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Numero do processo: 10980.726419/2011-13
Turma: Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue May 13 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Thu May 29 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2007, 2008, 2009
CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA - NULIDADE DO PROCESSO FISCAL
Se foi concedida, durante a fase de defesa, ampla oportunidade de apresentar documentos e esclarecimentos, bem como se o sujeito passivo revela conhecer plenamente as acusações que lhe foram imputadas, rebatendo-as, uma a uma, de forma meticulosa, mediante extensa e substanciosa defesa, abrangendo não só outras questões preliminares como também razões de mérito, descabe a proposição de cerceamento do direito de defesa.
QUEBRA DE SIGILO BANCÁRIO. PREVISÃO NA LEI COMPLEMENTARNº105/2001.
A Lei Complementar nº 105/2001 permite a quebra do sigilo por parte das autoridades e dos agentes fiscais tributários da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, quando houver processo administrativo instaurado ou procedimento fiscal em curso e tais exames sejam considerados indispensáveis pela autoridade administrativa competente.
OMISSÃO DE PROVENTOS DE QUALQUER NATUREZA RECEBIDOS DE PESSOAS JURÍDICAS E/OU FÍSICAS - DESCARACTERIZAÇÃO DE CONTRATOS DE MÚTUOS
Inclui-se como rendimentos tributáveis, proveniente do trabalho sem vínculo empregatício, os valores recebidos de pessoas jurídicas e/ou pessoas físicas, não declarados espontaneamente pelo contribuinte, e detectados de ofício pela autoridade lançadora cuja origem não for justificada, através da apresentação de documentação hábil e idônea, se tratarem de rendimentos já tributados, isentos, ou não tributáveis. Assim, são tributáveis como rendimentos auferidos os valores recebidos de pessoa jurídica cuja natureza de mútuo foi descaracteriza pela falta de comprovação, através da apresentação de documentação hábil e idônea.
OMISSÃO DE RENDIMENTOS - DEPÓSITOS BANCÁRIOS DE ORIGEM NÃO COMPROVADA - ARTIGO 42, DA LEI Nº. 9.430, de 1996
Caracteriza omissão de rendimentos a existência de valores creditados em conta de depósito ou de investimento mantida junto a instituição financeira, em relação aos quais o titular, pessoa física ou jurídica, regularmente intimado, não comprove, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações.
LUCROS DISTRIBUÍDOS. DISTRIBUIÇÃO EXCEDENTE AO LUCRO PRESUMIDO.ISENÇÃO.CONDIÇÕES.
Somente pode ser distribuído, com isenção do imposto de renda, valor maior que o lucro presumido do período quando se comprovar que o lucro contábil excedeu o presumido, mediante levantamento dos demonstrativos contábeis com observância da legislaçãocomercial.
MULTA QUALIFICADA - DEPÓSITOS BANCÁRIOS
A simples apuração de omissão de receita ou de rendimentos, por si só, não autoriza a qualificação da multa de ofício, sendo necessária a comprovação do evidente intuito de fraude do sujeito passivo. (Súmula CARF nº 14).
Recurso voluntário provido em parte
Numero da decisão: 2202-002.650
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, QUANTO A PRELIMINAR DE PROVA ILÍCITA POR QUEBRA DE SIGILO BANCÁRIO: Pelo voto de qualidade, rejeitar a preliminar. Vencidos os Conselheiros Rafael Pandolfo, Fábio Brun Goldschmidt e Pedro Anan Junior que acolhiam a preliminar. QUANTO A PRELIMINAR DE NULIDADE: Por unanimidade de votos, rejeitar a preliminar. NO MÉRITO - QUANTO AO ITEM 1 DO AUTO DE INFRAÇÃO: Por maioria de votos, dar provimento parcial ao recurso para excluir da omissão apurada o valor de R$ 378.718,59 e R$ 785.747,73, relativos aos anos calendários 2007 e 2008, respectivamente, bem como desqualificar a multa de ofício, reduzindo-a do percentual de 150% para 75%. Vencido o Conselheiro Márcio de Lacerda Martins que provia em menor extensão, mantendo a qualificação da multa de ofício. QUANTO AO ITEM 2 DO AUTO DE INFRAÇÃO: Pelo voto de qualidade, negar provimento ao recurso. Vencidos os Conselheiros Pedro Anan Junior, Rafael Pandolfo e Fábio Brun Goldschmidt que proviam nesta parte. QUANTO AO ITEM 3 DO AUTO DO INFRAÇÃO: Pelo voto de qualidade, negar provimento ao recurso. Vencidos os Conselheiros Pedro Anan Junior, Rafael Pandolfo e Fábio Brun Goldschmidt que proviam parcialmente o recurso para excluir das omissões apuradas o valor de R$ 22.600.772,06 e R$ 12.000.000,00, relativos aos anos calendários 2006 e 2008, respectivamente. QUANTO AO JUROS SOBRE A MULTA DE OFÍCIO: Pelo voto de qualidade, negar provimento ao recurso. Vencidos os Conselheiros Pedro Anan Junior, Rafael Pandolfo e Fábio Brun Goldschmidt que proviam nesta parte.Fez sustentação oral pelo contribuinte o Dr. Frederico Min Stern, OAB/PA 394.404.
(Assinado digitalmente)
Antonio Lopo Martinez Presidente em Exercício e Relator
Composição do colegiado: Participaram do presente julgamento os Conselheiros Dayse Fernandes Leite (Substituta Convocada), Rafael Pandolfo, Marcio de Lacerda Martins (Suplente Convocado), Fabio Brun Goldschmidt, Pedro Anan Júnior.
Nome do relator: ANTONIO LOPO MARTINEZ
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QUEBRA DE SIGILO BANCÁRIO. PREVISÃO NA LEI COMPLEMENTARNº105/2001. A Lei Complementar nº 105/2001 permite a quebra do sigilo por parte das autoridades e dos agentes fiscais tributários da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, quando houver processo administrativo instaurado ou procedimento fiscal em curso e tais exames sejam considerados indispensáveis pela autoridade administrativa competente. OMISSÃO DE PROVENTOS DE QUALQUER NATUREZA RECEBIDOS DE PESSOAS JURÍDICAS E/OU FÍSICAS DESCARACTERIZAÇÃO DE CONTRATOS DE MÚTUOS Incluise como rendimentos tributáveis, proveniente do trabalho sem vínculo empregatício, os valores recebidos de pessoas jurídicas e/ou pessoas físicas, não declarados espontaneamente pelo contribuinte, e detectados de ofício pela autoridade lançadora cuja origem não for justificada, através da apresentação de documentação hábil e idônea, se tratarem de rendimentos já tributados, isentos, ou não tributáveis. Assim, são tributáveis como rendimentos auferidos os valores recebidos de pessoa jurídica cuja natureza de mútuo foi descaracteriza pela falta de comprovação, através da apresentação de documentação hábil e idônea. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 98 0. 72 64 19 /2 01 1- 13 Fl. 1880DF CARF MF Impresso em 29/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/05/2014 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 27/05/201 4 por ANTONIO LOPO MARTINEZ 2 OMISSÃO DE RENDIMENTOS DEPÓSITOS BANCÁRIOS DE ORIGEM NÃO COMPROVADA ARTIGO 42, DA LEI Nº. 9.430, de 1996 Caracteriza omissão de rendimentos a existência de valores creditados em conta de depósito ou de investimento mantida junto a instituição financeira, em relação aos quais o titular, pessoa física ou jurídica, regularmente intimado, não comprove, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações. LUCROS DISTRIBUÍDOS. DISTRIBUIÇÃO EXCEDENTE AO LUCRO PRESUMIDO.ISENÇÃO.CONDIÇÕES. Somente pode ser distribuído, com isenção do imposto de renda, valor maior que o lucro presumido do período quando se comprovar que o lucro contábil excedeu o presumido, mediante levantamento dos demonstrativos contábeis com observância da legislaçãocomercial. MULTA QUALIFICADA DEPÓSITOS BANCÁRIOS A simples apuração de omissão de receita ou de rendimentos, por si só, não autoriza a qualificação da multa de ofício, sendo necessária a comprovação do evidente intuito de fraude do sujeito passivo. (Súmula CARF nº 14). Recurso voluntário provido em parte Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, QUANTO A PRELIMINAR DE PROVA ILÍCITA POR QUEBRA DE SIGILO BANCÁRIO: Pelo voto de qualidade, rejeitar a preliminar. Vencidos os Conselheiros Rafael Pandolfo, Fábio Brun Goldschmidt e Pedro Anan Junior que acolhiam a preliminar. QUANTO A PRELIMINAR DE NULIDADE: Por unanimidade de votos, rejeitar a preliminar. NO MÉRITO QUANTO AO ITEM 1 DO AUTO DE INFRAÇÃO: Por maioria de votos, dar provimento parcial ao recurso para excluir da omissão apurada o valor de R$ 378.718,59 e R$ 785.747,73, relativos aos anos calendários 2007 e 2008, respectivamente, bem como desqualificar a multa de ofício, reduzindoa do percentual de 150% para 75%. Vencido o Conselheiro Márcio de Lacerda Martins que provia em menor extensão, mantendo a qualificação da multa de ofício. QUANTO AO ITEM 2 DO AUTO DE INFRAÇÃO: Pelo voto de qualidade, negar provimento ao recurso. Vencidos os Conselheiros Pedro Anan Junior, Rafael Pandolfo e Fábio Brun Goldschmidt que proviam nesta parte. QUANTO AO ITEM 3 DO AUTO DO INFRAÇÃO: Pelo voto de qualidade, negar provimento ao recurso. Vencidos os Conselheiros Pedro Anan Junior, Rafael Pandolfo e Fábio Brun Goldschmidt que proviam parcialmente o recurso para excluir das omissões apuradas o valor de R$ 22.600.772,06 e R$ 12.000.000,00, relativos aos anos calendários 2006 e 2008, respectivamente. QUANTO AO JUROS SOBRE A MULTA DE OFÍCIO: Pelo voto de qualidade, negar provimento ao recurso. Vencidos os Conselheiros Pedro Anan Junior, Rafael Pandolfo e Fábio Brun Goldschmidt que proviam nesta parte.Fez sustentação oral pelo contribuinte o Dr. Frederico Min Stern, OAB/PA 394.404. Fl. 1881DF CARF MF Impresso em 29/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/05/2014 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 27/05/201 4 por ANTONIO LOPO MARTINEZ Processo nº 10980.726419/201113 Acórdão n.º 2202002.650 S2C2T2 Fl. 3 3 (Assinado digitalmente) Antonio Lopo Martinez – Presidente em Exercício e Relator Composição do colegiado: Participaram do presente julgamento os Conselheiros Dayse Fernandes Leite (Substituta Convocada), Rafael Pandolfo, Marcio de Lacerda Martins (Suplente Convocado), Fabio Brun Goldschmidt, Pedro Anan Júnior. Fl. 1882DF CARF MF Impresso em 29/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/05/2014 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 27/05/201 4 por ANTONIO LOPO MARTINEZ 4 Relatório Em desfavor da contribuinte, BRUNO LACOMBE MIRAGLIA, por meio do auto de infração (fls. 1352/1361), são exigidos R$ 18.956.913,95 de imposto sobre a renda de pessoa física, R$ 15.867.474,75 de multas de ofício de 75% e 150%, além de acréscimos legais. O lançamento, conforme descrição dos fatos e enquadramento legal (fls. 1359/1361) e Termo de Encerramento de Ação Fiscal (fls. 1366/1390), referese à constatação de: (a) omissão de rendimentos caracterizada por depósitos bancários com origem não comprovada, nos anos calendário 2006 a 2008, nos valores respectivos de R$.1.041.077,76, R$ 4.983.211,01 e R$ 2.043.351,43; (b) classificação indevida de rendimentos na DIRPF, no ano calendário 2008, no valor de R$ 23.597.100,00, registrados como auferidos a título de lucros distribuídos pela empresa TIBAGI DESENVOLVIMENTO E PARTICIPAÇÕES LTDA, que se constatou não dispor desse montante de lucro em seu patrimônio líquido, em função de omitir adequado registro contábil; e (c) omissão de rendimentos caracterizada por : (c.1) valores auferidos de terceiros e (c.2) créditos cedidos por pessoa jurídica e pessoas físicas, nos anos calendário 2006 a 2008, nos valores de R$ 25.036.154,07, R$ 302.000,00 e R$ 12.000.000,00, respectivamente. Cientificado do lançamento, por via postal, em 13/12/2011 (fl. 1399), o interessado, por intermédio de procuradores (fls. 1446/1447), apresentou, tempestivamente, em 12/01/2012, impugnação (fls. 1400/1444), instruída com documentos (fls. 1445/1692), a seguir sintetizada. Preliminarmente, suscita nulidade do auto de infração, argüindo violação aos princípios do contraditório e da ampla defesa (art. 5º, LV, da Constituição Federal), aduzindo, quanto à suposta cessão de crédito de R$ 240.753,21 de LINEIA MARIA STEINTHALER, que não tem como se defender, por não saber do que está sendo acusado, citando a descrição contida no item IB do Termo de Encerramento da Ação Fiscal – TEAF em que a autoridade autuante ressalva o seu direito de manifestação por meio de impugnação, acrescentando não ser cabível a autuação sem que fosse intimado a se manifestar sobre o assunto. Diz que o mesmo ocorre em relação a “outros rendimentos tributáveis” referidos no item II.2 do TEAF, em que a autuação apresenta planilha de valores e informa que os dados foram obtidos em fiscalização de uma pessoa jurídica, TIBAGI ENGENHARIA E CONSTRUÇÕES LTDA. Reclama haver prejuízo ao direito de defesa pelo fato de grande parte das informações em que se Fl. 1883DF CARF MF Impresso em 29/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/05/2014 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 27/05/201 4 por ANTONIO LOPO MARTINEZ Processo nº 10980.726419/201113 Acórdão n.º 2202002.650 S2C2T2 Fl. 4 5 baseou o lançamento ter sido obtida por meio de intimações a diversas pessoas jurídicas, sem que tenha sido instado a se manifestar sobre fatos relevantes que lhe foram imputados, repelindo eventual argumento de que, por ser sócio da pessoa jurídica, sua intimação estaria dispensada. Faz distinção da personalidade jurídica da empresa e de seu patrimônio, citando o princípio contábil da entidade, concluindo que a fiscalização da pessoa jurídica não gera efeitos sobre a pessoa física, ressalvada a sua intimação sobre todos os fatos, para que tenha oportunidade de se defender. No mérito, pugna pela improcedência do auto de infração, contestando, primeiramente, a cessão de crédito de R$ 22.360.722,06 pela TIBAGI ENGENHARIA CONSTRUÇÃO E MINERAÇÃO, que identifica como TE, que teria origem em saldo, em 31/12/2005, de contratos de mútuo firmados com a TIBAGI DESENVOLVIMENTO E PARTICIPAÇÕES LTDA, referida como TD, argumentando que a operação foi desvirtuada pela fiscalização, que não teria compreendido os esclarecimentos e documentos que lhe foram apresentados. Diz ser falha e tendenciosa a análise fiscal acerca da natureza jurídica do contrato e de suas cláusulas. Faz esclarecimentos a respeito da cláusula terceira do contrato de cessão, que alega apenas pretender deixar claro que a cessão foi realizada “SEM COOBRIGAÇÃO”, expressão utilizada pelo mercado financeiro, ou “PROSOLUTO”, consoante a doutrina, acrescentando que, por disposição expressa da COSIF (“Portal de Contabilidade”), as operações de cessões de direito creditório entre empresas não financeiras devem ser na modalidade prosoluto. Sustenta que a cláusula está em sintonia com o art. 296 do Código Civil (“salvo estipulação em contrário, o cedente não responde pela solvência do devedor”), repelindo a tese de que a cessão seria gratuita e argüindo a necessidade de análise dos demais elementos de prova para concluir pela sua onerosidade. Sobre os aspectos fáticos e contábeis, pondera que: em 01/01/2006, a TE era credora da TD no valor de R$ 22.360.772,06, em decorrência de contratos de mútuos em períodos anteriores, conforme Livros Razão das empresas (Doc. 02 e 03); em 03/01/2006, a TE firmou contrato de cessão de direitos creditórios com o autuado (que se identifica como BLM), com anuência da TD, no valor referido, pelo qual a TE transferiu a BLM os “direitos creditórios decorrentes dos contratos de mútuo, confissões de dívidas e outras avenças”; com a cessão, TD deixou de ser devedora de TE, em R$ 22.360.722,06, e “baixou” contas a receber com BLM no mesmo valor, registrando na contabilidade um crédito na conta “Ativo – contas a receber de BLM” e, em contrapartida, um débito na conta “Passivo – contas a pagar a TE” (doc. 02); TE deixou de ser credora da TD, passando a ser credora de BLM, registrando na contabilidade um crédito na conta “Ativo – contas a receber de TD” e, em contrapartida, um débito na conta “Ativo – contas a receber de BLM” (doc. 03); BLM passou a ser credor da TD, o que implicou a redução do saldo de contas a pagar com esta empresa, e devedor da TE, registrando na DIRPF 2007, na ficha Fl. 1884DF CARF MF Impresso em 29/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/05/2014 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 27/05/201 4 por ANTONIO LOPO MARTINEZ 6 “dívidas e ônus reais”, um aumento da dívida com a TE e uma redução da dívida com a TD. Sustenta que, da operação descrita, não houve qualquer ganho/rendimento de BLM, nem perda pela TE, que não abdicou de seus créditos a receber, sem contrapartida. Considera que a presunção fiscal contraria a prova dos autos e a razoabilidade, que não se falar em “cessão gratuita, da espécie prosoluto”, concluindo que está demonstrada a regularidade da operação. Quanto ao crédito cedido de LINEIA MARIA STEINTHALER, no valor de R$ 240.753,21, defende que não restou demonstrada ou comprovada a ocorrência de rendimento, o que, por si só, redundaria na improcedência do lançamento. Não obstante, esclarece que LINEIA MARIA STEINTHALER possuía dívida com a TE, no valor de R$ 240.753,21 (doc. 06), e, em janeiro de 2006, a TE cedeu referido crédito a BLM, que, paralelamente, contratou mútuo com a TE (doc. 06); que, assim, BLM passou a ser credor de LINEIA e devedor de TE, no mesmo valor, não havendo rendimentos, mas transferência de direitos, sem ganhos ou perdas para as partes, estando o aumento da dívida com a TE refletido na DIRPF 2007. No que se refere ao crédito cedido pela TIBAGI ENGENHARIA CONSTRUÇÃO E MINERAÇÃO LTDA, no valor de R$ 12.000.000,00, envolvendo BALTAZAR JOSÉ DE SOUZA, também argumenta que a fiscalização não demonstrou ou comprovou o referido rendimento, o que, por si só, já implicaria a improcedência do lançamento. No entanto, para afastar eventual dúvida, aduz que BALTAZAR JOSÉ DE SOUZA possuía dívida com a TE no valor de R$ 12.000.000,00 (doc. 07), direito que, em dezembro de 2008, por contrato de cessão de crédito, foi cedido da TE a BLM, que paralelamente contratou mútuo com a TE. Assim, ficou credor de BALTAZAR, mas devedor da TE, não havendo rendimentos, mas transferência de direitos, sem ganhos ou perdas para as partes, tendo o aumento da dívida com a TE sido registrado na DIRPF 2009. Acerca da distribuição de lucros no valor de R$ 23.597.100,00, no ano calendário 2008, pela TIBAGI DESENVOLVIMENTO E PARTICIPAÇÕES LTDA (TD), alega se tratarem de rendimentos isentos, contestando o entendimento fiscal de que referida empresa não teria apurado lucros a distribuir em 2008. Aduz serem improcedentes as alegações contidas no item II.1 do TEAF, em face da regular apuração e distribuição de lucro pela TD. Informa se tratar de operação que foi objeto de autuação contra a TIBAGI ENGENHARIA E CONSTRUÇÕES LTDA, lavrada simultaneamente à presente, no Processo Administrativo nº 10980.726251/201146, motivo pelo qual diz reproduzir as razões de impugnação naquele apresentadas, que demonstrariam a regularidade da cessão de crédito e a inexistência de ganhos ou perdas para a cedente (TD) e cessionário (TE). Nesse sentido, narra que o crédito cedido pela TD tem como origem um ativo realizável de R$ 110.000.000,00, decorrente da venda de participação societária na TE para BLM, operação que teria sido esclarecida à fiscalização, mas desvirtuada. Cita as Fl. 1885DF CARF MF Impresso em 29/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/05/2014 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 27/05/201 4 por ANTONIO LOPO MARTINEZ Processo nº 10980.726419/201113 Acórdão n.º 2202002.650 S2C2T2 Fl. 5 7 considerações fiscais a respeito da cessão de R$ 45.000.000,00 da TD para a TE, refutando a obrigação da TD de “baixar” o valor da cessão para contas de resultado. Defende que o contrato deve ser analisado juntamente com os demais elementos de prova, para se concluir pela sua onerosidade. Descreve que, em 21/07/2003, a TD vendeu a BLM, com a anuência da TE, a totalidade das quotas de que era titular na TE, pelo valor de R$ 110 milhões, a serem pagos no prazo de dez anos (doc. 08). Tal operação foi registrada por BLM na DIRPF (quotas e dívida) e na contabilidade da TD (débito na conta “Ativo – contas a receber de BLM” e crédito na conta “Venda de Investimento” – doc. 10). Em 28/07/2006, a TD firmou contrato de “cessão de direitos creditórios decorrentes de contratos de mútuo” com a TE, com anuência de BLM, transferindo à TE R$ 45.000.000,00 dos direitos creditórios que detinha em face de BLM (doc. 11), com a finalidade contratual de “sanear as obrigações mutuarias entre si”. Faz relato das consequências das operações no patrimônio das partes e nas contabilidades das pessoas jurídicas, apontando, além daquelas já indicadas: “na contabilidade da TE houve, em um primeiro momento, débito na conta ‘valores a receber de BLM’, e um crédito na conta ‘valores a pagar à TD’ (Doc. 12)” e “em um segundo momento, considerando que a TD passou a ser credora em R$ 45 milhões da TE, por decisão dos sócios, o referido valor foi convertido em adiantamento para futuro aumento de capital – AFAC. Assim, na contabilidade, houve um lançamento a débito na conta de passivo ‘valores a pagar à TD’ e um crédito na conta ‘reservas de AFAC’ (Doc. 13)”. Destaca que, desse modo, não houve “ganho” da TE ou “perda” da TD, não tendo essa abdicado de crédito de R$ 45 milhões, tendo a presunção fiscal contrariado as provas e a razoabilidade, não havendo que se falar em “cessão gratuita, da espécie prosoluto”, advinda da análise de apenas parte das operações. Conclui demonstrada a regularidade da operação, assim como da distribuição de lucros, no valor de R$ 23.597.100,00. Caso assim não se admita a hipótese de distribuição de lucros e dividendos, pugna pela nulidade do auto de infração quanto a esse valor, por erro na identificação do sujeito passivo, aduzindo que se trataria de pagamento “sem causa”, rendimento que, nos termos do art. 61 da Lei nº 8.981, de 1995, não poderia ser tributado na pessoa física, porquanto sujeito à tributação exclusiva do imposto de renda retido na fonte, destacando a nomenclatura “pagamento sem causa” utilizada pela autoridade fiscal na “reapuração” do lucro da TD. Sob o tópico “III.2b Outros rendimentos” (fls. 1418/1419), questiona “outros rendimentos supostamente tributáveis nos anos de 2006 e 2007, localizada na conta de mútuos do Livro Razão da Tibagi Engenharia e Construções Ltda”, acerca dos quais não teria sido questionado no curso da fiscalização, o que defende implicar a improcedência do auto de infração. Não obstante, alega apresentar documentação que comprova que referidos lançamentos contábeis não representam rendimentos. Defende que o valor de R$ 38.000,00 decorre de mútuo firmado Fl. 1886DF CARF MF Impresso em 29/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/05/2014 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 27/05/201 4 por ANTONIO LOPO MARTINEZ 8 com a TE (doc. 14), cuja entrega de valores foi feita pela empresa JATOBÁ, por conta e ordem da TE; que, da mesma forma, são relativos a mútuos com a TE, os valores de R$.530.450,00, entregues por CARLOS MURADAS, de R$ 1.866.176,80, por FRANKLIN D. GUIMARÃES, de R$ 85.000,00 pela COMPASA, de R$ 188.000,00 por EROS GRADOWSKI e R$ 29.000,00 por OSWALDO FERNANDO CELLA, todos por conta e ordem da TE. Quanto à omissão apurada sob a consideração de depósitos de origem não comprovada, argumenta que a não aceitação de que os valores decorreriam de mútuos com a TE e com a AGS DESENVOLVIMENTO E PARTICIPAÇÕES LTDA foi baseada nas razões expostas no item 5 do Termo de Verificação e Encerramento de Ação Fiscal lavrado contra a TE no PAF nº 10980.726251/201146. Para, em contrapartida, demonstrar a validade dos contratos de mútuo, diz reprisar as razões de impugnação da TE no referido processo administrativo, com base em transcrição, às fls. 1421/1437, de impugnação em que se discorre sobre: (a) o reconhecimento da validade dos contratos de mútuo em anterior fiscalização, que culminou com auto de infração de IOF dos anos calendário 2003 a 2005 e com denúncia espontânea do mesmo imposto em relação aos anos calendário 2006 a 2008; (b) a inexistência de determinação legal que obrigasse o lançamento contábil com o registro do número dos contratos, que teriam sido contratos em registros auxiliares, com amparo em normas de contabilidade e no art. 1.184 do Código Civil; (c) a falta de respaldo na acusação de que os contratos teriam sido criados posteriormente aos registros contábeis; (d) a regular contabilização das amortizações de mútuo com BRUNO LACOMBE MIRAGLIA, no valor de R$ 7.556.698,58, constantes de “planilha auxiliar de amortizações”, páginas do Livro Razão com destaque dos lançamentos contábeis e registros auxiliares dos contratos de mútuo, que a fiscalização deveria ter analisado; (e) inexistência de previsão legal que obrigue o registro público de contratos de mútuo, previstos no art. 586 do Código Civil, os quais difere dos contratos de cessão de créditos, previstos nos arts. 286 e seguintes do Código Civil, porquanto esse envolva direito de terceiro, hipótese condizente com a determinação do art. 129 da Lei de Registros Públicos (Lei nº 6.015, de 1973); (f) a falta de vedação à celebração de contratos e realização de negócios jurídicos em dias não úteis, sejam datas comemorativas ou feriados, reputando não condizente com o princípio da legalidade as suposições efetuadas, com a invenção de fatos e de funcionários com rotina fraudulenta; (g) a situação financeira da “fiscalizada”, que reconhece “complicada”, o que não a impediria de realizar negócios jurídicos, tendo a realização de mútuos se prestado justamente a possibilitar a continuidade das suas atividades, destacando a conveniência de não efetuar recebimentos em sua conta, sob risco de serem bloqueados, razão pela qual “mutuava” valores para empresas do grupo ou sócios, para que cumprissem as suas obrigações comerciais e fiscais, acrescentando que não houve a contração de empréstimos bancários no período de 2006 e 2008; (h) a dificuldade financeira pela qual também se encontravam os sócios e empresas ligadas, o que explicaria a acusada inércia na Fl. 1887DF CARF MF Impresso em 29/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/05/2014 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 27/05/201 4 por ANTONIO LOPO MARTINEZ Processo nº 10980.726419/201113 Acórdão n.º 2202002.650 S2C2T2 Fl. 6 9 recuperação dos créditos e a concessão de novos créditos a despeito da inadimplência de alguns contratos de mútuo, destacando que não seria razoável celebrar contratos de mútuo com terceiros desconhecidos; (i) as conclusões equivocadas da autoridade fiscal, considerando falhos, inexistentes e viciados os supostos indícios de irregularidade, não havendo razão para a desconstituição dos contratos de mútuo; e (j) a aplicação de multa qualificada em face dos fatos narrados no “item 5 do TVEAF” que visariam a impedir ou retardar a ocorrência do fato gerador do IRPJ e da CSLL, considerando que, afastada a desconsideração dos contratos de mútuo firmados, não há que se falar em atos simulados ou fraudulentos. A partir da transcrição apresentada, conclui pela validade dos contratos de mútuo, em face dos quais não haveria que se falar em depósitos de origem não comprovada. Ainda quanto aos depósitos bancários, reclama a falta de apresentação da planilha de apuração e da relação de valores considerados como transferidos de outras contas mantidas pela pessoa física, o que defende invalidar o lançamento, questionando, por outro lado, a falta de exclusão das “transferências entre contas”, que diz destacar em planilha anexa (doc. 17). A título de argumentação, requer o afastamento dos juros de mora aplicados sobre a multa de ofício, aduzindo que a Receita Federal tem efetuado essa exigência com fundamento no art. 61 da Lei nº 9.430, de 1996, o que não corresponderia à previsão legal, posto que a penalidade pecuniária não é um débito com a União decorrente do tributo, mas do descumprimento de uma obrigação legal de efetuar o recolhimento. Cita, a respeito, jurisprudência do Conselho de Contribuintes. O processo foi encaminhado em diligência, às fls. 1695, para que, em relação à apuração de omissão de rendimentos por depósitos bancários de origem não comprovada, fosse juntado demonstrativo (“página 1 de 4”) que teria acompanhado o Termo de Intimação Fiscal nº 01, de 13/02/2011, e planilha indicativa das transferências de outras contas mantidas pela pessoa física. Em atendimento, foram juntados os documentos de fls. 1698/1712, acompanhados da informação fiscal de fls. 1713/1715. À fl. 1719, foi o processo encaminhado para que o contribuinte fosse cientificado do “RELATÓRIO DE DILIGÊNCIA” de fls. 1713/1715, facultandolhe o direito de se manifestar a respeito de seu conteúdo. Às fls. 1723/1727, o interessado, por intermédio de seus procuradores, manifestar se acerca da informação fiscal de fls. 1713/1715, aduzindo, em resumo, que houve nulidade no lançamento em face da falta de demonstração anterior dos valores excluídos das transferências entre contas de mesma titularidade, uma vez que, assim, não teve acesso a todas as informações para que pudesse verificar o acerto da imposição fiscal, em afronta ao art. 10 do Decreto nº 70.235, de 1972, refutando a tese de que isso não lhe teria prejudicado por não haver agravado a infração, situando a questão no âmbito do direito de contraditório e de ampla defesa, a teor do art. 5º, LV, da Constituição Federal, aduzindo se tratar de requisito essencial do auto de infração; supletivamente, alega que apenas parte dos valores das transferências entre Fl. 1888DF CARF MF Impresso em 29/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/05/2014 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 27/05/201 4 por ANTONIO LOPO MARTINEZ 10 contas de mesma titularidade foi excluída, apontando aqueles que entende estarem assim caracterizados, reafirmando o pedido já manifestado na impugnação, conforme “Doc. 17”. A DRJ julga a impugnação procedente em parte a impugnação, nos termos da ementa a seguir: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Ano calendário:2006, 2007, 2008 CONTRADITÓRIO. DIREITO DE DEFESA. O contraditório no âmbito do processo administrativo fiscal é estabelecido a partir da faculdade de impugnar o auto de infração, não havendo que se falar, na contestação ao lançamento, em tolhimento de direito de defesa que teria ocorrido na fase de fiscalização. OBTENÇÃO DE DIREITO CREDITÓRIO. RECEBIMENTO SEM ÔNUS. SUJEIÇÃO À TRIBUTAÇÃO. O recebimento de direito de crédito sem a comprovação de existência de qualquer espécie de ônus implica a necessidade de reconhecimento do valor correspondente como rendimentos tributáveis, sujeitos ao ajuste anual da pessoa física. LUCROS E DIVIDENDOS. ISENÇÃO E TRIBUTAÇÃO. São tributáveis pela pessoa física os rendimentos auferidos a título de distribuição de lucros e dividendos na hipótese de se constatar que os valores são excedentes aos lucros, lucros acumulados e reserva de lucros de que efetivamente dispunha a pessoa jurídica. OMISSÃO DE RENDIMENTOS. LANÇAMENTO COM BASE EM DEPÓSITOS BANCÁRIOS. Caracterizam omissão de rendimentos os valores creditados em conta de depósito ou de investimento mantida junto à instituição financeira em relação aos quais o titular, regularmente intimado, não comprove, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações. Impugnação Procedente em Parte Crédito Tributário Mantido em Parte A DRJ entendeu por bem cancelar a exigência de algum depósitos bancários, para os quais entende satisfatória a explicação do recorrente. No total da infração é excluído R$ 1.595,00 (27,5% de R$ 5.800,00) e de R$ 10.835,19 (27,5% de R$ 39.400,68) de imposto suplementar nos anos calendário 2006 e 2008, respectivamente, além de R$ 18.645,27 de multa de ofício (150%) e dos acréscimos legais correspondentes. Intimado do acórdão proferido pela DRJ, o contribuinte interpôs recurso voluntário, onde reitera argumentos da impugnação. no que toca aos pontos principais, destacando os seguintes aspectos no final de seu recurso. Fl. 1889DF CARF MF Impresso em 29/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/05/2014 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 27/05/201 4 por ANTONIO LOPO MARTINEZ Processo nº 10980.726419/201113 Acórdão n.º 2202002.650 S2C2T2 Fl. 7 11 Preliminarmente da nulidade do auto de infração pela violação do princípio do contraditório e da ampla defesa; Ocorre que a autoridade recorrida não demonstrou, muito menos comprovou a existência de créditos, tendo se limitados a afirmar que tal cessão não foi objeto de fiscalização e que o Recorrente poderia se defender na impugnação; Que a autoridade simplesmente constituiu o crédito tributário sem nenhum embasamento legal e documental; Que a autoridade fiscal fiscalizou a pessoa jurídica da Tibagi Engenharia e Construções Ltda e apurando supostas irregularidades fiscais naquela empresa, imputou as infrações a pessoa física do recorrente; Do crédito cedido pela Tibagi Engenharia Construção e Mineração Ltda, no valor de R$. 22.360.722,06, que teria origem em contratos mútuos firmados com a Tibagi Desenvolvimento e Participações Ltda. Não tendo transferidos os seus créditos de forma gratuita tal como entende a fiscalização; Do crédito cedido pela Sra. Lineia Maria Steinthaler no valor de R$.240.753,21. Situação na qual embora o recorrente tenha passado a ser credor da Sra Linéia este passou a ser devedor da TE no exato momento, em decorrência do contrato de mútuo; Do crédito cedido pela Tibagi Engenharia Construção e Mineração Ltda no valor de R$ 12 milhões, que teria origem em contrato de mútuo; Da distribuição do lucros no valor de R$ 23.597.100,00, que a autoridade fiscal pretendeu afastar a natureza de rendimentos isentos recebidos pelo recorrente, alegando que os mesmos tratam de lucros e dividendos, pois, supostamente, a TD não teria apurado lucros a distribuir em 2008; No entendimento da fiscalização, devido a um suposto equivoco contábil cometido pela TD, relativo as escrituração da operação de cessão de credito de R$ 45 milhões para a TE em 2006, uma vez que o valor da cessão deveria ter sido baixado para contas de resultados, e não permanecido no ativo realizável a longo prazo. Partindo desse fato a autoridade reapurou simplificadamente o lucro e prejuízos acumulados; Indica que os referidos pagamentos que não foram entendidos como distribuição de lucros, deveriam ser tratados como pagamentos sem causa tributados exclusivamente na fonte; Fl. 1890DF CARF MF Impresso em 29/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/05/2014 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 27/05/201 4 por ANTONIO LOPO MARTINEZ 12 No que se refere aos outros rendimentos lançados no auto de infração, os mesmo não foram questionados ao recorrente no processo de fiscalização, entretanto os recorrente apresentou para o mesmo toda a documentação que respalda o lançamento. Dos valores lançados como depósitos de origem não comprovada, aponta que não pode utilizar como prova extratos bancários obtidos sem autorização judicial; Como resultado da fiscalização, a qual teve por base exatamente a mesma situação fática e jurídica tratada nos presente auto, a Receita Federal do Brasil concluiu pela existência e validade dos contratos de mútuo – nem poderia ser diferente em face da TE para a exigência do IOF. Entretanto ao apreciar as operações de mútuo realizadas pela TE, a RFB já conclui pela sua existência. Questiona que em um momento considera e em outro não considera; Da impossibilidade de autuação baseada em depósitos bancários. Alega a autoridade fiscal que os contratos de mútuo seriam irregulares, pois ao TE não teria informados os números dos contratos de mútuo nos registros contábeis, muito embora os contratos estivessem devidamente numerados; Da inexistência de dolo, fraude ou simulação que justifique a qualificação da multa; Da não incidência de juros de mora sobre a multa de ofício. É o relatório. Fl. 1891DF CARF MF Impresso em 29/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/05/2014 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 27/05/201 4 por ANTONIO LOPO MARTINEZ Processo nº 10980.726419/201113 Acórdão n.º 2202002.650 S2C2T2 Fl. 8 13 Voto Conselheiro Antonio Lopo Martinez, Relator O recurso voluntário reúne os pressupostos de admissibilidade previstos na legislação que rege o processo administrativo fiscal e deve, portanto, ser conhecido por esta Turma de Julgamento. Da Preliminar de Nulidade Nos presentes autos, não ocorreu nenhum vício para que o procedimento seja anulado, como bem discorreu a autoridade recorrida, os vícios capazes de anular o processo são os descritos no artigo 59 do Decreto 70.235/1972 e só serão declarados se importarem em prejuízo para o sujeito passivo, de acordo com o artigo 60 do mesmo diploma legal. A autoridade fiscal ao constatar infração tributária tem o dever de ofício de constituir o lançamento. Não vejo também a alegada necessidade de prévia intimação no que toca a um dos créditos cedidos, uma vez que qualquer argumentação contrária ao lançamento pode ser feita durante a fase contenciosa. Se foi concedida, durante a fase de defesa, ampla oportunidade de apresentar documentos e esclarecimentos, bem como se o sujeito passivo revela conhecer plenamente as acusações que lhe foram imputadas, rebatendoas, uma a uma, de forma meticulosa, mediante extensa e substanciosa defesa, abrangendo não só outras questões preliminares como também razões de mérito, descabe a proposição de cerceamento do direito de defesa Na realidade no caso concreto não se percebe qualquer nulidade que comprometa a validade do procedimento adotado. Diante disso, é evidente que tal preliminar carece de sustentação fática, merecendo, portanto, a rejeição por parte deste Egrégio Colegiado. Posto isso, rejeito tal preliminar de nulidade. Da Preliminar de Prova Ilícita por Quebra do Sigilo Bancário O sigilo bancário sempre foi um tema cheio de contradições e de várias correntes. Antes da edição da Lei Complementar n° 105, de 2001, os Tribunais Superiores tinham a forte tendência de albergar a tese da inclusão do sigilo bancário na esfera do direito à privacidade, na forma da nossa Constituição Federal, sob o argumento que não é cabível a sua quebra com base em procedimento administrativo, amparado no entendimento de que as previsões nesse sentido, inscritas nos parágrafos 5º e 6º do artigo 38, da Lei nº 4.595, de 1964 e no artigo 8º da Lei nº 8.021, de 1990, perdem eficácia, por interpretação sistemática, diante da vedação do parágrafo único do artigo 197, do CTN, norma hierarquicamente superior. Pessoalmente, não me restam dúvidas, que o direito ao sigilo bancário não pode ser utilizado para acobertar ilegalidades. Por outro lado, preservase a intimidade enquanto ela não atingir a esfera de direitos de outrem. Todos têm direito à privacidade, mas Fl. 1892DF CARF MF Impresso em 29/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/05/2014 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 27/05/201 4 por ANTONIO LOPO MARTINEZ 14 ninguém tem o direito de invocála para absterse de cumprir a lei ou para fugir de seu alcance. Tenho para mim, que o sigilo bancário não foi instituído para que se possam praticar crimes impunemente. Desta forma, é indiscutível que o sigilo bancário, no Brasil, para fins tributários, é relativo e não absoluto, já que a quebra de informações pode ocorrer nas hipóteses previstas em lei. No comando da Lei Complementar nº. 105, de 10 de janeiro de 2001, notase o seguinte: “Art. 1° As instituições financeiras conservarão sigilo em suas operações ativas e passivas e serviços prestados. (...) § 3º Não constitui violação do dever de sigilo: I a troca de informações entre instituições financeiras, para fins cadastrais, inclusive por intermédio de centrais de risco, observadas as normas baixadas pelo Conselho Monetário Nacional e pelo Banco Central do Brasil; II o fornecimento de informações constantes de cadastro de emitentes de cheques sem provisão de fundos e de devedores inadimplentes, a entidades de proteção ao crédito, observadas às normas baixadas pelo Conselho Monetário Nacional e pelo Banco Central do Brasil; III o fornecimento das informações de que trata o § 2º do art. 11 da Lei nº 9.311, de 24 de outubro de 1996; IV a comunicação, às autoridades competentes, da prática de ilícitos penais ou administrativos, abrangendo o fornecimento de informações sobre operações que envolvam recursos provenientes de qualquer prática criminosa; V a revelação de informações sigilosas com o consentimento expresso dos interessados; VI a prestação de informações nos termos e condições estabelecidos nos artigos 2º, 3º, 4º, 5º, 6º, 7º e 9º desta Lei Complementar. (...) Art. 6º As autoridades e os agentes fiscais tributários da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios somente poderão examinar documentos, livros e registros de instituições financeiras, inclusive a contas de depósitos e aplicações financeiras, quando houver processo administrativo instaurado ou procedimento fiscal em curso e tais exames sejam considerados indispensáveis pela autoridade administrativa competente. Parágrafo único. O resultado dos exames, as informações e os documentos a que se refere este artigo serão conservados em sigilo, observada a legislação tributária. (...) Fl. 1893DF CARF MF Impresso em 29/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/05/2014 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 27/05/201 4 por ANTONIO LOPO MARTINEZ Processo nº 10980.726419/201113 Acórdão n.º 2202002.650 S2C2T2 Fl. 9 15 Art. Revogase o art. 38 da Lei n°° 4.595, de 31 de dezembro de 1964.”. Se antes existiam dúvidas sobre a possibilidade da quebra do sigilo bancário via administrativa (autoridade fiscal), agora estas não mais existem, já que é claro na lei complementar, acima transcrita, a tese de que a Secretaria da Receita Federal tem permissão legal para acessar os dados bancários dos contribuintes, está expressamente autorizado pelo artigo 6° da mencionada lei complementar. O texto autorizou, expressamente, as autoridades e agentes fiscais tributários a obter informações de contas de depósitos e aplicações financeiras, desde que haja processo administrativo instaurado. Assim, estaria afastada a pretensa quebra de sigilo bancário de forma ilícita, já que há permissão legal para que o Estado através de seus agentes fazendários, com fins públicos (arrecadação de tributos), visando o bem comum, possa ter acesso aos dados protegidos, originariamente, pelo sigilo bancário. Ficam o Estado e seus agentes responsáveis, por outro lado, pela manutenção do sigilo bancário e pela observância do sigilo fiscal. Desta forma, dentro dos limites estabelecidos pelos textos legais que tratam o assunto, os AuditoresFiscais da Receita Federal poderão proceder a exames de documentos, livros e registros de contas de depósitos, desde que houver processo fiscal administrativo instaurado e os mesmos forem considerados indispensáveis pela autoridade competente. Devendo ser observado que os documentos e informações fornecidos, bem como seus exames, devem ser conservados em sigilo, cabendo a sua utilização apenas de forma reservada, cumprido as normas a prestação de informações e o exame de documentos, livros e registros de contas de depósitos, a que alude a lei, não constitui, portanto, quebra de sigilo bancário. Sempre é bom lembrar que o sigilo fiscal a que se obrigam os agentes fiscais constitui um dos requisitos do exercício da atividade administrativa tributária, cuja inobservância só se consubstancia mediante a verificação material do evento da quebra do sigilo funcional, quando, então, o agente envolvido sofrerá a devida sanção. As Requisições de Movimentação Financeira – RMF emitidas seguiram rigorosamente as exigências previstas pelo Decreto nº 3.724/2001, que regulamentou o art. 6º da Lei Complementar 105/2001, inclusive quanto às hipóteses de indispensabilidade previstas no art. 3º, que também estão claramente presentes nos autos. Em verdade, verificase que a recorrente foi intimada a fornecer seus extratos bancários, no entanto não os apresentou, razão pela qual não restou opção à fiscalização senão a emissão da Requisição de Informações sobre Movimentação Financeira – RMF. Desse modo, ausente qualquer ilicitude na prova decorrente da transferência de sigilo bancário para a Receita Federal do Brasil, posto que a Lei Complementar 105, de 2001 confere às autoridades administrativas tributárias a possibilidade de acesso aos dados bancários, sem autorização judicial, desde que haja processo administrativo e justificativa para tanto. E é este o caso. Ademais, a tese de ilicitude da prova obtida não foi acolhida pela Câmara Superior de Recursos Fiscais. Rejeito, portanto, o questionamento preliminar argüido quanto ilicitude da prova. Fl. 1894DF CARF MF Impresso em 29/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/05/2014 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 27/05/201 4 por ANTONIO LOPO MARTINEZ 16 Da Obtenção de Direito Creditório (PARTE DO ITEM 3 DO AUTO) De acordo com a autuação, apurouse em fiscalização junto à empresa TIBAGI ENGENHARIA E CONSTRUÇÕES LTDA que o contribuinte foi beneficiário de direitos creditórios que deveria ter oferecido à tributação, nos seguintes valores, analisados a seguir: Da cessão de crédito de R$ 22.360.722,06, fonte TD Como defesa o recorrente indica que as cessões foram realizadas no conceito de cessão sem coobrigação ou, como mais comumente chamada, cessão Prosoluto, que diferente do entendimento da fiscalização, nada mais é do que o tipo de cessão em que o cedente (credor) responde pela existência e legalidade do crédito, mas não pela solvência do cedido (devedor). Desse modo a cessão de crédito Prosoluto não significa que esta seja gratuita, haja vista que apenas desobriga o cedente da responsabilidade de arcar com o valor acordado, transferindo essa responsabilidade para o cessionário. Da descrição dos fatos constantes no termo de verificação fiscal nas fls. 1366 a 1367, não deixa dúvidas da natureza desse crédito, tal como ser apreciado da copia digitalizada do termo: Fl. 1895DF CARF MF Impresso em 29/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/05/2014 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 27/05/201 4 por ANTONIO LOPO MARTINEZ Processo nº 10980.726419/201113 Acórdão n.º 2202002.650 S2C2T2 Fl. 10 17 Esse mesmo ponto foi apreciado pelo autoridade recorrida que expressou o seu entendimento nos seguintes termos às fls. 1742: O contrato do qual são partes TIBAGI ENGENHARIA, CONSTRUÇÕES E MINERAÇÃO LTDA (TE), BRUNO LACOMBE MIRAGLIA (BLM) e TIBAGI DESENVOLVIMENTO E PARTICIPAÇÕES LTDA (TD), às fls. 66/68, além do seu termo aditivo, às fls. 69/72, por meio do qual a TE cedeu créditos a BLM no valor de R$ 22.360.772,06, em 03/01/2006, detidos em face da TD, nada dispõe acerca de eventual contrapartida que onerasse o cessionário, hipótese em que se conclui que BLM não se encontrava obrigado contratualmente a prestar qualquer espécie de contrapartida à cessão recebida. Nesse contexto, não basta argüir registros contábeis da pessoa jurídica ou informações prestadas unilateralmente na DIRPF pela pessoa física, uma vez que, juridicamente, não constituem instrumentos que originariam obrigações. Vale dizer, a contabilidade, por si só, não faz prova dos seus próprios registros, devendo refletir os fatos existentes a partir da documentação que lhe dê substância e lhe dê suporte – a afirmação contrária não é verdadeira: jamais poderia a pessoa jurídica pretender exigir valores da pessoa física com base exclusivamente na sua própria anotação contábil. É de se notar, ainda, que o contribuinte obteve outra cessão de direito creditório de R$ 22.360.772,06, em 03/01/2006, mas da TIBAGI SISTEMAS AMBIENTAIS LTDA (TSA) (cedente), em face também da TIBAGI DESENVOLVIMENTO E PARTICIPAÇÕES LTDA (devedora anuente), conforme contrato de fls. 683/684, sem que tenha havido, da mesma forma, estipulação alguma de contrapartida onerosa em relação à empresa cedente. Tal operação, porém, não foi objeto da autuação, ficando ressalvada à fiscalização a eventual apuração de crédito tributário dela decorrente, enquanto não decaído o direito da Fazenda Nacional. Uma vez que os argumentos do recorrente, de que, pela cessão do direito, assumiu a condição de devedor do montante de R$ 22.360.772,06, em face da TIBAGI ENGENHARIA, CONSTRUÇÕES E MINERAÇÃO LTDA, não se encontra amparada em documento algum que pudesse ser argüido pela pessoa jurídica, razão pela qual é de se concluir que o contribuinte foi, na realidade, beneficiado, sem ônus, pelo direito em questão. A alegação de que a cessão de direito implicaria ônus de igual valor não é passível de ser acolhida, uma vez que desacompanhada do instrumento que teria originado a operação, qual seja, o contrato de cessão que supostamente ampararia o lançamento contábil e que, se fosse o caso, comprovaria que da cessão adveio ao autuado alguma espécie de ônus, notadamente no que concerne à sua valoração. Da Cessão de Crédito de R$ 240.753,21 fonte Lineia Steinthaler Nesse ponto assim comenta a DRJ, ao apreciar esse crédito especificamente: Fl. 1896DF CARF MF Impresso em 29/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/05/2014 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 27/05/201 4 por ANTONIO LOPO MARTINEZ 18 Tendo o contribuinte auferido benefício consubstanciado em cessão de crédito, presente está o pressuposto da tributação pelo imposto de renda. Em contrapartida, caso não se tratasse de operação que lhe tivesse proporcionado o “benefício” aludido pela norma legal, incumbiria ao contribuinte apresentar a prova correspondente, o que não ocorre no caso, uma vez que os documentos trazidos ao processo (“doc. 06”), às fls. 1473/1478, consistem em registros contábeis da TE e contrato de mútuo que teria firmado com essa pessoa jurídica, com a indicação, à fl. 1478, em suposto “registro auxiliar”, do valor de R$ 240.753,21. Deste modo não há elemento de provas capazes de modificar o entendimento firmado pela fiscalização e autoridade recorrida. Crucial observar que não basta argüir registros contábeis da pessoa jurídica ou informações prestadas unilateralmente na DIRPF pela pessoa física, uma vez que, juridicamente, não constituem instrumentos que originariam obrigações. A contabilidade, por si só, não faz prova dos seus próprios registros, devendo refletir os fatos existentes a partir da documentação que lhe dê substância e lhe dê suporte. Da Cessão de Créditos de R$ 12.000.000,00 fonte Baltazar No caso concreto mais uma vez o recorrente, na realidade, não apresenta o documento que teria originado a cessão de crédito, pela pessoa jurídica, em face de BALTAZAR JOSÉ DE SOUZA, tendo limitado sua argüição a contrato diverso, relativo a mútuo que teria firmado com a TE, às fls. 1483/1484, acompanhado do que seria o seu registro auxiliar, à fl. 1485, e a contabilização do mútuo pela empresa, às fls. 1481/1482. No arrazoado da DRJ as fls. 1744, esta comenta: ...o interessado questiona a falta de comprovação, pela fiscalização, de que houve tal rendimento, aduzindo, por outro lado, que se trata de crédito que lhe foi cedido pela TE, que, paralelamente, contratou mútuo com a empresa, assumindo a condição de devedor da TE e credor de BALTAZAR JOSÉ DE SOUZA, não havendo rendimentos, mas transferência de direitos, sem ganhos ou perdas. O impugnante, na realidade, não apresenta o documento que teria originado a cessão de crédito, pela pessoa jurídica, em face de BALTAZAR JOSÉ DE SOUZA, tendo limitado sua argüição a contrato diverso, relativo a mútuo que teria firmado com a TE, às fls. 1483/1484, acompanhado do que seria o seu registro auxiliar, à fl. 1485, e a contabilização do mútuo pela empresa, às fls. 1481/1482. Relativamente a BALTAZAR JOSE DE SOUZA, apenas consta, à fl. 1480, a baixa do valor de R$ 12.000.000,00 da conta de “outras disponibilidades”, em favor de BLM, por cessão de direitos, na contabilidade da TIBAGI ENGENHARIA E CONSTRUÇÕES LTDA. Portanto, não havendo comprovação de que a cessão de crédito tenha sido onerosa, uma vez que o impugnante não trouxe aos autos o contrato correspondente, por meio do qual, com a Fl. 1897DF CARF MF Impresso em 29/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/05/2014 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 27/05/201 4 por ANTONIO LOPO MARTINEZ Processo nº 10980.726419/201113 Acórdão n.º 2202002.650 S2C2T2 Fl. 11 19 anuência de BALTAZAR JOSÉ DE SOUZA, tenham lhe sido transferidos direitos correspondentes a R$ 12.000.000,00 e que, em face dessa cessão, tenha assumido igual obrigação perante a cedente, deve ser mantida a tributação do valor a ela correspondente. A documentação contábil será hábil quando revestida das formalidades intrínsecas e extrínsecas essenciais, definidas pela legislação ou pela técnica contábil, ou aceitas pelos usos e costumes. O valor probante da documentação contábil está diretamente relacionado com a sua autenticidade. Os documentos privados, nos quais se inclui a maioria da documentação contábil, inclusive livros contábeis, não têm a mesma eficácia probante de um documento público. Logo, se sua autenticidade é contestada, há necessidade de produção de prova. A escrituração contábil, ainda que observadas as formalidades legais, por si só não faz prova a favor do contribuinte. É princípio probatório cediço que ninguém pode constituir título em seu próprio benefício – nemo sibi titulum constituit. E é compreensível a suspeita contra aquele que, particularmente, faz a sua escrituração contábil, pois ele poderá realizála de modo a favorecer aos seus interesses, ainda que contra a realidade dos fatos. Acrescentese, por pertinente, que quanto à prova documental, é razoável imaginar que o contribuinte não registre em sua contabilidade operações que evidenciem sonegação de tributos. Assim, entendese que o atraso na escrituração pode servir de prova contra ele. Do mesmo modo, a recusa em apresentar a documentação e escrita contábil faz prova contra contribuinte, além de propiciar penalidades. O recorrente não traz outros elementos além daqueles que já foram questionados pela autoridade lançadora e aqueles suscitados pela autoridade de primeira instância. Ante a falta de provas robustas que respaldem as alegações do contribuinte recorrente, não há como acolher seus argumentos nesta parte. Dos Lucros Distribuídos (ITEM 2 DO AUTO) A isenção dos lucros distribuídos está prevista no art. 10 da Lei no 9.249, de 26 de dezembro de 1995: Art. 10. Os lucros ou dividendos calculados com base nos resultados apurados a partir do mês de janeiro de 1996, pagos ou creditados pelas pessoas jurídicas tributadas com base no lucro real, presumido ou arbitrado, não ficarão sujeitos à incidência do imposto de renda na fonte, nem integrarão a base de cálculo do imposto de renda do beneficiário, pessoa física ou jurídica, domiciliado no País ou no exterior. Parágrafo único. No caso de quotas ou ações distribuídas em decorrência de aumento de capital por incorporação de lucros apurados a partir do mês de janeiro de 1996, ou de reservas constituídas com esses lucros, o custo de aquisição será igual à parcela do lucro ou reserva capitalizado, que corresponder ao sócio ou acionista. Fl. 1898DF CARF MF Impresso em 29/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/05/2014 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 27/05/201 4 por ANTONIO LOPO MARTINEZ 20 Tratandose de pessoa jurídica tributada, para que a distribuição aos sócios do valor excedente aos lucros tributados seja considerada rendimento isento é necessário observar o disposto no art. 51 da Instrução Normativa no 11, de 21 de fevereiro de 1996: Art. 51. Não estão sujeitos ao imposto de renda os lucros e dividendos pagos ou creditados a sócios, acionistas ou titular de empresa individual. §1o O disposto neste artigo abrange inclusive os lucros e dividendos atribuídos a sócios ou acionistas residentes ou domiciliados no exterior. §2o No caso de pessoa jurídica tributada com base no lucro presumido ou arbitrado, a parcela dos lucros ou dividendos que exceder o valor da base de cálculo do imposto, diminuída de todos os impostos e contribuições a que estiver sujeita a pessoa jurídica, também poderá ser distribuída sem a incidência do imposto, desde que a empresa demonstre, através de escrituração contábil feita com observância da lei comercial, que o lucro efetivo é maior que o determinado segundo as normas para apuração da base de cálculo do imposto pela qual houver optado, ou seja, o lucro presumido ou arbitrado. §3o A parcela dos rendimentos pagos ou creditados a sócio ou acionista ou ao titular da pessoa jurídica submetida ao regime de tributação com base no lucro real, presumido ou arbitrado, a título de lucros ou dividendos distribuídos, ainda que por conta de período base não encerrado, que exceder ao valor apurado com base na escrituração, será imputado aos lucros acumulados ou reservas de lucros de exercícios anteriores, ficando sujeita a incidência do imposto de renda calculado segundo o disposto na legislação específica, com acréscimos legais. §4o Inexistindo lucros acumulados ou reservas de lucros em montante suficiente, a parcela excedente será submetida à tributação nos termos do art. 3º, § 4º, da Lei nº 7.713, de 1988, com base na tabela progressiva a que se refere o art. 3º da Lei nº 9.250, de 1995. §5o A isenção de que trata o caput não abrange os valores pagos a outro título, tais como pro labore, aluguéis e serviços prestados. §6o A isenção de que trata este artigo somente se aplica em relação aos lucros e dividendos distribuídos por conta de lucros apurados no encerramento de período base ocorrido a partir do mês de janeiro de 1996. §7o A distribuição de rendimentos a título de lucros ou dividendos, que não tenham sido apurados em balanço, sujeita se à incidência do imposto de renda na forma prevista no § 4º. Como se percebe, a isenção do valor que exceder a base de cálculo do imposto deduzidos, todos os impostos, distribuído pela pessoa jurídica tributada, está condicionada à apuração de lucro efetivo, mediante escrituração contábil feita com observância à lei comercial ( art. 51, §2o, do art. 51 da Instrução Normativa no 11, de 1996). Os valores que excederem ao lucro apurado na escrituração, serão imputados aos lucros acumulados ou lucros de exercícios anteriores e tributados de acordo com a legislação específica ou, inexistindo Fl. 1899DF CARF MF Impresso em 29/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/05/2014 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 27/05/201 4 por ANTONIO LOPO MARTINEZ Processo nº 10980.726419/201113 Acórdão n.º 2202002.650 S2C2T2 Fl. 12 21 lucros acumulados, a parcela será tributada com base na tabela progressiva da pessoa física ( art. 51, §§ 3o e 4o, do art. 51 da Instrução Normativa no 11, de 1996). Na matéria em questão uma pessoa jurídica cedente ao se desfazer de um ativo, assumiu um ônus que no caso concreto não foi transferido para o resultado. Desse modo reconhecese que o lucro distribuído não ocorreu efetivamente. A descrição do que ocorreu no caso concreto pode ser vista como grande nitidez na leitura do termo de verificação fiscal às fls. 1371. Ao se pronunciar sobre essa matéria assim especifica a DRJ, as fs. 1746 a 1747, afirma: Como se verifica, a origem da discussão, relativa à existência ou não de lucros a serem distribuídos com o benefício da isenção, remete a contrato de cessão de direitos creditórios firmado entre a TIBAGI DESENVOLVIMENTO E PARTICIPAÇÕES LTDA e a TIBAGI ENGENHARIA E CONSTRUÇÕES LTDA, tendo o autuado como anuente, juntado pelo impugnante às fls. Fl. 1900DF CARF MF Impresso em 29/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/05/2014 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 27/05/201 4 por ANTONIO LOPO MARTINEZ 22 1506/1508. Conforme descreve o impugnante, à fl. 1413 e seguintes, tal operação de cessão de crédito foi objeto de autuação no Processo Administrativo Fiscal nº 10980.726251/201146, no qual se reputou haver omissão de receita, com base no ganho obtido na cessão de crédito, pela cessionária. No caso, em face da receita da cessionária, concluiuse que a cedente teria perda a ser reconhecida em seu resultado, que não havia sido oportunamente contabilizada e que resultaria em inexistência de lucros a serem distribuídos à pessoa física com o benefício fiscal da isenção. Da mesma forma que em relação ao contrato antes analisado, de cessão de direitos creditórios entre a então TIBAGI ENGENHARIA, CONSTRUÇÕES E MINERAÇÃO LTDA (cedente) e BRUNO LACOMBE MIRAGLIA (cessionário), o cerne da questão, portanto, é a existência ou não de onerosidade no contrato de fls. 1506/1508. A questão primordial para caracterizar se uma cessão é onerosa ou gratuita reside no fato de haver ou não contrapartida a ser dada pela cessionária, ou seja, de qualquer ônus a ser assumido pela interessada. Nesse aspecto, verificase, de imediato, que inexiste qualquer menção a esse respeito nas cláusulas do citado contrato de cessão de direitos creditórios. Ainda que as partes objetivassem, como alegado, “sanear as obrigações mutuarias existentes entre si, bem como melhorar seus balanços patrimoniais”, eventuais ônus ou contrapartidas que do contrato adviessem haveriam de estar expressamente nele previstos. Caso fosse a vontade das partes que o crédito de R$ 45.000.000,00 fosse convertido em adiantamento para futuro aumento de capital da TIBAGI ENGENHARIA, conforme escriturado na conta 2540000 Reservas de AFAC (fl. 1515), deveriam ter consignado expressamente tal pretensão no Contrato de Cessão de Direitos Creditórios Decorrentes de Contratos de Mútuos firmado em 28/07/2006, pois a escrituração contábil não constitui prova, por si só, dos atos e fatos nela registrados, devendo estar ela lastreada em documentação hábil e idônea, conforme dispõe o art. 923 do RIR de 1999. Ademais, o lançamento, na contabilidade da TIBAGI ENGENHARIA, de R$ 45.000.000,00 a crédito da conta n° 2540000 Reservas de AFAC (fl. 1515), com contrapartida devedora na conta 1512001Créditos C/Pessoas Ligadas/Créditos e Mútuos Diretores/Bruno Lacombe Miraglia em 28/07/2006 (fl. 1511), após o lançamento de ajuste em 30/08/2006 (fls. 1512), estaria lastreado no Contrato de Abertura de Crédito n° 07/2006 (fls. 1529/1530), celebrado entre a TIBAGI ENGENHARIA e o sócio BRUNO LACOMBE MIRAGLIA em 03/07/2006. Dessa forma, conclui se que, de fato, deveria a TIBAGI DESENVOLVIMENTO, em face da natureza não onerosa da cessão de direito creditório, reconhecer a perda de R$ 45.000.000,00, o que se faria refletir na distribuição de lucro Fl. 1901DF CARF MF Impresso em 29/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/05/2014 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 27/05/201 4 por ANTONIO LOPO MARTINEZ Processo nº 10980.726419/201113 Acórdão n.º 2202002.650 S2C2T2 Fl. 13 23 Portanto, inexistindo lucros acumulados ou reservas de lucros em montante suficiente, a parcela excedente será submetida à tributação nos termos do art. 3º, § 4º, da Lei nº. 7.713, de 1988, com base na tabela progressiva a que se refere o art. 3º da Lei nº. 9.250, de 1995, com as alterações posteriores. Não há como acolher o argumento de que o correto seria a cobrança do imposto de renda na fontes por pagamento sem causa, pois estaria em desacordo com o que prescreve a legislação. Nunca é demais alertar para o fato de que a violação das regras contábeis e lançamentos sem vinculação exata com as operações efetivamente realizadas apenas para simular um lucro inexistente é prática ilícita, fraudulenta e pode acarretar responsabilização pessoal dos administradores e dos sócios beneficiados, com seu próprio patrimônio, em indenizações decorrentes deste ato. Caso constatada essa hipótese, os sócios são obrigados à reposição dos lucros que foram distribuídos em prejuízo do capital social. No caso concreto, uma vez que não tenho reparos a realizar nas considerações expressas no termo de verificação fiscal, e considerando que acompanho o arrazoado da DRJ nesse tópico mantenho intocado o lançamento nessa parte. Dos outros rendimentos (PARTE DO ITEM 3 DO AUTO) A partir da conta de mútuo da pessoa física do contribuinte recorrente fiscalizada as fls 1278 a 1312, coletada da ação fiscal executada na pessoa física da Tibage Eng, e Construções Ltda, da qual o contribuinte é sócio gerente majoritário, o mesmo teria auferido os seguintes rendimentos: Da análise do conjunto de elementos existentes, não há como reconhecer que as transferências de recursos, embora sob a roupagem formal empregada, eram meramente decorrentes de empréstimos que seriam devolvidos à pessoa jurídica, uma vez que não retornavam e não se prestavam a atender à finalidade alegada, não traduzindo materialmente contratos de mútuo, salientandose, ademais, que o impugnante sequer cogita comprovar que posteriormente, passados vários anos, teria cumprido os contratos, com a devolução dos recursos obtidos. Conforme constatado, no caso do valor recebido de Franklin Delano Magalhães Advogados (fls. 1313), tratase de valor pago pela Tibagi Engenharia, a maior, a título de honorários advocatícios, decorrentes de ação ordinária movida pela mesma contra a União, onde obteve decisão favorável, e que deveria ter sido devolvida para a fonte pagadora, a pessoa jurídica. No entanto, o valor foi restituído diretamente ao sócio majoritário, constituindose em remuneração mantida à margem da tributação. A DRJ em sua análise também detalhou cuidadosamente item a item os valores referidos, tal como se constata as fls. 1750 a 1751. Fl. 1902DF CARF MF Impresso em 29/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/05/2014 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 27/05/201 4 por ANTONIO LOPO MARTINEZ 24 Segundo o impugnante, todos os valores encontramse acobertados por contratos de mútuo firmados com a empresa TE, estando as razões de impugnação baseadas nos documentos apresentados às fls. 1516/1544. O valor de R$ 38.000,00 consta, à fl. 1517, no livro Razão da TE, na conta de “CONTRATOS DE MÚTUO” com a empresa JATOBA AGRICULTURA E PECUÁRIA LTDA, com o histórico “VLR ENTREGUE A BRUNO LACOMBE MIRAGLIA P/ PGTO IPTU”; às fls. 1524/1525, contrato de mútuo entre a TE e BLM e, às fls. 1526/1527, conforme o “registro auxiliar”, que indicaria a concessão de recursos de R$ 350.341,57, no mês de abril de 2006. Em relação ao valor de R$ 530.450,00, recebido de CARLOS SEARA MURADAS, consta, à fl. 1528, no livro Razão da TE, na conta “DEP. E CAUÇÕES ORDINÁRIOS” de CARLOS SEARA MURADAS, a transferência, em 14/07/2006, com o histórico “VLR TRANSFERIDO P/BRUNO LACOMBE MIRAGLIA”; às fls. 1529/1530, contrato de abertura de crédito de R$ 45.930.000,00 da TE para BLM e, às fls. 1531/1532, anotação dos valores correspondentes em “registro auxiliar”, que indicam a concessão de recursos de R$ 45.920.398,91, no mês de julho de 2006, dos quais apenas R$ 139.525,71 teriam sido devolvidos no mês de agosto de 2006. Tais registros não apresentam correlação aparente com o contrato de mútuo de fls. 1520/1523, entre CARLOS SEARA MURADAS (mutuante) e a empresa TE (mutuaria), em 26/05/2005, que noticia a “abertura de crédito” de R$ 1.200.000,00; nem com o “instrumento de quitação” de fls. 1518/1519, datado de 24/04/2006, em que a TE, como mutuaria, teria quitado dívida de R$ 1.090.902,77, que havia contraído com CARLOS SEARA MURADAS, mutuante. Quanto ao valor de R$ 1.866.176,80 recebidos de FRANKLIN D. GUIMARÃES, encontrase lançado, à fl. 37, no livro Razão da TE, na conta “OUTROS PRESTADORES DE SERVIÇOS” “FRANKLIN D. MAGALHÃES ADVOG. ASSOC. LTDA”, a crédito, com o histórico “VL. NUMERÁRIO DEVOLVIDO P/BRUNO LACOMBE MIRAGLIA CFE AUTORIZAÇÃO DE TIBAGI ENGENHARIA”. O interessado apresenta, ainda, contrato de abertura de crédito, às fls. 1533/1534, acompanhado do “registro auxiliar” de fls. 1535/1536, indicando que teria ocorrido a concessão de recursos de R$ 4.274.639,37, no mês de dezembro de 2006, dos quais não há indicação de devolução de valor algum na forma estipulada contratualmente. À fl. 1538, encontra se o lançamento contábil de R$ 85.000,00 (no livro Razão da TE, na conta “OUTROS VALORES A RECEBER/COMPASA DO BRASIL DISTR. DERIV. PETRÓLEO”), sob o histórico “VL. ENTREGUES A BRUNO LACOMBE MIRAGLIA, CONF. CTO DE MUTUO FIRMADO ENTRE AS PARTES, CFE. RECEBIMENTO DE 5 PARCELAS DA COPADA EM 2006”, em 02/01/2007. À fl. 1539, na conta “OUTROS VALORES A RECEBER/ADIANTAMENTO A FORNECEDORES/EROS GRADOWSKI JUNIOR”, o lançamento contábil de R$ 188.000,00, com o histórico “VL. ENTREGUE A BRUNO LACOMBE MIRAGLIA, CONF. CTO DE MUTUO FIRMADO ENTRE AS PARTES”, em 02/01/2007. Fl. 1903DF CARF MF Impresso em 29/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/05/2014 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 27/05/201 4 por ANTONIO LOPO MARTINEZ Processo nº 10980.726419/201113 Acórdão n.º 2202002.650 S2C2T2 Fl. 14 25 À fl. 1540, na conta “DÉBITO COM PESSOAS LIGADAS/CONTRATOS DE MÚTUO/OSVALDO FERNANDO CELLA”, verificase a contabilização do valor de R$ 29.000,00, em 02/01/2007, a título de “VL. ENTREGUE A BRUNO LACOMBE MIRAGLIA, CONF. CTO DE MÚTUO FIRMADO ENTRE AS PARTES”. Às fls. 1541/1542, contrato de mútuo a que se refeririam os lançamentos contábeis da TE, acompanhado do “registro auxiliar” de fls. 1543/1544, que indicaria o fornecimento de recursos de R$ 802.285,86, no mês de janeiro de 2007. Portanto, a matéria tributada diz respeito aos contratos de mútuo que a autoridade fiscal reputou não estarem devidamente comprovados, questão que no Termo de Encerramento de Ação Fiscal encontrase desenvolvida na análise dos “Contratos de Abertura de Crédito”, às fls. 1373/1386. Os contratos de mútuos apresentados embora procurem dar suporte as operações discutidas não foram aceitos pela fiscalização devido a inconsistências detectadas nos: i) histórico dos registros contábeis, ii) registros contábeis omitidos, iii) registro no cartório de títulos e documentos, iv) data de lavratura dos instrumentos particulares, v) situação financeira da fiscalizada e vii) outros indícios. Na análise desse conjunto de inconsistências assim se pronunciou a autoridade recorrida, conforme se extrai do relatório da autoridade recorrida: Nesse sentido, para a fiscalização, existem inconsistências que poderiam individualmente ser consideradas de menor importância, mas que quando analisadas de forma global assumem relevância que não pode ser ignorada. A respeito, a fiscalização apresenta os seguintes fatos: a) em “Histórico dos registros contáveis”, descreve a falta de uniformidade nos critérios de escrituração por parte da pessoa jurídica em relação aos contratos de abertura de crédito, quando os lançamentos contábeis são confrontados com registros das demais operações realizadas, uma vez que nesses há especificação condizente com as normas da contabilidade (históricos objetivos com a indicação, por exemplo, do número do cupom fiscal e da nota fiscal correspondente, pressupondo a disponibilidade, pelo operador contábil, dos documentos que lhes davam embasamento), ao passo que naqueles, relativos aos supostos mútuos, há extenso histórico, mas sem identificação do contrato a que se refere, embora supostamente já tivessem sido assinados nos primeiros dias de cada mês; destaca que o fato se repete nos três anos fiscalizados, o que descarta a hipótese de erro; conclui que a omissão dos dados específicos dos contratos permite inferir que foram eles criados posteriormente aos registros contábeis, ocasião em que receberam a numeração; b) no tópico “Registros contábeis omitidos”, relata a falta de contabilização regular dos valores amortizados, pela pessoa física, dos valores cedidos; narra a intimação efetuada e a resposta apresentada, aduzindo que, no caso específico, em Fl. 1904DF CARF MF Impresso em 29/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/05/2014 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 27/05/201 4 por ANTONIO LOPO MARTINEZ 26 exame ao livro Diário, foram constatados apenas dois dos valores amortizados, dependendo os demais de controles auxiliares, os quais, por sua vez, necessitam de outras planilhas auxiliares, o que tornaria a leitura contábil dificultosa ou impossível, contrariando o princípio fundamental da contabilidade que “os registros auxiliares, quando adotados, devem obedecer aos preceitos gerais da escrituração contábil, observadas as peculiaridades de sua função”; c) sob o item “Registro no cartório de Títulos e documentos”, considera que os contratos estariam sujeitos a registro no Cartório de Títulos e Documentos, em face do art. 129, § 9º, da Lei nº 6.015, de 31 de dezembro de 1973 (Lei dos Registros Públicos); d) em “Data da lavratura dos ‘instrumentos particulares’”, ressalta que os contratos eram datados como se elaborados e assinados no dia 1º de cada mês, ainda que a data incidisse em domingos e feriados, o que constitui indicativo de que eram confeccionados posteriormente, quando os valores já se encontravam contabilizados, destacando que nenhum dos contratos tem valor inferior ao que se está mensalmente contabilizado, fato que consideraria passível de ocorrer caso o crédito aberto não fosse suficiente para cobrir o valor cedido no mês; conclui que foram inseridas datas falsas em todos os contratos de mútuo, lavrados em data posterior aos lançamentos contábeis, identificados como controles auxiliares na coluna valores cedidos; e) acerca da “Situação financeira da fiscalizada”, aponta incongruência na concessão de crédito à pessoa física em face das dificuldades financeiras verificadas na pessoa jurídica, consistentes em adesão a programas de parcelamento, programa de recuperação de créditos bancários, repactuação de dívidas antigas, penhora de bens e prejuízos contábeis em diversos anos; ressalta que a pessoa jurídica, ao mesmo tempo em que empresta recursos, sem contraprestação, à pessoa física, seria tomadora de empréstimos bancários com pesados encargos; f) em “Outros indícios”, descreve: inércia, falta de ação, desídia, inexistência de providências amigáveis ou judiciais para a recuperação dos créditos em relação aos mutuários (pessoa física e pessoas jurídicas); concessão de novos créditos, a despeito da continuada e reiterada inadimplência; existência de íntima relação pessoal entre as partes (no caso, entre o autuado e a pessoa jurídica que representa e pela qual assina); o fato de que, apenas após indagação acerca de contrato mencionado como “firmado em 25/01/1994, com aditivos em 24/01/2000, 02/01/2002 e 09/10/2002”, foi prestada a informação de que o mesmo não existia, assim como os termos aditivos citados, sendo, então, juntado um termo aditivo com data de 14/02/2006, ao contrato de 03/01/2006, que, além de conter erros grosseiros de redação, não havia sido antes apresentado, o que corroboraria o entendimento de que os contratos foram elaborados para justificar a entrada/saída de numerário da pessoa jurídica, após certo tempo dos lançamento registrados na contabilidade. Fl. 1905DF CARF MF Impresso em 29/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/05/2014 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 27/05/201 4 por ANTONIO LOPO MARTINEZ Processo nº 10980.726419/201113 Acórdão n.º 2202002.650 S2C2T2 Fl. 15 27 Com base nessas ponderações, a fiscalização conclui: “Pelas razões e motivos acima expostos, ficam desconstituídas ou desconsideradas as operações supostamente contratadas como mútuo, cujos contratos receberam o título de Contrato de Abertura de Crédito, com as implicações adiante comentadas, tendo em vista restar caracterizadas a declaração enganosa de vontade sendo ilícitos os atos praticados”. A DRJ em sua análise não concordou com todas as ponderações da fiscalização, mas também não considerou devidamente demonstrados os argumentos do recorrente. Na discussão de que trata o presente processo, a despeito das contestações apresentadas, não se observam os elementos básicos caracterizadores do mútuo, havendo, pelo contrário, nítido desvirtuamento dos seus pressupostos. Abstraindo da falta de demonstração contábil já descrita, as amortizações dos mútuos, segundo os registros auxiliares apresentados, seriam parciais e desproporcionais aos valores cedidos, sempre em detrimento da pessoa jurídica, que se encontrava em dificuldade financeira, expressamente admitida na transcrição de sua impugnação. Mesmo havendo inadimplência, com a não devolução dos recursos no prazo contratual de noventa dias, novos contratos eram firmados, mensalmente, em nítido prejuízo da pessoa jurídica e em benefício da pessoa física. Ou seja, desse modo, não se justificava a existência dos contratos, posto que o alegado objetivo não era alcançado. A pessoa física obtinha vultosas quantias e delas devolvia apenas parte; firmava novos contratos de mútuo e, podendo até mesmo fazêlo com os recursos antes obtidos, quitava os contratos de menor valor, permanecendo em mora quanto aos grandes valores. Convenientemente, a pessoa física figurava nos contratos como mutuário e como representante da pessoa jurídica, valendo se dessa condição para obter recursos sem ônus pela mora, sem riscos pelo inadimplemento e, sob a aparência de mútuo, sem sofrer a tributação da renda. A pessoa jurídica, nesse contexto, não teria interesse algum nos contratos firmados, uma vez que, ao final, apenas cedeu valores que não retornaram para sua atividade operacional, ao mesmo tempo em que era, como consta da afirmativa fiscal, tomadora de recursos de instituições financeiras, sujeita a pesados encargos, o que desnatura a suposta convergência de interesses na celebração dos contratos. Não se tratam de contratos eventuais em que o sócio acabou por permanecer em débito com a pessoa jurídica. São contratos mensais, celebrados nos mais diversos valores e sem explicação plausível para que tenham existido, uma vez que resultam em valores não devolvidos pela pessoa física e não remunerados no período de inadimplência, em prejuízo de uma parte e benefício da outra. Pelo conjunto de elementos existentes, não há como reconhecer que as transferências de recursos, embora sob a roupagem Fl. 1906DF CARF MF Impresso em 29/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/05/2014 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 27/05/201 4 por ANTONIO LOPO MARTINEZ 28 formal empregada, eram meramente decorrentes de empréstimos que seriam devolvidos à pessoa jurídica, uma vez que não retornavam e não se prestavam a atender à finalidade alegada, não traduzindo materialmente contratos de mútuo, salientando se, ademais, que o impugnante sequer cogita comprovar que posteriormente, passados vários anos, teria cumprido os contratos, com a devolução dos recursos obtidos. Ante aos elementos de prova apresentados, não há como afastar o lançamento no que toca aos valores apurados pela fiscalização. Todos os elementos analisados convergem para a conclusão de que os mútuos neste caso é um disfarce, sem substância, constituído apenas para dar um suporte lícito para os recursos movimentados. Não identifico também relação direta entre Auto de infração apontado pela autoridade recorrida e as infração que estão sendo apontadas neste auto. O Auto comentado referese a 2008, tendo fatos geradores no ano de 2003. No presente auto de infração os anos calendários são outros. Desse modo não identifica um tratamento desigual tal como observado pelo recorrente. Da Presunção baseada em Depósitos Bancários (ITEM 1 DO AUTO) O lançamento fundamentase em depósitos bancários. A presunção legal de omissão de rendimentos com base nos depósitos bancários está condicionada apenas à falta de comprovação da origem dos recursos que transitaram, em nome do sujeito passivo, em instituições financeiras, ou seja, pelo artigo 42 da Lei n° 9.430/1996, temse a autorização para considerar ocorrido o “fato gerador” quando o contribuinte não logra comprovar a origem dos créditos efetuados em sua conta bancária, não havendo a necessidade do fisco juntar qualquer outra prova. Via de regra, para alegar a ocorrência de “fato gerador”, a autoridade deve estar munida de provas. Mas, nas situações em que a lei presume a ocorrência do “fato gerador” (as chamadas presunções legais), a produção de tais provas é dispensada. Neste caso, ao Fisco cabe provar tãosomente o fato indiciário (depósitos bancários) e não o fato jurídico tributário (obtenção de rendimentos). No texto abaixo reproduzido, extraído de “Imposto sobre a Renda Pessoas Jurídicas” (JustecRJ; 1979:806), José Luiz Bulhões Pedreira sintetiza com muita clareza essa questão: O efeito prático da presunção legal é inverter o ônus da prova: invocandoa, a autoridade lançadora fica dispensada de provar, no caso concreto, que ao negócio jurídico com as características descritas na lei corresponde, efetivamente, o fato econômico que a lei presume cabendo ao contribuinte, para afastar a presunção (se é relativa) provar que o fato presumido não existe no caso. Assim, o comando estabelecido pelo art. 42 da Lei nº 9430/1996 cuida de presunção relativa (juris tantum) que admite a prova em contrário, cabendo, pois, ao sujeito passivo a sua produção. Nesse passo, como a natureza nãotributável dos depósitos não foi comprovada pelo contribuinte, estes foram presumidos como rendimentos. Assim, deve ser mantido o lançamento. Antes de tudo cumpre salientar que a presunção não foi estabelecida pelo Fisco e sim pelo art. 42 da Lei n° 9.430/1996. Tal dispositivo outorgou ao Fisco o seguinte Fl. 1907DF CARF MF Impresso em 29/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/05/2014 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 27/05/201 4 por ANTONIO LOPO MARTINEZ Processo nº 10980.726419/201113 Acórdão n.º 2202002.650 S2C2T2 Fl. 16 29 poder: se provar o fato indiciário (depósitos bancários não comprovados), restará demonstrado o fato jurídico tributário do imposto de renda (obtenção de rendimentos). É inadmissível aceitar alegações quando desacompanhadas de provas. Assim, a ocorrência do fato gerador decorre, no presente caso, da presunção legal estabelecida no art. 42 da Lei n° 9.430/1996. Verificada a ocorrência de depósitos bancários cuja origem não foi devidamente comprovada pelo contribuinte, é certa também a ocorrência de omissão de rendimentos à tributação, cabendo ao contribuinte o ônus de provar a irrealidade das imputações feitas. Ausentes esses elementos de prova, resulta procedente o feito fiscal em nome do contribuinte. Se o ônus da prova, por presunção legal, é do contribuinte, cabe a ele a prova da origem dos recursos utilizados para acobertar seus acréscimos patrimoniais. Súmula CARF nº 26: A presunção estabelecida no art. 42 da Lei nº 9.430/96 dispensa o Fisco de comprovar o consumo da renda representada pelos depósitos bancários sem origem comprovada. No que se refere aos depósitos mantidos, DRJ se pronunciou da seguinte maneira: R$ 20.000,00 em 16/01/2008, no SAFRA S/A (poupança): referese a operação de “DEPÓSITO” em conta de poupança (fl. 1710), conforme extrato de poupança, à fl. 385; o impugnante argüiu, à fl. 1687, que a operação decorreu de “resgate FDO PLB” conforme “Extrato 01/2008”; não há, porém, nos extratos bancários que instruem o presente processo, às fls. 90/673, registro de aplicação que corresponda ao depósito efetuado; notese que no “Demonstrativo Consolidado” das contas mantidas no Banco SAFRA S/A, à fl. 355, apenas encontrase anotada a disponibilidade dos recursos da poupança, em 16/01/2008, como integrantes da “Conta Investimento”, sendo que, em 17/01/2008, parte dos recursos (R$ 10.043,28) foi direcionada para a cobertura de débito (R$ 12.265,75), do que resultou “saldo em conta” de R$ 0,00 e em “conta investimento” de R$ 9.956,72; ressaltese que, à fl. 231, no extrato do CITIBANK, consta operação de resgate de aplicação financeira, em 16/01/2008, no valor de R$ 97.972,41, recurso esse que, descontado do imposto de renda na fonte, de R$ 931,43, resultando em R$ 97.040,98, foi transferido da “conta corrente de investimentos” para cobrir saldo negativo da “conta corrente”, em 21/01/2008, à fl. 233; resta não comprovada a origem do deposito de R$ 20.000,00 em 16/01/2008; R$ 17.000,00 em 17/04/2008 no SAFRA S/A: equivocase o impugnante, haja vista que não há operação de crédito desse valor no dia 17/04/2008; havia, sim, dois depósitos no dia 16/04/2008 (fl. 1710), ambos de R$ 17.000,00 no SAFRA S/A, um em poupança (“DEPÓSITO”, à fl. 384) e outro em conta corrente (“DP CH SAF”, à fl. 359), sendo que o depósito em poupança já havia sido excluído pela autoridade fiscal, como revelou a diligência efetuada, à fl. 1715; à fl. 1688, o Fl. 1908DF CARF MF Impresso em 29/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/05/2014 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 27/05/201 4 por ANTONIO LOPO MARTINEZ 30 impugnante, embora tenha trocado uma das datas, suscita que os valores são decorrentes de “Conta única C/C e poupança” e de “saldo de investimentos nesta data”; a parte procedente da contestação já foi atendida na confecção do lançamento; o extrato de fl. 359 é de consolidação das contas, registrando, portanto, a mesma operação de crédito de R$ 17.000,00 (como evidencia a anotação de “retirada” de R$ 9.637,07, à fl. 384, que é referente à cobertura do saldo devedor antes existente, à fl. 359); a exclusão efetuada pela autoridade fiscal anulou a duplicidade, remanescendo uma operação de crédito de R$ 17.000,00, sob o histórico “DP CH SAF”; remanesce, desse modo, não justificada a origem do crédito discutido; R$ 42.605,73 em 17/04/2008, no SAFRA S/A (poupança): é referente ao “DEPÓSITO” em poupança do SAFRA S/A de R$ 42.605,73, conforme consta do extrato bancário de fl. 388; o impugnante, à fl. 1688, aventa se tratar de “saldo investimentos nesta data”, reportandose, aparentemente, ao extrato consolidado, à fl. 360; como se verifica, o saldo alegado adveio justamente do depósito cuja origem não foi justificada, devendo o valor ser mantido na base de cálculo do lançamento; R$ 7.667,29 em 23/04/2008 no SAFRA S/A: o contribuinte havia sido indagado a respeito de duas “ordens de crédito” de R$ 7.667,29 no dia 23/04/2008 (fl. 1711), uma em poupança (fl. 384) e outra em conta corrente (fl. 360) do SAFRA S/A; alegou, à fl. 1688, que o valor creditado em poupança é referente ao fato de se tratar de “conta única C/C e conta poupança” e que o valor creditado na conta corrente adveio de TED de mesma titularidade do Banco ITAÚ; o crédito em poupança já foi excluído no lançamento, como consta à fl. 1715; quanto ao crédito em conta corrente, não consta alegada origem no extrato do Banco ITAÚ do mês de abril/2008, às fls. 478/487, descabendo modificar o lançamento quanto a esse valor. Nesse depósitos, não há reparos a fazer na decisão da DRJ. Especialmente tendo em vista que no recurso o recorrente não questiona os mesmos especificamente. Entretanto na análise do Termo de Intimação foi possível verificar que no histórico do extrato identificava que alguns do depósitos bancários tinham origem na AGS Desenvolvimento e Participações Ltda, bem como das empresas TIBAGI, o que se coadunam com o descrito pelo recorrente. Nesse contexto uma vez que o próprio extrato possibilitaria identificar a origem do depósito bancário, entendo inoportuna nesse em que a identificação era clara, e não comportava duvidas quanto a origem, nessa caso seria de se excluir essa parte do lançamento. Acrescento que não pode ser qualquer descrição no extrato, mas apenas aquela que permite inferir com convicção qual seria a origem. Uma vez que o recorrente, buscou justificar os depósitos com contratos de mútuo dessas empresas e não foi aceito. A descrição possibilitaria a conclusão de que houve uma omissão de rendimentos recebidos de pessoa jurídica, mas não aquele fundamentado em omissão de depósitos bancários. No ano calendário de 2006, não houve necessidade de fazer qualquer ajuste, mantendo os depósitos lançados tal como realizado pelo fiscalização. No relativo ao ano calendário de 2007, foi necessário além da exclusão dos depósitos bancários identificadas as origens da AGS Desenvolvimento, excluir aqueles depósitos abaixo de R$ 12.000,00, uma vez Fl. 1909DF CARF MF Impresso em 29/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/05/2014 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 27/05/201 4 por ANTONIO LOPO MARTINEZ Processo nº 10980.726419/201113 Acórdão n.º 2202002.650 S2C2T2 Fl. 17 31 que os mesmos não totalizaram importância superior a R$ 80.000. No relativo ao anos calendário de 2008, devem ser excluídos os depósitos bancários, tal como solicitados pela diligência de fls. 1712 1715, os que era possível identificar com clareza a parte pagadora. Os valores alterados encontramse nos quadros a seguir do ano calendário 2007 e 2008. A parte final destaca exclusivamente o valor que deve ser excluído no CARF, que que não sobrepõe aquele já excluído pela DRJ. Quadro de Valores a Excluir no Ano Calendário 2007 a ) Total de valores constante na Intimação fls.1709 a 1712 5.103.211,01 b) Valores que devem ser excluidos conforme relatório de diligência, fls. 1715 BANCO DATA HISTÓRICO EXTRATO VALOR R$ ITAU 19/06/2007 CEI 00006 DEP CHQ 20.000,00 CITIBANK 18/09/2007 TED D REC. 15.000,00 SAFRA 24/09/2007 TED E 10.000,00 CITIBANK 01/11/2007 TED D REC. 70.000,00 SAFRA 19/11/2007 TED D 5.000,00 120.000,00 c) Valores excluidos pela DRJ 0,00 d) Valores que devem ser excluidos por identificação clara no Histórico BANCO DATA HISTÓRICO EXTRATO VALOR R$ ITAU 07/03/2007 TED AGS DESENVOL 20.000,00 ITAU 11/04/2007 TED AGS DESENVOL 200.000,00 ITAU 02/05/2007 TED AGS DESENVOL 40.000,00 ITAU 09/05/2007 TED AGS DESENVOL 20.000,00 ITAU 16/05/2007 TED AGS DESENVOL 10.000,00 ITAU 17/05/2007 TED AGS DESENVOL 30.000,00 ITAU 18/05/2007 TED AGS DESENVOL 25.000,00 ITAU 06/08/2007 TED AGS DESENVOL 15.000,00 360.000,00 e) Valores que devem ser excluidos por serem inferiores a R$ 12.000,00 BANCO DATA HISTÓRICO EXTRATO VALOR R$ CITIBANK 14/02/2007 TRANSF. CONTAS 10.000,00 CITIBANK 05/02/2007 TEC DEP CHEQUE 8.718,59 18.718,59 e) Valores que devem ser excluidos (b + c + d + e) 498.718,59 f) Valores que devem ser mantidos (a ‐e) 4.604.492,42 g) Valores Lançados (Auto de Infração) 4.983.211,01 h) Excluir da Base de Cálculo no CARF (g ‐ f ‐ c) 378.718,59 Fl. 1910DF CARF MF Impresso em 29/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/05/2014 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 27/05/201 4 por ANTONIO LOPO MARTINEZ 32 Quadro de Valores a Excluir no Ano Calendário 2008 a ) Total de valores constante na Intimação fls.1709 a 1712 2.630.180,49 b) Valores que devem ser excluidos conforme relatório de diligência, fls. 1715 BANCO DATA HISTÓRICO EXTRATO VALOR R$ SAFRA 29/02/2008 DEPÓSITO 100.000,00 SAFRA 11/03/2008 DEPÓSITO 300.000,00 SAFRA 19/03/2008 DEPÓSITO 120.661,77 CITIBANK 07/04/2008 TED RECEBIDA 7.500,00 SAFRA 18/04/2008 DEPOSITO 17.000,00 SAFRA 23/04/2008 OR DE CREDITO 7.667,29 SAFRA 17/12/2008 TED D REC. 34.000,00 586.829,06 c) Valores excluidos pela DRJ BANCO DATA HISTÓRICO EXTRATO VALOR R$ ITAU 07/02/2008 DEPÓSITO 6.000,00 CITIBANK 15/02/2008 CREDITO BLOQ JUD 28.400,68 SAFRA 14/03/2008 TED D DV.MOT 57 5.000,00 39.400,68 d) Valores que devem ser excluidos por identificação clara no Histórico BANCO DATA HISTÓRICO EXTRATO VALOR R$ BANCO DATA HISTÓRICO EXTRATO VALOR R$ ITAU 07/02/2008 SISPAG TIBAGI SIST AMB 9.000,00 ITAU 29/08/2008 TED AGS DESENVOL 12.000,00 ITAU 17/04/2008 TED AGS DESENVOL 16.000,00 ITAU 02/09/2008 TED AGS DESENVOL 12.000,00 ITAU 28/04/2008 TED AGS DESENVOL 5.500,00 ITAU 02/09/2008 TED AGS DESENVOL 5.000,00 ITAU 29/04/2008 TED AGS DESENVOL 13.500,00 ITAU 04/09/2008 TED AGS DESENVOL 18.000,00 ITAU 30/04/2008 TED AGS DESENVOL 10.000,00 ITAU 05/09/2008 SISPAG TIBAGI SIST AMB 5.000,00 ITAU 05/05/2008 TED AGS DESENVOL 9.000,00 ITAU 19/09/2008 TED AGS DESENVOL 13.000,00 ITAU 09/05/2008 TED AGS DESENVOL 8.000,00 ITAU 22/09/2008 TED AGS DESENVOL 8.000,00 ITAU 19/05/2008 TED AGS DESENVOL 20.000,00 ITAU 23/09/2008 TED AGS DESENVOL 7.000,00 ITAU 21/05/2008 TED AGS DESENVOL 30.000,00 ITAU 25/09/2008 TED AGS DESENVOL 12.000,00 ITAU 27/05/2008 TED AGS DESENVOL 20.000,00 ITAU 30/09/2008 TED AGS DESENVOL 7.505,50 ITAU 05/06/2008 TED AGS DESENVOL 25.000,00 ITAU 01/10/2008 TED AGS DESENVOL 7.000,00 ITAU 05/06/2008 TED AGS DESENVOL 10.000,00 ITAU 02/10/2008 TED AGS DESENVOL 5.226,29 ITAU 06/06/2008 TED AGS DESENVOL 6.000,00 ITAU 03/10/2008 TED AGS DESENVOL 8.000,00 ITAU 11/06/2008 TED AGS DESENVOL 12.000,00 ITAU 06/10/2008 TED AGS DESENVOL 5.000,00 ITAU 17/06/2008 TED AGS DESENVOL 13.000,00 ITAU 16/10/2008 TED AGS DESENVOL 33.000,00 ITAU 18/06/2008 TED AGS DESENVOL 8.000,00 ITAU 16/10/2008 TED AGS DESENVOL 7.000,00 ITAU 24/06/2008 TED AGS DESENVOL 6.000,00 ITAU 20/10/2008 TED AGS DESENVOL 5.000,00 ITAU 07/07/2008 TED AGS DESENVOL 5.000,00 ITAU 21/10/2008 TED AGS DESENVOL 15.000,00 ITAU 09/07/2008 TED AGS DESENVOL 32.000,00 ITAU 22/10/2008 TED AGS DESENVOL 5.300,00 ITAU 10/07/2008 TED AGS DESENVOL 10.000,00 ITAU 23/10/2008 TED AGS DESENVOL 15.000,00 ITAU 11/07/2008 TED AGS DESENVOL 10.000,00 ITAU 31/10/2008 SISPAG TIBAGI SIST AMB 5.000,00 ITAU 11/07/2008 TED AGS DESENVOL 5.000,00 ITAU 04/11/2008 TED AGS DESENVOL 10.000,00 ITAU 16/07/2008 TED AGS DESENVOL 15.000,00 ITAU 05/11/2008 TED AGS DESENVOL 11.000,00 ITAU 17/07/2008 TED AGS DESENVOL 10.000,00 ITAU 12/11/2008 TED AGS DESENVOL 5.150,00 ITAU 21/07/2008 TED AGS DESENVOL 26.000,00 ITAU 13/11/2008 TED AGS DESENVOL 9.000,00 ITAU 25/07/2008 TED AGS DESENVOL 10.000,00 ITAU 14/11/2008 TED AGS DESENVOL 11.027,44 ITAU 28/07/2008 TED AGS DESENVOL 6.000,00 ITAU 05/12/2008 SISPAG TIBAGI ENG COM L 5.000,00 ITAU 01/08/2008 TED AGS DESENVOL 10.000,00 ITAU 09/12/2008 TED AGS DESENVOL 5.693,00 ITAU 05/08/2008 TED AGS DESENVOL 5.000,00 ITAU 12/12/2008 TED AGS DESENVOL 5.572,00 ITAU 13/08/2008 TED AGS DESENVOL 10.000,00 ITAU 17/12/2008 TED AGS DESENVOL 37.273,50 ITAU 15/08/2008 TED AGS DESENVOL 8.000,00 ITAU 22/12/2008 SISPAG TIBAGI ENG COM L 20.000,00 ITAU 21/08/2008 TED AGS DESENVOL 25.000,00 ITAU 29/12/2008 SISPAG TIBAGI MIN LTDA 12.000,00 ITAU 27/08/2008 TED AGS DESENVOL 5.000,00 ITAU 30/12/2008 SISPAG TIBAGI SIST AMB 31.000,00 785.747,73 e) Valores que devem ser excluidos (b + c + d) 1.411.977,47 f) Valores que devem ser mantidos (a ‐ e) 1.218.203,02 g) Valores Lançados (Auto de Infração) 2.043.351,43 h) Excluir da Base de Cálculo no CARF (g ‐ f ‐c) 785.747,73 Fl. 1911DF CARF MF Impresso em 29/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/05/2014 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 27/05/201 4 por ANTONIO LOPO MARTINEZ Processo nº 10980.726419/201113 Acórdão n.º 2202002.650 S2C2T2 Fl. 18 33 Da Multa Qualificada Segundo a fiscalização a recorrente teria omitido receitas, adotando conduta no sentido de impedir o lançamento e retardar o conhecimento por parte da autoridade fazendária. Inobstante respeitável entendimento da autoridade fiscalizadora, não vejo circunstâncias que caracterizem um evidente intuito de fraude. Entendo que configurase como simulação, o comportamento do contribuinte em que se detecta uma inadequação ou inequivalência entre a forma jurídica sob a qual o negócio se apresenta e a substancia ou natureza do fato gerador efetivamente realizado, ou seja, dáse pela discrepância entre a vontade querida pelo agente e o ato por ele praticado para exteriorização dessa vontade. Cabe lembrar que no caso de depósitos bancário, entendo razoável a qualificação quando da utilização de pessoa interposta, mas não é o caso nos autos No caso concreto não tenho como presumir que a conduta foi eivada de vício, mas tão somente de omitir do fisco com conhecimento de fato relevante. MULTA QUALIFICADA DEPÓSITOS BANCÁRIOS A simples apuração de omissão de receita ou de rendimentos, por si só, não autoriza a qualificação da multa de ofício, sendo necessária a comprovação do evidente intuito de fraude do sujeito passivo. (Súmula CARF nº 14) Nestes termos, posicionome no sentido de rejeitar as preliminares, e no mérito, dar provimento parcial ao recurso de voluntário para desqualificar a multa de ofício, reduzindoa ao percentual de 75%. Da Incidência de Juros Sobre a Multa de Ofício Acompanho o entendimento da legalidade da incidência de juros sobre a multa de ofício. Uma análise sistemática dos arts. 113, 139 e 161 do CTN revela que a multa de ofício (penalidade pecuniária), por integrar o crédito tributário, recebe igualmente o acréscimo moratório de juros. Ante ao exposto, voto por rejeitar as preliminares de nulidade e de ilicitude da prova e, no mérito, dar provimento parcial ao recurso para excluir da base de cálculo do item 1 do auto de infração (omissão de rendimentos baseada em depósitos bancários), os valores de R$ 378.718,59 e R$785.747,73, nos anos calendários 2007 e 2008, respectivamente, e desqualificar a multa de ofício reduzindoa ao percentual de 75%. (Assinado digitalmente) Antonio Lopo Martinez Fl. 1912DF CARF MF Impresso em 29/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/05/2014 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 27/05/201 4 por ANTONIO LOPO MARTINEZ 34 Fl. 1913DF CARF MF Impresso em 29/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/05/2014 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 27/05/201 4 por ANTONIO LOPO MARTINEZ
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Numero do processo: 10508.000809/2010-64
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Mon Apr 14 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Tue Jun 03 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Obrigações Acessórias
Período de apuração: 01/01/2007 a 31/12/2007
LAVRATURA QUE CONTEMPLA A DESCRIÇÃO DOS FATOS APURADOS NA AÇÃO FISCAL, DOS DISPOSITIVOS LEGAIS INFRINGIDOS E DA CAPITULAÇÃO LEGAL DA MULTA APLICADA. INEXISTÊNCIA DE CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA OU DE FALTA DE MOTIVAÇÃO.
O fisco ao narrar os fatos verificados, a norma violada, a base legal e os critérios utilizados para aplicação da multa, fornece ao sujeito passivo todos os elementos necessários ao exercício do seu direito de defesa, não havendo o que se falar em prejuízo ao direito de defesa ou falta de motivação do ato, que pudesse acarretar em nulidade da lavratura.
CONTABILIZAÇÃO DE FATOS GERADORES EM TÍTULOS IMPRÓPRIOS. INFRAÇÃO.
Ao contabilizar os fatos geradores de contribuições previdenciárias em contas impróprias, a empresa incorre em infração à legislação previdenciária, por descumprimento de obrigação acessória.
RELEVAÇÃO DA PENALIDADE. PEDIDO PARA CORREÇÃO DA FALTA APÓS O TRÂNSITO EM JULGADO DO PROCESSO EM QUE É DISCUTIDA A PROCEDÊNCIA DO LANÇAMENTO DA OBRIGAÇÃO PRINCIPAL. IMPOSSIBILIDADE.
Mesmo durante a vigência do revogado § 1.º do art. 291 do RPS pelo Decreto n.º 6.727, de 12/01/2009, inexistia a possibilidade de relevação da penalidade quando a correção da falta se dava após o prazo para impugnar a exigência.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2401-003.480
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros do colegiado, Por unanimidade de votos: I) afastar a preliminar de nulidade; e II) no mérito, negar provimento ao recurso. Ausente justificadamente a conselheira Carolina Wanderley Landim.
Elias Sampaio Freire - Presidente
Kleber Ferreira de Araújo - Relator
Participaram do presente julgamento o(a)s Conselheiro(a)s Elias Sampaio Freire, Kleber Ferreira de Araújo, Igor Araújo Soares, Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, e Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira.
Nome do relator: KLEBER FERREIRA DE ARAUJO
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ementa_s : Assunto: Obrigações Acessórias Período de apuração: 01/01/2007 a 31/12/2007 LAVRATURA QUE CONTEMPLA A DESCRIÇÃO DOS FATOS APURADOS NA AÇÃO FISCAL, DOS DISPOSITIVOS LEGAIS INFRINGIDOS E DA CAPITULAÇÃO LEGAL DA MULTA APLICADA. INEXISTÊNCIA DE CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA OU DE FALTA DE MOTIVAÇÃO. O fisco ao narrar os fatos verificados, a norma violada, a base legal e os critérios utilizados para aplicação da multa, fornece ao sujeito passivo todos os elementos necessários ao exercício do seu direito de defesa, não havendo o que se falar em prejuízo ao direito de defesa ou falta de motivação do ato, que pudesse acarretar em nulidade da lavratura. CONTABILIZAÇÃO DE FATOS GERADORES EM TÍTULOS IMPRÓPRIOS. INFRAÇÃO. Ao contabilizar os fatos geradores de contribuições previdenciárias em contas impróprias, a empresa incorre em infração à legislação previdenciária, por descumprimento de obrigação acessória. RELEVAÇÃO DA PENALIDADE. PEDIDO PARA CORREÇÃO DA FALTA APÓS O TRÂNSITO EM JULGADO DO PROCESSO EM QUE É DISCUTIDA A PROCEDÊNCIA DO LANÇAMENTO DA OBRIGAÇÃO PRINCIPAL. IMPOSSIBILIDADE. Mesmo durante a vigência do revogado § 1.º do art. 291 do RPS pelo Decreto n.º 6.727, de 12/01/2009, inexistia a possibilidade de relevação da penalidade quando a correção da falta se dava após o prazo para impugnar a exigência. Recurso Voluntário Negado.
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Período de apuração: 01/01/2007 a 31/12/2007 LAVRATURA QUE CONTEMPLA A DESCRIÇÃO DOS FATOS APURADOS NA AÇÃO FISCAL, DOS DISPOSITIVOS LEGAIS INFRINGIDOS E DA CAPITULAÇÃO LEGAL DA MULTA APLICADA. INEXISTÊNCIA DE CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA OU DE FALTA DE MOTIVAÇÃO. O fisco ao narrar os fatos verificados, a norma violada, a base legal e os critérios utilizados para aplicação da multa, fornece ao sujeito passivo todos os elementos necessários ao exercício do seu direito de defesa, não havendo o que se falar em prejuízo ao direito de defesa ou falta de motivação do ato, que pudesse acarretar em nulidade da lavratura. CONTABILIZAÇÃO DE FATOS GERADORES EM TÍTULOS IMPRÓPRIOS. INFRAÇÃO. Ao contabilizar os fatos geradores de contribuições previdenciárias em contas impróprias, a empresa incorre em infração à legislação previdenciária, por descumprimento de obrigação acessória. RELEVAÇÃO DA PENALIDADE. PEDIDO PARA CORREÇÃO DA FALTA APÓS O TRÂNSITO EM JULGADO DO PROCESSO EM QUE É DISCUTIDA A PROCEDÊNCIA DO LANÇAMENTO DA OBRIGAÇÃO PRINCIPAL. IMPOSSIBILIDADE. Mesmo durante a vigência do revogado § 1.º do art. 291 do RPS pelo Decreto n.º 6.727, de 12/01/2009, inexistia a possibilidade de relevação da penalidade quando a correção da falta se dava após o prazo para impugnar a exigência. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 50 8. 00 08 09 /2 01 0- 64 Fl. 192DF CARF MF Impresso em 04/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/05/2014 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 16/05 /2014 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 19/05/2014 por ELIAS SAMPAIO FREIRE 2 ACORDAM os membros do colegiado, Por unanimidade de votos: I) afastar a preliminar de nulidade; e II) no mérito, negar provimento ao recurso. Ausente justificadamente a conselheira Carolina Wanderley Landim. Elias Sampaio Freire Presidente Kleber Ferreira de Araújo Relator Participaram do presente julgamento o(a)s Conselheiro(a)s Elias Sampaio Freire, Kleber Ferreira de Araújo, Igor Araújo Soares, Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, e Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira. Fl. 193DF CARF MF Impresso em 04/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/05/2014 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 16/05 /2014 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 19/05/2014 por ELIAS SAMPAIO FREIRE Processo nº 10508.000809/201064 Acórdão n.º 2401003.480 S2C4T1 Fl. 160 3 Relatório Tratase de recurso interposto pelo sujeito passivo contra o Acórdão n.º 15 27.940 de lavra da 7.ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento – DRJ em Salvador (BA), que julgou improcedente a impugnação apresentada para desconstituir o Auto de Infração – AI n.º 37.302.7850. O crédito em questão visa à aplicação de multa pela conduta da empresa de deixar de declarar em títulos próprios da contabilidade todos os fatos geradores de contribuições previdenciárias. Conforme o relatório fiscal da infração, fls. 07/08, verificouse mediante análise da DIRF e das folhas de pagamento que a empresa contratou contribuintes individuais, todavia, os fatos geradores correspondentes não foram contabilizados em títulos próprios, haja vista que os serviços prestados por pessoas físicas foram lançados na escrita como serviços de pessoas jurídicas. Afirma o fisco que somente pode visualizar os pagamentos a contribuintes individuais pela conta relativa ao desconto de contribuições previdenciárias. O relatório fiscal da aplicação da multa apresenta a fundamentação legal e a metodologia utilizadas na fixação da penalidade. Cientificado do lançamento em 07/12/2010, o sujeito passivo ofertou defesa, cujas razões não foram acatadas pela DRJ, que a declarou improcedente. Inconformada, a empresa interpôs recurso, no qual, em apertada síntese, apresentou os argumentos abaixo. Pugna pela tempestividade do recurso e faz um apanhado dos principais fatos do processo. Protesta pelo sobrestamento do feito até que seja julgado definitivamente na esfera administrativa o AI n. 37.302.7818 (PA n. 10508.000798/201012), no qual estão sendo discutidos os fatos geradores que supostamente teriam sido contabilizados em títulos impróprios. Alega que, caso o AI conexo seja declarado procedente, merece que lhe seja facultada a possibilidade de corrigir a falta e obter a relevação da penalidade, nos termos do § 1. do art. 291 do Regulamento da Previdência Social – RPS, aprovado pelo Decreto n. 3.048/2008. Afirma que o relatório fiscal não apresenta a clareza necessária à compreensão de quais fatos geradores foram incorretamente escriturados. Assim, denuncia que inegavelmente o seu direito de defesa foi prejudicado. Apresenta textos legais, doutrinários e jurisprudenciais para embasar a suposta nulidade do AI por cerceamento ao seu direito de defesa. Fl. 194DF CARF MF Impresso em 04/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/05/2014 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 16/05 /2014 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 19/05/2014 por ELIAS SAMPAIO FREIRE 4 A seguir apresenta as mesmas alegações presentes no recurso contra a decisão que julgou a procedência parcial do AI n. 37.302.7818 (PA n. 10508.000798/2010 12). No seu arrazoado, busca demonstrar que parte das contribuições foi recolhidas e que o fisco adotou como base de cálculo parcelas não incidentes de contribuições previdenciárias, a exemplo de pagamentos de aluguéis, indenizações decorrentes de acordos judiciais e pagamentos por serviços prestados por motorista de táxi. Afirma ainda que a rejeição de elementos probatórios no acórdão recorrido constitui afronta ao princípio da verdade material, devendo ser consideradas todas as provas carreadas ou, pelo menos, que sejam solicitados esclarecimentos sobre estas. Ao final, postula pelo recebimento do recurso no efeito suspensivo e pede a declaração de insubsistência da lavratura. É o relatório. Fl. 195DF CARF MF Impresso em 04/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/05/2014 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 16/05 /2014 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 19/05/2014 por ELIAS SAMPAIO FREIRE Processo nº 10508.000809/201064 Acórdão n.º 2401003.480 S2C4T1 Fl. 161 5 Voto Conselheiro Kleber Ferreira de Araújo, Relator Admissibilidade O recurso merece conhecimento, posto que preenche os requisitos de tempestividade e legitimidade. Preliminar de nulidade A recorrente acusa a ocorrência de falta de clareza no relatório fiscal da infração, que lhe teria cerceado o direito de defesa. Esse fato conduziria à nulidade da lavratura. Não devo dar razão a este argumento. Analisando o recurso apresentado percebese claramente que o sujeito passivo compreendeu a acusação que lhe foi feita e pode se insurgir especificamente contra cada fato gerador decorrente de pagamento a contribuintes individuais, os quais teriam sido contabilizados de forma inadequada. E não poderia ser diferente, pois que o fisco apontou com precisão a infração decorrente da contabilização dos serviços prestados por pessoas físicas em conta específica para serviços prestados por pessoa jurídica. Assim, não haveria necessidade de ter feito a indicação de cada um dos fatos geradores erroneamente escriturados, haja vista que a empresa sequer contesta o fato de que não possuía conta específica para lançamento dos serviços prestados por contribuintes individuais. O relatório da aplicação da multa apresenta a fundamentação legal e os critérios utilizados na fixação da penalidade aplicada, não restando dúvidas quanto à metodologia utilizada para se edificar a multa que compõe a autuação. Percebo, assim que todos os elementos necessários à compreensão do lançamento foram apresentados pelo fisco, descabendo os argumentos de que tenha havido prejuízo ao direito de defesa do sujeito passivo. Mérito O sobrestamento do feito até julgamento do processo em que se discute os fatos geradores que deram ensejo à presente autuação foi atendido, na medida em que o AI n. 37.302.7818 (PA n. 10508.000798/201012) foi a pouco julgado, tendo essa turma dado provimento parcial ao recurso. Fl. 196DF CARF MF Impresso em 04/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/05/2014 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 16/05 /2014 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 19/05/2014 por ELIAS SAMPAIO FREIRE 6 Considerandose que a maior parte dos fatos geradores foram considerados ocorridos, é patente que a empresa incorreu na infração de contabilizálos de forma contrária ao que dispõe a o art. 32, inciso II, da Lei 8.212/1991, transcrito abaixo: Art. 32. A empresa é também obrigada a: (...) II lançar mensalmente em títulos próprios de sua contabilidade, de forma discriminada os fatos geradores de todas as contribuições, o montante das quantias descontadas, as contribuições da empresa e os totais recolhidos; (...) Ressaltese que, nesse tipo de infração, um só fato gerador que seja contabilizado em conta inadequada representa desrespeito à norma acima, justificandose a aplicação da multa. Assim, mesmo que se considere a exclusão dos valores decorrentes de pagamentos de alugueis da base de cálculo do lançamento que trata da obrigação principal, conforme decisão prolatada a minutos, a incorreta escrituração dos demais pagamentos a contribuintes individuais é suficiente para justificar a aplicação da multa em seu valor mínimo. Portanto, tendose em conta que a própria empresa reconhece a ocorrência de pagamentos por serviços prestados por pessoas físicas e não contesta que os tenha contabilizado em título específico para serviços de pessoas jurídicas, não há o que se questionar acerca da justeza na aplicação da penalidade contestada. Relevação da penalidade A mencionada possibilidade de requerer a relevação da multa após julgamento do processo em que se exige a obrigação principal não tem amparo legal. É que o Decreto n° 6.727, de 12 de janeiro de 2009 (DOU de 13 de janeiro de 2009), revogou em sua integridade o artigo 291, do Regulamento da Previdência Social – RPS, aprovado pelo Decreto n. 3.048/2008, deixando assim de existir o instituto da relevação da multa. Todavia, mesmo que se aplicasse a legislação revogada, inexistiria a possibilidade de revogação da penalidade, haja vista que o § 1. do revogado art. 291 do RPS somente permitia esse favor fiscal quando o sujeito passivo corrigia a infração dentro do prazo para impugnar a exigência, o que não ocorreu na espécie. Vejase o dispositivo em questão: Art.291.Constitui circunstância atenuante da penalidade aplicada ter o infrator corrigido a falta até o termo final do prazo para impugnação. (Redação dada pelo Decreto nº 6.032, de 2007) (Revogado pelo Decreto nº 6.727, de 2009) §1oA multa será relevada se o infrator formular pedido e corrigir a falta, dentro do prazo de impugnação, ainda que não contestada a infração, desde que seja o infrator primário e não tenha ocorrido nenhuma circunstância agravante. (Redação dada pelo Decreto nº 6.032, de 2007) (Revogado pelo Decreto nº 6.727, de 2009) Fl. 197DF CARF MF Impresso em 04/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/05/2014 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 16/05 /2014 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 19/05/2014 por ELIAS SAMPAIO FREIRE Processo nº 10508.000809/201064 Acórdão n.º 2401003.480 S2C4T1 Fl. 162 7 Conclusão Voto por afastar a preliminar de nulidade e, no mérito, por negar provimento ao recurso. Kleber Ferreira de Araújo. Fl. 198DF CARF MF Impresso em 04/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/05/2014 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 16/05 /2014 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 19/05/2014 por ELIAS SAMPAIO FREIRE
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Numero do processo: 10783.921932/2009-28
Turma: Segunda Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Jun 05 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Tue Jul 01 00:00:00 UTC 2014
Numero da decisão: 1802-000.534
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, CONVERTER o julgamento em diligência, nos termos do voto do Relator.
(documento assinado digitalmente)
Ester Marques Lins de Sousa- Presidente.
(documento assinado digitalmente)
Nelso Kichel- Relator.
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa, José de Oliveira Ferraz Corrêa, Nelso Kichel, Gilberto Baptista, Gustavo Junqueira Carneiro Leão e Luís Roberto Bueloni Santos Ferreira.
Relatório
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Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, CONVERTER o julgamento em diligência, nos termos do voto do Relator. (documento assinado digitalmente) Ester Marques Lins de Sousa Presidente. (documento assinado digitalmente) Nelso Kichel Relator. Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa, José de Oliveira Ferraz Corrêa, Nelso Kichel, Gilberto Baptista, Gustavo Junqueira Carneiro Leão e Luís Roberto Bueloni Santos Ferreira. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 07 83 .9 21 93 2/ 20 09 -2 8 Fl. 165DF CARF MF Impresso em 03/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/06/2014 por NELSO KICHEL, Assinado digitalmente em 27/06/2014 por EST ER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 27/06/2014 por NELSO KICHEL Processo nº 10783.921932/200928 Resolução nº 1802000.534 S1TE02 Fl. 166 2 Relatório Cuidam os autos do Recurso Voluntário de efls. 98/101 contra decisão da 15ª Turma da DRJ/Rio de Janeiro I (efls. 86/89) que julgou a Manifestação de Inconformidade improcedente, não reconhecendo o direito creditório pleiteado, não homologando a compensação tributária informada. Quanto aos fatos, consta dos autos que: em 16/11/2009, a Contribuinte transmitiu o PER/DCOMP n° 28520.46397.161109.1.7.049198 (fls. 46/51 e 71/75) — retificador do PER/DCOMP n° 06099.52304 140809.1.3.043821, informando compensação tributária: débitos informados no valor de R$ 1.151,89, assim especificados: CSRF, código de receita 5952, PA 2ª quinzena/julho/2009, data de vencimento 14/08/2009, valor R$ 674,28; IRRF, código de receita 1708, PA julho/2009, data de vencimento 20/08/2009, valor R$ 246,10; IRRF, código de receita 3208, PA julho/2009, data de vencimento 20/08/2009, valor R$ 231,51. crédito utilizado (valor original na data da transmissão): R$ 1.024,08 : que o direito creditório pleiteado decorreu de pagamento indevido ou a maior do IRPJ do período de apuração 30/06/2008 (2º trimestre/2008) – 1ª cota, código de receita 2089 (regime de apuração Lucro Presumido), data de arrecadação 31/07/2008, valor original R$ 54.703,91. Saldo de crédito original na data da transmissão da DCOMP: R$ 25.309,60. Obs: DCOMP que também estão relacionadas com o mesmo DARF: nº 24777.67575.130109.1.3.04 5004 (retificada), de 13/01/2009 (efls. 59/64). nº 12971.92503.221009.1.3.04 2348 – retificadora, de 22/10/2009 (efls. 52/58). nº 41892.17288.300409.1.3.04 3361, de 30/04/2009 (efls. 65/71). Em 10/12/2009, houve emissão do Despacho Decisório (eletrônico), efl. 04, pela DRF/Vitória, denegando o direito creditório pleiteado, com a seguinte fundamentação: (...) 3FUNDAMENTACÃO, DECISÃO E ENQUADRAMENTO LEGAL Limite do crédito analisado, correspondente ao valor do crédito original na data de transmissão informado no PER/DCOMP: 25.309,60. Fl. 166DF CARF MF Impresso em 03/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/06/2014 por NELSO KICHEL, Assinado digitalmente em 27/06/2014 por EST ER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 27/06/2014 por NELSO KICHEL Processo nº 10783.921932/200928 Resolução nº 1802000.534 S1TE02 Fl. 167 3 A partir das características do DARF discriminado no PER/DCOMP acima identificado, foram localizados um ou mais pagamentos, abaixo relacionados, mas integralmente utilizados para quitação de débitos do contribuinte, não restando crédito disponivel para compensação dos débitos informados no PER/DCOMP. (...) Diante da inexistência do crédito, NÃO HOMOLOGO a compensação declarada. (...). Enquadramento legal: Arts. 165 e 170, da Lei no 5.172, de 25 de outubro de 1966 (CTN) e Art. 74 da Lei 9.430, de 27 de dezembro de 1996. (...) Ciente dessa decisão em 21/12/2009 (efl. 76), a Contribuinte, em 30/12/2009, apresentou Manifestação de Inconformidade (efls. 02/03), juntando ainda documentos de efls. 04/75, cujas razões, em síntese, são as seguintes: 1) – Quanto ao direito creditório: que efetuou pagamento do IRPJ/1ª cota, no valor de R$ 54.703,91, do PA 30/06/2008 (2º trimestre/2008), data de recolhimento 31/07/2008, código de receita 2089; que em 06/10/2008 confessou na DCTF primitiva débito do IRPJ/2º trimestre/2008, no valor de R$ 164.111,73 (efls. 23/33); que o pagamento restou totalmente vinculado ao débito confessado na referida DCTF primitiva; que, em 15/07/2009, transmitiu a DIPJ 2009, anocalendário 2008, com IRPJ a pagar/2º trimestre, no valor de R$ 7.622,55 e não R$ 164.111,73 (efls. 34/40); que em 23/10/2009 transmitiu a DCTF retificadora do 2º trimestre/2008, reduzindo o IRPJ a pagar de R$ 164.111,73 para R$ 7.622,55 (efls. 41/45); que, destarte, essa 1ª cota do IRPJ/2º trimestre/2008 foi paga a maior, no valor de R$ 47.081,36. que o crédito, por conseguinte, existe. Por fim, com base nessas razões, a Contribuinte pediu na instância a quo o reconhecimento do crédito pleiteado e a extinção dos débitos pela homologação da compensação. A 15ª Turma da DRJ/Rio de Janeiro I, não acatando a DCTF retificadora que reduziu o débito do IRPJ do 2º trimestre/2008 de R$ 164.111,73 para R$ 7.622,55, julgou a manifestação de inconformidade improcedente, não reconhecendo o crédito pleiteado, conforme Acórdão, de 22/09/2011, cuja ementa transcrevo a seguir (efl. 86), in verbis: Fl. 167DF CARF MF Impresso em 03/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/06/2014 por NELSO KICHEL, Assinado digitalmente em 27/06/2014 por EST ER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 27/06/2014 por NELSO KICHEL Processo nº 10783.921932/200928 Resolução nº 1802000.534 S1TE02 Fl. 168 4 (...) ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Anocalendário: 2008 PER/DCOMP. DIREITO CREDITÓRIO JA EXAMINADO EM OUTRO PROCESSO. Uma vez já tendo sido o direito creditório analisado em outro processo, não cabe apreciálo novamente na mesma instância de julgamento. ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Anocalendário: 2008 PER/DCOMP. INEXISTÊNCIA DE CRÉDITO. NÃO HOMOLOGAÇÃO DAS COMPENSAÇÕES. Uma vez inexistente o direito creditório pleiteado pelo contribuinte, deixam se de homologar as compensações por ele declaradas. Manifestação de Inconformidade Improcedente Sem Crédito em Litígio (...) Obs: o mérito do direito creditório já foi entrentado anteriormente pela DRJ nos autos do processo nº 10783.921810/200931, conforme decisão (efls. 80/84). Ciente do decisum objeto deste processo em 14/12/2011 (efl. 97), a Contribuinte apresentou Recurso Voluntário em 29/12/2011 (efls. 98/101), juntando ainda os documentos de efls.102/160, cujas razões, em síntese, são as seguintes: que houve erro de fato quanto ao débito do IRPJ confessado na DCTF primitiva do 2º trimestre/2008 (PA objeto do crédito pleiteado). Ou seja: quando da entrega da DCTF primitiva, foi calculado o IRPJ do 2º trimestre/2008 com coeficiente de presunção do lucro de 32%. O coeficiente corretoé 8%, conforme DIPJ apresentada e DCTF retiticadora; que houve pagamento a maior, relativo à 1º cota do IRPJ do 2º trimestre/2008, no valor de R$ 47.081,36; que, para comprovar a base tributável do 2º trimestre/2008, juntou aos presentes autos: cópias de folhas do livro Diário quanto à receita bruta de serviços do 2º trimestre/2008 = R$ 2.599.455,12 (receita acumulada do 1º semestre/2008 no valor de R$ 5.151.360,29 – R$ 2.551.95,17 receita bruta de serviços do 2º trimestre/2008 (efls. 139/140); cópias do livro Registro de Serviços (ISS) com a receita bruta de serviços dos meses de abril, maio e junho/2008, no valor de R$ 2.120.801,35 (efls.141/148); Fl. 168DF CARF MF Impresso em 03/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/06/2014 por NELSO KICHEL, Assinado digitalmente em 27/06/2014 por EST ER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 27/06/2014 por NELSO KICHEL Processo nº 10783.921932/200928 Resolução nº 1802000.534 S1TE02 Fl. 169 5 planilha de cálculo do IRPJ/2º trimestre com coeficiente de 8% (R$ 7.622,54) e 32% (R$ 164.111.63) (efls. 149/150); cópias do livro Diário – lançamento da provisão do IRPJ/2º trimestre/2008, no valor de R$ 48.157,84, calculado pelo coeficiente de 8%, e IRRF pessoas jurídicas (R$ 35.226,62), IRRF instituições financeiras (R$ 2.541,56) e IRRF Órgão Público (R$ 2.767,12) (efls. 151/152); inclusão de diferença na base de cálculo – valor tributável de R$ 478.653,77 (R$ 2.120.801,35 + R$ 478.653,77) = R$ 2.599.455,72 (efls. 153/160). Por tudo que foi exposto, a Contribuinte pediu o reconhecimento do crédito pleiteado e a extinção dos débitos confessados, mediante homologação da compensação. É o relatório. Fl. 169DF CARF MF Impresso em 03/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/06/2014 por NELSO KICHEL, Assinado digitalmente em 27/06/2014 por EST ER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 27/06/2014 por NELSO KICHEL Processo nº 10783.921932/200928 Resolução nº 1802000.534 S1TE02 Fl. 170 6 Voto Conselheiro Nelso Kichel, Relator. O Recurso Voluntário é tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade. Logo, dele conheço. Conforme relatado, os autos tratam de processo de compensação tributária. A questão central da lide diz respeito se o direito creditório pleiteado tem liquidez e certeza, nos termos do art. 170 do CTN, para quitação dos débitos informados/confessados na DCOMP objeto dos autos. A propósito dos requisitos do crédito objetado contra o fisco para encontro de contas (compensação tributária), transcrevo o disposto no art. 170 do CTN, in verbis: Art. 170. A lei pode, nas condições e sob as garantias que estipular, ou cuja estipulação em cada caso atribuir à autoridade administrativa, autorizar a compensação de créditos tributários com créditos líquidos e certos, vencidos ou vincendos, do sujeito passivo contra a Fazenda pública.(Vide Decreto nº 7.212, de 2010) (grifei) No mesmo sentido dispõe o art. 268 do Decreto nº 7212, de 15/06/2010: Art.268.O sujeito passivo que apurar crédito do imposto, inclusive decorrente de trânsito em julgado de decisão judicial, passível de restituição ou de ressarcimento, poderá utilizálo na compensação de débitos próprios relativos a impostos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil, observadas as demais prescrições e vedações legais(Lei nº 5.172, de 1966, art. 170,Lei nº 9.430, de 1996, art. 74,Lei no10.637, de 2002, art. 49,Lei no10.833, de 2003, art. 17, eLei no11.051, de 2004, art. 4o). §1oA compensação de que trata o caput será efetuada mediante a entrega, pelo sujeito passivo, de declaração na qual constarão informações relativas aos créditos utilizados e aos respectivos débitos compensados(Lei nº 9.430, de 1996, art. 74, § 1º,e Lei nº 10.637, de 2002, art. 49). §2oA compensação declarada à Secretaria da Receita Federal do Brasil extingue o crédito tributário, sob condição resolutória de sua ulterior homologação (Lei nº 9.430, de 1996, art. 74, § 2º, eLei nº 10.637, de 2002, art. 49). No caso, a Recorrente busca o reconhecimento do direito creditório relativo ao PA 30/06/2008 (2º trimestre/2008), uma vez que teria pago a maior o IRPJ relativo a esse período de apuração, no regime do Lucro Presumido. Fl. 170DF CARF MF Impresso em 03/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/06/2014 por NELSO KICHEL, Assinado digitalmente em 27/06/2014 por EST ER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 27/06/2014 por NELSO KICHEL Processo nº 10783.921932/200928 Resolução nº 1802000.534 S1TE02 Fl. 171 7 Para a Contribuinte, o imposto a pagar do 2º trimestre/2008 seria de R$ 7.622,55. Porém, efetuou recolhimento do IRPJ em DARF – 1ª cota/2º trimestre/2008 no valor de R$ 54.703,91. Por consequinte, teria efetuado pagamento a maior de imposto no valor R$ 47.081,36 = (R$ 54.703,91 – R$ 7.622,55). Entretanto, a decisão recorrida não acatou a DCTF retificadora, com base na seguinte argumentação: a) que, em 06/10/2008, a Contribuinte confessara na DCTF imposto a pagar do PA – 2º trimestre/2008 no valor de R$ 164.111,73 b) que a DCTF retificadora foi transmitida apenas em 23/10/2009 (após a data de ciência do despacho decisório), reduzindo o imposto do PA – 2º trimestre/2008 de R$ 164.111,73 para R$ 7.622,55; c) que, nessa situação de redução de tributo pela DCTF retificadora (após ciência do despacho decisório que denegou o crédito pleiteado e passou a exigir os débitos confessados na DCOMP), é necessário comprovação do motivo, da razão, dessa redução de imposto pela Contribuinte; d) que, eventual existência de erro de fato que pudesse justificar a redução do imposto pela DCTF retificadora, não foi comprovado nos autos, pois a Contribuinte não juntara cópia dos livros contábeis e fiscais de sua escrituração. Nesta instância recursal, a Recorrente rebelase contra a decisão a quo que denegou o direito creditório, alegando: a) que ocorreu erro de fato em relação ao débito do imposto confessado na DCTF primitiva, relativo ao PA – 2º trimestre/2008, pois confessara o imposto pagar na DCTF primitiva pela aplicação de coeficiente de presunção do lucro de 32% sobre as receitas de prestação de serviços, quando o correto é apuração do imposto com coeficiente de presunção do lucro de 8%, conforme DIPJ respectiva; b) que a DCTF retificadora foi apresentada em conformidade com a DIPJ; c) que, para comprovar o alegado erro de fato, juntou cópia dos livros de sua escrituração contábil/fiscal. Compulsando os autos, observase que a Recorrente, nesta instânica recursal, também não justificou, não comprvou, a razão pela qual busca, pretende, a aplicação do coeficiente de presunção do lucro de 8% sobre as receitas de prestação de serviços para efeito de apuração do IRPJ, e não 32%. Sem comprovação do alegado erro de fato não há como admitir como válida a DCTF retificadora. Em regra, no regime de apuração do Lucro Presumido para a prestação de serviços a legislação tributária do IRPJ impõe a aplicação do coeficiente de 32%, inclusive para a CSLL (Lei nº 9.249/95, arts. 15 e 20). Fl. 171DF CARF MF Impresso em 03/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/06/2014 por NELSO KICHEL, Assinado digitalmente em 27/06/2014 por EST ER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 27/06/2014 por NELSO KICHEL Processo nº 10783.921932/200928 Resolução nº 1802000.534 S1TE02 Fl. 172 8 Nesse sentido, transcrevo o disposto nos arts. 15 e 20 da Lei nº 9.249/1995, com redação atualizada pela legislação posterior, in verbis: Art. 15. A base de cálculo do imposto, em cada mês, será determinada mediante a aplicação do percentual de oito por cento sobre a receita bruta auferida mensalmente, observado o disposto nos arts. 30 a 35 da Lei nº 8.981, de 20 de janeiro de 1995.(Vide Lei nº 11.119, de 205)(Vide Medida Provisória nº 627, de 2013)(Vigência) § 1º Nas seguintes atividades, o percentual de que trata este artigo será de: I um inteiro e seis décimos por cento, para a atividade de revenda, para consumo, de combustível derivado de petróleo, álcool etílico carburante e gás natural; II dezesseis por cento: a) para a atividade de prestação de serviços de transporte, exceto o de carga, para o qual se aplicará o percentual previsto no caput deste artigo; b) para as pessoas jurídicas a que se refere oinciso III do art. 36 da Lei nº 8.981, de 20 de janeiro de 1995, observado o disposto nos §§ 1ºe 2º do art. 29 da referida Lei; III trinta e dois por cento, para as atividades de:(Vide Medida Provisória nº 232, de 2004); a) prestação de serviços em geral, exceto a de serviços hospitalares e de auxílio diagnóstico e terapia, patologia clínica, imagenologia, anatomia patológica e citopatologia, medicina nuclear e análises e patologias clínicas, desde que a prestadora destes serviços seja organizada sob a forma de sociedade empresária e atenda às normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Anvisa;(Redação dada pela Lei nº 11.727, de 2008) (...) Art. 20. A base de cálculo da contribuição social sobre o lucro líquido, devida pelas pessoas jurídicas que efetuarem o pagamento mensal a que se referem osarts. 27 e 29 a 34 da Lei no8.981, de 20 de janeiro de 1995, e pelas pessoas jurídicas desobrigadas de escrituração contábil, corresponderá a doze por cento da receita bruta, na forma definida na legislação vigente, auferida em cada mês do anocalendário, exceto para as pessoas jurídicas que exerçam as atividades a que se refere o inciso III do § 1o do art. 15, cujo percentual corresponderá a trinta e dois por cento.(Redação dada Lei nº 10.684, de 2003)(Vide Medida Provisória nº 232, de 2004)(Vide Lei nº 11.119, de 205)(Vide Medida Provisória nº 627, de 2013)(Vigência) (grifei) (...) Fl. 172DF CARF MF Impresso em 03/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/06/2014 por NELSO KICHEL, Assinado digitalmente em 27/06/2014 por EST ER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 27/06/2014 por NELSO KICHEL Processo nº 10783.921932/200928 Resolução nº 1802000.534 S1TE02 Fl. 173 9 Frisese que a Lei nº 11.727 (art. 29), de 23/06/2008, que deu nova redação à alínea “a” do inciso III § 1º do art. 15 da Lei nº 9.249/95, permite a aplicação do coeficiente de presunção do lucro de 8% para serviços hospitalares e atividades inerentes, in verbis: Art. 29. A alínea a do inciso III do § 1o do art. 15 da Lei no 9.249, de 26 de dezembro de 1995, passa a vigorar com a seguinte redação: “Art. 15. ............................................................ § 1o .......................................................... ............................................................. III – ...................................................... a) prestação de serviços em geral, exceto a de serviços hospitalares e de auxílio diagnóstico e terapia, patologia clínica, imagenologia, anatomia patológica e citopatologia, medicina nuclear e análises e patologias clínicas, desde que a prestadora destes serviços seja organizada sob a forma de sociedade empresária e atenda às normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Anvisa; ..................................................................” (NR) Desde antes da edição dessa Lei nº 11.727/2008 (art. 29), a jurisprudência do STJ e administrativa deste CAF já admitiam a aplicação de coeficientes de presunção do lucro reduzidos a essas atividades elencadas, desde que fosse comprovada a exploração de atividade organizada sob a forma de sociedade empresária e com observância de normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Anvisa. Entretanto, a Recorrente, em momento algum nos presentes autos, fez alusão, nem comprovação, de que as receitas de prestação de serviços do anocalendário 2008 decorreram de prestação de serviços hospitalares e de auxílio diagnóstico e terapia, patologia clínica, imagenologia, anatomia patológica e citopatologia, medicina nuclear e análises e patologias clínicas. Compulsando os atos constitutivos da pessoa jurídica (Recorrente) – 8ª Alteração Contratual – Consolidação do Contrato Social, de 27/10/2008 (Cláusula Terceira) (e fls. 08/20), observa que ela tem o seguinte objeto social: CLÁUSULA TERCEIRA: A Sociedade tem por Objeto Social: A Prestação de Serviços Médicos Hospitalares, principalmente na especialização em Oncologia Clinica e Cirúrgica, e Quimioterapia, para Apoio ao Diagnóstico e Terapia de seus pacientes, tendo como responsável técnico perante aos órgãos de saúde o médico ROBERTO DE OLIVEIRA LIMA; O PA do imposto é anterior a essa Alteração Contratual nº 08, de 27/10/2008. Logo, quanto às receitas de serviços do anocalendário 2008, a Contribuinte não comprou nos autos que elas decorreram de prestação de serviços hospitalares e inerentes, ou se decorreram de serviços de meras consultas médicas. Fl. 173DF CARF MF Impresso em 03/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/06/2014 por NELSO KICHEL, Assinado digitalmente em 27/06/2014 por EST ER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 27/06/2014 por NELSO KICHEL Processo nº 10783.921932/200928 Resolução nº 1802000.534 S1TE02 Fl. 174 10 Além disso, não consta dos autos que, no anocalendário 2008, a Recorrente, desde o início do ano, estaria organizada sob a forma de sociedade empresária e que atendia às normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Anvisa. Há dúvida plusível e insuperável, por conseguinte, se a Recorrente faz jus, ou não, à apuração do IRPJ e da CSLL, anocalendário 2008, com coeficientes reduzidos de presunção do lucro para essas exações fiscais. Sem esses elementos de prova, está prejudicada a aferição da certeza e liquidez do crédito pleiteado. Como visto, para formação da convicção do julgador, e em observância do princípio da verdade material, tornase necessário a realização de instrução processual complementar, para complementação de provas pela Recorrente quanto ao direito creditório pleiteado, relativo ao PA – 2º trimestre/2008 – pagamento da 1ª cota. Diante do exposto, propugno pela conversão do julgamento em diligência, para retorno dos autos do processo à unidade de origem da RFB, ou seja, à DRF/Vitória, no sentido de que a fiscalização: a) intime a Recorrente a comprovar a origem ou natureza da receitas de prestação de serviços, se decorreram de prestação de serviços hospitalares de que trata o art. 29 da Lei nº 11.727/2008 ou se decorreram de consultas médicas; b) intime a Recorrente a comprovar se, desde o início do anocalendário 2008, estava organizada sob a forma de sociedade empresária e se atendia às normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Anvisa (juntar cópia de contrato social abarcando todo o anocalendário 2008 e documentos emitidos, espedidos pela Anvisa que autorizaram o funcionamento do estabelecimento da Recorrente para todo o período do anocalendário 2008); c) intimar a Recorrente para à luz da legislação de regência e da escrituração contábil e fiscal a comprovar o direito creditório pleiteado, sua liquidez e certeza; d) intimar a Recorrrente a comprovar o valor exato dos débitos confessados DCOMP; e) elabore, ao final da diligência fiscal, relatório minucioso, circunstânciado, conclusivo, inclusive com auxílio de demonstrativos/planilhas, se a Recorrente no ano calendário 2008 (respectivos trimestres) auferiu receitas de prestação de serviço hospitalar, para fazer jus à apuração do IRPJ e da CSLL com coeficientes de presunção do lucro reduzidos, discriminando as receitas de serviço hospitalar e de consultas médicas, pois as receitas de consultas médicas possuem o mesmo tratamento de prestação de serviços em geral, ou seja, é inaplicável o coeficiente reduzido de presunção do lucro, demonstrando o valor de eventual direito creditório (crédito) da Recorrente, caso reste comprovado que as receitas decorreram de prestação de serviços hospitalares, e se disponível eventual crédito para utilização para a compensação dos débitos confessados na DCOMP; f) intime a Recorrente do resultado da diligência para, em querendo, apresentar razões, abrindo prazo de trinta dias a partir da ciência. Fl. 174DF CARF MF Impresso em 03/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/06/2014 por NELSO KICHEL, Assinado digitalmente em 27/06/2014 por EST ER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 27/06/2014 por NELSO KICHEL Processo nº 10783.921932/200928 Resolução nº 1802000.534 S1TE02 Fl. 175 11 Por tudo que foi exposto, voto pela conversão do julgamento em diligência. (documento assinado digitalmente) Nelso Kichel Fl. 175DF CARF MF Impresso em 03/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/06/2014 por NELSO KICHEL, Assinado digitalmente em 27/06/2014 por EST ER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 27/06/2014 por NELSO KICHEL
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Numero do processo: 10680.913380/2009-32
Turma: Terceira Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue May 06 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Thu May 29 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ
Data do fato gerador: 30/09/2004
LUCRO REAL. ESTIMATIVAS RECOLHIDAS A MAIOR.
De acordo com a Súmula CARF nº 84 o pagamento indevido ou a maior a título de estimativa caracteriza indébito na data de seu recolhimento, sendo passível de restituição ou compensação.
Numero da decisão: 1803-002.165
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, para reconhecer a possibilidade de formação de indébito no recolhimento a maior de estimativa de IRPJ nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado.
(assinado digitalmente)
Carmen Ferreira Saraiva - Presidente
(assinado digitalmente)
Walter Adolfo Maresch Relator
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carmen Ferreira Saraiva (presidente da turma), Walter Adolfo Maresch, Sérgio Rodrigues Mendes, Meigan Sack Rodrigues, Victor Humberto da Silva Maizman, e Arthur José André Neto.
Nome do relator: WALTER ADOLFO MARESCH
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Data do fato gerador: 30/09/2004 LUCRO REAL. ESTIMATIVAS RECOLHIDAS A MAIOR. De acordo com a Súmula CARF nº 84 o pagamento indevido ou a maior a título de estimativa caracteriza indébito na data de seu recolhimento, sendo passível de restituição ou compensação.
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ESTIMATIVAS RECOLHIDAS A MAIOR. De acordo com a Súmula CARF nº 84 o pagamento indevido ou a maior a título de estimativa caracteriza indébito na data de seu recolhimento, sendo passível de restituição ou compensação. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, para reconhecer a possibilidade de formação de indébito no recolhimento a maior de estimativa de IRPJ nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Carmen Ferreira Saraiva Presidente (assinado digitalmente) Walter Adolfo Maresch – Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carmen Ferreira Saraiva (presidente da turma), Walter Adolfo Maresch, Sérgio Rodrigues Mendes, Meigan Sack Rodrigues, Victor Humberto da Silva Maizman, e Arthur José André Neto. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 68 0. 91 33 80 /2 00 9- 32 Fl. 161DF CARF MF Impresso em 29/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/05/2014 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assinado digitalmente em 28/05/201 4 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assinado digitalmente em 28/05/2014 por CARMEN FERREIRA SARAIVA 2 Relatório COMPANHIA ENERGETICA DE MINAS GERAIS – CEM, ,pessoa jurídica já qualificada nestes autos, inconformada com a decisão proferida pela DRJ BELO HORIZONTE (MG), interpõe recurso voluntário a este Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, objetivando a reforma da decisão. Adoto o relatório da DRJ por bem retratar os fatos. Tratase de Declaração de Compensação (DCOMP), mediante utilização do pretenso "Pagamento Indevido/a Maior" no valor de R$ 147.034,18. 2. A compensação declarada pelo contribuinte, sinteticamente: (...) Despacho Decisório da DRF 3. A análise dos documentos protocolizados pelo contribuinte foi efetuada pela DRF através do Despacho Decisório n° 831222090 anexado à fl. 68, exarado aos 09/04/2009, que assim se manifestou: "Analisadas as informações prestadas no documento acima identificado, foi constatada a improcedência do crédito informado no PER/DCOMP por tratarse de pagamento a título de estimativa mensal de pessoa jurídica tributada pelo lucro real, caso em que o recolhimento somente pode ser utilizado na dedução do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) ou da Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido (CSLL) devida ao final do período de apuração ou para compor o Saldo Negativo de IRPJ ou CSLL do período". 3.1 Como enquadramento legal foram citados os arts. 165 e 170 da Lei n° 5.172, de 1966 ( CTN), art. 10 da Instrução Normativa SRF n° 600, de 2005 e art. 74 da Lei n° 9.430, de 1996. 4. Tendo em vista as razões acima expendidas, a DRF NÃO HOMOLOGA a compensação declarada pelo contribuinte na DCOMP identificada no item 2. Manifestação de Inconformidade 5. O contribuinte foi cientificado do procedimento aos 30/04/2009, conforme documento à fl. 72. Irresignado, o contribuinte apresenta em 29/05/2009 a manifestação de inconformidade anexada às fls. 01 a 13, onde, em síntese, argumenta: 5.1 A tempestividade da apresentação da manifestação de inconformidade. 5.2 Informa que apurou o IRPJEstimativa Mensal no mês de setembro/2004 no montante de R$ 24.037.330,70, declarou o valor apurado em DCTF, informou a importância de R$ 1.759.777,57 com a exigibilidade suspensa em função de liminar Fl. 162DF CARF MF Impresso em 29/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/05/2014 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assinado digitalmente em 28/05/201 4 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assinado digitalmente em 28/05/2014 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Processo nº 10680.913380/200932 Acórdão n.º 1803002.165 S1TE03 Fl. 162 3 em mandado de segurança, efetuando o recolhimento do restante, no importe de R$ 22.277.553,13. 5.2.1 Acrescenta que, posteriormente, constatou erro na apuração do valor do IRPJ (estimativa mensal) para o período, encontrando uma "nova estimativa de IRPJ no valor de R$ 23.63330,70, gerando o recolhimento a maior de R$ 403.500,00”. (grifo e negrito do original). 5.2.2 A DCTF originalmente apresentada foi retificada e os valores apurados como devidos estão em conformidade com as informações prestadas em DIPJ. 5.2.3 O valor recolhido a maior foi utilizado nas compensações declaradas na DCOMP em análise neste processo, enviada em 30/06/2005. 5.3 A autoridade fiscal Não Homologou a compensação declarada, exigindo do contribuinte o principal, multa e juros referentes aos débitos compensados. "Todavia, a Requerente demonstrará ser totalmente ilegal a cobrança do saldo devedor acima referido, pleiteando pela homologação das compensações declaradas e a anulação do despacho decisório (.)". 5.4 Tendo em vista a motivação apresentada pela DRF argumenta que "o entendimento da autoridade fiscal destoa do entendimento do Conselho de Contribuintes sobre o assunto, não atendendo aos ditames da Lei n°9.430, de 1996". Invoca os arts. 2° e 74 da Lei n° 9.430, de 1996 para alegar que "não há qualquer impedimento legal à compensação pleiteada". 5.4.1 Argumenta que a única restrição existente está prevista no art. 10 da IN SRF n° 600, de 2005, indicada pela DRF como um dos fundamentos pela não homologação das compensações. Contudo, esta norma ainda não estava em vigor quando da transmissão da DCOMP em litígio neste processo. Acrescenta que, nos termos dos arts. 105 e 106 do CTN este dispositivo não pode ser aplicado retroativamente. 5.4.2 Argumenta que "após a constatação de erro na apuração da estimativa de IRPJ de setembro/2004 e retificação da sua DCTF, gerouse o saldo de recolhimento a maior no valor de R$ 403.500,00”. Esclarece que parte deste indébito foi utilizado na DCOMP em litígio neste processo. 5.4.3 Acrescenta que, ainda que desconsiderada a jurisprudência do Conselho de Contribuintes e a inexistência de qualquer limitação legal, o "pedido de compensação do montante recolhido em excesso no anocalendário de 2004 somente foi efetuado em junho de 2005", ou seja, após o encerramento do exercício. 5.5 Em outra linha argumentativa, o manifestante "requer que seja preservado o direito à restituição do indébito tributário, tendo em vista que a Declaração de Compensação e a presente impugnação, tempestivamente apresentada, são provas do Fl. 163DF CARF MF Impresso em 29/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/05/2014 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assinado digitalmente em 28/05/201 4 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assinado digitalmente em 28/05/2014 por CARMEN FERREIRA SARAIVA 4 cumprimento do prazo prescricional de 05 (cinco) anos previsto no art. 168 do CTN". Destaca ainda que "na hipótese de o despacho decisório em epígrafe não for reformado, considerase resguardado o seu direito de contestação na esfera judicial em até dois anos contados da decisão administrativa que denegar a compensação, por força do art. 169 do Código Tributário Nacional". 5.6 Por fim, requer o acolhimento da manifestação de inconformidade para reformar o Despacho Decisório prolatado pela DRF e a homologação da compensação, além da suspensão da exigibilidade do crédito tributário. 6. Diante da manifestação de inconformidade apresentada p o contribuinte, o processo foi encaminhado a esta DRJ para manifestação acerca da lide (fl.73). A DRJ BELO HORIZONTE (MG), através do acórdão nº 0224.557, de 18 de novembro de 2009 (fls. 72/88), julgou improcedente a manifestação de inconformidade, ementando assim a decisão: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Período de apuração: 01/09/2004 a 30/09/2004 DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO CRÉDITOS Na Declaração de Compensação somente podem ser utilizados os créditos comprovadamente existentes, passíveis de restituição ou ressarcimento, respeitadas as demais regras determinadas pela legislação vigente para a sua utilização. Ciente da decisão em 02/12/2009, conforme Aviso de Recebimento – AR (fl. 92), apresentou o recurso voluntário em 30/12/2009 fls. 93/106, onde reitera suas alegações da inicial. É o relatório Voto Conselheiro Walter Adolfo Maresch O recurso é tempestivo e preenche os demais requisitos legais para sua admissibilidade, dele conheço. Trata o presente processo de Declaração de Compensação eletrônica (PER/DCOMP), contendo como direito creditório pagamento a maior ou indevido de estimativa de IRPJ relativa ao fato gerador 30/09/2004. Alega a recorrente em síntese: Fl. 164DF CARF MF Impresso em 29/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/05/2014 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assinado digitalmente em 28/05/201 4 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assinado digitalmente em 28/05/2014 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Processo nº 10680.913380/200932 Acórdão n.º 1803002.165 S1TE03 Fl. 163 5 a) A nulidade do despacho decisório da unidade de origem por utilizar como fundamento para o indeferimento Instrução Normativa que não havia sido editada por ocasião da transmissão do PER/DCOMP; b) Que a legislação tributária não contém qualquer vedação para a compensação de estimativas de IRPJ/CSLL recolhidas em valor maior do que o efetivamente devido por qualquer uma das modalidades de estimativa (receita bruta e balanço/balancete de suspensão); c) Que alternativamente, em caso de manutenção do indeferimento do pleito, seja reconhecida a interrupção da prescrição para repetição do indébito tributário. Assiste parcial razão à interessada. Com efeito, o entendimento da Administração Tributária restou superado conforme reconheceu através da SCI COSIT nº 19, de 2011 e também neste colegiado julgador administrativo, conforme a Súmula CARF nº 84: Súmula CARF nº 84: Pagamento indevido ou a maior a título de estimativa caracteriza indébito na data de seu recolhimento, sendo passível de restituição ou compensação. Diante do exposto, voto no sentido de dar parcial provimento ao recurso para que a unidade de origem aprecie o direito creditório, reconhecendo a possibilidade de formação de indébito pelo recolhimento a maior de estimativas, homologando a compensação realizada até o limite do crédito efetivamente apurado. (assinado digitalmente) Walter Adolfo Maresch – Relator Fl. 165DF CARF MF Impresso em 29/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/05/2014 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assinado digitalmente em 28/05/201 4 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assinado digitalmente em 28/05/2014 por CARMEN FERREIRA SARAIVA
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Numero do processo: 10640.002305/2010-54
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jun 04 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Tue Jun 10 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ
Ano-calendário: 2006
OMISSÃO DE RECEITA. PROVA DIRETA.
Deve ser mantida a autuação com base em omissão de receita, se a contribuinte não logra desconstituir as provas diretas apresentadas pela Fiscalização.
TRIBUTAÇÃO REFLEXA.
Aplica-se aos lançamentos reflexos o mesmo tratamento dispensado ao lançamento matriz, em razão da relação de causa e efeito que os vincula.
Numero da decisão: 1302-001.427
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado.
ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR Presidente e Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Alberto Pinto, Waldir Rocha, Eduardo Andrade, Guilherme Pollastri, Hélio Araújo e Márcio Frizzo.
Nome do relator: ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR
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Recorrente FRIGORIFICO FRANBOM LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 2006 OMISSÃO DE RECEITA. PROVA DIRETA. Deve ser mantida a autuação com base em omissão de receita, se a contribuinte não logra desconstituir as provas diretas apresentadas pela Fiscalização. TRIBUTAÇÃO REFLEXA. Aplicase aos lançamentos reflexos o mesmo tratamento dispensado ao lançamento matriz, em razão da relação de causa e efeito que os vincula. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR – Presidente e Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Alberto Pinto, Waldir Rocha, Eduardo Andrade, Guilherme Pollastri, Hélio Araújo e Márcio Frizzo. Relatório Versa o presente processo sobre recurso voluntário, interposto pelo contribuinte em face do Acórdão nº 0945.302 da 2ª Turma da DRJ/JFA, cuja ementa assim dispõe: AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 64 0. 00 23 05 /2 01 0- 54 Fl. 2032DF CARF MF Impresso em 10/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/06/2014 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR, Assinado digitalmente em 10/0 6/2014 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR 2 ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Anocalendário: 2006 LANÇAMENTO. NULIDADE. INOCORRÊNCIA Cumpridos os requisitos previstos no Decreto nº 70.235/1972 para a lavratura do auto de infração e observados os procedimentos previstos no artigo 142 do Código Tributário Nacional, não há que se falar em nulidade do lançamento. ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 2006 OMISSÃO DE RECEITAS. Caracterizada a hipótese leal de omissão de receitas, sem que a contribuinte lograsse elidila, mantémse a respectiva exigência. MULTA ISOLADA. FALTA DE RECOLHIMENTO DE IRPJ E DE CSLL SOBRE A BASE DE CÁLCULO ESTIMADA. É legítima a exigência de multa isolada, no caso de pessoa jurídica sujeita ao pagamento do imposto de renda determinado sob base de cálculo estimada, que deixar de fazêlo, ainda que tenha apurado prejuízo no anocalendário correspondente, se frustrados seus pagamentos mensais. LANÇAMENTOS REFLEXOS. Pis. Cofins. CSLL Uma vez que os lançamentos decorreram dos mesmos elementos prova que nortearam o do IRPJ, impõese a eles, mudando o que deve ser mudado, o mesmo veredicto firmado no lançamento principal. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido Inicialmente, para uma melhor compreensão da situação fática em exame, peço vênia aos meus pares, para reproduzir trechos do Termo de Verificação Fiscal a fls. 36 e segs., in verbis: A presente fiscalização foi iniciada em continuidade à fiscalização em nome do contribuinte José Valdeci Damasceno (MPFF n° 0610400.2009.001133) e a diligência em nome da empresa em comento (MPFDiligência e 0610400.2009.007670), conforme descrito nos itens a seguir.... Nos controles da Receita Federal do Brasil (RFB) verificamos que o contribuinte, que não entregara a DIRPF relativa ao anocalendário de 2006, entregou, em 17/10/2007, a Declaração de Isento relativa àquele ano. Dos mesmos controles verificamos que o contribuinte possuiu, em 2006, contas bancárias no Banco do Brasil e na COOPERATIVA DE CRÉDITO DE RAUL SOARES LTDA. SICOOB.... Assim, inicialmente, através do Termo de Inicio de Fiscalização, de 24/03/2009, do qual o tomou ciência em 30/03/2009 (fls. 2 e 3 do Anexo I), o contribuinte foi intimado a: "Apresentar os extratos bancários de todas contascorrente e de todas contas de poupança mantidas junto a instituições financeiras, referentes ao período de janeiro de 2006 a dezembro de 2006,... Fl. 2033DF CARF MF Impresso em 10/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/06/2014 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR, Assinado digitalmente em 10/0 6/2014 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR Processo nº 10640.002305/201054 Acórdão n.º 1302001.427 S1C3T2 Fl. 2.033 3 Enfim, em correspondência, recebida em 22/05/2009, o contribuinte apresentou os extratos solicitados (fls. 8 a 53 do Anexo I), acrescentando, ainda, que: "O Intimado informa que é cobrador de várias pequenas empresas, de forma que, para sua maior segurança, depositava o produto das cobranças em sua conta corrente. Posteriormente, para prestação de contas, repassava o produto das cobranças para as empresas — o que poderá ser observado nos extratos bancários em anexo. Toda a prestação de contas era efetuada com saque à vista dos valores nos bancos e posterior repasse as empresas. ". Assim, na resposta apresentada, o contribuinte afirma que os recursos nas contas em questão eram, de fato, pertencentes à empresa ou às empresas para as quais fazia cobranças. Restava confirmar suas alegações bem como identificar as empresas beneficiárias. Para averiguar o destino dos cheques emitidos pelo fiscalizado, enviamos o Termo de Intmação II (fls. 54 e 55 do Anexo I), de 08/07/2009, do qual tomou ciência em 23/07/2009, intimandoo a: 1. Apresentar cópias em frente e verso, autenticadas pela Instituição Financeira, dos cheques de n° 85.001 até 85.020 de sua titularidade, debitados em sua conta corrente n°11.1694 da agência 11428 do Banco do Brasil no ano de 2006; 2. Apresentar cópias em frente e verso, autenticadas pela Instituição Financeira, dos cheques relacionados na tabela abaixo, de sua titularidade, debitados em sua conta corrente n° 7.2516 da Cooperativa de Crédito de Raul Soares Ltda. — Sicoob Crediras, no ano de 2006... Através da resposta, datada de 11/08/2009 (fls 56 a 65 do ANEXO I), foramnos encaminhadas todas cópias dos cheques do Banco do Brasil (fls. 66 a 104 do ANEXO I) bem como cópias de 19 dos 20 cheques da Cooperativa de Crédito de Raul Soares (fls. 105 a 143 do ANEXO I). Além disso, espontaneamente o contribuinte informou que: "... ratifico que repassei 100% dos recebimentos dos cheques aos clientes, conforme relação e relacionamento dos portadores, aos cheques, juntamente com a empresa, conforme abaixo demonstrado:..." . Ainda em sua resposta, apresentou quadro relacionando cada cheque emitido ao seu destinatário. Dos 39 cheques apresentados, verificamos que Wilcélia Soares Triani Geraldo, que é uma das sócias da empresa Frigorífico Franbom Ltda , foi beneficiária de 25 cheques (cerca de 65% do total). Outros beneficiários, foram José Geráldo Sobrinho, cônjuge de Wilcélia (3 cheques), Wilmon de Assis Triani, sócio administrador do Frigorifico Franbom (1 cheque), Geraldo Gerson Assis Meirelles (3 cheques), Adriana Damasceno Dias Vieira (2 'cheques), Wilson Mansueto Alves (2 cheques). Esses três últimos, durante o ano de 2006, foram funcionários da Granja Franbom Ltda. (antigo nome da 40 fiscalizada fl. 18f), conforme cópias das respectivas carteiras de trabalho apresentadas na mesma resposta (fls 62 a 65 do ANEXO I). As telas de fls. WI. a aï confirmam as vinculações acima descritas. Fl. 2034DF CARF MF Impresso em 10/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/06/2014 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR, Assinado digitalmente em 10/0 6/2014 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR 4 Vemos, portanto, que os favorecidos, em 37 dos 39 cheques apresentados, são sócios e cônjuge ou funcionários da empresa Frigorifico Franbom Ltda. Em 02/10/2009, emitimos o Termo de Intimação III, reintimando o contribuinte a apresentar sua carteira de trabalho com os dados de 2006. Em sua resposta, de 23/10/2009, informou: "... conforme já mencionado em respostas aos termos de Intimações anteriores, que trabalho como cobrador autônomo de empresas da região, não mantendo nenhuma relação empregaticia entre elas." (fls. 144 a 146 do ANEXO I). Pelo apurado até aqui, tudo indicava que as contas em nome de José Valdeci Damasceno, no Banco do Brasil e na Cooperativa de Crédito de Raul Soares Ltda. — Sicoob Crediras, movimentaram valores exclusivamente pertencentes à empresa Frigorífico Franbom Ltda. Ainda assim, resolvemos ampliar nossa pesquisa pedindo cópias de mais vinte e seis cheques da Cooperativa (todos de valor igual ou maior que R$ 10.000,00), cujos valores somados aos já enviados anteriormente perfaziam mais de 92% da soma total dos cheques emitidos contra aquela instituição em 2006. Pedimos, ainda, a cópia de um cheque não apresentado em sua resposta a nosso Termo de Intimação II, já mencionado. Desta forma, através do Termo de Intimação IV, de 07/12/2009, cuja ciência ocorreu em 15/12/2009 (fls. 147 e 148 do ANEXO I), o contribuinte foi intimado a: 1. Apresentar cópias em frente e verso, autenticadas pela Instituição Financeira, dos 26 (vinte e seis) cheques relacionados na tabela abaixo, de sua titularidade, debitados em sua conta corrente n° 7.2516 da Cooperativa de Crédito de Raul Soares Ltda. — Sicoob Crediras, no ano de 2006; Em resposta datada de 13/01/2010 (fls. 149 a 201 do ANEXO I), o contribuinte apresentou cópias de 25 cheques justificando a não apresentação das cópias de dois cheques. Da análise dos novos cheques apresentados verificamos que foram beneficiários: Wilcélia Soares Triani Geraldo (16 cheques), José Geraldo Sobrinho, cônjuge de Wilcélia (1 cheque), Geraldo Gerson Assis Meirelles (3 cheques) e Wilson Mansueto Alves (1 cheque). Como já relatado anteriormente, todos com vinculo com a empresa Frigorifico Franbom em 2006. Somandose as respostas a nossos Termo de Intimação II e Termo de Intimação IV, conseguimos identificar que os favorecidos, em 58 dos 64 cheques apresentados, mantiveram vínculos estritos com a empresa Frigorifico Franbom Ltda. Apesar de os fatos apurados não deixarem dúvidas de que as contas do Sr. José Valdeci eram usadas para trânsito de valores pertencentes à empresa Frigorifico Franbom Ltda., fomos além, conforme descrito no item 2 a seguir.... Em 28/09/2009, foi aberto o MPFDiligência n° 0610400.2009.00767 0 para obter, da empresa Frigorifico Franbom Ltda., informações que subsidiassem a fiscalização aberta em nome de José Valdeci Damasceno, descrita no item 1 deste Relatório... Fl. 2035DF CARF MF Impresso em 10/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/06/2014 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR, Assinado digitalmente em 10/0 6/2014 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR Processo nº 10640.002305/201054 Acórdão n.º 1302001.427 S1C3T2 Fl. 2.034 5 Na resposta apresentada (fls. 4 a 8 do ANEXO II), datada de 05/10/2009, o contribuinte negou que as duas contas fossem suas, porém afirmou que: "Em muitas situações, recebíamos cheques do Sr. José Valdeci e fazíamos os pagamentos a nossos fornecedores, sacando os recursos e pagando tudo com dinheiro sem transitar os recursos por nossas contas bancárias." Da Alteração Contratual, de 10/04/2006, apresentada na mesma resposta, verificamos que são sócios da empresa: Wilmon de Assis Triani (sócioadministrador), sua filha Wilcélia Soares de Triani Geraldo e Wilmar Soares Triani, também filho do sócioadministrador. Posteriormente, através do Termo de Intimação II — Diligência, de 27/10/2009 (fls. 9 e 10 do ANEXO II), intimamos a empresa a: 1. Apresentar relação com todas as cobranças (cliente, valor, data de vencimento) enviadas para seu cobrador José Valdeci Damasceno no ano de 2006; 2. Apresentar relação com todos os valores recebidos de seu cobrador José Valdeci Damasceno com as respectivas datas de recebimento, durante o ano de 2006." Em sua resposta de 05/11/2009 (fls. 11 e 12 do ANEXO II), o contribuinte afirmou que: "Quanto ao encaminhamento dos cheques para a cobrança, os mesmos eram simplesmente listados manualmente e encaminhados ao cobrador, porém, ditas listagens foram eliminadas quando da prestação de contas, ocorridas já há mais de 60 (sessenta dias), mormente do ano em questão, razão pela qual, não há como se cumprir o requerido.". Por fim, através do Termo de Intimação III — Diligência, de 03/03/2010 (fls. 13 a 15 do ANEXO II), intimamos a empresa a: 1. Indicar quais as operações que deram origem aos cheques, relacionados no Anexo a este termo, foram contabilizadas e quais não foram contabilizadas." No anexo ao citado termo de intimação, relacionamos todos os cheques do Banco do Brasil (num total de vinte) e os 46 (quarenta e seis) cheques de maior valor da SICOOB emitidos pelo cobrador da empresa José Valdeci Damasceno. Citados cheques foram emitidos e descontados após a alteração contratual de 10/04/2006. Portanto a maior destinatária dos cheques, Wilcélia Soares de Triani Geraldo, constava do quadro societério da empresa Franbom. Na resposta apresentada (fl. 16 do ANEXO II) a empresa afirmou que: ".., no que diz respeito às operações que deram origem aos cheques relacionados no Anexo do Termo de Intimação III, salientese que, todos os cheques emitidos pelo Senhor Valdeci e recebidos por nós, foram relacionados e descontados pelos nossos funcionários e utilizados para pagamentos diversos pelo caixa.". Informou, ainda, que: "... todas as entradas de caixa foram contabilizadas no caixa da empresa. " Fl. 2036DF CARF MF Impresso em 10/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/06/2014 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR, Assinado digitalmente em 10/0 6/2014 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR 6 Vale ressaltar a afirmação da empresa de que todos os cheques, relacionados no Anexo ao Termo de Intimação III emitidos pelo Sr. José Valdeci Damasceno, foram descontados por funcionários do Frigorifico Franbom Ltda. e utilizados para pagamentos diversos. Esta resposta confirma as conclusões anteriores de que as duas contas em nome de Jose Valdeci Damasceno eram usadas para trânsito de valores da empresa Frigorifico Franbom Ltda. Em 05 de abril de 2010, quando tomou ciência do "Termo de Inicio de Fiscalização — Termo de Encerramento de Diligência" (fls. 42 a 44), o contribuinte foi: 1 INTIMADO a, no prazo de 20 (vinte) dias, a contar do recebimento deste termo, a apresentar a comprovação, mediante documentação hábil e idônea, das operações que deram origem aos recursos transferidos por seu cobrador José Valdeci Damasceno e relacionados no anexo a este termo (é a mesma relação enviada junto ao Termo de Intimação — Diligencia, de 03/03/2010); 2 CIENTIFICADO do encerramento da diligência determinada pelo MPFDiligencia n° 0610400.2009.007670 e da continuidade daqueles trabalhos, agora sob a vigência do MPFFiscalização n°0610400.2010.001729." Em atendimento a esse último termo, o contribuinte apresentou resposta datada de 15 de abril de 2010 (fls. 45 a 108). Destacamos os itens 04 e 05 da resposta: "04. Como o resgate destes cheques eram sempre em dinheiro, e nós mantínhamos estes cheques na composição da conta caixa, quando era retornado para a Franbom, estes cheques eram utilizados para fazer os pagamentos das folhas de pagamento, fornecedores e demais despesas lançadas no caixa do Frigorifico Franbom Ltda. Segue em anexo a cópia do razão da conta caixa para a devida comprovação, folhas 60 a 121 do razão. 05. Quanto a origem dos cheques, esses são produtos da venda que efetuamos diariamente e lançado na conta caixa que recebemos com cheques da emissão dos nossos próprios clientes ou por intermédio de nossos clientes, recebemos os cheques de terceiros, sendo posteriormente, repassados parte para o Sr. José Valdeci, para que ele providenciasse a cobrança e nos reembolsasse, o que foi feito através destes cheques relacionados." Mais uma vez o contribuinte confirma que os cheques emitidos pelo seu cobrador José Valdeci Damasceno, tabela acima, foram recebidos pela empresa. Entretanto, pelos documentos apresentados, conta caixa do livro razão, não é possível identificar as operações que deram origem aos recursos transferidos pelo seu cobrador. Desta forma, consideramos os cheques recebidos, relacionados no Termo de Inicio de Fiscalização — Termo de Encerramento de Diligência, como receitas omitidas... Pelo exposto anteriormente, consideramos os valores da tabela anexa ao "Termo de Inicio de Fiscalização — Termo de Encerramento de Diligência", de 05 de abril de 2010, como receitas omitidas, sendo exigidos através do presente auto de infração o IRPJ devido e seus Fl. 2037DF CARF MF Impresso em 10/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/06/2014 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR, Assinado digitalmente em 10/0 6/2014 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR Processo nº 10640.002305/201054 Acórdão n.º 1302001.427 S1C3T2 Fl. 2.035 7 reflexos. Repetimos a seguir a totalizaçáo mensal dos valores daquela tabela... Devemos acrescentar que as receitas omitidas da tabela anterior também alteram o cálculo do IRPJ e da CSLL mensais devidos. A tabela constante do Anexo a este Relatório Fiscal demonstra o cálculo do IRPJ e da CSLL mensais devidos e as diferenças não recolhidas. Sobre essas diferenças exigiremos a multa isolada de 50%, conforme previsto no art. 44, II, da Lei n° 9.430/96, com a redação dada no art. 14 da medida Provisória n° 351, de 2007.”. A DRJ, no retro citado acórdão, assim se pronunciou sobre a questão posta: “A fragilidade da peça impugnatória nesse particular ganha mais relevo, à medida que a contribuinte não mencionou os motivos de fato e os pontos de discordância nos quais poderia se fundamentar, dando ensejo a se considerála não impugnada nesse particular, por não cumpridos os requisitos processuais do art. 16, inciso III, do Decreto nº 70.235/1972. A ela cumpria, no pleno exercício do seu direito de defesa, valerse do contraditório para ilidir o lançamento, com os motivos de fato e com a prova documental que os lastreassem, concorrendo para a preclusão do direito de fazêlo em posterior momento processual. Em complemento, registrese que a própria contribuinte assim informou à fl. 16 do ANEXO II, tal como transcrito pelo servidor autuante: [...] todos os cheques emitidos pelo Senhor Valdeci e recebidos por nós, foram relacionados e descontados pelos nossos funcionários e utilizados para pagamentos diversos pelo caixa. [...] todas as entradas de caixa foram contabilizadas no caixa da empresa. No entanto, ao se debruçar sobre o Razão, o fisco foi claro no sentido de que “pelos documentos apresentados, conta caixa do livro razão, não é possível identificar as operações que deram origem aos recursos transferidos pelo seu cobrador.” Quanto à perícia, ainda que pudesse ser aceita como tal, estaria fadada ao indeferimento, seja em termos materiais, face à obtenção da matéria tributável a partir do conjunto de prova colhidas pelo fisco, seja ainda pelo não preenchimento dos requisito processuais vislumbrados no artigo 36 do Decreto nº 70.235/1972.”. A recorrente tomou ciência da decisão recorrida em 07/08/2013 (cf. AR a fls. 714) e interpôs recurso voluntário em 05/09/2013 (doc. a fls. 716 e segs.), no qual alega, em apertada síntese, as seguintes razões de defesa: a) que a decisão desconsidera o conceito de omissão de receitas previsto no art. 281 do RIR/99; b) que não resta comprovado nos autos qualquer indicativo de ocorrência de qualquer conduta prevista no art. 281 do RIR/99; Fl. 2038DF CARF MF Impresso em 10/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/06/2014 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR, Assinado digitalmente em 10/0 6/2014 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR 8 c) que restou comprovado foi justamente o contrário, tanto que foi possível ao Fisco identificar e rastrear os cheques emitidos pelo Sr. José Valdeci Damasceno, cujos valores eram pertencentes a empresa Frigorífico Frangom Ltda; d) que foram acostados cópias do Livro Razão (fls. 47/108), bem como, outros documentos contábeis, tanto pela ora recorrente, quanto pelo Sr. José Damasceno, todos plenamente hábeis a comprovar o registro das movimentações financeiras da Frangobom; e) que o Fisco não reconhece a validade de operações realizadas utilizando se “dinheiro vivo”, uma vez que, para o mesmo, seria impossível a comprovação da realização dos pagamentos; f) que todas as operações por ele realizadas, foram devidamente contabilizadas e podem ser comprovadas pelos documentos; g) que as operações realizadas tanto pelo Sr. José Damasceno como pela ora recorrente estão devidamente contabilizadas e podem ser comprovadas, tanto que o Fisco chegou à conclusão de que os valores que tramitaram pela conta do Sr. José Damasceno eram realmente de titularidade da pessoa jurídica e não da pessoa física; h) que, ao realizar devidamente as anotações nos livros contábeis o dinheiro pode sim ser rastreado e seus beneficiários identificados, como ocorreu no presente caso, motivo pelo qual, deve o auto de infração ser desconsiderado, sob pena de patente mávaloração da prova, e ainda, atipicidade, por não se enquadrar o caso na tipificação prevista; i) que o não acatamento do pedido de perícia, pela decisão recorrida, ofendeu o devido processo administrativo; j) que requer o cancelamento dos indevidos lançamentos dos tributos feitos em desfavor da recorrente. É o relatório. Voto Conselheiro Alberto Pinto Souza Junior. O recurso voluntário é tempestivo e foi subscrito por representante legal da pessoa jurídica, conforme cláusula sexta da alteração contratual a fls. 668/669, razão pela qual dele conheço. Preliminarmente, cabe ressaltar que não procede a alegação de cerceamento do seu direito de defesa, em razão de a autoridade julgadora de primeira instância ter negado o pedido de perícia, pelas seguintes razões. Primeiro, conforme pacífica jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, só há falar em cerceamento do direito de defesa in casu, se demonstrado o prejuízo causado pela não realização da perícia, o que a recorrente não logrou demonstrar. Em segundo, nos termos do art. 18 do Decreto n° 70.235/72, a avaliação quanto a necessidade de perícia é uma prerrogativa da autoridade julgadora de primeira instância, que deverá estar justificada na necessidade de dirimir questões que não possam ser elucidadas apenas com o exame dos elementos constantes dos autos. Ora, se a autoridade de primeira instância considerou suficientes as provas coligidas aos autos, não há que se falar em cerceamento do direito de defesa, mormente quando poderia a recorrente ter apresentado laudos, relatórios e outros quaisquer elementos de prova para sustentar a sua defesa. Fl. 2039DF CARF MF Impresso em 10/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/06/2014 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR, Assinado digitalmente em 10/0 6/2014 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR Processo nº 10640.002305/201054 Acórdão n.º 1302001.427 S1C3T2 Fl. 2.036 9 No mérito, de plano, já se há de afastar a alegação da recorrente de que a sua conduta não se enquadra em nenhuma das hipóteses do art. 281, pois o enquadramento dado pelo autuante não foi de presunção de omissão de receita. Tanto é assim que o enquadramento legal dado foi no art. 24 da Lei 9.249/95 (base legal do art. 288 do RIR/99), por se trata de prova direta de omissão de receitas. Notese que dois pontos restam incontroversos nos presentes autos: primeiro, que os recursos movimentados pelo Sr. José Dasmaceno eram efetivamente da recorrente; segundo que eles serviram para pagar despesas da recorrente e para serem transferidos para sócios, empregados e até para cônjuge de sócio, operação esta cuja causa sequer restou demonstrada nos autos. Por outro lado, a recorrente não tinha sequer registro dos títulos que entregava ao Sr. José Damasceno para cobrança, nem foi capaz de informar quais eram as operações mercantis que geraram tais receitas. A recusa de informar quais as operações a que se referiam as receitas objeto de cobrança pelo Sr. José Damasceno indica claramente que tais valores tinham sido omitidos na sua contabilidade. A apresentação do livro diário e mesmo do razão só provam que os valores cobrados pelo Sr. José Damasceno e que saíram da sua conta não entraram no caixa da recorrente, o que foi claramente confessado pela recorrente quando alegou que: “todos os cheques emitidos pelo Senhor Valdeci e recebidos por nós, foram relacionados e descontados pelos nossos funcionários e utilizados para pagamentos diversos pelo caixa.”. Sobre essses valores cobrados pelo Sr. José Damasceno, a recorrente afirma que: “Quanto a origem dos cheques, esses são produtos da venda que efetuamos diariamente e lançado na conta caixa que recebemos com cheques da emissão dos nossos próprios clientes ou por intermédio de nossos clientes, recebemos os cheques de terceiros, sendo posteriormente, repassados parte para o Sr. José Valdeci, para que ele providenciasse a cobrança e nos reembolsasse, o que foi feito através destes cheques relacionados”. Ora, se a recorrente queria desconstituir a prova direta de omissão de receitas, deveria ter coligido provas de que tais valores foram efetivamente contabilizados como receitas, o que poderia ter sido feito se tivesse apresentado a relação de títulos cobrados pelo Sr. José Damasceno no período em tela, as notas fiscais referentes à operação e a indicação das páginas do diário/razão em que foram contabilizadas. Todavia limitouse apenas a afirmar que todas as entradas de caixa foram contabilizadas no caixa da empresa. Ademais, tem razão a autoridade lançadora ao afirmar que pelos documentos apresentados, conta caixa do livro razão, não é possível identificar as operações que deram origem aos recursos transferidos pelo seu cobrador. Da mesma forma, não é possível se identificar a entrada de valores em tela no Livro diário apresentado na fase de recurso voluntário. Ressalto que se não é identificada a operação que gerou a receita, sequer a data em que houve a entrada em caixa é possível desvelar nos livros em tela, pois as únicas referências que há nos autos são os cheques e os extratos do cobrador, os quais se referem ao momento em que os valores foram efetivamente cobrados, os quais, conforme já salientado, não entraram na caixa da recorrente nesse momento. Notese que o ônus de provar que tais receitas foram contabilizadas e efetivamente oferecidas à tributação eram da recorrente, já que apresentada a prova da omissão de receita, cabe ao contribuinte desconstituíla. Em face do exposto, voto por negar provimento ao recurso voluntário. Fl. 2040DF CARF MF Impresso em 10/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/06/2014 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR, Assinado digitalmente em 10/0 6/2014 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR 10 Alberto Pinto Souza Junior Relator Fl. 2041DF CARF MF Impresso em 10/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/06/2014 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR, Assinado digitalmente em 10/0 6/2014 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR
score : 1.0
Numero do processo: 10855.002910/2002-08
Turma: 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 3ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Tue Oct 08 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Thu Jul 03 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Período de apuração: 11/08/1997 a 20/08/1997
EMENTA:
Processo. Efeito devolutivo do Recurso. Profundidade.
Uma vez suscitada a matéria no recurso, o órgão julgador ao conhecer a matéria poderá julgá-la de acordo com os argumentos jurídicos que, consoante seu entendimento, determinem o deslinde da questão, independentemente destes argumentos terem sido suscitados pela parte. Tema da profundidade do efeito devolutivo.
Não cabimento de multa de ofício. Não cabe a aplicação da multa de ofício quando o tributo já havia sido declarado em DCTF e o lançamento se originou de procedimento de revisão interna de DCTF.
Recurso Especial do Procurador Negado.
Numero da decisão: 9303-002.455
Decisão:
Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso especial. Vencidos os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres (Relator) e Rodrigo da Costa Pôssas, que davam provimento. Designada para redigir o voto vencedor a Conselheira Susy Gomes Hoffmann.
Otacílio Dantas Cartaxo - Presidente
Henrique Pinheiro Torres - Relator
Susy Gomes Hoffmann - Redatora Designada
Participaram do presente julgamento os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres, Nanci Gama, Júlio César Alves Ramos, Daniel Mariz Gudiño, Rodrigo da Costa Pôssas, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva, Joel Miyazaki, Maria Teresa Martínez López, Susy Gomes Hoffmann e Otacílio Dantas Cartaxo.
Nome do relator: HENRIQUE PINHEIRO TORRES
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ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 11/08/1997 a 20/08/1997 EMENTA: Processo. Efeito devolutivo do Recurso. Profundidade. Uma vez suscitada a matéria no recurso, o órgão julgador ao conhecer a matéria poderá julgála de acordo com os argumentos jurídicos que, consoante seu entendimento, determinem o deslinde da questão, independentemente destes argumentos terem sido suscitados pela parte. Tema da profundidade do efeito devolutivo. Não cabimento de multa de ofício. Não cabe a aplicação da multa de ofício quando o tributo já havia sido declarado em DCTF e o lançamento se originou de procedimento de revisão interna de DCTF. Recurso Especial do Procurador Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso especial. Vencidos os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres (Relator) e Rodrigo da Costa Pôssas, que davam provimento. Designada para redigir o voto vencedor a Conselheira Susy Gomes Hoffmann. Otacílio Dantas Cartaxo Presidente AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 85 5. 00 29 10 /2 00 2- 08 Fl. 296DF CARF MF Impresso em 03/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/02/2014 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 19/02/2014 por SUSY GOMES HOFFMANN, Assinado digitalmente em 13/03/2014 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digi talmente em 25/03/2014 por OTACILIO DANTAS CARTAXO Processo nº 10855.002910/200208 Acórdão n.º 9303002.455 CSRFT3 Fl. 297 2 Henrique Pinheiro Torres Relator Susy Gomes Hoffmann Redatora Designada Participaram do presente julgamento os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres, Nanci Gama, Júlio César Alves Ramos, Daniel Mariz Gudiño, Rodrigo da Costa Pôssas, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva, Joel Miyazaki, Maria Teresa Martínez López, Susy Gomes Hoffmann e Otacílio Dantas Cartaxo. Relatório Os fatos foram assim descritos pela decisão recorrida: Tratase de recurso voluntário apresentado contra decisão proferida pela 2 Turma Julgadora da DRJ em Ribeirão Preto SP. Relata a decisão recorrida que a empresa foi notificada a recolher o IPI declarado e não pago, acrescido de multa de ofício e juros de mora, decorrente da realização de auditoria interna de DCTF, motivando a exigência na não localização do pagamento declarado. A empresa apresentou impugnação requerendo a nulidade do auto de infração lavrado (fls. 30 a 36), por ausência de identificação do recebedor da notificação, imposição de multa, quando deveria apenas propor; inconstitucionalidade da multa cobrada e da utilização da taxa Selic como juros de mora. Analisando os argumentos da impugnante, a Turma Julgadora negou provimento à impugnação declarando procedente a notificação expedida e a exigência nela contida. Cientificada da decisão em 03/01/2006, a empresa apresentou, em 02 de fevereiro de 2006, recurso voluntário a este Eg. Conselho de Contribuintes reafirmando os argumentos postos na impugnação, relativos à ausência de intimação no auto de infração; inexistência de fundamentação legal dos acréscimos moratórios; impossibilidade de aplicação da taxa Selic por ser ilegal; possibilidade de manifestação sobre a constitucionalidade de leis pela esfera administrativa; aplicação da multa em percentual elevado com caráter confiscatório. Alfim, requer o recebimento e o provimento do recurso voluntário com extinção do lançamento. Julgando o feito, o órgão julgador a quo deu provimento parcial ao recurso voluntário, em acórdão assim ementado: Fl. 297DF CARF MF Impresso em 03/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/02/2014 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 19/02/2014 por SUSY GOMES HOFFMANN, Assinado digitalmente em 13/03/2014 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digi talmente em 25/03/2014 por OTACILIO DANTAS CARTAXO Processo nº 10855.002910/200208 Acórdão n.º 9303002.455 CSRFT3 Fl. 298 3 Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados IPI Período de apuração: 11/08/1997 a 20/08/1997 Ementa: AUTO DE INFRAÇÃO. LAVRATURA. Estando a lavratura do auto de infração efetuada de acordo com a legislação de regência, deve ser afastada a alegação de nulidade. INCONSTITUCIONALIDADE E ILEGALIDADE DE LEI. É defeso à autoridade administrativa afastar a aplicação de lei sob a alegação de inconstitucionalidade da mesma, por se tratar de matéria de competência do Poder Judiciário. DÉBITO DECLARADO EM DCTF. MULTA DE OFÍCIO. IMPROCEDÊNCIA. Deve ser excluída a multa de ofício nos lançamentos efetuados em razão de inadimplência de débito declarado em DCTF. Recurso provido em parte. Inconformada, a Fazenda Nacional opôs embargos de declaração para que fossem supridas omissão e obscuridade no acórdão embargado. Preditos declaratórios foram inadmitidos por meio do despacho de fl. 189, que acolheu as informações prestadas pela relatora, às fls. 185 a 188. Ainda não resignada, a Fazenda Nacional interpôs recurso especial de divergência, fls. 195 a 213, onde, após longo arrazoado, defende o restabelecimento da multa de ofício. O especial foi por mim admitido, nos termos do despacho de fl. 254. Contrarrazões vieram às fls. 261 a 265. É o relatório. Voto Vencido Conselheiro Henrique Pinheiro Torres, Relator O recurso é tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade, dele conheço. A matéria trazida a debate restringese à questão da multa que o Colegiado recorrido exonerou de ofício, por entender faltar suporte legal para a exação dessa penalidade. O deslinde da controvérsia passa pela análise de questão processual, qual seja, a possibilidade de o julgador ad quem enfrentar matéria decidida pelo julgador a quo sem que tal matéria tenha sido devolvida àquele Colegiado, ou seja, que dita matéria tenha sido abordada no recurso voluntário. Fl. 298DF CARF MF Impresso em 03/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/02/2014 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 19/02/2014 por SUSY GOMES HOFFMANN, Assinado digitalmente em 13/03/2014 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digi talmente em 25/03/2014 por OTACILIO DANTAS CARTAXO Processo nº 10855.002910/200208 Acórdão n.º 9303002.455 CSRFT3 Fl. 299 4 Aqueles que navegam no direito subjetivo sabem ou deveriam saber que o mar processual é bravio e desafiador, quase sempre revolto e cheio de ondas e marolas que fazem, muitas vezes o barco perder o rumo. Isso faz com que muitos se percam e não consigam completar a travessia. Mas nem tudo está perdido, os instrumentos de navegação vêm, a cada dia, se aperfeiçoando, de tal sorte, que o barqueiro que os utilizar corretamente, nunca perderá o norte e, facilmente, chegará a um porto seguro. Saindo da linguagem figurada para a real, os instrumentos são os princípios gerais e específicos que norteiam a atividade jurisdicional e, por empréstimo, a “judicante” administrativa. Muitos desses princípios são universais, isso quer dizer que estão presente em todos, ou em quase todos, sistemas jurídicos mundiais. Na maioria das vezes, são eles incorporados à legislação processual e até mesmo à constitucional, tornandose, portanto, obrigatória sua observância. Nos países, como o Brasil, em que a atividade judicante é dissociada da inquisitória, um dos pilares da jurisdição é justamente o princípio da iniciativa da parte, cuja origem remonta ao direito romano onde ao juiz era vedado proceder sem a devida provocação das partes. Predito princípio, versão moderna do ne procedat iudex ex officio; nemo iudex sine actore, foi consagrado no artigo 2º e, também, no 262, ambos do Código de Processo Civil Brasileiro. Art. 2º Nenhum juiz prestará a tutela jurisdicional senão quando a parte ou o interessado a requerer, nos casos e forma legais Art. 262 O processo civil começa por iniciativa da parte, mas se desenvolve por impulso oficial. Esse princípio tem como corolários (está assentado), dois outros princípios, o dispositivo e o da demanda, ambos positivados no Código de Processo Civil. Segundo o dispositivo, o julgador deve decidir a causa com base nos fatos alegados e provados pelas partes, não lhe sendo permitido perquirir fatos não alegados nem provados por elas. A razão fundamental que legitima o princípio dispositivo é, justamente, a preservação da imparcialidade do julgador que, em última análise, é o pressuposto lógico do próprio conceito de jurisdição. Em direito probatório, a norma fundamental que confere expressão legal ao princípio dispositivo encontrase inserta no artigo 1333 do CPC o qual incumbe às partes o ônus da prova do por elas alegado. Para o eminente processualista 2Ovídio A. Baptista da Silva, Tal princípio vincula duplamente o juiz aos fatos alegados, impedindoo de decidir a causa com base em fatos que as partes não hajam afirmado e obrigandoo a considerar a situação de fato afirmada por todas as partes como verdadeira. O princípio dispositivo contrapõese ao inquisitório onde são dados ao juiz amplos poderes de iniciativa probatória, a exemplo do direito processual espanhol, italiano etc. Entre nós, o princípio inquisitório tem aplicação bastante restrita, circunscrevendose às ações que versem sobre direitos indisponíveis, como ocorre nas ações matrimoniais nas quais a lei confere ao magistrado amplos poderes para investigar os fatos da causa. Essa restrição ao princípio inquisitório é necessária, pois, como bem anotou o professor Ovídio Baptista na 3obra 1O ônus da prova incumbe: I ao autor, quanto ao fato constitutivo de seu direito; II ao réu, quanto à existência de fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor. 2 Curso de Processo Civil, vol. 01, 5ª ed, rev.. e atual. São Paulo, Editora Revista dos Tribunais, 2.000, p 60. 3 Página 63. Fl. 299DF CARF MF Impresso em 03/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/02/2014 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 19/02/2014 por SUSY GOMES HOFFMANN, Assinado digitalmente em 13/03/2014 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digi talmente em 25/03/2014 por OTACILIO DANTAS CARTAXO Processo nº 10855.002910/200208 Acórdão n.º 9303002.455 CSRFT3 Fl. 300 5 citada linhas acima, dificilmente teria o julgador condições de manterse completamente isento e imparcial, se a lei lhe conferisse plenos poderes de iniciativa probatória. Outro princípio que norteia a atividade judicante é o da demanda, que vai balizar o alcance da própria atividade jurisdicional. Aqui, o pressuposto básico é a disponibilidade do direito subjetivo das partes, que têm a faculdade de decidir livremente se o exercerá ou se o deixará de exercêlo. Isso porque, ninguém poder ser forçado a exercer os direitos que lhe são devidos, tampouco podese compelir alguém, contra a própria vontade, a defendêlos perante um órgão julgador, seja ele administrativo ou judicial. Desse pressuposto decorre o princípio, jurisdicizado pelo artigo 2º do CPC, de que nenhum juiz prestará a tutela jurisdicional senão quando a parte ou o interessado a requerer. O princípio da demanda também se encontra positivado nos artigo 128 e 460 do CPC, nos seguintes termos: Art. 128. O juiz decidirá a lide nos limites em que foi proposta, sendolhe defeso conhecer de questões, não suscitadas, a cujo respeito a lei exige a iniciativa da parte. Art 460. É defeso ao juiz proferir sentença, a favor do autor, de natureza diversa da pedida, bem como condenar o réu em quantidade superior ou em objeto diverso do que lhe foi demandado. Traçandose um paralelo entre o princípio dispositivo e o da demanda, temse que o primeiro deles preserva o livre arbítrio das partes na determinação das ações que elas pretendem litigar, enquanto o outro define e limita o poder de iniciativa do juiz com relação às ações efetivamente ajuizadas pelas partes. Esse princípio da demanda apresentase em nosso ordenamento jurídico como pressuposto a ser seguido por todo o sistema processual, muito raramente, admite exceções ou algum arrefecimento. A quebra desse princípio é raríssima, ocorrendo mais no processo de falência, e, também, nos casos de jurisdição voluntária. Como conseqüência lógica dos princípios dispositivos e da demanda, há o que a doutrina denominou de princípio da congruência (adstrição) ou da correspondência, entre o pedido e a sentença, que impede o julgador de atuar sobre matéria que não foi objeto de expressa manifestação pelo titular do interesse. Por conseguinte, é o pedido que limita a extensão da atividade judicante. Daí, considerarse extra petita a decisão sobre pedido diverso daquilo que consta da petição inicial. Será ultra petita a que for além da extensão do pedido, apreciando mais do que foi pleiteado. Por fim, é citra petita a decisão que não versou sobre a totalidade do pedido. Em suma, pelo princípio da congruência, deve haver perfeita correspondência entre o pedido e a decisão. Não sendo lícito ao julgador ir além, aquém ou em sentido diverso do que lhe foi pedido. Em outras palavras, o julgamento da causa é limitado pelo pedido, não podendo o julgador dele se afastar, sob pena de vulnerar a imparcialidade e a isenção, bases em que se assenta a atividade judicante. Assim, o julgado que vai além da matéria devolvida no recurso ao Colegiado, indiscutivelmente, viola esses princípios. Fl. 300DF CARF MF Impresso em 03/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/02/2014 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 19/02/2014 por SUSY GOMES HOFFMANN, Assinado digitalmente em 13/03/2014 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digi talmente em 25/03/2014 por OTACILIO DANTAS CARTAXO Processo nº 10855.002910/200208 Acórdão n.º 9303002.455 CSRFT3 Fl. 301 6 De outro lado, o julgador ad quem deve observar a definitividade da decisão recorrida (coisa julgada administrativa), não podendo desconsiderála. No caso sob exame, é patente a violação dessa definitividade, pois na decisão de primeira instância foi mantida a multa de ofício, e, neste ponto, não houve recurso, o que tornou a questão incontroversa. Desta feita, não poderia o Colegiado de segunda instância, de ofício, reapreciar a questão, ressuscitando matéria que não fora devolvida ao Colegiado. Assim o fazendo, atropelou os princípios mencionados linhas acima, além de retirar toda e qualquer serventia do manto da “coisa julgada administrativa” (definitividade da decisão). Em síntese, viola o princípio da imutabilidade da coisa julgada administrativa a apreciação, pela instância revisora, de matéria já decidida na fase anterior, sem que sobre esta a parte sucumbente tenha interposto recurso. Neste ponto, não se pode deixar de reconhecer que a decisão recorrida não observou o limite da lide, indo muito além de onde poderia ter ido. Neste diapasão, o remédio processual adequado é o de se decotar a decisão vergastada para dela se escoimar a parcela excedente à circunscrição da lide, determinada pela devolutividade do recurso voluntário. Diante do exposto, voto no sentido de dar provimento ao recurso apresentado pela Fazenda Nacional para restabelecer a multa de ofício. Henrique Pinheiro Torres Voto Vencedor Conselheira Susy Gomes Hoffmann, Redatora Designada Primeiramente, registro o respeito ao voto prolatado pelo Eminente Conselheiro Relator; contudo, dele divirjo, pelos motivos que passo a expor. Como esclareci durante os debates, entendo que o Acórdão recorrido erroneamente indicou que a matéria da exoneração da multa de ofício foi conhecida de ofício. No presente caso, o objeto da lide, é relativo ao lançamento tributário que surgiu em vista de auditoria interna, com a cobrança do IPI, multa e juros, por não ter sido encontrado o pagamento referente à DCTF devidamente apresentada pelo contribuinte. Ao verificarmos a impugnação ao auto de infração – fls. 01 a 18 do processo – constatamos que houve a expressa impugnação à multa de ofício, para tanto verifiquese o teor do disposto, especialmente, nas fls. 07 e 08 e 16 e 17 e não houve impugnação ao tributo propriamente dita do IPI. Fl. 301DF CARF MF Impresso em 03/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/02/2014 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 19/02/2014 por SUSY GOMES HOFFMANN, Assinado digitalmente em 13/03/2014 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digi talmente em 25/03/2014 por OTACILIO DANTAS CARTAXO Processo nº 10855.002910/200208 Acórdão n.º 9303002.455 CSRFT3 Fl. 302 7 É certo que não houve o argumento – no que tange à multa de ofício – sobre o fato de uma vez ter sido declarado o valor em DCTF não ser cabível a multa de ofício. Mas, o lançamento da multa foi efetivamente impugnado, tanto que a decisão da DRJ é no sentido de apontar a legalidade da cobrança da referida multa. No Recurso Voluntário, o Recorrente volta a todas as questões preliminares e meritórias trazidas na impugnação, inclusive, recorrendo da decisão que manteve a multa de ofício, ainda que novamente, os seus argumentos tenham sido no sentido da desproporcionalidade da multa de ofício aplicada. Ao analisar o Recurso Voluntário, a relatora ao analisar o tema da multa, esclareceu o seguinte: “Deve ser suscitada de ofício a aplicação da multa de ofício em lançamento efetuado a partir da revisão interna de DCTF.” E, em razão de ter suscitado a matéria de não cabimento de multa de ofício nos lançamentos que se originam de revisão interna de DCTF, a Procuradoria da Fazenda Nacional recorreu alegando que a matéria estaria preclusa e não caberia que fosse suscitada matéria de ofício. Pois bem. Entendo que houve um equívoco interpretativo por parte da Recorrente e no voto vencido. Notese que tanto na impugnação como no recurso voluntário, o contribuinte expressamente se insurgiu contra a aplicação da multa de ofício. Não suscitou o argumento que levou a relatora e a turma julgadora a afastar a aplicação da multa, mas se insurgiu contra ela. Assim, quer me parecer que não há que falar em preclusão, mas na possibilidade do órgão julgador ao analisar a matéria recorrida, sobre ela dispor a partir dos argumentos suscitados pela parte ou por outros argumentos que o órgão julgador entender cabíveis. Uma vez que a matéria foi devolvida ao tribunal, e a matéria da multa também o foi. O tribunal deve conhecer da matéria recursal. A matéria recursal delimita a extensão do recurso, de tal modo que o recurso não pode extrapolar destes limites. Todavia, dentro da matéria recorrida, o tribunal pode decidir com argumentos jurídicos. No famoso brocardo: “dême os fatos, que lhe dou o direito”. O fato aqui discutido era o cabimento da multa de ofício. O contribuinte alegou o não cabimento em face da desproporcionalidade, ilegalidade. A turma julgadora, entendeu pelo não cabimento da multa de ofício por outro motivo: quando o valor do principal já estava lançado em DCTF, não cabe multa de ofício, só a de mora. Portanto, estamos frente a um caso de se analisar o efeito devolutivo do Recurso, analisar a profundidade do recurso, e eventuais efeitos translativos. Assim, um dos efeitos dos Recursos é o efeito devolutivo, ou seja, o órgão julgador recebe todas as questões e delas pode tratar com a profundidade que entender necessária para o deslinde da questão. É o tema da profundidade dos recursos. Ou seja, uma vez conhecida a matéria no âmbito recursal, o seu julgamento pode ser definido com base em argumentos trazidos pelos julgadores, independentemente de estes argumentos terem sido trazidos pela parte recorrente. Daí pode ocorrer o eventual efeito translativo. Fl. 302DF CARF MF Impresso em 03/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/02/2014 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 19/02/2014 por SUSY GOMES HOFFMANN, Assinado digitalmente em 13/03/2014 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digi talmente em 25/03/2014 por OTACILIO DANTAS CARTAXO Processo nº 10855.002910/200208 Acórdão n.º 9303002.455 CSRFT3 Fl. 303 8 Importante trazer o que prevê o artigo 515 do CPC. Art. 515. A apelação devolverá ao tribunal o conhecimento da matéria impugnada. § 1o Serão, porém, objeto de apreciação e julgamento pelo tribunal todas as questões suscitadas e discutidas no processo, ainda que a sentença não as tenha julgado por inteiro. § 2o Quando o pedido ou a defesa tiver mais de um fundamento e o juiz acolher apenas um deles, a apelação devolverá ao tribunal o conhecimento dos demais. § 3o Nos casos de extinção do processo sem julgamento do mérito (art. 267), o tribunal pode julgar desde logo a lide, se a causa versar questão exclusivamente de direito e estiver em condições de imediato julgamento. § 4o Constatando a ocorrência de nulidade sanável, o tribunal poderá determinar a realização ou renovação do ato processual, intimadas as partes; cumprida a diligência, sempre que possível prosseguirá o julgamento da apelação. Sobre este tema, anotese a ementa do Resp 714.068, de relatoria da Ministra Nancy Andrighi, nos seguintes termos: PROCESSO CIVIL. APELAÇÃO EFEITO DEVOLUTIVO. EXTENSÃO E PROFUNDIDADE. DISTINÇÃO. LIQUIDAÇÃO. FORMA. MODIFICAÇÃO PELO TRIBUNAL A QUO. POSSIBILIDADE. MATÉRIA DE ORDEM PÚBLICA, COGNICÍVEL DE OFÍCIO. DECAIMENTO DE PARTE MÍNIMA DO PEDIDO. SUCUMBÊNCIA INTEGRAL DA PARTE CONTRÁRIA. HONORÁRIOS. ADEQUAÇÃO DO VALOR EM SEDE DE RECURSO ESPECIAL. IMPOSSIBILIDADE. REEXAME DE PROVA. SÚMULA 07/STJ. Devese distinguir entre a extensão do efeito devolutivo da apelação, limitada pelo pedido daquele que recorre, e a sua profundidade, que abrange os antecedentes lógicojurídicos da decisão impugnada. Estabelecida a extensão do objeto do recurso pelo requerimento formulado pelo apelante, todas as questões surgidas no processo, que possam interferir no seu acolhimento ou rejeição, devem ser levadas em conta pelo Tribunal. Quanto à utilização do arbitramento como meio de liquidação, sua modificação pelo Tribunal a quo não implica em decisão extra ou ultra petita, tampouco em trespasse da matéria devolvida à apreciação do órgão ad quem, na medida em que se trata de questão apreciável ex officio. As formas de liquidação não se sujeitam ao arbítrio do juiz, pois compõem o devido processo legal e, como tal, são de ordem pública. Fl. 303DF CARF MF Impresso em 03/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/02/2014 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 19/02/2014 por SUSY GOMES HOFFMANN, Assinado digitalmente em 13/03/2014 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digi talmente em 25/03/2014 por OTACILIO DANTAS CARTAXO Processo nº 10855.002910/200208 Acórdão n.º 9303002.455 CSRFT3 Fl. 304 9 Nos termos do art. 21, parágrafo único, do CPC, “se um litigante decair de parte mínima do pedido, o outro responderá, por inteiro, pelas despesas e honorários”. A aferição da adequação da verba honorária demanda reexame de matéria fática, circunstância que encontra óbice na Súmula nº 07 do STJ. Recurso especial não conhecido. Transcrevo trechos importantes do referido Acórdão: Os limites da apelação são determinados pelo princípio do tantum devolutum quantum appelatum , nos termos do art. 515, caput, do CPC, verbis: “a apelação devolverá ao tribunal o conhecimento da matéria impugnada. Por outro lado, no âmbito da devolução, o Tribunal apreciará todas as questões suscitadas e discutidas no processo, ainda que a sentença recorrida não as tenha julgado por inteiro. É esse o comando contido no § 1º do próprio art. 515. Devese, portanto, distinguir entre a extensão da devolução, limitada pelo pedido daquele que recorre, e a sua profundidade, que abrange os antecedentes lógicojurídicos da decisão impugnada. Em outras palavras, delimitar a extensão do efeito devolutivo é determinar o que se submete, por força do recurso, ao julgamento do Tribunal; medirlhe a profundidade é precisar com que material há de trabalhar o Tribunal para julgar. Estabelecida a extensão do objeto do recurso pelo requerimento formulado pelo apelante, todas as questões surgidas no processo, que possam interferir no seu acolhimento ou rejeição, devem ser levadas em conta pelo Tribunal. José Carlos Barbosa Moreira anota que, “preservada a imutabilidade da causa de pedir, é amplíssima, em profundidade, a devolução ”, ressaltando, ainda, sua complementação pelo art. 516 do CPC, de modo a abranger, além das questões efetivamente resolvidas na sentença apelada, “também as que nela poderiam têlo sido” (Comentários ao Código de Processo Civil, Vol. V. Rio de Janeiro: Forense, 2006, p. 446). No particular, constatase que tanto na contestação quanto na apelação a recorrida se opõe expressamente ao pagamento de indenização pela ocupação do imóvel, tendo a matéria, portanto, sido devolvida à apreciação do Tribunal local. Assim, no âmbito dessa devolução, era lícito ao TJ/SP apreciar todas as questões atinentes a essa matéria (indenização pela ocupação do imóvel), inclusive o valor do aluguel, posto tratarse de aspecto relativo à profundidade do efeito devolutivo e não à sua extensão. Portanto, restando indubitável que a matéria da multa de ofício foi tema do recurso voluntário, não há que falar em preclusão. No mérito da aplicação da multa de ofício, entendo que não há reparos a serem feitos no Acórdão recorrido, que assim tratou da matéria: Consoante o DecretoLei nº 2.124, de 13/06/1984, os débitos constantes de declarações apresentadas à Receita Federal Fl. 304DF CARF MF Impresso em 03/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/02/2014 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 19/02/2014 por SUSY GOMES HOFFMANN, Assinado digitalmente em 13/03/2014 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digi talmente em 25/03/2014 por OTACILIO DANTAS CARTAXO Processo nº 10855.002910/200208 Acórdão n.º 9303002.455 CSRFT3 Fl. 305 10 constituirão confissão de dívida e, se não recolhidas, ficarão sujeitas à inscrição em dívida ativa da União, acrescidas da multa de mora de 20% e juros de mora. Confirase: “§ 1ºo O documento que formalizar o cumprimento de obrigação acessória, comunicando a existência de crédito tributário, constituirá confissão de dívida e instrumento hábil e suficiente para a exigência do referido crédito. § 2º Não pago no prazo estabelecido pela legislação o crédito,corrigido monetariamente e acrescido da multa de vinte por cento e dos juros de mora devidos, poderá ser imediatamente inscrito em dívida ativa, para efeito de cobrança executiva, observado o disposto no § 2º do artigo 7º do Decretolei nº 2.065, de 26 de outubro de 1983,” Ademais, a previsão de realização de lançamento de ofício para débitos declarados em DCTF e não pagos, constante do art. 90 da Medida Provisória nº 2.15835/2001, veio sofrendo alterações ao longo do tempo, estando com a redação estabelecida, atualmente, pelo art. 18 da Medida Provisória nº 351, de 2007, como segue: “Art. 18. O art. 18 da Lei nº 10.833, de 29 de dezembro de 2003, passa a vigorar com a seguinte redação: “Art. 18. O lançamento de oficio de que trata o art. 90 da Medida Provisória nº 2.15835, de 24 de agosto de 2001, limitarseá à imposição de multa isolada em razão de nãohomologação da compensação, quando se comprove falsidade da declaração apresentada pelo sujeito passivo.” Tratandose os presentes autos de inadimplência assumida, na medida em que a recorrente não se defendeu da exigência do tributo declarado em DCTF e, sendo o lançamento do tributo competência privativa da autoridade administrativa, nos termos do art. 142 do CTN, não cabe ao julgador administrativo desconstituir o lançamento regularmente efetuado. Entretanto, nos termos da legislação de regência, deve ser afastada a multa de ofício aplicada por ausência de suporte legal, sem prejuízo da exigência dos juros e da multa de mora em caso de adimplemento espontâneo ou remessa para inscrição em Dívida Ativa da União. Assim, quanto ao mérito, adoto as razões de decidir do acórdão recorrido. Neste sentido, voto para NEGAR PROVIMENTO AO RECURSO DA FAZENDA NACIONAL. Susy Gomes Hoffmann Fl. 305DF CARF MF Impresso em 03/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/02/2014 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 19/02/2014 por SUSY GOMES HOFFMANN, Assinado digitalmente em 13/03/2014 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digi talmente em 25/03/2014 por OTACILIO DANTAS CARTAXO Processo nº 10855.002910/200208 Acórdão n.º 9303002.455 CSRFT3 Fl. 306 11 Fl. 306DF CARF MF Impresso em 03/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/02/2014 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 19/02/2014 por SUSY GOMES HOFFMANN, Assinado digitalmente em 13/03/2014 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digi talmente em 25/03/2014 por OTACILIO DANTAS CARTAXO
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Numero do processo: 15956.720067/2011-11
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Jan 23 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Mon Jul 21 00:00:00 UTC 2014
Numero da decisão: 2403-000.221
Decisão:
RESOLVEM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em converter o processo em diligência.
Carlos Alberto Mees Stringari - Presidente
Paulo Maurício Pinheiro Monteiro Relator
Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Ivacir Júlio de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Marcelo Freitas Souza Costa e Maria Anselma Coscrato dos Santos. Ausente justificadamente o Conselheiro Marcelo Magalhães Peixoto e o Conselheiro Jhonatas Ribeiro da Silva.
Nome do relator: PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO
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decisao_txt : RESOLVEM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em converter o processo em diligência. Carlos Alberto Mees Stringari - Presidente Paulo Maurício Pinheiro Monteiro Relator Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Ivacir Júlio de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Marcelo Freitas Souza Costa e Maria Anselma Coscrato dos Santos. Ausente justificadamente o Conselheiro Marcelo Magalhães Peixoto e o Conselheiro Jhonatas Ribeiro da Silva.
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 15; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1346; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C4T3 Fl. 560 1 559 S2C4T3 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 15956.720067/201111 Recurso nº 999.999Voluntário Resolução nº 2403000.221 – 4ª Câmara / 3ª Turma Ordinária Data 23 de janeiro de 2014 Assunto CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Recorrente ROMASUL EQUIPAMENTOS INDUSTRIAIS LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL RESOLVEM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em converter o processo em diligência. Carlos Alberto Mees Stringari Presidente Paulo Maurício Pinheiro Monteiro – Relator Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Ivacir Júlio de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Marcelo Freitas Souza Costa e Maria Anselma Coscrato dos Santos. Ausente justificadamente o Conselheiro Marcelo Magalhães Peixoto e o Conselheiro Jhonatas Ribeiro da Silva. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 59 56 .7 20 06 7/ 20 11 -1 1 Fl. 319DF CARF MF Impresso em 25/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/07/2014 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 15/07/2014 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 18/07/2014 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 15956.720067/201111 Resolução nº 2403000.221 S2C4T3 Fl. 561 2 RELATÓRIO Tratase de Recurso Voluntário, apresentado contra Acórdão nº 1436.400 9ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento de Ribeirão Preto SP, que julgou procedente em parte o lançamento, Auto de Infração de Obrigação Principal – AIOP nº 37.324.0996 (parte empresa), AIOP nº 37.324.1003 (parte Terceiros) e Auto de Infração de Obrigação Acessória – AIOA nº 37.324.0988 (CFL 68). Conforme o Relatório da decisão de primeira instância: Tratase de auto de infração lavrado pela fiscalização em relação ao contribuinte acima identificado, incluindo a contribuição devida pela empresa à Seguridade Social e aos terceiros, incidente sobre a remuneração paga, devida ou creditada pela empresa aos segurados empregados e contribuintes individuais registrados na empresa Romasul Indústria Metalúrgica Ltda. ME, CNPJ nº 07.714.402/0001 05. Inclui, ainda, a multa decorrente do descumprimento da obrigação acessória prevista no artigo 32, IV da Lei nº 8.212/91, nas competências em que esta se revelou mais benéfica ao contribuinte em relação à nova sistemática estabelecida com o advento da Lei nº 11.941/09. O presente lançamento fiscal é composto dos seguintes debcads: 37.324.0996 (contribuição previdenciária patronal e SAT), 37.324.1003 (contribuição destinada aos terceiros) e 37.324.0988 (multa decorrente do descumprimento de obrigação acessória). De acordo com os fatos relatados pela fiscalização, em ação fiscal desenvolvida junto às empresas Romasul Equipamentos Industriais Ltda. e Romasul Indústria Metalúrgica Ltda. ME, constatouse a ocorrência de situação que determinou a desconsideração dos vínculos formais dos trabalhadores registrados junto à empresa Romasul Indústria, considerando os mesmos efetivamente vinculados à empresa Romasul Equipamentos, à qual compete a responsabilidade pelo pagamento das contribuições ora lançadas. Os fatos que motivaram o entendimento acima constam no relatório fiscal, cabendo destacar o seguinte: Ambas as empresas ocupam o mesmo local físico; Ambas estão enquadradas no mesmo CNAE (2869100); A empresa Romasul Indústria foi constituída por familiares dos sócios gerentes da empresa Romasul Equipamentos; Fl. 320DF CARF MF Impresso em 25/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/07/2014 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 15/07/2014 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 18/07/2014 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 15956.720067/201111 Resolução nº 2403000.221 S2C4T3 Fl. 562 3 A empresa Romasul Indústria, constituída em 17/10/2005, declarou em GFIP ausência de movimento até 11/2006, admitindo empregados a partir de 12/2006, enquanto a empresa Romasul Equipamentos foi excluída do Simples a partir de 01/2007; Conclui, dessa forma, a autoridade fiscal, que os fatos mencionados indicam que a administração da Romasul Equipamentos, sentindo os reflexos do desenquadramento do Simples e com o objetivo de reduzir os seus encargos tributários, decidiu pela ativação da nova empresa, com opção pelo Simples Federal. Beneficiouse, assim, dos valores de contribuição previdenciária que deixaram de ser recolhidos nessa nova empresa, autorizando a fiscalização a desconsiderar os vínculos formais dos trabalhadores, reconhecendo, assim, a responsabilidade da empresa autuada pelo recolhimento dos valores apurados. Seguem alguns dos fatos destacados no Relatório Fiscal acerca da auditoria fiscal realizada no sujeito passivo: 2.1 Numa analise cadastral, financeira e tributária das empresas ROMASUL EQUIPAMENTOS e ROMASUL INDUSTRIA, os sistemas da Receita Federal do Brasil, apontaram que além da discrepância entre a DIMOF –Declaração de Informações sobre Operações Financeiras quando cruzadas com a Massa Salarial, declarada pelas próprias empresas através das GFIP – Guias do FGTS e Informações para a Previdência Social, conforme dados apontados no quadro abaixo, existiam outras situações que indicavam uma possível co relação entre as mesmas, tais como: Ambas ocupam o mesmo local; Ambas estão enquadradas no mesmo CNAE – Código Nacional de Atividade Econômica. 2869100 ( Fabricação de Maquinas e Equipamentos para uso industrial específico não especificados anteriormente, peças e acessórios); A ROMASUL INDUSTRIA, optante pelo Simples – Sistema Tributário Simplificado desde o início de suas atividades em 17/10/2005 e tem em sua constituição, os familiares dos sócios gerentes da ROMASUL EQUIPAMENTOS, a qual foi excluída do sistema Simples, em janeiro/2007, e passou a ser tributada pelo sistema de Lucro Presumido; O site www.romasul.com.br. não faz distinção entre as mesmas. 2.2 Na ROMASUL EQUIPAMENTOS, a ação fiscal teve seu início em 10/02/2011, com a ciência da mesma, através do TIF Termo de Intimação Fiscal, com prazo para entrega da documentação de 15 dias úteis e tendo como objeto a fiscalização das contribuições previdenciárias, envolvendo o período de 01/2007 a 12/2008, 2.3 Na ROMASUL INDUSTRIA, a ação fiscal teve seu início em 09/02/2011, com a ciência da mesma, através do TIPF Termo de Início de Procedimento Fiscal, com prazo para entrega da documentação de 20 Fl. 321DF CARF MF Impresso em 25/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/07/2014 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 15/07/2014 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 18/07/2014 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 15956.720067/201111 Resolução nº 2403000.221 S2C4T3 Fl. 563 4 dias úteis e tendo como objeto a fiscalização das contribuições previdenciárias, envolvendo o período de 01/2007 a 12/2008. 2.4 A Auditoria Fiscal constatou que a empresa ROMASUL EQUIPAMENTOS, foi desenquadrada do sistema Simples Regime Tributário Simplificado das Microempresas e EPP, criado pela Lei n. 9317/96, em 06/01/2007, passando a ser tributada pelo sistema de Lucro Presumido, a partir da competência 01/2007; (Anexo 3) 2.5 A administração da ROMASUL EQUIPAMENTOS, em 13/09/1995, através de alteração do Contrato Social, registrada na JUCESP sob o numero 149231/957 alterou o capital social para R$ 40.000,00 e redistribuiu as quotas de participação do sócio gerente, Sr. Waldeci Avanzi, correspondente a R$ 38.000,00 e para o sócio admitido, Sr. Luis Fernando Avanzi, com o valor de R$ 2.000,00. (Anexo 04) Obs.: o Sr. Luis Fernando Avanzi, é filho do sóciogerente da ROMASUL EQUIPAMENTOS e foi empregado da empresa de 01/09/1994 a 22/05/1996, com CBO –Código Brasileiro de Ocupações 39310 – Auxiliar Admistrativo, conforme dados obtidos no CNIS – Cadastro Nacional de Informações Sociais (Anexo 06) 2.6 A administração da ROMASUL EQUIPAMENTOS, em 26/03/2003, através de alteração do Contrato Social, registrada na JUCESP sob o numero 019093032, alterou o seu quadro social, com a retirada do Sr. Luis F. Avanzi e com a admissão da Sra. Lílian Cristina Avanzi, situação cadastral que permanece até a presente data; Obs.: A Sra. Lílian também é filha do sóciogerente da ROMASUL EQUIPAMENTOS e foi empregada da empresa de 02/09/2002 a 08/08/2006, com código CBO 4110 –Auxiliar Administrativo, conforme dados obtidos no CNIS(Anexo 07). 2.7 Em 17/10/2005, foi criada uma nova empresa denominada ROMASUL INDUSTRIA Metalurgica Ltda.ME., com opção pelo sistema Simples de Tributação. (Anexo 05). Esta empresa declarou nas suas GFIP – Guias de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência, que ficou sem movimento até 11/2006 e começou a admitir 12 empregados a partir dezembro de 2006 (Anexo 08); coincidentemente a coligada ROMASUL EQUIPAMENTOS, foi excluída do sistema Simples de Tributação, a partir de 01/01/2007. 2.8 Na composição do quadro social da nova empresa, foram colocados o filho e a esposa do Sr. Waldeci Avanzi, sócio administrador da ROMASUL EQUIPAMENTOS, ficando assim constituída: Sr. Luiz Fernando Avanzi, com capital de R$ 23.750,00 Sra. Sueli Maria Gonçalves Avanzi, com capital de R$ 1.250,00 2.9 Os acontecimentos relacionados anteriormente indicam que a administração da ROMASUL EQUIPAMENTOS, sentindo os reflexos do desenquadramento do Simples e com o objetivo de diminuir seus encargos tributários, decidiu pela ativação da nova empresa, com opção pelo sistema Simples de tributação a qual foi denominada de ROMASUL INDUSTRIA Maquinas Agrícolas Ltda ME.; 2.10 Na época da constituição da nova empresa, os quadros sociais eram assim constituídos: Fl. 322DF CARF MF Impresso em 25/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/07/2014 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 15/07/2014 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 18/07/2014 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 15956.720067/201111 Resolução nº 2403000.221 S2C4T3 Fl. 564 5 2.10.1 O sócio majoritário da ROMASUL EQUIPAMENTOS é marido da Sra. Sueli, sócia da ROMASUL INDUSTRIA e ambos são os pais do Sr. Luis Fernando e Lílian Cristina, que fazem parte dos quadros societários das empresas coligadas; 2.11 A criação deste modelo de negócio, onde a nova empresa “ROMASUL INDUSTRIA” foi, desde seu início de atividades, optante pelo SIMPLES, com todos os recolhimentos das contribuições previdenciárias feitos de acordo com as suas opções, ou seja, esta nova empresa deixou de recolher as contribuições previdenciárias patronais calculadas sobre a Folha de Pagamento, com alíquota de 20,0%, as contribuições do RAT, com alíquota de 3,0% e as contribuições destinadas a outras entidades, com alíquota de 5,8%, totalizando 28,8% sobre o total das remunerações pagas aos segurados empregados, além das contribuições incidentes sobre as remunerações pagas a contribuintes individuais, com alíquota de 20,0%, sobre o total pago a prestadores de serviços sem vinculo empregatício e as retiradas de pro labore dos administradores. 2.12 A administração da empresa lider, ROMASUL EQUIPAMENTOS, que ainda era optante pelo Simples, percebendo que sua Receita Bruta estava em ascensão, conforme está demonstrado nas Declarações de Imposto de Renda ( Anexo 09) com R$ 1.706.239,49 em 2005 e R$ 4.512.645,75 em 2006 e que o limite de faturamento para sua manutenção no sistema Simples havia sido extrapolado e com isto seria desenquadrada, passando a ser tributada no Lucro Presumido, ocorrendo a incidência das contribuições previdenciárias patronais, sobre o total das remunerações constantes nas Folhas de Pagamentos, decidiu pela transferir parte dos custos operacionais da Folha de Salários para a nova empresa, se encontrava sem movimento até 11/2006, conforme GFIP apresentadas. (Anexos 09) 2.13 Entretanto, no decorrer da ação fiscal, ficou comprovado os fatos supra citados e foram apuradas outras constatações, conforme relatados no itens seguintes deste Relatório Fiscal, que a empresa ora notificada, “ROMASUL EQUIPAMENTOS”, beneficiouse diretamente dos valores das contribuições previdenciárias que deixaram de ser recolhidos na nova empresa, cabendo a mesma, as reais conseqüências dos negócios praticados na modalidade adotada e possibilitando à auditoria fiscal, no tocante à responsabilidade pelos recolhimentos previdenciários, a efetuar a desconsideração dos vínculos formais dos trabalhadores em relação a ROMASUL INDUSTRIA, empresa criada com a finalidade exclusiva de suprimir as contribuições previdenciárias incidentes sobre a Folha de Pagamento e também que se buscasse a verdadeira responsabilidade tributária que a ora autuada, tentou se desvincular. 2.14 Com a descaracterização dos vínculos empregatícios da empresa criada, o crédito fiscal foi lançado para a empresa líder, ora autuada, ROMASUL EQUIPAMENTOS, a verdadeira gestora do conglomerado; transferindo para a mesma a relação jurídica, trabalhista e previdenciária, dos segurados – empregados contratados pela ROMASUL INDUSTRIA, mas que na realidade laboravam em prol do Fl. 323DF CARF MF Impresso em 25/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/07/2014 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 15/07/2014 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 18/07/2014 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 15956.720067/201111 Resolução nº 2403000.221 S2C4T3 Fl. 565 6 modelo de negócio esquematizado pela administração da empresa ora notificada. 3 OUTROS FATOS QUE COMPROVAM A RESPONSABILIDADE DA ROMASUL EQUIPAMENTOS SOBRE VÍNCULOS DOS SEGURADOS – EMPREGADOS 3.1 A seguir, relatamos outros fatos apurados que influenciaram na decisão da Auditoria Fiscal em desconsiderar a responsabilidade pelos vínculos empregatícios da empresa ROMASUL INDUSTRIA e indicaram que a verdadeira responsabilidade fiscal sobre a contratação de segurados – empregados, era de fato da empresa líder, ROMASUL EQUIPAMENTOS, inscrita no CNPJ sob o no. 55.863.955/000164, (...) 4 ANÁLISE DO SETOR DE RECURSOS HUMANOS DAS EMPRESAS 4.1 Enquanto as Receitas de Faturamento evoluíam aceleradamente ( Anexo 9), a ROMASUL EQUIPAMENTOS foi diminuindo o seu quadro de lotação; por sua vez a ROMASUL INDUSTRIA aumentava consideravelmente o numero de vínculos, conforme informações contidas na RAIS declaradas pelas próprias empresas. (Anexos 10/11) e mantendo a Receita Bruta dentro dos limites estipulados pelo sistema Simples de Tributação; (...) 4.12 AMBIENTE DE TRABALHO E ANALISE DE RISCOS OCUPACIONAIS – 4.12.1 No PPRA Programa de Prevenção de Riscos Ambientais/2008, da ROMASUL EQUIPAMENTOS, aponta: (Anexo 15) (...) 5. ANALISE DA CONTABILIDADE E DOCUMENTOS DAS EMPRESAS 5.1 É mister informar que, conforme se verifica através da sua contabilidade, Livros Diário n. 03 n. 04, (Anexo 18), no período abrangido pela ação fiscal, 2007 e 2008, a empresa ROMASUL INDUSTRIA não tem lançamentos contábeis em contas do Imobilizado Permanente (Terrenos, Prédios, Maquinas e Equipamentos, Veículos, etc.), em contas de Despesas com Manutenção e Insumos utilizados na produção e também não fez pagamentos de alugueis, sob qualquer título, tanto para seus fornecedores como para a empresa lider, a ROMASUL EQUIPAMENTOS, detentora de tudo; 5.2 No elenco de contas contábeis dos exercícios de 2007 e 2008, na ROMASUL INDUSTRIA, não foram constatados lançamentos referente a despesas com telefones, postagem, IPTU Imposto Predial e Territorial Urbano, Informática e outras despesas indispensáveis para o funcionamento de qualquer empresa, principalmente se Fl. 324DF CARF MF Impresso em 25/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/07/2014 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 15/07/2014 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 18/07/2014 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 15956.720067/201111 Resolução nº 2403000.221 S2C4T3 Fl. 566 7 considerarmos que o numero de vínculos chegou a 80 vinculos no terceiro trimestre de 2007. (...) 6. Finalizando estes esclarecimentos cabe ainda ressaltar: 6.1 O complexo fabril da ROMASUL EQUIPAMENTOS, conforme informação contida no site da empresa, (Anexo 21) ocupa uma área coberta de 7 mil/m2 e área total de 25.000 m2, e neste local estão instaladas as empresas, no mesmo terreno, de propriedade da empresa líder, ainda não regularizadas no Cartório de Registro de Imóveis de SertãozinhoSP., porém com projetos aprovados em 24/03/2006, pela Prefeitura Municipal de Sertãozinho, alvarás matriculas 1382976 e 138.2979; (Anexo 29 ) 6.2 A maioria dos empregados são registrados no CNPJ da ROMASUL INDUSTRIA, Optante pelo Simples, mas, trabalham para o mesmo empregador, em um único pátio empresarial. 6.3 O serviço de recepção, é único e prestados pelas seguradas empregadas, Fernanda Coelho e Fabíola O. Almeida, registradas na ROMASUL EQUIPAMENTOS mas controla todo o fluxo de pessoas, materiais e correspondências de ambas as empresa, fato que ficou comprovado com as assinaturas dos AR Avisos de Recebimento da EBCT, nos Termos de Início dos Procedimentos Fiscais, documentos integrantes do processo de Auto de Infração; (...) Segundo o Relatório Fiscal, os fatos geradores: 7.1 Constituem fatos geradores das contribuições lançadas, a prestação de serviço, com remunerações pagas aos segurados empregados, a título de salários e as remunerações pagas a contribuintes individuais/diretores, a título de prólabore. Todas as remunerações mencionadas foram declarados em Guias de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência SocialGFIP, informadas pela empresa ora despersonalizada. (Anexos 09) 7.2 Tratase de crédito previdenciário referente ao período de 01/2007 a 12/2008, lançado contra o sujeito passivo acima identificado, referente aos fatos geradores das contribuições previdenciárias, destinadas à Seguridade Social, discriminadas a seguir: 7.2.1 Da parte patronal, contribuições previdenciárias destinadas ao Fundo de Previdência e Assistência Social, contribuições para o financiamento dos benefícios concedidos em razão do grau de incidência da incapacidade laborativa decorrentes dos riscos ambientais do trabalho – GILRAT, todas a cargo da empresa e relativa às remunerações pagas, devidas ou creditadas aos segurados empregados, conforme Folhas de Pagamento de Salários; Fl. 325DF CARF MF Impresso em 25/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/07/2014 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 15/07/2014 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 18/07/2014 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 15956.720067/201111 Resolução nº 2403000.221 S2C4T3 Fl. 567 8 7.2.2 Da parte patronal, incidentes sobre as remunerações pagas, devidas ou creditadas a contribuintes individuais, conforme lançamentos contábeis efetuados em contas de despesas relativas às retiradas de Pro – Labore – Honorários da Diretoria. 7.2.3 Da parte patronal, contribuições destinadas a outras entidades – Salário EducaçãoSesiSenai Incra e Sebrae. Conforme se observa dos autos, bem como da Impugnação e do Recurso Voluntário, foi juntado, às fls 254. o Ato Declaratório Executivo DRF/CXL n° 102. de 30 de junho de 2011, que declarou a empresa Romasul Indústria Metalúrgica Ltda. ME excluída do SIMPLES no Processo Administrativo nº 15956.720.076/201102: Ato Declaratório Executivo n º 102, de 30 d e junho de 2011. 0 Delegado da Receita Federal do Brasil em Ribeirão Preto S P no uso das suas atribuições e tendo em vista o disposto no inciso IV do art. 29 da Lei complementar nº 123 .de 14 de dezembro de 2006. e do que consta no Processo Administrativo comprot nº 15956.720.076/2011 02 declara: 1 A exclusão da empresa ROMASUL INDÚSTRIA METALÚRGICA LTDA ME . CNPJ 07.714.402/000105. situada na Rua Antonio Gallo Junior. 220. Distrito Industrial Sertãozinho.SP. do Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte Simples, de que trata a Lei complementar nº 123. de 14 de dezembro de 2006. por constituição através de interpostas pessoas. 2 A exclusão surtirá efeito a partir de 01/07/2007. O período do débito, conforme o Anexo do Relatório Fiscal é de 01/2007 a 12/2008. A Recorrente teve ciência do AIOP em 06.07.2011, conforme tela do sistema CCADPRO às fls. 232. A Recorrente apresentou Impugnação tempestiva, conforme o Relatório da decisão de primeira instância: Por não concordar com os termos da autuação a empresa, por seu procurador constituído, apresentou impugnação ao débito alegando, em síntese, que os fatos narrados pela fiscalização indicam uma ação de planejamento tributário da administração da empresa Romasul Equipamentos, argumentando que o planejamento, além de ser um direito constitucionalmente garantido, é também um dever legal determinado pelo artigo 153 da Lei nº 6.404/76. Afirma que o planejamento tributário foi realizado sem a intenção de lesar o fisco, uma vez que as ações foram tomadas antes do fato gerador. Que enquanto a Romasul Equipamentos se dedicou à Fl. 326DF CARF MF Impresso em 25/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/07/2014 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 15/07/2014 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 18/07/2014 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 15956.720067/201111 Resolução nº 2403000.221 S2C4T3 Fl. 568 9 atividade comercial, a Romasul Industrial se dedicou à área produtiva. E que os tributos gerados em cada uma das atividades foram apurados, declarados e pagos. Menciona que os fatos mencionados no item 3 do relatório fiscal demonstram somente que as empresas cumpriram sua responsabilidade, visto que a solidariedade entre prestador e tomador de serviço em obrigações trabalhistas já está pacificado nos tribunais. Aduz tratarse de grupo econômico formado entre as empresas, ambas constituídas de forma legal, por pessoas independentes e capazes, mas que diferem por opção legal em regimes tributários, o que não gera ilegalidade e nem constitui motivo para a exclusão do SIMPLES. Transcreve jurisprudência sobre o assunto. Insurgese, assim, contra a desconsideração dos vínculos empregatícios, entendendo que se deve manter a tributação das duas empresas com regimes distintos, afastando a multa de mora, a multa de ofício e as demais obrigações acessórias por entender pela possibilidade das empresas possuírem regime de tributação distinto. Requer, finalmente, o reconhecimento do grupo econômico, com o conseqüente cancelamento do auto de infração e dos seus debcads A Recorrida analisou a autuação e a impugnação, julgando procedente a autuação, conforme Ementa do Acórdão nº 1436.400 9ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento de Ribeirão Preto SP, a seguir: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2007 a 31/12/2008 AUTO DE INFRAÇÃO. OBRIGAÇÕES PRINCIPAL E ACESSÓRIA. SUJEIÇÃO PASSIVA. Compete à Secretaria da Receita Federal do Brasil , no exercício da atividade fiscalizatória, averiguar a ocorrência de fatos geradores e identificar corretamente o sujeito passivo da obrigação, consagrando o princípio da substância sobre a forma. PLANEJAMENTO TRIBUTÁRIO Não se vislumbra simples planejamento tributário na prática de ato simulado, mediante contratação de segurados por empresa interposta, com a finalidade única e exclusiva de suprimir ou reduzir tributos. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido Acórdão Acordam os membros da 9ª Turma de Julgamento, por unanimidade de votos, julgar improcedente a impugnação, mantendo o crédito tributário exigido. Fl. 327DF CARF MF Impresso em 25/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/07/2014 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 15/07/2014 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 18/07/2014 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 15956.720067/201111 Resolução nº 2403000.221 S2C4T3 Fl. 569 10 Intimese para pagamento do crédito mantido no prazo de 30 dias da ciência, salvo interposição de recurso voluntário ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, em igual prazo, conforme facultado pela lei. Sala de Sessões, em 26 de janeiro de 2012. Inconformada com a decisão da recorrida, a Recorrente apresentou Recurso Voluntário, onde combate a decisão de primeira instância reitera os argumentos deduzidos em sede de Impugnação. (i) Dos fatos A empresa através do AIIM n° 15956.720067/2011 11 DEBCAD n.° 37.324.0988; 37.324.0996 e 37.324.1003 foi na ocasião, pela Autoridade Fazendária desenquadrada do sistema de tributação denominado SIMPLES NACIONAL, com base no ato declaratório executivo n.° 102, de 30/06/2011. E, tempestivamente, protocolou a sua defesa administrativa, apontado e demonstrando por meio de documentos fiscais que o ato praticado pelas empresas Romasul Equipamentos Industriais Ltda e Romasul Indústria Metalúrgica Ltda. ME foi um ato decorrente de simples planejamento tributário. (ii) Da individualidade das empresas A Autoridade Fazendária insiste em afirmar que tratase de uma mesma empresa, as fls. 279 justifica seu entendimento pelos seguintes fatos: "Ambas as empresas ocupam o mesmo local físico"; Tal afirmação não procede, como se pode comprovar pelas fotos das duas fachadas, onde cada uma ocupa um local distinto e individual. Também podemos observar as diferenças existentes quanto ao interior de cada empresa no que diz respeito a área de produção de cada das empresas. Outro fato muito importante é a individualização das contas de consumo de energia elétrica. Ainda, dentro questão de comprovação que a empresa Romasul Indústria Metalúrgica Ltda.ME. foi aberta com objetivos claros de Planejamento Tributário e não somente como forma de simulação como quer fazer crer o Nobre Agente Fiscal é que para exercer sua atividade no mercado era necessário a licença da CETESB que foi outorgada em 28/04/2006 , portanto antes do inicio de suas atividades. Fl. 328DF CARF MF Impresso em 25/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/07/2014 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 15/07/2014 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 18/07/2014 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 15956.720067/201111 Resolução nº 2403000.221 S2C4T3 Fl. 570 11 (iii) Do planejamento tributário No mesmo diapasão da Autoridade Fazendária, de que "planejamento tributário é um conjunto de atos lícitos realizados pela empresa com vista a reduzir seus encargos tributários", no que concordamos de pronto, também a Autoridade Fazendária, não pode julgar com base conceitos próprios, ou seja, préconceito Qualquer análise feita de forma profissional e imparcial, sem o peso da "paixão" irá determinar que o que houve foi na verdade uma cisão de atividades (comercial e produtiva) tudo dentro das determinações legais. E, para que cada uma das atividades fosse realizada de forma independente, foram constituídas duas empresas, em local distinto e com cada uma cumprindo suas obrigações quanto as autorizações de funcionamento (CETESB, Prefeitura Municipal, Estado e União). Tudo feito antes do fato gerador. Também deve ser considerado que, a Romasul Indústria Metalúrgica Ltda., faz parte do grupo econômico da empresa Romasul Equipamentos Industriais Ltda., e a ela presta serviços, mas também atua no mercado para outros clientes, como se comprova pelas notas fiscais em anexo Posteriormente, os autos foram enviados ao Conselho, para análise e decisão. É o Relatório. Fl. 329DF CARF MF Impresso em 25/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/07/2014 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 15/07/2014 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 18/07/2014 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 15956.720067/201111 Resolução nº 2403000.221 S2C4T3 Fl. 571 12 VOTO Conselheiro Paulo Maurício Pinheiro Monteiro , Relator PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE O Recurso Voluntário foi interposto tempestivamente, conforme informação nos autos Avaliados os pressupostos, passo para o exame das Questões Preliminares. DAS QUESTÕES PRELIMINARES. Tratase de Recurso Voluntário, apresentado contra Acórdão nº 1436.400 9ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento de Ribeirão Preto SP, que julgou procedente em parte o lançamento, Auto de Infração de Obrigação Principal – AIOP nº 37.324.0996 (parte empresa), AIOP nº 37.324.1003 (parte Terceiros) e Auto de Infração de Obrigação Acessória – AIOA nº 37.324.0988 (CFL 68). Conforme o Relatório da decisão de primeira instância: Tratase de auto de infração lavrado pela fiscalização em relação ao contribuinte acima identificado, incluindo a contribuição devida pela empresa à Seguridade Social e aos terceiros, incidente sobre a remuneração paga, devida ou creditada pela empresa aos segurados empregados e contribuintes individuais registrados na empresa Romasul Indústria Metalúrgica Ltda. ME, CNPJ nº 07.714.402/0001 05. Inclui, ainda, a multa decorrente do descumprimento da obrigação acessória prevista no artigo 32, IV da Lei nº 8.212/91, nas competências em que esta se revelou mais benéfica ao contribuinte em relação à nova sistemática estabelecida com o advento da Lei nº 11.941/09. O presente lançamento fiscal é composto dos seguintes debcads: 37.324.0996 (contribuição previdenciária patronal e SAT), 37.324.1003 (contribuição destinada aos terceiros) e 37.324.0988 (multa decorrente do descumprimento de obrigação acessória). De acordo com os fatos relatados pela fiscalização, em ação fiscal desenvolvida junto às empresas Romasul Equipamentos Industriais Ltda. e Romasul Indústria Metalúrgica Ltda. ME, constatouse a ocorrência de situação que determinou a desconsideração dos vínculos formais dos trabalhadores registrados junto à empresa Romasul Indústria, considerando os mesmos efetivamente vinculados à empresa Fl. 330DF CARF MF Impresso em 25/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/07/2014 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 15/07/2014 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 18/07/2014 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 15956.720067/201111 Resolução nº 2403000.221 S2C4T3 Fl. 572 13 Romasul Equipamentos, à qual compete a responsabilidade pelo pagamento das contribuições ora lançadas. Os fatos que motivaram o entendimento acima constam no relatório fiscal, cabendo destacar o seguinte: Ambas as empresas ocupam o mesmo local físico; Ambas estão enquadradas no mesmo CNAE (2869100); A empresa Romasul Indústria foi constituída por familiares dos sócios gerentes da empresa Romasul Equipamentos; A empresa Romasul Indústria, constituída em 17/10/2005, declarou em GFIP ausência de movimento até 11/2006, admitindo empregados a partir de 12/2006, enquanto a empresa Romasul Equipamentos foi excluída do Simples a partir de 01/2007; Conclui, dessa forma, a autoridade fiscal, que os fatos mencionados indicam que a administração da Romasul Equipamentos, sentindo os reflexos do desenquadramento do Simples e com o objetivo de reduzir os seus encargos tributários, decidiu pela ativação da nova empresa, com opção pelo Simples Federal. Beneficiouse, assim, dos valores de contribuição previdenciária que deixaram de ser recolhidos nessa nova empresa, autorizando a fiscalização a desconsiderar os vínculos formais dos trabalhadores, reconhecendo, assim, a responsabilidade da empresa autuada pelo recolhimento dos valores apurados. Conforme se observa dos autos, bem como da Impugnação e do Recurso Voluntário, foi juntado, às fls 254, o Ato Declaratório Executivo DRF/CXL n° 102. de 30 de junho de 2011, que declarou a empresa Romasul Indústria Metalúrgica Ltda. ME excluída do SIMPLES no Processo Administrativo nº 15956.720.076/201102: Ato Declaratório Executivo n º 102, de 30 d e junho de 2011. 0 Delegado da Receita Federal do Brasil em Ribeirão Preto S P no uso das suas atribuições e tendo em vista o disposto no inciso IV do art. 29 da Lei complementar nº 123 .de 14 de dezembro de 2006. e do que consta no Processo Administrativo comprot nº 15956.720.076/2011 02 declara: 1 A exclusão da empresa ROMASUL INDÚSTRIA METALÚRGICA LTDA ME . CNPJ 07.714.402/000105. situada na Rua Antonio Gallo Junior. 220. Distrito Industrial Sertãozinho.SP. do Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte Simples, de que trata a Lei complementar nº 123. de 14 de dezembro de 2006. por constituição através de interpostas pessoas. 2 A exclusão surtirá efeito a partir de 01/07/2007. Outrossim, em consulta ao sistema MF/CARF/PGFN/RFB EPROCESSO, em 17.01.2014, verificamos que a movimentação processual do Processo Administrativo nº 15956.720.076/201102, de exclusão do SIMPLES da empresa Romasul Indústria Metalúrgica Fl. 331DF CARF MF Impresso em 25/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/07/2014 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 15/07/2014 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 18/07/2014 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 15956.720067/201111 Resolução nº 2403000.221 S2C4T3 Fl. 573 14 Ltda. ME, indica que a fase de distribuição do processo no âmbito de Delegacia de Julgamento para decisão em primeira instância. DA NECESSIDADE DE NOVA DILIGÊNCIA FISCAL Observandose a decisão prolatada pela primeira instância, não foi feita qualquer referência à argumentação do sujeito passivo acerca do processo de exclusão do SIMPLES da empresa Romasul Indústria Metalúrgica Ltda. ME, Processo Administrativo nº 15956.720.076/201102, por meio do Ato Declaratório Executivo DRF/CXL n° 102. de 30 de junho de 2011. Ora, o sujeito passivo argumenta que a desconsideração dos vínculos empregatícios da empresa ROMASUL INDÚSTRIA METALÚRGICA LTDA ME para o conseqüente enquadramento dos segurados empregados na empresa objeto da autuação, ROMASUL EQUIPAMENTOS INDUSTRIAIS LTDA, teve como fundamento a exclusão do SIMPLES da empresa ROMASUL INDÚSTRIA METALÚRGICA LTDA ME. Entendo que a apreciação de tal argumento é central para o julgamento do presente processo, a partir do ponto em que houve o desenquadramento de empregados da empresa Romasul Indústria Metalúrgica Ltda. ME. Desta forma, considerandose os princípios da celeridade, efetividade e segurança jurídica, surge a prejudicial de se determinar o resultado do julgamento do Processo Administrativo nº 15956.720.076/201102, posto que tal processo de exclusão do SIMPLES da empresa Romasul Indústria Metalúrgica Ltda. ME produz efeitos diretos no presente processo nº 15956.720067/201111. Anotese ainda que a competência para o julgamento de processo de exclusão do SIMPLES é da 1ª Seção de Julgamento do CARF, conforme se depreende do art. 2º, V, do Anexo II, Regimento Interno do CARF – RICARF: Art. 2° À Primeira Seção cabe processar e julgar recursos de ofício e voluntário de decisão de primeira instância que versem sobre aplicação da legislação de: I Imposto sobre a Renda das Pessoas Jurídicas (IRPJ); II Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL); III Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF), quando se tratar de antecipação do IRPJ; IV demais tributos e o Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF), quando procedimentos conexos, decorrentes ou reflexos, assim compreendidos os referentes às exigências que estejam lastreadas em fatos cuja apuração serviu para configurar a prática de infração à legislação pertinente à tributação do IRPJ; {2} V exclusão, inclusão e exigência de tributos decorrentes da aplicação da legislação referente ao Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte (SIMPLES) e ao tratamento diferenciado e favorecido a Fl. 332DF CARF MF Impresso em 25/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/07/2014 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 15/07/2014 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 18/07/2014 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 15956.720067/201111 Resolução nº 2403000.221 S2C4T3 Fl. 574 15 ser dispensado às microempresas e empresas de pequeno porte no âmbito dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, na apuração e recolhimento dos impostos e contribuições da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, mediante regime único de arrecadação (SIMPLESNacional); VI penalidades pelo descumprimento de obrigações acessórias pelas pessoas jurídicas, relativamente aos tributos de que trata este artigo; e VII tributos, empréstimos compulsórios e matéria correlata não incluídos na competência julgadora das demais Seções. CONCLUSÃO CONVERTER o presente processo em DILIGÊNCIA para que a Unidade da Receita Federal do Brasil de jurisdição do Recorrente: (i) Anexe aos autos o resultado final do julgamento do Processo Administrativo nº 15956.720.076/201102, de exclusão do SIMPLES da empresa Romasul Indústria Metalúrgica Ltda. ME, se for o caso, no âmbito do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais – CARF, com a conseqüente coisa julgada administrativa; (ii) bem como, se há processo judicial na qual a Recorrente seja parte, por qualquer modalidade processual, com o mesmo objeto do presente processo administrativo tributário. É como voto. Paulo Maurício Pinheiro Monteiro Fl. 333DF CARF MF Impresso em 25/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/07/2014 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 15/07/2014 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 18/07/2014 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI
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Numero do processo: 10640.907794/2009-07
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu May 29 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Thu Jul 17 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Data do fato gerador: 30/11/2008
COFINS. COMPENSAÇÃO. REQUISITO. COMPROVAÇÃO DA CERTEZA E DA LIQUIDEZ DO CRÉDITO.
A comprovação da certeza e da liquidez do crédito constitui requisito essencial à acolhida de pedidos de compensação.
Numero da decisão: 3403-003.038
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário.
ANTONIO CARLOS ATULIM - Presidente.
ROSALDO TREVISAN - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Antonio Carlos Atulim (presidente da turma), Rosaldo Trevisan (relator), Alexandre Kern, Ivan Allegretti, Domingos de Sá Filho e Luiz Rogério Sawaya Batista.
Nome do relator: ROSALDO TREVISAN
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Data do fato gerador: 30/11/2008 COFINS. COMPENSAÇÃO. REQUISITO. COMPROVAÇÃO DA CERTEZA E DA LIQUIDEZ DO CRÉDITO. A comprovação da certeza e da liquidez do crédito constitui requisito essencial à acolhida de pedidos de compensação. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário. ANTONIO CARLOS ATULIM Presidente. ROSALDO TREVISAN Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Antonio Carlos Atulim (presidente da turma), Rosaldo Trevisan (relator), Alexandre Kern, Ivan Allegretti, Domingos de Sá Filho e Luiz Rogério Sawaya Batista. Relatório AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 64 0. 90 77 94 /2 00 9- 07 Fl. 248DF CARF MF Impresso em 17/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/06/2014 por ROSALDO TREVISAN, Assinado digitalmente em 04/07/2014 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 03/06/2014 por ROSALDO TREVISAN 2 Versa o presente processo sobre Declaração de Compensação DCOMP transmitida em 21/01/2009 (fls. 96 a 100)1 objetivando utilizar crédito de COFINS, no valor de R$ 42.343,83 (DARF no total de R$ 1.661.682,91), recolhido indevidamente em 23/12/2008, para compensar com débitos da Contribuição para o PIS/PASEP relativos a dezembro de 2008. No Despacho Decisório Eletrônico de fl. 5, proferido em 07/10/2009, a compensação não é homologada tendo em vista que o pagamento efetuado teria sido utilizado para quitação de outros débitos da empresa. Cientificada do teor do Despacho Decisório, a recorrente apresenta a manifestação de inconformidade de fls. 2 a 4, informando, em síntese, que não foi efetuada retificação da DCTF relativa ao mês de novembro de 2008, o que provavelmente motivou a não homologação. Acrescenta que procedeu à retificação em 12/11/2009, fazendo constar no campo “débito apurado” o valor correto (R$ 1.619.339,08 ao invés de R$ 1.661.682,91, resultando na diferença de R$ 42.343,83, equivalente ao crédito pleiteado), anexando Cópia do DARF recolhido, cópias das DACON original e retificadora e cópias das DCTF original e retificadora. A decisão de primeira instância, proferida em 25/05/2011 (fls. 103 a 105), julgou improcedente a manifestação de inconformidade, porque ao tempo da transmissão da DCOMP o crédito não estava disponível para compensação, tendo a DCTF retificadora sido apresentada somente após proferido o despacho decisório correspondente. Ao final do voto, afirma ainda o julgador que o contribuinte não trouxe prova aos autos de que pudesse ter havido erro de fato, justificando a correção. Cientificada da decisão em 04/08/2011 (AR à fl. 107), a recorrente apresenta Recurso Voluntário (fls. 109 a 121), em 05/09/2011, reiterando que houve equívoco no preenchimento da DCTF, posteriormente corrigido. E que o que houve foi somente um descumprimento de obrigação acessória, que não ocasionou prejuízo algum ao Erário. Em 14/02/2012 (fls. 147 a 149), esta turma unanimemente converteu o julgamento em diligência, por meio da Resolução no 3403000.309 (sob relatoria da Conselheira Liduína Maria Alves Macambira, que não mais faz parte do colegiado), para que a unidade local verificasse a existência do crédito decorrente do pagamento a maior, diante da sinalização consistente derivada dos documentos apresentados pela recorrente. No Relatório de Diligência Fiscal (fls. 160 a 162), lavrado em 28/08/2012, a partir de registros contábeis do livro Diário de 2008, plano de contas e demonstrativos explicativos, além de DACON e DCTF, verificouse que: (a) as diferenças se referem a créditos de COFINS sobre encargos de uso da rede elétrica, vinculados à energia comercializada na Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE); (b) tais encargos foram lançados na conta de resultado (gastos operacionais) denominada “Encargos de Serviços de Sistema”; (c) o contribuinte alegou que para os meses 04, 05, 07, 08, 09 e 11 de 2008, calculou e recolheu COFINS a maior por ter desconsiderado tais créditos (CCEE), somente tendo contatado o erro em dezembro de 2008; (d) a empresa era integrante da CCEE e optante pelo regime especial de tributação estabelecido na Lei no 10.848/2004 (art. 5o, § 4o) c/c Lei no 10.637/2002 (art. 47), regime que afasta a aplicação às receitas resultantes das operações, das normas que estabelecem a incidência em regime de apuração nãocumulativa da COFINS (devendo ser aplicado o regime cumulativo às receitas em discussão, com alíquota de 3%, por força do art. 10, X da Lei no 10.833/2003); (e) a empresa deve eleger um método, aplicado 1 Todos os números de folhas indicados nesta decisão são baseados na numeração eletrônica da versão digital do processo (eprocessos). Fl. 249DF CARF MF Impresso em 17/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/06/2014 por ROSALDO TREVISAN, Assinado digitalmente em 04/07/2014 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 03/06/2014 por ROSALDO TREVISAN Processo nº 10640.907794/200907 Acórdão n.º 3403003.038 S3C4T3 Fl. 249 3 consistentemente durante todo o anocalendário, de acordo com o art. 3o, §§ 7o, 8o e 9o da Lei no 10.833/2003; (f) a contribuinte optou pelo método do rateio proporcional, mas utilizouo equivocadamente, aplicando aos custos, despesas e encargos totais a relação percentual existente entre a receita bruta sujeita à incidência nãocumulativa e a receita bruta total auferidas em cada mês, enquanto a legislação preceitua que apenas sobre os custos, despesas e encargos comuns pode ser aplicada tal relação percentual; e (g) em suma, os resultados positivos oriundos da venda de energia elétrica na CCEE são tributados pelo regime cumulativo, e não ensejam aproveitamento de créditos. Cientificada do Relatório em 11/10/2012 (cf. documento de fl. 184), a empresa apresenta em 12/11/2012 (fls. 188 a 192) manifestação no sentido de que: (a) os créditos são oriundos de “encargos de serviço do sistema” (ESS), que objetivam “recuperar os custos incorridos, pelos agentes geradores, das Restrições de Operação e da Prestação de Serviços Ancilares”; (b) o direito da empresa “encontrase respaldado no art. 3o da Lei no 10.637/2002, especialmente em seus incisos I e II e nas IN/SRF no 247/2002 e 404/2004”, e já foi reconhecido pela COSIT na Solução de Consulta no 27/2008 (efetuada pela Associação Brasileira de Distribuidoras de Energia Elétrica – ABRADEE – fls. 214 a 265); e (c) o que estabeleceu o regime especial foi o afastamento da aplicação do regime não cumulativo para o resultado das operações de compra e venda de energia elétrica efetuadas no âmbito da CCEE, o que não se aplica no presente caso, pois o ESS é um insumo na atividade de prestação de serviços de distribuição de energia elétrica, aplicandose a ele o regime da nãocumulatividade. É o relatório. Voto Conselheiro Rosaldo Trevisan, relator O recurso preenche os requisitos formais de admissibilidade e, portanto, dele se toma conhecimento. Impendese inicialmente esclarecer que na data da transmissão da compensação, com os documentos à época apresentados, realmente não existia saldo a compensar, pois o valor pago era exatamente o declarado em DCTF e DACON. Após o indeferimento eletrônico da compensação pela inexistência de crédito é que a empresa esclarece que a DCTF foi preenchida erroneamente, retificandoa, mas ainda sem explicação detalhada do que motivou a retificação, o que leva o julgador a quo a indeferir a manifestação de inconformidade, entendendo que as retificações são posteriores à análise do pedido e que não são acompanhadas de documentos que as amparem/justifiquem. Diante dos despachos decisórios eletrônicos, é na manifestação de inconformidade que o contribuinte é chamado a detalhar a origem de seu crédito, reunindo a documentação necessária a provar a sua liquidez e certeza. Enquanto na solicitação eletrônica de compensação bastava um preenchimento de formulário DCOMP (e o sistema informatizado checaria eventuais inconsistências), na manifestação de inconformidade é preciso fazer efetiva prova documental da liquidez e da certeza do crédito. E isso muitas vezes não é assimilado pelo sujeito passivo, que acaba utilizando a manifestação de inconformidade Fl. 250DF CARF MF Impresso em 17/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/06/2014 por ROSALDO TREVISAN, Assinado digitalmente em 04/07/2014 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 03/06/2014 por ROSALDO TREVISAN 4 tãosomente para indicar que cometeu um erro, sem especificar a origem de tal erro, em argumentação ao desamparo de documentos justificativos (ou com amparo documental deficiente). É o que ocorre no presente processo. E é em sede de recurso voluntário que se compreende que a análise humana efetuada pela DRJ é diferente daquela efetuada massivamente por máquinas no despacho decisório, sendo necessários à análise humana os documentos justificativos, e não a simples retificação da DCTF (que, se efetuada anteriormente ao despacho decisório, seria suficiente para a máquina). É inegável que incumbe ao postulante da compensação a prova da existência e da liquidez do crédito. Disso decorrem três possibilidades na apreciação da manifestação de inconformidade: (a) efetuada a prova, cabível a compensação; (b) não se atestando na manifestação de inconformidade um mínimo de liquidez e certeza no direito creditório, incabível acatarse o pleito; e, por fim; (c) havendo elementos que apontem para a procedência do alegado, mas que suscitem dúvida do julgador quanto a algum aspecto relativo à existência ou à liquidez do crédito, cabível seria a baixa em diligência para sanála (endossandose que não se presta a diligência a suprir deficiência probatória a cargo do postulante). E a DRJ verificou, diante dos elementos apresentados pela empresa à época, a situação descrita acima como “b”. Diferente foi o entendimento desta turma, que chegou à situação “c”, demandando diligência. E é em sede de diligência que aparece pela primeira vez de forma explícita o que seria o erro cometido pela empresa, não detalhado nem na manifestação de inconformidade nem no recurso voluntário: o pagamento a maior de COFINS se devia a créditos não aproveitados nos meses de abril, maior, julho, agosto, setembro e novembro de 2008, referentes a “Encargos de Serviço no Sistema” (conta “Encargos de Uso da Rede Elétrica”, no 615.05.1.5.4.2, cf. detalhado em planilha da contribuinte, anexa ao Relatório de Diligência). Daí para diante parece que existe, à margem de tudo o que já se havia discutido no processo, dois novos contenciosos: um suscitado pelo fisco, relativo à metodologia de rateio entre os regimes cumulativo/não cumulativo e outro levantado pela recorrente, sobre a possibilidade ou não de crédito em relação a “Encargos de Serviço no Sistema”. A autoridade diligenciante, assim, acolhe os valores constantes das retificações, mas sustenta que não são ensejadores de créditos, tendo em vista que a recorrente era optante pelo regime especial de que trata a Lei no 10.848/2004 (art. 5o, § 4o), combinada com a Lei no 10.637/2002 (art. 47). O primeiro comando legal assevera que se aplicam às pessoas jurídicas integrantes da CCEE o disposto no segundo, que estabelece: “Art. 47. A pessoa jurídica integrante do Mercado Atacadista de Energia Elétrica (MAE), instituído pela Lei no 10.433, de 24 de abril de 2002, poderá optar por regime especial de tributação, relativamente à contribuição para o Programa de Integração Social e de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PIS/Pasep) e à Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins). § 1o A opção pelo regime especial referido no caput: I será exercida mediante simples comunicado, nos termos e condições estabelecidos pela Secretaria da Receita Federal; Fl. 251DF CARF MF Impresso em 17/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/06/2014 por ROSALDO TREVISAN, Assinado digitalmente em 04/07/2014 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 03/06/2014 por ROSALDO TREVISAN Processo nº 10640.907794/200907 Acórdão n.º 3403003.038 S3C4T3 Fl. 250 5 II produzirá efeitos em relação aos fatos geradores ocorridos a partir do mês subseqüente ao do exercício da opção. § 2o Para os fins do regime especial referido no caput, considerase receita bruta auferida nas operações de compra e venda de energia elétrica realizadas na forma da regulamentação de que trata o art. 14 da Lei no 9.648, de 27 de maio de 1998, com a redação dada pela Lei no 10.433, de 24 de abril de 2002, para efeitos de incidência da contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins, os resultados positivos apurados mensalmente pela pessoa jurídica optante. § 3o Na determinação da base de cálculo da contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins, a pessoa jurídica optante poderá deduzir os valores devidos, correspondentes a ajustes de contabilizações encerradas de operações de compra e venda de energia elétrica, realizadas no âmbito do MAE, quando decorrentes de: I decisão proferida em processo de solução de conflitos, no âmbito do MAE, da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) ou em processo de arbitragem, na forma prevista no § 3o do art. 2o da Lei no 10.433, de 24 de abril de 2002; II resolução da Aneel; III decisão proferida no âmbito do Poder Judiciário, transitada em julgado; e IV (VETADO) § 4o A dedução de que trata o § 3o é permitida somente na hipótese em que o ajuste de contabilização caracterize anulação de receita sujeita à incidência do PIS/Pasep e da Cofins, na forma estabelecida pela Secretaria da Receita Federal. § 5o Sem prejuízo do disposto nos §§ 3o e 4o, geradoras de energia elétrica optantes poderão excluir da base de cálculo da contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins o valor da receita auferida com a venda compulsória de energia elétrica por meio do Mecanismo de Realocação de Energia, de que trata a alínea b do parágrafo único do art. 14 da Lei no 9.648, de 27 de maio de 1998, introduzida pela Lei no 10.433, de 24 de abril de 2002. § 6o Aplicamse ao regime especial de que trata este artigo as demais normas aplicáveis às contribuições referidas no caput, observado o que se segue: I – em relação ao PIS/Pasep, não se aplica o disposto nos arts. 1o a 6o; II em relação aos fatos geradores ocorridos até 31 de agosto de 2002, o pagamento dos valores devidos correspondentes à Cofins e ao PIS/Pasep poderá ser feito com dispensa de multa e de juros moratórios, desde que efetuado em parcela única, até o último dia útil do mês de setembro de 2002. § 7o (VETADO)” (grifo nosso) Fl. 252DF CARF MF Impresso em 17/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/06/2014 por ROSALDO TREVISAN, Assinado digitalmente em 04/07/2014 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 03/06/2014 por ROSALDO TREVISAN 6 Até aí não se vê na opção nenhuma vedação ao direito creditório. A vedação estaria explícita apenas no art. 10, X da Lei no 10.833/2003, para as recitas submetidas ao regime especial de tributação: “Art. 10. Permanecem sujeitas às normas da legislação da COFINS, vigentes anteriormente a esta Lei, não se lhes aplicando as disposições dos arts. 1o a 8o: (...) X as receitas submetidas ao regime especial de tributação previsto no art. 47 da Lei no 10.637, de 30 de dezembro de 2002;” (grifo nosso) Há que se analisar, assim, se as receitas em discussão foram submetidas ao regime especial de tributação previsto no art. 47 da Lei no 10.637/2002. Em relação a tal tópico, informa a autoridade responsável pela diligência que a empresa optou, dentro do contexto do art. 3o, §§ 7o, 8o e 9o da Lei no 10.833/2003, pelo método do rateio proporcional: “§ 7o Na hipótese de a pessoa jurídica sujeitarse à incidência nãocumulativa da COFINS, em relação apenas à parte de suas receitas, o crédito será apurado, exclusivamente, em relação aos custos, despesas e encargos vinculados a essas receitas. § 8o Observadas as normas a serem editadas pela Secretaria da Receita Federal, no caso de custos, despesas e encargos vinculados às receitas referidas no § 7o e àquelas submetidas ao regime de incidência cumulativa dessa contribuição, o crédito será determinado, a critério da pessoa jurídica, pelo método de: I apropriação direta, inclusive em relação aos custos, por meio de sistema de contabilidade de custos integrada e coordenada com a escrituração; ou II rateio proporcional, aplicandose aos custos, despesas e encargos comuns a relação percentual existente entre a receita bruta sujeita à incidência nãocumulativa e a receita bruta total, auferidas em cada mês. § 9o O método eleito pela pessoa jurídica para determinação do crédito, na forma do § 8o, será aplicado consistentemente por todo o anocalendário e, igualmente, adotado na apuração do crédito relativo à contribuição para o PIS/PASEP não cumulativa, observadas as normas a serem editadas pela Secretaria da Receita Federal.”(grifo nosso) Informa ainda a autoridade fiscal que o rateio foi incorreto, visto que aplicado aos custos, despesas e encargos totais a relação percentual existente entre a receita bruta sujeita à incidência nãocumulativa e a receita bruta total auferidas em cada mês, enquanto a legislação preceitua que apenas sobre os custos, despesas e encargos comuns pode ser aplicada tal relação percentual. Contudo, ao observar a manifestação da recorrente sobre o Relatório de Diligência, parece que o tema controverso é outro: sequer se discute o método de rateio, ou a utilização de custos, despesas e encargos totais ou comuns. Fl. 253DF CARF MF Impresso em 17/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/06/2014 por ROSALDO TREVISAN, Assinado digitalmente em 04/07/2014 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 03/06/2014 por ROSALDO TREVISAN Processo nº 10640.907794/200907 Acórdão n.º 3403003.038 S3C4T3 Fl. 251 7 A recorrente fulcra sua manifestação na tese de que há direito a crédito em relação aos “encargos de serviço do sistema” (ESS), que objetivam “recuperar os custos incorridos, pelos agentes geradores, das Restrições de Operação e da Prestação de Serviços Ancilares”, e que tal direito encontra amparo normativo (art. 3o, I e II da Lei no 10.637/2002, e IN/SRF no 247/2002 e 404/2004) e jurisprudencial, além de estar expresso em Solução de Consulta efetuada por órgão de classe ABRADEE. E entende que o regime especial afasta a não cumulatividade somente para o resultado das operações de compra e venda de energia elétrica efetuadas no âmbito da CCEE (e não ao ESS, insumo na atividade de distribuição). A Solução de Consulta apresentada pela recorrente faz amplo estudo histórico/jurídico das atividades relacionadas à atividade de distribuição de energia elétrica, abarcando o “encargo de serviço do sistema” em tópico específico (itens 98 e 99), concluindo que: “(...) No caso do Encargo do Serviço do Sistema, seu pagamento garante, em qualquer caso, que haverá energia para ser fornecida na quantidade e qualidade necessárias. Esta garantia vem dos investimentos feitos pelas geradoras na manutenção da qualidade e estabilidade do sistema, cujos benefícios são usufruídos pelas distribuidoras. O pagamento deste encargo é um investimento realizado indiretamente pelas distribuidoras nas geradoras para garantir a geração adequada da energia a ser adquirida, e o montante desse encargo está incluso no custo de aquisição da energia. Então, se configura mais um componente indissociável do valor de aquisição da energia elétrica, conferindo também o direito da apuração dos créditos não cumulativos.” (grifo nosso) A Solução de Consulta, aqui tomada não como vinculante (pela ausência de comprovação de que a recorrente é representada pela ABRADEE, e pela resposta negativa em busca efetuada no sítio da Associação, que reúne 41 concessionárias, entre as quais não se localizou a “ENERGISA/MG”), mas somente para agregar argumento considerado relevante (pela profundidade da análise), é no sentido de que geram direito a crédito de COFINS para as distribuidoras de energia elétrica na nãocumulatividade os “Encargos de Serviços do Sistema” – ESS (item 156, I, “d”). Acordamos com o posicionamento exarado na consulta para o tema. Contudo, temos que regressar ao presente processo, no qual se está diante tanto da cumulatividade quanto da não cumulatividade. E a empresa, sobre o erro apontado em sede de diligência, em relação ao rateio de custos, despesas e encargos (comuns / totais), limitase a dizer que decorre de confusão do auditor fiscal, que fica clara quando se verifica a Solução de Consulta. No entanto, a Solução de Consulta versa tãosomente sobre a não cumulatividade. Assim, por mais que se esteja acolhendo a possibilidade de os ESS gerarem créditos, persistiria a incorreção no rateio, apontada em sede de diligência, e não refutada especificamente pela recorrente. É de se recordar que o que se está analisando no presente processo é um pleito de crédito, incumbindo o ônus probatório à empresa postulante. A empresa não havia Fl. 254DF CARF MF Impresso em 17/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/06/2014 por ROSALDO TREVISAN, Assinado digitalmente em 04/07/2014 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 03/06/2014 por ROSALDO TREVISAN 8 efetivamente comprovado seu direito creditório nem na manifestação de inconformidade nem no recurso voluntário. Com a realização da diligência, na qual de fato foi feita a primeira análise detalhada do direito creditório (vejase que até então sequer se sabia qual era a causa específica das retificações efetuadas), constatouse erro no rateio proporcional. E tal erro não foi objeto de refutação na nova manifestação, concentrandose a recorrente em defender (no que nos convenceu) que os ESS geram créditos na não cumulatividade. Vejase que restou não confrontada a incorreta metodologia adotada para o rateio, o que torna ilíquido o crédito da recorrente. Não se desincumbe, assim, a recorrente, de seu dever probatório, inicialmente por sequer revelar qual seria a motivação das retificações efetuadas, e, posteriormente, ao não justificálas especificamente, no que se refere ao critério de cálculo/rateio. Persiste, assim, ilíquido o direito creditório, em franca revelação de deficiência probatória por parte da recorrente, que persegue toda a duração deste processo administrativo, impossibilitando a compensação, a teor do caput do art. 170 do CTN: “Art. 170. A lei pode, nas condições e sob as garantias que estipular, ou cuja estipulação em cada caso atribuir à autoridade administrativa, autorizar a compensação de créditos tributários com créditos líquidos e certos, vencidos ou vincendos, do sujeito passivo contra a Fazenda pública”. (grifo nosso) Assim, em face da iliquidez e da dúvida que ainda permeia o direito creditório da recorrente, voto no sentido de negar provimento ao recurso voluntário apresentado. Rosaldo Trevisan Fl. 255DF CARF MF Impresso em 17/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/06/2014 por ROSALDO TREVISAN, Assinado digitalmente em 04/07/2014 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 03/06/2014 por ROSALDO TREVISAN
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Numero do processo: 18088.000050/2009-86
Turma: Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Feb 25 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Mon Aug 11 00:00:00 UTC 2014
Numero da decisão: 3202-000.186
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência. Fez sustentação oral, pela recorrente, o advogado José Ribamar Barros Penha.
Assinado digitalmente
Irene Souza da Trindade Torres Oliveira - Presidente.
Assinado digitalmente
Tatiana Midori Migiyama - Relatora.
Participaram do presente julgamento os Conselheiros Irene Souza da Trindade Torres (Presidente), Luís Eduardo Garrossino Barbieri, Gilberto de Castro Moreira Junior, Charles Mayer de Castro Souza, Thiago Moura de Albuquerque Alves e Tatiana Midori Migiyama (Relatora).
Relatório
Trata-se de recurso voluntário interposto por ENGEFORT SISTEMA AVANÇADO DE SEGURANÇA contra Acórdão nº 14-34.363, de 28 de junho de 2011 (de fls. 5380 a 5392), proferido pela 5ª Turma da DRJ/RPO, que julgou por unanimidade de votos, procedente em parte o lançamento.
Por bem descrever os fatos, adoto o relatório integrante da decisão recorrida, a qual transcrevo a seguir:
Contra a empresa acima identificada foi lavrado auto de infração exigindo-lhe a Contribuição para o Programa de Integração Social (PIS), anos-calendário de 2004 a 2008, no valor de R$ 707.427,00 (fls. 14), acrescidos de multa de oficio (qualificada) e juros de mora, totalizando crédito tributário no valor de R$ 1.978.675,51.
Em Relatório de Descrição dos Fatos às fls. 22/75, a autoridade fiscal informa ter executado, em procedimento fiscal, verificações obrigatórias visando aferir a correspondência entre os valores da contribuição para o PIS declarados à RFB e os valores apurados pelo sujeito passivo em sua escrituração contábil e fiscal, nos anos-calendário de 2004 a 2008. Como resultado, constatou-se que os valores constantes em livros de registro de prestação de serviços, denominados Registro de Saídas, e em livros de registro de notas fiscais de serviços prestados, são divergentes em relação aos valores informados A RFB por meio de declarações obrigatórias (DIPJ, DCTF e DACON). As omissões apuradas foram sintetizadas em planilhas de fls. 40, 49, 57, 64 e 69, e os respectivos valores da contribuição para o PIS devidos objeto do auto de infração em exame.
Ciente em 13/02/2009 (fls. 1649), a interessada apresentou, em 13/03/2009, impugnação ao lançamento (fls. 1650/1684), alegando, em síntese, de acordo com suas próprias razões:
- que seria nulo o lançamento, por fundado em presunções ou indícios de omissão de receitas, que não refletiriam a real situação da contribuinte (capacidade contributiva), e pela não apreciação de provas;
- que seria nulo o lançamento por indevida inclusão na base de cálculo da contribuição ao Pis de valores devidos a titulo de ICMS e ISS, que seriam estranhos aos conceitos de faturamento e receita, com afronta a preceitos legais e constitucionais;
- que a autoridade fiscal teria desconsiderado, no lançamento, retenções efetuadas em notas fiscais de prestação de serviços, a titulo de IRPJ, CSLL, Pis e Cofins, nos termos dos artigos 30 a 32 da Lei n.° 10.833, de 2003, implicando indevida majoração dos valores devidos. Caracterizadas tais antecipações como retenções, nos termos do artigo 34 da Lei n.° 10.833, de 2003, as respectivas empresas estariam autorizadas a compensar os valores retidos com tributos devidos a partir do mês da retenção;
- que requer seja determinada a realização de diligência para nova apuração dos valores devidos a titulo de Pis, considerando-se as retenções na fonte e excluídos da base de cálculo os valores de ISS devidos;
- que a alegação de que a empresa não teria.respondido a intimação e reintimação não daria respaldo ao agravamento da multa;
- que seria ilegal e/ou inconstitucional a exigência de juros de mora com base na taxa Selic;
- que a aplicação de multa de oficio ao percentual de 75% caracterizaria confisco, contrariando dispositivos da Constituição Federal:
-que caberia redução da sanção pecuniária, por ausente qualquer intenção de fraude ou dolo por parte da impugnante;
- que seria, dever da Administração apreciar e deixar de aplicar conteúdo de lei com indicativos de inconstitucionalidade;
- que caberia anulação do Termo de Arrolamento de Bens, por constituir, forma ilegal de vedação de disposição de bens, e por encontrar-se suspensa a exigibilidade do crédito tributário que inexistiriam razões para prosseguimento da representação fiscal para fins penais, pelo que caberia a suspensão de seus efeitos.
Ao final, requer o reconhecimento da nulidade e improcedência do auto de infração, ou, alternativamente, a realização de diligência para que seja efetuada nova apuração dos valores lançados no auto de infração, exclusão dos juros de mora e redução das multas aplicadas, e conseqüente reconhecimento da improcedência do lançamento.
É o relatório.
A DRJ, por unanimidade de votos, julgou a impugnação procedente em parte, conforme acórdão 14-34.363 com a seguinte ementa:
ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL ANO-CALENDÁRIO: 2004, 2005, 2006, 2007, 2008 - NULIDADE: IMPROCEDÊNCIA.
Improcedentes as argüições de nulidade quando não se vislumbra nos autos quaisquer das hipóteses previstas no art. 59 do Decreto n° 70.235/72.
INCONSTITUCIONALIDADE DE LEIS. AUTORIDADES ADMINISTRATIVAS. COMPETÊNCIA.
As autoridades administrativas, incluídas as que julgam litígios fiscais, não detém competência para decidir sobre argüição de inconstitucionalidade de leis, já que tal competência está adstrita a esfera judicial.
ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA 0 PIS/PASEP ANO-CALENDÁRIO: 2004, 2005, 2006, 2007, 2008 - MATÉRIA NÃO IMPUGNADA. EFEITOS.
Constatadas as irregularidades descritas nos autos de infração, tendo sido observada na autuação a legislação de regência das matérias, e não havendo contestação expressa de fatos apontados na autuação, pressupõe-se a concordância da impugnante em relação à parte não impugnada, o que torna definitiva a exigência na esfera administrativa, no que concerne a esse tema.
FALTA DE RECOLHIMENTO:
A falta ou insuficiência de recolhimento de valores devidos a titulo da contribuição, apurada em procedimento fiscal, enseja o lançamento de oficio com os devidos acréscimos legais.
BASE DE CÁLCULO. EXCLUSÕES:
As exclusões da base de cálculo da contribuição limitam-se aos casos expressamente previstos em Lei.
MULTA DE OFÍCIO QUALIFICADA.
Cabível a imposição da multa qualificada de 150%, prevista no artigo 44, § 1°, da Lei n° 9.430/96, restando demonstrado que o procedimento adotado pelo sujeito passivo enquadra-se, em tese, nas hipóteses tipificadas no art. 71, inciso I, da Lei n°4.502/64.
Cientificado do referido acórdão no dia 12 de julho de 2012 o interessado apresentou recurso voluntário em 13 de agosto de 2012 (fls. 5417 a 5446), pleiteando a reforma do decisum e reafirmando seus argumentos apresentados à DRJ.
É o relatório.
Nome do relator: TATIANA MIDORI MIGIYAMA
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência. Fez sustentação oral, pela recorrente, o advogado José Ribamar Barros Penha. Assinado digitalmente Irene Souza da Trindade Torres Oliveira - Presidente. Assinado digitalmente Tatiana Midori Migiyama - Relatora. Participaram do presente julgamento os Conselheiros Irene Souza da Trindade Torres (Presidente), Luís Eduardo Garrossino Barbieri, Gilberto de Castro Moreira Junior, Charles Mayer de Castro Souza, Thiago Moura de Albuquerque Alves e Tatiana Midori Migiyama (Relatora). Relatório Trata-se de recurso voluntário interposto por ENGEFORT SISTEMA AVANÇADO DE SEGURANÇA contra Acórdão nº 14-34.363, de 28 de junho de 2011 (de fls. 5380 a 5392), proferido pela 5ª Turma da DRJ/RPO, que julgou por unanimidade de votos, procedente em parte o lançamento. Por bem descrever os fatos, adoto o relatório integrante da decisão recorrida, a qual transcrevo a seguir: Contra a empresa acima identificada foi lavrado auto de infração exigindo-lhe a Contribuição para o Programa de Integração Social (PIS), anos-calendário de 2004 a 2008, no valor de R$ 707.427,00 (fls. 14), acrescidos de multa de oficio (qualificada) e juros de mora, totalizando crédito tributário no valor de R$ 1.978.675,51. Em Relatório de Descrição dos Fatos às fls. 22/75, a autoridade fiscal informa ter executado, em procedimento fiscal, verificações obrigatórias visando aferir a correspondência entre os valores da contribuição para o PIS declarados à RFB e os valores apurados pelo sujeito passivo em sua escrituração contábil e fiscal, nos anos-calendário de 2004 a 2008. Como resultado, constatou-se que os valores constantes em livros de registro de prestação de serviços, denominados Registro de Saídas, e em livros de registro de notas fiscais de serviços prestados, são divergentes em relação aos valores informados A RFB por meio de declarações obrigatórias (DIPJ, DCTF e DACON). As omissões apuradas foram sintetizadas em planilhas de fls. 40, 49, 57, 64 e 69, e os respectivos valores da contribuição para o PIS devidos objeto do auto de infração em exame. Ciente em 13/02/2009 (fls. 1649), a interessada apresentou, em 13/03/2009, impugnação ao lançamento (fls. 1650/1684), alegando, em síntese, de acordo com suas próprias razões: - que seria nulo o lançamento, por fundado em presunções ou indícios de omissão de receitas, que não refletiriam a real situação da contribuinte (capacidade contributiva), e pela não apreciação de provas; - que seria nulo o lançamento por indevida inclusão na base de cálculo da contribuição ao Pis de valores devidos a titulo de ICMS e ISS, que seriam estranhos aos conceitos de faturamento e receita, com afronta a preceitos legais e constitucionais; - que a autoridade fiscal teria desconsiderado, no lançamento, retenções efetuadas em notas fiscais de prestação de serviços, a titulo de IRPJ, CSLL, Pis e Cofins, nos termos dos artigos 30 a 32 da Lei n.° 10.833, de 2003, implicando indevida majoração dos valores devidos. Caracterizadas tais antecipações como retenções, nos termos do artigo 34 da Lei n.° 10.833, de 2003, as respectivas empresas estariam autorizadas a compensar os valores retidos com tributos devidos a partir do mês da retenção; - que requer seja determinada a realização de diligência para nova apuração dos valores devidos a titulo de Pis, considerando-se as retenções na fonte e excluídos da base de cálculo os valores de ISS devidos; - que a alegação de que a empresa não teria.respondido a intimação e reintimação não daria respaldo ao agravamento da multa; - que seria ilegal e/ou inconstitucional a exigência de juros de mora com base na taxa Selic; - que a aplicação de multa de oficio ao percentual de 75% caracterizaria confisco, contrariando dispositivos da Constituição Federal: -que caberia redução da sanção pecuniária, por ausente qualquer intenção de fraude ou dolo por parte da impugnante; - que seria, dever da Administração apreciar e deixar de aplicar conteúdo de lei com indicativos de inconstitucionalidade; - que caberia anulação do Termo de Arrolamento de Bens, por constituir, forma ilegal de vedação de disposição de bens, e por encontrar-se suspensa a exigibilidade do crédito tributário que inexistiriam razões para prosseguimento da representação fiscal para fins penais, pelo que caberia a suspensão de seus efeitos. Ao final, requer o reconhecimento da nulidade e improcedência do auto de infração, ou, alternativamente, a realização de diligência para que seja efetuada nova apuração dos valores lançados no auto de infração, exclusão dos juros de mora e redução das multas aplicadas, e conseqüente reconhecimento da improcedência do lançamento. É o relatório. A DRJ, por unanimidade de votos, julgou a impugnação procedente em parte, conforme acórdão 14-34.363 com a seguinte ementa: ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL ANO-CALENDÁRIO: 2004, 2005, 2006, 2007, 2008 - NULIDADE: IMPROCEDÊNCIA. Improcedentes as argüições de nulidade quando não se vislumbra nos autos quaisquer das hipóteses previstas no art. 59 do Decreto n° 70.235/72. INCONSTITUCIONALIDADE DE LEIS. AUTORIDADES ADMINISTRATIVAS. COMPETÊNCIA. As autoridades administrativas, incluídas as que julgam litígios fiscais, não detém competência para decidir sobre argüição de inconstitucionalidade de leis, já que tal competência está adstrita a esfera judicial. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA 0 PIS/PASEP ANO-CALENDÁRIO: 2004, 2005, 2006, 2007, 2008 - MATÉRIA NÃO IMPUGNADA. EFEITOS. Constatadas as irregularidades descritas nos autos de infração, tendo sido observada na autuação a legislação de regência das matérias, e não havendo contestação expressa de fatos apontados na autuação, pressupõe-se a concordância da impugnante em relação à parte não impugnada, o que torna definitiva a exigência na esfera administrativa, no que concerne a esse tema. FALTA DE RECOLHIMENTO: A falta ou insuficiência de recolhimento de valores devidos a titulo da contribuição, apurada em procedimento fiscal, enseja o lançamento de oficio com os devidos acréscimos legais. BASE DE CÁLCULO. EXCLUSÕES: As exclusões da base de cálculo da contribuição limitam-se aos casos expressamente previstos em Lei. MULTA DE OFÍCIO QUALIFICADA. Cabível a imposição da multa qualificada de 150%, prevista no artigo 44, § 1°, da Lei n° 9.430/96, restando demonstrado que o procedimento adotado pelo sujeito passivo enquadra-se, em tese, nas hipóteses tipificadas no art. 71, inciso I, da Lei n°4.502/64. Cientificado do referido acórdão no dia 12 de julho de 2012 o interessado apresentou recurso voluntário em 13 de agosto de 2012 (fls. 5417 a 5446), pleiteando a reforma do decisum e reafirmando seus argumentos apresentados à DRJ. É o relatório.
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Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência. Fez sustentação oral, pela recorrente, o advogado José Ribamar Barros Penha. Assinado digitalmente Irene Souza da Trindade Torres Oliveira Presidente. Assinado digitalmente Tatiana Midori Migiyama Relatora. Participaram do presente julgamento os Conselheiros Irene Souza da Trindade Torres (Presidente), Luís Eduardo Garrossino Barbieri, Gilberto de Castro Moreira Junior, Charles Mayer de Castro Souza, Thiago Moura de Albuquerque Alves e Tatiana Midori Migiyama (Relatora). Relatório Tratase de recurso voluntário interposto por ENGEFORT SISTEMA AVANÇADO DE SEGURANÇA contra Acórdão nº 1434.363, de 28 de junho de 2011 (de fls. 5380 a 5392), proferido pela 5ª Turma da DRJ/RPO, que julgou por unanimidade de votos, procedente em parte o lançamento. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 80 88 .0 00 05 0/ 20 09 -8 6 Fl. 5543DF CARF MF Impresso em 11/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/08/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/08/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 11/08/2014 por NALI DA COSTA RODRIGUES, As sinado digitalmente em 08/08/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 18088.000050/200986 Resolução nº 3202000.186 S3C2T2 Fl. 5.456 2 Por bem descrever os fatos, adoto o relatório integrante da decisão recorrida, a qual transcrevo a seguir: “Contra a empresa acima identificada foi lavrado auto de infração exigindolhe a Contribuição para o Programa de Integração Social (PIS), anoscalendário de 2004 a 2008, no valor de R$ 707.427,00 (fls. 14), acrescidos de multa de oficio (qualificada) e juros de mora, totalizando crédito tributário no valor de R$ 1.978.675,51. Em Relatório de Descrição dos Fatos às fls. 22/75, a autoridade fiscal informa ter executado, em procedimento fiscal, verificações obrigatórias visando aferir a correspondência entre os valores da contribuição para o PIS declarados à RFB e os valores apurados pelo sujeito passivo em sua escrituração contábil e fiscal, nos anoscalendário de 2004 a 2008. Como resultado, constatouse que os valores constantes em livros de registro de prestação de serviços, denominados Registro de Saídas, e em livros de registro de notas fiscais de serviços prestados, são divergentes em relação aos valores informados A RFB por meio de declarações obrigatórias (DIPJ, DCTF e DACON). As omissões apuradas foram sintetizadas em planilhas de fls. 40, 49, 57, 64 e 69, e os respectivos valores da contribuição para o PIS devidos objeto do auto de infração em exame. Ciente em 13/02/2009 (fls. 1649), a interessada apresentou, em 13/03/2009, impugnação ao lançamento (fls. 1650/1684), alegando, em síntese, de acordo com suas próprias razões: que seria nulo o lançamento, por fundado em presunções ou indícios de omissão de receitas, que não refletiriam a real situação da contribuinte (capacidade contributiva), e pela não apreciação de provas; que seria nulo o lançamento por indevida inclusão na base de cálculo da contribuição ao Pis de valores devidos a titulo de ICMS e ISS, que seriam estranhos aos conceitos de faturamento e receita, com afronta a preceitos legais e constitucionais; que a autoridade fiscal teria desconsiderado, no lançamento, retenções efetuadas em notas fiscais de prestação de serviços, a titulo de IRPJ, CSLL, Pis e Cofins, nos termos dos artigos 30 a 32 da Lei n.° 10.833, de 2003, implicando indevida majoração dos valores devidos. Caracterizadas tais antecipações como retenções, nos termos do artigo 34 da Lei n.° 10.833, de 2003, as respectivas empresas estariam autorizadas a compensar os valores retidos com tributos devidos a partir do mês da retenção; que requer seja determinada a realização de diligência para nova apuração dos valores devidos a titulo de Pis, considerandose as retenções na fonte e excluídos da base de cálculo os valores de ISS devidos; que a alegação de que a empresa não teria.respondido a intimação e reintimação não daria respaldo ao agravamento da multa; Fl. 5544DF CARF MF Impresso em 11/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/08/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/08/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 11/08/2014 por NALI DA COSTA RODRIGUES, As sinado digitalmente em 08/08/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 18088.000050/200986 Resolução nº 3202000.186 S3C2T2 Fl. 5.457 3 que seria ilegal e/ou inconstitucional a exigência de juros de mora com base na taxa Selic; que a aplicação de multa de oficio ao percentual de 75% caracterizaria confisco, contrariando dispositivos da Constituição Federal: que caberia redução da sanção pecuniária, por ausente qualquer intenção de fraude ou dolo por parte da impugnante; que seria, dever da Administração apreciar e deixar de aplicar conteúdo de lei com indicativos de inconstitucionalidade; que caberia anulação do Termo de Arrolamento de Bens, por constituir, forma ilegal de vedação de disposição de bens, e por encontrarse suspensa a exigibilidade do crédito tributário que inexistiriam razões para prosseguimento da representação fiscal para fins penais, pelo que caberia a suspensão de seus efeitos. Ao final, requer o reconhecimento da nulidade e improcedência do auto de infração, ou, alternativamente, a realização de diligência para que seja efetuada nova apuração dos valores lançados no auto de infração, exclusão dos juros de mora e redução das multas aplicadas, e conseqüente reconhecimento da improcedência do lançamento. É o relatório.” A DRJ, por unanimidade de votos, julgou a impugnação procedente em parte, conforme acórdão 1434.363 com a seguinte ementa: “ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL ANOCALENDÁRIO: 2004, 2005, 2006, 2007, 2008 NULIDADE: IMPROCEDÊNCIA. Improcedentes as argüições de nulidade quando não se vislumbra nos autos quaisquer das hipóteses previstas no art. 59 do Decreto n° 70.235/72. INCONSTITUCIONALIDADE DE LEIS. AUTORIDADES ADMINISTRATIVAS. COMPETÊNCIA. As autoridades administrativas, incluídas as que julgam litígios fiscais, não detém competência para decidir sobre argüição de inconstitucionalidade de leis, já que tal competência está adstrita a esfera judicial. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA 0 PIS/PASEP ANOCALENDÁRIO: 2004, 2005, 2006, 2007, 2008 MATÉRIA NÃO IMPUGNADA. EFEITOS. Constatadas as irregularidades descritas nos autos de infração, tendo sido observada na autuação a legislação de regência das matérias, e não havendo contestação expressa de fatos apontados na autuação, pressupõese a concordância da impugnante em relação à parte não impugnada, o que torna definitiva a exigência na esfera administrativa, no que concerne a esse tema. Fl. 5545DF CARF MF Impresso em 11/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/08/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/08/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 11/08/2014 por NALI DA COSTA RODRIGUES, As sinado digitalmente em 08/08/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 18088.000050/200986 Resolução nº 3202000.186 S3C2T2 Fl. 5.458 4 FALTA DE RECOLHIMENTO: A falta ou insuficiência de recolhimento de valores devidos a titulo da contribuição, apurada em procedimento fiscal, enseja o lançamento de oficio com os devidos acréscimos legais. BASE DE CÁLCULO. EXCLUSÕES: As exclusões da base de cálculo da contribuição limitamse aos casos expressamente previstos em Lei. MULTA DE OFÍCIO QUALIFICADA. Cabível a imposição da multa qualificada de 150%, prevista no artigo 44, § 1°, da Lei n° 9.430/96, restando demonstrado que o procedimento adotado pelo sujeito passivo enquadrase, em tese, nas hipóteses tipificadas no art. 71, inciso I, da Lei n°4.502/64.” Cientificado do referido acórdão no dia 12 de julho de 2012 o interessado apresentou recurso voluntário em 13 de agosto de 2012 (fls. 5417 a 5446), pleiteando a reforma do decisum e reafirmando seus argumentos apresentados à DRJ. É o relatório. Voto Conselheira Tatiana Midori Migiyama, Relatora Da admissibilidade Por conter matéria desta E. Turma da 3ª Seção do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais e presentes os requisitos de admissibilidade, conheço do Recurso Voluntário tempestivamente interposto pelo contribuinte, considerando que a recorrente teve ciência da decisão de primeira instância no dia 12 de julho de 2012, quando, então, iniciouse a contagem do prazo de 30 (trinta) dias para apresentação do presente recurso voluntário. Consta da peça de defesa da recorrente que se cuida de caso de discussão sobre auto de infração por suposto descumprimento da legislação tributária relativamente ao PIS/PASEP do período de jan/2004 a jun/2008, constituindo assim, via lançamento por arbitramento, crédito tributário no montante total de R$ 1.978.675,51 – já inclusos juros de mora e multa. Especificamente ao pedido de nulidade do auto de infração, vêse que a recorrente descreve, em síntese, que: · Em 6.2.09, a autoridade fazendária lavrou auto de infração envolvendo crédito de PIS no montante total de R$ 1.978.675,51, argumentando que a recorrente deixou de declarar no período de 2004 a 2007 e de janeiro a junho de 2008, de forma completa, a suas receitas de prestação de serviços passíveis de tributação, bem como à Fl. 5546DF CARF MF Impresso em 11/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/08/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/08/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 11/08/2014 por NALI DA COSTA RODRIGUES, As sinado digitalmente em 08/08/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 18088.000050/200986 Resolução nº 3202000.186 S3C2T2 Fl. 5.459 5 totalidade dos rendimentos auferidos motivo pelo qual foi também preparada a representação fiscal para fins penais, bem como qualificada a multa de ofício de 75% para 150%; · a recorrente entende que o r. auto de infração não possuía razões suficientes para subsistir, o que apresentou impugnação, sustentando: ü Vício insanável da autuação em razão da indevida desconsideração das retenções na fonte a título de PIS; ü Vício da autuação em razão da indevida inclusão na base de cálculo do PIS de valores estranhos aos conceitos de faturamento e receita; ü Ausência de suporte fático capaz de caracterizar a omissão de receita; ü Indevida aplicação da inconstitucionalidade taxa Selic, bem como o excessivo patamar em que foi fixada a multa, ensejando assim violação do princípio da isonomia tributária, do princípio da moralidade da administração pública fiscal e do princípio da capacidade contributiva, impondose assim, a redução da sanção pecuniária; ü Não obstante o reconhecimento da indevida desconsideração de retenções na fonte, o que, por si só, já denota que a apuração procedida pela autoridade fiscal não foi realizada com a cautela exigida, e a par das evidentes irregularidades, ilegalidades e inconstitucionalidades contidas na autuação impugnada, alega que a DRJ achou por bem julgar procedente o lançamento anteriormente efetuado, rejeitando os demais argumentos ofertados pela impugnante; ü Conclui a recorrente que os entendimentos adotados pela ilustre instância a quo administrativa não podem prosperar, alegando que o auto de infração lavrado contra a recorrente não encontra quaisquer parâmetros para sua exigência, pleiteando, assim, que a r. decisão deverá ser totalmente reformada e o respectivo lançamento ser completamente anulado. Quanto ao pedido da suspensão da exigibilidade do crédito tributário, depreendendose da análise do recurso voluntário, traz a recorrente que a Delegacia de Julgamento, em relação ao mérito de autuação, em síntese, trata das supostas divergências apuradas pela autoridade fiscal – as quais caracterizariam omissões de receitas tributáveis e recolhimentos a menor e que entenderam que tal tema não fora objeto de impugnação pela recorrente, concluindo, pela definitividade da exigência na esfera administrativa. Especificamente à r. conclusão, insurge a recorrente em seu recurso voluntário que houve um equívoco por parte do colegiado, tendo em vista que nos termos da impugnação, foi devidamente contemplada tal matéria, conforme item III da peça de defesa, pelo qual solicita que a exigibilidade do crédito seja suspensa até decisão final deste Conselho Administrativo de Recursos Fiscais – CARF, nos termos do art. 151, inciso III, do CTN c/c art. 33 do decreto 70.235/72. Em relação à questão da suposta omissão de receita, a recorrente inicia manifestando que, segundo o texto do auto de infração, há configuração pela autoridade Fl. 5547DF CARF MF Impresso em 11/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/08/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/08/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 11/08/2014 por NALI DA COSTA RODRIGUES, As sinado digitalmente em 08/08/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 18088.000050/200986 Resolução nº 3202000.186 S3C2T2 Fl. 5.460 6 fazendária de omissão de receita, por suposta insuficiência de oferta de receitas operacionais à tributação do PIS, bem como ausência de resposta de intimação e reintimação, agravando a multa imposta. Aduz que para se caracterizar a omissão de receita deverá a autoridade fazendária apresentar provas robustas sobre a natureza da eventual receita omitida. Traz também a recorrente as seguintes alegações – o que peço licença para transcrevêlas: “Do Procedimento de Fiscalização À margem da mencionada legislação, a fiscalização adotou os seguintes procedimentos para a constituição do crédito tributário, segundo consta do Relatório de Descrição dos Fatos (fls. 36/70): Anocalendário 2004 ... I – Das declarações DIPJ e DCTF do anocalendário 2004 a) Da declaração DIPJ as fls. 247 a 293 ... b) Das declarações DCTF as fls. 167 a 235 e as fls. 294 a 301 Denotamos que as DCTF – Declarações de Débitos e Créditos Tributários Federais as fls. 167 a 235 e as fls. 294 a 301 contêm o valor correto em janeiro e apenas valores irrisórios de fevereiro a dezembro, declarados a título de contribuição ao PIS – Programa de Integração Social. DCTF DO PERÍODO DE 01/01/2004 A 31/03/2004 MÊS PIS A RECOLHER JANEIRO 7.949,88 FEVEREIRO 0,00 MARÇO 26,30 DCTF DO PERÍODO DE 01/04/2004 A 30/06/2004 MÊS PIS A RECOLHER ABRIL 26,31 MAIO 426,89 JUNHO 26,89 DCTF DO PERÍODO DE 01/07/2004 A 30/09/2004 MÊS PIS A RECOLHER JULHO 35,00 AGOSTO 1.659,52 SETEMBRO 150,30 DCTF DO PERÍODO DE 01/10/2004 A 31/12/2004 MÊS PIS A RECOLHER OUTUBRO 693,72 NOVEMBRO 658,83 DEZEMBRO 1.001,40 Fl. 5548DF CARF MF Impresso em 11/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/08/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/08/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 11/08/2014 por NALI DA COSTA RODRIGUES, As sinado digitalmente em 08/08/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 18088.000050/200986 Resolução nº 3202000.186 S3C2T2 Fl. 5.461 7 II – Das receitas escrituradas no livro registro de notas fiscais de serviços prestados e em demonstrativos contábeis durante o anocalendário 2004. a) Por denotarmos que a empresa fiscalizada apresenta faturamento declarado em livro registro da prestação de serviços denominado Registro de Saídas (modelo PS) as fls. 302 a 332, elaboramos o seguinte quadro de seu faturamento mensal: LIVRO REGISTRO DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS REGISTRO DE SAÍDAS (MODELO PS) ANOCALENDÁRIO 2004 MÊS VALOR DOS SERVIÇOS PRESTADOS – R$ JANEIRO 1.142.662,90 FEVEREIRO 1.195.502,10 MARÇO 1.368.713,62 ABRIL 1.245.446,40 MAIO 1.334.054,03 JUNHO 1.346.557,96 JULHO 1.373.662,68 AGOSTO 1.566.090,78 SETEMBRO 1.438.088,06 OUTUBRO 1.347.725,02 NOVEMBRO 1.231.826,23 DEZEMBRO 1.835.983,02 TOTAL 16.426.312,80 b) Adiante, discriminamos a planilha contribuição ao PIS – Programa de Integração Social a tributar, preenchida com base em seus livros de registro de notas fiscais de serviços prestados e nos demonstrativos contábeis, sendo que nos demonstrativos contábeis as fls.333 a 398 verificamos constar, mensalmente, receitas operacionais com prestação de serviços e, com esses dados, efetuamos a seguinte planilha, utilizando os dados declarados em DCTF acima mencionados: (g.n) RECEITA A TRIBUTAR PELO PIS – PROGRAMA DE INTEGRAÇÃO SOCIAL ANOCALENDÁRIO 2004 MÊS RECEITA DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS VALOR DO PIS 0,65% PIS DECLARA DA EM DCTF BASE CÁLCULO PIS A TRIBUTAR PIS A LANÇAR JANEIRO 1.223.057,76 7.949,88 7.949,88 0,00 0,00 FEVEREIRO 1.235.648,00 8.031,71 0,00 1.235.648,00 8.031,71 MARÇO 1.440.152,80 9.360,99 26,30 1.436.105,47 9.334,69 ABRIL 1.215.964,12 7.903,77 26,31 1.211.916,79 7.877,46 MAIO 1.332.274,82 8.659,79 426,89 1.266.599,44 8.232,90 JUNHO 1.303.247,35 8.471,11 26,89 1.299.110,43 8.444,22 JULHO 1.371.692,29 8.916,00 35,00 1.366.307,67 8.881,00 AGOSTO 1.582.319,76 10.285,08 1.659,52 1.327.008,99 8.625,56 SETEMBRO 1.458.801,56 9.482,21 150,30 1.435.678,48 9.331,91 OUTUBRO 1.347.725,02 8.760,21 693,72 1.240.998,87 8.066,49 NOVEMBRO 1.231.826,23 8.006,87 658,83 1.130.467,77 7.348,04 DEZEMBRO 1.835.908,50 11.933,41 1.001,40 1.681.846,96 10.932,01 TOTAL 16.578.618,21 107.761,02 12.655,04 14.631.688,87 95.105,98 Anocalendário 2005 ... I – Das declarações DIPJ, DACON e DCTF do anocalendário 2005 Fl. 5549DF CARF MF Impresso em 11/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/08/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/08/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 11/08/2014 por NALI DA COSTA RODRIGUES, As sinado digitalmente em 08/08/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 18088.000050/200986 Resolução nº 3202000.186 S3C2T2 Fl. 5.462 8 a) Da declaração DIPJ as fls. 399 a 422 ... b) Das declarações DACON as fls. 423 a 434 Preencheu a DACON – Demonstrativo de Apuração das Contribuições Sociais as fls. 423 a 434 em conformidade com suas efetivas receitas auferidas. Contudo, a DACON não se constitui em instrumento de confissão de dívida, o que somente ocorre quando do preenchimento e entrega da DCTF. c) Das declarações DCTF as fls. 435 a 539 Denotamos que as DCTF – Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais as fls. 435 a 539 contêm valores irrisórios declarados a título de contribuição ao PIS – Programa de Integração Social. DCTF DO PERÍODO DE 01/01/2005 A 30/06/2005 MÊS PIS A RECOLHER JANEIRO 585,24 FEVEREIRO 953,27 MARÇO 398,54 ABRIL 459,36 MAIO 389,68 JUNHO 329,83 DCTF DO PERÍODO DE 01/07/2005 A 31/12/2005 MÊS PIS A RECOLHER JULHO 379,33 AGOSTO 483,50 SETEMBRO 414,50 OUTUBRO 415,40 NOVEMBRO 439,91 DEZEMBRO 418,64 II – Das receitas escrituradas no livro registro de notas fiscais de serviços prestados e em demonstrativos contábeis durante o anocalendário 2005 a) Por denotarmos que a empresa fiscalizada apresenta faturamento declarado em livro registro da prestação de serviços denominado Registro de Saídas (modelo PS) as fls. 540 a 560, elaboramos o seguinte quadro de seu faturamento mensal: LIVRO REGISTRO DE PRESTADOÇÃO DE SERVIÇOS REGISTRO DE SAÍDAS (MODELO PS) ANOCALENDÁRIO 2005 MÊS VALOR DOS SERVIÇOS PRESTADOS – R$ JANEIRO 1.413.770,09 FEVEREIRO 1.538.261,21 MARÇO 1.548.517,30 ABRIL 1.513.650,33 MAIO 1.750.972,00 JUNHO 1.871.032,49 JULHO 1.845.689,89 AGOSTO SETEMBRO Fl. 5550DF CARF MF Impresso em 11/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/08/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/08/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 11/08/2014 por NALI DA COSTA RODRIGUES, As sinado digitalmente em 08/08/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 18088.000050/200986 Resolução nº 3202000.186 S3C2T2 Fl. 5.463 9 OUTUBRO NOVEMBRO DEZEMBRO TOTAL 11.481.893,31 b) Por denotarmos que a empresa fiscalizada apresenta faturamento declarado em livro registro da prestação de serviços denominado Registro de Notas Fiscais de Serviços Prestados as fls. 561 a 568, elaboramos o seguinte quadro de seu faturamento mensal: LIVRO REGISTRO DE PRESTADOÇÃO DE SERVIÇOS REGISTRO DE NOTAS FISCAIS DE SERVIÇOS PRESTADOS ANOCALENDÁRIO 2005 MÊS VALOR DOS SERVIÇOS PRESTADOS – R$ JANEIRO FEVEREIRO MARÇO ABRIL MAIO JUNHO JULHO AGOSTO 149.531,02 SETEMBRO 126.563,10 OUTUBRO 81.742,59 NOVEMBRO 93.381,88 DEZEMBRO 42.988,58 TOTAL 494.207,17 Verificamos que o livro Registro de Notas Fiscais de Serviços Prestados as fls. 561 a 568 não abrange a totalidade do faturamento da empresa fiscalizada, segundo comparação com os demonstrativos contábeis do mesmo período as fls. 615 a 650. c) Adiante discriminamos a planilha contribuição ao PIS – Programa de Integração Social a tributar, preenchida com base em seus livros de registro de notas fiscais de serviços prestados e nos demonstrativos contábeis, sendo que nos demonstrativos contábeis as fls. 569 a 650 verificamos constar, mensalmente, receitas operacionais com prestação de serviços e, com esses dados, efetuamos a seguinte planilha, utilizando os dados declarados em DCTF acima mencionadas: RECEITA A TRIBUTAR PELO PIS – PROGRAMA DE INTEGRAÇÃO SOCIAL ANOCALENDÁRIO 2005 MÊS RECEITA DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS VALOR DO PIS 0,65% PIS DECLARAD A EM DCTF BASE CÁLCULO PIS A TRIBUTAR PIS A LANÇAR JANEIRO 1.425.629,45 9.266,59 585,24 1.335.592,53 8.681,35 FEVEREIRO 1.548.972,89 10.068,32 953,27 1.402.315,97 9.115,05 MARÇO 1.548.517,30 10.065,36 398,54 1.487.203,45 9.666,82 ABRIL 1.513.650,33 9.838,73 459,36 1.442.979,56 9.379,37 MAIO 1.750.972,00 11.381,32 389,68 1.691.021,23 10.991,64 JUNHO 1.871.032,49 12.161,71 329,83 1.820.289,41 11.831,88 JULHO 1.890.633,01 12.289,11 379,33 1.832.274,55 11.909,78 Fl. 5551DF CARF MF Impresso em 11/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/08/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/08/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 11/08/2014 por NALI DA COSTA RODRIGUES, As sinado digitalmente em 08/08/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 18088.000050/200986 Resolução nº 3202000.186 S3C2T2 Fl. 5.464 10 AGOSTO 1.957.135,39 12.721,38 483,50 1.882.750,77 12.237,88 SETEMBRO 1.930.366,12 12.547,38 414,50 1.866.596,89 12.132,88 OUTUBRO 1.894.068,36 12.311,44 415,40 1.830.160,67 11.896,04 NOVEMBRO 1.993.187,28 12.955,72 439,91 1.925.508,82 12.515,81 DEZEMBRO 2.124.971,77 13.812,32 418,64 2.060.565,62 13.393,68 TOTAL 21.449.136,39 139.419,39 5.667,20 20.577.259,47 133.752,1 Ao levarmos à tributação da contribuição ao PIS – Programa de Integração Social o montante total do efetivo faturamento do contribuinte, lançado nos livros de registro de notas fiscais de serviços prestados e em demonstrativos contábeis, deduzimos, portanto, todos e quaisquer valores já declarados em DCTF acima referidas. Pela alta expressão e significância dos valores enumerados na planilha de PIS – Programa de Integração Social a tributar, além de efetuarmos o lançamento para a constituição do crédito tributário, preparamos a Representação Fiscal para Fins Penais, por estarem os valores já declarados em DCTF em desacordo com a movimentação de receitas tributáveis escriturada pela própria empresa ora fiscalizada em seus livros de registro de notas fiscais de serviços prestados e nos demonstrativos contábeis. [...] Anocalendário 2006 ... I – Das declarações DIPJ, DACON e DCTF do anocalendário 2006. a) Da declaração DIPJ as fls. 651 a 673 ... b) Das declarações DACON as fls. 674 a 711 Preencheu a DACON – Demonstrativo de Apuração das Contribuições Sociais as fls. 674 a 711 em conformidade com suas efetivas receitas auferidas. Contudo, a DACON não se constitui em instrumento de confissão de dívida, o que somente ocorre quando do preenchimento e entrega da DCTF. (g.n) c) Das declarações DCTF as fls. 712 a 806 Denotamos que as DCTF – Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais as fls. 712 a 806 contêm valores irrisórios declarados a título de contribuição ao PIS – Programa de Integração Social. DCTF DO PERÍODO DE 01/01/2006 A 30/06/2006 MÊS PIS A RECOLHER JANEIRO 448,37 FEVEREIRO 380,17 MARÇO 403,12 ABRIL 442,56 MAIO 443,77 JUNHO 500,04 DCTF DO PERÍODO DE 01/07/2006 A 31/12/2006 MÊS PIS A RECOLHER JULHO 325,75 AGOSTO 353,86 Fl. 5552DF CARF MF Impresso em 11/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/08/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/08/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 11/08/2014 por NALI DA COSTA RODRIGUES, As sinado digitalmente em 08/08/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 18088.000050/200986 Resolução nº 3202000.186 S3C2T2 Fl. 5.465 11 SETEMBRO 351,78 OUTUBRO 460,46 NOVEMBRO 392,68 DEZEMBRO 336,22 II – Das receitas escrituradas no livro registro de notas fiscais de serviços prestados e em demonstrativos contábeis durante o anocalendário 2006. a) Por denotarmos que a empresa fiscalizada apresenta faturamento declarado em livro registro da prestação de serviços denominado Registro de Notas Fiscais de Serviços Prestados as fls. 807 a 942, elaboramos o seguinte quadro de seu faturamento mensal: LIVRO REGISTRO DE PRESTADOÇÃO DE SERVIÇOS REGISTRO DE NOTAS FISCAIS DE SERVIÇOS PRESTADOS ANOCALENDÁRIO 2006 MÊS VALOR DOS SERVIÇOS PRESTADOS – R$ JANEIRO 468.411,40 FEVEREIRO 2.195.405,84 MARÇO 2.149.644,44 ABRIL 2.150.849,45 MAIO 2.171.086,05 JUNHO 2.200.302,60 JULHO 2.486.739,84 AGOSTO 2.402.350,11 SETEMBRO 2.435.025,38 OUTUBRO 2.610.428,60 NOVEMBRO 2.473.699,79 DEZEMBRO 2.555.621,81 TOTAL 26.299.565,31 b) Adiante, discriminamos a planilha contribuição ao PIS – Programa de Integração Social a tributar, preenchida com base em seus livros de registro de notas fiscais de serviços prestados e nos demonstrativos contábeis, sendo que nos demonstrativos contábeis as fls. 943 a 1.019 verificamos constar, mensalmente, receitas operacionais com prestação de serviços e, com esses dados, efetuamos a seguinte planilha, utilizando os dados declarados em DCTF acima mencionadas (g.n): RECEITA A TRIBUTAR PELA COFINS – CONTRIBUIÇÃO P/ FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL ANOCALENDÁRIO 2006 MÊS RECEITA DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS VALOR DO PIS 0,65% PIS DECLARAD O EM DCTF BASE CÁLCULO PIS A TRIBUTAR PIS A LANÇAR JANEIRO 1.931.690,58 12.555,99 448,37 1.862.710,58 12.107,62 FEVEREIRO 2.127.346,30 13.827,75 380,17 2.068.858,61 13.447,58 MARÇO 2.146.313,94 13.951,04 403,12 2.084.295,48 13.547,92 ABRIL 2.142.781,71 13.928,08 442,56 2.074.695,56 13.485,52 MAIO 2.171.030,05 14.111,70 443,77 2.102.757,74 13.667,93 JUNHO 2.199.102,60 14.294,17 500,04 2.122.173,37 13.794,13 JULHO 2.485.539,83 16.156,01 325,75 2.435.424,45 15.830,26 Fl. 5553DF CARF MF Impresso em 11/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/08/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/08/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 11/08/2014 por NALI DA COSTA RODRIGUES, As sinado digitalmente em 08/08/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 18088.000050/200986 Resolução nº 3202000.186 S3C2T2 Fl. 5.466 12 AGOSTO 2.401.150,11 15.607,48 353,86 2.346.710,11 15.253,62 SETEMBRO 2.433.825,36 15.819,86 351,78 2.379.705,36 15.468,08 OUTUBRO 2.609.228,60 16.959,99 460,46 2.538.388,60 16.499,53 NOVEMBRO 2.473.700,39 16.079,05 392,68 2.413.188,08 15.686,37 DEZEMBRO 2.560.244,20 16.641,59 336,22 2.508.518,05 16.305,37 TOTAL 27.681.953,67 179.932,70 4.838,78 26.937.425,98 175.093,92 Ao levarmos à tributação da contribuição ao PIS – Programa de Integração Social o montante total do efetivo faturamento do contribuinte, lançado nos livros de registro de notas fiscais de serviços prestados e em demonstrativos contábeis, deduzimos, portanto, todos e quaisquer valores já declarados nas DCTF acima referidas. Pela alta expressão e significância dos valores enumerados na planilha de PIS – Programa de Integração Social a tributar, além de efetuarmos o lançamento para a constituição do crédito tributário, preparamos a Representação Fiscal para Fins Penais, por estarem os valores já declarados em DCTF em desacordo com a movimentação de receitas tributáveis escriturada pela própria empresa ora fiscalizada em seus livros de registro de notas fiscais de serviços prestados e nos demonstrativos contábeis. [...] Anocalendário 2007 ... I – Das declarações DIPJ, DACON e DCTF do anocalendário 2007 a) Da declaração DIPJ as fls. 1.020 a 1.046 ... b) Das declarações DACON as fls. 1.047 a 1.082 Preencheu DACON – Demonstrativo de Apuração das Contribuições Sociais as fls. 1.047 a 1.082 em conformidade com suas efetivas receitas auferidas. Contudo, a DACON não se constitui em instrumento de confissão de dívida, o que somente ocorre quando do preenchimento e entrega da DCTF. (g.n) c) Das declarações DCTF as fls. 1.083 a 1.137 Denotamos que as DCTF – Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais as fls. 1.083 a 1.137 contêm valores irrisórios declarados a título de contribuição ao PIS –Programa de Integração Social. DCTF DO PERÍODO DE 01/01/2007 A 30/06/2007 MÊS PIS A RECOLHER JANEIRO 416,70 FEVEREIRO 412,28 MARÇO 361,98 ABRIL 546,11 MAIO 444,28 JUNHO 519,18 DCTF DO PERÍODO DE 01/07/2007 A 31/12/2007 MÊS PIS A RECOLHER JULHO 445,03 AGOSTO 486,05 Fl. 5554DF CARF MF Impresso em 11/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/08/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/08/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 11/08/2014 por NALI DA COSTA RODRIGUES, As sinado digitalmente em 08/08/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 18088.000050/200986 Resolução nº 3202000.186 S3C2T2 Fl. 5.467 13 SETEMBRO 524,20 OUTUBRO 486,92 NOVEMBRO 479,39 DEZEMBRO 381,58 III – Das receitas escrituradas no livro registro de notas fiscais de serviços prestados e em demonstrativos contábeis durante o anocalendário2007. a) Por denotarmos que a empresa fiscalizada apresenta faturamento declarado em livro registro da prestação de serviços denominado Registro de Notas Fiscais de Serviços Prestados as fls. 1.138 a 1.283, elaboramos o seguinte quadro de seu faturamento mensal: LIVRO REGISTRO DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS REGISTRO DE NOTAS FISCAIS DE SERVIÇOS PRESTADOS ANOCALENDÁRIO 2007 MÊS VALOR DOS SERVIÇOS PRESTADOS – R$ JANEIRO 2.512.077,72 FEVEREIRO 2.324.405,97 MARÇO 2.495.671,25 ABRIL 2.498.204,01 MAIO 2.663.167,85 JUNHO 2.611.402,83 JULHO 2.661.149,87 AGOSTO 2.683.333,25 SETEMBRO 2.655.555,47 OUTUBRO 2.711.851,34 NOVEMBRO 2.535.861,84 DEZEMBRO 3.035.373,74 TOTAL 31.388.055,14 b) Adiante, discriminamos a planilha contribuição ao PIS – Programa de Integração Social a tributar, preenchida com base em seus livros de registro de notas fiscais de serviços prestados e nos demonstrativos contábeis. Nos demonstrativos contábeis as fls. 1.284 a 1.374 verificamos constar, mensalmente, receitas operacionais com prestação de serviços e, com esses dados, efetuamos a seguinte planilha, utilizando os dados declarados em DCTF acima mencionadas: RECEITA A TRIBUTAR PELO PIS – PROGRAMA DE NTEGRAÇÃO SOCIAL ANOCALENDÁRIO 2007 MÊS RECEITA DE PRESTA ÇÃO DE SERVIÇ OS VALOR DO PIS 0,65% PIS DECL ARAD O EM DCTF BASE CÁLCULO PIS A TRIBUTAR PIS A LANÇAR JANEIRO 2.512.077,72 16.328,51 416,70 2.447.970,03 15.911,81 FEVEREIRO 2.352.205,74 15.289,34 412,28 2.288.778,05 14.877,06 Fl. 5555DF CARF MF Impresso em 11/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/08/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/08/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 11/08/2014 por NALI DA COSTA RODRIGUES, As sinado digitalmente em 08/08/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 18088.000050/200986 Resolução nº 3202000.186 S3C2T2 Fl. 5.468 14 MARÇO 2.495.671,25 16.221,86 361,98 2.439.982,02 15.859,88 ABRIL 2.498.203,85 16.238,33 546,11 2.414.186,93 15.692,22 MAIO 2.663.168,25 17.310,59 444,28 2.594.817,48 16.866,31 JUNHO 2.611.402,83 16.974,12 519,18 2.531.528,98 16.454,94 JULHO 2.661.641,47 17.300,67 445,03 2.593.175,32 16.855,64 AGOSTO 2.683.333,25 17.441,67 486,05 2.608.556,33 16.955,62 SETEMBRO 2.655.555,46 17.261,11 524,20 2.574.909,31 16.736,91 OUTUBRO 2.711.851,31 17.627,03 486,92 2.636.940,54 17.140,11 NOVEMBRO 2.535.861,90 16.483,10 479,39 2.462.109,59 16.003,71 DEZEMBRO 3.035.373,74 19.729,93 381,58 2.976.669,12 19.348,35 TOTAL 31.416.346,77 204.206,25 5.503,70 30.569.623,69 198.702,55 Ao levarmos à tributação da contribuição ao PIS – Programa de Integração Social o montante total do efetivo faturamento do contribuinte, lançado nos livros de registro de notas fiscais de serviços prestados e em demonstrativos contábeis, deduzimos, portanto, todos e quaisquer valores já declarados nas DCTF acima referidas. (g.n) Pela alta expressão e significância dos valores enumerados na planilha de PIS – Programa de Integração Social a tributar, além de efetuarmos o lançamento para a constituição do crédito tributário, preparamos a Representação Fiscal para Fins Penais, por estarem os valores já declarados em DCTF em desacordo com a movimentação de receitas tributáveis escriturada pela própria empresa ora fiscalizada em seus livros de registro de notas fiscais de serviços prestados e nos demonstrativos contábeis. [...] Janeiro a junho do anocalendário 2008 [...] a) Das declarações DACON as fls. 1.375 a 1.392 Preencheu a DACON – Demonstrativo de Apuração das Contribuições Sociais as fls. 1.375 a 1.392 em conformidade com suas efetivas receitas auferidas. Contudo, a DACON não se constitui em instrumento de confissão de dívida, o que somente ocorre quando do preenchimento e entrega da DCTF. b) Das declarações DCTF as fls. 1.393 a 1.461 Denotamos que as DCTF – Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais as fls. 1.393 a 1.461 contêm valores irrisórios declarados a título de contribuição ao PIS – Programa de Integração Social. DCTF DO PERÍODO DE 01/01/2008 A 30/06/2008 MÊS PIS A RECOLHER JANEIRO 517,38 FEVEREIRO 530,93 MARÇO 427,50 ABRIL 480,84 MAIO 448,41 JUNHO 509,65 II – Das receitas escrituradas no livro registro de notas fiscais de serviços prestados e em demonstrativos contábeis durante o anocalendário 2008 (sic) Fl. 5556DF CARF MF Impresso em 11/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/08/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/08/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 11/08/2014 por NALI DA COSTA RODRIGUES, As sinado digitalmente em 08/08/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 18088.000050/200986 Resolução nº 3202000.186 S3C2T2 Fl. 5.469 15 a) Por denotarmos que a empresa fiscalizada apresenta faturamento declarado em livro registro da prestação de serviços denominado Registro de Notas Fiscais de Serviços Prestados as fls. 1.462 a 1.540, elaboramos o seguinte quadro de seu faturamento mensal: LIVRO REGISTRO DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS REGISTRO DE NOTAS FISCAIS DE SERVIÇOS PRESTADOS ANOCALENDÁRIO 2008 MÊS VALOR DOS SERVIÇOS PRESTADOS – R$ JANEIRO 2.743.642,70 FEVEREIRO 2.808.161,44 MARÇO 2.798.968,81 ABRIL 2.814.064,08 MAIO 2.799.124,93 JUNHO 2.603.352,99 TOTAL 16.567.314,95 b) Adiante, discriminamos a planilha contribuição ao PIS – Programa de Integração Social a tributar, preenchida com base em seus livros de registro de notas fiscais de serviços prestados e nos demonstrativos contábeis, sendo que nos demonstrativos contábeis as fls. 1.541 a 1.583 verificamos constar, mensalmente, receitas operacionais com prestação de serviços e, com esses dados, efetuamos a seguinte planilha, utilizando os dados declarados em DCTF acima mencionadas: RECEITA A TRIBUTAR PEL0 PIS – PROGRAMA DE INTEGRAÇÃO SOCIAL ANOCALENDÁRIO 2008 MÊS RECEITA DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS VALOR D0 PIS 0,65% PIS DECLARAD0 EM DCTF BASE CÁLCULO PIS A TRIBUTAR PIS A LANÇAR JANEIRO 2.743.642,70 17.833,68 517,38 2.664.045,78 17.316,30 FEVEREIRO 2.808.161,44 18.253,05 530,93 2.726.479,90 17.722,12 MARÇO 2.798.968,81 18.193,30 427,50 2.733.199,58 17.765,80 ABRIL 2.814.064,08 18.291,42 480,84 2.740.088,70 17.810,58 MAIO 2.799.124,93 18.194,31 448,41 2.730.138,78 17.745,90 JUNHO 2.603.352,99 16.921,79 509,65 2.524.945,30 16.412,14 TOTAL 16.567.314,95 107.687,55 2.914,71 16.118.898,03 104.772,84 Ao levarmos à tributação da contribuição ao PIS – Programa de Integração Social o montante total do efetivo faturamento do contribuinte, lançado nos livros de registro de notas fiscais de serviços prestados e em demonstrativos contábeis, deduzimos, portanto, todos e quaisquer valores já declarados nas DCTF acima referidas. Pela alta expressão e significância dos valores enumerados na planilha de PIS – Programa de Integração Social a tributar, além de efetuarmos o lançamento para a constituição do crédito tributário, preparamos a Representação Fiscal para Fl. 5557DF CARF MF Impresso em 11/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/08/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/08/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 11/08/2014 por NALI DA COSTA RODRIGUES, As sinado digitalmente em 08/08/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 18088.000050/200986 Resolução nº 3202000.186 S3C2T2 Fl. 5.470 16 Fins Penais. Ressaltamos que a empresa fiscalizada entregou as DCTF – Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais, por estarem os valores já declarados em DCTF em desacordo com a movimentação de receitas tributáveis escriturada pela própria empresa ora fiscalizada em seus livros de registro de notas fiscais de serviços prestados e nos demonstrativos contábeis. [...]” O relato da fiscalização transcrito acima deixa claro que os valores descontados na fonte a título de PIS não foram deduzidos do valor devido. Nas planilhas elaboradas pela fiscalização, reproduzidas do Relatório de Descrição dos Fatos (fls. 41,50, 58, 65 e 70), constam tão somente os valores de PIS confessados pela Recorrente em DCTF, sem levar em conta as contribuições que foram destacadas nas Notas Fiscais de Serviços e retidas pela beneficiária dos serviços prestados. Este procedimento fiscal equivocado implica em que a Recorrente pague, em duplicidade, as contribuições que já foram destacadas nas Notas Fiscais de Serviços Prestados, escrituradas nos respectivos livros fiscais, conforme será demonstrado na sequência. 1. Da Diligência Determinada pela Autoridade Julgadora de Primeira Instância De acordo com a Resolução nº 1311 – 5ª Turma da DRJ/RPO, sessão de 18/12/2009, por unanimidade, aquele colegiado decidiu converter o julgamento em diligência, nos termos do Voto do Relator (fls. 4965/4968), do qual convém destacar os trechos abaixo: ... A autuada, por seu turno, pugna pela dedutibilidade de retenções na fonte do imposto e contribuições relativas aos referidos períodos, juntando aos autos cópias de Notas Fiscais de fls. 1.790 a 4.930 (Volumes IX a XXV dos autos). (g,n) Por consulta aos dados informados em Dirf (Declaração do Imposto Retido na Fonte), apurouse terem sido efetuados, nos anoscalendário de 2004 a 2008, recolhimentos do imposto e contribuições retidos na fonte, códigos de arrecadação 1708, 3426, 5952, 5960, 5979, 5987, 6190, 6800 (IRRF, CSLL, Pis e Cofins), tendo por declarantes diversas pessoas jurídicas, e por beneficiária a empresa autuada. (g.n) Ante a necessidade de elementos adicionais a subsidiar a convicção a ser formada no julgamento administrativo de 1ª instância, VOTO por encaminhar o processo em diligência com solicitação à Unidade de origem para as providências seguintes: a) Seja a contribuinte intimado a informar a composição dos totais mensais informados nos demonstrativos acima referenciados, intitulados “Balancete de Verificação”, de modo a individualizar as notas fiscais computadas mensalmente e o nº da folha dos autos em que consta respectiva cópia, com o fito de demonstrar terem sido os valores das Notas Fiscais (apresentadas na impugnação) incluídos nos totais mensais de receitas apuradas (planilhas de fls. 40, 49, 57, 64 e 69), base para arbitramento do lucro (IRPJ e CSLL) e para exigência das Fl. 5558DF CARF MF Impresso em 11/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/08/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/08/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 11/08/2014 por NALI DA COSTA RODRIGUES, As sinado digitalmente em 08/08/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 18088.000050/200986 Resolução nº 3202000.186 S3C2T2 Fl. 5.471 17 contribuições ao Pis e Cofins, para efeitos do disposto no art. 540 do RIR/99, no art. 36 da Lei nº 10.833, de 2003, e no artigo 7º, caput e §§, da Instrução Normativa SRF nº 459, de 18 de outubro de 2004; b) À luz das informações apresentadas pela contribuinte, seja elaborado relatório conclusivo acerca da inclusão (ou não) dos valores correspondentes às Notas Fiscais (apresentadas na impugnação), no cômputo dos totais de receitas apuradas (planilhas de fls. 40, 49, 57, 64 e 69), base para arbitramento do lucro (IRPJ e CSLL), e para exigência das contribuições ao Pis e Cofins, para efeitos do disposto no art. 540 do RIR/99, no art. 36 da Lei nº 10.833, de 2003, e no artigo 7º, caput e §§, da Instrução Normativa SRF nº 459, de 18 de outubro de 2004. Em cumprimento à diligência determinada, a autoridade fiscal apresentou a correspondente Informação Fiscal (fls. 5.377/5.379) com as seguintes conclusões: Da análise da documentação entregue pelo fiscalizado (fls. 4.950 a 5.235), apurei que o valor das notas fiscais (fls. 1.790 a 4.807) apresentadas quando da impugnação encontrase incluído nos totais mensais de receitas apuradas segundo as planilhas representativas dos demonstrativos contábeis dos anoscalendário 2004, 2005, 2006, 2007 e 2008 as fls. 40, 49, 57, 64 e 69, respectivamente. Analisei, ainda, o Relatório das Notas Fiscais Emitidas (fls. 4.950 a 5.235), elaborado pelo diligenciado, o qual verifiquei conter a composição dos totais mensais informados nos “Balancetes de Verificação” constantes do processo. Apurei, contudo, que a diligenciada não fez acompanhar de sua impugnação a totalidade das notas fiscais a que se refere o Relatório de Notas Fiscais Emitidas (fls. 4.950 a 5.235). Atesto, também, que o valor das notas fiscais (fls. 1.790 a 4.807) apresentadas quando da impugnação encontrase incluído nos totais mensais de receitas apuradas segundo as planilhas representativas dos demonstrativos contábeis dos anoscalendário 2004, 2005, 2006, 2007 e 2008 as fls. 40, 49, 57, 64 e 69, respectivamente. Assim, fica atendido o item “a” do despacho a fl. 4.938. Já para atendimento ao item “b” do despacho a fl. 4.938 elaborei, à luz das informações apresentadas pelo contribuinte, relatório, mês a mês (fls. 5.236 a 5.342) destacando em uma coluna própria, com base nas notas fiscais apresentadas na impugnação (fls. 1.790 a 4.807) o PIS retido na fonte, concluindo que há Notas Fiscais (fls. 1.790 a 4.807) apresentadas na impugnação cujos valores estão incluídos no cômputo das receitas apuradas nas planilhas representativas dos demonstrativos contábeis dos anoscalendário 2004, 2005, 2006, 2007 e 2008 as fls. 40, 49, 57, 64 e 69, respectivamente, base para exigência das contribuições ao PIS. Apurei, ainda, em atendimento ao item “b” do despacho a fl. 4.938, que as notas fiscais as fls. 1.790 a 4.807, apresentadas pelo fiscalizado quando da sua impugnação ao auto de infração de que trata essa informação fiscal, listadas em relatório as fls. 5.236 a 5.342, guardam relação com o auto de infração, e os valores das notas fiscais estão incluídos no cômputo das receitas apuradas nas planilhas representativas dos demonstrativos contábeis dos anoscalendário 2004, 2005, 2006, 2007 e 2008 as fls. 40, 49, 57, 64 e 69, respectivamente, base para arbitramento do PIS, que abrangeu o PIS de 01 de janeiro de 2004 a 30 de junho de 2008. Segundo consta do Relatório elaborado pelo fiscal responsável, em atenção ao item “b” do despacho de fls. 5.232, o PIS apurado das Notas Fiscais acostadas à impugnação, corresponde a: Fl. 5559DF CARF MF Impresso em 11/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/08/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/08/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 11/08/2014 por NALI DA COSTA RODRIGUES, As sinado digitalmente em 08/08/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 18088.000050/200986 Resolução nº 3202000.186 S3C2T2 Fl. 5.472 18 Resumo do Relatório Fiscal em comento (fls. 5.270/5376). Nº DA FOLHA DO PROCESSO Nºs DAS NOTAS FISCAIS DATAS DAS NOTAS FISCAIS VALOR DAS NOTAS FISCAIS COFINS DESTACADA NAS NOTAS FISCAIS 1790/1846 5742/5808 07 a 31/05/2005 365.851,63 2.309,18 1847/1898 5809/5865 01 a 04/02/2005 608.412,19 3.638,82 1899/1939 5975/6075 01 a 07/03/2005 465.652,46 2.912,76 1940/1990 6148/6207 01 a 11/04/2005 666.623,07 4.085,14 1991/2073 6330/6415 03 a 10/05/2005 812.451,28 4.999,24 2074/2135 6585/6656 01 a 13/06/2005 748.479,50 4.713,73 2136/2185 6790/6946 04 a 26/07/2005 436.007,08 2.742,24 2186/2324 7075/7100 10 a 17/08/2005 414.036,74 2.573,08 2235/2281 7148/7283 04 a 15/09/2005 392.411,65 2.494,24 2201/2346 7325/7483 03 a 26/10/2005 592.787,35 3.751,49 2347/2394 7497/7660 03 a 23/11/2005 526.032,72 3.349,29 2333/2443 7/59 09 a 26/01/2006 271.870,73 1.706,56 2444/2503 64/249 02 a 21/02/2006 515.708,08 3.197,20 2504/2563 251/310 01 a 10/03/2006 748.176,83 4.787,04 2564/2632 454/647 04 a 20/04/2006 794.496,19 4.997,17 2633/2713 655/734 02 a 10/05/2006 848.572,70 5.350,66 2714/2796 884/966 01 a 12/06/2006 829.386,45 5.238,34 2797/2924 1179/1304 03 a 11/07/2006 1.462.845,10 9.352,15 2925/3021 1504/1598 01 a 11/08/2006 1.222.902,72 7.807,12 3022/3089 1740/1807 01 a 13/09/2006 790.411,06 5.094,97 3090/3169 1967/2207 02 a 27/10/2006 683.909,72 4.258,33 3170/3263 2209/2301 01 a 13/11/2006 1.048.910,94 6.708,69 3264/3335 2457/2727 01 a 22/12/2006 591.874,44 3.761,94 3337/3407 2883/2997 15 a 22/01/2007 404.824,45 2.612,04 3408/3512 3001/3269 15 a 28/02/2007 726.697,06 4.647,77 3513/3574 3270/3331 01 a 07/03/2007 771.225,34 4.940,41 3575/3674 3516/3613 02 a 11/04/2007 1.092.163,60 6.978,40 3675/3760 3795/3880 02 a 11/05/2007 896.932,59 5.668,35 3761/3882 4093/4436 05 a 28/06/2007 844.013,49 5.272,35 3883/3968 4445/4727 02 a 26/07/2007 893.488,66 5.693,68 3969/4087 4730/4846 01 a 16/08/2007 1.222.997,65 7.716,83 4088/4217 5024/5151 03 a 14/09/2007 1.344.619,74 8.440,91 4218/4399 5307/5588 01 a 26/10/2007 741.254,07 4.640,75 4248/4352 5591/5695 01 a 12/11/2007 1.303.645,62 8.320,27 4400/4526 5910/6036 03 a 11/12/2007 1.236.837,46 7.931,80 4527/4614 6431/6516 16 a 30/01/2008 688.730,55 4.402,85 4615/4698 6707/6790 14 a 27/02/2008 626.676,58 4.021,53 4699/4782 6968/7051 14 a 25/03/2008 969.575,35 6.200,78 4783/4807 7344/7368 17 a 22/04/2008 33.268,37 188,98 Com as conclusões da autoridade fiscal, a matéria foi devolvida para a DRJ/RPO, para julgamento. 2. Da Decisão de Primeira Instância Em sessão de 28/06/2011, a 5ª Turma da DRJ/RPO julgou o processo, nos termos do Acórdão nº 1434.363 cuja decisão está resumida na seguinte ementa: ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL ANOCALENDÁRIO: 2004, 2005, 2006, 2007, 2008 NULIDADE. IMPROCEDÊNCIA. Fl. 5560DF CARF MF Impresso em 11/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/08/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/08/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 11/08/2014 por NALI DA COSTA RODRIGUES, As sinado digitalmente em 08/08/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 18088.000050/200986 Resolução nº 3202000.186 S3C2T2 Fl. 5.473 19 Improcedentes as arguições de nulidade quando não se vislumbra nos autos quaisquer das hipóteses previstas no art. 59 do Decreto nº 70.235/72. INCONSTITUCIONALIDADE DE LEIS. AUTORIDADES ADMINISTRATIVAS. COMPETÊNCIA. As autoridades administrativas, incluídas as que julgam litígios fiscais, não detém competência para decidir sobre arguição de inconstitucionalidade de leis, já que tal competência está adstrita à esfera judicial. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP ANOCALENDÁRIO: 2004, 2005, 2006,2007, 2008 MATÉRIA NÃO IMPUGNADA. EFEITOS. Constatadas as irregularidades descritas nos autos de infração, tendo sido observada na autuação a legislação de regência das matérias, e não havendo contestação expressa de fatos apontados na autuação, pressupõese a concordância da impugnante em relação à parte não impugnada, o que torna definitiva a exigência na esfera administrativa, no que concerne a esse tema. FALTA DE RECOLHIMENTO. A falta ou insuficiência de recolhimento de valores devidos a título da contribuição, apurada em procedimento fiscal, enseja o lançamento de ofício com os devidos acréscimos legais. BASE DE CÁLCULO. EXCLUSÕES. As exclusões da base de cálculo da contribuição limitamse aos casos expressamente previstos em Lei. MULTA DE OFÍCIO QUALIFICADA. Cabível a imposição da multa qualificada de 150%, prevista no artigo 44, § 1º, da Lei º 9.430/96, restando demonstrado que o procedimento adotado pelo sujeito passivo enquadrase, em tese, nas hipóteses tipificadas no art. 71, inciso I, da Lei nº 4.502/64. Impugnação Procedente em Parte. Crédito Tributário Mantido em Parte. Nas conclusões do Voto do d. Relator consta que o lançamento de oficio é procedente em parte, excluídos do PIS apurado mensalmente os valores retidos na fonte relacionados pela autoridade fiscal nos demonstrativos de fls. 5236 a 5342 (Volume XXVII) cujos totais foram assim resumidos: Período Valor total da Nota Fiscal (R$) PIS destacado na Nota Fiscal (R$) 01/2005 365.851,63 2.309,18 02/2005 608.412,19 3.628,82 03/2005 465.652,46 2.912,76 04/2005 666.623,07 4.085,14 05/2005 812.451,38 4.999,24 06/2005 748.479,50 4.713,73 07/2005 436.007,08 2.742,24 08/2005 414.036,74 2.573,08 09/2005 392.411,65 2.494,24 10/2005 592.787,35 3.751,49 11/2005 526.032,72 3.349,29 01/2006 271.870,73 1.706,56 02/2006 515.708,08 3.197,20 03/2006 748.176,83 4.787,04 04/2006 794.496,19 4.997,17 05/2006 848.572,70 5.350,66 06/2006 829.386,45 5.238,34 07/2006 1.462.845,10 9.352,15 Fl. 5561DF CARF MF Impresso em 11/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/08/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/08/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 11/08/2014 por NALI DA COSTA RODRIGUES, As sinado digitalmente em 08/08/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 18088.000050/200986 Resolução nº 3202000.186 S3C2T2 Fl. 5.474 20 08/2006 1.222.902,72 7.807,12 09/2006 790.411,06 5.094,97 10/2006 683.909,72 4.258,33 11/2006 1.048.910,94 6.708,69 12/2006 591.874,44 3.761,94 01/2007 404.824,45 2.612,04 02/2007 726.697,06 4.647,77 03/2008 771.225,34 4.940,41 04/2007 1.092.163,60 6.978,40 05/2007 896.932,59 5.668,35 06/2007 844.013,49 5.272,35 07/2007 893.488,66 5.693,68 08/2007 1.222.997,65 7.716,83 09/2007 1.344.619,74 8.440,91 10/2007 741.254,07 4.640,75 11/2007 1.303.645,62 8.320,27 12/2007 1.236.837,46 7.931,80 01/2008 688.730,55 4.402,85 02/2008 626.676,58 4.021,53 03/2008 969.575,35 6.200,78 04/2008 33.268,37 188,98 Mesmo que em primeira instância tenham sido consideradas (em parte) as antecipações de PIS correspondentes às Notas Fiscais de Serviços Prestados anexadas ao processo pela Recorrente, ainda assim, o lançamento de ofício é carecedor de reexame vez que as receitas tidas pela autoridade julgadora como omitidas da incidência do PIS: R$16.578.618,21 (anocalendário 2004 – fls. 40), R$21.449.136,39 (anocalendário 2005 – fls. 49), R$27.681.953,67 (anocalendário 2006 – fls. 57), R$31.416.346,77 (anocalendário 2007 – fls. 64), R$16.567.314,95 (anocalendário 2008 – fls. 69), já foram tributadas na fonte, conforme se pode constatar mediante exame dos Livros de Registro de Notas Fiscais de Serviços Prestados e demais documentos acostados aos autos. 3. Da Informação Fiscal sobre os Cálculos do Crédito Tributário Remanescente Conforme despacho às fls. 5.394, o processo foi encaminhado à SAFIS DRF/AQA, para elaboração dos cálculos do crédito tributário remanescente, tendo em vista que o lançamento de ofício foi julgado parcialmente procedente. Em cumprimento, a fiscalização apresentou o Relatório de Informação Fiscal (fls. 5.397/5.403) com os respectivos cálculos e explicações acerca dos demonstrativos. Reproduzimos abaixo as planilhas elaboradas pela fiscalização, relativas ao período de fev./2004 a jun./2008, objeto do julgamento: PIS – PROGRAMA DE INTEGRAÇÃO SOCIAL CÁLCULO NOS TERMOS DO ACÓRDÃO 1434.363 – 5ª TURMA DA DRJ/POR AN0CALENDÁRIO 2004 – R$ MÊS BASE DE CÁLCULO D0 PIS LANÇADO EM AUTO INFRAÇÃO EXCLUSÃO: BASE CÁLCULO PIS DESTACADO EM NOTA FISCAL BASE CÁLCULO CRÉDITO TRIBUTÁRIO REMANESCENTE DO PIS PIS LANÇADO EM AUTO DE INFRAÇÃO EXCLUSÃO: PIS DESTACADO EM NOTA FISCAL CRÉDITO TRIBUTÁRIO REMANESCENTE DO PIS A B C D E F G Fl. 5562DF CARF MF Impresso em 11/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/08/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/08/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 11/08/2014 por NALI DA COSTA RODRIGUES, As sinado digitalmente em 08/08/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 18088.000050/200986 Resolução nº 3202000.186 S3C2T2 Fl. 5.475 21 JANEIRO 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 FEVEREIRO 1.235.648,00 0,00 1.235.648,00 8.031,71 0,00 8.031,71 MARÇO 1.436.105,47 0,00 1.436.105,47 9.334,68 0,00 9.334,68 ABRIL 1.211.916,79 0,00 1.211.916,79 7.877,45 0,00 7.877,45 MAIO 1.266.599,44 0,00 1.266.599,44 8.232,89 0,00 8.232,89 JUNHO 1.299.110,43 0,00 1.299.110,43 8.444,21 0,00 8.444,21 JULHO 1.366.307,67 0,00 1.366.307,67 8.880,99 0,00 8.880,99 AGOSTO 1.327.008,99 0,00 1.327.008,99 8.625,55 0,00 8.625,55 SETEMBRO 1.435.678,48 0,00 1.435.678,48 9.331,71 0,00 9.331,71 OUTUBRO 1.240.998,87 0,00 1.240.998,87 8.066,49 0,00 8.066,49 NOVEMBRO 1.130.467,77 0,00 1.130.467,77 7.348,04 0,00 7.348,04 DEZEMBRO 1.681846,96 0,00 1.681.846,96 10.932,00 0,00 10.932,00 TOTAL 14.631.688,87 0,00 14.631.688,87 95.105,71 0,00 95.105,71 PIS – PROGRAMA DE INTEGRAÇÃO SOCIAL CÁLCULO NOS TERMOS DO ACÓRDÃO 1434.363 – 5ª TURMA DA DRJ/POR AN0CALENDÁRIO 2005 – R$ MÊS BASE DE CÁLCULO DO PIS LANÇADO EM AUTO INFRAÇÃO EXCLUSÃO: BASE CÁLCULO PIS DESTACADO EM NOTA FISCAL BASE CÁLCULO CRÉDITO TRIBUTÁRIO REMANESCENTE DO PIS PIS LANÇADO EM AUTO DE INFRAÇÃO EXCLUSÃO: PIS DESTACADO EM NOTA FISCAL CRÉDITO TRIBUTÁRIO REMANESCENTE DO PIS A B C D E F G JANEIRO 1.335.592,53 355.258,46 980.334,07 8.681,35 2.309,18 6.372,17 FEVEREIRO 1.402.315,97 558.280,00 844.035,97 9.115,05 3.628,82 5.486,23 MARÇO 1.487.203,45 448.116,92 1.039.086,53 9.666,82 2.912,76 6.754,06 ABRIL 1.442.979,56 628.483,08 814.496,48 9.379,36 4.085,14 5.294,22 MAIO 1.691.021,23 769.113,85 921.907,38 10.991,63 4.999,24 5.992,39 JUNHO 1.820.289,41 725.189,23 1.095.100,18 11.831,88 4.713,73 7.118,15 JULHO 1.832.274,55 421.883,08 1.410.391,47 11.909,78 2.742,24 9.167,54 AGOSTO 1.882.750,77 395.858,46 1.486.892,31 12.237,88 2.573,08 9.664,80 SETEMBRO 1.866.596,89 383.729,23 1.482.867,66 12.132,87 2.494,24 9.638,63 OUTUBRO 1.830.160,67 577.152,31 1.253.008,36 11.896,04 3.751,49 8.144,55 NOVEMBRO 1.925.508,82 515.275,38 1.410.233,44 12.515,80 3.349,29 9.166,51 DEZEMBRO 2.060.565,62 0,00 2.060.565,62 13.393,67 0,00 13.393,67 TOTAL 20.577.259,47 5.778.340,00 14.798.919,47 133.752,14 37.559,21 96.192,93 PIS – PROGRAMA DE INTEGRAÇÃO SOCIAL CÁLCULO NOS TERMOS DO ACÓRDÃO 1434.363 – 5ª TURMA DA DRJ/POR AN0CALENDÁRIO 2006 – R$ MÊS BASE DE CÁLCULO DO PIS LANÇADO EM AUTO INFRAÇÃO EXCLUSÃO: BASE CÁLCULO PIS DESTACADO EM NOTA FISCAL BASE CÁLCULO CRÉDITO TRIBUTÁRIO REMANESCENTE DO PIS PIS LANÇADO EM AUTO DE INFRAÇÃO EXCLUSÃO: PIS DESTACADO EM NOTA FISCAL CRÉDITO TRIBUTÁRIO REMANESCENTE DO PIS A B C D E F G JANEIRO 1.862.710,58 262.547,69 1.600.162,89 12.107,61 1.706,56 10.401,05 FEVEREIRO 2.068.858,61 491.876,92 1.576.981,68 13.447,58 3.197,20 10.250,38 MARÇO 2.084.295,48 736.467,69 1.347.827,79 13.547,92 4.787,04 8.760,88 ABRIL 2.074.695,56 768.795,38 1.305.900,17 13.485,52 4.997,17 8.488,35 MAIO 2.102.757,74 823.178,46 1.279.579,28 13.667,92 5.350,66 8.317,26 JUNHO 2.122.173,37 805.898,46 1.316.274,91 13.794,12 5.238,34 8.555,78 JULHO 2.435.424,45 1.438.792,31 996.632,14 15.830,25 9.352,15 6.478,10 AGOSTO 2.346.710,11 1.201.095,38 1.145.614,73 15.253,61 7.807,12 7.446,49 SETEMBRO 2.379.705,36 783.841,54 1.595.863,82 15.468,08 5.094,97 10.373,11 OUTUBRO 2.538.388,60 655.127,69 1.883.260,91 16.499,52 4.258,33 12.241,19 NOVEMBRO 2.413.288,08 1.032.106,15 1.381.181,93 15.686,37 6.708,69 8.977,68 DEZEMBRO 2.508.518,05 578.760,00 1.929.758,05 16.305,36 3.761,94 12.543,42 TOTAL 26.937.525,98 9.578.487,69 17.359.038,29 175.093,85 62.260,17 112.833,68 Fl. 5563DF CARF MF Impresso em 11/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/08/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/08/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 11/08/2014 por NALI DA COSTA RODRIGUES, As sinado digitalmente em 08/08/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 18088.000050/200986 Resolução nº 3202000.186 S3C2T2 Fl. 5.476 22 PIS – PROGRAMA DE INTEGRAÇÃO SOCIAL CÁLCULO NOS TERMOS DO ACÓRDÃO 1434.363 – 5ª TURMA DA DRJ/POR AN0CALENDÁRIO 2007 – R$ MÊS BASE DE CÁLCULO DO PIS LANÇADO EM AUTO INFRAÇÃO EXCLUSÃO: BASE CÁLCULO PIS DESTACADO EM NOTA FISCAL BASE CÁLCULO CRÉDITO TRIBUTÁRIO OREMANESCENTE DA PIS PIS LANÇADO EM AUTO DE INFRAÇÃO EXCLUSÃO: PIS DESTACADO EM NOTA FISCAL CRÉDITO TRIBUTÁRIO REMANESCENTE DO PIS A B C D E F G JANEIRO 2.447.970,03 401.852,31 2.046.117,72 15.911,80 2.612,04 13.299,76 FEVEREIRO 2.288.778,05 715.041,54 1.573.736,51 14.877,05 4.647,77 10.229,28 MARÇO 2.439.982,02 760.063,08 1.679.918,94 15.859,88 4.940,41 10.919,47 ABRIL 2.414.186,93 1.073.600,00 1.340.586,93 15.692,21 6.978,40 8.713,81 MAIO 2.593.175,32 872.053,85 1.722.763,63 16.866,31 5.668,35 11.197,96 JUNHO 2.531.528,98 811.130,77 1.720.398,21 16.454,93 5.572,35 11.182.58 JULHO 2.593.175,32 875.950,77 1.717.224,55 16.855,63 5.693,68 11.161,95 AGOSTO 2.608.536,33 1.187.204,62 1.421.351,71 16.955,61 7.716,83 9.238,78 SETEMBRO 2.574.909,31 1.298.601,54 1.276.307,77 16.736,91 8.440,91 8.296,00 OUTUBRO 2.636.940,54 713.961,54 1.922.979,00 17.140,11 4.640,75 12.499,36 NOVEMBRO 2.462.109,59 1.280.041,54 1.182.068,05 16.003,71 8.320,27 7.683,44 DEZEMBRO 2.976.669,12 1.220.276,92 1.756.392,20 19.348,34 7.931,80 11.416,54 TOTAL 30.569.623,69 11.209.778,46 19.359.845,24 198.702,48 72.163,56 125.838,92 PIS – PROGRAMA DE INTEGRAÇÃO SOCIAL CÁLCULO NOS TERMOS DO ACÓRDÃO 1434.363 – 5ª TURMA DA DRJ/POR AN0CALENDÁRIO 2008 – R$ MÊS BASE DE CÁLCULO DO PIS LANÇADO EM AUTO INFRAÇÃO EXCLUSÃO: BASE CÁLCULO PIS DESTACADO EM NOTA FISCAL BASE CÁLCULO CRÉDITO TRIBUTÁRIO REMANESCENTE D0 PIS PIS LANÇADO EM AUTO DE INFRAÇÃO EXCLUSÃO: PIN DESTACADO EM NOTA FISCAL CRÉDITO TRIBUTÁRIO REMANESCENTE DO PIS A B C D E F G JANEIRO 2.664.045,78 677.361,54 1.986.684,24 17.316,29 4.402,85 12.913,44 FEVEREIRO 2.726.479,90 618.696,92 2.107.782,98 17.722,11 4.021,53 13.700,58 MARÇO 2.733.199,58 953.966,15 1.779.233,43 17.765,79 6.200,78 11.565,01 ABRIL 2.740.088,70 29.073,85 2.711.014,85 17.810,57 188,98 17.621,59 MAIO 2.730.138,78 0,00 2.730.138,78 17.745,90 0,00 17.745,90 JUNHO 2.524.945,30 0,00 2.524.945,30 16.412,14 0,00 16.412,14 TOTAL 16.118.898,03 2.279.098,46 13.839.799,57 104.772,80 14.814,14 89.958,66 Relativamente aos demonstrativos acima, a autoridade fiscal explicitou o preenchimento dos quadros: Na coluna A relacionei os meses do anocalendário; na coluna B extraí da planilha de receita a tributar pela COFINS a fls. 40, 49, 57, 64, 69 o valor da base de cálculo do PIS a tributar, mês a mês; na coluna C relacionei o valor da base de cálculo correspondente ao PIS de alíquota de 0,65% destacado na nota fiscal, mês a mês, com dados extraídos da relação a fls. 5355 a 5357; na coluna D inseri o valor, mês a mês, da coluna B menos a coluna C; na coluna E descrevi, mês a mês, o valor do PIS lançado em auto de infração as fls. 02 a 07; na coluna F discriminei, mês a mês, o valor do PIS destacado em nota fiscal, com dados extraídos do demonstrativo a fl. 5355 A 5357; na coluna G, mês a mês, conforme determinado pelo encaminhamento a fl. 5394, transcrevi o crédito tributário remanescente Do PIS, encontrado pela subtração do valor das colunas E menos F. Fl. 5564DF CARF MF Impresso em 11/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/08/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/08/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 11/08/2014 por NALI DA COSTA RODRIGUES, As sinado digitalmente em 08/08/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 18088.000050/200986 Resolução nº 3202000.186 S3C2T2 Fl. 5.477 23 Os valores consignados nos demonstrativos retro a título de “crédito tributário remanescente do PIS” não representam a verdade dos fatos jurídico contábeis, especificamente, quanto à exclusão da base de cálculo da exação da totalidade do PIS retido na fonte, como será demonstrado a seguir. 4. Das Notas Fiscais Escrituradas e da Cofins Retida na Fonte O crédito tributário do PIS, fatos geradores fev./2004 a jun./2008, foi constituído com base nos livros de Registro de Notas Fiscais de Serviços Prestados (fls. 306/336, 545/573, 814/949, 1.146/1.292, 1,472/1.550), segundo consta do Relatório de Descrição dos Fatos (fls. 23/76), que é parte integrante do Auto de Infração (fls. 2/21). Os mencionados livros fiscais foram devidamente escriturados, daí porque possibilitou que a autoridade fiscal apurasse as receitas de prestação de serviços auferidas pela Recorrente no período em referência. Os demais documentos solicitados pela fiscalização e disponibilizados pela Recorrente também apoiaram o procedimento fiscal, permitindo a autoridade fiscal verificar a regularidade no cumprimento da legislação do PIS, inclusive quanto aos pagamentos feitos e às retenções na fonte da contribuição. Contudo, à margem dessa documentação, equivocadamente, a fiscalização apurou que a Recorrente omitiu da tributação do PIS valores significativos de seu faturamento mensal. No Relatório de Descrição dos Fatos, a fiscalização mencionou que a empresa fiscalizada apresenta faturamento declarado em livro registro da prestação de serviços denominado Registro de Notas Fiscais de Serviços Prestados, tendo elaborado quadros demonstrativos das receitas auferidas: LIVRO REGISTRO DE PRESTADOÇÃO DE SERVIÇOS REGISTRO DE NOTAS FISCAIS DE SERVIÇOS PRESTADOS ANOCALENDÁRIO 2004 (fls. 40) MÊS VALOR DOS SERVIÇOS PRESTADOS – R$ JANEIRO 1.142.662,90 FEVEREIRO 1.195.502,10 MARÇO 1.368.713,62 ABRIL 1.245.446,40 MAIO 1.334.054,03 JUNHO 1.346.557,96 JULHO 1.373.662,68 AGOSTO 1.566.090,78 SETEMBRO 1.438.088,06 OUTUBRO 1.347.725,02 NOVEMBRO 1.231.826,23 DEZEMBRO 1.835.983,02 TOTAL 16.426.312,80 LIVRO REGISTRO DE PRESTADOÇÃO DE SERVIÇOS Fl. 5565DF CARF MF Impresso em 11/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/08/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/08/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 11/08/2014 por NALI DA COSTA RODRIGUES, As sinado digitalmente em 08/08/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 18088.000050/200986 Resolução nº 3202000.186 S3C2T2 Fl. 5.478 24 REGISTRO DE SAÍDAS E REGISTRO DE NOTAS FISCAIS DE SERVIÇOS PRESTADOS ANOCALENDÁRIO 2005 (fls. 48/49) MÊS VALOR DOS SERVIÇOS PRESTADOS – R$ JANEIRO 1.413.770,09 FEVEREIRO 1.538.261,21 MARÇO 1.548.517,30 ABRIL 1.513.650,33 MAIO 1.750.972,00 JUNHO 1.871.032,49 JULHO 1.845.689,89 AGOSTO 149.531,02 SETEMBRO 126.563,10 OUTUBRO 81.742,59 NOVEMBRO 93.381,88 DEZEMBRO 42.988,58 TOTAL 11.976.100,48 LIVRO REGISTRO DE PRESTADOÇÃO DE SERVIÇOS REGISTRO DE NOTAS FISCAIS DE SERVIÇOS PRESTADOS ANOCALENDÁRIO 2006 (fl. 57) MÊS VALOR DOS SERVIÇOS PRESTADOS – R$ JANEIRO 468.411,40 FEVEREIRO 2.195.405,84 MARÇO 2.149.644,44 ABRIL 2.150.849,45 MAIO 2.171.086,05 JUNHO 2.200.302,60 JULHO 2.486.739,84 AGOSTO 2.402.350,11 SETEMBRO 2.435.025,38 OUTUBRO 2.610.428,60 NOVEMBRO 2.473.699,79 DEZEMBRO 2.555.621,81 TOTAL 26.299.565,31 LIVRO REGISTRO DE PRESTADOÇÃO DE SERVIÇOS REGISTRO DE NOTAS FISCAIS DE SERVIÇOS PRESTADOS ANOCALENDÁRIO 2007 (fls. 64) MÊS VALOR DOS SERVIÇOS PRESTADOS – R$ JANEIRO 2.512.077,72 FEVEREIRO 2.324.405,97 MARÇO 2.495.671,25 ABRIL 2.498.204,01 MAIO 2663.167,85 JUNHO 2.611.402,83 JULHO 2.661.149,87 AGOSTO 2.683.333,25 SETEMBRO 2.655.555,47 OUTUBRO 2.711.851,34 NOVEMBRO 2.535.861,84 DEZEMBRO 3.035.373,74 TOTAL 31.388.055,14 LIVRO REGISTRO DE PRESTADOÇÃO DE SERVIÇOS Fl. 5566DF CARF MF Impresso em 11/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/08/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/08/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 11/08/2014 por NALI DA COSTA RODRIGUES, As sinado digitalmente em 08/08/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 18088.000050/200986 Resolução nº 3202000.186 S3C2T2 Fl. 5.479 25 REGISTRO DE NOTAS FISCAIS DE SERVIÇOS PRESTADOS ANOCALENDÁRIO 2008 (fls. 69) MÊS VALOR DOS SERVIÇOS PRESTADOS – R$ JANEIRO 2.743.642,70 FEVEREIRO 2.808.161,44 MARÇO 2.798.968,81 ABRIL 2.814.064,08 MAIO 2.799.124,93 JUNHO 2.603.352,99 TOTAL 16.567.314,95 A autoridade fiscal também asseverou no Relatório de Descrição dos Fatos que a Recorrente preencheu o DACON – Demonstrativo de Apuração das Contribuições Sociais em conformidade com suas efetivas receitas auferidas, mas que os valores apurados de PIS não se constituem confissão de dívida, o que somente ocorre quando do preenchimento e entrega da DCTF. Os respectivos DACON’s dos anoscalendário 2005, 2006, 2007 e 2008 foram apresentados pela Recorrente no prazo legal com as seguintes informações: DACON – DEMONSTRATIVO DE APURAÇÃO DAS CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS (Fls. 428/439) Mês/Ano: janeiro, fevereiro e março/2005 Demonstrativo: Original Situação: Normal ND: Ficha 08A – Cálculo da Contribuição para o PIS/Pasep Regime Cumulativo Discriminação JANEIRO FEVEREIRO MARÇO DEMONSTRAÇÃO DA BASE CÁLCULO DA CONTRIB. PARA O PIS/Pasep 04. Receita da Prestação de Serviços 1.422.387,57 1.560.943,21 1.545.104,47 10. TOTAL DAS RECEITAS 1.422.387,57 1.560.943,21 1.545.104,47 25. BASE CÁLCULO CONTRIB. PARA PIS/PASEP INCIDÊNCIA CUMULATIVA 1.422.387,57 1.560.943,21 1.545.104,47 26. Contribuição para o PIS/Pasep ApuradaIncidência Cumulativa 9.245,52 10.146,13 10.043,18 Ficha 11A – Cálculo da Contribuição para o PIS/Pasep Regime Cumulativo Discriminação JANEIRO FEVEREIRO MARÇO 01. Contribuição para o PIS/Pasep apuradaRegime Cumulativo 9.245,52 10.146,13 10.043,18 05. TOTAL DA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP APURADA NO MÊS 9.245,52 10.146,13 10.043,18 08. TOTAL DA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP DEVIDA NO MÊS 9.245,52 10.146,13 10.043,18 21. CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP A PAGAR 9.245,52 10.146,13 10.043,18 DACON – DEMONSTRATIVO DE APURAÇÃO DAS CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS (Fls. 428/439) Mês/Ano: abril, maio e junho/2005 Demonstrativo: Original Situação: Normal ND: Ficha 08A – Cálculo da Contribuição para o PIS/Pasep Regime Cumulativo Discriminação ABRIL MAIO JUN HO DEMONSTRAÇÃO DA BASE CÁLCULO DA CONTRIB. PARA O PIS/Pasep 04. Receita da Prestação de Serviços 1.513.650,33 1.751.597,24 1.860.079,56 10. TOTAL DAS RECEITAS 1.513.650,33 1.751.597,24 1.860.079,56 25. BASE CÁLCULO CONTRIB. PARA PIS/PASEP INCIDÊNCIA CUMULATIVA 1.513.650,33 1.751.597,24 1.860.079,56 26. Contribuição para o PIS/Pasep ApuradaIncidência Cumulativa 9.838,73 11.385,38 12.090,52 Ficha 11A – Cálculo da Contribuição para o PIS/Pasep Regime Cumulativo Discriminação ABRIL MAIO JUNHO Fl. 5567DF CARF MF Impresso em 11/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/08/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/08/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 11/08/2014 por NALI DA COSTA RODRIGUES, As sinado digitalmente em 08/08/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 18088.000050/200986 Resolução nº 3202000.186 S3C2T2 Fl. 5.480 26 01. Contribuição para o PIS/Pasep apuradaRegime Cumulativo 9.838,73 11.385,38 12.090,52 05. TOTAL DA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP APURADA NO MÊS 9.838,73 11.385,38 12.090,52 08. TOTAL DA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP DEVIDA NO MÊS 9.838,73 11.385,38 12.090,52 21. CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP A PAGAR 9.838,73 11.385,38 12.090,52 DACON – DEMONSTRATIVO DE APURAÇÃO DAS CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS (Fls. 428/439) Mês/Ano: julho, agosto e setembro/2005 Demonstrativo: Original Situação: Normal ND: Ficha 08A – Cálculo da Contribuição para o PIS/Pasep Regime Cumulativo Discriminação JULHO AGOSTO SETEMBRO DEMONSTRAÇÃO DA BASE CÁLCULO DA CONTRIB. PARA O PIS/Pasep 04. Receita da Prestação de Serviços 1.890.63,01 1.957.135,39 1.930.366,12 10. TOTAL DAS RECEITAS 1.890.63,01 1.957.135,39 1.930.366,12 25. BASE CÁLCULO CONTRIB. PARA PIS/PASEP INCIDÊNCIA CUMULATIVA 1.890.63,01 1.957.135,39 1.930.366,12 26. Contribuição para o PIS/Pasep ApuradaIncidência Cumulativa 12.289,11 12.721,38 12.547,38 Ficha 11A – Cálculo da Contribuição para o PIS/Pasep Regime Cumulativo Discriminação JULHO AGOSTO SETEMBRO 01. Contribuição para o PIS/Pasep apuradaRegime Cumulativo 12.289,11 12.721,38 12.547,38 05. TOTAL DA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP APURADA NO MÊS 12.289,11 12.721,38 12.547,38 08. TOTAL DA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP DEVIDA NO MÊS 12.289,11 12.721,38 12.547,38 10. () PIS/Pasep Retido Fonte p/ P. Juríd. Dir. Privado (Lei n 10.833/03) 11.909,78 12.237,88 12.132,88 21. CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP A PAGAR 379,33 483,50 414,50 DACON – DEMONSTRATIVO DE APURAÇÃO DAS CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS (Fls. 428/439) Mês/Ano: outubro, novembro e dezembro/2005 Demonstrativo: Original Situação: Normal ND: Ficha 08A – Cálculo da Contribuição para o PIS/Pasep Regime Cumulativo Discriminação OUTUBRO NOVEMBRO DEZEMBRO DEMONSTRAÇÃO DA BASE CÁLCULO DA CONTRIB. PARA O PIS/Pasep 04. Receita da Prestação de Serviços 1.894.068,36 1.993.187,28 2.124.971,77 10. TOTAL DAS RECEITAS 1.894.068,36 1.993.187,28 2.124.971,77 25. BASE CÁLCULO CONTRIB. PARA PIS/PASEP INCIDÊNCIA CUMULATIVA 1.894.068,36 1.993.187,28 2.124.971,77 26. Contribuição para o PIS/Pasep ApuradaIncidência Cumulativa 12.311,44 12.955,72 13.812,32 Ficha 11A – Cálculo da Contribuição para o PIS/Pasep Regime Cumulativo Discriminação OUTUBRO NOVEMBRO DEZEMBRO 01. Contribuição para o PIS/Pasep apuradaRegime Cumulativo 12.311,44 12.955,72 13.812,32 05. TOTAL DA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP APURADA NO MÊS 12.311,44 12.955,72 13.812,32 08. TOTAL DA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP DEVIDA NO MÊS 12.311,44 12.955,72 13.812,32 10. () PIS/Pasep Retido Fonte p/ P. Juríd. Dir. Privado (Lei n 10.833/03) 11.896,04 12.515,81 13.393,68 21. CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP A PAGAR 415,40 439,91 418,64 DACON – DEMONSTRATIVO DE APURAÇÃO DAS CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS (Fls. 680/717) Mês/Ano: 01/2006 Demonstrativo: Original Situação: Normal ND: Ficha 08A – Cálculo da Contribuição para o PIS/Pasep Regime Cumulativo Discriminação Receita Base de Cálculo Contribuição APURAÇÃO DA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP 01. Receita de Vendas de Bens e Serviços – Alíquota DE 0,65% 1.931.690,58 1.931.690,58 12.555,99 Fl. 5568DF CARF MF Impresso em 11/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/08/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/08/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 11/08/2014 por NALI DA COSTA RODRIGUES, As sinado digitalmente em 08/08/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 18088.000050/200986 Resolução nº 3202000.186 S3C2T2 Fl. 5.481 27 04. TOTAL DA CONTRIB. PIS/PASEP APURADA – ALÍQUOTA DE 0,65% 1.931.690,58 1.931.690,58 12.555,99 Ficha 15A – Resumo – Contribuição para o PIS/Pasep Regime Cumulativo 01. Contribuição para o PIS/Pasep Apurada 12.555,99 07. TOTAL DA CONTRIB. PARA O PIS/PASEP APURADA NO MÊS 12.555,99 DEDUÇÕES 10. () PIS/Pasep Retida na Fonte por Pessoas Jurídicas de Direito Privado (Lei nº 10.833/2003, art. 30) 12.107,62 19. CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP A PAGAR – FATURAMENTO 448,37 DACON – DEMONSTRATIVO DE APURAÇÃO DAS CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS (Fls. 680/717) Mês/Ano: 02/2006 Demonstrativo: Original Situação: Normal ND: Ficha 08A – Cálculo da Contribuição para o PIS/Pasep Regime Cumulativo Discriminação Receita Base de Cálculo Contribuição APURAÇÃO DA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP 01. Receita de Vendas de Bens e Serviços – Alíquota de 0,65% 2.127.346,30 2.127.346,30 13.827,75 04. TOTAL DA CONTRIB. PIS/PASEP APURADA – ALÍQUOTA DE 0,65% 2.127.346,30 2.127.346,30 13.827,75 Ficha 15A – Resumo – Contribuição para o PIS/Pasep Regime Cumulativo 01. Contribuição para o PIS/Pasep Apurada 13.827,75 07. TOTAL DA CONTRIB. PARA O PIS/PASEP APURADA NO MÊS 13.827,75 DEDUÇÕES 10. () PIS/Pasep Retida na Fonte por Pessoas Jurídicas de Direito Privado (Lei nº 10.833/2003, art. 30) 13.827,75 19. CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP A PAGAR – FATURAMENTO 380,17 DACON – DEMONSTRATIVO DE APURAÇÃO DAS CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS (Fls. 680/717) Mês/Ano: 03/2006 Demonstrativo: Original Situação: Normal ND: Ficha 08A – Cálculo da Contribuição para o PIS/Pasep Regime Cumulativo Discriminação Receita Base de Cálculo Contribuição APURAÇÃO DA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP 01. Receita de Vendas de Bens e Serviços – Alíquota de 0,65% 2.146.313,94 2.146.313,94 13.951,04 04. TOTAL DA CONTRIB. PIS/PASEP APURADA À ALÍQUOTA DE 0,65% 2.146.313,94 2.146.313,94 13.951,04 Ficha 15A – Resumo – Contribuição para o PIS/Pasep Regime Cumulativo 01. Contribuição para o PIS/Pasep Apurada 13.951,04 07. TOTAL DA CONTRIB. PARA O PIS/PASEP APURADA NO MÊS 13.951,04 DEDUÇÕES 10. () PIS/Pasep Retida na Fonte por Pessoas Jurídicas de Direito Privado (Lei nº 10.833/2003, art. 30) 13.547,92 19. CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP A PAGAR – FATURAMENTO 403,12 DACON – DEMONSTRATIVO DE APURAÇÃO DAS CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS (Fls. 680/717) Mês/Ano: 04/2006 Demonstrativo: Original Situação: Normal ND: Ficha 08A – Cálculo da Contribuição para o PIS/Pasep Regime Cumulativo Discriminação Receita Base de Cálculo Contribuição APURAÇÃO DA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP 01. Receita de Vendas de Bens e Serviços – Alíquota de 0,65% 2.142.781,71 2.142.781,71 13.928,08 04. TOTAL DA CONTRIB. PIS/PASEP APURADA À ALÍQUOTA DE 0,65% 2.142.781,71 2.142.781,71 13.928,08 Ficha 15A – Resumo – Contribuição para o PIS/Pasep Regime Cumulativo Fl. 5569DF CARF MF Impresso em 11/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/08/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/08/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 11/08/2014 por NALI DA COSTA RODRIGUES, As sinado digitalmente em 08/08/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 18088.000050/200986 Resolução nº 3202000.186 S3C2T2 Fl. 5.482 28 01. Contribuição para o PIS/Pasep Apurada 13.928,08 07. TOTAL DA CONTRIB. PARA O PIS/PASEP APURADA NO MÊS 13.928,08 DEDUÇÕES 10. () PIS/Pasep Retida na Fonte por Pessoas Jurídicas de Direito Privado (Lei nº 10.833/2003, art. 30) 13.485,52 19. CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP A PAGAR – FATURAMENTO 442,56 DACON – DEMONSTRATIVO DE APURAÇÃO DAS CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS (Fls. 680/717) Mês/Ano: 05/2006 Demonstrativo: Original Situação: Normal ND: Ficha 08A – Cálculo da Contribuição para o PIS/Pasep Regime Cumulativo Discriminação Receita Base de Cál cul o Contribuição APURAÇÃO DA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP 01. Receita de Vendas de Bens e Serviços – Alíquota de 0,65% 2.171.030,05 2.171.030,05 14.111,70 04. TOTAL DA CONTRIB. PIS/PASEP APURADA À ALÍQUOTA DE 0,65% 2.171.030,05 2.171.030,05 14.111,70 Ficha 15A – Resumo – Contribuição para o PIS/Pasep Regime Cumulativo 01. Contribuição para o PIS/Pasep Apurada 14.111,70 07. TOTAL DA CONTRIB. PARA O PIS/PASEP APURADA NO MÊS 14.111,70 DEDUÇÕES 10. () PIS/Pasep Retida na Fonte por Pessoas Jurídicas de Direito Privado (Lei nº 10.833/2003, art. 30) 13.667,93 19. CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP A PAGAR – FATURAMENTO 443,77 DACON – DEMONSTRATIVO DE APURAÇÃO DAS CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS (Fls. 680/717) Mês/Ano: 06/2006 Demonstrativo: Original Situação: Normal ND: Ficha 08A – Cálculo da Contribuição para o PIS/Pasep Regime Cumulativo Discriminação Receita Base de Cálculo Contribuição APURAÇÃO DA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP 01. Receita de Vendas de Bens e Serviços – Alíquota DE 0,65% 2.199.102,60 2.199.102,60 14.294,17 04. TOTAL DA CONTRIB. PIS/PASEP APURADA À ALÍQUOTA DE 0,65% 2.199.102,60 2.199.102,60 14.294,17 Ficha 15A – Resumo – Contribuição para o PIS/Pasep Regime Cumulativo 01. Contribuição para o PIS/Pasep Apurada 14.294,17 07. TOTAL DA CONTRIB. PARA O PIS/PASEP APURADA NO MÊS 14.294,17 DEDUÇÕES 10. () PIS/Pasep Retida na Fonte por Pessoas Jurídicas de Direito Privado (Lei nº 10.833/2003, art. 30) 13.794,13 19. CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP A PAGAR – FATURAMENTO 500,04 DACON – DEMONSTRATIVO DE APURAÇÃO DAS CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS (Fls. 680/717) Mês/Ano: 07/2006 Demonstrativo: Original Situação: Normal ND: Ficha 08A – Cálculo da Contribuição para o PIS/Pasep Regime Cumulativo Discriminação Receita Base de Cálculo Contribuição APURAÇÃO DA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP 01. Receita de Vendas de Bens e Serviços – Alíquota de 0,65% 2.199.102,60 2.199.102,60 16.156,01 04. TOTAL DA CONTRIB. PIS/PASEP APURADA À ALÍQUOTA DE 0,65% 2.199.102,60 2.199.102,60 16.156,01 Ficha 15A – Resumo – Contribuição para o PIS/Pasep Regime Cumulativo 01. Contribuição para o PIS/Pasep Apurada 16.156,01 07. TOTAL DA CONTRIB. PARA O PIS/PASEP APURADA NO MÊS 16.156,01 Fl. 5570DF CARF MF Impresso em 11/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/08/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/08/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 11/08/2014 por NALI DA COSTA RODRIGUES, As sinado digitalmente em 08/08/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 18088.000050/200986 Resolução nº 3202000.186 S3C2T2 Fl. 5.483 29 DEDUÇÕES 10. () PIS/Pasep Retida na Fonte por Pessoas Jurídicas de Direito Privado (Lei nº 10.833/2003, art. 30) 15.830,26 19. CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP A PAGAR – FATURAMENTO 325,75 DACON – DEMONSTRATIVO DE APURAÇÃO DAS CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS (Fls. 680/717) Mês/Ano: 08/2006 Demonstrativo: Original Situação: Normal ND: Ficha 08A – Cálculo da Contribuição para o PIS/Pasep Regime Cumulativo Discriminação Receita Base de Cálculo Contribuição APURAÇÃO DA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP 01. Receita de Vendas de Bens e Serviços – Alíquota de 0,65% 2.401.150,11 2.401.150,11 15.607,48 04. TOTAL DA CONTRIB. PIS/PASEP APURADA À ALÍQUOTA DE 0,65% 2.401.150,11 2.401.150,11 15.607,48 Ficha 15A – Resumo – Contribuição para o PIS/Pasep Regime Cumulativo 01. Contribuição para o PIS/Pasep Apurada 15.607,48 07. TOTAL DA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP APURADO NO MÊS 15.607,48 DEDUÇÕES 10. () PIS/Pasep Retido na Fonte por Pessoas Jurídicas de Direito Privado (Lei nº 10.833/2003, art. 30) 15.253,62 19. CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP A PAGAR – FATURAMENTO 353,86 DACON – DEMONSTRATIVO DE APURAÇÃO DAS CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS (Fls. 680/717) Mês/Ano: 09/2006 Demonstrativo: Original Situação: Normal ND: Ficha 08A – Cálculo da Contribuição para o PIS/Pasep Regime Cumulativo Discriminação Receita Base de Cálculo Contribuição APURAÇÃO DA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP 01. Receita de Vendas de Bens e Serviços – Alíquota 0,65% 2.433.825,36 2.433.825,36 15.819,86 04. TOTAL DA CONTRIB. PIS/PASEP APURADA À ALÍQUOTA 0,65% 2.433.825,36 2.433.825,36 15.819,86 Ficha 15A – Resumo – Contribuição para o PIS/Pasep Regime Cumulativo 01. Contribuição para o PIS/Pasep Apurada 15.819,86 07. TOTAL DA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP APURADA NO MÊS 15.819,86 DEDUÇÕES 10. () PIS/Pasep Retido na Fonte por Pessoas Jurídicas de Direito Privado (Lei nº 10.833/2003, art. 30) 15.468,08 19. CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP A PAGAR – FATURAMENTO 351,78 DACON – DEMONSTRATIVO DE APURAÇÃO DAS CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS (Fls. 680/717) Mês/Ano: 10/2006 Demonstrativo: Original Situação: Normal ND: Ficha 08A – Cálculo Da Contribuição para o PIS/Pasep Regime Cumulativo Discriminação Receita Base de Cálculo Contribuição APURAÇÃO DA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP 01. Receita de Vendas de Bens e Serviços – Alíquota de 0,65% 2.609.228,60 2.609.228,60 16.959,99 04. TOTAL DA CONTRIB. PIS/PASEP APURADA À ALÍQUOTA 0,65% 2.609.228,60 2.609.228,60 16.959,99 Ficha 15A – Resumo – Contribuição para o PIS/Pasep Regime Cumulativo 01. Contribuição para o PIS/Pasep Apurada 16.959,99 07. TOTAL DA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP APURADA NO MÊS 16.959,99 DEDUÇÕES 10. () PIS/Pasep Retida na Fonte por Pessoas Jurídicas de Direito Privado (Lei nº 10.833/2003, art. 30) 16.499,53 19. CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP A PAGAR – FATURAMENTO 460,46 Fl. 5571DF CARF MF Impresso em 11/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/08/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/08/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 11/08/2014 por NALI DA COSTA RODRIGUES, As sinado digitalmente em 08/08/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 18088.000050/200986 Resolução nº 3202000.186 S3C2T2 Fl. 5.484 30 DACON – DEMONSTRATIVO DE APURAÇÃO DAS CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS (Fls. 680/717) Mês/Ano: 11/2006 Demonstrativo: Original Situação: Normal ND: Ficha 08A – Cálculo da Contribuição para o PIS/Pasep Regime Cumulativo Discriminação Receita Base de Cálculo Contribuição APURAÇÃO DA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP 01. Receita de Vendas de Bens e Serviços – Alíquota de 0,65% 2.473.700,39 2.473.700,39 16.079,05 04. TOTAL DA CONTRIB. PIS/PASEP APURADA À ALÍQUOTA 0,65% 16.079,05 Ficha 15A – Resumo – Contribuição para o PIS/Pasep Regime Cumulativo 01. Contribuição para o PIS/Pasep Apurada 16.079,05 07. TOTAL DA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP APURADA NO MÊS 16.079,05 DEDUÇÕES 10. () PIS/Pasep Retida na Fonte por Pessoas Jurídicas de Direito Privado (Lei nº 10.833/2003, art. 30) 15.686,37 19. CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP A PAGAR – FATURAMENTO 392,68 DACON – DEMONSTRATIVO DE APURAÇÃO DAS CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS (Fls. 680/717) Mês/Ano: 12/2006 Demonstrativo: Original Situação: Normal ND: Ficha 08A – Cálculo da Contribuição para o PIS/Pasep Regime Cumulativo Discriminação Receita Base de Cálculo Contribuição APURAÇÃO DA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP 01. Receita de Vendas de Bens e Serviços – Alíquota de 0,65% 2.560.244,20 2.560.244,20 16.641,59 4. TOTAL DA CONTRIB. PIS/PASEP APURADA À ALÍQUOTA DE 0,65% 16.641,59 Ficha 015A – Resumo – PIS/Pasep Regime Cumulativo 01. Contribuição para o PIS/Pasep Apurada 16.641,59 07. TOTAL DA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP APURADA NO MÊS 16.641,59 DEDUÇÕES 10. () PIS/Pasep Retida na Fonte por Pessoas Jurídicas de Direito Privado (Lei nº 10.833/2003, art. 30) 16.305,37 19. CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP A PAGAR – FATURAMENTO 336,22 DACON – DEMONSTRATIVO DE APURAÇÃO DAS CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS (Fls. 1.055/1.090) Mês/Ano: 01/2007 Demonstrativo: Original Situação: Normal ND: Ficha 08A – Cálculo da Contribuição para o PIS/Pasep Regime Cumulativo Discriminação Receita Base de Cálculo Contribuição APURAÇÃO DA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP 01. Receita de Vendas de Bens e Serviços – Alíquota DE 0,65% 2.512.077,72 2.512.077,72 16.328,51 04. TOTAL DA CONTRIB. PIS/PASEP APURADA À ALÍQUOTA DE 0,65% 16.328,51 Ficha 15A – Resumo – Contribuição para o PIS/Pasep Regime Cumulativo 01. Contribuição para o PIS/Pasep Apurada 16.328,51 07. TOTAL DA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP APURADA NO MÊS 16.328,51 DEDUÇÕES 10. () PIS/Pasep Retida na Fonte por Pessoas Jurídicas de Direito Privado (Lei nº 10.833/2003, art. 30) 15.911,81 19. CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP A PAGAR – FATURAMENTO 416,70 Fl. 5572DF CARF MF Impresso em 11/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/08/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/08/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 11/08/2014 por NALI DA COSTA RODRIGUES, As sinado digitalmente em 08/08/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 18088.000050/200986 Resolução nº 3202000.186 S3C2T2 Fl. 5.485 31 DACON – DEMONSTRATIVO DE APURAÇÃO DAS CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS (Fls. 1.055/1.090) Mês/Ano: 02/2007 Demonstrativo: Original Situação: Normal ND: Ficha 08A – Cálculo da Contribuição para o PIS/Pasep Regime Cumulativo Discriminação Receita Base de Cálculo Contribuição APURAÇÃO DA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP 01. Receita de Vendas de Bens e Serviços – Alíquota DE 0,65% 2.352.205,74 2.352.205,74 15.289,34 04. TOTAL DA CONTRIB. PIS/PASEP APURADA À ALÍQUOTA DE 0,65% 15.289,34 Ficha 15A – Resumo – Contribuição para o PIS/Pasep Regime Cumulativo 01. Contribuição para o PIS/Pasep Apurada 15.289,34 07. TOTAL DA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP APURADA NO MÊS 15.289,34 DEDUÇÕES 10. () PIS/Pasep Retida na Fonte por Pessoas Jurídicas de Direito Privado (Lei nº 10.833/2003, art. 30) 14.877,06 19. CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP A PAGAR – FATURAMENTO 412,28 DACON – DEMONSTRATIVO DE APURAÇÃO DAS CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS (Fls. 1.055/1.090) Mês/Ano: 03/2007 Demonstrativo: Original Situação: Normal ND: Ficha 08A – Cálculo da Contribuição para o PIS/Pasep Regime Cumulativo Discriminação Receita Base de Cálculo Contribuição APURAÇÃO DA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP 01. Receita de Vendas de Bens e Serviços – Alíquota de 0,65% 2.495.671,25 2.495.671,25 16.221,86 04. TOTAL DA CONTRIB. PIS/PASEP APURADA À ALÍQUOTA DE 0,65% 16.221,86 Ficha 15A – Resumo – Contribuição para o PIS/Pasep Regime Cumulativo 01. Contribuição para o PIS/Pasep Apurada 16.221,86 07. TOTAL DA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP APURADA NO MÊS 16.221,86 DEDUÇÕES 10. () PIS/Pasep Retida na Fonte por Pessoas Jurídicas de Direito Privado (Lei nº 10.833/2003, art. 30) 15.859,88 19. CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP A PAGAR – FATURAMENTO 361,98 DACON – DEMONSTRATIVO DE APURAÇÃO DAS CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS (Fls. 1.055/1.090) Mês/Ano: 04/2007 Demonstrativo: Original Situação: Normal ND: Ficha 08A – Cálculo da Contribuição para o PIS/Pasep Regime Cumulativo Discriminação Receita Base de Cálculo Contribuição APURAÇÃO DA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP 01. Receita de Vendas de Bens e Serviços – Alíquota de 0,65% 2.498.203,85 2.498.203,85 16.238,33 04. TOTAL DA CONTRIB. PIS/PASEP APURADA À ALÍQUOTA DE 0,65% 16.238,33 Ficha 15A – Resumo – Contribuição para o PIS/Pasep Regime Cumulativo 01. Contribuição para o PIS/Pasep Apurada 16.238,33 07. TOTAL DA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP APURADA NO MÊS 16.238,33 DEDUÇÕES 10. () PIS/Pasep Retida na Fonte por Pessoas Jurídicas de Direito Privado (Lei nº 10.833/2003, art. 30) 15.692,22 19. CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP A PAGAR – FATURAMENTO 546,11 Fl. 5573DF CARF MF Impresso em 11/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/08/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/08/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 11/08/2014 por NALI DA COSTA RODRIGUES, As sinado digitalmente em 08/08/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 18088.000050/200986 Resolução nº 3202000.186 S3C2T2 Fl. 5.486 32 DACON – DEMONSTRATIVO DE APURAÇÃO DAS CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS (Fls. 1.055/1.090) Mês/Ano: 05/2007 Demonstrativo: Original Situação: Normal ND: Ficha 08A – Cálculo da Contribuição para o PIS/Pasep Regime Cumulativo Discriminação Receita Base de Cálculo Contribuição APURAÇÃO DA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP 01. Receita de Vendas de Bens e Serviços – Alíquota DE 0,65% 2.663.168,25 2.663.168,25 17.310,59 04. TOTAL DA CONTRIB. PIS/PASEP APURADA À ALÍQUOTA DE 0,65% 17.310,59 Ficha 15A – Resumo – Contribuição para o PIS/Pasep Regime Cumulativo 01. Contribuição para o PIS/Pasep Apurada 17.310,59 07. TOTAL DA CONTRBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP APURADA NO MÊS 17.310,59 DEDUÇÕES 10. () PIS/Pasep Retida na Fonte por Pessoas Jurídicas de Direito Privado (Lei nº 10.833/2003, art. 30) 16.866,31 19. CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP A PAGAR – FATURAMENTO 444,28 DACON – DEMONSTRATIVO DE APURAÇÃO DAS CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS (Fls. 1.055/1.090) Mês/Ano: 06/2007 Demonstrativo: Original Situação: Normal ND: 0000100200701608981 Ficha 08A – Cálculo da Contribuição para o PIS/Pasep Regime Cumulativo Discriminação Receita Base de Cálculo Contribuição APURAÇÃO DA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP 01. Receita de Vendas de Bens e Serviços – Alíquota de 0,65% 2.611.402,83 2.611.402,83 16.974,12 04. TOTAL DA CONTRIB. PIS/PASEP APURADA À ALÍQUOTA DE 0,65% 16.974,12 Ficha 15A – Resumo – Contribuição para o PIS/Pasep Regime Cumulativo 01. Contribuição para o PIS/Pasep Apurada 16.974,12 07. TOTAL DA CONSTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP APURADA NO MÊS 16.974,12 DEDUÇÕES 10. () PIS/Pasep Retida na Fonte por Pessoas Jurídicas de Direito Privado (Lei nº 10.833/2003, art. 30) 16.454,94 19. CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP A PAGAR – FATURAMENTO 519,18 DACON – DEMONSTRATIVO DE APURAÇÃO DAS CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS (Fls. 1.055/1.090) Mês/Ano: 07/2007 Demonstrativo: Original Situação: Normal ND: 0000100200702696226 Ficha 18A – Cálculo da Contribuição para o PIS/Pasep Regime Cumulativo Discriminação Receita Base de Cálculo Contribuição APURAÇÃO DA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP 01. Receita de Vendas de Bens e Serviços – Alíquota DE 0,65% 2.661.641,47 2.661.641,47 17.300,67 04. TOTAL DA CONTRIB. PIS/PASEP APURADA À ALÍQUOTA DE 0,65% 17.300,67 Ficha 25A – Resumo – Contribuição para o PIS/Pasep Regime Cumulativo 01. Contribuição para o PIS/Pasep Apurada 17.300,67 07. TOTAL DA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP APURADA NO MÊS 17.300,67 DEDUÇÕES 10. () PIS/Pasep Retida na Fonte por Pessoas Jurídicas de Direito Privado (Lei nº 10.833/2003, art. 30) 16.855,64 19. CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP A PAGAR – FATURAMENTO 445,03 Fl. 5574DF CARF MF Impresso em 11/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/08/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/08/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 11/08/2014 por NALI DA COSTA RODRIGUES, As sinado digitalmente em 08/08/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 18088.000050/200986 Resolução nº 3202000.186 S3C2T2 Fl. 5.487 33 DACON – DEMONSTRATIVO DE APURAÇÃO DAS CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS (Fls. 1.055/1.090) Mês/Ano: 08/2007 Demonstrativo: Original Situação: Normal ND: 0000100200702696226 Ficha 08A – Cálculo da Contribuição para o PIS/Pasep Regime Cumulativo Discriminação Receita Base de Cálculo Contribuição APURAÇÃO DA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP 01. Receita de Vendas de Bens e Serviços – Alíquota de 0,65% 2.683.333,25 2.683.333,25 17.441,67 04. TOTAL DA CONTRIB. PIS/PASEP APURADA À ALÍQUOTA DE 0,65% 17.441,67 Ficha 15A – Resumo – Contribuição para o PIS/Pasep Regime Cumulativo 01. Contribuição para o PIS/Pasep Apurada 17.441,67 07. TOTAL DA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP APURADA NO MÊS 17.441,67 DEDUÇÕES 10. () PIS/Pasep Retida na Fonte por Pessoas Jurídicas de Direito Privado (Lei nº 10.833/2003, art. 30) 16.955,62 19. CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP A PAGAR – FATURAMENTO 486,05 DACON – DEMONSTRATIVO DE APURAÇÃO DAS CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS (Fls. 1.055/1.090) Mês/Ano: 09/2007 Demonstrativo: Original Situação: Normal ND: 0000100200702696226 Ficha 08A – Cálculo da Contribuição para o PIS/Pasep Regime Cumulativo Discriminação Receita Base de Cálculo Contribuição APURAÇÃO DA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP 01. Receita de Vendas de Bens e Serviços – Alíquota de 0,65% 2.655.555,46 2.655.555,46 17.261,11 04. TOTAL DA CONTRIB. PIS/PASEP APURADA À ALÍQUOTA DE 0,65% 17.261,11 Ficha 15A – Resumo – Contribuição para o PIS/Pasep Regime Cumulativo 01. Contribuição para o PIS/Pasep Apurada 17.261,11 07. TOTAL DA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP APURADA NO MÊS 17.261,11 DEDUÇÕES 10. () PIS/Pasep Retida na Fonte por Pessoas Jurídicas de Direito Privado (Lei nº 10.833/2003, art. 30) 16.736,91 19. CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP A PAGAR – FATURAMENTO 524,20 DACON – DEMONSTRATIVO DE APURAÇÃO DAS CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS (Fls. 1.055/1.090) Mês/Ano: 10/2007 Demonstrativo: Original Situação: Normal ND: 0000100200702696226 Ficha 08A – Cálculo da Contribuição para o PIS/Pasep Regime Cumulativo Discriminação Receita Base de Cálculo Contribuição APURAÇÃO DA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP 01. Receita de Vendas de Bens e Serviços – Alíquota de 0,65% 2.711.851,31 2.711.851,31 17.627,03 04. TOTAL DA CONTRIB. PIS/PASEP APURADA À 17.627,03 Fl. 5575DF CARF MF Impresso em 11/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/08/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/08/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 11/08/2014 por NALI DA COSTA RODRIGUES, As sinado digitalmente em 08/08/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 18088.000050/200986 Resolução nº 3202000.186 S3C2T2 Fl. 5.488 34 ALÍQUOTA DE 0,65% Ficha 15A – Resumo – Contribuição para o PIS/Pasep Regime Cumulativo 01. Contribuição para o PIS/Pasep Apurada 17.627,03 07. TOTAL DA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP APURADA NO MÊS 17.627,03 DEDUÇÕES 10. () Pis/Pasep Retida na Fonte por Pessoas Jurídicas de Direito Privado (Lei nº 10.833/2003, art. 30) 17.140,11 19. CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP A PAGAR – FATURAMENTO 486,92 DACON – DEMONSTRATIVO DE APURAÇÃO DAS CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS (Fls. 1.055/1.090) Mês/Ano: 11/2007 Demonstrativo: Original Situação: Normal ND: 0000100200702696226 Ficha 08A – Cálculo da Contribuição para o PIS/Pasep Regime Cumulativo Discriminação Receita Base de Cálculo Contribuição APURAÇÃO DA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP 01. Receita de Vendas de Bens e Serviços – Alíquota de 0,65% 2.535.861,90 2.535.861,90 16.483,10 04. TOTAL DA CONTRIB. PIS/PASEP APURADA À ALÍQUOTA DE 0,65% 16.483,10 Ficha 15A – Resumo – Contribuição para o PIS/Pasep Regime Cumulativo 01. Contribuição para o PIS/Pasep Apurada 16.483,10 07. TOTAL DA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP APURADA NO MÊS 16.483,10 DEDUÇÕES 10. () PIS/Pasep Retida na Fonte por Pessoas Jurídicas de Direito Privado (Lei nº 10.833/2003, art. 30) 16.003,71 19. CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP A PAGAR – FATURAMENTO 479,39 DACON – DEMONSTRATIVO DE APURAÇÃO DAS CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS (Fls. 1.055/1.090) Mês/Ano: 12/2007 Demonstrativo: Original Situação: Normal ND: 0000100200702696226 Ficha 08A – Cálculo da Contribuição para o PIS/Pasep Regime Cumulativo Discriminação Receita Base de Cálculo Contribuição APURAÇÃO DA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP 01. Receita de Vendas de Bens e Serviços – Alíquota de 0,65% 3.035.373,74 3.035.373,74 19.729,93 04. TOTAL DA CONTRIB. PIS/PASEP APURADA À ALÍQUOTA DE 0,65% 19.729,93 Ficha 15A – Resumo – Contribuição para o PIS/Pasep Regime Cumulativo 01. Contribuição para o PIS/Pasep Apurada 19.729,93 07. TOTAL DA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP APURADA NO MÊS 19.729,93 DEDUÇÕES 10. () PIS/Pasep Retida na Fonte por Pessoas Jurídicas de Direito Privado (Lei nº 10.833/2003, art. 30) 19.348,35 19. CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP A PAGAR – FATURAMENTO 381,58 DACON – DEMONSTRATIVO DE APURAÇÃO DAS CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS (Fls. 1.384/1.401) Mês/Ano: 01/2008 Demonstrativo: Original Situação: Normal ND: 0000100200800017002 Ficha 08A – Cálculo da Contribuição para o PIS/Pasep Regime Cumulativo Discriminação Receita Base de Cálculo Contribuição APURAÇÃO DA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP 01. Receita de Vendas de Bens e Serviços – Alíquota de 0,65% 2.743.642,71 2.743.642,71 17.833,68 04. TOTAL DA CONTRIB. PIS/PASEP APURADA À ALÍQUOTA DE 0,65% 17.833,68 Fl. 5576DF CARF MF Impresso em 11/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/08/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/08/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 11/08/2014 por NALI DA COSTA RODRIGUES, As sinado digitalmente em 08/08/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 18088.000050/200986 Resolução nº 3202000.186 S3C2T2 Fl. 5.489 35 Ficha 15A – Resumo – Contribuição para o PIS/Pasep Regime Cumulativo 01. Contribuição para o PIS/Pasep Apurada 17.833,68 07. TOTAL DA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP APURADA NO MÊS 17.833,68 DEDUÇÕES 10. () PIS/Pasep Retida na Fonte por Pessoas Jurídicas de Direito Privado (Lei nº 10.833/2003, art. 30) 17.316,30 19. CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP A PAGAR – FATURAMENTO 517,38 DACON – DEMONSTRATIVO DE APURAÇÃO DAS CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS (Fls. 1.384/1.401) Mês/Ano: 02/2008 Demonstrativo: Original Situação: Normal ND: 0000100200800016997 Ficha 08A – Cálculo da Contribuição para o PIS/Pasep Regime Cumulativo Discriminação Receita Base de Cálculo Contribuição APURAÇÃO DA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP 01. Receita de Vendas de Bens e Serviços – Alíquota de 0,65% 2.808.161,44 2.808.161,44 18.253,05 04. TOTAL DA CONTRIB. PIS/PASEP APURADA À ALÍQUOTA DE 0,65% 18.253,05 Ficha 15A – Resumo – Contribuição para o PIS/Pasep Regime Cumulativo 01. Contribuição para o PIS/Pasep Apurada 18.253,05 07. TOTAL DA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP APURADA NO MÊS 18.253,05 DEDUÇÕES 10. () PIS/Pasep Retida na Fonte por Pessoas Jurídicas de Direito Privado (Lei nº 10.833/2003, art. 30) 17.722,12 19. CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP A PAGAR – FATURAMENTO 530,93 DACON – DEMONSTRATIVO DE APURAÇÃO DAS CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS (Fls. 1.384/1.401) Mês/Ano: 03/2008 Demonstrativo: Original Situação: Normal ND: 0000100200800017004 Ficha 08A – Cálculo da Contribuição para o PIS/Pasep Regime Cumulativo Discriminação Receita Base de Cálculo Contribuição APURAÇÃO DA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP 01. Receita de Vendas de Bens e Serviços – Alíquota de 0,65% 2.798.968,81 2.798.968,81 18.193,30 04. TOTAL DA CONTRIB. PIS/PASEP APURADA À ALÍQUOTA DE 0,65% 18.193,30 Ficha 15A – Resumo – Contribuição para o PIS/Pasep Regime Cumulativo 01. Contribuição para o PIS/Pasep Apurada 18.193,30 07. TOTAL DA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP APURADA NO MÊS 18.193,30 DEDUÇÕES 10. () PIS/Pasep Retida na Fonte por Pessoas Jurídicas de Direito Privado (Lei nº 10.833/2003, art. 30) 17.765,80 19. CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP A PAGAR – FATURAMENTO 427,50 DACON – DEMONSTRATIVO DE APURAÇÃO DAS CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS (Fls. 1.384/1.401) Mês/Ano: 04/2008 Demonstrativo: Original Situação: Normal ND: 0000100200800062895 Ficha 08A – Cálculo da Contribuição para o PIS/Pasep Regime Cumulativo Discriminação Receita Base de Cálculo Contribuição APURAÇÃO DA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP 01. Receita de Vendas de Bens e Serviços – Alíquota de 0,65% 2.814.064,09 2.814.064,09 18.291,42 04. TOTAL DA CONTRIB. PIS/PASEP APURADA À ALÍQUOTA DE 0,65% 18.291,42 Ficha 15A – Resumo – Contribuição para o PIS/Pasep Regime Cumulativo 01. Contribuição para o PIS/Pasep Apurada 18.291,42 07. TOTAL DA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP APURADA NO MÊS 18.291,42 DEDUÇÕES 10. () PIS/Pasep Retida na Fonte por Pessoas Jurídicas de Direito Privado (Lei nº 10.833/2003, art. 30) 17.810,58 19. CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP A PAGAR – FATURAMENTO 480.84 Fl. 5577DF CARF MF Impresso em 11/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/08/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/08/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 11/08/2014 por NALI DA COSTA RODRIGUES, As sinado digitalmente em 08/08/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 18088.000050/200986 Resolução nº 3202000.186 S3C2T2 Fl. 5.490 36 DACON – DEMONSTRATIVO DE APURAÇÃO DAS CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS (Fls. 1.384/1.401) Mês/Ano: 05/2008 Demonstrativo: Original Situação: Normal ND: 0000100200800090244 Ficha 08A – Cálculo da Contribuição para o PIS/Pasep Regime Cumulativo Discriminação Receita Base de Cálculo Contribuição APURAÇÃO DA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP 01. Receita de Vendas de Bens e Serviços – Alíquota de 0,65% 2.609.922,99 2.609.922,99 16.964,50 04. TOTAL DA CONTRIB. PIS/PASEP APURADA À ALÍQUOTA DE 0,65% 16.964,50 Ficha 15A – Resumo – Contribuição para o PIS/Pasep Regime Cumulativo 01. Contribuição para o PIS/Pasep Apurada 16.964,50 07. TOTAL DA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP APURADA NO MÊS 16.964,50 DEDUÇÕES 10. () PIS/Pasep Retida na Fonte por Pessoas Jurídicas de Direito Privado (Lei nº 10.833/2003, art. 30) 16.964,50 19. CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP A PAGAR – FATURAMENTO 0,00 DACON – DEMONSTRATIVO DE APURAÇÃO DAS CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS (Fls. 1.384/1.401) Mês/Ano: 06/2008 Demonstrativo: Original Situação: Normal ND: 0000100200800198557 Ficha 08A – Cálculo da Contribuição para o PIS/Pasep Regime Cumulativo Discriminação Receita Base de Cálculo Contribuição APURAÇÃO DA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS PASEP 01. Receita de Vendas de Bens e Serviços – Alíquota de 0,65% 2.603.352,99 2.603.352,99 16.921,79 04. TOTAL DA CONTRIB. PIS/PASEP APURADA À ALÍQUOTA DE 0,65% 16.921,79 Ficha 15A – Resumo – Contribuição para o PIS/Pasep Regime Cumulativo 01. Contribuição para o PIS/Pasep Apurada 16.921,79 07. TOTAL DA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP APURADA NO MÊS 16.921,79 DEDUÇÕES 10. () PIS/Pasep Retida na Fonte por Pessoas Jurídicas de Direito Privado (Lei nº 10.833/2003, art. 30) 16.921,79 19. CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP A PAGAR – FATURAMENTO 0,00 Os DACON’s na “linha 10. () Contribuição para o PIS/Pasep Retida na Fonte por Pessoas Jurídicas de Direito Privado (Lei nº 10.833/2003, art. 30)” apontam exatamente as antecipações do PIS/Pasep, correspondentes aos valores da contribuição retida na fonte pelos tomadores dos serviços prestados pela Recorrente, em cumprimento ao disposto no art. 30 da Lei nº 10.833, de 2003. Portanto, os valores constantes dos DACON’s – “linha 19. CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP A PAGAR – FATURAMENTO” representam a diferença entre a Cofins apurada no mês e o valor da Cofins retida na fonte, cujo resultado positivo foi informado pela Recorrente em DCTF – Declaração de Créditos e Débitos Tributários Federais (fls. 440/544, 718/813, 1.091/1.142, 1402/1471). Segundo o Relatório de Descrição dos Fatos, anexo ao Auto de Infração, a fiscalização deduziu do PIS/Pasep, lançado de ofício os valores já confessados em DCTF: Fl. 5578DF CARF MF Impresso em 11/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/08/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/08/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 11/08/2014 por NALI DA COSTA RODRIGUES, As sinado digitalmente em 08/08/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 18088.000050/200986 Resolução nº 3202000.186 S3C2T2 Fl. 5.491 37 Ao levarmos à tributação ao PIS – Programa de Integração Social o montante total do efetivo faturamento do contribuinte, lançado nos livros de registro de notas fiscais de serviços prestados e em demonstrativos contábeis, deduzimos, portanto, todos e quaisquer valores já declarados nas DCTF ...” (g.n) Ou seja, sobre o “montante total do efetivo faturamento do contribuinte” a autoridade fiscal calculou o PIS/Pasep, e do resultado encontrado, deduziu os valores declarados em DCTF, lançando a diferença, justamente, daqueles valores do PIS/Pasep Retidos na Fonte por Pessoas Jurídicas de Direito Privado (Lei nº 10.833/2003, art. 30) e informados na linha 10 do DACON. Equívoco à parte, impende destacar que a fiscalização apurou a base tributável do PIS/Pasep de acordo com o Livro de Registro de Notas Fiscais de Serviços Prestados e os demonstrativos contábeis validando, assim, todos os registros contidos no referido livro fiscal (fls. 306/336, 545/573, 814/949, 1146/1292 e 1472/1550), onde estão lançados os valores dos serviços prestados, individualizados por Nota Fiscal, data de emissão, nome dos tomadores dos serviços, possibilitando a que Recorrente apurasse os dados apresentados nos DACON’s. Tendo a fiscalização validado os DACON’s, a considerar suas observações acerca dos mesmos no Relatório de Descrição dos Fatos de que a Recorrente “preencheu a DACON – Demonstrativo de Apuração das Contribuições Sociais as fls. 1375 a 1.392 em conformidade com suas efetivas receitas auferidas.”, não se justificativa deixar de efetuar do valor devido a dedução do PIS/Pasep retido na fonte. Uma singela análise pela fiscalização dos dados contidos nos DACON’s, a levaria a concluir que as contribuições lançadas de ofício correspondem exatamente aos valores da Cofins descontados na fonte e destacados nas Notas Fiscais de Serviços Prestados, devidamente escrituradas pela Recorrente, e que a própria fiscalização admitiu como integrantes do seu faturamento, anoscalendário 2004, 2005, 2006, 2007 e 2008, conforme demonstrado a seguir: Fato PIS/Pasep Lançado de Ofício PIS/Pasep Retido na Fonte conf. Livro Reg. NF Serv. Prestados e informado em DACON 31/01/2005 8.681,35 8.681,35 28/02/2005 9.115,05 9.115,05 31/03/2005 9.666,82 9.666,82 30/04/2005 9.379,36 9.379,37 31/05/2005 10.991,63 10.991,64 30/06/2005 11.831,88 11.831,88 Fl. 5579DF CARF MF Impresso em 11/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/08/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/08/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 11/08/2014 por NALI DA COSTA RODRIGUES, As sinado digitalmente em 08/08/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 18088.000050/200986 Resolução nº 3202000.186 S3C2T2 Fl. 5.492 38 31/07/2005 11.909,78 11.909,78 31/08/2005 12.237,88 12.237,88 30/09/2005 12.132,87 12.132,88 31/10/2005 11.896,04 11.896,04 30/11/2005 12.515,80 12.515,81 31/12/2005 13.393,67 13.393,68 31/01/2006 12.107,61 12.107,62 28/02/2006 13.447,58 13.447,58 31/03/2006 13.547,92 13.547,92 30/04/2006 13.485,52 13.485,52 31/05/2006 13.667,92 13.667,93 30/06/2006 13.794,12 13.794,13 31/07/2006 15.830,25 15.830,26 31/08/2006 15.253,61 15.253,62 30/09/2006 15.468,08 15.468,08 31/10/2006 16.499,52 16.499,53 30/11/2006 15.686,37 15.686,37 31/12/2006 16.305,36 16.305,37 31/01/2007 15.911,80 15.911,81 28/02/2007 14.877,05 14.877,06 31/03/2007 15.859,88 15.859,88 30/04/2007 15.692,21 15.692,22 31/05/2007 16.866,31 16.866,31 30/06/2007 16.454,93 16.454,94 31/07/2007 16.855,63 16.855,64 31/08/2007 16.955,61 16.955,62 30/09/2007 16.736,91 16.736,91 31/10/2007 17.140,11 17.140,11 30/11/2007 16.003,71 16.003,71 31/12/2007 19.348,34 19.348,35 31/01/2008 17.316,29 ]17.316,30 29/02/2008 17.722,11 17.722,12 31/03/2008 17.765,79 17.765,80 30/04/2008 17.810,57 17.810,58 31/05/2008 17.745,90 17.745,96 30/06/2008 16.412,14 16.412,14 Tanto é assim, que em procedimento fiscal de diligência (fls. 5.377/5.379), a fiscalização apurou: Da análise da documentação entregue pelo fiscalizado (fls. 4.950 a 5.235), apurei que o valor das notas fiscais (fls. 1.790 a 4.807) apresentadas quando da impugnação encontrase incluído nos totais mensais de receitas apuradas segundo as planilhas representativas dos demonstrativos contábeis dos anoscalendário 2004, 2005, 2006, 2007 e 2008 as fls. 40, 49, 57, 64 e 69, respectivamente. Analisei, ainda, o Relatório das Notas Fiscais Emitidas (fls. 4.950 a 5.235) elaborado pelo diligenciado, o qual verifiquei conter a composição dos totais mensais informados nos “Balancetes de Verificação” constantes do processo. Apurei, contudo, que a diligenciada não fez acompanhar de sua impugnação a totalidade das notas fiscais a que se refere o Relatório de Notas Fiscais Emitidas (fls. 4.950 a 5.235). Atesto, também, que o valor das notas fiscais (fls. 1.790 a 4.807) apresentadas quando da impugnação encontrase incluído nos totais mensais de receitas apuradas segundo as planilhas representativas dos demonstrativos contábeis dos anoscalendário 2004, 2005, 2006, 2007 e 2008 as fls. 40, 49, 57, 64 e 69, respectivamente. Assim, fica atendido o item “a” do despacho a fls. 4.938. (g.n) Fl. 5580DF CARF MF Impresso em 11/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/08/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/08/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 11/08/2014 por NALI DA COSTA RODRIGUES, As sinado digitalmente em 08/08/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 18088.000050/200986 Resolução nº 3202000.186 S3C2T2 Fl. 5.493 39 O Relatório das Notas Fiscais, acima mencionado, foi apresentado pela Recorrente para atender ao Termo de Diligência Fiscal/Solicitação de Documentos nº 003/201/2010. Nele estão discriminadas todas as Notas Fiscais de Serviços Prestados, com a respectiva indicação numérica, data de emissão, tomador dos serviços (cliente), valor bruto e valor líquido, e o valor das retenções na fonte, relativas ao ISS, IR, PIS, Cofins, CSLL e INSS, prova cabal da composição do faturamento mensal da Recorrente e base de cálculo da Cofins nos anos calendário 2004, 2005, 2006, 2007 e 2008. Os dados consignados nos DACON retratam os valores informados no mencionado Relatório das Notas Fiscais. Portanto, se a autoridade fiscal responsável constatou que o valor das notas fiscais (fls. 1.790 a 4.807) apresentadas quando da impugnação encontrase incluído nos totais mensais de receitas apuradas segundo as planilhas representativas dos demonstrativos contábeis dos anoscalendário 2004, 2005, 2006, 2007 e 2008, são impertinentes as conclusões da fiscalização e da autoridade julgadora de que a Recorrente omitiu receitas da tributação da Cofins. Os dados consignados no documentário fiscal e contábil permitem a aferição das receitas do período, bem como, o total de PIS/Pasep retido na fonte (destacado em Nota Fiscal de Serviço Prestado) e declarado em DACON, e o total de PIS/Pasep confessado em DCTF. A seguir, planilha resumindo os fatos geradores da contribuição de que cuida o presente processo, pela qual se demonstra não haver diferença de contribuição a lançar: Receita Prestação Serviços PIS/Pasep 0,65% PIS/Pasep Retido na Fonte (*) PIS/Pasep Declarado em DCTF PIS/Pasep Arrecadado PIS/Pasep Diferença a Lançar Anocalendário 2004 A B (0,65% x A) C D E (C+D) F (BE) Janeiro Fevereiro 1.235.648,00 8.031,71 8.031,71 0,00 8.031,71 0,00 Março 1.440.152,80 9.360,99 9.334,69 26,30 9.360,99 0,00 Abril 1.215.964,12 7.903,77 7.877,46 26,31 7.903,77 0,00 Maio 1.332.274,82 8.659,79 8.232,90 426,89 8.659,79 0,00 Junho 1.303.247,35 8.471,11 8.444,22 26,89 8.471,11 0,00 Julho 1.371.692,29 8.916,00 8.881,00 35,00 8.916,00 0,00 Agosto 1.582.319,76 10.285,08 8.625,56 1.659,52 10.285,08 0,00 Setembro 1.458.801,56 9.482,21 9.331,91 150,30 9.482,21 0,00 Outubro 1.347.725,02 8.760,21 8.066,49 693,72 8.760,21 0,00 Novembro 1.231.826,23 8.006,87 7.348,04 658,83 8.006,87 0,00 Dezembro 1.835.908,50 11.933,41 10.932,01 1.001,40 11.933,41 0,00 TOTAL 15.355.560,45 99.811,15 87.074,28 7.367,27 99.811,15 0,00 (*) Conforme Relatório de Notas Fiscais de Serviços Prestados e Notas Fiscais do processo e provas emprestadas dos Processos 18088.000051/200986 (AI Cofins) e 18088.000063/200955 (AI IRPJ/CSLL) Receita Prestação Serviços PIS/Pasep 0,65% PIS/Pasep Retido na Fonte (*) PIS/Pasep Declarado em DCTF/ Dacon PIS/Pasep Arrecadado PIS/Pasep Diferença a Lançar Anocalendário 2005 A B (0,65% x A) C D E (C+D) F (BE) Janeiro 1.425.629,45 9.266,59 8.681,35 585,24 9.266,59 0,00 Fevereiro 1.548.972,89 10.068,32 9.115,05 953,27 10.068,32 0,00 Março 1.548.517,30 10.065,36 9.666,82 398,54 10.065,36 0,00 Fl. 5581DF CARF MF Impresso em 11/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/08/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/08/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 11/08/2014 por NALI DA COSTA RODRIGUES, As sinado digitalmente em 08/08/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 18088.000050/200986 Resolução nº 3202000.186 S3C2T2 Fl. 5.494 40 Abril 1.513.650,33 9.838,73 9.379,37 459,36 9.838,73 0,00 Maio 1.750.972,00 11.381,32 10.991,64 389,68 11.381,32 0,00 Junho 1.871.032,49 12.161,71 11.831,88 329,83 12.161,71 0,00 Julho 1.890.633,01 12.289,11 11.909,78 379,33 12.289,11 0,00 Agosto 1.957.135,39 12.721,38 12.237,88 483,50 12.721,38 0,00 Setembro 1.930.366,12 12.547,38 12.132,88 414,50 12.547,38 0,00 Outubro 1.894.068,36 12.311,44 11.896,04 415,40 12.311,44 0,00 Novembro 1.993.187,28 12.955,72 12.515,81 439,91 12.955,72 0,00 Dezembro 2.124.971,77 13.812,32 13.393,68 418,64 13.812,32 0,00 TOTAL 21.449.136,39 139.419,38 133.752,18 5.667,20 139.419,38 0,00 (*) Conforme Relatório de Notas Fiscais de Serviços Prestados e Notas Fiscais do processo e provas emprestadas dos Processos 18088.000051/200986 (AI Cofins) e 18088.000063/200955 (AI IRPJ/CSLL) Receita Prestação Serviços PIS/Pasep 0,65% PIS/Pasep Retido na Fonte (*) PIS/Pasep Declarado em DCTF/ Dacon PIS/Pasep Arrecadado PIS/Pasep Diferença a Lançar Anocalendário 2006 A B (0,65% x A) C D E (C+D) F (BE) Janeiro 1.931.690,58 12.555,99 12.107,62 448,37 12.555,99 0,00 Fevereiro 2.127.346,30 13.827,75 13.447,58 380,17 13.827,75 0,00 Março 2.146.313,94 13.951,04 13.547,92 403,12 13.951,04 0,00 Abril 2.142.781,71 13.928,08 13.485,52 442,56 13.928,08 0,00 Maio 2.171.030,05 14.111,70 13.667,93 443,77 14.111,70 0,00 Junho 2.199.102,60 14.294,17 13.794,13 500,04 14.294,17 0,00 Julho 2.485.539,83 16.156,01 15.830,26 325,75 16.156,01 0,00 Agosto 2.401.150,11 15.607,48 15.253,62 353,86 15.607,48 0,00 Setembro 2.433.825,36 15.819,86 15.468,08 351,78 15.819,86 0,00 Outubro 2.609.228,60 16.959,99 16.499,53 460,46 16.959,99 0,00 Novembro 2.473.700,39 16.079,05 15.686,37 392,68 16.079,05 0,00 Dezembro 2.560.244,20 16.641,59 16.305,37 336,22 16.641,59 0,00 TOTAL 27.681.953,67 179.932,71 175.093,93 4.838,78 179.932,71 0,00 (*) Conforme Relatório de Notas Fiscais de Serviços Prestados e Notas Fiscais do processo e provas emprestadas dos Processos 18088.000051/200986 (AI Cofins) e 18088.000063/200955 (AI IRPJ/CSLL) Receita Prestação Serviços PIS/Pasep 0,65% PIS/Pasep Retido na Fonte (*) PIS/Pasep Declarado em DCTF/ Dacon PIS/Pasep Arrecadado PIS/Pasep Diferença a Lançar Anocalendário 2007 A B (0,65% x A) C D E (C+D) F (BE) Janeiro 2.512.077,72 16.328,51 15.911,81 416,70 16.328,51 0,00 Fevereiro 2.352.205,74 15.289,34 14.877,06 412,28 15.289,34 0,00 Março 2.495.671,25 16.221,86 15.859,88 361,98 16.221,86 0,00 Abril 2.498.203,85 16.238,33 15.692,22 546,11 16.238,33 0,00 Maio 2.663.168,25 17.310,59 16.866,31 444,28 17.310,59 0,00 Junho 2.611.402,83 16.974,12 16.454,94 519,18 16.974,12 0,00 Julho 2.661.641,47 17.300,67 16.855,64 445,03 17.300,67 0,00 Agosto 2.683.333,25 17.441,67 16.955,62 486,05 17.441,67 0,00 Setembro 2.655.555,46 17.261,11 16.736,91 524,20 17.261,11 0,00 Outubro 2.711.851,31 17.627,03 17.140,11 486,92 17.627,03 0,00 Novembro 2.535.861,90 16.483,10 16.003,71 479,39 16.483,10 0,00 Dezembro 3.035.373,74 19.729,93 19.348,35 381,58 19.729,93 0,00 TOTAL 31.416.346,7 7 204.206,26 198.702,56 5.503,70 204.206,26 0,00 (*) Conforme Relatório de Notas Fiscais de Serviços Prestados e Notas Fiscais do processo e provas emprestadas dos Processos 18088.000051/200986 (AI Cofins) e 18088.000063/200955 (AI IRPJ/CSLL) Receita Prestação Serviços PIS/Pasep 0,65% PIS/Pasep Retido na Fonte (*) PIS/Pasep Declarado em DCTF/ Dacon PIS/Pasep Arrecadado PIS/Pasep Diferença a Lançar Anocalendário 2008 A B (0,65% x A) C D E (C+D) F (BE) Janeiro 2.743.642,70 17.833,68 17.316,30 517,38 17.833,68 0,00 Fl. 5582DF CARF MF Impresso em 11/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/08/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/08/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 11/08/2014 por NALI DA COSTA RODRIGUES, As sinado digitalmente em 08/08/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 18088.000050/200986 Resolução nº 3202000.186 S3C2T2 Fl. 5.495 41 Fevereiro 2.808.161,44 18.253,05 17.722,12 530,93 18.253,05 0,00 Março 2.798.968,81 18.193,30 17.765,80 427,50 18.193,30 0,00 Abril 2.814.064,08 18.291,42 17.810,58 480,84 18.291,42 0,00 Maio 2.799.124,93 18.194,31 17.745,96 448,41 18.194,37 0,00 Junho 2.603.352,99 16.921,79 16.412,14 509,65 16.921,79 0,00 TOTAL 16.567.314,95 107.687,55 104.772,90 2.914,71 107.687,61 0,00 (*) Conforme Relatório de Notas Fiscais de Serviços Prestados e Notas Fiscais do processo e provas emprestadas dos Processos 18088.000051/200986 (AI Cofins) e 18088.000063/200955 (AI IRPJ/CSLL) 6. Do Procedimento Fiscal determinado pelo MPF nº 0812200/00465/08 (Prova Emprestada) Decorrente do mesmo MPF 0812200/00465/08 emitido em face da Recorrente foram também lavrados além do Auto de Infração de PIS objeto deste processo, os Autos de Infração para exigência da Cofins (Processo nº 18088.000051/200921) e do IRPJ e tributação reflexa da CSLL (Processo nº 18088.000063/200955). Apesar de terem origem nos mesmos fatos apurados no procedimento de fiscalização, para cada lançamento de ofício foi formalizado processo distinto com número de registro próprio, tendo sua tramitação e julgamento ocorrido em separado, em frontal desrespeito ao comando do § 1º do art. 9º do Decreto nº 70.325, de 1972, que dispõe: Art. 9º .... § 1º Os autos de infração e as infrações de lançamento de que trata o caput deste artigo, formalizados em relação ao mesmo sujeito passivo, podem ser objeto de um único processo, quando a comprovação dos ilícitos dependem dos mesmos elementos de prova. O contencioso administrativo foi instaurado em face de todos os lançamentos de ofício. Contudo, tendo em vista o grande volume de Notas Fiscais comprobatórias das retenções na fonte do PIS/Pasep, da Cofins, do IRPJ e da CSLL, e considerando a inviabilidade de anexar a totalidade de cópias autenticadas de todo o documentário fiscal em cada uma das três Impugnações, inclusive por medida de economia processual, a Recorrente acostou dividiu a totalidade das notas fiscais nos três processos (PIS, Cofins e IRPJ;CSLL), de modo que todo o universo de notas fiscais pudesse ser examinado pelo julgador. Em procedimento fiscal de diligência, determinado pela 5ª Turma da DRJ/RPO, foram examinadas as Notas Fiscais apresentadas em cada uma das impugnações, tendo o Auditor Fiscal elaborado demonstrativo contendo: (i) número da folha dos processos, (ii) número das Notas Fiscais, (iii) valor total das Notas Fiscais, e as contribuições/impostos destacados nas Notas Fiscais. Nas Informações Fiscais apresentadas nos respectivos processos, o AFRF fez a seguinte observação: Já para atendimento ao item “b” do despacho a fl. ... elaborei, à luz das informações apresentadas pelo contribuinte, relatório, mês a mês (fls. ...), destacando em uma coluna própria, com base nas notas fiscais apresentadas na Fl. 5583DF CARF MF Impresso em 11/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/08/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/08/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 11/08/2014 por NALI DA COSTA RODRIGUES, As sinado digitalmente em 08/08/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 18088.000050/200986 Resolução nº 3202000.186 S3C2T2 Fl. 5.496 42 impugnação (fls. ...) o PIS ... retido na fonte, concluindo que há Notas Fiscais (fls. ...) apresentadas na impugnação cujos valores estão incluídos no cômputo das receitas apuradas nas planilhas representativas dos demonstrativos contábeis dos anoscalendário 2004, 2005, 2006, 2007 e 2008 as fls. ..., respectivamente, base para exigência das contribuições ... (g.n) Apurei, ainda em atendimento ao item “b” do despacho a fl. ..., que as notas fiscais as fls. ..., apresentadas pelo fiscalizado quando da sua impugnação ao auto de infração de que trata essa informação fiscal, listadas em relatório as fls. ..., guardam relação com o auto de infração, e os valores das notas fiscais estão incluídos no cômputo das receitas apuradas nas planilhas representativas dos demonstrativos contábeis dos anoscalendário 2004, 2005, 2006, 2007 e 2008 as fls. ..., respectivamente, base para arbitramento do ... (g.n) O texto acima consta da Informação Fiscal apresentada pela autoridade fiscal nos processos em comento, significando que a totalidade das Notas Fiscais acostadas aos três processos está incluída no cômputo das receitas apuradas na ação fiscal e, portanto, são prova cabal da tributação na fonte das contribuições/impostos objetos das exigências fiscais. Ademais, conforme Informação Fiscal retro, ditas Notas Fiscais foram listadas pela Recorrente em Relatório e, com base nas informações ali contidas, a autoridade fiscal levantou os valores que foram retidos na fonte. A seguir, apresentamos planilha com a indicação do número das Notas Fiscais de Serviços Prestados que foram anexadas às respectivas Impugnações, em ordem seqüencial e segregadas por processo administrativo, cujas provas devem ser examinadas em conjunto tendo em vista a conexão processual: 1.1.1.1 Notas Fiscais emitidas no AnoCalendário 2004 Processo nº 18088.000050/200986 Auto de Infração de PIS/Pasep Processo nº 18088.000051/200921 Auto de Infração de Cofins Processo nº 18088.000063/200955 Auto de Infração de IRPJ e CSLL 1.1.1.2 Notas Fiscais emitidas no Anocalendário 2004 (Fls. 779839) Notas Fiscais nºs: 4002, 4052, 4102, 4132, 4136, 4183, 4233, 4266, 4272, 4322, 4371, 4388, 4390, 4440, 4490, 4540, 4556, 4608, 4664, 4698, 4702, 4754, 4804, 4854, 4866, 4918, 4966, 4968, 5019, 5036, 5039, 5089, 5139, 5181, 5183, 5233, 5283, 5333, 5339, 5380, 5389, 5439, 5460, 5461, 5510, 5560, 5561, 5610, 5635. (Fls. 16341858) Notas Fiscais nºs: 4052, 4132, 4183, 4266, 4322, 4388, 4440, 4540, 4608, 4698, 4754, 4854, 4918, 5019, 5039, 5139,5183, 5283, 5339, 5439, 5461, 5560, 5561, 5635. (Fls. 829884) Notas Fiscais nºs: 3473, 3523, 3549, 4002, 4052, 4102, 4132, 4136, 4183, 4233, 4266, 4272, 4322, 4371, 4388, 4390, 4440, 4490, 4540, 4556, 4608, 4664, 4698, 4702, 4754, 4804, 4854, 4866, 4918, 4968, 5019, 5036, 5039, 5089, 5139, 5181, 5183, 5233, 5283, 5333, 5339, 5389, 5380, 5439, 5460, 5461, 5510, 5560, 5561, 5610, 5635, 1.1.1.3 Notas Fiscais emitidas no Anocalendário 2005 (Fls. 17902394) Notas Fiscais nºs: 5664, 5742 a 5748, 5751 a 5759, 5761 a 5768, 5770 a 5775, 5777 a 5781, 5783 a 5785, 5787 a 5792, 5794 a 5796, (Fls. 17342323) Notas Fiscais nºs: 5686 a 5727, 5737, 5867 a 5904, 5929 a 5940, 6042 a 6047, 6091 a 6146, 6208 a 6264, 6502 a 6510, 6518 a 6570, (Fls. 11311775) Notas Fiscais nºs: 5638 a 5652, 5656, 5658 a 5663, 5666 a 5685, 5800, 5901 a 5928, 5941, 5944 a 5974, 5996 a 6021, 6024 a 6031, Fl. 5584DF CARF MF Impresso em 11/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/08/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/08/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 11/08/2014 por NALI DA COSTA RODRIGUES, As sinado digitalmente em 08/08/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 18088.000050/200986 Resolução nº 3202000.186 S3C2T2 Fl. 5.497 43 5798, 5801 a 5802, 5804 a 5816, 5818 a 5831 5833 a 5835, 5839 a 5865, 5975 a 5976, 5978 a 5984, 5988 a 5993, 5995, 6049 a 6055, 6057 a 6072, 6074, 6075, 6148, 6149, 6151, 6152, 6154 a 6162, 6164 a 6170, 6173, 6176 a 6178, 6181 a 6207, 6330 a 6338, 6341 a 6345, 6350 a 6415, 6447 a 6450, 6585 a 6594, 6597, 6598, 6600 a 6604, 6606 a 6617, 6619, 6620, 6622 a 6630, 6632 a 6637, 6640 a 6644, 6646 a 6656, 6790 a 6797, 6799, 6842 a 6847, 6850 a 6872, 6909, 6910, 6915, 6922 a 6925, 6934, 6935, 6940, 6943, 6946, 7075 a 7126, 7128 a 7131, 7133, 7134, 7136, 7137, 7148, 7149, 7150, 7151, 7154, 7165 a 7167, 7207 a 7235, 7283, 7285, 7286, 7298, 7299, 7304, 7312, 7325 a 7329, 7339, 7340, 7346, 7347, 7393 a 7398, 7400 a 7423, 7455 a 7457, 7463, 7466, 7468, 7470, 7472, 7478, 7479, 7483, 7497 a 7501, 7503 a 7505, 7517, 7518, 7560 a 7584, 7620, 7630 a 7635, 7644, 7650 a 7652, 7657, 7660. 6575 a 6584, 6731 a 6773, 6778, 6780 a 6789, 6810 a 6840, 6905 a 6945, 7138 a 7146, 7160 a 7164, 7171 a 7206, 72737281, 7291 a 7297, 7303 a 7324, 7336 a 7338, 7343 a 7345, 7350 a 7364, 7368 a 7392, 7448 a 7454, 7462 a 7477, 7482, 7485 a 7496, 7514 a 7559, 7619 a 7629, 7642 a 7649, 7658 a 7664. 6036 a 6041, 6048, 6076 a 6090, 6265 a 6311, 6416 a 6446, 6450 a 6464, 6467 a 6501, 6657 a 6660, 6663 a 6730, 6800 a 6808, 6873 a 6906, 6911, 6912, 6916, 6926 a 6929, 6937, 6941, 6944, 6947 a 704, 7155 a 7159, 7168 a 7170, 7175, 7236 a 7272, 7287 a 7301, 7313, 7330 a 7335, 7341 a 7342, 7348, 7349, 7424 a 7447, 7458, 7460, 7461, 7480, 7481, 7484, 7506 a 7513, 7519 a 7520, 7585 a 7597, 7600 a 7610, 7618, 7621, 7636 a 7641, 7645, 7653 a 7655, 7661. Notas Fiscais emitidas no Anocalendário 2006 (Fls. 23332341, 23953333) Notas Fiscais nºs: 4 a 59, 64, 67, 69, 74, 77, 78, 82, 84, 86, 89, 93, 96, 99, 138 a 173, 176, 216, 219, 226 a 229, 243 a 245, 249, 251 a 310, 454, 455, 498, 509, 524, 553, 557, 559 a 599, 602 a 610, 613, 633, 634, 637, 639, 640, 642 a 647, 655 a 734, 884 a 966, 1179 a 1304, 1504 a 1598, 1740 a 1807, 1967 a 1970, 1984 a 1988, 2004 a 2013, 2029 a 2033, 2079 a 2114, 2143, 2148, 2149, 2157 a 2160, 2173, 2174, 2177, 2183 a 2186, 2193, 2194, 2200 a 2202, 2207, 2209 a 2301, 2456 a 2459, 2468, 2476 a 2480, 2491, 2492, 2500 a 2503, 2525 a 2528, 2530 a 2535, 2558, 2559, 2566 a 2569, 2579 a 2581, 2590 a 2593, 2607 a 2609, 2651 a 2671, 2704 a 2707, 2717 a 2719. (Fls. 23243325) Notas Fiscais nºs: 7867 a 7926, 7953 a 8000, 60 a 63,66,68,71 a 73, 76, 79, 81, 83, 85, 88, 91, 95, 97, 98, 101 a 137, 215, 218, 221 a 225, 238 a 242, 250, 279, 315, 324, 325, 333, 338, 339, 345, 351, 352, 363, 365, 366, 373 ,396 a 452, 453, 456 a 458 a 472, 480, 482, 488, 489, 490, 493, 494, 503, 513 a 522, 526, 528 a 530, 533, 538, 542 a 546, 558, 572, 582, 600, 601, 611, 614 a 616, 630 a 632, 635, 638, 641, 648 a 651, 653, 654, 813 a 883, 1074 a 1178, 1410 a 1503, 1676 a 1739, 1900 a 1966, 6710, 6711, 1975 a 1983, 1994 a 2003, 2024 a 2028, 2039 a 2078, 2142, 2144 a 2147, 2152 a 2156, 2169 a 2172, 2178 a 2182, 2191, 2192, 2197 a 2199, 2206, 2029 a 2033, 2079 a 2114, 2143, 2148, 2149, 2157 a 2160, 2173, 2174, 2177, 2183 a 2186, 2193, 2194,379 a 2455, 2464 a 2467, 2471 a 2475, 2488 a 2490, 2495 a 2499, 2512 a 2524, 2553 a 2557, 2562 a 2565, 2574 a 2578, 2585 a 2589, 2602 a 2606, 2613 a 2650, 2698 a 2703, 2712 a 2716, 2723, 2726. (Fls. 17762714) Notas Fiscais nºs: 7927 a 7952, 65, 70, 75, 80, 87, 90, 92, 94, 100, 174, 175, 177 a 198, 201 a 214, 217, 220, 230 a 233, 237, 246, 247, 311 a 337, 340 a 364, 367 a 395, 473 a 487, 491, 492, 495 a 512, 523, 525, 527, 531 a 541, 548 a 556, 612, 617 a 629, 735 a 798, 800 a 812, 967 a 1073, 1305 a 1341, 1345 a 1360, 1365 a 1368, 1373, 1375 a 1409, 159 a 1649 a 167499, 1971 a 1974, 1989 a 1993, 2014 a 2023, 2034 a 2038, 2115 a 2141, 2150, 2151, 2161 a 2168, 2175, 2188 a 2190, 2195, 2196, 2202 a 2205, 2208, 2302 a 2378, 2462, 2463, 2470, 2481 a 2487, 2493, 494, 2504 a 2511, 2540 a 2545, 2551, 2552, 2560, 2561, 2570 a 2573, 2582, 2584, 2594 a 2601, 2610 a 2612, 2672, 2674 a 2697, 2708 a 2711, 2720 a 2722, 2725. Notas Fiscais emitidas no Anocalendário 2007 Fl. 5585DF CARF MF Impresso em 11/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/08/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/08/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 11/08/2014 por NALI DA COSTA RODRIGUES, As sinado digitalmente em 08/08/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 18088.000050/200986 Resolução nº 3202000.186 S3C2T2 Fl. 5.498 44 (Fls. 33374526) Notas Fiscais nºs: 2883 a 2888, 2919, 2920, 2937 a 2997, 3001 a 3028, 3197 a 3331, 3516 a 3613, 3795 a 3880, 4093 a 4104, 4126 a 4133, 4145 a 4147, 4153, 4154, 4166 a 4173, 4184 a 4186, 4260 a 4323, 4383 a 4391, 4404, 4405, 4417 a 4419, 4425 a 4429, 4436, 4445 a 4450, 4460 a 4462, 4470 a 4472, 4482 a 4485, 4495 a 4497, 4503, 4513 a 4519, 4532 a 4534, 4590 a 4620, 4651, 4652, 4655, 4670 a 4680, 4695, 4696, 4707 a 4713, 4724, 4727, 4730 a 4846, 5024 a 5151, 5307, 5308, 5317 a 5320, 5327, 5328, 5341 a 5345, 5359 a 5363, 5377 a 5382, 5399 a 5403, 5412, 5415, 5462 a 5486, 5528, 5535 a 5537, 5547 a 5552, 5562, 5564, 5568, 5569, 5578 a 5581, 5587, 5588, 5591 a 5595, 5910 a 6036. (Fls. 33274588) 1.1.1.4 Notas Fiscais nº: 2793 a 2805, 2808 a 2882, 2889 a 2903, 3120 a 3196, 3421 a 3515, 3713 a 3794, 3989 a 4084 a 4092, 4105 a 4125, 4134 a 4144, 4149, 4150 a 4152, 4155 a 4165, 4174 a 4183, 4190 a 4224, 4323 a 4369, 4392 a 4399, 4406, 4407, 4413 a 4416, 4430 a 4434, 4437 a 4444, 4451 4459, 4463 a 4469, 4473 a 4481, 4486 a 4494, 4498 a 4502, 4504 a 4512, 4520 a 4531, 4535 a 4561, 4621 a 4648, 4653, 4654, 4681 a 4691, 4697, 4698, 4714 a 4720, 4725, 4729, 4947 a 5023, 5281 a 5306, 5309 a 5316, 5321 a 5325, 2326, 5329 a 5340, 5346 a 5376, 5363 a 5369, 5383 a 5398, 5404 a 5411,5413, 5414, 5416, 5417 a 5524, 5529, 5538 a 5540, 5553 a 5558, 5563, 5564, 5570. 5571, 5582 a 5585, 5590, 5798 a 5909, 6127 a 6216. (Fls. 27163796) Notas Fiscais nºs: 2729 a 2762, 2765 a 2773, 2777 a 2783, 2789 a 2792, 2806, 2807, 2904 a 2918, 2921 a 2936, 3031 a 3070, 3074 a 3118, 3332 a 3420, 3614 a 3710, 3881 a 3890, 3902 a 3988, 4225 a 4259, 4372 a 4382, 4400 a 4403, 4408 a 4411, 4420 a 4424, 4435, 4562 a 4589, 4650, 4656 a 4669, 4692 a 4694, 4699, 4700, 4703, 4706, 4721 a 4723, 4726, 4728, 4847 a 4937, 4941 a 4946, 5152 a 5280, 5457 a 5461, 5525 a 5527, 5530 a 5534, 5541 a 5546, 5559, 5560, 5566, 5572 a 5577, 5586, 5588, 5696 a 5775, 5794, 5795, 6037 a 6126, 6326 a 6339. Notas Fiscais emitidas no Anocalendário 2008 (Fls. 45274807) Notas Fiscais nºs: 6431 a 6516, 6707 a 6790, 6968 a 7051, 7344 a 7368. (Fls. 45895225) Notas Fiscais nº: 6217 a 6325, 6517 a 6616, 6791 a 6865, 7117 a 7194, 7244 a 7258, 7274 a 7308, 7387 a 7429 a 7485, 7571 a 7578, 7580 a 7604, 7833 a 7916. (Fls. 37984460) Notas Fiscais nºs: 6341 a 6430, 6617 a 6706, 6866, 6868, 6872 a 6967, 7052 a 7054, 7058 a 7112, 7195 a 7243, 7260 a 7273, 7309 a 7320, 7324, 7325, 7327, 7328, 7331 a 7338, 7341, 7342, 7486 a 7570, 7608 a 7629, 7733 a 7801, 7804 a 7830. Assim, considerando as provas acostadas aos presentes autos e também as provas (emprestadas) que se encontram nos Processos números 18088.000051/200921 (Auto de Infração da Cofins) e 18088.000063/200955 (Auto de Infração do IRPJ e CSLL), resta comprovado que não foram omitidas receitas da tributação do PIS/Pasep. Portanto, o lançamento de ofício em discussão decorre de vício material da autoridade fiscal na determinação da matéria tributável, impondo que seja julgado improcedente a exigência fiscal, relativa aos fatos geradores ocorridos nos anoscalendário 2004, 2005, 2006, 2007 e 2008, nos termos do art. 142 do CTN c/c art. 30 da Lei nº 10.833 de 2003.” Fl. 5586DF CARF MF Impresso em 11/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/08/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/08/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 11/08/2014 por NALI DA COSTA RODRIGUES, As sinado digitalmente em 08/08/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 18088.000050/200986 Resolução nº 3202000.186 S3C2T2 Fl. 5.499 45 Relativamente à multa qualificada, traz a recorrente que a simples alegação de que a empresa não respondeu a intimação e a reintimação não dá respaldo para agravar a multa. Em sua defesa, aduz que toda a documentação foi apresentada à fiscalização, razão pela qual, não tendo sido comprovada a omissão de receita, deve ser anulado o lançamento impugnado, bem assim o agravamento da aplicação da multa exposta. A respeito da base de cálculo da contribuição para o PIS, a recorrente pleiteia a exclusão da base de cálculo da contribuição para o PIS de valores correspondentes ao Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços ICMS e do Imposto sobre Serviços — ISS . Sobre esses dispositivos legais, alega a autoridade fazendária que o pleito da contribuinte não encontra amparo em quaisquer das hipóteses de exclusão da base, de cálculo da contribuição para o PIS relacionadas no art. 3º, § 2°, da Lei 9.718/98. Quanto à aplicação de juros de mora sobre multa, traz a recorrente que a autoridade fazendária não poderia reclamar o pagamento de juros de mora sobre a multa calculadas por taxas de juros de natureza remuneratória, sob pena de ofensa ao conceito jurídico e econômico de juros moratórios, e de ferir os preceitos contidos no § 1º do at. 61 do CTN e no § 3º do art. 192 da CF/88. Passada a descrição das questões trazidas pela recorrente, vêse que para o deslinde da lide, é essencial, no caso vertente, a comprovação da liquidez e certeza dos referidos créditos, o que, em homenagem ao princípio da verdade material que permeia o processo administrativo tributário, voto no sentido de converter o julgamento em diligência, para que a unidade de origem: · Providencie a juntada de todas as Notas Fiscais relativas a esses eventos e períodos ora aqui discutidos e que, por sua vez, se encontram em outros Processos Administrativos: Processos nºs 18088.000051/200921 (Auto de Infração da Cofins) e 18088.000063/200955 (Auto de Infração do IRPJ e CSLL), Fl. 5587DF CARF MF Impresso em 11/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/08/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/08/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 11/08/2014 por NALI DA COSTA RODRIGUES, As sinado digitalmente em 08/08/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 18088.000050/200986 Resolução nº 3202000.186 S3C2T2 Fl. 5.500 46 · Cientifique o contribuinte sobre o resultado da diligência, para, se assim desejar, apresentar no prazo legal de 30 (trinta) dias, manifestação, nos termos do art. 35, parágrafo único, do Decreto nº 7.574/11; · Findo o prazo acima, devolva os autos ao CARF para julgamento. Assinado digitalmente Tatiana Midori Migiyama Fl. 5588DF CARF MF Impresso em 11/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/08/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 03/08/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 11/08/2014 por NALI DA COSTA RODRIGUES, As sinado digitalmente em 08/08/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES
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Numero do processo: 19515.004859/2009-62
Turma: Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Primeira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Feb 12 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Wed Jun 18 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Ano-calendário: 2004, 2005, 2006, 2007
JUROS DE MORA SOBRE MULTA DE OFÍCIO. INAPLICABILIDADE.
Os juros de mora só incidem sobre o valor do tributo, não alcançando o valor da multa de ofício aplicada.
Numero da decisão: 1202-001.096
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, pelo voto de qualidade, em relação ao mérito, em negar provimento ao recurso voluntário, vencidos os Conselheiros Marcelo Baeta Ippolito, Geraldo Valentim Neto e Orlando José Gonçalves Bueno, que votaram pela realização de diligência. Por maioria de votos, em excluir a exigência dos juros de mora sobre a multa de ofício, vencidos os Conselheiros Viviane Vidal Wagner (relatora) e Carlos Alberto Donassolo. Designado o Conselheiro Plínio Rodrigues Lima para redigir o voto vencedor. Ausente, momentaneamente, a Conselheira Nereida de Miranda Finamore Horta, que foi substituída pelo Conselheiro Marcelo Baeta Ippolito.
(assinado digitalmente)
Carlos Alberto Donassolo Presidente em Exercício.
(assinado digitalmente)
Viviane Vidal Wagner Relatora
(assinado digitalmente)
Plínio Rodrigues Lima Redator designado
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carlos Alberto Donassolo, Viviane Vidal Wagner, Plínio Rodrigues Lima, Nereida de Miranda Finamore Horta, Geraldo Valentim Neto e Orlando José Gonçalves Bueno.
Nome do relator: VIVIANE VIDAL WAGNER
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Recorrente ITAÚSA EXPORT S/A Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 2004, 2005, 2006, 2007 COMPENSAÇÃO DO IMPOSTO DE RENDA INCIDENTE NO EXTERIOR. NÃO COMPROVAÇÃO. GLOSA. É indevida a compensação do imposto de renda incidente no exterior sobre o lucro de controladas, etc. ali sediadas quando o contribuinte não comprova que apurou o lucro disponibilizado no exterior e o imposto a compensar na forma prevista pela legislação tributária. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO CSLL Anocalendário: 2005 COMPENSAÇÃO DO IMPOSTO DE RENDA INCIDENTE NO EXTERIOR. NÃO COMPROVAÇÃO. GLOSA. É indevida a compensação do imposto de renda incidente no exterior sobre o lucro de controladas, etc. ali sediadas quando o contribuinte não comprova que apurou o lucro disponibilizado no exterior e o imposto a compensar na forma prevista pela legislação tributária. ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Anocalendário: 2004, 2005, 2006, 2007 JUROS DE MORA SOBRE MULTA DE OFÍCIO. INAPLICABILIDADE. Os juros de mora só incidem sobre o valor do tributo, não alcançando o valor da multa de ofício aplicada. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, pelo voto de qualidade, em relação ao mérito, em negar provimento ao recurso voluntário, vencidos os Conselheiros Marcelo Baeta AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 19 51 5. 00 48 59 /2 00 9- 62 Fl. 1452DF CARF MF Impresso em 18/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/05/2014 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 23/05/201 4 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 28/05/2014 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 16/06/2014 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO Processo nº 19515.004859/200962 Acórdão n.º 1202001.096 S1C2T2 Fl. 3 2 Ippolito, Geraldo Valentim Neto e Orlando José Gonçalves Bueno, que votaram pela realização de diligência. Por maioria de votos, em excluir a exigência dos juros de mora sobre a multa de ofício, vencidos os Conselheiros Viviane Vidal Wagner (relatora) e Carlos Alberto Donassolo. Designado o Conselheiro Plínio Rodrigues Lima para redigir o voto vencedor. Ausente, momentaneamente, a Conselheira Nereida de Miranda Finamore Horta, que foi substituída pelo Conselheiro Marcelo Baeta Ippolito. (assinado digitalmente) Carlos Alberto Donassolo – Presidente em Exercício. (assinado digitalmente) Viviane Vidal Wagner – Relatora (assinado digitalmente) Plínio Rodrigues Lima – Redator designado Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carlos Alberto Donassolo, Viviane Vidal Wagner, Plínio Rodrigues Lima, Nereida de Miranda Finamore Horta, Geraldo Valentim Neto e Orlando José Gonçalves Bueno. Fl. 1453DF CARF MF Impresso em 18/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/05/2014 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 23/05/201 4 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 28/05/2014 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 16/06/2014 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO Processo nº 19515.004859/200962 Acórdão n.º 1202001.096 S1C2T2 Fl. 4 3 Relatório Tratase de recurso voluntário interposto pelo contribuinte em face de decisão de primeira instância, cujo relatório, por bem descrever os elementos constantes dos autos, reproduzo abaixo, com a vênia do colegiado: O Termo de Verificação e Constatação Fiscal (TVCF), às fls. 309 a 311, suplementado pelos demais termos do processo, dão conta de que: 1 a fiscalização decorre da diligência iniciada em 18.07.2008 e encerrada em 31.08.2009, solicitada pela PFN/SP, por meio do ofício 401/2008/DIAJU/PFN/SP/MSOS, de 09.06.2008, cujo objetivo era verificar a suficiência dos depósitos feitos pela ltaúsa Export no Processo da Ação em Mandado de Segurança MS 2003.61.00.0049660, em tramitação na 12ª Vara Cível da Justiça Federal Seção Judiciária do Estado de São Paulo; 2 no Termo de Início de Ação Fiscal constam demonstrativos de insuficiência de depósitos judiciais do IRPJ e CSLL que deveriam ter sido feitos; 3 naqueles demonstrativos há erros, ora corrigidos, pois a fiscalização não atentou ao fato de que os Lucros Disponibilizados no Exterior foram computados no Lucro Real dos anoscalendário de 2004, 2005, 2006 e 2007; 4 em 01.09.2009, teve início a ação fiscal com a lavratura do respectivo termo, no qual foram informados os documentos que haviam deixado de ser apresentados durante a diligência; 5 em 11.09.2009, a empresa requer prazo para atender às solicitações, concedido em 16.09.2009, pelo termo de prorrogação, recebido pelo interessado em 22.09.2009, conforme AR nº RK 52 78 26 10 2 BR; o prazo foi novamente prorrogado em 28.09.2009; 6 em 06.10.2009, “Considerando haver a empresa não entendido completamente o que exige a intimação do termo de início de ação fiscal ...”, novo termo exige o preenchimento de demonstrativo com dados essenciais à análise do fisco (Lucros Disponibilizados no Exterior por filial, sucursal, coligada ou controlada e o respectivo imposto de renda pago e outras informações), não atendido; eis os dados exigidos (fls. 50 a 52): a) Ano Calendário ano em que foi disponibilizado o lucro; b) Valor do Lucro Disponibilizado em Reais; c) Data da Assembléia ou Reunião dos Sócios que deliberou sobre a disponibilização do Lucro; Fl. 1454DF CARF MF Impresso em 18/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/05/2014 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 23/05/201 4 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 28/05/2014 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 16/06/2014 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO Processo nº 19515.004859/200962 Acórdão n.º 1202001.096 S1C2T2 Fl. 5 4 d) Razão Social da empresa que o disponibilizou; e) Pais de origem domicílio da empresa no exterior; f) N° de identificação fiscal ou registro no órgão controlador do comércio no domicílio da empresa; g) N° de identificação do documento de arrecadação; h) Valor do Imposto pago no país de domicílio da empresa e na sua moeda; i) Nome da moeda de pagamento; j)Taxa de conversão para Reais; k) Valor em Reais; l) Participação, em percentuais, da Itaúsa Export S/A. no Patrimônio Liquido da empresa no exterior. 7 em 15.10.2009, termo de intimação exige as Demonstrações Financeiras levantadas no exterior que embasaram as Demonstrações Financeiras em Reais, no Brasil, bem como cópias das folhas do diário com tais registros; 8 em 20.10.2009, a empresa envia documentos e solicita prazo para atender à intimação de 15.10.2009; 9 em 22.10.2009, correspondência da empresa encaminha documentos cujo exame permitiu a constatação dos erros já referidos; 10 não foi apresentada documentação comprobatória do Imposto de Renda pago no exterior de forma individualizada por filial, sucursal, controlada ou coligada no exterior; 11 os Lucros Disponibilizados no Exterior são computados na determinação do Lucro Real e da base de cálculo da CSLL de forma individualizada, sendo vedada a compensação de forma consolidada do Imposto de Renda pago; 12 em vista das DIPJ’s desses anoscalendário e dos valores depositados, lavrase este TVCF com a demonstração dos valores corretos de IRPJ e CSLL dos anoscalendário de 2004 a 2007 a lançar, conforme segue: DEMONSTRATIVO DE INSUFICIÊNCIA DE DEPÓSITOS JUDICIAIS IRPJ Processo Judicial n° 2003 61 00 0049660 Data do F. G. Lucro no Exterior Apurado na Declaração Depositado Insuficiência Compensação Indevida 31/12/2004 95.456.981,87 21.373.479,26 5.707.785,05 15.563.010,53 31/12/2005 24.419.834,42 3.461.337,13 0,00 3.461.337,13 31/12/2006 138.962.911,91 34.192.070,71 21.468.603,24 12.723.467,47 31/12/2007 93.247.248,74 21.722.584,25 17.042.122,81 4.650.004,83 Fl. 1455DF CARF MF Impresso em 18/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/05/2014 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 23/05/201 4 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 28/05/2014 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 16/06/2014 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO Processo nº 19515.004859/200962 Acórdão n.º 1202001.096 S1C2T2 Fl. 6 5 DEMONSTRATIVO DE INSUFICIÊNCIA DE DEPÓSITOS JUDICIAIS CSLL Processo Judicial n° 2003 61 00 0049660 Data do F. G. Lucro no Exterior Apurado na Declaração Depositado Insuficiência Compensação Indevida 31/12/2004 95.456.981,87 7.666.126,41 7.666.126,41 0,00 31/12/2005 24.419.834,42 1.255.977,90 0,00 1.255.977,90 31/12/2006 138.962.911,91 12.318.270,06 12.318.270,06 0,00 31/12/2007 93.247.248,74 7.773.621,39 7.773.621,39 0,00 13 houve infração ao art. 395 do RIR/99, pois a empresa compensou, sem apresentar provas, o imposto de renda que alega ter incidido sobre o Lucro Disponibilizado no Exterior, não tendo depositado os valores devidos na ação judicial nº 2003.61.00.0049660. O Relatório Final de Diligência, de 31/08/2009, já havia apontado que: “(...) Nos documentos juntados à resposta do contribuinte ... de 03.08.2009, cópias de documentos de recolhimento de tributos, se nota que se referem a diversas empresas. Todavia, não foi informado ... a razão social e o número de registro (cadastros similares aos que existem no Brasil, nos Registros de Comércio) da empresa ou empresas que lhes disponibilizaram o Lucro no Exterior, não informando também o Estado sede destas empresas. Não foi apresentada a ata ou atas de assembléias ou reunião de sócios das empresas que disponibilizaram o lucro no exterior. Não foi informado montante do lucro disponibilizado, por cada uma das empresas nem se houve submissão à tributação no país de origem. (...) Não há certificação do documento pelo Estado de origem e nem o comprovativo do pagamento por multibanco que comprovem a validade de tais documentos, conforme está informado no próprio documento apresentado. Há documentos na língua inglesa sem as devidas traduções juramentadas. A legislação brasileira, Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996, no seu inciso II do § 2° do artigo 16, dispensa a obrigação a que se refere o § 2° do artigo 26 da Lei 9.429, de 26 de dezembro de 1995, quando ficar comprovado que a legislação do país de origem do lucro, rendimento ou ganho de capital prevê a Fl. 1456DF CARF MF Impresso em 18/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/05/2014 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 23/05/201 4 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 28/05/2014 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 16/06/2014 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO Processo nº 19515.004859/200962 Acórdão n.º 1202001.096 S1C2T2 Fl. 7 6 incidência do Imposto de Renda que houver sido pago, por meio do documento de arrecadação apresentado. A Lei portuguesa fornecida pelo contribuinte para cumprir o inciso II do § 2° do artigo 16 da Lei nº 9.430/96, DecretoLei nº 442B, de 30 de novembro, com a redacção da revisão efectuada pelo DecretoLei nº 198/2001, de 3 de julho, e da última actualização operada pela Lei 53A/2006, de 29 de dezembro diz nos seus artigos: DecretoLei nº 442B/88, de 30 de novembro Artigo 1° Pressupostos do Imposto O imposto sobre rendimentos das pessoas colectivas (IRC) incide sobre os rendimentos obtidos, mesmo quando provenientes de actos ilícitos, no período de tributação, pelos respectivos sujeitos passivos, nos termos deste Código. DecretoLei 198/2001, de 3 de julho I Série A Código do Imposto sobre Rendimentos das Pessoas Colectivas Artigo 3 Base do Imposto 1 O IRC incide sobre: a) O lucro das sociedades comerciais ou civis sob forma comercial (...) Não foi informada e nem provada ... a origem do Lucro Disponibilizado no exterior, isto é, não esclarece se este lucro tem origem nas atividades comerciais da empresa ou empresas que lhes disponibilizaram o lucro e se tal lucro sofreu a incidência do Imposto de Renda no Estado de origem deste rendimento ou se este lucro se refere aos fatos objeto da ação judicial em tramitação na 12ª Vara da Justiça Federal/SP nº 2003.61.00.0049660. Portanto, não foram apresentadas provas ... que possam suprir a insuficiência de depósitos judiciais na Ação em Mandado de Segurança ... quanto ao Imposto de Renda Pessoa Jurídica e Contribuição Social sobre o Lucro Liquido, conforme se demonstra. (...)” Os autos de infração constam às fls. 312 a 328. A empresa apresentou impugnação, em 14/12/2009 (fls. 333 a 339), por meio de sua advogada (fls. 339 a 348), acostando elementos (fls. 349 a 831) e alegando, em resumo, que: Fl. 1457DF CARF MF Impresso em 18/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/05/2014 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 23/05/201 4 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 28/05/2014 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 16/06/2014 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO Processo nº 19515.004859/200962 Acórdão n.º 1202001.096 S1C2T2 Fl. 8 7 1 a fiscalização não reconheceu as compensações efetuadas sob o argumento de que "não foi apresentada documentação comprobatória do Imposto de Renda pago no exterior de forma individualizada por filial, sucursal, controlada ou coligada no exterior."; em outras palavras: o fundamento para a autuação foi a não comprovação dos valores de imposto de renda recolhidos no exterior que, se apresentados de forma individualizada pelas empresas situadas no exterior, seriam passíveis de compensação com o imposto de renda devido no Brasil, na forma do artigo 395 do RIR/99; assim, traz segregados por ano: a) cálculo do lucro real para cada ano autuado, amparado pela DIPJ e pelos depósitos judiciais; b) organograma com o percentual de participações nas empresas situadas no exterior, demonstrativo da utilização do imposto pago no exterior e cópia dos comprovantes do imposto recolhido no exterior; c) documentos referentes ao ano de 2002, já que no ano de 2004 compensou o saldo remanescente de imposto recolhido no exterior em 2002; 2 não cabe a cobrança de juros sobre multa de ofício, pois o “caput” do art. 61 da Lei 9.430/96, ao falar em débitos "decorrentes de tributos, e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal" quis se referir a débitos decorrentes de fatos geradores de tributos, e não a débitos de penalidades decorrentes de não pagamento de tributos, visto que sobre tais débitos incide a multa de mora; se o § 3° do art. 61 prevê que sobre os débitos dos tributos incidem juros de mora, concluise que sobre a multa de mora prevista nesse artigo não incidem juros de mora; e se sobre a multa de mora não são aplicáveis juros moratórios, com igualdade de razões, não cabe aplicar tais juros sobre a multa de oficio; por outro lado, se a multa de oficio estivesse incluída no art. 61, chegarseia ao absurdo de esse artigo prever a incidência de multa de mora sobre multa de oficio; além disso, CTN utiliza a expressão "crédito tributário" com conotações diversas: ora para conceituálo como a obrigação tributária e a penalidade pecuniária (arts. 139 e 142 c/c os arts. 113, § l" e 121, do CTN), ora lhe fazendo referência somente como obrigação tributária é o caso, por ex., dos arts. 161 e 164 do CTN; traz jurisprudência administrativa favorável à sua tese; alternativamente, requer a aplicação dos juros moratórios à taxa Selic, limitados a 1 %; É o relatório. A 4ª Turma da DRJ São Paulo I decidiu pela improcedência da impugnação, conforme ementa abaixo transcrita: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Fl. 1458DF CARF MF Impresso em 18/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/05/2014 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 23/05/201 4 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 28/05/2014 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 16/06/2014 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO Processo nº 19515.004859/200962 Acórdão n.º 1202001.096 S1C2T2 Fl. 9 8 Anocalendário: 2004, 2005, 2006, 2007 GLOSA. COMPENSAÇÃO DO IMPOSTO DE RENDA INCIDENTE NO EXTERIOR. NÃO COMPROVAÇÃO. É indevida a compensação do imposto de renda incidente no exterior sobre o lucro de controladas, etc. ali sediadas quando o contribuinte não comprova que apurou o lucro disponibilizado no exterior e o imposto a compensar na forma prevista pela legislação tributária. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO CSLL Anocalendário: 2005 GLOSA. COMPENSAÇÃO DO IMPOSTO DE RENDA INCIDENTE NO EXTERIOR. NÃO COMPROVAÇÃO. É indevida a compensação do imposto de renda incidente no exterior sobre o lucro de controladas, etc. ali sediadas quando o contribuinte não comprova que apurou o lucro disponibilizado no exterior e o imposto a compensar na forma prevista pela legislação tributária. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Anocalendário: 2004, 2005, 2006, 2007 JUROS SOBRE MULTA DE OFÍCIO. A matéria não foi objeto de lançamento, motivo pelo qual não cabe o seu exame. Cientificado dessa decisão em 04/05/2010 (conforme AR, fl.850v., combinado com o extrato “histórico do objeto”, fl.854), o contribuinte, inconformado, apresentou, em 04/06/2010, recurso voluntário ao CARF (fls.855/870), em que repisa os argumentos trazidos na impugnação, sustentando o quanto se segue: que logrou apresentar a documentação exigida pela legislação suficiente para comprovação da legitimidade à compensação do imposto de renda pago no exterior por sua controlada Itaú Europa; que deve ser anulado o lançamento em face da ausência de motivação, exigência não prevista em lei e sustenta a legitimidade das compensações efetuadas com o imposto pago no exterior; que foram apresentados conjuntamente com a peça impugnatória os documentos devidamente segregados por ano autuado do lucro auferido pela controlada Itaúsa Europa, na forma da legislação atinente, tendo sido acostados: (i) Memória de cálculo do lucro real para cada um dos anos autuados; (ii) DIPJ; (iii) Guia de depósitos judiciais efetuados nos autos do MS nº 2003.61.000049660; (iv) Organograma contendo o percentual de participações que sua controlada Itaúsa Europa possui em outras empresas também situadas no exterior; (v) Demonstrativo da utilização do imposto pago no exterior; e (vi) Cópias de todos os comprovantes do imposto recolhido no exterior; que a exigência de apresentação de forma individualizada as demonstrações financeiras das controladas e coligadas no exterior das quais a controlada do Recorrente possui Fl. 1459DF CARF MF Impresso em 18/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/05/2014 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 23/05/201 4 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 28/05/2014 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 16/06/2014 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO Processo nº 19515.004859/200962 Acórdão n.º 1202001.096 S1C2T2 Fl. 10 9 participação societária é manifestamente ilegal, posto que não possui sustentação na legislação de regência, em especial porque o art. 25, § 2º, da Lei nº 9.249/95 expressamente determina a obrigatoriedade de demonstração da apuração dos lucros auferidos no exterior única e tão somente da filiais, sucursais e controladas, por parte dos contribuintes pessoas jurídica domiciliada no Brasil, mas jamais das controladas e coligas indiretas; que “dos documentos já acostados aos resta mais que evidente a segregação do imposto pago no exterior, consoante se infere no organograma onde consta o percentual de participação da controlada Itaúsa Europa em cada empresa no exterior, assim como juntou todos os demonstrativos de cálculo do Lucro Real e da base de cálculo da CSLL de cada anocalendário da Itaúsa Export, destacando que foi adicionado o lucro do exterior disponibilizado pela controlada Itaúsa Europa e oferecido à tributação”; que tal demonstração foi inarredavelmente realizada, só que de forma centralizada na controlada Itaúsa Europa, nos termos do art. 1º, §6º, combinado com os §§ 2º, 5° e 6º, todos da IN/SRF nº 213/02. Especificamente, para comprovação do requisito previsto no §6º, do art. 1º, da IN/SRF nº 213/02, acosta aos autos cópia das folhas do livro Diário em que foram transcritas as demonstrações financeiras da controlada Itaúsa Europa, devidamente segregado por ano autuado; que, ao computar os resultados auferidos por intermédio de controlada ou coligada indireta, no exterior, por intermédio da Itaúsa Europa, para efeito de determinação do lucro real da beneficiária no Brasil, nada mais lógico que todos os tributos pagos no exterior (e que estão computados no lucro real) sejam compensados, mesmo que tenham sido pagos por controladas e coligadas indiretas; que, se a própria IN nº 213/02, normativo da Administração Fiscal que requer estrita obediência por parte de suas autoridades, permite a compensação do imposto pago no exterior pelas coligadas e controladas indiretas (§6º do art.14) e que o art. 1º, §§ 6º e 7º da mesma norma somente tem sentido se o controlador no Brasil puder compensar todo o imposto pago no exterior. que atendeu a todos os requisitos normativos atinentes à compensação do imposto de renda pago no exterior, em especial os requisitos previstos no § 1º, do art. 14, da IN SRF 213/02, no §2º e caput, do art. 26, da Lei n° 9.249/95 e no inciso II, do §29, do art. 16, da Lei nº 9.430/96. que não houve ofensa ao art. 26 da Lei nº 9.249/95, uma vez que o cálculo do valor do imposto a ser compensado no Brasil rigorosamente obedeceu ao disposto no art.14 da IN nº 213/02, principalmente no que tange aos §§ 7º e 9º, nem ofensa ao inciso II do §2º do art.16 da Lei nº 9.430/96, pois todos os impostos pagos no exterior foram devidamente comprovados, e isso não é questionado pela Fiscalização e tampouco pela decisão recorrida. que a fiscalização não trouxe fundamento legal que impeça a compensação realizada ou que exija a apresentação individualizada da apuração dos lucros auferidos pelas controladas e coligadas indiretas, resta caracterizada a ofensa ao principio da motivação, devendo acarretar a nulidade do auto de infração. Pede a reforma da decisão, considerando atendeu a todos os requisitos normativos para fruição da dedução do imposto de renda pago no exterior por sua controlada Itaúsa Europa, em especial porque o próprio ordenamento prevê a possibilidade de Fl. 1460DF CARF MF Impresso em 18/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/05/2014 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 23/05/201 4 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 28/05/2014 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 16/06/2014 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO Processo nº 19515.004859/200962 Acórdão n.º 1202001.096 S1C2T2 Fl. 11 10 compensação do imposto pago no exterior pelas controladas e coligadas indiretas, nos termos do art. 1º, § 6º, da IN nº 213/02. Caso mantido o lançamento, pede o afastamento dos juros sobre a multa de ofício, sustentando que a legislação que rege a matéria (art.161 do CTN e art. 61 da Lei nº 9.430/96) somente autoriza a incidência de multa e juros sobre o valor atualizado do tributo ou da contribuição, mas não autoriza o cálculo dos juros sobre o valor da multa, já que o art.43 da Lei n° 9.430/96, vem evidenciar ainda mais que o art.61 da Lei n° 9.430/96 prevê a cobrança de juros unicamente sobre o valor dos tributos e contribuições. Em contrarrazões (fls.920/936), a PGFN se manifesta pela manutenção do lançamento, pelas razões sintetizadas abaixo. Defende o mérito do lançamento, discorrendo sobre o conceito de sociedade controlada no direito societário e fiscal, a tributação de lucros auferidos no exterior por intermédio de controlada indireta e os requisitos legais para compensação, no Brasil, do tributo pago no exterior. Partindo da premissa que a legislação interna de tributação universal não alcança tãosomente as sociedades controladas diretamente pela investidora brasileira, conforme o conceito legal de "sociedade controlada" definido pelos arts. 116 e 243, §2° da Lei das S/A, sustenta que o §2º do art. 25 da Lei nº 9.249/95 determina que os lucros auferidos por controladas devem ser computados na apuração do lucro real, sem estabelecer distinção entre controladas diretas e indiretas. Conclui que não há qualquer dispositivo legal que exclua os resultados apurados por sociedade controlada indiretamente da tributação universal. Afirma que, para efetuar a compensação do imposto de renda pago no exterior, pela análise dos dispositivos das Leis nºs 9.249/95; 9.430 e 9.532/97, a pessoa jurídica no Brasil tem que apresentar as demonstrações financeiras correspondentes ao lucro que foi tributado no exterior, de forma individualizada, das controladas diretas e indiretas. Alega que, no caso dos autos, os lucros foram originados nas controladas da Itaúsa Europa, sendo necessária a apresentação das demonstrações financeiras destas controladas indiretas, para o fim de verificar a correspondência do tributo pago no exterior com o lucro auferido, e que, com a consolidação dos créditos no balanço da controlada direta (Itaúsa Europa), não é possível averiguar a origem do credito que a autuada pretende compensar: se de lucro disponibilizado pela controlada direta, pela controlada indireta ou decorrente de lucro da autuada. Aponta que, diante da ausência de comprovação do Imposto de Renda pago no exterior de forma individualizada por controlada, direta ou indireta, a compensação pleiteada nos autos é indevida. Indicado para pauta na sessão de julgamento de 04/12/2012, o processo foi retirado por determinação do Presidente da Câmara, atendendo a pedido da recorrente para “possibilitar a realização de sustentação oral e apresentação de memoriais”, conforme petição nos autos (fls.939). Após, foram juntados aos autos memoriais (fls.971 e ss), esclarecendo que os resultados das empresas do exterior em a que recorrente possuía participação indireta foram consolidados no balanço da Itaúsa Europa e, consequentemente, oferecidos à tributação no Fl. 1461DF CARF MF Impresso em 18/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/05/2014 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 23/05/201 4 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 28/05/2014 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 16/06/2014 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO Processo nº 19515.004859/200962 Acórdão n.º 1202001.096 S1C2T2 Fl. 12 11 Brasil, acompanhado de demonstrativo do cômputo do lucro dessas empresas na Itaúsa Europa via método de equivalência patrimonial, conforme balanços juntados. Segundo ela, o demonstrativo vai até a 5ª subsidiária indireta da Itaúsa Europa, qual seja, o Banco BPI, visto que não houve a possibilidade de obter as informações necessárias para expandir o demonstrativo, dado que a empresa não possuía o controle das empresas em que o Banco BPI participava. Foi apresentado, ainda: (i) organograma indicando as participações detidas em cada controlada no exterior; e (ii) tabela relacionando os comprovantes de pagamento do exterior por controlada, incluindo as controladas indiretas da recorrente, com referência ao número da folha dos autos em que se encontra a quase totalidade dos documentos listados. Cientificada da juntada de documentos aos autos, a PGFN alegou, em resumo, (i) que a recorrente permanece sem comprovar que o imposto foi pago em referência a cada lucro apurado por controlada indireta, apenas colacionando comprovantes de imposto pago no exterior, sem vinculálo ao imposto sobre o lucro de cada controlada de que participou; (ii) que os documentos são cópias simples, sem o devido reconhecimento pela Embaixada ou Consulado Brasileiro no país em que recolhido. Por essas razões, pede que os documentos não sejam considerados. Todavia, caso assim não se entenda, que sejam remetidos os autos à autoridade julgadora de primeira instância para apreciação, a fim de que se observe o princípio do duplo grau de jurisdição, por se tratar de documento novo. É o relatório. Fl. 1462DF CARF MF Impresso em 18/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/05/2014 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 23/05/201 4 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 28/05/2014 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 16/06/2014 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO Processo nº 19515.004859/200962 Acórdão n.º 1202001.096 S1C2T2 Fl. 13 12 Voto Vencido Conselheira Viviane Vidal Wagner, Relatora Presentes os pressupostos recursais, inclusive o temporal, o recurso deve ser conhecido. Cingese a lide à glosa da compensação com imposto de renda incidente no exterior, por infração ao art. 395 do RIR/99, em razão da não comprovação do imposto de renda que teria incidido sobre o Lucro Disponibilizado no Exterior, caracterizando insuficiência de depósitos judiciais feitos nos autos de ação judicial em que se discute a legalidade do art. 7° da IN SRF 213/2002 na tributação dos lucros auferidos no exterior (MS nº 2003.61.00.0049660). Em resumo, a autoridade fiscal considerou que a recorrente, após intimada a apresentar comprovantes do Imposto de Renda pago no exterior que atestassem a suficiência dos depósitos judiciais na referida ação, embora tenha apresentado cópias de documentos de recolhimentos de tributos efetuados por empresas no exterior, não comprovou a origem do lucro disponibilizado no exterior através de documentação sobre o Imposto de Renda pago no exterior de forma individualizada por filial, sucursal, controlada ou coligada no exterior. Segundo a autoridade fiscal, os documentos apresentados não esclarecem se esse lucro tem origem nas atividades comerciais da empresa ou empresas que lhes disponibilizaram o lucro e se tal lucro sofreu a incidência do Imposto de Renda no Estado de origem do rendimento ou se o mesmo se refere aos fatos objeto da ação judicial (fl.24). Este é o mote da autuação. O sistema jurídico brasileiro determina que a controladora brasileira deve avaliar pelo método da equivalência patrimonial (MEP) todos os investimentos detidos nas controladas diretas ou indiretas, considerando o disposto na legislação societária, que equipara o controle direto ao indireto, consoante o conceito legal de "sociedade controlada" definido pelos arts. 116 e 243, § 2°, da Lei nº 6.404/76. Cabe destacar que esse conceito foi acompanhado pelo legislador tributário, como se extrai do teor do art. 384 do Regulamento do Imposto de Renda (RIR/99): Art. 384. Serão avaliados pelo valor de patrimônio líquido os investimentos relevantes da pessoa jurídica (Lei nº 6.404, de 1976, art. 248, e DecretoLei nº 1.598, de 1977, art. 67, inciso XI): I em sociedades controladas; e II em sociedades coligadas sobre cuja administração tenha influência, ou de que participe com vinte por cento ou mais do capital social. § 1º São coligadas as sociedades quando uma participa, com dez por cento ou mais, do capital da outra, sem controlála (Lei nº 6.404, de 1976, art. 243, § 1º). Fl. 1463DF CARF MF Impresso em 18/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/05/2014 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 23/05/201 4 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 28/05/2014 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 16/06/2014 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO Processo nº 19515.004859/200962 Acórdão n.º 1202001.096 S1C2T2 Fl. 14 13 § 2º Considerase controlada a sociedade na qual a controladora, diretamente ou através de outras controladas, é titular de direitos de sócio que lhe assegurem, de modo permanente, preponderância nas deliberações sociais e o poder de eleger a maioria dos administradores (Lei nº 6.404, de 1976, art. 243, § 2º). § 3º Considerase relevante o investimento (Lei nº 6.404, de 1976, art. 247, parágrafo único): I em cada sociedade coligada ou controlada, se o valor contábil é igual ou superior a dez por cento do valor do patrimônio líquido da pessoa jurídica investidora; II no conjunto das sociedades coligadas e controladas, se o valor contábil é igual ou superior a quinze por cento do valor do patrimônio líquido da pessoa jurídica investidora. (destacouse) No mesmo sentido dispôs ao tratar da “Distribuição a Sócio ou Acionista Controlador por Intermédio de Terceiros”, como se vê do art. 466 do RIR/99: Art. 466. Se a pessoa ligada for sócio ou acionista controlador da pessoa jurídica, presumirseá distribuição disfarçada de lucros ainda que os negócios de que tratam os incisos I a VI do art. 464 sejam realizados com a pessoa ligada por intermédio de outrem, ou com sociedade na qual a pessoa ligada tenha, direta ou indiretamente, interesse (DecretoLei nº 1.598, de 1977, art. 61, e DecretoLei nº 2.065, de 1983, art. 20, inciso VI). Parágrafo único. Para os efeitos deste artigo, sócio ou acionista controlador é a pessoa física ou jurídica que, diretamente ou através de sociedade ou sociedades sob seu controle, seja titular de direitos de sócio ou acionista que lhe assegurem, de modo permanente, a maioria de votos nas deliberações da sociedade (DecretoLei nº 1.598, de 1977, art. 61, parágrafo único, e DecretoLei nº 2.065, de 1983, art. 20, inciso VI). (destacouse) Assim deve ser interpretada a legislação interna de tributação universal e, em especial, os dispositivos abaixo transcritos: Art. 25. Os lucros, rendimentos e ganhos de capital auferidos no exterior serão computados na determinação do lucro real das pessoas jurídicas correspondente ao balanço levantado em 31 de dezembro de cada ano. (Vide Medida Provisória nº 2158 35, de 2001) § 1º Os rendimentos e ganhos de capital auferidos no exterior serão computados na apuração do lucro líquido das pessoas jurídicas com observância do seguinte: I os rendimentos e ganhos de capital serão convertidos em Reais de acordo com a taxa de câmbio, para venda, na data em que forem contabilizados no Brasil; Fl. 1464DF CARF MF Impresso em 18/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/05/2014 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 23/05/201 4 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 28/05/2014 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 16/06/2014 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO Processo nº 19515.004859/200962 Acórdão n.º 1202001.096 S1C2T2 Fl. 15 14 II caso a moeda em que for auferido o rendimento ou ganho de capital não tiver cotação no Brasil, será ela convertida em dólares norteamericanos e, em seguida, em Reais; § 2º Os lucros auferidos por filiais, sucursais ou controladas, no exterior, de pessoas jurídicas domiciliadas no Brasil serão computados na apuração do lucro real com observância do seguinte: I as filiais, sucursais e controladas deverão demonstrar a apuração dos lucros que auferirem em cada um de seus exercícios fiscais, segundo as normas da legislação brasileira; II os lucros a que se refere o inciso I serão adicionados ao lucro líquido da matriz ou controladora, na proporção de sua participação acionária, para apuração do lucro real; III se a pessoa jurídica se extinguir no curso do exercício, deverá adicionar ao seu lucro líquido os lucros auferidos por filiais, sucursais ou controladas, até a data do balanço de encerramento; IV as demonstrações financeiras das filiais, sucursais e controladas que embasarem as demonstrações em Reais deverão ser mantidas no Brasil pelo prazo previsto no art. 173 da Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966. § 3º Os lucros auferidos no exterior por coligadas de pessoas jurídicas domiciliadas no Brasil serão computados na apuração do lucro real com observância do seguinte: I os lucros realizados pela coligada serão adicionados ao lucro líquido, na proporção da participação da pessoa jurídica no capital da coligada; II os lucros a serem computados na apuração do lucro real são os apurados no balanço ou balanços levantados pela coligada no curso do períodobase da pessoa jurídica; III se a pessoa jurídica se extinguir no curso do exercício, deverá adicionar ao seu lucro líquido, para apuração do lucro real, sua participação nos lucros da coligada apurados por esta em balanços levantados até a data do balanço de encerramento da pessoa jurídica; IV a pessoa jurídica deverá conservar em seu poder cópia das demonstrações financeiras da coligada. § 4º Os lucros a que se referem os §§ 2º e 3º serão convertidos em Reais pela taxa de câmbio, para venda, do dia das demonstrações financeiras em que tenham sido apurados os lucros da filial, sucursal, controlada ou coligada. § 5º Os prejuízos e perdas decorrentes das operações referidas neste artigo não serão compensados com lucros auferidos no Brasil. § 6º Os resultados da avaliação dos investimentos no exterior, pelo método da equivalência patrimonial, continuarão a ter o tratamento previsto na legislação vigente, sem prejuízo do disposto nos §§ 1º, 2º e 3º. Fl. 1465DF CARF MF Impresso em 18/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/05/2014 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 23/05/201 4 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 28/05/2014 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 16/06/2014 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO Processo nº 19515.004859/200962 Acórdão n.º 1202001.096 S1C2T2 Fl. 16 15 Como se vê, a legislação que institui o regime da universalidade não o restringe às controladas diretas, ao determinar que os lucros auferidos por controladas devem ser computados na apuração do lucro real (§2° do art. 25 da Lei n° 9.249/95). Nesse sentido, pode ser referido o julgado abaixo, cujo trecho se transcreve: “[...] verificase que, para efeito de tributação dos lucros auferidos no exterior, devese levar em consideração, de forma individualizada, os lucros auferidos por cada controlada no exterior, seja ela controlada direta ou indiretamente pela empresa brasileira, adicionandoos ao lucro da empresa brasileira para efeito de tributação do imposto de renda." (fls. 4748 do Acórdão n° 10197.070) A lei permite a compensação do imposto de renda incidente sobre os lucros no exterior, computados no lucro real, nos termos do art. 26 da Lei nº 9.249/95 c/c art. 1º, §4° da Lei nº 9.532/97, abaixo transcritos: Art. 26. A pessoa jurídica poderá compensar o imposto de renda incidente, no exterior, sobre os lucros, rendimentos e ganhos de capital computados no lucro real, até o limite do imposto de renda incidente, no Brasil, sobre os referidos lucros, rendimentos ou ganhos de capital. § 1º Para efeito de determinação do limite fixado no caput, o imposto incidente, no Brasil, correspondente aos lucros, rendimentos ou ganhos de capital auferidos no exterior, será proporcional ao total do imposto e adicional devidos pela pessoa jurídica no Brasil. § 2º Para fins de compensação, o documento relativo ao imposto de renda incidente no exterior deverá ser reconhecido pelo respectivo órgão arrecadador e pelo Consulado da Embaixada Brasileira no país em que for devido o imposto. § 3º O imposto de renda a ser compensado será convertido em quantidade de Reais, de acordo com a taxa de câmbio, para venda, na data em que o imposto foi pago; caso a moeda em que o imposto foi pago não tiver cotação no Brasil, será ela convertida em dólares norteamericanos e, em seguida, em Reais. (destacouse) Por sua vez, a Lei nº 9.532/97, dispõe: Art.1º............................................................................................ § 4º Os créditos de imposto de renda de que trata o art. 26 da Lei nº 9.249, de 1995, relativos a lucros, rendimentos e ganhos de capital auferidos no exterior, somente serão compensados com o imposto de renda devido no Brasil se referidos lucros, rendimentos e ganhos de capital forem computados na base de cálculo do imposto, no Brasil, até o final do segundo ano calendário subseqüente ao de sua apuração. (destacouse) De outro lado, a Lei nº 9.430/96, assim dispõe: Fl. 1466DF CARF MF Impresso em 18/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/05/2014 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 23/05/201 4 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 28/05/2014 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 16/06/2014 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO Processo nº 19515.004859/200962 Acórdão n.º 1202001.096 S1C2T2 Fl. 17 16 Art.16. Sem prejuízo do disposto nos arts. 25, 26 e 27 da Lei nº 9.249, de 26 de dezembro de 1995, os lucros auferidos por filiais, sucursais, controladas e coligadas, no exterior, serão: I considerados de forma individualizada, por filial, sucursal, controlada ou coligada; II arbitrados, os lucros das filiais, sucursais e controladas, quando não for possível a determinação de seus resultados, com observância das mesmas normas aplicáveis às pessoas jurídicas domiciliadas no Brasil e computados na determinação do lucro real. §1º Os resultados decorrentes de aplicações financeiras de renda variável no exterior, em um mesmo país, poderão ser consolidados para efeito de cômputo do ganho, na determinação do lucro real. §2º Para efeito da compensação de imposto pago no exterior, a pessoa jurídica: I com relação aos lucros, deverá apresentar as demonstrações financeiras correspondentes, exceto na hipótese do inciso II do caput deste artigo; II fica dispensada da obrigação a que se refere o § 2º do art. 26 da Lei nº 9.249, de 26 de dezembro de 1995, quando comprovar que a legislação do país de origem do lucro, rendimento ou ganho de capital prevê a incidência do imposto de renda que houver sido pago, por meio do documento de arrecadação apresentado. §3º Na hipótese de arbitramento do lucro da pessoa jurídica domiciliada no Brasil, os lucros, rendimentos e ganhos de capital oriundos do exterior serão adicionados ao lucro arbitrado para determinação da base de cálculo do imposto. §4º Do imposto devido correspondente a lucros, rendimentos ou ganhos de capital oriundos do exterior não será admitida qualquer destinação ou dedução a título de incentivo fiscal. (destacouse) Como se denota dos textos legais acima transcritos, o procedimento com vistas à apuração do valor compensável dos tributos sobre a renda pagos no exterior por controladas, etc.. é complexo e não se verifica de imediato. O art. 16, §2°, inciso I, da Lei 9.430/96, especificamente, determina que, para fins de compensação, a pessoa jurídica no Brasil tem obrigação de apresentar as demonstrações financeiras correspondentes ao lucro que tributado no exterior, não bastando a apresentação de comprovantes de impostos pagos no exterior. Para compensar o credito referente a tributo pago sobre lucros no exterior é necessário que os referidos lucros sejam computados no lucro real. Para tal comprovação, devem ser apresentadas as demonstrações financeiras correspondentes aos lucros, hábeis a demonstrar a relação do imposto com o correspondente lucro disponibilizado. Fl. 1467DF CARF MF Impresso em 18/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/05/2014 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 23/05/201 4 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 28/05/2014 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 16/06/2014 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO Processo nº 19515.004859/200962 Acórdão n.º 1202001.096 S1C2T2 Fl. 18 17 Compulsandose os autos, verificase que um dos termos de intimação e respectivo demonstrativo (fls. 5052) evidenciam a solicitação da apresentação, “de forma individualizada”, dos dados relevantes. Todavia, durante o procedimento fiscal, não foi apresentado o demonstrativo essencial para iniciar a demonstração da apuração dos valores constantes da DIPJ, tanto em relação ao lucro auferido no exterior por controladas, etc. oferecido à tributação no Brasil, quanto ao respectivo imposto sobre a renda pago no exterior. Sem esse demonstrativo, sequer o início de verificação das provas seria possível. Isso tampouco ocorreu na fase de impugnação. No caso concreto, foram verificadas compensações indevidas do imposto pago no exterior. A decisão recorrida fez constar a seguinte fundamentação para manter a glosa da compensação: O interessado apresentou planilhas parciais como se verifica às fls. 350 a 359 (anocalendário de 2002), 435 a 445 (ano calendário de 2004), 530 a 536 (anocalendário de 2005), 656 a 663 (anocalendário de 2006) e 759 a 766 (anocalendário de 2007) que, todavia, não demonstram os dados necessários, conforme determinado pela legislação tributária. Em outras palavras: não foi apresentada a planilha de apuração, de forma individualizada, do lucro auferido por controlada, etc., no exterior e respectivo imposto pago no exterior, que o contribuinte precisa elaborar para chegar aos totais do formulário “Controle do Imposto Pago no Exterior” (fls. 353, 435, 530, 656 e 759), a partir dos quais tais valores devem ser cotejados com os limites estabelecidos nos §§ 9º a 11, do art. 14, da IN SRF nº 213/2002. Posteriormente, já durante a fase de julgamento, a recorrente apresentou um demonstrativo, acompanhado de organograma das participações no exterior e tabela relacionando os comprovantes de pagamento por controlada, pretendendo comprovar o direito ao crédito alegado. Vale lembrar que a defesa deve ser instruída com as devidas provas, ex vi do Decreto nº 70.235/72: Art. 15. A impugnação, formalizada por escrito e instruída com os documentos em que se fundamentar, será apresentada ao órgão preparador no prazo de trinta dias, contados da data em que for feita a intimação da exigência. (...) Art. 16. A impugnação mencionará: ..... III os motivos de fato e de direito em que se fundamenta, os pontos de discordância e as razões e provas que possuir; (Redação dada pela Lei nº 8.748, de 1993). [...] § 4º A prova documental será apresentada na impugnação, precluindo o direito de o impugnante fazêlo em outro momento processual, a menos que: (Incluído pela Lei nº 9.532, de 1997) Fl. 1468DF CARF MF Impresso em 18/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/05/2014 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 23/05/201 4 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 28/05/2014 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 16/06/2014 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO Processo nº 19515.004859/200962 Acórdão n.º 1202001.096 S1C2T2 Fl. 19 18 a) fique demonstrada a impossibilidade de sua apresentação oportuna, por motivo de força maior;(Incluído pela Lei nº 9.532, de 1997) b) refirase a fato ou a direito superveniente;(Incluído pela Lei nº 9.532, de 1997) c) destinese a contrapor fatos ou razões posteriormente trazidas aos autos.(Incluído pela Lei nº 9.532, de 1997) § 5º A juntada de documentos após a impugnação deverá ser requerida à autoridade julgadora, mediante petição em que se demonstre, com fundamentos, a ocorrência de uma das condições previstas nas alíneas do parágrafo anterior. (Incluído pela Lei nº 9.532, de 1997) § 6º Caso já tenha sido proferida a decisão, os documentos apresentados permanecerão nos autos para, se for interposto recurso, serem apreciados pela autoridade julgadora de segunda instância. (Incluído pela Lei nº 9.532, de 1997) Diante disso, seguindo um rigorismo formal, é possível inferir que a recorrente sequer tem o direito de apresentar, perante a segunda instância de julgamento, documentos que não atendem aos requisitos legais. No caso específico, contudo, ainda que se admita a elaboração de demonstrativos e planilhas que concretizem as alegações em debate nos autos, a partir de elementos, em parte, já constantes dos autos, após observado o direito ao contraditório com o oferecimento de vistas à PGFN, verificase que a recorrente, de toda a sorte, não logra comprovar que o imposto foi pago em referência a cada lucro apurado por controlada indireta. Além do fato de que os documentos apresentados a título de comprovantes de imposto pago no exterior correspondem a cópias simples, sem o devido reconhecimento pela Embaixada ou Consulado Brasileiro no país em que o imposto foi recolhido, inexiste nos autos a prova da vinculação ao imposto sobre o lucro de cada controlada de que participou. O demonstrativo apresentado sequer esgota toda a cadeia de participações da recorrente no exterior. Como a própria recorrente reconhece, o demonstrativo vai até a quinta subsidiária indireta da Itaúsa Europa, qual seja, o Banco BPI, já que não teria havido a possibilidade de obter as informações necessárias para expandir o demonstrativo, dado que a empresa não possuía o controle das empresas em que o Banco BPI participava. Tendo em vista a apuração de lucros mediante a equivalência patrimonial, a falta de demonstração da apuração dos lucros de todas as controladas indiretas da recorrente no exterior impede a vinculação dos recolhimentos de impostos eventualmente devidos sobre aqueles lucros, o que é exigido expressamente pela legislação brasileira para fins de aproveitamento do imposto recolhido no exterior. Mais ainda, constatase que os valores recolhidos no exterior a título de imposto de renda constantes das planilhas apresentadas pela recorrente em memoriais sequer conferem com valores de “imposto pago no exterior” declarados nas respectivas DIPJ, consoante quadro demonstrativo abaixo: Fl. 1469DF CARF MF Impresso em 18/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/05/2014 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 23/05/201 4 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 28/05/2014 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 16/06/2014 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO Processo nº 19515.004859/200962 Acórdão n.º 1202001.096 S1C2T2 Fl. 20 19 A/C DIPJ FICHA 12A fls. IR pg exterior s/ lucros declarado na DIPJ IR pg exterior s/ lucros cfe tabela apresentada em memoriais 2004 2005 126 15.563.010,53 9.575.979,60 2005 2006 204 0,00 6.920.285,04 2006 2007 232 12.724.813,59 10.549.584,19 2007 2008 259 4.527.269,94 4.530.955,45 Verificase, assim, que os pagamentos relacionados nos autos, mesmo incluindo recolhimentos de coligadas indiretas após a quinta subsidiária, não correspondem aos valores declarados nas respectivas DIPJ, à exceção do anocalendário 2007, cujos valores se aproximam. De toda a sorte, a documentação acostada aos autos não permite verificar a correspondência do tributo pago no exterior com o lucro auferido na respectiva controlada ou coligada, direta ou indireta, não sendo possível averiguar a origem do crédito que a autuada pretende compensar, uma vez que, como já defendido neste voto, não basta a consolidação dos créditos no balanço da controlada direta (Itaúsa Europa). Competindo ao contribuinte o ônus de comprovar a efetiva tributação dos lucros no exterior que originaram os pagamentos que pretende compensar com os tributos devidos no Brasil, considerase inócua a realização de diligência quando inexiste nos autos sequer a demonstração da vinculação dos lucros das controladas e coligadas no exterior com os comprovantes de pagamentos apresentados. Concluise, assim, que a recorrente não comprovou a idoneidade das compensações glosadas pela fiscalização, devendo ser negado provimento ao recurso nesse mérito. Dos juros sobre a multa de ofício A recorrente ainda se insurge, subsidiariamente, sobre a incidência de juros de mora sobre a multa de ofício, alegando a falta de previsão legal. Ocorre que a matéria tem sido objeto de julgamento reiterado em sentido oposto a essa tese, podendo ser referidos os acórdãos abaixo: JUROS SOBRE MULTA — sobre a multa de oficio devem incidir juros a taxa Selic, após o seu vencimento, em razão da aplicação combinada dos artigos 43 e 61 da Lei n° 9.430/96. (Acórdão 120200.138, de 30/07/2009. Relator Conselheiro Guilherme Adolfo dos Santos Mendes). JUROS SOBRE MULTA. A multa de oficio, segundo o disposto no art. 44 da Lei n° 9.430/96, deverá incidir sobre o crédito tributário não pago, consistente na diferença entre o tributo devido e aquilo que fora recolhido, Não procede o argumento de que somente no caso do parágrafo único do art. 43 da Lei nº 9.430/96 é que poderá incidir juros de mora sobre a multa aplicada. Isso porque a previsão contida no dispositivo referese à aplicação de multa isolada sem crédito tributário, Assim, nada mais lógico que venha dispositivo legal expresso para fazer Fl. 1470DF CARF MF Impresso em 18/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/05/2014 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 23/05/201 4 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 28/05/2014 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 16/06/2014 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO Processo nº 19515.004859/200962 Acórdão n.º 1202001.096 S1C2T2 Fl. 21 20 incidir os juros sobre a multa que não torna como base de incidência valores de crédito tributário sujeitos à incidência ordinária da multa. (Acórdão 140100.155, de 28/01/2010. Relator Conselheiro Antonio Bezerra Neto). Deste colegiado, pode ser referido o Acórdão nº 120200756, de 12/04/2012, cujo voto vencedor foi prolatado por esta relatora no seguinte sentido: JUROS DE MORA SOBRE MULTA DE OFÍCIO A obrigação tributária principal compreende tributo e multa de ofício proporcional. Sobre o crédito tributário constituído, incluindo a multa de ofício, incidem juros de mora, devidos à taxa Selic. Igualmente, aqui, cabe utilizar os mesmos fundamentos registrados por esta relatora no voto vencedor do acórdão nº 9101.00539, de 11/03/2010, em que a 1ª Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais manteve a incidência dos juros de mora, devidos à taxa Selic, sobre a multa de ofício. Os fundamentos podem ser sintetizados assim: (i) uma interpretação literal e restritiva do caput do art. 61 da Lei nº 9.430/96, que regula os acréscimos moratórios sobre débitos decorrentes de tributos e contribuições, pode levar à equivocada conclusão de que estaria excluída desses débitos a multa de ofício; (ii) todavia, uma norma não deve ser interpretada isoladamente dentro do sistema tributário nacional, já que interpretar uma norma é interpretar o sistema inteiro: qualquer exegese comete, direta ou obliquamente, uma aplicação da totalidade do direito.” (Juarez Freitas, 2002, p.70); (iii) interpretar sistematicamente implica excluir qualquer solução interpretativa que resulte logicamente contraditória com alguma norma do sistema; (iv) no sistema tributário nacional, há de ser uniforme a definição de crédito tributário, considerado como “o vínculo jurídico, de natureza obrigacional, por força do qual o Estado (sujeito ativo) pode exigir do particular, o contribuinte ou responsável (sujeito passivo), o pagamento do tributo ou da penalidade pecuniária (objeto da relação obrigacional).” (Hugo de Brito Machado, 2009, p.172); (v) o conceito de crédito tributário, nos termos do art. 139 do CTN, comporta tanto o tributo quanto a penalidade pecuniária; (vi) a obrigação tributária principal surge com a ocorrência do fato gerador e tem por objeto tanto o pagamento do tributo como a penalidade pecuniária decorrente do seu não pagamento, o que inclui a multa de ofício proporcional. (vii) a multa de ofício, prevista no art. 44 da Lei nº 9.430/96, é exigida “juntamente com o imposto, quando não houver sido anteriormente pago” (§1º). (viii) no momento do lançamento, a multa de ofício agregase ao tributo, tornandose ambos obrigação de natureza pecuniária, ou seja, principal; (ix) a obrigação principal referente à multa de ofício convertese em crédito tributário a partir do lançamento, consoante previsão do art. 113, §1º, do CTN; Fl. 1471DF CARF MF Impresso em 18/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/05/2014 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 23/05/201 4 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 28/05/2014 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 16/06/2014 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO Processo nº 19515.004859/200962 Acórdão n.º 1202001.096 S1C2T2 Fl. 22 21 (x) a penalidade pecuniária, representada no presente caso pela multa de ofício, tem natureza punitiva, incidindo sobre o montante não pago do tributo devido, constatado após ação fiscalizatória do Estado; (xi) os juros moratórios, por sua vez, não se tratam de penalidade e têm natureza indenizatória, ao compensarem o atraso na entrada dos recursos que seriam de direito da União; (xii) o art. 161 do CTN não distingue a natureza do crédito sobre o qual deve incidir os juros de mora, ao dispor que o “crédito” não pago integralmente no seu vencimento é acrescido de juros de mora, independentemente dos motivos do inadimplemento; (xiii) o art. 61 da Lei n° 9.430/96, ao se referir a débitos decorrentes de tributos e contribuições, alcança os débitos em geral relacionados com esses tributos e contribuições e não apenas os relativos ao principal, entendimento reforçado pelo fato de o art. 43 da mesma lei prescrever expressamente a incidência de juros sobre a multa exigida isoladamente, o que contribui para afastar eventual alegação de incompatibilidade entre os institutos juros e multa; (xiv) a partir do trigésimo primeiro dia do lançamento, caso não pago, o montante do crédito tributário, que pode ser constituído, como se viu, pelo tributo mais a multa de ofício, passa a ser acrescido dos juros de mora, devidos em razão do atraso da entrada dos recursos nos cofres da União, consoante a Súmula CARF nº 5: “São devidos juros de mora sobre o crédito tributário não integralmente pago no vencimento, ainda que suspensa sua exigibilidade, salvo quando existir depósito no montante integral.” (xv) a partir de abril de 1995, temse a taxa Selic, instituída pela Lei nº 9.065/95, na cobrança do crédito tributário, entendimento esse vinculante desde a edição da Súmula CARF n° 4 (“A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais”). Adotando a linha de raciocínio acima exposta, do ilustre Conselheiro Claudemir Rodrigues Malaquias prolatou o voto vencedor no Acórdão nº 910101.191, da sessão de 17 de outubro de 2011 da mesma 1ª Turma da CSRF. Mais recentemente, a 1ª Turma da CSRF manifestouse no mesmo sentido, como se extrai do Acórdão nº 9101001.474, de 14 de agosto de 2012: Assunto: Juros de mora sobre multa de ofício. A melhor exegese da remissão feita pelo caput do art. 30 aos débitos referidos no art. 29, ambos da Lei n° 10.522/02, leva à conclusão que alcança todos os débitos de qualquer natureza para com a Fazenda Nacional, inclusive os relativos à multa de ofício. O redator designado, o ilustre conselheiro Alberto Pinto Júnior, ao elaborar o voto vencedor naquele caso, acrescentou os seguintes argumentos: Assim, vale analisarmos o art. 161 do CTN, o qual assim dispõe: Fl. 1472DF CARF MF Impresso em 18/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/05/2014 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 23/05/201 4 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 28/05/2014 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 16/06/2014 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO Processo nº 19515.004859/200962 Acórdão n.º 1202001.096 S1C2T2 Fl. 23 22 "Art. 161. O crédito não integralmente pago no vencimento é acrescido de juros de mora, seja qual for o motivo determinante da falta, sem prejuízo da imposição das penalidades cabíveis e da aplicação de quaisquer medidas de garantia previstas nesta Lei ou em lei tributária. § 1º Se a lei não dispuser de modo diverso, os juros de mora são calculados à taxa de um por cento ao mês. ......................................................................................................." Notese que o termo crédito no caput do art. 161 vem desacompanhado do adjetivo "tributário", o que deixa clara a intenção do legislador de, nele, incluir também multas (ad valorem ou específicas). A mesma preocupação teve o legislador nos §§ 1° e 3° do art. 113 do CTN, pois, ao dispor que a penalidade se converte em obrigação qualificou apenas com o adjetivo principal (obrigação de dar), mas não com o adjetivo "tributário". Tal cuidado Por sua vez, não procede a alegação da contribuinte de que a expressão "sem prejuízo de outras penalidades cabíveis" levaria à conclusão de que a multa de ofício (punitiva) não estaria contida no termo "crédito". Ora, a referida expressão autoriza o legislador ordinário a criar multas de caráter moratório, pois, da simples leitura do dispositivo, verificase que a penalidade ali tratada tem como causa apenas a impontualidade. Daí porque toda a argumentação do contribuinte está correta, mas apenas no que tange à multa de mora. Realmente, à luz do caput do art. 161 do CTN não incidem juros de mora sobre multa de mora, logicamente, quando for o caso de sua aplicação. Agora, quanto à multa de ofício, cuja causa não reside na mera impontualidade, esta compõe o crédito devido e, por consequência, sofre a incidência dos juros de mora. Assim sendo, em caso de vazio normativo, incidirá, por força do § 1° do art.161, juros de mora à taxa de 1% a.m.. Cabe, então, agora, verificarmos se a matéria foi realmente disciplinada no art. 30 da Lei n° 10.522/02, para tanto, trago à colação tanto o art. 30 como o dispositivo a que ele se remete, in verbis: "Art. 29. Os débitos de qualquer natureza para com a Fazenda Nacional e os decorrentes de contribuições arrecadadas pela União, constituídos ou não, cujos fatos geradores tenham ocorrido até 31 de dezembro de 1994, que não hajam sido objeto de parcelamento requerido até 31 de agosto de 1995, expressos em quantidade de Ufir, serão reconvertidos para real, com base no valor daquela fixado para 1° de janeiro de 1997. § 1° A partir de 1° de janeiro de 1997, os créditos apurados serão lançados em reais. ......................................................................................................... Art. 30. Em relação aos débitos referidos no art. 29, bem como aos inscritos em Dívida Ativa da União, passam a incidir, a Fl. 1473DF CARF MF Impresso em 18/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/05/2014 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 23/05/201 4 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 28/05/2014 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 16/06/2014 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO Processo nº 19515.004859/200962 Acórdão n.º 1202001.096 S1C2T2 Fl. 24 23 partir de 1 de janeiro de 1997, juros de mora equivalentes à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia – Selic para títulos federais, acumulada mensalmente, até o último dia do mês anterior ao do pagamento, e de 1% (um por cento) no mês de pagamento. Surge de plano uma questão a ser dirimida, qual seja, se a remissão feita, pelo caput do art. 30, aos débitos referidos no art. 29, limitase ou não aos débitos cujos fatos geradores tenham ocorrido até 31 de dezembro de 1994. Ora, a remissão é técnica legislativa que visa abreviar o texto legal, evitando repetições desnecessárias. Todavia, há que ser cuidadosamente analisada, pois não pode levar a uma intepretação desarrazoada, resultante da absorção puramente mecânica e literal de uma norma pela outra. Desarrazoado é aquilo em que não se observa a lógica, a razão, é o despropósito. Logo, concordo com as colocações da Fazenda Nacional quando afirma que fere a lógica concluir que apenas as multas de oficio anteriores a 1995 sofreriam a incidência da taxa SEL1C, enquanto que as multas posteriores sofreriam a incidência de outra taxa de juros. Assim, entendo que a melhor exegese levanos a concluir que a remissão feita pelo caput do art. 30 alcança apenas a expressão "débitos de qualquer natureza para com a Fazenda Nacional e os decorrentes de contribuições arrecadadas pela União", razão pela qual, no presente caso, concluo que incidem juros de mora à taxa Selic sobre as multas de ofício ad valorem. Ademais, cabe ressaltar que “a finalidade a ser alcançada foi a de dar tratamento isonômico entre débitos de tributos não pagos dentro do prazo de vencimento e débitos de multas de ofício isoladas também não pagas no vencimento, de modo que a postergação do pagamento da multa deixasse de ser vantajosa para o devedor. O próprio uso da expressão ‘débitos de qualquer natureza para com a Fazenda Nacional’ reflete tal desiderato” (Parecer PGFN/CDA nº 1936/2005). Vêse que todos os argumentos retro mencionados convergem para a conclusão de que é perfeitamente legal e válida a cobrança de juros moratórios sobre a multa de ofício lançada, aplicandose a taxa de juros Selic. Dispositivo Em razão de todo o exposto, negase provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Viviane Vidal Wagner Fl. 1474DF CARF MF Impresso em 18/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/05/2014 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 23/05/201 4 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 28/05/2014 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 16/06/2014 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO Processo nº 19515.004859/200962 Acórdão n.º 1202001.096 S1C2T2 Fl. 25 24 Voto Vencedor Conselheiro Plínio Rodrigues Lima, Redator designado Trata o presente voto apenas do julgamento de juros sobre a multa de ofício, objeto de impugnação específica. Entendo necessária para o deslinde da controvérsia sobre a incidência de juros moratórios sobre a multa de ofício uma breve abordagem sobre a natureza jurídica destes institutos no direito tributário. Sobre a multa de ofício, valhome da seguinte lição do Professor Luciano Amaro (in Direito Tributário Brasileiro, São Paulo: Saraiva, 19ª ed., p. 458): Aí é que se põe a noção de infração, traduzida numa conduta (omissiva ou comissiva) contrária ao direito. (...) No direito tributário, a infração pode acarretar diferentes conseqüências. Se ela implica falta de pagamento de tributo, o sujeito ativo (credor) geralmente tem, a par do direito de exigir coercitivamente o pagamento do valor devido, o direito de impor uma sanção (que há de ser prevista em lei, por força do princípio da legalidade), geralmente traduzida num valor monetário proporcional ao montante do tributo que deixou de ser recolhido. Se se trata de mero descumprimento de obrigação formal (“obrigação acessória”, na linguagem do CTN), a conseqüência é, em geral, a aplicação de uma sanção ao infrator (também em regra configurada por uma prestação em pecúnia). Tratase das multas ou penalidades pecuniárias, encontradiças não apenas no direito tributário, mas também no direito administrativo em geral, bem como no direito privado. Portanto, a multa de ofício representa a sanção pelo descumprimento do dever legal de pagar o tributo. Por sua vez, os juros moratórios decorrem da demora por parte do devedor em adimplir a obrigação. Sobre o tema, leciona o Dr. Glauber Moreno Talavera (in Aspectos jurídicos controversos dos juros e da comissão de permanência, São Paulo: Revista dos Tribunais, p. 128): Em síntese apertada, os juros moratórios consistem no montante previamente fixado ou apurado mediante aplicação de um percentual sobre o valor do principal, estipulado contratualmente ou decorrente da lei, devido pelo contraente que não adimpliu as obrigações assumidas no ato da celebração da avença. (...) Fl. 1475DF CARF MF Impresso em 18/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/05/2014 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 23/05/201 4 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 28/05/2014 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 16/06/2014 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO Processo nº 19515.004859/200962 Acórdão n.º 1202001.096 S1C2T2 Fl. 26 25 Por conseguinte, na hipótese de incidirem juros moratórios sobre a multa de ofício, estes necessitam de expressa previsão legal, uma vez que fazem aumentar o valor da multa e esse aumento há de possuir amparo legal em obediência ao inciso XXXIX, do art. 5°, da Constituição de 1988. O STJ tem o seguinte entendimento sobre esse tema: AgRg no RECURSO ESPECIAL Nº 1.335.688 PR (2012/01537730) PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL. MANDADO DE SEGURANÇA. JUROS DE MORA SOBRE MULTA. INCIDÊNCIA. PRECEDENTES DE AMBAS AS TURMA QUE COMPÕEM A PRIMEIRA SEÇÃO DO STJ. 1. Entendimento de ambas as Turmas que compõem a Primeira Seção do STJ no sentido de que: "É legítima a incidência de juros de mora sobre multa fiscal punitiva, a qual integra o crédito tributário." (REsp 1.129.990/PR, Rel. Min. Castro Meira, DJ de 14/9/2009). De igual modo: REsp 834.681/MG, Rel. Min. Teori Albino Zavascki, DJ de 2/6/2010.(g.n.o) 2. Agravo regimental não provido. Na mesma linha de raciocínio, esta Turma já se pronunciou sobre a controvérsia, por meio do Acórdão n° 1202000.972, com a seguinte ementa: JUROS DE MORA SOBRE MULTA DE OFÍCIO. CABIMENTO. SELIC. A obrigação tributária principal compreende tributo e multa de ofício proporcional. Sobre o crédito tributário constituído, incluindo a multa de ofício, incidem juros de mora, devidos à taxa Selic.(g.n.o) Pela clareza dos fundamentos deste Acórdão, peço vênia para transcrevêlos: Voto Vencido Conselheiro Geraldo Valentim Neto, Relator (...) Por fim, acerca da incidência dos juros sobre o valor exigido a título de multa de ofício, merece ser acolhida a alegação da Recorrente, consoante entendimento da Câmara Superior de Recursos Fiscais. Vejamos: “RECURSO ESPECIAL – CONHECIMENTO. Não deve ser conhecido o Recurso Especial interposto pela Fazenda Nacional quando inexiste similitude fática entre o acórdão paradigma e o acórdão recorrido. JUROS DE MORA SOBRE MULTA DE OFÍCIO – INAPLICABILIDADE – Os juros de mora só incidem sobre o Fl. 1476DF CARF MF Impresso em 18/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/05/2014 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 23/05/201 4 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 28/05/2014 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 16/06/2014 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO Processo nº 19515.004859/200962 Acórdão n.º 1202001.096 S1C2T2 Fl. 27 26 valor do tributo, não alcançando o valor da multa de ofício aplicada.” (CSRF, 1ª Turma, Acórdão nº 910100.722, data: 08.11.2010)(g.n.o) Neste mesmo sentido, são vários os acórdãos deste E. Conselho. Vejamos: [...] JUROS SOBRE MULTA DE OFICIO. A Lei 9,430/96 não prevê a incidência de juros de mora sobre a multa de oficio. O art. 161, § 1 ª, que se subordina ao caput, prevê supletivamente a aplicabilidade de juros de mora à taxa de 1% ao mês. O art.161, caput, do CTN prevê a incidência de juros de mora antes de imposição das penalidades cabíveis. Sobre a multa de oficio são inaplicáveis juros de mora. [...] (CARF 1ª Seção / 3a. Turma da 1a. Câmara / ACÓRDÃO 110300.193 em 18/05/2010 / Publicado no DOU em: 14.03.2011)(g.n.o) [...] INCIDÊNCIA DE JUROS SOBRE MULTA DE OFÍCIO INAPLICABILIDADE Não incidem os juros com base na taxa Selic sobre a multa de ofício, vez que o artigo 61 da Lei n.º 9.430/96 apenas impõe sua incidência sobre débitos decorrentes de tributos e contribuições. Igualmente não incidem os juros previstos no artigo 161 do CTN sobre a multa de ofício.(1º Conselho de Contribuintes / 1ª Câmara / ACÓRDÃO 10196.523 em 23.01.2008 / Publicado no DOU em: 11.12.2008)(g.n.o) [...] JUROS DE MORA SOBRE MULTA DE OFÍCIO INAPLICABILIDADE Os juros com base na taxa Selic não devem incidir sobre a multa de oficio, vez que o artigo 61 da Lei n° 9.430/96 apenas impõe sua incidência sobre débitos decorrentes de tributos e contribuições. Igualmente, não incidem os juros previstos no artigo 161 do CTN sobre a multa de oficio. As polêmicas e controvérsias sobre esse assunto vem de longa data, o que já fragiliza a tese em favor da incidência, pois, tratandose de norma punitiva, com implicação direta na dimensão da pena, não poderia o texto legal dar margem a tantas dúvidas. No âmbito das normas jurídicas de natureza punitiva, nenhuma pena, via de regra, vai sendo agravada com o decurso do tempo. Para que isso pudesse ocorrer (juros sobre a multa/penalidade), a Lei deveria ser muito clara a respeito, o que não se verifica no texto normativo vigente. (CARF 1ª Seção / 2ª Turma Especial / ACÓRDÃO 180200.599 em 03/08/2010 / Publicado no DOU em: 28.03.2011)(g.n.o) Voto Vencedor Conselheira Viviane Vidal Wagner, Redatora designada A discordância do voto do ilustre relator limitase à questão da incidência dos juros de mora sobre a multa do ofício, na qual Fl. 1477DF CARF MF Impresso em 18/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/05/2014 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 23/05/201 4 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 28/05/2014 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 16/06/2014 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO Processo nº 19515.004859/200962 Acórdão n.º 1202001.096 S1C2T2 Fl. 28 27 restou vencido, em que pese os argumentos expendidos e a clareza do seu raciocínio. Ocorre que a matéria tem sido objeto de julgamento reiterado neste e em outros colegiados, em sentido oposto, podendo ser referidos os acórdãos abaixo: JUROS SOBRE MULTA — sobre a multa de oficio devem incidir juros a taxa Selic, após o seu vencimento, em razão da aplicação combinada dos artigos 43 e 61 da Lei n° 9.430/96. (Acórdão 120200.138, de 30/07/2009. Relator Conselheiro Guilherme Adolfo dos Santos Mendes). JUROS SOBRE MULTA. A multa de oficio, segundo o disposto no art. 44 da Lei n° 9.430/96, deverá incidir sobre o crédito tributário não pago, consistente na diferença entre o tributo devido e aquilo que fora recolhido, Não procede o argumento de que somente no caso do parágrafo único do art. 43 da Lei nº 9.430/96 é que poderá incidir juros de mora sobre a multa aplicada. Isso porque a previsão contida no dispositivo referese à aplicação de multa isolada sem crédito tributário, Assim, nada mais lógico que venha dispositivo legal expresso para fazer incidir os juros sobre a multa que não torna como base de incidência valores de crédito tributário sujeitos à incidência ordinária da multa. (Acórdão 140100.155, de 28/01/2010. Relator Conselheiro Antonio Bezerra Neto). Deste colegiado, pode ser referido o Acórdão nº 120200756, de 12/04/2012, cujo voto vencedor foi prolatado por esta relatora no seguinte sentido: JUROS DE MORA SOBRE MULTA DE OFÍCIO A obrigação tributária principal compreende tributo e multa de ofício proporcional. Sobre o crédito tributário constituído, incluindo a multa de ofício, incidem juros de mora, devidos à taxa Selic. Igualmente, aqui, cabe utilizar os mesmos fundamentos registrados por esta relatora no voto vencedor do acórdão nº 9101.00539, de 11/03/2010, em que a 1ª Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais manteve a incidência dos juros de mora, devidos à taxa Selic, sobre a multa de ofício. Os fundamentos podem ser sintetizados assim: (i) uma interpretação literal e restritiva do caput do art. 61 da Lei nº 9.430/96, que regula os acréscimos moratórios sobre débitos decorrentes de tributos e contribuições, pode levar à equivocada conclusão de que estaria excluída desses débitos a multa de ofício; (ii) todavia, uma norma não deve ser interpretada isoladamente dentro do sistema tributário nacional, já que interpretar uma norma é interpretar o sistema inteiro: qualquer exegese comete, Fl. 1478DF CARF MF Impresso em 18/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/05/2014 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 23/05/201 4 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 28/05/2014 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 16/06/2014 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO Processo nº 19515.004859/200962 Acórdão n.º 1202001.096 S1C2T2 Fl. 29 28 direta ou obliquamente, uma aplicação da totalidade do direito.” (Juarez Freitas, 2002, p.70); (iii) interpretar sistematicamente implica excluir qualquer solução interpretativa que resulte logicamente contraditória com alguma norma do sistema; (iv) no sistema tributário nacional, há de ser uniforme a definição de crédito tributário, considerado como “o vínculo jurídico, de natureza obrigacional, por força do qual o Estado (sujeito ativo) pode exigir do particular, o contribuinte ou responsável (sujeito passivo), o pagamento do tributo ou da penalidade pecuniária (objeto da relação obrigacional).” (Hugo de Brito Machado, 2009, p.172); (v) o conceito de crédito tributário, nos termos do art. 139 do CTN, comporta tanto o tributo quanto a penalidade pecuniária; (vi) a obrigação tributária principal surge com a ocorrência do fato gerador e tem por objeto tanto o pagamento do tributo como a penalidade pecuniária decorrente do seu não pagamento, o que inclui a multa de ofício proporcional. (vii) a multa de ofício, prevista no art. 44 da Lei nº 9.430/96, é exigida “juntamente com o imposto, quando não houver sido anteriormente pago” (§1º). (viii) no momento do lançamento, a multa de ofício agregase ao tributo, tornandose ambos obrigação de natureza pecuniária, ou seja, principal; (ix) a obrigação principal referente à multa de ofício convertese em crédito tributário a partir do lançamento, consoante previsão do art. 113, §1º, do CTN; (x) a penalidade pecuniária, representada no presente caso pela multa de ofício, tem natureza punitiva, incidindo sobre o montante não pago do tributo devido, constatado após ação fiscalizatória do Estado; (xi) os juros moratórios, por sua vez, não se tratam de penalidade e têm natureza indenizatória, ao compensarem o atraso na entrada dos recursos que seriam de direito da União; (xii) o art. 161 do CTN não distingue a natureza do crédito sobre o qual deve incidir os juros de mora, ao dispor que o “crédito” não pago integralmente no seu vencimento é acrescido de juros de mora, independentemente dos motivos do inadimplemento; (xiii) o art. 61 da Lei n° 9.430/96, ao se referir a débitos decorrentes de tributos e contribuições, alcança os débitos em geral relacionados com esses tributos e contribuições e não apenas os relativos ao principal, entendimento reforçado pelo fato de o art. 43 da mesma lei prescrever expressamente a incidência de juros sobre a multa exigida isoladamente, o que contribui para afastar eventual alegação de incompatibilidade entre os institutos juros e multa; Fl. 1479DF CARF MF Impresso em 18/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/05/2014 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 23/05/201 4 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 28/05/2014 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 16/06/2014 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO Processo nº 19515.004859/200962 Acórdão n.º 1202001.096 S1C2T2 Fl. 30 29 (xiv) a partir do trigésimo primeiro dia do lançamento, caso não pago, o montante do crédito tributário, que pode ser constituído, como se viu, pelo tributo mais a multa de ofício, passa a ser acrescido dos juros de mora, devidos em razão do atraso da entrada dos recursos nos cofres da União, consoante a Súmula CARF nº 5: “São devidos juros de mora sobre o crédito tributário não integralmente pago no vencimento, ainda que suspensa sua exigibilidade, salvo quando existir depósito no montante integral.” (xv) a partir de abril de 1995, temse a taxa Selic, instituída pela Lei nº 9.065/95, na cobrança do crédito tributário, entendimento esse vinculante desde a edição da Súmula CARF n° 5 (“A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais”). Adotando a linha de raciocínio acima exposta, do ilustre Conselheiro Claudemir Rodrigues Malaquias prolatou o voto vencedor no Acórdão nº 910101.191, da sessão de 17 de outubro de 2011 da mesma 1ª Turma da CSRF. Mais recentemente, a 1ª Turma da CSRF manifestouse no mesmo sentido, como se extrai do Acórdão nº 9101001.474, de 14 de agosto de 2012: Assunto: Juros de mora sobre multa de ofício. A melhor exegese da remissão feita pelo caput do art. 30 aos débitos referidos no art. 29, ambos da Lei n° 10.522/02, leva à conclusão que alcança todos os débitos de qualquer natureza para com a Fazenda Nacional, inclusive os relativos à multa de ofício. O redator designado, o ilustre conselheiro Alberto Pinto Júnior, ao elaborar o voto vencedor naquele caso, acrescentou os seguintes argumentos: Assim, vale analisarmos o art. 161 do CTN, o qual assim dispõe: "Art. 161. O crédito não integralmente pago no vencimento é acrescido de juros de mora, seja qual for o motivo determinante da falta, sem prejuízo da imposição das penalidades cabíveis e da aplicação de quaisquer medidas de garantia previstas nesta Lei ou em lei tributária. § 1º Se a lei não dispuser de modo diverso, os juros de mora são calculados à taxa de um por cento ao mês. ......................................................................................................." Notese que o termo crédito no caput do art. 161 vem desacompanhado do adjetivo "tributário", o que deixa clara a intenção do legislador de, nele, incluir também multas (ad valorem ou específicas). A mesma preocupação teve o legislador Fl. 1480DF CARF MF Impresso em 18/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/05/2014 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 23/05/201 4 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 28/05/2014 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 16/06/2014 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO Processo nº 19515.004859/200962 Acórdão n.º 1202001.096 S1C2T2 Fl. 31 30 nos §§ 1° e 3° do art. 113 do CTN, pois, ao dispor que a penalidade se converte em obrigação qualificou apenas com o adjetivo principal (obrigação de dar), mas não com o adjetivo "tributário". Tal cuidado Por sua vez, não procede a alegação da contribuinte de que a expressão "sem prejuízo de outras penalidades cabíveis" levaria à conclusão de que a multa de ofício (punitiva) não estaria contida no termo "crédito". Ora, a referida expressão autoriza o legislador ordinário a criar multas de caráter moratório, pois, da simples leitura do dispositivo, verificase que a penalidade ali tratada tem como causa apenas a impontualidade. Daí porque toda a argumentação do contribuinte está correta, mas apenas no que tange à multa de mora. Realmente, à luz do caput do art. 161 do CTN não incidem juros de mora sobre multa de mora, logicamente, quando for o caso de sua aplicação. Agora, quanto à multa de ofício, cuja causa não reside na mera impontualidade, esta compõe o crédito devido e, por conseqüência, sofre a incidência dos juros de mora.(...) Destarte, entendem o STJ e o voto vencedor da decisão administrativa que a multa de ofício faz parte do termo “crédito” constante do art. 161, caput, do CTN, e do termo “débito” no art. 61, caput e §3º, da Lei n° 9.430, de 1996, e que, por isso, sofre incidência dos juros moratórios. Em que pesem os fundamentos dessa interpretação, ouso destes discordar. Nesse ponto, cabe, mais uma vez, transcrever os artigos naquilo que interessa à incidência de juros moratórios sobre a multa de ofício: CTN TÍTULO III Crédito Tributário CAPÍTULO IV Extinção do Crédito Tributário SEÇÃO II Pagamento Art. 161. O crédito não integralmente pago no vencimento é acrescido de juros de mora, seja qual for o motivo determinante da falta, sem prejuízo da imposição das penalidades cabíveis e da aplicação de quaisquer medidas de garantia previstas nesta Lei ou em lei tributária.(g.n.o) (...) § 2º O disposto neste artigo não se aplica na pendência de consulta formulada pelo devedor dentro do prazo legal para pagamento do crédito. Fl. 1481DF CARF MF Impresso em 18/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/05/2014 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 23/05/201 4 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 28/05/2014 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 16/06/2014 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO Processo nº 19515.004859/200962 Acórdão n.º 1202001.096 S1C2T2 Fl. 32 31 Lei n° 9.430, de 1996. Capítulo IV PROCEDIMENTOS DE FISCALIZAÇÃO Seção V Normas sobre o Lançamento de Tributos e Contribuições Auto de Infração sem Tributo Art. 43. Poderá ser formalizada exigência de crédito tributário correspondente exclusivamente a multa ou a juros de mora, isolada ou conjuntamente. Parágrafo único. Sobre o crédito constituído na forma deste artigo, não pago no respectivo vencimento, incidirão juros de mora, calculados à taxa a que se refere o § 3º do art. 5º, a partir do primeiro dia do mês subseqüente ao vencimento do prazo até o mês anterior ao do pagamento e de um por cento no mês de pagamento. Multas de Lançamento de Ofício Art. 44. Nos casos de lançamento de ofício, serão aplicadas as seguintes multas: (Redação dada pela Lei nº 11.488, de 2007) I de 75% (setenta e cinco por cento) sobre a totalidade ou diferença de imposto ou contribuição nos casos de falta de pagamento ou recolhimento, de falta de declaração e nos de declaração inexata; (Redação dada pela Lei nº 11.488, de 2007) Capítulo V DISPOSIÇÕES GERAIS Seção IV Acréscimos Moratórios Multas e Juros Art. 61. Os débitos para com a União, decorrentes de tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal, cujos fatos geradores ocorrerem a partir de 1º de janeiro de 1997, não pagos nos prazos previstos na legislação específica, serão acrescidos de multa de mora, calculada à taxa de trinta e três centésimos por cento, por dia de atraso. (Vide Decreto nº 7.212, de 2010) § 3º Sobre os débitos a que se refere este artigo incidirão juros de mora calculados à taxa a que se refere o § 3º do art. 5º, a partir do primeiro dia do mês subseqüente ao vencimento do prazo até o mês anterior ao do pagamento e de um por cento no mês de pagamento. (Vide Lei nº 9.716, de 1998) Observase, da leitura do art. 161, caput, do CTN, que, ao termo “crédito” deve ser qualificado o adjetivo “tributário”, uma vez que este artigo encontrase inserto no Título III do CTN CRÉDITO TRIBUTÁRIO, vedandose, por conseguinte, a incidência de juros moratórios sobre a multa de ofício, a qual não faz parte do crédito tributário antes do Fl. 1482DF CARF MF Impresso em 18/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/05/2014 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 23/05/201 4 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 28/05/2014 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 16/06/2014 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO Processo nº 19515.004859/200962 Acórdão n.º 1202001.096 S1C2T2 Fl. 33 32 vencimento. Este pensamento consta das lições do Professor Luciano Amaro, transcritas a seguir: (...) sem prejuízo da imposição de penalidades e da aplicação de medidas de garantia. Embora o dispositivo se reporte a “crédito tributário”, ele é aplicável também às situações em que não tenha havido lançamento (...) (op. cit p.418) O Código Tributário Nacional dedicou três artigos à responsabilidade por infrações tributárias (...), reportandose, ainda, à matéria, de modo fragmentário, noutras disposições: (...)m) art. 161 (cabimento de penalidades pelo inadimplemento do dever de recolher tributo)(g.n.o)(op. cit. p. 467). A partir desta determinação da Lei de Normas Gerais Tributárias, Lei Complementar, a expressão Os débitos para com a União, decorrentes de tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal no art. 61, caput e §3º, da Lei n° 9.430, de 1996, Lei de rito ordinário, não inclui a multa de ofício para fins de incidência dos juros moratórios,o que guarda coerência com a hierarquia das Leis e com a interpretação dos referidos artigos à Luz dos Direitos e Garantias Fundamentais e do Sistema Tributário Nacional referidos na Constituição de 1988. Por fim, esclarecenos o Professor Mauro Luis Rocha Lopes (in Direito Tributário, 4. ed. Rio de Janeiro: Impetus, p. 266): O cálculo dos juros em cima da multa, à evidência, agrava indevidamente a penalidade no tempo e a descaracteriza, transformandoa em instrumento de arrecadação estatal. Mutatis mutandis, é como se o condenado em processo criminal tivesse de se sujeitar ao agravamento de sua pena apenas em função da demora em se recolher ao cárcere, o que não faz o menor sentido. Estabelece a norma geral tributária do art. 161, caput, do CTN que o crédito tributário não integralmente pago no vencimento é acrescido de juros de mora, seja qual for o motivo determinante da falta, sem prejuízo da imposição das penalidades cabíveis, como a evidenciar que o crédito original, representado exclusivamente pelo montante do tributo não pago, figura, isoladamente, tanto como base para a contagem dos juros como para o cálculo da multa (...) Por conseguinte, pelas razões expostas, DOU provimento parcial ao presente recurso para excluir a incidência de juros de mora sobre a multa de ofício. (assinado digitalmente) Plínio Rodrigues Lima. Fl. 1483DF CARF MF Impresso em 18/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/05/2014 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 23/05/201 4 por PLINIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 28/05/2014 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 16/06/2014 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO
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