Busca Facetada
Turma- Terceira Câmara (29,283)
- Segunda Câmara (27,810)
- Primeira Câmara (25,087)
- Segunda Turma Ordinária d (18,050)
- Primeira Turma Ordinária (16,516)
- Primeira Turma Ordinária (16,445)
- Primeira Turma Ordinária (16,325)
- 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR (16,296)
- Segunda Turma Ordinária d (16,024)
- Segunda Turma Ordinária d (14,547)
- Primeira Turma Ordinária (13,115)
- Primeira Turma Ordinária (12,572)
- Segunda Turma Ordinária d (12,545)
- Quarta Câmara (11,514)
- Primeira Turma Ordinária (11,508)
- Quarta Câmara (85,851)
- Terceira Câmara (68,403)
- Segunda Câmara (57,284)
- Primeira Câmara (21,503)
- 3ª SEÇÃO (16,296)
- 2ª SEÇÃO (11,359)
- 1ª SEÇÃO (6,891)
- Pleno (788)
- Sexta Câmara (302)
- Sétima Câmara (172)
- Quinta Câmara (133)
- Oitava Câmara (123)
- Terceira Seção De Julgame (128,425)
- Segunda Seção de Julgamen (115,920)
- Primeira Seção de Julgame (77,827)
- Primeiro Conselho de Cont (49,053)
- Segundo Conselho de Contr (48,969)
- Câmara Superior de Recurs (38,142)
- Terceiro Conselho de Cont (25,980)
- IPI- processos NT - ressa (5,020)
- Outros imposto e contrib (4,458)
- PIS - ação fiscal (todas) (4,062)
- IRPF- auto de infração el (3,972)
- PIS - proc. que não vers (3,963)
- IRPJ - AF - lucro real (e (3,943)
- Cofins - ação fiscal (tod (3,868)
- Simples- proc. que não ve (3,681)
- IRPF- ação fiscal - Dep.B (3,045)
- IPI- processos NT- créd.p (2,251)
- IRPF- ação fiscal - omis. (2,215)
- Cofins- proc. que não ver (2,102)
- IRPJ - restituição e comp (2,088)
- Finsocial -proc. que não (1,996)
- IRPF- restituição - rendi (1,991)
- Não Informado (56,440)
- GILSON MACEDO ROSENBURG F (5,597)
- RODRIGO DA COSTA POSSAS (4,442)
- WINDERLEY MORAIS PEREIRA (4,272)
- CLAUDIA CRISTINA NOIRA PA (4,256)
- PEDRO SOUSA BISPO (4,147)
- HELCIO LAFETA REIS (3,911)
- ROSALDO TREVISAN (3,243)
- CHARLES MAYER DE CASTRO S (3,219)
- MARCOS ROBERTO DA SILVA (3,150)
- Não se aplica (2,936)
- PAULO GUILHERME DEROULEDE (2,856)
- RODRIGO LORENZON YUNAN GA (2,753)
- WILDERSON BOTTO (2,679)
- LIZIANE ANGELOTTI MEIRA (2,636)
- 2020 (41,088)
- 2021 (35,847)
- 2019 (30,960)
- 2018 (26,046)
- 2024 (25,923)
- 2012 (23,622)
- 2023 (22,474)
- 2014 (22,376)
- 2013 (21,088)
- 2011 (20,979)
- 2025 (19,671)
- 2010 (18,059)
- 2008 (17,137)
- 2017 (16,841)
- 2009 (15,846)
- 2009 (69,612)
- 2020 (39,854)
- 2021 (34,153)
- 2019 (30,463)
- 2023 (25,918)
- 2024 (23,872)
- 2014 (23,412)
- 2018 (23,139)
- 2026 (20,021)
- 2025 (19,745)
- 2013 (16,584)
- 2017 (16,398)
- 2008 (15,520)
- 2006 (14,857)
- 2022 (13,225)
Numero do processo: 10950.002402/2008-29
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue May 15 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2005
CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA.
Não há cerceamento de defesa quando o auto de infração é lavrado após o decurso do prazo da intimação fiscal para apresentação de documentos, ou quando é lavrado sem que o contribuinte apresente qualquer documentação probatória dos seus direitos na fase de procedimento de fiscalização.
DEDUÇÕES. DEPENDENTE.DESPESAS MÉDICAS.
Não comprovada a relação de dependência é dever manter as glosas das deduções relativas à dependente declarada.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2801-002.426
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, rejeitar a preliminar suscitada e, no mérito, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
Nome do relator: CARLOS CÉSAR QUADROS PIERRE
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Sep 24 09:00:02 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201205
ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2005 CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. Não há cerceamento de defesa quando o auto de infração é lavrado após o decurso do prazo da intimação fiscal para apresentação de documentos, ou quando é lavrado sem que o contribuinte apresente qualquer documentação probatória dos seus direitos na fase de procedimento de fiscalização. DEDUÇÕES. DEPENDENTE.DESPESAS MÉDICAS. Não comprovada a relação de dependência é dever manter as glosas das deduções relativas à dependente declarada. Recurso Voluntário Negado.
turma_s : Primeira Turma Especial da Segunda Seção
numero_processo_s : 10950.002402/2008-29
conteudo_id_s : 6664279
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Sep 20 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 2801-002.426
nome_arquivo_s : 280102426_10950002402200829_201205.pdf
nome_relator_s : CARLOS CÉSAR QUADROS PIERRE
nome_arquivo_pdf_s : 10950002402200829_6664279.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, rejeitar a preliminar suscitada e, no mérito, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
dt_sessao_tdt : Tue May 15 00:00:00 UTC 2012
id : 4872201
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Sat Sep 24 09:41:06 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1744843545980698624
conteudo_txt : Metadados => date: 2019-08-19T16:29:04Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; dcterms:created: 2019-08-19T16:29:04Z; Last-Modified: 2019-08-19T16:29:04Z; dcterms:modified: 2019-08-19T16:29:04Z; dc:format: application/pdf; version=1.4; xmpMM:DocumentID: uuid:9011740d-6136-45ee-a894-6f1619ca39a2; Last-Save-Date: 2019-08-19T16:29:04Z; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2019-08-19T16:29:04Z; meta:save-date: 2019-08-19T16:29:04Z; pdf:encrypted: true; modified: 2019-08-19T16:29:04Z; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; meta:creation-date: 2019-08-19T16:29:04Z; created: 2019-08-19T16:29:04Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 10; Creation-Date: 2019-08-19T16:29:04Z; pdf:charsPerPage: 1892; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:created: 2019-08-19T16:29:04Z | Conteúdo => S2TE01 Fl. 78 1 77 S2TE01 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10950.002402/200829 Recurso nº 885.985 Voluntário Acórdão nº 280102.426 – 1ª Turma Especial Sessão de 15 de maio de 2012 Matéria IRPF Recorrente CLAUDIO VERNIER Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2005 CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. Não há cerceamento de defesa quando o auto de infração é lavrado após o decurso do prazo da intimação fiscal para apresentação de documentos, ou quando é lavrado sem que o contribuinte apresente qualquer documentação probatória dos seus direitos na fase de procedimento de fiscalização. DEDUÇÕES. DEPENDENTE.DESPESAS MÉDICAS. Não comprovada a relação de dependência é dever manter as glosas das deduções relativas à dependente declarada. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, rejeitar a preliminar suscitada e, no mérito, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. Assinado digitalmente Antônio de Pádua Athayde Magalhães Presidente. Assinado digitalmente Carlos César Quadros Pierre Relator. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Sandro Machado dos Reis, Walter Reinaldo Falcão Lima, Carlos César Quadros Pierre, Antônio de Pádua Athayde Magalhães e Tânia Mara Paschoalin. Ausente, justificadamente, o Conselheiro Luiz Cláudio Farina Ventrilho. Fl. 90DF CARF MF Impresso em 26/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/05/2012 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 25/ 05/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente em 25/05/2012 por CARLOS CESAR Q UADROS PIERRE Processo nº 10950.002402/200829 Acórdão n.º 280102.426 S2TE01 Fl. 79 2 Relatório Adoto como relatório aquele utilizado pela Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento, 7ª Turma da DRJ/CTA (Fls. 41), na decisão recorrida, que transcrevo abaixo: Trata o presente processo de Autuação lavrada para apuração de Imposto sobre a Renda da Pessoa Física — IRPF, relativo aos exercício de 2005, anocalendário de 2004, no valor original de: Demonstrativo Valor Imposto Suplementar (sujeito à multa de oficio) R$ 10.245,74 Multa de Oficio R$ 7.684,30 Juros de Mora (até 30/09/2008) R$ 4.197,67 Total R$ 22.127,71 Segundo consta na Descrição dos Fatos e Enquadramento Legal (fls. 05 e verso) e, o lançamento é decorrente das seguintes irregularidades: Dedução Indevida de Dependentes no valor de R$ 1.272,00, por falta de comprovação, apesar de regularmente intimado; Dedução Indevida de Despesas Médicas no valor de R$ 38.460,00, por falta de comprovação, apesar de regularmente intimado; Intimado da Notificação o contribuinte apresentou impugnação alegando em síntese que: O valor das despesas médicas foram realizadas com sua mãe a Sra Josepha Flamia Vernier, sua dependente, conforme comprovam os documentos apresentados as fls. 06 a 11, sendo assim, houve erro de fato no lançamento. Não foi notificado do presente lançamento, uma vez que é residente no mesmo endereço informado a receita federal há 18 anos, anexa, as Ultimas declarações de IRPF entregues. Requer com base nos motivos alegados que se cancele a notificação, correspondente As deduções sobre as despesas médicas efetuadas com sua mãe (declarada como sua dependente) que veio a falecer no dia 08/08/2004, conforme atestado de óbito, fls.12. Fl. 91DF CARF MF Impresso em 26/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/05/2012 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 25/ 05/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente em 25/05/2012 por CARLOS CESAR Q UADROS PIERRE Processo nº 10950.002402/200829 Acórdão n.º 280102.426 S2TE01 Fl. 80 3 Passo adiante, a 7ª Turma da DRJ/CTA entendeu por bem julgar a impugnação improcedente, em decisão que restou assim ementada: GLOSA DE DEDUÇÕES COM DEPENDENTES. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO. Mantémse a glosa quando o contribuinte não apresenta, junto com a impugnação, documentos suficientes a comprovar que a relação de dependência obedece aos requisitos previstos pela legislação. DESPESAS MÉDICAS. REQUISITOS PARA DEDUÇÃO. A dedução de despesas médicas restringese aos pagamentos relativos ao próprio contribuinte ou aos seus dependentes, e depende de comprovação, que deve ser efetuada com documentos idôneos. Cientificado em 09/08/2010 (Fls. 46), o Recorrente interpôs Recurso Voluntário em 08/09/2010 (fls. 47 a 62), reiterando os argumentos expostos quando da apresentação da impugnação, e acrescentando em síntese que: A) AUSÊNCIA DE INTIMAÇÃO — NULIDADE DO PROCEDIMENTO ADMINISTRATIVO 11. Preambularmente, estranha o Recorrente que tenha sido intimado por edital, pelo fato de não ter sido encontrado em sua residência. 12. É que, conforme consta na decisão da DRJ de Curitiba, observase que foi afirmado que na tela extraída do sistema informatizado "SUCOP — IMAGEM", onde constatase que a solicitação de documentos foi encaminhada ao contribuinte por via posta, mediante correspondência enviada em 26/11/2007 (AR Especial n° 729150460) para o endereço do Contribuinte, e foi devolvido à Receita Federal em 13/12/2007, com motivo AUSENTE. 13. Contudo, informa o Recorrente que realmente NUNCA recebeu tal intimação. 14. Informa o Recorrente que reside no mesmo endereço há mais de 18 anos, sendo que seu endereço sempre constou em sua declaração de Imposto de Renda. 15. Ocorre que a solicitação de documentos foi enviada pelo Correio e foi constatado (segundo consta do acórdão) que o recorrente estava AUSENTE. Nem sequer foi solicitado pelo correio assinatura de outra pessoa na residência para receber a correspondência. 16. Nem sequer houve outra tentativa de notificação através de correspondência para o Recorrente, que apenas não estava em sua residência no momento em que a correspondência chegou. Fl. 92DF CARF MF Impresso em 26/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/05/2012 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 25/ 05/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente em 25/05/2012 por CARLOS CESAR Q UADROS PIERRE Processo nº 10950.002402/200829 Acórdão n.º 280102.426 S2TE01 Fl. 81 4 17. Informa ainda o Recorrente que trabalha, e por isso não estava em sua residência no momento em que havia chegado a notificação. 18. Ora, não há lei que obriga o contribuinte a ficar em sua casa para receber correspondências. Nem sequer tentou o fisco, após receber o AR com a informação de AUSENTE, notificalo novamente. Simplesmente realizou sua citação por edital. (...) 20. No caso dos autos, a notificação foi procedida por apenas 1 (uma) vez, via postal, sendo que retornou para o Fisco com a informação AUSENTE, ou seja, não houve recebimento da correspondência. Ademais, também houve falha porque a notificação não foi entregue à terceira pessoa que reside na residência do recorrente. Também não houve recusa no recebimento. (...) 22. Somente após restarem frustradas as tentativas de localização do contribuinte, é cabível a sua notificação por edital (artigo 23 do Decreto n° 70.235/72). No presente caso a notificação por edital foi feita antes de esgotadas todas as tentativas de intimação do contribuinte, em especial por AR e a pessoal. 23. Restou, portanto, maculado o devido processo legal, o contraditório e a ampla defesa, pois tem o contribuinte o direito de ser notificado, para, querendo, apresentar documentos ou oporse a auto de infração. 24. A citação por edital é meio excepcional de notificação e apenas pode ser utilizada quando exauridos todos os demais meios de cientificação da parte, tanto em Juízo como administrativamente, em respeito ao principio do devido processo legal. (...) 26. Deveria o Fisco atentarse que a correspondência retomou com a informação AUSENTE, para então notificar novamente o Recorrente, por intermédio do correio, para que se concretizasse a notificação, e assim retomar o AR assinado, ou até pessoalmente, o que não ocorreu no presente caso, restando assim configurada ofensa as garantias constitucionais do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa, face A. ausência de notificação regular. (...) 2. DO MÉRITO Caso não seja acatada a preliminar de nulidade do procedimento administrativo pela ausência de notificação Fl. 93DF CARF MF Impresso em 26/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/05/2012 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 25/ 05/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente em 25/05/2012 por CARLOS CESAR Q UADROS PIERRE Processo nº 10950.002402/200829 Acórdão n.º 280102.426 S2TE01 Fl. 82 5 regular do Recorrente, exposta acima, no mérito, também não existe razão ao Fisco, sendo vejamos: B) DA GLOSA DE DEDUÇÕES COM DEPENDENTES — ERRO DE FATO (...) 32. Houve a glosa da dedução, a titulo de dependente, de Josepha Flamia Vernier, pleiteada pelo recorrente em sua declaração de ajuste anual, visto que não houve a apresentação dos comprovantes de dependência. 33. Contudo, houve ERRO DE FATO no presente caso, devendo assim serem restabelecidas as glosas efetuadas a titulo de dependentes. 34. Em verdade, a mãe e dependente do recorrente, por ter nascido há muito tempo, em 1912, onde havia muitos erros em cartórios, possui divergência de nomes. 35. Salientase que todas as despesas médicas constantes dos recibos e notas fiscais foram gastas com a mãe do Recorrente, mesmo estando referidos recibos e notas fiscais em nome do Recorrente, pelo fato de que o recorrente sempre acompanhou sua mãe e dependente, por ser uma senhora de idade avançada. 36. Ademais, a maioria das despesas médicas realizadas, que referemse às notas fiscais do Hospital e Maternidade Maringá S/A, de internamento e cirurgia, deramse quando a mãe do Recorrente ficou internada e veio a falecer. (...) 38. Porém, ao analisarmos os documentos do recorrente, Sr. Claudio Vernier, que também se junta neste ato, podese observar no RG do recorrente, no campo filiação, o nome de PIERINA FLAMIA. Também analisando a certidão de nascimento do recorrente, consta no campo filiação o nome de PIERINA FLAMIA. 39. Contudo, da análise dos documentos, podese constatar que existe um erro de nomes, sendo que a mãe do Recorrente, sempre conhecida por JOSEPHA FLAMIA VERNIER também possui o nome de PIERINA FLAMIA, porém tratase da mesma pessoa. 40. Assim, a dedução que fez o recorrente a titulo de dependentes com despesas médicas deve ser restabelecida, uma vez que houve ERRO DE FATO no presente caso, uma vez que a ink do recorrente, Sra. JOSEPHA FLAMIA VERNIER, possui 2 (dois) nomes, e era dependente do recorrente. (...) C) DA GLOSA DE DESPESAS MÉDICAS COMPROVAÇÃO Fl. 94DF CARF MF Impresso em 26/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/05/2012 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 25/ 05/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente em 25/05/2012 por CARLOS CESAR Q UADROS PIERRE Processo nº 10950.002402/200829 Acórdão n.º 280102.426 S2TE01 Fl. 83 6 42. Apreciando a glosa de despesas médicas realizada, a decisão recorrida entendeu que não houve comprovação da efetiva prestação dos serviços e do efetivo pagamento, por meio de comprovação idônea. 43. 0 recorrente comprovou, quando da juntada dos recibos e notas fiscais dos profissionais e empresas da saúde, os gastos efetuados com despesas médicas. Para não restar qualquer dúvida quanto às despesas médicas realizadas, o recorrente junta neste ato cópia autenticada de todos os comprovantes de despesas médicas realizadas, bem como junta extrato bancário onde se comprova o efetivo pagamento das despesas. 44. Informa novamente o Recorrente que todas as despesas médicas constantes dos recibos e notas fiscais foram gastas com a mãe do Recorrente, mesmo estando referidos recibos e notas fiscais em nome do Recorrente, pelo fato de que o recorrente sempre acompanhou sua mãe e dependente, por ser uma senhora de idade avançada. 45. Importante dizer, novamente, que a maioria das despesas médicas realizadas, que referemse às notas fiscais do Hospital e Maternidade Maringá S/A, de internamento e cirurgia, deramse quando a mãe do Recorrente ficou internada e veio a falecer, no ano de 2004. 46. 0 ora Recorrente insurgese contra a glosa da dedução de despesas médicas pagas aos profissionais e empresas da saúde, apresentando cópia autenticada dos comprovantes de pagamento e também cópia de extrato bancário do Banco Bradesco S/A, onde compravase o efetivo pagamento e desembolso de valores das despesas médicas, conforme abaixo relacionado: a)Cheque n° 0004334, no valor de R$ 10.000,00 b)Cheque n° 0004402, no valor de R$ 5.800,00 c)Cheque n° 0004403, no valor de R$ 2.000,00 d)Cheque n° 0004404, no valor de R$ 8.000,00 e)Cheque n° 0004407, no valor de R$ 2.700,00 f)Cheque n° 0004408, no valor de R$ 1.000,00 g)Cheque n° 0004412, no valor de R$ 8.670,00 47. Assim, constatase que os extratos bancários demonstram todos os pagamentos e desembolsos de valores efetuados com despesas médicas com o mãe e dependente do Recorrente. Ademais, a maior parte das despesas médicas glosadas, referente às notas fiscais do Hospital e Maternidade Maringá S/A, foram realizadas quando da internação da mãe do Recorrente, que veio a falecer nos procedimentos. É o Relatório. Fl. 95DF CARF MF Impresso em 26/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/05/2012 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 25/ 05/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente em 25/05/2012 por CARLOS CESAR Q UADROS PIERRE Processo nº 10950.002402/200829 Acórdão n.º 280102.426 S2TE01 Fl. 84 7 Voto Conselheiro Carlos César Quadros Pierre, Relator. Conheço do recurso, posto que tempestivo e com condições de admissibilidade. Em primeiro plano, cabe analisar o pedido do recorrente de nulidade do lançamento em virtude de cerceamento do seu direito de defesa. Segundo o contribuinte, houve o cerceamento do seu direito de defesa em virtude de o mesmo ter sido notificado, durante o procedimento de fiscalização, para apresentação dos documentos de prova, via edital. O motivo da notificação via edital, e sua fundamentação legal, já foi esclarecido pela DRJ; in verbis: As fls. 21, consta impressão de tela extraída do sistema informatizado "SUCOP— IMAGEM", pela qual se constata que a solicitação de documentos foi encaminhada ao contribuinte por via postal, mediante correspondência enviada em 26/11/2007 (AR Especial n° 729150460) para o endereço localizado na Rua 15 de Novembro, 219, Bairro Centro, Itambé PR, CEP 87175000, a qual foi devolvida à Receita Federal em 13/12/2007, motivo "ausente". O referido endereço é o mesmo que, na época, constava no cadastro do contribuinte na Secretaria da Receita Federal do Brasil (DIRPF/2008 entregue em 14/04/2008). Resta evidente, portanto, que a solicitação dos comprovantes das despesas foi enviada para o endereço que, na época, correspondia ao domicilio tributário eleito pelo próprio contribuinte, em plena conformidade com o disposto no art. 23, II, §§ 3° e 4° do Decreto 70.235/72, in verbis: "Art. 23. Farseá a intimação: I pessoal, pelo autor do procedimento ou por agente do órgão preparador ,na repartição ou fira dela, provada com a assinatura do sujeito passivo, mandatário ou preposto, ou, no caso de recusa, com declaração escrita de quem o intimar; (Redação dada pela Lei n°9.532, de 1997) II por via postal, telegráfica ou por qualquer outro meio ou via, com prova de recebimento no domicilio tributário eleito pelo sujeito passivo; (Redação dada pela Lei n° 9.532, de 1997) § 3" Os meios de intimação previstos nos incisos do caput deste artigo não estão sujeitos a ordem de preferência. (Redação dada pela Lei n° 11.196, de 2005) Fl. 96DF CARF MF Impresso em 26/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/05/2012 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 25/ 05/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente em 25/05/2012 por CARLOS CESAR Q UADROS PIERRE Processo nº 10950.002402/200829 Acórdão n.º 280102.426 S2TE01 Fl. 85 8 § 4° Para fins de intimação, considerase domicilio tributário do sujeito passivo:(Redação dada pela Lei n°11.196, de 2005) I o endereço postal por ele fornecido, para fins cadastrais, a administração tributária; e (Incluído pela Lei n°11.196, de 2005) Apesar de o envio da correspondência ter sido efetuado de forma válida, a intimação do contribuinte acabou restando infrutífera, com devolução do objeto postado, conforme já mencionado. Assim, surgiu a possibilidade de realização da intimação por meio de edital, com base no § 1° do art. 23 do Decreto 70.235/72, com a redação dada pela Lei 11.196/2005: "§ 1" Quando resultar improficuo um dos meios previstos no caput deste artigo, a intimação poderá ser feita por edital publicado: (Redação dada pela Lei 11.196, de 2005) I no endereço da administração tributária na internet; (Incluído pela Lei 11.196, de 2005) II em dependência, franqueada ao público, do órgão encarregado da intimação; ou (Incluído pela Lei n°11.196, de 2005) III uma única vez, em órgão da imprensa oficial local. (Incluído pela Lei n° 11.196, de 2005) § 2° Considerase feita a intimação: IV 15 (quinze) dias após a publicação do edital, se este for o meio utilizado. (Incluído pela Lei n° 11.196, de 2005)" Em conformidade com a regra supra transcrita, foi efetuada a intimação do contribuinte por meio do Edital DRF N° 001/2008 (cópia ás fls. 22 a 24), o qual foi afixado na Delegacia da Receita Federal Maringá em 14/01/2008, sendo desafixado em 30/01/2008. Tendo em vista o disposto no § 2°, IV, supra transcrito, devese considerar que a intimação foi efetuada em 30/01/2008 (quinze dias após a afixação do edital). Portanto, resta evidente que o procedimento fiscal foi absolutamente regular, não havendo qualquer nulidade a ser declarada.(páginas 42 e 43 dos autos) Ademais, no decorrer de todo o processo administrativo, foram oportunizadas amplas oportunidades de produção de provas e defesa para o contribuinte; não havendo qualquer cerceamento de direito de defesa; tanto que o mesmo anexou, em sua impugnação, e em seu recurso, todos os documentos que julgava necessários para a prova dos seus direitos. Assim, rejeito a alegação de cerceamento do direito de defesa. Passo a apreciar a matéria de mérito. Fl. 97DF CARF MF Impresso em 26/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/05/2012 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 25/ 05/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente em 25/05/2012 por CARLOS CESAR Q UADROS PIERRE Processo nº 10950.002402/200829 Acórdão n.º 280102.426 S2TE01 Fl. 86 9 Como já relatado, foram glosadas as deduções com dependente, e com despesas médicas, por falta de comprovação. Conforme se verifica nos autos, o recorrente declarou como sua dependente a Sra. Josepha Flavia Vernier, (pág. 36 dos autos), e informou em sua impugnação, e em seu recurso, que todas as despesas médicas foram efetuadas com a sua dependente. Também esclarece o contribuinte que a sua declarada dependente é a sua mãe. Contudo, apesar da alegação de que a dependente declarada seria a sua mãe, o contribuinte não anexou, em sua impugnação, documentos que comprovassem tal fato. A DRJ, em seu acórdão, tratou de alertar o contribuinte sobre tal mister; in verbis: Em sua defesa, o contribuinte apresentou uma certidão de óbito, fls. 12, da Sra. Josepha Flamia Vernier, que foi declarada em DIRPF pelo contribuinte como sua dependente. Porém a certidão de óbito não esclarece o vinculo de parentesco com o contribuinte. Desta forma, somente com base nesta certidão não é possível constatar a relação de dependência com o contribuinte. Ainda mais porque consta do cadastro do contribuinte nos sistemas .informatizados da receita federal que a sua mãe é a Sra Pierina Flamia Vernier, fls. 40, e não a Sra. Josepha Flamia Vernier como declarado em DIRPF. Cumpre observar que no caso do cadastro do contribuinte estiver errado este deve procurar a SRF para retificálo. Salientase também que bastaria o contribuinte juntar a Certidão de seu Nascimento para comprovar a relação de dependência com sua mãe, sendo assim, por falta de comprovação devese manter a glosa da dedução a titulo de dependentes.(pág. 42 verso dos autos) Por ocasião do seu recurso o contribuinte trata de anexar a sua certidão de nascimento, aonde consta como sua mãe a Sra. Pierina Flamia Vernier. Também junta o contribuinte o seu RG, aonde também consta como sua mãe a Sra. Pierina Flamia Vernier. Neste mesmo recurso, alega o contribuinte que a Sra. Josepha Flamia Vernier seria, na verdade, a Sra. Pierina Flamia Vernier, e que tal confusão de nomes é justificada em virtude de a sua mãe ter nascido em 1912, época em que era comum equívocos em cartórios. Contudo, não há como acatar o argumento do recorrente. Não se mostra plausível que o mesmo tenha, no decorrer de toda a sua vida, registrado, em toda a sua documentação, o nome da sua mãe como sendo Pierina Flamia Vernier, quando esta teria sido registrada como Josepha Flamia Vernier. Fl. 98DF CARF MF Impresso em 26/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/05/2012 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 25/ 05/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente em 25/05/2012 por CARLOS CESAR Q UADROS PIERRE Processo nº 10950.002402/200829 Acórdão n.º 280102.426 S2TE01 Fl. 87 10 Embora se possa compreender um erro de cartório em 1912, não se pode compreender que este erro tenha sido mantido até o ano de 2004, ano do falecimento da Sra. Josepha Flamia Vernier. Deste modo, entendo que o contribuinte não comprovou a relação de dependência da Sra. Josepha Flamia Vernier. Como o próprio contribuinte afirma que as despesas médicas foram realizadas com a sua dependente declarada, e esta dependência não foi confirmada, é dever manter a glosa a elas relativas. Ante tudo acima exposto, e o que mais contam nos autos, voto por rejeitar a preliminar de cerceamento do direito de defesa, e no mérito por negar provimento ao recurso. Assinado digitalmente Carlos César Quadros Pierre Fl. 99DF CARF MF Impresso em 26/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/05/2012 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 25/ 05/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente em 25/05/2012 por CARLOS CESAR Q UADROS PIERRE
score : 1.0
Numero do processo: 10725.001107/2004-95
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed May 16 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural ITR
Exercício: 2000
ITR. ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE. GLOSA. ADA INTEMPESTIVO. EXERCÍCIO 2000.
A não apresentação do Ato Declaratório Ambiental (ADA) emitido pelo
IBAMA, ou órgão conveniado, ou sua apresentação após a ocorrência do fato gerador, não pode motivar o lançamento de ofício relativo a fatos geradores ocorridos até o exercício de 2000.
Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 2801-002.448
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar
provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
Matéria: ITR - notific./auto de infração eletrônico - outros assuntos
Nome do relator: WALTER REINALDO FALCÃO LIMA
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : ITR - notific./auto de infração eletrônico - outros assuntos
dt_index_tdt : Sat Sep 24 09:00:02 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201205
ementa_s : Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural ITR Exercício: 2000 ITR. ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE. GLOSA. ADA INTEMPESTIVO. EXERCÍCIO 2000. A não apresentação do Ato Declaratório Ambiental (ADA) emitido pelo IBAMA, ou órgão conveniado, ou sua apresentação após a ocorrência do fato gerador, não pode motivar o lançamento de ofício relativo a fatos geradores ocorridos até o exercício de 2000. Recurso Voluntário Provido.
turma_s : Primeira Turma Especial da Segunda Seção
numero_processo_s : 10725.001107/2004-95
conteudo_id_s : 6665116
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Sep 20 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 2801-002.448
nome_arquivo_s : Decisao_10725001107200495.pdf
nome_relator_s : WALTER REINALDO FALCÃO LIMA
nome_arquivo_pdf_s : 10725001107200495_6665116.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
dt_sessao_tdt : Wed May 16 00:00:00 UTC 2012
id : 9514653
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Sat Sep 24 09:41:12 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1744843546001670144
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1645; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2TE01 Fl. 84 1 83 S2TE01 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10725.001107/200495 Recurso nº 340.013 Voluntário Acórdão nº 2801002.448 – 1ª Turma Especial Sessão de 16 de maio de 2012 Matéria ITR Recorrente LAURICY OLIVIER DE PAULA E OUTROS Recorrida FAZENDA NACIONAL Assunto: Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural ITR Exercício: 2000 ITR. ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE. GLOSA. ADA INTEMPESTIVO. EXERCÍCIO 2000. A não apresentação do Ato Declaratório Ambiental (ADA) emitido pelo IBAMA, ou órgão conveniado, ou sua apresentação após a ocorrência do fato gerador, não pode motivar o lançamento de ofício relativo a fatos geradores ocorridos até o exercício de 2000. Recurso Voluntário Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães Presidente. Assinado digitalmente Walter Reinaldo Falcão Lima Relator. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Carlos César Quadros Pierre, Sandro Machado dos Reis, Tânia Mara Paschoalin e Walter Reinaldo Falcão Lima. Ausente, justificadamente, o Conselheiro Luiz Cláudio Farina Ventrilho. Relatório Fl. 91DF CARF MF Excluído Documento de 4 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP08.1019.09316.ZHVI. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10725.001107/200495 Acórdão n.º 2801002.448 S2TE01 Fl. 85 2 AUTUAÇÃO Contra a contribuinte acima identificada foi lavrado o auto de infração de fls. 15/19, relativo ao Imposto Territorial Rural – ITR do exercício 2000, formalizando a exigência de imposto suplementar no valor de R$ 6.481,59, acrescido de multa de ofício e juros de mora, referente ao imóvel denominado “Fazenda Boa Vista, NIRF – Número do Imóvel na Receita Federal – 40534324, decorrente da glosa total da área de preservação permanente em virtude de a interessada ter apresentado o Ato Declaratório Ambiental – ADA após o prazo de seis meses estabelecido pela legislação, conforme descrição dos fatos de fls. 19, in verbis: “001 IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL ITR FALTA DE RECOLHIMENTO DO IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL Foi incluída no cálculo do ITR a Área de Preservação Permanente indicada na linha 02 do Quadro 09, tendo em vista o contribuinte, em resposta à Intimação datada de 14/09/2004, ter apresentado o Ato Declaratório Ambiental ADA protocolizado rio IBAMA em 29/09/2003, portanto fora do prazo legal estabelecido na legislação que é de até seis meses contado a partir do prazo fixado para entrega da . Declaraçãb do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural DITR/2000 (29/03/2001)” IMPUGNAÇÃO Cientificada do lançamento, a interessada apresentou a impugnação de fls. 15/20, juntamente com os documentos de fls. 29/30, alegando, em síntese, conforme relatório do acórdão de primeira instância (fls. 54), que: “as informações prestadas na DITR/2000 estavam corretas, que os cálculos foram feitos de acordo com o previsto na Lei 9.393/96, que as áreas excluídas da tributação são aquelas estabelecidas na Lei 4.771/65, com redação dada pela Lei 7.803/89, que a Receita Federal está cobrando o imposto contrariando a letra da lei e que a única irregularidade cometida foi o atraso na entrega do ADA, fato que não pode tornar a área de preservação permanente tributável. Aduz que não houve omissão de pagamento e que a cobrança é desproporcional.” ACÓRDÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA A DRJ/RecifePE julgou o lançamento procedente (fls. 53/60), nos termos da ementa reproduzida a seguir : ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE. COMPROVAÇÃO. A exclusão de áreas declaradas como de preservação permanente da área tributável do imóvel rural, para efeito de apuração do ITR, está condicionada ao seu reconhecimento pelo Ibama ou por órgão estadual competente, mediante Ato Fl. 92DF CARF MF Excluído Documento de 4 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP08.1019.09316.ZHVI. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10725.001107/200495 Acórdão n.º 2801002.448 S2TE01 Fl. 86 3 Declaratório Ambiental (ADA), ou à comprovação de protocolo de requerimento desse ato àqueles órgãos, no prazo de seis meses, contado da data da entrega da DITR. RECURSO AO CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS (CARF) Cientificada do acórdão de primeira instância em 10/08/07 (fls. 64), a interessada apresentou, em 29/08/07, o Recurso de fls. 65/67, juntamente com os documentos de fls. 68/81, alegando, em suma, que: a) a área glosada é de preservação permanente, conforme mapa descritivo emitido pelo Laboratório de Geoprocessamento IAC, extraído de Landsat 217/75 de 12/08/2002, sob orientação dos Engenheiros Florestais Dr. Francisco de Paula Nogueira e João Paulo de Carvalho; b) em caso semelhante a este, o lançamento foi julgado improcedente, por meio do Acórdão DRJ/BSA n° 09.680 de 28 de Abril de 2004 (cópia anexa); c) a única irregularidade cometida consiste na entrega intempestiva do ADA, fato que não pode tornar uma área de preservação permanente em área tributável. Diante do exposto acima espera o deferimento de seu recurso. É o Relatório Voto Conselheiro Walter Reinaldo Falcão Lima O recurso é tempestivo e atende as demais condições de admissibilidade, portanto merece ser conhecido. O lançamento se refere ao ITR/2000 e decorre da glosa da área de preservação permanente em virtude de a contribuinte ter apresentado o ADA intempestivamente no órgão ambiental, como pode ser constatado pela descrição dos fatos do respectivo auto de infração. A matéria em discussão não comporta mais qualquer debate, haja vista que a Súmula CARF nº 41, abaixo transcrita, consolidou o entendimento deste Conselho de que a não apresentação do ADA não pode motivar o lançamento relativo a fatos geradores ocorridos até o exercício 2000. Nesse sentido resta claro que o lançamento realizado devido à apresentação intempestiva do ADA intempestivo também contraria o enunciado da aludida Súmula, in verbis: Súmula CARF nº 41 A não apresentação do Ato Declaratório Ambiental (ADA) emitido pelo IBAMA, ou órgão conveniado, não pode motivar o Fl. 93DF CARF MF Excluído Documento de 4 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP08.1019.09316.ZHVI. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10725.001107/200495 Acórdão n.º 2801002.448 S2TE01 Fl. 87 4 lançamento de ofício relativo a fatos geradores ocorridos até o exercício de 2000. É importante destacar que, nos termos do disposto no art. 72 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria MF nº 256, de 22/06/09, com alterações das Portarias MF nºs 446, de 27 de agosto de 2009, e 586, de 21 de dezembro de 2010, publicadas nos DOU de 31/08/2009 e de 22/12/2010, as súmulas deste Conselho são de observância obrigatória pelos seus membros. Por tais razões voto por DAR provimento ao recurso. Assinado digitalmente Walter Reinaldo Falcão Lima – Relator Fl. 94DF CARF MF Excluído Documento de 4 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP08.1019.09316.ZHVI. Consulte a página de autenticação no final deste documento. PÁGINA DE AUTENTICAÇÃO O Ministério da Fazenda garante a integridade e a autenticidade deste documento nos termos do Art. 10, § 1º, da Medida Provisória nº 2.200-2, de 24 de agosto de 2001 e da Lei nº 12.682, de 09 de julho de 2012. Documento produzido eletronicamente com garantia da origem e de seu(s) signatário(s), considerado original para todos efeitos legais. Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001. Histórico de ações sobre o documento: Documento juntado por WALTER REINALDO FALCAO LIMA em 21/05/2012 09:14:29. Documento autenticado digitalmente por WALTER REINALDO FALCAO LIMA em 21/05/2012. Documento assinado digitalmente por: ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHAES em 22/05/2012 e WALTER REINALDO FALCAO LIMA em 21/05/2012. Esta cópia / impressão foi realizada por MARIA MADALENA SILVA em 08/10/2019. Instrução para localizar e conferir eletronicamente este documento na Internet: EP08.1019.09316.ZHVI Código hash do documento, recebido pelo sistema e-Processo, obtido através do algoritmo sha1: FBA4A68D5B376BDAC4C7D547201E910A43E29667 Ministério da Fazenda 1) Acesse o endereço: https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx 2) Entre no menu "Legislação e Processo". 3) Selecione a opção "e-AssinaRFB - Validar e Assinar Documentos Digitais". 4) Digite o código abaixo: 5) O sistema apresentará a cópia do documento eletrônico armazenado nos servidores da Receita Federal do Brasil. página 1 de 1 Página inserida pelo Sistema e-Processo apenas para controle de validação e autenticação do documento do processo nº 10725.001107/2004-95. Por ser página de controle, possui uma numeração independente da numeração constante no processo.
score : 1.0
Numero do processo: 13005.000662/2003-32
Turma: 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 3ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Mon Jun 28 00:00:00 UTC 2010
Ementa: COFINS - Auto de Infração DCTF
Período de apuração: 01/98 a 05/98
Auto de infração eletrônico emitido pelo sistema SIEF - fiscalização eletrônica - em decorrência de revisão interna DCTF.
Impossibilidade de autuação decorrente de auditoria interna na DCTF, por conta de processo judicial não comprovado.
Comprovada a existência de medida judicial o lançamento dever ser
cancelado.
Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 3803-000.478
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar
provimento ao recurso, para cancelar o lançamento.
Nome do relator: RANGEL PERRUCCI FIORIN
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Sep 24 09:00:02 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201006
camara_s : 3ª SEÇÃO
ementa_s : COFINS - Auto de Infração DCTF Período de apuração: 01/98 a 05/98 Auto de infração eletrônico emitido pelo sistema SIEF - fiscalização eletrônica - em decorrência de revisão interna DCTF. Impossibilidade de autuação decorrente de auditoria interna na DCTF, por conta de processo judicial não comprovado. Comprovada a existência de medida judicial o lançamento dever ser cancelado. Recurso Voluntário Provido.
turma_s : 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
numero_processo_s : 13005.000662/2003-32
conteudo_id_s : 6667692
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Sep 23 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 3803-000.478
nome_arquivo_s : Decisao_13005000662200332.pdf
nome_relator_s : RANGEL PERRUCCI FIORIN
nome_arquivo_pdf_s : 13005000662200332_6667692.pdf
secao_s : Câmara Superior de Recursos Fiscais
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso, para cancelar o lançamento.
dt_sessao_tdt : Mon Jun 28 00:00:00 UTC 2010
id : 9517524
ano_sessao_s : 2010
atualizado_anexos_dt : Sat Sep 24 09:41:14 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1744843546004815872
conteudo_txt : Metadados => date: 2010-12-14T13:24:07Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2010-12-14T13:24:07Z; Last-Modified: 2010-12-14T13:24:07Z; dcterms:modified: 2010-12-14T13:24:07Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:2de377eb-cfef-44c7-bc76-a0963b45baa6; Last-Save-Date: 2010-12-14T13:24:07Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2010-12-14T13:24:07Z; meta:save-date: 2010-12-14T13:24:07Z; pdf:encrypted: false; modified: 2010-12-14T13:24:07Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2010-12-14T13:24:07Z; created: 2010-12-14T13:24:07Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; Creation-Date: 2010-12-14T13:24:07Z; pdf:charsPerPage: 1036; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2010-12-14T13:24:07Z | Conteúdo => S3-TE03 Fl 216 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n" 13005,000662/2003-32 Recurso n" 236.412 Voluntário Acórdão n" .3803-300478 — 3" Turma Especial Sessão de 28 de junho de 2010 Matéria COFINS Recorrente KANNNENBERG & CIA LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL Assunto: COFINS - Auto de Infração DCTF Período de apuração: 01/98 a 05/98 Auto de infração eletrônico emitido pelo sistema SIEF - fiscalização eletrônica - em decorrência de revisão interna DCTF. Impossibilidade de autuação decorrente de auditoria interna na DCTF, por conta de processo . judicial não comprovado. Comprovada a existência de medida judicial o lançamento dever ser cancelado. Recurso Voluntário Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso, para cancelar o lançamento. Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Belchior Melo de Sousa, Carlos Henrique Martins de Lima, Daniel Maurício Fedato e Hélcio Lafetá Reis Relatório Trata-se de Recurso Voluntário objetivando a reforma do Acórdão que por unanimidade de votos considerou procedente em parte o lançamento realizado por meio de auto de infração, que em auditoria interna de DCTF (meio eletrônico) identificou a falta de recolhimento da Contribuição para o Financiamento tia Seguridade Social — COFINS inerentes aos períodos de apuração entre 01-01/1998 a 31-05/1998.. Inconformado com a autuação o interessado apresentou impugnação (tis, 01/02) requerendo, consubstanciado na argumentação da existência de crédito decorrentes do .julgamento de Ação Declaratória n" 93,0012024-7 transitada em julgado, a procedência do pedido para compensar as importâncias recolhidas a maior, bem como desconstituição do crédito tributário, com a absolvição de qualquer cominação fiscal, de juros e multa. Diante da documentação apresentada pela interessada o processo foi encaminhado a DRPSEM/RS e desta remetido para análise da DRF em Santa Cruz de Sul, para verificação da existência de ação judicial e verificação do crédito de FIN SOCIAL passível de compensação, A DRF em Santa Cruz do Sul — RS proferiu despacho (fis, 173/179), entendendo que não ser aplicável ao presente caso o item 2,5 da Nota Técnica Conjunta Corat/Cofis/Cosit if 32, de 19,02,2002, pois os débitos lançados não foram pagos, não foram compensados com a DARF e não estavam suspensos por parcelamento, inviabilizando a revisão de oficio de infração objeto do presente Processo Administrativo. Após o despacho, a impugnante inconformada apresentou manifestação (183/184) requerendo em síntese: a) recebimento da manifestação e processamento na forma da lei; b) provimento para retificar a decisão impugnada, para o fim de compensar ou restituir os valores acrescidos de juros nos moldes fixados pela Lei a. " 9250/95 (fls. 183/184), Os membros da 2" Turma e Julgamento da Delegacia da Receita Federal de Julgamento de Santa Maria - RS por unanimidade de votos acordam considerar procedente em parte o lançamento, mantendo o valor de R$ 31,282,04 relativamente aos períodos de apuração 01-04/1998 e 01-05/1998 acompanhado o acréscimo de apuração de multa de oficio de 75% e juros moratórias.. A interessada face o Acórdão proferido pela DRJ de Santa Maria interpôs Recurso Voluntário requerendo provimento, para julgar procedente na integra o pedido de compensação, incluindo a aplicação das súmulas 32 e 35 do TRF da 4" Região. É o Relatório, Processo n" 13005 000662/2003-32 S3.4 E03 Acórdão n " 3803-300478 Fl. 217 Voto Conselheiro Rangel Permeei Fiorin, Relator O recurso é tempestivo e atende os demais requisitos para sua admissibilidade, portanto dele conheço e passo a votar. Litiga-se o ato de lançamento/ auto de inflação lavrado em virtude de apuração de irregularidades quanto à quitação de débitos verificados em DCTF, concernentes aos períodos apuração entre 01-01/1998 a 31-05/1998 Constata-se, no entanto, que a manutenção dos créditos referentes ao ano base de 1988 não recolhidos aos cofres pela Recorrente, são provenientes da compensação com valores recolhidos a maior, a titulo de FINSOC1L, com supedâneo na Ação Declaratória (93.00,12024-7), movida perante 10" Vara Cível da Justiça Federal de Porto Alegre, os quais não foram confirmados (processo judicial não comprovado). Portanto, a controvérsia levada a análise deste Conselho (CARF) cinge-se no não reconhecimento do ajuizamento da Ação Judicial, o que deve ser sanada, uma vez que o Recorrente comprovou nos autos do processo administrativo a propositura da ação judicial, julgada procedente, para o fim de autorizar a compensação. Pois bem, a análise se foca no auto de infração eletrônico emitido pelo sistema SIEF, em decorrência de revisão interna DCTF que não identificou o processo judicial. Desta feita, sendo comprovado o processo judicial o lançamento deve ser cancelado, não restando motivos para sua manutenção ou alteração, diante a inexistência da comprovação de erro. Segundo Paulo de Barros Carvalho em sua obra Direito Tributário, Linguagem e método da editora Noeses, 2008. p, 444 — 445: "Para que se declare a validade do ato de lançamento, não basta que este tenha sido celebrado mediante a conjugação de elementos tidos como substanciais, É imprescindível que seus requisitos estejam em perfeita correspondência às prescrições legais .4 mera conjugação existencial dos elementos, em expediente recebido pela comunidade jurídica com a presunção de validade, já não basta para sustentar o ato que ingressa nesse intervalo de teste. Para ser confirmado, ratificando-se aquilo que somente fbra tido por presumido , há de suportar o confronto decisivo Caso contrario será juridicamente desconstituído ou modificado para atender às determinações que o subordinam ) O direito positivo, porém, visando à segurança jurídica das relações que tutela, relacionou taxativamente as hipóteses em que o lançamento regulamente notificado ao sujeito passivo poder ser alterado. Ora, uma vez notificado do lançamento e demonstrado a existência de processo judicial a autuação não justifica, salvo se houvesse motivos para alteração e manutenção, conforme prescrito nos artigos 145 e 149 do Código Tributário Nacional, não condizentes com a argumentação de possível falta de pagamento do tributo. De acordo com Marcos Vinicius Neder e Maria Teresa Martinez Lopes na obra Processo Administrativo Fiscal Federal da editora Dialética, 2002, p.184: "( ) constatadas pela autoridade julgadora inexatidões na verificação do . fino gerador, relacionadas com o mesmo ilícito descrito no lançamento original, o saneamento do processo .fiscal será promovido pela . feitura de Auto de Infração Complementar Esta peça, sob pena de nulidade, deverá descreve, os motivos que fundamentam a alteração do lançamento original, indicando o fato ou circunstáncia que ele pretende aditar ou retificar, demonstrando o crédito tributário unificado, de ',iodo a permitir ao contribuinte o pleno conhecimento da alteração." Diante do exposto, voto no sentido de dar provimento ao recurso, para anular o auto de infração 4
score : 1.0
Numero do processo: 10508.000208/2003-22
Data da sessão: Mon Jul 26 00:00:00 UTC 2010
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Período de apuração: 01/01/2003 a 31/03/2003
CRÉDITOS DE IPI. GLOSA/CORREÇÃO MONETÁRIA. INOVAÇÃO
NOS ARGUMENTOS.
O momento de questionar todas as matérias objeto de defesa é por ocasião da manifestação de inconformidade, precluindo o direito de fazê-lo para as que não o foram no ato processual do recurso voluntário.
INTEMPESTIVIDADE
O recurso voluntário deve ser apresentado dentro do prazo de trinta (30) dias a contar da ciência do acórdão de primeira instância, salvo quando cabível a destempo em hipótese cabalmente justificada em preliminar.
Recurso Voluntário Não Conhecido.
Numero da decisão: 3803-000.506
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não
conhecer do recurso voluntário, em face da intempestividade.
Matéria: IPI- processos NT - ressarc/restituição/bnf_fiscal(ex.:taxi)
Nome do relator: BELCHIOR MELO DE SOUZA
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : IPI- processos NT - ressarc/restituição/bnf_fiscal(ex.:taxi)
dt_index_tdt : Sat Sep 24 09:00:02 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201007
ementa_s : PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/01/2003 a 31/03/2003 CRÉDITOS DE IPI. GLOSA/CORREÇÃO MONETÁRIA. INOVAÇÃO NOS ARGUMENTOS. O momento de questionar todas as matérias objeto de defesa é por ocasião da manifestação de inconformidade, precluindo o direito de fazê-lo para as que não o foram no ato processual do recurso voluntário. INTEMPESTIVIDADE O recurso voluntário deve ser apresentado dentro do prazo de trinta (30) dias a contar da ciência do acórdão de primeira instância, salvo quando cabível a destempo em hipótese cabalmente justificada em preliminar. Recurso Voluntário Não Conhecido.
numero_processo_s : 10508.000208/2003-22
conteudo_id_s : 6668813
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Sep 23 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 3803-000.506
nome_arquivo_s : Decisao_10508000208200322.pdf
nome_relator_s : BELCHIOR MELO DE SOUZA
nome_arquivo_pdf_s : 10508000208200322_6668813.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso voluntário, em face da intempestividade.
dt_sessao_tdt : Mon Jul 26 00:00:00 UTC 2010
id : 9517549
ano_sessao_s : 2010
atualizado_anexos_dt : Sat Sep 24 09:41:15 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1744843546006913024
conteudo_txt : Metadados => date: 2011-03-10T13:12:33Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 7; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2011-03-10T13:12:33Z; Last-Modified: 2011-03-10T13:12:33Z; dcterms:modified: 2011-03-10T13:12:33Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:43581ef5-2f30-41fe-a377-835073dc2140; Last-Save-Date: 2011-03-10T13:12:33Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2011-03-10T13:12:33Z; meta:save-date: 2011-03-10T13:12:33Z; pdf:encrypted: false; modified: 2011-03-10T13:12:33Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2011-03-10T13:12:33Z; created: 2011-03-10T13:12:33Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; Creation-Date: 2011-03-10T13:12:33Z; pdf:charsPerPage: 1448; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2011-03-10T13:12:33Z | Conteúdo => Kern — Presidente A exar S3-IE03 FL 1 A.* MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n" 10508.000208/2003-2 2 Recurso n" Voluntário Acórdão n" 3803-00.506 — 3" Turma Especial Sessão de 26 de julho de 2010 Matéria RESSARCIMENTO DE [PI Recorrente LINEAR EQUIPAMENTOS ELETRÔNICOS S/A Recorrida DRI-SALVADOR/BA ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/01/2003 a 31/03/2003 CRÉDITOS DE 1PI. GLOSA/CORREÇÃO MONETÁRIA.. INOVAÇÃO NOS ARGUMENTOS O momento de questionar todas as matérias objeto de defesa 6 . por ocasião da manifestação de inconformidade, precluindo o direito de fazê-lo para as que não o foram no ato processual do recurso voluntário . INTEMPESTIVIDADE O recurso voluntário deve ser apresentado dentro do prazo de trinta (30) dias a contar da ciência do acórdão de primeira instancia, salvo quando cabível a destempo em hipótese cabalmente justificada em preliminar, Recurso Voluntário Não Conhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso voluntário, em face da intempestividade Belcl or Meio de Sousa - Relator . Partici aram da sessão de julgamento os conselheiros: Alexandre Kern (Presidente da Turma), Belchior Melo de Sousa (Relator), Daniel Maurício Fedato, Carlos Henrique Martins de Lit a, Héleio Lafeta Reis e Rangel Petrucci Fiorin. Relatório Trata o presente de recurso voluntário contra o Acórdão n" 15-15,559, de 12 de março de 2008, que indeferiu o pedido de ressarcimento de fl. 02, referente ao crédito de 1PI, originário de aquisição de insumos utilizados na fabricação de bens de informática e automação, no valor de R$ 60.246,29„ relativo ao In trimestre de 200.3, cumulado corn a declaração de compensação que constituiu o processo a" 10508.000265/2003-10, apensado a este, A fiscalização constatou o aproveitamento indevido de crédito nas aquisições de produtos de empresas optantes do SIMPLES e a falta de destaque do IPI na saida de produtos não abrangidos pela isenção do IP1 concedida pela Portaria Interministerial MCD/MDIC/MF rin 201, de 2002, refez a escrita fiscal da contribuinte e lançou multa regulamentar, auto de infração que constituiu o processo 10508.000295/2007-41. Da glosa dos créditos e da adição dos débitos resultou deferimento parcial do pedido de ressarcimento, no valor de R$ 51.914,17, e a compensação homologada em parte, ate o limite do credito reconhecido, conforme Despacho Decisório a' 32, de 25 de junho de 2007, fls. 166 a 168. A contribuinte apresentou manifestação de inconformidade, fls. 175 a 177, alegando, em síntese, que: a) em função do deferimento parcial do pedido de crédito, não foi homologado a diferença de R$ 6. 701, 72, sendo geradas guias no valor de R$ 15 .451, 91, incluindo a cobrança de nndta e juros b) foi lavrado auto de infração relativo ao débito incluído no livro RAIPI, cujo valor foi recolhido pela contribuinte coin redução de 50% das multas devidas c) pant evitar o pagamento em duplicidade da multa exarada, bem como suprir obscuridade e omissão na intimação lavrada, soliciw que sejam indicadas as notas fiscais de entrada não aceitas, conforme Relatório Fiscal IPI, Ifs 147 a 153, pois várias guias de IPI foram pagas pela empreva no pet iodo apurado Apenas desta forma a requerente terá condições dc manifestar-se sobre a imputação dos dados auferidos pela autoridade tributária Ou seja, se as multas já )(brain pagas, por que estão sendo cobradas novamente 7 ar) em decorrência do auto de infiagdo .foram geradas as guias de multas e logo depois já adveio a intimação em epígrafe, sendo assim, a requerente não teve conhecimento das guias do valor principal. e) como as multas já foram pagas, com redução de .50%, concedida pela pagamento antecipado, mostra-se como se o beneficio fosse dado com uma mão e tetirado com a °writ 19 deve ser decretada a insubsistência da infração aplicada, coin a conseqiiente anulação do auto de infração em epígrafe, exonerando-se a cobrança da multa e juros aplicados ao tributo Processo n" 10508.000208/2003-22 S3-'EE03 Acórdilo 11 " 3803-00306 Fl 2 exigido em erro, bem como que seja concedido &lag& do prazo para pagamento do valor principal, Para combater o argumento da impugnante quanto a possível duplicidade da exigência de multa, já paga com redução de 50%, no dizer da impugnante, a DM expõe que não existe relação entre esta multa, a de oficio, isolada, lançada em razão da falta de destaque do IN nas notas fiscais de saida, e a multa de mora exigível sobre os valores da contribuição indevidamente compensados . Cientificada da decisão em 02 de maio de 2008, aviso de recebimento de ti. 189, irresignada, apresenta recurso voluntário, fls, 196 a 204, em 30 de dezembro de 2008, em que traz os mesmos argumentos da manifestação de inconformidade, acima estampados. Após cientificada, tendo mudado de domicílio fiscal, em expediente datado de 21 de novembro de 2008, a SAORT da DRF/Varginha encaminha este processo para a ARF-Pouso Alegre, pala prosseguimento da cobrança,. No recurso voluntário que apresenta a recorrente, argui preliminar de tempestividade e, no mérito, em novo foco de argumentos traz matéria que não foi discutida na impugnação e insurge-se contra: a) a bitributação do IPI, ocorrida com a glosa efetuada nas aquisições, que aduz serem de empresas com problemas no CNRI e de atacadistas, nas quais goza do direito de creditar-se em 50% do IPI sobre o valor da operação, agora não mais de empresas optantes do SIMPLES; b) a falta de correção monetária sobre o saldo credor, corn base no art. 39, § 40, da Lei a' 9.250/95, . o relatório. Voto Conselheiro Belchior Melo de Sousa, Relator A recorrente não traz justificativa cabal do porquê teria tido ciência do acórdão de primeira instancia em dezembro de 2008, nem contesta a legitimidade da assinatura aposta no aviso de recebimento de ti. 189, em 02 de maio de 2008, referente a intimação encaminhada para endereço seu então válido, para a dita ciência, Daí que aperfeiçoou-se a intimação na mais remota das datas . E o seu recurso foi apresentado em 30 de dezembro de 2008, intempestivamente. Não bastasse isso, inova nos argumentos da defesa, para pugnar pela correção monetária sobre o saldo credor de IPI e para contestar a glosa de créditos efetuada pela auditoria, sendo estas matérias preclusas, posto que não impugnadas, nos termos do art. 16, III e 17 do Decreto IV 70.235/72. "Art. 16. A impugnaVio mencionará - 3 III - ON motivos de fato e de direito em que se fitndamenta, os pontos de discordância e as razões e proms que pa ssuir Art 17 Considerar-se-ci não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pelo impugnante" Ante o exposto, voto por no conhecer do recurso, 4
score : 1.0
Numero do processo: 11522.000895/2004-41
Data da sessão: Thu Mar 11 00:00:00 UTC 2010
Ementa: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE
SOCIAL - COFINS
Ano-calendário: 1999, 2000, 2001, 2002, 2003, 2004
COFINS.
INCONSTITUCIONALIDADE - INAPRECIAÇÃO NA ESFERA
ADMINISTRATIVA - COMPETÊNCIA DO PODER JUDICIÁRIO - A
argüição de inconstitucionalidade ou ilegalidade não pode ser apreciada na esfera administrativa porque é prerrogativa exclusiva do Poder Judiciário.
Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 3803-000.342
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, pelo voto de qualidade, negar provimento ao recurso. Vencidos os Conselheiros Belchior Melo de Sousa, Hélcio Lafetá Reis e Rangel Perrucci Fiorin.
Matéria: Cofins - ação fiscal (todas)
Nome do relator: CARLOS HENRIQUE MARTINS DE LIMA
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : Cofins - ação fiscal (todas)
dt_index_tdt : Sat Sep 24 09:00:02 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201003
ementa_s : CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL - COFINS Ano-calendário: 1999, 2000, 2001, 2002, 2003, 2004 COFINS. INCONSTITUCIONALIDADE - INAPRECIAÇÃO NA ESFERA ADMINISTRATIVA - COMPETÊNCIA DO PODER JUDICIÁRIO - A argüição de inconstitucionalidade ou ilegalidade não pode ser apreciada na esfera administrativa porque é prerrogativa exclusiva do Poder Judiciário. Recurso Voluntário Negado
numero_processo_s : 11522.000895/2004-41
conteudo_id_s : 6663548
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Sep 19 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 3803-000.342
nome_arquivo_s : Decisao_11522000895200441.pdf
nome_relator_s : CARLOS HENRIQUE MARTINS DE LIMA
nome_arquivo_pdf_s : 11522000895200441_6663548.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do Colegiado, pelo voto de qualidade, negar provimento ao recurso. Vencidos os Conselheiros Belchior Melo de Sousa, Hélcio Lafetá Reis e Rangel Perrucci Fiorin.
dt_sessao_tdt : Thu Mar 11 00:00:00 UTC 2010
id : 9514328
ano_sessao_s : 2010
atualizado_anexos_dt : Sat Sep 24 09:41:10 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1744843546017398784
conteudo_txt : Metadados => date: 2010-09-01T16:48:49Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2010-09-01T16:48:47Z; Last-Modified: 2010-09-01T16:48:49Z; dcterms:modified: 2010-09-01T16:48:49Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:998c0419-ada7-4b20-86c9-3099efee3d64; Last-Save-Date: 2010-09-01T16:48:49Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2010-09-01T16:48:49Z; meta:save-date: 2010-09-01T16:48:49Z; pdf:encrypted: false; modified: 2010-09-01T16:48:49Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2010-09-01T16:48:47Z; created: 2010-09-01T16:48:47Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; Creation-Date: 2010-09-01T16:48:47Z; pdf:charsPerPage: 1272; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2010-09-01T16:48:47Z | Conteúdo => S3-TE03 II 1 1.30 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISI'RA rfIVO DE RECURSOS FISCAIS ''W0e0' TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO , Processo n" 11522.000895/2004-41 Recurso n" 248ó5 Voluntário Acórdão o' 3803-00.342 — 3' Turma Especial Sessão de 11 de março de 2010 M atéri a COFINS Reeotrente DISTRIBUIDORA DE BEBIDAS ALE LTDA Recorrida :DRJ BELÉM/PA ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCI AI , - COHNS Ano-calendário: 1999, 2000, 2001, 2002, 2003, 2004 COFINS. INCON STITUCIONA I IDADE - INAPR ECI AÇÃO NA ESFERA ADMINISTRATIVA - COMPETÊNCIA DO PODER JUDICIÁRIO - A argüição de inconstitueionalidade ou ilegalidade não pode ser apreciada na esfera administrativa porque é prerrogativa exclusiva do Poder Judiciário.. Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos Os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, pelo voto de qualidade, negar provimento ao recurso. Vencidos os Conselheiros Belchior Melo de Sousa, Hélcio Lafeta Reis e Rangel Permeei Fiorin. — E / ,--- I-- Alex ‘ ndre Kern - r si, ; e te -' ----/ ; 4 Ál /1/ Cailos He ria 1- / fir.ms . Lima - Relator../ Partiá ini,/n, f cinda, (1 presente julgamento, os Conselheiros Carlos Flenrique Martins de Lii -n . r elator), Bei hior Melo de Sousa, Daniel Mauricio Fedato, "[Ideio La feta Reis e Rangel Perrueei Fiorin. i Relatório Trata-se de auto de infração de Contribuição para o -Financiamento da Seguridade Social - Cotins, ti s. 1028/ -1059, ciência em 08/10/2004, sobre valores não declarados e não recolhidos, no montante de R$ 39.030,75, neste incluídos .multa de oficio e .juros de mora. () auto de infração teve origem, segundo descrição dos fatos de lis. 1029/1.034, da constatação de insuficiência de recolhimento de Cotins nos períodos de janeiro e setembro de 1999, janeiro a dezembro de 2000, janeiro a dezembro de 2001, janeiro a. dezembro de 2002, janeiro a dezembro de 2003 e de janeiro a maio de 2004. O contribuinte deixou de adicionar na base de cálculo da Cofins receitas financeiras lançadas nas contas Descontos Obtidos, Juros Ativos Rendas de Investimentos, Dividendos e Rendas de Aplicações Financeiras, conforme determina os aits. 3') e 17 da lei 9.718/98. Para o mês de março de 2004 não houve a declaração de receitas pelo contribuinte.. Os descontos destacados em notas fiscais não deveriam ter sido contabilizados na conta Descontos Obtidos, sendo desta forma, os valores apresentados nas notas fiscais foram apresentadas e retirados das receitas financeiras. Não concordando com a autuação, a contribuinte apresentou Impugnação de fis. 1066/1070, em que apresenta os seguintes argumentos, em resumo: A contribuinte afirma que os autuantes não poderiam incluir na base de cálculo da Cotins as receitas financeiras. O conceito de receita trazido pelas Leis 9..718/98 e 10.637/2002 seria inconstitucional. O art. 195, I, da CF, desde a edição da Ec n. 20/98, autoriza que a contribuição incida sobre receita ou 1:aturamento, e não receita e 1-aturamento. Assim vem decidindo os tribunais superiores. A receita de março de 2004 deixou de ser lançada na Dacon em virtude da má interpretação, pela impugnante, da IN n. 389/2004, A fiscalização não apurou os créditos da Co fins sobre compras de mercadorias para revenda, Apresenta Dacon retificadora. Requer a produção de todos os -meios de prova. o Relatório. Voto Conselheiro Carlos Henrique .Martins de Lima, Relator O recurso é tempestivo e preenche os demais requisitos para sua admissibilidade, e dele conheço. 7 2 Processo n" 11522.0(5)895/2004-41 53- L E03 Acórdão n." 3803-00.342 PI 1.131 A I,ei n" 9.718, de 1998, com alterações dadas pela Medida Provisória n0 2.158-35, de 24 de agosto de 200.1, dispôs sobre as bases de cálculo das contribuições para o PIS/Pasep e a Cofins e exclusões permitidas, não havendo previsão de exclusão de receitas financeiras, Quanto ao apelo de que o preceito legal citado é inconstitucional, é principio assente na doutrina pátria o de que os órgãos administrativos em. geral não podem negar aplicação a uma Lei ou Decreto porque lhes pareça inconstitucional, já que leis emanadas do Poder competente gozam de presunção natural de constitucionalidade, presunção esta só elidida pelo Poder Judiciário. Essa tem sido a reiterada posição deste Conselho, como se vê, por exemplo, no Acórdão número 106-4.553/92 e cuja ementa tem a seguinte redação: trommtwio SOC TA 1-, RGÚTOO INCONSTI1VC1ONALIDADE - Por se tratar de tribunal administrativo fidece ao conselho de Contribuintes competência para apreciar a constitucionalidade ou legalidade das normas fiscais." Todavia) após a manifestação do Poder Judiciário, o Poder Executivo Federal pode se abster de exigir determinado exação fiscal, nos termos do Decreto 2.346, dei 0/10/1997, que trata de efeitos das ADINs e das Resoluções do Senado Federal. Entretanto, não se trata dos casos citados neste Decreto.. Desta forma, corno se trata de alegação de ineonstitucionalidade ilegalidade, não podemos apreciar administrativamente, visto que se trata de competência exclusiva do Poder Judiciário, conforme explicamos anteriormente. No que se refere ao pedido de apresentação de provas em outro momento que não ao do Recurso, o assunto está regulado no art. 16 do Decreto 70.235/72: 4" A prova documental .será apresentada na impugnação, precluindo o direito de o impugnante fazê-lo em outro momento processual, a menos que . (Parágrafi, acrescentado pela Lei n" 9.532, de /0/12/97) a) fique demonstrada a impassibilidade de .sua apresentação oportuna, por motivo de força maior,. (acrescentado pela Lei n" 9..532, de 10/12/97) b) rdira-se a lato ou a direito superventente,f acrescentado pela Lei n" 9 .532, de 10/12/97) c) destine-se a contrapor finos- ou razões posteriormente trazidas (105 autos..( acrescentado pela Lei n" 9.532, de 10/12/97) ,ss 5" A .juntada de documentos após a impugnação deverá ser requerida à autoridade fui idora, mediante petição em que se demonstre, com fundamentos, a ocorrência de urna das condições previstas nas alíneas do parágrafo anterior. (ParágraJO acrescentado pela Lei 9.532, de 10/12/97)" Quanto à contribuição proveniente da receita .'de março de 2004, que deixou de ser lançada na Dacon, em virtude da má interpretação, iela . recorrente, da IN n. 389/2004, yí 3 .. . procedente a cobrança de oficio.. O art.. 50 da lei 10.8'33/2003 reduziu a allquota da Cotios para os comerciantes atacadistas e varejistas referidos no att. 49 da mesma lei, mas com vigência a partir de 1 de abril de 2004. "LEI .N'' 10.833, DE 29 DE DEZEMBRO DE 2003, Art 50 Ficam reduzidas a O (zero) as ai/quotas tia contribuição para o PIS/PASEP e a COL1N,S' em relação às receitas auferidas na venda • (Vide Lei n" .10 86.5, de 2004) I - dos produtos relacionadas no (lr) 49, por comerciantes atacadistas e vareji.SitIS, exceto as pessoa.s jurídicas a que .se refére o aí( 2" tia Lei n" 9317, de 5 de dezembro de 1996,• Ari. 93 ksta Lei entra em vigor' na data de sua publicação, produzindo eleitos, em relação. IV - aos aris. 49 a 51 e 53 a 58 desta Le ., a partir do / 0 dia do quarto mês .subsequente ao de sua publicação, Brasília ., 29 de dezembro de 2003; 1 2" da Independência e 115" da Republica. I, '7/ Diante do exposto, voto ,. ., ,''Ê PROVIMENTO à pretensão deduzida) no recurso voluntário. 0,-/ en - • Carlos He ,,/ uØ"ii;e tin, le Lima / • 4
score : 1.0
Numero do processo: 10920.001436/2007-72
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jul 11 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA RETIDO NA FONTE IRRF
Exercício: 2005
DENÚNCIA ESPONTÂNEA. EXCLUSÃO DA MULTA DE MORA.
Conforme decidido pelo Superior Tribunal de Justiça em sede de recurso repetitivo, é descabida a exigência da multa de mora quando ocorre o recolhimento extemporâneo de tributo, na hipótese de os débitos não terem sido anteriormente declarados à Receita Federal.
Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 2801-002.579
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar
provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
Nome do relator: CARLOS CÉSAR QUADROS PIERRE
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Sep 24 09:00:02 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201207
ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA RETIDO NA FONTE IRRF Exercício: 2005 DENÚNCIA ESPONTÂNEA. EXCLUSÃO DA MULTA DE MORA. Conforme decidido pelo Superior Tribunal de Justiça em sede de recurso repetitivo, é descabida a exigência da multa de mora quando ocorre o recolhimento extemporâneo de tributo, na hipótese de os débitos não terem sido anteriormente declarados à Receita Federal. Recurso Voluntário Provido.
turma_s : Primeira Turma Especial da Segunda Seção
numero_processo_s : 10920.001436/2007-72
conteudo_id_s : 6668364
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Sep 23 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 2801-002.579
nome_arquivo_s : 280102579_10920001436200772_201206.pdf
nome_relator_s : CARLOS CÉSAR QUADROS PIERRE
nome_arquivo_pdf_s : 10920001436200772_6668364.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
dt_sessao_tdt : Wed Jul 11 00:00:00 UTC 2012
id : 4849831
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Sat Sep 24 09:41:05 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1744843546021593088
conteudo_txt : Metadados => date: 2019-08-20T17:36:11Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; dcterms:created: 2019-08-20T17:36:11Z; Last-Modified: 2019-08-20T17:36:11Z; dcterms:modified: 2019-08-20T17:36:11Z; dc:format: application/pdf; version=1.4; xmpMM:DocumentID: uuid:86805d92-f495-4a66-8b05-94e9790b5f51; Last-Save-Date: 2019-08-20T17:36:11Z; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2019-08-20T17:36:11Z; meta:save-date: 2019-08-20T17:36:11Z; pdf:encrypted: true; modified: 2019-08-20T17:36:11Z; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; meta:creation-date: 2019-08-20T17:36:11Z; created: 2019-08-20T17:36:11Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; Creation-Date: 2019-08-20T17:36:11Z; pdf:charsPerPage: 1665; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:created: 2019-08-20T17:36:11Z | Conteúdo => S2TE01 Fl. 47 1 46 S2TE01 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10920.001436/200772 Recurso nº 885.028 Voluntário Acórdão nº 280102.579 – 1ª Turma Especial Sessão de 11 de julho de 2012 Matéria IRRF Recorrente CARIBOR TECNOLOGIA DA BORRACHA LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA RETIDO NA FONTE IRRF Exercício: 2005 DENÚNCIA ESPONTÂNEA. EXCLUSÃO DA MULTA DE MORA. Conforme decidido pelo Superior Tribunal de Justiça em sede de recurso repetitivo, é descabida a exigência da multa de mora quando ocorre o recolhimento extemporâneo de tributo, na hipótese de os débitos não terem sido anteriormente declarados à Receita Federal. Recurso Voluntário Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. Assinado digitalmente Antônio de Pádua Athayde Magalhães Presidente. Assinado digitalmente Carlos César Quadros Pierre Relator. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Tânia Mara Paschoalin, Carlos César Quadros Pierre, Marcelo Vasconcelos de Almeida, Eivanice Canário da Silva, e Sandro Machado dos Reis. Fl. 48DF CARF MF Impresso em 20/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/07/2012 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 19/ 07/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente em 17/07/2012 por CARLOS CESAR Q UADROS PIERRE Processo nº 10920.001436/200772 Acórdão n.º 280102.579 S2TE01 Fl. 48 2 Relatório Adoto como relatório aquele utilizado pela Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento, 1ª Turma da DRJ/CTA (Fls. 50), na decisão recorrida, que transcrevo abaixo: Este processo trata do auto de infração eletrônico n" 100579, relativo a IRRF/2004, (fls. 0516), originado em auditoria interna nas DCTF discriminadas no campo 3 (fls. 07), por meio do qual se exige da autuada multa moratória paga a menor no importe de R$990,28, em decorrência dos recolhimentos discriminados nos demonstrativos de fls. 0912, sem adição da correspondente multa moratória. Os enquadramentos legais do lançamento se encontram discriminados no campo próprio do auto de infração, às fls. 08. Cientificada do lançamento em 21/03/2007, a contribuinte apresentou tempestivamente, em 20/04/2007, a impugnação de fls. 0104, alegando apenas que recolheu o debito sem adição da multa moratória, beneficiandose do instituto da denúncia espontânea descrita no art. 138 do CTN, e que não é cabível a exigência da multa. Finaliza afirmando não restar dúvidas de que os pagamentos efetuados antes de qualquer procedimento fiscal configuram denúncia espontânea, não sendo cabível a exigência da multa, nos termos do art. 138 do Código Tributário Nacional. Pede a declaração da nulidade do auto de infração, em vista da inexigibilidade de multa, de oficio ou moratória, no caso da denúncia espontânea ser acompanhada do pagamento e dos juros legais. Passo adiante, a 1ª Turma da DRJ/CTA entendeu por bem julgar a impugnação improcedente, em decisão que restou assim ementada: MULTA DE MORA. PAGAMENTO INTEMPESTIVO. CABIMENTO. Realizado a destempo o pagamento do débito, a multa moratória é devida. Cientificado em 04/01/2010 (Fls. 36), a Recorrente interpôs Recurso Voluntário em 28/01/2010 (fls. 39 a 45); argumentando em síntese que: A Recorrente recolheu os tributos em questão, espontaneamente, acompanhada dos juros moratórios, antes do inicio de qualquer procedimento fiscal. Sendo assim, verificase a ocorrência de Denúncia Espontânea, devendo ser afastada a aplicação de multa de mora. (...) Fl. 49DF CARF MF Impresso em 20/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/07/2012 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 19/ 07/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente em 17/07/2012 por CARLOS CESAR Q UADROS PIERRE Processo nº 10920.001436/200772 Acórdão n.º 280102.579 S2TE01 Fl. 49 3 Acontece, Eméritos Julgadores, que os créditos advindos de multa de mora discutidos no presente procedimento administrativo advém de pagamentos de tributos realizados após o vencimento, mas com a inclusão de juros de mora e antes de qualquer procedimento administrativo e antes de informar os créditos em DCTF (Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais). Há nos autos provas dos pagamentos dos tributos, com a inclusão dos juros de mora, conforme previsto no artigo 138, do CTN. (...) Com certeza, a conduta da Recorrente de reconhecer o débito e efetuar espontaneamente seu recolhimento demonstra, inequivocamente, manifestação de boafé, pela qual, a imposição da multa lhe acarreta pesado fardo. Sendo assim, é clara a conclusão de que a Recorrente quando procurou espontaneamente o fisco, e efetuou o pagamento, enquadrouse no disposto no art. 138 do CTN. A exigência da multa no presente caso significa a desconsideração completa do voluntário saneamento da falta, malferindo, assim, o "fim inspirador da denúncia espontânea e animando o contribuinte a permanecer na indesejada via da impontualidade prejudicial à arrecadação da receita tributária, principal objetivo da atividade fiscal." Mesmo em se tratando de tributos sujeitos à lançamento por homologação e tendo o Recorrente declarado o tributo em DCTF, é cabível a aplicação da denúncia espontânea, se o pagamento foi realizado antes da declaração à Secretaria da Receita Federal do Brasil. (...) Assim sendo, tendo a Recorrente quitado o tributo antes da entrega da declaração, estão preenchidos os requisitos da denúncia espontânea previstos no artigo 138 do Código Tributário Nacional, faz jus à exclusão da multa moratória. Desta forma, requerse que seja dado provimento ao recurso para reformar a decisão proferida e anular o Auto de Infração. É o Relatório. Voto Conselheiro Carlos César Quadros Pierre, Relator. Fl. 50DF CARF MF Impresso em 20/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/07/2012 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 19/ 07/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente em 17/07/2012 por CARLOS CESAR Q UADROS PIERRE Processo nº 10920.001436/200772 Acórdão n.º 280102.579 S2TE01 Fl. 50 4 Conheço do recurso, posto que tempestivo e com condições de admissibilidade. Tratase, na origem, de Auto de Infração lavrado sob a justificativa de que, ao valerse de denúncia espontânea para pagamento de tributos no anocalendário de 2004, deixou de quitar montante correspondente à multa de mora. Em sua impugnação, alega o ora Recorrente que, a teor do art. 138 do Código Tributário Nacional, o instituto da denúncia espontânea afasta a aplicação da multa de mora, motivo pelo qual se configuraria absolutamente inconsistente a cobrança levada a efeito no Auto de Infração. Em análise àqueles argumentos, decidiu a primeira instância administrativa pela manutenção do lançamento, sob a justificativa de que, no caso de tributos sujeitos ao lançamento por homologação, devidamente declarados, não caberia a aplicação da denúncia espontânea. Entretanto, equivocouse aquela decisão. Como se infere da análise do processo a Recorrente realizou os pagamentos do tributo, a destempo, acompanhado, quando foi o caso dos respectivos juros moratórios. Por sua vez, as DCTF`s que constituíram o crédito tributário foram transmitidas pelo Recorrente em posteriormente aos pagamentos efetuados. Nesse sentido, não se está diante da tese invocada pela decisão recorrida, simplesmente pelo fato da Recorrente ter se valido da denúncia espontânea antes de ter declarado o seu débito. Especificamente quanto ao instituto da denúncia espontânea, imperioso transcreverse o art. 138 do Código Tributário Nacional: “Art. 138. A responsabilidade é excluída pela denúncia espontânea da infração, acompanhada, se for o caso, do pagamento do tributo devido e dos juros de mora, ou do depósito da importância arbitrada pela autoridade administrativa, quando o montante do tributo dependa de apuração.” Ademais, a questão relativa à denúncia espontânea nos casos de tributos recolhidos espontaneamente com atraso, foi submetida pelo Superior Tribunal de Justiça ao rito do recurso repetitivo (art. 543C, do Código de Processo Civil), por meio do REsp 1.149.022, com decisão proferida em 09/06/10 (publicada em 24/06/10) e trânsito em julgado ocorrido em 30/08/10, sendo oportuno transcrever a ementa do respectivo julgado: “RECURSO ESPECIAL Nº 1.149.022 SP (2009/01341424) RELATOR: MINISTRO LUIZ FUX RECORRENTE: BANCO PECÚNIA S/A ADVOGADO: SERGIO FARINA FILHO E OUTRO(S) RECORRIDO: UNIÃO FEDERAL (FAZENDA NACIONAL) PROCURADOR: PROCURADORIAGERAL DA FAZENDA NACIONAL EMENTA Fl. 51DF CARF MF Impresso em 20/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/07/2012 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 19/ 07/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente em 17/07/2012 por CARLOS CESAR Q UADROS PIERRE Processo nº 10920.001436/200772 Acórdão n.º 280102.579 S2TE01 Fl. 51 5 PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL REPRESENTATIVO DE CONTROVÉRSIA. ARTIGO 543C, DO CPC. TRIBUTÁRIO. IRPJ E CSLL. TRIBUTOS SUJEITOS A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. DECLARAÇÃO PARCIAL DE DÉBITO TRIBUTÁRIO ACOMPANHADO DO PAGAMENTO INTEGRAL. POSTERIOR RETIFICAÇÃO DA DIFERENÇA A MAIOR COM A RESPECTIVA QUITAÇÃO. DENÚNCIA ESPONTÂNEA. EXCLUSÃO DA MULTA MORATÓRIA. CABIMENTO. 1. A denúncia espontânea resta configurada na hipótese em que o contribuinte, após efetuar a declaração parcial do débito tributário (sujeito a lançamento por homologação) acompanhado do respectivo pagamento integral, retificaa (antes de qualquer procedimento da Administração Tributária), noticiando a existência de diferença a maior, cuja quitação se dá concomitantemente. 2. Deveras, a denúncia espontânea não resta caracterizada, com a conseqüente exclusão da multa moratória, nos casos de tributos sujeitos a lançamento por homologação declarados pelo contribuinte e recolhidos fora do prazo de vencimento, à vista ou parceladamente, ainda que anteriormente a qualquer procedimento do Fisco (Súmula 360/STJ) (Precedentes da Primeira Seção submetidos ao rito do artigo 543C, do CPC: REsp 886.462/RS, Rel. Ministro Teori Albino Zavascki, julgado em 22.10.2008, DJe 28.10.2008; e REsp 962.379/RS, Rel. Ministro Teori Albino Zavascki, julgado em 22.10.2008, DJe 28.10.2008). 3. É que "a declaração do contribuinte elide a necessidade da constituição formal do crédito, podendo este ser imediatamente inscrito em dívida ativa, tornandose exigível, independentemente de qualquer procedimento administrativo ou de notificação ao contribuinte" (REsp 850.423/SP, Rel. Ministro Castro Meira, Primeira Seção, julgado em 28.11.2007, DJ 07.02.2008). 4. Destarte, quando o contribuinte procede à retificação do valor declarado a menor (integralmente recolhido), elide a necessidade de o Fisco constituir o crédito tributário atinente à parte não declarada (e quitada à época da retificação), razão pela qual aplicável o benefício previsto no artigo 138, do CTN. 5. In casu, consoante consta da decisão que admitiu o recurso especial na origem (fls. 127/138): "No caso dos autos, a impetrante em 1996 apurou diferenças de recolhimento do Imposto de Renda Pessoa Jurídica e Contribuição Social sobre o Lucro, anobase 1995 e prontamente recolheu esse montante devido, sendo que agora, pretende ver reconhecida a denúncia espontânea em razão do recolhimento do tributo em atraso, antes da ocorrência de qualquer procedimento fiscalizatório. Assim, não houve a declaração prévia e pagamento em atraso, mas uma verdadeira confissão de dívida e pagamento integral, de forma que resta configurada a denúncia espontânea, nos Fl. 52DF CARF MF Impresso em 20/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/07/2012 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 19/ 07/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente em 17/07/2012 por CARLOS CESAR Q UADROS PIERRE Processo nº 10920.001436/200772 Acórdão n.º 280102.579 S2TE01 Fl. 52 6 termos do disposto no artigo 138, do Código Tributário Nacional." 6. Conseqüentemente, merece reforma o acórdão regional, tendo em vista a configuração da denúncia espontânea na hipótese sub examine . 7. Outrossim, forçoso consignar que a sanção premial contida no instituto da denúncia espontânea exclui as penalidades pecuniárias, ou seja, as multas de caráter eminentemente punitivo, nas quais se incluem as multas moratórias, decorrentes da impontualidade do contribuinte. 8. Recurso especial provido. Acórdão submetido ao regime do artigo 543C, do CPC, e da Resolução STJ 08/2008.” Pelo exposto, resta caracterizada a denúncia espontânea, que exclui a incidência da multa de mora nos casos em que houve o recolhimento com atraso de tributos que ainda não haviam sido declarados à Receita Federal do Brasil, como ocorre nos casos em que o pagamento extemporâneo de tributos declarados em DCTF entregue após os citados pagamentos. Diante da abordagem definitiva da matéria pelo STJ, foi editada a Nota Técnica da CoordenaçãoGeral de Tributação da Receita Federal do Brasil com o objetivo de orientar as unidades daquele órgão a interpretar as conseqüências decorrentes dos Atos Declaratórios PGFN nº 4/2011 e 8/2011, sendo que este último autorizou a dispensa de apresentação de contestação, de interposição de recursos e a desistência dos já interpostos, desde que inexista outro fundamento relevante, nos casos alcançados pela decisão proferida no Resp 1.149.022. A aludida Nota esclarece que, nos casos em que o contribuinte não apresenta DCTF, mas paga o débito, ou quando o pagamento do débito é feito concomitantemente com a entrega da DCTF, resta configurada a denúncia espontânea. Ante tudo acima exposto, e o que mais constam nos autos, voto por dar provimento ao recurso. Assinado digitalmente Carlos César Quadros Pierre Fl. 53DF CARF MF Impresso em 20/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/07/2012 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 19/ 07/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente em 17/07/2012 por CARLOS CESAR Q UADROS PIERRE Processo nº 10920.001436/200772 Acórdão n.º 280102.579 S2TE01 Fl. 53 7 Fl. 54DF CARF MF Impresso em 20/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/07/2012 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 19/ 07/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHA, Assinado digitalmente em 17/07/2012 por CARLOS CESAR Q UADROS PIERRE
score : 1.0
Numero do processo: 13808.000819/2001-12
Data da sessão: Thu Apr 29 00:00:00 UTC 2010
Ementa: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP
Período de apuração: 01/01/1995 a 30/11/1995
RESTITUIÇÃO DE INDÉBITO. EXTINÇÃO DO DIREITO.
O direito de o contribuinte pleitear a restituição de tributo ou contribuição pago indevidamente extingue-se após o transcurso do prazo de cinco anos contado da data do pagamento
Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 3803-000.395
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar
provimento ao recurso voluntário.
Matéria: PIS - proc. que não versem s/exigências de cred. Tributario
Nome do relator: DANIEL MAURÍCIO FEDATO
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : PIS - proc. que não versem s/exigências de cred. Tributario
dt_index_tdt : Sat Sep 24 09:00:02 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201004
ementa_s : CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/01/1995 a 30/11/1995 RESTITUIÇÃO DE INDÉBITO. EXTINÇÃO DO DIREITO. O direito de o contribuinte pleitear a restituição de tributo ou contribuição pago indevidamente extingue-se após o transcurso do prazo de cinco anos contado da data do pagamento Recurso Voluntário Negado
numero_processo_s : 13808.000819/2001-12
conteudo_id_s : 6665172
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Sep 20 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 3803-000.395
nome_arquivo_s : Decisao_13808000819200112.pdf
nome_relator_s : DANIEL MAURÍCIO FEDATO
nome_arquivo_pdf_s : 13808000819200112_6665172.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário.
dt_sessao_tdt : Thu Apr 29 00:00:00 UTC 2010
id : 9514656
ano_sessao_s : 2010
atualizado_anexos_dt : Sat Sep 24 09:41:12 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1744843546024738816
conteudo_txt : Metadados => date: 2010-10-07T15:20:53Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2010-10-07T15:20:53Z; Last-Modified: 2010-10-07T15:20:53Z; dcterms:modified: 2010-10-07T15:20:53Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:4fe74d32-dbf7-4e83-a4f3-f20a01adda10; Last-Save-Date: 2010-10-07T15:20:53Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2010-10-07T15:20:53Z; meta:save-date: 2010-10-07T15:20:53Z; pdf:encrypted: false; modified: 2010-10-07T15:20:53Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2010-10-07T15:20:53Z; created: 2010-10-07T15:20:53Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; Creation-Date: 2010-10-07T15:20:53Z; pdf:charsPerPage: 1057; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2010-10-07T15:20:53Z | Conteúdo => Kern - Presidente S3-TE03 Fl 159 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n" 13808,000819/2001-12 Recurso n" 160.016 Voluntário Acórdão n" 3803.00.395 — 3" Turma Especial Sessão de 29 de abril de 2010 Matéria REST1TUIÇÃO/COMP PIS Recorrente CALMINHER S/A Recorrida DRI - SÃO PAULO 1/SP ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O NS/PASEP Período de apuração: 01/01/1995 a 30/11/1995 RESTITUIÇÃO DE INDÉBITO. EXTINÇÃO DO DIREITO. O direito de o contribuinte pleitear a restituição de tributo ou contribuição pago indevidamente extingue-se após o transcurso do prazo de cinco anos contado da data do pagamento Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário. Daniel Mauricii5T-Edró":"WrZi---- Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Angela Sartori, Belchior Melo de Sousa, Hélcio Lafetá Reis e Rangel Permeei Fiorin. Ausente justificadamente o Conselheiro Carlos Henrique Martins de Lima. Relatório Trata o presente Recurso sobre pedido de restituição e compensação de PIS, solicitado pela Recorrente em 20.02,2001 referente ao período de janeiro de 1995 a novembro de 1995. Conforme consta nos autos a Interessada não alcançou seu pleito, pois em 14.07.2005 através de um despacho decisório, a solicitação não foi atendida com a argumentação da decadência. Ementa da Decisão: 'RESTITUIÇÃO/COMPENSAÇÃO - PIS - Periodos de Apuração 01/95 a 11/95. Decadência. Descabe a restituição dos valores recolhidos a título de PIS relativos a pagamentos anteriores ao dia 20/04/1996, tendo em vista que, considerando a data de protocolo do pedido (20/04/200 I), o direito respectivo foi alcançado pela decadência, que se operou pelo transcurso o prazo de cinco anos contados da extinção o crédito tributário, pelo pagamento. O direito de pleitear a restituição de tributo ou contribuição pago indevidamente ou em valor maior, que o devido, inclusive na hipótese de o pagamento ter sido efetuado com base em lei posteriormente declarada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal em ação declarató ria ou em recurso extraordinário, extingue-se após o transcurso do prazo de cinco anos contados da datada extinção do crédito tributário' (Lei 5 172/66 - CTN, arts. 165, 1 e 168, I e AD SRF n" 96/1999), Inconformada, ingressou recurso argumentando que o prazo decadencial só começa a correr após 5 anos da data do fato gerador, somado mais 5 anos.. Trouxe a seu favor Acórdãos apresentados a fl. 89, que na época acatavam essa linha de entendimento.. Também demonstra "que não esta sendo levado em consideração o princípio da isonomia constante no inciso II do art. 5" a CF /1998, uma vez que para os contribuintes em atraso com suas contribuições ao PIS, é exigido que se declare os valore devidos a 10 anos, esta exigência está sendo determinada na Lei 9964/2000 — Lei que instituiu o Programa de Recuperação Fiscal — REFIS e legislações posteriores (Lei 10,002/2000, 10.189/2001 Decretos 3342, 3431, 3530, 3614, 3712, de 2000 e Instruções Normativas 017, 035, 043, 044 de 2000." A URI de São Paulo/SP, estribada no Ato Declaratório da SRF ri° 96 de 26,11.1999, não acatou a solicitação. Ementa da Decisão: "O prazo para que o contribuinte possa pleitear a restituição de tributo ou contribuição pago 2 Processo n" 13808.000819/2001-12 S3-T E03 Acórdão o." 3803,0039S H 160 indevidamente ou em valor maior que o devido, inclusive na hipótese de o pagamento ter sido efetuado com base em lei posteriormente declarada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal em ação declaratória ou em recurso extraordinário, extingue-se após o transcurso do prazo de 5 (cinco) anos, contado da data da extinção do crédito tributário, assim considerada a data do pagamento do tributo." Insatisfeita, novamente apresenta suas manifestações repisando o entendimento "dos 10 anos". Em síntese, é o relatório, Voto Conselheiro Daniel Maurício Fedato, Relator O recurso voluntário é tempestivo e atende às demais exigências legais, razão pela qual dele conheço. Conforme relatório demonstra a Interessada aguarda entendimento de que o prazo decadencial começa "correr" após decorridos cinco anos da ocorrência do fato gerador, somando mais cinco, ".5+5 ---- 10 anos". Antes da análise do mérito, evoco os arts, 165 e 168 do CTN, que trata sobre o direito e prazos para requerer a repetição do indébito: Art. 165. O sujeito passivo tem direito, independentemente de prévio protesto, à restituição total ou parcial do tributo, seja qual for a modalidade do seu pagamento, ressalvado o disposto no 4" do artigo 162, nos seguintes casos: 1 - cobrança ou pagamento espontâneo de tributo indevido ou maior que o devido em face da legislação tributária aplicável, ou da natureza ou circunstâncias materiais do fato gerador efetivamente ocorrido; II - erro na edificação do sujeito passivo, na determinação da aliquota aplicável, no cálculo do montante do débito ou na elaboração ou conferência de qualquer documento relativo ao pagamento; - reforma, anulação, revogação ou rescisão de decisão condenatória. (---) 3 Art. 168. O direito de pleitear a restituição extingue-se com o decurso do prazo de 5 (cinco) anos, contados: 1 - nas hipótese dos incisos 1 e 11 do artigo 165, da data da extinção do crédito tributário; (Vide art 3 da LC n" 118, de 2005) 11 - na hipótese do inciso 111 do artigo 165, da data em que se tornar definitiva a decisão administrativa ou passar em julgado a decisão . judicial que tenha relbrinado, anulado, revogado ou rescindido a decisão condenatória. Assim, deduz-se que o direito de restituição de tributo pago a maior ou de forma indevida, situação em que supostamente se enquadraria o presente caso, se extingue após cinco anos contados da data da extinção do crédito tributário. E como se trata de tributo sujeito ao lançamento por homologação, a extinção do crédito tributário se dá no momento do pagamento antecipado, nos termos do art. 150 do CTN, in verbis: "Art. 150. O lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, opera-se pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa. § 1" O pagamento antecipado pelo obrigado nos termos deste artigo extingue o crédito, sob condição resolutória da ulterior homologação ao lançamento. _sç' 4" Se a lei não fixar prazo a homologação, será ele de cinco anos, a contar da ocorrência do fato gerador; expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, considera-se homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação.." Portanto, o prazo de cinco anos para pleitear a repetição do indébito se inicia com o pagamento antecipado que se extingue o crédito tributário sob condição resolutória da ulterior homologação do lançamento. A Procuradoria Geral da Fazenda Nacional, manifestando-se sobre o assunto, emitiu o Parecer PGPN/CAT n° 1,538, de 18 de outubro de 1999, posicionando-se nos seguintes termos: 1 — o entendimento de que termo "a gila" do prazo decadencial do direito de restituição de tributo pago indevidamente, com base em lei declarada inconstitucional pelo STF, seria a data de publicação do respectivo acórdão, no controle concentrado, e da resolução do Senado, no controle difuso, contraria o princípio da segurança jurídica, por ampliar o efeito ex !une, de maneira absoluta, sem 4 Processo n" 1.3808 000819/2001-12 S3-1-E03 Acórclzio n "3803.00.395 Fl. 161 atenuar a sua eficácia, de forma a não desfazer situações jurídicas que, pela legislação regente, não sejam mais passíveis de revisão administrativa ou judicial; — os prazos decadenciais e prescricionais em direito tributário constituem-se em matéria de lei complementar, conforme determina o art, 150, III, "h" da Constituição da República encontrando-se hoje regulamentada pelo CTN; III — o prazo decadencial do direito de pleitear restituição de crédito decorre de pagamento de tributo indevido, seja por aplicação inadequada da lei, seja pela inconstitueionalidade desta, rege-se pelo art.. 168 do CTN, extinguindo-se, destarte, após decorridos cinco anos da ocorrência de urna das hipóteses previstas no art. 165 do mesmo Código. Posteriormente considerando o teor do Parecer acima transcrito, o Secretário da Fazenda Nacional expediu o Ato Declaratório if 96, de 26 de novembro de 1999, fixando a interpretação, acercado prazo para a formulação de repetição para indébito, in verbis: 41 - o prazo para que o contribuinte possa pleitear a restituição de tributo ou contribuição pago indevidamente ou em valor maior que o devido, inclusive na hipótese de o pagamento ter sido efetuado com base em lei posteriormente declarada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal em ação declaratória ou em recurso extraordinário, extingue-se após o transcurso do prazo de 5 (cinco) anos, contado da data da extinção do crédito tributário arts. 16,5, I, e 168, I, da Lei n" .5,17.2, de 25 de outubro de 1966 (Código Tributário Nacional)." Ressalte-se ainda, que por possuir caráter interpretativo, o citado Ato Declaratório, aplica-se a fato pretérito, conforme o disposto no art, 106, I, do CTN. Assinale- se, também, que tal norma deve ser entendida no sentido de que a extinção do crédito tributário, como referida no art. 168, inciso I, do CTN, ocorre na data do pagamento indevido ou maior que o devido. Não há de se esquecer ainda o que dita a Súmula Vinculante n" 08 do STF. A esse respeito, sobre o prazo decadencial a Lei Complementar n" 118, de 09 de fevereiro de 2005, soterrou definitivamente a questão, estabelecendo em seus artigos 3° e 4° que: "Art. 3" Para efeito de interpretação do inciso Ido art.. 168 do CTN, a extinção do crédito tributário ocorre, no caso de tributo sujeito a lançamento por homologação, no momento do pagamento antecipado de que trata o § 1" do art. 1.50 da referida Lei. Art. 4" Esta Lei entra em vigor 120 (cento e vinte) dias após sua publicação, observado, quanto ao art. 3", o disposto no ef2, etie, DanieHttEcioFedt art. 106, inciso Ida Lei n°5172 de 25 de outubro de 1966, CTN ." Diante do exposto, voto por negar provimento ao recurso, em decorrência do transcurso do prazo decadencial de cinco anos para repetição do indébito contados da data do pagamento. 6
score : 1.0
Numero do processo: 10980.006471/2008-54
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu May 17 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2004
DESPESAS MÉDICAS. COMPROVAÇÃO.
Todas as deduções declaradas estão sujeitas à comprovação ou justificação, mormente quando há dúvidas quanto à prestação dos serviços. Em tais situações, a apresentação tãosomente
de recibos e/ou declarações de lavra dos profissionais é insuficiente para comprovar a efetividade dos serviços e
dos correspondentes pagamentos.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2801-002.467
Decisão: Acordam os membros do Colegiado por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora.
Nome do relator: TANIA MARA PASCHOALIN
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Sep 24 09:00:02 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201205
ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2004 DESPESAS MÉDICAS. COMPROVAÇÃO. Todas as deduções declaradas estão sujeitas à comprovação ou justificação, mormente quando há dúvidas quanto à prestação dos serviços. Em tais situações, a apresentação tãosomente de recibos e/ou declarações de lavra dos profissionais é insuficiente para comprovar a efetividade dos serviços e dos correspondentes pagamentos. Recurso Voluntário Negado.
turma_s : Primeira Turma Especial da Segunda Seção
numero_processo_s : 10980.006471/2008-54
conteudo_id_s : 5241822
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Sep 21 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 2801-002.467
nome_arquivo_s : Decisao_10980006471200854.pdf
nome_relator_s : TANIA MARA PASCHOALIN
nome_arquivo_pdf_s : 10980006471200854_5241822.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do Colegiado por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora.
dt_sessao_tdt : Thu May 17 00:00:00 UTC 2012
id : 4842188
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Sat Sep 24 09:41:05 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1744843546026835968
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1723; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2TE01 Fl. 70 1 69 S2TE01 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10980.006471/200854 Recurso nº 913.231 Voluntário Acórdão nº 280102.467 – 1ª Turma Especial Sessão de 17 de maio de 2012 Matéria IRPF Recorrente PAULO ROBERTO ARTUZI Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2004 DESPESAS MÉDICAS. COMPROVAÇÃO. Todas as deduções declaradas estão sujeitas à comprovação ou justificação, mormente quando há dúvidas quanto à prestação dos serviços. Em tais situações, a apresentação tãosomente de recibos e/ou declarações de lavra dos profissionais é insuficiente para comprovar a efetividade dos serviços e dos correspondentes pagamentos. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães Presidente Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Relatora Participaram do presente julgamento os conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Sandro Machado dos Reis, Tânia Mara Paschoalin, Carlos César Quadros Pierre e Walter Reinaldo Falcão Lima. Ausente, justificadamente, o Conselheiro Luiz Claudio Farina Ventrilho. Fl. 70DF CARF MF Impresso em 25/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/05/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 21/05/201 2 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 23/05/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALH A Processo nº 10980.006471/200854 Acórdão n.º 280102.467 S2TE01 Fl. 71 2 Relatório Trata o presente processo de notificação de lançamento que diz respeito a Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF), por meio da qual se exige do sujeito passivo acima identificado o montante de R$ 14.604,44, referente ao exercício de 2004, a título de imposto (R$ 6.347,00), acrescido da multa de ofício equivalente a 75% do valor do tributo apurado (R$ 4.760,25), além dos juros de mora (R$ 3.497,19). A autuação decorreu de apuração de dedução indevida a título de despesas médicas. Em sua impugnação, o contribuinte alegou que os comprovantes apresentados das despesas médicas declaradas atendem aos requisitos consignados no artigo 80 do RIR e no artigo 46 da Instrução Normativa n° 15/2001. Aduziu que, também, apresentou declarações prestadas pelos profissionais confirmando a prestação dos serviços e recebimento dos valores. Considerou desnecessária a apresentação de qualquer outro documento ou comprovantes de desembolsos, pois, na maioria das vezes os pagamentos foram efetuados em moeda corrente do país. Defendeu ser a comprovação de desembolso meio alternativo de prova em caso de falta de documentação do pagamento e ou desqualificação dos recibos, circunstâncias estas inexistentes no presente caso. Neste sentido, cita decisões administrativas. A 4ª Turma da DRJ/CTA/PR julgou improcedente a impugnação, conforme Acórdão de fls. 37/42, que restou assim ementado: DESPESAS MÉDICAS. PAGAMENTO E EFETIVO SERVIÇO. NECESSIDADE DE COMPROVAÇÃO. A dedução de despesas médicas na declaração de ajuste anual está condicionada à comprovação hábil e idônea dos gastos efetuados, podendo ser exigida a demonstração do pagamento e da efetiva prestação dos serviços. Regularmente cientificado daquele acórdão em 02/06/2011(considerando feita a intimação 15 dias após sua entrega à agência postal para expedição nos casos em que for omitida a data de recebimento no aviso de recepção –AR , fl. 46, tendo em vista que o artigo 23, II, § 2º, do Decreto nº 70.235/72), o interessado, por intermédio do procurador habilitado (fl. 16), interpôs recurso voluntário de fls. 49/68, em 17/06/2011. Em sua defesa, repete os argumentos da impugnação. É o relatório. Voto Conselheira Tânia Mara Paschoalin, Relatora. O recurso é tempestivo e atende às demais condições de admissibilidade, portanto merece ser conhecido. Fl. 71DF CARF MF Impresso em 25/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/05/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 21/05/201 2 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 23/05/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALH A Processo nº 10980.006471/200854 Acórdão n.º 280102.467 S2TE01 Fl. 72 3 O recorrente pretende seja canelado o presente lançamento decorrente da glosa da dedução de despesas médicas, no montante de R$ 23.080,00. Relativamente a essa questão, importa observar que a glosa das despesas declaradas com os profissionais Sandro V. Roth (RS 6.000,00), Silvia Luciana A. D. Kotaka (RS 6.000,00) e Andréa R. Borges (RS 10.200,00) foi motivada pela falta de comprovação do efetivo pagamento. Já, em relação ao valor de RS 880,00 da Síntese S/C Ltda, verificouse que não se trata de despesa prevista no art. 80 do Decreto n" 3.000/99. A decisão recorrida julgou procedente as referidas glosas, concluindo que é necessária a comprovação do efetivo desembolso relativamente à despesas médicas declaradas referentes aos profissionais Sandro V. Roth, Silvia Luciana A. D. Kotaka e Andréa R. Borges. Em sede de recurso, o interessado requer o reconhecimento da comprovação das despesas médicas em discussão sem, contudo, aditar os elementos de provas julgados necessários pela fiscalização e decisão recorrida a comprovar a efetividade do pagamento da reclamada despesa médica. No caso sob exame, mormente considerando que a totalidade dos rendimentos tributáveis do contribuinte são oriundos de pessoas jurídicas, provavelmente mediante créditos em conta corrente bancária, também entendo que a falta de comprovação dos pagamentos denota que o procedimento fiscal foi acertado, porquanto indique a inexistência das despesas, ressalvada a comprovação contrária, que o interessado não logrou produzir, salientandose que, na análise de prova, à instância julgadora é assegurada a liberdade de convicção, a teor do art. 29 do Decreto nº 70.235, de 1972: Art. 29. Na apreciação da prova, a autoridade julgadora formará livremente sua convicção, podendo determinar as diligências que entender necessárias. Diferentemente do que aduz o recorrente, não se trata de exigências descabidas ou ilegais, já que a legislação que rege a matéria dispõe que todas deduções estão sujeitas a comprovação ou justificação, conforme se depreende dos dispositivos abaixo, cabendo ao contribuinte que pleiteou a dedução provar que realmente efetuou os pagamentos nos valores e nas datas constantes nos comprovantes, para que fique caracterizada a efetividade da despesa passível de dedução, no período assinalado. Decreto nº 3.000, de 26 de março de 1999: Art. 73. Todas as deduções estão sujeitas a comprovação ou justificação, a juízo da autoridade lançadora (Decretolei nº 5.844, de 1943, art. 11, § 3º). § 1º se forem pleiteadas deduções exageradas em relação aos rendimentos declarados, ou se tais deduções não forem cabíveis, poderão ser glosadas sem a audiência do contribuinte (Decreto lei nº 5.844, de 1943, art. 11, § 4º). O que não cabe aqui é admitirse a dedução de despesas médicas em valor significativo, como na espécie, que representam aproximadamente 30% dos rendimentos do autuado, sem tais comprovações.sem tais comprovações. Fl. 72DF CARF MF Impresso em 25/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/05/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 21/05/201 2 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 23/05/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALH A Processo nº 10980.006471/200854 Acórdão n.º 280102.467 S2TE01 Fl. 73 4 Assim, tão importante quanto o preenchimento dos requisitos formais do documento comprobatório da despesa, é a constatação da efetividade do pagamento direcionado ao fim indicado. Isto quer dizer que os documentos relacionados às despesas permitidas como dedução da base de cálculo do imposto sobre a renda não representam uma presunção absoluta e inquestionável, pois, sempre que necessário, a autoridade tributária poderá exigir do sujeito passivo a comprovação da sua efetividade/pagamento. Portanto, a exigência de comprovação do efetivo pagamento encontrase amparada na legislação e nos elementos fáticos existentes, razão pela qual deve ser mantida a glosa correspondente. Quanto às jurisprudências citadas, cumpre registrar que essas não vinculam as decisões prolatadas por este Colegiado. Diante do exposto, voto por negar provimento ao recurso. Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Fl. 73DF CARF MF Impresso em 25/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/05/2012 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 21/05/201 2 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 23/05/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALH A
score : 1.0
Numero do processo: 10875.001654/2003-76
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Feb 02 00:00:00 UTC 2010
Data da publicação: Tue Feb 02 00:00:00 UTC 2010
Ementa: CONTRIBUIÇÃO PARA PIS/PASEP
Período de apuração: 30/09/2002 a 31/03/2003
COMPENSAÇÃO EXTINÇÃO DO DIREITO
Contra o reconhecimento do direito creditório subjacente à
declaração de compensação corre o prazo decadencial de cinco anos
contado da data do pagamento.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 3803-000.325
Decisão: ACORDAM os membros da 3ª. TURMA ESPECIAL da TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso.
Matéria: PIS - proc. que não versem s/exigências de cred. Tributario
Nome do relator: CARLOS HENRIQUE MARTINS DE LIMA
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : PIS - proc. que não versem s/exigências de cred. Tributario
dt_index_tdt : Sat Sep 24 09:00:02 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201002
ementa_s : CONTRIBUIÇÃO PARA PIS/PASEP Período de apuração: 30/09/2002 a 31/03/2003 COMPENSAÇÃO EXTINÇÃO DO DIREITO Contra o reconhecimento do direito creditório subjacente à declaração de compensação corre o prazo decadencial de cinco anos contado da data do pagamento. Recurso Voluntário Negado.
turma_s : Terceira Turma Especial da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Tue Feb 02 00:00:00 UTC 2010
numero_processo_s : 10875.001654/2003-76
anomes_publicacao_s : 201002
conteudo_id_s : 5277690
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Sep 19 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 3803-000.325
nome_arquivo_s : 380300325_159786_10875001654200376_007.PDF
ano_publicacao_s : 2010
nome_relator_s : CARLOS HENRIQUE MARTINS DE LIMA
nome_arquivo_pdf_s : 10875001654200376_5277690.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os membros da 3ª. TURMA ESPECIAL da TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso.
dt_sessao_tdt : Tue Feb 02 00:00:00 UTC 2010
id : 4621171
ano_sessao_s : 2010
atualizado_anexos_dt : Sat Sep 24 09:41:04 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1744843546035224576
conteudo_txt : Metadados => date: 2010-09-01T16:48:46Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2010-09-01T16:48:46Z; Last-Modified: 2010-09-01T16:48:46Z; dcterms:modified: 2010-09-01T16:48:46Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:c353fa70-ff2c-4790-999f-b1f07037c423; Last-Save-Date: 2010-09-01T16:48:46Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2010-09-01T16:48:46Z; meta:save-date: 2010-09-01T16:48:46Z; pdf:encrypted: false; modified: 2010-09-01T16:48:46Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2010-09-01T16:48:46Z; created: 2010-09-01T16:48:46Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; Creation-Date: 2010-09-01T16:48:46Z; pdf:charsPerPage: 1386; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2010-09-01T16:48:46Z | Conteúdo => , 53-1E03 H 65 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS 'TERCEIRA SEÇÃO DE .IULGAMENTO Processo n" 10875.001654/2003-76 Recurso n" 159,786 Voluntário Acórdão n" 3803-00.325 — 3" Turma Especial Sessão de 02 de revereno de 2010 Matéria RESTITUIÇÃO / COMI' PIS Recorrente MULTIPACK PRODUTOS QU1M1COS INDUSTRIA E COMERCIO LTDA Recorrida DRJ-CAMPNAS /SP ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA PIS/PASEP Período de apuração: .30/09/2002 a 31/03/2003 COMPENSAÇÃO EXTINÇÃO DO DIREITO Contra o reconhecimento do direito creditório subjacentc à declat ação de compensação corre o prazo decadencial de cinco anos contado da (lata do pagamento, Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 3a. TURMA ESPECIAL da TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO, por unanimidad- de votos, negar provimento ao recurso. A ALEÀA;11DRElip ..-residente 44, CARL I IJE MARTINS DE LIMA - Relator Participaram i da do presente julgamento os Conselheiros Belchior Melo de Sousa, fiélcio Laféta Reis, Dai 'a Maurício Fedato e Rangel Permeei Fiorin. Relatório Trata-se de Declaração de Compensação de fl. 01, protocolizada em 09/05/200.3 no valor de R$ 47,118,04, com o objetivo de compensar débitos a titulo de PIS referentes ao período de apuração setembro de 2002 a abril de 200.3, com recolhimentos efetuados de PIS, no período de outubro de 1993 a março de 1994, con forme demonstrativos de ills.0 .1/02 e DARF de lis. 04/12. A DRF em Guarulhos emitiu o Despacho Decisório de fls.. 30/33„ indeferindo a solicitação da contribuinte e não homologando as compensações, urna vez os valores relacionados na f1s,02 são anteriores a 09/05/1998, estando, portanto, extinto o direito de proceder a referida compensação. Cientificada desse despacho em 10/12/2007 (11, 35), a interessada apresentou manifestação de inconfinmidade em 08/01/2008 (fls. 38/41), na qual alega que: • a extinção do crédito tributário operar-se-ia com a homologação do lançamento, o que, na prática, resultaria num prazo de dez anos: cinco para a homologação tácita e mais cinco para o exercício do direito à restituição de recolhimento indevido; • tendo em conta que as declarações de compensação foram entregues antes do prazo temporal de 10 anos a contar do tato imponivel, tem-se que o detçrimento de seu pedido seria cabível; • a Lei n° 8,383/91, cru seu artigo 66, autoriza a compensação de tributos que tenham sido recolhidos a maior ou indevidamente; • para comprovar a pertinência dos créditos constantes das declarações de compensação, junta planilha de demonstrativo de pagamento indevido OU a maior e DARF de lis, 04/12. É o Relatório.. Voto Conselheiro CARLOS HENRIQUE MARTINS DE LIMA, Relator O recurso é tempestivo e atende os demais requisitos para sua admissibilidade„ portanto dele conheço. Como bem pontuou a decisão da DRJ, o pretenso direito à restituição encontra-se caduco por haver transcorrido o prazo qüinqüenal previsto no artigo 168 c/e art. 165 do Código Tributário Nacional. Dessa forma., o cerne, do litígio a ser aqui dirimido passa, primeiramente, pela questão do prazo para repetir eventuais indébitos dessa contribuição, Do exame dos elementos do presente processo, em que pese os argumentos de defesa apresentados no recuso, entendo que não pode prosperar a pretensão da recorrente, porquanto se encontra decaído o seu direito de .pleitear a restituição e/ou compensação dos valores, relativos à contribuição para o PIS, / recolhidos no ano-calendário 1993 e 1994. Da conjunção dos artigos 165, inciso I, e 168, caput e inciso 1, ambos do Código Tributário Nacional (Lei n" 5..172/1966), tem-se que, conquanto à cobrança de tributo // d indevido confira ao contribuinte direito a sua restituição, esse direito extingue-se no prazo 2 .. Processo n" 10875 001654/2003-76 S3-1- E03 .Acórdão n.0 3803-00.325 H. 66 de 5 (cinco) anos contados da data da. extinção do crédito tributário, pelo pagamento. Na espécie, o suposto crédito, objeto do pedido de restituição, protocolizado em 28 de abril de 2003, foi extinto nas datas dos pagamentos informadas nas planilha. (Ti. 25), na forma prevista no artigo 156, I, do Código Tributário Nacional.. Destarte, essas datas constituem-se no marco inicial para contagem do respectivo prazo &cadenciai.. Como se observa ainda, mesmo na hipótese de pagamento efetuado com base em lei declarada posteriormente inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal, o prazo para que o sujeito passivo possa pleitear a restituição de valores de tributos ou contribuição que alega ter pagada indevidamente, é de cinco anos contados da data dos pagamentos. Essa tese também encontra amparo na doutrina brasileira. Basta citar o mestre Aliomar Baleeiro, que consignou que a restituição de tributo, rege-se pelo Código Tributário Nacional, independentemente da razão pela qual o pagamento se tomou indevido, seja inconstitucionalidade, seja ilegalidade do tributo, considerando ainda que Os tributos resultantes de inconstitucionalidade ou de' ato ilegal e arbitrário, são os casos mais .freqüentes de aplicação do inciso I, do art. 165 (Direito Tributário Brasileiro, Rio' de Janeiro • Forense, 10" ed. rev. e atual, 1.991, p. 563). A propósito da tese defendida pela recorrente, é interessante apontar-se trecho encontrado na doutrina, de autoria do mestre e doutor pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo-PUC/SP, professor Eurico Marcos Diruz de Santi, na obra Decadência e Prescrição no Direito Tributário , Ed.. Max .Limonad, São Paulo, 2000, p. 268 a 270 — capítulo 10.6.3 A tese dos dez anos do direito de o contribuinte pleitear a restituição do débito do Fisco; Assim entendeu-se que a extinção do crédito tributário, prevista no Art. /68, ido CTIV, está condicionada à homologação expressa ou tácita do pagamento, conforme, art.. 156, VII do CTN, e não ao próprio pagamento, que e considerado como mera antecipação, ex vi do Ari. 150, syS. I " do CIN. Como, normalmente, a extinção do crédito tributário se realiza corna homologação tácita, que sucede cinco anos- após ofato jurídico tributário ex vi do Art. 150, ,,,ç do CTN, passou-se a contar cinco anos da data do fato gerador para se configurar a extinção do crédito, e mais outros cinco anos da data da extinção, perfazendo o prazo total de 10 anos.. Não podemos aceitar esta tese, primeiro porque pagamento antecipado não significa pagamento provisório à espera de seus efeitos, mas pagamento efttivo, realizado antes e independentemente de ato de lançamento.. - Segundo porque se interpretou o "sob condição resolutória da ulterior homologação do lançamento" de fOrma equivocada. Mesmo desconsiderando a critica de ALUDES JORGE COSTA, para quem "não . faz sentido (.), ao, cuidar do lançamento por homologação, pôr condição onde inexiste negócio jurídico", pois "condição é modalidade de negócio jurídico e, 47 - . -• : - ..'If/r portanto, inaplicável ao ato jurídico material " do pagamento, não se pode• aceitar condição resolutiva como se )fosse necessariamente uma condição ,i'(k3 U.Sp ilS 1. V a que retarda o efeito do pagamento para a data da homologação.. A. condição resolutiva não impede a plena eficácia do pagamento e, portanto, não descaracteriza a extinção do crédito no átimo do pagamento.. Assim sendo, enquanto a homologação não se realiza, vigora com plena eficácia 'ficaria o pagamento, a partir do qual podem exercer-se os direitos advindos desse ato, mas dentro do.s prazos presericionais. Se o fundamento jurídico da tese dos dez anos e que a extinção do crédito tributário pressupõe a homologação, o direito de pleitear o débito do Fisco só surgiria ao final do prazo de homologação tácita, de modo que, se o contribuinte ficaria impedido de pleitear a restituição ante.s do prazo de cinco anos para homologação, tendo que aguardar a extinção do crédito pela homologação. Portanto, a data da extinção do crédito tributário, no caso dos tributos sujeitos ao Art. .150 do CIN, (leve ser a data efetiva' que o contribuinte recolhe o valor a título de tributo aos cofres públicos e haverá de funcionar, a priori. como (lies a qual dos prazos de decadência e de prescrição do direito do contribuinte. Eia sitia, o contribuinte goza de cinco ano para pleitear o débito do Fisco, e não dez. (destaque não original). No mesmo sentido, transcreve-se a seguir parte de artigo produzido .pelo Procurador da Fazenda Nacional Gilberto Etchaluz Villela. in.titulado Reflexões eia dos chamados lançamentos por homologação e dos .seus efeitos, nas eX00C.S .sujeitas a tal regime, disponível na Internet (www, teiajuridiea. com ), verbis... A decadência do direito à restituição de tributos pagos, consoante o ar! 16..5 do CIN, quer _seja pela cobrança „u pagamento de tributo indevido ou maior que o devido (inciso I) quer seja com erro na identificação do sujeito passivo, ou na determinação da aliquota, ou no cálculo do montante, „„ „„ elaboração ou conferência de documento relativo ao pagamento (inciso II) ou quer, ainda, pela reffirtita, anulação, revogação ou rescisão de decisão condenatória f\1/4 (inciso III) vem expressa no art.. 168 do D rnDestarte, teo.s aqui prazos \ definidos para a própria extinção do direito de repetição, que são, também, aplicáveis àquelas restituições tios casos de tributos sujeitos ao regime do alto lançamento (lançamento por homologação). Nas hipóteses dos incisos I e 11 - do art. 165, a extinção do direito de repetição se dá cinco anos depois da data da extinção do crédito tributário. Corno já vimos antes, a extinção dos créditos tributários nas exações sujeitas aos auto lançamentos se dá, entre outras possibilidades citadas no art. 156., principalmente na data do pagamento. É certo qm! alguns pretendem que tal extinção se dê a contar do dia era ocorra uma pretensa constituição do crédito tributário, quando do que chamam de "homologação expressa Ou homologação tácita", esta última resultado da omissão da Pazenda em seu direito à fiscalização do Auto lançamentoja rendo-o coar na, modalidade contida no inciso -VII do art. 156 (o pagamento antecipado e a homologação do lançamento nos termos do disposto no art. 150 e seus parágrafos 1° e 4). No caso de omissão de ,fiscalização, o prazo para postulara restituição resultaria, a partir de tais entendimentos, mura e 10 (nos primeiros cinco, por força da omissão das autoridades, contados até a data se extinguiria o direito de 4 Processo n° 10875 00 [654/2003-76 S3-1E03 Acórdão n." 3803-00.325 Fl. 67 fiscalização da Fazenda,. os cinco seguintes, também decadenciais, mas agora à conta do sujeito passivo, contados da ocorrência da caducidade do direito da Fazenda em diante.. Sem razão, entretanto, os que assim pensam.. O prazo decadencial para a Fazenda Pública . flizer o "arrecadamento ", isto é, a . fiscalização do auto lançamento, .se inicia no momento da ocorrência doAto gerador - embora entendamos que deveria ser a partir do vencimento da obrigação, naquele „m que se C011Stittfi o crédito tributário e ele passa a ser exigível - e termina exatamente cinco anos depois, supondo-se, durante o interregno, a omissão das autoridades e a ocorrência do que se terra de homologação tácita. Como, entretanto, este ponto decadencial não tem, como querem tais vozes, o poder de constituir o crédito tributário, constituído que foi cinco anos antes quando do vencimento legal da obrigação, impõe-se que a decadência do direito do contribuinte a unta restituição se dê, também, cinco anos depois da data do pagamento, se simultâneo ao lançamento de oficio; „„scja, cinco anos depois daquele dia em que, se tornando o crédito exigível, foi ele satisfi?ito. Só será viável pensar difirentemente se a Fazenda Pública, dentro dos cinco anos que tem para . fiscalizar o ato, fizer o "arrecadamento" e constatara inexi,slência de pagamento ou o pagamento insuficiente. Nestes casos, impõe-se o auto de infração que opera a constituição de tini novo lançamento que, por sua vez, há de gerar nina notificação para tini pagamento. A partir de tal notificação, não se . falará mais 'm decadência do direito de fiscalizar para a Fazenda Pública - , já exercida -ruas ,se iniciará, corra pagamento do valor expresso no auto de infração, para o contribuinte, o prazo decadencial do seu eventual direito de restituição. Com base nos ensinamentos do mestre Aliomar Baleeiro e de Alberto Xavier, os doutrinadores José Artur Lima Gonçalves e Márcio Severo Marques registram: O prazo de decadência do direito subjetivo à restituição do indébito, previsto pelo art. 168 do CTIV, deve ser contado da data do pagamento — indevido -- antecipado, e não da data la homologação deste pagamento. (Repetição do Indébito e Compensação no Direito Tributário.. Hugo de Brito Machado (eoord.). São Paulo/Fortaleza:DialeticanCET. 1999, p. 23 1). Na mesma obra, criticando a referida jurisprudência do STF, o Prof. Ives Gandra Martins comenta que o prazo para a repetição de importâncias pagas a titulo de tributos sujeitos ao lançamento por homologação prescreve em 5 anos contados da data do pagamento indevido, já que, tratando-se deste, não se pode cogitar de extinção do crédito tributário, e o termo inicial para reaver o que foi recolhido ilegalmente a título de tributo é a data do pagamento (pág. 1 78). Nesse sentindo ainda, o Juiz Federal Paulo Roberto de Oliveira Lima, mostra-se incisivo: A pretensão à repetição nasce como pagamento, sendo li relevante a2 h-rOdalidade de lançamento a que estaria sujeita a pretensa exação, bem assim o r ato de o pagamento indevido ter decorrido de obediência à lei v/4 . .." incoi • . ucional, cujo vício somente mais tarde tenha sido reconlhecido..(p. 319).• 1 (---?.. 5 , Também na jurisprudência do judiciário há manifestações nesse sentido, verbis' Verifica-se, pois, que a extinção do crédito tributário se opera no momento do efetivo recolhimento do tributo, ainda que este tenha sido exigido ilegalmente Neste Selltid.0, o direito de: pleiteara restituição está sujeito ao prazo de cinco anos (art 168, CTN), a contar da data da extinção do crédito tributário, que é o da data do pagamento indevido. Contudo, por estar esse pagamento sob condição resolutória„seus efeitos se darão somente a partir do lançamento tributário (que no caso em apreço élicto), nos termos do art. 150, ,sV 4() (. ) meu ver, este e o ponto crucial da questão, os cie itos deste lançamento feto operara-se ex .func A homologação apenas reconhece o pagamento havido, declarando, com efeitos retroativos, a extinção do crédito tributário. Portanto, o prazo de restituição é de 5 anos, a contar do eletivo pagamento espontâneo do tributo indevido ou a maior (Juiz Sérgio Sentença nos Autos n" 96.0902460-2, 2" Vara da Justiça Federal„S'orocaba-SP, p. 9) Outra não foi à posição do Ministro Demóerito Reinando, do STI, ao relatar os Embargos de Divergência no R Esp ri' 48.113-7/PR, quando assentou: O lançamento, no caso, constituí mero ato declaralório de situação preexistente, preconstituída. E a homologação feia (ou expressa), como instrumento declaratório, tens deito retro-operante, ou, `" outras palavras: terra ex-/une, alcança o ato do pagamento, declarando a sua eficácia, no momento em que se realizou O decurso de prazo de cinco anos, coma mera homologação presumida - oulicta -- que, nem sequer, exige qualquer alo concreto "" comissivo da Fazenda, não desconfigura a tese, porquanto, como já se deixou clarificado, a homologação sela ela expressa ou fácia, terra efeito retrooperante, alcançando o ato de pagamento no seu nascedouro, convalidando- o, pois (Julgamento e"' 1810411995 Publicado no DI em 2910511995, p. .15,455) Não sendo a recorrente parte em processo administrativo ou judicial instaurado 1 tempestivamente, que lhe daria o direito, consoante o art 165, 111, c/c 168, 11, ambos do CTN, a pleitear, se fosse o caso, a restituição no prazo de cinco anos, contados da decisão definitiva, administrativa ou judicial, incide no caso a regra do art. 168, 1, c/c /51 art. 165, I, que lixa o prazo de cinco anos para o pedido de restituição, a contar da extinção do crédito tributário, pelo pagamento. /4.1 Nesse sentido, o Supremo Tribunal Federal já externou, em pelo menos duas oportunidades, Agravos 64.773-SI" e 69.363-SP, a correta inteligência dos artigos do Código Tributário Nacional que tratam de prazo para pleitear restituição, artigos 165, inciso 1, e 168, inciso 1, tendo deixado expresso que: A cláusula subordinada e condicional de ulterior homologação do pagamento em nada influiu no raciocínio, porque ela funciona como ressalva garantia dos interesses Fazendários; em segundo lugar, porque, tratando-se de condição resolutiva, a relação jurídica está formada e perdura, até que se realize a condição (v. Clóvis, com. art. 119) No caso, a condição não se verificou e (--71\\ o direito resultante do pagamento se tornou definitivamente invulnerável: o G Processo n" 10875 001654/2003-76 53-1E03 Acórdão n°' 3803-00.325 1,1 68 negócio não se resolveu e sua eficácia não cessou. .S'egue-se do exposto que não é da homologação do pagamento, expresso ou tácito, que flui o prazo preseticional de cinco anos, senão do pagamento mesmo, que, no caso, ocorreu, Para por fim, a discussão acerca do prazo para a repetição de indébito, o Poder Legislativo Federal editor a Lei Complementar IV 118, de 09/02/2005, que expressamente no artigo 3 0 , determinou que o direito para pleitear a restituição, no caso de lançamento por homologação, extingui-se com o decurso de prazo de 5 (cinco) anos contados da data do pagamento, verbis: Art. 3 9 Para eleito de interpretação do inciso 1 do art, 168 da Lei no 5.172, de 25 de outubro '° 1966— código Tributário Nacional, a extinção do crédito tributário ocorre, no caso de tributo sujeito a lançamento por homologação, no pagamento antecipado de que trata o § .1° do art.. 150 da referida Lei.. Assim, tanto pela interpretação dada pelo Superior Tribunal de Justiça, quanto pela posição da administração tributária, escudaria na posição sobre o tema do Supremo Tribunal Federal, bem como a interpretação dada ao artigo 168, inciso 1, do CTN, pelo artigo 3' da LC 118, de 2005, é certo que, ainda que se comprove a existência de valores passíveis de restituição, irá data da protocolização do pedido, em 28/04/2003, em face do transcurso do pr/a' o de cinco anos da data da extinção dos créditos tributários correspondentes, encoi tyva-se/também extinto o direito de pleitear a repetição de indébito relativo a quaisquer rtec ) liment6s, . Diante do exposto, vo e I. , .1:AR PROVIMENTO à pretensão deduzida no recurso voluntário, 1 .' -4tCARI, :. ,p', # e , MARTINS DE LIMA • 7
score : 1.0
Numero do processo: 10508.000594/2002-71
Data da sessão: Mon Jul 26 00:00:00 UTC 2010
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Período de apuração: 01/07/2002 a 30/09/2002
CRÉDITOS DE IPI. GLOSA/CORREÇÃO MONETÁRIA, INOVAÇÃO
NOS ARGUMENTOS
O momento de questionar todas as matérias objeto de defesa é por ocasião da manifestação de inconformidade, precluindo o direito de fazê-lo para as que não o foram no ato processual do recurso voluntário.
INTEMPESTIVIDADE
O recurso voluntário deve ser apresentado dentro do prazo de trinta (30) dias a contar da ciência do acórdão de primeira instância, salvo quando cabível a destempo em hipótese cabalmente justificada em preliminar.
Recurso Voluntário Não Conhecido.
Numero da decisão: 3803-000.505
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não
conhecer do recurso voluntário, em face da intempestividade.
Matéria: IPI- processos NT - ressarc/restituição/bnf_fiscal(ex.:taxi)
Nome do relator: BELCHIOR MELO DE SOUZA
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : IPI- processos NT - ressarc/restituição/bnf_fiscal(ex.:taxi)
dt_index_tdt : Sat Sep 24 09:00:02 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201007
ementa_s : PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/07/2002 a 30/09/2002 CRÉDITOS DE IPI. GLOSA/CORREÇÃO MONETÁRIA, INOVAÇÃO NOS ARGUMENTOS O momento de questionar todas as matérias objeto de defesa é por ocasião da manifestação de inconformidade, precluindo o direito de fazê-lo para as que não o foram no ato processual do recurso voluntário. INTEMPESTIVIDADE O recurso voluntário deve ser apresentado dentro do prazo de trinta (30) dias a contar da ciência do acórdão de primeira instância, salvo quando cabível a destempo em hipótese cabalmente justificada em preliminar. Recurso Voluntário Não Conhecido.
numero_processo_s : 10508.000594/2002-71
conteudo_id_s : 6668728
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Sep 23 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 3803-000.505
nome_arquivo_s : Decisao_10508000594200271.pdf
nome_relator_s : BELCHIOR MELO DE SOUZA
nome_arquivo_pdf_s : 10508000594200271_6668728.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso voluntário, em face da intempestividade.
dt_sessao_tdt : Mon Jul 26 00:00:00 UTC 2010
id : 9517544
ano_sessao_s : 2010
atualizado_anexos_dt : Sat Sep 24 09:41:15 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1744843546041516032
conteudo_txt : Metadados => date: 2011-03-10T13:13:15Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 7; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2011-03-10T13:13:14Z; Last-Modified: 2011-03-10T13:13:15Z; dcterms:modified: 2011-03-10T13:13:15Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:6dd79b7c-8d2d-4c5f-b944-e7d3cd24985f; Last-Save-Date: 2011-03-10T13:13:15Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2011-03-10T13:13:15Z; meta:save-date: 2011-03-10T13:13:15Z; pdf:encrypted: false; modified: 2011-03-10T13:13:15Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2011-03-10T13:13:14Z; created: 2011-03-10T13:13:14Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; Creation-Date: 2011-03-10T13:13:14Z; pdf:charsPerPage: 1431; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2011-03-10T13:13:14Z | Conteúdo => e Kern — Presidente S3-1E03 F1 1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n" 10508.000594/2002-71 Recurso n' Voluntário Acórdão n' 3803-00.505 — 3" Turma Especial Sessão de 26 de julho de 2010 Matéria RESSARCIMENTO DE IPI Recorrente LINEAR EQUIPAMENTOS ELETRÔNICOS S/A Recorrida DRJ-SALVADOR/BA ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/07/2002 a 30/09/2002 CRÉDITOS DE WI. GLOSA/CORREÇÃO MONETÁRIA, INOVAÇÃO NOS ARGUMENTOS O momento de questionar todas as matérias objeto de defesa é por ocasião da manifestação de inconformidade, precluindo o direito de fazê-lo para as que não o foram no ato processual do recurso voluntário INTEMPESTIVIDADE O recurso voluntário deve ser apresentado dentro do prazo de trinta (30) dias a contar da ciência do acórdão de primeira instancia, salvo quando cabível a destempo em hipótese cabalmente justificada em preliminar. Recurso Voluntário Não Conhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso voluntário, ern face da intempestividade Belc ior Meio de Sousa - Relator Parti iparam da sessão de julgamento os conselheiros: Alexandre Kern (Presidente da Turma),. Belchior Melo de Sousa (Relator), Daniel Mauricio Fedato, Carlos Henrique Martins de Lima, Hélcio Lafetd Reis e Rangel Perrucci Relatório Trata o presente de recurso voluntário contra o Acórdão n° 15-15.558, de 12 de março de 2008, que indeferiu o pedido de ressarcimento de if 01, referente ao crédito do IPT, origindrio de aquisição de insumos utilizados na fabricação de bens de informática e automação, no valor de R$ 93..747,76, relativo ao 3" trimestre de 2002, cumulado com a declaração de compensação que constituiu o processo n° 10508.000617/2002-48, apensado a este. A fiscalização constatou o aproveitamento indevido de crédito nas aquisições de produtos de empresas optantes do SIMPLES e a falta de destaque do IP1 na saída de produtos não abrangidos pela isenção do IPI concedida pela Portaria Interministerial MCD/MDIC/MF n" 201, de 2002, conforme Relatório Fiscal-IPI, fls. 159 a 164, refez a escrita fiscal da contribuinte e lançou multa regulamentar, auto de infração que constituiu o processo 10508..000295/2007-41. Da glosa dos créditos e da adição dos débitos resultou deferimento parcial do pedido de ressarcimento, no valor de R$ 89.177,06, e a compensação homologada em parte, até o limite do crédito reconhecido, conforme Despacho Decisório n" .30, de 25 de junho de 2007, fls. 174 a 176.. A contribuinte apresentou manifestação de inconformidade, fls, 181 a 183, alegando, em síntese, que: a) em função do defèrimento parcial do pedido de crédito, não foi homologado a diferença de R$ 4.570,70, sendo geradas guias no valor de R$ 9.0.56,84, incluindo a cobrança de multa e juros. b) foi lavrado auto de infração relativo ao débito incluído no livro RA1PI, cujo valor foi recolhido pela contribuinte coin redução de .50% das multas devidas e) para evitar o pagamento em duplicidade da multa exarada, bem coma suprir obscuridade e 0111iSSa0 na intimação lavrada, solicita que sejam indicadas as limn fiscais de entrada não aceitas, conforme Relatório Fiscal IPI, fls. 1.59 a 165, pois várias guias de IPI foram pagas pela empresa no period() apurado Apenas desta forma a requerente terá condições de manifestar-se sobre a imputação dos dados auferidos pela autoridade tributária Ou seja, se as multas já foram pagas, por que estão sendo cobradas novamente? d) em decorrência do auto de inflagão foram geradas as galas de multa% e logo depois Já adveio a intimação em epigrafe, sendo assim, a requerente não teve conhecimento das guias do valor principal. e) como as multas . já foram pagas, coin redução de .50%, concedida pela pagamento antecipado, mostra-se como se o beneficio fosse dado com uma mão e retirado com a outra f) deve ser decretada a insubsistencia da infração aplicada, com conseqüente anulação do auto de infração em epigrafe, exonesando-se a cobrança da multa e juros aplicados ao tributo 2 Processo if 10508. 000594/2002-71 S34 E03 AcárdAo ii " 3803-00,505 Fl 2 exigido em erro, bem como que seja concedido dilagiio do prazo para pagamento do valor principal Para combater o argumento da impugnante quanto a possível duplicidade da exigência de multa, já paga corn redução de 50%, no dizer da impugnante, a DIU expõe que não existe relação entre esta multa, a de oficio, isolada, lançada em razão da falta de destaque do IPI nas notas fiscais de saída, e a multa de mora exigível sabre os valores da contribuição indevidamente compensados . Cientificada da decisão em 02 de maio de 2008, aviso de recebimento de flL 225, irresignada, apresenta recurso voluntário, fls. 231 a 239, em ,30 de dezembro de 2008, em que traz os mesmos argumentos da manifestação de inconformidade, acima estampados. Após cientificada, tendo mudado de domicilio fiscal, em expediente datado de 21 de novembro de 2008, a SAORT da DRF/Varginha encaminha este processo para a ARP-Pouso Alegre, para prosseguimento da cobrança.. No recurso voluntário que apresenta a recorrente, argui preliminar de tempestividade e, no mérito, em novo foco de argumentos traz matéria que não foi discutida na impugnação e insurge-se contra: a) a bitributação do IPI, ocorrida com a glosa efetuada nas aquisições, que aduz serem de empresas corn problemas no CNN e de atacadistas, nas quais goza do direito de creditar-se em 50% do IPI sobre o valor da operação, agora não mais de empresas optantes do SIMPLES; b) a falta de correção monetária sobre o saldo credor, corn base no art. .39, § 4", da Lei n" 9150/95. , o relatório. Voto Conselheiro Belchior Melo de Sousa, Relator A recorrente não traz justificativa cabal do porque teria tido ciência do acórdão de primeira instância em dezembro de 2008, nem contesta a legitimidade da assinatura aposta no aviso de recebimento de fl 225, em 02 de maio de 2008, referente a intimação encaminhada para endereço seu então válido, para a dita ciência.. Dai que aperfeiçoou-se a intimação na mais remota das datas„ E o seu recurso foi apresentado em 30 de dezembro de 2008, intempestivamente, Não bastasse isso, inova nos argumentos da defesa, para pugnar pela correção monetária sobre o saldo credor de IPI e para contestar a glosa de créditos efetuada pela auditoria, sendo estas matérias preclusas, posto que não impugnadas, nos termos do art. 16, III e 17 do Decreto n" 70,235/72. 3 "Art 16 A impugnação mencionai â [ III os motivos de fato e de direito em que se fitndamenta, os pontos de discordância e as razões e provas que possuir Art. 17. Considerar-se-á não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pelo impugnante." Ante o exposto, voto por no conhecer do recurso. Belch or Meio de Sousa 4
score : 1.0
