados no revestimento da Vitamina e têm a função de proteger química e fisicamente a substância ativa (Vitamina E) Durante o processo de mistura com outros componentes, além de facilitar a homogeneização da formulação final a que se destina. Não encontramos citações em Referências Bibliográficas da necessidade do Acetato de Vitamina E, ser comercializado com excipientes por motivo de conservação ou transporte. Considerandose os Resultados das Análises realizadas em função da Solicitação de Parecer Técnico, concluimos que a mercadoria tratase de Preparação constituída de Acetato de Tocoferol (Acetato de Vitamina E) e excipientes como Derivado de Celulose, Matéria Protéica e Substâncias Inorgânicas à base de Sílica. De acordo com Literaturas Técnicas, mercadorias dessa natureza são preparadas especificamente para serem adicionadas em alimentos, na suplementação dietética e suprir a carência de Vitamina E, ou ainda serem adicionadas a ração animal. Desta forma consideramos que a mercadoria não se trata somente de Acetato de Vitamina E, um composto orgânico de constituição química definida e isolado. Tratase de uma Preparação e que os excipientes adicionados ao Acetato de Vitamina E, tornam a mercadoria apta para uso especifico. E, também, foi elaborado o Laudo Técnico nº 044/2009 sobre a “Vitamina D3”, proferido pelo laboratório L.A. Falcão: De acordo com Referência Bibliográfica Colecalciferol (Vitamina D3) é um sólido cristalino e utilizada no preparo de medicamentos ou rações animais com a finalidade de suprir a deficiência em Vitamina 03. O Butil Hidroxi Anisol (BHA) é um aditivo anfioxidante indispensável para estabilizar a substância ativa Vitamina 03 contra a oxidação. A Sacarose e a Matéria Protéica não se tratam de substâncias adicionadas durante o processo de fabricação e nem de sub Fl. 151DF CARF MF Impresso em 01/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/02/2014 por THIAGO MOURA DE ALBUQUERQUE ALVES, Assinado digitalmente em 11/02/2014 por THIAGO MOURA DE ALBUQUERQUE ALVES, Assinado digitalmente em 07/03/2014 por IRENE S OUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 10711.005232/200512 Acórdão n.º 3202000.812 S3C2T2 Fl. 150 5 produtos provenientes do método de obtenção da Vitamina D3, de impurezas, estabilizantes, substâncias anfipoeira, corantes e nem de substâncias odoríferas. A Sacarose e a Matéria Protéica tratamse de excipientes utilizados no revestimento da Vitamina e têm a função de proteger química e fisicamente a substância ativa (Vitamina 03) durante o processo de mistura com outros componentes, além de facilitar a homogeneização da formulação final a que se desuna. Não encontramos citações em Referências Bibliográficas da necessidade da Vitamina 03, ser comercializado com excipientes por motivo de conservação ou transporte. Considerandose os Resultados das Analises realizadas em função da Solicitação de Parecer Técnico, concluimos que a mercadoria tratase de Preparação constituida de Colecalciferol (Vitamina 03) e Excipientes como Sacarose e Matéria Protéica. De acordo com Literaturas Técnicas, mercadorias dessa natureza são preparadas especificamente para serem adicionadas em alimentos, na suplementaçâo dietética e suprir a carência de Vitamina D3, ou então serem adicionadas à ração animal. Desta forma consideramos que a mercadoria não se trata somente de Vitamina 03, um lei composto orgânico de constituição quimica definida e isolado. Tratase de uma Preparação e que os excipientes adicionados á Vitamina D3, tornam a mercadoria apta para uso especifico. O contribuinte foi intimado acerca do laudo acima transcrito, acerca do qual apresentou a manifestação de fls. 98 e ss. Instruído os autos, o acórdão julgou procedente o lançamento, com base nas conclusões dos Laudos Técnicos nº 043/2009 e nº 044/2009 (fls. 112 e ss.). Cientificada do acórdão, acima destacado, a contribuinte apresentou recurso voluntário, reiterando suas razões para julgar improcedente a autuação (fls. 104 e ss.). O processo digitalizado foi distribuído e, posteriormente, encaminhado a este Conselheiro Relator na forma regimental. É o relatório. Voto Conselheiro Thiago Moura de Albuquerque Alves, Relator. O Recurso Voluntário é tempestivo e atende os requisitos de admissibilidade devendo, portanto, ser conhecido. Fl. 152DF CARF MF Impresso em 01/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/02/2014 por THIAGO MOURA DE ALBUQUERQUE ALVES, Assinado digitalmente em 11/02/2014 por THIAGO MOURA DE ALBUQUERQUE ALVES, Assinado digitalmente em 07/03/2014 por IRENE S OUZA DA TRINDADE TORRES 6 Da Classificação Fiscal Considerações iniciais Preambularmente, há que discorrer, ainda que sumariamente, sobre a origem da Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM), lastreada no Sistema Harmonizado (SH), base da Tarifa Externa Comum (TEC), de modo que a análise da classificação tarifária tornese totalmente compreensível, já que a matéria não é amena. A "Convenção Internacional sobre o Sistema Harmonizado de Designação e de Codificação de Mercadorias" foi firmada em junho de 1983, sob os auspícios do Conselho de Cooperação Aduaneira (CCA), tornandose o Brasil signatário da mesma em 31 de outubro de 1986, sendo essa Convenção aprovada em nosso país pelo Decreto Legislativo n° 71, de 1988, e promulgada pelo Decreto n° 97.409, de 1988, produzindo efeitos a partir de Io de janeiro de 1989. O SH compreende mais de 1.200 Posições, que, com exceção de algumas centenas, foram divididas em Subposições de 1 nível que, por sua vez, foram ou não subdivididas em Subposições de 2 nível, formando, aproximadamente, 5.000 grupos distintos de mercadorias, identificadas por um código de 6 (seis) dígitos, chamado 'Código SH. Os 4 (quatro) primeiros dígitos correspondem à Posição, enquanto o 5º (quinto) e o 6º (sexto) identificam as Subposições de 1º e 2º níveis, respectivamente, indicandose com zero a ausência desses desdobramentos. Com o advento do Mercosul, foi criada uma nomenclatura própria, baseada no SH, denominada de Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM), que serviu de base para a criação da tarifa aduaneira utilizada pelos países do Mercosul, denominada de Tarifa Externa Comum (TEC). A NCM acrescentou aos 6 (seis) dígitos do SH, mais 2 (dois): Item e Subitem. Logo, o código NCM é constituído por 8 (oito) dígitos. O Item é indicado pelo 7º (sétimo) dígito e o Subitem pelo 8º (oitavo) dígito. A NCM compreende, ainda, além das Regras Gerais de Interpretação do SH (que incorporou), 2 Regras Gerais Complementares (RGC) e Notas Complementares. Grande parte das Seções e dos Capítulos da Nomenclatura do SH/NCM está precedida de Notas que, como as Regras Gerais, constituem parte integrante da Nomenclatura e têm o mesmo valor legal, sendo denominadas de Notas de Seção e Notas de Capítulo. Há, também, Notas que somente dizem respeito à interpretação dos textos das Subposições e são chamadas de Notas de Subposição. Há, ainda, Notas Complementares, que norteiam a classificação no âmbito regional (Mercosul). O SH apóiase também em publicações complementares, concebidas para facilitar a sua interpretação uniforme, dentre elas estão as Notas Explicativas do SH ou, simplesmente, NESH. que compreendem a interpretação oficial do SH (até o nível de Subposição). A versão utilizada pelo Brasil é a "lusobrasileira", aprovada pelo Decreto n° 435, de 1992, com o texto consolidado através de Instruções Normativas. A Nomenclatura Brasileira de Mercadorias (NBM) baseiase na NCM, e integra, junto com as alíquotas do IPI, a Tabela do Imposto sobre Produtos Industrializados (TIPI). Há que esclarecer, ainda, que a NCM/TEC e NBM/TIPI, vigentes à época dos fatos geradores, e as Notas Explicativas do Sistema Harmonizado (NESH) serão as utilizadas na análise dos códigos apontados pelo Fisco e pelo contribuinte. Fl. 153DF CARF MF Impresso em 01/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/02/2014 por THIAGO MOURA DE ALBUQUERQUE ALVES, Assinado digitalmente em 11/02/2014 por THIAGO MOURA DE ALBUQUERQUE ALVES, Assinado digitalmente em 07/03/2014 por IRENE S OUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 10711.005232/200512 Acórdão n.º 3202000.812 S3C2T2 Fl. 151 7 A NOTA 1 DO CAPÍTULO 29 A Nota 1 do Capítulo 29 dispõe que as provitaminas ou vitaminas da posição 2936 podem ser adicionadas de uma estabilizante para permitir sua conservação ou transporte e, também, podem ser adicionadas de uma substância antipoeira, de um corante ou de uma substância aromática, com finalidade de facilitar a sua identificação ou por razões de segurança desde que essas adições não tornem o produto particularmente apto para usos específicos de preferência à sua aplicação geral. In verbis: Notas de Capítulo 1. Ressalvadas as disposições em contrário, as posições do presente Capítulo apenas compreendem: a)os compostos orgânicas de constituição química definida apresentados isoladamente, mesmo contendo impurezas; b) as misturas de isómeros de um mesmo composto orgânico (Mesmo contendo impurezas), com exclusão das misturas de isômeros (exceto estereoisômeras) dos hidrocarboneros aciclicos, saturados ou não (Capítulo 27); c)os produtos das posições 2936 a 2939, os éteres e ésteres de açúcares e respectivos sais, da posição 2940 e os produtos da posição 2941, de constituição química definida ou não; d)as soluções aquosas dos produtos das alíneas "a", "b" ou "c" acima; e) as outras soluções dos produtos das alíneas "a", "b" ou "c" acima, desde que essas soluções constituam um modo de acondicionamento usual e indispensável, determinado exclusivamente por razões de segurança ou por necessidades de transporte, e que o solvente não torne o produto particularmente apto para usos específicos de preferência à sua aplicação geral; f) os produtos das alíneas "a", "b", "c", "d" ou "e" acima, adicionados de um estabilizante (incluído um agente antiaglomerante) indispensável à sua conservação ou transporte; g)os produtos das alíneas "a", "b", "c", "d", "e" ou "f' acima, adicionados de uma substância antipoeira, de um corante ou de uma substância aromática, com finalidade de facilitar a sua identificação ou por razões de segurança desde que essas adições não tornem o produto particularmente apto para usos específicos de preferência à sua aplicação geral; os produtos seguintes, de concentraçãotipo, destinados à produção de corantes azdicos: sais de diazónio, copulantes utilizados para estes sais e (sulinos diazotáveá e respectivos sais. (destaquei) Fl. 154DF CARF MF Impresso em 01/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/02/2014 por THIAGO MOURA DE ALBUQUERQUE ALVES, Assinado digitalmente em 11/02/2014 por THIAGO MOURA DE ALBUQUERQUE ALVES, Assinado digitalmente em 07/03/2014 por IRENE S OUZA DA TRINDADE TORRES 8 A controvérsia dos autos reside, justamente, em saber se as substâncias adicionadas à Vitamina E e à Vitamina D3 enquadramse nas permissões contidas na Nota 1, “f’ ou “g”. Vitamina E Em relação à mercadoria amparada pela adição 006 da Declaração de Importação em trato verificase que a interessada a descreveu como sendo "Vitamina E (DLAlfaTocoferol) Acetato (...)" e classificoua na NCM 2936.28.12 Acetato de D ou DL alfatocoferol. A fiscalização, por sua vez, reclassificou a mercadoria para a NCM 3003.90.19 Outros medicamentos (exceto os produtos das posições 3002, 3005 ou 3006), constituídos por produtos misturados entre si, preparados para fins terapêuticos ou profiláticos, mas não apresentados em doses nem acondicionados para venda a retalho, com base no Laudo de Análise n° 2287/01 (fls. 10), que concluiu se tratar de "medicamento contendo Acetato de tocoferol (Vitamina E) para fins terapêuticos ou profiláticos, não apresentado em dose nem acondicionado para venda a retalho." No que diz respeito a esse produto, o motivo central da divergência é a importância dos Derivados de Celulose, da Silica e da Matéria Protéica, adicionados ao Acetato de Tocoferol (vitamina E). De acordo com o laudo do LA Falcão, a presença de tais substâncias justifica a reclassificação, tornando seu uso específico para ser adicionado a alimentos ou ração animal, não havendo, ainda, literatura que indicando que os mesmos servem para conservação ou transporte do produto. É o que se observa do Laudo Técnico 043/99 (fl. 43): De acordo com Referência Bibliográfica Acetato de Tocoferol é um líquido amarelado viscoso e utilizado em formulações de medicamentos ou rações animais com a finalidade de suprir a deficiência em Vitamina E e/ou como Antioxidante. O Derivado de Celulose, a Silica e a Matéria Protéica não se tratam de substâncias adicionadas durante o processo de fabricação e nem de subprodutos provenientes do método de obtenção da Vitamina E, de impurezas, estabilizantes, substâncias antipoeira, corantes e nem de substâncias odoríferas. O Derivado de Celulose, a Sílica e a Matéria Protéica tratamse de excipientes utilizados no revestimento da Vitamina e têm a função de proteger química e fisicamente a substância ativa (Vitamina E). Durante o processo de mistura com outros componentes, além de facilitar a homogeneização da formulação final a que se destina. Não encontramos citações em Referências Bibliográficas da necessidade do Acetato de Vitamina E, ser comercializado com excipientes por motivo de conservação ou transporte. Considerandose os Resultados das Análises realizadas em função da Solicitação de Parecer Técnico, concluímos que a mercadoria tratase de Preparação constituída de Acetato de Fl. 155DF CARF MF Impresso em 01/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/02/2014 por THIAGO MOURA DE ALBUQUERQUE ALVES, Assinado digitalmente em 11/02/2014 por THIAGO MOURA DE ALBUQUERQUE ALVES, Assinado digitalmente em 07/03/2014 por IRENE S OUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 10711.005232/200512 Acórdão n.º 3202000.812 S3C2T2 Fl. 152 9 Tocoferol (Acetato de Vitamina E) e excipientes como Derivado de Celulose, Matéria Protéica e Substâncias Inorgânicas à base de Sílica. De acordo com Literaturas Técnicas, mercadorias dessa natureza são preparadas especificamente para serem adicionadas em alimentos, na suplementação dietética e suprir a carência de Vitamina E, ou ainda serem adicionadas a ração animal. Desta forma consideramos que a mercadoria não se trata somente de Acetato de Vitamina E, um composto orgânico de constituição química definida e isolado. Tratase de uma Preparação e que os excipientes adicionados ao Acetato de Vitamina E, tornam a mercadoria apta para uso especifico. Como se vê, o laudo técnico concluiu que a presença Derivados de Celulose, Sílica e de Matéria Protéica não são substâncias estabilizante, antipoeira, corante nem aromática, tendo, ainda, modificado o uso geral da vitamina, tornandoa apta a utilização específica em alimentos, na suplementação dietética ou ração animal. Na ausência de contraprovas à constatação do experto, entendo que foi correta a reclassificação empreendida com base nas suas conclusões. Notese que a Decisão COANA nº 02/1999 trata de “Vitamina E adsorvida em sílica expandida, contendo, no Mínimo, 500 unidades internacionais de vitamina E por grama de sólido” (fls. 127 e ss.), enquanto que no caso concreto constatouse que a Vitamina E foi adicionada de Derivados de Celulose e de Matéria Protéica. Por essa razão, mantenho o acórdão recorrido nessa parte. Vitamina D3 Quanto à Vitamina D3, o Laudo Técnico também concluiu que esta foi adicionada de substâncias (Sacarose e a Matéria Protéica), que impedem o acolhimento da classificação adotada pelo contribuinte. Confirase: De acordo com Referência Bibliográfica Colecalciferol (Vitamina D3) é um sólido cristalino e utilizada no preparo de medicamentos ou rações animais com a finalidade de suprir a deficiência em Vitamina 03. O Butil Hidroxi Anisol (BHA) é um aditivo anfioxidante indispensável para estabilizar a substância ativa Vitamina 03 contra a oxidação. A Sacarose e a Matéria Protéica não se tratam de substâncias adicionadas durante o processo de fabricação e nem de sub produtos provenientes do método de obtenção da Vitamina D3, de impurezas, estabilizantes, substâncias anfipoeira, corantes e nem de substâncias odoríferas. A Sacarose e a Matéria Protéica tratamse de excipientes utilizados no revestimento da Vitamina e têm a função de Fl. 156DF CARF MF Impresso em 01/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/02/2014 por THIAGO MOURA DE ALBUQUERQUE ALVES, Assinado digitalmente em 11/02/2014 por THIAGO MOURA DE ALBUQUERQUE ALVES, Assinado digitalmente em 07/03/2014 por IRENE S OUZA DA TRINDADE TORRES 10 proteger química e fisicamente a substância ativa (Vitamina 03) durante o processo de mistura com outros componentes, além de facilitar a homogeneização da formulação final a que se destina. Não encontramos citações em Referências Bibliográficas da necessidade da Vitamina D3, ser comercializado com excipientes por motivo de conservação ou transporte. Considerandose os Resultados das Analises realizadas em função da Solicitação de Parecer Técnico, concluimos que a mercadoria tratase de Preparação constituída de Colecalciferol (Vitamina 03) e Excipientes como Sacarose e Matéria Protéica. De acordo com Literaturas Técnicas, mercadorias dessa natureza são preparadas especificamente para serem adicionadas em alimentos, na suplementação dietética e suprir a carência de Vitamina D3, ou então serem adicionadas à ração animal. Desta forma consideramos que a mercadoria não se trata somente de Vitamina 03, um lei composto orgânico de constituição química definida e isolado. Tratase de uma Preparação e que os excipientes adicionados à Vitamina D3, tornam a mercadoria apta para uso especifico. Não vejo, nos autos, nenhum elemento que infirme a conclusão técnica acima transcrita, que guarda consonância as NESH, razão pela qual mantenho nessa parte o acórdão recorrido. Diante das NESH e do Laudo Técnico, também não vislumbro, nos autos, nenhum elemento que contrarie a conclusão, de que os elementos adicionados à vitamina A não têm função necessária apenas à sua conservação ou transporte, razão pela qual mantenho nessa parte o acórdão recorrido. Notese que, “em que pese a jurisprudência ser de grande valia para a solução de litígios, nos casos de classificação fiscal de mercadorias, notadamente as de composição química atestada por laudo, a jurisprudência deve ser sempre sopesada com maior parcimônia do que noutras oportunidades, porquanto a composição química de mercadorias depende de vários fatores, tais como os percentuais dos elementos componentes, estado físico, forma, função, etc., desses elementos” (Processo nº 10314.001670/200829, 3ª S., 1ª C., 1ª TO, Rel. Corinto de Oliveira Machado). Ante o exposto, voto por NEGAR PROVIMENTO ao recurso voluntário. É como voto. Thiago Moura de Albuquerque Alves Fl. 157DF CARF MF Impresso em 01/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/02/2014 por THIAGO MOURA DE ALBUQUERQUE ALVES, Assinado digitalmente em 11/02/2014 por THIAGO MOURA DE ALBUQUERQUE ALVES, Assinado digitalmente em 07/03/2014 por IRENE S OUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 10711.005232/200512 Acórdão n.º 3202000.812 S3C2T2 Fl. 153 11 Fl. 158DF CARF MF Impresso em 01/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/02/2014 por THIAGO MOURA DE ALBUQUERQUE ALVES, Assinado digitalmente em 11/02/2014 por THIAGO MOURA DE ALBUQUERQUE ALVES, Assinado digitalmente em 07/03/2014 por IRENE S OUZA DA TRINDADE TORRES
score : 1.0
Numero do processo: 11516.721868/2011-14
Turma: Terceira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue May 13 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Fri May 30 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/01/2007 a 31/12/2008
PREVIDENCIÁRIO. CUSTEIO. AUTO DE INFRAÇÃO DE OBRIGAÇÃO PRINCIPAL. JETON. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA INCIDENTE SOBRE VERBAS RECEBIDAS POR DIRETORES E VICE-PRESIDENTES DE ENTIDADE SINDICAL DE SEGUNDO GRAU. CONTRIBUINTES INDIVIDUAIS. INCIDÊNCIA.
O julgador a quo, manteve o lançamento em parte, sob a alegação de que as verbas pagas a título de jeton, por participação dos associados eleitos para cargo de direção em entidade de qualquer natureza ou finalidade, em reuniões deliberativas, tem caráter remuneratório, porquanto tem a função de retribuir o serviço prestado.
As verbas recebidas pelos Diretores e Vice-Presidentes da Federação, a título de jeton, possuem nítida natureza remuneratória, uma vez que se referem a pagamento por um trabalho realizado em defesa dos interesses da classe devendo sujeitar-se à incidência da contribuição previdenciária.
O Jeton pago a título de retribuição pelo trabalho ao integrante do órgão ou conselho de deliberação colegiada, pela participação em reuniões deliberativas, integra o salário de contribuição dos segurados contribuintes individuais.
Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 2803-003.293
Decisão:
Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
(Assinado digitalmente)
Helton Carlos Praia de Lima Presidente
(Assinado digitalmente)
Amílcar Barca Teixeira Júnior Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros Helton Carlos Praia de Lima (Presidente), Oseas Coimbra Júnior, Eduardo de Oliveira, Amilcar Barca Teixeira Junior, Gustavo Vettorato e Carlos Cornet Scharfstein.
Nome do relator: AMILCAR BARCA TEIXEIRA JUNIOR
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201405
ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/01/2007 a 31/12/2008 PREVIDENCIÁRIO. CUSTEIO. AUTO DE INFRAÇÃO DE OBRIGAÇÃO PRINCIPAL. JETON. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA INCIDENTE SOBRE VERBAS RECEBIDAS POR DIRETORES E VICE-PRESIDENTES DE ENTIDADE SINDICAL DE SEGUNDO GRAU. CONTRIBUINTES INDIVIDUAIS. INCIDÊNCIA. O julgador a quo, manteve o lançamento em parte, sob a alegação de que as verbas pagas a título de jeton, por participação dos associados eleitos para cargo de direção em entidade de qualquer natureza ou finalidade, em reuniões deliberativas, tem caráter remuneratório, porquanto tem a função de retribuir o serviço prestado. As verbas recebidas pelos Diretores e Vice-Presidentes da Federação, a título de jeton, possuem nítida natureza remuneratória, uma vez que se referem a pagamento por um trabalho realizado em defesa dos interesses da classe devendo sujeitar-se à incidência da contribuição previdenciária. O Jeton pago a título de retribuição pelo trabalho ao integrante do órgão ou conselho de deliberação colegiada, pela participação em reuniões deliberativas, integra o salário de contribuição dos segurados contribuintes individuais. Recurso Voluntário Negado
turma_s : Terceira Turma Especial da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Fri May 30 00:00:00 UTC 2014
numero_processo_s : 11516.721868/2011-14
anomes_publicacao_s : 201405
conteudo_id_s : 5351098
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri May 30 00:00:00 UTC 2014
numero_decisao_s : 2803-003.293
nome_arquivo_s : Decisao_11516721868201114.PDF
ano_publicacao_s : 2014
nome_relator_s : AMILCAR BARCA TEIXEIRA JUNIOR
nome_arquivo_pdf_s : 11516721868201114_5351098.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. (Assinado digitalmente) Helton Carlos Praia de Lima Presidente (Assinado digitalmente) Amílcar Barca Teixeira Júnior Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Helton Carlos Praia de Lima (Presidente), Oseas Coimbra Júnior, Eduardo de Oliveira, Amilcar Barca Teixeira Junior, Gustavo Vettorato e Carlos Cornet Scharfstein.
dt_sessao_tdt : Tue May 13 00:00:00 UTC 2014
id : 5471845
ano_sessao_s : 2014
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:22:36 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046812111142912
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2113; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2TE03 Fl. 2 1 1 S2TE03 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 11516.721868/201114 Recurso nº 11.516.721868201114 Voluntário Acórdão nº 2803003.293 – 3ª Turma Especial Sessão de 13 de maio de 2014 Matéria CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS Recorrente FEDERAÇÃO DAS INDÚSTRIAS DO ESTADO DE SANTA CATARINA (FIESC) Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2007 a 31/12/2008 PREVIDENCIÁRIO. CUSTEIO. AUTO DE INFRAÇÃO DE OBRIGAÇÃO PRINCIPAL. JETON. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA INCIDENTE SOBRE VERBAS RECEBIDAS POR DIRETORES E VICE PRESIDENTES DE ENTIDADE SINDICAL DE SEGUNDO GRAU. CONTRIBUINTES INDIVIDUAIS. INCIDÊNCIA. 1. O julgador a quo, manteve o lançamento em parte, sob a alegação de que as verbas pagas a título de jeton, por participação dos associados eleitos para cargo de direção em entidade de qualquer natureza ou finalidade, em reuniões deliberativas, tem caráter remuneratório, porquanto tem a função de retribuir o serviço prestado. 2. As verbas recebidas pelos Diretores e VicePresidentes da Federação, a título de jeton, possuem nítida natureza remuneratória, uma vez que se referem a pagamento por um trabalho realizado em defesa dos interesses da classe devendo sujeitarse à incidência da contribuição previdenciária. 3. O Jeton pago a título de retribuição pelo trabalho ao integrante do órgão ou conselho de deliberação colegiada, pela participação em reuniões deliberativas, integra o salário de contribuição dos segurados contribuintes individuais. Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 51 6. 72 18 68 /2 01 1- 14 Fl. 2296DF CARF MF Impresso em 30/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/05/2014 por AMILCAR BARCA TEIXEIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 2 3/05/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 21/05/2014 por AMILCAR BARCA TEI XEIRA JUNIOR Processo nº 11516.721868/201114 Acórdão n.º 2803003.293 S2TE03 Fl. 3 2 Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. (Assinado digitalmente) Helton Carlos Praia de Lima – Presidente (Assinado digitalmente) Amílcar Barca Teixeira Júnior – Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Helton Carlos Praia de Lima (Presidente), Oseas Coimbra Júnior, Eduardo de Oliveira, Amilcar Barca Teixeira Junior, Gustavo Vettorato e Carlos Cornet Scharfstein. Fl. 2297DF CARF MF Impresso em 30/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/05/2014 por AMILCAR BARCA TEIXEIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 2 3/05/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 21/05/2014 por AMILCAR BARCA TEI XEIRA JUNIOR Processo nº 11516.721868/201114 Acórdão n.º 2803003.293 S2TE03 Fl. 4 3 Relatório Tratase de Auto de Infração de Obrigação Principal (AIOP) lavrado em desfavor do contribuinte acima identificado, relativamente à contribuição patronal incidente sobre a remuneração de contribuintes individuais, apurada no período de 01/2007 a 12/2008. O Contribuinte devidamente notificado apresentou defesa tempestiva. A impugnação foi julgada em 04 de setembro de 2013 e ementada nos seguintes termos: ASSUNTO: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/01/2007 a 31/12/2008 JETON. VERBA REMUNERATÓRIA. As verbas pagas a título de jeton, por participação dos associados eleitos para cargo de direção em entidade de qualquer natureza ou finalidade, em reuniões deliberativas, tem caráter remuneratório, porquanto tem a função de retribuir o serviço prestado. VERBA DE REPRESENTAÇÃO. COMPROVANTE DE DESPESAS. RESSARCIMENTO. A verba de representação, que comprovadamente constitui ressarcimento de despesas efetuadas, não integra a remuneração dos contribuintes individuais e não sofre a incidência da contribuição previdenciária. Impugnação Procedente em Parte Crédito Tributário Mantido em Parte Inconformado com resultado do julgamento da primeira instância administrativa, o Contribuinte apresentou recurso tempestivo, onde alega, em síntese, o seguinte: A FIESC recebeu visita da Fiscalização da RFB referente à regularidade do cumprimento de obrigações principais e acessórias relativas às contribuições incidentes sobre remunerações pagas aos segurados empregados e aos segurados contribuintes individuais. Contribuindo com o procedimento, a FIESC entregou a documentação necessária e solicitada pela fiscalização, que ao final lavrou autos de infração relativos aos pagamentos de Jetons e Verbas de Representação, fundamentando no art. 12 e 22 da lei nº 8.212/91 e art. 9º da IN RFB nº 971/2009. Não se conformando com a autuação, tempestivamente a FIESC apresentou impugnação/contestação, a qual foi julgada procedente em parte, excluindo os valores relativos às verbas de representação e mantendo os valores apurados a título de jetons. Fl. 2298DF CARF MF Impresso em 30/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/05/2014 por AMILCAR BARCA TEIXEIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 2 3/05/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 21/05/2014 por AMILCAR BARCA TEI XEIRA JUNIOR Processo nº 11516.721868/201114 Acórdão n.º 2803003.293 S2TE03 Fl. 5 4 Os diretores e vicepresidentes não recebem remuneração e não são empregados da FIESC, além disso, o Jeton recebido detém cunho indenizatório e não remuneratório, como requisita a lei, ou seja, incorreu em erro o enquadramento pela RFB. Registrase, por oportuno, que a FIESC é considerada a maior e mais representativa entidade empresarial do Estado de Santa Catarina. Ao entender as funções como de representantes de entidades, constatase que não cabe aqui a aplicação da contribuição previdenciária à título de Jeton. O Jeton é o ressarcimento de despesas dos VicePresidentes e Diretores Eleitos para participação em reuniões ordinárias e extraordinárias da FIESC, servido basicamente para amenizar gastos com hospedagem e deslocamento. Na forma usual, podese denominar como “ajuda de custo”. Não há amparo legal para tipificação utilizada pelos Autos de Infração e Decisão ora recorridas, considerando que Jeton não pode ser caracterizado ou equiparado no presente à verba remuneratória. Não há habitualidade nos ressarcimentos. A verba não configura acréscimo patrimonial. Não existe relação de emprego dos membros eleitos. A jurisprudência é favorável ao contribuinte. Ante todo o exposto, e demonstrada a boafé da ora Recorrente, requer a insubsistência e improcedência total dos fundamentos dos acórdãos nº 0946.215 e nº 09 46.2012, ora atacados. Acolhimento do presente recurso no sentido de reconhecer que o jeton recebido não possui caráter remuneratório de acordo com a Lei 8.212/91, art. 12, V, “f”, desconsiderando a incidência da contribuição previdenciária na gratificação. Reconhecimento da impossibilidade de penalização das obrigações acessórias; cancelando, assim, os lançamentos débitos fiscais reclamados. Requerse a intimação para apresentação de defesa oral, no momento do julgamento do presente recurso. Não apresentadas as contrarrazões. É o relatório. Fl. 2299DF CARF MF Impresso em 30/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/05/2014 por AMILCAR BARCA TEIXEIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 2 3/05/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 21/05/2014 por AMILCAR BARCA TEI XEIRA JUNIOR Processo nº 11516.721868/201114 Acórdão n.º 2803003.293 S2TE03 Fl. 6 5 Voto Conselheiro Amílcar Barca Teixeira Júnior, Relator. O recurso voluntário é tempestivo, e considerando o preenchimento dos demais requisitos de sua admissibilidade, merece ser apreciado. Na decisão recorrida, o contribuinte teve provimento parcial, tendo sido excluído do lançamento os valores relativos às verbas de representação. Contudo, no que diz respeito aos valores apurados a título de jetons, o lançamento foi mantido. Em seu recurso, o sujeito passivo afirma que os diretores e vicepresidentes não recebem remuneração e não são empregados da Federação. Além do que, o jeton recebido detém cunho indenizatório e não remuneratório, como requisita a lei, ou seja, a fiscalização incorreu em erro quanto ao enquadramento. Ainda de acordo com a recorrente, basta entender as funções como de representantes de entidades para constatar que não cabe à situação em discussão a aplicação de contribuição previdenciária a título de jeton. Por seu turno, o julgador a quo, manteve o lançamento em parte, sob a alegação de que as verbas pagas a título de jeton, por participação dos associados eleitos para cargo de direção em entidade de qualquer natureza ou finalidade, em reuniões deliberativas, tem caráter remuneratório, porquanto tem a função de retribuir o serviço prestado. A fundamentação legal para sustentar o lançamento está bem evidenciada às fls. 4 / 5 do acórdão recorrido. Tendo em vista as disposições legais apontadas, o julgador ao quo afirma que: Considerando o disposto acima, verificase que o associado eleito para cargo de direção em associação ou entidade de qualquer natureza, como é o caso dos Diretores e Vice Presidentes da FIESC, que recebem remuneração, seja esta a qualquer título, são segurados obrigatórios da previdência social como contribuintes individuais. Além disso, são assim considerados, independentemente do exercício de outra atividade remunerada, seja em suas empresas ou nos sindicatos de origem. Verificase, ainda, que o pagamento efetuado a qualquer título, inclusive “jeton” aos referidos contribuintes individuais, pelo exercício de suas funções nos órgãos de diretoria e ou de deliberação, constitui remuneração, sobre a qual incide a contribuição previdenciária, não sendo necessário estarem presentes os requisitos da relação de emprego, como subordinação e não eventualidade. Fl. 2300DF CARF MF Impresso em 30/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/05/2014 por AMILCAR BARCA TEIXEIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 2 3/05/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 21/05/2014 por AMILCAR BARCA TEI XEIRA JUNIOR Processo nº 11516.721868/201114 Acórdão n.º 2803003.293 S2TE03 Fl. 7 6 Concluise, do exposto, que o Jeton pago aos Diretores, Conselheiros e VicePresidentes da FIESC, considerados contribuintes individuais, integra a sua remuneração, pelo que sofre a incidência da contribuição previdenciária. Vêse, portanto, que as verbas recebidas pelos Diretores e VicePresidentes da Federação, a título de jeton, possuem nítida natureza remuneratória, uma vez que se referem a pagamento por um trabalho realizado em defesa dos interesses da classe devendo sujeitarse à incidência da contribuição previdenciária. O Jeton pago a título de retribuição pelo trabalho ao integrante do órgão ou conselho de deliberação colegiada, pela participação em reuniões deliberativas, integra o salário de contribuição dos segurados contribuintes individuais. CONCLUSÃO. Pelo exposto, voto por CONHECER do recurso para, no mérito, NEGAR LHE PROVIMENTO. É como voto. (Assinado digitalmente) Amílcar Barca Teixeira Júnior – Relator. Fl. 2301DF CARF MF Impresso em 30/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/05/2014 por AMILCAR BARCA TEIXEIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 2 3/05/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 21/05/2014 por AMILCAR BARCA TEI XEIRA JUNIOR
score : 1.0
Numero do processo: 10680.013194/2002-25
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Oct 23 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Fri Aug 08 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Período de apuração: 01/02/1999 a 31/03/2002
AÇÃO JUDICIAL. CONCOMITÂNCIA.
A propositura pelo contribuinte, contra a Fazenda, de ação judicial por qualquer modalidade processual antes ou posteriormente à autuação, com o mesmo objeto, importa a renúncia às instâncias administrativas, ou desistência de eventual recurso interposto, tornando-se definitiva a exigência discutida.
Recurso Voluntário Negado
Crédito Tributário Mantido
Numero da decisão: 3301-002.096
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
Rodrigo da Costa Pôssas - Presidente.
Andrada Márcio Canuto Natal Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Rodrigo da Costa Pôssas, Bernardo Motta Moreira, José Adão Vitorino de Morais, Antônio Lisboa Cardoso, Helder Massaaki Kanamaru e Andrada Márcio Canuto Natal.
Nome do relator: ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201310
camara_s : Terceira Câmara
ementa_s : Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins Período de apuração: 01/02/1999 a 31/03/2002 AÇÃO JUDICIAL. CONCOMITÂNCIA. A propositura pelo contribuinte, contra a Fazenda, de ação judicial por qualquer modalidade processual antes ou posteriormente à autuação, com o mesmo objeto, importa a renúncia às instâncias administrativas, ou desistência de eventual recurso interposto, tornando-se definitiva a exigência discutida. Recurso Voluntário Negado Crédito Tributário Mantido
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Fri Aug 08 00:00:00 UTC 2014
numero_processo_s : 10680.013194/2002-25
anomes_publicacao_s : 201408
conteudo_id_s : 5365969
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Aug 08 00:00:00 UTC 2014
numero_decisao_s : 3301-002.096
nome_arquivo_s : Decisao_10680013194200225.PDF
ano_publicacao_s : 2014
nome_relator_s : ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL
nome_arquivo_pdf_s : 10680013194200225_5365969.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. Rodrigo da Costa Pôssas - Presidente. Andrada Márcio Canuto Natal Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Rodrigo da Costa Pôssas, Bernardo Motta Moreira, José Adão Vitorino de Morais, Antônio Lisboa Cardoso, Helder Massaaki Kanamaru e Andrada Márcio Canuto Natal.
dt_sessao_tdt : Wed Oct 23 00:00:00 UTC 2013
id : 5555549
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:25:20 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046812177203200
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1831; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C3T1 Fl. 10 1 9 S3C3T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10680.013194/200225 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3301002.096 – 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 23 de outubro de 2013 Matéria Auto de Infração Cofins Recorrente EPC ENGENHARIA PROJETO CONSULTORIA LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 01/02/1999 a 31/03/2002 AÇÃO JUDICIAL. CONCOMITÂNCIA. A propositura pelo contribuinte, contra a Fazenda, de ação judicial — por qualquer modalidade processual — antes ou posteriormente à autuação, com o mesmo objeto, importa a renúncia às instâncias administrativas, ou desistência de eventual recurso interposto, tornandose definitiva a exigência discutida. Recurso Voluntário Negado Crédito Tributário Mantido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. Rodrigo da Costa Pôssas Presidente. Andrada Márcio Canuto Natal – Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Rodrigo da Costa Pôssas, Bernardo Motta Moreira, José Adão Vitorino de Morais, Antônio Lisboa Cardoso, Helder Massaaki Kanamaru e Andrada Márcio Canuto Natal. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 68 0. 01 31 94 /2 00 2- 25 Fl. 429DF CARF MF Impresso em 08/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/12/2013 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL, Assinado digitalmente em 17/ 12/2013 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL, Assinado digitalmente em 08/05/2014 por RODRIGO DA COSTA PO SSAS Processo nº 10680.013194/200225 Acórdão n.º 3301002.096 S3C3T1 Fl. 11 2 Relatório Por economia processual e por bem relatar os fatos até aquele momento, transcrevo o relatório do processo elaborado pela DRJ/Belo Horizonte: Lavrouse contra o contribuinte acima identificado o presente Auto de Infração (fls. 04/16), relativo à Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social Cofins, totalizando um crédito tributário de R$ 69.542,06, incluindo multa e juros moratórios, correspondente aos períodos discriminados em fls. 06/07. Conforme o Termo de Verificação Fiscal(TVF de fls. 08/10), a autuação ocorreu em virtude do acompanhamento do processo judicial referente ao Mandado de Segurança n° 2000.10797, cujo Processo de Acompanhamento Judicial(PAJ) é de n° 10680.001517/0096. Segundo esse termo(fl. 08), o contribuinte discute a ampliação da base de cálculo, contestando a aplicação dos artigos 2° e 3° da Lei n° 9.718/98 e pede a não aplicação da alíquota de 3%. Aduz a fiscalização que a liminar foi atendida em parte em 04/02/2000, permitindo à empresa apurar a Cofins somente sobre a receita de serviços prestados. A sentença, proferida em 27/07/2000 concedeu parcialmente a segurança determinando que a contribuição seja cobrada somente sobre a receita proveniente da prestação de serviços, mas à alíquota de 3%. Desta sentença foram interpostos recurso de apelação pelos impetrantes e pela Fazenda Nacional(a apelação foi recebida apenas em seu efeito devolutivo, conforme informado no verso da folha 95 do PAJ), e os autos ascenderam ao Tribunal Regional Federal da 18ª Região que em julgamento realizado em 20/03/2001 decidiu, à unanimidade, negar provimento à apelação das impetrantes e dar provimento à apelação a União Federal(fls. 108/119). Segundo a autuante, quando da apuração da base de cálculo foi registrado como "Receitas de Serviços" os valores correspondentes à receita total no sentido abrangido pela Lei n° 9.718/98, extraídos dos balancetes fornecidos pela empresa. Conforme conta do TVF as diferenças nos valores devidos, que não estavam declarados em DCTF, foram lançadas para a correta constituição dos créditos tributários que não se encontram definitivamente julgados. Como enquadramento legal, citaramse os artigos 1° e 2° (alterado pelo art. 8° da Lei n° 9.718/98) e 5° (alterado pelo art. 16 da Medida Provisória n° 1.858/996 e reedições, convertido no art. 18 da Medida Provisória 1.858/998 e reedições) da Lei Complementar n° 70, de 30 de dezembro de 1991; artigos 2°, 3°, parágrafo 1° da Lei n° 9.718, de 27 de novembro de 1998. Irresignado, tendo sido cientificado em 12/09/2002 (fl. 05), o autuado apresentou, em 11/10/2002, acompanhadas dos docs, de fls. 153/302, as suas razões de discordância (fls. 150/152), assim resumidas: 1) A diferença apurada resulta de valores lançados nas contas a) Recuperação de Despesas que são ajustes de valores lançados como despesas operacionais, não compondo a receita de atividade da empresa; b) Recuperação de impostos, que são Fl. 430DF CARF MF Impresso em 08/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/12/2013 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL, Assinado digitalmente em 17/ 12/2013 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL, Assinado digitalmente em 08/05/2014 por RODRIGO DA COSTA PO SSAS Processo nº 10680.013194/200225 Acórdão n.º 3301002.096 S3C3T1 Fl. 12 3 valores oriundos de recuperação de imposto pago a maior em anos anteriores através do processo judicial n° 96.00191611 e 95.246694, em trâmite perante a 14a Vara Federal, e c) Ajustes de Provisões, cujos valores são lançados para ajustar os saldos das contas referentes a provisões realizadas, não constituindo, do mesmo modo, receita operacional da empresa. 2) Ademais, é necessário registrar que ao efetuar um ajuste de provisões, às vezes, é necessário fazer um lançamento com a natureza invertida pára adequação dos saldos. 3) Além disso, necessário registrar que a despeito de estar a empresa discutindo judicialmente a base de cálculo da Cofins, os valores referentes as receitas financeiras foram nela computados. 4) Protesta pela produção de prova documental, nos termos do § 4º, art. 16 do Decreto n° 70.235/72. Ao analisar a referida impugnação a DRJ/Belo Horizonte proferiu acórdão, cuja ementa transcrevese abaixo: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social Cofins Período de apuração: 01/02/1999 a 31/03/2002 Ementa: A propositura pelo contribuinte, contra a Fazenda, de ação judicial — por qualquer modalidade processual — antes ou posteriormente à autuação, com o mesmo objeto, importa a renúncia às instâncias administrativas, ou desistência de eventual recurso interposto, tornandose definitiva a exigência discutida. Impugnação não Conhecida Não concordando com referida decisão, o contribuinte apresentou recurso voluntário reeditando as mesmas alegações colocadas em sede de impugnação e que pode assim serem resumidas: que os valores lançados pela fiscalização são decorrentes de a) Recuperação de Despesas; b) Recuperação de Impostos e c) Ajustes de Provisões; que estas rubricas não compõem as receitas decorrentes das atividades da empresa e, por conseguinte, não integram a base de cálculo da Cofins; que o debate judicial acerca da Cofins limitase à inconstitucionalidade da Lei 9.718/98, apenas quanto à incidência sobre as receitas provenientes de recebimento de aluguéis, de rendimentos de aplicações financeiras e outras receitas desta natureza; A Segunda Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes editou a Resolução nº 20201.152, convertendo o julgamento em diligência para que a unidade de origem tomasse as seguintes providências: (...) Fl. 431DF CARF MF Impresso em 08/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/12/2013 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL, Assinado digitalmente em 17/ 12/2013 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL, Assinado digitalmente em 08/05/2014 por RODRIGO DA COSTA PO SSAS Processo nº 10680.013194/200225 Acórdão n.º 3301002.096 S3C3T1 Fl. 13 4 Diante do exposto, resta claro que para o deslinde da questão se faz necessária a realização de diligência para que sejam anexadas aos autos cópias das principais peças do processo judicial, bem como Certidão de Objeto e Pé da Justiça Federal, relativa à referida demanda judicial. Também deverá a diligência a ser realizada pela Unidade Local da Secretaria da Receita Federal do domicílio da contribuinte, informar detalhadamente a origem da receitas auferidas pela contribuinte, incluídas no Auto de Infração, e se fazem parte da atividade empresarial da recorrente. Do resultado da diligência deve ser dado ciência à interessada, para, se quiser, apresentar sua manifestação. (...) Em atendimento ao determinado pelo Segundo Conselho de Contribuintes, a DRF/Belo Horizonte providenciou os documentos decorrentes da ação judicial e elaborou o Termo de Ciência de fl. 415, relatando as providências tomadas no âmbito da diligência. É o relatório. Fl. 432DF CARF MF Impresso em 08/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/12/2013 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL, Assinado digitalmente em 17/ 12/2013 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL, Assinado digitalmente em 08/05/2014 por RODRIGO DA COSTA PO SSAS Processo nº 10680.013194/200225 Acórdão n.º 3301002.096 S3C3T1 Fl. 14 5 Voto Conselheiro Andrada Márcio Canuto Natal O recurso voluntário é tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade, e por isto dele tomo conhecimento. O contribuinte insurgese contra o acórdão da DRJ/Belo Horizonte que não conheceu da impugnação em face de constatar que há concomitância entre a ação judicial, Mandado de Segurança nº 2000.38.00.0010797 e o objeto de lançamento do presente processo. Verifiquemos então o objeto da citada ação judicial. A petição inicial apresentada pelo contribuinte naquele mandado de segurança encontrase às fls. 359/392. No resumo do pedido assim se manifestou o contribuinte: (...) conceda, em definitivo, a ordem pleiteada, para assegurar às Impetrantes seus direitos líquidos e certos de não se sujeitarem, nos termos dos artigos 2º e 3° da Lei n° 9.718/98, ao recolhimento da Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (COFINS) sobre as receitas que não constituam hipótese de faturamento, assim entendido a venda de mercadorias e serviços em caráter mercantil (...) (grifos nossos) A fiscalização efetuou o lançamento justamente com base nos art. 2º e 3º da Lei nº 9.718/98. Transcrevese abaixo trechos parciais do Termo de Verificação Fiscal que é parte integrante do auto de infração: (...) A motivação do presente trabalho se dá por força do processo judicial referente ao Mandado de Segurança n°2000.10797, cujo Processo de Acompanhamento Judicial é de n° 10680.001517/0096. (...) Quando da apuração das bases de cálculo, registrei na coluna "Receitas de Serviços" os valores correspondentes à receita total no sentido abrangido pela Lei n° 9.718/98, extraídos dos balancetes fornecidos pela empresa. (...) (grifos nossos) O recurso voluntário do contribuinte reclama justamente da inclusão de outras receitas na base de cálculo da Cofins, e, no processo judicial pede justamente que sejam considerados a incidência da Cofins sobre o seu faturamento, excluindo as demais receitas. Se o contribuinte for vencedor da ação judicial, os valores lançados no presente auto de infração, que não se encaixarem no conceito de faturamento, deverão ser extintos, nos precisos termos da decisão judicial. Na verdade, e isto está claro na autuação, o lançamento de ofício foi efetuado com o fim de evitar a decadência tributária. Portanto, indubitavelmente, este processo tem o mesmo objeto da ação judicial e não há reparos a fazer no acórdão recorrido. Fl. 433DF CARF MF Impresso em 08/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/12/2013 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL, Assinado digitalmente em 17/ 12/2013 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL, Assinado digitalmente em 08/05/2014 por RODRIGO DA COSTA PO SSAS Processo nº 10680.013194/200225 Acórdão n.º 3301002.096 S3C3T1 Fl. 15 6 Em razão da diligência solicitada, constata que o processo judicial transitou em julgado em 24/02/2006, conforme Certidão de fl. 408. Portanto caberá à autoridade preparadora, no caso a DRF/Belo Horizonte, cumprir a decisão, estendendo os seu efeito ao presente processo. Diante do exposto, voto por negar provimento ao recurso voluntário. Andrada Márcio Canuto Natal Relator Fl. 434DF CARF MF Impresso em 08/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/12/2013 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL, Assinado digitalmente em 17/ 12/2013 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL, Assinado digitalmente em 08/05/2014 por RODRIGO DA COSTA PO SSAS
score : 1.0
Numero do processo: 11040.000818/2003-23
Turma: Primeira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu May 29 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Fri Jun 20 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Período de apuração: 01/01/1998 a 31/01/1998
EXTINÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO PELA REMISSÃO. RECURSO. NÃO CONHECIMENTO. PERDA DO OBJETO.
A remissão do valor total da exigência extingue o crédito tributário, razão pela qual o recurso não merece ser conhecido, por perda do objeto.
Recurso Voluntário Não Conhecido.
Numero da decisão: 3801-003.549
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, nos termos do relatóio e votos que integram o presente julgado.
(assinado digitalmente)
Flávio de Castro Pontes Presidente e Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Flávio de Castro Pontes, Sidney Eduardo Stahl, Paulo Sérgio Celani, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel, Marcos Antônio Borges e Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira.
Nome do relator: FLAVIO DE CASTRO PONTES
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201405
ementa_s : Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins Período de apuração: 01/01/1998 a 31/01/1998 EXTINÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO PELA REMISSÃO. RECURSO. NÃO CONHECIMENTO. PERDA DO OBJETO. A remissão do valor total da exigência extingue o crédito tributário, razão pela qual o recurso não merece ser conhecido, por perda do objeto. Recurso Voluntário Não Conhecido.
turma_s : Primeira Turma Especial da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Fri Jun 20 00:00:00 UTC 2014
numero_processo_s : 11040.000818/2003-23
anomes_publicacao_s : 201406
conteudo_id_s : 5354783
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Jun 20 00:00:00 UTC 2014
numero_decisao_s : 3801-003.549
nome_arquivo_s : Decisao_11040000818200323.PDF
ano_publicacao_s : 2014
nome_relator_s : FLAVIO DE CASTRO PONTES
nome_arquivo_pdf_s : 11040000818200323_5354783.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, nos termos do relatóio e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Flávio de Castro Pontes Presidente e Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Flávio de Castro Pontes, Sidney Eduardo Stahl, Paulo Sérgio Celani, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel, Marcos Antônio Borges e Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira.
dt_sessao_tdt : Thu May 29 00:00:00 UTC 2014
id : 5499615
ano_sessao_s : 2014
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:23:42 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046812188737536
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1638; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3TE01 Fl. 10 1 9 S3TE01 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 11040.000818/200323 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3801003.549 – 1ª Turma Especial Sessão de 29 de maio de 2014 Matéria COFINS AUTO DE INFRAÇÃO ELETRÔNICO Recorrente FERRAGEM LORENZET LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 01/01/1998 a 31/01/1998 EXTINÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO PELA REMISSÃO. RECURSO. NÃO CONHECIMENTO. PERDA DO OBJETO. A remissão do valor total da exigência extingue o crédito tributário, razão pela qual o recurso não merece ser conhecido, por perda do objeto. Recurso Voluntário Não Conhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, nos termos do relatóio e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Flávio de Castro Pontes – Presidente e Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Flávio de Castro Pontes, Sidney Eduardo Stahl, Paulo Sérgio Celani, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel, Marcos Antônio Borges e Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira. Relatório AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 04 0. 00 08 18 /2 00 3- 23 Fl. 70DF CARF MF Impresso em 20/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/06/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 20/06/2 014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 11040.000818/200323 Acórdão n.º 3801003.549 S3TE01 Fl. 11 2 Adoto o relatório da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento, que narra bem os fatos: Trata o presente processo do lançamento originado da realização de Auditoria Interna na DCTF do primeiro trimestre de 1998, na qual a interessada declarou que o valor da Cofins, devido no período de apuração de janeiro de 1998 foi pago integralmente. O lançamento em questão referese a parte do débito cujo pagamento não foi localizado (fls. 03/11). 2. A contribuinte impugna o lançamento (fl. 01) alegando que o valor não pago foi objeto de compensação com créditos decorrentes de valores de Cofins retidos por Órgão Público. Apresenta cópias do Livro Diário Geral da empresa no qual consta como tendo ocorrido a "compensação de Cofins conforme IN" (fls. 12/14), e dos controles auxiliares para evidenciar os valores que teriam sido retidos e o seu aproveitamento nas compensações efetivadas, bem como a relação dos órgãos públicos que teriam efetivado as retenções, as datas em que teriam sido ocorrido os pagamentos e o valor das retenções (fls. 15/21). A DRJ em Porto Alegre (RS) julgou procedente em parte o lançamento nos termos da ementa abaixo transcrita: LANÇAMENTO — Não logra a contribuinte comprovar que o valor não pago seria decorrente da compensação com retenção efetivada por órgãos públicos. MULTA DE OFÍCIO — MULTA DE MORA – Sobre o valor do lançamento aplicase a multa de mora, pelo advento de norma tributária com aplicação retroativa, nos termos do art.106, inciso II, alínea "c" do CTN. Discordando da decisão de primeira instância, a recorrente interpôs recurso voluntário. Após descrever os fatos, em síntese, apresentou as seguintes alegações. A recorrente sustenta que não levou ao conhecimento do processo os comprovantes fornecidos por seus clientes órgãos públicos pelo fato do parágrafo 1º do artigo 64 da lei 9.430/96 determinar que a obrigação pela retenção é do órgão ou entidade que efetuar o pagamento, assim entendido como parágrafo 2º o valor retido, correspondente a cada tributo ou contribuição, será levado a crédito da respectiva conta de receita da União. Insiste que é legitima a compensação procedida na oportunidade conforme dispõe o parágrafo 3° da Lei 9.430/96. Anexa a presente os comprovantes de seus clientes órgãos públicos, conforme solicitado no processo administrativo. Por fim, requereu que fosse acolhido seu recurso para o fim de assim ser decidido, cancelandose o débito fiscal reclamado. Fl. 71DF CARF MF Impresso em 20/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/06/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 20/06/2 014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 11040.000818/200323 Acórdão n.º 3801003.549 S3TE01 Fl. 12 3 Em face do bom direito da recorrente, o processo, em julgamento unânime, foi convertido em diligência para que a autoridade fiscal verificasse a substancialidade da documentação juntada, bem como a autenticidade dela. A DRF de origem atendeu o solicitado na Resolução e informou que em consulta ao sistema SIEF Processos, de fls. 66 (numeração digital), o débito em questão foi remitido, nos termos do art. 14 da Lei 11.941/2009. Assim, os autos administrativos retornaram a esse colegiado para julgamento. É o relatório. Fl. 72DF CARF MF Impresso em 20/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/06/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 20/06/2 014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 11040.000818/200323 Acórdão n.º 3801003.549 S3TE01 Fl. 13 4 Voto Conselheiro Flávio de Castro Pontes O recurso voluntário é tempestivo, todavia dele não se toma conhecimento pelas razões a seguir expostas. Como relatado, a autoridade fiscal informou que o débito em discussão foi remitido, nos termos do art. 14 da Lei 11.941/2009. O extrato do sistema SIEF confirma essa assertiva, fl.66. Nos termos do disposto no art. 156, IV, do Código Tributário Nacional, abaixo transcrito , a remissão extingue o crédito tributário. “Art. 156. Extinguem o crédito tributário IV – a remissão; (...)” Desta forma, estando extinto o crédito tributário, não mais existe litígio administrativo, não havendo como prosseguir no julgamento do processo, razão pela qual o recurso interposto perdeu seu objeto. Neste sentido o art. 78 do Regimento Interno do Conselho Administrativo Fiscais (CARF), aprovado pela Portaria nº 256/2009 do Ministro da Fazenda, com alterações das Portarias 446/2009 e 586/2010 dispõe: Art. 78. Em qualquer fase processual o recorrente poderá desistir do recurso em tramitação. (...) § 2° O pedido de parcelamento, a confissão irretratável de dívida, a extinção sem ressalva do débito, por qualquer de suas modalidades, ou a propositura pelo contribuinte, contra a Fazenda Nacional, de ação judicial com o mesmo objeto, importa a desistência do recurso.(grifouse). Em remate, pelos elementos que compõe os autos, concluise que este processo administrativo fiscal perdeu seu objeto, uma vez que o crédito tributário em discussão foi remitido pela autoridade administrativa. Ante ao exposto, voto no sentido de não conhecer do recurso. (assinado digitalmente) Flávio de Castro Pontes Relator Fl. 73DF CARF MF Impresso em 20/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/06/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 20/06/2 014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 11040.000818/200323 Acórdão n.º 3801003.549 S3TE01 Fl. 14 5 Fl. 74DF CARF MF Impresso em 20/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/06/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 20/06/2 014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES
score : 1.0
Numero do processo: 13005.000753/2010-05
Turma: Terceira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Feb 19 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Wed May 28 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Exercício: 2004, 2005, 2006, 2007, 2008, 2009, 2010
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OMISSÃO, CONTRADIÇÃO OU OBSCURIDADE. CABIMENTO. FUNÇÃO INTEGRALIZADORA.
Cabe embargos de declaração quando a decisão foi omissa, contraditória ou obscura sobre questão de importância ao julgamento que deveria ter se pronunciado, devendo o órgão julgador emitir nova decisão saneando e integralizando aquela objeto do recurso aclaratório.
SOBRESTAMENTO DO PAT EM RAZÃO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO TRAMITANTE NO STF. .PROVA NECESSÁRIA. REVOGAÇÃO REVOGAÇÃO DA NORMA DE SOBRESTAMENTO.
Quanto vigente os §§ 1º e 2º, do art. 62-A, do Anexo II, do RICARF, revogado pela Portaria n. 545/2013, do CARF/MF, para sobrestar os processos administrativos tributários tramitantes no CARF/MF, em razão de reconhecimento de repercussão geral em Recurso Extraordinário no STF, é necessário comprovar a exigência de ordem expressa de todos os processos judiciais que discutam a matéria nos tribunais ordinários.
ALEGAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE NÃO APRECIADA PELO CARF, ART. 62, DO REGIMENTO INTERNO. IMPOSSIBILIDADE DE RECONHECIMENTO DE DIREITO DE RESTITUIÇÃO.
O CARF não pode afastar a aplicação de decreto ou lei sob alegação de inconstitucionalidade, salvo nas estritas hipóteses do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais.
Embargos Acolhidos em Parte
Recurso Voluntário Negado - Direito Creditório Não Reconhecido
Numero da decisão: 2803-003.053
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em acolher os embargos em parte, nos termos do voto do relator, no sentido de integrar a decisão embargada para negar o pedido de sobrestamento, mantendo o resultado anterior de negar-lhe o provimento ao Recurso Voluntário.
(Assinado digitalmente)
Helton Carlos Praia de Lima - Presidente.
(Assinado digitalmente)
Gustavo Vettorato - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Helton Carlos Praia de Lima (presidente), Gustavo Vettorato , Eduardo de Oliveira, Oséas Coimbra Júnior, Natanael Vieira dos Santos, Amilcar Barca Teixeira Júnior.
Nome do relator: GUSTAVO VETTORATO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201402
ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Exercício: 2004, 2005, 2006, 2007, 2008, 2009, 2010 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OMISSÃO, CONTRADIÇÃO OU OBSCURIDADE. CABIMENTO. FUNÇÃO INTEGRALIZADORA. Cabe embargos de declaração quando a decisão foi omissa, contraditória ou obscura sobre questão de importância ao julgamento que deveria ter se pronunciado, devendo o órgão julgador emitir nova decisão saneando e integralizando aquela objeto do recurso aclaratório. SOBRESTAMENTO DO PAT EM RAZÃO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO TRAMITANTE NO STF. .PROVA NECESSÁRIA. REVOGAÇÃO REVOGAÇÃO DA NORMA DE SOBRESTAMENTO. Quanto vigente os §§ 1º e 2º, do art. 62-A, do Anexo II, do RICARF, revogado pela Portaria n. 545/2013, do CARF/MF, para sobrestar os processos administrativos tributários tramitantes no CARF/MF, em razão de reconhecimento de repercussão geral em Recurso Extraordinário no STF, é necessário comprovar a exigência de ordem expressa de todos os processos judiciais que discutam a matéria nos tribunais ordinários. ALEGAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE NÃO APRECIADA PELO CARF, ART. 62, DO REGIMENTO INTERNO. IMPOSSIBILIDADE DE RECONHECIMENTO DE DIREITO DE RESTITUIÇÃO. O CARF não pode afastar a aplicação de decreto ou lei sob alegação de inconstitucionalidade, salvo nas estritas hipóteses do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais. Embargos Acolhidos em Parte Recurso Voluntário Negado - Direito Creditório Não Reconhecido
turma_s : Terceira Turma Especial da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Wed May 28 00:00:00 UTC 2014
numero_processo_s : 13005.000753/2010-05
anomes_publicacao_s : 201405
conteudo_id_s : 5350507
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed May 28 00:00:00 UTC 2014
numero_decisao_s : 2803-003.053
nome_arquivo_s : Decisao_13005000753201005.PDF
ano_publicacao_s : 2014
nome_relator_s : GUSTAVO VETTORATO
nome_arquivo_pdf_s : 13005000753201005_5350507.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em acolher os embargos em parte, nos termos do voto do relator, no sentido de integrar a decisão embargada para negar o pedido de sobrestamento, mantendo o resultado anterior de negar-lhe o provimento ao Recurso Voluntário. (Assinado digitalmente) Helton Carlos Praia de Lima - Presidente. (Assinado digitalmente) Gustavo Vettorato - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Helton Carlos Praia de Lima (presidente), Gustavo Vettorato , Eduardo de Oliveira, Oséas Coimbra Júnior, Natanael Vieira dos Santos, Amilcar Barca Teixeira Júnior.
dt_sessao_tdt : Wed Feb 19 00:00:00 UTC 2014
id : 5466287
ano_sessao_s : 2014
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:22:24 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046812196077568
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2251; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2TE03 Fl. 114 1 113 S2TE03 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13005.000753/201005 Recurso nº 13.005.000753201005 Voluntário Acórdão nº 2803003.053 – 3ª Turma Especial Sessão de 19 de fevereiro de 2014 Matéria Restituição Recorrente SURENGENHARIA MÁQUINAS E INSTALAÇÕES INDUSTRIAIS LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Exercício: 2004, 2005, 2006, 2007, 2008, 2009, 2010 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OMISSÃO, CONTRADIÇÃO OU OBSCURIDADE. CABIMENTO. FUNÇÃO INTEGRALIZADORA. Cabe embargos de declaração quando a decisão foi omissa, contraditória ou obscura sobre questão de importância ao julgamento que deveria ter se pronunciado, devendo o órgão julgador emitir nova decisão saneando e integralizando aquela objeto do recurso aclaratório. SOBRESTAMENTO DO PAT EM RAZÃO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO TRAMITANTE NO STF. .PROVA NECESSÁRIA. REVOGAÇÃO REVOGAÇÃO DA NORMA DE SOBRESTAMENTO. Quanto vigente os §§ 1º e 2º, do art. 62A, do Anexo II, do RICARF, revogado pela Portaria n. 545/2013, do CARF/MF, para sobrestar os processos administrativos tributários tramitantes no CARF/MF, em razão de reconhecimento de repercussão geral em Recurso Extraordinário no STF, é necessário comprovar a exigência de ordem expressa de todos os processos judiciais que discutam a matéria nos tribunais ordinários. ALEGAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE NÃO APRECIADA PELO CARF, ART. 62, DO REGIMENTO INTERNO. IMPOSSIBILIDADE DE RECONHECIMENTO DE DIREITO DE RESTITUIÇÃO. O CARF não pode afastar a aplicação de decreto ou lei sob alegação de inconstitucionalidade, salvo nas estritas hipóteses do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais. Embargos Acolhidos em Parte Recurso Voluntário Negado Direito Creditório Não Reconhecido AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 00 5. 00 07 53 /2 01 0- 05 Fl. 114DF CARF MF Impresso em 28/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/05/2014 por GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 23/05/2014 po r GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 27/05/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 13005.000753/201005 Acórdão n.º 2803003.053 S2TE03 Fl. 115 2 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em acolher os embargos em parte, nos termos do voto do relator, no sentido de integrar a decisão embargada para negar o pedido de sobrestamento, mantendo o resultado anterior de negarlhe o provimento ao Recurso Voluntário. (Assinado digitalmente) Helton Carlos Praia de Lima Presidente. (Assinado digitalmente) Gustavo Vettorato Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Helton Carlos Praia de Lima (presidente), Gustavo Vettorato , Eduardo de Oliveira, Oséas Coimbra Júnior, Natanael Vieira dos Santos, Amilcar Barca Teixeira Júnior. Fl. 115DF CARF MF Impresso em 28/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/05/2014 por GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 23/05/2014 po r GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 27/05/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 13005.000753/201005 Acórdão n.º 2803003.053 S2TE03 Fl. 116 3 Relatório Tratase de Recurso Voluntário contrário a decisão a quo que manteve o indeferimento de direito creditório com base na impossibilidade de reconhecimento inconstitucionalidade do art. 22, IV, da Lei n. 8.212/1991, ocorrência de decadência parcial, e inconformidade formal no pedido protocolizado em 10.06.2010. O pedido de restituição buscava a devolução dos valores pagos a título de 15% sobre remunerações pagas a cooperativas, no período de 04/2004 a 05/2010. Na peça recursal, alega que a inconstitucionalidade pode ser declarada pela Administração Pública, ainda mais quando sob apreciação do Supremo Tribunal Federal sob os efeitos de repercussão geral (Rext. N 595838), que a prescrição para restituição de indébito é decenal (tese 5+5), e que as formalidades requeridas pela autoridade a quo são indevidas. O acórdão da presente turma especial negoulhe provimento em razão das razões da recorrente fundaramse apenas na inconstitucionalidade da obrigação, o que seria vedado ao CARF afastála, em razão do art. 62 e 62A, do RICARF. Intimada, a recorrente apresentou embargos de declaração tempestivos, informando a omissão do julgamento por não ter apreciado o pedido de sobrestamento, com base no art. 62A, §1º, do RICARF, em razão do Recurso Extraordinária n. 595838 do Supremo Tribunal Federal sob os efeitos de repercussão geral, ainda em julgamento. Após apreciação dos embargos, este relator entende que merece apreciação tais embargos de declaração. Este é o relatório. Fl. 116DF CARF MF Impresso em 28/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/05/2014 por GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 23/05/2014 po r GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 27/05/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 13005.000753/201005 Acórdão n.º 2803003.053 S2TE03 Fl. 117 4 Voto Conselheiro Gustavo Vettorato Relator Os embargos são tempestivos, assim deve o mesmo ser conhecido. Efetivamente, o voto condutor deixou de apreciar o pedido de sobrestamento, sendo cabível os presentes embargos, na forma do art. 65, I, do RICARF, passando a apreciar o ponto omitido. Apesar de relevantes argumentos da parte, não há prova nos autos de que o Recurso Extraordinária n. 595838 do Supremo Tribunal Federal foi seguido de ordem do Ministro Presidente do STF ou do Ministro Relator para sobrestar todos os processos judiciais que discutam a matéria nos tribunais ordinários. Quanto vigente o §§ 1º e 2º, do art. 62A, do Anexo II, do RICARF, revogado pela Portaria n. 545/2013, do CARF/MF, para sobrestar os processos administrativos tributários tramitantes no CARF/MF, em razão de reconhecimento de repercussão geral em Recurso Extraordinário no STF, era necessário comprovar a exigência de daquela ordem de forma expressa. (Portaria CARF/MF n. 1/2002, art. 1º, Parágrafo Único). Isso posto, voto para conhecer os Embargos de Declaração, para, no mérito, acolhelo parcialmente, no sentido de integrar a decisão embargada para negar o pedido de sobrestamento, mantendo o resultado anterior de negarlhe o provimento ao Recurso Voluntário. É o voto. (Assinado Digitalmente) Gustavo Vettorato Relator Fl. 117DF CARF MF Impresso em 28/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/05/2014 por GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 23/05/2014 po r GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 27/05/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA
score : 1.0
Numero do processo: 10920.911172/2012-24
Turma: Primeira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Apr 24 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Tue Jun 10 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep
Ano-calendário: 2005
EXCLUSÃO DO ICMS DA BASE DE CÁLCULO DO PIS/COFINS.
Incabível a exclusão do valor devido a título de ICMS da base de cálculo do PIS/COFINS, pois esse valor é parte integrante do preço das mercadorias e dos serviços prestados, exceto quando referido imposto é cobrado pelo vendedor dos bens ou pelo prestador dos serviços na condição de substituto tributário.
NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO.
O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Aplicação da Súmula nº 2 do CARF.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 3801-003.369
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e do voto que integram o presente julgado. A Conselheira Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel votou pelas conclusões.
(assinatura digital)
Flávio de Castro Pontes - Presidente.
(assinatura digital)
Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira - Redator designado.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marcos Antônio Borges, Paulo Sérgio Celani, Sidney Eduardo Stahl, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel, Flávio de Castro Pontes e Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira.
Nome do relator: PAULO ANTONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201404
ementa_s : Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep Ano-calendário: 2005 EXCLUSÃO DO ICMS DA BASE DE CÁLCULO DO PIS/COFINS. Incabível a exclusão do valor devido a título de ICMS da base de cálculo do PIS/COFINS, pois esse valor é parte integrante do preço das mercadorias e dos serviços prestados, exceto quando referido imposto é cobrado pelo vendedor dos bens ou pelo prestador dos serviços na condição de substituto tributário. NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO. O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Aplicação da Súmula nº 2 do CARF. Recurso Voluntário Negado.
turma_s : Primeira Turma Especial da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Tue Jun 10 00:00:00 UTC 2014
numero_processo_s : 10920.911172/2012-24
anomes_publicacao_s : 201406
conteudo_id_s : 5352377
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Jun 10 00:00:00 UTC 2014
numero_decisao_s : 3801-003.369
nome_arquivo_s : Decisao_10920911172201224.PDF
ano_publicacao_s : 2014
nome_relator_s : PAULO ANTONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA
nome_arquivo_pdf_s : 10920911172201224_5352377.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e do voto que integram o presente julgado. A Conselheira Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel votou pelas conclusões. (assinatura digital) Flávio de Castro Pontes - Presidente. (assinatura digital) Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira - Redator designado. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marcos Antônio Borges, Paulo Sérgio Celani, Sidney Eduardo Stahl, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel, Flávio de Castro Pontes e Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira.
dt_sessao_tdt : Thu Apr 24 00:00:00 UTC 2014
id : 5483676
ano_sessao_s : 2014
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:23:05 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046812199223296
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 9; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1785; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3TE01 Fl. 2 1 1 S3TE01 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10920.911172/201224 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3801003.369 – 1ª Turma Especial Sessão de 24 de abril de 2014 Matéria CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Recorrente LOJAS HIRT LTDA EPP Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Anocalendário: 2005 EXCLUSÃO DO ICMS DA BASE DE CÁLCULO DO PIS/COFINS. Incabível a exclusão do valor devido a título de ICMS da base de cálculo do PIS/COFINS, pois esse valor é parte integrante do preço das mercadorias e dos serviços prestados, exceto quando referido imposto é cobrado pelo vendedor dos bens ou pelo prestador dos serviços na condição de substituto tributário. NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO. O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Aplicação da Súmula nº 2 do CARF. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e do voto que integram o presente julgado. A Conselheira Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel votou pelas conclusões. (assinatura digital) Flávio de Castro Pontes Presidente. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 92 0. 91 11 72 /2 01 2- 24 Fl. 54DF CARF MF Impresso em 10/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/05/2014 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA, Assinado digi talmente em 09/06/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 21/05/2014 por PAULO AN TONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA Processo nº 10920.911172/201224 Acórdão n.º 3801003.369 S3TE01 Fl. 3 2 (assinatura digital) Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira Redator designado. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marcos Antônio Borges, Paulo Sérgio Celani, Sidney Eduardo Stahl, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel, Flávio de Castro Pontes e Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira. Fl. 55DF CARF MF Impresso em 10/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/05/2014 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA, Assinado digi talmente em 09/06/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 21/05/2014 por PAULO AN TONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA Processo nº 10920.911172/201224 Acórdão n.º 3801003.369 S3TE01 Fl. 4 3 Relatório Tratase de Recurso Voluntário interposto contra o acórdão, julgado pela 3ª. Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento de Belo Horizonte (DRJ/BHE), referente ao processo administrativo, em que foi julgada improcedente a manifestação de inconformidade apresentada, não sendo reconhecido o direito creditório. Por bem descrever os fatos, adoto o relatório da DRJ/BHE, que assim relatou os autos: O presente processo trata de Manifestação de Inconformidade contra Despacho Decisório nº rastreamento emitido eletronicamente, referente ao PER/DCOMP. O PerDcomp foi transmitido com o objetivo de pedir a restituição de crédito de PIS/PASEP, Código de Receita 8109, no valor original de, decorrente de recolhimento com Darf efetuado. De acordo com o Despacho Decisório, a partir das características do DARF descrito no PerDcomp acima identificado, foram localizados um ou mais pagamentos, mas integralmente utilizados para quitação de débitos do contribuinte, não restando crédito disponível para restituição. Assim, diante da inexistência de crédito, a restituição foi INDEFERIDA. Como enquadramento legal citouse: arts. 165 da Lei nº 5.172 de 25 de outubro de 1966 (Código Tributário Nacional CTN). DA MANIFESTAÇÃO DE INCONFORMIDADE Cientificado do Despacho Decisório, o interessado apresenta manifestação de inconformidade alegando, em síntese, o que se segue: que o PerDcomp referese a crédito decorrente de pagamento a maior de PIS/Cofins, em razão da inclusão do ICMS nas bases de cálculos dessas contribuições; que em relação à base de cálculo da Cofins, a Lei Complementar 70/91, que instituiu a cobrança da contribuição, dispõe em seu art. 2º "que a contribuição incidirá sobre o faturamento mensal, assim considerado a receita bruta das vendas de mercadorias, de mercadorias e serviços e de serviços de qualquer natureza"; que em relação à base de cálculo do PIS, a Lei Complementar 07/70, que instituiu a cobrança da contribuição dispõe em seu art. 3º que o Fundo de Participação será constituído por duas parcelas, sendo a segunda com recursos calculados com base no faturamento da empresa; que posteriormente as contribuições ao Fl. 56DF CARF MF Impresso em 10/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/05/2014 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA, Assinado digi talmente em 09/06/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 21/05/2014 por PAULO AN TONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA Processo nº 10920.911172/201224 Acórdão n.º 3801003.369 S3TE01 Fl. 5 4 PIS e a Cofins passaram a ser disciplinadas pela Lei 9718/98 que dispõe em seu art. 2º, parágrafo 1º que "entendese por receita bruta a totalidade das receitas auferidas pela pessoa jurídica, sendo irrelevantes o tipo de atividade por ela exercida e a classificação contábil adotada para as receitas"; que a Constituição Federal em seu art. 195, I, b, dispõe que "A seguridade social será financiada por toda a sociedade, de forma direta e indireta, nos termos da lei, mediante recursos provenientes dos orçamentos da União, Estados, DF e dos Municípios e das seguintes contribuições sociais: I – do empregador, da empresa e da entidade a ela equiparada na forma da lei, incidente sobre: (...) b) a receita ou o faturamento”; que segundo o dispositivo constitucional citado, apenas poder seia reconhecer, como base de cálculo para o PIS e a Cofins, a receita ou o faturamento, não possuindo autorização para incluir em sua base o valor pago a título de ICMS, visto que tal valor constitui ônus fiscal e não faturamento. Requer a reavaliação do Despacho Decisório. Assim, entendeu a DRJ/BHE por conhecer a manifestação de inconformada apresentada, por ser tempestiva e atender os demais pressupostos de admissibilidade. Entretanto, ao analisar o mérito da manifestação de inconformidade, entendeu a DRJ/BHE por indeferir a solicitação, ratificando a decisão da DRF de origem, não reconhecendo o direito creditório e, por conseqüência, não deferindo o pedido de restituição. O referido julgado contou com a seguinte ementa: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. PAGAMENTO INDEVIDO OU A MAIOR. CRÉDITO NÃO COMPROVADO. Não se admite a restituição de crédito que não se comprova existente. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido A contribuinte apresentou Recurso Voluntário, postulando a reforma da decisão, por entender que o pedido de restituição de crédito tributário, oriundo da exclusão do ICMS da base de cálculo do PIS e da COFINS se mostra legítimo. Em sua fundamentação, fez a colação de trecho do voto proferido pelo Ministro Marco Aurélio, relator do RE 240.7852/MG, onde ele conclui que o valor correspondente ao ICMS não têm natureza de faturamento ou receita e por isso não incide na base de cálculo do PIS e da COFINS. Fl. 57DF CARF MF Impresso em 10/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/05/2014 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA, Assinado digi talmente em 09/06/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 21/05/2014 por PAULO AN TONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA Processo nº 10920.911172/201224 Acórdão n.º 3801003.369 S3TE01 Fl. 6 5 Por fim, refere a Recorrente que o Supremo Tribunal Federal reconheceu a repercussão geral da matéria no julgamento do RE 574.706, requerendo que o presente recurso fique sobrestado até pronunciamento definitivo pela Suprema Corte, com fundamento no artigo 62A, § 1º, do Regimento Interno do CARF. É o relatório. Fl. 58DF CARF MF Impresso em 10/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/05/2014 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA, Assinado digi talmente em 09/06/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 21/05/2014 por PAULO AN TONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA Processo nº 10920.911172/201224 Acórdão n.º 3801003.369 S3TE01 Fl. 7 6 Voto Conselheiro Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira Relator. O recurso voluntário foi apresentado dentro do prazo legal, reunindo, ainda, os demais requisitos de admissibilidade. Portanto, dele conheço. Tanto na manifestação de inconformidade apresentada, quanto no recurso voluntário interposto, a contribuinte manteve o argumento de que deveria ser excluído o ICMS da base de cálculo do PIS e da COFINS. Primeiramente, necessário destacar se há necessidade ou não de sobrestamento do processo. Ocorre que o Supremo Tribunal Federal, em ação declaratória de constitucionalidade proposta pelo Presidente da República (ADC n° 18), deferiu, por maioria, medida cautelar para determinar que juízos e tribunais suspendam o julgamento dos processos em trâmite que envolvam a aplicação do art. 3º, § 2º, I, da Lei 9.718/1998, até o julgamento final da ação pelo Plenário do STF. (MCADC 18/DF, rel. Min. Menezes Direito, 13.8.2008) Contudo, em sessão plenária do dia 4.2.2009, o Tribunal, resolvendo questão de ordem, por maioria, prorrogar o prazo da decisão liminar concedida, nos termos do voto do relator. (QOMCADC 18/DF, rel. Min. Menezes Direito) Após, em sessão plenária do dia 16.9.2009, o Tribunal, resolvendo questão de ordem, por maioria, decidiu novamente por prorrogar o prazo da decisão liminar concedida. (2ª QOMCADC 18/DF, rel. Min. Menezes Direito) Por fim, em sessão plenária do dia 25.03.2010, o Tribunal, por maioria, resolveu questão de ordem no sentido de prorrogar, pela última vez, por mais 180 dias (cento e oitenta) dias, a eficácia da medida cautelar anteriormente deferida. (3ª QOMCADC 18/DF, rel. Min. Celso de Mello) Deste modo, entendese que após decorrido o prazo de 180 dias, a contar de 25.03.2010, perdeu a eficácia da medida cautelar anteriormente deferida. Assim, entendese que não deve haver o sobrestamento da matéria. Outrossim, cabe ainda destacar que o § 1º do Art. 62A do Regimento Interno do CARF que faz referência a contribuinte no presente Recurso Voluntário (interposto em 19/12/2013), estava inclusive já revogado pela Portaria MF nº 545, de 18 de novembro de 2013. Cumpre ressaltar inclusive que a presente Turma ao apreciar a mesma matéria já se manifestou no sentido de não sobrestar o processo. Tal decisão ocorreu por unanimidade nos autos do processo administrativo n° 10950.003104/201071, de Relatoria do Conselheiro José Luiz Bordignon, em sessão de 27 de novembro de 2012, onde foi lavrado o acórdão n° 3801001.593. No referido acórdão, assim restou decidido: Fl. 59DF CARF MF Impresso em 10/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/05/2014 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA, Assinado digi talmente em 09/06/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 21/05/2014 por PAULO AN TONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA Processo nº 10920.911172/201224 Acórdão n.º 3801003.369 S3TE01 Fl. 8 7 “Acordam os membros do colegiado: (I) Por unanimidade de votos, não sobrestar o processo; (II) Por unanimidade votos, negar provimento ao recurso em relação às preliminares de cerceamento de defesa e de que o crédito tributário já sido constituído pelo contribuinte; (III) Pelo voto de qualidade, negar provimento ao recurso em relação à preliminar de vício do Mandado de Procedimento Fiscal (MPF). Vencidos os Conselheiros Sidney Eduardo Stahl, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel e Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira que reconheciam a nulidade; (IV) Por unanimidade de votos, no mérito, negar provimento ao recurso.” (grifouse) Deste modo, entendo por não sobrestar o presente processo. Analisando o mérito, verificase que a recorrente alega que a inclusão do ICMS na base de cálculo do PIS e da COFINS promovida pela Lei n° 9.718/98 violou dispositivos da Constituição Federal de 1988. Pretende, em suma, a inconstitucionalidade de lei tributária. Portanto, pretendendo a contribuinte a inconstitucionalidade de lei tributária, necessário que seja aplicada ao presente caso a Súmula n° 2 do CARF, que assim dispõe: SÚMULA Nº 2 do CARF: O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Por se tratar de matéria constitucional, não sendo competência deste Conselho a sua análise, encaminho voto por negar provimento ao mérito do recurso, consoante o que vem sendo julgado por este Conselho Neste sentido as seguintes ementas deste Conselho: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP. Período de apuração: 01/09/2001 a 30/09/2001PIS. BASE DE CÁLCULO. INCLUSÃO DO ICMS. Sendo a base de cálculo da Cofins o faturamento, nele se incluindo todas as parcelas que o compõem, deve o ICMS integrála. NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO. O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Aplicação da Súmula CARF nº 2. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. (Acórdão n° 3302 000.745, julgado em 10/12/2010, grifouse) PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Anocalendário: 2005, 2006, 2007 INCONSTITUCIONALIDADE DE LEI. INCOMPETÊNCIA PARA APRECIAÇÃO. As autoridades administrativas são incompetentes para apreciar argüições de inconstitucionalidade de lei regularmente editada, tarefa privativa do Poder Judiciário. ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 2005, 2006, 2007 MULTA DE OFÍCIO QUALIFICADA. Nos casos previstos nos arts. 71, 72 e 73 da Lei n° 4.502, de 30 de Fl. 60DF CARF MF Impresso em 10/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/05/2014 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA, Assinado digi talmente em 09/06/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 21/05/2014 por PAULO AN TONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA Processo nº 10920.911172/201224 Acórdão n.º 3801003.369 S3TE01 Fl. 9 8 novembro de 1964, independentemente de outras penalidades administrativas ou criminais cabíveis, será aplicada à multa de oficio de 150%. ASSUNTO: OUTROS TRIBUTOS OU CONTRIBUIÇÕES Anocalendário: 2005, 2006, 2007 PIS/PASEP. COFINS. BASE DE CÁLCULO. RECEITA BRUTA. EXCLUSÃO DO ISS E TPT. IMPOSSIBILIDADE. Para fins de determinação da base de cálculo do PIS e da Cofíns, os tributos que podem ser excluídos da receita bruta são o IPI e o ICMS, quando cobrados pelo vendedor dos bens ou prestador dos serviços na condição de substituto tributário. (Acórdão 1102 000.519, julgado em 03/10/2011, grifouse) Deste modo, encaminho o voto por negar provimento ao recurso voluntário, em razão deste Conselho não ser competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária (Súmula n° 02 do CARF). É necessário igualmente analisar o mérito do recurso, em que pese as considerações acima trazidas. Apesar de entendimento diverso desse relator, o pedido do contribuinte vai de encontro com a jurisprudência dominante e sumulada do STJ. Importante referir que o pedido da recorrente não possui respaldo no Superior Tribunal de Justiça, que já editou Súmula com o seguinte teor: STJ Súmula nº 68 15/12/1992 DJ 04.02.1993 ICM Base de Cálculo do PIS A parcela relativa ao ICM incluise na base de cálculo do PIS. Em igual sentido o Tribunal Regional Federal da 4ª. Região assim tem se manifestado: EMENTA: PIS. COFINS. ICMS. EXCLUSÃO DA BASE DE CÁLCULO. INADMISSIBILIDADE. Os encargos tributários integram a receita bruta e o faturamento da empresa. Seus valores são incluídos no preço da mercadoria ou no valor final da prestação do serviço. Por isso, são receitas próprias da contribuinte, não podendo ser excluídos do cálculo do PIS/COFINS, que têm, justamente, a receita bruta/faturamento como sua base de cálculo. É constitucional e legal a inclusão do ICMS na base de cálculo do PIS e da COFINS, nos termos do art. 3º, §2º, I, da Lei 9.718/98. (TRF4, AC 5008959 23.2010.404.7000, Primeira Turma, Relatora p/ Acórdão Maria de Fátima Freitas Labarrère, D.E. 12/09/2013) Deste modo, entendese que os encargos tributários integram a receita bruta e o faturamento da empresa. Assim, seus valores são incluídos no preço da mercadoria ou no valor final da prestação do serviço. Diante disso, são receitas próprias da contribuinte, não Fl. 61DF CARF MF Impresso em 10/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/05/2014 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA, Assinado digi talmente em 09/06/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 21/05/2014 por PAULO AN TONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA Processo nº 10920.911172/201224 Acórdão n.º 3801003.369 S3TE01 Fl. 10 9 podendo deixar de ser incluídos no cálculo do PIS e da COFINS, que tem, justamente, a receita bruta/faturamento como sua base de cálculo. Assim, incabível a exclusão do valor devido a título de ICMS da base de cálculo do PIS e da COFINS, pois esse valor é parte integrante do preço das mercadorias e dos serviços prestados, exceto quando referido imposto é cobrado pelo vendedor dos bens ou pelo prestador dos serviços na condição de substituto tributário. Em face do exposto, encaminho o voto para NEGAR PROVIMENTO ao Recurso Voluntário. É assim que voto. Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira Relator Relator Fl. 62DF CARF MF Impresso em 10/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/05/2014 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA, Assinado digi talmente em 09/06/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 21/05/2014 por PAULO AN TONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA
score : 1.0
Numero do processo: 11610.012152/2001-82
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Apr 23 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Fri May 30 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Período de apuração: 01/01/1997 a 31/05/1997
AUTO DE INFRAÇÃO ELETRÔNICO. DCTF. MOTIVAÇÃO INCONSISTENTE. CANCELAMENTO.
Deve ser cancelado por falta de amparo fático o auto de infração que toma como pressuposto de fato a inexistência de processo judicial em nome do contribuinte, e o contribuinte demonstra a existência desta ação, bem como que figura no pólo ativo.
Numero da decisão: 3201-001.623
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado.
JOEL MIYAZAKI - Presidente.
CARLOS ALBERTO NASCIMENTO E SILVA PINTO - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Joel Miyazaki (presidente), Winderley Morais Pereira, Daniel Mariz Gudino, Carlos Alberto Nascimento e Silva Pinto, Ana Clarissa Masuko dos Santos Araújo e Adriene Maria de Miranda Veras.
Nome do relator: CARLOS ALBERTO NASCIMENTO E SILVA PINTO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201404
camara_s : Segunda Câmara
ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Período de apuração: 01/01/1997 a 31/05/1997 AUTO DE INFRAÇÃO ELETRÔNICO. DCTF. MOTIVAÇÃO INCONSISTENTE. CANCELAMENTO. Deve ser cancelado por falta de amparo fático o auto de infração que toma como pressuposto de fato a inexistência de processo judicial em nome do contribuinte, e o contribuinte demonstra a existência desta ação, bem como que figura no pólo ativo.
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Fri May 30 00:00:00 UTC 2014
numero_processo_s : 11610.012152/2001-82
anomes_publicacao_s : 201405
conteudo_id_s : 5351021
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri May 30 00:00:00 UTC 2014
numero_decisao_s : 3201-001.623
nome_arquivo_s : Decisao_11610012152200182.PDF
ano_publicacao_s : 2014
nome_relator_s : CARLOS ALBERTO NASCIMENTO E SILVA PINTO
nome_arquivo_pdf_s : 11610012152200182_5351021.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. JOEL MIYAZAKI - Presidente. CARLOS ALBERTO NASCIMENTO E SILVA PINTO - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Joel Miyazaki (presidente), Winderley Morais Pereira, Daniel Mariz Gudino, Carlos Alberto Nascimento e Silva Pinto, Ana Clarissa Masuko dos Santos Araújo e Adriene Maria de Miranda Veras.
dt_sessao_tdt : Wed Apr 23 00:00:00 UTC 2014
id : 5471009
ano_sessao_s : 2014
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:22:33 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046812204466176
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 12; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2015; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C2T1 Fl. 706 1 705 S3C2T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 11610.012152/200182 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3201001.623 – 2ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 23 de abril de 2014 Matéria AUTO DE INFRAÇÃO COFINS Recorrente NISSINAJINOMOTO ALIMENTOS LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/01/1997 a 31/05/1997 AUTO DE INFRAÇÃO ELETRÔNICO. DCTF. MOTIVAÇÃO INCONSISTENTE. CANCELAMENTO. Deve ser cancelado por falta de amparo fático o auto de infração que toma como pressuposto de fato a inexistência de processo judicial em nome do contribuinte, e o contribuinte demonstra a existência desta ação, bem como que figura no pólo ativo. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. JOEL MIYAZAKI Presidente. CARLOS ALBERTO NASCIMENTO E SILVA PINTO Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Joel Miyazaki (presidente), Winderley Morais Pereira, Daniel Mariz Gudino, Carlos Alberto Nascimento e Silva Pinto, Ana Clarissa Masuko dos Santos Araújo e Adriene Maria de Miranda Veras. Relatório Por bem descrever a matéria de que trata este processo, adoto e transcrevo abaixo o relatório que compõe a Decisão Recorrida. Em ação fiscal levada a efeito em face da contribuinte acima identificada foi apurada falta de recolhimento da Contribuição AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 61 0. 01 21 52 /2 00 1- 82 Fl. 706DF CARF MF Impresso em 30/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/05/2014 por CARLOS ALBERTO NASCIMENTO E SILVA PINTO, Assinado digital mente em 19/05/2014 por CARLOS ALBERTO NASCIMENTO E SILVA PINTO, Assinado digitalmente em 29/05/2014 por JOEL MIYAZAKI Processo nº 11610.012152/200182 Acórdão n.º 3201001.623 S3C2T1 Fl. 707 2 para Financiamento da Seguridade Social – COFINS relativa aos fatos geradores ocorridos nos períodos de apuração de janeiro de 1997 a maio de 1997, declarados na DCTF, pois foi constatado “Proc jud não comprovado”, razão pela qual foi lavrado o Auto de Infração de fls. 137 e 138, integrado pelos termos e documentos nele mencionados, apurandose o crédito tributário composto pela contribuição, multa proporcional, juros de mora e multa isolada, calculados até 30/11/2001, perfazendo o total de R$2.724.871,08 (dois milhões e setecentos e vinte e quatro mil e oitocentos e setenta e um reais e oito centavos), com o seguinte enquadramento legal: Arts 1º a 4º da Lei Complementar nº 70/91; art 1 L 9249/95; art. 57 L 9069/95; arts 56 e par um, 60 e 66, L 9430/96. 2. Inconformada com a autuação, da qual foi devidamente cientificada, a contribuinte protocolizou, em 28.12.2001, a impugnação de fls. 2 a 28 acompanhada dos documentos de fls. 29/44, na qual alega: II DOS FATOS 2.1. Em que pese o zelo do I. Agente Fiscal do Tesouro Nacional signatário do Auto de Infração ora impugnado, o mesmo deverá ser totalmente cancelado por ser absolutamente improcedente. 2.1.1. O Supremo Tribunal Federal — STF, decretou a inconstitucionalidade da majoração da alíquota do FINSOCIAL, superior 0,5%, no período de setembro/89 à março de 1992. 2.1.2. Assim, a impugnante levantou os valores recolhidos à maior, a titulo de Finsocial, no período acima citado, e por via judicial pleiteou seu direito a restituição e/ou compensação desses valores, com outros tributos administrados pela Secretaria da Receita Federal. 2.1.3. Obtendo, sentença favorável, a impugnante compensou os valores apurados, com as contribuições à COFINS referentes a Janeiro à Maio de 1997. 2.1.4. O I.A. fiscal considerou que não houve comprovação da ação judicial, e conseqüentemente lavrou o referido Al. III DAS PRELIMINARES. 2.2. O Auto de infração acima citado é NULO de pleno direito, pois o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL — STF, decretou a inconstitucionalidade da majoração da alíquota de Finsocial, superior A. 0,5% no período de setembro de 1989 à março de 1992, e se LOCUTA CAUSA FINITA". Consequentemente a impugnante ajuizou ação pertinente ( Processo n° 96.00345848), para compensar o finsocial recolhido a maior com tributos administrados pela Secretaria da Receita Federal — SRF. Após obter decisão judicial favorável, compensou os valores recolhidos a maior de Finsocial com contribuições à COFINS. E, COMO TRATASE DE TRIBUTOS DA MESMA ESPÉCIE A Fl. 707DF CARF MF Impresso em 30/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/05/2014 por CARLOS ALBERTO NASCIMENTO E SILVA PINTO, Assinado digital mente em 19/05/2014 por CARLOS ALBERTO NASCIMENTO E SILVA PINTO, Assinado digitalmente em 29/05/2014 por JOEL MIYAZAKI Processo nº 11610.012152/200182 Acórdão n.º 3201001.623 S3C2T1 Fl. 708 3 COMPENSAÇÃO INDEPENDE, INCLUSIVE, DE COMUNICAÇÃO AO FISCO. 2.2.1. O AI É AINDA NULO DE PLENO DIREITO, pois segundo dispõe o artigo 142 do Código Tributário Nacional, compete à autoridade administrativa constituir o crédito tributário pelo lançamento, verificando a ocorrência do fato gerador da obrigação correspondente, determinando a matéria tributável, calculando o montante do tributo devido, identificando o sujeito passivo e, sendo o caso, aplicarlhe a pena cabível. 2.2.2. O Fisco tem o dever de investigar os fatos, o dever de prova. Esse ponto foi bem sublinhado pela doutrina alemã, apontando que ao lado do Fisco, a quem cabe, por dever, a investigação dos fatos, deve haver, pelos particulares o dever de colaborar para a descoberta da realidade material. 2.2.3. No presente caso, o I. Agente Fiscal apurou débitos a recolher, pelo simples exame da DCTF, não se estendendo mais a fundo; o contribuinte sequer foi notificado a prestar esclarecimentos, procedimento que o levaria, sem dúvida, a encontrar a justificativa para o desencontro de informações. Se tal procedimento tivesse sido feito, como era de seu dever, não teria tido azo para emissão do AI ora impugnando. Ressalvese que a compensação foi feita baseandose em decisão judicial. Vejase: 2.2.4. A impugnante apenas esta exerceu um direito que lhe foi dado por lei, ou seja, compensar valores indevidamente recolhidos. Vejase as compensações efetuadas com base na decisão favorável no Processo nº 96.00345848 [...] 2.2.5. Não bastassem as preliminares acima levantadas, por si só suficientes para determinar a inconsistência do Auto de Infração em epígrafe, também por razões de mérito ele é totalmente improcedente, como se demonstrará abaixo : III DO MÉRITO DO DIREITO DO CONTRIBUINTE EM COMPENSAR 0 FINSOCIAL RECOLHIDO A MAIOR ( DECLARADO INCONSTITUCIONAL PELO STF) COM TRIBUTOS E CONTRIBUICÕES DA MESMA ESPÉCIE COFINS 2.3. Vejase o que dispõe o artigo 66 da Lei 8.383/91, ( com as alterações da Lei 9.069, de 29/06/95, através do seu artigo 58 e artigo 38 da Lei nº 9250/95), "verbis": "Art. 66. Nos casos de pagamento indevido ou a maior de tributos contribuições federais, inclusive previdenciárias e receitas patrimoniais, mesmo quando resultante de reforma, anulação revogação ou rescisão de decisão condenatória, o contribuinte poderá efetuar a compensação desse valor no Fl. 708DF CARF MF Impresso em 30/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/05/2014 por CARLOS ALBERTO NASCIMENTO E SILVA PINTO, Assinado digital mente em 19/05/2014 por CARLOS ALBERTO NASCIMENTO E SILVA PINTO, Assinado digitalmente em 29/05/2014 por JOEL MIYAZAKI Processo nº 11610.012152/200182 Acórdão n.º 3201001.623 S3C2T1 Fl. 709 4 recolhimento de importância correspondente a períodos subseqüentes. Parágrafo lº . A compensação só poderá ser efetuada entre tributos e contribuições da mesma espécie. Parágrafo 2º. É facultado ao contribuinte optar pelo pedido de restituição. Parágrafo 3º. A compensação ou restituição será efetuada pelo valor do imposto ou contribuição corrigido monetariamente com base na variação da UFIR”. 2.3.1. Consoante se verifica, as únicas condições estabelecidas na lei são: a) que os créditos a compensar sejam resultantes de pagamentos indevidos ou a maior. b) que tais pagamentos tenham sido efetuados a titulo de tributo da mesma espécie daquele em relação ao qual o contribuinte esteja em débito para com o fisco. 2.3.2. Ora, a interpretação do texto legal é de uma clareza cristalina, pois ao mencionar "nos casos de pagamento indevido ou a maior de tributos e contribuições federais, inclusive previdenciárias, mesmo quando resultante de reforma, anulação, revogação ou rescisão condenatória", indubitavelmente conclui se pelos tributos e contribuições que foram pagos, ou seja, passado. 2.3.3. É de se notar que o legislador ao mesmo montante resultante de pagamento indevido ou a maior de tributos e contribuições federais, prevê o direito da compensação com tributos ou contribuições da mesma espécie a vencer, ou faculta ao contribuinte o direito de optar pelo pedido de restituição do montante indevidamente recolhido. 2.3.4. Como visto acima, o mencionado art.66, da Lei 8.383/91, alterado pela Lei nº 9.069/95 não contém quaisquer restrições quanto a forma de se processar a compensação por ele criada, a não ser que a mesma seja feita entre " tributos e contribuições da mesma natureza", e que a compensação ou restituição seja feita "pelo valor do imposto ou contribuição corrigido monetariamente com base na variação da UFIR ". 2.3.5. Essas, portanto, as únicas condições impostas pela lei de regência. DA INSTRUÇÃO NORMATIVA N° 67/92 2.4. A Instrução Normativa 67, baixada pelo Diretor da Receita Federal, em 26.05.92, que a pretexto de regulamentar, no âmbito de sua respectiva competência, impunha restrições ao supra transcrito artigo 66, da Lei 8.383/91, contrariando frontalmente a lei de regência sendo assim completamente ilegal e inconstitucional, foi REVOGADA pela INSTRUÇÃO Fl. 709DF CARF MF Impresso em 30/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/05/2014 por CARLOS ALBERTO NASCIMENTO E SILVA PINTO, Assinado digital mente em 19/05/2014 por CARLOS ALBERTO NASCIMENTO E SILVA PINTO, Assinado digitalmente em 29/05/2014 por JOEL MIYAZAKI Processo nº 11610.012152/200182 Acórdão n.º 3201001.623 S3C2T1 Fl. 710 5 NORMATIVA Nº 21, DE 10.03.97 (DOU 11.03.97), permitindo a Compensação entre Tributos e Contribuições de Mesma Espécie e ainda de Diferentes Espécies. 2.4.1. É, por conseguinte, perfeitamente legal a compensação que pretende fazer a Autora, a saber, compensar o FINSOCIAL julgado inconstitucional pelo Tribunal Pleno do STF e indevidamente por ela recolhido, com a aplicação da alíquota de 0,5%, conforme determina a decisão acima mencionada, com a contribuição para o COFINS. 2.4.2. A partir do julgamento de inconstitucionalidade dos aumentos de alíquota do FINSOCIAL, a Autora aplicou a alíquota de 0,5%, determinada pela decisão do STF e apurou a diferença que indevidamente havia sido recolhida, para poder valerse do direito de compensação, estabelecido no art. 66 da Lei n 2 8.383/91, sujeitandose, da mesma forma, a posteriores verificações por parte da Fazenda, o que de forma nenhuma caracteriza apuração unilateral, mas igualdade de critérios tanto para o momento do pagamento, como para receber de volta o que é de direito, conforme estabelece a lei. 2.4.3. É oportuno ressalvar que a impugnante apenas exerceu um direito que lhe foi dado por lei, ou seja, compensar valores indevidamente recolhidos. Vejase as compensações efetuadas com base na decisão favorável no Processo nº 96.00345848. [...] 2.4.4. A impugnante anexa os seguintes documentos : cópias dos Darfs de Janeiro à Maio/1997, das DCTF do 1 2 e do 22 Trimestre do anocalendário 1997 e a decisão no processo acima citado. 2.4.5. É portanto legitimo o direito da impugnante, de compensar o FINSOCIAL, por ela indevidamente recolhido, considerando a faculdade dada ao contribuinte de tributos e contribuições federais pela Lei 8.383/91, valendose do direito à compensação do FINSOCIAL indevidamente recolhido com uma contribuição da mesma natureza, no caso, o COFINS. 2.4.6. Conforme determina a doutrina e a jurisprudência de nossos tribunais, a sistemática da correção monetária constitui principio jurídico aplicável a toda e qualquer hipótese ocorrente na vida de relação, pois a correção não significa acréscimo de valor, ou sanção, mas representa atualização do real valor da moeda, corroído por nefasto processo inflacionário. 2.4.7. Deste modo, a correção monetária destinase apenas a manter o equilíbrio das relações jurídicas, evitando enriquecimento sem justa causa, motivo pelo qual, como afirmado pelo Min. SÁLVIO DE FIGUEIREDO (RESP N2 43.0550/ SP), independente de lei especifica autorizativa. 2.4.8. Assim, toda e qualquer limitação à aplicação de correção monetária deve ser expungida do ordenamento jurídico, pois Fl. 710DF CARF MF Impresso em 30/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/05/2014 por CARLOS ALBERTO NASCIMENTO E SILVA PINTO, Assinado digital mente em 19/05/2014 por CARLOS ALBERTO NASCIMENTO E SILVA PINTO, Assinado digitalmente em 29/05/2014 por JOEL MIYAZAKI Processo nº 11610.012152/200182 Acórdão n.º 3201001.623 S3C2T1 Fl. 711 6 face do longo e penoso processo inflacionário que conseguiu depauperar a população do pais, o valor monetário das compensações, sem a devida correção, representaria soma desenganadamente irrisória, o que implicaria que as decisões do Judiciário jamais satisfizessem o direito postulado e reconhecido. 2.4.9. É, pois com vistas à preservação desse direito que o posicionamento é pacifico em doutrina e jurisprudência, no sentido de que a correção monetária deve ser integral, pois apenas atualiza o valor das obrigações em função do real valor da moeda, sem representar ganho algum para o credor. 2.4.10 Assim, resta inequívoca a conclusão de que a incidência da correção monetária, que visa preservar o valor da moeda, não representa acréscimo ou pena. 2.4.11. Deste modo, resta inconteste o direito da impugnante em aplicar índices expurgados, ou seja, os IPCs, conforme jurisprudências acima transcritas. DA CONTAGEM DO PRAZO DE PRESCRIÇÃO PARA PROPOSITURA DE AÇÃO DE RESTITUIÇÃO DE TRIBUTOS 10 ANOS 2.5. De acordo com o art. 168, I, do CTN, o direito do contribuinte pleitear a restituição de tributo pago indevidamente, prescreve em 5 anos, contados da extinção do crédito, ou seja, do pagamento. 2.5.1. Recentemente, o Superior Tribunal de Justiça STJ, através de decisões da Primeira Seção (Tribunal Pleno, em matéria tributária), firmou jurisprudência no sentido de que, quando se tratar dos chamados tributos sujeitos ao lançamento por homologação, o direito de pedir a restituição desses tributos, somente ocorre decorridos cinco anos, contados da ocorrência do fato gerador, acrescidos de outros cinco anos, contados do termo final do prazo deferido ao Fisco para apuração do tributo devido. 2.5.2. O lançamento por homologação, segundo o CTN, aplica se aos tributos cuja legislação atribui ao contribuinte o dever de antecipar o pagamento, sem prévio exame da autoridade administrativa. Nesses casos, o lançamento do tributo se opera quando a autoridade fiscal, tomando conhecimento do pagamento antecipado, expressamente homologa tal ato. 2.5.3. De acordo com o art. 150 do CTN, nos casos de lançamento por homologação, o Fisco tem 5 anos para homologar o lançamento. Caso tal ato não ocorra, isto é, se o Fisco não homologar expressamente o lançamento no prazo de cinco anos, contados do fato gerador, este é, para todos efeitos legais, considerado homologado extinguindose definitivamente o crédito do Fisco. Fl. 711DF CARF MF Impresso em 30/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/05/2014 por CARLOS ALBERTO NASCIMENTO E SILVA PINTO, Assinado digital mente em 19/05/2014 por CARLOS ALBERTO NASCIMENTO E SILVA PINTO, Assinado digitalmente em 29/05/2014 por JOEL MIYAZAKI Processo nº 11610.012152/200182 Acórdão n.º 3201001.623 S3C2T1 Fl. 712 7 2.5.4. Considerando que o direito de pleitear a restituição de tributos prescreve com o decurso do prazo de 5 anos, contados a data da extinção do crédito do Fisco e considerando que, nos impostos lançados por homologação, como visto acima, a extinção ocorre após 5 anos do fato gerador, caso o Fisco não tenha expressamente homologado o lançamento, o STJ entendeu que nesses casos, a prescrição para pedir a restituição de tributos somente começa a correr após a homologação ou no fim do prazo de 5 anos, contados do fato gerador. 2.5.5. Assim, para os tributos sujeitos ao lançamento por homologação, quando o Fisco não tiver feito nenhum ato que expressamente homologue o lançamento, o prazo para pleitear a devolução do tributo pago indevidamente somente prescreve após o transcurso do período de 10 anos, a saber, 5 anos para que o Fisco homologue o lançamento e mais 5 anos para que ocorra a prescrição. DA PRESCRIÇÃO ESTABELECIDA PELO DECRETO LEI Nº 2.049 DE 01 DE AGOSTO DE 1983 2.6. O DecretoLei nº 2.049 de 01 de agosto de 1983, dispôs sobre as contribuições para o FINSOCIAL, sua cobrança, fiscalização, processo administrativo e de consulta, e dá outras providências. 2.6.1. O referido DecretoLei em seu artigo 92 estabelece : "Art 92 A ação para cobrança das contribuições devidas ao FINSOCIAL prescreverá no prazo de 10 (dez) anos, contados a partir da data prevista para o seu recolhimento. 2.6.2. Portanto, é inegável a prescrição decenal do FINSOCIAL. DA JURISPRUDENCIA 2.7. O Egrégio Superior Tribunal de Justiça, bem como nossos Tribunais Regionais têm endossado plenamente o direito à compensação previsto pelo artigo 66 da Lei n2 8.383/91, sem as restrições de atos administrativos ilegais. DA MULTA COM EFEITO DE CONFISCO 2.8. "Ad argumentandum", caso não seja aceita a argumentação acima sustentada, vale frisar que há muito o Colendo Supremo Tribunal Federal vem se manifestando no sentido de inexistir a possibilidade da cobrança de multas exorbitantes. 2.8.1. No presente caso, houve imposição de multa de 75% ( setenta e cinco por cento ) sobre o valor do pretenso ICMS (leia se COFINS) devido, conforme se depreende do próprio auto de infração. 2.8.2. "Data venia", a multa aplicada de 75% pela ilustre autoridade fiscal, configurase num verdadeiro abuso do poder fiscal do Estado, na exata medida em que seu montante é excessivo e despropositado Fl. 712DF CARF MF Impresso em 30/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/05/2014 por CARLOS ALBERTO NASCIMENTO E SILVA PINTO, Assinado digital mente em 19/05/2014 por CARLOS ALBERTO NASCIMENTO E SILVA PINTO, Assinado digitalmente em 29/05/2014 por JOEL MIYAZAKI Processo nº 11610.012152/200182 Acórdão n.º 3201001.623 S3C2T1 Fl. 713 8 2.8.3. Nesse passo, a norma disposta no artigo 150, IV, da Constituição Federal, que veda a utilização de tributo com efeito de confisco está sendo desrespeitada, cabendo, portanto, tanto aos Tribunais Administrativos como aos Judiciais coibir as multas exigidas de feito confiscatório. Aliás, a jurisprudência do Colendo Supremo Tribunal Federal é mansa e pacifica neste sentido e determina reduzir as multas excessivas aplicadas pelo fisco. 2.8.4. A impugnante cumpridora dos seus deveres para com o fisco, ressalta estar plenamente imbuída da consciência cívica e política a que alude o ilustre Professor, porém, no estrito cumprimento de seus deveres, não pode concordar de forma alguma, com a cobrança de multa excessiva e confiscatória de 75% do valor principal, pois tal fato não é condizente com a realidade democrática pela qual atravessa o pais e que vai de encontro aos PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS. 2.8.5. Por todo o exposto, tendo sido fartamente provadas as razões da impugnante, fundamentadas na melhor doutrina e jurisprudência, evidenciase pela total improcedência do AIIM Nº 0014091, lavrado em 14/11/2001, não só pelas preliminares acima levantadas, como pelas razões de mérito, motivo pela qual, requer seja determinado o imediato cancelamento e conseqüentemente arquivamento do mesmo, como medida de direito e irrestrita. 3. No tocante à ação judicial, a impugnação foi previamente analisada pela Delegacia da Receita Federal DERAT/ EQAMJ em São PauloSP, que exarou o Despacho em 07/08/2008 (fl. 166), onde consta: “o contribuinte interpôs a Ação Ordinária no 97.00047989 solicitando a declaração do direito de eximirse do pagamento do Finsocial no que exceder a alíquota de 0,5% e o direito de compensar os valores pagos a maior com débitos de Cofins. A sentença julgou procedente a ação, entretanto o Acórdão proferido pelo TRF3 em 28/02/2007 deu provimento a apelação da União e a remessa oficial, reconhecendo a prescrição qüinqüenal contada do recolhimento do tributo (págs. 143145);o contribuinte interpôs Recurso Especial e STJ em Acórdão publicado em 20/02/2008 deu provimento ao recurso, reconhecendo a prescrição qüinqüenal contada após a homologação do pagamento (págs. 146151); A fazenda interpôs agravo de instrumento e o mesmo foi improvido (págs. 152153); Em 09/05/2008 a Fazenda interpôs Recurso Extraordinário, cujo julgamento está sobrestado no (pág. 146verso);”. 4. Quanto a compensação, a impugnação foi analisada pela Delegacia da Receita Federal DERAT/ EQITD em São Paulo SP, que exarou o Despacho em 09/01/2009 (fls. 672673), onde consta: Fl. 713DF CARF MF Impresso em 30/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/05/2014 por CARLOS ALBERTO NASCIMENTO E SILVA PINTO, Assinado digital mente em 19/05/2014 por CARLOS ALBERTO NASCIMENTO E SILVA PINTO, Assinado digitalmente em 29/05/2014 por JOEL MIYAZAKI Processo nº 11610.012152/200182 Acórdão n.º 3201001.623 S3C2T1 Fl. 714 9 “O presente processo está controlando débitos de Cofins dos períodos de apuração de janeiro a maio/97, cobrados através do Auto de Infração eletrônico de fls. 134 a 140, que o contribuinte alega ter compensado com créditos de Finsocial discutidos na Ação Cautelar no 96.00345848 e na correspondente Ação Ordinária n° 97.00047989, conforme fls. 01 a 27. A sentença proferida na Ação Ordinária n° 97.00047989 declarou o direito do autor a compensação das quantias pagas de Finsocial com alíquota superior a 0,5%, devendo os créditos serem corrigidos monetariamente pelo INPC de março a dezembro/91, pela Ufir de janeiro/92 a dezembro/95 e pela Selic a partir de janeiro/96, com as prestações devidas da Cofins (fls. 121 a 129). A correção monetária acabou declarada conforme os índices do Provimento 24/97 (fl. 144v). Apesar do acórdão do TRF da 3ª Região ter dado provimento a remessa oficial, reconhecendo a prescrição do direito de compensar o valor recolhido indevidamente (fls. 144 e 145), o ministro relator do Recurso Especial do autor no STJ considerou que a LC no 118/2005 não pode ser aplicada a fatos pretéritos e, portanto, a prescrição a ser considerada no caso, é decenal, e determinou o retorno dos autos ao TRF para julgamento das demais questões. Decisão mantida no Agravo Regimental interposto pela Fazenda (fls. 148 a 153). Contra essa decisão, a União interpôs Recurso Extraordinário que se encontra sobrestado até pronunciamento definitivo do STF sobre a controvérsia da prescrição (fls. 157 a 160). Intimamos o contribuinte a apresentar os Darf de pagamento do Finsocial e demonstrativos de crédito e de compensação (fls. 165 a 167). (...) O contribuinte declarou em suas DCTF a compensação dos débitos de Cofins dos períodos de apuração de janeiro a maio/97 com o crédito de Finsocial discutido na Ação Cautelar no 96.00345848, conforme as consultas de fls. 78 a 80, 117 e 118. No seu demonstrativo apresentado ã fl. 509, o contribuinte declara a compensação dos mesmos débitos. Apuramos os débitos de Finsocial a partir das bases de cálculo informadas às fls. 190 e 191 com a aplicação da alíquota de 0,5%, conforme o Demonstrativo de Apuração de Débitos de Finsocial (fls. 642 a 644). Os pagamentos considerados e confirmados, discriminados no Demonstrativo de Pagamentos (fls. 645 e 646), foram vinculados aos débitos apurados, de acordo com o Demonstrativo Resumo das Vinculações de Finsocial (fls. 647 a 649). Constatamos a existência de crédito de Finsocial, formado pelos saldos de pagamentos apurados no Demonstrativo de Pagamentos. Este crédito foi vinculado aos débitos de, Cofins que o contribuinte pretende compensar, discriminados no Demonstrativo de Apuração de Débitos de Cofins (fl. 650). Os Fl. 714DF CARF MF Impresso em 30/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/05/2014 por CARLOS ALBERTO NASCIMENTO E SILVA PINTO, Assinado digital mente em 19/05/2014 por CARLOS ALBERTO NASCIMENTO E SILVA PINTO, Assinado digitalmente em 29/05/2014 por JOEL MIYAZAKI Processo nº 11610.012152/200182 Acórdão n.º 3201001.623 S3C2T1 Fl. 715 10 valores dos créditos foram atualizados pelo Provimento 24/97 do TRF da 3' Região, conforme a decisão judicial vigente. Verificamos que o crédito de Finsocial é suficiente para garantir os débitos de Cofins compensados, dos períodos de apuração de janeiro a maio/97, conforme o Demonstrativo Resumo das Vinculações de Cofins, às fls. 654 e 655. (...)” Sobreveio decisão da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em.São Paulo I, que julgou, por unanimidade de votos, procedente em parte a impugnação, mantendo parcialmente o crédito tributário exigido. Os fundamentos do voto condutor do acórdão recorrido encontramse consubstanciados na ementa abaixo transcrita: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 01/01/1997 a 31/05/1997 AUTO DE INFRAÇÃO INEXISTÊNCIA DE NULIDADE Satisfeitos os requisitos do art. 10 do Decreto n.º 70.235/72 e não tendo ocorrido o disposto no art. 59 do mesmo diploma legal, não há que se falar em nulidade do procedimento administrativo. PROCESSOS ADMINISTRATIVO E JUDICIAL RENÚNCIA. A propositura pelo contribuinte, contra a Fazenda, de ação judicial, antes ou posteriormente à autuação, com o mesmo objeto, importa renúncia às instâncias administrativas. Quando forem diferentes os objetos do processo judicial e do processo administrativo, este terá prosseguimento normal no que se relaciona à matéria diferenciada. MULTA DE OFÍCIO RETROATIVIDADE BENIGNA DO ART. 18 DA LEI Nº 10.833/2003. Com a edição da MP nº 135/2003, convertida na Lei nº 10.833/2003, não cabe mais imposição de multa excetuandose os casos mencionados em seu art. 18. Sendo tal norma aplicável aos lançamentos ocorridos anteriormente à edição da MP nº 135/2003 em face da retroatividade benigna (art. 106, II, “c” do CTN), impõese o cancelamento da multa de ofício lançada. Inconformada com a decisão, apresentou a recorrente, tempestivamente, o presente recurso voluntário. Na oportunidade, reiterou os argumentos colacionados em sua defesa inaugural. É o relatório. Voto Fl. 715DF CARF MF Impresso em 30/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/05/2014 por CARLOS ALBERTO NASCIMENTO E SILVA PINTO, Assinado digital mente em 19/05/2014 por CARLOS ALBERTO NASCIMENTO E SILVA PINTO, Assinado digitalmente em 29/05/2014 por JOEL MIYAZAKI Processo nº 11610.012152/200182 Acórdão n.º 3201001.623 S3C2T1 Fl. 716 11 Conselheiro Carlos Alberto Nascimento e Silva Pinto O recurso voluntário atende aos requisitos de admissibilidade, razão pela qual dele tomo conhecimento. Tratase o presente processo de auto de infração eletrônico que promoveu a constituição de crédito tributário de Cofins em relação a fatos geradores ocorridos entre janeiro e maio de 1997. A contribuinte informou em DCTF ter procedido com a compensação destes débitos com créditos decorrentes do processo judicial nº 96.345848. O auto de infração informa que os créditos não foram confirmados, indicando, de forma genérica, a ocorrência de “Proc jud não comprovado”. O auto de infração, portanto, tem por única motivação a inexistência da ação judicial nº 96.345848, informada pela recorrente em sua DCTF. Observase, contudo, que a recorrente trouxe aos autos provas de que, efetivamente, ingressou junto ao Poder Judiciário com a ação judicial nº 96.345848, comprovando, portanto, a existência da ação. Desta forma, constatase que o pressuposto de fato que dá suporte ao auto de infração não ocorreu. Em não tendo sido constatada a situação que fundamenta o presente lançamento, o mesmo deve ser cancelado, exonerando o crédito tributário nele exigido. Neste mesmo sentido, precedentes da Câmara Superior de Recursos Fiscais, como a decisão cuja ementa se transcreve abaixo: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 30/11/1998 a 31/12/1998 LANÇAMENTO ELETRÔNICO. DCTF. MOTIVAÇÃO INCONSISTENTE. CANCELAMENTO DO AUTO DE INFRAÇÃO. Deve ser cancelado o auto de infração quando a motivação do lançamento (“proc jud de outro CNPJ” e “proc inexist no Profisc”) não se mostrou verdadeira, notadamente em face do conteúdo fáticoprobatório trazido aos autos. (Ac. 9303 001.700, 3ª Turma, sessão de 05/10/11, relator Rodrigo Cardozo Miranda) Diante do exposto, voto por dar provimento ao recurso voluntário. Carlos Alberto Nascimento e Silva Pinto Relator Fl. 716DF CARF MF Impresso em 30/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/05/2014 por CARLOS ALBERTO NASCIMENTO E SILVA PINTO, Assinado digital mente em 19/05/2014 por CARLOS ALBERTO NASCIMENTO E SILVA PINTO, Assinado digitalmente em 29/05/2014 por JOEL MIYAZAKI Processo nº 11610.012152/200182 Acórdão n.º 3201001.623 S3C2T1 Fl. 717 12 Fl. 717DF CARF MF Impresso em 30/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/05/2014 por CARLOS ALBERTO NASCIMENTO E SILVA PINTO, Assinado digital mente em 19/05/2014 por CARLOS ALBERTO NASCIMENTO E SILVA PINTO, Assinado digitalmente em 29/05/2014 por JOEL MIYAZAKI
score : 1.0
Numero do processo: 13897.001272/2003-82
Turma: Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed May 28 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Tue Aug 12 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Período de apuração: 01/04/1998 a 30/06/1998
MEDIDA CAUTELAR DE PROTESTO INTERRUPTIVA DA PRESCRIÇÃO
No caso vertente, houve a interrupção imediata da prescrição do direito de ação sobre o qual fundamentou o pedido de ressarcimento do crédito presumido do IPI, assegurado pela Lei n. 9.363 de 13 de dezembro de 1996, da Portaria MF no 38, de 27 de fevereiro de 1997, combinados com o art. 179 do Regulamento do IPI.
Recurso Voluntário Provido em Parte
Numero da decisão: 3202-001.208
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso voluntário.
Assinado digitalmente
IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES OLIVEIRA - Presidente.
Assinado digitalmente
TATIANA MIDORI MIGIYAMA - Relatora.
Participaram do presente julgamento os Conselheiros Irene Souza da Trindade Torres Oliveira (Presidente), Gilberto de Castro Moreira Júnior, Luís Eduardo Garrossino Barbieri, Charles Mayer de Castro Souza, Thiago Moura de Albuquerque Alves e Tatiana Midori Migiyama (Relatora).
Nome do relator: TATIANA MIDORI MIGIYAMA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201405
camara_s : Segunda Câmara
ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Período de apuração: 01/04/1998 a 30/06/1998 MEDIDA CAUTELAR DE PROTESTO INTERRUPTIVA DA PRESCRIÇÃO No caso vertente, houve a interrupção imediata da prescrição do direito de ação sobre o qual fundamentou o pedido de ressarcimento do crédito presumido do IPI, assegurado pela Lei n. 9.363 de 13 de dezembro de 1996, da Portaria MF no 38, de 27 de fevereiro de 1997, combinados com o art. 179 do Regulamento do IPI. Recurso Voluntário Provido em Parte
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Tue Aug 12 00:00:00 UTC 2014
numero_processo_s : 13897.001272/2003-82
anomes_publicacao_s : 201408
conteudo_id_s : 5366588
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Aug 12 00:00:00 UTC 2014
numero_decisao_s : 3202-001.208
nome_arquivo_s : Decisao_13897001272200382.PDF
ano_publicacao_s : 2014
nome_relator_s : TATIANA MIDORI MIGIYAMA
nome_arquivo_pdf_s : 13897001272200382_5366588.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso voluntário. Assinado digitalmente IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES OLIVEIRA - Presidente. Assinado digitalmente TATIANA MIDORI MIGIYAMA - Relatora. Participaram do presente julgamento os Conselheiros Irene Souza da Trindade Torres Oliveira (Presidente), Gilberto de Castro Moreira Júnior, Luís Eduardo Garrossino Barbieri, Charles Mayer de Castro Souza, Thiago Moura de Albuquerque Alves e Tatiana Midori Migiyama (Relatora).
dt_sessao_tdt : Wed May 28 00:00:00 UTC 2014
id : 5558900
ano_sessao_s : 2014
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:25:32 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046812223340544
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 10; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1857; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C2T2 Fl. 846 1 845 S3C2T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13897.001272/200382 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3202001.208 – 2ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 28 de maio de 2014 Matéria IPI Recorrente DOUX FRANGOSUL S/A AGRO AVÍCOLA INDUSTRIAL Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/04/1998 a 30/06/1998 MEDIDA CAUTELAR DE PROTESTO INTERRUPTIVA DA PRESCRIÇÃO No caso vertente, houve a interrupção imediata da prescrição do direito de ação sobre o qual fundamentou o pedido de ressarcimento do crédito presumido do IPI, assegurado pela Lei n. 9.363 de 13 de dezembro de 1996, da Portaria MF no 38, de 27 de fevereiro de 1997, combinados com o art. 179 do Regulamento do IPI. Recurso Voluntário Provido em Parte Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso voluntário. Assinado digitalmente IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES OLIVEIRA Presidente. Assinado digitalmente TATIANA MIDORI MIGIYAMA Relatora. Participaram do presente julgamento os Conselheiros Irene Souza da Trindade Torres Oliveira (Presidente), Gilberto de Castro Moreira Júnior, Luís Eduardo Garrossino Barbieri, Charles Mayer de Castro Souza, Thiago Moura de Albuquerque Alves e Tatiana Midori Migiyama (Relatora). AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 89 7. 00 12 72 /2 00 3- 82 Fl. 857DF CARF MF Impresso em 12/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/08/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/08/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 08/08/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TOR RES Processo nº 13897.001272/200382 Acórdão n.º 3202001.208 S3C2T2 Fl. 847 2 Relatório Tratase de recurso voluntário interposto por DOUX FRANGOSUL S/A AGRO AVÍCOLA INDUSTRIAL contra Acórdão nº 1438.759, de 26 de setembro de 2012 (de fls. 798 a 802), proferido pela 2ª Turma da DRJ/RPO, que julgou por unanimidade de votos, improcedente a manifestação de inconformidade. Por bem descrever os fatos, adoto o relatório integrante da decisão recorrida, a qual transcrevo a seguir: “Tratase de Pedido de Ressarcimento de Créditos de IPI, tendo como direito creditório o crédito presumido de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) de que cuida a Lei nº 9.363, de 13 de dezembro de 1996, e a Portaria MF nº 38, de 27 de fevereiro de 1997, no montante de R$ 291.381,37, respeitante ao 2º trimestre calendário de 1998. O processo em exame tem protocolo de 30/12/2003. Não há pedidos de compensação concomitantes. No Despacho Decisório DRF/TSR/SAORT, de fls. 639/641, proferido em 18/03/2004, foi indeferida a solicitação porque o prazo para requerimento do ressarcimento do crédito presumido do IPI da Lei nº 9.363, de 1996, prescreve em cinco anos a contar do primeiro dia do trimestrecalendário posterior ao da apuração. Anteriormente à apresentação do pleito, a interessada havia formulado consulta acerca de prazo de prescrição de direito creditório por meio do processo nº 13897.000194/200307. A DISIT da SRRF/8ª RF exarou a Solução de Consulta nº 34/2004 (cópia de fls. 633/638) pela qual foi confirmado o prazo quinquenal para invocação administrativa do direito creditório, nos termos do Decreto nº 20.910, de 6 de janeiro de 1932, art. 1º. O período em causa é o 2º trimestrecalendário de 1998 e o pedido foi protocolizado em 30/12/2003, sendo que deveria ter sido apresentado até 1º de julho de 2003. Insubmissa à decisão administrativa da qual teve ciência em 08/09/2004, conforme cópia do AR à fl. 645, a contribuinte apresentou, em 08/10/2004, a manifestação de inconformidade, de fls. 646/656, subscrita pelo patrono da pessoa jurídica qualificado na procuração de fl. 658 e instruída com documentos, incluída cópia de medida cautelar de protesto interruptivo de prescrição, em que, resumidamente, sustenta que ajuizara, em 14/03/2002, medida cautelar de protesto interruptivo de prescrição contra a União Federal, antes da consulta administrativa, para garantia do direito de ação referente a pedidos de ressarcimento de crédito presumido de IPI, com respaldo no art. 867 do Código de Processo Civil e no art. 202, incisos I e II, do Código Civil; a medida cautelar foi deferida no âmbito da 4ª Vara Cível da Seção Judiciária de São Paulo, conforme despacho anexado (cópia de fl. 702, processo nº 2002.61.00.0054948); o ajuizamento da medida cautelar teve como intuito assegurar a existência do pressuposto subjetivo, ou seja, o interesse de agir quanto ao direito de ressarcimento do direito creditório; quanto à idoneidade de protesto extrajudicial para interrupção de prescrição do direito de repetição, com os mesmos efeitos do protesto judicial, há precedente do Conselho de Contribuintes; argúi, no mérito, a legitimidade do direito ao crédito presumido do IPI de que trata a Lei nº 9.363, de 1996; por fim, requer o acatamento da manifestação de inconformidade para que seja afastada a declaração de prescrição do direito de ação e analisado o pleito no mérito para autorização do ressarcimento integral do direito creditório reclamado. O julgamento foi convertido em diligência por esta Turma de Julgamento em 27/01/2012, conforme a Resolução DRJ/RPO nº 141.594, de fls. 712/714, tendo o respectivo voto o seguinte teor: Fl. 858DF CARF MF Impresso em 12/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/08/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/08/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 08/08/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TOR RES Processo nº 13897.001272/200382 Acórdão n.º 3202001.208 S3C2T2 Fl. 848 3 “A manifestação de inconformidade, apresentada tempestivamente, cumpre os pressupostos de admissibilidade previstos no Decreto nº 70.235 (PAF), de 6 de março de 1972, e alterações posteriores. Portanto, dela tomo conhecimento. A interessada juntou à fl. 663 a decisão de 15/03/2002 proferida pela autoridade judicial monocrática em que há o deferimento do protesto interruptivo de prescrição em medida cautelar. Contudo, conforme consulta do andamento processual, houve a baixa definitiva dos autos apenas uma quinzena depois, em 01/04/2002. PROCESSO 000549483.2002.4.03.6100[Consulte este processo no TRF] NUM.ANTIGA 2002.61.00.0054948 DATA PROTOCOLO 14/03/2002 CLASSE 148 . CAUTELAR INOMINADA REQUERENTE FRANGOSUL S/A AGRO AVICOLA INDL/ ADV. SP075410 SERGIO FARINA FILHO e outro REQUERIDO UNIAO FEDERAL ADV. Proc. SEM PROCURADOR ASSUNTO IPI/ IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IMPOSTOS TRIBUTARIO PRESCRICAO DO DIREITO AO APROVEITAMENTO CREDITO PRESUMIDO A PARTIR 04/1997 INTERRUPCAO SECRETARIA 4a Vara / SP CapitalCivel SITUAÇÃO BAIXA ENTREGUE TIPO DISTRIBUIÇÃO DISTR. AUTOMATICA em 14/03/2002 VOLUME(S) 2 LOCALIZAÇÃO AUTOS ENTREGUE AO ADVOGADO em 01/04/2002 VALOR CAUSA 1.000,00 MOVIMENTAÇÃO PROCESSUAL Últimas 20 movimentações Seq Data Descrição 4 01/04/2002 BAIXA DEFINITIVA BAIXA ENTREGUE conf. Guia n.121/2002 (4a. Vara) 3 18/03/2002 INTIMACAO EM SECRETARIA 2 15/03/2002 AUTOS COM (CONCLUSAO) JUIZ PARA DESPACHO/DECISAO 1 14/03/2002 DISTRIBUICAO/ATRIBUICAO ORDINARIA INSTANTANEA Nesse passo, é necessário para o afastamento de óbices quanto ao julgamento do feito que o órgão preparador intime a interessada a apresentar todas as peças processuais, incluída a sentença de mérito, se houver, e obtenha a certidão de objeto e pé do processo judicial. Caso prevaleça o protesto interruptivo da prescrição, conforme consta da decisão judicial, é imprescindível, até por economia processual, que o órgão preparador examine o mérito do pedido de ressarcimento de crédito presumido do IPI. Por todo o exposto, a fim de que sejam cumpridas as providências indispensáveis, voto, com fulcro no Decreto nº 70.235, de 1972, art. 18, para que o processo seja restituído à unidade de origem para o cumprimento das providências solicitadas. Encerrada a instrução processual, o sujeito passivo deverá ser intimado a se manifestar a respeito do relatório fiscal elaborado e de documentação porventura juntada aos autos, no prazo de 30 (trinta) dias (Decreto nº 7.574, de 29 de setembro de 2011, art. 35, § único)”. Fl. 859DF CARF MF Impresso em 12/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/08/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/08/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 08/08/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TOR RES Processo nº 13897.001272/200382 Acórdão n.º 3202001.208 S3C2T2 Fl. 849 4 No despacho de diligência de 17/05/2012 (fls. 722/724) proferido pela SAORT da DRF/SCS/RS, há a conclusão de que a juntada de certidão de objeto e pé da ação cautelar é prescindível em virtude da apresentação do respectivo teor pela requerente na manifestação de inconformidade. Ademais, há a proposta de consulta à PSFN/SCS/RS acerca da interrupção da prescrição quanto ao pedido de ressarcimento. No Memorando PSFN/SCS nº 121/2012 de 29/05/2012, às fls. 726/728, há a notícia sobre a inviabilidade da interrupção da prescrição por meio da ação cautelar de protesto, conforme entendimento da PRFN da 4ª Região. No despacho de fl. 729 exarado pela SAORT da DRF/SCS/RS, é ressaltado que a ação cautelar de protesto nº 2002.61.00.0054948/SP não tem o condão de interromper a prescrição relativa ao pedido de ressarcimento em causa. Cumprido o trintídio regulamentar para resposta da interessada, em 11/07/2012, esta apresentou a manifestação de fls. 734/755 pela qual alude a um descumprimento de decisão da 2ª Turma da DRJ/RPO/SP, com a extrapolação de competência: indeferimento do pleito sem análise de mérito; além disso, reafirma a interrupção de prescrição conferida no âmbito da ação cautelar, conforme jurisprudência destacada, e o direito ao crédito presumido do IPI. Por fim, requer, preliminarmente, que a decisão da DRF/SCS seja anulada, com a determinação de nova diligência para análise do mérito; no mérito, que seja acatada a manifestação de inconformidade e afastada a declaração de prescrição do direito de ação e analisados os requisitos para a autorização do ressarcimento do crédito.” A DRJ não acolheu as alegações do contribuinte e considerou improcedente a manifestação de inconformidade em acórdão com a seguinte ementa: “ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Período de apuração: 01/04/1998 a 30/06/1998 DÍVIDA PASSIVA DA UNIÃO. DECADÊNCIA. O prazo decadencial qüinqüenal é aplicável aos pleitos administrativos referentes a créditos do imposto, conforme a legislação tributária. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido” Cientificado do referido acórdão em 10 de novembro de 2012 (fl. 808), a interessada apresentou recurso voluntário em 27 de novembro de 2012 (fls. 810 a 832), pleiteando a reforma do decisum e reafirmando seus argumentos apresentados à DRJ. É o relatório. Voto Conselheira Tatiana Midori Migiyama, Relatora Da admissibilidade Fl. 860DF CARF MF Impresso em 12/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/08/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/08/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 08/08/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TOR RES Processo nº 13897.001272/200382 Acórdão n.º 3202001.208 S3C2T2 Fl. 850 5 Por conter matéria desta E. Turma da 3ª Seção do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais e presentes os requisitos de admissibilidade, conheço do Recurso Voluntário tempestivamente interposto pelo contribuinte, considerando que a recorrente teve ciência da decisão de primeira instância em 10 de novembro de 2012, quando, então, iniciouse a contagem do prazo de 30 (trinta) dias para apresentação do presente recurso voluntário – apresentando a recorrente o recurso voluntário em 27 de novembro de 2012. Do descumprimento da decisão da 2ª Turma da DRJ/Ribeirão Preto/SP. Do protesto interruptivo Depreendendose da análise do processo, vêse que o cerne da questão esta vinculado aos efeitos do protesto interruptivo da prescrição que consta de decisão judicial, para fins de análise do mérito do pedido de ressarcimento de crédito presumido do IPI. Para melhor elucidar os fatos, importante descrever o ocorrido: · Em 30.12.2003, a recorrente protocolizou pedido de ressarcimento de crédito presumido de IPI, no valor de R$ 291.381,37 para fins de recuperação dos valores pagos a título de PIS e Cofins – aquisição de insumos relativo ao 2º trimestre de 1998; · Em 8.9.2004, a recorrente foi cientificada do despacho decisório DRF/TSR/SAORT – indeferindo o ressarcimento dos créditos pleiteados, suportandose na Solução de Consulta nº 34/2004 emitida pela DISIT da 8º Região Fiscal a qual tratou da prescrição do direito de agir referentemente ao pedido de ressarcimento do crédito presumido do IPI; · Em 8.10.2004, a recorrente apresentou manifestação de inconformidade alegando, em síntese, que a prescrição não ocorreu, tendo em vista o despacho proferido em 15.3.2002 pelo MM. Juízo da 4ª Vara Cível da Seção Judiciária de São Paulo – medida cautelar de protesto interruptivo de prescrição contra a União Federal nº 2002.61.00.0054948; Tal medida foi ajuizada visando a tutela judicial para garantir direito de ação referente aos pedidos de ressarcimento do seu crédito presumido de IPI; · Quando do julgamento da manifestação de inconformidade, os julgadores da 2ª Turma da DRJ Ribeirão Preto, por unanimidade de votos, decidiram restituir o processo ao órgão de origem, em diligência, para que o órgão preparador (DRF de Santa Cruz do Sul) intimasse a interessada a apresentar todas as peças processuais e certidão de objeto e pé do processo judicial. O que, caso prevalecesse o protesto interruptivo da prescrição, entendeu ser imprescindível, por economia processual, que o órgão preparador examinasse o mérito do pedido de ressarcimento de crédito presumido de IPI; · A Delegacia da Receita Federal do Brasil em Santa Cruz do Sul ao receber o processo para cumprimento da r. diligência entendeu desnecessária tal pedido, já que o inteiro teor da medida cautelar de Fl. 861DF CARF MF Impresso em 12/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/08/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/08/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 08/08/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TOR RES Processo nº 13897.001272/200382 Acórdão n.º 3202001.208 S3C2T2 Fl. 851 6 protesto interruptivo de prescrição já havia sido juntado na manifestação de inconformidade; · Em 17.5.2012, a Seção de Orientação e Análise Tributária da Delegacia de Santa Cruz emitiu, assim, despacho de encaminhamento para a Procuradoria Seccional da Fazenda Nacional em Santa Cruz do Sul para que informasse: (i) se o protesto interrompe a prescrição relativa ao pedido de ressarcimento de IPI do 2º trimestre de 1998; (ii) se cabe contestação judicial para fins de se esclarecer sobre o caráter definitivo da decisão que deferiu o protesto; · A Procuradoria, então, teceu considerações pela inviabilidade da interrupção da prescrição através da ação cautelar de protesto, ressaltando que o entendimento jurisprudencial apresenta divergência quanto a tal possibilidade; · Em vista da resposta da Procuradoria, a Delegacia da Receita Federal de Santa Cruz encerrou a instrução processual requerida pela SRJ de Ribeirão Preto, entendendo não ser necessária a remessa destes autos a Seção de Fiscalização para análise do mérito do pedido de ressarcimento, intimando a recorrente para se manifestar nos autos no prazo de 30 dias; · A recorrente apresentou manifestação de inconformidade alegando, preliminarmente, descumprimento da decisão da 2ª turma da DRJ de Ribeirão Preto, considerando que a Delegacia de Santa Cruz descumpriu com a instrução dada, esquivandose de sua competência de realizar a análise de mérito do pedido de ressarcimento e extrapolou sua competência julgando a Manifestação de Inconformidade e, por conseguinte, indeferindo o referido sem apreciação de mérito ao reafirmar a interrupção de prescrição conferida no âmbito da ação cautelar; · Posteriormente à manifestação, adveio acórdão da 2ª turma da SRJ em Ribeirão Preto julgando improcedente a nova Manifestação de Inconformidade, considerando que o prazo decadencial quinquenal é aplicável aos pleitos administrativos. Com a descrição dos fatos exposta acima, importante considerar também o inteiro teor do voto proferido em acórdão da 2ª turma da DRJ/POR (destaques meus): “A manifestação de inconformidade, apresentada tempestivamente, cumpre os pressupostos de admissibilidade previstos no Decreto nº 70.235 (PAF), de 6 de março de 1972, e alterações posteriores, e, portanto, dela tomo conhecimento. O julgamento foi convertido em diligência em virtude da carência nos autos de peças processuais referentes à ação cautelar e de informações acerca do andamento desta, assim como para análise do direito creditório, no mérito, somente se houvesse a confirmação da interrupção da prescrição. Fl. 862DF CARF MF Impresso em 12/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/08/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/08/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 08/08/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TOR RES Processo nº 13897.001272/200382 Acórdão n.º 3202001.208 S3C2T2 Fl. 852 7 A situação foi submetida ao parecer da PSFN/SCS, que, como órgão jurídico do Ministério da Fazenda, sustentou a inviabilidade da interrupção prescricional pela ação cautelar manejada pela interessada. A posição da PSFN/SCS é, portanto, acatada neste voto, sem a necessidade de juntada aos autos de todas as peças processuais e da certidão de objeto e pé da ação judicial. Assim, não é o caso de nulidade do ato decisório guerreado e, no mérito, nada há para apreciar em face do transcurso do prazo quinquenal previsto para as dívidas passivas da União no Decreto nº 20.910, de 6 de janeiro de 1932, tendo em conta o período do pedido de ressarcimento (2º trimestrecalendário de 1998) e a data de protocolo do pedido (30/12/2003). Pelo exposto, voto por considerar IMPROCEDENTE a manifestação de inconformidade, sem o reconhecimento do direito creditório.” Em vista de todo o exposto, passo a enfrentar as questões suscitadas pela recorrente. Quanto às alegações de incompetência das unidades, entendo que não assiste razão a contribuinte, já que a PSFN/SCS é também considerado órgão jurídico do Ministério da Fazenda – o que não impede a análise da questão e a emissão de parecer. O que, nesse caso, se conferiu a inviabilidade da interrupção prescricional pela ação cautelar manejada pela interessada. Não obstante, relativamente à questão ora suscitada – qual seja, se o protesto interrompe a prescrição relativa ao pedido de ressarcimento de IPI do 2º trimestre de 1998, lembro que: · a manifestante em 14 de março de 2002 ajuizou medida cautelar contra a União Federal, visando a tutela judicial que garantisse o seu direito de agir referentemente aos pedidos de ressarcimento do seu crédito presumido de IPI; · a medida cautelar fora deferida pelo MM. Juízo da 4a Vara Cível da Seção Judiciária de São Paulo, tendo sido intimada regularmente a União Federal, através da pessoa de seu ProcuradorChefe. O que, diferentemente da DRJ, entendo que tal pretensão judicial deferiu a interrupção imediata da prescrição do direito de ação sobre o qual fundamentou o pedido de ressarcimento do crédito presumido do IPI, assegurado pela Lei n. 9.363 de 13 de dezembro de 1996, da Portaria MF no 38, de 27 de fevereiro de 1997, combinados com o art. 179 do Regulamento do IPI. Frisese tal entendimento o reconhecimento dado pela Segunda Turma do Superior Tribunal de Justiça, no julgamento do RESP nº 1329901/RS, pela eficácia interruptiva das ações cautelares de protesto judicial, previstas no art. 867 do CPC, em relação ao prazo prescricional de cinco anos para ajuizamento de ação de repetição de indébito tributário. Nos termos consignado no acórdão, temse que através de interpretação histórica do art. 165 do CTN, é possível concluir que se confere ao contribuinte a faculdade de ingressar com o protesto, atribuindolhe os efeitos da Lei Processual, no caso, o art. 219, do CPC, que prevê a interrupção da prescrição no caso de citação válida do Réu. Fl. 863DF CARF MF Impresso em 12/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/08/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/08/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 08/08/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TOR RES Processo nº 13897.001272/200382 Acórdão n.º 3202001.208 S3C2T2 Fl. 853 8 O que, com efeito, a Segunda Turma firmou o entendimento que já vinha sendo adotado por outros Tribunais Regionais Federais pátrios, conferindo mais esse meio processual aos contribuintes que pretendam interromper o prazo prescricional em curso para ajuizamento de repetição de indébito tributário. Para melhor elucidar os fundamentos que suportam a interrupção prescricional, trago a ementa do julgamento do REsp 1329901/RS de 23/04/2013 (destaques meus): “Ementa: PROCESSUAL CIVIL. TRIBUTÁRIO. INTERRUPÇÃO DA PRESCRIÇÃO PARA A AÇÃO DE REPETIÇÃO DE INDÉBITO POR MEDIDA CAUTELAR DE PROTESTO JUDICIAL DO ART. 867, DO CPC. POSSIBILIDADE. ARTS. 108, 165, CAPUT, E 173, PARÁGRAFO ÚNICO II, DO CTN. MARCO INTERRUPTIVO DO ART. 219, §1º, DO CPC. IMPOSSIBILIDADE DE APLICAÇÃO DOS ARTIGOS 3º E 4º DA LEI COMPLEMENTAR N. 118/2005 ÀS AÇÕES CAUTELARES DE PROTESTO JUDICIAL AJUIZADAS EM E ANTES DE 08.06.2005. 1. O Código Tributário Nacional, se não prevê expressamente a ação cautelar de protesto para o contribuinte, parte do pressuposto de sua existência e possibilidade, ao disciplinar no seu art. 165, caput, que tanto o pedido administrativo de repetição de indébito quanto a ação para a repetição de indébito independem de prévio protesto. 2. O fato de o art. 165, do CTN mencionar o protesto significa que ele é uma faculdade posta ao contribuinte, que a fazenda pública não pode exigir o protesto como condição da repetição. Em resgate histórico, observo que a inserção do dispositivo no CTN, inclusive, foi feita em razão de existir anteriormente a sua vigência interpretação fazendária no sentido de que o protesto judicial do contribuinte (na época feito na forma do art. 720, do CPC/39 DecretoLei n. 1.608/39) era obrigatório para ressalvar seus direitos quando do pagamento que entendeu indevido (cf. Aliomar Baleeiro in "Direito Tributário Brasileiro", 11ª ed. Rio de Janeiro, Forense: 2000, p. 877). 3. Quanto à força interruptiva da prescrição pelo protesto feito pelo contribuinte, aplicase, por analogia permitida pelo art. 108, I, do CTN, o disposto no art. 174, parágrafo único, II, que admite o protesto judicial como forma de interromper a prescrição para a cobrança do crédito tributário. 4. Em se tratando o CTN de norma geral, o seu complemento se dá com a identificação precisa do marco interruptivo da prescrição que é feito por norma específica e conformadora dos direitos processuais, qual seja o art. 219, §1º, do CPC e os dispositivos pertinentes que regulam a ação cautelar de protesto (arts. 867 a 873, do CPC), como toda e qualquer ação judicial. Fl. 864DF CARF MF Impresso em 12/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/08/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/08/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 08/08/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TOR RES Processo nº 13897.001272/200382 Acórdão n.º 3202001.208 S3C2T2 Fl. 854 9 5. Com relação à vigência dos arts. 3º e 4º da Lei Complementar n. 118/2002, a interpretação do RE n. 566.621/RS, julgado em repercussão geral pelo STF, e do recurso representativo da controvérsia Resp 1.269.570/MG, proveniente deste STJ, leva à conclusão que o ajuizamento da ação de protesto em e antes de 08.06.2005 dá a todas as parcelas referentes aos dez anos anteriores à interrupção da prescrição (tese dos 5+5 então vigente) o tratamento de parcela única fazendo um só o termo inicial do prazo prescricional para a repetição de indébito desse conjunto de parcelas, termo que é fixado na data do ajuizamento da ação de protesto. 6. Caso concreto em que o ajuizamento da ação de protesto judicial pelo contribuinte se deu em 08.06.2005 (um dia antes da vigência da Lei Complementar n. 118/2005). Sendo assim, houve a interrupção da prescrição de todas as parcelas dos dez anos antecedentes (tese dos 5+5 então vigente), de modo a resguardar todos os pagamentos efetuados a partir de 08.06.1995. Desta forma, a subsequente ação de repetição de indébito ajuizada no dia seguinte em 09.06.2005 poderia abarcar todas as parcelas referentes aos créditos tributários extintos nos últimos 5 (cinco) anos, incluindose aí todas as parcelas referentes à mencionada ação cautelar de protesto judicial cuja citação se deu dentro desses mesmos 5 (cinco) anos. 7. Recurso especial não provido. Decisão: Vistos, relatados e discutidos esses autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da SEGUNDA TURMA do Superior Tribunal de Justiça, na conformidade dos votos e das notas taquigráficas, o seguinte resultado de julgamento: "A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso, nos termos do voto do(a) Sr(a). Ministro(a) Relator(a), sem destaque e em bloco." A Sra. Ministra Eliana Calmon, os Srs. Ministros Castro Meira, Humberto Martins e Herman Benjamin (Presidente) votaram com o Sr. Ministro Relator Desta forma, entendo que, no caso vertente, houve a interrupção imediata da prescrição do direito de ação sobre o qual fundamentou o pedido de ressarcimento do crédito presumido do IPI, assegurado pela Lei n. 9.363 de 13 de dezembro de 1996, da Portaria MF no 38, de 27 de fevereiro de 1997, combinados com o art. 179 do Regulamento do IPI. O que, por conseguinte, voto por dar provimento parcial ao recurso voluntário, devendo o processo retornar para órgão de origem para que seja apreciado a liquidez e certeza do r. crédito. Assinado digitalmente Tatiana Midori Migiyama Fl. 865DF CARF MF Impresso em 12/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/08/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/08/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 08/08/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TOR RES Processo nº 13897.001272/200382 Acórdão n.º 3202001.208 S3C2T2 Fl. 855 10 Fl. 866DF CARF MF Impresso em 12/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/08/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/08/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 08/08/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TOR RES
score : 1.0
