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Numero do processo: 15578.000010/2010-68
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Primeira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Nov 07 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Mon Jul 14 00:00:00 UTC 2014
Numero da decisão: 1402-000.228
Decisão: Visto e discutidos este autos
Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, determinar o encaminhamento dos autos à Delegacia da Receita Federal do Brasil em Vitória-ES, para juntada ao processo 10783.905665/2009-41, com vistas ao trâmite em conjunto.
(assinado digitalmente)
Moisés Giacomelli Nunes da Silva relator (assinado digitalmente)
(assinado digitalmente)
Leonardo de Andrade Couto Presidente
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Frederico Augusto Gomes de Alencar, Carlos Pelá, Fernando Brasil de Oliveira Pinto, Moisés Giacomelli Nunes da Silva, Paulo Roberto Cortez e Leonardo de Andrade.
Nome do relator: Não se aplica
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Multa isolada. Recorrente CIA ESPÍRITO SANTENSE DE SANEAMENTO CESAN Recorrida FAZENDA NACIONAL Visto e discutidos este autos Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, determinar o encaminhamento dos autos à Delegacia da Receita Federal do Brasil em VitóriaES, para juntada ao processo 10783.905665/200941, com vistas ao trâmite em conjunto. (assinado digitalmente) Moisés Giacomelli Nunes da Silva – relator (assinado digitalmente) (assinado digitalmente) Leonardo de Andrade Couto – Presidente Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Frederico Augusto Gomes de Alencar, Carlos Pelá, Fernando Brasil de Oliveira Pinto, Moisés Giacomelli Nunes da Silva, Paulo Roberto Cortez e Leonardo de Andrade. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 55 78 .0 00 01 0/ 20 10 -6 8 Fl. 516DF CARF MF Impresso em 16/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/06/2014 por MOISES GIACOMELLI NUNES DA SILVA, Assinado digitalmente e m 10/07/2014 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 25/06/2014 por MOISES GIACOMELL I NUNES DA SILVA Processo nº 15578.000010/201068 Resolução nº 1402000.228 S1C4T2 Fl. 7 2 CIA ESPÍRITO SANTENSE DE SANEAMENTO CESAN recorre a este Conselho contra a decisão proferida pela DRJ em primeira instância, que julgou procedente a exigência, pleiteando sua reforma, com fulcro no artigo 33 do Decreto nº 70.235 de 1972 (PAF). Transcrevo o relatório da decisão recorrida (verbis): Tratase de multa isolada no valor de R$ 918.854,69 constituída em conseqüência de as compensações informada na PER/DCOMP 24075.06359.170407.1.3.021392 ter sido considerada não declarada. Inicialmente a interessada transmitiu à RFB a supracitada PER/DCOMP e objetivando compensar com débitos próprios, crédito relativo a saldo negativo de Imposto de Renda Pessoa Jurídica — IRPJ, anocalendário 2002, no valor de R$ 720.585,57. A pretensão da Interessada foi negada pelo Despacho Decisório de fl. 139, sob a justificativa de que, em vez de saldo negativo, consta imposto a pagar, no valor de R$ 1.667.748,83, na DIPJ relativa ao período do alegado crédito. Ato contínuo apresentou Manifestação de Inconformidade contra o citado despacho decisório, julgado nulo pela 1ª Turma desta DRJ em 05/11/2009 (Acórdão às fls 160/164) Em 15 de janeiro de 2010 o Seort/DRF/VIT exarou o Parecer de nº 160 (fls. 165/172) que tomou como não declarada a compensação sob os seguintes argumentos e fundamentação, em síntese: A Contribuinte pretende extinguir débitos de sua responsabilidade perante a Secretaria da Receita Federal do Brasil por meio de compensações com créditos que lhe teriam sido assegurados no âmbito da Ação Ordinária n° 97.00110001. Destaquese que a Empresa não informou na DCOMP 24075.06359.170407.1.3.021392 que o crédito era oriundo de ação judicial. Contudo tal decisão ainda não transitou em julgado devendo ser trazido à baila Lei Complementar n° 104/2001, acrescentou o art. 170 A ao Código Tributário Nacional, cujo comando dispõe que "é vedada a compensação mediante o aproveitamento de tributo, objeto de contestação judicial pelo suieito passivo, antes do trânsito em julgado da respectiva decisão JUDICIAL". Fl. 517DF CARF MF Impresso em 16/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/06/2014 por MOISES GIACOMELLI NUNES DA SILVA, Assinado digitalmente e m 10/07/2014 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 25/06/2014 por MOISES GIACOMELL I NUNES DA SILVA Processo nº 15578.000010/201068 Resolução nº 1402000.228 S1C4T2 Fl. 8 3 A compensação, posto modalidade extintiva do crédito tributário (artigo 156, do CTN), exsurge quando o sujeito passivo da obrigação tributária é, ao mesmo tempo, credor e devedor do erário público, sendo mister, para sua concretização, autorização por lei especifica e créditos líquidos e certos, vencidos e vincendos, do contribuinte para com a Fazenda Pública (artigo 170, do CTN). Na situação em pauta, o trânsito em julgado da ação é elemento essencial para a existência da compensação. Logo, os dados transmitidos pela Cesan, por meio da utilização indevida do programa PER/DCOMP, como pretensas compensações devem ser tomadas por não declaradas. Tais fatos impõem o lançamento da multa isolada, que, à época em que fora transmitida a PER/DCOMP nº 24075.06359.170407.1.3.021392 tem amparo no caput do art. 18 Lei n° 10.833/03 c/c o art. 44, inciso I da Lei nº 9430/96. Em decorrência do Parecer SEORT/DRF/VIT nº 160/2010 foi lavrado o auto de infração de fls 08/12 constituindo multa regulamentar no valor de R$ 918.854,69 cuja descrição dos fatos menciona: 001 MULTA ISOLADA COMPENSAÇÃO INDEVIDA COMPENSAÇÃO INDEVIDA EFETUADA EM DECLARAÇÃO PRESTADA PELO SUJEITO PASSIVO 0 sujeito passivo efetuou compensação indevida de valores em declaração prestada, conforme relatório de fiscalização, o qual é parte integrante do presente auto de infração. O enquadramento legal é Art. 18 da Lei n° 10.833/03, com redação dada pelas Leis n's 11.051/04 e 11.196/05 e pelo art. 18 da Medida Provisória n o 351/07 . Cientificada em 07/04/2010 conforme AR às fls. 15 do volume II deste processo apresentou sua manifestação de inconformidade em 7/05/2010 (fls. 193/194 , volume II). A manifestação de inconformidade, que na íntegra encontrase às fls. 18/37 traz, em apertada síntese, o seguinte: não produzem efeitos jurídicos a não homologação, e outras decisões lesivas ao contribuinte, sendo depois de confirmadas por decisão de que não caiba mais recurso. Assim, não cabe aplicação de multa em razão de o pedido de compensação ter sido considerado como não declarado, se esta decisão ainda não está apta a produzir efeitos jurídicos. (Menciona e transcreve doutrina) Em 1º de março de 2001 foi proferida sentença julgando procedentes os pleitos autorais na ação ordinária com pedido de Fl. 518DF CARF MF Impresso em 16/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/06/2014 por MOISES GIACOMELLI NUNES DA SILVA, Assinado digitalmente e m 10/07/2014 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 25/06/2014 por MOISES GIACOMELL I NUNES DA SILVA Processo nº 15578.000010/201068 Resolução nº 1402000.228 S1C4T2 Fl. 9 4 antecipação de tutela (documento 7), declarando a inexistência de relação jurídicotributária que obrigue a autora a apurar e recolher o Imposto de Renda incidente sobre o lucro inflacionário acumulado até 31 de dezembro de 1995. A sentença foi mantida pelo Tribunal Regional Federal (documento 7). Em razão do êxito obtido, a CESAN buscou compensar o saldo de imposto de renda pago a maior com outros valores de impostos devidos, utilizando, para isso, o modelo de compensação instituído pela Lei ng 9.430/96, com o preenchimento da respectiva declaração de compensação, por meio do Pedido Eletrônico de Restituição ou Ressarcimento e da Declaração de Compensação PER/DCOMP. de número 24075.06359.170407.1.3.021392. Cabe dizer ainda que, não obstante a Lei Complementar nº 104/2001 tenha introduzido o art. 170A no Código Tributário Nacional, prescrevendo que "É vedada a compensação mediante o aproveitamento de tributo, objeto de contestação judicial pelo sujeito passivo, antes do trânsito em julgado da respectiva decisão", tal regra não se aplica ao caso em tela, já que, por trazer restrições ao direito do contribuinte, não pode ser aplicada de forma retroativa. Percebase que o artigo referido (170A) foi inserido no CTN em 2001, ou seja, depois do ingresso da ação judicial (1997) e do inicio da relação jurídicotributária que garantiu o direito de compensação, razão pela qual não pode ser aplicado, sob pena de afronta direta ao principio da irretroatividade das leis, dentre outros. (Transcreve ensinamentos de José Afonso da Silva e Celso Antônio Bandeira de Mello e súmula do STF) Ora, o direito à compensação exsurge no momento em que o contribuinte efetua um pagamento indevido. Assim, tendo o direito de compensar sido adquirido antes da alteração efetuada pela Lei complementar nº 104/2001, deve pela legislação anterior ser regulado. (cita ensinamentos e jurisprudência) Resta clara a inaplicabilidade do art. 170A do CTN (redação dada pela Lei Complementar n2 104/2001) e da alínea "d" do § 12 do art. 74 da Lei nº 9.430/96 (redação dada pela Lei nº 11.051/2004) a compensação em tela. Finaliza pedindo: Que seja acolhida a presente impugnação, admitindoa em seu efeito suspensivo, com a conseqüente declaração de inexistência da obrigação do pagamento de multa; a produção de todos os meios de prova em direito admitidas e, em especial, documental e oral. Fl. 519DF CARF MF Impresso em 16/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/06/2014 por MOISES GIACOMELLI NUNES DA SILVA, Assinado digitalmente e m 10/07/2014 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 25/06/2014 por MOISES GIACOMELL I NUNES DA SILVA Processo nº 15578.000010/201068 Resolução nº 1402000.228 S1C4T2 Fl. 10 5 A decisão recorrida está assim ementada: MULTA ISOLADA. COMPENSAÇÃO CONSIDERADA NÃO DECLARADA. Considerada não declarada a compensação aplicase a penalidade prevista no art. 18 da Lei n° 10.833/03, com redação dada pelas Leis nºs 11.051/04 e 11.196/05 e pelo art. 18 da Medida Provisória nº 351/07. Impugnação Improcedente. Crédito Tributário Mantido. No voto condutor do aludido acórdão destacamse os seguintes fundamentos: “(...) 9. Não há dúvidas de que a contribuinte não observou uma das condições básicas para que pudesse proceder à compensação, qual seja, a de que seu crédito fosse líquido e certo, o que só pode se dar com o trânsito em julgado da ação ordinária que o pleiteia e sua habilitação prévia pela unidade de sua circunscrição na RFB. 10. Apenas à guisa de esclarecimento, pois não seria o trânsito em julgado posterior à transmissão da Per/dcomp ora em análise que lograria tornála hígida, o acompanhamento processual indica que a ação ainda encontrase pendente de decisão final, conforme se constata pelo andamento do recurso extraordinário 628099 a seguir demonstrado: (...)” Cientificada da aludida decisão, a contribuinte apresentou recurso voluntário, no qual repisa as alegações da peça impugnatória e, ao final, requer o provimento. É o relatório. Fl. 520DF CARF MF Impresso em 16/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/06/2014 por MOISES GIACOMELLI NUNES DA SILVA, Assinado digitalmente e m 10/07/2014 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 25/06/2014 por MOISES GIACOMELL I NUNES DA SILVA Processo nº 15578.000010/201068 Resolução nº 1402000.228 S1C4T2 Fl. 11 6 Voto Conselheiro MOISÉS GIACOMELLI NUNES DA SILVA, relator O recurso manuseado pela parte encontrase previsto no artigo 33 do Decreto nº 70.235, de 1972, é tempestivo, está devidamente fundamentado e foi interposto por parte legítima que pretende ver a decisão da DRJ reformada. Assim. conheçoo e passo ao exame das questões pertinentes. Conforme relatado, em litígio a multa isolada em face de compensação considerada “não declarada”. A matéria de fundo referese a existência, ou não, de Saldo Negativo de Recolhimentos do IRPJ do anocalendário de 2002. Originalmente a contribuinte apurou imposto a pagar, porem, ingressou com ação ordinária, com pedido de antecipação de tutela, a fim de se eximir do pagamento do IRPJ, no valor de R$ 36.536.687,27, incidente sobre saldo de Lucro Inflacionário, acumulado até 31/12/1995, cuja tributação foi diferida até o ano calendário de 2005. Ao excluir a parcela do Lucro Inflacionário tributada no anocalendário de 2002, o resultado encontrado foi um saldo negativo de IRPJ no montante de R$ 720.585,57. Consoante registrado na própria decisão recorrida, aludido direito creditório encontrase em litígio no processo 10783.905665/200941, cuja decisão de 1a. instância da mesma DRJ, nº 1227.034, proferida em 5/11/2009 foi no sentido de “DECLARAR NULO o Despacho Decisório nº 834751986 (fl.14) e demais atos dele decorrentes (devendo ser proferida nova decisão, com a análise das questões novas trazidas à lide pela interessada).” Ocorre que aquele processo ainda se encontra aguardando nova decisão da DRF Vitória (ES). É certo que eventual decisão administrativa favorável ao contribuinte no processo 10783.905665/200941, implicando no reconhecimento do direito creditório, acarretara a homologação da compensação e, por conseguinte, repercussão na presente exigência. Conclusão Diante do exposto, voto no sentido de encaminhar o presente processo à DRF Vitória (ES) para que seja juntado ao processo 10783.905665/200941 e passe a tramitar em conjunto àquele. (assinado digitalmente) Moises Giacomelli Nunes da Silva Fl. 521DF CARF MF Impresso em 16/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/06/2014 por MOISES GIACOMELLI NUNES DA SILVA, Assinado digitalmente e m 10/07/2014 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 25/06/2014 por MOISES GIACOMELL I NUNES DA SILVA
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Numero do processo: 10073.902522/2012-90
Turma: Primeira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu May 29 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Wed Jul 09 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Normas de Administração Tributária
Data do fato gerador: 31/08/2008
INVALIDADE DO ATO ADMINISTRATIVO. INOCORRÊNCIA.
Estando presentes os requisitos formais previstos nos atos normativos que disciplinam a compensação, não há que se falar em invalidade do despacho decisório por vícios relativos à forma.
PEDIDO DE COMPENSAÇÃO. ERRO DE FATO. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DOS CRÉDITOS. COMPENSAÇÃO NÃO-HOMOLOGADA.
A prova do indébito tributário, fato jurídico a dar fundamento ao direito de repetição ou à compensação, compete ao sujeito passivo que teria efetuado o pagamento indevido ou maior que o devido.
TAXA SELIC. APLICABILIDADE.
Nos termos da Súmula CARF nº 4, a partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais.
Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 3801-003.518
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado.
(assinado digitalmente)
Flávio De Castro Pontes - Presidente.
(assinado digitalmente)
Marcos Antonio Borges - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Flávio de Castro Pontes (Presidente), Paulo Sérgio Celani, Sidney Eduardo Stahl, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel, Marcos Antonio Borges e Paulo Antonio Caliendo Velloso da Silveira.
Nome do relator: MARCOS ANTONIO BORGES
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ementa_s : Assunto: Normas de Administração Tributária Data do fato gerador: 31/08/2008 INVALIDADE DO ATO ADMINISTRATIVO. INOCORRÊNCIA. Estando presentes os requisitos formais previstos nos atos normativos que disciplinam a compensação, não há que se falar em invalidade do despacho decisório por vícios relativos à forma. PEDIDO DE COMPENSAÇÃO. ERRO DE FATO. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DOS CRÉDITOS. COMPENSAÇÃO NÃO-HOMOLOGADA. A prova do indébito tributário, fato jurídico a dar fundamento ao direito de repetição ou à compensação, compete ao sujeito passivo que teria efetuado o pagamento indevido ou maior que o devido. TAXA SELIC. APLICABILIDADE. Nos termos da Súmula CARF nº 4, a partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais. Recurso Voluntário Negado
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Flávio De Castro Pontes - Presidente. (assinado digitalmente) Marcos Antonio Borges - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Flávio de Castro Pontes (Presidente), Paulo Sérgio Celani, Sidney Eduardo Stahl, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel, Marcos Antonio Borges e Paulo Antonio Caliendo Velloso da Silveira.
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INOCORRÊNCIA. Estando presentes os requisitos formais previstos nos atos normativos que disciplinam a compensação, não há que se falar em invalidade do despacho decisório por vícios relativos à forma. PEDIDO DE COMPENSAÇÃO. ERRO DE FATO. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DOS CRÉDITOS. COMPENSAÇÃO NÃO HOMOLOGADA. A prova do indébito tributário, fato jurídico a dar fundamento ao direito de repetição ou à compensação, compete ao sujeito passivo que teria efetuado o pagamento indevido ou maior que o devido. TAXA SELIC. APLICABILIDADE. Nos termos da Súmula CARF nº 4, “a partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais”. Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Flávio De Castro Pontes Presidente. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 07 3. 90 25 22 /2 01 2- 90 Fl. 139DF CARF MF Impresso em 09/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/07/2014 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 01/07/201 4 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 07/07/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10073.902522/201290 Acórdão n.º 3801003.518 S3TE01 Fl. 140 2 (assinado digitalmente) Marcos Antonio Borges Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Flávio de Castro Pontes (Presidente), Paulo Sérgio Celani, Sidney Eduardo Stahl, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel, Marcos Antonio Borges e Paulo Antonio Caliendo Velloso da Silveira. Fl. 140DF CARF MF Impresso em 09/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/07/2014 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 01/07/201 4 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 07/07/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10073.902522/201290 Acórdão n.º 3801003.518 S3TE01 Fl. 141 3 Relatório Trata o presente processo de Declaração de Compensação gerada pelo programa PER/DCOMP cujo crédito seria decorrente de pagamento indevido ou a maior no valor original na data de transmissão de R$ 23.902,02. Após processada foi exarado o Despacho Decisório no qual consta que o pagamento descrito no PER/DCOMP já havia sido integralmente utilizado para quitação de débitos do contribuinte, não restando crédito disponível para compensação dos débitos informados. Assim, diante da inexistência de crédito, a compensação declarada NÃO FOI HOMOLOGADA. Intimado, o contribuinte apresentou Manifestação de Inconformidade aonde alega, em síntese: Em sede preliminar, a invalidade do ato administrativo por não ter preenchido o requisito com relação à Forma, perdendo o Despacho Decisório o seu objeto; No mérito aduz que a compensação originouse de sobra de valor de COFINS pago a maior e não retificado em DCTF, sendo certo que, persistindo a não homologação do PER/DCOMP apresentado, estará sendo o contribuinte obrigado a pagar tributos duplamente, em flagrante desrespeito à legislação vigente; Tece considerações acerca da ilegalidade da aplicação da taxa Selic para fins tributários e sua inaplicabilidade como índice de atualização de débitos fiscais, fazendo menção a jurisprudência do Judiciário, devendo ser aplicado o percentual de 1% ao mês e sem capitalização, previsto no CTN; Da ilegalidade da multa proposta, fazendo menção a entendimentos doutrinários e jurisprudenciais, para enfatizar o efeito confiscatório da multa exigida. A Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Belo Horizonte (MG) julgou improcedente a manifestação de inconformidade com base na seguinte ementa: ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Data do fato gerador: 31/08/2008 DESPACHO DECISÓRIO. PRELIMINAR DE NULIDADE REJEITADA. Deve ser rejeitada a preliminar de invalidade do ato administrativo, quando o Despacho Decisório contém a fundamentação legal e as informações e orientações necessárias ao exercício da plena defesa do contribuinte, em observância estrita ao rito do processo administrativo fiscal. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Fl. 141DF CARF MF Impresso em 09/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/07/2014 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 01/07/201 4 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 07/07/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10073.902522/201290 Acórdão n.º 3801003.518 S3TE01 Fl. 142 4 Data do fato gerador: 31/08/2008 PAGAMENTO INDEVIDO OU A MAIOR. CRÉDITO NÃO COMPROVADO. Na falta de comprovação do pagamento indevido ou a maior, não há que se falar de crédito passível de compensação. COMPENSAÇÃO NÃO HOMOLOGADA. ACRÉSCIMOS LEGAIS. Os débitos indevidamente compensados serão exigidos com os respectivos acréscimos legais. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Inconformada, a contribuinte recorre a este Conselho, através de Recurso Voluntário apresentado, no qual reproduz, na essência, as razões apresentadas por ocasião da manifestação de inconformidade e requer seja acolhida a preliminar alegada referente à invalidade do ato administrativo, caso não seja este o entendimento, requer seja dado provimento ao recurso, reconhecendose o seu direito creditório e homologandose a compensação dos valores. É o Relatório. Fl. 142DF CARF MF Impresso em 09/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/07/2014 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 01/07/201 4 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 07/07/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10073.902522/201290 Acórdão n.º 3801003.518 S3TE01 Fl. 143 5 Voto Conselheiro Marcos Antonio Borges O recurso é tempestivo e atende aos demais pressupostos recursais, portanto dele tomase conhecimento. A recorrente sustenta que o seu direito creditório decorre de recolhimento a maior de COFINS, Código de Receita 2172, cujo período de apuração se deu em 31/08/2008 e não retificado em DCTF. Preliminarmente, quanto à alegação de invalidade do ato administrativo entendo que não assiste razão à recorrente. O instituto da compensação está previsto no artigo 74 da Lei n° 9.430, de 27 de dezembro de 1996, com redação dada pela Lei n° 10.637, de 30 de dezembro de 2002: Art. 74. O sujeito passivo que apurar crédito, inclusive os judiciais com trânsito em julgado, relativo a tributo ou contribuição administrado pela Secretaria da Receita Federal, passível de restituição ou de ressarcimento, poderá utilizálo na compensação de débitos próprios relativos a quaisquer tributos e contribuições administrados por aquele Órgão. § 1° A compensação de que trata o caput será efetuada mediante a entrega, pelo sujeito passivo, de declaração na qual constarão informações relativas aos créditos utilizados e aos respectivos débitos compensados. § 2° A compensação declarada à Secretaria da Receita Federal extingue o crédito tributário, sob condição resolutória de sua ulterior homologação. In casu, o contribuinte apresentou declaração de compensação de débitos diversos e apontou o documento de arrecadação (DARF) referente a COFINS, Código de Receita 2172, como origem do crédito, alegando “pagamento indevido ou a maior”, conforme disposto nas normas regulamentadoras. O direito creditório não existiria, segundo o despacho decisório inicial, porque os pagamentos constantes do pedido estariam integralmente vinculados a débitos já declarados. A fundamentação da não homologação da compensação pleiteada reside no cotejo entre as próprias declarações apresentadas pelo contribuinte e os documentos apontados como origem do direito creditório. A analise eletrônica do PERDCOMP se deu com base nas declarações ativas quando da apresentação do mesmo. Fl. 143DF CARF MF Impresso em 09/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/07/2014 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 01/07/201 4 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 07/07/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10073.902522/201290 Acórdão n.º 3801003.518 S3TE01 Fl. 144 6 Uma vez que o direito creditório não foi reconhecido, a compensação foi não homologada e o sujeito passivo foi cientificado e intimado a efetuar o pagamento dos débitos indevidamente compensados com os respectivos acréscimos legais. Tal procedimento, conforme o disposto no aludido diploma legal, foi disciplinado pela Receita Federal através de diversas Instruções Normativas ao longo do tempo, não se verificando no despacho decisório combatido qualquer inobservância das formalidades ali prescritas, não caracterizando assim o alegado vicio de forma que poderia levar a eventual invalidade do ato administrativo. Quanto ao mérito, melhor sorte não assiste à recorrente. Em sede de restituição/compensação compete ao contribuinte o ônus da prova do fato constitutivo do seu direito, consoante a regra basilar extraída do Código de Processo Civil, artigo 333, inciso I. Ou seja, é o contribuinte que toma a iniciativa de viabilizar seu direito à compensação, mediante a apresentação da PERDCOMP, de tal sorte que, se a RFB resiste à pretensão do interessado, não homologando a compensação, incumbe a ele, o contribuinte, na qualidade de autor, demonstrar seu direito. No entanto, o Recorrente não trouxe aos autos qualquer elemento que pudesse comprovar a origem do seu crédito. Se limitou, tãosomente, a argumentar que houve um erro de fato no pagamento do DARF e preenchimento da DCTF e que, por isso, faz jus ao reconhecimento do crédito. A alegação de erro na apuração dos débitos que teriam dado ensejo ao crédito de pagamento indevido ou a maior não foram acompanhadas na peça impugnatória da retificação da respectiva DCTF, instrumento de confissão de dívida, que a princípio estaria na esfera de responsabilidade do contribuinte, ainda mais porque não foi acompanhada de qualquer alegação de impossibilidade na sua apresentação, bem como, dos documentos comprobatórios que poderiam até embasar uma eventual retificação de ofício. Para que se possa superar a questão de eventual erro de fato e analisar efetivamente o mérito da questão, deveriam estar presentes nos autos os elementos comprobatórios que pudéssemos considerar no mínimo como indícios de prova dos créditos alegados, o que não se verifica no caso em tela. Assim, nos termos do artigo 170 do Código Tributário Nacional, falta ao crédito indicado pelo contribuinte certeza e liquidez, que são indispensáveis para a compensação pleiteada. Em relação à alegação de que não é devida a multa de mora na cobrança dos débitos indevidamente compensados, igualmente não assiste razão à recorrente. A IN RFB 900/2008, vigente à época, assim como as alterações posteriores, que disciplinava o procedimento de compensação, previa no seu art. 38 que o tributo ou contribuição objeto de compensação nãohomologada será exigido com os respectivos acréscimos legais. O art. 61 da Lei 9.430/1996, por sua vez, dispõe que os débitos não recolhidos no vencimento estão sujeitos à incidência da multa moratória. Fl. 144DF CARF MF Impresso em 09/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/07/2014 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 01/07/201 4 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 07/07/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10073.902522/201290 Acórdão n.º 3801003.518 S3TE01 Fl. 145 7 Art. 61. Os débitos para com a União decorrentes de tributos e contribuições administrados pela SRF, cujos fatos geradores ocorrerem a partir de 1º de janeiro de 1997, não pagos nos prazos previstos na legislação específica, serão acrescidos de multa de mora, calculada à taxa de trinta e três centésimos por cento, por dia de atraso. A alegação de que essa multa possui caráter confiscatório não pode ser analisada por este Conselho já que o afastamento da aplicação da Legislação referente, indubitavelmente, ensejaria o reconhecimento de inconstitucionalidade de lei em vigor, o que é vedado, conforme entendimento consolidado por meio do enunciado da Súmula n. 02, a seguir: Súmula CARF nº 2: O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. No que se refere à legalidade da cobrança de juros de mora com base na taxa SELIC, a matéria já fora pacificada no âmbito deste Conselho Administrativo por meio da Súmula CARF nº 4: Súmula CARF nº 4: A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais. Diante do exposto, voto no sentido de negar provimento ao Recurso Voluntário, para NÃO HOMOLOGAR as compensações. (assinado digitalmente) Marcos Antonio Borges Fl. 145DF CARF MF Impresso em 09/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/07/2014 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 01/07/201 4 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 07/07/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES
score : 1.0
Numero do processo: 19515.001044/2010-65
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Fri Jul 18 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Mon Aug 11 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Obrigações Acessórias
Período de apuração: 01/07/2006 a 01/12/2007
MANDADO DE PROCEDIMENTO FISCAL. ALTERAÇÃO. NULIDADE DO LANÇAMENTO. INOCORRÊNCIA. Eventual alteração ou vícios no mandado de procedimento fiscal não possuem o condão de justificar a nulidade do lançamento (Precedente da Câmara Superior de Recursos Fiscais), sobretudo nos casos em que o Mandado fora devidamente emitido e engloba a fiscalização de contribuições previdenciárias no período lançado, ao revés do alegado em sede de recurso voluntário.
AUTO DE INFRAÇÃO. NÃO APRESENTAÇÃO DE LIVROS E DOCUMENTOS. MULTA. CABIMENTO. Tendo em vista que a recorrente deixou de apresentar documentação contábil que lhe fora requerida em sede de ação fiscal, sem qualquer prova que justificasse sua omissão, é de ser mantida a multa aplicada.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2401-003.599
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos: I) rejeitar a preliminar de nulidade; e II) no mérito, negar provimento ao recurso.
Elias Sampaio Freire - Presidente
Igor Araújo Soares - Relator
Participaram do presente julgamento os conselheiros: Elias Sampaio Freire, Kleber Ferreira de Araújo, Igor Araújo Soares, Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Carolina Wanderley Landim e Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira.
Nome do relator: IGOR ARAUJO SOARES
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ementa_s : Assunto: Obrigações Acessórias Período de apuração: 01/07/2006 a 01/12/2007 MANDADO DE PROCEDIMENTO FISCAL. ALTERAÇÃO. NULIDADE DO LANÇAMENTO. INOCORRÊNCIA. Eventual alteração ou vícios no mandado de procedimento fiscal não possuem o condão de justificar a nulidade do lançamento (Precedente da Câmara Superior de Recursos Fiscais), sobretudo nos casos em que o Mandado fora devidamente emitido e engloba a fiscalização de contribuições previdenciárias no período lançado, ao revés do alegado em sede de recurso voluntário. AUTO DE INFRAÇÃO. NÃO APRESENTAÇÃO DE LIVROS E DOCUMENTOS. MULTA. CABIMENTO. Tendo em vista que a recorrente deixou de apresentar documentação contábil que lhe fora requerida em sede de ação fiscal, sem qualquer prova que justificasse sua omissão, é de ser mantida a multa aplicada. Recurso Voluntário Negado.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos: I) rejeitar a preliminar de nulidade; e II) no mérito, negar provimento ao recurso. Elias Sampaio Freire - Presidente Igor Araújo Soares - Relator Participaram do presente julgamento os conselheiros: Elias Sampaio Freire, Kleber Ferreira de Araújo, Igor Araújo Soares, Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Carolina Wanderley Landim e Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira.
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Período de apuração: 01/07/2006 a 01/12/2007 MANDADO DE PROCEDIMENTO FISCAL. ALTERAÇÃO. NULIDADE DO LANÇAMENTO. INOCORRÊNCIA. Eventual alteração ou vícios no mandado de procedimento fiscal não possuem o condão de justificar a nulidade do lançamento (Precedente da Câmara Superior de Recursos Fiscais), sobretudo nos casos em que o Mandado fora devidamente emitido e engloba a fiscalização de contribuições previdenciárias no período lançado, ao revés do alegado em sede de recurso voluntário. AUTO DE INFRAÇÃO. NÃO APRESENTAÇÃO DE LIVROS E DOCUMENTOS. MULTA. CABIMENTO. Tendo em vista que a recorrente deixou de apresentar documentação contábil que lhe fora requerida em sede de ação fiscal, sem qualquer prova que justificasse sua omissão, é de ser mantida a multa aplicada. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 19 51 5. 00 10 44 /2 01 0- 65 Fl. 112DF CARF MF Impresso em 11/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/07/2014 por SELMA RIBEIRO COUTINHO, Assinado digitalmente em 31/07/20 14 por IGOR ARAUJO SOARES, Assinado digitalmente em 05/08/2014 por ELIAS SAMPAIO FREIRE 2 Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos: I) rejeitar a preliminar de nulidade; e II) no mérito, negar provimento ao recurso. Elias Sampaio Freire Presidente Igor Araújo Soares Relator Participaram do presente julgamento os conselheiros: Elias Sampaio Freire, Kleber Ferreira de Araújo, Igor Araújo Soares, Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Carolina Wanderley Landim e Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira. Fl. 113DF CARF MF Impresso em 11/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/07/2014 por SELMA RIBEIRO COUTINHO, Assinado digitalmente em 31/07/20 14 por IGOR ARAUJO SOARES, Assinado digitalmente em 05/08/2014 por ELIAS SAMPAIO FREIRE Processo nº 19515.001044/201065 Acórdão n.º 2401003.599 S2C4T1 Fl. 113 3 Relatório Tratase de recurso de voluntário interposto por VIAÇÃO BRISTOL LTDA., em face do acórdão de fls. 74/83, por meio do qual foi considerada improcedente a impugnação e mantida a integralidade do crédito tributário constituído pelo Auto de Infração n. 37.233.181 53, lavrado para a cobrança de multa por ter deixado a recorrente de apresentar documentos que lhe foram solicitados em sede de ação fiscal. Consta do relatório fiscal de fls. 09 que a empresa foi intimada pelo TIPF a apresentar os seguintes livros e documentos, porém não o fez: (i) as Folhas de Pagamento Analíticas de todo o período auditado; (ii) as Folhas de Pagamento de 13.o. Salários de 2000 e 2007 Analíticas e Resumos; (iii) as Folhas de Pagamento a Contribuintes Individuais e Transportadores Autônomos Rodoviários; (iv) o Livro Diário, Livro Razão e LALUR 2006 e 2007 como optante pelo regime de tributação pelo Lucro Real; O lançamento compreende as competências de 07/2006 a 12/2007, com a ciência do contribuinte acerca do lançamento efetivada em 11/05/2010 (fls. 50). Do acórdão de primeira instância depreendese que a multa aplicada foi mantida visto que não preencheu todos os requisitos necessários para seja relevada. Em seu recurso preliminarmente sustenta a nulidade do presente Auto de Infração em razão de que o MPF inicial que previa a fiscalização dirigida ao Imposto de Renda do ano de 2005 foi alterado sem a sua ciência para a inclusão de fiscalização de contribuições previdenciárias no período de 07/2006 a 12/2007, situação que configurou o cerceamento de seu direito de defesa. Acrescenta que já havia sido anteriormente fiscalizado no período em questão, de forma que segundo sua tese não seria justificável novas intimações para se apresentar novos documentos. Sem contrarrazões da Procuradoria da Fazenda Nacional, vieram os autos a este Eg. Conselho. É o relatório. Fl. 114DF CARF MF Impresso em 11/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/07/2014 por SELMA RIBEIRO COUTINHO, Assinado digitalmente em 31/07/20 14 por IGOR ARAUJO SOARES, Assinado digitalmente em 05/08/2014 por ELIAS SAMPAIO FREIRE 4 Voto Conselheiro Igor Araújo Soares, Relator CONHECIMENTO Tempestivo o recurso, dele conheço. PRELIMINARES A recorrente pretende seja anulado o lançamento em virtude da ocorrência de vícios ocorridos na modificação do objeto do Mandado de Procedimento Fiscal originalmente emitido. Alega que a alteração do objeto da fiscalização inicialmente dirigida ao Imposto de Renda do ano de 2005 para a verificação das contribuições previdenciárias dos anos de 2006 e 2007. Todavia, os documentos integrantes dos autos comprovam que o procedimento realizado pelo Auditor Fiscal, além de estar em conformidade com as normas em vigor, previa inicialmente que a fiscalização darseia inclusive no tocante a verificação do cumprimento das obrigações previdenciárias, conforme bem apontou a DRJ no seguinte excerto do voto condutor: a ação fiscal foi instaurada mediante o Mandado de Procedimento Fiscal Fiscalização n° 08.1.90.002008022126, emitido em 27/03/2008, com as devidas prorrogações, sendo a última com validade até 16/05/2010, cópias às fls. 01/02 e fls. 10/11; conforme se verifica às fls. 01, o MPF inicial, emitido em 27/03/2008, já autorizava a fiscalização dc contribuições previdenciárias c para Outras Entidades c Fundos referente ao período de 07/2006 a 12/2007: Assim, rejeito a preliminar. MÉRITO No tocante ao mérito, a não apresentação dos documentos fora contestada apenas no sentido de que os documentos estavam disponíveis à fiscalização, no entanto, não trouxe o contribuinte qualquer prova de tais alegações, tendo, inclusive efetuado pedido de relevação da multa em primeira instância, o que demonstra que de fato não havia qualquer disponibilidade dos documentos. Ademais, os documentos nem mesmo foram apresentados quando de sua impugnação, o que motivou a rejeição do pedido de relevação da multa formulado em primeira instancia e não repetido em sede de recurso voluntário. Muito menos trouxe prova aos autos no sentido de que já fora objeto de fiscalização anterior das mesmas contribuições objeto de lançamento nos autos do presente Fl. 115DF CARF MF Impresso em 11/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/07/2014 por SELMA RIBEIRO COUTINHO, Assinado digitalmente em 31/07/20 14 por IGOR ARAUJO SOARES, Assinado digitalmente em 05/08/2014 por ELIAS SAMPAIO FREIRE Processo nº 19515.001044/201065 Acórdão n.º 2401003.599 S2C4T1 Fl. 114 5 processo, sobretudo a demonstrar que, mesmo novamente fiscalizado, não houvesse qualquer justificativa para que a auditoria viesse a lhe requerer a apresentação dos documentos indicados no relatório fiscal do presente Auto de Infração. Ante todo o exposto, voto no sentido de conhecer do recurso, rejeitar a preliminar de nulidade, e, no mérito em NEGARLHE PROVIMENTO. É como voto. Igor Araújo Soares Relator Fl. 116DF CARF MF Impresso em 11/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/07/2014 por SELMA RIBEIRO COUTINHO, Assinado digitalmente em 31/07/20 14 por IGOR ARAUJO SOARES, Assinado digitalmente em 05/08/2014 por ELIAS SAMPAIO FREIRE
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Numero do processo: 10675.003265/2002-51
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Apr 23 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Wed Jun 04 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Período de apuração: 02/09/1999 a 07/06/2000
COMPROVAÇÃO DO PAGAMENTO. CRÉDITO TRIBUTÁRIO EXTINTO.
Tendo sido comprovada a extinção do crédito tributário por meio de pagamento, deve-se cancelar o auto de infração.
Numero da decisão: 3803-005.993
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, para cancelar o auto de infração.
(assinado digitalmente)
Corintho Oliveira Machado Presidente
(assinado digitalmente)
Hélcio Lafetá Reis Relator
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Corintho Oliveira Machado (Presidente), Hélcio Lafetá Reis (Relator), Belchior Melo de Sousa, João Alfredo Eduão Ferreira, Demes Brito e Jorge Victor Rodrigues.
Nome do relator: HELCIO LAFETA REIS
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CRÉDITO TRIBUTÁRIO EXTINTO. Tendo sido comprovada a extinção do crédito tributário por meio de pagamento, devese cancelar o auto de infração. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, para cancelar o auto de infração. (assinado digitalmente) Corintho Oliveira Machado – Presidente (assinado digitalmente) Hélcio Lafetá Reis – Relator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Corintho Oliveira Machado (Presidente), Hélcio Lafetá Reis (Relator), Belchior Melo de Sousa, João Alfredo Eduão Ferreira, Demes Brito e Jorge Victor Rodrigues. Relatório Tratase de retorno dos autos de diligência à repartição de origem, onde se cumpriram as determinações contidas na Resolução nº 380300.017, de 19 de outubro de 2009. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 67 5. 00 32 65 /2 00 2- 51 Fl. 136DF CARF MF Impresso em 04/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/04/2014 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 30/04/2014 p or CORINTHO OLIVEIRA MACHADO, Assinado digitalmente em 25/04/2014 por HELCIO LAFETA REIS Processo nº 10675.003265/200251 Acórdão n.º 3803005.993 S3TE03 Fl. 137 2 O presente processo originouse do lançamento de ofício da Contribuição Provisória sobre Movimentação ou Transmissão de Valores, Créditos e Direitos de Natureza Financeira (CPMF) por força de medida judicial posteriormente revogada que garantia a não tributação no período sob comento. No auto de infração de fls. 1 a 13, exigiramse os valores da contribuição devidos, tendo por base declarações prestadas pelas instituições financeiras. Inconformado, o contribuinte impugnou o lançamento (fls. 16 a 47) e alegou que procedera ao pagamento do tributo devido numa única parcela, com base em informações prestadas pelos bancos (fls. 32 a 34), trazendo aos autos cópias dos respectivos Documentos de Arrecadação de Receitas Federais – DARF (fl. 31). Em relação à parcela de CPMF exigida contra a qual se insurgia, alegou o contribuinte que a diferença apurada não havia sido informada pelo Banco Bandeirantes S/A e que não concordava com a exigência relativa à movimentação financeira junto aos bancos Itaú e Unibanco. A DRJ Belo Horizonte/MG julgou o lançamento parcialmente procedente (fls. 55 a 64), excluindo do crédito tributário o valor pago pelo contribuinte, apurado de acordo com informações prestadas pela Caixa Econômica Federal e comprovado por DARF. Em relação ao outro DARF apresentado por cópia pelo impugnante (fl. 31), relativo ao principal de R$ 44.541,64, que, conforme relações trazidas pelo contribuinte aos autos, referiase, segundo o julgador de primeira instância, ao valor de CPMF não recolhido pelo Unibanco (fls. 32 a 33), a Turma de Julgamento concluiu que, no lançamento de ofício, referido valor de contribuição não havia sido computado, tendo havido, tão somente, a inclusão de R$ 0,03 de CPMF informada à Repartição Fazendária por aquela instituição financeira (fl. 5). Inconformado, em 13 de janeiro de 2006, o contribuinte recorreu a este Conselho (fls. 71 a 86) e alegou que a Turma Julgadora da DRJ Belo Horizonte/MG ignorara o pagamento efetuado em 5 de novembro de 2002, no valor de R$ 44.541,64, que se baseara em informação prestada pelo Unibanco, mas referente ao Banco Bandeirantes, em razão do fato de que este último havia sido incorporado pelo primeiro. Informou, ainda, que, após ciência da decisão a quo, procedera ao recolhimento da diferença de CPMF relativa ao período anterior à incorporação do Banco Bandeirantes pelo Unibanco, cujo principal totalizara R$ 5.838,81 (fl. 79). Em 19 de outubro de 2009, esta 3ª Turma Especial, por meio da Resolução nº 380300.017, decidiu por converter o julgamento em diligência à repartição de origem para que se verificassem as seguintes questões: a) atestar a legitimidade da cópia do documento de arrecadação presente à fl. 79, bem como confirmar o efetivo recolhimento do respectivo valor aos cofres públicos; b) submeter a matéria ora suscitada ao exame da autoridade fiscal para seu pronunciamento – se for o caso, após intimação do contribuinte e/ou da instituição financeira – quanto à correspondência ou não entre os valores informados à Receita Federal pelo Banco Bandeirantes e aqueles repassados pelo Unibanco (incorporador do Banco Bandeirantes) ao Fl. 137DF CARF MF Impresso em 04/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/04/2014 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 30/04/2014 p or CORINTHO OLIVEIRA MACHADO, Assinado digitalmente em 25/04/2014 por HELCIO LAFETA REIS Processo nº 10675.003265/200251 Acórdão n.º 3803005.993 S3TE03 Fl. 138 3 contribuinte, apresentando planilhas demonstrativas dos resultados apurados, abarcando, inclusive, pagamentos comprovadamente efetuados; c) cientificar o contribuinte acerca do resultado do exame requerido no item anterior, oportunizandolhe o prazo regulamentar para manifestação. Por meio do Relatório de Diligência Fiscal (fls. 121 a 124), a Fiscalização, após minudente exposição dos fatos apurados, concluiu que todo o crédito tributário controvertido nos autos encontravase extinto por pagamento. É o relatório. Voto Conselheiro Hélcio Lafetá Reis Conforme já havia constado da Resolução nº 380300.017, o recurso é tempestivo, atende as demais condições de admissibilidade e dele tomo conhecimento. Nos termos do relatório supra, após a realização da diligência determinada por esta Turma, constatouse que todo o crédito tributário sobre o qual se controverte nos autos já havia sido extinto por meio de pagamento. Conforme consta do Relatório de Diligência, o valor do principal lançado no auto de infração, no montante de R$ 58.115,56, foi extinto da seguinte forma: (i) R$ 7.735,11 acolhidos pela DRJ em razão da comprovação do recolhimento e (ii) R$ 44.541,64 e R$ 5.838,81 pagos por meio de DARFs. Os pagamentos de R$ 7.735,11 e R$ 44.541,64 foram realizados em data anterior ao início do procedimento fiscal, ou seja, antes da ciência do auto de infração (fl. 31), e o recolhimento de R$ 5.388,81 após a decisão de primeira instância, mas devidamente acompanhado dos acréscimos legais (fl. 79). Nesse sentido, tendo sido confirmadas as razões de defesa do Recorrente, a este Colegiado só resta acolher o pleito do interessado, em razão do que voto por DAR PROVIMENTO ao recurso, para cancelar o auto de infração. É como voto. (assinado digitalmente) Hélcio Lafetá Reis Relator Fl. 138DF CARF MF Impresso em 04/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/04/2014 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 30/04/2014 p or CORINTHO OLIVEIRA MACHADO, Assinado digitalmente em 25/04/2014 por HELCIO LAFETA REIS Processo nº 10675.003265/200251 Acórdão n.º 3803005.993 S3TE03 Fl. 139 4 Fl. 139DF CARF MF Impresso em 04/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/04/2014 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 30/04/2014 p or CORINTHO OLIVEIRA MACHADO, Assinado digitalmente em 25/04/2014 por HELCIO LAFETA REIS
score : 1.0
Numero do processo: 10831.011104/2004-52
Turma: Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Mar 25 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Fri May 30 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Regimes Aduaneiros
Data do fato gerador: 03/05/2004
PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. INEXISTÊNCIA DE OBRIGATORIEDADE DO JULGADOR APRECIAR, PONTO A PONTO, TODAS AS TESES DE DEFESA. LIVRE CONVENCIMENTO. INEXISTÊNCIA DE NULIDADE DA DECISÃO.
O livre convencimento do julgador permite que a decisão proferida seja fundamentada com base no argumento que entender cabível, não sendo necessário que se responda a todas as alegações das partes, quando já se tenha encontrado motivo suficiente para fundar a decisão, nem se é obrigado a ater-se aos fundamentos indicados por elas ou a responder, um a um, a todos os seus argumentos. Não há nulidade da decisão de primeira instância que deixa de analisar ponto a ponto as teses de defesa elencadas pela impugnante, quando referida decisão traz fundamentação coerente acerca das razões de decidir.
INDEFERIMENTO DE REALIZAÇÃO DE DILIGÊNCIA. NULIDADE DA DECISÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA. INEXISTÊNCIA.
O indeferimento do pedido de diligência pelo julgador de primeira instância, por entendê-la desnecessária ao deslinde do litígio, não se configura cerceamento do direito de defesa, posto que o livre convencimento da autoridade julgadora é assegurado no processo administrativo fiscal, na forma do art. 29 do Decreto nº. 70.235/72.
SAÍDA DE VEICULO DE LOCAL SOB CONTROLE ADUANEIRO. AUTORIZAÇÃO PRÉVIA. NECESSIDADE.
Para veículos carregados com mercadorias submetidas ao regime de trânsito aduaneiro, a autorização de saída do veiculo efetiva-se no momento do desembaraço da Declaração de Trânsito Aduaneiro, o qual ocorre quando do registro dos dispositivos de segurança no SISCOMEX.
Recurso Voluntário negado.
Numero da decisão: 3202-001.112
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em rejeitar as preliminares suscitadas e, no mérito, negar provimento ao recurso. Ausente o conselheiro Rodrigo Cardozo Miranda
Irene Souza da Trindade Torres Oliveira Presidente e Relatora
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Irene Souza da Trindade Torres Oliveira, Gilberto de Castro Moreira Junior, Luís Eduardo Garrossino Barbieri, Thiago Moura de Albuquerque Alves e Charles Mayer de Castro Souza.
Nome do relator: IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES
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camara_s : Segunda Câmara
ementa_s : Assunto: Regimes Aduaneiros Data do fato gerador: 03/05/2004 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. INEXISTÊNCIA DE OBRIGATORIEDADE DO JULGADOR APRECIAR, PONTO A PONTO, TODAS AS TESES DE DEFESA. LIVRE CONVENCIMENTO. INEXISTÊNCIA DE NULIDADE DA DECISÃO. O livre convencimento do julgador permite que a decisão proferida seja fundamentada com base no argumento que entender cabível, não sendo necessário que se responda a todas as alegações das partes, quando já se tenha encontrado motivo suficiente para fundar a decisão, nem se é obrigado a ater-se aos fundamentos indicados por elas ou a responder, um a um, a todos os seus argumentos. Não há nulidade da decisão de primeira instância que deixa de analisar ponto a ponto as teses de defesa elencadas pela impugnante, quando referida decisão traz fundamentação coerente acerca das razões de decidir. INDEFERIMENTO DE REALIZAÇÃO DE DILIGÊNCIA. NULIDADE DA DECISÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA. INEXISTÊNCIA. O indeferimento do pedido de diligência pelo julgador de primeira instância, por entendê-la desnecessária ao deslinde do litígio, não se configura cerceamento do direito de defesa, posto que o livre convencimento da autoridade julgadora é assegurado no processo administrativo fiscal, na forma do art. 29 do Decreto nº. 70.235/72. SAÍDA DE VEICULO DE LOCAL SOB CONTROLE ADUANEIRO. AUTORIZAÇÃO PRÉVIA. NECESSIDADE. Para veículos carregados com mercadorias submetidas ao regime de trânsito aduaneiro, a autorização de saída do veiculo efetiva-se no momento do desembaraço da Declaração de Trânsito Aduaneiro, o qual ocorre quando do registro dos dispositivos de segurança no SISCOMEX. Recurso Voluntário negado.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em rejeitar as preliminares suscitadas e, no mérito, negar provimento ao recurso. Ausente o conselheiro Rodrigo Cardozo Miranda Irene Souza da Trindade Torres Oliveira Presidente e Relatora Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Irene Souza da Trindade Torres Oliveira, Gilberto de Castro Moreira Junior, Luís Eduardo Garrossino Barbieri, Thiago Moura de Albuquerque Alves e Charles Mayer de Castro Souza.
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MULTA REGULAMENTAR. Recorrente TRANSPORTE E COMÉRCIO FASSINA LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: REGIMES ADUANEIROS Data do fato gerador: 03/05/2004 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. INEXISTÊNCIA DE OBRIGATORIEDADE DO JULGADOR APRECIAR, PONTO A PONTO, TODAS AS TESES DE DEFESA. LIVRE CONVENCIMENTO. INEXISTÊNCIA DE NULIDADE DA DECISÃO. O livre convencimento do julgador permite que a decisão proferida seja fundamentada com base no argumento que entender cabível, não sendo necessário que se responda a todas as alegações das partes, quando já se tenha encontrado motivo suficiente para fundar a decisão, nem se é obrigado a aterse aos fundamentos indicados por elas ou a responder, um a um, a todos os seus argumentos. Não há nulidade da decisão de primeira instância que deixa de analisar ponto a ponto as teses de defesa elencadas pela impugnante, quando referida decisão traz fundamentação coerente acerca das razões de decidir. INDEFERIMENTO DE REALIZAÇÃO DE DILIGÊNCIA. NULIDADE DA DECISÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA. INEXISTÊNCIA. O indeferimento do pedido de diligência pelo julgador de primeira instância, por entendêla desnecessária ao deslinde do litígio, não se configura cerceamento do direito de defesa, posto que o livre convencimento da autoridade julgadora é assegurado no processo administrativo fiscal, na forma do art. 29 do Decreto nº. 70.235/72. SAÍDA DE VEICULO DE LOCAL SOB CONTROLE ADUANEIRO. AUTORIZAÇÃO PRÉVIA. NECESSIDADE. Para veículos carregados com mercadorias submetidas ao regime de trânsito aduaneiro, a autorização de saída do veiculo efetivase no momento do desembaraço da Declaração de Trânsito Aduaneiro, o qual ocorre quando do registro dos dispositivos de segurança no SISCOMEX. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 83 1. 01 11 04 /2 00 4- 52 Fl. 268DF CARF MF Impresso em 30/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/04/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES, Assinado digitalmente em 01/04/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES 2 Recurso Voluntário negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em rejeitar as preliminares suscitadas e, no mérito, negar provimento ao recurso. Ausente o conselheiro Rodrigo Cardozo Miranda Irene Souza da Trindade Torres Oliveira – Presidente e Relatora Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Irene Souza da Trindade Torres Oliveira, Gilberto de Castro Moreira Junior, Luís Eduardo Garrossino Barbieri, Thiago Moura de Albuquerque Alves e Charles Mayer de Castro Souza. Relatório Por bem descrever os fatos, adoto o relatório da decisão recorrida, o qual passo a transcrever: “Trata o presente processo de auto de infração no valor de R$ 5.000,00 referente à multa pela não prestação de informação sobre veículo ou carga transportada ou sobre operações que executar, prevista no art.107, inciso IV, "d" do DecretoLei no 37/1966, com a redação dada pelo art. 77 da Lei n° 10.833/2003. De acordo com a descrição dos fatos, a autoridade autuante, em procedimento fiscal de verificação do cumprimento das obrigações tributárias pelo contribuinte supracitado, constatou: a empresa em epígrafe efetuou o transporte de mercadorias em regime de trânsito aduaneiro, veiculo placa CPJ4245 pertencente a interessada, também beneficiária do regime, na data de 03/05/2004, ao amparo das DTA's n° 04/0118181 2 e n° 04/01171787. Nas citadas DTA's figura como beneficiária a própria transportadora. Os fluxos das declarações de trânsito, extraídos do sistema SISCOMEX Trânsito Aduaneiro — Web, demonstram que as citadas declarações tiveram suas concessões no dia 03/05/2004, às 9:49:34h, e que o carregamento das mercadorias no veiculo encerrouse, quanto às DTA's acima, às 15:39:17h e 15:40:24h, respectivamente. A informação e os elementos de segurança (lacres 175402 e 175406) foi registrada apela Aduana As 17:20:45h, sendo o desembaraço, automático, registrado neste mesmo horário. Ocorre que, destacou a fiscalização, foi registrada a chegada do veiculo em questão ao destino ás 17:26:57h, horário este expressamente corrigido pelo AFRF em serviço no Porto Seco para 17:20, conforme fl. 05 do processo administrativo de número 19675.000513/200448. Constatouse, pois, um tempo de trânsito incompatível com a realidade, de sorte que o mesmo registrou ocorrência, de nível grave, para a DTA 04/01171787 (DTA chegada antes do desembaraço). Conforme informado pela unidade de destino, a carga e os elementos de segurança estavam em ordem e conforme descritos e declarados. Fl. 269DF CARF MF Impresso em 30/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/04/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES, Assinado digitalmente em 01/04/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 10831.011104/200452 Acórdão n.º 3202001.112 S3C2T2 Fl. 268 3 A beneficiária do regime, cientificada da ocorrência, solicitou, em petição anexa à fl. 06 do processo retro citado, a exclusão daquela. Na petição, declara o representante da transportadora que de fato o veiculo teria sido "liberado pelo escritório" por equivoco, erro que também se estendeu ao motorista do caminhão. Concluiu, por fim, a fiscalização que houve confissão pela interessada, da saída do veiculo anteriormente ao desembaraço, por iniciativa do preposta da transportadora.” Ciente do lançamento, a interessada apresentou a impugnação de fls. 27/41, onde alegou, em síntese: em que pese a ocorrência dos fatos acima expostos, entende a ora Requerente, "data máxima vênia", que na questão ventilada nos autos, quando da remoção das mercadorias sob o regime de Trânsito Aduaneiro, ao amparo da DTA no 04/1171787, não restou configurada a prática da infração prevista no artigo 107, inciso IV, letra "d", do Decreto n° 37/66, com a atual redação do artigo 77, da Lei n° 10.833/2003; a exigência do recolhimento da penalidade de multa formalizada no Auto de Infração ora impugnado, carece de total respaldo legal, não podendo, pois, prosperar, conforme a seguir ficará demonstrado; inicialmente, fazse necessário destacar, as seguintes considerações relacionadas com a operação de Trânsito Aduaneiro de que trata a DTA no 04/1171787, onde a Requerente figura como beneficiária; relativamente a D.T.A. n° 04/1171787, o Regime Especial de Trânsito Aduaneiro, foi regularmente concedido pela Alfândega do Aeroporto Internacional de ViracoposCampinasSP, conforme aliás, consta da fundamentação legal do Auto de Infração: já por volta das 15:39:17.h, e 15:40:24h., quando da conclusão do carregamento das mercadorias de que trata as D.T.As nos 04/1181812 e n° 04/01171787 no veiculo transportador (PLACA CPJ 4245), já haviam sido aplicados os dispositivos os dispositivos de segurança (lacres) por parte da fiscalização da ALF/VIRACOPOSCAMPINAS SP; no caso, os AFRFBs vinculados à Alf/ViracoposCampinasSP, apesar de aplicarem os lacres de segurança no veiculo transportador (PLACA CR1 4245), às 15:39:17 h e 15:40:24 do dia 03.05.2004, SOMENTE PROCEDERAM 0 REGISTRO NO SISCOMEX SOBRE A APLICAÇÃO DOS DISPOSITIVOS DE SEGURANÇA, ÀS 17:20h., OU SEJA, APROXIMADAMENTE DUAS HORAS APÓS O CARREGAMENTO E COLOCAÇÃO DOS LACRES NO REFERIDO VEÍCULO; (destacou) tanto é verdade, que a DRF/SorocabaSP, que jurisdiciona o Recinto Alfandegado de destino (EADIAURORASOROCABASP), confirmou a regular conclusão da operação de trânsito Aduaneiro de que trata a DTA n° 04/01171787 (lacres sem quaisquer indícios de violação, mercadorias intactas, conforme descritas, etc.); a operação de Trânsito Aduaneiro de que trata a DTA n° 04/1171787, foi regularmente concluída pela Requerente, com a chegada da carga ao Recinto Alfandegado de destino (EADIAURORASOROCABASP), em perfeita ordem, Fl. 270DF CARF MF Impresso em 30/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/04/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES, Assinado digitalmente em 01/04/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES 4 com os lacres de segurança intactos, estando as mercadorias em perfeita conformidade como descritas e declaradas na referida D.T.A; o prazo para conclusão da referida operação de Trânsito, determinado na ¡ rota estabelecida pela Alf./ViracoposCampinasSP., (TRES HORAS), também foi cumprido à risca pela Requerente, haja vista que o veiculo transportador das mercadorias a que se refere a D.T.A n° 04/1171787 (PLACA CPJ 4245), deixou o Aeroporto de Viracopos Campinas SP., às 15:40:24h., e chegou ao EADI AURORASOROCABASP., as 17:20h. ou seja, com cerca de uma hora e meia de antecedência (poderia ter chegado até às 18:40h.); a Requerente, em Petição protocolizada junto à AlfândegaViracopos CampinasSP, antes de iniciado qualquer procedimento fiscal, confessa o lapso cometido, além do fato de motorista do veiculo transportador (PLACA CPJ 4245) ter sido induzido a erro. Tal procedimento, enfatizese, caracteriza verdadeira "denúncia espontânea", para fins de aplicação de penalidades, conforme previsão legal contida no artigo 138 do CTN; a penalidade de multa proposta pela Fiscalização Fazendária no Auto de Infração ora Impugnado, não se aplica ao fato ocorrido, por total ausência de tipicidade; a Requerente jamais praticou a infração que lhe foi imputada pela Fiscalização Fazendária no Auto de Infração de que se cuida; não se causou qualquer prejuízo à Fazenda Nacional; requer diligência, formula quesitos e indica perito.” A DRJSão Paulo II/SP julgou procedente o lançamento (efls. 126/136), nos termos da ementa adiante transcrita : ASSUNTO: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTARIA Data do fato gerador: 03/05/2004 Saída de Veiculo de Local Sob Controle Aduaneiro. Autorização Prévia. Necessidade. A saída de veiculo que se encontra em local sob controle aduaneiro deve ser previamente autorizada pela autoridade aduaneira. Lançamento Procedente Irresignada, a contribuinte apresentou recurso voluntário perante este Colegiado (efls. 146/198). A peça de defesa, entremeando argumentos preliminares com os de mérito, e viceversa, alegou, em síntese: Nulidade da decisão recorrida, em razão de i. não terem sido apreciadas todas as preliminares e razões de defesa trazidas na impugnação; ii. o pedido de diligência formulado na impugnação ter sido indeferido pela autoridade julgadora de forma arbitrária e em confronto à garantia constitucional da ampla defesa e do contraditório. Entende que a autoridade julgadora, ao indeferir o pedido sob o argumento de que a diligência seria desnecessária para o deslinde da questão, agiu de forma discricionária, afrontando o parágrafo único do art. 27 da lei n º. 9.784/99, que garante o direito à ampla defesa; Fl. 271DF CARF MF Impresso em 30/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/04/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES, Assinado digitalmente em 01/04/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 10831.011104/200452 Acórdão n.º 3202001.112 S3C2T2 Fl. 269 5 que não houve infração; quando muito, poderseia dizer que houve mera irregularidade formal, tornadose, assim, indevida a penalidade aplicada, visto que, nas situações da espécie, há expressa previsão legal (..) que autoriza a relevação de penalidades quando tratase de eventuais infrações praticadas no curso do despacho aduaneiro. Cita o art. 654 do Regulamento Aduaneiro; que, quando da conclusão do carregamento das mercadorias de que tratam as DTA n°s. 0411181812 e 04/01171787, o veiculo transportador, de placa CPJ 4245, já estava devidamente seguro, tendo em vista que já haviam sido aplicados os dispositivos de segurança (lacres) pela Fiscalização Alfandegária. Contudo, a Fiscalização somente efetuou o registro no SISCOMEX, referente à aplicação dos dispositivos de segurança, às 17h20, aproximadamente duas horas após o carregamento e a colocação dos lacres; que o recinto alfandegado de destino (EADI Aurora – Sorocaba/SP) confirmou que não havia qualquer indício de violação ou avaria da mercadoria; que o prazo de três horas para a conclusão da operação de Trânsito Aduaneiro, determinado na rota estabelecida pela Alfândega do Aeroporto de Viracopos, também foi cumprido à risca pela ora Recorrente, tendo em vista que o veiculo transportador deixou a origem às 15h40’24’’, e, chegou ao destino à 17h20; que a multa que lhe foi aplicada visa coibir a saída de veículos de Recinto Alfandegados quando não tenha sido realizado qualquer procedimento de fiscalização pelos agentes do Fisco, o que comprovadamente não é o caso de que se trata; e que a conduta praticada pela recorrente é fato atípico, pois não guarda tipicidade àquela descrita no art. 77, inciso IV, alínea "d", do DecretoLei n° 37/66, com a redação do dada pelo art. 107 da Lei 10.833/2003, inexistindo na legislação vigente norma específica que determine a tipicidade da conduta praticada; deste modo, o Auto de Infração feriria o princípio da legalidade. Ao final, requer seja declarado efeito suspensivo ao recurso, para suspender a exigibilidade do crédito tributário até decisão final administrativa. Requer, ainda, seja declarada nula a decisão de primeira instância e, caso superada a preliminar, seja a decisão reformada, julgandose improcedente a autuação. Subsidiariamente, pede que seja relevada a penalidade aplicada e, por último, caso não atendidos os pedidos anteriores, seja determinada a conversão do julgamento em diligência. É o Relatório. Voto Conselheira Irene Souza da Trindade Torres Oliveira, Relatora O recurso voluntário é tempestivo e preenche as demais condições de admissibilidade, razões pelas quais dele conheço. Das Preliminares Fl. 272DF CARF MF Impresso em 30/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/04/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES, Assinado digitalmente em 01/04/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES 6 Logo de plano, suscita a recorrente nulidade da decisão administrativa de primeira instância, em razão desta ter deixado de apreciar todas as preliminares e razões de defesa trazidas na impugnação.Tal nulidade, entretanto, não tem procedência. Conforme entendimento já manifestado pela Primeira Turma do Superior Tribunal de Justiça, no julgamento dos Embargos de Declaração no Recurso Especial 2005/01635640, por força do princípio do livre convencimento, o julgador, ao apreciar a lide, não está obrigado a emitir pronunciamento, ponto a ponto, sobre as teses elencadas pelas partes, mas tãosomente a fundamentar coerentemente as razões que o levaram a decidir desta ou daquela maneira, utilizandose dos fatos, provas, jurisprudência, aspectos pertinentes ao tema e da legislação que entender aplicável ao caso. Isto porque o livre convencimento do julgador permite que a decisão proferida seja fundamentada com base no argumento que entender cabível, não sendo necessária a análise de todos os argumentos invocados pela parte. In casu, o acórdão recorrido abordou os aspectos principais atinentes à lide, analisando a fundamentação legal que entendeu cabível ao seu posicionamento, não se podendo falar, portanto, em nulidade da decisão julgamento em razão de não ter enfrentado uma a uma as preliminares e questões apontadas na impugnação. Alega, ainda, a recorrente que a decisão administrativa de primeira instância seria nula, em razão de ter indeferido o pedido de diligência formulado, o que representaria ofensa aos princípios constitucionais da ampla defesa e do contraditório. Também quanto a tal questão não lhe assiste razão. Estatui o caput do art. 18 do Decreto nº. 70.235/72, que regula o processo administrativo fiscal: Art. 18 – A autoridade julgadora de primeira instância determinará de ofício ou a requerimento do impugnante, a realização de diligências ou perícias, quando entendêlas necessárias, indeferindo as que considerar prescindíveis ou impraticáveis, observado o disposto no art. 28, in fine Assim, conforme previsto em lei, é perfeitamente admissível, no processo administrativo fiscal, o indeferimento do pedido de diligência pela autoridade julgadora, uma vez que a esta cabe avaliar os elementos constantes dos autos capazes de firmar a sua convicção. In casu, concluiu a autoridade julgadora ser prescindível a realização de diligência, por entender que os elementos constantes dos autos mostravamse suficientes para dirimir o cerne da questão litigiosa e que a diligência requerida em nada contribuiria para a solução do litígio. Utilizouse, portanto, da faculdade que a lei lhe assegura, formando livremente a sua convicção na apreciação das provas carreadas aos autos, na forma do art. 29 do mesmo Decreto nº. 70.235/72, não havendo, pois, qualquer nulidade na decisão. Ressaltese que a avaliação da prescindibilidade da diligência é prerrogativa que a lei confere à autoridade julgadora, e não à parte, de forma que as diligências serão efetuadas na medida em que a autoridade julgadora entendêlas necessárias, e não de acordo com o que a parte entender ser necessário para o deslinde do litígio. Do mérito Fl. 273DF CARF MF Impresso em 30/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/04/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES, Assinado digitalmente em 01/04/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 10831.011104/200452 Acórdão n.º 3202001.112 S3C2T2 Fl. 270 7 Tratase de Auto de Infração lavrado contra a contribuinte retro identificada, para exigência de multa, no valor de R$ 5.000,00, prevista no art. 107, IV, d do DL nº. 37/66, com a redação dada pelo art. 77 da Lei nº. 10.833/2003. É fato incontroverso nos autos que o transportador chegou à unidade de destino em horário incompatível ao registro no SISCOMEX. Consta dos autos que o carregamento encerrouse às quase 15h40, sendo que o desembaraço foi registrado às 17h20’45’’, praticamente no mesmo horário em que o transportador chegou ao local de destino (às 17h20’). O que alega a recorrente em sua defesa são aspectos irrelevantes à aplicação da penalidade. A lei é clara e a responsabilidade pela infração cometida é objetiva, bastando que seja praticada a conduta pelo sujeito passivo. O Decretolei n.° 37/66, com redação dada pelo artigo 77 da Lei n.° 10.833/2003, assim estabelece: Art. 107 Aplicamse as seguintes multas: ........................................................................................................ IV de R$ 5.000,00 (cinco mil reais): ......................................................................................................... d) a quem promover a saída de veiculo de local ou recinto sob controle aduaneiro, sem autorização prévia da autoridade aduaneira; A autorização da autoridade aduaneira para saída do veículo deuse quando do desembaraço da Declaração de Trânsito Aduaneiro, quando, então, ocorreu o registro no SISCOMEX da aplicação dos dispositivos de segurança, nos termos do que dispõe a IN/SRF nº. 248/2002: Art. 49. O desembaraço será automático, após o registro da aplicação dos dispositivos de segurança ou, no caso de sua dispensa, após o carregamento do veiculo pelo transportador. Assim, a autuada estava autorizada a retirarse do local somente após as 17h20’45’’, horário em que foi efetuado o registro dos lacres de segurança no SISCOMEX, ocorrendo, nesse momento, o desembaraço automático, nos termos da IN acima transcrita. A retirada do veículo às 15h40’ configurouse, indubitavelmente, na saída do veículo de local sob controle aduaneiro sem autorização prévia, conduta apenada prevista no art. 107, IV, d, do DL nº 37/66, já transcrito. Para aplicação da multa, são irrelevantes os argumentos da recorrente de que os lacres de segurança já haviam sido colocados desde as 15h40 e de que não houve qualquer violação da mercadoria. A lei não traz qualquer valoração a estes elementos para a aplicação da multa em questão. Por outro lado, está perfeitamente caracterizada a conduta típica descrita no art. 77, inciso IV, alínea "d", do DecretoLei n° 37/66, com a redação do dada pelo art. 107 da Lei 10.833/2003, vez que, ao sair da Alfândega de Viracopos às 15h40, a recorrente ainda não detinha autorização para saída. Fl. 274DF CARF MF Impresso em 30/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/04/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES, Assinado digitalmente em 01/04/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES 8 Quanto à questão relativa à relevação da penalidade, temse que tal refoge do campo de competência desta autoridade julgadora, visto que é de competência do Ministro da Fazenda, não havendo qualquer delegação de competência para tanto dirigida ao CARF, muito menos a esta julgadora. Por último, em relação ao pedido de diligência, utilizandome dos mesmos fundamentos trazidos neste voto referentes ao indeferimento do pedido de diligência pela autoridade julgadora a quo, tenho por indeferir o pedido, visto entender que constam dos autos elementos suficientes para firmar a minha convicção no sentido de dirimir o litígio. Pelo exposto, REJEITO AS PRELIMINARES suscitadas e, no mérito, NEGO PROVIMENTO ao recurso voluntário. É como voto. Irene Souza da Trindade Torres Oliveira Fl. 275DF CARF MF Impresso em 30/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/04/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES, Assinado digitalmente em 01/04/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES
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Numero do processo: 16707.100656/2005-27
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Primeira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Apr 08 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Fri Jun 20 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ
Ano-calendário: 2002, 2003, 2004
RECEITAS NÃO-DECLARADAS. FALTA DE PAGAMENTO DO IMPOSTO LANÇAMENTO DE OFÍCIO.
A constatação de não-declaração de receitas, tampouco do pagamento do concernente imposto, enseja a formalização do crédito por meio de lançamento de oficio.
RESPONSABILIDADE PASSIVA SOLIDÁRIA. COMPROVAÇÃO DO INTERESSE DE TERCEIRO NOS FATOS QUE GERARAM A EXIGÊNCIA FISCAL. Segundo o art. 124,1, do CTN, são solidariamente obrigadas as pessoas que tenham interesse comum na situação que constitua o fato gerador da obrigação principal. Comprovado nos autos que o obrigado efetivamente conduzia os negócios da empresa, deve ser mantida a sujeição passiva solidária daquele.
INTUITO DE FRAUDE. MULTA QUALIFICADA. APLICABILIDADE.
O evidente intuito de fraude, consistente na não-declaração de receitas de forma reiterada, bem assim a utilização de interposta pessoa, enseja a aplicação da multa de ofício qualificada, prevista no inciso II do art. 44 da Lei n° 9.430, de 1996.
ARBITRAMENTO DO LUCRO. AUSÊNCIA DE ESCRITURAÇÃO REGULAR. O arbitramento do lucro decorre de expressa previsão legal, segundo a qual a autoridade tributária
INCONSTITUCIONALIDADE DE LEI. INCOMPETÊNCIA PARA APRECIAÇÃO.
O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. (Súmula 1ºCC nº 2).
TRIBUTAÇÃO REFLEXA - PIS, COFINS e CSLL. Estende-se aos lançamentos decorrentes a decisão prolatada no lançamento matriz, em razão da intima relação de causa e efeito que os vincula.
Numero da decisão: 1401-001.158
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, EM NEGAR provimento ao recurso
(assinado digitalmente)
Jorge Celso Freire da Silva Presidente
(assinado digitalmente)
Antonio Bezerra Neto - Relator
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Antonio Bezerra Neto, Alexandre Antônio Alkmim Teixeira, Fernando Luiz Gomes de Mattos, Maurício Pereira Faro, Sérgio Luiz Bezerra Presta e Jorge Celso Freire da Silva.
Nome do relator: ANTONIO BEZERRA NETO
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Ano-calendário: 2002, 2003, 2004 RECEITAS NÃO-DECLARADAS. FALTA DE PAGAMENTO DO IMPOSTO LANÇAMENTO DE OFÍCIO. A constatação de não-declaração de receitas, tampouco do pagamento do concernente imposto, enseja a formalização do crédito por meio de lançamento de oficio. RESPONSABILIDADE PASSIVA SOLIDÁRIA. COMPROVAÇÃO DO INTERESSE DE TERCEIRO NOS FATOS QUE GERARAM A EXIGÊNCIA FISCAL. Segundo o art. 124,1, do CTN, são solidariamente obrigadas as pessoas que tenham interesse comum na situação que constitua o fato gerador da obrigação principal. Comprovado nos autos que o obrigado efetivamente conduzia os negócios da empresa, deve ser mantida a sujeição passiva solidária daquele. INTUITO DE FRAUDE. MULTA QUALIFICADA. APLICABILIDADE. O evidente intuito de fraude, consistente na não-declaração de receitas de forma reiterada, bem assim a utilização de interposta pessoa, enseja a aplicação da multa de ofício qualificada, prevista no inciso II do art. 44 da Lei n° 9.430, de 1996. ARBITRAMENTO DO LUCRO. AUSÊNCIA DE ESCRITURAÇÃO REGULAR. O arbitramento do lucro decorre de expressa previsão legal, segundo a qual a autoridade tributária INCONSTITUCIONALIDADE DE LEI. INCOMPETÊNCIA PARA APRECIAÇÃO. O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. (Súmula 1ºCC nº 2). TRIBUTAÇÃO REFLEXA - PIS, COFINS e CSLL. Estende-se aos lançamentos decorrentes a decisão prolatada no lançamento matriz, em razão da intima relação de causa e efeito que os vincula.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, EM NEGAR provimento ao recurso (assinado digitalmente) Jorge Celso Freire da Silva Presidente (assinado digitalmente) Antonio Bezerra Neto - Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Antonio Bezerra Neto, Alexandre Antônio Alkmim Teixeira, Fernando Luiz Gomes de Mattos, Maurício Pereira Faro, Sérgio Luiz Bezerra Presta e Jorge Celso Freire da Silva.
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 16; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2152; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1C4T1 Fl. 688 1 687 S1C4T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 16707.100656/200527 Recurso nº 154.957 Voluntário Acórdão nº 1401001.158 – 4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 08 de abril de 2014 Matéria SIMPLES Recorrente SEBASTIÃO DE LIMA DELFINO FIRMA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 2002, 2003, 2004 RECEITAS NÃODECLARADAS. FALTA DE PAGAMENTO DO IMPOSTO LANÇAMENTO DE OFÍCIO. A constatação de nãodeclaração de receitas, tampouco do pagamento do concernente imposto, enseja a formalização do crédito por meio de lançamento de oficio. RESPONSABILIDADE PASSIVA SOLIDÁRIA. COMPROVAÇÃO DO INTERESSE DE TERCEIRO NOS FATOS QUE GERARAM A EXIGÊNCIA FISCAL. Segundo o art. 124,1, do CTN, são solidariamente obrigadas as pessoas que tenham interesse comum na situação que constitua o fato gerador da obrigação principal. Comprovado nos autos que o obrigado efetivamente conduzia os negócios da empresa, deve ser mantida a sujeição passiva solidária daquele. INTUITO DE FRAUDE. MULTA QUALIFICADA. APLICABILIDADE. O evidente intuito de fraude, consistente na nãodeclaração de receitas de forma reiterada, bem assim a utilização de interposta pessoa, enseja a aplicação da multa de ofício qualificada, prevista no inciso II do art. 44 da Lei n° 9.430, de 1996. ARBITRAMENTO DO LUCRO. AUSÊNCIA DE ESCRITURAÇÃO REGULAR. O arbitramento do lucro decorre de expressa previsão legal, segundo a qual a autoridade tributária INCONSTITUCIONALIDADE DE LEI. INCOMPETÊNCIA PARA APRECIAÇÃO. O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. (Súmula 1ºCC nº 2). AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 16 70 7. 10 06 56 /2 00 5- 27 Fl. 688DF CARF MF Impresso em 20/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/06/2014 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 16/06/2014 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA, Assinado digitalmente em 12/06/2014 por ANTONIO BEZERRA NETO Processo nº 16707.100656/200527 Acórdão n.º 1401001.158 S1C4T1 Fl. 689 2 TRIBUTAÇÃO REFLEXA PIS, COFINS e CSLL. Estendese aos lançamentos decorrentes a decisão prolatada no lançamento matriz, em razão da intima relação de causa e efeito que os vincula. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, EM NEGAR provimento ao recurso (assinado digitalmente) Jorge Celso Freire da Silva – Presidente (assinado digitalmente) Antonio Bezerra Neto Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Antonio Bezerra Neto, Alexandre Antônio Alkmim Teixeira, Fernando Luiz Gomes de Mattos, Maurício Pereira Faro, Sérgio Luiz Bezerra Presta e Jorge Celso Freire da Silva. Fl. 689DF CARF MF Impresso em 20/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/06/2014 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 16/06/2014 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA, Assinado digitalmente em 12/06/2014 por ANTONIO BEZERRA NETO Processo nº 16707.100656/200527 Acórdão n.º 1401001.158 S1C4T1 Fl. 690 3 Relatório Por pertinente, transcrevo o relatório da Resolução nº 140200.084: Tratase de lançamento dos anoscalendário de 2002 a 2004, em que se exige o IRPJ, CSLL, PTS e COFINS, com aplicação da multa de 150%. Dante da falta de apresentação dos livros Diário, Razão e Lalur, apesar do contribuinte ter sido intimado e reintimado a apresentálos, bem como dos documentos que embasaram sua escrituração contábil, o lucro foi arbitrado no período de julho de 2002 a dezembro de 2004, com base na receita bruta escriturada nos livros de registro de apuração do ICMS. Do total das vendas foram subtraídas as transferências entre a matriz e o depósito fechado, além de outras saídas que não representavam vendas (cópia do livro às fls. 94/125). Com o objetivo de apurar a responsabilidade de terceiros, diversas empresas foram intimadas a apresentar a relação de compras efetuadas à fiscalizada e indicar o nome do preposto com quem eram tratados os negócios. Responderam que o preposto da empresa era o Sr. Josival Barbosa da Silva (fls. 130/142). Em circularização aos cartórios foi detectada uma procuração outorgada pela fiscalizada, por meio de seu titular, com conferência de amplos poderes, inclusive a movimentação bancária para os Srs. Josival Barbosa da Silva e Edmilson Coutinho dos Santos (fls. 126/129). Foi considerado como responsável solidário o Sr. Josival Barbosa da Silva, CPF 331.347.82472, conforme Termo de apuração de sujeição passiva solidária, nos termos dos artigos 124, I e 135, II, do CTN (fls. 78/79). Consta no referido Termo que o sujeito passivo solidário pode ter vista ao processo, na DRF. O fato do Sr. Josival negociar em nome da empresa, aliado à sua condição de procurador com amplos poderes, levou o autuante a concluir pela sua participação na gestão da empresa atuando como sócio de fato. Consta às fls. 148 consulta ao sistema CNPJ que indica que no período de até 2005, foram apresentadas declarações de inatividade para os anoscalendário de 2002 e 2003. Foi lavrada representação fiscal para fins penais. Consta na descrição dos fatos caracterizadores do ilícito que a empresa apresentou declarações de IRPJ dos anos calendário de 2002 e 2003, na condição de inativa, enquanto que escriturou no Livro Registro de Apuração do ICMS, faturamento de R$ 2.825.551,04 em 2002 e R$ 13.273.648,01 em 2003. No anocalendário de 2004, a fiscalização apurou R$ 13.262.915,60 de receitas escrituradas nos livros fiscais e não declaradas, fatos esses, que motivaram a aplicação da multa de 150%. A Turma Julgadora considerou o lançamento procedente. A impugnação contraposta pelo Sr. Josival Barbosa da Silva não foi apreciada, com o argumento de incompetência da Turma Julgadora com base no art. 224, da Portaria MF 30, de 25.02.2005. Destacouse que a responsabilidade de terceiro pode ser discutida numa eventual execução forçada do crédito, pela Procuradoria da Fazenda Nacional. Fl. 690DF CARF MF Impresso em 20/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/06/2014 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 16/06/2014 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA, Assinado digitalmente em 12/06/2014 por ANTONIO BEZERRA NETO Processo nº 16707.100656/200527 Acórdão n.º 1401001.158 S1C4T1 Fl. 691 4 A ciência da decisão foi dada em 19.10.2006. O recurso foi apresentado em 31.10.2006 e foi assinado pelo titular da empresa e pelo responsável solidário. A recorrente discorda do arbitramento do lucro. Afirma que havia condições de ser apurado lucro real, mediante a documentação que dispunha, ou que deveria ter sido demonstrada a inviabilidade da apuração pelo regime do lucro real, o que não ocorreu. Cita jurisprudência do TRF da Primeira Região, sobre a impossibilidade do fisco valerse da escrituração e registros pertinentes ao ICMS para arbitrar o lucro. Destacou que a fiscalização utilizou a receita total de vendas e que subtraiu apenas as transferências entre matriz e o depósito fechado, e que deveriam ser excluídas as vendas canceladas, os descontos incondicionais e os impostos cumulativos cobrados destacadamente do contribuinte substituto, bem como considerar a natureza específica de cada operação, fatos que não teriam sido respeitados pelos autuantes. Sobre a qualificação da multa, aduz que a fiscalização não logrou demonstrar que a recorrente praticou as condutas de sonegação, fraude ou conluio, exigidas para a aplicação da multa de 150%. Afirma que não foi comprovada a conduta dolosa e nem o evidente intuito de fraude. Cita jurisprudência do 1° CC. e doutrina. Alega a violação do princípio da capacidade contributiva, princípio da estrita legalidade tributária e o caráter confiscatório da multa. A recorrente discute a aplicação de juros de mora pela taxa selic. Também discutese no recurso a sujeição passiva solidária. Argumenta que o julgamento de primeira instância deve ser anulado, para que a impugnação relativa à sujeição passiva seja apreciada, de acordo com o art. 224, I, da Port. MF 30/2005, uma vez que o Sr. Josival tornouse sujeito passivo da obrigação tributária e é exatamente por meio da impugnação que se defende da exigência do crédito tributário, do qual dele será exigido, caso permaneça na posição de sócio de fato da empresa autuada. Entende que o fato da DRJ não ter apreciado a impugnação configurase ofensa ao princípio da ampla defesa e do contraditório, implicando em violação ao princípio insculpido no inciso XXXV, do art. 5° da CF, combinado com o inciso LC, da mesma Carta. Aduz que em nenhum momento tomou conhecimento dos atos e procedimentos ocorridos no âmbito do feito administrativo, bem como das provas juntadas ao processo, salvo quando do momento do próprio lançamento de oficio. Diz que ficou de mãos atadas porque os dados coletados pela fiscalização não foram levados ao seu conhecimento. Na sessão de 16.12.2008, a Sétima Câmara do 1° CC, anulou a decisão de primeira instância para que fosse apreciada a impugnação apresentada pelo Sr. Josival Barbosa da Silva. Pelo acórdão 11 27.736 – 3a Turma da DRJ/REC, o lançamento foi considerado procedente e foi confirmada a sujeição passiva solidária atribuída ao Sr. Josival Barbosa da Silva. Fl. 691DF CARF MF Impresso em 20/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/06/2014 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 16/06/2014 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA, Assinado digitalmente em 12/06/2014 por ANTONIO BEZERRA NETO Processo nº 16707.100656/200527 Acórdão n.º 1401001.158 S1C4T1 Fl. 692 5 Transcrevo do voto condutor do acórdão da DRJ, trecho relativo à apreciação da sujeição passiva solidária: Na referida impugnação, fls. 242/249, questionase a atribuição, pela fiscalização, de responsabilidade tributária com supedâneo no artigo 135II do Código Tributário Nacional. Alega o impugnante que o referido dispositivo alça o mandatário à condição de pessoalmente responsável pelos créditos correspondentes a obrigações tributárias resultantes de atos praticados com excesso de somente poderia ser responsabilizado pelo crédito tributário lançado contra a pessoa jurídica apenas na hipótese de ter agido em excesso de mandato, fato que não restou provado nos autos. Em seguida, realiza digressão acerca do conceito e natureza jurídica do contrato de mandato defendendo que ao se imputar ao mandatário solidariedade passiva, quando este não atua com excesso de mandato ou em desconformidade com a lei, ofenderseia a legislação civil que regulamenta o contrato de mandato e sua execução. Aduz que "o fato de um mandatário cumprir com o seu mister, comprando e vendendo por ordem do mandante, não tem o condão de classificálo como sócio de fato, sob pena de se anular a própria natureza jurídica do contrato de mandato, que se resume no agir em nome do mandatário." Finaliza requerendo a desconstituição da relação jurídica entre o impugnante e o Fisco Federal nascida com o termo de sujeição passiva solidária. Através do Termo de Encerramento de Ação Fiscal, fls.47/49, a autoridade fiscal informa: "Com o intuito de se apurar a responsabilidade de terceiros nas infrações legislação tributária imputadas ao contribuinte, diversas empresas foram intimadas a apresentar a relação de compras efetuadas à empresa Sebastião de Lima Delfino e indicar o nome do preposto com quem eram tratados os negócios. Em respostas as empresas responderam que o preposto da empresa Sebastião de Lima Delfino, era o Sr. Josival Barbosa da Silva, fls.130/142. Em circularização aos cartórios, foi detectada a existência de uma procuração outorgada pela empresa Sebastião de Lima Delfino, através do seu titular, da qual foram conferidos amplos poderes, inclusive a movimentação bancária, para os Srs. Josival Barbosa da Silva e Edmilson Coutinho dos Santos, fls. 126 a 129." Conclui a autoridade fiscal ante o fato de o Sr. Josival Barbosa da Silva negociar em nome da empresa aliado ao fato de ser procurador com amplos poderes, que o referido senhor participava da gestão dos negócios da empresa atuando como sócio de fato. lnicialmente, cumpre salientar que a autoridade fiscal fundamentou a caracterização da sujeição passiva solidária contida nos Termos de Sujeição Passiva Solidária (fls. 78/79), nos termos do art. 124,1 da Lei n° 5.172/1966 (Código Tributário Nacional CTN), que assim fala: (...) Ao falar sobre solidariedade tributária passiva que nos interessa no caso presente Bernardo Ribeiro de Moraes, em sua obra 'Compêndio de Direito Tributário", 2° Volume, páginas 302/305, 1997, Forense, assim se expressa: Fl. 692DF CARF MF Impresso em 20/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/06/2014 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 16/06/2014 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA, Assinado digitalmente em 12/06/2014 por ANTONIO BEZERRA NETO Processo nº 16707.100656/200527 Acórdão n.º 1401001.158 S1C4T1 Fl. 693 6 "22.5.6 Solidariedade tributária passiva Dispondo sobre a matéria, assim se expressa o código Tributário Nacional: O Código Tributário Nacional, conforme se verifica, admite duas modalidades de solidariedade passiva, assim especificadas: a) solidariedade de fato (CTN art. 124, inciso I), quando há uma pluralidade de pessoas com interesse comum na situação que constitua o fato gerador da obrigação principal". Seria o caso, v.g., de três pessoas importarem determinada mercadoria estrangeira ou de cinco pessoas coproprietárias de um bem imóvel. Todas elas ficarão responsáveis, solidariamente, perante a Fazenda Pública respectiva, pelo pagamento do imposto sobre a importação ou do imposto sobre a propriedade predial. A solidariedade nasce em razão da própria natureza do fato gerador da respectiva obrigação, pela própria natureza do imposto em causa. Se várias pessoas participam de fato de determinada obrigação tributária, os efeitos jurídicos abrangerão todas elas, que passam a ser solidárias diante do cumprimento da prestação tributária. Isto, acrescenta Hugo de Brito Machado, "mesmo que a lei especifica do tributo em questão não o diga."; Concluise portanto, que, quando duas ou mais pessoas estiverem ligadas por interesse comum ao fato gerador darseá a solidariedade legal presumida. Desta forma, a pessoa que esteja vinculada ao fato gerador é devedora solidária em relação ao crédito tributário. É próprio da atividade negocial a busca do resultado econômico através da realização de operações que caracterizam fatos geradores. O Sr. Josival Barbosa da Silva não consta oficialmente como sócio da empresa autuada, mas, efetivamente, pelas informações e depoimentos obtidos pela fiscalização, era o representante e responsável pela administração das atividades comercial, financeira e administrativa da pessoa jurídica autuada. Deve ser lembrando que os atos da empresa são sempre praticados através da vontade de seus dirigentes, e assim é inegável a solidariedade destes em relação As obrigações que contraem em nome daquela, pois a responsabilidade solidária em tal caso é objetiva, presumida, posto que a situação configurada na lei (art. 124, I) é aquela em que todos os envolvidos ganham simultaneamente com o fato econômico (fato gerador). Com todos os elementos coligidos pela fiscalização é inegável que o Sr.Josival Barbosa da Silva tinha interesse comum na situação que configura o fato gerador da obrigação; razão pela qual a responsabilidade solidária está , de acordo com as disposições do inciso I do art. 124 do CTN. Por outro lado, não cabe a discussão que pretende travar quanto a ter ou não agido com excesso de poderes ou infração de lei, contrato social ou estatutos. Esta é uma hipótese de responsabilização pessoal sobre os créditos correspondentes aos atos cometidos com excesso de poderes ou infração de lei, mas que tem como pressuposto o fato de os sócios da pessoa jurídica terem sido vitimas da conduta dolosa de seu administrador. Não é o que se verifica no presente caso, pois o Sr. Josival Barbosa da Silva revestese tanto da qualidade de administrador com plenos poderes como, também, de sócio de fato da pessoa jurídica. Nessa condição de sócio, inegável que possuía interesse direto sobre o resultado obtido dos atos por ele próprio praticados na condição de administrador. Dai o perfeito enquadramento de sua responsabilidade como solidária nos termos do art. 124 do Código Tributário Nacional (CTN). Fl. 693DF CARF MF Impresso em 20/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/06/2014 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 16/06/2014 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA, Assinado digitalmente em 12/06/2014 por ANTONIO BEZERRA NETO Processo nº 16707.100656/200527 Acórdão n.º 1401001.158 S1C4T1 Fl. 694 7 Nesse sentido o entendimento da Sétima Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes: RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA — Comprovado nos autos os verdadeiros sócios da pessoa jurídica, pessoas físicas, acobertados por terceiras pessoas ("laranjas') que apenas emprestavam o nome para que eles realizassem operações em nome da pessoa jurídica, da qual tinham ampla procuração para gerir seus negócios e suas contascorrentes bancárias, fica caracterizada a hipótese prevista no art. 124. I, do Código Tributário Nacional, pelo interesse comum na situação que constituía o fato gerador da obrigação principal. (.. ) (Acórdão n° 10708692, de 18.8.2006). Diante do exposto, voto no sentido de julgar procedente o lançamento, mantendo o crédito tributário exigido e confirmar a sujeição passiva solidária atribuída ao Sr.Josival Barbosa da Silva, por estar de acordo com as disposições do art. 124 do CTN. A pessoa jurídica autuada foi intimada da segunda decisão da Turma Julgadora, por edital de fls. 312. Dada ciência da decisão ao Sr. Josival Barbosa da Silva, em 29.10.2009, o mesmo apresentou recurso voluntário, em 25.11.2009, com os seguintes argumentos: a) que o termo de sujeição passiva solidária atribuída ao recorrente pela fiscalização tem como fundamento jurídico, o art. 135, II, do CTN, enquanto que a decisão de primeira instância, apreciou o dispositivo contido no art. 124, I, do CTN, não sendo possível à Turma Julgadora alterar a capitulação legal para conferir legalidade à responsabilização; b) que à luz do art. 135, II, do CTN, a responsabilidade pessoal dos mandatários vinculase à cabal delineação nos atos processuais de que a obrigação decorre da atuação com excesso de poderes, infração à lei ou contrato social, sendo que, somente repousa sobre o recorrente a mera circunstância de o mesmo haver participado, como procurador, das atividades empresariais da pessoa jurídica devedora, e nada mais; c) ainda que sob o espectro do art. 124, I, do CTN, sobressai desarrazoada a sujeição passiva solidária, por inexistência de interesse comum na situação que constitua o fato gerador da obrigação, visto especialmente, que às pessoas físicas não é dado praticar o fato gerador de tributos atinentes às pessoas jurídicas. d) discorre sobre o contrato de mandato e infere que o mandatário exclusivamente poderá ser responsabilizado pelos atos que praticar no momento em que agir com excesso de mandato, ou seja, quando a sua forma de proceder, ao administrar interesses e patrimônio do mandante, não for condizente com as disposições do contrato celebrado, e que no caso, o recorrente não agiu com excesso de mandato ou infração à lei, de modo que os efeitos jurídicos dos atos que levou a cabo por conta e ordem do mandante não podem projetar em sua esfera jurídica, até porque tais atos foram praticados dentro dos parâmetros legais; e) afirma que é inaplicável o art.135, II, do CTN, pois os autuantes sequer mencionaram a os que o recorrente pudesse haver realizado em contradição a lei ou com excesso de mandato, e que a exegese desse dispositivo legal, especialmente orientandose pela jurisprudência do STJ, conduz à construção de que a responsabilização pessoal vinculase, obrigatoriamente, à demonstração indelével da prática dos atos com excesso de poderes ou em Fl. 694DF CARF MF Impresso em 20/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/06/2014 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 16/06/2014 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA, Assinado digitalmente em 12/06/2014 por ANTONIO BEZERRA NETO Processo nº 16707.100656/200527 Acórdão n.º 1401001.158 S1C4T1 Fl. 695 8 desconformidade ao contrato social, por parte dos mandatários, não nascendo do simples inadimplemento tributário a possibilidade de subsunção deste artigo ao caso em concreto,.pois, a deflagração de responsabilidade pessoal requer a demonstração prática de atos com excesso de poderes ou infração a lei, contrato social ou estatutos, e que tais atos hajam sido levados a efeitos por quem fosse mandatários, preposto ou empregados; f) que procedimento de tamanha repercussão, que carece da mínima comprovação dos fatos afronta a boafé e à lealdade com que o fisco deve pautar sua relação com os contribuintes, mas que, a fiscalização sequer tentou comprovar a atuação com excesso de mandato ou em infração à lei por parte do recorrente, tendo o mesmo agido nos limites outorgados por meio do contrato de mandato; g) que embora os autuantes hajam afirmado que o recorrente configuravase como sócio de fato da empresa, porquanto negociaria com plenos poderes em seu nome, não seria isto que se depreenderia dos autos, pois, conforme os documentos de fls. 134/141/142, outras duas pessoas, de nome Lúcia e Edmilson, como se notaria das declarações fornecidas pelas empresas MULT VENDAS Representações e Distribuição e Altogiro Representações Ltda; h) aborda também a inaplicabilidade do art. 124, do CTN, seja porque a Turma Julgadora teria inovado, seja porque estaria ausente a ocorrência da situação fática que tipifica tal relação jurídica obrigacional, por inexistir interesse comum jurídico ou econômico, no que diz respeito na situação comum que promoveu a realização dos fatos geradores apontados; salienta que para que o recorrente pudesse ser qualificado como sujeito passivo da obrigação, uma vez que não teria incorrido na situação definida em lei como necessária e suficiente à ocorrência do fato gerador, o fisco, deveria ter, obrigatoriamente, demonstrado o conjunto fático e/ou a conduta daqueles para desencadear tal obrigação solidária, apresentando ainda a norma autorizativa de tal responsabilização diante das provas dos autos, hipótese que não ocorreu; afirma que interesse comum é conceito vago, não oferecendo roteiro seguro para se estabelecer um nexo entre os devedores e que o legislador, no antecedente da norma fixaria os deveres para pessoas não praticantes do fato jurígeno tributário, enquanto em seu conseqüente, ma vez não observadas as prescrições estabelecidas, resultaria na aplicada sanção; seria caso de responsabilidade de terceiros, somente nas hipóteses configuradas em lei; i) distingue a responsabilidade solidária da responsabilidade tributária, a primeira só existiria numa única relação obrigacional em que dois ou mais sujeitos estejam obrigados a satisfazer a integralidade da prestação; destaca que o recorrente não realizou o fato tributável, ou tomou parte dele, até mesmo porque pessoas físicas, sequer poderiam praticar os fatos a partir dos quais se projeta o lançamento tributário e que, o interesse comum hábil a desafiar a responsabilidade solidária não corresponde ao interesse comum de fato, e sim ao interesse jurídico, além de necessitar que as pessoas partícipes do fato jurídico tributário encontremse em situação de comunhão, como no caso de coproprietários e a incidência do IPTU; traz jurisprudência administrativa e judicial j) para suceder a solidariedade tributária prescrita no art. 124, I, do CTN, duas ou mais pessoas, devem, conjuntamente, praticar o fato tributável, devem participar da relação jurídica cuja conseqüência é a obrigação tributária consubstanciada no crédito, sendo que no caso concreto, o recorrente pessoa física que é, não poderia encontrarse Fl. 695DF CARF MF Impresso em 20/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/06/2014 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 16/06/2014 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA, Assinado digitalmente em 12/06/2014 por ANTONIO BEZERRA NETO Processo nº 16707.100656/200527 Acórdão n.º 1401001.158 S1C4T1 Fl. 696 9 concorrentemente à pessoa jurídica devedora como praticante do fato gerador da obrigação tributária, considerando decorrer o crédito de obrigações tributárias exclusivamente suscetíveis aos entes jurídicos, e que por exemplo, a pessoa física não poderia realizar o fato tributável concernente ao IRPJ, CSLL, PIS e COFINS do presente lançamento; salienta que sem previsão legal que possa definir condutas que levariam à responsabilidade tributária, a autoridade tributária estaria impedida de definir tais condutas para incluir pessoas alheias aos fatos desencadeadores da relação jurídico tributária; k) a possibilidade de aplicação do art. 124 do CTN assentase obrigatoriamente na apresentação dos atos praticados com participação pessoal e direta dos demandados, justamente para caracterizar e comprovar o interesse comum; procedimento de tamanha repercussão, que carece da mínima comprovação dos fatos supostamente desafiadores da aplicação do art. 124 do CTN ao caso; l) salienta que é solidária a pessoa que realiza conjuntamente com outra(s), o acontecimento tipificado na hipótese de incidência e que na configuração da solidariedade é relevante que haja participação pessoal e comum na formação do lucro, e não a mera participação em algum fato econômico ou nos lucros, com vínculo pessoal e diretamente com o fato gerador, fazendo o que está previsto na regra matriz; m) Destaca que a legislação tributária não admite a eleição de sujeição passiva solidária por presunção legal; n) a responsabilidade tributária de terceiros decorrentes de relações jurídicas integradas por sujeitos alheios aos fatos tributados apresentam natureza de sanção administrativa, contudo, a previsão de condutas que levam à responsabilidade deve estar fincada na lei, ante a disposição geral sobre responsabilidade trazida pelo art. 128 do CTN, ou seja, somente a lei, de modo expresso, poderá delinear os contornos das situações fáticas que atribuem responsabilidade pelo crédito tributário; que no caso, em nenhum momento, a fiscalização capitulou as condutas que ele entendia ensejadoras de responsabilidade pelo crédito tributário em qualquer dispositivo legal, falecendo assim, a responsabilização; o) ao caracterizar as relações entre empresas, pessoas e empregados como autorizadoras da sujeição passiva solidária, capitulando o art. 124 do CTN, a fiscalização errou muito, primeiro porque a pessoa que arrolou não integra uma relação obrigacional única, que em virtude de lei, fosse obrigado pela totalidade do adimplemento da obrigação tributária; afastada a sujeição passiva solidária pela inexistência de interesse comum e designação expressa em lei (art. 124, I, II, do CTN), e a responsabilidade pelo crédito tributária estar regulada pelos artigos 128 et seq do CTN, que em nenhum momento foram ventilados pelo fisco, portanto, ambas inaplicáveis; p) a ausência de disposição legal a caracterizar que as condutas ou fatos relatados nos autos são autorizadores de responsabilidade tributária queda por terra o liame integrantes do pólo passivo; a eleição de pessoas, tanto na sujeição passiva solidária como na responsabilidade pelo crédito tributário regemse pelo princípio da tipicidade cerrada, devendo a lei, de modo expresso, designar estas pessoas ou as condutas que as ligarão à obrigação tributária, quer na qualidade de solidário, quer como responsável, devendo ser afastadas de plano face à ausência de suporte fático e/ou previsão legal, excluindose o recorrente, de qualquer obrigação pelos créditos tributários constituídos contra a pessoa jurídica. Fl. 696DF CARF MF Impresso em 20/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/06/2014 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 16/06/2014 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA, Assinado digitalmente em 12/06/2014 por ANTONIO BEZERRA NETO Processo nº 16707.100656/200527 Acórdão n.º 1401001.158 S1C4T1 Fl. 697 10 O processo foi baixado em diligência pela então 7a Câmara do 1o CC para que a autoridade fiscal, mediante a realização das diligências que forem necessárias, esclareesse quais atos de gestão foram praticados pelo Sr. Josival Barbosa da Silva, inclusive na condição de procurador da autuada, como por exemplo, se assinava cheques em nome da empresa, etc Tanto a diligência fiscal quanto a insurgência do interessado quanto a essa diligência não serão aqui relatados minudentemente, pois não serão tomados em consideração para o que será decidido no voto em face de a diligência ter se desviado do foco solicitado. O foco Relatório de conclusão da Diligência solicitado dá conta de que o Sr. Josival era o verdadeiro proprietário da empresa e não o Sr. Sebastião, nos seguintes termos: Devido ao lapso temporal, já se passaram mais de oito anos da lavratura do Auto de Infração, não foi possível apontar atos de gestão praticados pelo Sr. Josival Barbosa da Silva. Não obstante, outros elementos foram pesquisados com o intuito de comprovar que o Sr. Josival era de fato o proprietário da empresa Sebastião de Lima Delfino, considerando que, na busca da verdade material, é licito à autoridade julgadora apreciar novos fatos apresentados. (...) Às fls. 651/683 consta dos autos a insurgência do Sr. Josival Barbosa quanto ao resultado de diligência, principalmente em relação ao rumo que tomou a diligência trazendo dados que segundo o mesmo seria caso de inovação. É o relatório. Voto Conselheiro Antonio Bezerra Neto, Relator Os recursos do sujeito passivo e do Sr. Josival Barbosa da Silva atendem às condições de admissibilidade e devem ser conhecidos. Foi considerado como responsável solidário o Sr. Josival Barbosa da Silva, nos termos dos artigos 124, I e 135, II, do CTN (fls. 78/79). Conforme relatado, o primeiro recurso voluntário foi assinado conjuntamente pela empresa e pelo Sr. Josival Barbosa da Silva. Tendo a decisão de piso sido anulada pela não apreciação da responsabilidade solidária, foi proferida nova decisão, com a manutenção da atribuição da responsabilidade solidária. O Sr. Josival apresentou recurso voluntário no qual, em síntese, pede o improvimento ao auto de infração com a desconstituição da relação jurídica entre o recorrente e o fisco federal, nascida com o termo de sujeição passiva solidária. O fato do Sr. Josival negociar em nome da empresa, aliado à sua condição de procurador com amplos poderes, levou o autuante a concluir pela sua participação na gestão da empresa atuando como sócio de fato. Fl. 697DF CARF MF Impresso em 20/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/06/2014 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 16/06/2014 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA, Assinado digitalmente em 12/06/2014 por ANTONIO BEZERRA NETO Processo nº 16707.100656/200527 Acórdão n.º 1401001.158 S1C4T1 Fl. 698 11 A decisão de piso também manteve esse mesma linha de entendimento, conforme trecho que destaco abaixo: Na referida impugnação, fls. 242/249, questionase a atribuição, pela fiscalização, de responsabilidade tributária com supedâneo no artigo 135II do Código Tributário Nacional. Alega o impugnante que o referido dispositivo alça o mandatário à condição de pessoalmente responsável pelos créditos correspondentes a obrigações tributárias resultantes de atos praticados com excesso de somente poderia ser responsabilizado pelo crédito tributário lançado contra a pessoa jurídica apenas na hipótese de ter agido em excesso de mandato, fato que não restou provado nos autos. Em seguida, realiza digressão acerca do conceito e natureza jurídica do contrato de mandato defendendo que ao se imputar ao mandatário solidariedade passiva, quando este não atua com excesso de mandato ou em desconformidade com a lei, ofenderseia a legislação civil que regulamenta o contrato de mandato e sua execução. Aduz que "o fato de um mandatário cumprir com o seu mister, comprando e vendendo por ordem do mandante, não tem o condão de classificálo como sócio de fato, sob pena de se anular a própria natureza jurídica do contrato de mandato, que se resume no agir em nome do mandatário." Finaliza requerendo a desconstituição da relação jurídica entre o impugnante e o Fisco Federal nascida com o termo de sujeição passiva solidária. Através do Termo de Encerramento de Ação Fiscal, fls.47/49, a autoridade fiscal informa: "Com o intuito de se apurar a responsabilidade de terceiros nas infrações legislação tributária imputadas ao contribuinte, diversas empresas foram intimadas a apresentar a relação de compras efetuadas à empresa Sebastião de Lima Delfino e indicar o nome do preposto com quem eram tratados os negócios. Em respostas as empresas responderam que o preposto da empresa Sebastião de Lima Delfino, era o Sr. Josival Barbosa da Silva, fls.130/142. Em circularização aos cartórios, foi detectada a existência de uma procuração outorgada pela empresa Sebastião de Lima Delfino, através do seu titular, da qual foram conferidos amplos poderes, inclusive a movimentação bancária, para os Srs. Josival Barbosa da Silva e Edmilson Coutinho dos Santos, fls. 126 a 129." Conclui a autoridade fiscal ante o fato de o Sr. Josival Barbosa da Silva negociar em nome da empresa aliado ao fato de ser procurador com amplos poderes, que o referido senhor participava da gestão dos negócios da empresa atuando como sócio de fato. lnicialmente, cumpre salientar que a autoridade fiscal fundamentou a caracterização da sujeição passiva solidária contida nos Termos de Sujeição Passiva Solidária (fls. 78/79), nos termos do art. 124,1 da Lei n° 5.172/1966 (Código Tributário Nacional CTN), que assim fala: (...) Ao falar sobre solidariedade tributária passiva que nos interessa no caso presente Bernardo Ribeiro de Moraes, em sua obra 'Compêndio de Direito Tributário", 2° Volume, páginas 302/305, 1997, Forense, assim se expressa: "22.5.6 Solidariedade tributária passiva Dispondo sobre a matéria, assim se expressa o código Tributário Nacional: O Código Tributário Nacional, conforme se verifica, admite duas modalidades de solidariedade passiva, assim especificadas: Fl. 698DF CARF MF Impresso em 20/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/06/2014 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 16/06/2014 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA, Assinado digitalmente em 12/06/2014 por ANTONIO BEZERRA NETO Processo nº 16707.100656/200527 Acórdão n.º 1401001.158 S1C4T1 Fl. 699 12 a) solidariedade de fato (CTN art. 124, inciso I), quando há uma pluralidade de pessoas com interesse comum na situação que constitua o fato gerador da obrigação principal". Seria o caso, v.g., de três pessoas importarem determinada mercadoria estrangeira ou de cinco pessoas coproprietárias de um bem imóvel. Todas elas ficarão responsáveis, solidariamente, perante a Fazenda Pública respectiva, pelo pagamento do imposto sobre a importação ou do imposto sobre a propriedade predial. A solidariedade nasce em razão da própria natureza do fato gerador da respectiva obrigação, pela própria natureza do imposto em causa. Se várias pessoas participam de fato de determinada obrigação tributária, os efeitos jurídicos abrangerão todas elas, que passam a ser solidárias diante do cumprimento da prestação tributária. Isto, acrescenta Hugo de Brito Machado, "mesmo que a lei especifica do tributo em questão não o diga."; Concluise portanto, que, quando duas ou mais pessoas estiverem ligadas por interesse comum ao fato gerador darseá a solidariedade legal presumida. Desta forma, a pessoa que esteja vinculada ao fato gerador é devedora solidária em relação ao crédito tributário. É próprio da atividade negocial a busca do resultado econômico através da realização de operações que caracterizam fatos geradores. O Sr. Josival Barbosa da Silva não consta oficialmente como sócio da empresa autuada, mas, efetivamente, pelas informações e depoimentos obtidos pela fiscalização, era o representante e responsável pela administração das atividades comercial, financeira e administrativa da pessoa jurídica autuada. Deve ser lembrando que os atos da empresa são sempre praticados através da vontade de seus dirigentes, e assim é inegável a solidariedade destes em relação As obrigações que contraem em nome daquela, pois a responsabilidade solidária em tal caso é objetiva, presumida, posto que a situação configurada na lei (art. 124, I) é aquela em que todos os envolvidos ganham simultaneamente com o fato econômico (fato gerador). Com todos os elementos coligidos pela fiscalização é inegável que o Sr.Josival Barbosa da Silva tinha interesse comum na situação que configura o fato gerador da obrigação; razão pela qual a responsabilidade solidária está , de acordo com as disposições do inciso I do art. 124 do CTN. Por outro lado, não cabe a discussão que pretende travar quanto a ter ou não agido com excesso de poderes ou infração de lei, contrato social ou estatutos. Esta é uma hipótese de responsabilização pessoal sobre os créditos correspondentes aos atos cometidos com excesso de poderes ou infração de lei, mas que tem como pressuposto o fato de os sócios da pessoa jurídica terem sido vitimas da conduta dolosa de seu administrador. Não é o que se verifica no presente caso, pois o Sr. Josival revestese tanto da qualidade de administrador com plenos poderes como, também, de sócio de fato da pessoa jurídica. Nessa condição de sócio, inegável que possuía interesse direto sobre o resultado obtido dos atos por ele próprio praticados na condição de administrador. Dai o perfeito enquadramento de sua responsabilidade como solidária nos termos do art. 124 do Código Tributário Nacional (CTN). (...) Diante do exposto, voto no sentido de julgar procedente o lançamento, mantendo o crédito tributário exigido e confirmar a sujeição passiva solidária atribuída ao Sr.Josival Barbosa da Silva, por estar de acordo com as disposições do art. 124 do CTN. Apesar de a diligência solicitada pela então 7a Câmara ter sido infrutífera, uma vez que o fiscal não conseguiu agregar mais informações de fato a respeito da forma como atuava o responsável tributário, não tenho nada a reparar na decisão de piso quanto ao que fora decidido no que se refere à manutenção da responsabilidade tributária. Fl. 699DF CARF MF Impresso em 20/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/06/2014 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 16/06/2014 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA, Assinado digitalmente em 12/06/2014 por ANTONIO BEZERRA NETO Processo nº 16707.100656/200527 Acórdão n.º 1401001.158 S1C4T1 Fl. 700 13 É compreensível que a diligência não tenha trazido os dados pretendidos pelo então Relator da 7a Câmara, dado o lapso temporal, mas para não cercear o direito de defesa em etapa já avançada do julgamento não se pode tomar conhecimento dos novos fatos trazidos à baila pelo fiscal autuante que a princípio corroborariam com a manutenção da responsabilidade tributária. Portanto, o que se decide agora não leva em consideração tais informações trazidas supervenientemente. Posto isso passo a fundamentar a minha decisão. O fato do Sr. Josival negociar em nome da empresa foi amplamente demonstrado pelo autuante com circularizações diversas. A esse respeito, através do Termo de Encerramento de Ação Fiscal, fls.47/49, a autoridade fiscal informa: "Com o intuito de se apurar a responsabilidade de terceiros nas infrações à legislação tributária imputadas ao contribuinte, diversas empresas foram intimadas a apresentar a relação de compras efetuadas à empresa Sebastião de Lima Delfino e indicar o nome do preposto com quem eram tratados os negócios. Em respostas as empresas responderam que o preposto da empresa Sebastião de Lima Delfino, era o Sr. Josival Barbosa da Silva, fls. 130/142. Em circularização aos cartórios, foi detectada a existência de uma procuração outorgada pela empresa Sebastião de Lima Delfino, através do seu titular, da qual foram conferidos amplos poderes, inclusive a movimentação bancária, para os Srs. Josival Barbosa da Silva e Edmilson Coutinho dos Santos, fls. 126 a 129. A procuração de fato dá poderes bastante amplos ao Sr.Josival Barbosa. Vejamos os termos da procuração, de 26.09.2001, 13.06.2003 e 02.02.2005: a) praticar diversos atos perante a DRF em Natal, INSS e Repartições públicas, municipais, estaduais, federais e autarquias; b) praticar atos junto a qualquer instituição bancária para o fim de movimentar a conta corrente, contratar empréstimo; c) alienar, hipotecar, dar em penhor, assinar fiança, transigir, firmar compromissos, renunciar direitos, aceitar e avalizar títulos. Ora, o fato de ter ficado bem provado que o Sr. Josival Barbosa da Silva negociava em nome da empresa, juntandose ao fato de ser procurador com amplos poderes, por óbvio que a ilação que se pode tirar disso é que a referida pessoa participava da gestão dos negócios da empresa atuando como sócio de fato, mormente quando se constata também que o Sr. Sebastião era homem de poucas posses a ponto de declarase isento do Imposto de Renda. Posto isso, a responsabilidade do art. 124, I se adequa perfeitamente a essa situação de fato, como inclusive é o entendimento da jurispruência do CARF: RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA Comprovado nos autos os verdadeiros sócios da pessoa jurídica, pessoas físicas, acobertados por terceiras pessoas ("laranjas") que apenas emprestavam o nome para que e/es realizassem operações em nome da pessoa jurídica, Fl. 700DF CARF MF Impresso em 20/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/06/2014 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 16/06/2014 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA, Assinado digitalmente em 12/06/2014 por ANTONIO BEZERRA NETO Processo nº 16707.100656/200527 Acórdão n.º 1401001.158 S1C4T1 Fl. 701 14 da qual tinham ampla procuração para gerir seus negócios e suas contascorrentes bancárias, fica caracterizada a hipótese prevista no art. 124. I, do Código Tributário Nacional, pelo interesse comum na situação que constituía o fato gerador da obrigação principal. (...) (Acórdão n° 10708692, de 18.8.2006) Essa situação também conduz para que o enquadramento legal referido pelo fiscal relativo ao art. 135, também não seja considerado equivocado como posto pela DRJ. Embora fosse desnecessário, não é equivocado, uma vez que o art. 124, I fosse suficiente. Outrossim, é sabido que quando a descrição do fato está correta, como é o caso, o mero erro no enquadramento legal não é suficiente para macular o auto de infração, porquanto não há o aventado prejuízo à defesa. Portanto, mantenho a responsabilidade tributária do Sr. Josival Barbosa da Silva. MÉRITO Apesar de a DRJ ter atacado quase que totalmente as suas razões de defesa neste ponto, a recorrente faz ouvido de mercador e desconsidera os fundamentos aduzidos pela mesma. Os princípios da ampla defesa e do contraditório garantem ao defendente o direito de tomar conhecimento de tudo o que consta nos autos e de se manifestar a respeito, trazendo para o processo todos os elementos tendentes a esclarecer a verdade. Apesar desses princípios se caracterizarem como direitos dos contribuintes, estão implícitos nos mesmos, também deveres, de forma a regulamentar o processo para que chegue a um fim. Nesse passo, é inerente ao princípio do contraditório que o processo deva caminhar através de um caráter dialético que perpassa, se for o caso, as duas instâncias do Processo Administrativo Fiscal. Dessa forma, é imperioso, em acontecendo de a lide atingir a segunda instância, que se ofereçam razões ou contraargumentações claras e específicas contra não somente a manutenção do lançamento, mas também levando em consideração, um mínimo que seja, o que ficou dito na decisão de primeira instância, mormente em se tratando de matéria probatória, como é o caso. Isso porque as contradições ou erros ainda por ventura existentes por ocasião da decisão de primeira instância devem ser apontadas especificamente para que a instância ad quem, tome conhecimento, e se for o caso, corrijaos e supereos pela sua atividade sintetizadora de órgão revisor. Dessa forma, em vista das explicações escorreitas da decisão de piso e do que se colocou nos parágrafos anteriores, complemento as minhas razões de decidir adotando também os fundamentos utilizados pela decisão de piso, abaixo reproduzidos: "7. Efetuaremos a análise do auto de infração do IRPJ e estenderemos o resultado aos autos reflexos, em virtude da íntima relação de causa e efeito que os vincula. 8. O presente lançamento, como relatado, foi efetuado em virtude de a interessada ter auferido receita e não a ter declarado, tampouco pago o concernente Fl. 701DF CARF MF Impresso em 20/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/06/2014 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 16/06/2014 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA, Assinado digitalmente em 12/06/2014 por ANTONIO BEZERRA NETO Processo nº 16707.100656/200527 Acórdão n.º 1401001.158 S1C4T1 Fl. 702 15 imposto, nos anos objeto da autuação. Porquanto não mantinha escrituração com observância das leis comerciais e fiscais, haja vista a nãoapresentação dos concernentes livros quando intimada nesse sentido, fato este que se subsume ao disposto no inciso III do art. 530 do RIR, de 1999, o seu lacro foi arbitrado. 9. Na peça de defesa, como se vê, ela não se contrapôs diretamente à sobredita infração. Questionou, entretanto, que o autuante teria condições de apurar o seu lucro real, e que teria olvidado algumas deduções na formação da base do referido arbitramento, além de verberar a aplicação da multa e dos juros. 10. Não se há como concordar com ela. Senão vejamos. 11. Em primeiro lugar, não havia subsidias bastante à apuração do lucro real, quando da lavratura do auto, tampouco foram trazidos na impugnação (nada obstante não existir arbitramento condicional). Convém esclarecer a propósito, nesta maneira de apuração é obrigatória a escrituração de livros contábeis e fiscais, a teor do art. 251 do RIR, de 1999 —tal exigência, de certo, visa dar suporte à averiguação do lucro, por meio do confronto entre os registros das receitas, despesas, custos, etc. 12. Em segundo lugar, também não foi trazido á colação nenhum elemento comprobatório de que houvera "vendas canceladas, descontos incondicionais ou impostos cumulativos cobrados destacadamente à titulo de contribuinte substituto", tampouco verificamos isso compulsandose o referido livro de apuração de 1CMS. Em vão, por conseguinte, a referida contraposição (allegatio et non probatio, quasi non allegatio). 13. Quanto à verberação acerca da multa e dos juros, o que, na realidade, encerra a suscitação de inconstitucionalidade dos respectivos dispositivos legais subsiinsores, cumpre esclarecer que as DRJs não são competentes para julgar inconstitucionalidade de lei, como é cediço, tal competência é própria do Judiciário. (...) 16. Aditese, correta foi a aplicação da multa qualificada — o que foi feito com suporte inciso lido art. 44 da Lei n° 9.430, de 1996 — haja vista restar evidente que ao ocultar receitas, de forma reiterada, com o fito de eximirse do pagamento de tributos, a interessada teve sim a intenção de fraudar o fisco. Em relação à qualificação da multa de ofício acrescento o fato ainda de que o caso concreto ensejou a utilização de interposta pessoa que apenas emprestava o nome para que se realizassem operações em nome da pessoa jurídica, o que evidencia claramente o intuito de fraude. Ademais a empresa declaravase ativa, mantendo auferimento de receitas vultuosas à margem da tributação. Em relação ainda a sua insurgência quanto à multa com caráter confiscatório e contra a suposta ilegalidade da taxa selic, acrescento o seguinte: Multa confiscatória Sobre a argüição de ser confiscatória a multa aplicada, cumpre gizar que ao julgador administrativo, que se encontra totalmente vinculado aos ditames legais, mormente quando do exercício do controle de legalidade do lançamento tributário (art. 142 do Código Tributário Nacional CTN), não é dado apreciar questões – como a de que a multa fiscal seria confiscatória – que importem a negação de vigência e eficácia do preceito legal válido e vigente. Tal prática encontra óbice, inclusive na Súmulas nº 2 deste CARF: Fl. 702DF CARF MF Impresso em 20/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/06/2014 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 16/06/2014 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA, Assinado digitalmente em 12/06/2014 por ANTONIO BEZERRA NETO Processo nº 16707.100656/200527 Acórdão n.º 1401001.158 S1C4T1 Fl. 703 16 Súmula CARF nº 2: O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. (PORTARIA MF N.° 383 – DOU de 14/07/2010). Legalidade dos Juros de Mora Em relação aos juros de mora, determina a legislação que sobre os débitos pagos fora de prazo, independente de qualquer causa, incidirão eles a partir do primeiro dia do mês subseqüente ao vencimento do prazo até o mês anterior ao do pagamento e de um por cento no mês de pagamento.Não cabe, portanto, a este órgão do Poder Executivo deixar de aplicálos, encontrando óbice, inclusive nas Súmula nº 4 do CARF, in verbis: A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais. INCONSTITUCIONALIDADE Quanto às alegações de ofensa a princípios constitucionais, cabe esclarecer que a a autoridade administrativa é vinculada a lei válida e vigente, não cabendo a este órgão do Poder Executivo deixar de aplicálas, encontrando óbice, inclusive na Súmula nº 2 deste Conselho (atual Primeira Sessão do CARF): Súmula 1ºCC nº 2: O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. (PORTARIA MF N.° 383 – DOU de 14/07/2010). Por todo o exposto, nego provimento ao recurso. (assinado digitalmente) Antonio Bezerra Neto Fl. 703DF CARF MF Impresso em 20/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/06/2014 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 16/06/2014 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA, Assinado digitalmente em 12/06/2014 por ANTONIO BEZERRA NETO
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Numero do processo: 11516.001798/2004-55
Turma: 2ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 2ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Wed Feb 12 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Thu May 29 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda Retido na Fonte - IRRF
Exercício: 2000, 2001, 2002
IRPF. RENDIMENTOS. PESSOA JURÍDICA PARA PESSOA FÍSICA. RECLASSIFICAÇÃO. DEMONSTRAÇÃO DE CARACTERÍSTICAS. AUSÊNCIA.
São tributáveis os rendimentos do trabalho não-assalariado, tais como honorários do livre exercício das profissões de médico, engenheiro, advogado, dentista, veterinário, professor, economista, contador, jornalista, pintor, escritor, escultor e de outras que lhes possam ser assemelhadas.
No presente caso, não há como tributar como rendimentos de pessoa física os oriundos de pessoa jurídica, pois restou comprovado nos autos a existência, jurídica e fática, da pessoa jurídica.
NORMAS GERIAS. LEI INTERPRETATIVA, REQUISITOS. AUSÊNCIA.
Para que uma lei seja considerada interpretativa, são necessários requisitos, como: o caráter interpretativo tem que ser expresso; indicação da lei anterior que está sendo interpretada; existência de lei anterior disciplinando a matéria tratada na lei interpretativa; e existência de dúvida quanto ao sentido de uma lei anterior.
Como esses requisitos não constam da Lei 11.196/2005, não há como argumentar que o seu Art. 129 seja interpretativo.
Numero da decisão: 9202-003.031
Decisão:
Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso. Votaram pelas conclusões os Conselheiros Alexandre Naoki Nishioka (suplente convocado), Manoel Coelho Arruda Junior, Gustavo Lian Haddad, Marcelo Freitas de Souza Costa (suplente convocado) e Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira
(assinado digitalmente)
HENRIQUE PINHEIRO TORRES
Presidente
(assinado digitalmente)
Marcelo Oliveira
Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Henrique Pinheiro Torres (Presidente em Exercício), Susy Gomes Hoffmann (Vice-Presidente), Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Alexandre Naoki Nishioka (suplente convocado), Marcelo Oliveira, Manoel Coelho Arruda Junior, Gustavo Lian Haddad, Maria Helena Cotta Cardozo, Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira, Elias Sampaio Freire.
Nome do relator: MARCELO OLIVEIRA
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso. Votaram pelas conclusões os Conselheiros Alexandre Naoki Nishioka (suplente convocado), Manoel Coelho Arruda Junior, Gustavo Lian Haddad, Marcelo Freitas de Souza Costa (suplente convocado) e Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira (assinado digitalmente) HENRIQUE PINHEIRO TORRES Presidente (assinado digitalmente) Marcelo Oliveira Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Henrique Pinheiro Torres (Presidente em Exercício), Susy Gomes Hoffmann (Vice-Presidente), Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Alexandre Naoki Nishioka (suplente convocado), Marcelo Oliveira, Manoel Coelho Arruda Junior, Gustavo Lian Haddad, Maria Helena Cotta Cardozo, Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira, Elias Sampaio Freire.
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 9; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2014; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => CSRFT2 Fl. 2 1 1 CSRFT2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS Processo nº 11516.001798/200455 Recurso nº 999.999 Especial do Procurador Acórdão nº 9202003.031 – 2ª Turma Sessão de 12 de fevereiro de 2014 Matéria IRPF Recorrente PROCURADORIA GERAL DA FAZENDA NACIONAL (PGFN) Interessado LUIZ CARLOS FERRO ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA RETIDO NA FONTE IRRF Exercício: 2000, 2001, 2002 IRPF. RENDIMENTOS. PESSOA JURÍDICA PARA PESSOA FÍSICA. RECLASSIFICAÇÃO. DEMONSTRAÇÃO DE CARACTERÍSTICAS. AUSÊNCIA. São tributáveis os rendimentos do trabalho nãoassalariado, tais como honorários do livre exercício das profissões de médico, engenheiro, advogado, dentista, veterinário, professor, economista, contador, jornalista, pintor, escritor, escultor e de outras que lhes possam ser assemelhadas. No presente caso, não há como tributar como rendimentos de pessoa física os oriundos de pessoa jurídica, pois restou comprovado nos autos a existência, jurídica e fática, da pessoa jurídica. NORMAS GERIAS. LEI INTERPRETATIVA, REQUISITOS. AUSÊNCIA. Para que uma lei seja considerada interpretativa, são necessários requisitos, como: o caráter interpretativo tem que ser expresso; indicação da lei anterior que está sendo interpretada; existência de lei anterior disciplinando a matéria tratada na lei interpretativa; e existência de dúvida quanto ao sentido de uma lei anterior. Como esses requisitos não constam da Lei 11.196/2005, não há como argumentar que o seu Art. 129 seja interpretativo. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 51 6. 00 17 98 /2 00 4- 55 Fl. 850DF CARF MF Impresso em 29/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/05/2014 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 19/05/2014 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 28/05/2014 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES 2 ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso. Votaram pelas conclusões os Conselheiros Alexandre Naoki Nishioka (suplente convocado), Manoel Coelho Arruda Junior, Gustavo Lian Haddad, Marcelo Freitas de Souza Costa (suplente convocado) e Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira (assinado digitalmente) HENRIQUE PINHEIRO TORRES Presidente (assinado digitalmente) Marcelo Oliveira Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Henrique Pinheiro Torres (Presidente em Exercício), Susy Gomes Hoffmann (VicePresidente), Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Alexandre Naoki Nishioka (suplente convocado), Marcelo Oliveira, Manoel Coelho Arruda Junior, Gustavo Lian Haddad, Maria Helena Cotta Cardozo, Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira, Elias Sampaio Freire. Fl. 851DF CARF MF Impresso em 29/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/05/2014 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 19/05/2014 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 28/05/2014 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 11516.001798/200455 Acórdão n.º 9202003.031 CSRFT2 Fl. 3 3 Relatório Tratase de Recurso Especial por divergência, fls. 0739, interposto pela Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (PGFN), contra acórdão, fls. 0723, que decidiu dar provimento parcial ao recurso voluntário do sujeito passivo, nos seguintes termos: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA — IRPF Exercício: 2000, 2001, 2002 EMPRESA DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS NA ÁREA DE ENGENHARIA CIVIL. SOCIEDADE LTDA. PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS PARA DIVERSAS PESSOAS JURÍDICAS. DESCLASSIFICAÇÃO DAS RECEITAS DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS. RECLASSIFICAÇÃO PARA RENDIMENTOS DE PESSOA FÍSICA DO SÓCIO. As receitas auferidas em decorrência da prestação de serviços pela pessoa jurídica para diversas empresas, não podem ser desclassificadas para rendimentos auferidos pela pessoa física do sócio, sob o fundamento de se tratar de serviços personalíssimos. A legislação admite a tributação na pessoa jurídica. HIPÓTESE DE INCIDÊNCIA. RENDIMENTOS DO TRABALHO NÃO ASSALARIADO. RENDIMENTOS DA LOCAÇÃO DE BENS. Consiste de hipótese de incidência do imposto a percepção pela pessoa física de rendimentos e proventos diversos, inclusive os decorrentes do trabalho nãoassalariado e da ocupação, uso ou exploração de bens corpóreos, bastando, para ' a incidência do imposto, o beneficio do contribuinte por qualquer forma e a qualquer titulo. MULTA DE LANÇAMENTO DE OFICIO. RESPONSABILIDADE OBJETIVA. A responsabilidade por infrações da legislação tributária independe da intenção do agente ou responsável. O fato de não haver máfé do contribuinte não descaracteriza o poderdever da Administração de lançar com multa de oficio rendimentos omitidos na declaração de ajuste. ACRÉSCIMOS LEGAIS. JUROS MORATÓRIOS. TAXA SELIC. A partir de 10 de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, A. Fl. 852DF CARF MF Impresso em 29/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/05/2014 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 19/05/2014 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 28/05/2014 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES 4 taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais (Súmula CARF n° 4). Recurso parcialmente provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes auto. Acordam os membros do colegiado, pelo voto de qualidade, dar provimento parcial ao recurso para excluir da base de cálculo da exigência a omissão de rendimentos recebidos de pessoas jurídicas decorrentes do trabalho sem vínculo empregatício, decorrentes da prestação individual de serviços de engenharia. Vencidos os Conselheiros Odmir Fernandes (Relator) e Rafael Pandolfo, que proviam integralmente o recurso voluntário e a Conselheira Maria Lúcia Moniz de Aragão Calomino Astorga, que provia o recurso em menor extensão para, tão somente, excluir da base de cálculo da exigência os valores recebidos a titulo de locação de equipamentos. Votaram pelas conclusões os Conselheiros Antonio Lopo Martinez e Nelson Mallmann. Designado o Conselheiro Nelson Mallmanni, para redigir o voto vencedor no que se refere a omissão de rendimentos em razão da locação de equipamentos. Fará Declaração de Voto o Conselheiro Nelson Mallmann. Como esclarecimento inicial, informamos que o litígio em questão versa sobre tributação, como pessoa jurídica, de rendimentos oriundos da prestação individual de serviços de engenharia, não considerados como personalíssimos, bem como da aplicação retroativa do art. 129 da Lei n° 11.196, de 2005, que teria natureza interpretativa. Em seu recurso especial a Procuradoria alega, em síntese, que: 1. O acórdão recorrido possui equívoco em sua decisão, pois excluiu da exigência fiscal a omissão de rendimentos recebidos de pessoas jurídicas decorrentes do trabalho sem vinculo empregaticio, decorrentes de prestação individual de serviços de engenharia; 2. Diversamente, decidiu a antiga Quarta Câmara, do Primeiro Conselho de Contribuintes (10423042) e a 1º Turma da 1º Câmara da Segunda Seção (210100.980), que firmaram entendimento no sentido de que se o serviço for prestado de forma pessoal a tributação deve ser na pessoa física, entendendo ainda que a Lei n°. 11.196/2005 não possui caráter interpretativo não podendo, portanto, retroagir; 3. Conforme consta do Termo de Verificação Fiscal (TVF), fls. 0462, a empresa LCF Consultoria e Serviços de Engenharia Ltda. conta com apenas dois sócios, o Autuado e sua esposa, que não possui habilitação para prestar serviços de engenharia; 4. Constatou ainda a fiscalização que a empresa não possuía nenhum outro funcionário a não ser um contratado após a ocorrência dos fatos geradores e para Fl. 853DF CARF MF Impresso em 29/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/05/2014 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 19/05/2014 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 28/05/2014 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 11516.001798/200455 Acórdão n.º 9202003.031 CSRFT2 Fl. 4 5 o cargo de auxiliar administrativo, ou seja, não poderia prestar os serviços fim da empresa; 5. Diante destes fatos, resta evidente que o objeto social apenas poderia ser prestado pelo próprio Autuado e mais ninguém, motivo que revela o caráter personalíssimo da atividade, o que leva à tributação na pessoa física e não na pessoa jurídica especialmente criada com o fim de burlar o sistema tributário; 6. O art. 45 do RIR/99 prevê a tributação das atividades de engenharia prestadas pessoalmente pelo sócio Luiz Carlos Ferro como parte integrante da Tributação das Pessoas Físicas; 7. Assim sendo, uma vez constatado que o serviço foi prestado de forma pessoal pelo Autuado a renda obtida deveria ser tributada pela Pessoa Física, não tendo a constituição de uma pessoa jurídica o condão de alterar a natureza dos rendimentos percebidos; 8. Com relação à retroatividade do previsto na Lei 11.196/05, em seu art. 129, acerca da possibilidade de tributação dos serviços prestados na pessoa jurídica ainda que os serviços sejam de natureza personalíssima, ternos que esta não ocorreu; 9. O art. 129 inovou no sistema tributário, não se tratando de mera norma interpretativa, mas sim de nova forma de tributação; 10. Pelo exposto, requer o conhecimento e o provimento de seu recurso. Por despacho, deuse seguimento ao recurso especial da PGFN. O sujeito passivo – devidamente intimado apresentou suas contra razões, fls. 0761, argumentando, em síntese, que o recurso deve ser improvido. Os autos retornaram ao Conselho, para análise e decisão. É o Relatório. Fl. 854DF CARF MF Impresso em 29/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/05/2014 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 19/05/2014 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 28/05/2014 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES 6 Voto Conselheiro Marcelo Oliveira, Relator Presentes os pressupostos de admissibilidade – recurso tempestivo e divergência confirmada e não reformada conheço do Recurso Especial e passo à análise de suas razões recursais. Como muito bem delineado na admissibilidade do recurso, temos duas questões em discussão: 1. A tributação, como pessoa jurídica, de rendimentos oriundos da prestação individual de serviços de engenharia, não considerados como personalíssimos; e 2. A aplicação retroativa do art. 129 da Lei n° 11.196, de 2005, que teria natureza interpretativa. No primeiro ponto, a recorrente alega que Regulamento do Imposto de Renda (RIR) determina, para o presente caso, a tributação dos rendimentos na pessoas física. RIR: Art. 45. São tributáveis os rendimentos do trabalho não assalariado, tais como (Lei nº 7.713, de 1988, art. 3º, § 4º): I honorários do livre exercício das profissões de médico, engenheiro, advogado, dentista, veterinário, professor, economista, contador, jornalista, pintor, escritor, escultor e de outras que lhes possam ser assemelhadas; Lei 7.713/1988: Art. 3º O imposto incidirá sobre o rendimento bruto, sem qualquer dedução, ressalvado o disposto nos arts. 9º a 14 desta Lei. (Vide Lei 8.023, de 12.4.90) ... § 4º A tributação independe da denominação dos rendimentos, títulos ou direitos, da localização, condição jurídica ou nacionalidade da fonte, da origem dos bens produtores da renda, e da forma de percepção das rendas ou proventos, bastando, para a incidência do imposto, o benefício do contribuinte por qualquer forma e a qualquer título. Pois bem, em nosso entender a legislação acima citada somente determina que os rendimentos das atividades citadas serão tributadas. Não há determinação expressa que as atividades citadas, quando por pessoas jurídicas, o rendimento/faturamento deve ser conceituado como renda de pessoa física. No presente caso, certa está a recorrente, o trabalho é personalíssimo, pois, conforme as provas dos autos, prestado somente pelo autuado. Fl. 855DF CARF MF Impresso em 29/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/05/2014 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 19/05/2014 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 28/05/2014 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 11516.001798/200455 Acórdão n.º 9202003.031 CSRFT2 Fl. 5 7 Ocorre que, como também demonstram as provas dos autos, a pessoa jurídica não prestou o seu trabalho somente para um cliente. Posição correta encontrase em declaração de voto, constante do acórdão, que dá provimento ao recurso, mas por motivo diverso ao voto vencedor: “Com relação a empresa LCF Consultoria e Serviços de Engenharia Ltda., temse que no que se refere às alegações da existência formal da pessoa jurídica, cabe reforçar que a fiscalização não negou tal existência, bem como não houve a sua desconstituição, como se pode constatar no Termo de Verificação Fiscal. O que houve foi a desclassificação das receitas auferidas pela pessoa jurídica e reclassificação na pessoa física do sócio. Neste caso especifico, analisando as peças contidas nos autos e, principalmente, levando em consideração que a pessoa jurídica em questão prestou serviços para diversas pessoas jurídicas, sem nenhum vinculo de exclusividade, me parece que este caso não pode ser tratado da mesma forma como se fosse urna "pessoa jurídica" que presta serviços para uma única pessoa jurídica e que esta última tenha o total controle sobre a pessoa física do sócio, ou seja, prestação de serviço do sócio em caráter pessoal exclusivo (personalíssimo), onde somente ele pode prestar o serviço contratado, não podendo repassar o serviço para mais ninguém, nem mesmo para o outro sócio, em razão do nome e função do sócio, a exemplo de apresentador, locutor, artista, atleta, treinador, etc. Pois, nestes casos há a caracterização de um trabalho pessoal, ou seja, prestação de serviços de natureza pessoal, prestados pelo próprio sócio, na geração dos rendimentos em causa, pois sem ele, com absoluta certeza que o faturamento da empresa ficaria em torno de receita bruta "quase zero". No caso em questão, a empresa não está impedida de contratar outros engenheiros para realizar os serviços, sem nenhum obstáculo ou prejuízo na qualidade do serviço a ser prestado, o mesmo não acontece nos casos de caráter "personalíssimos" onde somente a figura do sócio (atleta, apresentador, locutor, artista, treinador) poderá realizar o trabalho contrato, ou seja, a figura do sócio "personalíssimo" é insubstituível, em razão de sua característica pessoal. Ora, nestes outros casos, indiscutivelmente, os rendimentos provenientes da cessão do direito ao uso da imagem, do direito de arena, do uso de nome profissional e execução de contrato de trabalho com natureza personalíssima, com cláusula que impossibilite de serem procedidas por outra pessoa, jurídica ou física que não o titular contratado são rendimentos que devem ser tributadas na pessoa física do efetivo prestador de serviços. Nestes casos, autoridade lançadora procede a desconsideração dos atos jurídicos aparentes (contratos de prestação de serviços, contratos de cessão do direito de imagem e do uso do nome profissional), entendendo que o objeto de tais contratos são direitos personalíssimos, ou seja, não podem ser prestados por Fl. 856DF CARF MF Impresso em 29/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/05/2014 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 19/05/2014 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 28/05/2014 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES 8 outra pessoa que não seja a detentora da imagem e do nome profissional em questão. Quero deixar claro que não acompanho o relator pelas suas argumentações e sim pela sua conclusão, pois se fosse designado o relator da matéria votaria pelo provimento do recurso, sob o argumento de que a atividade exercida pela pessoa jurídica em questão não caracteriza atividade personalíssima e não foi prestada em caráter personalíssimo.” (Declaração de voto, Nelson Mallmann) A legislação, quando determina a tributação em serviços personalíssimos, busca vedar que serviços prestados por pessoas físicas, na qualidade de empregados (subordinação, pessoalidade, não eventualidade, trabalho por pessoa física, onerosidade), sejam tributados como pessoas jurídicas. Portanto, pelo serviço prestado pela pessoa jurídica atender a vários clientes, creio que não se pode tributar todos os rendimentos como pessoas físicaS. Assim, discordo da PGFN neste ponto. Quanto ao segundo ponto – caráter interpretativo da determinação da Lei 11.196/2005 creio que a razão está com a recorrente. Lei 11.196/2005: Art. 129. Para fins fiscais e previdenciários, a prestação de serviços intelectuais, inclusive os de natureza científica, artística ou cultural, em caráter personalíssimo ou não, com ou sem a designação de quaisquer obrigações a sócios ou empregados da sociedade prestadora de serviços, quando por esta realizada, se sujeita tãosomente à legislação aplicável às pessoas jurídicas, sem prejuízo da observância do disposto no art. 50 da Lei no 10.406, de 10 de janeiro de 2002 Código Civil. Para que a Lei seja considerada interpretativa ela deve possuir requisitos. Com consta na declaração de voto constante do acórdão: Segundo Eduardo Espinola e Eduardo Espinola Filho, "denominamse leis interpretativas as que têm por objeto determinar, em caso de dúvida, o sentido das leis existentes, sem introduzir disposições novas" (A Lei de Introdução ao Código Civil Brasileiro, atualizado por Silva Pacheco, 3a ed., Ed. Renovar, 1999, vol. 1, p.294). Portanto, para que uma lei seja considerada interpretativa, são necessários os seguintes requisitos: o caráter interpretativo tem que ser expresso; indicação da lei anterior que está sendo interpretada; existência de lei anterior disciplinando a matéria tratada na lei interpretativa; e existência de dúvida quanto ao sentido de uma lei anterior. (Declaração de voto, Nelson Mallmann) A Lei 11.196/2005 não possui as características relacionadas acima, não podendo, portanto, ser considerada interpretativa, m. Fl. 857DF CARF MF Impresso em 29/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/05/2014 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 19/05/2014 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 28/05/2014 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 11516.001798/200455 Acórdão n.º 9202003.031 CSRFT2 Fl. 6 9 Assim, concordo com o recurso da PGFN, neste ponto, mas como no primeiro ponto decidimos que não há como tributar os rendimentos de pessoas jurídica como pessoa física, pelos motivos expostos – o recurso deve ser negado. CONCLUSÃO: Em razão do exposto, nego provimento ao recurso, nos termos do voto. (assinado digitalmente) Marcelo Oliveira Fl. 858DF CARF MF Impresso em 29/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/05/2014 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 19/05/2014 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 28/05/2014 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES
score : 1.0
Numero do processo: 10735.906681/2011-41
Turma: Segunda Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jul 30 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Tue Aug 05 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ
Ano-calendário: 2002
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. AUSÊNCIA DE OMISSÃO, OBSCURIDADE OU CONTRADIÇÃO.
Incabível embargos de declaração quando inexiste omissão, obscuridade ou contradição no acórdão embargado. Constatado que não há qualquer vício a ser sanado, e não havendo qualquer premissa equivocada, não há que se falar em reparo do acórdão.
Numero da decisão: 1802-002.249
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos em REJEITAR os embargos nos termos do voto do relator.
(assinado digitalmente)
Ester Marques Lins de Sousa - Presidente.
(assinado digitalmente)
Gustavo Junqueira Carneiro Leão - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa, José de Oliveira Ferraz Corrêa, Marciel Eder Costa, Nelso Kichel, Gustavo Junqueira Carneiro Leão e Henrique Heiji Erbano.
Nome do relator: GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEAO
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Ano-calendário: 2002 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. AUSÊNCIA DE OMISSÃO, OBSCURIDADE OU CONTRADIÇÃO. Incabível embargos de declaração quando inexiste omissão, obscuridade ou contradição no acórdão embargado. Constatado que não há qualquer vício a ser sanado, e não havendo qualquer premissa equivocada, não há que se falar em reparo do acórdão.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos em REJEITAR os embargos nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Ester Marques Lins de Sousa - Presidente. (assinado digitalmente) Gustavo Junqueira Carneiro Leão - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa, José de Oliveira Ferraz Corrêa, Marciel Eder Costa, Nelso Kichel, Gustavo Junqueira Carneiro Leão e Henrique Heiji Erbano.
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AUSÊNCIA DE OMISSÃO, OBSCURIDADE OU CONTRADIÇÃO. Incabível embargos de declaração quando inexiste omissão, obscuridade ou contradição no acórdão embargado. Constatado que não há qualquer vício a ser sanado, e não havendo qualquer premissa equivocada, não há que se falar em reparo do acórdão. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos em REJEITAR os embargos nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Ester Marques Lins de Sousa Presidente. (assinado digitalmente) Gustavo Junqueira Carneiro Leão Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa, José de Oliveira Ferraz Corrêa, Marciel Eder Costa, Nelso Kichel, Gustavo Junqueira Carneiro Leão e Henrique Heiji Erbano. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 73 5. 90 66 81 /2 01 1- 41 Fl. 125DF CARF MF Impresso em 05/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/08/2014 por GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEAO, Assinado digitalmente em 05/08/2014 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 04/08/2014 por GUSTAVO JUNQUEI RA CARNEIRO LEAO Processo nº 10735.906681/201141 Acórdão n.º 1802002.249 S1TE02 Fl. 393 2 Fl. 126DF CARF MF Impresso em 05/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/08/2014 por GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEAO, Assinado digitalmente em 05/08/2014 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 04/08/2014 por GUSTAVO JUNQUEI RA CARNEIRO LEAO Processo nº 10735.906681/201141 Acórdão n.º 1802002.249 S1TE02 Fl. 394 3 Relatório Tratase de recurso inominado, o qual consideramos no curso do processo como se tratando de embargos de declaração, interpostos por pessoa jurídica de direito privado, visando trazer novas informações ao processo, cujo acórdão nº 1802002.002 foi proferido por este colegiado na sessão de 11/02/2014 (efls. 52 a 58). Inicialmente vale frisar que a petição trazida pela Embargante não encontra base legal expressa na legislação desse Conselho, conforme se observa abaixo. O acórdão em análise teve a seguinte ementa: “ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Anocalendário: 2007 AUSÊNCIA DE MOTIVOS PARA SE DECLARAR A NULIDADE DE ATO ADMINISTRATIVO. MANUTENÇÃO. Tendo o ato administrativo cumprido todos os requisitos legais, não há que se falar em nulidade. CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. FALTA DO DISPOSITIVO LEGAL. INOCORRÊNCIA. O fato de não constar expressamente o dispositivo legal referente ao juros de mora não invalida o ato praticado, tampouco cerceia o seu direito de defesa da Recorrente.” Nesse momento a contribuinte dirige petição ao chefe da Agência da Secretaria da Receita Federal do Brasil onde apresenta os seguintes fatos: “A Requerente emitiu eletronicamente declaração de compensação de n. 28957.16846.200808.1.3.035005, para utilização de créditos originados de saldo negativo de Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), relativo ao período de apuração de 01/01/2007 a 31/12/2007, para quitação de débito de tributo federal. Todavia, através do Despacho Decisório n. 009825288, emitido no curso do Processo Administrativo Fiscal nº 10735.906681/201141, a Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB) homologou as compensações parcialmente, entendose que remanesceu em aberto o valor de R$ 16.239,59 (dezesseis mil, duzentos e trinta e nove reais, cinquenta e nove centavos), conforme informe “PER/DCOMP Despacho Decisório – Análise do Crédito”, extraído na página da internet da Secretaria da Receita Federal do Brasil (doc. 03). Na referida decisão administrativa, julgouse improcedente o pedido de homologação das compensações efetuadas, por não se Fl. 127DF CARF MF Impresso em 05/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/08/2014 por GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEAO, Assinado digitalmente em 05/08/2014 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 04/08/2014 por GUSTAVO JUNQUEI RA CARNEIRO LEAO Processo nº 10735.906681/201141 Acórdão n.º 1802002.249 S1TE02 Fl. 395 4 comprovar a existência de créditos suficientes decorrentes de saldo negativo da CSLL no período de apuração de 2007 para quitar os débitos compensados. A Requerente apresentou manifestação de inconformidade, nos termos facultados pela Lei nº 9.430/96, art. 74, § 9º, em 22/12/2011, que foi julgada improcedente pela Delegacia da Receita Federal de Julgamento no Rio de Janeiro. Da decisão denegatória, a Requerente interpôs recurso voluntário, ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF), do Ministério da Fazenda, que, da mesma forma, foi julgado improcedente, pois não foram apresentadas provas da existência de crédito originado de base de cálculo negativa de CSLL do período de apuração de 2007, como se depreende dos autos. Entrementes, a Requerente, ciente da decisão administrativa que negou sua compensação, realizou uma auditoria interna para a apuração dos fatos passados, que haviam sido realizados por outra equipe de contabilidade, o que gerou o Parecer Contábil Interno n. 005/13 (doc.04), em que se concluiu: “IVDA COMPROVAÇÃO DE ADESÃO A PARCELAMENTO Não obstante o confronto das declarações ter demonstrado o efetivo saldo devedor neste Despacho Decisório perseguido, observase que a parcela 01/2007 cuja data de vencimento se deu em 28/02/2007 faz parte de saldo devedor constante do processo 10735.720.344/201169cópia em anexo. O confronto das declarações e dos pagamentos realizados utilizou conceito contábil simples e de visualização clara e direta que o CRÉDITO PARCELADO equivale as Estimativas Mensais então Declaradas, com exceção daquelas confirmadas.” No parecer contábil cujo excerto trascreveuse, portanto, concluiuse que o valor de R$16.239,59, que compôs o crédito não confirmado na declaração de compensação n. 20014.75762.300608.1.3.039098, foi objeto de cobrança no processo administrativo n. 10735.720344/201169, devidamente parcelado e cumprido regularmente, conforme demonstra o relatório de parcelamento emitido pela Procuradoria da Fazenda Nacional (doc. 05). Posteriormente, fez a opção de migração do parcelamento ordinário para o instituído pela Lei nº 11.941, de 27 de maio de 2009. Referidos parcelamentos, reiterese, estão sendo regularmente adimplidos, conforme demonstram os extratos de “Informações Gerais de Inscrição” emitido pela Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (docs. 05). Fl. 128DF CARF MF Impresso em 05/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/08/2014 por GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEAO, Assinado digitalmente em 05/08/2014 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 04/08/2014 por GUSTAVO JUNQUEI RA CARNEIRO LEAO Processo nº 10735.906681/201141 Acórdão n.º 1802002.249 S1TE02 Fl. 396 5 Vale dizer que, a ora Requerente, à época do processo administrativo fiscal, não trouxe aos autos elementos suficientes para o cancelamento da exigência no processo em epígrafe, pois ainda estava trabalhando com as conclusões levantadas na auditoria que redundou no Parecer Contábil Interno n. 005/13, de forma que não fez qualquer alegação a esse respeito em suas defesas administrativas, vindo apresentálas agora, sob pena de ter dupla tributação. Nesse prisma ainda será transcrito uma uniformização de procedimento da própria fiscalização, expedido pela COSIT, que elucida essa matéria e corrobora a situação do contribuinte. Portanto, Exa., o cerne da presente controvérsia, pode ser resumido nos seguintes termos: a) não houve a homologação da compensação efetuada na declaração de compensação n. 20014.75762.300608.1.3.03 9098, pois não se confirmou, na composição do crédito, no valor de R$ 16.239,59; b) contudo, a Requerente parcelou o valor que compôs o crédito, o que teve o condão de perfazer o montante de crédito necessário para efetivar e aperfeiçoar a compensação, objeto do presente processo.” Junta documentação onde procura demonstrar que os valores em questão já encontravamse suspensos através de parcelamento ordinário, que posteriormente migrou para o parcelamento instituído pela Lei nº 11.941, de 27 de maio de 2009. Busca assim o reconhecimento dos embargos, para que se dê efeitos infringentes, modificando os efeitos do julgamento. Este é o Relatório. Fl. 129DF CARF MF Impresso em 05/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/08/2014 por GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEAO, Assinado digitalmente em 05/08/2014 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 04/08/2014 por GUSTAVO JUNQUEI RA CARNEIRO LEAO Processo nº 10735.906681/201141 Acórdão n.º 1802002.249 S1TE02 Fl. 397 6 Voto Conselheiro Gustavo Junqueira Carneiro Leão, Relator. Os Embargos são tempestivos, portanto deles tomo conhecimento. Conforme exposto no relatório a Embargante ingressou com o presente recurso alegando a ilegitimidade da cobrança dos valores que haviam sido compensados, eis que os mesmos já se encontram suspensos através do programa de parcelamento. Tanto na impugnação, quanto no recurso voluntário, não consta qualquer informação a título do mencionado pedido de parcelamento. A documentação acostada busca comprovar que já no Recurso Voluntário os valores em questão encontravamse suspensos através de parcelamento ordinário, que posteriormente migrou para o parcelamento instituído pela Lei nº 11.941, de 27 de maio de 2009. No entanto com base na documentação apresentada não se pode afirmar com segurança que o parcelamento se refira aos presentes autos. Por outro lado, entendo que cabe a autoridade administrativa a análise da documentação acostada, antes de proceder com a exigibilidade do crédito tributário tratado nos presentes autos para evitar que o contribuinte seja penalizado com uma cobrança em duplicidade, no caso de haver o referido parcelamento. Portanto entendo não estar presente no acórdão embargado qualquer obscuridade, omissão ou contradição entre a decisão e os seus fundamentos. Nos termos do RICARF, art. 65, com a redação dada pela Portaria MF nº 256, de 22.06.2009, cabem embargos de declaração quando o acórdão contiver obscuridade, omissão ou contradição entre a decisão e os seus fundamentos, não se prestando o instrumento processual (embargos de declaração) para instigar à nova apreciação e julgamento. Sendo assim, conheço dos embargos, mas no mérito voto no sentido de REJEITÁLOS, mantendo o acórdão nos exatos termos em que foram proferidos. (assinado digitalmente) Gustavo Junqueira Carneiro Leão Fl. 130DF CARF MF Impresso em 05/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/08/2014 por GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEAO, Assinado digitalmente em 05/08/2014 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 04/08/2014 por GUSTAVO JUNQUEI RA CARNEIRO LEAO Processo nº 10735.906681/201141 Acórdão n.º 1802002.249 S1TE02 Fl. 398 7 Fl. 131DF CARF MF Impresso em 05/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/08/2014 por GUSTAVO JUNQUEIRA CARNEIRO LEAO, Assinado digitalmente em 05/08/2014 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 04/08/2014 por GUSTAVO JUNQUEI RA CARNEIRO LEAO
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Numero do processo: 13975.001181/2008-81
Turma: Segunda Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue May 06 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Thu Jun 12 00:00:00 UTC 2014
Numero da decisão: 1802-000.502
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade, encaminhar o presente processo para apensação ao de n° 13975.000044/2003-15, para ser julgado juntamente com aquele, em razão de dependência processual, nos termos do voto do Relator.
(ASSINADO DIGITALMENTE)
Ester Marques Lins de Sousa - Presidente.
(ASSINADO DIGITALMENTE)
Marciel Eder Costa - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa (presidente), Gustavo Junqueira Carneiro Leão, Marciel Eder Costa, Luis Roberto Bueloni Santos Ferreira, José de Oliveira Ferraz Corrêa e Nelso Kichel.
Nome do relator: MARCIEL EDER COSTA
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Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade, encaminhar o presente processo para apensação ao de n° 13975.000044/200315, para ser julgado juntamente com aquele, em razão de dependência processual, nos termos do voto do Relator. (ASSINADO DIGITALMENTE) Ester Marques Lins de Sousa Presidente. (ASSINADO DIGITALMENTE) Marciel Eder Costa Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa (presidente), Gustavo Junqueira Carneiro Leão, Marciel Eder Costa, Luis Roberto Bueloni Santos Ferreira, José de Oliveira Ferraz Corrêa e Nelso Kichel. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 39 75 .0 01 18 1/ 20 08 -8 1 Fl. 56DF CARF MF Impresso em 12/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/06/2014 por MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 04/06/2014 p or MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 12/06/2014 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 13975.001181/200881 Resolução nº 1802000.502 S1TE02 Fl. 53 2 Relatório Tratam os presentes de Auto de Infração aplicando multa pela não entrega da Declaração de Débitos e Créditos Federais – DCTF do período relativo ao 4° trimestre de 2002. Pela não entrega da referida obrigação acessória, ficou o contribuinte sujeito à sanção no valor de R$ 500,00. Intimado do lançamento, apresentou sua impugnação alegando que a sociedade empresária era optante pelo SIMPLES no período e estaria desobrigada à entrega da DCTF e sujeita tão somente à entrega da PJSI, comprovando nos autos o pedido de aceitação desta no prazo legal. Alega ainda que houve exclusão indevida do sistema simplificado de pagamentos de tributos federais (SIMPLES) e que o processo administrativo fiscal 13975.000044/200315 trata de sua reinclusão. Incitada a se manifestar do reclamo, assim concluiu a 3a turma julgadora da Delegacia Regional de Julgamento (DRJ) em Florianópolis (efls. 35/36): O lançamento fiscal foi efetuado nos termos do inciso II do § 3º do art. 7º da Lei nº 10.426, de 24 de abril de 2002, devido à falta de apresentação da DCTF relativa ao 4º trimestre de 2002. Conforme relatado, a Contribuinte alega que no período em questão “era optante do Simples Federal, estando assim desobrigada a entrega da DCTF”. Informa, ainda, que foi excluída do Simples e requereu sua reinclusão por meio do processo nº 13975.000044/200315. A partir do Acórdão no processo indicado pela Contribuinte, bem assim da informação extraída do Sistema Sivex (que controla as exclusões do Simples), concluise que a Impugnante encontravase enquadrada no regime simplificado apenas entre 1º de janeiro de 2003 e 31 de dezembro de 2004. Portanto, no período abrangido pela multa ora impugnada (4º trimestre de 2002) a Contribuinte encontravase obrigada à apresentação da DCTF, razão pela qual é de se julgar improcedente a presente impugnação, para manter crédito tributário exigido. Intimada do Acórdão que julgou improcedente a impugnação em 02/03/2012 (e fls. 40) apresentou Recurso Voluntário em 03/04/2012 (efls 41/49) alegando que os supostos débitos que motivaram a exclusão do SIMPLES estavam parcelados pelo REFIS, havendo reconhecimento judicial de que inclusive, estavam decaídos. Alega que, dos valores pagos no parcelamento evidenciase que o recorrente pagou até mais do que o saldo devedor efetivo, devendo a autoridade determinar a extinção da dívida e manter a sociedade empresária no SIMPLES, excluindose a imposição da multa em tela. É o relato do essencial. Fl. 57DF CARF MF Impresso em 12/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/06/2014 por MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 04/06/2014 p or MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 12/06/2014 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 13975.001181/200881 Resolução nº 1802000.502 S1TE02 Fl. 54 3 Voto Conselheiro Marciel Eder Costa, Relator. O recurso voluntário interposto é tempestivo e preenche aos requisitos de admissibilidade, pelo que dele, passo a tomar conhecimento. Como se extrai do relatório, a recorrente ficou sujeita à imposição de multa por falta na entrega da obrigação acessória DCTF por ter sido excluída do programa simplificado de pagamento de impostos e tributos federais SIMPLES. Ocorre que, o processo n° 13975.000044/200315 que discute sobre a exclusão do SIMPLES da recorrente ainda não está definido, restando a este Conselho efetuar o julgamento. Ressaltase que a Delegacia de origem já reconheceu a reinclusão no programa simplificado nos períodos de 2003 e 2004, restando o litígio na esfera administrativa em relação ao anocalendário de 2002 e 2005 naqueles autos, justamente parte do período em que se exige a multa constante destes autos. Vejase que se tratam de situações dependentes; caso se mantenha a exclusão da recorrente do SIMPLES naqueles autos, a multa pela não entrega da DCTF restará consolidada e caso se reverta a decisão recorrida da DRJ, a multa será declarada indevida, eis que estaria o contribuinte sujeito a entrega de obrigação acessória diversa, denominada “PJ Simplificada PJSI” que está devidamente comprovada nos autos como entregue. Assim, não há como julgar o ato decorrente (multa pela não entrega da DCTF, caracterizado como obrigação acessória de pessoa jurídica do regime de tributação “normal”) de um principal, (o regime de tributação a que está sujeito o contribuinte no período de apuração) fato último, que está indefinido. Ante o exposto, determino a juntada dos presentes autos por dependência aos autos do processo 13975.000044/200315 em atenção ao princípio da segurança jurídica. É como voto. (ASSINADO DIGITALMENTE) Marciel Eder Costa Relator Fl. 58DF CARF MF Impresso em 12/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/06/2014 por MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 04/06/2014 p or MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 12/06/2014 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA
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Numero do processo: 10680.912776/2009-62
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Apr 23 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Mon Jun 09 00:00:00 UTC 2014
Numero da decisão: 3402-000.649
Decisão: Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converteu-se o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto do Redator.
GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO Presidente Substituto
FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D'EÇA Relator
EDITADO EM 24/04/2013
Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Gilson Macedo Rosenburg Filho (Presidente Substituto), Fernando Luiz da Gama Lobo d'Eça (Relator), Silvia de Brito Oliveira, Luiz Carlos Shimoyama (Suplente), João Carlos Cassuli Júnior e Maurício Rabelo de Albuquerque Silva. Ausente, justificadamente a Conselheira Nayra Bastos Manatta.
Nome do relator: FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D ECA
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decisao_txt : Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converteu-se o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto do Redator. GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO Presidente Substituto FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D'EÇA Relator EDITADO EM 24/04/2013 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Gilson Macedo Rosenburg Filho (Presidente Substituto), Fernando Luiz da Gama Lobo d'Eça (Relator), Silvia de Brito Oliveira, Luiz Carlos Shimoyama (Suplente), João Carlos Cassuli Júnior e Maurício Rabelo de Albuquerque Silva. Ausente, justificadamente a Conselheira Nayra Bastos Manatta.
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GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO – Presidente Substituto FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D'EÇA – Relator EDITADO EM 24/04/2013 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Gilson Macedo Rosenburg Filho (Presidente Substituto), Fernando Luiz da Gama Lobo d'Eça (Relator), Silvia de Brito Oliveira, Luiz Carlos Shimoyama (Suplente), João Carlos Cassuli Júnior e Maurício Rabelo de Albuquerque Silva. Ausente, justificadamente a Conselheira Nayra Bastos Manatta. Relatório. Tratase de Recurso Voluntário (fls. 62/84) contra o v. Acórdão DRJ/BHE nº 0238.039 de 20/03/12 constante de fls. 52/56 exarado pela 2ª Turma da DRJ do Belo Horizonte MG que, por unanimidade de votos, houve por bem “indeferir a manifestação de inconformidade” de fls. 01/03, mantendo o Despacho Decisório Eletrônico da DRF de Belo Horizonte MG (fls. 04/05), que indeferiu e deixou de homologar a PER/DCOMP nº PER/DCOMP nº 17001.80206.200905.1.7.047015, através da qual a ora Recorrente pretendia ver reconhecido o direito creditório relativo ao PIS – Folha de Salários no valor original na RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 06 80 .9 12 77 6/ 20 09 -6 2 Fl. 162DF CARF MF Impresso em 09/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/05/2014 por FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D ECA, Assinado digitalmente e m 19/05/2014 por FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D ECA, Assinado digitalmente em 23/05/2014 por GILSON MA CEDO ROSENBURG FILHO Processo nº 10680.912776/200962 Resolução nº 3402000.649 S3C4T2 Fl. 3 2 data de transmissão de R$ 1.806,47, representado por Darf recolhido em 15/04/2003 e compensar o valor restituendo com o débito discriminado no referido PER/DCOMP. Por seu turno a r. decisão de fls. 52/56 da 2ª Turma da DRJ do Belo Horizonte MG, houve por bem “indeferir a manifestação de inconformidade” de fls. 01/03, mantendo o Despacho Decisório Eletrônico da DRF de Belo Horizonte MG (fls. 04/05), aos fundamentos sintetizados em sua ementa exarada nos seguintes termos: “ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Data do fato gerador: 31/03/2003 PAGAMENTO INDEVIDO OU A MAIOR. CRÉDITO NÃO COMPROVADO. Na falta de comprovação do pagamento indevido ou a maior, não há que se falar de crédito passível de compensação. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido” Nas razões de Recurso Voluntário (fls. 62/84) oportunamente apresentadas, a ora Recorrente sustenta que a reforma da r. decisão recorrida e a legitimidade do crédito compensando, tendo em vista: a) o afastamento da exigência do PIS incidente sobre a folha pela Receita Federal e o efeito vinculante da solução de consulta nº 412/2004 nos termos do art. 100, inc. II do CTN ; b) a ilegalidade da exigência concomitante do PIS folha/faturamento e a ausência de dedução das rubricas previstas no Decreto nº 4524/02 pela Recorrente em violação à legalidade e à tipicidade cerrada. Nas razões de Recurso Voluntário (fls. 62/84) oportunamente apresentadas, a ora Recorrente sustenta que a reforma da r. decisão recorrida e a legitimidade do crédito compensando, tendo em vista: a) o afastamento da exigência do PIS incidente sobre a folha pela Receita Federal e o efeito vinculante da solução de consulta nº 412/2004 nos termos do art. 100, inc. II do CTN ; b) a ilegalidade da exigência concomitante do PIS folha/faturamento e a ausência de dedução das rubricas previstas no Decreto nº 4524/02 pela Recorrente em violação à legalidade e à tipicidade cerrada. É o Relatório. Voto. Como se verifica dos autos, a Recorrente afirma que recolhia a contribuição ao PIS/Pasep com base na folha de pagamento e, com base na Solução de Consulta nº 412, de 15 de dezembro de 2004, a própria Receita Federal manifestouse no sentido de que o contribuinte em questão se insere no rol daqueles para os quais a Contribuição em questão incide sobre o faturamento. Assim sendo, uma vez que houve recolhimento de PIS sobre a folha de pagamento e não sobre o faturamento, mostrase viável que possa ter ocorrido efetivamente, ao menos em tese, algum recolhimento indevido a título da referida contribuição, do que redundaria haver crédito em favor da contribuinte, razão pela qual se faz necessária uma verificação mais detalhada para aferimento de valores devidos sobre o faturamento, comparando com aqueles que seriam devidos sobre a folha, para então, aquilatar a existência ou não de créditos. Fl. 163DF CARF MF Impresso em 09/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/05/2014 por FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D ECA, Assinado digitalmente e m 19/05/2014 por FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D ECA, Assinado digitalmente em 23/05/2014 por GILSON MA CEDO ROSENBURG FILHO Processo nº 10680.912776/200962 Resolução nº 3402000.649 S3C4T2 Fl. 4 3 Desta forma, entendo que o processo não se encontra em condições de receber um julgamento justo, pelo que proponho a conversão do julgamento em diligência, pois há que se verificar se a contribuinte teria, efetivamente, algum valor a recolher, o que depende de cálculo para aferimento do montante devido, o que não está afeto a esta esfera de julgamento. Assim sendo, voto no sentido de converter o julgamento em diligência para que a autoridade preparadora adote as seguintes providências: Recomponha a(s) apuração(ões) da contribuição para o PIS/Pasep do contribuinte para o(s) período(s) de apuração(ões) objeto(s) destes autos, mediante a aplicação dos comandos da Solução de Consulta n° 412/2004, de que é titular a Recorrente; Contraponha o valor aferido conforme alínea “a”, acima, com o valor que foi recolhido pelo contribuinte a título da contribuição ao PIS/Pasep, manifestandose sobre a existência, legitimidade e suficiência de créditos decorrentes de eventual pagamento indevido ou a maior para a restituição e/ou compensação levada a efeito nestes autos; Ao final, emitir Relatório Conclusivo da diligência, intimando a Recorrente para que sobre ele se manifeste, querendo, em prazo não inferior a 30 (trinta) dias, e após, com ou sem manifestação, seja o feito remetido a este Conselho para reinclusão em pauta e prosseguimento do julgamento. É como voto. Sala das Sessões, em 23 de abril de 2014 FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D'EÇA Fl. 164DF CARF MF Impresso em 09/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/05/2014 por FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D ECA, Assinado digitalmente e m 19/05/2014 por FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D ECA, Assinado digitalmente em 23/05/2014 por GILSON MA CEDO ROSENBURG FILHO
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