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Numero do processo: 10855.001818/2003-01
Data da sessão: Thu Jul 30 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Thu Jul 30 00:00:00 UTC 2009
Numero da decisão: 1401-000.022
Decisão: Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em declinar da competência para a 3ª Seção do CARF em razão da natureza do crédito tributário, nos termos do voto da relatora.
Nome do relator: KAREM JUREIDINI DIAS
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VéF:,- ''1r,r;..i_,,,r1,.,.x•iS,, CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n° 10855.001182/2003-01 Recurso n° 160.188 Resolução n° 1401-00.022 - C Câmara /1" Turma Ordinária Sessão de 30 de julho de 2009 Matéria IRPJ - Ex.: 1999 Recorrente ALVES FOGAÇA & CIA LTDA Recorrida 51 TURMA/DRJ-RIBEIRÃO PRETO/SP Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em declinar da competência para a 3 3 Seção do CARF em razão da natureza do crédito tributário, nos termos do voto da relatorati , , ! st' 'MA I AQUIASTESSOA MONTEIRO — Presidente _.--- ti,/,,,,/ KAREM JUREJDINI DI — Relatora EDITADO EIM:4"i--:, I n V 200 9 Participaram, da presente sessão de julgamento os Conselheiros: !vete Malaquias Pessoa Monteiro (Presidente), Antonio Bezerra Neto, Alexandre Antonio Alkimim Texeira e Karem Jureidini Dias (Vice-Presidente). é 1 Processo n° 10855.0W 182/2003-01 SI-C411 Resolução n.° 1401-00.022 H. 2 Relatório Trata-se de Auto de Infração (fls. 30/31) de Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) com fato gerador em 31/12/1998. A descrição da infração cometida é a seguinte: 001 — FALTA DE RECOLHIMENTO/DECLARAÇÃO DE IMPOSTO DE RENDA: INSUFICIÊNCIA DE RECOLHIMENTO OU DECLARAÇÃO. O contribuinte solicitou Pedido de Restituição/Compensação referente ao PIS (Processo n° 10855.001906/98-95), tendo seu recurso voluntário sido provido pelo Segundo Conselho de Contribuintes. Porém, o crédito foi insuficiente para abranger todos os débitos pertinentes ao citado Pedido de Restituição. Isto posto, constituo o lançamento de oficio dos débitos abaixo relacionados e não cobertos pelos créditos deferidos. O lançamento se refere ao fato gerador de 31/12/1998 e a compensação foi efetuada em 08/01/1999 (fls. 14). O contribuinte teve ciência do Auto de Infração em 29/05/2003, conforme Aviso de Recebimento de fls. 33 e entendeu necessária a interposição de Impugnação (fls. 35/59), a qual foi apresentada em 30/06/2003. Preliminarmente, alega a nulidade do Mandado de Procedimento Fiscal, pois a fiscalização não seguiu o disposto no artigo 7° do Decreto 70.235/72 que preceitua que a Fiscalização deve informar o contribuinte da obrigação tributária para só então lavrar o auto de infração. Afirma também não ter-lhe sido concedido prazo razoável para prestar os esclarecimentos que julgasse necessários, no caso presente, a origem e as causas das diferenças nos valores compensados antes da lavratura do Auto de Infração. Alega, ainda, que não lhe foi apresentada uma planilha informando como foi realizado o cálculo que culminou no valor cobrado no Auto de Infração. Com estas razões, conclui ter sofrido cerceamento em sua defesa, caracterizando a nulidade do Auto de Infração. No mérito, argüiu violação ao artigo 10, inciso III do Decreto 70.235/72, que exige descrição do fato, no caso, da infração que justificou a elaboração do Auto de Infração. Entendeu não ser o caso de falta de recolhimento do IRPJ, mas sim, de sua compensação com os valores dos créditos que possuiria o contribuinte. Aduz que seu Pedido de Compensação seguiu todas as disposições constantes da lei, razão pela qual não pode sofrer qualquer tipo de óbice à sua efetivação. Traz, também, o argumento de que haveria duplicidade na constituição do crédito tributário, que já havia sido declarado ao fisco na época da apresentação do pedido de compensação. I I , 2 Processo ri° 10855.001182/2003-01 SI-C4TI Resolução n.° 1401-00.022 Fl, 3 Por fim, conclui que não existindo a falta de recolhimento da contribuição, as multas e demais encargos legais decorrentes do não cumprimento da obrigação principal não podem ser exigidos, contudo, ainda que fosse o caso de cobrança de multa, alega o contribuinte que a multa aplicada caracteriza abuso de poder fiscal frente a seu caráter confiscatório. Desta maneira, pede que seja anulado o Auto de Infração, por toda matéria preliminar apresentada, ou que seja julgado insubsistente o AIIM em tela, pela inexistência de causas legais e legitimas que lhes dê embasamento, como foi, no seu entender, amplamente demonstrado nos itens de sua Impugnação. Ato continuo, a Delegacia da Receita Federal de Julgamento (DRJ) proferiu o Acórdão 14-15.234 (fls. 116/124), cuja ementa é a seguinte: ASSUNTO: Imposto de Renda da Pessoa Jurídica - IRPJ MANDADO DE PROCEDIMENTO FISCAL (MPF). O MPF é mero instrumento interno de planejamento e controle das atividades e procedimentos fiscais sendo elemento irrelevante na análise da validade do lançamento. CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. LANÇAMENTO SEM AUDIÊNCIA PRÉVIA. Tendo o auto de infração preenchido os requisitos legais e o processo administrativo proporcionado plenas condições à interessada de impugnar o lançamento, não há cerceamento do seu direito de defesa. Tampouco há que se falar em afronta ao direito de defesa pelo fato de a autoridade tributária, constatado o ilícito, lavrar o auto de infração sem intimar o sujeito passivo a se manifestar previamente à imposição tributária. MULTA. CARÁTER CONFISCATORIO. A vedação ao confisco pela Constituição Federal é dirigida ao legislador, cabendo à autoridade administrativa apenas aplicar a multa, nos moldes da legislação que a instituiu. Data do fato gerador: : 31/12/1998 a 31/12/1998 Em seu relatório, esclarece a Delegacia da Receita Federal de Julgamento: "O contribuinte teve seu pedido de compensação dos créditos do PIS denegado pela autoridade preparadora e pela DRJ em Campinas, sendo que seu pedido foi acolhido pelo Conselho de Contribuintes. Por esta razão, a autoridade tributária procedeu ao cálculo dos tributos declarados que seriam passíveis de compensação. No interregno entre a constituição do crédito e o processamento da compensação apurou a autoridade fiscal que a contribuinte ingressara em sede de Mandado de Segurança, cuja sentença reconheceu a inconstitucionalidade dos Decretos-leis n° 2.445 e 2.449, ambos de 1988, entretanto na decisão ficou assentado que o prazo a que se refere o parágrafo único do art. 6" da LC 07, de 1970, trata do prazo semestral para pagamento da contribuição e não da apuração da base de cálculo, que se acha prevista no art. 3', "b", da norma antes referida. 3 Processo n° 10855.0(11182/2003-01 SI-C4T1 Resolução n.° 1401-00.022 Fl. 4 Por tal motivo, formalizou-se despacho endereçado ao Conselho de Contribuintes que propugnou pela aplicação do Ato Declaratório Normativo (ADN) COSIT n° 03, de 1996, e retificação do acórdão antes prolatado, em FAE de que a decisão judicial não era do conhecimento daquele órgão colegiado na ocasião do julgamento (fls. 100/103). Registre-se que o ADN 03, de 1996, em linhas gerais, estabelece que o ingresso na via judicial implica renúncia à instância administrativa ou desistência de eventual recurso interposto. Dessa forma, o Conselho de Contribuintes retificou o acórdão anteriormente exarado em que os membros daquele conselho não conheceram do recurso voluntário interposto pela contribuinte, em consonância com o voto condutor (fls. 104/106). Notificada (tis. 112), a contribuinte manteve-se silente" No voto condutor do Acórdão, foi explicitado que o valor presente no Auto de Infração diz respeito á parcela de débitos cujos créditos seriam insuficientes para a compensação, isto antes da retificação do Acórdão da respectiva turma do Conselho de Contribuintes. Afastou o argumento de cerceamento de defesa, uma vez que as intimações com pedido de esclarecimento foram enviadas ao domicilio tributário do contribuinte, sendo pacifica a jurisprudência administrativa no sentido de considerar feita a intimação, ainda que aquele que assine o Aviso de Recebimento não seja efetivamente o intimado. Observou, também, que a imposição tributária é oriunda de procedimento de revisão interna, lastreado em pedido de compensação apresentado pelo contribuinte, não havendo qualquer afronta ao principio do devido processo legal. Entendeu não haver possibilidade de cerceamento do direito de defesa antes da lavratura do Auto de Infração Quanto à suposta irregularidade no Mandado de Procedimento Fiscal, expôs o Acórdão que este serve de instrumento de planejamento e controle para as atividades da fiscalização, sendo que, mesmo inexistente, não tem o condão de anular o Auto de Infração. Com estes argumentos, rejeitou as preliminares suscitadas pelo contribuinte. No mérito, entendeu devidamente fundamentado o Auto de Infração, não deixando qualquer dúvida quanto à justificativa para sua lavratura: a insuficiência de créditos para fazer jus à compensação integral do pleiteado. Contudo, ainda que restasse alguma dúvida, o direito que teria o contribuinte à compensação, conforme reconhecido pelo Conselho de Contribuintes deixou de existir quando da interposição de Mandado de Segurança em sede judicial. Quanto à duplicidade no lançamento, apontou o Acórdão que o objeto do Auto de Infração diz respeito somente à parcela que remanesceu após a decisão do Conselho de Contribuintes. \4 Processo n°10855.001182/2003-01 Sl-C4111 Resolução n.° 1401-00.022 Fl. 5 Por fim , entendeu a DRJ que o lançamento do tributo não teve intuito de prevenir a decadência, razão pela qual a multa é aplicável e, como a sua aplicação é prescrita por norma validamente editada, é de observância obrigatória pelos órgãos da administração, não cabendo juizo de legalidade ou constitucionalidade da mesma em sede administrativa. Cientificado do Acórdão em 17/04/2007, conforme Aviso de Recebimento constante as fls. 129, e não satisfeito com a decisão proferida, o contribuinte apresentou Recurso Voluntário (fls. 130/144), onde repisou todas as razões apresentadas quando da oportunidade da Impugnação. Os autos foram encaminhados a este Conselho de Contribuintes. É o relatório. Voto Conselheira KAREM JUREIDINI DIAS, Relatora O presente processo se refere à Auto de Infração para cobrança de IRPJ, cuja quitação foi insuficientemente efetuada pelo contribuinte por meio de Pedido de Restituição/Compensação com créditos de Contribuição ao PIS. O referido crédito foi reconhecido no Processo n° 10855.001906/98-95, sendo, entretanto, lavrado o presente Auto de Infração uma vez constatado recolhimento insuficiente Neste passo, embora no presente processo tem-se a exigência de IRPJ, cuja competência seria a principio da Primeira Seção do CARF, nos termos do artigo 2°, inciso I, de seu Regimento Interno, verifica-se que a cobrança teve inicio em processo administrativo em que se discutia Pedido de Compensação referente a crédito de PIS. Neste passo, em razão do crédito tributário utilizado para quitação do IRPJ ser relativo a Contribuição ao PIS, a exigência daquele tributo, nesse caso, deve ser analisada pela Terceira Seção do CARF, mesmo considerando que, em geral, é da Primeira Seção a competência para julgar recursos que tratem da aplicação de legislação que trate do IRPJ. Esta é a disposição do artigo 7°, § 1° do CARF: Artigo 7" Incluem-se na competência das Seções os recursos interpostos em processos administrativos de compensação, ressarcimento, restituição e reembolso, bem como de reconhecimento de isenção ou de imunidade tributária. § 1' A competência para o julgamento de recurso em processo administrativo de compensação é definida pelo crédito alegado, inclusive quando houver lançamento de crédito tributário de matéria que se inclua na especialização de outra Câmara ou Seção. Nesse sentido, tendo em vista que o crédito é relativa que originou o lançamento do IRPJ é relativo ao PIS, a competência para análise do presente processo é da Terceira Seção, nos termos do artigo 4°, inciso Ido Regimento Interno do CARF: \\‘ 5 Processo n° 10855.001182/2003-01 81-C4T1 Resolução n.° 1401-00.022 Fl. 6 Artigo 4°À Terceira Seção cabe processar e julgar recursos de oficio e voluntário de decisão de primeira instância que versem sobre aplicação da legislação de: 1 — Contribuição para o PIS/PASEP e Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (COFINS), inclusive as incidentes na importação de bens e serviços; Diante do exposto, voto por DECLINAR da competência para a Terceira Seção do CARF, em razão da natureza do crédito tributário. „ar KAREM J EIDINI IAS
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Numero do processo: 10945.900585/2014-67
Data da sessão: Tue Dec 14 00:00:00 UTC 2021
Data da publicação: Thu Mar 17 00:00:00 UTC 2022
Ementa: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL (COFINS)
Período de apuração: 01/10/2009 a 31/12/2009
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OMISSÃO. CONTRADIÇÃO. OBSCURIDADE. ERRO MATERIAL.
Os Embargos de Declaração prestam-se para sanar omissão, contradição ou obscuridade ou corrigir erro material.
Numero da decisão: 3401-010.376
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em rejeitar os Embargos de Declaração. Este julgamento seguiu a sistemática dos recursos repetitivos, sendo-lhes aplicado o decidido no Acórdão nº 3401-010.372, de 14 de dezembro de 2021, prolatado no julgamento do processo 10945.900581/2014-89, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado.
(documento assinado digitalmente)
Ronaldo Souza Dias Presidente Redator
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Oswaldo Goncalves de Castro Neto, Gustavo Garcia Dias dos Santos, Fernanda Vieira Kotzias, Leonardo Ogassawara de Araujo Branco, Luis Felipe de Barros Reche, Carolina Machado Freire Martins e Ronaldo Souza Dias (Presidente), a fim de ser realizada a presente Sessão Ordinária. Ausente o conselheiro Mauricio Pompeo da Silva.
Nome do relator: Oswaldo Gonçalves de Castro Neto
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ementa_s : ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL (COFINS) Período de apuração: 01/10/2009 a 31/12/2009 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OMISSÃO. CONTRADIÇÃO. OBSCURIDADE. ERRO MATERIAL. Os Embargos de Declaração prestam-se para sanar omissão, contradição ou obscuridade ou corrigir erro material.
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decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em rejeitar os Embargos de Declaração. Este julgamento seguiu a sistemática dos recursos repetitivos, sendo-lhes aplicado o decidido no Acórdão nº 3401-010.372, de 14 de dezembro de 2021, prolatado no julgamento do processo 10945.900581/2014-89, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado. (documento assinado digitalmente) Ronaldo Souza Dias Presidente Redator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Oswaldo Goncalves de Castro Neto, Gustavo Garcia Dias dos Santos, Fernanda Vieira Kotzias, Leonardo Ogassawara de Araujo Branco, Luis Felipe de Barros Reche, Carolina Machado Freire Martins e Ronaldo Souza Dias (Presidente), a fim de ser realizada a presente Sessão Ordinária. Ausente o conselheiro Mauricio Pompeo da Silva.
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conteudo_txt : Metadados => date: 2022-03-15T18:56:46Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.5; xmp:CreatorTool: Microsoft® Word 2010; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; language: pt-BR; dcterms:created: 2022-03-15T18:56:46Z; Last-Modified: 2022-03-15T18:56:46Z; dcterms:modified: 2022-03-15T18:56:46Z; dc:format: application/pdf; version=1.5; Last-Save-Date: 2022-03-15T18:56:46Z; pdf:docinfo:creator_tool: Microsoft® Word 2010; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2022-03-15T18:56:46Z; meta:save-date: 2022-03-15T18:56:46Z; pdf:encrypted: true; modified: 2022-03-15T18:56:46Z; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; dc:language: pt-BR; meta:creation-date: 2022-03-15T18:56:46Z; created: 2022-03-15T18:56:46Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; Creation-Date: 2022-03-15T18:56:46Z; pdf:charsPerPage: 1834; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; pdf:docinfo:created: 2022-03-15T18:56:46Z | Conteúdo => S3-C 4T1 MINISTÉRIO DA ECONOMIA Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Processo nº 10945.900585/2014-67 Recurso Embargos Acórdão nº 3401-010.376 – 3ª Seção de Julgamento / 4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 14 de dezembro de 2021 Embargante LAR COOPERATIVA AGROINDUSTRIAL Interessado FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL (COFINS) Período de apuração: 01/10/2009 a 31/12/2009 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OMISSÃO. CONTRADIÇÃO. OBSCURIDADE. ERRO MATERIAL. Os Embargos de Declaração prestam-se para sanar omissão, contradição ou obscuridade ou corrigir erro material. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em rejeitar os Embargos de Declaração. Este julgamento seguiu a sistemática dos recursos repetitivos, sendo- lhes aplicado o decidido no Acórdão nº 3401-010.372, de 14 de dezembro de 2021, prolatado no julgamento do processo 10945.900581/2014-89, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado. (documento assinado digitalmente) Ronaldo Souza Dias – Presidente Redator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Oswaldo Goncalves de Castro Neto, Gustavo Garcia Dias dos Santos, Fernanda Vieira Kotzias, Leonardo Ogassawara de Araujo Branco, Luis Felipe de Barros Reche, Carolina Machado Freire Martins e Ronaldo Souza Dias (Presidente), a fim de ser realizada a presente Sessão Ordinária. Ausente o conselheiro Mauricio Pompeo da Silva. Relatório O presente julgamento submete-se à sistemática dos recursos repetitivos prevista no art. 47, §§ 1º e 2º, Anexo II, do Regulamento Interno do CARF (RICARF), aprovado pela Portaria MF nº 343, de 9 de junho de 2015. Dessa forma, adota-se neste relatório o relatado no acórdão paradigma. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 94 5. 90 05 85 /2 01 4- 67 Fl. 64765DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 2 do Acórdão n.º 3401-010.376 - 3ª Sejul/4ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10945.900585/2014-67 Trata-se de Embargos de Declaração contra decisão proferida por esta Turma e assim ementada: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL (COFINS) Período de apuração: 01/10/2009 a 31/12/2009 PRECLUSÃO. MATÉRIA NÃO IMPUGNADA. A matéria não impugnada e a impugnada de maneira genérica em tempo e modo próprios não deve ser conhecida por este Colegiado. DIALETICIDADE. NÃO CONHECIMENTO. Para ser conhecido o recurso é necessário o enfrentamento dos fundamentos da decisão atacada. REVISÃO. LANÇAMENTO. RESSARCIMENTO. POSSIBILIDADE. SÚMULA CARF 159. Não é necessária a realização de lançamento para glosa de ressarcimento de Contribuição para o PIS/PASEP e COFINS não-cumulativos, ainda que os ajustes se verifiquem na base de cálculo das contribuições. DECADÊNCIA. ART. 150 § 4 o CTN. GLOSAS. NÃO APLICAÇÃO. Não se aplica o disposto no art. 150, § 4 o , do Código Tributário Nacional (CTN) no caso de análise de solicitação de crédito em despacho decisório, por não se tratar a operação de lançamento. NÃO INCIDÊNCIA. PIS. COFINS. EXPORTAÇÃO INDIRETA. COMERCIAL EXPORTADORA. A não incidência de Contribuição para o PIS/PASEP e COFINS, descrita no artigo 14, inciso VIII, da MP 2.158-35/2001, exige prova de que a venda se destinou a exportação, ou seja, prova de que a mercadoria foi efetivamente exportada. ISENÇÃO. PIS. COFINS. EXPORTAÇÃO INDIRETA. TRADING COMPANY. O artigo 1 o do Decreto 1.248/1972 isenta de Contribuição para o PIS/PASEP e COFINS a exportação indireta por meio de Trading Company desde que os bens a exportar sejam enviados diretamente a armazém alfandegado, embarque ou para regime de entreposto extraordinário na exportação. BASE DE CÁLCULO. EXCLUSÕES. VENDA NO MERCADO INTERNO. VENDAS NÃO TRIBUTADAS. Impossível a exclusão da base de cálculo da Contribuição para o PIS/PASEP e da COFINS das vendas no mercado interno e das vendas não tributadas, eis que não compõem, a priori, a base de cálculo das exações. EXCLUSÃO. BASE DE CÁLCULO. FRETES. O artigo 15 da MP 2.158-35/2001 não trata de essencialidade, mas de especialização concernente a assistência técnica, extensão rural, formação profissional e serviços da mesma natureza. Assim, salvo prova da especialização do frete, impossível a dedução. EXCLUSÃO. CUSTO AGREGADO. MÃO-DE-OBRA. Fl. 64766DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 3 do Acórdão n.º 3401-010.376 - 3ª Sejul/4ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10945.900585/2014-67 O conceito de custo agregado descrito pelo § 8 o do artigo 11 da IN SRF 635/2006 é amplo, e não vincula o custo agregado ao gasto com salário ou ainda com remuneração, limitando-se o artigo a tratar de dispêndios com mão-de-obra, ou seja, todos os valores pagos e benefícios concedidos às pessoas que prestam serviço ao contribuinte. INSUMOS. PALLETS. MATERIAL DE EMBALAGEM. Não é possível a concessão de crédito não cumulativo de Contribuição para o PIS/PASEP e COFINS ao pallet, salvo quando i) estes constituam embalagem primária do produto final, ii) quando sua supressão implique a perda do produto ou de sua qualidade, ou iii) quando exista obrigação legal de transporte em determinada embalagem. FRETE DE PRODUTOS ACABADOS ENTRE ESTABELECIMENTOS. CRÉDITO. IMPOSSIBILIDADE. Não há previsão legal de crédito referente a Contribuição para o PIS/PASEP e COFINS para frete de produtos acabados entre estabelecimentos da empresa. CRÉDITOS. MANUTENÇÃO. ART. 17 DA LEI 11.033/2004. IMPOSSIBILIDADE. A manutenção dos créditos, prevista no art. 17 da Lei 11.033/2004 não se refere a créditos cuja aquisição é vedada em lei. SÚMULA CARF 157. CRÉDITO PRESUMIDO. AGROINDÚSTRIA. MERCADORIA PRODUZIDA. O percentual da alíquota do crédito presumido das agroindústrias de produtos de origem animal ou vegetal, previsto no art. 8 o da Lei 10.925/2004, será determinado com base na natureza da mercadoria produzida ou comercializada pela referida agroindústria, e não em função da origem do insumo que aplicou para obtê-lo. Intimada, a Embargante opôs Embargos de Declaração, apontando uma série de omissões, contradições e erros de fato no julgado. Os Embargos foram acolhidos apenas e tão somente no tópico despesas com armazenagem e frete na operação de venda, isto porque, dentre as matérias declaradas preclusas por esta Turma, o tópico em questão foi, efetivamente, aventado tanto em sede de Manifestação de Inconformidade quanto em Recurso Voluntário. Voto Tratando-se de julgamento submetido à sistemática de recursos repetitivos na forma do Regimento Interno deste Conselho, reproduz-se o voto consignado no acórdão paradigma como razões de decidir: A fiscalização glosa em tópico específico as DESPESAS DE ARMAZENAGEM E FRETES NA OPERAÇÃO DE VENDA porquanto: Dentre as Notas Fiscais apresentadas pela Embargante “foram identificados fretes sem comprovação de origem, destino e/ou produto transportado” o que torna impossível a análise da natureza do frete; Fl. 64767DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 4 do Acórdão n.º 3401-010.376 - 3ª Sejul/4ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10945.900585/2014-67 Fretes entre armazéns da Embargante não geram créditos das contribuições quer estes sejam de produtos acabados, quer sejam de insumos; Quatro fretes referem-se a aquisição de ativo imobilizado. A Embargante em sede de Manifestação de Inconformidade apresentou o seguinte argumento sobre o tema: “Dentre os inúmeros fundamentos da decisão que merecem reforma, a recorrente destaca as glosas a seguir relacionadas: (...)(d3) fretes sobre a aquisição de bem não sujeito ao pagamento das contribuições e tributação monofásica e fretes de transferência entre estabelecimentos (itens 86 a 87 e 107, Informação Fiscal SEORT/EQMAC/DRF FOZ 06/2016)”. Com a máxima vênia ao ilustre Presidente desta Turma, quer parecer que, para inaugurar a lide administrativa a impugnação deve ser específica, apontar, ao menos os motivos de fato que deveriam levar ao afastamento do fundamento, o que no presente caso - sem prejuízo da vasta sabedoria do combativo patrono da Embargante - não se apresenta verdadeiro. Aliás, a Ementa do Voto destaca que “para ser conhecido o recurso é necessário o enfrentamento dos fundamentos da decisão atacada”. Pelo exposto, admito, porquanto tempestivo, e rejeito os Embargos de Declaração. CONCLUSÃO Importa registrar que, nos autos em exame, a situação fática e jurídica encontra correspondência com a verificada na decisão paradigma, de sorte que as razões de decidir nela consignadas são aqui adotadas. Dessa forma, em razão da sistemática prevista nos §§ 1º e 2º do art. 47 do anexo II do RICARF, reproduz-se o decidido no acórdão paradigma, no sentido de rejeitar os Embargos de Declaração. (documento assinado digitalmente) Ronaldo Souza Dias – Presidente Redator Fl. 64768DF CARF MF Documento nato-digital
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Numero do processo: 19311.000384/2009-21
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Primeira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Jan 31 00:00:00 UTC 2012
Numero da decisão: 1401-000.116
Decisão: Por unanimidade de votos, conterveram o julgamento em diligência para sobrestar o feito em função da conexão com Processo nº 19311.000385/2009-76 que trata do ICMS na base de cálculo das contribuições, que por sua vez está em repercussão geral
Nome do relator: ANTONIO BEZERRA NETO
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Por unanimidade de votos, conterveram o julgamento em diligência para sobrestar o feito em função da conexão com Processo nº 19311.000385/200976 que trata do ICMS na base de cálculo das contribuições, que por sua vez está em repercussão geral (assinado digitalmente) Jorge Celso Freire da Silva – Presidente (assinado digitalmente) Antonio Bezerra Neto – Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Antonio Bezerra Neto, Alexandre Antônio Alkmim Teixeira, Fernando Luiz Gomes de Mattos, Maurício Pereira Faro, Karem Jureidini Dias e Jorge Celso Freire da Silva.. Fl. 3185DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 7 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP03.0520.12237.DV7Z. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 19311.000384/200921 Resolução n.º 1401000.116 S1C4T1 Fl. 3.179 2 RELATÓRIO Tratase de recurso voluntário contra o Acórdão nº 0528.038, da 5ª Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em CampinasSP. Por economia processual, adoto e transcrevo o relatório constante na decisão de primeira instância: Trata o processo 19311.000384/200921 dos Autos de Infração relativos a Imposto sobre a Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ, fls. 355/358) e à Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL, fls. 362/366), do anocalendário de 2005, cientificados em 22/10/2009, formalizando crédito tributário no valor total de R$ 13.187.033,90 (fls. 01), aí incluídos principal, multa de ofício proporcional de 75% e juros de mora calculados até 30/09/2009, em decorrência de o contribuinte não manter a escrituração a que está obrigado na forma das leis comerciais e fiscais, ficando sujeito ao arbitramento do lucro. Em decorrência da mesma ação fiscal, foram também formalizadas, no processo 19311.000385/200976, exigências de Cofins e de Contribuição ao PIS, referentes ao anocalendário 2005, bem como, em vista da não apresentação dos arquivos digitais solicitados, exigência de multa isolada, cientificadas em igual data (22/10/2009) e formalizando crédito tributário de R$ 9.382.344,18 (= R$ 1.444.012,92 a título de PIS e correspondentes acréscimos + R$ 6.664.675,77 a título de COFINS e correspondentes acréscimos + R$ 1.273.655,49 a título de multa isolada). A ação fiscal está amparada por Mandado de Procedimento Fiscal (fls. 02/03 do processo 19311.00384/200921) contemplando: (i) Imposto de Renda Retido na Fonte do anocalendário de 2004 (redundando em exigência formalizada no processo 19311.000037/200907), (ii) a contribuição ao PIS e a COFINS do anocalendário de 2005 e, também, (iii) verificações obrigatórias em relação aos tributos e contribuições administrados pela RFB nos últimos cinco anos e no período de execução do Procedimento Fiscal. As constatações que ensejaram a autuação aqui tratada foram contextualizadas no Termo de Verificação de fls. 328/348 do processo 19311.000384/200921, sendo descritas, de forma detalhada, sob os seguintes títulos: (1) Descrição dos Fatos; (2) Fundamentação; (2.1) Tributação com base no lucro arbitrado; (2.1.1) Base de Cálculo quando conhecida a Receita Bruta; (2.2) Alteração do Regime de Incidência das contribuições; (2.3) Sistema Escriturai Eletrônico; (2.3.1) Multa isolada; (3) Verificações Obrigatórias; (4) Conclusão. Após descrever minuciosamente o procedimento fiscal, as reiteradas intimações para apresentação de documentação, os diversos pedidos de prorrogação de prazo e respectivas concessões, sem que houvesse atendimento integral, concluiu a fiscalização que: ... o contribuinte ignora as disposições das leis comerciais e fiscais, não mantém escrituração contábil e fiscal, não mantém os arquivos digitais e sistemas da escrituração eletrônica, e com intuito de retardar o andamento do presente procedimento fiscal, apresentou alegações e prorrogações de prazos meramente protelatórios, prejudicando os trabalhos desta fiscalização, ensejando tributação do IRPJ e da CSLL pela lucro arbitrado, com base no art. 530,1, do RIR/99. Fl. 3186DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 7 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP03.0520.12237.DV7Z. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 19311.000384/200921 Resolução n.º 1401000.116 S1C4T1 Fl. 3.180 3 Acerca da base de cálculo para o IRPJ e CSLL, objeto do presente processo 19311.000384/200931, esclarece a fiscalização ter observado o art. 532 do RIR/99 e que: Para determinação da receita bruta e das outras receitas, considerouse o Demonstrativo de Apuração das Contribuições Sociais (DACON) e não a Declaração de Informações EconômicoFiscais da Pessoa Jurídica (DIPJ), em virtude daquele conter informações mensais necessárias à apuração trimestral do lucro arbitrado, e esta, informações anuais, por conta do período anual de apuração do IRPJ e da CSLL. Desta forma, conforme demonstrado no anexo ao presente termo, denominado "Tabela 1 Base de Cálculo do IRPJ e CSLL Lucro arbitrado", o lucro arbitrado foi constituído pela somatória: do resultado da aplicação do percentual de 9,6 sobre a receita bruta, constituída pelas receitas de revenda, e as outras receitas, que constituem acréscimos ci base de cálculo. (...) Em oposição à exigência, o contribuinte, por intermédio de seu procurador (procuração às fls. 388 do processo 19311.000384/200921), protocolizou, em 23/11/2009, a impugnação de fls. 371/387, acompanhada dos documentos de fls. 388/402, com as razões de defesa a seguir sintetizadas. Impugnação de igual teor foi também protocolizada, na mesma data, no processo 19311.000385/200976 (fls. 376/392. acompanhada dos documentos de fls. 393/407). Alega, de início, não ter a fiscalização demonstrado que poderia realizar o lançamento na modalidade de arbitramento como o fez. Classifica de longa e confusa a descrição contida no Termo de Verificação Fiscal 001, a qual teria apenas o propósito de tentar confundir até levar a erro o julgador, porque o conduziria a entender que o contribuinte não atendeu as solicitações e que o Sr. AFRF não dispunha de elementos para apurar o lucro real, o que não é verdade ... Ressalta que a fiscalização relacionada ao IRRF do exercício 2005 foi encerrada em 05/02/2009 com a lavratura de auto de infração sobre a problemática do cartão de incentive house, tendo a ação fiscal prosseguido em relação à contribuição para o PIS e COFINS no exercício 2006, anocalendário de 2005. Argumenta que, ao invés de focar seu trabalho no que realmente constava do MPF (PIS e COFINS), a ação fiscal foi direcionada para outros elementos, com a finalidade de fazer as verificações obrigatórias, tendo sido solicitado em 13 de março de 2009 os arquivos digitais contábeis de janeiro 2004 a dezembro de 2008 e a disponibilização dos livros de apuração do IPI e do LALUR, passando a intercalar solicitações da fiscalização específica (PIS e COFINS) com as denominadas verificações obrigatórias, deixando o contribuinte ainda mais confuso. Reportase a algumas das intimações efetuadas pela fiscalização, alegando, em síntese, que: em 27/08/2009, o contribuinte entregou os arquivos digitais contábeis solicitados anos 2004 a 2007, valendo destacar que foi parcial o ano de 2004 e na Fl. 3187DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 7 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP03.0520.12237.DV7Z. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 19311.000384/200921 Resolução n.º 1401000.116 S1C4T1 Fl. 3.181 4 íntegra os demais, especialmente o do ano 2005, objeto da fiscalização do PIS e da COFINS; em 18/09/2009, entregou os arquivos digitais do ano de 2004 completo (fls. 08 do termo fiscal); consta de fls. 08 do Termo Fiscal que foram realizados os cotejos das informações dos arquivos digitais contábeis do contribuinte com a DCTF e foi reconhecida a sua consistência; foram efetivamente entregues para a fiscalização os livros diário e razão de 2004 e de janeiro a julho de 2005; tendo sido apenas solicitado fosse entregue a íntegra do ano de 2005 no dia 23/09/09; também apenas no dia 03/09/2009foi solicitado pela fiscalização layout padronizados 4.1 a 4.9 do ano calendário 2005 (fls. 08 termo fiscal), para fins de correta apuração do PIS e COFINS e dos seus créditos; conforme se depreende de fls. 16 do Termo Fiscal, o contribuinte já havia apresentado, no formato e layout exigido pela fiscalização, o livro de registro de entrada e saída do ano de 2005, que seriam suficientes para verificar os créditos e a apuração do PIS e COFINS; no dia 23/09/09 o contribuinte esteve perante a AFRF e apenas foi solicitado a íntegra do ano de 2005 do livro diário e razão, entendendo superada a exigência de 03/09/2009; indagada se, diante dos elementos até então entregues, não seriam dispensáveis os livros impressos, a fiscal esclareceu que assim também entendia mas como estaria previsto na legislação que deve o contribuinte também ter o livro em papel impresso ela entendia ser necessário sua entrega com as formalidades legais: o contribuinte acenou com o prazo de entrega de todos os anos pedidos até 2007 de até 45 dias, mas antes disso foi surpreendido com a autuação por arbitramento, sob alegação de que o contribuinte não entregou o arquivo exigido no termo fiscal de 03/09/09 (superado pela conversa do dia 23/09/09 e por já ter sido entregue o LRE e LRS no formato por ela exigido) e justamente por não ter entregue o livro impresso de agosto a dezembro de 2005. Discorda do arbitramento, argumentando tratarse de forma de tributação excepcional, aplicável somente quando preenchidos os requisitos legais. Acrescenta que: fez apuração pelo lucro real, conforme DIPJ, tendo entregue todos os arquivos digitais solicitados pela fiscalização, exceção apenas ao layout padrão 4.1 a 4.9 da intimação 03/09/09 que ficou superado com a lembrança de que havia entregue o LRE e o LRS no formato por ela anteriormente solicitado, bem como, possuiu todos os livros e documentos contábeis hábeis para suportar a sua opção pelo lucro real, jamais tendo se recusado a exibilos para a fiscalização; Fl. 3188DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 7 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP03.0520.12237.DV7Z. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 19311.000384/200921 Resolução n.º 1401000.116 S1C4T1 Fl. 3.182 5 se a fiscalização entendeu arbitrar o lucro relativo ao ano de 2005, até por questão de coerência e certeza, não poderia mencionar de forma contraditória que os arquivos contábeis digitais, inclusive o do ano de 2005, seriam consistentes inclusive quanto aos cotejos realizados, por análise e reanálise minuciosa realizada, conforme consta do termo de verificação fiscal fls. 20 e 21; são dispensáveis os arquivos solicitados em 03/09/09 para ter certeza das bases de cálculo de PIS e Cofins, notadamente, ST, alíquota zero, não incidência e etc, pois a Tabela 2 anexa ao termo de verificação fiscal 001 de 21/10/09, chega a contemplar coluna com exclusão da base de cálculo relativa a receitas isentas, suspensão e etc, apenas do período de janeiro a julho de 2005 obtida na DACON e das planilhas memórias de cálculo entregue pela contribuinte e dos arquivos anteriormente entregues; com as informações de que dispunha a fiscalização, tanto que as utilizou e deu por consistente e bom em cotejo minucioso e até mesmo para servir de exclusão de base de cálculo do PIS e COFINS, além da nítida contradição da fiscalização o que compromete sua autuação, verificamos que todos os livros ou documentos que foram disponibilizados para a fiscalização o Sr. AFRF poderia apurar o lucro... real e não optar pelo arbitramento; a fiscalização sequer era relativa ao IRPJ e à CSLL, mas foi realizado arbitramento, ainda que tenha dado por consistente os arquivos digitais entregues e, sobretudo, por ser a fiscalização apenas do PIS e COFINS; possuindo a empresa contabilidade e sendo possível apurar o lucro real, descabe lançamento com base no lucro arbitrado, conforme aponta a jurisprudência do Conselho de Contribuintes, que cita; ainda que por hipótese houvesse a falta de comparecimento e apresentação dos documentos e livros, o que não é o caso, ainda assim o Conselho de Contribuintes tem afastado o lançamento por arbitramento, conforme ementas de acórdãos que menciona; tanto é compatível, consistente e boa a contabilidade e as informações prestadas pela empresa que a fiscalização até de forma contraditória com o lançamento pelo lucro arbitrado, não apenas utilizouse de suas informações, como deu por boa e consistente a contabilidade digital entregue e realizou exclusões da base de cálculo do Pis e Cofins; nesse ponto, ao tratar das exclusões da base de cálculo do Pis e Cofins, a contradição fiscal é extremada, pois ainda que considerasse ser possível num lançamento arbitrado exclusões, se utilizou as informações para as exclusões da DACON entregue, qual a razão de não considerar os meses de agosto a dezembro? Entende ser indevido e nulo o lançamento com base no lucro arbitrado do IRPJ, CSLL, PIS e COFINS e a multa isolada. Requer a realização de diligência e perícia para apuração do lucro real de acordo com a realidade de sua escrituração contábil, nos seus livros, registros e documentos, que encontramse à disposição na sua sede social. Para demonstrar a ilegalidade da não concessão de produção de provas no processo administrativo, reportase aos arts. 2° e 3o da Lei 9.874/99, a dispositivos constitucionais e a excertos doutrinários e de decisões judiciais. Opõese à caracterização de falta de entrega de arquivo digital e considera indevida a multa lançada reprisando argumentos já explanados contra o arbitramento bem como a conclusão de que entregou todos os arquivos digitais solicitados, inclusive LRE e LRS no formato e layout exigido pela própria fiscalização, sendo interessante Fl. 3189DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 7 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP03.0520.12237.DV7Z. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 19311.000384/200921 Resolução n.º 1401000.116 S1C4T1 Fl. 3.183 6 ressaltar que a contabilidade digital entregue dos anos de 2004 a 2007foi dada por consistente em minuciosa análise de reanálise e cotejo fiscal, conforme consta das fls. 20 e 21, devendo a mesma ser afastada. Discorda do lançamento do PIS e da COF1NS, argumentando não poder sofrer tributação de forma cumulativa com base em sua receita bruta em razão do indevido lançamento arbitrado. Alega afronta ao princípio da capacidade contributiva e de não confisco, desconsideração da opção externada nas declarações, impossibilidade de desconsideração de pagamentos aos fornecedores e créditos na atual sistemática não cumulativa. Entende que se havia uma forma para ser realizado o lançamento com base nas informações prestadas pela própria empresa de forma menos gravosa, esta deveria ter sido inicialmente utilizada, independentemente de qualquer outro fato do procedimento. Acrescenta que: não foram observadas pela fiscalização as diretrizes da decisão do E. STF que, ao julgar Recurso Extraordinário, declarou a inconstitucionalidade do § Io do art. 3o da Lei 9.718/98, devendo ser excitadas da base de cálculo do PIS e da COFINS outras receitas que não sejam decorrentes de seu faturamento, não prevalecendo até a edição das leis 10.637/02 e 10.833/03 o conceito de faturamento ampliado para a totalidade das receitas, sendo somente nesse ponto nulo o lançamento; devem ser excluídos da base de cálculo do PIS e da Cofins os valores do ICMS, sob pena de incidirem as contribuições não sobre o faturamento mas sobre o imposto, o que não é tolerado pelo ordenamento e também não é condizente com o conceito de faturamento. A DRJ, manteve integralmente o lançamento, nos termos da ementa abaixo: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 2005 FALTA DE APRESENTAÇÃO DE LIVROS FISCAIS E CONTÁBEIS. ARBITRAMENTO. IRPJ. CSLL. É cabível o arbitramento do lucro se a pessoa jurídica, durante a ação fiscal, deixar de exibir a escrituração que a ampararia na tributação com base no lucro real. Inexistindo arbitramento condicional, inócua é a pretensão do contribuinte em apresentar a escrituração que dispõe ou requerer diligência ou perícia para verificação da apuração do lucro real. Irresignada com a decisão de primeira instância a interessada interpôs recurso voluntário a este Conselho, repisando os tópicos trazidos anteriormente na impugnação. É o relatório. Fl. 3190DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 7 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP03.0520.12237.DV7Z. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 19311.000384/200921 Resolução n.º 1401000.116 S1C4T1 Fl. 3.184 7 VOTO Conselheiro Antonio Bezerra Neto, Relator O presente processo de nº 19311.000384/200921 trata dos Autos de Infração relativos ao Imposto sobre a Renda da Pessoa Jurídica e à Contribuição Social sobre o Lucro Líquido, do anocalendário de 2005, em decorrência de o contribuinte não manter a escrituração a que está obrigado na forma das leis comerciais e fiscais, ficando sujeito ao arbitramento do lucro. Também faz parte do mesmo procedimento fiscal, as exigências de Cofins e de Contribuição ao PIS, referentes ao anocalendário 2005, bem como, multa isolada pela não apresentação dos arquivos digitais solicitados que estão formalizados em processo a parte (19311.000385/200976). Outrossim, a Portaria SRF n.º 6.129, de 02/12/2005, regulamentou os casos em que o autos de infração devem ser objeto de um único processo em razão da nova redação dada pelo artigo 113 da Lei n.º 11.196/2005 ao parágrafo 1.º do artigo 9.º do Decreto n.º 70.235/1972. Tais casos são: “Art. 1º Serão objeto de um único processo administrativo: I as exigências de crédito tributário do mesmo sujeito passivo, formalizadas com base nos mesmos elementos de prova, referentes: a) ao Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) e aos lançamentos dele decorrentes relativos à Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), ao Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF), à Contribuição para o PIS/Pasep ou à Contribuição para o Financiamento a Seguridade Social (Cofins)” Tanto faz parte do mesmo procedimento fiscal que a DRJ julgou todas essas matérias em um único Acórdão, que faz parte do presente processo. Afora isso, constato ainda que o processo conexo (19311.000385/200976), entre outras matérias trata do ICMS na base de cálculo das contribuições, que por sua vez está em repercussão gera no STF. Diante dos fatos esposados, conduzo meu voto no sentido de converter o julgamento em diligência para que o presente processo seja enviado à. Secretaria da lª Seção do CARF, para verificar o estado e a distribuição atual do processo conexo e, conforme o caso, providenciar a anexação do processo 19311.000385/200976 a este, para que sejam julgados em conjunto, após o deslinde da Repercussão Geral no STF. (assinado digitalmente) Antonio Bezerra Neto Fl. 3191DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 7 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP03.0520.12237.DV7Z. Consulte a página de autenticação no final deste documento. PÁGINA DE AUTENTICAÇÃO O Ministério da Fazenda garante a integridade e a autenticidade deste documento nos termos do Art. 10, § 1º, da Medida Provisória nº 2.200-2, de 24 de agosto de 2001 e da Lei nº 12.682, de 09 de julho de 2012. Documento produzido eletronicamente com garantia da origem e de seu(s) signatário(s), considerado original para todos efeitos legais. Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001. Histórico de ações sobre o documento: Documento juntado por ANTONIO BEZERRA NETO em 15/05/2012 13:56:30. Documento autenticado digitalmente por ANTONIO BEZERRA NETO em 15/05/2012. Documento assinado digitalmente por: JORGE CELSO FREIRE DA SILVA em 25/09/2012 e ANTONIO BEZERRA NETO em 15/05/2012. Esta cópia / impressão foi realizada por MARIA MADALENA SILVA em 03/05/2020. Instrução para localizar e conferir eletronicamente este documento na Internet: EP03.0520.12237.DV7Z Código hash do documento, recebido pelo sistema e-Processo, obtido através do algoritmo sha1: 093E83990D278199F8353085B1C00DC429DAB06C Ministério da Fazenda 1) Acesse o endereço: https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx 2) Entre no menu "Legislação e Processo". 3) Selecione a opção "e-AssinaRFB - Validar e Assinar Documentos Digitais". 4) Digite o código abaixo: 5) O sistema apresentará a cópia do documento eletrônico armazenado nos servidores da Receita Federal do Brasil. página 1 de 1 Página inserida pelo Sistema e-Processo apenas para controle de validação e autenticação do documento do processo nº 19311.000384/2009-21. Por ser página de controle, possui uma numeração independente da numeração constante no processo.
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Numero do processo: 15374.913736/2008-34
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Primeira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu May 26 00:00:00 UTC 2011
Numero da decisão: 1401-000.075
Decisão: ACORDAM os membros da 4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do relator.
Nome do relator: ALEXANDRE ANTONIO ALKMIM TEIXEIRA
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ACORDAM os membros da 4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Viviane Vidal Wagner Presidente (assinado digitalmente) Alexandre Antonio Alkmim Teixeira Relator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Viviane Vidal Wagner (Presidente), Mauricio Pereira Faro, Alexandre Antonio Alkmim Teixeira, Antonio Bezerra Neto, Fernando Luiz Gomes De Mattos e Karem Jureidini Dias Fl. 1DF CARF MF Emitido em 06/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 30/06/2011 por ALEXANDRE ANTONIO ALKMIM TEIXE Assinado digitalmente em 06/07/2011 por VIVIANE VIDAL WAGNER, 30/06/2011 por ALEXANDRE ANTONIO ALKMI M TEIXE Processo nº 15374.913736/200834 Resolução n.º 1401000.075 S1C4T1 Fl. 2 2 Relatório Os fatos constantes dos processos nº 15374.913733/200809, 15374.913734/200845, 15374.913736/200834, 15374.913743/200836, 15374.913744/2008 81, 15374.913745/200825, 15374.913746/200870, 16374.913847/200814, 16374.913749/200811, 15374.913750/200838, 15374.913751/200882, 15374.913752/2008 27, 15374.913758/200802, 15374.913761/200818, 15374.913762/200862 e 15374.913763/200815 são os mesmos. Tratam os feitos de pedido de restituição cumulado com declaração de compensação não homologada pela DERAT – RJ, ao argumento de inexistência do direito creditório indicado em PER/DCOMP. Segundo consta dos autos, a Recorrente realizou o pagamentos a título de antecipação do imposto de renda pago devido por estimativa na apuração do imposto de renda pelo lucro real anual. Classificando referido recolhimento como “Pagamento Indevido ou a Maior”, a Recorrente pretende, por meio da presente DCOMP, a utilização de referido crédito para compensação com débitos de IRPJestimativa de anoscalendário posteriores. Em análise perante a DERAT/RJ, foi identificado que os pagamentos objeto de pedido de restituição constam no sistema da RFB como tendo sido utilizado e não disponível. Assim, foi negada a compensação postulada, por inexistência do creditório objeto de restituição. Em cada um dos processos, intimada a contribuinte acerca do despacho denegatório da compensação, a Recorrente apresentou idêntica manifestação de inconformidade, em que alegou ter acumulado durante os anoscalendário de 1998 a 2002, sucessivos saldos negativos de imposto de renda. Alega, ainda “que as compensações efetuadas até o mês de setembro de 2002, não estavam sujeitas a elaboração de procedimento formal para a Receita federal, ou seja, não era necessária a elaboração do formulário de compensação”. Diante disso, alega que “no exercício de 2001, a empresa apurou um imposto a pagar no valor de R$ 30.433,97, que por sua vez, foi devidamente compensado com os créditos gerados pelas antecipações efetuadas no exercício de 1999”. Por fim, a Recorrente reconhece que “a declaração deveria ter sido apresentada como saldo negativo” mas que “naquela época, ainda existia muitas dúvidas em relação ao preenchimento da declaração em questão (PERDCOMP), naquele momento, por uma interpretação, a declaração foi preenchida como pagamento indevido a maior”. Assim, a Recorrente apresentou nova DCOMP, como original, mas com o objetivo de retificar a declaração originalmente apresentada. Postas as manifestações de inconformidade em julgamento perante a DRJ do Rio de Janeiro, foram as mesmas rejeitadas ao fundamento de que não seria possível, em sede recursal, alterarse o crédito objeto de restituição para formalizar a compensação originalmente postulada e que havia sido negada pela inexistência do direito creditório. Fl. 2DF CARF MF Emitido em 06/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 30/06/2011 por ALEXANDRE ANTONIO ALKMIM TEIXE Assinado digitalmente em 06/07/2011 por VIVIANE VIDAL WAGNER, 30/06/2011 por ALEXANDRE ANTONIO ALKMI M TEIXE Processo nº 15374.913736/200834 Resolução n.º 1401000.075 S1C4T1 Fl. 3 3 Inconformada, a Recorrente apresentou recursos voluntários, em que alega não ter havido alteração do direito creditório na manifestação de inconformidade. Segundo entende, a nomenclatura “saldo negativo” teria sido criada pela IN nº 600, de 2005, razão pela qual a Recorrente se utilizou de referido termo, mas que pretende a restituição do mesmo crédito, composto pelo recolhimento “a maior” das estimativas no curso do anocalendário. No entanto, no seu entendimento, “pouco importa a nomenclatura que se dê para o direito creditório declarado. O simples erro de classificação do direito creditório não deve ensejar a cobrança de valores que efetivamente inexistem. Isto porque é relevante a existência em si do crédito, sendo indiferente a classificação que lhe for atribuída”. Fundada assim, no princípio da verdade material, a Recorrente pugna pela reforma das decisões recorridas e o efetivo reconhecimento do direito creditório. Como prova de seu crédito, apresentou planilha com a composição das antecipações do IR recolhidos por estimativa e do imposto de renda a pagar nos anos calendário 1995 a 2002. Dada a identidade material dos processos 15374.913733/200809, 15374.913734/200845, 15374.913736/200834, 15374.913743/200836, 15374.913744/2008 81, 15374.913745/200825, 15374.913746/200870, 16374.913847/200814, 16374.913749/200811, 15374.913750/200838, 15374.913751/200882, 15374.913752/2008 27, 15374.913758/200802, 15374.913761/200818, 15374.913762/200862 e 15374.913763/200815, promovo, com base no disposto no § 7º do art. 58 do RICARF, o julgamento conjunto dos processos. É este, em suma, o relatório. Voto Conselheiro Alexandre Antonio Alkmim Teixeira, Relator Os recursos são tempestivos e, atendidos os demais requisitos legais, deles conheço. Identifico no caso dos autos que a Recorrente errou, de fato, ao indicar como direito creditório, as estimativas recolhidas no curso dos anoscalendário. No entanto, identifico também que existiu inequívoca intenção de postular a restituição do saldo negativo apurado em referidos anos. Na verdade, encerrado o anocalendário, as estimativas recolhidas no período se consolidam para a formação do saldo de imposto e, caso haja recolhimento acima do apurado, este é trazido na formação do saldo negativo. Assim, em essência, o saldo negativo nada mais é do que os recolhimento a maior do imposto no curso do anocalendário a título de estimativas ou de imposto retido na fonte. Assim, em homenagem ao princípio da verdade real e do não enriquecimento ilícito do estado, entendo que os pedidos de restituição em análise devem ser processadas como Fl. 3DF CARF MF Emitido em 06/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 30/06/2011 por ALEXANDRE ANTONIO ALKMIM TEIXE Assinado digitalmente em 06/07/2011 por VIVIANE VIDAL WAGNER, 30/06/2011 por ALEXANDRE ANTONIO ALKMI M TEIXE Processo nº 15374.913736/200834 Resolução n.º 1401000.075 S1C4T1 Fl. 4 4 o sendo em relação ao saldo negativo, na esteira de inúmeros pronunciamentos anteriores desta mesma 1ª Turma Ordinária da 4ª Câmara do CARF. Lado outro, identifico que existem informações no sistema da Receita Federal do Brasil suficientes para a identificação do direito creditório postulado, tendo em vistas as declarações de imposto de renda e DIRF’s constantes do sistema. Diante disso, proponho seja o presente feito convertido em diligência, para apuração do seguinte: 1) seja extraídas do sistema da RFB e colacionadas aos autos as DIPJ’s dos anoscalendário em que foram recolhidas as estimativas objeto do pedido de restituição; 2) seja verificado o direito creditório nas DCOMP’s em análise, tomandose o pedido de restituição das estimativas como pedido de restituição do respectivo saldo negativo do ano em que foram recolhidas; 3) sejam promovidas as diligências e verificações necessárias à constatação do direito creditório, tomandose o pedido de restituição como sendo relativo aos respectivos saldos negativos; 4) seja elaborado parecer conclusivo acerca dos PER/DCOMP, tomandose o pedido de restituição como sendo relativo aos respectivos saldos negativos; 5) seja notificado o contribuinte acerca dos termos da presente diligência. Cumpridos os termos da diligência, retornem os autos a este Conselho para julgamento. É como voto. (assinado digitalmente) Alexandre Antonio Alkmim Teixeira Relator Fl. 4DF CARF MF Emitido em 06/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 30/06/2011 por ALEXANDRE ANTONIO ALKMIM TEIXE Assinado digitalmente em 06/07/2011 por VIVIANE VIDAL WAGNER, 30/06/2011 por ALEXANDRE ANTONIO ALKMI M TEIXE
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Numero do processo: 12466.000674/94-51
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Fri Aug 29 00:00:00 UTC 1997
Data da publicação: Fri Aug 29 00:00:00 UTC 1997
Ementa: CLASSIFICAÇÃO - RECURSO DE OFÍCIO.
Confirmado que o veículo em tela atende às especificações do Ato
Declaratório COSIT/ADN n° 32/93, negado provimento ao recurso.
Numero da decisão: 301-28.547
Decisão: ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de Oficio, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: MOACYR ELOY DE MEDEIROS
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Numero do processo: 15586.001248/2007-14
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jul 27 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Wed Jul 27 00:00:00 UTC 2011
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/01/1999 a 31/12/2001
CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. DECADÊNCIA QÜINQÜENAL - SÚMULA
VINCULANTE STF Nº. 8.
O STF em julgamento proferido em 12 de junho de 2008, declarou a
inconstitucionalidade do art. 45 da Lei nº 8.212/1991. Após, editou a Súmula Vinculante n º 8, publicada em 20.06.2008, nos seguintes termos: “São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5º do Decreto-lei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário”.
Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 2403-000.657
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, Por unanimidade de votos em dar provimento ao recurso reconhecendo a decadência total do crédito tributário com base no art. 150 § 4º do CTN.
Matéria: Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal
Nome do relator: MARTHIUS SAVIO CAVALCANTE LOBATO
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ementa_s : CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/1999 a 31/12/2001 CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. DECADÊNCIA QÜINQÜENAL - SÚMULA VINCULANTE STF Nº. 8. O STF em julgamento proferido em 12 de junho de 2008, declarou a inconstitucionalidade do art. 45 da Lei nº 8.212/1991. Após, editou a Súmula Vinculante n º 8, publicada em 20.06.2008, nos seguintes termos: “São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5º do Decreto-lei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário”. Recurso Voluntário Provido.
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DECADÊNCIA QÜINQÜENAL SÚMULA VINCULANTE STF Nº. 8. O STF em julgamento proferido em 12 de junho de 2008, declarou a inconstitucionalidade do art. 45 da Lei n º 8.212/1991. Após, editou a Súmula Vinculante n º 8, publicada em 20.06.2008, nos seguintes termos:“São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5º do Decretolei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário”. Recurso Voluntário Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, Por unanimidade de votos em dar provimento ao recurso reconhecendo a decadência total do crédito tributário com base no art. 150 § 4º do CTN. Ivacir Julio de Souza – Presidente Substituto Marthius Sávio Cavalcante Lobato Relator Fl. 169DF CARF MF Impresso em 03/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/01/2012 por MARIA MADALENA SILVA, Assinado digitalmente em 10/01/2012 por MARTHIUS SAVIO CAVALCANTE LOBATO, Assinado digitalmente em 12/01/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA 2 Participaram do presente julgamento os Conselheiros Ivacir Júlio de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Marcelo Magalhães Peixoto, Marthius Sávio Cavalcante Lobato e Cid MArconi Gurgel de Souza. Ausente o Conselheiro Carlos Alberto Mees Stringari. . Fl. 170DF CARF MF Impresso em 03/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/01/2012 por MARIA MADALENA SILVA, Assinado digitalmente em 10/01/2012 por MARTHIUS SAVIO CAVALCANTE LOBATO, Assinado digitalmente em 12/01/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA Processo nº 15586.001248/200714 Acórdão n.º 240300.657 S2C4T3 Fl. 308 3 Relatório Adoto integralmente o relatório de fls. 133/134, in verbis: Tratase de Notificação Fiscal de Lançamento de Débito — NFLD (DEBCAD 37.133.0106) encaminhada para a Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento Rio de Janeiro II, cuja competência para julgamento dos processos do Espírito Santo foi estabelecida pela Portaria RFB 10.238, de 15/05/2007. 2. O crédito referese a contribuições sociais destinadas: 2.1. À Seguridade Social, correspondentes à parte da empresa, à parte dos segurados empregados e ao financiamento dos beneficios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa, decorrentes dos riscos ambientais do trabalho. 2.2. Aos Terceiros: FNDE, INCRA, SESC e SEBRAE 3.0 valor do presente lançamento é de R$ 116.870,17 (cento e dezesseis mil, oitocentos e setenta e sete reais e dezessete centavos), consolidado em 07/12//2007. 4. De acordo com o relatório fiscal, i de fls. 67/74, o crédito tem origem nas remunerações pagas aos segurados empregados, sendo seus respectivos valores distribuídos entre os seguintes Levantamentos: 4.1. FAD — Folha alimentação empregados: Valores referentes ao fornecimento de alimentação aos segurados empregados sem a necessária inscrição no Programa de Alimentação do Trabalhador — PAT, gerenciado pelo Ministério do Trabalho, atualmente Ministério do Trabalho e Emprego. 4.2. FDE — Folha prestadores empregados: Considerados como salário de contribuição de segurados empregados, valores não constantes das folhas de pagamento, pagos por meio de recibos a segurados empregados que prestaram serviços à instituição antes, durante e depois da vigência de seus respectivos contratos de trabalho. 4.3. FDP — Folha previdência empregados: Valores referentes a concessão de plano de previdência complementar aos segurados empregados pertencentes ao corpo docente da instituição, beneficio este que não era extensivo aos demais segurados empregados. 4.4. FSD — Folha seguro de vida empregados: Valores referentes à concessão de plano de seguro de vida em grupo aos segurados empregados pertencentes ao corpo docente da instituição, beneficio este que não era extensivo aos demais segurados empregados. 4.5. PCD — Pagamento contribuinte individual: Valores referentes a pagamentos efetuados pela prestação de Fl. 171DF CARF MF Impresso em 03/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/01/2012 por MARIA MADALENA SILVA, Assinado digitalmente em 10/01/2012 por MARTHIUS SAVIO CAVALCANTE LOBATO, Assinado digitalmente em 12/01/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA 4 serviços de segurados contribuintes individuais. 5. O lançamento foi efetuado em 07/12/2007, dentro do lapso temporal determinado pelo Mandado de Procedimento Fiscal n° 09428406F00, de fls. 56/57, compatível com os períodos de fiscalização e apuração do crédito, com a devida ciência do contribuinte. DA IMPUGNAÇÃO 6. A empresa notificada apresentou impugnação tempestiva, de fls. 118/122, argumentando, em síntese, que o lançamento, referente a período anterior a cinco anos, não pode prosperar, face a sua decadência operada, sendo aplicável às contribuições previdenciárias o prazo decadencial estipulado pelo artigo 173, inciso 1, do Código Tributário Nacional. Acrescenta a defendente que, conforme decisão da Corte Especial do Egrégio Superior Tribunal de Justiça, prolatada recentemente, o art. 45 da Lei n° 8.212/91, que estabelece o prazo decadencial de 10 anos para as contribuições previdenciárias, é inconstitucional. A instância “a quo” analisou a autuação e a impugnação, julgando procedente a autuação assim ementado: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/1999 a31/12/2001 CONTRIBTAÇÃO PREVIDENCIÁRIA. PRAZO DECADENCIAL. Não há decisão do Supremo Tribunal Federal, em Ação Direta de Inconstitucionalidade, ou Resolução do Senado Federal, na hipótese prevista na Constituição Federal, afastando a aplicação do art. 45 da Lei 8.212/91 por inconstitucionalidade, estando o referido dispositivo em plena vigência não podendo deixar de ser aplicado pela Administração. Lançamento Procedente Irresignado, recorre voluntárimente, fl. 155/159 Alega a Decadência requerendo a aplicação da Súmula Vinculante nº 08 do STF. É o Relatório. Fl. 172DF CARF MF Impresso em 03/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/01/2012 por MARIA MADALENA SILVA, Assinado digitalmente em 10/01/2012 por MARTHIUS SAVIO CAVALCANTE LOBATO, Assinado digitalmente em 12/01/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA Processo nº 15586.001248/200714 Acórdão n.º 240300.657 S2C4T3 Fl. 309 5 Voto Conselheiro Marthius Sávio Cavalcante Lobato , Relator PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE: O recurso foi interposto tempestivamente, conforme informação de fl. Conheço do recurso. DA DECADÊNCIA Conforme ementa transcrita, a decadência somente não fora acolhida sob o fundamento de que o prazo nos termos do artigo 45 e 46 da Lei 8.212/91 aplicada é de 10 (dez) anos. O Supremo Tribunal Federal – STF editou a Súmula Vinculante nº 8 em 20.06.2008, nos seguintes termos: Súmula Vinculante nº 8 São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5º do Decretolei 1.569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário. Publicada no DOU de 20/6/2008, Seção 1, p.1. O período de apuração compreendeu a competência 01/01/1999 a 31/12/2001 e o lançamento ocorreu em 07/12/2007. Às fls. 40/47 há RDA que demonstram recolhimentos antecipados a homologar entre as competências 01/1998 a 09/2007. Portanto, em razão da declaração de inconstitucionalidade dos arts 45 e 46 da Lei nº 8.212/1991 pelo STF, há que serem observadas as regras previstas no Código Tributário Nacional CTN. Dessa forma, constatase que já se operara a decadência do direito de constituição dos créditos ora lançados, nos termos dos artigos 150, § 4o, do Código Tributário Nacional. CONCLUSÃO Conheço do Recurso e DOULHE PROVIMENTO para aplicar a decadência, nos termos dos fundamentos supra que fica fazendo parte do presente dispositivo, julgando improcedente o lançamento. É como voto. Marthius Sávio Cavalcante Lobato Fl. 173DF CARF MF Impresso em 03/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/01/2012 por MARIA MADALENA SILVA, Assinado digitalmente em 10/01/2012 por MARTHIUS SAVIO CAVALCANTE LOBATO, Assinado digitalmente em 12/01/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA 6 Fl. 174DF CARF MF Impresso em 03/05/2012 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/01/2012 por MARIA MADALENA SILVA, Assinado digitalmente em 10/01/2012 por MARTHIUS SAVIO CAVALCANTE LOBATO, Assinado digitalmente em 12/01/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA
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Numero do processo: 14367.000223/2008-98
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Sep 29 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Thu Sep 29 00:00:00 UTC 2011
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/04/2004 a 31/12/2004
REGISTRO CONTÁBIL DE ATOS E FATOS OCORRIDOS.PRINCÍPIO
DA ENTIDADE. VIOLAÇÃO.
O princípio contábil da entidade reconhece o Patrimônio como objeto da Contabilidade e afirma a autonomia patrimonial da pessoa jurídica em relação aos demais patrimônios.
A contabilidade da empresa deve registrar somente os atos e os fatos ocorridos que se refiram ao seu patrimônio e não os relacionados com o patrimônio de outra empresa,hipótese em que haverá violação ao princípio contábil da entidade.
Recurso Voluntário Provido em Parte.
Numero da decisão: 2403-000.743
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso, determinando o recálculo da multa de mora, com base na redação dada pela Lei 11.941/2009 ao artigo 35, caput, da Lei 8.212/91 e prevalência da mais benéfica ao
contribuinte. Vencido o conselheiro Paulo Mauricio Pinheiro Monteiro na questão da multa de mora.
Nome do relator: CID MARCONI GURGEL DE SOUZA
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ementa_s : CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/04/2004 a 31/12/2004 REGISTRO CONTÁBIL DE ATOS E FATOS OCORRIDOS.PRINCÍPIO DA ENTIDADE. VIOLAÇÃO. O princípio contábil da entidade reconhece o Patrimônio como objeto da Contabilidade e afirma a autonomia patrimonial da pessoa jurídica em relação aos demais patrimônios. A contabilidade da empresa deve registrar somente os atos e os fatos ocorridos que se refiram ao seu patrimônio e não os relacionados com o patrimônio de outra empresa,hipótese em que haverá violação ao princípio contábil da entidade. Recurso Voluntário Provido em Parte.
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VIOLAÇÃO. O princípio contábil da entidade reconhece o Patrimônio como objeto da Contabilidade e afirma a autonomia patrimonial da pessoa jurídica em relação aos demais patrimônios. A contabilidade da empresa deve registrar somente os atos e os fatos ocorridos que se refiram ao seu patrimônio e não os relacionados com o patrimônio de outra empresa,hipótese em que haverá violação ao princípio contábil da entidade. Recurso Voluntário Provido em Parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso, determinando o recálculo da multa de mora, com base na redação dada pela Lei 11.941/2009 ao artigo 35, caput, da Lei 8.212/91 e prevalência da mais benéfica ao contribuinte. Vencido o conselheiro Paulo Mauricio Pinheiro Monteiro na questão da multa de mora. Carlos Alberto Mees Stringari Presidente. Cid Marconi Gurgel de Souza – Relator. Fl. 1DF CARF MF Emitido em 10/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 28/10/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 28/ 10/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 03/11/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carlos Alberto Mees Stringari, Ivacir Júlio de Souza, Cid Marconi Gurgel de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Marcelo Magalhães Peixoto e Marthius Sávio Cavalcante Lobato. Fl. 2DF CARF MF Emitido em 10/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 28/10/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 28/ 10/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 03/11/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 14367.000223/200898 Acórdão n.º 2403000.743 S2C4T3 Fl. 54 3 Relatório Tratase de recurso voluntário apresentado às fls.45 a 49 contra decisão da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento de Belém/PA (fls.33 a 40) que julgou PROCEDENTE o lançamento constante no Auto de Infração de Obrigação Principal nº 37.146.0450, no valor originário de R$ 65.433,84 (sessenta e cinco mil, quatrocentos e trinta e três reais e oitenta e quatro centavos). A autuação, segundo o relatório fiscal às fls. 20 a 23, corresponde às contribuições devidas à Seguridade Social descontadas dos segurados empregados incidentes sobre a remuneração destes (rubrica segurados). O período objeto da fiscalização compreendeu as competências de 01/2004 a 12/2004. Ainda segundo o relatório fiscal, a empresa, durante as competências 04/2004 a 12/2004, não informou em GFIP’s todos os fatos geradores de contribuições sociais previdenciárias, tendo informado tão somente rendimentos de trabalho assalariado no valor de R$ 483.349,91 (quatrocentos e oitenta e três mil, trezentos e quarenta e nove reais e noventa e um centavos) na DIPJ – Declaração de Imposto de Renda Pessoa Jurídica e na contabilidade (Diário e Razão) sem a correspondente inserção dos mesmos na GFIP – Guia de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência. Desta autuação, a recorrente foi notificada em 08/09/2008 e apresentou impugnação às fls. 26 a 30 alegando em síntese: Que fossem reunidos os autos de infração nº 37.146.0484 e nº 37.146.046 8 e 37.146.0476 para serem julgados conjuntamente em face do princípio da economia processual, para que a requerente não tenha que repetir por quatro vezes a juntada dos mesmos documentos e nas mesmas quantidades mencionadas, posto que os documentos juntados de um servirão para todos os outros; Que desde suas origens, o grupo da rede Amazônica vinha lutando para obter mais espaço na grade de programação da Rede Globo para ser utilizado em documentários e discussão de temas regionais de interesse da Amazônia, com o objetivo de demonstrar a importância de sua preservação, tornar conhecido seu potencial turístico e promover o desenvolvimento regional sustentável; Que em 1993, por meio da portaria nº 1.278 obteve a permissão para retransmissão na cidade de Manaus, através do canal 44, sendo mantido como símbolo da luta pelo desenvolvimento regional, cujo foi denominado Amazon Sat; Fl. 3DF CARF MF Emitido em 10/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 28/10/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 28/ 10/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 03/11/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 4 Que para obter um canal satélite em seu próprio nome, ganhou a concorrência pública adquirindo o canal 22 para a cidade de Porto Velho; Que com o referido canal 22, obtido pela requerente, o canal 44 tem o mesmo objetivo concedido para a cidade de Manaus, ambos denominados Amazon Sat; Que nos primeiros anos após a obtenção da concessão de 2002, que foi quando a Amazônia Cabo Ltda. passou a existir de fato, a requerente não dispunha de mãodeobra própria e que todo o trabalho de administração era feito pelo pessoal da rádio TV Amazonas, cujos salários e encargos sociais e previdenciários continuaram a ser recolhidos na folha de pagamento da Rádio TV Amazonas; Que por tudo que foi demonstrado, verificase que nenhum valor decorrente de despesas na DIPJ, como salários e ordenados, deixou de ser recolhido à previdência social, pois a parte dos empregados contratados diretamente pela recorrente foi recolhida na folha da Amazon Cabo Ltda., conforme guias recolhimento anexo, e a parte dos empregados cedidos que pertencem à Rádio TV Amazonas, foram recolhidos em sua respectiva folha; Que inexiste débito por parte da Amazônia Ltda; Que os valores que constam no auto de infração foram lançados na contabilidade apenas para efeito de espelho interno para avaliação do desempenho econômico da Amazônia Cabo Ltda., cujas despesas são recorrentes da mãodeobra cedida pela Rádio TV do Amazonas; Que a multa aplicada no auto de infração não procede; Instada a manifestarse acerca da impugnação, a 4ª Turma da DRJ/Belém PA proferiu acórdão (n°0113.885) nos seguintes termos: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/04/2004 a 31/12/2004 AIOP N° 37.146.0450. OBRIGAÇÃO PRINCIPAL. ÔNUS PROBATÓRIO. REGISTRO CONTÁBIL DE ATOS E FATOS OCORRIDOS EM OUTRA EMPRESA. IMPOSSIBILIDADE. OFENSA AO PRINCÍPIO DA ENTIDADE. O princípio contábil da entidade reconhece o Patrimônio como objeto da Contabilidade e afirma a autonomia patrimonial da pessoa jurídica em relação aos demais patrimônios. A contabilidade da empresa deve registrar somente os atos e os fatos ocorridos que se refiram ao seu patrimônio e não os relacionados com o patrimônio de outra empresa. O crédito previdenciário lavrado em conformidade com o art. 37 da Lei n° 8.212/91 e alterações c/c art. 142 do C.T.N, somente será elidido mediante a apresentação de Fl. 4DF CARF MF Emitido em 10/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 28/10/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 28/ 10/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 03/11/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 14367.000223/200898 Acórdão n.º 2403000.743 S2C4T3 Fl. 55 5 provas, pelo contribuinte, que comprove a não ocorrência desses fatos. Lançamento Procedente Irresignada com a decisão supra, a recorrente interpôs recurso voluntário às fls.45 a 49, alegando em síntese: Que o entendimento do Acórdão não corresponde à efetiva tese da contestação, e muito menos ao que consta do conjunto das provas apresentadas pela recorrente; Que demonstrou preliminarmente de forma cristalina que a obrigação legal foi cumprida pela Rádio TV Amazonas, posto que é empregadora dos profissionais cedidos para a recorrente e que nenhum valor incidente sobre os salários deixou de ser pago; Que a mãodeobra foi cedida à recorrente pela Rádio TV Amazonas em virtude da disposição de profissionais qualificados visto que esta foi a primeira titular dos direitos de exploração; Que os argumentos utilizados na defesa objetivaram demonstrar de forma clara a transferência da despesa, não podendo este argumento ser considerado como tese única da recorrente e muito menos taxado por negação geral; Que a contabilidade não misturou lançamentos ou transferiu despesas indevidas que pudessem caracterizar a desconsideração da individualidade das duas empresas como afirmou o julgamento; Que o rateio de despesas administrativas, segundo jurisprudência apresentada, é lícito; Que nem o princípio contábil da individualidade das empresas invocado pelo acórdão e nem qualquer outro princípio pode ser invocado para justificar o recebimento em duplicidade sobre o mesmo fato gerador, posto que os documentos juntados comprovam que a TV Amazonas recolheu tudo o que era devido em relação à mãodeobra cedida, não havendo justificativa legal para que a recorrente seja compelida a pagar novamente; A exigência de pagamento em duplicidade sobre o mesmo fato gerador contraria o ordenamento jurídico; Que o argumento do acórdão sobre os documentos juntados aos autos não são documentos hábeis para comprovar o vínculo empregatício não pode prosperar, posto que tais documentos foram criados por Lei como meio formal para proceder aos recolhimentos previdenciários devidos e especificar a relação de funcionários para efeitos do depósito fundiário; Que foi afirmado e provado com os documentos juntados que se tratava de transferência das despesas decorrentes dos salários dos empregados da empresa do grupo Rádio TV Amazonas Ltda que foram cedidos; Fl. 5DF CARF MF Emitido em 10/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 28/10/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 28/ 10/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 03/11/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 6 Que a mãodeobra encontrase devidamente registrada, não havendo justificativa legal para condenar a recorrente a recolher pela segunda vez o valor já pago pela empresa ligada; Por fim, requereu o provimento do presente recurso. É o relatório. Fl. 6DF CARF MF Emitido em 10/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 28/10/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 28/ 10/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 03/11/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 14367.000223/200898 Acórdão n.º 2403000.743 S2C4T3 Fl. 56 7 Voto Conselheiro Cid Marconi Gurgel de Souza, Relator. DO MÉRITO: I – DA OBRIGATORIEDADE DO REGISTRO CONTÁBIL SER INDIVIDUALIZADO: A recorrente afirma que os empregados, ligados às remunerações constantes na contabilidade sob a conta despesa n° 3.1.2.01.02.01.0001, foram cedidos pela Rádio TV do Amazonas LTDA para prestaremlhe serviços, tendo inclusive sido efetuado o recolhimento das contribuições previdenciárias pela Rádio TV. Todavia, cabe destacar que ao surgir uma pessoa jurídica, a realização de suas atividades deverão ser registradas em contas contábeis, de modo que uma possível fiscalização consiga verificar a ocorrência de fatos que possam ser tributáveis. Nesse sentido, preleciona o art.4 da Resolução CFC 750/93 que o patrimônio é reconhecido como objeto da contabilidade e que esse patrimônio é autônomo perante os demais patrimônios existentes, incluindo o da pessoa dos sócios, então vejamos: Art. 4 O Princípio da ENTIDADE reconhece o Patrimônio como objeto da Contabilidade e afirma a autonomia patrimonial, a necessidade da diferenciação de um Patrimônio particular no universo dos patrimônios existentes, independentemente de pertencer a uma pessoa, um conjunto de pessoas, uma sociedade ou instituição de qualquer natureza ou finalidade, com ou sem fins lucrativos. Por conseqüência, nesta acepção, o patrimônio não se confunde com aqueles dos seus sócios ou proprietários, no caso de sociedade ou instituição. Segundo o princípio contábil transcrito acima, o patrimônio societário de uma empresa deve estar separado dos demais patrimônios de outras empresas, mesmo que haja a identidade de sócios em ambas, tendo em vista que os fatos ocorridos em uma entidade somente deve ser registrada para essa entidade para fins diversos, mas não poderá haver o registro de um fato relacionado à outra sociedade sob qualquer argumento. No caso em tela, a empresa Rádio TV cedeu empregados para prestarem serviços na Amazônia Cabo LTDA, ora recorrente, e registrou o fato em sua contabilidade através da conta despesa n° 3.1.2.01.02.01.0001. Ora, havendo uma fiscalização que tenha como objetivo a verificação do cumprimento das obrigações tributárias relacionadas às contribuições previdenciárias, é certo que a auditoria será feita com base nos registros contábeis da empresa fiscalizada, não havendo, portanto, plausibilidade no argumento da recorrente quando afirma que sua contabilidade registra fatos de outra empresa, ferindo gravemente o princípio contábil trazido à baila. Fl. 7DF CARF MF Emitido em 10/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 28/10/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 28/ 10/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 03/11/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 8 Além disso, os documentos juntados à impugnação (folhas de pagamento, GFIP e GPS da Rádio TV), não são hábeis para comprovar o vínculo empregatício dos referidos empregados com a empresa Rádio TV. Para fins de ocorrência de fato gerador de determinado tributo, basta que sejam verificadas as circunstâncias necessárias para que se produzam os efeitos normalmente esperados, segundo Código Tributário Nacional: Art. 116. Salvo disposição de lei em contrário, considerase ocorrido o fato gerador e existentes os seus efeitos: 1 tratandose de situação de fato, desde o momento em que se verifiquem as circunstâncias materiais necessárias a que produza os efeitos que normalmente lhe são próprios Assim, caso seja verificada a prestação de serviços de uma certa quantia de empregados para a Amazônia Cabo LTDA, se constatada a habitualidade e outros requisitos, a empresa terá realizado o fato gerador da contribuição previdenciária: a prestação de serviço (empregados) para outra pessoa específica (Amazônia Cabo) de forma remunerada que compense para ambas as partes. Desse modo, a fiscalização, ao depararse com certas situações, já interpreta como se estivesse diante de um fato tributável, qual seja, os segurados empregados da Rádio TV realizando fato gerador para a Amazônia Cabo LTDA, hipótese em que os trabalhadores passam a ser considerados como segurados e empregados desta, pois, na realidade dos fatos, eles estão vinculados à Amazônia Cabo LTDA sendo para ela a prestação de serviços. Por tais motivos, não havendo provas que possam reverter o lançamento, e, em respeito ao Princípio Contábil da Entidade, entendo ser a autuação procedente. II – DA MULTA MORATÓRIA E DOS JUROS COM BASE NA TAXA SELIC: Considerando a manutenção da cobrança, cabe destacar que esta será acrescida de multa moratória e juros na forma do art.35, caput, da Lei nº 8.212/91, in verbis: Art. 35. Os débitos com a União decorrentes das contribuições sociais previstas nas alíneas a, b e c do parágrafo único do art. 11 desta Lei, das contribuições instituídas a título de substituição e das contribuições devidas a terceiros, assim entendidas outras entidades e fundos, não pagos nos prazos previstos em legislação, serão acrescidos de multa de mora e juros de mora, nos termos do art. 61 da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996.(Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009). Sobre a aplicação deste dispositivo, o qual prevê multa de 0,33% ao dia e limitada a 20%, vale destacar que a redação acima foi dada por Lei diversa daquela vigente à época do fato gerador, motivo pelo qual será aplicada em conformidade com o art.106, II, do Código Tributário Nacional. Ademais, com relação à incidência da taxa SELIC sobre os débitos federais, inclusive contribuições sociais, registrese que a legislação de regência à época do fato gerador, a Lei nº 8.212/91, afastava literalmente os argumentos erguidos pela recorrente, in verbis:: Art. 34. As contribuições sociais e outras importâncias arrecadadas pelo INSS, incluídas ou não em notificação fiscal de Fl. 8DF CARF MF Emitido em 10/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 28/10/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 28/ 10/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 03/11/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 14367.000223/200898 Acórdão n.º 2403000.743 S2C4T3 Fl. 57 9 lançamento, pagas com atraso, objeto ou não de parcelamento, ficam sujeitas aos juros equivalentes à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia SELIC, a que se refere o art. 13 da Lei nº 9.065, de 20 de junho de 1995, incidentes sobre o valor atualizado, e multa de mora, todos de caráter irrelevável. (Restabelecido com redação alterada pela MP nº 1.571/97, reeditada até a conversão na Lei nº 9.528/97. A atualização monetária foi extinta, para os fatos geradores ocorridos a partir de 01/95, conforme a Lei nº 8.981/95. A multa de mora esta disciplinada no art. 35 desta Lei) Entretanto, a Lei n 11.941/2009 revogou o dispositivo acima e deu nova redação ao art.35 da Lei n 8.212/91, determinando que os débitos tributários a nível federal, teriam suas cobranças acrescidas de multa e juros na forma do art.61 da Lei n 9.430/96. Então vejamos: Art. 35. Os débitos com a União decorrentes das contribuições sociais previstas nas alíneas a, b e c do parágrafo único do art. 11 desta Lei, das contribuições instituídas a título de substituição e das contribuições devidas a terceiros, assim entendidas outras entidades e fundos, não pagos nos prazos previstos em legislação, serão acrescidos de multa de mora e juros de mora, nos termos do art. 61 da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996. (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009). LEI N 9.430/96 Art.61.Os débitos para com a União, decorrentes de tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal, cujos fatos geradores ocorrerem a partir de 1º de janeiro de 1997, não pagos nos prazos previstos na legislação específica, serão acrescidos de multa de mora, calculada à taxa de trinta e três centésimos por cento, por dia de atraso. §1º A multa de que trata este artigo será calculada a partir do primeiro dia subseqüente ao do vencimento do prazo previsto para o pagamento do tributo ou da contribuição até o dia em que ocorrer o seu pagamento. §2º O percentual de multa a ser aplicado fica limitado a vinte por cento. §3º Sobre os débitos a que se refere este artigo incidirão juros de mora calculados à taxa a que se refere o § 3º do art. 5º, a partir do primeiro dia do mês subseqüente ao vencimento do prazo até o mês anterior ao do pagamento e de um por cento no mês de pagamento. (Vide Lei nº 9.716, de 1998) Art. 5º(...) (...) Fl. 9DF CARF MF Emitido em 10/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 28/10/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 28/ 10/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 03/11/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 10 § 3º As quotas do imposto serão acrescidas de juros equivalentes à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC, para títulos federais, acumulada mensalmente, calculados a partir do primeiro dia do segundo mês subseqüente ao do encerramento do período de apuração até o último dia do mês anterior ao do pagamento e de um por cento no mês do pagamento. A propósito, convém ainda mencionar que esse Conselho Administrativo de Recursos Fiscais – CARF, aprovou a Súmula nº 04, nos seguintes termos: SÚMULA Nº 4 – CARF: A partir de 1º de abril de 1995,os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia – Selic para títulos federais. Portanto, a aplicação da taxa SELIC sobre os débitos tributários federais é correta com fulcro no artigo 35, caput, da Lei nº 8.212/91. III – DA APLICAÇÃO DA LEI MAIS BENÉFICA AO ATO NÃO DEFINITIVAMENTE JULGADO: Tratandose de ato pendente de julgamento, há que se observarem alguns preceitos legais do Código Tributário Nacional no que se refere à possibilidade de uma lei retroagir e alcançar fatos pretéritos, os quais ocorreram sob a égide de outra legislação. No caso em tela, verificase que tanto a aplicação de multa como a incidência de taxa SELIC sobre os débitos tributários federais encontra amparo atualmente no art.35, caput, da Lei nº 8.212/91, dispositivo este alterado pela Lei nº 11.941/2009. Desse modo, caso seja mais benéfico ao sujeito passivo, a Lei nº 11.941/2009 deverá retroagir em respeito ao art.106 do Código Tributário Nacional, in verbis: Art. 106. A lei aplicase a ato ou fato pretérito: (...) II tratandose de ato não definitivamente julgado: a) quando deixe de definilo como infração; b) quando deixe de tratálo como contrário a qualquer exigência de ação ou omissão, desde que não tenha sido fraudulento e não tenha implicado em falta de pagamento de tributo; c) quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática CONCLUSÃO: Fl. 10DF CARF MF Emitido em 10/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 28/10/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 28/ 10/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 03/11/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 14367.000223/200898 Acórdão n.º 2403000.743 S2C4T3 Fl. 58 11 Voto pelo CONHECIMENTO do recurso voluntário para DARLHE PARCIAL PROVIMENTO, devendose proceder ao recálculo da multa de mora previsto no artigo 35, caput, da Lei 8.212/91, com a redação dada pela Lei 11.941/2009, prevalecendo o mais benéfico ao contribuinte. É como voto. Cid Marconi Gurgel de Souza. Fl. 11DF CARF MF Emitido em 10/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 28/10/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 28/ 10/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 03/11/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI
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Numero do processo: 13804.000931/90-89
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Fri Jun 28 00:00:00 UTC 1996
Data da publicação: Fri Jun 28 00:00:00 UTC 1996
Numero da decisão: 301-01.063
Decisão: ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, converter o julgamento em diligência à Repartição de Origem nos termos do voto da relatora, vencido o Conselheiro Fausto de Freitas e Castro Neto, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: MÁRCIA REGINA MACHADO MELARÉ
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IRF - SÃO PAULO - SP R E S O L U ç Ã O N° 301.1-063 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, converter o julgamento em diligência à Repartição de Origem nos termos do voto da relatora, vencido o Conselheiro Fausto de Freitas e Castro Neto, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Brasília-DF, em 28 de junho de 1996 S / ~~ MÁRCIA REGIN ACHADO MELARÉ Relatora j. VISTA EM: O 2 SE T 1996 Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselheiros: ISALBERTO ZAVÃO LIMA, JOÃO BAPT1STA MOREIRA, LEDA RUIZ DAMASCENO, LUIZ FELIPE GALVÃO CALHEIROS e SÉRGIO DE CASTRO NEVES. mfc/acl17481 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA cÂMARA RECURSO N° RESOLUÇÃO N° RECORRENTE RECORRIDA RELATOR(A) 117.481 301-1.063 REFINAÇÕES DE MILHO, BRASIL LTDA. IRF - SÃO PAULO - SP MÁRCIA REGINA MACHADO MELARÉ RELATÓRIO • CONVERSÃO EM DILIGÊNCIA. Trata-se de pedido de restituição de imposto de importação pago quando do desembaraço das Declarações de Importações nOs 04523/89, 04524/89 e respectivas Declarações Complementares. Sustenta a requerente que a alíquota do Imposto de Importação relativa ao produto PYNAMIM FORTE, classificado na posição TAB 2916.20.09.00 era de 30% (trinta por cento), mas que, por equívoco, recolheu o imposto à alíquota de 40 % (quarenta por cento). Juntou DARFs comprovando o recolhimento do tributo. A fim de instruir o pedido de restituição a requerente foi intimada, em 31107/91, a apresentar xerocópias dos documentos listados às fls. 38 dos autos. A entrega dos documentos pela requerente à Repartição somente ocorreu em 10/12/92, após desarquivamento dos autos. , • Nova solicitação de documentos foi feita pela Repartição preparadora ~ às fls. 63, que restou não atendida por falta de regular intimação da requerente . i • Sobreveio decisão encartada às fls. 66/67 INDEFERINDO o pedido de restituição, por ter a requerente deixado de apresentar os lançamentos contábeis efetuados no Livro Diário e a demonstração analítica de como se encontram classificados os pagamentos feitos a maior do Balanço, para comprovar que suportou os ônus tributários, nos termos do artigo 166 do C. T. N . Foi, então, apresentado recurso voluntário, sendo a este anexados os documentos fisco-contábeis indicados na decisão recorrida. É o relatório. • 2 MINISTÉRIODAFAZENDA TERCEIROCONSELHODECONTRIBUINTES PRIMEIRAcÂMARA RECURSO N° RESOLUÇÃO N° 117.481 301-1.063 VOTO • Apesar de a recorrente ter apresentado os documentos que podem, após análise, eventualmente, comprovar que teria ela suportado os encargos tributários do pagamento feito a maior do Imposto de Importação, somente por ocasião da interposição do recurso voluntário, VOTO, com fundamento no princípio da busca da verdade real, no sentido de o julgamento ser convertido em diligência, retornando o processo à repartição preparadora de origem, a fim de serem analisados todos os documentos constantes dos autos, inclusive os juntados com o recurso, às fls. 92/132, para verificação da ocorrência dos requisitos constantes dos artigos 165 e 166 do C. T. N., autorizadores da restituição do tributo pago a maior pela recorrente. Após a verificação, deverão os autos retornar a este Conselho, para julgamento do mérito do pedido. Sala das Sessões, em 28 de junho de 1996 ~ / MÁRCIA REGINA MACHADO MELARÉ - RELATORA 3 00000001 00000002 00000003
score : 1.0
Numero do processo: 10680.011306/2007-18
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Aug 24 00:00:00 UTC 2011
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/05/1996 a 30/09/2006
DECADÊNCIA.
O Supremo Tribunal Federal, através da Súmula Vinculante n° 08, declarou inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212, de 24/07/91, devendo, portanto, ser aplicada a regra qüinqüenal da decadência do Código Tributário Nacional.
SEBRAE
Submetem-se à tributação para o SEBRAE pessoas jurídicas que não tenham relação direta com o incentivo.
EMPRESAS URBANAS. CONTRIBUIÇÃO PARA O INCRA.
É legítima a cobrança da contribuição para o INCRA das empresas urbanas, sendo inclusive desnecessária a vinculação ao sistema de previdência rural.
MINISTRO DE CONFISSÃO RELIGIOSA. ISENÇÃO
Não se considera como remuneração direta ou indireta, os valores
despendidos pelas entidades religiosas e instituições de ensino vocacional com ministro de confissão religiosa, membros de instituto de vida consagrada, de congregação ou de ordem religiosa
Numero da decisão: 2403-000.703
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, nas preliminares, por unanimidade de votos, em reconhecer a decadência das competências até 02/2002, inclusive, com base no artigo 150 § 4º do CTN. No mérito: Por maioria de voto em dar provimento parcial ao recurso,
excluindo o levantamento CI, referentes a missionários e pastor por considerá-lo atingido pela isenção estabelecida pelo parágrafo 13 do artigo 22 da Lei 8.212/91 e determinando o recálculo da multa de mora, com base na redação dada pela lei 11.941/2009 ao artigo 35 da Lei 8.212/91 e prevalência da mais benéfica ao contribuinte. Vencido o conselheiro Paulo Mauricio Pinheiro Monteiro na questão da multa. Ausente o conselheiro Jhonatas Ribeiro da Silva
Matéria: Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal
Nome do relator: CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI
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O Supremo Tribunal Federal, através da Súmula Vinculante n° 08, declarou inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212, de 24/07/91, devendo, portanto, ser aplicada a regra qüinqüenal da decadência do Código Tributário Nacional. SEBRAE Submetemse à tributação para o SEBRAE pessoas jurídicas que não tenham relação direta com o incentivo. EMPRESAS URBANAS. CONTRIBUIÇÃO PARA O INCRA. É legítima a cobrança da contribuição para o INCRA das empresas urbanas, sendo inclusive desnecessária a vinculação ao sistema de previdência rural. MINISTRO DE CONFISSÃO RELIGIOSA. ISENÇÃO Não se considera como remuneração direta ou indireta, os valores despendidos pelas entidades religiosas e instituições de ensino vocacional com ministro de confissão religiosa, membros de instituto de vida consagrada, de congregação ou de ordem religiosa Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, nas preliminares, por unanimidade de votos, em reconhecer a decadência das competências até 02/2002, inclusive, com base no artigo 150 § 4º do CTN. No mérito: Por maioria de voto em dar provimento parcial ao recurso, excluindo o levantamento CI, referentes a missionários e pastor por considerálo atingido pela isenção estabelecida pelo parágrafo 13 do artigo 22 da Lei 8.212/91 e determinando o recálculo da multa de mora, com base na redação dada pela lei 11.941/2009 ao artigo 35 da Lei 8.212/91 Fl. 405DF CARF MF Emitido em 22/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 21/09/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 1/09/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 2 e prevalência da mais benéfica ao contribuinte. Vencido o conselheiro Paulo Mauricio Pinheiro Monteiro na questão da multa. Ausente o conselheiro Jhonatas Ribeiro da Silva Carlos Alberto Mees Stringari Presidente/Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Ivacir Julio de Souza, Marcelo Magalhães Peixoto e Marthius Sávio Cavalcante Lobato. Fl. 406DF CARF MF Emitido em 22/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 21/09/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 1/09/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 10680.011306/200718 Acórdão n.º 240300.703 S2C4T3 Fl. 398 3 Relatório Tratase de recurso voluntário apresentado contra Decisão da Delegacia da Secretaria da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Belo Horizonte, Acórdão 0215.608 8ª Turma, que julgou procedente em parte a impugnação. Decidiu o julgamento de primeira instância pela decadência das competências do ano 1996, considerando o prazo decadencial de 10 anos estipulado pelo artigo 45 da Lei 8.212/91. Segundo o Relatório Fiscal, o lançamento, Notificação Fiscal de Lançamento de Débito NFLD N° 37.070.4665, no montante de R$ 320.679,50, referese às contribuições previdenciárias patronais devidas e não recolhidas, destinadas à Seguridade Social; ao financiamento dos benefícios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrente dos riscos ambientais do trabalho e às Entidades FNDE (2,5% de Salário Educação), 0,2% de INCRA, 1,0 % de SENAC, 1,5% de SESC e 0,6% de SEBRAE, abrangendo o período de 05/1996 a 12/2001, 02/2002, 05/2002 a 02/2003, 04/2003 a 09/2006. Os levantamentos que compõe o lançamento são: • LEVANTAMENTO FPA FOLHA DE PAGAMENTO PERÍODO ANTERIOR A GFIP de 07/1996 a 12/1998 • LEVANTAMENTO FP FOLHA DE PAGAMENTO INFORMADA EM GFIP 01/1999 a 10/2001 e 04/2003 a 09/2006 • LEVANTAMENTO FP1 FOLHA DE PAGAMENTO NÃO INFORMADA EM GFIP (empregados) 01/99, 02/99, 03/99, 05/99, 06/99, 09/99, 04/00, 07/00, 08/00 e 10/01 • LEVANTAMENTO CI REMUNERAÇÃO DE CONTRIBUINTES INDIVIDUAIS NÃO INFORMADA EM GFIP 05/1999 a 06/2001, 08/2001 a 10/2001, 02/2002, 05/2002 a 02/2003, 04/2003 a 09/2006 • LEVANTAMENTO CIG REMUNERAÇÃO DE CONTRIBUINTES INDIVIDUAIS INFORMADA EM GFIP ( contadoras) competências 10/99,11/99, 01 „ 03/00, 05/00, 08/00 a 12/00, 02/01 a 08/01, 10/01, 11101, 12102, 09/02 a 12/02, 01/03 e 02/03. • LEVANTAMENTO CIP — REMUNERAÇÃO DE CONTRIBUINTES INDIVIDUAIS AFERIDA PERÍODO ANTERIOR À GFIP — DE 05/1996 A 12/1998 • LEVANTAMENTO CIA — REMUNERAÇAO DE CONTRIBUINTES INDIVIUAIS AFERIDA — PERÍODO DE 01/1999 A 04/1999 Fl. 407DF CARF MF Emitido em 22/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 21/09/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 1/09/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 4 Inconformada com a decisão, a recorrente apresentou recurso voluntário, onde alega, em síntese, que: • Decadência • Em 05032007 a Igreja recebeu em sua sede o Auto de Infração no. 370704614. Observada norma prevista na Lei 8.212 de 240791, Decreto no. 3048 de 060599, Decreto no. 2.173 de 050397, Decreto 612, de 210792, "ficou constatado que a Entidade deixou de preparar folha(s) de pagamento das remunerações pagas ou creditadas a todos os segurados a seu serviço, de acordo com os padrões e normas estabelecidas pelo INSS." • Princípio da capacidade contributiva • A Congregação é constituída por uma pequena comunidade de cerca de cento e vinte pessoas, com uma arrecadação média de R$7.000,00 mensais • Existem valores identificados no anexo I do Relatório Fiscal 37.070.4614, que se referem a doações feitas pela Igreja a pessoas físicas. • Fazer doações é uma prática comum no meio religioso. • As doações não estão vinculadas a nenhuma contraprestação por parte dos beneficiários • Os pagamentos efetuados pela Igreja Evangélica Betãnia a ministros de confissão religiosa (pastores, missionários, seminaristas e obreiros) independem da natureza e da quantidade do trabalho executado. • Não incide contribuição previdenciária sobre esses valores. A Igreja não é obrigada a incluílos na folha de pagamentos ou na GFIP, como exigido pela fiscalização previdenciária. • Não existe a obrigação de declarar na GFIP os valores despendidos pela igreja com ministros de confissão religiosa: Manual da GFIP/SEFIP para usuários do SEFIP 8, aprovado pela Instrução Normativa MPS/SRP 09/2005 e pela Circular CEF 370/2005, capítulo I, item 14.2, inciso XXXV. • SEBRAE • INCRA • Requer que seja feita uma perícia em sua documentação por profissional habilitado e apresente os quesitos. É o Relatório. Fl. 408DF CARF MF Emitido em 22/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 21/09/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 1/09/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 10680.011306/200718 Acórdão n.º 240300.703 S2C4T3 Fl. 399 5 Voto Conselheiro Carlos Alberto Mees Stringari, Relator O recurso é tempestivo e por não haver óbice ao seu conhecimento, passo à análise das questões levantadas pela recorrente. PRELIMINAR DECADÊNCIA O lançamento fundamentouse no artigo 45 da Lei 8.212/91. O Supremo Tribunal Federal, conforme entendimento sumulado, Súmula Vinculante de n º 8, no julgamento proferido em 12 de junho de 2008, reconheceu a inconstitucionalidade desse artigo, nestas palavras: Súmula Vinculante nº 8“São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5º do Decretolei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário”. Conforme previsto no art. 103A da Constituição Federal, a Súmula de n º 8 vincula toda a Administração Pública, devendo este Colegiado aplicála. Art. 103A. O Supremo Tribunal Federal poderá, de ofício ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei. Uma vez não sendo mais possível a aplicação do art. 45 da Lei n º 8.212, há que serem observadas as regras previstas no Código Tributário Nacional (CTN), o art. 173 ou o art. 150 (este último diz respeito ao lançamento por homologação). Art. 173. O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extinguese após 5 (cinco) anos, contados: I do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado; II da data em que se tornar definitiva a decisão que houver anulado, por vício formal, o lançamento anteriormente efetuado. Parágrafo único. O direito a que se refere este artigo extinguese definitivamente com o decurso do prazo nele previsto, contado Fl. 409DF CARF MF Emitido em 22/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 21/09/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 1/09/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 6 da data em que tenha sido iniciada a constituição do crédito tributário pela notificação, ao sujeito passivo, de qualquer medida preparatória indispensável ao lançamento. Art.150 O lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, operase pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa. § 1º O pagamento antecipado pelo obrigado nos termos deste artigo extingue o crédito, sob condição resolutória da ulterior homologação do lançamento. § 2º Não influem sobre a obrigação tributária quaisquer atos anteriores à homologação, praticados pelo sujeito passivo ou por terceiro, visando à extinção total ou parcial do crédito. § 3º Os atos a que se refere o parágrafo anterior serão, porém considerados na apuração do saldo porventura devido e, sendo o caso, na imposição de penalidade, ou sua graduação. § 4º Se a lei não fixar prazo a homologação, será ele de cinco anos a contar da ocorrência do fato gerador; expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, considerase homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação. (grifo nosso) Em se tratando de tributo sujeito a lançamento por homologação, quando ocorre pagamento antecipado inferior ao efetivamente devido, sem que o contribuinte tenha incorrido em fraude, dolo ou simulação, aplicase o disposto no § 4º, do artigo 150, do CTN, segundo o qual, se a lei não fixar prazo à homologação, será ele de cinco anos, a contar da ocorrência do fato gerador. Portanto, para que possamos identificar o dispositivo legal a ser aplicado seja o I, art. 173 ou o § 4°, art. 150, ambos do CTN devemos identificar a ocorrência, ou não, de pagamentos parciais, pois só assim poderemos declarar os efeitos da decadência no lançamento. O Relatório de Apropriação de Documentos Apresentados – RADA, apresenta guias de recolhimento apropriadas ao lançamento. Por entender que o objeto da análise é o lançamento, entendo presente o requisito da antecipação parcial dos recolhimentos. Entendo que neste caso se aplica a regra do artigo 150 do CTN. O período do lançamento é de 05/1996 A 09/2006 A ciência do lançamento ocorreu em 05/03/2007. Entendo decadentes as competências até 02/2002, inclusive. Fl. 410DF CARF MF Emitido em 22/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 21/09/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 1/09/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 10680.011306/200718 Acórdão n.º 240300.703 S2C4T3 Fl. 400 7 MÉRITO CONTRIBUINTES INDIVIDUAIS Estabelece a lei 8.212/91 que os contribuintes individuais são contribuintes obrigatórios da Previdência Social. Art. 12. São segurados obrigatórios da Previdência Social as seguintes pessoas físicas: V como contribuinte individual: (Redação dada pela Lei nº 9.876, de 1999). c) o ministro de confissão religiosa e o membro de instituto de vida consagrada, de congregação ou de ordem religiosa, quando mantidos pela entidade a que pertencem, salvo se filiados obrigatoriamente à Previdência Social em razão de outra atividade ou a outro regime previdenciário, militar ou civil, ainda que na condição de inativos; (Redação dada pela Lei nº 9.876, de 1999). c) o ministro de confissão religiosa e o membro de instituto de vida consagrada, de congregação ou de ordem religiosa; (Redação dada pela Lei nº 10.403, de 2002). g) quem presta serviço de natureza urbana ou rural, em caráter eventual, a uma ou mais empresas, sem relação de emprego; (Incluído pela Lei nº 9.876, de 1999). Especificamente para valores despendidos pelas entidades religiosas e instituições de ensino vocacional com ministro de confissão religiosa, membros de instituto de vida consagrada, de congregação ou de ordem religiosa, o parágrafo 13 do artigo 22 da Lei 8.212/91 criou uma isenção. Art. 22. A contribuição a cargo da empresa, destinada à Seguridade Social, além do disposto no art. 23, é de: § 13. Não se considera como remuneração direta ou indireta, para os efeitos desta Lei, os valores despendidos pelas entidades religiosas e instituições de ensino vocacional com ministro de confissão religiosa, membros de instituto de vida consagrada, de congregação ou de ordem religiosa em face do seu mister religioso ou para sua subsistência desde que fornecidos em condições que independam da natureza e da quantidade do trabalho executado. (Incluído pela Lei nº 10.170, de 2000). Fl. 411DF CARF MF Emitido em 22/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 21/09/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 1/09/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 8 O levantamento CIG, conforme Relatório Fiscal, referese a serviço prestado por contadoras, portanto, sujeito a tributação. 2.4 LEVANTAMENTO CIG REMUNERAÇÃO DE CONTRIBUINTES INDIVIDUAIS INFORMADA EM GFIP Estão incluídas nestes levantamentos as contribuições previdenciárias da empresa, incidentes sobre a remuneração paga aos contribuintes individuais que prestaram serviços à empresa, conforme lançamentos nos Livros Caixa e Razão, declaradas também nas GFIP Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informação à Previdência Social. Referemse a serviço prestado pelas contadoras, Isa Marinho da Silva e Keila Marinho da Silva, ao contribuinte nas competências 10/99,11/99, 01 „ 03/00, 05/00, 08/00 a 12/00, 02/01 a 08/01, 10/01, 11/01, 12/02, 09/02 a 12/02, 01/03 e 02/03. O levantamento CI, referese a missionários e pastor e consideroo atingido pela isenção estabelecida pelo parágrafo 13 do artigo 22 da Lei 8.212/91. Destaco que lançamento referente às remunerações do pastor está decadente. Os contribuintes individuais deste lançamento são, em sua maioria, segurados que prestavam serviço remunerado para a empresa como missionários, exercendo atividades de evangelização. Como não ficaram configurados todos os pressupostos para enquadramento destes segurados como empregados, os mesmos foram tratados pela fiscalização como contribuintes individuais e foram lançados nominalmente. As contribuições previdenciárias incidentes sobre a remuneração do pastor e não recolhidas pelo contribuinte, no período de 05/99 a 12/00, também estão incluídas neste levantamento com amparo legal no artigo 22, §13 da Lei 8.212 de 24/07/91, acrescentado pela Lei 10.170 de 29/12/00. Levantamentos CIP e CIA foram atingidos pela decadência. • LEVANTAMENTO CIP — REMUNERAÇÃO DE CONTRIBUINTES INDIVIDUAIS AFERIDA PERÍODO ANTERIOR À GFIP — DE 05/1996 A 12/1998 • LEVANTAMENTO CIA — REMUNERAÇÃO DE CONTRIBUINTES INDIVIUAIS AFERIDA — PERÍODO DE 01/1999 A 04/1999 SEGURADOS EMPREGADOS Fl. 412DF CARF MF Emitido em 22/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 21/09/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 1/09/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 10680.011306/200718 Acórdão n.º 240300.703 S2C4T3 Fl. 401 9 O levantamento FPA folha de pagamento período anterior a GFIP, que abrange as competência de 07/1996 a 12/1998 foi totalmente atingido pela decadência. Considerando que os empregados são segurados obrigatórios da Previdência Social e que entendo a empresa sujeita a tributação normal, exceto pelo período decadente, os demais levantamentos, FP e FP1, estão mantidos. • LEVANTAMENTO FP FOLHA DE PAGAMENTO INFORMADA EM GFIP 01/1999 a 10/2001 e 04/2003 a 09/2006 • LEVANTAMENTO FP1 FOLHA DE PAGAMENTO NÃO INFORMADA EM GFIP (empregados) 01/99, 02/99, 03/99, 05/99, 06/99, 09/99, 04/00, 07/00, 08/00 e 10/01 SEBRAE A cobrança das contribuições destinadas a outra entidades e fundos estão regularmente previstas em lei, conforme relatório de fundamentação legal, não assistindo razão à recorrente quanto aos vícios que suscita. Em relação à contribuição destinada ao SEBRAE, segue ementa do entendimento firmado pelo TRF da 4ª Região: Tributário – Contribuição ao Sebrae – Exigibilidade. 1. O adicional destinado ao Sebrae (Lei nº 8.029/90, na redação dada pela Lei nº 8.154/90) constitui simples majoração das alíquotas previstas no DecretoLei nº 2.318/86 (Senai, Senac, Sesi e Sesc), prescindível, portanto, sua instituição por lei complementar. 2. Prevê a Magna Carta tratamento mais favorável às micro e pequenas empresas para que seja promovido o progresso nacional. Para tanto submete à exação pessoas jurídicas que não tenham relação direta com o incentivo. 3. Precedente da 1ª Seção desta Corte (EIAC n 2000.04.01.1069909). ACÓRDÃO: Vistos e relatados estes autos entre as partes acima indicadas, decide a Segunda Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, por unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do relatório, voto e notas taquigráficas que ficam fazendo parte integrante do presente julgado. Porto Alegre, 17 de junho de 2003. (TRF 4ª R – 2ª T – Ac. nº 2001.70.07.0020183 – Rel. Dirceu de Almeida Soares – DJ 9.7.2003 – p. 274) No mesmo sentido se consolidou a jurisprudência no STJ, conforme ementa do Agravo Regimental no Agravo de Instrumento de n ° 840946 / RS, publicado no Diário da Justiça em 29 de agosto de 2007: TRIBUTÁRIO – CONTRIBUIÇÕES AO SESC, AO SEBRAE E AO SENAC RECOLHIDAS PELAS PRESTADORAS DE SERVIÇO – PRECEDENTES. Fl. 413DF CARF MF Emitido em 22/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 21/09/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 1/09/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 10 1. A jurisprudência renovada e dominante da Primeira Seção e da Primeira e da Segunda Turma desta Corte se pacificou no sentido de reconhecer a legitimidade da cobrança das contribuições sociais do SESC e SENAC para as empresas prestadoras de serviços. 2. Esta Corte tem entendido também que, sendo a contribuição ao SEBRAE mero adicional sobre as destinadas ao SESC/SENAC, devem recolher aquela contribuição todas as empresas que são contribuintes destas. 3. Agravo regimental improvido. Por fim, assim também vem entendendo o Supremo Tribunal Federal, conforme julgamento dos Embargos de Declaração no Agravo de Instrumento n ° 518.082, publicado no Diário da Justiça em 17 de junho de 2005, cuja ementa é abaixo transcrita: PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO OPOSTOS À DECISÃO DO RELATOR: CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO: SEBRAE: CONTRIBUIÇÃO DE INTERVENÇÃO NO DOMÍNIO ECONÔMICO. Lei 8.029, de 12.4.1990, art. 8º, § 3º. Lei 8.154, de 28.12.1990. Lei 10.668, de 14.5.2003. CF, art. 146, III; art. 149; art. 154, I; art. 195, § 4º. I. Embargos de declaração opostos à decisão singular do Relator. Conversão dos embargos em agravo regimental. II. As contribuições do art. 149, CF contribuições sociais, de intervenção no domínio econômico e de interesse de categorias profissionais ou econômicas posto estarem sujeitas à lei complementar do art. 146, III, CF, isso não quer dizer que deverão ser instituídas por lei complementar. A contribuição social do art. 195, § 4º, CF, decorrente de "outras fontes", é que, para a sua instituição, será observada a técnica da competência residual da União: CF, art. 154, I, ex vi do disposto no art. 195, § 4º. A contribuição não é imposto. Por isso, não se exige que a lei complementar defina a sua hipótese de incidência, a base imponível e contribuintes: CF, art. 146, III, a. Precedentes: RE 138.284/CE, Ministro Carlos Velloso, RTJ 143/313; RE 146.733/SP, Ministro Moreira Alves, RTJ 143/684. III. A contribuição do SEBRAE Lei 8.029/90, art. 8º, § 3º, redação das Leis 8.154/90 e 10.668/2003 é contribuição de intervenção no domínio econômico, não obstante a lei a ela se referir como adicional às alíquotas das contribuições sociais gerais relativas às entidades de que trata o art. 1º do DL 2.318/86, SESI, SENAI, SESC, SENAC. Não se inclui, portanto, a contribuição do SEBRAE no rol do art. 240, CF. IV. Constitucionalidade da contribuição do SEBRAE. Constitucionalidade, portanto, do § 3º do art. 8º da Lei 8.029/90, com a redação das Leis 8.154/90 e 10.668/2003. V. Embargos de declaração convertidos em agravo regimental. Não provimento desse. Pro tudo, não procede o argumento da recorrente de que as contribuições destinadas ao SEBRAE não podem ser exigidas. INCRA Fl. 414DF CARF MF Emitido em 22/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 21/09/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 1/09/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 10680.011306/200718 Acórdão n.º 240300.703 S2C4T3 Fl. 402 11 Quanto às empresas urbanas terem que recolher contribuição destinada ao INCRA, não há óbice normativo para tal exação. Não se olvida que a contribuição destinada ao INCRA tenha natureza distinta das contribuições sociais da Seguridade Social. As competências do INCRA são atribuídas pela sua lei de criação e o Estatuto da Terra: DECRETOLEI Nº 1.110, DE 9 DE JULHO DE 1970. Regulamento Cria o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), extingue o Instituto Brasileiro de Reforma Agrária, o Instituto Nacional de Desenvolvimento Agrário e o Grupo Executivo da Reforma Agrária e dá outras providências. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o artigo 55, item I, da Constituição, DECRETA: Art. 1º É criado o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), entidade autárquica, vinculada ao Ministério da Agricultura, com sede na Capital da República. Art. 2º Passam ao INCRA todos os direitos, competência, atribuições e responsabilidades do Instituto Brasileiro de Reforma Agrária (IBRA), do Instituto Nacional de Desenvolvimento Agrário (INDA) e do Grupo Executivo da Reforma Agrária (GERA), que ficam extintos a partir da posse do Presidente do novo Instituto. LEI Nº 4.504, DE 30 DE NOVEMBRO DE 1964. Dispõe sobre o Estatuto da Terra, e dá outras providências. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: Art. 37. São órgãos específicos para a execução da Reforma Agrária: (Redação dada pela Decreto Lei nº 582, de 1969) I O Grupo Executivo da Reforma Agrária (GERA); (Redação dada pela Decreto Lei nº 582, de 1969) Il O Instituto Brasileiro de Reforma Agrária (IBRA), diretamente, ou através de suas Delegacias Regionais; (Redação dada pela Decreto Lei nº 582, de 1969) III as Comissões Agrárias. (Redação dada pela Decreto Lei nº 582, de 1969) Art. 43. O Instituto Brasileiro de Reforma Agrária promoverá a realização de estudos para o zoneamento do país em regiões homogêneas do ponto de vista sócioeconômico e das características da estrutura agrária, visando a definir: I as regiões críticas que estão exigindo reforma agrária com progressiva eliminação dos minifúndios e dos latifúndios; Fl. 415DF CARF MF Emitido em 22/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 21/09/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 1/09/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 12 II as regiões em estágio mais avançado de desenvolvimento social e econômico, em que não ocorram tenções nas estruturas demográficas e agrárias; III as regiões já economicamente ocupadas em que predomine economia de subsistência e cujos lavradores e pecuaristas careçam de assistência adequada; IV as regiões ainda em fase de ocupação econômica, carentes de programa de desbravamento, povoamento e colonização de áreas pioneiras. Art. 74. É criado, para atender às atividades atribuídas por esta Lei ao Ministério da Agricultura, o Instituto Nacional do Desenvolvimento Agrário (INDA), entidade autárquica vinculada ao mesmo Ministério, com personalidade jurídica e autonomia financeira, de acordo com o prescrito nos dispositivos seguintes: I o Instituto Nacional do Desenvolvimento Agrário tem por finalidade promover o desenvolvimento rural nos setores da colonização, da extensão rural e do cooperativismo; II o Instituto Nacional do Desenvolvimento Agrário terá os recursos e o patrimônio definidos na presente Lei; III o Instituto Nacional do Desenvolvimento Agrário será dirigido por um Presidente e um Conselho Diretor, composto de três membros, de nomeação do Presidente da República, mediante indicação do Ministro da Agricultura; IV Presidente do Instituto Nacional do Desenvolvimento Agrário integrará a Comissão de Planejamento da Política Agrícola; ... Quanto à alegação de aplicação do artigo 240 da Constituição Federal, não é em razão desse dispositivo que as contribuições ao INCRA não se destinem à Seguridade Social, mas em razão das competências atribuídas à autarquia federal, como já exposto acima. A redação é clara quanto sua restrição apenas às entidades privadas de serviço social e de formação profissional vinculadas ao sistema sindical, onde não se enquadra o INCRA: Art. 240. Ficam ressalvadas do disposto no art. 195 as atuais contribuições compulsórias dos empregadores sobre a folha de salários, destinadas às entidades privadas de serviço social e de formação profissional vinculadas ao sistema sindical. Art. 195. A seguridade social será financiada por toda a sociedade, de forma direta e indireta, nos termos da lei, mediante recursos provenientes dos orçamentos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, e das seguintes contribuições sociais: (...) A contribuição ao INCRA não alcança exclusivamente a produção rural, conforme sua lei de instituição, que relaciona atividades industriais que podem ser desenvolvidas tanto no meio rural como nas regiões urbanas: Fl. 416DF CARF MF Emitido em 22/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 21/09/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 1/09/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 10680.011306/200718 Acórdão n.º 240300.703 S2C4T3 Fl. 403 13 DECRETOLEI Nº 1.146, DE 31 DE DEZEMBRO DE 1970. Consolida os dispositivos sôbre as contribuições criadas pela Lei número 2.613, de 23 de setembro de 1955 e dá outras providências. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA , no uso da atribuição que lhe confere o artigo 55, item II, da Constituição, DECRETA: Art 1º As contribuições criadas pela Lei nº 2.613, de 23 de setembro 1955, mantidas nos têrmos dêste DecretoLei, são devidas de acôrdo com o artigo 6º do DecretoLei nº 582, de 15 de maio de 1969, e com o artigo 2º do DecretoLei nº 1.110, de 9 julho de 1970: I Ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária INCRA: 1 as contribuições de que tratam os artigos 2º e 5º dêste DecretoLei; 2 50% (cinqüenta por cento) da receita resultante da contribuição de que trata o art. 3º dêste Decretolei. II Ao Fundo de Assistência do Trabalhador Rural FUNRURAL, 50% (cinqüenta por cento) da receita resultante da contribuição de que trata o artigo 3º dêste Decretolei. Art 2º A contribuição instituída no " caput " do artigo 6º da Lei número 2.613, de 23 de setembro de 1955, é reduzida para 2,5% (dois e meio por cento), a partir de 1º de janeiro de 1971, sendo devida sôbre a soma da fôlha mensal dos salários de contribuição previdenciária dos seus empregados pelas pessoas naturais e jurídicas, inclusive cooperativa, que exerçam as atividades abaixo enumeradas: I Indústria de canadeaçúcar; II Indústria de laticínios; III Indústria de beneficiamento de chá e de mate; IV Indústria da uva; V Indústria de extração e beneficiamento de fibras vegetais e de descaroçamento de algodão; VI Indústria de beneficiamento de cereais; VII Indústria de beneficiamento de café; VIII Indústria de extração de madeira para serraria, de resina, lenha e carvão vegetal; IX Matadouros ou abatedouros de animais de quaisquer espécies e charqueadas. Fl. 417DF CARF MF Emitido em 22/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 21/09/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 1/09/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 14 Nesse sentido é o entendimento do Superior Tribunal de Justiça, que também se consolidou no Supremo Tribunal Federal: PROCESSUAL CIVIL EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA CONTRIBUIÇÃO PARA O FUNRURAL E INCRA EMPRESA URBANA LEGALIDADE ORIENTAÇÃO DESTA PRIMEIRA SEÇÃO, SEGUINDO A JURISPRUDÊNCIA DO STF RECURSO NÃO ADMITIDO SÚMULA 168/STJ AGRAVO REGIMENTAL AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA MERA REPETIÇÃO DAS RAZÕES DOS EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA IRRESIGNAÇÃO MANIFESTAMENTE INFUNDADA RECURSO NÃO CONHECIDO, COM APLICAÇÃO DE MULTA. 1. Nos termos da orientação desta Primeira Seção e do Supremo Tribunal Federal, é legítimo o recolhimento da contribuição social para o FUNRURAL e INCRA pelas empresas urbanas. Considerando que o acórdão embargado corroborou esse entendimento, correta é a aplicação da Súmula 168 desta Corte Superior. 2. Não tendo a agravante rebatido especificamente os fundamentos da decisão recorrida, limitandose a reproduzir as razões oferecidas nos embargos de divergência, é inviável o conhecimento do recurso. 3. Tratandose de agravo interno manifestamente infundado, impõese a condenação da agravante ao pagamento de multa de 10% (dez por cento) sobre o valor corrigido da causa, nos termos do art. 557, § 2º, do Código de Processo Civil. 4. Agravo interno não conhecido, com aplicação de multa. (AgRg nos EREsp 530802/GO. Primeira Seção. Relatora Ministra DENISE ARRUDA. Julgamento 13/04/2005. DJ 09/05/2005, p. 291) (sem grifos no original). Ementa no Agravo Regimental do Recurso Extraordinário de n ° 211.190, publicado no Diário da Justiça em 29 de novembro de 2002: EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL DESTINADA A FINANCIAR O FUNRURAL. VIOLAÇÃO DO PRECEITO INSCRITO NO ARTIGO 195 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. ALEGAÇÃO INSUBSISTENTE. A norma do artigo 195, caput, da Constituição Federal, preceitua que a seguridade social será financiada por toda a sociedade, de forma direta e indireta, nos termos da lei, mediante recursos provenientes dos orçamentos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, sem expender qualquer consideração acerca da exigibilidade de empresa urbana da contribuição social destinada a financiar o FUNRURAL. Precedentes. Agravo regimental não provido. Ressaltase, por fim, que é vedado a este órgão julgador afastar a aplicação de normas legais sob fundamento de inconstitucionalidade. Neste sentido, foi aprovada pelo Conselho Pleno do Segundo Conselho de Contribuintes a Súmula 02, publicada no DOU de 26/09/2007: Fl. 418DF CARF MF Emitido em 22/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 21/09/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 1/09/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 10680.011306/200718 Acórdão n.º 240300.703 S2C4T3 Fl. 404 15 “O Segundo Conselho de Contribuintes não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de legislação tributária” Multa de mora A multa de mora aplicada teve por base o artigo 35 da Lei 8.212/91, que determinava aplicação de multa que progredia conforme a fase e o decorrer do tempo e que poderia atingir 50% na fase administrativa e 100% na fase de execução fiscal. Ocorre que esse artigo foi alterado pela Lei 11.941/2009, que estabeleceu que os débitos referentes a contribuições não pagas nos prazos previstos em legislação, serão acrescidos de multa de mora nos termos do art. 61 da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996. 61 da Lei 9.430/96, que estabelece multa de 0,33% ao dia, limitada a 20%. Visto que o artigo 106 do CTN determina a aplicação retroativa da lei quando, tratandose de ato não definitivamente julgado, lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática, princípio da retroatividade benigna, impõese o cálculo da multa com base no artigo 61 da Lei 9.430/96 para comparála com a multa aplicada com base na redação anterior do artigo 35 da Lei 8.212/91 (presente no crédito lançado neste processo) para determinação e prevalência da multa mais benéfica. Art. 106. A lei aplicase a ato ou fato pretérito: I em qualquer caso, quando seja expressamente interpretativa, excluída a aplicação de penalidade à infração dos dispositivos interpretados; II tratandose de ato não definitivamente julgado: a) quando deixe de definilo como infração; b) quando deixe de tratálo como contrário a qualquer exigência de ação ou omissão, desde que não tenha sido fraudulento e não tenha implicado em falta de pagamento de tributo; c) quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática. CONCLUSÃO À vista do exposto, voto por, nas preliminares, reconhecer a decadência das competências até 02/2002, inclusive. No mérito, voto pelo provimento parcial do recurso, excluindo o levantamento CI, referente a missionários e pastor por considerálo atingido pela isenção estabelecida pelo parágrafo 13 do artigo 22 da Lei 8.212/91 e determinando o recálculo da multa de mora, com base na redação dada pela lei 11.941/2009 ao artigo 35 da Lei 8.212/91 e prevalência da mais benéfica ao contribuinte. Carlos Alberto Mees Stringari Fl. 419DF CARF MF Emitido em 22/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 21/09/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 1/09/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 16 Fl. 420DF CARF MF Emitido em 22/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 21/09/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 1/09/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI
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Numero do processo: 12466.000812/94-93
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Fri Aug 29 00:00:00 UTC 1997
Data da publicação: Fri Aug 29 00:00:00 UTC 1997
Ementa: CLASSIFICAÇÃO - RECURSO DE OFICIO.
Confirmado que o veículo em tela atende às especificações do Ato
Declaratório COSIT/ADN n° 32/93, negado provimento ao recurso.
Numero da decisão: 301-28.527
Decisão: ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de Oficio, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: MOACYR ELOY DE MEDEIROS
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conteudo_txt : Metadados => date: 2009-08-07T02:57:28Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-08-07T02:57:28Z; Last-Modified: 2009-08-07T02:57:28Z; dcterms:modified: 2009-08-07T02:57:28Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-08-07T02:57:28Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-08-07T02:57:28Z; meta:save-date: 2009-08-07T02:57:28Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-08-07T02:57:28Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-08-07T02:57:28Z; created: 2009-08-07T02:57:28Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 2; Creation-Date: 2009-08-07T02:57:28Z; pdf:charsPerPage: 1230; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-08-07T02:57:28Z | Conteúdo => • , , MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CAMARA PROCESSO N° : 12466-000812/94.93 SESSÃO DE : 29 de agosto de 1997 ACÓRDÃO N° : 301-28.527 RECURSO N° : 117.878 RECORRENTE : DRJ/R10 DE JANEIRO/RJ INTERESSADA : CIA IMPORTADORA E EXPORTADORA COLMEX CLASSIFICAÇÃO - RECURSO DE OFICIO. Confirmado que o veículo em tela atende às especificações do Ato Declaratório COSIT/ADN n° 32/93, negado provimento ao recurso. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de Oficio, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Brasília-DF, em 29 de agosto de 1997 M 5 ACYR ELOY DE MEDEIROS Presidente e Relator PROCURADORIA-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Cooroanação-Geral ca Representação Extajudial da Fazenda Nacional Em já 03 /.2f .0 Quckusa Cofies Rod.: Poulee SFT Procuradora da Fazenda Nacional 1-8 1"18! Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselheiros: ISALBERTO ZAVÃO LIMA, FAUSTO DE FREITAS E CASTRO NETO, LEDA RUIZ DAMASCENO, LUIZ FELIPE GALVÃO CALHEIROS, MARIA HELENA DE ANDRADE (SUPLENTE), MÁRIO RODRIGUES MORENO e MÁRCIA REGINA MACHADO MELARÉ. une MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CAMARA RECURSO N° : 117.878 ACÓRDÃO N° : 301-28.527 RECORRENTE : DRJ/R10 DE JANEIRO/RJ INTERESSADA : CIA IMPORTADORA E EXPORTADORA COIMEX RELATOR(A) : MOACYR ELOY DE MEIDEIROS RELATÓRIO E VOTO Recurso de oficio. Retorna o presente de diligência solicitada por Resolução n° 301- 1.041, desta Câmara, de acordo com o voto que leio em sessão. Esclarecido pelo Instituto Nacional de Tecnologia - INT, que os veículos alvo do litígio, se enquadram nas especificações previstas no ADN n° 32/93, confirmando portanto, o posicionamento da autoridade julgadora monocrática, nego provimento ao recurso. Sala das Sessões, em 29 de agosto de 1997 • MOAC i MEDEIROS - RELATOR 2 Page 1 _0006500.PDF Page 1
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