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Numero do processo: 10980.726419/2011-13
Turma: Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue May 13 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Thu May 29 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Exercício: 2007, 2008, 2009 CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA - NULIDADE DO PROCESSO FISCAL Se foi concedida, durante a fase de defesa, ampla oportunidade de apresentar documentos e esclarecimentos, bem como se o sujeito passivo revela conhecer plenamente as acusações que lhe foram imputadas, rebatendo-as, uma a uma, de forma meticulosa, mediante extensa e substanciosa defesa, abrangendo não só outras questões preliminares como também razões de mérito, descabe a proposição de cerceamento do direito de defesa. QUEBRA DE SIGILO BANCÁRIO. PREVISÃO NA LEI COMPLEMENTARNº105/2001. A Lei Complementar nº 105/2001 permite a quebra do sigilo por parte das autoridades e dos agentes fiscais tributários da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, quando houver processo administrativo instaurado ou procedimento fiscal em curso e tais exames sejam considerados indispensáveis pela autoridade administrativa competente. OMISSÃO DE PROVENTOS DE QUALQUER NATUREZA RECEBIDOS DE PESSOAS JURÍDICAS E/OU FÍSICAS - DESCARACTERIZAÇÃO DE CONTRATOS DE MÚTUOS Inclui-se como rendimentos tributáveis, proveniente do trabalho sem vínculo empregatício, os valores recebidos de pessoas jurídicas e/ou pessoas físicas, não declarados espontaneamente pelo contribuinte, e detectados de ofício pela autoridade lançadora cuja origem não for justificada, através da apresentação de documentação hábil e idônea, se tratarem de rendimentos já tributados, isentos, ou não tributáveis. Assim, são tributáveis como rendimentos auferidos os valores recebidos de pessoa jurídica cuja natureza de mútuo foi descaracteriza pela falta de comprovação, através da apresentação de documentação hábil e idônea. OMISSÃO DE RENDIMENTOS - DEPÓSITOS BANCÁRIOS DE ORIGEM NÃO COMPROVADA - ARTIGO 42, DA LEI Nº. 9.430, de 1996 Caracteriza omissão de rendimentos a existência de valores creditados em conta de depósito ou de investimento mantida junto a instituição financeira, em relação aos quais o titular, pessoa física ou jurídica, regularmente intimado, não comprove, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações. LUCROS DISTRIBUÍDOS. DISTRIBUIÇÃO EXCEDENTE AO LUCRO PRESUMIDO.ISENÇÃO.CONDIÇÕES. Somente pode ser distribuído, com isenção do imposto de renda, valor maior que o lucro presumido do período quando se comprovar que o lucro contábil excedeu o presumido, mediante levantamento dos demonstrativos contábeis com observância da legislaçãocomercial. MULTA QUALIFICADA - DEPÓSITOS BANCÁRIOS A simples apuração de omissão de receita ou de rendimentos, por si só, não autoriza a qualificação da multa de ofício, sendo necessária a comprovação do evidente intuito de fraude do sujeito passivo. (Súmula CARF nº 14). Recurso voluntário provido em parte
Numero da decisão: 2202-002.650
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, QUANTO A PRELIMINAR DE PROVA ILÍCITA POR QUEBRA DE SIGILO BANCÁRIO: Pelo voto de qualidade, rejeitar a preliminar. Vencidos os Conselheiros Rafael Pandolfo, Fábio Brun Goldschmidt e Pedro Anan Junior que acolhiam a preliminar. QUANTO A PRELIMINAR DE NULIDADE: Por unanimidade de votos, rejeitar a preliminar. NO MÉRITO - QUANTO AO ITEM 1 DO AUTO DE INFRAÇÃO: Por maioria de votos, dar provimento parcial ao recurso para excluir da omissão apurada o valor de R$ 378.718,59 e R$ 785.747,73, relativos aos anos calendários 2007 e 2008, respectivamente, bem como desqualificar a multa de ofício, reduzindo-a do percentual de 150% para 75%. Vencido o Conselheiro Márcio de Lacerda Martins que provia em menor extensão, mantendo a qualificação da multa de ofício. QUANTO AO ITEM 2 DO AUTO DE INFRAÇÃO: Pelo voto de qualidade, negar provimento ao recurso. Vencidos os Conselheiros Pedro Anan Junior, Rafael Pandolfo e Fábio Brun Goldschmidt que proviam nesta parte. QUANTO AO ITEM 3 DO AUTO DO INFRAÇÃO: Pelo voto de qualidade, negar provimento ao recurso. Vencidos os Conselheiros Pedro Anan Junior, Rafael Pandolfo e Fábio Brun Goldschmidt que proviam parcialmente o recurso para excluir das omissões apuradas o valor de R$ 22.600.772,06 e R$ 12.000.000,00, relativos aos anos calendários 2006 e 2008, respectivamente. QUANTO AO JUROS SOBRE A MULTA DE OFÍCIO: Pelo voto de qualidade, negar provimento ao recurso. Vencidos os Conselheiros Pedro Anan Junior, Rafael Pandolfo e Fábio Brun Goldschmidt que proviam nesta parte.Fez sustentação oral pelo contribuinte o Dr. Frederico Min Stern, OAB/PA 394.404. (Assinado digitalmente) Antonio Lopo Martinez – Presidente em Exercício e Relator Composição do colegiado: Participaram do presente julgamento os Conselheiros Dayse Fernandes Leite (Substituta Convocada), Rafael Pandolfo, Marcio de Lacerda Martins (Suplente Convocado), Fabio Brun Goldschmidt, Pedro Anan Júnior.
Nome do relator: ANTONIO LOPO MARTINEZ

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2202­002.650  –  2ª Câmara / 2ª Turma Ordinária   Sessão de  13 de maio de 2014  Matéria  IRPF  Recorrente  BRUNO LACOMBE MIRAGLIA  Recorrida  FAZENDA NACIONAL    ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA ­ IRPF  Exercício: 2007, 2008, 2009  CERCEAMENTO  DO  DIREITO  DE  DEFESA  ­  NULIDADE  DO  PROCESSO FISCAL   Se foi concedida, durante a fase de defesa, ampla oportunidade de apresentar  documentos  e  esclarecimentos,  bem  como  se  o  sujeito  passivo  revela  conhecer  plenamente  as  acusações  que  lhe  foram  imputadas,  rebatendo­as,  uma  a  uma,  de  forma meticulosa,  mediante  extensa  e  substanciosa  defesa,  abrangendo  não  só  outras  questões  preliminares  como  também  razões  de  mérito, descabe a proposição de cerceamento do direito de defesa.   QUEBRA  DE  SIGILO  BANCÁRIO.  PREVISÃO  NA  LEI  COMPLEMENTARNº105/2001.  A Lei Complementar nº 105/2001 permite  a quebra do  sigilo por parte das  autoridades  e  dos  agentes  fiscais  tributários  da  União,  dos  Estados,  do  Distrito  Federal  e  dos  Municípios,  quando  houver  processo  administrativo  instaurado ou procedimento fiscal em curso e tais exames sejam considerados  indispensáveis pela autoridade administrativa competente.  OMISSÃO DE PROVENTOS DE QUALQUER NATUREZA RECEBIDOS  DE  PESSOAS  JURÍDICAS  E/OU  FÍSICAS  ­  DESCARACTERIZAÇÃO  DE CONTRATOS DE MÚTUOS   Inclui­se como rendimentos tributáveis, proveniente do trabalho sem vínculo  empregatício, os valores recebidos de pessoas jurídicas e/ou pessoas físicas,  não  declarados  espontaneamente  pelo  contribuinte,  e  detectados  de  ofício  pela  autoridade  lançadora  cuja  origem  não  for  justificada,  através  da  apresentação de documentação hábil e idônea, se tratarem de rendimentos já  tributados,  isentos,  ou  não  tributáveis.  Assim,  são  tributáveis  como  rendimentos auferidos os valores  recebidos de pessoa  jurídica cuja natureza  de  mútuo  foi  descaracteriza  pela  falta  de  comprovação,  através  da  apresentação de documentação hábil e idônea.     AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 98 0. 72 64 19 /2 01 1- 13 Fl. 1880DF CARF MF Impresso em 29/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/05/2014 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 27/05/201 4 por ANTONIO LOPO MARTINEZ     2 OMISSÃO  DE  RENDIMENTOS  ­  DEPÓSITOS  BANCÁRIOS  DE  ORIGEM NÃO COMPROVADA ­ ARTIGO 42, DA LEI Nº. 9.430, de 1996  Caracteriza  omissão  de  rendimentos  a  existência  de  valores  creditados  em  conta de depósito ou de  investimento mantida junto a instituição financeira,  em  relação  aos  quais  o  titular,  pessoa  física  ou  jurídica,  regularmente  intimado,  não  comprove, mediante  documentação  hábil  e  idônea,  a  origem  dos recursos utilizados nessas operações.   LUCROS  DISTRIBUÍDOS.  DISTRIBUIÇÃO  EXCEDENTE  AO  LUCRO  PRESUMIDO.ISENÇÃO.CONDIÇÕES.  Somente pode ser distribuído, com isenção do imposto de renda, valor maior  que o lucro presumido do período quando se comprovar que o lucro contábil  excedeu o presumido, mediante  levantamento dos demonstrativos  contábeis  com observância da legislaçãocomercial.  MULTA QUALIFICADA ­ DEPÓSITOS BANCÁRIOS   A simples apuração de omissão de receita ou de rendimentos, por si só, não  autoriza a qualificação da multa de ofício,  sendo necessária a comprovação  do evidente intuito de fraude do sujeito passivo. (Súmula CARF nº 14).  Recurso voluntário provido em parte      Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.  Acordam  os  membros  do  Colegiado,  QUANTO  A  PRELIMINAR  DE  PROVA ILÍCITA POR QUEBRA DE SIGILO BANCÁRIO: Pelo voto de qualidade, rejeitar a  preliminar. Vencidos os Conselheiros Rafael Pandolfo, Fábio Brun Goldschmidt e Pedro Anan  Junior  que  acolhiam  a  preliminar.  QUANTO  A  PRELIMINAR  DE  NULIDADE:  Por  unanimidade de votos, rejeitar a preliminar. NO MÉRITO ­ QUANTO AO ITEM 1 DO AUTO  DE  INFRAÇÃO:  Por  maioria  de  votos,  dar  provimento  parcial  ao  recurso  para  excluir  da  omissão  apurada  o  valor  de R$  378.718,59  e  R$  785.747,73,  relativos  aos  anos  calendários  2007  e  2008,  respectivamente,  bem  como  desqualificar  a  multa  de  ofício,  reduzindo­a  do  percentual de 150% para 75%. Vencido o Conselheiro Márcio de Lacerda Martins que provia  em menor extensão, mantendo a qualificação da multa de ofício. QUANTO AO ITEM 2 DO  AUTO DE  INFRAÇÃO: Pelo  voto  de  qualidade,  negar  provimento  ao  recurso. Vencidos  os  Conselheiros  Pedro  Anan  Junior,  Rafael  Pandolfo  e  Fábio  Brun  Goldschmidt  que  proviam  nesta  parte.  QUANTO  AO  ITEM  3  DO  AUTO  DO  INFRAÇÃO:  Pelo  voto  de  qualidade,  negar provimento ao recurso. Vencidos os Conselheiros Pedro Anan Junior, Rafael Pandolfo e  Fábio  Brun  Goldschmidt  que  proviam  parcialmente  o  recurso  para  excluir  das  omissões  apuradas o valor de R$ 22.600.772,06 e R$ 12.000.000,00, relativos aos anos calendários 2006  e 2008, respectivamente. QUANTO AO JUROS SOBRE A MULTA DE OFÍCIO: Pelo voto  de  qualidade,  negar  provimento  ao  recurso.  Vencidos  os  Conselheiros  Pedro  Anan  Junior,  Rafael Pandolfo e Fábio Brun Goldschmidt que proviam nesta parte.Fez sustentação oral pelo  contribuinte o Dr. Frederico Min Stern, OAB/PA 394.404.   Fl. 1881DF CARF MF Impresso em 29/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/05/2014 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 27/05/201 4 por ANTONIO LOPO MARTINEZ Processo nº 10980.726419/2011­13  Acórdão n.º 2202­002.650  S2­C2T2  Fl. 3          3 (Assinado digitalmente)  Antonio Lopo Martinez – Presidente em Exercício e Relator    Composição  do  colegiado:  Participaram  do  presente  julgamento  os  Conselheiros  Dayse  Fernandes  Leite  (Substituta  Convocada),  Rafael  Pandolfo,  Marcio  de  Lacerda Martins (Suplente Convocado), Fabio Brun Goldschmidt, Pedro Anan Júnior.  Fl. 1882DF CARF MF Impresso em 29/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/05/2014 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 27/05/201 4 por ANTONIO LOPO MARTINEZ     4   Relatório  Em desfavor da contribuinte, BRUNO LACOMBE MIRAGLIA, por meio do  auto de infração (fls. 1352/1361), são exigidos R$ 18.956.913,95 de imposto sobre a renda de  pessoa  física,  R$  15.867.474,75  de  multas  de  ofício  de  75%  e  150%,  além  de  acréscimos  legais.  O  lançamento,  conforme  descrição  dos  fatos  e  enquadramento  legal  (fls.  1359/1361) e Termo de Encerramento de Ação Fiscal (fls. 1366/1390), refere­se à constatação  de:   (a)  omissão  de  rendimentos  caracterizada  por  depósitos  bancários  com  origem  não  comprovada,  nos  anos  calendário  2006  a  2008,  nos  valores  respectivos  de  R$.1.041.077,76,  R$  4.983.211,01 e R$ 2.043.351,43;   (b)  classificação  indevida  de  rendimentos  na  DIRPF,  no  ano  calendário  2008,  no  valor  de  R$  23.597.100,00,  registrados  como  auferidos  a  título  de  lucros  distribuídos  pela  empresa  TIBAGI DESENVOLVIMENTO E PARTICIPAÇÕES LTDA, que  se  constatou  não  dispor  desse  montante  de  lucro  em  seu  patrimônio  líquido,  em  função  de  omitir  adequado  registro  contábil; e   (c) omissão de rendimentos caracterizada por :   (c.1) valores auferidos de terceiros e   (c.2) créditos cedidos por pessoa  jurídica e pessoas  físicas, nos  anos calendário 2006 a 2008, nos valores de R$ 25.036.154,07,  R$ 302.000,00 e R$ 12.000.000,00, respectivamente.  Cientificado  do  lançamento,  por  via  postal,  em  13/12/2011  (fl.  1399),  o  interessado, por intermédio de procuradores (fls. 1446/1447), apresentou, tempestivamente, em  12/01/2012, impugnação (fls. 1400/1444), instruída com documentos (fls. 1445/1692), a seguir  sintetizada.  Preliminarmente,  suscita  nulidade  do  auto  de  infração,  argüindo  violação  aos  princípios  do  contraditório  e  da  ampla  defesa (art. 5º, LV, da Constituição Federal), aduzindo, quanto à  suposta cessão de crédito de R$ 240.753,21 de LINEIA MARIA  STEINTHALER,  que  não  tem como  se  defender,  por  não  saber  do que está sendo acusado, citando a descrição contida no item  IB do Termo de Encerramento da Ação Fiscal – TEAF em que a  autoridade autuante  ressalva o  seu direito de manifestação por  meio de impugnação, acrescentando não ser cabível a autuação  sem que fosse intimado a se manifestar sobre o assunto. Diz que  o mesmo ocorre em relação a “outros rendimentos tributáveis”  referidos  no  item  II.2  do  TEAF,  em  que  a  autuação  apresenta  planilha  de  valores  e  informa  que  os  dados  foram  obtidos  em  fiscalização  de  uma  pessoa  jurídica,  TIBAGI ENGENHARIA E  CONSTRUÇÕES  LTDA.  Reclama  haver  prejuízo  ao  direito  de  defesa  pelo  fato  de  grande  parte  das  informações  em  que  se  Fl. 1883DF CARF MF Impresso em 29/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/05/2014 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 27/05/201 4 por ANTONIO LOPO MARTINEZ Processo nº 10980.726419/2011­13  Acórdão n.º 2202­002.650  S2­C2T2  Fl. 4          5 baseou o  lançamento  ter  sido  obtida  por meio  de  intimações  a  diversas  pessoas  jurídicas,  sem  que  tenha  sido  instado  a  se  manifestar  sobre  fatos  relevantes  que  lhe  foram  imputados,  repelindo  eventual  argumento  de  que,  por  ser  sócio  da  pessoa  jurídica,  sua  intimação  estaria  dispensada.  Faz  distinção  da  personalidade jurídica da empresa e de seu patrimônio, citando  o princípio  contábil  da  entidade,  concluindo que a  fiscalização  da  pessoa  jurídica  não  gera  efeitos  sobre  a  pessoa  física,  ressalvada a sua intimação sobre todos os fatos, para que tenha  oportunidade de se defender.  No  mérito,  pugna  pela  improcedência  do  auto  de  infração,  contestando,  primeiramente,  a  cessão  de  crédito  de  R$  22.360.722,06  pela  TIBAGI  ENGENHARIA  CONSTRUÇÃO  E  MINERAÇÃO,  que  identifica  como  TE,  que  teria  origem  em  saldo,  em  31/12/2005,  de  contratos  de  mútuo  firmados  com  a  TIBAGI  DESENVOLVIMENTO  E  PARTICIPAÇÕES  LTDA,  referida como TD, argumentando que a operação foi desvirtuada  pela  fiscalização,  que  não  teria  compreendido  os  esclarecimentos e documentos que  lhe  foram apresentados. Diz  ser  falha  e  tendenciosa  a  análise  fiscal  acerca  da  natureza  jurídica do contrato e de suas cláusulas. Faz esclarecimentos a  respeito  da  cláusula  terceira  do  contrato  de  cessão,  que  alega  apenas pretender deixar claro que a cessão foi realizada “SEM  COOBRIGAÇÃO”, expressão utilizada pelo mercado financeiro,  ou  “PROSOLUTO”,  consoante  a  doutrina,  acrescentando  que,  por disposição expressa da COSIF (“Portal de Contabilidade”),  as operações de cessões de direito creditório entre empresas não  financeiras devem ser na modalidade prosoluto.  Sustenta  que  a  cláusula  está  em  sintonia  com  o  art.  296  do  Código  Civil  (“salvo  estipulação  em  contrário,  o  cedente  não  responde pela solvência do devedor”), repelindo a tese de que a  cessão  seria  gratuita  e  argüindo  a  necessidade  de  análise  dos  demais elementos de prova para concluir pela sua onerosidade.  Sobre  os  aspectos  fáticos  e  contábeis,  pondera  que:  em  01/01/2006,  a  TE  era  credora  da  TD  no  valor  de  R$  22.360.772,06,  em  decorrência  de  contratos  de  mútuos  em  períodos anteriores, conforme Livros Razão das empresas (Doc.  02  e  03);  em  03/01/2006,  a  TE  firmou  contrato  de  cessão  de  direitos creditórios com o autuado (que se identifica como BLM),  com  anuência  da  TD,  no  valor  referido,  pelo  qual  a  TE  transferiu  a  BLM  os  “direitos  creditórios  decorrentes  dos  contratos  de  mútuo,  confissões  de  dívidas  e  outras  avenças”;  com  a  cessão,  TD  deixou  de  ser  devedora  de  TE,  em  R$  22.360.722,06, e “baixou” contas a receber com BLM no mesmo  valor, registrando na contabilidade um crédito na conta “Ativo –  contas  a  receber  de  BLM”  e,  em  contrapartida,  um  débito  na  conta “Passivo – contas a pagar a TE” (doc. 02); TE deixou de  ser credora da TD, passando a ser credora de BLM, registrando  na contabilidade um crédito na conta “Ativo – contas a receber  de TD” e, em contrapartida, um débito na conta “Ativo – contas  a receber de BLM” (doc. 03); BLM passou a ser credor da TD, o  que  implicou  a  redução  do  saldo  de  contas  a  pagar  com  esta  empresa, e devedor da TE, registrando na DIRPF 2007, na ficha  Fl. 1884DF CARF MF Impresso em 29/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/05/2014 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 27/05/201 4 por ANTONIO LOPO MARTINEZ     6 “dívidas e ônus reais”, um aumento da dívida com a TE e uma  redução da dívida com a TD.  Sustenta  que,  da  operação  descrita,  não  houve  qualquer  ganho/rendimento de BLM, nem perda pela TE, que não abdicou  de seus créditos a receber, sem contrapartida. Considera que a  presunção fiscal contraria a prova dos autos e a razoabilidade,  que  não  se  falar  em  “cessão  gratuita,  da  espécie  prosoluto”,  concluindo que está demonstrada a regularidade da operação.  Quanto ao crédito cedido de LINEIA MARIA STEINTHALER, no  valor de R$ 240.753,21, defende que não restou demonstrada ou  comprovada  a  ocorrência  de  rendimento,  o  que,  por  si  só,  redundaria  na  improcedência  do  lançamento.  Não  obstante,  esclarece  que  LINEIA  MARIA  STEINTHALER  possuía  dívida  com a TE, no valor de R$ 240.753,21 (doc. 06), e, em janeiro de  2006,  a  TE  cedeu  referido  crédito  a BLM,  que,  paralelamente,  contratou mútuo com a TE (doc. 06); que, assim, BLM passou a  ser  credor  de  LINEIA  e  devedor  de  TE,  no  mesmo  valor,  não  havendo rendimentos, mas transferência de direitos, sem ganhos  ou perdas para as partes, estando o aumento da dívida com a TE  refletido na DIRPF 2007.  No que se refere ao crédito cedido pela TIBAGI ENGENHARIA  CONSTRUÇÃO  E  MINERAÇÃO  LTDA,  no  valor  de  R$  12.000.000,00,  envolvendo  BALTAZAR  JOSÉ  DE  SOUZA,  também  argumenta  que  a  fiscalização  não  demonstrou  ou  comprovou o referido rendimento, o que, por si só, já implicaria  a  improcedência  do  lançamento.  No  entanto,  para  afastar  eventual dúvida, aduz que BALTAZAR JOSÉ DE SOUZA possuía  dívida com a TE no valor de R$ 12.000.000,00 (doc. 07), direito  que, em dezembro de 2008, por contrato de cessão de crédito, foi  cedido da TE a BLM, que paralelamente contratou mútuo com a  TE. Assim, ficou credor de BALTAZAR, mas devedor da TE, não  havendo rendimentos, mas transferência de direitos, sem ganhos  ou perdas para as partes, tendo o aumento da dívida com a TE  sido registrado na DIRPF 2009.  Acerca da distribuição de lucros no valor de R$ 23.597.100,00,  no ano calendário 2008, pela TIBAGI DESENVOLVIMENTO E  PARTICIPAÇÕES LTDA (TD), alega se tratarem de rendimentos  isentos,  contestando  o  entendimento  fiscal  de  que  referida  empresa  não  teria  apurado  lucros  a  distribuir  em  2008.  Aduz  serem  improcedentes  as  alegações  contidas  no  item  II.1  do  TEAF, em face da regular apuração e distribuição de lucro pela  TD.  Informa  se  tratar  de  operação  que  foi  objeto  de  autuação  contra  a  TIBAGI  ENGENHARIA  E  CONSTRUÇÕES  LTDA,  lavrada simultaneamente à presente, no Processo Administrativo  nº  10980.726251/201146,  motivo  pelo  qual  diz  reproduzir  as  razões  de  impugnação  naquele  apresentadas,  que  demonstrariam  a  regularidade  da  cessão  de  crédito  e  a  inexistência  de  ganhos  ou  perdas  para  a  cedente  (TD)  e  cessionário (TE).  Nesse  sentido,  narra  que  o  crédito  cedido  pela  TD  tem  como  origem um ativo realizável de R$ 110.000.000,00, decorrente da  venda de participação societária na TE para BLM, operação que  teria  sido  esclarecida  à  fiscalização,  mas  desvirtuada.  Cita  as  Fl. 1885DF CARF MF Impresso em 29/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/05/2014 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 27/05/201 4 por ANTONIO LOPO MARTINEZ Processo nº 10980.726419/2011­13  Acórdão n.º 2202­002.650  S2­C2T2  Fl. 5          7 considerações  fiscais a respeito da cessão de R$ 45.000.000,00  da TD para a TE, refutando a obrigação da TD de “baixar” o  valor  da  cessão  para  contas  de  resultado.  Defende  que  o  contrato deve ser analisado juntamente com os demais elementos  de prova, para se concluir pela sua onerosidade. Descreve que,  em 21/07/2003, a TD vendeu a BLM, com a anuência da TE, a  totalidade das quotas de que era titular na TE, pelo valor de R$  110 milhões, a serem pagos no prazo de dez anos (doc. 08). Tal  operação foi registrada por BLM na DIRPF (quotas e dívida) e  na  contabilidade  da  TD  (débito  na  conta  “Ativo  –  contas  a  receber de BLM” e crédito na conta “Venda de Investimento” –  doc.  10).  Em  28/07/2006,  a  TD  firmou  contrato  de “cessão  de  direitos  creditórios  decorrentes  de  contratos  de mútuo”  com  a  TE, com anuência de BLM, transferindo à TE R$ 45.000.000,00  dos direitos creditórios que detinha em  face de BLM (doc. 11),  com a finalidade contratual de “sanear as obrigações mutuarias  entre  si”.  Faz  relato  das  consequências  das  operações  no  patrimônio  das  partes  e  nas  contabilidades  das  pessoas  jurídicas,  apontando,  além  daquelas  já  indicadas:  “na  contabilidade da TE houve, em um primeiro momento, débito na  conta  ‘valores  a  receber  de  BLM’,  e  um  crédito  na  conta  ‘valores a pagar à TD’ (Doc. 12)” e “em um segundo momento,  considerando que a TD passou a ser credora em R$ 45 milhões  da TE, por decisão dos sócios, o referido valor foi convertido em  adiantamento para futuro aumento de capital – AFAC. Assim, na  contabilidade,  houve  um  lançamento  a  débito  na  conta  de  passivo ‘valores a pagar à TD’ e um crédito na conta ‘reservas  de  AFAC’  (Doc.  13)”.  Destaca  que,  desse  modo,  não  houve  “ganho” da TE ou “perda” da TD, não tendo essa abdicado de  crédito de R$ 45 milhões,  tendo a presunção  fiscal contrariado  as  provas  e  a  razoabilidade,  não  havendo  que  se  falar  em  “cessão gratuita, da  espécie prosoluto”, advinda da análise de  apenas  parte  das  operações.  Conclui  demonstrada  a  regularidade da operação, assim como da distribuição de lucros,  no valor de R$ 23.597.100,00.  Caso assim não se admita a hipótese de distribuição de lucros e  dividendos,  pugna  pela  nulidade  do  auto  de  infração  quanto  a  esse valor, por erro na identificação do sujeito passivo, aduzindo  que se trataria de pagamento “sem causa”, rendimento que, nos  termos  do  art.  61  da  Lei  nº  8.981,  de  1995,  não  poderia  ser  tributado  na  pessoa  física,  porquanto  sujeito  à  tributação  exclusiva  do  imposto  de  renda  retido  na  fonte,  destacando  a  nomenclatura “pagamento sem causa” utilizada pela autoridade  fiscal na “reapuração” do lucro da TD.  Sob  o  tópico  “III.2b  Outros  rendimentos”  (fls.  1418/1419),  questiona  “outros  rendimentos  supostamente  tributáveis  nos  anos  de  2006  e  2007,  localizada  na  conta  de mútuos  do  Livro  Razão  da  Tibagi  Engenharia  e  Construções  Ltda”,  acerca  dos  quais não teria sido questionado no curso da fiscalização, o que  defende  implicar  a  improcedência  do  auto  de  infração.  Não  obstante,  alega  apresentar  documentação  que  comprova  que  referidos  lançamentos  contábeis  não  representam  rendimentos.  Defende que o valor de R$ 38.000,00 decorre de mútuo firmado  Fl. 1886DF CARF MF Impresso em 29/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/05/2014 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 27/05/201 4 por ANTONIO LOPO MARTINEZ     8 com  a  TE  (doc.  14),  cuja  entrega  de  valores  foi  feita  pela  empresa  JATOBÁ,  por  conta  e  ordem  da  TE;  que,  da  mesma  forma,  são  relativos  a  mútuos  com  a  TE,  os  valores  de  R$.530.450,00,  entregues  por  CARLOS  MURADAS,  de  R$  1.866.176,80, por FRANKLIN D. GUIMARÃES, de R$ 85.000,00  pela COMPASA,  de  R$  188.000,00  por  EROS GRADOWSKI  e  R$  29.000,00  por  OSWALDO  FERNANDO  CELLA,  todos  por  conta e ordem da TE.  Quanto à omissão apurada sob a consideração de depósitos de  origem não comprovada, argumenta que a não aceitação de que  os  valores  decorreriam  de  mútuos  com  a  TE  e  com  a  AGS  DESENVOLVIMENTO  E PARTICIPAÇÕES  LTDA  foi  baseada  nas  razões  expostas  no  item  5  do  Termo  de  Verificação  e  Encerramento  de  Ação  Fiscal  lavrado  contra  a  TE  no  PAF  nº  10980.726251/201146.  Para, em contrapartida, demonstrar a validade dos contratos de  mútuo, diz reprisar as razões de impugnação da TE no referido  processo  administrativo,  com  base  em  transcrição,  às  fls.  1421/1437,  de  impugnação  em  que  se  discorre  sobre:  (a)  o  reconhecimento da validade dos contratos de mútuo em anterior  fiscalização,  que  culminou  com  auto  de  infração  de  IOF  dos  anos  calendário  2003  a  2005  e  com  denúncia  espontânea  do  mesmo imposto em relação aos anos calendário 2006 a 2008; (b)  a inexistência de determinação legal que obrigasse o lançamento  contábil  com  o  registro  do  número  dos  contratos,  que  teriam  sido  contratos  em registros auxiliares,  com amparo em normas  de contabilidade e no art. 1.184 do Código Civil; (c) a falta de  respaldo  na  acusação  de  que  os  contratos  teriam  sido  criados  posteriormente  aos  registros  contábeis;  (d)  a  regular  contabilização  das  amortizações  de  mútuo  com  BRUNO  LACOMBE MIRAGLIA, no valor de R$ 7.556.698,58, constantes  de “planilha auxiliar de amortizações”, páginas do Livro Razão  com  destaque  dos  lançamentos  contábeis  e  registros  auxiliares  dos contratos de mútuo, que a fiscalização deveria ter analisado;  (e) inexistência de previsão legal que obrigue o registro público  de contratos de mútuo, previstos no art. 586 do Código Civil, os  quais  difere  dos  contratos  de  cessão  de  créditos,  previstos  nos  arts.  286  e  seguintes  do Código  Civil,  porquanto  esse  envolva  direito de  terceiro,  hipótese  condizente  com a determinação do  art. 129 da Lei de Registros Públicos (Lei nº 6.015, de 1973); (f)  a  falta  de  vedação  à  celebração  de  contratos  e  realização  de  negócios jurídicos em dias não úteis, sejam datas comemorativas  ou  feriados,  reputando  não  condizente  com  o  princípio  da  legalidade as suposições efetuadas, com a invenção de fatos e de  funcionários  com  rotina  fraudulenta;  (g)  a  situação  financeira  da  “fiscalizada”,  que  reconhece  “complicada”,  o  que  não  a  impediria  de  realizar  negócios  jurídicos,  tendo  a  realização de  mútuos se prestado justamente a possibilitar a continuidade das  suas  atividades,  destacando  a  conveniência  de  não  efetuar  recebimentos  em  sua  conta,  sob  risco  de  serem  bloqueados,  razão pela qual “mutuava” valores para empresas do grupo ou  sócios,  para  que  cumprissem  as  suas  obrigações  comerciais  e  fiscais,  acrescentando  que  não  houve  a  contração  de  empréstimos  bancários  no  período  de  2006  e  2008;  (h)  a  dificuldade  financeira  pela  qual  também  se  encontravam  os  sócios e empresas ligadas, o que explicaria a acusada inércia na  Fl. 1887DF CARF MF Impresso em 29/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/05/2014 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 27/05/201 4 por ANTONIO LOPO MARTINEZ Processo nº 10980.726419/2011­13  Acórdão n.º 2202­002.650  S2­C2T2  Fl. 6          9 recuperação  dos  créditos  e  a  concessão  de  novos  créditos  a  despeito  da  inadimplência  de  alguns  contratos  de  mútuo,  destacando que não seria razoável celebrar contratos de mútuo  com  terceiros  desconhecidos;  (i)  as  conclusões  equivocadas  da  autoridade fiscal, considerando falhos, inexistentes e viciados os  supostos  indícios  de  irregularidade,  não havendo  razão  para a  desconstituição  dos  contratos  de  mútuo;  e  (j)  a  aplicação  de  multa  qualificada  em  face  dos  fatos  narrados  no  “item  5  do  TVEAF”  que  visariam  a  impedir  ou  retardar  a  ocorrência  do  fato gerador do IRPJ e da CSLL, considerando que, afastada a  desconsideração dos contratos de mútuo firmados, não há que se  falar em atos simulados ou fraudulentos. A partir da transcrição  apresentada,  conclui  pela validade dos  contratos de mútuo,  em  face dos quais não haveria que se falar em depósitos de origem  não comprovada.  Ainda  quanto  aos  depósitos  bancários,  reclama  a  falta  de  apresentação da  planilha de  apuração  e  da  relação  de  valores  considerados como transferidos de outras contas mantidas pela  pessoa  física,  o  que  defende  invalidar  o  lançamento,  questionando,  por  outro  lado,  a  falta  de  exclusão  das  “transferências  entre  contas”,  que  diz  destacar  em  planilha  anexa (doc. 17).  A  título  de  argumentação,  requer  o  afastamento  dos  juros  de  mora aplicados sobre a multa de ofício, aduzindo que a Receita  Federal tem efetuado essa exigência com fundamento no art. 61  da Lei nº 9.430, de 1996, o que não corresponderia à previsão  legal, posto que a penalidade pecuniária não é um débito com a  União  decorrente  do  tributo,  mas  do  descumprimento  de  uma  obrigação  legal  de  efetuar  o  recolhimento.  Cita,  a  respeito,  jurisprudência do Conselho de Contribuintes.  O processo foi encaminhado em diligência, às fls. 1695, para que, em relação  à  apuração  de  omissão  de  rendimentos  por  depósitos  bancários  de  origem  não  comprovada,  fosse juntado demonstrativo (“página 1 de 4”) que teria acompanhado o Termo de Intimação  Fiscal nº 01, de 13/02/2011, e planilha indicativa das transferências de outras contas mantidas  pela  pessoa  física.  Em  atendimento,  foram  juntados  os  documentos  de  fls.  1698/1712,  acompanhados da informação fiscal de fls. 1713/1715.  À  fl.  1719,  foi  o  processo  encaminhado  para  que  o  contribuinte  fosse  cientificado do “RELATÓRIO DE DILIGÊNCIA” de fls. 1713/1715, facultando­lhe o direito  de se manifestar a respeito de seu conteúdo.  Às  fls.  1723/1727,  o  interessado,  por  intermédio  de  seus  procuradores,  manifestar se acerca da informação fiscal de fls. 1713/1715, aduzindo, em resumo, que houve  nulidade no  lançamento em face da falta de demonstração anterior dos valores excluídos das  transferências entre contas de mesma titularidade, uma vez que, assim, não teve acesso a todas  as informações para que pudesse verificar o acerto da imposição fiscal, em afronta ao art. 10 do  Decreto  nº  70.235,  de  1972,  refutando  a  tese  de  que  isso  não  lhe  teria  prejudicado  por  não  haver agravado a infração, situando a questão no âmbito do direito de contraditório e de ampla  defesa, a teor do art. 5º, LV, da Constituição Federal, aduzindo se tratar de requisito essencial  do auto de infração; supletivamente, alega que apenas parte dos valores das transferências entre  Fl. 1888DF CARF MF Impresso em 29/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/05/2014 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 27/05/201 4 por ANTONIO LOPO MARTINEZ     10 contas  de  mesma  titularidade  foi  excluída,  apontando  aqueles  que  entende  estarem  assim  caracterizados, reafirmando o pedido já manifestado na impugnação, conforme “Doc. 17”.  A DRJ julga a impugnação procedente em parte a impugnação, nos termos da  ementa a seguir:  ASSUNTO:  IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA  IRPF  Ano calendário:2006, 2007, 2008  CONTRADITÓRIO. DIREITO DE DEFESA.  O  contraditório  no  âmbito  do  processo  administrativo  fiscal  é  estabelecido  a  partir  da  faculdade  de  impugnar  o  auto  de  infração,  não  havendo  que  se  falar,  na  contestação  ao  lançamento,  em  tolhimento  de  direito  de  defesa  que  teria  ocorrido na fase de fiscalização.  OBTENÇÃO  DE  DIREITO  CREDITÓRIO.  RECEBIMENTO  SEM ÔNUS. SUJEIÇÃO À TRIBUTAÇÃO.  O  recebimento  de  direito  de  crédito  sem  a  comprovação  de  existência de qualquer espécie de ônus implica a necessidade de  reconhecimento  do  valor  correspondente  como  rendimentos  tributáveis, sujeitos ao ajuste anual da pessoa física.  LUCROS E DIVIDENDOS. ISENÇÃO E TRIBUTAÇÃO.  São  tributáveis  pela  pessoa  física  os  rendimentos  auferidos  a  título  de  distribuição  de  lucros  e  dividendos  na  hipótese  de  se  constatar  que  os  valores  são  excedentes  aos  lucros,  lucros  acumulados e reserva de lucros de que efetivamente dispunha a  pessoa jurídica.  OMISSÃO  DE  RENDIMENTOS.  LANÇAMENTO  COM  BASE  EM DEPÓSITOS BANCÁRIOS.  Caracterizam omissão de rendimentos os valores creditados em  conta de depósito ou de investimento mantida junto à instituição  financeira  em  relação  aos  quais  o  titular,  regularmente  intimado, não comprove, mediante documentação hábil e idônea,  a origem dos recursos utilizados nessas operações.  Impugnação Procedente em Parte  Crédito Tributário Mantido em Parte  A DRJ entendeu por bem cancelar a exigência de algum depósitos bancários,  para os quais entende satisfatória a explicação do recorrente. No total da infração é excluído R$  1.595,00  (27,5%  de  R$  5.800,00)  e  de  R$  10.835,19  (27,5%  de  R$  39.400,68)  de  imposto  suplementar nos anos calendário 2006 e 2008, respectivamente, além de R$ 18.645,27 de multa  de ofício (150%) e dos acréscimos legais correspondentes.   Intimado  do  acórdão  proferido  pela  DRJ,  o  contribuinte  interpôs  recurso  voluntário,  onde  reitera  argumentos  da  impugnação.  no  que  toca  aos  pontos  principais,  destacando os seguintes aspectos no final de seu recurso.  Fl. 1889DF CARF MF Impresso em 29/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/05/2014 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 27/05/201 4 por ANTONIO LOPO MARTINEZ Processo nº 10980.726419/2011­13  Acórdão n.º 2202­002.650  S2­C2T2  Fl. 7          11 ­ Preliminarmente da nulidade do auto de infração pela violação do princípio  do contraditório e da ampla defesa;  ­  Ocorre  que  a  autoridade  recorrida  não  demonstrou,  muito  menos  comprovou a existência de créditos, tendo se limitados a afirmar que tal cessão não foi objeto  de fiscalização e que o Recorrente poderia se defender na impugnação;  ­ Que a autoridade simplesmente constituiu o crédito tributário sem nenhum  embasamento legal e documental;  ­ Que a autoridade fiscal fiscalizou a pessoa jurídica da Tibagi Engenharia e  Construções  Ltda  e  apurando  supostas  irregularidades  fiscais  naquela  empresa,  imputou  as  infrações a pessoa física do recorrente;  ­  Do  crédito  cedido  pela  Tibagi  Engenharia  Construção  e  Mineração  Ltda, no valor de R$. 22.360.722,06, que  teria origem em contratos mútuos firmados com a  Tibagi Desenvolvimento e Participações Ltda. Não tendo transferidos os seus créditos de forma  gratuita tal como entende a fiscalização;  ­  Do  crédito  cedido  pela  Sra.  Lineia  Maria  Steinthaler  no  valor  de  R$.240.753,21. Situação na qual embora o recorrente tenha passado a ser credor da Sra Linéia  este passou a ser devedor da TE no exato momento, em decorrência do contrato de mútuo;  ­  Do  crédito  cedido  pela  Tibagi  Engenharia  Construção  e  Mineração  Ltda no valor de R$ 12 milhões, que teria origem em contrato de mútuo;  ­ Da distribuição do lucros no valor de R$ 23.597.100,00, que a autoridade  fiscal pretendeu afastar a natureza de rendimentos isentos recebidos pelo recorrente, alegando  que  os  mesmos  tratam  de  lucros  e  dividendos,  pois,  supostamente,  a  TD  não  teria  apurado  lucros a distribuir em 2008;  ­ No  entendimento  da  fiscalização,  devido  a  um  suposto  equivoco  contábil  cometido pela TD, relativo as escrituração da operação de cessão de credito de R$ 45 milhões  para  a TE  em 2006, uma vez que o valor da cessão deveria  ter  sido baixado para  contas de  resultados,  e  não  permanecido  no  ativo  realizável  a  longo  prazo.  Partindo  desse  fato  a  autoridade reapurou simplificadamente o lucro e prejuízos acumulados;  ­  Indica  que  os  referidos  pagamentos  que  não  foram  entendidos  como  distribuição  de  lucros,  deveriam  ser  tratados  como  pagamentos  sem  causa  tributados  exclusivamente na fonte;    Fl. 1890DF CARF MF Impresso em 29/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/05/2014 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 27/05/201 4 por ANTONIO LOPO MARTINEZ     12   ­ No que se  refere aos outros  rendimentos  lançados no auto de  infração, os  mesmo  não  foram  questionados  ao  recorrente  no  processo  de  fiscalização,  entretanto  os  recorrente apresentou para o mesmo toda a documentação que respalda o lançamento.      ­  Dos  valores  lançados  como  depósitos  de  origem  não  comprovada,  aponta que não pode utilizar como prova extratos bancários obtidos sem autorização judicial;  ­ Como resultado da fiscalização, a qual  teve por base exatamente a mesma  situação fática e  jurídica  tratada nos presente auto, a Receita Federal do Brasil concluiu pela  existência e validade dos contratos de mútuo – nem poderia ser diferente em face da TE para a  exigência do IOF. Entretanto ao apreciar as operações de mútuo realizadas pela TE, a RFB já  conclui  pela  sua  existência.  Questiona  que  em  um  momento  considera  e  em  outro  não  considera;  ­ Da impossibilidade de autuação baseada em depósitos bancários.  ­ Alega a autoridade fiscal que os contratos de mútuo seriam irregulares, pois  ao TE não teria informados os números dos contratos de mútuo nos registros contábeis, muito  embora os contratos estivessem devidamente numerados;  ­Da inexistência de dolo, fraude ou simulação que justifique a qualificação da  multa;  ­ Da não incidência de juros de mora sobre a multa de ofício.  É o relatório.      Fl. 1891DF CARF MF Impresso em 29/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/05/2014 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 27/05/201 4 por ANTONIO LOPO MARTINEZ Processo nº 10980.726419/2011­13  Acórdão n.º 2202­002.650  S2­C2T2  Fl. 8          13 Voto             Conselheiro Antonio Lopo Martinez, Relator  O  recurso  voluntário  reúne  os  pressupostos  de  admissibilidade  previstos na  legislação que  rege o processo  administrativo  fiscal  e deve, portanto,  ser  conhecido por  esta  Turma de Julgamento.  Da Preliminar de Nulidade  Nos presentes autos, não ocorreu nenhum vício para que o procedimento seja  anulado, como bem discorreu a autoridade recorrida, os vícios capazes de anular o processo são  os  descritos  no  artigo  59  do  Decreto  70.235/1972  e  só  serão  declarados  se  importarem  em  prejuízo  para  o  sujeito  passivo,  de  acordo  com  o  artigo  60  do  mesmo  diploma  legal.  A  autoridade  fiscal  ao  constatar  infração  tributária  tem  o  dever  de  ofício  de  constituir  o  lançamento.   Não vejo  também a alegada necessidade de prévia  intimação no que  toca a  um dos créditos cedidos, uma vez que qualquer argumentação contrária ao lançamento pode ser  feita durante a fase contenciosa. Se foi concedida, durante a fase de defesa, ampla oportunidade  de apresentar documentos e esclarecimentos, bem como se o  sujeito passivo  revela conhecer  plenamente  as  acusações  que  lhe  foram  imputadas,  rebatendo­as,  uma  a  uma,  de  forma  meticulosa,  mediante  extensa  e  substanciosa  defesa,  abrangendo  não  só  outras  questões  preliminares como também razões de mérito, descabe a proposição de cerceamento do direito  de defesa  Na  realidade  no  caso  concreto  não  se  percebe  qualquer  nulidade  que  comprometa a validade do procedimento adotado. Diante disso, é evidente que tal preliminar  carece  de  sustentação  fática,  merecendo,  portanto,  a  rejeição  por  parte  deste  Egrégio  Colegiado.  Posto isso, rejeito tal preliminar de nulidade.  Da Preliminar de Prova Ilícita por Quebra do Sigilo Bancário   O  sigilo  bancário  sempre  foi  um  tema  cheio  de  contradições  e  de  várias  correntes.  Antes  da  edição  da  Lei  Complementar  n°  105,  de  2001,  os  Tribunais  Superiores  tinham a forte tendência de albergar a tese da inclusão do sigilo bancário na esfera do direito à  privacidade, na forma da nossa Constituição Federal, sob o argumento que não é cabível a sua  quebra  com  base  em  procedimento  administrativo,  amparado  no  entendimento  de  que  as  previsões nesse sentido, inscritas nos parágrafos 5º e 6º do artigo 38, da Lei nº 4.595, de 1964 e  no artigo 8º da Lei nº 8.021, de 1990, perdem eficácia, por interpretação sistemática, diante da  vedação do parágrafo único do artigo 197, do CTN, norma hierarquicamente superior.  Pessoalmente,  não me  restam dúvidas,  que o  direito  ao  sigilo  bancário  não  pode  ser  utilizado  para  acobertar  ilegalidades.  Por  outro  lado,  preserva­se  a  intimidade  enquanto ela não atingir a esfera de direitos de outrem. Todos têm direito à privacidade, mas  Fl. 1892DF CARF MF Impresso em 29/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/05/2014 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 27/05/201 4 por ANTONIO LOPO MARTINEZ     14 ninguém tem o direito de invocá­la para abster­se de cumprir a lei ou para fugir de seu alcance.  Tenho para mim, que o  sigilo bancário não foi  instituído para que se possam praticar crimes  impunemente.  Desta  forma,  é  indiscutível  que  o  sigilo  bancário,  no  Brasil,  para  fins  tributários, é relativo e não absoluto, já que a quebra de informações pode ocorrer nas hipóteses  previstas em lei. No comando da Lei Complementar nº. 105, de 10 de janeiro de 2001, nota­se  o seguinte:   “Art. 1° As  instituições  financeiras conservarão sigilo em suas  operações ativas e passivas e serviços prestados.   (...)  § 3º Não constitui violação do dever de sigilo:  I  ­  a  troca  de  informações  entre  instituições  financeiras,  para  fins  cadastrais,  inclusive  por  intermédio  de  centrais  de  risco,  observadas  as  normas  baixadas  pelo  Conselho  Monetário  Nacional e pelo Banco Central do Brasil;  II  ­  o  fornecimento  de  informações  constantes  de  cadastro  de  emitentes  de  cheques  sem  provisão  de  fundos  e  de  devedores  inadimplentes, a entidades de proteção ao crédito, observadas às  normas  baixadas  pelo  Conselho  Monetário  Nacional  e  pelo  Banco Central do Brasil;  III ­ o fornecimento das informações de que trata o § 2º do art.  11 da Lei nº 9.311, de 24 de outubro de 1996;  IV ­ a comunicação, às autoridades competentes, da prática de  ilícitos penais ou administrativos, abrangendo o fornecimento de  informações  sobre  operações  que  envolvam  recursos  provenientes de qualquer prática criminosa;  V  ­  a  revelação  de  informações  sigilosas  com  o  consentimento  expresso dos interessados;  VI  ­  a  prestação  de  informações  nos  termos  e  condições  estabelecidos  nos  artigos  2º,  3º,  4º,  5º,  6º,  7º  e  9º  desta  Lei  Complementar.   (...)  Art. 6º As autoridades e os agentes fiscais tributários da União,  dos  Estados,  do  Distrito  Federal  e  dos  Municípios  somente  poderão examinar documentos, livros e registros de instituições  financeiras,  inclusive  a  contas  de  depósitos  e  aplicações  financeiras,  quando  houver  processo  administrativo  instaurado  ou  procedimento  fiscal  em  curso  e  tais  exames  sejam  considerados  indispensáveis  pela  autoridade  administrativa  competente.  Parágrafo  único. O  resultado  dos  exames, as  informações  e  os  documentos  a  que  se  refere  este  artigo  serão  conservados  em  sigilo, observada a legislação tributária.   (...)  Fl. 1893DF CARF MF Impresso em 29/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/05/2014 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 27/05/201 4 por ANTONIO LOPO MARTINEZ Processo nº 10980.726419/2011­13  Acórdão n.º 2202­002.650  S2­C2T2  Fl. 9          15 Art. Revoga­se o art. 38 da Lei n°° 4.595, de 31 de dezembro de  1964.”.  Se antes existiam dúvidas sobre a possibilidade da quebra do sigilo bancário  via  administrativa  (autoridade  fiscal),  agora  estas  não  mais  existem,  já  que  é  claro  na  lei  complementar,  acima  transcrita,  a  tese de que a Secretaria da Receita Federal  tem permissão  legal  para  acessar  os  dados  bancários  dos  contribuintes,  está  expressamente  autorizado  pelo  artigo 6° da mencionada lei complementar. O texto autorizou, expressamente, as autoridades e  agentes fiscais tributários a obter informações de contas de depósitos e aplicações financeiras,  desde que haja processo administrativo instaurado.  Assim, estaria afastada a pretensa quebra de sigilo bancário de forma ilícita,  já  que  há  permissão  legal  para  que  o  Estado  através  de  seus  agentes  fazendários,  com  fins  públicos  (arrecadação  de  tributos),  visando  o  bem  comum,  possa  ter  acesso  aos  dados  protegidos, originariamente, pelo sigilo bancário. Ficam o Estado e seus agentes responsáveis,  por outro lado, pela manutenção do sigilo bancário e pela observância do sigilo fiscal.  Desta forma, dentro dos limites estabelecidos pelos textos legais que tratam o  assunto, os Auditores­Fiscais da Receita Federal poderão proceder a exames de documentos,  livros  e  registros  de  contas  de  depósitos,  desde  que  houver  processo  fiscal  administrativo  instaurado  e  os  mesmos  forem  considerados  indispensáveis  pela  autoridade  competente.  Devendo ser observado que os documentos e informações fornecidos, bem como seus exames,  devem  ser  conservados  em  sigilo,  cabendo  a  sua  utilização  apenas  de  forma  reservada,  cumprido as normas a prestação de informações e o exame de documentos, livros e registros de  contas de depósitos, a que alude a lei, não constitui, portanto, quebra de sigilo bancário.  Sempre é bom lembrar que o sigilo fiscal a que se obrigam os agentes fiscais  constitui  um  dos  requisitos  do  exercício  da  atividade  administrativa  tributária,  cuja  inobservância  só  se  consubstancia  mediante  a  verificação  material  do  evento  da  quebra  do  sigilo funcional, quando, então, o agente envolvido sofrerá a devida sanção.  As  Requisições  de  Movimentação  Financeira  –  RMF  emitidas  seguiram  rigorosamente as exigências previstas pelo Decreto nº 3.724/2001, que regulamentou o art. 6º  da Lei Complementar 105/2001, inclusive quanto às hipóteses de indispensabilidade previstas  no  art.  3º,  que  também  estão  claramente  presentes  nos  autos.  Em  verdade,  verifica­se  que  a  recorrente foi intimada a fornecer seus extratos bancários, no entanto não os apresentou, razão  pela qual não restou opção à fiscalização senão a emissão da Requisição de Informações sobre  Movimentação Financeira – RMF.  Desse modo, ausente qualquer ilicitude na prova decorrente da transferência  de  sigilo  bancário  para  a Receita  Federal  do Brasil,  posto  que  a  Lei Complementar  105,  de  2001  confere  às  autoridades  administrativas  tributárias  a  possibilidade  de  acesso  aos  dados  bancários, sem autorização judicial, desde que haja processo administrativo e justificativa para  tanto.  E  é  este  o  caso.  Ademais,  a  tese  de  ilicitude  da  prova  obtida  não  foi  acolhida  pela Câmara Superior de Recursos Fiscais.     Rejeito,  portanto,  o  questionamento  preliminar  argüido  quanto  ilicitude  da  prova.   Fl. 1894DF CARF MF Impresso em 29/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/05/2014 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 27/05/201 4 por ANTONIO LOPO MARTINEZ     16 Da Obtenção de Direito Creditório (PARTE DO ITEM 3 DO AUTO)  De  acordo  com  a  autuação,  apurou­se  em  fiscalização  junto  à  empresa  TIBAGI  ENGENHARIA  E  CONSTRUÇÕES  LTDA  que  o  contribuinte  foi  beneficiário  de  direitos creditórios que deveria  ter oferecido à  tributação, nos seguintes valores, analisados a  seguir:    Da cessão de crédito de R$ 22.360.722,06, fonte TD  Como defesa o recorrente indica que as cessões foram realizadas no conceito  de  cessão  sem  coobrigação  ou,  como  mais  comumente  chamada,  cessão  Pro­soluto,  que  diferente  do  entendimento  da  fiscalização,  nada  mais  é  do  que  o  tipo  de  cessão  em  que  o  cedente  (credor)  responde pela existência e  legalidade do crédito, mas não pela  solvência do  cedido  (devedor).  Desse  modo  a  cessão  de  crédito  Pro­soluto  não  significa  que  esta  seja  gratuita, haja vista que apenas desobriga o cedente da responsabilidade de arcar com o valor  acordado, transferindo essa responsabilidade para o cessionário.  Da descrição dos fatos constantes no termo de verificação fiscal nas fls. 1366  a  1367,  não  deixa  dúvidas  da  natureza  desse  crédito,  tal  como  ser  apreciado  da  copia  digitalizada do termo:    Fl. 1895DF CARF MF Impresso em 29/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/05/2014 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 27/05/201 4 por ANTONIO LOPO MARTINEZ Processo nº 10980.726419/2011­13  Acórdão n.º 2202­002.650  S2­C2T2  Fl. 10          17 Esse mesmo ponto  foi  apreciado pelo  autoridade  recorrida que  expressou o  seu entendimento nos seguintes termos às fls. 1742:  O  contrato  do  qual  são  partes  TIBAGI  ENGENHARIA,  CONSTRUÇÕES  E  MINERAÇÃO  LTDA  (TE),  BRUNO  LACOMBE MIRAGLIA (BLM) e TIBAGI DESENVOLVIMENTO  E  PARTICIPAÇÕES  LTDA  (TD),  às  fls.  66/68,  além  do  seu  termo  aditivo,  às  fls.  69/72,  por  meio  do  qual  a  TE  cedeu  créditos  a BLM no  valor de R$ 22.360.772,06,  em 03/01/2006,  detidos  em  face  da  TD,  nada  dispõe  acerca  de  eventual  contrapartida  que  onerasse  o  cessionário,  hipótese  em  que  se  conclui que BLM não se encontrava obrigado contratualmente a  prestar qualquer espécie de contrapartida à cessão recebida.  Nesse  contexto,  não basta argüir  registros contábeis da pessoa  jurídica  ou  informações  prestadas  unilateralmente  na  DIRPF  pela  pessoa  física,  uma  vez  que,  juridicamente,  não  constituem  instrumentos  que  originariam  obrigações.  Vale  dizer,  a  contabilidade,  por  si  só,  não  faz  prova  dos  seus  próprios  registros,  devendo  refletir  os  fatos  existentes  a  partir  da  documentação  que  lhe  dê  substância  e  lhe  dê  suporte  –  a  afirmação contrária não é verdadeira: jamais poderia a pessoa  jurídica  pretender  exigir  valores  da  pessoa  física  com  base  exclusivamente na sua própria anotação contábil.  É de se notar, ainda, que o contribuinte obteve outra cessão de  direito  creditório de R$ 22.360.772,06,  em 03/01/2006, mas da  TIBAGI  SISTEMAS  AMBIENTAIS  LTDA  (TSA)  (cedente),  em  face  também  da  TIBAGI  DESENVOLVIMENTO  E  PARTICIPAÇÕES LTDA (devedora anuente), conforme contrato  de  fls.  683/684,  sem  que  tenha  havido,  da  mesma  forma,  estipulação  alguma  de  contrapartida  onerosa  em  relação  à  empresa  cedente.  Tal  operação,  porém,  não  foi  objeto  da  autuação, ficando ressalvada à fiscalização a eventual apuração  de  crédito  tributário  dela  decorrente,  enquanto  não  decaído  o  direito da Fazenda Nacional.  Uma  vez  que  os  argumentos  do  recorrente,  de  que,  pela  cessão  do  direito,  assumiu  a  condição  de  devedor  do  montante  de  R$  22.360.772,06,  em  face  da  TIBAGI  ENGENHARIA,  CONSTRUÇÕES  E MINERAÇÃO  LTDA,  não  se  encontra  amparada  em  documento algum que pudesse ser argüido pela pessoa jurídica, razão pela qual é de se concluir  que o contribuinte foi, na realidade, beneficiado, sem ônus, pelo direito em questão.  A alegação de que a cessão de direito implicaria ônus de igual valor não é  passível  de  ser  acolhida,  uma  vez  que  desacompanhada  do  instrumento  que  teria  originado  a  operação,  qual  seja,  o  contrato  de  cessão  que  supostamente  ampararia  o  lançamento contábil e que, se fosse o caso, comprovaria que da cessão adveio ao autuado  alguma espécie de ônus, notadamente no que concerne à sua valoração.  Da Cessão de Crédito de R$ 240.753,21 fonte Lineia Steinthaler  Nesse ponto assim comenta a DRJ, ao apreciar esse crédito especificamente:  Fl. 1896DF CARF MF Impresso em 29/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/05/2014 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 27/05/201 4 por ANTONIO LOPO MARTINEZ     18 Tendo  o  contribuinte  auferido  benefício  consubstanciado  em  cessão de crédito, presente está o pressuposto da tributação pelo  imposto de renda.  Em  contrapartida,  caso  não  se  tratasse  de  operação  que  lhe  tivesse  proporcionado  o “benefício” aludido  pela  norma  legal,  incumbiria ao contribuinte apresentar a prova correspondente, o  que não ocorre no caso, uma vez que os documentos trazidos ao  processo (“doc. 06”), às  fls. 1473/1478, consistem em registros  contábeis da TE e contrato de mútuo que teria firmado com essa  pessoa  jurídica,  com  a  indicação,  à  fl.  1478,  em  suposto  “registro auxiliar”, do valor de R$ 240.753,21.  Deste modo não há elemento de provas capazes de modificar o entendimento  firmado pela fiscalização e autoridade recorrida.  Crucial observar que não basta argüir  registros contábeis da pessoa  jurídica  ou  informações  prestadas  unilateralmente  na  DIRPF  pela  pessoa  física,  uma  vez  que,  juridicamente, não constituem instrumentos que originariam obrigações. A contabilidade, por  si só, não faz prova dos seus próprios registros, devendo refletir os fatos existentes a partir da  documentação que lhe dê substância e lhe dê suporte.  Da Cessão de Créditos de R$ 12.000.000,00 fonte Baltazar  No caso concreto mais uma vez o  recorrente, na realidade, não  apresenta o  documento  que  teria  originado  a  cessão  de  crédito,  pela  pessoa  jurídica,  em  face  de  BALTAZAR  JOSÉ DE  SOUZA,  tendo  limitado  sua  argüição  a  contrato  diverso,  relativo  a  mútuo que teria firmado com a TE, às fls. 1483/1484, acompanhado do que seria o seu registro  auxiliar, à fl. 1485, e a contabilização do mútuo pela empresa, às fls. 1481/1482.  No arrazoado da DRJ as fls. 1744, esta comenta:  ...o  interessado  questiona  a  falta  de  comprovação,  pela  fiscalização,  de  que  houve  tal  rendimento,  aduzindo,  por  outro  lado,  que  se  trata  de  crédito  que  lhe  foi  cedido  pela  TE,  que,  paralelamente,  contratou  mútuo  com  a  empresa,  assumindo  a  condição  de  devedor  da  TE  e  credor  de BALTAZAR  JOSÉ DE  SOUZA,  não  havendo  rendimentos,  mas  transferência  de  direitos, sem ganhos ou perdas.  O  impugnante,  na  realidade,  não  apresenta  o  documento  que  teria originado a cessão de crédito, pela pessoa jurídica, em face  de BALTAZAR JOSÉ DE SOUZA, tendo limitado sua argüição a  contrato diverso, relativo a mútuo que  teria  firmado com a TE,  às  fls.  1483/1484,  acompanhado  do  que  seria  o  seu  registro  auxiliar, à  fl. 1485, e a contabilização do mútuo pela empresa,  às fls. 1481/1482.  Relativamente a BALTAZAR JOSE DE SOUZA, apenas consta, à  fl.  1480,  a  baixa  do  valor  de  R$  12.000.000,00  da  conta  de  “outras  disponibilidades”,  em  favor  de  BLM,  por  cessão  de  direitos,  na  contabilidade  da  TIBAGI  ENGENHARIA  E  CONSTRUÇÕES LTDA.  Portanto, não havendo comprovação de que a cessão de crédito  tenha  sido onerosa,  uma  vez  que  o  impugnante não  trouxe  aos  autos  o  contrato  correspondente,  por  meio  do  qual,  com  a  Fl. 1897DF CARF MF Impresso em 29/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/05/2014 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 27/05/201 4 por ANTONIO LOPO MARTINEZ Processo nº 10980.726419/2011­13  Acórdão n.º 2202­002.650  S2­C2T2  Fl. 11          19 anuência  de  BALTAZAR  JOSÉ  DE  SOUZA,  tenham  lhe  sido  transferidos direitos correspondentes a R$ 12.000.000,00 e que,  em face dessa cessão, tenha assumido igual obrigação perante a  cedente,  deve  ser  mantida  a  tributação  do  valor  a  ela  correspondente.  A  documentação  contábil  será  hábil  quando  revestida  das  formalidades  intrínsecas  e  extrínsecas  essenciais,  definidas  pela  legislação  ou  pela  técnica  contábil,  ou  aceitas  pelos  usos  e  costumes. O  valor  probante  da  documentação  contábil  está  diretamente  relacionado com a sua autenticidade.   Os  documentos  privados,  nos  quais  se  inclui  a  maioria  da  documentação  contábil,  inclusive  livros  contábeis,  não  têm  a  mesma  eficácia  probante  de  um  documento  público. Logo, se sua autenticidade é contestada, há necessidade de produção de prova.  A escrituração contábil,  ainda que observadas as  formalidades  legais, por si  só  não  faz  prova  a  favor  do  contribuinte.  É  princípio  probatório  cediço  que  ninguém  pode  constituir  título em seu próprio benefício – nemo sibi  titulum constituit. E é compreensível a  suspeita  contra  aquele  que,  particularmente,  faz  a  sua  escrituração  contábil,  pois  ele  poderá  realizá­la de modo a favorecer aos seus interesses, ainda que contra a realidade dos fatos.   Acrescente­se,  por  pertinente,  que  quanto  à  prova  documental,  é  razoável  imaginar  que  o  contribuinte  não  registre  em  sua  contabilidade  operações  que  evidenciem  sonegação  de  tributos.  Assim,  entende­se  que  o  atraso  na  escrituração  pode  servir  de  prova  contra  ele.  Do mesmo modo,  a  recusa  em  apresentar  a  documentação  e  escrita  contábil  faz  prova contra contribuinte, além de propiciar penalidades.  O  recorrente  não  traz  outros  elementos  além  daqueles  que  já  foram  questionados  pela  autoridade  lançadora  e  aqueles  suscitados  pela  autoridade  de  primeira  instância.  Ante  a  falta  de  provas  robustas  que  respaldem  as  alegações  do  contribuinte  recorrente, não há como acolher seus argumentos nesta parte.  Dos Lucros Distribuídos (ITEM 2 DO AUTO)  A isenção dos lucros distribuídos está prevista no art. 10 da Lei no 9.249, de  26 de dezembro de 1995:  Art.  10.  Os  lucros  ou  dividendos  calculados  com  base  nos  resultados apurados a partir do mês de  janeiro de 1996, pagos  ou  creditados  pelas  pessoas  jurídicas  tributadas  com  base  no  lucro  real,  presumido  ou  arbitrado,  não  ficarão  sujeitos  à  incidência do imposto de renda na fonte, nem integrarão a base  de cálculo do imposto de renda do beneficiário, pessoa física ou  jurídica, domiciliado no País ou no exterior.  Parágrafo  único.  No  caso  de  quotas  ou  ações  distribuídas  em  decorrência  de  aumento  de  capital  por  incorporação de  lucros  apurados  a  partir  do  mês  de  janeiro  de  1996,  ou  de  reservas  constituídas com esses lucros, o custo de aquisição será igual à  parcela  do  lucro  ou  reserva  capitalizado,  que  corresponder  ao  sócio ou acionista.  Fl. 1898DF CARF MF Impresso em 29/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/05/2014 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 27/05/201 4 por ANTONIO LOPO MARTINEZ     20 Tratando­se de pessoa jurídica tributada, para que a distribuição aos sócios do  valor excedente aos lucros tributados seja considerada rendimento isento é necessário observar  o disposto no art. 51 da Instrução Normativa no 11, de 21 de fevereiro de 1996:  Art.  51.  Não  estão  sujeitos  ao  imposto  de  renda  os  lucros  e  dividendos pagos ou creditados a sócios, acionistas ou titular de  empresa individual.  §1o  O  disposto  neste  artigo  abrange  inclusive  os  lucros  e  dividendos  atribuídos  a  sócios  ou  acionistas  residentes  ou  domiciliados no exterior.  §2o  No  caso  de  pessoa  jurídica  tributada  com  base  no  lucro  presumido ou arbitrado, a parcela dos lucros ou dividendos que  exceder  o  valor  da  base  de  cálculo  do  imposto,  diminuída  de  todos os impostos e contribuições a que estiver sujeita a pessoa  jurídica,  também  poderá  ser  distribuída  sem  a  incidência  do  imposto,  desde  que  a  empresa  demonstre,  através  de  escrituração  contábil  feita  com  observância  da  lei  comercial,  que  o  lucro  efetivo  é  maior  que  o  determinado  segundo  as  normas para apuração da base de cálculo do imposto pela qual  houver optado, ou seja, o lucro presumido ou arbitrado.  §3o A parcela dos rendimentos pagos ou creditados a  sócio ou  acionista ou ao  titular da pessoa  jurídica  submetida ao  regime  de tributação com base no lucro real, presumido ou arbitrado, a  título de lucros ou dividendos distribuídos, ainda que por conta  de  período  base  não  encerrado,  que  exceder  ao  valor  apurado  com base na escrituração, será imputado aos lucros acumulados  ou reservas de lucros de exercícios anteriores, ficando sujeita a  incidência do imposto de renda calculado segundo o disposto na  legislação específica, com acréscimos legais.  §4o  Inexistindo  lucros  acumulados  ou  reservas  de  lucros  em  montante  suficiente,  a  parcela  excedente  será  submetida  à  tributação nos termos do art. 3º, § 4º, da Lei nº 7.713, de 1988,  com base na tabela progressiva a que se refere o art. 3º da Lei nº  9.250, de 1995.  §5o A isenção de que trata o caput não abrange os valores pagos  a  outro  título,  tais  como  pro  labore,  aluguéis  e  serviços  prestados.  §6o  A  isenção  de  que  trata  este  artigo  somente  se  aplica  em  relação aos lucros e dividendos distribuídos por conta de lucros  apurados no encerramento de período base ocorrido a partir do  mês de janeiro de 1996.  §7o  A  distribuição  de  rendimentos  a  título  de  lucros  ou  dividendos, que não tenham sido apurados em balanço, sujeita­ se à incidência do imposto de renda na forma prevista no § 4º.   Como  se  percebe,  a  isenção  do  valor  que  exceder  a  base  de  cálculo  do  imposto  deduzidos,  todos  os  impostos,  distribuído  pela  pessoa  jurídica  tributada,  está  condicionada à apuração de lucro efetivo, mediante escrituração contábil feita com observância  à lei comercial ( art. 51, §2o, do art. 51 da Instrução Normativa no 11, de 1996). Os valores que  excederem ao lucro apurado na escrituração, serão imputados aos lucros acumulados ou lucros  de  exercícios  anteriores  e  tributados  de  acordo  com  a  legislação  específica  ou,  inexistindo  Fl. 1899DF CARF MF Impresso em 29/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/05/2014 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 27/05/201 4 por ANTONIO LOPO MARTINEZ Processo nº 10980.726419/2011­13  Acórdão n.º 2202­002.650  S2­C2T2  Fl. 12          21 lucros acumulados, a parcela será tributada com base na tabela progressiva da pessoa física (  art. 51, §§ 3o e 4o, do art. 51 da Instrução Normativa no 11, de 1996).  Na matéria  em  questão  uma  pessoa  jurídica  cedente  ao  se  desfazer  de  um  ativo, assumiu um ônus que no caso concreto não foi transferido para o resultado. Desse modo  reconhece­se que o lucro distribuído não ocorreu efetivamente.  A  descrição  do  que  ocorreu  no  caso  concreto  pode  ser  vista  como  grande  nitidez na leitura do termo de verificação fiscal às fls. 1371.    Ao  se pronunciar  sobre  essa matéria  assim  especifica  a DRJ,  as  fs.  1746  a  1747, afirma:  Como se verifica, a origem da discussão, relativa à existência ou  não de  lucros a serem distribuídos com o benefício da  isenção,  remete a contrato de cessão de direitos creditórios firmado entre  a TIBAGI DESENVOLVIMENTO E PARTICIPAÇÕES LTDA e a  TIBAGI  ENGENHARIA  E  CONSTRUÇÕES  LTDA,  tendo  o  autuado  como  anuente,  juntado  pelo  impugnante  às  fls.  Fl. 1900DF CARF MF Impresso em 29/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/05/2014 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 27/05/201 4 por ANTONIO LOPO MARTINEZ     22 1506/1508.  Conforme  descreve  o  impugnante,  à  fl.  1413  e  seguintes,  tal  operação  de  cessão  de  crédito  foi  objeto  de  autuação  no  Processo  Administrativo  Fiscal  nº  10980.726251/201146,  no  qual  se  reputou  haver  omissão  de  receita,  com  base  no  ganho  obtido  na  cessão  de  crédito,  pela  cessionária.  No  caso,  em  face  da  receita  da  cessionária,  concluiu­se que a cedente teria perda a ser reconhecida em seu  resultado, que não havia sido oportunamente contabilizada e que  resultaria  em  inexistência  de  lucros  a  serem  distribuídos  à  pessoa física com o benefício fiscal da isenção.  Da mesma forma que em relação ao contrato antes analisado, de  cessão  de  direitos  creditórios  entre  a  então  TIBAGI  ENGENHARIA,  CONSTRUÇÕES  E  MINERAÇÃO  LTDA  (cedente)  e  BRUNO  LACOMBE  MIRAGLIA  (cessionário),  o  cerne da questão, portanto, é a existência ou não de onerosidade  no contrato de fls. 1506/1508.  A questão primordial para caracterizar se uma cessão é onerosa  ou gratuita  reside no  fato de haver ou não contrapartida a  ser  dada pela cessionária, ou seja, de qualquer ônus a ser assumido  pela interessada.  Nesse  aspecto,  verifica­se,  de  imediato,  que  inexiste  qualquer  menção  a  esse  respeito  nas  cláusulas  do  citado  contrato  de  cessão de direitos creditórios.  Ainda  que  as  partes  objetivassem,  como  alegado,  “sanear  as  obrigações  mutuarias  existentes  entre  si,  bem  como  melhorar  seus  balanços  patrimoniais”,  eventuais  ônus  ou  contrapartidas  que do contrato adviessem haveriam de estar expressamente nele  previstos.  Caso  fosse  a  vontade  das  partes  que  o  crédito  de  R$  45.000.000,00  fosse  convertido  em  adiantamento  para  futuro  aumento  de  capital  da  TIBAGI  ENGENHARIA,  conforme  escriturado  na  conta  2540000  Reservas  de  AFAC  (fl.  1515),  deveriam  ter  consignado  expressamente  tal  pretensão  no  Contrato  de  Cessão  de  Direitos  Creditórios  Decorrentes  de  Contratos  de  Mútuos  firmado  em  28/07/2006,  pois  a  escrituração contábil  não constitui  prova, por  si  só,  dos atos  e  fatos  nela  registrados,  devendo  estar  ela  lastreada  em  documentação hábil e idônea, conforme dispõe o art. 923 do RIR  de 1999.  Ademais,  o  lançamento,  na  contabilidade  da  TIBAGI  ENGENHARIA,  de  R$  45.000.000,00  a  crédito  da  conta  n°  2540000  Reservas  de  AFAC  (fl.  1515),  com  contrapartida  devedora na conta 1512001Créditos C/Pessoas Ligadas/Créditos  e Mútuos Diretores/Bruno Lacombe Miraglia em 28/07/2006 (fl.  1511),  após  o  lançamento  de  ajuste  em 30/08/2006  (fls.  1512),  estaria lastreado no Contrato de Abertura de Crédito n° 07/2006  (fls.  1529/1530),  celebrado  entre  a TIBAGI ENGENHARIA  e  o  sócio BRUNO LACOMBE MIRAGLIA em 03/07/2006.  Dessa  forma,  conclui­  se  que,  de  fato,  deveria  a  TIBAGI  DESENVOLVIMENTO,  em  face  da  natureza  não  onerosa  da  cessão  de  direito  creditório,  reconhecer  a  perda  de  R$  45.000.000,00, o que se faria refletir na distribuição de lucro  Fl. 1901DF CARF MF Impresso em 29/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/05/2014 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 27/05/201 4 por ANTONIO LOPO MARTINEZ Processo nº 10980.726419/2011­13  Acórdão n.º 2202­002.650  S2­C2T2  Fl. 13          23 Portanto,  inexistindo  lucros acumulados ou  reservas de  lucros  em montante  suficiente, a parcela excedente será submetida à tributação nos termos do art. 3º, § 4º, da Lei nº.  7.713, de 1988, com base na tabela progressiva a que se  refere o art. 3º da Lei nº. 9.250, de  1995, com as alterações posteriores. Não há como acolher o argumento de que o correto seria a  cobrança do imposto de renda na fontes por pagamento sem causa, pois estaria em desacordo  com o que prescreve a legislação.  Nunca é demais alertar para o fato de que a violação das regras contábeis e  lançamentos  sem  vinculação  exata  com  as  operações  efetivamente  realizadas  apenas  para  simular  um  lucro  inexistente  é  prática  ilícita,  fraudulenta  e  pode  acarretar  responsabilização  pessoal  dos  administradores  e  dos  sócios  beneficiados,  com  seu  próprio  patrimônio,  em  indenizações decorrentes deste  ato. Caso  constatada essa hipótese,  os  sócios  são obrigados  à  reposição dos lucros que foram distribuídos em prejuízo do capital social.  No  caso  concreto,  uma  vez  que  não  tenho  reparos  a  realizar  nas  considerações  expressas  no  termo  de  verificação  fiscal,  e  considerando  que  acompanho  o  arrazoado da DRJ nesse tópico mantenho intocado o lançamento nessa parte.  Dos outros rendimentos (PARTE DO ITEM 3 DO AUTO)  A  partir  da  conta  de  mútuo  da  pessoa  física  do  contribuinte  recorrente  fiscalizada  as  fls  1278  a  1312,  coletada da  ação  fiscal  executada na  pessoa  física  da Tibage  Eng,  e  Construções  Ltda,  da  qual  o  contribuinte  é  sócio  gerente majoritário,  o mesmo  teria  auferido os seguintes rendimentos:     Da análise do conjunto de elementos existentes, não há como reconhecer que  as  transferências  de  recursos,  embora  sob  a  roupagem  formal  empregada,  eram  meramente  decorrentes  de  empréstimos  que  seriam  devolvidos  à  pessoa  jurídica,  uma  vez  que  não  retornavam e não se prestavam a atender à  finalidade alegada, não  traduzindo materialmente  contratos de mútuo, salientando­se, ademais, que o  impugnante sequer cogita comprovar que  posteriormente,  passados  vários  anos,  teria  cumprido  os  contratos,  com  a  devolução  dos  recursos obtidos.  Conforme  constatado,  no  caso  do  valor  recebido  de  Franklin  Delano  Magalhães Advogados  (fls.  1313),  trata­se de valor pago pela Tibagi Engenharia,  a maior,  a  título de honorários  advocatícios, decorrentes de ação ordinária movida pela mesma contra a  União, onde obteve decisão favorável, e que deveria ter sido devolvida para a fonte pagadora, a  pessoa  jurídica.  No  entanto,  o  valor  foi  restituído  diretamente  ao  sócio  majoritário,  constituindo­se em remuneração mantida à margem da tributação.  A  DRJ  em  sua  análise  também  detalhou  cuidadosamente  item  a  item  os  valores referidos, tal como se constata as fls. 1750 a 1751.   Fl. 1902DF CARF MF Impresso em 29/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/05/2014 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 27/05/201 4 por ANTONIO LOPO MARTINEZ     24 Segundo  o  impugnante,  todos  os  valores  encontram­se  acobertados  por  contratos  de  mútuo  firmados  com  a  empresa  TE, estando as razões de impugnação baseadas nos documentos  apresentados às fls. 1516/1544.  O  valor  de R$ 38.000,00 consta,  à  fl.  1517,  no  livro Razão da  TE,  na  conta  de  “CONTRATOS DE MÚTUO”  com  a  empresa  JATOBA AGRICULTURA E PECUÁRIA LTDA, com o histórico  “VLR ENTREGUE A BRUNO LACOMBE MIRAGLIA P/ PGTO  IPTU”; às fls. 1524/1525, contrato de mútuo entre a TE e BLM  e,  às  fls.  1526/1527,  conforme  o  “registro  auxiliar”,  que  indicaria a concessão de recursos de R$ 350.341,57, no mês de  abril de 2006.  Em  relação  ao  valor  de  R$  530.450,00,  recebido  de  CARLOS  SEARA MURADAS, consta, à fl. 1528, no livro Razão da TE, na  conta “DEP. E CAUÇÕES ORDINÁRIOS” de CARLOS SEARA  MURADAS,  a  transferência,  em  14/07/2006,  com  o  histórico  “VLR  TRANSFERIDO  P/BRUNO  LACOMBE MIRAGLIA”;  às  fls.  1529/1530,  contrato  de  abertura  de  crédito  de  R$  45.930.000,00  da TE para BLM e,  às  fls.  1531/1532,  anotação  dos valores correspondentes em “registro auxiliar”, que indicam  a  concessão de  recursos de R$ 45.920.398,91, no mês de  julho  de 2006, dos quais apenas R$ 139.525,71 teriam sido devolvidos  no  mês  de  agosto  de  2006.  Tais  registros  não  apresentam  correlação aparente com o contrato de mútuo de fls. 1520/1523,  entre CARLOS  SEARA MURADAS  (mutuante)  e  a  empresa  TE  (mutuaria), em 26/05/2005, que noticia a “abertura de crédito”  de R$  1.200.000,00;  nem com  o  “instrumento  de  quitação”  de  fls.  1518/1519,  datado  de  24/04/2006,  em  que  a  TE,  como  mutuaria,  teria  quitado  dívida  de  R$  1.090.902,77,  que  havia  contraído com CARLOS SEARA MURADAS, mutuante.  Quanto ao valor de R$ 1.866.176,80 recebidos de FRANKLIN D.  GUIMARÃES,  encontra­se  lançado, à  fl.  37,  no  livro Razão da  TE,  na  conta  “OUTROS  PRESTADORES  DE  SERVIÇOS”  “FRANKLIN  D.  MAGALHÃES  ADVOG.  ASSOC.  LTDA”,  a  crédito,  com  o  histórico  “VL.  NUMERÁRIO  DEVOLVIDO  P/BRUNO  LACOMBE  MIRAGLIA  CFE  AUTORIZAÇÃO  DE  TIBAGI  ENGENHARIA”.  O  interessado  apresenta,  ainda,  contrato de abertura de crédito, às fls. 1533/1534, acompanhado  do  “registro  auxiliar”  de  fls.  1535/1536,  indicando  que  teria  ocorrido a concessão de recursos de R$ 4.274.639,37, no mês de  dezembro de 2006, dos quais não há indicação de devolução de  valor algum na forma estipulada contratualmente.  À  fl.  1538,  encontra  se o  lançamento  contábil  de R$ 85.000,00  (no  livro  Razão  da  TE,  na  conta  “OUTROS  VALORES  A  RECEBER/COMPASA  DO  BRASIL  DISTR.  DERIV.  PETRÓLEO”),  sob  o  histórico  “VL.  ENTREGUES  A  BRUNO  LACOMBE MIRAGLIA,  CONF.  CTO  DE  MUTUO  FIRMADO  ENTRE AS  PARTES,  CFE.  RECEBIMENTO DE  5  PARCELAS  DA COPADA EM 2006”,  em  02/01/2007.  À  fl.  1539,  na  conta  “OUTROS  VALORES  A  RECEBER/ADIANTAMENTO  A  FORNECEDORES/EROS  GRADOWSKI  JUNIOR”,  o  lançamento  contábil  de  R$  188.000,00,  com  o  histórico  “VL.  ENTREGUE  A  BRUNO  LACOMBE  MIRAGLIA,  CONF.  CTO  DE MUTUO FIRMADO ENTRE AS PARTES”, em 02/01/2007.  Fl. 1903DF CARF MF Impresso em 29/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/05/2014 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 27/05/201 4 por ANTONIO LOPO MARTINEZ Processo nº 10980.726419/2011­13  Acórdão n.º 2202­002.650  S2­C2T2  Fl. 14          25 À  fl.  1540,  na  conta  “DÉBITO  COM  PESSOAS  LIGADAS/CONTRATOS  DE  MÚTUO/OSVALDO  FERNANDO  CELLA”, verifica­se a contabilização do valor de R$ 29.000,00,  em  02/01/2007,  a  título  de  “VL.  ENTREGUE  A  BRUNO  LACOMBE MIRAGLIA,  CONF.  CTO  DE  MÚTUO  FIRMADO  ENTRE  AS  PARTES”.  Às  fls.  1541/1542,  contrato  de  mútuo  a  que se refeririam os lançamentos contábeis da TE, acompanhado  do  “registro  auxiliar”  de  fls.  1543/1544,  que  indicaria  o  fornecimento  de  recursos de R$ 802.285,86,  no mês  de  janeiro  de 2007.  Portanto,  a  matéria  tributada  diz  respeito  aos  contratos  de  mútuo que a autoridade fiscal reputou não estarem devidamente  comprovados, questão que no Termo de Encerramento de Ação  Fiscal  encontra­se  desenvolvida  na  análise  dos  “Contratos  de  Abertura de Crédito”, às fls. 1373/1386.  Os  contratos  de  mútuos  apresentados  embora  procurem  dar  suporte  as  operações  discutidas  não  foram  aceitos  pela  fiscalização  devido  a  inconsistências  detectadas  nos: i) histórico dos registros contábeis, ii) registros contábeis omitidos, iii) registro no cartório  de  títulos  e  documentos,  iv)  data  de  lavratura  dos  instrumentos  particulares,  v)  situação  financeira da fiscalizada e vii) outros indícios.  Na  análise  desse  conjunto  de  inconsistências  assim  se  pronunciou  a  autoridade recorrida, conforme se extrai do relatório da autoridade recorrida:  Nesse  sentido,  para  a  fiscalização,  existem  inconsistências  que  poderiam  individualmente  ser  consideradas  de  menor  importância,  mas  que  quando  analisadas  de  forma  global  assumem relevância que não pode ser ignorada.  A respeito, a fiscalização apresenta os seguintes fatos:  a)  em  “Histórico  dos  registros  contáveis”,  descreve  a  falta  de  uniformidade nos critérios de escrituração por parte da pessoa  jurídica em relação aos contratos de abertura de crédito, quando  os  lançamentos  contábeis  são  confrontados  com  registros  das  demais  operações  realizadas,  uma  vez  que  nesses  há  especificação  condizente  com  as  normas  da  contabilidade  (históricos  objetivos  com a  indicação,  por  exemplo,  do  número  do cupom fiscal e da nota fiscal correspondente, pressupondo a  disponibilidade,  pelo  operador  contábil,  dos  documentos  que  lhes davam embasamento), ao passo que naqueles, relativos aos  supostos mútuos, há extenso histórico, mas sem identificação do  contrato a que se refere, embora supostamente já  tivessem sido  assinados nos primeiros dias de cada mês; destaca que o fato se  repete  nos  três  anos  fiscalizados,  o  que  descarta  a  hipótese  de  erro; conclui que a omissão dos dados específicos dos contratos  permite  inferir  que  foram  eles  criados  posteriormente  aos  registros contábeis, ocasião em que receberam a numeração;  b)  no  tópico  “Registros  contábeis  omitidos”,  relata  a  falta  de  contabilização  regular  dos  valores  amortizados,  pela  pessoa  física,  dos  valores  cedidos;  narra  a  intimação  efetuada  e  a  resposta  apresentada,  aduzindo  que,  no  caso  específico,  em  Fl. 1904DF CARF MF Impresso em 29/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/05/2014 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 27/05/201 4 por ANTONIO LOPO MARTINEZ     26 exame  ao  livro  Diário,  foram  constatados  apenas  dois  dos  valores  amortizados,  dependendo  os  demais  de  controles  auxiliares, os quais, por sua vez, necessitam de outras planilhas  auxiliares,  o  que  tornaria  a  leitura  contábil  dificultosa  ou  impossível,  contrariando  o  princípio  fundamental  da  contabilidade  que  “os  registros  auxiliares,  quando  adotados,  devem  obedecer  aos  preceitos  gerais  da  escrituração  contábil,  observadas as peculiaridades de sua função”;  c)  sob  o  item “Registro  no  cartório  de  Títulos  e  documentos”,  considera  que  os  contratos  estariam  sujeitos  a  registro  no  Cartório de Títulos e Documentos, em face do art. 129, § 9º, da  Lei  nº  6.015,  de  31  de  dezembro  de  1973  (Lei  dos  Registros  Públicos);  d)  em  “Data  da  lavratura  dos  ‘instrumentos  particulares’”,  ressalta  que  os  contratos  eram  datados  como  se  elaborados  e  assinados no dia 1º de cada mês, ainda que a data incidisse em  domingos  e  feriados,  o  que  constitui  indicativo  de  que  eram  confeccionados  posteriormente,  quando  os  valores  já  se  encontravam  contabilizados,  destacando  que  nenhum  dos  contratos  tem  valor  inferior  ao  que  se  está  mensalmente  contabilizado,  fato que  consideraria passível de ocorrer  caso o  crédito aberto não fosse suficiente para cobrir o valor cedido no  mês;  conclui  que  foram  inseridas  datas  falsas  em  todos  os  contratos de mútuo, lavrados em data posterior aos lançamentos  contábeis,  identificados  como  controles  auxiliares  na  coluna  valores cedidos;  e)  acerca  da  “Situação  financeira  da  fiscalizada”,  aponta  incongruência  na  concessão  de  crédito  à  pessoa  física  em  face  das  dificuldades  financeiras  verificadas  na  pessoa  jurídica,  consistentes em adesão a programas de parcelamento, programa  de  recuperação  de  créditos  bancários,  repactuação  de  dívidas  antigas, penhora de bens e prejuízos contábeis em diversos anos;  ressalta que a pessoa jurídica, ao mesmo tempo em que empresta  recursos,  sem contraprestação,  à  pessoa  física,  seria  tomadora  de empréstimos bancários com pesados encargos;  f)  em  “Outros  indícios”,  descreve:  inércia,  falta  de  ação,  desídia, inexistência de providências amigáveis ou judiciais para  a  recuperação  dos  créditos  em  relação  aos  mutuários  (pessoa  física  e  pessoas  jurídicas);  concessão  de  novos  créditos,  a  despeito da continuada e reiterada inadimplência; existência de  íntima relação pessoal entre as partes (no caso, entre o autuado  e a pessoa jurídica que representa e pela qual assina); o fato de  que,  apenas  após  indagação  acerca  de  contrato  mencionado  como  “firmado  em  25/01/1994,  com  aditivos  em  24/01/2000,  02/01/2002 e 09/10/2002”,  foi  prestada a  informação de que o  mesmo  não  existia,  assim  como  os  termos  aditivos  citados,  sendo, então, juntado um termo aditivo com data de 14/02/2006,  ao contrato de 03/01/2006, que, além de conter erros grosseiros  de  redação,  não  havia  sido  antes  apresentado,  o  que  corroboraria  o  entendimento  de  que  os  contratos  foram  elaborados  para  justificar  a  entrada/saída  de  numerário  da  pessoa jurídica, após certo tempo dos lançamento registrados na  contabilidade.  Fl. 1905DF CARF MF Impresso em 29/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/05/2014 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 27/05/201 4 por ANTONIO LOPO MARTINEZ Processo nº 10980.726419/2011­13  Acórdão n.º 2202­002.650  S2­C2T2  Fl. 15          27 Com  base  nessas  ponderações,  a  fiscalização  conclui:  “Pelas  razões  e  motivos  acima  expostos,  ficam  desconstituídas  ou  desconsideradas  as  operações  supostamente  contratadas  como  mútuo,  cujos  contratos  receberam  o  título  de  Contrato  de  Abertura  de  Crédito,  com  as  implicações  adiante  comentadas,  tendo em vista restar caracterizadas a declaração enganosa de  vontade sendo ilícitos os atos praticados”.  A  DRJ  em  sua  análise  não  concordou  com  todas  as  ponderações  da  fiscalização,  mas  também  não  considerou  devidamente  demonstrados  os  argumentos  do  recorrente.  Na  discussão  de  que  trata  o  presente  processo,  a  despeito  das  contestações  apresentadas,  não  se  observam  os  elementos  básicos  caracterizadores  do  mútuo,  havendo,  pelo  contrário,  nítido desvirtuamento dos seus pressupostos.  Abstraindo  da  falta  de  demonstração  contábil  já  descrita,  as  amortizações  dos  mútuos,  segundo  os  registros  auxiliares  apresentados,  seriam  parciais  e  desproporcionais  aos  valores  cedidos,  sempre  em  detrimento  da  pessoa  jurídica,  que  se  encontrava  em  dificuldade  financeira,  expressamente  admitida  na  transcrição  de  sua  impugnação.  Mesmo  havendo  inadimplência,  com  a  não  devolução  dos  recursos  no  prazo  contratual  de  noventa  dias,  novos  contratos  eram  firmados,  mensalmente,  em  nítido  prejuízo  da  pessoa  jurídica  e  em  benefício  da  pessoa  física.  Ou  seja,  desse  modo,  não  se  justificava  a  existência  dos  contratos,  posto  que  o  alegado  objetivo  não  era  alcançado.  A  pessoa  física  obtinha  vultosas  quantias e delas devolvia apenas parte; firmava novos contratos  de mútuo  e,  podendo  até mesmo  fazê­lo  com os  recursos  antes  obtidos, quitava os contratos de menor valor, permanecendo em  mora  quanto  aos  grandes  valores. Convenientemente,  a  pessoa  física  figurava  nos  contratos  como  mutuário  e  como  representante  da  pessoa  jurídica,  valendo  se  dessa  condição  para  obter  recursos  sem  ônus  pela  mora,  sem  riscos  pelo  inadimplemento  e,  sob  a  aparência  de  mútuo,  sem  sofrer  a  tributação da renda. A pessoa jurídica, nesse contexto, não teria  interesse  algum  nos  contratos  firmados,  uma  vez  que,  ao  final,  apenas  cedeu  valores  que  não  retornaram  para  sua  atividade  operacional,  ao  mesmo  tempo  em  que  era,  como  consta  da  afirmativa  fiscal,  tomadora  de  recursos  de  instituições  financeiras,  sujeita  a  pesados  encargos,  o  que  desnatura  a  suposta convergência de interesses na celebração dos contratos.   Não se tratam de contratos eventuais em que o sócio acabou por  permanecer  em  débito  com  a  pessoa  jurídica.  São  contratos  mensais, celebrados nos mais diversos valores e sem explicação  plausível  para  que  tenham  existido,  uma  vez  que  resultam  em  valores não devolvidos pela pessoa física e não remunerados no  período de inadimplência, em prejuízo de uma parte e benefício  da outra.   Pelo conjunto de elementos existentes, não há como reconhecer  que  as  transferências  de  recursos,  embora  sob  a  roupagem  Fl. 1906DF CARF MF Impresso em 29/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/05/2014 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 27/05/201 4 por ANTONIO LOPO MARTINEZ     28 formal empregada, eram meramente decorrentes de empréstimos  que  seriam  devolvidos  à  pessoa  jurídica,  uma  vez  que  não  retornavam e não se prestavam a atender à finalidade alegada,  não  traduzindo materialmente contratos de mútuo,  salientando­ se,  ademais,  que  o  impugnante  sequer  cogita  comprovar  que  posteriormente,  passados  vários  anos,  teria  cumprido  os  contratos, com a devolução dos recursos obtidos.  Ante aos elementos de prova apresentados, não há como afastar o lançamento  no que toca aos valores apurados pela fiscalização. Todos os elementos analisados convergem  para  a  conclusão  de  que  os  mútuos  neste  caso  é  um  disfarce,  sem  substância,  constituído  apenas para dar um suporte lícito para os recursos movimentados.   Não  identifico  também  relação  direta  entre Auto  de  infração  apontado  pela  autoridade  recorrida  e  as  infração  que  estão  sendo  apontadas  neste  auto. O Auto  comentado  refere­se a 2008, tendo fatos geradores no ano de 2003. No presente auto de infração os anos  calendários são outros. Desse modo não identifica um tratamento desigual tal como observado  pelo recorrente.  Da Presunção baseada em Depósitos Bancários (ITEM 1 DO AUTO)  O lançamento  fundamenta­se em depósitos bancários. A presunção  legal de  omissão de rendimentos com base nos depósitos bancários está condicionada apenas à falta de  comprovação  da  origem  dos  recursos  que  transitaram,  em  nome  do  sujeito  passivo,  em  instituições financeiras, ou seja, pelo artigo 42 da Lei n° 9.430/1996, tem­se a autorização para  considerar ocorrido o “fato gerador” quando o contribuinte não logra comprovar a origem dos  créditos efetuados em sua conta bancária, não havendo a necessidade do fisco juntar qualquer  outra prova.  Via de  regra,  para  alegar  a ocorrência de “fato gerador”,  a autoridade deve  estar  munida  de  provas.  Mas,  nas  situações  em  que  a  lei  presume  a  ocorrência  do  “fato  gerador” (as chamadas presunções legais), a produção de tais provas é dispensada. Neste caso,  ao Fisco cabe provar tão­somente o fato indiciário (depósitos bancários) e não o fato jurídico  tributário (obtenção de rendimentos).  No texto abaixo reproduzido, extraído de “Imposto sobre a Renda ­ Pessoas  Jurídicas” (Justec­RJ; 1979:806), José Luiz Bulhões Pedreira sintetiza com muita clareza essa  questão:  O efeito prático da presunção legal é inverter o ônus da prova:  invocando­a, a autoridade lançadora fica dispensada de provar,  no caso concreto, que ao negócio jurídico com as características  descritas na lei corresponde, efetivamente, o fato econômico que  a  lei  presume  ­  cabendo  ao  contribuinte,  para  afastar  a  presunção (se é relativa) provar que o fato presumido não existe  no caso.  Assim,  o  comando  estabelecido  pelo  art.  42  da  Lei  nº  9430/1996  cuida  de  presunção  relativa  (juris  tantum)  que  admite  a  prova  em  contrário,  cabendo,  pois,  ao  sujeito  passivo  a  sua  produção.  Nesse  passo,  como  a  natureza  não­tributável  dos  depósitos  não  foi  comprovada  pelo  contribuinte,  estes  foram  presumidos  como  rendimentos.  Assim,  deve  ser  mantido o lançamento.  Antes  de  tudo  cumpre  salientar  que  a  presunção  não  foi  estabelecida  pelo  Fisco  e  sim pelo  art.  42 da Lei n° 9.430/1996. Tal dispositivo outorgou ao Fisco o  seguinte  Fl. 1907DF CARF MF Impresso em 29/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/05/2014 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 27/05/201 4 por ANTONIO LOPO MARTINEZ Processo nº 10980.726419/2011­13  Acórdão n.º 2202­002.650  S2­C2T2  Fl. 16          29 poder: se provar o fato indiciário (depósitos bancários não comprovados), restará demonstrado  o fato jurídico tributário do imposto de renda (obtenção de rendimentos).   É inadmissível aceitar alegações quando desacompanhadas de provas. Assim,  a ocorrência do fato gerador decorre, no presente caso, da presunção legal estabelecida no art.  42 da Lei n° 9.430/1996. Verificada a ocorrência de depósitos bancários cuja origem não foi  devidamente  comprovada  pelo  contribuinte,  é  certa  também  a  ocorrência  de  omissão  de  rendimentos  à  tributação,  cabendo  ao  contribuinte  o  ônus  de  provar  a  irrealidade  das  imputações  feitas.  Ausentes  esses  elementos  de  prova,  resulta  procedente  o  feito  fiscal  em  nome do contribuinte.  Se o ônus da prova, por presunção legal, é do contribuinte, cabe a ele a prova  da origem dos recursos utilizados para acobertar seus acréscimos patrimoniais.  Súmula CARF nº 26: A presunção estabelecida no art. 42 da Lei  nº 9.430/96 dispensa o Fisco de comprovar o consumo da renda  representada  pelos  depósitos  bancários  sem  origem  comprovada.  No  que  se  refere  aos  depósitos  mantidos,  DRJ  se  pronunciou  da  seguinte  maneira:   ­  R$  20.000,00  em  16/01/2008,  no  SAFRA  S/A  (poupança):  refere­se  a  operação  de  “DEPÓSITO”  em  conta  de  poupança  (fl.  1710),  conforme  extrato  de  poupança,  à  fl.  385;  o  impugnante  argüiu,  à  fl.  1687,  que  a  operação  decorreu  de  “resgate  FDO  PLB”  conforme  “Extrato  01/2008”;  não  há,  porém, nos extratos bancários que instruem o presente processo,  às  fls.  90/673,  registro  de  aplicação  que  corresponda  ao  depósito efetuado; notese que no “Demonstrativo Consolidado”  das  contas  mantidas  no  Banco  SAFRA  S/A,  à  fl.  355,  apenas  encontra­se  anotada  a  disponibilidade  dos  recursos  da  poupança,  em  16/01/2008,  como  integrantes  da  “Conta  Investimento”,  sendo  que,  em  17/01/2008,  parte  dos  recursos  (R$ 10.043,28)  foi  direcionada para  a  cobertura  de  débito  (R$  12.265,75), do que resultou “saldo em conta” de R$ 0,00 e em  “conta investimento” de R$ 9.956,72; ressalte­se que, à fl. 231,  no  extrato  do  CITIBANK,  consta  operação  de  resgate  de  aplicação financeira, em 16/01/2008, no valor de R$ 97.972,41,  recurso  esse que, descontado do  imposto de  renda na  fonte, de  R$  931,43,  resultando  em  R$  97.040,98,  foi  transferido  da  “conta corrente de investimentos” para cobrir saldo negativo da  “conta  corrente”,  em  21/01/2008,  à  fl.  233;  resta  não  comprovada  a  origem  do  deposito  de  R$  20.000,00  em  16/01/2008;  ­  R$  17.000,00  em  17/04/2008  no  SAFRA  S/A:  equivoca­se  o  impugnante,  haja  vista  que  não  há  operação  de  crédito  desse  valor  no  dia  17/04/2008;  havia,  sim,  dois  depósitos  no  dia  16/04/2008 (fl. 1710), ambos de R$ 17.000,00 no SAFRA S/A, um  em  poupança  (“DEPÓSITO”,  à  fl.  384)  e  outro  em  conta  corrente  (“DP  CH  SAF”,  à  fl.  359),  sendo  que  o  depósito  em  poupança  já  havia  sido  excluído  pela  autoridade  fiscal,  como  revelou  a  diligência  efetuada,  à  fl.  1715;  à  fl.  1688,  o  Fl. 1908DF CARF MF Impresso em 29/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/05/2014 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 27/05/201 4 por ANTONIO LOPO MARTINEZ     30 impugnante, embora tenha trocado uma das datas, suscita que os  valores são decorrentes de “Conta única C/C e poupança” e de  “saldo  de  investimentos  nesta  data”;  a  parte  procedente  da  contestação  já  foi  atendida  na  confecção  do  lançamento;  o  extrato  de  fl.  359  é  de  consolidação  das  contas,  registrando,  portanto, a mesma operação de crédito de R$ 17.000,00 (como  evidencia  a  anotação  de  “retirada”  de  R$  9.637,07,  à  fl.  384,  que é referente à cobertura do saldo devedor antes existente, à fl.  359);  a  exclusão  efetuada  pela  autoridade  fiscal  anulou  a  duplicidade,  remanescendo  uma  operação  de  crédito  de  R$  17.000,00,  sob  o  histórico  “DP  CH  SAF”;  remanesce,  desse  modo, não justificada a origem do crédito discutido;  ­  R$  42.605,73  em  17/04/2008,  no  SAFRA  S/A  (poupança):  é  referente ao “DEPÓSITO” em poupança do SAFRA S/A de R$  42.605,73,  conforme  consta  do  extrato  bancário  de  fl.  388;  o  impugnante, à fl. 1688, aventa se tratar de “saldo investimentos  nesta  data”,  reportando­se,  aparentemente,  ao  extrato  consolidado, à fl. 360; como se verifica, o saldo alegado adveio  justamente do depósito cuja origem não foi justificada, devendo  o valor ser mantido na base de cálculo do lançamento;  ­  R$  7.667,29  em  23/04/2008  no  SAFRA  S/A:  o  contribuinte  havia sido indagado a respeito de duas “ordens de crédito” de  R$ 7.667,29 no dia 23/04/2008 (fl. 1711), uma em poupança (fl.  384) e outra em conta corrente (fl. 360) do SAFRA S/A; alegou,  à fl. 1688, que o valor creditado em poupança é referente ao fato  de  se  tratar  de  “conta  única  C/C  e  conta  poupança”  e  que  o  valor  creditado  na  conta  corrente  adveio  de  TED  de  mesma  titularidade  do  Banco  ITAÚ;  o  crédito  em  poupança  já  foi  excluído  no  lançamento,  como  consta  à  fl.  1715;  quanto  ao  crédito em conta corrente, não consta alegada origem no extrato  do  Banco  ITAÚ  do  mês  de  abril/2008,  às  fls.  478/487,  descabendo modificar o lançamento quanto a esse valor.  Nesse  depósitos,  não  há  reparos  a  fazer  na  decisão  da DRJ.  Especialmente  tendo em vista que no recurso o recorrente não questiona os mesmos especificamente.  Entretanto  na  análise  do  Termo  de  Intimação  foi  possível  verificar  que  no  histórico  do  extrato  identificava  que  alguns  do  depósitos  bancários  tinham  origem  na  AGS  Desenvolvimento e Participações Ltda, bem como das empresas TIBAGI, o que se coadunam  com o  descrito  pelo  recorrente. Nesse  contexto  uma  vez  que  o  próprio  extrato  possibilitaria  identificar a origem do depósito bancário, entendo inoportuna nesse em que a identificação era  clara, e não comportava duvidas quanto a origem, nessa caso seria de se excluir essa parte do  lançamento.   Acrescento  que  não  pode  ser  qualquer  descrição  no  extrato,  mas  apenas  aquela  que  permite  inferir  com  convicção  qual  seria  a  origem.  Uma  vez  que  o  recorrente,  buscou  justificar  os  depósitos  com  contratos  de mútuo  dessas  empresas  e  não  foi  aceito.  A  descrição possibilitaria  a conclusão de que houve uma omissão de  rendimentos  recebidos de  pessoa jurídica, mas não aquele fundamentado em omissão de depósitos bancários.  No ano calendário de 2006, não houve necessidade de fazer qualquer ajuste,  mantendo  os  depósitos  lançados  tal  como  realizado  pelo  fiscalização.  No  relativo  ao  ano  calendário de 2007,  foi  necessário além da exclusão dos depósitos bancários  identificadas  as  origens da AGS Desenvolvimento, excluir aqueles depósitos abaixo de R$ 12.000,00, uma vez  Fl. 1909DF CARF MF Impresso em 29/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/05/2014 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 27/05/201 4 por ANTONIO LOPO MARTINEZ Processo nº 10980.726419/2011­13  Acórdão n.º 2202­002.650  S2­C2T2  Fl. 17          31 que  os  mesmos  não  totalizaram  importância  superior  a  R$  80.000.  No  relativo  ao  anos  calendário  de  2008,  devem  ser  excluídos  os  depósitos  bancários,  tal  como  solicitados  pela  diligência de fls. 1712 ­1715, os que era possível identificar com clareza a parte pagadora.  Os  valores  alterados  encontram­se  nos  quadros  a  seguir  do  ano  calendário  2007 e 2008. A parte final destaca exclusivamente o valor que deve ser excluído no CARF, que  que não sobrepõe aquele já excluído pela DRJ.  Quadro de Valores a Excluir no Ano Calendário 2007 a ) Total de valores constante na Intimação fls.1709 a 1712 5.103.211,01   b) Valores que devem ser excluidos conforme relatório de diligência, fls. 1715 BANCO DATA HISTÓRICO EXTRATO VALOR R$ ITAU  19/06/2007 CEI 00006 DEP CHQ 20.000,00         CITIBANK 18/09/2007 TED D REC. 15.000,00         SAFRA 24/09/2007 TED E 10.000,00         CITIBANK 01/11/2007 TED D REC. 70.000,00         SAFRA 19/11/2007 TED D   5.000,00           120.000,00      c) Valores excluidos pela DRJ 0,00 d) Valores que devem ser excluidos por identificação clara no Histórico BANCO DATA HISTÓRICO EXTRATO VALOR R$ ITAU 07/03/2007 TED AGS DESENVOL 20.000,00         ITAU 11/04/2007 TED AGS DESENVOL 200.000,00      ITAU 02/05/2007 TED AGS DESENVOL 40.000,00         ITAU 09/05/2007 TED AGS DESENVOL 20.000,00         ITAU 16/05/2007 TED AGS DESENVOL 10.000,00         ITAU 17/05/2007 TED AGS DESENVOL 30.000,00         ITAU 18/05/2007 TED AGS DESENVOL 25.000,00         ITAU 06/08/2007 TED AGS DESENVOL 15.000,00         360.000,00      e) Valores que devem ser excluidos por serem inferiores a R$ 12.000,00 BANCO DATA HISTÓRICO EXTRATO VALOR R$ CITIBANK 14/02/2007 TRANSF. CONTAS 10.000,00         CITIBANK 05/02/2007 TEC DEP CHEQUE 8.718,59           18.718,59         e) Valores que devem ser excluidos (b + c + d + e) 498.718,59      f) Valores que devem ser mantidos  (a ‐e) 4.604.492,42   g) Valores Lançados (Auto de Infração) 4.983.211,01   h) Excluir da Base de Cálculo no CARF  (g ‐ f ‐ c) 378.718,59          Fl. 1910DF CARF MF Impresso em 29/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/05/2014 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 27/05/201 4 por ANTONIO LOPO MARTINEZ     32   Quadro de Valores a Excluir no Ano Calendário 2008 a ) Total de valores constante na Intimação fls.1709 a 1712 2.630.180,49   b) Valores que devem ser excluidos conforme relatório de diligência, fls. 1715 BANCO DATA HISTÓRICO EXTRATO VALOR R$ SAFRA 29/02/2008 DEPÓSITO 100.000,00      SAFRA 11/03/2008 DEPÓSITO 300.000,00      SAFRA 19/03/2008 DEPÓSITO 120.661,77      CITIBANK 07/04/2008 TED RECEBIDA 7.500,00           SAFRA  18/04/2008 DEPOSITO 17.000,00         SAFRA 23/04/2008 OR DE CREDITO 7.667,29           SAFRA 17/12/2008 TED D REC. 34.000,00         586.829,06      c) Valores excluidos pela DRJ BANCO DATA HISTÓRICO EXTRATO VALOR R$ ITAU 07/02/2008 DEPÓSITO 6.000,00           CITIBANK 15/02/2008 CREDITO BLOQ JUD 28.400,68         SAFRA 14/03/2008 TED D DV.MOT 57 5.000,00           39.400,68         d) Valores que devem ser excluidos por identificação clara no Histórico BANCO DATA HISTÓRICO EXTRATO VALOR R$ BANCO DATA HISTÓRICO EXTRATO VALOR R$ ITAU 07/02/2008 SISPAG TIBAGI SIST AMB 9.000,00           ITAU 29/08/2008 TED AGS DESENVOL 12.000,00            ITAU 17/04/2008 TED AGS DESENVOL 16.000,00         ITAU 02/09/2008 TED AGS DESENVOL 12.000,00            ITAU 28/04/2008 TED AGS DESENVOL 5.500,00           ITAU 02/09/2008 TED AGS DESENVOL 5.000,00               ITAU 29/04/2008 TED AGS DESENVOL 13.500,00         ITAU 04/09/2008 TED AGS DESENVOL 18.000,00            ITAU 30/04/2008 TED AGS DESENVOL 10.000,00         ITAU 05/09/2008 SISPAG TIBAGI SIST AMB 5.000,00               ITAU 05/05/2008 TED AGS DESENVOL 9.000,00           ITAU 19/09/2008 TED AGS DESENVOL 13.000,00            ITAU 09/05/2008 TED AGS DESENVOL 8.000,00           ITAU 22/09/2008 TED AGS DESENVOL 8.000,00               ITAU 19/05/2008 TED AGS DESENVOL 20.000,00         ITAU 23/09/2008 TED AGS DESENVOL 7.000,00               ITAU 21/05/2008 TED AGS DESENVOL 30.000,00         ITAU 25/09/2008 TED AGS DESENVOL 12.000,00            ITAU 27/05/2008 TED AGS DESENVOL 20.000,00         ITAU 30/09/2008 TED AGS DESENVOL 7.505,50               ITAU 05/06/2008 TED AGS DESENVOL 25.000,00         ITAU 01/10/2008 TED AGS DESENVOL 7.000,00               ITAU 05/06/2008 TED AGS DESENVOL 10.000,00         ITAU 02/10/2008 TED AGS DESENVOL 5.226,29               ITAU 06/06/2008 TED AGS DESENVOL 6.000,00           ITAU 03/10/2008 TED AGS DESENVOL 8.000,00               ITAU 11/06/2008 TED AGS DESENVOL 12.000,00         ITAU 06/10/2008 TED AGS DESENVOL 5.000,00               ITAU 17/06/2008 TED AGS DESENVOL 13.000,00         ITAU 16/10/2008 TED AGS DESENVOL 33.000,00            ITAU 18/06/2008 TED AGS DESENVOL 8.000,00           ITAU 16/10/2008 TED AGS DESENVOL 7.000,00               ITAU 24/06/2008 TED AGS DESENVOL 6.000,00           ITAU 20/10/2008 TED AGS DESENVOL 5.000,00               ITAU 07/07/2008 TED AGS DESENVOL 5.000,00           ITAU 21/10/2008 TED AGS DESENVOL 15.000,00            ITAU 09/07/2008 TED AGS DESENVOL 32.000,00         ITAU 22/10/2008 TED AGS DESENVOL 5.300,00               ITAU 10/07/2008 TED AGS DESENVOL 10.000,00         ITAU 23/10/2008 TED AGS DESENVOL 15.000,00            ITAU 11/07/2008 TED AGS DESENVOL 10.000,00         ITAU 31/10/2008 SISPAG TIBAGI SIST AMB 5.000,00               ITAU 11/07/2008 TED AGS DESENVOL 5.000,00           ITAU 04/11/2008 TED AGS DESENVOL 10.000,00            ITAU 16/07/2008 TED AGS DESENVOL 15.000,00         ITAU 05/11/2008 TED AGS DESENVOL 11.000,00            ITAU 17/07/2008 TED AGS DESENVOL 10.000,00         ITAU 12/11/2008 TED AGS DESENVOL 5.150,00               ITAU 21/07/2008 TED AGS DESENVOL 26.000,00         ITAU 13/11/2008 TED AGS DESENVOL 9.000,00               ITAU 25/07/2008 TED AGS DESENVOL 10.000,00         ITAU 14/11/2008 TED AGS DESENVOL 11.027,44            ITAU 28/07/2008 TED AGS DESENVOL 6.000,00           ITAU 05/12/2008 SISPAG TIBAGI ENG COM L 5.000,00               ITAU 01/08/2008 TED AGS DESENVOL 10.000,00         ITAU 09/12/2008 TED AGS DESENVOL 5.693,00               ITAU 05/08/2008 TED AGS DESENVOL 5.000,00           ITAU 12/12/2008 TED AGS DESENVOL 5.572,00               ITAU 13/08/2008 TED AGS DESENVOL 10.000,00         ITAU 17/12/2008 TED AGS DESENVOL 37.273,50            ITAU 15/08/2008 TED AGS DESENVOL 8.000,00           ITAU 22/12/2008 SISPAG TIBAGI ENG COM L 20.000,00            ITAU 21/08/2008 TED AGS DESENVOL 25.000,00         ITAU 29/12/2008 SISPAG TIBAGI MIN LTDA 12.000,00            ITAU 27/08/2008 TED AGS DESENVOL 5.000,00           ITAU 30/12/2008 SISPAG TIBAGI SIST AMB 31.000,00            785.747,73          e) Valores que devem ser excluidos (b + c + d) 1.411.977,47   f) Valores que devem ser mantidos (a ‐ e) 1.218.203,02   g) Valores Lançados (Auto de Infração) 2.043.351,43   h) Excluir da Base de Cálculo no CARF  (g ‐ f ‐c) 785.747,73          Fl. 1911DF CARF MF Impresso em 29/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/05/2014 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 27/05/201 4 por ANTONIO LOPO MARTINEZ Processo nº 10980.726419/2011­13  Acórdão n.º 2202­002.650  S2­C2T2  Fl. 18          33 Da Multa Qualificada  Segundo a fiscalização a recorrente teria omitido receitas, adotando conduta  no  sentido  de  impedir  o  lançamento  e  retardar  o  conhecimento  por  parte  da  autoridade  fazendária.  Inobstante  respeitável  entendimento  da  autoridade  fiscalizadora,  não  vejo  circunstâncias que caracterizem um evidente intuito de fraude. Entendo que configura­se como  simulação,  o  comportamento  do  contribuinte  em  que  se  detecta  uma  inadequação  ou  inequivalência  entre  a  forma  jurídica  sob  a  qual  o  negócio  se  apresenta  e  a  substancia  ou  natureza  do  fato  gerador  efetivamente  realizado,  ou  seja,  dá­se  pela  discrepância  entre  a  vontade querida pelo agente e o ato por ele praticado para exteriorização dessa vontade.   Cabe  lembrar  que  no  caso  de  depósitos  bancário,  entendo  razoável  a  qualificação quando da utilização de pessoa interposta, mas não é o caso nos autos  No caso concreto não tenho como presumir que a conduta foi eivada de vício,  mas tão somente de omitir do fisco com conhecimento de fato relevante.  MULTA  QUALIFICADA  ­  DEPÓSITOS  BANCÁRIOS  ­  A  simples apuração de omissão de receita ou de rendimentos, por  si  só,  não  autoriza  a  qualificação  da  multa  de  ofício,  sendo  necessária  a  comprovação  do  evidente  intuito  de  fraude  do  sujeito passivo. (Súmula CARF nº 14)  Nestes  termos,  posiciono­me  no  sentido  de  rejeitar  as  preliminares,  e  no  mérito, dar provimento parcial  ao  recurso de voluntário para desqualificar a multa de ofício,  reduzindo­a ao percentual de 75%.  Da Incidência de Juros Sobre a Multa de Ofício  Acompanho  o  entendimento  da  legalidade  da  incidência  de  juros  sobre  a  multa de ofício. Uma análise sistemática dos arts. 113, 139 e 161 do CTN revela que a multa  de  ofício  (penalidade  pecuniária),  por  integrar  o  crédito  tributário,  recebe  igualmente  o  acréscimo moratório de juros.  Ante ao exposto, voto por rejeitar as preliminares de nulidade e de ilicitude  da prova  e,  no mérito,  dar provimento parcial  ao  recurso para  excluir  da base de  cálculo do  item  1  do  auto  de  infração  (omissão  de  rendimentos  baseada  em  depósitos  bancários),  os  valores de R$ 378.718,59 e R$785.747,73, nos anos calendários 2007 e 2008, respectivamente,  e desqualificar a multa de ofício reduzindo­a ao percentual de 75%.  (Assinado digitalmente)  Antonio Lopo Martinez              Fl. 1912DF CARF MF Impresso em 29/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/05/2014 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 27/05/201 4 por ANTONIO LOPO MARTINEZ     34                 Fl. 1913DF CARF MF Impresso em 29/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/05/2014 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 27/05/201 4 por ANTONIO LOPO MARTINEZ

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5475623 #
Numero do processo: 10508.000809/2010-64
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Mon Apr 14 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Tue Jun 03 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Obrigações Acessórias Período de apuração: 01/01/2007 a 31/12/2007 LAVRATURA QUE CONTEMPLA A DESCRIÇÃO DOS FATOS APURADOS NA AÇÃO FISCAL, DOS DISPOSITIVOS LEGAIS INFRINGIDOS E DA CAPITULAÇÃO LEGAL DA MULTA APLICADA. INEXISTÊNCIA DE CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA OU DE FALTA DE MOTIVAÇÃO. O fisco ao narrar os fatos verificados, a norma violada, a base legal e os critérios utilizados para aplicação da multa, fornece ao sujeito passivo todos os elementos necessários ao exercício do seu direito de defesa, não havendo o que se falar em prejuízo ao direito de defesa ou falta de motivação do ato, que pudesse acarretar em nulidade da lavratura. CONTABILIZAÇÃO DE FATOS GERADORES EM TÍTULOS IMPRÓPRIOS. INFRAÇÃO. Ao contabilizar os fatos geradores de contribuições previdenciárias em contas impróprias, a empresa incorre em infração à legislação previdenciária, por descumprimento de obrigação acessória. RELEVAÇÃO DA PENALIDADE. PEDIDO PARA CORREÇÃO DA FALTA APÓS O TRÂNSITO EM JULGADO DO PROCESSO EM QUE É DISCUTIDA A PROCEDÊNCIA DO LANÇAMENTO DA OBRIGAÇÃO PRINCIPAL. IMPOSSIBILIDADE. Mesmo durante a vigência do revogado § 1.º do art. 291 do RPS pelo Decreto n.º 6.727, de 12/01/2009, inexistia a possibilidade de relevação da penalidade quando a correção da falta se dava após o prazo para impugnar a exigência. Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2401-003.480
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do colegiado, Por unanimidade de votos: I) afastar a preliminar de nulidade; e II) no mérito, negar provimento ao recurso. Ausente justificadamente a conselheira Carolina Wanderley Landim. Elias Sampaio Freire - Presidente Kleber Ferreira de Araújo - Relator Participaram do presente julgamento o(a)s Conselheiro(a)s Elias Sampaio Freire, Kleber Ferreira de Araújo, Igor Araújo Soares, Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, e Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira.
Nome do relator: KLEBER FERREIRA DE ARAUJO

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PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/05/2014 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 16/05 /2014 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 19/05/2014 por ELIAS SAMPAIO FREIRE     2  ACORDAM os membros do colegiado, Por unanimidade de votos: I) afastar  a  preliminar  de  nulidade;  e  II)  no  mérito,  negar  provimento  ao  recurso.  Ausente  justificadamente a conselheira Carolina Wanderley Landim.      Elias Sampaio Freire ­ Presidente      Kleber Ferreira de Araújo ­ Relator    Participaram  do  presente  julgamento  o(a)s  Conselheiro(a)s  Elias  Sampaio  Freire, Kleber Ferreira de Araújo, Igor Araújo Soares, Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira,  e Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira.  Fl. 193DF CARF MF Impresso em 04/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/05/2014 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 16/05 /2014 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 19/05/2014 por ELIAS SAMPAIO FREIRE Processo nº 10508.000809/2010­64  Acórdão n.º 2401­003.480  S2­C4T1  Fl. 160          3   Relatório  Trata­se de recurso  interposto pelo sujeito passivo contra o Acórdão n.º 15­ 27.940 de lavra da 7.ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento – DRJ  em  Salvador  (BA),  que  julgou  improcedente  a  impugnação  apresentada  para  desconstituir  o  Auto de Infração – AI n.º 37.302.785­0.  O crédito em questão visa à aplicação de multa pela conduta da empresa de  deixar  de  declarar  em  títulos  próprios  da  contabilidade  todos  os  fatos  geradores  de  contribuições previdenciárias.  Conforme  o  relatório  fiscal  da  infração,  fls.  07/08,  verificou­se  mediante  análise da DIRF e das folhas de pagamento que a empresa contratou contribuintes individuais,  todavia, os fatos geradores correspondentes não foram contabilizados em títulos próprios, haja  vista que os serviços prestados por pessoas físicas foram lançados na escrita como serviços de  pessoas jurídicas.  Afirma  o  fisco  que  somente  pode  visualizar  os  pagamentos  a  contribuintes  individuais pela conta relativa ao desconto de contribuições previdenciárias.  O relatório fiscal da aplicação da multa apresenta a fundamentação legal e a  metodologia utilizadas na fixação da penalidade.  Cientificado do lançamento em 07/12/2010, o sujeito passivo ofertou defesa,  cujas  razões  não  foram  acatadas  pela  DRJ,  que  a  declarou  improcedente.  Inconformada,  a  empresa interpôs recurso, no qual, em apertada síntese, apresentou os argumentos abaixo.  Pugna pela tempestividade do recurso e faz um apanhado dos principais fatos  do processo.  Protesta pelo sobrestamento do feito até que seja julgado definitivamente na  esfera administrativa o AI n. 37.302.781­8 (PA n. 10508.000798/2010­12), no qual estão sendo  discutidos  os  fatos  geradores  que  supostamente  teriam  sido  contabilizados  em  títulos  impróprios.  Alega que, caso o AI conexo seja declarado procedente, merece que lhe seja  facultada a possibilidade de corrigir a falta e obter a relevação da penalidade, nos termos do §  1.  do  art.  291  do  Regulamento  da  Previdência  Social  –  RPS,  aprovado  pelo  Decreto  n.  3.048/2008.  Afirma  que  o  relatório  fiscal  não  apresenta  a  clareza  necessária  à  compreensão de quais fatos geradores foram incorretamente escriturados. Assim, denuncia que  inegavelmente o seu direito de defesa foi prejudicado.  Apresenta  textos  legais,  doutrinários  e  jurisprudenciais  para  embasar  a  suposta nulidade do AI por cerceamento ao seu direito de defesa.  Fl. 194DF CARF MF Impresso em 04/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/05/2014 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 16/05 /2014 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 19/05/2014 por ELIAS SAMPAIO FREIRE     4  A  seguir  apresenta  as  mesmas  alegações  presentes  no  recurso  contra  a  decisão que  julgou a procedência parcial  do AI n.  37.302.781­8  (PA n. 10508.000798/2010­ 12). No  seu  arrazoado,  busca  demonstrar  que  parte  das  contribuições  foi  recolhidas  e  que  o  fisco adotou como base de cálculo parcelas não incidentes de contribuições previdenciárias, a  exemplo  de  pagamentos  de  aluguéis,  indenizações  decorrentes  de  acordos  judiciais  e  pagamentos por serviços prestados por motorista de táxi.  Afirma ainda que  a  rejeição de  elementos probatórios no  acórdão  recorrido  constitui  afronta  ao princípio da verdade material,  devendo  ser  consideradas  todas  as provas  carreadas ou, pelo menos, que sejam solicitados esclarecimentos sobre estas.  Ao final, postula pelo recebimento do recurso no efeito suspensivo e pede a  declaração de insubsistência da lavratura.  É o relatório.  Fl. 195DF CARF MF Impresso em 04/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/05/2014 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 16/05 /2014 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 19/05/2014 por ELIAS SAMPAIO FREIRE Processo nº 10508.000809/2010­64  Acórdão n.º 2401­003.480  S2­C4T1  Fl. 161          5   Voto               Conselheiro Kleber Ferreira de Araújo, Relator    Admissibilidade  O  recurso  merece  conhecimento,  posto  que  preenche  os  requisitos  de  tempestividade e legitimidade.  Preliminar de nulidade  A  recorrente  acusa  a  ocorrência  de  falta  de  clareza  no  relatório  fiscal  da  infração,  que  lhe  teria  cerceado  o  direito  de  defesa.  Esse  fato  conduziria  à  nulidade  da  lavratura.  Não  devo  dar  razão  a  este  argumento.  Analisando  o  recurso  apresentado  percebe­se claramente que o sujeito passivo compreendeu a acusação que lhe foi feita e pode se  insurgir  especificamente  contra  cada  fato  gerador  decorrente  de  pagamento  a  contribuintes  individuais, os quais teriam sido contabilizados de forma inadequada.  E não poderia ser diferente, pois que o fisco apontou com precisão a infração  decorrente  da  contabilização  dos  serviços  prestados  por  pessoas  físicas  em  conta  específica  para serviços prestados por pessoa jurídica.  Assim, não haveria necessidade de ter feito a indicação de cada um dos fatos  geradores  erroneamente  escriturados,  haja vista  que  a empresa  sequer  contesta o  fato de que  não  possuía  conta  específica  para  lançamento  dos  serviços  prestados  por  contribuintes  individuais.  O  relatório  da  aplicação  da  multa  apresenta  a  fundamentação  legal  e  os  critérios  utilizados  na  fixação  da  penalidade  aplicada,  não  restando  dúvidas  quanto  à  metodologia utilizada para se edificar a multa que compõe a autuação.   Percebo,  assim  que  todos  os  elementos  necessários  à  compreensão  do  lançamento  foram  apresentados  pelo  fisco,  descabendo  os  argumentos  de  que  tenha  havido  prejuízo ao direito de defesa do sujeito passivo.  Mérito  O sobrestamento do  feito  até  julgamento do processo  em que  se discute os  fatos geradores que deram ensejo à presente autuação foi atendido, na medida em que o AI n.  37.302.781­8  (PA  n.  10508.000798/2010­12)  foi  a  pouco  julgado,  tendo  essa  turma  dado  provimento parcial ao recurso.  Fl. 196DF CARF MF Impresso em 04/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/05/2014 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 16/05 /2014 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 19/05/2014 por ELIAS SAMPAIO FREIRE     6    Considerando­se que  a maior  parte  dos  fatos  geradores  foram  considerados  ocorridos, é patente que a empresa incorreu na infração de contabilizá­los de forma contrária  ao que dispõe a o art. 32, inciso II, da Lei 8.212/1991, transcrito abaixo:  Art. 32. A empresa é também obrigada a:  (...)  II  lançar  mensalmente  em  títulos  próprios  de  sua  contabilidade,  de  forma  discriminada  os  fatos  geradores  de  todas  as  contribuições,  o  montante das quantias descontadas, as contribuições da empresa e os  totais recolhidos;  (...)  Ressalte­se  que,  nesse  tipo  de  infração,  um  só  fato  gerador  que  seja  contabilizado  em  conta  inadequada  representa  desrespeito  à  norma  acima,  justificando­se  a  aplicação  da multa.  Assim,  mesmo  que  se  considere  a  exclusão  dos  valores  decorrentes  de  pagamentos  de  alugueis  da  base  de  cálculo  do  lançamento  que  trata  da  obrigação  principal,  conforme  decisão  prolatada  a  minutos,  a  incorreta  escrituração  dos  demais  pagamentos  a  contribuintes individuais é suficiente para justificar a aplicação da multa em seu valor mínimo.  Portanto, tendo­se em conta que a própria empresa reconhece a ocorrência de  pagamentos  por  serviços  prestados  por  pessoas  físicas  e  não  contesta  que  os  tenha  contabilizado  em  título  específico  para  serviços  de  pessoas  jurídicas,  não  há  o  que  se  questionar acerca da justeza na aplicação da penalidade contestada.  Relevação da penalidade  A  mencionada  possibilidade  de  requerer  a  relevação  da  multa  após  julgamento do processo em que se exige a obrigação principal não tem amparo legal. É que o  Decreto n° 6.727, de 12 de janeiro de 2009 (DOU de 13 de janeiro de 2009), revogou em sua  integridade o artigo 291, do Regulamento da Previdência Social – RPS, aprovado pelo Decreto  n. 3.048/2008, deixando assim de existir o instituto da relevação da multa.  Todavia,  mesmo  que  se  aplicasse  a  legislação  revogada,  inexistiria  a  possibilidade de revogação da penalidade, haja vista que o § 1. do revogado art. 291 do RPS  somente permitia esse favor fiscal quando o sujeito passivo corrigia a infração dentro do prazo  para impugnar a exigência, o que não ocorreu na espécie. Veja­se o dispositivo em questão:  Art.291.Constitui circunstância atenuante da penalidade aplicada ter  o  infrator  corrigido  a  falta  até  o  termo  final  do  prazo  para  impugnação.  (Redação  dada  pelo  Decreto  nº  6.032,  de  2007)  (Revogado pelo Decreto nº 6.727, de 2009)   §1oA multa  será  relevada  se  o  infrator  formular pedido  e  corrigir  a  falta,  dentro  do  prazo  de  impugnação,  ainda  que  não  contestada  a  infração,  desde  que  seja  o  infrator  primário  e  não  tenha  ocorrido  nenhuma  circunstância  agravante.  (Redação  dada  pelo  Decreto  nº  6.032, de 2007) (Revogado pelo Decreto nº 6.727, de 2009)  Fl. 197DF CARF MF Impresso em 04/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/05/2014 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 16/05 /2014 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 19/05/2014 por ELIAS SAMPAIO FREIRE Processo nº 10508.000809/2010­64  Acórdão n.º 2401­003.480  S2­C4T1  Fl. 162          7   Conclusão  Voto por afastar a preliminar de nulidade e, no mérito, por negar provimento  ao recurso.    Kleber Ferreira de Araújo.                              Fl. 198DF CARF MF Impresso em 04/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/05/2014 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 16/05 /2014 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 19/05/2014 por ELIAS SAMPAIO FREIRE

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5508085 #
Numero do processo: 10783.921932/2009-28
Turma: Segunda Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Jun 05 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Tue Jul 01 00:00:00 UTC 2014
Numero da decisão: 1802-000.534
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, CONVERTER o julgamento em diligência, nos termos do voto do Relator. (documento assinado digitalmente) Ester Marques Lins de Sousa- Presidente. (documento assinado digitalmente) Nelso Kichel- Relator. Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa, José de Oliveira Ferraz Corrêa, Nelso Kichel, Gilberto Baptista, Gustavo Junqueira Carneiro Leão e Luís Roberto Bueloni Santos Ferreira. Relatório
Nome do relator: NELSO KICHEL

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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 11; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1306; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1­TE02  Fl. 165          1 164  S1­TE02  MINISTÉRIO DA FAZENDA  CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS  PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO    Processo nº  10783.921932/2009­28  Recurso nº            Voluntário  Resolução nº  1802­000.534  –  2ª Turma Especial  Data  05 de junho de 2014  Assunto  Solicitação de diligência  Recorrente  CECON CENTRO CABIXABA DE ONCOLOGIA LTDA  Recorrida  FAZENDA NACIONAL    Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.  Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, CONVERTER  o julgamento em diligência, nos termos do voto do Relator.     (documento assinado digitalmente)  Ester Marques Lins de Sousa­ Presidente.      (documento assinado digitalmente)  Nelso Kichel­ Relator.  Participaram da  sessão de  julgamento os Conselheiros: Ester Marques Lins de  Sousa,  José  de  Oliveira  Ferraz  Corrêa,  Nelso  Kichel,  Gilberto  Baptista,  Gustavo  Junqueira  Carneiro Leão e Luís Roberto Bueloni Santos Ferreira.     RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 07 83 .9 21 93 2/ 20 09 -2 8 Fl. 165DF CARF MF Impresso em 03/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/06/2014 por NELSO KICHEL, Assinado digitalmente em 27/06/2014 por EST ER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 27/06/2014 por NELSO KICHEL Processo nº 10783.921932/2009­28  Resolução nº  1802­000.534  S1­TE02  Fl. 166          2     Relatório Cuidam os autos do Recurso Voluntário de e­fls. 98/101 contra decisão da 15ª  Turma da DRJ/Rio de  Janeiro  I  (e­fls.  86/89) que  julgou a Manifestação de  Inconformidade  improcedente,  não  reconhecendo  o  direito  creditório  pleiteado,  não  homologando  a  compensação tributária informada.  Quanto aos fatos, consta dos autos que:  ­  em  16/11/2009,  a  Contribuinte  transmitiu  o  PER/DCOMP  n°  28520.46397.161109.1.7.04­9198  (fls.  46/51  e  71/75)  —  retificador  do  PER/DCOMP  n°  06099.52304­ 140809.1.3.04­3821, informando compensação tributária:  ­ débitos informados no valor de R$ 1.151,89, assim especificados:   ­  CSRF,  código  de  receita  5952,  PA  2ª  quinzena/julho/2009,  data  de  vencimento 14/08/2009, valor R$ 674,28;  ­ IRRF, código de receita 1708, PA julho/2009, data de vencimento 20/08/2009,  valor R$ 246,10;  ­ IRRF, código de receita 3208, PA julho/2009, data de vencimento 20/08/2009,  valor R$ 231,51.  ­ crédito utilizado (valor original na data da transmissão): R$ 1.024,08 : que o  direito creditório pleiteado decorreu de pagamento indevido ou a maior do IRPJ do período de  apuração  30/06/2008  (2º  trimestre/2008)  –  1ª  cota,  código  de  receita  2089  (regime  de  apuração  Lucro  Presumido),  data  de  arrecadação  31/07/2008,  valor  original  R$  54.703,91.  Saldo de crédito original na data da transmissão da DCOMP: R$ 25.309,60.  Obs: DCOMP que também estão relacionadas com o mesmo DARF:  ­ nº 24777.67575.130109.1.3.04 ­5004 (retificada), de 13/01/2009 (e­fls. 59/64).  ­ nº 12971.92503.221009.1.3.04 ­2348 – retificadora, de 22/10/2009 (e­fls. 52/58).  ­ nº 41892.17288.300409.1.3.04 ­3361, de 30/04/2009 (e­fls. 65/71).  Em  10/12/2009,  houve  emissão  do  Despacho  Decisório  (eletrônico),  e­fl.  04,  pela DRF/Vitória, denegando o direito creditório pleiteado, com a seguinte fundamentação:  (...)  3­FUNDAMENTACÃO, DECISÃO E ENQUADRAMENTO LEGAL   Limite  do  crédito  analisado,  correspondente  ao  valor  do  crédito  original  na  data  de  transmissão  informado  no  PER/DCOMP:  25.309,60.  Fl. 166DF CARF MF Impresso em 03/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/06/2014 por NELSO KICHEL, Assinado digitalmente em 27/06/2014 por EST ER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 27/06/2014 por NELSO KICHEL Processo nº 10783.921932/2009­28  Resolução nº  1802­000.534  S1­TE02  Fl. 167          3  A partir das características do DARF discriminado no PER/DCOMP  acima identificado, foram localizados um ou mais pagamentos, abaixo  relacionados, mas integralmente utilizados para quitação de débitos do  contribuinte,  não  restando  crédito  disponivel  para  compensação  dos  débitos informados no PER/DCOMP.   (...)  Diante da inexistência do crédito, NÃO HOMOLOGO a compensação  declarada.  (...).  Enquadramento  legal:  Arts.  165  e  170,  da  Lei  no  5.172,  de  25  de  outubro de 1966 (CTN) e Art. 74 da Lei 9.430, de 27 de dezembro de  1996.  (...)  Ciente dessa decisão em 21/12/2009  (e­fl. 76), a Contribuinte, em 30/12/2009,  apresentou Manifestação de Inconformidade (e­fls. 02/03), juntando ainda documentos de e­fls.  04/75, cujas razões, em síntese, são as seguintes:  1) – Quanto ao direito creditório:  ­  que  efetuou  pagamento  do  IRPJ/1ª  cota,  no  valor  de  R$  54.703,91,  do  PA  30/06/2008 (2º trimestre/2008), data de recolhimento 31/07/2008, código de receita 2089;  ­  que  em  06/10/2008  confessou  na  DCTF  primitiva  débito  do  IRPJ/2º  trimestre/2008, no valor de R$ 164.111,73 (e­fls. 23/33);  ­ que o pagamento restou totalmente vinculado ao débito confessado na referida  DCTF primitiva;  ­ que, em 15/07/2009, transmitiu a DIPJ 2009, ano­calendário 2008, com IRPJ a  pagar/2º trimestre, no valor de R$ 7.622,55 e não R$ 164.111,73 (e­fls. 34/40);  ­  que  em  23/10/2009  transmitiu  a  DCTF  retificadora  do  2º  trimestre/2008,  reduzindo o IRPJ a pagar de R$ 164.111,73 para R$ 7.622,55 (e­fls. 41/45);  ­ que, destarte, essa 1ª cota do IRPJ/2º trimestre/2008 foi paga a maior, no valor  de R$ 47.081,36.  ­ que o crédito, por conseguinte, existe.  Por  fim,  com  base  nessas  razões,  a  Contribuinte  pediu  na  instância  a  quo  o  reconhecimento  do  crédito  pleiteado  e  a  extinção  dos  débitos  pela  homologação  da  compensação.  A 15ª Turma da DRJ/Rio de  Janeiro  I,  não  acatando a DCTF  retificadora que  reduziu o débito do  IRPJ do 2º  trimestre/2008 de R$ 164.111,73 para R$ 7.622,55,  julgou a  manifestação  de  inconformidade  improcedente,  não  reconhecendo  o  crédito  pleiteado,  conforme Acórdão, de 22/09/2011, cuja ementa transcrevo a seguir (e­fl. 86), in verbis:  Fl. 167DF CARF MF Impresso em 03/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/06/2014 por NELSO KICHEL, Assinado digitalmente em 27/06/2014 por EST ER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 27/06/2014 por NELSO KICHEL Processo nº 10783.921932/2009­28  Resolução nº  1802­000.534  S1­TE02  Fl. 168          4 (...)  ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL   Ano­calendário: 2008   PER/DCOMP. DIREITO CREDITÓRIO JA EXAMINADO EM OUTRO  PROCESSO.  Uma  vez  já  tendo  sido  o  direito  creditório  analisado  em  outro  processo,  não  cabe  apreciá­lo  novamente  na  mesma  instância  de  julgamento.  ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO   Ano­calendário: 2008   PER/DCOMP.  INEXISTÊNCIA  DE  CRÉDITO.  NÃO  HOMOLOGAÇÃO DAS COMPENSAÇÕES.  Uma  vez  inexistente  o  direito  creditório  pleiteado  pelo  contribuinte,  deixam­ se de homologar as compensações por ele declaradas.  Manifestação de Inconformidade Improcedente   Sem Crédito em Litígio   (...)  Obs:  o  mérito  do  direito  creditório  já  foi  entrentado  anteriormente  pela  DRJ  nos  autos  do  processo nº 10783.921810/2009­31, conforme decisão (e­fls. 80/84).  Ciente  do  decisum  objeto  deste  processo  em  14/12/2011  (e­fl.  97),  a  Contribuinte apresentou Recurso Voluntário em 29/12/2011 (e­fls. 98/101), juntando ainda os  documentos de e­fls.102/160, cujas razões, em síntese, são as seguintes:  ­  que  houve  erro  de  fato  quanto  ao  débito  do  IRPJ  confessado  na  DCTF  primitiva do 2º trimestre/2008 (PA objeto do crédito pleiteado). Ou seja: quando da entrega da  DCTF primitiva,  foi calculado o  IRPJ do 2º  trimestre/2008 com coeficiente de presunção do  lucro de 32%. O coeficiente corretoé 8%, conforme DIPJ apresentada e DCTF retiticadora;  ­ que houve pagamento a maior, relativo à 1º cota do IRPJ do 2º trimestre/2008,  no valor de R$ 47.081,36;  ­  que,  para  comprovar  a  base  tributável  do  2º  trimestre/2008,  juntou  aos  presentes autos:  ­cópias  de  folhas  do  livro  Diário  quanto  à  receita  bruta  de  serviços  do  2º  trimestre/2008  = R$  2.599.455,12  (receita  acumulada  do  1º  semestre/2008  no  valor  de  R$  5.151.360,29 – R$ 2.551.95,17 receita bruta de serviços do 2º trimestre/2008 (e­fls. 139/140);  ­ cópias do livro Registro de Serviços (ISS) com a receita bruta de serviços dos  meses de abril, maio e junho/2008, no valor de R$ 2.120.801,35 (e­fls.141/148);    Fl. 168DF CARF MF Impresso em 03/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/06/2014 por NELSO KICHEL, Assinado digitalmente em 27/06/2014 por EST ER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 27/06/2014 por NELSO KICHEL Processo nº 10783.921932/2009­28  Resolução nº  1802­000.534  S1­TE02  Fl. 169          5 ­ planilha de cálculo do IRPJ/2º trimestre com coeficiente de 8% (R$ 7.622,54)  e 32% (R$ 164.111.63) (e­fls. 149/150);  ­ cópias do livro Diário – lançamento da provisão do IRPJ/2º trimestre/2008, no  valor  de  R$  48.157,84,  calculado  pelo  coeficiente  de  8%,  e  IRRF  pessoas  jurídicas  (R$  35.226,62), IRRF instituições financeiras (R$ 2.541,56) e IRRF Órgão Público (R$ 2.767,12)  (e­fls. 151/152);  ­ inclusão de diferença na base de cálculo – valor tributável ­ de R$ 478.653,77  (R$ 2.120.801,35 + R$ 478.653,77) = R$ 2.599.455,72 (e­fls. 153/160).  Por  tudo  que  foi  exposto,  a  Contribuinte  pediu  o  reconhecimento  do  crédito  pleiteado e a extinção dos débitos confessados, mediante homologação da compensação.  É o relatório.  Fl. 169DF CARF MF Impresso em 03/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/06/2014 por NELSO KICHEL, Assinado digitalmente em 27/06/2014 por EST ER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 27/06/2014 por NELSO KICHEL Processo nº 10783.921932/2009­28  Resolução nº  1802­000.534  S1­TE02  Fl. 170          6   Voto  Conselheiro Nelso Kichel, Relator.  O  Recurso  Voluntário  é  tempestivo  e  atende  aos  demais  requisitos  de  admissibilidade. Logo, dele conheço.  Conforme relatado, os autos tratam de processo de compensação tributária.  A  questão  central  da  lide  diz  respeito  se  o  direito  creditório  pleiteado  tem  liquidez  e  certeza,  nos  termos  do  art.  170  do  CTN,  para  quitação  dos  débitos  informados/confessados na DCOMP objeto dos autos.  A propósito dos  requisitos do crédito objetado contra o  fisco para encontro de  contas (compensação tributária), transcrevo o disposto no art. 170 do CTN, in verbis:  Art. 170. A lei pode, nas condições e sob as garantias que estipular, ou  cuja  estipulação  em  cada  caso  atribuir  à  autoridade  administrativa,  autorizar a compensação de créditos tributários com créditos líquidos  e  certos,  vencidos ou  vincendos,  do  sujeito passivo contra a Fazenda  pública.(Vide Decreto nº 7.212, de 2010) (grifei)  No mesmo sentido dispõe o art. 268 do Decreto nº 7212, de 15/06/2010:  Art.268.O  sujeito  passivo  que  apurar  crédito  do  imposto,  inclusive  decorrente  de  trânsito  em  julgado  de  decisão  judicial,  passível  de  restituição ou de  ressarcimento, poderá utilizá­lo na compensação de  débitos  próprios  relativos  a  impostos  e  contribuições  administrados  pela  Secretaria  da  Receita  Federal  do  Brasil,  observadas  as  demais  prescrições  e  vedações  legais(Lei  nº  5.172,  de  1966,  art.  170,Lei  nº  9.430, de 1996, art. 74,Lei no10.637, de 2002, art. 49,Lei no10.833, de  2003, art. 17, eLei no11.051, de 2004, art. 4o).  §1oA  compensação  de  que  trata  o  caput  será  efetuada  mediante  a  entrega,  pelo  sujeito  passivo,  de  declaração  na  qual  constarão  informações relativas aos créditos utilizados e aos respectivos débitos  compensados(Lei  nº  9.430,  de  1996,  art.  74,  §  1º,e Lei  nº  10.637,  de  2002, art. 49).  §2oA  compensação  declarada  à  Secretaria  da  Receita  Federal  do  Brasil  extingue  o  crédito  tributário,  sob  condição  resolutória  de  sua  ulterior  homologação  (Lei  nº  9.430,  de  1996,  art.  74,  §  2º,  eLei  nº  10.637, de 2002, art. 49).  No caso, a Recorrente busca o reconhecimento do direito creditório relativo ao  PA  30/06/2008  (2º  trimestre/2008),  uma  vez  que  teria  pago  a maior  o  IRPJ  relativo  a  esse  período de apuração, no regime do Lucro Presumido.       Fl. 170DF CARF MF Impresso em 03/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/06/2014 por NELSO KICHEL, Assinado digitalmente em 27/06/2014 por EST ER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 27/06/2014 por NELSO KICHEL Processo nº 10783.921932/2009­28  Resolução nº  1802­000.534  S1­TE02  Fl. 171          7 Para  a  Contribuinte,  o  imposto  a  pagar  do  2º  trimestre/2008  seria  de  R$  7.622,55. Porém, efetuou recolhimento do IRPJ em DARF – 1ª cota/2º trimestre/2008 no valor  de R$ 54.703,91. Por consequinte,  teria efetuado pagamento a maior de imposto no valor R$  47.081,36 = (R$ 54.703,91 – R$ 7.622,55).  Entretanto,  a  decisão  recorrida  não  acatou  a  DCTF  retificadora,  com  base  na  seguinte argumentação:  a) que, em 06/10/2008, a Contribuinte confessara na DCTF imposto a pagar do  PA – 2º trimestre/2008 no valor de R$ 164.111,73  b) que a DCTF retificadora foi  transmitida apenas em 23/10/2009 (após a data  de  ciência  do  despacho  decisório),  reduzindo  o  imposto  do  PA  –  2º  trimestre/2008  de  R$  164.111,73 para R$ 7.622,55;  c)  que,  nessa  situação  de  redução  de  tributo  pela  DCTF  retificadora  (após  ciência  do  despacho  decisório  que  denegou  o  crédito  pleiteado  e  passou  a  exigir  os  débitos  confessados  na DCOMP),  é  necessário  comprovação  do motivo,  da  razão,  dessa  redução  de  imposto pela Contribuinte;  d) que, eventual existência de erro de fato que pudesse justificar a redução do  imposto pela DCTF retificadora, não foi comprovado nos autos, pois a Contribuinte não juntara  cópia dos livros contábeis e fiscais de sua escrituração.  Nesta  instância  recursal,  a  Recorrente  rebela­se  contra  a  decisão  a  quo  que  denegou o direito creditório, alegando:  a)  que  ocorreu  erro  de  fato  em  relação  ao  débito  do  imposto  confessado  na  DCTF primitiva, relativo ao PA – 2º trimestre/2008, pois confessara o imposto pagar na DCTF  primitiva  pela  aplicação  de  coeficiente  de  presunção  do  lucro  de  32%  sobre  as  receitas  de  prestação de serviços, quando o correto é apuração do imposto com coeficiente de presunção  do lucro de 8%, conforme DIPJ respectiva;   b) que a DCTF retificadora foi apresentada em conformidade com a DIPJ;  c) que,  para comprovar  o  alegado  erro de  fato,  juntou cópia dos  livros de  sua  escrituração contábil/fiscal.  Compulsando  os  autos,  observa­se  que  a  Recorrente,  nesta  instânica  recursal,  também  não  justificou,  não  comprvou,  a  razão  pela  qual  busca,  pretende,  a  aplicação  do  coeficiente de presunção do lucro de 8% sobre as receitas de prestação de serviços para efeito  de  apuração  do  IRPJ,  e  não  32%.  Sem  comprovação  do  alegado  erro  de  fato  não  há  como  admitir como válida a DCTF retificadora.  Em  regra,  no  regime  de  apuração  do  Lucro  Presumido  para  a  prestação  de  serviços  a  legislação  tributária  do  IRPJ  impõe  a  aplicação  do  coeficiente  de  32%,  inclusive  para a CSLL (Lei nº 9.249/95, arts. 15 e 20).    Fl. 171DF CARF MF Impresso em 03/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/06/2014 por NELSO KICHEL, Assinado digitalmente em 27/06/2014 por EST ER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 27/06/2014 por NELSO KICHEL Processo nº 10783.921932/2009­28  Resolução nº  1802­000.534  S1­TE02  Fl. 172          8 Nesse sentido, transcrevo o disposto nos arts. 15 e 20 da Lei nº 9.249/1995, com  redação atualizada pela legislação posterior, in verbis:  Art. 15. A base de cálculo do imposto, em cada mês, será determinada  mediante a aplicação do percentual de oito por cento  sobre a receita  bruta auferida mensalmente, observado o disposto nos arts. 30 a 35 da  Lei  nº  8.981,  de  20  de  janeiro  de  1995.(Vide  Lei  nº  11.119,  de  205)(Vide Medida Provisória nº 627, de 2013)(Vigência)  § 1º Nas seguintes atividades, o percentual de que trata este artigo será  de:  I  ­  um  inteiro e  seis décimos por  cento,  para a atividade de  revenda,  para  consumo,  de  combustível  derivado  de  petróleo,  álcool  etílico  carburante e gás natural;   II ­ dezesseis por cento:  a) para a atividade de prestação de serviços de transporte, exceto o de  carga,  para  o  qual  se  aplicará  o  percentual  previsto  no  caput  deste  artigo;  b) para as pessoas jurídicas a que se refere oinciso III do art. 36 da Lei  nº 8.981, de 20 de janeiro de 1995, observado o disposto nos §§ 1ºe 2º  do art. 29 da referida Lei;  III  ­  trinta  e  dois  por  cento,  para  as  atividades  de:(Vide  Medida  Provisória nº 232, de 2004);  a) prestação de serviços em geral, exceto a de serviços hospitalares e  de  auxílio  diagnóstico  e  terapia,  patologia  clínica,  imagenologia,  anatomia  patológica  e  citopatologia,  medicina  nuclear  e  análises  e  patologias  clínicas,  desde  que  a  prestadora  destes  serviços  seja  organizada sob a  forma de sociedade empresária e atenda às normas  da Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Anvisa;(Redação dada  pela Lei nº 11.727, de 2008)  (...)  Art. 20. A base de cálculo da contribuição social sobre o lucro líquido,  devida  pelas  pessoas  jurídicas  que  efetuarem  o  pagamento mensal  a  que se referem osarts. 27 e 29 a 34 da Lei no8.981, de 20 de janeiro de  1995, e pelas pessoas jurídicas desobrigadas de escrituração contábil,  corresponderá a doze por cento da receita bruta, na forma definida na  legislação  vigente,  auferida  em  cada  mês  do  ano­calendário,  exceto  para as pessoas jurídicas que exerçam as atividades a que se refere o  inciso III do § 1o do art. 15, cujo percentual corresponderá a trinta e  dois  por  cento.(Redação  dada  Lei  nº  10.684,  de  2003)(Vide  Medida  Provisória nº 232, de 2004)(Vide Lei nº 11.119, de 205)(Vide Medida  Provisória nº 627, de 2013)(Vigência) (grifei)  (...)      Fl. 172DF CARF MF Impresso em 03/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/06/2014 por NELSO KICHEL, Assinado digitalmente em 27/06/2014 por EST ER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 27/06/2014 por NELSO KICHEL Processo nº 10783.921932/2009­28  Resolução nº  1802­000.534  S1­TE02  Fl. 173          9 Frise­se que  a Lei nº 11.727  (art. 29), de 23/06/2008, que deu nova  redação à  alínea “a” do inciso III § 1º do art. 15 da Lei nº 9.249/95, permite a aplicação do coeficiente de  presunção do lucro de 8% para serviços hospitalares e atividades inerentes, in verbis:  Art. 29. A alínea a do inciso III do § 1o do art. 15 da Lei no 9.249, de 26  de dezembro de 1995, passa a vigorar com a seguinte redação:  “Art. 15. ............................................................  § 1o ..........................................................  .............................................................  III – ......................................................  a) prestação de serviços em geral, exceto a de serviços hospitalares e  de  auxílio  diagnóstico  e  terapia,  patologia  clínica,  imagenologia,  anatomia  patológica  e  citopatologia,  medicina  nuclear  e  análises  e  patologias  clínicas,  desde  que  a  prestadora  destes  serviços  seja  organizada sob a  forma de sociedade empresária e atenda às normas  da Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Anvisa;  ..................................................................” (NR)  Desde  antes  da  edição  dessa Lei  nº  11.727/2008  (art.  29),  a  jurisprudência  do  STJ e administrativa deste CAF já admitiam a aplicação de coeficientes de presunção do lucro  reduzidos a essas atividades elencadas, desde que fosse comprovada a exploração de atividade  organizada  sob  a  forma  de  sociedade  empresária  e  com  observância  de  normas  da  Agência  Nacional de Vigilância Sanitária – Anvisa.  Entretanto,  a Recorrente,  em momento  algum nos  presentes  autos,  fez  alusão,  nem  comprovação,  de  que  as  receitas  de  prestação  de  serviços  do  ano­calendário  2008  decorreram de prestação de serviços hospitalares e de auxílio diagnóstico e terapia, patologia  clínica,  imagenologia,  anatomia  patológica  e  citopatologia,  medicina  nuclear  e  análises  e  patologias clínicas.  Compulsando  os  atos  constitutivos  da  pessoa  jurídica  (Recorrente)  –  8ª  Alteração Contratual – Consolidação do Contrato Social, de 27/10/2008 (Cláusula Terceira) (e­ fls. 08/20), observa que ela tem o seguinte objeto social:  CLÁUSULA TERCEIRA:  A Sociedade tem por Objeto Social: A Prestação de Serviços Médicos  Hospitalares, principalmente na especialização em Oncologia Clinica  e Cirúrgica, e Quimioterapia, para Apoio ao Diagnóstico e Terapia de  seus pacientes, tendo como responsável técnico perante aos órgãos de  saúde o médico ROBERTO DE OLIVEIRA LIMA;  O PA do imposto é anterior a essa Alteração Contratual nº 08, de 27/10/2008.  Logo, quanto às receitas de serviços do ano­calendário 2008, a Contribuinte não  comprou nos autos que elas decorreram de prestação de serviços hospitalares e inerentes, ou se  decorreram de serviços de meras consultas médicas.     Fl. 173DF CARF MF Impresso em 03/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/06/2014 por NELSO KICHEL, Assinado digitalmente em 27/06/2014 por EST ER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 27/06/2014 por NELSO KICHEL Processo nº 10783.921932/2009­28  Resolução nº  1802­000.534  S1­TE02  Fl. 174          10 Além  disso,  não  consta  dos  autos  que,  no  ano­calendário  2008,  a  Recorrente,  desde o início do ano, estaria organizada sob a forma de sociedade empresária e que atendia às  normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Anvisa.  Há dúvida plusível  e  insuperável, por conseguinte,  se  a Recorrente  faz  jus, ou  não,  à  apuração  do  IRPJ  e  da  CSLL,  ano­calendário  2008,  com  coeficientes  reduzidos  de  presunção do lucro para essas exações fiscais.  Sem esses elementos de prova, está prejudicada a aferição da certeza e liquidez  do crédito pleiteado.  Como  visto,  para  formação  da  convicção  do  julgador,  e  em  observância  do  princípio  da  verdade  material,  torna­se  necessário  a  realização  de  instrução  processual  complementar,  para  complementação  de  provas  pela  Recorrente  quanto  ao  direito  creditório  pleiteado, relativo ao PA – 2º trimestre/2008 – pagamento da 1ª cota.  Diante do exposto, propugno pela conversão do julgamento em diligência, para  retorno dos autos do processo à unidade de origem da RFB, ou seja, à DRF/Vitória, no sentido  de que a fiscalização:  a)  intime  a  Recorrente  a  comprovar  a  origem  ou  natureza  da  receitas  de  prestação de serviços, se decorreram de prestação de serviços hospitalares de que trata o art. 29  da Lei nº 11.727/2008 ou se decorreram de consultas médicas;  b)  intime a Recorrente a comprovar se, desde o início do ano­calendário 2008,  estava  organizada  sob  a  forma  de  sociedade  empresária  e  se  atendia  às  normas  da  Agência  Nacional  de Vigilância  Sanitária – Anvisa  (juntar  cópia  de  contrato  social  abarcando  todo  o  ano­calendário  2008  e  documentos  emitidos,  espedidos  pela  Anvisa  que  autorizaram  o  funcionamento do estabelecimento da Recorrente para todo o período do ano­calendário 2008);  c)  intimar  a Recorrente  para  à  luz  da  legislação  de  regência  e da  escrituração  contábil e fiscal a comprovar o direito creditório pleiteado, sua liquidez e certeza;  d)  intimar  a  Recorrrente  a  comprovar  o  valor  exato  dos  débitos  confessados  DCOMP;  e)  elabore,  ao  final  da  diligência  fiscal,  relatório  minucioso,  circunstânciado,  conclusivo,  inclusive  com  auxílio  de  demonstrativos/planilhas,  se  a  Recorrente  no  ano­ calendário  2008  (respectivos  trimestres)  auferiu  receitas  de  prestação  de  serviço  hospitalar,  para  fazer  jus  à  apuração  do  IRPJ  e  da  CSLL  com  coeficientes  de  presunção  do  lucro  reduzidos,  discriminando  as  receitas  de  serviço  hospitalar  e  de  consultas  médicas,  pois  as  receitas de consultas médicas possuem o mesmo tratamento de prestação de serviços em geral,  ou seja, é  inaplicável o coeficiente reduzido de presunção do lucro, demonstrando o valor de  eventual  direito  creditório  (crédito)  da  Recorrente,  caso  reste  comprovado  que  as  receitas  decorreram  de  prestação  de  serviços  hospitalares,  e  se  disponível  eventual  crédito  para  utilização para a compensação dos débitos confessados na DCOMP;  f) intime a Recorrente do resultado da diligência para, em querendo, apresentar  razões, abrindo prazo de trinta dias a partir da ciência.    Fl. 174DF CARF MF Impresso em 03/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/06/2014 por NELSO KICHEL, Assinado digitalmente em 27/06/2014 por EST ER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 27/06/2014 por NELSO KICHEL Processo nº 10783.921932/2009­28  Resolução nº  1802­000.534  S1­TE02  Fl. 175          11 Por tudo que foi exposto, voto pela conversão do julgamento em diligência.    (documento assinado digitalmente)  Nelso Kichel    Fl. 175DF CARF MF Impresso em 03/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/06/2014 por NELSO KICHEL, Assinado digitalmente em 27/06/2014 por EST ER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 27/06/2014 por NELSO KICHEL

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Numero do processo: 10680.913380/2009-32
Turma: Terceira Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue May 06 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Thu May 29 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Data do fato gerador: 30/09/2004 LUCRO REAL. ESTIMATIVAS RECOLHIDAS A MAIOR. De acordo com a Súmula CARF nº 84 o pagamento indevido ou a maior a título de estimativa caracteriza indébito na data de seu recolhimento, sendo passível de restituição ou compensação.
Numero da decisão: 1803-002.165
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, para reconhecer a possibilidade de formação de indébito no recolhimento a maior de estimativa de IRPJ nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Carmen Ferreira Saraiva - Presidente (assinado digitalmente) Walter Adolfo Maresch – Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carmen Ferreira Saraiva (presidente da turma), Walter Adolfo Maresch, Sérgio Rodrigues Mendes, Meigan Sack Rodrigues, Victor Humberto da Silva Maizman, e Arthur José André Neto.
Nome do relator: WALTER ADOLFO MARESCH

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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, para reconhecer a possibilidade de formação de indébito no recolhimento a maior de estimativa de IRPJ nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Carmen Ferreira Saraiva - Presidente (assinado digitalmente) Walter Adolfo Maresch – Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carmen Ferreira Saraiva (presidente da turma), Walter Adolfo Maresch, Sérgio Rodrigues Mendes, Meigan Sack Rodrigues, Victor Humberto da Silva Maizman, e Arthur José André Neto.

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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1753; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1­TE03  Fl. 161          1 160  S1­TE03  MINISTÉRIO DA FAZENDA  CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS  PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO    Processo nº  10680.913380/2009­32  Recurso nº               Voluntário  Acórdão nº  1803­002.165  –  3ª Turma Especial   Sessão de  6 de maio de 2014  Matéria  DCOMP  Recorrente  COMPANHIA ENERGÉTICA MINAS GERAIS ­ CEM  Recorrida  FAZENDA NACIONAL    ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA ­ IRPJ  Data do fato gerador: 30/09/2004  LUCRO REAL. ESTIMATIVAS RECOLHIDAS A MAIOR.  De acordo com a Súmula CARF nº 84 o pagamento  indevido ou a maior a  título de estimativa  caracteriza  indébito na data de  seu  recolhimento,  sendo  passível de restituição ou compensação.      Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.  Acordam  os  membros  do  colegiado,  por  unanimidade  de  votos,  em  dar  provimento  parcial  ao  recurso,  para  reconhecer  a  possibilidade  de  formação  de  indébito  no  recolhimento  a maior  de  estimativa  de  IRPJ  nos  termos  do  relatório  e  votos  que  integram  o  presente julgado.  (assinado digitalmente)  Carmen Ferreira Saraiva ­ Presidente  (assinado digitalmente)  Walter Adolfo Maresch – Relator    Participaram  da  sessão  de  julgamento  os  conselheiros:  Carmen  Ferreira  Saraiva  (presidente  da  turma),  Walter  Adolfo  Maresch,  Sérgio  Rodrigues  Mendes,  Meigan  Sack Rodrigues, Victor Humberto da Silva Maizman, e Arthur José André Neto.         AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 68 0. 91 33 80 /2 00 9- 32 Fl. 161DF CARF MF Impresso em 29/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/05/2014 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assinado digitalmente em 28/05/201 4 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assinado digitalmente em 28/05/2014 por CARMEN FERREIRA SARAIVA     2 Relatório  COMPANHIA  ENERGETICA  DE  MINAS  GERAIS  –  CEM,  ,pessoa  jurídica  já  qualificada  nestes  autos,  inconformada  com  a  decisão  proferida  pela DRJ BELO  HORIZONTE (MG), interpõe recurso voluntário a este Conselho Administrativo de Recursos  Fiscais, objetivando a reforma da decisão.  Adoto o relatório da DRJ por bem retratar os fatos.  Trata­se  de  Declaração  de  Compensação  (DCOMP),  mediante  utilização do pretenso "Pagamento  Indevido/a Maior" no  valor  de R$ 147.034,18.  2. A compensação declarada pelo contribuinte, sinteticamente:  (...)  Despacho Decisório da DRF  3. A análise dos documentos protocolizados pelo contribuinte foi  efetuada  pela  DRF  através  do  Despacho  Decisório  n°  831222090 anexado à fl. 68, exarado aos 09/04/2009, que assim  se manifestou:  "Analisadas  as  informações  prestadas  no  documento  acima  identificado,  foi  constatada  a  improcedência  do  crédito  informado no PER/DCOMP por tratar­se de pagamento a título  de  estimativa  mensal  de  pessoa  jurídica  tributada  pelo  lucro  real, caso em que o recolhimento somente pode ser utilizado na  dedução do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) ou da  Contribuição  Social  Sobre  o  Lucro  Líquido  (CSLL)  devida  ao  final do período de apuração ou para compor o Saldo Negativo  de IRPJ ou CSLL do período".  3.1 Como enquadramento legal foram citados os arts. 165 e 170  da Lei n° 5.172, de 1966 ( CTN), art. 10 da Instrução Normativa  SRF n° 600, de 2005 e art. 74 da Lei n° 9.430, de 1996.  4.  Tendo  em  vista  as  razões  acima  expendidas,  a  DRF  NÃO  HOMOLOGA  a  compensação  declarada  pelo  contribuinte  na  DCOMP identificada no item 2.  Manifestação de Inconformidade   5.  O  contribuinte  foi  cientificado  do  procedimento  aos  30/04/2009,  conforme  documento  à  fl.  72.  Irresignado,  o  contribuinte  apresenta  em  29/05/2009  a  manifestação  de  inconformidade  anexada  às  fls.  01  a  13,  onde,  em  síntese,  argumenta:  5.1  A  tempestividade  da  apresentação  da  manifestação  de  inconformidade.  5.2  Informa  que  apurou  o  IRPJ­Estimativa Mensal  no  mês  de  setembro/2004  no  montante  de  R$  24.037.330,70,  declarou  o  valor  apurado  em  DCTF,  informou  a  importância  de  R$  1.759.777,57 com a exigibilidade suspensa em função de liminar  Fl. 162DF CARF MF Impresso em 29/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/05/2014 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assinado digitalmente em 28/05/201 4 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assinado digitalmente em 28/05/2014 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Processo nº 10680.913380/2009­32  Acórdão n.º 1803­002.165  S1­TE03  Fl. 162          3 em  mandado  de  segurança,  efetuando  o  recolhimento  do  restante, no importe de R$ 22.277.553,13.  5.2.1  Acrescenta  que,  posteriormente,  constatou  erro  na  apuração do valor do IRPJ (estimativa mensal) para o período,  encontrando  uma  "nova  estimativa  de  IRPJ  no  valor  de  R$  23.63330,70,  gerando  o  recolhimento  a  maior  de  R$  403.500,00”. (grifo e negrito do original).  5.2.2  A  DCTF  originalmente  apresentada  foi  retificada  e  os  valores apurados  como devidos  estão  em conformidade com as  informações prestadas em DIPJ.  5.2.3 O valor recolhido a maior foi utilizado nas compensações  declaradas  na DCOMP em análise  neste  processo,  enviada  em  30/06/2005.  5.3  A  autoridade  fiscal  Não  Homologou  a  compensação  declarada,  exigindo  do  contribuinte  o  principal,  multa  e  juros  referentes  aos  débitos  compensados.  "Todavia,  a  Requerente  demonstrará ser totalmente  ilegal a cobrança do saldo devedor  acima referido, pleiteando pela homologação das compensações  declaradas e a anulação do despacho decisório (.)".  5.4  Tendo  em  vista  a  motivação  apresentada  pela  DRF  argumenta  que  "o  entendimento  da  autoridade  fiscal  destoa  do  entendimento do Conselho de Contribuintes sobre o assunto, não  atendendo aos ditames da Lei n°9.430, de 1996". Invoca os arts.  2°  e  74  da  Lei  n°  9.430,  de  1996  para  alegar  que  "não  há  qualquer impedimento legal à compensação pleiteada".  5.4.1 Argumenta que a única restrição existente está prevista no  art. 10 da IN SRF n° 600, de 2005, indicada pela DRF como um  dos  fundamentos  pela  não  homologação  das  compensações.  Contudo,  esta  norma  ainda  não  estava  em  vigor  quando  da  transmissão  da  DCOMP  em  litígio  neste  processo.  Acrescenta  que, nos termos dos arts. 105 e 106 do CTN este dispositivo não  pode ser aplicado retroativamente.  5.4.2 Argumenta que "após a constatação de erro na apuração  da  estimativa  de  IRPJ  de  setembro/2004  e  retificação  da  sua  DCTF, gerou­se o saldo de recolhimento a maior no valor de R$  403.500,00”. Esclarece que parte deste indébito foi utilizado na  DCOMP em litígio neste processo.  5.4.3 Acrescenta que, ainda que desconsiderada a jurisprudência  do  Conselho  de  Contribuintes  e  a  inexistência  de  qualquer  limitação  legal,  o  "pedido  de  compensação  do  montante  recolhido  em  excesso  no  ano­calendário  de  2004  somente  foi  efetuado  em  junho  de  2005",  ou  seja,  após  o  encerramento  do  exercício.  5.5  Em  outra  linha  argumentativa,  o manifestante  "requer  que  seja  preservado  o  direito  à  restituição  do  indébito  tributário,  tendo em vista que a Declaração de Compensação e a presente  impugnação,  tempestivamente  apresentada,  são  provas  do  Fl. 163DF CARF MF Impresso em 29/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/05/2014 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assinado digitalmente em 28/05/201 4 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assinado digitalmente em 28/05/2014 por CARMEN FERREIRA SARAIVA     4 cumprimento do prazo prescricional de 05 (cinco) anos previsto  no  art.  168  do  CTN".  Destaca  ainda  que  "na  hipótese  de  o  despacho decisório em epígrafe não for reformado, considera­se  resguardado o  seu direito de  contestação na esfera  judicial  em  até dois anos contados da decisão administrativa que denegar a  compensação,  por  força  do  art.  169  do  Código  Tributário  Nacional".  5.6  Por  fim,  requer  o  acolhimento  da  manifestação  de  inconformidade para reformar o Despacho Decisório prolatado  pela DRF e a homologação da compensação, além da suspensão  da exigibilidade do crédito tributário.  6. Diante  da manifestação  de  inconformidade  apresentada  p  o  contribuinte,  o  processo  foi  encaminhado  a  esta  DRJ  para  manifestação acerca da lide (fl.73).  A DRJ BELO HORIZONTE (MG), através do acórdão nº 02­24.557, de 18  de  novembro  de  2009  (fls.  72/88),  julgou  improcedente  a  manifestação  de  inconformidade,  ementando assim a decisão:  ASSUNTO:  IMPOSTO  SOBRE  A  RENDA  DE  PESSOA  JURÍDICA ­ IRPJ   Período de apuração: 01/09/2004 a 30/09/2004   DECLARAÇÃO  DE  COMPENSAÇÃO  ­  CRÉDITOS  Na  Declaração  de  Compensação  somente  podem  ser  utilizados  os  créditos comprovadamente existentes, passíveis de restituição ou  ressarcimento,  respeitadas  as  demais  regras  determinadas pela  legislação vigente para a sua utilização.  Ciente da decisão em 02/12/2009, conforme Aviso de Recebimento – AR (fl.  92), apresentou o recurso voluntário em 30/12/2009 ­ fls. 93/106, onde reitera suas alegações  da inicial.  É o relatório      Voto             Conselheiro Walter Adolfo Maresch  O  recurso  é  tempestivo  e  preenche  os  demais  requisitos  legais  para  sua  admissibilidade, dele conheço.  Trata  o  presente  processo  de  Declaração  de  Compensação  eletrônica  (PER/DCOMP),  contendo  como  direito  creditório  pagamento  a  maior  ou  indevido  de  estimativa de IRPJ relativa ao fato gerador 30/09/2004.  Alega a recorrente em síntese:  Fl. 164DF CARF MF Impresso em 29/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/05/2014 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assinado digitalmente em 28/05/201 4 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assinado digitalmente em 28/05/2014 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Processo nº 10680.913380/2009­32  Acórdão n.º 1803­002.165  S1­TE03  Fl. 163          5 a) A nulidade do despacho decisório da unidade de origem por utilizar como  fundamento para o indeferimento Instrução Normativa que não havia sido editada por ocasião  da transmissão do PER/DCOMP;  b)  Que  a  legislação  tributária  não  contém  qualquer  vedação  para  a  compensação de estimativas de IRPJ/CSLL recolhidas em valor maior do que o efetivamente  devido por qualquer uma das modalidades de estimativa (receita bruta e balanço/balancete de  suspensão);  c) Que alternativamente, em caso de manutenção do indeferimento do pleito,  seja reconhecida a interrupção da prescrição para repetição do indébito tributário.  Assiste parcial razão à interessada.  Com  efeito,  o  entendimento  da  Administração  Tributária  restou  superado  conforme reconheceu através da SCI COSIT nº 19, de 2011 e também neste colegiado julgador  administrativo, conforme a Súmula CARF nº 84:  Súmula CARF nº 84: Pagamento indevido ou a maior a título de  estimativa  caracteriza  indébito  na  data  de  seu  recolhimento,  sendo passível de restituição ou compensação.  Diante do exposto, voto no sentido de dar parcial provimento ao recurso para  que a unidade de origem aprecie o direito creditório, reconhecendo a possibilidade de formação  de indébito pelo recolhimento a maior de estimativas, homologando a compensação realizada  até o limite do crédito efetivamente apurado.  (assinado digitalmente)  Walter Adolfo Maresch – Relator                                  Fl. 165DF CARF MF Impresso em 29/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/05/2014 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assinado digitalmente em 28/05/201 4 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assinado digitalmente em 28/05/2014 por CARMEN FERREIRA SARAIVA

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Numero do processo: 10640.002305/2010-54
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jun 04 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Tue Jun 10 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Ano-calendário: 2006 OMISSÃO DE RECEITA. PROVA DIRETA. Deve ser mantida a autuação com base em omissão de receita, se a contribuinte não logra desconstituir as provas diretas apresentadas pela Fiscalização. TRIBUTAÇÃO REFLEXA. Aplica-se aos lançamentos reflexos o mesmo tratamento dispensado ao lançamento matriz, em razão da relação de causa e efeito que os vincula.
Numero da decisão: 1302-001.427
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR – Presidente e Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Alberto Pinto, Waldir Rocha, Eduardo Andrade, Guilherme Pollastri, Hélio Araújo e Márcio Frizzo.
Nome do relator: ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR

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ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Ano-calendário: 2006 OMISSÃO DE RECEITA. PROVA DIRETA. Deve ser mantida a autuação com base em omissão de receita, se a contribuinte não logra desconstituir as provas diretas apresentadas pela Fiscalização. TRIBUTAÇÃO REFLEXA. Aplica-se aos lançamentos reflexos o mesmo tratamento dispensado ao lançamento matriz, em razão da relação de causa e efeito que os vincula.

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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 10; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1738; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1­C3T2  Fl. 2.032          1 2.031  S1­C3T2  MINISTÉRIO DA FAZENDA  CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS  PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO    Processo nº  10640.002305/2010­54  Recurso nº               Voluntário  Acórdão nº  1302­001.427  –  3ª Câmara / 2ª Turma Ordinária   Sessão de  4 de junho de 2014  Matéria  IRPJ e outros.  Recorrente   FRIGORIFICO FRANBOM LTDA.  Recorrida   FAZENDA NACIONAL    ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA ­ IRPJ  Ano­calendário: 2006  OMISSÃO DE RECEITA. PROVA DIRETA.  Deve  ser  mantida  a  autuação  com  base  em  omissão  de  receita,  se  a  contribuinte  não  logra  desconstituir  as  provas  diretas  apresentadas  pela  Fiscalização.  TRIBUTAÇÃO REFLEXA.  Aplica­se  aos  lançamentos  reflexos  o  mesmo  tratamento  dispensado  ao  lançamento matriz, em razão da relação de causa e efeito que os vincula.      Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.  Acordam  os  membros  do  colegiado,  por  unanimidade  de  votos,  em  negar  provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado.    ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR – Presidente e Relator.     Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Alberto Pinto, Waldir  Rocha, Eduardo Andrade, Guilherme Pollastri, Hélio Araújo e Márcio Frizzo.    Relatório  Versa  o  presente  processo  sobre  recurso  voluntário,  interposto  pelo  contribuinte  em  face  do Acórdão  nº  0945.302  da  2ª  Turma da DRJ/JFA,  cuja  ementa  assim  dispõe:     AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 64 0. 00 23 05 /2 01 0- 54 Fl. 2032DF CARF MF Impresso em 10/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/06/2014 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR, Assinado digitalmente em 10/0 6/2014 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR     2 ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL  Ano­calendário: 2006  LANÇAMENTO. NULIDADE. INOCORRÊNCIA  Cumpridos os requisitos previstos no Decreto nº 70.235/1972 para a lavratura  do auto de infração e observados os procedimentos previstos no artigo 142 do  Código Tributário Nacional, não há que se falar em nulidade do lançamento.   ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ  Ano­calendário: 2006  OMISSÃO DE RECEITAS.  Caracterizada a hipótese  leal de omissão de receitas, sem que a contribuinte  lograsse elidi­la, mantém­se a respectiva exigência.  MULTA ISOLADA. FALTA DE RECOLHIMENTO DE IRPJ E DE CSLL  SOBRE A BASE DE CÁLCULO ESTIMADA.  É legítima a exigência de multa isolada, no caso de pessoa jurídica sujeita ao  pagamento  do  imposto  de  renda  determinado  sob  base  de  cálculo  estimada,  que  deixar  de  fazêlo,  ainda  que  tenha  apurado  prejuízo  no  ano­calendário  correspondente, se frustrados seus pagamentos mensais.   LANÇAMENTOS  REFLEXOS.  Pis.  Cofins.  CSLL  Uma  vez  que  os  lançamentos  decorreram  dos  mesmos  elementos  prova  que  nortearam  o  do  IRPJ,  impõe­se a eles, mudando o que deve ser mudado, o mesmo veredicto  firmado no lançamento principal.  Impugnação Improcedente  Crédito Tributário Mantido      Inicialmente,  para  uma  melhor  compreensão  da  situação  fática  em  exame, peço vênia aos meus pares, para reproduzir trechos do Termo de Verificação Fiscal a  fls. 36 e segs., in verbis:  A presente fiscalização foi iniciada em continuidade à fiscalização em  nome  do  contribuinte  José  Valdeci  Damasceno  (MPF­F  n°  0610400.2009.00113­3)  e  a  diligência  em  nome  da  empresa  em  comento  (MPF­Diligência  e  0610400.2009.00767­0),  conforme  descrito nos itens a seguir....  Nos  controles  da Receita Federal  do Brasil  (RFB)  verificamos  que  o  contribuinte,  que  não  entregara  a DIRPF  relativa  ao  ano­calendário  de  2006,  entregou,  em  17/10/2007,  a  Declaração  de  Isento  relativa  àquele  ano.  Dos  mesmos  controles  verificamos  que  o  contribuinte  possuiu,  em  2006,  contas  bancárias  no  Banco  do  Brasil  e  na  COOPERATIVA  DE  CRÉDITO  DE  RAUL  SOARES  LTDA.­  SICOOB....        Assim,  inicialmente,  através  do  Termo  de  Inicio  de  Fiscalização,  de  24/03/2009,  do  qual  o  tomou  ciência  em  30/03/2009  (fls.  2  e  3  do  Anexo I), o contribuinte foi intimado a:  "Apresentar os extratos bancários de todas contas­corrente e de todas  contas  de  poupança  mantidas  junto  a  instituições  financeiras,  referentes ao período de janeiro de 2006 a dezembro de 2006,...  Fl. 2033DF CARF MF Impresso em 10/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/06/2014 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR, Assinado digitalmente em 10/0 6/2014 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR Processo nº 10640.002305/2010­54  Acórdão n.º 1302­001.427  S1­C3T2  Fl. 2.033          3 Enfim,  em  correspondência,  recebida  em  22/05/2009,  o  contribuinte  apresentou  os  extratos  solicitados  (fls.  8  a  53  do  Anexo  I),  acrescentando,  ainda,  que:  "O  Intimado  informa  que  é  cobrador  de  várias  pequenas  empresas,  de  forma que,  para  sua maior  segurança,  depositava  o  produto  das  cobranças  em  sua  conta  corrente.  Posteriormente,  para  prestação  de  contas,  repassava  o  produto  das  cobranças  para  as  empresas  —  o  que  poderá  ser  observado  nos  extratos bancários em anexo. Toda a prestação de contas era efetuada  com  saque  à  vista  dos  valores  nos  bancos  e  posterior  repasse  as  empresas. ".  Assim, na resposta apresentada, o contribuinte afirma que os recursos  nas  contas  em  questão  eram,  de  fato,  pertencentes  à  empresa  ou  às  empresas  para  as  quais  fazia  cobranças.  Restava  confirmar  suas  alegações bem como identificar as empresas beneficiárias.  Para  averiguar  o  destino  dos  cheques  emitidos  pelo  fiscalizado,  enviamos  o  Termo  de  Intmação  II  (fls.  54  e  55  do  Anexo  I),  de  08/07/2009, do qual tomou ciência em 23/07/2009, intimando­o a:  1.  Apresentar  cópias  em  frente  e  verso,  autenticadas  pela  Instituição  Financeira,  dos  cheques de n° 85.001 até 85.020 de  sua  titularidade,  debitados  em  sua  conta  corrente  n°11.169­4  da  agência  1142­8  do  Banco do Brasil no ano de 2006;  2.  Apresentar  cópias  em  frente  e  verso,  autenticadas  pela  Instituição  Financeira,  dos  cheques  relacionados  na  tabela  abaixo,  de  sua  titularidade,  debitados  em  sua  conta  corrente  n°  7.251­6  da  Cooperativa  de Crédito de Raul  Soares Ltda. — Sicoob Crediras,  no  ano de 2006...  Através da resposta, datada de 11/08/2009 (fls 56 a 65 do ANEXO I),  foram­nos encaminhadas todas cópias dos cheques do Banco do Brasil  (fls. 66 a 104 do ANEXO I) bem como cópias de 19 dos 20 cheques da  Cooperativa de Crédito de Raul Soares  (fls. 105 a 143 do ANEXO I).  Além disso, espontaneamente o contribuinte informou que: "... ratifico  que  repassei  100%  dos  recebimentos  dos  cheques  aos  clientes,  conforme  relação  e  relacionamento  dos  portadores,  aos  cheques,  juntamente com a empresa, conforme abaixo demonstrado:..."  . Ainda  em sua resposta, apresentou quadro relacionando cada cheque emitido  ao  seu  destinatário.  Dos  39  cheques  apresentados,  verificamos  que  Wilcélia  Soares  Triani  Geraldo,  que  é  uma  das  sócias  da  empresa  Frigorífico  Franbom  Ltda  ,  foi  beneficiária  de  25  cheques  (cerca  de  65%  do  total).  Outros  beneficiários,  foram  José  Geráldo  Sobrinho,  cônjuge  de  Wilcélia  (3  cheques),  Wilmon  de  Assis  Triani,  sócio­ administrador  do  Frigorifico  Franbom  (1  cheque),  Geraldo  Gerson  Assis  Meirelles  (3  cheques),  Adriana  Damasceno  Dias  Vieira  (2  'cheques),  Wilson  Mansueto  Alves  (2  cheques).  Esses  três  últimos,  durante o ano de 2006,  foram funcionários da Granja Franbom Ltda.  (antigo  nome  da  40  fiscalizada  fl.  18f),  conforme  cópias  das  respectivas carteiras de trabalho apresentadas na mesma resposta (fls  62  a  65  do  ANEXO  I).  As  telas  de  fls.  WI.  a  aï  confirmam  as  vinculações acima descritas.  Fl. 2034DF CARF MF Impresso em 10/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/06/2014 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR, Assinado digitalmente em 10/0 6/2014 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR     4 Vemos,  portanto,  que  os  favorecidos,  em  37  dos  39  cheques  apresentados,  são  sócios  e  cônjuge  ou  funcionários  da  empresa  Frigorifico Franbom Ltda.  Em  02/10/2009,  emitimos  o  Termo  de  Intimação  III,  reintimando  o  contribuinte  a  apresentar  sua  carteira  de  trabalho  com  os  dados  de  2006.  Em  sua  resposta,  de  23/10/2009,  informou:  "...  conforme  já  mencionado  em  respostas  aos  termos  de  Intimações  anteriores,  que  trabalho  como  cobrador  autônomo  de  empresas  da  região,  não  mantendo nenhuma relação empregaticia entre elas." (fls. 144 a 146 do  ANEXO I).  Pelo apurado até aqui,  tudo indicava que as contas em nome de José  Valdeci Damasceno, no Banco do Brasil e na Cooperativa de Crédito  de  Raul  Soares  Ltda.  —  Sicoob  Crediras,  movimentaram  valores  exclusivamente  pertencentes  à  empresa  Frigorífico  Franbom  Ltda.  Ainda  assim,  resolvemos  ampliar  nossa  pesquisa  pedindo  cópias  de  mais  vinte  e  seis  cheques  da  Cooperativa  (todos  de  valor  igual  ou  maior  que  R$  10.000,00),  cujos  valores  somados  aos  já  enviados  anteriormente  perfaziam  mais  de  92%  da  soma  total  dos  cheques  emitidos contra aquela instituição em 2006. Pedimos, ainda, a cópia de  um  cheque  não  apresentado  em  sua  resposta  a  nosso  Termo  de  Intimação  II,  já  mencionado.  Desta  forma,  através  do  Termo  de  Intimação IV, de 07/12/2009, cuja ciência ocorreu em 15/12/2009 (fls.  147 e 148 do ANEXO I), o contribuinte foi intimado a:  1.  Apresentar  cópias  em  frente  e  verso,  autenticadas  pela  Instituição  Financeira,  dos  26  (vinte  e  seis)  cheques  relacionados  na  tabela  abaixo, de sua titularidade, debitados em sua conta corrente n° 7.251­6  da Cooperativa de Crédito de Raul Soares Ltda. — Sicoob Crediras, no  ano de 2006;  Em  resposta  datada  de  13/01/2010  (fls.  149  a  201  do  ANEXO  I),  o  contribuinte  apresentou  cópias  de  25  cheques  justificando  a  não  apresentação das cópias de dois cheques.  Da  análise  dos  novos  cheques  apresentados  verificamos  que  foram  beneficiários:  Wilcélia  Soares  Triani  Geraldo  (16  cheques),  José  Geraldo  Sobrinho,  cônjuge  de  Wilcélia  (1  cheque),  Geraldo  Gerson  Assis Meirelles (3 cheques) e Wilson Mansueto Alves (1 cheque). Como  já  relatado  anteriormente,  todos  com  vinculo  com  a  empresa  Frigorifico Franbom em 2006.  Somando­se as respostas a nossos Termo de Intimação II e Termo de  Intimação  IV,  conseguimos  identificar  que os  favorecidos,  em 58  dos  64 cheques apresentados, mantiveram vínculos estritos com a empresa  Frigorifico Franbom Ltda.  Apesar de os fatos apurados não deixarem dúvidas de que as contas do  Sr.  José Valdeci eram usadas para  trânsito de valores pertencentes à  empresa Frigorifico Franbom Ltda., fomos além, conforme descrito no  item 2 a seguir....  Em 28/09/2009, foi aberto o MPF­Diligência n° 0610400.2009.00767­ 0 para obter, da empresa Frigorifico Franbom Ltda., informações que  subsidiassem  a  fiscalização  aberta  em  nome  de  José  Valdeci  Damasceno, descrita no item 1 deste Relatório...  Fl. 2035DF CARF MF Impresso em 10/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/06/2014 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR, Assinado digitalmente em 10/0 6/2014 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR Processo nº 10640.002305/2010­54  Acórdão n.º 1302­001.427  S1­C3T2  Fl. 2.034          5 Na  resposta  apresentada  (fls.  4  a  8  do  ANEXO  II),  datada  de  05/10/2009,  o  contribuinte  negou  que  as  duas  contas  fossem  suas,  porém afirmou que: "Em muitas situações, recebíamos cheques do Sr.  José  Valdeci  e  fazíamos  os  pagamentos  a  nossos  fornecedores,  sacando  os  recursos  e  pagando  tudo  com  dinheiro  sem  transitar  os  recursos por nossas contas bancárias."  Da  Alteração  Contratual,  de  10/04/2006,  apresentada  na  mesma  resposta,  verificamos  que  são  sócios  da  empresa:  Wilmon  de  Assis  Triani  (sócio­administrador),  sua  filha  Wilcélia  Soares  de  Triani  Geraldo e Wilmar Soares Triani, também filho do sócio­administrador.  Posteriormente,  através  do  Termo  de  Intimação  II  —  Diligência,  de  27/10/2009 (fls. 9 e 10 do ANEXO II), intimamos a empresa a:  1. Apresentar relação com todas as cobranças (cliente, valor, data de  vencimento) enviadas para seu cobrador José Valdeci Damasceno no  ano de 2006;  2. Apresentar relação com todos os valores recebidos de seu cobrador  José  Valdeci  Damasceno  com  as  respectivas  datas  de  recebimento,  durante o ano de 2006."  Em  sua  resposta  de  05/11/2009  (fls.  11  e  12  do  ANEXO  II),  o  contribuinte afirmou que:  "Quanto ao  encaminhamento dos  cheques  para  a  cobrança,  os  mesmos  eram  simplesmente  listados  manualmente  e  encaminhados  ao  cobrador,  porém,  ditas  listagens  foram  eliminadas  quando  da  prestação  de  contas,  ocorridas  já  há  mais de 60 (sessenta dias), mormente do ano em questão, razão pela  qual, não há como se cumprir o requerido.".  Por  fim,  através  do  Termo  de  Intimação  III  —  Diligência,  de  03/03/2010 (fls. 13 a 15 do ANEXO II), intimamos a empresa a:  1.  Indicar  quais  as  operações  que  deram  origem  aos  cheques,  relacionados no Anexo a este termo, foram contabilizadas e quais não  foram contabilizadas."  No anexo ao citado termo de intimação, relacionamos todos os cheques  do  Banco  do  Brasil  (num  total  de  vinte)  e  os  46  (quarenta  e  seis)  cheques  de  maior  valor  da  SICOOB  emitidos  pelo  cobrador  da  empresa  José Valdeci Damasceno. Citados  cheques  foram  emitidos  e  descontados  após  a  alteração  contratual  de  10/04/2006.  Portanto  a  maior  destinatária  dos  cheques,  Wilcélia  Soares  de  Triani  Geraldo,  constava do quadro societério da empresa Franbom.  Na resposta apresentada (fl. 16 do ANEXO II) a empresa afirmou que:  ".., no que diz  respeito às operações que deram origem aos cheques  relacionados no Anexo do Termo de  Intimação  III,  saliente­se que,  todos os  cheques  emitidos pelo Senhor Valdeci  e  recebidos  por nós,  foram  relacionados  e  descontados  pelos  nossos  funcionários  e  utilizados  para  pagamentos  diversos  pelo  caixa.".  Informou,  ainda,  que: "... todas as entradas de caixa foram contabilizadas no caixa da  empresa. "  Fl. 2036DF CARF MF Impresso em 10/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/06/2014 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR, Assinado digitalmente em 10/0 6/2014 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR     6 Vale  ressaltar  a  afirmação  da  empresa  de  que  todos  os  cheques,  relacionados  no  Anexo  ao  Termo  de  Intimação  III  emitidos  pelo  Sr.  José  Valdeci  Damasceno,  foram  descontados  por  funcionários  do  Frigorifico Franbom Ltda. e utilizados para pagamentos diversos. Esta  resposta confirma as conclusões anteriores de que as duas contas em  nome  de  Jose  Valdeci  Damasceno  eram  usadas  para  trânsito  de  valores da empresa Frigorifico Franbom Ltda.  Em 05 de abril de 2010, quando tomou ciência do "Termo de Inicio de  Fiscalização — Termo de Encerramento de Diligência" (fls. 42 a 44), o  contribuinte foi:  1­ INTIMADO a, no prazo de 20 (vinte) dias, a contar do recebimento  deste  termo,  a  apresentar  a  comprovação,  mediante  documentação  hábil  e  idônea,  das  operações  que  deram  origem  aos  recursos  transferidos por seu cobrador José Valdeci Damasceno e relacionados  no anexo a este termo (é a mesma relação enviada junto ao Termo de  Intimação — Diligencia, de 03/03/2010);  2­  CIENTIFICADO  do  encerramento  da  diligência  determinada  pelo  MPF­Diligencia n° 0610400.2009.00767­0 e da continuidade daqueles  trabalhos,  agora  sob  a  vigência  do  MPF­Fiscalização  n°0610400.2010.00172­9."  Em  atendimento  a  esse  último  termo,  o  contribuinte  apresentou  resposta datada de 15 de abril de 2010 (fls. 45 a 108). Destacamos os  itens 04 e 05 da resposta:  "04. Como o  resgate destes  cheques  eram sempre  em dinheiro,  e nós  mantínhamos estes cheques na composição da conta caixa, quando era  retornado para a Franbom, estes cheques eram utilizados para fazer os  pagamentos das folhas de pagamento, fornecedores e demais despesas  lançadas  no  caixa  do  Frigorifico  Franbom  Ltda.  Segue  em  anexo  a  cópia do razão da conta caixa para a devida comprovação, folhas 60  a 121 do razão.  05.  Quanto  a  origem  dos  cheques,  esses  são  produtos  da  venda  que  efetuamos  diariamente  e  lançado  na  conta  caixa  que  recebemos  com  cheques da emissão dos nossos próprios clientes ou por intermédio de  nossos  clientes,  recebemos  os  cheques  de  terceiros,  sendo  posteriormente, repassados parte para o Sr. José Valdeci, para que ele  providenciasse a cobrança e nos reembolsasse, o que foi  feito através  destes cheques relacionados."  Mais uma vez o contribuinte confirma que os cheques emitidos pelo seu  cobrador José Valdeci Damasceno, tabela acima, foram recebidos pela  empresa.  Entretanto,  pelos  documentos  apresentados,  conta  caixa  do  livro razão, não é possível identificar as operações que deram origem  aos  recursos  transferidos  pelo  seu  cobrador.  Desta  forma,  consideramos os  cheques  recebidos,  relacionados no Termo de Inicio  de  Fiscalização  —  Termo  de  Encerramento  de  Diligência,  como  receitas omitidas...  Pelo exposto anteriormente, consideramos os valores da tabela anexa  ao  "Termo  de  Inicio  de  Fiscalização  —  Termo  de  Encerramento  de  Diligência",  de  05  de  abril  de  2010,  como  receitas  omitidas,  sendo  exigidos  através  do  presente  auto  de  infração  o  IRPJ  devido  e  seus  Fl. 2037DF CARF MF Impresso em 10/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/06/2014 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR, Assinado digitalmente em 10/0 6/2014 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR Processo nº 10640.002305/2010­54  Acórdão n.º 1302­001.427  S1­C3T2  Fl. 2.035          7 reflexos. Repetimos a seguir a totalizaçáo mensal dos valores daquela  tabela...  Devemos  acrescentar  que  as  receitas  omitidas  da  tabela  anterior  também  alteram  o  cálculo  do  IRPJ  e  da  CSLL  mensais  devidos.  A  tabela constante do Anexo a este Relatório Fiscal demonstra o cálculo  do  IRPJ  e  da CSLL mensais  devidos  e  as  diferenças  não  recolhidas.  Sobre  essas diferenças  exigiremos a multa  isolada de 50%,  conforme  previsto no art. 44, II, da Lei n° 9.430/96, com a redação dada no art.  14 da medida Provisória n° 351, de 2007.”.    A DRJ, no retro citado acórdão, assim se pronunciou sobre a questão posta:    “A  fragilidade  da  peça  impugnatória  nesse  particular  ganha  mais  relevo, à medida que a contribuinte não mencionou os motivos de fato  e os pontos de discordância nos quais poderia se fundamentar, dando  ensejo  a  se  considerála  não  impugnada  nesse  particular,  por  não  cumpridos os requisitos processuais do art. 16,  inciso III, do Decreto  nº 70.235/1972.  A ela cumpria, no pleno exercício do seu direito de defesa, valer­se do  contraditório para ilidir o lançamento, com os motivos de fato e com a  prova  documental  que  os  lastreassem,  concorrendo para  a  preclusão  do direito de fazê­lo em posterior momento processual.  Em  complemento,  registre­se  que  a  própria  contribuinte  assim  informou  à  fl.  16  do  ANEXO  II,  tal  como  transcrito  pelo  servidor  autuante:   [...]  todos  os  cheques  emitidos  pelo  Senhor  Valdeci  e  recebidos  por  nós,  foram  relacionados  e  descontados  pelos  nossos  funcionários  e  utilizados para pagamentos diversos pelo caixa.  [...]  todas  as  entradas  de  caixa  foram  contabilizadas  no  caixa  da  empresa.   No entanto, ao se debruçar sobre o Razão, o fisco foi claro no sentido  de  que  “pelos  documentos  apresentados,  conta  caixa  do  livro  razão,  não é possível identificar as operações que deram origem aos recursos  transferidos pelo seu cobrador.”  Quanto  à  perícia,  ainda  que  pudesse  ser  aceita  como  tal,  estaria  fadada ao indeferimento, seja em termos materiais, face à obtenção da  matéria  tributável  a  partir  do  conjunto  de  prova  colhidas  pelo  fisco,  seja  ainda  pelo  não  preenchimento  dos  requisito  processuais  vislumbrados no artigo 36 do Decreto nº 70.235/1972.”.    A recorrente tomou ciência da decisão recorrida em 07/08/2013 (cf. AR a fls.  714) e interpôs recurso voluntário em 05/09/2013 (doc. a fls. 716 e segs.), no qual alega, em  apertada síntese, as seguintes razões de defesa:  a)  que a decisão desconsidera o conceito de omissão de receitas previsto no  art. 281 do RIR/99;  b)  que não resta comprovado nos autos qualquer indicativo de ocorrência de  qualquer conduta prevista no art. 281 do RIR/99;  Fl. 2038DF CARF MF Impresso em 10/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/06/2014 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR, Assinado digitalmente em 10/0 6/2014 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR     8 c)  que restou comprovado foi justamente o contrário, tanto que foi possível  ao Fisco  identificar e  rastrear os cheques emitidos pelo Sr. José Valdeci  Damasceno,  cujos  valores  eram  pertencentes  a  empresa  Frigorífico  Frangom Ltda;  d)  que  foram  acostados  cópias  do  Livro  Razão  (fls.  47/108),  bem  como,  outros  documentos  contábeis,  tanto  pela  ora  recorrente,  quanto  pelo  Sr.  José  Damasceno,  todos  plenamente  hábeis  a  comprovar  o  registro  das  movimentações financeiras da Frangobom;  e)  que o Fisco não reconhece a validade de operações realizadas utilizando­ se  “dinheiro  vivo”,  uma  vez  que,  para  o  mesmo,  seria  impossível  a  comprovação da realização dos pagamentos;  f)  que  todas  as  operações  por  ele  realizadas,  foram  devidamente  contabilizadas e podem ser comprovadas pelos documentos;  g)  que as operações realizadas tanto pelo Sr. José Damasceno como pela ora  recorrente  estão  devidamente  contabilizadas  e  podem  ser  comprovadas,  tanto que o Fisco chegou à conclusão de que os valores que  tramitaram  pela  conta  do  Sr.  José  Damasceno  eram  realmente  de  titularidade  da  pessoa jurídica e não da pessoa física;  h)  que, ao realizar devidamente as anotações nos livros contábeis o dinheiro  pode  sim  ser  rastreado  e  seus  beneficiários  identificados,  como  ocorreu  no  presente  caso,  motivo  pelo  qual,  deve  o  auto  de  infração  ser  desconsiderado,  sob  pena  de  patente  má­valoração  da  prova,  e  ainda,  atipicidade, por não se enquadrar o caso na tipificação prevista;  i)  que  o  não  acatamento  do  pedido  de  perícia,  pela  decisão  recorrida,  ofendeu o devido processo administrativo;  j)  que requer o cancelamento dos indevidos lançamentos dos tributos feitos  em desfavor da recorrente.    É o relatório.    Voto             Conselheiro Alberto Pinto Souza Junior.  O recurso voluntário é  tempestivo e foi subscrito por  representante legal da  pessoa jurídica, conforme cláusula sexta da alteração contratual a fls. 668/669, razão pela qual  dele conheço.  Preliminarmente, cabe ressaltar que não procede a alegação de cerceamento  do seu direito de defesa, em razão de a autoridade julgadora de primeira instância ter negado o  pedido  de  perícia,  pelas  seguintes  razões.  Primeiro,  conforme  pacífica  jurisprudência  do  Supremo  Tribunal  Federal,  só  há  falar  em  cerceamento  do  direito  de  defesa  in  casu,  se  demonstrado o prejuízo causado pela não realização da perícia, o que a recorrente não logrou  demonstrar. Em segundo, nos termos do art. 18 do Decreto n° 70.235/72, a avaliação quanto a  necessidade de perícia é uma prerrogativa da autoridade  julgadora de primeira  instância, que  deverá  estar  justificada  na  necessidade  de  dirimir  questões  que  não  possam  ser  elucidadas  apenas  com  o  exame  dos  elementos  constantes  dos  autos.  Ora,  se  a  autoridade  de  primeira  instância  considerou  suficientes  as  provas  coligidas  aos  autos,  não  há  que  se  falar  em  cerceamento  do  direito  de  defesa,  mormente  quando  poderia  a  recorrente  ter  apresentado  laudos, relatórios e outros quaisquer elementos de prova para sustentar a sua defesa.   Fl. 2039DF CARF MF Impresso em 10/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/06/2014 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR, Assinado digitalmente em 10/0 6/2014 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR Processo nº 10640.002305/2010­54  Acórdão n.º 1302­001.427  S1­C3T2  Fl. 2.036          9 No mérito, de plano, já se há de afastar a alegação da recorrente de que a sua  conduta não se enquadra em nenhuma das hipóteses do art. 281, pois o enquadramento dado  pelo autuante não foi de presunção de omissão de receita. Tanto é assim que o enquadramento  legal dado  foi no art. 24 da Lei 9.249/95  (base  legal do  art. 288 do RIR/99), por  se  trata de  prova direta de omissão de receitas.  Note­se que dois pontos restam incontroversos nos presentes autos: primeiro,  que  os  recursos  movimentados  pelo  Sr.  José  Dasmaceno  eram  efetivamente  da  recorrente;  segundo  que  eles  serviram  para  pagar  despesas  da  recorrente  e  para  serem  transferidos  para  sócios,  empregados  e  até  para  cônjuge  de  sócio,  operação  esta  cuja  causa  sequer  restou  demonstrada nos autos.  Por  outro  lado,  a  recorrente  não  tinha  sequer  registro  dos  títulos  que  entregava  ao  Sr.  José  Damasceno  para  cobrança,  nem  foi  capaz  de  informar  quais  eram  as  operações mercantis que geraram tais receitas. A recusa de informar quais as operações a que  se referiam as receitas objeto de cobrança pelo Sr. José Damasceno indica claramente que tais  valores tinham sido omitidos na sua contabilidade.  A apresentação do livro diário e mesmo do razão só provam que os valores  cobrados  pelo  Sr.  José  Damasceno  e  que  saíram  da  sua  conta  não  entraram  no  caixa  da  recorrente,  o  que  foi  claramente  confessado  pela  recorrente  quando  alegou  que:  “todos  os  cheques emitidos pelo Senhor Valdeci e recebidos por nós, foram relacionados e descontados  pelos nossos funcionários e utilizados para pagamentos diversos pelo caixa.”.  Sobre essses valores cobrados pelo Sr. José Damasceno, a recorrente afirma  que: “Quanto a origem dos cheques, esses são produtos da venda que efetuamos diariamente e  lançado na conta caixa que recebemos com cheques da emissão dos nossos próprios clientes  ou  por  intermédio  de  nossos  clientes,  recebemos  os  cheques  de  terceiros,  sendo  posteriormente,  repassados  parte  para  o  Sr.  José  Valdeci,  para  que  ele  providenciasse  a  cobrança e nos reembolsasse, o que foi feito através destes cheques relacionados”.  Ora, se a recorrente queria desconstituir a prova direta de omissão de receitas,  deveria  ter  coligido  provas  de  que  tais  valores  foram  efetivamente  contabilizados  como  receitas, o que poderia ter sido feito se tivesse apresentado a relação de títulos cobrados pelo  Sr. José Damasceno no período em tela, as notas fiscais referentes à operação e a indicação das  páginas do diário/razão em que foram contabilizadas. Todavia limitou­se apenas a afirmar que  todas as entradas de caixa foram contabilizadas no caixa da empresa.  Ademais, tem razão a autoridade lançadora ao afirmar que pelos documentos  apresentados,  conta  caixa  do  livro  razão,  não  é  possível  identificar  as  operações  que  deram  origem  aos  recursos  transferidos  pelo  seu  cobrador.  Da  mesma  forma,  não  é  possível  se  identificar  a  entrada  de  valores  em  tela  no  Livro  diário  apresentado  na  fase  de  recurso  voluntário.  Ressalto que se não é  identificada a operação que gerou a  receita,  sequer a  data em que houve a entrada em caixa é possível desvelar nos  livros em  tela, pois as únicas  referências que há nos autos são os cheques e os extratos do cobrador, os quais se referem ao  momento  em que  os  valores  foram  efetivamente  cobrados,  os  quais,  conforme  já  salientado,  não entraram na caixa da recorrente nesse momento.   Note­se  que  o  ônus  de  provar  que  tais  receitas  foram  contabilizadas  e  efetivamente oferecidas à tributação eram da recorrente, já que apresentada a prova da omissão  de receita, cabe ao contribuinte desconstituí­la.  Em face do exposto, voto por negar provimento ao recurso voluntário.  Fl. 2040DF CARF MF Impresso em 10/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/06/2014 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR, Assinado digitalmente em 10/0 6/2014 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR     10   Alberto Pinto Souza Junior ­ Relator                                Fl. 2041DF CARF MF Impresso em 10/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/06/2014 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR, Assinado digitalmente em 10/0 6/2014 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR

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Numero do processo: 10855.002910/2002-08
Turma: 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 3ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Tue Oct 08 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Thu Jul 03 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Período de apuração: 11/08/1997 a 20/08/1997 EMENTA: Processo. Efeito devolutivo do Recurso. Profundidade. Uma vez suscitada a matéria no recurso, o órgão julgador ao conhecer a matéria poderá julgá-la de acordo com os argumentos jurídicos que, consoante seu entendimento, determinem o deslinde da questão, independentemente destes argumentos terem sido suscitados pela parte. Tema da profundidade do efeito devolutivo. Não cabimento de multa de ofício. Não cabe a aplicação da multa de ofício quando o tributo já havia sido declarado em DCTF e o lançamento se originou de procedimento de revisão interna de DCTF. Recurso Especial do Procurador Negado.
Numero da decisão: 9303-002.455
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso especial. Vencidos os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres (Relator) e Rodrigo da Costa Pôssas, que davam provimento. Designada para redigir o voto vencedor a Conselheira Susy Gomes Hoffmann. Otacílio Dantas Cartaxo - Presidente Henrique Pinheiro Torres - Relator Susy Gomes Hoffmann - Redatora Designada Participaram do presente julgamento os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres, Nanci Gama, Júlio César Alves Ramos, Daniel Mariz Gudiño, Rodrigo da Costa Pôssas, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva, Joel Miyazaki, Maria Teresa Martínez López, Susy Gomes Hoffmann e Otacílio Dantas Cartaxo.
Nome do relator: HENRIQUE PINHEIRO TORRES

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ementa_s : Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Período de apuração: 11/08/1997 a 20/08/1997 EMENTA: Processo. Efeito devolutivo do Recurso. Profundidade. Uma vez suscitada a matéria no recurso, o órgão julgador ao conhecer a matéria poderá julgá-la de acordo com os argumentos jurídicos que, consoante seu entendimento, determinem o deslinde da questão, independentemente destes argumentos terem sido suscitados pela parte. Tema da profundidade do efeito devolutivo. Não cabimento de multa de ofício. Não cabe a aplicação da multa de ofício quando o tributo já havia sido declarado em DCTF e o lançamento se originou de procedimento de revisão interna de DCTF. Recurso Especial do Procurador Negado.

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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso especial. Vencidos os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres (Relator) e Rodrigo da Costa Pôssas, que davam provimento. Designada para redigir o voto vencedor a Conselheira Susy Gomes Hoffmann. Otacílio Dantas Cartaxo - Presidente Henrique Pinheiro Torres - Relator Susy Gomes Hoffmann - Redatora Designada Participaram do presente julgamento os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres, Nanci Gama, Júlio César Alves Ramos, Daniel Mariz Gudiño, Rodrigo da Costa Pôssas, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva, Joel Miyazaki, Maria Teresa Martínez López, Susy Gomes Hoffmann e Otacílio Dantas Cartaxo.

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PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/02/2014 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 19/02/2014 por SUSY GOMES HOFFMANN, Assinado digitalmente em 13/03/2014 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digi talmente em 25/03/2014 por OTACILIO DANTAS CARTAXO Processo nº 10855.002910/2002­08  Acórdão n.º 9303­002.455  CSRF­T3  Fl. 297          2 Henrique Pinheiro Torres ­ Relator    Susy Gomes Hoffmann ­ Redatora Designada  Participaram do presente julgamento os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres,  Nanci  Gama,  Júlio  César  Alves  Ramos,  Daniel Mariz  Gudiño,  Rodrigo  da  Costa  Pôssas,  Francisco  Maurício  Rabelo  de  Albuquerque  Silva,  Joel Miyazaki, Maria  Teresa Martínez  López,  Susy Gomes  Hoffmann e Otacílio Dantas Cartaxo.    Relatório  Os fatos foram assim descritos pela decisão recorrida:  Trata­se  de  recurso  voluntário  apresentado  contra  decisão  proferida pela 2­ Turma Julgadora da DRJ em Ribeirão Preto ­  SP.  Relata  a  decisão  recorrida  que  a  empresa  foi  notificada  a  recolher  o  IPI  declarado  e  não  pago,  acrescido  de  multa  de  ofício  e  juros  de  mora,  decorrente  da  realização  de  auditoria  interna de DCTF, motivando a exigência na não localização do  pagamento declarado.  A  empresa  apresentou  impugnação  requerendo  a  nulidade  do  auto  de  infração  lavrado  (fls.  30  a  36),  por  ausência  de  identificação do  recebedor  da  notificação,  imposição  de multa,  quando  deveria  apenas  propor;  inconstitucionalidade  da multa  cobrada e da utilização da taxa Selic como juros de mora.  Analisando  os  argumentos  da  impugnante,  a  Turma  Julgadora  negou  provimento  à  impugnação  declarando  procedente  a  notificação expedida e a exigência nela contida.  Cientificada  da  decisão  em  03/01/2006,  a  empresa  apresentou,  em  02  de  fevereiro  de  2006,  recurso  voluntário  a  este  Eg.  Conselho de Contribuintes reafirmando os argumentos postos­ na  impugnação,  relativos  à  ausência  de  intimação  no  auto  de  infração;  inexistência de fundamentação legal dos acréscimos moratórios;  impossibilidade  de  aplicação  da  taxa  Selic  por  ser  ilegal;  possibilidade  de  manifestação  sobre  a  constitucionalidade  de  leis  pela  esfera  administrativa;  aplicação  da  multa  em  percentual elevado com caráter confiscatório.  Alfim,  requer  o  recebimento  e  o  provimento  do  recurso  voluntário com extinção do lançamento.  Julgando o feito, o órgão  julgador a quo deu provimento parcial ao recurso  voluntário, em acórdão assim ementado:  Fl. 297DF CARF MF Impresso em 03/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/02/2014 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 19/02/2014 por SUSY GOMES HOFFMANN, Assinado digitalmente em 13/03/2014 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digi talmente em 25/03/2014 por OTACILIO DANTAS CARTAXO Processo nº 10855.002910/2002­08  Acórdão n.º 9303­002.455  CSRF­T3  Fl. 298          3 Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados ­ IPI   Período de apuração: 11/08/1997 a 20/08/1997   Ementa: AUTO DE INFRAÇÃO. LAVRATURA.  Estando a lavratura do auto de infração efetuada de acordo com  a  legislação  de  regência,  deve  ser  afastada  a  alegação  de  nulidade.  INCONSTITUCIONALIDADE E ILEGALIDADE DE LEI.  É defeso à autoridade administrativa afastar a aplicação de  lei  sob a alegação de inconstitucionalidade da mesma, por se tratar  de matéria de competência do Poder Judiciário.  DÉBITO  DECLARADO  EM  DCTF.  MULTA  DE  OFÍCIO.  IMPROCEDÊNCIA.  Deve  ser  excluída a multa de ofício nos  lançamentos  efetuados  em razão de inadimplência de débito declarado em DCTF.  Recurso provido em parte.  Inconformada,  a  Fazenda  Nacional  opôs  embargos  de  declaração  para  que  fossem  supridas  omissão  e  obscuridade  no  acórdão  embargado.  Preditos  declaratórios  foram  inadmitidos  por  meio  do  despacho  de  fl.  189,  que  acolheu  as  informações  prestadas  pela  relatora, às fls. 185 a 188.  Ainda  não  resignada,  a  Fazenda  Nacional  interpôs  recurso  especial  de  divergência, fls. 195 a 213, onde, após longo arrazoado, defende o restabelecimento da multa  de ofício.  O especial foi por mim admitido, nos termos do despacho de fl. 254.  Contrarrazões vieram às fls. 261 a 265.  É o relatório.    Voto Vencido  Conselheiro Henrique Pinheiro Torres, Relator  O  recurso  é  tempestivo  e  atende  aos  demais  requisitos  de  admissibilidade,  dele conheço.  A matéria  trazida a debate restringe­se à questão da multa que o Colegiado  recorrido exonerou de ofício, por entender faltar suporte legal para a exação dessa penalidade.  O deslinde da controvérsia passa pela análise de questão processual, qual seja, a possibilidade  de o julgador ad quem enfrentar matéria decidida pelo julgador a quo sem que tal matéria tenha  sido  devolvida  àquele  Colegiado,  ou  seja,  que  dita  matéria  tenha  sido  abordada  no  recurso  voluntário.  Fl. 298DF CARF MF Impresso em 03/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/02/2014 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 19/02/2014 por SUSY GOMES HOFFMANN, Assinado digitalmente em 13/03/2014 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digi talmente em 25/03/2014 por OTACILIO DANTAS CARTAXO Processo nº 10855.002910/2002­08  Acórdão n.º 9303­002.455  CSRF­T3  Fl. 299          4 Aqueles  que  navegam no  direito  subjetivo  sabem  ou  deveriam  saber  que  o  mar  processual  é bravio  e  desafiador,  quase  sempre  revolto  e  cheio  de  ondas  e marolas  que  fazem, muitas vezes o barco perder o rumo. Isso faz com que muitos se percam e não consigam  completar a travessia. Mas nem tudo está perdido, os instrumentos de navegação vêm, a cada  dia, se aperfeiçoando, de tal sorte, que o barqueiro que os utilizar corretamente, nunca perderá  o norte e, facilmente, chegará a um porto seguro. Saindo da linguagem figurada para a real, os  instrumentos são os princípios gerais e específicos que norteiam a atividade jurisdicional e, por  empréstimo,  a  “judicante”  administrativa. Muitos  desses  princípios  são  universais,  isso  quer  dizer que estão presente em todos, ou em quase todos, sistemas jurídicos mundiais. Na maioria  das  vezes,  são  eles  incorporados  à  legislação  processual  e  até  mesmo  à  constitucional,  tornando­se,  portanto,  obrigatória  sua  observância.  Nos  países,  como  o  Brasil,  em  que  a  atividade  judicante  é  dissociada  da  inquisitória,  um  dos  pilares  da  jurisdição  é  justamente  o  princípio da iniciativa da parte, cuja origem remonta ao direito romano onde ao juiz era vedado  proceder  sem  a  devida  provocação  das  partes.  Predito  princípio,  versão  moderna  do  ne  procedat  iudex ex officio; nemo iudex sine actore,  foi consagrado no artigo 2º e,  também, no  262, ambos do Código de Processo Civil Brasileiro.  Art. 2º Nenhum juiz prestará a tutela jurisdicional senão quando  a parte ou o interessado a requerer, nos casos e forma legais  Art. 262 O processo civil começa por iniciativa da parte, mas se  desenvolve por impulso oficial.  Esse princípio tem como corolários (está assentado), dois outros princípios, o  dispositivo  e  o  da  demanda,  ambos  positivados  no  Código  de  Processo  Civil.  Segundo  o  dispositivo,  o  julgador  deve  decidir  a  causa  com  base  nos  fatos  alegados  e  provados  pelas  partes, não  lhe sendo permitido perquirir  fatos não alegados nem provados por elas. A  razão  fundamental  que  legitima  o  princípio  dispositivo  é,  justamente,  a  preservação  da  imparcialidade do julgador que, em última análise, é o pressuposto lógico do próprio conceito  de jurisdição.   Em direito probatório, a norma fundamental que confere expressão  legal ao  princípio  dispositivo  encontra­se  inserta  no  artigo  1333  do CPC  o  qual  incumbe  às  partes  o  ônus da prova do por elas alegado. Para o eminente processualista 2Ovídio A. Baptista da Silva,  Tal  princípio  vincula duplamente o  juiz  aos  fatos alegados,  impedindo­o de decidir a  causa  com base em fatos que as partes não hajam afirmado e obrigando­o a considerar a situação de  fato afirmada por todas as partes como verdadeira.   O princípio dispositivo  contrapõe­se  ao  inquisitório onde  são dados  ao  juiz  amplos poderes de iniciativa probatória, a exemplo do direito processual espanhol, italiano etc.  Entre nós, o princípio inquisitório tem aplicação bastante restrita, circunscrevendo­se às ações  que versem sobre direitos  indisponíveis,  como ocorre nas ações matrimoniais nas quais a  lei  confere  ao  magistrado  amplos  poderes  para  investigar  os  fatos  da  causa.  Essa  restrição  ao  princípio inquisitório é necessária, pois, como bem anotou o professor Ovídio Baptista na 3obra                                                              1O ônus da prova incumbe:  I­ ao autor, quanto ao fato constitutivo de seu direito;  II­ ao réu, quanto à existência de fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor.  2 Curso de Processo Civil, vol. 01, 5ª ed, rev.. e atual. São Paulo, Editora Revista dos Tribunais, 2.000,  p 60.  3 Página 63.  Fl. 299DF CARF MF Impresso em 03/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/02/2014 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 19/02/2014 por SUSY GOMES HOFFMANN, Assinado digitalmente em 13/03/2014 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digi talmente em 25/03/2014 por OTACILIO DANTAS CARTAXO Processo nº 10855.002910/2002­08  Acórdão n.º 9303­002.455  CSRF­T3  Fl. 300          5 citada linhas acima, dificilmente teria o julgador condições de manter­se completamente isento  e imparcial, se a lei lhe conferisse plenos poderes de iniciativa probatória.  Outro  princípio  que  norteia  a  atividade  judicante  é  o  da  demanda,  que  vai  balizar  o  alcance  da  própria  atividade  jurisdicional.  Aqui,  o  pressuposto  básico  é  a  disponibilidade do direito subjetivo das partes, que têm a faculdade de decidir livremente se o  exercerá  ou  se  o  deixará  de  exercê­lo.  Isso  porque,  ninguém poder  ser  forçado  a  exercer  os  direitos que lhe são devidos,  tampouco pode­se compelir alguém, contra a própria vontade, a  defendê­los perante um órgão julgador, seja ele administrativo ou judicial. Desse pressuposto  decorre o princípio, jurisdicizado pelo artigo 2º do CPC, de que nenhum juiz prestará a tutela  jurisdicional senão quando a parte ou o interessado a requerer.  O princípio da demanda também se encontra positivado nos artigo 128 e 460  do CPC, nos seguintes termos:  Art. 128. O juiz decidirá a lide nos limites em que foi proposta,  sendo­lhe  defeso  conhecer  de  questões,  não  suscitadas,  a  cujo  respeito a lei exige a iniciativa da parte.   Art 460. É defeso ao juiz proferir sentença, a favor do autor, de  natureza  diversa  da  pedida,  bem  como  condenar  o  réu  em  quantidade  superior  ou  em  objeto  diverso  do  que  lhe  foi  demandado.  Traçando­se um paralelo entre o princípio dispositivo e o da demanda, tem­se  que o primeiro deles preserva o  livre  arbítrio das partes na determinação  das  ações que  elas  pretendem litigar, enquanto o outro define e limita o poder de iniciativa do juiz com relação às  ações efetivamente ajuizadas pelas partes.  Esse  princípio  da  demanda  apresenta­se  em  nosso  ordenamento  jurídico  como  pressuposto  a  ser  seguido  por  todo  o  sistema  processual,  muito  raramente,  admite  exceções  ou  algum  arrefecimento. A  quebra  desse  princípio  é  raríssima,  ocorrendo mais  no  processo de falência, e, também, nos casos de jurisdição voluntária.  Como  conseqüência  lógica  dos  princípios  dispositivos  e  da  demanda,  há  o  que a doutrina denominou de princípio da congruência (adstrição) ou da correspondência, entre  o  pedido  e  a  sentença,  que  impede  o  julgador  de  atuar  sobre matéria  que  não  foi  objeto  de  expressa  manifestação  pelo  titular  do  interesse.  Por  conseguinte,  é  o  pedido  que  limita  a  extensão da atividade judicante. Daí, considerar­se extra petita a decisão sobre pedido diverso  daquilo que consta da petição inicial. Será ultra petita a que for além da extensão do pedido,  apreciando mais do que foi pleiteado. Por fim, é citra petita a decisão que não versou sobre a  totalidade do pedido.  Em suma, pelo princípio da congruência, deve haver perfeita correspondência  entre o pedido e a decisão. Não sendo lícito ao julgador ir além, aquém ou em sentido diverso  do que lhe foi pedido. Em outras palavras, o julgamento da causa é limitado pelo pedido, não  podendo o julgador dele se afastar, sob pena de vulnerar a imparcialidade e a isenção, bases em  que se assenta a atividade judicante.  Assim, o julgado que vai além da matéria devolvida no recurso ao Colegiado,  indiscutivelmente, viola esses princípios.  Fl. 300DF CARF MF Impresso em 03/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/02/2014 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 19/02/2014 por SUSY GOMES HOFFMANN, Assinado digitalmente em 13/03/2014 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digi talmente em 25/03/2014 por OTACILIO DANTAS CARTAXO Processo nº 10855.002910/2002­08  Acórdão n.º 9303­002.455  CSRF­T3  Fl. 301          6 De outro lado, o julgador ad quem deve observar a definitividade da decisão  recorrida (coisa julgada administrativa), não podendo desconsiderá­la.  No caso sob exame, é patente a violação dessa definitividade, pois na decisão  de primeira instância foi mantida a multa de ofício, e, neste ponto, não houve recurso, o que  tornou a questão incontroversa.   Desta  feita,  não  poderia  o  Colegiado  de  segunda  instância,  de  ofício,  reapreciar  a  questão,  ressuscitando  matéria  que  não  fora  devolvida  ao  Colegiado.  Assim  o  fazendo,  atropelou  os  princípios mencionados  linhas  acima,  além  de  retirar  toda  e  qualquer  serventia do manto da “coisa julgada administrativa” (definitividade da decisão).   Em síntese, viola o princípio da imutabilidade da coisa julgada administrativa  a apreciação, pela instância revisora, de matéria já decidida na fase anterior, sem que sobre esta  a parte sucumbente tenha interposto recurso.  Neste ponto,  não  se pode deixar de  reconhecer  que  a decisão  recorrida  não  observou o limite da lide, indo muito além de onde poderia ter ido. Neste diapasão, o remédio  processual  adequado  é  o  de  se  decotar  a  decisão  vergastada para dela  se  escoimar  a parcela  excedente à circunscrição da lide, determinada pela devolutividade do recurso voluntário.  Diante do exposto, voto no sentido de dar provimento ao recurso apresentado  pela Fazenda Nacional para restabelecer a multa de ofício.    Henrique Pinheiro Torres    Voto Vencedor  Conselheira Susy Gomes Hoffmann, Redatora Designada  Primeiramente,  registro  o  respeito  ao  voto  prolatado  pelo  Eminente  Conselheiro Relator; contudo, dele divirjo, pelos motivos que passo a expor.  Como  esclareci  durante  os  debates,  entendo  que  o  Acórdão  recorrido  erroneamente indicou que a matéria da exoneração da multa de ofício foi conhecida de ofício.  No  presente  caso,  o  objeto  da  lide,  é  relativo  ao  lançamento  tributário  que  surgiu  em vista  de  auditoria  interna,  com a  cobrança do  IPI, multa  e  juros,  por  não  ter  sido  encontrado o pagamento referente à DCTF devidamente apresentada pelo contribuinte.  Ao verificarmos a impugnação ao auto de infração – fls. 01 a 18 do processo  – constatamos que houve a expressa  impugnação à multa de ofício, para  tanto verifique­se o  teor do disposto, especialmente, nas fls. 07 e 08 e 16 e 17 e não houve impugnação ao tributo  propriamente dita do IPI.  Fl. 301DF CARF MF Impresso em 03/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/02/2014 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 19/02/2014 por SUSY GOMES HOFFMANN, Assinado digitalmente em 13/03/2014 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digi talmente em 25/03/2014 por OTACILIO DANTAS CARTAXO Processo nº 10855.002910/2002­08  Acórdão n.º 9303­002.455  CSRF­T3  Fl. 302          7 É certo que não houve o argumento – no que tange à multa de ofício – sobre  o fato de uma vez ter sido declarado o valor em DCTF não ser cabível a multa de ofício. Mas, o  lançamento da multa foi efetivamente impugnado, tanto que a decisão da DRJ é no sentido de  apontar a legalidade da cobrança da referida multa.  No Recurso Voluntário, o Recorrente volta a todas as questões preliminares e  meritórias  trazidas na  impugnação,  inclusive,  recorrendo da decisão que manteve a multa de  ofício,  ainda  que  novamente,  os  seus  argumentos  tenham  sido  no  sentido  da  desproporcionalidade da multa de ofício aplicada.  Ao  analisar  o  Recurso  Voluntário,  a  relatora  ao  analisar  o  tema  da  multa,  esclareceu  o  seguinte:  “Deve  ser  suscitada  de  ofício  a  aplicação  da  multa  de  ofício  em  lançamento efetuado a partir da revisão interna de DCTF.”  E, em razão de ter suscitado a matéria de não cabimento de multa de ofício  nos  lançamentos  que  se  originam  de  revisão  interna  de  DCTF,  a  Procuradoria  da  Fazenda  Nacional  recorreu  alegando que  a matéria  estaria  preclusa  e  não  caberia  que  fosse  suscitada  matéria de ofício.  Pois  bem.  Entendo  que  houve  um  equívoco  interpretativo  por  parte  da  Recorrente e no voto vencido.  Note­se que tanto na impugnação como no recurso voluntário, o contribuinte  expressamente se insurgiu contra a aplicação da multa de ofício. Não suscitou o argumento que  levou a relatora e a turma julgadora a afastar a aplicação da multa, mas se insurgiu contra ela.  Assim,  quer  me  parecer  que  não  há  que  falar  em  preclusão,  mas  na  possibilidade do órgão  julgador  ao  analisar  a matéria  recorrida,  sobre  ela dispor  a partir dos  argumentos  suscitados  pela  parte  ou  por  outros  argumentos  que  o  órgão  julgador  entender  cabíveis.   Uma  vez  que  a  matéria  foi  devolvida  ao  tribunal,  e  a  matéria  da  multa  também  o  foi.  O  tribunal  deve  conhecer  da  matéria  recursal.  A matéria  recursal  delimita  a  extensão do  recurso, de  tal modo que o  recurso não pode extrapolar destes  limites. Todavia,  dentro  da  matéria  recorrida,  o  tribunal  pode  decidir  com  argumentos  jurídicos.  No  famoso  brocardo: “dê­me os fatos, que lhe dou o direito”.  O  fato  aqui  discutido  era  o  cabimento  da  multa  de  ofício.  O  contribuinte  alegou  o  não  cabimento  em  face  da  desproporcionalidade,  ilegalidade.  A  turma  julgadora,  entendeu pelo não cabimento da multa de ofício por outro motivo: quando o valor do principal  já estava lançado em DCTF, não cabe multa de ofício, só a de mora.  Portanto,  estamos  frente  a  um  caso  de  se  analisar  o  efeito  devolutivo  do  Recurso, analisar a profundidade do recurso, e eventuais efeitos translativos.  Assim, um dos efeitos dos Recursos é o efeito devolutivo, ou seja, o órgão  julgador  recebe  todas  as  questões  e  delas  pode  tratar  com  a  profundidade  que  entender  necessária para o deslinde da questão. É o  tema da profundidade dos  recursos. Ou seja, uma  vez conhecida a matéria no âmbito recursal, o seu julgamento pode ser definido com base em  argumentos  trazidos  pelos  julgadores,  independentemente  de  estes  argumentos  terem  sido  trazidos pela parte recorrente. Daí pode ocorrer o eventual efeito translativo.  Fl. 302DF CARF MF Impresso em 03/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/02/2014 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 19/02/2014 por SUSY GOMES HOFFMANN, Assinado digitalmente em 13/03/2014 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digi talmente em 25/03/2014 por OTACILIO DANTAS CARTAXO Processo nº 10855.002910/2002­08  Acórdão n.º 9303­002.455  CSRF­T3  Fl. 303          8 Importante trazer o que prevê o artigo 515 do CPC.  Art.  515.  A  apelação  devolverá  ao  tribunal  o  conhecimento  da  matéria impugnada.  §  1o  Serão,  porém,  objeto  de  apreciação  e  julgamento  pelo  tribunal  todas  as  questões  suscitadas  e  discutidas  no  processo,  ainda que a sentença não as tenha julgado por inteiro.  § 2o Quando o pedido ou a defesa tiver mais de um fundamento e  o juiz acolher apenas um deles, a apelação devolverá ao tribunal  o conhecimento dos demais.  §  3o  Nos  casos  de  extinção  do  processo  sem  julgamento  do  mérito (art. 267), o  tribunal pode julgar desde logo a lide, se a  causa  versar  questão  exclusivamente  de  direito  e  estiver  em  condições de imediato julgamento.   §  4o  Constatando  a  ocorrência  de  nulidade  sanável,  o  tribunal  poderá determinar a realização ou renovação do ato processual,  intimadas as partes; cumprida a diligência, sempre que possível  prosseguirá o julgamento da apelação.  Sobre este tema, anote­se a ementa do Resp 714.068, de relatoria da Ministra  Nancy Andrighi, nos seguintes termos:  PROCESSO  CIVIL.  APELAÇÃO  EFEITO  DEVOLUTIVO.  EXTENSÃO  E  PROFUNDIDADE.  DISTINÇÃO.  LIQUIDAÇÃO. FORMA. MODIFICAÇÃO PELO TRIBUNAL  A  QUO.  POSSIBILIDADE.  MATÉRIA  DE  ORDEM  PÚBLICA,  COGNICÍVEL  DE  OFÍCIO.  DECAIMENTO  DE  PARTE MÍNIMA DO PEDIDO. SUCUMBÊNCIA INTEGRAL  DA  PARTE  CONTRÁRIA.  HONORÁRIOS.  ADEQUAÇÃO  DO  VALOR  EM  SEDE  DE  RECURSO  ESPECIAL.  IMPOSSIBILIDADE.  REEXAME  DE  PROVA.  SÚMULA  07/STJ.  ­  Deve­se  distinguir  entre  a  extensão  do  efeito  devolutivo  da  apelação,  limitada  pelo  pedido  daquele  que  recorre,  e  a  sua  profundidade,  que  abrange  os  antecedentes  lógico­jurídicos  da  decisão  impugnada.  Estabelecida  a  extensão  do  objeto  do  recurso  pelo  requerimento  formulado  pelo  apelante,  todas  as  questões  surgidas  no  processo,  que  possam  interferir  no  seu  acolhimento  ou  rejeição,  devem  ser  levadas  em  conta  pelo  Tribunal.  ­ Quanto à utilização do arbitramento como meio de liquidação,  sua  modificação  pelo  Tribunal  a  quo  não  implica  em  decisão  extra  ou  ultra  petita,  tampouco  em  trespasse  da  matéria  devolvida à apreciação do órgão ad quem, na medida em que se  trata de questão apreciável  ex officio. As  formas  de  liquidação  não  se  sujeitam  ao  arbítrio  do  juiz,  pois  compõem  o  devido  processo legal e, como tal, são de ordem pública.  Fl. 303DF CARF MF Impresso em 03/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/02/2014 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 19/02/2014 por SUSY GOMES HOFFMANN, Assinado digitalmente em 13/03/2014 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digi talmente em 25/03/2014 por OTACILIO DANTAS CARTAXO Processo nº 10855.002910/2002­08  Acórdão n.º 9303­002.455  CSRF­T3  Fl. 304          9 ­  Nos  termos  do  art.  21,  parágrafo  único,  do  CPC,  “se  um  litigante decair de parte mínima do pedido, o outro responderá,  por inteiro, pelas despesas e honorários”.  ­  A  aferição  da  adequação  da  verba  honorária  demanda  reexame de matéria fática, circunstância que encontra óbice na  Súmula nº 07 do STJ.  Recurso especial não conhecido.  Transcrevo trechos importantes do referido Acórdão:  Os limites da apelação são determinados pelo princípio do tantum devolutum  quantum appelatum  ,  nos  termos  do  art.  515, caput,  do CPC,  verbis:  “a apelação  devolverá ao tribunal o conhecimento da matéria impugnada.  Por  outro  lado,  no  âmbito  da  devolução,  o  Tribunal  apreciará  todas  as  questões suscitadas e discutidas no processo, ainda que a sentença recorrida não as  tenha julgado por inteiro. É esse o comando contido no § 1º do próprio art. 515.  Deve­se,  portanto,  distinguir  entre  a  extensão  da  devolução,  limitada  pelo  pedido  daquele  que  recorre,  e  a  sua  profundidade,  que  abrange  os  antecedentes  lógico­jurídicos da decisão impugnada.  Em outras palavras, delimitar a extensão do efeito devolutivo é determinar o  que  se  submete,  por  força  do  recurso,  ao  julgamento  do  Tribunal;  medir­lhe  a  profundidade é precisar com que material há de trabalhar o Tribunal para julgar.  Estabelecida  a  extensão  do  objeto  do  recurso  pelo  requerimento  formulado  pelo apelante, todas as questões surgidas no processo, que possam interferir no seu  acolhimento ou rejeição, devem ser levadas em conta pelo Tribunal.  José  Carlos  Barbosa  Moreira  anota  que,  “preservada  a  imutabilidade  da  causa de pedir, é amplíssima, em profundidade, a devolução ”, ressaltando, ainda,  sua complementação pelo art. 516 do CPC, de modo a abranger, além das questões  efetivamente  resolvidas  na  sentença  apelada,  “também as  que  nela  poderiam  tê­lo  sido” (Comentários ao Código de Processo Civil, Vol. V. Rio de Janeiro: Forense,  2006, p. 446).  No  particular,  constata­se  que  tanto  na  contestação  quanto  na  apelação  a  recorrida  se  opõe  expressamente  ao  pagamento  de  indenização  pela  ocupação  do  imóvel, tendo a matéria, portanto, sido devolvida à apreciação do Tribunal local.  Assim,  no  âmbito  dessa  devolução,  era  lícito  ao  TJ/SP  apreciar  todas  as  questões atinentes a essa matéria (indenização pela ocupação do imóvel), inclusive o  valor  do  aluguel,  posto  tratar­se  de  aspecto  relativo  à  profundidade  do  efeito  devolutivo e não à sua extensão.  Portanto,  restando  indubitável que a matéria da multa de ofício  foi  tema do  recurso voluntário, não há que falar em preclusão.  No mérito  da  aplicação  da  multa  de  ofício,  entendo  que  não  há  reparos  a  serem feitos no Acórdão recorrido, que assim tratou da matéria:  Consoante  o  Decreto­Lei  nº  2.124,  de  13/06/1984,  os  débitos  constantes  de  declarações  apresentadas  à  Receita  Federal  Fl. 304DF CARF MF Impresso em 03/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/02/2014 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 19/02/2014 por SUSY GOMES HOFFMANN, Assinado digitalmente em 13/03/2014 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digi talmente em 25/03/2014 por OTACILIO DANTAS CARTAXO Processo nº 10855.002910/2002­08  Acórdão n.º 9303­002.455  CSRF­T3  Fl. 305          10 constituirão  confissão  de  dívida  e,  se  não  recolhidas,  ficarão  sujeitas  à  inscrição  em  dívida  ativa  da  União,  acrescidas  da  multa de mora de 20% e juros de mora. Confira­se:  “§ 1ºo O documento que formalizar o cumprimento de obrigação  acessória,  comunicando  a  existência  de  crédito  tributário,  constituirá  confissão  de  dívida  e  instrumento  hábil  e  suficiente  para a exigência do referido crédito.  §  2º  Não  pago  no  prazo  estabelecido  pela  legislação  o  crédito,corrigido monetariamente e acrescido da multa de vinte  por cento e dos juros de mora devidos, poderá ser imediatamente  inscrito  em  dívida  ativa,  para  efeito  de  cobrança  executiva,  observado  o  disposto  no  §  2º  do  artigo  7º  do  Decreto­lei  nº  2.065, de 26 de outubro de 1983,”  Ademais, a previsão de realização de lançamento de ofício para  débitos declarados em DCTF e não pagos, constante do art. 90  da  Medida  Provisória  nº  2.158­35/2001,  veio  sofrendo  alterações  ao  longo  do  tempo,  estando  com  a  redação  estabelecida,  atualmente,  pelo  art.  18  da Medida Provisória  nº  351, de 2007, como segue:  “Art. 18. O art. 18 da Lei nº 10.833, de 29 de dezembro de 2003,  passa a vigorar com a seguinte redação:  “Art. 18. O lançamento de oficio de que trata o art. 90 da Medida  Provisória nº 2.158­35,  de  24  de  agosto de  2001,  limitar­se­á  à  imposição  de  multa  isolada  em  razão  de  não­homologação  da  compensação,  quando  se  comprove  falsidade  da  declaração  apresentada pelo sujeito passivo.”  Tratando­se  os  presentes  autos  de  inadimplência  assumida,  na  medida  em  que  a  recorrente  não  se  defendeu  da  exigência  do  tributo  declarado  em  DCTF  e,  sendo  o  lançamento  do  tributo  competência privativa da autoridade administrativa, nos termos  do  art.  142  do  CTN,  não  cabe  ao  julgador  administrativo  desconstituir o lançamento regularmente efetuado.  Entretanto,  nos  termos  da  legislação  de  regência,  deve  ser  afastada  a  multa  de  ofício  aplicada  por  ausência  de  suporte  legal,  sem prejuízo  da  exigência  dos  juros  e  da multa  de mora  em caso de adimplemento espontâneo ou remessa para inscrição  em Dívida Ativa da União.  Assim, quanto ao mérito, adoto as razões de decidir do acórdão recorrido.  Neste  sentido,  voto  para  NEGAR  PROVIMENTO  AO  RECURSO  DA  FAZENDA NACIONAL.    Susy Gomes Hoffmann    Fl. 305DF CARF MF Impresso em 03/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/02/2014 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 19/02/2014 por SUSY GOMES HOFFMANN, Assinado digitalmente em 13/03/2014 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digi talmente em 25/03/2014 por OTACILIO DANTAS CARTAXO Processo nº 10855.002910/2002­08  Acórdão n.º 9303­002.455  CSRF­T3  Fl. 306          11                 Fl. 306DF CARF MF Impresso em 03/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/02/2014 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 19/02/2014 por SUSY GOMES HOFFMANN, Assinado digitalmente em 13/03/2014 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digi talmente em 25/03/2014 por OTACILIO DANTAS CARTAXO

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Numero do processo: 15956.720067/2011-11
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Jan 23 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Mon Jul 21 00:00:00 UTC 2014
Numero da decisão: 2403-000.221
Decisão: RESOLVEM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em converter o processo em diligência. Carlos Alberto Mees Stringari - Presidente Paulo Maurício Pinheiro Monteiro – Relator Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Ivacir Júlio de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Marcelo Freitas Souza Costa e Maria Anselma Coscrato dos Santos. Ausente justificadamente o Conselheiro Marcelo Magalhães Peixoto e o Conselheiro Jhonatas Ribeiro da Silva.
Nome do relator: PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO

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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 15; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1346; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2­C4T3  Fl. 560          1 559  S2­C4T3  MINISTÉRIO DA FAZENDA  CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS  SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO    Processo nº  15956.720067/2011­11  Recurso nº  999.999Voluntário  Resolução nº  2403­000.221  –  4ª Câmara / 3ª Turma Ordinária  Data  23 de janeiro de 2014  Assunto  CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS  Recorrente  ROMASUL EQUIPAMENTOS INDUSTRIAIS LTDA  Recorrida  FAZENDA NACIONAL      RESOLVEM  os  membros  do  Colegiado,  por  unanimidade  de  votos,  em  converter o processo em diligência.       Carlos Alberto Mees Stringari ­ Presidente     Paulo Maurício Pinheiro Monteiro – Relator     Participaram  do  presente  julgamento,  os  Conselheiros  Carlos  Alberto  Mees  Stringari,  Ivacir  Júlio  de  Souza,  Paulo  Maurício  Pinheiro  Monteiro,  Marcelo  Freitas  Souza  Costa e Maria Anselma Coscrato dos Santos. Ausente justificadamente o Conselheiro Marcelo  Magalhães Peixoto e o Conselheiro Jhonatas Ribeiro da Silva.         RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 59 56 .7 20 06 7/ 20 11 -1 1 Fl. 319DF CARF MF Impresso em 25/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/07/2014 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 15/07/2014 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 18/07/2014 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 15956.720067/2011­11  Resolução nº  2403­000.221  S2­C4T3  Fl. 561          2     RELATÓRIO    Trata­se de Recurso Voluntário, apresentado contra Acórdão nº 14­36.400  ­ 9ª  Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento de Ribeirão Preto ­ SP, que  julgou procedente em parte o lançamento, Auto de Infração de Obrigação Principal – AIOP nº  37.324.099­6 (parte empresa), AIOP nº 37.324.100­3 (parte Terceiros) e Auto de Infração de  Obrigação Acessória – AIOA nº 37.324.098­8 (CFL ­ 68).  Conforme o Relatório da decisão de primeira instância:  Trata­se de auto de  infração  lavrado pela  fiscalização em relação ao  contribuinte  acima  identificado,  incluindo  a  contribuição  devida  pela  empresa  à  Seguridade  Social  e  aos  terceiros,  incidente  sobre  a  remuneração  paga,  devida  ou  creditada  pela  empresa  aos  segurados  empregados  e  contribuintes  individuais  registrados  na  empresa  Romasul  Indústria Metalúrgica Ltda. ME, CNPJ nº  07.714.402/0001­ 05.  Inclui,  ainda,  a  multa  decorrente  do  descumprimento  da  obrigação  acessória  prevista  no  artigo  32,  IV  da  Lei  nº  8.212/91,  nas  competências em que esta se revelou mais benéfica ao contribuinte em  relação  à  nova  sistemática  estabelecida  com  o  advento  da  Lei  nº  11.941/09.  O  presente  lançamento  fiscal  é  composto  dos  seguintes  debcads:  37.324.099­6  (contribuição  previdenciária  patronal  e  SAT),  37.324.100­3  (contribuição  destinada  aos  terceiros)  e  37.324.098­8  (multa decorrente do descumprimento de obrigação acessória).  De  acordo  com  os  fatos  relatados  pela  fiscalização,  em  ação  fiscal  desenvolvida  junto  às  empresas  Romasul  Equipamentos  Industriais  Ltda.  e  Romasul  Indústria  Metalúrgica  Ltda.  ME,  constatou­se  a  ocorrência de situação que determinou a desconsideração dos vínculos  formais  dos  trabalhadores  registrados  junto  à  empresa  Romasul  Indústria,  considerando  os  mesmos  efetivamente  vinculados  à  empresa Romasul Equipamentos,  à qual compete a responsabilidade  pelo pagamento das contribuições ora lançadas.  Os  fatos  que motivaram  o  entendimento  acima  constam  no  relatório  fiscal, cabendo destacar o seguinte:  ­ Ambas as empresas ocupam o mesmo local físico;  ­ Ambas estão enquadradas no mesmo CNAE (2869­1­00);  ­ A empresa Romasul Indústria foi constituída por familiares dos sócios  gerentes da empresa Romasul Equipamentos;  Fl. 320DF CARF MF Impresso em 25/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/07/2014 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 15/07/2014 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 18/07/2014 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 15956.720067/2011­11  Resolução nº  2403­000.221  S2­C4T3  Fl. 562          3 ­  A  empresa Romasul  Indústria,  constituída  em  17/10/2005,  declarou  em GFIP ausência de movimento até 11/2006, admitindo empregados a  partir  de  12/2006,  enquanto  a  empresa  Romasul  Equipamentos  foi  excluída do Simples a partir de 01/2007;  Conclui,  dessa  forma,  a  autoridade  fiscal,  que  os  fatos  mencionados  indicam  que  a  administração  da Romasul  Equipamentos,  sentindo  os  reflexos do desenquadramento do Simples e com o objetivo de reduzir  os  seus  encargos  tributários,  decidiu pela ativação da nova empresa,  com opção pelo Simples Federal. Beneficiou­se, assim, dos valores de  contribuição previdenciária que deixaram de ser recolhidos nessa nova  empresa,  autorizando  a  fiscalização  a  desconsiderar  os  vínculos  formais  dos  trabalhadores,  reconhecendo,  assim,  a  responsabilidade  da empresa autuada pelo recolhimento dos valores apurados.    Seguem  alguns  dos  fatos  destacados  no  Relatório  Fiscal  acerca  da  auditoria­ fiscal realizada no sujeito passivo:  2.1  Numa  analise  cadastral,  financeira  e  tributária  das  empresas  ROMASUL EQUIPAMENTOS e ROMASUL  INDUSTRIA, os  sistemas  da  Receita  Federal  do  Brasil,  apontaram  que  além  da  discrepância  entre  a  DIMOF  –Declaração  de  Informações  sobre  Operações  Financeiras quando cruzadas  com a Massa Salarial,  declarada pelas  próprias empresas através das GFIP – Guias do FGTS e Informações  para  a  Previdência  Social,  conforme  dados  apontados  no  quadro  abaixo,  existiam  outras  situações  que  indicavam  uma  possível  co­ relação entre as mesmas, tais como:   Ambas ocupam o mesmo local;   Ambas estão enquadradas no mesmo CNAE – Código Nacional de  Atividade  Econômica.  2869­1­00­  (  Fabricação  de  Maquinas  e  Equipamentos  para  uso  industrial  específico  não  especificados  anteriormente, peças e acessórios);    A  ROMASUL  INDUSTRIA,  optante  pelo  Simples  –  Sistema  Tributário  Simplificado  desde  o  início  de  suas  atividades  em  17/10/2005  e  tem  em  sua  constituição,  os  familiares  dos  sócios­ gerentes  da  ROMASUL  EQUIPAMENTOS,  a  qual  foi  excluída  do  sistema Simples, em janeiro/2007, e passou a ser tributada pelo sistema  de Lucro Presumido;   O site www.romasul.com.br. não faz distinção entre as mesmas.  2.2­ Na ROMASUL EQUIPAMENTOS, a ação fiscal teve seu início em  10/02/2011,  com  a  ciência  da  mesma,  através  do  TIF  ­Termo  de  Intimação Fiscal, com prazo para entrega da documentação de 15 dias  úteis  e  tendo  como  objeto  a  fiscalização  das  contribuições  previdenciárias, envolvendo o período de 01/2007 a 12/2008, 2.3­ Na  ROMASUL INDUSTRIA, a ação  fiscal  teve seu início em 09/02/2011,  com  a  ciência  da  mesma,  através  do  TIPF  ­Termo  de  Início  de  Procedimento Fiscal, com prazo para entrega da documentação de 20  Fl. 321DF CARF MF Impresso em 25/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/07/2014 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 15/07/2014 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 18/07/2014 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 15956.720067/2011­11  Resolução nº  2403­000.221  S2­C4T3  Fl. 563          4 dias  úteis  e  tendo  como  objeto  a  fiscalização  das  contribuições  previdenciárias, envolvendo o período de 01/2007 a 12/2008.  2.4­  A  Auditoria  Fiscal  constatou  que  a  empresa  ROMASUL  EQUIPAMENTOS,  foi  desenquadrada  do  sistema  Simples  ­  Regime  Tributário Simplificado das Microempresas e EPP, criado pela Lei n.  9317/96,  em  06/01/2007,  passando  a  ser  tributada  pelo  sistema  de  Lucro Presumido, a partir da competência 01/2007; (Anexo 3)  2.5­  A  administração  da  ROMASUL  EQUIPAMENTOS,  em  13/09/1995,  através  de  alteração  do  Contrato  Social,  registrada  na  JUCESP sob o numero 149231/95­7 alterou o  capital  social para R$  40.000,00 e redistribuiu as quotas de participação do sócio gerente, Sr.  Waldeci  Avanzi,  correspondente  a  R$  38.000,00  e  para  o  sócio  admitido,  Sr.  Luis  Fernando  Avanzi,  com  o  valor  de  R$  2.000,00.  (Anexo 04) Obs.: o Sr. Luis Fernando Avanzi, é filho do sócio­gerente  da  ROMASUL  EQUIPAMENTOS  e  foi  empregado  da  empresa  de  01/09/1994 a 22/05/1996, com CBO –Código Brasileiro de Ocupações  39310  –  Auxiliar  Admistrativo,  conforme  dados  obtidos  no  CNIS  –  Cadastro Nacional de Informações Sociais (Anexo 06)  2.6­  A  administração  da  ROMASUL  EQUIPAMENTOS,  em  26/03/2003,  através  de  alteração  do  Contrato  Social,  registrada  na  JUCESP sob o numero 019093­03­2, alterou o seu quadro social, com  a  retirada  do  Sr.  Luis  F.  Avanzi  e  com  a  admissão  da  Sra.  Lílian  Cristina Avanzi, situação cadastral que permanece até a presente data;  Obs.:  A  Sra.  Lílian  também  é  filha  do  sócio­gerente  da  ROMASUL  EQUIPAMENTOS  e  foi  empregada  da  empresa  de  02/09/2002  a  08/08/2006, com código CBO 4110 –Auxiliar Administrativo, conforme  dados obtidos no CNIS(Anexo 07).  2.7­  Em  17/10/2005,  foi  criada  uma  nova  empresa  denominada  ROMASUL  INDUSTRIA  Metalurgica  Ltda.ME.,  com  opção  pelo  sistema Simples de Tributação. (Anexo 05). Esta empresa declarou nas  suas  GFIP  –  Guias  de  Recolhimento  do  FGTS  e  Informações  à  Previdência,  que  ficou  sem  movimento  até  11/2006  e  começou  a  admitir  12  empregados  a  partir  dezembro  de  2006  (Anexo  08);  coincidentemente  a  coligada  ROMASUL  EQUIPAMENTOS,  foi  excluída do sistema Simples de Tributação, a partir de 01/01/2007.  2.8­  Na  composição  do  quadro  social  da  nova  empresa,  foram  colocados  o  filho  e  a  esposa  do  Sr.  Waldeci  Avanzi,  sócio  administrador  da  ROMASUL  EQUIPAMENTOS,  ficando  assim  constituída: ­Sr. Luiz Fernando Avanzi, com capital de R$ 23.750,00 ­ Sra. Sueli Maria Gonçalves Avanzi, com capital de R$ 1.250,00  2.9  Os  acontecimentos  relacionados  anteriormente  indicam  que  a  administração  da ROMASUL EQUIPAMENTOS,  sentindo  os  reflexos  do  desenquadramento  do  Simples  e  com  o  objetivo  de  diminuir  seus  encargos  tributários,  decidiu  pela  ativação  da  nova  empresa,  com  opção  pelo  sistema  Simples  de  tributação  a  qual  foi  denominada  de  ROMASUL INDUSTRIA Maquinas Agrícolas Ltda ­ ME.;  2.10­ Na época da  constituição da  nova  empresa,  os  quadros  sociais  eram assim constituídos:  Fl. 322DF CARF MF Impresso em 25/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/07/2014 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 15/07/2014 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 18/07/2014 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 15956.720067/2011­11  Resolução nº  2403­000.221  S2­C4T3  Fl. 564          5 2.10.1­ O sócio majoritário da ROMASUL EQUIPAMENTOS é marido  da Sra. Sueli, sócia da ROMASUL INDUSTRIA e ambos são os pais do  Sr.  Luis  Fernando  e  Lílian  Cristina,  que  fazem  parte  dos  quadros  societários das empresas coligadas;  2.11­  A  criação  deste  modelo  de  negócio,  onde  a  nova  empresa  “ROMASUL INDUSTRIA” foi, desde seu início de atividades, optante  pelo  SIMPLES,  com  todos  os  recolhimentos  das  contribuições  previdenciárias feitos de acordo com as suas opções, ou seja, esta nova  empresa  deixou  de  recolher  as  contribuições  previdenciárias  patronais  calculadas  sobre  a  Folha  de  Pagamento,  com  alíquota  de  20,0%,  as  contribuições  do  RAT,  com  alíquota  de  3,0%  e  as  contribuições  destinadas  a  outras  entidades,  com  alíquota  de  5,8%,  totalizando 28,8% sobre o total das remunerações pagas aos segurados  empregados, além das contribuições incidentes sobre as remunerações  pagas a contribuintes individuais, com alíquota de 20,0%, sobre o total  pago a prestadores de serviços sem vinculo empregatício e as retiradas  de pro ­ labore dos administradores.  2.12­  A  administração  da  empresa  lider,  ROMASUL  EQUIPAMENTOS,  que  ainda  era  optante  pelo  Simples,  percebendo  que sua Receita Bruta estava em ascensão, conforme está demonstrado  nas  Declarações  de  Imposto  de  Renda  (  Anexo  09)  ­  com  R$  1.706.239,49  em  2005  e  R$  4.512.645,75  em  2006  e  que  o  limite  de  faturamento  para  sua  manutenção  no  sistema  Simples  havia  sido  extrapolado e com isto seria desenquadrada, passando a ser tributada  no  Lucro  Presumido,  ocorrendo  a  incidência  das  contribuições  previdenciárias  patronais,  sobre  o  total  das  remunerações  constantes  nas  Folhas  de  Pagamentos,  decidiu  pela  transferir  parte  dos  custos  operacionais da Folha de Salários para a nova empresa, se encontrava  sem  movimento  até  11/2006,  conforme  GFIP  apresentadas.  (Anexos  09)  2.13­ Entretanto, no decorrer da ação fiscal, ficou comprovado os fatos  supra  citados  e  foram  apuradas  outras  constatações,  conforme  relatados no itens seguintes deste Relatório Fiscal, que a empresa ora  notificada, “ROMASUL EQUIPAMENTOS”, beneficiou­se diretamente  dos  valores  das  contribuições  previdenciárias  que  deixaram  de  ser  recolhidos na nova empresa, cabendo a mesma, as reais conseqüências  dos  negócios  praticados  na  modalidade  adotada  e  possibilitando  à  auditoria  fiscal,  no  tocante  à  responsabilidade  pelos  recolhimentos  previdenciários, a efetuar a desconsideração dos vínculos formais dos  trabalhadores em relação a ROMASUL  INDUSTRIA,  empresa  criada  com  a  finalidade  exclusiva  de  suprimir  as  contribuições  previdenciárias incidentes sobre a Folha de Pagamento e também que  se  buscasse  a  verdadeira  responsabilidade  tributária  que  a  ora  autuada, tentou se desvincular.  2.14­ Com a descaracterização dos vínculos empregatícios da empresa  criada, o crédito fiscal foi lançado para a empresa líder, ora autuada,  ROMASUL EQUIPAMENTOS, a verdadeira gestora do conglomerado;  transferindo  para  a  mesma  a  relação  jurídica,  trabalhista  e  previdenciária,  dos  segurados  –  empregados  contratados  pela  ROMASUL INDUSTRIA, mas que na realidade laboravam em prol do  Fl. 323DF CARF MF Impresso em 25/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/07/2014 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 15/07/2014 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 18/07/2014 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 15956.720067/2011­11  Resolução nº  2403­000.221  S2­C4T3  Fl. 565          6 modelo de negócio esquematizado pela administração da empresa ora  notificada.    3­  OUTROS  FATOS  QUE  COMPROVAM  A  RESPONSABILIDADE  DA  ROMASUL  EQUIPAMENTOS  SOBRE  VÍNCULOS  DOS  SEGURADOS – EMPREGADOS  3.1­  A  seguir,  relatamos  outros  fatos  apurados  que  influenciaram  na  decisão da Auditoria Fiscal em desconsiderar a responsabilidade pelos  vínculos  empregatícios  da  empresa  ROMASUL  INDUSTRIA  e  indicaram  que  a  verdadeira  responsabilidade  fiscal  sobre  a  contratação de segurados – empregados, era de fato da empresa líder,  ROMASUL  EQUIPAMENTOS,  inscrita  no  CNPJ  sob  o  no.  55.863.955/0001­64,  (...)  4  ­  ANÁLISE  DO  SETOR  DE  RECURSOS  HUMANOS  DAS  EMPRESAS  4.1 Enquanto as Receitas de Faturamento evoluíam aceleradamente (  Anexo 9), a ROMASUL EQUIPAMENTOS foi diminuindo o seu quadro  de  lotação;  por  sua  vez  a  ROMASUL  INDUSTRIA  aumentava  consideravelmente  o  numero  de  vínculos,  conforme  informações  contidas na RAIS declaradas pelas próprias empresas. (Anexos 10/11)  e mantendo a Receita Bruta dentro dos limites estipulados pelo sistema  Simples de Tributação;  (...)  4.12­  AMBIENTE  DE  TRABALHO  E  ANALISE  DE  RISCOS  OCUPACIONAIS –  4.12.1­ No PPRA­ Programa de Prevenção de Riscos Ambientais/2008,  da ROMASUL EQUIPAMENTOS, aponta: (Anexo 15)  (...)  5.  ANALISE  DA  CONTABILIDADE  E  DOCUMENTOS  DAS  EMPRESAS 5.1­ É mister  informar  que,  conforme  se  verifica  através  da sua contabilidade, Livros Diário n. 03 n. 04, (Anexo 18), no período  abrangido  pela  ação  fiscal,  2007  e  2008,  a  empresa  ROMASUL  INDUSTRIA não tem lançamentos contábeis em contas do Imobilizado  Permanente  (Terrenos,  Prédios, Maquinas  e  Equipamentos,  Veículos,  etc.), em contas de Despesas com Manutenção e Insumos utilizados na  produção  e  também  não  fez  pagamentos  de  alugueis,  sob  qualquer  título,  tanto  para  seus  fornecedores  como  para  a  empresa  lider,  a  ROMASUL EQUIPAMENTOS, detentora de tudo;  5.2­ No elenco de contas contábeis dos exercícios de 2007 e 2008, na  ROMASUL INDUSTRIA, não foram constatados lançamentos referente  a  despesas  com  telefones,  postagem,  IPTU­  Imposto  Predial  e  Territorial Urbano, Informática e outras despesas indispensáveis para  o  funcionamento  de  qualquer  empresa,  principalmente  se  Fl. 324DF CARF MF Impresso em 25/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/07/2014 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 15/07/2014 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 18/07/2014 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 15956.720067/2011­11  Resolução nº  2403­000.221  S2­C4T3  Fl. 566          7 considerarmos  que  o  numero  de  vínculos  chegou  a  80  vinculos  no  terceiro trimestre de 2007.  (...)  6.­ Finalizando estes esclarecimentos cabe ainda ressaltar:  6.1­  O  complexo  fabril  da  ROMASUL  EQUIPAMENTOS,  conforme  informação  contida  no  site  da  empresa,  (Anexo  21)  ocupa  uma  área  coberta  de  7  mil/m2  e  área  total  de  25.000  m2,  e  neste  local  estão  instaladas as empresas, no mesmo terreno, de propriedade da empresa  líder, ainda não regularizadas no Cartório de Registro de Imóveis de  Sertãozinho­SP.,  porém  com  projetos  aprovados  em 24/03/2006,  pela  Prefeitura  Municipal  de  Sertãozinho,  alvarás  matriculas  1382976  e  138.2979; (Anexo 29 )  6.2­  A  maioria  dos  empregados  são  registrados  no  CNPJ  da  ROMASUL INDUSTRIA, Optante pelo Simples, mas, trabalham para o  mesmo empregador, em um único pátio empresarial.  6.3­  O  serviço  de  recepção,  é  único  e  prestados  pelas  seguradas  ­  empregadas,  Fernanda Coelho  e Fabíola O.  Almeida,  registradas  na  ROMASUL  EQUIPAMENTOS mas  controla  todo  o  fluxo  de  pessoas,  materiais  e  correspondências  de  ambas  as  empresa,  fato  que  ficou  comprovado  com  as  assinaturas  dos  AR  ­  Avisos  de  Recebimento  da  EBCT,  nos  Termos  de  Início  dos  Procedimentos  Fiscais,  documentos  integrantes do processo de Auto de Infração;  (...)    Segundo o Relatório Fiscal, os fatos geradores:  7.1  ­  Constituem  fatos  geradores  das  contribuições  lançadas,  a  prestação  de  serviço,  com  remunerações  pagas  aos  segurados  empregados,  a  título  de  salários  e  as  remunerações  pagas  a  contribuintes  individuais/diretores,  a  título  de  pró­labore.  Todas  as  remunerações  mencionadas  foram  declarados  em  Guias  de  Recolhimento  do  Fundo  de  Garantia  do  Tempo  de  Serviço  e  Informações à Previdência Social­GFIP, informadas pela empresa ora  despersonalizada. (Anexos 09)  7.2­ Trata­se de crédito previdenciário referente ao período de 01/2007  a  12/2008,  lançado  contra  o  sujeito  passivo  acima  identificado,  referente  aos  fatos  geradores  das  contribuições  previdenciárias,  destinadas à Seguridade Social, discriminadas a seguir:  7.2.1­ Da parte patronal, contribuições previdenciárias destinadas ao  Fundo  de  Previdência  e  Assistência  Social,  contribuições  para  o  financiamento  dos  benefícios  concedidos  em  razão  do  grau  de  incidência  da  incapacidade  laborativa  decorrentes  dos  riscos  ambientais do trabalho – GILRAT, todas a cargo da empresa e relativa  às  remunerações  pagas,  devidas  ou  creditadas  aos  segurados  empregados, conforme Folhas de Pagamento de Salários;  Fl. 325DF CARF MF Impresso em 25/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/07/2014 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 15/07/2014 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 18/07/2014 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 15956.720067/2011­11  Resolução nº  2403­000.221  S2­C4T3  Fl. 567          8 7.2.2­  Da  parte  patronal,  incidentes  sobre  as  remunerações  pagas,  devidas  ou  creditadas  a  contribuintes  individuais,  conforme  lançamentos  contábeis  efetuados  em  contas  de  despesas  relativas  às  retiradas de Pro – Labore – Honorários da Diretoria.  7.2.3­ Da parte patronal, contribuições destinadas a outras entidades –  Salário Educação­Sesi­Senai­ Incra e Sebrae.    Conforme  se  observa  dos  autos,  bem  como  da  Impugnação  e  do  Recurso  Voluntário, foi  juntado, às fls 254. o Ato Declaratório Executivo DRF/CXL n° 102. de 30 de  junho de 2011, que declarou a empresa Romasul Indústria Metalúrgica Ltda. ME excluída  do SIMPLES no Processo Administrativo ­ nº 15956.720.076/2011­02:  Ato Declaratório Executivo n º 102, de 30 d e junho de 2011.  0 Delegado da Receita Federal do Brasil em Ribeirão Preto ­ S P no  uso das suas atribuições e tendo em vista o disposto no inciso IV do art.  29 da Lei complementar nº 123 .de 14 de dezembro de 2006. e do que  consta no Processo Administrativo ­ comprot nº 15956.720.076/2011­ 02 declara:  1  ­ A  exclusão  da  empresa ROMASUL  INDÚSTRIA METALÚRGICA  LTDA ­ ME .  CNPJ 07.714.402/0001­05. situada na Rua Antonio Gallo Junior. 220.  Distrito  Industrial  Sertãozinho.­SP.  do  Sistema  Integrado  de  Pagamento  de  Impostos  e  Contribuições  das  Microempresas  e  das  Empresas de Pequeno Porte­ Simples, de que trata a Lei complementar  nº  123.  de  14  de  dezembro  de  2006.  por  constituição  através  de  interpostas pessoas.  2­ A exclusão surtirá efeito a partir de 01/07/2007.  O período  do  débito,  conforme  o Anexo  do Relatório  Fiscal  é  de 01/2007  a  12/2008.  A Recorrente teve ciência do AIOP em 06.07.2011, conforme  tela do sistema  CCADPRO às fls. 232.  A Recorrente apresentou  Impugnação  tempestiva,  conforme o Relatório da  decisão de primeira instância:  Por  não  concordar  com  os  termos  da  autuação  a  empresa,  por  seu  procurador  constituído,  apresentou  impugnação  ao  débito  alegando,  em síntese, que os fatos narrados pela fiscalização indicam uma ação  de  planejamento  tributário  da  administração  da  empresa  Romasul  Equipamentos,  argumentando  que  o  planejamento,  além  de  ser  um  direito  constitucionalmente  garantido,  é  também  um  dever  legal  determinado pelo artigo 153 da Lei nº 6.404/76.  Afirma que o planejamento  tributário foi realizado sem a  intenção de  lesar  o  fisco,  uma  vez  que  as  ações  foram  tomadas  antes  do  fato  gerador.  Que  enquanto  a  Romasul  Equipamentos  se  dedicou  à  Fl. 326DF CARF MF Impresso em 25/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/07/2014 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 15/07/2014 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 18/07/2014 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 15956.720067/2011­11  Resolução nº  2403­000.221  S2­C4T3  Fl. 568          9 atividade comercial, a Romasul Industrial se dedicou à área produtiva.  E que os tributos gerados em cada uma das atividades foram apurados,  declarados e pagos.  Menciona  que  os  fatos  mencionados  no  item  3  do  relatório  fiscal  demonstram  somente  que  as  empresas  cumpriram  sua  responsabilidade, visto que a solidariedade entre prestador e tomador  de serviço em obrigações trabalhistas já está pacificado nos tribunais.  Aduz tratar­se de grupo econômico formado entre as empresas, ambas  constituídas de forma legal, por pessoas independentes e capazes, mas  que  diferem  por  opção  legal  em  regimes  tributários,  o  que  não  gera  ilegalidade e nem constitui motivo para a exclusão do SIMPLES.  Transcreve jurisprudência sobre o assunto.  Insurge­se,  assim,  contra  a  desconsideração  dos  vínculos  empregatícios,  entendendo que  se  deve manter  a  tributação das  duas  empresas com regimes distintos, afastando a multa de mora, a multa de  ofício  e  as  demais  obrigações  acessórias  por  entender  pela  possibilidade das empresas possuírem regime de tributação distinto.  Requer,  finalmente,  o  reconhecimento  do  grupo  econômico,  com  o  conseqüente cancelamento do auto de infração e dos seus debcads  A  Recorrida  analisou  a  autuação  e  a  impugnação,  julgando  procedente  a  autuação,  conforme Ementa  do Acórdão nº  14­36.400  ­  9ª Turma  da Delegacia  da Receita  Federal do Brasil de Julgamento de Ribeirão Preto ­ SP, a seguir:  ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS   Período de apuração: 01/01/2007 a 31/12/2008   AUTO DE  INFRAÇÃO.  OBRIGAÇÕES PRINCIPAL E  ACESSÓRIA.  SUJEIÇÃO PASSIVA.  Compete à Secretaria da Receita Federal  do Brasil  ,  no  exercício da  atividade  fiscalizatória,  averiguar  a  ocorrência  de  fatos  geradores  e  identificar corretamente o sujeito passivo da obrigação, consagrando o  princípio da substância sobre a forma.  PLANEJAMENTO TRIBUTÁRIO   Não  se  vislumbra  simples  planejamento  tributário  na  prática  de  ato  simulado, mediante contratação de segurados por empresa interposta,  com a finalidade única e exclusiva de suprimir ou reduzir tributos.  Impugnação Improcedente   Crédito Tributário Mantido   Acórdão   Acordam os membros da 9ª Turma de Julgamento, por unanimidade de  votos,  julgar  improcedente  a  impugnação,  mantendo  o  crédito  tributário exigido.  Fl. 327DF CARF MF Impresso em 25/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/07/2014 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 15/07/2014 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 18/07/2014 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 15956.720067/2011­11  Resolução nº  2403­000.221  S2­C4T3  Fl. 569          10 Intime­se para pagamento do crédito mantido no prazo de 30 dias da  ciência,  salvo  interposição  de  recurso  voluntário  ao  Conselho  Administrativo  de  Recursos  Fiscais,  em  igual  prazo,  conforme  facultado pela lei.  Sala de Sessões, em 26 de janeiro de 2012.    Inconformada  com  a  decisão  da  recorrida,  a  Recorrente  apresentou  Recurso  Voluntário, onde combate a decisão de primeira instância reitera os argumentos deduzidos em  sede de Impugnação.    (i) Dos fatos  A empresa através do AIIM n° 15956.720067/2011­ 11 ­ DEBCAD n.°  37.324.098­8;  37.324.099­6  e  37.324.100­3  foi  na  ocasião,  pela  Autoridade  Fazendária  desenquadrada  do  sistema  de  tributação  denominado  SIMPLES  NACIONAL,  com  base  no  ato  declaratório  executivo n.° 102, de 30/06/2011.   E, tempestivamente, protocolou a sua defesa administrativa, apontado  e  demonstrando  por meio  de  documentos  fiscais  que  o  ato  praticado  pelas  empresas  Romasul  Equipamentos  Industriais  Ltda  e  Romasul  Indústria  Metalúrgica  Ltda.  ME  foi  um  ato  decorrente  de  simples  planejamento tributário.    (ii) Da individualidade das empresas  A  Autoridade  Fazendária  insiste  em  afirmar  que  trata­se  de  uma  mesma empresa, as  fls. 279 justifica seu entendimento pelos seguintes  fatos:  ­ "Ambas as empresas ocupam o mesmo local físico";  Tal afirmação não procede,  como se pode  comprovar pelas  fotos das  duas fachadas, onde cada uma ocupa um local distinto e individual.  Também podemos observar as diferenças existentes quanto ao interior  de cada empresa no que diz respeito a área de produção de cada das  empresas.  Outro  fato  muito  importante  é  a  individualização  das  contas  de  consumo de energia elétrica.  Ainda,  dentro  questão  de  comprovação  que  a  empresa  Romasul  Indústria  Metalúrgica  Ltda.ME.  foi  aberta  com  objetivos  claros  de  Planejamento  Tributário  e  não  somente  como  forma  de  simulação  como  quer  fazer  crer  o  Nobre Agente Fiscal  é  que  para  exercer  sua  atividade  no  mercado  era  necessário  a  licença  da  CETESB  que  foi  outorgada em 28/04/2006 , portanto antes do inicio de suas atividades.  Fl. 328DF CARF MF Impresso em 25/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/07/2014 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 15/07/2014 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 18/07/2014 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 15956.720067/2011­11  Resolução nº  2403­000.221  S2­C4T3  Fl. 570          11   (iii) Do planejamento tributário  No mesmo diapasão da Autoridade Fazendária, de que "planejamento  tributário  é  um conjunto  de  atos  lícitos  realizados  pela  empresa  com  vista  a  reduzir  seus  encargos  tributários",  no  que  concordamos  de  pronto,  também  a Autoridade Fazendária,  não  pode  julgar  com  base  conceitos próprios, ou seja, pré­conceito  Qualquer análise feita de forma profissional e imparcial, sem o peso da  "paixão" irá determinar que o que houve foi na verdade uma cisão de  atividades  (comercial  e  produtiva)  tudo  dentro  das  determinações  legais.  E,  para  que  cada  uma  das  atividades  fosse  realizada  de  forma  independente,  foram  constituídas  duas  empresas,  em  local  distinto  e  com cada uma cumprindo suas obrigações quanto as autorizações de  funcionamento (CETESB, Prefeitura Municipal, Estado e União).  Tudo feito antes do fato gerador.  Também  deve  ser  considerado  que,  a Romasul  Indústria Metalúrgica  Ltda.,  faz  parte  do  grupo  econômico  da  empresa  Romasul  Equipamentos  Industriais  Ltda.,  e  a  ela  presta  serviços, mas  também  atua no mercado para outros clientes,  como se comprova pelas notas  fiscais em anexo      Posteriormente, os autos foram enviados ao Conselho, para análise e decisão.      É o Relatório.    Fl. 329DF CARF MF Impresso em 25/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/07/2014 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 15/07/2014 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 18/07/2014 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 15956.720067/2011­11  Resolução nº  2403­000.221  S2­C4T3  Fl. 571          12   VOTO    Conselheiro Paulo Maurício Pinheiro Monteiro , Relator     PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE   O Recurso Voluntário foi interposto tempestivamente, conforme informação nos  autos   Avaliados os pressupostos, passo para o exame das Questões Preliminares.    DAS QUESTÕES PRELIMINARES.  Trata­se de Recurso Voluntário, apresentado contra Acórdão nº 14­36.400  ­ 9ª  Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento de Ribeirão Preto ­ SP, que  julgou procedente em parte o lançamento, Auto de Infração de Obrigação Principal – AIOP nº  37.324.099­6 (parte empresa), AIOP nº 37.324.100­3 (parte Terceiros) e Auto de Infração de  Obrigação Acessória – AIOA nº 37.324.098­8 (CFL ­ 68).  Conforme o Relatório da decisão de primeira instância:  Trata­se de auto de  infração  lavrado pela  fiscalização em relação ao  contribuinte  acima  identificado,  incluindo  a  contribuição  devida  pela  empresa  à  Seguridade  Social  e  aos  terceiros,  incidente  sobre  a  remuneração  paga,  devida  ou  creditada  pela  empresa  aos  segurados  empregados  e  contribuintes  individuais  registrados  na  empresa  Romasul  Indústria Metalúrgica Ltda. ME, CNPJ nº  07.714.402/0001­ 05.  Inclui,  ainda,  a  multa  decorrente  do  descumprimento  da  obrigação  acessória  prevista  no  artigo  32,  IV  da  Lei  nº  8.212/91,  nas  competências em que esta se revelou mais benéfica ao contribuinte em  relação  à  nova  sistemática  estabelecida  com  o  advento  da  Lei  nº  11.941/09.  O  presente  lançamento  fiscal  é  composto  dos  seguintes  debcads:  37.324.099­6  (contribuição  previdenciária  patronal  e  SAT),  37.324.100­3  (contribuição  destinada  aos  terceiros)  e  37.324.098­8  (multa decorrente do descumprimento de obrigação acessória).  De  acordo  com  os  fatos  relatados  pela  fiscalização,  em  ação  fiscal  desenvolvida  junto  às  empresas  Romasul  Equipamentos  Industriais  Ltda.  e  Romasul  Indústria  Metalúrgica  Ltda.  ME,  constatou­se  a  ocorrência de situação que determinou a desconsideração dos vínculos  formais  dos  trabalhadores  registrados  junto  à  empresa  Romasul  Indústria, considerando os mesmos efetivamente vinculados à empresa  Fl. 330DF CARF MF Impresso em 25/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/07/2014 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 15/07/2014 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 18/07/2014 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 15956.720067/2011­11  Resolução nº  2403­000.221  S2­C4T3  Fl. 572          13 Romasul  Equipamentos,  à  qual  compete  a  responsabilidade  pelo  pagamento das contribuições ora lançadas.  Os  fatos  que motivaram  o  entendimento  acima  constam  no  relatório  fiscal, cabendo destacar o seguinte:  ­ Ambas as empresas ocupam o mesmo local físico;  ­ Ambas estão enquadradas no mesmo CNAE (2869­1­00);  ­ A empresa Romasul Indústria foi constituída por familiares dos sócios  gerentes da empresa Romasul Equipamentos;  ­  A  empresa Romasul  Indústria,  constituída  em  17/10/2005,  declarou  em GFIP ausência de movimento até 11/2006, admitindo empregados a  partir  de  12/2006,  enquanto  a  empresa  Romasul  Equipamentos  foi  excluída do Simples a partir de 01/2007;  Conclui,  dessa  forma,  a  autoridade  fiscal,  que  os  fatos  mencionados  indicam  que  a  administração  da Romasul  Equipamentos,  sentindo  os  reflexos do desenquadramento do Simples e com o objetivo de reduzir  os  seus  encargos  tributários,  decidiu pela ativação da nova empresa,  com opção pelo Simples Federal. Beneficiou­se, assim, dos valores de  contribuição previdenciária que deixaram de ser recolhidos nessa nova  empresa,  autorizando  a  fiscalização  a  desconsiderar  os  vínculos  formais  dos  trabalhadores,  reconhecendo,  assim,  a  responsabilidade  da empresa autuada pelo recolhimento dos valores apurados.  Conforme  se  observa  dos  autos,  bem  como  da  Impugnação  e  do  Recurso  Voluntário, foi  juntado, às fls 254, o Ato Declaratório Executivo DRF/CXL n° 102. de 30 de  junho de 2011, que declarou a empresa Romasul Indústria Metalúrgica Ltda. ME excluída  do SIMPLES no Processo Administrativo ­ nº 15956.720.076/2011­02:  Ato Declaratório Executivo n º 102, de 30 d e junho de 2011.  0 Delegado da Receita Federal do Brasil em Ribeirão Preto ­ S P no  uso das suas atribuições e tendo em vista o disposto no inciso IV do art.  29 da Lei complementar nº 123 .de 14 de dezembro de 2006. e do que  consta no Processo Administrativo ­ comprot nº 15956.720.076/2011­ 02 declara:  1  ­ A  exclusão  da  empresa ROMASUL  INDÚSTRIA METALÚRGICA  LTDA ­ ME .  CNPJ 07.714.402/0001­05. situada na Rua Antonio Gallo Junior. 220.  Distrito  Industrial  Sertãozinho.­SP.  do  Sistema  Integrado  de  Pagamento  de  Impostos  e  Contribuições  das  Microempresas  e  das  Empresas de Pequeno Porte­ Simples, de que trata a Lei complementar  nº  123.  de  14  de  dezembro  de  2006.  por  constituição  através  de  interpostas pessoas.  2­ A exclusão surtirá efeito a partir de 01/07/2007.  Outrossim,  em  consulta  ao  sistema MF/CARF/PGFN/RFB E­PROCESSO,  em  17.01.2014,  verificamos  que  a  movimentação  processual  do  Processo  Administrativo  ­  nº  15956.720.076/2011­02, de exclusão do SIMPLES da empresa Romasul Indústria Metalúrgica  Fl. 331DF CARF MF Impresso em 25/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/07/2014 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 15/07/2014 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 18/07/2014 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 15956.720067/2011­11  Resolução nº  2403­000.221  S2­C4T3  Fl. 573          14 Ltda. ME, indica que a fase de distribuição do processo no âmbito de Delegacia de Julgamento  para decisão em primeira instância.     DA NECESSIDADE DE NOVA DILIGÊNCIA FISCAL   Observando­se  a  decisão  prolatada  pela  primeira  instância,  não  foi  feita  qualquer referência à argumentação do sujeito passivo acerca do processo de exclusão do  SIMPLES  da  empresa  Romasul  Indústria  Metalúrgica  Ltda.  ME,  Processo  Administrativo  ­  nº  15956.720.076/2011­02,  por  meio  do  Ato  Declaratório  Executivo  DRF/CXL n° 102. de 30 de junho de 2011.  Ora,  o  sujeito  passivo  argumenta  que  a  desconsideração  dos  vínculos  empregatícios da empresa ROMASUL INDÚSTRIA METALÚRGICA LTDA ME para o  conseqüente  enquadramento  dos  segurados  empregados  na  empresa  objeto  da  autuação,  ROMASUL EQUIPAMENTOS  INDUSTRIAIS  LTDA,  teve  como  fundamento  a  exclusão  do SIMPLES da empresa ROMASUL INDÚSTRIA METALÚRGICA LTDA ME.  Entendo que a apreciação de tal argumento é central para o julgamento do  presente  processo,  a  partir  do  ponto  em  que  houve  o  desenquadramento  de  empregados  da  empresa Romasul Indústria Metalúrgica Ltda. ME.  Desta  forma,  considerando­se  os  princípios  da  celeridade,  efetividade  e  segurança  jurídica,  surge  a  prejudicial  de  se  determinar  o  resultado  do  julgamento  do  Processo Administrativo ­ nº 15956.720.076/2011­02, posto que tal processo de exclusão do  SIMPLES da empresa Romasul Indústria Metalúrgica Ltda. ME produz efeitos diretos no  presente processo nº 15956.720067/2011­11.  Anote­se ainda que a competência para o julgamento de processo de exclusão do  SIMPLES  é  da  1ª  Seção  de  Julgamento  do CARF,  conforme  se  depreende  do  art.  2º, V,  do  Anexo II, Regimento Interno do CARF – RICARF:  Art. 2° À Primeira Seção cabe processar e julgar recursos de ofício e  voluntário  de  decisão  de  primeira  instância  que  versem  sobre  aplicação da legislação de:  I ­ Imposto sobre a Renda das Pessoas Jurídicas (IRPJ);  II ­ Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL);  III  ­  Imposto  de Renda Retido  na Fonte  (IRRF),  quando  se  tratar  de  antecipação do IRPJ;  IV  ­  demais  tributos  e  o  Imposto  de  Renda  Retido  na  Fonte  (IRRF),  quando  procedimentos  conexos,  decorrentes  ou  reflexos,  assim  compreendidos os  referentes às  exigências que  estejam  lastreadas  em  fatos  cuja  apuração  serviu  para  configurar  a  prática  de  infração  à  legislação pertinente à tributação do IRPJ; {2}    V ­ exclusão, inclusão e exigência de tributos decorrentes da aplicação  da  legislação  referente  ao  Sistema  Integrado  de  Pagamento  de  Impostos  e  Contribuições  das  Microempresas  e  das  Empresas  de  Pequeno Porte (SIMPLES) e ao tratamento diferenciado e favorecido a  Fl. 332DF CARF MF Impresso em 25/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/07/2014 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 15/07/2014 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 18/07/2014 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 15956.720067/2011­11  Resolução nº  2403­000.221  S2­C4T3  Fl. 574          15 ser  dispensado  às  microempresas  e  empresas  de  pequeno  porte  no  âmbito dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos  Municípios, na apuração e recolhimento dos impostos e contribuições  da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, mediante  regime único de arrecadação (SIMPLES­Nacional);  VI ­ penalidades pelo descumprimento de obrigações acessórias pelas  pessoas jurídicas, relativamente aos tributos de que trata este artigo; e  VII  ­  tributos,  empréstimos  compulsórios  e  matéria  correlata  não  incluídos na competência julgadora das demais Seções.           CONCLUSÃO    CONVERTER o  presente processo  em DILIGÊNCIA  para  que  a Unidade  da Receita Federal do Brasil de jurisdição do Recorrente:  (i)  Anexe  aos  autos  o  resultado  final  do  julgamento  do  Processo  Administrativo  ­  nº  15956.720.076/2011­02,  de  exclusão  do  SIMPLES  da  empresa  Romasul  Indústria  Metalúrgica  Ltda.  ME,  se  for  o  caso,  no  âmbito  do  Conselho  Administrativo de Recursos Fiscais – CARF, com a conseqüente coisa julgada administrativa;  (ii)  bem  como,  se  há  processo  judicial  na  qual  a  Recorrente  seja  parte,  por  qualquer modalidade  processual,  com  o mesmo  objeto  do  presente  processo  administrativo­ tributário.      É como voto.      Paulo Maurício Pinheiro Monteiro     Fl. 333DF CARF MF Impresso em 25/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/07/2014 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 15/07/2014 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 18/07/2014 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI

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5522577 #
Numero do processo: 10640.907794/2009-07
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu May 29 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Thu Jul 17 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins Data do fato gerador: 30/11/2008 COFINS. COMPENSAÇÃO. REQUISITO. COMPROVAÇÃO DA CERTEZA E DA LIQUIDEZ DO CRÉDITO. A comprovação da certeza e da liquidez do crédito constitui requisito essencial à acolhida de pedidos de compensação.
Numero da decisão: 3403-003.038
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário. ANTONIO CARLOS ATULIM - Presidente. ROSALDO TREVISAN - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Antonio Carlos Atulim (presidente da turma), Rosaldo Trevisan (relator), Alexandre Kern, Ivan Allegretti, Domingos de Sá Filho e Luiz Rogério Sawaya Batista.
Nome do relator: ROSALDO TREVISAN

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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 8; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1537; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3­C4T3  Fl. 248          1 247  S3­C4T3  MINISTÉRIO DA FAZENDA  CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS  TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO    Processo nº  10640.907794/2009­07  Recurso nº               Voluntário  Acórdão nº  3403­003.038  –  4ª Câmara / 3ª Turma Ordinária   Sessão de  29 de maio de 2014  Matéria  DCOMP­COFINS  Recorrente  ENERGISA MINAS GERAIS DISTRIBUIDORA DE ENERGIA S.A.  Recorrida  FAZENDA NACIONAL    ASSUNTO:  CONTRIBUIÇÃO  PARA  O  FINANCIAMENTO  DA  SEGURIDADE  SOCIAL ­ COFINS  Data do fato gerador: 30/11/2008  COFINS.  COMPENSAÇÃO.  REQUISITO.  COMPROVAÇÃO  DA  CERTEZA E DA LIQUIDEZ DO CRÉDITO.  A  comprovação  da  certeza  e  da  liquidez  do  crédito  constitui  requisito  essencial à acolhida de pedidos de compensação.      Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.  Acordam  os  membros  do  colegiado,  por  unanimidade  de  votos,  em  negar  provimento ao recurso voluntário.    ANTONIO CARLOS ATULIM ­ Presidente.     ROSALDO TREVISAN ­ Relator.    Participaram  da  sessão  de  julgamento  os  conselheiros:  Antonio  Carlos  Atulim  (presidente  da  turma),  Rosaldo  Trevisan  (relator),  Alexandre  Kern,  Ivan  Allegretti,  Domingos de Sá Filho e Luiz Rogério Sawaya Batista.    Relatório     AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 64 0. 90 77 94 /2 00 9- 07 Fl. 248DF CARF MF Impresso em 17/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/06/2014 por ROSALDO TREVISAN, Assinado digitalmente em 04/07/2014 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 03/06/2014 por ROSALDO TREVISAN     2 Versa  o  presente  processo  sobre  Declaração  de  Compensação  ­  DCOMP  transmitida em 21/01/2009 (fls. 96 a 100)1 objetivando utilizar crédito de COFINS, no valor de  R$ 42.343,83 (DARF no total de R$ 1.661.682,91), recolhido indevidamente em 23/12/2008,  para compensar com débitos da Contribuição para o PIS/PASEP relativos a dezembro de 2008.  No  Despacho  Decisório  Eletrônico  de  fl.  5,  proferido  em  07/10/2009,  a  compensação não é homologada tendo em vista que o pagamento efetuado teria sido utilizado  para quitação de outros débitos da empresa.  Cientificada  do  teor  do  Despacho  Decisório,  a  recorrente  apresenta  a  manifestação  de  inconformidade  de  fls.  2  a  4,  informando,  em  síntese,  que  não  foi  efetuada  retificação da DCTF  relativa  ao mês de novembro de 2008, o que provavelmente motivou a  não homologação. Acrescenta que procedeu à retificação em 12/11/2009,  fazendo constar no  campo  “débito  apurado”  o  valor  correto  (R$  1.619.339,08  ao  invés  de  R$  1.661.682,91,  resultando na diferença de R$ 42.343,83, equivalente ao crédito pleiteado), anexando Cópia do  DARF  recolhido,  cópias  das  DACON  original  e  retificadora  e  cópias  das  DCTF  original  e  retificadora.  A  decisão  de  primeira  instância,  proferida  em  25/05/2011  (fls.  103  a  105),  julgou  improcedente  a manifestação  de  inconformidade,  porque  ao  tempo da  transmissão  da  DCOMP o crédito não estava disponível para  compensação,  tendo  a DCTF  retificadora  sido  apresentada  somente  após  proferido  o  despacho  decisório  correspondente. Ao  final  do  voto,  afirma  ainda  o  julgador  que  o  contribuinte  não  trouxe  prova  aos  autos  de  que  pudesse  ter  havido erro de fato, justificando a correção.  Cientificada da decisão em 04/08/2011 (AR à fl. 107), a recorrente apresenta  Recurso  Voluntário  (fls.  109  a  121),  em  05/09/2011,  reiterando  que  houve  equívoco  no  preenchimento  da  DCTF,  posteriormente  corrigido.  E  que  o  que  houve  foi  somente  um  descumprimento de obrigação acessória, que não ocasionou prejuízo algum ao Erário.  Em  14/02/2012  (fls.  147  a  149),  esta  turma  unanimemente  converteu  o  julgamento  em  diligência,  por  meio  da  Resolução  no  3403­000.309  (sob  relatoria  da  Conselheira Liduína Maria Alves Macambira, que não mais faz parte do colegiado), para que a  unidade  local verificasse a existência do crédito decorrente do pagamento a maior, diante da  sinalização consistente derivada dos documentos apresentados pela recorrente.  No Relatório de Diligência Fiscal (fls. 160 a 162), lavrado em 28/08/2012, a  partir  de  registros  contábeis  do  livro  Diário  de  2008,  plano  de  contas  e  demonstrativos  explicativos,  além  de  DACON  e  DCTF,  verificou­se  que:  (a)  as  diferenças  se  referem  a  créditos  de  COFINS  sobre  encargos  de  uso  da  rede  elétrica,  vinculados  à  energia  comercializada na Câmara de Comercialização de Energia Elétrica  (CCEE); (b)  tais encargos  foram lançados na conta de resultado (gastos operacionais) denominada “Encargos de Serviços  de  Sistema”;  (c)  o  contribuinte  alegou  que  para  os meses  04,  05,  07,  08,  09  e  11  de  2008,  calculou  e  recolheu COFINS  a maior  por  ter  desconsiderado  tais  créditos  (CCEE),  somente  tendo contatado o erro em dezembro de 2008; (d) a empresa era integrante da CCEE e optante  pelo regime especial de tributação estabelecido na Lei no 10.848/2004 (art. 5o, § 4o) c/c Lei no  10.637/2002 (art. 47), regime que afasta a aplicação às receitas resultantes das operações, das  normas  que  estabelecem  a  incidência  em  regime  de  apuração  não­cumulativa  da  COFINS  (devendo ser aplicado o regime cumulativo às receitas em discussão, com alíquota de 3%, por  força  do  art.  10, X da Lei  no  10.833/2003);  (e)  a  empresa  deve  eleger  um método,  aplicado                                                              1 Todos os números de folhas indicados nesta decisão são baseados na numeração eletrônica da versão digital do  processo (e­processos).  Fl. 249DF CARF MF Impresso em 17/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/06/2014 por ROSALDO TREVISAN, Assinado digitalmente em 04/07/2014 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 03/06/2014 por ROSALDO TREVISAN Processo nº 10640.907794/2009­07  Acórdão n.º 3403­003.038  S3­C4T3  Fl. 249          3 consistentemente durante todo o ano­calendário, de acordo com o art. 3o, §§ 7o, 8o e 9o da Lei  no  10.833/2003;  (f)  a  contribuinte  optou  pelo método  do  rateio  proporcional, mas  utilizou­o  equivocadamente,  aplicando  aos  custos,  despesas  e  encargos  totais  a  relação  percentual  existente  entre  a  receita  bruta  sujeita  à  incidência  não­cumulativa  e  a  receita  bruta  total  auferidas em cada mês, enquanto a legislação preceitua que apenas sobre os custos, despesas e  encargos  comuns  pode  ser  aplicada  tal  relação  percentual;  e  (g)  em  suma,  os  resultados  positivos  oriundos  da  venda  de  energia  elétrica  na  CCEE  são  tributados  pelo  regime  cumulativo, e não ensejam aproveitamento de créditos.  Cientificada  do  Relatório  em  11/10/2012  (cf.  documento  de  fl.  184),  a  empresa  apresenta  em  12/11/2012  (fls.  188  a  192)  manifestação  no  sentido  de  que:  (a)  os  créditos são oriundos de “encargos de serviço do sistema” (ESS), que objetivam “recuperar os  custos  incorridos,  pelos  agentes  geradores,  das  Restrições  de  Operação  e  da  Prestação  de  Serviços  Ancilares”;  (b)  o  direito  da  empresa  “encontra­se  respaldado  no  art.  3o  da  Lei  no  10.637/2002, especialmente em seus incisos I e II e nas IN/SRF no 247/2002 e 404/2004”, e já  foi  reconhecido  pela  COSIT  na  Solução  de  Consulta  no  27/2008  (efetuada  pela  Associação  Brasileira  de Distribuidoras  de Energia Elétrica  – ABRADEE –  fls.  214  a 265);  e  (c)  o  que  estabeleceu o regime especial foi o afastamento da aplicação do regime não cumulativo para o  resultado das operações de compra e venda de energia elétrica efetuadas no âmbito da CCEE, o  que  não  se  aplica  no  presente  caso,  pois  o  ESS  é  um  insumo  na  atividade  de  prestação  de  serviços de distribuição de energia elétrica, aplicando­se a ele o regime da não­cumulatividade.  É o relatório.    Voto             Conselheiro Rosaldo Trevisan, relator  O recurso preenche os requisitos formais de admissibilidade e, portanto, dele  se toma conhecimento.  Impende­se  inicialmente  esclarecer  que  na  data  da  transmissão  da  compensação,  com  os  documentos  à  época  apresentados,  realmente  não  existia  saldo  a  compensar, pois o valor pago era exatamente o declarado em DCTF e DACON.  Após o indeferimento eletrônico da compensação pela inexistência de crédito  é que a empresa esclarece que a DCTF foi preenchida erroneamente, retificando­a, mas ainda  sem explicação detalhada do que motivou a retificação, o que leva o julgador a quo a indeferir  a manifestação de inconformidade, entendendo que as retificações são posteriores à análise do  pedido e que não são acompanhadas de documentos que as amparem/justifiquem.  Diante  dos  despachos  decisórios  eletrônicos,  é  na  manifestação  de  inconformidade que o contribuinte é chamado a detalhar a origem de seu crédito,  reunindo a  documentação necessária a provar a sua liquidez e certeza. Enquanto na solicitação eletrônica  de  compensação  bastava  um  preenchimento  de  formulário  ­  DCOMP  (e  o  sistema  informatizado  checaria  eventuais  inconsistências),  na  manifestação  de  inconformidade  é  preciso fazer efetiva prova documental da liquidez e da certeza do crédito. E isso muitas vezes  não é assimilado pelo sujeito passivo, que acaba utilizando a manifestação de inconformidade  Fl. 250DF CARF MF Impresso em 17/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/06/2014 por ROSALDO TREVISAN, Assinado digitalmente em 04/07/2014 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 03/06/2014 por ROSALDO TREVISAN     4 tão­somente  para  indicar  que  cometeu  um  erro,  sem  especificar  a  origem  de  tal  erro,  em  argumentação  ao  desamparo  de  documentos  justificativos  (ou  com  amparo  documental  deficiente). É o que ocorre no presente processo.  E é em sede de recurso voluntário que se compreende que a análise humana  efetuada  pela  DRJ  é  diferente  daquela  efetuada  massivamente  por  máquinas  no  despacho  decisório,  sendo necessários  à  análise humana  os  documentos  justificativos,  e não  a  simples  retificação  da  DCTF  (que,  se  efetuada  anteriormente  ao  despacho  decisório,  seria  suficiente  para a máquina).  É inegável que incumbe ao postulante da compensação a prova da existência  e da liquidez do crédito. Disso decorrem três possibilidades na apreciação da manifestação de  inconformidade:  (a)  efetuada  a  prova,  cabível  a  compensação;  (b)  não  se  atestando  na  manifestação  de  inconformidade  um  mínimo  de  liquidez  e  certeza  no  direito  creditório,  incabível acatar­se o pleito; e, por fim; (c) havendo elementos que apontem para a procedência  do alegado, mas que suscitem dúvida do julgador quanto a algum aspecto relativo à existência  ou à  liquidez do crédito, cabível seria a baixa em diligência para saná­la  (endossando­se que  não se presta a diligência a suprir deficiência probatória a cargo do postulante).  E a DRJ verificou, diante dos elementos apresentados pela empresa à época,  a situação descrita acima como “b”. Diferente  foi o entendimento desta  turma, que chegou à  situação “c”, demandando diligência.  E é em sede de diligência que aparece pela primeira vez de forma explícita o  que seria o erro cometido pela empresa, não detalhado nem na manifestação de inconformidade  nem  no  recurso  voluntário:  o  pagamento  a  maior  de  COFINS  se  devia  a  créditos  não  aproveitados nos meses de abril, maior, julho, agosto, setembro e novembro de 2008, referentes  a  “Encargos  de  Serviço  no  Sistema”  (conta  “Encargos  de  Uso  da  Rede  Elétrica”,  no  615.05.1.5.4.2, cf. detalhado em planilha da contribuinte, anexa ao Relatório de Diligência).  Daí  para  diante  parece  que  existe,  à  margem  de  tudo  o  que  já  se  havia  discutido  no  processo,  dois  novos  contenciosos:  um  suscitado  pelo  fisco,  relativo  à  metodologia  de  rateio  entre  os  regimes  cumulativo/não  cumulativo  e  outro  levantado  pela  recorrente,  sobre  a  possibilidade  ou  não  de  crédito  em  relação  a  “Encargos  de  Serviço  no  Sistema”.  A  autoridade  diligenciante,  assim,  acolhe  os  valores  constantes  das  retificações, mas sustenta que não são ensejadores de créditos, tendo em vista que a recorrente  era optante pelo regime especial de que  trata a Lei no 10.848/2004 (art. 5o, § 4o), combinada  com  a  Lei  no  10.637/2002  (art.  47).  O  primeiro  comando  legal  assevera  que  se  aplicam  às  pessoas jurídicas integrantes da CCEE o disposto no segundo, que estabelece:  “Art. 47. A pessoa jurídica integrante do Mercado Atacadista de  Energia Elétrica (MAE),  instituído pela Lei no 10.433, de 24 de  abril de 2002, poderá optar por regime especial de tributação,  relativamente  à  contribuição  para  o  Programa  de  Integração  Social  e  de  Formação  do  Patrimônio  do  Servidor  Público  (PIS/Pasep)  e  à  Contribuição  para  o  Financiamento  da  Seguridade Social (Cofins).  § 1o A opção pelo regime especial referido no caput:  I  ­  será  exercida  mediante  simples  comunicado,  nos  termos  e  condições estabelecidos pela Secretaria da Receita Federal;  Fl. 251DF CARF MF Impresso em 17/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/06/2014 por ROSALDO TREVISAN, Assinado digitalmente em 04/07/2014 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 03/06/2014 por ROSALDO TREVISAN Processo nº 10640.907794/2009­07  Acórdão n.º 3403­003.038  S3­C4T3  Fl. 250          5 II ­ produzirá efeitos em relação aos fatos geradores ocorridos a  partir do mês subseqüente ao do exercício da opção.  §  2o  Para  os  fins  do  regime  especial  referido  no  caput,  considera­se receita bruta auferida nas operações de compra e  venda  de  energia  elétrica  realizadas  na  forma  da  regulamentação de que trata o art. 14 da Lei no 9.648, de 27 de  maio de 1998, com a redação dada pela Lei no 10.433, de 24 de  abril de 2002, para efeitos de incidência da contribuição para o  PIS/Pasep  e  da  Cofins,  os  resultados  positivos  apurados  mensalmente pela pessoa jurídica optante.  § 3o Na determinação da base de cálculo da contribuição para o  PIS/Pasep e da Cofins, a pessoa jurídica optante poderá deduzir  os valores devidos, correspondentes a ajustes de contabilizações  encerradas de operações de compra e venda de energia elétrica,  realizadas no âmbito do MAE, quando decorrentes de:  I  ­  decisão  proferida  em  processo  de  solução  de  conflitos,  no  âmbito  do  MAE,  da  Agência  Nacional  de  Energia  Elétrica  (Aneel) ou em processo de arbitragem, na forma prevista no § 3o  do art. 2o da Lei no 10.433, de 24 de abril de 2002;  II ­ resolução da Aneel;  III ­ decisão proferida no âmbito do Poder Judiciário, transitada  em julgado; e  IV ­ (VETADO)  §  4o  A  dedução  de  que  trata  o  §  3o  é  permitida  somente  na  hipótese em que o ajuste de contabilização caracterize anulação  de  receita  sujeita  à  incidência  do  PIS/Pasep  e  da  Cofins,  na  forma estabelecida pela Secretaria da Receita Federal.  §  5o  Sem  prejuízo  do  disposto  nos  §§  3o  e  4o,  geradoras  de  energia elétrica optantes poderão excluir da base de cálculo da  contribuição  para  o  PIS/Pasep  e  da  Cofins  o  valor  da  receita  auferida com a venda compulsória de energia elétrica por meio  do Mecanismo de Realocação de Energia, de que trata a alínea b  do parágrafo único do art. 14 da Lei no 9.648, de 27 de maio de  1998, introduzida pela Lei no 10.433, de 24 de abril de 2002.  §  6o  Aplicam­se  ao  regime  especial  de  que  trata  este artigo  as  demais  normas  aplicáveis  às  contribuições  referidas  no  caput,  observado o que se segue:   I – em relação ao PIS/Pasep, não se aplica o disposto nos arts.  1o a 6o;   II ­ em relação aos fatos geradores ocorridos até 31 de agosto de  2002,  o  pagamento  dos  valores  devidos  correspondentes  à  Cofins e ao PIS/Pasep poderá ser feito com dispensa de multa e  de juros moratórios, desde que efetuado em parcela única, até o  último dia útil do mês de setembro de 2002.  § 7o (VETADO)” (grifo nosso)  Fl. 252DF CARF MF Impresso em 17/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/06/2014 por ROSALDO TREVISAN, Assinado digitalmente em 04/07/2014 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 03/06/2014 por ROSALDO TREVISAN     6 Até aí não se vê na opção nenhuma vedação ao direito creditório. A vedação  estaria  explícita  apenas  no  art.  10,  X  da  Lei  no  10.833/2003,  para  as  recitas  submetidas  ao  regime especial de tributação:  “Art.  10.  Permanecem  sujeitas  às  normas  da  legislação  da  COFINS,  vigentes  anteriormente  a  esta  Lei,  não  se  lhes  aplicando as disposições dos arts. 1o a 8o:  (...)  X  ­  as  receitas  submetidas  ao  regime  especial  de  tributação  previsto  no  art.  47  da  Lei  no  10.637,  de  30  de  dezembro  de  2002;” (grifo nosso)  Há que se analisar, assim, se as  receitas em discussão foram submetidas ao  regime especial de tributação previsto no art. 47 da Lei no 10.637/2002.  Em relação a tal tópico, informa a autoridade responsável pela diligência que  a  empresa  optou,  dentro  do  contexto  do  art.  3o,  §§  7o,  8o  e  9o  da  Lei  no  10.833/2003,  pelo  método do rateio proporcional:  “§ 7o Na hipótese de a pessoa  jurídica sujeitar­se à  incidência  não­cumulativa da COFINS, em relação apenas à parte de suas  receitas,  o  crédito  será  apurado,  exclusivamente,  em  relação  aos custos, despesas e encargos vinculados a essas receitas.  § 8o Observadas as normas a serem editadas pela Secretaria da  Receita  Federal,  no  caso  de  custos,  despesas  e  encargos  vinculados às receitas referidas no § 7o e àquelas submetidas ao  regime  de  incidência  cumulativa  dessa  contribuição,  o  crédito  será determinado, a critério da pessoa jurídica, pelo método de:  I ­ apropriação direta, inclusive em relação aos custos, por meio  de  sistema  de  contabilidade  de  custos  integrada  e  coordenada  com a escrituração; ou  II  ­  rateio  proporcional,  aplicando­se  aos  custos,  despesas  e  encargos comuns a relação percentual existente entre a receita  bruta sujeita à incidência não­cumulativa e a receita bruta total,  auferidas em cada mês.  § 9o O método eleito pela pessoa jurídica para determinação do  crédito,  na  forma  do  §  8o,  será  aplicado  consistentemente  por  todo  o  ano­calendário  e,  igualmente,  adotado  na  apuração  do  crédito  relativo  à  contribuição  para  o  PIS/PASEP  não­ cumulativa,  observadas  as  normas  a  serem  editadas  pela  Secretaria da Receita Federal.”(grifo nosso)  Informa ainda a autoridade fiscal que o rateio foi incorreto, visto que aplicado  aos custos, despesas e encargos totais a relação percentual existente entre a receita bruta sujeita  à  incidência  não­cumulativa  e  a  receita  bruta  total  auferidas  em  cada  mês,  enquanto  a  legislação preceitua que apenas sobre os custos, despesas e encargos comuns pode ser aplicada  tal relação percentual.  Contudo,  ao  observar  a  manifestação  da  recorrente  sobre  o  Relatório  de  Diligência, parece que o tema controverso é outro: sequer se discute o método de rateio, ou a  utilização de custos, despesas e encargos totais ou comuns.  Fl. 253DF CARF MF Impresso em 17/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/06/2014 por ROSALDO TREVISAN, Assinado digitalmente em 04/07/2014 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 03/06/2014 por ROSALDO TREVISAN Processo nº 10640.907794/2009­07  Acórdão n.º 3403­003.038  S3­C4T3  Fl. 251          7 A recorrente  fulcra sua manifestação na  tese de que há direito a crédito em  relação  aos  “encargos  de  serviço  do  sistema”  (ESS),  que  objetivam  “recuperar  os  custos  incorridos,  pelos  agentes  geradores,  das  Restrições  de  Operação  e  da  Prestação  de  Serviços  Ancilares”, e que tal direito encontra amparo normativo (art. 3o, I e II da Lei no 10.637/2002, e  IN/SRF  no  247/2002  e  404/2004)  e  jurisprudencial,  além  de  estar  expresso  em  Solução  de  Consulta efetuada por órgão de classe ­ ABRADEE. E entende que o regime especial afasta a  não  cumulatividade  somente  para  o  resultado  das  operações  de  compra  e  venda  de  energia  elétrica efetuadas no âmbito da CCEE (e não ao ESS, insumo na atividade de distribuição).  A  Solução  de  Consulta  apresentada  pela  recorrente  faz  amplo  estudo  histórico/jurídico  das  atividades  relacionadas  à  atividade  de  distribuição  de  energia  elétrica,  abarcando o “encargo de serviço do sistema” em tópico específico (itens 98 e 99), concluindo  que:  “(...)  No  caso  do  Encargo  do  Serviço  do  Sistema,  seu  pagamento garante, em qualquer caso, que haverá energia para  ser  fornecida  na  quantidade  e  qualidade  necessárias.  Esta  garantia  vem  dos  investimentos  feitos  pelas  geradoras  na  manutenção  da  qualidade  e  estabilidade  do  sistema,  cujos  benefícios  são  usufruídos  pelas  distribuidoras.  O  pagamento  deste  encargo  é  um  investimento  realizado  indiretamente  pelas  distribuidoras nas geradoras para garantir a geração adequada  da  energia  a  ser  adquirida,  e  o  montante  desse  encargo  está  incluso  no  custo  de  aquisição  da  energia. Então,  se  configura  mais  um  componente  indissociável  do  valor  de  aquisição  da  energia elétrica, conferindo também o direito da apuração dos  créditos não cumulativos.” (grifo nosso)  A Solução de Consulta, aqui tomada não como vinculante (pela ausência de  comprovação de que a recorrente é representada pela ABRADEE, e pela resposta negativa em  busca  efetuada  no  sítio  da  Associação,  que  reúne  41  concessionárias,  entre  as  quais  não  se  localizou  a  “ENERGISA/MG”), mas  somente  para  agregar  argumento  considerado  relevante  (pela profundidade da análise), é no sentido de que geram direito a crédito de COFINS para as  distribuidoras de energia elétrica na não­cumulatividade os “Encargos de Serviços do Sistema”  – ESS (item 156, I, “d”).  Acordamos  com  o  posicionamento  exarado  na  consulta  para  o  tema.  Contudo,  temos  que  regressar  ao  presente  processo,  no  qual  se  está  diante  tanto  da  cumulatividade quanto da não cumulatividade.  E  a  empresa,  sobre  o  erro  apontado  em  sede  de  diligência,  em  relação  ao  rateio  de  custos,  despesas  e  encargos  (comuns  /  totais),  limita­se  a  dizer  que  decorre  de  confusão do auditor fiscal, que fica clara quando se verifica a Solução de Consulta.  No  entanto,  a  Solução  de  Consulta  versa  tão­somente  sobre  a  não  cumulatividade. Assim, por mais que se esteja acolhendo a possibilidade de os ESS gerarem  créditos,  persistiria  a  incorreção  no  rateio,  apontada  em  sede  de  diligência,  e  não  refutada  especificamente pela recorrente.  É  de  se  recordar  que  o  que  se  está  analisando  no  presente  processo  é  um  pleito  de  crédito,  incumbindo o  ônus  probatório  à  empresa postulante. A empresa não  havia  Fl. 254DF CARF MF Impresso em 17/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/06/2014 por ROSALDO TREVISAN, Assinado digitalmente em 04/07/2014 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 03/06/2014 por ROSALDO TREVISAN     8 efetivamente comprovado seu direito creditório nem na manifestação de inconformidade nem  no recurso voluntário.  Com  a  realização  da diligência,  na qual  de  fato  foi  feita  a primeira  análise  detalhada do direito creditório (veja­se que até então sequer se sabia qual era a causa específica  das retificações efetuadas), constatou­se erro no rateio proporcional.  E tal erro não foi objeto de refutação na nova manifestação, concentrando­se  a  recorrente  em  defender  (no  que  nos  convenceu)  que  os  ESS  geram  créditos  na  não  cumulatividade. Veja­se  que  restou  não  confrontada  a  incorreta metodologia  adotada  para  o  rateio, o que torna ilíquido o crédito da recorrente.  Não se desincumbe, assim, a recorrente, de seu dever probatório, inicialmente  por sequer revelar qual seria a motivação das retificações efetuadas, e, posteriormente, ao não  justificá­las especificamente, no que se refere ao critério de cálculo/rateio.  Persiste,  assim,  ilíquido  o  direito  creditório,  em  franca  revelação  de  deficiência  probatória  por  parte  da  recorrente,  que  persegue  toda  a  duração  deste  processo  administrativo, impossibilitando a compensação, a teor do caput do art. 170 do CTN:  “Art.  170.  A  lei  pode,  nas  condições  e  sob  as  garantias  que  estipular,  ou  cuja  estipulação  em  cada  caso  atribuir  à  autoridade administrativa, autorizar a compensação de créditos  tributários  com  créditos  líquidos  e  certos,  vencidos  ou  vincendos, do sujeito passivo contra a Fazenda pública”. (grifo  nosso)    Assim,  em  face  da  iliquidez  e  da  dúvida  que  ainda  permeia  o  direito  creditório  da  recorrente,  voto  no  sentido  de  negar  provimento  ao  recurso  voluntário  apresentado.  Rosaldo Trevisan                                Fl. 255DF CARF MF Impresso em 17/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/06/2014 por ROSALDO TREVISAN, Assinado digitalmente em 04/07/2014 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 03/06/2014 por ROSALDO TREVISAN

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Numero do processo: 18088.000050/2009-86
Turma: Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Feb 25 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Mon Aug 11 00:00:00 UTC 2014
Numero da decisão: 3202-000.186
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência. Fez sustentação oral, pela recorrente, o advogado José Ribamar Barros Penha. Assinado digitalmente Irene Souza da Trindade Torres Oliveira - Presidente. Assinado digitalmente Tatiana Midori Migiyama - Relatora. Participaram do presente julgamento os Conselheiros Irene Souza da Trindade Torres (Presidente), Luís Eduardo Garrossino Barbieri, Gilberto de Castro Moreira Junior, Charles Mayer de Castro Souza, Thiago Moura de Albuquerque Alves e Tatiana Midori Migiyama (Relatora). Relatório Trata-se de recurso voluntário interposto por ENGEFORT SISTEMA AVANÇADO DE SEGURANÇA contra Acórdão nº 14-34.363, de 28 de junho de 2011 (de fls. 5380 a 5392), proferido pela 5ª Turma da DRJ/RPO, que julgou por unanimidade de votos, procedente em parte o lançamento. Por bem descrever os fatos, adoto o relatório integrante da decisão recorrida, a qual transcrevo a seguir: “Contra a empresa acima identificada foi lavrado auto de infração exigindo-lhe a Contribuição para o Programa de Integração Social (PIS), anos-calendário de 2004 a 2008, no valor de R$ 707.427,00 (fls. 14), acrescidos de multa de oficio (qualificada) e juros de mora, totalizando crédito tributário no valor de R$ 1.978.675,51. Em Relatório de Descrição dos Fatos às fls. 22/75, a autoridade fiscal informa ter executado, em procedimento fiscal, verificações obrigatórias visando aferir a correspondência entre os valores da contribuição para o PIS declarados à RFB e os valores apurados pelo sujeito passivo em sua escrituração contábil e fiscal, nos anos-calendário de 2004 a 2008. Como resultado, constatou-se que os valores constantes em livros de registro de prestação de serviços, denominados Registro de Saídas, e em livros de registro de notas fiscais de serviços prestados, são divergentes em relação aos valores informados A RFB por meio de declarações obrigatórias (DIPJ, DCTF e DACON). As omissões apuradas foram sintetizadas em planilhas de fls. 40, 49, 57, 64 e 69, e os respectivos valores da contribuição para o PIS devidos objeto do auto de infração em exame. Ciente em 13/02/2009 (fls. 1649), a interessada apresentou, em 13/03/2009, impugnação ao lançamento (fls. 1650/1684), alegando, em síntese, de acordo com suas próprias razões: - que seria nulo o lançamento, por fundado em presunções ou indícios de omissão de receitas, que não refletiriam a real situação da contribuinte (capacidade contributiva), e pela não apreciação de provas; - que seria nulo o lançamento por indevida inclusão na base de cálculo da contribuição ao Pis de valores devidos a titulo de ICMS e ISS, que seriam estranhos aos conceitos de faturamento e receita, com afronta a preceitos legais e constitucionais; - que a autoridade fiscal teria desconsiderado, no lançamento, retenções efetuadas em notas fiscais de prestação de serviços, a titulo de IRPJ, CSLL, Pis e Cofins, nos termos dos artigos 30 a 32 da Lei n.° 10.833, de 2003, implicando indevida majoração dos valores devidos. Caracterizadas tais antecipações como retenções, nos termos do artigo 34 da Lei n.° 10.833, de 2003, as respectivas empresas estariam autorizadas a compensar os valores retidos com tributos devidos a partir do mês da retenção; - que requer seja determinada a realização de diligência para nova apuração dos valores devidos a titulo de Pis, considerando-se as retenções na fonte e excluídos da base de cálculo os valores de ISS devidos; - que a alegação de que a empresa não teria.respondido a intimação e reintimação não daria respaldo ao agravamento da multa; - que seria ilegal e/ou inconstitucional a exigência de juros de mora com base na taxa Selic; - que a aplicação de multa de oficio ao percentual de 75% caracterizaria confisco, contrariando dispositivos da Constituição Federal: -que caberia redução da sanção pecuniária, por ausente qualquer intenção de fraude ou dolo por parte da impugnante; - que seria, dever da Administração apreciar e deixar de aplicar conteúdo de lei com indicativos de inconstitucionalidade; - que caberia anulação do Termo de Arrolamento de Bens, por constituir, forma ilegal de vedação de disposição de bens, e por encontrar-se suspensa a exigibilidade do crédito tributário que inexistiriam razões para prosseguimento da representação fiscal para fins penais, pelo que caberia a suspensão de seus efeitos. Ao final, requer o reconhecimento da nulidade e improcedência do auto de infração, ou, alternativamente, a realização de diligência para que seja efetuada nova apuração dos valores lançados no auto de infração, exclusão dos juros de mora e redução das multas aplicadas, e conseqüente reconhecimento da improcedência do lançamento. É o relatório.” A DRJ, por unanimidade de votos, julgou a impugnação procedente em parte, conforme acórdão 14-34.363 com a seguinte ementa: “ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL ANO-CALENDÁRIO: 2004, 2005, 2006, 2007, 2008 - NULIDADE: IMPROCEDÊNCIA. Improcedentes as argüições de nulidade quando não se vislumbra nos autos quaisquer das hipóteses previstas no art. 59 do Decreto n° 70.235/72. INCONSTITUCIONALIDADE DE LEIS. AUTORIDADES ADMINISTRATIVAS. COMPETÊNCIA. As autoridades administrativas, incluídas as que julgam litígios fiscais, não detém competência para decidir sobre argüição de inconstitucionalidade de leis, já que tal competência está adstrita a esfera judicial. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA 0 PIS/PASEP ANO-CALENDÁRIO: 2004, 2005, 2006, 2007, 2008 - MATÉRIA NÃO IMPUGNADA. EFEITOS. Constatadas as irregularidades descritas nos autos de infração, tendo sido observada na autuação a legislação de regência das matérias, e não havendo contestação expressa de fatos apontados na autuação, pressupõe-se a concordância da impugnante em relação à parte não impugnada, o que torna definitiva a exigência na esfera administrativa, no que concerne a esse tema. FALTA DE RECOLHIMENTO: A falta ou insuficiência de recolhimento de valores devidos a titulo da contribuição, apurada em procedimento fiscal, enseja o lançamento de oficio com os devidos acréscimos legais. BASE DE CÁLCULO. EXCLUSÕES: As exclusões da base de cálculo da contribuição limitam-se aos casos expressamente previstos em Lei. MULTA DE OFÍCIO QUALIFICADA. Cabível a imposição da multa qualificada de 150%, prevista no artigo 44, § 1°, da Lei n° 9.430/96, restando demonstrado que o procedimento adotado pelo sujeito passivo enquadra-se, em tese, nas hipóteses tipificadas no art. 71, inciso I, da Lei n°4.502/64.” Cientificado do referido acórdão no dia 12 de julho de 2012 o interessado apresentou recurso voluntário em 13 de agosto de 2012 (fls. 5417 a 5446), pleiteando a reforma do decisum e reafirmando seus argumentos apresentados à DRJ. É o relatório.
Nome do relator: TATIANA MIDORI MIGIYAMA

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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência. Fez sustentação oral, pela recorrente, o advogado José Ribamar Barros Penha. Assinado digitalmente Irene Souza da Trindade Torres Oliveira - Presidente. Assinado digitalmente Tatiana Midori Migiyama - Relatora. Participaram do presente julgamento os Conselheiros Irene Souza da Trindade Torres (Presidente), Luís Eduardo Garrossino Barbieri, Gilberto de Castro Moreira Junior, Charles Mayer de Castro Souza, Thiago Moura de Albuquerque Alves e Tatiana Midori Migiyama (Relatora). Relatório Trata-se de recurso voluntário interposto por ENGEFORT SISTEMA AVANÇADO DE SEGURANÇA contra Acórdão nº 14-34.363, de 28 de junho de 2011 (de fls. 5380 a 5392), proferido pela 5ª Turma da DRJ/RPO, que julgou por unanimidade de votos, procedente em parte o lançamento. Por bem descrever os fatos, adoto o relatório integrante da decisão recorrida, a qual transcrevo a seguir: “Contra a empresa acima identificada foi lavrado auto de infração exigindo-lhe a Contribuição para o Programa de Integração Social (PIS), anos-calendário de 2004 a 2008, no valor de R$ 707.427,00 (fls. 14), acrescidos de multa de oficio (qualificada) e juros de mora, totalizando crédito tributário no valor de R$ 1.978.675,51. Em Relatório de Descrição dos Fatos às fls. 22/75, a autoridade fiscal informa ter executado, em procedimento fiscal, verificações obrigatórias visando aferir a correspondência entre os valores da contribuição para o PIS declarados à RFB e os valores apurados pelo sujeito passivo em sua escrituração contábil e fiscal, nos anos-calendário de 2004 a 2008. Como resultado, constatou-se que os valores constantes em livros de registro de prestação de serviços, denominados Registro de Saídas, e em livros de registro de notas fiscais de serviços prestados, são divergentes em relação aos valores informados A RFB por meio de declarações obrigatórias (DIPJ, DCTF e DACON). As omissões apuradas foram sintetizadas em planilhas de fls. 40, 49, 57, 64 e 69, e os respectivos valores da contribuição para o PIS devidos objeto do auto de infração em exame. Ciente em 13/02/2009 (fls. 1649), a interessada apresentou, em 13/03/2009, impugnação ao lançamento (fls. 1650/1684), alegando, em síntese, de acordo com suas próprias razões: - que seria nulo o lançamento, por fundado em presunções ou indícios de omissão de receitas, que não refletiriam a real situação da contribuinte (capacidade contributiva), e pela não apreciação de provas; - que seria nulo o lançamento por indevida inclusão na base de cálculo da contribuição ao Pis de valores devidos a titulo de ICMS e ISS, que seriam estranhos aos conceitos de faturamento e receita, com afronta a preceitos legais e constitucionais; - que a autoridade fiscal teria desconsiderado, no lançamento, retenções efetuadas em notas fiscais de prestação de serviços, a titulo de IRPJ, CSLL, Pis e Cofins, nos termos dos artigos 30 a 32 da Lei n.° 10.833, de 2003, implicando indevida majoração dos valores devidos. Caracterizadas tais antecipações como retenções, nos termos do artigo 34 da Lei n.° 10.833, de 2003, as respectivas empresas estariam autorizadas a compensar os valores retidos com tributos devidos a partir do mês da retenção; - que requer seja determinada a realização de diligência para nova apuração dos valores devidos a titulo de Pis, considerando-se as retenções na fonte e excluídos da base de cálculo os valores de ISS devidos; - que a alegação de que a empresa não teria.respondido a intimação e reintimação não daria respaldo ao agravamento da multa; - que seria ilegal e/ou inconstitucional a exigência de juros de mora com base na taxa Selic; - que a aplicação de multa de oficio ao percentual de 75% caracterizaria confisco, contrariando dispositivos da Constituição Federal: -que caberia redução da sanção pecuniária, por ausente qualquer intenção de fraude ou dolo por parte da impugnante; - que seria, dever da Administração apreciar e deixar de aplicar conteúdo de lei com indicativos de inconstitucionalidade; - que caberia anulação do Termo de Arrolamento de Bens, por constituir, forma ilegal de vedação de disposição de bens, e por encontrar-se suspensa a exigibilidade do crédito tributário que inexistiriam razões para prosseguimento da representação fiscal para fins penais, pelo que caberia a suspensão de seus efeitos. Ao final, requer o reconhecimento da nulidade e improcedência do auto de infração, ou, alternativamente, a realização de diligência para que seja efetuada nova apuração dos valores lançados no auto de infração, exclusão dos juros de mora e redução das multas aplicadas, e conseqüente reconhecimento da improcedência do lançamento. É o relatório.” A DRJ, por unanimidade de votos, julgou a impugnação procedente em parte, conforme acórdão 14-34.363 com a seguinte ementa: “ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL ANO-CALENDÁRIO: 2004, 2005, 2006, 2007, 2008 - NULIDADE: IMPROCEDÊNCIA. Improcedentes as argüições de nulidade quando não se vislumbra nos autos quaisquer das hipóteses previstas no art. 59 do Decreto n° 70.235/72. INCONSTITUCIONALIDADE DE LEIS. AUTORIDADES ADMINISTRATIVAS. COMPETÊNCIA. As autoridades administrativas, incluídas as que julgam litígios fiscais, não detém competência para decidir sobre argüição de inconstitucionalidade de leis, já que tal competência está adstrita a esfera judicial. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA 0 PIS/PASEP ANO-CALENDÁRIO: 2004, 2005, 2006, 2007, 2008 - MATÉRIA NÃO IMPUGNADA. EFEITOS. Constatadas as irregularidades descritas nos autos de infração, tendo sido observada na autuação a legislação de regência das matérias, e não havendo contestação expressa de fatos apontados na autuação, pressupõe-se a concordância da impugnante em relação à parte não impugnada, o que torna definitiva a exigência na esfera administrativa, no que concerne a esse tema. FALTA DE RECOLHIMENTO: A falta ou insuficiência de recolhimento de valores devidos a titulo da contribuição, apurada em procedimento fiscal, enseja o lançamento de oficio com os devidos acréscimos legais. BASE DE CÁLCULO. EXCLUSÕES: As exclusões da base de cálculo da contribuição limitam-se aos casos expressamente previstos em Lei. MULTA DE OFÍCIO QUALIFICADA. Cabível a imposição da multa qualificada de 150%, prevista no artigo 44, § 1°, da Lei n° 9.430/96, restando demonstrado que o procedimento adotado pelo sujeito passivo enquadra-se, em tese, nas hipóteses tipificadas no art. 71, inciso I, da Lei n°4.502/64.” Cientificado do referido acórdão no dia 12 de julho de 2012 o interessado apresentou recurso voluntário em 13 de agosto de 2012 (fls. 5417 a 5446), pleiteando a reforma do decisum e reafirmando seus argumentos apresentados à DRJ. É o relatório.

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3202­000.186  –  2ª Câmara / 2ª Turma Ordinária  Data  25 de fevereiro de 2014  Assunto  PIS/PASEP  Recorrente  ENGEFORT SISTEMA AVANÇADO DE SEGURANÇA  Recorrida  FAZENDA NACIONAL    Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.  Acordam  os  membros  do  Colegiado,  por  unanimidade  de  votos,  converter  o  julgamento  em  diligência.  Fez  sustentação  oral,  pela  recorrente,  o  advogado  José  Ribamar  Barros Penha.   Assinado digitalmente   Irene Souza da Trindade Torres Oliveira ­ Presidente.  Assinado digitalmente   Tatiana Midori Migiyama ­ Relatora.  Participaram do presente  julgamento os Conselheiros  Irene Souza da Trindade  Torres  (Presidente),  Luís  Eduardo  Garrossino  Barbieri,  Gilberto  de  Castro  Moreira  Junior,  Charles  Mayer  de  Castro  Souza,  Thiago  Moura  de  Albuquerque  Alves  e  Tatiana  Midori  Migiyama (Relatora).    Relatório    Trata­se  de  recurso  voluntário  interposto  por  ENGEFORT  SISTEMA  AVANÇADO DE SEGURANÇA contra Acórdão nº 14­34.363, de 28 de junho de 2011 (de fls.  5380  a  5392),  proferido  pela  5ª Turma da DRJ/RPO,  que  julgou  por unanimidade  de  votos,  procedente em parte o lançamento.     RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 80 88 .0 00 05 0/ 20 09 -8 6 Fl. 5543DF CARF MF Impresso em 11/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/08/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/08/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 11/08/2014 por NALI DA COSTA RODRIGUES, As sinado digitalmente em 08/08/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 18088.000050/2009­86  Resolução nº  3202­000.186  S3­C2T2  Fl. 5.456          2 Por bem descrever os fatos, adoto o relatório integrante da decisão recorrida, a  qual transcrevo a seguir:  “Contra  a  empresa  acima  identificada  foi  lavrado  auto  de  infração  exigindo­lhe  a Contribuição  para  o  Programa  de  Integração  Social  (PIS),  anos­calendário  de  2004  a  2008,  no  valor  de  R$  707.427,00  (fls.  14),  acrescidos  de  multa  de  oficio  (qualificada)  e  juros  de  mora,  totalizando  crédito tributário no valor de R$ 1.978.675,51.  Em Relatório de Descrição dos Fatos às fls. 22/75, a autoridade fiscal  informa  ter  executado,  em  procedimento  fiscal,  verificações  obrigatórias  visando  aferir  a  correspondência  entre  os  valores  da  contribuição  para  o  PIS  declarados  à  RFB  e  os  valores  apurados  pelo  sujeito  passivo  em  sua  escrituração  contábil  e  fiscal,  nos  anos­calendário  de  2004  a  2008. Como  resultado,  constatou­se  que  os  valores  constantes  em  livros  de  registro  de  prestação  de  serviços,  denominados  Registro  de  Saídas,  e  em  livros  de  registro de notas  fiscais  de  serviços prestados,  são divergentes  em relação  aos valores informados A RFB por meio de declarações obrigatórias (DIPJ,  DCTF e DACON). As omissões apuradas foram sintetizadas em planilhas de  fls. 40, 49, 57, 64 e 69, e os respectivos valores da contribuição para o PIS  devidos objeto do auto de infração em exame.  Ciente  em  13/02/2009  (fls.  1649),  a  interessada  apresentou,  em  13/03/2009,  impugnação  ao  lançamento  (fls.  1650/1684),  alegando,  em  síntese, de acordo com suas próprias razões:  ­ que seria nulo o lançamento, por fundado em presunções ou indícios  de omissão de receitas, que não refletiriam a real  situação da contribuinte  (capacidade contributiva), e pela não apreciação de provas;  ­ que seria nulo o lançamento por indevida inclusão na base de cálculo  da contribuição ao Pis de valores devidos a titulo de ICMS e ISS, que seriam  estranhos  aos  conceitos  de  faturamento  e  receita,  com  afronta  a  preceitos  legais e constitucionais;  ­  que  a  autoridade  fiscal  teria  desconsiderado,  no  lançamento,  retenções  efetuadas  em  notas  fiscais  de  prestação  de  serviços,  a  titulo  de  IRPJ, CSLL, Pis e Cofins, nos termos dos artigos 30 a 32 da Lei n.° 10.833,  de  2003,  implicando  indevida  majoração  dos  valores  devidos.  Caracterizadas  tais  antecipações  como  retenções,  nos  termos  do  artigo  34  da Lei n.° 10.833, de 2003, as respectivas empresas estariam autorizadas a  compensar  os  valores  retidos  com  tributos  devidos  a  partir  do  mês  da  retenção;  ­  que  requer  seja  determinada  a  realização  de  diligência  para  nova  apuração dos valores devidos a  titulo de Pis, considerando­se as retenções  na fonte e excluídos da base de cálculo os valores de ISS devidos;  ­ que a alegação de que a empresa não teria.respondido a intimação e  reintimação não daria respaldo ao agravamento da multa;  Fl. 5544DF CARF MF Impresso em 11/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/08/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/08/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 11/08/2014 por NALI DA COSTA RODRIGUES, As sinado digitalmente em 08/08/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 18088.000050/2009­86  Resolução nº  3202­000.186  S3­C2T2  Fl. 5.457          3 ­  que  seria  ilegal  e/ou  inconstitucional  a  exigência  de  juros  de mora  com base na taxa Selic;  ­  que  a  aplicação  de  multa  de  oficio  ao  percentual  de  75%  caracterizaria confisco, contrariando dispositivos da Constituição Federal:  ­que  caberia  redução  da  sanção  pecuniária,  por  ausente  qualquer  intenção de fraude ou dolo por parte da impugnante;  ­  que  seria,  dever  da  Administração  apreciar  e  deixar  de  aplicar  conteúdo de lei com indicativos de inconstitucionalidade;  ­  que  caberia  anulação  do  Termo  de  Arrolamento  de  Bens,  por  constituir, forma ilegal de vedação de disposição de bens, e por encontrar­se  suspensa a  exigibilidade do  crédito  tributário que  inexistiriam  razões para  prosseguimento da representação fiscal para fins penais, pelo que caberia a  suspensão de seus efeitos.  Ao  final,  requer  o  reconhecimento  da  nulidade  e  improcedência  do  auto de  infração, ou, alternativamente, a realização de diligência para que  seja  efetuada  nova  apuração  dos  valores  lançados  no  auto  de  infração,  exclusão dos  juros de mora e redução das multas aplicadas, e conseqüente  reconhecimento da improcedência do lançamento.  É o relatório.”    A DRJ, por unanimidade de votos,  julgou a  impugnação procedente em parte,  conforme acórdão 14­34.363 com a seguinte ementa:   “ASSUNTO:  PROCESSO  ADMINISTRATIVO  FISCAL  ANO­CALENDÁRIO:  2004, 2005, 2006, 2007, 2008 ­ NULIDADE: IMPROCEDÊNCIA.  Improcedentes  as  argüições  de  nulidade  quando  não  se  vislumbra  nos  autos  quaisquer das hipóteses previstas no art. 59 do Decreto n° 70.235/72.  INCONSTITUCIONALIDADE DE LEIS. AUTORIDADES ADMINISTRATIVAS.  COMPETÊNCIA.  As  autoridades  administrativas,  incluídas  as  que  julgam  litígios  fiscais,  não  detém  competência  para  decidir  sobre  argüição  de  inconstitucionalidade  de  leis,  já  que  tal  competência está adstrita a esfera judicial.  ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA 0 PIS/PASEP ANO­CALENDÁRIO: 2004,  2005, 2006, 2007, 2008 ­ MATÉRIA NÃO IMPUGNADA. EFEITOS.   Constatadas  as  irregularidades  descritas  nos  autos  de  infração,  tendo  sido  observada  na  autuação  a  legislação  de  regência  das  matérias,  e  não  havendo  contestação  expressa  de  fatos  apontados  na  autuação,  pressupõe­se  a  concordância  da  impugnante  em  relação à parte não impugnada, o que torna definitiva a exigência na esfera administrativa, no  que concerne a esse tema.  Fl. 5545DF CARF MF Impresso em 11/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/08/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/08/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 11/08/2014 por NALI DA COSTA RODRIGUES, As sinado digitalmente em 08/08/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 18088.000050/2009­86  Resolução nº  3202­000.186  S3­C2T2  Fl. 5.458          4 FALTA DE RECOLHIMENTO:   A  falta  ou  insuficiência  de  recolhimento  de  valores  devidos  a  titulo  da  contribuição, apurada em procedimento fiscal, enseja o lançamento de oficio com os devidos  acréscimos legais.   BASE DE CÁLCULO. EXCLUSÕES:  As  exclusões  da  base  de  cálculo  da  contribuição  limitam­se  aos  casos  expressamente previstos em Lei.  MULTA DE OFÍCIO QUALIFICADA.  Cabível a imposição da multa qualificada de 150%, prevista no artigo 44, § 1°,  da Lei n° 9.430/96,  restando demonstrado que  o procedimento adotado pelo  sujeito passivo  enquadra­se, em tese, nas hipóteses tipificadas no art. 71, inciso I, da Lei n°4.502/64.”  Cientificado  do  referido  acórdão  no  dia  12  de  julho  de  2012  o  interessado  apresentou recurso voluntário em 13 de agosto de 2012 (fls. 5417 a 5446), pleiteando a reforma  do decisum e reafirmando seus argumentos apresentados à DRJ.  É o relatório.  Voto  Conselheira Tatiana Midori Migiyama, Relatora  Da admissibilidade    Por conter matéria desta E. Turma da 3ª Seção do Conselho Administrativo  de  Recursos  Fiscais  e  presentes  os  requisitos  de  admissibilidade,  conheço  do  Recurso  Voluntário  tempestivamente  interposto  pelo  contribuinte,  considerando que  a  recorrente  teve  ciência da decisão de primeira instância no dia 12 de julho de 2012, quando, então, iniciou­se a  contagem do prazo de 30 (trinta) dias para apresentação do presente recurso voluntário.       Consta  da  peça  de  defesa  da  recorrente  que  se  cuida  de  caso  de  discussão  sobre auto de  infração por  suposto descumprimento da  legislação  tributária  relativamente  ao  PIS/PASEP  do  período  de  jan/2004  a  jun/2008,  constituindo  assim,  via  lançamento  por  arbitramento,  crédito  tributário  no montante  total  de R$  1.978.675,51  –  já  inclusos  juros  de  mora e multa.    Especificamente  ao  pedido  de  nulidade  do  auto  de  infração,  vê­se  que  a  recorrente descreve, em síntese, que:  · Em  6.2.09,  a  autoridade  fazendária  lavrou  auto  de  infração  envolvendo  crédito  de  PIS  no  montante  total  de  R$  1.978.675,51,  argumentando que a recorrente deixou de declarar no período de 2004  a  2007  e  de  janeiro  a  junho  de  2008,  de  forma  completa,  a  suas  receitas de prestação de serviços passíveis de tributação, bem como à  Fl. 5546DF CARF MF Impresso em 11/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/08/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/08/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 11/08/2014 por NALI DA COSTA RODRIGUES, As sinado digitalmente em 08/08/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 18088.000050/2009­86  Resolução nº  3202­000.186  S3­C2T2  Fl. 5.459          5 totalidade dos  rendimentos auferidos  ­ motivo pelo qual  foi  também  preparada  a  representação  fiscal  para  fins  penais,  bem  como  qualificada a multa de ofício de 75% para 150%;  · a  recorrente  entende  que  o  r.  auto  de  infração  não  possuía  razões  suficientes para subsistir, o que apresentou impugnação, sustentando:  ü Vício  insanável  da  autuação  em  razão  da  indevida  desconsideração das retenções na fonte a título de PIS;  ü Vício da autuação em  razão da  indevida  inclusão na base de  cálculo  do  PIS  de  valores  estranhos  aos  conceitos  de  faturamento e receita;  ü Ausência de suporte fático capaz de caracterizar a omissão de  receita;  ü  Indevida  aplicação  da  inconstitucionalidade  taxa  Selic,  bem  como  o  excessivo  patamar  em  que  foi  fixada  a  multa,  ensejando assim violação do princípio da isonomia tributária,  do  princípio  da moralidade  da  administração  pública  fiscal  e  do princípio da capacidade contributiva,  impondo­se assim, a  redução da sanção pecuniária;  ü Não  obstante  o  reconhecimento  da  indevida  desconsideração  de  retenções  na  fonte,  o  que,  por  si  só,  já  denota  que  a  apuração  procedida  pela  autoridade  fiscal  não  foi  realizada  com  a  cautela  exigida,  e  a  par  das  evidentes  irregularidades,  ilegalidades  e  inconstitucionalidades  contidas  na  autuação  impugnada, alega que a DRJ achou por bem julgar procedente  o  lançamento  anteriormente  efetuado,  rejeitando  os  demais  argumentos ofertados pela impugnante;  ü Conclui  a  recorrente  que  os  entendimentos  adotados  pela  ilustre  instância  a  quo  administrativa  não  podem  prosperar,  alegando  que  o  auto  de  infração  lavrado  contra  a  recorrente  não  encontra  quaisquer  parâmetros  para  sua  exigência,  pleiteando,  assim,  que  a  r.  decisão  deverá  ser  totalmente  reformada  e  o  respectivo  lançamento  ser  completamente  anulado.     Quanto  ao  pedido  da  suspensão  da  exigibilidade  do  crédito  tributário,  depreendendo­se  da  análise  do  recurso  voluntário,  traz  a  recorrente  que  a  Delegacia  de  Julgamento,  em  relação  ao  mérito  de  autuação,  em  síntese,  trata  das  supostas  divergências  apuradas  pela  autoridade  fiscal  –  as  quais  caracterizariam  omissões  de  receitas  tributáveis  e  recolhimentos  a menor  e  que  entenderam  que  tal  tema  não  fora  objeto  de  impugnação  pela  recorrente, concluindo, pela definitividade da exigência na esfera administrativa.    Especificamente  à  r.  conclusão,  insurge  a  recorrente  em  seu  recurso  voluntário que houve um equívoco por parte do colegiado,  tendo em vista que nos termos da  impugnação,  foi  devidamente contemplada  tal matéria,  conforme  item  III  da peça de defesa,  pelo qual solicita que a exigibilidade do crédito seja suspensa até decisão final deste Conselho  Administrativo de Recursos Fiscais – CARF, nos termos do art. 151, inciso III, do CTN c/c art.  33 do decreto 70.235/72.    Em  relação  à  questão  da  suposta  omissão  de  receita,  a  recorrente  inicia  manifestando  que,  segundo  o  texto  do  auto  de  infração,  há  configuração  pela  autoridade  Fl. 5547DF CARF MF Impresso em 11/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/08/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/08/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 11/08/2014 por NALI DA COSTA RODRIGUES, As sinado digitalmente em 08/08/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 18088.000050/2009­86  Resolução nº  3202­000.186  S3­C2T2  Fl. 5.460          6 fazendária de omissão de receita, por suposta insuficiência de oferta de receitas operacionais à  tributação  do  PIS,  bem  como  ausência  de  resposta  de  intimação  e  reintimação,  agravando  a  multa  imposta.  Aduz  que  para  se  caracterizar  a  omissão  de  receita  deverá  a  autoridade  fazendária apresentar provas robustas sobre a natureza da eventual receita omitida.    Traz  também a recorrente as  seguintes alegações – o que peço  licença para  transcrevê­las:    “Do Procedimento de Fiscalização    À  margem  da  mencionada  legislação,  a  fiscalização  adotou  os  seguintes  procedimentos  para  a  constituição  do  crédito  tributário,  segundo  consta  do  Relatório de Descrição dos Fatos (fls. 36/70):    Ano­calendário 2004  ...  I – Das declarações DIPJ e DCTF do ano­calendário 2004    a)  Da declaração DIPJ as fls. 247 a 293  ...  b)  Das declarações DCTF as fls. 167 a 235 e as fls. 294 a 301  Denotamos  que  as DCTF  – Declarações  de Débitos  e Créditos  Tributários  Federais as fls. 167 a 235 e as fls. 294 a 301 contêm o valor correto em janeiro e  apenas  valores  irrisórios  de  fevereiro  a  dezembro,  declarados  a  título  de  contribuição ao PIS – Programa de Integração Social.    DCTF DO PERÍODO DE 01/01/2004 A 31/03/2004  MÊS  PIS A RECOLHER  JANEIRO  7.949,88  FEVEREIRO  0,00  MARÇO  26,30    DCTF DO PERÍODO DE 01/04/2004 A  30/06/2004  MÊS  PIS A  RECOLHER  ABRIL  26,31  MAIO  426,89  JUNHO  26,89    DCTF DO PERÍODO DE 01/07/2004 A  30/09/2004  MÊS  PIS A RECOLHER  JULHO  35,00  AGOSTO  1.659,52  SETEMBRO  150,30    DCTF DO PERÍODO DE 01/10/2004 A 31/12/2004  MÊS  PIS A RECOLHER  OUTUBRO  693,72  NOVEMBRO  658,83  DEZEMBRO  1.001,40    Fl. 5548DF CARF MF Impresso em 11/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/08/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/08/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 11/08/2014 por NALI DA COSTA RODRIGUES, As sinado digitalmente em 08/08/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 18088.000050/2009­86  Resolução nº  3202­000.186  S3­C2T2  Fl. 5.461          7 II  – Das  receitas  escrituradas  no  livro  registro  de  notas  fiscais  de  serviços  prestados e em demonstrativos contábeis durante o ano­calendário 2004.    a)  Por  denotarmos  que  a  empresa  fiscalizada  apresenta  faturamento  declarado  em  livro  registro  da  prestação  de  serviços  denominado  Registro  de  Saídas  (modelo  PS)  as  fls.  302  a  332,  elaboramos  o  seguinte  quadro  de  seu  faturamento mensal:  LIVRO REGISTRO DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS  REGISTRO DE SAÍDAS (MODELO PS)  ANO­CALENDÁRIO 2004  MÊS  VALOR DOS SERVIÇOS  PRESTADOS – R$  JANEIRO  1.142.662,90  FEVEREIRO  1.195.502,10  MARÇO  1.368.713,62  ABRIL  1.245.446,40  MAIO  1.334.054,03  JUNHO  1.346.557,96  JULHO  1.373.662,68  AGOSTO  1.566.090,78  SETEMBRO  1.438.088,06  OUTUBRO  1.347.725,02  NOVEMBRO  1.231.826,23  DEZEMBRO  1.835.983,02  TOTAL  16.426.312,80    b)  Adiante, discriminamos a planilha contribuição ao PIS – Programa de  Integração  Social  a  tributar,  preenchida  com  base  em  seus  livros  de  registro  de  notas  fiscais de serviços prestados e nos demonstrativos contábeis,  sendo que nos  demonstrativos  contábeis  as  fls.333  a  398  verificamos  constar,  mensalmente,  receitas operacionais com prestação de  serviços  e,  com esses dados,  efetuamos a  seguinte  planilha,  utilizando  os  dados  declarados  em DCTF  acima mencionados:  (g.n)    RECEITA  A  TRIBUTAR  PELO  PIS  –  PROGRAMA  DE  INTEGRAÇÃO  SOCIAL  ANO­CALENDÁRIO 2004  MÊS  RECEITA DE  PRESTAÇÃO DE  SERVIÇOS  VALOR  DO PIS  0,65%  PIS  DECLARA DA EM  DCTF  BASE  CÁLCULO  PIS A  TRIBUTAR  PIS  A  LANÇAR  JANEIRO  1.223.057,76  7.949,88  7.949,88  0,00  0,00  FEVEREIRO  1.235.648,00  8.031,71  0,00  1.235.648,00  8.031,71  MARÇO  1.440.152,80  9.360,99  26,30  1.436.105,47  9.334,69  ABRIL  1.215.964,12  7.903,77  26,31  1.211.916,79  7.877,46  MAIO  1.332.274,82  8.659,79  426,89  1.266.599,44  8.232,90  JUNHO  1.303.247,35  8.471,11  26,89  1.299.110,43  8.444,22  JULHO  1.371.692,29  8.916,00  35,00  1.366.307,67  8.881,00  AGOSTO  1.582.319,76  10.285,08  1.659,52  1.327.008,99  8.625,56  SETEMBRO  1.458.801,56  9.482,21  150,30  1.435.678,48  9.331,91  OUTUBRO  1.347.725,02  8.760,21  693,72  1.240.998,87  8.066,49  NOVEMBRO  1.231.826,23  8.006,87  658,83  1.130.467,77  7.348,04  DEZEMBRO  1.835.908,50  11.933,41  1.001,40  1.681.846,96  10.932,01  TOTAL  16.578.618,21  107.761,02  12.655,04  14.631.688,87  95.105,98      Ano­calendário 2005  ...  I – Das declarações DIPJ, DACON e DCTF do ano­calendário 2005  Fl. 5549DF CARF MF Impresso em 11/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/08/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/08/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 11/08/2014 por NALI DA COSTA RODRIGUES, As sinado digitalmente em 08/08/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 18088.000050/2009­86  Resolução nº  3202­000.186  S3­C2T2  Fl. 5.462          8   a)  Da declaração DIPJ as fls. 399 a 422  ...  b)  Das declarações DACON as fls. 423 a 434  Preencheu  a  DACON  –  Demonstrativo  de  Apuração  das  Contribuições  Sociais  as  fls.  423  a  434  em  conformidade  com  suas  efetivas  receitas  auferidas.  Contudo, a DACON não se constitui em instrumento de confissão de dívida, o que  somente ocorre quando do preenchimento e entrega da DCTF.     c)  Das declarações DCTF as fls. 435 a 539  Denotamos  que  as  DCTF  –  Declaração  de  Débitos  e  Créditos  Tributários  Federais  as  fls.  435  a  539  contêm  valores  irrisórios  declarados  a  título  de  contribuição ao PIS – Programa de Integração Social.    DCTF DO PERÍODO DE 01/01/2005 A 30/06/2005  MÊS  PIS A RECOLHER  JANEIRO  585,24  FEVEREIRO  953,27  MARÇO  398,54  ABRIL  459,36  MAIO  389,68  JUNHO  329,83    DCTF DO PERÍODO DE 01/07/2005 A 31/12/2005  MÊS  PIS A RECOLHER  JULHO  379,33  AGOSTO  483,50  SETEMBRO  414,50  OUTUBRO  415,40  NOVEMBRO  439,91  DEZEMBRO  418,64    II  – Das  receitas  escrituradas  no  livro  registro  de  notas  fiscais  de  serviços  prestados e em demonstrativos contábeis durante o ano­calendário 2005    a)  Por  denotarmos  que  a  empresa  fiscalizada  apresenta  faturamento  declarado  em  livro  registro  da  prestação  de  serviços  denominado  Registro  de  Saídas  (modelo  PS)  as  fls.  540  a  560,  elaboramos  o  seguinte  quadro  de  seu  faturamento mensal:    LIVRO REGISTRO DE PRESTADOÇÃO DE  SERVIÇOS  REGISTRO DE SAÍDAS (MODELO PS)  ANO­CALENDÁRIO 2005  MÊS  VALOR DOS SERVIÇOS  PRESTADOS – R$  JANEIRO  1.413.770,09  FEVEREIRO  1.538.261,21  MARÇO  1.548.517,30  ABRIL  1.513.650,33  MAIO  1.750.972,00  JUNHO  1.871.032,49  JULHO  1.845.689,89  AGOSTO    SETEMBRO    Fl. 5550DF CARF MF Impresso em 11/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/08/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/08/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 11/08/2014 por NALI DA COSTA RODRIGUES, As sinado digitalmente em 08/08/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 18088.000050/2009­86  Resolução nº  3202­000.186  S3­C2T2  Fl. 5.463          9 OUTUBRO    NOVEMBRO    DEZEMBRO    TOTAL  11.481.893,31    b)  Por  denotarmos  que  a  empresa  fiscalizada  apresenta  faturamento  declarado em livro registro da prestação de serviços denominado Registro de Notas  Fiscais de Serviços Prestados as fls. 561 a 568, elaboramos o seguinte quadro de  seu faturamento mensal:  LIVRO REGISTRO DE PRESTADOÇÃO DE  SERVIÇOS  REGISTRO DE NOTAS FISCAIS DE  SERVIÇOS PRESTADOS  ANO­CALENDÁRIO 2005  MÊS  VALOR DOS  SERVIÇOS PRESTADOS – R$  JANEIRO    FEVEREIRO    MARÇO    ABRIL    MAIO    JUNHO    JULHO    AGOSTO  149.531,02  SETEMBRO  126.563,10  OUTUBRO  81.742,59  NOVEMBRO  93.381,88  DEZEMBRO  42.988,58  TOTAL  494.207,17    Verificamos que o  livro Registro de Notas Fiscais de Serviços Prestados as  fls.  561  a  568  não  abrange  a  totalidade  do  faturamento  da  empresa  fiscalizada,  segundo  comparação  com  os  demonstrativos  contábeis  do mesmo  período  as  fls.  615 a 650.    c)  Adiante discriminamos a planilha contribuição ao PIS – Programa de  Integração  Social  a  tributar,  preenchida  com  base  em  seus  livros  de  registro  de  notas  fiscais de serviços prestados e nos demonstrativos contábeis,  sendo que nos  demonstrativos  contábeis  as  fls.  569  a  650  verificamos  constar,  mensalmente,  receitas operacionais com prestação de  serviços  e,  com esses dados,  efetuamos a  seguinte planilha, utilizando os dados declarados em DCTF acima mencionadas:    RECEITA  A  TRIBUTAR  PELO  PIS  –  PROGRAMA  DE  INTEGRAÇÃO  SOCIAL  ANO­CALENDÁRIO 2005  MÊS  RECEITA DE  PRESTAÇÃO  DE SERVIÇOS  VALOR  DO PIS  0,65%  PIS  DECLARAD A EM DCTF  BASE  CÁLCULO PIS  A TRIBUTAR  PIS  A  LANÇAR  JANEIRO  1.425.629,45  9.266,59  585,24  1.335.592,53  8.681,35  FEVEREIRO  1.548.972,89  10.068,32  953,27  1.402.315,97  9.115,05  MARÇO  1.548.517,30  10.065,36  398,54  1.487.203,45  9.666,82  ABRIL  1.513.650,33  9.838,73  459,36  1.442.979,56  9.379,37  MAIO  1.750.972,00  11.381,32  389,68  1.691.021,23  10.991,64  JUNHO  1.871.032,49  12.161,71  329,83  1.820.289,41  11.831,88  JULHO  1.890.633,01  12.289,11  379,33  1.832.274,55  11.909,78  Fl. 5551DF CARF MF Impresso em 11/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/08/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/08/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 11/08/2014 por NALI DA COSTA RODRIGUES, As sinado digitalmente em 08/08/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 18088.000050/2009­86  Resolução nº  3202­000.186  S3­C2T2  Fl. 5.464          10 AGOSTO  1.957.135,39  12.721,38  483,50  1.882.750,77  12.237,88  SETEMBRO  1.930.366,12  12.547,38  414,50  1.866.596,89  12.132,88  OUTUBRO  1.894.068,36  12.311,44  415,40  1.830.160,67  11.896,04  NOVEMBRO  1.993.187,28  12.955,72  439,91  1.925.508,82  12.515,81  DEZEMBRO  2.124.971,77  13.812,32  418,64  2.060.565,62  13.393,68  TOTAL  21.449.136,39  139.419,39  5.667,20  20.577.259,47  133.752,1    Ao levarmos à tributação da contribuição ao PIS – Programa de Integração  Social o montante total do efetivo  faturamento do contribuinte,  lançado nos  livros  de  registro  de  notas  fiscais  de  serviços  prestados  e  em  demonstrativos  contábeis,  deduzimos,  portanto,  todos  e  quaisquer  valores  já  declarados  em  DCTF  acima  referidas.    Pela  alta  expressão  e  significância  dos  valores  enumerados  na  planilha  de  PIS – Programa de Integração Social a tributar, além de efetuarmos o lançamento  para a constituição do crédito tributário, preparamos a Representação Fiscal para  Fins Penais, por estarem os valores já declarados em DCTF em desacordo com a  movimentação  de  receitas  tributáveis  escriturada  pela  própria  empresa  ora  fiscalizada em seus  livros de  registro de notas  fiscais de serviços prestados e nos  demonstrativos contábeis.  [...]     Ano­calendário 2006  ...  I – Das declarações DIPJ, DACON e DCTF do ano­calendário 2006.    a)  Da declaração DIPJ as fls. 651 a 673  ...  b)  Das declarações DACON as fls. 674 a 711  Preencheu  a  DACON  –  Demonstrativo  de  Apuração  das  Contribuições  Sociais  as  fls.  674  a  711  em  conformidade  com  suas  efetivas  receitas  auferidas.  Contudo, a DACON não se constitui em instrumento de confissão de dívida, o que  somente ocorre quando do preenchimento e entrega da DCTF. (g.n)    c)  Das declarações DCTF as fls. 712 a 806  Denotamos  que  as  DCTF  –  Declaração  de  Débitos  e  Créditos  Tributários  Federais  as  fls.  712  a  806  contêm  valores  irrisórios  declarados  a  título  de  contribuição ao PIS – Programa de Integração Social.    DCTF DO PERÍODO DE 01/01/2006 A  30/06/2006  MÊS  PIS A  RECOLHER  JANEIRO  448,37  FEVEREIRO  380,17  MARÇO  403,12  ABRIL  442,56  MAIO  443,77  JUNHO  500,04    DCTF DO PERÍODO DE 01/07/2006 A  31/12/2006  MÊS  PIS A  RECOLHER  JULHO  325,75  AGOSTO  353,86  Fl. 5552DF CARF MF Impresso em 11/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/08/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/08/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 11/08/2014 por NALI DA COSTA RODRIGUES, As sinado digitalmente em 08/08/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 18088.000050/2009­86  Resolução nº  3202­000.186  S3­C2T2  Fl. 5.465          11 SETEMBRO  351,78  OUTUBRO  460,46  NOVEMBRO  392,68  DEZEMBRO  336,22    II  – Das  receitas  escrituradas  no  livro  registro  de  notas  fiscais  de  serviços  prestados e em demonstrativos contábeis durante o ano­calendário 2006.    a)  Por  denotarmos  que  a  empresa  fiscalizada  apresenta  faturamento  declarado em livro registro da prestação de serviços denominado Registro de Notas  Fiscais de Serviços Prestados as fls. 807 a 942, elaboramos o seguinte quadro de  seu faturamento mensal:    LIVRO REGISTRO DE PRESTADOÇÃO DE SERVIÇOS  REGISTRO DE NOTAS FISCAIS DE SERVIÇOS PRESTADOS  ANO­CALENDÁRIO 2006  MÊS  VALOR DOS SERVIÇOS  PRESTADOS – R$  JANEIRO  468.411,40  FEVEREIRO  2.195.405,84  MARÇO  2.149.644,44  ABRIL  2.150.849,45  MAIO  2.171.086,05  JUNHO  2.200.302,60  JULHO  2.486.739,84  AGOSTO  2.402.350,11  SETEMBRO  2.435.025,38  OUTUBRO  2.610.428,60  NOVEMBRO  2.473.699,79  DEZEMBRO  2.555.621,81  TOTAL  26.299.565,31      b)  Adiante, discriminamos a planilha contribuição ao PIS – Programa de  Integração  Social  a  tributar,  preenchida  com  base  em  seus  livros  de  registro  de  notas  fiscais de serviços prestados e nos demonstrativos contábeis,  sendo que nos  demonstrativos  contábeis  as  fls.  943  a  1.019  verificamos  constar,  mensalmente,  receitas operacionais com prestação de  serviços  e,  com esses dados,  efetuamos a  seguinte  planilha,  utilizando  os  dados  declarados  em  DCTF  acima  mencionadas  (g.n):     RECEITA A TRIBUTAR PELA COFINS – CONTRIBUIÇÃO P/  FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL  ANO­CALENDÁRIO 2006  MÊS  RECEITA DE  PRESTAÇÃO DE  SERVIÇOS  VALOR  DO PIS  0,65%  PIS  DECLARAD O EM DCTF  BASE  CÁLCULO PIS   A TRIBUTAR  PIS  A  LANÇAR  JANEIRO  1.931.690,58  12.555,99  448,37  1.862.710,58  12.107,62  FEVEREIRO  2.127.346,30  13.827,75  380,17  2.068.858,61  13.447,58  MARÇO  2.146.313,94  13.951,04  403,12  2.084.295,48  13.547,92  ABRIL  2.142.781,71  13.928,08  442,56  2.074.695,56  13.485,52  MAIO  2.171.030,05  14.111,70  443,77  2.102.757,74  13.667,93  JUNHO  2.199.102,60  14.294,17  500,04  2.122.173,37  13.794,13  JULHO  2.485.539,83  16.156,01  325,75  2.435.424,45  15.830,26  Fl. 5553DF CARF MF Impresso em 11/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/08/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/08/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 11/08/2014 por NALI DA COSTA RODRIGUES, As sinado digitalmente em 08/08/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 18088.000050/2009­86  Resolução nº  3202­000.186  S3­C2T2  Fl. 5.466          12 AGOSTO  2.401.150,11  15.607,48  353,86  2.346.710,11  15.253,62  SETEMBRO  2.433.825,36  15.819,86  351,78  2.379.705,36  15.468,08  OUTUBRO  2.609.228,60  16.959,99  460,46  2.538.388,60  16.499,53  NOVEMBRO  2.473.700,39  16.079,05  392,68  2.413.188,08  15.686,37  DEZEMBRO  2.560.244,20  16.641,59  336,22  2.508.518,05  16.305,37  TOTAL  27.681.953,67  179.932,70  4.838,78  26.937.425,98  175.093,92    Ao levarmos à tributação da contribuição ao PIS – Programa de Integração  Social o montante total do efetivo faturamento do contribuinte,  lançado nos livros  de  registro  de  notas  fiscais  de  serviços  prestados  e  em  demonstrativos  contábeis,  deduzimos,  portanto,  todos  e  quaisquer  valores  já  declarados  nas  DCTF  acima  referidas.    Pela  alta  expressão  e  significância  dos  valores  enumerados  na  planilha  de  PIS – Programa de Integração Social a tributar, além de efetuarmos o lançamento  para a constituição do crédito tributário, preparamos a Representação Fiscal para  Fins Penais, por estarem os valores já declarados em DCTF em desacordo com a  movimentação  de  receitas  tributáveis  escriturada  pela  própria  empresa  ora  fiscalizada em seus  livros de  registro de notas  fiscais de serviços prestados e nos  demonstrativos contábeis.   [...]    Ano­calendário 2007  ...  I – Das declarações DIPJ, DACON e DCTF do ano­calendário 2007    a)  Da declaração DIPJ as fls. 1.020 a 1.046  ...  b)  Das declarações DACON as fls. 1.047 a 1.082  Preencheu DACON – Demonstrativo de Apuração das Contribuições Sociais  as  fls.  1.047  a  1.082  em  conformidade  com  suas  efetivas  receitas  auferidas.  Contudo, a DACON não se constitui em instrumento de confissão de dívida, o que  somente ocorre quando do preenchimento e entrega da DCTF. (g.n)     c)  Das declarações DCTF as fls. 1.083 a 1.137  Denotamos  que  as  DCTF  –  Declaração  de  Débitos  e  Créditos  Tributários  Federais  as  fls.  1.083  a  1.137  contêm  valores  irrisórios  declarados  a  título  de  contribuição ao PIS –Programa de Integração Social.    DCTF DO PERÍODO DE 01/01/2007 A  30/06/2007  MÊS  PIS A  RECOLHER  JANEIRO  416,70   FEVEREIRO  412,28  MARÇO  361,98  ABRIL  546,11  MAIO  444,28  JUNHO  519,18    DCTF DO PERÍODO DE 01/07/2007 A  31/12/2007  MÊS  PIS A  RECOLHER  JULHO  445,03  AGOSTO  486,05  Fl. 5554DF CARF MF Impresso em 11/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/08/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/08/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 11/08/2014 por NALI DA COSTA RODRIGUES, As sinado digitalmente em 08/08/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 18088.000050/2009­86  Resolução nº  3202­000.186  S3­C2T2  Fl. 5.467          13 SETEMBRO  524,20  OUTUBRO  486,92  NOVEMBRO  479,39  DEZEMBRO  381,58    III – Das receitas escrituradas no  livro registro de notas  fiscais de serviços  prestados e em demonstrativos contábeis durante o ano­calendário2007.    a)  Por  denotarmos  que  a  empresa  fiscalizada  apresenta  faturamento  declarado em livro registro da prestação de serviços denominado Registro de Notas  Fiscais de Serviços Prestados as fls. 1.138 a 1.283, elaboramos o seguinte quadro  de seu faturamento mensal:    LIVRO REGISTRO DE PRESTAÇÃO DE  SERVIÇOS  REGISTRO DE NOTAS FISCAIS DE SERVIÇOS  PRESTADOS  ANO­CALENDÁRIO 2007  MÊS  VALOR DOS  SERVIÇOS PRESTADOS –  R$  JANEIRO  2.512.077,72  FEVEREIRO  2.324.405,97  MARÇO  2.495.671,25  ABRIL  2.498.204,01  MAIO  2.663.167,85  JUNHO  2.611.402,83  JULHO  2.661.149,87  AGOSTO  2.683.333,25  SETEMBRO  2.655.555,47  OUTUBRO  2.711.851,34  NOVEMBRO  2.535.861,84  DEZEMBRO  3.035.373,74  TOTAL  31.388.055,14    b)  Adiante, discriminamos a planilha contribuição ao PIS – Programa de  Integração  Social  a  tributar,  preenchida  com  base  em  seus  livros  de  registro  de  notas fiscais de serviços prestados e nos demonstrativos contábeis.    Nos  demonstrativos  contábeis  as  fls.  1.284  a  1.374  verificamos  constar,  mensalmente, receitas operacionais com prestação de serviços e, com esses dados,  efetuamos  a  seguinte  planilha,  utilizando  os  dados  declarados  em  DCTF  acima  mencionadas:    RECEITA  A  TRIBUTAR  PELO  PIS  –  PROGRAMA  DE  NTEGRAÇÃO  SOCIAL  ANO­CALENDÁRIO 2007    MÊS  RECEITA DE  PRESTA ÇÃO DE  SERVIÇ OS  VALOR  DO   PIS  0,65%  PIS  DECL ARAD O EM  DCTF  BASE  CÁLCULO  PIS A  TRIBUTAR  PIS  A  LANÇAR  JANEIRO  2.512.077,72  16.328,51  416,70  2.447.970,03  15.911,81  FEVEREIRO  2.352.205,74  15.289,34  412,28  2.288.778,05  14.877,06  Fl. 5555DF CARF MF Impresso em 11/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/08/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/08/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 11/08/2014 por NALI DA COSTA RODRIGUES, As sinado digitalmente em 08/08/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 18088.000050/2009­86  Resolução nº  3202­000.186  S3­C2T2  Fl. 5.468          14 MARÇO  2.495.671,25  16.221,86  361,98  2.439.982,02  15.859,88  ABRIL  2.498.203,85  16.238,33  546,11  2.414.186,93  15.692,22  MAIO  2.663.168,25  17.310,59  444,28  2.594.817,48  16.866,31  JUNHO  2.611.402,83  16.974,12  519,18  2.531.528,98  16.454,94  JULHO  2.661.641,47  17.300,67  445,03  2.593.175,32  16.855,64  AGOSTO  2.683.333,25  17.441,67  486,05  2.608.556,33  16.955,62  SETEMBRO  2.655.555,46  17.261,11  524,20  2.574.909,31  16.736,91  OUTUBRO  2.711.851,31  17.627,03  486,92  2.636.940,54  17.140,11  NOVEMBRO  2.535.861,90  16.483,10  479,39  2.462.109,59  16.003,71  DEZEMBRO  3.035.373,74  19.729,93  381,58  2.976.669,12  19.348,35  TOTAL  31.416.346,77  204.206,25  5.503,70  30.569.623,69  198.702,55      Ao levarmos à tributação da contribuição ao PIS – Programa de Integração  Social o montante total do efetivo faturamento do contribuinte,  lançado nos livros  de  registro  de  notas  fiscais  de  serviços  prestados  e  em  demonstrativos  contábeis,  deduzimos,  portanto,  todos  e  quaisquer  valores  já  declarados  nas  DCTF  acima  referidas. (g.n)    Pela  alta  expressão  e  significância  dos  valores  enumerados  na  planilha  de  PIS – Programa de Integração Social a tributar, além de efetuarmos o lançamento  para a constituição do crédito tributário, preparamos a Representação Fiscal para  Fins Penais, por estarem os valores já declarados em DCTF em desacordo com a  movimentação  de  receitas  tributáveis  escriturada  pela  própria  empresa  ora  fiscalizada em seus  livros de  registro de notas  fiscais de serviços prestados e nos  demonstrativos contábeis.   [...]    Janeiro a junho do ano­calendário 2008  [...]    a)  Das declarações DACON as fls. 1.375 a 1.392  Preencheu  a  DACON  –  Demonstrativo  de  Apuração  das  Contribuições  Sociais as fls. 1.375 a 1.392 em conformidade com suas efetivas receitas auferidas.  Contudo, a DACON não se constitui em instrumento de confissão de dívida, o que  somente ocorre quando do preenchimento e entrega da DCTF.    b)  Das declarações DCTF as fls. 1.393 a 1.461  Denotamos  que  as  DCTF  –  Declaração  de  Débitos  e  Créditos  Tributários  Federais  as  fls.  1.393  a  1.461  contêm  valores  irrisórios  declarados  a  título  de  contribuição ao PIS – Programa de Integração Social.    DCTF DO PERÍODO DE 01/01/2008 A  30/06/2008  MÊS  PIS A  RECOLHER  JANEIRO  517,38  FEVEREIRO  530,93  MARÇO  427,50  ABRIL  480,84  MAIO  448,41  JUNHO  509,65    II  – Das  receitas  escrituradas  no  livro  registro  de  notas  fiscais  de  serviços  prestados e em demonstrativos contábeis durante o ano­calendário 2008 (sic)  Fl. 5556DF CARF MF Impresso em 11/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/08/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/08/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 11/08/2014 por NALI DA COSTA RODRIGUES, As sinado digitalmente em 08/08/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 18088.000050/2009­86  Resolução nº  3202­000.186  S3­C2T2  Fl. 5.469          15   a)  Por  denotarmos  que  a  empresa  fiscalizada  apresenta  faturamento  declarado em livro registro da prestação de serviços denominado Registro de Notas  Fiscais de Serviços Prestados as fls. 1.462 a 1.540, elaboramos o seguinte quadro  de seu faturamento mensal:      LIVRO REGISTRO DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS  REGISTRO DE NOTAS FISCAIS DE SERVIÇOS  PRESTADOS  ANO­CALENDÁRIO 2008  MÊS  VALOR DOS SERVIÇOS  PRESTADOS – R$  JANEIRO  2.743.642,70  FEVEREIRO  2.808.161,44  MARÇO  2.798.968,81  ABRIL  2.814.064,08  MAIO  2.799.124,93  JUNHO  2.603.352,99  TOTAL  16.567.314,95    b)  Adiante, discriminamos a planilha contribuição ao PIS – Programa de  Integração  Social  a  tributar,  preenchida  com  base  em  seus  livros  de  registro  de  notas  fiscais de serviços prestados e nos demonstrativos contábeis,  sendo que nos  demonstrativos  contábeis  as  fls.  1.541  a  1.583  verificamos  constar, mensalmente,  receitas operacionais com prestação de  serviços  e,  com esses dados,  efetuamos a  seguinte planilha, utilizando os dados declarados em DCTF acima mencionadas:    RECEITA  A  TRIBUTAR  PEL0  PIS  –  PROGRAMA  DE  INTEGRAÇÃO  SOCIAL  ANO­CALENDÁRIO 2008      MÊS  RECEITA DE  PRESTAÇÃO  DE SERVIÇOS  VALOR D0  PIS  0,65%  PIS  DECLARAD0  EM DCTF  BASE  CÁLCULO PIS  A TRIBUTAR  PIS  A  LANÇAR  JANEIRO  2.743.642,70  17.833,68  517,38  2.664.045,78  17.316,30  FEVEREIRO  2.808.161,44  18.253,05  530,93  2.726.479,90  17.722,12  MARÇO  2.798.968,81  18.193,30  427,50  2.733.199,58  17.765,80  ABRIL  2.814.064,08  18.291,42  480,84  2.740.088,70  17.810,58  MAIO  2.799.124,93  18.194,31  448,41  2.730.138,78  17.745,90  JUNHO  2.603.352,99  16.921,79  509,65  2.524.945,30  16.412,14  TOTAL  16.567.314,95  107.687,55  2.914,71  16.118.898,03  104.772,84      Ao levarmos à tributação da contribuição ao PIS – Programa de Integração  Social o montante total do efetivo faturamento do contribuinte,  lançado nos livros  de  registro  de  notas  fiscais  de  serviços  prestados  e  em  demonstrativos  contábeis,  deduzimos,  portanto,  todos  e  quaisquer  valores  já  declarados  nas  DCTF  acima  referidas.    Pela  alta  expressão  e  significância  dos  valores  enumerados  na  planilha  de  PIS – Programa de Integração Social a tributar, além de efetuarmos o lançamento  para a constituição do crédito tributário, preparamos a Representação Fiscal para  Fl. 5557DF CARF MF Impresso em 11/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/08/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/08/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 11/08/2014 por NALI DA COSTA RODRIGUES, As sinado digitalmente em 08/08/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 18088.000050/2009­86  Resolução nº  3202­000.186  S3­C2T2  Fl. 5.470          16 Fins  Penais.  Ressaltamos  que  a  empresa  fiscalizada  entregou  as  DCTF  –  Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais, por estarem os valores já  declarados  em DCTF  em  desacordo  com  a movimentação  de  receitas  tributáveis  escriturada pela própria empresa ora fiscalizada em seus livros de registro de notas  fiscais de serviços prestados e nos demonstrativos contábeis.   [...]”      O  relato  da  fiscalização  transcrito  acima  deixa  claro  que  os  valores  descontados  na  fonte  a  título  de  PIS  não  foram  deduzidos  do  valor  devido.  Nas  planilhas elaboradas pela fiscalização, reproduzidas do Relatório de Descrição dos  Fatos (fls. 41,50, 58, 65 e 70), constam tão somente os valores de PIS confessados  pela  Recorrente  em  DCTF,  sem  levar  em  conta  as  contribuições  que  foram  destacadas nas Notas Fiscais de Serviços  e  retidas pela beneficiária dos  serviços  prestados. Este procedimento fiscal equivocado implica em que a Recorrente pague,  em  duplicidade,  as  contribuições  que  já  foram  destacadas  nas  Notas  Fiscais  de  Serviços  Prestados,  escrituradas  nos  respectivos  livros  fiscais,  conforme  será  demonstrado na sequência.      1.  Da Diligência Determinada  pela Autoridade  Julgadora  de  Primeira  Instância     De  acordo  com  a  Resolução  nº  1311  –  5ª  Turma  da  DRJ/RPO,  sessão  de  18/12/2009, por unanimidade, aquele colegiado decidiu converter o julgamento em  diligência, nos termos do Voto do Relator (fls. 4965/4968), do qual convém destacar  os trechos abaixo:  ...  A autuada, por seu turno, pugna pela dedutibilidade de retenções na fonte do  imposto e contribuições relativas aos referidos períodos, juntando aos autos cópias  de Notas Fiscais de fls. 1.790 a 4.930 (Volumes IX a XXV dos autos). (g,n)    Por consulta aos dados informados em Dirf  (Declaração do Imposto Retido  na Fonte),  apurou­se  terem  sido  efetuados,  nos  anos­calendário  de  2004  a  2008,  recolhimentos do imposto e contribuições retidos na fonte, códigos de arrecadação  1708, 3426, 5952, 5960, 5979, 5987, 6190, 6800 (IRRF, CSLL, Pis e Cofins), tendo  por declarantes diversas pessoas  jurídicas, e por beneficiária a empresa autuada.  (g.n)    Ante  a  necessidade  de  elementos  adicionais  a  subsidiar  a  convicção  a  ser  formada  no  julgamento  administrativo  de  1ª  instância,  VOTO  por  encaminhar  o  processo em diligência com solicitação à Unidade de origem para as providências  seguintes:    a)  Seja  a  contribuinte  intimado  a  informar  a  composição  dos  totais  mensais  informados  nos  demonstrativos  acima  referenciados,  intitulados  “Balancete de Verificação”, de modo a individualizar as notas fiscais computadas  mensalmente e o nº da folha dos autos em que consta respectiva cópia, com o fito de  demonstrar terem sido os valores das Notas Fiscais (apresentadas na impugnação)  incluídos nos totais mensais de receitas apuradas (planilhas de fls. 40, 49, 57, 64 e  69),  base  para  arbitramento  do  lucro  (IRPJ  e  CSLL)  e  para  exigência  das  Fl. 5558DF CARF MF Impresso em 11/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/08/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/08/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 11/08/2014 por NALI DA COSTA RODRIGUES, As sinado digitalmente em 08/08/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 18088.000050/2009­86  Resolução nº  3202­000.186  S3­C2T2  Fl. 5.471          17 contribuições ao Pis e Cofins, para efeitos do disposto no art. 540 do RIR/99, no  art. 36 da Lei nº 10.833, de 2003, e no artigo 7º, caput e §§, da Instrução Normativa  SRF nº 459, de 18 de outubro de 2004;    b)  À  luz das  informações apresentadas pela contribuinte,  seja elaborado  relatório  conclusivo  acerca  da  inclusão  (ou  não)  dos  valores  correspondentes  às  Notas  Fiscais  (apresentadas  na  impugnação),  no  cômputo  dos  totais  de  receitas  apuradas  (planilhas de  fls. 40, 49, 57, 64 e 69), base para arbitramento do  lucro  (IRPJ e CSLL), e para exigência das contribuições ao Pis e Cofins, para efeitos do  disposto no art. 540 do RIR/99, no art. 36 da Lei nº 10.833, de 2003, e no artigo 7º,  caput e §§, da Instrução Normativa SRF nº 459, de 18 de outubro de 2004.     Em cumprimento à diligência determinada, a autoridade fiscal apresentou a  correspondente Informação Fiscal (fls. 5.377/5.379) com as seguintes conclusões:    Da análise  da  documentação  entregue  pelo  fiscalizado  (fls.  4.950  a  5.235),  apurei  que  o  valor das  notas  fiscais  (fls.  1.790  a  4.807)  apresentadas  quando da  impugnação encontra­se incluído nos totais mensais de receitas apuradas segundo  as  planilhas  representativas  dos  demonstrativos  contábeis  dos  anos­calendário  2004, 2005, 2006, 2007 e 2008 as fls. 40, 49, 57, 64 e 69, respectivamente. Analisei,  ainda, o Relatório das Notas Fiscais Emitidas (fls. 4.950 a 5.235), elaborado pelo  diligenciado, o qual verifiquei conter a composição dos totais mensais  informados  nos  “Balancetes  de  Verificação”  constantes  do  processo.  Apurei,  contudo,  que  a  diligenciada não fez acompanhar de sua impugnação a totalidade das notas fiscais  a que se refere o Relatório de Notas Fiscais Emitidas (fls. 4.950 a 5.235). Atesto,  também, que o valor das notas fiscais (fls. 1.790 a 4.807) apresentadas quando da  impugnação encontra­se incluído nos totais mensais de receitas apuradas segundo  as  planilhas  representativas  dos  demonstrativos  contábeis  dos  anos­calendário  2004, 2005, 2006, 2007 e 2008 as fls. 40, 49, 57, 64 e 69, respectivamente. Assim,  fica atendido o item “a” do despacho a fl. 4.938.    Já para atendimento ao item “b” do despacho a fl. 4.938 elaborei, à luz das  informações  apresentadas  pelo  contribuinte,  relatório,  mês  a  mês  (fls.  5.236  a  5.342) destacando em uma coluna própria, com base nas notas fiscais apresentadas  na impugnação (fls. 1.790 a 4.807) o PIS retido na fonte, concluindo que há Notas  Fiscais  (fls.  1.790  a  4.807)  apresentadas  na  impugnação  cujos  valores  estão  incluídos  no  cômputo  das  receitas  apuradas  nas  planilhas  representativas  dos  demonstrativos contábeis dos anos­calendário 2004, 2005, 2006, 2007 e 2008 as fls.  40, 49, 57, 64 e 69, respectivamente, base para exigência das contribuições ao PIS.    Apurei, ainda, em atendimento ao  item “b” do despacho a  fl. 4.938, que as  notas  fiscais  as  fls.  1.790  a  4.807,  apresentadas  pelo  fiscalizado  quando  da  sua  impugnação  ao  auto  de  infração de  que  trata  essa  informação  fiscal,  listadas  em  relatório  as  fls.  5.236  a  5.342,  guardam  relação  com  o  auto  de  infração,  e  os  valores  das  notas  fiscais  estão  incluídos  no  cômputo  das  receitas  apuradas  nas  planilhas  representativas dos demonstrativos contábeis dos anos­calendário 2004,  2005,  2006,  2007  e  2008  as  fls.  40,  49,  57,  64  e  69,  respectivamente,  base  para  arbitramento do PIS, que abrangeu o PIS de 01 de janeiro de 2004 a 30 de junho de  2008.     Segundo consta do Relatório elaborado pelo  fiscal  responsável,  em atenção  ao item “b” do despacho de fls. 5.232, o PIS apurado das Notas Fiscais acostadas à  impugnação, corresponde a:  Fl. 5559DF CARF MF Impresso em 11/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/08/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/08/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 11/08/2014 por NALI DA COSTA RODRIGUES, As sinado digitalmente em 08/08/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 18088.000050/2009­86  Resolução nº  3202­000.186  S3­C2T2  Fl. 5.472          18   Resumo do Relatório Fiscal em comento (fls. 5.270/5376).  Nº DA FOLHA  DO  PROCESSO  Nºs DAS  NOTAS  FISCAIS  DATAS DAS  NOTAS FISCAIS  VALOR DAS  NOTAS FISCAIS  COFINS DESTACADA  NAS NOTAS FISCAIS  1790/1846  5742/5808  07 a 31/05/2005  365.851,63  2.309,18  1847/1898  5809/5865  01 a 04/02/2005  608.412,19  3.638,82  1899/1939  5975/6075  01 a 07/03/2005  465.652,46  2.912,76  1940/1990  6148/6207  01 a 11/04/2005  666.623,07  4.085,14  1991/2073  6330/6415  03 a 10/05/2005  812.451,28  4.999,24  2074/2135  6585/6656  01 a 13/06/2005  748.479,50  4.713,73  2136/2185  6790/6946  04 a 26/07/2005  436.007,08  2.742,24  2186/2324  7075/7100  10 a 17/08/2005  414.036,74  2.573,08  2235/2281  7148/7283  04 a 15/09/2005  392.411,65  2.494,24  2201/2346  7325/7483  03 a 26/10/2005  592.787,35  3.751,49  2347/2394  7497/7660  03 a 23/11/2005  526.032,72  3.349,29  2333/2443  7/59  09 a 26/01/2006  271.870,73  1.706,56  2444/2503  64/249  02 a 21/02/2006  515.708,08  3.197,20  2504/2563  251/310  01 a 10/03/2006  748.176,83  4.787,04  2564/2632  454/647  04 a 20/04/2006  794.496,19  4.997,17  2633/2713  655/734  02 a 10/05/2006  848.572,70  5.350,66  2714/2796  884/966  01 a 12/06/2006  829.386,45  5.238,34  2797/2924  1179/1304  03 a 11/07/2006  1.462.845,10  9.352,15  2925/3021  1504/1598  01 a 11/08/2006  1.222.902,72  7.807,12  3022/3089  1740/1807  01 a 13/09/2006  790.411,06  5.094,97  3090/3169  1967/2207  02 a 27/10/2006  683.909,72  4.258,33  3170/3263  2209/2301  01 a 13/11/2006  1.048.910,94  6.708,69  3264/3335  2457/2727  01 a 22/12/2006  591.874,44  3.761,94  3337/3407  2883/2997  15 a 22/01/2007   404.824,45  2.612,04  3408/3512  3001/3269  15 a 28/02/2007  726.697,06  4.647,77  3513/3574  3270/3331  01 a 07/03/2007  771.225,34  4.940,41  3575/3674  3516/3613  02 a 11/04/2007  1.092.163,60  6.978,40  3675/3760  3795/3880  02 a 11/05/2007  896.932,59  5.668,35  3761/3882  4093/4436  05 a 28/06/2007  844.013,49  5.272,35  3883/3968  4445/4727  02 a 26/07/2007  893.488,66  5.693,68  3969/4087  4730/4846  01 a 16/08/2007  1.222.997,65  7.716,83  4088/4217  5024/5151  03 a 14/09/2007  1.344.619,74  8.440,91  4218/4399  5307/5588  01 a 26/10/2007  741.254,07  4.640,75  4248/4352  5591/5695  01 a 12/11/2007  1.303.645,62  8.320,27  4400/4526  5910/6036  03 a 11/12/2007  1.236.837,46  7.931,80  4527/4614  6431/6516  16 a 30/01/2008  688.730,55  4.402,85  4615/4698  6707/6790  14 a 27/02/2008  626.676,58  4.021,53  4699/4782  6968/7051  14 a 25/03/2008  969.575,35  6.200,78  4783/4807  7344/7368  17 a 22/04/2008  33.268,37  188,98    Com  as  conclusões  da  autoridade  fiscal,  a  matéria  foi  devolvida  para  a  DRJ/RPO, para julgamento.     2.  Da Decisão de Primeira Instância    Em sessão  de  28/06/2011,  a  5ª  Turma da DRJ/RPO  julgou  o  processo,  nos  termos do Acórdão nº 14­34.363 cuja decisão está resumida na seguinte ementa:     ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL  ANO­CALENDÁRIO: 2004, 2005, 2006, 2007, 2008  NULIDADE. IMPROCEDÊNCIA.  Fl. 5560DF CARF MF Impresso em 11/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/08/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/08/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 11/08/2014 por NALI DA COSTA RODRIGUES, As sinado digitalmente em 08/08/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 18088.000050/2009­86  Resolução nº  3202­000.186  S3­C2T2  Fl. 5.473          19 Improcedentes as arguições de nulidade quando não se vislumbra nos autos  quaisquer das hipóteses previstas no art. 59 do Decreto nº 70.235/72.  INCONSTITUCIONALIDADE  DE  LEIS.  AUTORIDADES  ADMINISTRATIVAS. COMPETÊNCIA.  As autoridades administrativas,  incluídas as que  julgam  litígios  fiscais,  não  detém competência para decidir sobre arguição de inconstitucionalidade de leis, já  que tal competência está adstrita à esfera judicial.  ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP  ANO­CALENDÁRIO: 2004, 2005, 2006,2007, 2008  MATÉRIA NÃO IMPUGNADA. EFEITOS.  Constatadas as irregularidades descritas nos autos de infração, tendo sido observada  na autuação a legislação de regência das matérias, e não havendo contestação expressa de  fatos  apontados  na  autuação,  pressupõe­se  a  concordância  da  impugnante  em  relação  à  parte não  impugnada, o que  torna  definitiva a  exigência na  esfera administrativa,  no  que  concerne a esse tema.  FALTA DE RECOLHIMENTO.  A falta ou insuficiência de recolhimento de valores devidos a título da contribuição,  apurada em procedimento fiscal, enseja o lançamento de ofício com os devidos acréscimos  legais.  BASE DE CÁLCULO. EXCLUSÕES.  As exclusões da base de cálculo da contribuição limitam­se aos casos expressamente  previstos em Lei.  MULTA DE OFÍCIO QUALIFICADA.  Cabível a imposição da multa qualificada de 150%, prevista no artigo 44, § 1º, da Lei  º  9.430/96,  restando  demonstrado  que  o  procedimento  adotado  pelo  sujeito  passivo  enquadra­se, em tese, nas hipóteses tipificadas no art. 71, inciso I, da Lei nº 4.502/64.  Impugnação Procedente em Parte.  Crédito Tributário Mantido em Parte.    Nas  conclusões  do  Voto  do  d.  Relator  consta  que  o  lançamento  de  oficio  é  procedente em parte, excluídos do PIS apurado mensalmente os valores retidos na  fonte  relacionados  pela  autoridade  fiscal  nos  demonstrativos  de  fls.  5236  a  5342  (Volume XXVII) cujos totais foram assim resumidos:    Período  Valor total da Nota Fiscal  (R$)  PIS destacado na Nota Fiscal (R$)  01/2005  365.851,63  2.309,18  02/2005  608.412,19  3.628,82  03/2005  465.652,46  2.912,76  04/2005  666.623,07  4.085,14  05/2005  812.451,38  4.999,24  06/2005  748.479,50  4.713,73  07/2005  436.007,08  2.742,24  08/2005  414.036,74  2.573,08  09/2005  392.411,65  2.494,24  10/2005  592.787,35  3.751,49  11/2005  526.032,72  3.349,29  01/2006  271.870,73  1.706,56  02/2006  515.708,08  3.197,20  03/2006  748.176,83  4.787,04  04/2006  794.496,19  4.997,17  05/2006  848.572,70  5.350,66  06/2006  829.386,45  5.238,34  07/2006  1.462.845,10  9.352,15  Fl. 5561DF CARF MF Impresso em 11/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/08/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/08/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 11/08/2014 por NALI DA COSTA RODRIGUES, As sinado digitalmente em 08/08/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 18088.000050/2009­86  Resolução nº  3202­000.186  S3­C2T2  Fl. 5.474          20 08/2006  1.222.902,72  7.807,12  09/2006  790.411,06  5.094,97  10/2006  683.909,72  4.258,33  11/2006  1.048.910,94  6.708,69  12/2006  591.874,44  3.761,94  01/2007  404.824,45  2.612,04  02/2007  726.697,06  4.647,77  03/2008  771.225,34  4.940,41  04/2007  1.092.163,60  6.978,40  05/2007  896.932,59  5.668,35  06/2007  844.013,49  5.272,35  07/2007  893.488,66  5.693,68  08/2007  1.222.997,65  7.716,83  09/2007  1.344.619,74  8.440,91  10/2007  741.254,07  4.640,75  11/2007  1.303.645,62  8.320,27  12/2007  1.236.837,46  7.931,80  01/2008  688.730,55  4.402,85  02/2008  626.676,58  4.021,53  03/2008  969.575,35  6.200,78  04/2008  33.268,37  188,98    Mesmo  que  em  primeira  instância  tenham  sido  consideradas  (em  parte)  as  antecipações  de  PIS  correspondentes  às  Notas  Fiscais  de  Serviços  Prestados  anexadas  ao  processo  pela  Recorrente,  ainda  assim,  o  lançamento  de  ofício  é  carecedor  de  reexame  vez  que  as  receitas  tidas  pela  autoridade  julgadora  como  omitidas da  incidência do PIS: R$16.578.618,21 (ano­calendário 2004 –  fls. 40),  R$21.449.136,39 (ano­calendário 2005 – fls. 49), R$27.681.953,67 (ano­calendário  2006 – fls. 57), R$31.416.346,77 (ano­calendário 2007 – fls. 64), R$16.567.314,95  (ano­calendário  2008  –  fls.  69),  já  foram  tributadas na  fonte,  conforme  se pode  constatar mediante  exame  dos  Livros  de  Registro  de  Notas  Fiscais  de  Serviços  Prestados e demais documentos acostados aos autos.     3.  Da  Informação  Fiscal  sobre  os  Cálculos  do  Crédito  Tributário  Remanescente    Conforme  despacho  às  fls.  5.394,  o  processo  foi  encaminhado  à  SAFIS­ DRF/AQA, para elaboração dos cálculos do crédito tributário remanescente, tendo  em  vista  que  o  lançamento  de  ofício  foi  julgado  parcialmente  procedente.  Em  cumprimento,  a  fiscalização  apresentou  o  Relatório  de  Informação  Fiscal  (fls.  5.397/5.403) com os respectivos cálculos e explicações acerca dos demonstrativos.     Reproduzimos abaixo as planilhas elaboradas pela fiscalização, relativas ao  período de fev./2004 a jun./2008, objeto do julgamento:    PIS – PROGRAMA DE INTEGRAÇÃO SOCIAL  CÁLCULO NOS TERMOS DO ACÓRDÃO 14­34.363 – 5ª TURMA DA DRJ/POR    AN0­CALENDÁRIO 2004 – R$    MÊS   BASE DE  CÁLCULO   D0 PIS   LANÇADO EM   AUTO INFRAÇÃO  EXCLUSÃO:   BASE CÁLCULO   PIS  DESTACADO   EM NOTA  FISCAL  BASE CÁLCULO  CRÉDITO  TRIBUTÁRIO  REMANESCENTE  DO PIS  PIS  LANÇADO  EM AUTO  DE  INFRAÇÃO  EXCLUSÃO:   PIS DESTACADO  EM NOTA  FISCAL   CRÉDITO  TRIBUTÁRIO  REMANESCENTE  DO PIS  A  B  C  D  E  F  G  Fl. 5562DF CARF MF Impresso em 11/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/08/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/08/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 11/08/2014 por NALI DA COSTA RODRIGUES, As sinado digitalmente em 08/08/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 18088.000050/2009­86  Resolução nº  3202­000.186  S3­C2T2  Fl. 5.475          21 JANEIRO  0,00  0,00  0,00  0,00  0,00  0,00  FEVEREIRO  1.235.648,00  0,00  1.235.648,00  8.031,71  0,00  8.031,71  MARÇO  1.436.105,47  0,00  1.436.105,47  9.334,68  0,00  9.334,68  ABRIL  1.211.916,79  0,00  1.211.916,79  7.877,45  0,00  7.877,45  MAIO  1.266.599,44  0,00  1.266.599,44  8.232,89  0,00  8.232,89  JUNHO  1.299.110,43  0,00  1.299.110,43  8.444,21  0,00  8.444,21  JULHO  1.366.307,67  0,00  1.366.307,67  8.880,99  0,00  8.880,99  AGOSTO  1.327.008,99  0,00  1.327.008,99  8.625,55  0,00  8.625,55  SETEMBRO  1.435.678,48  0,00  1.435.678,48  9.331,71  0,00  9.331,71  OUTUBRO  1.240.998,87  0,00  1.240.998,87  8.066,49  0,00  8.066,49  NOVEMBRO  1.130.467,77  0,00  1.130.467,77  7.348,04  0,00  7.348,04  DEZEMBRO  1.681846,96  0,00  1.681.846,96  10.932,00  0,00  10.932,00  TOTAL  14.631.688,87  0,00  14.631.688,87  95.105,71  0,00  95.105,71    PIS – PROGRAMA DE INTEGRAÇÃO SOCIAL  CÁLCULO NOS TERMOS DO ACÓRDÃO 14­34.363 – 5ª TURMA DA DRJ/POR    AN0­CALENDÁRIO 2005 – R$    MÊS   BASE DE  CÁLCULO   DO PIS   LANÇADO EM   AUTO INFRAÇÃO  EXCLUSÃO:   BASE CÁLCULO   PIS  DESTACADO  EM NOTA  FISCAL  BASE CÁLCULO  CRÉDITO  TRIBUTÁRIO  REMANESCENTE  DO PIS  PIS   LANÇADO  EM AUTO  DE  INFRAÇÃO  EXCLUSÃO:   PIS DESTACADO  EM NOTA  FISCAL   CRÉDITO  TRIBUTÁRIO  REMANESCENTE  DO PIS  A  B  C  D  E  F  G  JANEIRO  1.335.592,53  355.258,46  980.334,07  8.681,35  2.309,18  6.372,17  FEVEREIRO  1.402.315,97  558.280,00  844.035,97  9.115,05  3.628,82  5.486,23  MARÇO  1.487.203,45  448.116,92  1.039.086,53  9.666,82  2.912,76  6.754,06  ABRIL  1.442.979,56  628.483,08  814.496,48  9.379,36  4.085,14  5.294,22  MAIO  1.691.021,23  769.113,85  921.907,38  10.991,63  4.999,24  5.992,39  JUNHO  1.820.289,41  725.189,23  1.095.100,18  11.831,88  4.713,73  7.118,15  JULHO  1.832.274,55  421.883,08  1.410.391,47  11.909,78  2.742,24  9.167,54  AGOSTO  1.882.750,77  395.858,46  1.486.892,31  12.237,88  2.573,08  9.664,80  SETEMBRO  1.866.596,89  383.729,23  1.482.867,66  12.132,87  2.494,24  9.638,63  OUTUBRO  1.830.160,67  577.152,31  1.253.008,36  11.896,04  3.751,49  8.144,55  NOVEMBRO  1.925.508,82  515.275,38  1.410.233,44  12.515,80  3.349,29  9.166,51  DEZEMBRO  2.060.565,62  0,00  2.060.565,62  13.393,67  0,00  13.393,67  TOTAL  20.577.259,47  5.778.340,00  14.798.919,47  133.752,14  37.559,21  96.192,93      PIS – PROGRAMA DE INTEGRAÇÃO SOCIAL  CÁLCULO NOS TERMOS DO ACÓRDÃO 14­34.363 – 5ª TURMA DA DRJ/POR    AN0­CALENDÁRIO 2006 – R$    MÊS   BASE DE  CÁLCULO   DO PIS   LANÇADO EM   AUTO INFRAÇÃO  EXCLUSÃO:   BASE CÁLCULO  PIS  DESTACADO  EM NOTA  FISCAL  BASE CÁLCULO  CRÉDITO  TRIBUTÁRIO  REMANESCENTE  DO PIS  PIS  LANÇADO  EM AUTO  DE  INFRAÇÃO  EXCLUSÃO:   PIS DESTACADO  EM NOTA  FISCAL   CRÉDITO  TRIBUTÁRIO  REMANESCENTE  DO PIS  A  B  C  D  E  F  G  JANEIRO  1.862.710,58  262.547,69  1.600.162,89  12.107,61  1.706,56  10.401,05  FEVEREIRO  2.068.858,61  491.876,92  1.576.981,68  13.447,58  3.197,20  10.250,38  MARÇO  2.084.295,48  736.467,69  1.347.827,79  13.547,92  4.787,04  8.760,88  ABRIL  2.074.695,56  768.795,38  1.305.900,17  13.485,52  4.997,17  8.488,35  MAIO  2.102.757,74  823.178,46  1.279.579,28  13.667,92  5.350,66  8.317,26  JUNHO  2.122.173,37  805.898,46  1.316.274,91  13.794,12  5.238,34  8.555,78  JULHO  2.435.424,45  1.438.792,31  996.632,14  15.830,25  9.352,15  6.478,10  AGOSTO  2.346.710,11  1.201.095,38  1.145.614,73  15.253,61  7.807,12  7.446,49  SETEMBRO  2.379.705,36  783.841,54  1.595.863,82  15.468,08  5.094,97  10.373,11  OUTUBRO  2.538.388,60  655.127,69  1.883.260,91  16.499,52  4.258,33  12.241,19  NOVEMBRO  2.413.288,08  1.032.106,15  1.381.181,93  15.686,37  6.708,69  8.977,68  DEZEMBRO  2.508.518,05  578.760,00  1.929.758,05  16.305,36  3.761,94  12.543,42  TOTAL  26.937.525,98  9.578.487,69  17.359.038,29  175.093,85  62.260,17  112.833,68    Fl. 5563DF CARF MF Impresso em 11/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/08/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/08/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 11/08/2014 por NALI DA COSTA RODRIGUES, As sinado digitalmente em 08/08/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 18088.000050/2009­86  Resolução nº  3202­000.186  S3­C2T2  Fl. 5.476          22   PIS – PROGRAMA DE INTEGRAÇÃO SOCIAL  CÁLCULO NOS TERMOS DO ACÓRDÃO 14­34.363 – 5ª TURMA DA DRJ/POR    AN0­CALENDÁRIO 2007 – R$    MÊS   BASE DE  CÁLCULO   DO PIS   LANÇADO EM   AUTO INFRAÇÃO  EXCLUSÃO:  BASE CÁLCULO  PIS  DESTACADO  EM NOTA  FISCAL  BASE CÁLCULO  CRÉDITO  TRIBUTÁRIO  OREMANESCENTE  DA PIS  PIS   LANÇADO  EM AUTO  DE  INFRAÇÃO  EXCLUSÃO:   PIS DESTACADO  EM NOTA  FISCAL   CRÉDITO  TRIBUTÁRIO  REMANESCENTE  DO PIS  A  B  C  D  E  F  G  JANEIRO  2.447.970,03  401.852,31  2.046.117,72  15.911,80  2.612,04  13.299,76  FEVEREIRO  2.288.778,05  715.041,54  1.573.736,51  14.877,05  4.647,77  10.229,28  MARÇO  2.439.982,02  760.063,08  1.679.918,94  15.859,88  4.940,41  10.919,47  ABRIL  2.414.186,93  1.073.600,00  1.340.586,93  15.692,21  6.978,40  8.713,81  MAIO  2.593.175,32  872.053,85  1.722.763,63  16.866,31  5.668,35  11.197,96  JUNHO  2.531.528,98  811.130,77  1.720.398,21  16.454,93  5.572,35  11.182.58  JULHO  2.593.175,32  875.950,77  1.717.224,55  16.855,63  5.693,68  11.161,95  AGOSTO  2.608.536,33  1.187.204,62  1.421.351,71  16.955,61  7.716,83  9.238,78  SETEMBRO  2.574.909,31  1.298.601,54  1.276.307,77  16.736,91  8.440,91  8.296,00  OUTUBRO  2.636.940,54  713.961,54  1.922.979,00  17.140,11  4.640,75  12.499,36  NOVEMBRO  2.462.109,59  1.280.041,54  1.182.068,05  16.003,71  8.320,27  7.683,44  DEZEMBRO  2.976.669,12  1.220.276,92  1.756.392,20  19.348,34  7.931,80  11.416,54  TOTAL  30.569.623,69  11.209.778,46  19.359.845,24  198.702,48  72.163,56  125.838,92      PIS – PROGRAMA DE INTEGRAÇÃO SOCIAL  CÁLCULO NOS TERMOS DO ACÓRDÃO 14­34.363 – 5ª TURMA DA DRJ/POR    AN0­CALENDÁRIO 2008 – R$    MÊS   BASE DE  CÁLCULO   DO PIS   LANÇADO EM   AUTO INFRAÇÃO  EXCLUSÃO:   BASE CÁLCULO  PIS  DESTACADO  EM NOTA  FISCAL  BASE CÁLCULO  CRÉDITO  TRIBUTÁRIO  REMANESCENTE D0  PIS  PIS   LANÇADO  EM AUTO  DE  INFRAÇÃO  EXCLUSÃO:   PIN DESTACADO  EM NOTA  FISCAL   CRÉDITO  TRIBUTÁRIO  REMANESCENTE  DO PIS  A  B  C  D  E  F  G  JANEIRO  2.664.045,78  677.361,54  1.986.684,24  17.316,29  4.402,85  12.913,44  FEVEREIRO  2.726.479,90  618.696,92  2.107.782,98  17.722,11  4.021,53  13.700,58  MARÇO  2.733.199,58  953.966,15  1.779.233,43  17.765,79  6.200,78  11.565,01  ABRIL  2.740.088,70  29.073,85  2.711.014,85  17.810,57  188,98  17.621,59  MAIO  2.730.138,78  0,00  2.730.138,78  17.745,90  0,00  17.745,90  JUNHO  2.524.945,30  0,00  2.524.945,30  16.412,14  0,00  16.412,14  TOTAL  16.118.898,03  2.279.098,46  13.839.799,57  104.772,80  14.814,14  89.958,66    Relativamente  aos  demonstrativos  acima,  a  autoridade  fiscal  explicitou  o  preenchimento dos quadros:    Na coluna A  relacionei os meses do ano­calendário; na  coluna B extraí da  planilha de receita a tributar pela COFINS a fls. 40, 49, 57, 64, 69 o valor da base  de cálculo do PIS a tributar, mês a mês; na coluna C relacionei o valor da base de  cálculo correspondente ao PIS de alíquota de 0,65% destacado na nota fiscal, mês a  mês, com dados extraídos da relação a fls. 5355 a 5357; na coluna D inseri o valor,  mês a mês, da coluna B menos a coluna C; na coluna E descrevi, mês a mês, o valor  do PIS lançado em auto de infração as fls. 02 a 07; na coluna F discriminei, mês a  mês, o valor do PIS destacado em nota fiscal, com dados extraídos do demonstrativo  a  fl.  5355  A  5357;  na  coluna  G,  mês  a  mês,  conforme  determinado  pelo  encaminhamento  a  fl.  5394,  transcrevi  o  crédito  tributário  remanescente  Do  PIS,  encontrado pela subtração do valor das colunas E menos F.  Fl. 5564DF CARF MF Impresso em 11/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/08/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/08/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 11/08/2014 por NALI DA COSTA RODRIGUES, As sinado digitalmente em 08/08/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 18088.000050/2009­86  Resolução nº  3202­000.186  S3­C2T2  Fl. 5.477          23   Os  valores  consignados  nos  demonstrativos  retro  a  título  de  “crédito  tributário  remanescente  do  PIS”  não  representam  a  verdade  dos  fatos  jurídico­ contábeis,  especificamente,  quanto  à  exclusão  da  base  de  cálculo  da  exação  da  totalidade do PIS retido na fonte, como será demonstrado a seguir.    4.  Das Notas Fiscais Escrituradas e da Cofins Retida na Fonte    O  crédito  tributário  do  PIS,  fatos  geradores  fev./2004  a  jun./2008,  foi  constituído com base nos livros de Registro de Notas Fiscais de Serviços Prestados  (fls.  306/336,  545/573,  814/949,  1.146/1.292,  1,472/1.550),  segundo  consta  do  Relatório  de Descrição  dos Fatos  (fls.  23/76),  que  é  parte  integrante  do Auto  de  Infração (fls. 2/21).    Os  mencionados  livros  fiscais  foram  devidamente  escriturados,  daí  porque  possibilitou que a autoridade  fiscal apurasse as  receitas de prestação de  serviços  auferidas  pela  Recorrente  no  período  em  referência.  Os  demais  documentos  solicitados pela fiscalização e disponibilizados pela Recorrente também apoiaram o  procedimento  fiscal,  permitindo  a  autoridade  fiscal  verificar  a  regularidade  no  cumprimento  da  legislação  do  PIS,  inclusive  quanto  aos  pagamentos  feitos  e  às  retenções na fonte da contribuição.    Contudo,  à  margem  dessa  documentação,  equivocadamente,  a  fiscalização  apurou que a Recorrente omitiu da tributação do PIS valores significativos de seu  faturamento mensal.     No  Relatório  de  Descrição  dos  Fatos,  a  fiscalização  mencionou  que  a  empresa fiscalizada apresenta faturamento declarado em livro registro da prestação  de  serviços  denominado  Registro  de  Notas  Fiscais  de  Serviços  Prestados,  tendo  elaborado quadros demonstrativos das receitas auferidas:    LIVRO REGISTRO DE PRESTADOÇÃO DE SERVIÇOS  REGISTRO DE NOTAS FISCAIS DE SERVIÇOS  PRESTADOS  ANO­CALENDÁRIO 2004 (fls. 40)  MÊS  VALOR DOS  SERVIÇOS  PRESTADOS – R$  JANEIRO  1.142.662,90  FEVEREIRO  1.195.502,10  MARÇO  1.368.713,62  ABRIL  1.245.446,40  MAIO  1.334.054,03  JUNHO  1.346.557,96  JULHO  1.373.662,68  AGOSTO  1.566.090,78  SETEMBRO  1.438.088,06  OUTUBRO  1.347.725,02  NOVEMBRO  1.231.826,23  DEZEMBRO  1.835.983,02  TOTAL  16.426.312,80    LIVRO REGISTRO DE PRESTADOÇÃO DE SERVIÇOS  Fl. 5565DF CARF MF Impresso em 11/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/08/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/08/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 11/08/2014 por NALI DA COSTA RODRIGUES, As sinado digitalmente em 08/08/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 18088.000050/2009­86  Resolução nº  3202­000.186  S3­C2T2  Fl. 5.478          24 REGISTRO DE SAÍDAS E REGISTRO DE NOTAS  FISCAIS DE SERVIÇOS PRESTADOS  ANO­CALENDÁRIO 2005 (fls. 48/49)  MÊS  VALOR DOS  SERVIÇOS  PRESTADOS – R$  JANEIRO  1.413.770,09  FEVEREIRO  1.538.261,21  MARÇO  1.548.517,30  ABRIL  1.513.650,33  MAIO  1.750.972,00  JUNHO  1.871.032,49  JULHO  1.845.689,89  AGOSTO  149.531,02  SETEMBRO  126.563,10  OUTUBRO  81.742,59  NOVEMBRO  93.381,88  DEZEMBRO  42.988,58  TOTAL  11.976.100,48    LIVRO REGISTRO DE PRESTADOÇÃO DE SERVIÇOS  REGISTRO DE NOTAS FISCAIS DE SERVIÇOS  PRESTADOS  ANO­CALENDÁRIO 2006 (fl. 57)  MÊS  VALOR DOS  SERVIÇOS  PRESTADOS – R$  JANEIRO  468.411,40  FEVEREIRO  2.195.405,84  MARÇO  2.149.644,44  ABRIL  2.150.849,45  MAIO  2.171.086,05  JUNHO  2.200.302,60  JULHO  2.486.739,84  AGOSTO  2.402.350,11  SETEMBRO  2.435.025,38  OUTUBRO  2.610.428,60  NOVEMBRO  2.473.699,79  DEZEMBRO  2.555.621,81  TOTAL  26.299.565,31    LIVRO REGISTRO DE PRESTADOÇÃO DE SERVIÇOS  REGISTRO DE NOTAS FISCAIS DE SERVIÇOS  PRESTADOS  ANO­CALENDÁRIO 2007 (fls. 64)  MÊS  VALOR DOS  SERVIÇOS  PRESTADOS – R$  JANEIRO  2.512.077,72  FEVEREIRO  2.324.405,97  MARÇO  2.495.671,25  ABRIL  2.498.204,01  MAIO  2663.167,85  JUNHO  2.611.402,83  JULHO  2.661.149,87  AGOSTO  2.683.333,25  SETEMBRO  2.655.555,47  OUTUBRO  2.711.851,34  NOVEMBRO  2.535.861,84  DEZEMBRO  3.035.373,74  TOTAL  31.388.055,14    LIVRO REGISTRO DE PRESTADOÇÃO DE SERVIÇOS  Fl. 5566DF CARF MF Impresso em 11/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/08/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/08/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 11/08/2014 por NALI DA COSTA RODRIGUES, As sinado digitalmente em 08/08/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 18088.000050/2009­86  Resolução nº  3202­000.186  S3­C2T2  Fl. 5.479          25 REGISTRO DE NOTAS FISCAIS DE SERVIÇOS  PRESTADOS  ANO­CALENDÁRIO 2008 (fls. 69)  MÊS  VALOR DOS  SERVIÇOS  PRESTADOS – R$  JANEIRO  2.743.642,70  FEVEREIRO  2.808.161,44  MARÇO  2.798.968,81  ABRIL  2.814.064,08  MAIO  2.799.124,93  JUNHO  2.603.352,99  TOTAL  16.567.314,95    A autoridade  fiscal  também asseverou no Relatório de Descrição dos Fatos  que  a  Recorrente  preencheu  o  DACON  –  Demonstrativo  de  Apuração  das  Contribuições Sociais  em conformidade com suas  efetivas  receitas auferidas, mas  que  os  valores  apurados  de  PIS  não  se  constituem  confissão  de  dívida,  o  que  somente ocorre quando do preenchimento e entrega da DCTF.    Os  respectivos  DACON’s  dos  anos­calendário  2005,  2006,  2007  e  2008  foram apresentados pela Recorrente no prazo legal com as seguintes informações:    DACON – DEMONSTRATIVO DE APURAÇÃO DAS CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS (Fls. 428/439)  Mês/Ano: janeiro, fevereiro e março/2005 Demonstrativo: Original Situação: Normal ND:   Ficha 08A – Cálculo da Contribuição para o PIS/Pasep        Regime Cumulativo  Discriminação  JANEIRO  FEVEREIRO  MARÇO  DEMONSTRAÇÃO DA BASE CÁLCULO DA CONTRIB. PARA  O PIS/Pasep        04. Receita da Prestação de Serviços  1.422.387,57  1.560.943,21  1.545.104,47  10. TOTAL DAS RECEITAS  1.422.387,57  1.560.943,21  1.545.104,47  25.  BASE  CÁLCULO  CONTRIB.  PARA  PIS/PASEP­ INCIDÊNCIA CUMULATIVA  1.422.387,57  1.560.943,21  1.545.104,47  26.  Contribuição  para  o  PIS/Pasep  Apurada­Incidência  Cumulativa  9.245,52  10.146,13  10.043,18    Ficha 11A – Cálculo da Contribuição para o PIS/Pasep        Regime Cumulativo  Discriminação  JANEIRO  FEVEREIRO  MARÇO  01. Contribuição para o PIS/Pasep apurada­Regime Cumulativo   9.245,52  10.146,13  10.043,18  05.  TOTAL  DA  CONTRIBUIÇÃO  PARA  O  PIS/PASEP  APURADA NO MÊS  9.245,52  10.146,13  10.043,18  08. TOTAL DA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP DEVIDA  NO MÊS  9.245,52   10.146,13  10.043,18  21. CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP A PAGAR  9.245,52  10.146,13  10.043,18      DACON – DEMONSTRATIVO DE APURAÇÃO DAS CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS (Fls. 428/439)  Mês/Ano: abril, maio e junho/2005 Demonstrativo: Original Situação: Normal ND:   Ficha 08A – Cálculo da Contribuição para o PIS/Pasep        Regime Cumulativo  Discriminação  ABRIL  MAIO  JUN HO  DEMONSTRAÇÃO  DA  BASE  CÁLCULO  DA  CONTRIB.  PARA O PIS/Pasep        04. Receita da Prestação de Serviços  1.513.650,33  1.751.597,24  1.860.079,56  10. TOTAL DAS RECEITAS  1.513.650,33  1.751.597,24  1.860.079,56  25.  BASE  CÁLCULO  CONTRIB.  PARA  PIS/PASEP­ INCIDÊNCIA CUMULATIVA  1.513.650,33  1.751.597,24  1.860.079,56  26.  Contribuição  para  o  PIS/Pasep  Apurada­Incidência  Cumulativa  9.838,73  11.385,38  12.090,52    Ficha 11A – Cálculo da Contribuição para o PIS/Pasep        Regime Cumulativo  Discriminação  ABRIL  MAIO  JUNHO  Fl. 5567DF CARF MF Impresso em 11/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/08/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/08/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 11/08/2014 por NALI DA COSTA RODRIGUES, As sinado digitalmente em 08/08/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 18088.000050/2009­86  Resolução nº  3202­000.186  S3­C2T2  Fl. 5.480          26 01. Contribuição para o PIS/Pasep apurada­Regime Cumulativo   9.838,73  11.385,38  12.090,52  05.  TOTAL  DA  CONTRIBUIÇÃO  PARA  O  PIS/PASEP  APURADA NO MÊS  9.838,73  11.385,38  12.090,52  08. TOTAL DA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP DEVIDA  NO MÊS  9.838,73  11.385,38  12.090,52  21. CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP A PAGAR  9.838,73  11.385,38  12.090,52    DACON – DEMONSTRATIVO DE APURAÇÃO DAS CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS (Fls. 428/439)  Mês/Ano: julho, agosto e setembro/2005 Demonstrativo: Original Situação: Normal ND:   Ficha 08A – Cálculo da Contribuição para o PIS/Pasep        Regime Cumulativo  Discriminação  JULHO  AGOSTO  SETEMBRO  DEMONSTRAÇÃO  DA  BASE  CÁLCULO  DA  CONTRIB.  PARA O PIS/Pasep        04. Receita da Prestação de Serviços  1.890.63,01  1.957.135,39  1.930.366,12  10. TOTAL DAS RECEITAS  1.890.63,01  1.957.135,39  1.930.366,12  25.  BASE  CÁLCULO  CONTRIB.  PARA  PIS/PASEP­ INCIDÊNCIA CUMULATIVA  1.890.63,01  1.957.135,39  1.930.366,12  26.  Contribuição  para  o  PIS/Pasep  Apurada­Incidência  Cumulativa  12.289,11  12.721,38  12.547,38    Ficha 11A – Cálculo da Contribuição para o PIS/Pasep        Regime Cumulativo  Discriminação  JULHO  AGOSTO  SETEMBRO  01. Contribuição para o PIS/Pasep apurada­Regime Cumulativo   12.289,11  12.721,38  12.547,38  05.  TOTAL  DA  CONTRIBUIÇÃO  PARA  O  PIS/PASEP  APURADA NO MÊS  12.289,11  12.721,38  12.547,38  08.  TOTAL  DA  CONTRIBUIÇÃO  PARA  O  PIS/PASEP  DEVIDA NO MÊS  12.289,11  12.721,38  12.547,38  10.  (­)  PIS/Pasep Retido Fonte  p/ P.  Juríd. Dir.  Privado  (Lei  n  10.833/03)  11.909,78  12.237,88  12.132,88  21. CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP A PAGAR  379,33  483,50  414,50    DACON – DEMONSTRATIVO DE APURAÇÃO DAS CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS (Fls. 428/439)  Mês/Ano: outubro, novembro e dezembro/2005 Demonstrativo: Original Situação: Normal ND:   Ficha 08A – Cálculo da Contribuição para o PIS/Pasep        Regime Cumulativo  Discriminação  OUTUBRO  NOVEMBRO  DEZEMBRO  DEMONSTRAÇÃO  DA  BASE  CÁLCULO  DA  CONTRIB. PARA O PIS/Pasep        04. Receita da Prestação de Serviços  1.894.068,36  1.993.187,28  2.124.971,77  10. TOTAL DAS RECEITAS  1.894.068,36  1.993.187,28  2.124.971,77  25.  BASE  CÁLCULO  CONTRIB.  PARA  PIS/PASEP­ INCIDÊNCIA CUMULATIVA  1.894.068,36  1.993.187,28  2.124.971,77  26. Contribuição para o PIS/Pasep Apurada­Incidência  Cumulativa  12.311,44  12.955,72  13.812,32    Ficha 11A – Cálculo da Contribuição para o PIS/Pasep        Regime Cumulativo  Discriminação  OUTUBRO  NOVEMBRO  DEZEMBRO  01.  Contribuição  para  o  PIS/Pasep  apurada­Regime  Cumulativo   12.311,44  12.955,72  13.812,32  05. TOTAL DA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP  APURADA NO MÊS  12.311,44  12.955,72  13.812,32  08. TOTAL DA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP  DEVIDA NO MÊS  12.311,44  12.955,72  13.812,32  10.  (­) PIS/Pasep Retido Fonte p/ P. Juríd. Dir. Privado  (Lei n 10.833/03)  11.896,04  12.515,81  13.393,68  21. CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP A PAGAR  415,40  439,91  418,64      DACON – DEMONSTRATIVO DE APURAÇÃO DAS CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS (Fls. 680/717)  Mês/Ano: 01/2006 Demonstrativo: Original Situação: Normal ND:  Ficha 08A – Cálculo da Contribuição para o PIS/Pasep         Regime Cumulativo  Discriminação  Receita  Base de  Cálculo  Contribuição  APURAÇÃO DA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP        01.  Receita  de  Vendas  de  Bens  e  Serviços  –  Alíquota  DE  0,65%  1.931.690,58  1.931.690,58  12.555,99  Fl. 5568DF CARF MF Impresso em 11/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/08/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/08/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 11/08/2014 por NALI DA COSTA RODRIGUES, As sinado digitalmente em 08/08/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 18088.000050/2009­86  Resolução nº  3202­000.186  S3­C2T2  Fl. 5.481          27 04.  TOTAL  DA  CONTRIB.  PIS/PASEP  APURADA  –  ALÍQUOTA DE 0,65%  1.931.690,58  1.931.690,58  12.555,99    Ficha 15A – Resumo – Contribuição para o PIS/Pasep        Regime Cumulativo  01. Contribuição para o PIS/Pasep Apurada  12.555,99  07. TOTAL DA CONTRIB. PARA O PIS/PASEP APURADA NO MÊS  12.555,99  DEDUÇÕES    10.  (­) PIS/Pasep Retida na Fonte por Pessoas Jurídicas de Direito Privado  (Lei nº 10.833/2003,  art. 30)  12.107,62  19. CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP A PAGAR – FATURAMENTO  448,37    DACON – DEMONSTRATIVO DE APURAÇÃO DAS CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS (Fls. 680/717)  Mês/Ano: 02/2006 Demonstrativo: Original Situação: Normal ND:  Ficha 08A – Cálculo da Contribuição para o PIS/Pasep         Regime Cumulativo  Discriminação  Receita  Base de  Cálculo  Contribuição  APURAÇÃO DA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP        01. Receita de Vendas de Bens e Serviços – Alíquota de 0,65%  2.127.346,30  2.127.346,30  13.827,75  04. TOTAL DA CONTRIB. PIS/PASEP APURADA – ALÍQUOTA  DE 0,65%  2.127.346,30  2.127.346,30  13.827,75    Ficha 15A – Resumo – Contribuição para o PIS/Pasep        Regime Cumulativo  01. Contribuição para o PIS/Pasep Apurada  13.827,75  07. TOTAL DA CONTRIB. PARA O PIS/PASEP APURADA NO MÊS  13.827,75  DEDUÇÕES    10.  (­) PIS/Pasep Retida na Fonte por Pessoas Jurídicas de Direito Privado  (Lei nº 10.833/2003,  art. 30)  13.827,75  19. CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP A PAGAR – FATURAMENTO  380,17    DACON – DEMONSTRATIVO DE APURAÇÃO DAS CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS (Fls. 680/717)  Mês/Ano: 03/2006 Demonstrativo: Original Situação: Normal ND:  Ficha 08A – Cálculo da Contribuição para o PIS/Pasep         Regime Cumulativo  Discriminação  Receita  Base de  Cálculo  Contribuição  APURAÇÃO DA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP        01. Receita de Vendas de Bens e Serviços – Alíquota de 0,65%  2.146.313,94  2.146.313,94  13.951,04  04.  TOTAL  DA  CONTRIB.  PIS/PASEP  APURADA  À  ALÍQUOTA DE 0,65%  2.146.313,94  2.146.313,94  13.951,04      Ficha 15A – Resumo – Contribuição para o PIS/Pasep        Regime Cumulativo  01. Contribuição para o PIS/Pasep Apurada  13.951,04  07. TOTAL DA CONTRIB. PARA O PIS/PASEP APURADA NO MÊS  13.951,04  DEDUÇÕES    10. (­) PIS/Pasep Retida na Fonte por Pessoas Jurídicas de Direito Privado (Lei nº 10.833/2003,  art. 30)  13.547,92  19. CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP A PAGAR – FATURAMENTO  403,12      DACON – DEMONSTRATIVO DE APURAÇÃO DAS CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS (Fls. 680/717)  Mês/Ano: 04/2006 Demonstrativo: Original Situação: Normal ND:  Ficha 08A – Cálculo da Contribuição para o PIS/Pasep         Regime Cumulativo  Discriminação  Receita  Base de Cálculo  Contribuição  APURAÇÃO DA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP        01. Receita de Vendas de Bens e Serviços – Alíquota de 0,65%  2.142.781,71  2.142.781,71  13.928,08  04.  TOTAL  DA  CONTRIB.  PIS/PASEP  APURADA  À  ALÍQUOTA DE 0,65%  2.142.781,71  2.142.781,71  13.928,08    Ficha 15A – Resumo – Contribuição para o PIS/Pasep        Regime Cumulativo  Fl. 5569DF CARF MF Impresso em 11/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/08/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/08/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 11/08/2014 por NALI DA COSTA RODRIGUES, As sinado digitalmente em 08/08/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 18088.000050/2009­86  Resolução nº  3202­000.186  S3­C2T2  Fl. 5.482          28 01. Contribuição para o PIS/Pasep Apurada  13.928,08  07. TOTAL DA CONTRIB. PARA O PIS/PASEP APURADA  NO MÊS  13.928,08  DEDUÇÕES    10.  (­)  PIS/Pasep  Retida  na  Fonte  por  Pessoas  Jurídicas  de  Direito Privado (Lei nº 10.833/2003, art. 30)  13.485,52  19.  CONTRIBUIÇÃO  PARA  O  PIS/PASEP  A  PAGAR  –  FATURAMENTO  442,56    DACON – DEMONSTRATIVO DE APURAÇÃO DAS CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS (Fls. 680/717)  Mês/Ano: 05/2006 Demonstrativo: Original Situação: Normal ND:  Ficha 08A – Cálculo da Contribuição para o PIS/Pasep         Regime Cumulativo  Discriminação  Receita  Base de  Cál cul o  Contribuição  APURAÇÃO  DA  CONTRIBUIÇÃO  PARA  O  PIS/PASEP        01. Receita de Vendas de Bens e Serviços – Alíquota de  0,65%  2.171.030,05  2.171.030,05  14.111,70  04.  TOTAL  DA  CONTRIB.  PIS/PASEP  APURADA  À  ALÍQUOTA DE 0,65%  2.171.030,05  2.171.030,05  14.111,70    Ficha 15A – Resumo – Contribuição para o PIS/Pasep        Regime Cumulativo  01. Contribuição para o PIS/Pasep Apurada  14.111,70  07. TOTAL DA CONTRIB. PARA O PIS/PASEP APURADA NO MÊS  14.111,70  DEDUÇÕES    10. (­) PIS/Pasep Retida na Fonte por Pessoas Jurídicas de Direito Privado (Lei nº 10.833/2003,  art. 30)  13.667,93  19. CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP A PAGAR – FATURAMENTO  443,77    DACON – DEMONSTRATIVO DE APURAÇÃO DAS CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS (Fls. 680/717)  Mês/Ano: 06/2006 Demonstrativo: Original Situação: Normal ND:  Ficha 08A – Cálculo da Contribuição para o PIS/Pasep         Regime Cumulativo  Discriminação  Receita Base de Cálculo  Contribuição  APURAÇÃO  DA  CONTRIBUIÇÃO  PARA  O  PIS/PASEP        01. Receita de Vendas de Bens e Serviços – Alíquota DE  0,65%  2.199.102,60  2.199.102,60  14.294,17  04.  TOTAL  DA  CONTRIB.  PIS/PASEP  APURADA  À  ALÍQUOTA DE 0,65%  2.199.102,60  2.199.102,60  14.294,17    Ficha 15A – Resumo – Contribuição para o PIS/Pasep        Regime Cumulativo  01. Contribuição para o PIS/Pasep Apurada  14.294,17  07. TOTAL DA CONTRIB. PARA O PIS/PASEP APURADA NO MÊS  14.294,17  DEDUÇÕES    10. (­) PIS/Pasep Retida na Fonte por Pessoas Jurídicas de Direito Privado (Lei nº 10.833/2003,  art. 30)  13.794,13  19. CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP A PAGAR – FATURAMENTO  500,04    DACON – DEMONSTRATIVO DE APURAÇÃO DAS CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS (Fls. 680/717)  Mês/Ano: 07/2006 Demonstrativo: Original Situação: Normal ND:  Ficha 08A – Cálculo da Contribuição para o PIS/Pasep         Regime Cumulativo  Discriminação  Receita Base de Cálculo  Contribuição  APURAÇÃO  DA  CONTRIBUIÇÃO  PARA  O  PIS/PASEP        01. Receita de Vendas de Bens e Serviços – Alíquota de  0,65%  2.199.102,60  2.199.102,60  16.156,01  04.  TOTAL  DA  CONTRIB.  PIS/PASEP  APURADA  À  ALÍQUOTA DE 0,65%  2.199.102,60  2.199.102,60  16.156,01    Ficha 15A – Resumo – Contribuição para o PIS/Pasep        Regime Cumulativo  01. Contribuição para o PIS/Pasep Apurada  16.156,01  07. TOTAL DA CONTRIB. PARA O PIS/PASEP APURADA NO MÊS  16.156,01  Fl. 5570DF CARF MF Impresso em 11/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/08/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/08/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 11/08/2014 por NALI DA COSTA RODRIGUES, As sinado digitalmente em 08/08/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 18088.000050/2009­86  Resolução nº  3202­000.186  S3­C2T2  Fl. 5.483          29 DEDUÇÕES    10. (­) PIS/Pasep Retida na Fonte por Pessoas Jurídicas de Direito Privado (Lei nº 10.833/2003,  art. 30)  15.830,26  19. CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP A PAGAR – FATURAMENTO  325,75      DACON – DEMONSTRATIVO DE APURAÇÃO DAS CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS (Fls. 680/717)  Mês/Ano: 08/2006 Demonstrativo: Original Situação: Normal ND:  Ficha 08A – Cálculo da Contribuição para o PIS/Pasep        Regime Cumulativo  Discriminação  Receita Base de Cálculo  Contribuição  APURAÇÃO  DA  CONTRIBUIÇÃO  PARA  O  PIS/PASEP        01. Receita de Vendas de Bens e Serviços – Alíquota  de 0,65%  2.401.150,11  2.401.150,11  15.607,48  04. TOTAL DA CONTRIB. PIS/PASEP APURADA  À ALÍQUOTA DE 0,65%  2.401.150,11  2.401.150,11  15.607,48    Ficha 15A – Resumo – Contribuição para o PIS/Pasep        Regime Cumulativo  01. Contribuição para o PIS/Pasep Apurada  15.607,48  07. TOTAL DA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP APURADO NO MÊS  15.607,48  DEDUÇÕES    10. (­) PIS/Pasep Retido na Fonte por Pessoas Jurídicas de Direito Privado (Lei nº 10.833/2003,  art. 30)  15.253,62  19. CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP A PAGAR – FATURAMENTO  353,86      DACON – DEMONSTRATIVO DE APURAÇÃO DAS CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS (Fls. 680/717)  Mês/Ano: 09/2006 Demonstrativo: Original Situação: Normal ND:   Ficha 08A – Cálculo da Contribuição para o PIS/Pasep        Regime Cumulativo  Discriminação  Receita  Base de  Cálculo  Contribuição  APURAÇÃO DA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP        01. Receita de Vendas de Bens e Serviços – Alíquota 0,65%  2.433.825,36  2.433.825,36  15.819,86  04.  TOTAL  DA  CONTRIB.  PIS/PASEP  APURADA  À  ALÍQUOTA 0,65%  2.433.825,36  2.433.825,36  15.819,86    Ficha 15A – Resumo – Contribuição para o PIS/Pasep        Regime Cumulativo  01. Contribuição para o PIS/Pasep Apurada  15.819,86  07. TOTAL DA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP APURADA NO MÊS  15.819,86  DEDUÇÕES    10.  (­) PIS/Pasep Retido na Fonte por Pessoas Jurídicas de Direito Privado  (Lei nº 10.833/2003,  art. 30)  15.468,08  19. CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP A PAGAR – FATURAMENTO  351,78      DACON – DEMONSTRATIVO DE APURAÇÃO DAS CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS (Fls. 680/717)  Mês/Ano: 10/2006 Demonstrativo: Original Situação: Normal ND:  Ficha 08A – Cálculo Da Contribuição para o PIS/Pasep        Regime Cumulativo  Discriminação  Receita Base de Cálculo  Contribuição  APURAÇÃO DA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP        01. Receita de Vendas de Bens e Serviços – Alíquota de 0,65%  2.609.228,60  2.609.228,60  16.959,99  04.  TOTAL  DA  CONTRIB.  PIS/PASEP  APURADA  À  ALÍQUOTA 0,65%  2.609.228,60  2.609.228,60  16.959,99    Ficha 15A – Resumo – Contribuição para o PIS/Pasep        Regime Cumulativo  01. Contribuição para o PIS/Pasep Apurada  16.959,99  07.  TOTAL  DA  CONTRIBUIÇÃO  PARA  O  PIS/PASEP  APURADA  NO MÊS  16.959,99  DEDUÇÕES    10.  (­)  PIS/Pasep  Retida  na  Fonte  por  Pessoas  Jurídicas  de  Direito  Privado (Lei nº 10.833/2003, art. 30)  16.499,53  19.  CONTRIBUIÇÃO  PARA  O  PIS/PASEP  A  PAGAR  –  FATURAMENTO  460,46  Fl. 5571DF CARF MF Impresso em 11/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/08/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/08/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 11/08/2014 por NALI DA COSTA RODRIGUES, As sinado digitalmente em 08/08/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 18088.000050/2009­86  Resolução nº  3202­000.186  S3­C2T2  Fl. 5.484          30     DACON – DEMONSTRATIVO DE APURAÇÃO DAS CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS (Fls. 680/717)  Mês/Ano: 11/2006 Demonstrativo: Original Situação: Normal ND:   Ficha 08A – Cálculo da Contribuição para o PIS/Pasep        Regime Cumulativo  Discriminação  Receita Base de Cálculo  Contribuição  APURAÇÃO  DA  CONTRIBUIÇÃO  PARA  O  PIS/PASEP        01.  Receita  de  Vendas  de  Bens  e  Serviços  –  Alíquota de 0,65%  2.473.700,39  2.473.700,39  16.079,05  04.  TOTAL  DA  CONTRIB.  PIS/PASEP  APURADA À ALÍQUOTA  0,65%      16.079,05    Ficha 15A – Resumo – Contribuição para o PIS/Pasep        Regime Cumulativo  01. Contribuição para o PIS/Pasep Apurada  16.079,05  07. TOTAL DA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP APURADA NO MÊS  16.079,05  DEDUÇÕES    10.  (­)  PIS/Pasep  Retida  na  Fonte  por  Pessoas  Jurídicas  de  Direito  Privado  (Lei  nº  10.833/2003, art. 30)  15.686,37  19. CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP A PAGAR – FATURAMENTO  392,68      DACON – DEMONSTRATIVO DE APURAÇÃO DAS CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS (Fls. 680/717)  Mês/Ano: 12/2006 Demonstrativo: Original Situação: Normal ND:   Ficha 08A – Cálculo da Contribuição para o PIS/Pasep        Regime Cumulativo  Discriminação  Receita Base de Cálculo  Contribuição  APURAÇÃO DA CONTRIBUIÇÃO PARA  O PIS/PASEP        01. Receita de Vendas de Bens e Serviços –  Alíquota de 0,65%  2.560.244,20  2.560.244,20  16.641,59  4.  TOTAL  DA  CONTRIB.  PIS/PASEP  APURADA  À  ALÍQUOTA DE 0,65%      16.641,59    Ficha 015A – Resumo – PIS/Pasep        Regime Cumulativo  01. Contribuição para o PIS/Pasep Apurada  16.641,59  07. TOTAL DA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP APURADA NO MÊS  16.641,59  DEDUÇÕES    10.  (­)  PIS/Pasep  Retida  na  Fonte  por  Pessoas  Jurídicas  de  Direito  Privado  (Lei  nº  10.833/2003, art. 30)  16.305,37  19. CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP A PAGAR – FATURAMENTO  336,22      DACON – DEMONSTRATIVO DE APURAÇÃO DAS CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS (Fls. 1.055/1.090)  Mês/Ano: 01/2007 Demonstrativo: Original Situação: Normal ND:   Ficha 08A – Cálculo da Contribuição para o PIS/Pasep        Regime Cumulativo  Discriminação  Receita Base de Cálculo  Contribuição  APURAÇÃO DA CONTRIBUIÇÃO PARA  O PIS/PASEP        01. Receita de Vendas de Bens e Serviços –  Alíquota DE 0,65%  2.512.077,72  2.512.077,72  16.328,51  04.  TOTAL  DA  CONTRIB.  PIS/PASEP  APURADA  À  ALÍQUOTA DE 0,65%      16.328,51    Ficha 15A – Resumo – Contribuição para o PIS/Pasep        Regime Cumulativo  01. Contribuição para o PIS/Pasep Apurada  16.328,51  07. TOTAL DA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP APURADA NO MÊS  16.328,51  DEDUÇÕES    10.  (­)  PIS/Pasep  Retida  na  Fonte  por  Pessoas  Jurídicas  de  Direito  Privado  (Lei  nº  10.833/2003, art. 30)  15.911,81  19. CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP A PAGAR – FATURAMENTO  416,70  Fl. 5572DF CARF MF Impresso em 11/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/08/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/08/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 11/08/2014 por NALI DA COSTA RODRIGUES, As sinado digitalmente em 08/08/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 18088.000050/2009­86  Resolução nº  3202­000.186  S3­C2T2  Fl. 5.485          31     DACON – DEMONSTRATIVO DE APURAÇÃO DAS CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS (Fls. 1.055/1.090)  Mês/Ano: 02/2007 Demonstrativo: Original Situação: Normal ND:   Ficha 08A – Cálculo da Contribuição para o PIS/Pasep        Regime Cumulativo  Discriminação  Receita Base de Cálculo  Contribuição  APURAÇÃO DA CONTRIBUIÇÃO PARA  O PIS/PASEP        01. Receita de Vendas de Bens e Serviços –  Alíquota DE 0,65%  2.352.205,74  2.352.205,74  15.289,34  04.  TOTAL  DA  CONTRIB.  PIS/PASEP  APURADA  À  ALÍQUOTA DE 0,65%      15.289,34    Ficha 15A – Resumo – Contribuição para o PIS/Pasep        Regime Cumulativo  01. Contribuição para o PIS/Pasep Apurada  15.289,34  07. TOTAL DA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP APURADA NO MÊS  15.289,34  DEDUÇÕES    10.  (­)  PIS/Pasep  Retida  na  Fonte  por  Pessoas  Jurídicas  de  Direito  Privado  (Lei  nº  10.833/2003, art. 30)  14.877,06  19. CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP A PAGAR – FATURAMENTO  412,28      DACON – DEMONSTRATIVO DE APURAÇÃO DAS CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS (Fls. 1.055/1.090)  Mês/Ano: 03/2007 Demonstrativo: Original Situação: Normal ND:   Ficha 08A – Cálculo da Contribuição para o PIS/Pasep        Regime Cumulativo  Discriminação  Receita  Base de Cálculo  Contribuição  APURAÇÃO  DA  CONTRIBUIÇÃO  PARA  O  PIS/PASEP        01.  Receita  de  Vendas  de  Bens  e  Serviços  –  Alíquota de 0,65%  2.495.671,25  2.495.671,25  16.221,86  04.  TOTAL  DA  CONTRIB.  PIS/PASEP  APURADA À ALÍQUOTA DE 0,65%      16.221,86    Ficha 15A – Resumo – Contribuição para o PIS/Pasep        Regime Cumulativo  01. Contribuição para o PIS/Pasep Apurada  16.221,86  07.  TOTAL  DA  CONTRIBUIÇÃO  PARA  O  PIS/PASEP  APURADA NO MÊS  16.221,86  DEDUÇÕES    10.  (­)  PIS/Pasep  Retida  na  Fonte  por  Pessoas  Jurídicas  de  Direito Privado (Lei nº 10.833/2003, art. 30)  15.859,88  19.  CONTRIBUIÇÃO  PARA  O  PIS/PASEP  A  PAGAR  –  FATURAMENTO  361,98      DACON – DEMONSTRATIVO DE APURAÇÃO DAS CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS (Fls. 1.055/1.090)  Mês/Ano: 04/2007 Demonstrativo: Original Situação: Normal ND:   Ficha 08A – Cálculo da Contribuição para o PIS/Pasep        Regime Cumulativo  Discriminação  Receita Base de Cálculo  Contribuição  APURAÇÃO  DA  CONTRIBUIÇÃO  PARA  O  PIS/PASEP         01. Receita de Vendas de Bens e Serviços – Alíquota de  0,65%  2.498.203,85  2.498.203,85  16.238,33  04.  TOTAL  DA  CONTRIB.  PIS/PASEP  APURADA  À  ALÍQUOTA DE 0,65%      16.238,33    Ficha 15A – Resumo – Contribuição para o PIS/Pasep        Regime Cumulativo  01. Contribuição para o PIS/Pasep Apurada  16.238,33  07. TOTAL DA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP APURADA NO MÊS  16.238,33  DEDUÇÕES    10. (­) PIS/Pasep Retida na Fonte por Pessoas Jurídicas de Direito Privado (Lei nº 10.833/2003,  art. 30)  15.692,22  19. CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP A PAGAR – FATURAMENTO  546,11  Fl. 5573DF CARF MF Impresso em 11/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/08/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/08/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 11/08/2014 por NALI DA COSTA RODRIGUES, As sinado digitalmente em 08/08/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 18088.000050/2009­86  Resolução nº  3202­000.186  S3­C2T2  Fl. 5.486          32     DACON – DEMONSTRATIVO DE APURAÇÃO DAS CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS (Fls. 1.055/1.090)  Mês/Ano: 05/2007 Demonstrativo: Original Situação: Normal ND:   Ficha 08A – Cálculo da Contribuição para o PIS/Pasep        Regime Cumulativo  Discriminação  Receita Base de Cálculo  Contribuição  APURAÇÃO  DA  CONTRIBUIÇÃO  PARA  O  PIS/PASEP        01. Receita de Vendas de Bens e Serviços – Alíquota  DE 0,65%  2.663.168,25  2.663.168,25  17.310,59  04. TOTAL DA CONTRIB. PIS/PASEP APURADA  À ALÍQUOTA DE 0,65%      17.310,59    Ficha 15A – Resumo – Contribuição para o PIS/Pasep        Regime Cumulativo  01. Contribuição para o PIS/Pasep Apurada  17.310,59  07. TOTAL DA CONTRBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP APURADA NO MÊS  17.310,59  DEDUÇÕES    10.  (­)  PIS/Pasep  Retida  na  Fonte  por  Pessoas  Jurídicas  de  Direito  Privado  (Lei  nº  10.833/2003, art. 30)  16.866,31  19. CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP A PAGAR – FATURAMENTO  444,28      DACON – DEMONSTRATIVO DE APURAÇÃO DAS CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS (Fls. 1.055/1.090)  Mês/Ano: 06/2007 Demonstrativo: Original Situação: Normal ND: 0000100200701608981  Ficha 08A – Cálculo da Contribuição para o PIS/Pasep        Regime Cumulativo  Discriminação  Receita Base de Cálculo  Contribuição  APURAÇÃO  DA  CONTRIBUIÇÃO  PARA  O  PIS/PASEP        01.  Receita  de  Vendas  de  Bens  e  Serviços  –  Alíquota de 0,65%  2.611.402,83  2.611.402,83  16.974,12  04.  TOTAL  DA  CONTRIB.  PIS/PASEP  APURADA À ALÍQUOTA  DE 0,65%      16.974,12    Ficha 15A – Resumo – Contribuição para o PIS/Pasep        Regime Cumulativo  01. Contribuição para o PIS/Pasep Apurada  16.974,12  07. TOTAL DA CONSTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP APURADA NO MÊS  16.974,12  DEDUÇÕES    10.  (­)  PIS/Pasep  Retida  na  Fonte  por  Pessoas  Jurídicas  de  Direito  Privado  (Lei  nº  10.833/2003, art. 30)  16.454,94  19. CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP A PAGAR – FATURAMENTO  519,18      DACON – DEMONSTRATIVO DE APURAÇÃO DAS CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS (Fls. 1.055/1.090)  Mês/Ano: 07/2007 Demonstrativo: Original Situação: Normal ND: 0000100200702696226  Ficha 18A – Cálculo da Contribuição para o PIS/Pasep        Regime Cumulativo  Discriminação  Receita Base de Cálculo  Contribuição  APURAÇÃO DA CONTRIBUIÇÃO PARA  O PIS/PASEP        01. Receita de Vendas de Bens e Serviços –  Alíquota DE 0,65%  2.661.641,47  2.661.641,47  17.300,67  04.  TOTAL  DA  CONTRIB.  PIS/PASEP  APURADA  À  ALÍQUOTA DE 0,65%      17.300,67    Ficha 25A – Resumo – Contribuição para o PIS/Pasep        Regime Cumulativo  01. Contribuição para o PIS/Pasep Apurada  17.300,67  07. TOTAL DA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP APURADA NO MÊS  17.300,67  DEDUÇÕES    10.  (­)  PIS/Pasep  Retida  na  Fonte  por  Pessoas  Jurídicas  de  Direito  Privado  (Lei  nº  10.833/2003, art. 30)  16.855,64  19. CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP A PAGAR – FATURAMENTO  445,03    Fl. 5574DF CARF MF Impresso em 11/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/08/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/08/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 11/08/2014 por NALI DA COSTA RODRIGUES, As sinado digitalmente em 08/08/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 18088.000050/2009­86  Resolução nº  3202­000.186  S3­C2T2  Fl. 5.487          33   DACON – DEMONSTRATIVO DE APURAÇÃO DAS CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS (Fls. 1.055/1.090)  Mês/Ano: 08/2007 Demonstrativo: Original Situação: Normal ND: 0000100200702696226  Ficha 08A – Cálculo da Contribuição para o PIS/Pasep        Regime Cumulativo  Discriminação  Receita  Base de Cálculo  Contribuição  APURAÇÃO  DA  CONTRIBUIÇÃO  PARA  O  PIS/PASEP        01.  Receita  de  Vendas  de  Bens  e  Serviços – Alíquota  de 0,65%  2.683.333,25  2.683.333,25  17.441,67  04.  TOTAL  DA  CONTRIB.  PIS/PASEP  APURADA  À  ALÍQUOTA  DE  0,65%      17.441,67    Ficha 15A – Resumo – Contribuição para o PIS/Pasep        Regime Cumulativo  01. Contribuição para o PIS/Pasep Apurada  17.441,67  07. TOTAL DA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP APURADA NO MÊS  17.441,67  DEDUÇÕES    10.  (­)  PIS/Pasep  Retida  na  Fonte  por  Pessoas  Jurídicas  de  Direito  Privado  (Lei  nº  10.833/2003, art. 30)  16.955,62  19. CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP A PAGAR – FATURAMENTO  486,05        DACON – DEMONSTRATIVO DE APURAÇÃO DAS CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS (Fls. 1.055/1.090)  Mês/Ano: 09/2007 Demonstrativo: Original Situação: Normal ND: 0000100200702696226  Ficha 08A – Cálculo da Contribuição para o PIS/Pasep        Regime Cumulativo  Discriminação  Receita  Base de Cálculo  Contribuição  APURAÇÃO  DA  CONTRIBUIÇÃO  PARA  O  PIS/PASEP        01.  Receita  de  Vendas  de  Bens  e  Serviços – Alíquota  de 0,65%  2.655.555,46  2.655.555,46  17.261,11  04.  TOTAL  DA  CONTRIB.  PIS/PASEP  APURADA  À  ALÍQUOTA  DE  0,65%      17.261,11    Ficha 15A – Resumo – Contribuição para o PIS/Pasep        Regime Cumulativo  01. Contribuição para o PIS/Pasep Apurada  17.261,11  07. TOTAL DA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP APURADA NO MÊS  17.261,11  DEDUÇÕES    10.  (­)  PIS/Pasep  Retida  na  Fonte  por  Pessoas  Jurídicas  de  Direito  Privado  (Lei  nº  10.833/2003, art. 30)  16.736,91  19. CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP A PAGAR – FATURAMENTO  524,20      DACON – DEMONSTRATIVO DE APURAÇÃO DAS CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS (Fls. 1.055/1.090)  Mês/Ano: 10/2007 Demonstrativo: Original Situação: Normal ND: 0000100200702696226  Ficha 08A – Cálculo da Contribuição para o PIS/Pasep        Regime Cumulativo  Discriminação  Receita  Base de Cálculo  Contribuição  APURAÇÃO  DA  CONTRIBUIÇÃO  PARA  O  PIS/PASEP        01.  Receita  de  Vendas  de  Bens  e  Serviços – Alíquota  de 0,65%  2.711.851,31  2.711.851,31  17.627,03  04.  TOTAL  DA  CONTRIB.  PIS/PASEP  APURADA  À      17.627,03  Fl. 5575DF CARF MF Impresso em 11/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/08/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/08/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 11/08/2014 por NALI DA COSTA RODRIGUES, As sinado digitalmente em 08/08/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 18088.000050/2009­86  Resolução nº  3202­000.186  S3­C2T2  Fl. 5.488          34 ALÍQUOTA  DE  0,65%    Ficha 15A – Resumo – Contribuição para o PIS/Pasep        Regime Cumulativo  01. Contribuição para o PIS/Pasep Apurada  17.627,03  07. TOTAL DA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP APURADA NO MÊS  17.627,03  DEDUÇÕES    10.  (­)  Pis/Pasep  Retida  na  Fonte  por  Pessoas  Jurídicas  de  Direito  Privado  (Lei  nº  10.833/2003, art. 30)  17.140,11  19. CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP A PAGAR – FATURAMENTO  486,92      DACON – DEMONSTRATIVO DE APURAÇÃO DAS CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS (Fls. 1.055/1.090)  Mês/Ano: 11/2007 Demonstrativo: Original Situação: Normal ND: 0000100200702696226  Ficha 08A – Cálculo da Contribuição para o PIS/Pasep        Regime Cumulativo  Discriminação  Receita Base de Cálculo  Contribuição  APURAÇÃO DA CONTRIBUIÇÃO PARA  O PIS/PASEP        01. Receita de Vendas de Bens e Serviços –  Alíquota de 0,65%  2.535.861,90  2.535.861,90  16.483,10  04.  TOTAL  DA  CONTRIB.  PIS/PASEP  APURADA  À  ALÍQUOTA DE 0,65%      16.483,10    Ficha 15A – Resumo – Contribuição para o PIS/Pasep        Regime Cumulativo  01. Contribuição para o PIS/Pasep Apurada  16.483,10  07. TOTAL DA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP APURADA NO MÊS  16.483,10  DEDUÇÕES    10.  (­)  PIS/Pasep  Retida  na  Fonte  por  Pessoas  Jurídicas  de  Direito  Privado  (Lei  nº  10.833/2003, art. 30)  16.003,71  19. CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP A PAGAR – FATURAMENTO  479,39      DACON – DEMONSTRATIVO DE APURAÇÃO DAS CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS (Fls. 1.055/1.090)  Mês/Ano: 12/2007 Demonstrativo: Original Situação: Normal ND: 0000100200702696226  Ficha 08A – Cálculo da Contribuição para o PIS/Pasep        Regime Cumulativo  Discriminação  Receita  Base de  Cálculo  Contribuição  APURAÇÃO  DA  CONTRIBUIÇÃO  PARA O PIS/PASEP        01.  Receita  de  Vendas  de  Bens  e  Serviços – Alíquota de 0,65%  3.035.373,74  3.035.373,74  19.729,93  04.  TOTAL  DA  CONTRIB.  PIS/PASEP  APURADA  À  ALÍQUOTA DE 0,65%      19.729,93    Ficha 15A – Resumo – Contribuição para o PIS/Pasep        Regime Cumulativo  01. Contribuição para o PIS/Pasep Apurada  19.729,93  07. TOTAL DA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP APURADA NO MÊS  19.729,93  DEDUÇÕES    10.  (­)  PIS/Pasep  Retida  na  Fonte  por  Pessoas  Jurídicas  de  Direito  Privado  (Lei  nº  10.833/2003, art. 30)  19.348,35  19. CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP A PAGAR – FATURAMENTO  381,58      DACON – DEMONSTRATIVO DE APURAÇÃO DAS CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS (Fls. 1.384/1.401)  Mês/Ano: 01/2008 Demonstrativo: Original Situação: Normal ND: 0000100200800017002  Ficha 08A – Cálculo da Contribuição para o PIS/Pasep        Regime Cumulativo  Discriminação  Receita Base de Cálculo  Contribuição  APURAÇÃO DA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP        01. Receita de Vendas de Bens e Serviços – Alíquota de 0,65%  2.743.642,71  2.743.642,71  17.833,68  04.  TOTAL  DA  CONTRIB.  PIS/PASEP  APURADA  À  ALÍQUOTA DE 0,65%      17.833,68  Fl. 5576DF CARF MF Impresso em 11/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/08/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/08/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 11/08/2014 por NALI DA COSTA RODRIGUES, As sinado digitalmente em 08/08/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 18088.000050/2009­86  Resolução nº  3202­000.186  S3­C2T2  Fl. 5.489          35   Ficha 15A – Resumo – Contribuição para o PIS/Pasep        Regime Cumulativo  01. Contribuição para o PIS/Pasep Apurada  17.833,68  07. TOTAL DA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP APURADA NO MÊS  17.833,68  DEDUÇÕES    10. (­) PIS/Pasep Retida na Fonte por Pessoas Jurídicas de Direito Privado (Lei nº 10.833/2003, art.  30)  17.316,30  19. CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP A PAGAR – FATURAMENTO  517,38      DACON – DEMONSTRATIVO DE APURAÇÃO DAS CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS (Fls. 1.384/1.401)  Mês/Ano: 02/2008 Demonstrativo: Original Situação: Normal ND: 0000100200800016997  Ficha 08A – Cálculo da Contribuição para o PIS/Pasep        Regime Cumulativo  Discriminação  Receita Base de Cálculo  Contribuição  APURAÇÃO DA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP        01. Receita de Vendas de Bens e Serviços – Alíquota de 0,65%  2.808.161,44  2.808.161,44  18.253,05  04.  TOTAL  DA  CONTRIB.  PIS/PASEP  APURADA  À  ALÍQUOTA DE 0,65%      18.253,05    Ficha 15A – Resumo – Contribuição para o PIS/Pasep        Regime Cumulativo  01. Contribuição para o PIS/Pasep Apurada  18.253,05  07. TOTAL DA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP APURADA NO MÊS  18.253,05  DEDUÇÕES    10. (­) PIS/Pasep Retida na Fonte por Pessoas Jurídicas de Direito Privado (Lei nº 10.833/2003, art.  30)  17.722,12  19. CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP A PAGAR – FATURAMENTO  530,93      DACON – DEMONSTRATIVO DE APURAÇÃO DAS CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS (Fls. 1.384/1.401)  Mês/Ano: 03/2008 Demonstrativo: Original Situação: Normal ND: 0000100200800017004  Ficha 08A – Cálculo da Contribuição para o PIS/Pasep        Regime Cumulativo  Discriminação  Receita Base de Cálculo  Contribuição  APURAÇÃO DA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP        01. Receita de Vendas de Bens e Serviços – Alíquota de 0,65%  2.798.968,81  2.798.968,81  18.193,30  04.  TOTAL  DA  CONTRIB.  PIS/PASEP  APURADA  À  ALÍQUOTA DE 0,65%      18.193,30    Ficha 15A – Resumo – Contribuição para o PIS/Pasep        Regime Cumulativo  01. Contribuição para o PIS/Pasep Apurada  18.193,30  07. TOTAL DA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP APURADA NO MÊS  18.193,30  DEDUÇÕES    10. (­) PIS/Pasep Retida na Fonte por Pessoas Jurídicas de Direito Privado (Lei nº 10.833/2003, art.  30)  17.765,80  19. CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP A PAGAR – FATURAMENTO  427,50      DACON – DEMONSTRATIVO DE APURAÇÃO DAS CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS (Fls. 1.384/1.401)  Mês/Ano: 04/2008 Demonstrativo: Original Situação: Normal ND: 0000100200800062895  Ficha 08A – Cálculo da Contribuição para o PIS/Pasep        Regime Cumulativo  Discriminação  Receita Base de Cálculo  Contribuição  APURAÇÃO DA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP        01. Receita de Vendas de Bens e Serviços – Alíquota de 0,65%  2.814.064,09  2.814.064,09  18.291,42  04.  TOTAL  DA  CONTRIB.  PIS/PASEP  APURADA  À  ALÍQUOTA DE 0,65%      18.291,42    Ficha 15A – Resumo – Contribuição para o PIS/Pasep        Regime Cumulativo  01. Contribuição para o PIS/Pasep Apurada  18.291,42  07. TOTAL DA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP APURADA NO MÊS  18.291,42  DEDUÇÕES    10. (­) PIS/Pasep Retida na Fonte por Pessoas Jurídicas de Direito Privado (Lei nº 10.833/2003, art.  30)  17.810,58  19. CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP A PAGAR – FATURAMENTO  480.84  Fl. 5577DF CARF MF Impresso em 11/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/08/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/08/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 11/08/2014 por NALI DA COSTA RODRIGUES, As sinado digitalmente em 08/08/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 18088.000050/2009­86  Resolução nº  3202­000.186  S3­C2T2  Fl. 5.490          36     DACON – DEMONSTRATIVO DE APURAÇÃO DAS CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS (Fls. 1.384/1.401)  Mês/Ano: 05/2008 Demonstrativo: Original Situação: Normal ND: 0000100200800090244  Ficha 08A – Cálculo da Contribuição para o PIS/Pasep        Regime Cumulativo  Discriminação  Receita Base de Cálculo  Contribuição  APURAÇÃO DA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP        01. Receita de Vendas de Bens e Serviços – Alíquota de 0,65%  2.609.922,99  2.609.922,99  16.964,50  04.  TOTAL  DA  CONTRIB.  PIS/PASEP  APURADA  À  ALÍQUOTA DE 0,65%      16.964,50    Ficha 15A – Resumo – Contribuição para o PIS/Pasep        Regime Cumulativo  01. Contribuição para o PIS/Pasep Apurada  16.964,50  07. TOTAL DA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP APURADA NO MÊS  16.964,50  DEDUÇÕES    10. (­) PIS/Pasep Retida na Fonte por Pessoas Jurídicas de Direito Privado (Lei nº 10.833/2003, art. 30)  16.964,50  19. CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP A PAGAR – FATURAMENTO  0,00      DACON – DEMONSTRATIVO DE APURAÇÃO DAS CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS (Fls. 1.384/1.401)  Mês/Ano: 06/2008 Demonstrativo: Original Situação: Normal ND: 0000100200800198557  Ficha 08A – Cálculo da Contribuição para o PIS/Pasep        Regime Cumulativo  Discriminação  Receita Base de Cálculo  Contribuição  APURAÇÃO DA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS PASEP        01. Receita de Vendas de Bens e Serviços – Alíquota de 0,65%  2.603.352,99  2.603.352,99  16.921,79  04.  TOTAL  DA  CONTRIB.  PIS/PASEP  APURADA  À  ALÍQUOTA DE 0,65%      16.921,79    Ficha 15A – Resumo – Contribuição para o PIS/Pasep        Regime Cumulativo  01. Contribuição para o PIS/Pasep Apurada  16.921,79  07. TOTAL DA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP APURADA NO MÊS  16.921,79  DEDUÇÕES    10. (­) PIS/Pasep Retida na Fonte por Pessoas Jurídicas de Direito Privado (Lei nº 10.833/2003, art. 30)  16.921,79  19. CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP A PAGAR – FATURAMENTO  0,00      Os DACON’s na “linha 10. (­) Contribuição para o PIS/Pasep  Retida na Fonte por Pessoas Jurídicas de Direito Privado (Lei nº 10.833/2003,  art. 30)” apontam exatamente as antecipações do PIS/Pasep, correspondentes  aos  valores  da  contribuição  retida  na  fonte  pelos  tomadores  dos  serviços  prestados pela Recorrente,  em cumprimento  ao  disposto  no  art.  30  da Lei  nº  10.833, de 2003.     Portanto,  os  valores  constantes  dos  DACON’s  –  “linha  19.  CONTRIBUIÇÃO  PARA  O  PIS/PASEP  A  PAGAR  –  FATURAMENTO”  representam  a  diferença  entre  a Cofins  apurada  no mês  e  o  valor  da Cofins  retida na fonte, cujo resultado positivo foi informado pela Recorrente em DCTF  –  Declaração  de  Créditos  e  Débitos  Tributários  Federais  (fls.  440/544,  718/813, 1.091/1.142, 1402/1471).     Segundo o Relatório de Descrição dos Fatos, anexo ao Auto de  Infração, a fiscalização deduziu do PIS/Pasep, lançado de ofício os valores já  confessados em DCTF:    Fl. 5578DF CARF MF Impresso em 11/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/08/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/08/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 11/08/2014 por NALI DA COSTA RODRIGUES, As sinado digitalmente em 08/08/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 18088.000050/2009­86  Resolução nº  3202­000.186  S3­C2T2  Fl. 5.491          37 Ao levarmos à tributação ao PIS – Programa de Integração Social o montante total do  efetivo faturamento do contribuinte, lançado nos livros de registro de notas fiscais de  serviços  prestados  e  em  demonstrativos  contábeis,  deduzimos,  portanto,  todos  e  quaisquer valores já declarados nas DCTF ...” (g.n)    Ou  seja,  sobre  o  “montante  total  do  efetivo  faturamento  do  contribuinte”  a  autoridade  fiscal  calculou  o  PIS/Pasep,  e  do  resultado  encontrado,  deduziu  os  valores  declarados  em DCTF,  lançando  a  diferença,  justamente,  daqueles  valores  do  PIS/Pasep  Retidos  na  Fonte  por  Pessoas  Jurídicas  de  Direito  Privado  (Lei  nº  10.833/2003,  art.  30)  e  informados  na  linha 10 do DACON.    Equívoco à parte, impende destacar que a fiscalização apurou  a  base  tributável  do PIS/Pasep  de  acordo  com  o  Livro  de Registro  de Notas  Fiscais de Serviços Prestados e os demonstrativos contábeis validando, assim,  todos  os  registros  contidos  no  referido  livro  fiscal  (fls.  306/336,  545/573,  814/949, 1146/1292 e 1472/1550), onde estão lançados os valores dos serviços  prestados,  individualizados  por  Nota  Fiscal,  data  de  emissão,  nome  dos  tomadores  dos  serviços,  possibilitando  a  que  Recorrente  apurasse  os  dados  apresentados nos DACON’s.     Tendo a fiscalização validado os DACON’s, a considerar suas  observações acerca dos mesmos no Relatório de Descrição dos Fatos de que a  Recorrente  “preencheu  a  DACON  –  Demonstrativo  de  Apuração  das  Contribuições Sociais as fls. 1375 a 1.392 em conformidade com suas efetivas  receitas  auferidas.”,  não  se  justificativa  deixar  de  efetuar  do  valor  devido  a  dedução do PIS/Pasep retido na fonte.     Uma  singela análise pela  fiscalização dos dados  contidos nos  DACON’s,  a  levaria  a  concluir  que  as  contribuições  lançadas  de  ofício  correspondem  exatamente  aos  valores  da  Cofins  descontados  na  fonte  e  destacados nas Notas Fiscais de Serviços Prestados, devidamente escrituradas  pela Recorrente, e que a própria fiscalização admitiu como integrantes do seu  faturamento,  anos­calendário  2004,  2005,  2006,  2007  e  2008,  conforme  demonstrado a seguir:        Fato  PIS/Pasep  Lançado de Ofício  PIS/Pasep Retido na Fonte  conf.   Livro Reg. NF Serv. Prestados   e informado em DACON  31/01/2005  8.681,35  8.681,35  28/02/2005  9.115,05  9.115,05  31/03/2005  9.666,82  9.666,82  30/04/2005  9.379,36  9.379,37  31/05/2005  10.991,63  10.991,64  30/06/2005  11.831,88  11.831,88  Fl. 5579DF CARF MF Impresso em 11/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/08/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/08/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 11/08/2014 por NALI DA COSTA RODRIGUES, As sinado digitalmente em 08/08/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 18088.000050/2009­86  Resolução nº  3202­000.186  S3­C2T2  Fl. 5.492          38 31/07/2005  11.909,78  11.909,78  31/08/2005  12.237,88  12.237,88  30/09/2005  12.132,87  12.132,88  31/10/2005  11.896,04  11.896,04  30/11/2005  12.515,80  12.515,81  31/12/2005  13.393,67  13.393,68  31/01/2006  12.107,61  12.107,62  28/02/2006  13.447,58  13.447,58  31/03/2006  13.547,92  13.547,92  30/04/2006  13.485,52  13.485,52  31/05/2006  13.667,92  13.667,93  30/06/2006  13.794,12  13.794,13  31/07/2006  15.830,25  15.830,26  31/08/2006  15.253,61  15.253,62  30/09/2006  15.468,08  15.468,08  31/10/2006  16.499,52  16.499,53  30/11/2006  15.686,37  15.686,37  31/12/2006  16.305,36  16.305,37  31/01/2007  15.911,80  15.911,81  28/02/2007  14.877,05  14.877,06  31/03/2007  15.859,88  15.859,88  30/04/2007  15.692,21  15.692,22  31/05/2007  16.866,31  16.866,31  30/06/2007  16.454,93  16.454,94  31/07/2007  16.855,63  16.855,64  31/08/2007  16.955,61  16.955,62  30/09/2007  16.736,91  16.736,91  31/10/2007  17.140,11  17.140,11  30/11/2007  16.003,71  16.003,71  31/12/2007  19.348,34  19.348,35  31/01/2008  17.316,29  ]17.316,30  29/02/2008  17.722,11  17.722,12  31/03/2008  17.765,79  17.765,80  30/04/2008  17.810,57  17.810,58  31/05/2008  17.745,90  17.745,96  30/06/2008  16.412,14  16.412,14      Tanto  é  assim,  que  em  procedimento  fiscal  de  diligência  (fls.  5.377/5.379), a fiscalização apurou:    Da análise  da  documentação  entregue  pelo  fiscalizado  (fls.  4.950  a  5.235),  apurei  que  o  valor  das  notas  fiscais  (fls.  1.790  a  4.807)  apresentadas  quando da  impugnação encontra­se incluído nos totais mensais de receitas apuradas segundo  as  planilhas  representativas  dos  demonstrativos  contábeis  dos  anos­calendário  2004, 2005, 2006, 2007 e 2008 as fls. 40, 49, 57, 64 e 69, respectivamente. Analisei,  ainda, o Relatório das Notas Fiscais Emitidas  (fls. 4.950 a 5.235) elaborado pelo  diligenciado, o qual verifiquei conter a composição dos totais mensais  informados  nos  “Balancetes  de  Verificação”  constantes  do  processo.  Apurei,  contudo,  que  a  diligenciada não fez acompanhar de sua impugnação a totalidade das notas fiscais  a que se refere o Relatório de Notas Fiscais Emitidas (fls. 4.950 a 5.235). Atesto,  também, que o valor das notas fiscais (fls. 1.790 a 4.807) apresentadas quando da  impugnação encontra­se incluído nos totais mensais de receitas apuradas segundo  as  planilhas  representativas  dos  demonstrativos  contábeis  dos  anos­calendário  2004, 2005, 2006, 2007 e 2008 as fls. 40, 49, 57, 64 e 69, respectivamente. Assim,  fica atendido o item “a” do despacho a fls. 4.938. (g.n)     Fl. 5580DF CARF MF Impresso em 11/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/08/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/08/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 11/08/2014 por NALI DA COSTA RODRIGUES, As sinado digitalmente em 08/08/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 18088.000050/2009­86  Resolução nº  3202­000.186  S3­C2T2  Fl. 5.493          39 O Relatório das Notas Fiscais, acima mencionado, foi apresentado  pela  Recorrente  para  atender  ao  Termo  de  Diligência  Fiscal/Solicitação  de  Documentos nº 003/201/2010. Nele estão discriminadas  todas as Notas Fiscais de  Serviços  Prestados,  com  a  respectiva  indicação  numérica,  data  de  emissão,  tomador dos serviços (cliente), valor bruto e valor líquido, e o valor das retenções  na fonte, relativas ao ISS, IR, PIS, Cofins, CSLL e INSS, prova cabal da composição  do  faturamento  mensal  da  Recorrente  e  base  de  cálculo  da  Cofins  nos  anos­ calendário 2004, 2005, 2006, 2007 e 2008.     Os dados consignados nos DACON retratam os valores informados  no  mencionado  Relatório  das  Notas  Fiscais.  Portanto,  se  a  autoridade  fiscal  responsável  constatou  que  o  valor  das  notas  fiscais  (fls.  1.790  a  4.807)  apresentadas  quando  da  impugnação  encontra­se  incluído  nos  totais  mensais  de  receitas  apuradas  segundo  as  planilhas  representativas  dos  demonstrativos  contábeis dos anos­calendário 2004, 2005, 2006, 2007 e 2008, são impertinentes as  conclusões da  fiscalização e da autoridade  julgadora de que a Recorrente omitiu  receitas da tributação da Cofins.    Os dados consignados no documentário fiscal e contábil permitem a  aferição das  receitas do período, bem como, o  total de PIS/Pasep  retido na  fonte  (destacado em Nota Fiscal de Serviço Prestado) e declarado em DACON, e o total  de  PIS/Pasep  confessado  em  DCTF.  A  seguir,  planilha  resumindo  os  fatos  geradores  da  contribuição  de  que  cuida  o  presente  processo,  pela  qual  se  demonstra não haver diferença de contribuição a lançar:      Receita  Prestação  Serviços  PIS/Pasep  0,65%  PIS/Pasep  Retido na  Fonte (*)  PIS/Pasep  Declarado em  DCTF  PIS/Pasep  Arrecadado    PIS/Pasep  Diferença  a Lançar   Ano­calendário  2004  A  B (0,65% x A)  C  D  E (C+D)  F (B­E)  Janeiro  ­  ­  ­  ­  ­  ­  Fevereiro  1.235.648,00  8.031,71  8.031,71  0,00  8.031,71  0,00  Março  1.440.152,80  9.360,99  9.334,69  26,30  9.360,99  0,00  Abril  1.215.964,12  7.903,77  7.877,46  26,31  7.903,77  0,00  Maio  1.332.274,82  8.659,79  8.232,90  426,89  8.659,79  0,00  Junho  1.303.247,35  8.471,11  8.444,22  26,89  8.471,11  0,00  Julho  1.371.692,29  8.916,00  8.881,00  35,00  8.916,00  0,00  Agosto  1.582.319,76  10.285,08  8.625,56  1.659,52  10.285,08  0,00  Setembro  1.458.801,56  9.482,21  9.331,91  150,30  9.482,21  0,00  Outubro  1.347.725,02  8.760,21  8.066,49  693,72  8.760,21  0,00  Novembro  1.231.826,23  8.006,87  7.348,04  658,83  8.006,87  0,00  Dezembro  1.835.908,50  11.933,41  10.932,01  1.001,40  11.933,41  0,00  TOTAL  15.355.560,45  99.811,15  87.074,28  7.367,27  99.811,15  0,00  (*) Conforme Relatório de Notas Fiscais de Serviços Prestados e Notas Fiscais do processo e provas emprestadas dos  Processos 18088.000051/2009­86 (AI Cofins) e 18088.000063/2009­55 (AI IRPJ/CSLL)      Receita  Prestação  Serviços  PIS/Pasep  0,65%  PIS/Pasep  Retido na  Fonte (*)  PIS/Pasep  Declarado em  DCTF/ Dacon  PIS/Pasep  Arrecadado    PIS/Pasep  Diferença  a Lançar   Ano­calendário  2005  A  B (0,65% x A)  C  D  E (C+D)  F (B­E)  Janeiro  1.425.629,45  9.266,59  8.681,35  585,24  9.266,59  0,00  Fevereiro  1.548.972,89  10.068,32  9.115,05  953,27  10.068,32  0,00  Março  1.548.517,30  10.065,36  9.666,82  398,54  10.065,36  0,00  Fl. 5581DF CARF MF Impresso em 11/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/08/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/08/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 11/08/2014 por NALI DA COSTA RODRIGUES, As sinado digitalmente em 08/08/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 18088.000050/2009­86  Resolução nº  3202­000.186  S3­C2T2  Fl. 5.494          40 Abril  1.513.650,33  9.838,73  9.379,37  459,36  9.838,73  0,00  Maio  1.750.972,00  11.381,32  10.991,64  389,68  11.381,32  0,00  Junho  1.871.032,49  12.161,71  11.831,88  329,83  12.161,71  0,00  Julho  1.890.633,01  12.289,11  11.909,78  379,33  12.289,11  0,00  Agosto  1.957.135,39  12.721,38  12.237,88  483,50  12.721,38  0,00  Setembro  1.930.366,12  12.547,38  12.132,88  414,50  12.547,38  0,00  Outubro  1.894.068,36  12.311,44  11.896,04  415,40  12.311,44  0,00  Novembro  1.993.187,28  12.955,72  12.515,81  439,91  12.955,72  0,00  Dezembro  2.124.971,77  13.812,32  13.393,68  418,64  13.812,32  0,00  TOTAL  21.449.136,39  139.419,38  133.752,18  5.667,20  139.419,38  0,00  (*) Conforme Relatório de Notas Fiscais de Serviços Prestados e Notas Fiscais do processo e provas emprestadas dos  Processos 18088.000051/2009­86 (AI Cofins) e 18088.000063/2009­55 (AI IRPJ/CSLL)      Receita  Prestação  Serviços  PIS/Pasep  0,65%  PIS/Pasep  Retido na  Fonte (*)  PIS/Pasep  Declarado em  DCTF/ Dacon  PIS/Pasep  Arrecadado    PIS/Pasep  Diferença  a Lançar   Ano­calendário  2006  A  B (0,65% x A)  C  D  E (C+D)  F (B­E)  Janeiro  1.931.690,58  12.555,99  12.107,62  448,37  12.555,99  0,00  Fevereiro  2.127.346,30  13.827,75  13.447,58  380,17  13.827,75  0,00  Março  2.146.313,94  13.951,04  13.547,92  403,12  13.951,04  0,00  Abril  2.142.781,71  13.928,08  13.485,52  442,56  13.928,08  0,00  Maio  2.171.030,05  14.111,70  13.667,93  443,77  14.111,70  0,00  Junho  2.199.102,60  14.294,17  13.794,13  500,04  14.294,17  0,00  Julho  2.485.539,83  16.156,01  15.830,26  325,75  16.156,01  0,00  Agosto  2.401.150,11  15.607,48  15.253,62  353,86  15.607,48  0,00  Setembro  2.433.825,36  15.819,86  15.468,08  351,78  15.819,86  0,00  Outubro  2.609.228,60  16.959,99  16.499,53  460,46  16.959,99  0,00  Novembro  2.473.700,39  16.079,05  15.686,37  392,68  16.079,05  0,00  Dezembro  2.560.244,20  16.641,59  16.305,37  336,22  16.641,59  0,00  TOTAL  27.681.953,67  179.932,71  175.093,93  4.838,78  179.932,71  0,00  (*) Conforme Relatório de Notas Fiscais de Serviços Prestados e Notas Fiscais do processo e provas emprestadas dos  Processos 18088.000051/2009­86 (AI Cofins) e 18088.000063/2009­55 (AI IRPJ/CSLL)      Receita  Prestação  Serviços  PIS/Pasep  0,65%  PIS/Pasep  Retido na  Fonte (*)  PIS/Pasep  Declarado em  DCTF/ Dacon  PIS/Pasep  Arrecadado  PIS/Pasep  Diferença   a Lançar  Ano­calendário  2007  A  B (0,65% x A)  C  D  E (C+D)  F (B­E)  Janeiro  2.512.077,72  16.328,51  15.911,81  416,70  16.328,51  0,00  Fevereiro  2.352.205,74  15.289,34  14.877,06  412,28  15.289,34  0,00  Março  2.495.671,25  16.221,86  15.859,88  361,98  16.221,86  0,00  Abril  2.498.203,85  16.238,33  15.692,22  546,11  16.238,33  0,00  Maio  2.663.168,25  17.310,59  16.866,31  444,28  17.310,59  0,00  Junho  2.611.402,83  16.974,12  16.454,94  519,18  16.974,12  0,00  Julho  2.661.641,47  17.300,67  16.855,64  445,03  17.300,67  0,00  Agosto  2.683.333,25  17.441,67  16.955,62  486,05  17.441,67  0,00  Setembro  2.655.555,46  17.261,11  16.736,91  524,20  17.261,11  0,00  Outubro  2.711.851,31  17.627,03  17.140,11  486,92  17.627,03  0,00  Novembro  2.535.861,90  16.483,10  16.003,71  479,39  16.483,10  0,00  Dezembro  3.035.373,74  19.729,93  19.348,35  381,58  19.729,93  0,00  TOTAL  31.416.346,7 7  204.206,26  198.702,56  5.503,70  204.206,26  0,00  (*) Conforme Relatório de Notas Fiscais de Serviços Prestados e Notas Fiscais do processo e provas emprestadas dos  Processos 18088.000051/2009­86 (AI Cofins) e 18088.000063/2009­55 (AI IRPJ/CSLL)      Receita  Prestação  Serviços  PIS/Pasep  0,65%  PIS/Pasep  Retido na  Fonte (*)  PIS/Pasep  Declarado em  DCTF/ Dacon  PIS/Pasep  Arrecadado  PIS/Pasep  Diferença   a Lançar  Ano­calendário  2008  A  B (0,65% x A)  C  D  E (C+D)  F (B­E)  Janeiro  2.743.642,70  17.833,68  17.316,30  517,38  17.833,68  0,00  Fl. 5582DF CARF MF Impresso em 11/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/08/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/08/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 11/08/2014 por NALI DA COSTA RODRIGUES, As sinado digitalmente em 08/08/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 18088.000050/2009­86  Resolução nº  3202­000.186  S3­C2T2  Fl. 5.495          41 Fevereiro  2.808.161,44  18.253,05  17.722,12  530,93  18.253,05  0,00  Março  2.798.968,81  18.193,30  17.765,80  427,50  18.193,30  0,00  Abril  2.814.064,08  18.291,42  17.810,58  480,84  18.291,42  0,00  Maio  2.799.124,93  18.194,31  17.745,96  448,41  18.194,37  0,00  Junho  2.603.352,99  16.921,79  16.412,14  509,65  16.921,79  0,00  TOTAL  16.567.314,95  107.687,55  104.772,90  2.914,71  107.687,61  0,00  (*)  Conforme  Relatório  de  Notas  Fiscais  de  Serviços  Prestados  e  Notas  Fiscais  do  processo  e  provas  emprestadas  dos  Processos  18088.000051/2009­86  (AI Cofins) e 18088.000063/2009­55 (AI IRPJ/CSLL)      6.  Do  Procedimento  Fiscal  determinado  pelo  MPF  nº  0812200/00465/08  (Prova Emprestada)    Decorrente do mesmo MPF 0812200/00465/08 emitido em face da Recorrente  foram também lavrados além do Auto de Infração de PIS objeto deste processo, os  Autos de Infração para exigência da Cofins (Processo nº 18088.000051/2009­21) e  do IRPJ e tributação reflexa da CSLL (Processo nº 18088.000063/2009­55).    Apesar  de  terem  origem  nos  mesmos  fatos  apurados  no  procedimento  de  fiscalização, para cada lançamento de ofício foi formalizado processo distinto com  número  de  registro  próprio,  tendo  sua  tramitação  e  julgamento  ocorrido  em  separado,  em  frontal  desrespeito  ao  comando  do  §  1º  do  art.  9º  do  Decreto  nº  70.325, de 1972, que dispõe:    Art. 9º ....  § 1º Os autos de infração e as infrações de lançamento de que trata o caput  deste artigo, formalizados em relação ao mesmo sujeito passivo, podem ser objeto  de um único processo, quando a  comprovação dos  ilícitos dependem dos mesmos  elementos de prova.     O contencioso administrativo foi instaurado em face de todos os lançamentos  de  ofício.  Contudo,  tendo  em  vista  o  grande  volume  de  Notas  Fiscais  comprobatórias  das  retenções  na  fonte  do  PIS/Pasep,  da  Cofins,  do  IRPJ  e  da  CSLL, e considerando a inviabilidade de anexar a totalidade de cópias autenticadas  de  todo  o  documentário  fiscal  em  cada  uma  das  três  Impugnações,  inclusive  por  medida  de  economia  processual,  a  Recorrente  acostou  dividiu  a  totalidade  das  notas  fiscais  nos  três  processos  (PIS,  Cofins  e  IRPJ;CSLL),  de modo  que  todo  o  universo de notas fiscais pudesse ser examinado pelo julgador.    Em  procedimento  fiscal  de  diligência,  determinado  pela  5ª  Turma  da  DRJ/RPO,  foram  examinadas  as  Notas  Fiscais  apresentadas  em  cada  uma  das  impugnações, tendo o Auditor Fiscal elaborado demonstrativo contendo: (i) número  da  folha  dos  processos,  (ii)  número  das Notas Fiscais,  (iii)  valor  total  das Notas  Fiscais, e as contribuições/impostos destacados nas Notas Fiscais. Nas Informações  Fiscais apresentadas nos respectivos processos, o AFRF fez a seguinte observação:    Já  para  atendimento  ao  item  “b”  do  despacho  a  fl.  ...  elaborei,  à  luz  das  informações  apresentadas  pelo  contribuinte,  relatório,  mês  a  mês  (fls.  ...),  destacando  em  uma  coluna  própria,  com  base  nas  notas  fiscais  apresentadas  na  Fl. 5583DF CARF MF Impresso em 11/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/08/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/08/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 11/08/2014 por NALI DA COSTA RODRIGUES, As sinado digitalmente em 08/08/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 18088.000050/2009­86  Resolução nº  3202­000.186  S3­C2T2  Fl. 5.496          42 impugnação (fls. ...) o PIS ... retido na fonte, concluindo que há Notas Fiscais (fls.  ...)  apresentadas  na  impugnação  cujos  valores  estão  incluídos  no  cômputo  das  receitas  apuradas nas  planilhas  representativas  dos demonstrativos  contábeis dos  anos­calendário  2004,  2005,  2006,  2007  e  2008  as  fls.  ...,  respectivamente,  base  para exigência das contribuições ... (g.n)    Apurei, ainda em atendimento ao item “b” do despacho a fl. ..., que as notas  fiscais as fls. ..., apresentadas pelo fiscalizado quando da sua impugnação ao auto  de  infração  de  que  trata  essa  informação  fiscal,  listadas  em  relatório  as  fls.  ...,  guardam  relação  com  o  auto  de  infração,  e  os  valores  das  notas  fiscais  estão  incluídos  no  cômputo  das  receitas  apuradas  nas  planilhas  representativas  dos  demonstrativos contábeis dos anos­calendário 2004, 2005, 2006, 2007 e 2008 as fls.  ..., respectivamente, base para arbitramento do ... (g.n)    O  texto  acima  consta  da  Informação  Fiscal  apresentada  pela  autoridade  fiscal nos processos  em comento,  significando que a  totalidade das Notas Fiscais  acostadas  aos  três  processos  está  incluída  no  cômputo  das  receitas  apuradas  na  ação  fiscal  e,  portanto,  são  prova  cabal  da  tributação  na  fonte  das  contribuições/impostos  objetos  das  exigências  fiscais.  Ademais,  conforme  Informação  Fiscal  retro,  ditas  Notas  Fiscais  foram  listadas  pela  Recorrente  em  Relatório e, com base nas informações ali contidas, a autoridade fiscal levantou os  valores que foram retidos na fonte.    A  seguir,  apresentamos  planilha  com  a  indicação  do  número  das  Notas  Fiscais de Serviços Prestados que foram anexadas às respectivas Impugnações, em  ordem  seqüencial  e  segregadas  por  processo  administrativo,  cujas  provas  devem  ser examinadas em conjunto tendo em vista a conexão processual:    1.1.1.1  Notas Fiscais emitidas no Ano­Calendário 2004  Processo nº 18088.000050/2009­86  Auto de Infração de PIS/Pasep  Processo nº 18088.000051/2009­21  Auto de Infração de Cofins  Processo nº 18088.000063/2009­55  Auto de Infração de IRPJ e CSLL  1.1.1.2  Notas Fiscais emitidas no Ano­calendário 2004  (Fls. 779­839)  Notas  Fiscais  nºs:  4002,  4052,  4102,  4132,  4136,  4183,  4233,  4266,  4272,  4322,  4371,  4388,  4390,  4440,  4490,  4540,  4556,  4608,  4664,  4698,  4702,  4754,  4804,  4854,  4866,  4918,  4966,  4968,  5019,  5036,  5039,  5089,  5139,  5181,  5183,  5233,  5283,  5333,  5339,  5380,  5389,  5439,  5460,  5461,  5510,  5560,  5561,  5610, 5635.  (Fls. 1634­1858)  Notas  Fiscais  nºs:  4052,  4132,  4183,  4266,  4322,  4388,  4440,  4540,  4608,  4698,  4754,  4854,  4918, 5019, 5039, 5139,5183, 5283,  5339,  5439,  5461,  5560,  5561,  5635.   (Fls. 829­884)  Notas  Fiscais  nºs:  3473,  3523,  3549,  4002,  4052,  4102,  4132,  4136,  4183,  4233,  4266,  4272,  4322,  4371,  4388,  4390,  4440,  4490,  4540,  4556,  4608,  4664,  4698,  4702,  4754,  4804,  4854,  4866,  4918,  4968,  5019,  5036,  5039,  5089,  5139,  5181,  5183,  5233,  5283,  5333,  5339,  5389,  5380,  5439,  5460,  5461,  5510,  5560, 5561, 5610, 5635,  1.1.1.3  Notas Fiscais emitidas no Ano­calendário 2005   (Fls. 1790­2394)  Notas  Fiscais  nºs:  5664,  5742  a  5748,  5751  a  5759,  5761  a  5768,  5770  a  5775,  5777 a  5781,  5783 a  5785,  5787  a  5792,  5794  a  5796,  (Fls. 1734­2323)  Notas  Fiscais  nºs:  5686  a  5727,  5737,  5867  a  5904,  5929  a  5940,  6042  a  6047,  6091 a  6146,  6208 a  6264,  6502  a  6510,  6518  a  6570,  (Fls. 1131­1775)  Notas  Fiscais  nºs:  5638  a  5652,  5656,  5658  a  5663,  5666  a  5685,  5800,  5901  a  5928,  5941,  5944  a  5974,  5996  a  6021,  6024  a  6031,  Fl. 5584DF CARF MF Impresso em 11/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/08/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/08/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 11/08/2014 por NALI DA COSTA RODRIGUES, As sinado digitalmente em 08/08/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 18088.000050/2009­86  Resolução nº  3202­000.186  S3­C2T2  Fl. 5.497          43 5798,  5801  a  5802,  5804  a  5816,  5818  a  5831  5833  a  5835,  5839  a  5865,  5975  a  5976,  5978  a  5984,  5988  a  5993,  5995,  6049  a  6055,  6057  a  6072,  6074,  6075,  6148,  6149,  6151,  6152,  6154  a  6162,  6164  a  6170,  6173,  6176  a  6178,  6181  a  6207,  6330 a  6338,  6341 a  6345,  6350  a  6415,  6447  a  6450,  6585  a  6594,  6597,  6598,  6600  a  6604,  6606  a  6617,  6619,  6620,  6622  a  6630,  6632 a  6637,  6640 a  6644,  6646  a  6656,  6790  a  6797,  6799,  6842  a  6847,  6850  a  6872,  6909,  6910,  6915,  6922  a  6925,  6934, 6935, 6940, 6943, 6946, 7075  a  7126,  7128  a  7131,  7133,  7134,  7136,  7137,  7148,  7149,  7150,  7151,  7154,  7165  a  7167,  7207  a  7235,  7283,  7285,  7286,  7298,  7299,  7304,  7312,  7325  a  7329,  7339,  7340,  7346,  7347,  7393  a  7398,  7400  a  7423,  7455  a  7457,  7463,  7466,  7468,  7470,  7472,  7478,  7479,  7483,  7497  a  7501,  7503  a  7505,  7517,  7518,  7560  a  7584,  7620,  7630  a  7635,  7644,  7650 a 7652, 7657, 7660.   6575  a  6584,  6731  a  6773,  6778,  6780  a  6789,  6810 a  6840,  6905 a  6945,  7138  a  7146,  7160  a  7164,  7171  a  7206,  72737281,  7291  a  7297,  7303  a  7324,  7336  a  7338,  7343  a  7345,  7350 a  7364,  7368 a  7392,  7448  a  7454,  7462  a  7477,  7482,  7485  a  7496,  7514  a  7559,  7619  a  7629,  7642 a  7649,  7658 a  7664.  6036  a  6041,  6048,  6076  a  6090,  6265  a  6311,  6416 a  6446,  6450 a  6464,  6467  a  6501,  6657  a  6660,  6663  a  6730,  6800 a  6808,  6873 a  6906,  6911,  6912,  6916,  6926  a  6929,  6937,  6941,  6944,  6947  a  704,  7155  a  7159,  7168  a  7170,  7175,  7236  a  7272,  7287  a  7301,  7313,  7330  a  7335,  7341  a  7342,  7348,  7349,  7424  a  7447,  7458,  7460, 7461, 7480, 7481, 7484, 7506  a 7513, 7519 a 7520, 7585 a 7597,  7600  a  7610,  7618,  7621,  7636  a  7641, 7645, 7653 a 7655, 7661.  Notas Fiscais emitidas no Ano­calendário 2006   (Fls. 2333­2341, 2395­3333)  Notas  Fiscais  nºs:  4  a  59,  64,  67,  69,  74,  77,  78,  82,  84,  86,  89,  93,  96,  99,  138  a  173,  176,  216,  219,  226  a  229,  243  a  245,  249,  251  a  310,  454,  455,  498,  509,  524,  553,  557,  559  a  599,  602  a  610,  613,  633, 634, 637, 639, 640, 642 a 647,  655 a 734, 884 a 966, 1179 a 1304,  1504  a  1598,  1740 a  1807,  1967 a  1970,  1984  a  1988,  2004  a  2013,  2029  a  2033,  2079  a  2114,  2143,  2148,  2149,  2157  a  2160,  2173,  2174,  2177,  2183  a  2186,  2193,  2194,  2200  a  2202,  2207,  2209  a  2301,  2456  a  2459,  2468,  2476  a  2480,  2491,  2492,  2500  a  2503,  2525  a  2528,  2530  a  2535,  2558,  2559,  2566  a  2569,  2579  a  2581,  2590  a  2593,  2607 a  2609,  2651 a  2671, 2704 a 2707, 2717 a 2719.  (Fls. 2324­3325)  Notas  Fiscais  nºs:  7867  a  7926,  7953 a 8000, 60 a 63,66,68,71 a 73,  76,  79,  81,  83,  85,  88,  91,  95,  97,  98, 101 a 137, 215, 218, 221 a 225,  238 a 242, 250, 279, 315, 324, 325,  333,  338,  339,  345,  351,  352,  363,  365, 366, 373  ,396 a 452, 453, 456  a  458  a  472,  480,  482,  488,  489,  490, 493, 494, 503, 513 a 522, 526,  528  a  530,  533,  538,  542  a  546,  558, 572, 582, 600, 601, 611, 614 a  616, 630 a 632, 635, 638, 641, 648  a 651, 653, 654, 813 a 883, 1074 a  1178,  1410  a  1503,  1676  a  1739,  1900  a  1966,  6710,  6711,  1975  a  1983,  1994  a  2003,  2024  a  2028,  2039  a  2078,  2142,  2144  a  2147,  2152  a  2156,  2169 a  2172,  2178 a  2182,  2191,  2192,  2197  a  2199,  2206,  2029  a  2033,  2079  a  2114,  2143,  2148,  2149,  2157  a  2160,  2173,  2174,  2177,  2183  a  2186,  2193,  2194,379  a  2455,  2464  a  2467,  2471  a  2475,  2488  a  2490,  2495  a  2499,  2512 a  2524,  2553 a  2557,  2562  a  2565,  2574  a  2578,  2585  a  2589,  2602 a  2606,  2613 a  2650,  2698  a  2703,  2712  a  2716,  2723, 2726.   (Fls. 1776­2714)  Notas Fiscais nºs: 7927 a 7952, 65,  70, 75, 80, 87, 90, 92, 94, 100, 174,  175,  177  a  198,  201  a  214,  217,  220, 230 a 233, 237, 246, 247, 311  a 337, 340 a 364, 367 a 395, 473 a  487, 491, 492, 495 a 512, 523, 525,  527, 531 a 541, 548 a 556, 612, 617  a 629, 735 a 798, 800 a 812, 967 a  1073,  1305  a  1341,  1345  a  1360,  1365  a  1368,  1373,  1375  a  1409,  159 a 1649 a 167499, 1971 a 1974,  1989  a  1993,  2014 a  2023,  2034 a  2038,  2115  a  2141,  2150,  2151,  2161  a  2168,  2175,  2188  a  2190,  2195,  2196,  2202  a  2205,  2208,  2302  a  2378,  2462,  2463,  2470,  2481  a  2487,  2493,  494,  2504  a  2511,  2540  a  2545,  2551,  2552,  2560,  2561,  2570  a  2573,  2582,  2584,  2594  a  2601,  2610  a  2612,  2672,  2674  a  2697,  2708  a  2711,  2720 a 2722, 2725.  Notas Fiscais emitidas no Ano­calendário 2007  Fl. 5585DF CARF MF Impresso em 11/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/08/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/08/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 11/08/2014 por NALI DA COSTA RODRIGUES, As sinado digitalmente em 08/08/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 18088.000050/2009­86  Resolução nº  3202­000.186  S3­C2T2  Fl. 5.498          44 (Fls. 3337­4526)  Notas  Fiscais  nºs:  2883  a  2888,  2919,  2920,  2937  a  2997,  3001  a  3028,  3197  a  3331,  3516  a  3613,  3795  a  3880,  4093 a  4104,  4126 a  4133,  4145  a  4147,  4153,  4154,  4166  a  4173,  4184 a  4186,  4260 a  4323,  4383  a  4391,  4404,  4405,  4417  a  4419,  4425  a  4429,  4436,  4445  a  4450,  4460 a  4462,  4470 a  4472,  4482  a  4485,  4495  a  4497,  4503,  4513  a  4519,  4532  a  4534,  4590  a  4620,  4651,  4652,  4655,  4670  a  4680,  4695,  4696,  4707  a  4713,  4724,  4727,  4730  a  4846,  5024  a  5151,  5307,  5308,  5317  a  5320,  5327,  5328,  5341  a  5345,  5359  a  5363,  5377 a  5382,  5399 a  5403,  5412,  5415,  5462  a  5486,  5528,  5535  a  5537,  5547  a  5552,  5562,  5564,  5568,  5569,  5578  a  5581,  5587,  5588,  5591  a  5595,  5910 a 6036.  (Fls. 3327­4588)  1.1.1.4  Notas Fiscais nº: 2793 a  2805, 2808 a 2882, 2889  a 2903, 3120 a 3196,  3421 a 3515, 3713 a  3794, 3989 a 4084 a  4092, 4105 a 4125, 4134  a 4144, 4149, 4150 a  4152, 4155 a 4165, 4174  a 4183, 4190 a 4224,  4323 a 4369, 4392 a  4399, 4406, 4407, 4413 a  4416, 4430 a 4434, 4437  a 4444, 4451 4459, 4463  a 4469, 4473 a 4481,  4486 a 4494, 4498 a  4502, 4504 a 4512, 4520  a 4531, 4535 a 4561,  4621 a 4648, 4653, 4654,  4681 a 4691, 4697, 4698,  4714 a 4720, 4725, 4729,  4947 a 5023, 5281 a  5306, 5309 a 5316, 5321  a 5325, 2326, 5329 a  5340, 5346 a 5376, 5363  a 5369, 5383 a 5398,  5404 a 5411,5413, 5414,  5416, 5417 a 5524, 5529,  5538 a 5540, 5553 a  5558, 5563, 5564, 5570.  5571, 5582 a 5585, 5590,  5798 a 5909, 6127 a  6216.    (Fls. 2716­3796)  Notas  Fiscais  nºs:  2729  a  2762,  2765  a  2773,  2777 a  2783,  2789 a  2792,  2806,  2807,  2904  a  2918,  2921  a  2936,  3031 a  3070,  3074 a  3118,  3332  a  3420,  3614  a  3710,  3881  a  3890,  3902 a  3988,  4225 a  4259,  4372  a  4382,  4400  a  4403,  4408  a  4411,  4420  a  4424,  4435,  4562  a  4589,  4650,  4656  a  4669,  4692  a  4694,  4699,  4700,  4703,  4706,  4721  a  4723,  4726,  4728,  4847  a  4937,  4941 a  4946,  5152 a  5280,  5457  a  5461,  5525  a  5527,  5530  a  5534,  5541  a  5546,  5559,  5560,  5566,  5572  a  5577,  5586,  5588,  5696  a  5775,  5794,  5795,  6037 a 6126, 6326 a 6339.  Notas Fiscais emitidas no Ano­calendário 2008  (Fls. 4527­4807)  Notas  Fiscais  nºs:  6431  a  6516,  6707  a  6790,  6968 a  7051,  7344 a  7368.  (Fls. 4589­5225)  Notas  Fiscais  nº:  6217  a  6325,  6517  a  6616,  6791 a  6865,  7117 a  7194,  7244  a  7258,  7274  a  7308,  7387  a  7429 a  7485,  7571  a  7578,  7580 a 7604, 7833 a 7916.   (Fls. 3798­4460)  Notas  Fiscais  nºs:  6341  a  6430,  6617  a  6706,  6866,  6868,  6872  a  6967,  7052  a  7054,  7058  a  7112,  7195  a  7243,  7260 a  7273,  7309 a  7320, 7324, 7325, 7327, 7328, 7331  a  7338,  7341,  7342,  7486  a  7570,  7608  a  7629,  7733 a  7801,  7804 a  7830.      Assim,  considerando  as  provas  acostadas  aos  presentes  autos  e  também  as  provas  (emprestadas)  que  se  encontram  nos  Processos  números  18088.000051/2009­21 (Auto de Infração da Cofins) e 18088.000063/2009­55 (Auto  de Infração do IRPJ e CSLL), resta comprovado que não foram omitidas receitas da  tributação do PIS/Pasep. Portanto, o lançamento de ofício em discussão decorre de  vício material da autoridade fiscal na determinação da matéria tributável, impondo  que  seja  julgado  improcedente  a  exigência  fiscal,  relativa  aos  fatos  geradores  ocorridos nos anos­calendário 2004, 2005, 2006, 2007 e 2008, nos termos do art.  142 do CTN c/c art. 30 da Lei nº 10.833 de 2003.”    Fl. 5586DF CARF MF Impresso em 11/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/08/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/08/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 11/08/2014 por NALI DA COSTA RODRIGUES, As sinado digitalmente em 08/08/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 18088.000050/2009­86  Resolução nº  3202­000.186  S3­C2T2  Fl. 5.499          45   Relativamente à multa qualificada,  traz a  recorrente que a  simples alegação  de que a empresa não respondeu a intimação e a  reintimação não dá respaldo para agravar a  multa. Em sua defesa, aduz que toda a documentação foi apresentada à fiscalização, razão pela  qual,  não  tendo  sido  comprovada  a  omissão  de  receita,  deve  ser  anulado  o  lançamento  impugnado, bem assim o agravamento da aplicação da multa exposta.    A respeito da base de cálculo da contribuição para o PIS, a recorrente pleiteia  a  exclusão  da  base  de  cálculo  da  contribuição  para  o  PIS  de  valores  correspondentes  ao  Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços ­ ICMS e do Imposto sobre Serviços —  ISS .    Sobre esses dispositivos legais, alega a autoridade fazendária que o pleito da  contribuinte não encontra amparo em quaisquer das hipóteses de exclusão da base, de cálculo  da contribuição para ­ o PIS relacionadas no art. 3º, § 2°, da Lei 9.718/98.       Quanto  à  aplicação  de  juros  de mora  sobre  multa,  traz  a  recorrente  que  a  autoridade  fazendária  não  poderia  reclamar  o  pagamento  de  juros  de  mora  sobre  a  multa  calculadas  por  taxas  de  juros  de  natureza  remuneratória,  sob  pena  de  ofensa  ao  conceito  jurídico e econômico de juros moratórios, e de ferir os preceitos contidos no § 1º do at. 61 do  CTN e no § 3º do art. 192 da CF/88.      Passada  a  descrição  das  questões  trazidas  pela  recorrente,  vê­se  que  para  o  deslinde  da  lide,  é  essencial,  no  caso  vertente,  a  comprovação  da  liquidez  e  certeza  dos  referidos  créditos,  o  que,  em  homenagem  ao  princípio  da  verdade  material  que  permeia  o  processo  administrativo  tributário,  voto  no  sentido  de  converter  o  julgamento  em diligência,  para que a unidade de origem:  · Providencie a juntada de todas as Notas Fiscais relativas a esses eventos  e  períodos  ora  aqui  discutidos  e  que,  por  sua  vez,  se  encontram  em  outros Processos Administrativos: Processos nºs 18088.000051/2009­21  (Auto de Infração da Cofins) e 18088.000063/2009­55 (Auto de Infração do  IRPJ e CSLL),  Fl. 5587DF CARF MF Impresso em 11/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/08/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/08/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 11/08/2014 por NALI DA COSTA RODRIGUES, As sinado digitalmente em 08/08/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 18088.000050/2009­86  Resolução nº  3202­000.186  S3­C2T2  Fl. 5.500          46 · Cientifique o contribuinte sobre o resultado da diligência, para, se assim  desejar,  apresentar no prazo  legal de 30  (trinta) dias, manifestação, nos  termos do art. 35, parágrafo único, do Decreto nº 7.574/11;  · Findo o prazo acima, devolva os autos ao CARF para julgamento.      Assinado digitalmente    Tatiana Midori Migiyama  Fl. 5588DF CARF MF Impresso em 11/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/08/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/08/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 11/08/2014 por NALI DA COSTA RODRIGUES, As sinado digitalmente em 08/08/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES

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5496964 #
Numero do processo: 19515.004859/2009-62
Turma: Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Primeira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Feb 12 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Wed Jun 18 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Ano-calendário: 2004, 2005, 2006, 2007 JUROS DE MORA SOBRE MULTA DE OFÍCIO. INAPLICABILIDADE. Os juros de mora só incidem sobre o valor do tributo, não alcançando o valor da multa de ofício aplicada.
Numero da decisão: 1202-001.096
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, pelo voto de qualidade, em relação ao mérito, em negar provimento ao recurso voluntário, vencidos os Conselheiros Marcelo Baeta Ippolito, Geraldo Valentim Neto e Orlando José Gonçalves Bueno, que votaram pela realização de diligência. Por maioria de votos, em excluir a exigência dos juros de mora sobre a multa de ofício, vencidos os Conselheiros Viviane Vidal Wagner (relatora) e Carlos Alberto Donassolo. Designado o Conselheiro Plínio Rodrigues Lima para redigir o voto vencedor. Ausente, momentaneamente, a Conselheira Nereida de Miranda Finamore Horta, que foi substituída pelo Conselheiro Marcelo Baeta Ippolito. (assinado digitalmente) Carlos Alberto Donassolo – Presidente em Exercício. (assinado digitalmente) Viviane Vidal Wagner – Relatora (assinado digitalmente) Plínio Rodrigues Lima – Redator designado Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carlos Alberto Donassolo, Viviane Vidal Wagner, Plínio Rodrigues Lima, Nereida de Miranda Finamore Horta, Geraldo Valentim Neto e Orlando José Gonçalves Bueno.
Nome do relator: VIVIANE VIDAL WAGNER

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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 32; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2180; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1­C2T2  Fl. 2          1 1  S1­C2T2  MINISTÉRIO DA FAZENDA  CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS  PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO    Processo nº  19515.004859/2009­62  Recurso nº               Voluntário  Acórdão nº  1202­001.096  –  2ª Câmara / 2ª Turma Ordinária   Sessão de  12 de fevereiro de 2014  Matéria  Compensação imposto pago no exterior.  Recorrente  ITAÚSA EXPORT S/A  Recorrida  FAZENDA NACIONAL    ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA ­ IRPJ  Ano­calendário: 2004, 2005, 2006, 2007  COMPENSAÇÃO  DO  IMPOSTO  DE  RENDA  INCIDENTE  NO  EXTERIOR. NÃO COMPROVAÇÃO. GLOSA.  É indevida a compensação do imposto de renda incidente no exterior sobre o  lucro  de  controladas,  etc.  ali  sediadas  quando o  contribuinte não  comprova  que apurou o  lucro disponibilizado no exterior e o  imposto a compensar na  forma prevista pela legislação tributária.  ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO ­ CSLL  Ano­calendário: 2005  COMPENSAÇÃO  DO  IMPOSTO  DE  RENDA  INCIDENTE  NO  EXTERIOR. NÃO COMPROVAÇÃO. GLOSA.  É indevida a compensação do imposto de renda incidente no exterior sobre o  lucro  de  controladas,  etc.  ali  sediadas  quando o  contribuinte não  comprova  que apurou o  lucro disponibilizado no exterior e o  imposto a compensar na  forma prevista pela legislação tributária.  ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO  Ano­calendário: 2004, 2005, 2006, 2007  JUROS DE MORA SOBRE MULTA DE OFÍCIO. INAPLICABILIDADE.   Os juros de mora só incidem sobre o valor do tributo, não alcançando o valor  da multa de ofício aplicada.      Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.  Acordam os membros do  colegiado, pelo voto de qualidade,  em  relação  ao  mérito, em negar provimento ao recurso voluntário, vencidos os Conselheiros Marcelo Baeta     AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 19 51 5. 00 48 59 /2 00 9- 62 Fl. 1452DF CARF MF Impresso em 18/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/05/2014 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 23/05/201 4 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 28/05/2014 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 16/06/2014 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO Processo nº 19515.004859/2009­62  Acórdão n.º 1202­001.096  S1­C2T2  Fl. 3          2 Ippolito, Geraldo Valentim Neto e Orlando José Gonçalves Bueno, que votaram pela realização  de diligência. Por maioria de votos, em excluir a exigência dos juros de mora sobre a multa de  ofício, vencidos os Conselheiros Viviane Vidal Wagner (relatora) e Carlos Alberto Donassolo.  Designado  o  Conselheiro  Plínio  Rodrigues  Lima  para  redigir  o  voto  vencedor.  Ausente,  momentaneamente, a Conselheira Nereida de Miranda Finamore Horta, que foi substituída pelo  Conselheiro Marcelo Baeta Ippolito.  (assinado digitalmente)  Carlos Alberto Donassolo – Presidente em Exercício.  (assinado digitalmente)  Viviane Vidal Wagner – Relatora  (assinado digitalmente)  Plínio Rodrigues Lima – Redator designado  Participaram  da  sessão  de  julgamento  os  conselheiros:  Carlos  Alberto  Donassolo,  Viviane  Vidal  Wagner,  Plínio  Rodrigues  Lima,  Nereida  de  Miranda  Finamore  Horta, Geraldo Valentim Neto e Orlando José Gonçalves Bueno.  Fl. 1453DF CARF MF Impresso em 18/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/05/2014 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 23/05/201 4 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 28/05/2014 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 16/06/2014 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO Processo nº 19515.004859/2009­62  Acórdão n.º 1202­001.096  S1­C2T2  Fl. 4          3   Relatório  Trata­se de recurso voluntário interposto pelo contribuinte em face de decisão  de  primeira  instância,  cujo  relatório,  por  bem  descrever  os  elementos  constantes  dos  autos,  reproduzo abaixo, com a vênia do colegiado:  O Termo de Verificação e Constatação Fiscal (TVCF), às fls. 309  a 311, suplementado pelos demais termos do processo, dão conta  de que:  1 ­ a fiscalização decorre da diligência iniciada em 18.07.2008 e  encerrada em 31.08.2009, solicitada pela PFN/SP, por meio do  ofício  401/2008/DIAJU/PFN/SP/MSOS,  de  09.06.2008,  cujo  objetivo  era  verificar  a  suficiência  dos  depósitos  feitos  pela  ltaúsa Export no Processo da Ação em Mandado de Segurança  MS  2003.61.00.004966­0,  em  tramitação  na  12ª  Vara Cível  da  Justiça Federal ­ Seção Judiciária do Estado de São Paulo;  2  ­ no Termo de  Início de Ação Fiscal constam demonstrativos  de  insuficiência  de  depósitos  judiciais  do  IRPJ  e  CSLL  que  deveriam ter sido feitos;  3  ­  naqueles  demonstrativos  há  erros,  ora  corrigidos,  pois  a  fiscalização  não  atentou  ao  fato  de  que  os  Lucros  Disponibilizados  no Exterior  foram  computados  no Lucro Real  dos anos­calendário de 2004, 2005, 2006 e 2007;  4 ­ em 01.09.2009, teve início a ação fiscal com a lavratura do  respectivo  termo, no qual  foram informados os documentos que  haviam deixado de ser apresentados durante a diligência;  5  ­  em  11.09.2009,  a  empresa  requer  prazo  para  atender  às  solicitações,  concedido  em  16.09.2009,  pelo  termo  de  prorrogação,  recebido  pelo  interessado  em  22.09.2009,  conforme AR nº RK 52 78 26 10 ­ 2 BR; o prazo foi novamente  prorrogado em 28.09.2009;  6  ­  em  06.10.2009,  “Considerando  haver  a  empresa  não  entendido completamente o  que  exige  a  intimação do  termo de  início de ação  fiscal  ...”, novo  termo exige o preenchimento de  demonstrativo  com dados  essenciais  à  análise  do  fisco  (Lucros  Disponibilizados  no  Exterior  por  filial,  sucursal,  coligada  ou  controlada  e  o  respectivo  imposto  de  renda  pago  e  outras  informações), não atendido; eis os dados exigidos (fls. 50 a 52):  a) Ano Calendário ­ ano em que foi disponibilizado o lucro;  b) Valor do Lucro Disponibilizado ­ em Reais;  c)  Data  da  Assembléia  ou  Reunião  dos  Sócios  que  deliberou  sobre a disponibilização do Lucro;  Fl. 1454DF CARF MF Impresso em 18/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/05/2014 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 23/05/201 4 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 28/05/2014 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 16/06/2014 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO Processo nº 19515.004859/2009­62  Acórdão n.º 1202­001.096  S1­C2T2  Fl. 5          4 d) Razão Social da empresa que o disponibilizou;  e) Pais de origem ­ domicílio da empresa no exterior;  f) N° de identificação fiscal ou registro no órgão controlador do  comércio no domicílio da empresa;  g) N° de identificação do documento de arrecadação;  h) Valor do Imposto pago ­ no país de domicílio da empresa e na  sua moeda;  i) Nome da moeda de pagamento;  j)Taxa de conversão para Reais;  k) Valor em Reais;  l)  Participação,  em  percentuais,  da  Itaúsa  Export  S/A.  no  Patrimônio Liquido da empresa no exterior.  7 ­ em 15.10.2009, termo de intimação exige as Demonstrações  Financeiras  levantadas  no  exterior  que  embasaram  as  Demonstrações  Financeiras  em  Reais,  no  Brasil,  bem  como  cópias das folhas do diário com tais registros;  8 ­ em 20.10.2009, a empresa envia documentos e solicita prazo  para atender à intimação de 15.10.2009;  9  ­  em  22.10.2009,  correspondência  da  empresa  encaminha  documentos  cujo  exame  permitiu  a  constatação  dos  erros  já  referidos;  10  ­  não  foi  apresentada  documentação  comprobatória  do  Imposto de Renda pago no exterior de forma individualizada por  filial, sucursal, controlada ou coligada no exterior;  11 ­ os Lucros Disponibilizados no Exterior são computados na  determinação do Lucro Real  e  da  base  de  cálculo  da CSLL de  forma  individualizada,  sendo  vedada  a  compensação  de  forma  consolidada do Imposto de Renda pago;  12  ­  em vista  das DIPJ’s desses  anos­calendário  e dos  valores  depositados,  lavra­se  este  TVCF  com  a  demonstração  dos  valores corretos de IRPJ e CSLL dos anos­calendário de 2004 a  2007 a lançar, conforme segue:    DEMONSTRATIVO DE INSUFICIÊNCIA DE DEPÓSITOS JUDICIAIS ­ IRPJ  Processo Judicial n° 2003 61 00 004966­0    Data do F. G.  Lucro no  Exterior  Apurado na  Declaração  Depositado   Insuficiência ­  Compensação  Indevida  31/12/2004  95.456.981,87   21.373.479,26   5.707.785,05   15.563.010,53   31/12/2005  24.419.834,42   3.461.337,13   0,00   3.461.337,13   31/12/2006  138.962.911,91   34.192.070,71   21.468.603,24   12.723.467,47   31/12/2007  93.247.248,74   21.722.584,25   17.042.122,81   4.650.004,83   Fl. 1455DF CARF MF Impresso em 18/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/05/2014 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 23/05/201 4 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 28/05/2014 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 16/06/2014 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO Processo nº 19515.004859/2009­62  Acórdão n.º 1202­001.096  S1­C2T2  Fl. 6          5   DEMONSTRATIVO DE INSUFICIÊNCIA DE DEPÓSITOS JUDICIAIS ­ CSLL  Processo Judicial n° 2003 61 00 004966­0    Data do F. G.  Lucro no  Exterior  Apurado na  Declaração  Depositado   Insuficiência ­  Compensação  Indevida  31/12/2004  95.456.981,87   7.666.126,41   7.666.126,41   0,00   31/12/2005  24.419.834,42   1.255.977,90   0,00   1.255.977,90   31/12/2006  138.962.911,91   12.318.270,06   12.318.270,06   0,00   31/12/2007  93.247.248,74   7.773.621,39   7.773.621,39   0,00     13  ­  houve  infração  ao  art.  395  do  RIR/99,  pois  a  empresa  compensou,  sem  apresentar  provas,  o  imposto  de  renda  que  alega  ter  incidido  sobre  o  Lucro  Disponibilizado  no  Exterior,  não  tendo  depositado  os  valores  devidos  na  ação  judicial  nº  2003.61.00.004966­0.  O  Relatório  Final  de  Diligência,  de  31/08/2009,  já  havia  apontado que:  “(...)  Nos  documentos  juntados  à  resposta  do  contribuinte  ...  de  03.08.2009,  cópias  de  documentos  de  recolhimento  de  tributos,  se nota que se referem a diversas empresas.  Todavia,  não  foi  informado  ...  a  razão  social  e  o  número  de  registro  (cadastros  similares  aos  que  existem  no  Brasil,  nos  Registros  de  Comércio)  da  empresa  ou  empresas  que  lhes  disponibilizaram o Lucro no Exterior, não informando também o  Estado sede destas empresas.  Não  foi apresentada a ata ou atas de assembléias ou reunião de  sócios das empresas que disponibilizaram o lucro no exterior.  Não  foi  informado montante do  lucro disponibilizado, por  cada  uma das empresas nem se houve submissão à tributação no país  de origem.  (...)  Não há certificação do documento pelo Estado de origem e nem  o comprovativo do pagamento por multibanco que comprovem a  validade  de  tais  documentos,  conforme  está  informado  no  próprio documento apresentado.  Há  documentos  na  língua  inglesa  sem  as  devidas  traduções  juramentadas.  A legislação brasileira, Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996,  no seu inciso II do § 2° do artigo 16, dispensa a obrigação a que  se refere o § 2° do artigo 26 da Lei 9.429, de 26 de dezembro de  1995,  quando  ficar  comprovado  que  a  legislação  do  país  de  origem  do  lucro,  rendimento  ou  ganho  de  capital  prevê  a  Fl. 1456DF CARF MF Impresso em 18/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/05/2014 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 23/05/201 4 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 28/05/2014 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 16/06/2014 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO Processo nº 19515.004859/2009­62  Acórdão n.º 1202­001.096  S1­C2T2  Fl. 7          6 incidência do Imposto de Renda que houver sido pago, por meio  do documento de arrecadação apresentado.  A  Lei  portuguesa  fornecida  pelo  contribuinte  para  cumprir  o  inciso II do § 2° do artigo 16 da Lei nº 9.430/96, Decreto­Lei nº  442­B, de 30 de novembro, com a redacção da revisão efectuada  pelo  Decreto­Lei  nº  198/2001,  de  3  de  julho,  e  da  última  actualização operada pela Lei 53­A/2006, de 29 de dezembro diz  nos seus artigos:  Decreto­Lei nº 442­B/88, de 30 de novembro  Artigo 1°  Pressupostos do Imposto  O imposto sobre rendimentos das pessoas colectivas (IRC) incide  sobre  os  rendimentos  obtidos,  mesmo  quando  provenientes  de  actos ilícitos, no período de tributação, pelos respectivos sujeitos  passivos, nos termos deste Código.  Decreto­Lei 198/2001, de 3 de julho ­ I Série A  Código do Imposto sobre Rendimentos das Pessoas Colectivas  Artigo 3  Base do Imposto  1 ­ O IRC incide sobre:  a)  O  lucro  das  sociedades  comerciais  ou  civis  sob  forma  comercial (...)  Não  foi  informada  e  nem  provada  ...  a  origem  do  Lucro  Disponibilizado  no  exterior,  isto  é,  não  esclarece  se  este  lucro  tem  origem  nas  atividades  comerciais  da  empresa  ou  empresas  que  lhes  disponibilizaram  o  lucro  e  se  tal  lucro  sofreu  a  incidência  do  Imposto  de  Renda  no  Estado  de  origem  deste  rendimento  ou  se  este  lucro  se  refere  aos  fatos  objeto  da  ação  judicial  em  tramitação  na  12ª  Vara  da  Justiça  Federal/SP  nº  2003.61.00.004966­0.  Portanto, não foram apresentadas provas  ... que possam suprir a  insuficiência  de  depósitos  judiciais  na  Ação  em  Mandado  de  Segurança  ...  quanto  ao  Imposto  de  Renda  ­  Pessoa  Jurídica  e  Contribuição  Social  sobre  o  Lucro  Liquido,  conforme  se  demonstra.  (...)”  Os autos de infração constam às fls. 312 a 328.  A  empresa  apresentou  impugnação,  em  14/12/2009  (fls.  333  a  339),  por  meio  de  sua  advogada  (fls.  339  a  348),  acostando  elementos (fls. 349 a 831) e alegando, em resumo, que:  Fl. 1457DF CARF MF Impresso em 18/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/05/2014 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 23/05/201 4 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 28/05/2014 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 16/06/2014 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO Processo nº 19515.004859/2009­62  Acórdão n.º 1202­001.096  S1­C2T2  Fl. 8          7 1  ­  a  fiscalização  não  reconheceu  as  compensações  efetuadas  sob  o  argumento  de  que  "não  foi  apresentada  documentação  comprobatória do Imposto de Renda pago no exterior de forma  individualizada  por  filial,  sucursal,  controlada  ou  coligada  no  exterior.";  em  outras  palavras:  o  fundamento  para  a  autuação  foi  a  não  comprovação  dos  valores  de  imposto  de  renda  recolhidos  no  exterior  que,  se  apresentados  de  forma  individualizada  pelas  empresas  situadas  no  exterior,  seriam  passíveis  de  compensação  com  o  imposto  de  renda  devido  no  Brasil,  na  forma  do  artigo  395  do  RIR/99;  assim,  traz  segregados por ano:  a) cálculo do lucro real para cada ano autuado, amparado pela  DIPJ e pelos depósitos judiciais;  b)  organograma  com  o  percentual  de  participações  nas  empresas  situadas  no  exterior,  demonstrativo  da  utilização  do  imposto pago no exterior e cópia dos comprovantes do imposto  recolhido no exterior;  c) documentos referentes ao ano de 2002, já que no ano de 2004  compensou  o  saldo  remanescente  de  imposto  recolhido  no  exterior em 2002;  2  ­ não cabe a cobrança de  juros  sobre multa de ofício, pois o  “caput”  do  art.  61  da  Lei  9.430/96,  ao  falar  em  débitos  "decorrentes  de  tributos,  e  contribuições  administrados  pela  Secretaria  da  Receita  Federal"  quis  se  referir  a  débitos  decorrentes  de  fatos  geradores  de  tributos,  e  não  a  débitos  de  penalidades decorrentes de não pagamento de tributos, visto que  sobre tais débitos incide a multa de mora; se o § 3° do art. 61  prevê que sobre os débitos dos  tributos  incidem juros de mora,  conclui­se que sobre a multa de mora prevista nesse artigo não  incidem  juros  de  mora;  e  se  sobre  a  multa  de  mora  não  são  aplicáveis juros moratórios, com igualdade de razões, não cabe  aplicar  tais  juros  sobre a multa de oficio; por outro  lado, se a  multa  de  oficio  estivesse  incluída  no  art.  61,  chegar­se­ia  ao  absurdo  de  esse  artigo  prever  a  incidência  de  multa  de  mora  sobre  multa  de  oficio;  além  disso,  CTN  utiliza  a  expressão  "crédito  tributário"  com  conotações  diversas:  ora  para  conceituá­lo  como  a  obrigação  tributária  e  a  penalidade  pecuniária (arts. 139 e 142 c/c os arts. 113, § l" e 121, do CTN),  ora lhe fazendo referência somente como obrigação tributária ­  é  o  caso,  por  ex.,  dos  arts.  161  e  164  do  CTN;  traz  jurisprudência  administrativa  favorável  à  sua  tese;  alternativamente, requer a aplicação dos juros moratórios à taxa  Selic, limitados a 1 %;  É o relatório.  A 4ª Turma da DRJ São Paulo I decidiu pela improcedência da impugnação,  conforme ementa abaixo transcrita:  ASSUNTO:  IMPOSTO  SOBRE  A RENDA  DE PESSOA  JURÍDICA  ­  IRPJ  Fl. 1458DF CARF MF Impresso em 18/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/05/2014 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 23/05/201 4 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 28/05/2014 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 16/06/2014 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO Processo nº 19515.004859/2009­62  Acórdão n.º 1202­001.096  S1­C2T2  Fl. 9          8 Ano­calendário: 2004, 2005, 2006, 2007  GLOSA.  COMPENSAÇÃO  DO  IMPOSTO  DE  RENDA  INCIDENTE NO EXTERIOR. NÃO COMPROVAÇÃO.  É  indevida  a  compensação  do  imposto  de  renda  incidente  no  exterior sobre o lucro de controladas, etc. ali sediadas quando  o  contribuinte  não  comprova  que  apurou  o  lucro  disponibilizado no exterior e o imposto a compensar na forma  prevista pela legislação tributária.  ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO ­  CSLL  Ano­calendário: 2005  GLOSA.  COMPENSAÇÃO  DO  IMPOSTO  DE  RENDA  INCIDENTE NO EXTERIOR. NÃO COMPROVAÇÃO.  É  indevida  a  compensação  do  imposto  de  renda  incidente  no  exterior sobre o lucro de controladas, etc. ali sediadas quando  o  contribuinte  não  comprova  que  apurou  o  lucro  disponibilizado no exterior e o imposto a compensar na forma  prevista pela legislação tributária.  ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL  Ano­calendário: 2004, 2005, 2006, 2007  JUROS SOBRE MULTA DE OFÍCIO.  A matéria não foi objeto de lançamento, motivo pelo qual não  cabe o seu exame.  Cientificado  dessa  decisão  em  04/05/2010  (conforme  AR,  fl.850v.,  combinado  com  o  extrato  “histórico  do  objeto”,  fl.854),  o  contribuinte,  inconformado,  apresentou,  em  04/06/2010,  recurso  voluntário  ao  CARF  (fls.855/870),  em  que  repisa  os  argumentos trazidos na impugnação, sustentando o quanto se segue:  ­  que  logrou  apresentar  a  documentação  exigida  pela  legislação  suficiente  para comprovação da  legitimidade à compensação do  imposto de renda pago no exterior por  sua controlada Itaú Europa;  ­  que  deve  ser  anulado  o  lançamento  em  face  da  ausência  de  motivação,  exigência  não  prevista  em  lei  e  sustenta  a  legitimidade  das  compensações  efetuadas  com  o  imposto pago no exterior;  ­  que  foram  apresentados  conjuntamente  com  a  peça  impugnatória  os  documentos devidamente segregados por ano autuado do lucro auferido pela controlada Itaúsa  Europa, na forma da legislação atinente, tendo sido acostados: (i) Memória de cálculo do lucro  real para cada um dos anos autuados; (ii) DIPJ; (iii) Guia de depósitos judiciais efetuados nos  autos do MS nº 2003.61.00004966­0; (iv) Organograma contendo o percentual de participações  que sua controlada Itaúsa Europa possui em outras empresas também situadas no exterior; (v)  Demonstrativo  da  utilização  do  imposto  pago  no  exterior;  e  (vi)  Cópias  de  todos  os  comprovantes do imposto recolhido no exterior;  ­ que a exigência de apresentação de forma individualizada as demonstrações  financeiras das controladas e coligadas no exterior das quais a controlada do Recorrente possui  Fl. 1459DF CARF MF Impresso em 18/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/05/2014 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 23/05/201 4 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 28/05/2014 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 16/06/2014 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO Processo nº 19515.004859/2009­62  Acórdão n.º 1202­001.096  S1­C2T2  Fl. 10          9 participação societária é manifestamente ilegal, posto que não possui sustentação na legislação  de regência, em especial porque o art. 25, § 2º, da Lei nº 9.249/95 expressamente determina a  obrigatoriedade  de  demonstração  da  apuração  dos  lucros  auferidos  no  exterior  única  e  tão  somente  da  filiais,  sucursais  e  controladas,  por  parte  dos  contribuintes  pessoas  jurídica  domiciliada no Brasil, mas jamais das controladas e coligas indiretas;  ­  que  “dos  documentos  já  acostados  aos  resta  mais  que  evidente  a  segregação do imposto pago no exterior, consoante se infere no organograma onde consta o  percentual de participação da controlada Itaúsa Europa em cada empresa no exterior, assim  como juntou todos os demonstrativos de cálculo do Lucro Real e da base de cálculo da CSLL  de cada ano­calendário da Itaúsa Export, destacando que foi adicionado o lucro do exterior  disponibilizado pela controlada Itaúsa Europa e oferecido à tributação”;  ­  que  tal  demonstração  foi  inarredavelmente  realizada,  só  que  de  forma  centralizada na controlada Itaúsa Europa, nos termos do art. 1º, §6º, combinado com os §§ 2º,  5° e 6º, todos da IN/SRF nº 213/02. Especificamente, para comprovação do requisito previsto  no §6º, do art. 1º, da IN/SRF nº 213/02, acosta aos autos cópia das folhas do livro Diário em  que foram transcritas as demonstrações financeiras da controlada Itaúsa Europa, devidamente  segregado por ano autuado;  ­ que, ao computar os  resultados auferidos por  intermédio de controlada ou  coligada indireta, no exterior, por intermédio da Itaúsa Europa, para efeito de determinação do  lucro real da beneficiária no Brasil, nada mais lógico que todos os tributos pagos no exterior (e  que estão computados no lucro real) sejam compensados, mesmo que tenham sido pagos por  controladas e coligadas indiretas;  ­  que,  se  a  própria  IN  nº  213/02,  normativo  da  Administração  Fiscal  que  requer  estrita  obediência  por  parte  de  suas  autoridades,  permite  a  compensação  do  imposto  pago no exterior pelas coligadas e controladas indiretas (§6º do art.14) e que o art. 1º, §§ 6º e 7º  da  mesma  norma  somente  tem  sentido  se  o  controlador  no  Brasil  puder  compensar  todo  o  imposto pago no exterior.  ­  que atendeu a  todos os  requisitos normativos  atinentes  à  compensação do  imposto de renda pago no exterior, em especial os requisitos previstos no § 1º, do art. 14, da IN  SRF 213/02, no §2º e caput, do art. 26, da Lei n° 9.249/95 e no inciso II, do §29, do art. 16, da  Lei nº 9.430/96.  ­ que não houve ofensa ao art. 26 da Lei nº 9.249/95, uma vez que o cálculo  do valor do imposto a ser compensado no Brasil rigorosamente obedeceu ao disposto no art.14  da IN nº 213/02, principalmente no que tange aos §§ 7º e 9º, nem ofensa ao inciso II do §2º do  art.16  da  Lei  nº  9.430/96,  pois  todos  os  impostos  pagos  no  exterior  foram  devidamente  comprovados, e isso não é questionado pela Fiscalização e tampouco pela decisão recorrida.  ­ que a fiscalização não trouxe fundamento legal que impeça a compensação  realizada ou que exija a apresentação  individualizada da apuração dos  lucros auferidos pelas  controladas  e  coligadas  indiretas,  resta  caracterizada  a  ofensa  ao  principio  da  motivação,  devendo acarretar a nulidade do auto de infração.  Pede  a  reforma  da  decisão,  considerando  atendeu  a  todos  os  requisitos  normativos para fruição da dedução do imposto de renda pago no exterior por sua controlada  Itaúsa  Europa,  em  especial  porque  o  próprio  ordenamento  prevê  a  possibilidade  de  Fl. 1460DF CARF MF Impresso em 18/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/05/2014 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 23/05/201 4 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 28/05/2014 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 16/06/2014 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO Processo nº 19515.004859/2009­62  Acórdão n.º 1202­001.096  S1­C2T2  Fl. 11          10 compensação do imposto pago no exterior pelas controladas e coligadas indiretas, nos termos  do art. 1º, § 6º, da IN nº 213/02.  Caso mantido o lançamento, pede o afastamento dos juros sobre a multa de  ofício,  sustentando que  a  legislação  que  rege  a matéria  (art.161  do CTN e  art.  61  da Lei  nº  9.430/96) somente autoriza a incidência de multa e juros sobre o valor atualizado do tributo ou  da contribuição, mas não autoriza o cálculo dos juros sobre o valor da multa, já que o art.43 da  Lei n° 9.430/96, vem evidenciar ainda mais que o art.61 da Lei n° 9.430/96 prevê a cobrança  de juros unicamente sobre o valor dos tributos e contribuições.  Em  contrarrazões  (fls.920/936),  a  PGFN  se manifesta  pela  manutenção  do  lançamento, pelas razões sintetizadas abaixo.  Defende o mérito do lançamento, discorrendo sobre o conceito de sociedade  controlada  no  direito  societário  e  fiscal,  a  tributação  de  lucros  auferidos  no  exterior  por  intermédio de controlada indireta e os requisitos legais para compensação, no Brasil, do tributo  pago no exterior.  Partindo  da  premissa  que  a  legislação  interna  de  tributação  universal  não  alcança  tão­somente  as  sociedades  controladas  diretamente  pela  investidora  brasileira,  conforme o conceito legal de "sociedade controlada" definido pelos arts. 116 e 243, §2° da Lei  das S/A, sustenta que o §2º do art. 25 da Lei nº 9.249/95 determina que os lucros auferidos por  controladas devem ser computados na apuração do lucro real, sem estabelecer distinção entre  controladas  diretas  e  indiretas. Conclui  que  não  há  qualquer  dispositivo  legal  que  exclua  os  resultados apurados por sociedade controlada indiretamente da tributação universal.  Afirma  que,  para  efetuar  a  compensação  do  imposto  de  renda  pago  no  exterior, pela análise dos dispositivos das Leis nºs 9.249/95; 9.430 e 9.532/97, a pessoa jurídica  no Brasil  tem  que  apresentar  as  demonstrações  financeiras  correspondentes  ao  lucro  que  foi  tributado no exterior, de forma individualizada, das controladas diretas e indiretas.   Alega que, no caso dos autos, os lucros foram originados nas controladas da  Itaúsa  Europa,  sendo  necessária  a  apresentação  das  demonstrações  financeiras  destas  controladas indiretas, para o fim de verificar a correspondência do tributo pago no exterior com  o lucro auferido, e que, com a consolidação dos créditos no balanço da controlada direta (Itaúsa  Europa), não é possível averiguar a origem do credito que a autuada pretende compensar: se de  lucro disponibilizado pela controlada direta, pela controlada indireta ou decorrente de lucro da  autuada.  Aponta que, diante da ausência de comprovação do Imposto de Renda pago  no  exterior  de  forma  individualizada  por  controlada,  direta  ou  indireta,  a  compensação  pleiteada nos autos é indevida.  Indicado para pauta na  sessão de  julgamento de 04/12/2012, o processo  foi  retirado  por  determinação  do  Presidente  da  Câmara,  atendendo  a  pedido  da  recorrente  para  “possibilitar a realização de sustentação oral e apresentação de memoriais”, conforme petição  nos autos (fls.939).  Após, foram juntados aos autos memoriais (fls.971 e ss), esclarecendo que os  resultados  das  empresas  do  exterior  em  a  que  recorrente possuía participação  indireta  foram  consolidados  no  balanço  da  Itaúsa  Europa  e,  consequentemente,  oferecidos  à  tributação  no  Fl. 1461DF CARF MF Impresso em 18/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/05/2014 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 23/05/201 4 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 28/05/2014 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 16/06/2014 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO Processo nº 19515.004859/2009­62  Acórdão n.º 1202­001.096  S1­C2T2  Fl. 12          11 Brasil, acompanhado de demonstrativo do cômputo do lucro dessas empresas na Itaúsa Europa  via  método  de  equivalência  patrimonial,  conforme  balanços  juntados.  Segundo  ela,  o  demonstrativo vai até a 5ª subsidiária indireta da Itaúsa Europa, qual seja, o Banco BPI, visto  que  não  houve  a  possibilidade  de  obter  as  informações  necessárias  para  expandir  o  demonstrativo, dado que a empresa não possuía o controle das empresas em que o Banco BPI  participava.  Foi  apresentado,  ainda:  (i)  organograma  indicando  as  participações  detidas  em  cada  controlada  no  exterior;  e  (ii)  tabela  relacionando  os  comprovantes  de  pagamento  do  exterior  por  controlada,  incluindo  as  controladas  indiretas  da  recorrente,  com  referência  ao  número da folha dos autos em que se encontra a quase totalidade dos documentos listados.  Cientificada  da  juntada  de  documentos  aos  autos,  a  PGFN  alegou,  em  resumo, (i) que a recorrente permanece sem comprovar que o imposto foi pago em referência a  cada  lucro  apurado  por  controlada  indireta,  apenas  colacionando  comprovantes  de  imposto  pago  no  exterior,  sem  vinculá­lo  ao  imposto  sobre  o  lucro  de  cada  controlada  de  que  participou;  (ii)  que  os  documentos  são  cópias  simples,  sem  o  devido  reconhecimento  pela  Embaixada ou Consulado Brasileiro no país em que recolhido.  Por essas razões, pede que os documentos não sejam considerados. Todavia,  caso assim não se entenda, que sejam  remetidos os autos  à autoridade  julgadora de primeira  instância para apreciação, a fim de que se observe o princípio do duplo grau de jurisdição, por  se tratar de documento novo.  É o relatório.  Fl. 1462DF CARF MF Impresso em 18/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/05/2014 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 23/05/201 4 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 28/05/2014 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 16/06/2014 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO Processo nº 19515.004859/2009­62  Acórdão n.º 1202­001.096  S1­C2T2  Fl. 13          12   Voto Vencido  Conselheira Viviane Vidal Wagner, Relatora  Presentes os pressupostos recursais, inclusive o temporal, o recurso deve ser  conhecido.  Cinge­se a lide à glosa da compensação com imposto de renda incidente no  exterior,  por  infração  ao  art.  395  do RIR/99,  em  razão  da  não  comprovação  do  imposto  de  renda  que  teria  incidido  sobre  o  Lucro  Disponibilizado  no  Exterior,  caracterizando  insuficiência  de  depósitos  judiciais  feitos  nos  autos  de  ação  judicial  em  que  se  discute  a  legalidade do art. 7° da IN SRF 213/2002 na tributação dos lucros auferidos no exterior (MS nº  2003.61.00.004966­0).  Em resumo, a autoridade fiscal considerou que a recorrente, após intimada a  apresentar comprovantes do  Imposto de Renda pago no exterior que atestassem a suficiência  dos depósitos  judiciais na  referida  ação, embora  tenha apresentado cópias de documentos de  recolhimentos  de  tributos  efetuados  por  empresas  no  exterior,  não  comprovou  a  origem  do  lucro disponibilizado no exterior através de documentação sobre o Imposto de Renda pago no  exterior de forma individualizada por filial, sucursal, controlada ou coligada no exterior.  Segundo a autoridade fiscal, os documentos apresentados não esclarecem se  esse  lucro  tem  origem  nas  atividades  comerciais  da  empresa  ou  empresas  que  lhes  disponibilizaram o lucro e se tal lucro sofreu a incidência do Imposto de Renda no Estado de  origem do rendimento ou se o mesmo se refere aos fatos objeto da ação judicial (fl.24). Este é o  mote da autuação.  O  sistema  jurídico  brasileiro  determina  que  a  controladora  brasileira  deve  avaliar  pelo  método  da  equivalência  patrimonial  (MEP)  todos  os  investimentos  detidos  nas  controladas diretas ou indiretas, considerando o disposto na legislação societária, que equipara  o  controle  direto  ao  indireto,  consoante  o  conceito  legal  de  "sociedade  controlada"  definido  pelos arts. 116 e 243, § 2°, da Lei nº 6.404/76.    Cabe destacar que esse conceito foi acompanhado pelo legislador tributário,  como se extrai do teor do art. 384 do Regulamento do Imposto de Renda (RIR/99):  Art. 384.  Serão  avaliados  pelo  valor  de  patrimônio  líquido  os  investimentos  relevantes  da  pessoa  jurídica  (Lei  nº  6.404,  de  1976, art. 248, e Decreto­Lei nº 1.598, de 1977, art. 67, inciso  XI):  I ­ em sociedades controladas; e  II ­ em  sociedades  coligadas  sobre  cuja  administração  tenha  influência, ou de que participe com vinte por cento ou mais do  capital social.  § 1º  São  coligadas  as  sociedades  quando  uma  participa,  com  dez por cento ou mais, do capital da outra, sem controlá­la (Lei  nº 6.404, de 1976, art. 243, § 1º).  Fl. 1463DF CARF MF Impresso em 18/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/05/2014 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 23/05/201 4 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 28/05/2014 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 16/06/2014 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO Processo nº 19515.004859/2009­62  Acórdão n.º 1202­001.096  S1­C2T2  Fl. 14          13 § 2º  Considera­se  controlada  a  sociedade  na  qual  a  controladora, diretamente ou através de outras controladas, é  titular  de  direitos  de  sócio  que  lhe  assegurem,  de  modo  permanente, preponderância nas deliberações sociais e o poder  de eleger a maioria dos administradores (Lei nº 6.404, de 1976,  art. 243, § 2º).  § 3º  Considera­se  relevante  o  investimento  (Lei  nº  6.404,  de  1976, art. 247, parágrafo único):  I ­ em  cada  sociedade  coligada  ou  controlada,  se  o  valor  contábil  é  igual  ou  superior  a  dez  por  cento  do  valor  do  patrimônio líquido da pessoa jurídica investidora;  II ­ no  conjunto  das  sociedades  coligadas  e  controladas,  se  o  valor contábil é igual ou superior a quinze por cento do valor  do  patrimônio  líquido  da  pessoa  jurídica  investidora.  (destacou­se)  No mesmo sentido dispôs ao tratar da “Distribuição a Sócio ou Acionista  Controlador por Intermédio de Terceiros”, como se vê do art. 466 do RIR/99:  Art. 466. Se a pessoa ligada for sócio ou acionista controlador  da  pessoa  jurídica,  presumir­se­á  distribuição  disfarçada  de  lucros ainda que os negócios de que tratam os incisos I a VI do  art. 464 sejam realizados com a pessoa  ligada por  intermédio  de outrem, ou com sociedade na qual a pessoa  ligada  tenha,  direta  ou  indiretamente,  interesse  (Decreto­Lei  nº  1.598,  de  1977, art.  61,  e Decreto­Lei nº 2.065, de 1983, art. 20,  inciso  VI).  Parágrafo único.  Para  os  efeitos  deste  artigo,  sócio  ou  acionista  controlador  é  a  pessoa  física  ou  jurídica  que,  diretamente  ou  através  de  sociedade  ou  sociedades  sob  seu  controle,  seja titular de direitos de  sócio ou acionista que  lhe  assegurem,  de  modo  permanente,  a  maioria  de  votos  nas  deliberações da sociedade (Decreto­Lei nº 1.598, de 1977, art.  61, parágrafo único, e Decreto­Lei nº 2.065, de 1983, art. 20,  inciso VI). (destacou­se)  Assim deve ser interpretada a legislação interna de tributação universal e, em  especial, os dispositivos abaixo transcritos:   Art. 25. Os lucros, rendimentos e ganhos de capital auferidos  no  exterior  serão  computados  na  determinação  do  lucro  real  das pessoas jurídicas correspondente ao balanço levantado em  31 de dezembro de cada ano. (Vide Medida Provisória nº 2158­ 35, de 2001)   § 1º Os rendimentos e ganhos de capital auferidos no exterior  serão  computados  na  apuração  do  lucro  líquido  das  pessoas  jurídicas com observância do seguinte:   I  ­  os  rendimentos  e  ganhos  de  capital  serão  convertidos  em  Reais de acordo com a taxa de câmbio, para venda, na data em  que forem contabilizados no Brasil;  Fl. 1464DF CARF MF Impresso em 18/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/05/2014 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 23/05/201 4 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 28/05/2014 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 16/06/2014 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO Processo nº 19515.004859/2009­62  Acórdão n.º 1202­001.096  S1­C2T2  Fl. 15          14  II ­ caso a moeda em que for auferido o rendimento ou ganho  de capital não  tiver cotação no Brasil, será ela convertida em  dólares norte­americanos e, em seguida, em Reais;   § 2º Os lucros auferidos por filiais, sucursais ou controladas,  no exterior, de pessoas  jurídicas domiciliadas no Brasil  serão  computados  na  apuração  do  lucro  real  com  observância  do  seguinte:   I  ­  as  filiais,  sucursais  e  controladas  deverão  demonstrar  a  apuração  dos  lucros  que  auferirem  em  cada  um  de  seus  exercícios fiscais, segundo as normas da legislação brasileira;   II  ­ os  lucros a que se refere o  inciso  I serão adicionados ao  lucro  líquido da matriz ou controladora, na proporção de sua  participação acionária, para apuração do lucro real;   III  ­  se  a  pessoa  jurídica  se  extinguir  no  curso  do  exercício,  deverá adicionar ao  seu  lucro  líquido os  lucros auferidos por  filiais,  sucursais  ou  controladas,  até  a  data  do  balanço  de  encerramento;   IV  ­  as  demonstrações  financeiras  das  filiais,  sucursais  e  controladas  que  embasarem  as  demonstrações  em  Reais  deverão ser mantidas no Brasil pelo prazo previsto no art. 173  da Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966.   § 3º Os lucros auferidos no exterior por coligadas de pessoas  jurídicas  domiciliadas  no  Brasil  serão  computados  na  apuração do lucro real com observância do seguinte:   I  ­  os  lucros  realizados  pela  coligada  serão  adicionados  ao  lucro líquido, na proporção da participação da pessoa jurídica  no capital da coligada;   II  ­ os  lucros a serem computados na apuração do lucro real  são  os  apurados  no  balanço  ou  balanços  levantados  pela  coligada no curso do período­base da pessoa jurídica;   III  ­  se  a  pessoa  jurídica  se  extinguir  no  curso  do  exercício,  deverá adicionar ao seu lucro líquido, para apuração do lucro  real,  sua  participação  nos  lucros  da  coligada  apurados  por  esta  em  balanços  levantados  até  a  data  do  balanço  de  encerramento da pessoa jurídica;   IV  ­  a  pessoa  jurídica  deverá  conservar  em  seu  poder  cópia  das demonstrações financeiras da coligada.   § 4º Os lucros a que se referem os §§ 2º e 3º serão convertidos  em  Reais  pela  taxa  de  câmbio,  para  venda,  do  dia  das  demonstrações  financeiras  em  que  tenham  sido  apurados  os  lucros da filial, sucursal, controlada ou coligada.   § 5º Os prejuízos e perdas decorrentes das operações referidas  neste  artigo  não  serão  compensados  com  lucros  auferidos  no  Brasil.   § 6º Os resultados da avaliação dos investimentos no exterior,  pelo método da equivalência  patrimonial,  continuarão a  ter  o  tratamento  previsto  na  legislação  vigente,  sem  prejuízo  do  disposto nos §§ 1º, 2º e 3º.  Fl. 1465DF CARF MF Impresso em 18/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/05/2014 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 23/05/201 4 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 28/05/2014 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 16/06/2014 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO Processo nº 19515.004859/2009­62  Acórdão n.º 1202­001.096  S1­C2T2  Fl. 16          15   Como  se  vê,  a  legislação  que  institui  o  regime  da  universalidade  não  o  restringe às controladas diretas, ao determinar que os lucros auferidos por controladas devem  ser computados na apuração do lucro real (§2° do art. 25 da Lei n° 9.249/95).    Nesse sentido, pode ser referido o julgado abaixo, cujo trecho se transcreve:    “[...]  verifica­se  que,  para  efeito  de  tributação  dos  lucros  auferidos no exterior, deve­se levar em consideração, de forma  individualizada,  os  lucros  auferidos  por  cada  controlada  no  exterior,  seja  ela  controlada  direta  ou  indiretamente  pela  empresa  brasileira,  adicionando­os  ao  lucro  da  empresa  brasileira para efeito de tributação do imposto de renda." (fls.  47­48 do Acórdão n° 101­97.070)    A lei permite a compensação do imposto de renda incidente sobre os lucros  no exterior, computados no lucro real, nos termos do art. 26 da Lei nº 9.249/95 c/c art. 1º, §4°  da Lei nº 9.532/97, abaixo transcritos:   Art.  26.  A  pessoa  jurídica  poderá  compensar  o  imposto  de  renda  incidente,  no  exterior,  sobre  os  lucros,  rendimentos  e  ganhos  de  capital  computados  no  lucro  real,  até  o  limite  do  imposto  de  renda  incidente,  no  Brasil,  sobre  os  referidos  lucros, rendimentos ou ganhos de capital.   § 1º Para efeito de determinação do limite  fixado no caput, o  imposto  incidente,  no  Brasil,  correspondente  aos  lucros,  rendimentos  ou  ganhos  de  capital  auferidos  no  exterior,  será  proporcional  ao  total  do  imposto  e  adicional  devidos  pela  pessoa jurídica no Brasil.   §  2º  Para  fins  de  compensação,  o  documento  relativo  ao  imposto de renda incidente no exterior deverá ser reconhecido  pelo  respectivo  órgão  arrecadador  e  pelo  Consulado  da  Embaixada Brasileira no país em que for devido o imposto.   § 3º O imposto de renda a ser compensado será convertido em  quantidade  de  Reais,  de  acordo  com  a  taxa  de  câmbio,  para  venda,  na data  em que o  imposto  foi  pago;  caso  a moeda  em  que  o  imposto  foi  pago  não  tiver  cotação  no  Brasil,  será  ela  convertida  em  dólares  norte­americanos  e,  em  seguida,  em  Reais. (destacou­se)  Por sua vez, a Lei nº 9.532/97, dispõe:  Art.1º............................................................................................   § 4º Os créditos de imposto de renda de que trata o art. 26 da  Lei nº 9.249, de 1995, relativos a lucros, rendimentos e ganhos  de  capital  auferidos  no  exterior,  somente  serão  compensados  com o  imposto de  renda devido no Brasil  se  referidos  lucros,  rendimentos e ganhos de capital forem computados na base de  cálculo  do  imposto,  no  Brasil,  até  o  final  do  segundo  ano­ calendário subseqüente ao de sua apuração. (destacou­se)  De outro lado, a Lei nº 9.430/96, assim dispõe:  Fl. 1466DF CARF MF Impresso em 18/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/05/2014 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 23/05/201 4 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 28/05/2014 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 16/06/2014 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO Processo nº 19515.004859/2009­62  Acórdão n.º 1202­001.096  S1­C2T2  Fl. 17          16  Art.16. Sem prejuízo do disposto nos arts. 25, 26 e 27 da Lei nº  9.249,  de  26  de  dezembro  de  1995,  os  lucros  auferidos  por  filiais, sucursais, controladas e coligadas, no exterior, serão:   I­  considerados  de  forma  individualizada,  por  filial,  sucursal,  controlada ou coligada;   II­  arbitrados,  os  lucros  das  filiais,  sucursais  e  controladas,  quando não for possível a determinação de seus resultados, com  observância das mesmas normas aplicáveis às pessoas jurídicas  domiciliadas no Brasil e computados na determinação do lucro  real.    §1º  Os  resultados  decorrentes  de  aplicações  financeiras  de  renda  variável  no  exterior,  em  um  mesmo  país,  poderão  ser  consolidados para efeito de cômputo do ganho, na determinação  do lucro real.   §2º Para efeito da compensação de imposto pago no exterior, a  pessoa jurídica:   I ­ com relação aos lucros, deverá apresentar as demonstrações  financeiras  correspondentes,  exceto na hipótese do  inciso II  do  caput deste artigo;    II ­ fica dispensada da obrigação a que se refere o § 2º do art.  26  da  Lei  nº  9.249,  de  26  de  dezembro  de  1995,  quando  comprovar  que  a  legislação  do  país  de  origem  do  lucro,  rendimento ou ganho de capital prevê a incidência do imposto  de  renda  que  houver  sido  pago,  por  meio  do  documento  de  arrecadação apresentado.   §3º  Na  hipótese  de  arbitramento  do  lucro  da  pessoa  jurídica  domiciliada  no  Brasil,  os  lucros,  rendimentos  e  ganhos  de  capital  oriundos  do  exterior  serão  adicionados  ao  lucro  arbitrado para determinação da base de cálculo do imposto.   §4º Do imposto devido correspondente a lucros, rendimentos ou  ganhos  de  capital  oriundos  do  exterior  não  será  admitida  qualquer  destinação  ou  dedução  a  título  de  incentivo  fiscal.  (destacou­se)  Como  se  denota  dos  textos  legais  acima  transcritos,  o  procedimento  com  vistas  à  apuração  do  valor  compensável  dos  tributos  sobre  a  renda  pagos  no  exterior  por  controladas, etc.. é complexo e não se verifica de imediato.  O art. 16, §2°, inciso I, da Lei 9.430/96, especificamente, determina que, para  fins de compensação, a pessoa jurídica no Brasil tem obrigação de apresentar as demonstrações  financeiras correspondentes ao lucro que tributado no exterior, não bastando a apresentação de  comprovantes de impostos pagos no exterior.  Para compensar o credito referente a tributo pago sobre lucros no exterior é  necessário  que  os  referidos  lucros  sejam  computados  no  lucro  real.  Para  tal  comprovação,  devem  ser  apresentadas  as  demonstrações  financeiras  correspondentes  aos  lucros,  hábeis  a  demonstrar a relação do imposto com o correspondente lucro disponibilizado.  Fl. 1467DF CARF MF Impresso em 18/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/05/2014 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 23/05/201 4 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 28/05/2014 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 16/06/2014 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO Processo nº 19515.004859/2009­62  Acórdão n.º 1202­001.096  S1­C2T2  Fl. 18          17 Compulsando­se  os  autos,  verifica­se  que  um  dos  termos  de  intimação  e  respectivo  demonstrativo  (fls.  50­52)  evidenciam  a  solicitação  da  apresentação,  “de  forma  individualizada”, dos dados relevantes.   Todavia, durante o procedimento fiscal, não foi apresentado o demonstrativo  essencial  para  iniciar  a  demonstração  da  apuração  dos  valores  constantes  da DIPJ,  tanto  em  relação  ao  lucro  auferido  no  exterior  por  controladas,  etc.  oferecido  à  tributação  no  Brasil,  quanto ao respectivo imposto sobre a renda pago no exterior. Sem esse demonstrativo, sequer o  início de verificação das provas seria possível. Isso tampouco ocorreu na fase de impugnação.  No  caso  concreto,  foram  verificadas  compensações  indevidas  do  imposto  pago no exterior. A decisão recorrida fez constar a seguinte fundamentação para manter a glosa  da compensação:  O  interessado apresentou  planilhas  parciais  ­  como  se  verifica  às  fls.  350  a  359  (ano­calendário  de  2002),  435  a  445  (ano­ calendário de 2004), 530 a 536 (ano­calendário de 2005), 656 a  663  (ano­calendário  de  2006)  e  759  a  766  (ano­calendário  de  2007)  ­  que,  todavia,  não  demonstram  os  dados  necessários,  conforme determinado pela legislação tributária.  Em  outras  palavras:  não  foi  apresentada  a  planilha  de  apuração,  de  forma  individualizada,  do  lucro  auferido  por  controlada,  etc.,  no  exterior  e  respectivo  imposto  pago  no  exterior,  que  o  contribuinte precisa  elaborar  para  chegar aos  totais do  formulário “Controle do  Imposto Pago no Exterior”  (fls. 353, 435, 530, 656 e 759), a partir dos quais tais valores  devem ser  cotejados  com os  limites  estabelecidos  nos  §§  9º a  11, do art. 14, da IN SRF nº 213/2002.  Posteriormente,  já durante a fase de julgamento, a recorrente apresentou um  demonstrativo,  acompanhado  de  organograma  das  participações  no  exterior  e  tabela  relacionando os comprovantes de pagamento por controlada, pretendendo comprovar o direito  ao crédito alegado.  Vale lembrar que a defesa deve ser instruída com as devidas provas, ex vi do  Decreto nº 70.235/72:  Art. 15. A impugnação, formalizada por escrito e instruída com  os  documentos  em que  se  fundamentar,  será  apresentada ao  órgão preparador no prazo de trinta dias, contados da data em  que for feita a intimação da exigência.  (...)  Art. 16. A impugnação mencionará:  .....  III  os  motivos  de  fato  e  de  direito  em  que  se  fundamenta,  os  pontos  de  discordância  e  as  razões  e  provas  que  possuir;  (Redação dada pela Lei nº 8.748, de 1993).  [...]   §  4º  A  prova  documental  será  apresentada  na  impugnação,  precluindo  o  direito  de  o  impugnante  fazê­lo  em  outro  momento processual, a menos que: (Incluído pela Lei nº 9.532,  de 1997)  Fl. 1468DF CARF MF Impresso em 18/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/05/2014 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 23/05/201 4 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 28/05/2014 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 16/06/2014 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO Processo nº 19515.004859/2009­62  Acórdão n.º 1202­001.096  S1­C2T2  Fl. 19          18  a)  fique  demonstrada  a  impossibilidade  de  sua  apresentação  oportuna, por motivo de força maior;(Incluído pela Lei nº 9.532,  de 1997)   b) refira­se a fato ou a direito superveniente;(Incluído pela Lei  nº 9.532, de 1997)   c)  destine­se  a  contrapor  fatos  ou  razões  posteriormente  trazidas aos autos.(Incluído pela Lei nº 9.532, de 1997)   § 5º A juntada de documentos após a  impugnação deverá ser  requerida à autoridade julgadora, mediante petição em que se  demonstre,  com  fundamentos,  a  ocorrência  de  uma  das  condições previstas nas alíneas do parágrafo anterior. (Incluído  pela Lei nº 9.532, de 1997)   §  6º  Caso  já  tenha  sido  proferida  a  decisão,  os  documentos  apresentados  permanecerão  nos  autos  para,  se  for  interposto  recurso, serem apreciados pela autoridade julgadora de segunda  instância. (Incluído pela Lei nº 9.532, de 1997)  Diante  disso,  seguindo  um  rigorismo  formal,  é  possível  inferir  que  a  recorrente  sequer  tem  o  direito  de  apresentar,  perante  a  segunda  instância  de  julgamento,  documentos que não atendem aos requisitos legais.   No  caso  específico,  contudo,  ainda  que  se  admita  a  elaboração  de  demonstrativos  e  planilhas  que  concretizem  as  alegações  em  debate  nos  autos,  a  partir  de  elementos, em parte, já constantes dos autos, após observado o direito ao contraditório com o  oferecimento  de  vistas  à  PGFN,  verifica­se  que  a  recorrente,  de  toda  a  sorte,  não  logra  comprovar que o imposto foi pago em referência a cada lucro apurado por controlada indireta.   Além do fato de que os documentos apresentados a título de comprovantes de  imposto pago no exterior correspondem a cópias  simples,  sem o devido reconhecimento pela  Embaixada ou Consulado Brasileiro no país em que o imposto foi recolhido, inexiste nos autos  a prova da vinculação ao imposto sobre o lucro de cada controlada de que participou.  O demonstrativo apresentado sequer esgota toda a cadeia de participações da  recorrente no exterior. Como a própria recorrente reconhece, o demonstrativo vai até a quinta  subsidiária  indireta  da  Itaúsa  Europa,  qual  seja,  o  Banco  BPI,  já  que  não  teria  havido  a  possibilidade de obter as  informações necessárias para expandir o demonstrativo, dado que a  empresa não possuía o controle das empresas em que o Banco BPI participava.   Tendo em vista a apuração de lucros mediante a equivalência patrimonial, a  falta de demonstração da apuração dos lucros de todas as controladas indiretas da recorrente no  exterior  impede  a  vinculação  dos  recolhimentos  de  impostos  eventualmente  devidos  sobre  aqueles  lucros,  o  que  é  exigido  expressamente  pela  legislação  brasileira  para  fins  de  aproveitamento do imposto recolhido no exterior.  Mais  ainda,  constata­se  que  os  valores  recolhidos  no  exterior  a  título  de  imposto de renda constantes das planilhas apresentadas pela recorrente em memoriais sequer  conferem  com  valores  de  “imposto  pago  no  exterior”  declarados  nas  respectivas  DIPJ,  consoante quadro demonstrativo abaixo:  Fl. 1469DF CARF MF Impresso em 18/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/05/2014 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 23/05/201 4 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 28/05/2014 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 16/06/2014 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO Processo nº 19515.004859/2009­62  Acórdão n.º 1202­001.096  S1­C2T2  Fl. 20          19 A/C  DIPJ  FICHA 12A­  fls.  IR pg exterior s/  lucros declarado  na DIPJ  IR pg exterior s/  lucros cfe tabela  apresentada em  memoriais  2004  2005  126  15.563.010,53  9.575.979,60  2005  2006  204  0,00  6.920.285,04  2006  2007  232  12.724.813,59  10.549.584,19  2007  2008  259  4.527.269,94  4.530.955,45  Verifica­se,  assim,  que  os  pagamentos  relacionados  nos  autos,  mesmo  incluindo recolhimentos de coligadas indiretas após a quinta subsidiária, não correspondem aos  valores declarados nas  respectivas DIPJ,  à exceção do ano­calendário 2007,  cujos valores  se  aproximam.  De toda a sorte, a documentação acostada aos autos não permite verificar a  correspondência do tributo pago no exterior com o lucro auferido na respectiva controlada ou  coligada, direta ou  indireta,  não  sendo possível  averiguar  a origem do  crédito que  a autuada  pretende compensar, uma vez que, como já defendido neste voto, não basta a consolidação dos  créditos no balanço da controlada direta (Itaúsa Europa).   Competindo  ao  contribuinte  o  ônus  de  comprovar  a  efetiva  tributação  dos  lucros  no  exterior  que  originaram  os  pagamentos  que  pretende  compensar  com  os  tributos  devidos  no  Brasil,  considera­se  inócua  a  realização  de  diligência  quando  inexiste  nos  autos  sequer a demonstração da vinculação dos lucros das controladas e coligadas no exterior com os  comprovantes de pagamentos apresentados.  Conclui­se,  assim,  que  a  recorrente  não  comprovou  a  idoneidade  das  compensações  glosadas  pela  fiscalização,  devendo  ser  negado  provimento  ao  recurso  nesse  mérito.  Dos juros sobre a multa de ofício  A recorrente ainda se  insurge, subsidiariamente,  sobre a  incidência de  juros  de mora sobre a multa de ofício, alegando a falta de previsão legal.  Ocorre  que  a  matéria  tem  sido  objeto  de  julgamento  reiterado  em  sentido  oposto a essa tese, podendo ser referidos os acórdãos abaixo:  JUROS SOBRE MULTA — sobre a multa de oficio devem incidir  juros a taxa Selic, após o seu vencimento, em razão da aplicação  combinada  dos  artigos  43  e  61  da  Lei  n°  9.430/96.  (Acórdão  120200.138,  de  30/07/2009.  Relator  Conselheiro  Guilherme  Adolfo dos Santos Mendes).  JUROS SOBRE MULTA. A multa de oficio, segundo o disposto  no  art.  44  da  Lei  n°  9.430/96,  deverá  incidir  sobre  o  crédito  tributário  não  pago,  consistente  na  diferença  entre  o  tributo  devido e aquilo que fora recolhido, Não procede o argumento de  que  somente  no  caso  do  parágrafo  único  do  art.  43  da  Lei  nº  9.430/96  é  que  poderá  incidir  juros  de  mora  sobre  a  multa  aplicada. Isso porque a previsão contida no dispositivo refere­se  à aplicação de multa isolada sem crédito tributário, Assim, nada  mais  lógico  que  venha  dispositivo  legal  expresso  para  fazer  Fl. 1470DF CARF MF Impresso em 18/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/05/2014 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 23/05/201 4 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 28/05/2014 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 16/06/2014 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO Processo nº 19515.004859/2009­62  Acórdão n.º 1202­001.096  S1­C2T2  Fl. 21          20 incidir  os  juros  sobre  a  multa  que  não  torna  como  base  de  incidência  valores  de  crédito  tributário  sujeitos  à  incidência  ordinária  da  multa.  (Acórdão  140100.155,  de  28/01/2010.  Relator Conselheiro Antonio Bezerra Neto).  Deste colegiado, pode ser referido o Acórdão nº 1202­00756, de 12/04/2012,  cujo voto vencedor foi prolatado por esta relatora no seguinte sentido:  JUROS DE MORA SOBRE MULTA DE OFÍCIO  A obrigação tributária principal compreende tributo e multa de  ofício  proporcional.  Sobre  o  crédito  tributário  constituído,  incluindo  a  multa  de  ofício,  incidem  juros  de  mora,  devidos  à  taxa Selic.  Igualmente, aqui,  cabe utilizar os mesmos  fundamentos  registrados por esta  relatora no voto vencedor do  acórdão nº 9101.00539, de 11/03/2010,  em que a 1ª Turma da  Câmara Superior de Recursos Fiscais manteve a incidência dos juros de mora, devidos à taxa  Selic, sobre a multa de ofício. Os fundamentos podem ser sintetizados assim:  (i) uma interpretação literal e restritiva do caput do art. 61 da Lei nº 9.430/96,  que  regula  os  acréscimos  moratórios  sobre  débitos  decorrentes  de  tributos  e  contribuições,  pode levar à equivocada conclusão de que estaria excluída desses débitos a multa de ofício;  (ii)  todavia,  uma  norma  não  deve  ser  interpretada  isoladamente  dentro  do  sistema  tributário  nacional,  já  que  interpretar  uma  norma  é  interpretar  o  sistema  inteiro:  qualquer  exegese  comete,  direta  ou  obliquamente,  uma  aplicação  da  totalidade  do  direito.”  (Juarez Freitas, 2002, p.70);  (iii)  interpretar  sistematicamente  implica  excluir  qualquer  solução  interpretativa que resulte logicamente contraditória com alguma norma do sistema;  (iv) no sistema tributário nacional, há de ser uniforme a definição de crédito  tributário, considerado como “o vínculo jurídico, de natureza obrigacional, por força do qual o  Estado  (sujeito  ativo)  pode  exigir  do  particular,  o  contribuinte  ou  responsável  (sujeito  passivo),  o  pagamento  do  tributo  ou  da  penalidade  pecuniária  (objeto  da  relação  obrigacional).” (Hugo de Brito Machado, 2009, p.172);  (v) o conceito de crédito tributário, nos termos do art. 139 do CTN, comporta  tanto o tributo quanto a penalidade pecuniária;  (vi) a obrigação tributária principal surge com a ocorrência do fato gerador e  tem por objeto tanto o pagamento do tributo como a penalidade pecuniária decorrente do seu  não pagamento, o que inclui a multa de ofício proporcional.    (vii)  a  multa  de  ofício,  prevista  no  art.  44  da  Lei  nº  9.430/96,  é  exigida  “juntamente com o imposto, quando não houver sido anteriormente pago” (§1º).  (viii)  no  momento  do  lançamento,  a  multa  de  ofício  agrega­se  ao  tributo,  tornando­se ambos obrigação de natureza pecuniária, ou seja, principal;  (ix) a obrigação principal referente à multa de ofício converte­se em crédito  tributário a partir do lançamento, consoante previsão do art. 113, §1º, do CTN;  Fl. 1471DF CARF MF Impresso em 18/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/05/2014 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 23/05/201 4 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 28/05/2014 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 16/06/2014 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO Processo nº 19515.004859/2009­62  Acórdão n.º 1202­001.096  S1­C2T2  Fl. 22          21 (x)  a  penalidade  pecuniária,  representada  no  presente  caso  pela  multa  de  ofício,  tem  natureza  punitiva,  incidindo  sobre  o  montante  não  pago  do  tributo  devido,  constatado após ação fiscalizatória do Estado;  (xi)  os  juros  moratórios,  por  sua  vez,  não  se  tratam  de  penalidade  e  têm  natureza indenizatória, ao compensarem o atraso na entrada dos recursos que seriam de direito  da União;  (xii) o art. 161 do CTN não distingue a natureza do crédito sobre o qual deve  incidir os juros de mora, ao dispor que o “crédito” não pago integralmente no seu vencimento é  acrescido de juros de mora, independentemente dos motivos do inadimplemento;  (xiii)  o  art.  61  da  Lei  n°  9.430/96,  ao  se  referir  a  débitos  decorrentes  de  tributos  e  contribuições,  alcança  os  débitos  em  geral  relacionados  com  esses  tributos  e  contribuições e não apenas os relativos ao principal, entendimento reforçado pelo fato de o art.  43  da  mesma  lei  prescrever  expressamente  a  incidência  de  juros  sobre  a  multa  exigida  isoladamente,  o  que  contribui  para  afastar  eventual  alegação  de  incompatibilidade  entre  os  institutos juros e multa;  (xiv)  a  partir  do  trigésimo  primeiro  dia  do  lançamento,  caso  não  pago,  o  montante do crédito tributário, que pode ser constituído, como se viu, pelo tributo mais a multa  de ofício, passa a ser acrescido dos juros de mora, devidos em razão do atraso da entrada dos  recursos  nos  cofres  da União,  consoante  a Súmula CARF nº  5:  “São devidos  juros  de mora  sobre  o  crédito  tributário  não  integralmente  pago  no  vencimento,  ainda  que  suspensa  sua  exigibilidade, salvo quando existir depósito no montante integral.”  (xv)  a  partir  de  abril  de  1995,  tem­se  a  taxa  Selic,  instituída  pela  Lei  nº  9.065/95,  na  cobrança  do  crédito  tributário,  entendimento  esse  vinculante  desde  a  edição  da  Súmula CARF n° 4  (“A partir de 1º de abril  de 1995, os  juros moratórios  incidentes  sobre  débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período  de  inadimplência, à  taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia  ­ SELIC  para títulos federais”).  Adotando  a  linha  de  raciocínio  acima  exposta,  do  ilustre  Conselheiro  Claudemir  Rodrigues  Malaquias  prolatou  o  voto  vencedor  no  Acórdão  nº  910101.191,  da  sessão de 17 de outubro de 2011 da mesma 1ª Turma da CSRF.   Mais  recentemente,  a 1ª Turma da CSRF manifestou­se no mesmo  sentido,  como se extrai do Acórdão nº 9101­001.474, de 14 de agosto de 2012:  Assunto: Juros de mora sobre multa de ofício.  A melhor  exegese  da  remissão  feita  pelo  caput  do  art.  30  aos  débitos referidos no art. 29, ambos da Lei n° 10.522/02,  leva à  conclusão  que  alcança  todos  os  débitos  de  qualquer  natureza  para com a Fazenda Nacional, inclusive os relativos à multa de  ofício.   O redator designado, o ilustre conselheiro Alberto Pinto Júnior, ao elaborar o  voto vencedor naquele caso, acrescentou os seguintes argumentos:  Assim, vale analisarmos o art. 161 do CTN, o qual assim dispõe:  Fl. 1472DF CARF MF Impresso em 18/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/05/2014 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 23/05/201 4 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 28/05/2014 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 16/06/2014 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO Processo nº 19515.004859/2009­62  Acórdão n.º 1202­001.096  S1­C2T2  Fl. 23          22 "Art.  161.  O  crédito  não  integralmente  pago  no  vencimento  é  acrescido de juros de mora, seja qual for o motivo determinante  da  falta,  sem prejuízo da  imposição das penalidades cabíveis  e  da aplicação de quaisquer medidas de garantia previstas nesta  Lei ou em lei tributária.  § 1º Se a lei não dispuser de modo diverso, os juros de mora são  calculados à taxa de um por cento ao mês.  ......................................................................................................."  Note­se  que  o  termo  crédito  no  caput  do  art.  161  vem  desacompanhado  do  adjetivo  "tributário",  o  que  deixa  clara  a  intenção  do  legislador  de,  nele,  incluir  também  multas  (ad  valorem ou específicas). A mesma preocupação teve o legislador  nos  §§  1°  e  3°  do  art.  113  do  CTN,  pois,  ao  dispor  que  a  penalidade  se  converte  em  obrigação  qualificou  apenas  com  o  adjetivo  principal  (obrigação  de  dar), mas  não  com  o  adjetivo  "tributário".  Tal  cuidado Por  sua  vez,  não  procede a  alegação  da  contribuinte  de  que  a  expressão  "sem  prejuízo  de  outras  penalidades  cabíveis"  levaria  à  conclusão  de  que  a  multa  de  ofício (punitiva) não estaria contida no  termo "crédito". Ora, a  referida expressão autoriza o legislador ordinário a criar multas  de  caráter  moratório,  pois,  da  simples  leitura  do  dispositivo,  verifica­se que a penalidade ali tratada tem como causa apenas  a  impontualidade.  Daí  porque  toda  a  argumentação  do  contribuinte  está  correta, mas  apenas  no  que  tange à multa  de  mora.  Realmente, à luz do caput do art. 161 do CTN não incidem juros  de mora sobre multa de mora, logicamente, quando for o caso de  sua aplicação. Agora, quanto à multa de ofício, cuja causa não  reside na mera impontualidade, esta compõe o crédito devido e,  por consequência, sofre a incidência dos juros de mora.  Assim sendo, em caso de vazio normativo, incidirá, por força do  § 1° do art.161, juros de mora à taxa de 1% a.m.. Cabe, então,  agora,  verificarmos  se  a matéria  foi  realmente  disciplinada  no  art. 30 da Lei n° 10.522/02, para tanto, trago à colação tanto o  art. 30 como o dispositivo a que ele se remete, in verbis:  "Art. 29. Os débitos de qualquer natureza para com a Fazenda  Nacional  e  os  decorrentes  de  contribuições  arrecadadas  pela  União,  constituídos  ou  não,  cujos  fatos  geradores  tenham  ocorrido até 31 de dezembro de 1994, que não hajam sido objeto  de parcelamento requerido até 31 de agosto de 1995, expressos  em quantidade de Ufir, serão reconvertidos para real, com base  no valor daquela fixado para 1° de janeiro de 1997.  §  1°  A  partir  de  1°  de  janeiro  de  1997,  os  créditos  apurados  serão lançados em reais.  .........................................................................................................  Art. 30. Em relação aos débitos referidos no art. 29, bem como  aos  inscritos  em  Dívida  Ativa  da  União,  passam  a  incidir,  a  Fl. 1473DF CARF MF Impresso em 18/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/05/2014 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 23/05/201 4 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 28/05/2014 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 16/06/2014 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO Processo nº 19515.004859/2009­62  Acórdão n.º 1202­001.096  S1­C2T2  Fl. 24          23 partir de 1 de janeiro de 1997, juros de mora equivalentes à taxa  referencial do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia –  Selic para títulos federais, acumulada mensalmente, até o último  dia do mês anterior ao do pagamento, e de 1% (um por cento) no  mês de pagamento.  Surge  de  plano  uma  questão  a  ser  dirimida,  qual  seja,  se  a  remissão  feita,  pelo  caput  do  art.  30,  aos  débitos  referidos  no  art.  29,  limita­se  ou  não  aos  débitos  cujos  fatos  geradores  tenham ocorrido até 31 de dezembro de 1994. Ora, a remissão é  técnica  legislativa  que  visa  abreviar  o  texto  legal,  evitando  repetições desnecessárias. Todavia,  há que  ser  cuidadosamente  analisada,  pois  não  pode  levar  a  uma  intepretação  desarrazoada,  resultante  da  absorção  puramente  mecânica  e  literal de uma norma pela outra. Desarrazoado é aquilo em que  não  se  observa  a  lógica,  a  razão,  é  o  despropósito.  Logo,  concordo  com  as  colocações  da  Fazenda  Nacional  quando  afirma que fere a lógica concluir que apenas as multas de oficio  anteriores  a  1995  sofreriam  a  incidência  da  taxa  SEL1C,  enquanto  que  as  multas  posteriores  sofreriam  a  incidência  de  outra taxa de juros.  Assim, entendo que a melhor exegese leva­nos a concluir que a  remissão feita pelo caput do art. 30 alcança apenas a expressão  "débitos de qualquer natureza para  com a Fazenda Nacional e  os decorrentes de contribuições arrecadadas pela União", razão  pela qual, no presente caso, concluo que incidem juros de mora  à taxa Selic sobre as multas de ofício ad valorem.  Ademais,  cabe  ressaltar  que  “a  finalidade  a  ser  alcançada  foi  a  de  dar  tratamento  isonômico  entre  débitos  de  tributos  não  pagos  dentro  do  prazo  de  vencimento  e  débitos  de  multas  de  ofício  isoladas  também  não  pagas  no  vencimento,  de  modo  que  a  postergação do pagamento da multa deixasse de ser vantajosa para o devedor. O próprio uso  da  expressão  ‘débitos  de  qualquer  natureza  para  com  a  Fazenda  Nacional’  reflete  tal  desiderato” (Parecer PGFN/CDA nº 1936/2005).  Vê­se  que  todos  os  argumentos  retro  mencionados  convergem  para  a  conclusão de que é perfeitamente legal e válida a cobrança de juros moratórios sobre a multa  de ofício lançada, aplicando­se a taxa de juros Selic.  Dispositivo  Em razão de todo o exposto, nega­se provimento ao recurso voluntário.   (assinado digitalmente)  Viviane Vidal Wagner  Fl. 1474DF CARF MF Impresso em 18/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/05/2014 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 23/05/201 4 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 28/05/2014 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 16/06/2014 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO Processo nº 19515.004859/2009­62  Acórdão n.º 1202­001.096  S1­C2T2  Fl. 25          24 Voto Vencedor  Conselheiro Plínio Rodrigues Lima, Redator designado  Trata o presente voto apenas do julgamento de juros sobre a multa de ofício,  objeto de impugnação específica.  Entendo  necessária  para  o  deslinde  da  controvérsia  sobre  a  incidência  de  juros moratórios sobre a multa de ofício uma breve abordagem sobre a natureza jurídica destes  institutos no direito tributário.  Sobre  a multa  de  ofício,  valho­me  da  seguinte  lição  do  Professor  Luciano  Amaro (in Direito Tributário Brasileiro, São Paulo: Saraiva, 19ª ed., p. 458):  Aí  é  que  se  põe  a  noção  de  infração,  traduzida  numa  conduta  (omissiva ou comissiva) contrária ao direito.  (...)  No  direito  tributário,  a  infração  pode  acarretar  diferentes  conseqüências.  Se  ela  implica  falta  de  pagamento  de  tributo,  o  sujeito ativo (credor) geralmente tem, a par do direito de exigir  coercitivamente o pagamento do valor devido, o direito de impor  uma  sanção  (que  há  de  ser  prevista  em  lei,  por  força  do  princípio  da  legalidade),  geralmente  traduzida  num  valor  monetário  proporcional  ao  montante  do  tributo  que  deixou  de  ser recolhido. Se se trata de mero descumprimento de obrigação  formal  (“obrigação  acessória”,  na  linguagem  do  CTN),  a  conseqüência é, em geral, a aplicação de uma sanção ao infrator  (também em regra configurada por uma prestação em pecúnia).  Trata­se  das multas  ou  penalidades  pecuniárias,  encontradiças  não  apenas  no  direito  tributário,  mas  também  no  direito  administrativo em geral, bem como no direito privado.  Portanto,  a  multa  de  ofício  representa  a  sanção  pelo  descumprimento  do  dever legal de pagar o tributo.  Por  sua vez, os  juros moratórios decorrem da demora por parte do devedor  em adimplir a obrigação. Sobre o tema, leciona o Dr. Glauber Moreno Talavera (in Aspectos  jurídicos  controversos  dos  juros  e  da  comissão  de  permanência,  São  Paulo:  Revista  dos  Tribunais, p. 128):  Em síntese apertada, os juros moratórios consistem no montante  previamente  fixado  ou  apurado  mediante  aplicação  de  um  percentual  sobre  o  valor  do  principal,  estipulado  contratualmente ou decorrente da lei, devido pelo contraente que  não adimpliu as obrigações assumidas no ato da celebração da  avença.  (...)  Fl. 1475DF CARF MF Impresso em 18/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/05/2014 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 23/05/201 4 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 28/05/2014 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 16/06/2014 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO Processo nº 19515.004859/2009­62  Acórdão n.º 1202­001.096  S1­C2T2  Fl. 26          25 Por conseguinte, na hipótese de incidirem juros moratórios sobre a multa de  ofício,  estes necessitam de  expressa previsão  legal,  uma vez que  fazem aumentar o valor da  multa e esse aumento há de possuir amparo legal em obediência ao inciso XXXIX, do art. 5°,  da Constituição de 1988.  O STJ tem o seguinte entendimento sobre esse tema:  AgRg  no  RECURSO  ESPECIAL  Nº  1.335.688  ­  PR  (2012/0153773­0)  PROCESSUAL  CIVIL  E  TRIBUTÁRIO.  AGRAVO  REGIMENTAL  NO  RECURSO  ESPECIAL.  MANDADO  DE  SEGURANÇA.  JUROS  DE  MORA  SOBRE  MULTA.  INCIDÊNCIA.  PRECEDENTES  DE  AMBAS  AS  TURMA  QUE  COMPÕEM A PRIMEIRA SEÇÃO DO STJ.  1. Entendimento de ambas as Turmas que compõem a Primeira  Seção  do  STJ  no  sentido  de  que:  "É  legítima  a  incidência  de  juros  de  mora  sobre  multa  fiscal  punitiva,  a  qual  integra  o  crédito tributário." (REsp 1.129.990/PR, Rel. Min. Castro Meira,  DJ de 14/9/2009). De igual modo: REsp 834.681/MG, Rel. Min.  Teori Albino Zavascki, DJ de 2/6/2010.(g.n.o)  2. Agravo regimental não provido.  Na  mesma  linha  de  raciocínio,  esta  Turma  já  se  pronunciou  sobre  a  controvérsia, por meio do Acórdão n° 1202000.972, com a seguinte ementa:  JUROS DE MORA SOBRE MULTA DE OFÍCIO. CABIMENTO.  SELIC.  A obrigação tributária principal compreende tributo e multa de  ofício  proporcional.  Sobre  o  crédito  tributário  constituído,  incluindo a multa de ofício,  incidem juros de mora, devidos à  taxa Selic.(g.n.o)  Pela clareza dos fundamentos deste Acórdão, peço vênia para transcrevê­los:  Voto Vencido  Conselheiro Geraldo Valentim Neto, Relator  (...)  Por fim, acerca da incidência dos juros sobre o valor exigido a  título  de  multa  de  ofício,  merece  ser  acolhida  a  alegação  da  Recorrente,  consoante  entendimento  da  Câmara  Superior  de  Recursos Fiscais. Vejamos:  “RECURSO  ESPECIAL  –  CONHECIMENTO.  Não  deve  ser  conhecido o Recurso Especial interposto pela Fazenda Nacional  quando inexiste similitude fática entre o acórdão paradigma e o  acórdão recorrido.  JUROS  DE  MORA  SOBRE  MULTA  DE  OFÍCIO  –  INAPLICABILIDADE  – Os  juros  de mora  só  incidem  sobre  o  Fl. 1476DF CARF MF Impresso em 18/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/05/2014 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 23/05/201 4 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 28/05/2014 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 16/06/2014 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO Processo nº 19515.004859/2009­62  Acórdão n.º 1202­001.096  S1­C2T2  Fl. 27          26 valor  do  tributo,  não  alcançando  o  valor  da  multa  de  ofício  aplicada.”  (CSRF,  1ª  Turma,  Acórdão  nº  910100.722,  data:  08.11.2010)(g.n.o)  Neste mesmo sentido, são vários os acórdãos deste E. Conselho.  Vejamos:  [...]  JUROS  SOBRE MULTA DE OFICIO.  A  Lei  9,430/96  não  prevê a incidência de juros de mora sobre a multa de oficio. O  art. 161, § 1 ª, que se subordina ao caput, prevê supletivamente a  aplicabilidade de juros de mora à taxa de 1% ao mês. O art.161,  caput,  do CTN  prevê  a  incidência  de  juros  de mora  antes  de  imposição das penalidades cabíveis. Sobre a multa de oficio são  inaplicáveis juros de mora. [...] (CARF 1ª Seção / 3a. Turma da  1a.  Câmara  /  ACÓRDÃO  110300.193  em  18/05/2010  /  Publicado no DOU em: 14.03.2011)(g.n.o)  [...]  INCIDÊNCIA  DE  JUROS  SOBRE  MULTA  DE  OFÍCIO  INAPLICABILIDADE  Não  incidem os  juros com base na  taxa Selic  sobre a multa de  ofício, vez que o artigo 61 da Lei n.º 9.430/96 apenas impõe sua  incidência sobre débitos decorrentes de tributos e contribuições.  Igualmente  não  incidem  os  juros  previstos  no  artigo  161  do  CTN sobre a multa de ofício.(1º Conselho de Contribuintes / 1ª  Câmara  / ACÓRDÃO 10196.523 em 23.01.2008 / Publicado no  DOU em: 11.12.2008)(g.n.o)  [...]  JUROS  DE  MORA  SOBRE  MULTA  DE  OFÍCIO  INAPLICABILIDADE  Os juros com base na taxa Selic não devem incidir sobre a multa  de oficio, vez que o artigo 61 da Lei n° 9.430/96 apenas impõe  sua  incidência  sobre  débitos  decorrentes  de  tributos  e  contribuições.  Igualmente,  não  incidem  os  juros  previstos  no  artigo  161  do  CTN  sobre  a  multa  de  oficio.  As  polêmicas  e  controvérsias  sobre  esse  assunto  vem  de  longa  data,  o  que  já  fragiliza  a  tese  em  favor  da  incidência,  pois,  tratando­se  de  norma punitiva,  com  implicação direta na  dimensão da  pena,  não  poderia  o  texto  legal  dar  margem  a  tantas  dúvidas.  No  âmbito  das  normas  jurídicas  de  natureza  punitiva,  nenhuma  pena, via de regra, vai sendo agravada com o decurso do tempo.  Para que isso pudesse ocorrer (juros sobre a multa/penalidade),  a Lei deveria ser muito clara a  respeito, o que não se verifica  no texto normativo vigente. (CARF 1ª Seção / 2ª Turma Especial  /  ACÓRDÃO  180200.599  em  03/08/2010  /  Publicado  no  DOU  em: 28.03.2011)(g.n.o)  Voto Vencedor  Conselheira Viviane Vidal Wagner, Redatora designada  A discordância do voto do ilustre relator limita­se à questão da  incidência  dos  juros  de mora  sobre  a multa  do  ofício,  na  qual  Fl. 1477DF CARF MF Impresso em 18/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/05/2014 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 23/05/201 4 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 28/05/2014 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 16/06/2014 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO Processo nº 19515.004859/2009­62  Acórdão n.º 1202­001.096  S1­C2T2  Fl. 28          27 restou  vencido,  em  que  pese  os  argumentos  expendidos  e  a  clareza do seu raciocínio.  Ocorre  que  a matéria  tem  sido  objeto  de  julgamento  reiterado  neste  e  em  outros  colegiados,  em  sentido  oposto,  podendo  ser  referidos os acórdãos abaixo:  JUROS SOBRE MULTA — sobre a multa de oficio devem incidir  juros a taxa Selic, após o seu vencimento, em razão da aplicação  combinada  dos  artigos  43  e  61  da  Lei  n°  9.430/96.  (Acórdão  120200.138,  de  30/07/2009.  Relator  Conselheiro  Guilherme  Adolfo dos Santos Mendes).  JUROS SOBRE MULTA. A multa de oficio, segundo o disposto  no  art.  44  da  Lei  n°  9.430/96,  deverá  incidir  sobre  o  crédito  tributário  não  pago,  consistente  na  diferença  entre  o  tributo  devido e aquilo que fora recolhido, Não procede o argumento de  que  somente  no  caso  do  parágrafo  único  do  art.  43  da  Lei  nº  9.430/96  é  que  poderá  incidir  juros  de  mora  sobre  a  multa  aplicada. Isso porque a previsão contida no dispositivo refere­se  à aplicação de multa isolada sem crédito tributário, Assim, nada  mais  lógico  que  venha  dispositivo  legal  expresso  para  fazer  incidir  os  juros  sobre  a  multa  que  não  torna  como  base  de  incidência  valores  de  crédito  tributário  sujeitos  à  incidência  ordinária  da  multa.  (Acórdão  140100.155,  de  28/01/2010.  Relator Conselheiro Antonio Bezerra Neto).  Deste colegiado, pode ser referido o Acórdão nº 120200756, de  12/04/2012,  cujo  voto  vencedor  foi  prolatado  por  esta  relatora  no seguinte sentido:    JUROS DE MORA SOBRE MULTA DE OFÍCIO  A obrigação tributária principal compreende tributo e multa de  ofício  proporcional.  Sobre  o  crédito  tributário  constituído,  incluindo  a  multa  de  ofício,  incidem  juros  de  mora,  devidos  à  taxa Selic.  Igualmente,  aqui,  cabe  utilizar  os  mesmos  fundamentos  registrados  por  esta  relatora  no  voto  vencedor  do  acórdão  nº  9101.00539,  de  11/03/2010,  em  que  a  1ª  Turma  da  Câmara  Superior de Recursos Fiscais manteve a incidência dos juros de  mora,  devidos  à  taxa  Selic,  sobre  a  multa  de  ofício.  Os  fundamentos podem ser sintetizados assim:  (i) uma  interpretação  literal e  restritiva do caput do art. 61 da  Lei  nº  9.430/96,  que  regula  os  acréscimos  moratórios  sobre  débitos  decorrentes  de  tributos  e  contribuições,  pode  levar  à  equivocada  conclusão  de  que  estaria  excluída  desses  débitos  a  multa de ofício;  (ii) todavia, uma norma não deve ser interpretada isoladamente  dentro  do  sistema  tributário  nacional,  já  que  interpretar  uma  norma é interpretar o sistema inteiro: qualquer exegese comete,  Fl. 1478DF CARF MF Impresso em 18/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/05/2014 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 23/05/201 4 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 28/05/2014 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 16/06/2014 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO Processo nº 19515.004859/2009­62  Acórdão n.º 1202­001.096  S1­C2T2  Fl. 29          28 direta ou obliquamente, uma aplicação da totalidade do direito.”  (Juarez Freitas, 2002, p.70);  (iii)  interpretar  sistematicamente  implica  excluir  qualquer  solução interpretativa que resulte logicamente contraditória com  alguma norma do sistema;  (iv)  no  sistema  tributário  nacional,  há  de  ser  uniforme  a  definição  de  crédito  tributário,  considerado  como  “o  vínculo  jurídico,  de  natureza  obrigacional,  por  força  do  qual  o Estado  (sujeito  ativo)  pode  exigir  do  particular,  o  contribuinte  ou  responsável  (sujeito  passivo),  o  pagamento  do  tributo  ou  da  penalidade pecuniária (objeto da relação obrigacional).” (Hugo  de Brito Machado, 2009, p.172);  (v)  o  conceito  de  crédito  tributário,  nos  termos  do  art.  139  do  CTN, comporta tanto o tributo quanto a penalidade pecuniária;  (vi) a obrigação tributária principal surge com a ocorrência do  fato gerador e tem por objeto tanto o pagamento do tributo como  a  penalidade  pecuniária  decorrente  do  seu  não  pagamento,  o  que inclui a multa de ofício proporcional.  (vii) a multa de ofício, prevista no art. 44 da Lei nº 9.430/96, é  exigida  “juntamente  com  o  imposto,  quando  não  houver  sido  anteriormente pago” (§1º).  (viii) no momento do lançamento, a multa de ofício agrega­se ao  tributo,  tornando­se  ambos  obrigação  de  natureza  pecuniária,  ou seja, principal;  (ix) a obrigação principal referente à multa de ofício converte­se  em crédito tributário a partir do lançamento, consoante previsão  do art. 113, §1º, do CTN;  (x) a penalidade pecuniária, representada no presente caso pela  multa  de  ofício,  tem  natureza  punitiva,  incidindo  sobre  o  montante  não  pago  do  tributo  devido,  constatado  após  ação  fiscalizatória do Estado;  (xi)  os  juros  moratórios,  por  sua  vez,  não  se  tratam  de  penalidade  e  têm  natureza  indenizatória,  ao  compensarem  o  atraso na entrada dos recursos que seriam de direito da União;  (xii) o art. 161 do CTN não distingue a natureza do crédito sobre  o qual deve incidir os juros de mora, ao dispor que o “crédito”  não pago integralmente no seu vencimento é acrescido de juros  de mora, independentemente dos motivos do inadimplemento;  (xiii)  o  art.  61  da  Lei  n°  9.430/96,  ao  se  referir  a  débitos  decorrentes  de  tributos  e  contribuições,  alcança  os  débitos  em  geral  relacionados  com  esses  tributos  e  contribuições  e  não  apenas  os  relativos  ao  principal,  entendimento  reforçado  pelo  fato  de  o  art.  43  da  mesma  lei  prescrever  expressamente  a  incidência  de  juros  sobre  a multa  exigida  isoladamente,  o  que  contribui  para  afastar  eventual  alegação  de  incompatibilidade  entre os institutos juros e multa;  Fl. 1479DF CARF MF Impresso em 18/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/05/2014 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 23/05/201 4 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 28/05/2014 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 16/06/2014 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO Processo nº 19515.004859/2009­62  Acórdão n.º 1202­001.096  S1­C2T2  Fl. 30          29 (xiv) a partir do trigésimo primeiro dia do lançamento, caso não  pago, o montante do crédito tributário, que pode ser constituído,  como  se  viu,  pelo  tributo  mais  a  multa  de  ofício,  passa  a  ser  acrescido  dos  juros  de  mora,  devidos  em  razão  do  atraso  da  entrada dos  recursos nos cofres da União, consoante a Súmula  CARF  nº  5:  “São  devidos  juros  de  mora  sobre  o  crédito  tributário  não  integralmente  pago  no  vencimento,  ainda  que  suspensa  sua  exigibilidade,  salvo  quando  existir  depósito  no  montante integral.”  (xv) a partir de abril de 1995, tem­se a taxa Selic, instituída pela  Lei nº 9.065/95, na cobrança do crédito tributário, entendimento  esse vinculante desde a edição da Súmula CARF n° 5 (“A partir  de  1º  de  abril  de  1995,  os  juros  moratórios  incidentes  sobre  débitos  tributários  administrados  pela  Secretaria  da  Receita  Federal  são  devidos,  no  período  de  inadimplência,  à  taxa  referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC  para títulos federais”).  Adotando  a  linha  de  raciocínio  acima  exposta,  do  ilustre  Conselheiro  Claudemir  Rodrigues  Malaquias  prolatou  o  voto  vencedor no Acórdão nº 910101.191, da sessão de 17 de outubro  de 2011 da mesma 1ª Turma da CSRF.  Mais  recentemente,  a  1ª  Turma  da  CSRF  manifestou­se  no  mesmo  sentido,  como se extrai do Acórdão nº 9101001.474, de  14 de agosto de 2012:  Assunto: Juros de mora sobre multa de ofício.  A melhor  exegese  da  remissão  feita  pelo  caput  do  art.  30  aos  débitos referidos no art. 29, ambos da Lei n° 10.522/02,  leva à  conclusão  que  alcança  todos  os  débitos  de  qualquer  natureza  para com a Fazenda Nacional, inclusive os relativos à multa de  ofício.  O redator designado, o ilustre conselheiro Alberto Pinto Júnior,  ao  elaborar  o  voto  vencedor  naquele  caso,  acrescentou  os  seguintes argumentos:  Assim, vale analisarmos o art. 161 do CTN, o qual assim dispõe:  "Art.  161.  O  crédito  não  integralmente  pago  no  vencimento  é  acrescido de juros de mora, seja qual for o motivo determinante  da  falta,  sem prejuízo da  imposição das penalidades cabíveis  e  da aplicação de quaisquer medidas de garantia previstas nesta  Lei ou em lei tributária.  § 1º Se a lei não dispuser de modo diverso, os juros de mora são  calculados à taxa de um por cento ao mês.  ......................................................................................................."  Note­se  que  o  termo  crédito  no  caput  do  art.  161  vem  desacompanhado  do  adjetivo  "tributário",  o  que  deixa  clara  a  intenção  do  legislador  de,  nele,  incluir  também  multas  (ad  valorem ou específicas). A mesma preocupação teve o legislador  Fl. 1480DF CARF MF Impresso em 18/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/05/2014 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 23/05/201 4 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 28/05/2014 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 16/06/2014 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO Processo nº 19515.004859/2009­62  Acórdão n.º 1202­001.096  S1­C2T2  Fl. 31          30 nos  §§  1°  e  3°  do  art.  113  do  CTN,  pois,  ao  dispor  que  a  penalidade  se  converte  em  obrigação  qualificou  apenas  com  o  adjetivo  principal  (obrigação  de  dar), mas  não  com  o  adjetivo  "tributário".  Tal  cuidado Por  sua  vez,  não  procede a  alegação  da  contribuinte  de  que  a  expressão  "sem  prejuízo  de  outras  penalidades  cabíveis"  levaria  à  conclusão  de  que  a  multa  de  ofício (punitiva) não estaria contida no  termo "crédito". Ora, a  referida expressão autoriza o legislador ordinário a criar multas  de  caráter  moratório,  pois,  da  simples  leitura  do  dispositivo,  verifica­se que a penalidade ali tratada tem como causa apenas  a  impontualidade.  Daí  porque  toda  a  argumentação  do  contribuinte  está  correta, mas  apenas  no  que  tange à multa  de  mora.  Realmente, à luz do caput do art. 161 do CTN não incidem juros  de mora sobre multa de mora, logicamente, quando for o caso de  sua aplicação. Agora, quanto à multa de ofício, cuja causa não  reside na mera impontualidade, esta compõe o crédito devido e,  por conseqüência, sofre a incidência dos juros de mora.(...)  Destarte, entendem o STJ e o voto vencedor da decisão administrativa que a  multa de ofício faz parte do termo “crédito” constante do art. 161, caput, do CTN, e do termo  “débito” no art. 61, caput e §3º, da Lei n° 9.430, de 1996, e que, por isso, sofre incidência dos  juros moratórios. Em que pesem os fundamentos dessa interpretação, ouso destes discordar.  Nesse ponto, cabe, mais uma vez, transcrever os artigos naquilo que interessa  à incidência de juros moratórios sobre a multa de ofício:  CTN  TÍTULO III  Crédito Tributário  CAPÍTULO IV  Extinção do Crédito Tributário  SEÇÃO II  Pagamento  Art.  161.  O  crédito  não  integralmente  pago  no  vencimento  é  acrescido de juros de mora, seja qual for o motivo determinante  da falta, sem prejuízo da imposição das penalidades cabíveis e  da aplicação de quaisquer medidas de garantia previstas nesta  Lei ou em lei tributária.(g.n.o)  (...)  §  2º  O  disposto  neste  artigo  não  se  aplica  na  pendência  de  consulta  formulada  pelo  devedor  dentro  do  prazo  legal  para  pagamento do crédito.      Fl. 1481DF CARF MF Impresso em 18/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/05/2014 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 23/05/201 4 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 28/05/2014 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 16/06/2014 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO Processo nº 19515.004859/2009­62  Acórdão n.º 1202­001.096  S1­C2T2  Fl. 32          31 Lei n° 9.430, de 1996.  Capítulo IV  PROCEDIMENTOS DE FISCALIZAÇÃO  Seção V  Normas sobre o Lançamento de Tributos e Contribuições  Auto de Infração sem Tributo  Art.  43. Poderá  ser  formalizada exigência de crédito  tributário  correspondente  exclusivamente  a  multa  ou  a  juros  de  mora,  isolada ou conjuntamente.  Parágrafo  único.  Sobre  o  crédito  constituído  na  forma  deste  artigo,  não  pago  no  respectivo  vencimento,  incidirão  juros  de  mora, calculados à taxa a que se refere o § 3º do art. 5º, a partir  do primeiro dia do mês subseqüente ao vencimento do prazo até  o mês anterior ao do pagamento  e de um por cento no mês de  pagamento.  Multas de Lançamento de Ofício  Art. 44. Nos  casos de  lançamento de ofício,  serão aplicadas as  seguintes multas: (Redação dada pela Lei nº 11.488, de 2007)  I  ­  de  75%  (setenta  e  cinco  por  cento)  sobre  a  totalidade  ou  diferença  de  imposto  ou  contribuição  nos  casos  de  falta  de  pagamento  ou  recolhimento,  de  falta  de  declaração  e  nos  de  declaração inexata; (Redação dada pela Lei nº 11.488, de 2007)  Capítulo V  DISPOSIÇÕES GERAIS  Seção IV  Acréscimos Moratórios  Multas e Juros  Art. 61. Os débitos para com a União, decorrentes de tributos e  contribuições  administrados  pela  Secretaria  da  Receita  Federal,  cujos  fatos  geradores  ocorrerem  a  partir  de  1º  de  janeiro  de  1997,  não  pagos  nos  prazos  previstos  na  legislação  específica, serão acrescidos de multa de mora, calculada à taxa  de  trinta  e  três  centésimos  por  cento,  por  dia  de  atraso.  (Vide  Decreto nº 7.212, de 2010)  § 3º Sobre os débitos a que se refere este artigo incidirão juros  de mora  calculados  à  taxa  a  que  se  refere  o § 3º  do  art.  5º,  a  partir  do  primeiro  dia  do  mês  subseqüente  ao  vencimento  do  prazo até o mês anterior ao do pagamento e de um por cento no  mês de pagamento. (Vide Lei nº 9.716, de 1998)  Observa­se,  da  leitura do  art.  161,  caput,  do CTN,  que,  ao  termo  “crédito”  deve  ser  qualificado  o  adjetivo  “tributário”,  uma  vez  que  este  artigo  encontra­se  inserto  no  Título  III do CTN ­ CRÉDITO TRIBUTÁRIO, vedando­se, por conseguinte, a  incidência de  juros moratórios  sobre  a multa de  ofício,  a  qual  não  faz  parte  do  crédito  tributário  antes  do  Fl. 1482DF CARF MF Impresso em 18/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/05/2014 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 23/05/201 4 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 28/05/2014 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 16/06/2014 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO Processo nº 19515.004859/2009­62  Acórdão n.º 1202­001.096  S1­C2T2  Fl. 33          32 vencimento.  Este  pensamento  consta  das  lições  do  Professor  Luciano  Amaro,  transcritas  a  seguir:  (...) sem prejuízo da imposição de penalidades e da aplicação de  medidas de garantia. Embora o dispositivo se reporte a “crédito  tributário”,  ele  é  aplicável  também  às  situações  em  que  não  tenha havido lançamento (...) (op. cit p.418)    O  Código  Tributário  Nacional  dedicou  três  artigos  à  responsabilidade  por  infrações  tributárias  (...),  reportando­se,  ainda,  à  matéria,  de  modo  fragmentário,  noutras  disposições:  (...)m) art. 161 (cabimento de penalidades pelo inadimplemento  do dever de recolher tributo)(g.n.o)(op. cit. p. 467).  A  partir  desta  determinação  da  Lei  de  Normas  Gerais  Tributárias,  Lei  Complementar,  a  expressão  Os  débitos  para  com  a  União,  decorrentes  de  tributos  e  contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal no art. 61, caput e §3º, da Lei  n° 9.430, de 1996, Lei de rito ordinário, não inclui a multa de ofício para fins de incidência dos  juros moratórios,o que guarda coerência com a hierarquia das Leis e com a interpretação dos  referidos  artigos  à  Luz  dos  Direitos  e  Garantias  Fundamentais  e  do  Sistema  Tributário  Nacional referidos na Constituição de 1988.  Por  fim,  esclarece­nos  o  Professor  Mauro  Luis  Rocha  Lopes  (in  Direito  Tributário, 4. ed. Rio de Janeiro: Impetus, p. 266):  O cálculo dos juros em cima da multa, à evidência, agrava indevidamente a penalidade  no tempo e a descaracteriza, transformando­a em instrumento de arrecadação estatal. Mutatis  mutandis, é como se o condenado em processo criminal tivesse de se sujeitar ao agravamento  de sua pena apenas em função da demora em se recolher ao cárcere, o que não faz o menor  sentido.  Estabelece a norma geral tributária do art. 161, caput, do CTN que o crédito tributário  não  integralmente pago no vencimento  é acrescido de  juros de mora,  seja qual  for o motivo  determinante da falta, sem prejuízo da imposição das penalidades cabíveis, como a evidenciar  que o crédito original, representado exclusivamente pelo montante do tributo não pago, figura,  isoladamente, tanto como base para a contagem dos juros como para o cálculo da multa (...)  Por conseguinte, pelas razões expostas, DOU provimento parcial ao presente  recurso para excluir a incidência de juros de mora sobre a multa de ofício.  (assinado digitalmente)  Plínio Rodrigues Lima.                    Fl. 1483DF CARF MF Impresso em 18/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/05/2014 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 23/05/201 4 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 28/05/2014 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 16/06/2014 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO

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