Busca Facetada
Turma- Terceira Câmara (29,283)
- Segunda Câmara (27,810)
- Primeira Câmara (25,087)
- Segunda Turma Ordinária d (18,050)
- Primeira Turma Ordinária (16,516)
- Primeira Turma Ordinária (16,445)
- Primeira Turma Ordinária (16,325)
- 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR (16,296)
- Segunda Turma Ordinária d (16,024)
- Segunda Turma Ordinária d (14,547)
- Primeira Turma Ordinária (13,115)
- Primeira Turma Ordinária (12,572)
- Segunda Turma Ordinária d (12,545)
- Quarta Câmara (11,514)
- Primeira Turma Ordinária (11,508)
- Quarta Câmara (85,851)
- Terceira Câmara (68,403)
- Segunda Câmara (57,284)
- Primeira Câmara (21,503)
- 3ª SEÇÃO (16,296)
- 2ª SEÇÃO (11,359)
- 1ª SEÇÃO (6,891)
- Pleno (788)
- Sexta Câmara (302)
- Sétima Câmara (172)
- Quinta Câmara (133)
- Oitava Câmara (123)
- Terceira Seção De Julgame (128,425)
- Segunda Seção de Julgamen (115,920)
- Primeira Seção de Julgame (77,827)
- Primeiro Conselho de Cont (49,053)
- Segundo Conselho de Contr (48,969)
- Câmara Superior de Recurs (38,142)
- Terceiro Conselho de Cont (25,980)
- IPI- processos NT - ressa (5,020)
- Outros imposto e contrib (4,458)
- PIS - ação fiscal (todas) (4,062)
- IRPF- auto de infração el (3,972)
- PIS - proc. que não vers (3,963)
- IRPJ - AF - lucro real (e (3,943)
- Cofins - ação fiscal (tod (3,868)
- Simples- proc. que não ve (3,681)
- IRPF- ação fiscal - Dep.B (3,045)
- IPI- processos NT- créd.p (2,251)
- IRPF- ação fiscal - omis. (2,215)
- Cofins- proc. que não ver (2,102)
- IRPJ - restituição e comp (2,088)
- Finsocial -proc. que não (1,996)
- IRPF- restituição - rendi (1,991)
- Não Informado (56,440)
- GILSON MACEDO ROSENBURG F (5,597)
- RODRIGO DA COSTA POSSAS (4,442)
- WINDERLEY MORAIS PEREIRA (4,272)
- CLAUDIA CRISTINA NOIRA PA (4,256)
- PEDRO SOUSA BISPO (4,147)
- HELCIO LAFETA REIS (3,911)
- ROSALDO TREVISAN (3,243)
- CHARLES MAYER DE CASTRO S (3,219)
- MARCOS ROBERTO DA SILVA (3,150)
- Não se aplica (2,936)
- PAULO GUILHERME DEROULEDE (2,856)
- RODRIGO LORENZON YUNAN GA (2,753)
- WILDERSON BOTTO (2,679)
- LIZIANE ANGELOTTI MEIRA (2,636)
- 2020 (41,088)
- 2021 (35,847)
- 2019 (30,960)
- 2018 (26,046)
- 2024 (25,923)
- 2012 (23,622)
- 2023 (22,474)
- 2014 (22,376)
- 2013 (21,088)
- 2011 (20,979)
- 2025 (19,671)
- 2010 (18,059)
- 2008 (17,137)
- 2017 (16,841)
- 2009 (15,846)
- 2009 (69,612)
- 2020 (39,854)
- 2021 (34,153)
- 2019 (30,463)
- 2023 (25,918)
- 2024 (23,872)
- 2014 (23,412)
- 2018 (23,139)
- 2026 (20,021)
- 2025 (19,745)
- 2013 (16,584)
- 2017 (16,398)
- 2008 (15,520)
- 2006 (14,857)
- 2022 (13,225)
Numero do processo: 11020.721532/2008-28
Turma: Primeira Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Aug 07 00:00:00 UTC 2012
Numero da decisão: 1801-000.137
Decisão: Resolvem, os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento na realização de diligência, nos termos do voto da Relatora.
Nome do relator: MARIA DE LOURDES RAMIREZ
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Mar 26 09:00:04 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201208
turma_s : Primeira Turma Especial da Primeira Seção
numero_processo_s : 11020.721532/2008-28
conteudo_id_s : 6580251
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Mar 24 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 1801-000.137
nome_arquivo_s : 180100137_11020721532200828_201208.PDF
nome_relator_s : MARIA DE LOURDES RAMIREZ
nome_arquivo_pdf_s : 11020721532200828_6580251.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Resolvem, os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento na realização de diligência, nos termos do voto da Relatora.
dt_sessao_tdt : Tue Aug 07 00:00:00 UTC 2012
id : 4578202
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Sat Mar 26 09:55:50 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1728355848528330752
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1789; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1TE01 Fl. 251 1 250 S1TE01 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 11020.721532/200828 Recurso nº Resolução nº 1801000.137 – Turma Especial / 1ª Turma Especial Data 7 de agosto de 2012 Assunto Solicitação de Diligência Recorrente BAESA ENERGÉTICA BARRA GRANDE S/A Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem, os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento na realização de diligência, nos termos do voto da Relatora. (assinado digitalmente) ______________________________________ Ana de Barros Fernandes – Presidente (assinado digitalmente) ______________________________________ Maria de Lourdes Ramirez – Relatora Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Carmen Ferreira Saraiva, Marcos Vinicius Barros Ottoni, Maria de Lourdes Ramirez, Luiz Guilherme de Medeiros Ferreira, Guilherme Pollastri Gomes da Silva e Ana de Barros Fernandes. Relatório Cuidase de recurso voluntário interposto contra o acórdão n º 1236.620, de 11/04/2011, da 8a. Turma da DRJ no Rio de Janeiro/RJI (fls. 197 e ss.) que, por unanimidade de votos, julgou improcedente a manifestação de inconformidade apresentada contra o Despacho Decisório n º 29/2009, da DRF em Caxias do Sul/RS (fls. 141/145), que não homologou as compensações declaradas nos PERDCOMP constantes dos autos. Fl. 251DF CARF MF Impresso em 14/08/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/08/2012 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 09/08/ 2012 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 13/08/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 11020.721532/200828 Resolução n.º 1801000.137 S1TE01 Fl. 252 2 HISTÓRICO Por bem descrever os fatos, adoto o relatório da DRJ no Rio de Janeiro/RJI. Trata o presente processo de Declarações de Compensação – DCOMPs, abaixo relacionadas, cujo crédito pleiteado referese a saldo negativo de IRPJ do 1o. trimestre de 2005, no valor de R$ 587.320,06. PER/DCOMP 07748.74962.270705.1.3.028090 16636.74760.030805.1.3.026200 24310.20001.100805.1.7.020530 42371.84198.170805.1.3.026006 38868.71399.240805.1.3.020711 06724.81721.310805.1.3.028574 13680.08953.080905.1.3.023887 27057.53352.120905.1.3.029215 03976.73216.140905.1.3.026618 17085.06596.200905.1.3.020309 03739.35207.131005.1.3.026660 12469.55813.191005.1.3.020440 20998.31874.261005.1.3.025009 17939.10185.031105.1.3.029305 27377.11867.091105.1.3.020383 20100.54658.171105.1.7.028831 18157.53599.231105.1.3.020521 42461.01264.301105.1.3.024463 32599.59162.071205.1.3.020542 05796.42847.141205.1.3.023748 14870.12580.211205.1.3.026624 02364.29059.281205.1.3.028452 36345.95374.040106.1.3.023031 05654.32348.110106.1.3.025902 26910.86603.300106.1.3.021308 18385.52648.100206.1.3.021103 Fl. 252DF CARF MF Impresso em 14/08/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/08/2012 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 09/08/ 2012 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 13/08/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 11020.721532/200828 Resolução n.º 1801000.137 S1TE01 Fl. 253 3 33706.00031.100306.1.3.028900 36223.80092.100406.1.7.026320 18847.79223.250406.1.3.023557 Em análise da DIPJ verificouse que o saldo negativo era composto de imposto de renda retido na fonte, contudo, as receitas que lhe deram origem não foram oferecidas à tributação. A interessada foi intimada (fls. 122/123) a demonstrar e comprovar a tributação das receitas, por meio de demonstrativo embasado com escrita contábil. Em resposta (125/126) a contribuinte informou que: "estava em fase préoperacional, com isso suas receitas não transitavam pelo resultado'" e não apresentou a escrita contábil. A DRF Caxias do Sul (RS) proferiu o despacho decisório n° 29/2009 (141/145) não homologando as compensações alegando que: "As receitas e despesas financeiras compõem o resultado do período em que incorridas, enquanto as despesas préoperacionais são ativadas para posterior amortização, nos termos do art. 179, V, da Lei 6.404/76, vigente a época dos fatos, combinado com o art. 325, II, "a ", do RIR/99. Assim, podemos dizer que as receitas e despesas financeiras deveriam ser levadas ao resultado do exercício de forma que sejam tributadas, conforme ocorre com as pessoas jurídicas em geral, já os gastos pré operacionais são lançados no ativo diferido para posterior amortização." Diante do exposto, recalculou o imposto de renda devido considerando as receitas financeiras e apurou imposto a pagar e não saldo negativo. A interessada foi cientificada em 11/03/2009 (fl. 162) e apresentou manifestação de inconformidade (fls. 167/168) em 17/03/2009 (fl. 96), alegando que: •os pressupostos quanto ao registro das despesas e receitas financeiras estabelecidos pela IN 54/1988 permanecem válidos. "A ativação das despesas parte da presunção de que no período pré operacional não há receita. Essa presunção, contudo, não é absoluta, e havendo receita, ela deve ser utilizada para diminuir a despesa correspondente. Em se tratando de empresa em fase préoperacional, esse confronto será feito no ativo, e na eventualidade de se apurar um saldo credor (receitas maiores que despesas), haveria apuração do imposto." "a DIPJ enviada apresenta as despesas e receitas financeiras e as despesas préoperacionais registradas corretamente no ativo e o IRPJ decorrente da retenção na fonte sobre aplicações financeiras, por vir a ser objeto de utilização para compensar débitos futuros, foram registrados na ficha correspondente" o procedimento adotado pela Companhia está embasado na Solução de Consulta n° 289/2007 da DISIT/SRRF 09 e na solução de consulta n° 73. A Turma Julgadora de 1a. instância consignou que a interessada estaria correta quanto à possibilidade de diminuição do saldo líquido das receitas e despesas financeiras do total das despesas préoperacionais registradas, mas não teria comprovado, nem por ocasião da intimação, nem no momento da impugnação, o registro das despesas préoperacionais que Fl. 253DF CARF MF Impresso em 14/08/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/08/2012 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 09/08/ 2012 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 13/08/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 11020.721532/200828 Resolução n.º 1801000.137 S1TE01 Fl. 254 4 alega possuir, o que impossibilitaria a análise da diferença entre o valor das despesas pré operacionais e o saldo das receitas e despesas financeiras, informações que não poderiam ser extraídas da DIPJ. Como conseqüência o pleito foi indeferido, o direito creditório não reconhecido e as compensações pleiteadas, não homologadas. Notificada da decisão, em 17/06/2011, como demonstra a cópia do AR à fl. 210/211, postou, a interessada, em 08/07/2011, como demonstra o incluso envelope, recurso voluntário. Aduz que, conforme permitido pela notificação, estaria a apresentar a escrita contábil comprobatória da contabilização das receitas e despesas financeiras, através de seu livro razão dos períodos 2004 e 2005, quando se encontrava em fase préoperacional. Nesse sentido, em relação a 2004, o balanço publicado demonstraria receitas financeiras no valor de R$ 10.288.477,38 e despesas financeiras no valor de R$ 89.780.504,94, conforme páginas 35 e 36 do respectivo Livro Razão. Na ficha 45A da DIPJ – linha 45 – Despesas Préoperacionais ou Préindustriais – teria sido preenchido o valor de R$ 214.400.503,40, e, nesse total, estariam incluídos os valores de despesas e receitas financeiras mencionados. Pondera que, tratandose de concessionária de geração de energia elétrica, os gastos préoperacionais devem ser classificados no grupo de contas do Ativo Imobilizado em Curso, conforme manual de contabilidade que deve ser obrigatoriamente seguido pelas empresas desse setor e, independentemente da classificação contábil, estaria comprovado que a despesa financeira foi maior que a receita financeira, não apresentando resultado passível de gerar base para a tributação. Aduz que, apesar de ainda não ter seu empreendimento em operação, a empresa poderia auferir receitas – como no caso de aplicações financeiras dos recursos levantados para a construção, mas ainda não gastos no empreendimento – de modo que tais receitas devem ser confrontadas com as despesas a elas relativas no período, o que estaria comprovado pela documentação apresentada. Salienta que no ano de 2005 a empresa entrou em operação no mês de novembro e, de janeiro a outubro, teriam sido registradas no Ativo Imobilizado em Curso as receitas financeiras no valor de R$ 19.370.558,12 e despesas financeiras no valor de R$ 146.935.198,57, conforme demonstrado no Livro Razão, páginas 41 e 42. Na DIPJ – Ficha 45, linha 45A Despesas Préoperacionais ou Préindustriais – foi preenchido o valor de R$ 127.564.640,45, resultado negativo financeiro, que não constituiria base para a tributação. Pelo exposto e documentação apresentada, entende comprovar que suas despesas financeiras foram maiores que suas receitas financeiras e, dessa forma, seria indevida a cobrança de impostos, pois não teria apresentado lucro no período préoperacional. Ao final pugna pelo acolhimento do recurso. É o relatório. Voto Fl. 254DF CARF MF Impresso em 14/08/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/08/2012 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 09/08/ 2012 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 13/08/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 11020.721532/200828 Resolução n.º 1801000.137 S1TE01 Fl. 255 5 Conselheiro Maria de Lourdes Ramirez, Relatora. O recurso é tempestivo. Dele tomo conhecimento. No mérito a autoridade julgadora de 1a. instância consignou que a recorrente estaria correta quanto à possibilidade de diminuição do saldo líquido das receitas e despesas financeiras do total das despesas préoperacionais registradas. O indeferimento do pleito foi conseqüência da impossibilidade de análise da diferença entre o valor das despesas pré operacionais e o saldo das receitas e despesas financeiras pela falta de apresentação, pela defesa, da escrituração contábil e fiscal com o registro das despesas préoperacionais que alega possuir. A recorrente, ao seu turno, apresenta, junto das razões recursais, elementos da escrita contábil e fiscal que, no seu entender, permitiriam a identificação dos valores das receitas e despesas financeiras e das despesas préoperacionais. Proponho, assim, que os presentes autos sejam remetidos ao órgão de origem para que, em diligência fiscal, sejam analisados os elementos de prova apresentados pela defesa, a fim de que fique demonstrado: 1) Em relação ao anocalendário 2004 1.1) o registro de receitas financeiras no valor de R$ 10.288.477,38 e de despesas financeiras no valor de R$ 89.780.504,94, e a inclusão desses valores no total informado na ficha 45A da DIPJ – linha 45 – Despesas Préoperacionais ou Préindustriais – de R$ 214.400.503,40. 1.2) a correção do registro dos gastos préoperacionais em conta do Ativo Imobilizado em Curso, conforme manual de contabilidade das empresas do setor de geração de energia elétrica; 1.3) que a despesa financeira foi maior que a receita financeira, não apresentando resultado passível de gerar base para a tributação. 1.4) se foram auferidas receitas de aplicações financeiras de recursos adquiridos no período em que o empreendimento ainda não estava em operação, e não empregados no empreendimento por conta dessa inoperância, devendo ser intimada a empresa a esclarecer quanto ao critério de sua contabilização. 1.5) o resultado líquido do confronto das receitas mencionadas no item acima com as despesas a elas relativas. 2) Em relação ao anocalendário 2005: 2.1) o registro, no Ativo Imobilizado em Curso, das receitas financeiras no valor de R$ 19.370.558,12 e despesas financeiras no valor de R$ 146.935.198,57, e sua correlação com o valor consignado na DIPJ – Ficha 45, linha 45A Despesas Préoperacionais ou Pré industriais – como resultado negativo financeiro de R$ 127.564.640,45, Fl. 255DF CARF MF Impresso em 14/08/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/08/2012 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 09/08/ 2012 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 13/08/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 11020.721532/200828 Resolução n.º 1801000.137 S1TE01 Fl. 256 6 O agente encarregado da diligência deverá ter em conta que o trabalho fiscal deve ter por objetivo a comprovação das alegações de defesa de forma a restar demonstrada a existência, composição e suficiência do direito creditório invocado pela recorrente, relativo a saldo negativo de IRPJ do 1o. trimestre de 2005, no valor de R$ 587.320,06. Ao final deverá ser elaborado relatório circunstanciado e conclusivo dos trabalhos a fim de que seja confirmada, ou não, a procedência do direito creditório reivindicado, do qual deverá ser dada ciência à contribuinte para, em 30 dias, apresentar suas considerações sobre o referido relatório, se assim desejar. Após, deverão os autos retornar a esta Conselheira para prosseguimento da análise do litígio. (assinado digitalmente) ______________________________________ Maria de Lourdes Ramirez – Relatora Fl. 256DF CARF MF Impresso em 14/08/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/08/2012 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 09/08/ 2012 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 13/08/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES
score : 1.0
Numero do processo: 13976.000903/2003-66
Turma: Primeira Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Aug 04 00:00:00 UTC 2010
Numero da decisão: 1801-000.036
Decisão: Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto da relatora.
Matéria: Simples- proc. que não versem s/exigências cred.tributario
Nome do relator: CARMEN FERREIRA SARAIVA
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : Simples- proc. que não versem s/exigências cred.tributario
dt_index_tdt : Sat Mar 26 09:00:04 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201008
turma_s : Primeira Turma Especial da Primeira Seção
numero_processo_s : 13976.000903/2003-66
conteudo_id_s : 6027192
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Mar 24 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 1801-000.036
nome_arquivo_s : Decisao_13976000903200366.pdf
nome_relator_s : CARMEN FERREIRA SARAIVA
nome_arquivo_pdf_s : 13976000903200366_6027192.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto da relatora.
dt_sessao_tdt : Wed Aug 04 00:00:00 UTC 2010
id : 7812357
ano_sessao_s : 2010
atualizado_anexos_dt : Sat Mar 26 09:56:11 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
conteudo_txt : Metadados => date: 2019-07-08T14:01:11Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; pdf:docinfo:title: C:\Users\14675722172\Desktop\1801.oxps; xmp:CreatorTool: PDFCreator Version 1.4.2; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: 14675722172; dcterms:created: 2019-07-08T13:59:59Z; Last-Modified: 2019-07-08T14:01:11Z; dcterms:modified: 2019-07-08T14:01:11Z; dc:format: application/pdf; version=1.4; title: C:\Users\14675722172\Desktop\1801.oxps; xmpMM:DocumentID: uuid:2ce33958-a3e4-11e9-0000-ef15f2657198; Last-Save-Date: 2019-07-08T14:01:11Z; pdf:docinfo:creator_tool: PDFCreator Version 1.4.2; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2019-07-08T14:01:11Z; meta:save-date: 2019-07-08T14:01:11Z; pdf:encrypted: false; dc:title: C:\Users\14675722172\Desktop\1801.oxps; modified: 2019-07-08T14:01:11Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: 14675722172; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: 14675722172; meta:author: 14675722172; dc:subject: ; meta:creation-date: 2019-07-08T13:59:59Z; created: 2019-07-08T13:59:59Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; Creation-Date: 2019-07-08T13:59:59Z; pdf:charsPerPage: 0; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: 14675722172; producer: GPL Ghostscript 9.05; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: GPL Ghostscript 9.05; pdf:docinfo:created: 2019-07-08T13:59:59Z | Conteúdo =>
_version_ : 1728355848534622208
score : 1.0
Numero do processo: 10920.003709/2003-90
Turma: Primeira Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Aug 03 00:00:00 UTC 2011
Numero da decisão: 1801-000.064
Decisão: Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos converter o julgamento em realização de diligência nos termos do voto da Relatora.
Matéria: IRPJ - AF - lucro real (exceto.omissão receitas pres.legal)
Nome do relator: ANA DE BARROS FERANNDES
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : IRPJ - AF - lucro real (exceto.omissão receitas pres.legal)
dt_index_tdt : Sat Mar 26 09:00:04 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201108
turma_s : Primeira Turma Especial da Primeira Seção
numero_processo_s : 10920.003709/2003-90
conteudo_id_s : 6579548
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Mar 23 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 1801-000.064
nome_arquivo_s : Decisao_10920003709200390.pdf
nome_relator_s : ANA DE BARROS FERANNDES
nome_arquivo_pdf_s : 10920003709200390_6579548.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos converter o julgamento em realização de diligência nos termos do voto da Relatora.
dt_sessao_tdt : Wed Aug 03 00:00:00 UTC 2011
id : 9243357
ano_sessao_s : 2011
atualizado_anexos_dt : Sat Mar 26 09:56:17 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1728355848582856704
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1932; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1TE01 Fl. 670 1 669 S1TE01 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10920.003709/200390 Recurso nº Resolução nº 180100.064 – 1ª Turma Especial Data 03 de agosto de 2011 Assunto Solicitação de Diligência Recorrente KG LABORATÓRIO DE ANÁLISES CLÍNICAS S/C LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos converter o julgamento em realização de diligência nos termos do voto da Relatora. (documento assinado digitalmente) Ana de Barros Fernandes – Presidente e Relatora Participaram da sessão de julgamento, os Conselheiros: Carmen Ferreira Saraiva, Guilherme Pollastri Gomes da Silva, Maria de Lourdes Ramirez, Magda Azario Kanaan Polanczyk, Edgar Silva Vidal e Ana de Barros Fernandes. Relatório A empresa em epígrafe foi autuada a recolher IRPJ, no valor total de R$ 501.984,97, incluída a multa de ofício regular e juros moratórios, relativo a diferenças constatadas entre os valores pagos / declarados em DCTF e aqueles escriturados na contabilidade (Lalur), nos anoscalendários de 1998, 2000 (Lucro Real Anual), 2º, 3º e 4º trimestres de 2001, 1º, 3º e 4º trimestres de 2002 e 1º e 2º trimestres 2003. O procedimento fiscal teve início por causa de uma representação oriunda da Procuradoria da República em face a supostos ilícitos tributários previdenciários. Constatou a fiscalização, consoante Termo de Verificação Fiscal de fls. 59 a 68 e Autos de Infração de fls. 69 a 82 que a empresa não efetuou qualquer recolhimento ou declaração em DCTF relativo aos anoscalendários de 2000 e 2001, e alguns pagamentos/declarações parciais para 1998 e 2002. Fl. 1077DF CARF MF Emitido em 08/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 08/08/2011 por ANA DE BARROS FERNANDES Assinado digitalmente em 08/08/2011 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 10920.003709/200390 Resolução n.º 180100.064 S1TE01 Fl. 671 2 O auditorfiscal assinalou que a empresa entregou diversas DCTF e DIPJ retificadoras após iniciado o procedimento fiscal, em 15/09/03, as quais foram desconsideradas, por excluída a espontaneidade da fiscalizada. A empresa apresentou a impugnação de fls. 85 a 87 argumentando, em suma: a empresa aderiu ao PAES (Lei nº 10.684/03), em 31/07/03; todos os débitos foram devidamente informados em DCTF ou DIPJ e automaticamente incluídos no PAES, conforme instruções da administração tributária; assim desnecessária a autuação pois os débitos já estão confessados e parcelados, constituindo os lançamentos ficais em bis in idem; a autoridade fiscal deveria ter observado as DCTF/DIPJ entregues após iniciado o procedimento fiscal e consideradoas, pois a orientação está na Portaria Conjunta PGFN/SRF nº 03/03, em seu artigo 1º, inciso IV; os valores de tributos retidos pelas fontes pagadoras, incidentes sobre as receitas tributadas ex officio não foram computadas pela fiscalização; a fiscalização não deduziu os valores pagos a título de IRPJ durante os exercícios, nem aqueles pagos a título de Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT) nos valores que constaram nas DIPJ; os valores de PIS e Cofins levados à tributação nestes autos foram objeto de autuação nos processos administrativos nºs 3707, 3711, 3708 e 3712; se foram lançados de ofício, a despeito da ação judicial, não podem ser adicionados ao lucro real dos períodos, por constituírem efetiva despesa; considerar nas duas autuações é bis in idem. Aproveito trecho do relatório do acórdão ora combatido para historiar os seguintes fatos após a apresentação de impugnação: “0 fiscal autuante intimou a contribuinte a apresentar livro Diário e Razão e, após a análise dos referidos registros, foram elaboradas as planilhas de fls. 642/643 e, ao final, foram prestados os seguintes esclarecimentos: a) os valores do Auto de Infração em questão são originados de Verificações obrigatórias e lançados, portanto, com base na comparação entre os valores escriturados e os declarados em DCTF; b) na ocasião foram lançados todos os valores escriturados no LALUR que não houvessem sido declarados em DCTF; c) o contribuinte alegou, em sua impugnação ao lançamento, ter compensado os valores de IRPJ com créditos de fonte existentes em sua escrita contábil; d) no intuito de verificar o montante compensado em seus livros, intimamos a apresentálos, conforme documento de fls. 639 e640; e) a planilha de fl. 642 resume os registros contábeis do contribuinte extraídos dos livros razão de 1998, 1999, 2000, 2002 e 2003 e diário de 2001 (em 2001 o razão está imprestável em função das páginas 266 a 305 repetirem os registros das páginas 001 a 041, omitindo, desta forma, os registros das contas utilizadas na compensação de IRPJ); Fl. 1078DF CARF MF Emitido em 08/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 08/08/2011 por ANA DE BARROS FERNANDES Assinado digitalmente em 08/08/2011 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 10920.003709/200390 Resolução n.º 180100.064 S1TE01 Fl. 672 3 f) a planilha de fl. 643 registra os valores devidos (conta IRPJ a pagar — 0064.00001) e os compensados nas contas do ativo de onde se originaram os créditos (denominação no plano de contas, fl. 644), retratando a real situação; Como resultado, os créditos de imposto retido na fonte estão escriturados e são compatíveis com os documentos de fls. 596 a 636; as compensações de imposto retido com o IRPJ devido estão escrituradas de acordo com a planilha de fl. 643. (grifos não pertencem ao original) Às fls. 646 e seguintes a Segunda Turma de Julgamento da DRJ em Curitiba/PR exarou o Acórdão nº 0618.391/08, mantendo integralmente os lançamentos tributários. Assim restou ementado o aresto: “DIFERENÇA ENTRE 0 VALOR ESCRITURADO E O VALOR DECLARADO/PAGO. Procede a cobrança de tributo calculado sobre a diferença entre o valor escriturado e o declarado, apurado com base na documentação do contribuinte. INGRESSO NO PAES NO CURSO DE AÇÃO FISCAL. O contribuinte poderia optar pelo PAES, incluindo débitos ainda não lançados e não constituídos, mas não se exime nem da constituição de créditos tributários nem da multa de ofício, ou seja, não encerra, com este ato de adesão ao parcelamento especial, a ação fiscal em curso. DÉBITOS DECLARADOS EM DCTF. Não prospera a alegação de que a apresentação das DCTF observou o contido nas normas complementares à Lei n° 10.684, de 2003, posto que além de terem sido apresentadas no curso da ação fiscal, não constitua o instrumento adequado à sua pretensão, uma vez que o art. 1o da Portaria Conjunta PGFN/SRF n° 3, de 2003, instituiu como requisito obrigatório o preenchimento da Declaração PAES. IRRF. COMPROVAÇÃO. Somente pode ser deduzido na declaração de rendimentos o IRRF, referente à omissão de que trata o processo e desde que efetivamente comprovado não cabendo ao fisco promover ajustes relativos às retenções, estranhas a este processo, cuja iniciativa é de competência do sujeito passivo. ESPONTANEIDADE. A espontaneidade é afastada por qualquer procedimento ou medida de fiscalização, relacionados com a infração.” Inconformada, a empresa interpôs, tempestivamente, Recurso. Todavia, nesta data, enviou à Secretaria desta 3ª Câmara, por email, para juntada em memorial, uma petição argüindo a adesão ao REFIS IV – Parcelamento regrado pela Lei nº 11.941/2009, acompanhada de dois recibos eletrônicos de declaração de inclusão de débitos respectivos. Os documentos foram ora juntados eletronicamente (eprocesso) e foram numerados de 1045 a 1047, no processo físico. Fl. 1079DF CARF MF Emitido em 08/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 08/08/2011 por ANA DE BARROS FERNANDES Assinado digitalmente em 08/08/2011 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 10920.003709/200390 Resolução n.º 180100.064 S1TE01 Fl. 673 4 É o suficiente para o relato. Voto Conselheira Ana de Barros Fernandes, Relatora Em vista da precariedade do memorial apresentado, e em face à ausência de demonstrativo anexo aos recibos apresentados que inequivocamente comprovem estarem os débitos tributários objetos deste processo incluídos no retro mencionado parcelamento, converto o julgamento em diligência para que a unidade de jurisdição da recorrente verifique a efetiva desistência do recurso interposto. Havendo a inclusão dos débitos objetos deste processo no parcelamento, este processo restará extinto por ausência de matéria litigiosa, devendo ser encaminhado ao arquivo, conforme providências de praxe. Não se constatando a efetiva desistência integral do recurso interposto deverá ser informado neste qual a matéria ainda litigiosa sobre a qual este órgão deverá se manifestar em julgamento e, então, devolvido a esta relatora.. Em qualquer caso, a recorrente deverá ser cientificada do resultado desta diligência, sendolhe facultada a sua manifestação no prazo regulamentar. (documento assinado digitalmente) Ana de Barros Fernandes – Relatora Fl. 1080DF CARF MF Emitido em 08/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 08/08/2011 por ANA DE BARROS FERNANDES Assinado digitalmente em 08/08/2011 por ANA DE BARROS FERNANDES
score : 1.0
Numero do processo: 11176.000275/2007-32
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jun 08 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Wed Jun 08 00:00:00 UTC 2011
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/01/1998 a 31/12/2000
PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO AUTO DE INFRAÇÃO DE OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA NÃO EXIBIÇÃO DE DOCUMENTAÇÃO EM PRAZO ESTIPULADO SÚMULA
VINCULANTE STF Nº 8 PERÍODO ATINGIDO PELA DECADÊNCIA QÜINQÜENAL APLICAÇÃO DO ART. 150, § 4º, CTN
O STF em julgamento proferido em 12 de junho de 2008, declarou a
inconstitucionalidade do art. 45 da Lei nº 8.212/1991. Após, editou a Súmula Vinculante n º 8, publicada em 20.06.2008, nos seguintes termos: “São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5º do Decreto-lei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário”.
Nos termos do art. 103-A da Constituição Federal, as Súmulas Vinculantes aprovadas pelo Supremo Tribunal Federal, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terão efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal.
No presente caso, verifica-se que em 18.10.2006 foi dada ciência à recorrente do Auto de Infração, código de fundamentação legal 38, referente às competências 01/1998 a 12/2000.
Dessa forma, na presente hipótese de não exibição no prazo estipulado de Livros Diário / Caixa, constata-se que já se operara a decadência do direito de lançar a multa por descumprimento de obrigação acessória no período de
01/1998 a 12/2000, inclusive, nos termos do artigo 150, § 4o, CTN.
Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 2403-000.579
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, por maioria de votos em dar
provimento ao recurso em face da decadência qüinqüenal nos termos do at. 150 do CTN. Votaram pelas conclusões os Conselheiros Ivacir Julio de Souza, Jhonatas Ribeiro da Silva, Marthius Sávio Cavalcante Lobato e Marcelo Magalhães Peixoto. Vencido o Conselheiro Carlos Alberto Mees Stringari que votou pela aplicação do art. 173 I do CTN.
Nome do relator: PAULO MAURÍCIO PINHEIRO MONTEIRO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Mar 26 09:00:04 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201106
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/1998 a 31/12/2000 PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO AUTO DE INFRAÇÃO DE OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA NÃO EXIBIÇÃO DE DOCUMENTAÇÃO EM PRAZO ESTIPULADO SÚMULA VINCULANTE STF Nº 8 PERÍODO ATINGIDO PELA DECADÊNCIA QÜINQÜENAL APLICAÇÃO DO ART. 150, § 4º, CTN O STF em julgamento proferido em 12 de junho de 2008, declarou a inconstitucionalidade do art. 45 da Lei nº 8.212/1991. Após, editou a Súmula Vinculante n º 8, publicada em 20.06.2008, nos seguintes termos: “São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5º do Decreto-lei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário”. Nos termos do art. 103-A da Constituição Federal, as Súmulas Vinculantes aprovadas pelo Supremo Tribunal Federal, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terão efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal. No presente caso, verifica-se que em 18.10.2006 foi dada ciência à recorrente do Auto de Infração, código de fundamentação legal 38, referente às competências 01/1998 a 12/2000. Dessa forma, na presente hipótese de não exibição no prazo estipulado de Livros Diário / Caixa, constata-se que já se operara a decadência do direito de lançar a multa por descumprimento de obrigação acessória no período de 01/1998 a 12/2000, inclusive, nos termos do artigo 150, § 4o, CTN. Recurso Voluntário Provido.
turma_s : Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Wed Jun 08 00:00:00 UTC 2011
numero_processo_s : 11176.000275/2007-32
anomes_publicacao_s : 201106
conteudo_id_s : 4906800
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Mar 23 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 2403-000.579
nome_arquivo_s : 2403000579_11176000275200732_201106.pdf
ano_publicacao_s : 2011
nome_relator_s : PAULO MAURÍCIO PINHEIRO MONTEIRO
nome_arquivo_pdf_s : 11176000275200732_4906800.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os membros do Colegiado, por maioria de votos em dar provimento ao recurso em face da decadência qüinqüenal nos termos do at. 150 do CTN. Votaram pelas conclusões os Conselheiros Ivacir Julio de Souza, Jhonatas Ribeiro da Silva, Marthius Sávio Cavalcante Lobato e Marcelo Magalhães Peixoto. Vencido o Conselheiro Carlos Alberto Mees Stringari que votou pela aplicação do art. 173 I do CTN.
dt_sessao_tdt : Wed Jun 08 00:00:00 UTC 2011
id : 4742329
ano_sessao_s : 2011
atualizado_anexos_dt : Sat Mar 26 09:56:02 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1728355848616411136
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 13; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2157; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C4T3 Fl. 81 1 80 S2C4T3 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 11176.000275/200732 Recurso nº 263.214 Voluntário Acórdão nº 240300.579 – 4ª Câmara / 3ª Turma Ordinária Sessão de 7 de junho de 2011 Matéria OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA Recorrente ALGODOEIRA AURORA LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/1998 a 31/12/2000 PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO AUTO DE INFRAÇÃO DE OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA NÃO EXIBIÇÃO DE DOCUMENTAÇÃO EM PRAZO ESTIPULADO SÚMULA VINCULANTE STF Nº 8 PERÍODO ATINGIDO PELA DECADÊNCIA QÜINQÜENAL APLICAÇÃO DO ART. 150, § 4º, CTN O STF em julgamento proferido em 12 de junho de 2008, declarou a inconstitucionalidade do art. 45 da Lei n º 8.212/1991. Após, editou a Súmula Vinculante n º 8, publicada em 20.06.2008, nos seguintes termos:“São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5º do Decretolei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário”. Nos termos do art. 103A da Constituição Federal, as Súmulas Vinculantes aprovadas pelo Supremo Tribunal Federal, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terão efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal. No presente caso, verificase que em 18.10.2006 foi dada ciência à recorrente do Auto de Infração, código de fundamentação legal 38, referente às competências 01/1998 a 12/2000. Dessa forma, na presente hipótese de não exibição no prazo estipulado de Livros Diário / Caixa, constatase que já se operara a decadência do direito de lançar a multa por descumprimento de obrigação acessória no período de 01/1998 a 12/2000, inclusive, nos termos do artigo 150, § 4o, CTN. Recurso Voluntário Provido. Fl. 84DF CARF MF Emitido em 21/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 07/07/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO Assinado digitalmente em 07/07/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, 19/07/2011 por CARLOS ALBE RTO MEES STRINGARI 2 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por maioria de votos em dar provimento ao recurso em face da decadência qüinqüenal nos termos do at. 150 do CTN. Votaram pelas conclusões os Conselheiros Ivacir Julio de Souza, Jhonatas Ribeiro da Silva, Marthius Sávio Cavalcante Lobato e Marcelo Magalhães Peixoto. Vencido o Conselheiro Carlos Alberto Mees Stringari que votou pela aplicação do art. 173 I do CTN. Carlos Alberto Mees Stringari Presidente Paulo Maurício Pinheiro Monteiro Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Ivacir Júlio de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Marcelo Magalhães Peixoto, Marthius Sávio Cavalcante Lobato e Jhonatas Ribeiro da Silva (suplente). Ausente o Conselheiro Cid Marconi Gurgel de Souza. Fl. 85DF CARF MF Emitido em 21/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 07/07/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO Assinado digitalmente em 07/07/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, 19/07/2011 por CARLOS ALBE RTO MEES STRINGARI Processo nº 11176.000275/200732 Acórdão n.º 240300.579 S2C4T3 Fl. 82 3 Relatório Tratase de Recurso Voluntário, às fls. 62 a 78, apresentado contra Decisão da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento de Curitiba PR, Acórdão nº 06 15.778 – 7ª Turma da DRJ/CTA, fls. 54 a 57, que julgou procedente a autuação por descumprimento de obrigação acessória, Auto de Infração – AI nº. 35.941.4818, com valor consolidado de R$ 11.569,42 (onze mil, quinhentos e sessenta e nove reais e quarenta e dois centavos). Conforme o Relatório Fiscal da Infração, às fls. 13, o Auto de Infração – AI nº. 35.941.4818, Código de Fundamentação Legal – CFL 38, foi lavrado pela Fiscalização contra a Recorrente por ela ter deixado de apresentar LivrosDiário ou Livro Caixa referente aos anos de 1998, 1999, 2000;solicitadas por meio de Termo de Intimação para a Apresentação de Documentos TIAD datado de 24/08/2006 e 25/09/2006. Houve portanto o descumprimento da obrigação legal acessória, conforme previsto Lei n° 8.212, de 24/07/1991, art. 33, §§ 2° e 3°, combinado com os arts. 232 e 233, parágrafo único, do Regulamento da Previdência Social RPS, aprovado pelo Decreto n° 3.048, de 06/05/1999. A multa a ser aplicada tem enquadramento legal na Lei n° 8.212, de 24/07/1991, arts. 92 e 102 e Regulamento da Previdência Social RPS, aprovado pelo Decreto n° 3.048, de 06/05/1999, art. 283, inc. II, alínea "j" e art. 373. Segundo o Relatório Fiscal da Aplicação da Multa, fls. 14, a multa aplicada pela infração praticada é de R$ 11.569,42 (onze mil, quinhentos e sessenta e nove reais e quarenta e dois centavos). O Relatório Fiscal da Aplicação da Multa, fls. 14, não registra a existência de circunstância agravante, conforme a descrição do inciso V do art. 290, do Decreto n° 3.048/1999, além de também não registrar a existência de circunstância atenuante, prevista no art. 291 do Decreto n° 3.048/1999. O Relatório Termo de Encerramento da Ação Fiscal – TEAF às fls. 11 a 12, relaciona o resultado do procedimento fiscal relacionado à Recorrente: Documento Período Número Data Valor AI 10/2006 a 10/2006 359414842 18/10/2006 11.569,42 AI 10/2006 a 10/2006 359414770 18/10/2006 598.162,41 NFLD 01/1998 a 12/2005 359414788 18/10/2006 856.376,92 NFLD 05/1996 a 07/2006 359414800 18/10/2006 1.298.364,60 NFLD 05/1996 a 05/2006 359414834 18/10/2006 356.966,49 Fl. 86DF CARF MF Emitido em 21/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 07/07/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO Assinado digitalmente em 07/07/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, 19/07/2011 por CARLOS ALBE RTO MEES STRINGARI 4 NFLD 03/1996 a 06/1998 359414850 18/10/2006 46.831,00 Al 10/2006 a 10/2006 359414818 18/10/2006 11.569,42 AI 10/2006 a 10/2006 359414826 18/10/2006 1.156,95 Desta forma, conexas ao presente auto de infração de obrigação acessória, temse, dentre outras, a NFLD nº 35.941.4834. Então, examinandose os autos da NFLD nº 35.941.4834, referente ao processo nº 11176.000273/200743, constatase que há recolhimentos antecipados a homologar realizados pela Recorrente em todas as competências do exercício 2000, ou seja de 01/2000 a 13/2000, conforme se depreende do Relatório de Documentos Apresentados – RDA às fls. 27, 30 e 31. Outrossim, retornemos aos autos do presente auto de infração de obrigação acessória, Auto de Infração – AI nº. 35.941.4818 O período de apuração, de acordo com o Mandado de Procedimento Fiscal – MPF nº 09328433F00, foi de 01/1996 a 11/2006, às fls. 06. O período objeto do Auto de Infração, conforme o Relatório Fiscal da Infração, às fls. 13, é de 01/1998 a 12/2000. A Recorrente teve ciência do Auto de Infração no dia 18.10.2006, às fls. 01. A Recorrente apresentou impugnação tempestiva, às fls. 36 a 40, com Anexos às fls. 41 a 48. A instância “a quo” analisou a autuação e a impugnação, julgando procedente a autuação, fls. 54 a 57, conforme a Ementa do Acórdão nº 0615.778 – 7ª Turma da DRJ/CTA a seguir: ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Exercício: 1998, 1999, 2000 OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. DESCUMPRIMENTO. Constitui infração à legislação previdenciária deixar a empresa de apresentar qualquer documento ou livro relacionados com as contribuições devidas à Seguridade Social, sujeitando o infrator à penalidade administrativa nela prevista. RESPONSABILIDADE OBJETIVA. A responsabilidade por infrações da legislação tributária independe da intenção do agente, da efetividade, natureza e extensão dos efeitos do ato. Lançamento Procedente Fl. 87DF CARF MF Emitido em 21/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 07/07/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO Assinado digitalmente em 07/07/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, 19/07/2011 por CARLOS ALBE RTO MEES STRINGARI Processo nº 11176.000275/200732 Acórdão n.º 240300.579 S2C4T3 Fl. 83 5 Inconformada com a decisão da Recorrida, a Recorrente apresentou Recurso Voluntário tempestivo, às fls. 62 a 78, onde alega, em apertada síntese, que: (i) em sede Preliminar, da decadência total do AI em função da inconstitucionalidade dos arts. 45 e 46 da lei 8.212/1991, o que enseja a aplicação dos dispositivos do CTN, em especial o art. 150, § 4º, CTN o que faz decair a autuação anterior a 18.10.2001. (ii) no Mérito: É perfeitamente factível que o INSS efetue o lançamento de contribuições que considera devidas, cabendo ao contribuinte impugnálo para evidenciar porque não as recolheu. Mas, por outro lado, multar o contribuinte por deixar de apresentar livros fiscais, quando foram apresentados todos os documentos necessários para conclusão da fiscalização é no mínimo absurdo, cabendo a anulação da presente autuação. Ou seja, estão expressamente balizadas, pelo supratranscrito dispositivo regulamentar, as condicionantes para que, no caso em exame, seja relevada, ou, subsidiariamente, atenuada, a penalidade aplicada à recorrente, quais sejam: a primariedade, a correção da falta e a inexistência de circunstância agravante (para fins de relevarse), ou a correção da falta até a prolação de decisão pela autoridade julgadora competente (para fins de atenuação), respectivamente. Assim sendo, ainda na hipótese de ser exigível algum valor a título de contribuições previdenciárias na forma como ventilada pela autoridade fiscal autuante, impende frisarse que os livros exigidos possuem caráter meramente informativo. De fato, a recorrente não tentou subornar, não desacatou e não obstou a ação do respectivo fiscal, nem tampouco agiu com dolo, fraude e/ou máfé. Por via de conseqüência, resta clara a improcedência da penalidade imputada à recorrente, merecendo ser relevada e/ou atenuada a penalidade em questão, nos termos do artigo 291, caput e § 1 0, do Decreto n° 3.048/99. Posteriormente, a Delegacia da Receita Federal do Brasil de Curitiba, às fls. 80, informou que a Recorrente apresentou Recurso Voluntário tempestivo e encaminhou ao Conselho os autos para análise e decisão. É o Relatório. Fl. 88DF CARF MF Emitido em 21/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 07/07/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO Assinado digitalmente em 07/07/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, 19/07/2011 por CARLOS ALBE RTO MEES STRINGARI 6 Voto Conselheiro Paulo Maurício Pinheiro Monteiro , Relator PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE: O recurso foi interposto tempestivamente, conforme informação à fl. 80. Avaliados os pressupostos, passo para as questões preliminares. Anotase ainda que o Supremo Tribunal Federal – STF ao editar a Súmula Vinculante nº. 21 afastou a exigência de depósito para a admissibilidade de recurso na esfera administrativa. Súmula Vinculante 21 É inconstitucional a exigência de depósito ou arrolamento prévios de dinheiro ou bens para admissibilidade de recurso administrativo. Fonte de Publicação: DJe nº. 210, p. 1, em 10/11/2009. DOU de 10/11/2009, p. 1. DAS QUESTÕES PRELIMINARES: Preliminarmente, devese verificar a ocorrência, ou não, da decadência. O Supremo Tribunal Federal STF, conforme o Informativo STF nº 510 de 19 de junho de 2008, por entender que apenas lei complementar pode dispor sobre prescrição e decadência em matéria tributária, nos termos do artigo 146, III, b, da Constituição Federal, negou provimento por unanimidade aos Recursos Extraordinários nºs 556664/RS, 559882/RS, 559.943 e 560626/RS, em decisão plenária que declarou a inconstitucionalidade dos artigos 45 e 46, da Lei nº 8.212/91, atribuindose, à decisão, eficácia ex nunc apenas em relação aos recolhimentos efetuados antes de 11.6.2008 e não impugnados até a mesma data, seja pela via judicial, seja pela administrativa. Após, o STF aprovou o Enunciado da Súmula Vinculante nº 8, publicada em 20.06.2008, nestes termos: Fl. 89DF CARF MF Emitido em 21/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 07/07/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO Assinado digitalmente em 07/07/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, 19/07/2011 por CARLOS ALBE RTO MEES STRINGARI Processo nº 11176.000275/200732 Acórdão n.º 240300.579 S2C4T3 Fl. 84 7 Súmula Vinculante nº 8 São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5º do Decretolei 1.569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário. Publicada no DOU de 20/6/2008, Seção 1, p.1. É necessário observar ainda que as súmulas aprovadas pelo STF possuem efeitos vinculantes, conforme se depreende do art. 103A e parágrafos da Constituição Federal, que foram inseridos pela Emenda Constitucional nº 45/2004. in verbis: “Art. 103A. O Supremo Tribunal Federal poderá, de ofício ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei. § 1º A súmula terá por objetivo a validade, a interpretação e a eficácia de normas determinadas, acerca das quais haja controvérsia atual entre órgãos judiciários ou entre esses e a administração pública que acarrete grave insegurança jurídica e relevante multiplicação de processos sobre questão idêntica. § 2º Sem prejuízo do que vier a ser estabelecido em lei, a aprovação, revisão ou cancelamento de súmula poderá ser provocada por aqueles que podem propor a ação direta de inconstitucionalidade. § 3º Do ato administrativo ou decisão judicial que contrariar a súmula aplicável ou que indevidamente a aplicar, caberá reclamação ao Supremo Tribunal Federal que, julgandoa procedente, anulará o ato administrativo ou cassará a decisão judicial reclamada, e determinará que outra seja proferida com ou sem a aplicação da súmula, conforme o caso (g.n.)." Portanto, da leitura do dispositivo constitucional acima, concluise que a vinculação à súmula alcança a administração pública e, por conseqüência, os julgadores no âmbito do contencioso administrativo fiscal. Ademais, no termos do artigo 64B da Lei 9.784/99, com a redação dada pela Lei 11.417/06, a administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, deve adequar a decisão administrativa ao entendimento do STF, sob pena de responsabilização pessoal nas esferas cível, administrativa e penal. “Art. 64B. Acolhida pelo Supremo Tribunal Federal a reclamação fundada em violação de enunciado da súmula vinculante, darseá ciência à autoridade prolatora e ao órgão competente para o julgamento do recurso, que deverão adequar as futuras decisões administrativas em casos semelhantes, sob pena de responsabilização pessoal nas esferas cível, administrativa e penal” Fl. 90DF CARF MF Emitido em 21/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 07/07/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO Assinado digitalmente em 07/07/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, 19/07/2011 por CARLOS ALBE RTO MEES STRINGARI 8 Cumpre ressaltar que o art. 62, caput do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais CARF do Ministério da Fazenda, Portaria MF nº 256 de 22.06.2009, veda o afastamento de aplicação ou inobservância de legislação sob fundamento de inconstitucionalidade. Porém, o art. 62, parágrafo único, inciso I, do Regimento Interno do CARF, ressalva que o disposto no caput não se aplica a dispositivo que tenha sido declarado inconstitucional por decisão plenária definitiva do Supremo Tribunal Federal: “Art. 62. Fica vedado aos membros das turmas de julgamento do CARF afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade. Parágrafo único. O disposto no caput não se aplica aos casos de tratado, acordo internacional, lei ou ato normativo: I que já tenha sido declarado inconstitucional por decisão plenária definitiva do Supremo Tribunal Federal; ou II que fundamente crédito tributário objeto de: a) dispensa legal de constituição ou de ato declaratório do ProcuradorGeral da Fazenda Nacional, na forma dos arts. 18 e 19 da Lei n° 10.522, de 19 de julho de 2002; b) súmula da AdvocaciaGeral da União, na forma do art. 43 da Lei Complementar n° 73, de 1993; ou c) parecer do AdvogadoGeral da União aprovado pelo Presidente da República, na forma do art. 40 da Lei Complementar n° 73, de 1993. (g.n.)” Portanto, em razão da declaração de inconstitucionalidade dos arts 45 e 46 da Lei nº 8.212/1991 pelo STF, há que serem observadas as regras previstas no Código Tributário Nacional CTN. Dessa forma, constatase que já se operara a decadência do direito de constituição dos créditos ora lançados, nos termos dos artigos 150, § 4o, e 173 do Código Tributário Nacional. O Código Tributário Nacional, ao dispor sobre a decadência, causa extintiva do crédito tributário, assim estabelece em seu artigo 173: “Art. 173. O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extinguese após 5 (cinco) anos, contados: I do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado; II da data em que se tornar definitiva a decisão que houver anulado, por vício formal, o lançamento anteriormente efetuado. Parágrafo único. O direito a que se refere este artigo extinguese definitivamente com o decurso do prazo nele previsto, contado da data em que tenha sido iniciada a constituição do crédito tributário pela notificação, ao sujeito passivo, de qualquer medida preparatória indispensável ao lançamento. (g.n.)” Fl. 91DF CARF MF Emitido em 21/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 07/07/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO Assinado digitalmente em 07/07/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, 19/07/2011 por CARLOS ALBE RTO MEES STRINGARI Processo nº 11176.000275/200732 Acórdão n.º 240300.579 S2C4T3 Fl. 85 9 Já em se tratando de tributo sujeito a lançamento por homologação, quando ocorre pagamento antecipado inferior ao efetivamente devido, sem que o contribuinte tenha incorrido em fraude, dolo ou simulação, aplicase o disposto no § 4º, do artigo 150, do CTN, segundo o qual, se a lei não fixar prazo à homologação, será ele de cinco anos, a contar da ocorrência do fato gerador: “Art.150. O lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, operase pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa. § 1º O pagamento antecipado pelo obrigado nos termos deste artigo extingue o crédito, sob condição resolutória da ulterior homologação do lançamento. § 2º Não influem sobre a obrigação tributária quaisquer atos anteriores à homologação, praticados pelo sujeito passivo ou por terceiro, visando à extinção total ou parcial do crédito. § 3º Os atos a que se refere o parágrafo anterior serão, porém considerados na apuração do saldo porventura devido e, sendo o caso, na imposição de penalidade, ou sua graduação. § 4º Se a lei não fixar prazo a homologação, será ele de cinco anos a contar da ocorrência do fato gerador; expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, considerase homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação. (g.n.)” Essas interpretações estão em sintonia com decisões do Poder Judiciário. “Ementa: ....1. O entendimento jurisprudencial consagrado no Superior Tribunal de Justiça é no sentido de que, em se tratando de tributos sujeitos a lançamento por homologação cujo pagamento ocorreu antecipadamente, o prazo decadencial de que dispõe o Fisco para constituir o crédito tributário é de cinco anos, contados a partir do fato gerador.Todavia, se não houver pagamento antecipado, incide a regra do art. 173, I, do Código Tributário Nacional.” (STJ.1ª Turma, AgRg no Ag 972.949/RS, Rel.: Min.Denise Arruda.,ago/08.) (g.n.) “Ementa: ....4. Nas exações cujo lançamento se faz por homologação, havendo pagamento antecipado, contase o prazo decadencial a partir da ocorrência do fato gerador (art. 150, § 4º, do CTN). Somente quand onão há pagamento antecipado, ou há prova de fraude, dolo ou simulação é que se aplica o disposto no art. 173, I, do CTN. Em normais circunstâncias, não se conjugam os dispositivos legais. Precedentes das Turmas de Direito Público e da Primeira Seção. 5.Hipótyese dos autos em que não houve pagamento antecipado, Fl. 92DF CARF MF Emitido em 21/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 07/07/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO Assinado digitalmente em 07/07/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, 19/07/2011 por CARLOS ALBE RTO MEES STRINGARI 10 aplicandose a regra do art. 173, I, do CTN.” (STJ. 2ª Turma, AgRg no Ag 939.714/RS, Rel.: Min. Eliana Calmon., fev/08.) . (g.n.) “Ementa: .... Em se tratando de tributo sujeito a lançamento por homologação, a fixação do termo a quo do prazo decadencial para a constituição do crédito deve considerar, em conjunto, os arts. 150, § 4º, e 173, I, do Código Tributário Nacional. Na hipótese em exame, que cuida de lançamento por homologação (contribuição previdenciária) com pagamento antecipado, o prazo decadencial será de cinco anos a contar da ocorrência do fato gerador. (...) Somente quando não há pagamento antecipado, ou há prova de fraude, dolo ou simulação é que se aplica o disposto no art. 173, I, do CTN..” (STJ. EREsp 278727/DF. Rel.: Min. Franciulli Netto. 1ª Seção. Decisão: 27/08/03. DJ de 28/10/03, p. 184.) . (g.n.) Uma corrente doutrinária também aponta que no caso de tributo lançado por homologação, desde que haja a antecipação de pagamento, se aplica uma regra especial disposta no art. 150, § 4º, CTN em detrimento da aplicação da regra geral do art. 173, I, CTN. No entanto, nos casos de dolo, fraude ou simulação, de modo a que se configure a comprovada máfé do sujeito passivo, não corre o prazo do art. 150, § 4º, CTN mas sim a decadência tributária se rege pela disposição genérica do art. 173, I, CTN. Nesta corrente doutrinária podese citar, dentre outros, Ricardo Lobo Torres1, Eduardo Sabbag2, Mauro Luís Rocha Lopes3 e Leandro Paulsen4. Há vozes discordantes na doutrina que defendem que a decadência opera com base na regra geral de decadência exposta no art. 173 do CTN, haja ou não pagamento antecipado no caso de lançamento por homologação, de forma a não se aplicar o art. 150, § 4º, CTN. O meu posicionamento se identifica com o direcionamento do Superior Tribunal de Justiça – STJ e com a primeira corrente doutrinária exposta no sentido de no caso de tributo lançado por homologação, como é o caso da contribuição social previdenciária, com a antecipação de pagamento e desde que não se configure os casos de dolo, fraude ou simulação, se aplica a regra especial disposta no art. 150, § 4º, CTN. Portanto, para que possa identificar o dispositivo legal a ser aplicado seja o art. 173, I, do CTN ou seja o art. 150, § 4°, do CTN – devese identificar a ocorrência, ou não, de pagamentos parciais e a configuração, ou não , dos casos de dolo, fraude ou simulação, pois só assim se pode declarar os efeitos da decadência no lançamento. Entretanto, há de se salientar que a MP nº 449/2008, convertida na Lei nº 11.941/2009, trouxe nova disciplina para as punições pelo descumprimento das obrigações acessórias, ao revogar os parágrafos do art. 32 da Lei nº 8.212/91 e ao criar o art. 32A como nova sistemática de aplicação de multas. 1 TORRES, Ricardo Lobo. Curso de direito financeiro e tributário. 16. ed. Rio de Janeiro: Renovar, 2009. p. 283. 2 SABBAG, Eduardo. Manual de direito tributário. São Paulo: Saraiva, 2009. p. 723. 3 LOPES, Mauro Luís Rocha. Direito tributário brasileiro. Rio de Janeiro: Impetus, 2009. p. 248. 4 PAULSEN, Leandro. Direito tributário: constituição e código tributário à luz da doutrina e da jurisprudência. 11. ed. Porto Alegre: Livraria do Advogado Editora; ESMAFE, 2009. p. 1036. Fl. 93DF CARF MF Emitido em 21/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 07/07/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO Assinado digitalmente em 07/07/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, 19/07/2011 por CARLOS ALBE RTO MEES STRINGARI Processo nº 11176.000275/200732 Acórdão n.º 240300.579 S2C4T3 Fl. 86 11 Ademais, o art. 32, § 11, da Lei 8.212/1991, correlaciona o arquivamento dos documentos comprobatórios das obrigações tributárias ã prescrição relativa aos créditos decorrentes das operações a que se refiram. Art. 32. A empresa é também obrigada a: (...) § 11. Os documentos comprobatórios do cumprimento das obrigações de que trata este artigo devem ficar arquivados na empresa durante dez anos, à disposição da fiscalização. (Parágrafo renumerado pela Lei nº 9.528, de 10.12.97). § 11. Em relação aos créditos tributários, os documentos comprobatórios do cumprimento das obrigações de que trata este artigo devem ficar arquivados na empresa até que ocorra a prescrição relativa aos créditos decorrentes das operações a que se refiram. (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009) (gn) Temse que na atual disciplina trazida pela Lei 11.941/2009, conforme o art. 32, § 11, Lei 8.212/1991, a avaliação da decadência da penalidade pecuniária por não apresentação de Livros Diário / Caixa darseia nos autos do processo em que tivesse sido realizado o lançamento das obrigações principais. Outrossim, o período objeto do Auto de Infração, conforme o Relatório Fiscal da Infração, às fls. 13, é de 01/1998 a 12/2000. A Recorrente teve ciência do Auto de Infração no dia 18.10.2006, às fls. 01. Considerandose que nos termos do art. 225, § 13 do Decreto 3.048/1999 a escrituração nos Livros Diário e Razão são devidas após 90 dias, temse que, desta forma, restam decadentes os exercícios 1998 e 1999, ora nos termos do art. 150, § 4º, CTN, ora nos termos do art. 173, I, CTN. Art.225. A empresa é também obrigada a: (...) § 13. Os lançamentos de que trata o inciso II do caput, devidamente escriturados nos livros Diário e Razão, serão exigidos pela fiscalização após noventa dias contados da ocorrência dos fatos geradores das contribuições, devendo, obrigatoriamente: I atender ao princípio contábil do regime de competência; II registrar, em contas individualizadas, todos os fatos geradores de contribuições previdenciárias de forma a identificar, clara e precisamente, as rubricas integrantes e não integrantes do saláriodecontribuição, bem como as contribuições descontadas do segurado, as da empresa e os totais recolhidos, por estabelecimento da empresa, por obra de construção civil e por tomador de serviços.(gn) Ou seja, resta analisar o exercício 2000. Fl. 94DF CARF MF Emitido em 21/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 07/07/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO Assinado digitalmente em 07/07/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, 19/07/2011 por CARLOS ALBE RTO MEES STRINGARI 12 Desta forma, devese cotejar o presente AI nº 35.941.4818, com a correlata NFLD que, conforme se depreende do relatório Termo de Encerramento da AuditoriaFiscal – TEAF, às fls. 11 a 12, se materializa na NFLD nº. 35.941.4834, cujo período do débito corresponde a 05/1996 a 05/2006: Documento Período Número Data Valor AI 10/2006 a 10/2006 359414842 18/10/2006 11.569,42 AI 10/2006 a 10/2006 359414770 18/10/2006 598.162,41 NFLD 01/1998 a 12/2005 359414788 18/10/2006 856.376,92 NFLD 05/1996 a 07/2006 359414800 18/10/2006 1.298.364,60 NFLD 05/1996 a 05/2006 359414834 18/10/2006 356.966,49 NFLD 03/1996 a 06/1998 359414850 18/10/2006 46.831,00 Al 10/2006 a 10/2006 359414818 18/10/2006 11.569,42 AI 10/2006 a 10/2006 359414826 18/10/2006 1.156,95 Verificase da análise dos autos da correlata NFLD nº 35.941.4834, referente ao processo nº 11176.000273/200743, que: O período do débito, conforme o Relatório Fiscal corresponde a: 05/1996 a 05/2006. constatase que há recolhimentos antecipados a homologar realizados pela Recorrente em todas as competências do exercício 2000, ou seja de 01/2000 a 13/2000, conforme se depreende do Relatório de Documentos Apresentados – RDA às fls. 27, 30 e 31. No caso concreto, em relação ao critério de decadência para os tributos sujeitos a lançamento por homologação, devemos aplicar o REsp 761.908SC em observância ao art. 62A, caput, RICARF – Regimento Interno do CARF: Art. 62A. As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543B e 543C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF. Então, utilizandose a sistemática do REsp 761.908SC, bem como do art. 32, § 11, Lei 8.212/1991, temos que na correlata NFLD nº. 35.941.4833, em relação ao exercício 2000, que se refere às competências 01/2000 a 13/2000, configurase a aplicação da regra de decadência insculpida no art. 150, § 4º, CTN, pois o Relatório de Documentos Apresentados – RDA, disposto às fls. 27, 30 e 31, apresenta pagamentos em todas as competências do Fl. 95DF CARF MF Emitido em 21/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 07/07/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO Assinado digitalmente em 07/07/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, 19/07/2011 por CARLOS ALBE RTO MEES STRINGARI Processo nº 11176.000275/200732 Acórdão n.º 240300.579 S2C4T3 Fl. 87 13 exercício 2000 realizados pela Recorrente a homologar pela AuditoriaFiscal, além do que, não restou configurado os casos de dolo, fraude ou simulação. Outrossim, verificase, da análise dos autos do presente AI nº 35.941.4818, que a Recorrente foi cientificada do Auto de Infração no dia 18.10.2006, às fls. 01, enquanto que a infração de descumprimento de obrigação acessória se refere ao período de 01/1998 a 12/2000, conforme Relatório Fiscal da Infração, fls. 13. Dessa forma, constatase que já se operara a decadência do direito de lançar a multa por descumprimento de obrigação acessória no período de 01/1998 a 12/2000, inclusive, nos termos do artigo 150, § 4o, CTN. CONCLUSÃO Voto pelo CONHECIMENTO do recurso para, nas preliminares, DARLHE PROVIMENTO, face à aplicação da decadência qüinqüenal, nos termos do artigo 150, § 4o, CTN. É como voto. Paulo Maurício Pinheiro Monteiro Fl. 96DF CARF MF Emitido em 21/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 07/07/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO Assinado digitalmente em 07/07/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, 19/07/2011 por CARLOS ALBE RTO MEES STRINGARI
score : 1.0
Numero do processo: 13839.002787/2007-18
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed May 11 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Thu May 12 00:00:00 UTC 2011
Ementa: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS
Período de apuração: 01/01/1998 a 30/07/2001
PREVIDENCIÁRIO. DECADÊNCIA.
Ocorre a decadência com a extinção do direito pela inércia de seu titular, quando sua eficácia foi, de origem, subordinada à condição de seu exercício dentro de um prazo prefixado, e este se esgotou sem que esse exercício tivesse se verificado. As edições da Súmula Vinculante n° 8 exarada pelo Supremo Tribunal Federal STF e da Lei Complementar n° 128 de dezembro de 2008, artigo 13, I , “a ” determinaram que são inconstitucionais o parágrafo único do artigo 5º do Decreto-lei 1.569/77 e os artigos 45 e 46 da
Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário.
Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 2403-000.553
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em acatar a preliminar de decadência total com base nos critérios estabelecidos tanto no Art. 150, § 4º quanto no artigo 173 do CTN.
Matéria: Outras penalidades (ex.MULTAS DOI, etc)
Nome do relator: IVANCIR JÚLIO DE SOUZA
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : Outras penalidades (ex.MULTAS DOI, etc)
dt_index_tdt : Sat Mar 26 09:00:04 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201105
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Período de apuração: 01/01/1998 a 30/07/2001 PREVIDENCIÁRIO. DECADÊNCIA. Ocorre a decadência com a extinção do direito pela inércia de seu titular, quando sua eficácia foi, de origem, subordinada à condição de seu exercício dentro de um prazo prefixado, e este se esgotou sem que esse exercício tivesse se verificado. As edições da Súmula Vinculante n° 8 exarada pelo Supremo Tribunal Federal STF e da Lei Complementar n° 128 de dezembro de 2008, artigo 13, I , “a ” determinaram que são inconstitucionais o parágrafo único do artigo 5º do Decreto-lei 1.569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário. Recurso Voluntário Provido.
turma_s : Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Thu May 12 00:00:00 UTC 2011
numero_processo_s : 13839.002787/2007-18
anomes_publicacao_s : 201105
conteudo_id_s : 4908284
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Mar 22 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 2403-000.553
nome_arquivo_s : 2403000553_13839002787200718_201105.pdf
ano_publicacao_s : 2011
nome_relator_s : IVANCIR JÚLIO DE SOUZA
nome_arquivo_pdf_s : 13839002787200718_4908284.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em acatar a preliminar de decadência total com base nos critérios estabelecidos tanto no Art. 150, § 4º quanto no artigo 173 do CTN.
dt_sessao_tdt : Wed May 11 00:00:00 UTC 2011
id : 4741343
ano_sessao_s : 2011
atualizado_anexos_dt : Sat Mar 26 09:56:00 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1728355848692957184
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1683; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C4T3 Fl. 7.8 1 66..88 S2C4T3 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13839.002787/200718 Recurso nº 000.000 Voluntário Acórdão nº 240300.553 – 4ª Câmara / 3ª Turma Ordinária Sessão de 11 de maio de 2011 Matéria OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA Recorrente ACIP APARELHOS DE CONTROLE E IND DE PRECISÃO LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Período de apuração: 01/01/1998 a 30/07/2001 PREVIDENCIÁRIO. DECADÊNCIA. Ocorre a decadência com a extinção do direito pela inércia de seu titular, quando sua eficácia foi, de origem, subordinada à condição de seu exercício dentro de um prazo prefixado, e este se esgotou sem que esse exercício tivesse se verificado. As edições da Súmula Vinculante n° 8 exarada pelo Supremo Tribunal Federal STF e da Lei Complementar n° 128 de dezembro de 2008, artigo 13, I , “a ” determinaram que são inconstitucionais o parágrafo único do artigo 5º do Decretolei 1.569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário. Recurso Voluntário Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em acatar a preliminar de decadência total com base nos critérios estabelecidos tanto no Art. 150, § 4º quanto no artigo 173 do CTN. Carlos Alberto Mees Stringari Presidente Ivacir Júlio de Souza Relator Fl. 75DF CARF MF Emitido em 09/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 08/06/2011 por IVACIR JULIO DE SOUZA Assinado digitalmente em 08/06/2011 por IVACIR JULIO DE SOUZA, 09/06/2011 por CARLOS ALBERTO MEES ST RINGARI 2 Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Ivacir Júlio de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Marcelo Magalhães Peixoto, Marthius Sávio Cavalcante Lobato e Cid Marconi Gurgel de Souza. Fl. 76DF CARF MF Emitido em 09/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 08/06/2011 por IVACIR JULIO DE SOUZA Assinado digitalmente em 08/06/2011 por IVACIR JULIO DE SOUZA, 09/06/2011 por CARLOS ALBERTO MEES ST RINGARI Processo nº 13839.002787/200718 Acórdão n.º 240300.553 S2C4T3 Fl. 8.8 3 Relatório Tratase de Auto de Infração lavrado sob n° 37.092.5475 que, conforme "RELATÓRIO FISCAL DA INFRAÇÃO" (fls. 11) e o item II do "RELATÓRIO FISCAL DO AUTO DE INFRAÇÃO" (fls. 13), por ter deixado de incluir nas suas folhas de pagamento de janeiro de 1998 a setembro de 2002 (não contínuo) dados que, obrigatoriamente, deveriam constar desses documentos, constitui infração ao disposto no inciso I do art. 32 da Lei n° 8.212, de 24 de julho de 1991. Pelas omissões , foi aplicada ao sujeito passivo a pena de multa cominada no art. 92 da citada lei de custeio, c/c o art. 283, inciso I, letra "a", do Regulamento da Previdência Social — RPS, aprovado pelo Decreto n° 3.048, de 6 de maio de 1999, a qual, após a atualização promovida pela Portaria MPS n° 142, de 1142007, importa em R$ 1.195,13 (um mil, cento e noventa e cinco reais e treze centavos). Pessoal e regularmente notificado do procedimento fiscal em 2372007, o sujeito passivo impugnouo por meio do expediente protocolado sob n° 010055 (fls. 20 a 23), em 22/08/2007, no qual alega, tãosomente, que o crédito constituído por meio do presente Auto encontrase abrangido pela decadência de que trata o inciso I do art. 173 do Código Tributário Nacional, devendo ser afastada, por inconstitucionalidade, a aplicação do art. 46 da Lei n° 8.212/91. DA DECISÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA Após analisar aos argumentos da impugnante, a 6ª Turma da Delegacia de Julgamento da Receita Federal do Brasil de Campinas (SP) DRJ/CPS, 10 de junho de 2008 emitiu o Acórdão n ° 0522.142 mantendo procedente o lançamento. DO RECURSO Irresignada, a Recorrente interpôs Recurso Voluntário de fls. 40/57, onde reiterou as alegações que fizera em instancia “ad quod ”. É o Relatório. Fl. 77DF CARF MF Emitido em 09/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 08/06/2011 por IVACIR JULIO DE SOUZA Assinado digitalmente em 08/06/2011 por IVACIR JULIO DE SOUZA, 09/06/2011 por CARLOS ALBERTO MEES ST RINGARI 4 Voto Conselheiro Ivacir Júlio de Souza, Relator DA TEMPESTIVIDADE Conforme registro de fls. 67, o recurso é tempestivo e reúne os pressuposto de admissibilidade. Portanto, dele tomo conhecimento. DA DECADÊNCIA Tomandose como certo o entendimento de que ocorre a decadência com a extinção do direito pela inércia de seu titular, quando sua eficácia foi, de origem, subordinada à condição de seu exercício dentro de um prazo prefixado, e este se esgotou sem que esse exercício tivesse se verificado, em preliminar, quedome a observar hipótese decadencial face a edição da Súmula Vinculante n° 8 exarada pelo Supremo Tribunal Federal – STF e da Lei Complementar n° 128 de dezembro de 2008, artigo 13, I , “a ”: SÚMULA VINCULANTE DO STF N° 8 “São inconstitucionais o parágrafo único do artigo 5º do Decretolei 1.569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário”. A súmula n° 8 passou a produzir efeitos a partir de 20 de junho de 2008, conforme ata da vigésima segunda sessão plenária do STF, do dia 12.06.2008, cuja íntegra do debate foi publicado no Diário de Justiça do dia 11.09.2008. O material está no site do tribunal. Consolidando o sumulado, se observa a Lei complementar n° 128, de 19 de dezembro de 2008, artigo 13, I, “a ” : “ Lei Complementar n°128, de 19 de dezembro de 2008 (...) Art. 13. Ficam revogados: I – a partir da data de publicação desta Lei Complementar: a) os artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212, de 24 de julho de 1991” Assim, considerando que a empresa fora notificada em 23/07/2007(fls.01), e, conforme o registro do Relatório Fiscal de fls.11 o período da ocorrência da infração foi definido pelas competências 01/98 a 10/98 e 07/2001, por qualquer dos critérios do Código Tributário Nacional – CTN, quer seja na forma do artigo 150, §4° ou do preceituado no artigo 173, I , o crédito lançado pela fiscalização através do Auto de Infração n° 37.092.5475, contra a empresa Acip Aparelhos Contr. Ind Precisão Ltda, encontrase totalmente fulminado pelo instituto da decadência. CONCLUSÃO Fl. 78DF CARF MF Emitido em 09/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 08/06/2011 por IVACIR JULIO DE SOUZA Assinado digitalmente em 08/06/2011 por IVACIR JULIO DE SOUZA, 09/06/2011 por CARLOS ALBERTO MEES ST RINGARI Processo nº 13839.002787/200718 Acórdão n.º 240300.553 S2C4T3 Fl. 9.8 5 Desse modo, por reconhecer fulminados pela instituto da decadência, determino que sejam considerados decadentes, por qualquer dos critérios do Código Tributário Nacional – CTN, quer seja na forma do artigo 150, §4° ou do preceituado no artigo 173, I , os créditos lançados no Auto de Infração n° 37.092.5475, contra a empresa Acip Aparelhos Contr. Ind Precisão Ltda no período 01/98 a 10/98 e 07/2001. Ivacir Júlio de Souza Fl. 79DF CARF MF Emitido em 09/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 08/06/2011 por IVACIR JULIO DE SOUZA Assinado digitalmente em 08/06/2011 por IVACIR JULIO DE SOUZA, 09/06/2011 por CARLOS ALBERTO MEES ST RINGARI
score : 1.0
Numero do processo: 10855.901120/2008-94
Turma: Primeira Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Dec 14 00:00:00 UTC 2010
Numero da decisão: 1801-000.052
Decisão: Resolvem os membros 1ª Turma Especial da Terceira Câmara da Primeira Seção de Julgamento do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF), por unanimidade de votos converter o julgamento em realização de diligência, nos termos do voto da Relatora.
Nome do relator: CARMEN FERREIRA SARAIVA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Mar 26 09:00:04 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201012
turma_s : Primeira Turma Especial da Primeira Seção
numero_processo_s : 10855.901120/2008-94
conteudo_id_s : 6579100
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Mar 23 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 1801-000.052
nome_arquivo_s : Decisao_10855901120200894.pdf
nome_relator_s : CARMEN FERREIRA SARAIVA
nome_arquivo_pdf_s : 10855901120200894_6579100.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Resolvem os membros 1ª Turma Especial da Terceira Câmara da Primeira Seção de Julgamento do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF), por unanimidade de votos converter o julgamento em realização de diligência, nos termos do voto da Relatora.
dt_sessao_tdt : Tue Dec 14 00:00:00 UTC 2010
id : 9243339
ano_sessao_s : 2010
atualizado_anexos_dt : Sat Mar 26 09:56:17 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1728355848725463040
conteudo_txt : Metadados => date: 2010-12-29T01:29:15Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; pdf:docinfo:title: Microsoft Word - 2413943_0.doc; xmp:CreatorTool: PScript5.dll Version 5.2; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; dc:creator: e_processo; dcterms:created: 2010-12-29T01:29:15Z; Last-Modified: 2010-12-29T01:29:15Z; dcterms:modified: 2010-12-29T01:29:15Z; dc:format: application/pdf; version=1.4; title: Microsoft Word - 2413943_0.doc; xmpMM:DocumentID: uuid:843702c8-14dd-4681-8917-d5db5212f143; Last-Save-Date: 2010-12-29T01:29:15Z; pdf:docinfo:creator_tool: PScript5.dll Version 5.2; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2010-12-29T01:29:15Z; meta:save-date: 2010-12-29T01:29:15Z; pdf:encrypted: true; dc:title: Microsoft Word - 2413943_0.doc; modified: 2010-12-29T01:29:15Z; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: e_processo; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: e_processo; meta:author: e_processo; meta:creation-date: 2010-12-29T01:29:15Z; created: 2010-12-29T01:29:15Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; Creation-Date: 2010-12-29T01:29:15Z; pdf:charsPerPage: 1649; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; Author: e_processo; producer: Acrobat Distiller 6.0.1 (Windows); access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Acrobat Distiller 6.0.1 (Windows); pdf:docinfo:created: 2010-12-29T01:29:15Z | Conteúdo => S1-C3T2 Fl. 242 1 241 S1-C3T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10855.901120/2008-94 Recurso nº 206.988 Voluntário Resolução nº 1801-00.052 – 3ª Câmara / 1ª Turma Especial Data 14 de dezembro de 2010 Assunto Solicitação de Diligência Recorrente CAMF ENGENHARIA E CONSTRUÇÕES LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros 1ª Turma Especial da Terceira Câmara da Primeira Seção de Julgamento do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF), por unanimidade de votos converter o julgamento em realização de diligência, nos termos do voto da Relatora. (assinado digitalmente) Ana de Barros Fernandes - Presidente (assinado digitalmente) Carmen Ferreira Saraiva - Relatora EDITADO EM: Composição do Colegiado: Participaram do presente julgamento os Conselheiros Carmen Ferreira Saraiva, Guilherme Pollastri Gomes da Silva, Maria de Lourdes Ramirez, Sandra Maria Dias Nunes, Rogério Garcia Peres e Ana de Barros Fernandes. RELATÓRIO A Recorrente formalizou o Pedido de Ressarcimento ou Restituição/Declaração de Compensação (Per/DComp) em 14/04/2004, fls. 01 e 23/27, utilizando-se do crédito relativo ao pagamento a maior no valor de R$2.200,06 relativo ao recolhimento de Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica (IRPJ) determinado sobre o lucro presumido, código nº 2089, Fl. 1DF CARF MF Emitido em 02/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 28/12/2010 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Assinado digitalmente em 28/12/2010 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, 03/01/2011 por ANA DE BARROS FERNAN DES Processo nº 10855.901120/2008-94 Resolução n.º 1801-00.052 S1-C3T2 Fl. 243 2 efetuado em 31/07/2001, para compensação do débito de CSLL, código nº 2372, referente ao fato gerador do 1º trimestre de 2004 no valor de R$2.487,95. Em conformidade com o Despacho Decisório Eletrônico, fls. 02/03, as informações relativas ao reconhecimento do direito creditório foram analisadas das quais se concluiu pelo indeferimento do pedido. Restou esclarecido que o pagamento foi integralmente utilizado para quitação de débitos, não restando crédito disponível para compensação. Cientificada em 19/05/2008, fl. 04, a Recorrente apresentou a manifestação de inconformidade em 06/06/2008, fls. 05/08, argumentando em síntese que discorda da conclusão da análise do pedido. Aduz que exerce a atividade econômica de prestação de serviços de construção civil com emprego de materiais próprios está sujeita ao lucro presumido calculado pelo coeficiente de 8% sobre a receita bruta, conforme a solução no processo de consulta. Suscita que equivocadamente calculou o lucro presumido adotando um coeficiente de 32% sobre a receita bruta. Defende que entregou a Per/DComp utilizando o crédito decorrente. Explica que à época apresentou a Declaração de Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (DIPJ) e as Declarações de Débitos e Créditos Tributários Federais (DCTF) com dados incorretos, e por esta razão o crédito tributário não foi reconhecido automaticamente. Acrescenta que não agiu com dolo. Conclui Ante o exposto, requer seja dado provimento a presente manifestação de inconformidade, para homologar a compensação efetuada e anular o débito. Para evitar decisões divergentes sobre fatos idênticos, requer o apensamento deste processo ao processo de crédito nº 10.855.000739/2008-81. Requer ainda, prazo de 10 dias para juntada de cópia autenticada do contrato social, caso julgue necessário. Protesta provar o alegado por todos os meios de prova em direito admitidos. Termos em que, e. deferimento. Está registrado como resultado do Acórdão da 5ª TURMA/DRJ/RPO/SP nº 14- 26.502, de 22/10/2009, fls. 154/158:“Manifestação de Inconformidade Improcedente”. Consta que Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Data do fato gerador: 31/07/2001 DIREITO CREDITÓRIO. ÔNUS DA PROVA. Incumbe ao sujeito passivo a demonstração, acompanhada das provas hábeis, da composição e a existência do crédito que alega possuir junto à Fazenda Nacional para que sejam aferidas sua liquidez e certeza pela autoridade administrativa. COMPENSAÇÃO TRIBUTÁRIA. Fl. 2DF CARF MF Emitido em 02/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 28/12/2010 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Assinado digitalmente em 28/12/2010 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, 03/01/2011 por ANA DE BARROS FERNAN DES Processo nº 10855.901120/2008-94 Resolução n.º 1801-00.052 S1-C3T2 Fl. 244 3 Apenas os créditos líquidos e certos são passíveis de compensação tributária, conforme artigo 170 do Código Tributário Nacional. Notificada, fl. 241, a Recorrente apresentou o recurso voluntário em 21/12/2009, fls. 162/166, esclarecendo a peça atende aos pressupostos de admissibilidade. Discorre sobre o procedimento fiscal contra o qual se insurge. Reitera todos os argumentos apresentados na manifestação de inconformidade. Conclui Ante o exposto, requer seja dado provimento ao presente recurso, para reformar a decisão recorrida e homologar a compensação. Protesta provar o alegado por todos os meios de prova em direito admitidos. Termos em que, e. deferimento. É o Relatório. VOTO Conselheira Relatora, Carmen Ferreira Saraiva O recurso voluntário apresentado pela Recorrente atende aos requisitos de admissibilidade previstos nas normas de regência. Assim, dele tomo conhecimento. Compulsando os presentes autos, constato que não se encontram em condições de julgamento, pelas razões que passo a expor. A Recorrente afirma que está sujeita ao lucro presumido calculado pelo coeficiente de 8% sobre a receita bruta. No Acórdão da 5ª TURMA/DRJ/RPO/SP nº 14-26.502, de 22/10/2009, fls. 154/158, consta que “incumbe ao sujeito passivo a demonstração, acompanhada das provas hábeis, da composição e a existência do crédito que alega possuir junto à Fazenda Nacional para que sejam aferidas sua liquidez e certeza pela autoridade administrativa”. Tendo em vista a controvérsia entre a alegação do Erário e o argumento da Recorrente, a realização da diligência se torna imprescindível para esclarecer a situação fática – se Recorrente fornece, efetivamente, material para a realização de obras juntamente com a prestação de serviços de mão de obra ou não, para estar sujeita ao lucro presumido calculado pelo coeficiente de 8% sobre a receita bruta. Em face desta questão, com a observância do disposto no art. 18 do Decreto nº 70.235, de 1972, voto pela conversão do julgamento em diligência para que a fiscalização da Unidade da Receita Federal do Brasil que jurisdiciona a Recorrente, intime: Fl. 3DF CARF MF Emitido em 02/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 28/12/2010 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Assinado digitalmente em 28/12/2010 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, 03/01/2011 por ANA DE BARROS FERNAN DES Processo nº 10855.901120/2008-94 Resolução n.º 1801-00.052 S1-C3T2 Fl. 245 4 a) a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo – SABESP a informar se a Recorrente utiliza materiais próprios na execução dos contratos de prestação de serviços de construção civil, realizados nos anos-calendário de 1999, 2000 e 2001; b) a Recorrente a apresentar: b.1) demonstrativo analítico dos materiais adquiridos com seus recursos e utilizados nos contratos de prestação de serviços que anexa aos autos; b.2) cópias das folhas do Livro Razão da conta nas quais escritura as referidas compras de materiais; b.3) cópia das folhas do Livro Razão das contas das receitas obtidas no curso dos anos-calendário em questão; b.4) demonstrativo analítico que evidencie a determinação da matéria tributável e cálculo do montante do tributo devido, bem como a existência de pagamento maior que o devido no período referente ao crédito pleiteado, acompanhado das cópias dos registros contábeis pertinentes. A autoridade fiscal designada ao cumprimento das diligências solicitadas deverá elaborar Relatório Fiscal sobre o fatos apurados. A Recorrente deve ser cientificada dos procedimentos referentes às diligências efetuadas e do Relatório Fiscal para que, desejando, se manifeste a respeito, com o objetivo de lhe assegurar o contraditório e a ampla defesa com os meios e recursos a ela inerentes (inciso LV do art. 5º da Constituição da República). (assinado digitalmente) Carmen Ferreira Saraiva Fl. 4DF CARF MF Emitido em 02/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 28/12/2010 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Assinado digitalmente em 28/12/2010 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, 03/01/2011 por ANA DE BARROS FERNAN DES
score : 1.0
Numero do processo: 10283.006582/2006-66
Turma: Primeira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Feb 15 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Processo Administrativo Fiscal
Período de apuração: 23/03/2006 a 01/08/2006
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OMISSÕES.
A omissão do colegiado sobre determinado aspecto do litígio dá azo a embargos de declaração.
INEXISTÊNCIA DE EFEITOS INFRINGENTES.
Não há se falar em efeitos infringentes quando a conclusão do julgamento remanesce inalterada após sanada a omissão.
Embargos desprovidos.
Numero da decisão: 3101-001.032
Decisão: ACORDAM os membros do colegiado, por maioria, em negar provimento
aos embargos de declaração. Vencido o conselheiro Henrique Pinheiro Torres.
Nome do relator: TARASIO CAMPELO BORGES
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Mar 26 09:00:04 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201202
camara_s : Primeira Câmara
ementa_s : Processo Administrativo Fiscal Período de apuração: 23/03/2006 a 01/08/2006 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OMISSÕES. A omissão do colegiado sobre determinado aspecto do litígio dá azo a embargos de declaração. INEXISTÊNCIA DE EFEITOS INFRINGENTES. Não há se falar em efeitos infringentes quando a conclusão do julgamento remanesce inalterada após sanada a omissão. Embargos desprovidos.
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Terceira Seção
numero_processo_s : 10283.006582/2006-66
conteudo_id_s : 5253163
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Mar 24 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 3101-001.032
nome_arquivo_s : Decisao_10283006582200666.pdf
nome_relator_s : TARASIO CAMPELO BORGES
nome_arquivo_pdf_s : 10283006582200666_5253163.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os membros do colegiado, por maioria, em negar provimento aos embargos de declaração. Vencido o conselheiro Henrique Pinheiro Torres.
dt_sessao_tdt : Wed Feb 15 00:00:00 UTC 2012
id : 4879172
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Sat Mar 26 09:56:08 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1728355848740143104
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1644; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C1T1 Fl. 271 _________ MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10283.006582/200666 Recurso nº 140.453 Embargos Acórdão nº 310101.032 1ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 15 de fevereiro de 2012 Matéria Multa (conversão pena perdimento em pecúnia) Recorrente FAZENDA NACIONAL Recorrida TRIÂNGULO COMÉRCIO DE PNEUS LTDA. Assunto: Processo Administrativo Fiscal Período de apuração: 23/03/2006 a 01/08/2006 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OMISSÕES. A omissão do colegiado sobre determinado aspecto do litígio dá azo a embargos de declaração. INEXISTÊNCIA DE EFEITOS INFRINGENTES. Não há se falar em efeitos infringentes quando a conclusão do julgamento remanesce inalterada após sanada a omissão. Embargos desprovidos. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do colegiado, por maioria, em negar provimento aos embargos de declaração. Vencido o conselheiro Henrique Pinheiro Torres. Henrique Pinheiro Torres Presidente Tarásio Campelo Borges Relator Formalizado em: 09/03/2012 Participaram do presente julgamento os conselheiros: Corintho Oliveira Machado, Hélio Eduardo de Paiva Araújo, Henrique Pinheiro Torres, Luiz Roberto Domingo, Tarásio Campelo Borges e Vanessa Albuquerque Valente. Fl. 280DF CARF MF Impresso em 06/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/03/2012 por TARASIO CAMPELO BORGES, Assinado digitalmente em 09/03/20 12 por TARASIO CAMPELO BORGES, Assinado digitalmente em 10/04/2012 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 10283.006582/200666 Acórdão nº 310101.032 S3C1T1 Fl. 272 _________ Relatório Tratam os autos de embargos de declaração [1] manejados pela FAZENDA NACIONAL, em face do Acórdão 310100234, de 18 de setembro de 2009, da lavra deste relator, cujo voto aqui reproduzo: Conheço do recurso voluntário interposto às folhas 163 a 185, porque tempestivo e atendidos os demais requisitos para sua admissibilidade. Versa o litígio, conforme relatado, acerca da exigência de multa equivalente ao valor aduaneiro, lançada em face da conversão em pecúnia da pena de perdimento de mercadorias importadas de outro país para a Zona Franca de Manaus, depois irregularmente remetidas para a Amazônia Ocidental. É certo que consta da descrição dos fatos relato de operação de repressão ao contrabando na qual pneus e câmaras de ar da interessada foram apreendidos após saírem da Zona Franca de Manaus para a Amazônia Ocidental sem autorização legal das autoridades aduaneiras competentes. Esse fato, no entanto, é objeto de outro processo administrativo e estranho ao litígio ora examinado. No caso concreto, a pena de perdimento convertida em pecúnia foi aplicada em face de auditoria nos registros e documentos fiscais do estabelecimento comercial que constatou a saída de pneus e câmaras de ar da Zona Franca de Manaus para a Amazônia Ocidental sem o correspondente registro de Declaração para Controle de Internação (DCI). A partir dessa constatação, os auditoresfiscais presumiram [2] o consumo e converteram o perdimento em multa equivalente ao valor aduaneiro da mercadoria. Consoante fundamentação legal consignada no lançamento do crédito tributário, a exação está ancorada no artigo 105, inciso I, do Decretolei 37, de 18 de novembro de 1966, e no artigo 23, inciso IV, §§ 1o e 3o do Decretolei 1.455, de 7 de abril de 1976, então regulamentados pelo artigo 618, inciso I, do Regulamento Aduaneiro de 2002, verbis: Decretolei 37, de 1966, artigo 105: Aplicase a pena de perda da mercadoria: 1 Embargos de declaração às folhas folhas 267 a 269 (volume II). 2 Na descrição dos fatos, folha 5, está consignado: “Como tais mercadorias, provavelmente, já foram objeto de consumo, [...]”. Fl. 281DF CARF MF Impresso em 06/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/03/2012 por TARASIO CAMPELO BORGES, Assinado digitalmente em 09/03/20 12 por TARASIO CAMPELO BORGES, Assinado digitalmente em 10/04/2012 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 10283.006582/200666 Acórdão nº 310101.032 S3C1T1 Fl. 273 _________ I em operação de carga, já carregada em qualquer veículo ou dele descarregada ou em descarga, sem ordem, despacho ou licença, por escrito da autoridade aduaneira ou não cumprimento de outra formalidade especial estabelecida em texto normativo; Decretolei 1.455, de 1976, artigo 23: Consideramse dano ao Erário as infrações relativas às mercadorias: IV enquadradas nas hipóteses previstas nas alíneas " a " e " b " do parágrafo único do artigo 104 e nos incisos I a XIX do artigo 105, do Decretolei número 37, de 18 de novembro de 1966. § 1o O dano ao erário decorrente das infrações previstas no caput deste artigo será punido com a pena de perdimento das mercadorias. (Incluído pela Lei 10.637, de 30.12.2002) § 3o A pena prevista no § 1o convertese em multa equivalente ao valor aduaneiro da mercadoria que não seja localizada ou que tenha sido consumida. (Incluído pela Lei 10.637, de 30.12.2002) Regulamento Aduaneiro de 2002, artigo 618: Aplicase a pena de perdimento da mercadoria nas seguintes hipóteses, por configurarem dano ao Erário (Decretolei 37, de 1966, art. 105, e Decretolei 1.455, de 1976, art. 23 e § 1o, com a redação dada pela Lei 10.637, de 2002, art. 59): (Redação dada pelo Decreto 4.765, de 24.6.2003) I em operação de carga ou já carregada em qualquer veículo, ou dele descarregada ou em descarga, sem ordem, despacho ou licença, por escrito, da autoridade aduaneira, ou sem o cumprimento de outra formalidade essencial estabelecida em texto normativo; § 1º A pena de que trata este artigo convertese em multa equivalente ao valor aduaneiro da mercadoria que não seja localizada ou que tenha sido consumida (Decretolei nº1.455, de 1976, artigo 23, § 3º, com a redação dada pela Lei nº 10.637, de 2002, artigo 59). Fl. 282DF CARF MF Impresso em 06/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/03/2012 por TARASIO CAMPELO BORGES, Assinado digitalmente em 09/03/20 12 por TARASIO CAMPELO BORGES, Assinado digitalmente em 10/04/2012 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 10283.006582/200666 Acórdão nº 310101.032 S3C1T1 Fl. 274 _________ Nada obstante, entendo discrepante o confronto dos fatos típicos denunciados com os descritos nessas normas jurídicas, senão vejamos: infração denunciada: saída de mercadorias da Zona Franca de Manaus para a Amazônia Ocidental sem o correspondente registro de Declaração para Controle de Internação (DCI), irregularidade apurada em auditoria nos registros e documentos fiscais do estabelecimento comercial; fato típico enunciado nas normas jurídicas citadas pelos auditoresfiscais: “[...] mercadoria [...] em operação de carga ou já carregada em qualquer veículo, ou dele descarregada ou em descarga, sem ordem, despacho ou licença, por escrito, da autoridade aduaneira, ou sem o cumprimento de outra formalidade essencial estabelecida em texto normativo” [3]. Diferentemente da Fazenda Nacional, penso que o fato típico previsto no inciso I do artigo 618 do Regulamento Aduaneiro de 2002 busca resguardar bem jurídico diverso: subordinação das “operações de carga, descarga ou transbordo de veículo procedente do exterior” [4] ao formal ingresso dele no território nacional, ordinariamente “em porto, aeroporto ou ponto de fronteira alfandegado” [5], a teor do disposto nos artigos 24 a 29 do Regulamento Aduaneiro de 2002. Com essas considerações, dou provimento ao recurso voluntário. No arrazoado de três laudas, a embargante denuncia omissão no acórdão embargado, nestas palavras: Quanto a autuação objeto do processo em comento, esta teve por base a conclusão de que foram enviadas mercadorias importadas (pneus e câmaras de ar) aos auspícios do regime aduaneiro de que trata o Decretolei n° 288/67 (Zona Franca de Manaus), da cidade de Manaus/AM para cidades do interior do Estado do Amazonas e para os Estados de Rondônia e Roraima 3 Regulamento Aduaneiro de 2002, artigo 618, caput e inciso I. 4 Regulamento Aduaneiro de 2002, artigo 27, As operações de carga, descarga ou transbordo de veículo procedente do exterior poderão ser executadas somente depois de formalizada a sua entrada no País. (§ 1o) Para efeitos fiscais, considerase formalizada a entrada do veículo quando emitido o termo de entrada de que trata o artigo 31. (§ 2o) A Secretaria da Receita Federal poderá dispor, em ato normativo, sobre situações em que as operações de carga, descarga ou transbordo possam iniciarse antes de formalizada a entrada do veículo no País. 5 Regulamento Aduaneiro de 2002, artigo 24: A entrada ou a saída de veículos procedentes do exterior ou a ele destinados só poderá ocorrer em porto, aeroporto ou ponto de fronteira alfandegado. (§ 1o) O controle aduaneiro do veículo será exercido desde o seu ingresso no território aduaneiro até a sua efetiva saída, e será estendido a mercadorias e a outros bens existentes a bordo, inclusive a bagagens de viajantes. (§ 2o) A Secretaria da Receita Federal poderá autorizar a entrada ou a saída de veículos por porto, aeroporto ou ponto de fronteira não alfandegado, em casos justificados, e sem prejuízo do disposto no § 1º. Fl. 283DF CARF MF Impresso em 06/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/03/2012 por TARASIO CAMPELO BORGES, Assinado digitalmente em 09/03/20 12 por TARASIO CAMPELO BORGES, Assinado digitalmente em 10/04/2012 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 10283.006582/200666 Acórdão nº 310101.032 S3C1T1 Fl. 275 _________ (Amazônia Ocidental), conforme listagem e notas fiscais de fls. 21/99, sem autorização legal da Receita Federal, ou seja, sem o registro de Declaração para Controle de Internação (DCI), implicando, pois, em contrabando (art. 39, Decreto lei n° 288/67) e, conseqüentemente, em perdimento das mercadorias (art. 623, Decreto n° 4.543/2002), sendo que, por já terem sido consumidas (referentes a importações anteriores), a pena de perdimento foi convertida em multa equivalente ao valor aduaneiro das mercadorias (art. 618, § 1°, Decreto 4543/2002). Sobreveio o acórdão de fls. 261/264, da lavra da Segunda Turma Ordinária desta Câmara que, confrontando os fatos denunciados com a previsão abstrata da infração, entendeu que aquele não se subsumia a esta e por isso deu provimento ao recurso voluntário do contribuinte. Cumpre anotar que a norma objeto do confronto foi a prevista no art. 618, caput e inciso I, do Regulamento Aduaneiro de 2002. Ocorre, com a devida vênia, que o acórdão embargado não se pronunciou, restando omisso, sobre o confronto dos fatos descritos com as demais normas que constam do enquadramento legal do auto de infração de fls. 01/11. Dentre essas normas, desponta a previsão contida no Decreto Lei n° 37/1966, art. 105; DecretoLei n° 1.455/1976, art. 23, caput, inciso IV e §§ 1° e 3º; DecretoLei n° 288/1967, art. 3° e 39; Decreto n° 4.543/2002, art. 618, § 1°, art. 453, caput e § 2° e, em especial, art. 623. Assim, a autoridade fazendária fez remissão a diversos dispositivos que trataram de dano ao erário, “contrabando" e da respectiva penalidade que não foram objeto de especifica análise pelo órgão julgador. Ademais, a autoridade fiscalizadora fez o cotejo dessas normas com a situação fálica descrita e citou a remissão expressa do art. 618, § 1°, do RA/2002, ao art. 23, § 3° do DecretoLei n° 1.455/76, autorizando a conversão da pena de perdimento em pecúnia diante da presunção de consumo das mercadorias que deveriam ser apreendidas no caso concreto ventilado neste feito. Com efeito, a multa infligida está calcada no art. 23, § 3°, do DecretoLei n.° 1.455/76, com a redação dada pela Lei n.° 10.637/02, regra na qual se estabelece que a pena de perdimento será convertida em multa equivalente ao valor aduaneiro da mercadoria que não seja localizada ou que tenha sido consumida. Por fim, “requer que sejam conhecidos e acolhidos os presentes aclaratórios, sendo sanados os vícios apontados”. É o relatório. Fl. 284DF CARF MF Impresso em 06/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/03/2012 por TARASIO CAMPELO BORGES, Assinado digitalmente em 09/03/20 12 por TARASIO CAMPELO BORGES, Assinado digitalmente em 10/04/2012 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 10283.006582/200666 Acórdão nº 310101.032 S3C1T1 Fl. 276 _________ Voto Conselheiro Tarásio Campelo Borges (Relator) Conheço dos embargos de declaração, porque tempestivos e atendidos os demais requisitos para sua admissibilidade. Conforme relatado, a embargante aponta omissão no acórdão embargado. É certo que o colegiado quedouse silente quanto a outras normas jurídicas integrantes do enquadramento legal do auto de infração. Nada obstante, da própria denúncia fiscal trago à colação fatos que põem em evidência a fragilidade dela. A internação irregular é mera presunção e os auditoresfiscais não demonstraram tentativas de localização das mercadorias nem constataram ter havido o consumo delas. Eles traçaram suposições relativas ao consumo para converter a pena de perdimento em pecúnia, senão vejamos: [...] Neste ponto já se sabia que nenhuma das duas empresas nunca havia registrado Declarações para Controle de Internação (DCI) nos sistemas da Receita Federal, ou seja, toda e qualquer mercadoria que, até este momento, havia sido internada, tinha sido, em tese, de forma irregular. [...] Como tais mercadorias, provavelmente, já foram objeto de consumo, determina a lei que convertase a proposta de pena de perdimento em Auto de Crédito Tributário, conforme determina o § 1° do artigo 618 do Regulamento Aduaneiro (Decreto n° 4.543/2002). [6] [grifos do relator destes embargos] Por outro lado, a conversão da pena de perdimento em multa de montante equivalente ao valor aduaneiro das mercadorias tem como pressupostos infrações consideradas dano ao erário relativas a mercadorias não localizadas ou consumidas, a saber: Decretolei 1.455, de 1976, artigo 23: Consideramse dano ao Erário as infrações relativas às mercadorias: IV enquadradas nas hipóteses previstas nas alíneas " a " e " b " do parágrafo único do artigo 104 e nos incisos I a XIX do artigo 105, do Decretolei número 37, de 18 de novembro de 1966. § 1o O dano ao erário decorrente das infrações previstas no caput deste artigo será punido com a pena de perdimento das mercadorias. (Incluído pela Lei 10.637, de 30.12.2002) § 3o A pena prevista no § 1o convertese em multa equivalente ao valor aduaneiro da mercadoria que não seja localizada ou que tenha sido consumida. (Incluído pela Lei 10.637, de 30.12.2002) 6 Aduaneiro Auto de infração, descrição dos fatos, folha 5. Fl. 285DF CARF MF Impresso em 06/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/03/2012 por TARASIO CAMPELO BORGES, Assinado digitalmente em 09/03/20 12 por TARASIO CAMPELO BORGES, Assinado digitalmente em 10/04/2012 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 10283.006582/200666 Acórdão nº 310101.032 S3C1T1 Fl. 277 _________ Por conseguinte, não há se falar em conversão da pena de perdimento em pecúnia amparada em mera presunção de consumo, vale dizer, sem prévia tentativa de localização das mercadorias. A despeito da omissão, a eliminação do vício, neste caso concreto, não produz efeitos infringentes. Com essas considerações, nego provimento aos embargos ao Acórdão 3101 00234, de 18 de setembro de 2009. Tarásio Campelo Borges Fl. 286DF CARF MF Impresso em 06/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/03/2012 por TARASIO CAMPELO BORGES, Assinado digitalmente em 09/03/20 12 por TARASIO CAMPELO BORGES, Assinado digitalmente em 10/04/2012 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES
score : 1.0
Numero do processo: 19647.016015/2008-88
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed May 11 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Thu May 12 00:00:00 UTC 2011
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/05/2004 A 31/12/2004
GFIP. ERROS NOS DADOS RELACIONADOS AOS FATOS GERADORES. INFRAÇÃO.
Constitui infração, punível na forma da Lei, a apresentação de Guia de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social (GFIP) com dados não correspondentes aos fatos geradores de todas as contribuições previdenciárias, conforme disposto na Legislação.
Numero da decisão: 2403-000.562
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, Por unanimidade de votos em dar
provimento parcial ao recurso determinando o recalculo da multa , com base na redação dada pela Lei 11.941/2009 ao artigo 32A da Lei 8.212/91, com a prevalência da mais benéfica ao contribuinte.
Nome do relator: CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Mar 26 09:00:04 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201105
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/05/2004 A 31/12/2004 GFIP. ERROS NOS DADOS RELACIONADOS AOS FATOS GERADORES. INFRAÇÃO. Constitui infração, punível na forma da Lei, a apresentação de Guia de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social (GFIP) com dados não correspondentes aos fatos geradores de todas as contribuições previdenciárias, conforme disposto na Legislação.
turma_s : Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Thu May 12 00:00:00 UTC 2011
numero_processo_s : 19647.016015/2008-88
anomes_publicacao_s : 201105
conteudo_id_s : 4907895
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Mar 22 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 2403-000.562
nome_arquivo_s : 2403000562_19647016015200888_201105.pdf
ano_publicacao_s : 2011
nome_relator_s : CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI
nome_arquivo_pdf_s : 19647016015200888_4907895.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os membros do Colegiado, Por unanimidade de votos em dar provimento parcial ao recurso determinando o recalculo da multa , com base na redação dada pela Lei 11.941/2009 ao artigo 32A da Lei 8.212/91, com a prevalência da mais benéfica ao contribuinte.
dt_sessao_tdt : Wed May 11 00:00:00 UTC 2011
id : 4741353
ano_sessao_s : 2011
atualizado_anexos_dt : Sat Mar 26 09:56:01 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1728355848745385984
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1588; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C4T3 Fl. 283 1 282 S2C4T3 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 19647.016015/200888 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2403000.562 – 4ª Câmara / 3ª Turma Ordinária Sessão de 11 de maio de 2011 Matéria CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS Recorrente BELMAR COMÉRCIO NÁUTICO LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/05/2004 A 31/12/2004 GFIP. ERROS NOS DADOS RELACIONADOS AOS FATOS GERADORES. INFRAÇÃO. Constitui infração, punível na forma da Lei, a apresentação de Guia de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social (GFIP) com dados não correspondentes aos fatos geradores de todas as contribuições previdenciárias, conforme disposto na Legislação. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, Por unanimidade de votos em dar provimento parcial ao recurso determinando o recalculo da multa , com base na redação dada pela Lei 11.941/2009 ao artigo 32A da Lei 8.212/91, com a prevalência da mais benéfica ao contribuinte. CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Presidente/Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Ivacir Julio de Souza, Marcelo Magalhães Peixoto, Cid Marconi Gurgel de Souza e Marthius Sávio Cavalcante Lobato. Fl. 337DF CARF MF Emitido em 29/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 15/06/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Assinado digitalmente em 15/06/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 2 Relatório Tratase de recurso voluntário apresentado contra Decisão da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Recife, Acórdão 1128.777 6ª Turma da DRJ/REC, que julgou improcedente a impugnação. Segundo o Relatório Fiscal da Infração, a empresa foi autuada por omissão de fatos geradores em GFIP. 1. A empresa infringiu o dispositivo previsto no Artigo 32, INCISO IV, § 5 0 , da Lei 8.212/91, com redação dada pela Lei 9.528/97 e Artigo 284, inciso II do Regulamento da Previdência Social RPS, aprovado pelo Decreto 3.048/99, por deixar de informar, através da Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social GFIP , todos os fatos geradores referentes a pagamentos efetuados aos seus trabalhadores no mês 05 a 07/2004, 10 a 12/2004 e 13/2004. ... 5. As contribuições devidas e não declaradas em GFIP, os enquadramentos por número de segurados, os valores mensais e o valor total da multa encontramse detalhados nas planilhas intituladas "DEMONSTRATIVO DO VALOR DA MULTA DO AUTO DE INFRAÇÃO FUNDAMENTAÇÃO LEGAL 68" e "DISCRIMINATIVO DO VALOR TOTAL DEVIDO", "DISCRIMINATIVO DO DESCONTO DE SEGURADOS NÃO INFORMADO EM GFIP" e "DISCRIMINATIVO DA REMUNERAÇÃO NÃO INFORMADA EM GFIP", anexadas a este Relatório. A descrição da infração, o dispositivo legal infringido, o dispositivo legal da multa aplicada e o valor da multa foram assim apresentados à recorrente: DESCRIÇÃO SUMÁRIA DA INFRAÇÃO E DISPOSITIVO LEGAL INFRINGIDO Apresentar a empresa o documento a que se refere a Lei n. 8.212, de 24.07.91, art. 32, inciso IV e parágrafo 3., acrescentados pela Lei n. 9.528, de 10.12.97, com dados não correspondentes aos fatos geradores de todas as contribuições previdenciárias, conforme previsto na Lei n. 8.212, de 24.07.91, art. 32, IV e parágrafo 5., também acrescentado pela Lei n. 9.528, de 10.12.97, combinado com o art. 225, IV e parágrafo 4., do Regulamento da Previdência Social RPS, aprovado pelo Decreto n. 3.048, de 06.05.99. DISPOSITIVO LEGAL DA MULTA APLICADA Lei n. 8.212, de 24.07.91, art. 32, parágrafo 5., acrescentados pela Lei n. 9.528, de 10.12.97 e Regulamento da Previdência Social RPS, aprovado pelo Decreto n. 3.048, de 06.05.99, art. 284, inciso II (com a redação dada pelo Decreto n. 4.729, de 09.06.03) e art. 373. Fl. 338DF CARF MF Emitido em 29/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 15/06/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Assinado digitalmente em 15/06/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 19647.016015/200888 Acórdão n.º 2403000.562 S2C4T3 Fl. 284 3 DISPOSITIVOS LEGAIS DA GRADAÇÃO DA MULTA APLICADA Art. 292, inciso I, do RPS. VALOR DA MULTA: R$ 9.069,95 Inconformada com a decisão de primeira instância, onde resumidamente, alega o seguinte: • Traz aos autos o comprovante de entrega das GFIP mencionadas dos nos períodos: 05 a 07/2004; 10 a 12/2004 e 13/2004, apesar de que a empresa requerente entregou os documentos solicitados por este órgão quando da fiscalização ocorrida. • A empresa requerente em meados de 2006 mudou de endereço. Durante esta mudança, vários atropelos aconteceram que trouxeram prejuízos para a empresa, tais como grandes chuvas durante o período da mudança que provocaram atrasos na construção e adequação da nova sede. • Vários equipamentos foram danificados e documentos foram perdidos, e melhor sorte não teve os seus arquivos. Estes foram danificados e desorganizados de tal forma que gerou uma grande dificuldade em apresentar os documentos requeridos pela fiscalização. • Uma vez organizados, a empresa apresentou a esta órgão a documentação exigida cumprindo com a obrigação requerida pelo Ilmo. Sr. Fiscal. É o Relatório. Fl. 339DF CARF MF Emitido em 29/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 15/06/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Assinado digitalmente em 15/06/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 4 Voto Conselheiro Carlos Alberto Mees Stringari, Relator O recurso é tempestivo e por não haver óbice ao seu conhecimento, passo à análise das questões levantadas pela recorrente. MÉRITO Empresa traz aos autos comprovantes de entrega das GFIP. Registro que a autuação decorreu da omissão de fatos geradores em GFIP e não da falta de entrega. No mérito a autuação não foi contestada. Empresa discorre sobre "caso fortuito e força maior". Visto que a falta de fatos geradores em GFIP ocorreu nos meses 05 a 07/2004, 10 a 12/2004 e 13/2004; que o prazo de entrega da GFIP é até o dia 7 do mês seguinte à ocorrência dos fatos geradores e que o alegado problema ocorreu em meados de 2006, a tese não deve ser acatada. Entendo a autuação procedente. CÁLCULO DA MULTA Recálculo da multa com base no art. 32A, II, Lei 8.212/1991, a partir da alteração da Lei 11.941/2009. No que tange ao cálculo da multa, é necessário tecer algumas considerações, face à edição da recente Medida Provisória nº 449/2008, convertida na Lei 11.941/2009. A citada Lei 11.941/2009 alterou a sistemática de cálculo de multa por infrações relacionadas à GFIP. Para tanto, a Lei 11.941/2009, inseriu o art. 32A, o qual dispõe o seguinte: “Art.32A. O contribuinte que deixar de apresentar a declaração de que trata o inciso IV do art. 32 no prazo fixado ou que a apresentar com incorreções ou omissões será intimado a apresentála ou a prestar esclarecimentos e sujeitarseá às seguintes multas: I – de R$ 20,00 (vinte reais) para cada grupo de 10 (dez) informações incorretas ou omitidas; Fl. 340DF CARF MF Emitido em 29/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 15/06/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Assinado digitalmente em 15/06/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 19647.016015/200888 Acórdão n.º 2403000.562 S2C4T3 Fl. 285 5 II – de 2% (dois por cento) ao mêscalendário ou fração, incidentes sobre o montante das contribuições informadas, ainda que integralmente pagas, no caso de falta de entrega da § 1o Para efeito de aplicação da multa prevista no inciso II do caput deste artigo, será considerado como termo inicial o dia seguinte ao término do prazo fixado para entrega da declaração e como termo final a data da efetiva entrega ou, no caso de não apresentação, a data da lavratura do auto de infração ou da notificação de lançamento.(Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009). § 2o Observado o disposto no § 3o deste artigo, as multas serão reduzidas:(Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009). I – à metade, quando a declaração for apresentada após o prazo, mas antes de qualquer procedimento de ofício; ou (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009). II – a 75% (setenta e cinco por cento), se houver apresentação da declaração no prazo fixado em intimação.(Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009). § 3o A multa mínima a ser aplicada será de:(Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009). I – R$ 200,00 (duzentos reais), tratandose de omissão de declaração sem ocorrência de fatos geradores de contribuição previdenciária; e(Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009). II – R$ 500,00 (quinhentos reais), nos demais casos. (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009). Considerando o princípio da retroatividade benigna previsto no art. 106. inciso II, alínea “c”, do Código Tributário Nacional, há que se verificar a situação mais favorável ao sujeito passivo, face às alterações trazidas. Art.106 A lei aplicase a ato ou fato pretérito: (...) II tratandose de ato não definitivamente julgado: (...) c) quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática. No caso da presente autuação, a multa aplicada ocorreu nos termos do art. 32, inciso IV, Lei nº 8.212/1991 e do art. 32, § 5º, da Lei nº 8.212/1991, o qual previa que pena administrativa correspondente à multa de cem por cento do valor devido relativo à contribuição não declarada, limitada aos valores previstos no art. 32, § 4º, da Lei nº 8.212/1991. Para efeitos da apuração da situação mais favorável, há que se observar qual das seguintes situações resulta mais favorável ao contribuinte, conforme o art. 106, II, c, CTN: Fl. 341DF CARF MF Emitido em 29/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 15/06/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Assinado digitalmente em 15/06/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 6 (a) a norma anterior, com a multa prevista no art. 32, inciso IV, Lei nº 8.212/1991 c/c o art. 32, § 5º, Lei nº 8.212/1991 ou (b) a norma atual, nos termos do art. 32, inciso IV, Lei nº 8.212/1991 c/c o art. 32A, Lei nº 8.212/1991, na redação dada pela Lei 11.941/2009. Nesse sentido, entendo que na execução do julgado, a autoridade fiscal deverá verificar, com base nas alterações trazidas, a situação mais benéfica ao contribuinte. CONCLUSÃO Voto no sentido de CONHECER do recurso, NO MÉRITO, DAR PROVIMENTO PARCIAL AO RECURSO, para que se recalcule o valor da multa, se mais benéfico ao contribuinte, de acordo com o disciplinado no art. 32A da Lei 8.212/91, na redação dada pela Lei 11.941/2009. Carlos Alberto Mees Stringari Fl. 342DF CARF MF Emitido em 29/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 15/06/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Assinado digitalmente em 15/06/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI
score : 1.0
Numero do processo: 10675.902590/2009-74
Turma: Primeira Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu May 10 00:00:00 UTC 2012
Numero da decisão: 1801-000.106
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, em converter o julgamento na realização de diligência, nos termos do voto da Relatora. Vencidos os Conselheiros Maria de Lourdes Ramirez e Luiz Guilherme de Medeiros Ferreira que negam provimento ao recurso voluntário.
Nome do relator: CARMEN FERREIRA SARAIVA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Mar 26 09:00:04 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201205
turma_s : Primeira Turma Especial da Primeira Seção
numero_processo_s : 10675.902590/2009-74
conteudo_id_s : 6580220
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Mar 24 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 1801-000.106
nome_arquivo_s : 180100106_10675902590200974_201205.pdf
nome_relator_s : CARMEN FERREIRA SARAIVA
nome_arquivo_pdf_s : 10675902590200974_6580220.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, em converter o julgamento na realização de diligência, nos termos do voto da Relatora. Vencidos os Conselheiros Maria de Lourdes Ramirez e Luiz Guilherme de Medeiros Ferreira que negam provimento ao recurso voluntário.
dt_sessao_tdt : Thu May 10 00:00:00 UTC 2012
id : 4599463
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Sat Mar 26 09:55:52 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1728355848760066048
conteudo_txt : Metadados => date: 2012-05-17T01:01:10Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; dcterms:created: 2012-05-17T01:01:10Z; Last-Modified: 2012-05-17T01:01:10Z; dcterms:modified: 2012-05-17T01:01:10Z; dc:format: application/pdf; version=1.4; xmpMM:DocumentID: uuid:2b91f020-ad3a-4537-8090-940978141886; Last-Save-Date: 2012-05-17T01:01:10Z; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2012-05-17T01:01:10Z; meta:save-date: 2012-05-17T01:01:10Z; pdf:encrypted: true; modified: 2012-05-17T01:01:10Z; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; meta:creation-date: 2012-05-17T01:01:10Z; created: 2012-05-17T01:01:10Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; Creation-Date: 2012-05-17T01:01:10Z; pdf:charsPerPage: 1554; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:created: 2012-05-17T01:01:10Z | Conteúdo => S1C1T1 Fl. 65 1 64 S1C1T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10675.902590/200974 Recurso nº Resolução nº 180100.106 – 3ª Câmara / 1ª Turma Especial Data 10 de maio de 2012 Assunto Solicitação de Diligência Recorrente VIEIRA & SILVA LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, em converter o julgamento na realização de diligência, nos termos do voto da Relatora. Vencidos os Conselheiros Maria de Lourdes Ramirez e Luiz Guilherme de Medeiros Ferreira que negam provimento ao recurso voluntário. (documento assinado digitalmente) Carmen Ferreira Saraiva – Relatora e Presidente em Exercício Composição do Colegiado: Participaram do presente julgamento os Conselheiros Maria de Lourdes Ramirez, Marcos Vinicius Barros Ottoni, Paulo Jakson da Silva Lucas, Edgar Silva Vidal, Luiz Guilherme de Medeiros Ferreira e Carmen Ferreira Saraiva. RELATÓRIO A Recorrente formalizou o Pedido de Ressarcimento ou Restituição/Declaração de Compensação (Per/DComp) em 25.04.2006, fls. 0103, utilizandose do crédito relativo ao pagamento a maior no valor total de R$3.249,53 de Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) determinada sobre a base de cálculo estimada, código nº 2484, efetuado em 28.10.2005. Em conformidade com o Despacho Decisório Eletrônico, fl. 04, as informações relativas ao reconhecimento do direito creditório foram analisadas das quais se concluiu pelo Processo nº 10675.902590/200974 Resolução n.º 180100.106 S1C1T1 Fl. 66 2 indeferimento do pedido. Restou esclarecido que o pagamento foi integralmente utilizado para quitação de débitos, não restando crédito disponível para compensação. Cientificada em 02.04.2009, fl. 05, a Recorrente apresentou a manifestação de inconformidade em 04.05.2009, fls. 0614, argumentando em síntese que discorda da conclusão da análise do pedido. Suscita que a apresentação da peça de defesa tem o efeito de suspender a exigibilidade dos débitos confessados (inciso III do art. 151 do Código Tributário Nacional). Defende que o somatório dos recolhimentos efetuados a título de CSLL determinada a partir da base de cálculo estimada no anocalendário ultrapassa o valor devido de CSLL no seu encerramento. Argui que houve erro de fato no preenchimento da Per/DComp uma vez que informou que se tratava de pagamento indevido ao invés de saldo negativo de CSLL. Indica valores de saldos negativos de CSLL e de IRPJ dos anoscalendário de 2005 e 2006. Com o objetivo de fundamentar as razões apresentadas na peça de defesa, interpreta a legislação pertinente, indica princípios constitucionais que supostamente foram violados e faz referências a entendimentos doutrinários e jurisprudenciais em seu favor. Conclui Diante do exposto, requer acolhida a presente manifestação de inconformidade com efeito suspensivo, determinando a revisão do procedimento administrativo em função das compensações efetuadas e tendo reconhecido a subsistência e procedência do direito de crédito, requer homologada as declarações de compensação, bem como os pedidos de restituição, extinguindo as cobranças que foram objeto de compensação. Nos moldes da Lei nº 9.532, artigo 67, protesta a juntada de novas provas a serem obtidas no curso deste processo administrativo. Está registrado como resultado do Acórdão da 1ª TURMA/DRJ/JFA/MG nº 09 36.324, de 11.08.2011, fls. 5053:“Manifestação de Inconformidade Improcedente”. Restou ementado ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Anocalendário: 2005 ESTIMATIVA MENSAL. PAGAMENTO A MAIOR. A pessoa jurídica tributada pelo lucro real anual que efetuar pagamento indevido ou a maior de IRPJ ou de CSLL a titulo de estimativa mensal, somente poderá utilizar o valor pago na dedução do IRPJ ou CSLL ao final do período de apuração em que houve o pagamento indevido ou para compor o saldo negativo de IRPJ ou CSLL do período. Processo nº 10675.902590/200974 Resolução n.º 180100.106 S1C1T1 Fl. 67 3 Notificada em 21.09.2011, fl. 55, a Recorrente apresentou o recurso voluntário em 21.10.2011, fls. 5662, esclarecendo a peça atende aos pressupostos de admissibilidade. Discorre sobre o procedimento fiscal contra o qual se insurge e reitera os argumentos apresentados na impugnação. Conclui Diante do exposto, requer acolhida o presente Recurso Voluntário com efeito suspensivo determinando a revisão do procedimento administrativo em função das compensações efetuadas e tendo reconhecido a subsistência e procedência do direito de crédito, requer homologada as declarações de compensação, bem como os pedidos de restituição, extinguindo as cobranças que foram objeto de compensação. É o Relatório. VOTO Carmen Ferreira Saraiva – Relatora O recurso voluntário apresentado pela Recorrente atende aos requisitos de admissibilidade previstos nas normas de regência. Assim, dele tomo conhecimento. Compulsando os presentes autos, constato que não se encontram em condições de julgamento, pelas razões que passo a expor. O pedido inicial da Recorrente referese ao reconhecimento do direito creditório pleiteado do valor da CSLL determinada sobre a base de cálculo estimada, que deve compor o saldo negativo de CSLL no encerramento do anocalendário. E isto porque, em verdade, há possibilidade de aproveitamento de valores decorrentes de recolhimentos estimados na formação do saldo negativo anual da CSLL. Necessária se faz a apreciação pela autoridade administrativa da efetiva existência do crédito decorrente do saldo negativo anual da CSLL para fins de homologação da compensação1. Em face desta questão e com a observância do disposto no art. 18 do Decreto nº 70.235, de 1972, voto pela conversão do julgamento na realização de diligência para a Unidade da Secretaria Receita Federal do Brasil (RFB) que jurisdiciona a Recorrente analisar a origem e a procedência saldo negativo anual de CSLL, em conformidade com a escrituração mantida com observância das disposições legais, desde que comprovada por documentos hábeis, segundo sua natureza, ou assim definidos em preceitos legais, bem como com os registros internos da RFB. Também devem ser examinados conjuntamente os Per/DComp que tenham por base o mesmo crédito, ainda que apresentados em datas distintas, se for o caso2. 1 Fundamentação legal: art. 74 da Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996 e Instrução Normativa RFB nº 900, de 30 de dezembro de 2008 e Instrução Normativa RFB 973, de 27 de novembro de 2009. 2 Fundamentação legal: art. 9º do Decretolei nº 1.598, de 26 de dezembro de 1977 e Portaria RFB nº 666, de 24 de abril de 2008. Processo nº 10675.902590/200974 Resolução n.º 180100.106 S1C1T1 Fl. 68 4 A autoridade fiscal designada ao cumprimento da diligência solicitada deverá elaborar o Relatório Fiscal sobre os fatos apurados. A Recorrente deve ser cientificada dos procedimentos referentes às diligências efetuadas e do Relatório Fiscal para que, desejando, se manifeste a respeito, com o objetivo de lhe assegurar o contraditório e a ampla defesa com os meios e recursos a ela inerentes3 . (documento assinado digitalmente) Carmen Ferreira Saraiva 3 Fundamentação legal: inciso LV do art. 5º da Constituição da República.
score : 1.0
Numero do processo: 13830.900104/2008-51
Turma: Primeira Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue May 24 00:00:00 UTC 2011
Numero da decisão: 1801-000.058
Decisão: Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos converter o julgamento em realização de diligência, nos termos do voto da Relatora.
Nome do relator: CARMEN FERREIRA SARAIVA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Mar 26 09:00:04 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201105
turma_s : Primeira Turma Especial da Primeira Seção
numero_processo_s : 13830.900104/2008-51
conteudo_id_s : 6579184
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Mar 23 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 1801-000.058
nome_arquivo_s : Decisao_13830900104200851.pdf
nome_relator_s : CARMEN FERREIRA SARAIVA
nome_arquivo_pdf_s : 13830900104200851_6579184.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos converter o julgamento em realização de diligência, nos termos do voto da Relatora.
dt_sessao_tdt : Tue May 24 00:00:00 UTC 2011
id : 9243345
ano_sessao_s : 2011
atualizado_anexos_dt : Sat Mar 26 09:56:17 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1728355848764260352
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 8; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1737; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1TE01 Fl. 151 1 150 S1TE01 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13830.900104/200851 Recurso nº Voluntário Resolução nº 180100.058 – Turma Especial / 1ª Turma Especial Data 24 de maio de 2011 Assunto DILIGÊNCIA Recorrente USIPAVI ENGENHARIA E PAVIMENTAÇÃO LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos converter o julgamento em realização de diligência, nos termos do voto da Relatora. (documento assinado digitalmente) Ana de Barros Fernandes Presidente (documento assinado digitalmente) Carmen Ferreira Saraiva Relatora Composição do Colegiado: Participaram do presente julgamento os Conselheiros Carmen Ferreira Saraiva, Guilherme Pollastri Gomes da Silva, Luiz Tadeu Matosinho Machado, Magda Azario Kanaan Polanczyk, Edgar Silva Vidal e Ana de Barros Fernandes. RELATÓRIO A Recorrente formalizou A Declaração de Compensação (DComp) em 13/02/2004, fls. 01/05, utilizandose do crédito relativo ao pagamento a maior no valor total de R$1.632,11 de Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) determinada com base no lucro presumido, código nº 2372, efetuado em 31/10/2003 para compensação do débito de Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica (IRPJ), código nº 2089, no valor de R$1.813,46 referente ao fato gerador de outubro de 2003. Para tanto o DARF no valor total de R$2.392,94 foi juntado às fls. 14/15. Fl. 159DF CARF MF Emitido em 28/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 18/06/2011 por ANA DE BARROS FERNANDES Assinado digitalmente em 18/06/2011 por ANA DE BARROS FERNANDES, 24/06/2011 por CARMEN FERREIRA SARA IVA Processo nº 13830.900104/200851 Resolução n.º 180100.058 S1TE01 Fl. 152 2 O processo foi instruído com a com a Declaração de Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (DIPJ) Retificadora do anocalendário de 2003 apresentada em 07/05/2008, fls. 34/68, e com a Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais (DCTF) Retificadora do 3º trimestre de 2003 apresentada em 27/08/2008, fls. 25/33. Em conformidade com o Despacho Decisório Eletrônico, fl. 06, as informações relativas ao reconhecimento do direito creditório foram analisadas das quais se concluiu pelo indeferimento do pedido. Restou esclarecido que DARF foi integralmente utilizado para quitação de débitos da Recorrente, não restando crédito disponível para compensação do débito informado na DComp, fls. 01/05. Cientificada em 30/04/2008, fl. 80, a Recorrente apresentou a manifestação de inconformidade em 29/05/2008, fl. 12, com as alegações abaixo sintetizadas. Suscita I — No período de apuração de 30/09/2003, foi apurado imposto CSLL código de recolhimento 2372, no valor de R$2.392,94 (Dois mil, trezentos e noventa e dois reais e noventa e quatro centavos), devidamente recolhido em data de 31/10/2003, autenticação 025, Banco Nossa Caixa; II — Posteriormente ao recolhimento acima mencionado, a empresa cancelou as notas fiscais de n° 130 de 30/07/2003 no valor de R$90.459,00 e 135 de 30/09/2003 no valor de R$60.662,34, gerando um crédito do imposto no valor de R$1.632,11 (um mil, seiscentos e trinta e dois reais e onze centavos); III — Em data de 13/02/2004 o crédito de R$1.632,11, gerado pelo cancelamento das notas fiscais mencionadas anteriormente, foi compensado através do Per/Dcomp n° 05973.02820.130204.1.3.044058, porém não foi retificada a DCTF do período, o que ocorreu somente agora, em data de 27/05/2008, conforme recibo de entrega n° 4054151676; IV — Com a devida retificação da DCTF, apurouse o crédito que anteriormente foi compensado, e que originou e referido Despacho Decisório. Conclui Por ocasião do exposto acima, vem pelo presente, solicitar a V.Sa. o cancelamento definitivo do Despacho Decisório, uma vez que não há nenhuma diferença a ser recolhida, apresentado para tanto, em anexo, todos os documentos necessários para comprovação. Termos em que P. Deferimento Está registrado como resultado do Acórdão da 2ª TURMA/DRJ/CGE/MS nº , 0417.989, de 26/06/2009, fls. 437/441:“Manifestação de Inconformidade Improcedente”. Restou ementado Assunto: Contribuição Social sobre o Lucro Líquido CSLL Data do fato gerador: 31/10/2003 Fl. 160DF CARF MF Emitido em 28/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 18/06/2011 por ANA DE BARROS FERNANDES Assinado digitalmente em 18/06/2011 por ANA DE BARROS FERNANDES, 24/06/2011 por CARMEN FERREIRA SARA IVA Processo nº 13830.900104/200851 Resolução n.º 180100.058 S1TE01 Fl. 153 3 DIREITO CREDITÓRIO. ÔNUS DA PROVA. Incumbe ao sujeito passivo a demonstração, acompanhada das provas hábeis, da composição e a existência do crédito que alega possuir junto à Fazenda Nacional para que sejam aferidas sua liquidez e certeza pela autoridade administrativa. COMPENSAÇÃO TRIBUTÁRIA. Apenas os créditos líquidos e certos são passíveis de compensação tributária, conforme artigo 170 do Código Tributário Nacional. Notificada em 21/11//2009, fl. 98, a Recorrente apresentou o recurso voluntário em 16/12/2009, fls. 99/101, esclarecendo a peça atende aos pressupostos de admissibilidade. Discorre sobre o procedimento fiscal contra o qual se insurge. Reitera todos os argumentos apresentados na manifestação de inconformidade. Acrescenta: I.a) — Em 30/07/2003 a empresa emitiu a NFPS (Nota Fiscal de Prestação de Serviços) n° 130, no valor de R$90.459,00 referente ao contrato n° 40/2002, com a Prefeitura Municipal de Cafelândia (SP), devidamente lançada no Registro de Prestação de Serviços n° 07 à fl. 0010 e no Livro Diário n° 06, fl. 0035, cujo imposto pago através do DARF cod. 2372 (CSLL 3° trimestre/2003), autenticado sob n° 025 em 31/10/2003, Banco Nossa Caixa, ag. Tupã; b) — Em 30/09/2003 a empresa emitiu a NFPS (Nota Fiscal de Prestação de Serviços) n° 135, no valor de R$60.662,34, referente ao contrato n° 115/2002, com a Prefeitura Municipal de Tupã (SP), devidamente lançada no Registro de Prestação de Serviços n° 07, à fl. 0014 e no Livro Diário n° 06, à fl. 0045, cujo imposto pago através do DARF cod. 2372 (CSLL 3º trimestre/2003) autenticado sob n° 025 em 31/10/2003, Banco Nossa Caixa, ag. Tupã; I.c) — Em 03/11/2003 a empresa emitiu a NFPS (Nota Fiscal de Prestação de Serviços) n° 140, no valor de R$14.978,86, referente ao contrato n° 7235/2003, com a Prefeitura Municipal de Tupã (SP), devidamente lançada no Livro de Prestação de Serviços n° 07, á fl. 0018 e no Livro Diário n° 06, á fl. 0049, cujo imposto pago através do DARF cod. 2372 (CSLL 4º trimestre/2003) autenticado sob n° 5602, em 30/01/2004, Caixa Econômica Federal, ag. Tupã; II) — Ocorre que posteriormente ao pagamento dos impostos das referidas Notas, a empresa, por problemas com o Recebimento das mesmas, junto a Prefeitura, foi obrigada a proceder o Cancelamento das mesmas, juntando todas as vias, como determina a lei, e emitindo novas notas de Prestação de Serviços, com valores atualizados, como podemos verificar na clausula seguinte; III a.) — Em 15/12/2003, em substituição à NFPS (Nota Fiscal de Prestação de Serviços) n° 130 (cancelada), a empresa emitiu a NFPS (Nota Fiscal de Prestação de Serviços) n° 143, no valor de R$70.243,38, devidamente lançada no Registro de Prestação de Serviços n° 07, fl. 0020 e no Livro Diário n° 06, fl. 0053, cujo imposto pago através do DARF cod. 2372 (CSLL 4º trimestre/2003) autenticado sob n° 5602, em 30/01/2004, Caixa Econômica Federal, ag. Tupã; III b.) — Em 08/12/2003, em substituição à NFPS (Nota Fiscal de Prestação de Serviços) n° 135 (cancelada), a empresa emitiu a NFPS (Nota Fiscal de Prestação de Serviços) n° 142, no valor de R$60.662,34, devidamente lançada no Livro de Prestação Fl. 161DF CARF MF Emitido em 28/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 18/06/2011 por ANA DE BARROS FERNANDES Assinado digitalmente em 18/06/2011 por ANA DE BARROS FERNANDES, 24/06/2011 por CARMEN FERREIRA SARA IVA Processo nº 13830.900104/200851 Resolução n.º 180100.058 S1TE01 Fl. 154 4 de Serviços n° 07, fl. 0020 e no Livro Diário n° 06, fl. 0052, cujo imposto pago através do DARF cod. 2372 (CSLL 4º trimestre/2003) autenticado sob n° 5602, em 30/01/2004, Caixa Econômica Federal, ag. Tupã; III c.) — Em 08/01/2004, em substituição à NFPS (Nota Fiscal de Prestação de Serviços) n° 140 (cancelada), a empresa emitiu a NFPS (Nota Fiscal de Prestação de Serviços) n° 144, no valor de R$14.978,86, devidamente lançada no Registro de Prestação de Serviços n° 08, fl. 002 e no Livro Diário n° 07, fl. 0002, cujo imposto pago através do DARF cod. 2372 (CSLL 1º trimestre/2004), autenticado sob n° 3570 em 30/04/2004, Caixa Econômica Federal, ag. Tupã; [...] IV) — Em razão dos fatos descritos anteriormente, no mês de Dezembro de 2003, a empresa procedeu um Ajuste de Receitas, excluindo da Receita referente ao 40 trimestre/2003 que foi de R$216.172,79 o montante de R$166.100,20, proveniente da soma das Notas Canceladas mencionadas na clausula I, consequentemente a exclusão dos impostos pagos sobre as mesmas, restando então, para serem pagos os impostos sobre a Receita de R$ 50.072,59, conforme pagamentos anexos para comprovação, regularizando assim a sua situação, se assim não procedesse, estaria pagando os impostos em duplicidade. RECEITA REF. 4° TRIMESTRE 2003:R$ 216.172,79 AJUSTE DE RECEITAS (NOTAS CANCELADAS): ()R$ 166.100,20 TOTAL DA RECEITA REF. 4° TRIMESTRE 2003= = R$ 50.072,59 Conclui Visto ao exposto acima, onde demonstra claramente o que ocorreu, vem pelo presente, nas formas da lei, mais uma vez, solicitar a V.Sª a extinção do débito e cancelamento do processo 13830.900104/200851, como medida de inteira justiça, apresentando para tanto, xerox de todos os documentos fiscais e contábeis para a devida comprovação dos fatos. Termos em que, P. Deferimento É o Relatório. VOTO Conselheira Carmen Ferreira Saraiva, Relatora O recurso voluntário apresentado pela Recorrente atende aos requisitos de admissibilidade previstos nas normas de regência. Assim, dele tomo conhecimento. A Recorrente se insurge contra a não homologação da compensação argumentando que houve erro nos dados declarados. Fl. 162DF CARF MF Emitido em 28/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 18/06/2011 por ANA DE BARROS FERNANDES Assinado digitalmente em 18/06/2011 por ANA DE BARROS FERNANDES, 24/06/2011 por CARMEN FERREIRA SARA IVA Processo nº 13830.900104/200851 Resolução n.º 180100.058 S1TE01 Fl. 155 5 Compulsando os presentes autos, constato que não se encontram em condições de julgamento, pelas razões que passo a expor. A Recorrente apresentou originalmente a DCTF informando a CSLL apurada no 3º trimestre de 2003 no valor de R$2.725,29, fl. 86, cujo valor foi extinto com a compensação no valor de R$332,35 e com o DARF no valor de R$2.392,94, que está efetivamente pago em 31/10/2003, conforme consta nos registros internos da RFB, fl. 83. Posteriormente entregou em 27/05/2008: a DIPJ Retificadora informando a CSLL, fl. 40: AnoCalendário de 2003 Receita Bruta – R$ CSLL – R$ 3º Trimestre (12%) 96.678,94 1.093,18 3º Trimestre (32%) 1.703,00 4º Trimestre (12%) 196.867,93 2.250,76 4º Trimestre (32%) 4.326,00 a DCTF Retificadora do informando a CSLL, fls. 29: AnoCalendário de 2003 CSLL – R$ 3º Trimestre 1.093,18 4º Trimestre Não Consta nos Autos O processo está instruído com as seguintes cópias: 1ª, 2ª e 3ª vias da Nota Fiscal Fatura de Construção e Prestação de Serviços nº 130, de 30/07/2003 no valor de R$90.469,00, que consta como cancelada, fls. 105/107; 1ª, 2ª e 3ª vias da Nota Fiscal Fatura de Construção e Prestação de Serviços nº 135, de 30/09/2003 no valor de R$60.662,34, que consta como cancelada, fls. 108/110; 1ª, 2ª e 3ª vias da Nota Fiscal Fatura de Construção e Prestação de Serviços nº 140, de 30/11/2003 no valor de R$14.978,86, que consta como cancelada, fls. 111/113; 3ª via da Nota Fiscal Fatura de Construção e Prestação de Serviços nº 142, de 08/12/2003 no valor de R$ R$60.662,34, que substituiu a Nota Fiscal Fatura de Construção e Prestação de Serviços nº 135, de 30/09/2003, fl. 114; 3ª via da Nota Fiscal Fatura de Construção e Prestação de Serviços nº 143, de 15/12/2003 no valor de R$ R$70.243,38, que substituiu a Nota Fiscal Fatura de Construção e Prestação de Serviços nº 130, de 30/07/2003, fl. 115; 3ª via da Nota Fiscal Fatura de Construção e Prestação de Serviços nº 144, de 08/01/2004 no valor de R$ R$14.978,86, que substituiu a Nota Fiscal Fatura de Construção e Prestação de Serviços nº 140, de 30/11/2003, fl. 116; Fl. 163DF CARF MF Emitido em 28/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 18/06/2011 por ANA DE BARROS FERNANDES Assinado digitalmente em 18/06/2011 por ANA DE BARROS FERNANDES, 24/06/2011 por CARMEN FERREIRA SARA IVA Processo nº 13830.900104/200851 Resolução n.º 180100.058 S1TE01 Fl. 156 6 Livro de Registro de Prestação de Serviços onde consta que o registro da Nota Fiscal Fatura de Construção e Prestação de Serviços nº 130, de 30/07/2003, no valor de R$90.469,00, fls. 118/119; Livro de Registro de Prestação de Serviços onde consta o registro da Nota Fiscal Fatura de Construção e Prestação de Serviços nº 135, de 30/09/2003, no valor de R$60.662,34, fls. 120/121; Livro de Registro de Prestação de Serviços onde consta o registro da Nota Fiscal Fatura de Construção e Prestação de Serviços nº 140, de 30/11/2003, no valor de R$14.978,86, fls. 122/123; Livro de Registro de Prestação de Serviços onde consta o registro da Nota Fiscal Fatura de Construção e Prestação de Serviços nº 142, de 08/12/2003, no valor de R$ R$60.662,34, fls. 124/125; Livro de Registro de Prestação de Serviços onde consta o registro da Nota Fiscal Fatura de Construção e Prestação de Serviços nº 143, de 15/12/2003, no valor de R$ R$70.243,38, fls. 124/125; Livro de Registro de Prestação de Serviços onde consta o registro da Nota Fiscal Fatura de Construção e Prestação de Serviços nº 144, de 08/01/2004, no valor de R$ R$14.978,86, fl. 139; Livro Diário onde consta o registro da Nota Fiscal Fatura de Construção e Prestação de Serviços nº 130, de 30/07/2003 no valor de R$89.463,96 a ser recebido a prazo com o registro a crédito conta de receita nº 302.0096 e a débito da conta de ativo nº 107.9786 posteriormente estornado o recebimento com o registro a débito conta de receita nº 302.0096 e a crédito da conta de ativo nº 107.9786, fl. 128; Livro Diário onde consta o registro da Nota Fiscal Fatura de Construção e Prestação de Serviços nº 135, de 30/09/2003 no valor de R$57.993,20 a ser recebido a prazo com o registro a crédito da conta de receita nº 302.0150 e a débito da conta de ativo nº 107.0231posteriormente estornado o recebimento com o registro a débito conta de receita nº 302.0150 e a crédito da conta de ativo nº 107.0231, fl. 129; Livro Diário onde consta o registro da Nota Fiscal Fatura de Construção e Prestação de Serviços nº 140, de 30/11/2003 no valor de R$14.319, 79 como valor a ser recebido a prazo com o registro a crédito da conta de receita nº 302.0150 e a débito da conta de ativo nº 107.0231 e posteriormente estornado o recebimento com o registro a débito conta de receita nº 302.0150 e a crédito da conta de ativo nº 107.0231, fl. 130; Livro Diário onde consta o registro da Nota Fiscal Fatura de Construção e Prestação de Serviços nº 142, de 08/12/2003 no valor de R$ R$60.662,34, fl. 131; Livro Diário onde consta o registro da Nota Fiscal Fatura de Construção e Prestação de Serviços nº 143, de 15/12/2003 no valor de R$ R$70.243,38, fl. 132; Livro Diário onde consta o registro da Nota Fiscal Fatura de Construção e Prestação de Serviços nº 144, de 08/01/2004 no valor de R$ R$14.978,86, fl. 142. Fl. 164DF CARF MF Emitido em 28/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 18/06/2011 por ANA DE BARROS FERNANDES Assinado digitalmente em 18/06/2011 por ANA DE BARROS FERNANDES, 24/06/2011 por CARMEN FERREIRA SARA IVA Processo nº 13830.900104/200851 Resolução n.º 180100.058 S1TE01 Fl. 157 7 Consta no Livro de Registro de Prestação de Serviços, fls. 118/126: AnoCalendário de 2003 Total da Receita Mensal Registrada R$ Julho 90.459,00 Agosto 76.074,68 Setembro Não Consta nos Autos Outubro Não Consta nos Autos Novembro 54.494,33 Dezembro 130.905,72 Analisando todas estas informações não se pode inferir que a Nota Fiscal Fatura de Construção e Prestação de Serviços nº 130, de 30/07/2003 no valor de R$90.469,00, a Nota Fiscal Fatura de Construção e Prestação de Serviços nº 135, de 30/09/2003 no valor de R$60.662,34 e a Nota Fiscal Fatura de Construção e Prestação de Serviços nº 140, de 30/11/2003 no valor de R$14.978,86 estão contidas na base de cálculo da CSLL efetivamente recolhida. Em face desta questão e com a observância do disposto no art. 18 do Decreto nº 70.235, de 1972, voto pela conversão do julgamento em diligência para que sejam tomadas as seguintes providências: a) a Recorrente deve ser intimada a: a.1) comprovar, de maneira inequívoca, a liquidez e a certeza do valor pleiteado a título de restituição, uma vez que é absolutamente essencial verificar a precisão dos dados informados em todos os livros de escrituração obrigatórios por legislação fiscal específica bem como os documentos e demais papéis que serviram de base para escrituração comercial e fiscal; a.2) juntar as cópias dos registros contábeis e fiscais, incluindo Livro Razão e Livro de Registro de Prestação de Serviços, do anocalendário de 2003 em que estejam comprovadas que as receitas referentes à Nota Fiscal Fatura de Construção e Prestação de Serviços nº 130, de 30/07/2003 no valor de R$90.469,00, à Nota Fiscal Fatura de Construção e Prestação de Serviços nº 135, de 30/09/2003 no valor de R$60.662,34 e à Nota Fiscal Fatura de Construção e Prestação de Serviços nº 140, de 30/11/2003 no valor de R$14.978,86 estão contidas nas bases de cálculo das CSLL efetivamente declaradas e recolhidas durante o ano calendário de 2003; a.3) juntar as cópias dos registros contábeis e fiscais do anocalendário de 2003 em que estejam comprovadas que as receitas referentes à Nota Fiscal Fatura de Construção e Prestação de Serviços nº 142, de 08/12/2003 no valor de R$ R$60.662,34, à Nota Fiscal Fatura de Construção e Prestação de Serviços nº 143, de 15/12/2003 no valor de R$ R$70.243,38 e à Nota Fiscal Fatura de Construção e Prestação de Serviços nº 144, de 08/01/2004 no valor de R$ R$14.978,86 estão contidas nas bases de cálculo das CSLL efetivamente declaradas e recolhidas durante o anocalendário de 2003; b) as Prefeituras Municipais de Cafelândia/SP e Tupã/SP devem ser intimadas a: Fl. 165DF CARF MF Emitido em 28/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 18/06/2011 por ANA DE BARROS FERNANDES Assinado digitalmente em 18/06/2011 por ANA DE BARROS FERNANDES, 24/06/2011 por CARMEN FERREIRA SARA IVA Processo nº 13830.900104/200851 Resolução n.º 180100.058 S1TE01 Fl. 158 8 b.1) a comprovar se a Nota Fiscal Fatura de Construção e Prestação de Serviços nº 130, de 30/07/2003 no valor de R$90.469,00, a Nota Fiscal Fatura de Construção e Prestação de Serviços nº 135, de 30/09/2003 no valor de R$60.662,34 e a Nota Fiscal Fatura de Construção e Prestação de Serviços nº 140, de 30/11/2003 no valor de R$14.978,86 foram canceladas; b.2) a comprovar se a Nota Fiscal Fatura de Construção e Prestação de Serviços nº 142, de 08/12/2003 no valor de R$ R$60.662,34, a Nota Fiscal Fatura de Construção e Prestação de Serviços nº 143, de 15/12/2003 no valor de R$ R$70.243,38 e a Nota Fiscal Fatura de Construção e Prestação de Serviços nº 144, de 08/01/2004 no valor de R$ R$14.978,86 se referem a obrigações efetivamente cumpridas; c) a Unidade da Receita Federal do Brasil que jurisdiciona a Recorrente deve: c.1) juntar ao presente processo as cópia das DIPJ e das DCTF originais e retificadoras apresentadas referentes ao anocalendário de 2003. c.2) juntar as cópias dos pagamentos efetuados de CSLL do anocalendário de 2003; c.3) se a extinção das CSLL calculadas sobre a base estimada atinentes ao ano calendário de 2003 foi pela modalidade compensação, que seja demonstrada a sua regularidade fiscal. A autoridade fiscal designada ao cumprimento das diligências solicitadas deverá elaborar Relatório Fiscal sobre os fatos apurados. A Recorrente deve ser cientificada dos procedimentos referentes às diligências efetuadas e do Relatório Fiscal para que, desejando, se manifeste a respeito, com o objetivo de lhe assegurar o contraditório e a ampla defesa com os meios e recursos a ela inerentes (inciso LV do art. 5º da Constituição da República). (documento assinado digitalmente) Carmen Ferreira Saraiva Fl. 166DF CARF MF Emitido em 28/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 18/06/2011 por ANA DE BARROS FERNANDES Assinado digitalmente em 18/06/2011 por ANA DE BARROS FERNANDES, 24/06/2011 por CARMEN FERREIRA SARA IVA
score : 1.0
