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Numero do processo: 16366.720959/2013-89
Turma: Terceira Turma Extraordinária da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Fri Nov 18 00:00:00 UTC 2022
Data da publicação: Wed Dec 14 00:00:00 UTC 2022
Numero da decisão: 3003-000.321
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do Recurso Voluntário em diligência à Unidade de Origem, para que esta apure a legitimidade do crédito pleiteado a titulo de Cofins não-cumulativa, exportação, relativo ao 1° trimestre de 2012, com base nos documentos acostados aos autos, na escrituração fiscal e contábil e demais elementos que julgar necessários; conforme as operações apontadas no Recurso Voluntário e a suficiência para homologação dos débitos compensados, nos termos do voto do relator.
(documento assinado digitalmente)
Marcos Antonio Borges Presidente e Relator
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marcos Antonio Borges, Lara Moura Franco Eduardo, Muller Nonato Cavalcanti Silva e Ricardo Piza Di Giovanni.
Nome do relator: MARCOS ANTONIO BORGES
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do Recurso Voluntário em diligência à Unidade de Origem, para que esta apure a legitimidade do crédito pleiteado a titulo de Cofins não-cumulativa, exportação, relativo ao 1° trimestre de 2012, com base nos documentos acostados aos autos, na escrituração fiscal e contábil e demais elementos que julgar necessários; conforme as operações apontadas no Recurso Voluntário e a suficiência para homologação dos débitos compensados, nos termos do voto do relator. (documento assinado digitalmente) Marcos Antonio Borges Presidente e Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marcos Antonio Borges, Lara Moura Franco Eduardo, Muller Nonato Cavalcanti Silva e Ricardo Piza Di Giovanni.
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conteudo_txt : Metadados => date: 2022-12-10T14:30:39Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.5; xmp:CreatorTool: Microsoft® Word 2010; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; language: pt-BR; dcterms:created: 2022-12-10T14:30:39Z; Last-Modified: 2022-12-10T14:30:39Z; dcterms:modified: 2022-12-10T14:30:39Z; dc:format: application/pdf; version=1.5; Last-Save-Date: 2022-12-10T14:30:39Z; pdf:docinfo:creator_tool: Microsoft® Word 2010; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2022-12-10T14:30:39Z; meta:save-date: 2022-12-10T14:30:39Z; pdf:encrypted: true; modified: 2022-12-10T14:30:39Z; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; dc:language: pt-BR; meta:creation-date: 2022-12-10T14:30:39Z; created: 2022-12-10T14:30:39Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; Creation-Date: 2022-12-10T14:30:39Z; pdf:charsPerPage: 2224; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; pdf:docinfo:created: 2022-12-10T14:30:39Z | Conteúdo => 0 S3-TE03 MINISTÉRIO DA ECONOMIA Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Processo nº 16366.720959/2013-89 Recurso Voluntário Resolução nº 3003-000.321 – 3ª Seção de Julgamento / 3ª Turma Extraordinária Sessão de 18 de novembro de 2022 Assunto SOLICITAÇÃO DE DILIGÊNCIA Recorrente STAR COUROS INDUSTRIA E COMERCIO DE COUROS LTDA Interessado FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do Recurso Voluntário em diligência à Unidade de Origem, para que esta apure a legitimidade do crédito pleiteado a titulo de Cofins não-cumulativa, exportação, relativo ao 1° trimestre de 2012, com base nos documentos acostados aos autos, na escrituração fiscal e contábil e demais elementos que julgar necessários; conforme as operações apontadas no Recurso Voluntário e a suficiência para homologação dos débitos compensados, nos termos do voto do relator. (documento assinado digitalmente) Marcos Antonio Borges – Presidente e Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marcos Antonio Borges, Lara Moura Franco Eduardo, Muller Nonato Cavalcanti Silva e Ricardo Piza Di Giovanni. Relatório Trata o presente processo da Manifestação de Inconformidade contra o Despacho Decisório eletrônico nº 068609951 que, nos seguintes termos, deferiu todo o crédito pleiteado no Pedido de Ressarcimento – PER nº 29347.48392.240412.1.1.09-4500 e não homologou parte das compensações declaradas nas Declarações de Compensação – Dcomps vinculadas ao mesmo tipo de crédito do 1º trimestre de 2012, conforme exarado no Despacho Decisório (e-fls.53 ). Intimado, o contribuinte apresentou Manifestação de Inconformidade, onde alegou, em síntese: Por um erro no preenchimento do PER/DCOMP de ressarcimento trimestral, não foi informado os meses anteriores, pois os mesmos já haviam sido compensados integralmente, sendo informado somente o último mês do trimestre [...] pedimos para que leve em consideração o erro do responsável pelo preenchimento, pois os Demonstrativos de Apurações das Contribuições Sociais (DACON) mostra que o RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 63 66 .7 20 95 9/ 20 13 -8 9 Fl. 164DF CARF MF Original Fl. 2 da Resolução n.º 3003-000.321 - 3ª Sejul/3ª Turma Extraordinária Processo nº 16366.720959/2013-89 crédito é existente e somente não foi demonstrado no PER/DCOMP de ressarcimento como instrui a Lei. A Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento julgou parcialmente procedente a manifestação de inconformidade nos termos do Acórdão constante nos autos, reconhecendo crédito adicional– R$ 48.723,22 – a ser aproveitado na homologação das compensações declaradas nas Dcomps relacionadas no Despacho Decisório nº 068609951 até o limite do direito creditório reconhecido e ainda disponível. Inconformada, a contribuinte recorre a este Conselho, através de Recurso Voluntário apresentado, no qual alega, em síntese, 8. Contudo, ao contrário do entendimento adotado, o crédito para o 1º trimestre de 2012 deveria ter sido reconhecido pelo valor total de R$ 72.103,64, de forma a restar crédito adicional de R$ 60.286,01 para fazer frente às compensações não homologadas pelo despacho decisório n. 068609951. 9. Data venia a fundamentação do acórdão, não existiu para o mês de janeiro/12 “Crédito Utilizado por Desconto” no valor de R$ 11.562,79. 10. Em verdade, os documentos que compõem o processo demonstram que o valor do crédito apurado no mês de janeiro/12 é exatamente o de R$ 40.903,49, não devendo ser descontado o valor de R$ 11.562,79 a título de “Crédito Utilizado por Desconto”, uma vez que este valor se refere a compensações intermediárias formuladas com outros débitos (imposto de importação) realizadas através das DCOMP’s 14007.50280.130212.1.7.09-0939, 42919.36574.130212.1.3.09- 0359, 25330.83084.240212.1.3.09-4912, devendo ser deduzidos somente ao final do trimestre, por ocasião da homologação destas DCOMP’s, sob pena de dedução em duplicidade. Vejamos (fls. 56): (...) 11. Corrobora este fundamento, a Ficha 23A e 24 da DACON 01/2012 de fls. 78/86 e o EXTRATO DO PROCESSO de fls. 123/125, bem como as respectivas DCOMP’s (fls 06 a 18). 12. Corrobora este fundamento, a EFD CONTRIBUIÇÕES de 01/2012, 02/2012 e 03/2012 ora apresentadas, especialmente o REGISTRO – 1500 – CONTROLE DE CRÉDITOS FISCAIS – COFINS, extraída da EFD CONTRIBUIÇÕES 02/2012. É o Relatório. Voto Conselheiro Marcos Antonio Borges, Relator. O recurso é tempestivo e atende aos demais pressupostos recursais, inclusive quanto à competência das Turmas Extraordinárias, portanto dele toma-se conhecimento. Fl. 165DF CARF MF Original Fl. 3 da Resolução n.º 3003-000.321 - 3ª Sejul/3ª Turma Extraordinária Processo nº 16366.720959/2013-89 O direito creditório pleiteado pela Recorrente relativo ao ressarcimento de credito de Cofins não-cumulativa, exportação, relativo ao 1° trimestre de 2012 foi parcialmente deferido e as compensações vinculadas não homologadas devido a insuficiência do crédito pleiteado. A instância a quo entendeu como demonstrado o erro de fato cometido pela interessada e reconheceu crédito adicional no montante de R$ 48.723,22, excluindo a dedução do “Crédito Utilizado por Desconto” (R$ 11.562,79) relativa ao crédito do primeiro mês do trimestre – janeiro. Em sede de restituição/ressarcimento/compensação compete ao contribuinte o ônus da prova do fato constitutivo do seu direito, consoante a regra basilar extraída do Código de Processo Civil, artigo 373, inciso I. Ou seja, é o contribuinte que toma a iniciativa de viabilizar seu direito à compensação, mediante a apresentação da PERDCOMP, de tal sorte que, se a RFB resiste à pretensão do interessado, não homologando a compensação, incumbe a ele, o contribuinte, na qualidade de autor, demonstrar seu direito. A recorrente sustenta que os documentos que compõem o processo demonstram que o valor do crédito apurado no mês de janeiro/12 é exatamente o de R$ 40.903,49, não devendo ser descontado o valor de R$ 11.562,79 a título de “Crédito Utilizado por Desconto”, uma vez que este valor se refere a compensações intermediárias formuladas com outros débitos (imposto de importação) realizadas através das DCOMP’s 14007.50280.130212.1.7.09-0939, 42919.36574.130212.1.3.09- 0359, 25330.83084.240212.1.3.09-4912, devendo ser deduzidos somente ao final do trimestre, por ocasião da homologação destas DCOMP’s, sob pena de dedução em duplicidade. Compulsando os autos, verifico que o valor informado como “Crédito Utilizado por Desconto” (R$ 11.562,79) corresponde a somatória dos débitos compensados (imposto de importação) através das DCOMP’s 14007.50280.130212.1.7.09-0939, 42919.36574.130212.1.3.09- 0359, 25330.83084.240212.1.3.09-4912, e que foram extintos por compensação após a decisão da 1ª Instância conforme extratos de fls. 123/125. Apesar da complementação das alegações da recorrente e a correspondente documentação comprobatória terem sido apresentadas apenas em sede de Recurso Voluntário, o que, em tese, estaria atingida pela preclusão consumativa, estes devem ser aceitos em obediência ao principio da verdade material, com respaldo ainda na alínea “c” do § 4º art. 16 do PAF (Decreto nº 70.235/1972), quando a juntada de provas destine-se a contrapor fatos ou razões posteriormente trazidos aos autos. Em relação à possibilidade de comprovação de erro de fato no preenchimento da declaração, inclusive na própria DCOMP, o entendimento atual, inclusive da RFB, é de que é possível superar esse equívoco, desde que haja comprovação de tal erro, conforme bem delineado pela RFB no Parecer Normativo Cosit nº 8, de 2014, cujo excerto de interesse de sua ementa reproduz-se a seguir: Assunto. NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO. REVISÃO E RETIFICAÇÃO DE OFÍCIO – DE LANÇAMENTO E DE DÉBITO CONFESSADO, RESPECTIVAMENTE – EM SENTIDO FAVORÁVEL AO CONTRIBUINTE. CABIMENTO. ESPECIFICIDADES. Fl. 166DF CARF MF Original Fl. 4 da Resolução n.º 3003-000.321 - 3ª Sejul/3ª Turma Extraordinária Processo nº 16366.720959/2013-89 A revisão de ofício de lançamento regularmente notificado, para reduzir o crédito tributário, pode ser efetuada pela autoridade administrativa local para crédito tributário não extinto e indevido, no caso de ocorrer uma das hipóteses previstas nos incisos I, VIII e IX do art. 149 do Código Tributário Nacional –CTN, quais sejam: quando a lei assim o determine, aqui incluídos o vício de legalidade e as ofensas em matéria de ordem pública; erro de fato; fraude ou falta funcional; e vício formal especial, desde que a matéria não esteja submetida aos órgãos de julgamento administrativo ou já tenha sido objeto de apreciação destes. A retificação de ofício de débito confessado em declaração, para reduzir o saldo a pagar a ser encaminhado à Procuradoria Geral da Fazenda Nacional – PGFN para inscrição na Dívida Ativa, pode ser efetuada pela autoridade administrativa local para crédito tributário não extinto e indevido, na hipótese da ocorrência de erro de fato no preenchimento da declaração. REVISÃO DE DESPACHO DECISÓRIO QUE NÃO HOMOLOGOU COMPENSAÇÃO, EM SENTIDO FAVORÁVEL AO CONTRIBUINTE. A revisão de ofício de despacho decisório que não homologou compensação pode ser efetuada pela autoridade administrativa local para crédito tributário não extinto e indevido, na hipótese de ocorrer erro de fato no preenchimento de declaração (na própria Declaração de Compensação – Dcomp ou em declarações que deram origem ao débito, como a Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais – DCTF e mesmo a Declaração de Informações Econômico Fiscais da Pessoa Jurídica – DIPJ, quando o crédito utilizado na compensação se originar de saldo negativo de Imposto sobre a Renda da Pessoa Jurídica IRPJ ou de Contribuição Social sobre o Lucro Líquido CSLL), desde que este não esteja submetido aos órgãos de julgamento administrativo ou já tenha sido objeto de apreciação destes. Neste sentido, os documentos colacionados são indícios de prova dos créditos e, em tese, ratificam os argumentos apresentados. Em que pese o direito da interessada do exame dos elementos comprobatórios, para que não haja supressão de instância, uma vez que os documentos apresentados não foram objeto de verificação quando da emissão do respectivo despacho decisório, nem tampouco foram utilizados como fundamento para aquela decisão, compete à DRF de origem apreciar a documentação juntada à manifestação de inconformidade e ao recurso voluntário, a fim de que seja apurada a contribuição devida e eventual direito creditório. Ante ao exposto, voto no sentido de converter o presente julgamento em diligência para que a Delegacia de origem: a) apure a legitimidade do crédito pleiteado a titulo de Cofins não-cumulativa, exportação, relativo ao 1° trimestre de 2012, com base nos documentos acostados aos autos, na escrituração fiscal e contábil e demais elementos que julgar necessários; conforme as operações apontadas no Recurso Voluntário e a suficiência para homologação dos débitos compensados; b) cientifique a interessada quanto ao teor dos cálculos para, desejando, manifestar-se no prazo de trinta dias. Após a conclusão da diligência, retornar o processo a este CARF para julgamento. É assim que voto. (assinado digitalmente) Fl. 167DF CARF MF Original Fl. 5 da Resolução n.º 3003-000.321 - 3ª Sejul/3ª Turma Extraordinária Processo nº 16366.720959/2013-89 Marcos Antonio Borges Fl. 168DF CARF MF Original
score : 1.0
Numero do processo: 13962.000273/2009-74
Turma: Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Dec 07 00:00:00 UTC 2022
Data da publicação: Fri Jan 06 00:00:00 UTC 2023
Ementa: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/01/2005 a 30/10/2008
LANÇAMENTO DE CRÉDITO PREVIDENCIÁRIO. TERCEIROS. EXCLUSÃO DO SIMPLES.
Constatado o não recolhimento total ou parcial de contribuições para terceiros (outras entidades e fundos), o auditor-fiscal da Receita Federal do Brasil efetuará o lançamento do crédito tributário.
Empresa excluída do SIMPLES fica sujeita às normas de tributação aplicáveisàs demais pessoas jurídicas.
A empresa é obrigada a recolher à terceiras entidades e fundos as contribuições a seu cargo, incidentes sobre a remuneração paga, devida ou creditada, a qualquer título, aos segurados empregados e contribuintes individuais a seu serviço.
Contando a exclusão do Simples com decisão terminativa em autos próprios ao debate do ato declaratório de exclusão, deve-se manter o lançamento fiscal decorrente.
Numero da decisão: 2202-009.498
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso.
(documento assinado digitalmente)
Mário Hermes Soares Campos - Presidente
(documento assinado digitalmente)
Leonam Rocha de Medeiros - Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Sara Maria de Almeida Carneiro Silva, Ludmila Mara Monteiro de Oliveira, Sonia de Queiroz Accioly, Leonam Rocha de Medeiros, Ricardo Chiavegatto de Lima (suplente convocado), Thiago Duca Amoni (suplente convocado), Martin da Silva Gesto e Mário Hermes Soares Campos (Presidente). Ausente o conselheiro Christiano Rocha Pinheiro, substituído pelo conselheiro Ricardo Chiavegatto de Lima.
Nome do relator: LEONAM ROCHA DE MEDEIROS
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ementa_s : ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2005 a 30/10/2008 LANÇAMENTO DE CRÉDITO PREVIDENCIÁRIO. TERCEIROS. EXCLUSÃO DO SIMPLES. Constatado o não recolhimento total ou parcial de contribuições para terceiros (outras entidades e fundos), o auditor-fiscal da Receita Federal do Brasil efetuará o lançamento do crédito tributário. Empresa excluída do SIMPLES fica sujeita às normas de tributação aplicáveisàs demais pessoas jurídicas. A empresa é obrigada a recolher à terceiras entidades e fundos as contribuições a seu cargo, incidentes sobre a remuneração paga, devida ou creditada, a qualquer título, aos segurados empregados e contribuintes individuais a seu serviço. Contando a exclusão do Simples com decisão terminativa em autos próprios ao debate do ato declaratório de exclusão, deve-se manter o lançamento fiscal decorrente.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. (documento assinado digitalmente) Mário Hermes Soares Campos - Presidente (documento assinado digitalmente) Leonam Rocha de Medeiros - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Sara Maria de Almeida Carneiro Silva, Ludmila Mara Monteiro de Oliveira, Sonia de Queiroz Accioly, Leonam Rocha de Medeiros, Ricardo Chiavegatto de Lima (suplente convocado), Thiago Duca Amoni (suplente convocado), Martin da Silva Gesto e Mário Hermes Soares Campos (Presidente). Ausente o conselheiro Christiano Rocha Pinheiro, substituído pelo conselheiro Ricardo Chiavegatto de Lima.
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conteudo_txt : Metadados => date: 2022-12-27T08:52:14Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.5; xmp:CreatorTool: Microsoft® Word 2010; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; language: pt-BR; dcterms:created: 2022-12-27T08:52:14Z; Last-Modified: 2022-12-27T08:52:14Z; dcterms:modified: 2022-12-27T08:52:14Z; dc:format: application/pdf; version=1.5; Last-Save-Date: 2022-12-27T08:52:14Z; pdf:docinfo:creator_tool: Microsoft® Word 2010; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2022-12-27T08:52:14Z; meta:save-date: 2022-12-27T08:52:14Z; pdf:encrypted: true; modified: 2022-12-27T08:52:14Z; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; dc:language: pt-BR; meta:creation-date: 2022-12-27T08:52:14Z; created: 2022-12-27T08:52:14Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; Creation-Date: 2022-12-27T08:52:14Z; pdf:charsPerPage: 1915; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; pdf:docinfo:created: 2022-12-27T08:52:14Z | Conteúdo => S2-C 2T2 Ministério da Economia Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Processo nº 13962.000273/2009-74 Recurso Voluntário Acórdão nº 2202-009.498 – 2ª Seção de Julgamento / 2ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 7 de dezembro de 2022 Recorrente MODAPASSO TERCERIZACAO DE CALCADOS LTDA EPP Interessado FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2005 a 30/10/2008 LANÇAMENTO DE CRÉDITO PREVIDENCIÁRIO. TERCEIROS. EXCLUSÃO DO SIMPLES. Constatado o não recolhimento total ou parcial de contribuições para terceiros (outras entidades e fundos), o auditor-fiscal da Receita Federal do Brasil efetuará o lançamento do crédito tributário. Empresa excluída do SIMPLES fica sujeita às normas de tributação aplicáveisàs demais pessoas jurídicas. A empresa é obrigada a recolher à terceiras entidades e fundos as contribuições a seu cargo, incidentes sobre a remuneração paga, devida ou creditada, a qualquer título, aos segurados empregados e contribuintes individuais a seu serviço. Contando a exclusão do Simples com decisão terminativa em autos próprios ao debate do ato declaratório de exclusão, deve-se manter o lançamento fiscal decorrente. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. (documento assinado digitalmente) Mário Hermes Soares Campos - Presidente (documento assinado digitalmente) Leonam Rocha de Medeiros - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Sara Maria de Almeida Carneiro Silva, Ludmila Mara Monteiro de Oliveira, Sonia de Queiroz Accioly, Leonam Rocha de Medeiros, Ricardo Chiavegatto de Lima (suplente convocado), Thiago Duca Amoni (suplente convocado), Martin da Silva Gesto e Mário Hermes Soares Campos (Presidente). Ausente o AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 96 2. 00 02 73 /2 00 9- 74 Fl. 80DF CARF MF Original Fl. 2 do Acórdão n.º 2202-009.498 - 2ª Sejul/2ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 13962.000273/2009-74 conselheiro Christiano Rocha Pinheiro, substituído pelo conselheiro Ricardo Chiavegatto de Lima. Relatório Cuida-se, o caso versando, de Recurso Voluntário (e-fls. 71/75), com efeito suspensivo e devolutivo ― autorizado nos termos do art. 33 do Decreto n.º 70.235, de 6 de março de 1972, que dispõe sobre o processo administrativo fiscal ―, interposto pelo recorrente, devidamente qualificado nos fólios processuais, relativo ao seu inconformismo com a decisão de primeira instância (e-fls. 64/68), proferida em sessão de 26/01/2012, consubstanciada no Acórdão n.º 07-27.333, da 6.ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Florianópolis/SC (DRJ/FNS), que, por unanimidade de votos, julgou improcedente o pedido deduzido na impugnação, cujo acórdão restou assim ementado: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2005 a 30/10/2008 SIMPLES. EFEITOS DA EXCLUSÃO. A exclusão do Simples surtirá efeito a partir, inclusive, do mês de ocorrência de qualquer dos fatos mencionados nos incisos II a VII do art. 14 da Lei 9.317/1996. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL. OBRIGAÇÃO DA EMPRESA A empresa é obrigada a recolher à terceiras entidades e fundos as contribuições a seu cargo, incidentes sobre a remuneração paga, devida ou creditada, a qualquer título, aos segurados empregados e contribuintes individuais a seu serviço. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido Do lançamento fiscal O lançamento, em sua essência e circunstância, para o período de apuração em referência, com auto de infração juntamente com as peças integrativas e respectivo Relatório Fiscal juntado aos autos, foi bem delineado e sumariado no relatório do acórdão objeto da irresignação, pelo que passo a adotá-lo: Trata-se Auto de Infração lavrado contra a empresa acima identificada, no valor de R$ 158.682.54, acrescido de juros de mora, da multa de mora, referente às contribuições devidas às terceiras entidades e fundos (Salário Educação, INCRA, SENAI, SESI e SEBRAE), incidentes sobre a remuneração paga, devida ou creditada aos segurados empregados e contribuintes individuais, a seu serviço, no período compreendido entre 05/2005 a 10/2008. Consoante Relatório Fiscal, de fls. 46 a 47, a interessada, foi excluída do SIMPLES, através dos Atos Declaratórios Executivo DRF/BLU nº 69 e 70, ambos de 14/05/2009 (fls. 72 e 73), por ter incorrido na hipótese de vedação prevista no art. 14, inciso IV, da Lei nº 9.317, de 1996, e art. 3º, inciso II, da lei Complementar nº 123, de 2006. O primeiro com efeitos retroativos ao período de 01/05/2005 a 30/06/2007, enquanto que os efeitos do segundo retroagiu a 01/07/2007. A fiscalização informa ainda que, em ação fiscal na empresa, da análise da realidade fática, constatou-se que a autuada, optante pelo SIMPLES, foi constituída com o objetivo de afastar a incidência da contribuição previdenciária — parte patronal — sobre a remuneração paga ou creditada aos seus colaboradores, devida pela empresa Soarescim Ind. e Com. De Calçados LTDA e que a administração das duas empresas é exercida pelos empregados e dirigentes desta. Da Impugnação ao lançamento Fl. 81DF CARF MF Original Fl. 3 do Acórdão n.º 2202-009.498 - 2ª Sejul/2ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 13962.000273/2009-74 A impugnação, que instaurou o contencioso administrativo fiscal, dando início e delimitando os contornos da lide, foi apresentada pelo recorrente. Em suma, controverteu-se na forma apresentada nas razões de inconformismo, conforme bem relatado na decisão vergastada, pelo que peço vênia para reproduzir: A autuada, devidamente intimada, documento de fls. 1, apresentou defesa administrativa (fls. 237 a 239), alegando, em breve síntese, que: não merece prosperar a sua exclusão do SIMPLES que se deu em função da constatação da existência de grupo econômico, vez que, levando-se em consideração a falta de identidade entre as empresas Moda Passo e Soares CIM, já que uma funciona em Major Gercino e a outra em Tijucas, e a falta de unicidade no comando destas, não resta configurado a existência de grupo econômico; quanto as falhas encontradas na sua contabilidade tratam-se de questões técnicas; logo, a empresa não pode ser penalizada com a exclusão do SIMPLES, o que implicará no encerramento das suas atividades; assim, também, não pode existir a responsabilidade solidária pretendida pela autoridade lançadora. Por fim, diante do exposto, requer o cancelamento do auto de infração em epígrafe. Do Acórdão de Impugnação A tese de defesa não foi acolhida pela DRJ, primeira instância do contencioso tributário, conforme bem sintetizado na ementa alhures transcrita. Do Recurso Voluntário e encaminhamento ao CARF No recurso voluntário o sujeito passivo, reiterando termos da impugnação, postula a reforma da decisão de primeira instância, a fim de cancelar o lançamento. Consta nos autos Termo de Apensação deste feito ao Processo n.º 13962.000274/2009-19 (e-fl. 79). Nesse contexto, os autos foram encaminhados para este Egrégio Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF), sendo, posteriormente, distribuído por sorteio público para este relator. É o que importa relatar. Passo a devida fundamentação analisando, primeiramente, o juízo de admissibilidade e, se superado este, o juízo de mérito para, posteriormente, finalizar com o dispositivo. Voto Conselheiro Leonam Rocha de Medeiros, Relator. Admissibilidade O Recurso Voluntário atende a todos os pressupostos de admissibilidade intrínsecos, relativos ao direito de recorrer, e extrínsecos, relativos ao exercício deste direito, sendo caso de conhecê-lo. Fl. 82DF CARF MF Original Fl. 4 do Acórdão n.º 2202-009.498 - 2ª Sejul/2ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 13962.000273/2009-74 Especialmente, quanto aos pressupostos extrínsecos, observo que o recurso se apresenta tempestivo (notificação em 30/03/2012, e-fl. 70, protocolo recursal em 11/04/2012, e-fl. 71, e despacho de encaminhamento, e-fl. 78), tendo respeitado o trintídio legal, na forma exigida no art. 33 do Decreto n.º 70.235, de 1972, que dispõe sobre o Processo Administrativo Fiscal, bem como resta adequada a representação processual, inclusive contando com advogado regularmente habilitado, de toda sorte, anoto que, conforme a Súmula CARF n.º 110, no processo administrativo fiscal, é incabível a intimação dirigida ao endereço de advogado do sujeito passivo, sendo a intimação destinada ao contribuinte. Por conseguinte, conheço do recurso voluntário. Mérito Quanto ao juízo de mérito, passo a apreciá-lo. Como informado em linhas pretéritas, a controvérsia é relativa ao lançamento de ofício e, em suma, decorreu da exclusão do SIMPLES, ocasião em que a autuada passou a se sujeitar a tributação imposta às demais pessoas jurídicas ou equiparadas, tendo-se efetivado o lançamento correspondente ao que se deixou de recolher na sistemática ordinária para Terceiros (Outras Entidades e Fundos). Alega a recorrente as mesmas razões postas em impugnação. Insurge-se contra a configuração do grupo econômico e contra o ato declaratório de exclusão. Em primeiro momento, importante consignar que as matérias relacionadas ao ato de exclusão têm campo de debate na lide instaurada por manifestação de inconformidade que discute e contesta o ato declaratório da exclusão. No caso específico os processos ns.º 13962.000160/2009-79 e 13962.000161/2009-13 fazem esse debate e já contam com decisões terminativas em sede administrativa mantendo a exclusão do contribuinte, conforme pode se verificar nos Acórdãos DRJ ns.º 27.331 e 27.332, proferidos pela 6.ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Florianópolis/SC (DRJ/FNS), em sessão do dia 26/01/2012. Aliás, o arquivamento de tais autos pode, inclusive, ser verificado em consulta pública (https://comprot.fazenda.gov.br). Desta feita, manteve-se legítima a exclusão e com efeitos a partir do momento em que efetivada pelo ato declaratório. De mais a mais, o recorrente mantém a linha de defesa posta na impugnação, sem maiores diferenças, a despeito de rebater em comentários as motivações postas pela DRJ. Nesse sentido, por concordar com os fundamentos da decisão de piso e entender que os argumentos do recorrente não são suficientes para infirmar as conclusões do juízo a quo, passo, doravante, a adotar aquelas razões de decidir, com base em autorização regimental: Inicialmente, importa registrar que, no lançamento ora analisado, não há que se falar em solidariedade passiva, vez que a autoridade fiscal, ao contrário do que aduz a defendente, não imputou à empresa Soarescim Ind. e Com. de Calçados Ltda a responsabilidade solidária pelos créditos tributários exigidos no presente feito fiscal. Quanto as alegações da autuada pertinentes ao Ato Declaratório que a excluiu do SIMPLES, instam ressaltar que essas, a teor do que disciplina o § 3º do art. 15 da Lei nº 9.317, de 1996, abaixo transcrito, observando-se as regras contidas no Decreto nº 70.235, de 1972, o qual versa sobre processo administrativo tributário, não são cabíveis de apreciação neste processo de lançamento de débito, mas somente no processo em que se discute a própria exclusão, processos nsº 13962.000160/2009-79 e Fl. 83DF CARF MF Original https://comprot.fazenda.gov.br/ Fl. 5 do Acórdão n.º 2202-009.498 - 2ª Sejul/2ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 13962.000273/2009-74 13962.000161/2009-13. Sendo que, conforme Acórdãos nsº 27.331 e 27.332, proferidos por esta turma de julgamento, Sessão do dia 26/01/2012, foi mantida a exclusão da pessoa jurídica acima identificada do Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte – SIMPLES. Posto isto, importa esclarecer que, a propósito da conceituação de Grupo Econômico, a Lei nº 8.212, de 1991, assim estabelece: Art. 30. A arrecadação e o recolhimento das contribuições ou de outras importâncias devidas à Seguridade Social obedecem às seguintes normas: (Redação dada pela Lei nº 8.620, de 5.1.93) (...) IX - as empresas que integram grupo econômico de qualquer natureza respondem entre si, solidariamente, pelas obrigações decorrentes desta Lei. Entretanto, para compreender o alcance desta expressão utilizada na legislação previdenciária é necessária a análise de dispositivos legais referentes a outras áreas do direito, mas igualmente válidas e cogentes. Ainda que sem rigor terminológico, as expressões "grupo econômico", "grupo de empresas", "grupo de sociedades" e "grupo industrial", são empregadas e normalizadas por diversas leis para as mais diversas finalidades. A Lei nº 6.404, de 1976 (Lei das Sociedades por Ações) disciplina com minúcia a constituição e administração de "grupos de sociedades", determinando inclusive registro de ato constitutivo (arts. 265 a 277). A mesma lei confere a diferenciação entre "grupos econômicos de direito" (regulamentados nos já aludidos artigos 265 a 277) e "grupos econômicos de fato" - em que não há vontade de se dar publicidade à existência do grupo, nem os grupos formados por empresas que não revestem a forma de anônima (cujas regras pertinentes estão estabelecidas nos arts. 243 a 264). Assim, os grupos de fato têm existência reconhecida na LSA na medida em que há regulamentação da participação de uma sociedade no quadro social de outra, de forma decisiva (sociedades controlada/controladora) ou simplesmente expressiva (sociedades coligadas), ainda que não voluntariamente submetidas ás regras dos "grupo de sociedades". O poder de controle na sociedade, individual ou coletivo (acordo de acionistas), referido pela lei nos artigos 116 e 118, também ganha relevo nas relações entre sociedades. Os artigos 245 a 250 trazem deveres específicos à empresa (ou empresas) que detêm o poder dc controle sobre outras, conforme o conceito do artigo 243, § 2º, de forma equivalente às regras sobre exercício de poder de controle dentro de uma só sociedade. Além disso, o conceito expresso na CLT (art. 2º, § 2º), em face da evolução nas relações empresariais no mundo globalizado, tem sido interpretado de maneira mais ampla, conforme demonstrado pela jurisprudência abaixo: EMENTA: TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRJAS. RESPONSABILIDADE TRIBUTÁRIA. ARTIGO 30, IX, DA LEI Nº 8.212/91. GRUPO ECONÔMICO. CONFIGURAÇÃO. - O art. 146, III, a, da CF não exige lei complementar para dispor sobre novos casos de responsabilidade tributária, além do que sequer diz respeito a contribuições, restringindo-se à indicação dos contribuintes possíveis dos impostos nominados. - Configurada a hipótese do art. 30, IV, da Lei 8.212/91, que diz que "as empresas que integram grupo econômico de qualquer natureza respondem entre si, solidariamente, pelas obrigações" porquanto restou evidenciado que se trata de empresas que atuam no mesmo endereço, com sócios ou mandatários em comum, no mesmo ramo de confecções, que há admissão e demissão de empregados com sucessiva admissão em uma das demais empresas deixando contribuições impagas, dentre outros fatos que revelam a unidade de atuação empresarial. - Não conhecimento do argumento da decadência trazido pelo Autor em apelação, sendo que o art. 267, § 3º, do CPC admite tal conhecimento quando matéria de defesa. (TRF-4. AC 2003.70.01.001616-0, Segunda Turma, Relator Leandro Paulsen, DJ 18/01/2006) Da análise conjunta de todas essas normas, vê-se que esta configurada a existência de um grupo econômico toda vez que algumas empresas estejam submetidas a um mesmo poder de controle, fato considerado pelo direito como relevante e demonstrado por vários aspectos: mesma área de atuação, coincidência de endereços, controle societário unificado, compartilhamento da mão-de-ohra. Fl. 84DF CARF MF Original Fl. 6 do Acórdão n.º 2202-009.498 - 2ª Sejul/2ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 13962.000273/2009-74 Sendo que, no caso em comento, da análise dos autos, em que pese as alegações da defesa, resta evidente que as empresas arroladas formam sim um grupo econômico de fato, vez que: as duas empresas funcionam no mesmo endereço: a gerência da Modapasso é exercida pelo sobrinho do sócio Adalberto Carlos Soares, Gerente da Soarescim; enquanto o que o outro sócio da autuada é filho do Sr. Mauricio CIM, sócio da Soarescim até 20/10/2006, quando este se retira da sociedade, transferindo suas cotas para a empresa Átila Administradora de Bens Ltda, pessoa jurídica representada pelos sócios Adalberto Carlos Soares e Valmir; o objeto social da Modapasso é o de terceirização de calçados e componentes e como objetivo secundário a fabricação de calçados; a Soarescim, por sua vez, tem como objeto social a atividade de indústria e comercialização de calçados; a autuada não possui nenhum maquinário e imóvel lançado no seu ativo imobilizado; não possui instalações próprias e também não consta registrado na sua contabilidade nenhuma despesa de aluguel; do batimento folha e pagamento X faturamento da autuada verificou-se que a partir de 2006, o faturamento desta foi insuficiente para cobrir as despesas com a folha, todo o faturamento da Modapasso advém da prestação de serviços à Soarescim; o setor administrativo é único para as duas empresas: os matérias necessários ao desenvolvimento das atividades praticadas pelas duas empresas são adquiridos pela Sorescim. É de ressaltar que não se trata, aqui, de desconsideração da personalidade jurídica das empresas. As empresas detêm personalidades jurídicas próprias, confirmadas pelo procedimento fiscal e no decorrer do processo fiscal inclusive mediante a determinação de intimação própria para cada um dos sujeitos passivos do processo. Sendo assim, sem razão o recorrente neste capítulo. Conclusão quanto ao Recurso Voluntário De livre convicção, relatado, analisado e por mais o que dos autos constam, não há, portanto, motivos que justifiquem a reforma da decisão proferida pela primeira instância, dentro do controle de legalidade que foi efetivado conforme matéria devolvida para apreciação, deste modo, considerando o até aqui esposado e não observando desconformidade com a lei, nada há que se reparar no julgamento efetivado pelo juízo de piso. Neste sentido, em resumo, conheço do recurso e, no mérito, nego-lhe provimento, mantendo íntegra a decisão recorrida. Alfim, finalizo em sintético dispositivo. Dispositivo Ante o exposto, NEGO PROVIMENTO ao recurso. É como Voto. (documento assinado digitalmente) Leonam Rocha de Medeiros Fl. 85DF CARF MF Original Fl. 7 do Acórdão n.º 2202-009.498 - 2ª Sejul/2ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 13962.000273/2009-74 Fl. 86DF CARF MF Original
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Numero do processo: 11128.720577/2017-78
Turma: Segunda Turma Extraordinária da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Oct 19 00:00:00 UTC 2022
Data da publicação: Thu Jan 05 00:00:00 UTC 2023
Ementa: ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Data do Fato Gerador: 06/02/2014, 19/02/2014, 20/02/2014, 24/02/2014
CONCOMITÂNCIA. APLICAÇÃO DA SÚMULA Nº 1 CARF. Devidamente comprovado o vínculo associativo à ACTC em decorrência de apresentação de documentos por parte do próprio Recorrente, bem como identificado o benefício direto resultante da Ação Judicial, inegável a aplicação da Súmula nº 1 do CARF.
PRELIMINAR. ILEGITIMIDADE PASSIVA. INOCORRÊNCIA. AGENTE DE CARGA. SÚMULA CARF Nº 187. TIPICIDADE DA CONDUTA AO ARTIGO 107, IV, e, do DL 37/66. O agente de carga responde pela multa prevista no art. 107, IV, e do DL nº 37, de 1966, quando descumpre o prazo estabelecido pela Receita Federal para prestar informação sobre a desconsolidação da carga, não havendo que se cogitar de sua ilegitimidade passiva. A conduta do Recorrente se enquadra perfeitamente ao tipo sancionador a partir do momento em que atrasa com a sua obrigação de registro nos prazos estabelecidos na IN 800/2007.
AUTO DE INFRAÇÃO. NULIDADE. DESCRIÇÃO CLARA E SUFICIENTE DA INFRAÇÃO E TIPICIDADE. PRETERIÇÃO DO DIREITO DE DEFESA. INOCORRÊNCIA. Não padece de nulidade o auto de infração que descreve e perfeitamente identifica a singela infração constatada, ainda que de forma concisa e objetiva, permitindo o amplo direito de defesa, como ocorrido na espécie em julgamento.
Numero da decisão: 3002-002.363
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer parcialmente do Recurso Voluntário e em rejeitar a preliminar de ilegitimidade passiva. No mérito, por unanimidade de votos, acordam em negar-lhe provimento.
(documento assinado digitalmente)
Carlos Delson Santiago - Presidente
(documento assinado digitalmente)
Mateus Soares de Oliveira - Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros Mateus Soares de Oliveira (Relator), Carlos Delson Santiago (Presidente), Anna Dolores Barros de Oliveira Sa Malta e Wagner Mota Momesso de Oliveira.
Nome do relator: Mateus Soares de Oliveira
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conteudo_txt : Metadados => date: 2022-12-27T16:55:08Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.5; xmp:CreatorTool: Microsoft® Word 2010; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; language: pt-BR; dcterms:created: 2022-12-27T16:55:08Z; Last-Modified: 2022-12-27T16:55:08Z; dcterms:modified: 2022-12-27T16:55:08Z; dc:format: application/pdf; version=1.5; Last-Save-Date: 2022-12-27T16:55:08Z; pdf:docinfo:creator_tool: Microsoft® Word 2010; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2022-12-27T16:55:08Z; meta:save-date: 2022-12-27T16:55:08Z; pdf:encrypted: true; modified: 2022-12-27T16:55:08Z; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; dc:language: pt-BR; meta:creation-date: 2022-12-27T16:55:08Z; created: 2022-12-27T16:55:08Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 8; Creation-Date: 2022-12-27T16:55:08Z; pdf:charsPerPage: 2371; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; pdf:docinfo:created: 2022-12-27T16:55:08Z | Conteúdo => S3-TE02 MINISTÉRIO DA ECONOMIA Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Processo nº 11128.720577/2017-78 Recurso Voluntário Acórdão nº 3002-002.363 – 3ª Seção de Julgamento / 2ª Turma Extraordinária Sessão de 19 de outubro de 2022 Recorrente DACHSER BRASIL LOGISTICA LTDA Interessado FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Data do Fato Gerador: 06/02/2014, 19/02/2014, 20/02/2014, 24/02/2014 CONCOMITÂNCIA. APLICAÇÃO DA SÚMULA Nº 1 CARF. Devidamente comprovado o vínculo associativo à ACTC em decorrência de apresentação de documentos por parte do próprio Recorrente, bem como identificado o benefício direto resultante da Ação Judicial, inegável a aplicação da Súmula nº 1 do CARF. PRELIMINAR. ILEGITIMIDADE PASSIVA. INOCORRÊNCIA. AGENTE DE CARGA. SÚMULA CARF Nº 187. TIPICIDADE DA CONDUTA AO ARTIGO 107, IV, “e”, do DL 37/66. O agente de carga responde pela multa prevista no art. 107, IV, “e” do DL nº 37, de 1966, quando descumpre o prazo estabelecido pela Receita Federal para prestar informação sobre a desconsolidação da carga, não havendo que se cogitar de sua ilegitimidade passiva. A conduta do Recorrente se enquadra perfeitamente ao tipo sancionador a partir do momento em que atrasa com a sua obrigação de registro nos prazos estabelecidos na IN 800/2007. AUTO DE INFRAÇÃO. NULIDADE. DESCRIÇÃO CLARA E SUFICIENTE DA INFRAÇÃO E TIPICIDADE. PRETERIÇÃO DO DIREITO DE DEFESA. INOCORRÊNCIA. Não padece de nulidade o auto de infração que descreve e perfeitamente identifica a singela infração constatada, ainda que de forma concisa e objetiva, permitindo o amplo direito de defesa, como ocorrido na espécie em julgamento. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer parcialmente do Recurso Voluntário e em rejeitar a preliminar de ilegitimidade passiva. No mérito, por unanimidade de votos, acordam em negar-lhe provimento. (documento assinado digitalmente) Carlos Delson Santiago - Presidente (documento assinado digitalmente) Mateus Soares de Oliveira - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Mateus Soares de Oliveira (Relator), Carlos Delson Santiago (Presidente), Anna Dolores Barros de Oliveira Sa Malta e Wagner Mota Momesso de Oliveira. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 12 8. 72 05 77 /2 01 7- 78 Fl. 299DF CARF MF Original Fl. 2 do Acórdão n.º 3002-002.363 - 3ª Sejul/2ª Turma Extraordinária Processo nº 11128.720577/2017-78 Relatório O presente Recurso Voluntário apesentado as fls. 269–290 do Processo Administrativo Fiscal em análise busca reformar na integralidade a r. decisão de fls. 236-259, sustentando, em síntese: - inexistência de concomitância entre processos judiciais e administrativos, posto que a recorrente não figura como parte ativa na Demanda Judicial movida pela ACTC Sindicomis; - a recorrente é parte ilegítima posto não se tratar de Agente Marítimo e sim de Cargas; - a falta da indicação individualizada das condutas resulta na nulidade do Auto de Infração por violação ao disposto no art. 9º do Dec 70.235/72 na medida em que resultou na cumulação de multas; - houve prestação das informações e que a Administração Publica não suportou prejuízos; - falta da tipicidade da conduta da Recorrente ao disposto na norma do art. 107, IV, ‘e’ do Dec 37/1966. - denúncia espontânea configurada motivo pelo qual deve-se afastar quaisquer sanções pecuniárias em face da recorrente. Voto Conselheiro Mateus Soares de Oliveira, Relator. 1 DA TEMPESTIVIDADE. O presente Recurso merece ser conhecido, posto que encontram-se presentes todos os pressupostos para seu conhecimento e devido processamento. 2 DA CONCOMITÂNCIA NO TOCANTE A DENÚNCIA ESPONTÂNEA. Neste tópico já serão abordados tanto os temas da concomitância quanto da denúncia espontânea por questões metodológicas. A Recorrente é parte filiada a ACTC, posto que desde a sua impugnação, busca fazer valer o direito coletivo da qual é benficiária, obtido na demanda judicial proposta pela Associação. Não há dúvida do interesse e benefício direto da Recorrente ao vincular-se a uma Associação que, no exercício dos interesses da classe, obteve uma decisão liminar favorável aos seus associados nos Autos da Ação nº 0005238-86.2015.403.6100 em tramite perante a 14ª Vara Federal de São Paulo, no tocante a questão da Denúncia Espontânea. Fl. 300DF CARF MF Original Fl. 3 do Acórdão n.º 3002-002.363 - 3ª Sejul/2ª Turma Extraordinária Processo nº 11128.720577/2017-78 Em razão deste interesse e benefício direto decorrente da r. decisão judicial mencionada, com o devido respeito aos entendimentos contrários, inegável reconhecer a identidade de pretensão sobre este ponto especificamente, de modo a atrair a Súmula 1 desta Colenda Corte. Eis a sua redação: Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo, sendo cabível apenas a apreciação, pelo órgão de julgamento administrativo, de matéria distinta da constante do processo judicial. A constituição do crédito por parte da Fazenda Nacional, como consequência direta do Ato Administrativo Vinculado que formalizou o Auto de Infração, não pode ser privada em razão de decisão judicial que determina a abstenção de sua respectiva exação. Sendo assim, entende-se que a recorrente, sobre este ponto especificamente, deve se sujeitar aos tramites processuais e materiais a serem percorridos na referida demanda judicial, motivo pelo qual não se conhece do presente recurso na denúncia espontânea. 3 LEGITIMIDADE PASSIVA DO AGENTE DE CARGA. INOBSERVÂNCIA DO PRAZO PARA PRESTAR INFORMAÇÃO. RESPONSABILIDADE PELA MULTA APLICADA. TIPICIDADE DA CONDUTA AO ARTIGO 107, IV, “e”, do DL 37/66. Antes de adentrar na questão da legitimidade passiva da Recorrente, é importante frisar que se tratam de 11 infrações em decorrência do registro promovido a destempo. Não é demais lembrar que a atividade da empresa é essa. Decorre disso que a mesma deveria ter agido com mais cautela nos tramites internos de suas atividades para não se submeter as infrações em apreço, motivo pelo qual não há como prosperar e acatar o argumento da inexistência de tipicidade de conduta. Eis as datas dos fatos geradores: 06/02/2014, 19/02/2014, 19/02/2014, 19/02/2014, 19/02/2014, 20/02/2014, 20/02/2014, 20/02/2014, 20/02/2014, 24/02/2014, 24/02/2014. De início e, com a devida vênia, considerando a excelência da fundamentação e análise dos fatos por parte da decisão recorrida, transcreve-se alguns trechos das fls. 05 e sgs, os quais detalham, com riqueza de detalhes as infrações, sem prejuízo dos apontamentos já aduzidos nesta decisão. Eis as ocorrências: Fls. 05- OCORRÊNCIA Nº 1 - DATA DE REFERÊNCIA 06/02/2014 O Agente de Carga DACHSER BRASIL LOGISTICA LTDA., CNPJ Nº08996109000132, concluiu a desconsolidação relativa ao Conhecimento Eletrônico (CE) MHBL 151405019392852 a destempo em/a partir de 06/02/2014 11:21, segundo o prazo previamente estabelecido pela Secretaria da Receita Federal do Brasil - RFB, com o registro extemporâneo do(s) Conhecimento(s) Eletrônico(s) (CE) Agregado(s) HBL/MHBL 151405025416849. Destaque-se ainda que o Conhecimento Eletrônico (CE) MHBL 151405019392852 foi incluído Fl. 301DF CARF MF Original Fl. 4 do Acórdão n.º 3002-002.363 - 3ª Sejul/2ª Turma Extraordinária Processo nº 11128.720577/2017-78 em 29/01/2014 15:15, momento a partir do qual se tornou possível o registro do conhecimento eletrônico agregado. Fls. 06- OCORRÊNCIA Nº 2 - DATA DE REFERÊNCIA 19/02/2014 O Agente de Carga DACHSER BRASIL LOGISTICA LTDA., CNPJ Nº08996109000132, concluiu a desconsolidação relativa ao Conhecimento Eletrônico (CE) MHBL 151405032466511 a destempo em/a partir de 19/02/2014 10:14, segundo o prazo previamente estabelecido pela Secretaria da Receita Federal do Brasil - RFB, com o registro extemporâneo do(s) Conhecimento(s) Eletrônico(s) (CE) Agregado(s) HBL/MHBL 151405035055091. Destaque-se ainda que o Conhecimento Eletrônico (CE) MHBL 151405032466511 foi incluído em 14/02/2014 14:47, momento a partir do qual se tornou possível o registro do conhecimento eletrônico agregado. FLS. 07 OCORRÊNCIA Nº 3 - DATA DE REFERÊNCIA 19/02/2014- O Agente de Carga DACHSER BRASIL LOGISTICA LTDA., CNPJ Nº08996109000132, concluiu a desconsolidação relativa ao Conhecimento Eletrônico (CE) MHBL 151405033984516 a destempo em/a partir de 19/02/2014 10:34, segundo o prazo previamente estabelecido pela Secretaria da Receita Federal do Brasil - RFB, com o registro extemporâneo do(s) Conhecimento(s) Eletrônico(s) (CE) Agregado(s) HBL/MHBL 151405035087295. Destaque-se ainda que o Conhecimento Eletrônico (CE) MHBL 151405033984516 foi incluído em 17/02/2014 19:28, momento a partir do qual se tornou possível o registro do conhecimento eletrônico agregado. FLS. 09 OCORRÊNCIA Nº 4 - DATA DE REFERÊNCIA 19/02/2014 O Agente de Carga DACHSER BRASIL LOGISTICA LTDA., CNPJ Nº08996109000132, concluiu a desconsolidação relativa ao Conhecimento Eletrônico (CE) MHBL 151405031941550 a destempo em/a partir de 19/02/2014 10:43, segundo o prazo previamente estabelecido pela Secretaria da Receita Federal do Brasil - RFB, com o registro extemporâneo do(s) Conhecimento(s) Eletrônico(s) (CE) Agregado(s) HBL/MHBL 151405035094313. Destaque-se ainda que o Conhecimento Eletrônico (CE) MHBL 151405031941550 foi incluído em 14/02/2014 09:22, momento a partir do qual se tornou possível o registro do conhecimento eletrônico agregado. FLS. 11 OCORRÊNCIA Nº 5 - DATA DE REFERÊNCIA 19/02/2014 O Agente de Carga DACHSER BRASIL LOGISTICA LTDA., CNPJ Nº08996109000132, concluiu a desconsolidação relativa ao Conhecimento Eletrônico (CE) MHBL Fl. 302DF CARF MF Original Fl. 5 do Acórdão n.º 3002-002.363 - 3ª Sejul/2ª Turma Extraordinária Processo nº 11128.720577/2017-78 151405031941550 a destempo em/a partir de 19/02/2014 10:43, segundo o prazo previamente estabelecido pela Secretaria da Receita Federal do Brasil - RFB, com o registro extemporâneo do(s) Conhecimento(s) Eletrônico(s) (CE) Agregado(s) HBL/MHBL 151405035094313. Destaque-se ainda que o Conhecimento Eletrônico (CE) MHBL 151405031941550 foi incluído em 14/02/2014 09:22, momento a partir do qual se tornou possível o registro do conhecimento eletrônico agregado. Destaque-se ainda que o Conhecimento Eletrônico (CE) MHBL 151405031941399 foi incluído em 14/02/2014 09:22, momento a partir do qual se tornou possível o registro do conhecimento eletrônico agregado. FLS. 12 OCORRÊNCIA Nº 6 - DATA DE REFERÊNCIA 20/02/2014 O Agente de Carga DACHSER BRASIL LOGISTICA LTDA., CNPJ Nº08996109000132, concluiu a desconsolidação relativa ao Conhecimento Eletrônico (CE) MBL 151405032512050 a destempo em/a partir de 20/02/2014 16:36, segundo o prazo previamente estabelecido pela Secretaria da Receita Federal do Brasil - RFB, com o registro extemporâneo do(s) Conhecimento(s) Eletrônico(s) (CE) Agregado(s) HBL/MHBL 151405036903061. Destaque-se ainda que o Conhecimento Eletrônico (CE) MBL 151405032512050 foi incluído em 14/02/2014 15:24, momento a partir do qual se tornou possível o registro do conhecimento eletrônico agregado. FLS. 13 OCORRÊNCIA Nº 7 - DATA DE REFERÊNCIA 20/02/2014 O Agente de Carga DACHSER BRASIL LOGISTICA LTDA., CNPJ Nº08996109000132, concluiu a desconsolidação relativa ao Conhecimento Eletrônico (CE) MHBL 151405032748762 a destempo em/a partir de 20/02/2014 17:09, segundo o prazo previamente estabelecido pela Secretaria da Receita Federal do Brasil - RFB, com o registro extemporâneo do(s) Conhecimento(s) Eletrônico(s) (CE) Agregado(s) HBL/MHBL 151405036964877. Destaque-se ainda que o Conhecimento Eletrônico (CE) MHBL 151405032748762 foi incluído em 14/02/2014 16:47, momento a partir do qual se tornou possível o registro do conhecimento eletrônico agregado. FLS. 14 OCORRÊNCIA Nº 8 - DATA DE REFERÊNCIA 20/02/2014 O Agente de Carga DACHSER BRASIL LOGISTICA LTDA., CNPJ Nº08996109000132, concluiu a desconsolidação relativa ao Conhecimento Eletrônico (CE) MHBL 151405032748096 a destempo em/a partir de 20/02/2014 17:20, segundo o prazo previamente estabelecido pela Secretaria da Receita Federal do Brasil - RFB, com o registro extemporâneo do(s) Conhecimento(s) Eletrônico(s) (CE) Agregado(s) HBL/MHBL 151405036987575. Fl. 303DF CARF MF Original Fl. 6 do Acórdão n.º 3002-002.363 - 3ª Sejul/2ª Turma Extraordinária Processo nº 11128.720577/2017-78 Destaque-se ainda que o Conhecimento Eletrônico (CE) MHBL 151405032748096 foi incluído em 14/02/2014 16:47, momento a partir do qual se tornou possível o registro do conhecimento eletrônico agregado. FLS. 15 OCORRÊNCIA Nº 9 - DATA DE REFERÊNCIA 20/02/2014 O Agente de Carga DACHSER BRASIL LOGISTICA LTDA., CNPJ Nº08996109000132, concluiu a desconsolidação relativa ao Conhecimento Eletrônico (CE) MBL 151405032535424 a destempo em/a partir de 20/02/2014 17:45, segundo o prazo previamente estabelecido pela Secretaria da Receita Federal do Brasil - RFB, com o registro extemporâneo do(s) Conhecimento(s) Eletrônico(s) (CE) Agregado(s) HBL/MHBL 151405037121210. Destaque-se ainda que o Conhecimento Eletrônico (CE) MBL 151405032535424 foi incluído em 14/02/2014 15:27, momento a partir do qual se tornou possível o registro do conhecimento eletrônico agregado. FLS. 16 OCORRÊNCIA Nº 10 - DATA DE REFERÊNCIA 24/02/2014 O Agente de Carga DACHSER BRASIL LOGISTICA LTDA., CNPJ Nº08996109000132, concluiu a desconsolidação relativa ao Conhecimento Eletrônico (CE) MBL 151405036522343 a destempo em/a partir de 24/02/2014 14:15, segundo o prazo previamente estabelecido pela Secretaria da Receita Federal do Brasil - RFB, com o registro extemporâneo do(s) Conhecimento(s) Eletrônico(s) (CE) Agregado(s) HBL/MHBL 151405039040129. Destaque-se ainda que o Conhecimento Eletrônico (CE) MBL 151405036522343 foi incluído em 20/02/2014 13:55, momento a partir do qual se tornou possível o registro do conhecimento eletrônico agregado. FLS. 16-17 OCORRÊNCIA Nº 11 - DATA DE REFERÊNCIA 24/02/2014 O Agente de Carga DACHSER BRASIL LOGISTICA LTDA., CNPJ Nº08996109000132, concluiu a desconsolidação relativa ao Conhecimento Eletrônico (CE) MHBL 151405037663889 a destempo em/a partir de 24/02/2014 17:46, segundo o prazo previamente estabelecido pela Secretaria da Receita Federal do Brasil - RFB, com o registro extemporâneo do(s) Conhecimento(s) Eletrônico(s) (CE) Agregado(s) HBL/MHBL 151405039397892. Destaque-se ainda que o Conhecimento Eletrônico (CE) MHBL 151405037663889 foi incluído em 21/02/2014 11:45, momento a partir do qual se tornou possível o registro do conhecimento eletrônico agregado. Da análise dos fatos e documentos, conclui-se sem sombra de dúvidas, pela clara e cristalina prática da infração por parte da Recorrente, cuja consequência lógica nada mais é do que suportar a multa prevista no artigo 107, VI, “e” do Dec. 37/1966. Fl. 304DF CARF MF Original Fl. 7 do Acórdão n.º 3002-002.363 - 3ª Sejul/2ª Turma Extraordinária Processo nº 11128.720577/2017-78 Ademais não existe espaço para dúvidas acerca da responsabilidade do agente de cargas. Não por acaso, o artigo 18 da IN RFB n° 800/2007 é claro quanto a obrigação daquele agente que constar na qualidade de consignatário do conhecimento de embarque de prestar informações da desconsolidação, sem prejuízo das menções neste sentido, presentes de forma clara e inequívoca previstas na alínea “e” do inciso IV do artigo 107 do Decreto-lei 37/1966. Eis as suas redações: Art. 18. A desconsolidação será informada pelo agente de carga que constar como consignatário do CE genérico ou por seu representante. Art. 107. Aplicam-se ainda as seguintes multas: IV - de R$ 5.000,00 (cinco mil reais): e) por deixar de prestar informação sobre veículo ou carga nele transportada, ou sobre as operações que execute, na forma e no prazo estabelecidos pela Secretaria da Receita Federal, aplicada à empresa de transporte internacional, inclusive a prestadora de serviços de transporte internacional expresso porta-a-porta, ou ao AGENTE DE CARGA; e A conduta do Recorrente se enquadra perfeitamente ao tipo sancionador a partir do momento em que atrasa com a sua obrigação de registro nos prazos estabelecidos na IN 800/2007. 4 DA CUMULAÇÃO DE MULTAS: Melhor sorte também não assiste no que toca ao tema da cumulação das multas. Pela hermenêutica do artigo 9º e seu parágrafo primeiro, resta evidente que o dispositivo indicado pela recorrente é claro que a vedação refere-se a tributos e multas de natureza diversas. Tratando-se de multa da mesma natureza, pautada na alínea “e” do inciso IV do artigo 107 do Decreto-lei 37/1966, não merece reforma o r. julgado. Inclusive o § 1º deste dispositivo é claro acerca da possibilidade da unificação, desde que respeitados os demais atos formais, em Auto de Infração único quando depender dos mesmos elementos de prova. A decisão recorrida encontra-se devidamente fundamentada, clara, bem redigida, digna de louvor e apreço, elaborada com extremo zelo e, clara está a infração e responsabilidade do Recorrente. 5 DA INEXISTÊNCIA DO CERCEAMENTO DE DEFESA. DESCRIÇÃO DOS FATOS COMPATÍVEL COM A DOCUMENTAÇÃO ACOSTADA AO AUTO DE INFRAÇÃO. Pela leitura dos fatos e argumentos apresentados em sede de impugnação e Recurso Voluntário, nota-se que o Recorrente exerceu seu direito de defesa na sua plenitude e, diga-se de passagem, com notável argumentação. Observa-se que foram impugnados absolutamente todos os pontos que por bem entendeu fazer. Para que haja adequação ao disposto no artigo 59 , I e II do Decreto nº 70.235/72, o Auto de Infração deve estar viciado de tal monta que prive, seja por fatos inexistentes insubsistentes, seja por fundamentação jurídica inadequada e incompatível para com o Fl. 305DF CARF MF Original Fl. 8 do Acórdão n.º 3002-002.363 - 3ª Sejul/2ª Turma Extraordinária Processo nº 11128.720577/2017-78 Recorrente, de tal sorte que os atos administrativos tributários de lançamento ou do próprio Auto de Infração, situados na origem sejam nulos de pleno direito com efetivo prejuízo à parte. Não é o caso dos autos. 6 DA INEXISTÊNCIA DE VIOLAÇÃO AO PRINCIPIO DA MOTIVAÇÃO. Sem maiores delongas, inegável a prática da infração pela prestação dos registros de desconsolidação a destempo. Mais do que comprovado nos autos e, inclusive, a subsunção dos fatos à norma já se encontra devidamente apontada e trabalhada nestes autos. DO DISPOSITIVO. Do exposto, conheço parcialmente do Recurso Voluntário, rejeito preliminar de ilegitimidade passiva e, no mérito, nego-lhe provimento. (documento assinado digitalmente) Mateus Soares de Oliveira Fl. 306DF CARF MF Original
score : 1.0
Numero do processo: 13971.000953/2001-21
Data da sessão: Tue Feb 22 00:00:00 UTC 2005
Numero da decisão: 202-00.787
Decisão: RESOLVEM os Membros da Segunda Câmara do Segundo Conselho de
Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência para determinar a remessa dos autos ao Terceiro Conselho de Contribuintes, nos termos do voto do Relator. Fez sustentação oral, pela Recorrente, o Dr. Ricardo Zen.
Matéria: IPI- ação fiscal - penalidades (multas isoladas)
Nome do relator: HENRIQUE PINHEIRO TORRES
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; pdf:docinfo:title: 20200787_13971000953200121_200502; xmp:CreatorTool: Smart Touch 1.7; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dcterms:created: 2017-07-28T18:01:19Z; dc:format: application/pdf; version=1.4; title: 20200787_13971000953200121_200502; pdf:docinfo:creator_tool: Smart Touch 1.7; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:encrypted: false; dc:title: 20200787_13971000953200121_200502; Build: FyTek's PDF Meld Commercial Version 7.2.1 as of August 6, 2006 20:23:50; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: ; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; dc:subject: ; meta:creation-date: 2017-07-28T18:01:19Z; created: 2017-07-28T18:01:19Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; Creation-Date: 2017-07-28T18:01:19Z; pdf:charsPerPage: 1033; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; pdf:docinfo:custom:Build: FyTek's PDF Meld Commercial Version 7.2.1 as of August 6, 2006 20:23:50; meta:keyword: ; producer: Eastman Kodak Company; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Eastman Kodak Company; pdf:docinfo:created: 2017-07-28T18:01:19Z | Conteúdo => Processo Recurso Recorrente Recorrida Ministério da Fazenda Segundo Conselho de Contribuintes 13971.000953/2001-21 122.126 EMBREEX INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA. DRJ em Porto Alegre - RS 1 2 'CC-MF I.FI. ~ DA f:~W;;;:-- 2\1 CC MI,t _.., .•~_._--" Cor~~ERÊ~Qí.:, O ORlGI~L IlRASI~;~";l'1:l~_U5 ~ACfl'= ---- VISTO -r I RESOLUÇÃO N° 202-00.787 • • Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por: EMBREEX INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA. RESOLVEM os Membros da Segunda Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência para determinar a remessa dos autos ao Terceiro Conselho de Contribuintes, nos termos do voto do Relator. Fez sustentação oral, pela Recorrente, o Dr. Ricardo Zen . Sala das Sessões, em 22 de fevereiro de 2005 ~4Y--e f?~.{~~1y ~. 7H~nnque Pmheiro Torres "7 Presidente e Relator Participaram, ainda, da presente resolução os Conselheiros Antônio Carlos Bueno Ribeiro, Adriene Maria de Miranda (Suplente), Raimar da Silva Aguiar, Marcelo Marcondes Meyer- Kozlowski, Jorge Freire, Nayra Bastos Manatta e Dalton Cesar Cordeiro de Miranda. Ausente, justificadamente, o Conselheiro Gustavo Kelly Alencar. cl/opr 1 Processo Recurso Ministério da Fazenda Segundo Conselho de Contribuintes 13971.00095312001-21 122.126 • ' # • .......-..-.., I .:. DA FAZENOl\ • 2" CC I ----- •••••• "Ut _ /W:I .•.._~ CO~:FERE COM O ORIGINAL I BRASiLlA~1 -,-_._- ~-I VISTO ~ I"CGMF 1FI. Recorrente EMBREEX INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA. RELATÓRIO • • Por bem relatar o processo em tela, transcrevo o Relatório do Acórdão da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Porto Alegre - RS, fls. 735/745: o estabelecimento industrial acima qualificado foi autuado pela Fiscalização do IPL para exigir imposto que o contribuinte não lançou, no valor de R$ 1.153.803,83, com a multa majorada de 150%, do art. 80,IL da Lei n° 4.502, de 30 de novembro de 1964, com a redação do art. 45 da Lei n° 9.430, de 27 de dezembro de 1996, e juros de mora, perfazendo a soma de R$ 3.177.010,39, conforme Auto de Infração defls. 544/553 e anexos. 1.1 - O contribuinte acima, segundo o Relatório de Ação Fiscal de fls., 515/521, fabrica, principalmente, esteiras rolantes motorizadas (esteiras ergométricas), bicicletas ergométricas e steppers, de diversos modelos, com classificação no código 9506.91.00 da TIPI/96, com alíquota de 20%, sendo que o contribuinte enquadrou referidos produtos no código 9019.10.00, com alíquota de 8%, no período dejaneiro/1999 a outubro/2000. 1.2 - O contribuinte justificou a classificação no código 9019.10.00 da TIPI/96, com base em solução de consulta, cuja cópia apresentada à Fiscalização divergia da cópia original, constante das fls. 33/37; tendo sido apreendidos também, na empresa, documentos como: tabela de preços, demonstrativos de receita e despesa e extratos bancários de uma conta não contabilizada, a tabela de preços indicava preços superiores aos praticados e os demonstrativos indicam um faturamento superior ao declarado. 1.3 - Venda sem emissão de nota fiscal: os extratos da conta bancária nO 52.499.,.9 na agência Bradesco 337-9 (Brusque/SC), em nome do próprio autuado, de fls. 48/137, registra a movimentação de recursos da empresa; a visto disso, foi intimado a informar as transferências e os valores constantes dos extratos bancários que foram lançados na contabilidade, nos anos de 1999 e 2000. Em atenção à intimação, foi apresentada a informação e justificação do fiscalizado (fi. 47), com valores parciais em relação aos extratos, tendo sido considerados de origem não comprovada, proveniente de vendas não registradas ou registradas por valores inferiores aos cobrados dos clientes, os ingressos na referida conta que tzão constaram da informação, conforme autoriza o RIPI/98. 1.4 - Receitas não comprovadas: A vista dos fatos descritos acima, foram elaboradas tabelas mensais, por decêndios, das receitas de origem não comprovada e tributadas pela alíquota de 20% do IPL como vendas sem emissão de notas fiscais, às fls. 138/171, somando R$ 1.731.686,82, em 1999, e R$1.552.662,18, em 2000./ 2 Processo Recurso Ministério da Fazenda Segundo Conselho de Contribuintes 13971.000953/2001-21 122.126 MIN. DA f IlZEf\tO!.\ _ 2" Cr. •• •••• ~~/.J COr~~ERE COM O OR1Glf\'Al BRASILlA_~~ .I .9. I ~ ;.1#__==_~~~-----------~ VISTO /"CGW ]FI. . • • 1.5 - Erro de Classificação Fiscal: com base em consulta fiscal apresentada em 13/1/1999 (fls. 33/37), a empresa classificou as esteiras ergométricas modelos EX 537 e EX 550, no código pretendido 9019.10.00 da TIPL no período de 12/1/1999 a 31/10/2000, como próprias para tratamento de doenças das articulações, com alíquota de 8%, tendo a cópia da consulta apresentada pelo fiscalizado, jls. 524/529 (30 vai.) divergido da decisão original (na 13) dos autos do Processo 13971.000031/99-75 (fls. 33/37), com ciência do procurador do consulente em 5/4/1999, conforme Relatório de Ação Fiscal àjl. 519. 1.5.1 - De acordo com as diligências efetuadas, nos termos do Relatório de Ação Fiscal citado, ficou comprovado que a cópia da decisão da consulta em poder do autuado foi falsificada pelo seu procurador, para conduzir a classificação fiscal no código pretendido, tendo sido constatado que os produtos consultados não desempenham as funções de mecanoterapia para justificar a classificação pretendida, sendo semelhantes às esteiras ergométricas das academias de ginástica, com classificação no código 9506.91.00 da TIPl/96. 1.6 - A Fiscalização considerou os procedimentos do contribuinte infração aos artigos 15, 16, 17, 23 inciso lL 32 inciso]L 109, 110 inciso L alínea "b" e inciso 11, alínea "c", 114 e seu parágrafo único, 117, 118 inciso I alínea "h" e inciso lL 182, 183 inciso IV, e 185 inciso 11l, do RIPl/98, aprovado pelo Decreto n. °2. 63 7, de 1998. 1.7 - Contra o autuado foi efetuada representação fiscal para fins penais, pelo Processo na 13971.000949/2001-63, apensado ao presente, conforme registro no Termo de Verificação Fiscal, àjl. 520. 2. O contribuinte, discordando do lançamento, apresentou a impugnação de fls. 557/603 e anexos, no devido prazo, pelo seu procurador, instrumento à jl.605, expondo as suas razões que serão relatadas na continuação. 11 i} f 2'ceMF IFI. . • • Processo Recurso Ministério da Fazenda MIN. DA fAZENIJ," _ 2') CC I SegJlndo Conselho de Contribuintes. CONFERE -Co:;ÕOR~ 13971.000953/2001-21 BRASluA.ª'~I 122.126 -_._-v~wc: acompanhada de notas fiscais de diversos produtores, cópias às fls. 7111724; interpretando-se o silêncio do Fisco como permissão tácita para utilização da alíquota de 8%, visto que a lei tributária deve ser aplicada com igualdade, para todos. 2.2 - Prossegue dizendo que resolveu por bem consultar, para obter a correta e ç1ejinitiva classificação fiscal de dois dos seus modelos de esteiras ergométricas, por meio do Advogado e procurador que nomeia, protocolando consulta em 13/1/1999, formando o Processo 13971.000031/99-75, com promessa do procurador de que seria assegurada a classificação pretendida (9019.10.00), tendo recebido, posteriormente, cópia autenticada da decisão n° 13 da consulta indicando o código 9018.19.80 com alíquota de 2%, mas adulterada, como descrito às fls. 571/573, sendo a classificação correta, indicada na solução autêntica da consulta, no código 9506.91.00, com alíquota de 20% (fls. 33/37). Diz ainda (com suporte no relatório fiscal) que a consulta foi apenas para dois tipos de esteiras, restando saber qual seria então a classificação dos demais tipos, já que fabrica vinte três e que obviamente não poderia presumir que também estariam sujeitos à mesma alíquota de 20%. 2.3 - Receitas não comprovadas - Movimentação bancária: alega a nulidade do lançamento baseado na presunção de vendas sem emissão de nota fiscal, apurada com base em créditos existentes em extratos bancários (fl. 579). Refere-se a trechos do Relatório Fiscal (fl.580) e diz que as tabelas elaboradas pelo Fisco nada mais são do que o traslado de créditos apurados em movimentação financeira dos seus extratos bancários, referentes a 1999 e 2000; que o lançamento deu-se exclusivamente com base nos extratos bancários da empresa, tomando por base o somatório total dos créditos; que os créditos nos extratos bancários não são elementos suficientes para garantir a validade da presunção de que sejam derivados de vendas sem emissão de nota fiscal; que não foi apresentado qualquer elemento concreto de prova, invocando acórdãos do ]O Conselho de Contribuintes e a Súmula 182 do extinto TFR em sua defesa, cujas ementas transcreve às fls. 582/585, dizendo ainda que a infração ora combatida está vinculada à decisão do processo relativo ao IRPJ. 2.3.1 - Queixa-se de que, na requisição e exame da documentação, não foi observado o comando do art. 35 da Lei n° 9.430, de1996, e que não ficou assegurado que os documentos tenham vinculação com os créditos existentes nos extratos bancários, havendo, apenas, probabilidade; que houve engano do Fisco ao considerar as planilhas de 1999 como faturamento, quando são meros demonstrativos de previsão de receitas que não se realizaram; que a diferença entre as tabelas de preços, que o Fisco diz estar acima do praticado nas notas fiscais, não restou comprovada; que os preços são distintos em função do tipo de adquirente (pessoa jisica, academias, clínicas e representantes comerciais), descabendo a presunção de que os créditos bancários poderiam representar diferenças de vendas sem emissão de nota fiscal. Requer que seja cancelado e arquivado o Auto de Infração relativo ao Processo 13971.000952/2001-87, porm_.~~f 4 f2'CGMF tFI. 13971.000953/2001-21 122.126 MIN. DA FAZEr,f;jé\ 2' CI. I __ 1.~ __ ~-.... I CONFErE COM o ORlGlf,JAL I ~:~~~~~I VISTe .,.. 2.4 - Penalidades: alega que houve excesso e equívoco da Autoridade Fiscal na aplicação de penalidades, reportando-se ao art. 80, 1 da Lei n° 4.502, de 1964, com a redação do art. 45 da Lei n° 9.430, de 1996, c/c o art. 69, 1, alínea "b" da primeira lei, que transcreve à jl. 591, dizendo que o enquadramento legal neste dispositivo não coincide com o percentual excessivo de 150% efetivamente aplicado, sendo nula a penalidade nos moldes apurados, superior à base legal descrita. . Ministério da Fazenda Segundo Conselho de Contribuintes Processo Recurso • 2.4.1 - Porém, como foi aplicada a multa agravada de 150%, sob o argumento de fraude, se propõe a provar que tal não aconteceu, começando por transcrever o art. 72 da mencionada Lei n° 4.502, de 1964, que define a prática de fraude, alegando que não exerceu qualquer obstrução à fiscalização, fornecendo todos os livros e documentos solicitados, inclusive extratos bancários, o que poderia recusar em face do sigilo bancário, não podendo ser enquadrada no conceito de ação ou omissão dolosa, tanto na primeira parte, divergência na classificação fiscal dos seus produtos, visto que todo o mercado de esteiras ergométricas vem praticando a alíquota adotada pelo impugnante, que sempre obrou com incontestável boa fé e se prevalecer a exigência, a multa cabível será a do art. 80,1 da Lei n° 4.502, de 1964. O mesmo aconteceu com a segunda infração, créditos registrados na conta bancária, descabendo a multa agravada pela presunção de fraude, afirmando nada haver que macule a sua idoneidade. 2.5 - Os acresczmos a título de juros de mora (fls. 598/599): discorda dos juros de mora pela Taxa Selic alegando que o STJ admitiu o incidente de inconstitucionalidade da Taxa Selic na cobrança de juros vencidos e depois o DJU, de 19/6/2000, publicou a decisão formal da inconstitucionalidade desta taxa, dizendo ainda que a Taxa Selic não foi fixada por lei, não se admitindo a validade dos juros moratórios aplicados com fundamentos em taxa declarada inconstitucional, devendo ser afastados os acréscimos em tela. Por fim, invoca a aplicação da norma do art. 112 do CTN que manda interpretar da maneira mais favorável ao acusado, a lei tributária que define infração, nos casos elencados nos seus incisos. 2.6 - O requerimento final: depois do longo arrazoado relatado acima, a defesa resume e repisa todas as suas razões, às jls. 600/603, pugnando que sejam admitidos todos os meios de prova, inclusive testemunhal, e rogando que seja aplicada a verdadeira justiça. Os membros da Terceira Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento decidiram, por unanimidade de votos, julgar parcialmente procedente o lançamento. Proferindo a deliberação adotada por meio do Acórdão DRJ/POA n° 1.153, de 10 de julho de 2002, assim ementado: • Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados -IPI Período de apuração: 10/01/1999 a 31/12/2000 ~ 5 Processo Recurso Ministério da Fazenda Segundo Conselho de Contribuintes 13971.00095312001-21 122.126 I UC-MF IFI. • • Ementa: Vendas não registradas: Receita de origem não comprovada caracteriza vendas sem emissão de nota fiscal e justifica o lançamento de oficio do imposto com a respectiva multa. A inobservância de classificação fiscal de determinado produto, indicada em solução de consulta, sujeita o consulente à cobrança da diferença do IPI resultante do enquadramento do produto noutro código da TIPL com alíquota menor. A infração qualificada que justifique a multa majorada, deve ser comprovada e corretamente capitulada, não podendo ser presumida. Lançamento Procedente em Parte Não conformada com a decisão da Delegacia da Receita Federal de Julgamento, a contribuinte recorreu a este Conselho, fls. 755/843, solicitando que seja: a) aceita a preliminar de nulidade da decisão recorrida por cerceamento de defesa, determinado, por conseqüência o retomo deste processo à DRJ de Porto Alegre - RS, onde nova perícia deverá ser efetivada; b) aceita a preliminar de nulidade da decisão recorrida por erro intencional de julgamento e de cálculo exonerativo da multa agravada; e c) anulado o lançamento efetuado. Éorelató~ 6 Processo Recurso Ministério da Fazenda Segundo Conselho de Contribuintes 13971.000953/2001-21 122.126 ~.Ld • VOTO DO CONSELHEIRO-RELATOR HENRIQUE PINHEIRO TORRES O recurso é tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade, por isso passo a analisá-lo. A teor do relatado, versa o presente processo sobre lançamento de oficio lavrado para constituir o crédito tributário relativo ao IPI que deixou de ser recolhido em razão de o sujeito passivo, no dizer da Fiscalizaçãó, haver omitido receitas e haver praticado classificação fiscal indevida e, por conseguinte, aplicado em seus produtos alíquota inferior à atribuída pela legislação. A matéria versando sobre o IPI relativo à omissão de receita é, regimentalmente, de competência deste Conselho de Contribuintes, todavia a que trata de classificação de mercadoria está inserida na competência do Terceiro Conselho, sendo que a análise da classificação fiscal de preceder à da omissão de receita, vez que se faz necessário saber a qual alíquota estavam sujeitos os produtos cujas vendas, presumidamente, não foram registradas pelo estabelecimento . Assim sendo, voto no sentido de que sejam os autos remetidos ao Terceiro Conselho de Contribuintes para exame da matéria de sua competência e posterior retomo ao Segundo Conselho para continuação deste julgamento. É como voto. Sala das Sessões, em 22 de fevereiro de 2005 7 00000001 00000002 00000003 00000004 00000005 00000006 00000007
score : 1.0
Numero do processo: 10467.720333/2015-10
Turma: Primeira Turma Extraordinária da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Nov 16 00:00:00 UTC 2022
Data da publicação: Mon Dec 05 00:00:00 UTC 2022
Ementa: ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Período de apuração: 01/10/1995 a 29/02/1996
COMPENSAÇÃO. DÉBITO. SUSPENSÃO DA EXIGIBILIDADE.
A partir de 31/10/2003, com a edição da MP nº 135/2003, convertida na Lei nº 10.833/2003, a manifestação de inconformidade e o recurso suspendem a exigibilidade do débito objeto de compensação não homologada.
INDÉBITO TRIBUTÁRIO. QUARTO TRIMESTRE DE 1995. CORREÇÃO MONETÁRIA. UFIR. COEFICIENTE.
O coeficiente de correção monetária dos valores recolhidos indevidamente a título de tributos no 4º trimestre de 1995 é igual a 1 (0,8287/0,8287). Inteligência dos arts. 66, §3º, da Lei nº 8.383/1991, 98 da Lei nº 8.981/1995, 6º da Lei nº 10.192/2001 e 52 da IN SRF nº 460/2004.
PEDIDO DE REALIZAÇÃO DE PERÍCIA. PRESCINDÍVEL PARA SOLUÇÃO DA LIDE. INDEFERIMENTO.
A realização de perícia é necessária quando o fato a ser provado necessite de conhecimento técnico especializado ou quando for comprovadamente inviável a produção de provas pelas partes. Estando presentes nos autos os elementos de convicção necessários à adequada solução da lide, indefere-se, por prescindível, o pedido perícia.
Numero da decisão: 3001-002.219
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário.
(documento assinado digitalmente)
Marcos Roberto da Silva - Presidente
(documento assinado digitalmente)
João José Schini Norbiato Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Joao Jose Schini Norbiato, Marcelo Costa Marques D Oliveira, Matheus Schwertner Ziccarelli Rodrigues e Marcos Roberto da Silva (Presidente).
Nome do relator: JOAO JOSE SCHINI NORBIATO
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ementa_s : ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/10/1995 a 29/02/1996 COMPENSAÇÃO. DÉBITO. SUSPENSÃO DA EXIGIBILIDADE. A partir de 31/10/2003, com a edição da MP nº 135/2003, convertida na Lei nº 10.833/2003, a manifestação de inconformidade e o recurso suspendem a exigibilidade do débito objeto de compensação não homologada. INDÉBITO TRIBUTÁRIO. QUARTO TRIMESTRE DE 1995. CORREÇÃO MONETÁRIA. UFIR. COEFICIENTE. O coeficiente de correção monetária dos valores recolhidos indevidamente a título de tributos no 4º trimestre de 1995 é igual a 1 (0,8287/0,8287). Inteligência dos arts. 66, §3º, da Lei nº 8.383/1991, 98 da Lei nº 8.981/1995, 6º da Lei nº 10.192/2001 e 52 da IN SRF nº 460/2004. PEDIDO DE REALIZAÇÃO DE PERÍCIA. PRESCINDÍVEL PARA SOLUÇÃO DA LIDE. INDEFERIMENTO. A realização de perícia é necessária quando o fato a ser provado necessite de conhecimento técnico especializado ou quando for comprovadamente inviável a produção de provas pelas partes. Estando presentes nos autos os elementos de convicção necessários à adequada solução da lide, indefere-se, por prescindível, o pedido perícia.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário. (documento assinado digitalmente) Marcos Roberto da Silva - Presidente (documento assinado digitalmente) João José Schini Norbiato Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Joao Jose Schini Norbiato, Marcelo Costa Marques D Oliveira, Matheus Schwertner Ziccarelli Rodrigues e Marcos Roberto da Silva (Presidente).
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conteudo_txt : Metadados => date: 2022-11-26T12:38:07Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.5; xmp:CreatorTool: Microsoft® Word 2010; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; language: pt-BR; dcterms:created: 2022-11-26T12:38:07Z; Last-Modified: 2022-11-26T12:38:07Z; dcterms:modified: 2022-11-26T12:38:07Z; dc:format: application/pdf; version=1.5; Last-Save-Date: 2022-11-26T12:38:07Z; pdf:docinfo:creator_tool: Microsoft® Word 2010; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2022-11-26T12:38:07Z; meta:save-date: 2022-11-26T12:38:07Z; pdf:encrypted: true; modified: 2022-11-26T12:38:07Z; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; dc:language: pt-BR; meta:creation-date: 2022-11-26T12:38:07Z; created: 2022-11-26T12:38:07Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 10; Creation-Date: 2022-11-26T12:38:07Z; pdf:charsPerPage: 1808; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; pdf:docinfo:created: 2022-11-26T12:38:07Z | Conteúdo => S3-TE01 MINISTÉRIO DA ECONOMIA Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Processo nº 10467.720333/2015-10 Recurso Voluntário Acórdão nº 3001-002.219 – 3ª Seção de Julgamento / 1ª Turma Extraordinária Sessão de 16 de novembro de 2022 Recorrente CIMENTO POTY S.A. Interessado FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/10/1995 a 29/02/1996 COMPENSAÇÃO. DÉBITO. SUSPENSÃO DA EXIGIBILIDADE. A partir de 31/10/2003, com a edição da MP nº 135/2003, convertida na Lei nº 10.833/2003, a manifestação de inconformidade e o recurso suspendem a exigibilidade do débito objeto de compensação não homologada. INDÉBITO TRIBUTÁRIO. QUARTO TRIMESTRE DE 1995. CORREÇÃO MONETÁRIA. UFIR. COEFICIENTE. O coeficiente de correção monetária dos valores recolhidos indevidamente a título de tributos no 4º trimestre de 1995 é igual a 1 (0,8287/0,8287). Inteligência dos arts. 66, §3º, da Lei nº 8.383/1991, 98 da Lei nº 8.981/1995, 6º da Lei nº 10.192/2001 e 52 da IN SRF nº 460/2004. PEDIDO DE REALIZAÇÃO DE PERÍCIA. PRESCINDÍVEL PARA SOLUÇÃO DA LIDE. INDEFERIMENTO. A realização de perícia é necessária quando o fato a ser provado necessite de conhecimento técnico especializado ou quando for comprovadamente inviável a produção de provas pelas partes. Estando presentes nos autos os elementos de convicção necessários à adequada solução da lide, indefere-se, por prescindível, o pedido perícia. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário. (documento assinado digitalmente) Marcos Roberto da Silva - Presidente (documento assinado digitalmente) João José Schini Norbiato – Relator AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 46 7. 72 03 33 /2 01 5- 10 Fl. 505DF CARF MF Original Fl. 2 do Acórdão n.º 3001-002.219 - 3ª Sejul/1ª Turma Extraordinária Processo nº 10467.720333/2015-10 Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Joao Jose Schini Norbiato, Marcelo Costa Marques D Oliveira, Matheus Schwertner Ziccarelli Rodrigues e Marcos Roberto da Silva (Presidente). Relatório Por bem narrar os fatos ocorridos, adoto o relatório contido na decisão proferida pela Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Salvador (BA), com os devidos acréscimos: Trata o presente processo de Pedido de Restituição de valores pagos indevidamente, com fundamento na Medida Provisória n° 1.212, editada em 28/11/1995, a título de PIS, relativos aos períodos de apuração de outubro de 1995 a fevereiro de 1996, cumulado com a apresentação da DCOMP nº 18756.17960.150905.1.3.04-8662, para compensação com débito de PIS, código 6912, relativo ao período de apuração de agosto de 2005, no valor de R$ 86.014,61. Conforme os autos do processo administrativo nº 11618.002041/2005-11, que examinou o pedido de compensação e encontra-se apensado ao presente processo, os seguintes fatos foram registrados: Em 08/06/2005 foi protocolado o Pedido de Restituição e em 15/09/2005 foi transmitido o PER/DCOMP nº 18756.17960.150905.1.3.04-8662. Em 17/11/2005, foi emitido o Despacho Decisório exarado pela DRF/JPA que indeferiu o Pedido de Restituição com base no art. 41 da Instrução Normativa SRF nº 460, de 18 de novembro de 2004, arts. 165, I, e 168, I, ambos do CTN (efeitos decadenciais). Em 20/02/2006, foi exarado o Despacho Decisório pela DRF/JPA não homologando a compensação declarada, pela inexistência do crédito. Em 08/05/2006, a interessada apresentou manifestação de inconformidade contra o referido despacho. Em 30/04/2008, foi exarado o Acórdão nº 11-22.112 – 2ª Turma da DRJ/REC, mantendo a decisão da DRF/JPA, e não homologando a compensação declarada. Apresentado Recurso Voluntário contra o Acórdão da DRJ/REC, a 2ª Turma Especial do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), através do Acórdão nº 3802-002.371, de 25/02/2014, deu provimento parcial ao recurso para afastar a decadência, com base na decisão proferida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no RE 566.621, ao considerar o prazo de 10 anos para que o sujeito passivo exerça seu direito de requerer a restituição de valores que comprove terem sido recolhidos a maior ou indevidamente. Com relação ao mérito, o Acórdão nº 3802-002.371 do Carf entendeu que restava a análise sobre a apuração do crédito, de sua liquidez e realização dos cálculos do pleito de restituição/compensação, se fosse o caso. Assim, devolveu os autos ao órgão de origem para que fossem realizados a análise e cálculos. Em 10/08/2015, foi emitido o Despacho Decisório DRF/RECIFE (fls.6/7), o qual relata que, por meio do sistema CTSJ – Crédito Tributário Sub-Júdice da Receita, foi realizado o levantamento dos valores de PIS pagos a maior, resultando em saldo credor (R$ 83.008,70) insuficiente para compensar todo o Fl. 506DF CARF MF Original Fl. 3 do Acórdão n.º 3001-002.219 - 3ª Sejul/1ª Turma Extraordinária Processo nº 10467.720333/2015-10 débito compensado (R$ 86.014,6), remanescendo o saldo devedor de R$ 3.005,91. Cientificada do Despacho Decisório DRF/RECIFE, que reconheceu parcialmente o direito creditório e homologou parcialmente o PER/DCOMP nº 18756.17960.150905.1.3.04-8662, a interessada apresentou Manifestação de Inconformidade em que defende: Preliminarmente: A imediata paralisação de quaisquer procedimentos tendentes à cobrança dos débitos albergados no presente processo de restituição/compensação, face à expressa determinação da suspensão da exigibilidade dos créditos referenciados (art. 151, III, do CTN; art. 74, §§ 4[º], 7[º], 9[º], 11, da Lei n° 9.430/1996; o art. 15 do Decreto n° 70.235/1972). Por força dos mesmos dispositivos legais, que o processo n° 11618.002401/2005-11 (processo de crédito n° 10467.720333/2015-10), passe a constar como "exigibilidade suspensa" nos sistemas informáticos da Receita Federal, de forma seja não sejam impedimento à obtenção de imprescindível Certidão Positiva de Débitos com Efeitos de Negativa - CPDEN, nos termos dos arts. 205 e 206 do CTN, tampouco sejam enviados ao CADIN, conforme art. 70 da Lei n° 10.522/2002. Mérito: Numa análise acurada dos cálculos de fls. 288-295 do processo nº 11618.002041/2005-11 nota-se uma incongruência nos cálculos relativamente à atualização dos valores considerados como pagos e consequentemente, nos valores restituíveis, uma vez que não houve atualização monetária pela UFIR (então trimestral; R$ 0,7952) nas competências de outubro a dezembro de 1995, gerando o pretenso débito. Nas fls. 52 do processo nº 11618.002041/2005-11 o contribuinte apresentou os valores devidos de pagamento, relativo aos períodos de apuração de outubro de 1995 a fevereiro de 1996, utilizando como base de cálculo os faturamentos mensais do sexto mês anterior e alíquota de 0,75% (zero virgula setenta e cinco por cento). Em que pese o digno órgão argentário ter convalidado os valores bases apresentados, não logrou êxito em notar que durante os períodos de outubro a dezembro de 1995 houve a incidência da atualização monetária pela UFIR trimestral (R$ 0,7952), conforme consta na coluna 'K' da planilha acima colacionada. Para que não reste dúvida da necessidade de atualização monetária pela UFIR trimestral para apurar o real valor pago à época, e para posterior utilização destes valores para as demais operações, convém colacionar o texto da Lei n° 8.981, de 20 de janeiro de 1995, que estabeleceu a UFIR trimestral. Desta feita, temos que a expressão monetária da UFIR passou a ser fixada por períodos trimestrais a partir de 1° de janeiro de 1995, perdurando esta contagem até 10 de janeiro de 1996, quando a contagem passou a ser semestral. Assim sendo, resta necessário a atualização monetária pela UFIR trimestral para apurar o real valor pago à época, uma vez que para fins de repetição de indébito, apenas a utilização da taxa SELIC não abarca tais atualizações, frente a sua utilização a partir de 10 de janeiro de 1996, nos termos do art. 39 da Lei n° 9.250, de 26 de dezembro de 1995. Fl. 507DF CARF MF Original Fl. 4 do Acórdão n.º 3001-002.219 - 3ª Sejul/1ª Turma Extraordinária Processo nº 10467.720333/2015-10 Por todo o exposto, deve esta Autoridade Administrativa, com base no poder de ofício de que é dotada a autoridade administrativa para rever e corrigir atos eivados de "erro de fato", conforme Súmula 473 do STF e arts. 145, III e 149, IV do CTN, refazer os cálculos de fls. 288 à 295, de forma a considerar os valores tidos como restituíveis por pagamentos indevidos no período de outubro a dezembro de 1995, atualizados com base na UFIR trimestral (divididos por R$ 0,7952 e multiplicados por R$ 0,8287), conforme demonstrado as fls. 52 à 54, homologando-se, por fim, todas as compensações já procedidas nos presentes autos. Por fim, a recorrente requer, por aplicação do Princípio Processual da Eventualidade ao caso concreto, que, caso não se concorde imediatamente com suas alegações, que se determine o recálculo em diligência/perícia técnica considerando a atualização monetária com base na UFIR trimestral, tendo formulado quesitos. Em 03/06/2020, o presente processo foi encaminhado à DRJ Salvador pra julgamento da Manifestação de Inconformidade (fl. 478). Ao decidir sobre a manifestação de inconformidade (acórdão n o 15-50.797, às fls. 479/486), a 4ª Turma da DRJ/SDR (Salvador/BA), por unanimidade de votos, julgou-a improcedente. Em suas razões de decidir, a câmara baixa traça um histórico detalhado da evolução da legislação que trata da correção monetária por meio da utilização da UFIR (Unidade Fiscal de Referência) e sua aplicação na atualização dos valores objeto de pedido de restituição e compensação, para ao final concluir que: Ao refazer os cálculos às fls. 288-295 do processo nº 11618.002041/2005-11, verificou- se que foram realizados em consonância com a legislação acima colacionada, concluindo-se, portanto, que não há reparo a ser feito no procedimento fiscal. Inconformada com a decisão do colegiado a quo, a Recorrente apresenta Recurso Voluntário (fls. 491/501) no qual pede: “1) em sede de preliminar, que seja: a) a imediata paralisação de quaisquer procedimentos tendentes à cobrança de todos os “débitos” albergados no processo administrativo nº 10467.720333/2015-10, face à expressa determinação da suspensão da exigibilidade dos créditos referenciados (art. 151, III, do CTN; art. 74, §§ 4º, 7º, 9º, 11, da Lei nº 9.430/96; o art. 15 do Decreto nº 70.235/72 e 137, da Instrução Normativa RFB nº 1717, de 17 de julho de 2017; b) por força dos mesmos dispositivos legais, que tais processos “de débito” passem a constar como “exigibilidade suspensa” nos sistemas informáticos da Receita Federal, de forma seja não sejam impedimento à obtenção de imprescindível Certidão Positiva de Débitos com Efeitos de Negativa – CPD-EN, nos termos dos arts. 205 e 206 do CTN, tampouco sejam enviados ao CADIN, conforme art. 7° da Lei n° 10.522/2002; 2) No mérito, que seja revisado e reformado o Acórdão nº 15-50.797, proferido pela 4ª Turma da DRJ/SDR em 30/06/2020, afim de refazer os cálculos de fls. 288 à 295, de forma a considerar os valores tidos como restituíveis por pagamentos indevidos no período de outubro a dezembro de 1995, ser atualizados com base na UFIR trimestral (divididos por R$ 0,7952 e multiplicados por R$ 0,8287), conforme demonstrado as fls. 52 à 54, reconhecendo integralmente o crédito tributário albergado no PER/DCOMP n° 18756.17960.150905.1.3.04-8662, inclusive com realização de imprescindível prévia perícia, mais uma vez justificada e requerida, por prevalência da verdade material no âmbito administrativo, conforme determina o art. 149, IV e VIII do CTN e é o núcleo das Súmulas nºs 346 e 473 do STF.” Fl. 508DF CARF MF Original Fl. 5 do Acórdão n.º 3001-002.219 - 3ª Sejul/1ª Turma Extraordinária Processo nº 10467.720333/2015-10 Depois disso, o presente processo foi objeto de sorteio e distribuição à minha relatoria. É o relatório. Voto Conselheiro João José Schini Norbiato, Relator. 1. Da competência para julgamento do feito Em virtude da norma contida no artigo 23-B do Anexo II da Portaria MF nº 343, de 2015, a qual aprova o Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais RICARF, este colegiado é competente para apreciar este feito. 2. Do conhecimento O recurso voluntário atende aos requisitos de admissibilidade, portanto, dele tomo conhecimento. Sendo assim, passo à análise das razões de recurso na sequência e sob os títulos dados pela Recorrente. 3. Da suspensão da exigibilidade dos valores compensados não homologados. Apresentação do recurso voluntário. A Recorrente inicia suas razões de recurso requerendo a “imediata paralisação de quaisquer procedimentos tendentes à cobrança dos débitos albergados no presente processo, face à expressa determinação da suspensão da exigibilidade dos créditos referenciados” (fls. 497). Em que pese a preocupação demonstrada pela Recorrente, entendo ser desnecessário um maior aprofundamento em relação a este pedido, já que por força do disposto no § 11 do art. 74 da Lei nº 9.430/1996, incluído pela Medida Provisória nº 135/2003 (convertida na Lei nº 10.833/2003), a exigibilidade do débito não compensado restará suspensa até que sobrevenha decisão final deste processo na esfera administrativa. 4. Da atualização monetária do crédito anterior a 01/1996 pela UFIR (trimestal; R$ 0,7952). crédito suficiente para homologação integral da compensação do contribuinte. aplicação da Súmula n° 473 do STF c/c art. 149, IV e VIII do Código Tributário Nacional. Fl. 509DF CARF MF Original Fl. 6 do Acórdão n.º 3001-002.219 - 3ª Sejul/1ª Turma Extraordinária Processo nº 10467.720333/2015-10 A princípio incumbe destacar que as razões trazidas pela Recorrente em sua contestação à decisão de piso são, em última análise, as mesmas que a levaram a manifestar sua inconformidade em relação ao despacho decisório que reconheceu parcialmente o direito creditório pleiteado, qual sejam: aos valores recolhidos entre outubro e dezembro de 1995 seria aplicável a correção monetária pela UFIR trimestral, nos termos da Lei nº 8.981/1995, vigente ao tempo dos recolhimentos realizados em outubro a dezembro de 1995, algo que não foi considerado pela Delegacia da Receita Federal responsável pela análise. No seus próprios termos: Ínclitos Julgadores, em que pese o digno órgão argentário ter convalidado os valores bases apresentados, não logrou êxito em notar que durante os períodos de outubro a dezembro de 1995 vigia a UFIR trimestral (R$ 0,7952), conforme consta na coluna ‘K’ da planilha acima colacionada, de forma a impactar nos valores tidos como de pagamento indevido, portanto restituíveis, pois a quantidade de UFIR encontrada pela divisão com a UFIR então vigente (R$ 0,7952), haveria de ser transformada em real pela UFIR de janeiro de 1996 (0,8287). Assim, embora a Recorrente alegue a necessidade de reforma da decisão de primeira instância, na prática não contrapõe as razões de decidir do colegiado a quo, ou seja, não avança na argumentação para demonstrar a existência do seu direito em contraponto às razões de decidir trazidas na decisão de piso. Ocorre que, em meu entendimento, o deslinde da controvérsia está justamente nos fundamentos do voto condutor do acórdão do colegiado a quo. Posto isso, considerando que seria esforço desnecessário construir fundamentação de mesmo teor, com a devida vênia, reproduzo excertos daquela r. decisão, que, pela sua clareza, servem para elucidar os fatos e esclarecer a controvérsia em torno da incorreção (correção) do cálculo efetuado pela DRF responsável pela análise do pedido de ressarcimento: A Lei nº 8.383/1991 instituiu a Unidade Fiscal de Referência (UFIR), como medida de valor e parâmetro de atualização monetária de tributos e de valores expressos em cruzeiros na legislação tributária federal, bem como parâmetro de atualização de tributos e contribuições sociais, inclusive previdenciárias, de intervenção no domínio econômico e de interesse de categorias profissionais ou econômicas. Conforme previsão no seu art. 2º, a UFIR mensal era fixada em cada mês-calendário e a UFIR diária ficava sujeita à variação diária. O §3º do art. 66, da Lei nº 8.383/1991, autorizou a correção monetária com base na variação da UFIR na compensação ou restituição de pagamento indevido ou a maior de tributos e contribuições federais: Art. 66. Nos casos de pagamento indevido ou a maior de tributos, contribuições federais, inclusive previdenciárias, e receitas patrimoniais, mesmo quando resultante de reforma, anulação, revogação ou rescisão de decisão condenatória, o contribuinte poderá efetuar a compensação desse valor no recolhimento de importância correspondente a período subseqüente. (Redação dada pela Lei nº 9.069, de 29.6.1995) (Vide Lei nº 9.250, de 1995) (...) § 3º A compensação ou restituição será efetuada pelo valor do tributo ou contribuição ou receita corrigido monetariamente com base na variação da UFIR. (Redação dada pela Lei nº 9.069, de 29.6.1995) Fl. 510DF CARF MF Original Fl. 7 do Acórdão n.º 3001-002.219 - 3ª Sejul/1ª Turma Extraordinária Processo nº 10467.720333/2015-10 Posteriormente, a Lei nº 8.981/1995, a qual foi citada pela recorrente, determinou que a UFIR passasse a ser fixada por períodos trimestrais a partir do ano-calendário de 1995. Art. 1º A partir do ano-calendário de 1995 a expressão monetária da Unidade Fiscal de Referência (Ufir) será fixa por períodos trimestrais. (...) Art. 98. Para efeito do disposto no § 3º, do art. 66, da Lei nº 8.383, de 1991, a correção monetária será calculada com base na variação da Ufir, verificada entre o trimestre subseqüente ao do pagamento indevido ou a maior de tributos, contribuições federais, inclusive previdenciárias, e receitas patrimoniais, e o trimestre da compensação ou restituição. Consoante disposto no art. 98 da Lei nº 8.981/1995, acima reproduzido, os pagamentos realizados entre janeiro e dezembro de 1995 devem ser corrigidos pela UFIR trimestral com base na variação da UFIR, verificada entre o trimestre subsequente ao do pagamento indevido e o trimestre da compensação ou restituição. A partir de 01 de janeiro de 1997, a Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996 revogou expressamente o art. 98 da Lei nº 8.981/1995. Conforme art. 75, caput e parágrafo único, da Lei nº 9.430/1996, abaixo destacado, a partir de 01 de janeiro de 1997, a atualização pela UFIR passou a ser anual. Art. 75. A partir de 1º de janeiro de 1997, a atualização do valor da Unidade Fiscal de Referência - UFIR, de que trata o art. 1º da Lei nº 8.383, de 30 de dezembro de 1991, com as alterações posteriores, será efetuada por períodos anuais, em 1º de janeiro. Parágrafo único. No âmbito da legislação tributária federal, a UFIR será utilizada exclusivamente para a atualização dos créditos tributários da União, objeto de parcelamento concedido até 31 de dezembro de 1994. Em 26 de outubro de 2000, a Medida provisória nº 2095-76 (§ 3º do art. 29) extinguiu a UFIR instituída pelo art. 1º da Lei nº 8.383/1991: Art. 29. Os débitos de qualquer natureza para com a Fazenda Nacional e os decorrentes de contribuições arrecadadas pela União, constituídos ou não, cujos fatos geradores tenham ocorrido até 31 de dezembro de 1994, que não hajam sido objeto de parcelamento requerido até 31 de agosto de 1995, expressos em quantidade de UFIR, serão reconvertidos para Real, com base no valor daquela fixado para 1º de janeiro de 1997. § 1º A partir de 1º de janeiro de 1997, os créditos apurados serão lançados em Reais. § 2º Para fins de inscrição dos débitos referidos neste artigo em Dívida Ativa da União, deverá ser informado à Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional o valor originário dos mesmos, na moeda vigente à época da ocorrência do fato gerador da obrigação. § 3º Observado o disposto neste artigo, bem assim a atualização efetuada para o ano de 2000, nos termos do art. 75 da Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996, fica extinta a Unidade de Referência Fiscal - UFIR, instituída pelo art. 1º da Lei nº 8.383, de 30 de dezembro de 1991.(grifou-se) Já em 14 de fevereiro de 2001, a Lei nº 10.192/2001, resultado da conversão da MP nº 2.074-73, de 2001, determinou que, durante o ano calendário de 1996, a UFIR seria reajustada semestralmente: Fl. 511DF CARF MF Original Fl. 8 do Acórdão n.º 3001-002.219 - 3ª Sejul/1ª Turma Extraordinária Processo nº 10467.720333/2015-10 Art. 6º A Unidade Fiscal de Referência - UFIR, criada pela Lei no 8.383, de 30 de dezembro de 1991, será reajustada: I - semestralmente, durante o ano-calendário de 1996; II - anualmente, a partir de 1º de janeiro de 1997. (...) Na data da transmissão do PER/DCOMP nº 18756.17960.150905.1.3.04-8662, a restituição e a compensação de quantias recolhidas a título de tributo ou contribuição administrados pela Secretaria da Receita Federal eram disciplinadas pela IN SRF nº 460/2004, que determina no art. 52 que os valores decorrentes de pagamento indevido ou a maior, passíveis de compensação ou restituição, apurados anteriormente a 1º de janeiro de 1996, quantificados em UFIR, seriam convertidos em Reais, com base no valor da UFIR vigente em 1º de janeiro de 1996, correspondente a R$ 0,8287, conforme abaixo destacado: Art. 52. Os valores sujeitos a restituição, apurados em declaração de rendimentos, bem como os créditos decorrentes de pagamento indevido ou a maior, passíveis de compensação ou restituição, apurados anteriormente a 1º de janeiro de 1996, quantificados em Unidade Fiscal de Referência (Ufir), deverão ser convertidos em Reais, com base no valor da Ufir vigente em 1º de janeiro de 1996, correspondente a R$ 0,8287. Em sua manifestação de inconformidade, a recorrente alega que o cálculo correto para atualização dos pagamentos indevidos realizados durante outubro a dezembro de 1995 deve considerar os índices R$ 0,7952 (referente a UFIR trimestral do 4º trimestre de 1995) e R$ 0,8287 (referente a UFIR do 1º semestre de 1996). No entanto, com base no exposto acima, a legislação vigente determinava que no ano-calendário de 1995, a correção monetária fosse calculada com base na variação da UFIR, verificada entre o trimestre subsequente ao do pagamento indevido ou a maior e o trimestre da compensação ou restituição. Como a UFIR trimestral teve vigência até 31/12/1995, passando a semestral em 01/01/1996, para pagamentos realizados no 4º trimestre de 1995, a UFIR do trimestre subsequente já não existia, devendo ser utilizada a UFIR do 1º semestre de 1996, no valor de R$ 0,8287. Já com relação a UFIR do trimestre da compensação ou restituição, a IN SRF nº 460/2004, vigente na data da transmissão do PER/DCOMP nº 18756.17960.150905.1.3.04-8662, previa que os valores decorrentes de pagamento indevido ou a maior, passíveis de compensação ou restituição, apurados anteriormente a 1º de janeiro de 1996, quantificados em UFIR, seriam convertidos em Reais, com base no valor da UFIR vigente em 1º de janeiro de 1996, correspondente a R$ 0,8287. Ou seja, na situação posta o coeficiente de atualização é igual a 1 (0,8287/0,8287). (grifo nosso) Assim, em pese ser inconteste o argumento trazido pela Recorrente de que a Lei nº 8.981/1995 estava vigente à época dos recolhimentos, entendo que isso não implica necessariamente reconhecer que aos valores recolhidos entre outubro e dezembro de 1995 seja inexoravelmente aplicável a correção pela UFIR do último trimestre daquele ano. Vê-se que o art. 98 da Lei nº 8.981/1995 é textual ao dispor que “a correção monetária será calculada com base na variação da UFIR, verificada entre o trimestre subseqüente ao do pagamento indevido ou a maior de tributos, contribuições federais, inclusive previdenciárias, e receitas patrimoniais, e o trimestre da compensação ou restituição”. Fl. 512DF CARF MF Original Fl. 9 do Acórdão n.º 3001-002.219 - 3ª Sejul/1ª Turma Extraordinária Processo nº 10467.720333/2015-10 Portanto, aos valores pagos no último trimestre seria aplicável a UFIR do trimestre subsequente, a qual, por uma modificação legislativa deixou de ser trimestral passando a ser semestral (R$ 0,8287 no 1º semestre de 1996). Ademais, conforme destacado na decisão da DRJ, na data da transmissão do PER/DCOMP nº 18756.17960.150905.1.3.04-8662, vigia a IN SRF nº 460/2004, cujo art. 52 determina que os valores decorrentes de pagamento indevido ou a maior, passíveis de compensação ou restituição, apurados anteriormente a 1º de janeiro de 1996, quantificados em UFIR, seriam convertidos em Reais, com base no valor da UFIR vigente em 1º de janeiro de 1996. Portanto, da aplicação dessas normas, chega-se à conclusão trazida pelo r. decisum do colegiado a quo de que, na situação posta, o coeficiente de atualização é igual a 1 (0,8287/0,8287). Diante do exposto, voto por negar provimento neste particular. 5. Da necessidade de aferição dos fatos por meio de perícia técnica. Analisando-se as razões de decidir da Delegacia da Receita Federal que prolatou o despacho decisório, as razões trazidas pela ora Recorrente, tanto em sua manifestação de inconformidade, quanto em seu Recurso, e as razões de decidir trazidas pela câmara baixa em seu r. decisum, entendo que o foco da controvérsia é muito mais uma divergência de interpretação e aplicação das normas do que uma questão que demande apoio de um perito para ser elucidada. Para mim, resta claro que os valores considerados nos cálculos tanto da DRF quanto do contribuinte em essência convergem. A celeuma toda estaria apenas em determinar se, de acordo com a lei, seria aplicável ou não a correção reclamada pela Recorrente aos valores recolhidos no último trimestre de 1995. Todavia, esse é o ponto fulcral da questão de mérito tratada no tópico anterior deste voto, acerca do qual entendo não ser necessário conhecimento técnico aprofundado para se chegar a uma conclusão, seja para reconhecer o direto reclamado pela Recorrente, seja para negar-lhe provimento. Diante do exposto, com base no art. 18 do Decreto nº 70.235/1972, voto por indeferir o pedido de perícia feito pela Recorrente, na medida em que sua realização é prescindível in casu. Conclusão Posto isso, voto por negar provimento ao Recurso Voluntário. Fl. 513DF CARF MF Original Fl. 10 do Acórdão n.º 3001-002.219 - 3ª Sejul/1ª Turma Extraordinária Processo nº 10467.720333/2015-10 (documento assinado digitalmente) João José Schini Norbiato Fl. 514DF CARF MF Original
score : 1.0
Numero do processo: 11075.001372/2006-08
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Mon Feb 13 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Processo Administrativo Fiscal
Data do fato gerador: 15/05/2006, 26/05/2006, 31/05/2006
INSUFICIÊNCIA DE RECOLHIMENTO. AMPARO EM TUTELA
JUDICIAL. CONCOMITÂNCIA.
Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo, sendo cabível apenas a apreciação, pelo órgão de julgamento administrativo, de matéria distinta da constante do processo judicial.
Numero da decisão: 3803-002.418
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
Nome do relator: BELCHIOR MELO DE SOUZA
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ementa_s : Processo Administrativo Fiscal Data do fato gerador: 15/05/2006, 26/05/2006, 31/05/2006 INSUFICIÊNCIA DE RECOLHIMENTO. AMPARO EM TUTELA JUDICIAL. CONCOMITÂNCIA. Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo, sendo cabível apenas a apreciação, pelo órgão de julgamento administrativo, de matéria distinta da constante do processo judicial.
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Recorrida FAZENDA NACIONAL Assunto: Processo Administrativo Fiscal Data do fato gerador: 15/05/2006, 26/05/2006, 31/05/2006 INSUFICIÊNCIA DE RECOLHIMENTO. AMPARO EM TUTELA JUDICIAL. CONCOMITÂNCIA. Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo, sendo cabível apenas a apreciação, pelo órgão de julgamento administrativo, de matéria distinta da constante do processo judicial. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Alexandre Kern Presidente. (assinado digitalmente) Belchior Melo de Sousa Relator. Participaram ainda da sessão de julgamento os conselheiros Alexandre Kern, Hélcio Lafetá Reis, Juliano Eduardo Lirani e João Alfredo Eduão Ferreira e Jorge Victor Rodrigues. Relatório Fl. 1DF CARF MF Impresso em 22/03/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/02/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 16/02/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 16/02/2012 por ALEXANDRE KERN 2 Trata o presente de recurso voluntário contra o Acórdão de nº 0716.107 – 2ª Turma da DRJ/FlorianópolisSC, de 29 de julho de 2009, fls. 209 a 210, que decidiu pela procedência dos lançamentos. Os autos de infração foram lavrados com o fim de prevenir a decadência de crédito tributário decorrente da insuficiência de recolhimento da COFINSImportação e do PIS/PASEPImportação devidos pela contribuinte em epígrafe. Os autos dão conta de ajuizamento da Ação Ordinária n.° 2006.70.00.0091642 perante a Justiça Federal de Curitiba, cujo Juízo da 8ª Vara Cível concedeu em parte tutela antecipada à impetrante, no sentido de determinar à União que efetue a cobrança das referidas contribuições sociais adotando como base de cálculo o valor aduaneiro previsto no Acordo Geral sobre Tarifas e Comércio GATT, promulgado pelo Decreto n.° 1.335/94. Assim, consta da “Descrição dos Fatos e Enquadramento Legal”, do auto de infração: Recolheu o imposto de importação corretamente, porém a Contribuição para os Programas de Integração Social e de Formação do Patrimônio do Servidor Público incidente na Importação de Produtos Estrangeiros ou Serviços PIS/PASEP Importação e a Contribuição Social para o Financiamento da Seguridade Social devida pelo Importador de Bens Estrangeiros ou Serviços do ExteriorCOFINSImportação foram recolhidos com base no valor aduaneiro que serve de base para o cálculo do imposto de importação (73.957,86) e não como dispõe o Artigo 7°, inciso I, da Lei nr. 10.865/04: " o valor aduaneiro, assim entendido, para os efeitos desta Lei, o valor que servir ou que serviria de base para o cálculo do imposto de importação, acrescido do valor do Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestação de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação ICMS incidente no desembaraço aduaneiro e do valor das próprias contribuições, na hipótese do inciso I do caput do art. 3o desta Lei", com base em Liminar deferida nos Autos nr. 2006.70.00.0091642 da 8 a Vara da Justiça Federal de Curitiba, em 05.04.2006. A Liminar foi deferida antes do registro da citada declaração de importação, sendo assim para prevenir a decadência de crédito suspenso, por força da liminar acima citada e nos termos do que dispõe o artigo 151 do CTN, cobrase a diferença da COFINSimportação, com a exigibilidade suspensa, sem acréscimos, tendo como BASE DE CÁLCULO O VALOR ADUANEIRO de acordo como dispõe o Artigo 7°, inciso I, da Lei nr. 10.865/04. Em sua impugnação, em síntese, alegou que: a) o presente lançamento encontrase suspenso, nos termos do art. 151 do Código Tributário Nacional; b) deve a Administração Tributária suspender o curso da ação fiscal até que a medida judicial proposta pelo autuado seja julgada, em razão da tutela antecipada concedida, uma vez que o auto de infração foi lavrado para prevenir a decadência,; Fl. 2DF CARF MF Impresso em 22/03/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/02/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 16/02/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 16/02/2012 por ALEXANDRE KERN Processo nº 11075.001372/200608 Acórdão n.º 380302.418 S3TE03 Fl. 237 3 Por fim, caso não fosse este o entendimento acolhido pelo colegiado, requereu a declaração de improcedência dos autos de infração, tendo em vista a existência de antecipação de tutela concedida na ação declaratória. Em seu julgamento, a DRJ/Florianópolis assentou que a suspensão de exigibilidade conseqüente da concessão da medida judicial impede apenas a inscrição do débito na Dívida Ativa da União e o respectivo ajuizamento da ação executiva, mas não corresponde a óbice à materialização da pretensão fazendária estampada no auto de infração, tendente a prevenir a decadência. Rejeitou o pedido de sobrestamento e decidiu pela procedência dos lançamentos. Cientificada de decisão em 22 de julho de 2009, irresignada, apresentou a interessada o recurso voluntário de fls. 230 a 235, em 17 de agosto de 2009, em que pugna pelo sobrestamento do presente julgamento até posterior decisão do Supremo Tribunal Federal, afirmando estar a questão de mérito submetida à apreciação daquela Corte. É o relatório. Voto Fl. 3DF CARF MF Impresso em 22/03/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/02/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 16/02/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 16/02/2012 por ALEXANDRE KERN 4 Conselheiro Relator Belchior Melo de Sousa O recurso é tempestivo, porém não atende a todos os pressupostos para sua admissibilidade, como se verá. A matéria diz respeito à exigência do PISImportação e COFINSImportação, com base nas disposições do art. 7º da Lei nº 10.865, de 30 de abril de 2004. Nesse passo, o substrato fático do lançamento foi a insuficiência de recolhimento, uma vez que à época do registro das DIs, a contribuinte dispunha de antecipação de tutela determinando que a base de cálculo das contribuições fosse apenas o valor aduaneiro, sem incidência de ICMS e das próprias contribuições. Como se vê, corre na via judicial a Ação declaratória nº 2006.70.00.009164 2,em trâmite perante a 8ª Vara Federal de Curitiba com o mesmo objeto presente na controvérsia travada neste processo, conforme excerto do relatório do acórdão na Apelação, que transcrevo: “Geroma do Brasil Indústria e Comércio LTDA. ajuizou ação ordinária contra a União, objetivando afastar a incidência do PIS/PASEPImportação e da COFINSImportação, previstos originariamente na MP 164/2004, depois convertida na Lei n° 10.865/04, nas operações de importações futuras que vier a realizar. Subsidiariamente, requer o reconhecimento do direito da impetrante para que seja utilizado como base de cálculo do PIS e da COFINS apenas o valor aduaneiro, sem inclusão na base de cálculo o ICMS e o valor das próprias contribuições. Requer a antecipação dos efeitos da tutela.”[grifo aqui]. Pelo o exposto, voto por não conhecer do recurso, em face da concomitância DA discussão da matéria na via judicial, devendo a Delegacia da Receita Federal do Brasil em Uruguaiana/RS aplicar o provimento que vier a ser obtido pelo impetrante. Sala das sessões, 13 de fevereiro de 2012 (assinado digitalmente) Belchior Melo de Sousa Fl. 4DF CARF MF Impresso em 22/03/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/02/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 16/02/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 16/02/2012 por ALEXANDRE KERN Processo nº 11075.001372/200608 Acórdão n.º 380302.418 S3TE03 Fl. 238 5 Ministério da Fazenda Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Terceira Seção Terceira Câmara TERMO DE ENCAMINHAMENTO Processo nº: 11075.001372/200608 Interessada: GEROMA DO BRASIL IND. E COM. Encaminhemse os presentes autos à unidade de origem, para ciência à interessada do teor do Acórdão no 380302.418, de 13 de fevereiro de 2012, da 3a. Turma Especial da 3a. Seção e demais providências. Brasília DF, em 13 de fevereiro de 2012. [Assinado digitalmente] Alexandre Kern 3a Turma Especial da 3a Seção Presidente Fl. 5DF CARF MF Impresso em 22/03/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/02/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 16/02/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 16/02/2012 por ALEXANDRE KERN
score : 1.0
Numero do processo: 19515.007692/2008-19
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Oct 19 00:00:00 UTC 2022
Data da publicação: Thu Jan 12 00:00:00 UTC 2023
Ementa: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA (IRPJ)
Ano-calendário: 2005
RECURSO DE OFÍCIO. LIMITE DE ALÇADA. VERIFICAÇÃO DO VALOR VIGENTE NA DATA DO JULGAMENTO EM SEGUNDA INSTÂNCIA. SÚMULA CARF Nº 103.
Para fins de conhecimento de recurso de ofício, aplicase o limite de alçada vigente na data de sua apreciação em segunda instância.
Numero da decisão: 1301-006.129
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade votos, em não conhecer do Recurso de Ofício. Este julgamento seguiu a sistemática dos recursos repetitivos, sendo-lhes aplicado o decidido no Acórdão nº 1301-006.105, de 19 de outubro de 2022, prolatado no julgamento do processo 13502.001001/2003-13, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado.
(documento assinado digitalmente)
Rafael Taranto Malheiros Presidente Redator
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Lizandro Rodrigues de Sousa, Jose Eduardo Dornelas Souza, Carmen Ferreira Saraiva (suplente convocado(a)), Marcelo Jose Luz de Macedo, Maria Carolina Maldonado Mendonca Kraljevic, Rafael Taranto Malheiros (Presidente). Ausente(s) o conselheiro(a) Eduardo Monteiro Cardoso, o conselheiro(a) Giovana Pereira de Paiva Leite.
Nome do relator: RAFAEL TARANTO MALHEIROS
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ementa_s : ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA (IRPJ) Ano-calendário: 2005 RECURSO DE OFÍCIO. LIMITE DE ALÇADA. VERIFICAÇÃO DO VALOR VIGENTE NA DATA DO JULGAMENTO EM SEGUNDA INSTÂNCIA. SÚMULA CARF Nº 103. Para fins de conhecimento de recurso de ofício, aplicase o limite de alçada vigente na data de sua apreciação em segunda instância.
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decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade votos, em não conhecer do Recurso de Ofício. Este julgamento seguiu a sistemática dos recursos repetitivos, sendo-lhes aplicado o decidido no Acórdão nº 1301-006.105, de 19 de outubro de 2022, prolatado no julgamento do processo 13502.001001/2003-13, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado. (documento assinado digitalmente) Rafael Taranto Malheiros Presidente Redator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Lizandro Rodrigues de Sousa, Jose Eduardo Dornelas Souza, Carmen Ferreira Saraiva (suplente convocado(a)), Marcelo Jose Luz de Macedo, Maria Carolina Maldonado Mendonca Kraljevic, Rafael Taranto Malheiros (Presidente). Ausente(s) o conselheiro(a) Eduardo Monteiro Cardoso, o conselheiro(a) Giovana Pereira de Paiva Leite.
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LIMITE DE ALÇADA. VERIFICAÇÃO DO VALOR VIGENTE NA DATA DO JULGAMENTO EM SEGUNDA INSTÂNCIA. SÚMULA CARF Nº 103. Para fins de conhecimento de recurso de ofício, aplica-se o limite de alçada vigente na data de sua apreciação em segunda instância. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade votos, em não conhecer do Recurso de Ofício. Este julgamento seguiu a sistemática dos recursos repetitivos, sendo-lhes aplicado o decidido no Acórdão nº 1301-006.105, de 19 de outubro de 2022, prolatado no julgamento do processo 13502.001001/2003-13, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado. (documento assinado digitalmente) Rafael Taranto Malheiros – Presidente Redator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Lizandro Rodrigues de Sousa, Jose Eduardo Dornelas Souza, Carmen Ferreira Saraiva (suplente convocado(a)), Marcelo Jose Luz de Macedo, Maria Carolina Maldonado Mendonca Kraljevic, Rafael Taranto Malheiros (Presidente). Ausente(s) o conselheiro(a) Eduardo Monteiro Cardoso, o conselheiro(a) Giovana Pereira de Paiva Leite. Relatório O presente julgamento submete-se à sistemática dos recursos repetitivos prevista no art. 47, §§ 1º e 2º, Anexo II, do Regulamento Interno do CARF (RICARF), aprovado pela Portaria MF nº 343, de 9 de junho de 2015. Dessa forma, adota-se neste relatório substancialmente o relatado no acórdão paradigma. Trata-se de Recurso de Ofício contra o acórdão proferido pela DRJ competente que, ao apreciar a Impugnação apresentada, entendeu julgar o(a) Impugnação Procedente em Parte. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 19 51 5. 00 76 92 /2 00 8- 19 Fl. 1622DF CARF MF Original Fl. 2 do Acórdão n.º 1301-006.129 - 1ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 19515.007692/2008-19 Contra a Interessada foi lavrado o Auto de Infração em face da constatação fiscal de diferenças entre os créditos vinculados, referentes à estimativa dos tributos em questão (IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA (IRPJ)) - Ano-calendário: 2005 - e os recolhimentos efetuados pela autuada. O contribuinte contesta o lançamento, elencando suas razões que, segundo ele, demonstram que não é devedor do crédito tributário objeto do presente processo, pugnando, ao final, pela exoneração dos valores exigidos. Encaminhados os autos para a DRJ, sobreveio decisão, julgando improcedente o auto de infração constituído. Em decorrência, foi interposto recurso de ofício, para que a decisão seja submetida ao CARF, de acordo com a legislação de regência. É o relatório. Voto Tratando-se de julgamento submetido à sistemática de recursos repetitivos na forma do Regimento Interno deste Conselho, reproduz-se o voto consignado no acórdão paradigma como razões de decidir: 1.RECURSO DE OFÍCIO Quanto à sua admissibilidade, deve-se ressaltar que a Portaria MF nº 63, de 2017, estabeleceu um limite para interposição de recurso de ofício pelas Turmas de Julgamento das Delegacias da Receita Federal do Brasil de Julgamento (DRJ). Confira-se: Art. 1º O Presidente de Turma de Julgamento da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento (DRJ) recorrerá de ofício sempre que a decisão exonerar sujeito passivo do pagamento de tributo e encargos de multa, em valor total superior a R$ 2.500.000,00 (dois milhões e quinhentos mil reais). No caso em tela, trata-se de Auto de Infração (e-fls. 33/42), lavrado em 16/06/2003, relativo ao Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ, que pretende a cobrança de um crédito tributário no montante de R$2.459.655,08 (dois milhões, quatrocentos e cinqüenta e nove mil, seiscentos e cinqüenta e cinco reais e oito centavos), incluindo: IRPJ (R$922.408,33), multa de ofício (R$691.806,25) e juros de mora (R$845.440,50). Somando-se os valores exonerados em primeira instância, verifica-se que eles não superam o limite de dois milhões e quinhentos mil reais, estabelecido pela norma em referência. Conclusão Importa registrar que, nos autos em exame, a situação fática e jurídica encontra correspondência com a verificada na decisão paradigma, de sorte que as razões de decidir nela consignadas são aqui adotadas, não obstante os dados específicos do processo paradigma eventualmente citados neste voto. Fl. 1623DF CARF MF Original Fl. 3 do Acórdão n.º 1301-006.129 - 1ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 19515.007692/2008-19 Dessa forma, em razão da sistemática prevista nos §§ 1º e 2º do art. 47 do anexo II do RICARF, reproduz-se o decidido no acórdão paradigma, no sentido de não conhecer do Recurso de Ofício. (documento assinado digitalmente) Rafael Taranto Malheiros – Presidente Redator Fl. 1624DF CARF MF Original
score : 1.0
Numero do processo: 10880.661825/2012-32
Turma: Segunda Turma Extraordinária da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Fri Nov 11 00:00:00 UTC 2022
Data da publicação: Fri Dec 16 00:00:00 UTC 2022
Numero da decisão: 1002-000.361
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência à Unidade de Origem, para que esta analise os documentos constantes dos autos e elabore Relatório Circunstanciado definitivo sobre a liquidez e certeza do crédito vindicado, nos termos da fundamentação.
(documento assinado digitalmente)
Ailton Neves da Silva- Presidente.
(documento assinado digitalmente)
Rafael Zedral- Relator
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Aílton Neves da Silva (Presidente), Rafael Zedral, Fellipe Honório Rodrigues da Costa e Miriam Costa Faccin.
.
Nome do relator: RAFAEL ZEDRAL
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência à Unidade de Origem, para que esta analise os documentos constantes dos autos e elabore Relatório Circunstanciado definitivo sobre a liquidez e certeza do crédito vindicado, nos termos da fundamentação. (documento assinado digitalmente) Ailton Neves da Silva- Presidente. (documento assinado digitalmente) Rafael Zedral- Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Aílton Neves da Silva (Presidente), Rafael Zedral, Fellipe Honório Rodrigues da Costa e Miriam Costa Faccin. .
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Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência à Unidade de Origem, para que esta analise os documentos constantes dos autos e elabore Relatório Circunstanciado definitivo sobre a liquidez e certeza do crédito vindicado, nos termos da fundamentação. (documento assinado digitalmente) Ailton Neves da Silva- Presidente. (documento assinado digitalmente) Rafael Zedral- Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Aílton Neves da Silva (Presidente), Rafael Zedral, Fellipe Honório Rodrigues da Costa e Miriam Costa Faccin. . Relatório Por bem descrever o ocorrido, valho-me do relatório elaborado por ocasião do julgamento em primeira instância, a seguir transcrito: Trata-se do Despacho Decisório Eletrônico (DDE) juntado na e-fl. 23, nº de Rastreamento 042033720, emitido em 03/01/2013, pela DERAT SÃO PAULO/SP, HOMOLOGANDO PARCIALMENTE as compensações declaradas na DCOMP de nº 08317.19239.300508.1.7.02-5730, a qual utiliza crédito oriundo de saldo negativo de IRPJ do exercício 2003, ANO-CALENDÁRIO 2002, no valor de R$ 49.946,55, para compensação dos débitos nela declarados. Foram reconhecidos R$ 11.250,24, visto que as retenções informadas em DCOMP não foram totalmente validadas: RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 08 80 .6 61 82 5/ 20 12 -3 2 Fl. 172DF CARF MF Original Fl. 2 da Resolução n.º 1002-000.361 - 1ª Sejul/2ª Turma Extraordinária Processo nº 10880.661825/2012-32 Consta, ainda, do Sistema de Controle de Créditos, análise de crédito, disponível à contribuinte através do endereço» www.receita.fazenda.gov.br, opção "Empresa" ou "Cidadão", "todos os serviços", assunto "Restituição... Compensação", item "PER/DCOMP Despacho Decisório", (vide relatório de e-fls. 26 a 28). Cientificada do ato de não homologação das compensações em 17/01/2013 e discordando da cobrança dos débitos compensados nas DCOMP transmitidas, a contribuinte apresenta em 08/02/2013, por meio de seu representante legal e bastante procurador, sua manifestação de inconformidade, alegando, em síntese, o que se segue. Após breve resumo dos fatos, a contribuinte alega possuir o saldo negativo informado em sua DCOMP com demonstrativo de crédito, pelo que requer sejam considerados na apreciação do crédito em litígio os documentos por ela juntados aos autos e os demais que estão em seu poder e à disposição da RFB para verificação, caso entenda necessário. Argumenta que não pode ela ser responsabilizada pelos equívocos cometidos por suas tomadoras de serviço. Defende seu direito à utilização do IRRF na formação do saldo negativo do período, tendo em vista ter apurado prejuízo no período em análise. Encerra requerendo que seja reformado o despacho decisório e concedido seu direito ao crédito de saldo negativo. Em sessão de 29 de outubro de 2019 (e-fls. 138) a DRJ julgou parcialmente procedente a Manifestação de Inconformidade do contribuinte, nos termos da ementa abaixo reproduzida: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA - IRPJ Ano-calendário: 2002 SALDO NEGATIVO. RETENÇÕES. “Na apuração do IRPJ, a pessoa jurídica poderá deduzir do imposto devido o valor do imposto de renda retido na fonte, desde que comprovada a retenção e o cômputo das receitas correspondentes na base de cálculo do imposto” (Súmula CARF nº 80). Manifestação de Inconformidade Procedente em Parte Direito Creditório Reconhecido em Parte Após consultar os sistemas da RFB, o relator do Acórdão recorrido verificou existir retenções no montante de R$ 16.356,59, alterando assim o saldo negativo para este valor. Fl. 173DF CARF MF Original Fl. 3 da Resolução n.º 1002-000.361 - 1ª Sejul/2ª Turma Extraordinária Processo nº 10880.661825/2012-32 Ciente da decisão de primeira instância, o ora Recorrente apresenta Recurso Voluntário (e-fls.157 ), no qual reforça os mesmos argumentos apresentados na manifestação e inconformidade. Ao final, pede a revisão do Acórdão da DRJ no sentido de que seja deferido seu pleito. É o relatório. VOTO Conselheiro Rafael Zedral, Relator. Admissibilidade Inicialmente, reconheço a plena competência deste Colegiado para apreciação do Recurso Voluntário, na forma do art. 23-B da Portaria MF nº 343/2015 (Regimento Interno do CARF), com redação dada pela Portaria MF n.º 329/2017. Ademais, observo que o recurso é tempestivo e atende os demais requisitos de admissibilidade, entretanto, constato que não se encontra em condições de julgamento, conforme discorrido a seguir. Permanece em litígio nos presentes autos a confirmação das informações retenção declaradas em DCOMP pela recorrente mas glosadas pela autoridade fiscal. A relação das retenções não validadas totalmente encontra-se na tabela de e-fls. 27/28. O entendimento expresso no Acórdão recorrido, de que somente com o comprovante de rendimentos poderia ser provada a retenção informada em DCOMP já não encontra mais guarida neste CARF após a edição da Súmula 143 1 . Ainda que se possa concordar com a afirmação de que as notas fiscais não seriam por si só a prova final para a comprovação das retenções indicadas em DCOMP, entendo que tais documentos não podem ser simplesmente ignorados. Sabe-se que as notas fiscais, e inclusive por isto recebem este nome, geram reflexos principalmente no direito tributário. Tributos são lançados exclusivamente com os dados informados pela empresa na nota fiscal, situação em que não se questiona o fato de serem produzidos unilateralmente. Outra circunstância que deveria ser observada é que a conferência realizada pela RFB se restringe à consulta da DIRF, que é preenchida por outras pessoas jurídicas, multiplicando em muito as probabilidades de erros humanos no preenchimento. E até a natureza do trabalho da recorrente é também um ponto de atenção, pois se trata de empresa com muitos clientes, que pagam mensalmente e em mais de uma filial. 1 "A prova do imposto de renda retido na fonte deduzido pelo beneficiário na apuração do imposto de renda devido não se faz exclusivamente por meio do comprovante de retenção emitido em seu nome pela fonte pagadora dos rendimentos". Fl. 174DF CARF MF Original Fl. 4 da Resolução n.º 1002-000.361 - 1ª Sejul/2ª Turma Extraordinária Processo nº 10880.661825/2012-32 E especificamente no caso presente, verifico que os documentos constantes dos autos, notadamente as notas fiscais juntadas, parecem conferir razão às alegações do Recorrente e que reclamam uma análise mais acurada, a fim de que seu direito de defesa não seja prejudicado. E quanto aos documentos juntados pela recorrente, entendemos que devem ser analisados pela unidade de origem, visto que apresentam relevantes informações que podem comprovar as alegações da defesa. Vejamos o caso da retenção informada como que ocorrida pelo CNPJ 01.545.828/0012-40. As notas fiscais juntadas a partir a e-fls. 80, somam exatamente o mesmo valor de R$ 2.764,98 (e-fls. 217 – primeira linha), tal como informado na DCOMP e relacionado na tabela de e-fls. 45: As notas fiscais possuem aceite e foram emitidas no ano de 2002. Logo, a recorrente merece ao menos obter uma resposta sobre estas provas juntadas, visto que guardam coerência com as informações prestadas em DCOMP. A análise de tais documentos por este julgador indicam, em princípio e em juízo de delibação, a verossimilhança dos argumentos do Recorrente, motivo porque voto pela remessa dos autos a Unidade de Origem para realizar análise dos documentos que o instruem e elaborar Relatório Circunstanciado definitivo sobre a liquidez e certeza do crédito vindicado, bem como atestar se este não foi utilizado em outro processo de compensação. Ao apurar o saldo negativo de IRPJ, a unidade de origem deve considerar todas as retenções comprovadamente ocorridas, mesmo aquelas eventualmente não informadas em DCOMP. O Recorrente deverá ser intimado para, se assim desejar, manifestar-se nos autos e apresentar outros documentos que possam servir à solução do litígio e ao cumprimento da diligência. Do resultado da Diligência, será a recorrente intimada a se manifestar, no prazo de 30 dias. Findo esse prazo, retornem-se os autos a esta turma para julgamento. É como voto Rafael Zedral - relator Fl. 175DF CARF MF Original
score : 1.0
Numero do processo: 10280.903022/2013-19
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Oct 26 00:00:00 UTC 2022
Data da publicação: Thu Dec 15 00:00:00 UTC 2022
Ementa: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL (COFINS)
Período de apuração: 01/10/2004 a 31/12/2004
PEDIDO RESSARCIMENTO. CRÉDITO DE PIS/PASEP E COFINS INCIDENTES SOBRE PRODUTOS SUJEITOS À TRIBUTAÇÃO MONOFÁSICA. COMERCIANTE REVENDEDOR. INDEFERIMENTO.
No regime monofásico de tributação não há previsão de ressarcimento de tributos pagos na fase anterior da cadeia de comercialização, haja vista que a incidência efetiva - se uma única vez, sem previsão de fato gerador futuro e presumido, como ocorre no regime de substituição tributária para frente.
Após a vigência do regime monofásico de incidência, não há previsão legal para o pedido de ressarcimento da contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins incidente sobre a venda de automóveis e autopeças para o comerciante atacadista ou varejista.
Numero da decisão: 3302-013.027
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário. Este julgamento seguiu a sistemática dos recursos repetitivos, sendo-lhes aplicado o decidido no Acórdão nº 3302-013.021, de 26 de outubro de 2022, prolatado no julgamento do processo 10280.901062/2013-18, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado.
(documento assinado digitalmente)
Larissa Nunes Girard Presidente Redatora
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Marcos Roberto da Silva (suplente convocado(a)), Walker Araujo, Carlos Delson Santiago (suplente convocado(a)), Jose Renato Pereira de Deus, Fabio Martins de Oliveira, Denise Madalena Green, Mariel Orsi Gameiro, Larissa Nunes Girard (Presidente em Exercício). Ausente(s) o conselheiro(a) Gilson Macedo Rosenburg Filho, substituído(a) pelo(a) conselheiro(a) Larissa Nunes Girard.
Nome do relator: GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO
1.0 = *:*
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ementa_s : ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL (COFINS) Período de apuração: 01/10/2004 a 31/12/2004 PEDIDO RESSARCIMENTO. CRÉDITO DE PIS/PASEP E COFINS INCIDENTES SOBRE PRODUTOS SUJEITOS À TRIBUTAÇÃO MONOFÁSICA. COMERCIANTE REVENDEDOR. INDEFERIMENTO. No regime monofásico de tributação não há previsão de ressarcimento de tributos pagos na fase anterior da cadeia de comercialização, haja vista que a incidência efetiva - se uma única vez, sem previsão de fato gerador futuro e presumido, como ocorre no regime de substituição tributária para frente. Após a vigência do regime monofásico de incidência, não há previsão legal para o pedido de ressarcimento da contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins incidente sobre a venda de automóveis e autopeças para o comerciante atacadista ou varejista.
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decisao_txt : Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário. Este julgamento seguiu a sistemática dos recursos repetitivos, sendo-lhes aplicado o decidido no Acórdão nº 3302-013.021, de 26 de outubro de 2022, prolatado no julgamento do processo 10280.901062/2013-18, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado. (documento assinado digitalmente) Larissa Nunes Girard Presidente Redatora Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Marcos Roberto da Silva (suplente convocado(a)), Walker Araujo, Carlos Delson Santiago (suplente convocado(a)), Jose Renato Pereira de Deus, Fabio Martins de Oliveira, Denise Madalena Green, Mariel Orsi Gameiro, Larissa Nunes Girard (Presidente em Exercício). Ausente(s) o conselheiro(a) Gilson Macedo Rosenburg Filho, substituído(a) pelo(a) conselheiro(a) Larissa Nunes Girard.
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Interessado FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL (COFINS) Período de apuração: 01/10/2004 a 31/12/2004 PEDIDO RESSARCIMENTO. CRÉDITO DE PIS/PASEP E COFINS INCIDENTES SOBRE PRODUTOS SUJEITOS À TRIBUTAÇÃO MONOFÁSICA. COMERCIANTE REVENDEDOR. INDEFERIMENTO. No regime monofásico de tributação não há previsão de ressarcimento de tributos pagos na fase anterior da cadeia de comercialização, haja vista que a incidência efetiva - se uma única vez, sem previsão de fato gerador futuro e presumido, como ocorre no regime de substituição tributária para frente. Após a vigência do regime monofásico de incidência, não há previsão legal para o pedido de ressarcimento da contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins incidente sobre a venda de automóveis e autopeças para o comerciante atacadista ou varejista. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário. Este julgamento seguiu a sistemática dos recursos repetitivos, sendo-lhes aplicado o decidido no Acórdão nº 3302-013.021, de 26 de outubro de 2022, prolatado no julgamento do processo 10280.901062/2013-18, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado. (documento assinado digitalmente) Larissa Nunes Girard – Presidente Redatora Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Marcos Roberto da Silva (suplente convocado(a)), Walker Araujo, Carlos Delson Santiago (suplente convocado(a)), Jose Renato Pereira de Deus, Fabio Martins de Oliveira, Denise Madalena Green, Mariel Orsi Gameiro, Larissa Nunes Girard (Presidente em Exercício). Ausente(s) o conselheiro(a) Gilson Macedo Rosenburg Filho, substituído(a) pelo(a) conselheiro(a) Larissa Nunes Girard. Relatório O presente julgamento submete-se à sistemática dos recursos repetitivos prevista no art. 47, §§ 1º e 2º, Anexo II, do Regulamento Interno do CARF (RICARF), aprovado pela AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 28 0. 90 30 22 /2 01 3- 19 Fl. 102DF CARF MF Original Fl. 2 do Acórdão n.º 3302-013.027 - 3ª Sejul/3ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 10280.903022/2013-19 Portaria MF nº 343, de 9 de junho de 2015. Dessa forma, adota-se neste relatório substancialmente o relatado no acórdão paradigma. Trata-se de recurso voluntário interposto contra decisão que julgou improcedente a manifestação de inconformidade, para manter o despacho decisório que indeferiu o pedido de ressarcimento do crédito apurado pela Recorrente, sendo que no regime monofásico de tributação não há previsão de ressarcimento de tributos pagos na fase anterior da cadeia de comercialização, haja vista que a incidência efetiva-se uma única vez, sem previsão de fato gerador futuro e presumido, como ocorre no regime de substituição tributária para frente. Reproduzindo suas razões de defesa, a Recorrente, em síntese apertada, alega que não há vedação para tomada de créditos nas operações sujeitas a tributação monofásica, posto que é intrínseco à não-cumulativa o creditamento nos termos do artigo 17 da Lei nº 11.033/04. Adicionalmente, colaciona decisões judiciais proferidas em processos de terceiros que, concedem o direito ao créditos das operações sob análise. É o relatório. Voto Tratando-se de julgamento submetido à sistemática de recursos repetitivos na forma do Regimento Interno deste Conselho, reproduz-se o voto consignado no acórdão paradigma como razões de decidir: O recurso voluntário é tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade, dele tomo conhecimento. Inicialmente insta tecer que a Contribuinte é revendedora de veículos e autopeças, bem como presta serviços de garantia e assistência técnica sujeitas à incidência monofásica, e incide, portanto, na vedação contida no art. 3º, I, b c/c o art. 2º, § 1º, III e IV das Leis nº 10.637, de 2002, e nº 10.833, de 2003, que impedem a apuração de créditos na aquisição, para revenda, das máquinas, veículos e autopeças especificadas na Lei nº 10.485, de 2002. A despeito da vedação supracitada, a Recorrente apura créditos calculados sobre máquinas, veículos e autopeças tendo em vista a disposição contida no artigo 17 da Lei nº 11.033, de 2004, que autoriza a manutenção dos créditos vinculados às vendas com suspensão, isenção, alíquota zero e não incidência da Contribuição para o PIS/PASEP e da COFINS. A par da tributação concentrada, estipulada aos fabricantes e importadores de veículos e autopeças, o § 2º do artigo 3º da Lei nº 10.485, de 2002, atribui a incidência de alíquota zero para a receita de venda dos mesmos veículos e autopeças, quando apurada por comerciantes atacadistas e varejistas. “Art.3º ... § 2º Ficam reduzidas a 0% (zero por cento) as alíquotas da contribuição para o PIS/PASEP e da COFINS, relativamente à Fl. 103DF CARF MF Original Fl. 3 do Acórdão n.º 3302-013.027 - 3ª Sejul/3ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 10280.903022/2013-19 receita bruta auferida por comerciante atacadista ou varejista, com a venda dos produtos de que trata: (Incluído pela Lei nº 10.865, de 2004) I o caput deste artigo; e (Incluído pela Lei nº 10.865, de 2004) II o caput do art. 1o desta Lei, exceto quando auferida pelas pessoas jurídicas a que se refere o art. 17, § 5o, da Medida Provisória no 2.18949, de 23 de agosto de 2001.” (Redação dada pela Lei nº 10.925, de 2004) (g.n.)” 15. Em suma, para as máquinas, veículos e autopeças relacionados na Lei nº 10.485, de 2002, vigora o regime de incidência monofásica da Contribuição para o PIS/PASEP e da COFINS, com concentração da tributação nos respectivos fabricantes e importadores dessas mercadorias e com incidência de alíquota zero para as receitas apuradas, por comerciantes atacadistas e varejistas, com as vendas das mesmas. (...) Dentre as hipóteses para as quais há vedação legal expressa para a apuração de créditos, estão as citadas no § 1º do artigo 2º das Leis nº 10.637, de 2002, e nº 10.833, de 2003, que incluem, nos seus incisos III e IV, quando adquiridos para revenda, as máquinas, veículos e autopeças supracitados. “Art. 3o Do valor apurado na forma do art. 2o a pessoa jurídica poderá descontar créditos calculados em relação a: I bens adquiridos para revenda, exceto em relação às mercadorias e aos produtos referidos: (Redação dada pela Lei nº 10.865, de 2004) (...) b) nos §§ 1o e 1oA do art. 2o desta Lei; (Redação dada pela lei nº 11.787, de 2008)” (g.n.) Art. 2°, § 1o (...) III no art. 1o da Lei no 10.485, de 3 de julho de 2002, e alterações posteriores, no caso de venda de máquinas e veículos classificados nos códigos 84.29, 8432.40.00, 84.32.80.00, 8433.20, 8433.30.00, 8433.40.00, 8433.5, 87.01, 87.02, 87.03, 87.04, 87.05 e 87.06, da TIPI; (Incluído pela Lei nº 10.865, de 2004) IV no inciso II do art. 3o da Lei no 10.485, de 3 de julho de 2002, no caso de vendas, para comerciante atacadista ou varejista ou para consumidores, das autopeças relacionadas nos Anexos I e II da mesma Lei; (Incluído pela Lei nº 10.865, de 2004)” (g.n.) (...) Nesse sentido, não ensejam apuração de créditos da Contribuição para o PIS/PASEP e da COFINS, as aquisições, para a revenda, de máquinas e veículos classificados nos códigos da TIPI supracitados e de autopeças relacionadas nos Anexos I e II da Lei nº 10.485, de 2002. Fl. 104DF CARF MF Original Fl. 4 do Acórdão n.º 3302-013.027 - 3ª Sejul/3ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 10280.903022/2013-19 Quanto a alegação da Recorrente de que existiria norma que possibilitaria a constituição dos créditos glosados está fundamentada, como bem disse a decisão recorrida, em uma interpretação equivocada do art. 17 da Lei nº 11.033, de 21 de dezembro de 2004: Art. 17. As vendas efetuadas com suspensão, isenção, alíquota 0 (zero) ou não incidência da Contribuição para o PIS/PASEP e da COFINS não impedem a manutenção, pelo vendedor, dos créditos vinculados a essas operações. Esse artigo apenas afirma que podem ser mantidos os créditos porventura existentes vinculados a operações com suspensão, isenção, alíquota zero ou não incidência. No presente caso não existe crédito a ser mantido, pouco importando, pois, que a operação de venda da contribuinte tenha sido com alíquota zero. E o crédito não existe porque, como também deixa claro a decisão recorrida, há vedação legal para a sua apuração no caso de veículos e autopeças submetidos à sistemática monofásica: Lei nº 10.637, de 2002: Art. 2º Para determinação do valor da contribuição para o PIS/Pasep aplicarseá, sobre a base de cálculo apurada conforme o disposto no art. 1º, a alíquota de 1,65% (um inteiro e sessenta e cinco centésimos). § 1º Excetua-se do disposto no caput a receita bruta auferida pelos produtores ou importadores, que devem aplicar as alíquotas previstas: (Incluído pela Lei nº 10.865, de 2004) (...) III no art. 1º da Lei nº 10.485, de 3 de julho de 2002, e alterações posteriores, no caso de venda de máquinas e veículos classificados nos códigos 84.29, 8432.40.00, 84.32.80.00, 8433.20, 8433.30.00, 8433.40.00, 8433.5, 87.01, 87.02, 87.03, 87.04, 87.05 e 87.06, da TIPI; (Incluído pela Lei nº 10.865, de 2004) IV no inciso II do art. 3º da Lei nº 10.485, de 3 de julho de 2002, no caso de vendas, para comerciante atacadista ou varejista ou para consumidores, das autopeças relacionadas nos Anexos I e II da mesma Lei; (Incluído pela Lei nº 10.865, de 2004) (...) Art. 3º Do valor apurado na forma do art. 2º a pessoa jurídica poderá descontar créditos calculados em relação a: (...) I bens adquiridos para revenda, exceto em relação às mercadorias e aos produtos referidos: (Redação dada pela Lei nº 10.865, de 2004) b) no § 1º do art. 2º desta Lei; (Incluído pela Lei nº 10.865, de 2004) [destaques acrescidos] Lei nº 10.833, de 2003: Fl. 105DF CARF MF Original Fl. 5 do Acórdão n.º 3302-013.027 - 3ª Sejul/3ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 10280.903022/2013-19 Art. 2º Para determinação do valor da COFINS aplicar-se-á, sobre a base de cálculo apurada conforme o disposto no art. 1º, a alíquota de 7,6% (sete inteiros e seis décimos por cento). § 1º Excetua-se do disposto no caput deste artigo a receita bruta auferida pelos produtores ou importadores, que devem aplicar as alíquotas previstas: (Incluído pela Lei nº 10.865, de 2004) (...) III no art. 1º da Lei nº 10.485, de 3 de julho de 2002, e alterações posteriores, no caso de venda de máquinas e veículos classificados nos códigos 84.29, 8432.40.00, 84.32.80.00, 8433.20, 8433.30.00, 8433.40.00, 8433.5, 87.01, 87.02, 87.03, 87.04, 87.05 e 87.06, da TIPI; (Incluído pela Lei nº 10.865, de 2004) IV no inciso II do art. 3º da Lei nº 10.485, de 3 de julho de 2002, no caso de vendas, para comerciante atacadista ou varejista ou para consumidores, das autopeças relacionadas nos Anexos I e II da mesma Lei; (Incluído pela Lei nº 10.865, de 2004) (...) Art. 3º Do valor apurado na forma do art. 2º a pessoa jurídica poderá descontar créditos calculados em relação a: (...) I bens adquiridos para revenda, exceto em relação às mercadorias e aos produtos referidos: (Redação dada pela Lei nº 10.865, de 2004) b) no § 1º do art. 2º desta Lei; (Incluído pela Lei nº 10.865, de 2004) [destaques acrescidos] Assim, em virtude da vedação determinada pelo art. 3º, inciso I, alínea b, da Lei nº 10.637, de 2002, e pelo art. 3º, inciso I, alínea b, da Lei nº 10.833, de 2003, a Recorrente não podia apurar nenhum crédito decorrente da aquisição de veículos e autopeças submetidos à sistemática monofásica e, portanto, não há sentido em invocar a permissão do art. 17 da Lei nº 11.033, de 2004, já que não há crédito a ser mantido. No mesmo sentido são as decisões proferidas nos acórdãos nº 3302-005.447 e 3302-008.314, envolvendo o crédito nas aquisições de produtos sujeitos ao regime de tributação monofásica: COMPENSAÇÃO. CRÉDITO DE PIS/PASEP INCIDENTE SOBRE PRODUTOS SUJEITOS À TRIBUTAÇÃO MONOFÁSICA. COMERCIANTE REVENDEDOR. VEDAÇÃO EXPRESSA. INDEFERIMENTO. Há vedação legal expressa ao creditamento das contribuições ao PIS e a COFINS sobre a compra de veículos automotores para revenda, nos termos do art. 3º, inciso I, alínea “b”, das Leis nºs 10.637/2002 e 10.833/2003, não se podendo reconhecer credito que afronte tal vedação. *** Fl. 106DF CARF MF Original Fl. 6 do Acórdão n.º 3302-013.027 - 3ª Sejul/3ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 10280.903022/2013-19 PEDIDO RESSARCIMENTO. CRÉDITO DE PIS/PASEP E COFINS INCIDENTES SOBRE PRODUTOS SUJEITOS À TRIBUTAÇÃO MONOFÁSICA. COMERCIANTE REVENDEDOR. INDEFERIMENTO. No regime monofásico de tributação não há previsão de ressarcimento de tributos pagos na fase anterior da cadeia de comercialização, haja vista que a incidência efetiva - se uma única vez, sem previsão de fato gerador futuro e presumido, como ocorre no regime de substituição tributária para frente. Após a vigência do regime monofásico de incidência, não há previsão legal para o pedido de ressarcimento da contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins incidente sobre a venda de automóveis e autopeças para o comerciante atacadista ou varejista. Por fim, inaplicáveis ao presente caso as decisões judiciais citadas pela Recorrente, posto tratar-se de meros precedentes que não tem observância obrigatória dos Julgadores desta Corte, a teor do artigo 62, do Regimento Interno deste órgão. Diante do exposto, voto por negar provimento ao recurso voluntário. Conclusão Importa registrar que, nos autos em exame, a situação fática e jurídica encontra correspondência com a verificada na decisão paradigma, de sorte que as razões de decidir nela consignadas são aqui adotadas, não obstante os dados específicos do processo paradigma eventualmente citados neste voto. Dessa forma, em razão da sistemática prevista nos §§ 1º e 2º do art. 47 do anexo II do RICARF, reproduz-se o decidido no acórdão paradigma, no sentido de negar provimento ao recurso voluntário. (documento assinado digitalmente) Larissa Nunes Girard – Presidente Redatora Fl. 107DF CARF MF Original
score : 1.0
Numero do processo: 11128.731723/2013-67
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Mon Oct 24 00:00:00 UTC 2022
Data da publicação: Mon Nov 28 00:00:00 UTC 2022
Ementa: ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Ano-calendário: 2008
AUTO DE INFRAÇÃO. NULIDADE. INOCORRÊNCIA.
O Auto de Infração lavrado por Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil, com a indicação expressa das infrações imputadas ao sujeito passivo e das respectivas fundamentações, constitui instrumento legal e hábil à exigência do crédito tributário.
MULTA REGULAMENTAR. INFORMAÇÕES A DESTEMPO. RFB. PRAZO. DENÚNCIA ESPONTÂNEA. INAPLICABILIDADE.
Súmula CARF nº 126
A denúncia espontânea não alcança as penalidades infligidas pelo descumprimento dos deveres instrumentais decorrentes da inobservância dos prazos fixados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil para prestação de informações à administração aduaneira, mesmo após o advento da nova redação do art. 102 do Decreto-Lei nº 37, de 1966, dada pelo art. 40 da Lei nº 12.350, de 2010. (Vinculante, conforme Portaria ME 129 de 01/04/2019, DOU de 02/04/2019).
ASSUNTO: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA
null
MULTA REGULAMENTAR. SISCOMEX CARGA. REGISTRO EXTEMPORÂNEO DOS DADOS DA CARGA. IMPOSIÇÃO DA MULTA. POSSIBILIDADE.
A prestação de informação a destempo sobre a carga transportada no Siscomex Carga configura a infração regulamentar definida na alínea e do inciso IV do artigo 107 do Decreto-lei nº 37/1966, com redação dada pelo artigo 77 da Lei 10.833/2003, sancionada com a multa regulamentar fixada no referido preceito legal.
AGENTE DE CARGA. INFRAÇÃO. FATO GERADOR. DATA ANTERIOR A 01/04/2009. MULTA REGULAMENTAR. POSSIBILIDADE.
A infração cometida em data anterior a 01/09/2009, não exime o agente de carga de prestar informação sobre as cargas transportadas, antes da atracação ou da desatracação da embarcação em porto no País.
A falta de informação e/ ou a informação a destempo sujeita o agente a multa regulamentar.
Numero da decisão: 3301-011.892
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário. Este julgamento seguiu a sistemática dos recursos repetitivos, sendo-lhes aplicado o decidido no Acórdão nº 3301-011.864, de 24 de outubro de 2022, prolatado no julgamento do processo 11128.734589/2013-56, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado.
(documento assinado digitalmente)
Marco Antônio Marinho Nunes Presidente Redator
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Ari Vendramini, Laércio Cruz Uliana Júnior, José Adão Vitorino de Morais, Marcelo Costa Marques dOliveira (suplente convocado), Rodrigo Lorenzon Yunan Gassibe, Sabrina Coutinho Barbosa, Semíramis de Oliveira Duro e Marco Antônio Marinho Nunes (Presidente substituto). Ausente a Conselheira Juciléia de Souza Lima, substituída pelo Conselheiro Marcelo Costa Marques dOliveira.
Nome do relator: MARCO ANTONIO MARINHO NUNES
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IInntteerreessssaaddoo FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Ano-calendário: 2008 AUTO DE INFRAÇÃO. NULIDADE. INOCORRÊNCIA. O Auto de Infração lavrado por Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil, com a indicação expressa das infrações imputadas ao sujeito passivo e das respectivas fundamentações, constitui instrumento legal e hábil à exigência do crédito tributário. MULTA REGULAMENTAR. INFORMAÇÕES A DESTEMPO. RFB. PRAZO. DENÚNCIA ESPONTÂNEA. INAPLICABILIDADE. Súmula CARF nº 126 A denúncia espontânea não alcança as penalidades infligidas pelo descumprimento dos deveres instrumentais decorrentes da inobservância dos prazos fixados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil para prestação de informações à administração aduaneira, mesmo após o advento da nova redação do art. 102 do Decreto-Lei nº 37, de 1966, dada pelo art. 40 da Lei nº 12.350, de 2010. (Vinculante, conforme Portaria ME 129 de 01/04/2019, DOU de 02/04/2019). ASSUNTO: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA MULTA REGULAMENTAR. SISCOMEX CARGA. REGISTRO EXTEMPORÂNEO DOS DADOS DA CARGA. IMPOSIÇÃO DA MULTA. POSSIBILIDADE. A prestação de informação a destempo sobre a carga transportada no Siscomex Carga configura a infração regulamentar definida na alínea “e” do inciso IV do artigo 107 do Decreto-lei nº 37/1966, com redação dada pelo artigo 77 da Lei 10.833/2003, sancionada com a multa regulamentar fixada no referido preceito legal. AGENTE DE CARGA. INFRAÇÃO. FATO GERADOR. DATA ANTERIOR A 01/04/2009. MULTA REGULAMENTAR. POSSIBILIDADE. A infração cometida em data anterior a 01/09/2009, não exime o agente de carga de prestar informação sobre as cargas transportadas, antes da atracação ou da desatracação da embarcação em porto no País. AC ÓR Dà O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 12 8. 73 17 23 /2 01 3- 67 Fl. 168DF CARF MF Original Fl. 2 do Acórdão n.º 3301-011.892 - 3ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 11128.731723/2013-67 A falta de informação e/ ou a informação a destempo sujeita o agente a multa regulamentar. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário. Este julgamento seguiu a sistemática dos recursos repetitivos, sendo-lhes aplicado o decidido no Acórdão nº 3301-011.864, de 24 de outubro de 2022, prolatado no julgamento do processo 11128.734589/2013-56, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado. (documento assinado digitalmente) Marco Antônio Marinho Nunes – Presidente Redator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Ari Vendramini, Laércio Cruz Uliana Júnior, José Adão Vitorino de Morais, Marcelo Costa Marques d’Oliveira (suplente convocado), Rodrigo Lorenzon Yunan Gassibe, Sabrina Coutinho Barbosa, Semíramis de Oliveira Duro e Marco Antônio Marinho Nunes (Presidente substituto). Ausente a Conselheira Juciléia de Souza Lima, substituída pelo Conselheiro Marcelo Costa Marques d’Oliveira. Relatório O presente julgamento submete-se à sistemática dos recursos repetitivos prevista no art. 47, §§ 1º e 2º, Anexo II, do Regulamento Interno do CARF (RICARF), aprovado pela Portaria MF nº 343, de 9 de junho de 2015. Dessa forma, adota-se neste relatório substancialmente o relatado no acórdão paradigma. Trata-se de recurso voluntário contra decisão da DRJ em São Paulo/SP que julgou improcedente a impugnação interposta contra o lançamento do crédito tributário referente à multa regulamentar pela não prestação tempestiva de informação sobre veículo e/ ou carga transportada. O lançamento teve como fundamento legal os artigos 37, § 1º; e, 107, inciso IV, alínea "e" do Decreto-lei nº 37/66, com a redação dada pelo art. 77 da Lei n° 10.833/2003. Intimada da exigência da multa regulamentar, a recorrente impugnou-a, alegando razões assim resumidas por aquela DRJ: A impugnante informou os dados antes de qualquer medida de fiscalização devendo ser afastada a multa em decorrência do instituto da denúncia espontânea; Não há fundamento legal para a cobrança de multa acima de R$ 5.000,00 sobre o mesmo fato gerador (SCI COSIT nº 08, de 14/02/2008); A multa ofende princípios constitucionais. Analisada a impugnação, a DRJ julgou-a improcedente, nos termos de Acórdão assim ementado: ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. NÃO PRESTAÇÃO DE INFORMAÇÃO DE CARGA. MULTA. Fl. 169DF CARF MF Original Fl. 3 do Acórdão n.º 3301-011.892 - 3ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 11128.731723/2013-67 A não prestação de informação do conhecimento de carga na chegada de veículo ao território nacional tipifica a multa prevista no art. 107, IV, “e” do Decreto-lei n° 37/66 com a redação dada pelo art. 77 da Lei n° 10.833/03. Intimada dessa decisão, a recorrente interpôs recurso voluntário requerendo o cancelamento da exação, alegando em síntese: 1) em preliminar, a nulidade do auto de infração por vício formal, sob o argumento de afronta ao artigo 10 do Decreto º 70.235/72, tendo em vista que a descrição do fato que ensejou a aplicação da multa não foi realizada de forma clara e completa: e, 2) no mérito: 2.1) Da não caracterização da infração imposta: as informações foram devidamente prestadas, sendo que a conduta da recorrente não caracteriza o tipo legal sob o qual se justifica a imposição de multa, uma vez que não houve ausência de informação; 2.2) Das infrações anteriores a 01/04/2009 – suspensão dos prazos de antecedência: a multa aplicada teve seu fato gerador ocorrido no período de transição da IN RFB nº 800/2007, ou seja, no momento em que a obrigatoriedade de observância dos prazos estava suspensa, conforme regulação trazida pela IN RFB nº 899/2008, que alterou o artigo 50 daquela IN; e, 2.3) Denúncia espontânea aduaneira: ainda que a infração tenha ocorrido, o registro efetuado no Siscomex fora do prazo, mas antes da lavratura do auto de infração, caracterizou denúncia espontânea, nos termos do artigo 102, caput, e § 2º, do Decreto-lei nº 37/66. Em síntese, e o relatório. Voto Tratando-se de julgamento submetido à sistemática de recursos repetitivos na forma do Regimento Interno deste Conselho, reproduz-se o voto consignado no acórdão paradigma como razões de decidir: O recurso apresentado atende aos requisitos de admissibilidade previstos no Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972; assim, dele conheço. 1) Preliminar A suscitada nulidade do auto de infração sob o argumento de que a descrição do fato que ensejou a aplicação da multa não foi clara e completa, ferindo o disposto no artigo 10 do Decreto nº 70.235/72, é equivocada e não prospera. No auto de infração, mais especificamente na Descrição dos Fatos e Enquadramento Legal, consta literalmente a infração que lhe foi imputada, ou seja, a prestação intempestiva de informação sobre veículo e/ ou carga transportada procedente do exterior. Os dispositivos legais infringidos e o fundamento do lançamento foram citados e transcrito naquela descrição. A informação expressa da infração imputada, a citação e a transcrição dos dispositivos legais constantes do auto de infração permitiram à recorrente exercer sua defesa, tanto é que o fez em primeira e segunda instância. Dessa forma, não há que se falar em nulidade do auto de infração. Fl. 170DF CARF MF Original Fl. 4 do Acórdão n.º 3301-011.892 - 3ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 11128.731723/2013-67 2) Mérito. 2.1) Multa Regulamentar/Caracterização. A recorrente tem como atividades econômicas, dentre outras, o agenciamento de cargas e descargas de fretes aéreos e marítimos internacionais. No presente caso, conforme consta do relatório, a recorrente prestou a destempo informação sobre veículo e/ ou carga transportada procedente do exterior. Consta expressamente da Descrição dos Fatos e Enquadramento Legal que integra o presente Auto de Infração a conduta que ensejou a aplicação da multa: O Agente de Carga CEVA FREIGHT MANAGEMENT DO BRASIL LTDA., CNPJ 03.229.138/0004-06, concluiu a desconsolidação relativa ao Conhecimento Eletrônico Sub-Máster (MHBL) CE 150905015856460 a destempo às 16:16 do dia 19/02/2009, segundo o prazo previamente estabelecido pela Secretaria da Receita Federal do Brasil - RFB, para o seu conhecimento eletrônico agregado (HBL) CE 150905019633733. A carga objeto da desconsolidação em comento foi trazida ao Porto de Santos acondicionada no(s) Container(es) MSCU8984541, pelo Navio M/V "MSC CAROLINA", em sua viagem 001A, no dia 17/02/2009, com atracação registrada às 05:43. Os documentos eletrônicos de transporte que ampararam a chegada da embarcação para a carga são Escala 09000038133, Manifesto Eletrônico 1509500227293, Conhecimento Eletrônico Máster MBL 150905014900334, Conhecimento Eletrônico Sub- Máster MHBL 150905015856460 e Conhecimento Eletrônico Agregado 150905019633733. Em relação à prestação de informação sobre veículo ou carga nele transportada, ou sobre as operações que execute no Siscomex Carga, foi editada a Instrução Normativa RFB 800/2007, que estabeleceu a forma e o prazo para a prestação das referidas informações, assim dispondo: Art. 22. São os seguintes os prazos mínimos para a prestação das informações à RFB: (...); III - as relativas à conclusão da desconsolidação, quarenta e oito horas antes da chegada da embarcação no porto de destino do conhecimento genérico. (...); Art. 50. Os prazos de antecedência previstos no art. 22 desta Instrução Normativa somente serão obrigatórios a partir de 1º de abril de 2009. (Redação dada pela IN RFB nº 899, de 29 de dezembro de 2008) Parágrafo único. O disposto no caput não exime o transportador da obrigação de prestar informações sobre: Fl. 171DF CARF MF Original Fl. 5 do Acórdão n.º 3301-011.892 - 3ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 11128.731723/2013-67 I - a escala, com antecedência mínima de cinco horas, ressalvados prazos menores estabelecidos em rotas de exceção; e II - as cargas transportadas, antes da atracação ou da desatracação da embarcação em porto no País. (grifos não originais) No caso, embora as informações sobre a operação de desconsolidação tenham ocorrido antes de 1º de abril de 2009, a recorrente estava obrigada a cumprir o prazo estabelecido na norma temporária, inscrita no inciso II do parágrafo único do art. 50 destacado. A responsabilidade tributária do agente de carga está prevista no art. 37, do Decreto-lei nº 37/66, que assim dispõe: Art. 37. O transportador deve prestar à Secretaria da Receita Federal, na forma e no prazo por ela estabelecidos, as informações sobre as cargas transportadas, bem como sobre a chegada de veículo procedente do exterior ou a ele destinado. § 1º O agente de carga, assim considerada qualquer pessoa que, em nome do importador ou do exportador, contrate o transporte de mercadoria, consolide ou desconsolide cargas e preste serviços conexos, e o operador portuário, também devem prestar as informações sobre as operações que executem e respectivas cargas. (destaque não original) (...). Já o artigo 107, desse mesmo decreto-lei, com a redação dada pela Lei nº 10.833/2003, estabelece multa pelo descumprimento do dever de prestar informações à RFB, assim dispondo: Art. 107. Aplicam-se ainda as seguintes multas: (...) IV - de R$ 5.000,00 (cinco mil reais): (...) e) por deixar de prestar informação sobre veículo ou carga nele transportada, ou sobre as operações que execute, na forma e no prazo estabelecidos pela Secretaria da Receita Federal, aplicada à empresa de transporte internacional, inclusive a prestadora de serviços de transporte internacional expresso porta-a-porta, ou ao agente de carga; e, (destaque não original) (...). Em relação à legitimidade da solidariedade tributária de agentes marítimos e de cargas, em relação ao transportador estrangeiro, no julgamento do REsp nº 1.129.430/SP, de relatoria do então ministro Luiz Fux, a Primeira Seção do Superior Tribunal de Justiça (STJ), em sede de recurso repetitivo, decidiu que aqueles agentes, no exercício exclusivo de atribuições próprias, no período anterior à vigência do Decreto-lei nº 2.472/88 (que alterou o art. 32, do Decreto-Lei nº 37/66), não ostentavam a condição de responsável tributário, porque inexistente previsão legal para tanto. Contudo, a partir da vigência do Decreto-lei nº 2.472/88, já não há mais óbice para que o agente marítimo figurasse como responsável tributário. Fl. 172DF CARF MF Original Fl. 6 do Acórdão n.º 3301-011.892 - 3ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 11128.731723/2013-67 Dessa forma, correta a aplicação e exigência da multa regulamentar, inclusive, em nome da recorrente. 2.2) Das infrações anteriores a 01/04/2009–suspensão dos prazos de antecedência A alegação de que os fatos ocorridos em datas anteriores a 01/04/2009 não podem ser considerados infração não tem amparo legal. De acordo com o disposto no parágrafo único do art. 50 da IN RFB nº 800/2007, já citados e transcritos anteriormente, o agente de carga e/ ou marítimo não foi dispensado da obrigação de prestar informações sobre: I - a escala, com antecedência mínima de cinco horas, ressalvados prazos menores estabelecidos em rotas de exceção; e II - as cargas transportadas, antes da atracação ou da desatracação da embarcação em porto no País. (grifos não originais) Embora no presente caso, as informações sobre a operação de desconsolidação tenham ocorrido antes de 1º de abril de 2009, a recorrente estava obrigada a cumprir o prazo estabelecido na norma temporária, nos termos do referido artigo. Também, entendemos que não há dúvidas de que a conduta praticada pela recorrente subsume-se à hipótese da infração descrita nos referidos preceitos, legal e normativo. Aliás, em relação à materialidade da mencionada infração inexiste controvérsia nos autos. 2.3) Denúncia espontânea aduaneira A aplicação do instituto da denúncia espontânea à exigência de multa regulamentar, por meio de lançamento de ofício, decorrente do não cumprimento de prazos fixados pela RFB para prestação de informações à administração aduaneira, constitui matéria sumulada pelo CARF, nos termos da Súmula 126, que assim dispõe: Súmula CARF nº 126 A denúncia espontânea não alcança as penalidades infligidas pelo descumprimento dos deveres instrumentais decorrentes da inobservância dos prazos fixados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil para prestação de informações à administração aduaneira, mesmo após o advento da nova redação do art. 102 do Decreto-Lei nº 37, de 1966, dada pelo art. 40 da Lei nº 12.350, de 2010. (Vinculante, conforme Portaria ME nº 129 de 01/04/2019, DOU de 02/04/2019). Assim, por força do disposto no art. 72, caput, do RICARF, aplica- se a esta matéria, a súmula reproduzida acima. 2.4) Decisão judicial Depois da interposição do recurso voluntário, ainda em sede recursal, a recorrente juntou aos autos a cópia da decisão judicial que deferiu parcialmente a antecipação da tutela na Ação Coletiva Fl. 173DF CARF MF Original Fl. 7 do Acórdão n.º 3301-011.892 - 3ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 11128.731723/2013-67 nº 0005238-86.2015.4.03.6100, interposta pela Associação Nacional das Empresas Transitárias, Agentes de Carga Aérea, Comissária de despachos e Operadores Intermodais (ACTC), visando afastar a exigência de multas e sanções administrativas impostas pela RFB, em virtude de informações e/ ou retificações prestadas a destempo nas operações aduaneiras. No entanto, ao contrário do seu entendimento, essa antecipação de tutela não lhe beneficia, tendo em vista que não informou nem comprovou que é filiada àquela associação. Ao contrário, em consulta ao processo judicial da ação coletiva, não identificamos seu nome entre os filiados daquela associação. Além disto, na esfera judicial, o Supremo Tribunal Federal, assim decidiu, literalmente: RE 573232/SC. Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI. Relator(a) p/ Acórdão: Min. MARCO AURÉLIO. DJe 18/09/2014 Ementa REPRESENTAÇÃO – ASSOCIADOS – ARTIGO 5º, INCISO XXI, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. ALCANCE. O disposto no artigo 5º, inciso XXI, da Carta da República encerra representação específica, não alcançando previsão genérica do estatuto da associação a revelar a defesa dos interesses dos associados. TÍTULO EXECUTIVO JUDICIAL – ASSOCIAÇÃO – BENEFICIÁRIOS. As balizas subjetivas do título judicial, formalizado em ação proposta por associação, é definida pela representação no processo de conhecimento, presente a autorização expressa dos associados e a lista destes juntada à inicial. Tema 82 - Possibilidade de execução de título judicial, decorrente de ação ordinária coletiva ajuizada por entidade associativa, por aqueles que não conferiram autorização individual à associação, não obstante haja previsão genérica de representação dos associados em cláusula do estatuto. Tese I – A previsão estatutária genérica não é suficiente para legitimar a atuação, em Juízo, de associações na defesa de direitos dos filiados, sendo indispensável autorização expressa, ainda que deliberada em assembleia, nos termos do artigo 5º, inciso XXI, da Constituição Federal; II – As balizas subjetivas do título judicial, formalizado em ação proposta por associação, são definidas pela representação no processo de conhecimento, limitada a execução aos associados apontados na inicial. Assim, ainda que a decisão transitada em julgado naquela ação coletiva seja favorável aos impetrantes, a recorrente não será beneficiada por não fazer parte da referida associação. Em face de todo o exposto, nego provimento ao recurso voluntário do contribuinte. Fl. 174DF CARF MF Original Fl. 8 do Acórdão n.º 3301-011.892 - 3ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 11128.731723/2013-67 Conclusão Importa registrar que, nos autos em exame, a situação fática e jurídica encontra correspondência com a verificada na decisão paradigma, de sorte que as razões de decidir nela consignadas são aqui adotadas, não obstante os dados específicos do processo paradigma eventualmente citados neste voto. Dessa forma, em razão da sistemática prevista nos §§ 1º e 2º do art. 47 do anexo II do RICARF, reproduz-se o decidido no acórdão paradigma, no sentido de negar provimento ao recurso voluntário. (documento assinado digitalmente) Marco Antônio Marinho Nunes – Presidente Redator Fl. 175DF CARF MF Original
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