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Numero do processo: 18050.003084/2008-79
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Dec 02 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Fri Jan 09 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/01/1999 a 31/03/2001
PRODUTOR RURAL PESSOA JURÍDICA. AGROINDÚSTRIA. DEFINIÇÃO. ENQUADRAMENTO EQUIVOCADO NO CNAE.
Agroindústria é o produtor rural pessoa jurídica cuja atividade econômica seja a industrialização de produção própria ou de produção própria e adquirida de terceiros.
MULTA. RECÁLCULO. MP 449/08. LEI 11.941/09. LANÇAMENTO DE OFÍCIO. RETROATIVIDADE BENIGNA.
Antes do advento da Lei 11.941/09, não se punia a falta de espontaneidade, mas tão somente o atraso no pagamento - a mora. No que diz respeito à multa de mora aplicada até 12/2008, com base no artigo 35 da Lei nº 8.212/91, tendo em vista que o artigo 106 do CTN determina a aplicação do princípio da retroatividade benigna, impõe-se o cálculo da multa com base no artigo 61 da Lei nº 9.430/96, que estabelece multa de 0,33% ao dia, limitada a 20%, em comparativo com a multa aplicada com base na redação anterior do artigo 35 da Lei 8.212/91, para determinação e prevalência da multa mais benéfica, no momento do pagamento.
Recurso Voluntário Provido em Parte.
Numero da decisão: 2403-002.841
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros do Colegiado, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso, para determinar o recálculo da multa de mora, de acordo com o disposto no art. 35, caput, da Lei nº 8.212/91, na redação dada pela Lei nº 11.941/2009 ( art. 61, da Lei nº 9.430/96), prevalecendo o valor mais benéfico ao contribuinte. Vencido o conselheiro Paulo Maurício Pinheiro Monteiro na questão da multa
Carlos Alberto Mees Stringari - Presidente
Marcelo Magalhães Peixoto - Relator
Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Marcelo Magalhães Peixoto, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Ivacir Julio de Souza, Elfas Cavalcante Lustosa Aragão Elvas e Daniele Souto Rodrigues.
Nome do relator: MARCELO MAGALHAES PEIXOTO
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AGROINDÚSTRIA. DEFINIÇÃO. ENQUADRAMENTO EQUIVOCADO NO CNAE. Agroindústria é o produtor rural pessoa jurídica cuja atividade econômica seja a industrialização de produção própria ou de produção própria e adquirida de terceiros. MULTA. RECÁLCULO. MP 449/08. LEI 11.941/09. LANÇAMENTO DE OFÍCIO. RETROATIVIDADE BENIGNA. Antes do advento da Lei 11.941/09, não se punia a falta de espontaneidade, mas tão somente o atraso no pagamento a mora. No que diz respeito à multa de mora aplicada até 12/2008, com base no artigo 35 da Lei nº 8.212/91, tendo em vista que o artigo 106 do CTN determina a aplicação do princípio da retroatividade benigna, impõese o cálculo da multa com base no artigo 61 da Lei nº 9.430/96, que estabelece multa de 0,33% ao dia, limitada a 20%, em comparativo com a multa aplicada com base na redação anterior do artigo 35 da Lei 8.212/91, para determinação e prevalência da multa mais benéfica, no momento do pagamento. Recurso Voluntário Provido em Parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 18 05 0. 00 30 84 /2 00 8- 79 Fl. 302DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/12/2014 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/12 /2014 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 23/12/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 2 ACORDAM os membros do Colegiado, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso, para determinar o recálculo da multa de mora, de acordo com o disposto no art. 35, caput, da Lei nº 8.212/91, na redação dada pela Lei nº 11.941/2009 ( art. 61, da Lei nº 9.430/96), prevalecendo o valor mais benéfico ao contribuinte. Vencido o conselheiro Paulo Maurício Pinheiro Monteiro na questão da multa Carlos Alberto Mees Stringari Presidente Marcelo Magalhães Peixoto Relator Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Marcelo Magalhães Peixoto, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Ivacir Julio de Souza, Elfas Cavalcante Lustosa Aragão Elvas e Daniele Souto Rodrigues. Fl. 303DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/12/2014 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/12 /2014 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 23/12/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 18050.003084/200879 Acórdão n.º 2403002.841 S2C4T3 Fl. 3 3 Relatório Tratase de Recurso Voluntário interposto em face do Acórdão nº 1526.525 – 5ª Turma da DRJ/SDR, fls. 262/268, que julgou totalmente improcedente a impugnação apresentada para manter incólume o crédito tributário consubstanciado no DEBCAD 35.144.3177, referente ao período de 01/1999 a 31/02/2001, no valor de R$ 117.109,90 (cento e dezessete mil, cento e nove reais e noventa centavos). A presente autuação almeja o pagamento de crédito tributário em razão de a empresa ter deixado de recolher as contribuições sociais destinadas ao financiamento da Seguridade Social, cota a cargo da empresa, incidente sobre a remuneração dos segurados empregados, de diretor não empregado e as demais pessoas físicas que lhe prestaram serviço sem vínculo empregatício, bem com as contribuições destinadas ao financiamento dos benefícios concedidos em razão do grau de incapacidade laborativa decorrentes dos riscos ambientais do trabalho, abrangendo, ainda, as contribuições destinadas a terceiros. Segundo o fiscal, no período de 09/98 a 07/99, a empresa teria se enquadrado equivocadamente no FPAS 744 – Produtor Rural Pessoa Jurídica, considerando como base de incidência a contribuição previdenciária a Receita Bruta da Comercialização da Produção Rural. No entanto, teria sido comprovado nos livros fiscais registros de valores efetuados mensalmente, comprovando a industrialização e comercialização do produto rural através de diversos contas, devendo portanto ser a empresa considerada como AGROINDÚSTRIA, devendo contribuir sobre as remunerações pagas ou creditadas aos segurados, FPAS 795. DA IMPUGNAÇÃO Inconformada com o lançamento, a empresa contestou a autuação fiscal em epígrafe por meio do instrumento de fls. 156/165. DA DECISÃO DA DRJ Após analisar os argumentos do então impugnante, a 5ª Turma da Delegacia da Receita do Brasil de Julgamento em São Paulo, prolatou o acórdão 1526.525, de fls. 262/268, a qual julgou improcedente a impugnação ofertada para manter incólume o crédito tributário, conforme ementa a seguir transcrita. Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período: 01/01/1999 a 31/03/2001 AGROINDÚSTRIA. Agroindústria é o produtor rural pessoa jurídica cuja atividade econômica é a industrialização de produção própria ou a industrialização de produção própria e de produção adquirida Fl. 304DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/12/2014 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/12 /2014 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 23/12/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 4 de terceiros e contribuía sobre a folha de salários no período de lançamento. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido DO RECURSO VOLUNTÁRIO Inconformada, a recorrente, CULTROSA Culturas Tropicais S/A, interpôs, tempestivamente, Recurso Voluntário contestou a autuação fiscal em epígrafe por meio de instrumento de fls. 272/282., requerendo a reforma do Acórdão da DRJ, utilizandose, para tanto, dos seguintes argumentos: 1 É necessária a comprovação da efetiva atividade econômica da recorrente. 2 A legalização da conduta da empresa ensejada pelo Decreto 4.032/01. É o relatório. Fl. 305DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/12/2014 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/12 /2014 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 23/12/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 18050.003084/200879 Acórdão n.º 2403002.841 S2C4T3 Fl. 4 5 Voto Conselheiro Marcelo Magalhães Peixoto Relator DA TEMPESTIVIDADE Conforme registro de fl.297, o recurso é tempestivo e reúne os pressupostos de admissibilidade. Portanto, dele tomo conhecimento. DA AGROINDÚSTRIA Aduz a recorrente que se enquadraria no conceito de “Produtor Rural Pessoa Jurídica” e, por essa razão, teria como base de cálculo de contribuição previdenciária a receita bruta da Comercialização da Produção Rural. No entanto, a Autoridade Fiscal, considera a empresa como Agroindústria (que contribuíam à época sobre folha de pagamento), uma vez que os lançamentos contábeis da empresa denotariam esse fato. Os lançamentos contábeis as quais o fiscal se refere são os Livros Diários 12/98 a 13/99 e livros Razão dos exercícios de 1998 e 1999, nos quais nos registros mensais constam as seguintes contas: _RECEITA DE VENDAS DE BONECOS 3.1.3.01.00011008 _RECEITA DE VENDAS DE MÁSCARAS 3.1.3.01.0002006 _RECEITA DE VENDAS DE BALÕES 3.1.3.01.0004002 _CUSTO DE MATERIAIS MÁSCARA 5.1.1.13.0003008 _CUSTO DOS PRODUTOS FABRICADOS 5.1.1.01.0012004 _ESTOQUE DE BONECOS ACABADOS 1.1.2.08.0021005 _ESTOQUE DE MÁSCARAS ACABADAS 1.1.2.08.0024000 _IPI (IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS) A RECOLHER 2.1.1.05.0010001 _IPI (IMPOSTOS SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS) FATURADO 3.1.3.01.0003004 Segundo a legislação previdenciária vigente à época, citada pelo fiscal, se define como Agroindústria a empresa que explora atividade rural e industrializa a sua própria produção, especificando ainda, que empresas que se dedicarem a produção rural, simultaneamente com outra atividade, contribuição exclusivamente sobre as remunerações (OS/INSS/DAF 157/97 E ON/DAF/AFFAR 03, de 08/09/97). Fl. 306DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/12/2014 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/12 /2014 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 23/12/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 6 Atualmente, há na Lei 8.212/91 possui o art. 22A, que diz: Art. 22A. A contribuição devida pela agroindústria, definida, para os efeitos desta Lei, como sendo o produtor rural pessoa jurídica cuja atividade econômica seja a industrialização de produção própria ou de produção própria e adquirida de terceiros, incidente sobre o valor da receita bruta proveniente da comercialização da produção, em substituição às previstas nos incisos I e II do art. 22 desta Lei, é de: (Incluído pela Lei nº 10.256, de 2001). Wladmir Novaes Martinez, por sua vez, tece as seguintes palavras sobre a Agroindústria: “Quando a empresa dedicase a esforço rural voltado à transformação de matériaprima própria e, ao final da manufatura, comercializando externamente (exportando), ou, internamente, vendendo para pessoas físicas (consumidores) ou jurídicas, tornase, no dizer da legislação previdenciária “agroindústria”. Salvo na hipótese de entregar in natura ou sem qualquer tratamento (quando será, para efeitos fiscais, simples empresa rural), consistindo o setor agrário em atividade meio, classificase como agroindústria. Isto é, beneficia sua produção, que sem tal processo não pode colocar o produto no mercado; seu empenho secundário é produzir insumos. Caso as divisões (agrícola e industrial) pertençam a duas empresas distintas, o enquadramento fiscal difere: na primeira, a única e principal atividade será rural e, na segunda, a única e principal tornarseá industrial. Portanto, agroindústria é empreendimento econômico complexo, em que a matériaprima rural própria é transformada pela divisão manufatureira. Nela, o mencionado insumo provém da área rural e ela se utiliza de métodos industriais para aperfeiçoar o bem, mesclando se os objetivos sociais.” (MARTINEZ, Wladmir Novaes. Curso de Direito Previdenciário, 4ª Ed. São Paulo: LTr, 2011, p. 574) Afirma o recorrente que os lançamentos ocorridos nas contas da empresa a título de industrialização e IPI foram equivocados, haja vista que quem faz a industrialização dos produtos é outra empresa do mesmo grupo econômico, devendo ter ocorrido erro por parte do departamento contábil, que é um só para todas as empresas do grupo. No entanto, não é o que demonstram as provas dos autos. Os lançamentos das contas contábeis da empresa são corroborados pelas Notas Fiscais de Saída, presentes nas fls. 39 e seguintes dos autos, em que consta o tipo do produto que está sendo comercializado bem como o competente destaque de ICMS e IPI. Dessa forma, entendo que a verificação efetuada é suficiente para demonstrar que há industrialização dos produtos da recorrente e não mera pessoa jurídica produtora rural. Fl. 307DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/12/2014 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/12 /2014 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 23/12/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 18050.003084/200879 Acórdão n.º 2403002.841 S2C4T3 Fl. 5 7 Outrossim, a empresa apesar de ter tido a oportunidade de apresentar contraprova, não o fez, trazendo apenas argumentos sem respaldo probatório, demonstrando a adequação do auto de infração. DAS MULTAS APLICADAS No que se referem às multas de mora e de ofício aplicadas, mister se faz tecer alguns comentários. A MP nº 449, convertida na Lei nº 11.941/09, que deu nova redação aos arts. 32 e 35 e incluiu os arts. 32A e 35A na Lei nº 8.212/91, trouxe mudanças em relação à multa aplicada no caso de contribuição previdenciária. Assim dispunha o art. 35 da Lei nº 8.212/91 antes da MP nº 449, in verbis: Art. 35. Sobre as contribuições sociais em atraso, arrecadadas pelo INSS, incidirá multa de mora, que não poderá ser relevada, nos seguintes termos: (Redação dada pela Lei nº 9.876, de 1999). I para pagamento, após o vencimento de obrigação não incluída em notificação fiscal de lançamento: a) oito por cento, dentro do mês de vencimento da obrigação; (Redação dada pela Lei nº 9.876, de 1999). b) quatorze por cento, no mês seguinte; (Redação dada pela Lei nº 9.876, de 1999). c) vinte por cento, a partir do segundo mês seguinte ao do vencimento da obrigação; (Redação dada pela Lei nº 9.876, de 1999). II para pagamento de créditos incluídos em notificação fiscal de lançamento: a) vinte e quatro por cento, em até quinze dias do recebimento da notificação; (Redação dada pela Lei nº 9.876, de 1999). b) trinta por cento, após o décimo quinto dia do recebimento da notificação; (Redação dada pela Lei nº 9.876, de 1999). c) quarenta por cento, após apresentação de recurso desde que antecedido de defesa, sendo ambos tempestivos, até quinze dias da ciência da decisão do Conselho de Recursos da Previdência Social CRPS; (Redação dada pela Lei nº 9.876, de 1999). d) cinqüenta por cento, após o décimo quinto dia da ciência da decisão do Conselho de Recursos da Previdência Social CRPS, enquanto não inscrito em Dívida Ativa; (Redação dada pela Lei nº 9.876, de 1999). (sem destaques no original) Verificase, portanto, que antes da MP nº 449 não havia multa de ofício. Havia apenas multa de mora em duas modalidades: a uma decorrente do pagamento em atraso, Fl. 308DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/12/2014 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/12 /2014 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 23/12/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 8 desde que de forma espontânea a duas decorrente da notificação fiscal de lançamento, conforme previsto nos incisos I e II, respectivamente, do art. 35 da Lei nº 8.212/91, então vigente. Nesse sentido dispõe a hodierna doutrina (Contribuições Previdenciárias à luz da jurisprudência do CARF – Conselho Administrativo de Recursos Fiscais / Elias Sampaio Freire, Marcelo Magalhães Peixoto (coordenadores). – Julio César Vieira Gomes (autor) – São Paulo: MP Ed., 2012. Pág. 94), in verbis: “De fato, a multa inserida como acréscimo legal nos lançamentos tinha natureza moratória – era punido o atraso no pagamento das contribuições previdenciárias, independentemente de a cobrança ser decorrente do procedimento de ofício. Mesmo que o contribuinte não tivesse realizado qualquer pagamento espontâneo, sendo, portanto, necessária a constituição do crédito tributário por meio do lançamento, ainda assim a multa era de mora. (...) Não se punia a falta de espontaneidade, mas tão somente o atraso no pagamento – a mora.” (com destaque no original) Com o advento da MP nº 449, que passou a vigorar a partir 04/12/2008, data da sua publicação, e posteriormente convertida na Lei nº 11.941/09, foi dada nova redação ao art. 35 e incluído o art. 35A na Lei nº 8.212/91, in verbis: Art. 35. Os débitos com a União decorrentes das contribuições sociais previstas nas alíneas a, b e c do parágrafo único do art. 11 desta Lei, das contribuições instituídas a título de substituição e das contribuições devidas a terceiros, assim entendidas outras entidades e fundos, não pagos nos prazos previstos em legislação, serão acrescidos de multa de mora e juros de mora, nos termos do art. 61 da Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996. (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009). Art. 35A. Nos casos de lançamento de ofício relativos às contribuições referidas no art. 35 desta Lei, aplicase o disposto no art. 44 da Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996. (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009). (sem destaques no original) Nesse momento surgiu a multa de ofício em relação à contribuição previdenciária, até então inexistente, conforme destacado alhures. Logo, tendo em vista que o lançamento se reporta à data da ocorrência do fato gerador, nos termos do art. 144 do CTN, temse que, em relação aos fatos geradores ocorridos antes de 12/2008, data da MP nº 449, aplicase apenas a multa de mora. Já em relação aos fatos geradores ocorridos após 12/2008, aplicase apenas a multa de ofício. Contudo, no que diz respeito à multa de mora aplicada até 12/2008, com base no artigo 35 da Lei nº 8.212/91, tendo em vista que o artigo 106 do CTN positiva o princípio da retroatividade benigna, impõese o cálculo da multa com base no artigo 61 da Lei nº 9.430/96, que estabelece multa de 0,33% ao dia, limitada a 20%, em comparativo com a multa aplicada com base na redação anterior do artigo 35 da Lei 8.212/91, para determinação e prevalência da multa mais benéfica, no momento do pagamento. Fl. 309DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/12/2014 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/12 /2014 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 23/12/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 18050.003084/200879 Acórdão n.º 2403002.841 S2C4T3 Fl. 6 9 CONCLUSÃO Do exposto, voto pelo provimento parcial do recurso para determinar o recálculo da multa de mora, de acordo com o disposto no art. 35, caput, da Lei nº 8.212/91, na redação dada pela Lei nº 11.941/2009 (art. 61, da Lei no 9.430/96), prevalecendo o valor mais benéfico ao contribuinte. Marcelo Magalhães Peixoto. Fl. 310DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/12/2014 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/12 /2014 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 23/12/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI
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Numero do processo: 13771.000342/2003-00
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Primeira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Nov 25 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Thu Jan 29 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Normas de Administração Tributária
Ano-calendário: 2002
DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. SALDO NEGATIVO DE IRPJ E CSLL. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DO DIREITO CREDITÓRIO. NÃO HOMOLOGAÇÃO.
O art. 165 do Código Tributário Nacional autoriza a restituição do pagamento indevido e o artigo 74 da Lei nº 9.430, de 1996 permite a sua compensação com débitos próprios do contribuinte, mas, cabe ao sujeito passivo a demonstração, acompanhada das provas hábeis, da composição e a existência do crédito que alega possuir junto à Fazenda Nacional para que sejam aferidas sua liquidez e certeza pela autoridade administrativa. A DCTF é produzida pelo próprio contribuinte, de sorte que, havendo inconsistências na mesma não retira a obrigação do recorrente em comprovar os fatos mediante a escrituração contábil e fiscal, de modo a comprovar que o saldo negativo, inicialmente apresentado, é inconsistente, tendo em vista que, apenas os créditos líquidos e certos comprovados inequivocamente pelo contribuinte são passíveis de compensação tributária, conforme preceituado no art. 170 do Código Tributário Nacional. Ademais, para a comprovação regular da compensação dos valores devidos a título de estimativas mensais do IRPJ e da CSLL com saldo negativo de anos anteriores, impõe-se a apresentação da escrituração que lhe confere suporte, principalmente quando o contribuinte deixa de proceder corretamente à declaração dos débitos e das compensações supostamente efetuadas nas DCTF. À míngua de tal comprovação não se homologa a compensação pretendida nesta fase do contencioso.
Numero da decisão: 1402-001.869
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
(Assinado digitalmente)
Leonardo de Andrade Couto - Presidente
(Assinado digitalmente)
Paulo Roberto Cortez - Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros Leonardo de Andrade Couto, Frederico Augusto Gomes de Alencar, Fernando Brasil de Oliveira Pinto, Moisés Giacomelli Nunes da Silva, Carlos Pelá e Paulo Roberto Cortez.
Nome do relator: PAULO ROBERTO CORTEZ
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SALDO NEGATIVO DE IRPJ E CSLL. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DO DIREITO CREDITÓRIO. NÃO HOMOLOGAÇÃO. O art. 165 do Código Tributário Nacional autoriza a restituição do pagamento indevido e o artigo 74 da Lei nº 9.430, de 1996 permite a sua compensação com débitos próprios do contribuinte, mas, cabe ao sujeito passivo a demonstração, acompanhada das provas hábeis, da composição e a existência do crédito que alega possuir junto à Fazenda Nacional para que sejam aferidas sua liquidez e certeza pela autoridade administrativa. A DCTF é produzida pelo próprio contribuinte, de sorte que, havendo inconsistências na mesma não retira a obrigação do recorrente em comprovar os fatos mediante a escrituração contábil e fiscal, de modo a comprovar que o saldo negativo, inicialmente apresentado, é inconsistente, tendo em vista que, apenas os créditos líquidos e certos comprovados inequivocamente pelo contribuinte são passíveis de compensação tributária, conforme preceituado no art. 170 do Código Tributário Nacional. Ademais, para a comprovação regular da compensação dos valores devidos a título de estimativas mensais do IRPJ e da CSLL com saldo negativo de anos anteriores, impõese a apresentação da escrituração que lhe confere suporte, principalmente quando o contribuinte deixa de proceder corretamente à declaração dos débitos e das compensações supostamente efetuadas nas DCTF. À míngua de tal comprovação não se homologa a compensação pretendida nesta fase do contencioso. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 77 1. 00 03 42 /2 00 3- 00 Fl. 995DF CARF MF Impresso em 29/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/12/2014 por PAULO ROBERTO CORTEZ, Assinado digitalmente em 22/01/2015 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 12/12/2014 por PAULO ROBERTO CORTEZ 2 (Assinado digitalmente) Leonardo de Andrade Couto Presidente (Assinado digitalmente) Paulo Roberto Cortez Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Leonardo de Andrade Couto, Frederico Augusto Gomes de Alencar, Fernando Brasil de Oliveira Pinto, Moisés Giacomelli Nunes da Silva, Carlos Pelá e Paulo Roberto Cortez. Fl. 996DF CARF MF Impresso em 29/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/12/2014 por PAULO ROBERTO CORTEZ, Assinado digitalmente em 22/01/2015 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 12/12/2014 por PAULO ROBERTO CORTEZ Processo nº 13771.000342/200300 Acórdão n.º 1402001.869 S1C4T2 Fl. 3 3 Relatório CHOCOLATES GAROTO S/A., contribuinte inscrita no CNPJ/MF 28.053.619/000183, com domicílio fiscal na cidade de Vila Velha, Estado do Espírito Santo, na Rua Praça Meyerfreund, nº 1, Bairro Glória, jurisdicionada a Delegacia da Receita Federal do Brasil em Vitória ES, inconformada com a decisão de Primeira Instância (fls. 494/508), prolatada pela 8ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento no Rio de Janeiro RJI recorre, a este Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, pleiteando a sua reforma, nos termos da petição de fls. 542/575. A requerente apresentou, em 30/04/2003, Declaração de Compensação, cujo crédito referese a saldo negativo de IRPJ e CSLL, relativo anocalendário de 2002, com um valor a ser compensado de R$ 6.759.590,91 (R$ 4.495.032,56 de saldo negativo de IRPJ e R$ 2.264.558,35 de saldo negativo de CSLL). De acordo com o art. 168 da Lei n° 5.172, de 1966 (Código Tributário Nacional) e inciso II do § 1° do art. 6° e 74, da Lei nº 9.430, de 1996, combinado com a Portaria SRF n°. 4.980, de 1994, a Delegacia da Receita Federal do Brasil em Vitória ES, através do Despacho Decisório (fls. 320/321), apreciou e concluiu, em 07/10/2009, que o presente pedido de compensação é improcedente, com base, em síntese, nas seguintes argumentações: que a contribuinte apresenta Declarações de Compensação, em formulário papel, de crédito de saldo negativo de Imposto de Renda Pessoa Jurídica IRPJ; atinente ao anocalendário 2002 e de Contribuição Social sobre o Lucro Líquido CSLL, referente aos anoscalendário de 2001 e 2002, nos respectivos valores de R$ 2.232.182,18, de R$ 952.738,97 e de R$ 1.218.433,95, perfazendo o montante de R$ 4.403.355,10 com débitos diversos, às fls. 01/04; que cabe registrar que, nos anoscalendário de 2000 a 2002, a contribuinte fez opção pela apuração do lucro real anual, estando obrigada ao pagamento mensal do imposto de renda e da contribuição social sobre o lucro, calculados por estimativa, de que trata a Lei 9.430/96; que, não obstante, o art. 35 da Lei n° 8.981/95, com alterações introduzidas pela Lei n° 9.065/95, dispõe que a pessoa jurídica poderá suspender ou reduzir o pagamento do imposto devido em cada mês, desde que demonstre, através de balanços ou balancetes mensais, que o valor acumulado já pago excede o valor do imposto, inclusive adicional, calculado com base no lucro real do período em curso; que quanto ao IRPJ, neste sentido, começando por analisar o saldo em 31/12/2002 (objeto do pleito) e ao compulsar o extrato das DCTF referentes ao IRPJ apurado no anocalendário de 2002, folhas 251 a 254, verificouse que o interessado utilizou o saldo negativo de IRPJ do anocalendário de 2001 para quitar integralmente o débito de estimativa do mês de janeiro de 2002 e, parcialmente, o do mês de março; Fl. 997DF CARF MF Impresso em 29/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/12/2014 por PAULO ROBERTO CORTEZ, Assinado digitalmente em 22/01/2015 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 12/12/2014 por PAULO ROBERTO CORTEZ 4 que é cediço que o imposto de renda retido na fonte sobre quaisquer rendimentos somente poderá ser compensado na declaração de pessoa jurídica, se o contribuinte possuir comprovante de retenção emitido em seu nome pela fonte pagadora dos rendimentos, nos termos do Art. 55 da Lei n° 7.450/85; que ao compulsar o extrato das Declarações de Débitos e Créditos Tributários Federais atinentes ao IRPJ apurado no anocalendário de 2002, às fls. 251 a 254, verificouse que a contribuinte utilizou saldo negativo de IRPJ do anocalendário de 2001 para quitar integralmente o débito do mês de janeiro e, parcialmente, o do mês de março. O restante foi quitado mediante pagamento com DARF, conforme confirmação em consulta ao sistema SRF SINAL 07, à fl. 255; que em função destas compensações, passouse, em decorrência, ao exame da procedência do saldo negativo de IRPJ em 31/12/2001; que ao consultar a DCTF atinente ao IRPJ apurado por estimativa no mês de março de 2001 (fl. 266), evidenciase que parte do débito apurado foi quitada mediante recolhimentos efetuados através de DARF (confirmação à fl. 267), e o restante (R$ 2.400.759,44) foi compensado com saldo negativo de IRPJ em 31/12/2000; que em função desta compensação, passouse, por conseqüência, ao exame da procedência do saldo negativo de 2000; que de acordo com as informações prestadas na Ficha 12A Cálculo do IR sobre o Lucro Real da Declaração de Informações EconômicoFiscais da Pessoa Jurídica, anobase 2000 DIPJ/2001 à fl. 277, tendo a contribuinte apurado imposto a pagar sobre o Lucro Real devido ao prejuízo fiscal, indicou deduções oriundas de Programa de Alimentação do Trabalhador no valor de R$ 131.712,97 (cento e trinta e um mil, setecentos e doze reais e noventa e sete centavos), de imposto de renda retido na fonte na importância de R$ 50.840,77 (cinqüenta mil, oitocentos e quarenta reais e setenta e sete centavos), e de imposto de renda mensal pago por estimativa no valor de R$ 7.577.765,44 (sete milhões, quinhentos e setenta e sete mil, setecentos e sessenta e cinco reais e quarenta e quatro centavos), resultando no saldo negativo de IRPJ de R$ 2.296.278,76 (dois milhões, duzentos e noventa e seis mil, duzentos e setenta e oito reais e setenta e seis centavos); que ao examinar as informações constantes da Ficha 11 Cálculo do Imposto de Renda Mensal por Estimativa da Declaração de Informações EconômicoFiscais da Pessoa Jurídica, anobase 2001 DIPJ/2002 às fls. 273 a 276, constatouse a utilização de imposto de imposto de renda na fonte para dedução de imposto de renda apurado no mês de julho no valor de R$ 134.546,35 (cento e trinta e quatro mil, quinhentos e quarenta e seis reais e trinta e cinco centavos), que adicionado ao valor do imposto de renda retido na fonte declarado na Ficha l2A da DIPJ 2001, à fl. 277, R$ 50.840,77 (cinqüenta mil, oitocentos e quarenta reais e setenta e sete centavos), resulta no valor total de IRRF de R$ 185.387,06 (cento e oitenta e cinco mil, trezentos e oitenta e sete reais e seis centavos), o que é condizente com montante constante do “Resumo do Beneficiário” das DIRF apresentadas pelas fontes pagadoras, à fl. 283; que, assim, reconstituindo a Ficha l2A da DIPJ 2001 a fim de determinar o valor do imposto de renda a pagar ou saldo negativo de IRPJ, partindo do Lucro Real apurado de R$ 21.952.161,65 (vinte e um milhões, novecentos e cinqüenta e dois mil, cento e sessenta e um reais e sessenta e cinco centavos), conforme LALUR, à fl. 206, das informações constantes das declarações e das consultas aos sistemas da SRF; Fl. 998DF CARF MF Impresso em 29/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/12/2014 por PAULO ROBERTO CORTEZ, Assinado digitalmente em 22/01/2015 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 12/12/2014 por PAULO ROBERTO CORTEZ Processo nº 13771.000342/200300 Acórdão n.º 1402001.869 S1C4T2 Fl. 4 5 que ao proceder o exame da compensação de débito de IRPJ confessado pela requerente na DCTF pertinente ao anocalendário de 2001, à fl. 266, com a utilização do saldo negativo de IRPJ de exercício anterior, evidenciouse, conforme cálculos efetuados com auxílio do Sistema de Apoio Operacional da SRF, às fls. 289 a 292, que o crédito, devidamente atualizado, atingiu o valor de R$ 1.026.103,98 (um milhão, vinte e seis mil, cento e três reais e noventa e oito centavos), não foi suficiente para quitar integralmente o débito confessado, resultando na falta de recolhimento da importância de R$ 1.374.655,46 (um milhão, trezentos e setenta e quatro mil, seiscentos e cinqüenta e cinco reais e quarenta e seis centavos), referente à parcela do débito de IRPJ estimativo do mês de março de 2001 que foi compensada com saldo negativo do anocalendário de 2000; que, assim, reconstituindo a Ficha 12A da DIPJ 2002 a fim de determinar o valor do imposto de renda a pagar ou saldo negativo de IRPJ, partindo do Lucro Real apurado de R$ 12.158.505,47 (doze milhões, cento e cinqüenta e oito mil, quinhentos e cinco reais e quarenta e sete centavos), conforme LALUR, à fl. 106, das informações constantes das declarações e das consultas aos sistemas da SRF; que ao compulsar o extrato das Declarações de Débitos e Créditos Tributários Federais atinentes ao IRPJ apurado no anocalendário de 2002, às fls. 251 a 252, verificouse que dos débitos de estimativa confessados no montante de R$ 4.528.457,25 (quatro milhões, quinhentos e vinte e oito mil, quatrocentos e cinqüenta e sete reais e vinte e cinco centavos), R$ 4.413.432,67 (quatro milhões, quatrocentos e treze mil, quatrocentos e trinta e dois reais e sessenta e sete centavos) foram quitados por intermédio de DARF, confirmados à fl. 255, e o restante, no valor de R$ 115.024,58 (cento e quinze mil, vinte e quatro reais e cinqüenta e oito centavos , foi compensado com saldo negativo de IRPJ do ano calendário de 2001, às fls. 253 e 254, de forma indevida, por inexistência de saldo negativo de IRPJ no período, conforme demonstrado anteriormente; que é de verificarse, portanto, que a contribuinte apurou, no anocalendário de 2002, saldo negativo de IRPJ no valor de R$ 1.956.442,95 (um milhão, novecentos e cinqüenta e seis mil, quatrocentos e quarenta e dois reais e noventa e cinco centavos); que ao compulsar as DCTF do anocalendário de 2002 (fls. 251/252) verificamos que dos débitos de estimativa confessados (R$ 4.528.457,25), R$ 4.413.432,67 foram quitados com DARF (fl. 255), e o restante foi compensado com saldo negativo de IRPJ em 31/12/2001 (fls. 253/254), de forma indevida, por inexistência de qualquer saldo negativo de IRPJ em 31/12/2001; que ao compulsar as DCTF atinentes à CSLL apurada no anocalendário de 2002 (fls. 296 a 299), verificouse que os débitos de estimativa confessados, nos valores de R$ 1.071.631,04 (fev/2002) e de R$ 1.022.613,94 (mar/2002), foram quitados por intermédio de compensação com saldo negativo de CSLL em 31/12/2001. O que faz com que o exame tenha que abranger o ano de 2001; que ao verificar as DCTF atinentes à CSLL apurada no anocalendário de 2001 (fls. 296 a 300), evidenciouse que o débito de estimativa confessado no valor de R$ 1.402.156,20 referente ao mês de março foi quitado por intermédio de compensação com saldo negativo de CSLL em 31/12/2000. O que faz com que o exame, mais uma vez, tenha que abranger o ano de 2000; Fl. 999DF CARF MF Impresso em 29/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/12/2014 por PAULO ROBERTO CORTEZ, Assinado digitalmente em 22/01/2015 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 12/12/2014 por PAULO ROBERTO CORTEZ 6 que ao verificar as DCTF do anocalendário de 2000 (fls. 301 a 303) ficou evidenciado que somente os valores confessados referentes a o período de março a junho foram quitados através de DARF, no total de R$ 1.990.948,17 (fl. 303). O Despacho Decisório da Autoridade Administrativa está consubstanciada nas seguintes ementas: DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. SALDO NEGATIVO DE IRPJ. SALDO NEGATIVO DE CSLL. A pessoa jurídica tributada com base no lucro real, optante pelo pagamento do imposto de renda calculado por estimativa, poderia compensar, assegurada a alternativa de restituição do valor pago a maior, a diferença negativa, verificada entre o imposto devido na declaração anual e o imposto pago referente aos meses do períodobase anual, com o imposto devido nos meses subseqüentes ao do encerramento do período de apuração (art. 2° e 30 da Lei n° 9. 430/96 e Ato Declaratório SRF n° 003/2000). A pessoa jurídica tributada com base no lucro real, optante pelo pagamento da contribuição mensal calculada por estimativa, poderia compensar, assegurada a alternativa de restituição do valor pago a maior, a diferença negativa, verificada entre a contribuição devida na declaração anual e a contribuição paga referente aos meses do períodobase anual, com a contribuição devida nos meses subseqüentes ao do encerramento do período de apuração (art. 2° e 30 da Lei n° 9.430/96 e Ato 4 Declaratório SRF n° 003/2000). O sujeito passivo que apurar crédito, inclusive os judiciais com trânsito em julgado, relativo a tributo ou contribuição administrado pela Secretaria da Receita Federal, passível de restituição ou de ressarcimento, poderá utilizálo na compensação de débitos próprios relativos a quaisquer tributos e contribuições administrados por aquele Órgão. (Art. 74 da Lei 9.430/96 com redação dada pela Lei n° 10.637, de 30.12.2002 e pela Lei n° 10.833, de 29.12.2003) DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO HOMOLOGADA ATE O LIMITE DO CREDITO ORA CONHECIDO. Cientificado da decisão da Autoridade Administrativa, em 06/11/2006, conforme Termo constante à fl. 342 e com ela não se conformando a contribuinte interpôs em tempo hábil (08/11/2006) a sua Manifestação de Inconformidade de fls. 343/346, instruído pelos documentos de fls. 347/492, no qual demonstra irresignação contra a decisão, baseado, em síntese, nas seguintes considerações; que conforme disposto no Parecer SEORT 311/2006, em anexo aos presentes autos, entendeu a r. autoridade fiscal em homologar parcialmente a compensação de créditos realizada pela Interessada, sob o argumento de que os seus saldos creditórios apontados na Declaração de Compensação não foram suficientes para compensar os débitos tributários para com a UNIÃO; que ocorre que a Interessada ao compulsar sua documentação fiscal concernente à declaração de compensação envidada, constatou restarem corretos o valor Fl. 1000DF CARF MF Impresso em 29/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/12/2014 por PAULO ROBERTO CORTEZ, Assinado digitalmente em 22/01/2015 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 12/12/2014 por PAULO ROBERTO CORTEZ Processo nº 13771.000342/200300 Acórdão n.º 1402001.869 S1C4T2 Fl. 5 7 creditório compensado, razão pela qual interpõe a competente manifestação de inconformidade; que dado o seu ônus de demonstração da legitimidade de seu crédito, temse que a Interessada realizou a retificação das DCTF's dos 1°, 2° e 3° trimestres de 2000 (DCTF's retificadas em anexo com cópia do comprovante de entrega) sendo mister a conseqüente retificação da planilha apontada por esse d. órgão através do parecer SEORT, PARTICULARMENTE NO QUE CONCERNE ÀS INFORMAÇÕES LANÇADAS NAS DCTF's; que não obstante o acurado parecer de fls. do Serviço de Orientação Tributária deste d. Órgão Federal, observase que por erro no preenchimento da DCTF pela Interessada, resta demonstrada a omissão dos créditos consignados na declaração de compensação efetivada via DCTF; que diante do ora exposto, requerse seja recebida a presente manifestação de inconformidade, fazendose seu processamento nos termos do disposto no Decreto 70.235/72, bem como Artigo 151, III do Código Tributário Nacional, sendo ao final reconhecido o direito creditório esposado pela Interessada. Após resumir os fatos constantes do pedido de compensação e as razões apresentadas pela requerente em sua Manifestação de Inconformidade, em 06/03/2008, a 8ª Turma de Julgamento da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento no Rio de Janeiro – RJI autoridade julgadora revisora resolveu julgar improcedente a manifestação e decidir pela não homologação da compensação recorrida, com base, em síntese, nas seguintes considerações (fls. 494/508): que a manifestação relativa ao Relatório de Diligência Fiscal apresentada às folhas 453 e 454 não pode ser acolhida, visto ter sido apresentada mais de 30 (trinta) dias após o recebimento do referido relatório. O prazo encerrou em 28/01/2008. Além do mais, nesta manifestação, o interessado não apresenta qualquer prova que justifique as diferenças apontadas na diligência fiscal. Justifica as diferenças como erros no preenchimento das DCTF de 1998 e apresenta novas retificadoras; que, aliás, a cada manifestação de inconformidade, o interessado retifica DCTF antigas criando novos saldos negativos de períodos anteriores. Pelo que ele afirma, sua empresa comete, anualmente, erros no preenchimento deste tipo de declaração e só os corrige quando é intimado, sempre retroagindo as compensações com saldos de anos anteriores. que o interessado não questiona as cobranças dos débitos existentes no processo, nem os ajustes efetuados nos cálculos do IRPJ e da CSLL A PAGAR ao final dos diversos anoscalendário envolvidos no processo. Apresenta, apenas, DCTF retificadora do ano de 2000 e solicita o reconhecimento do restante do direito creditório não concedido, o que homologaria completamente suas compensações inicialmente pleiteadas; que, no que diz respeito à CSLL, o fato do interessado apresentar DCTF retificadora do ano de 2000, em 03/11/2006, só piorou as coisas para ele; que ao “criar” um saldo negativo de CSLL em 31/12/1998, que não existia, e inserilo em compensações dos débitos não pagos durante o anocalendário 2000, através de DCTF retificadoras apresentadas após a emissão do Parecer SEORT n° 311/2006, corroborou Fl. 1001DF CARF MF Impresso em 29/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/12/2014 por PAULO ROBERTO CORTEZ, Assinado digitalmente em 22/01/2015 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 12/12/2014 por PAULO ROBERTO CORTEZ 8 para confirmar o decidido no referido Parecer e, além de tudo, deu início a uma fiscalização em sua empresa, relativamente à CSLL do anocalendário de 1998; que não resta a menor dúvida, após todas as verificações cuidadosamente efetuadas pelo SEORT da DRF Vitória, que o que era direito creditório do interessado foi devidamente reconhecido. Além do mais, o interessado não traz qualquer prova contra os procedimentos e cálculos efetuados. Atémse a apresentar uma nova retificadora para o ano de 2000, que por estar incorreta, geroulhe uma fiscalização; que, pelo fato do interessado não questionar nem os cálculos, nem a análise efetuada pela DRF Vitória, apresentando apenas DCTF retificadoras de 2000, sem qualquer outra comprovação, INDEFIRO A SOLICITAÇÃO efetuada pelo mesmo, e mantenho o decidido no Parecer SEORT/DRF/V IT n° 311/2006; que, quanto ao IRPJ, temse neste sentido que em relação à recepção da DCTF retificadora em data que ultrapasse o período de 5 (cinco) anos da entrega inicial não tenho dúvida que, mesmo estando a legislação silente sobre o assunto quanto ao prazo limite para apresentação de DCTF, e tendo como base a ideia exposta na Solução de Consulta Interna n° 21, de 16/08/2005, entendo que, como extinguese em 05 (cinco) anos o prazo para a Fazenda constituir o crédito sobre os tributos cujo lançamento sejam por homologação, caso do IRPJ, conforme preconizam os artigos 150 e 173 do CTN, é justo, também, que após este período não se possa retificar as declarações já entregues que se refiram a este imposto; que as DCTF originais do ano de 2000 haviam sido entregues em: (a) 1° trimestre original em 15/05/2000, complementar incluindo somente débitos de COFINS, entregue em 14/06/2002, retificadora da complementar, mantendo os débitos declarados originais de IRPJ, entregue em 19/04/2005. A retificadora apresentada na manifestação de inconformidade foi entregue em 03/11/2006, portanto, mais de cinco anos da entrega da original; (b) 2° trimestre original entregue em 15/08/2000, complementar incluindo somente débitos de IPI, entregue em 17/08/2000, complementar incluindo somente débitos de COFINS entregue em 13/06/2002, retificadora da complementar, mantendo os débitos declarados originais de IRPJ, entregue em 20/04/2005. A retificadora apresentada na manifestação de inconformidade foi entregue em 03/11/2006, portanto, mais de cinco anos da entrega da original/ (c) 3° trimestre original entregue em 10/11/2000, complementar incluindo somente débitos de COFINS, entregue em 13/06/2002, retificadora da complementar, mantendo o débito original de IRPJ, entregue em 27/02/2003, retificadora da complementar, mantendo o débito original de IRPJ, entregue em 14/04/2005; que a última retificadora do 3° trimestre (entregue em 30/11/2006), menos de 05(cinco) anos contados da entrega da original (10/11/2000), aumentou o débito da estimativa de IRPJ relativa a julho/2000 de RS 720.029,85 para R$ 791.350,25, conforme Quadro N, apresentado pelo interessado na manifestação de inconformidade; que só que para o interessado se utilizar destes supostos pagamentos a maior, teriam que ser aceitas as retificadoras apresentadas pelo mesmo em 03/11/2006 para os 2 primeiros trimestres de 2000, o que fica impossível, face ao acima exposto (mais de cinco anos da entrega da DCTF original); que, além do mais, as retificadoras dos dois primeiros trimestres apresentam como inovação débitos compensados com possíveis créditos, não comprovados, nem pleiteados durante o processo inicialmente formulado, existentes em 31/12/1998; Fl. 1002DF CARF MF Impresso em 29/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/12/2014 por PAULO ROBERTO CORTEZ, Assinado digitalmente em 22/01/2015 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 12/12/2014 por PAULO ROBERTO CORTEZ Processo nº 13771.000342/200300 Acórdão n.º 1402001.869 S1C4T2 Fl. 6 9 que, portanto ficou assim comprovado, através das declarações apresentadas pelo próprio (DIPJ e DCTF), que 0 interessado não possuía saldo negativo de IRPJ em 31/12/1998, mas, inversamente, IRPJ A PAGAR no valor de R$ 194.105,31, que não foi recolhido; que, não há o que se lançar quanto a este imposto, pelo fato de já ter se passado mais de cinco anos do final do anocalendário 1998; que se não possuía saldo negativo de IRPJ em 31/ 12/ 1998, nada tinha para compensar com os débitos declarados durante o anocalendário 2000, como tenta argumentar em sua manifestação de inconformidade. Ainda por cima, entregou uma DCTF retificadora em 03/11/2006 com compensações inverídicas de IRPJ durante o anocalendário 2000. A presente decisão encontrase consubstanciada nas seguintes ementas: ASSUNTO: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA Data do fato gerador: 31/03/2003 INDÉBITO TRIBUTÁRIO. ONUS DA PROVA. A prova do indébito tributário, fato jurídico a dar fundamento ao direito de repetição ou à compensação, compete ao sujeito passivo que teria efetuado o pagamento indevido ou a maior que o devido. SALDO NEGATIVO DE IRPJ E CSLL. Para a comprovação regular da compensação dos valores devidos a título de estimativas mensais do IRPJ e da CSLL com saldo negativo de anos anteriores, impõese a apresentação da escrituração que lhe confere suporte, principalmente quando o contribuinte deixa de proceder corretamente à declaração dos débitos e das compensações supostamente efetuadas nas DCTF. Solicitação Indeferida Cientificado da decisão de Primeira Instância, em 10/06/2008, conforme Termo constante à fl. 541, e, com ela não se conformando, a contribuinte interpôs, em tempo hábil (09/07/2008), o recurso voluntário de fls. 542/575, no qual demonstra irresignação contra a decisão supra ementada, baseado, em síntese, nas mesmas razões expendidas na fase impugnatória, reforçado pelas seguintes considerações: que, no dia 06 de março de 2008, a 8ª Turma de Julgamento da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento DRJ do Rio de Janeiro, por meio do Acórdão n° 1218.643 (ANEXO V), julgou improcedente a Manifestação de Inconformidade contra Parecer SEORT/DRF/V IT n° 311, de 18 de agosto de 2006 (ANEXO VI), em Vitória ES, referente à não homologação das declarações de compensação, em formulário papel (ANEXO III), dos saldos negativos de IRPJ e CSLL, referente aos anoscalendários 2001 e 2002, com os Fl. 1003DF CARF MF Impresso em 29/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/12/2014 por PAULO ROBERTO CORTEZ, Assinado digitalmente em 22/01/2015 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 12/12/2014 por PAULO ROBERTO CORTEZ 10 débitos de IRPJ e CSLL apurados em 03/2003, de que trata o processo n° 13771000342/2003 00. A Recorrente tomou ciência da referida decisão em 10 de junho de 2008 (ANEXO V); que a utilização do saldo negativo de IRPJ do anocalendário 2002, no valor de R$ 2.071.467,53, para compensação da estimativa de IRPJ referente ao período de apuração de 03/2003. No valor atualizado de R$ 2.207.770,06. Sendo assim, no que tange o saldo negativo de IRPJ referente ao anocalendário 2002, no valor de R$ 2.07l.467,50 (ANEXO VII), os valores apurados mensalmente pela Recorrente e declarados na “Ficha 11 Cálculo do Imposto de Renda Mensal por Estimativa” da DIPJ/2003, anocalendário 2002, foram comparados pela autoridade fiscal com os valores escriturados na “Parte A – Registro dos Ajustes do Lucro Líquido do Exercício” do LALUR, em atendimento ao disposto no art. 13 da Instrução Normativa da Receita Federal do Brasil IN RFB n° 93/97, a qual afirmou não ter apurado divergências, conforme descrito no parágrafo 1°, da página 4/16, do Parecer SEORT n° ° 311/2006. Dessa forma, de acordo com a “Ficha l2A Cálculo do Imposto de Renda sobre o Lucro Real” da DIPJ/2003 anocalendário 2002 foi apurado pela Recorrente um saldo negativo ir % de IRPJ no montante de R$ 2.071.467,50; que a composição do Saldo Negativo de IRPJ referente ao anocalendário 2001, o qual foi utilizado para compensar integralmente o débito de IRPJ referente ao período de apuração de 01/2002, no valor de R$ 64.037,80, e parcialmente o débito de IRPJ referente ao período de apuração de 03/2002, no valor de R$ 50.986,78; que a DIPJ/2002 ANOCALENDÁRIO 2001, neste sentido, no que tange o saldo negativo de IRPJ referente ao anocalendário 2001, no valor de R$ 110.912,08 (ANEXO XIII), os valores apurados mensalmente pela Recorrente e declarados na “Ficha 11 Cálculo do Imposto de Renda Mensal por Estimativa” da DIPJ/2002, anocalendário 2001, foram comparados pela autoridade fiscal com os valores escriturados na “Parte A Registro dos Ajustes do Lucro Líquido do Exercício” do LALUR, em atendimento ao disposto no art. 13 da IN RFB n° 93/97, a qual afirmou não ter apurado divergências, conforme descrito no parágrafo 1°, da página 5/16, do Parecer SEORT n° 311/2006. Dessa forma, de acordo com a “Ficha – 12 Cálculo do Imposto de Renda sobre o Lucro Real” da DIPJ/2002 anocalendário 2001, foi apurado pela Recorrente um saldo negativo de IRPJ no montante de R$ 110.912,08; que a composição do Saldo Negativo de IRPJ, referente ao anocalendário 2000, o qual foi utilizado para compensar parcialmente o débito de IRPJ referente ao período de apuração de 03/2001, no valor de R$ 2.400.759,44; que a DIPJ/2001 ANOCALENDÁRIO 2000, portanto, no que tange o saldo negativo de IRPJ referente ao anocalendário 2000, no valor de R$ 2.296.278,76 (ANEXO VII), os valores apurados mensalmente pela Recorrente e declarados na “Ficha 11 Cálculo do Imposto de Renda Mensal por Estimativa” da DIPJ/2001, anocalendário 2000, foram comparados pela autoridade fiscal com os valores escriturados na “Parte A – Registro dos Ajustes do Lucro Líquido do Exercício” do LALUR, em atendimento ao disposto no art. 13 da IN RFB n° 93/97, a qual afirmou não ter apurado divergências, conforme descrito no último parágrafo, da página 6/16, do Parecer SEORT n° 31 1/2006. Dessa forma, de acordo com a “Ficha l2 A Cálculo do Imposto de Renda sobre o Lucro Real” da DIPJ/2001 ano calendário 2000, foi apurado pela Recorrente um saldo negativo de IRPJ no montante de R$ 2.296.278,76; que a constatação pela autoridade fiscal de ausência de recolhimento de IRPJ, saldo negativo de IRPJ anocalendário 2000 DIPJ/2001, neste sentido, através dos valores informados nas DCTFS originais atinentes ao IRPJ acima, foi constatada pela autoridade fiscal uma diferença de R$ l.314.830,68, quando comparados os valores Fl. 1004DF CARF MF Impresso em 29/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/12/2014 por PAULO ROBERTO CORTEZ, Assinado digitalmente em 22/01/2015 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 12/12/2014 por PAULO ROBERTO CORTEZ Processo nº 13771.000342/200300 Acórdão n.º 1402001.869 S1C4T2 Fl. 7 11 originalmente informados nas DCTFs a titulo de “Imposto de Renda Mensal Pago por Estimativa” e o informado na “Linha 16 Imposto de Renda Mensal Pago por Estimativa” da “Ficha 12A Cálculo do IRPJ sobre o Lucro Real”; que à comprovação da compensação das estimativas de IRPJ referentes aos períodos de apuração de 01/2002, no valor de R$ 64.037,80, e 03/2002, no valor de R$ 50.986,78, com o saldo negativo de IRPJ referente ao anocalendário 2001, atualizado no valor de R$ 115.024,58 (ANEXO VII), comprovase também o saldo negativo de IRPJ referente ao anocalendário 2002, no valor atualizado de R$ 2.207.770,06 (ANEXO VII), objeto de compensação de parte do débito de IRPJ referente ao período de apuração de 03/2003, no valor de R$ 2.207.770,06, objeto da Declaração de Compensação, em formulário papel, protocolizada na ARF de Vila Velha em 30/04/2003, sob o número do processo 13771/000342/200300 (ANEXO III); que a análise do saldo negativo de CSLL, a DIPJ/2003 anocalendário 2002, neste sentido, no que tange o saldo negativo de CSLL referente ao anocalendário 2002, no valor R$ 1.301.343,62 (ANEXO XIV), através dos valores informados nas Declarações de Débitos e Créditos Tributários Federais DCTFs atinentes a CSLL, afirma a autoridade fiscal, de forma que a Recorrente utilizou na constituição daquele valor parte do saldo negativo de CSLL referente ao anocalendário 2001 , no valor de R$ 1.176.203,169. Com parte do saldo negativo de CSLL do anocalendário 2001 foi compensado integralmente a estimativa mensal da CSLL referente ao período de apuração de 02/2002, no valor de R$ 1.071.631,04, e parte da estimativa mensal da CSLL referente ao período de apuração de 03/2002, no valor de R$104.572,12; que o Saldo Negativo de CSLL referente ao anocalendário 2001, portanto no (ANEXO XV), o qual foi utilizado para compensar parcialmente, no valor R$ 646.792,11, o débito de CSLL referente ao período de apuração de 03/2002, no valor de R$ 1.022.613,94, e parte do débito de CSLL referente ao período de apuração de 03/2003, no montante atualizado de R$ 952.738,97, objeto da Declaração de Compensação, em formulário papel, n° 13771 .000342/200300; que a DIPJ/2002 anocalendário 2001, ou seja, no que concerne o saldo negativo de CSLL referente ao anocalendário 2001, no valor de R$ 1.402.156,20 (ANEXO XV), afirma a autoridade fiscal que a Recorrente, para constituição deste saldo negativo, utilizou o saldo negativo de CSLL referente ao anocalendário 2000 para compensar integralmente a estimativa mensal da CSLL referente ao período de apuração de 03/2001, no valor de R$ 1.402.156,20 (ANEXO XV), conforme os valores informados nas Declarações de Débitos e Créditos Tributários Federais DCTFS atinentes à CSLL; que a composição do Saldo Negativo de CSLL referente ao anocalendário 2000 (ANEXO XVI), o qual foi utilizado para compensar integralmente o débito de CSLL referente ao período de apuração de 03/2001, no valor de R$ l.402.l56,20; que o saldo negativo de CSLL anocalendário 2000 DIPJ/2001, sendo assim, através dos valores informados nas DCTFs originais atinentes ao CSLL, referente ao anocalendário 2000, foi constatada pela autoridade fiscal uma diferença de R$ 1.440.742,64, quando comparados os valores originalmente informados na DCTFS a titulo de “CSLL Mensal Paga por Estimativa” e o informado na “Linha 16 CSLL Mensal Paga por Estimativa” da “Ficha 17 Cálculo da CS sobre o lucro líquido” da DIPJ/2001, anocalendário 2000; Fl. 1005DF CARF MF Impresso em 29/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/12/2014 por PAULO ROBERTO CORTEZ, Assinado digitalmente em 22/01/2015 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 12/12/2014 por PAULO ROBERTO CORTEZ 12 que com base no anexo XXI podemos concluir sobre a existência dos saldos negativos de CSLL de 1995 a 2002 e suas compensações. O referido anexo foi elaborado com base nas apurações da CSLL contidas nas DIPJs e nas planilhas de atualização pela taxa SELIC e controle dos referidos saldos negativos; que da possibilidade da retificação das DCTFS, ou seja, na análise da autoridade fiscal, não foram consideradas as informações constantes das DCTFS retificadoras, o que ocasionou o equívoco no cálculo das compensações nas apurações estimadas do IRPJ e da CSLL; que a possibilidade de retificação de DCTF, quando comprovado erro de fato no preenchimento da DCTF original, encontrase exarada pela Receita Federal do Brasil. É o relatório. Fl. 1006DF CARF MF Impresso em 29/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/12/2014 por PAULO ROBERTO CORTEZ, Assinado digitalmente em 22/01/2015 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 12/12/2014 por PAULO ROBERTO CORTEZ Processo nº 13771.000342/200300 Acórdão n.º 1402001.869 S1C4T2 Fl. 8 13 Voto Conselheiro Paulo Roberto Cortez, Relator O presente recurso voluntário reúne os pressupostos de admissibilidade previstos na legislação que rege o processo administrativo fiscal e deve, portanto, ser conhecido por esta Turma de Julgamento. Não argüição de qualquer preliminar. A presente discussão prendese ao fato de que a requerente, inicialmente, apresentou, em 30/04/2003, Declaração de Compensação, cujo crédito referese a saldo negativo de IRPJ e CSLL, relativo anocalendário de 2002, com um valor a ser compensado de R$ 6.759.590,91 (R$ 4.495.032,56 de saldo negativo de IRPJ e R$ 2.264.558,35 de saldo negativo de CSLL). Posteriormente, conforme consta dos autos, a contribuinte apresenta Declarações de Compensação, em formulário papel, de crédito de saldo negativo de Imposto de Renda Pessoa Jurídica – IRPJ, atinente ao anocalendário de 2002 e de Contribuição Social sobre o Lucro Líquido – CSLL, referente aos anoscalendário de 2001 e 2002 nos respectivos valores de R$ 2.232.182,18 e de R$ 952.738,97 e de R$ 1.218.433,95, perfazendo o montante de R$ 4.403.355,10 com débitos diversos, às fls. 01/04. O pleito da contribuinte foi deferido de forma parcial pela Delegacia da Receita Federal do Brasil em Vitória ES, conforme observase no Despacho Decisório de fls. 306 a 321, onde foi reconhecido o direito creditório, referente ao saldo negativo de Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) e de Contribuição Social sobre o Lucro Líquido, referentes ao anocalendário de 2002, nos respectivos valores de R$ 1.956.442,95 e de R$ 383.301,80, amparado no argumento de que a pessoa jurídica tributada com base no lucro real, optante pelo pagamento do imposto de renda calculado por estimativa, poderia compensar, assegurada a alternativa de restituição do valor pago a maior, a diferença negativa, verificada entre o imposto devido na declaração anual e o imposto pago referente aos meses do períodobase anual, com o imposto devido nos meses subseqüentes ao do encerramento do período de apuração. Inconformada com a decisão da autoridade administrativa jurisdicionada a contribuinte apresenta a sua Manifestação de Inconformidade para a Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento no Rio de Janeiro – RJ1 a qual decide julgar improcedente a manifestação de inconformidade sob os argumentos de que a prova do indébito tributário, fato jurídico a dar fundamento ao direito de repetição ou à compensação, compete ao sujeito passivo que teria efetuado o pagamento indevido ou a maior que o devido, bem como para a comprovação regular da compensação dos valores devidos a título de estimativas mensais do IRPJ e da CSLL com saldo negativo de anos anteriores, impõese a apresentação da escrituração que lhe confere suporte, principalmente quando o contribuinte deixa de proceder corretamente à declaração dos débitos e das compensações supostamente efetuadas nas DCTF. Irresignada com a decisão de Primeira Instância a contribuinte apresenta a sua peça recursal para este Conselho Administrativo de Recursos Fiscais alegando, em Fl. 1007DF CARF MF Impresso em 29/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/12/2014 por PAULO ROBERTO CORTEZ, Assinado digitalmente em 22/01/2015 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 12/12/2014 por PAULO ROBERTO CORTEZ 14 apertada síntese, que a decisão recorrida afronta ao princípio da verdade material em matéria tributária. Como visto, no relatório, a recorrente pleiteia êxito nos seguintes fatos: 1 Sejam reconhecidos os saldos negativos de IRPJ, referentes aos anos calendário de 1997, 1998, 2000, 2001 e 2002 e de CSLL, referentes aos anoscalendários 1995, 1996, 1997, 1998, 2000, 2001 e 2002; 2 Sejam reconhecidas as retificações das DCTFS, referente ao ano calendário 2000, relacionadas com os débitos de IRPJ e CSLL; 3 Seja cancelado o total dos débitos de IRPJ e CSLL, apurados pela autoridade fiscal, objeto da carta de cobrança da Secretaria da Receita Federal do Brasil, objeto da Decisão da 8 Turma de Julgamento da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento DRJ do Rio de Janeiro, por meio do acórdão n° 1218.643, de 06 de março de 2008, que julgou improcedente a Manifestação de Inconformidade contra Parecer SEROT/DRF/VIT, referente a não homologação das declarações de compensação, em formulário papel, dos saldos negativos de IRPJ e CSLL, referente aos anoscalendários 2001 e 2002, com os débitos de IRPJ e CSLL apurados em 03/2003. Resta evidente que a cada manifestação de inconformidade, a interessada retifica DCTF antigas criando novos saldos negativos de períodos anteriores. Pelo que ele afirma, sua empresa comete, anualmente, erros no preenchimento deste tipo de declaração e só os corrige quando é intimado, sempre retroagindo as compensações com saldos de anos anteriores. Como também é evidente que a interessada não questiona as cobranças dos débitos existentes no processo, nem os ajustes efetuados nos cálculos do IRPJ e da CSLL a pagar ao final dos diversos anoscalendário envolvidos no processo. Apresenta, apenas, DCTF retificadora do ano de 2000 e solicita o reconhecimento do restante do direito creditório não concedido, o que homologaria completamente suas compensações inicialmente pleiteadas.egacia da Receita Federal do Brasil de o O interessado não questiona as cobranças dos débitos existentes no processo, Ora, como já assentado pela autoridade julgadora a quo, ao “criar” um saldo negativo de CSLL em 31/12/1998, que não existia, e inserilo em compensações dos débitos não pagos durante o anocalendário 2000, através de DCTF retificadoras apresentadas após a emissão do Parecer SEORT n° 311/2006, corroborou para confirmar o decidido no referido Parecer e, além de tudo, deu início a uma fiscalização em sua empresa, relativamente à CSLL do anocalendário de 1998. Assim, a simples transmissão de declaração retificadora com redução do valor do débito anteriormente confessado, não é documentação hábil para legitimar a compensação efetuada, sendo necessária a juntada de prova inquestionável de que houve erro no preenchimento da DCTF e de que o valor efetivamente devido é aquele consignado na retificadora. A decisão recorrida também manifestou que em relação à recepção da DCTF retificadora em data que ultrapasse o período de 5 (cinco) anos da entrega inicial não tenho dúvida que, mesmo estando a legislação silente sobre o assunto quanto ao prazo limite para apresentação de DCTF, e tendo como base a idéia exposta na Solução de Consulta Interna n° 21, de 16/08/2005, entendo que, como extinguese em 05 (cinco) anos o prazo para a Fazenda Fl. 1008DF CARF MF Impresso em 29/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/12/2014 por PAULO ROBERTO CORTEZ, Assinado digitalmente em 22/01/2015 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 12/12/2014 por PAULO ROBERTO CORTEZ Processo nº 13771.000342/200300 Acórdão n.º 1402001.869 S1C4T2 Fl. 9 15 constituir o crédito sobre os tributos cujo lançamento sejam por homologação, caso do IRPJ, conforme preconizam os artigos 150 e 173 do CTN, é justo, também, que após este período não se possa retificar as declarações já entregues que se refiram a este imposto. Tal se dá pelo simples fato de que o processo administrativo de revisão da compensação não faz – como não o poderia – as vezes de mero retificador de DCTF após o prazo ordinário. A retificação da DCTF pode até ser acatada pelo revisor, todavia, para que tal aconteça, é cabal que o contribuinte demonstre que faz jus a essa excepcionalidade. No que tange ao instituto da compensação é ônus do sujeito passivo demonstrar, mediante a apresentação de provas hábeis e idôneas, a composição e a existência do crédito pleiteado junto à Fazenda Nacional, para que sejam aferidas sua liquidez e certeza, na forma do art. 170 do Código Tributário Nacional. É circunstância diversa do lançamento tributário, este sim, ato administrativo que formaliza a exigência de tributo, e que, por isso mesmo, necessita de prova da autoridade administrativa quanto aos fatos e à materialidade alegados. Em se tratando de correção destinada a reduzir ou excluir tributo, a retificação somente será admitida se houver comprovação do erro e realizada antes da notificação do lançamento, conforme preceituado no art. 147, §1º, do Código Tributário Nacional – CTN: Art. 147 O lançamento é efetuado com base na declaração do sujeito passivo ou de terceiro quando um ou outro, na forma da legislação tributária, presta à autoridade administrativa informações sobre matéria de fato, indispensáveis à sua efetivação. §1º A retificação da declaração por iniciativa da própria declarante, quando vise a reduzir ou a excluir tributo, só é admissível mediante comprovação do erro em que se funde, e antes de notificado o lançamento. Em que pese a referência do dispositivo legal citado à declaração de prestação de informações indispensáveis ao lançamento, admitese, por analogia, sua aplicação quanto à retificação de débitos apurados pelo sujeito passivo e confessados em DCTF, como assevera LEANDRO PAULSEN, que assim leciona: Aplicação por analogia aos tributos sujeitos a lançamento por homologação. Tendose em conta que a quase totalidade dos tributos, atualmente, sujeitamse a lançamento por homologação vinculados a obrigações acessórias de prestar declarações ao Fisco e que não há dispositivo no CTN cuidando especificamente da retificação de tais declarações, o §1º do art. 147, tem sido bastante invocado e aplicado para definir o marco até quando pode o contribuinte retificar suas declarações livremente, com eficácia imediata e. a contratrio sensu, a partir de quando o contribuinte não pode exigir do Fisco que, independentemente de apreciação dos erros e equívocos da declaração originariamente prestada, considere as retificações” (...) Fl. 1009DF CARF MF Impresso em 29/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/12/2014 por PAULO ROBERTO CORTEZ, Assinado digitalmente em 22/01/2015 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 12/12/2014 por PAULO ROBERTO CORTEZ 16 (PAULSEN, Leandro, Direito Tributário: Constituição e Código Tributário à luz da doutrina e da jurisprudência, 12ª edição, Livraria do Advogado, ESMARFE, Porto Alegre, 2010, p. 1026) Resta claro, portanto, que acarretando a redução de tributo, a admissão da retificação é condicionada à comprovação do erro cometido, cujo ônus incumbe ao interessado na aludida redução (o contribuinte que promove a retificação), sendo, no entanto, excepcionalmente admitida sua retificação após o início do procedimento revisional em privilégio ao princípio da verdade material. Ademais, cumpre observar que a retificação da DCTF se deu após a ciência do Despacho Decisório, sendo ineficaz a DCTF retificadora para efeitos de determinação da pertinência do direito creditório declarado, sobretudo, quando a alteração promovida pelo sujeito passivo reduza o débito originalmente confessado sem o acompanhamento de prova hábil e idônea que comprove a existência e a disponibilidade do crédito reclamado. Assim sendo, é ineficaz a DCTF retificadora para efeitos de determinação da pertinência do direito creditório declarado, sobretudo, quando a alteração promovida pelo sujeito passivo reduza o débito originalmente confessado sem o acompanhamento de prova hábil e idônea que comprove a existência e a disponibilidade do crédito reclamado. Pelos fundamentos expostos conduzo o meu voto no sentido de negar provimento ao recurso voluntario interposto pela contribuinte. (Assinado digitalmente) Paulo Roberto Cortez Fl. 1010DF CARF MF Impresso em 29/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/12/2014 por PAULO ROBERTO CORTEZ, Assinado digitalmente em 22/01/2015 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO, Assinado digitalmente em 12/12/2014 por PAULO ROBERTO CORTEZ
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Numero do processo: 12749.000339/2009-98
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Nov 12 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Fri Feb 13 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Importação - II
Data do fato gerador: 02/06/2008
MULTA DE OFÍCIO APLICADA. CONTRIBUINTE EM SITUAÇÃO DE SUSPENSÃO DE EXIGIBILIDADE ANTERIOR A QUALQUER PROCEDIMENTO DE OFÍCIO. ART. 63 LEI 9.430/1996.
Deve ser afastada a multa de ofício incorretamente aplicada, quando restar demonstrado que o contribuinte em lançamento para prevenir a decadência, quando demonstrado que o contribuinte obteve a suspensão da exigibilidade anteriormente a qualquer providência de ofício relativa à própria multa, nos termos do artigo 63 da Lei n 9.430/1996.
Recurso de Ofício Negado.
Numero da decisão: 3403-003.411
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao Recurso de Ofício, nos termos do Relatório e do Voto que fazem parte integrante do presente.
(assinado digitalmente)
Antonio Carlos Atulim - Presidente.
(assinado digitalmente)
Luiz Rogério Sawaya Batista - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Antonio Carlos Atulim (presidente da turma), Rosaldo Trevisan, Alexandre Kern, Ivan Allegretti, Domingos de Sá Filho e Luiz Rogério Sawaya Batista (relator).
Nome do relator: LUIZ ROGERIO SAWAYA BATISTA
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Importação - II Data do fato gerador: 02/06/2008 MULTA DE OFÍCIO APLICADA. CONTRIBUINTE EM SITUAÇÃO DE SUSPENSÃO DE EXIGIBILIDADE ANTERIOR A QUALQUER PROCEDIMENTO DE OFÍCIO. ART. 63 LEI 9.430/1996. Deve ser afastada a multa de ofício incorretamente aplicada, quando restar demonstrado que o contribuinte em lançamento para prevenir a decadência, quando demonstrado que o contribuinte obteve a suspensão da exigibilidade anteriormente a qualquer providência de ofício relativa à própria multa, nos termos do artigo 63 da Lei n 9.430/1996. Recurso de Ofício Negado.
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Interessado FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A IMPORTAÇÃO II Data do fato gerador: 02/06/2008 MULTA DE OFÍCIO APLICADA. CONTRIBUINTE EM SITUAÇÃO DE SUSPENSÃO DE EXIGIBILIDADE ANTERIOR A QUALQUER PROCEDIMENTO DE OFÍCIO. ART. 63 LEI 9.430/1996. Deve ser afastada a multa de ofício incorretamente aplicada, quando restar demonstrado que o contribuinte em lançamento para prevenir a decadência, quando demonstrado que o contribuinte obteve a suspensão da exigibilidade anteriormente a qualquer providência de ofício relativa à própria multa, nos termos do artigo 63 da Lei n 9.430/1996. Recurso de Ofício Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao Recurso de Ofício, nos termos do Relatório e do Voto que fazem parte integrante do presente. (assinado digitalmente) Antonio Carlos Atulim Presidente. (assinado digitalmente) Luiz Rogério Sawaya Batista Relator. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 12 74 9. 00 03 39 /2 00 9- 98 Fl. 1219DF CARF MF Impresso em 13/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/01/2015 por LUIZ ROGERIO SAWAYA BATISTA, Assinado digitalmente em 02/ 02/2015 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 26/01/2015 por LUIZ ROGERIO SAWAYA BATIS TA 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Antonio Carlos Atulim (presidente da turma), Rosaldo Trevisan, Alexandre Kern, Ivan Allegretti, Domingos de Sá Filho e Luiz Rogério Sawaya Batista (relator). Relatório Trata o presente de Auto de Infração lavrado contra o contribuinte em epígrafe, na data de 22/09/2009, para exigência de Direito Antidumping acrescido de juros de mora e multa de ofício, no valor de R$ 5.580.159,09 em virtude dos fatos a seguir descritos. A empresa COMERCIAL DE ALIMENTOS KDT IMPORTAÇÃO LTDA, por meio das Declarações de Importação listadas no corpo do Auto de Infração, submeteu a despacho aduaneiro de importação um total de 3.462.360 kg (tres milhões, quatrocentos e sessenta e dois mil e trezentos e sessenta quilogramas.) de alhos frescos originários da República Popular da China, classificados no código tarifário 0703.02.90 da Nomenclatura Comum do MERCOSUL. Ocorre que, pela edição da Resolução CAMEX 41, publicada no DOU de 21/12/01, foi fixada a cobrança do Direito Antidumping especifico de US 0,48 kg (quarenta e oito centavos de dólar norteamericano por quilograma), com vigência de até cinco anos da data da sua publicação, nos termos do art. 57 do Decreto 1.602, de 23.08.95, estendendose a sua exigência enquanto perdurar a revisão de que trata a Circular SECEX 84, de 13.12.06. Por seu turno, a Resolução CAMEX 52, DOU de 14.11.07, prorrogou o Direito Antidumping definitivo na forma de aliquota fixa de US$ 0,52/kg (cinquenta e dois centavos de dólar norteamericano por quilograma). Todavia, não houve recolhimento desse direito nas importações em foco. O procedimento do contribuinte ao tempo do registro das citadas Declarações de Importação amparouse na sentença judicial que ratificou a antecipação de tutela deferida na ação ordinária nº 2004.51.10.0000682 (cópia anexa), concedida pelo Juizo da 4ª Vara Federal da Subseção Judiciária da Baixada Fluminense, assegurando ao contribuinte autor o direito de desembaraço aduaneiro sem o pagamento do direito em tela. Não está, contudo, inibida a Fazenda Nacional de formalizara a regular constituição do citado direito, o que ora se procede, ficando sua exigibilidade suspensa até o transito em julgado da decisão final prolatada pelo Poder Judiciário. Realizouse, então, o lançamento para prevenir a decadência, em razão da possibilidade de reversão do provimento judicial. Cientificado do Auto de Infração o contribuinte apresentou impugnação, em que alegou o seguinte: i) preliminarmente, o sobrestamento do feito, em razão da discussão judicial; ii) foi utilizado no Processo Administrativo que deu origem a Resolução Camex 41/01 como "prego normal" o valor praticado na Argentina quando o correto tendo em vista o ingresso da China na OMC seria o do mercado Chinês; Fl. 1220DF CARF MF Impresso em 13/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/01/2015 por LUIZ ROGERIO SAWAYA BATISTA, Assinado digitalmente em 02/ 02/2015 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 26/01/2015 por LUIZ ROGERIO SAWAYA BATIS TA Processo nº 12749.000339/200998 Acórdão n.º 3403003.411 S3C4T3 Fl. 5 3 iii) Mesmo sabendo da barbaridade cometida, o Réu inexplicavelmente em total afronta ao dispositivo legal contido no art. 98 do CTN, ignora as regras internacionais pelo qual aprovou por unanimidade e sem qualquer ressalvas, eis que seus agentes cumprem e exigem o cumprimento do malsinado direito antidumping sobre as importações de alho chinês.; iv) O direito antidumping fere ainda o art. 97 do CTN, instituído pela Lei n° 5.172, que por sinal já fora reconhecido com Lei Complementar pelo Supremo Tribunal Federal (RE 93.8508/ MG, in RTJ 105/194); v) Somente a edição de uma Lei Complementar nos termos expressos do artigo 146, III, da Constituição Federal poderia estabelecer a exigência de tal tributo. A DRJ decidiu por não conhecer o mérito sob o fundamento da existência de concomitância entre a discussão administrativa e a judicial e afastou a multa de ofício sob o argumento de que a suspensão da exigibilidade se deu anteriormente a qualquer providência de ofício a ela relativa, com base no artigo 63 da Lei n 9.430/1996. É o Relatório. Voto Conselheiro Luiz Rogério Sawaya Batista Tratase de Recurso de Ofício, tido, pois, como tempestivo, razão pela qual passo a analisálo. Realmente existe concomitância ente a discussão administrativa e a judicial, sendo a judicial anterior, o que levou à desistência do contribuinte à discussão administrativa, gerada pela lavratura de auto de infração para a prevenção da decadência, em que, nos termos do artigo 63 da Lei n 9.430/1996 não cabe multa de ofício, caso lançada anteriormente a qualquer providência de ofício da fiscalização. No presente caso resta, pois, evidente que as Autoridades Fazendárias não haviam adotado nenhuma providência quando o contribuinte, por sua própria iniciativa, levou o tema ao Judiciário e obteve decisão suspensiva da exigibilidade de um suposto crédito tributário ante a complexidade da discussão. Correta, portanto, a Decisão de Primeira Instância, que apenas aplicou ao caso concreto o artigo 63 da Lei n 9.430/1996, motivo pelo qual deve ser mantida intacta, negandose provimento ao Recurso de Ofício. Ante o exposto, nego provimento ao Recurso de Ofício. Fl. 1221DF CARF MF Impresso em 13/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/01/2015 por LUIZ ROGERIO SAWAYA BATISTA, Assinado digitalmente em 02/ 02/2015 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 26/01/2015 por LUIZ ROGERIO SAWAYA BATIS TA 4 É como voto. (assinado digitalmente) Luiz Rogério Sawaya Batista Relator Fl. 1222DF CARF MF Impresso em 13/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/01/2015 por LUIZ ROGERIO SAWAYA BATISTA, Assinado digitalmente em 02/ 02/2015 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 26/01/2015 por LUIZ ROGERIO SAWAYA BATIS TA
score : 1.0
Numero do processo: 13888.000030/00-94
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Jan 27 00:00:00 UTC 2015
Data da publicação: Mon Feb 09 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Ano-calendário: 1999
DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. HOMOLOGAÇÃO TÁCITA.
O prazo para homologação da compensação declarada pelo sujeito passivo será de 5 (cinco) anos, contado da data da entrega da declaração de compensação.
Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 3403-003.483
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso para reconhecer a homologação tácita das compensações tratadas neste processo.
(Assinado com certificado digital)
Antonio Carlos Atulim Presidente e Relator.
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Antonio Carlos Atulim, Rosaldo Trevisan, Domingos de Sá Filho, Fenelon Moscoso de Almeida, Luiz Rogério Sawaya Batista e Ivan Allegretti.
Nome do relator: ANTONIO CARLOS ATULIM
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso para reconhecer a homologação tácita das compensações tratadas neste processo. (Assinado com certificado digital) Antonio Carlos Atulim Presidente e Relator. Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Antonio Carlos Atulim, Rosaldo Trevisan, Domingos de Sá Filho, Fenelon Moscoso de Almeida, Luiz Rogério Sawaya Batista e Ivan Allegretti.
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HOMOLOGAÇÃO TÁCITA. O prazo para homologação da compensação declarada pelo sujeito passivo será de 5 (cinco) anos, contado da data da entrega da declaração de compensação. Recurso Voluntário Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso para reconhecer a homologação tácita das compensações tratadas neste processo. (Assinado com certificado digital) Antonio Carlos Atulim – Presidente e Relator. Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Antonio Carlos Atulim, Rosaldo Trevisan, Domingos de Sá Filho, Fenelon Moscoso de Almeida, Luiz Rogério Sawaya Batista e Ivan Allegretti. Relatório AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 88 8. 00 00 30 /0 0- 94 Fl. 1175DF CARF MF Impresso em 09/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/01/2015 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 30/01/201 5 por ANTONIO CARLOS ATULIM 2 Tratase de pedido de ressarcimento do saldo credor de escrita do IPI do 4º Trimestre de 1999, formalizado em 17/01/2000, com base no art. 11 da Lei nº 9.779/99. Ao pedido de ressarcimento no montante de R$ 2.204.240,16, foram vinculados pedidos de compensação formulados em 08/02/2000 (fls. 825 e 826) e em 28/02/2000 (fls. 828), totalizando um débito de R$ 2.204.240,16. Por meio de petição protocolada em 20/06/2002 (fls. 830/831) o contribuinte retificou o pedido de compensação de fls. 828 conforme pedidos de fls. 832 e 833, mantendo se o valor do débito a ser compensado no montante de R$ 2.204.240,16. Com base na informação fiscal de fls. 857/858, o despacho decisório de fls. 871/871 deferiu em parte o ressarcimento pleiteado e homologou parcialmente os pedidos de compensação que haviam sido transformados em declarações de compensação por força do art. 74, § 4º da Lei nº 9.430/96. O motivo para o deferimento parcial do crédito foi o descumprimento do art. 5º da IN SRF nº 33/99, pois o contribuinte teria incluído no pedido de ressarcimento o saldo credor acumulado em 31/12/1998, que não era passível de ressarcimento. O contribuinte tomou ciência do despacho de homologação parcial das compensações em 12/07/2005 (AR de fls. 876). Irresignado, apresentou em tempo hábil manifestação de inconformidade alegando, em síntese, que a questão discutida neste processo é a mesma que gerou o auto de infração albergado no processo 13890.000681/200411. A glosa do ressarcimento deveria ser suspensa até o julgamento do referido auto de infração. Ocorreu a decadência do direito do fisco estornar da escrita o saldo credor acumulado em 31/12/1998. O critério utilizado pela fiscalização para arbitrar o giro do estoque com o intuito de determinar o valor do estorno não tem base legal e está eivado de erro porque não considerou as operações isentas ou imunes (fls. 879/886). Por meio do Acórdão 9.678, de 26 de outubro de 2005, a 2ª Turma da DRJ Ribeirão Preto anulou o despacho decisório, sob a justificativa de ter adotado motivação equivocada. A DRJ entendeu que o critério adotado pela fiscalização para determinar o giro do estoque não tinha amparo legal e que a fiscalização teria cometido um erro material, pois ao tentar esgotar o saldo credor de 31/12/1998 e recompor o livro de IPI, a fiscalização teria somado o saldo credor de 31/12/1998 aos créditos de 1999, para dedução do IPI devido, conforme parágrafo 11 da fundamentação da DRJ (fls. 928). O processo retornou à DRF. A fiscalização procurou justificar seu procedimento e contestou o Acórdão da DRJ na informação fiscal de fls. 931 a 933. A DRF proferiu novo despacho decisório às fls. 934/941 mantendo os mesmos fundamentos adotados no despacho anulado. Neste novo despacho foram acrescentados alguns argumentos destinados a rechaçar alegações da impugnação e do voto condutor da DRJ, concluindo a DRF por manter a mesma decisão que foi adotada no despacho anulado. Regularmente notificado do novo despacho decisório em 10/12/2009 (AR de fl. 946), a defesa apresentou manifestação de inconformidade de fls. 947/957 em 21/12/2009, reprisando as alegações apresentadas anteriormente. Fl. 1176DF CARF MF Impresso em 09/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/01/2015 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 30/01/201 5 por ANTONIO CARLOS ATULIM Processo nº 13888.000030/0094 Acórdão n.º 3403003.483 S3C4T3 Fl. 4 3 Por meio do Acórdão 28.166, de 17 de março de 2010, a 2ª Turma da DRJ Ribeirão Preto proferiu decisão mantendo a glosa do direito de crédito efetuada pela fiscalização. Desta feita a DRJ entendeu que o contribuinte não tinha direito a nenhum ressarcimento e que em virtude do princípio da non reformatio in pejus não poderia reverter o ressarcimento que já havia sido concedido. Foi rejeitada a alegação de decadência do direito do fisco estornar o saldo credor de 31/12/1998. Foi decidido que o fato do auto de infração albergado no processo 13890.000681/200411 ter sido julgado improcedente não autoriza a conclusão de que os créditos devem ser ressarcidos. Regularmente notificado do acórdão de primeira instância em 02/07/2010, o contribuinte apresentou recurso voluntário de fls. 1005 e ss. em 02/8/2010, alegando, em síntese: 1) conexão com o processo 13890.000681/200411; 2) decadência do direito do fisco recompor o saldo da escrita existente em 31/12/1998; 3) nulidade do despacho decisório por falta de motivação; 4) ilegalidade do crítério adotado para arbitrar o giro do estoque. É o relatório. Voto Conselheiro Antonio Carlos Atulim, relator. O recurso preenche os requisitos formais de admissibilidade e, portanto, dele se toma conhecimento. O art. 74, § 4º da Lei nº 9.430/96 estabelece que os pedidos de compensação pendentes de análise por parte da autoridade administrativa serão considerados como declarações de compensação desde a data dos respectivos protocolos, para fins do disposto no art. 74. Em 30/12/2002, data da publicação da Lei nº 10.637/2002, que introduziu o parágrafo 4º no art. 74 da Lei nº 9.430/96, os pedidos de compensação apresentados pelo contribuinte em fevereiro de 2000 e junho de 2002 (retificadores) estavam pendentes de apreciação da autoridade administrativa, uma vez que o primeiro despacho decisório só foi notificado ao contribuinte em 12/07/2005 (AR de fls. 876). Sendo assim, todos os pedidos albergados neste processo, originais e retificadores, foram transformados em declaração de compensação por força do art. 74, § 4º da Lei nº 9.430/96. O § 5º do art. 74 da referida lei estabelece que o prazo para homologação da compensação declarada pelo sujeito passivo será de 5 (cinco) anos, contado da data da entrega da declaração de compensação. O referido prazo é de decadência e não está sujeito a interrupções e suspensões. Em 12/07/2005, data da ciência do primeiro despacho decisório, já estavam homologadas por decurso de prazo as compensações declaradas em fevereiro de 2000. Fl. 1177DF CARF MF Impresso em 09/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/01/2015 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 30/01/201 5 por ANTONIO CARLOS ATULIM 4 Remanescia o direito do fisco quanto à homologação das declarações retificadoras. Entretanto, o despacho decisório de 12/07/2005 foi anulado pela DRJ. Não se trata de nulidade formal, mas sim de vício de mérito, pois o julgador de piso considerou ilegal o critério adotado para o estabelecimento do giro do estoque e considerou que houve a ocorrência de erros materiais na recomposição do saldo credor do contribuinte. Assim, não há que se cogitar de reinício da contagem do prazo de decadência com base no art. 173, I do CTN, mesmo porque não se trata de nulidade de lançamento de ofício por vício de forma. As declarações de compensação mais recentes albergadas neste processo são as retificadoras apresentadas em junho de 2002. O despacho decisório válido foi notificado ao contribuinte apenas em 10/12/2009 (AR de fl. 946). Assim, é inequívoco que transcorreu um prazo muito superior a 5 anos entre as datas de protocolo de cada declaração e a data do despacho decisório válido, sendo forçoso reconhecer a ocorrência da homologação tácita. Considerando que o valor do pedido de ressarcimento (crédito) é idêntico ao somatório dos tributos compensados (débito), não há mais interesse em apreciar e discutir as demais questões versadas no recurso voluntário. Com esses fundamentos, voto no sentido de dar provimento ao recurso, para reconhecer a homologação tácita das compensações albergadas neste processo. (Assinado com certificado digital) Antonio Carlos Atulim Fl. 1178DF CARF MF Impresso em 09/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/01/2015 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 30/01/201 5 por ANTONIO CARLOS ATULIM
score : 1.0
Numero do processo: 10707.000980/2009-93
Turma: Primeira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Dec 03 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Mon Feb 02 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2005
IRPF. RECURSO VOLUNTÁRIO. INTEMPESTIVIDADE. ART. 33 DECRETO Nº 70.235/72.
Não se conhece de recurso contra decisão de autoridade julgadora de primeira instância quando apresentado depois de decorrido o prazo regulamentar de 30 (trinta) dias da ciência da decisão.
Recurso Voluntário Não Conhecido.
Crédito Tributário Mantido.
Numero da decisão: 2101-002.653
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, por intempestividade.
LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS - Presidente.
RELATOR EDUARDO DE SOUZA LEÃO - Relator.
EDITADO EM: 19/12/2014
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS (presidente da turma), DANIEL PEREIRA ARTUZO, HEITOR DE SOUZA LIMA JUNIOR, MARIA CLECI COTI MARTINS, ALEXANDRE NAOKI NISHIOKA e EDUARDO DE SOUZA LEÃO.
Nome do relator: EDUARDO DE SOUZA LEAO
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Exercício: 2005 IRPF. RECURSO VOLUNTÁRIO. INTEMPESTIVIDADE. ART. 33 DECRETO Nº 70.235/72. Não se conhece de recurso contra decisão de autoridade julgadora de primeira instância quando apresentado depois de decorrido o prazo regulamentar de 30 (trinta) dias da ciência da decisão. Recurso Voluntário Não Conhecido. Crédito Tributário Mantido.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, por intempestividade. LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS - Presidente. RELATOR EDUARDO DE SOUZA LEÃO - Relator. EDITADO EM: 19/12/2014 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS (presidente da turma), DANIEL PEREIRA ARTUZO, HEITOR DE SOUZA LIMA JUNIOR, MARIA CLECI COTI MARTINS, ALEXANDRE NAOKI NISHIOKA e EDUARDO DE SOUZA LEÃO.
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RECURSO VOLUNTÁRIO. INTEMPESTIVIDADE. ART. 33 DECRETO Nº 70.235/72. Não se conhece de recurso contra decisão de autoridade julgadora de primeira instância quando apresentado depois de decorrido o prazo regulamentar de 30 (trinta) dias da ciência da decisão. Recurso Voluntário Não Conhecido. Crédito Tributário Mantido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, por intempestividade. LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS Presidente. RELATOR EDUARDO DE SOUZA LEÃO Relator. EDITADO EM: 19/12/2014 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS (presidente da turma), DANIEL PEREIRA ARTUZO, HEITOR DE AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 70 7. 00 09 80 /2 00 9- 93 Fl. 484DF CARF MF Impresso em 02/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/12/2014 por EDUARDO DE SOUZA LEAO, Assinado digitalmente em 19/12/201 4 por EDUARDO DE SOUZA LEAO, Assinado digitalmente em 02/02/2015 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS 2 SOUZA LIMA JUNIOR, MARIA CLECI COTI MARTINS, ALEXANDRE NAOKI NISHIOKA e EDUARDO DE SOUZA LEÃO. Relatório Em princípio deve ser ressaltado que a numeração de folhas referidas no presente julgado foi a identificada após a digitalização do processo, transformado em meio eletrônico (arquivo.pdf). Tratase de Recurso Voluntário objetivando a reforma do Acórdão de nº 13 33.862 da 1ª Turma da DRJ/RJ2 (fls. 433/442), que, por unanimidade de votos, julgou improcedente a impugnação, resultando na manutenção do crédito tributário lançado a título de Imposto sobre a Renda de Pessoa Física – IRPF, no valor total de R$ 510.871,89. No caso, o Contribuinte/Recorrente teria deixado de comprovar a origem de depósitos bancários existentes em contas correntes de sua propriedade, razão pela qual foram tributados os referidos valores como rendimentos omitidos, nos termos do art. 42 da Lei nº 9.430/96. Os argumentos trazidos na Impugnação foram sintetizados pelo Órgão Julgador a quo nos seguintes termos: “Cientificado do lançamento em 14/12/2009 (fl. 299), o interessado apresentou impugnação em 05/01/2010, aduzindo alegações que, em apertada síntese, abaixo reproduzo. A presunção de omissão de rendimentos que sustenta o lançamento carece de fundamentação fática, pois todos os depósitos, cheques, DOC ou TED que transitaram nas contas do recorrente têm sua origem na distribuição de lucros da empresa Silper do Brasil Ltda., conforme reiteradamente informado ao fiscal autuante durante todo o procedimento fiscal. Os demonstrativos elaborados e documentos apresentados claramente apontam as origens que inequivocamente justificam toda a sua movimentação financeira. Entre o fato conhecido (fato indiciário) e o fato desconhecido (provável) deve haver uma correlação segura e direta, não podendo haver dúvidas sobre a materialização dessa correlação, sob pena da presunção resultar indevida por absoluta inadequação do conceito jurídico escolhido para sua concreção. Fl. 485DF CARF MF Impresso em 02/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/12/2014 por EDUARDO DE SOUZA LEAO, Assinado digitalmente em 19/12/201 4 por EDUARDO DE SOUZA LEAO, Assinado digitalmente em 02/02/2015 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS Processo nº 10707.000980/200993 Acórdão n.º 2101002.653 S2C1T1 Fl. 3 3 No tocante às pessoas físicas, essa inadequação está presente na presunção legal estabelecida pelo art. 42 da Lei n° 9.430/96, posto que entre os depósitos bancários e a omissão de rendimentos não há uma correlação lógica direta e segura. As jurisprudências judiciais e administrativas são uníssonas nesse sentido, devendo inclusive ser citada a Súmula n° 182, do extinto Tribunal Federal de Recursos TRF, em que restou registrado o entendimento de que é ilegítimo o lançamento arbitrado com base apenas em extratos ou depósitos bancários. É invalida a multa de ofício agravada aplicada, pois não atende às três máximas do princípio do princípio da proporcionalidade, quais sejam: a adequação, a necessidade e a proporcionalidade em sentido estrito. A simples falta de esclarecimento não configura uma lesão a um bem protegido pelo ordenamento que justifique a imposição do agravamento da multa. O descumprimento das obrigações acessórias não pode ser considerado como infração. E necessário que esse descumprimento seja fraudulento e tenha como fim o descumprimento da obrigação tributária principal. A atitude de não atender aos pedidos de esclarecimentos não impede o fisco de proceder ao lançamento do tributo, que pode ocorrer inclusive por arbitramento. Por força do art. 150, § 4°, do CTN, na data da ciência do Auto de Infração, já encontravase decaído o direito da Fazenda Pública de lançar tributos sujeitos a lançamento por homologação, com fatos geradores ocorridos no período de 01/01/2003 até 19/11/2003, não devendo, portanto, prosperar a omissão de rendimentos autuada com base no depósito bancário ocorrido nessa data. Por fim, protesta o impugnante pela realização de perícia técnica para apuração dos fatos relacionados com o presente lançamento.” A decisão proferida pela da 1ª Turma de Julgamento da Delegacia da Receita Federal no Rio de Janeiro II (RJ), restou assim ementada: “Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física IRPF Anocalendário: 2004 FATO GERADOR. OMISSÃO DE RENDIMENTOS. DEPÓSITOS BANCÁRIOS. Os rendimentos presumidamente omitidos com base no artigo 42, da Lei 9.430/96, estão sujeitos ao ajuste anual e, por isso, o fato gerador é anual e ocorre no dia 31 de dezembro do correspondente ano. INDEFERIMENTO DO PEDIDO DE PERÍCIA. ÔNUS DA PROVA. PRESUNÇÃO LEGAL. Estabelecida a presunção legal de omissão de rendimentos, caracterizada por depósitos de origem não comprovada, o ônus da prova é do contribuinte, cabendo a ele produzir provas hábeis e irrefutáveis da nãoocorrência da infração. Fl. 486DF CARF MF Impresso em 02/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/12/2014 por EDUARDO DE SOUZA LEAO, Assinado digitalmente em 19/12/201 4 por EDUARDO DE SOUZA LEAO, Assinado digitalmente em 02/02/2015 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS 4 DEPÓSITOS BANCÁRIOS. OMISSÃO DE RENDIMENTOS. Caracterizam omissão de rendimentos os valores creditados em conta de depósito mantida junto à instituição financeira, quando o contribuinte, regularmente intimado, não comprova, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações. MULTA AGRAVADA. FALTA DE ATENDIMENTO À INTIMAÇÃO. O percentual da multa de lançamento de ofício será elevado para 112,5% nos casos de não atendimento pelo sujeito passivo, no prazo concedido, de intimação para prestar esclarecimentos. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido” No Recurso disposto nas fls. 469/475, o Recorrente reitera os argumentos de impugnação, alegando ainda que a Fazenda Pública não fez relação entre os depósitos não declarados e outros fatos que indicassem acréscimo patrimonial. Argumenta que a movimentação bancária por si só não corporifica fato gerador do Imposto de Renda, porquanto o depósito bancário é estoque e não fluxo. E o fluxo é que teria conotação de acréscimo patrimonial. Além disso, discorre que o Fiscal Autuante, quando apontou valores para fundamentar a omissão de rendimentos, não teria realizado uma apuração conclusiva nem feito o devido confronto entre os valores declarados pelo Recorrente e os apurados, razão pela qual o lançamento fiscal careceria de fundamentação técnica para demonstrar a imprestabilidade dos documentos apresentados. Aproveita ainda para acrescentar que o CARF já consolidou entendimento por meio da Súmula nº 25, no sentido de que a presunção legal de omissão de receita ou de rendimentos, por si só, não autoriza a qualificação da multa de ofício, sendo necessária a comprovação de uma das hipóteses dos arts. 71, 72 e 73 da Lei n° 4.502/64. Assim, como a Autuação não trouxe fundamentação quanto à existência de dolo ou má fé do Recorrente, não haveria autorização legal para aplicação da multa qualificada. Ao final, requereu o acolhimento do Recurso Voluntário com o fim de ser cancelado o débito fiscal, ou alternativamente, expurgada a multa qualificada aplicada. Fl. 487DF CARF MF Impresso em 02/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/12/2014 por EDUARDO DE SOUZA LEAO, Assinado digitalmente em 19/12/201 4 por EDUARDO DE SOUZA LEAO, Assinado digitalmente em 02/02/2015 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS Processo nº 10707.000980/200993 Acórdão n.º 2101002.653 S2C1T1 Fl. 4 5 Distribuído o feito para nossa Relatoria, coloco em pauta para julgamento. É o relatório. Voto Conselheiro Relator EDUARDO DE SOUZA LEÃO O recurso não atende o requisito de tempestividade para sua admissão. De fato, uma melhor observação do feito aponta que existe questão prejudicial à análise de mérito do Recurso, tendo em vista a flagrante preclusão do prazo para interposição de recurso voluntário ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais. Ora, o prazo estipulado na legislação para apresentação de recurso voluntário é de 30 (trinta) dias, contados da ciência da decisão de primeira instância, conforme disposição expressa do art. 33 do Decreto nº 70.235, de 1972, in verbis: Art. 33. Da decisão caberá recurso voluntário, total ou parcial, com efeito suspensivo, dentro dos 30 (trinta) dias seguintes à ciência da decisão. No presente caso, temse que o Contribuinte foi induvidosamente cientificado da Decisão de primeira instância no dia 30/11/2011, conforme declaração expressa neste sentido, postada no Termo de Vista em Processo de fls. 451, autorizada pelos documentos de fls. 452/456. A referida data está inclusive noticiada no Extrato do Processo de fls. 479, emitido pela Delegacia da Receita Federal do Brasil em Rio de Janeiro I, da Secretaria da Receita Federal do Brasil – RFB. Fl. 488DF CARF MF Impresso em 02/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/12/2014 por EDUARDO DE SOUZA LEAO, Assinado digitalmente em 19/12/201 4 por EDUARDO DE SOUZA LEAO, Assinado digitalmente em 02/02/2015 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS 6 Assim, sendo certo que o prazo para a apresentação do recurso se encerrou no dia 30/12/2011, figura totalmente intempestivo o Recurso de fls. 489/498, protocolado apenas em 11/01/2012. Em consequência, nos termos do art. 42, inciso I, do Decreto nº 70.235, de 1972, abaixo transcrito, a decisão de primeira instância é definitiva na esfera administrativa, não havendo razões de debate quanto a pretensão do Recorrente/Contribuinte: Art. 42. São definitivas as decisões: I – de primeira instância, esgotado o prazo para recurso voluntário sem que este tenha sido interposto; Considerando que no presente caso figura incontestável a interposição de Recurso Voluntário apenas depois do prazo previsto na legislação de regência, e inexistindo quaisquer razões ou fundamentos que estimulem alguma dúvida sobre a regularidade das intimações efetivadas no feito, ou da legitimidade dos documentos acostados aos autos, restam preclusas as matérias discutidas em sede recursal. Em face ao exposto, voto no sentido de não conhecer do recurso voluntário, em razão da sua flagrante intempestividade. É como voto. Relator EDUARDO DE SOUZA LEÃO Fl. 489DF CARF MF Impresso em 02/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/12/2014 por EDUARDO DE SOUZA LEAO, Assinado digitalmente em 19/12/201 4 por EDUARDO DE SOUZA LEAO, Assinado digitalmente em 02/02/2015 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS
score : 1.0
Numero do processo: 11065.922106/2009-74
Turma: Primeira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Feb 26 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Mon Jan 12 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Período de apuração: 01/04/2006 a 30/06/2006
PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. MATÉRIAS NÃO CONTESTADAS.
Consideram-se precluídas, delas não se tomando conhecimento, as matérias não submetidas ao julgamento de primeira instância, apresentadas somente em sede de recurso voluntário.
Negado Provimento ao Recurso Voluntário.
Numero da decisão: 3101-001.586
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros da Primeira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Terceira Seção, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário.
(assinado digitalmente)
HENRIQUE PINHEIRO TORRES - Presidente.
(assinado digitalmente)
MONICA MONTEIRO GARCIA DE LOS RIOS - Redatora designada.
EDITADO EM: 10/01/2015
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Henrique Pinheiro Torres (Presidente), Rodrigo Mineiro Fernandes, Valdete Aparecida Marinheiro, José Henrique Mauri (Suplente),Vanessa Albuquerque Valente e Luiz Roberto Domingo.
Nome do relator: VANESSA ALBUQUERQUE VALENTE
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ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Período de apuração: 01/04/2006 a 30/06/2006 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. MATÉRIAS NÃO CONTESTADAS. Consideram-se precluídas, delas não se tomando conhecimento, as matérias não submetidas ao julgamento de primeira instância, apresentadas somente em sede de recurso voluntário. Negado Provimento ao Recurso Voluntário.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros da Primeira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Terceira Seção, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) HENRIQUE PINHEIRO TORRES - Presidente. (assinado digitalmente) MONICA MONTEIRO GARCIA DE LOS RIOS - Redatora designada. EDITADO EM: 10/01/2015 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Henrique Pinheiro Torres (Presidente), Rodrigo Mineiro Fernandes, Valdete Aparecida Marinheiro, José Henrique Mauri (Suplente),Vanessa Albuquerque Valente e Luiz Roberto Domingo.
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Recorrida DRJ PORTO ALEGRE ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/04/2006 a 30/06/2006 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. MATÉRIAS NÃO CONTESTADAS. Consideramse precluídas, delas não se tomando conhecimento, as matérias não submetidas ao julgamento de primeira instância, apresentadas somente em sede de recurso voluntário. Negado Provimento ao Recurso Voluntário. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros da Primeira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Terceira Seção, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) HENRIQUE PINHEIRO TORRES Presidente. (assinado digitalmente) MONICA MONTEIRO GARCIA DE LOS RIOS Redatora designada. EDITADO EM: 10/01/2015 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Henrique Pinheiro Torres (Presidente), Rodrigo Mineiro Fernandes, Valdete Aparecida Marinheiro, José Henrique Mauri (Suplente),Vanessa Albuquerque Valente e Luiz Roberto Domingo. Relatório AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 06 5. 92 21 06 /2 00 9- 74 Fl. 69DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/01/2015 por MONICA MONTEIRO GARCIA DE LOS RIOS, Assinado digitalmente em 12/01/2015 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 10/01/2015 por MONICA MONTEIRO GARCIA DE LOS RIOS Processo nº 11065.922106/200974 Acórdão n.º 3101001.586 S3C1T1 Fl. 70 2 Por bem relatar os fatos, transcrevo o relatório da decisão recorrida: "O contribuinte acima identificado transmitiu, em 17/09/2007, pedido de ressarcimento do saldo credor do IPI (PER/DCOMP nº 14086.84739.170907.1.1.012611), referente ao segundo trimestre de 2006, no valor de R$ 75.202,78. A verificação da legitimidade dos créditos foi efetuada por processamento eletrônico, estando os resultados nos demonstrativos de fls. 20/21 . O saldo credor passível de ressarcimento apurado pelo processamento eletrônico foi inferior ao valor pleiteado, em virtude de glosas de créditos indevidos pelos motivos 1 – crédito de IPI não admitido para o CFOP registrado, e 7 – empresa emitente da nota fiscal optante do SIMPLES. Em decorrência das constatações, foi emitido Despacho Decisório, fl. 02, no qual foi reconhecido ao interessado o direito creditório no montante de R$ 74.462,47, e deferido parcialmente o pedido de ressarcimento apresentado no PER/DCOMP. Desse Despacho Decisório o contribuinte inconformado, apresentou, tempestivamente, manifestação de inconformidade, fls. 03/10, na qual apresenta suas razões 'para ver desconstituída a decisão que não reconheceu o pedido de compensação dos créditos solicitados', alega preliminarmente a “irregularidade decorrente de suposto débito”, dizendo que solicitou o pedido de compensação dos débitos existentes, face a existência de créditos suficientes para liquidálos; no mérito, alega tratarse de mero equívoco no preenchimento da PER/DCOMP, requer a anulação do lançamento tributário, por erro material; exclusão dos lançamentos e multas decorrentes da não compensação dos débitos existentes pelos créditos existentes; acolhimento das informações repassadas na PER/DCOMP com suas correções efetivas em consonância com os documentos fiscais e contábeis da empresa, homologandose as compensações apresentadas e, por conseqüência, a extinção/liquidação do crédito tributário. A DRJ de Porto Alegre julgou improcedente a Manifestação de Inconformidade, nos termos do Acórdão 10.36.199, de 15 de dezembro de 2011, assim ementado: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Período de apuração: 01/04/2006 a 30/06/2006 GLOSAS DE CRÉDITOS CONSIDERADOS INDEVIDOS. MATÉRIA NÃO IMPUGNADA Tornamse definitivas na esfera administrativa as glosas de crédito que não tenham sido expressamente contestadas. Manifestação de Inconformidade Improcedente Irresignada, a contribuinte apresentou recurso voluntário a este Conselho, alegando, em síntese: Fl. 70DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/01/2015 por MONICA MONTEIRO GARCIA DE LOS RIOS, Assinado digitalmente em 12/01/2015 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 10/01/2015 por MONICA MONTEIRO GARCIA DE LOS RIOS Processo nº 11065.922106/200974 Acórdão n.º 3101001.586 S3C1T1 Fl. 71 3 a) que foi ilegal a aplicação de multa e juros de mora sobre os débitos compensados, tendo em vista que apresentou o pedido de compensação antes do vencimento dos tributos a compensar, utilizando créditos apurados antes do vencimento dos débitos; b) que não acatar o direito aos créditos de insumos adquiridos de empresas optantes do SIMPLES fere o princípio da nãocumulatividade do IPI; c) que eventual erro de preenchimento da DCOMP não pode prevalecer ante o conteúdo real da situação; d) que o contribuinte não pode ser prejudicado em decorrência da situação irregular de seus fornecedores; e) que "deve ser assegurado ao recorrente o direito à regra mais benigna, por ser este princípio geral de direito tributário"; f) que não se pode exigir tributo "por simples verossimilhança. mera probabilidade ou verdade material aproximada". É o relatório. Voto Conselheira Mônica Monteiro Garcia de los Rios – redatora ad hoc Por intermédio do Despacho de efolha 68, nos termos da disposição do art. 17, III, do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais – RICARF1, aprovado pela Portaria MF 256, de 22 de junho de 2009, incumbiume o Presidente da Turma a formalizar o Acórdão 3101001.586, não entregue pela relatora original, Conselheira Vanessa Albuquerque Valente, que não integra mais nenhum dos colegiados do CARF. Desta forma, a elaboração deste voto deve refletir a posição adotada pela relatora original, que foi acompanhada, por unanimidade, pelos demais integrantes do colegiado. O recurso é tempestivo e atende aos demais requisitos para sua admissibilidade. Dele se tomou conhecimento. Inicialmente é importante esclarecer que o presente processo cuida, tão somente, de Pedido de Ressarcimento Eletrônico (PER), não tendo sido vinculada, pelo contribuinte, nenhuma DCOMP ao PER tratado nestes autos. Desta foram, o presente litígio 1 Art. 17. Aos presidentes de turmas julgadoras do CARF incumbe dirigir, supervisionar, coordenar e orientar as atividades do respectivo órgão e ainda: (...) III designar redator ad hoc para formalizar decisões já proferidas, nas hipóteses em que o relator original esteja impossibilitado de fazêlo ou não mais componha o colegiado; Fl. 71DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/01/2015 por MONICA MONTEIRO GARCIA DE LOS RIOS, Assinado digitalmente em 12/01/2015 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 10/01/2015 por MONICA MONTEIRO GARCIA DE LOS RIOS Processo nº 11065.922106/200974 Acórdão n.º 3101001.586 S3C1T1 Fl. 72 4 restringese ao exame das glosas efetuadas pelo processamento eletrônico, a saber: glosa de créditos indevidos em razão de: motivo 1 – crédito de IPI não admitido para o CFOP registrado; e motivo 7 – empresa emitente da nota fiscal optante do SIMPLES, segundo demonstrativo de análise do crédito, que integra o Despacho Decisório. . Compulsando a Manifestação de Inconformidade apresentada constatase que a contribuinte se insurgiu apenas contra a homologação parcial das compensações, que sequer são objeto do presente processo, de forma que suas alegações apresentadas em sede de recurso voluntário não guardam relação com o Despacho Decisório proferido nestes autos, que deferiu parcialmente o pedido de ressarcimento. Assim, não tendo havido contestação expressa, na Manifestação de Inconformidade, contra as glosas efetuadas pelo processamento eletrônico, que totalizaram R$740,31, tais glosas tornaramse definitivas na esfera administrativa, nos termos do art. 17 do Decreto 70.235 (PAF), in verbis: Art. 17. Considerarseá não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pelo impugnante. (Redação dada pelo art. 67 da Lei n.º 9.532/1997) Em consequência, não se conhece do recurso voluntário na parte em que contestou o direito ao crédito básico do IPI nas aquisições de insumos perante fornecedores optantes do SIMPLES. Tratase, portanto, de matéria preclusa. Quanto à glosa de créditos nas aquisições escrituradas em CFOP que não gera direito a crédito, não houve contestação da contribuinte no recurso voluntário. Por último, não cabe qualquer manifestação, neste voto, quanto às alegações recursais contra as supostas multas aplicadas aos débitos cuja compensação foi não homologada, pois, como visto, não se trata de compensação no presente processo. Nestes termos, o colegiado negou provimento ao recurso voluntário apresentado. E são estas as considerações possíveis para suprir a inexistência do voto. Mônica Monteiro Garcia de los Rios – Redatora ad hoc Fl. 72DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/01/2015 por MONICA MONTEIRO GARCIA DE LOS RIOS, Assinado digitalmente em 12/01/2015 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 10/01/2015 por MONICA MONTEIRO GARCIA DE LOS RIOS
score : 1.0
Numero do processo: 13005.001286/2009-99
Turma: Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Oct 15 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Wed Dec 31 00:00:00 UTC 2014
Numero da decisão: 3202-000.294
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
RESOLVEM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência. Acompanhou o julgamento a advogada Dra. Camila G. de Oliveira, OAB/DF 15.791.
Assinado digitalmente
LUIS EDUARDO GARROSSINO BARBIERI- Presidente Substituto.
Assinado digitalmente
TATIANA MIDORI MIGIYAMA - Relatora.
Participaram do presente julgamento os Conselheiros Luis Eduardo Garrossino Barbieri (Presidente substituto), Gilberto de Castro Moreira Junior, Charles Mayer de Castro Souza, Paulo Roberto Stocco Portes, Thiago Moura de Albuquerque Alves e Tatiana Midori Migiyama (Relatora) .
Relatório
Nome do relator: Não se aplica
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RESOLVEM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência. Acompanhou o julgamento a advogada Dra. Camila G. de Oliveira, OAB/DF 15.791. Assinado digitalmente LUIS EDUARDO GARROSSINO BARBIERI Presidente Substituto. Assinado digitalmente TATIANA MIDORI MIGIYAMA Relatora. Participaram do presente julgamento os Conselheiros Luis Eduardo Garrossino Barbieri (Presidente substituto), Gilberto de Castro Moreira Junior, Charles Mayer de Castro Souza, Paulo Roberto Stocco Portes, Thiago Moura de Albuquerque Alves e Tatiana Midori Migiyama (Relatora) . Relatório Tratase de recurso voluntário interposto por DOUX FRANGOSUL S/A AGRO AVÍCOLA INDUSTRIAL contra Acórdão nº 0432.485, de 16 de julho de 2013 (de RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 30 05 .0 01 28 6/ 20 09 -9 9 Fl. 295DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/12/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 30/12/2 014 por LUIS EDUARDO GARROSSINO BARBIERI, Assinado digitalmente em 30/12/2014 por TATIANA MIDORI MIG IYAMA Processo nº 13005.001286/200999 Resolução nº 3202000.294 S3C2T2 Fl. 296 2 fls. 254 a 257), proferido pela 2ª Turma da DRJ/CGE, que julgou por unanimidade de votos, improcedente a manifestação de inconformidade. Por bem descrever os fatos, adoto o relatório integrante da decisão recorrida, a qual transcrevo a seguir: “Tratase de manifestação de inconformidade referente ao indeferimento de direito creditório e conseqüente nãohomologação de compensações, conforme Parecer DRF/SCS/SAORT nº 200/2009 (fls. 79/82), devidamente aprovado pelo Despacho Decisório DRF/SCS/SAORT nº 564/2009, de 31/12/2009 (fls. 83), que não homologou as compensações declaradas nas Dcomp indicadas na Tabela 1 do referido Parecer (fls. 79/80), com base em suposto crédito de Cofins oriundo de pagamento indevido ou a maior. O pagamento alegadamente indevido teria sido em 15/09/2004, no montante de R$ 369.267,52, mas nas pesquisas efetuadas nos sistemas Sinal10 e SIEF/Documentos de Arrecadação não foi possível localizar o Darf indicado nas Dcomp, o que motivou o indeferimento. Cientificada do citado despacho em 14/01/2010 (fls. 84), a interessada apresentou sua manifestação de inconformidade em 12/02/2010 (fls. 92/95), alegando, em síntese, que: a) transmitiu eletronicamente 13 Dcomp, tendo todas o mesmo crédito decorrente da Dcomp nº 40841.50646.291204.1.3.042191, visando adimplir suas obrigações fiscais com o referido crédito decorrente de pagamento indevido; b) a referida Dcomp nº 40841.50646.291204.1.3.042191, em razão de erro de imputação, foi retificada através da Dcomp nº 12818.05094.090205.1.7.040340; c) no intuito de verificar e avaliar as 13 compensações, foi formalizado presente processo, nos termos da Portaria RFB nº 666/2008, mas a conclusão foi pela não homologação das compensações por não ter sido localizado o Darf identificado em Dcomp; d) no despacho decisório o auditorfiscal relatou que o crédito, no qual se fundou as 13 compensações, “foi apreciado pelo sistema PER/DCOMP que, através do despacho decisório nº 808249232, não confirmou sua existência, visto que não foi possível localizar o DARF discriminado no PER/DCOMP nos sistemas da Receita Federal. Diante da inexistência do crédito, a compensação declarada foi não homologada. Em 08/01/2009, a interessada insurgiuse contra o despacho apresentando manifestação de inconformidade dirigida à DRJ em Santa Maria (RS), que, por sua vez, manteve a decisão. Após, em 11/08/2009, o Contribuinte apresentou recurso voluntário. Atualmente, o processo 13005903.260/200804 encontrase em julgamento no CARF”; e) a existência ou não do crédito, no qual se funda as 13 compensações ora sob análise, pende de julgamento no CARF no processo nº 13005.903260/200804, razão porque reapresenta as justificativas e os argumentos apresentados naquele processo; f) o sistema PER/Dcomp tratou o seu crédito como se fosse originário de um Darf, quando em verdade o crédito é decorrente de um pagamento indevido, este originário de um anterior processo administrativo nº 11065.002256/200536, através do qual restou pago indevidamente o valor de R$ 369.267,52, relativamente à Cofins do mês de agosto de 2004; g) impõese que a Receita Federal analise também as informações constantes no seu sistema quanto ao processo nº 11065.002256/200536, a partir do qual constatará que restou pago indevidamente o valor ora em análise (especificamente o lançamento nº 019 2172 – Cofins – PA/EX 08/2004, vcto. imp. 15/09/2004, do Extrato de Processo); h) em outras palavras, o crédito no qual se funda as 13 compensações ora sob análise originase do indevido pagamento de Cofins, efetuado através de compensação processada no processo nº 11065.002256/200536 que, Fl. 296DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/12/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 30/12/2 014 por LUIS EDUARDO GARROSSINO BARBIERI, Assinado digitalmente em 30/12/2014 por TATIANA MIDORI MIG IYAMA Processo nº 13005.001286/200999 Resolução nº 3202000.294 S3C2T2 Fl. 297 3 posteriormente, foi parcialmente apropriado no processo nº 13005.903260/200804 e é agora, na sua parte restante, apropriado no presente processo; i) além disso, na linha 37 da Dacon do 3º trimestre/2004 não consta a existência de qualquer débito de Cofins em todos os meses de tal trimestre; j) a cópia da DCTF do 3º trimestre/2004 também comprova que não declarou débito de Cofins no referido período. Finalizou requerendo a reforma do despacho decisório. É o relatório.” A DRJ não acolheu as alegações do contribuinte e considerou improcedente a manifestação de inconformidade em acórdão com a seguinte ementa: “ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Anocalendário: 2004 PER/DCOMP. RETIFICAÇÃO. A legislação de regência não permite a retificação de oficio de PER/Dcomp. COMPENSAÇÃO. INEXISTÊNCIA DO CRÉDITO. Não existindo o pagamento apontado como sendo a origem do crédito vinculado ao débito, ambos informados em PER/Dcomp, não há como homologarse a compensação pretendida. Manifestação de Inconformidade Improcedente Outros Valores Controlados” Cientificado do referido acórdão em 25 de julho de 2013 (fl. 265), a interessada apresentou recurso voluntário em 2 de agosto de 2013 (fls. 266 a 54), pleiteando a reforma do decisum e reafirmando seus argumentos apresentados à DRJ. É o relatório. Voto Conselheira Tatiana Midori Migiyama, Relatora Da admissibilidade Por conter matéria desta E. Turma da 3ª Seção do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais e presentes os requisitos de admissibilidade, conheço do Recurso Voluntário tempestivamente interposto pelo contribuinte, considerando que a DOUX FRANGOSUL S/A AGRO AVÍCOLA INDUSTRIAL teve ciência da decisão de primeira instância em 25 de julho de 2013, quando, então, iniciouse a contagem do prazo de 30 (trinta) dias para apresentação dos presentes recursos voluntários – apresentandoos em 2 de agosto de 2013. Fl. 297DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/12/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 30/12/2 014 por LUIS EDUARDO GARROSSINO BARBIERI, Assinado digitalmente em 30/12/2014 por TATIANA MIDORI MIG IYAMA Processo nº 13005.001286/200999 Resolução nº 3202000.294 S3C2T2 Fl. 298 4 Depreendendose da análise do processo, vêse que o cerne da lide envolve a não homologação de compensações realizadas pela recorrente com base em suposto crédito pendente de julgamento no CARF no processo nº 13005.903260/200804. Segundo a recorrente, o sistema PER/Dcomp tratou o seu crédito como se fosse originário de um Darf, quando o crédito é decorrente de um pagamento indevido, este originário de um anterior processo administrativo nº 11065.002256/200536, através do qual restou pago indevidamente o valor de R$ 369.267,52, relativamente à Cofins do mês de agosto de 2004. Em análise, observase que para o deslinde da questão é necessário se obter o resultado do julgamento do processo nº 13005.903260/200804. Em relação a esse processo, a contribuinte recorreu ao CARF – Conselho Administrativo de Recursos Fiscais e, por conseguinte, após apreciação, a Terceira Seção de Julgamento, pelo Acórdão nº 3210200.897, de 03/02/2011, negou provimento ao recurso voluntário (fls. 01/05 do processo nº 13005.903260/200804), conforme ementa a seguir: “PER/DCOMP. RETIFICAÇÃO. A legislação de regência não permite a retificação de oficio de PER/DCOMP. COMPENSAÇÃO. INEXISTÊNCIA DO CRÉDITO. Não existindo o pagamento apontado como sendo a origem do crédito vinculado ao débito, ambos informados em PER/DCOMP, não há como homologarse a compensação pretendida.” Não obstante à decisão descrita acima, especificamente ao processo nº 13005.903260/200804 é de se notar que a contribuinte interpôs Recurso Especial de divergência ao amparo do art. 67, do Anexo II, do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais RICARF Em vista de todo o exposto, voto no sentido de converter o julgamento em diligência, para que a autoridade preparadora: Fl. 298DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/12/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 30/12/2 014 por LUIS EDUARDO GARROSSINO BARBIERI, Assinado digitalmente em 30/12/2014 por TATIANA MIDORI MIG IYAMA Processo nº 13005.001286/200999 Resolução nº 3202000.294 S3C2T2 Fl. 299 5 · Junte aos autos cópia da decisão administrativa definitiva de mérito proferida nos autos do processo nº 11065.002256/200536, que contempla a discussão do direito creditório referente aos créditos de Cofins do mês de agosto de 2004. Caso esta ainda não tenha sido proferida, devem os autos aguardar naquela DRFB, até que seja definitivamente decidido, nos autos do referido processo administrativo, a existência, ou não, do crédito pleiteado; · Cientifique o contribuinte sobre o resultado da diligência, para, se assim desejar, apresentar manifestação no prazo legal de 30 (trinta) dias, nos termos do art. 35, parágrafo único, do Decreto nº 7.574/11; · Cientifique a Procuradoria Geral da Fazenda para se manifestar sobre o resultado da diligência, se houver interesse e caso entenda ser necessário; · Findo o prazo acima, devolva os autos ao CARF para julgamento Assinado digitalmente Tatiana Midori Migiyama Fl. 299DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/12/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 30/12/2 014 por LUIS EDUARDO GARROSSINO BARBIERI, Assinado digitalmente em 30/12/2014 por TATIANA MIDORI MIG IYAMA
score : 1.0
Numero do processo: 10640.002691/2008-60
Turma: Terceira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Dec 04 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Wed Jan 07 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Exercício: 2004, 2005
PARTICIPAÇÃO NOS LUCROS E FUNCIONÁRIOS. PORCENTAGEM FIXA DESVINCULADA A LUCRO OU RESULTADO. CRITÉRIOS.
Para fins de não incidência sobre as verbas pagas aos empregados a título de PLR, é necessário que os critérios seja vinculados à resultado e lucro, com metas bem definidas.
Recurso Voluntário Negado - Crédito Tributário Mantido
Numero da decisão: 2803-003.935
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
(Assinado Digitalmente)
Helton Carlos Praia de Lima - Presidente.
(Assinado Digitalmente)
Gustavo Vettorato - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Helton Carlos Praia de Lima (presidente), Gustavo Vettorato, Eduardo de Oliveira, Ricardo Magaldi Messetti, Fábio Pallaretti Calcini, Oséas Coimbra Júnior..
Nome do relator: GUSTAVO VETTORATO
1.0 = *:*
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ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Exercício: 2004, 2005 PARTICIPAÇÃO NOS LUCROS E FUNCIONÁRIOS. PORCENTAGEM FIXA DESVINCULADA A LUCRO OU RESULTADO. CRITÉRIOS. Para fins de não incidência sobre as verbas pagas aos empregados a título de PLR, é necessário que os critérios seja vinculados à resultado e lucro, com metas bem definidas. Recurso Voluntário Negado - Crédito Tributário Mantido
turma_s : Terceira Turma Especial da Segunda Seção
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. (Assinado Digitalmente) Helton Carlos Praia de Lima - Presidente. (Assinado Digitalmente) Gustavo Vettorato - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Helton Carlos Praia de Lima (presidente), Gustavo Vettorato, Eduardo de Oliveira, Ricardo Magaldi Messetti, Fábio Pallaretti Calcini, Oséas Coimbra Júnior..
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1705; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2TE03 Fl. 132 1 131 S2TE03 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10640.002691/200860 Recurso nº 10.640.002691200860 Voluntário Acórdão nº 2803003.935 – 3ª Turma Especial Sessão de 4 de dezembro de 2014 Matéria CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS Recorrente TRANSUR TRANSP. ROD. MANSUR LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Exercício: 2004, 2005 PARTICIPAÇÃO NOS LUCROS E FUNCIONÁRIOS. PORCENTAGEM FIXA DESVINCULADA A LUCRO OU RESULTADO. CRITÉRIOS. Para fins de não incidência sobre as verbas pagas aos empregados a título de PLR, é necessário que os critérios seja vinculados à resultado e lucro, com metas bem definidas. Recurso Voluntário Negado Crédito Tributário Mantido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. (Assinado Digitalmente) Helton Carlos Praia de Lima Presidente. (Assinado Digitalmente) Gustavo Vettorato Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Helton Carlos Praia de Lima (presidente), Gustavo Vettorato, Eduardo de Oliveira, Ricardo Magaldi Messetti, Fábio Pallaretti Calcini, Oséas Coimbra Júnior.. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 64 0. 00 26 91 /2 00 8- 60 Fl. 132DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/12/2014 por GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 25/12/2014 po r GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 06/01/2015 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 10640.002691/200860 Acórdão n.º 2803003.935 S2TE03 Fl. 133 2 Relatório Tratase de Recurso Voluntário que busca a reforma de decisão da Delegacia da Receita Federal de Julgamento que manteve integralmente o lançamento do crédito tributário oriundo de contribuições previdenciárias patronais, inclusive ao SAT e terceiras entidades, incidentes de verbas pagas a segurados desvinculados à participação de resultados e lucros (Lei n. 10.101/2000), pois os valores pagos e critérios utilizados não atenderiam o disposto na legislação, no período de 01/07/2004 a 31/07/2005, a ciência do lançamento foi em 19.06.2008. O recurso foi tempestivo, e alegou a natureza não remuneratória das verbas pagas, bem como não haveria irregularidades nos acordos coletivos que lhe deram base, e que afronta o art. 7º, XI, da Constituição Federal, e que o art. 2º, §1º, I e II, da Lei n. 10.101/2000, não seriam taxativos quanto aos critérios. Os autos vieram a presente 3ª Turma Especial da 2ª Seção de Julgamento do CARFMF para apreciação e julgamento do recurso voluntário. Os autos vieram à turma especial. É o relatório. Fl. 133DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/12/2014 por GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 25/12/2014 po r GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 06/01/2015 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 10640.002691/200860 Acórdão n.º 2803003.935 S2TE03 Fl. 134 3 Voto Conselheiro Gustavo Vettorato 1) O recurso é tempestivo, preenchendo os requisitos de admissibilidade, devendo ser conhecido. 2) Quanto ao lançamento com base no PLR, passase a considerar: O procedimento adotado para fins de formalização das vontades entre empregador e empregado, o mesmo foi feito de forma adequada na forma do art. 2º, I e II, da Lei n. 10101/2001. Observese que a lei coloca que o acordo deve ser feito de forma alternativa, ou por uma comissão de empregados, ou convenção ou acordo coletivo. A sua assinatura sucessiva não afeta a forma legal, como tenta demonstrar a decisão a quo. No tangente aos critérios serem claros e possibilidade da lei (art. 2º, I e II, da Lei n. 10101/2001) ter apenas exemplificado os critérios de aferição dos valores a serem pagos por PRL, devese ir além. No caso em questão, efetivamente, a pactuação de porcentagens fixas (20%) sobre o próprio salário do funcionário e limitadas a valores fixos pagos a outros funcionários (motoristas), desnatura a finalidade da legislação, que vincula tais pagamentos aos resultados e lucros da empresa. Observese que tanto o disposto no art. 7º, XI, da Constituição Federal, regulado pelo art. 2º, da Lei n. 10.101/2001, e art. 28, §9º, j, da Lei n. 8.212/1991, que são claros a determinar que os valores pagos a título de PRL devem ser a vinculados dos valores aos lucros ou ao resultado da empresa. A estipulação de porcentagens fixas simplesmente incidentes sobre o salário, sem apresentar o aumento de produção ou rentabilidade das atividades da empresa, demonstram apenas um aumento de salário, não a transformação do trabalhador em participante do sucesso ou fracasso da empregadora, o que é a finalidade das empresas: elemento de integração de capital e trabalho. Assim, o caso presente demonstram uma tentativa de mascaramento de remuneração pelos serviços em lucro. Ou seja, conforme o art. 28, I, da Lei n. 8.212/1991, demonstrase a ocorrência da hipótese de incidência das contribuições previdenciárias em questão. Essa é a orientação do próprio CARF/MF: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/01/2005 a 31/12/2008 PARTICIPAÇÃO NOS LUCROS OU RESULTADOS (PLR). DESACORDO COM A LEI. INCIDÊNCIA. A parcela paga aos empregados a título de participação nos lucros ou resultados, em desacordo com as diretrizes fixadas pela legislação pertinente, integra o salário de contribuição. Integra o salário de contribuição a parcela paga pela empresa ao segurado empregado a título de “produtividade”, quando paga ou creditada em desacordo com lei específica. MULTA DE MORA. APLICAÇÃO DA LEGISLAÇÃO VIGENTE À ÉPOCA DO FATO GERADOR. O lançamento reportase à data de ocorrência do fato gerador e Fl. 134DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/12/2014 por GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 25/12/2014 po r GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 06/01/2015 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 10640.002691/200860 Acórdão n.º 2803003.935 S2TE03 Fl. 135 4 regese pela lei então vigente, ainda que posteriormente modificada ou revogada. Para os fatos geradores ocorridos antes da vigência da MP 449/2008, aplicase a multa de mora nos percentuais da época (redação anterior do artigo 35, inciso II da Lei 8.212/1991), limitandose ao percentual máximo de 75%. Recurso Voluntário Provido em Parte. (Ac. 2402004.226, Rel. Cons. Ronaldo Lima Macedo, da 2ª Turma Ordinária da 4ª. Câmara da 2ª. Seção de Juldamento do CARF/MF, julg. 13.10.2014) Quanto à suposta inconstitucionalidade de tal aplicação do art. 2º, da Lei n. 10.101/2001, é vedado aos Conselheiros do CARFMF afastarem a aplicação da lei ou decreto sob tal argumento, salvo nas exceções expressas dos artigos 62 e 62A, do Anexo II, do Regimento Interno do CARFMF. Assim, neste ponto, não se pode acolher o pedido. 3) Isso posto, voto por conhecer o recurso, para, no mérito, negarlhe provimento. É como voto. (assinado digitalmente) Gustavo Vettorato – Relator Fl. 135DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/12/2014 por GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 25/12/2014 po r GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 06/01/2015 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA
score : 1.0
Numero do processo: 10675.003709/2005-09
Turma: Primeira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Oct 23 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Thu Jan 08 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ
Ano-calendário: 2002
Ementa:
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO - ERRO MATERIAL - EXISTÊNCIA. São cabíveis embargos de declaração para sanar erro material existente entre a ementa e a fundamentação do acórdão, corrigindo-se os equívocos para fins de corretamente delimitar as questões analisadas pelo julgador. Embargos de Declaração acolhidos, sem efeitos modificativos, apenas para sanar erro material.
Numero da decisão: 1101-001.216
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros da Primeira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Primeira Seção de Julgamento, por unanimidade, em ACOLHER e PROVER, sem efeitos modificativos, os embargos de declaração, nos termos do relatório e do voto que seguem em anexo.
(assinado digitalmente)
MARCOS AURÉLIO PEREIRA VALADÃO - Presidente
(assinado digitalmente)
BENEDICTO CELSO BENÍCIO JÚNIOR - Relator
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Marcos Aurélio Pereira Valadão (Presidente), Benedicto Celso Benício Júnior (Relator), Edeli Pereira Bessa, Antônio Lisboa Cardoso, Paulo Mateus Ciccone e Paulo Reynaldo Becari.
Nome do relator: BENEDICTO CELSO BENICIO JUNIOR
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Ano-calendário: 2002 Ementa: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO - ERRO MATERIAL - EXISTÊNCIA. São cabíveis embargos de declaração para sanar erro material existente entre a ementa e a fundamentação do acórdão, corrigindo-se os equívocos para fins de corretamente delimitar as questões analisadas pelo julgador. Embargos de Declaração acolhidos, sem efeitos modificativos, apenas para sanar erro material.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros da Primeira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Primeira Seção de Julgamento, por unanimidade, em ACOLHER e PROVER, sem efeitos modificativos, os embargos de declaração, nos termos do relatório e do voto que seguem em anexo. (assinado digitalmente) MARCOS AURÉLIO PEREIRA VALADÃO - Presidente (assinado digitalmente) BENEDICTO CELSO BENÍCIO JÚNIOR - Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Marcos Aurélio Pereira Valadão (Presidente), Benedicto Celso Benício Júnior (Relator), Edeli Pereira Bessa, Antônio Lisboa Cardoso, Paulo Mateus Ciccone e Paulo Reynaldo Becari.
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ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 2002 Ementa: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO ERRO MATERIAL EXISTÊNCIA. São cabíveis embargos de declaração para sanar erro material existente entre a ementa e a fundamentação do acórdão, corrigindose os equívocos para fins de corretamente delimitar as questões analisadas pelo julgador. Embargos de Declaração acolhidos, sem efeitos modificativos, apenas para sanar erro material. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros da Primeira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Primeira Seção de Julgamento, por unanimidade, em ACOLHER e PROVER, sem efeitos modificativos, os embargos de declaração, nos termos do relatório e do voto que seguem em anexo. (assinado digitalmente) MARCOS AURÉLIO PEREIRA VALADÃO Presidente (assinado digitalmente) BENEDICTO CELSO BENÍCIO JÚNIOR Relator AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 67 5. 00 37 09 /2 00 5- 09 Fl. 2157DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/11/2014 por BENEDICTO CELSO BENICIO JUNIOR, Assinado digitalmente em 10/11/2014 por BENEDICTO CELSO BENICIO JUNIOR, Assinado digitalmente em 15/12/2014 por MARCOS AURELI O PEREIRA VALADAO 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Marcos Aurélio Pereira Valadão (Presidente), Benedicto Celso Benício Júnior (Relator), Edeli Pereira Bessa, Antônio Lisboa Cardoso, Paulo Mateus Ciccone e Paulo Reynaldo Becari. Relatório Cuidase de embargos de declaração opostos pela Fazenda Nacional, fls. 2148/2149, em face do acórdão n. 110100.003 desta E. Turma, por meio do qual se negou provimento aos recursos de ofício e voluntário, nos termos da seguinte ementa: “RECURSO ‘EX OFFICIO’ – IRPJ – PRELIMINAR DE DECADÊNCIA – ACOLHIMENTO – É de se negar provimento ao recurso ex offficio que reduziu parcela do lançamento correspondente a cheques devolvidos que não caracterizam ingressos de numerário em contascorrentes bancárias da interessada. Recurso de ofício a que se nega provimento. RECURSO VOLUNTÁRIO IRPJ – CSLL – LUCRO ARBITRADO – NÃO ATENDIMENTO À INTIMAÇÃO PARA APRESENTAÇÃO DOS LIVROS OBRIGATÓRIOS E RESPECTIVA DOCUMENTAÇÃO INDISPENSÁVEIS À OPÇÃO PELO LUCRO PRESUMIDO – A não apresentação dos livros obrigatórios e da documentação correspondente, apesar de reiteradas e sucessivas intimações, impossibilita ao fisco a conferência dos valores tributados, restando como única alternativa o arbitramento dos lucros. MULTA QUALIFICADA – EVIDENTE INTUITO DE FRAUDE – Evidenciado o intuito de fraude pelos indícios caracterizadores dessa prática nos procedimentos adotados pela contribuinte, aplicase a multa qualificada de 150%” (fl. 2135, destacamos). No aclaratórios, suscita exclusivamente a ocorrência de erro material na ementa referente aos fundamentos para desprovimento do recurso de ofício. Alega que “a matéria decadência não foi tratada no voto do Relator. O recurso de ofício, na verdade, versou apenas sobre a exclusão da base de cálculo dos depósitos em cheques posteriormente devolvidos” (fl. 2149), razão pela qual haveria necessidade de retificação daquela ementa a fim de evitar quaisquer dúvidas sobre as matérias analisadas. É o relatório. Voto Conselheiro BENEDICTO CELSO BENÍCIO JÚNIOR A Procuradoria da Fazenda Nacional foi intimada do r. decisum em 05/03/2010 (sextafeira) – consoante termo de intimação à fl. 2146 , nos moldes do art. 63, Fl. 2158DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/11/2014 por BENEDICTO CELSO BENICIO JUNIOR, Assinado digitalmente em 10/11/2014 por BENEDICTO CELSO BENICIO JUNIOR, Assinado digitalmente em 15/12/2014 por MARCOS AURELI O PEREIRA VALADAO Processo nº 10675.003709/200509 Acórdão n.º 1101001.216 S1C1T1 Fl. 3 3 §4°, do RICARF. Sendo assim, a Fazenda Nacional teria até o dia 12/03/2010 (sextafeira) para apresentar seus embargos de declaração, nos termos do art. 65, §1°, do RICARF, a saber, 5 (cinco) dias contados da ciência da decisão colegiada. Tempestivo, portanto, o recurso apresentado em 09/03/2010 (fl. 2148). Penso que o vertente recurso de embargos de declaração, oposto tempestivamente, deve ser conhecido e acolhido para o saneamento de erros materiais, conforme apontado pela Fazenda Nacional. Com efeito, a questão ora suscitada cingese à verificação da efetiva ocorrência de erro material na ementa do acórdão embargado, o qual, no que importa ao presente momento, negou provimento ao recurso de ofício para ratificar o entendimento da decisão de primeira instância que julgou parcialmente procedente o Auto de Infração, decisum esse em que se lê, verbis: “Como se depreende do relatório, tratam os presentes autos, de recurso de ofício interposto pela e. 2ª Turma da DRJ em Juiz de Fora/MG, em relação a parcela do crédito tributário que resultou reduzida por ocasião do julgamento em primeiro grau. A exclusão efetuada pela turma de julgamento referese aos créditos em conta corrente correspondentes a depósitos em cheques efetuados pela interessada, os quais posteriormente foram devolvidos pela instituição financeira. Referidos valores não deveriam compor a base de cálculo para a apuração do lucro arbitrado, tendo em vista que não correspondem a ingresso de numerário nos ativos da empresa, eis que posteriormente resultaram devolvidas a mesma” (fl. 2138, grifei) A ementa, quanto ao recurso voluntário, restou lavrada nos seguintes termos: “RECURSO ‘EX OFFICIO’ – IRPJ – PRELIMINAR DE DECADÊNCIA – ACOLHIMENTO – É de se negar provimento ao recurso ex officio que reduziu parcela do lançamento correspondente a cheques devolvidos que não caracterizam ingressos de numerário em contascorrentes bancárias da interessada. Recurso de ofício a que se nega provimento.” (fl. 2135, destaquei). Da análise comparativa entre os termos da ementa supratranscrita (trechos em negrito x trecho sublinhado), bem como das razões do voto embargado (fls. 2138 e 2139), ressoa inequívoca a ocorrência do erro material suscitado pela Fazenda Nacional, eis que aquele julgamento laborou sob a premissa de que valores depositados em cheque na conta da empresa e que foram, posteriormente, estornados, não podem compor a base de cálculo para fins de arbitramento de lucro. Por todo o exposto, voto pelo ACOLHIMENTO dos embargos de declaração opostos para retificar a ementa do v. acórdão embargado a fim de que conste corretamente a matéria do recurso de ofício e o entendimento exposto pelo Ilustríssimo Conselheiro José Fl. 2159DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/11/2014 por BENEDICTO CELSO BENICIO JUNIOR, Assinado digitalmente em 10/11/2014 por BENEDICTO CELSO BENICIO JUNIOR, Assinado digitalmente em 15/12/2014 por MARCOS AURELI O PEREIRA VALADAO 4 Ricardo da Silva, Relator à época do julgamento, a qual passa a ter os seguintes termos substitutivos: “RECURSO ‘EX OFFICIO’ – IRPJ – LUCRO ARBITRADO – DEPÓSITOS BANCÁRIOS POR CHEQUES POSTERIORMENTE ESTORNADOS – EXCLUSÃO DESSE MONTANTE DA BASE DE CÁLCULO – É de se negar provimento ao recurso ex offficio para que seja mantida a decisão de primeira instância que excluiu parcela do lançamento correspondente a depósitos bancários realizados por meio de cheques que foram devolvidos à própria empresa, por não caracterizarem ingressos de numerário em contascorrentes bancárias da interessada. Recurso de ofício a que se nega provimento” É como voto. (assinado digitalmente) BENEDICTO CELSO BENÍCIO JÚNIOR Relator Fl. 2160DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/11/2014 por BENEDICTO CELSO BENICIO JUNIOR, Assinado digitalmente em 10/11/2014 por BENEDICTO CELSO BENICIO JUNIOR, Assinado digitalmente em 15/12/2014 por MARCOS AURELI O PEREIRA VALADAO
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Numero do processo: 10880.694471/2009-15
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Jan 29 00:00:00 UTC 2015
Data da publicação: Tue Feb 03 00:00:00 UTC 2015
Numero da decisão: 3302-000.501
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros da Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do relator.
(assinado digitalmente)
Walber José da Silva
Presidente
(assinado digitalmente)
Paulo Guilherme Déroulède
Relator
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Walber José da Silva, Gileno Gurjão Barreto, Fabiola Cassiano Keramidas, Maria da Conceição Arnaldo Jacó, Paulo Guilherme Déroulède e Antonio Mário de Abreu Pinto.
RELATÓRIO
Nome do relator: Não se aplica
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros da Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Walber José da Silva Presidente (assinado digitalmente) Paulo Guilherme Déroulède Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Walber José da Silva, Gileno Gurjão Barreto, Fabiola Cassiano Keramidas, Maria da Conceição Arnaldo Jacó, Paulo Guilherme Déroulède e Antonio Mário de Abreu Pinto. RELATÓRIO
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Acordam os membros da Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Walber José da Silva Presidente (assinado digitalmente) Paulo Guilherme Déroulède Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Walber José da Silva, Gileno Gurjão Barreto, Fabiola Cassiano Keramidas, Maria da Conceição Arnaldo Jacó, Paulo Guilherme Déroulède e Antonio Mário de Abreu Pinto. RELATÓRIO Trata o presente de declaração de compensação, relativa a crédito de outubro/2004, indeferida pela autoridade administrativa sob o fundamento de que o DARF informado como origem do crédito fora utilizado para quitação de outros débitos. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 08 80 .6 94 47 1/ 20 09 -1 5 Fl. 332DF CARF MF Impresso em 03/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/01/2015 por PAULO GUILHERME DEROULEDE, Assinado digitalmente em 02/02 /2015 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 30/01/2015 por PAULO GUILHERME DEROULEDE Processo nº 10880.694471/200915 Resolução nº 3302000.501 S3C3T2 Fl. 333 2 A recorrente apresentou manifestação de inconformidade, alegando que: 1. A maior parte das receitas decorrem da prestação do serviço de transmissão de energia elétrica de acordo com contrato firmado em 13/09/1999 (CONTRATO CPST Nº 006/1999), firmado com o Operador Nacional do Sistema Elétrico ONS; 2. Estas receitas estariam sujeitas à incidência cumulativa da Lei nº 9.718/98, por decorrerem de contratos de longo prazo, a preço predeterminado e firmado anteriormente a 31/10/2003, por disposição prevista no inciso XI, alíneas "b" e "c", do art. 10 da Lei nº 10.833/2003; 3. A Nota Técnica nº 224/2006, expedida pela SFF/ANEEL, apresentou entendimento sobre o tema, concluindo que as receitas decorrentes dos Contratos de Prestação de Serviço de Trasmissão CPST, firmados anteriormente a 31/10/2003, e reajustados anualmente pelo IGPM, se sujeitam à incidência cumulativa das contribuições prevista na Lei nº 9718/98; 4. Recolheu, equivocadamente, as contribuições para o PIS e Cofins no regime nãocumulativo, não separando as sujeitas ao regime cumulativo, e, posteriormente, transmitiu várias DCOMPs para aproveitar o crédito originado do pagamento indevido; 5. Estava providenciando a retificação das DCTF e Dacons, quando foi surpreendida com a ciência dos despachos decisórios, não homologando as compensações; 6. Foi necessária a retificação dos Dacons e das DCTF, após a ciência dos despachos decisórios, para corrigir o erro de fato cometido e que as DCOMPs não foram retificadas em razão da intimação para ciência dos despachos decisórios, de acordo com a vedação constante nos artigos 77 e 95 da IN RFB nº 900/2008; 7. Os erros cometidos no preenchimento dos DARFs, DCTFs, Dacons e DCOMP não causaram prejuízo ao erário e devem ser reconhecidos pela Administração Tributária, nos termos do art. 147 do CTN e em atendimento ao princípio da verdade material; 8. Poderá disponibilizar os documentos como Diário, Razão, Faturas, Balancetes, Contratos, normas da ANEEL para realização de diligência, caso seja necessária; A Terceira Turma da DRJ/BEL em Belém proferiu decisão nos termos da ementa que abaixo transcrevese: ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Anocalendário:2004 DCOMP. PAGAMENTO INDEVIDO OU A MAIOR. ÔNUS DA PROVA. Considerase não homologada a declaração de compensação quando não reste comprovada a existência do crédito apontado como compensável. Em sede de compensação, o contribuinte possui o ônus de prova do seu direito. DIREITO CREDITÓRIO. PROVA. DCTF E DACON RETIFICADORES. Fl. 333DF CARF MF Impresso em 03/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/01/2015 por PAULO GUILHERME DEROULEDE, Assinado digitalmente em 02/02 /2015 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 30/01/2015 por PAULO GUILHERME DEROULEDE Processo nº 10880.694471/200915 Resolução nº 3302000.501 S3C3T2 Fl. 334 3 A DCTF e o DACON Retificadores, na condição de documentos confeccionados pelo próprio interessado, não exprimem nem materializam, por si só, o indébito fiscal. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido A recorrente interpôs tempestivamente recurso voluntário, alegando resumidamente que: 1. O IGPM deve ser considerado índice que reflete a variação ponderada dos custos e, portanto, enquadrado no art. 109 da Lei nº 11.196/2005; 2. Ainda que se negue a inclusão do IGPM no art. 109 da Lei n 11.196/2005, tal índice é mero reajuste do preço contratado, e não modificação deste preço, e que se o art. 109 da Lei nº 11.196/2005 estipulou que a variação dos custos não descaracteriza o preço predeterminado, com maior razão, um índice geral de correção não deveria descaracterizálo; 3. As IN SRF 468/2004 e 658/2006 consistem em flagrante ofensa ao princípio da legalidade insculpido no art. 150, inciso I da Constituição Federal; 4. O indébito decorre de erro na aplicação da alíquota; 5. Não disponibilizou toda a documentação, como Diário, Razão, Faturas, Balancetes, normas da ANEEL em razão do grande volume, vez que foram apresentadas 51 defesas administrativas; 6. Em momento algum, afirmou que a retificação do DACON e da DCTF constituem o direito creditório líquido e oponível à RFB, mas que pretendeu apenas cumprir os deveres instrumentais quanto ao erro alegado e que tais informações estão consubstanciadas em sua escrituração contábil; Cita, ainda, jurisprudência deste Conselho e do STJ e apresenta cópia do balancete, demonstrativos das receitas, indicação da conta contábil, de modo a corroborar suas alegações. Na forma regimental, o processo foi distribuído a este relator. É o relatório. VOTO Conselheiro Paulo Guilherme Déroulède. O recurso voluntário atende aos pressupostos de admissibilidade e dele tomo conhecimento. A autoridade administrativa indeferiu a homologação pelo fato de o DARF apontado como origem do crédito pleiteado estava alocado a débitos em DCTF. Após a ciência do despacho, a recorrente providenciou a retificação do Dacon e da DCTF, demonstrando os valores alegados como corretos. Fl. 334DF CARF MF Impresso em 03/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/01/2015 por PAULO GUILHERME DEROULEDE, Assinado digitalmente em 02/02 /2015 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 30/01/2015 por PAULO GUILHERME DEROULEDE Processo nº 10880.694471/200915 Resolução nº 3302000.501 S3C3T2 Fl. 335 4 A DRJ considerou a manifestação de inconformidade improcedente, sob os argumentos de que o contrato CPST 006/1999, apresentado pela recorrente, não era apto a demonstrar que não houve após 31/10/2003 a implementação de quaisquer das ocorrências que descaracterizassem o preço predeterminado; que a Cláusula 53 assegurava às partes a prerrogativa de solicitar a revisão das cláusulas e condições avençadas; que a competência da ANEEL não alcança a interpretação da legislação tributária; que o IGPM não constitui índice que reflete a variação dos custos de produção nem reflete a variação ponderada dos custos dos insumos utilizados; que a desconstituição dos créditos confessados não se efetiva com a apresentação da DCTF e Dacon retificadores, mas com a apresentação da escrita fiscal e contábil e respectiva documentação de suporte. Por sua vez, a recorrente, em recurso voluntário, alega que o reajuste pelo IGP M não descaracteriza o preço determinado, e apresenta cópias dos balancetes e demonstrativos de forma a comprovar seu direito. Vêse que a lide se refere ao alcance da expressão "preço predeterminado", e, consequentemente, da sujeição das receitas auferidas à incidência nãocumulativa ou cumulativa das contribuições. Passase, assim, à análise dos requisitos para exclusão das receitas em questão da incidência nãocumulativa das contribuições e da definição de preço predeterminado. As receitas decorrentes de determinados contratos firmados antes de 31/10/2003 foram excluídas da incidência nãocumulativa das contribuições, a partir da vigência do inciso XI do artigo 10 da Lei nº 10.833/2003, aplicado ao PIS/Pasep pelo art. 15 da referida lei: Art. 10. Permanecem sujeitas às normas da legislação da COFINS, vigentes anteriormente a esta Lei, não se lhes aplicando as disposições dos arts. 1o a 8o: (Produção de efeito) [...]XI as receitas relativas a contratos firmados anteriormente a 31 de outubro de 2003: a) com prazo superior a 1 (um) ano, de administradoras de planos de consórcios de bens móveis e imóveis, regularmente autorizadas a funcionar pelo Banco Central; b) com prazo superior a 1 (um) ano, de construção por empreitada ou de fornecimento, a preço predeterminado, de bens ou serviços; c) de construção por empreitada ou de fornecimento, a preço predeterminado, de bens ou serviços contratados com pessoa jurídica de direito público, empresa pública, sociedade de economia mista ou suas subsidiárias, bem como os contratos posteriormente firmados decorrentes de propostas apresentadas, em processo licitatório, até aquela data; [...]Art. 15. Aplicase à contribuição para o PIS/PASEP não cumulativa de que trata a Lei no 10.637, de 30 de dezembro de 2002, o disposto: (Redação dada pela Lei nº 10.865, de 2004) [...]V no art. 10, incisos VI, IX e XI a XXI desta Lei; e (Incluído pela Lei nº 10.865, de 2004) Fl. 335DF CARF MF Impresso em 03/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/01/2015 por PAULO GUILHERME DEROULEDE, Assinado digitalmente em 02/02 /2015 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 30/01/2015 por PAULO GUILHERME DEROULEDE Processo nº 10880.694471/200915 Resolução nº 3302000.501 S3C3T2 Fl. 336 5 V nos incisos VI, IX a XXV do caput e no § 2o do art. 10 desta Lei; (Redação dada pela Lei nº 11.051, de 2004) V nos incisos VI, IX a XXVII do caput e nos §§ 1o e 2o do art. 10 desta Lei; (Redação dada pela Lei nº 11.196, de 2005) Regulamentando o dispositivo, a RFB editou a IN SRF 468/2004, que, em seu art.2º, estipulou que a implementação do primeiro reajuste ou a revisão para manutenção do equilíbrio econômicofinanceiro dos contratos, após 31/10/2003, descaracterizariam o preço predeterminado, nos seguintes termos: Art. 2o Para efeito desta Instrução Normativa, preço predeterminado é aquele fixado em moeda nacional como remuneração da totalidade do objeto do contrato. § 1 o Considerase também preço predeterminado aquele fixado em moeda nacional por unidade de produto ou por período de execução. § 2 o Se estipulada no contrato cláusula de aplicação de reajuste, periódico ou não, o caráter predeterminado do preço subsiste somente até a implementação da primeira alteração de preços verificada após a data mencionada no art. 1 o . § 3 º Se o contrato estiver sujeito a regra de ajuste para manutenção do equilíbrio econômicofinanceiro, nos termos dos arts. 57, 58 e 65 da Lei n º 8.666, de 21 de junho de 1993, o caráter predeterminado do preço subsiste até a eventual implementação da primeira alteração nela fundada após a data mencionada no art. 1 º . Posteriormente, a Lei nº 11.196/2005, em seu art. 109, dispôs que o reajuste de preços em função do custo de produção ou da variação de índice que reflita a variação ponderada dos custos não será considerado para fins de descaracterização do preço determinado: Art. 109. Para fins do disposto nas alíneas b e c do inciso XI do caput do art. 10 da Lei no 10.833, de 29 de dezembro de 2003, o reajuste de preços em função do custo de produção ou da variação de índice que reflita a variação ponderada dos custos dos insumos utilizados, nos termos do inciso II do § 1o do art. 27 da Lei no 9.069, de 29 de junho de 1995, não será considerado para fins da descaracterização do preço predeterminado. Parágrafo único. O disposto neste artigo aplicase desde 1o de novembro de 2003. Novamente, regulamentando a matéria, a RFB editou a IN SRF nº 658/2006, revogando a IN SRF nº 468/2004 e incorporando as disposições do art. 109 acima mencionado, nos seguintes termos: Do Preço Predeterminado Art. 3º Para efeito desta Instrução Normativa, preço predeterminado é aquele fixado em moeda nacional como remuneração da totalidade do objeto do contrato. Fl. 336DF CARF MF Impresso em 03/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/01/2015 por PAULO GUILHERME DEROULEDE, Assinado digitalmente em 02/02 /2015 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 30/01/2015 por PAULO GUILHERME DEROULEDE Processo nº 10880.694471/200915 Resolução nº 3302000.501 S3C3T2 Fl. 337 6 § 1º Considerase também preço predeterminado aquele fixado em moeda nacional por unidade de produto ou por período de execução. § 2º Ressalvado o disposto no § 3º, o caráter predeterminado do preço subsiste somente até a implementação, após a data mencionada no art. 2º1, da primeira alteração de preços decorrente da aplicação: I de cláusula contratual de reajuste, periódico ou não; ou II de regra de ajuste para manutenção do equilíbrio econômicofinanceiro do contrato, nos termos dos arts. 57, 58 e 65 da Lei nº 8.666, de 21 de junho de 1993. § 3º O reajuste de preços, efetivado após 31 de outubro de 2003, em percentual não superior àquele correspondente ao acréscimo dos custos de produção ou à variação de índice que reflita a variação ponderada dos custos dos insumos utilizados, nos termos do inciso II do § 1º do art. 27 da Lei nº 9.069, de 29 de junho de 1995, não descaracteriza o preço predeterminado.(grifo não original) Art. 4º Na hipótese de pactuada, a qualquer título, a prorrogação do contrato, as receitas auferidas depois de vencido o prazo contratual vigente em 31 de outubro de 2003 sujeitarseão à incidência não cumulativa das contribuições. Verificase que a Receita Federal considerou que as hipóteses de reajuste e de revisão dos contratos administrativos, destinados à manutenção do equilíbrio econômico financeiro, expressos no art. 55, inciso III, 57, 58 e 65 da Lei nº 8.666/93, descaracterizariam o preço predeterminado, excetuando o reajuste não superior àquele correspondente ao acréscimo dos custos de produção ou à variação de índice que reflita a variação ponderada dos custos dos insumos utilizados. A revisão contratual decorre de fatos imprevisíveis, ou previsíveis, porém de conseqüências incalculáveis, retardadores ou impeditivos da execução do ajustado, ou, ainda, em caso de força maior, caso fortuito ou fato do príncipe, configurando álea econômica extraordinária e extracontratual2. Já o reajuste é cláusula necessária nos contratos administrativos3 e "objetiva reconstituir os preços praticados no contrato em razão de fatos previsíveis, é dizer, álea econômica ordinária, no momento da contratação, ante a realidade existente, como a variação inflacionária. Por decorrência, o reajuste deve retratar a alteração dos custos de produção a fim de manter as condições efetivas da proposta contratual, embora muitas vezes não alcance este desiderato relativamente a certo segmento ou agente econômicos". A legislação distingue as duas figuras, como se observa na Lei nº 8.987/95, que, dispondo sobre o regime de concessão de serviços públicos, especifica em seu art. 9º, §3º4, a 1 A data é 31/10/2003. 2 Art. 65, inciso II, alínea "d" da Lei nº 8.666/93 3 Art. 55, inciso III da Lei nº 8.666/93 4 Lei 8.987/95: Art. 9o A tarifa do serviço público concedido será fixada pelo preço da proposta vencedora da licitação e preservada pelas regras de revisão previstas nesta Lei, no edital e no contrato. [..~] § 2o Os contratos poderão prever mecanismos de revisão das tarifas, a fim de manterse o equilíbrio econômicofinanceiro. Fl. 337DF CARF MF Impresso em 03/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/01/2015 por PAULO GUILHERME DEROULEDE, Assinado digitalmente em 02/02 /2015 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 30/01/2015 por PAULO GUILHERME DEROULEDE Processo nº 10880.694471/200915 Resolução nº 3302000.501 S3C3T2 Fl. 338 7 possibilidade de revisão da tarifa decorrente da criação ou alteração de tributos. Já o artigo 18 da referida lei dispõe que o edital de licitação deverá prever os critérios de reajuste e revisão da tarifa, também ocorrendo a referida distinção nos artigos 23 e 29. A situação aqui tratada referese a reajuste e não a revisão contratual e se o procedimento altera o preço predeterminado. A definição desta expressão adotada pela RFB era a disposta na IN SRF nº 21/79: 3 Produção em Longo Prazo O contrato de construção por empreitada ou de fornecimento, a preço predeterminado, de bens e serviços a serem produzidos, com prazo de execução física superior a 12 (doze) meses, terá seu resultado apurado, em cada períodobase, segundo o progresso dessa execução: 3.1 Preço predeterminado é aquele fixado contratualmente, sujeito ou não a reajustamento, para execução global; no caso de construções, bens ou serviços divisíveis, o preço predeterminado é o fixado contratualmente para cada unidade. A instrução normativa acima foi utilizada como fundamento em diversas soluções de consulta da RFB, após a edição do inciso XI do art. 10 da Lei nº 10.833/2003. O entendimento era pacífico neste sentido até a edição da IN SRF 468/2004. Porém a RFB editou a referida instrução, modificando o entendimento sobre a definição de preço predeterminado, sem que qualquer lei tenha sido publicada alterando tal definição. Foi meramente nova interpretação normativa que suscitou rebates por parte dos contribuintes, tendo o STJ se pronunciado sobre a ilegalidade da IN SRF 468/2004: AgRg no RECURSO ESPECIAL Nº 1.310.284 PR (2012/00355487) EMENTA TRIBUTÁRIO E PROCESSUAL CIVIL. VIOLAÇÃO DO ART. 557 DO CPC. INEXISTÊNCIA. ALEGAÇÃO GENÉRICA. SÚMULA 284/STF. COFINS. REGIME DE CONTRIBUIÇÃO. LEI N. 10.833/03. INSTRUÇÃO NORMATIVA 468/2004. VIOLAÇÃO DO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. 1. A eventual nulidade da decisão monocrática calcada no art. 557 do CPC fica superada com a reapreciação do recurso pelo órgão colegiado, na via de agravo regimental, como bem analisado no REsp 824.406/RS de Relatoria do Min. Teori Albino Zavascki, em 18.5.2006. § 3o Ressalvados os impostos sobre a renda, a criação, alteração ou extinção de quaisquer tributos ou encargos legais, após a apresentação da proposta, quando comprovado seu impacto, implicará a revisão da tarifa, para mais ou para menos, conforme o caso. [...] Art. 23. São cláusulas essenciais do contrato de concessão as relativas: [...] IV ao preço do serviço e aos critérios e procedimentos para o reajuste e a revisão das tarifas; Art. 29. Incumbe ao poder concedente: [...] V homologar reajustes e proceder à revisão das tarifas na forma desta Lei, das normas pertinentes e do contrato; Fl. 338DF CARF MF Impresso em 03/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/01/2015 por PAULO GUILHERME DEROULEDE, Assinado digitalmente em 02/02 /2015 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 30/01/2015 por PAULO GUILHERME DEROULEDE Processo nº 10880.694471/200915 Resolução nº 3302000.501 S3C3T2 Fl. 339 8 2. A Secretaria da Receita Federal, por meio da Instrução Normativa 468/04, ao definir o que é "preço predeterminado", estabeleceu que "o caráter predeterminado do preço subsiste somente até a implementação da primeira alteração de preços" e, assim, acabou por conferir, de forma reflexa, aumento das alíquotas do PIS (de 0,65% para 1,65%) e da COFINS (de 3% para 7,6%). 3. Somente é possível a alteração, aumento ou fixação de alíquota tributária por meio de lei, sendo inviável a utilização de ato infralegal para este fim, sob pena de violação do princípio da legalidade tributária. Precedentes: REsp 1.089.998RJ, DJe 30/11/2011; REsp 1.109.034 PR, DJe 6/5/2009; e REsp 872.169RS, Dje 13/5/2009. RECURSO ESPECIAL Nº 1.169.088 MT (2009/02357184) EMENTA PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. RECURSO ESPECIAL. ART. 535, II, DO CPC. ALEGAÇÕES GENÉRICAS. SÚMULA 284/STF. INTIMAÇÃO PESSOAL DA FAZENDA. FUNDAMENTO CONSTITUCIONAL. MANDADO DE SEGURANÇA. NATUREZA PREVENTIVA. SÚMULA 7/STJ. ART. 10, XI, "B' DA LEI 10.833/03. CONCEITO DE PREÇO PREDETERMINADO. IN SRF 468/04. ILEGALIDADE. PRECEDENTE. ART. 538, PARÁGRAFO ÚNICO, DO CPC. MULTA. AFASTAMENTO. SÚMULA 98/STJ. [...]4. O preço predeterminado em contrato, previsto no art. 10, XI, "b", da Lei 10.833/03, não perde sua natureza simplesmente por conter cláusula de reajuste decorrente da correção monetária. Ilegalidade da IN n.º 468/04. Precedente. 5. A multa fixada com base no art. 538, parágrafo único, do CPC, deve ser afastada quando notório o propósito de prequestionamento dos embargos de declaração. Incidência da Súmula 98/STJ. 6. Recurso especial conhecido em parte e provido também em parte. RECURSO ESPECIAL Nº 1.089.998 RJ (2008/02056082) EMENTA TRIBUTÁRIO. COFINS. REGIME DE CONTRIBUIÇÃO. LEI N. 10.833/03. INSTRUÇÃO NORMATIVA N. 468/2004. VIOLAÇÃO DO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. 1. Cuidase de recurso especial interposto pelo contribuinte, questionando o poder regulamentar da Secretaria da Receita Federal, na edição da Instrução Normativa n. 468/04, que regulamentou o art. 10 da Lei n. 10.833/03. 2. O art. 10, inciso XI, da Lei n. 10.833/03 determina que os contratos de prestação de serviço firmados a preço determinado antes de 31.10.2003, e com prazo superior a 1 (um) ano, permanecem sujeitos ao regime tributário da cumulatividade para a incidência da COFINS. (Grifo meu.) 3. A Secretaria da Receita Federal, por meio da Instrução Normativa n. 468/04, ao definir o que é "preço predeterminado", estabeleceu que "o caráter predeterminado do preço subsiste somente até a Fl. 339DF CARF MF Impresso em 03/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/01/2015 por PAULO GUILHERME DEROULEDE, Assinado digitalmente em 02/02 /2015 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 30/01/2015 por PAULO GUILHERME DEROULEDE Processo nº 10880.694471/200915 Resolução nº 3302000.501 S3C3T2 Fl. 340 9 implementação da primeira alteração de preços " e, assim, acabou por conferir, de forma reflexa, aumento das alíquotas do PIS (de 0,65% para 1,65%) e da COFINS (de 3% para 7,6%). 4. Somente é possível a alteração, aumento ou fixação de alíquota tributária por meio de lei, sendo inviável a utilização de ato infralegal para este fim, sob pena de violação do princípio da legalidade tributária. 5. No mesmo sentido do voto que eu proferi, o Ministério Público Federal entendeu que houve ilegalidade na regulamentação da lei pela Secretaria da Receita Federal, pois "a simples aplicação da cláusula de reajuste prevista em contrato firmado anteriormente a 31.10.2003 não configura, por si só, causa de indeterminação de preço, uma vez que não muda a natureza do valor inicialmente fixado, mas tão somente repõe, com fim na preservação do equilíbrio econômico financeiro entre as partes, a desvalorização da moeda frente à inflação ." (Fls. 335, grifo meu.) Mantenho o voto apresentado, no sentido de dar provimento ao recurso especial. De fato, a IN SRF nº 468/2004 extrapolou a legislação vigente ao estipular que o reajuste implicaria em descaracterização do preço predeterminado. Entretanto, o advento do art. 109 da Lei nº 11.196/2005 alterou a configuração legislativa sobre a matéria. O art. 109 mencionou expressamente que "o reajuste de preços em função do custo de produção ou da variação de índice que reflita a variação ponderada dos custos dos insumos utilizados, nos termos do inciso II do § 1o do art. 27 da Lei no 9.069/95, não será considerado para fins da descaracterização do preço predeterminado". Se a intenção da modificação era permitir que o reajuste não descaracterizasse o preço predeterminado, não foi o que restou publicado. O art. 109 faz referência à Lei 9.069/95, conversão das MPs que criaram o Plano Real, na qual estipulava que a correção monetária, em virtude de estipulação legal ou em negócio jurídico, deveria darse pelo Índice de Preços ao Consumidor, Série r IPCr, de acordo com o art. 27 da Lei nº 9.069/95, mas ressalvadas as hipóteses de seu parágrafo primeiro: § 1º O disposto neste artigo não se aplica: I às operações e contratos de que tratam o Decretolei nº 857, de 11 de setembro de 1969, e o art. 6º da Lei nº 8.880, de 27 de maio de 1994; II aos contratos pelos quais a empresa se obrigue a vender bens para entrega futura, prestar ou fornecer serviços a serem produzidos, cujo preço poderá ser reajustado em função do custo de produção ou da variação de índice que reflita a variação ponderada dos custos dos insumos utilizados; III às hipóteses tratadas em lei especial. Foi justamente sobre o inciso II do §1º que o art. 109 fez a ressalva quanto ao reajuste não descaracterizar o preço predeterminado e não sobre o IPCr. Fl. 340DF CARF MF Impresso em 03/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/01/2015 por PAULO GUILHERME DEROULEDE, Assinado digitalmente em 02/02 /2015 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 30/01/2015 por PAULO GUILHERME DEROULEDE Processo nº 10880.694471/200915 Resolução nº 3302000.501 S3C3T2 Fl. 341 10 Salientase que a Lei nº 10.192/2001, conversão de MPs que se originaram da MP nº 1.503/95, extinguiu o IPCr em seu art. 8º: Art. 8o A partir de 1o de julho de 1995, a Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística IBGE deixará de calcular e divulgar o IPCr. § 1o Nas obrigações e contratos em que haja estipulação de reajuste pelo IPCr, este será substituído, a partir de 1o de julho de 1995, pelo índice previsto contratualmente para este fim. § 2o Na hipótese de não existir previsão de índice de preços substituto, e caso não haja acordo entre as partes, deverá ser utilizada média de índices de preços de abrangência nacional, na forma de regulamentação a ser baixada pelo Poder Executivo. A mesma lei, em seu artigo 2º, dispôs que: Art. 1o As estipulações de pagamento de obrigações pecuniárias exeqüíveis no território nacional deverão ser feitas em Real, pelo seu valor nominal. Parágrafo único. São vedadas, sob pena de nulidade, quaisquer estipulações de: I pagamento expressas em, ou vinculadas a ouro ou moeda estrangeira, ressalvado o disposto nos arts. 2o e 3o do DecretoLei no 857, de 11 de setembro de 1969, e na parte final do art. 6o da Lei no 8.880, de 27 de maio de 1994; II reajuste ou correção monetária expressas em, ou vinculadas a unidade monetária de conta de qualquer natureza; III correção monetária ou de reajuste por índices de preços gerais, setoriais ou que reflitam a variação dos custos de produção ou dos insumos utilizados, ressalvado o disposto no artigo seguinte. Art. 2o É admitida estipulação de correção monetária ou de reajuste por índices de preços gerais, setoriais ou que reflitam a variação dos custos de produção ou dos insumos utilizados nos contratos de prazo de duração igual ou superior a um ano. § 1o É nula de pleno direito qualquer estipulação de reajuste ou correção monetária de periodicidade inferior a um ano. § 2o Em caso de revisão contratual, o termo inicial do período de correção monetária ou reajuste, ou de nova revisão, será a data em que a anterior revisão tiver ocorrido. § 3o Ressalvado o disposto no § 7o do art. 28 da Lei no 9.069, de 29 de junho de 1995, e no parágrafo seguinte, são nulos de pleno direito quaisquer expedientes que, na apuração do índice de reajuste, produzam efeitos financeiros equivalentes aos de reajuste de periodicidade inferior à anual. O Decreto nº 1.544/95 estipulou que, na hipótese de não existir previsão de índice para substituir o IPCr e na falta de acordo entre as partes, deveria ser utilizada a média Fl. 341DF CARF MF Impresso em 03/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/01/2015 por PAULO GUILHERME DEROULEDE, Assinado digitalmente em 02/02 /2015 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 30/01/2015 por PAULO GUILHERME DEROULEDE Processo nº 10880.694471/200915 Resolução nº 3302000.501 S3C3T2 Fl. 342 11 aritmética entre o Índice Nacional de Preços ao Consumidor INPC do IBGE e o Índice Geral de Preços Disponibilidade Interna IGPDI da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Art. 1º Na hipótese de não existir previsão de índice de preços substituto, e caso não haja acordo entre as partes, a média de índices de preços de abrangência nacional a ser utilizada nas obrigações e contratos anteriormente estipulados com reajustamentos pelo IPCr, a partir de 1º de julho de 1995, será a média aritmética simples dos seguintes índices: I Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), da Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE); II Índice Geral de Preços Disponibilidade Interna (IGPDI), da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Observase que a própria legislação, já em 1995, cuidou de diferenciar o reajuste em função de índices gerais ou setoriais do reajuste em função do custo de produção ou da variação de índice que reflita a variação ponderada dos custos dos insumos utilizados, inicialmente no art. 27 da Lei 9.069/95 e posteriormente nos artigos 1º e 2º da Lei nº 10.192/2001 (na realidade, a diferença temporal entre as disposições é de apenas 10 dias). O art. 109, ao se referir apenas ao reajuste em função do custo de produção ou da variação de índice que reflita a variação ponderada dos custos dos insumos utilizados, acabou inovando a definição de preço predeterminado, estabelecendo uma distinção até então inexistente. Quisesse apenas referirse a reajuste em geral, bastaria têlo feito nos termos do art. 2º da Lei nº 10.192/2001. Reforçam este entendimento, as emendas feitas à MP 252/2005, citadas na Nota Técnica 224/2006 SFFANEEL: Emendas n° 224 (Dep. Eduardo Gomes), 225 (Dep. Eduardo Sciarra), e 353 (Dep. Max Rosenmann): EMENDA ART. 44A. O art. 10, inciso XI,da Lei nº 10.833, de 2003, passa a vigorar com a seguinte redação: "Art. 10........................................................................... ........................................................................................ XI as receitas relativas a contratos firmados anteriormente a 31 de outubro de 2003, independentemente de a eles serem aplicados reajustamentos previstos em cláusulas contratuais." JUSTIFICATIVA: a redação proposta , com adição da locução "independentemente de a eles serem aplicados reajustamentos previstos em cláusulas contratuais" fazse necessária, visto que o Poder Executivo através da Instrução Normativa nº 468/2004, da SRF, mudou a interpretação do conceito de "preço predeterminado" passando a impedir que os contratos abrigados pela Lei nº 10.833/2003, deixem de usufruir o direito de permanecer sob o regime da cumulatividade. A IN em questão entende que o simples reajuste de preço por índices oficiais já caracteriza uma mudança da base do preço e desta forma afasta a eficácia do dispositivo legal. No fundo o que a IN faz é, na prática, Fl. 342DF CARF MF Impresso em 03/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/01/2015 por PAULO GUILHERME DEROULEDE, Assinado digitalmente em 02/02 /2015 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 30/01/2015 por PAULO GUILHERME DEROULEDE Processo nº 10880.694471/200915 Resolução nº 3302000.501 S3C3T2 Fl. 343 12 equiparar o conceito de preço predeterminado " ao conceito de preço fixo, uma vez que praticamente não existe contrato com prazo superior a um ano sem previsão de reajustamento. Tivesse sido assim publicado o artigo 109, a interpretação forçosamente retornaria ao texto da IN SRF nº 21/79, mas não foi o ocorrido. Todavia, a redação da IN SRF 658/2006 modificou, sutilmente, a redação do art. 109, ao dispor no §3º do art. 3º: § 3 º O reajuste de preços, efetivado após 31 de outubro de 2003, em percentual não superior àquele correspondente ao acréscimo dos custos de produção ou à variação de índice que reflita a variação ponderada dos custos dos insumos utilizados, nos termos do inciso II do § 1 º do art. 27 da Lei n º 9.069, de 29 de junho de 1995, não descaracteriza o preço predeterminado. A redação da lei que era "reajuste de preços em função do" foi regulamentada como "reajuste de preços em percentual não superior". Esta redação não exclui, a priori, a utilização de qualquer índice, desde que ele não ultrapasse o acréscimo dos custos de produção ou à variação de índice que reflita a variação ponderada dos custos dos insumos utilizados. Assim, se a fórmula de reajuste utilizada não ultrapassar aqueles limites, deve tal fórmula de reajuste não descaracterizar o preço predeterminado. Ressaltase que o art. 109 está em consonância com o fundamento econômico para o reajuste que é a variação dos custos, como dispõe o inciso XI do art. 40 da Lei nº 8.666/93 e o inciso XVIII do art. 3º da Lei nº 9.427/96, que instituiu a Agência Nacional de Energia Elétrica ANEEL: Lei nº 8.666/93: Art. 40. O edital conterá no preâmbulo o número de ordem em série anual, o nome da repartição interessada e de seu setor, a modalidade, o regime de execução e o tipo da licitação, a menção de que será regida por esta Lei, o local, dia e hora para recebimento da documentação e proposta, bem como para início da abertura dos envelopes, e indicará, obrigatoriamente, o seguinte: [...]XI critério de reajuste, que deverá retratar a variação efetiva do custo de produção, admitida a adoção de índices específicos ou setoriais, desde a data prevista para apresentação da proposta, ou do orçamento a que essa proposta se referir, até a data do adimplemento de cada parcela; (Redação dada pela Lei nº 8.883, de 1994) Lei nº 9.427/96: Art. 3o Além das atribuições previstas nos incisos II, III, V, VI, VII, X, XI e XII do art. 29 e no art. 30 da Lei no 8.987, de 13 de fevereiro de 1995, de outras incumbências expressamente previstas em lei e observado o disposto no § 1o, compete à ANEEL: (Redação dada pela Lei nº 10.848, de 2004) (Vide Decreto nº 6.802, de 2009). [...]XVIII definir as tarifas de uso dos sistemas de transmissão e distribuição, sendo que as de transmissão devem ser baseadas nas seguintes diretrizes: (Incluído pela Lei nº 10.848, de 2004) Fl. 343DF CARF MF Impresso em 03/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/01/2015 por PAULO GUILHERME DEROULEDE, Assinado digitalmente em 02/02 /2015 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 30/01/2015 por PAULO GUILHERME DEROULEDE Processo nº 10880.694471/200915 Resolução nº 3302000.501 S3C3T2 Fl. 344 13 a) assegurar arrecadação de recursos suficientes para cobertura dos custos dos sistemas de transmissão; e (Incluído pela Lei nº 10.848, de 2004) a) assegurar arrecadação de recursos suficientes para a cobertura dos custos dos sistemas de transmissão, inclusive das interligações internacionais conectadas à rede básica; (Redação dada pela Lei nº 12.111, de 2009) b) utilizar sinal locacional visando a assegurar maiores encargos para os agentes que mais onerem o sistema de transmissão; (Incluído pela Lei nº 10.848, de 2004) Estabelecidas as condições para a definição de preço predeterminado, passase à análise do contrato apresentado. A recorrente auferiu receitas decorrentes da prestação de serviço de transmissão de energia elétrica, regulado pela Agência Nacional de Energia Elétrica ANEEL instituída pela Lei nº 9.427/1996, e pelo contrato firmado com o Operador Nacional do Sistema Elétrico – ONS em 13/09/1999, intitulado Contrato de Prestação de Serviço de Transmissão de Energia Elétrica (CONTRATO CPST Nº 006/1999). O ONS é entidade de direito privado sem fins lucrativos, cabendolhe, dentre outras atribuições, a de contratar e administrar os serviços de transmissão de energia elétrica e respectivas condições de acesso, bem como dos serviços ancilares, nos termos do art. 13, parágrafo único, alínea “d” da Lei nº 9.648/98, sob fiscalização e regulação da ANEEL (Resolução nº 351/98 e Decreto nº 2.655/98). O contrato celebrado denominase CONTRATO DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇO DE TRANSMISSÃO e tem por objeto regular as condições de administração e coordenação por parte da ONS, da prestação de serviço de transmissão pela Transmissora (recorrente). Seu prazo de vigência é a partir de 13/09/1999 e permanece até a extinção da concessão da transmissora. A claúsula 36º dispõe que a recorrente teria direito a receber dos usuários, mediante os Contratos de Uso do Sistema de Transmissão, um duodécimo da receita anual permitida, e seu parágrafo 1º dispôs que os serviços de operação de rede básica, serviços de telecomunicações e serviços ancilares seriam remunerados pela RAP até a assinatura de contratos específicos, a serem assinados até 30/06/2000 e 31/12/2002. A cláusula 37º menciona ainda a existência de Contrato de Concessão de Serviço Público de Transmissão de Energia Elétrica. A cláusula 40º estipula que o pagamento mensal à transmissora será realizado de acordo com as datas e condições definidas nos Contratos de Uso do Sistema de Transmissão. Cláusula 40º O pagamento mensal, definido na Cláusula 36*, devido pelos USUÁRIOS à TRANSMISSORA pela Prestação dos Serviços de Transmissão, será realizado em 3 (três) vencimentos, cada um equivalente a 1/3 (um terço) do valor global devido, nas datas e condições definidas nos CONTRATOS DE USO DO SISTEMA DE TRANSMISSÃO. Fl. 344DF CARF MF Impresso em 03/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/01/2015 por PAULO GUILHERME DEROULEDE, Assinado digitalmente em 02/02 /2015 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 30/01/2015 por PAULO GUILHERME DEROULEDE Processo nº 10880.694471/200915 Resolução nº 3302000.501 S3C3T2 Fl. 345 14 Verificase que o contrato apresentado é entre o ONS e a recorrente e destinase a regular as condições de administração e coordenação por parte da ONS, da prestação de serviço de transmissão, mas não corresponde aos contratos dos quais decorrem as receitas auferidas. Assim, nestes contratos é que estão previstos as condições que permitem aferir sua caracterização como de longo prazo e do preço predeterminado, como: data de assinatura, prazo de vigência, data em que ocorreu o primeiro reajuste, fórmula estabelecida para cálculo do reajuste, e outros. Por outro lado, a Nota Técnica nº 224/2006, elaborada pela Superintendência de Fiscalização Econômica e Financeira – SFF/ANEEL, apresenta os modelos de contratos utilizados na concessão do serviço público de transmissão, contratos de prestação de serviços de transmissão CPST e contratos de uso do sistema de transmissão CUST. Da análise das cláusulas dos modelos apresentados, são necessários alguns esclarecimentos por parte da recorrente para melhor compreendêlos, bem como detalhar a receita auferida, vinculando cada parcela ao contrato que lhe deu origem. Diante do exposto, voto para converter o presente julgamento em resolução para que a autoridade administrativa intime a recorrente a: 1. Relacionar as receitas auferidas ao contrato do qual decorrem; 2. Apresentar o Contrato de Concessão do Serviço Público de Transmissão, especificando a data de assinatura, o prazo de vigência, as condições contratadas para o reajustamento fórmula e datas de reajuste; 3. Identificar o primeiro reajustamento ocorrido após 31/10/2003, relativamente às receitas auferidas; 4. Esclarecer se houve alguma revisão do contrato visando a manutenção do equilíbrio econômicofinanceiro; 5. Apresentar as resoluções da ANEEL relativas a novos acréscimos ao preço originalmente contrato Receita Anual Permitida identificando a origem destes acréscimos; 6. Esclarecer se na receita auferida constam revisões de que trata a cláusula abaixo reproduzida: Oitava Subcláusula A ANEEL procederá, anualmente, à revisão da RECEITA ANUAL PERMITIDA do SERVIÇO PÚBLICO DE TRANSMISSÃO, pela execução de modificações, reforços e ampliações nas INSTALAÇÕES DE TRANSMISSÃO, inclusive as decorrentes de novos padrões de desempenho técnico determinados peia ANEEL, conforme procedimentos definidos na Oitava Subcláusula da Cláusula Quarta deste CONTRA TO DE CONCESSÃO 7. Esclarecer se na receita auferida há parcela recebida devida à ultrapassagem do sistema de transmissão e da sobrecarga; 8. Informar a existência de Contratos de Conexão à Transmissão firmados após 31/10/2003, de acordo com a Resolução nº 489/2002; Fl. 345DF CARF MF Impresso em 03/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/01/2015 por PAULO GUILHERME DEROULEDE, Assinado digitalmente em 02/02 /2015 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 30/01/2015 por PAULO GUILHERME DEROULEDE Processo nº 10880.694471/200915 Resolução nº 3302000.501 S3C3T2 Fl. 346 15 9. Se houve parcela de ajuste na Receita Anual Permitida, relacionada com a majoração das alíquotas de PIS e Cofins, nos termos do disposto no item 69 da Nota Técnica 224/2006: PA (PIS/COFINS) = parcela a ser adicionada a PA de cada concessionária de serviço público de transmissão de energia elétrica, resultante do impacto financeiro decorrente da majoração das alíquotas do PIS/PASEP e da COFINS 10. Esclarecer se consta receita auferida de novas instalações de transmissão, de acordo com o item 70 da Nota Técnica 224/2006 e a data em que foram autorizadas pela ANEEL: Dessa forma, é possível, e freqüentemente ocorre, a necessidade da realização de obras visando a implantação de novas instalações de transmissão de energia elétrica integrantes da Rede Básica do Sistema Interligado Nacional SIN. Tais obras são então autorizadas por esta ANEEL, mediante a publicação de Resoluções Autorizativas, nas quais é fixada respectiva receita.. 11. Esclarecer se existe algum índice setorial que reflita a variação ponderada dos custos dos insumos utilizados; 12. Elaborar comparativo entre a evolução dos custos da prestação do serviço e da variação do índice mencionado no item anterior e o reajuste adotado, relativo ao período correspondente ao reajuste ocorrido imediatamente anterior a 31/10/2003 e os ocorridos até a competência do crédito objeto da DCOMP. Após concluída a resposta à intimação, elaborar relatório fiscal, separando as receitas que entender sujeitas à incidência nãocumulativa das sujeitas à incidência cumulativa, a partir das premissas contidas nesta resolução, facultando à recorrente o prazo de trinta dias para se pronunciar sobre as conclusões obtidas, nos termos do parágrafo único do artigo 35 do Decreto nº 7.574, de 2011. (assinado digitalmente) Paulo Guilherme Déroulède Fl. 346DF CARF MF Impresso em 03/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/01/2015 por PAULO GUILHERME DEROULEDE, Assinado digitalmente em 02/02 /2015 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 30/01/2015 por PAULO GUILHERME DEROULEDE
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