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Numero do processo: 10120.001004/2006-04
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Jul 17 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Wed Aug 13 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2002
MATÉRIAS PRELIMINAR E DE MÉRITO.
As matérias preliminares dizem respeito às questões prejudiciais ao desenvolvimento válido e regular do processo e devem ser conhecidas e decidas antes do mérito da causa. Cuidando-se de prejudiciais que envolvam o direito substantivo à constituição do crédito tributário elas dizem respeito ao mérito da autuação e assim devem ser decididas.
DEPÓSITOS BANCÁRIOS. OMISSÃO DE RENDIMENTOS. COMPROVAÇÃO.
Os depósitos bancários autorizam a presunção legal da omissão de rendimentos, sempre que o titular das contas bancárias ou o beneficiário dos depósitos, intimado, não comprove, a origem dos recursos creditados em suas contas de depósitos ou de investimentos.
QUEBRA DO SIGILO BANCÁRIO. INOCORRÊNCIA.
Havendo procedimento administrativo instaurado, não constitui quebra do sigilo bancário a obtenção, pelos órgãos de fiscalização dos dados sobre a movimentação bancária do contribuinte com base na informações da CPMF, na forma as Súmula 35, deste Conselho.
Numero da decisão: 2201-002.451
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, rejeitar as preliminares e, no mérito, dar provimento parcial ao recurso para excluir da exigência os itens 2 (Dedução da Base de Cálculo Pleiteada Indevidamente - Carnê-Leão) e 4 (Multa Isolada do Carnê-leão) do Auto de Infração, nos termos do voto do relator.
(Assinatura digital)
Maria Helena Cotta Cardozo- Presidente.
(Assinatura digital)
Odmir Fernandes Relator
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Maria Helena Cotta Cardozo (Presidente), Eduardo Tadeu Farah, Nathália Mesquita Ceia, Francisco Marconi de Oliveira, Odmir Fernandes (Suplente convocado) e Guilherme Barranco de Souza (Suplente convocado). Ausente justificadamente, o Conselheiro Gustavo Lian Haddad.
Nome do relator: ODMIR FERNANDES
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Exercício: 2002 MATÉRIAS PRELIMINAR E DE MÉRITO. As matérias preliminares dizem respeito às questões prejudiciais ao desenvolvimento válido e regular do processo e devem ser conhecidas e decidas antes do mérito da causa. Cuidando-se de prejudiciais que envolvam o direito substantivo à constituição do crédito tributário elas dizem respeito ao mérito da autuação e assim devem ser decididas. DEPÓSITOS BANCÁRIOS. OMISSÃO DE RENDIMENTOS. COMPROVAÇÃO. Os depósitos bancários autorizam a presunção legal da omissão de rendimentos, sempre que o titular das contas bancárias ou o beneficiário dos depósitos, intimado, não comprove, a origem dos recursos creditados em suas contas de depósitos ou de investimentos. QUEBRA DO SIGILO BANCÁRIO. INOCORRÊNCIA. Havendo procedimento administrativo instaurado, não constitui quebra do sigilo bancário a obtenção, pelos órgãos de fiscalização dos dados sobre a movimentação bancária do contribuinte com base na informações da CPMF, na forma as Súmula 35, deste Conselho.
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As matérias preliminares dizem respeito às questões prejudiciais ao desenvolvimento válido e regular do processo e devem ser conhecidas e decidas antes do mérito da causa. Cuidandose de prejudiciais que envolvam o direito substantivo à constituição do crédito tributário elas dizem respeito ao mérito da autuação e assim devem ser decididas. DEPÓSITOS BANCÁRIOS. OMISSÃO DE RENDIMENTOS. COMPROVAÇÃO. Os depósitos bancários autorizam a presunção legal da omissão de rendimentos, sempre que o titular das contas bancárias ou o beneficiário dos depósitos, intimado, não comprove, a origem dos recursos creditados em suas contas de depósitos ou de investimentos. QUEBRA DO SIGILO BANCÁRIO. INOCORRÊNCIA. Havendo procedimento administrativo instaurado, não constitui quebra do sigilo bancário a obtenção, pelos órgãos de fiscalização dos dados sobre a movimentação bancária do contribuinte com base na informações da CPMF, na forma as Súmula 35, deste Conselho. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, rejeitar as preliminares e, no mérito, dar provimento parcial ao recurso para excluir da exigência os itens 2 (Dedução da Base de Cálculo Pleiteada Indevidamente CarnêLeão) e 4 (Multa Isolada do Carnêleão) do Auto de Infração, nos termos do voto do relator. (Assinatura digital) AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 12 0. 00 10 04 /2 00 6- 04 Fl. 780DF CARF MF Impresso em 13/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/08/2014 por ODMIR FERNANDES, Assinado digitalmente em 11/08/2014 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO, Assinado digitalmente em 11/08/2014 por ODMIR FERNANDES 2 Maria Helena Cotta Cardozo Presidente. (Assinatura digital) Odmir Fernandes– Relator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Maria Helena Cotta Cardozo (Presidente), Eduardo Tadeu Farah, Nathália Mesquita Ceia, Francisco Marconi de Oliveira, Odmir Fernandes (Suplente convocado) e Guilherme Barranco de Souza (Suplente convocado). Ausente justificadamente, o Conselheiro Gustavo Lian Haddad. Relatório Tratase de Recurso Voluntário da decisão da 3ª Turma de Julgamento da DRF de Brasília/DF que manteve a autuação do Imposto sobre a Renda de Pessoa Física IRPF (fls. 352/367) do exercício 2002, anocalendário 2001, relativo às seguintes infrações: 1 Dedução indevida de despesas escrituradas no LivroCaixa; 2 Dedução indevida de despesas do LivroCaixa omissão de rendimentos carnêleão; 3 Omissão de rendimentos relativos a depósitos bancários de origem não comprovada; 4 Multas isoladas pela falta de recolhimento do IRPF, devido a título de carneleão. Autuação a fls. 352 a 353. A decisão recorrida da DRJ cancelou parte da autuação realtiva a omissão de rendimentos por depósitos bancários comprovada, com a seguinte ementa: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2002 DEPÓSITOS BANCÁRIOS. OMISSÃO DE RENDIMENTOS. COMPROVAÇÃO. A presunção legal de omissão de rendimentos autoriza o lançamento do imposto correspondente, sempre que o titular das contas bancárias ou o real beneficiário dos depósitos, regularmente intimado, não comprove, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos creditados em suas contas de depósitos ou de investimentos. QUEBRA DO SIGILO BANCÁRIO. NÃO OCORRÊNCIA. Havendo procedimento administrativo regularmente instaurado, não constitui quebra do sigilo bancário a obtenção, pelos órgãos fiscais tributários, de dados sobre a movimentação bancária dos contribuintes com base em valores da CPMF. Fl. 781DF CARF MF Impresso em 13/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/08/2014 por ODMIR FERNANDES, Assinado digitalmente em 11/08/2014 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO, Assinado digitalmente em 11/08/2014 por ODMIR FERNANDES Processo nº 10120.001004/200604 Acórdão n.º 2201002.451 S2C2T1 Fl. 3 3 Nas razões de recurso (fls. 160/172 ou 565/577), reitera a impugnação sobre a indevida quebra do sigilo bancário (fls. 173 e/ou 376) e sustenta preliminar de nulidade da autuação porque os depósitos bancários decorrem da atividade rural, com tributação de 20% das receitas e não em 27,5%, como fez a fiscalização. No mérito, sustenta que a glosa das despesas do livro caixa, no valor de R$ 21.258,35, decorre de erro no preenchimento da DIRPF, não poderia ser autuada como se fosse exigência do imposto pelo carnêleão. Os depósitos bancários, sustenta, decorrem das receitas da atividade rural. Anoto, o recurso foi admitido e sobrestado na forma dos Par. 1º e 2º, do art.62A, do Anexo II, do Regimento Interno deste Conselho, acrescentado pela Portaria n° 586, de 21.12.2010, do Ministro da Fazenda. Com a revogação dos Par. 1º e 2º, do art.62A, pela Portaria n° 545, de 18.11.2013, os autos retornam a julgamento. Voto Conselheiro Odmir Fernandes – Relator. Cuidase de Recurso Voluntário da decisão da DRJ que manteve a autuação do IRPF sobre as seguintes infrações: 1 Dedução indevida de despesas escrituradas no LivroCaixa; 2 Dedução indevida de despesas do livro caixa omissão de rendimentos carnêleão; 3 Omissão de rendimentos relativos a depósitos bancários de origem não comprovada; 4 Multas isoladas pela falta de recolhimento do IRRF, devido a título de carneleão. Em preliminar sustenta quebra do sigilo bancário e os depósitos bancários provem da atividade rural. Verificase dos autos que o autuado foi intimado pela fiscalização e apresentou os extratos bancários, de forma que não houve qualquer quebra do sigilo bancário. Ainda que houvesse essa preliminar da quebra do sigilo bancário estaria superada em face da Súmula 35, deste Conselho, com o seguinte teor: Súmula CARF nº 35 (VINCULANTE): O art. 11, § 3º, da Lei nº 9.311/96, com a redação dada pela Lei nº 10.174/2001, que autoriza o uso de informações da CPMF para a constituição do crédito tributário de outros tributos, aplicase retroativamente. Assim, afasto a preliminar de quebra do sigilo bancário. Fl. 782DF CARF MF Impresso em 13/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/08/2014 por ODMIR FERNANDES, Assinado digitalmente em 11/08/2014 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO, Assinado digitalmente em 11/08/2014 por ODMIR FERNANDES 4 A segunda prejudicial relativa a alegação de os depósitos bancários decorrem dos rendimentos da atividade rural, envolve o mérito da autuação e assim deve ser apreciada e decidida. Tanto é mérito que o Recorrente volta ao mesma alegação ao sustentar a nulidade da autuação. Comprovase assim cuidar do exame da matéria de fundo do direito. Sustenta ainda que a glosa das despesas do livro caixa decorrem de erro no valor de R$ 21.258,35. Não explica em que consiste esse erro. Além de não se explicar em que consiste o erro, o próprio Recorrente confessa no Recurso que se trata de despesas particulares, de água, luz, telefone. Vemos diante da confissão que a glosa das despesas do livro caixa, feita pela autuação e mantida pela decisão recorrida, foi acertada e não merece reparo. Despesas particulares, ainda que escrituradas no livro caixa, não admitem dedução do imposto, daí o acerto da glosa. Com relação ao item dois da autuação omissão de rendimentos relativo a glosa das despesas inadmitidas do livro caixa (fls. 354 e 355) a fiscalização e a decisão não agiram com o costumeiro acerto. Deve ser cancelado esse item. Cancelado em razão de os mesmos valores, objeto da glosa das despesas inadmitidas do livro caixa, serem objeto da autuação por omissão de rendimentos. Essa glosa das despesas do livro caixa não pode gerar, por si só, de forma automática, a suposta omissão de rendimentos e, ainda, com a exigência da tributação na fonte pelo carneleão, como fez a fiscalização. Aqui não se admite a presunção de as despesas indevidamente deduzidas no livro caixa serem rendimento tributável e, mais, sujeitas ao carneleão, como fez a autuação. Há grande diferença em glosar as despesas indevidas e presumir de a despesa ser rendimento tributável omitido e ainda sujeita ao carneleão. Para admitir essa omissão – apontada pela fiscalização seria necessária prova material consistente, de o valor da despesa indevida ser, de fato, rendimento tributável sujeito ao carnêleão. Sem essa prova material é impossível prosperar o item dois da autuação. Também não pode prosperar a multa isolada do carneleão de 50%, mesmo se for mantido o item 2, em face da exigência ser feita em concomitância com a multa de oficio. Aqui não se cancela a multa isolada pela concomitância, conforme entendimento deste Conselho, mas pela inexistência da omissão do rendimento sujeito a carnê leão. Não existindo o rendimento recebido da pessoa física, não se fala em carnê leão. Temos assim que é totalmente indevida a exigência do item dois e quatro da autuação, relativo à omissão de rendimentos sujeitos ao carneleão, com a multa de oficio de 75% e ainda a multa isolada do carneleão, por não inexistir, repetimos, a omissão de rendimento. Fl. 783DF CARF MF Impresso em 13/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/08/2014 por ODMIR FERNANDES, Assinado digitalmente em 11/08/2014 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO, Assinado digitalmente em 11/08/2014 por ODMIR FERNANDES Processo nº 10120.001004/200604 Acórdão n.º 2201002.451 S2C2T1 Fl. 4 5 Tocante ao mérito, relativo à justificativa e comprovação dos depósitos bancários, vemos que o Recorrente de fato possui atividade rural, onde aufere rendimentos, conforme declaração de produtor rural de fls. 145 e fls. 349, e notas fiscais que juntou aos autos. Pela declaração da atividade rural observase que as despesas de custeio superaram as receitas dessa atividade. A decisão recorrida cancelou parte desse item da autuação, cujos depósitos bancários foram comprovados. Nas razões de recurso junta diversas planilhas para procurar justificar a origem dos depósitos bancários constatados pela fiscalização nas suas contas bancarias. Contudo, não há confronto ou qualquer correspondência entre os depósitos e as receitas auferidas da atividade rural para a comprovação pretendia pela Recorrente. Com isso, são meras alegações vazias, destituídas de prova do fato alegado. A omissão de rendimentos caracterizada por depósitos bancários decorre da presunção legal, sempre que o autuado, intimado, não justifique e comprove, de forma firme e segura, a origem de cada depósito realizado em sua conta bancária. Existe necessidade de demonstrar, de forma clara e precisa, se os depósitos, cada um deles, correspondem efetivamente a rendimento da atividade rural, descontandose claro aqueles depósitos admitidos pela decisão recorrida. Sem isso é impossível admitir a justificativa, pretendido pelo Recorrente sobre a omissão apurada pela fiscalização. Pode até existir alguma razão, mas é necessário demonstrar e comprovar o liame entre o depósito e a receita, caso contrário, prevalece a presunção legal ao art. 42, da Lei 9.430, de 1996, com a tributação dos depósitos não comprovados na qualidade de omissão de rendimentos. Ante o exposto, pelo meu voto, dou parcial provimento ao recurro para reforma a decisão recorrida, cancelar os itens 2 e 4 da autuação, relativos a omissão de rendimentos e a multa isolada do carneleão. (Assinatura digital) Odmir Fernandes Relator Fl. 784DF CARF MF Impresso em 13/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/08/2014 por ODMIR FERNANDES, Assinado digitalmente em 11/08/2014 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO, Assinado digitalmente em 11/08/2014 por ODMIR FERNANDES
score : 1.0
Numero do processo: 14041.000056/2007-77
Turma: Terceira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Apr 10 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Mon Jul 21 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Ano-calendário: 2002, 2003
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OBSCURIDADE. OMISSÃO. CONTRADIÇÃO.
Os embargos de declaração não se prestam a reexaminar matéria já devidamente equacionada. Apenas são cabíveis quando o acórdão contiver obscuridade, omissão ou contradição entre a decisão e os seus fundamentos, ou for omitido ponto sobre o qual devia pronunciar-se a turma.
Numero da decisão: 1103-001.036
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, rejeitar os embargos, nos termos do voto do Relator.
(assinado digitalmente)
Aloysio José Percínio da Silva - Presidente
(assinado digitalmente)
Eduardo Martins Neiva Monteiro Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros Eduardo Martins Neiva Monteiro, Fábio Nieves Barreira, André Mendes de Moura, Breno Ferreira Martins Vasconcelos, Marcos Shigueo Takata e Aloysio José Percínio da Silva.
Nome do relator: EDUARDO MARTINS NEIVA MONTEIRO
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ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Ano-calendário: 2002, 2003 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OBSCURIDADE. OMISSÃO. CONTRADIÇÃO. Os embargos de declaração não se prestam a reexaminar matéria já devidamente equacionada. Apenas são cabíveis quando o acórdão contiver obscuridade, omissão ou contradição entre a decisão e os seus fundamentos, ou for omitido ponto sobre o qual devia pronunciar-se a turma.
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 14; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1783; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1C1T3 Fl. 3.182 1 3.181 S1C1T3 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 14041.000056/200777 Recurso nº Embargos Acórdão nº 1103001.036 – 1ª Câmara / 3ª Turma Ordinária Sessão de 10 de abril de 2014 Matéria Autos de infração de IRPJ e reflexos omissão de receitas Embargante ADVOCACIA FRANCISCO RS CALDERARO S/C Interessado FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Anocalendário: 2002, 2003 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OBSCURIDADE. OMISSÃO. CONTRADIÇÃO. Os embargos de declaração não se prestam a reexaminar matéria já devidamente equacionada. Apenas são cabíveis quando o acórdão contiver obscuridade, omissão ou contradição entre a decisão e os seus fundamentos, ou for omitido ponto sobre o qual devia pronunciarse a turma. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, rejeitar os embargos, nos termos do voto do Relator. (assinado digitalmente) Aloysio José Percínio da Silva Presidente (assinado digitalmente) Eduardo Martins Neiva Monteiro – Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Eduardo Martins Neiva Monteiro, Fábio Nieves Barreira, André Mendes de Moura, Breno Ferreira Martins Vasconcelos, Marcos Shigueo Takata e Aloysio José Percínio da Silva. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 14 04 1. 00 00 56 /2 00 7- 77 Fl. 3182DF CARF MF Impresso em 25/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/05/2014 por EDUARDO MARTINS NEIVA MONTEIRO, Assinado digitalmente em 15/05/2014 por EDUARDO MARTINS NEIVA MONTEIRO, Assinado digitalmente em 18/06/2014 por ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA Processo nº 14041.000056/200777 Acórdão n.º 1103001.036 S1C1T3 Fl. 3.183 2 Relatório Tratase de Embargos de Declaração interpostos pelo contribuinte em face do acórdão nº 1103000.891, de 10/7/13, que recebeu a seguinte ementa: CRÉDITOS TRIBUTÁRIOS DE IRPJ E CSLL. RECOLHIMENTO. MATÉRIA INCONTROVERSA. O recolhimento dos créditos tributários de IRPJ e CSLL, com os consectários legais, antes mesmo da decisão de primeira instância, implica em não conhecimento das alegações de defesa veiculadas no recurso voluntário, não havendo controvérsia a ser equacionada em segunda instância. MULTA DE OFÍCIO QUALIFICADA. RECURSO VOLUNTÁRIO. PRECLUSÃO LÓGICA. FALTA DE INTERESSE RECURSAL. Falta interesse recursal ao contribuinte para discutir a qualificação da multa de ofício, incidente sobre os créditos tributários de PIS e Cofins (reflexos), quando em momento anterior, ao recolher as exigências de IRPJ e CSLL, concordou com o percentual de 150% (cento e cinquenta por cento). Preclusão lógica caracterizada. AÇÃO JUDICIAL. PROCESSO ADMINISTRATIVO. CONCOMITÂNCIA. RENÚNCIA. Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo, sendo cabível apenas a apreciação, pelo órgão de julgamento administrativo, de matéria distinta da constante do processo judicial (Súmula CARF nº 1) O Embargante sustenta haver omissões e contradições do julgado, justificando ainda o manejo dos aclaratórios para fins de prequestionamento. Alegou, inicialmente, erro do colegiado na delimitação do objeto do recurso quanto às alegações relacionadas às autuações do IRPJ e da CSLL, pois as “...relativas ao alcance legal do conceito de renda não tiveram o condão de justificar que seriam indevidos o IRPJ e CSLL, tanto que a Embargante os recolheu, mas tiveram sim a finalidade de demonstrar que a multa aplicada a esses tributos, assim como ao PIS e à COFINS, não poderia ser aplicada de forma qualificada em face da não existência de dolo para duplicação da multa de ofício”. Quanto a outro ponto, sustenta que “...se o v. acórdão reconhece reiteradamente a existência de uma decisão liminar do Poder Judiciário mandando expressamente suspender a exigibilidade do crédito tributário referente ao PIS e COFINS, não poderia, sem descumprir tal ordem ou mesmo fazer letra morta dessa liminar, dizer que não conhecia da defesa nessa parte, pois isso implica em permitir a cobrança dessas mesmas exigências que o E. TRF/1ª Região suspendeu a exigibilidade, incorrendo, pois, em omissão ao cumprimento da ordem e, por outro lado, contradição com relação ao reconhecimento da ordem judicial e não cumprir o que ali estava determinado”. Fl. 3183DF CARF MF Impresso em 25/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/05/2014 por EDUARDO MARTINS NEIVA MONTEIRO, Assinado digitalmente em 15/05/2014 por EDUARDO MARTINS NEIVA MONTEIRO, Assinado digitalmente em 18/06/2014 por ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA Processo nº 14041.000056/200777 Acórdão n.º 1103001.036 S1C1T3 Fl. 3.184 3 Acrescenta que o acórdão embargado foi omisso quanto à não aplicação de julgado do Superior Tribunal de Justiça (STJ), proferido sob a sistemática dos recursos repetitivos, que afastaria “...a incidência do PIS e da COFINS no caso de receita bruta de empresas tributadas com o lucro presumido” (REsp 1.354.506). Por fim, discorda o Embargante da solução quanto à qualificação da multa de ofício, in verbis: “[...] há omissão no v. acórdão com relação, primeiro, à aplicação do artigo 5º, incisos XXXV, LIV e LV da Constituição Federal, que albergam o princípio do devido processo legal e do direito à prestação jurisdicional, pois, não obstante a parte já ter recolhido a multa sobre os tributos devidos do IRPJ e da CSLL, vez que sobre o PIS e a COFINS, por serem indevidos, não implicam em multa se não há principal, o interesse processual permanece íntegro e atual, vez que se pediu o reconhecimento da necessidade da redução dessa multa de 150% porque demonstrado que o caso não é de dolo, fraude ou conluio que permita a fixação da multa agravada de 150%, que é demasiada e consfiscatória, visando não simplesmente reconhecer por reconhecer que a multa é elevada, mas, como se justificou às fls.992/994, para, em obtendo uma decisão nesse sentido de ser muito elevada e mal aplicada a multa, lhe fosse ‘permitido, relativamente à diferença cobrada e paga a maior, compensála com seus débitos tributários futuros ou recebêla de volta’”. Em outras palavras, o interesse da parte é na restituição, via compensação, do valor da multa paga a maior acaso venha obter uma decisão reconhecendo que a multa qualificada não poderia ser oposta, visto que essa sua pretensão não pode ser afastada, pois, segundo a Constituição Federal, todos, sem exceção, tem direito a obter uma decisão desde que provoque, como no caso, o órgão julgador a uma decisão. Se há uma exigência da multa, ainda que recolhida pelo contribuinte para evitar pendências fiscais ou agravamento de sua situação perante o fisco, não implica em desinteresse em ver julgada a questão dentro deste feito em que se discute a autuação e seus acréscimos. E nessa esteira há de se considerar brevemente duas questões: a primeira, é que a multa não foi objeto do Mandado de Segurança nº 2007.34.00.0044004, portanto, nessa parte não há concomitância de ações; segundo, que a hipótese é, mutatis mutandis, a mesma ocorrida nesse Mandado de Segurança, onde a parte postulou inicialmente uma liminar para não ser autuada como constou do pleito daquele mandamus [...], mas que negada liminar e efetivada a autuação, nem por isso perdeu o objeto aquele pedido, eis que passou de preventivo para Mandado de Segurança comissivo, tanto mais que a liminar foi concedida para, ao invés de suspender a lavratura do auto de infração, suspender a exigibilidade do crédito. Assim, esse E. Tribunal deveria ter analisado a questão sob esse prisma, julgando o direito à redução da multa, pois essa decisão – que a parte não perdeu o direito de havêla – resulta em um direito de compensar o valor pago a maior ou de restituílo, Fl. 3184DF CARF MF Impresso em 25/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/05/2014 por EDUARDO MARTINS NEIVA MONTEIRO, Assinado digitalmente em 15/05/2014 por EDUARDO MARTINS NEIVA MONTEIRO, Assinado digitalmente em 18/06/2014 por ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA Processo nº 14041.000056/200777 Acórdão n.º 1103001.036 S1C1T3 Fl. 3.185 4 ainda que sob a forma de repetição de indébito, carecendo, pois de declaração o v. acórdão.” Os embargos de declaração foram a mim distribuídos com base no art.65, §2º, do Anexo II do Regimento Interno do CARF (“O presidente da Turma poderá designar conselheiro para se pronunciar sobre a admissibilidade dos embargos de declaração”). É o relatório. Voto Conselheiro Eduardo Martins Neiva Monteiro, Relator. Do juízo de admissibilidade Os embargos de declaração são tempestivos, considerandose a ciência do acórdão recorrido em 10/11/13 (fl.3.169), e o protocolo no CAC/Paulista em 16/12/13 (fl.3.170), segundafeira. Como relatado, todas as alegações veiculadas pelo Embargante dizem respeito ao acórdão nº 1103000.891, proferido em 10/7/13. Quanto à alegação de erro na delimitação do objeto do recurso, especificamente quanto ao não conhecimento das alegações de defesa relacionadas às autuações de IRPJ e CSLL, é inteiramente improcedente. A restrição inicial da controvérsia aos autos de infração de PIS e Cofins foi definida com o auxílio do próprio recorrente, como exposto no respectivo voto condutor, quando informou o recolhimento das exigências de IRPJ e CSLL, inclusive com os juros de mora e multa de ofício qualificada: “De início, reafirmase a inexistência de controvérsia quanto às exigências de IRPJ e CSLL, inclusive dos juros de mora e da multa de ofício qualificada, pois o contribuinte recolheuas integralmente, como afirmado no acórdão recorrido: ‘[...] A matéria impugnada restringese à exigência das Contribuições para o PIS e COFINS e à aplicação da multa qualificada, de 150%, incidente exclusivamente sobre tais contribuições, tendo em vista que o crédito tributário exigido a titulo de IRPJ e CSLL (inclusive a multa qualificada) foi integralmente recolhido pela autuada, encontrandose extinto, pelo pagamento, conforme cópia de DARF à fl.917, cujo recolhimento foi confirmado por meio das telas do Sistema SINAL01 de fls.924/925.’ Tal informação foi confirmada pelo próprio contribuinte, quando, na petição encaminhada ao CARF em 05/03/13, informou ter ‘...recolhido os valores relativos ao IRPJ e CSLL em 27/04/07, conforme DARF's anexados à impugnação como Doc.1, no valor de R$11.393.119,32, com a redução da multa em 50%, conforme faculta a Lei n°. 9.430/96, art. 44, §3º’. Assim, as alegações de defesa relacionadas a tais autuações (v.g., alcance do conceito de renda) deixam de ser conhecidas, Fl. 3185DF CARF MF Impresso em 25/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/05/2014 por EDUARDO MARTINS NEIVA MONTEIRO, Assinado digitalmente em 15/05/2014 por EDUARDO MARTINS NEIVA MONTEIRO, Assinado digitalmente em 18/06/2014 por ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA Processo nº 14041.000056/200777 Acórdão n.º 1103001.036 S1C1T3 Fl. 3.186 5 haja vista a não instauração da controvérsia desde a primeira instância. O litígio limitouse, portanto, aos autos de infração de PIS e Cofins.” Ainda que se entenda que as alegações relativas ao alcance legal do conceito de renda teriam sido veiculadas para demonstrar que a multa de ofício não poderia ter sido aplicada no percentual de 150%, como sustenta o Recorrente, tal conclusão não implica que esta Terceira Turma Ordinária tenha cometido qualquer erro, pois, quanto à penalidade, entendeu que o contribuinte não mais poderia discutir os fundamentos da qualificação, dada a preclusão lógica, adiante rememorada. A respeito da resolução da controvérsia atinente às autuações de PIS e Cofins, não há se falar em omissão ou contradição do acórdão embargado. Dado o reconhecimento da concomitância, confirmouse a decisão de primeira instância quanto ao não conhecimento do recurso voluntário. Vejamos: “A Segunda Turma da DRJ – Brasília (DF) não conheceu da impugnação quanto à matéria, tendo em vista a existência de ações judiciais em que o contribuinte discutiu(e) exatamente a incidência daquelas contribuições sociais. Dispôs o respectivo voto condutor: ‘Tendo em vista o que consta da decisão juntada as fls.918/922, proferida nos autos de Agravo de Instrumento n° 2007.34.00.0044004, foi deferida a tutela antecipada e suspensa a exigibilidade da COFINS e do PIS sobre receitas financeiras até final julgamento do presente recurso. Conforme Mandado de Intimação à f.917, do Juízo Federal da 2ª Vara do Distrito Federal, o Delegado da Receita Federal do Brasil em Brasília foi cientificado e intimado a dar cumprimento da referida decisão. Anteriormente, a autuada já havia impetrado o Mandado de Segurança Individual n° 1997.34.00.0158845, sendo, também, parte do Mandado de Segurança Coletivo impetrado pela OABDF n° 2003.34.00.0429404, ambos tratando especificamente da incidência das Contribuições ao PIS e à COFINS.’ O contribuinte noticiou (fl.998 – numeração eletrônica): ‘[...] Quanto ao PIS e COFINS, a Requerente impetrara o Mandado de Segurança n°. 2007.34.00.0044004 perante a Justiça Federal do Distrito Federal para desobrigála do recolhimento dessas contribuições sem nenhuma incidência sobre as receitas financeiras em face de ser pessoa jurídica tributada com base no lucro presumido, não se aplicando as alterações promovidas pelas Leis nºs 10.637/02 e 10.833/03, pois continuava a ter a mesma base de cálculo para o PIS e COFINS fixadas anteriormente às Leis n°s. 10.637/02 e 10.833/03, conforme exceções contidas no inciso II do artigo 8° da Lei n°. 10.637/2002 (em relação ao PIS) e no inciso II do artigo 10 da Lei n°. 10.833/2003 (em relação ao Fl. 3186DF CARF MF Impresso em 25/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/05/2014 por EDUARDO MARTINS NEIVA MONTEIRO, Assinado digitalmente em 15/05/2014 por EDUARDO MARTINS NEIVA MONTEIRO, Assinado digitalmente em 18/06/2014 por ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA Processo nº 14041.000056/200777 Acórdão n.º 1103001.036 S1C1T3 Fl. 3.187 6 COFINS), pedindo o reconhecimento do seu direito à compensação dos valores recolhidos desde 11/12/1998 com quaisquer tributos que viessem a ser lançados e exigidos pela fiscalização, obtendo decisão concessiva da segurança nesse aspecto e reconhecendo a não ocorrência de prescrição quinquenal do direito de compensar, porque seria contada em dez anos [...]”. Tal informação confirmase com a certidão do Tribunal Regional Federal da Primeira Região, lavrada em 07/02/13 nos seguintes termos (fl.1.000 – numeração eletrônica), com alguns destaques por mim efetuados: ‘FÁBIO AUGUSTO NEIVA DE LIMA, Diretor da Divisão de Processamento, da Coordenadoria de Recursos, da Secretaria Judiciária, do Tribunal Regional Federal da 1ª Regido, usando das atribuições que lhe são conferidas por lei, CERTIFICA, a pedido da parte interessada, que revendo os autos do MANDADO DE SEGURANÇA n. 2007.34.00.0044004, provenientes da 2a Vara Federal da Seção Judiciária do Distrito Federal, em que figuram como Impetrante ADVOCACIA FRANCISCO R. S. CALDERARO S/C. (CNPJ n. 47.435.912/000150) e como Impetrado o DELEGADO DA RECEITA FEDERAL NO DISTRITO FEDERAL, autuados nesta Corte na classe de Apelação em Mandado de Segurança sob o mesmo número, tendo como apelante a FAZENDA NACIONAL e como apelado FRANCISCO R. S CALDERARO SOCIEDADE DE ADVOGADOS. Dos autos constam que a impetrante objetiva que seja desobrigada do recolhimento da COFINS na integralidade, em razão de decisão transitada em julgado em mandado de segurança coletivo impetrado pela OAB/DF, que reconheceu a isenção da contribuição para as sociedades prestadoras de serviço (advogados e escritórios de advocacia); que seja desobrigada do recolhimento do PIS e da COFINS sobre o que exceder o faturamento/receita bruta e sobre quaisquer outras receitas não integrantes do seu faturamento, tais como rendimentos recebidos oriundos de aplicações financeiras e seja declarado o direito à compensação dos valores pagos indevidamente do PIS e da COFINS, corrigidos pela taxa SELIC, com tributos eventualmente devidos em caso de lavratura do auto de infração. Por sentença de fls. 287/300, o Juiz a quo "julgou procedente em parte o pedido da impetrante para desobrigála do recolhimento do PIS e da COFINS sobre o que exceder o faturamento/receita bruta e sobre quaisquer outras receitas não integrantes do seu faturamento, bem como para reconhecer o direito de proceder à compensação dos valores indevidamente recolhidos a título de COFINS e da contribuição ao PIS, sob a égide do art.3º, §1º, da Lei n.9.718/98 no período não alcançado pela prescrição, com outro tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal, na forma do art. 74 da Lei Fl. 3187DF CARF MF Impresso em 25/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/05/2014 por EDUARDO MARTINS NEIVA MONTEIRO, Assinado digitalmente em 15/05/2014 por EDUARDO MARTINS NEIVA MONTEIRO, Assinado digitalmente em 18/06/2014 por ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA Processo nº 14041.000056/200777 Acórdão n.º 1103001.036 S1C1T3 Fl. 3.188 7 n. 9.430/96, com a redação que lhe foi conferida pelo art.49 da Lei n. 10.637/2002, corrigidos pela taxa SELIC desde o recolhimento indevido”. A União interpôs recurso de apelação. Neste Tribunal, a Oitava Turma decidiu, à unanimidade, negar provimento à apelação e à remessa oficial. Em seguida, a apelante interpôs recurso extraordinário, tendo a parte apelada apresentado contrarrazões. Certifica, finalmente, que, nesta data, os autos serão conclusos à Presidência para decisão, quanto ao juízo de adrnissibilidade, do mencionado recurso [...]’. Conforme decisão datada de 14/06/07 (fls.918/922), exarada em sede de Agravo de Instrumento (processo original 2007.34.00.0044004) interposto contra o indeferimento da medida liminar pelo Juízo da 2ª Vara Federal da Seção Judiciária do Distrito Federal, concedeuse tutela antecipada para suspender a ‘...exigibilidade da COFINS e do PIS da agravante sobre as receitas financeiras, mesmo após a edição da EC 20/98’. Notese que tal decisão foi proferida após a autuação fiscal. Quanto ao Mandado de Segurança Coletivo n° 2003.34.00.0429404, impetrado pela OAB, apesar de não constar dos autos cópia da petição inicial, notase que não se referiu especificamente à incidência das contribuições sobre rendimentos de aplicações financeiras, de que trata o presente processo administrativo, mas à exigibilidade da Cofins em geral, em face da isenção contemplada na Lei Complementar nº 70/91. Na certidão do TRF – 1ª Região, lavrada em 20/09/06 (fl.582), evidenciase que tal ação judicial objetivou: ‘...a suspensão da exigibilidade da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social – COFINS, previsto no art.56 da Lei nº 9.430/96, para todas as sociedades de advogados registrados em sua circunscrição, em face da isenção concedida pelo art.6º, inciso II, da Lei Complementar nº 70/91, para as sociedades prestadoras de serviços de profissões regulamentadas, ou alternativamente, a declaração incidental de inconstitucionalidade da exação nos moldes previstos na Lei nº 9.718/98’. Ainda que se entenda que tal decisão não se limitaria à isenção da Cofins incidente sobre receitas próprias da atividade, na hipótese, de prestação de serviços advocatícios, vale lembrar que o contribuinte já havia impetrado um Mandado de Segurança Individual em 1997, quando sustentava não ser contribuinte da CSLL, PIS e Cofins, tendo preferido persistir nesta demanda, não tendo requerido suspensão nem desistência a tempo de se beneficiar dos efeitos da coisa julgada da ação coletiva. A propósito, aqui são adotadas as lições do atual Ministro do Supremo Tribunal Federal, Teori Albino Zavascki, ainda sob a égide da antiga lei do mandado de segurança, postas como um Fl. 3188DF CARF MF Impresso em 25/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/05/2014 por EDUARDO MARTINS NEIVA MONTEIRO, Assinado digitalmente em 15/05/2014 por EDUARDO MARTINS NEIVA MONTEIRO, Assinado digitalmente em 18/06/2014 por ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA Processo nº 14041.000056/200777 Acórdão n.º 1103001.036 S1C1T3 Fl. 3.189 8 dos fundamentos doutrinários do acórdão proferido pela Terceira Seção do Superior Tribunal de Justiça (EDcl Execução em Mandado de Segurança nº 7.385DF, Rel. Min. Paulo Gallotti, Julg. 11/02/09, DJe 17/03/09) nos seguintes termos,: ‘[...] Às regras sobre coisa julgada previstas na Lei 1.533, de 1951, agregamse, em se tratando de mandado de segurança coletivo, as que são próprias das ações coletivas, nomeadamente as do art.103 da Lei 8.078, de 1990. Ali se estabelece que a coisa julgada será erga omnes, somente em caso de procedência do pedido (inc.III). A mesma Lei, no seu art.104, segunda parte, estabelece que ‘os efeitos da coisa julgada erga omnes ou ultra partes a que aludem os incisos II e III do artigo anterior não beneficiarão os autores das ações individuais, se não for requerida sua suspensão no prazo de 30 (trinta) dias, a contar do ajuizamento da ação coletiva’. Desse conjunto normativo, podese extrair o seguinte regime, próprio para o mandado de segurança coletivo: a) só a sentença de procedência faz coisa julgada material; b) a sentença tem eficácia erga omnes, beneficiando a todos os substituídos processuais; c) todavia, o interessado que tiver optado por promover ou dar seguimento a ação individual para tutelar seu direito, ficará sujeito à sentença de mérito que nela for proferida, não se beneficiando e nem se prejudicando com o que for decidido no mandado de segurança coletivo’ (in Processo Coletivo. Tutela de direitos coletivos e tutela coletiva de direitos. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2006, p.222) (destaquei) Notese que este entendimento, a prestigiar um coerente sistema de vasos comunicantes entre as ações coletivas, foi prestigiado na decisão proferida no mencionado Agravo de Instrumento (fl.920), na parte em que não se acolheu um dos fundamentos do agravante. In verbis: ‘[...] Quanto à questão de estar a agravante amparada pela decisão proferida nos autos da Apelação em Mandado de Segurança Coletivo 2003.34.00.0429404, não vislumbro plausibilidade jurídica nesta tese. ..... Em segundo, coaduno do entendimento firmado pelo Juízo a quo no sentido de que não ficou comprovada a desistência do Mandado de Segurança 1997.34.00.0158845, traçado nos seguintes termos: Da mesma forma, no que tange à Contribuição para o financiamento da Seguridade Social COFINS, deixo de conferir relevância jurídica ao direito invocado na exordial. É que os efeitos da coisa julgada do Mandado de Segurança Coletivo no 2003.34.00.0429404, impetrado vela Ordem dos Advogados do Brasil Seção do Distrito Federal, somente se estenderiam à impetrante – Fl. 3189DF CARF MF Impresso em 25/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/05/2014 por EDUARDO MARTINS NEIVA MONTEIRO, Assinado digitalmente em 15/05/2014 por EDUARDO MARTINS NEIVA MONTEIRO, Assinado digitalmente em 18/06/2014 por ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA Processo nº 14041.000056/200777 Acórdão n.º 1103001.036 S1C1T3 Fl. 3.190 9 se ela tivesse requerido a suspensão da ação individual anteriormente proposta (Mandado de Segurança n° 1997.34.00.0158845, ao tomar ciência da ação coletiva em comento [...].’ Quando da autuação fiscal, a autoridade fazendária igualmente sustentou tal tese para justificar a autuação quanto à Cofins. Vejamos: ‘[...] No tocante à COFINS (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social), apesar de a contribuinte postular que está amparada pelo Mandado de Segurança Coletivo n° 2003.34.00.0429404 (fls.553/590), impetrado pela OAB/DF em favor de todas as sociedades civis de advogados registrados nesse órgão, e que determinou que para as sociedades de advogados do DF vigora a isenção da COFINS expressa no art. 6° da Lei Complementar n° 70/91, afastada a regra do art. 56 da Lei n° 9.430/96, ficou evidenciado que a interessada impetrou o Mandado de Segurança Individual de n° 1997.34.00.0158845 (fls.712/781), visando o mesmo resultado obtido pelo Mandado de Segurança impetrado pela OAB/DF. Neste contexto, embora inexista litispendência entre o mandado de segurança coletivo e o individual, consoante entendimento pacificado na jurisprudência e na doutrina, os efeitos da coisa julgada ultra partes produzida na ação coletiva só beneficiam o demandante individual se, após tomar conhecimento da existência da ação coletiva, requerer no prazo de trinta dias a suspensão do feito individual, conforme assevera o artigo 104 do Código de Defesa do Consumidor (Lei n° 8.078/90), aplicado analogicamente à espécie. Desta forma, se o autor não postular o sobrestamento da ação individual no prazo legal de trinta dias, como aduz o aludido dispositivo legal, importa dizer que optou por defender seu direito individualmente, retirando a legitimidade da entidade de classe de substituílo na ação coletiva, e, conseqüentemente, fica ciente de que não será beneficiado nem alcançado pelos efeitos da coisa julgada ultra partes produzida na ação coletiva. No caso em concreto, a contribuinte apresentou cópia do informativo da OAB/DF, de outubro de 2006, onde é reproduzido um facsímile da certidão emitida pelo TRF da 1ª Região sobre o caso (fls.553), evidenciando, dessa forma, que a interessada estava ciente da existência da ação coletiva, no mínimo, desde a citada data. No entanto, a firma não requereu a suspensão do feito individual dentro do prazo de trinta dias, só vindo a apresentar petições de desistência dos recursos interpostos no dia 02 de fevereiro de 2007 (fls.778/780), após expirado o prazo legal.’ Fl. 3190DF CARF MF Impresso em 25/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/05/2014 por EDUARDO MARTINS NEIVA MONTEIRO, Assinado digitalmente em 15/05/2014 por EDUARDO MARTINS NEIVA MONTEIRO, Assinado digitalmente em 18/06/2014 por ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA Processo nº 14041.000056/200777 Acórdão n.º 1103001.036 S1C1T3 Fl. 3.191 10 Lembrese que a Lei nº 12.016, de 07/08/09, que atualmente disciplina o mandado de segurança individual e coletivo, recepcionou tal entendimento doutrinário e jurisprudencial, exigindo, entretanto, a desistência da ação individual, conforme art.22, §1º: Art. 22. No mandado de segurança coletivo, a sentença fará coisa julgada limitadamente aos membros do grupo ou categoria substituídos pelo impetrante. § 1o O mandado de segurança coletivo não induz litispendência para as ações individuais, mas os efeitos da coisa julgada não beneficiarão o impetrante a título individual se não requerer a desistência de seu mandado de segurança no prazo de 30 (trinta) dias a contar da ciência comprovada da impetração da segurança coletiva. A respeito do Mandado de Segurança Individual nº 1997.34.00.0158845, que também não se relaciona especificamente com a incidência do PIS e da Cofins sobre rendimentos de aplicações financeiras1, o contribuinte informou, durante o procedimento fiscal, ter requerido a desistência (fl.611): “...Em anexo seguem cópias da inicial, sentença, acórdão, e decisão do STJ e do STF, bem como os pedidos de desistência e outras peças relativas ao processo nº 1997.34.00.0158845”. Verificase, ainda, que foi denegada a segurança, conforme sentença datada de 16/09/97 (fls.726/730), e que a apelação não foi provida pelo TRF – 1ª Região (fls.732/740), não tendo o Recorrente tido sucesso também perante o STJ e STF, conforme documentação acostada às fls.746/777. Constam, às fls.778/779, cópias de pedidos de desistência de Agravo de Instrumento perante o STJ e de Agravo Regimental perante o STF, ambos protocolizados em 02/02/2007. Considerando as mencionadas ações judiciais, vêse que o contribuinte, quando da lavratura dos autos de infração, não estava acobertado por qualquer decisão que, por exemplo, impedisse a autuação ou implicasse na realização de lançamento tributário com exigibilidade suspensa, para fins de se evitar a decadência. Em que pese a decisão da DRJ – Brasília ter mencionado os Mandados de Segurança nº 1997.34.00.0158845 e 2003.34.00.0429404, apenas com o Mandado de Segurança nº 2007.34.00.0044004 é suficiente concluir pela concomitância, ou seja, pela identidade entre o objeto da ação judicial e o do 1 Como causa de pedir, apontou o impetrante: "...não está sujeita ao recolhimento de nenhuma das Contribuições Sociais Sobre o Lucro (Lei 7.689/88), PIS (Lei Complementar 7/70) e COFINS (Lei Complementar 70/91), pelo simples motivo de não ser empregadora, conforme determinação da Constituição Federal, que em seu art. 195, I, define que estas contribuições serão devidas apenas por empregadores, conceito este adotado no seu sentido técnicojurídico, válido para o direito no campo trabalhista, ou seja, quem não tem empregados, não é empregador e quem não é empregador, não está obrigado a financiar a seguridade ou sujeito aos recolhimentos em causa. Não é qualquer pessoa jurídica, indistintamente, que se enquadra nessa condição de contribuinteempregador, como vem sendo exigida pela autoridade impetrada." (fls.712/713) Fl. 3191DF CARF MF Impresso em 25/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/05/2014 por EDUARDO MARTINS NEIVA MONTEIRO, Assinado digitalmente em 15/05/2014 por EDUARDO MARTINS NEIVA MONTEIRO, Assinado digitalmente em 18/06/2014 por ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA Processo nº 14041.000056/200777 Acórdão n.º 1103001.036 S1C1T3 Fl. 3.192 11 presente processo administrativo, no tocante à exigência de PIS e Cofins, conforme certidão acima transcrita. Em tais casos, a jurisprudência, com base no princípio da unicidade de jurisdição, pacificouse no sentido de que a propositura de ação judicial com o mesmo objeto do processo administrativo implica renúncia à instância administrativa, consoante Enunciado nº 1 da Súmula de jurisprudência do CARF, de observância obrigatória por seus membros (art.72 do Anexo II do Regimento Interno do CARF): ‘Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo, sendo cabível apenas a apreciação, pelo órgão de julgamento administrativo, de matéria distinta da constante do processo judicial.’ Portanto, reafirmase a decisão a quo, de não se conhecer das razões de defesa quanto às exigências de PIS e Cofins, restando definitiva a discussão na esfera administrativa.” Se o colegiado entendeu, com base na Súmula CARF nº 1, não conhecer do recurso voluntário, desta vez na parte relacionada às autuações de PIS e Cofins, não poderia se pronunciar igualmente sobre a sua exigibilidade, que estaria suspensa por força de decisão judicial liminar, razão pela qual não se vislumbra qualquer omissão, tampouco contradição no acórdão guerreado. Normalmente, os colegiados do CARF não se pronunciam sobre a exigibilidade dos créditos tributários em litígio, pois com a interposição do recurso voluntário a suspensão é de rigor, conforme art.151, III, do CTN: “Art. 151. Suspendem a exigibilidade do crédito tributário: I moratória; II o depósito do seu montante integral; III as reclamações e os recursos, nos termos das leis reguladoras do processo tributário administrativo; IV a concessão de medida liminar em mandado de segurança. V – a concessão de medida liminar ou de tutela antecipada, em outras espécies de ação judicial; VI – o parcelamento. Parágrafo único. O disposto neste artigo não dispensa o cumprimento das obrigações assessórios dependentes da obrigação principal cujo crédito seja suspenso, ou dela conseqüentes.” (destaquei) Caso o contribuinte tenha a seu favor decisão judicial vigente, em que se tenha determinado a suspensão da exigibilidade dos créditos tributários de PIS e Cofins, deve apresentála à unidade da Secretaria da Receita Federal do Brasil responsável pela execução do acórdão, para que, com supedâneo no art.151, IV ou V, mantenha a suspensão da exigibilidade. Caso esta se recuse a fazêlo, não caberá outra saída senão recorrer novamente ao Poder Judiciário. Fl. 3192DF CARF MF Impresso em 25/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/05/2014 por EDUARDO MARTINS NEIVA MONTEIRO, Assinado digitalmente em 15/05/2014 por EDUARDO MARTINS NEIVA MONTEIRO, Assinado digitalmente em 18/06/2014 por ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA Processo nº 14041.000056/200777 Acórdão n.º 1103001.036 S1C1T3 Fl. 3.193 12 Quanto à suposta definitividade de decisão proferida no Mandado de Segurança nº 2007.34.00.0044004, alegada pelo Embargante, não foi acostada aos autos qualquer declaração de trânsito em julgado que a atestasse. Ao revés, conforme consulta ao sítio eletrônico do TRF – 1ª Região, as últimas informações são as seguintes: Data Fase Descrição Complemento 13/12/2013 17:45:00 70908 CONCLUSÃO PARA EXAME DE ADMISSIBILIDADE 13/12/2013 17:43:00 221100 PROCESSO RECEBIDO NO(A) ASS. RECURSOS ESPECIAIS E EXTRAORDINÁRIOS 13/12/2013 14:54:42 220350 PROCESSO RECEBIDO PARA ASS. RECURSOS ESPECIAIS E EXTRAORDINÁRIOS 11/12/2013 16:47:43 180200 PETIÇÃO JUNTADA nr.3200242 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO 28/10/2013 09:24:00 130210 PROCESSO DEVOLVIDO PELA FAZENDA NACIONAL NO(A) COORDENADORIA DE RECURSOS 02/10/2013 09:02:00 250500 PROCESSO RETIRADO PELA FAZENDA NACIONAL 19/09/2013 19:29:22 150600 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO OPOSTOS (FRANCISCO R.S. CALDERARO SOCIEDADE DE ADVOGADOS) Mais uma razão para o acórdão não ter declarado a perda de objeto da autuação, como pretende o Embargante. No que concerne à suposta omissão decorrente da não aplicação da decisão do STJ (REsp 1.354.506), proferida sob a sistemática do recurso repetitivo, não poderia ter sido prestigiada na espécie exatamente em razão do não conhecimento das razões de defesa relacionadas com as autuações de PIS e Cofins, vez que se entendeu pela concomitância. Para que tal decisão pudesse ser adotada em sede administrativa, o colegiado deveria estar autorizado a apreciar a matéria, o que lhe foi interditado por força da Súmula CARF nº 1, como visto anteriormente. De igual forma, não há se falar em omissão do acórdão embargado quanto ao ponto. Finalmente, no concernente à qualificação da multa de ofício, incidente sobre as exigências de PIS e Cofins, a maioria desta Terceira Turma Ordinária, pelo voto de qualidade, vencidos os Conselheiros Marcos Shigueo Takata, Fábio Nieves Barreira e Manoel Mota Fonseca, decidiu pela impossibilidade de o contribuinte, considerando o recolhimento das exigências de IRPJ e CSLL, com a multa de ofício no percentual de 150%, discutir os fundamentos de sua qualificação. O respectivo voto condutor dispôs: “Passase à apreciação da qualificação da multa de ofício. Fl. 3193DF CARF MF Impresso em 25/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/05/2014 por EDUARDO MARTINS NEIVA MONTEIRO, Assinado digitalmente em 15/05/2014 por EDUARDO MARTINS NEIVA MONTEIRO, Assinado digitalmente em 18/06/2014 por ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA Processo nº 14041.000056/200777 Acórdão n.º 1103001.036 S1C1T3 Fl. 3.194 13 A conclusão primeira a que se chega é que restou caracterizada a preclusão lógica. O contribuinte não poderia mais discutir os fundamentos da qualificação da penalidade em sede de recurso voluntário, quando anteriormente com eles concordou ao praticar inequívoco ato em tal sentido, qual seja, o recolhimento das exigências de IRPJ e CSLL, acompanhadas da multa de ofício no percentual de 150% (cento e cinquenta por cento), ainda que tenha se valido da redução legal para pagamento à vista. Ao reconhecer a procedência da qualificação, faltalhe interesse recursal para posteriormente contestála. Os fundamentos da fiscalização, atinentes à qualificação da multa de ofício, foram únicos, justificando a sua incidência proporcionalmente sobre todos os tributos exigidos no auto de infração (IRPJ, CSLL, PIS e Cofins), de maneira que não há como se fazer qualquer segregação, como entende o Recorrente. Por absoluta impossibilidade lógica, não é possível se conformar com a qualificação da multa de ofício no tocante aos créditos tributários de IRPJ e CSLL, e, ao mesmo tempo, insurgirse contra os mesmos fundamentos daquela, quando aplicadas relativamente às exigências de PIS e Cofins. Ao tratar da preclusão, Luiz Guilherme Marinoni e Sérgio Cruz Arenhart (in Manual do Processo de Conhecimento. 4ª ed. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2005, p.609), com base nas lições de Chiovenda, esclarecem: ‘Preclusão lógica: a extinção do direito de efetivar certo ato processual também pode derivar da prática de algum ato com ele incompatível. Dessa forma, se a parte renuncia ao direito de recorrer, certamente não poderá manifestar interesse em oferecer recurso, já que praticara anteriormente ato incompatível com a segunda faculdade. A perda do direito de recorrer decorre da prática de ato logicamente inconciliável com aquele’. Em suma, não pode nos próprios autos o contribuinte concordar com os fundamentos da qualificação da multa de ofício e contestálos, faltandolhe o necessário interesse recursal. Não sendo possível transpor tal barreira processual, tornase desnecessário analisar os argumentos de defesa relacionados à qualificação.” Portanto, o colegiado decidiu oportunamente pela preclusão lógica e consequente estabilização da exigência da multa de ofício no percentual qualificado, incidente sobre os créditos tributários de PIS e Cofins. Na realidade, busca o Embargante uma nova apreciação da matéria por parte do colegiado, o que, como sabido por todos, não é possível por meio da estreita via dos embargos de declaração, que, nos termos do Regimento Interno do CARF (Anexo II), apenas são cabíveis para sanar obscuridade, omissão ou contradição, hipóteses não presentes na espécie: Fl. 3194DF CARF MF Impresso em 25/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/05/2014 por EDUARDO MARTINS NEIVA MONTEIRO, Assinado digitalmente em 15/05/2014 por EDUARDO MARTINS NEIVA MONTEIRO, Assinado digitalmente em 18/06/2014 por ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA Processo nº 14041.000056/200777 Acórdão n.º 1103001.036 S1C1T3 Fl. 3.195 14 Art. 65. Cabem embargos de declaração quando o acórdão contiver obscuridade, omissão ou contradição entre a decisão e os seus fundamentos, ou for omitido ponto sobre o qual devia pronunciarse a turma. Sendo assim, ausentes os pressupostos de admissibilidade, os embargos de declaração não podem ser admitidos. Por todo o exposto, voto no sentido de REJEITAR os embargos de declaração. (assinado digitalmente) Eduardo Martins Neiva Monteiro Fl. 3195DF CARF MF Impresso em 25/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/05/2014 por EDUARDO MARTINS NEIVA MONTEIRO, Assinado digitalmente em 15/05/2014 por EDUARDO MARTINS NEIVA MONTEIRO, Assinado digitalmente em 18/06/2014 por ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA
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Numero do processo: 13748.720333/2011-28
Turma: Segunda Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed May 07 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Thu Jul 24 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Obrigações Acessórias
Exercício: 2011
DCTF. MULTA POR ATRASO NA ENTREGA DA DECLARAÇÃO. CONTRIBUINTES DOMICILIADOS NA REGIÃO SERRANA DO RIO DE JANEIRO.
A entrega da Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais (DCTF) fora do prazo fixado enseja a aplicação da multa prevista na legislação que rege a matéria.
Numero da decisão: 1802-002.174
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado.
(assinado digitalmente)
Ester Marques Lins de Sousa- Presidente.
(assinado digitalmente)
Luis Roberto Bueloni Santos Ferreira- Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa, José de Oliveira Ferraz Corrêa, Marciel Eder Costa, Nelso Kichel, Gustavo Junqueira Carneiro Leão e Luis Roberto Bueloni Santos Ferreira.
Nome do relator: LUIS ROBERTO BUELONI SANTOS FERREIRA
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MULTA POR ATRASO NA ENTREGA DA DECLARAÇÃO. CONTRIBUINTES DOMICILIADOS NA REGIÃO SERRANA DO RIO DE JANEIRO. A entrega da Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais (DCTF) fora do prazo fixado enseja a aplicação da multa prevista na legislação que rege a matéria. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Ester Marques Lins de Sousa Presidente. (assinado digitalmente) Luis Roberto Bueloni Santos Ferreira Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa, José de Oliveira Ferraz Corrêa, Marciel Eder Costa, Nelso Kichel, Gustavo Junqueira Carneiro Leão e Luis Roberto Bueloni Santos Ferreira. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 74 8. 72 03 33 /2 01 1- 28 Fl. 61DF CARF MF Impresso em 25/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/07/2014 por POLIANNA DA SILVA RIBEIRO, Assinado digitalmente em 24/07 /2014 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 21/07/2014 por LUIS ROBERTO BUELONI SANTOS FERREIRA Processo nº 13748.720333/201128 Acórdão n.º 1802002.174 S1TE02 Fl. 3 2 Relatório Da Notificação do Lançamento Trata o presente processo de notificação de lançamento por meio da qual é exigida da interessada a multa por atraso na entrega da sua Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais – DCTF, correspondente ao mês de março de 2011, no valor de R$ 500,00 (multa mínima). A autoridade fiscal alega que o prazo final da entrega era 20/5/2011 e o interessado fez a entrega em 24/5/2011. Da Impugnação Cientificada da notificação de forma eletrônica quando da transmissãoda DCTF, a interessada apresentou impugnação tempestiva, na qual alegou, em síntese, ser sediada no município de Petrópolis – RJ, e ter entregue a Declaração tempestivamente, com base na Instrução Normativa nº 1.122, de 18 de janeiro de 2011. Do Acórdão da DRJ A 5ª Turma da DRJ/RJ1 proferiu Acórdão 12042305, NEGANDO PROVIMENTO À IMPUGNAÇÃO e MANTENDO O CRÉDITO TRIBUTÁRIO de multa por atraso na entrega da Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais – DCTF do mês de março de 2011, no valor de R$ 500,00. Do Recurso Voluntário Inconformada, a interessada apresentou Recurso Voluntário reiterando, em síntese, os argumentos anteriormente invocados na impugnação. É o Relatório. Fl. 62DF CARF MF Impresso em 25/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/07/2014 por POLIANNA DA SILVA RIBEIRO, Assinado digitalmente em 24/07 /2014 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 21/07/2014 por LUIS ROBERTO BUELONI SANTOS FERREIRA Processo nº 13748.720333/201128 Acórdão n.º 1802002.174 S1TE02 Fl. 4 3 Voto Conselheiro Luis Roberto Bueloni Santos Ferreira, Relator. Da Tempestividade A ciência do Acórdão deuse em 8/2/2012 e o Recurso Voluntário foi apresentado em 27/2/2012. O recurso é tempestivo e dotado dos pressupostos para a sua admissibilidade. Portanto, dele tomo conhecimento. Do Mérito A Portaria MF nº 23, de 18/1/2011, prorrogou o prazo de pagamento de tributos federais, no âmbito da Receita Federal do Brasil – RFB, dos contribuintes domiciliados na região serrana do Estado do Rio de Janeiro, na situação em que os vencimentos dos tributos estivessem previstos para o período de 11 de janeiro a 31 de março de 2011. Também suspendeu os atos processuais com termo inicial em 11 de janeiro de 2011, até o dia 31 de julho de 2011. A IN RFB nº 1.122, de 18/1/2011, prorrogou para 31 de julho de 2011, os prazos antes previstos para janeiro a março de 2011, das entregas das declarações à RFB, dos contribuintes domiciliados na região serrana do Estado do Rio de Janeiro. Segue artigo 1º da IN: Art. 1º Ficam prorrogados até o dia 31 de julho de 2011, os prazos antes previstos para os meses de janeiro, fevereiro e março de 2011, relativos a declarações concernentes aos tributos administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil para os sujeitos passivos domiciliados nos seguintes municípios do Estado do Rio de Janeiro: Areal, Bom Jardim, Nova Friburgo,Petrópolis, São José do Vale do Rio Preto, Sumidouro e Teresópolis. (grifo nosso). Já o Ato Declaratório Executivo RFB nº 10, de 10/8/2011, cancelou as intimações lavradas em 30/6/2011, quando não respeitadas as disposições da IN RFB nº 1.122/2011. É meu entendimento que a IN RFB nº 1.222/2011 não alterou o prazo previsto para entregas de declarações que venciam em 20/5/2011, mas sim para aqueles prazos previstos originalmente para janeiro a março de 2011. Em consequência, não se aplica ao caso presente o Ato Declaratório Executivo RFB nº 10/2011. Fl. 63DF CARF MF Impresso em 25/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/07/2014 por POLIANNA DA SILVA RIBEIRO, Assinado digitalmente em 24/07 /2014 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 21/07/2014 por LUIS ROBERTO BUELONI SANTOS FERREIRA Processo nº 13748.720333/201128 Acórdão n.º 1802002.174 S1TE02 Fl. 5 4 Conclusão Face todo o exposto, voto por NEGAR PROVIMENTO AO RECURSO e MANTER O CRÉDITO TRIBUTÁRIO de multa por atraso na entrega da Declaração deDébitos e Créditos Tributários Federais – DCTF do mês de março de 2011, no valor de R$500,00. É o meu VOTO. (assinado digitalmente) Luis Roberto Bueloni Santos Ferreira Fl. 64DF CARF MF Impresso em 25/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/07/2014 por POLIANNA DA SILVA RIBEIRO, Assinado digitalmente em 24/07 /2014 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 21/07/2014 por LUIS ROBERTO BUELONI SANTOS FERREIRA
score : 1.0
Numero do processo: 11080.918322/2012-22
Turma: Primeira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed May 28 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Thu Jul 10 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Período de apuração: 01/09/2009 a 30/09/2009
DIREITO A RESTITUIÇÃO DE CRÉDITO. LIQUIDEZ E CERTEZA.
Havendo prova suficiente nos autos para comprovar o direito à restituição, devem os mesmos serem recebidos como prova do alegado em homenagem ao princípio da verdade material.
INCONSTITUCIONALIDADE DO § 1º DO ART. 3º DA LEI 9.718.
Matéria pacificada pelo STF,, com dispositivo inclusive, revogado pela Lei nº 11.941, em seu artigo 79, inciso XII.
Recurso Provido.
Numero da decisão: 3801-003.469
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso nos termos do relatório e voto.
(assinatura digital)
Flávio de Castro Pontes - Presidente.
(assinatura digital)
Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira - Redator designado.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marcos Antônio Borges, Paulo Sérgio Celani, Sidney Eduardo Stahl, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel, Flávio de Castro Pontes e Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira.
Nome do relator: PAULO ANTONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA
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ementa_s : Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins Período de apuração: 01/09/2009 a 30/09/2009 DIREITO A RESTITUIÇÃO DE CRÉDITO. LIQUIDEZ E CERTEZA. Havendo prova suficiente nos autos para comprovar o direito à restituição, devem os mesmos serem recebidos como prova do alegado em homenagem ao princípio da verdade material. INCONSTITUCIONALIDADE DO § 1º DO ART. 3º DA LEI 9.718. Matéria pacificada pelo STF,, com dispositivo inclusive, revogado pela Lei nº 11.941, em seu artigo 79, inciso XII. Recurso Provido.
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LIQUIDEZ E CERTEZA. Havendo prova suficiente nos autos para comprovar o direito à restituição, devem os mesmos serem recebidos como prova do alegado em homenagem ao princípio da verdade material. INCONSTITUCIONALIDADE DO § 1º DO ART. 3º DA LEI 9.718. Matéria pacificada pelo STF,, com dispositivo inclusive, revogado pela Lei nº 11.941, em seu artigo 79, inciso XII. Recurso Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso nos termos do relatório e voto. (assinatura digital) Flávio de Castro Pontes Presidente. (assinatura digital) AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 08 0. 91 83 22 /2 01 2- 22 Fl. 48DF CARF MF Impresso em 10/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/07/2014 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA, Assinado digi talmente em 09/07/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 01/07/2014 por PAULO AN TONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA Processo nº 11080.918322/201222 Acórdão n.º 3801003.469 S3TE01 Fl. 3 2 Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira Redator designado. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marcos Antônio Borges, Paulo Sérgio Celani, Sidney Eduardo Stahl, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel, Flávio de Castro Pontes e Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira. Fl. 49DF CARF MF Impresso em 10/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/07/2014 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA, Assinado digi talmente em 09/07/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 01/07/2014 por PAULO AN TONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA Processo nº 11080.918322/201222 Acórdão n.º 3801003.469 S3TE01 Fl. 4 3 Relatório Tratase de Recurso Voluntário interposto contra o acórdão, julgado pela 2ª. Turma da Delegacia Regional de Julgamento de Porto Alegre (DRJ/POA), em que foi julgada improcedente a manifestação de inconformidade apresentada pela contribuinte, sendo indeferida a restituição pleiteada. Por bem descrever os fatos, adoto o relatório da Delegacia Regional de Julgamento de origem, que assim relatou os fatos: “Trata o presente processo de manifestação de inconformidade contra Despacho Decisório emitido eletronicamente pela DRF de origem em exame de Declaração de Restituição enviada pela empresa, nos quais não foi concedida a restituição por ausência de valores de indébito. Inconformada, insurgese alegando que foi solicitada restituição da contribuição porque houve a tributação sobre receitas financeiras, conforme declarado em DACON, na ficha demais receitas e na ficha contribuição a pagar, refletindo na DCTF mensal, sendo que traz comprovantes bancários dos rendimentos financeiros do período. Estas receitas financeiras não seriam componentes da base de cálculo da contribuição (PIS ou Cofins) cumulativa, pois o art.79, inciso XII da Lei 11.941, de 27/05/2009, com efeito a partir de sua publicação, excluiuas do conceito de faturamento (vendas de bens e serviços), que é o conceito do fato gerador da contribuição (PIS ou Cofins) cumulativa.” A manifestação de inconformidade, embora denominada de “impugnação”, foi conhecida pela DRJ de origem, sendo julgada improcedente. O acórdão da DRJ/POA possui a seguinte ementa: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS LIQUIDEZ E CERTEZA PROVA ÔNUS. A comprovação de liquidez e certeza do crédito solicitado, nos termos do art.165 e 170 do Código Tributário Nacional, é obrigação de quem o requer. Então, cabe ao contribuinte provar, de forma inconteste, os fatos/atos que alega, conforme determina o art.333, inciso II, do Código de Processo Civil. Fl. 50DF CARF MF Impresso em 10/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/07/2014 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA, Assinado digi talmente em 09/07/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 01/07/2014 por PAULO AN TONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA Processo nº 11080.918322/201222 Acórdão n.º 3801003.469 S3TE01 Fl. 5 4 Inconformada com a improcedência da impugnação, a contribuinte interpôs, recurso a qual denominou de “Impugnação”, onde em suas razões, requer seja concedido o pedido de restituição. Apresenta junto com o recurso os seguintes documentos para provar o seu direito: Demonstrativo de cálculo da COFINS e DACON do período. É o sucinto relatório. Fl. 51DF CARF MF Impresso em 10/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/07/2014 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA, Assinado digi talmente em 09/07/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 01/07/2014 por PAULO AN TONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA Processo nº 11080.918322/201222 Acórdão n.º 3801003.469 S3TE01 Fl. 6 5 Voto Conselheiro Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira Relator. O recurso voluntário, embora denominado pela recorrente de “impugnação” foi apresentado dentro do prazo legal, reunindo, ainda, os demais requisitos de admissibilidade. Portanto, dele conheço, aplicandose ao caso o princípio da fungibilidade recursal. A recorrente alega suas razões já expostas na manifestação de inconformidade, porém apresentando desta vez documentos para comprovar seu direito, quais sejam, Demonstrativo de cálculo da COFINS e DACON do período. Analisandose os documentos juntados, verificase na DACON do período que a contribuinte declara como “demais receitas – alíquota de 0,65%”, valor este idêntico ao considerado como “receita financeira (aplicações financeiras)”, conforme Demonstrativo de cálculo da COFINS. Ainda, ao realizar a análise dos rendimentos obtidos pela recorrente no período, através dos extratos de movimentação bancária anexados aos autos, verificase que aqueles são idênticos ao declarados na DACON e no Demonstrativo de cálculo, havendo portanto correspondência entre ambos. A contribuinte comprova ter receitas financeiras em que somadas coincidem com o valor a restituir. Assim, temse que a recorrente traz prova suficiente para comprovar o seu direito à restituição. Diante disto, pelo princípio da verdade material, os documentos juntados em recurso voluntário devem ser recebidos como prova do alegado, inclusive conforme determina o art. 3º, inc. III, da Lei nº 9.784, de 29 de janeiro de 1999. Necessário ainda destacar que o pedido de restituição elaborado pela contribuinte possui respaldo em firme decisão do Tribunal Pleno do Supremo Tribunal Federal, quando do julgamento do RE 357.950, que declarou a inconstitucionalidade do § 1º do art. 3º da Lei 9.718, sendo possível, consoante restou decidido pela Câmara Superior de Recursos Fiscais (Acórdão 9303002.763, 3ª. Turma, sessão de 21 de janeiro de 2014), sua aplicação pelas autoridades julgadoras de segundo grau à contribuinte diverso daquele beneficiado pela decisão do STF, consoante disposição do art. 26A do Decreto 70.235/72, introduzido pelo art. Fl. 52DF CARF MF Impresso em 10/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/07/2014 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA, Assinado digi talmente em 09/07/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 01/07/2014 por PAULO AN TONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA Processo nº 11080.918322/201222 Acórdão n.º 3801003.469 S3TE01 Fl. 7 6 26 da Lei 11.941. Registrase ainda que a norma tida como inconstitucional pelo STF já foi, inclusive, revogada pela Lei nº 11.941, em seu artigo 79, inciso XII. É importante consignar que compete a autoridade administrativa, com base na escrita fiscal e contábil, efetuar os cálculos e apurar o valor do direito creditório. Ante ao exposto, voto no sentido de dar provimento ao recurso voluntário interposto pela interessada para reconhecer o direito à restituição dos pagamentos a maior da contribuição, com fundamento na declaração de inconstitucionalidade do § 1º do artigo 3º da Lei nº 9.718/1998. É assim que voto. Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira Relator Relator Fl. 53DF CARF MF Impresso em 10/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/07/2014 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA, Assinado digi talmente em 09/07/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 01/07/2014 por PAULO AN TONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA
score : 1.0
Numero do processo: 14033.000524/2009-74
Turma: Primeira Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed May 07 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Tue Jun 10 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Ano-calendário: 2008
MULTA ISOLADA. COMPENSAÇÃO NÃO DECLARADA.
A partir da edição da Lei nº. 11.196/2005, seguida pela Lei nº. 11.488/2007, a compensação não declarada enseja o lançamento da multa isolada de ofício, no percentual de 75%, na hipótese de o crédito não ser passível de compensação por expressa disposição legal (não administrado pela Receita Federal).
SÚMULA CARF nº 2.
O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária.
Numero da decisão: 1801-001.962
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
(assinado digitalmente)
Maria de Lourdes Ramirez Presidente em exercício.
(assinado digitalmente)
Leonardo Mendonça Marques - Relator.
Participaram da sessão de julgamento, os Conselheiros Marcio Angelim Ovídio Silva, Alexandre Fernandes Limiro, Neudson Cavalcante Albuquerque, Leonardo Mendonça Marques, Cristiane Silva Costa e Maria de Lourdes Ramirez.
Nome do relator: LEONARDO MENDONCA MARQUES
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ementa_s : Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Ano-calendário: 2008 MULTA ISOLADA. COMPENSAÇÃO NÃO DECLARADA. A partir da edição da Lei nº. 11.196/2005, seguida pela Lei nº. 11.488/2007, a compensação não declarada enseja o lançamento da multa isolada de ofício, no percentual de 75%, na hipótese de o crédito não ser passível de compensação por expressa disposição legal (não administrado pela Receita Federal). SÚMULA CARF nº 2. O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. (assinado digitalmente) Maria de Lourdes Ramirez Presidente em exercício. (assinado digitalmente) Leonardo Mendonça Marques - Relator. Participaram da sessão de julgamento, os Conselheiros Marcio Angelim Ovídio Silva, Alexandre Fernandes Limiro, Neudson Cavalcante Albuquerque, Leonardo Mendonça Marques, Cristiane Silva Costa e Maria de Lourdes Ramirez.
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LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Anocalendário: 2008 MULTA ISOLADA. COMPENSAÇÃO NÃO DECLARADA. A partir da edição da Lei nº. 11.196/2005, seguida pela Lei nº. 11.488/2007, a compensação não declarada enseja o lançamento da multa isolada de ofício, no percentual de 75%, na hipótese de o crédito não ser passível de compensação por expressa disposição legal (não administrado pela Receita Federal). SÚMULA CARF nº 2. O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. (assinado digitalmente) Maria de Lourdes Ramirez – Presidente em exercício. (assinado digitalmente) Leonardo Mendonça Marques Relator. Participaram da sessão de julgamento, os Conselheiros Marcio Angelim Ovídio Silva, Alexandre Fernandes Limiro, Neudson Cavalcante Albuquerque, Leonardo Mendonça Marques, Cristiane Silva Costa e Maria de Lourdes Ramirez. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 14 03 3. 00 05 24 /2 00 9- 74 Fl. 92DF CARF MF Impresso em 10/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/05/2014 por LEONARDO MENDONCA MARQUES, Assinado digitalmente em 03/06 /2014 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 20/05/2014 por LEONARDO MENDONCA MARQUE S 2 Relatório Discutese, nos presentes autos, a multa de oficio aplicada isoladamente, no percentual de 75%, como decorrência de compensação caracterizada como não declarada no processo nº. 14033.000009/200994. Eis os termos do relato adotado na r. decisão recorrida: Tratase da exigência tributária de multa isolada de 75%, lançada em decorrência de compensação indevida efetuada em declarações prestadas pelo sujeito passivo. Os autos de infração de multa isolada incidente sobre compensações não declaradas, relativos aos fatos geradores de 2008, foram lavrados com base na decisão proferida nos autos do processo administrativo fiscal nº 14033.000009/200994, que considerou não declarada a compensação com crédito originado de títulos públicos da Eletrobrás. Os PER/DCOMP originais foram transmitidos no período de 25/02/2008 a 09/12/2008. A relação encontrase na fl. 36 dos autos. Foram efetuados os seguintes lançamentos: VALOR DA MULTA FLS. R$ 44.072,82 4 a 10 R$ 117.287,00 11 a 17 R$ 42.875,77 18 a 25 R$ 9.289,33 26 a 33 Consta nos autos, quadros demonstrativos da multa isolada aplicada e o respectivo enquadramento legal. Cientificado, via postal, das exigências em 10/09/2009 (fl. 46), o sujeito passivo apresentou em 29/09/2009 impugnação às fls. 48 a 55 , acrescida de documentação anexa. Em sua defesa, a contribuinte, resumidamente: a) argumenta que o presente auto de infração deve ser declarado totalmente improcedente pelo fato de que não haveria subsunção dos fatos alegados às normas jurídicas invocadas: o art. 18 da Lei nº 10.833, de 2003, prevê o lançamento da multa isolada quando se comprove falsidade da declaração apresentada pelo sujeito passivo; o inciso I do art. 44 da Lei nº 9.430, de 1996, prevê a aplicação da multa no percentual de 75% nos casos de lançamento de oficio sobre a totalidade ou diferença de imposto ou contribuição nos casos de falta de pagamento ou recolhimento, de falta de declaração e nos de declaração inexata; e a IN SRF nº 600, de 2005, não é lei em sentido formal, de modo que não pode prever aplicação de penalidade ao contribuinte; b) ressalta que não foi comprovada qualquer falsidade da declaração apresentada pela impugnante e que o não reconhecimento do direito creditório não teria se dado porque o crédito da impugnante supostamente não teria sido administrado pela Receita Federal. Fl. 93DF CARF MF Impresso em 10/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/05/2014 por LEONARDO MENDONCA MARQUES, Assinado digitalmente em 03/06 /2014 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 20/05/2014 por LEONARDO MENDONCA MARQUE S Processo nº 14033.000524/200974 Acórdão n.º 1801001.962 S1TE01 Fl. 206 3 c) alega que a multa prevista no art. 18 , § 2º da Lei 10.833, de 2003, é aplicável em relação à compensação considerada não homologada e que, no presente caso, a compensação foi considerada nãodeclarada; d) enfatiza que, ainda que o art. 31, § 5º, inciso I da IN SRF nº 600, de 2005, tenha regulamentado o art. 44, I, da Lei nº 9.430, de 1996, nessa hipótese a regulamentação teria extravasado os limites delimitados pela lei; e) faz considerações sobre a possibilidade de informar nos PER/DCOMP transmitidos como créditos decorrentes do valor apurado com o empréstimo compulsório sobre energia elétrica na compensação. Ao final, requer que seja julgado improcedente os autos de infração em epígrafe, relacionados ao processo em epígrafe (Processo n 14033.000542/200974). A decisão de 1ª Instância julgou improcedente a impugnação, com base na apreciação das normas legais e infralegais regentes dos pedidos de restituição e compensação. Intimada por AR, a contribuinte interpôs recurso voluntário arguindo a validade dos créditos derivados de empréstimos compulsórios da Eletrobrás, reiterando a validade da compensação pleiteada e a improcedência dos lançamentos das multas isoladas. É o relatório. Voto Conselheiro Leonardo Mendonça Marques, Relator O recurso é tempestivo, preenchendo os requisitos previstos na norma processual, devendo ser conhecido e suas razões apreciadas nesta instância de julgamento. De início, impende destacar que o mérito da compensação pleiteada e discutida no processo nº. 14033.000009/200994, não encontra espaço para debate nos presentes autos. Aqui, cabe apreciar a subsistência da multa isolada aplicada em função do indeferimento daquele pleito. Outrossim, para bem delinear o fundamento da multa, cabe aferir a eventual superveniência de norma que tenha reduzido ou afastado a aplicabilidade da multa em comento, quando a retroatividade benigna viria à tona. São vários os precedentes desta Corte Administrativa que realizaram o cotejo das alterações veiculadas pela Lei nº. 11.051/04, por sobre o texto da Lei nº. 10.833/03, concluindo pela subsunção à regra do artigo 106, II, do CTN. No entanto, considerando as datas dos pleitos por compensações punidos nestes autos, entre fevereiro e dezembro de 2008, a redação vigente à época foi aquela instituída pela Lei nº. 11.488/2007: Fl. 94DF CARF MF Impresso em 10/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/05/2014 por LEONARDO MENDONCA MARQUES, Assinado digitalmente em 03/06 /2014 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 20/05/2014 por LEONARDO MENDONCA MARQUE S 4 Art. 18. Os arts. 3o e 18 da Lei no10.833, de 29 de dezembro de 2003, passam a vigorar com a seguinte redação: “Art. 18. O lançamento de ofício de que trata o art. 90 da Medida Provisória no2.15835, de 24 de agosto de 2001, limitar seá à imposição de multa isolada em razão de não homologação da compensação quando se comprove falsidade da declaração apresentada pelo sujeito passivo. ................................................... § 2º A multa isolada a que se refere o caput deste artigo será aplicada no percentual previsto no inciso I do caput do art. 44 da Lei no9.430, de 27 de dezembro de 1996, aplicado em dobro, e terá como base de cálculo o valor total do débito indevidamente compensado. ................................................ § 4º Será também exigida multa isolada sobre o valor total do débito indevidamente compensado quando a compensação for considerada não declarada nas hipóteses do inciso II do § 12 do art. 74 da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996, aplicandose o percentual previsto no inciso I do caput do art. 44 da Lei no9.430, de 27 de dezembro de 1996, duplicado na forma de seu § 1o, quando for o caso. Notase que o § 4º acima transcrito tratou especificamente da compensação “não declarada”, disposta no inciso II, do § 12, do art. 74 da Lei no 9.430/96, dentre os quais está a compensação com créditos de origens estranhas aos tributos administrados pela Receita Federal. O dispositivo contempla a possibilidade de aplicação da multa do inciso I, do artigo 44 da Lei 9.430 (75%), ou do percentual duplicado na forma do § 1º (150%), conforme o caso. Portanto, há suporte jurídico para a aplicação da multa isolada, em seu patamar regulamentar (75%), sendo atinente à atividade administrativa vinculada à lei, a sua formalização em auto de infração, tal como procedido na espécie. Quanto à alegação de inconstitucionalidade da multa, por suposta lesão ao direito de petição, inscrito na Constituição Federal, nada há manifestar que caiba na competência deste E. Tribunal Administrativo, nos termos do Regimento e da Súmula CARF nº 2, que enuncia: “O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária.” De qualquer forma, podese asseverar que não é a petição, o pedido em si que é punido pela multa isolada, mas a compensação efetivamente operada, a qual, enquanto não submetida a análise (que pode não acontecer, configurando homologação tácita) e eventual indeferimento, “extingue o crédito tributário, sob condição resolutória de sua ulterior homologação”, nos termos do parágrafo 2º do artigo 74 da Lei nº. 9.430/96. Ou seja, não se trata de simples “petição”, mas de quitação declarada pelo sujeito passivo, sob as penas da lei. Pelo exposto, voto por negar provimento ao recurso voluntário. Fl. 95DF CARF MF Impresso em 10/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/05/2014 por LEONARDO MENDONCA MARQUES, Assinado digitalmente em 03/06 /2014 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 20/05/2014 por LEONARDO MENDONCA MARQUE S Processo nº 14033.000524/200974 Acórdão n.º 1801001.962 S1TE01 Fl. 207 5 (assinado digitalmente) Leonardo Mendonça Marques Fl. 96DF CARF MF Impresso em 10/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/05/2014 por LEONARDO MENDONCA MARQUES, Assinado digitalmente em 03/06 /2014 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 20/05/2014 por LEONARDO MENDONCA MARQUE S
score : 1.0
Numero do processo: 11080.918355/2012-72
Turma: Primeira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed May 28 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Wed Jul 30 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep
Período de apuração: 01/02/2011 a 28/02/2011
DIREITO A RESTITUIÇÃO DE CRÉDITO. LIQUIDEZ E CERTEZA.
Havendo prova suficiente nos autos para comprovar o direito à restituição, devem os mesmos serem recebidos como prova do alegado em homenagem ao princípio da verdade material.
INCONSTITUCIONALIDADE DO § 1º DO ART. 3º DA LEI 9.718.
Matéria pacificada pelo STF,, com dispositivo inclusive, revogado pela Lei nº 11.941, em seu artigo 79, inciso XII.
Recurso Provido.
Numero da decisão: 3801-003.502
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso nos termos do relatório e voto.
(assinatura digital)
Flávio de Castro Pontes - Presidente.
(assinatura digital)
Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira - Redator designado.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marcos Antônio Borges, Paulo Sérgio Celani, Sidney Eduardo Stahl, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel, Flávio de Castro Pontes e Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira.
Nome do relator: PAULO ANTONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA
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ementa_s : Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep Período de apuração: 01/02/2011 a 28/02/2011 DIREITO A RESTITUIÇÃO DE CRÉDITO. LIQUIDEZ E CERTEZA. Havendo prova suficiente nos autos para comprovar o direito à restituição, devem os mesmos serem recebidos como prova do alegado em homenagem ao princípio da verdade material. INCONSTITUCIONALIDADE DO § 1º DO ART. 3º DA LEI 9.718. Matéria pacificada pelo STF,, com dispositivo inclusive, revogado pela Lei nº 11.941, em seu artigo 79, inciso XII. Recurso Provido.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso nos termos do relatório e voto. (assinatura digital) Flávio de Castro Pontes - Presidente. (assinatura digital) Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira - Redator designado. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marcos Antônio Borges, Paulo Sérgio Celani, Sidney Eduardo Stahl, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel, Flávio de Castro Pontes e Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira.
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LIQUIDEZ E CERTEZA. Havendo prova suficiente nos autos para comprovar o direito à restituição, devem os mesmos serem recebidos como prova do alegado em homenagem ao princípio da verdade material. INCONSTITUCIONALIDADE DO § 1º DO ART. 3º DA LEI 9.718. Matéria pacificada pelo STF,, com dispositivo inclusive, revogado pela Lei nº 11.941, em seu artigo 79, inciso XII. Recurso Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso nos termos do relatório e voto. (assinatura digital) Flávio de Castro Pontes Presidente. 1 AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 08 0. 91 83 55 /2 01 2- 72 Fl. 53DF CARF MF Impresso em 30/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/07/2014 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA, Assinado digi talmente em 29/07/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 22/07/2014 por PAULO AN TONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA Erro: Origem da referência não encontrada Fl. 2 (assinatura digital) Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira Redator designado. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marcos Antônio Borges, Paulo Sérgio Celani, Sidney Eduardo Stahl, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel, Flávio de Castro Pontes e Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira. 2 Fl. 54DF CARF MF Impresso em 30/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/07/2014 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA, Assinado digi talmente em 29/07/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 22/07/2014 por PAULO AN TONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA Erro: Origem da referência não encontrada Fl. 2 Relatório Tratase de Recurso Voluntário interposto contra o acórdão, julgado pela 2ª. Turma da Delegacia Regional de Julgamento de Porto Alegre (DRJ/POA), em que foi julgada improcedente a manifestação de inconformidade apresentada pela contribuinte, sendo indeferida a restituição pleiteada. Por bem descrever os fatos, adoto o relatório da Delegacia Regional de Julgamento de origem, que assim relatou os fatos: “Trata o presente processo de manifestação de inconformidade contra Despacho Decisório emitido eletronicamente pela DRF de origem em exame de Declaração de Restituição enviada pela empresa, nos quais não foi concedida a restituição por ausência de valores de indébito. Inconformada, insurgese alegando que foi solicitada restituição da contribuição porque houve a tributação sobre receitas financeiras, conforme declarado em DACON, na ficha demais receitas e na ficha contribuição a pagar, refletindo na DCTF mensal, sendo que traz comprovantes bancários dos rendimentos financeiros do período. Estas receitas financeiras não seriam componentes da base de cálculo da contribuição (PIS ou Cofins) cumulativa, pois o art.79, inciso XII da Lei 11.941, de 27/05/2009, com efeito a partir de sua publicação, excluiuas do conceito de faturamento (vendas de bens e serviços), que é o conceito do fato gerador da contribuição (PIS ou Cofins) cumulativa.” A manifestação de inconformidade, embora denominada de “impugnação”, foi conhecida pela DRJ de origem, sendo julgada improcedente. O acórdão da DRJ/POA possui a seguinte ementa: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS LIQUIDEZ E CERTEZA PROVA ÔNUS. A comprovação de liquidez e certeza do crédito solicitado, nos termos do art.165 e 170 do Código Tributário Nacional, é obrigação de quem o requer. Então, cabe ao contribuinte 3 Fl. 55DF CARF MF Impresso em 30/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/07/2014 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA, Assinado digi talmente em 29/07/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 22/07/2014 por PAULO AN TONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA Erro: Origem da referência não encontrada Fl. 2 provar, de forma inconteste, os fatos/atos que alega, conforme determina o art.333, inciso II, do Código de Processo Civil. Inconformada com a improcedência da impugnação, a contribuinte interpôs, recurso a qual denominou de “Impugnação”, onde em suas razões, requer seja concedido o pedido de restituição. Apresenta junto com o recurso os seguintes documentos para provar o seu direito: Demonstrativo de cálculo da PIS e DACON do período. É o sucinto relatório. 4 Fl. 56DF CARF MF Impresso em 30/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/07/2014 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA, Assinado digi talmente em 29/07/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 22/07/2014 por PAULO AN TONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA Erro: Origem da referência não encontrada Fl. 2 Voto Conselheiro Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira Relator. O recurso voluntário, embora denominado pela recorrente de “impugnação” foi apresentado dentro do prazo legal, reunindo, ainda, os demais requisitos de admissibilidade. Portanto, dele conheço, aplicandose ao caso o princípio da fungibilidade recursal. A recorrente alega suas razões já expostas na manifestação de inconformidade, porém apresentando desta vez documentos para comprovar seu direito, quais sejam, Demonstrativo de cálculo da PIS e DACON do período. Analisandose os documentos juntados, verificase na DACON do período que a contribuinte declara como “demais receitas – alíquota de 0,65%”, valor este idêntico ao considerado como “receita financeira (aplicações financeiras)”, conforme Demonstrativo de cálculo da PIS. Ainda, ao realizar a análise dos rendimentos obtidos pela recorrente no período, através dos extratos de movimentação bancária anexados aos autos, verificase que aqueles são idênticos ao declarados na DACON e no Demonstrativo de cálculo, havendo portanto correspondência entre ambos. A contribuinte comprova ter receitas financeiras em que somadas coincidem com o valor a restituir. Assim, temse que a recorrente traz prova suficiente para comprovar o seu direito à restituição. Diante disto, pelo princípio da verdade material, os documentos juntados em recurso voluntário devem ser recebidos como prova do alegado, inclusive conforme determina o art. 3º, inc. III, da Lei nº 9.784, de 29 de janeiro de 1999. Necessário ainda destacar que o pedido de restituição elaborado pela contribuinte possui respaldo em firme decisão do Tribunal Pleno do Supremo Tribunal Federal, quando do julgamento do RE 357.950, que declarou a inconstitucionalidade do § 1º do art. 3º da Lei 9.718, sendo possível, consoante restou decidido pela Câmara Superior de Recursos Fiscais (Acórdão 9303002.763, 3ª. Turma, sessão de 21 de janeiro de 2014), sua aplicação 5 Fl. 57DF CARF MF Impresso em 30/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/07/2014 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA, Assinado digi talmente em 29/07/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 22/07/2014 por PAULO AN TONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA Erro: Origem da referência não encontrada Fl. 2 pelas autoridades julgadoras de segundo grau à contribuinte diverso daquele beneficiado pela decisão do STF, consoante disposição do art. 26A do Decreto 70.235/72, introduzido pelo art. 26 da Lei 11.941. Registrase ainda que a norma tida como inconstitucional pelo STF já foi, inclusive, revogada pela Lei nº 11.941, em seu artigo 79, inciso XII. É importante consignar que compete a autoridade administrativa, com base na escrita fiscal e contábil, efetuar os cálculos e apurar o valor do direito creditório. Ante ao exposto, voto no sentido de dar provimento ao recurso voluntário interposto pela interessada para reconhecer o direito à restituição dos pagamentos a maior da contribuição, com fundamento na declaração de inconstitucionalidade do § 1º do artigo 3º da Lei nº 9.718/1998. É assim que voto. Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira Relator Relator 6 Fl. 58DF CARF MF Impresso em 30/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/07/2014 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA, Assinado digi talmente em 29/07/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 22/07/2014 por PAULO AN TONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA
score : 1.0
Numero do processo: 17546.000191/2007-20
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Mar 20 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Tue Aug 05 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/02/1999 a 30/06/2006
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO.
Os embargos de declaração não se prestam para a rediscussão de matéria enfrentada no acórdão embargado.
DECADÊNCIA.
No caso de autuação pelo descumprimento de obrigação acessória, a constituição do crédito é de ofício e a regra aplicável é a contida no artigo 173, I, ainda que nos processos de obrigações principais tenha sido aplicado o artigo 150, §4º do CTN.
Embargos Rejeitados
Numero da decisão: 2402-004.016
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em rejeitar os embargos opostos.
Julio Cesar Vieira Gomes Presidente e Relator.
Participaram do presente julgamento os conselheiros: Julio Cesar Vieira Gomes, Carlos Henrique de Oliveira, Lourenço Ferreira do Prado, Ronaldo de Lima Macedo, Thiago Taborda Simões e Nereu Miguel Ribeiro Domingues.
Nome do relator: JULIO CESAR VIEIRA GOMES
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ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/02/1999 a 30/06/2006 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. Os embargos de declaração não se prestam para a rediscussão de matéria enfrentada no acórdão embargado. DECADÊNCIA. No caso de autuação pelo descumprimento de obrigação acessória, a constituição do crédito é de ofício e a regra aplicável é a contida no artigo 173, I, ainda que nos processos de obrigações principais tenha sido aplicado o artigo 150, §4º do CTN. Embargos Rejeitados
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em rejeitar os embargos opostos. Julio Cesar Vieira Gomes Presidente e Relator. Participaram do presente julgamento os conselheiros: Julio Cesar Vieira Gomes, Carlos Henrique de Oliveira, Lourenço Ferreira do Prado, Ronaldo de Lima Macedo, Thiago Taborda Simões e Nereu Miguel Ribeiro Domingues.
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Os embargos de declaração não se prestam para a rediscussão de matéria enfrentada no acórdão embargado. DECADÊNCIA. No caso de autuação pelo descumprimento de obrigação acessória, a constituição do crédito é de ofício e a regra aplicável é a contida no artigo 173, I, ainda que nos processos de obrigações principais tenha sido aplicado o artigo 150, §4º do CTN. Embargos Rejeitados Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em rejeitar os embargos opostos. Julio Cesar Vieira Gomes – Presidente e Relator. Participaram do presente julgamento os conselheiros: Julio Cesar Vieira Gomes, Carlos Henrique de Oliveira, Lourenço Ferreira do Prado, Ronaldo de Lima Macedo, Thiago Taborda Simões e Nereu Miguel Ribeiro Domingues. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 17 54 6. 00 01 91 /2 00 7- 20 Fl. 1006DF CARF MF Impresso em 05/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/07/2014 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES, Assinado digitalmente em 23/07/ 2014 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 2 Relatório Tratamse de Embargos de Declaração com fundamento no artigo 65 do Regimento Interno do CARF, opostos pelo contribuinte contra acórdão desta turma: Art. 65. Cabem embargos de declaração quando o acórdão contiver obscuridade, omissão ou contradição entre a decisão e os seus fundamentos, ou for omitido ponto sobre o qual devia pronunciarse a turma. Alega a embargante que o acórdão teria incorrido em omissão. Defende que se aplicou a regra decadencial do artigo 173, I, quando para os processos de obrigações principais a primeira instância teria aplicado o artigo 150, §4º do CTN. Também sustenta que para o julgamento do processo de obrigação acessória deveria se aguardar a tramitação de todos os processos de obrigação principal. Essas questões não teriam sido apreciadas. É o Relatório. Fl. 1007DF CARF MF Impresso em 05/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/07/2014 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES, Assinado digitalmente em 23/07/ 2014 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 17546.000191/200720 Acórdão n.º 2402004.016 S2C4T2 Fl. 1.007 3 Voto Conselheiro Julio Cesar Vieira Gomes, Relator Verifico o preenchimento dos requisitos formais dos embargos opostos, e portanto, passo a examinálos. Ao contrário do que afirmara a embargante, o acórdão entendeu que havendo mais de um processo de obrigação principal sobre a mesma matéria, bastaria o julgamento de um deles, pois a partir de então já se conhecera o entendimento sobre o mérito: Ainda que o processo de obrigação principal nº 17546.000208/200749 ainda se encontre tramitando neste CARF, os fatos geradores são coincidentes com o processo nº 17546.000189/200751 e, portanto, fica superada a prejudicialidade com o julgamento daquele. Também não foi omisso quanto a decadência. Para o processo de obrigação principal a regra decadencial depende ao pagamento parcial ou não do tributo; enquanto para a autuação de obrigação acessória, aplicarseá sempre o artigo 173, I do CTN, pois sequer se trata de lançamento por homologação: DECADÊNCIA. O Supremo Tribunal Federal, através da Súmula Vinculante n° 08, declarou inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212, de 24/07/91. Tratandose de tributo sujeito ao lançamento por homologação, que é o caso das contribuições previdenciárias, devem ser observadas as regras do Código Tributário Nacional CTN. Assim, comprovado nos autos o pagamento parcial, aplica se o artigo 150, §4°; caso contrário, aplicase o disposto no artigo 173, I. No caso de autuação pelo descumprimento de obrigação acessória, a constituição do crédito é de ofício e a regra aplicável é a contida no artigo 173, I. ... Compulsando os autos, constatase que se trata de autuação por descumprimento de obrigação acessória, portanto lançamento de ofício, daí deve prevalecer a regra trazida pelo artigo 173, I do CTN. Assim, voto no sentido de rejeitar os embargos opostos. É como voto. Julio Cesar Vieira Gomes Fl. 1008DF CARF MF Impresso em 05/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/07/2014 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES, Assinado digitalmente em 23/07/ 2014 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 4 Fl. 1009DF CARF MF Impresso em 05/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/07/2014 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES, Assinado digitalmente em 23/07/ 2014 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES
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Numero do processo: 10675.000793/2005-09
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Primeira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed May 07 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Wed Jun 18 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Ano-calendário: 2000, 2001
IMPUGNAÇÃO. REQUISITOS FORMAIS E MATERIAIS
A impugnação, formalizada por escrito e instruída com os documentos em que se fundamentar, será apresentada ao órgão preparador no prazo de trinta dias, contados da data em que for feita a intimação da exigência.
Numero da decisão: 1401-001.195
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, EM NÃO CONHECER do recurso, em face da intempestividade.
(assinado digitalmente)
Jorge Celso Freire da Silva Presidente
(assinado digitalmente)
Antonio Bezerra Neto Relator
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Antonio Bezerra Neto, Alexandre Antônio Alkmim Teixeira, Fernando Luiz Gomes de Mattos, Marcelo Baeta Ippolito, Sergio Luiz Bezerra Presta e Jorge Celso Freire da Silva.
Nome do relator: ANTONIO BEZERRA NETO
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REQUISITOS FORMAIS E MATERIAIS A impugnação, formalizada por escrito e instruída com os documentos em que se fundamentar, será apresentada ao órgão preparador no prazo de trinta dias, contados da data em que for feita a intimação da exigência. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, EM NÃO CONHECER do recurso, em face da intempestividade. (assinado digitalmente) Jorge Celso Freire da Silva – Presidente (assinado digitalmente) Antonio Bezerra Neto – Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Antonio Bezerra Neto, Alexandre Antônio Alkmim Teixeira, Fernando Luiz Gomes de Mattos, Marcelo Baeta Ippolito, Sergio Luiz Bezerra Presta e Jorge Celso Freire da Silva. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 67 5. 00 07 93 /2 00 5- 09 Fl. 468DF CARF MF Impresso em 18/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/06/2014 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 16/06/2014 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA, Assinado digitalmente em 12/06/2014 por ANTONIO BEZERRA NETO 2 Relatório MARIA CRISTINA GONTIJO SILVA recorre a este Conselho contra a decisão proferida pela DRJ em primeira instância, que julgou procedente a exigência formalizada contra UNIP BRASILEIRA DE PETRÓLEO LTDA, pleiteando sua reforma, com fulcro no artigo 33 do Decreto n° 70.235 de 1972 (PAF). Em razão de sua pertinência, transcrevo o relatório da decisão recorrida: Pelo Auto de Infração (AI) de fls. 3641 e de suas partes integrantes, foi constituído o crédito tributário no valor de R$ 669.659,39, sendo R$ 265.238,71 a título de valor principal de COFINS. Tal lançamento decorreu da FALTA/INSUFICIÊNCIA DE RECOLHIMENTO DA COFINS, conforme a seguinte "DESCRIÇÃO DOS FATOS ..." de fl. 38: 1 Valor apurado conforme demonstrativo da 'BASE P/ CÁLCULO DA COFINS / CONTRIBUINTE E SUBSTITUIÇÃO' (doe. Fls. 42 a 96) relativo à venda de álcool para fins carburantes. Os valores apurados foram consolidados e confrontados com os valores declarados em DCTF, resultando nos seguintes lançamentos (doe. Fls. 109). 2 — Fazem parte desse auto uma via do "Termo de Representação — Arbitramento, doe. fls. 124 a 130 o qual, no seu todo (termo e seus anexos, numerados de 01 a 1165 fls.), é parte integrante do "auto de Infração 1RPJ, MPF [...], Processo nr. 10675.000794/200545. 3 Fazem parte, também, desse auto os respectivos "TERMO DE SUJEIÇÃO PASSIVA SOLIDÁRIA " nrs. 1,2 e 3 juntado às fls. 325 a 330. Impugnação às fls. 336338, enriquecida de cópia dos autos de infração de IRPJ e CSLL (fls. 350354), cujas razões de defesa podem ser assim traduzidas, resumidamente, consoante o seu articulado abaixo: IDOS FATOS Aos dias 22 de março de 2005, a recorrente foi autuada através do auto de infração aqui acostado e seus reflexos, [...]. Em decorrência desta autuação foi compelida a recolher [...] a importância de R$ 3.823.986,14 [...].de IR [...]. Para a lavratura do citado auto de infração, os ilustres autores do procedimento fiscal estribaramse no levantamento denominado ARBITRAMENTO DO LUCRO [...]. IINO MÉRITO Ilegítima é a cobrança do valor encontrado [...], vez que a autuada exerce suas atividades como distribuidora de gasolina, óleo,diesel e álcool carburante. Fl. 469DF CARF MF Impresso em 18/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/06/2014 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 16/06/2014 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA, Assinado digitalmente em 12/06/2014 por ANTONIO BEZERRA NETO Processo nº 10675.000793/200509 Acórdão n.º 1401001.195 S1C4T1 Fl. 469 3 [...] os nobres autores do procedimento fiscal usaram a alíquota de 9,6% sobre todos produtos englobadamente para encontrarem a base de cálculo do lucro arbitrado, sem contudo realizar a separação dos produtos, tais como a gasolina e o óleo diesel, que de acordo com o art. 532 do RIR, determina no caso de arbitramento seja aplicada a alíquota de 1,92%, isso de pleno conhecimento dessa Ilustrada Instância de Julgamento Assim, refazendo os cálculos do crédito tributário, tomando por base as próprias planilhas elaboradas dos ilustres autores das peças basilares, termos: QUADRO DEMONSTRATIVON°01 [...] [...] Considerando o acima exposto e demonstrado com provas cabais do próprio fisco, admitese que sejam determinados novos cálculos no tocante ao IR eh contribuição sobre o lucro, como também a aplicação da multa mais benéfica na forma estabelecida na LC introduzida no CTN e observando o art. 142 do mesmo diploma legal, de 20% [...], conforme art. 61 da Lei n° 9.430/96. IIIDO PEDIDO Requer, pelo exposto e provado, seja determinada a revisão do feito em questão, por fiscais estranhos ao fato, onde será confirmado o erro de cálculo como prova da mais lídima Justiça e a improcedência da pela vestibular e seus reflexos, (original negritado e sublinhado). A decisão recorrida está assim ementada: IMPUGNAÇÃO. REQUISITOS FORMAIS E MATERIAIS. A impugnação, formalizada por escrito e instruída com os documentos em que se fundamentar, será apresentada ao órgão preparador no prazo de trinta dias, contados da data em que for feita a intimação da exigência. Impugnação não conhecida. Cientificada da aludida decisão, a contribuinte não apresentou recurso voluntário. Também cientificada em 30/01/2009, fl. 375, a Sra. Maria Cristina Gontijo Silva, que foi responsabilizada solidariamente pelos tributos devidos pela empresa, apresentou peça recursal de fls. 378 a 385, na qual alega em preliminar prescrição (decadência dos fatos geradores do ano de 2000 e 2001), e a seguir contesta o termo de sujeição passiva solidária contra ela lavrado, afirmando ser parte ilegítima para figurar no pólo passivo da exigência. Às fls. 400402, acórdão nº 140200.459 – 4ª Câmara / 2ª Turma Ordinária da 1ª Seção do CARF, sessão de 25/02/2011, em face de Maria Cristina Gontijo Silva (“única recorrente”), pelo qual foi assim decidido: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso para anular parcialmente a decisão de primeira instância Fl. 470DF CARF MF Impresso em 18/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/06/2014 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 16/06/2014 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA, Assinado digitalmente em 12/06/2014 por ANTONIO BEZERRA NETO 4 determinando que outra seja proferida, para fins de apreciação das alegações da pessoa arrolada como responsável solidária pelos tributos exigidos da contribuinte, sendo que antes do novo julgamento, os autos devem retornar à Unidade de origem para localização do Aviso de Recebimento de ciência do auto de infração e do termo de responsabilidade solidária à Sra. Maria Cristina Gontijo Silva, encaminhandose os autos à DRJ de Juiz de Fora para apreciar o recurso como se impugnação fosse, levandose em conta a data efetiva da ciência, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. A DRJ analisou novamente a questão e decidiu da seguinte forma: ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Data do Fato Gerador: 31/01/2000, 28/02/2000, 31/03/2000, 30/04/2000, 30/06/2000, 31/08/2000, 31/03/2001, 30/04/2001 IMPUGNAÇÃO. REQUISITOS FORMAIS E MATERIAIS A impugnação, formalizada por escrito e instruída com os documentos em que se fundamentar, será apresentada ao órgão preparador no prazo de trinta dias, contados da data em que for feita a intimação da exigência. É o relatório. Fl. 471DF CARF MF Impresso em 18/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/06/2014 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 16/06/2014 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA, Assinado digitalmente em 12/06/2014 por ANTONIO BEZERRA NETO Processo nº 10675.000793/200509 Acórdão n.º 1401001.195 S1C4T1 Fl. 470 5 Voto Conforme relatado, tratase de exigência da Cofíns, conexa com o processo 10675.005070/200415, relativo ao IRPJ, que foi julgado na 2a Turma em 11/11/2010, daí a competência da 1a Seção para análise da referida contribuição. O então relator, verificou que a recorrente não havia apresentado peça impugnatória, em que pese ter sido regularmente lavrado o termo de sujeição passiva solidária contra a mesma fl. 325 e seguintes. Não tendo localizado os autos referente à ciência do aludido termo de sujeição passiva, concluiu que a responsável tributário não havia sido cientificada. A empresa UNIP não faz mais parte desta lide uma vez que também não recorreu ao CARF. O processo foi em tão julgado da seguinte forma por aquela Turma: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso para anular parcialmente a decisão de primeira instância determinando que outra seja proferida, para fins de apreciação das alegações da pessoa arrolada como responsável solidária pelos tributos exigidos da contribuinte, sendo que antes do novo julgamento, os autos devem retornar à Unidade de origem para localização do Aviso de Recebimento de ciência do auto de infração e do termo de responsabilidade solidária à Sra. Maria Cristina Gontijo Silva, encaminhandose os autos à DRJ de Juiz de Fora para apreciar o recurso como se impugnação fosse, levandose em conta a data efetiva da ciência, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. A decisão de piso, novamente não tomou conhecimento da peça de defesa da referida responsável tributária, Sra Maria Cristina Gontijo. Segue abaixo o teor de seus fundamentos: o AR de fl. 409 indica que Maria Cristina Gontijo Silva, que interpôs recurso voluntário, recebeu em 11/04/2005 o Termo de Sujeição Passiva Solidária n° 1, de fls. 325326 em seu domicílio tributário eleito (fl. 311), em face dos processos 10675.000792/200556, 10675.00794/200545 e 10675.00793/200509. Nesse mesmo sentido, o conteúdo do despacho de fl. 411 da Safis da DRF/ULAMG; a mesma recorrente recebeu ainda cópia do "Termo de Constatação Contribuintes Solidários" anexo ao Auto de Infração do IRPJ de que tratou o processo administrativo fiscal 10675.000794/200545; o cotejo dos ARs de fls. 334 e dos extratos do processo espelha que a ciência postal do lançamento a que se refere o presente processo ocorreu em 11/04/2005, enquanto a impugnação somente da contribuinte não de Maria Cristina Gontijo Silva, deuse em 10/05/2005. Assim, não compreendo que o recurso voluntário interposto pela única recorrente, Maria Cristina Gontijo Silva, possa ser aceito como impugnação, por ter faltado à ela o ânimo de exercitar, tempestivamente, os seus direitos constitucionais Fl. 472DF CARF MF Impresso em 18/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/06/2014 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 16/06/2014 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA, Assinado digitalmente em 12/06/2014 por ANTONIO BEZERRA NETO 6 da ampla defesa e do contraditório, também consagrados no art. 14 do Decreto n° 70.235/1972 e seguintes. Considerandose ainda que a recorrente não suscitou tempestividade em sede de preliminar, não foi instaurado o necessário litígio para que, somente assim, essa DRJ pudesse exercer sua jurisdição em face daquela pessoa. Nessas circunstâncias, ratifico o conteúdo do voto proferido no acórdão recorrido, mutatis mutantis, reproduzido a partir do próximo parágrafo: "A par da tempestividade da peça de fls. 336338, intitulada de impugnação, não compreendo que ela contenha os seus requisitos de admissibilidade como tal, vez que, de uma acurada leitura em todo o seu conteúdo, inferese que não foi tangenciado nenhum ponto de discordância sequer em face do lançamento. Na realidade, a contribuinte valeuse daquela peça para impugnar lançamentos de IRPJ e de CSLL, tanto que, além de enriqueçala com cópia do respectivo Auto de Infração (fls. 350354), evidenciou o valor do respectivo crédito tributário, alíquota que seria devida e indevida, além de reproduzir tabelas pertinentes àqueles lançamentos. Em outras palavras, a contribuinte preferiu o silêncio, enquanto a ela cumpria, no pleno exercício do seu direito de defesa, valerse do contraditório para ilidir o lançamento, não só com os motivos de fato, mas com a prova documental que os lastreassem, nos imperativos termos do artigo 16 do Decreto n° 70.235, de 1972, com a redação dada pelo artigo 1° da Lei n° 8.748, de 1993, notadamente em seu inciso III. Afinal, enquanto incumbe ao fisco a responsabilidade do ônus da prova dos fatos alegados, à contribuinte cumpria arcar com aquela relativa aos possíveis fatos modificativos ou extintivos daqueles alegados, em razão do disposto tanto no artigo 333 do Código de Processo Civil, quanto no artigo 36 da Lei n° 9.784/1999 abaixo transcrito, diplomas esses considerados fontes subsidiárias do Direito Tributário. (....) Nessas circunstâncias, compreendo que esse órgão de julgamento é incompetente, em razão da matéria, para o exercício de sua jurisdição, dada a não instauração da fase processual litigiosa. São as limitações impostas pelo artigo 15 do Decreto n° 70.235, de 1972, em cotejo com o disposto no artigo 174 da Portaria/MF n° 95, de 2007, não alterado pelas edições posteriores do Regimento Interno da Receita Federal do Brasil. Assim, conduzo meu VOTO no sentido de considerar não conhecida a peça intitulada impugnação. Como se vê, os fatos falaram no caso mais alto do que qualquer outra coisa. Provado que a responsável tributária, Sra. Maria Cristina Gontijo Silva, única Recorrente, uma vez que a empresa não recorreu, foi devidamente cientificada do Termo de Responsabilidade Tributária e que lhe foi concedido prazo para exercer o seu amplo direito de defesa, nada mais resta do que ratificar integralmente a decisão de piso e constatar que a impugnação não entregue dentro do prazo regulamentar e que por isso o recurso voluntário interposto por ela, ressaltese novamente, única recorrente, Maria Cristina Gontijo Silva, não pode ser aceito como impugnação fosse, por estar notoriamente perempto. Fl. 473DF CARF MF Impresso em 18/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/06/2014 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 16/06/2014 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA, Assinado digitalmente em 12/06/2014 por ANTONIO BEZERRA NETO Processo nº 10675.000793/200509 Acórdão n.º 1401001.195 S1C4T1 Fl. 471 7 Por todo o exposto, não conheço das razões recursais da Sra Maria Cristina Gontijo Silva, mantendose assim o Termo de Responsabilização nos termos elaborado pelo Fiscal. (assinado digitalmente) Antonio Bezerra Neto Fl. 474DF CARF MF Impresso em 18/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/06/2014 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 16/06/2014 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA, Assinado digitalmente em 12/06/2014 por ANTONIO BEZERRA NETO
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Numero do processo: 19515.720574/2012-78
Turma: Terceira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Mon Apr 14 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Wed May 28 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/01/2008 a 01/01/2011
INCONSTITUCIONALIDADE. CONHECIMENTO VEDADO NO ÂMBITO ADMINISTRATIVO. APLICAÇÃO DO FAP. INOCORRÊNCIA. DIVÓRCIO IDEOLÓGICO. SAT/RAT/GIILRAT. CONSTITUCIONALIDADE RECONHECIDA PELO STF. LEGALIDADE. ADMITIDA PELO STJ. MULTA DE OFÍCIO. APLICAÇÃO. COMPETÊNCIAS ANTERIORES À IMPLANTAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE. SELIC. CONSTITUCIONALIDADE E LEGALIDADE RECONHECIDAS. STF E STJ. APLICAÇÃO NA SEARA TRIBUTÁRIA. ADMITIDA.
Recurso Voluntário Provido em Parte.
Numero da decisão: 2803-003.214
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros do Colegiado, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso, para determinar:
I - a aplicação da multa moratória do artigo 35, da Lei 8.212/91 na redação velha, relativamente as competências 08/2008 e 09/2008, levantamento FP1, para o estabelecimento CNPJ 00.808.967/0001-02 e para a competência 02/2008, levantamento FP1, para o estabelecimento CNPJ 00.808.967/0002-85, limitando essa ao patamar de setenta e cinco por cento do artigo 35-A, da Lei 8.212/91 na redação da Lei 11.941/2009, caso atingido esse patamar tudo a depender da época do pagamento, parcelamento ou execução;
II - aplicação da nova multa prevista no artigo 32-A, inciso I, da Lei 8.212/91, na redação da Lei 11.941/2009, caso mais benéfica ao contribuinte a ser verificado à época do pagamento, parcelamento ou execução, em relação ao DEBCAD 37.223.583-2.
Vencidos os Conselheiros Paulo Roberto Lara dos Santos quanto à multa da obrigação principal e acessória e Helton Carlos Praia de Lima quanto à multa da obrigação principal.
(Assinado digitalmente).
Helton Carlos Praia de Lima. -Presidente
(Assinado digitalmente).
Eduardo de Oliveira. Relator
Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Helton Carlos Praia de Lima, Eduardo de Oliveira, Natanael Vieira dos Santos, Paulo Roberto Lara dos Santos, Amílcar Barca Teixeira Júnior, Gustavo Vettorato.
Nome do relator: EDUARDO DE OLIVEIRA
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ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/01/2008 a 01/01/2011 INCONSTITUCIONALIDADE. CONHECIMENTO VEDADO NO ÂMBITO ADMINISTRATIVO. APLICAÇÃO DO FAP. INOCORRÊNCIA. DIVÓRCIO IDEOLÓGICO. SAT/RAT/GIILRAT. CONSTITUCIONALIDADE RECONHECIDA PELO STF. LEGALIDADE. ADMITIDA PELO STJ. MULTA DE OFÍCIO. APLICAÇÃO. COMPETÊNCIAS ANTERIORES À IMPLANTAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE. SELIC. CONSTITUCIONALIDADE E LEGALIDADE RECONHECIDAS. STF E STJ. APLICAÇÃO NA SEARA TRIBUTÁRIA. ADMITIDA. Recurso Voluntário Provido em Parte.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso, para determinar: I - a aplicação da multa moratória do artigo 35, da Lei 8.212/91 na redação velha, relativamente as competências 08/2008 e 09/2008, levantamento FP1, para o estabelecimento CNPJ 00.808.967/0001-02 e para a competência 02/2008, levantamento FP1, para o estabelecimento CNPJ 00.808.967/0002-85, limitando essa ao patamar de setenta e cinco por cento do artigo 35-A, da Lei 8.212/91 na redação da Lei 11.941/2009, caso atingido esse patamar tudo a depender da época do pagamento, parcelamento ou execução; II - aplicação da nova multa prevista no artigo 32-A, inciso I, da Lei 8.212/91, na redação da Lei 11.941/2009, caso mais benéfica ao contribuinte a ser verificado à época do pagamento, parcelamento ou execução, em relação ao DEBCAD 37.223.583-2. Vencidos os Conselheiros Paulo Roberto Lara dos Santos quanto à multa da obrigação principal e acessória e Helton Carlos Praia de Lima quanto à multa da obrigação principal. (Assinado digitalmente). Helton Carlos Praia de Lima. -Presidente (Assinado digitalmente). Eduardo de Oliveira. Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Helton Carlos Praia de Lima, Eduardo de Oliveira, Natanael Vieira dos Santos, Paulo Roberto Lara dos Santos, Amílcar Barca Teixeira Júnior, Gustavo Vettorato.
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FATOS GERADORES. Recorrente CONTROLE SOLUÇÕES EMPRESARIAIS LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2008 a 01/01/2011 INCONSTITUCIONALIDADE. CONHECIMENTO VEDADO NO ÂMBITO ADMINISTRATIVO. APLICAÇÃO DO FAP. INOCORRÊNCIA. DIVÓRCIO IDEOLÓGICO. SAT/RAT/GIILRAT. CONSTITUCIONALIDADE RECONHECIDA PELO STF. LEGALIDADE. ADMITIDA PELO STJ. MULTA DE OFÍCIO. APLICAÇÃO. COMPETÊNCIAS ANTERIORES À IMPLANTAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE. SELIC. CONSTITUCIONALIDADE E LEGALIDADE RECONHECIDAS. STF E STJ. APLICAÇÃO NA SEARA TRIBUTÁRIA. ADMITIDA. Recurso Voluntário Provido em Parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso, para determinar: I a aplicação da multa moratória do artigo 35, da Lei 8.212/91 na redação velha, relativamente as competências 08/2008 e 09/2008, levantamento FP1, para o estabelecimento CNPJ 00.808.967/000102 e para a competência 02/2008, levantamento FP1, para o estabelecimento CNPJ 00.808.967/000285, limitando essa ao patamar de setenta e cinco por cento do artigo 35A, da Lei 8.212/91 na redação da Lei 11.941/2009, caso atingido esse patamar tudo a depender da época do pagamento, parcelamento ou execução; AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 19 51 5. 72 05 74 /2 01 2- 78 Fl. 230DF CARF MF Impresso em 28/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/05/2014 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 16/05/2014 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 21/05/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 19515.720574/201278 Acórdão n.º 2803003.214 S2TE03 Fl. 231 2 II aplicação da nova multa prevista no artigo 32A, inciso I, da Lei 8.212/91, na redação da Lei 11.941/2009, caso mais benéfica ao contribuinte a ser verificado à época do pagamento, parcelamento ou execução, em relação ao DEBCAD 37.223.5832. Vencidos os Conselheiros Paulo Roberto Lara dos Santos quanto à multa da obrigação principal e acessória e Helton Carlos Praia de Lima quanto à multa da obrigação principal. (Assinado digitalmente). Helton Carlos Praia de Lima. Presidente (Assinado digitalmente). Eduardo de Oliveira. – Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Helton Carlos Praia de Lima, Eduardo de Oliveira, Natanael Vieira dos Santos, Paulo Roberto Lara dos Santos, Amílcar Barca Teixeira Júnior, Gustavo Vettorato. Fl. 231DF CARF MF Impresso em 28/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/05/2014 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 16/05/2014 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 21/05/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 19515.720574/201278 Acórdão n.º 2803003.214 S2TE03 Fl. 232 3 Relatório O presente Processo Administrativo Fiscal – PAF encerra o Auto de Infração de Obrigação Principal AIOP DEBCAD 37.223.5956, que objetiva o lançamento das contribuições sociais previdenciárias decorrente da remuneração paga, devida ou creditada aos trabalhadores da empresa da categoria de empregados, parte patronal; SAT e Glosa de Deduções, bem como o Auto de Infração de Obrigação Acessória AIOA DEBCAD 37.223.5832, CFL.68, por apresentar a empresa o documento a que se refere a Lei 8.212, de 24.07.91, art. 32, inciso IV, parágrafo 3º, acrescentados pela Lei n. 9.528, de 10.12.97, com dados não correspondentes aos fatos geradores de todas as contribuições previdenciárias, conforme previsto na Lei n. 8.212, de 24.07.91, art. 32, IV, parágrafo 5º., também, acrescentado pela Lei 9.528, de 10.12.97, combinado com o art. 225, IV e parágrafo 4º., do Regulamento da Previdência Social – RPS, aprovado pelo Decreto n. 3.048, de 06.05.99, conforme Relatório Fiscal do Auto de Infração – REFISC, de fls. 15 a 17, com período de apuração de 01/2008 a 12/2010, conforme Mandado de Procedimento Fiscal MPF, de fls. 47. O sujeito passivo foi cientificado da autuação, em 28/03/2012, conforme Folha de Rosto dos Autos de Infração, de fls. 03 e 04. O contribuinte apresentou sua defesa, em 26/04/2012, as fls. 87 a 119, acompanhada dos documentos, de fls. 120 a 163. As impugnações foram consideradas tempestivas, fls. 164; 165 e 168. Consta, a fls. 167, Termo de Apensação (1), onde se informa que foi juntado por apensação a esses autos o processo Nº 19515.720.617/201215. O órgão julgador de primeiro grau emitiu o Acórdão Nº 1648.827 12ª, Turma DRJ/SP1, em 25/07/2013, fls. 169 a 179. No qual a impugnação foi considerada improcedente. O contribuinte tomou conhecimento desse decisório, em 19/08/2013, conforme AR, de fls. 182. Irresignado o contribuinte impetrou o Recurso Voluntário, petição de interposição, as fls. 194, recebida, em 17/09/2013, conforme carimbo de recepção, as fls. 194, com razões recursais, as fls. 196 a 215, acompanhado dos documentos, de fls. 216 a 225. Mérito. · que as contribuições destinadas ao SAT/RAT/GIILRAT são inconstitucionais, uma vez que alteradas as alíquotas pela Lei 10.666/2003, sendo o FAP criado por Resolução do CNPS, o que viola o princípio da legalidade do artigo 150, I, da CF, sendo inconstitucional o artigo 10, da Lei 10.666/2003 ao delegar ao decreto a majoração das alíquotas do GIILRAT, pois esta hipótese não está Fl. 232DF CARF MF Impresso em 28/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/05/2014 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 16/05/2014 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 21/05/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 19515.720574/201278 Acórdão n.º 2803003.214 S2TE03 Fl. 233 4 albergada pelo artigo 153, §1º, da CF, bem como não faz parte das previstas no artigo 195, § 9º, da CF; · que a falta de regulamentação legal para suprir as lacunas do artigo 22, II, da Lei 8.212/91, referente a determinação da atividade preponderante e graus de risco, apresenta a norma como de aplicabilidade contida, dependente de outra lei para a sua aplicação, não podendo a exação ser exigida, devendo até mesmo ser restituída ou compensada pelo fisco, pois indevidas; · que a multa de setenta e cinco por cento se mostra ilegal e inconstitucional, por violação a proporcionalidade e vedação do confisco, devendo a aplicação de sanção ser sempre proporcional a infração, não podendo estas ter caráter arrecadatório, sendo a multa aplicada neste lançamento inconstitucional, por ter caráter confiscatório; · que a multa moratória deve ser reduzida para vinte por cento em razão da retroatividade benigna promovida pela Lei 11.941/2009, uma vez que se discute a multa do artigo 35, I, II e III, da Lei 8.212/91 na redação da MP 449/2008 a partir do exercício 12/2008, bem como na redação anterior para os demais exercícios; · que a Lei 11.941/2009 modificou radicalmente tal multa, não podendo está ultrapassar vinte por cento, assim sendo a nova legislação é mais benéfica, devendo esta ser aplicada pelo princípio da retroatividade benigna, artigo 106, II, “c”, do CTN; · que a aplicação da SELIC é inconstitucional, devendo ser aplicado os juros de 1%, do artigo 161, § 1º, do CTN; · Pedidos e requerimentos: a) conhecimento e provimento do recurso, para julgar os lançamentos improcedentes; b) reconhecimento da inaplicabilidade da SELIC; c) reconhecimento do caráter confiscatório da multa aplicada, reduzindo esta para o mínimo legal 20%, artigo 61, §2º, da Lei 9.430/96. A autoridade preparadora nada fala sobre a tempestividade do recurso. Os autos foram remetidos ao CARF, fls. 228. O sorteio e distribuição dos autos a esse conselheiro, ocorreu, em 21/11/2013, fls. 229. É o Relatório. Fl. 233DF CARF MF Impresso em 28/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/05/2014 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 16/05/2014 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 21/05/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 19515.720574/201278 Acórdão n.º 2803003.214 S2TE03 Fl. 234 5 Voto Conselheiro Eduardo de Oliveira. O recurso voluntário é tempestivo e considerando o preenchimento dos demais requisitos de sua admissibilidade ele merece ser apreciado. Mérito. Inicialmente, cumpre esclarecer que não cabe ao julgador administrativo pronunciarse sobre questões de inconstitucionalidade ante a expressa vedação legal, abaixo transcrita. Decreto 70.235/72 Art. 26A. No âmbito do processo administrativo fiscal, fica vedado aos órgãos de julgamento afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade. (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009) RICARF PT/MF 256/2009 Art. 62. Fica vedado aos membros das turmas de julgamento do CARF afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade. Súmula CARF nº 2: O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. A razão é muito simples no Poder Executivo – Administração Pública vige o princípio da hierarquia e quem exerce sua chefia máxima é o Senhor Presidente da República, aquém a Constituição da República Federativa do Brasil atribui em primeiro mão a competência de por intermédio da sanção em projeto de lei aprovado pelo Congresso Nacional, introduzir a norma no mundo jurídico, dandolhe existência, estipulando sua vigência e atribuindolhe eficácia. Logo, não é cabível que um servidor que lhe é subordinado e subalterno e lhe deve obediência, possa desfazer de um ato da maior autoridade do Poder Executivo, pois assim estaríamos subvertendo o regime. Além do que, a própria CRFB/88 no artigo 102, caput, estabeleceu que o seu guardião é o Supremo Tribunal Federal – STF. Assim cabe exclusivamente ao órgão maior do judiciário brasileiro o controle concentrado de constitucionalidade da leis e aos demais órgãos do judiciário o difuso. A CRFB/88 não atribui competência para órgão julgador administrativo seja ele qual for, exercer o controle de constitucionalidade das leis. Fl. 234DF CARF MF Impresso em 28/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/05/2014 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 16/05/2014 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 21/05/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 19515.720574/201278 Acórdão n.º 2803003.214 S2TE03 Fl. 235 6 Ademais, todas as normas que passam pelo processo legislativo constitucionalmente estabelecido gozam de presunção de constitucionalidade e assim devem ser respeitadas, afinal de contas é a própria CRFB/88 em seu artigo 5º, inciso LVII, diz: “ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória;”, “mutatis mutandis”, por que condenar a lei, antes que o órgão competente e adequado o faça. Assim sendo, todas as argumentações ligadas a questão de inconstitucionalidade, seja em preliminar ou em mérito, não serão apreciadas, ante a vedação legal expressa, que se impõe. Todavia, o contrário não vedado, ou seja, a constitucionalidade pode e deve ser demonstrada pela autoridade julgadora seja ela qual for. No presente processo no que tange ao FAP está questão é irrelevante, pois tal elemento de variação da tributação como introduzido pela Lei 10.666/2003, NÃO FAZ parte desses autos e é muito simples ver isso, basta verificar no Discriminativo de Débito – DD, de fls. 06 e 07, que a alíquota exigida para o SAT/RAT foi de 1,000% e nada mais, ou seja, a alíquota mínima do artigo 22, II, “a”, da Lei 8.212/91 e nada mais. Desta forma, em razão do FAP ocorre divórcio ideológico entre o que dos autos consta e as alegações da recorrente, como reconhecido pelo Supremo Tribunal Federal – STF. Decisão do STF. E M E N T A: AGRAVO DE INSTRUMENTO AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DOS FUNDAMENTOS EM QUE SE ASSENTOU O ATO DECISÓRIO QUESTIONADO IMPUGNAÇÃO RECURSAL QUE NÃO GUARDA PERTINÊNCIA COM OS FUNDAMENTOS EM QUE SE ASSENTOU O ATO DECISÓRIO QUESTIONADO OCORRÊNCIA DE DIVÓRCIO IDEOLÓGICO INADMISSIBILIDADE RECURSO IMPROVIDO. O RECURSO DE AGRAVO DEVE IMPUGNAR, ESPECIFICADAMENTE, TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. O recurso de agravo a que se referem os arts. 545 e 557, § 1º, ambos do CPC, na redação dada pela Lei nº 9.756/98, deve infirmar todos os fundamentos jurídicos em que se assenta a decisão agravada. O descumprimento dessa obrigação processual, por parte do recorrente, torna inviável o recurso de agravo por ele interposto. Precedentes. A ocorrência de divergência temática entre as razões em que se apóia a petição recursal, de um lado, e os fundamentos que dão suporte à matéria efetivamente versada na decisão recorrida, de outro, configura hipótese de divórcio ideológico, que, por comprometer a exata compreensão do pleito deduzido pela parte recorrente, inviabiliza, ante a ausência de pertinente impugnação, o acolhimento do recurso interposto. Precedentes.(AIAgR 440079, CELSO DE MELLO, STF) Porém, quanto a tese da falta de aplicação do artigo 22, II, da Lei 8.212/91 pelo estabelecimento do critério de atividade preponderante e graus de risco pelo decreto Fl. 235DF CARF MF Impresso em 28/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/05/2014 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 16/05/2014 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 21/05/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 19515.720574/201278 Acórdão n.º 2803003.214 S2TE03 Fl. 236 7 regulamentador o Supremo Tribunal Federal – STF e o Superior Tribunal de Justiça – STJ manifestaramse pela validade da exação, observese os excertos. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL. SAT. CONSTITUCIONALIDADE. 1. A decisão agravada fundouse em precedente do Plenário que resolveu a controvérsia referente à cobrança da contribuição para o custeio do SAT (RE 343.446). Nesse julgamento, afastouse a alegação de ofensa ao princípio da legalidade, bem como se ressaltou que eventual conflito entre a lei instituidora da contribuição ao SAT e os decretos que a regulamentaram é questão de índole ordinária, insuscetível de apreciação em sede de apelo extremo. 2. Agravo regimental improvido. (REAgR 473793, ELLEN GRACIE, STF) EMENTA: CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO: SEGURO DE ACIDENTE DO TRABALHO SAT. Lei 7.787/89, arts. 3º e 4º; Lei 8.212/91, art. 22, II, redação da Lei 9.732/98. Decretos 612/92, 2.173/97 e 3.048/99. C.F., artigo 195, § 4º; art. 154, II; art. 5º, II; art. 150, I. I. Contribuição para o custeio do Seguro de Acidente do Trabalho SAT: Lei 7.787/89, art. 3º, II; Lei 8.212/91, art. 22, II: alegação no sentido de que são ofensivos ao art. 195, § 4º, c/c art. 154, I, da Constituição Federal: improcedência. Desnecessidade de observância da técnica da competência residual da União, C.F., art. 154, I. Desnecessidade de lei complementar para a instituição da contribuição para o SAT. II. O art. 3º, II, da Lei 7.787/89, não é ofensivo ao princípio da igualdade, por isso que o art. 4º da mencionada Lei 7.787/89 cuidou de tratar desigualmente aos desiguais. III. As Leis 7.787/89, art. 3º, II, e 8.212/91, art. 22, II, definem, satisfatoriamente, todos os elementos capazes de fazer nascer a obrigação tributária válida. O fato de a lei deixar para o regulamento a complementação dos conceitos de "atividade preponderante" e "grau de risco leve, médio e grave", não implica ofensa ao princípio da legalidade genérica, C.F., art. 5º, II, e da legalidade tributária, C.F., art. 150, I. IV. Se o regulamento vai além do conteúdo da lei, a questão não é de inconstitucionalidade, mas de ilegalidade, matéria que não integra o contencioso constitucional. V. Recurso extraordinário não conhecido. (RE 343446, CARLOS VELLOSO, STF) “Contribuição para o custeio do Seguro de Acidente do Trabalho – SAT: Lei 7.787/1989, art. 3º, II; Lei 8.212/1991, art. 22, II: alegação no sentido de que são ofensivos ao art. 195, § 4º, c/c art. 154, I, da Constituição Federal: improcedência. Desnecessidade de observância da técnica da competência residual da União, CF, art. 154, I. Desnecessidade de lei complementar para a instituição da contribuição para o SAT.” (RE 343.446, Rel. Min. Carlos Velloso, julgamento em 203 2003, Plenário, DJ de 442003.) No mesmo sentido: AI 736.299AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, julgamento em 222 2011, Segunda Turma, DJE de 1132011; AI 809.496AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, julgamento em 2122010, Primeira Turma, DJE de 1º22011; AI 625.653AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa, julgamento em 30112010, Segunda Turma, DJE de Fl. 236DF CARF MF Impresso em 28/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/05/2014 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 16/05/2014 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 21/05/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 19515.720574/201278 Acórdão n.º 2803003.214 S2TE03 Fl. 237 8 1º22011; AI 744.295AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, julgamento em 27102009, Primeira Turma, DJE de 2711 2009; RE 567.544AgR, Rel. Min. Carlos Britto, julgamento em 28102008, Primeira Turma, DJE de 2722009; AI 592.269 AgR, Rel. Min. Celso de Mello, julgamento em 882006, Segunda Turma, DJ de 892006. Ementa: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO CONVERTIDOS EM AGRAVO REGIMENTAL. CONSTITUCIONAL E TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO DE 0,2% SOBRE A FOLHA DE SALÁRIOS DESTINADA AO INCRA. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO AO ARTIGO 149 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. 1. Os embargos de declaração opostos objetivando reforma da decisão do relator, com caráter infringente, devem ser convertidos em agravo regimental, que é o recurso cabível, por força do princípio da fungibilidade. Precedentes: Pet 4 .837ED, rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Tribunal Pleno, DJ 14.3.2011; Rcl 11.022ED, rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Tribunal Pleno, DJ 7.4.2011; AI 547.827ED, rel. Min. DIAS TOFFOLI, 1ª Turma, DJ 9.3.2011; RE 546.525 ED, rel. Min. ELLEN GRACIE, 2ª Turma, DJ 5.4.20 11). 2. A controvérsia referente à constitucionalidade da exigência de contribui ção social de 0,2% sobre a folha de salários das empresas urbanas destinada ao INCRA teve a sua repercussão geral rejeitada pelo Plenário desta Corte Suprema, uma vez que a matéria está restrita ao interesse das empresas urbanas eventualmente contribui ntes desta exação, não alcançando, portanto, a sociedade como um todo (RE 578.6 35AgR, Relator o Ministro Menezes Direito, DJ de 17.10.08). Precedentes: RE 63 4.074ED, Primeira Turma, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 26.05.2011; RE 598.180Ag R, Primeira Turma, Rel. Min. Marco Aurélio, DJe de 11.02.2011; AI 700.833AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Celso de Mello, DJe de 03.04.2009. 3. In casu, o acórdão originalmente recorrido assentou: EMBARGOS À EXECUÇÃO FISCAL. CONTRIBUIÇÃO PARA O INCRA, PARA O SEBRAE E PARA O SAT. MULTA. TAXA SELIC. MULTA MORATÓRIA. 1. A contribuição para o INCRA não foi extinta pelas LL 7.789/1989 e 8.212/1991, ambas reguladora do custeio previdenciário. 2. As contribuições ao SEBRAE devem ser suportadas por toda coletividade independentemente de qualquer identidade com o fomento a que objetiva a instituição beneficiada com o tributo. 3. A jurisprudência do STF reconhece a constitucionalidade da Contribuição Social do Seguro de Acidente do Trabalho – SAT. 4. Multa aplicada nos termos do art. 35 da L 8.212/1991, com a observância do disposto na letra “c” do inc. II do art. 106 do CTN, que admite retroatividade da lei tributária quando comine ao fato pretérito penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática. 5. A Taxa Selic não padece de mácula de ilegalidade ou inconstitucionalidade” 4. Agravo regimental a que se nega provimento. (AIED 849045, LUIZ FUX, STF) Fl. 237DF CARF MF Impresso em 28/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/05/2014 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 16/05/2014 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 21/05/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 19515.720574/201278 Acórdão n.º 2803003.214 S2TE03 Fl. 238 9 PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. SÚMULA 126/STJ. NÃO INCIDÊNCIA. SAT. PARÂMETROS ESTABELECIDOS POR DECRETO. LEGALIDADE. SÚMULA 83/STJ. 1. Afastase a aplicação da Súmula 126/STJ, no caso, ante a ausência de intimação da recorrente da decisão que não admitiu o recurso extraordinário. 2. Pacífico o entendimento em relação à legalidade da cobrança da contribuição ao SAT, no sentido de que o decreto que estabeleça o que venha a ser atividade preponderante da empresa e seus correspondentes graus de risco leve, médio ou grave não exorbita de seu poder regulamentar. Incidência da Súmula 83/STJ. Embargos de declaração acolhidos, sem efeitos modificativos.(EARESP 201001073930, HUMBERTO MARTINS, STJ SEGUNDA TURMA, DJE DATA:14/02/2011.) PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL. CONTRIBUIÇÕES DEVIDAS AO SEBRAE E AO SALÁRIOEDUCAÇÃO. ARGUMENTAÇÃO DE CUNHO EMINENTEMENTE CONSTITUCIONAL. COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. SAT LEGALIDADE DA REGULAMENTAÇÃO DOS GRAUS DE RISCO ATRAVÉS DE DECRETO. PRECEDENTES. TAXA SELIC. LEGALIDADE. PRECEDENTE REGIDO PELA SISTEMÁTICA DO ART. 543C, DO CPC. 1. Contribuições relativas ao SEBRAE e ao Salário Educação fundamentadas em argumentações constitucionais. Impossibilidade de usurpação da competência do Supremo Tribunal Federal. 2. A Primeira Seção desta Corte, em 22.10.2008, apreciando o REsp 977.058/RS em razão do art. 543C do CPC, introduzido pela Lei n. 11.672/08 Lei dos Recursos Repetitivos, à unanimidade, ratificou o entendimento já adotado por esta Corte no sentido de que a contribuição destinada ao INCRA não foi extinta pela Lei nº 7.787/89, nem pela Lei nº 8.212/91. Isso porque a referida contribuição possui natureza de CIDE contribuição de intervenção no domínio econômico destinandose ao custeio dos projetos de reforma agrária e suas atividades complementares, razão pela qual a legislação referente às contribuições para a Seguridade Social não alteraram a parcela destinada ao INCRA. 3. É pacífica a jurisprudência desta Corte, que reconhece a legitimidade de se estabelecer por decreto o grau de risco (leve, médio ou grave) para determinação da contribuição para o SAT, partindose da "atividade preponderante" da empresa. 4. Legalidade da aplicação da taxa Selic pela sistemática do art. 543C, do CPC, a qual incide sobre o crédito tributário a partir de 1º.1.1996 não podendo ser cumulada, porém, com qualquer outro índice, seja de juros ou atualização monetária tendo em vista que o art. 39, § 4º da Lei n. 9.250/95 preenche o requisito do § 1º do art. 161 do CTN. 5. Agravo regimental a que se nega provimento. (AGA 200900679587, MAURO CAMPBELL MARQUES, STJ SEGUNDA TURMA, DJE DATA:28/09/2010.) Fl. 238DF CARF MF Impresso em 28/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/05/2014 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 16/05/2014 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 21/05/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 19515.720574/201278 Acórdão n.º 2803003.214 S2TE03 Fl. 239 10 Assim sendo, o SAT/RAT/GIILRAT é exação regular e legalmente estabelecida sendo válida e devida. No que tange a multa de mora de setenta e cinco por cento necessário se faz esclarecer que esta só foi aplicada nas competências e estabelecimentos a seguir indicados. Estabelecimento Levantamento Competência Percentual Observação 00.808.967/000102 FP1 08/2008 75% ANTES MP 449 00.808.967/000102 FP1 09/2008 75% ANTES MP 449 00.808.967/000102 FP2 12/2008 75% APÓS MP 449 00.808.967/000102 FP2 13/2008 75% APÓS MP 449 Xxx xxx xxx xxx 00.808.967/000285 FP1 02/2008 75% ANTES MP 449 00.808.967/000285 FP2 12/2008 75% APÓS MP 449 00.808.967/000285 FP2 13/2008 75% APÓS MP 449 A multa de mora aplicada no patamar de vinte e quatro por cento respeitando, o que contido no artigo 35, da Lei 8.212/91 na redação dada pelas Lei 9.528/97 e 9.876/99 está de acordo com a legislação da época, atendendo a determinação do artigo 144, da Lei 5.172/66. Entretanto para as competências da tabela acima identificadas com a observação ANTES DA MP 449, estas devem ter a multa alterada conforme a seguir esclarecido. No tocante a multa de ofício de setenta e cinco por cento aplicada nas competências indicadas, esta não é adequada, uma vez que está foi introduzida pela MP 449/2008 e assim não pode ser aplicada para competências anteriores, ainda, que o lançamento se dê depois da edição da citada MP, em razão do artigo 144, da Lei 5.172/66. O presente crédito foi constituído, em 28/03/2012, nesta ocasião já estava em vigor a Lei 11.941/2009, oriunda da conversão da MP 449/2008, ou seja, vigorava a multa de ofício de 75%, artigo 35 A, da Lei 8.212/91, introduzido pelo diploma legal, anteriormente, citado. Porém, o presente crédito encerra contribuições do período de 02/2008 a 13/2008, Discriminativo de Débito DD, de fls. 06 e 07. Desta forma, para as competência anteriores a 12/2008, nos termos do artigo 144, caput, da Lei 5.172/66 a regra a ser aplicada e a do artigo 35, da Lei 8.212/91, na redação da Lei 9.876/99, ou seja, a multa sobre a contribuição exigida variaria de 24% a 100% a depender da fase do processo administrativo. Fl. 239DF CARF MF Impresso em 28/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/05/2014 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 16/05/2014 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 21/05/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 19515.720574/201278 Acórdão n.º 2803003.214 S2TE03 Fl. 240 11 Este deve ser o patamar de multa a ser aplicado, no período suscitado, salvo se a multa chegar a 80%, na fase de execução fiscal, ainda, que não citado o devedor, desde que não houvesse parcelamento, uma vez que nesta situação a multa do artigo 35 – A, da Lei 8.212/91 na redação da Lei 11.941/2009, passa a ser mais benéfica, hipótese que esta deve ser aplicada, nos termos do artigo 106, II, “c”, da Lei 5.172/66, tudo a depender da época do pagamento, parcelamento ou execução. No que tange a competência 12/2008 e 13/2008, a multa aplicado esta correto, pois é a do artigo 35A, da Lei 8.212/91, na redação da Lei 11.941/2009, uma vez que já se encontrava em vigor o novo patamar, isto é, setenta e cinco por cento. A multa do artigo 35, da Lei 8.212/91, na redação da Lei 11.941/2009 não tem aplicação ao presente caso, uma vez que o lançamento das contribuições constantes destes autos se deu de ofício, isto é, foram realizadas pelo fisco, o que atrai a aplicação do artigo 35 A, da Lei 8.212/91, na redação da Lei 11.941/2009, para 12/2008, em diante e o artigo 35, da Lei 8.212/91, na redação das Lei 9.528/95 e 9.876/99. No entanto, no que se refere à multa punitiva, a MP 449/2008 convertida na Lei 11.941/2009 determinou uma nova sistemática de cálculo da multa, ou seja, o novel instrumento jurídico, além de aglutinar as infrações mudou substancialmente à penalidade imposta, não podendo a meu ver ser aplicado ao entendimento exarado no Acórdão a quo. Assim, não se há que falar, mutatis mutandis em abolitio criminis. Mas sim em criação de novo preceito secundário da norma, isto é, criação de nova pena. O artigo 106, II, “c”, do CTN determina a aplicação retroativa de lei que comine penalidade menos severa, o que parece ser o caso, pois na redação anterior do artigo 32, parágrafos 4°, 5° , e 6°, da Lei 8.212/91 tínhamos as seguintes situações/autuações e as multa/penas. · parágrafo 4° NÃO APRESENTAÇÃO DE GFIP Multa variável equivalente a um multiplicador sobre o valor mínimo previsto no caput do art. 283 do RPS, em função do número de segurados da empresa, acrescido de 5% por mês calendário ou fração de atraso, a partir do mês seguinte àquele em que o documento deveria ser entregue. · parágrafo 5° APRESENTAÇÃO COM OMISSÃO EM FATOS GERADORES 100% do valor devido relativo à contribuição não declarada, respeitado o limite, do parágrafo 4°. · parágrafo 6° ERRO DE PREENCHIMENTO – INEXATAS – OMISSAS – INCOMPLETAS 5% do valor mínimo previsto no caput do art. 283 do RPS por campo omisso, incompleto ou incorreto, respeitado o limite máximo por competência. O novo texto legal, artigo 32A, da Lei 8.212/91, introduzido pela Lei 11.941/2009 trouxe novas multas que aparentam ser bem mais brandas, embora estabeleça valores mínimos para estas novas multas. Fl. 240DF CARF MF Impresso em 28/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/05/2014 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 16/05/2014 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 21/05/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 19515.720574/201278 Acórdão n.º 2803003.214 S2TE03 Fl. 241 12 · NÃO APRESENTAÇÃO OU APRESENTAÇÃO FORA DE PRAZO – 2% ao mês ou fração do montante das contribuições informadas até 20%. · APRESENTAÇÃO COM INCORREÇÕES OU OMISSÕES – R$ 20,00 por cada grupo de 10 informações incorretas ou omitidas No presente auto temos que comparar a situação dois, o artigo 32, § 5°, da Lei 8.212/91 com a situação dois do novo artigo 32 A, acrescentando pela lei 11.941/2009, a fim de estabelecermos a correspondência entre a infração antiga e a infração nova. Após apurada tal correspondência e que podemos e devemos verificar o patamar das multas a serem consideradas, apurandose, assim, a mais benéfica entre a velha e a nova multa. A metodologia estabelecida pelo artigo 3°, da Portaria Conjunta PGFN/RFB Nº 14/2009, não é consentânea com o que determina a lei em sua nova redação, pois determina para a apuração da multa benéfica a soma da multa moratória do antigo artigo 35, da Lei 8.212/91 aplicado na notificação fiscal (obrigação principal) a multa punitiva do antigo artigo 32 parágrafos 4°e 5°, da Lei 8.212/91 para após comparálos com o novo artigo 35A, da Lei 8.212/91, ou seja, multa de ofício. Assim esta sistemática manda juntar multas distintas e comparar com multa que não existia na época da lavratura deste auto de infração, o que não pode ser aceito, devendo ser afastada a aplicação da citada PT 14/2009, pois compara multas distintas e aplica retroativamente multa nova, o que não se coaduna com nosso ordenamento jurídico. Desta forma, determino a aplicação da nova multa prevista no artigo 32A, inciso I, da Lei 8.212/91, na redação da Lei 11.941/2009, caso mais benéfica ao contribuinte. A utilização da taxa SELIC é absolutamente admitida e normal na esfera tributária. O artigo 34, da Lei 8.212/91, assim o determinava, bem como é admitida pela Súmula 4 do CARF e pelos nossos tribunais superiores – STJ e STF. Aliás, o próprio CARF tem Súmula sobre o assunto. Súmula CARF nº 4: A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais. O STJ assim se posiciona, sendo inclusive compatível com o artigo 161, § 1º da Lei 5.172/66 para este tribunal superior. PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL. AFERIÇÃO DA NECESSIDADE DE PRODUÇÃO DE PROVA PERICIAL. ANÁLISE DOS REQUISITOS FORMAIS DA CDA. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA N. 7/STJ. PAGAMENTO NÃO EFETUADO. NÃO OCORRÊNCIA DE DENÚNCIA ESPONTÂNEA. TAXA SELIC. LEGALIDADE. PRECEDENTE REGIDO PELA SISTEMÁTICA DO ART. 543C, DO CPC. 1. "Avaliar a necessidade da produção de prova pericial atrai o óbice contido na Súmula Fl. 241DF CARF MF Impresso em 28/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/05/2014 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 16/05/2014 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 21/05/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 19515.720574/201278 Acórdão n.º 2803003.214 S2TE03 Fl. 242 13 7/STJ, haja vista tal providência demandar o revolvimento do substrato fáticoprobatório permeado nos autos" (AgRg no Ag 989.493/SP, Rel. Min. José Delgado, Primeira Turma, DJ 23/06/2008). 2. A investigação acerca do preenchimento dos requisitos formais da CDA que aparelha a execução fiscal demanda, necessariamente, a revisão do substrato fático probatório contido nos autos, providência que não se coaduna com a via eleita, conforme vedação expressa da Súmula 7/STJ. 3. É inaplicável o benefício do art. 138 do CTN ao tributo confessado e nãopago pelo contribuinte. 4. A Primeira Seção desta Corte, quando do julgamento do REsp. n. 1.111.175/SP, de relatoria da Ministra Denise Arruda, pacificou entendimento, pela sistemática do art. 543C, do CPC, no sentido da legalidade da Taxa Selic, a qual incide sobre o crédito tributário a partir de 1º.1.1996 não podendo ser cumulada, porém, com qualquer outro índice, seja de juros ou atualização monetária tendo em vista que o art. 39, § 4º da Lei n. 9.250/95 preenche o requisito do § 1º do art. 161 do CTN. 5. O presente agravante regimental tratou, também, de questões diversas daquelas pacificadas em sede de recurso repetitivo, pelo que deixo de aplicar a multa prevista no § 2º do art. 557 do CPC. 6. Agravo regimental não provido.(AGA 200900895519, MAURO CAMPBELL MARQUES, STJ SEGUNDA TURMA, 28/09/2010) (grifo meu). A SELIC em recente julgamento do STF no sistema da Repercussão Geral Tema nº 214, no RE 212.209, em 08/06/2011, foi considerada cabível e compatível com a seara tributária, conforme sua página de notícias, assim pensa, também, o STJ, observese os textos. O Plenário do Supremo Tribunal Federal (SFT) ratificou, ontem, quartafeira (18), por maioria de votos, jurisprudência firmada em 1999, no julgamento do Recurso Extraordinário (RE) 212209, no sentido de que é constitucional a inclusão do valor do Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestação de Serviços de Transporte Interestadual, Intermunicipal e de Comunicação (ICMS) na sua própria base de cálculo. A decisão foi tomada no julgamento do Recurso Extraordinário (RE) 582461, interposto pela empresa Jaguary Engenharia, Mineração e Comércio Ltda .contra decisão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJSP), que entendeu que a inclusão do valor do ICMS na própria base de cálculo do tributo – também denominado “cálculo por dentro” – não configura dupla tributação nem afronta o princípio constitucional da não cumulatividade. No caso específico, a empresa contestava a aplicação, pelo governo de São Paulo, do disposto no artigo 33 da Lei paulista nº 6.374/89, segundo o qual o montante do ICMS integra sua própria base de cálculo. Súmula Em 23 de setembro de 2009, o Plenário do STF reconheceu repercussão geral à matéria suscitada no RE. Após a Fl. 242DF CARF MF Impresso em 28/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/05/2014 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 16/05/2014 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 21/05/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 19515.720574/201278 Acórdão n.º 2803003.214 S2TE03 Fl. 243 14 decisão do RE, o presidente da Corte, ministro Cezar Peluso, propôs que fosse editada uma súmula vinculante para orientar as demais cortes nas futuras decisões de matéria análoga. Assim, uma comissão da Corte vai elaborar o texto da súmula para ser posteriormente submetido ao Plenário. O caso A decisão da Justiça paulista afastou a alegação da empresa de que o artigo 13, parágrafo 1º, da Lei Complementar (LC) nº 87/96 (que prevê a inclusão do valor do ICMS na sua própria base de cálculo), bem como o artigo 33 da lei paulista nº 6.374/89, no mesmo sentido, conflitariam com a Constituição Federal (CF) no que diz caber a lei complementar definir os fatos geradores, bases de cálculo e contribuintes dos impostos. Considerou legítima, ainda, a aplicação da taxa Selic e da multa de 20% sobre o valor do imposto corrigido. (grifos meus). Esta casa de justiça vem assim decidindo. EMBARGOS DECLARATÓRIOS – ESCLARECIMENTOS. Em se tratando de situação concreta a reclamar esclarecimentos, impõese prover os declaratórios sem o empréstimo de eficácia modificativa. TAXA SELIC – DÉBITO TRIBUTÁRIO. O Tribunal, na sessão plenária de 18 de maio de 2011, apreciando o Recurso Extraordinário nº 582.461/SP, assentou a legalidade da aplicação da taxa Selic para fins tributários. (AI 760894 AgRED, Relator(a): Min. MARCO AURÉLIO, Primeira Turma, julgado em 03/04/2012, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe084 DIVULG 30042012 PUBLIC 02052012 RET v. 15, n. 85, 2012, p. 139141) (realce meu) Assim com esses esclarecimentos rejeito todas as alegações de mérito, suscitadas pela recorrente, salvo quanto a aplicação da retroatividade benigna da multa moratória do artigo 35, da Lei 8.212/91 na redação velha, relativamente as competências 08/2008 e 09/2008, levantamento FP1, para o estabelecimento CNPJ 00.808.967/000102 e para a competência 02/2008, levantamento FP1, para o estabelecimento CNPJ 00.808.967/000285. Fl. 243DF CARF MF Impresso em 28/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/05/2014 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 16/05/2014 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 21/05/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 19515.720574/201278 Acórdão n.º 2803003.214 S2TE03 Fl. 244 15 CONCLUSÃO: Pelo exposto voto por conhecer do recurso, para no mérito darlhe provimento parcial para determinar: I a aplicação da multa moratória do artigo 35, da Lei 8.212/91 na redação velha, relativamente as competências 08/2008 e 09/2008, levantamento FP1, para o estabelecimento CNPJ 00.808.967/000102 e para a competência 02/2008, levantamento FP1, para o estabelecimento CNPJ 00.808.967/000285, limitando essa ao patamar de setenta e cinco por cento do artigo 35A, da Lei 8.212/91 na redação da Lei 11.941/2009, caso atingido esse patamar tudo a depender da época do pagamento, parcelamento ou execução; II aplicação da nova multa prevista no artigo 32A, inciso I, da Lei 8.212/91, na redação da Lei 11.941/2009, caso mais benéfica ao contribuinte a ser verificado à época do pagamento, parcelamento ou execução, em relação ao DEBCAD 37.223.5832. (Assinado digitalmente). Eduardo de Oliveira. Fl. 244DF CARF MF Impresso em 28/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/05/2014 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 16/05/2014 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 21/05/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA
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Numero do processo: 10768.901834/2006-10
Turma: Segunda Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Jul 23 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Wed Aug 13 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Ano-calendário: 1999
COMPENSAÇÃO REALIZADA PELO SUJEITO PASSIVO. INCIDÊNCIA DE ACRÉSCIMOS MORATÓRIOS SOBRE O CRÉDITO TRIBUTÁRIO JÁ VENCIDO NO MOMENTO DA PROTOCOLIZAÇÃO DA DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. POSSIBILIDADE.
Vencido o crédito tributário incidem sobre o mesmo os juros de mora e a multa de mora, que passam a integrar o crédito em favor da Fazenda Pública. Na compensação efetuada pelo sujeito passivo o débito será, pois, considerado na situação em que é apresentada a declaração de compensação, ou seja, sujeito à incidência de multa e de juros moratórios se já vencido naquele momento.
DENÚNCIA ESPONTÂNEA. DÉBITO NÃO QUITADO. NÃO CARACTERIZAÇÃO.
Um dos pressupostos essenciais à denúncia espontânea é a quitação do débito, sem a qual não há como caracterizar o instituto em evidência.
COMPENSAÇÃO. LIQUIDEZ E CERTEZA NÃO DEMONSTRADAS. IMPOSSIBILIDADE DE EXTINÇÃO DOS DÉBITOS PARA COM A FAZENDA PÚBLICA.
A compensação, hipótese expressa de extinção do crédito tributário (art. 156 do CTN), só poderá ser autorizada se os créditos do contribuinte em relação à Fazenda Pública, vencidos ou vincendos, se revestirem dos atributos de liquidez e certeza, a teor do disposto no caput do artigo 170 do CTN.
A não comprovação da certeza e da liquidez do crédito alegado impossibilita a extinção do débito para com a Fazenda Pública mediante compensação.
Recurso a que se nega provimento.
Numero da decisão: 3802-003.348
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e do voto que integram o presente julgado.
(assinado digitalmente)
Mércia Helena Trajano Damorim - Presidente.
(assinado digitalmente)
Francisco José Barroso Rios - Relator.
Participaram da presente sessão de julgamento os conselheiros Bruno Maurício Macedo Curi, Cláudio Augusto Gonçalves Pereira, Francisco José Barroso Rios, Mércia Helena Trajano Damorim, Solon Sehn e Waldir Navarro Bezerra.
Nome do relator: FRANCISCO JOSE BARROSO RIOS
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Recorrida Fazenda Nacional ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Anocalendário: 1999 COMPENSAÇÃO REALIZADA PELO SUJEITO PASSIVO. INCIDÊNCIA DE ACRÉSCIMOS MORATÓRIOS SOBRE O CRÉDITO TRIBUTÁRIO JÁ VENCIDO NO MOMENTO DA PROTOCOLIZAÇÃO DA DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. POSSIBILIDADE. Vencido o crédito tributário incidem sobre o mesmo os juros de mora e a multa de mora, que passam a integrar o crédito em favor da Fazenda Pública. Na compensação efetuada pelo sujeito passivo o débito será, pois, considerado na situação em que é apresentada a declaração de compensação, ou seja, sujeito à incidência de multa e de juros moratórios se já vencido naquele momento. DENÚNCIA ESPONTÂNEA. DÉBITO NÃO QUITADO. NÃO CARACTERIZAÇÃO. Um dos pressupostos essenciais à denúncia espontânea é a quitação do débito, sem a qual não há como caracterizar o instituto em evidência. COMPENSAÇÃO. LIQUIDEZ E CERTEZA NÃO DEMONSTRADAS. IMPOSSIBILIDADE DE EXTINÇÃO DOS DÉBITOS PARA COM A FAZENDA PÚBLICA. A compensação, hipótese expressa de extinção do crédito tributário (art. 156 do CTN), só poderá ser autorizada se os créditos do contribuinte em relação à Fazenda Pública, vencidos ou vincendos, se revestirem dos atributos de liquidez e certeza, a teor do disposto no caput do artigo 170 do CTN. A não comprovação da certeza e da liquidez do crédito alegado impossibilita a extinção do débito para com a Fazenda Pública mediante compensação. Recurso a que se nega provimento. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 76 8. 90 18 34 /2 00 6- 10 Fl. 126DF CARF MF Impresso em 13/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/08/2014 por FRANCISCO JOSE BARROSO RIOS, Assinado digitalmente em 12/ 08/2014 por FRANCISCO JOSE BARROSO RIOS, Assinado digitalmente em 12/08/2014 por MERCIA HELENA TRAJA NO DAMORIM 2 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e do voto que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Mércia Helena Trajano Damorim Presidente. (assinado digitalmente) Francisco José Barroso Rios Relator. Participaram da presente sessão de julgamento os conselheiros Bruno Maurício Macedo Curi, Cláudio Augusto Gonçalves Pereira, Francisco José Barroso Rios, Mércia Helena Trajano Damorim, Solon Sehn e Waldir Navarro Bezerra. Relatório Tratase de recurso voluntário interposto contra decisão da 6a Turma da DRJ São Paulo I (fls. 87/92 do processo eletrônico), que, por unanimidade de votos, julgou improcedente a manifestação de inconformidade formalizada contra o não reconhecimento do direito creditório pleiteado mediante declaração de compensação, em acórdão assim ementado: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Anocalendário: 1999 DIREITO CREDITÓRIO. NECESSIDADE DE PROVA Incumbe ao sujeito passivo, na forma da legislação em vigor, demonstrar por meio de documentação contábil idônea a existência do direito creditório informado em declaração de compensação. COMPENSAÇÃO NÃO HOMOLOGADA Não havendo provas da existência do crédito utilizado, devese negar homologação à compensação declarada. DARF DE FILIAL. IMPOSSIBILIDADE DE APROVEITAMENTO Não podem ser aproveitados em compensação com débitos da matriz os DARF recolhidos no CNPJ da filial, quando se referem a débitos desta última e a eles se acham alocados. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Conforme relatado, o contribuinte formalizou declaração de compensação que, todavia, não foi homologada em virtude de o pagamento apontado como origem do crédito já haver sido integralmente utilizado para fins de quitação de débitos da interessada. Inconformado, o sujeito passivo apresentou manifestação de inconformidade onde alegou, em síntese: a) que a interposição do recurso em apreço suspende a exigibilidade do crédito tributário a que alude o despacho decisório, consoante dispõe o art. 151, inciso III, do CTN; Fl. 127DF CARF MF Impresso em 13/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/08/2014 por FRANCISCO JOSE BARROSO RIOS, Assinado digitalmente em 12/ 08/2014 por FRANCISCO JOSE BARROSO RIOS, Assinado digitalmente em 12/08/2014 por MERCIA HELENA TRAJA NO DAMORIM Processo nº 10768.901834/200610 Acórdão n.º 3802003.348 S3TE02 Fl. 127 3 b) que embora tenha recolhido com o CNPJ da filial o DARF que gerou o crédito utilizado no PER/DCOMP, informouo nessa declaração com o CNPJ da matriz porque o sistema de compensação não permitia preencher manualmente o campo reservado ao número do CNPJ, indicando de forma automática o CNPJ da matriz; c) que não lhe foi permitido nem retificar o DARF (pelo fato de a operação ter mais de 5 anos) nem o PER/DCOMP (por já ter sido objeto de decisão administrativa); d) que não protocolou o PER/DCOMP na data de vencimento do tributo porque ainda não haviam sido disponibilizados o programa e as respectivas instruções de preenchimento, o que só viria a ocorrer mais tarde, com a edição da IN SRF n° 320, de 11/04/2003; e) além disso, não havia à época determinação legal para enviar o PER/DCOMP na referida data de vencimento, o que, em face dos princípios da proporcionalidade e da moralidade, aos quais se subordina a Administração Pública, afasta a possibilidade de exigir da empresa multa e juros; f) em suma, não tendo havido nenhuma lesão aos cofres federais, a eventual exigência de multa e juros de mora por mero erro formal acarretaria o enriquecimento ilícito da Fazenda Pública; g) a revelarse insuficiente a argumentação acima, resta assinalar que houve extinção do crédito tributário via compensação sem nenhum conhecimento ou ação do Fisco Federal, o que configura denúncia espontânea, situação que, nos termos do artigo 138 do CTN, exime a requerente da multa moratória, consoante atestam a jurisprudência e a doutrina referenciadas. A decisão de primeira instância, como já mencionado, indeferiu a manifestação de inconformidade, em síntese, com base na inexistência, nos autos, de qualquer documentação capaz de atestar a liquidez e a certeza do crédito tributário alegado. A ciência da decisão que manteve a exigência formalizada contra a recorrente ocorreu em 05/07/2011 (fls. 124). Inconformada, a mesma apresentou, em 04/08/2011, o recurso voluntário de fls. 94/114, onde reitera os argumentos aduzidos na primeira instância, requerendo, ao final, seja dado provimento ao seu recurso com a conseqüente homologação da compensação vislumbrada, bem como a exclusão de qualquer incidência tributária adicional decorrente da compensação realizada. É o relatório. Voto O recurso merece ser conhecido por preencher os requisitos formais e materiais exigidos para sua aceitação. Fl. 128DF CARF MF Impresso em 13/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/08/2014 por FRANCISCO JOSE BARROSO RIOS, Assinado digitalmente em 12/ 08/2014 por FRANCISCO JOSE BARROSO RIOS, Assinado digitalmente em 12/08/2014 por MERCIA HELENA TRAJA NO DAMORIM 4 Conforme relatado, vêse que a contenda envolve aduzido direito creditório com base no qual o sujeito passivo formalizou declaração de compensação que, todavia, não foi homologada em virtude de o pagamento apontado como origem do crédito já haver sido integralmente utilizado para fins de quitação de débitos da interessada. Nos autos não está comprovada, minimamente, a existência do crédito reclamado. Conforme consignado na decisão de primeira instância, a recorrente não apresentou nenhuma documentação necessária à comprovação do reclamado direito, situação que se repete na presente instância recursal. A compensação, como uma das formas de extinção do crédito tributário (art. 156 do CTN), só poderá ser autorizada se os créditos do contribuinte em relação à Fazenda Pública, vencidos ou vincendos, se revestirem dos atributos de liquidez e certeza, a teor do disposto no caput do artigo 170 do CTN. Assim, a certeza e a liquidez do direito creditório alegado deverá ser cabalmente demonstrada pela interessada na extinção do crédito tributário mediante compensação. Para tanto, não é suficiente a simples apresentação de DCTF retificadora, a menos que a mesma esteja lastreada por documentação idônea comprobatória do erro, o que não foi minimamente observado nos autos. A não comprovação da certeza e da liquidez dos reclamados créditos não poderia redundar na extinção do débito para com a Fazenda Pública mediante compensação. Com relação à pleiteada suspensão do crédito tributário objeto deste processo, ressaltese que tal está previsto no § 11 do artigo 74 da Lei nº 9.430/96, segundo o qual “a manifestação de inconformidade e o recurso de que tratam os §§ 9º e 10 obedecerão ao rito processual do Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972, e enquadramse no disposto no inciso III do art. 151 da Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966 – Código Tributário Nacional, relativamente ao débito objeto da compensação”. Por sua vez, o inciso III do artigo 151 do CTN estabelece que suspendem a exigibilidade do crédito tributário, dentre outros, “as reclamações e os recursos, nos termos das leis reguladoras do processo tributário administrativo”. Consequentemente, muito embora, uma vez inadmitida a compensação pleiteada pela recorrente, seja legítima a cobrança dos créditos tributários que esta intentava extinguir por compensação, a exigência permanece suspensa até o fim da presente demanda administrativa, por força do inciso III do artigo 151 do Código Tributário Nacional. No que diz respeito às alegações formalizadas pela interessada sobre a vigência das instruções normativas que tratavam da matéria e inerente aos acréscimos legais sobre os débitos em aberto, apresento, abaixo, as razões pelas quais entendo que também no que diz respeito aos aludidos argumentos não merecem ser acolhidas as alegações do sujeito passivo. Com a edição da Medida Provisória nº 66, de 29/08/2002 (publicada no DOU de 30/08/2002), posteriormente convertida na Lei nº 10.637, de 31/12/2002, o artigo 74 da Lei nº 9.430, de 30/12/2002, ganhou nova redação segundo a qual as formas de compensação anteriormente existentes foram substituídas pela autocompensação declarada, efetuada mediante a entrega de Declaração de Compensação – DCOMP, onde deverão constar as informações sobre os créditos utilizados e os respectivo débitos compensados, com efeito extintivo do crédito tributário, sob condição resolutória de sua ulterior homologação. Fl. 129DF CARF MF Impresso em 13/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/08/2014 por FRANCISCO JOSE BARROSO RIOS, Assinado digitalmente em 12/ 08/2014 por FRANCISCO JOSE BARROSO RIOS, Assinado digitalmente em 12/08/2014 por MERCIA HELENA TRAJA NO DAMORIM Processo nº 10768.901834/200610 Acórdão n.º 3802003.348 S3TE02 Fl. 128 5 Essa nova forma de compensação passou a viger a partir de 1º/10/2002, conforme disposto no artigo 63, inciso I, da Medida Provisória nº 66/2002. A fim de disciplinar a nova sistemática inaugurada pela aludida Medida Provisória, a Secretaria da Receita Federal editou a Instrução Normativa nº 210, de 30/09/2002 (DOU de 1º/10/2002), a qual, em relação às datas a serem consideradas na compensação, estabeleceu o seguinte no que é relevante para a presente contenda: Art. 28. A compensação deverá ser efetuada considerandose as seguintes datas: I do pagamento indevido ou a maior que o devido, no caso de restituição, ressalvadas as hipóteses seguintes; II do ingresso do pedido de ressarcimento, quando destinado à compensação com débito vencido; III do vencimento do débito, quando o pedido de ressarcimento houver ocorrido antes dessa data; [...] (grifo nosso) A redação do aludido artigo 28 da IN SRF nº 210/2002 foi alterada posteriormente pela IN SRF nº 323, de 24/04/2003, vigente a partir de 28/05/2003. Segundo a nova redação, “na compensação efetuada pelo sujeito passivo, os créditos serão acrescidos de juros compensatórios [...] e os débitos sofrerão a incidência de acréscimos moratórios, na forma da legislação de regência, até a data da entrega da Declaração de Compensação”. Esta determinação ainda continua em vigor, nos termos do art. 431 da Instrução Normativa RFB nº 1.300, de 20/11/2012. Portanto, para fins de quitação de débito tributário em aberto sem a incidência dos encargos legais (juros de mora e multa de mora), a declaração de compensação deve ser apresentada até a data do vencimento do referido débito. Com efeito, vencido o débito e não quitado o mesmo incidem os correspondentes encargos previstos na lei. A partir de então o crédito tributário passa a ser constituído pelo principal acrescido de juros de mora e de multa de mora, não tendo a declaração de compensação apresentada posteriormente o caráter de desconstituir parcialmente aludido crédito pela exclusão dos encargos. Ademais, merece ser ressaltado que não existia nenhuma impossibilidade normativa ou técnica que viesse impedir a suplicante de apresentar o pedido de compensação. De fato, conforme ressaltado pela instância recorrida, muito embora e IN SRF nº 320/2003, que introduziu o procedimento eletrônico de declaração – versão 1.0 do PER/DCOMP – só tenha entrado em vigor em 14/05/2003, isso não justifica a inação do sujeito 1 Art. 43 . Na compensação efetuada pelo sujeito passivo, os créditos serão valorados na forma prevista nos arts. 83 e 84 e os débitos sofrerão a incidência de acréscimos legais, na forma da legislação de regência, até a data de entrega da Declaração de Compensação. § 1º A compensação total ou parcial de tributo administrado pela RFB será acompanhada da compensação, na mesma proporção, dos correspondentes acréscimos legais. § 2º Havendo acréscimo de juros sobre o crédito, a compensação será efetuada com a utilização do crédito e dos juros compensatórios na mesma proporção. § 3º Aplicamse à compensação da multa de ofício as reduções de que trata o art. 6º da Lei nº 8.218, de 29 de agosto de 1991, salvo os casos excepcionados em legislação específica. Fl. 130DF CARF MF Impresso em 13/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/08/2014 por FRANCISCO JOSE BARROSO RIOS, Assinado digitalmente em 12/ 08/2014 por FRANCISCO JOSE BARROSO RIOS, Assinado digitalmente em 12/08/2014 por MERCIA HELENA TRAJA NO DAMORIM 6 passivo, já que a matéria era regulada completamente pela IN SRF nº 210/2002, que previa a entrega da declaração em formulário de papel. Também comungo com as razões de decidir da instância a quo em relação aos pedidos de retificação de DARF e de PER/DCOMP, que devem ser dirigidos à unidade jurisdicionante do sujeito passivo, sendo digno de nota o fato de o recolhimento indicado no PER/DCOMP (DARF de filial) já ter sido alocado, não estando, pois, disponível para compensação. Por fim, no que concerne à reclamada caracterização de denúncia espontânea, tal argumentação não pode ser acatada principalmente pelo fato de inexistir pressuposto essencial para a caracterização do instituto em tela, qual seja, o pagamento do tributo, como se depreende do disposto no artigo 138 do CTN, abaixo transcrito: Art. 138. A responsabilidade é excluída pela denúncia espontânea da infração, acompanhada, se for o caso, do pagamento do tributo devido e dos juros de mora, ou do depósito da importância arbitrada pela autoridade administrativa, quando o montante do tributo dependa de apuração. Parágrafo único. Não se considera espontânea a denúncia apresentada após o início de qualquer procedimento administrativo ou medida de fiscalização, relacionados com a infração. (grifo nosso) Diante do não pagamento do tributo ou de sua quitação via compensação legítima, desnecessário tecer maiores comentários à respeito do assunto. Da conclusão Por todo o exposto, voto para negar provimento ao recurso voluntário interposto pelo sujeito passivo. (assinado digitalmente) Francisco José Barroso Rios Relator Fl. 131DF CARF MF Impresso em 13/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/08/2014 por FRANCISCO JOSE BARROSO RIOS, Assinado digitalmente em 12/ 08/2014 por FRANCISCO JOSE BARROSO RIOS, Assinado digitalmente em 12/08/2014 por MERCIA HELENA TRAJA NO DAMORIM
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