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Numero do processo: 10865.001957/2006-51
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Oct 26 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Wed Oct 26 00:00:00 UTC 2011
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Ano-calendário: 2002, 2003, 2004
DESPESAS MÉDICAS. DEDUÇÃO. NECESSIDADE DE COMPROVAÇÃO.
Somente podem ser aceitas as deduções pleiteadas em consonância com a legislação de regência e devidamente respaldadas por documentos hábeis, idôneos e suficientes a comprová-las.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2801-002.019
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar
provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
Matéria: IRPF- ação fiscal - outros assuntos (ex.: glosas diversas)
Nome do relator: ANTONIO DE PÁDUA ATHAYDE MAGALHÃES
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Ano-calendário: 2002, 2003, 2004 DESPESAS MÉDICAS. DEDUÇÃO. NECESSIDADE DE COMPROVAÇÃO. Somente podem ser aceitas as deduções pleiteadas em consonância com a legislação de regência e devidamente respaldadas por documentos hábeis, idôneos e suficientes a comprová-las. Recurso Voluntário Negado.
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1438; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2TE01 Fl. 164 1 163 S2TE01 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10865.001957/200651 Recurso nº 169.843 Voluntário Acórdão nº 280102.019 – 1ª Turma Especial Sessão de 26 de outubro de 2011 Matéria IRPF Recorrente ENIO ANTONIO CAMPANA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Anocalendário: 2002, 2003, 2004 DESPESAS MÉDICAS. DEDUÇÃO. NECESSIDADE DE COMPROVAÇÃO. Somente podem ser aceitas as deduções pleiteadas em consonância com a legislação de regência e devidamente respaldadas por documentos hábeis, idôneos e suficientes a comproválas. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães – Presidente e Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Sandro Machado dos Reis, Amarylles Reinaldi e Henriques Resende, Luiz Cláudio Farina Ventrilho, Tânia Mara Paschoalin e Carlos César Quadros Pierre. Relatório Fl. 185DF CARF MF Emitido em 21/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 07/11/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL, Assinado digitalmente em 07/11/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL Processo nº 10865.001957/200651 Acórdão n.º 280102.019 S2TE01 Fl. 165 2 Mediante Auto de Infração, às fls. 03/17, formalizouse exigência no valor total de R$ 13.032,93, sendo o valor de R$ 5.762,54 correspondente ao de Imposto sobre a Renda de Pessoa Física (IRPF), R$ 4.321,89 referente à multa de ofício, e R$ 2.948,50 a título de juros de mora, estes calculados até 29/09/2006. De acordo com a descrição dos fatos e o enquadramento legal constantes da peça de autuação foram glosadas, pela fiscalização, as seguintes deduções pleiteadas pelo contribuinte nas declarações de rendimentos apresentadas para os anoscalendários de 2001 a 2005: Anocalendário 2001: i) despesas com instrução: glosado o montante de R$ 3.400,00; ii) dedução indevida do imposto com doações aos fundos da criança e do adolescente: glosa do valor de R$ 600,00. Anocalendário 2002: i) contribuição à previdência privada: glosado o valor de R$ 423,90 declarado a maior que o comprovado documentalmente; ii) dependentes: glosa do valor de R$ 1.272,00; iii) despesas com instrução: glosado o montante de R$ 3.996,00; iv) despesas médicas: glosa do montante de R$ 1.880,00. Anocalendário 2003: i) despesas médicas: glosa do montante de R$ 3.763,73. Anocalendário 2004: i) despesas com instrução: glosado o valor total de R$ 1.407,00; ii) despesas médicas: glosa do montante de R$ 802,42. Anocalendário 2005: i) despesas com instrução: glosado o valor total de R$ 1.390,25; ii) despesas médicas: glosa do montante de R$ 437,58. Inconformado com a exigência da qual tomou ciência em 17/10/2006, conforme documento à fl. 100, o contribuinte apresentou, em 16/11/2006, por meio de seu procurador, impugnação parcial ao lançamento, nos termos da documentação anexada às fls. 101/136 dos autos. Em suas razões de defesa pugnou pela manutenção das seguintes deduções pleiteadas: Ano calendário 2002: solicitou que fosse restabelecida a dedução da dependente Samara Buck Campana, no valor R$ 1.272,00, por ter a mesma completado 25 Fl. 186DF CARF MF Emitido em 21/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 07/11/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL, Assinado digitalmente em 07/11/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL Processo nº 10865.001957/200651 Acórdão n.º 280102.019 S2TE01 Fl. 166 3 anos no referido ano, bem como da respectiva despesa com instrução no valor de R$ 1.998,00. Quanto às deduções de despesas médicas defendeu a sua manutenção com base nos valores constantes dos recibos e não em relação àqueles apontados nas fichas médicas, pois tais documentos apenas fariam prova da prestação de serviços, ao passo que os recibos assinados comprovariam o valor pago ao Dr. Lourival Dalla Costa Ziani Junior (R$ 1.150,00) e à Dra. Maria Izabel Zonta Guido (R$ 1.280,00); Ano calendário 2003: sustentou que para a Dra. Maria Izabel Zonta Guido pagou R$ 1.070,00, ao Dr. Cláudio Bragotto, o valor de R$ 2.275,00, e ao serviço “Helpmóvel” a importância de R$ 318,73; Ano calendário 2004: destacou que, para esse ano base, comprovou pagamento ao Dr. Cláudio Bragotto, no valor de R$ 1.310,00. Ao final, sem impugnar as demais glosas, finalizou sua defesa com o pedido de retificação do Auto de Infração. A 8a Turma de Julgamento da DRJ/São Paulo II, em decisão unânime, julgou procedente em parte o lançamento, nos termos do Acórdão DRJ/SPOII nº 1725.612, de 09/06/2008, às fls. 145/150, restabelecendo as seguintes deduções: anocalendário 2002: despesas com dependentes e instrução relacionadas a Samara Buck Campana, nos valores de R$ 1.272,00 e R$ 1.998,00, respectivamente, além de despesas médicas no valor de R$ 1.060,00 pagas ao Dr. Lourival Dalla Costa Ziani Junior; anocalendário 2003: despesas médicas pagas ao Dr. Cláudio Bragotto, no valor de R$ 2.275,00, como também à “Helpmóvel”, no valor de R$ 318,73; anocalendário 2004: despesas médicas pagas ao Dr. Cláudio Bragotto, no valor de R$ 710,00. Com a ciência da decisão de primeira instância ocorrendo em 07/08/2008, nos termos do AR – Aviso de Recebimento à fl. 152, o contribuinte interpôs, em 08/09/2008, por meio de seu representante legal, o Recurso Voluntário às fls. 153/157, onde argumenta, em síntese, que: no tocante às despesas odontológicas efetuadas com a Dra. Maria Izabel Zonta Guido, os julgadores mantiveram a glosa de R$ 740,00 sob o argumento de que os recibos não fazem prova inequívoca de pagamentos, e assim, só consideraram aquilo foi autenticado mecanicamente pelo profissional, o que não encontra respaldo na legislação pertinente; os recibos apresentados possuem, inclusive, o carimbo do prestador de serviços e recebedor dos pagamentos, sendo que a ficha médica tem o condão de comprovar a efetiva prestação de serviços médicos e os recibos devidamente assinados pelos profissionais têm o condão de comprovar o valor pago pelos serviços; comprovou o pagamento de R$ 1.150,00 para o beneficiário Lourival Dalla Costa Ziani Junior e R$ 1.280,00 para a beneficiária Maria Izabel Zonta Guido, razão pela qual tais valores devem ser mantidos como valores dedutíveis no ano de 2002; Fl. 187DF CARF MF Emitido em 21/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 07/11/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL, Assinado digitalmente em 07/11/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL Processo nº 10865.001957/200651 Acórdão n.º 280102.019 S2TE01 Fl. 167 4 também para o anocalendário 2003 apresentou todos os recibos de pagamento assinados e carimbados pelos prestadores de serviços médicos, devendo ter como tese recursal toda a matéria já alegada para o anocalendário 2002; quanto ao anocalendário 2004, o resumo trazido pelo acórdão recorrido, à fl. 150 dos autos, menciona equivocadamente no item “Médicos e dentistas” o valor de R$ 2.209,42, quando o correto seria constar o valor de R$ 802,42, de acordo com o Auto de Infração lavrado, pois este último valor sequer foi discutido na instancia anterior. Pleiteia o interessado, ao final, que o acórdão DRJ, parcialmente questionado, seja retificado, dandose procedência ao seu recurso. É o relatório. Voto Conselheiro Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Relator. O recurso em julgamento foi tempestivamente apresentado, preenchendo, ainda, os demais requisitos de admissibilidade, razão pela qual dele tomo conhecimento. Diante da ausência de questão preliminar, passo à análise do mérito, que, como se observa do relatório, cingese à discussão em torno de algumas despesas médicas pleiteadas pelo recorrente nas DIRPF dos anoscalendário 2002, 2003, e 2004, e cujos valores não foram restabelecidos pela decisão recorrida. A esse respeito, em seu recurso o contribuinte reitera os argumentos apresentados na impugnação, todavia, desacompanhados de provas que pudessem alterar a conclusão posta no julgamento de primeira instância. Assim, com relação aos valores que teriam sido pagos aos profissionais de saúde Lourival Dalla Costa Ziani Junior e Maria Izabel Zonta Guido no anocalendário 2002, por concordar com o entendimento exposto no acórdão vergastado, adoto a fundamentação ali esposada, para também decidir pela manutenção da glosa dos valores que ainda restaram à discussão. Peço vênia para reproduzir, a seguir, excertos do referido voto: “[...] Ano calendário 2002 No que diz respeito às despesas odontológicas efetuadas com a Dra. Maria Izabel Zonta Guido, há que ser mantida a glosa de R$ 740,00, pois, embora o contribuinte tenha apresentado diversos recibos, somente há prova inequívoca dos pagamentos mecanicamente autenticados conforme descreve o fiscal As fls. 14. Quanto aos valores pagos ao Dr. Lourival Dalla Costa Ziani Junior, indicados nos recibos de fls. 47/48 aos quais se reportou o fiscal, totalizam na verdade R$ 1.060,00. O contribuinte, por Fl. 188DF CARF MF Emitido em 21/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 07/11/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL, Assinado digitalmente em 07/11/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL Processo nº 10865.001957/200651 Acórdão n.º 280102.019 S2TE01 Fl. 168 5 sua vez juntou aos autos, fls. 107/108, os mesmos recibos que foram apresentados ao fiscal, porém acrescenta mais um no valor de R$ 90,00, o que denota duplicidade na manutenção de janeiro de 2002, assim, reputo tal documento como intempestivo visto tratar do mesmo evento. [...] No que diz respeito às glosas de deduções de despesas que teriam sido realizadas com estes mesmos profissionais no anocalendário 2003, não trouxe o recorrente qualquer documentação hábil e idônea a comprovar as diferenças glosadas pela autoridade lançadora. Assim, por falta de comprovação do efetivo pagamento, mantémse a glosa dos valores de R$ 420,00 e R$ 830,00, visto que declarados a maior, conforme destacado na planilha elaborada pela fiscalização à fl. 15 dos autos. Ademais, relativamente às demais deduções com despesas médicas no ano de 2003 que não haviam sido aceitas pela autoridade lançadora, nos valores de R$ 2.275,00 e R$ 318,73, relacionadas, respectivamente, ao profissional Cláudio Bragotto e à “Helpmóvel Atendimento Médico”, observase que foram devidamente restabelecidas pela decisão recorrida. Por fim, quanto ao equívoco apontado pelo recorrente em quadro resumo elaborado pela autoridade julgadora de primeira instância (fl. 150), que indica as “deduções restabelecidas” e as “glosas mantidas” em relação ao anocalendário 2004, temse que tal lapso nenhum prejuízo ocasionou ao contribuinte, tampouco ao resultado do julgamento. E mais, diferentemente do que alega o interessado, verificase que está incluído no montante de R$ 802,42 (a que faz referência o contribuinte em sua peça recursal) o valor de R$ 710,00 relacionado a despesas médicas que haviam sido glosadas no lançamento, mas que, após reclamadas na impugnação, concluiu o órgão julgador a quo por restabelecer tal dedução pleiteada na declaração de rendimentos. Diante do acima exposto, VOTO por negar provimento ao recurso. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães Fl. 189DF CARF MF Emitido em 21/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 07/11/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL, Assinado digitalmente em 07/11/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGAL
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Numero do processo: 11128.000307/2001-80
Data da sessão: Fri Aug 14 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Fri Aug 14 00:00:00 UTC 2009
Ementa: IMPOSTO SOBRE A IMPORTAÇÃO II
Data do fato gerador: 01/08/2000
RESTITUIÇÃO. ALADI. CERTIFICADO DE ORIGEM. OPERAÇÃO NÃO CONSIDERADA COMO DE EXPEDIÇÃO DIRETA.
A não apresentação de documento emitido pela alfândega do país de trânsito, que comprove a vigilância aduaneira sobre a mercadoria,
quando requerida no processo de avaliação de origem, implica o não cumprimento do requisito de origem de que trata o art. 4º,
“b”, da Resolução 252 da ALADI e considerar a operação de transporte como não sendo de expedição direta.
Descumpridos os requisitos de origem, é descabido o direito ao benefício.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 3202-000.025
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar
provimento ao recurso voluntário. O Conselheiro Rodrigo Cardozo Miranda declarou-se impedido. Presente no julgamento o Conselheiro Luciano Lopes Almeida Moraes. Ausente, momentaneamente, a Conselheira Susy Gomes Hoffmann.
Nome do relator: JOÃO LUIZ FREGONAZZI
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A IMPORTAÇÃO II Data do fato gerador: 01/08/2000 RESTITUIÇÃO. ALADI. CERTIFICADO DE ORIGEM. OPERAÇÃO NÃO CONSIDERADA COMO DE EXPEDIÇÃO DIRETA. A não apresentação de documento emitido pela alfândega do país de trânsito, que comprove a vigilância aduaneira sobre a mercadoria, quando requerida no processo de avaliação de origem, implica o não cumprimento do requisito de origem de que trata o art. 4º, “b”, da Resolução 252 da ALADI e considerar a operação de transporte como não sendo de expedição direta. Descumpridos os requisitos de origem, é descabido o direito ao benefício. Recurso Voluntário Negado.
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 8; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1973; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C2T2 Fl. 496 1 495 S3C2T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 11128.000307/200180 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3202000.025 – 2ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 14 de agosto de 2009 Matéria II RESTITUIÇÃO Recorrente PANASONIC DO BRASIL LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A IMPORTAÇÃO II Data do fato gerador: 01/08/2000 RESTITUIÇÃO. ALADI. CERTIFICADO DE ORIGEM. OPERAÇÃO NÃO CONSIDERADA COMO DE EXPEDIÇÃO DIRETA. A não apresentação de documento emitido pela alfândega do país de trânsito, que comprove a vigilância aduaneira sobre a mercadoria, quando requerida no processo de avaliação de origem, implica o não cumprimento do requisito de origem de que trata o art. 4o, “b”, da Resolução 252 da ALADI e considerar a operação de transporte como não sendo de expedição direta. Descumpridos os requisitos de origem, é descabido o direito ao benefício. Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário. O Conselheiro Rodrigo Cardozo Miranda declarouse impedido. Presente no julgamento o Conselheiro Luciano Lopes Almeida Moraes. Ausente, momentaneamente, a Conselheira Susy Gomes Hoffmann. Irene Souza da Trindade Torres – Presidente atual Charles Mayer de Castro Souza – Relator ad doc Participaram da sessão de julgamento os conselheiros José Luiz Novo Rossari, Irene Souza da Trindade Torres, Rodrigo Cardozo Miranda, João Luiz Fregonazzi, Heroldes Bahr Neto, Susy Gomes Hoffmann. Relatório AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 12 8. 00 03 07 /2 00 1- 80 Fl. 512DF CARF MF Documento de 7 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP06.1119.15026.O8UO. Consulte a página de autenticação no final deste documento. 2 Tratam os autos de pedido de restituição (fl. 117), no valor de R$ 52.524,55, referente ao Imposto de Importação, em razão de a interessada, segundo alega, haver recolhido tributo a maior. A contribuinte, em 01/08//2000, promoveu a importação de mercadorias amparada pela DI nº 00/07082813 (fls. 63/74), tendo sido desembaraçadas junto à Alfândega do Porto de Santos/SP. Preditas mercadorias foram produzidas no México e enviadas para os Estados Unidos para embarque no Brasil. Por tratarse de mercadoria produzida por país integrante da ALADI, entendeu a interessada que teria direito à redução do Imposto de Importação de 20% sobre a alíquota normal, independentemente da localização geográfica do exportador, no caso, os Estados Unidos. Tendo a interessada efetuado o recolhimento integral do mencionado imposto, por não ter conseguido, segundo alega, registrar a redução tarifária pretendida no SISCOMEX, entendeu valerse de direito creditório do imposto de importação que teria sido pago a maior, razão pela qual, em 28/12/2000, requereu o reconhecimento do pretenso crédito, com a correspondente restituição. A Alfândega do Porto de Santos indeferiu o pedido da contribuinte (fl. 143), ao que a interessada manifestou sua inconformidade por meio da manifestação de inconformidade apresentada às fls.147/171. A DRJFortaleza/CE indeferiu o pleito da requerente (fls. 199/227), por entender que a importação realizada não atendeu às exigências legais para a aplicação da redução tarifária prevista no acordo internacional firmado no âmbito da ALADI. Alegou aquele órgão julgador que as Faturas Comerciais apresentadas, bem como a informação nos Certificados de Origem dos números das faturas comerciais emitidas pelo fabricante no México, evidenciavam que as mercadorias tinham sido objeto de comércio entre o produtor do México (paísmembro da ALADI) e a empresa dos Estados Unidos da América (país não membro da ALADI), que as teria revendido para o importador no Brasil. Tal comercialização, envolvendo país de trânsito não pertencente à ALADI, impediria a aplicação da redução tarifária solicitada, por não atender ao requisito previsto no art. 4º, alínea” b”, ii, da Resolução/ ALADI nº. 252. Irresignada, a contribuinte ofereceu Recurso Voluntário a este Colegiado (fls.236/280), onde apresentou, em linhas gerais, os mesmos argumentos expendidos na inicial. Salientou, ainda, que a triangulação efetuada com a empresa dos Estados Unidos deveuse a motivos geográficos e que o trânsito das mercadorias no território americano, pela própria natureza da operação, deuse sob a vigilância da autoridade aduaneira daquele país, com os rigores que lhes são próprios. Ao final, requereu o reconhecimento da existência do crédito tributário passível de restituição. Em sessão de 22 de maio de 2007, a Primeira Câmara do então Terceiro Conselho de Contribuintes, por meio da Resolução nº. 3011.845, decidiu converter o julgamento em diligência, para que fosse juntada aos autos cópia da fatura comercial expedida pelo produtor no México (fls.320/330). Fl. 513DF CARF MF Documento de 7 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP06.1119.15026.O8UO. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 11128.000307/200180 Acórdão n.º 3202000.025 S3C2T2 Fl. 497 3 Em sessão de 12/08/2008, por meio da Resolução nº. 3012.010, diante de dúvidas existentes, a Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes achou por bem converter novamente o julgamento em diligência, para: a) que a contribuinte juntasse declaração da Alfândega dos Estados Unidos da América, no sentido de explicar o motivo de a mercadoria em questão ter sido introduzida em seu território. b) fosse solicitada manifestação do Departamento de Negociações Internacionais/Secex, quanto à comercialização de mercadoria por operador de terceiro país, membro ou não da ALADI (art. 9o da Resolução no 252 da ALADI – Decreto no 3.325/99, a fim de que respondesse aos seguintes quesitos: “b1) pode a operação estar ao amparo de preferência tarifária prevista no acordo (PTR4), no caso de a mercadoria ter sido vendida pelo produtor (México) e entregue a esse 3o país (Estados Unidos da América), e depois ter sido exportada pelos EUA para o Brasil, oportunidade em que foi emitido o Certificado de Origem com a observação de que a mercadoria foi objeto de faturamento pelos EUA? b2) nos casos da espécie, para efeitos de condição ao uso do benefício, a interveniência de operador de terceiro país afasta a obrigatoriedade do requisito de expedição direta de que trata o art. 4o da Resolução no 252? e b3) ainda quanto ao requisito de expedição direta (art. 4o, “b”, ii, da Resolução no 252): a venda da mercadoria (com emissão de fatura comercial) e sua expedição para terceiro país, e a posterior comercialização e expedição do 3o país para o Brasil (com emissão de fatura comercial), não são fatos que excluem a mercadoria da preferência tarifária, tendo em vista que o dispositivo citado veda o benefício quando se tratar de mercadorias destinadas ao comércio, uso ou emprego no país de trânsito? Vale dizer, o comércio posterior da mercadoria já em poder do operador exportador do 3o país, não se caracteriza como uma expedição não direta pelo país de origem, tendo em vista que a mercadoria foi enviada para 3o país e depois foi comercializada com o Brasil?” A contribuinte manifestouse às fls. 428/460. Cumprida a diligência requerida, retornaram os autos a este Colegiado, para julgamento. É o Relatório. Voto Conselheiro Charles Mayer de Castro Souza, Relator ad doc. O benefício pretendido pela recorrente, que lhe daria a redução tarifária do Imposto de Importação, decorre da aplicação do Acordo de Preferência Tarifária – APTR nº. 04, internalizado no Brasil pelo Decreto no 90.782/84, e que, em seu artigo 9º, adota expressamente o Regime de Origem da ALADI, consubstanciado na Resolução n° 252, que aprovou o texto consolidado e ordenado da Resolução no 78, do Comitê de Representantes da Associação LatinoAmericana de Integração, e que foi incorporada à legislação brasileira pelo Decreto nº. 3.325, de 30/12/99. Fl. 514DF CARF MF Documento de 7 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP06.1119.15026.O8UO. Consulte a página de autenticação no final deste documento. 4 Referido Acordo foi firmado entre Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Cuba, Colômbia, Equador, México, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela e estabelece preferência tarifária regional na importação de produtos similares provenientes de países de terceiros. Essa preferência estabelece uma redução percentual, que varia conforme a categoria do país que concede a redução e a do que recebe. O cerne do litígio está em se saber se há impedimento ao enquadramento do benefício previsto no Acordo da ALADI quando a mercadoria é vendida e remetida pelo México (país de origem) aos Estados Unidos da América e, depois, exportada deste país para o Brasil, com emissão de Certificado de Origem que informa o faturamento pela empresa dos EUA. Comprovado que as mercadorias em questão são originárias de país signatário do referido Acordo, por meio dos Certificados de Origem acostado à fl. 89, resta saber se o trânsito das mercadorias pelos Estados Unidos, país não signatário, estaria em conformidade com as disposições da Resolução/ALADI nº 252, que assim dispõe em seu art. 4º: "QUARTO Para que as mercadorias originárias se beneficiem dos tratamentos preferenciais as mesmas devem ter sido expedidas diretamente do país exportador para o país importador. Para tais efeitos, considerase como expedição direta: a) as mercadorias transportadas sem passar pelo território de algum país não participante do Acordo; b)as mercadorias transportadas em trânsito por um ou mais países não participantes, com ou sem transbordo ou armazenamento temporário, sob a vigilância da autoridade aduaneira competente nesses países, desde que: i) o trânsito esteja justificado por motivos geográficos ou por considerações referentes a requerimentos de transportes; ii) não estejam destinadas ao comércio, uso ou emprego no país de trânsito; e iü) não sofram, durante o seu transporte e depósito, qualquer operação diferente da carga e descarga ou manuseio para mantêlas em boas condições ou assegurar sua conservação. Da leitura do referido dispositivo, inferese que, para gozo do benefício, as mercadorias devem ser transportadas diretamente do país exportador signatário do Acordo para o país importador também signatário (expedição direta), sendo possível efetuarse o trânsito por países não participantes do Acordo, desde que sejam preenchidas as condições estabelecidas na alínea b do referido artigo. No caso em questão, a recorrente não logrou comprovar o preenchimento de uma das condições ali impostas, qual seja: que o trânsito, nos Estados Unidos da América, deu se sob vigilância da autoridade competente naquele país. Devidamente intimada, em razão de diligência requerida pela antiga Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, a recorrente não apresentou o documento alfandegário dos EUA, para que ficasse provada a vigilância no país de trânsito, limitandose apenas a informar que “diante do Termo de Intimação acima referido, a Requerente envidou Fl. 515DF CARF MF Documento de 7 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP06.1119.15026.O8UO. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 11128.000307/200180 Acórdão n.º 3202000.025 S3C2T2 Fl. 498 5 todos seus esforços para obter o documento solicitado. No entanto, no caso dos presentes autos, apesar da colaboração do exportador no sentido de tentar resgatar o documento da alfândega dos EUA que amparou a entrada das mercadorias naquele país (documento apresentado em outros processos administrativos similares a este), não foi possível obtê lo.”(fl.192). A apresentação de tal documento mostrase de fundamental importância para que a operação possa ser considerada como de exportação direta e se tenha por preenchidos todas as condições impostas pelo art. 4o, “b”, da Resolução 252 da ALADI. Neste ponto, passo a adotar como razões de decidir o voto do Conselheiro Jose Luís Novo Rossari, proferido nos autos do processo nº. 11128.006566/0081, o qual transcrevo abaixo: “Em resposta à intimação decorrente da diligência solicitada pela 1ª Câmara do 3o Conselho de Contribuintes, o Departamento de Negociações Internacionais (Deint) da Secretaria de Comércio Exterior do MICT respondeu a cada uma das questões enunciadas no relatório, esclarecendo, de forma abrangente quanto às operações efetuadas por operador de terceiro país, verbis: “(1) Resposta: Conforme entendimento deste DEINT, a operação acima citada cumpre com o disposto na normativa que trata de exportação via operador de um terceiro país no âmbito do regime de origem da ALADI (Art. 9o da Resolução 252). Ademais, a Resolução 252 da ALADI não dispõe em contrário, no que diz respeito à possibilidade de a fatura comercial emitida no país de origem da mercadoria apresentar data posterior à da fatura emitida no país em que se encontra o terceiro operador. Cabe aqui observar, que esse mecanismo é adotado ao âmbito do APTR4, tendo em vista que em determinadas situações, o terceiro operador não tem o conhecimento prévio da quantidade/preço das mercadorias que serão destinadas para o país outorgante da preferência. (2) Resposta: A regra referente a operador de terceiro país não afasta a obrigatoriedade de observação do requisito referente à expedição direta. Dessa forma, deverão ser atendidos os critérios dispostos no Art. 4, inciso b: “QUARTO. – Para que as mercadorias originárias se beneficiem dos tratamentos preferenciais, as mesmas devem ter sido expedidas diretamente do país exportador para o país importador. Para tais efeitos, considerase como expedição direta: (...) b) As mercadorias transportadas em trânsito por um ou mais países não participantes, com ou sem transbordo ou armazenamento temporário, sob a vigilância da autoridade aduaneira competente nesses países, desde que: (destaquei) Fl. 516DF CARF MF Documento de 7 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP06.1119.15026.O8UO. Consulte a página de autenticação no final deste documento. 6 i) o trânsito esteja justificado por motivos geográficos ou por considerações referentes a requerimentos do transporte; ii) não estejam destinadas ao comércio, uso ou emprego no país de trânsito; e iii) não sofram, durante seu transporte e depósito, qualquer operação diferente da carga e descarga ou manuseio para mantêlas em boas condições ou assegurar sua conservação. (3) Resposta: Este DEINT entende que a exportação da mercadoria para o Brasil não contraria o art. 4o, ii, tendo em vista que a expressão “não estejam destinadas ao comércio [...] no país de trânsito” diz respeito apenas aos casos em que a mercadoria é revendida internamente no país de trânsito. Esta situação não ocorre na operação via operador de um terceiro país (Estados Unidos), tendo em vista que este agente comercial reexportará a mercadoria para o país (Brasil) que concede a preferência ao país de origem da mercadoria (México).” Ao final, o Deint/SCI/MICT acrescenta que: “Diante do exposto, informamos que as operações dispostas nos Ofícios GAB/nos 193/08, 195/08, 197/08, 198/08 e 208/08 cumprem com o disposto nos artigos 4o e 9o da Resolução 252 da ALADI. No que diz respeito aos Ofícios/GAB/nos 194/08 e 196/09, entendemos que as operações dispostas nestes documentos cumprem com o art. 9o da Resolução, entretanto, com relação ao art. 4o é necessário verificar se o documento Transportation Entry and Manifest of Goods Subject to Customs Inspection and Permit ou equivalente, foi emitido pela aduana dos Estados Unidos.” (destaquei) O órgão demandado foi claro no sentido de que a operação cumpre com o disposto no art. 9o da Resolução, que trata de faturamento por parte de um operador de terceiro país, membro ou não da ALADI. Cumpre ressaltar, no entanto, que, devidamente intimada, a recorrente não apresentou o documento alfandegário dos EUA, para que ficasse provada a vigilância no país de trânsito. Tratase de exigência que foi objeto de Resolução da 1ª Câmara do 3o Conselho de Contribuintes, por ter sido considerada de fundamental importância para que a operação possa ser considerada como de exportação direta, em observância ao disposto no art. 4o, “b”, da Resolução 252 da ALADI. E o entendimento da Câmara foi integralmente ratificado na manifestação do Deint/SCE/MICT pertinente à mercadoria objeto de lide, quando esse órgão acrescentou, de forma expressa e clara, ser necessário verificar se o documento de que se trata foi emitido pela aduana dos EUA. As redações contidas na lei ou em tratados internacionais não contêm palavras ou expressões inúteis. A existência de norma estabelecendo a vigilância de autoridade aduaneira do país de trânsito para que a operação esteja amparada no regime de origem, não pode ser desconsiderada. Destarte, contrariamente ao que defende a recorrente, o fato de a Resolução estabelecer em seu art. 4o, “b”, que “considerase como expedição direta as mercadorias transportadas em trânsito por um ou mais países não participantes (...) sob a vigilância da autoridade aduaneira competente nesses países (...)” significa que, mesmo que não tenha sido instituído documento específico na ALADI para Fl. 517DF CARF MF Documento de 7 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP06.1119.15026.O8UO. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 11128.000307/200180 Acórdão n.º 3202000.025 S3C2T2 Fl. 499 7 comprovar essa vigilância, o que é óbvio, visto que diz respeito a países que não fazem parte do Acordo – se houver necessidade de tal comprovação, essa deverá ser satisfeita, sob pena de a operação ser considerada uma expedição não direta. A recorrente foi devidamente intimada para satisfazer à exigência e não apresentou o documento requerido. A alegação de que matéria similar teve decisão favorável à recorrente em instância superior não pode ter qualquer vinculação com o caso presente, tendo em vista que este processo está enriquecido com a existência de elementos concretos e objetivos aplicáveis à matéria, principalmente das informações específicas sobre o acordo de origem trazidas pela Secretaria de Comércio Exterior do MICT, órgão incumbido do acompanhamento e aplicação dos regimes de origem nos Acordos da ALADI e do MERCOSUL (Decreto no 6.209/2007, anexo I, art. 17, V), o que o distingue daqueles alegados. Em vista dos elementos trazidos aos autos e considerando as conclusões objetivas da Secretaria de Comércio Exterior/Deint a respeito da matéria, entendo que a importação não atende aos requisitos de origem previstos no art. 4o da Resolução no 252 do Comitê de Representantes da ALADI, posta em execução pelo Decreto no 3.325, de 1999, restando descabido o direito ao benefício previsto no PTR4.” Pelo exposto, NEGO PROVIMENTO ao recurso voluntário. É como voto. Charles Mayer de Castro Souza Fl. 518DF CARF MF Documento de 7 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP06.1119.15026.O8UO. Consulte a página de autenticação no final deste documento. PÁGINA DE AUTENTICAÇÃO O Ministério da Fazenda garante a integridade e a autenticidade deste documento nos termos do Art. 10, § 1º, da Medida Provisória nº 2.200-2, de 24 de agosto de 2001 e da Lei nº 12.682, de 09 de julho de 2012. Documento produzido eletronicamente com garantia da origem e de seu(s) signatário(s), considerado original para todos efeitos legais. Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001. Histórico de ações sobre o documento: Documento juntado por CHARLES MAYER DE CASTRO SOUZA em 30/06/2013 12:18:36. Documento autenticado digitalmente por CHARLES MAYER DE CASTRO SOUZA em 30/06/2013. Documento assinado digitalmente por: IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES OLIVEIRA em 03/07/2013 e CHARLES MAYER DE CASTRO SOUZA em 30/06/2013. Esta cópia / impressão foi realizada por MARIA MADALENA SILVA em 06/11/2019. Instrução para localizar e conferir eletronicamente este documento na Internet: EP06.1119.15026.O8UO Código hash do documento, recebido pelo sistema e-Processo, obtido através do algoritmo sha1: 3E93834B3B36DB262EA84B28315B4D05E1702634 Ministério da Fazenda 1) Acesse o endereço: https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx 2) Entre no menu "Legislação e Processo". 3) Selecione a opção "e-AssinaRFB - Validar e Assinar Documentos Digitais". 4) Digite o código abaixo: 5) O sistema apresentará a cópia do documento eletrônico armazenado nos servidores da Receita Federal do Brasil. página 1 de 1 Página inserida pelo Sistema e-Processo apenas para controle de validação e autenticação do documento do processo nº 11128.000307/2001-80. Por ser página de controle, possui uma numeração independente da numeração constante no processo.
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Numero do processo: 10166.012078/2007-12
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Sep 29 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Thu Sep 29 00:00:00 UTC 2011
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2005
SÚMULA CARF Nº 39
Os valores recebidos pelos técnicos residentes no Brasil a serviço da ONU e suas Agências Especializadas, com vínculo contratual, não são isentos do Imposto sobre a Renda da Pessoa Física.
Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 2801-001.892
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar
provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora.
Matéria: IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
Nome do relator: AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES RESENDE
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Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães Presidente Assinado digitalmente Amarylles Reinaldi e Henriques Resende Relatora. Participaram do presente julgamento os Conselheiros Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Amarylles Reinaldi e Henriques Resende, Sandro Machado dos Reis, Tânia Mara Paschoalin, Eivanice Canário da Silva e Carlos César Quadros Pierre. Relatório Fl. 87DF CARF MF Emitido em 17/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 07/10/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES, Assinado digitalmente em 07/10/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES, Assinado digitalmente em 07/10/2011 por ANTONIO DE PA DUA ATHAYDE MAGAL Processo nº 10166.012078/200712 Acórdão n.º 2801001.892 S2TE01 Fl. 86 2 AUTUAÇÃO Contra o contribuinte acima identificado foi expedida a Notificação de Lançamento de fls. 18 a 20, referente a Imposto de Renda Pessoa Física, exercício 2005, formalizando a exigência de imposto suplementar no valor de R$15.109,31, acrescido de multa de ofício e juros de mora. A autuação decorreu de omissão de rendimentos recebidos de Organismo Internacional (R$64.594,08), informado por órgão/Entidade da Administração Pública Federal, em Declaração de Rendimentos Pagos a Consultores por Organismos Internacionais (Derc). IMPUGNAÇÃO Cientificado do lançamento, o contribuinte apresentou a impugnação (fls. 01 a 17), acatada como tempestiva. Alegou, em apertada síntese, que é servidor do quadro do(a) Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura UNESCO/ONU, conforme comprovantes de pagamentos que apresenta, fazendo jus aos benefícios previstos na Convenção Sobre Privilégios e Imunidades das Nações Unidas, promulgada pelo Decreto nº 27.784, de 1950. Tais benefícios incluem a isenção de impostos sobre salários e vencimentos pagos pelas agências especializadas. Assevera que o direito à isenção é garantido pelo art. 22, II do RIR/1999. Invoca julgados do Conselho de Contribuintes para robustecer seus argumentos. ACÓRDÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA A 3ª Turma DRJ Brasília/DF, conforme Acórdão de fls. 51 a 58, julgou procedente o lançamento. RECURSO AO CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS (CARF) Cientificado da decisão de primeira instância em 15/01/2009 (fls. 83), o contribuinte, por intermédio de representantes (procuração às fls. 82) apresentou, em 28/01/2009, o Recurso de fls. 63 a 80, argumentando, em apertada síntese, que, em 2004, foi servidor da equipe permanente da Unesco. Assim, a legislação ampara sua alegação de que os rendimentos recebidos nesta condição são isentos do imposto de renda. Ademais, há precedentes jurisprudenciais e administrativos neste sentido. O processo foi distribuído a esta Conselheira, numerado até as fls. 84, que também trata do envio dos autos a este Conselho. É o Relatório. Voto Conselheira Amarylles Reinaldi e Henriques Resende, Relatora. Fl. 88DF CARF MF Emitido em 17/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 07/10/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES, Assinado digitalmente em 07/10/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES, Assinado digitalmente em 07/10/2011 por ANTONIO DE PA DUA ATHAYDE MAGAL Processo nº 10166.012078/200712 Acórdão n.º 2801001.892 S2TE01 Fl. 87 3 O recurso é tempestivo e atende às demais condições de admissibilidade, portanto merece ser conhecido. No caso, o interessado percebeu, no anocalendário 2004, rendimentos em decorrência de prestação de serviços à UNESCO, os quais declarou como rendimentos isentos e nãotributáveis. Não obstante os argumentos expendidos no recurso voluntário, o certo é que a matéria em questão não é nova neste Conselho cujo entendimento pacificado foi objeto de Súmula, editada em 2009, cuja aplicação por este Colegiado é obrigatória, a saber: Súmula CARF nº 39: Os valores recebidos pelos técnicos residentes no Brasil a serviço da ONU e suas Agências Especializadas, com vínculo contratual, não são isentos do Imposto sobre a Renda da Pessoa Física. Portanto, há que se manter a tributação efetuada por meio do lançamento. Diante do exposto, voto por negar provimento ao recurso. Assinado digitalmente Amarylles Reinaldi e Henriques Resende Fl. 89DF CARF MF Emitido em 17/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 07/10/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES, Assinado digitalmente em 07/10/2011 por AMARYLLES REINALDI E HENRIQUES, Assinado digitalmente em 07/10/2011 por ANTONIO DE PA DUA ATHAYDE MAGAL
score : 1.0
Numero do processo: 10875.000199/87-10
Turma: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Jul 22 00:00:00 UTC 1992
Ementa: Comprovado através de perícia, realizada pelo LABANA, a correção da composição do produto importado, é de se dar provimento ao recurso do contribuinte.
Numero da decisão: 303-27.368
Decisão: ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: MALVINA CORUJO DE AZEVEDO LOPES
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INDÚSTRIAS QUfMICAS DRF • GUARULHOS- SP Comprovago através de ~erÍcia, realizada pelo LABANA, a correçao da campos iça0 do produto importado, é de sei'dar provimento ao recurso do contribuinte. , VISTOS, relatados e discutidos os presentes autos, ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Con selho de Con~rübuintes, por unanimidade de votos, em dar provimentõ ao recurso, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Bras,Ília-DF, em 22 de julho de 1992. MAL I A CORUJO DE ~ZEVEDO LOP S - Relatora rp(PO\.-~ - W ROSA MARIA SALVI DA CARVALHEIRA - Proc. da Faz. Nac. VISTO EM SESSÃO DE: 2 O NOV 1992 Participaram, ainda, do presente julgamento os seguintes Conselheiros: ROSA MARTA MAGALHÃES DE .OLIVEIRA, SANDRA MARIA FARONI, HUMBERTO ES- MERALDO BARRETO FILHO, MILTON DE SOUZA COELHO, LEOPOLDO C~SAR FON - TENELLEe DIONE MARIA ANDRADE DA FONSECA. MEFP TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES - TERCEIRA CaMARA RECURSO N. 110.217 ACóRDAO N. 303-27.368 RECORRENTE, BASE BRASILEIRA S.A. INDdSTRIAS QUIMICAS RECORRIDA DRE - GUARULHOS SP RELATORA • MALVINA CORUJO DE AZEVEDO LOPES R E L A T ó R I O p(~.~t.o I"n ~';\m DS ,':\Utc)~::. dE~~:;t(.;~ p1"0C:P~:;SO ~l (-:.~md (~:~C:OI"I"'(.:.:I"I'"Ic:i. (';\ do c:um p I''':i . tllGl'lto(je dj.ligêllcia (jetev'n\illcleja ~)e:La F~e~;c)lll~:aQ 11« 303'-'O"196~ '")(:)SGI.j.t:i . do c1(~~\'ficd.l'" (-:~~:;c:.l~.:\r.E\c:i.dD~:;(-:~.{';\ (-:.~xi~:;t.(.:.!nc:i.{.:\cl(\.~ :i.fIlPUI"(':':'1:EI,~;; é c,':\p<';'\z de-: {':'t1 t(-:.:, . 1",';\1'" ~:;:i.(.:.In:i. 'f:i. C<';\ti .../(.:).me.:.-:nte-: o P(':'!I"c(.:.:n tu<:\l de.:' con CF'ri tl"'<:\.~;:.;:\O do pr'odu to D:i.<':\mi . rlc)diIJllel'lyl~~ll:L'famicla" 1:~e].ej.Dpem ~;e~;sac)!1 C) I"elat(~ri(:) e voto IJJ'"()'fel'"ic!eJs fld c)(:as;j,ac), jJalra mel.I'lol" c:on}IJr'eell~;aC)dc) IJI~()t)lenlau (fls ..51 a 52)" F)c)r'1:ifo:, tl~arl~;c~'evo a (:Cll'lC::ll.l~:;aC)clc) l,a{~clo (Je 'f::l~;u55 a 56: "C(.;l'~(lCTEF:IZtrr;AOI"'C)I:;:CI'~CWltd'C)DI'~rc,I::'Ii~1...:I.(;lUIDADE ,o,I...T(,EEICIOI+. (:]:A:: apl"eserltou (10is picos COfll 93% e 7~ em área, v'espec:tivanlell.te (Je cl(:or'(j(J (:001 C) l~esu:ltcld() ac::ima, a nlercclejorj,a (::orlténl al.énl (:10 COn1IJ(JI'lerlte Pl"j.l'lc:ipall, j.dellti'f:icado cont() Diamj.l'lCldiIJhelly:LsllJ.'fanli(ja, aprox:inladanlGI'lte 7:',,: d (-:.~:i.mpu V'(,:.~z <:\" I)es~;e filOdo, con~;iderarlCI(J (JS (:la(lc)~;ac:j.nlcle o .tO()l" (je l~mj.clacle on(::(JI'ltr'ado llcl él:)c)(:a(ja efl}:i~;sael (Ia :[n'fol~maça(J Técl'lica l'lu ()07/E~8 (1:o111a~; 3j. e 32) a mev'ccl(1c)rj.a c:on.ténl clj:)v'ox:ifoaclanlerlte 70% de I)iafo:illC)(jil:)llerlyl'-' ~5l,ll.'famida!, selldo os denlais; C(Jlls;'ti.tllintes imjJllv'eza e ágllcl .. (:;OI'lC:I,llj,nlosqlle ria ba~;e sec:a (sefil l.lm:i(1a(:le)a mGI~c:adol"ia (:on).... ~)C)e.-~5e 1:)rinc:iIJal.mente ela sl~bs.t~llcj.a dee::lav'ada, 93~ ele I)j.amin(Jclj,~ltlel"y:l'- ~:;ll].1:anlj.cla" Qllal'lt(J ao f)OV'CSI'ltl.lal (je ifOPl,ll"eza (7~), [')ao di~spomo~s do in-" 'f:or'ma~i:oes técll:i.cas 8~S~)8(::['fi(:as clue e~;c:lar'e~:a~l ~;(Jt)re S(la irl1:1uéncia eOl ~:\lt(.:.~I"~':'(I." ~:;:i.(ln:j,'f:i.c:at.:i.v~':'tmc.~nt(.;.~ü cI~~:-~s(-:.!mp(.:nhDdo CDmpDn(.:-~nt.;:.! pl":i.nc::i.p~':'(l!1 COíl'1 'v':i.~:;ti:\~:;aD 'f:i,m ,':l qUE' ~:;(.:-:dp~:;t:i.n<':\~, na c:onc(-:.!ntr'<';\~i:aD c!(':':":::.c r':i. t,a .::\C:i.iIl<':'t"11 E: :i. ~:; o --, .c;. RECURSO N. 110.217 A~~RDAO N. 303-27.368 v [) T [) A questao se cirlge à deterfnir)a~:ao do gr'au de concel,tra~ao do pl~oduto Diamj,nodipherlilslllfamicla:1 cu,ja valor' tlributável foi calcl.tlaclo em razao do per'cent.ual de 7()~ enl rela~ac) ao IJes() (ja melrCa(~Olrian Inicialmente, (J Laboy'atórj.o Naciollal de Análises a~)llr()U, con) IJase no método I(ARLF~ISI~ERa ~)resen~:a(je 2(),3~ de água, donde a C()ll'-' C::€.~nti" i:\ ~;:(':\O !:;(.:~I" :i. a cI(.;;:0 7<'1 li 7:\~to A impuçJl1a~;:ao di;\ (.:.~mpl"('2~:j.aar.:(':\I"'I'".(.:~tou a I"(:.~(:\liza~;:(:to c:Jf'~nova c:tn(~"" li!:;(,:,~:, p€~lC) método 11 PERDA F'OI:~SECAGEIY' A l()~:\ (;" (] quc-:~ d(.;.)tC-:')I"m:i.nou a J existêllcia de 77,9% de c:or)r.:el,tr'a~ao .. Em face da diverg01'}cia, decidiLl--se ~)or rlova anális;e, corl-' sC)ant(~.~a 1:i:f::Of..;olu~;:ac)11.. ~;)():':)""()..19é>!1 1"(.:~1:(':~I":i.dano 1'"(-:.~l(.:'\tól":i.(].. A tc::'!S(':'~d(.:.~'f:(.:.~nd1<:1(':'\ p(.:~l(:'\ "'E~qU(.:~I"(.~nt(.:.~ no ''"E\CUI''~;O é (:\d(.:~ qU(.:;' (.:\pu .... rOLl ape'1as; o teor de áglAt":'\do ~)rc)duto!l r)ao .terldo sid() e~s.tt":'\l)ele(:i(jc)sos n1vei~; de implAreza~; .. (:) laLldo emitido em 1"8zao ela di:Ligéllcj.a esclal'"ece (~lAe a mer- (::ad (J I":i. (':\ :i. fI1Pc)I" t.ad 8 II c:e)11t(t~m (':\p,,'ox:i. m(':\dt':\m(.:.~nt(.:.~ '7()~';~d E~ D:i.c':\fn :i. no(:1:i, ph(.:~n;i. 1 ~:;ul'fa '-o' m:i.el, sc-:.~ndo (]~:; c1C-:HIl<,:\;i.s con ~:;t :i. tu:i. n t(.:.~~:; im pl.ll'"(';) Z (':\. (.~\ (f\qua to 11 A r'ecol'"l'"ente l"ecollleLl os .tl'"ibLltos na base de 70% de concen .... tra~ao do ~)I'"odtAtO, estando ~)Ortallto delltl"() da qLlarltidacle determinada fIO laLldo de fJ.s .. 55 a 56, qtAe veio 'finalnlellte esclal'"ecel'" a questao de t1l,(.:Jua(~)da~:; :i.mpul"'(.:.~zasn(.:.~l(.:.~c(]nt.:i.clas:l(.;)vid(.:~ncit':\n<:lo(':\cOI.ror'El~i;a()de) cl":i.t.(.~.... r'io utilizado pela recor'rente, para o cálclAlo dos trj.t)Lltos inc:identes .. Dessa fOI~fi)a, tomo conhecimellto do r'ecur'so, por tenlpestivo!1 IJara, fIO mél'"j.tc), dar'.-ll')e pl'"ovj,nlellto ir)tegral, declal~alldo insuIJs;ister\te a au tua ~;:a().. Q~Q 1(J 1 00000001 00000002 00000003
score : 1.0
Numero do processo: 10280.721558/2019-03
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Mon Jul 11 00:00:00 UTC 2022
Data da publicação: Mon Sep 12 00:00:00 UTC 2022
Ementa: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA (IRPF)
Exercício: 2014
IMPOSTO TERRITORIAL RURAL. DIAT. REVISÃO DE OFÍCIO. ERRO DE DIGITAÇÃO
Há que se corrigir o lançamento efetuado em consequência de erro da digitação dos dados apresentados na declaração de informação do ITR. Vício reconhecível de ofício, conforme art. 32 do Decreto 70.235/1972.
Numero da decisão: 2201-009.564
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso de Ofício.
(documento assinado digitalmente)
Carlos Alberto do Amaral Azeredo - Presidente
(documento assinado digitalmente)
Fernando Gomes Favacho - Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Debora Fofano dos Santos, Douglas Kakazu Kushiyama, Francisco Nogueira Guarita, Fernando Gomes Favacho, Rodrigo Monteiro Loureiro Amorim, Carlos Alberto do Amaral Azeredo (Presidente).
Nome do relator: Fernando Gomes Favacho
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ementa_s : ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA (IRPF) Exercício: 2014 IMPOSTO TERRITORIAL RURAL. DIAT. REVISÃO DE OFÍCIO. ERRO DE DIGITAÇÃO Há que se corrigir o lançamento efetuado em consequência de erro da digitação dos dados apresentados na declaração de informação do ITR. Vício reconhecível de ofício, conforme art. 32 do Decreto 70.235/1972.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso de Ofício. (documento assinado digitalmente) Carlos Alberto do Amaral Azeredo - Presidente (documento assinado digitalmente) Fernando Gomes Favacho - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Debora Fofano dos Santos, Douglas Kakazu Kushiyama, Francisco Nogueira Guarita, Fernando Gomes Favacho, Rodrigo Monteiro Loureiro Amorim, Carlos Alberto do Amaral Azeredo (Presidente).
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DIAT. REVISÃO DE OFÍCIO. ERRO DE DIGITAÇÃO Há que se corrigir o lançamento efetuado em consequência de erro da digitação dos dados apresentados na declaração de informação do ITR. Vício reconhecível de ofício, conforme art. 32 do Decreto 70.235/1972. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso de Ofício. (documento assinado digitalmente) Carlos Alberto do Amaral Azeredo - Presidente (documento assinado digitalmente) Fernando Gomes Favacho - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Debora Fofano dos Santos, Douglas Kakazu Kushiyama, Francisco Nogueira Guarita, Fernando Gomes Favacho, Rodrigo Monteiro Loureiro Amorim, Carlos Alberto do Amaral Azeredo (Presidente). Relatório Trata-se de Auto de Infração lavrado em 17/06/2019 (fl. 21), Notificação de Lançamento 02101/00011/2019, que se refere a cobrança de ITR – Exercício 2014, a partir do Valor da Terra Nua declarado e não comprovado. O contribuinte foi intimado a recolher o crédito tributário, no montante de R$19.487.429,98, referente ao Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural, acrescido de multa lançada (75%) e juros de mora, tendo como objeto o imóvel denominado “Fazenda Ouro Verde”, cadastrado na RFB sob o nº 8.700.103-9, com área declarada de 299.291,7 ha, localizado no Município de Bonito/PA. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 28 0. 72 15 58 /2 01 9- 03 Fl. 112DF CARF MF Original Fl. 2 do Acórdão n.º 2201-009.564 - 2ª Sejul/2ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10280.721558/2019-03 Por não ter recebido a documentação exigida e procedendo-se a análise e verificação dos dados constantes na DITR/2014, a fiscalização resolveu glosar o valor das culturas, pastagens cultivadas e florestas melhoradas de R$ 110.500,00, por falta de área respectiva, e alterar o Valor da Terra Nua (VTN) declarado de R$ 4.100,00 (R$ 0,01/ha) para o arbitrado de R$ 43.759.439,45 (R$ 146,21/ha), com base em valor constante no SIPT, com consequente aumento do VTN tributável e disto resultando imposto suplementar de R$ 8.745.817,25. O contribuinte apresentou Impugnação ao lançamento (fl. 4 a 17), justificando que, no comprovante do CAFIR (Cadastro Federal de Imóveis Rurais) emitido em 19/11/2015, fez constar erroneamente que a área total do imóvel era de 299.291,7 ha, ao invés do tamanho correto, a saber, apenas 229,2917 ha. Após verificado esse erro de digitação no tamanho da área do imóvel que constava no CAFIR, o contribuinte solicitou em 04/04/2016 a alteração cadastral dessa informação para que o tamanho da área fosse corrigido para o tamanho correto, qual seja, 299,3 ha. Requer em segundo lugar prazo para que se junte Laudo de Avaliação do Imóvel, para que se comprove o VTN – Valor da Terra Nua, e que o ITR declarado na DITR de 2014 foi totalmente pago, totalizando à época R$ 1.133,76. O Acórdão 03-087.413 – 1ª Turma da DRJ/BSB (fls. 71 a 83) julgou a Impugnação procedente em parte, com o crédito tributário exonerado. reduzindo-se o valor do imposto devido calculado para R$ 710,71, portanto, menor do que o apurado pelo Contribuinte na sua DITR/2014, exonerando-se integralmente o crédito tributário apurado pela fiscalização e reconhecendo que houve valor recolhido a maior, referente ao ITR/2014, de R$108,59. Julgou-se, assim, para reduzir a área total declarada de 299.291,7 ha para 299,3 ha, comprovada com documentação hábil, com a consequente redução da alíquota do imposto de 20,00% para 3,30%, e para manter o VTN/ha de R$ 146,21/ha, com base no SIPT, ajustando o VTN total de R$ 43.759.439,45 (R$ 146,21/ha x 299.291,7 ha) para R$ 43.760,65 (R$146,21/ha x 299,3 ha), tudo em função da nova dimensão da área, efetuando-se as demais alterações decorrentes. Por força do recurso necessário, e não tendo havido requisição dos autos para apresentação de contrarrazões pela PGFN (fl. 102), o processo foi encaminhado ao CARF. Consta neste Processo Administrativo Tributário sentença Judiciária do Distrito Federal – 6ª Vara Federal Cível da SJDF (fl. 105 a 111), com ordem para o julgamento imediato da lide: (fl. 118) Ante o exposto, concedo a segurança para determinar que as Autoridades Coatoras julguem os recursos nos processos administrativos nº 10280.721558/2019-03 e 10280.721560/2019-74, seja realizado no prazo máximo de 45 dias ou na próxima sessão de julgamento, em razão do transcurso do prazo estabelecido no art. 24 da Lei nº 11.457/2007. É o Relatório. Voto Fl. 113DF CARF MF Original Fl. 3 do Acórdão n.º 2201-009.564 - 2ª Sejul/2ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10280.721558/2019-03 Conselheiro Fernando Gomes Favacho, Relator. Admissibilidade O Recurso de Ofício deve ser submetido à apreciação do Egrégio Conselho Administrativo de Recursos Fiscais do Ministério da Fazenda, conforme art. 34 do Decreto nº 70.235/1972 e Portaria MF nº 63/2017, por força de recurso necessário, também, previsto no art. 70 do Decreto nº 7.574/2011. Preliminarmente, importa dizer que o Ministério da Fazenda aumentou o valor mínimo para a apresentação de recurso de ofício pelas turmas de julgamento das Delegacias Regionais de Julgamento da Receita Federal. Atualmente, o limite de alçada se encontra fixado pelo art. 1º da Portaria MF nº 63, de 09 de fevereiro de 2017, tem o valor de teto R$ 2.500.000,00 (dois milhões e quinhentos mil reais). O contribuinte foi intimado a recolher o crédito tributário, no montante de R$ 19.487.429,98, referente ao Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural, acrescido de multa lançada (75%) e juros de mora. O Acórdão 03-087.413 – 1ª Turma da DRJ/BSB julgou a Impugnação procedente em parte, reduzindo-se o valor do imposto devido calculado para R$ 710,71. Preenchido está, portanto, o requisito de admissibilidade para o Recurso de Ofício. Erro de digitação – nova dimensão da área O único motivo pelo qual houve a redução dos valores devidos foi o reconhecimento do erro na área total declarada no DIAT (de 299.291,7 ha para 299,3 ha), com a consequente redução da alíquota do imposto de 20,00% para 3,30%, e para manter o VTN/ha de R$146,21/ha, com base no SIPT, ajustando o VTN total de R$ 43.759.439,45 (R$ 146,21/ha x 299.291,7 ha) para R$ 43.760,65 (R$ 146,21/ha x 299,3 ha). Trata-se de erro plausível de imediato, posto que possui os mesmos caracteres, com a diferença da vírgula erroneamente posta. O número constante em DIAT contrasta com o Cadastro Ambiental Rural – CAR, o Demonstrativo do Imóvel, o CAFIR e mesmo o Laudo Técnico apresentado no bojo do Processo Administrativo Tributário 10280.721560/2019-74, em que o contribuinte apresentou Recurso Voluntário ante a cobrança do DIAT Exercício 2016. Naquele processo também houve reconhecimento do erro em 1ª instância. O “erro material” pode ser conceituado como o equívoco ou inexatidão relacionado a aspectos objetivos como um cálculo errado, ausência de palavras, erros de digitação ou troca de nome. Tal vício é corrigível inclusive de ofício, conforme o Decreto 70.235/1972: Art. 32. As inexatidões materiais devidas a lapso manifesto e os erros de escrita ou de cálculos existentes na decisão poderão ser corrigidos de ofício ou a requerimento do sujeito passivo. No mesmo sentido, art. 494, I do Código de Processo Civil. Fl. 114DF CARF MF Original Fl. 4 do Acórdão n.º 2201-009.564 - 2ª Sejul/2ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10280.721558/2019-03 Conclusão Ante o exposto, conheço do Recurso de Ofício e, no mérito, julgo improcedente. (documento assinado digitalmente) Nome do Relator Fl. 115DF CARF MF Original
score : 1.0
Numero do processo: 10925.002508/2005-97
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Mar 17 00:00:00 UTC 2009
Ementa: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL - ITR
Exercício: 2001
PRELIMINAR. AUTORIDADE FISCAL. COMPETÊNCIA.
A autoridade fiscal possui competência privativa para a constituição do crédito tributário, cabendo-lhe a apuração da área tributável e do grau de utilização do
imóvel rural mediante, inclusive, verificação do atendimento às condições legais para o reconhecimento de áreas isentas.
ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE. ATO DECLARATÓRIO
AMBIENTAL.
A partir do exercício de 2001, a exclusão da área declarada como de preservação permanente da área tributável do imóvel rural, para efeito de apuração do ITR, está condicionada ao seu reconhecimento mediante Ato Declaratório Ambiental (ADA) protocolado pelo sujeito passivo junto ao Ibama, observada a legislação pertinente.
ÁREA DE UTILIZAÇÃO LIMITADA/RESERVA LEGAL. AVERBAÇÃO À
MARGEM DA MATRÍCULA.
A área de reserva legal, para fins de exclusão do ITR, deve estar averbada à margem da inscrição da matricula do imóvel no cartório de registro de imóveis competente à época do respectivo fato gerador.
RECURSO VOLUNTÁRIO NEGADO.
Numero da decisão: 3803-000.049
Decisão: ACORDAM os membros da 3ª Turma Especial da Terceira Seção de
Julgamento, por unanimidade de votos, afastar a preliminar de incompetência e, no mérito, negar provimento ao recurso voluntário.
Matéria: ITR - ação fiscal (AF) - valoração da terra nua
Nome do relator: REGIS XAVIER HOLANDA
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Processo n° 10925.002508/2005-97 Recurso n° 139.561 Voluntário Acórdão n° 3803-00.049 — 3' Turma Especial Sessão de 17 de março de 2009 Matéria IMPOSTO TERRITORIAL RURAL Recorrente ADAMI S/A MADEIRAS Recorrida DRJ-CAMPO GRANDE/MS ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL - ITR Exercício: 2001 PRELIMINAR. AUTORIDADE FISCAL. COMPETÊNCIA. A autoridade fiscal possui competência privativa para a constituição do crédito tributário, cabendo-lhe a apuração da área tributável e do grau de utilização do imóvel rural mediante, inclusive, verificação do atendimento às condições legais para o reconhecimento de áreas isentas. ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE. ATO DECLARATÓRIO AMBIENTAL. A partir do exercício de 2001, a exclusão da área declarada como de preservação permanente da área tributável do imóvel rural, para efeito de apuração do ITR, está condicionada ao seu reconhecimento mediante Ato Declaratório Ambiental (ADA) protocolado pelo sujeito passivo junto ao lbama, observada a legislação pertinente. ÁREA DE UTILIZAÇÃO LIMITADA/RESERVA LEGAL. AVERBAÇÃO À MARGEM DA MATRÍCULA. A área de reserva legal, para fins de exclusão do ITR, deve estar averbada à margem da inscrição da matricula do imóvel no cartório de registro de imóveis competente à época do respectivo fato gerador. RECURSO VOLUNTÁRIO NEGADO. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 3' Turma Especial da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, afastar a preliminar de incompetência e, no mérito, negar provimento ao recurso voluntário. sõe Processo n° 10925.002$08/2005-91 53-TE03 Acórdão n.• 3803-00.049 Fl. 164 Lsg ..0 GUERRA DE CASTRO Presidente 0,1 n RE S ff , • LANDA R; ator Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros André Luiz Bonat Cordeiro e Jorge Higashino. 2 Processo n° 10925.002508/2005-97 83-TE03 Acórdão n.° 3803-00.049 E. 165 Relatório Trata-se de recurso voluntário interposto por Adami S/A Madeiras contra Acórdão n° 04-12.017, de 25 de maio de 2007 (fls. 109 a 119), proferido pela P Turma da DRJ/Campo Grande-MS, que manteve o lançamento relativo ao Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural — ITR. Por bem descrever os fatos, adoto o relatório integrante da decisão recorrida que transcrevo a seguir: "Exige-se da interessada o pagamento do crédito tributário lançado em procedimento fiscal de verificação do cumprimento das obrigações tributárias, relativamente ao 1TR, aos juros de mora e à multa por informação inexata na Declaração do ITR — DIAC/DIAT/2001, no valor total de R$ 11713,68, referente ao imóvel rural denominado: Fazenda Amparo, com área total de 1.361,4 ha, com Número na Receita Federal — NIRF 0.899.512- 5, localizado no município de Passos Maia — SC, conforme Auto de Infração de fls. 01 a 16, cuja descrição dos fatos e enquadramentos legais constam das fls. 03 a 07, 10 e 12 a 16. 2. Inicialmente, com a finalidade de viabilizar a análise dos dados declarados, especialmente as áreas isentas, 212,5 ha de Preservação Permanente e 331,1 ha (sie) de Utilização Limitada, a interessada foi intimada a apresentar diversos documentos comprobatórios, os quais, com base na legislação pertinente, foram listados, detalhadamente, no Termo de Intimação, fls. 23 e 24. Alguns deles foram: Certidão atualizada da matrícula do imóvel, constando as averbações da área de Reserva Legal; cópia do Termo de Responsabilidade de Averbação da Reserva Legal junto ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis — TRARL/IBAMA, acompanhado da planta topográfica; Laudo Técnico de engenheiro agrónomo ou florestal, demarcando a Preservação Permanente; Ato Declaratório Ambiental — ADA, protocolado no IBAMA no prazo regulamentar para o exercício em análise; entre outros. 3. Conforme Aviso de Recebimento — AR de fl. 25, a intimação foi recebida em 21/02/2005 e, em 08/03/2005 foi solicitada prorrogação de prazo por mais 60 dias para atendimento, fl. 26. Após ciência em 12/04/2005 da continuação do procedimento, fls. 27 e 28, com a carta de fls. 29 e 30 de 16/05/2005, foram encaminhados os documentos de fls. 31 a 78, entre eles: cópia das matrículas do imóvel; do TRARL; do ADA; Laudo Técnico com seus anexos como Anotação de Responsabilidade Técnica — ART mapas da propriedade e memoriais descritivos. 4.Das fls. 79 a 84 constam termos de ciência e continuação de procedimento. CEF-7ásor. .. Processo n°10925.002508/2005 .97 S3-TE03 Acórdão n°3803-00.049 Fl. 166 5. Com base na análise dos documentos apresentados o Fiscal informou que constatou, pelas matriculas do imóvel, que pane da dimensão de área de Reserva Legal foi averbada em 23/06/2004, após o prazo regulamentar para o exercício em análise, bem como foram comprovadas a existência e regularização da Preservação Permanente através do laudo e do ADA, aceitando-se a dimensão constante deste último documento. 6. Assim, com essas verificações e em atenção à legislação pertinente citadas pelo fiscal, procedeu-se à glosa parcial da área de Utilização Limitada, que passou de 337,1 ha para 240,2 ha e a Preservação Permanente acrescida de 212,5 ha para 213,0 ha. Com essas modificações também foram procedidas as alterações dos demais dados conseqüentes. As razões de fato e de direito foram registrados pelo fiscal para efetuar tais alterações. Apurado o crédito tributário em questão foi lavrado o Auto de Infração, cuja ciência à interessada, de acordo com o AR de fl. 87 datado pelo destinatário, foi dada em 05/12/2005. 7. Em 04/01/2006 foi apresentada impugnação, fls. 88 a 98, argumentando-se, em resumo, o seguinte: 7.1. Sob o título Exame da medida fiscal, explanou sobre os fatos até aqui conhecidos, como a intimação para apresentação de documentos e o atendimento ao pedido. 7.2. Comentou sobre o laudo técnico apresentado, dizendo que o mesmo comprova a existência das áreas glosadas, bem como demais documentos encaminhados que demonstram lamentável equívoco em que incorreu o fisco, provavelmente, em razão de o Auditor não haver examinado com a devida cautela os fatos ou não ter tido interesse em conhecê-los, no interesse da verdade tributária, da justiça fiscal e de se evitar autuações exacerbadas, realizar perícia da área para confirmar a procedência ou não dos números ditos "apurados", para efeito de subsidiar a exigência tributária. 7.3. Em Exame dos fatos e dos documentos comentou sobre a aquisição do imóvel, constituição dos títulos de propriedade e fez um quadro demonstrativo das matrículas do imóvel, área respectiva e averbações de reserva legais. 7.4. Na seqüência aprofundou-se no tema, reiterando a comprovação através do laudo, levantamento das áreas isentas que foram declaradas em dimensões inferiores às realmente existentes. 7.5. Ao efetuar, ao que chamou de "balanço ambiental", fez novo demonstrativo evidenciando a diferença a mais da área em questão não informada na declaração. 16. Após outros argumentos passou em Do exame do Auto de Infração, onde comentou sobre o lançamento, reproduziu a Descrição dos Fatos da autoridade fiscal e reiterou a razão da glosa parcial da Reserva Legal, que foi a averbação Q._ ‘e4 Processo n°10925.002508/2005-97 S3-TE03 Acórdão n.° 3803-00.049 Fl. 167 intempestiva de parte da mesma e a consideração da Preservação Permanente a dimensão constante da D1TR ou do ADA, e afirmou que o procedimento da fiscalização foi sempre voltado para a apuração a menor área, entre outros comentários. 7.7. Em Da improcedência da autuação comentou sobre a documentação apresentada e disse que a glosa das áreas em tela só poderia ser feita através de manifestação do IBAMA, por meio de vistoria e comprovação da inexistência de florestas nativas no imóvel, fato este que não ocorreu. 78. Prossegue mencionando legislação tributaria relativa a Órgãos conveniados para fiscalização e comprovação de áreas de preservação. 79. Após outras alegações em Da jurisprudência aplicável, reproduziu ementas de acórdão do Conselho de Contribuintes que tratam de assuntos similares, entre eles a afirmação da não sujeição de prévia comprovação de área de Preservação Permanente por meio de ADA, entre outros. 7.10. Finalmente requereu seja cancelado o insubsistente crédito tributário, uma vez que houve glosa de áreas de Reserva Legal sem que houvesse o cômputo das áreas comprovadamente de Preservação Permanente, procedimento este que provocou erro na apuração do Grau de Utilização da área aproveitável do imóvel. 8. Das fls. 102 a 108 consta providência quanto à identificação e comprovação do signatário da impugnação." A DRJ não acolheu as alegações do contribuinte e considerou procedente o lançamento em acórdão com a seguinte ementa: "Área de Utilização Limitada - Reserva Legal Para que a área de utilização limitada, reserva legal, possa ser considerada isenta, a mesma deve constar de averbação na matricula do imóvel até a data da ocorrência do fato gerador e estar reconhecida mediante Ato Declarató rio Ambiental - ADA, cujo requerimento deve ser protocolado no Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis - IBAMA, em até seis meses após o prazo final para entrega da Declaração do 1TR. Da mesma forma a área de preservação permanente necessita do ADA para sua isenção, além do laudo técnico especifico que demonstre em quais artigos da legislação pertinente se enquadram as pretensas áreas." Cientificado do referido acórdão em 11 de junho de 2007 (fl. 125), o interessado apresentou recurso voluntário em 03 de julho de 2007 (fls. 126 a 155) pleiteando a reforma do decisum e reafirmando seus argumentos apresentados à DRJ. Anota, preliminarmente, que haveria incompetência da autoridade fiscal para exercer juizos de valor em matéria ambiental. coor Processo n° 10925.002508/2005-97 S3-TE03 Acórdão n.° 3803-00.049 Fl. 168 Registra ainda que, não bastasse a caracterização das áreas de preservação permanente e reserva legal decorrerem da lei, a legislação não exige, para a não incidência da tributação naquelas áreas, qualquer material probante por ser o lançamento por homologação. Acrescenta que a recorrente declarou áreas efetivamente existentes, fato este que desautoriza a desconsideração por descumprimento de meras formalidades, quais sejam: a averbação intempestiva e a diferença do constante no ADA face ao declarado. Aponta que o artigo 10 da Lei n° 9.393/96, após o advento da Medida Provisória n°2.166-67/2001, deixou de exigir, para fins de não incidência de ITR, a averbação da reserva legal ou a necessidade de protocolo do ADA para reconhecimento das áreas de preservação permanente. Por fim, trata da isenção do ITR para florestas nativas do bioma Mata Atlântica. É o relatório. 664-1,0 Processo n°10925.002508/2005-97 S3-TE03 Acórdão n.• 3803-00.049 Fl. 169 Voto Conselheiro REGIS XAVIER HOLANDA, Relator Por conter matéria desta E. Turma da 33 Seção do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais e presentes os requisitos de admissibilidade, conheço do Recurso Voluntário tempestivamente interposto pelo contribuinte. 1. DA PRELIMINAR DE NULIDADE A recorrente levanta preliminar de nulidade relativa à incompetência da autoridade fiscal para exercer juizos de valor em matéria ambiental uma vez que caberia ao IBAMA a verificação e, se cabível, a descaracterização das áreas de preservação permanente e de reserva legal. O Código Tributário Nacional (Lei n° 5.172, de 25 de outubro de 1966), ao tratar da atividade de lançamento, dispôs da seguinte forma: "Art. 142. Compete privativamente à autoridade administrativa constituir o crédito tributário pelo lançamento, assim entendido o procedimento administrativo tendente a verificar a ocorrência do fato gerador da obrigação correspondente, determinar a matéria tributável, calcular o montante do tributo devido, identificar o sujeito passivo e, sendo caso, propor a aplicação da penalidade cabível. Parágrafo único. A atividade administrativa de lançamento é vinculada e obrigatória, sob pena de responsabilidade funcional." Negrita Em consonância com o Código Tributário Nacional, a Lei n°9.393, de 19 de dezembro de 1996, que dispõe sobre o Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural — ITR, trouxe previsão para que a Secretaria da Receita Federal procedesse à determinação e ao lançamento de oficio do imposto, in verbis: "Art. 14. No caso de falta de entrega do D1AC ou do D1AT, bem como de subavaliação ou prestação de informações inexatas, incorretas ou fraudulentas, a Secretaria da Receita Federal procederá à determinação e ao lançamento de oficio do imposto, considerando informações sobre preços de terras, constantes de sistema a ser por ela instituído, e os dados de área total, área tributável e grau de utilização do imóvel, apurados em procedimentos de fiscalização. "i aposto. Cabendo privativamente à autoridade fiscal a constituição do crédito tributário, não há espaço para dúvidas quanto à sua competência para apurar a área tributável do imóvel e seu grau de utilização ao proceder à determinação da matéria tributável e ao cálculo do tributo devido. dZIY c7307. Processo n0 10925.002508/2005-97 S3-TE03 Acórdão n.° 3803-00.049 Fl. 170 Com efeito, a descaracterização de áreas de preservação permanente e de reserva legal efetuada por Auditor-Fiscal da Receita Federal do Brasil encontra tranqüilo amparo na legislação de regência uma vez que, para se chegar à constituição do crédito tributário apurado em procedimento de fiscalização, tem-se que necessariamente, no caso do ITR, considerar a existência de áreas isentas somente quando em acordo com os requisitos legais definidos. Ademais, a previsão de celebração de convênios de cooperação pela Receita Federal com a finalidade de delegar as atividades de fiscalização das informações sobre os imóveis rurais contida no art. 16 da referida Lei n°9.393/96 — trazido à baila pela recorrente — só reforça a competência originária da autoridade fiscal para a apuração das áreas do imóvel rural passíveis de tributação. Dessa forma, rejeito a preliminar em questão. 2. DO MÉRITO 2.1. DA ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE No presente caso, a área de preservação permanente declarada pelo contribuinte de 212,5 ha foi majorada pela fiscalização para 213 ha tendo em vista ser esta a dimensão informada no Ato Declaratório Ambiental - ADA (fl. 41). O desejo posterior da recorrente para que seja considerada uma área de preservação permanente de 302,28 ha com base na documentação apresentada em atendimento à intimação fiscal foi indeferido tendo em conta o limite informado no referido ADA. A Lei n° 9.393, de 19 de dezembro de 1996, ao tratar da apuração do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural-ITR, assim dispôs: "Art. 10. 1° Para os efeitos de apuração do ITR, considerar-se-á: II - área tributável, a área total do imóvel, menos as áreas: a) de preservação permanente e de reserva legal, previstas na Lei n°4.771, de 15 de setembro de 1965, com a redação dada pela Lei n° 7.803, de 18 de julho de 1989; Negritei. Já no que se refere à utilização do Ato Declaratório Ambiental para gozo de redução do valor a pagar de ITR, a Lei n° 6.938, de 31 de agosto de 1981, que dispõe sobre a Política Nacional do Meio Ambiente, com a redação dada pela Lei n° 10.165/2000, assim tratou a matéria, verbis: "Art. 17-0. Os proprietários rurais que se beneficiarem com redução do valor do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural — ITR, com base em Ato Declaratório Ambiental - ADA, deverão recolher ao 1BAMA a importância prevista no item 3.11 Processo n° 10925.002508/2005-97 S3-T E03 Acórdão n.° 3803-00.049 Fl. 171 do Anexo VII da Lei n° 9.960, de 29 de janeiro de 2000, a titulo de Taxa de Vistoria. (Redação dada pela Lei n° 10.165, de 2000) § 1°-A. A Taxa de Vistoria a que se refere o caput deste artigo não poderá exceder a dez por cento do valor da redução do imposto proporcionada pelo ADA.(Incluido pela Lei n° 10.165, de 2000) § 1° A utilização do ADA para efeito de redução do valor a pagar do ITR é obrigatória.(Redação dada pela Lei n°10.165, de 2000) "Negrita Dessa forma, com a entrada em vigor da Lei n° 10.165/2000, a exclusão da área de preservação permanente da área tributável, para os efeitos de apuração do 1TR, está vinculada às exigências comidas nas disposições legais vigentes que especificam a necessidade de apresentação do respectivo Ato Declaratório Ambiental-ADA do lbama. Portanto, correto o procedimento fiscal de limitação da área de preservação permanente à informada no respectivo Ato Declaratório Ambiental. 2.2. DA ÁREA DE RESERVA LEGAL Já no tocante à área de reserva legal, a razão da autuação foi a sua glosa parcial em virtude da área averbada ser inferior à área declarada (de 337,1 ha para 240,2 ha). O já referido artigo 10, §I°, II, "a" da Lei n° 9.393, de 19 de dezembro de 1996, também tratou da exclusão da área de reserva legal da área tributável do imóvel rural: "Art. 10 § 1° Para os efeitos de apuração do ITR, considerar-se-á: II - área tributável, a área total do imóvel, menos as áreas: a) de preservação permanente e de reserva legal, previstas na Lei n°4.771, de 15 de setembro de 1965, com a redação dada pela Lei n° 7.803, de 18 de julho de 1989; Negrita Por sua vez, a referenciada Lei n° 4.771, de 15 de setembro de 1965, que instituiu o Código Florestal, com as alterações efetivadas pela Medida Provisória n° 2.166-67, de 2001 — textos já constantes da Medida Provisória n° 1.956-50, de 26 de maio de 2000 - , traz os seguintes dispositivos disciplinadores da área de reserva legal: "Art. I° Processo e 10925.002508/2005-97 83-TE03 Acórdão n.° 3803-00.049 Fl. 172 §2°Para os efeitos deste Código, entende-se por: (Incluído pela Medida Provisória n° 2.166-67, de 2001) (Vide Decreto n°5.975, de 2006) 111-Reserva Legal: área localizada no interior de uma propriedade ou posse rural, excetuada a de preservação permanente, necessária ao uso sustentável dos recursos naturais, à conservação e reabilitação dos processos ecológicos, à conservação da biodiversidade e ao abrigo e proteção de fauna e flora nativas; (Incluído pela Medida Provisória n" 2.)66-67, de 2001) Ar!. 16 §8°A área de reserva legal deve ser averbada à margem da inscrição de matricula do imóvel, no registro de imóveis competente, sendo vedada a alteração de sua destinação, nos casos de transmissão, a qualquer título, de desmembramento ou de retificação da área, com as exceções previstas neste Código. (Incluído pela Medida Provisória e 2.166-67, de 2001) Anteriormente às modificações feitas pela Medida Provisória n° 2.166-67, de 2001 (Medida Provisória originária n° 1.956-50, de 26 de maio de 2000), o artigo 16, §2° do referido Código Florestal já trazia, à época, o seguinte regramento consoante a Lei n° 7.803, de 18 de julho de 1989: "Art. 16. § 2° A reserva legal, assim entendida a área de , no mínimo, 20% (vinte por cento) de cada propriedade, onde não é permitido o corte raso, deverá ser averbada à margem da inscrição de matricula do imóvel, no registro de imóveis competente, sendo vedada, a alteração de sua destinação, nos casos de transmissão, a qualquer título, ou de desmembramento da área. (Incluído pela Lei n° 7.803 de 18.7.1989) Quanto à utilização do Ato Declaratório Ambiental para gozo de redução do valor a pagar de ITR, cabe também aqui a aplicação do citado artigo 17-0, §1° da Lei n° 6.938/81. Dessa forma, para que se possa excluir a área de reserva legal da área tributável para os efeitos de apuração do ITR é necessário que se apresente: a) a averbação de referida área à margem da inscrição de matrícula do imóvel, no registro de imóveis competente; e b) a partir de 2001, o respectivo Ato Declaratório Ambiental-ADA do Ibama. Verifica-se, assim, que o legislador ao estabelecer a necessidade de reconhecimento da área de reserva legal pelo Poder Público, por meio de averbação no registro 10 1W .0te Processo n0 10925.002508/2005-97 S3-TE03 Acórdão n.°3803-00.049 Fl. 173 de imóveis e existência de Ato Declaratório Ambiental, fixou condições para fins da não incidência tributária sobre a respectiva área, não podendo a autoridade lançadora dispensar os requisitos previstos na legislação tributária. Ademais, a referida averbação da área de reserva legal à margem da inscrição de matrícula do imóvel deve ocorrer em data anterior à da ocorrência do fato gerador do imposto, uma vez que deve ser obedecida a disposição contida no art. 144 do CTN, segundo o qual o lançamento reporta-se à data de ocorrência do fato gerador da obrigação - no caso do ITR, de acordo com o art. 1°, caput, da Lei n°9.393/96, o dia 1° de janeiro de cada ano. Atualmente, esse prazo consta expressamente indicado no art. 12, § 1° do Decreto n° 4.382, de 19 de setembro de 2002 (Regulamento do ITR), que consolidou toda a legislação do ITR, in verbis: "Art. 12. São áreas de reserva legal aquelas averbadas à margem da inscrição de matricula do imóvel, no registro de imóveis competente, nas quais é vedada a supressão da cobertura vegetal, admitindo-se apenas sua utilização sob regime de manejo florestal sustentável (Lei n" 4.771, de 1965, art. 16, com a redação dada pela Medida Provisória n" 2.166- 67, de 2001). § J 0 Para efeito da legislação do ITR, as áreas a que se refere o caput deste artigo devem estar averbadas na data de ocorrência do respectivo fato gerador." Negrito aposto. No presente caso, nas certidões atualizadas das matrículas n's 6.610, 6.480, 6.388, 4.487 e 362 (fls. 31 a 39) foram encontradas as seguintes averbações de reserva legal: av. 04/362 com 146,83 ha, av. 04/4487 com 93,40 ha e a av. 05/6480 com 43,18 ha. Dessas averbações, foram corretamente consideradas como passíveis de reconhecimento para efeito da DITR 2001 somente as duas primeiras totalizando 240,2 ha, em razão da tempestividade de sua formalização. A av. 05/6480 somente foi anotada em 23/06/2004. Ademais, mesmo a dimensão da reserva legal de 272,20 ha informada no ADA já referido é também inferior aos 337,10 ha constantes na DITR2001. Também aqui, o desejo posterior da recorrente para que seja considerada uma área de reserva legal de 283,53 ha com base na documentação apresentada em atendimento à intimação fiscal foi indeferido de forma acertada tendo em vista o não atendimento das condições legais previstas para a não incidência tributária sobre a respectiva área: a) averbação de referida área à margem da inscrição de matricula do imóvel, no registro de imóveis competente; e b) a partir de 2001, o respectivo Ato Declaratório Ambiental-ADA do lbama. Diversamente do apontando pela recorrente, o artigo 10 da Lei n° 9.393/96, após o advento da Medida Provisória n°2.166-67/2001, não deixou de exigir, para fins de não incidência de ITR, a averbação da reserva legal ou a necessidade de protocolo do ADA para reconhecimento das áreas de preservação permanente. Para melhor clareza, vejamos o teor do indigitado dispositivo legal: Processo n° 10925.002508/2005-97 83-TE03 Acórdão n.°3803-00.049 Fl. 174 "Art. 10. A apuração e o pagamento do ITR serão efetuados pelo contribuinte, independentemente de prévio procedimento da administração tributária, nos prazos e condições estabelecidos pela Secretaria da Receita Federal, sujeitando-se a homologação posterior. §7gA declaração para fim de isenção do ITR relativa às áreas de que tratam as alíneas "a" e "d" do inciso II, ,sç 1 2, deste artigo, não está sujeita à prévia comprovação por parte do declarante, ficando o mesmo responsável pelo pagamento do imposto correspondente, com juros e multa previstos nesta Lei, caso fique comprovado que a sua declaração não é verdadeira, sem prejuízo de outras sanções aplicáveis. (Incluído pela Medida Provisória n°2166-67, de 2001) Negrito e sublinhado apostos. Assim, com a entrada em vigor da Lei n.° 9.393, de 19 de dezembro de 1996, o Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural-ITR passou a ser tributo lançado por homologação, no qual cabe ao sujeito passivo apurar o imposto e proceder ao seu pagamento, sem prévio exame da autoridade administrativa. Dessa forma, a literalidade do §7° acima transcrito dispensa a prévia comprovação por parte do contribuinte das declarações lançadas na DITR, não afastando a sua responsabilidade pela demonstração da veracidade dos dados informados, mediante atendimento das condições legais previstas para a não incidência tributária, em posterior procedimento de fiscalização levado a cabo dentro do prazo previsto para a homologação do lançamento. Por fim, tendo em conta mais uma vez o não atendimento das condições legais para o reconhecimento das áreas de preservação permanente e reserva legal nas dimensões desejadas pela recorrente, há também que ser rechaçada a alegação de isenção do ITR para essas áreas ao argumento de serem florestas nativas do bioma Mata Atlântica caracterizadas como florestas primárias e secundárias em estágio avançado de regeneração (art. 10, §1°, II, e, incluído pela Lei n° 11.428/2006. 3. CONCLUSÃO Ante o exposto, voto por NEGAR PROVIMENTO ao presente recurso voluntário. Sala das Sessii s, e março de 2009. REGIS • ' • • DA - Relator ael2 Page 1 _0023900.PDF Page 1 _0024000.PDF Page 1 _0024100.PDF Page 1 _0024200.PDF Page 1 _0024300.PDF Page 1 _0024400.PDF Page 1 _0024500.PDF Page 1 _0024600.PDF Page 1 _0024700.PDF Page 1 _0024800.PDF Page 1 _0024900.PDF Page 1
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Numero do processo: 10530.002834/2007-08
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Apr 17 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2005
DEDUÇÃO. PENSÃO ALIMENTÍCIA. ÔNUS DA PROVA.
Para fazer jus à dedução pleiteada, é indispensável que o contribuinte apresente documentos hábeis à comprovação tanto da obrigação de pagar pensão alimentícia judicial quanto de seu cumprimento.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2801-002.346
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora.
Nome do relator: TÂNIA MARA PASCHOALIN
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PENSÃO ALIMENTÍCIA. ÔNUS DA PROVA. Para fazer jus à dedução pleiteada, é indispensável que o contribuinte apresente documentos hábeis à comprovação tanto da obrigação de pagar pensão alimentícia judicial quanto de seu cumprimento. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães Presidente Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Relatora Participaram do presente julgamento os conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Tânia Mara Paschoalin, Carlos César Quadros Pierre, Walter Reinaldo Falcão Lima e Luiz Claudio Farina Ventrilho. Ausente o Conselheiro Sandro Machado dos Reis. Relatório Fl. 58DF CARF MF Impresso em 13/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/04/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 24/04/201 2 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALH A Processo nº 10530.002834/200708 Acórdão n.º 280102.346 S2TE01 Fl. 53 2 Trata o presente processo de notificação de lançamento que diz respeito a Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF), por meio do qual se exige do sujeito passivo acima identificado o montante de R$ 14.088,75, referente ao exercício de 2005, a título de imposto (R$ 6.741,03), acrescido da multa de ofício equivalente a 75% do valor do tributo apurado (R$ 5.055,77), além dos juros de mora (R$ 2.292,95). A autuação decorreu de apuração de dedução indevida a título de pensão alimentícia judicial. Em sua impugnação, o contribuinte pleiteou o restabelecimento dos valores glosados, conforme os comprovantes de depósitos bancários, declaração da beneficiária da pensão e acordo homologado judicialmente. A 3ª Turma da DRJ/SDR/BA julgou procedente em parte a impugnação, conforme Acórdão de fl. 42, para restabelecer a parcela de R$ 24.191,60 da dedução de pensão alimentícia judicial. Regularmente cientificado daquele acórdão em 26/11/2009 (fl. 46), o interessado interpôs recurso voluntário de fls. 47/48, em 22/12/2009. Em sua defesa, aduz que o valor apresentado e a ser considerado deveria ser o valor de R$ 31.053,00, explicitamente declarado como recebido pela Beneficiária da Pensão Alimentícia., considerando que houve dúvidas quanto ao somatório dos recibos juntados. Questiona, ainda, que responsabilização pode lhe ser imputada, se a beneficiária mesmo tendo declarado o recebimento do valor de R$ 31.740,00 não declarou esse valor à Receita Federal. É o relatório. Voto Conselheira Tânia Mara Paschoalin, Relatora. O recurso é tempestivo e atende às demais condições de admissibilidade, portanto merece ser conhecido. A fiscalização glosou o valor de R$ 30.560,00, deduzido a titulo de pensão alimentícia judicial, tendo em vista que o contribuinte não apresentou recibos originais da beneficiária, mas apenas um recibo no valor de R$ 180,00. Registrou, também, que os demais documentos enviados não fazem prova do pagamento, pois são c6pias de protocolos de depósito em autoatendimento, cujo crédito depende da conferência de valores pelo banco e que não levam a concluir que são pagamentos de pensão alimentícia. A decisão recorrida concluiu que o acordo homologado judicialmente comprova o direito do contribuinte à dedução de pensão alimentícia, porém verificou que os comprovantes de depósitos apresentados (fls. 05/16) somam R$ 24.191,60, e não o valor declarado de R$ 30.740,00. Observou, ainda que a pensão declarada pela beneficiária foi de apenas R$ 20.740,00 (fls. 42). Assim, considerou dedutível a título de pensão alimentícia o montante de R$ 24.191,60, correspondente ao somatório dos comprovantes de depósitos apresentados, às fls. 05/16. Fl. 59DF CARF MF Impresso em 13/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/04/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 24/04/201 2 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALH A Processo nº 10530.002834/200708 Acórdão n.º 280102.346 S2TE01 Fl. 54 3 Em sede de recurso, o contribuinte reclama a dedução do valor integral declarado a título de pensão alimentícia, sem, contudo, lograr trazer aos autos comprovantes do efetivo pagamento da parcela da pensão alimentícia, cuja glosa restou mantida pela decisão de primeira instância, que, em sua análise, já levou em conta todos os comprovantes de depósitos apresentados pelo interessado, acostados às fls. 05/16. Dessa forma, entendo que não há como acatar o pleito do contribuinte, não merecendo, portanto, reparos a decisão recorrida. Diante do exposto, voto por negar provimento ao recurso. Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Fl. 60DF CARF MF Impresso em 13/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/04/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 24/04/201 2 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALH A
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Numero do processo: 12181.000030/2008-80
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Sep 29 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Thu Sep 29 00:00:00 UTC 2011
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Ano-calendário: 2005
DEDUÇÕES. DESPESAS MÉDICAS. NECESSIDADE DE PROVA.
Para se gozar do abatimento pleiteado com base em despesas médicas não basta a disponibilidade de simples recibos, sem vinculá-los
ao pagamento realizado, mormente quanto tal aspecto foi objeto de intimação por parte da autoridade lançadora.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2801-001.897
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar
provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
Nome do relator: SANDRO MACHADO DOS REIS
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DESPESAS MÉDICAS. NECESSIDADE DE PROVA. Para se gozar do abatimento pleiteado com base em despesas médicas não basta a disponibilidade de simples recibos, sem vinculálos ao pagamento realizado, mormente quanto tal aspecto foi objeto de intimação por parte da autoridade lançadora. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães Presidente Assinado digitalmente Sandro Machado dos Reis Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Sandro Machado dos Reis, Amarylles Reinaldi e Henriques Resende, Tânia Mara Paschoalin, Carlos César Quadros Pierre e Eivanice Canário da Silva. Relatório Fl. 82DF CARF MF Impresso em 16/03/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/11/2011 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 08/11/2 011 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 09/11/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MA GAL Processo nº 12181.000030/200880 Acórdão n.º 280101.897 S2TE01 Fl. 79 2 Adoto como relatório aquele utilizado pela Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento na decisão recorrida, que transcrevo abaixo: “Para o (a) contribuinte retro qualificado(a) foi emitida a Notificação de Lançamento — IRPF de fl(s). 6/8, que lhe exige o recolhimento do crédito tributário no montante de R14.026,63, consoante ali discriminado. O lançamento decorreu do procedimento de revisão da DIRPF/2006, a fl(s). 23/27, apresentada à RF pelo(a) contribuinte. De acordo com a Descrição dos Fatos e Enquadramento Legal de fl(s). 8 nesse procedimento a autoridade fiscal verificou terem ocorrido: 1) omissão de rendimentos recebidos de pessoa jurídica decorrentes de ação trabalhista, no valor de R$223,73, com IRRF de R$6,71, conforme Dirf da fonte pagadora; e 2) dedução indevida de despesas médicas, no valor de R$25.100,00, por falta de comprovação da efetividade dos pagamentos correspondentes. Cientificado (a) do lançamento, o(a) interessado(a) apresentou a peça impugnatória de fl(s). 1/5, instruída com os documentos de fl(s). 10/18. Nessa oportunidade, contestando o feito fiscal alega, em apertada síntese, que: 1) a glosa de suas despesas médicas, além de discricionária é indigna, pois contrária a própria legislação pertinente A espécie; os documentos oferecidos para comprovação atendem as disposições contidas na IN SRF no 15/2001, art. 46, transcrito; os beneficiários dos pagamentos confirmaram os recebimentos das quantias e a forma de pagamento, em espécie; o fisco não atentou para a idoneidade dos documentos, nem para a ocorrência de algum descompasso entre os rendimentos auferidos pelo contribuinte e os gastos efetuados, menos de 10% (dez por cento) dos rendimentos declarados; cita ementa de Acórdão do Conselho de Contribuintes; 2) sobre a omissão de rendimentos afirma que não manejou nenhum processo judicial trabalhista que viesse a justificar os rendimentos considerados omitidos e a retenção citada.” Passo adiante, a DRJ entendeu por bem julgar procedente o lançamento, em decisão que restou assim ementada: “ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2006 OMISSÃO DE RENDIMENTOS. Por economia processual, considerada ainda a irrelevância material, dáse razão ao contribuinte que afirma não ter recebido os rendimentos considerados omitidos, mormente quando na descrição dos fatos sequer foi informada a fonte pagadora dos rendimentos, impossibilitandoo de uma melhor compreensão da infração. DEDUÇÕES. DESPESAS MÉDICAS. Fl. 83DF CARF MF Impresso em 16/03/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/11/2011 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 08/11/2 011 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 09/11/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MA GAL Processo nº 12181.000030/200880 Acórdão n.º 280101.897 S2TE01 Fl. 80 3 Firmase plena convicção de que resta indevida a dedução de despesas médicas pleiteada pelo contribuinte, quando esse não demonstra os efetivos pagamentos. DECISÕES ADMINISTRATIVAS. EFEITOS. As decisões administrativas não se constituem em normas gerais, razão pela qual seus julgados não se aproveitam em relação a qualquer outra ocorrência sendo àquela objeto da decisão, à exceção das decisões do STF sobre inconstitucionalidade da legislação. Impugnação Procedente em Parte Crédito Tributário Mantido em Parte”. Irresignado, o Recorrente interpôs Recurso Voluntário, reiterando os argumentos expostos quando da apresentação da impugnação. É o relatório. Voto Conselheiro Sandro Machado dos Reis, Relator Tratase de Auto de Infração lavrado para cobrar débito de IRPF em razão da Recorrente, supostamente, (i) ter omitido parte de seus rendimentos; (ii) ter realizado, indevidamente, a minoração da base de cálculo do tributo, excluindo despesas médicas incorridas, mas não comprovadas. Em análise à Impugnação, com respaldo em documentação carreada ao processo pelo ora Recorrente, deuse parcial provimento à Impugnação para afastar a infração atinente à omissão de rendimentos, mantendo a atuação tão somente no que tange à glosa das despesas médicas deduzidas, sob o fundamento de que não teria restado comprovado o efetivo gasto com os profissionais de saúde. No Recurso Voluntário, reitera o Recorrente seus argumentos. A comprovação quanto à efetiva realização dessas despesas, via de regra, deve ser feita mediante a apresentação dos recibos emitidos pelos profissionais de saúde, em conformidade com os requisitos previstos em lei. Diante de um procedimento fiscalizatório, todavia, a autoridade fiscal poderá, com arrimo no art. 73 do RIR/99, requerer, a seu juízo, a comprovação de que as despesas plasmadas nos recibos foram efetivamente realizadas. No presente caso, como se vê, foi iniciado um procedimento fiscal e fora solicitado à Recorrente a comprovação de que, de fato, suportou os dispêndios com as despesas médicas. Em seu favor, a Recorrente alegou que promoveu todos os mencionados pagamentos em dinheiro, o qual, segundo relatado, o mesmo teria em sua posse. De fato, é possível apurar da DIPF apresentada pelo contribuinte que, no ano calendário de 2004 o mesmo dispunha de R$ 20.000,00, em espécie, ao seu poder. Fl. 84DF CARF MF Impresso em 16/03/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/11/2011 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 08/11/2 011 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 09/11/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MA GAL Processo nº 12181.000030/200880 Acórdão n.º 280101.897 S2TE01 Fl. 81 4 Por outro lado, as despesas médicas supostamente incorridas perfizeram o montante de R$ 25.100,00. Ou seja, ainda que o Recorrente tivesse efetuado o pagamento integral de suas despesas médicas em dinheiro, parte delas deveriam ter sido pagas com valores sacados de suas contas correntes ou mediante cheque, já que não dispunha de montante suficiente para suportálas em sua integralidade. Essa parcela, portanto, acaso efetivamente incorrida, poderia ter sido demonstrada pelo Recorrente como forma de corroborar o seu direito, mas não o foi. Ademais, não é de todo crível que um contribuinte utilize todo o montante em espécie que se encontra sob o sua guarda, em um dado exercício, para pagar somente despesas de saúde. Diante dessas considerações e sendo certo que o Recorrente não logrou êxito em demonstrar a efetiva realização das despesas deduzidas de base de cálculo de seu Imposto de Renda, não merece reparo a decisão recorrida. Diante do exposto, nego provimento ao Recurso Voluntário. Assinado digitalmente Sandro Machado dos Reis Fl. 85DF CARF MF Impresso em 16/03/2012 por VILMA PINHEIRO TORRES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/11/2011 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 08/11/2 011 por SANDRO MACHADO DOS REIS, Assinado digitalmente em 09/11/2011 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MA GAL
score : 1.0
Numero do processo: 11618.003572/2005-21
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Aug 23 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Tue Aug 23 00:00:00 UTC 2011
Ementa: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física IRPF
Exercício: 2003
DESPESAS MÉDICAS. DEDUÇÃO. DOCUMENTAÇÃO COMPROBATÓRIA.
No caso de dúvida quanto à autenticidade dos recibos e declarações apresentadas, devem ser carreados aos autos outros elementos de prova, tais como exames, laudos, comprovantes de pagamentos, para que as despesas médicas declaradas possam ser consideradas dedutíves.
DESPESAS MÉDICAS INFORMADAS NO RESPECTIVO COMPROVANTE DE RENDIMENTOS. DEDUÇÃO. POSSIBILIDADE.
O comprovante de rendimentos expedido pela fonte pagadora constitui prova suficiente das despesas médicas ali informadas.
PROVA. APRECIAÇÃO PELO JULGADOR.
Na apreciação da prova, a autoridade julgadora formará livremente sua convicção.
Recurso parcialmente provido.
Numero da decisão: 2801-001.777
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar
provimento parcial ao recurso para restabelecer dedução de despesas médicas no montante de R$ 3.564,66, nos termos do voto do Relator.
Nome do relator: WALTER REINALDO FALCÃO LIMA
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ementa_s : Imposto sobre a Renda de Pessoa Física IRPF Exercício: 2003 DESPESAS MÉDICAS. DEDUÇÃO. DOCUMENTAÇÃO COMPROBATÓRIA. No caso de dúvida quanto à autenticidade dos recibos e declarações apresentadas, devem ser carreados aos autos outros elementos de prova, tais como exames, laudos, comprovantes de pagamentos, para que as despesas médicas declaradas possam ser consideradas dedutíves. DESPESAS MÉDICAS INFORMADAS NO RESPECTIVO COMPROVANTE DE RENDIMENTOS. DEDUÇÃO. POSSIBILIDADE. O comprovante de rendimentos expedido pela fonte pagadora constitui prova suficiente das despesas médicas ali informadas. PROVA. APRECIAÇÃO PELO JULGADOR. Na apreciação da prova, a autoridade julgadora formará livremente sua convicção. Recurso parcialmente provido.
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DEDUÇÃO. DOCUMENTAÇÃO COMPROBATÓRIA. No caso de dúvida quanto à autenticidade dos recibos e declarações apresentadas, devem ser carreados aos autos outros elementos de prova, tais como exames, laudos, comprovantes de pagamentos, para que as despesas médicas declaradas possam ser consideradas dedutíves. DESPESAS MÉDICAS INFORMADAS NO RESPECTIVO COMPROVANTE DE RENDIMENTOS. DEDUÇÃO. POSSIBILIDADE. O comprovante de rendimentos expedido pela fonte pagadora constitui prova suficiente das despesas médicas ali informadas. PROVA. APRECIAÇÃO PELO JULGADOR. Na apreciação da prova, a autoridade julgadora formará livremente sua convicção. Recurso parcialmente provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso para restabelecer dedução de despesas médicas no montante de R$ 3.564,66, nos termos do voto do Relator. Assinado digitalmente Antônio de Pádua Athayde Magalhães Presidente. Fl. 120DF CARF MF Emitido em 21/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 26/08/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 26/ 08/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 02/09/2011 por ANTONIO DE PADUA AT HAYDE MAGAL Processo nº 11618.003572/200521 Acórdão n.º 280101.777 S2TE01 Fl. 117 2 Assinado digitalmente Walter Reinaldo Falcão Lima Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Antônio de Pádua Athayde Magalhães, Walter Reinaldo Falcão Lima, Eivanice Canário da Silva, Amarylles Reinaldi e Henriques Resende, Luiz Cláudio Farina Ventrilho, Carlos César Quadros Pierre. Relatório Contra o contribuinte acima identificado foi lavrado o Auto de Infração de fls. 03/08, relativo à Declaração de Ajuste AnualDAA do Imposto de Renda Pessoa Física do exercício 2003, anocalendário 2002, decorrente de glosa de despesas médicas, no valor de R$ 33.134,66, conforme descrição dos fatos do respectivo auto, abaixo reproduzida: “Dedução indevida a título de despesas médicas. Não foram aceitos os recibos referentes a JOSELMA GOMES PEREIRA e CLAUDIA MARIA DE SOUZA, pelos seguintes motivos: os dois recibos se referem ao mesmo tipo de tratamento (fisioterapia), são idênticos na forma de preenchimento e o de Claudia não traz o local de atendimento. Também não foram aceitos os recibos de FRANCILENE DE ARAUJO BOTELHO VIANA e RITA DE CASSIA LIMA. Os dois comprovantes se referem ao mesmo tipo de tratamento (psicológico); o de Francilene não identifica o(s) beneficiário(s) do tratamento e o local de atendimento; o de Rita de Cassia não identifica o(s) beneficiário(s) do tratamento, nem o local de atendimento e não consta o número e registro no CRP. Não foi aceito o recibo assinado por SANDRA MARIA B DE QUEIROZ, por não identificar o(s) beneficiário(s) do tratamento Finalmente, foi glosado o valor do pagamento referente à. GEAP, por falta de apresentação de comprovantes.” Foi apurado um imposto suplementar de R$ 9.112,03, mais acréscimos legais. IMPUGNAÇÃO Cientificado do lançamento, o interessado apresentou a impugnação de fls. 01/02, juntamente com os documentos de fls. 03/31, acatada como tempestiva, expondo os seguintes argumentos, conforme relatório do acórdão de primeira instância (fls. 53): “Inconformado, o contribuinte apresentou impugnação às fls. 01/02, alegando que os recibos das fls. 09 e 10 foram realizados em datas diferentes, o que justifica a troca de prestadora de serviço. Afirma que conforme declarações anexadas os serviços foram prestados no endereço do impugnante. Que os recibos têm a mesma letra tendo em vista que a secretária das prestadoras de serviço é a mesma. Quanto ao recibo da fl. 11 informa o autuado que o serviço foi prestado ao próprio declarante. Ainda esclarece que o número do CRP da Dra. Rita de Cássia Lima é o número 95581PB/AC. Complementa afirmando com relação ao recibo da Dra. Sandra Maria de Queiroz que o 'serviço foi Fl. 121DF CARF MF Emitido em 21/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 26/08/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 26/ 08/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 02/09/2011 por ANTONIO DE PADUA AT HAYDE MAGAL Processo nº 11618.003572/200521 Acórdão n.º 280101.777 S2TE01 Fl. 118 3 prestado ao próprio declarante. Por fim, esclarece que não apresentou os comprovantes da GEAP, pois achava que seriam apenas necessários os recibos médicos.” ACÓRDÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA A DRJ/Recife julgou o lançamento procedente em parte (fls. 52/57), acatando somente os pagamentos efetuados à GEAP, no valor de R$ 1.770,00. Quanto às demais despesas glosadas, não as restabeleceu, com base nas justificativas expostas no voto do relator do respectivo aresto, cujo trecho reproduzo a seguir: “(...) No presente caso, o impugnante anexa as seguintes declarações para comprovar a prestação de serviço: a) Fl. 09 Serviços de Fisioterapia da Dra. Joselha Gomes Pereira valor R$ 6.000,00 – beneficiário do tratamento o próprio declarante. b) Fl. 10 Serviços de Fisioterapia da Dra. Cláudia Maria de Souza valor R$ 6.000,00 beneficiário do tratamento o próprio declarante. c) Fl. 11 Serviços de Psicoterapia da Dra. Francilene de Araújo Botelho Viana valor R$ 7.200,00 beneficiário do tratamento o próprio declarante. d) Fl. 12 Serviços de Psicoterapia da Dra. Rita de Cássia Lima valor R$ 6.000,00 beneficiário do tratamento o próprio declarante. e) Fl. 13 Serviços de Odontologia da Dra. Sandra Maria Bezerra de Queiroz SEM valor especificado beneficiário do tratamento o próprio declarante. f) Fl.. 14 Comprovante de rendimentos – Informações complementares despesa médicoodontohospitalares valor R$ 3.564,66. g) Fls. 15 a 39Plano de saúde GEAP no valor de R$ 1.770,00. Pela análise da declaração a fiscalização acatou como despesa médica os valores da Unimed R$ 1.810,08, UNIODONTO R$ 157,52 e da Dra. Maria de Fátima Coelho Mesquita, totalizando o valor de R$ 2.117,67. Passemos a análise dos documentos apresentados pelo impugnante: Primeiramente cabe analisar o item "g". Os documentos apresentados fazem prova de que o Sr. Ronaldo Bezerra Queiroz efetivamente pagou valores do plano de saúde vinculado a GEAP. Desta forma vamos considerar com despesa médica comprovada no valor R$ 1.770,00. Fl. 122DF CARF MF Emitido em 21/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 26/08/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 26/ 08/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 02/09/2011 por ANTONIO DE PADUA AT HAYDE MAGAL Processo nº 11618.003572/200521 Acórdão n.º 280101.777 S2TE01 Fl. 119 4 Quanto ao documento da letra "f', referese ao comprovante de rendimentos e não comprovantes de despesa médica. Esta informação complementar não especifica em que foi pago, descrevendo de forma aleatória serviços sem qualquer especificidade. Assim, este comprovante de rendimentos não é o documento hábil a comprovar as despesas médicas. O documento tem que ser emitido pela prestadora de serviço. Portanto rejeito a inclusão como despesa médica do Valor de R$ 3.564,66. No que se refere aos itens de "a até e" cabe destacar que o contribuinte deveria ter apresentado junto com sua impugnação não só declarações, mais também os recibos. Estas declarações foram efetuadas para complementar as informações dos recibos, no entanto, esta instância julgadora não pode analisar os recibos que não foram anexados. Porém, podemos analisar os valores e sua relação com a legislação em especial o artigo 73 e § 1º do Regulamento do Imposto de Renda RIR/1999, acima citado. Para que sejam aceitas as deduções de despesas médicas não basta a disponibilidade de um simples recibo ou declaração, sem vinculação do pagamento ou da efetiva prestação do serviço sobretudo quando se tratam de despesas na declaração que totalizam valores expressivos (R$ 27.800,00), relativos a tratamentos de fisioterapia, psicoterapia e odontológicos, quando o contribuinte tem plano de saúde próprio, inclusive plano odontológico. Caberia ao contribuinte apresentar demais elementos de provas demonstrar a efetiva prestação dos serviços odontológicos. Nesse sentido, o art. 80, inciso III, do RIR/1999, também prevê que a dedutibilidade das despesas médicas está condicionada à especificação e comprovação dos pagamentos efetuados: "Art. 80(...) III limitase a pagamentos especificados e comprovados, com indicação do nome, endereço e número de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas CPF (art. 34) ou no Cadastro Geral de Contribuintes CGC (art. 176) de quem os recebeu, podendo, na falta de documentação, ser feita indicação do cheque nominativo pelo qual foi efetuado o pagamento".(grifei). Portanto, revelase equivocado o entendimento de que os recibos são suficientes e hábeis para comprovação dos pagamentos e das deduções pleiteadas. Esta não é a correta interpretação do dispositivo. A indicação de que o recibo deve conter o nome, endereço e número do CPF ou CNN de quem prestou:o serviço referese apenas aos dados que devem constar na declaração de ajuste. Dados estes baseados na documentação. A tônica do dispositivo é a especificação e comprovação dos pagamentos, e isso também a autuado não demonstrou com relação aos recibos apontados em sua defesa. Fl. 123DF CARF MF Emitido em 21/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 26/08/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 26/ 08/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 02/09/2011 por ANTONIO DE PADUA AT HAYDE MAGAL Processo nº 11618.003572/200521 Acórdão n.º 280101.777 S2TE01 Fl. 120 5 Portanto rejeito os valores de despesas médicas dos itens "a até e" tendo em vista que o conjunto de indícios apontam para sua não comprovação. (...)” RECURSO AO CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS (CARF) Cientificado da decisão de primeira instância em 16/02/09, fls. 61, o contribuinte apresentou, em 25/02/09, o Recurso de fls. 63/68, juntamente com os documentos de fls. 69/115, expondo os seguintes argumentos; a) para fins de comprovação das despesas médicas glosadas, anexa declarações dos respectivos profissionais afirmando que os serviços foram prestados na pessoa do autuado e que efetivamente receberam os pagamentos correspondentes; b) os recibos são documentos hábeis a comprovar a realização do pagamento; c) a alegação de que os valores das despesas médicas são elevados não constitui razão suficiente para glosálas; d) não pode ser punido se os prestadores de serviços não incluíram os pagamentos recebidos em suas DAA; e) o comprovante de rendimentos fornecido pela fonte pagadora, em que consta valores relativos a despesas médicas, é documento hábil para comproválas, devendo ser restabelecido o montante de R$ 3.564,66, discriminado no documento de fls. 14; Diante do exposto acima requer o acolhimento do recurso para cancelar o débito fiscal reclamado. É o Relatório Voto Conselheiro Walter Reinaldo Falcão Lima O recurso é tempestivo e atende as demais condições de admissibilidade, portanto merece ser conhecido. Em princípio, admitese como prova idônea da dedução a título de despesas médicas os recibos fornecidos por profissional competente, legalmente habilitado, que contenham todas as indicações indispensáveis à identificação de quem efetuou o pagamento, em que data, referente ao tratamento de qual paciente, bem como a indicação do nome, endereço, CPF ou CNPJ do emitente. Todavia, a apresentação dos recibos não constitui garantia de comprovação das despesas ali descritas, haja vista o disposto no art. 73 do Fl. 124DF CARF MF Emitido em 21/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 26/08/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 26/ 08/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 02/09/2011 por ANTONIO DE PADUA AT HAYDE MAGAL Processo nº 11618.003572/200521 Acórdão n.º 280101.777 S2TE01 Fl. 121 6 Regulamento do Imposto de Renda, aprovado pelo Decreto nº 3.000, de 26 de março de 1999, in verbis: “Art.73.Todas as deduções estão sujeitas à comprovação ou justificação, a juízo da autoridade lançadora (DecretoLei nº 5.844, de 1943, art. 11, §3º).” § 1º Se forem pleiteadas deduções exageradas em relação aos rendimentos declarados, ou se tais deduções não forem cabíveis, poderão ser glosadas sem a audiência do contribuinte (Decreto Lei nº 5.844, de 1943, art. 11, § 4º).” (grifo meu) No presente caso, exatamente por não estar convencido de que os documentos apresentados eram suficientes para comprovar as despesas médicas declaradas, nos termos do dispositivo legal acima reproduzido, foi que a autoridade lançadora decidiu pela lavratura do auto de infração em discussão. Vale lembrar que, nos termos do art. 29 do Decreto nº 70.235/72, na apreciação da prova, a autoridade julgadora formará livremente sua convicção. Assim, com base nesse dispositivo legal, analisarei os documentos carreados aos autos para verificar se são suficientes para comprovar as despesas médicas glosadas. Em relação às despesas médicoodontohospitalares discriminadas no comprovante de rendimentos juntado às fls. 14, no valor de R$ 3.564,66, o aludido documento goza de presunção de veracidade, mormente porque expedido por um órgão público, a Universidade Federal da Paraíba, e, mesmo tendo sido emitido por meio eletrônico, não aparenta qualquer indício de falsidade. Ademais, tais valores não são exorbitantes, mas sim perfeitamente aceitáveis, levandose em consideração o montante dos rendimentos pagos por aquela fonte pagadora. Por conseguinte devem ser restabelecidas as despesas médicas ali descritas, cabendo ressaltar que tudo indica que tais despesas foram declaradas como pagas à GEAP, pois o somatório delas com o total dos pagamentos anexados às fls. 15/39, corresponde exatamente ao montante informado na DAA do contribuinte como pago àquele órgão. No tocante às demais despesas glosadas, os documentos carreados aos autos não são suficientes para comprovar a efetividade das despesas glosadas pelas razões expostas a seguir: a) o contribuinte informou como despesas médicas em sua DAA o montante de R$ 35.252,33, que correspondente a 28% dos rendimentos tributáveis, que se trata de um valor elevado, haja vista que não possui qualquer dependente, ou seja, todas as despesas seriam relativas à pessoa do autuado, o que corresponde a um dispêndio mensal de R$ 2.937,69. Por conseguinte exigese maior rigor quanto à comprovação de tais despesas, não sendo suficiente a apresentação de meros recibos, ainda que acompanhados de declarações dos profissionais ratificandoos. b) não foram apresentados quaisquer elementos adicionais de prova da realização das despesas, além dos recibos e declarações citadas, tais como laudos, exames ou prova dos pagamentos. Não considero que o documento de fls. 108 seja hábil a comprovar a enfermidade ali descrita, Fl. 125DF CARF MF Emitido em 21/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 26/08/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 26/ 08/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 02/09/2011 por ANTONIO DE PADUA AT HAYDE MAGAL Processo nº 11618.003572/200521 Acórdão n.º 280101.777 S2TE01 Fl. 122 7 por estar desacompanhada de qualquer outro elemento comprobatório, tais como exame, raiosX, ressonância magnética, etc.; c) causa estranheza o fato de o contribuinte declarar despesas médicas elevadas relativas a tratamentos fisioterápicos, R$ 12.000,00, e odontológicos, R$ 2.600,00, quando possui planos de saúde, Unimed, GEAP e Uniodonto, que, regra geral, cobrem a realização de tais despesas; d) de acordo com o art. 368 do Código Civil as declarações constantes do documento particular, escrito e assinado, ou somente assinado, tais como os recibos e as declarações apresentadas, presumemse verdadeiras em relação ao signatário. Não são válidas contra terceiros, como prova dos fatos que atestam, cabendo ao interessado, se necessário for, comprovar a veracidade dos fatos por meio de provas materiais. Neste caso isso não ocorreu; e) nenhum dos recibos ou declarações apresentados possui o reconhecimento de firma de seus emitentes; Por tais razões voto por DAR PROVIMENTO PARCIAL ao recurso para restabelecer as despesas médicas no montante de R$ 3.564,66. Assinado digitalmente Walter Reinaldo Falcão Lima – Relator Fl. 126DF CARF MF Emitido em 21/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 26/08/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 26/ 08/2011 por WALTER REINALDO FALCAO LIMA, Assinado digitalmente em 02/09/2011 por ANTONIO DE PADUA AT HAYDE MAGAL
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Numero do processo: 11516.721991/2014-88
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Primeira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Aug 16 00:00:00 UTC 2022
Data da publicação: Tue Sep 13 00:00:00 UTC 2022
Ementa: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA (IRPJ)
Ano-calendário: 2010, 2011
LUCRO PRESUMIDO. BASE DE CÁLCULO. GANHO DE CAPITAL E OUTRAS RECEITAS. RESULTADO POSITIVO DA EQUIVALÊNCIA PATRIMONIAL.
O resultado positivo decorrente da avaliação dos investimentos pelo método da equivalência patrimonial não deve ser adicionado à Base de Cálculo do Lucro Presumido. (Súmula CARF n. 137)
Numero da decisão: 1401-006.195
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de ofício.
(assinado digitalmente)
Luiz Augusto de Souza Gonçalves Presidente e Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Cláudio de Andrade Camerano, Daniel Ribeiro Silva, Carlos André Soares Nogueira, André Severo Chaves, Itamar Artur Magalhães Alves Ruga, André Luis Ulrich Pinto, Lucas Issa Halah e Luiz Augusto de Souza Gonçalves (Presidente).
Nome do relator: Luiz Augusto de Souza Gonçalves
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BASE DE CÁLCULO. GANHO DE CAPITAL E OUTRAS RECEITAS. RESULTADO POSITIVO DA EQUIVALÊNCIA PATRIMONIAL. O resultado positivo decorrente da avaliação dos investimentos pelo método da equivalência patrimonial não deve ser adicionado à Base de Cálculo do Lucro Presumido. (Súmula CARF n. 137) Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de ofício. (assinado digitalmente) Luiz Augusto de Souza Gonçalves – Presidente e Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Cláudio de Andrade Camerano, Daniel Ribeiro Silva, Carlos André Soares Nogueira, André Severo Chaves, Itamar Artur Magalhães Alves Ruga, André Luis Ulrich Pinto, Lucas Issa Halah e Luiz Augusto de Souza Gonçalves (Presidente). Relatório Por bem retratar os fatos que dizem respeito ao presente processo, reproduzo o Relatório da decisão recorrida (v. e-fls. 240/241): Trata-se de autos de infração do Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica – IRPJ, às fls. 3 a 14, e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido – CSLL, às fls. 16 a 24, lavrados para formalização e exigência de crédito tributário no montante de R$ 3.489.822,18. 2. De acordo o Relatório Fiscal, às fls. 26 a 39, o lançamento decorreu do não oferecimento à tributação de resultados positivos decorrentes de investimentos avaliados pelo método de equivalência patrimonial (MEP). AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 51 6. 72 19 91 /2 01 4- 88 Fl. 264DF CARF MF Original Fl. 2 do Acórdão n.º 1401-006.195 - 1ª Sejul/4ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 11516.721991/2014-88 3. Apresentou-se impugnação, às fls. 181 a 204, contrapondo-se, em síntese: 3.1 – O lançamento tratar-se-ia “de uma autuação fiscal isolada, desarmônica e sem precedentes". O “modelo de declaração de DIPJ”, para o campo do lucro presumido, não conteria campo próprio para a declaração das receitas decorrentes de MEP, o que evidenciaria ineficácia técnica da exação e revelaria a própria Administração não comungaria com o entendimento do autuante. 3.2 – A legislação tributária aplicável ao lucro presumido excluiria expressamente o resultado da equivalência patrimonial “do campo de abrangência do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica”, bem assim da CSLL. 3.3 – A interpretação da legislação do imposto de renda em conjunto com “as normas de hierarquia superior que conceituam renda” levaria à conclusão de que resultados positivos de equivalência patrimonial não comporiam a base de cálculo do IRPJ. 3.4- O acórdão do Carf, citado no Relatório Fiscal, trataria de situação diversa, de sorte que não poderia ser considerado como “precedente administrativo”. A Impugnação foi apreciada pela Delegacia da Receita Federal de Julgamento de Recife – DRJ/REC, que proferiu o Acórdão nº 11-66.909 – 3ª Turma (v. e-fls. 239/249). Referido Acórdão, por unanimidade de votos, deu provimento à impugnação, conforme a ementa abaixo: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA – IRPJ Ano-calendário: 2010, 2011 LUCRO PRESUMIDO. BASE DE CÁLCULO. RESULTADO POSITIVO DE EQUIVALÊNCIA PATRIMONIAL. NÃO INCLUSÃO. O resultado positivo decorrente da avaliação de investimento pelo método da equivalência patrimonial não compõe a base de apuração do Lucro Presumido, em face de expressa disposição legal. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO – CSLL Ano-calendário: 2010, 2011 LUCRO PRESUMIDO. BASE DE CÁLCULO. RESULTADO POSITIVO DE EQUIVALÊNCIA PATRIMONIAL. NÃO INCLUSÃO. O resultado positivo decorrente da avaliação de investimento pelo método da equivalência patrimonial não compõe a base de apuração do Lucro Presumido, em face de expressa disposição legal. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Exonerado Ato contínuo, a DRF/REC recorreu de ofício de sua decisão, conforme o disposto art. 34 do Decreto nº 70.235, de 1972, com as alterações introduzidas pela Lei nº 9.532, de 10 de dezembro de 1997, e Portaria MF nº 63, de 9 de fevereiro de 2017. Fl. 265DF CARF MF Original Fl. 3 do Acórdão n.º 1401-006.195 - 1ª Sejul/4ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 11516.721991/2014-88 Afinal, vieram os autos para este Conselheiro relatar e votar. É o relatório. Voto Conselheiro Luiz Augusto de Souza Gonçalves, Relator. O recurso é tempestivo e preenche os demais pressupostos de admissibilidade, razão pela qual dele tomo conhecimento. Como vimos no Relatório, a questão diz respeito à falta de oferecimento à tributação do IRPJ e da CSLL, por parte da Contribuinte ECCO ENERGY, de receitas decorrentes do resultado positivo de equivalência patrimonial nos anos-calendário de 2010 e 2011. Esta matéria não é inédita no seio do CARF, tendo sido objeto, inclusive, de edição de Súmula por parte do Conselho. Refiro-me à Súmula CARF nº 137, cujo teor está abaixo reproduzido: Súmula CARF nº 137: Os resultados positivos decorrentes da avaliação de investimentos pelo método da Equivalência Patrimonial não integram a base de cálculo do IRPJ ou da CSLL na sistemática do lucro presumido. Assim, considerando que nos autos em exame a situação fática e jurídica encontra correspondência com a verificada na decisão paradigma e atendendo ao disposto no art. 72, caput, do Regimento Interno do CARF, não há outra solução a não ser negar provimento ao recurso de ofício. (assinado digitalmente) Luiz Augusto de Souza Gonçalves Fl. 266DF CARF MF Original
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